<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Fri, 25 Sep 2026 22:00:13 +0000</lastBuildDate><pubDate>Fri, 25 Sep 2026 22:00:13 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Fora do comum: o Telescópio Espacial Roman da NASA já está a superar as expectativas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/fora-do-comum-o-telescopio-espacial-roman-da-nasa-ja-esta-a-superar-as-expectativas.html</link><pubDate>Fri, 25 Sep 2026 18:54:43 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Três semanas após o lançamento do mais recente telescópio espacial da NASA, o conjunto de instrumentos destinado ao ponto L2 foi ligado, enquanto a sua eficiência no consumo de combustível aponta para uma possível prolongação da duração da missão.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/out-of-this-world-nasa-s-roman-space-telescope-is-already-exceeding-expectations-1790280972468.jpeg" data-image="mti91dhkvu4q" alt="Space Telescope" title="Space Telescope"><figcaption>O Instrumento de Campo Amplo (WFI) a bordo do Telescópio Espacial Nancy Grace Roman tem aproximadamente o tamanho de um computador portátil e um campo de visão cerca de 100 vezes maior do que o do Hubble.</figcaption></figure><p> O Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, lançado a 30 de agosto, encontra-se a caminho do seu destino final, a quase um milhão de milhas da Terra (1.609.340 km). E o "Roman" já ultrapassou dois marcos importantes. A câmara de infravermelhos de 300 megapixéis foi ativada, enquanto <strong>o coronógrafo — concebido para detetar novos exoplanetas — entrou em funcionamento</strong>.</p><p>Às boas notícias relativas aos instrumentos juntam-se os relatórios da NASA que indicam que <strong>o combustível a bordo poderá ser suficiente para, pelo menos, 22 anos de investigação científica</strong>. Este valor é mais do dobro das estimativas iniciais, que se situavam mais perto de uma década.</p><h2>Queima eficiente, lançamento bem-sucedido e tempo de desbloqueio</h2><p>Todo o combustível é fundamental para a Roman. O seu destino — o ponto de Lagrange L2 entre a Terra e o Sol — fica a quase um milhão de milhas da Terra. Uma missão de resgate tripulada está fora de questão, dados os limites tecnológicos atuais. Por isso, <strong>toda a atenção está voltada para a eficiência do combustível em cada etapa do percurso</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Hey! <br><br>ICYMI It's been almost a month since Roman's launch and the observatory is currently on its way to L2, a million miles from earth.<br> <br>Stay up to date on the mission here: <a href="https://t.co/cyGjI3n6kR">https://t.co/cyGjI3n6kR</a> <a href="https://t.co/muY6kih251">pic.twitter.com/muY6kih251</a></p>— Nancy Grace Roman Space Telescope (@NASARoman) <a href="https://x.com/NASARoman/status/2102087640824549859?ref_src=twsrc%5Etfw">September 21, 2026</a></blockquote></figure><p>O plano inicial para a Roman previa uma missão principal de cinco anos, com a possibilidade de prolongamento por mais cinco anos, dependendo do consumo de combustível. <strong>Antes do lançamento</strong>, a nave espacial que transportava a Roman ficou abaixo do peso previsto, <strong>o que permitiu à NASA carregar combustível adicional nos tanques de bordo</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg><strong>Graças ao planeamento meticuloso da nossa equipa de dinâmica orbital, à execução brilhante da equipa de operações e a um lançamento preciso da SpaceX, a Roman dispõe de combustível para, pelo menos, 22 anos de potenciais operações científicas. — Jamie Dunn, Diretor do Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA.</strong><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A partir daí, uma manobra de correção de trajetória a meio do percurso, executada no dia seguinte ao lançamento, foi concretizada com 99% de precisão. Apenas um décimo da hidrazina prevista para a manobra foi utilizada, poupando quase 400 libras adicionais de combustível. Se a próxima correção de trajetória deste tipo for bem executada, isso poderá resultar numa poupança de combustível ainda maior. Tudo isto contribui para que a missão possa prolongar-se dos cinco anos previstos para mais de 20.</p><h2>A instrumentação ganha vida</h2><p><strong>No dia 1 de setembro, o coronógrafo da Roman entrou em funcionamento</strong>. O instrumento, concebido para captar imagens de exoplanetas bloqueando o brilho das estrelas próximas, concluiu a sua sequência de ativação dois dias após o lançamento.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Weve got our starglasses on! <br><br>Romans Coronagraph Instrument has activated. This system of masks, prisms, detectors, and self-flexing mirrors will block out the glare from distant stars and directly image the planets and disks in orbit around them.<a href="https://t.co/1Rux9EC54J">https://t.co/1Rux9EC54J</a> <a href="https://t.co/V5AtBlx1VW">pic.twitter.com/V5AtBlx1VW</a></p>— Nancy Grace Roman Space Telescope (@NASARoman) <a href="https://x.com/NASARoman/status/2094814081785979194?ref_src=twsrc%5Etfw">September 1, 2026</a></blockquote></figure><p>O Instrumento de Campo Amplo (Wide Field Instrument) foi ligado dez dias depois, a 11 de setembro. Foram captadas imagens de referência para garantir que o instrumento está a funcionar conforme previsto. <strong>Esta câmara científica principal a bordo inclui 18 detetores de infravermelhos para captar com nitidez áreas mais amplas do espaço profundo</strong>.</p><h2>Próximos marcos no horizonte</h2><p>Antes de se poder dar início à fase principal das operações científicas, serão realizadas calibrações e testes exaustivos a ambos os instrumentos nos próximos meses. Na verdade, <strong>o coronógrafo necessita de 30 dias para aquecer e descontaminar-se, à medida que vestígios de água e substâncias químicas na sua superfície se evaporam</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="643224" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-novo-telescopio-espacial-nancy-grace-roman-da-nasa-vai-medir-a-expansao-acelerada-do-universo-astronomia.html" title="O novo Telescópio Espacial Nancy Grace Roman da NASA vai medir a expansão acelerada do Universo">O novo Telescópio Espacial Nancy Grace Roman da NASA vai medir a expansão acelerada do Universo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-novo-telescopio-espacial-nancy-grace-roman-da-nasa-vai-medir-a-expansao-acelerada-do-universo-astronomia.html" title="O novo Telescópio Espacial Nancy Grace Roman da NASA vai medir a expansão acelerada do Universo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nuevo-telescopio-de-la-nasa-permitira-medir-la-expansion-acelerada-del-universo-astronomia-cosmologia-1707422154184_320.jpeg" alt="O novo Telescópio Espacial Nancy Grace Roman da NASA vai medir a expansão acelerada do Universo"></a></article></aside><p>A próxima correção de trajetória está prevista para o final deste mês. A inserção orbital no ponto L2 terá lugar no início de dezembro, cerca de 100 dias após o seu lançamento. <strong>As primeiras imagens da Roman são esperadas para o início de 2027</strong>. A sua missão principal consiste no estudo da energia escura e na procura de novos exoplanetas espalhados por milhares de milhões de galáxias próximas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/fora-do-comum-o-telescopio-espacial-roman-da-nasa-ja-esta-a-superar-as-expectativas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A duração da época de degelo no Ártico estabilizou nos últimos anos, apesar do rápido aquecimento]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-duracao-da-epoca-de-degelo-no-artico-estabilizou-nos-ultimos-anos-apesar-do-rapido-aquecimento.html</link><pubDate>Fri, 25 Sep 2026 18:46:03 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Há décadas que o gelo marinho do Ártico tem vindo a derreter mais cedo na primavera e a congelar mais tarde no outono, mas esta tendência mudou recentemente. Por que razão isto está a acontecer, quando as regiões do Ártico estão a aquecer mais rapidamente do que o resto do mundo?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/duracion-de-la-temporada-de-deshielo-artico-estabilizado-1790090010343.png" data-image="nyeft5otbujp"><figcaption>Desde o início dos registos por satélite, a época de derretimento no Ártico tem-se prolongado na maioria das décadas, especialmente durante a década de 2000 (à esquerda). Desde 2010 (à direita), a época de derretimento parece ter-se estabilizado. Imagens de Michala Garrison com base em dados de Boisvert, L., et al.</figcaption></figure><p>Embora a época de derretimento do gelo marinho se tenha prolongado drasticamente durante a maior parte da era dos satélites, <strong>a tendência estabilizou-se inesperadamente por volta de 2010</strong>.</p><p>Durante décadas, o gelo marinho do Ártico tem derretido mais cedo na primavera e congelado mais tarde no outono, prolongando a época de derretimento e contribuindo para uma perda generalizada de gelo. Um novo estudo liderado pela NASA concluiu que, embora <strong>a época de derretimento no Ártico se tenha prolongado drasticamente desde o início dos registos por satélite</strong>, essa tendência estabilizou-se inesperadamente por volta de 2010.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/duracion-de-la-temporada-de-deshielo-artico-estabilizado-1790090025321.gif" data-image="vjzncl02lei8"><figcaption>Tal como acima, mas apresentado como uma sequência de décadas destacadas no recorte. Imagens de Michala Garrison, com base em dados de Boisvert, L., et al.</figcaption></figure><p>De acordo com o estudo, a época de derretimento no Ártico é agora cerca de 40 dias mais longa do que era em 1979. <strong>A maior parte deste aumento ocorreu antes de 2010</strong>. Desde então, a duração média da época de derretimento tem-se mantido relativamente estável, apesar das grandes flutuações de ano para ano.</p><h2>Resultados do estudo da NASA</h2><p>Os investigadores analisaram <strong>observações por satélite realizadas entre 1979 e 2023 para determinar quando o gelo marinho começa a derreter</strong> em cada primavera e quando volta a congelar em cada outono. Concluíram que esta alteração se deveu principalmente ao facto de o gelo marinho congelar mais tarde no ano, em vez de derreter mais cedo na primavera.</p><p>“Anteriormente, havia mais gelo plurianual que não derretia todos os verões," explicou Linette Boisvert, coautora do estudo e investigadora especializada em gelo no Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA. <strong>"Agora que o gelo está mais fino e há menos, a variabilidade é muito maior."</strong> No entanto, em média, o declínio na espessura e extensão do gelo marinho que ocorreu durante a década de 2000 parece ter cessado, por enquanto.</p><p>Para compreender o motivo, a equipa analisou as alterações no balanço energético do Ártico: a diferença líquida entre o calor proveniente do Sol, da atmosfera e do oceano e a radiação infravermelha reemitida para o espaço.</p><p><strong>Durante o período de rápida perda de gelo na década de 2000, a redução da cobertura de gelo expôs águas oceânicas mais escuras, que absorveram mais luz solar</strong>. Esta energia solar adicional atrasou o congelamento e contribuiu para prolongar a época de derretimento.</p><p><strong>No mapa à esquerda, as áreas mais vermelhas assinalam as regiões onde a época de derretimento aumentou mais rapidamente durante essa década, em até cinco dias por ano</strong>. Grande parte do gelo ártico atual é mais jovem e mais fino do que o gelo plurianual que outrora se estendia mais amplamente pelo Oceano Ártico, tornando-o mais vulnerável a variações na cobertura de nuvens, tempestades e ventos.</p><p>Desde 2010, as alterações na cobertura de nuvens reduziram a quantidade de luz solar que atinge algumas áreas do Oceano Ártico. Isto fez com que a época de derretimento variasse de ano para ano, mantendo-se, no entanto, relativamente estável a longo prazo. <strong>O mapa à direita reflete esta mudança, com tons mais claros de azul e vermelho a indicarem taxas de variação mais moderadas durante essa década</strong>.</p><p>Estas conclusões não sugerem que as alterações no clima da Terra tenham deixado de afetar o Ártico.</p><div class="texto-destacado"><strong>A região continua a aquecer quase quatro vezes mais depressa do que a média global, e o gelo marinho remanescente é consideravelmente mais fino do que era há várias décadas.</strong></div><p>Em vez disso, o estudo sugere que o Ártico possa ter entrado numa nova fase, na qual os padrões meteorológicos anuais têm uma influência maior na época de derretimento do que tinham anteriormente.</p><p><strong>"A duração da época de derretimento depende muito mais de efeitos atmosféricos,"</strong> afirmou Boisvert. "Estes parecem desempenhar um papel mais importante porque o gelo está frequentemente mais fino e mais vulnerável desde o início."</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786844" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-fabrica-de-nuvens-natural-no-artico-que-nao-aparecia-em-modelos-climaticos.html" title="Cientistas descobrem “fábrica de nuvens” natural no Ártico que não aparecia em modelos climáticos">Cientistas descobrem “fábrica de nuvens” natural no Ártico que não aparecia em modelos climáticos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-fabrica-de-nuvens-natural-no-artico-que-nao-aparecia-em-modelos-climaticos.html" title="Cientistas descobrem “fábrica de nuvens” natural no Ártico que não aparecia em modelos climáticos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/uk-scientists-discover-a-natural-arctic-cloud-factory-missing-from-climate-models-1787704334813_320.png" alt="Cientistas descobrem “fábrica de nuvens” natural no Ártico que não aparecia em modelos climáticos"></a></article></aside><p><strong>Os investigadores alertam que a aparente estabilização poderá ser temporária</strong>. A norte da Gronelândia e do Arquipélago Ártico Canadiano, persiste ainda uma espessa camada de gelo ártico ao longo de todo o ano. O afinamento contínuo do gelo nestas regiões poderá desencadear outro período de rápida perda de gelo marinho, com o potencial de prolongar ainda mais a época de derretimento.</p><p>Por enquanto, <strong>o estudo destaca a importância de continuar as observações por satélite do gelo marinho ártico e do balanço energético que controla o seu crescimento e derretimento</strong>. Resta determinar se a recente estabilização representa uma mudança duradoura na época de derretimento ou uma pausa antes de outro período de mudanças rápidas.</p><p>Imagens do <em>NASA Earth Observatory</em>, produzidas por Michala Garrison, utilizando dados de <em>Boisvert, L., et al. (2026)</em>. Artigo de James Riordon/Equipa de Notícias de Ciências da Terra da NASA. </p><p>Fonte:<a href="https://science.nasa.gov/" target="_blank"> </a><strong><a href="https://science.nasa.gov/" target="_blank">NASA</a> </strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Boisvert%2C%20L.%2C%20Parker%2C%20C.%2C%20Valkonen%2C%20E.%20et%20al" data-year="" data-title="A%20recent%20stabilization%20in%20the%20lengthening%20of%20the%20Arctic%20sea%20ice%20melt%20season%20into%20a%20highly%20variable%20regime.%20Commun%20Earth%20Environ" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs43247-026-03534-8">Boisvert, L., Parker, C., Valkonen, E. et al. <a href="https://www.nature.com/articles/s43247-026-03534-8" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A recent stabilization in the lengthening of the Arctic sea ice melt season into a highly variable regime. Commun Earth Environ</a>.</cite></p></section><p><a href="https://doi.org/10.1038/s43247-026-03534-8"></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-duracao-da-epoca-de-degelo-no-artico-estabilizou-nos-ultimos-anos-apesar-do-rapido-aquecimento.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aproxima-se uma batalha de massas de ar em Portugal: poeiras, chuva e vento moldam o tempo durante 6 dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-uma-batalha-de-massas-de-ar-em-portugal-poeiras-chuva-e-vento-moldam-o-tempo-durante-6-dias.html</link><pubDate>Fri, 25 Sep 2026 15:37:49 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O Atlântico será palco da batalha de massas de ar quente e frio que moldarão a evolução do tempo em Portugal continental. Consulte as últimas novidades dos modelos de previsão!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbd1j4m"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbd1j4m.jpg" id="xbd1j4m"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Antes da mudança do estado do tempo prevista para a reta final do mês, marcada sobretudo pela chegada de uma frente fria na terça-feira (29), a crista anticiclónica subtropical - zona alongada de altas pressões que tem favorecido a estabilidade atmosférica e o transporte de ar quente e seco para a Península Ibérica, responsável pelas temperaturas acima da média que se têm verificado por grande parte de setembro - ainda persistirá por mais algumas horas e dias.</p><h2>Poeiras do Saara poderão conviver com a precipitação gerada pela frente fria, como?</h2><p><strong>O ar quente e seco transportado para a Península Ibérica estará carregado de poeiras</strong> provenientes do Norte de África, em particular a partir de regiões do Saara Ocidental.</p><p>Prevê-se que tal configuração seja favorecida pela distribuição de diversos centros de ação atmosférica: <strong>a mesma crista que nos traz tempo estável e seco será forçada a enfraquecer e a migrar para leste</strong> ao ser agitada por um sistema de baixas pressões que surgiu no Atlântico na costa oeste de África - perturbação conhecida agora como <strong>tempestade tropical Gonzalo</strong> e nomeada pelo NHC (Centro Nacional de Furacões dos EUA).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-uma-batalha-de-massas-de-ar-em-portugal-poeiras-chuva-e-vento-moldam-o-tempo-durante-6-dias-1790349735711.jpg" data-image="r5fyoxb0p7ql"><figcaption>Poeiras saarianas em suspensão a cobrir Portugal continental na próxima segunda-feira (28) e dados meteorológicos desta sexta-feira (25) relativos à tempestade tropical Gonzalo, posicionada a oeste da costa de África.</figcaption></figure><p>Esta movimentação permitirá a intrusão e gradual progressão sobre território nacional, de sul para norte da geografia de Portugal continental, de uma extensa língua de partículas provenientes do Norte de África. <strong>As poeiras em suspensão deixarão o céu turvo e com aspeto esbranquiçado a partir de sábado (26)</strong>, podendo persistir até à aproximação da frente fria na terça-feira (29).</p><div class="texto-destacado">Contudo, a presença de poeiras em suspensão no ar não significa que não possa ocorrer precipitação. Isto porque, em muitas ocasiões, quando a chuva atravessa uma camada da atmosfera carregada de partículas minerais, estas podem ser incorporadas nas gotas de águas e posteriormente depositadas à superfície.</div><p>Caso as concentrações sejam suficientemente elevadas - algo que de momento parece improvável, de acordo com o modelo CAMS - poderão ocorrer episódios de chuva com deposição de poeiras, conhecidos comumente como <strong>“chuva de lama”</strong>.</p><h2>Atlântico será palco da batalha entre massas de ar quente e frio. Portugal na rota de chuva, vento e também de poeiras</h2><p>O facto de estarem previstas poeiras do Saara <strong>não impede a chegada da frente fria</strong> associada ao ciclone-bomba que se formará no Atlântico Norte e consequente queda de precipitação daí advinda. Na verdade, no Atlântico preveem-se vários cenários que em conjunto resultarão nos <strong>efeitos meteorológicos de diversa índole que afetarão Portugal continental nos próximos dias</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-uma-batalha-de-massas-de-ar-em-portugal-poeiras-chuva-e-vento-moldam-o-tempo-durante-6-dias-1790349410602.jpg" data-image="uc0u096p6ich"><figcaption>A ‘batalha’ entre massas de ar frio e ar quente em pleno Atlântico resultará de um forte contraste bem visível nos mapas da Meteored. Portugal continental e outros países da Europa Ocidental ficarão numa zona diretamente influenciada, primeiro pelo ar quente e depois pelo ar frio que o afastará progressivamente.</figcaption></figure><p><strong>Ao mesmo tempo</strong> que na parte mais a norte do Atlântico ocorrerá uma fusão de centros de baixas pressões que dará origem ao ciclone-bomba e às respetivas linhas de instabilidade e frente fria daí provenientes que trarão <strong>chuva, vento e descida das temperaturas a Portugal nos 4 últimos dias de setembro (massas de ar mais frias)</strong>, ocorrerá a movimentação da já referida <strong>tempestade tropical Gonzalo que promoverá o levantamento de poeiras do Saara (massas de ar mais quentes)</strong>.</p><p>Então, aquilo que ocorrerá é que, de noroeste para sudeste o ar frio atlântico associado às baixas pressões varrerá progressivamente o ar quente, contribuindo para a <strong>descida gradual das temperaturas que se irá verificando no nosso país nos últimos dias de setembro e possivelmente nos primeiros dias de outubro</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790444" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-35-c-este-sabado-as-temperaturas-elevadas-persistirao-em-seis-distritos-do-centro-e-sul.html" title="Até 35 ºC: este sábado as temperaturas elevadas persistirão em seis distritos do Centro e Sul">Até 35 ºC: este sábado as temperaturas elevadas persistirão em seis distritos do Centro e Sul</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-35-c-este-sabado-as-temperaturas-elevadas-persistirao-em-seis-distritos-do-centro-e-sul.html" title="Até 35 ºC: este sábado as temperaturas elevadas persistirão em seis distritos do Centro e Sul"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-35-c-este-sabado-as-temperaturas-elevadas-persistirao-em-seis-distritos-do-centro-e-sul-1790345813137_320.jpg" alt="Até 35 ºC: este sábado as temperaturas elevadas persistirão em seis distritos do Centro e Sul"></a></article></aside><p><strong>O enfraquecimento da crista de altas pressões</strong> responsável pelo tempo quente e seco que tem persistido ultimamente no nosso país, bem como a mudança no seu formato e movimentação ligeira para leste, rumo a outras zonas da Europa, <strong>é também explicado pelo aparecimento dos múltiplos sistemas de baixas pressões no Atlântico</strong>, entre os quais o ciclone-bomba que se formará no Atlântico Norte e a tempestade tropical Gonzalo, nascida na costa oeste de África e que passará perto de Cabo Verde, arquipélago onde poderá deixar chuva e vento.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-uma-batalha-de-massas-de-ar-em-portugal-poeiras-chuva-e-vento-moldam-o-tempo-durante-6-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 35 ºC: este sábado as temperaturas elevadas persistirão em seis distritos do Centro e Sul]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-35-c-este-sabado-as-temperaturas-elevadas-persistirao-em-seis-distritos-do-centro-e-sul.html</link><pubDate>Fri, 25 Sep 2026 15:02:05 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Este sábado, o Centro e Sul continuarão sob calor intenso, com os termómetros a atingirem 35 ºC. As temperaturas ficarão muito acima do habitual para o final de setembro, com anomalias que poderão chegar aos +9 ºC.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbd0z1y"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbd0z1y.jpg" id="xbd0z1y"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As temperaturas elevadas vão continuar a fazer-se sentir em várias regiões de Portugal Continental neste sábado, 26 de setembro. O calor será particularmente expressivo no Centro e Sul, com seis distritos a registarem temperaturas que poderão chegar, pontualmente, aos 35 ºC. <strong>Este cenário deverá ser favorecido pela permanência de ar muito quente sobre a Península Ibérica e por condições de estabilidade atmosférica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-35-c-este-sabado-as-temperaturas-elevadas-persistirao-em-seis-distritos-do-centro-e-sul-1790345901762.jpg" data-image="g0tn7k6bztx5"><figcaption>A presença de ar muito quente sobre Portugal Continental, com temperaturas entre 20 e 21 ºC a cerca de 1500 metros de altitude no Centro e Sul, deverá favorecer valores elevados também à superfície.</figcaption></figure><p>Os mapas de temperatura a cerca de 1500 metros de altitude do modelo ECMWF, mostram valores próximos dos 20 ºC em grande parte do interior, podendo atingir 21 ºC em algumas zonas do Sul. <strong>Estas condições favorecem o aquecimento à superfície ao longo do dia.</strong> Junto ao litoral, a entrada de ar mais fresco do Atlântico deverá limitar a subida das temperaturas, acentuando o contraste térmico com o interior.</p><h2>Seis distritos destacam-se com as temperaturas mais elevadas</h2><p><strong>Castelo Branco, Santarém, Lisboa, Portalegre, Évora e Beja serão os seis distritos onde as temperaturas máximas deverão ser mais elevadas neste sábado.</strong> O Alentejo deverá registar os valores mais altos, com 35 ºC em Beja e 34 ºC em Évora. Santarém, Castelo Branco e Portalegre poderão atingir cerca de 32 ºC, enquanto Lisboa deverá chegar aos 31 ºC. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-35-c-este-sabado-as-temperaturas-elevadas-persistirao-em-seis-distritos-do-centro-e-sul-1790345813137.jpg" data-image="f0uowyeq9pkt"><figcaption>Este sábado, o Centro e Sul deverão concentrar as temperaturas mais elevadas, com 35 ºC em Beja e 34 ºC em Évora, enquanto junto ao litoral Norte os valores ficarão significativamente mais baixos.</figcaption></figure><p>Em direção ao litoral Norte, as máximas descem de forma significativa, ficando pelos 24 ºC no Porto e 21 ºC em Aveiro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-35-c-este-sabado-as-temperaturas-elevadas-persistirao-em-seis-distritos-do-centro-e-sul-1790345740211.jpg" data-image="jb7qjasr0ntk"><figcaption>As anomalias térmicas serão particularmente expressivas no Centro e Sul, onde as temperaturas poderão ficar até 9 ºC acima do habitual para o final de setembro, nomeadamente em Évora e Beja.</figcaption></figure><p>As anomalias previstas pelo ECMWF evidenciam um desvio muito significativo em relação à média para esta altura do ano. <strong>Em Viseu, Évora e Beja, as temperaturas poderão ficar cerca de 9 ºC acima do habitual</strong>, enquanto em Castelo Branco o desvio poderá chegar aos +8 ºC e, em Portalegre e Lisboa, aos +7 ºC. Junto à costa ocidental, as diferenças serão menores, com cerca de +4 ºC no Porto e Leiria e +2 ºC em Aveiro.</p><h2>Mudança chega no domingo com descida das temperaturas</h2><p><strong>A partir de domingo, a progressão de ar mais fresco de oeste e noroeste deverá fazer descer gradualmente as temperaturas</strong> a cerca de 1500 metros de altitude. Esta mudança deverá refletir-se também à superfície, primeiro no Norte e litoral Centro, onde Braga e Aveiro não deverão ultrapassar 19 ºC, Porto 21 ºC e Coimbra 24 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790432" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/adeus-veranico-uma-frente-fria-devera-por-fim-ao-calor-tardio-em-portugal-na-terca-feira-29-de-setembro.html" title="Adeus, veranico! Uma frente fria deverá pôr fim ao calor tardio em Portugal na terça-feira, 29 de setembro">Adeus, veranico! Uma frente fria deverá pôr fim ao calor tardio em Portugal na terça-feira, 29 de setembro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/adeus-veranico-uma-frente-fria-devera-por-fim-ao-calor-tardio-em-portugal-na-terca-feira-29-de-setembro.html" title="Adeus, veranico! Uma frente fria deverá pôr fim ao calor tardio em Portugal na terça-feira, 29 de setembro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/adeus-veranico-uma-frente-fria-devera-por-fim-ao-calor-tardio-em-portugal-na-terca-feira-29-de-setembro-1790340334850_320.jpg" alt="Adeus, veranico! Uma frente fria deverá pôr fim ao calor tardio em Portugal na terça-feira, 29 de setembro"></a></article></aside><p>Mais para sul, a descida será menos acentuada, com 30 ºC previstos em Castelo Branco e Évora e 31 ºC em Beja. Esta diferença também se reflete nas anomalias: enquanto Aveiro e Braga poderão ficar, respetivamente, 4 ºC e 3 ºC abaixo do habitual, <strong>Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja deverão manter-se cerca de 5 ºC acima da média</strong> para esta altura do ano.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-35-c-este-sabado-as-temperaturas-elevadas-persistirao-em-seis-distritos-do-centro-e-sul.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Adeus, veranico! Uma frente fria deverá pôr fim ao calor tardio em Portugal na terça-feira, 29 de setembro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/adeus-veranico-uma-frente-fria-devera-por-fim-ao-calor-tardio-em-portugal-na-terca-feira-29-de-setembro.html</link><pubDate>Fri, 25 Sep 2026 12:51:21 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Em poucos dias diremos adeus ao tempo quente, estável, seco e soalheiro que caracterizou quase todo o setembro. O ciclone-bomba que ‘nascerá’ no Atlântico Norte originará uma frente fria que trará chuva e vento a Portugal nos últimos dias do mês.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbd0h92"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbd0h92.jpg" id="xbd0h92"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>O veranico de São Miguel é um período do final de setembro geralmente caracterizado pela persistência de temperaturas elevadas</strong>. No entanto, este ano, praticamente todo o mês de setembro registou valores de temperatura acima da média, tendo sido muito seco, soalheiro e acompanhado por condições anticiclónicas - de grande estabilidade atmosférica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/adeus-veranico-uma-frente-fria-devera-por-fim-ao-calor-tardio-em-portugal-na-terca-feira-29-de-setembro-1790339771300.jpg" data-image="tjrrbok9jp5w"><figcaption>O tempo estável, e quente ainda nalgumas regiões, deverá durar até sábado, 26 de setembro. Mesmo assim, amanhã já é expectável um aumento generalizado da nebulosidade, bem como a possibilidade de chuviscos ao final do dia em pontos do litoral Norte.</figcaption></figure><p><strong>O Dia de São Miguel Arcanjo é celebrado anualmente a 29 de setembro</strong> por todos os cristãos crentes e devotos (e pelos fiéis seguidores da Igreja Católica). Este ano 2026 o aspeto mais curioso desta efeméride é que coincidirá justamente com uma mudança significativa do tempo para um ambiente tipicamente mais outonal.</p><p>Deste modo, na próxima terça-feira, 29 de setembro, estaremos perante <strong>um dia normal de outono em Portugal continental, com chuva, vento e temperaturas significativamente mais frescas</strong>.</p><h2>O que significa em meteorologia um ciclone-bomba?</h2><p>Dentro de poucos dias <strong>uma</strong> <strong>depressão muito profunda irá formar-se no Atlântico Norte </strong>a partir da fusão de dois centros de baixas pressões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/adeus-veranico-uma-frente-fria-devera-por-fim-ao-calor-tardio-em-portugal-na-terca-feira-29-de-setembro-1790339175944.jpg" data-image="nvj9mzqlwssk"><figcaption>Mapa do modelo ECMWF das 22:00 de segunda-feira, 28 de setembro que mostra uma depressão a norte (989 hPa no núcleo) e uma depressão a sul (993 hPa no núcleo) prestes a fundir-se no Atlântico Norte, gerando um único centro de baixas pressões. Nas 24 horas seguintes, essa depressão única sofrerá um aprofundamento rápido e intenso, originando o ciclone-bomba.</figcaption></figure><p> De acordo com os mapas da Meteored, a sua formação ocorrerá<strong> entre segunda (28) e terça-feira (29)</strong> quando o núcleo de uma <strong>depressão mais a sul - com ar subtropical (quente) - se fundir com o núcleo de outra depressão mais a norte - com ar polar (frio)</strong> - originando uma única depressão, cujo centro eventualmente se tornará muito cavado <strong>(ciclone-bomba)</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/adeus-veranico-uma-frente-fria-devera-por-fim-ao-calor-tardio-em-portugal-na-terca-feira-29-de-setembro-1790339537165.jpg" data-image="3vot3wad5l8w"><figcaption>A depressão posicionada a sul é a mesma que afetará o tempo no arquipélago dos Açores com chuva e vento entre domingo (27) e segunda-feira (28).</figcaption></figure><p>Antes de tudo, convém esclarecer que <strong>o termo ciclone possui o mesmo significado de depressão</strong>, pelo que ambas as designações dizem respeito ao mesmo sistema atmosférico de baixas pressões.</p><p>Porém, mais importante ainda é perceber que o termo científico <strong><em>“ciclone-bomba”</em></strong> existe e <strong>foi definido pelos meteorologistas e climatologistas como forma de caracterizar, essencialmente, o rápido e explosivo cavamento que ocorre no centro de uma baixa pressão</strong>, isto é, um processo em que ocorre uma queda acentuada da pressão mínima do núcleo de baixas pressões: <strong>no mínimo de 24 hPa em 24 horas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/adeus-veranico-uma-frente-fria-devera-por-fim-ao-calor-tardio-em-portugal-na-terca-feira-29-de-setembro-1790339102855.jpg" data-image="toh1lvyjapxf"><figcaption>Ciclone-bomba, já formado 24 horas mais tarde, às 22 horas de terça-feira (29) e com uma pressão central mínima de 960 hPa. As isóbaras muito estreitas e próximas entre si em torno da depressão provocarão um aumento do gradiente de pressão e consequentemente uma intensificação dos ventos associados ao sistema.</figcaption></figure><p>Outro aspeto que importa clarificar é que <strong>ciclogénese explosiva e ciclone-bomba não são necessariamente sinónimos</strong>: o primeiro diz respeito ao mecanismo físico que caracteriza o aprofundamento rápido de uma depressão e o segundo refere-se à potente tempestade que é originada a partir desse processo, pelo que o ciclone-bomba é a consequência de um processo de ciclogénese explosiva.</p><h2>Entre chuva e vento, o que é que realmente poderá acontecer em Portugal continental? </h2><p><strong>Os portugueses podem estar descansados!</strong> O ciclone-bomba e a sua área de instabilidade mais intensa e potencialmente perigosa passarão muito distantes do nosso país, posicionando-se algures entre a Islândia e as Ilhas Britânicas.</p><p>Ainda antes do pico do episódio de tempo instável previsto para terça-feira (29) devido a uma vasta e extensa frente fria associada ao já referido ciclone-bomba, <strong>prevê-se a possibilidade de ocorrência de períodos de chuva fraca a pontualmente moderada no Norte, Centro e Área Metropolitana de Lisboa entre domingo (27) e segunda-feira (28)</strong>, provenientes de linhas de instabilidade geradas pela depressão a norte que se fundirá com a depressão que virá de sul.</p><p>Umas horas mais tarde a junção de ambas resultará na formação do já referido ciclone-bomba.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/adeus-veranico-uma-frente-fria-devera-por-fim-ao-calor-tardio-em-portugal-na-terca-feira-29-de-setembro-1790338816248.jpg" data-image="lvwjq0cs0yvm"><figcaption>Vai chover em Portugal continental nos últimos quatro dias de setembro, especialmente na terça e quarta-feira, dias 29 e 30.</figcaption></figure><p><strong>Para os quatro últimos dias de setembro prevê-se uma ‘rega significativa’ em Portugal continental, embora com intensidade e distribuição bastante desiguais à escala regional</strong>. Deste modo, entre domingo 26 e quarta-feira 30, os nossos mapas, baseados no modelo europeu (ECMWF) preveem os valores mais elevados de precipitação acumulada no Minho e no Ribatejo (em torno dos 50/60 milímetros) e os mais reduzidos de Évora para sul (entre 2 e 12 mm).</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg> <em>Os mapas do modelo ECMWF continuam a insistir que em Portugal continental o pico do episódio de tempo instável ocorrerá na terça-feira, 29 de setembro, devido à passagem de uma frente fria associada ao ciclone-bomba formado no Atlântico Norte, coincidindo precisamente com o dia de São Miguel.</em> <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Quanto ao <strong>vento, neste momento o modelo europeu vislumbra que a fase mais adversa se possa desenrolar a partir do final da manhã e durante toda a tarde de terça-feira (29)</strong>, com possibilidade de rajadas desde 50 km/h em vastas zonas do território (incluindo litoral e terras altas) até um máximo de 90 km/h nas zonas montanhosas mais expostas do Norte e Centro, onde se destacam, de momento, as serras do Alto Minho.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790265" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-ultima-previsao-do-especialista-alfredo-graca-para-outubro-o-tempo-em-portugal-podera-sofrer-uma-mudanca-brusca.html" title="A última previsão do especialista Alfredo Graça para outubro: o tempo em Portugal poderá sofrer uma mudança brusca">A última previsão do especialista Alfredo Graça para outubro: o tempo em Portugal poderá sofrer uma mudança brusca</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-ultima-previsao-do-especialista-alfredo-graca-para-outubro-o-tempo-em-portugal-podera-sofrer-uma-mudanca-brusca.html" title="A última previsão do especialista Alfredo Graça para outubro: o tempo em Portugal poderá sofrer uma mudança brusca"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-ultima-previsao-do-especialista-alfredo-graca-para-outubro-o-tempo-em-portugal-podera-sofrer-uma-mudanca-brusca-1790261953303_320.png" alt="A última previsão do especialista Alfredo Graça para outubro: o tempo em Portugal poderá sofrer uma mudança brusca"></a></article></aside><p><strong>O modelo americano (GFS) antecipa um cenário significativamente mais conservador na sua previsão</strong>. O evento meteorológico adverso também é projetado por este modelo para o nosso país, contudo, os valores de precipitação e vento e a respetiva distribuição geográfica da mesma diferem consideravelmente em relação ao modelo europeu (ECMWF).</p><p>Fruto da incerteza inerente à trajetória do futuro ciclone-bomba e das suas frentes frias associadas, <strong>a previsão ainda está sujeita a ajustes significativos</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/adeus-veranico-uma-frente-fria-devera-por-fim-ao-calor-tardio-em-portugal-na-terca-feira-29-de-setembro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Últimos dias de calor? Aproveite, este fim de semana há cinema ao ar livre]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ultimos-dias-de-calor-aproveite-este-fim-de-semana-ha-cinema-ao-ar-livre.html</link><pubDate>Fri, 25 Sep 2026 08:45:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Antes de a chuva chegar, há cinema gratuito e fora das quatro paredes em vários pontos do país. Descubra onde.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ultimos-dias-de-calor-aproveite-este-fim-de-semana-ha-cinema-ao-ar-livre-sem-pagar-1790278371323.jpg" data-image="m7xmpgicosy4" alt="Cinema" title="Cinema"><figcaption>Setembro despede-se com cinema ao ar livre. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>O verão já terminou, mas ainda há quem não queira trocar as sessões ao ar livre pelas quatro paredes de uma sala de cinema. E, nesta reta final de setembro, ainda existem alguns <strong>programas gratuitos</strong> para aproveitar.</p><p>Afinal, há que aproveitar os últimos dias de calor. Sim, porque este mês poderá despedir-se com uma <strong>mudança significativa</strong>. A partir de domingo (27), a influência atlântica aumenta e a chuva poderá ganhar força e extensão nos dias seguintes.<br> </p><p>Se este fim de semana quer aproveitar para juntar um filme a uma noite diferente, há várias opções espalhadas pelo país.</p><p>O melhor é que, em todas as sugestões pode ver um filme sem precisar de comprar bilhete.</p><h2>Torres Vedras transforma o parque numa sala de cinema</h2><p>O <strong>Parque do Choupal, em Torres Vedras</strong>, é provavelmente um dos locais mais diferentes para ver cinema neste fim de semana. O espaço recebe o BANG Awards – Festival Internacional de Cinema de Animação entre <strong>25 e 27 de setembro</strong>, com uma programação que vai muito além das tradicionais sessões numa única tela.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ultimos-dias-de-calor-aproveite-este-fim-de-semana-ha-cinema-ao-ar-livre-sem-pagar-1790278543139.jpg" data-image="b7m0mklko84w" alt="Parque do Choupal" title="Parque do Choupal"><figcaption>Já tem planos para o fim de semana? Foto: CM Torres Vedras</figcaption></figure><p>No sábado, dia 26, por exemplo, o cinema ao ar livre começa às 20:00 horas e prolonga-se pela noite, até à 1:00 hora da manhã. </p><div class="texto-destacado">Pelo Parque há vários ecrãs espalhados, com filmes em competição, produções finalistas, propostas universitárias e uma sessão especialmente pensada para famílias e crianças. </div><p>O programa inclui ainda instalações de luz, <em>video mapping</em> e outras atividades. Antes do cinema, pode aproveitar o<strong> piquenique no parque</strong>. Aliás, vai gostar de saber que há pizza e pipocas disponíveis no recinto. A organização sugere ainda que leve a sua manta.</p><h2>Odivelas despede-se do Cinema ao Luar</h2><p>Em<strong> Odivelas</strong>, a despedida do ciclo Cinema ao Luar acontece precisamente no sábado, 26 de setembro. Depois de passar por vários pontos do concelho ao longo do mês, a iniciativa termina no Jardim da Música.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789803" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-parque-e-considerado-o-mais-bonito-do-oeste-saiba-porque.html" title="Este parque é considerado o “mais bonito do Oeste”. Saiba porquê">Este parque é considerado o “mais bonito do Oeste”. Saiba porquê</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-parque-e-considerado-o-mais-bonito-do-oeste-saiba-porque.html" title="Este parque é considerado o “mais bonito do Oeste”. Saiba porquê"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/este-parque-e-considerado-o-mais-bonito-do-oeste-saiba-porque-1790026003014_320.jpg" alt="Este parque é considerado o “mais bonito do Oeste”. Saiba porquê"></a></article></aside><p>O filme escolhido para a última sessão é ‘Bohemian Rhapsody’, o conhecido biopic sobre Freddie Mercury e os Queen. A projeção começa às 21:00 horas e a entrada, claro, é gratuita.</p><h2>Lisboa recebe cinema, pipocas e 500 lugares</h2><p>Se estiver por Lisboa no sábado à noite, a <strong>Alameda Dom Afonso Henriques</strong> vai transformar-se numa sala de cinema ao ar livre. A sessão começa às 21:30 e leva ao ecrã ‘O Diabo Veste Prada 2’, com Meryl Streep e Anne Hathaway.</p><div class="texto-destacado">O recinto abre às 20:30 e existem 500 lugares sentados disponibilizados pela organização. Quem preferir uma solução mais confortável pode levar a própria manta ou cadeira e assistir ao filme ao ar livre.</div><p>E há outro pormenor difícil de ignorar:<strong> as pipocas são oferecidas</strong>. A sessão tem entrada livre e integra a programação das Festas na Rua 2026, encerrando a edição deste ano do Cinema na Praça Continente depois de passar por mais de uma dezena de localidades portuguesas.</p><h2>Campo de Ourique troca o jardim por uma sala de cinema</h2><p>Também no sábado, 26 de setembro, há cinema gratuito no<strong> Jardim de Campo de Ourique</strong>, na capital. Desta vez, o programa tem uma ligação mais direta ao ambiente e à sustentabilidade.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780081" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pedalar-ate-ao-comboio-vai-ficar-mais-simples-lisboa-prepara-57-novos-abrigos-para-bicicletas.html" title="Pedalar até ao comboio vai ficar mais simples: Lisboa prepara 57 novos abrigos para bicicletas">Pedalar até ao comboio vai ficar mais simples: Lisboa prepara 57 novos abrigos para bicicletas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pedalar-ate-ao-comboio-vai-ficar-mais-simples-lisboa-prepara-57-novos-abrigos-para-bicicletas.html" title="Pedalar até ao comboio vai ficar mais simples: Lisboa prepara 57 novos abrigos para bicicletas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pedalar-ate-ao-comboio-vai-ficar-mais-simples-lisboa-prepara-57-novos-abrigos-para-bicicletas-1784826729659_320.jpg" alt="Pedalar até ao comboio vai ficar mais simples: Lisboa prepara 57 novos abrigos para bicicletas"></a></article></aside><p>A iniciativa da EPAL decorre entre as 10:00 horas e as 18:30 e junta feira circular, oficinas, atividades educativas, música e cinema ambiental. A partir das 15:00, o jardim transforma-se numa sala de cinema ao ar livre, com uma seleção de filmes promovida pelo CineEco Seia – Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela.</p><p>Entre as propostas estão curtas-metragens relacionadas com a água, a natureza e a proteção do ambiente. Esta, diríamos, é uma<strong> alternativa diferente às habituais comédias ou grandes produções de Hollywood </strong>e pode ser especialmente interessante para famílias que procurem um programa gratuito para a tarde de sábado.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Lisboa%20Secreta" data-year="2026" data-title="Cinema%20ao%20ar%20livre%20gratuito%20com%20500%20lugares%20e%20pipocas%20gr%C3%A1tis%3F%20S%C3%B3%20na%20maior%20Alameda%20de%20Lisboa!" data-url="https%3A%2F%2Flisboasecreta.co%2Fcinema-na-praca-continente%2F">Lisboa Secreta. (2026). <a href="https://lisboasecreta.co/cinema-na-praca-continente/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Cinema ao ar livre gratuito com 500 lugares e pipocas grátis? Só na maior Alameda de Lisboa!</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ultimos-dias-de-calor-aproveite-este-fim-de-semana-ha-cinema-ao-ar-livre.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Solo compactado: o que uma chuvada forte faz a uma terra descoberta]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/solo-compactado-o-que-uma-chuvada-forte-faz-a-uma-terra-descoberta.html</link><pubDate>Fri, 25 Sep 2026 07:33:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Passa a primeira chuvada a sério e, dois dias depois, a terra está irreconhecível. Só que a culpa não é toda da chuva, é sobretudo do que fazemos nos dias a seguir.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/solo-compactado-o-que-uma-chuvada-forte-faz-a-uma-terra-descoberta-1790148931635.jpeg" data-image="otey08h3bgra"><figcaption>Caminhos de pedra bem definidos entre canteiros, a forma mais simples de evitar pisar a terra de cultivo.</figcaption></figure><p>Cai uma chuvada forte, daquelas de setembro, e passados dois dias a horta parece outra. A terra que estava fofa ficou empedrada à superfície, ainda há poças nos caminhos e a enxada bate em vez de entrar.</p><p>Costuma pôr-se a culpa na chuva. Mas <strong>a chuva, sozinha, faz bem menos estrago do que aquilo que costumamos fazer nos dias seguintes</strong>.</p><h2>Metade de um bom solo é espaço vazio</h2><p>Quando olhamos para a terra vemos matéria sólida. Na verdade, num solo em bom estado, cerca de metade do volume é espaço vazio, ocupado por ar e por água. <strong>É nesses espaços que as raízes respiram e é por eles que a água da chuva se infiltra</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Porosidade</strong>- Conjunto dos espaços vazios entre as partículas de terra. Os poros maiores conduzem a água e o ar, os mais pequenos retêm a humidade que as plantas vão usando. Um solo compactado perde primeiro os poros grandes, que são justamente os que fazem a água circular e as raízes respirar.</div><p>O que sobra depois de comprimir a terra são poros minúsculos, que ficam cheios de água e não a deixam escorrer. <strong>A raiz fica num ambiente encharcado e sem oxigénio, que é o pior cenário possível</strong>.</p><p>E quando encontra uma camada dura pela frente, a raiz não a atravessa. Cresce na horizontal, e a planta acaba com um sistema radicular achatado, incapaz de ir buscar água em profundidade no verão seguinte.</p><h2>A chuva não compacta, o peso é que compacta</h2><p>Convém separar duas coisas que costumam andar misturadas.</p><p>À superfície, o impacto das gotas desfaz os torrões e forma aquela<strong> crosta dura</strong> que se vê depois de secar. É um problema real, mas fica nos primeiros milímetros e resolve-se com uma<strong> cobertura de palha</strong>.</p><p>Em profundidade é outra história. Aí, <strong>o que compacta é o peso</strong>: os nossos pés, a roda do carrinho de mão, a motoenxada. E <strong>a chuva </strong>entra na equação não por cair, mas por deixar <strong>a terra num estado em que qualquer peso faz muito mais dano</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Uma tarde de trabalho em terra encharcada compacta mais do que um mês inteiro de trabalho com a terra seca.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A razão é simples. Numa <strong>terra seca, as partículas travam umas nas outras e resistem</strong>. Numa <strong>terra saturada, a água funciona como lubrificante</strong>, as partículas deslizam e encaixam-se umas nas outras sem qualquer resistência. O mesmo passo deixa uma marca muito mais funda, e essa marca fica.</p><h2>Os sinais que denunciam o problema</h2><p>Há alguns sinais da passagem da chuva pelos solos que vale a pena estar atento. Na <strong>tabela abaixo </strong>pode encontrar alguns dos sinais, significado e o que fazer em cada situação.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Sinal</p></th><th scope="col"><p>O que indica</p></th><th scope="col"><p>O que fazer</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Poças que duram horas</p></td><td><p>A água não está a infiltrar</p></td><td><p>Verificar em profundidade</p></td></tr><tr><td><p>Terra que racha em blocos ao secar</p></td><td><p>Estrutura desfeita</p></td><td><p>Cobrir e não mexer molhada</p></td></tr><tr><td><p>Raízes a crescer na horizontal</p></td><td><p>Camada dura por baixo</p></td><td><p>Adubo verde de raiz funda</p></td></tr><tr><td><p>Folhas amarelas depois da chuva</p></td><td><p>Raiz sem oxigénio</p></td><td><p>Esperar, e não adubar</p></td></tr><tr><td><p>Enxada que bate e não entra</p></td><td><p>Camada compactada</p></td><td><p>Trabalhar com a terra seca</p></td></tr><tr><td><p>Musgo à superfície</p></td><td><p>Solo encharcado com frequência</p></td><td><p>Melhorar a drenagem</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Principais sinais a que deve estar atento relativamente ao seu solo e culturas. Fonte: elaboração própria</td></tr></tbody></table><p>Aquele quarto sinal merece atenção, porque engana quase toda a gente. Plantas que amarelecem nos dias a seguir a uma chuvada dão a impressão de estar com fome, e a reação habitual é adubar. <strong>Mas o que ali falta é oxigénio na raiz</strong>, não azoto, e adubar nessas condições só agrava.</p><p>Há um teste caseiro que resolve a dúvida. <strong>Enterre uma vara de ferro fina na terra húmida, devagar, e repare onde ela deixa de entrar com facilidade</strong>. Essa profundidade é o topo da camada compactada. Repita em vários pontos do canteiro e nos caminhos, e a diferença costuma ser evidente.</p><h2>Quando voltar a pisar a terra</h2><p>A pergunta prática, depois de chover, é <strong>quantos dias esperar</strong>. A resposta não está no calendário, está na mão.</p><p>Apanhe um punhado de terra e aperte. <strong>Se sair um rolo que se dobra sem partir e deixa a mão brilhante</strong>, está molhada de mais para pisar ou trabalhar. <strong>Se o torrão se desfaz ao ser apertado entre os dedos, já está maneável</strong>. Em solos pesados, como acontece em boa parte de Santarém ou de Portalegre, esse ponto pode demorar vários dias a chegar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/solo-compactado-o-que-uma-chuvada-forte-faz-a-uma-terra-descoberta-1790149081733.png" data-image="mwnqrgoj65o0"><figcaption>Sem cobertura, cada gota bate diretamente no solo e vai fechando os poros à superfície.</figcaption></figure><p>Entretanto, defina caminhos fixos e pise sempre pelos mesmos sítios. Um canteiro de um metro e vinte de largura trabalha-se dos dois lados sem lá pôr os pés, e é a forma mais eficaz de proteger a terra que interessa.</p><h2>A enxada não é a melhor solução</h2><p>Aqui está o que costuma surpreender.<strong> Cavar fundo para desfazer a camada dura dá resultado imediato, mas é um alívio de curto prazo</strong>. A cavadela desfaz também os agregados que dão estrutura à terra, e ao fim de alguns meses de chuva tudo volta a assentar, muitas vezes pior do que estava.</p><p>Quem faz esse trabalho melhor são as raízes. Um adubo verde com raiz funda, como o nabo forrageiro, o tremoço ou o centeio, atravessa a camada compactada onde a enxada não chega. <strong>Quando a planta morre, aquela raiz apodrece e deixa um canal aberto que conduz água e ar, e por onde a cultura seguinte cresce sem esforço</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789361" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/regar-menos-porque-e-que-setembro-obriga-a-mudar-a-rotina-de-rega.html" title="Regar menos: porque é que setembro obriga a mudar a rotina de rega">Regar menos: porque é que setembro obriga a mudar a rotina de rega</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/regar-menos-porque-e-que-setembro-obriga-a-mudar-a-rotina-de-rega.html" title="Regar menos: porque é que setembro obriga a mudar a rotina de rega"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/regar-menos-porque-e-que-setembro-obriga-a-mudar-a-rotina-de-rega-1789739633791_320.png" alt="Regar menos: porque é que setembro obriga a mudar a rotina de rega"></a></article></aside><p>É mais lento do que uma tarde com a enxada, mas <strong>dura anos e melhora o solo em vez de o desgastar</strong>. E em Braga ou noutra zona de invernos chuvosos, é quase a única forma de recuperar uma terra que já foi pisada de mais.</p><p>Antes de voltar a trabalhar a horta, <strong>veja a precipitação acumulada dos últimos dias na previsão da sua zona</strong>. Se somar mais de vinte ou trinta milímetros, dê tempo à terra. Não é preguiça, é a única forma de não desfazer num dia o que leva anos a construir.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/solo-compactado-o-que-uma-chuvada-forte-faz-a-uma-terra-descoberta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Arte chocalheira é única no Alentejo, mas está a desaparecer]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/arte-chocalheira-e-unica-no-alentejo-mas-esta-a-desaparecer.html</link><pubDate>Fri, 25 Sep 2026 06:15:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A tradição do chocalho enfrenta escassez de mestres, desinteresse das gerações mais jovens e declínio da pastorícia, colocando em risco a continuidade deste saber-fazer único da região alentejana.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/arte-chocalheira-e-unica-no-alentejo-mas-esta-a-desaparecer-1788349216602.jpg" data-image="7s1yr875tb12" alt="Mestre da arte de fazer chocalhos" title="Mestre da arte de fazer chocalhos"><figcaption>A arte do chocalho foi reconhecida pela UNESCO como património imaterial da humanidade em 2015. Foto: Turismo do Alentejo</figcaption></figure><p>Nada será mais tranquilo do que um final de tarde nas vastas planícies do Alentejo. Se tiver, por isso, a oportunidade, aproveite para desfrutar da calmaria e escutar o vento. Pode ser que, entretanto, consiga ouvir ao longe os <strong>badalos a chocalhar no pescoço do gado</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Não são muitos, mas ainda há alguns produtores a manter viva esta tradição que, segundo os académicos, tem origem no século oitavo antes de Cristo.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O chocalho no Alentejo foi especialmente importante até meados da década de 1970. Não estando as propriedades vedadas, era muito fácil <strong>perder um ou mais animais nas pradarias alentejanas</strong>. </p><p>O badalo, durante incontáveis gerações, ajudou a conter o gado, impedindo-o de invadir as propriedades vizinhas. Cada produtor tinha badalos com sons característicos, uma espécie de <strong>identidade sonora</strong> que lhe permitia reivindicar a posse dos seus animais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arte-chocalheira-e-unica-no-alentejo-mas-esta-a-desaparecer-1788349390179.jpg" data-image="8flmzuuzenzx" alt="Chocalhos do Alentejo" title="Chocalhos do Alentejo"><figcaption>O Museu do Chocalho fica em Alcáçovas e guarda quase 600 exemplares que pertenceram ao mestre João Chibeles Penetra. Foto: Município de Viana do Alentejo</figcaption></figure><p>O som do chocalho é, portanto, resultado de um trabalho apurado ao longo de mais de dois mil anos. O seu fabrico é uma <strong>arte tipicamente alentejana</strong>, sobretudo nos concelhos de <strong>Estremoz</strong>, <strong>Reguengos de Monsaraz</strong> e <strong>Viana do Alentejo</strong>, com especial destaque para a vila de <strong>Alcáçovas</strong>, onde se encontra a única fábrica de chocalhos do país.</p><h2>O som de cada badalada</h2><p>O processo de fabrico não se limita a martelar e moldar a chapa de ferro, que, por si só, já exige engenho e perícia. O que verdadeiramente distingue este ofício é a capacidade do mestre de <strong>extrair de cada chocalho um som característico</strong>. Tem de ser a sonoridade certa, que não incomode o animal e seja, simultaneamente, um <strong>GPS do mundo rural</strong> para saber, em tempo real, onde está o gado.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Um pastor experiente saberá não só distinguir o som dos badalos dos seus animais, mas também discernir, inclusive, quando um chocalho está em falta.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Antigamente, o gado usava um chocalho de tamanho diferente em cada estação do ano e os pastores presenteavam a <strong>vaca mais gulosa</strong> com o chocalho macho (maior e de som mais grave) para conseguir saber quando o animal andava a <strong>prevaricar em pastagens alheias</strong>.</p><h2>Património em perigo</h2><p>Há pouco mais de dez anos, a arte chocalheira portuguesa foi reconhecida pela UNESCO como <strong>Património Cultural Imaterial da Humanidade com Necessidade de Salvaguarda Urgente</strong>.</p><p>O fabrico de chocalhos foi o primeiro elemento português a ser integrado nesta lista, em 2015, visando proteger <strong>manifestações culturais em risco de desaparecer</strong>, especialmente devido à escassez de artesãos que conservam um conhecimento transmitido oralmente de geração em geração.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arte-chocalheira-e-unica-no-alentejo-mas-esta-a-desaparecer-1788349778597.jpg" data-image="guz7dwd9rr2a" alt="Cartaz da Feira do chocalho em Alcáçovas" title="Cartaz da Feira do chocalho em Alcáçovas"><figcaption>Alcáçovas promove todos os anos a Feira do Chocalho: Foto: Município de Viana do Alentejo</figcaption></figure><p>A distinção permitiu ao <strong>Turismo do Alentejo</strong> promover a tradição com feiras, ações de formações, experiências e workshops para visitantes, entre outras iniciativas. Ainda assim, a arte chocalheira continua dessincronizada com o compasso acelerado da modernidade.</p><h2>Proteger a identidade rural</h2><p>Hoje, em Alcáçovas, na única fábrica de chocalhos, <strong>já só restam dois mestres chocalheiros no ativo</strong>. Sem medidas urgentes para preservar o conhecimento, o ofício corre o risco de se extinguir, levando consigo uma parte importante da identidade rural de Portugal.</p><p>Os académicos estão, por isso, convencidos de que as <strong>entidades regionais e nacionais</strong> precisam de delinear uma <strong>estratégia conjunta</strong> para preservar a arte chocalheira. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784518" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pedra-a-pedra-assim-se-constroi-a-paisagem-de-sico.html" title="Pedra a pedra, assim se constrói a paisagem agreste de Sicó">Pedra a pedra, assim se constrói a paisagem agreste de Sicó</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pedra-a-pedra-assim-se-constroi-a-paisagem-de-sico.html" title="Pedra a pedra, assim se constrói a paisagem agreste de Sicó"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pedra-a-pedra-assim-se-constroi-a-paisagem-de-sico-1787146041623_320.jpg" alt="Pedra a pedra, assim se constrói a paisagem agreste de Sicó"></a></article></aside><p>A formação de novos artesãos é fundamental, mas também é essencial investir na sensibilização das comunidades locais. Os <strong>criadores de gado</strong> desempenham um papel importante na preservação da tradição nas suas propriedades. Nada, porém, se poderá alcançar sem dinamizar a atividade pastorícia, ela própria em declínio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arte-chocalheira-e-unica-no-alentejo-mas-esta-a-desaparecer-1788349951083.jpg" data-image="288069meyjz3" alt="Gado com badalo" title="Gado com badalo"><figcaption>Antigamente, o maior chocalho de todos era pendurado na vaca mais gulosa para o pastor saber quando o animal andava a comer em pastagens vizinhas. Foto: Adobe Stock</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Estes são, portanto, os pilares de uma visão abrangente e consensualmente reconhecida como uma estratégia a ser rapidamente implementada para não se perder um património único em menos de uma geração.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Munic%C3%ADpio%20de%20Viana%20do%20Alentejo" data-year="" data-title="Museu%20do%20Chocalho" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cm-vianadoalentejo.pt%2Flocais%2Fmuseu-do-chocalho%2F">Município de Viana do Alentejo. <a href="https://www.cm-vianadoalentejo.pt/locais/museu-do-chocalho/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Museu do Chocalho</a>.</cite><br><cite data-author="Munic%C3%ADpio%20de%20Viana%20do%20Alentejo" data-year="" data-title="Fabrico%20de%20chocalhos" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cm-vianadoalentejo.pt%2Fvisitante%2Fo-que-visitar%2Fpatrimonio%2Fartes-tradicionais%2Farte-chocalheira%2F">Município de Viana do Alentejo. <a href="https://www.cm-vianadoalentejo.pt/visitante/o-que-visitar/patrimonio/artes-tradicionais/arte-chocalheira/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Fabrico de chocalhos</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/arte-chocalheira-e-unica-no-alentejo-mas-esta-a-desaparecer.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Pentágono divulga novos arquivos sobre UFOs: eles provam a existência de naves espaciais extraterrestres?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pentagono-divulga-novos-arquivos-sobre-ufos-eles-provam-a-existencia-de-naves-espaciais-extraterrestres.html</link><pubDate>Fri, 25 Sep 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O Pentágono divulgou uma nova coleção de documentos sobre fenómenos anómalos não identificados, conhecidos internacionalmente como UAP (Unidentified Anomalous Phenomena) e tradicionalmente como OVNIs.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/pentagono-desclasifica-nuevos-archivos-ovni-1789963262325.png" data-image="zr57s6fiqs5f"><figcaption>O Pentágono divulgou a sexta leva de arquivos libertados sobre OVNIs e fenómenos anómalos não identificados. A coleção inclui 71 arquivos, entre eles 15 vídeos, 55 documentos e uma gravação histórica de 1952 relacionada com o "Project Blue Book".</figcaption></figure><p>Esta é a<strong> sexta divulgação de documentos</strong> libertados no âmbito do programa PURSUE (<em>Presidential Unsealing and Reporting System for UAP Encounters</em>) dos EUA, abrangendo material de um período de mais de sete décadas — de 1952 a 2025.</p><p>A nova divulgação inclui <strong>71 arquivos</strong>, entre eles 55 documentos em PDF, 15 vídeos e uma gravação de áudio. A maior parte do material provém do <strong>Departamento de Defesa dos EUA</strong>, mas também estão incluídos quatro vídeos disponibilizados por órgãos de segurança pública do Colorado.</p><p>Os documentos contêm uma variedade de<strong> casos históricos, registos de sensores militares, relatos de avistamentos e documentação sobre programas de investigação</strong> anteriores. No entanto, a divulgação em si não confirma que os fenómenos observados sejam de origem extraterrestre.</p><h2>Uma nova coleção de arquivos sobre UAPs</h2><p>A sexta divulgação ocorreu a <strong>18 de setembro</strong> deste ano, no âmbito do PURSUE, o sistema criado para viabilizar a libertação gradual de documentos históricos sobre<strong> UAPs (<em>Unidentified Anomalous Phenomena</em>)</strong>, a nova sigla que significa Fenómenos Anómalos Não Identificados e substitui a anterior OVNI (ou UFO, em inglês).</p><p>Segundo o próprio Departamento de Defesa dos EUA, <strong>novos materiais continuarão a ser adicionados ao arquivo de forma progressiva</strong>. A quinta leva foi publicada a 7 de agosto; assim, esta divulgação mais recente mantém o ritmo regular de atualização da coleção.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pentagono-desclasifica-nuevos-archivos-ovni-1789963561715.gif" data-image="vncm8qipo2dg"><figcaption>Vídeo em infravermelho captado em 2025 sobre uma plataforma militar dos EUA. Ele mostra seis objetos pequenos, aparentemente esféricos, que mudam de direção e se deslocam a uma velocidade estimada de 770 quilómetros por hora, segundo o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM). O vídeo faz parte da sexta divulgação de arquivos sobre UAPs libertados pelo Pentágono. Fonte: Departamento de Defesa dos EUA.</figcaption></figure><p> Entre os materiais de maior destaque estão<strong> vídeos captados por plataformas militares em diversas partes do mundo</strong>, bem como documentos históricos que remontam aos primeiros anos das investigações oficiais dos EUA sobre os UAPs. </p><h2>Esferas luminosas sobre uma plataforma militar</h2><p>Um dos vídeos mais impressionantes da nova coleção foi registado em <strong>2025</strong> por um sensor infravermelho instalado<strong> numa plataforma das Forças Armadas dos EUA</strong>.</p><p>As <strong>i</strong><strong>magens mostram seis objetos pequenos, aparentemente esféricos, visíveis no céu em formação de grupo</strong>. O relatório militar descreve-os como objetos que pareciam ágeis e mudavam de direção frequentemente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cientistas-identificam-fonte-de-um-misterioso-objeto-emissor-de-ondas-de-radio-na-via-lactea.html" title="Cientistas identificam fonte de um misterioso objeto emissor de ondas de rádio na Via Láctea">Cientistas identificam fonte de um misterioso objeto emissor de ondas de rádio na Via Láctea</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cientistas-identificam-fonte-de-um-misterioso-objeto-emissor-de-ondas-de-radio-na-via-lactea.html" title="Cientistas identificam fonte de um misterioso objeto emissor de ondas de rádio na Via Láctea"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/un-objeto-extremo-de-la-via-lactea-lleva-anos-emitiendo-potentes-senales-de-radio-y-acaban-de-descubrir-su-origen-1781364827373_320.jpeg" alt="Cientistas identificam fonte de um misterioso objeto emissor de ondas de rádio na Via Láctea"></a></article></aside><p>O observador estimou que eles poderiam estar a deslocar-se a uma velocidade de cerca de<strong> 770 quilómetros por hora</strong>.</p><p><strong>O incidente permanece sem explicação</strong>. Classificar um objeto como UAP significa que a sua natureza não pôde ser determinada de forma inequívoca com base nos dados disponíveis — mas não que se trate, comprovadamente, de uma nave espacial extraterrestre.</p><h2>Outros vídeos gravados pelos militares</h2><p>A nova coleção também inclui registos feitos com sensores infravermelhos durante operações militares em diversas regiões.</p><p>Um dos casos refere-se a um incidente ocorrido em <strong>2022 </strong>no <strong>Médio Oriente</strong>, no qual<strong> vários objetos foram observados em diferentes altitudes e velocidades</strong>. Segundo o relatório correspondente, os objetos podiam ter entre um e dois metros de tamanho e pareciam mover-se de forma irregular.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/apos-os-videos-do-pentagono-sobre-ovnis-especialista-analisa-o-que-e-necessario-para-uma-nave-alienigena-chegar-a-terra.html" title="Após os vídeos do Pentágono sobre OVNIs: especialista analisa o que é necessário para uma nave alienígena chegar à Terra">Após os vídeos do Pentágono sobre OVNIs: especialista analisa o que é necessário para uma nave alienígena chegar à Terra</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/apos-os-videos-do-pentagono-sobre-ovnis-especialista-analisa-o-que-e-necessario-para-uma-nave-alienigena-chegar-a-terra.html" title="Após os vídeos do Pentágono sobre OVNIs: especialista analisa o que é necessário para uma nave alienígena chegar à Terra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tras-los-videos-sobre-ovnis-del-pentagono-experto-analiza-que-necesitaria-una-nave-alienigena-para-llegar-a-la-tierra-1780055180068_320.jpeg" alt="Após os vídeos do Pentágono sobre OVNIs: especialista analisa o que é necessário para uma nave alienígena chegar à Terra"></a></article></aside><p>Outro vídeo mostra vários objetos que se uniram num grupo e se deslocam em formação.</p><p>Este tipo de filmagem é particularmente interessante por provir de sensores utilizados em operações militares, e não apenas de registos feitos com telemóveis ou câmaras convencionais. No entanto, <strong>não é possível determinar, apenas com base nas imagens, a natureza dos objetos observados</strong>.</p><h2>Gravação de áudio de 1952 coloca o "<em>Project Blue Book</em>" novamente em destaque</h2><p>De uma perspetiva histórica, talvez um dos documentos mais interessantes seja <strong>uma gravação de áudio de 1952</strong> feita pelo Capitão Edward J. Ruppelt, um oficial da Força Aérea dos EUA que mais tarde lideraria o<em> Project Blue Book</em>. Na gravação, Ruppelt explica as investigações que a Força Aérea dos EUA realizou sobre relatos de UAPs.</p><p>Neste ponto,<strong> a investigação gerou centenas de relatórios, alguns dos quais permaneceram sem solução</strong>. Segundo Ruppelt nesta palestra, cerca de 20% dos casos investigados ainda não puderam ser resolvidos com base nas informações disponíveis.</p><p>Ruppelt mais tarde tornar-se-ia uma das figuras mais conhecidas associadas ao <strong>“<em><em>Project Blue Book</em></em>”, o programa da Força Aérea dos EUA que investigou avistamentos de UAPs entre 1952 e 1969</strong>.</p><p>A inclusão desta gravação na nova coleção permite ouvir diretamente o depoimento de uma figura-chave das fases iniciais das investigações oficiais sobre fenómenos aéreos não identificados.</p><h2>O que os UAPs têm a ver com buracos de minhoca?</h2><p>Outro aspeto que desperta grande atenção é a documentação sobre conceitos como <strong>buracos de minhoca</strong>, propulsão de dobra (<em>warp drive</em>), <strong>antigravidade</strong>, massa negativa e sistemas de invisibilidade.</p><p>Os documentos provêm de um programa de investigação da Agência de Inteligência de Defesa (DIA) — denominado "<em>Advanced Aerospace Weapon System Applications Program</em>" (AAWSAP) —, que foi iniciado em 2008 e encerrado em 2012.</p><p><strong>A sexta divulgação inclui 37 "<em>Defence Intelligence Reference Documents</em>"</strong> (DIRD) elaborados no âmbito desse programa.</p><p>Os seus títulos podem parecer surpreendentes, mas há uma diferença importante: os documentos em si são descritos como estudos de referência e síntese, e a sua publicação não significa que as tecnologias analisadas tenham sido desenvolvidas ou que os Estados Unidos disponham de naves espaciais capazes de utilizar buracos de minhoca ou propulsão de dobra.</p><p>Por outras palavras: o facto de uma determinada possibilidade tecnológica ser analisada num documento oficial não significa que essa tecnologia já exista.</p><h2>Um relatório sobre possíveis lesões relacionadas com fenómenos anómalos</h2><p>A documentação inclui um <strong>estudo técnico de 2010</strong> que aborda diversos casos em que<strong> pessoas teriam sofrido lesões</strong> após eventos classificados como anómalos.</p><p>O relatório examina <strong>três casos concretos</strong>, descreve os sintomas físicos observados posteriormente e compara-os com incidentes conhecidos relacionados com a exposição a radiofrequência.</p><p>O documento levanta hipóteses sobre possíveis sistemas aeroespaciais avançados, mas não identifica de forma inequívoca a fonte das exposições nem comprova que as pessoas afetadas tenham entrado em contacto com tecnologia extraterrestre.</p><h2>Quatro vídeos gravados por polícias no Colorado</h2><p>A nova divulgação também inclui quatro vídeos de órgãos de segurança pública do Colorado, gravados em outubro de <strong>2023</strong>. Segundo a documentação divulgada, um agente descreveu o fenómeno como silencioso, acompanhado por <strong>luzes intermitentes vermelhas, azuis e verdes</strong>.</p><p>As<strong> imagens foram captadas com telemóveis </strong>e agora integram o arquivo oficial de UAPs.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768006" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-estados-unidos-abrem-seus-arquivos-secretos-sobre-ovnis-o-que-revelam-os-primeiros-documentos-desclassificados.html" title="Os Estados Unidos abrem os seus arquivos secretos sobre OVNIs: o que revelam os primeiros documentos desclassificados">Os Estados Unidos abrem os seus arquivos secretos sobre OVNIs: o que revelam os primeiros documentos desclassificados</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-estados-unidos-abrem-seus-arquivos-secretos-sobre-ovnis-o-que-revelam-os-primeiros-documentos-desclassificados.html" title="Os Estados Unidos abrem os seus arquivos secretos sobre OVNIs: o que revelam os primeiros documentos desclassificados"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estados-unidos-abre-sus-archivos-secretos-sobre-ovnis-que-revelan-los-primeros-documentos-desclasificados-1778263612423_320.jpg" alt="Os Estados Unidos abrem os seus arquivos secretos sobre OVNIs: o que revelam os primeiros documentos desclassificados"></a></article></aside><p>Este tipo de relato ilustra, mais uma vez, um dos principais desafios na investigação de fenómenos anómalos: embora uma observação possa ser documentada, ela <strong>permanece sem explicação</strong> caso não haja informações suficientes sobre distância, tamanho, velocidade, trajetória ou condições atmosféricas.</p><h2>Estes arquivos provam que existem naves espaciais alienígenas?</h2><p><strong>A resposta é não!</strong></p><p>A nova divulgação é interessante, pois concede acesso a documentos que permaneceram ocultos em arquivos governamentais por anos e reúne casos de um período superior a 70 anos. No entanto, nenhum dos materiais publicados constitui, por si só, prova de que os UAPs sejam naves espaciais de origem extraterrestre.</p><p>De facto, uma parte significativa dos documentos consiste em investigações, relatórios técnicos ou casos que permanecem sem solução devido à insuficiência de informações.</p><div class="texto-destacado">A distinção é importante: "desconhecido" não significa necessariamente "extraterrestre".</div><p>A coleção proporciona uma compreensão melhor do que militares observaram, do que as autoridades dos EUA investigaram e de que fenómenos não conseguiram identificar com base nos dados disponíveis. Além disso, contém material histórico que agora pode ser analisado por investigadores independentes.</p><h2>E a história ainda não chegou ao fim</h2><p>O Ministério da Defesa anunciou que continuará a divulgar novos arquivos de forma gradual, o que significa que esta sexta divulgação pode ser apenas mais um capítulo num processo muito mais amplo de libertação de documentos sigilosos.</p><p>As atenções agora irão voltar-se para os próximos documentos, especialmente para saber se as futuras divulgações fornecerão dados instrumentais suficientemente completos para esclarecer alguns dos casos ainda não resolvidos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pentagono-divulga-novos-arquivos-sobre-ufos-eles-provam-a-existencia-de-naves-espaciais-extraterrestres.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[E se a tinta mais preta do mundo pudesse salvar o nosso céu estrelado?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/e-se-a-tinta-mais-preta-do-mundo-pudesse-salvar-o-nosso-ceu-estrelado.html</link><pubDate>Thu, 24 Sep 2026 18:05:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Uma pintura extremamente preta poderia ajudar a reduzir a visibilidade dos satélites a partir da Terra. Uma solução que poderia contribuir para limitar o impacto crescente das constelações de satélites nas observações astronómicas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/et-si-la-peinture-la-plus-noire-du-monde-pouvait-sauver-notre-ciel-etoile-1789023022519.jpg" data-image="tcsvumcvl3hx" alt="Satélite Ventablack" title="Satélite Ventablack"><figcaption>E se a solução para reduzir o impacto visual dos satélites no nosso céu noturno fosse simplesmente torná-los muito mais escuros?</figcaption></figure><p>Há cada vez mais satélites a atravessar o nosso céu noturno, ao ponto de interferirem com algumas observações astronómicas. Mas uma solução muito simples poderia limitar o seu impacto:<strong> revesti-los com Vantablack 310</strong>.</p><h2> Uma tinta capaz de absorver uma quantidade significativa de luz</h2><p>Desenvolvida para ser extremamente absorvente, a Vantablack 310 reflete apenas cerca de 2% da luz que incide sobre ela, em comparação com aproximadamente 5% de uma tinta preta convencional. Desta forma, absorve <strong>quase 98% da luz incidente</strong>, enquanto uma tinta preta comum absorve cerca de 95%.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Ball covered in Vantablack, which absorbs 99.965% of visible light-.<br><br>[ Surrey NanoSystems] <a href="https://t.co/hnxi9DfPTv">pic.twitter.com/hnxi9DfPTv</a></p>— Massimo (@Rainmaker1973) <a href="https://x.com/Rainmaker1973/status/2093282555315249544?ref_src=twsrc%5Etfw">August 28, 2026</a></blockquote></figure><p>Investigadores da Universidade de Surrey, em Inglaterra, estudaram o seu comportamento sob diferentes condições de iluminação e observação, com o objetivo de determinar <strong>qual seria o aspeto de um satélite revestido com Vantablack 310</strong> visto da Terra.</p><p>O objetivo é, em particular, <strong>limitar os reflexos significativos</strong> causados pelas superfícies metálicas dos satélites. Estas superfícies podem tornar-se especialmente brilhantes ao refletirem a luz solar diretamente para a Terra, produzindo brilhos ou pontos luminosos muito visíveis no céu noturno. Por outro lado, o Vantablack 310 absorveria <strong>grande parte desta luz</strong>, reduzindo assim consideravelmente o brilho aparente dos satélites.</p><div class="texto-destacado">Segundo simulações realizadas por cientistas, um satélite revestido com esta tinta poderia atingir uma magnitude aparente de aproximadamente +7. Isto torná-lo-ia suficientemente fraco para ser invisível a olho nu na grande maioria dos casos.<br> </div><p>Esta solução poderia, portanto, ajudar a reduzir parte da poluição luminosa causada pelas novas constelações de satélites. Com dezenas de milhares de objetos adicionais previstos na órbita terrestre baixa até ao final da década, a astronomia, tanto amadora como profissional, poderá ver-se<strong> cada vez mais afetada</strong> pela sua presença no céu noturno.</p><h2> Um tema cada vez mais importante para a astronomia</h2><p>O rápido desenvolvimento das megaconstelações representa um novo desafio para os astrónomos. Os satélites podem atravessar o campo de visão dos telescópios e <strong>deixar longos rastos luminosos nas imagens</strong>, o que dificulta as observações destinadas a estudar os objetos mais fracos e distantes do universo.</p><p>O problema não se limita aos grandes observatórios. Os astrónomos amadores e os astrofotógrafos também podem ser afetados por esta poluição luminosa. Durante as exposições prolongadas, é agora difícil<strong> obter uma fotografia sem os inúmeros rastros deixados pelos satélites </strong>que orbitam o nosso planeta.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">This is what astrophotography looks like today, marred by the trails of Starlink satellites.<br><br>And this is just the beginning: the situation will worsen as Amazon and China join the race for mass satellite deployment, with plans to launch a combined total of around 500,000 <a href="https://t.co/VjHnhwiP5F">pic.twitter.com/VjHnhwiP5F</a></p>— Black Hole (@konstructivizm) <a href="https://x.com/konstructivizm/status/2080757663655399883?ref_src=twsrc%5Etfw">July 24, 2026</a></blockquote></figure><p>O Vantablack 310 poderá oferecer uma <strong>solução relativamente simples</strong>, sem necessidade de alterar substancialmente o design dos satélites. Os investigadores acreditam que a escolha de materiais menos refletores poderá melhorar significativamente a sua visibilidade a partir da Terra, mantendo, ao mesmo tempo, as características essenciais das naves espaciais.</p><p>No entanto, ainda será necessário verificar se esta solução funciona realmente em condições orbitais. Os resultados atuais baseiam-se principalmente em medições e simulações terrestres, sendo necessários ensaios espaciais para <strong>confirmar a eficácia do revestimento</strong>. Se estes ensaios forem conclusivos, uma simples camada de tinta poderá contribuir para preservar melhor a escuridão das nossas noites.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762110" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cada-vez-menos-estrelas-alertam-que-as-megaconstelacoes-de-satelites-vao-mudar-para-sempre-o-ceu-noturno.html" title="Cada vez menos estrelas: alertam que as megaconstelações de satélites vão mudar para sempre o céu noturno">Cada vez menos estrelas: alertam que as megaconstelações de satélites vão mudar para sempre o céu noturno</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cada-vez-menos-estrelas-alertam-que-as-megaconstelacoes-de-satelites-vao-mudar-para-sempre-o-ceu-noturno.html" title="Cada vez menos estrelas: alertam que as megaconstelações de satélites vão mudar para sempre o céu noturno"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cada-vez-menos-estrellas-advierten-que-las-megaconstelaciones-de-satelites-cambiaran-para-siempre-el-cielo-nocturno-1774893352897_320.jpg" alt="Cada vez menos estrelas: alertam que as megaconstelações de satélites vão mudar para sempre o céu noturno"></a></article></aside><p>Com o aumento previsto do número de satélites nos próximos anos, a sua presença no céu tornar-se-á provavelmente <strong>um problema cada vez mais importante para a astronomia a nível mundial</strong>. Face a este risco, qualquer solução que limite o seu impacto pode ser de grande utilidade, mesmo uma tão simples como a utilização de um revestimento mais escuro.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Jamie%20Middleton" data-year="2026" data-title="One%20of%20the%20world's%20darkest%20paints%20makes%20everything%20look%20like%20a%20black%20hole%20%E2%80%93%20and%20it%20could%20save%20our%20night%20sky" data-url="https%3A%2F%2Fwww.skyatnightmagazine.com%2Fnews%2Fvantablack-310">Jamie Middleton. (2026). <a href="https://www.skyatnightmagazine.com/news/vantablack-310" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">One of the world's darkest paints makes everything look like a black hole – and it could save our night sky</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/e-se-a-tinta-mais-preta-do-mundo-pudesse-salvar-o-nosso-ceu-estrelado.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A "Pompeia" dos Andes: uma erupção gigantesca soterrou toda uma paisagem]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-pompeia-dos-andes-uma-erupcao-gigantesca-soterrou-toda-uma-paisagem.html</link><pubDate>Thu, 24 Sep 2026 17:40:13 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma gigantesca erupção vulcânica no Chile proporcionou aos cientistas uma visão rara dos antigos Andes, revelando pistas sobre a forma como as montanhas se formaram e se transformaram ao longo de milhões de anos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/the-pompeii-of-the-andes-giant-eruption-buried-an-entire-landscape-1790183495364.jpg" data-image="dvpr9h7lebls" alt="landscape" title="landscape"><figcaption>Depósitos de ignimbrito de Cardones, esculpidos pelo rio Lluta, no norte do Chile. Crédito: Frances J. Cooper.</figcaption></figure><p>Um novo estudo publicado na revista <em>Science Advances</em> revela que uma <strong>gigantesca erupção vulcânica agiu como o Vesúvio em toda uma paisagem</strong>, <strong>soterrando tudo o que se encontrava por baixo </strong>e preservando terrenos que, de outra forma, teriam sido perdidos devido à erosão.</p><p>Os investigadores estudaram <strong>a rocha vulcânica que entrou em erupção na caldeira de Lauca, no norte do Chile, há 21,9 milhões de anos</strong>. A rocha, denominada ignimbrita, cobre uma área seis vezes maior do que Santiago, a capital do Chile, e pode atingir até um quilómetro de profundidade.</p><h2>Utilizar modelos para mapear paisagens ocultas</h2><p>A equipa simulou centenas de paisagens possíveis, utilizando modelos que mostram como os rios moldam as cadeias montanhosas, para verificar quais delas se poderiam assemelhar à paisagem enterrada sob as rochas. Descobriram que apenas paisagens de relevo relativamente baixo – semelhantes a encostas suaves no sopé das montanhas – teriam sido possíveis. Consideram que<strong> esta parte dos Andes se formou lentamente, a um ritmo de cerca de 2,5 cm a cada 100 anos</strong>.</p><p>Se as rochas tivessem sido empurradas para cima mais rapidamente, a paisagem poderia ter desenvolvido encostas mais íngremes, que não caberiam por baixo dos depósitos vulcânicos.</p><p>As descobertas apoiam <strong>a teoria de que os Andes cresceram lentamente ao longo de dezenas de milhões de anos</strong>. Este processo é lento quando comparado com muitas partes de cadeias montanhosas ativas que se elevam rapidamente, como certas zonas dos Himalaias.</p><p>O Dr. Byron Adams, do Departamento de Ciências da Terra da UCL, afirmou:<strong> "Esta paisagem foi soterrada por uma erupção vulcânica gigantesca — um pouco como Pompeia, mas numa escala muito maior</strong>. Em vez de cobrir uma cidade, misturas quentes de cinzas vulcânicas, fragmentos de rocha e gás varreram toda uma paisagem, engolindo o terreno por baixo delas.</p><div class="texto-destacado">"Pompeia mostra como as erupções vulcânicas podem congelar um momento na história da humanidade. <strong>Este estudo demonstra que erupções muito maiores também podem congelar momentos na história da Terra</strong>, soterrando paisagens inteiras sob depósitos vulcânicos e preservando pistas sobre como as montanhas estavam a ser formadas antes da erupção.</div><p>"Não podemos escavar para ver a paisagem soterrada, mas podemos usar a forma da camada vulcânica e o que sabemos sobre como os rios moldam as montanhas para inferir o que está escondido por baixo dela."</p><h2>Rocha vulcânica que revela registos geológicos do tempo</h2><p>Os investigadores observaram que a sua estimativa do levantamento correspondia a estudos anteriores sobre os minerais presentes na rocha, que registam as variações de temperatura ao longo dos últimos 50 milhões de anos. Essas variações de temperatura refletem o arrefecimento da rocha à medida que esta se desloca para cima através da crosta terrestre.</p><p>O Dr. Adams acrescentou: "Esta abordagem oferece-nos uma nova forma de olhar para o passado da história da Terra. Os métodos atuais para estimar a velocidade a que as montanhas se formam baseiam-se em “relógios” químicos presentes na rocha, mas estes limitam-se a momentos específicos no tempo.<strong> O nosso método permite estimar a elevação da rocha ao longo de um período muito mais extenso</strong>.</p><p>"Neste caso, estimamos que <strong>teriam sido necessários milhões de anos para formar a paisagem suave que inferimos ter existido antes da erupção</strong>.</p><p>"Existe um debate sobre se os Andes cresceram lenta e constantemente ao longo de 40 ou 50 milhões de anos ou se se elevaram de forma extremamente lenta e, posteriormente, surgiram mais recentemente, nos últimos seis a 10 milhões de anos. <strong>As nossas descobertas, que abrangem uma grande parte do meio dessa história, apoiam a hipótese de um crescimento lento, mas constante</strong>."</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768086" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/do-interior-da-terra-ao-caos-na-superficie-o-desafio-de-prever-as-erupcoes-vulcanicas.html" title="Do interior da Terra ao caos na superfície: o desafio de prever as erupções vulcânicas ">Do interior da Terra ao caos na superfície: o desafio de prever as erupções vulcânicas </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/do-interior-da-terra-ao-caos-na-superficie-o-desafio-de-prever-as-erupcoes-vulcanicas.html" title="Do interior da Terra ao caos na superfície: o desafio de prever as erupções vulcânicas "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/do-interior-da-terra-ao-caos-na-superficie-o-desafio-de-prever-as-erupcoes-vulcanicas-1778425892395_320.jpg" alt="Do interior da Terra ao caos na superfície: o desafio de prever as erupções vulcânicas "></a></article></aside><p>A Dra. Frances Cooper, também do Departamento de Ciências da Terra da UCL, afirmou: "Temos vindo a trabalhar nesta zona dos Andes há muitos anos para compreender como se formaram as montanhas.<strong> Os Andes têm uma grande influência no clima regional e global, pelo que reconstruir a sua história é importante para compreender as alterações climáticas a longo prazo</strong>.</p><p>"O que é particularmente entusiasmante neste estudo é que nos proporciona uma nova forma de reconstituir essa história.<strong> A mesma abordagem poderia ser aplicada a depósitos vulcânicos noutros locais do mundo</strong>, ajudando-nos a reconstruir paisagens enterradas há milhões de anos."</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Byron%20A.%20Adams%2C%20Frances%20J.%20Cooper%2C%20Clementine%20Walsh%2C%20and%20Katharine%20V.%20Cashman" data-year="2026" data-title="Landscapes%20buried%20beneath%20large-volume%20ignimbrites%20reveal%20preeruptive%20uplift%20rates" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fdoi%2F10.1126%2Fsciadv.aee5374">Byron A. Adams, Frances J. Cooper, Clementine Walsh, and Katharine V. Cashman. (2026). <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.aee5374" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Landscapes buried beneath large-volume ignimbrites reveal preeruptive uplift rates</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-pompeia-dos-andes-uma-erupcao-gigantesca-soterrou-toda-uma-paisagem.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A última previsão do especialista Alfredo Graça para outubro: o tempo em Portugal poderá sofrer uma mudança brusca]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-ultima-previsao-do-especialista-alfredo-graca-para-outubro-o-tempo-em-portugal-podera-sofrer-uma-mudanca-brusca.html</link><pubDate>Thu, 24 Sep 2026 14:59:44 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Fica para trás um setembro bastante quente e predominantemente seco em Portugal. Quanto a outubro 2026, o modelo europeu prevê uma mudança significativa na situação meteorológica.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-ultima-previsao-do-especialista-alfredo-graca-para-outubro-o-tempo-em-portugal-podera-sofrer-uma-mudanca-brusca-1790261487845.jpg" data-image="6yryli11w8n5"><figcaption>O modelo europeu antecipa uma possível mudança de tempo para o mês de outubro em Portugal.</figcaption></figure><p><strong>Está prestes a terminar um mês de setembro consideravelmente quente em Portugal</strong>, marcado por vários dias de persistência de valores elevados da temperatura máxima e que foi, essencialmente, um prolongamento do verão. A ausência de precipitação foi generalizada no Continente com o tempo seco e anticiclónico a impor-se de forma categórica, exceto de forma ocasional e relativamente irregular nos Açores, e por vezes, na Madeira.</p><div class="texto-destacado">Não obstante, é preciso ter em conta que a <strong>mudança de tempo prevista para a reta final de setembro ainda tem o potencial de alterar a precipitação para valores próximos à média mensal</strong>, tanto em Portugal continental, como nos arquipélagos.<br></div><p>As primeiras tendências do modelo europeu antecipam uma mudança significativa no tempo para o mês de outubro, o que, por outro lado, é habitual no outono. <strong>Estará à vista uma alteração radical da circulação atmosférica, após vários meses estivais tendencialmente secos, quentes e soalheiros?</strong></p><h2>Como costuma ser o mês de outubro em Portugal?</h2><p>De seguida, recordamos algumas características climáticas de outubro, o primeiro mês plenamente outonal. Segundo as normais climatológicas de referência,<strong> as temperaturas médias são 4/5 ºC mais baixas do que em setembro nos distritos do interior</strong>, enquanto nos do litoral e nos arquipélagos a descida é mais moderada por causa do efeito termorregulador do oceano Atlântico.</p><p><strong>Nas Regiões Norte e Centro, especialmente no interior e em particular nas zonas montanhosas, será recomendável ter um casaco sempre à mão, pois o tempo ficará mais fresco</strong>. À noite, em outubro, a geada começa lentamente a surgir nos locais mais abrigados e a poder estender-se a outras zonas. Em contrapartida, em boa parte do Alentejo, no Algarve, nos Açores e na Madeira, poderá continuar a usar roupa de manga curta com bastante frequência durante o dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-ultima-previsao-do-especialista-alfredo-graca-para-outubro-o-tempo-em-portugal-podera-sofrer-uma-mudanca-brusca-1790261367506.jpg" data-image="xxlc1fgu0r86"><figcaption>Em outubro começa a ser cada vez mais comum o uso de casacos de chuva, impermeáveis e agasalhos em boa parte do país, embora em certas zonas ainda persista o uso frequente de roupa de manga curta.</figcaption></figure><p>No que diz concerne à precipitação, <strong>é normal que em outubro comecem a chegar ao nosso país as primeiras depressões atlânticas de grande impacto</strong> - como Elsa em 2019, que provocou inundações no Norte e no Centro e inúmeras ocorrências, ou as incessantes depressões atlânticas e suas frentes associadas que originaram um outubro de 2023 imensamente chuvoso (duas vezes mais chuvoso do que o normal).</p><div class="texto-destacado">Basicamente, em outubro podem ocorrer diferentes tipos de situações sinópticas, capazes de gerar precipitação na geografia do Continente, desde perturbações atlânticas de carácter frontal (as mais comuns nesta época do ano no nosso país) até depressões isoladas em altitude (gotas frias).</div><p><strong>Outubro é um dos meses mais chuvosos do ano</strong> de norte a sul de Portugal continental e nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira. Em 13 das 19 principais estações meteorológicas do Continente acumulam-se, normalmente, <strong>mais de 100 mm</strong>.</p><h2>O modelo Europeu vislumbra uma mudança considerável do tempo em outubro</h2><p>Os mapas semanais do modelo ECMWF - que são uma referência para a Meteored - insistem que grande parte de Portugal irá registar <strong>temperaturas dentro do normal para o mês de outubro durante a primeira quinzena</strong> (até dia 12, concretamente), algo que poderá ser o resultado da presença mais próxima e frequente de baixas pressões e do ar frio na nossa latitude.</p><p>Ainda assim, em alguns dias da primeira quinzena é possível que <strong>algumas zonas registem valores entre 1 e 3 ºC superiores à média</strong> climatológica (Madeira e áreas fronteiriças do Baixo Alentejo e do Sotavento Algarvio) e que outras zonas registem anomalias térmicas negativas (algumas ilhas açorianas e áreas do litoral Norte e Centro).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-ultima-previsao-do-especialista-alfredo-graca-para-outubro-o-tempo-em-portugal-podera-sofrer-uma-mudanca-brusca-1790261180007.jpg" data-image="2brhngu28s3i"><figcaption>O modelo europeu indica que, no conjunto do mês de outubro, as temperaturas poderão ser ligeiramente acima da média em algumas zonas (até 1 ºC), situando-se dentro do normal no resto do território continental.</figcaption></figure><p><strong>Para a segunda quinzena do mês verifica-se a possibilidade de se registarem temperaturas ligeiramente superiores à média climatológica de referência</strong>. As anomalias térmicas positivas tenderão a generalizar-se por grande parte do território de Portugal continental, Açores e Madeira, mas, tal como referido anteriormente, serão normalmente suaves (até 1 ºC acima do normal).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790250" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ciclogenese-explosiva-forma-se-no-atlantico-norte-chuva-nos-acores-e-em-portugal-continental-nestas-datas.html" title="Ciclogénese explosiva forma-se no Atlântico Norte: chuva nos Açores e em Portugal continental nestas datas">Ciclogénese explosiva forma-se no Atlântico Norte: chuva nos Açores e em Portugal continental nestas datas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ciclogenese-explosiva-forma-se-no-atlantico-norte-chuva-nos-acores-e-em-portugal-continental-nestas-datas.html" title="Ciclogénese explosiva forma-se no Atlântico Norte: chuva nos Açores e em Portugal continental nestas datas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ciclogenese-explosiva-forma-se-no-atlantico-norte-chuva-nos-acores-e-em-portugal-continental-nestas-datas-1790252733593_320.jpg" alt="Ciclogénese explosiva forma-se no Atlântico Norte: chuva nos Açores e em Portugal continental nestas datas"></a></article></aside><p>Como já foi anteriormente referido na Meteored, <strong>outubro é um mês extremamente complexo para a previsão de chuva a médio e longo prazo</strong>, dado que esta pode estar associada a diversas situações sinópticas e, por vezes, é extremamente irregular. Deste modo, será apresentada aqui uma aproximação geral, cuja fiabilidade é reduzida.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-ultima-previsao-do-especialista-alfredo-graca-para-outubro-o-tempo-em-portugal-podera-sofrer-uma-mudanca-brusca-1790260631897.jpg" data-image="jkovtcu8vk2d"><figcaption>Mapa de anomalia de precipitação na semana de 5 a 12 de outubro. Possivelmente, somente a Madeira e uma pequena área do interior de Portugal continental é que poderiam registar valores de pluviosidade acima do normal.</figcaption></figure><p>Está em perspetiva uma mudança de tempo para os primeiros dias do mês, que seria a eventual continuidade da chuva gerada pelas frentes frias associadas ao ciclone-bomba que se formará no Atlântico Norte na reta final de setembro. <strong>Assim, para a semana de 28 de setembro a 5 de outubro, os mapas contemplam precipitação superior à média de norte a sul de Portugal continental e Açores</strong>, sem desvios em relação ao normal na Madeira.</p><div class="texto-destacado"><strong>No resto da primeira quinzena não se observam desvios significativos em relação aos valores médios de precipitação</strong>, exceto nalgumas zonas do Continente e na Madeira, onde se poderão registar episódios muito localizados de precipitação que se traduziriam em anomalias positivas.</div><p>Quanto à <strong>segunda quinzena de outubro</strong>, não existem, para já, sinais muito claros, mas o modelo europeu indica que poderá ocorrer um domínio de configurações atmosféricas favoráveis a condições meteorológicas de <strong>tempo seco em Portugal continental e Açores, mas mais húmido e chuvoso na Madeira</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os mapas do modelo europeu apostam na possível alternância de situações anticiclónicas e atlânticas em Portugal, incluindo Açores e Madeira. A ausência de um sinal consistente no que toca à evolução da precipitação acarreta um grau de incerteza bastante elevado à previsão, impedindo assim de se avançar com detalhes muito concretos em relação a esta variável, que é muito complexa de prever para o mês de outubro.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>No entanto, a incerteza é bastante elevada e é bem provável que ocorram ajustes significativos</strong>. Por fim, apesar do super El Niño ser um dos fenómenos climáticos mais impactantes no tempo à escala global e um dos mais comentados para este outono 2026, os seus efeitos são praticamente residuais em Portugal, dado que o nosso país é afetado mais diretamente por outros fenómenos, como o jato polar ou a Oscilação do Atlântico Norte (NAO).</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-ultima-previsao-do-especialista-alfredo-graca-para-outubro-o-tempo-em-portugal-podera-sofrer-uma-mudanca-brusca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ciclogénese explosiva forma-se no Atlântico Norte: chuva nos Açores e em Portugal continental nestas datas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ciclogenese-explosiva-forma-se-no-atlantico-norte-chuva-nos-acores-e-em-portugal-continental-nestas-datas.html</link><pubDate>Thu, 24 Sep 2026 14:25:59 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O Atlântico Norte prepara-se para uma evolução meteorológica muito dinâmica. Duas depressões deverão interagir e dar origem a um sistema muito profundo. Os Açores sentirão primeiro os efeitos, mas a chuva deverá também chegar a Portugal continental.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbcitk2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbcitk2.jpg" id="xbcitk2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Duas depressões deverão interagir e dar origem a um sistema muito profundo</strong>, com possibilidade de ciclogénese explosiva. Apesar de o seu núcleo permanecer longe de Portugal, os efeitos associados serão sentidos nos Açores e, posteriormente, no continente.</p><h2>Domingo e segunda-feira (27 e 28) a primeira depressão atravessa os Açores</h2><p>A sequência começa no <strong>domingo, dia 27</strong>, com a aproximação de uma depressão atlântica aos Açores. Trata-se inicialmente de uma depressão típica das latitudes médias, mas que terá um papel importante na evolução sinóptica dos dias seguintes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclogenese-explosiva-forma-se-no-atlantico-norte-chuva-nos-acores-e-em-portugal-continental-nestas-datas-1790252666992.jpg" data-image="w0i0nyhi5ich" alt="Pressão e chuva" title="Pressão e chuva"><figcaption>Uma depressão aproxima-se dos Açores e começa a alterar o estado do tempo no arquipélago. A passagem do sistema favorecerá o aumento da nebulosidade, do vento e da precipitação.</figcaption></figure><p>A passagem deste sistema deverá provocar <strong>um aumento da nebulosidade, precipitação e intensidade do vento no arquipélago</strong>, com um agravamento mais evidente entre domingo e segunda-feira.</p><p>Na <strong>segunda-feira, dia 28</strong>, a chuva poderá ganhar expressão, sobretudo no Grupo Central, onde pontualmente os acumulados horários poderão <strong>superar os 6 mm</strong>. O vento também será um elemento a acompanhar, especialmente após a passagem do núcleo depressionário, com <strong>rajadas que poderão aproximar-se dos 70 km/h</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclogenese-explosiva-forma-se-no-atlantico-norte-chuva-nos-acores-e-em-portugal-continental-nestas-datas-1790252700044.jpg" data-image="s5l05lsjqj8i" alt="Rajada de vento (km/h)" title="Rajada de vento (km/h)"><figcaption>Depois da passagem do núcleo depressionário, o vento intensifica-se nos Açores. As rajadas poderão aproximar-se dos 70 km/h, enquanto a depressão prossegue a sua deslocação pelo Atlântico Norte.</figcaption></figure><p>Entretanto, a depressão continuará a deslocar-se para nordeste, entrando numa região do Atlântico onde encontrará outro núcleo de baixas pressões.</p><h2>Terça-feira: duas depressões interagem no Atlântico Norte</h2><p>É durante a madrugada de <strong>terça-feira, dia 29</strong>, que a configuração atmosférica se torna particularmente interessante. A depressão que anteriormente atravessou a região dos Açores deverá aproximar-se de <strong>outro centro depressionário já bastante organizado</strong>, iniciando uma interação entre os dois vórtices.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclogenese-explosiva-forma-se-no-atlantico-norte-chuva-nos-acores-e-em-portugal-continental-nestas-datas-1790252733593.jpg" data-image="7rjhuacxfz57" alt="Situação sinóptica" title="Situação sinóptica"><figcaption>Duas depressões bem organizadas aproximam-se no Atlântico Norte e começam a interagir. Esta configuração poderá desencadear um efeito Fujiwhara, com os dois vórtices a influenciarem mutuamente as respetivas trajetórias.</figcaption></figure><p>Neste contexto poderá ocorrer o chamado <strong>efeito Fujiwhara</strong>. Este fenómeno verifica-se quando dois vórtices ciclónicos suficientemente próximos começam a influenciar mutuamente as suas circulações, passando a rodar em torno de um centro comum. A intensidade e dimensão de cada depressão, bem como a distância entre ambas, determinam a evolução posterior. </p><div class="texto-destacado"><strong>No efeito Fujiwhara,</strong> os dois centros de baixas pressões podem alterar mutuamente as suas trajetórias. Quando um sistema é dominante, pode acabar por absorver o outro, dando origem a uma única circulação depressionária mais ampla e organizada.</div><blockquote><p>Neste caso, os modelos sugerem uma rápida reorganização dos dois sistemas. Poucas horas depois, já durante o dia 29, poderá observar-se <strong>uma única e muito profunda depressão no Atlântico Norte</strong>, com pressão mínima no seu núcleo a rondar os <strong>952 hPa</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclogenese-explosiva-forma-se-no-atlantico-norte-chuva-nos-acores-e-em-portugal-continental-nestas-datas-1790252946881.jpg" data-image="ocdzry2rf7fb" alt="Situação sinótica" title="Situação sinótica"><figcaption>Poucas horas depois, observa-se uma poderosa depressão no Atlântico Norte, com cerca de 952 hPa no núcleo. Apesar de permanecer longe de Portugal, uma extensa frente associada ao sistema deverá alcançar o continente e trazer períodos de chuva.</figcaption></figure><p>Este aprofundamento muito rápido poderá enquadrar-se num processo de <strong>ciclogénese explosiva</strong>, termo utilizado quando uma depressão extratropical sofre uma queda muito acentuada da pressão atmosférica num curto intervalo de tempo. O limiar exato depende da latitude, não correspondendo simplesmente a uma regra fixa de 24 hPa em 24 horas.</p></blockquote><h2>O núcleo ficará longe, mas uma frente deverá alcançar Portugal</h2><p>Importa salientar que <strong>o centro desta poderosa depressão deverá permanecer muito afastado de Portugal continental</strong>. Assim, não será necessária a passagem do núcleo sobre o país para que existam consequências no estado do tempo.</p><p>A extensa circulação associada à depressão deverá sustentar um sistema frontal que se prolongará por milhares de quilómetros sobre o Atlântico. Durante a <strong>tarde de terça-feira, dia 29</strong>, uma frente fria organizada deverá aproximar-se da costa portuguesa e atravessar progressivamente o território, trazendo <strong>períodos de chuva a várias regiões do continente</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclogenese-explosiva-forma-se-no-atlantico-norte-chuva-nos-acores-e-em-portugal-continental-nestas-datas-1790253163966.jpg" data-image="fy9vjd713l33" alt="Situação sinóptica, madrugada de dia 30" title="Situação sinóptica, madrugada de dia 30"><figcaption>A extensa frente associada à depressão deverá prolongar-se para sul, podendo alcançar o arquipélago da Madeira durante a madrugada de dia 30, com períodos de precipitação.</figcaption></figure><p>A mesma estrutura frontal poderá prolongar-se suficientemente para sul para <strong>atingir também o arquipélago da Madeira já durante a madrugada de dia 30</strong>, embora esta evolução ainda apresente incerteza.</p><h2>A instabilidade poderá prolongar-se até 1 de outubro</h2><p>Após a passagem desta primeira frente, <strong>uma segunda frente, previsivelmente mais fraca</strong>, poderá aproximar-se do continente. Neste caso, os efeitos deverão concentrar-se sobretudo nas <strong>regiões Norte e Centro</strong>, onde poderão ocorrer novos períodos de precipitação.</p><p>Desta forma, entre <strong>29 de setembro e 1 de outubro</strong>, Portugal poderá entrar num padrão bastante mais atlântico e instável, contrastando com o tempo quente e seco observado anteriormente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790224" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-modelos-coincidem-uma-ciclogenese-explosiva-ira-alterar-o-tempo-em-portugal-daqui-a-cinco-dias.html" title="Os modelos coincidem: uma ciclogénese explosiva irá alterar o tempo em Portugal daqui a cinco dias">Os modelos coincidem: uma ciclogénese explosiva irá alterar o tempo em Portugal daqui a cinco dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-modelos-coincidem-uma-ciclogenese-explosiva-ira-alterar-o-tempo-em-portugal-daqui-a-cinco-dias.html" title="Os modelos coincidem: uma ciclogénese explosiva irá alterar o tempo em Portugal daqui a cinco dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-modelos-coincidem-uma-ciclogenese-explosiva-ira-alterar-o-tempo-em-portugal-daqui-a-cinco-dias-1790246922646_320.png" alt="Os modelos coincidem: uma ciclogénese explosiva irá alterar o tempo em Portugal daqui a cinco dias"></a></article></aside><p>Contudo, estamos perante uma evolução ainda a médio prazo. <strong>A trajetória e o grau de aprofundamento da depressão, assim como o posicionamento e a hora de chegada das frentes a Portugal, poderão sofrer alterações</strong> nas próximas atualizações dos modelos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ciclogenese-explosiva-forma-se-no-atlantico-norte-chuva-nos-acores-e-em-portugal-continental-nestas-datas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[“Xeque ao veranico”: entre os dias 29 e 30, o ar atlântico irá invadir Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/xeque-ao-veranico-entre-os-dias-29-e-30-o-ar-atlantico-ira-invadir-portugal.html</link><pubDate>Thu, 24 Sep 2026 11:41:03 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O calor anormal para finais de setembro ainda terá alguns dias pela frente, mas uma profunda depressão atlântica prepara uma mudança de cenário. Primeiro nos Açores e depois no continente, uma massa de ar mais fria colocará um ponto final no verão.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbcgl3y"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbcgl3y.jpg" id="xbcgl3y"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal continental continuará sob a influência de uma massa de ar anormalmente quente nos próximos dias. No entanto, <strong>o cenário deverá mudar de forma significativa na reta final de setembro</strong>, uma profunda depressão atlântica favorecerá a chegada de ar muito mais fresco aos Açores e, posteriormente, ao continente.</p><h2>O calor ainda domina Portugal continental</h2><p>Nesta quinta-feira, dia 24, Portugal continental permanece sob a influência de uma <strong>massa de ar muito quente proveniente do Norte de África</strong>, claramente identificável nos níveis médios e baixos da troposfera.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/xeque-ao-veranico-entre-os-dias-29-e-30-o-ar-atlantico-ira-invadir-portugal-1790245462268.jpg" data-image="3jr7khyn33b9" alt="Geopotencial e temperatura a 850 hPa" title="Geopotencial e temperatura a 850 hPa"><figcaption>Uma massa de ar muito quente, com origem em latitudes subtropicais, continua a dominar Portugal continental. Este cenário ajuda a explicar as temperaturas bastante elevadas previstas para os próximos dias.</figcaption></figure><p>À superfície, esta configuração continuará a traduzir-se em temperaturas bastante elevadas para a época. No <strong>Vale do Tejo e Alto Alentejo</strong>, as máximas poderão alcançar os <strong>36 a 37 ºC</strong>, enquanto junto à costa ocidental os valores serão substancialmente mais baixos devido à influência marítima. O contraste será significativo, com um rápido aumento das temperaturas à medida que nos afastamos do litoral.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/xeque-ao-veranico-entre-os-dias-29-e-30-o-ar-atlantico-ira-invadir-portugal-1790245485664.jpg" data-image="bci7paogstp5" alt="Temperatura à superficie" title="Temperatura à superficie"><figcaption>O calor mantém-se intenso no interior do continente, com máximas que poderão atingir 36 a 37 ºC no Vale do Tejo e Alto Alentejo. Nos Açores, o ambiente será bastante mais ameno, apesar de algumas ilhas poderem aproximar-se dos 28 ºC.</figcaption></figure><p>Nos Açores, o ambiente será bastante mais ameno. As máximas deverão rondar os <strong>25 ºC em Ponta Delgada</strong>, podendo aproximar-se dos <strong>28 ºC na Horta (ilha do Faial)</strong>.</p><p>Durante sexta-feira e sábado poderão ocorrer algumas oscilações térmicas, sobretudo nas regiões costeiras, mas <strong>a massa de ar quente continuará a dominar grande parte do território continental</strong>.</p><h2>Domingo (27) começa a desenhar-se uma importante mudança no Atlântico</h2><p>Será a partir de <strong>domingo, dia 27</strong>, que a situação sinóptica começará a sofrer alterações mais relevantes. Uma depressão proveniente de oeste aproximar-se-á dos Açores, favorecendo um <strong>aumento da intensidade do vento, da nebulosidade e da precipitação</strong> no arquipélago.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/xeque-ao-veranico-entre-os-dias-29-e-30-o-ar-atlantico-ira-invadir-portugal-1790245605085.jpg" data-image="1rrw23ta241z" alt="Pressão e chuva" title="Pressão e chuva"><figcaption>No domingo, dia 27, a aproximação de uma depressão pelo Atlântico deverá marcar o início da mudança do tempo nos Açores. A passagem do sistema favorecerá mais nebulosidade, períodos de chuva e uma intensificação do vento no arquipélago.</figcaption></figure><p>Posteriormente, este sistema deverá interagir com outra depressão no Atlântico Norte, dando origem a uma circulação depressionária muito mais organizada. As atuais projeções sugerem um <strong>aprofundamento muito rápido da pressão</strong>, podendo reunir critérios para um processo de ciclogénese explosiva.</p><p>Esta evolução será fundamental para a mudança de massa de ar: a circulação em torno da depressão permitirá transportar <strong>ar polar marítimo, mais frio, de norte para sul sobre o Atlântico</strong>.</p><h2>Dia de São Miguel: o “veranico” poderá ser mais fresco que o normal</h2><p>A <strong>29 de setembro celebra-se São Miguel</strong>, data tradicionalmente associada ao chamado veranico de São Miguel<em>,</em> um curto período de tempo seco e quente que pode ocorrer no final de setembro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/xeque-ao-veranico-entre-os-dias-29-e-30-o-ar-atlantico-ira-invadir-portugal-1790245689589.jpg" data-image="70bam664b5ia" alt="Anomalia da temperatura em altitude" title="Anomalia da temperatura em altitude"><figcaption>Uma profunda depressão a noroeste da Península Ibérica altera a circulação atmosférica no Atlântico. Os ventos em torno do sistema favorecem a descida de ar polar marítimo para latitudes mais baixas, atingindo primeiro os Açores.</figcaption></figure><p>Este ano, curiosamente, o dia 29 poderá assinalar precisamente um dia mais fresco que o normal. Nos <strong>Açores</strong>, a mudança será já bastante evidente. O mapa de anomalias térmicas a 850 hPa mostra o arquipélago inserido numa extensa massa de ar com temperaturas <strong>abaixo da média climatológica</strong>, diretamente relacionada com a circulação da profunda depressão atlântica.</p><p>No continente, contudo, o contraste será ainda notório. Enquanto os Açores estarão mergulhados no ar mais frio, grande parte de Portugal continental permanecerá temporariamente do lado mais quente da circulação.</p><h2>Dia 30 o ar atlântico invade finalmente Portugal continental</h2><p>Será <strong>quarta-feira, dia 30</strong>, que deverá ocorrer a mudança térmica mais expressiva no continente. A massa de ar frio que anteriormente terá alcançado os Açores deverá progredir para leste, alcançando a Península Ibérica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790224" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-modelos-coincidem-uma-ciclogenese-explosiva-ira-alterar-o-tempo-em-portugal-daqui-a-cinco-dias.html" title="Os modelos coincidem: uma ciclogénese explosiva irá alterar o tempo em Portugal daqui a cinco dias">Os modelos coincidem: uma ciclogénese explosiva irá alterar o tempo em Portugal daqui a cinco dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-modelos-coincidem-uma-ciclogenese-explosiva-ira-alterar-o-tempo-em-portugal-daqui-a-cinco-dias.html" title="Os modelos coincidem: uma ciclogénese explosiva irá alterar o tempo em Portugal daqui a cinco dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-modelos-coincidem-uma-ciclogenese-explosiva-ira-alterar-o-tempo-em-portugal-daqui-a-cinco-dias-1790246922646_320.png" alt="Os modelos coincidem: uma ciclogénese explosiva irá alterar o tempo em Portugal daqui a cinco dias"></a></article></aside><p>A circulação atlântica, juntamente com a passagem de sistemas frontais associados à depressão, deverá favorecer uma <strong>descida generalizada das temperaturas</strong>, acompanhada por maior nebulosidade, vento e períodos de precipitação por vezes forte.</p><div class="texto-destacado">A descida poderá ser particularmente percetível nas <strong>temperaturas noturnas e nas primeiras horas da manhã</strong>, mas também nas máximas. Assim, depois de vários dias com valores muito elevados para finais de setembro, o último dia do mês deverá apresentar uma atmosfera substancialmente mais fresca.</div><p>Será, portanto, um verdadeiro <strong>“xeque-mate” às temperaturas elevadas,</strong> primeiro nos Açores, no dia 29, e depois em Portugal continental, no dia 30, com a circulação atlântica a substituir finalmente a massa de ar quente que tem dominado esta reta final de setembro.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/xeque-ao-veranico-entre-os-dias-29-e-30-o-ar-atlantico-ira-invadir-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os modelos coincidem: uma ciclogénese explosiva irá alterar o tempo em Portugal daqui a cinco dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-modelos-coincidem-uma-ciclogenese-explosiva-ira-alterar-o-tempo-em-portugal-daqui-a-cinco-dias.html</link><pubDate>Thu, 24 Sep 2026 10:51:37 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Antes de se transformar no segundo ciclone-bomba do Atlântico Norte em menos de 7 dias, uma depressão deixará tempo instável nos Açores. Uns dias mais tarde, as frentes frias associadas provocarão chuva e vento em Portugal continental.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbcgen6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbcgen6.jpg" id="xbcgen6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>O tempo estável, quente, seco e soalheiro tem as horas contadas em Portugal continental</strong>. Dentro de poucos dias uma mudança abrupta das condições meteorológicas fará jus à estação do ano que arrancou ontem, pondo fim a um verão tardio e trazendo um ambiente mais típico do outono. </p><p><strong>Entre hoje e sábado (26) imperará ainda um estado do tempo moldado pelas altas pressões</strong>, pelo que sem ser alguma variação ligeira nas temperaturas - pequenas subidas ou pequenas descidas conforme as regiões - não são expectáveis grandes mudanças.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-modelos-coincidem-uma-ciclogenese-explosiva-ira-alterar-o-tempo-em-portugal-daqui-a-cinco-dias-1790245915083.jpg" data-image="cn5jegtqrs7k"><figcaption>No sábado, 26 de setembro, o tempo permanecerá estável em Portugal continental.</figcaption></figure><p>É, porém, <strong>a partir de domingo (27) que o panorama começa lentamente a alterar-se em Portugal continental, com mais nebulosidade e alguns aguaceiros</strong>, estando à vista uma mudança mais significativa de terça-feira (29) em diante.</p><p>Antes disso, <strong>ainda entre hoje (24) e sábado (26), o arquipélago dos Açores registará um tempo algo variável</strong>, marcado pela alternância entre períodos soalheiros e aguaceiros fracos e irregularmente distribuídos. </p><h2>Antes de se transformar em ciclone-bomba, passará pelos Açores como uma típica depressão outonal</h2><p>Analisando as projeções atualmente disponíveis nas cartas sinópticas da Meteored, baseadas no nosso modelo de referência (Europeu - ECMWF), um olhar pelo curto e médio prazo conta-nos que uma perturbação atlântica - que eventualmente evoluirá para <strong>um típico centro de baixas pressões ou depressão - irá condicionar significativamente o estado do tempo no arquipélago dos Açores entre domingo (27) e segunda-feira (28)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-modelos-coincidem-uma-ciclogenese-explosiva-ira-alterar-o-tempo-em-portugal-daqui-a-cinco-dias-1790245629110.jpg" data-image="oqr3wn2huusf"><figcaption>Depressão atlântica a percorrer os Açores entre domingo e segunda-feira, dias 27 e 28 de setembro.</figcaption></figure><p><strong>A mais recente atualização do modelo ECMWF coloca o núcleo da já referida depressão atlântica a atravessar as ilhas dos Açores</strong>, diferindo da previsão anterior que a colocava centrada ligeiramente a norte do arquipélago. Ainda como uma típica depressão frontal de características outonais, e sem acarretar riscos para além de aqueles que seriam de esperar numa situação outonal deste género, a depressão irá entrar em <strong>processo de ciclogénese explosiva</strong> à medida que se afasta para nor-nordeste na sua travessia pelo Atlântico.</p><div class="texto-destacado"><strong>O que é uma ciclogénese explosiva?</strong><br>Não é uma depressão <em>per se</em>, mas sim o nome atribuído ao mecanismo físico que descreve o aprofundamento excecionalmente rápido e intenso de uma depressão extratropical. Normalmente, considera-se que o processo de ciclogénese explosiva ocorre quando a pressão central baixa cerca de 24 hPa ou mais em 24 horas.<br><br>Neste caso, de acordo com o modelo ECMWF, a depressão poderá transformar-se num ciclone-bomba durante a jornada de terça-feira (29), quando a pressão central mínima passar de 982 hPa às 22:00 de segunda-feira (28) para 952 hPa às 22:00 de terça-feira (29). </div><p><strong>Felizmente para os Açores, tudo indica que o cavamento explosivo da depressão ocorrerá longe do arquipélago</strong>, com as primeiras horas desta intensificação rápida a ocorrerem a nordeste do território açoriano, a meio caminho entre Açores e Portugal continental, mas sem representar perigos acrescidos para os habitantes que ali residem.</p><p>Quanto aos efeitos expectáveis das condições meteorológicas adversas nesta <strong>geografia insular portuguesa</strong>, os mapas apontam para a possibilidade da depressão atlântica - ainda longe de atingir o estatuto de ciclone-bomba que ganhará entre 24 a 48 horas mais tarde - deixar períodos de<strong> chuva fraca</strong><strong> no domingo (27)</strong>, mais prováveis e frequentes na segunda metade do dia, sobretudo <strong>nas ilhas ocidentais e centrais</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-modelos-coincidem-uma-ciclogenese-explosiva-ira-alterar-o-tempo-em-portugal-daqui-a-cinco-dias-1790245484415.jpg" data-image="edriel49bo4h"><figcaption>Distribuição da precipitação acumulada nos Açores até às 22:00 de segunda-feira (28) ainda sujeita a ajustes significativos.</figcaption></figure><p>Contudo, é durante a <strong>madrugada de segunda-feira (28)</strong> que as linhas de instabilidade geradas pela depressão poderão ganhar mais expressão, provocando<strong> períodos de chuva mais abundantes e intensos num menor espaço de tempo</strong>, pelo que não se exclui o risco de inundações rápidas e localizadas. </p><div class="texto-destacado">Atenção ainda a outro risco gerado pela passagem da depressão nos Açores: <strong>o de forte agitação marítima</strong>.</div><p>Deste modo, <strong>a primeira metade de segunda-feira, 28 de setembro, poderá ser bastante húmida e instável no arquipélago dos Açores, especialmente nos Grupos Central e Oriental</strong>, algo que difere da última projeção do modelo ECMWF, pelo que, de momento, embora o evento esteja confirmado, não adianta ainda estar a avançar com detalhes no que toca aos valores previstos de intensidade e distribuição da precipitação acumulada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-modelos-coincidem-uma-ciclogenese-explosiva-ira-alterar-o-tempo-em-portugal-daqui-a-cinco-dias-1790245346656.jpg" data-image="xvmxml79g5ap"><figcaption>A fase mais agreste do vento nos Açores poderá ocorrer na segunda-feira, 28 de setembro.</figcaption></figure><p>A mesma análise de incerteza na distribuição geográfica e intensidade pode-se aplicar ao cenário do vento, embora <strong>as primeiras estimativas do modelo europeu sugiram um período particularmente agreste ao longo da jornada de segunda-feira (28) um pouco por todo o arquipélago (rajadas compreendidas entre 50 e 80 km/h)</strong>, sendo que no grupo Ocidental essa fase de vento mais intenso poderá iniciar-se ainda nas últimas horas de domingo, 27 de setembro.</p><p>As primeiras horas de terça-feira (29) ainda serão marcadas pela presença de vento relativamente intenso nos Açores, porém, a intensidade diminuirá gradualmente conforme o dia for decorrendo.</p><h2> Modelos Europeu e Americano coincidem na formação do ciclone-bomba no Atlântico Norte</h2><p>É então entre terça e quarta-feira, dias 29 e 30 de setembro, que este ciclone-bomba irá<strong> aumentar o risco de instabilidade atmosférica</strong> em vários países da Europa Ocidental à medida que o seu centro for rodopiando de forma vertiginosa sobre o Atlântico Norte, entre os quais Irlanda, Portugal, Espanha e França, entre outros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-modelos-coincidem-uma-ciclogenese-explosiva-ira-alterar-o-tempo-em-portugal-daqui-a-cinco-dias-1790245257440.jpg" data-image="d0u7opojsd2y"><figcaption>Este será o segundo ciclone-bomba a formar-se no Atlântico Norte em pouco menos de 7 dias.</figcaption></figure><p>Convém desde já referir que <strong>Portugal continental não será afetado diretamente por esta potente depressão atlântica</strong>, mas sim pelas suas frentes frias associadas que regariam o país na terça (29), na quarta (30) e na quinta-feira, 1 de outubro.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790155" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/anticiclone-enfraquece-gradualmente-entre-quinta-24-e-domingo-27-eis-como-o-tempo-podera-evoluir-depois-em-portugal.html" title="Anticiclone enfraquece gradualmente entre quinta 24 e domingo 27: eis como o tempo poderá evoluir depois em Portugal">Anticiclone enfraquece gradualmente entre quinta 24 e domingo 27: eis como o tempo poderá evoluir depois em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/anticiclone-enfraquece-gradualmente-entre-quinta-24-e-domingo-27-eis-como-o-tempo-podera-evoluir-depois-em-portugal.html" title="Anticiclone enfraquece gradualmente entre quinta 24 e domingo 27: eis como o tempo poderá evoluir depois em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/anticiclone-enfraquece-gradualmente-entre-quinta-24-e-domingo-27-eis-como-o-tempo-podera-evoluir-depois-em-portugal-1790185832750_320.jpg" alt="Anticiclone enfraquece gradualmente entre quinta 24 e domingo 27: eis como o tempo poderá evoluir depois em Portugal"></a></article></aside><p>Como referido anteriormente, <strong>serão as frentes frias associadas a este ciclone-bomba que irão alterar o tempo em Portugal continental</strong> e não a tempestade propriamente dita. As últimas atualizações já não colocam o centro do ciclone-bomba tão próximo da Irlanda como anteriormente, mas sim da Islândia, onde chegaria posteriormente e já algo mais enfraquecido.</p><h2>Frente frias associadas provocarão estes efeitos em Portugal continental... chegarão também à Madeira?</h2><p>Em <strong>Portugal continental </strong>prevê-se que além da injeção do ar frio procedente do Atlântico, que provocará uma mudança térmica considerável e uma <strong>descida significativa das temperaturas</strong>, ocorram períodos de <strong>chuva</strong> frequentes, geralmente fracos e pontualmente moderados a fortes, bem como <strong>rajadas de vento intensas</strong>.</p><div class="texto-destacado">O<strong> risco de inundações rápidas</strong> e relativamente localizadas não deve ser descartado e a prevenção deve ser tida em conta pelas autarquias, sobretudo após meses estivais em que imperaram condições de tempo seco e em que os solos estão mais fragilizados pelos incêndios florestais, ainda que tenham sido (felizmente!) em muito menor número do que em anos anteriores.</div><p>Embora ainda persista uma certa discrepância no que toca aos valores de pressão mínima central do ciclone-bomba e na distribuição e intensidade da precipitação e do vento daí decorrentes, <strong>os cenários modelados quer pelo modelo europeu (ECMWF), quer pelo modelo americano (GFS), simulam o processo de ciclogénese explosiva nos primeiros dias da próxima semana</strong>, com o ápice a ocorrer na terça-feira, 29 de setembro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-modelos-coincidem-uma-ciclogenese-explosiva-ira-alterar-o-tempo-em-portugal-daqui-a-cinco-dias-1790244792225.jpg" data-image="qpy9swp84hb9"><figcaption>Possível distribuição da chuva nas primeiras horas de quarta-feira, 30 de setembro, de acordo com o modelo europeu.</figcaption></figure><p> <strong>De acordo com o ECMWF, a precipitação poderá distribuir-se de norte a sul do nosso território continental</strong>, sendo potencialmente mais provável e frequente no Norte e no Centro entre terça (29) e quinta-feira (1).</p><div class="texto-destacado">Pelo menos uma das frentes frias associada será tão extensa e organizada que poderá inclusive alcançar o arquipélago da Madeira.</div><p><strong>Já o modelo GFS, bem mais conservador na sua projeção</strong>, revela períodos de precipitação menos intensos e frequentes, restritos espacialmente às regiões situadas a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela e limitados temporalmente aos dias de terça (29) e quarta-feira (30). </p><p>Quanto ao <strong>vento</strong> que acompanhará a precipitação em Portugal continental, tal como frisámos anteriormente, não adianta avançar com valores concretos, uma vez que <strong>fruto da incerteza inerente à trajetória do ciclone-bomba e ao horizonte temporal em questão, a previsão ainda deverá sofrer ajustes significativos</strong>. Mesmo assim, os primeiros sinais presentes nos mapas sugerem ventos tendencialmente mais fortes no litoral do país, especialmente na fase inicial do episódio.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-modelos-coincidem-uma-ciclogenese-explosiva-ira-alterar-o-tempo-em-portugal-daqui-a-cinco-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Espinafres e rúcula: as folhas que preferem o frio ao calor]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/espinafres-e-rucula-as-folhas-que-preferem-o-frio-ao-calor.html</link><pubDate>Thu, 24 Sep 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Quem tentou semear estas duas em julho sabe como acabou: plantas a florir em três semanas e folhas amargas. Semeadas agora, comportam-se de outra maneira, e o sabor até melhora com o frio.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/espinafres-e-rucula-as-folhas-que-preferem-o-frio-ao-calor-1790147244895.png" data-image="niubpmnh7gir"><figcaption>Espinafres, alfaces e couves no mesmo canteiro, culturas que aproveitam o arrefecimento do outono.</figcaption></figure><p><strong>Há hortícolas que só damos por elas quando falham. O espinafre e a rúcula são disso um bom exemplo</strong>. Semeados na primavera ou no verão, parecem plantas difíceis: nascem mal, crescem pouco, florescem à pressa e sabem a coisa nenhuma ou a coisa amarga de mais.</p><p>Semeados a partir de agora, transformam-se. São das poucas culturas que<strong> ficam melhores à medida que o tempo arrefece</strong>.</p><h2>Porque é que o verão lhes corre mal</h2><p><strong>Os problemas começam logo na sementeira</strong>. O espinafre germina bem entre os 10 e os 20 ºC e praticamente deixa de nascer acima dos 25 ou 30 ºC. É uma das sementes mais exigentes da horta nesse aspeto, e explica metade das sementeiras falhadas de verão.</p><p>Depois vem a floração, que nestas duas é rapidíssima. Com calor e com dias compridos, a planta deixa de investir nas folhas e sobe a flor em poucas semanas. A partir daí, as folhas ficam pequenas, duras e sem interesse nenhum para a cozinha.</p><p><strong>Em setembro acontece o contrário. A terra arrefece o suficiente para a semente germinar bem</strong> e os dias estão a encurtar, o que trava esse impulso de florir. A planta fica onde nos interessa que fique, que é na folha.</p><h2>Duas culturas parecidas com exigências diferentes</h2><p>As diferentes variedades de espinafres e rúcula disponíveis para compra diferem entre si relativamente a alguns parâmetros: <strong>temperatura de germinação, tempo necessário para colheita, exigências de temperatura e época de sementeira</strong>. Na tabela abaixo, pode consultar algumas dessas informações.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Cultura</p></th><th scope="col"><p>Germina melhor a</p></th><th scope="col"><p>Tempo até colher</p></th><th scope="col"><p>Aguenta até</p></th><th scope="col"><p>Semear</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Rúcula</p></td><td><p>15 a 20 ºC</p></td><td><p>30 a 45 dias</p></td><td><p>Cerca de 5 ºC negativos</p></td><td><p>Todo o mês</p></td></tr><tr><td><p>Espinafre</p></td><td><p>10 a 20 ºC</p></td><td><p>45 a 60 dias</p></td><td><p>8 a 10 ºC negativos</p></td><td><p>Todo o mês</p></td></tr><tr><td><p>Rúcula selvagem</p></td><td><p>15 a 20 ºC</p></td><td><p>50 a 60 dias</p></td><td><p>Muito resistente</p></td><td><p>Primeira quinzena</p></td></tr><tr><td><p>Espinafre de inverno</p></td><td><p>10 a 15 ºC</p></td><td><p>60 a 70 dias</p></td><td><p>Muito resistente</p></td><td><p>Segunda quinzena</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="5">Valores indicativos para Portugal continental relativamente a algumas características dos espinafres e rúcula. Fonte: elaboração própria.</td></tr></tbody></table><p><strong>A rúcula é a impaciente das duas</strong>. Nasce em três a cinco dias e há gente que a colhe um mês depois da sementeira. O espinafre leva o seu tempo, mas compensa com uma resistência ao frio que poucas hortícolas têm.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/espinafres-e-rucula-as-folhas-que-preferem-o-frio-ao-calor-1790147201146.png" data-image="f4wfago9mg60"><figcaption>Rúcula em canteiro, com as folhas recortadas típicas. Em tempo fresco sai mais tenra e menos picante.</figcaption></figure><p><strong>Vale ainda distinguir a rúcula comum da rúcula selvagem,</strong> que é uma planta diferente, de folha mais recortada, sabor bem mais intenso e ciclo mais longo. A selvagem dura vários anos e vai rebentando, a comum é anual e cumpre-se depressa.</p><h2>O sabor muda com o frio, e muda para melhor</h2><p>Esta é a parte que surpreende quem experimenta pela primeira vez. Um <strong>espinafre colhido depois das primeiras geadas </strong><strong>é visivelmente mais doce do que o mesmo espinafre colhido em outubro</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Endurecimento ao frio</strong>- Processo pelo qual uma planta se prepara para as temperaturas negativas. À medida que o frio se instala, acumula açúcares e outras substâncias no interior das células, o que baixa o ponto a que a seiva congela e funciona como um anticongelante natural. O efeito secundário, para quem come, é que as folhas ficam mais doces.</div><p><strong>Com a rúcula </strong>passa-se algo semelhante, embora ao contrário. Aquele ardor picante que por vezes se torna insuportável vem de compostos que a planta produz quando está sob stress de calor ou de falta de água. <strong>Em tempo fresco e com humidade regular, a mesma variedade sai muito mais suave e tenra</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A rúcula que arde não é uma variedade diferente. É a mesma planta a responder ao calor e à sede.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><h2>Como semear, e onde cada uma se dá melhor</h2><p><strong>As duas semeiam-se diretamente no local, a cerca de meio centímetro de profundidade</strong>, em linhas espaçadas 20 a 25 centímetros. Não gostam de transplante e não vale a pena o trabalho do viveiro.</p><p>Semeie de forma folgada e desbaste depois, deixando as plantas a 10 ou 15 centímetros no espinafre e a 5 ou 10 na rúcula. <strong>Amontoadas, ficam com folhas pequenas e com muito mais humidade retida entre elas, que é convite a doenças no outono</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788067" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/fotoperiodo-como-as-plantas-sabem-que-o-verao-acabou.html" title="Fotoperíodo: como as plantas sabem que o verão acabou">Fotoperíodo: como as plantas sabem que o verão acabou</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/fotoperiodo-como-as-plantas-sabem-que-o-verao-acabou.html" title="Fotoperíodo: como as plantas sabem que o verão acabou"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fotoperiodo-como-as-plantas-sabem-que-o-verao-acabou-1789063896844_320.jpeg" alt="Fotoperíodo: como as plantas sabem que o verão acabou"></a></article></aside><p>No interior norte, em Vila Real ou em Viseu, semear na primeira quinzena dá à planta tempo de se instalar antes das geadas. No sul, em Faro, há margem até ao fim do mês e ainda se pode repetir em outubro.</p><p><strong>Um aviso sobre a rúcula: é da família das couves e atrai a altica</strong>, aquele besouro pequeno e escuro que deixa as folhas cheias de furos redondos. Uma rede fina por cima resolve, e o problema diminui bastante com o arrefecimento.</p><h2>Colher sem arrancar a planta</h2><p>Aqui está o que muda tudo no rendimento destas duas culturas, e que muita gente desconhece.</p><p><strong>Não arranque a planta inteira</strong>. Corte as folhas exteriores, ou corte tudo a três ou quatro centímetros acima do solo, deixando o centro intacto. Daí a duas ou três semanas há folha nova, e de uma mesma sementeira tiram-se três ou quatro colheitas antes de a planta se cansar.</p><p><strong>Colha sempre com as folhas secas, já a meio da manhã, depois do orvalho levantar</strong>. Folha molhada apodrece no frigorífico em dois dias e perde textura.</p><p>E acompanhe as <strong>mínimas</strong> na previsão da sua zona. Quando começarem a aproximar-se de zero, é altura de <strong>cobrir com um tecido leve</strong>, não porque as plantas morram, mas porque folha gelada parte-se ao mais pequeno toque. <strong>Espere que descongele naturalmente antes de colher</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/espinafres-e-rucula-as-folhas-que-preferem-o-frio-ao-calor.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Este parque é considerado o “mais bonito do Oeste”. Saiba porquê]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-parque-e-considerado-o-mais-bonito-do-oeste-saiba-porque.html</link><pubDate>Thu, 24 Sep 2026 08:37:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Entre árvores centenárias, um lago e edifícios históricos, este espaço verde esconde mais de dois séculos de histórias. O melhor? Tem entrada gratuita.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-parque-e-considerado-o-mais-bonito-do-oeste-saiba-porque-1790026003014.jpg" data-image="icjyhh68kwvv" alt="Parque D. Carlos I" title="Parque D. Carlos I"><figcaption>Já o conhece? Foto: Wikimedia // Joseolgon</figcaption></figure><p>Se há parques que servem apenas para atravessar a cidade, o<strong> Parque D. Carlos I</strong>, nas<strong> Caldas da Rainha</strong>, está longe de ser um deles. Aqui há caminhos para percorrer com calma, um lago, árvores de grande porte, edifícios históricos e até um museu dedicado a um dos grandes nomes da pintura portuguesa.</p><p>Não foi por acaso, afinal, que a revista 'NiT' o descreveu recentemente como “<strong>o parque mais bonito do Oeste</strong>”. Sim, leu bem.</p><p>A publicação destacou precisamente a combinação entre natureza, história e a ligação às antigas práticas termais da cidade. E há outro argumento difícil de ignorar: <strong>a entrada é gratuita</strong>.</p><div class="texto-destacado">Com cerca de 11 hectares, o parque ocupa uma área considerável no centro das Caldas da Rainha e faz parte do conjunto patrimonial associado ao Hospital Termal. </div><p>Hoje é um espaço público onde se cruzam moradores, famílias, visitantes, quem vai simplesmente dar uma volta e quem aproveita os caminhos arborizados para fazer algum exercício. Mas nem sempre foi assim. </p><h2>Antes do parque, havia um passeio para os doentes das termas</h2><p>A história começa muito antes de o Parque D. Carlos I ter o aspeto atual. <strong>No final do século XVIII</strong>, a cidade já estava profundamente ligada ao termalismo. Foi precisamente nessa altura que a ideia de que os tratamentos não terminavam quando os doentes saíam das águas começou a ganhar importância.</p><p>Por isso mesmo, em 1799, foi criado o chamado<strong> Passeio da Copa</strong>. Do que é que estamos a falar? De um local pensado para proporcionar aos aquistas um espaço onde pudessem caminhar e passar algum tempo ao ar livre durante a estadia nas Caldas da Rainha. </p><div class="texto-destacado">A área foi, depois, sendo alterada ao longo dos anos e, em 1806, surgiu um novo desenho para o passeio. Este correspondente aproximadamente à zona norte do atual parque.</div><p>A grande transformação, contudo, chegaria já no<strong> final do século XIX</strong>. Em 1888, o arquiteto Rodrigo Berquó assumiu a administração do Hospital Termal e avançou com um ambicioso projeto para modernizar a estância. A ideia passava também por criar melhores espaços de lazer e recreio para quem procurava as Caldas para tratamentos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-parque-e-considerado-o-mais-bonito-do-oeste-saiba-porque-1790025728152.jpg" data-image="fpp6xhzux1b9" alt="Parque D. Carlos I" title="Parque D. Carlos I"><figcaption>Tem um lago, um museu e mais de 200 anos de história. Foto: Wikimedia // Portuguese_eyes</figcaption></figure><p>Foi assim que o antigo Passeio da Copa começou a ganhar uma nova dimensão, com árvores, alamedas, um grande lago e diferentes equipamentos de recreio. </p><div class="texto-destacado">O novo parque foi inaugurado em junho de 1892 e recebeu o nome de Parque D. Carlos I, em homenagem ao rei.</div><p>Sim, porque Berquó imaginou um espaço bastante mais ambicioso do que um simples jardim. O projeto incluía<strong> áreas destinadas a diferentes atividades</strong>, desde passeios de barco até desporto e música, acompanhando a transformação das Caldas da Rainha numa estância termal moderna e concorrida.</p><p>E há uma parte particularmente curiosa desta história: os grandes pavilhões que ainda hoje se encontram no parque foram projetados para integrar a reforma do Hospital Termal e receber enfermarias. No entanto, nunca chegaram a desempenhar essa função. Ao longo das décadas tiveram, sim, diferentes utilizações, incluindo funções educativas, militares e culturais.</p><h2>Um lago, um museu e árvores com muita história</h2><p>Hoje, não é preciso conhecer toda esta história para perceber que o Parque D. Carlos I <strong>é diferente de um jardim urbano convencional</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769475" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/e-possivel-ter-cidades-verdes-e-crescimento-economico-ao-mesmo-tempo-como-funciona-o-desacoplamento.html" title="É possível ter cidades verdes e crescimento económico ao mesmo tempo? Como funciona o 'desacoplamento'">É possível ter cidades verdes e crescimento económico ao mesmo tempo? Como funciona o "desacoplamento"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/e-possivel-ter-cidades-verdes-e-crescimento-economico-ao-mesmo-tempo-como-funciona-o-desacoplamento.html" title="É possível ter cidades verdes e crescimento económico ao mesmo tempo? Como funciona o 'desacoplamento'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/citta-green-e-crescita-economica-sono-possibili-al-tempo-stesso-cos-e-il-decoupling-e-perche-funziona-1778580804737_320.jpg" alt="É possível ter cidades verdes e crescimento económico ao mesmo tempo? Como funciona o 'desacoplamento'"></a></article></aside><p>E claro que o lago artificial é provavelmente o elemento mais reconhecível. Porquê? Porque ocupa uma posição central e é acompanhado por caminhos e zonas verdes que convidam a dar a volta sem grande pressa. </p><p>A Casa dos Barcos, junto à água, é outra das construções que fazem parte da identidade do parque. O espaço inclui ainda um coreto e diversas estruturas que recordam as diferentes fases da sua utilização.</p><p>“O lago é uma das imagens mais reconhecíveis do Parque D. Carlos I”, lê-se na revista ‘NiT’. “Rodeado por vegetação e percursos pedonais, tornou-se um dos pontos de paragem obrigatória para quem visita o espaço. A Casa dos Barcos é outra das estruturas que ajudam a compor o cenário.”</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-parque-e-considerado-o-mais-bonito-do-oeste-saiba-porque-1790025939617.jpg" data-image="c18ournd2whh" alt="Parque D. Carlos I" title="Parque D. Carlos I"><figcaption>"O lago é uma das imagens mais reconhecíveis." Foto: Município Caldas da Rainha</figcaption></figure><p>Depois há a <strong>vegetação</strong>. O parque reúne uma grande variedade de espécies e árvores de grande porte, algumas já com muitas décadas, criando zonas bastante diferentes entre si.</p><div class="texto-destacado">Há áreas mais abertas, alamedas, espaços ajardinados e zonas onde a vegetação ganha maior protagonismo.</div><p>Para quem gosta de história e cultura, existe ainda outro motivo para ficar por aqui: o <strong>Museu José Malhoa</strong>. Instalado dentro do próprio parque, é dedicado ao pintor naturalista português e reúne uma importante coleção de pintura, escultura e desenho.</p><p>É, por isso, perfeitamente possível transformar uma visita ao parque num <strong>pequeno passeio cultural</strong>. Primeiro percorrem-se as alamedas, depois visita-se o museu e, pelo caminho, ainda há tempo para observar o lago, os edifícios históricos e a própria diversidade da vegetação. E nem é preciso preparar um programa complicado. </p><h2>Uma experiência simples, mas completa</h2><p>“Hoje, a experiência é bastante mais simples. Não é necessário marcar tratamento nem pagar bilhete para entrar no Parque D. Carlos I.”</p><p>O parque fica no centro das Caldas da Rainha e<strong> pode facilmente ser incluído num passeio pela cidade</strong>, antes ou depois de uma passagem pela Praça da Fruta, pelo Hospital Termal ou por outros pontos de interesse.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777808" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/lisboa-fechou-refugios-do-calor-em-plena-onda-de-calor-como-se-explica-este-paradoxo.html" title="Lisboa fechou refúgios do calor em plena onda de calor. Como se explica este paradoxo?">Lisboa fechou refúgios do calor em plena onda de calor. Como se explica este paradoxo?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/lisboa-fechou-refugios-do-calor-em-plena-onda-de-calor-como-se-explica-este-paradoxo.html" title="Lisboa fechou refúgios do calor em plena onda de calor. Como se explica este paradoxo?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/lisboa-fechou-refugios-do-calor-em-plena-onda-de-calor-como-se-explica-este-paradoxo-1783594178234_320.jpg" alt="Lisboa fechou refúgios do calor em plena onda de calor. Como se explica este paradoxo?"></a></article></aside><p>Esqueça a ideia de que são apenas os aquistas que percorrem estes caminhos entre tratamentos. Hoje, <strong>o parque pertence à rotina da cidade e está aberto a quem quiser simplesmente passear</strong>, levar os miúdos, fazer exercício, sentar-se junto ao lago ou conhecer um pouco melhor a história das Caldas da Rainha. O melhor é que o parque é gratuito.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-parque-e-considerado-o-mais-bonito-do-oeste-saiba-porque.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A ponte que a UNESCO quer mostrar ao mundo liga muito mais do que Portugal e Espanha]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-ponte-que-a-unesco-quer-mostrar-ao-mundo-liga-muito-mais-do-que-portugal-e-espanha.html</link><pubDate>Thu, 24 Sep 2026 07:21:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Há 30 anos, um grupo de professores percebeu que a melhor forma de preservar o património comum luso-galego era colocá-lo nas mãos das crianças.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-ponte-que-a-unesco-quer-mostrar-ao-mundo-liga-muito-mais-do-que-portugal-e-espanha-1788291825887.jpg" data-image="ofrq4q3vsonu" alt="Emissão de rádio de Ponte… nas Ondas! (PNO!)" title="Emissão de rádio de Ponte… nas Ondas! (PNO!)"><figcaption>Há três décadas que milhares de alunos portugueses e galegos aprendem a preservar o património comum dando-lhe voz através das emissões da Ponte… nas Ondas! Foto: PNO!</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Em 1995, a inauguração de uma nova ponte sobre o rio Minho aproximou <strong>Monção</strong>, em <strong>Portugal</strong>, de <strong>Salvaterra de Miño</strong>, na <strong>Galiza</strong>. Mas, entre os professores que assistiram ao momento, houve quem percebesse que ainda faltava construir outra travessia. Não seria de betão nem de aço, mas de vozes, curiosidade e vontade de escutar.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Dessa ideia nasceu a Ponte… nas Ondas! (PNO!), um projeto pedagógico e cultural que, três décadas depois, continua a unir escolas portuguesas e galegas através da rádio, das novas tecnologias e da valorização do património cultural imaterial. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Reconhecida pela <strong>UNESCO</strong>, em 2022, como <strong>modelo de boas práticas</strong> de salvaguarda deste património, a iniciativa prepara-se agora para dar mais um passo na sua projeção internacional. Será apresentada como "<strong>exemplo para o mundo</strong>" durante a 21.ª sessão do Comité Intergovernamental da organização, a decorrer entre 30 de novembro e 5 de dezembro, em Xiamen, na China.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-ponte-que-a-unesco-quer-mostrar-ao-mundo-liga-muito-mais-do-que-portugal-e-espanha-1788291952420.jpg" data-image="i50bw6zd3ki1" alt="Emissão de rádio ao vivo" title="Emissão de rádio ao vivo"><figcaption>A Ponte… nas Ondas! evoluiu com a tecnologia, mas manteve a missão: aproximar escolas, comunidades e património através da comunicação. Foto: PNO!</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A distinção internacional confirma a importância de um projeto que procura <strong>aproximar comunidades</strong> através da educação. Para compreender a razão deste reconhecimento, contudo, é preciso regressar ao momento em que tudo começou.</p><h2>Uma ponte construída com perguntas</h2><p>A primeira grande aventura da Ponte… nas Ondas! aconteceu com uma <strong>maratona radiofónica</strong>, colocando alunos portugueses e galegos a comunicar em direto. A emissão inaugural mostrou que a rádio pode ir muito além de um mero exercício escolar. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Transformou-se num ponto de encontro entre comunidades que partilham uma longa história, uma forte proximidade linguística e um património comum que os mais novos até então desconheciam.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Foi essa descoberta que acabou por definir a <strong>identidade do projeto</strong>. Em vez de limitar os alunos ao papel de ouvintes, os professores desafiaram-nos a <strong>sair da sala de aula</strong> e a procurar respostas junto de quem guardava as memórias das aldeias. </p><p>As <strong>entrevistas</strong> multiplicaram-se. As <strong>perguntas</strong> também. Como eram as festas de antigamente? Que cantigas se cantavam? Que <strong>histórias</strong> passavam de geração em geração? Como se brincava antes dos telemóveis e da internet?</p><p>Cada conversa revelou um <strong>património vivo</strong> que não aparece nos manuais escolares. Os mais velhos, por sua vez, descobriam que aquilo que aprenderam ao longo da vida continuava a despertar interesse. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="760567" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/nem-portugues-nem-espanhol-nesta-aldeia-fala-se-manegu.html" title="Nem português, nem espanhol. Nesta aldeia fala-se mañegu">Nem português, nem espanhol. Nesta aldeia fala-se mañegu</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/nem-portugues-nem-espanhol-nesta-aldeia-fala-se-manegu.html" title="Nem português, nem espanhol. Nesta aldeia fala-se mañegu"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nem-portugues-nem-espanhol-nesta-aldeia-fala-se-manegu-1774392238990_320.jpg" alt="Nem português, nem espanhol. Nesta aldeia fala-se mañegu"></a></article></aside><p><strong>Lendas</strong>, <strong>adivinhas</strong>, <strong>coplas</strong>, <strong>mezinhas</strong>, <strong>jogos tradicionais</strong> e <strong>expressões populares</strong> deixavam de existir apenas na memória de quem as conhecia para entrarem em gravações, programas de rádio e arquivos digitais acessíveis a qualquer escola. O património deixou de ser uma herança distante para fazer parte das conversas entre <strong>avós e netos</strong>, entre <strong>vizinhos</strong>, entre <strong>alunos</strong> e <strong>comunidades</strong>.</p><h2>Preservar é também aproximar gerações</h2><p>Em muitas localidades da raia, marcadas pelo envelhecimento da população e pelo isolamento, os encontros promovidos pelas escolas originaram diálogos entre gerações que dificilmente ocorreriam espontaneamente. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os mais velhos deixavam de ser apenas espectadores da vida das aldeias para se tornarem protagonistas, partilhando saberes que corriam o risco de desaparecer com eles.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Para os <strong>alunos</strong>, essas conversas representam uma descoberta. Perceberam que o <strong>património cultural imaterial não vive apenas em museus ou em livros</strong>. Vive nas pessoas. Existe enquanto alguém conhece uma cantiga antiga, recorda uma lenda, explica uma tradição ou recupera uma palavra caída em desuso.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-ponte-que-a-unesco-quer-mostrar-ao-mundo-liga-muito-mais-do-que-portugal-e-espanha-1788292267337.jpg" data-image="dqozhhg4e4cb" alt="Projeto PNO" title="Projeto PNO"><figcaption>Mais do que recolher memórias, o projeto aproximou crianças e idosos, criando um diálogo onde o património permanece vivo porque continua a ser partilhado. Foto: Aine Veloso Álvarez/UNESCO</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Foi essa relação que acabou por conferir ao projeto uma dimensão muito maior do que a rádio usada como ferramenta educativa. O verdadeiro legado da Ponte… nas Ondas! constrói-se quando cada gravação deixa de ser apenas um registo sonoro para se transformar numa <strong>passagem de testemunho</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Além de consolidar a ligação entre gerações, expandiu também os seus horizontes. O que começou no eixo Monção–Salvaterra de Miño rapidamente se estendeu a dezenas de concelhos do Norte de Portugal e da Galiza. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Hoje envolve estabelecimentos de ensino pré-escolar, básico, secundário e superior, reunindo professores, alunos, famílias, associações culturais e comunidades locais em torno de um propósito comum.</p><h2>O passado e as novas tecnologias lado a lado</h2><p>A rádio continuou a ser o ponto de encontro, mas ultrapassou o seu formato original. Aos programas em direto juntaram-se <strong>podcasts</strong>, <strong>vídeos</strong>, <strong>plataformas</strong> <strong>digitais</strong> e uma <strong>mediateca</strong> acessível às escolas de ambos os lados da fronteira. Ainda este ano, cerca de 60 estabelecimentos de ensino participaram numa jornada de rádio interescolar que totalizou mais de 20 horas consecutivas de emissões.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="731920" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-barranquenho-esta-a-fazer-o-seu-caminho-para-vir-a-ser-a-terceira-lingua-oficial-em-portugal.html" title="O barranquenho está a fazer o seu caminho para vir a ser a terceira língua oficial em Portugal">O barranquenho está a fazer o seu caminho para vir a ser a terceira língua oficial em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-barranquenho-esta-a-fazer-o-seu-caminho-para-vir-a-ser-a-terceira-lingua-oficial-em-portugal.html" title="O barranquenho está a fazer o seu caminho para vir a ser a terceira língua oficial em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-barranquenho-esta-a-fazer-o-seu-caminho-para-vir-a-ser-a-terceira-lingua-oficial-em-portugal-1759154581497_320.jpg" alt="O barranquenho está a fazer o seu caminho para vir a ser a terceira língua oficial em Portugal"></a></article></aside><p>O passo seguinte, entretanto, já está em marcha. A Ponte… nas Ondas! explora atualmente o conceito de "<strong>rádio</strong> <strong>visual</strong>", um formato que combina <strong>áudio e vídeo </strong>para divulgar o património material e imaterial através de <strong>conversas com músicos, artesãos, investigadores e outros protagonistas da cultura tradicional</strong>.</p><h2>Uma ideia simples que atravessou fronteiras</h2><p>Ao longo de três décadas, a iniciativa tornou-se também pioneira na forma como encara a salvaguarda do património cultural imaterial. Muito antes de receber reconhecimento internacional, promoveu uma das <strong>primeiras candidaturas conjuntas luso-galaicas à UNESCO</strong>, defendendo que o acervo partilhado entre as duas margens do Minho merecia ser preservado de forma colaborativa.</p><p>Esse trabalho acabaria por ser distinguido em 2022, quando a Ponte… nas Ondas! foi inscrita no <strong>Registo de Boas Práticas de Salvaguarda do Património Cultural Imaterial da UNESCO</strong>. </p><p>Mais do que distinguir um projeto educativo, a organização reconheceu um modelo capaz de demonstrar como a <strong>escola</strong>, a <strong>comunidade</strong> e as <strong>tecnologias digitais</strong> podem trabalhar em conjunto para proteger um património que só permanece vivo enquanto continua a ser transmitido.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Agora, essa experiência voltará a ganhar projeção internacional ao ser apresentada como um "exemplo para o mundo" na próxima sessão do Comité Intergovernamental da UNESCO. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O percurso iniciado por um grupo de professores do Minho será apresentado como <strong>referência para outros países</strong> que procuram formas inovadoras de envolver as novas gerações na preservação das suas identidades culturais.</p><h2>A ponte mais importante não é a de betão</h2><p>Há pontes que ligam comunidades e outras encurtam viagens. A Ponte… nas Ondas! aproximou tempos. Juntou crianças a avós e fez regressar cantigas, lendas, jogos e expressões que estariam condenados a desaparecer. O património cultural imaterial sobrevive porque continua a ser contado, cantado e partilhado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-ponte-que-a-unesco-quer-mostrar-ao-mundo-liga-muito-mais-do-que-portugal-e-espanha-1788292644719.jpg" data-image="td799o4ufpkx" alt="Jogos tradicionais" title="Jogos tradicionais"><figcaption>Jogos, cantigas, lendas e saberes populares ganham nova vida quando passam das mãos dos mais velhos para as novas gerações. Foto: José Manuel Gonçalves/UNESCO</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A ponte inaugurada em 1995 une as duas margens do rio Minho. Mas a outra, construída pelas vozes de milhares de alunos, professores e comunidades, chegou muito mais longe. Trinta anos depois, continua a ligar Portugal e a Galiza, mas também <strong>passado</strong> e <strong>futuro</strong>, <strong>tradição</strong> e <strong>inovação.</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="PNO!" data-year="" data-title="Ponte%20nas%E2%80%A6%20Ondas" data-url="https%3A%2F%2Fpontenasondas.org%2F%3Flang%3Dpt-pt">PNO!. <a href="https://pontenasondas.org/?lang=pt-pt" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Ponte nas… Ondas</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-ponte-que-a-unesco-quer-mostrar-ao-mundo-liga-muito-mais-do-que-portugal-e-espanha.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Anticiclone enfraquece gradualmente entre quinta 24 e domingo 27: eis como o tempo poderá evoluir depois em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/anticiclone-enfraquece-gradualmente-entre-quinta-24-e-domingo-27-eis-como-o-tempo-podera-evoluir-depois-em-portugal.html</link><pubDate>Thu, 24 Sep 2026 06:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O anticiclone perderá gradualmente influência sobre Portugal até domingo. O calor persistirá inicialmente, mas as temperaturas deverão descer e a aproximação da circulação atlântica poderá abrir caminho a uma mudança do tempo.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbc5bvm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbc5bvm.jpg" id="xbc5bvm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal continental continuará sob a influência de <strong>tempo predominantemente seco e quente nos próximos dias</strong>, embora o padrão atmosférico comece gradualmente a alterar-se. Entre esta quinta-feira, dia 24, e domingo, dia 27, o anticiclone deverá perder influência, permitindo uma maior aproximação da circulação atlântica.</p><p>A mudança será progressiva. O calor ainda se fará sentir com intensidade em várias regiões durante a quinta-feira e, apesar de uma descida gradual das temperaturas nos dias seguintes, <strong>o interior continuará relativamente quente durante boa parte do fim de semana</strong>. Ao mesmo tempo, a nebulosidade aumentará em algumas regiões e a instabilidade atlântica começará a aproximar-se.</p><h2>Quinta-feira ainda será marcada pelo calor em grande parte do interior</h2><p>Esta quinta-feira, dia 24, deverá decorrer sob condições de <strong>tempo maioritariamente seco em Portugal continental</strong>, mantendo-se uma diferença bastante acentuada entre o litoral ocidental e as regiões do interior.</p><p>Durante a tarde, o modelo europeu (ECMWF) projeta máximas próximas ou superiores aos <strong>30 ºC em grande parte do interior Norte e Centro</strong>, enquanto no Sul os termómetros poderão alcançar valores ainda mais elevados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/anticiclone-enfraquece-gradualmente-entre-quinta-24-e-domingo-27-eis-como-o-tempo-podera-evoluir-depois-em-portugal-1790185515656.jpg" data-image="t15v8tp0okh1" alt="Calor ainda intenso no interior de Portugal nesta quinta-feira" title="Calor ainda intenso no interior de Portugal nesta quinta-feira"><figcaption>O ECMWF prevê temperaturas próximas dos 35 ºC em Castelo Branco e Beja e dos 36 ºC em Évora, contrastando com valores bastante inferiores junto ao litoral ocidental.</figcaption></figure><p>A diferença será particularmente evidente entre o litoral e o interior. Enquanto <strong>Porto e Aveiro poderão rondar apenas 20 a 22 ºC</strong>, cidades como Vila Real e Viseu poderão alcançar cerca de 32 ºC. Mais a sul, Santarém poderá atingir 34 ºC, enquanto Lisboa deverá rondar os 33 ºC.</p><p>Será, portanto, um cenário ainda bastante quente para o final de setembro em diversas regiões, embora os primeiros sinais da alteração do padrão atmosférico já comecem a surgir junto à fachada atlântica.</p><h2>Sexta-feira traz uma descida gradual, mas o interior continuará mais quente do que o habitual</h2><p>Na sexta-feira, dia 25, a influência marítima deverá tornar-se mais evidente em algumas zonas do litoral Norte e Centro. As temperaturas deverão descer nestas regiões, enquanto <strong>o interior continuará a apresentar valores elevados para a época</strong>.</p><p>Esta diferença fica particularmente evidente quando se analisam as anomalias previstas pelo ECMWF. Enquanto algumas zonas próximas da costa poderão apresentar temperaturas próximas ou ligeiramente abaixo do habitual, no interior persistirão desvios positivos bastante expressivos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/anticiclone-enfraquece-gradualmente-entre-quinta-24-e-domingo-27-eis-como-o-tempo-podera-evoluir-depois-em-portugal-1790185598492.jpg" data-image="tgc0r16rzqqo" alt="Interior continuará bastante mais quente do que o habitual para setembro" title="Interior continuará bastante mais quente do que o habitual para setembro"><figcaption>Apesar da descida térmica junto ao litoral, o ECMWF mantém anomalias positivas significativas no interior, localmente entre 5 e 7 ºC acima da média climatológica.</figcaption></figure><p>Ou seja, a descida das temperaturas <strong>não significará imediatamente o desaparecimento do calor anómalo</strong>. O contraste entre a faixa costeira e as regiões interiores deverá manter-se bastante acentuado.</p><p>No sábado, dia 26, esta tendência prosseguirá. O tempo deverá continuar predominantemente seco e as temperaturas permanecerão elevadas em vários pontos do Centro e Sul, embora já abaixo dos valores previstos para quinta-feira.</p><h2>No fim de semana o anticiclone começará a perder influência</h2><p>Será sobretudo durante o fim de semana que começaremos a observar sinais mais claros de alteração. O <strong>enfraquecimento gradual da influência anticiclónica</strong> permitirá uma maior aproximação da circulação atlântica, trazendo consigo ar mais fresco e húmido.</p><p>No sábado, o calor ainda resistirá em várias regiões: o ECMWF projeta aproximadamente <strong>34 ºC em Évora e Beja</strong>, 33 ºC em Castelo Branco e cerca de 32 ºC em Santarém, Lisboa e Portalegre.</p><p>Contudo, até domingo a descida deverá tornar-se bastante mais generalizada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/anticiclone-enfraquece-gradualmente-entre-quinta-24-e-domingo-27-eis-como-o-tempo-podera-evoluir-depois-em-portugal-1790185687729.jpg" data-image="5m64jje5vdn4" alt="Domingo trará uma descida mais generalizada das temperaturas" title="Domingo trará uma descida mais generalizada das temperaturas"><figcaption>O ECMWF projeta uma tarde bastante menos quente no domingo, com cerca de 22 ºC na Guarda, 24 ºC em Braga e Viseu e valores próximos dos 29 a 30 ºC em várias regiões do Centro e Sul.</figcaption></figure><p>A comparação com quinta-feira é elucidativa. <strong>Castelo Branco poderá passar de cerca de 35 para 29 ºC</strong>, enquanto Évora poderá descer de aproximadamente 36 para 30 ºC. No Norte e Centro, a redução será igualmente evidente em várias regiões.</p><p>Apesar disso, algumas áreas do Sul continuarão com temperaturas relativamente elevadas. Portanto, estaremos perante uma <strong>perda gradual de intensidade do calor</strong>, e não perante uma mudança abrupta de um dia para o outro.</p><h2>Mais nuvens e primeiros sinais de chuva no domingo</h2><p>A descida das temperaturas será acompanhada por outra alteração importante. Ao longo de domingo, <strong>a nebulosidade deverá aumentar sobretudo no Norte e Noroeste</strong>, refletindo uma maior influência das massas de ar provenientes do Atlântico.</p><p>Durante a tarde, uma extensa faixa de precipitação estará posicionada imediatamente a oeste de Portugal continental, aproximando-se progressivamente do território.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/anticiclone-enfraquece-gradualmente-entre-quinta-24-e-domingo-27-eis-como-o-tempo-podera-evoluir-depois-em-portugal-1790185747490.jpg" data-image="8o7uhyn4ri3p" alt="A instabilidade atlântica começa a aproximar-se de Portugal no domingo" title="A instabilidade atlântica começa a aproximar-se de Portugal no domingo"><figcaption>Na tarde de domingo, o ECMWF coloca uma extensa faixa de precipitação no Atlântico, já com possibilidade de chuva no extremo Norte e Noroeste de Portugal.</figcaption></figure><p>A maior parte do território deverá permanecer sem precipitação significativa durante boa parte do dia. Contudo, <strong>o extremo Norte poderá começar a sentir os primeiros efeitos desta alteração</strong>, antecipando um padrão mais húmido e instável.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790117" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-segunda-ciclogenese-explosiva-atingira-a-irlanda-a-partir-de-segunda-feira-eis-como-afetara-portugal.html" title="Uma segunda ciclogénese explosiva atingirá a Irlanda a partir de segunda-feira: eis como afetará Portugal">Uma segunda ciclogénese explosiva atingirá a Irlanda a partir de segunda-feira: eis como afetará Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-segunda-ciclogenese-explosiva-atingira-a-irlanda-a-partir-de-segunda-feira-eis-como-afetara-portugal.html" title="Uma segunda ciclogénese explosiva atingirá a Irlanda a partir de segunda-feira: eis como afetará Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/uma-segunda-ciclogenese-explosiva-atingira-a-irlanda-a-partir-de-segunda-feira-eis-como-afetara-portugal-1790169238592_320.png" alt="Uma segunda ciclogénese explosiva atingirá a Irlanda a partir de segunda-feira: eis como afetará Portugal"></a></article></aside><p>Será precisamente esta evolução que marcará a transição entre o domínio anticiclónico dos próximos dias e uma possível fase mais dinâmica no arranque da próxima semana.</p><h2>Antes disso, uma depressão deverá afetar os Açores</h2><p>A alteração da circulação atmosférica será bastante mais evidente nos Açores. Durante domingo, uma <strong>depressão atlântica deverá aproximar-se do arquipélago</strong>, originando chuva e um reforço do vento em várias ilhas.</p><p>As projeções do ECMWF colocam o centro da depressão a oeste/noroeste dos Açores durante a tarde, com uma pressão atmosférica próxima dos <strong>1005 hPa</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/anticiclone-enfraquece-gradualmente-entre-quinta-24-e-domingo-27-eis-como-o-tempo-podera-evoluir-depois-em-portugal-1790185832750.jpg" data-image="39t9ht32czl3" alt="Depressão atlântica levará chuva aos Açores antes de se intensificar" title="Depressão atlântica levará chuva aos Açores antes de se intensificar"><figcaption>O ECMWF posiciona uma depressão de cerca de 1005 hPa a oeste dos Açores no domingo, acompanhada por precipitação e vento, antes de o sistema avançar para norte.</figcaption></figure><p>A passagem desta depressão pelo arquipélago será especialmente relevante para perceber aquilo que poderá acontecer posteriormente. À medida que avançar para latitudes mais elevadas do Atlântico Norte, <strong>o sistema deverá aprofundar-se rapidamente</strong>, podendo sofrer um processo de ciclogénese explosiva.</p><p>A Irlanda deverá ficar muito mais diretamente exposta à depressão já intensificada. Portugal continental não deverá ser atingido diretamente pelo centro deste sistema, mas poderá sentir os seus efeitos de forma indireta.</p><h2>E depois de domingo? A chuva poderá ganhar terreno em Portugal</h2><p>É precisamente aqui que o enfraquecimento do anticiclone ganha maior importância. Com a proteção anticiclónica progressivamente reduzida, <strong>Portugal poderá ficar mais exposto à circulação atlântica durante o início da próxima semana</strong>.</p><p>Uma ou mais frentes associadas à profunda depressão prevista para o Atlântico Norte poderão prolongar-se suficientemente para sul e alcançar a Península Ibérica. As projeções atuais apontam para uma <strong>maior probabilidade de precipitação entre segunda e quarta-feira</strong>, com particular atenção para terça-feira, dia 29.</p><div class="texto-destacado"> O cenário atual aponta, portanto, para uma transição progressiva: <strong>tempo quente e seco ainda dominante na quinta-feira, descida gradual das temperaturas durante os dias seguintes e sinais crescentes de influência atlântica até domingo</strong>, antes de uma possível mudança mais significativa na próxima semana. </div><p>As regiões Norte e Centro surgem, nesta fase, como algumas das zonas mais expostas à passagem das estruturas frontais, embora a chuva possa posteriormente alcançar outras regiões do território continental.</p><p>Importa, contudo, ter em conta a distância temporal. <strong>A trajetória exata da depressão e o posicionamento das frentes ainda poderão sofrer alterações nas próximas atualizações do ECMWF</strong>, modificando tanto a distribuição como a intensidade da precipitação prevista.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/anticiclone-enfraquece-gradualmente-entre-quinta-24-e-domingo-27-eis-como-o-tempo-podera-evoluir-depois-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A história real de James Stagg, o meteorologista que convenceu Eisenhower a adiar o Dia D]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-historia-real-de-james-stagg-o-meteorologista-que-convenceu-eisenhower-a-adiar-o-dia-d.html</link><pubDate>Thu, 24 Sep 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O filme '<em>Pressure'</em> ('Dia D: Sob Pressão' em Portugal) resgata a história do meteorologista que enfrentou a pressão de Eisenhower nas horas que antecederam o Dia D. A sua previsão sobre o Atlântico acabou por condicionar uma decisão histórica para as forças aliadas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-historia-real-de-james-stagg-el-meteorologo-que-convencio-a-eisenhower-de-retrasar-el-dia-d-1790014485304.jpg" data-image="7oh48xi1hqz4"><figcaption>Tropas americanas desembarcam no meio de ondas fortes na Praia de Omaha, 6 de junho de 1944. Chefe de Fotografia (CPHoM) Robert F. Sargent. Domínio público.</figcaption></figure><p>A<strong> 4 de junho de 1944</strong>, enquanto milhares de soldados aguardavam para embarcar rumo à Normandia ocupada, um <strong>meteorologista</strong> teve de convencer Eisenhower a adiar a operação. A sua <strong>previsão de uma tempestade alterou o cronograma do Dia D</strong> e, possivelmente, o <strong>desfecho da Segunda Guerra Mundial</strong>.</p><p>Como foi revelado ao grande público por ocasião da estreia mundial do filme "<em>Pressure</em>" ('Dia D: Sob Pressão', em Portugal), <strong>o Dia D estava inicialmente previsto para 5 de junho de 1944</strong>. Tudo estava pronto para dar início à Operação Overlord, a gigantesca ofensiva aliada destinada a abrir uma frente na Europa Ocidental contra a Alemanha nazi.</p><p>Havia milhares de soldados concentrados no sul de Inglaterra, centenas de navios a aguardar para atravessar o Canal da Mancha e milhares de aviões prontos para participar na operação. Mas havia algo que nenhum plano militar podia controlar: as <strong>condições meteorológicas</strong>.</p><h2>Uma invasão que precisava do tempo a seu favor</h2><p>Naquele momento, a pessoa encarregada de interpretar os sinais atmosféricos para os principais comandantes aliados era o <strong>escocês James Martin Stagg, membro do Serviço Meteorológico Britânico</strong> (<em>Met Office</em>) e Chefe de Meteorologia do Quartel-General Supremo da Força Expedicionária Aliada (SHAEF) no noroeste da Europa, cujo comandante era o presidente dos Estados Unidos, Dwight D. Eisenhower.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-historia-real-de-james-stagg-el-meteorologo-que-convencio-a-eisenhower-de-retrasar-el-dia-d-1790018044816.png" data-image="2ntcg1mo0wmw"><figcaption>James Martin Stagg, membro do Met Office e chefe de meteorologia do SHAEF durante o evento conhecido como Dia D.</figcaption></figure><p>A sua missão consistia em <strong>coordenar as previsões </strong>elaboradas por equipas britânicas, americanas e da Royal Navy, e fornecer a Eisenhower as informações necessárias para decidir quando atacar.</p><p>As condições meteorológicas exigidas para o desembarque eram extraordinariamente precisas. Os<strong> Aliados precisavam de uma combinação de lua cheia, maré baixa, pouca nebulosidade, ventos fracos e mar relativamente calmo</strong>. A lua facilitaria as operações aéreas noturnas, e a maré baixa permitiria localizar os obstáculos e as minas instaladas pelos alemães nas praias.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/que-tipo-de-modelo-meteorologico-e-mais-eficaz-para-prever-eventos-meteorologicos-extremos.html" title="Que tipo de modelo meteorológico é mais eficaz para prever eventos meteorológicos extremos?">Que tipo de modelo meteorológico é mais eficaz para prever eventos meteorológicos extremos?</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/que-tipo-de-modelo-meteorologico-e-mais-eficaz-para-prever-eventos-meteorologicos-extremos.html" title="Que tipo de modelo meteorológico é mais eficaz para prever eventos meteorológicos extremos?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/what-type-of-weather-model-is-better-at-predicting-extreme-weather-events-a-new-study-has-the-answer-1778027509424_320.jpg" alt="Que tipo de modelo meteorológico é mais eficaz para prever eventos meteorológicos extremos?"></a></article></aside><p>O problema era que, no início de junho de 1944, o Atlântico estava especialmente instável. Várias perturbações e <strong>sistemas frontais avançavam em direção à Europa, tornando as previsões muito mais complicadas </strong>do que o habitual.</p><h2>Uma decisão histórica</h2><p>A 3 de junho, chegaram novas observações meteorológicas que alertaram os especialistas sobre a <strong>aproximação de uma tempestade</strong>. No dia seguinte, as previsões indicavam ventos fortes, nebulosidade baixa e condições incompatíveis com grande parte das operações planeadas.</p><p>Stagg teve, então, de transmitir uma notícia que nenhum comandante queria ouvir: o dia <strong>5 de junho não oferecia uma janela meteorológica adequada</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-historia-real-de-james-stagg-el-meteorologo-que-convencio-a-eisenhower-de-retrasar-el-dia-d-1790017516924.jpg" data-image="xiv6e2t055zs"><figcaption>Restos de um bunker da Segunda Guerra Mundial na Praia de Utah, na Normandia, França.</figcaption></figure><p>A decisão não era simples. <strong>Adiar o desembarque</strong> significava alterar um gigantesco dispositivo militar e aumentar o risco de que os alemães descobrissem que a operação estava prestes a ocorrer. Além disso, as datas possíveis eram limitadas pela combinação de marés e fases da lua.</p><div class="texto-destacado">No entanto, Eisenhower decidiu adiá-lo por 24 horas. O desembarque passaria, assim, de 5 para 6 de junho de 1944.</div><p>A previsão de Stagg não se baseava apenas no seu próprio critério. As equipas de meteorologia dos Aliados trabalhavam com métodos diferentes e chegaram a apresentar divergências importantes.</p><p><strong>O ponto-chave foi reunir observações provenientes de diversos pontos do Atlântico e do Reino Unido</strong> para determinar como o sistema de baixa pressão evoluiria. E então surgiu uma pequena janela de esperança.</p><h2>A previsão que permitiu o lançamento do Dia D</h2><p>Durante a tarde e a noite de 4 de junho, os meteorologistas detetaram sinais de que, após a passagem da frente, poderia ocorrer uma <strong>breve melhoria no dia 6 de junho</strong>. Não se tratava de condições perfeitas. Eram, nas palavras da meteorologia militar, condições marginais, mas suficientes para tentar a operação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-historia-real-de-james-stagg-el-meteorologo-que-convencio-a-eisenhower-de-retrasar-el-dia-d-1790018280883.png" data-image="2rf1gp1j3738"><figcaption>Mapa de análise meteorológica de superfície que mostra as frentes meteorológicas de 5 de junho de 1944.</figcaption></figure><p><strong>Stagg apresentou essa previsão a Eisenhower</strong>. E o comandante supremo aliado decidiu assumir o risco: na <strong>madrugada de 6 de junho, a invasão finalmente começou</strong>. Mais de 160.000 soldados aliados desembarcaram na costa da Normandia, apoiados por mais de 5.000 navios e cerca de 13.000 aeronaves.</p><p>As <strong>condições meteorológicas também não foram perfeitas naquele dia</strong>. Houve nebulosidade, vento e condições marítimas difíceis. Mas a breve melhoria prevista permitiu iniciar uma operação que teria sido muito mais complicada, ou até mesmo inviável, com o temporal que tinha obrigado a adiá-la.</p><h2>James Stagg, o homem por trás da previsão</h2><p><strong>A pressão sobre o meteorologista foi enorme</strong>. No seu diário daquela época, Stagg registou a tensão que enfrentava. O Met Office preserva as suas anotações e documentos relacionados com aqueles dias, incluindo o diário de 1944. Numa das páginas, ele escreveu que começava a sentir-se "<em>rather stunned</em>" (bastante atordoado) e que tudo aquilo era um pesadelo.</p><p><strong>Após a guerra, Stagg continuou a trabalhar no Met Office</strong>, onde ocupou o cargo de diretor de Serviços até 1960. Ele também recebeu reconhecimentos pelo seu trabalho durante a guerra e, posteriormente, presidiu a <em>Royal Meteorological Society</em>. Faleceu em 1975.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Forecasts. Decisions. Pressure.<br><br>Discover how Met Office meteorologist Group Captain James Stagg stood by the science under extraordinary pressure, and the remarkable true story that inspired <a href="https://x.com/hashtag/PressureMovie?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#PressureMovie</a> (in cinemas September 9).<br><br>More than 80 years on, trusted weather <a href="https://t.co/q6PqUOlfe8">pic.twitter.com/q6PqUOlfe8</a></p>— Met Office (@metoffice) <a href="https://x.com/metoffice/status/2091812775731278120?ref_src=twsrc%5Etfw">August 24, 2026</a></blockquote></figure><p>O seu papel ficou para sempre ligado a<strong> uma das decisões mais importantes da Segunda Guerra Mundial</strong>. De facto, De facto, quando se analisou posteriormente o que teria acontecido se a invasão tivesse sido adiada até às próximas marés disponíveis, Stagg alertou que os Aliados poderiam ter enfrentado uma das piores tempestades do Canal da Mancha das últimas décadas.</p><p>Eisenhower então deixou uma nota manuscrita no boletim meteorológico, agradecendo aos "deuses da guerra" por terem atacado naquele momento.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Gonz%C3%A1lez%20Herrero%2C%20S" data-year="2016" data-title="El%20d%C3%ADa%20D%3A%20La%20predicci%C3%B3n%20meteorol%C3%B3gica%20m%C3%A1s%20importante%20de%20la%20historia" data-url="https%3A%2F%2Faemetblog.es%2F2016%2F06%2F06%2Fel-dia-d-la-prediccion-meteorologica-mas-importante-de-la-historia%2F">González Herrero, S. (2016). <a href="https://aemetblog.es/2016/06/06/el-dia-d-la-prediccion-meteorologica-mas-importante-de-la-historia/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">El día D: La predicción meteorológica más importante de la historia</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-historia-real-de-james-stagg-o-meteorologista-que-convenceu-eisenhower-a-adiar-o-dia-d.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O planeta vermelho não é assim tão vermelho: as misteriosas rochas roxas encontradas em Marte que deixam a NASA perplexa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-planeta-vermelho-nao-e-assim-tao-vermelho-as-misteriosas-rochas-roxas-encontradas-em-marte-que-deixam-a-nasa-perplexa.html</link><pubDate>Wed, 23 Sep 2026 17:05:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Novas imagens de Marte mostram uma região polar onde os tons avermelhados se misturam com os violetas, rosados e azuis, revelando a diversidade de materiais e processos que moldaram a sua superfície.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-planeta-rojo-no-es-tan-rojo-las-misteriosas-rocas-purpuras-halladas-en-marte-que-desconciertan-a-la-nasa-1790108561910.jpg" data-image="9u9pzsowjizk" alt="La imagen muestra Thyles Rupes desde una perspectiva directamente desde arriba. Se encuentra por encima de algunos cráteres y por debajo de otros, estando los más antiguos debajo de él." title="La imagen muestra Thyles Rupes desde una perspectiva directamente desde arriba. Se encuentra por encima de algunos cráteres y por debajo de otros, estando los más antiguos debajo de él."><figcaption>A imagem mostra Thyles Rupes numa perspetiva diretamente de cima. Encontra-se acima de algumas crateras e abaixo de outras, estando as mais antigas por baixo dele. Crédito: ESA/DLR/FU Berlin.</figcaption></figure><p><strong>O vermelho é, sem dúvida, a cor que define Marte</strong>. O óxido de ferro presente no pó e nas rochas da sua superfície é responsável pelos tons característicos de vermelho, ocre e castanho que deram ao planeta a sua famosa alcunha: o Planeta Vermelho.</p><div class="texto-destacado">No entanto, novas imagens da sua região polar sul revelam um panorama bastante mais colorido. Ali surgem chamativos redemoinhos de tons rosados, púrpuras e vermelhos em torno de uma formação geológica conhecida como Thyles Rupes, uma impressionante escarpa de gelo cujas falésias ultrapassam o quilómetro de altura.</div><p>O termo <em>rupes</em> significa <strong>"falésia"</strong> em latim, enquanto Thyles faz referência a uma <strong>terra mítica do extremo norte </strong>mencionada na Antiguidade.</p><h2>Uma paisagem formada por materiais muito diferentes</h2><p>A variedade cromática observada nesta zona <strong>não se deve a um único material</strong>. Cada tonalidade tem uma origem diferente e permite compreender melhor a história geológica de Marte.</p><p>Os <strong>setores mais escuros </strong>estão relacionados com materiais vulcânicos ricos em minerais como a olivina e o piroxeno. Ambos também são abundantes no manto terrestre. A <strong>olivina</strong> é composto por magnésio, ferro e silicatos, enquanto os <strong>piroxenos</strong> formam um grupo de minerais de silicato, com silício e oxigénio em abundância, muito comuns nas camadas superiores do manto da Terra.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-planeta-rojo-no-es-tan-rojo-las-misteriosas-rocas-purpuras-halladas-en-marte-que-desconciertan-a-la-nasa-1790108653899.jpg" data-image="3eehvdepzba8" alt="Este mapa topográfico de la región muestra la altura de Thyles Rupes, que supera el 1 km. Crédito: ESA/DLR/FU Berlin" title="Este mapa topográfico de la región muestra la altura de Thyles Rupes, que supera el 1 km. Crédito: ESA/DLR/FU Berlin"><figcaption> Este mapa topográfico da região mostra a altitude de Thyles Rupes, que ultrapassa 1 km. Crédito: ESA/DLR/FU Berlin.</figcaption></figure><p>Em contrapartida, <strong>as áreas de cor azul pálida</strong>, como as que se podem observar no interior do cráter, estão cobertas por dióxido de carbono congelado. Perto do polo sul marciano, este gelo pode persistir mesmo durante a primavera, época em que a imagem foi captada.</p><p>Uma das manchas claras que aparece na parte inferior esquerda também corresponde à região da calota polar sul. O núcleo permanente desta calota não chega a desaparecer, embora sobre ele<strong> se forme uma camada sazonal de gelo de dióxido de carbono</strong> que aumenta e diminui ao longo do ano marciano.</p><h2>Por que é que Marte aparece com uma cor violeta?</h2><p>A tonalidade púrpura característica que domina grande parte da imagem é o resultado de uma<strong> combinação de poeira e geada</strong>. Mas há um pormenor interessante: a paisagem não tem necessariamente o mesmo aspeto ao longo do dia.</p><div class="texto-destacado"><strong>A iluminação suave das primeiras horas da manhã, o pó em suspensão na atmosfera, a geada que cobre o solo e as zonas onde o gelo e as partículas de pó se misturam geram, em conjunto, essa aparência violácea.</strong></div><p>As imagens, portanto, não só mostram quais os materiais presentes na superfície marciana, mas também <strong>como as condições de iluminação e os ciclos diários podem alterar a perceção </strong>dessa paisagem. </p><h2>Dunas diferentes das de outras regiões de Marte</h2><p>A imagem permite também observar diferentes<strong> estruturas de areia</strong>. Os padrões de vento desta região são complexos e fazem com que não surjam as dunas finamente esculpidas que podem ser encontradas noutras partes do planeta.</p><p>É até possível distinguir as chamadas <strong>cristas barchanóides</strong>, estruturas em forma de arco semelhantes às dunas barchanas presentes nos desertos terrestres. Estas formações possuem duas extremidades ou «chifres» orientados na direção para onde sopra o vento.</p><h2>A origem de uma gigantesca falésia marciana</h2><p>Thyles Rupes estende-se por centenas de quilómetros e a sua origem é igualmente notável. A formação apresenta certas semelhanças com as grandes estruturas montanhosas terrestres, embora <strong>Marte não tenha tectónica de placas ativa</strong> como a que caracteriza o nosso planeta.</p><p>A Terra continua a formar montanhas devido ao movimento das suas placas tectónicas. <strong>Marte, por outro lado, é um planeta com uma única placa</strong>, com uma crosta rígida e sem tectónica ativa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785133" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/rajadas-de-vento-de-150-km-h-e-tempestades-de-poeira-a-nivel-global-e-assim-que-se-manifesta-o-clima-extremo-de-marte.html" title="Rajadas de vento de 150 km/h e tempestades de poeira a nível global: é assim que se manifesta o clima extremo de Marte">Rajadas de vento de 150 km/h e tempestades de poeira a nível global: é assim que se manifesta o clima extremo de Marte</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/rajadas-de-vento-de-150-km-h-e-tempestades-de-poeira-a-nivel-global-e-assim-que-se-manifesta-o-clima-extremo-de-marte.html" title="Rajadas de vento de 150 km/h e tempestades de poeira a nível global: é assim que se manifesta o clima extremo de Marte"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-atmosfera-de-marte-y-su-meteorologia-1786343253900_320.jpg" alt="Rajadas de vento de 150 km/h e tempestades de poeira a nível global: é assim que se manifesta o clima extremo de Marte"></a></article></aside><p>Por isso, os investigadores consideram que Thyles Rupes se formou provavelmente quando o interior do planeta se encontrava em processo de arrefecimento. À medida que a crosta se contraía, determinadas zonas foram empurradas para cima, <strong>dando origem a esta enorme escarpa</strong>.</p><p>Nas últimas décadas, missões orbitais como a<strong> Mars Express</strong>, da Agência Espacial Europeia, e o <strong>Mars Reconnaissance Orbiter</strong>, da NASA, permitiram observar, com um nível de detalhe sem precedentes, inúmeras regiões de Marte.</p><p>Embora o planeta já não apresente a intensa atividade geológica que caracteriza a Terra, a sua superfície conserva os vestígios de processos ocorridos há milhares de milhões de anos. Cada nova imagem ajuda, assim, a <strong>reconstruir o seu passado</strong> e, ao mesmo tempo, permite compreender melhor as <strong>diferenças entre os mundos rochosos do sistema solar</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-planeta-vermelho-nao-e-assim-tao-vermelho-as-misteriosas-rochas-roxas-encontradas-em-marte-que-deixam-a-nasa-perplexa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As pirâmides do Egito foram construídas há 4 700 anos com um sistema muito mais avançado do que se pensava]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-piramides-do-egito-foram-construidas-ha-4-700-anos-com-um-sistema-muito-mais-avancado-do-que-se-pensava.html</link><pubDate>Wed, 23 Sep 2026 16:37:36 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma investigação sobre a pirâmide de Djoser sugere que um sistema de água, poços, cordas e uma plataforma de madeira poderá ter facilitado a sua construção há milhares de anos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-piramides-de-egipto-se-construyeron-hace-4-700-anos-con-un-sistema-mucho-mas-avanzado-de-lo-que-se-creia-1790071107034.jpeg" data-image="d9ctj8h17dtq" alt="Pirámide de Djoser, en Saqqara, Egipto" title="Pirámide de Djoser, en Saqqara, Egipto"><figcaption>A pirâmide de Djoser poderá ter sido construída com a ajuda de um sistema hidráulico capaz de elevar blocos de pedra com cerca de 300 quilos.</figcaption></figure><p>Construir uma das pirâmides milenares do Egito exigia muito mais do que simplesmente colocar uma pedra em cima de outra. <strong>No caso da pirâmide de Djoser, em Saqqara</strong>, os construtores tiveram de trabalhar com cerca de 2,3 milhões de blocos de calcário, cada um com cerca de 300 quilos. Como conseguiram transportá-los até às diferentes alturas continua a ser uma das questões que rodeiam estes monumentos espetaculares.</p><p><strong>Um estudo publicado na revista Plos One propõe agora uma possível resposta</strong>. A investigação, liderada por Xavier Landreau, cientista especializado em materiais e diretor executivo do instituto Paleotechnic, associou várias estruturas da localidade egípcia de Saqqara a um sistema hidráulico. A ideia parte de uma vala de calcário com 3 quilómetros de comprimento e 20 metros de profundidade.</p><h2>Uma vala de 3 quilómetros junto à pirâmide de Djoser</h2><p>A pirâmide de Djoser <strong>foi erguida há cerca de 4 700 anos como monumento funerário dedicado ao rei Djoser</strong>. É considerada a mais antiga das sete pirâmides monumentais do Egito e a primeira construída inteiramente com pedra talhada. Para a sua construção, foram utilizados cerca de 2,3 milhões de blocos de calcário, com um peso aproximado de 300 quilos cada.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/_hHcG_rLkjU/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=_hHcG_rLkjU" id="_hHcG_rLkjU"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p><strong>A investigação dedica especial atenção ao Gisr el-Mudir, uma estrutura retangular em pedra com 360 por 620 metros</strong>. As suas paredes atingem os 15 metros de altura. A equipa estudou e cartografou a bacia hidrográfica situada a montante e associou-a ao percurso do uadi Abusir, um leito seco de caráter sazonal situado a oeste do planalto de Saqqara.</p><p>A forma como as paredes foram erguidas também se coaduna, segundo os investigadores, <strong>com uma possível função hidráulica</strong>. As diferentes camadas de pedra teriam permitido reter e conduzir água de forma semelhante a uma barragem. O estudo compara esta configuração com Sadd el-Kafara, uma estrutura hidráulica do Império Antigo.</p><h2>A água teria chegado a vários poços</h2><p><strong>A proposta começa com a captação e o controlo da água</strong>. O sistema teria permitido que os sedimentos de maior dimensão ficassem para trás antes de o caudal prosseguir em direção à zona de Djoser. A água chegaria depois à vala seca situada junto à pirâmide através de um canal conhecido como Trincheira Profunda.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-piramides-de-egipto-se-construyeron-hace-4-700-anos-con-un-sistema-mucho-mas-avanzado-de-lo-que-se-creia-1790070677845.jpg" data-image="3qldoc5i8mcb" alt="Pirámide de Djoser, en Saqqara" title="Pirámide de Djoser, en Saqqara"><figcaption>Localização geral do complexo de Djoser em Saqqara e área de drenagem do uadi Abusir, a oeste do recinto de Gisr el-Mudir. Imagem: Plos One.</figcaption></figure><p>Esse canal liga, pelo menos, três áreas subterrâneas. <strong>Depois de percorrê-las, a água chegaria a vários poços</strong>. Para os investigadores, estes espaços são importantes porque poderiam ter permitido transformar o movimento da água num deslocamento vertical capaz de transportar as pedras utilizadas durante as obras.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="748016" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/nao-e-so-no-egito-piramides-de-22-metros-sao-identificadas-na-amazonia.html" title="Não é só no Egito: pirâmides de 22 metros são identificadas na Amazónia">Não é só no Egito: pirâmides de 22 metros são identificadas na Amazónia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/nao-e-so-no-egito-piramides-de-22-metros-sao-identificadas-na-amazonia.html" title="Não é só no Egito: pirâmides de 22 metros são identificadas na Amazónia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nao-e-so-no-egito-piramides-de-22-metros-sao-identificadas-na-amazonia-1767721248111_320.jpg" alt="Não é só no Egito: pirâmides de 22 metros são identificadas na Amazónia"></a></article></aside><p>O mecanismo proposto é relativamente simples: <strong>uma plataforma de madeira flutuaria no interior do poço e seria fixada por meio de cordas e roldanas</strong>. Os blocos seriam colocados sobre ela e a alteração do nível da água permitiria fazê-la subir. Assim, a carga poderia ganhar altura a partir do interior da estrutura.</p><h2>Um sistema hidráulico para elevar os blocos</h2><p><strong>A hipótese situa este mecanismo no próprio processo de construção da pirâmide</strong>. Ao variar a quantidade de água no poço, a plataforma subiria ou desceria com a pedra em cima. O sistema teria, desta forma, transformado o movimento vertical da água numa ferramenta para transportar os blocos para níveis superiores.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">El edif de piedra más antiguo del mundo, completamente conservado hasta nuestros días, es la Pirámide Escalonada de Djoser, ubicada en el pueblo egipcio de Saqqara. Fue construida por el arquitecto Imhotep como lugar de enterramiento para el faraón Djoser alrededor del 2650AC <a href="https://t.co/zCf10mb5uU">pic.twitter.com/zCf10mb5uU</a></p>— Mavica (@mavica81) <a href="https://x.com/mavica81/status/1872025841758052745?ref_src=twsrc%5Etfw">December 25, 2024</a></blockquote></figure><p>A questão reveste-se de especial importância devido às dimensões da obra. A pirâmide de Djoser foi construída com cerca de 2,3 milhões de blocos de calcário, cada um dos quais pesava cerca de 300 quilos. Encontrar uma forma de deslocar essas cargas para diferentes alturas era, portanto, <strong>um dos principais problemas que o processo de construção tinha de resolver</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-piramides-de-egipto-se-construyeron-hace-4-700-anos-con-un-sistema-mucho-mas-avanzado-de-lo-que-se-creia-1790071178771.jpeg" data-image="c9vlkkuh22ld" alt="Pirámide de Djoser, en Saqqara, Egipto" title="Pirámide de Djoser, en Saqqara, Egipto"><figcaption>O mecanismo proposto para as pirâmides do Egito, como a de Djoser, estaria ligado a uma vala de 3 quilómetros e a vários espaços subterrâneos.</figcaption></figure><p>O estudo também <strong>destaca a importância da grande vala escavada na rocha-mãe, que atinge 3 quilómetros de comprimento e até 20 metros de profundidade</strong>. A sua função tem sido objeto de debate desde 1930. Contrariando as interpretações que a associavam a uma pedreira ou a um fim monumental, a investigação publicada na Plos One sugere que poderá ter feito parte de um sistema destinado à gestão da água e a facilitar a elevação de materiais.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Xavier%20Landreau%2C%20Guillaume%20Piton%2C%20Guillaume%20Morin%2C%20Pascal%20Bartout%2C%20Laurent%20Touchart%2C%20Christophe%20Giraud%2C%20Jean-Claude%20Barre%2C%20Cyrielle%20Guerin%2C%20Alexis%20Alibert%2C%20Charly%20Lallemand" data-year="2024" data-title="On%20the%20possible%20use%20of%20hydraulic%20force%20to%20assist%20with%20building%20the%20step%20pyramid%20of%20saqqara" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1371%2Fjournal.pone.0306690">Xavier Landreau, Guillaume Piton, Guillaume Morin, Pascal Bartout, Laurent Touchart, Christophe Giraud, Jean-Claude Barre, Cyrielle Guerin, Alexis Alibert, Charly Lallemand. (2024). <a href="https://doi.org/10.1371/journal.pone.0306690" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">On the possible use of hydraulic force to assist with building the step pyramid of saqqara</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-piramides-do-egito-foram-construidas-ha-4-700-anos-com-um-sistema-muito-mais-avancado-do-que-se-pensava.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Horário de inverno 2026: saiba a data em que Portugal atrasará os relógios uma hora]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/horario-de-inverno-2026-saiba-a-data-em-que-portugal-atrasara-os-relogios-uma-hora.html</link><pubDate>Wed, 23 Sep 2026 16:13:27 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Nesta data do mês de outubro vai ser possível obter mais 60 minutos de descanso na cama no Continente e Regiões Autónomas, dando-se início ao horário de inverno.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/horario-de-inverno-2026-saiba-a-data-em-que-portugal-atrasara-os-relogios-uma-hora-1790179640444.jpg" data-image="zitl2ytvl9yh"><figcaption>Temos pouco mais de um mês com horário de verão. Saiba quando terá de ajustar o relógio para a hora de inverno.</figcaption></figure><p>Adeus, verão. Na madrugada de<strong> hoje</strong> - quarta-feira, 23 de setembro - teve início oficialmente a estação do <strong>outono </strong>astronómico a partir do momento do<strong> equinócio</strong> quando o relógio batia as 01:04 em Portugal continental e Madeira, menos 1 hora nos Açores.</p><p>Porém, aquilo que nos remete para o tema central desta notícia é a mudança de horário de inverno que terá lugar já no último domingo do próximo mês de outubro. Assim, na <strong>madrugada de domingo, 25 de outubro de 2026, Portugal irá regressar ao horário de inverno</strong>, recuperando simbolicamente uma hora de sono.</p><h2>Uma hora a mais e uma noite que se prolonga </h2><p><strong>Em Portugal continental e no arquipélago da Madeira, quando forem 2:00 da manhã, os relógios devem ser atrasados para a 01:00. Nos Açores a mudança ocorrerá à 01:00, passando a ser meia-noite</strong>. Como acontece habitualmente, o ajuste terá lugar no último domingo de outubro, sendo que a passagem para o horário de verão ocorrerá no último domingo de março de 2027.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/horario-de-inverno-2026-saiba-a-data-em-que-portugal-atrasara-os-relogios-uma-hora-1790179786394.jpg" data-image="f5sbtign9wd4"><figcaption>A APS explica que a adoção permanente do horário de inverno apresenta mais vantagens, tais como mais luz natural ao início da manhã, com efeitos benéficos para o ritmo de sono-vigília, maior alinhamento com o ciclo natural luz-escuro (maior facilidade em adormecer e acordar, atenuação do jetlag social), entre outras.</figcaption></figure><p><strong>A alternância entre os dois horários mantém-se apesar das discussões na União Europeia sobre a possibilidade de a eliminar</strong>. Como não há consenso entre os Estados-membros quanto a uma decisão unânime, houve até agora um impedimento de pôr fim à mudança sazonal da hora.</p><h2>Porque é que começámos a mexer nos ponteiros do relógio?</h2><p>A ideia é mais antiga do que se poderia pensar. <strong>Em 1784, Benjamin Franklin</strong> sugeriu, numa carta satírica publicada no <em>Journal de Paris</em>, que os <strong>parisienses</strong> <strong>poderiam aproveitar melhor a luz solar e poupar velas se acordassem mais cedo</strong>.</p><p> A adoção oficial da mudança horária surgiria, contudo, mais de um século depois. Durante a Primeira Guerra Mundial, países como a Alemanha e o Reino Unido implementaram-na com o objetivo de reduzir o consumo de carvão. <strong>Portugal seguiu-lhes as pisadas, adotando a medida em 1916</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/horario-de-inverno-2026-saiba-a-data-em-que-portugal-atrasara-os-relogios-uma-hora-1790179464322.jpg" data-image="ba6ovef2zioa"><figcaption>Recortado e retocado a partir de uma fotografia da edição original da revista (C 8,5“ × A 7” × L 0,25"). A fotografia foi tirada para a exposição "Images of Benjamin Franklin: As Seen By Himself and Others" na Galeria Mamdouha S. Bobst, Biblioteca Bobst, Universidade de Nova Iorque, 2006. A revista constituía a peça B-43 na galeria. De acordo com o comunicado do evento, a revista fazia parte da coleção de Stuart Karu. Domínio Público - Wikimedia Commons.</figcaption></figure><p>Décadas mais tarde, quando estalava a crise petrolífera de 1973, a eficiência energética voltava a ser colocada no centro das atenções. A ideia era simples e passava por <strong>alinhar melhor o horário das atividades humanas com a luz natural e, deste modo, diminuir a necessidade de recorrer à iluminação artificial</strong>.</p><h2>Mais luz, menos sono? O impacto no nosso organismo</h2><p>A questão não se resume somente à eletricidade. <strong>A mudança da hora interfere diretamente com o ritmo circadiano</strong>, sistema biológico que organiza ciclos como o sono e a vigília em resposta, entre outros fatores, à alternância entre luz e escuridão.</p><p><strong>Em 2021 a Associação Portuguesa do Sono (APS) defendia que a eliminação da mudança sazonal da hora e a manutenção permanente do horário de inverno seriam potencialmente benéficas para a saúde</strong>. De acordo com esta associação, a passagem para o horário de verão está associada, a curto prazo, à redução do tempo de sono, pior desempenho profissional e escolar e maior frequência de determinados acidentes cardiovasculares, cerebrovasculares e rodoviários.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="748711" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/dorme-ate-tarde-ou-acorda-cedo-segundo-os-cientistas-estas-dicas-vao-melhorar-o-seu-sono.html" title="Dorme até tarde ou acorda cedo? Segundo os cientistas, estas dicas vão melhorar o seu sono">Dorme até tarde ou acorda cedo? Segundo os cientistas, estas dicas vão melhorar o seu sono</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/dorme-ate-tarde-ou-acorda-cedo-segundo-os-cientistas-estas-dicas-vao-melhorar-o-seu-sono.html" title="Dorme até tarde ou acorda cedo? Segundo os cientistas, estas dicas vão melhorar o seu sono"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ces-astuces-ameliorent-votre-sommeil-1768210011754_320.jpg" alt="Dorme até tarde ou acorda cedo? Segundo os cientistas, estas dicas vão melhorar o seu sono"></a></article></aside><p>Ainda segundo a APS, o horário de inverno permanente é favorável a uma <strong>maior exposição à luz natural durante a manhã</strong> e um <strong>melhor alinhamento entre o relógio biológico e o ciclo natural de luz e escuridão</strong>.</p><p>Entre os possíveis efeitos apontados estão <strong>melhorias em aspetos como a maior facilidade em adormecer e acordar, a atenuação do jetlag social, a melhoria do desempenho profissional e escolar, melhoria da saúde mental</strong>, redução do risco de doença física (cancro, diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares, doenças neurodegenerativas, problemas de disposição); redução do risco de lesões e vontade) e ainda uma repercussão positiva para a economia.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/horario-de-inverno-2026-saiba-a-data-em-que-portugal-atrasara-os-relogios-uma-hora.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Temperaturas acima do normal em Portugal: IPMA estende aviso amarelo a 13 distritos e à Madeira até sexta-feira]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-acima-do-normal-em-portugal-ipma-estende-aviso-amarelo-a-13-distritos-e-a-madeira-ate-sexta-feira.html</link><pubDate>Wed, 23 Sep 2026 15:05:10 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O IPMA prolongou os avisos amarelos devido às temperaturas elevadas, que continuarão a marcar o estado do tempo nos próximos dias. Até sexta-feira, 13 distritos do Continente e várias regiões da Madeira estarão sob aviso.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbc0ona"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbc0ona.jpg" id="xbc0ona"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O calor continuará a marcar o estado do tempo em Portugal nos próximos dias, com temperaturas muito acima do habitual para o final de setembro. <strong>No continente, os valores mais elevados deverão concentrar-se entre hoje e quinta-feira, enquanto </strong><strong>na Madeira o aquecimento ganha maior expressão a partir de quinta-feira</strong>, levando o IPMA a manter avisos amarelos por tempo quente.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Na origem deste episódio está uma<strong> dorsal anticiclónica que se mantém sobre a Península Ibérica e o Atlântico subtropical</strong>, favorecendo a estabilidade atmosférica e movimentos descendentes do ar.<strong> </strong>Esta configuração, juntamente com a <strong>presença de uma massa de ar muito quente</strong>, favorece a subida das temperaturas à superfície e a persistência do calor durante vários dias. A cerca de 1500 metros de altitude, os valores rondarão 20 ºC, confirmando a presença de ar anormalmente quente sobre Portugal.</p><h2>Calor persiste no continente com temperaturas muito acima do habitual</h2><p>Devido à persistência de temperaturas máximas elevadas, o IPMA mantém vários distritos do território continental sob <strong>aviso amarelo</strong>, entre os quais <strong>Bragança, Vila Real, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Santarém, Lisboa, Portalegre e Évora.</strong> Hoje, as máximas poderão atingir 36 ºC em Santarém e Évora, 35 ºC em Castelo Branco e Portalegre e 34 ºC em Viseu e Coimbra. As anomalias poderão alcançar +12 ºC em Viseu e +11 ºC em Braga e Vila Real.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-acima-do-normal-em-portugal-ipma-estende-aviso-amarelo-a-13-distritos-e-a-madeira-ate-sexta-feira-1790171278662.jpg" data-image="pwdkdr22hqn7"><figcaption>As temperaturas deverão ficar muito acima do habitual durante o dia de hoje, quarta-feira, com anomalias que poderão atingir +12 ºC em Viseu e +11 ºC em Braga e Vila Real.</figcaption></figure><p>Na quinta-feira, as temperaturas deverão permanecer elevadas nas regiões mais quentes, com Évora a poder voltar a atingir <strong>36 ºC e Santarém, Castelo Branco e Beja os 35 ºC</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-acima-do-normal-em-portugal-ipma-estende-aviso-amarelo-a-13-distritos-e-a-madeira-ate-sexta-feira-1790171311728.jpg" data-image="z6opa41fp2ij"><figcaption>Na quinta-feira, as temperaturas máximas deverão continuar elevadas no continente, com os valores mais altos previstos no interior Centro e Sul.</figcaption></figure><p>Na sexta-feira, a entrada de ar mais fresco pelo Atlântico deverá favorecer uma <strong>descida das temperaturas, mais evidente no litoral Norte e Centro</strong>. No interior e no Sul, a descida será menos acentuada, com máximas de 34 ºC previstas em Évora e Beja e de 33 ºC em Castelo Branco.</p><h2>Madeira sob calor mais intenso entre quinta e sexta-feira</h2><p>Na Madeira, o calor deverá tornar-se mais expressivo a partir de quinta-feira, com uma subida acentuada das temperaturas em várias localidades. <strong>A Ponta do Sol poderá atingir 32 ºC, São Vicente 31 ºC e o Funchal 30 ºC</strong>, enquanto as anomalias poderão alcançar +7 ºC em São Vicente e no Curral das Freiras.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-acima-do-normal-em-portugal-ipma-estende-aviso-amarelo-a-13-distritos-e-a-madeira-ate-sexta-feira-1790171239846.jpg" data-image="lncrv5ieqc2o"><figcaption>Na Madeira, o calor intensifica-se a partir de quinta-feira, com os valores mais elevados previstos na costa sul e em algumas regiões da costa norte da ilha.</figcaption></figure><p>Na sexta-feira, deverão continuar a registar-se temperaturas máximas elevadas, com 30 ºC no Funchal e 29 ºC em São Vicente e Ponta do Sol, e noites particularmente quentes nas zonas costeiras da vertente sul. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790117" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-segunda-ciclogenese-explosiva-atingira-a-irlanda-a-partir-de-segunda-feira-eis-como-afetara-portugal.html" title="Uma segunda ciclogénese explosiva atingirá a Irlanda a partir de segunda-feira: eis como afetará Portugal">Uma segunda ciclogénese explosiva atingirá a Irlanda a partir de segunda-feira: eis como afetará Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-segunda-ciclogenese-explosiva-atingira-a-irlanda-a-partir-de-segunda-feira-eis-como-afetara-portugal.html" title="Uma segunda ciclogénese explosiva atingirá a Irlanda a partir de segunda-feira: eis como afetará Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/uma-segunda-ciclogenese-explosiva-atingira-a-irlanda-a-partir-de-segunda-feira-eis-como-afetara-portugal-1790169238592_320.png" alt="Uma segunda ciclogénese explosiva atingirá a Irlanda a partir de segunda-feira: eis como afetará Portugal"></a></article></aside><p>Perante a persistência de temperaturas máximas elevadas,<strong> o IPMA colocou a Costa Norte, Costa Sul, Regiões Montanhosas e Porto Santo sob aviso amarelo</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-acima-do-normal-em-portugal-ipma-estende-aviso-amarelo-a-13-distritos-e-a-madeira-ate-sexta-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma mudança no tempo aproxima-se de Portugal: saiba o que esperar a partir de 27 de setembro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-mudanca-no-tempo-aproxima-se-de-portugal-saiba-o-que-esperar-a-partir-de-27-de-setembro.html</link><pubDate>Wed, 23 Sep 2026 14:49:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois de vários dias de calor e tempo seco, setembro poderá despedir-se com uma mudança significativa. A partir de domingo (27), a influência atlântica aumenta e a chuva poderá ganhar força e extensão nos dias seguintes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-mudanca-no-tempo-aproxima-se-de-portugal-saiba-o-que-esperar-a-partir-de-27-de-setembro-1790167162768.jpg" data-image="1ghu128w1tpb" alt="Chuva para o final de setembro" title="Chuva para o final de setembro"> <figcaption>A mudança do tempo começará a fazer-se sentir a partir de domingo, dia 27, com mais nebulosidade, humidade e os primeiros períodos de chuva. Mas será terça-feira, dia 29, que poderá marcar a viragem mais significativa, com a chegada de uma frente Atlântica que traz precipitação mais persistente e abrangente.</figcaption></figure><p>Portugal continental prepara-se para uma mudança significativa do estado do tempo na reta final de setembro. Depois de vários dias marcados por temperaturas elevadas e tempo predominantemente seco, a influência atlântica deverá ganhar terreno. <strong>A partir de domingo, dia 27, aumentará a humidade e a nebulosidade, seguindo-se uma maior probabilidade de chuva, que poderá tornar-se mais persistente e abrangente no dia 29</strong>.</p><h2>Calor ainda domina esta quarta-feira, dia 23</h2><p>Esta quarta-feira, dia 23, o calor continuará a marcar presença em grande parte do território continental. As temperaturas máximas deverão ultrapassar os <strong>30 ºC em muitas localidades</strong>, contrastando com alguns pontos da faixa costeira ocidental, onde a proximidade do Atlântico manterá os termómetros bastante mais baixos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-mudanca-no-tempo-aproxima-se-de-portugal-saiba-o-que-esperar-a-partir-de-27-de-setembro-1790165824561.jpg" data-image="365vid6d8us4" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption>O calor continua a dominar esta quarta-feira, com máximas acima dos 30 ºC em grande parte do território e valores próximos dos 38 ºC no interior. Junto ao litoral, a influência atlântica mantém as temperaturas mais amenas.</figcaption></figure><p>Localidades como <strong>Peniche, Póvoa de Varzim ou Vila do Conde</strong> poderão não ultrapassar os 20 ºC. No interior, o cenário será completamente diferente: <strong>Mora e Ponte de Sor poderão aproximar-se dos 38 ºC</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Na quinta-feira começará a notar-se uma maior influência atlântica, sobretudo nas regiões Norte e Centro, embora o calor ainda persista em várias zonas do interior.</p><h2>Sexta-feira traz descida das temperaturas, mas continuam acima da média</h2><p>Na sexta-feira, dia 25, o arrefecimento deverá tornar-se mais evidente no litoral Norte e Centro. Cidades como <strong>Leiria, Coimbra e Braga poderão registar máximas entre aproximadamente 23 e 26 ºC</strong>, valores consideravelmente inferiores aos observados no início da semana.</p><p>Ainda assim, isto não significa que o país passe imediatamente para um cenário mais frio do que o habitual. Os mapas da Meteored mantêm <strong>anomalias térmicas positivas em grande parte de Portugal</strong>, particularmente no interior, onde os desvios poderão continuar bastante expressivos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-mudanca-no-tempo-aproxima-se-de-portugal-saiba-o-que-esperar-a-partir-de-27-de-setembro-1790165880828.jpg" data-image="bks87i9o456n" alt="Anomalia da Temperatura" title="Anomalia da Temperatura"><figcaption>Apesar da descida das temperaturas no litoral Norte e Centro, grande parte de Portugal continuará mais quente do que o habitual para esta altura do ano. No interior, as anomalias positivas serão ainda bastante expressivas.</figcaption></figure><p>Durante o sábado não são esperadas grandes alterações no padrão geral. Será sobretudo a partir do dia seguinte que a mudança ganhará outra dimensão.</p><h2>Domingo, dia 27 começa a verdadeira mudança do tempo</h2><p>No domingo, <strong>o enfraquecimento da influência anticiclónica permitirá uma maior aproximação da instabilidade atlântica</strong>. O ambiente deverá tornar-se progressivamente mais húmido e nublado, com possibilidade de precipitação fraca no Norte, sobretudo durante a noite.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-mudanca-no-tempo-aproxima-se-de-portugal-saiba-o-que-esperar-a-partir-de-27-de-setembro-1790165959048.jpg" data-image="0sh23e6tex5b" alt="Nuvens e chuva" title="Nuvens e chuva"><figcaption>A mudança começa a ganhar forma no domingo: o aumento da humidade e da nebulosidade será acompanhado pela possibilidade de chuva fraca no Norte, antecipando um período mais instável.</figcaption></figure><p>Esta mudança estará também associada à entrada gradual de <strong>uma massa de ar mais fresca de norte</strong>, que ajudará a afastar o padrão de temperaturas anormalmente elevadas dos dias anteriores. Na segunda-feira, dia 28, a instabilidade deverá persistir. A chuva continuará, numa primeira fase, mais provável nas regiões do Norte, enquanto as temperaturas deverão prosseguir a sua trajetória descendente.</p><h2>Dia 29 poderá marcar a entrada da chuva mais significativa</h2><p>É na <strong>terça-feira, dia 29</strong>, que o ECMWF projeta atualmente a alteração mais expressiva. Uma vasta e intensa depressão no Atlântico Norte (possivelmente ciclone-bomba) deverá deslocar-se em direção à Irlanda e outros países da Europa Ocidental, aproximando dos territórios ibéricos <strong>uma frente fria bastante organizada</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-mudanca-no-tempo-aproxima-se-de-portugal-saiba-o-que-esperar-a-partir-de-27-de-setembro-1790166032556.jpg" data-image="kdkq1532qmdi" alt="Situação sinóptica" title="Situação sinóptica"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-334299">Uma extensa e profunda depressão formada no Atlântico Norte aproximará os seus sistemas frontais da Península Ibérica. Portugal ficará progressivamente mais exposto à circulação atlântica e à chegada de precipitação.</figcaption></figure><p>O corpo frontal poderá atravessar grande parte de Portugal continental, originando <strong>períodos prolongados de chuva, pontualmente moderada a forte</strong>, e acumulados mais significativos do que os previstos nos dias anteriores. O Norte e Centro deverão ser inicialmente as regiões mais expostas, mas a precipitação poderá estender-se posteriormente a outras zonas do país.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-mudanca-no-tempo-aproxima-se-de-portugal-saiba-o-que-esperar-a-partir-de-27-de-setembro-1790166096997.jpg" data-image="ralrunztwda6" alt="Precipitação" title="Precipitação"><figcaption>O ECMWF projeta uma frente fria organizada a atravessar Portugal no dia 29. A extensa faixa de precipitação poderá deixar períodos prolongados de chuva, localmente moderada a forte, em várias regiões do país.</figcaption></figure><p>A presença de uma frente bem definida representa uma alteração substancial relativamente ao padrão seco que tem vindo a ser predominante durante setembro.</p><h2>Instabilidade poderá prolongar-se até ao último dia do mês</h2><p>Na quarta-feira, <strong>dia 30 de setembro</strong>, Portugal poderá continuar sob influência de condições instáveis, com períodos de precipitação e temperaturas claramente mais baixas do que as registadas nesta semana. A descida será igualmente sentida durante <strong>as noites e madrugadas</strong>, que deverão tornar-se progressivamente mais frescas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790117" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-segunda-ciclogenese-explosiva-atingira-a-irlanda-a-partir-de-segunda-feira-eis-como-afetara-portugal.html" title="Uma segunda ciclogénese explosiva atingirá a Irlanda a partir de segunda-feira: eis como afetará Portugal">Uma segunda ciclogénese explosiva atingirá a Irlanda a partir de segunda-feira: eis como afetará Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-segunda-ciclogenese-explosiva-atingira-a-irlanda-a-partir-de-segunda-feira-eis-como-afetara-portugal.html" title="Uma segunda ciclogénese explosiva atingirá a Irlanda a partir de segunda-feira: eis como afetará Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/uma-segunda-ciclogenese-explosiva-atingira-a-irlanda-a-partir-de-segunda-feira-eis-como-afetara-portugal-1790169238592_320.png" alt="Uma segunda ciclogénese explosiva atingirá a Irlanda a partir de segunda-feira: eis como afetará Portugal"></a></article></aside><p>Importa, contudo, salientar que as projeções para os dias 29 e 30 ainda apresentam alguma incerteza. <strong>A trajetória da depressão e o posicionamento exato das frentes serão determinantes para perceber onde choverá mais e quais serão os acumulados finais</strong>. As próximas atualizações permitirão afinar este cenário.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-mudanca-no-tempo-aproxima-se-de-portugal-saiba-o-que-esperar-a-partir-de-27-de-setembro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item></channel></rss>