<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Tue, 05 May 2026 12:50:12 +0000</lastBuildDate><pubDate>Tue, 05 May 2026 12:50:12 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Ar polar vindo da Islândia vai mudar o tempo em Portugal a partir de sexta-feira, 8 de maio]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ar-polar-vindo-da-islandia-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio.html</link><pubDate>Tue, 05 May 2026 12:48:04 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Ar polar proveniente da Islândia vai alimentar uma depressão a oeste da Península e provocar uma mudança abrupta do tempo em Portugal, com chuva generalizada, vento forte e descida das temperaturas a partir de sexta-feira.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa85suw"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa85suw.jpg" id="xa85suw"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A tarde desta terça-feira, 5 de maio, <strong>continuará marcada por precipitação fraca no Norte e no Centro do país.</strong> Nos distritos de Braga e Vila Real, a chuva poderá atingir pontualmente intensidade fraca a moderada, com valores até 3 mm/h.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Ainda assim, trata-se de um episódio passageiro. A partir das 22h, a probabilidade de chuva deverá desaparecer em todo o território continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-vindo-da-islandia-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio-1777980793059.png" data-image="qqkqikcouvmh" alt="Chuva" title="Chuva"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-196918">Nesta tarde de terça-feira, a precipitação mantém-se fraca no Norte e Centro, com acumulados horários localmente até 3 mm em Braga e Vila Real, antes de cessar no continente ao final do dia.</figcaption></figure><p>As temperaturas manter-se-ão mais contidas no Norte e no Centro, também devido à nebulosidade e à precipitação. Castelo Branco deverá destacar-se como o distrito mais quente da região Centro, com máximas entre 18 e 20 ºC. Já no Sul, o ambiente continuará ameno, embora com céu bastante nublado.</p><h2>Quarta e manhã de quinta-feira com tempo mais estável</h2><p>A quarta-feira, 6 de maio, e a manhã de quinta-feira <strong>deverão trazer uma pausa relativa na instabilidade.</strong> Apenas se admitem episódios residuais de chuva muito fraca e localizada na faixa costeira dos distritos de Coimbra, Leiria e Lisboa, sobretudo até ao início da tarde. No restante território, o tempo deverá manter-se seco.</p><p>As temperaturas máximas deverão ser semelhantes nos dois dias, amenas no Centro e no Sul, mais contidas no Norte. Mas esta estabilidade será apenas temporária. <strong>A partir da noite de quinta-feira, começará a notar-se a aproximação de uma depressão fria, alimentada por ar polar vindo da região da Islândia.</strong></p><h2>Sexta-feira, dia 8, marca o início da mudança mais brusca</h2><p>Na madrugada de sexta-feira, 8 de maio, <strong>o reforço de ar frio em altitude deverá intensificar a depressão a oeste da Península Ibérica.</strong> Esse ar mais frio, injetado na circulação ciclónica, aumentará o contraste térmico e, consequentemente, a instabilidade atmosférica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-vindo-da-islandia-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio-1777980671578.png" data-image="k169vr30u3wj" alt="Temperatura a 700 hPa" title="Temperatura a 700 hPa"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-928772">Na sexta-feira, a entrada de ar mais frio em altitude, proveniente da região da Islândia, reforça a depressão fria a oeste da Península Ibérica e aumenta o potencial de instabilidade atmosférica.</figcaption></figure><p>A chuva deverá começar a ganhar força a partir das 17h ou 18h, primeiro na faixa costeira, alastrando depois durante a noite a grande parte de Portugal continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-vindo-da-islandia-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio-1777980711667.png" data-image="9mycme0baww9" alt="Chuva e Pressão atmosférica" title="Chuva e Pressão atmosférica"><figcaption>Ao final de sexta-feira, a circulação depressionária transporta uma massa significativa de humidade para Portugal, com chuva a intensificar-se na faixa costeira e a propagar-se ao interior durante a noite.</figcaption></figure><p>Portanto, a sexta-feira funcionará como o verdadeiro ponto de viragem entre os dias mais amenos e o cenário mais instável que se seguirá.</p><h2>Sábado mais frio, ventoso e com chuva generalizada</h2><p>O sábado, 9 de maio, deverá ser o dia mais marcado por esta mudança de padrão. Prevê-se <strong>precipitação generalizada ao longo de grande parte do dia,</strong> associada à entrada de uma grande quantidade de água precipitável sobre o território. Além da chuva, <strong>as temperaturas máximas deverão descer entre 3 e 4 ºC, com a diferença mais evidente no Sul e na faixa costeira entre Lisboa e Braga</strong>.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-vindo-da-islandia-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio-1777980757593.png" data-image="ocfux2zv0z7m" alt="Rajada de Vento" title="Rajada de Vento"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-989984">No sábado, a depressão a oeste da Península gera precipitação generalizada, descida das temperaturas máximas e rajadas moderadamente fortes, localmente até 70 km/h.</figcaption></figure><p>O vento será outro fator a ter em conta. Após se intensificar na tarde de sexta, deverá manter-se no sábado com rajadas moderadamente fortes, <strong>que localmente poderão atingir os 70 km/h.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767129" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-em-portugal-esta-quinta-feira-forma-se-uma-depressao-fria-que-deixara-chuva-ate-segunda-11-de-maio.html" title="Chuva em Portugal: esta quinta-feira forma-se uma depressão fria que deixará chuva até segunda, 11 de maio">Chuva em Portugal: esta quinta-feira forma-se uma depressão fria que deixará chuva até segunda, 11 de maio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-em-portugal-esta-quinta-feira-forma-se-uma-depressao-fria-que-deixara-chuva-ate-segunda-11-de-maio.html" title="Chuva em Portugal: esta quinta-feira forma-se uma depressão fria que deixará chuva até segunda, 11 de maio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-em-portugal-esta-quinta-feira-forma-se-uma-depressao-fria-que-deixara-chuva-ate-segunda-11-de-maio-1777902101655_320.png" alt="Chuva em Portugal: esta quinta-feira forma-se uma depressão fria que deixará chuva até segunda, 11 de maio"></a></article></aside><p> Em conclusão, a chuva deverá manter-se em Portugal continental pelo menos até domingo, prolongando este episódio de instabilidade por vários dias consecutivos. Tudo indica que se tratará de um evento bastante chuvoso, com acumulados totais muito significativos em várias regiões e <strong>com alguns locais a ultrapassar os 100 mm de chuva acumulada ao longo de todo este período de precipitação. </strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ar-polar-vindo-da-islandia-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frio em maio: Portugal poderá ter até cinco dias de ar polar a partir de sábado, dia 9]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frio-em-maio-portugal-podera-ter-ate-cinco-dias-de-ar-polar-a-partir-de-sabado-dia.html</link><pubDate>Tue, 05 May 2026 12:18:44 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O mês de maio está a ser mais frio que o normal, segundo o que os nossos mapas de anomalia térmica indicam. Nos próximos dias esta tendência deverá manter-se e até tornar-se mais expressiva.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa85lb8"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa85lb8.jpg" id="xa85lb8"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Maio começou fresco e instável e os nossos mapas indicam que <strong>o frio deverá persistir</strong>, afastando-nos dos dias mais típicos de primavera. A aproximação de uma massa de ar polar está a contribuir para a descida generalizada dos termómetros e assim deverá ser a tendência nos próximos dias.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br><br>Podemos observar que as anomalias negativas (a azul) vão cobrir todo o continente português e também algumas ilhas nos próximos dias. Para além do que se pode ver neste mapa, é esperada uma persistência destes valores até à próxima semana.</div><p>Segundo a mais recente atualização do nosso modelo de referência, ECMWF, <strong>entre sábado, dia 9, e quarta-feira, dia 13, as temperaturas podem descer ainda mais e de forma mais generalizada</strong>, devendo afetar toda a geografia continental.</p><h2>Entre sexta-feira e sábado registar-se-á uma descida dos termómetros</h2><p>Para sexta-feira, dia 8, esperam-se temperaturas máximas entre os 16 ºC e os 20 ºC no Norte do país; entre os 14 ºC e os 21 ºC no Centro; e entre os 17 ºC e os 22 ºC no Sul. <strong>No sábado, este cenário já poderá mudar</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frio-em-maio-portugal-podera-ter-ate-cinco-dias-de-ar-polar-a-partir-de-sabado-dia-1777980184817.png" data-image="w3s5eg5bvj2d" alt="anomalia térmica" title="anomalia térmica"><figcaption>Ao que tudo indica, os próximos dias, até, pelo menos, quarta-feira, dia 13, todo o continente deverá registar temperaturas abaixo da média. Em alguns locais, estes valores podem ser de até 8 ºC abaixo da nomal climatológica.</figcaption></figure><p>Como temos vindo a avançar,<strong> a chegada de uma massa de ar polar a esta latitude, irá contribuir para a descida dos termómetros de forma generalizada</strong>. Assim, e segundo a atual previsão, é expectável que sábado seja o primeiro dia sob esta influência, que irá fazer com que os valores máximos de temperatura nesse dia não devam ultrapassar os 19 ºC. <strong>A presença de uma depressão fria (ou gota fria) a oeste do continente, também contribui para a manutenção destes valores</strong> mais baixos.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Desta forma, para o dia de sábado, esperam-se valores máximos entre os 13 ºC e os 15 ºC no Norte do país; entre os 11 ºC e os 18 ºC no Centro; e entre os 15 ºC e os 19 ºC no Sul do país.</p><h2>Influência de ar polar poderá persistir até quarta-feira, dia 13</h2><p>No domingo, dia 10, o cenário será idêntico ao de sábado, com pouca variação das temperaturas, sendo esperadas máximas compreendidas entre os 12 ºC na Guarda e os 19 ºC em Lisboa e Faro. Tal como podemos observar no mapa acima, <strong>esta descida generalizada, dará lugar a anomalias térmicas negativas em todo o continente, com locais a registar até 8 ºC abaixo da média</strong>. Em algumas zonas do litoral, esta anomalia poderá ser menos evidente, ainda que deva registar-se.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frio-em-maio-portugal-podera-ter-ate-cinco-dias-de-ar-polar-a-partir-de-sabado-dia-1777982206264.jpg" data-image="9flvzo8xr2pe" alt="anomalia térmica semanal" title="anomalia térmica semanal"><figcaption>Os mapas de anomalia térmica semanais mostram anomalias negativas tanto na presente semana como na próxima. No entanto, estas são mais evidentes nesta semana, contando que a partir de quinta-feira, dia 14, as temperaturas possam entrar em recuperação, de acordo com os mapas de temperatura à superfície.</figcaption></figure><p>Na<strong> segunda-feira, a região do Ribatejo poderá registar uma ligeira subida</strong>, ainda que os valores se devam manter entre os 18 ºC e os 20 ºC. No restante território, esperam-se valores entre os 8 ºC a 10 ºC nas regiões montanhosas do Norte e Centro; entre os 12 ºC e os 16 ºC no Norte; entre os 14 ºC e os 18 ºC no Centro; e entre os 14 ºC e os 20/22 ºC no Sul, ainda que estes últimos valores devam ser sentidos localmente no Baixo Alentejo.</p><p>Na terça-feira, voltaremos a registar uma descida, especialmente no Sul do país, onde, globalmente se esperam temperaturas compreendidas entre os 10/12 ºC e os 18/20 ºC. <strong>As regiões Norte e Centro sentirão esta descida de forma mais acentuada</strong>, ao longo de todo este episódio.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767134" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-a-calma-antes-da-tempestade-ha-uma-depressao-a-caminho.html" title="Mudanças no tempo em Portugal esta semana: a calma antes da tempestade; há uma depressão a caminho">Mudanças no tempo em Portugal esta semana: a calma antes da tempestade; há uma depressão a caminho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-a-calma-antes-da-tempestade-ha-uma-depressao-a-caminho.html" title="Mudanças no tempo em Portugal esta semana: a calma antes da tempestade; há uma depressão a caminho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-a-calma-antes-da-tempestade-ha-uma-depressao-a-caminho-1777903579238_320.png" alt="Mudanças no tempo em Portugal esta semana: a calma antes da tempestade; há uma depressão a caminho"></a></article></aside><p><strong>Quarta-feira, o dia em que poderá terminar este episódio de descidas recorrentes</strong>, espera-se uma ligeira subida em alguns locais do Centro e Sul, ainda que a maior parte do país não deva ultrapassar os 18 ºC. As cotas mais elevadas do Norte e Centro continuarão a registar valores na ordem dos 8/10 ºC. </p><p>Desta forma, e segundo o que conseguimos apurar neste momento, <strong>é expectável que a partir deste dia, as temperaturas comecem a recuperar, de Sul para Norte,</strong> sendo esperada uma quinta-feira mais agradável no Sul do país, com valores entre os 20 ºC e os 22 ºC em vários pontos do Baixo Alentejo e Algarve.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frio-em-maio-portugal-podera-ter-ate-cinco-dias-de-ar-polar-a-partir-de-sabado-dia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como os países estão a transformar a dívida em florestas para combater as alterações climáticas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-os-paises-estao-a-transformar-a-divida-em-florestas-para-combater-as-alteracoes-climaticas.html</link><pubDate>Tue, 05 May 2026 11:06:21 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um velho artifício financeiro que permite aos países trocar dívida por proteção ambiental está a renascer, com acordos que agora atingem valores na ordem dos milhares de milhões — mas nem todos estão convencidos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/how-countries-are-turning-debt-into-forests-to-fight-climate-change-1777380286517.jpg" data-image="085rifnn7om3" alt="Researchers have highlighted how financial systems have been repurposed to channel debt relief into large-scale environmental protection efforts." title="Researchers have highlighted how financial systems have been repurposed to channel debt relief into large-scale environmental protection efforts."><figcaption>Os investigadores têm destacado a forma como os sistemas financeiros têm sido reorientados para canalizar o alívio da dívida para iniciativas de proteção ambiental em grande escala.</figcaption></figure><p>Em 2023, o Equador refinanciou cerca de 1,6 mil milhões de dólares da sua dívida pública em condições mais favoráveis e comprometeu-se a investir as poupanças na <strong>proteção das Ilhas Galápagos</strong> - um dos maiores exemplos até à data do que se denomina <strong>troca de dívida por natureza</strong>.</p><p>Este mecanismo existe desde o final da década de 1980, quando organizações de caridade ambientais começaram a comprar dívida pública em dificuldades a preços baixos e a convertê-la em <strong>financiamento local para a conservação</strong>. No entanto, os acordos que ocorrem atualmente são estruturados por bancos, em vez de organizações de caridade, e operam numa escala completamente diferente.</p><p>A ideia básica não mudou muito, no entanto, e os países continuam a reduzir o peso da sua dívida, os detentores de obrigações livram-se de ativos de risco e as poupanças são canalizadas para ecossistemas que, de outra forma, ficariam sem financiamento. Parece quase bom demais para ser verdade e, de certa forma, é, mas o modelo está a ter um <strong>verdadeiro ressurgimento após anos de ter sido praticamente esquecido</strong>. Eis como.</p><h2>Por que razão os acordos desapareceram e voltaram</h2><p>Houve uma onda de entusiasmo em torno destas trocas de <strong>dívida por natureza</strong> ao longo do final dos anos 80 e início dos anos 90, especialmente na América Latina e em África. Mas esse entusiasmo esmoreceu na década de 2000, quando os programas de alívio da dívida em grande escala tornaram mais difícil obter dívida em dificuldades e reduziram o incentivo para os governos prosseguirem com esses acordos.</p><p>O que mudou mais recentemente é que os <strong>níveis de dívida voltaram a subir acentuadamente</strong>, especialmente após a pandemia, e os bancos passaram a envolver-se na estruturação dos acordos, em vez de apenas instituições de caridade, o que significa que podem operar numa <strong>escala completamente diferente</strong> das versões iniciais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/how-countries-are-turning-debt-into-forests-to-fight-climate-change-1777380297538.jpg" data-image="0h5rt3q9a97l" alt="The study showed that rising global debt and climate pressures have revived interest in mechanisms that link economic restructuring with conservation funding." title="The study showed that rising global debt and climate pressures have revived interest in mechanisms that link economic restructuring with conservation funding."><figcaption>O estudo revelou que o aumento da dívida global e as pressões climáticas reavivaram o interesse em mecanismos que associam a reestruturação económica ao financiamento da conservação.</figcaption></figure><p>Desde 1989, foram acordadas a nível mundial cerca de 169 operações de troca de dívida por medidas ambientais, convertendo cerca de 8 mil milhões de dólares de dívida em financiamento ambiental, de acordo com o estudo. Mas uma parte do mundo quase não participou, e essa parte é a Ásia, que representa apenas <strong>13% do total global de acordos</strong>. Isto pode parecer estranho, dado que a região abriga alguns dos ecossistemas com maior biodiversidade do planeta — como as florestas tropicais da Malásia e os mangais da Indonésia, que armazenam carbono.</p><p>Mas há uma razão para isso, e é em <strong>parte financeira e em parte política</strong>. Durante o auge da era das trocas, muitas economias asiáticas não tinham muita dívida nos mercados internacionais que pudesse ser reestruturada, e o crédito era suficientemente barato para que não houvesse grande incentivo para se darem ao trabalho. Havia também preocupações de soberania — estes acordos envolvem frequentemente organizações estrangeiras que têm uma palavra a dizer sobre como o dinheiro ambiental é gasto, <strong>o que nem sempre foi bem recebido</strong>.</p><h2>Será que chegou a vez da Ásia?</h2><p>A dívida na Ásia aumentou acentuadamente desde o início da pandemia, e cada vez mais governos estão a contrair empréstimos através dos mercados obrigacionistas internacionais, o que significa que uma <strong>parte cada vez maior da sua dívida está agora nas mãos de investidores privados</strong>, que, em teoria, poderiam participar em acordos de swap. Assim, países como a Indonésia, o Laos, a Mongólia e as Maldivas estão a ser apontados como potenciais candidatos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764656" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/descoberto-novo-material-de-carbono-que-oferece-um-modelo-promissor-para-a-proxima-geracao-de-tecnologia-climatica.html" title="Descoberto novo material de carbono que oferece um modelo promissor para a próxima geração de tecnologia climática">Descoberto novo material de carbono que oferece um modelo promissor para a próxima geração de tecnologia climática</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/descoberto-novo-material-de-carbono-que-oferece-um-modelo-promissor-para-a-proxima-geracao-de-tecnologia-climatica.html" title="Descoberto novo material de carbono que oferece um modelo promissor para a próxima geração de tecnologia climática"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/scientists-uncover-new-carbon-material-offering-potentially-powerful-blueprint-for-next-gen-climate-tech-1776270709323_320.jpg" alt="Descoberto novo material de carbono que oferece um modelo promissor para a próxima geração de tecnologia climática"></a></article></aside><p>No entanto, estes acordos não estão isentos de críticas. Mesmo as maiores operações de swap tendem a abranger apenas uma pequena fração da dívida total de um país, as estruturas podem ser dispendiosas de organizar e existem preocupações legítimas quanto aos <strong>direitos das comunidades locais</strong>, cujas vidas são moldadas por decisões nas quais não participaram necessariamente.</p><p>Mas à medida que <strong>as pressões climáticas aumentam e o peso da dívida continua a crescer</strong>, mais países encontram-se pressionados entre pagar aos credores e proteger os sistemas naturais dos quais as suas populações dependem — e as trocas continuam a ser uma das poucas ferramentas que tentam fazer algo em relação a ambas as questões ao mesmo tempo.</p><h3><em>Referência da notícia:</em> </h3><p><em>Turning debt into forests: the finance tool making a comeback, published by <a href="https://theconversation.com/turning-debt-into-forests-the-finance-tool-making-a-comeback-278582" target="_blank">The Conversation</a>, April 2026.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-os-paises-estao-a-transformar-a-divida-em-florestas-para-combater-as-alteracoes-climaticas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vestígios do cometa Halley no céu: como e quando observar as Eta Aquáridas neste dia 5 de maio]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/vestigios-do-cometa-halley-no-ceu-como-e-quando-observar-as-eta-aquaridas-neste-dia-5-de-maio.html</link><pubDate>Tue, 05 May 2026 10:54:17 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>As Eta Aquáridas atingirão o seu pico de atividade na noite de 5 de maio. Na Metored explicamos-lhe como aproveitá-las ao máximo e para onde olhar para não perder nenhuma.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/restos-del-cometa-halley-en-el-cielo-como-y-cuando-ver-las-eta-acuaridas-este-5-de-mayo-1777917471212.jpg" data-image="vtb951k7y7k2"><figcaption>O cometa Halley é um dos mais famosos da história devido ao seu brilho e ao facto de ter sido o primeiro a ser previsto através de medições e equações físicas.</figcaption></figure><p>Embora as chuvas de meteoros, ou de estrelas, como são comumente conhecidas, possam ser observadas durante todo o ano, há algumas que se destacam pela grande quantidade de meteoros observados por hora.</p><p>Uma dessas chuvas é a <strong>Eta Acuáridas, na qual é possível observar até 50 meteoros por hora</strong>, uma quantidade significativa, em comparação com outras que chegam a mostrar apenas 8 ou 10 meteoros.</p><div class="texto-destacado">São uma das duas chuvas provenientes do cometa Halley, que, ao aproximar-se do Sol, vai deixando o seu rasto de detritos e, quando a Terra os atravessa, as partículas "acendem-se" ao entrar em contacto com a atmosfera.</div><p>A outra chuva associada ao Halley são as Oriónidas, mas estas são visíveis em outubro, enquanto estas, as Eta Aquáridas, são <strong>visíveis de 19 de abril a 28 de maio, atingindo o seu pico precisamente, este ano, na noite de 5 para 6 de maio</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/restos-del-cometa-halley-en-el-cielo-como-y-cuando-ver-las-eta-acuaridas-este-5-de-mayo-1777917583033.jpeg" data-image="lg0qkhh2vdvn"><figcaption>O cometa Halley, ou melhor, os seus detritos, são os responsáveis por duas chuvas de estrelas cadentes do ano: as Eta-Aquáridas e as Oriónidas.</figcaption></figure><p>Por isso, prepara um bom local de observação, já sabe, <strong>longe da poluição luminosa e onde as nuvens não venham a atrapalhar,</strong> porque, precisamente, umas duas horas antes do amanhecer do dia 6, poderás desfrutar do espetáculo que o céu nos reservou este ano.</p><h2>Um cometa, duas chuvas</h2><p>A última vez que vimos <strong>o cometa Halley passar pela Terra foi em 1986 e a próxima só será em 2061</strong>. Parece desolador se pensarmos que talvez muitos de nós que já estávamos na Terra não tivéssemos a consciência necessária para o admirar e que, provavelmente, não o conseguiremos ver na sua próxima passagem.</p><p>No entanto, as partículas que se desprendem dele ao passar pelo Sol, devido à sublimação provocada pela radiação solar, marcam o seu percurso, não milenar, mas tão antigo quanto o próprio Sistema Solar.</p><p>Basicamente, são restos de poeira tão pequenos que só os conseguimos ver quando atravessam a atmosfera terrestre ao «acenderem-se» devido ao atrito causado pela velocidade a que entram. <strong>E é que correr a 64 quilómetros por segundo pelo nosso céu não é uma ideia muito boa se não quiser ter uma experiência ardente</strong>.</p><p>Mas, para deleite dos nossos olhos humanos, isto é fascinante, uma vez que <strong>a fricção, aliada à velocidade, é o que cria esses rastros brilhantes no céu</strong>, que podemos apreciar durante um instante após o clarão no céu. Algo, sem dúvida alguma, cativante.</p><h3>Para onde devo olhar e a que horas</h3><p>As Eta Aquáridas parecem ter origem na constelação de Aquário. <strong>Daí vem o nome da chuva de meteoros</strong>, pois a zona de onde surgem é chamada de radiante e, neste caso, é precisamente a constelação do famoso aquarista.</p><p>No seu pico, a chuva de meteoros pode produzir até 50 meteoros por hora em condições ideais, ou seja, sem Lua cheia ou num local sem poluição luminosa. O melhor momento para observar será nas horas que antecedem o amanhecer, olhando geralmente para leste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/restos-del-cometa-halley-en-el-cielo-como-y-cuando-ver-las-eta-acuaridas-este-5-de-mayo-1777917308585.png" data-image="aaoftl9mo2fv"><figcaption>Localização no céu para encontrar o radiante das Eta-Aquáridas na constelação de Aquário.</figcaption></figure><p>Na verdade, podem surgir em qualquer zona do céu, mas a melhor oportunidade será precisamente nessa zona, olhando para leste; <strong>é importante que seja cerca de 3 ou 4 horas antes do amanhecer</strong>, pois se tentarmos observá-las muito perto do Sol, o brilho deste irá ofuscá-las completamente.</p><p>Como já mencionámos, para ter a melhor oportunidade de ver o espetáculo, é melhor procurar um local escuro e <strong>deixar que os teus olhos se adaptem à escuridão durante cerca de 20 ou 30 minutos</strong>, bem como evitar luzes brilhantes, incluindo o ecrã do teu telemóvel.</p><h3>Dicas para desfrutar do espetáculo</h3><p>Neste caso, <strong>não é necessário usar binóculos ou telescópio</strong>, uma vez que estes só permitem observar uma pequena região do céu e, na verdade, o que precisamos é de conseguir abranger uma grande área, algo que podemos fazer a olho nu; mas não te esqueças de um chocolate quente, de uma cadeira e de um bom cobertor.</p><p>O que pode praticar é a <strong>astrofotografia</strong>. Partindo do princípio de que já se encontra num local escuro, é muito provável que consiga observar muitas constelações, bem como a Via Láctea, uma experiência que deve viver pelo menos uma vez na vida.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766985" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-ceu-noturno-sob-duas-perspetivas-o-astroturismo-sob-ambos-os-olhos.html" title="O céu noturno sob duas perspetivas: o astroturismo sob 'ambos os olhos'">O céu noturno sob duas perspetivas: o astroturismo sob "ambos os olhos"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-ceu-noturno-sob-duas-perspetivas-o-astroturismo-sob-ambos-os-olhos.html" title="O céu noturno sob duas perspetivas: o astroturismo sob 'ambos os olhos'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-ceu-noturno-sob-duas-perspetivas-o-astroturismo-sob-ambos-os-olhos-1777839671074_320.png" alt="O céu noturno sob duas perspetivas: o astroturismo sob 'ambos os olhos'"></a></article></aside><p>O ideal é ter uma câmara DSLR, mas a verdade é que, mesmo com um telemóvel mais recente, no modo "pro", poderá capturar imagens muito bonitas. <strong>Com uma abertura de pelo menos f/2,5 e uma exposição de 30 segundos a 1 minuto</strong>, conseguirá um bom efeito de desvanecimento e, quem sabe, o rasto de uma "estrela" cadente.</p><p>Espera-se que o pico de atividade ocorra entre 5 e 6 de maio, mas a luz intensa da Lua este ano poderá dificultar a observação, sobretudo de alguns dos meteoros mais fracos, mas, como sempre dizemos em astronomia, a paciência é uma virtude dos amantes do céu.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/vestigios-do-cometa-halley-no-ceu-como-e-quando-observar-as-eta-aquaridas-neste-dia-5-de-maio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[De Chernobyl a Fukushima: terras abandonadas pelos humanos onde a natureza renasce no meio da radioatividade]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/de-chernobyl-a-fukushima-terras-abandonadas-pelos-humanos-onde-a-natureza-renasce-em-meio-a-radioatividade.html</link><pubDate>Tue, 05 May 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Zonas nucleares abandonadas como Chernobyl e Fukushima tornaram-se refúgios inesperados para a vida selvagem. Como a vida pode prosperar onde os humanos não podem mais viver?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/de-fukushima-a-tchernobyl-ces-terres-abandonnees-ou-la-nature-renait-sans-nous-rensauvagement-1777037131085.jpeg" data-image="6zbq14otqegf"><figcaption>Chernobyl está a tornar-se um refúgio para a vida selvagem.</figcaption></figure><p><strong>A 26 de abril de 1986</strong>, a<strong> explosão na central nuclear de Chernobyl, na Ucrânia</strong>, libertou uma nuvem radioativa que cobriu grande parte da Europa. Em poucos dias, aproximadamente 115.000 pessoas foram evacuadas. Quarenta anos depois, a <strong>zona de exclusão</strong>, um território de 2.600 km² maior do que o Luxemburgo, <strong>permanece inabitável para humanos</strong>.</p><p><strong>Sem agricultura ou população humana</strong>, a área transformou-se num vasto laboratório a céu aberto. Os cientistas chamam a isto de<strong> reintrodução de espécies</strong> selvagens, um processo no qual a<strong> natureza retoma o seu espaço sem intervenção humana</strong>.</p><h2>O regresso da vida selvagem</h2><p>As imagens são impressionantes. Onde antes reinavam o cimento e a indústria, agora há uma explosão de <strong>biodiversidade</strong>. As populações de<strong> lobos, raposas, linces, alces e javalis</strong> aumentaram significativamente. Espécies que desapareceram há décadas, até mesmo séculos, regressaram: ursos-pardos e bisontes-europeus estão a recolonizar a região.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/de-fukushima-a-tchernobyl-ces-terres-abandonnees-ou-la-nature-renait-sans-nous-rensauvagement-1777192085155.jpeg" data-image="b3mc860w4f30"><figcaption>Família de ursos em Chernobyl: uma ursa e o seu filhote, em paz, no coração das ruínas de Pripyat, onde a natureza está a recuperar o que lhe pertence por direito.</figcaption></figure><p>Ainda mais <strong>surpreendente </strong>é que algumas<strong> espécies raras estão a prosperar</strong>. A <strong>águia-pomarina</strong>, ameaçada de extinção à escala global, encontra aqui um refúgio único. Na Bielorrússia foram registados pelo menos 13 casais reprodutores — um recorde mundial para essa espécie, que é extremamente sensível à presença humana.</p><p>Até mesmo os famosos <strong>cavalos de przewalski</strong>, introduzidos em 1998, adaptaram-se. Hoje, mais de 150 vivem na natureza. Tendo estado à beira da extinção, representam um renascimento quase inesperado.</p><h2>Radioatividade: um perigo... mas não o único fator</h2><p>Para que fique claro:<strong> a radioatividade ainda é muito real</strong>. Inicialmente, causou danos enormes, especialmente na "floresta vermelha", onde as árvores queimaram de dentro para fora devido à radiação.</p><div class="texto-destacado">Mas os estudos concordam: a ausência de atividade humana tem um impacto mais positivo do que o efeito negativo que a radioatividade tem sobre as populações animais.</div><p>Por outras palavras, <strong>para muitas espécies, viver num ambiente poluído é menos destrutivo do que viver perto de humanos</strong>.</p><p>E este fenómeno não se limita a Chernobyl. Após o <strong>desastre nuclear de Fukushima, no Japão, em 2011</strong>, também foi estabelecida uma zona de exclusão. Lá, a vida selvagem regressou em grande número: <strong>ursos, javalis e guaxinins estão a recolonizar as paisagens abandonadas</strong>. Investigadores observam a mesma dinâmica: menos humanos, mais animais.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">When the Chernobyl Nuclear Power Plant suffered a catastrophic explosion on April 26, 1986, the surrounding area was evacuated with little warning, forcing residents to abandon their pets.<br><br>Soviet authorities ordered the culling of most domestic animals left behind to prevent the <a href="https://t.co/5ahJ1Q1CN0">pic.twitter.com/5ahJ1Q1CN0</a></p>— ArchaeoHistories (@histories_arch) <a href="https://twitter.com/histories_arch/status/2034039958185644378?ref_src=twsrc%5Etfw">March 17, 2026</a></blockquote></figure><h3>A incrível resistência dos seres vivos</h3><p><strong>A natureza não apenas recupera, como também se adapta</strong>. As rãs-arborícolas escureceram: a sua pele, rica em melanina (um pigmento protetor), parece ajudá-las a resistir melhor à radiação. Os lobos mostram sinais de adaptação genética, potencialmente ligados ao aumento da resistência ao cancro.</p><p>Até mesmo as <strong>plantas evoluem</strong>. Algumas desenvolvem mecanismos de reparo do ADN ou maior tolerância a metais pesados. Nas ruínas do reator, um fascinante<strong> fungo negro utiliza a radiação como fonte de energia</strong>, um fenómeno ainda em estudo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="742154" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/fungos-melanin-e-a-zona-de-exclusao-de-chernobyl-uma-adaptacao-extrema.html" title="Fungos, melanina e a zona de exclusão de Chernobyl: uma adaptação extrema">Fungos, melanina e a zona de exclusão de Chernobyl: uma adaptação extrema</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/fungos-melanin-e-a-zona-de-exclusao-de-chernobyl-uma-adaptacao-extrema.html" title="Fungos, melanina e a zona de exclusão de Chernobyl: uma adaptação extrema"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fungos-melanin-e-a-zona-de-alienacao-de-chernobyl-uma-adaptacao-extrema-1764690839991_320.png" alt="Fungos, melanina e a zona de exclusão de Chernobyl: uma adaptação extrema"></a></article></aside><p>No entanto, é preciso cautela: <strong>esta recuperação não é perfeita nem isenta de consequências. Efeitos mais subtis persistem</strong>. Algumas espécies ainda apresentam sinais de stress: diminuição da fertilidade, mutações genéticas e catarata em aves. A radioatividade continua a exercer uma pressão silenciosa sobre os organismos.</p><h2>Uma verdade incómoda?</h2><p>Estas paisagens demonstram que<strong> a natureza pode-se regenerar, às vezes de forma espetacular… quando não estamos mais aqui</strong>. Mas este renascimento permanece imperfeito, com ecossistemas ainda frágeis e marcados para sempre.</p><div class="texto-destacado">Será mesmo necessário que ocorra uma catástrofe nuclear para que haja espaço para a vida?</div><p>Chernobyl e Fukushima certamente não são exemplos a serem seguidos, mas são <strong>alertas contundentes</strong>; revelam o que a natureza pode tornar-se quando a <strong>pressão humana diminui</strong>.</p><p>Em Fukushima, apesar dos esforços de descontaminação, os resultados permanecem muito limitados em áreas predominantemente florestais.<strong> A vida está a regressar, mas em ambientes ainda perturbados, onde persistem vestígios de radioatividade</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="fr" dir="ltr">Près d'une décennie après l'accident nucléaire de Fukushima, au <a href="https://twitter.com/hashtag/Japon?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Japon</a> des chercheurs ont découvert que les populations d'animaux sauvages sont revenues en abondances dans les zones contaminées et désertes v <a href="https://twitter.com/universityofga?ref_src=twsrc%5Etfw">@universityofga</a><a href="https://t.co/8Manytt3rr">https://t.co/8Manytt3rr</a> <a href="https://t.co/LsnuJIlIgX">pic.twitter.com/LsnuJIlIgX</a></p>— AsieNews (@AsiaNews_FR) <a href="https://twitter.com/AsiaNews_FR/status/1214245878619181056?ref_src=twsrc%5Etfw">January 6, 2020</a></blockquote></figure><p>Não precisamos de desaparecer para que a <strong>natureza </strong>respire. Mas precisamos aprender a dar-lhe espaço, a reduzir a nossa pegada ecológica, sem esperar que o pior aconteça. Sim, somos capazes de <strong>viver sem degradá-la</strong>.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://theconversation.com/40-years-on-from-the-disaster-why-there-are-foxes-bears-and-bison-again-around-chernobyl-280300" target="_blank">40 years on from the disaster, why there are foxes, bears and bison again around Chernobyl</a>. <em>25 de abril, 2026. Nick Dunn.</em></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/de-chernobyl-a-fukushima-terras-abandonadas-pelos-humanos-onde-a-natureza-renasce-em-meio-a-radioatividade.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Acordo comercial UE-Mercosul já está a ser aplicado. Delegação do Parlamento Europeu visita o Brasil ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/acordo-comercial-ue-mercosul-ja-esta-a-ser-aplicado-delegacao-do-parlamento-europeu-visita-o-brasil.html</link><pubDate>Tue, 05 May 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A delegação do Parlamento Europeu é composta por 10 membros, que se deslocam a Brasília e ao Rio de Janeiro entre os dias 6 e 8 de maio com o objetivo de reforçar os laços da UE com o Brasil, com destaque para as relações comerciais e o multilateralismo. O Brasil j�� ratificou o acordo UE-Mercosul.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/acordo-comercial-ue-mercosul-ja-esta-a-ser-aplicado-delegacao-do-parlamento-europeu-visita-o-brasil-1777910103689.jpg" data-image="sjj4a10bqx3r" alt="Vinho" title="Vinho"><figcaption>O acordo comercial entre a União Europeia e os países do Mercosul começou a ser aplicado, a título provisório, no dia 1 de maio. Os vinhos portugueses são um dos produtos mais beneficiados.</figcaption></figure><p>O <strong>acordo comercial entre a União Europeia e os países do Mercosul</strong> começou a ser aplicado, a título provisório, no <strong>dia 1 de maio</strong>, permitindo aos dois blocos económicos “benefícios imediatos e tangíveis às empresas, aos trabalhadores e aos cidadãos da UE”, lembra a Comissão Europeia.</p><p>Para assinalar a ocasião, a <strong>presidente da Comissão, Ursula von der Leyen</strong>, participou, juntamente com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, numa videoconferência com os dirigentes do Mercosul.</p><p>“Trabalhámos muito para concretizar este acordo histórico; agora, <strong>importa garantir que os cidadãos e as empresas da União Europeia colhem os seus benefícios</strong> tão rapidamente quanto possível”, declarou Ursula von der Leyen.</p><p>A partir de <strong>1 de maio de 2026, o primeiro dia da vigência deste acordo comercial</strong>, os direitos alfandegários são reduzidos e, com isso, abrem-se novas oportunidades de mercado.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>“Trata-se de uma boa notícia para as empresas da UE de todas as dimensões, uma boa notícia para os consumidores europeus e uma boa notícia para os nossos agricultores, que terão novas possibilidades de exportação valiosas estando plenamente protegidos em setores sensíveis”, afirmou ainda a presidente da Comissão. Ursula von der Leyen falou, entretanto, com os quatro dirigentes dos quatro países do Mercosul envolvidos - Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai - para celebrar aquele que considera ser “um dia importante”. E também para “reiterar a necessidade de envidarmos todos os esforços” para traduzir o seu formidável potencial na prática.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>“Este é um <strong>bom dia para a competitividade, a resiliência e o posicionamento estratégico da Europa</strong>”, disse ainda a líder da Comissão Europeia, lembrando que a agenda comercial da UE está, “mais uma vez, a produzir resultados concretos”.</p><h2>UE-Mercosul: "Pôr mãos à obra"</h2><p><strong>Maroš Šefčovič, comissário europeu responsável pela pasta do Comércio e Segurança Económica</strong>, também não escondeu a satisfação, lembrando aos Estados-membros e aos seus cidadãos que o dia 1 de maio de 2026 é “um grande dia para a União Europeia” em termos de comércio internacional.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acordo-comercial-ue-mercosul-ja-esta-a-ser-aplicado-delegacao-do-parlamento-europeu-visita-o-brasil-1777910306522.jpg" data-image="bg8vszbogoun" alt="Azeite" title="Azeite"><figcaption>A partir de 1 de maio de 2026, o primeiro dia da vigência deste acordo comercial, os direitos alfandegários são reduzidos e, com isso, abrem-se novas oportunidades de mercado, nomeadamente para o azeite.</figcaption></figure><p>“Com a aplicação provisória do Acordo UE-Mercosul, chegou o momento de <strong>pôr mãos à obra para colhermos os resultados deste acordo histórico</strong>. Os acordos comerciais dizem essencialmente respeito à compra e venda de bens e serviços ao abrigo de regras acordadas para benefício mútuo”, refere o comissário europeu, através de um comunicado difundido pela Comissão.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="751450" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/depois-do-acordo-ue-mercosul-a-europa-estreita-lacos-comerciais-com-a-india-acordo-comercial-foi-assinado-em-nova-deli.html" title="Depois do acordo UE-Mercosul, a Europa estreita laços comerciais com a Índia. Acordo comercial foi assinado em Nova Deli">Depois do acordo UE-Mercosul, a Europa estreita laços comerciais com a Índia. Acordo comercial foi assinado em Nova Deli</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/depois-do-acordo-ue-mercosul-a-europa-estreita-lacos-comerciais-com-a-india-acordo-comercial-foi-assinado-em-nova-deli.html" title="Depois do acordo UE-Mercosul, a Europa estreita laços comerciais com a Índia. Acordo comercial foi assinado em Nova Deli"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/depois-do-acordo-ue-mercosul-a-europa-estreita-lacos-comerciais-com-a-india-acordo-comercial-foi-assinado-em-nova-deli-1769629745249_320.jpg" alt="Depois do acordo UE-Mercosul, a Europa estreita laços comerciais com a Índia. Acordo comercial foi assinado em Nova Deli"></a></article></aside><p>Para Maroš Šefčovič, “<strong>nas próximas semanas e meses, será esta a nossa prioridade e a Comissão Europeia já está a trabalhar numa intensa sensibilização estruturada das empresas da UE</strong>, incluindo as PME, para que tenham todas as informações de que necessitam e possam aproveitar as grandes oportunidades que o acordo lhes proporciona”.</p><h2>Eliminar gradualmente 91% das taxas</h2><p>Recorde-se que este acordo comercial entre os dois blocos económicos vai <strong>eliminar gradualmente os direitos de importação sobre mais de 91% das mercadorias que a UE exporta para o Mercosul</strong>, um mercado de mais de 700 milhões de pessoas. </p><div class="texto-destacado">Desde o dia 1 de maio, este acordo comercial elimina ou reduz drasticamente os direitos aduaneiros sobre algumas das principais exportações da UE, como os automóveis, os produtos farmacêuticos, o vinho, as bebidas espirituosas e o azeite, que são os produtos mais beneficiados. Os setores da agricultura e agroalimentar da UE beneficiarão também de direitos mais baixos ou da eliminação destes. </div><p>Prevê-se que o acordo permita um <strong>aumento de 50% das exportações agroalimentares da UE</strong> para a região. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acordo-comercial-ue-mercosul-ja-esta-a-ser-aplicado-delegacao-do-parlamento-europeu-visita-o-brasil-1777910448553.jpg" data-image="uc8k4ml8fvlv" alt="Navio porta contentores" title="Navio porta contentores"><figcaption>Esta semana, entre os dias 6 e 8 de maio, uma delegação de 10 membros do Parlamento Europeu desloca-se ao Brasil para participar em reuniões com membros do governo, deputados e empresários.</figcaption></figure><p>A par disso, <strong>344 indicações geográficas (IG) europeias, como o Azeite de Trás-os-Montes ou os Ovos Moles de Aveiro</strong>, beneficiarão de proteção jurídica no Mercosul a partir de 1 de maio, evitando a imitação destes produtos neste mercado de consumo em crescimento.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="754083" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/exportacoes-de-frutas-legumes-e-flores-atingiram-os-2-6-mil-milhoes-de-euros-em-2025-espanha-e-o-principal-mercado.html" title="Exportações de frutas, legumes e flores atingiram os 2,6 mil milhões de euros em 2025. Espanha é o principal mercado">Exportações de frutas, legumes e flores atingiram os 2,6 mil milhões de euros em 2025. Espanha é o principal mercado</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/exportacoes-de-frutas-legumes-e-flores-atingiram-os-2-6-mil-milhoes-de-euros-em-2025-espanha-e-o-principal-mercado.html" title="Exportações de frutas, legumes e flores atingiram os 2,6 mil milhões de euros em 2025. Espanha é o principal mercado"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/exportacoes-de-frutas-legumes-e-flores-atingiram-os-2-6-mil-milhoes-de-euros-em-2025-espanha-e-o-principal-mercado-1771011825590_320.jpg" alt="Exportações de frutas, legumes e flores atingiram os 2,6 mil milhões de euros em 2025. Espanha é o principal mercado"></a></article></aside><p>Ao mesmo tempo, os <strong>setores agroalimentares sensíveis da UE beneficiam de todas as proteções necessárias </strong>no quadro de "contingentes pautais cuidadosamente calibrados, de um <strong>mecanismo de salvaguardas sem precedentes</strong> e de controlos reforçados", garante a Comissão Europeia.</p><h2>Delegação da UE visita o Brasil</h2><p>Entretanto, esta semana, <strong>entre os dias 6 e 8 de maio, uma delegação de 10 membros do Parlamento Europeu desloca-se ao Brasil</strong> - Brasília e Rio de Janeiro - para participar em reuniões com membros do governo, deputados, empresários e representantes da sociedade civil. O encontro tem lugar após a ratificação, pelo Brasil, do acordo comércial com a UE.</p><p>Em Brasília, a delegação do Parlamento Europeu tem <strong>reuniões agendadas com o vice-presidente Geraldo Alckmin e com diversos ministros</strong>, incluindo o ministro do Ambiente, João Paulo Capobianco, a ministra da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, e o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Internacional, Márcio Elias Rosa.</p><p>A visita visa contribuir para <strong>reforçar os laços da UE com o Brasil</strong>, com destaque para as relações comerciais e o multilateralismo.</p><p>Os progressos globais na <strong>luta contra as alterações climáticas, tendo em conta os resultados da COP30 em Belém</strong>, em 2025, e o papel do Brasil em fóruns como o G20 e o grupo de países BRICS são outras questões a analisar.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/acordo-comercial-ue-mercosul-ja-esta-a-ser-aplicado-delegacao-do-parlamento-europeu-visita-o-brasil.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O tempo vai mudar (e não é para melhor), mas este spot em Lisboa não se deixa afetar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-tempo-vai-mudar-e-nao-e-para-melhor-mas-este-spot-em-lisboa-nao-se-deixa-afetar.html</link><pubDate>Mon, 04 May 2026 17:04:57 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A chuva e o vento estão a caminho, mas há um refúgio que continua a valer a pena. Duas piscinas exclusivas, vista panorâmica e tranquilidade total fazem deste local uma escolha irresistível.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/maio-promete-calor-e-estas-piscinas-em-lisboa-sao-o-refugio-ideal-1777885430657.jpg" data-image="oysvy0qawuki" alt="Piscina" title="Piscina"><figcaption>Lisboa tem duas piscinas só para adultos perfeitas para os primeiros dias de calor. Foto: Torel Palace Lisbon</figcaption></figure><p>Maio começou com um estado de tempo instável? Temos más notícias para si: ainda vai piorar. </p><p>"Esta semana arranca com céu parcialmente nublado, contando com algumas abertas e não se descartando a <strong>possibilidade de chuva fraca em alguns locais do Norte e Centro</strong>",<a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-a-calma-antes-da-tempestade-ha-uma-depressao-a-caminho.html" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext"> nota</a> Joana Campos. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767134" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-a-calma-antes-da-tempestade-ha-uma-depressao-a-caminho.html" title="Mudanças no tempo em Portugal esta semana: a calma antes da tempestade; há uma depressão a caminho">Mudanças no tempo em Portugal esta semana: a calma antes da tempestade; há uma depressão a caminho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-a-calma-antes-da-tempestade-ha-uma-depressao-a-caminho.html" title="Mudanças no tempo em Portugal esta semana: a calma antes da tempestade; há uma depressão a caminho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-a-calma-antes-da-tempestade-ha-uma-depressao-a-caminho-1777903579238_320.png" alt="Mudanças no tempo em Portugal esta semana: a calma antes da tempestade; há uma depressão a caminho"></a></article></aside><p>"As<strong> temperaturas também diminuíram</strong>, trazendo uma sensação térmica mais desconfortável, especialmente nestas regiões."</p><p> Ainda assim, a verdadeira mudança é esperada na sexta-feira, dia 8, onde <strong>uma depressão fria deverá resultar na ocorrência de chuva a partir das últimas horas do dia</strong>, dando lugar a um sábado com chuva generalizada e persistente. </p><p>"Prevê-se que a depressão fria comece a gerar os primeiros pingos de chuva em Portugal continental <strong>entre as últimas horas de quinta (7) e as primeiras horas de sexta-feira (8)</strong>", <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-em-portugal-esta-quinta-feira-forma-se-uma-depressao-fria-que-deixara-chuva-ate-segunda-11-de-maio.html" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">avisa</a>, por sua vez Alfredo Graça. "Haverá um aumento da nebulosidade no Norte e no Centro, que dará lugar à ocorrência de aguaceiros fracos e dispersos no litoral destas Regiões."</p><div class="texto-destacado">No sábado a instabilidade poderá aumentar, com chuva mais abundante e rajadas até 65 km/h. E, depois disso? A incerteza só aumenta. </div><p>"Tanto para domingo (10), como para segunda (11), todo o território do Continente poderá sujeitar-se a uma <strong>nova fase de chuva ou aguaceiros relativamente abundantes para a época</strong>", escreve Alfredo. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767129" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-em-portugal-esta-quinta-feira-forma-se-uma-depressao-fria-que-deixara-chuva-ate-segunda-11-de-maio.html" title="Chuva em Portugal: esta quinta-feira forma-se uma depressão fria que deixará chuva até segunda, 11 de maio">Chuva em Portugal: esta quinta-feira forma-se uma depressão fria que deixará chuva até segunda, 11 de maio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-em-portugal-esta-quinta-feira-forma-se-uma-depressao-fria-que-deixara-chuva-ate-segunda-11-de-maio.html" title="Chuva em Portugal: esta quinta-feira forma-se uma depressão fria que deixará chuva até segunda, 11 de maio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-em-portugal-esta-quinta-feira-forma-se-uma-depressao-fria-que-deixara-chuva-ate-segunda-11-de-maio-1777902101655_320.png" alt="Chuva em Portugal: esta quinta-feira forma-se uma depressão fria que deixará chuva até segunda, 11 de maio"></a></article></aside><p>Isto significa que pensar nas idas à praia e piscina parece um cenário algo distante. Mas, planear não custa nada, e há até uma<strong> piscina com vista panorâmica sobre Lisboa que já abriu</strong>. Ou melhor, duas. </p><p>A boa notícia é que é são só para adultos, o que significa que não haverá confusões, corridas ou barulhos indesejados. </p><h2>Uma proposta difícil de recusar</h2><p>Duas piscinas só para adultos, com uma vista panorâmica sobre Lisboa. É esta a proposta do<strong> Torel Palace Lisbon </strong>para os dias mais quentes. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/maio-promete-calor-e-estas-piscinas-em-lisboa-sao-o-refugio-ideal-1777885526790.jpg" data-image="86tmuqhb0p8n" alt="Piscina" title="Piscina"><figcaption>Maio ainda engana, mas o verão já espreita. Foto: Torel Palace Lisbon</figcaption></figure><p>“Para a nova temporada, o <em>boutique hotel </em>de luxo voltou a lançar os Pool Passes, que permitem a qualquer pessoa, mesmo não sendo hóspede, refrescar-se no verão”, escreve a revista ‘NiT’.</p><p>O objetivo será manter os<strong> passes diários </strong>para as piscinas até, pelo menos, setembro. Há, no entanto, a possibilidade de prolongar a temporada, caso o bom tempo assim o permita. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Já conhece o Torel Palace Lisbon? Se a resposta for ‘não’, talvez esteja na hora de fazê-lo. Porquê? Porque pode mesmo ser uma sugestão para os próximos dias. </p><h2>A fuga perfeita</h2><p>A unidade destaca-se por ter duas piscinas exclusivas para adultos, localizadas no jardim, que também serve de miradouro com uma vista ampla sobre Lisboa. No espaço existe ainda um bar de apoio, onde se podem pedir <em>cocktails </em>e refeições leves.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766048" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/chuva-trovoadas-e-depois-um-convite-dificil-de-ignorar.html" title="Chuva, trovoadas e depois um convite difícil de ignorar">Chuva, trovoadas e depois um convite difícil de ignorar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/chuva-trovoadas-e-depois-um-convite-dificil-de-ignorar.html" title="Chuva, trovoadas e depois um convite difícil de ignorar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-trovoadas-e-depois-um-convite-dificil-de-ignorar-1777316228669_320.jpg" alt="Chuva, trovoadas e depois um convite difícil de ignorar"></a></article></aside><p>Há também um restaurante, o Black Pavilion, que oferece uma experiência semelhante a estar numa varanda aberta sobre a cidade.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/maio-promete-calor-e-estas-piscinas-em-lisboa-sao-o-refugio-ideal-1777885635577.jpg" data-image="8dxepasxh391" alt="Piscina" title="Piscina"><figcaption>A piscina mais pequena. Foto: Torel Palace Lisbon</figcaption></figure><p>Além disso, este <em>boutique hotel </em>conta com<strong> 25 quartos</strong>, divididos em seis tipos: Standard, Standard com vista, Executive com vista, Master, Premier com vista e Royal com vista. </p><div class="texto-destacado">A decoração inspira-se na história da realeza portuguesa, com referências a reis e rainhas. </div><p>Os preços por noite começam nos <strong>285€</strong>. Mas, para usufruir somente da piscina, não precisa de passar aqui nenhuma noite. </p><p>Para quem não está hospedado, <strong>o passe diário custa 90€ por pessoa</strong>. Deste valor, 30€ podem ser utilizados no bar. Avisamos, no entanto, que <strong>é necessário fazer reserva</strong>. Esta pode ser feita através do número 211 551 920 ou do<em> email</em> info@torelpalacelisbon.com.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-tempo-vai-mudar-e-nao-e-para-melhor-mas-este-spot-em-lisboa-nao-se-deixa-afetar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Espera-se chuva abundante na Madeira: “Maio chuvoso, ano formoso” confirma-se]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/espera-se-chuva-abundante-na-madeira-maio-chuvoso-ano-formoso-confirma-se.html</link><pubDate>Mon, 04 May 2026 16:07:06 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A chuva intensifica-se na Madeira esta terça-feira, integrada num fluxo húmido persistente que favorece precipitação contínua e por vezes forte. Os acumulados poderão ultrapassar 100 mm, sobretudo em zonas montanhosas, num cenário enquadrado por aviso laranja do IPMA.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa81ygs"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa81ygs.jpg" id="xa81ygs"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O estado do tempo deverá agravar-se no arquipélago da Madeira entre terça-feira, dia 5, e quarta-feira, dia 6, período para o qual o IPMA emitiu <strong>avisos meteorológicos de nível amarelo e laranja devido à precipitação</strong>. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Esperam-se períodos de chuva frequente e persistente, num cenário atmosférico marcado por <strong>circulação intensa em altitude</strong>, favorecendo a formação contínua de nebulosidade e precipitação organizada sobre a região.</p><h2>Vertentes norte e zonas montanhosas com maiores acumulados de chuva</h2><p>Os maiores acumulados deverão concentrar-se nas <strong>vertentes norte e regiões montanhosas</strong>, onde o relevo intensifica a precipitação através de forçamento orográfico. De acordo com os campos de precipitação acumulada do modelo, os totais poderão atingir <strong>valores próximos ou localmente superiores a 100 mm</strong><strong> em </strong><strong><strong>24 horas</strong></strong><strong>, </strong>com valores localmente superiores nas encostas mais expostas ao fluxo de sudoeste, especialmente nas serras centrais da ilha da Madeira. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/espera-se-chuva-abundante-na-madeira-chovam-trinta-maios-e-nao-chova-em-junho-confirma-se-1777903706047.png" data-image="yt0gnd88sgpl" alt="Chuva intensa na Madeira com acumulados a ultrapassar 100 mm em poucas horas" title="Chuva intensa na Madeira com acumulados a ultrapassar 100 mm em poucas horas"><figcaption>O mapa de precipitação acumulada até ao final de terça-feira, 5 de maio (23h), evidencia valores muito elevados em toda a ilha da Madeira, com acumulados generalizados entre 80 e 100 mm e picos superiores a 100 mm nas regiões montanhosas e vertentes expostas. Este padrão resulta de precipitação persistente e por vezes intensa ao longo do dia, aumentando significativamente o risco de cheias rápidas, escorrência superficial e instabilidade em encostas.</figcaption></figure><p>A precipitação deverá intensificar-se a partir da madrugada de terça-feira. Entre as <strong>03h00 e as 06h00</strong>, ainda sob aviso amarelo, são esperados acumulados na ordem dos <strong>10 a 20 mm em 3 horas</strong>, marcando o início do episódio mais significativo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/espera-se-chuva-abundante-na-madeira-chovam-trinta-maios-e-nao-chova-em-junho-confirma-se-1777903825531.png" data-image="ir7um6ehb9m5"><figcaption>Às 11h de terça-feira, 5 de maio, observa-se um núcleo de precipitação mais intensa a afetar a Madeira, com valores horários que poderão ultrapassar localmente 5 a 8 mm, sobretudo nas vertentes norte e zonas montanhosas. A persistência destes núcleos, associada ao fluxo húmido de sudoeste, contribui para acumulados rápidos e eleva o risco de cheias em meio urbano e linhas de água.</figcaption></figure><p>O período mais crítico ocorrerá entre as <strong>06h00 e as 12h00</strong>, sob aviso laranja, quando a chuva poderá ser persistente e por vezes forte, com acumulados que poderão atingir <strong>25 a 40 mm em 6 horas</strong>, podendo localmente ultrapassar estes valores nas zonas montanhosas e vertentes voltadas a norte.</p><p>Durante a tarde de terça-feira, a precipitação deverá manter-se com intensidade moderada, contribuindo com <strong>10 a 20 mm adicionais</strong>, prolongando o acumulado total diário e <strong>mantendo condições favoráveis à saturação dos solos</strong>. Ao mesmo tempo, o fluxo húmido continuará ativo, garantindo a continuidade da precipitação ao longo de várias horas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/espera-se-chuva-abundante-na-madeira-chovam-trinta-maios-e-nao-chova-em-junho-confirma-se-1777903843201.png" data-image="hp3wji4x0yr2"><figcaption>Durante a tarde de terça-feira, pelas 13h, o vento intensifica-se na Madeira, com rajadas a atingirem cerca de 40 a 50 km/h, localmente superiores em zonas expostas e de maior altitude. Este vento, associado à precipitação persistente, poderá agravar o desconforto térmico, dificultar a drenagem urbana e potenciar a queda de ramos ou objetos soltos.</figcaption></figure><p>O vento soprará em geral moderado, com rajadas até <strong>50 km/h</strong>, podendo atingir valores superiores nas terras altas, contribuindo para maior desconforto e favorecendo o arrastamento superficial de materiais.</p><h2>Aviso laranja: risco de inundações e cheias rápidas em zonas vulneráveis</h2><p>Este cenário, sob aviso laranja do IPMA, poderá ter impactos no dia a dia, sobretudo nas zonas mais vulneráveis. A persistência da precipitação e os elevados acumulados poderão originar <strong>inundações localizadas, aumento do caudal das ribeiras e cheias rápidas</strong>, sobretudo em zonas urbanas e áreas vulneráveis. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767134" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-a-calma-antes-da-tempestade-ha-uma-depressao-a-caminho.html" title="Mudanças no tempo em Portugal esta semana: a calma antes da tempestade; há uma depressão a caminho">Mudanças no tempo em Portugal esta semana: a calma antes da tempestade; há uma depressão a caminho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-a-calma-antes-da-tempestade-ha-uma-depressao-a-caminho.html" title="Mudanças no tempo em Portugal esta semana: a calma antes da tempestade; há uma depressão a caminho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-a-calma-antes-da-tempestade-ha-uma-depressao-a-caminho-1777903579238_320.png" alt="Mudanças no tempo em Portugal esta semana: a calma antes da tempestade; há uma depressão a caminho"></a></article></aside><p>Importa ainda sublinhar que <strong>o risco de cheias não termina no pico da chuva</strong>: poderá manter-se enquanto os solos permanecerem saturados e o escoamento superficial continuar ativo, prolongando os <strong>efeitos para além dos períodos de precipitação mais intensa e durante as horas seguintes ao evento</strong>, com possíveis condicionamentos à circulação rodoviária e acumulação de detritos em vias, sobretudo em zonas urbanas mais vulneráveis.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/espera-se-chuva-abundante-na-madeira-maio-chuvoso-ano-formoso-confirma-se.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Recolha excecional de sementes após a tempestade Kristin acelera recuperação do Pinhal de Leiria]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/recolha-excecional-de-sementes-apos-a-tempestade-kristin-acelera-recuperacao-do-pinhal-de-leiria.html</link><pubDate>Mon, 04 May 2026 15:27:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Árvores tombadas simplificaram um processo habitualmente lento e exigente, permitindo colmatar um défice de reflorestação crónico em Portugal.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/recolha-excecional-de-sementes-apos-a-tempestade-kristin-acelera-recuperacao-do-pinhal-de-leiria-1777898575777.jpg" data-image="q5r9hjkjkes3" alt="Devastação no Pinhal de Leiria após a tempestade Kristin" title="Devastação no Pinhal de Leiria após a tempestade Kristin"><figcaption>A tempestade Kristin derrubou uma parte substancial dos povoamentos florestais do Pinhal de Leiria que sobreviveram aos incêndios de 2017 e à tempestade Leslie de 2018. Foto: Marinha Portuguesa</figcaption></figure><p>A 28 de janeiro, a <strong>depressão Kristin</strong> atravessou a <strong>região de Leiria</strong>, abrindo uma ferida profunda no Pinhal de Leiria. Troncos partidos e tombados, copas no chão e extensas áreas florestais devastadas. Estima-se que mais de oito milhões de árvores tenham sido afetadas. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Agora, no epicentro da destruição, surgiu algo inesperado. A queda massiva de pinheiros criou condições excecionais para a recolha de pinhas diretamente do solo, o que é raro neste tipo de ecossistema.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Para o Centro PINUS e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, tratou-se de uma <strong>oportunidade invulgar</strong>, tendo em conta a escassez de semente de pinheiro-bravo que se regista todos os anos.</p><h2>O impacto no pinhal da Marinha Grande</h2><p>Na zona da Marinha Grande, onde o pinhal sofreu danos extensos, as árvores derrubadas converteram-se em fonte imediata de pinhas. Entre <strong>21 de março e 24 de abri</strong>l, foi organizada uma campanha de recolha no terreno. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Em apenas um mês de operação intensiva, as equipas conseguiram reunir cerca de 10 toneladas de pinhas. O trabalho resultou da coordenação entre o Centro PINUS e o ICNF, num esforço concentrado para aproveitar o material disponível antes da sua degradação natural.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Dessa quantidade, foi possível extrair aproximadamente <strong>300 quilogramas de sementes</strong>, com potencial para produzir cerca de <strong>4,08 milhões de plantas</strong> e recuperar cerca de 3.264 hectares de pinhal.</p><h2>Um processo habitualmente lento e exigente</h2><p>Em condições normais, a recolha de pinhas é um processo radicalmente diferente. A produção de semente de pinheiro-bravo só se torna viável quando as árvores atingem cerca de 20 anos. As <strong>pinhas são colhidas ainda fechadas</strong>, diretamente <strong>nas copas das árvores</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/recolha-excecional-de-sementes-apos-a-tempestade-kristin-acelera-recuperacao-do-pinhal-de-leiria-1777898697907.jpg" data-image="tkztiwkitxif" alt="Operação de recolha de pinhas para programas de reflorestação" title="Operação de recolha de pinhas para programas de reflorestação"><figcaption>A recolha de pinhas, em condições normais, é realizada por equipas especializadas, num processo demorado e limitado no tempo. Foto: Centro PINUS</figcaption></figure><p>O trabalho é realizado por equipas especializadas que sobem aos pinheiros para cortar manualmente as pinhas maduras. A operação repete-se todos os anos, entre janeiro e maio, e <strong>exige grande esforço físico e conhecimento técnico</strong>. Cada campanha é cuidadosamente planeada, uma vez que o acesso às copas depende de condições específicas e de uma janela temporal limitada.</p><p>A escassez de <strong>escaladores</strong> <strong>de árvores</strong>, no entanto, tem vindo a criar dificuldades acrescidas. Trata-se de uma profissão exigente, com <strong>poucos profissionais disponíveis</strong>, o que compromete a regularidade e a dimensão das campanhas de recolha.</p><h2>Uma resposta à escassez de semente</h2><p>A operação desencadeada no rescaldo da tempestade Kristin permitiu ultrapassar, ainda que de forma pontual, algumas destas limitações. A recolha a partir do solo aumentou significativamente a <strong>eficiência do processo</strong> e respondeu a um problema estrutural na gestão das florestas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os volumes obtidos correspondem à média anual das últimas quatro campanhas. O resultado ganha ainda maior importância numa conjuntura em que a insuficiência de sementes florestais é um obstáculo crónico em Portugal e em vários países europeus.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Segundo estimativas do Centro PINUS, em 2023, esse <strong>défice rondava 66 por cento das necessidades de arborização</strong> com pinheiro-bravo no país. A dificuldade em garantir colheitas regulares tem sido uma das principais razões, associada à limitação de recursos humanos e operacionais.</p><h2>Um contributo para o futuro do pinhal</h2><p>Apesar da amplitude dos danos provocados pela tempestade Kristin, a campanha de recolha abriu uma possibilidade concreta de <strong>reforçar a capacidade de resposta do setor florestal</strong>. A disponibilidade de sementes permitirá apoiar futuras ações de arborização e contribuir para a preservação do património genético do Pinhal de Leiria.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/recolha-excecional-de-sementes-apos-a-tempestade-kristin-acelera-recuperacao-do-pinhal-de-leiria-1777898798550.jpg" data-image="p7evqu88qtf6" alt="Pinhas no chão" title="Pinhas no chão"><figcaption>Em três dias, as equipas do Centro PINUS e do ICNF recolheram 10 toneladas de pinha que podem vir dar origem a mais de quatro milhões de plantas. Foto: Jeremy Kyejo via Pixabay</figcaption></figure><p>Este resultado, para o Centro PINUS, demonstra como a articulação entre diferentes entidades pode <strong>transformar uma situação adversa num recurso útil</strong>, visando a recuperação da floresta. A destruição causada pelo vento deu origem a um conjunto de condições excecionais que, pela primeira vez em muitos anos, aceleraram um processo normalmente lento, oneroso e limitado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765969" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/escuteiros-vao-vigiar-e-cuidar-do-novo-parque-florestal-na-serra-de-sintra.html" title="Escuteiros vão vigiar e cuidar do novo parque florestal na Serra de Sintra">Escuteiros vão vigiar e cuidar do novo parque florestal na Serra de Sintra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/escuteiros-vao-vigiar-e-cuidar-do-novo-parque-florestal-na-serra-de-sintra.html" title="Escuteiros vão vigiar e cuidar do novo parque florestal na Serra de Sintra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/escuteiros-vao-vigiar-e-cuidar-do-novo-parque-florestal-na-serra-de-sintra-1777294178768_320.jpg" alt="Escuteiros vão vigiar e cuidar do novo parque florestal na Serra de Sintra"></a></article></aside><p>No terreno, permanece a memória de um dos episódios mais destrutivos da última década para o pinhal. Ainda assim, é uma <strong>oportunidade </strong>que se abre para a <strong>regeneração florestal</strong> do país.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em><a href="https://www.centropinus.org/files/upload/pinuspress/pinuspress-68-2026.pdf" target="_blank">PINUSPRESS 68</a> – Newsletter do Centro PINUS</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/recolha-excecional-de-sementes-apos-a-tempestade-kristin-acelera-recuperacao-do-pinhal-de-leiria.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O céu noturno sob duas perspetivas: o astroturismo sob "ambos os olhos"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-ceu-noturno-sob-duas-perspetivas-o-astroturismo-sob-ambos-os-olhos.html</link><pubDate>Mon, 04 May 2026 14:23:32 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O céu através de dois olhos: como a ciência moderna e as tradições ancestrais se unem no astroturismo global e nacional. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-ceu-noturno-sob-duas-perspetivas-o-astroturismo-sob-ambos-os-olhos-1777839671074.png" data-image="r6190p3468io"><figcaption>O conceito "ver com dois olhos" une a ciência moderna dos telescópios às lendas ancestrais indígenas para explicar o céu noturno. Imagem gerada por IA.</figcaption></figure><p>O conceito de "two-eyed seeing" (ver com os dois olhos), é uma filosofia que está a transformar o astroturismo mundial.</p><div class="texto-destacado">Em vez de escolher entre o rigor da astronomia moderna e a riqueza das lendas ancestrais, este movimento propõe o uso de ambos: um olho focado na lente do telescópio (ciência ocidental) e o outro nas histórias transmitidas por gerações (conhecimento indígena).</div><p>O céu não é apenas um cenário físico, é um texto vivo onde a astrofísica e a mitologia se fundem para explicar a nossa origem e lugar no cosmos.</p><h2>Destaques globais: a ciência com alma </h2><p>Destacam-se cinco destinos onde esta dualidade é o prato principal: </p><p><strong>Arizona e Novo México (EUA)</strong>: No observatório Kitt Peak, cientistas partilham a montanha sagrada com a nação Tohono O'odham. Ali, a Ursa Maior não é apenas um conjunto de estrelas, mas a Kui'pud, uma ferramenta para colher frutos de catos. <br><strong>Havai (Mauna Kea)</strong>: Enquanto os maiores telescópios do mundo perscrutam galáxias distantes, centros como o 'Imiloa ensinam como os navegadores polinésios cruzaram oceanos usando apenas as estrelas como guias. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-ceu-noturno-sob-duas-perspetivas-o-astroturismo-sob-ambos-os-olhos-1777843530677.png" data-image="5jwsjhktnvzq"><figcaption>Devido à poluição luminosa, cerca de 80% da população mundial não consegue ver a Via Láctea a partir da sua casa. Imagem gerada por IA.</figcaption></figure><p><strong>Austrália: </strong>A tradição aborígene — a mais antiga astronomia contínua do mundo — revela a Mirrabooka (Via Láctea) como uma entidade moral e espiritual que molda a vida na terra. <br><strong>Canadá e Oregon:</strong> Locais onde o turismo de luxo se cruza com caminhadas noturnas e histórias dos povos Chickasaw e First Nations, provando que o escuro é um recurso precioso para a imaginação.</p><h2>Portugal: onde a história navega nas estrelas </h2><p>Portugal tem-se afirmado como um dos destinos mais importantes do mundo para este "olhar duplo", com dois locais certificados que oferecem experiências distintas e complementares.</p><p><strong>Dark Sky Alqueva</strong>: pioneiro mundial, sendo a primeira Reserva Starlight do mundo, o Alqueva (Alentejo) é o exemplo máximo da preservação do céu noturno. </p><div class="texto-destacado">O observatório oficial na Cumeada oferece equipamentos de última geração para observar planetas e nebulosas com uma nitidez impossível nas cidades. </div><p>A presença de monumentos megalíticos (como o Cromeleque do Xerez) sugere que, há 5.000 anos, os habitantes desta região já olhavam para o céu para organizar as suas vidas e colheitas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-ceu-noturno-sob-duas-perspetivas-o-astroturismo-sob-ambos-os-olhos-1777843609803.png" data-image="f0stfg7ako5t"><figcaption>Situado junto a Monsaraz, oferece um cenário místico para astrofotografia, unindo a arqueologia pré-histórica ao céu estrelado do Dark Sky Alqueva</figcaption></figure><p><strong>Dark Sky Aldeias do Xisto:</strong> o refúgio da Montanha nas Serras da Lousã e do Açor, no centro de Portugal, o astroturismo ganha uma face mais selvagem e íntima. Aqui, o foco é a sustentabilidade e o silêncio. As Aldeias do Xisto recuperaram a arquitetura tradicional e, com ela, a "cultura da noite". </p><p>Observar as estrelas nestas aldeias de pedra é um regresso à simplicidade, onde o conhecimento científico se mistura com o isolamento geográfico que protegeu estas comunidades e as suas histórias durante séculos. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="747293" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nova-meta-para-2026-comecar-a-observar-as-estrelas-em-portugal-um-guia-para-principiantes.html" title="Nova meta para 2026: começar a observar as estrelas em Portugal; um guia para principiantes">Nova meta para 2026: começar a observar as estrelas em Portugal; um guia para principiantes</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nova-meta-para-2026-comecar-a-observar-as-estrelas-em-portugal-um-guia-para-principiantes.html" title="Nova meta para 2026: começar a observar as estrelas em Portugal; um guia para principiantes"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nova-meta-para-2026-comecar-a-observar-as-estrelas-em-portugal-um-guia-para-principiantes-1767474937191_320.png" alt="Nova meta para 2026: começar a observar as estrelas em Portugal; um guia para principiantes"></a></article></aside><p>O céu noturno é um património comum. Seja através de um telescópio no Alqueva ou de uma lenda indígena no Havai, aprender a "ver com os dois olhos" permite-nos recuperar uma ligação com o universo que a poluição luminosa das cidades quase nos fez esquecer.<em><br></em></p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><a href="https://www.nationalgeographic.com/travel/article/stargazing-destinations" target="_blank"><em>https://www.nationalgeographic.com/travel/article/stargazing-destinations</em></a></p><p><em><a href="https://www.visitportugal.com/pt-pt/content/astroturismo" target="_blank">https://www.visitportugal.com/pt-pt/content/astroturismo</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-ceu-noturno-sob-duas-perspetivas-o-astroturismo-sob-ambos-os-olhos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mudanças no tempo em Portugal esta semana: a calma antes da tempestade; há uma depressão a caminho]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-a-calma-antes-da-tempestade-ha-uma-depressao-a-caminho.html</link><pubDate>Mon, 04 May 2026 14:08:04 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A primeira semana de maio começa fresca e húmida, ainda que relativamente estável face ao fim de semana. Confira o tempo para os próximos dias!</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/rAnOcKTjFQg/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=rAnOcKTjFQg" id="rAnOcKTjFQg"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Esta semana arranca com céu parcialmente nublado, contando com algumas abertas e não se descartando a <strong>possibilidade de chuva fraca em alguns locais do Norte e Centro</strong>. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>As<strong> temperaturas também diminuíram</strong>, trazendo uma sensação térmica mais desconfortável, especialmente nestas regiões. Esta descida dos valores deve-se à aproximação de uma massa de ar polar, que mencionamos em previsões anteriores. Desta forma, esperam-se máximas entre os 13 ºC na Guarda e os 22 ºC em Lisboa. <strong>No Norte, os termómetros não deverão ultrapassar os 16 ºC</strong>.</p><h2>Primeira metade da semana será mais calma</h2><p>Para amanhã, terça-feira, espera-se um dia semelhante ao de hoje, <strong>com períodos de chuva fraca e dispersa no Norte e Centro</strong>, até ao final da tarde. O arquipélago da <strong>Madeira contará com aviso laranja de precipitação</strong> em todas as regiões, entre as 6h e as 12h, onde até ao final do dia de terça-feira se esperam acumulados a ordem dos 100 mm na Costa Norte. Porto Santo poderá ser a região com menor valor de acumulação, devendo rondar os 50 mm.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-a-calma-antes-da-tempestade-ha-uma-depressao-a-caminho-1777902508145.png" data-image="wnypxmp5qfzi" alt="precipitação acumulada" title="precipitação acumulada"><figcaption>Até ao início da madrugada de domingo, estes serão os valores de precipitação acumulada em Portugal Continental. O litoral Norte e Centro deverão contar com os maiores acumulados, com algumas exceções noutros locais do país. Esta precipitação dever-se-á à depressão fria que poderá afetar o país a partir das últimas horas do dia de sexta-feira, dia 8.</figcaption></figure><p><strong>Quarta-feira poderá ser um dos dias mais estáveis da semana</strong>. Espera-se céu geralmente limpo e ausência de precipitação, ainda que uma depressão se possa situar sobre a Península Ibérica. Neste dia poderá dar-se uma subida ligeira das temperaturas em alguns locais do Norte, onde Braga poderá registar até 18 ºC de máxima. </p><p>Esta depressão irá resultar em <strong>chuva fraca a partir das últimas horas da manhã de quinta-feira</strong>, no Norte e Centro do país, e num aumento generalizado da nebulosidade.</p><h2>Depressão afetará o continente entre sexta-feira e sábado</h2><p>A verdadeira mudança é esperada na sexta-feira, dia 8, onde <strong>uma depressão fria deverá resultar na ocorrência de chuva a partir das últimas horas do dia</strong>, dando lugar a um sábado com chuva generalizada e persistente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766930" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-torna-se-mais-instavel-na-primeira-semana-de-maio-saiba-o-que-esperar-da-chuva-e-em-que-regioes-tera-mais-impacto.html" title="Tempo torna-se mais instável na primeira semana de maio: saiba o que esperar da chuva e em que regiões terá mais impacto">Tempo torna-se mais instável na primeira semana de maio: saiba o que esperar da chuva e em que regiões terá mais impacto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-torna-se-mais-instavel-na-primeira-semana-de-maio-saiba-o-que-esperar-da-chuva-e-em-que-regioes-tera-mais-impacto.html" title="Tempo torna-se mais instável na primeira semana de maio: saiba o que esperar da chuva e em que regiões terá mais impacto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/semana-com-tempo-mais-instavel-em-portugal-continental-saiba-o-que-esperar-1777804671763_320.png" alt="Tempo torna-se mais instável na primeira semana de maio: saiba o que esperar da chuva e em que regiões terá mais impacto"></a></article></aside><p><strong>Entre sexta e sábado dar-se-á uma nova descida das temperaturas</strong>, onde no sábado se esperam máximas entre os 11 ºC na Guarda e os 19 ºC em Lisboa. No Norte, os termómetros não deverão ultrapassar os 14 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-a-calma-antes-da-tempestade-ha-uma-depressao-a-caminho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuva em Portugal: esta quinta-feira forma-se uma depressão fria que deixará chuva até segunda, 11 de maio]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-em-portugal-esta-quinta-feira-forma-se-uma-depressao-fria-que-deixara-chuva-ate-segunda-11-de-maio.html</link><pubDate>Mon, 04 May 2026 13:51:20 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Para a segunda metade da semana, os mapas do melhor modelo de previsão continuam a insistir na chegada de uma depressão fria que traria chuva e rajadas de vento pontualmente fortes a Portugal continental.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa81nw8"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa81nw8.jpg" id="xa81nw8"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Entre<strong> segunda e terça-feira, dias 4 e 5 de maio, o estado do tempo manter-se-á relativamente estável</strong> em Portugal continental, apesar da ocorrência pontual de aguaceiros fracos e dispersos nas Regiões Norte e Centro.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>Observa-se a evolução de um sistema de baixas pressões vindo de oeste e a afetar o território de Portugal continental na reta final da presente semana. Não é uma depressão atlântica no sentido clássico do termo, mas sim uma<strong> depressão fria</strong>. Neste mapa de geopotencial a 500 hPa fica demonstrado com clareza como o <strong>núcleo de ar frio em altitude se separa do jato polar e coincide com a baixa pressão à superfície</strong>.</div><p>É expectável que quarta-feira (6) seja um dos dias mais estáveis, com céu geralmente limpo e sem precipitação. Na quinta-feira (7) espera-se chuva fraca a partir do final da manhã no Norte e Centro, bem como um aumento generalizado da nebulosidade. <strong>A partir de sexta-feira (8) prevê-se uma alteração considerável das condições meteorológicas</strong>, que terão tendência a tornar-se mais instáveis nos dias seguintes de um modo generalizado.</p><h2>Na quinta-feira 7 os Açores serão a primeira região portuguesa a ser afetada pela depressão</h2><p>De um modo geral, os primeiros dias da semana neste arquipélago serão relativamente estáveis do ponto de vista meteorológico. No entanto, avizinha-se uma mudança na segunda metade da semana, em concreto a partir de quinta-feira, 7 de maio. <strong>A influência de uma depressão nos Açores torna-se cada vez mais provável, de acordo com os mapas do modelo Europeu</strong>.</p><p>Apesar de não estar previsto que o centro da depressão passe diretamente pelos Açores (circulará a nor-nordeste), o raio de influência desta baixa pressão será amplo o suficiente para produzir linhas de instabilidade irregulares e pouco organizadas, sob a forma de <strong>aguaceiros pós-frontais, que atingirão este arquipélago de uma maneira intermitente ao longo de quinta-feira (7), especialmente os Grupos Central e Oriental</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-em-portugal-esta-quinta-feira-forma-se-uma-depressao-fria-que-deixara-chuva-ate-segunda-11-de-maio-1777900141705.png" data-image="5gakye2tucgb"><figcaption>Estão previstas rajadas intensas de vento no arquipélago dos Açores na próxima quinta-feira, 7 de maio.</figcaption></figure><p>Outro dos efeitos meteorológicos adversos expectável nos Açores será o vento forte. Os mapas traduzem a possibilidade de rajadas intensas em todas as ilhas do arquipélago durante a jornada de 7 de maio. Na sua trajetória pelo Atlântico, os bordos ocidental e meridional da depressão, os mais ativos desta baixa pressão, <strong>poderão provocar rajadas até 75 km/h, não se excluindo a possibilidade que sejam superiores nalguns locais</strong>.</p><h2>Possibilidade de tempo mais instável em Portugal continental prevista a partir de sexta-feira, 8 de maio</h2><p>Os mapas de referência da Meteored, baseados no modelo da nossa confiança (Europeu), continuam a insistir há vários dias na possibilidade de formação e desenvolvimento de uma<strong> depressão fria</strong> a oeste da Península Ibérica. <strong>Trata-se do mesmo sistema depressionário que na quinta-feira (7) passará pelo arquipélago dos Açores</strong>, a primeira região portuguesa a ser atingida por este episódio meteorológico instável.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Prevê-se que a depressão fria comece a gerar os primeiros pingos de chuva em Portugal continental <strong>entre as últimas horas de quinta (7) e as primeiras horas de sexta-feira (8)</strong>. Haverá um aumento da nebulosidade no Norte e no Centro, que dará lugar à ocorrência de aguaceiros fracos e dispersos no litoral destas Regiões.</p><p>Esperam-se tréguas temporárias da precipitação até que, umas horas mais tarde, já na <strong>tarde de sexta-feira (8)</strong>, poderá dar-se um novo aumento da nebulosidade, especialmente no Norte e no Centro. <strong>Poderá cair precipitação novamente, com maior probabilidade no Noroeste e no litoral Oeste</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-em-portugal-esta-quinta-feira-forma-se-uma-depressao-fria-que-deixara-chuva-ate-segunda-11-de-maio-1777901705006.png" data-image="gp9c0utlg5gi"><figcaption>No sábado, 9 de maio, prevê-se que as frentes em torno do centro da depressão fria ganhem um certo grau de organização, tornando a precipitação mais frequente e generalizada na geografia do Continente.</figcaption></figure><p><strong>Entre quinta e sexta-feira, dias 7 e 8</strong>, a precipitação assumirá a forma de aguaceiros no Continente, sendo geralmente intermitente, fraca e dispersa. De acordo com os mapas, as acumulações serão pouco expressivas ao cabo destes dois dias, com valores de <strong>chuva acumulada a variar entre 1 e 5 mm</strong>.</p><p>Em algumas zonas do litoral Norte, Centro e Oeste esperam-se valores ligeiramente superiores, entre 5 e 10 mm (distritos de Lisboa, Aveiro e Porto). <strong>Somente no Minho, a área mais afetada antes da chegada da depressão fria, é que se vislumbram 20 mm de precipitação acumulada até às 22:00 de sexta-feira (8)</strong>.</p><h2>No sábado a instabilidade poderá aumentar, com chuva mais abundante e rajadas até 65 km/h</h2><p><strong>Para sábado (9) prevê-se a possibilidade de os efeitos meteorológicos adversos gerados pela entrada da depressão fria se intensificarem à escala nacional</strong>. Os mapas revelam, de momento, que a precipitação deverá tornar-se mais frequente e organizada na nossa geografia.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg> As frentes geradas em torno do sistema depressionário serão responsáveis pelo prolongamento da instabilidade para sábado (9) e pela precipitação mais generalizada e frequente. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>De um modo geral, o dia de sábado (9) poderá registar acumulados de chuva entre 5 e 20 mm</strong>, podendo localmente somar 25 mm em zonas do Minho, e em algumas zonas de outros distritos do Norte e Centro, como Porto, Aveiro e Coimbra, entre outros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-em-portugal-esta-quinta-feira-forma-se-uma-depressao-fria-que-deixara-chuva-ate-segunda-11-de-maio-1777901437039.png" data-image="lv8vkey828ov"><figcaption>Possível distribuição da chuva acumulada até à 01:00 da madrugada de domingo, 10 de maio.</figcaption></figure><p><strong>A sul do Tejo a precipitação também será significativa, o que denuncia o carácter generalizado da instabilidade</strong>. Só no sábado (9), preveem-se valores de precipitação acumulada a variar geralmente entre 5 e 25 mm, em zonas dos distritos de Portalegre, Évora, Setúbal e Faro.</p><p>De momento, <strong>tudo indica que o distrito de Beja será o menos atingido pela precipitação</strong>, estimando-se acumulados geralmente iguais ou inferiores a 10 mm, embora nalguns locais possam ser superados os 15 mm.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-em-portugal-esta-quinta-feira-forma-se-uma-depressao-fria-que-deixara-chuva-ate-segunda-11-de-maio-1777901144543.png" data-image="kj09gimgr25i"><figcaption>De momento, Évora, Beja e Faro são os três distritos potencialmente mais expostos ao vento forte de Oes-Sudoeste no sábado (9) à tarde.</figcaption></figure><p>Além disto, prevê-se que, em simultâneo, ocorra um <strong>aumento da intensidade do vento de Sudoeste</strong> que acompanhará as frentes que provocarão chuva na geografia do Continente. Para já, vislumbra-se a possibilidade de as regiões a sul do Tejo - grosso modo <strong>Alentejo e Algarve - serem as mais expostas ao vento forte </strong>de Oes-Sudoeste. Estão previstas rajadas iguais ou ligeiramente superiores a<strong> 6</strong><strong>0 km/h </strong>durante toda a <strong>tarde de sábado, 9 de maio</strong>, possivelmente no período entre <strong>as 13:00 e as 19:00</strong>.</p><p>No entanto, <strong>é de sublinhar a elevada incerteza associada a cenários de médio prazo</strong>, sobretudo em estações muito dinâmicas e variáveis como a primavera, em que existem ajustes frequentes de última hora nas previsões, inclusive em prazos iguais ou inferiores a 24 horas.</p><h3>Irá a chuva prolongar-se por mais dias?</h3><p><strong>A partir de domingo, 10 de maio, a incerteza nos modelos torna-se mais elevada, com um aumento da dispersão nos cenários de previsão</strong>. Ainda assim, os primeiros sinais plasmados nos mapas deterministas apostam na continuidade da instabilidade, com uma tendência para novos períodos de precipitação relativamente frequentes e generalizados.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766942" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-corrida-para-o-calor-de-verao-tera-inicio-na-segunda-quinzena-de-maio-segundo-o-modelo-europeu.html" title="A corrida para o calor de verão terá início na segunda quinzena de maio, segundo o modelo europeu">A corrida para o calor de verão terá início na segunda quinzena de maio, segundo o modelo europeu</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-corrida-para-o-calor-de-verao-tera-inicio-na-segunda-quinzena-de-maio-segundo-o-modelo-europeu.html" title="A corrida para o calor de verão terá início na segunda quinzena de maio, segundo o modelo europeu"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-corrida-para-o-calor-de-verao-tera-inicio-na-segunda-quinzena-de-maio-segundo-o-modelo-europeu-1777811401803_320.png" alt="A corrida para o calor de verão terá início na segunda quinzena de maio, segundo o modelo europeu"></a></article></aside><p>Isto significa que, tanto para<strong> domingo (10), como para segunda (11), todo o território do Continente</strong> poderá sujeitar-se a uma<strong> nova fase de chuva ou aguaceiros relativamente abundantes para a época</strong>, algo que converge com o cenário já anteriormente avançado pelo modelo Europeu em relação a uma semana de 4 a 11 de maio marcado por anomalias positivas de precipitação de norte a sul de Portugal continental.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-em-portugal-esta-quinta-feira-forma-se-uma-depressao-fria-que-deixara-chuva-ate-segunda-11-de-maio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/plutao-podera-recuperar-o-seu-estatuto-de-planeta-no-sistema-solar-o-diretor-da-nasa-reabre-o-debate.html</link><pubDate>Mon, 04 May 2026 10:55:11 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A agência espacial norte-americana reabre um debate histórico sobre Plutão que poderá alterar o que se tem aprendido nas escolas nos últimos anos sobre o sistema solar.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/pluton-podria-volver-a-ser-planeta-la-nasa-reabre-el-debate-1777885919279.jpeg" data-image="vp80ozjy6nrj" alt="Plutón" title="Plutón"><figcaption>O debate sobre se Plutão deve voltar a ser considerado um planeta ressurge após o apoio da NASA. Novos estudos poderão alterar a classificação do sistema solar nos próximos anos.</figcaption></figure><p>O destino de Plutão volta a estar em cima da mesa. Décadas depois de ter perdido o seu estatuto de planeta, este pequeno mundo gelado reaparece no debate científico com uma força inesperada. <strong>A possibilidade de recuperar o seu antigo estatuto de planeta </strong>foi mencionada num contexto institucional fundamental.</p><p>Durante anos, Plutão fez parte do imaginário coletivo como o nono planeta. <strong>A sua história começou em 1930, quando foi detetado nos confins do sistema solar</strong>, após uma busca baseada em previsões teóricas. O seu nome, escolhido através de uma curiosa proposta popular, ficou para sempre ligado à mitologia clássica. Essa designação manteve-se durante gerações, fazendo parte dos livros escolares e da memória científica mundial.</p><div class="texto-destacado">Atualmente, Plutão continua a ser classificado como planeta anão. Qualquer eventual alteração dependerá da solidez das evidências científicas que a NASA conseguir reunir nos próximos anos.</div><p>No entanto, o consenso não era absoluto. <strong>Com o avanço da astronomia moderna, começaram a surgir dúvidas sobre o que deveria realmente ser considerado um planeta</strong>. A descoberta de novos corpos semelhantes em zonas distantes do Sistema Solar obrigou a repensar os critérios. A comunidade científica viu-se então confrontada com uma decisão complexa: manter a definição tradicional ou adaptá-la às novas descobertas.</p><h2>Plutão: por que perdeu o seu estatuto de planeta em 2006</h2><p>A redefinição chegou finalmente em 2006. Nessa altura, o organismo internacional responsável pelo estabelecimento de normas astronómicas <strong>introduziu novos requisitos para a classificação de um planeta</strong>. Não bastava orbitar o Sol e ter uma forma esférica; era também necessário dominar gravitacionalmente o seu ambiente orbital.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">NEWS : NASA CHIEF FIGHTS FOR PLUTO'S PLANET STATUS AGAIN!<br><br>NASA chief Jared Isaacman is igniting a passionate debate among space lovers, declaring his strong support for Pluto to regain its status as a bona fide planet. His statement signals a potential shift from the 2006 <a href="https://t.co/HC4VF7IQb8">pic.twitter.com/HC4VF7IQb8</a></p>— Stellar Frontier (@TheStellarFront) <a href="https://twitter.com/TheStellarFront/status/2051210286015619210?ref_src=twsrc%5Etfw">May 4, 2026</a></blockquote></figure><p>Esse ponto revelou-se determinante. Plutão partilha a sua trajetória com inúmeros objetos do Cinturão de Kuiper, o que impede que seja considerado dominante na sua órbita. <strong>Consequentemente, passou a integrar uma nova categoria: "planeta anão". Esta decisão gerou um grande debate</strong>, tanto no meio científico como na opinião pública.</p><p>Mas a mudança não terminou aqui. Na verdade, marcou o início de um debate que se mantém vivo até hoje. <strong>Alguns especialistas consideram que a definição adotada é demasiado restritiva</strong>. Outros acreditam que ela reflete melhor a diversidade dos corpos celestes que existem para além de Neptuno.</p><h2>A NASA e Plutão: novos sinais vindos dos Estados Unidos</h2><p>No que diz respeito a Plutão, algumas declarações recentes reacenderam o interesse por este "planeta anão". Durante uma audiência no Senado dos Estados Unidos,<strong> o administrador da NASA, Jared Isaacman, deixou clara a sua posição: "Sou totalmente a favor de que Plutão volte a ser considerado um planeta"</strong>. Esta declaração não passou despercebida.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pluton-podria-volver-a-ser-planeta-la-nasa-reabre-el-debate-1777886060916.jpeg" data-image="zhbhah1km766" alt="Plutón" title="Plutón"><figcaption>A possível reclassificação de Plutão volta a ser tema de debate após novas declarações da NASA. O futuro do nono planeta dependerá do consenso científico e de novas investigações.</figcaption></figure><p>O responsável pela agência referiu ainda que estão a ser preparados estudos relacionados com este tema. Segundo explicou, <strong>a intenção é promover uma revisão no seio da comunidade científica</strong>. Embora o conteúdo desses trabalhos não tenha sido detalhado, este gesto indica que a questão da reintegração de Plutão como planeta volta a ser prioritária.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765199" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/descobrem-varios-planetas-em-que-e-sempre-noite-num-hemisferio-enquanto-o-outro-vive-dias-eternos.html" title="Descobrem vários planetas em que é sempre noite num hemisfério, enquanto o outro vive dias eternos">Descobrem vários planetas em que é sempre noite num hemisfério, enquanto o outro vive dias eternos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/descobrem-varios-planetas-em-que-e-sempre-noite-num-hemisferio-enquanto-o-outro-vive-dias-eternos.html" title="Descobrem vários planetas em que é sempre noite num hemisfério, enquanto o outro vive dias eternos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-james-webb-descubre-mundos-con-dias-eternos-y-climas-extremos-1776675257011_320.jpg" alt="Descobrem vários planetas em que é sempre noite num hemisfério, enquanto o outro vive dias eternos"></a></article></aside><p>Não é a primeira vez que esta possibilidade é levantada dentro da NASA. <strong>Após a passagem da sonda New Horizons em 2015, alguns investigadores já defenderam a reabertura do debate</strong>. Aquela missão revelou dados surpreendentes sobre Plutão, incluindo características geológicas impressionantes.</p><h2>Plutão pode voltar a ser planeta: o que dizem os cientistas</h2><p>O principal argumento a favor do seu regresso baseia-se numa visão mais ampla do que define um planeta. Alguns especialistas consideram que a condição de "limpar a órbita" não deveria ser excludente. Nesta perspetiva, <strong>Plutão cumpre as características essenciais: orbita uma estrela e apresenta uma forma quase esférica</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">After a daring nine-year odyssey across nearly three billion miles of cold, silent space, NASAs New Horizons spacecraft finally came face-to-face with Pluto and what it revealed was nothing short of breathtaking.Far from the cold, dead rock everyone expected, Pluto emerged as <a href="https://t.co/cVDHE6zPIh">pic.twitter.com/cVDHE6zPIh</a></p>— Black Hole (@konstructivizm) <a href="https://twitter.com/konstructivizm/status/2050996560301891663?ref_src=twsrc%5Etfw">May 3, 2026</a></blockquote></figure><p>Além disso, a sua complexidade interna surpreendeu os especialistas. Apesar do seu tamanho reduzido, com cerca de 2 250 quilómetros de diâmetro, <strong>apresenta uma superfície ativa e muito variada</strong>. Estes elementos reforçam a ideia de que não se trata de um objeto insignificante no sistema solar.</p><p>Ainda assim, não existe consenso. Alterar o seu estatuto implicaria rever uma definição adotada a nível internacional. <strong>Isso requer uma série de acordos abrangentes e provas sólidas</strong>. Por enquanto, o debate continua em aberto, com posições opostas e sem uma resolução imediata à vista.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/plutao-podera-recuperar-o-seu-estatuto-de-planeta-no-sistema-solar-o-diretor-da-nasa-reabre-o-debate.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O segredo para uma tamareira compacta: como conter o seu crescimento em casa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-segredo-para-uma-tamareira-compacta-como-conter-o-seu-crescimento-em-casa.html</link><pubDate>Mon, 04 May 2026 10:43:09 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>É possível manter uma tamareira compacta em casa seguindo algumas dicas essenciais de cuidados. Descubra como controlar o seu crescimento sem a danificar e conseguir uma planta equilibrada e, ao mesmo tempo, decorativa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-truco-para-una-palmera-datilera-compacta-como-frenar-su-crecimiento-en-casa-1776936778743.png" data-image="zci3jycukb9e"><figcaption>Com estas dicas, pode cultivar uma tamareira num espaço reduzido.</figcaption></figure><p><strong>A tamareira (um tipo de palmeira) é uma planta exótica, mas elegante</strong>, capaz de conferir um toque distinto tanto em ambientes interiores como em pequenos jardins. No entanto, <strong>o seu principal problema reside, geralmente, no seu rápido crescimento e na tendência para ganhar altura</strong>, o que pode tornar-se um problema se não for controlado desde o início.</p><p>Embora se pense frequentemente que limitar ou controlar o seu tamanho é difícil, a verdade é que, <strong>com alguns cuidados muito específicos, é possível manter uma tamareira compacta</strong><strong>, equilibrada</strong> e perfeitamente adequada a espaços reduzidos.</p><p>O segredo está em agir desde o início do seu desenvolvimento e compreender como fatores como <strong>a variedade, a rega e o clima </strong>influenciam o seu crescimento.</p><h2>Escolha uma variedade de crescimento lento</h2><p>O segredo mais importante começa mesmo antes do plantio. Nem todas as tamareiras crescem da mesma forma, por isso <strong>é essencial escolher uma variedade de crescimento lento</strong>.</p><p><strong>Este tipo de palmeiras desenvolve-se de forma mais controlada</strong> e é ideal para espaços pequenos ou para o cultivo em vasos.</p><p><strong>Escolher bem desde o início evita a necessidade de soluções mais agressivas no futuro</strong> e facilita a manutenção de uma planta proporcionada e decorativa durante muitos anos, uma vez que as palmeiras têm uma vida útil muito longa.</p><h3>O papel do vaso e das raízes</h3><p>Cultivar a palmeira num vaso é uma das formas mais eficazes de retardar o seu crescimento, uma vez que o espaço limitado para as raízes reduz naturalmente o seu desenvolvimento vertical. Por esta razão, <strong>recomenda-se não a transplantar com frequência nem utilizar vasos demasiado grandes</strong>.</p><p><strong>Um vaso com o tamanho adequado ajuda a manter o equilíbrio entre crescimento e dimensão</strong>. Além disso, uma boa drenagem é essencial para evitar problemas de humidade.</p><h3>Poda leve e manutenção</h3><p>Ao contrário de outras plantas, <strong>a tamareira não requer uma poda muito intensiva, embora deva ser podada com cuidado</strong>. Na verdade, uma poda excessiva pode enfraquecê-la.</p><p>A<strong> abordagem ideal é remover apenas as folhas secas ou danificadas</strong> para manter a sua aparência limpa e saudável.</p><p><strong>É importante não tocar no rebento central</strong>, uma vez que é aí que se origina o crescimento da planta, e qualquer dano nessa área pode afetar gravemente o seu desenvolvimento.</p><h3>Rega no verão: a chave para o equilíbrio</h3><p>Durante os meses de verão, a rega torna-se especialmente importante, tal como acontece com a maioria das culturas e plantas. <strong>A tamareira necessita de um abastecimento regular de água para suportar as altas temperaturas</strong>, mas evitando sempre o excesso.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-truco-para-una-palmera-datilera-compacta-como-frenar-su-crecimiento-en-casa-1776936634371.png" data-image="enp9yihdhw7i"><figcaption>Tenha cuidado para não regar em excesso, para que as raízes não fiquem danificadas.</figcaption></figure><p><strong>Uma rega equilibrada permite que a planta cresça de forma controlada e sem stress</strong>. O substrato deve permanecer ligeiramente húmido, mas nunca encharcado, uma vez que o excesso de água pode danificar as raízes.</p><h3>Proteção no inverno em climas frios</h3><p>O inverno pode ser um desafio, especialmente em zonas onde as temperaturas descem significativamente.<strong> Em climas frios, é essencial proteger a tamareira do vento e da geada</strong>.</p><p><strong>Se estiver ao ar livre, pode ser coberta ou transferida para um local mais abrigado</strong>. No interior, é melhor colocá-la numa zona mais luminosa e longe de correntes de ar frio. Esta proteção ajuda a manter um crescimento estável e previne danos que possam afetar o seu tamanho e forma.</p><h3>Luz e fertilização</h3><p><strong>A luz influencia diretamente o desenvolvimento da palmeira</strong>. Uma boa exposição favorece um crescimento mais compacto, enquanto a falta de luz pode fazer com que se alongue excessivamente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765953" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-mit-confirma-as-plantas-ouvem-as-gotas-a-cair-e-germinam-ate-40-mais-depressa.html" title="O MIT confirma: as plantas ouvem as gotas a cair e germinam até 40% mais depressa">O MIT confirma: as plantas ouvem as gotas a cair e germinam até 40% mais depressa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-mit-confirma-as-plantas-ouvem-as-gotas-a-cair-e-germinam-ate-40-mais-depressa.html" title="O MIT confirma: as plantas ouvem as gotas a cair e germinam até 40% mais depressa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-mit-lo-confirma-las-plantas-oyen-caer-las-gotas-y-germinan-hasta-40-mas-rapido-1777036934448_320.jpg" alt="O MIT confirma: as plantas ouvem as gotas a cair e germinam até 40% mais depressa"></a></article></aside><p>Quanto ao fertilizante, deve ser aplicado com moderação. <strong>O excesso de fertilização estimula um crescimento rápido, exatamente o oposto do que se pretende</strong>. Por isso, utilizar nutrientes de forma equilibrada ajudará a manter a planta saudável sem que cresça demasiado.</p><h2>Crescimento sob controlo</h2><p> Manter uma tamareira compacta não depende de um único truque, mas sim de <strong>um conjunto de práticas de cuidado bem aplicadas</strong>. </p><ul><li>Escolha uma<strong> variedade de crescimento lento </strong></li><li> Controle a <strong>rega</strong> durante o verão </li><li><strong>Proteja-a no inverno</strong> de correntes de ar e zonas muito frias </li><li><strong>Poda subtil</strong>, mas necessária na altura certa </li><li><strong>Vasos adequados</strong> com substrato suficiente para o desenvolvimento adequado das raízes </li></ul><p>Com estas dicas, <strong>é possível desfrutar de toda a beleza desta planta sem que o seu tamanho se torne um problema</strong>, alcançando um equilíbrio perfeito entre estética e praticabilidade.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-segredo-para-uma-tamareira-compacta-como-conter-o-seu-crescimento-em-casa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um mundo sem colheitas? O relatório drástico da OMM sobre o limite dos nossos sistemas agrícolas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/um-mundo-sem-colheitas-o-relatorio-drastico-da-omm-sobre-o-limite-de-nossos-sistemas-agricolas.html</link><pubDate>Mon, 04 May 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>O calor deixou de ser apenas um incómodo; agora está a mudar a forma como produzimos os nossos alimentos. Um novo relatório da OMM alerta que os sistemas agrícolas estão no limite.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-mundo-sin-cosechas-el-drastico-reporte-de-la-omm-sobre-el-limite-de-nuestros-sistemas-agricolas-1777349359996.png" data-image="jc6jdjtv9ggk" alt="agricultura, cultivos, lavouras" title="agricultura, cultivos, lavouras"><figcaption>Durante ondas de calor intensas, o solo pode perder até 50% mais humidade em comparação com condições normais.</figcaption></figure><p>A <strong>agricultura </strong>sempre prosperou em condições extremas, mas o que vemos hoje não faz mais parte do “ciclo natural”. O <strong>calor extremo tornou-se um ponto de inflexão</strong> que está a mudar as regras do jogo para agricultores, pecuaristas e toda a cadeia alimentar.</p><p>De acordo com um <strong>relatório </strong>conjunto recente da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e da Organização Meteorológica Mundial (OMM), a frequência, a intensidade e a duração das <strong>ondas de calor</strong> aumentaram significativamente nos últimos 50 anos. Isso, além de significar dias de calor insuportável, também implica <strong>períodos mais longos de calor intenso que impactam diretamente a produtividade agrícola</strong>.</p><div class="texto-destacado">O calor deixou de ser um problema isolado; tornou-se uma nova condição crítica que afeta a própria base do sistema agrícola.</div><p>O problema não é apenas a temperatura em si. O <strong>calor extremo</strong> atua como um "multiplicador de riscos", intensificando outros problemas como <strong>secas, pragas, incêndios e stress hídrico</strong>. Por outras palavras, ele não ocorre isoladamente; vem acompanhado de uma combinação de problemas que complicam completamente a produção agrícola.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-mundo-sin-cosechas-el-drastico-reporte-de-la-omm-sobre-el-limite-de-nuestros-sistemas-agricolas-1777349369780.png" data-image="15vcwh0jrx31"><figcaption>O stress térmico em vacas pode reduzir a produção de leite em até 20% em condições severas.</figcaption></figure><p>Além disso, esse fenómeno não faz distinção entre sistemas. <strong>Culturas, pecuária, pesca e até mesmo florestas estão a ser afetadas</strong>, comprometendo a produção e, sobretudo, o sustento de milhões de pessoas que dependem do setor agroalimentar.</p><h2>Calor extremo e o seu impacto direto no campo</h2><p>Quando falamos de calor extremo, não estamos a falar apenas de "muito sol". Em <strong>termos agronómicos</strong>, existem<strong> limites críticos que, uma vez ultrapassados, começam a afetar a produtividade</strong>. Por exemplo, muitas culturas começam a perder produtividade acima de 30 °C, e algumas, como a cevada e a batata, são muito mais sensíveis.</p><p>No caso da <strong>pecuária</strong>, a situação não é menos crítica. O<strong> stress térmico pode começar já a 25 °C</strong>, afetando a ingestão de alimentos, a reprodução e a produção de leite ou carne. Animais como suínos e aves são ainda mais suscetíveis a temperaturas extremas porque não conseguem regular a temperatura corporal de forma eficaz.</p><div class="texto-destacado">O calor também afeta as pessoas, pois em algumas regiões o número de dias em que é impossível trabalhar devido às altas temperaturas pode aumentar, afetando a produtividade agrícola.</div><p>Hoje, <strong>vivemos numa era em que cada gota de água conta</strong>, e o calor complica a situação, aumentando a evaporação e reduzindo a disponibilidade de água, o que leva a secas repentinas. Estas secas representam um enorme perigo, pois espalham-se rapidamente, deixando pouco tempo para reação em terra.</p><p>As <strong>altas temperaturas também ameaçam tanto os ecossistemas aquáticos quanto as pessoas</strong>. Nos ecossistemas aquáticos, o calor reduz os níveis de oxigénio na água, o que pode causar a mortandade de peixes e, consequentemente, afetar a pesca e a segurança alimentar em muitas regiões.</p><h3>Adaptação: o que podemos fazer no campo</h3><p>É aqui que a situação muda completamente.<strong> Adaptar-se ao calor </strong>deixa de ser uma opção e torna-se uma necessidade absoluta. Tudo começa com decisões muito específicas, como a <strong>escolha das melhores culturas para plantar</strong>. Existem culturas e variedades que<strong> toleram melhor as altas temperaturas</strong>, e essa escolha pode determinar o sucesso da safra.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-mundo-sin-cosechas-el-drastico-reporte-de-la-omm-sobre-el-limite-de-nuestros-sistemas-agricolas-1777349399501.png" data-image="8ii9f1xjfyrx"><figcaption>Algumas plantas podem fechar os seus estômatos devido ao calor extremo, reduzindo a fotossíntese mesmo quando há água disponível.</figcaption></figure><p>O<strong> calendário agrícola</strong> também desempenha um papel significativo. <strong>Alterar as datas de plantio em alguns dias ou semanas </strong>pode impedir que a cultura entre na sua fase mais vulnerável justamente no auge do calor. Isto faz uma diferença notável no campo, e um plantio mal planeado pode ser bastante custoso.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ter acesso a previsões e alertas meteorológicos, como os partilhados na Meteored, transforma completamente a forma como trabalhamos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Outro aspeto crucial é o acesso à informação. Ter <strong>previsões e alertas meteorológicos </strong>transforma completamente a nossa forma de trabalhar. Isso permite-nos antecipar eventos e evitar reações tardias.</p><p>Na <strong>gestão de culturas</strong>, não existem soluções mágicas, mas existem ferramentas que podem ajudar. <strong>Cobrir o solo, melhorar a irrigação ou criar sombra</strong> reduz o stress térmico na lavoura. Estas práticas não eliminam o stress térmico, mas proporcionam mais flexibilidade, e às vezes essa flexibilidade é o que salva a colheita.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-agricultura-deveria-repensar-sua-dependencia-de-fertilizantes-fosfatados-diante-da-mudanca-climatica.html" title="A agricultura deveria repensar a sua dependência de fertilizantes fosfatados diante das alterações climáticas?">A agricultura deveria repensar a sua dependência de fertilizantes fosfatados diante das alterações climáticas?</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-agricultura-deveria-repensar-sua-dependencia-de-fertilizantes-fosfatados-diante-da-mudanca-climatica.html" title="A agricultura deveria repensar a sua dependência de fertilizantes fosfatados diante das alterações climáticas?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/l-agriculture-doit-elle-repenser-sa-dependance-aux-engrais-phosphates-face-au-changement-climatique-enjeux-environnementaux-1776440603062_320.jpeg" alt="A agricultura deveria repensar a sua dependência de fertilizantes fosfatados diante das alterações climáticas?"></a></article></aside><p>Nem todos conseguem adaptar-se no mesmo ritmo, e é aí que entram em cena o seguro, o apoio e o financiamento. <strong>A adaptação tem um custo</strong>, e muitas vezes a diferença entre prosperar e abandonar a atividade reside em ter esse apoio financeiro.</p><p>Na agricultura, já estamos a jogar no modo lendário, e continuar a fazer as mesmas coisas que temos feito nos últimos anos já não é suficiente. Embora não fiquemos sem colheitas amanhã, estamos a ver sinais de que, se não mudarmos de rumo, pagaremos um preço muito alto.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Food and Agriculture Organization (FAO) y World Meteorological Organization (WMO) (2026). <a href="https://library.wmo.int/records/item/69845-extreme-heat-and-agriculture" target="_blank">Extreme Heat and Agriculture.</a> FAO; WMO.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/um-mundo-sem-colheitas-o-relatorio-drastico-da-omm-sobre-o-limite-de-nossos-sistemas-agricolas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O mesmo instinto humano que prejudicou o planeta pode ser a única coisa capaz de o salvar, afirma um cientista]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-mesmo-instinto-humano-que-prejudicou-o-planeta-pode-ser-a-unica-coisa-capaz-de-o-salvar-afirma-um-cientista.html</link><pubDate>Sun, 03 May 2026 13:55:52 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um investigador que estuda o Antropoceno afirma que os comportamentos humanos coletivos que estão na origem das alterações climáticas e da extinção em massa são os mesmos de que precisaremos para reverter os danos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/draft-the-same-human-instinct-that-damaged-the-planet-might-be-the-only-thing-that-fixes-it-scientists-say-1777312619006.jpg" data-image="ok8jw43d29e8" alt="Researchers have argued that human societies have already demonstrated the large-scale cooperation needed to reshape environmental outcomes." title="Researchers have argued that human societies have already demonstrated the large-scale cooperation needed to reshape environmental outcomes."> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-581621">Um investigador defendeu que as sociedades humanas já demonstraram a capacidade de cooperação em grande escala necessária para alterar os resultados ambientais.</figcaption></figure><p>Quando as pessoas falam sobre o que <strong>os seres humanos têm feito ao planeta</strong>, é geralmente em termos negativos — e não faltam provas para sustentar essa ideia.</p><p>No entanto, um professor de geografia e sistemas ambientais da Universidade de Maryland, no Condado de Baltimore, chamado <strong>Erle Ellis</strong>, tem vindo a apresentar um argumento contrário. Ele afirma que <strong>os mesmos comportamentos coletivos que causaram o problema são também a única via para sair dele</strong>.</p><p>Recorrendo à arqueologia, ecologia, antropologia e teoria da evolução, o seu trabalho centra-se em traçar a evolução da cultura humana, desde o uso primitivo do fogo até à agricultura industrial e ao comércio global. Cada passo, afirma ele, <strong>deu às sociedades mais poder para remodelar o mundo à sua volta</strong> e, nesse processo, transformou ecossistemas inteiros à escala planetária.</p><h2>Progressos que vieram com um preço</h2><p>Ellis concorda que os benefícios dessa transformação têm sido substanciais, tais como uma maior esperança de vida, melhor saúde e, em geral, uma melhor qualidade de vida para um grande número de pessoas. No entanto, <strong>ele acredita que esses benefícios vieram acompanhados de custos ambientais que são agora impossíveis de ignorar</strong>, com as alterações climáticas, a extinção de espécies e a poluição a estarem todas diretamente ligadas à forma como as sociedades continuaram a expandir a sua utilização dos recursos naturais ao longo dos séculos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/draft-the-same-human-instinct-that-damaged-the-planet-might-be-the-only-thing-that-fixes-it-scientists-say-1777312639034.jpg" data-image="p4jw2nal8d4u" alt="Scientists have suggested that cultural systems and shared values have played a central role in determining how humanity has transformed the planet." title="Scientists have suggested that cultural systems and shared values have played a central role in determining how humanity has transformed the planet."> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-677033">A investigação sugere que os sistemas culturais e os valores partilhados têm desempenhado um papel central na forma como a humanidade tem transformado o planeta.</figcaption></figure><p>Onde ele se afasta da narrativa apocalíptica habitual é no que acontece a seguir. Em vez de enquadrar o Antropoceno exclusivamente como uma crise, Ellis defende que <strong>as evidências mostram que os seres humanos têm cooperado consistentemente em grande escala para resolver problemas</strong> e remodelar o seu ambiente, e nada indica que essa capacidade funcione apenas num único sentido.</p><h2>Por que razão a ciência, por si só, não é suficiente</h2><p>O outro argumento de Ellis é que as ciências naturais, por si só, não vão conseguir resolver isto, apesar de os dados serem extremamente importantes. O que realmente impulsionou todas as grandes mudanças na forma como os seres humanos se relacionam com o planeta, diz ele,<strong> são os sistemas sociais e culturais</strong> — instituições, valores partilhados, a forma como as comunidades tomam decisões em conjunto — <strong>e esses irão determinar se as próximas décadas correrão bem ou mal</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764898" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-agricultura-deveria-repensar-sua-dependencia-de-fertilizantes-fosfatados-diante-da-mudanca-climatica.html" title="A agricultura deveria repensar a sua dependência de fertilizantes fosfatados diante das alterações climáticas?">A agricultura deveria repensar a sua dependência de fertilizantes fosfatados diante das alterações climáticas?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-agricultura-deveria-repensar-sua-dependencia-de-fertilizantes-fosfatados-diante-da-mudanca-climatica.html" title="A agricultura deveria repensar a sua dependência de fertilizantes fosfatados diante das alterações climáticas?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/l-agriculture-doit-elle-repenser-sa-dependance-aux-engrais-phosphates-face-au-changement-climatique-enjeux-environnementaux-1776440603062_320.jpeg" alt="A agricultura deveria repensar a sua dependência de fertilizantes fosfatados diante das alterações climáticas?"></a></article></aside><p>"Reforçar as relações de parentesco entre todos os seres vivos — a nossa ascendência evolutiva comum — é um começo, aliado a novas formas de ligar as pessoas à natureza, desde a teledetecção às webcams, passando por aplicações sobre a natureza, reservas de conservação comunitárias, redes de corredores ecológicos e ecoturismo", afirmou.</p><p>Acrescentou ainda que as aspirações a um futuro melhor "têm também de fazer as pazes com o passado através da restauração da soberania indígena e tradicional sobre as terras e as águas".</p><h3><em>Referência da notícia:</em> </h3><p><em>A new force of nature is reshaping the planet, study finds, published by <a href="https://royalsocietypublishing.org/rstb/article/379/1893/20220255/109324/The-Anthropocene-condition-evolving-through-social" target="_blank">University of Maryland Baltimore County</a>, April 2026.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-mesmo-instinto-humano-que-prejudicou-o-planeta-pode-ser-a-unica-coisa-capaz-de-o-salvar-afirma-um-cientista.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Novo estudo explica: porque é que acordamos às 3 da manhã?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/novo-estudo-explica-porque-e-que-acordamos-as-3-da-manha.html</link><pubDate>Sun, 03 May 2026 13:49:34 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Acordar a meio da noite e os pensamentos começam imediatamente a dar voltas na cabeça. Muitos temem que o seu sono esteja perturbado. No entanto, muitas vezes acontece exatamente o contrário.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/neue-studie-erklart-warum-wir-um-03-00-uhr-nachts-aufwachen-1777277752718.jpeg" alt="schlaf, nachts, menschen" title="schlaf, nachts, menschen"><figcaption>Porque é que, às vezes, acordamos às 3 da manhã?</figcaption></figure><p>Um rápido olhar para o relógio: são 3h15 e já não há como voltar a dormir. Muitas pessoas conhecem este fenómeno. Rapidamente surge a preocupação de que algo não esteja bem. No entanto, segundo estudos da Universidade de Warwick, <strong>acordar durante a noite não é, em princípio, motivo de preocupação</strong>. Isto porque o sono não decorre de forma uniforme. Em vez disso, o nosso cérebro passa por vários ciclos por noite, cada um com uma duração de cerca de 90 a 110 minutos.</p><p>Dentro destas fases, alternam-se o sono profundo, o sono leve e as fases de sonho. <strong>No final de um desses ciclos, o sono torna-se automaticamente mais leve</strong>. É precisamente nesse momento que a probabilidade de acordar brevemente é maior. E isso acontece com especial frequência nas primeiras horas da manhã. Nessa altura, a percentagem de sono profundo já está a diminuir e o corpo prepara-se lentamente para acordar.<strong> As breves fases de vigília são, portanto, uma parte perfeitamente normal do sono</strong>.</p><h2>Quando acordar durante a noite pode tornar-se um problema</h2><p>No entanto, é importante fazer a distinção: não é o facto de acordar em si que é problemático, mas sim o que acontece a seguir.<strong> De acordo com a Sociedade Alemã de Investigação e Medicina do Sono, cerca de uma em cada cinco pessoas sofre de dificuldades em adormecer ou em manter o sono</strong>. A situação torna-se crítica sobretudo quando, após acordar, já não se consegue voltar a adormecer.</p><p>Aqui, um fator desempenha um papel central: o stress. <strong>Nas primeiras horas da manhã, o nível da hormona cortisol aumenta no corpo</strong>. Este processo faz sentido do ponto de vista biológico, uma vez que prepara o organismo para o dia. <strong>No entanto, em pessoas que se encontram sob tensão, este aumento pode fazer com que fiquem completamente acordadas</strong> e não consigam voltar a adormecer.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="748711" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/dorme-ate-tarde-ou-acorda-cedo-segundo-os-cientistas-estas-dicas-vao-melhorar-o-seu-sono.html" title="Dorme até tarde ou acorda cedo? Segundo os cientistas, estas dicas vão melhorar o seu sono">Dorme até tarde ou acorda cedo? Segundo os cientistas, estas dicas vão melhorar o seu sono</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/dorme-ate-tarde-ou-acorda-cedo-segundo-os-cientistas-estas-dicas-vao-melhorar-o-seu-sono.html" title="Dorme até tarde ou acorda cedo? Segundo os cientistas, estas dicas vão melhorar o seu sono"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ces-astuces-ameliorent-votre-sommeil-1768210011754_320.jpg" alt="Dorme até tarde ou acorda cedo? Segundo os cientistas, estas dicas vão melhorar o seu sono"></a></article></aside><h3>Quando os pensamentos dominam a noite e causam inquietação</h3><p>Para além dos processos físicos, a psique também desempenha um papel decisivo. <strong>A preocupação é uma das causas mais frequentes dos problemas de sono</strong>. Sem distrações externas, os pensamentos ganham intensidade durante a noite.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="712172" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/dorme-mal-o-que-aconteceria-se-o-seu-sono-fosse-perturbado-por-esta-substancia-inesperada.html" title="Dorme mal? O que aconteceria se o seu sono fosse perturbado por esta substância inesperada?">Dorme mal? O que aconteceria se o seu sono fosse perturbado por esta substância inesperada?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/dorme-mal-o-que-aconteceria-se-o-seu-sono-fosse-perturbado-por-esta-substancia-inesperada.html" title="Dorme mal? O que aconteceria se o seu sono fosse perturbado por esta substância inesperada?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vous-dormez-mal-et-si-votre-sommeil-etait-perturbe-par-cette-substance-inattendue-1747732868460_320.jpeg" alt="Dorme mal? O que aconteceria se o seu sono fosse perturbado por esta substância inesperada?"></a></article></aside><p>A Techniker Krankenkasse (seguradora de saúde alemã) descreve que, no silêncio da noite, os círculos viciosos de pensamentos ganham vida própria com especial facilidade. <strong>Preocupações, listas de tarefas ou problemas por resolver vêm à tona e são difíceis de parar</strong>. Isso faz com que o corpo esteja cansado, mas a mente permaneça ativa.</p><h2>Estes hábitos quotidianos perturbam o sono</h2><p>O estilo de vida também tem uma influência considerável na qualidade do sono. <strong>A cafeína, por exemplo, tem frequentemente um efeito mais duradouro do que muitos pensam</strong>. Mesmo quando consumida à tarde, pode prejudicar o sono durante a noite.</p><p><strong>O álcool, por sua vez, embora ajude a adormecer, faz com que o sono na segunda metade da noite se torne mais agitado</strong>. A isto juntam-se fatores comohorários de sono irregulares, <strong>utilização intensiva de ecrãs à noite ou um ambiente desfavorável no quarto</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="698196" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cha-que-combate-a-ansiedade-e-melhora-a-qualidade-do-sono-beneficios-e-preparo.html" title="Descubra o chá que combate a ansiedade e melhora a qualidade do sono: benefícios e preparação">Descubra o chá que combate a ansiedade e melhora a qualidade do sono: benefícios e preparação</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cha-que-combate-a-ansiedade-e-melhora-a-qualidade-do-sono-beneficios-e-preparo.html" title="Descubra o chá que combate a ansiedade e melhora a qualidade do sono: benefícios e preparação"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-te-que-combate-la-ansiedad-y-mejora-la-calidad-del-sueno-beneficios-y-preparacion-1740026253740_320.jpg" alt="Descubra o chá que combate a ansiedade e melhora a qualidade do sono: benefícios e preparação"></a></article></aside><p>Quem fica acordado à noite com frequência pode, além disso, entrar num ciclo vicioso. O cérebro começa a associar a cama não mais ao descanso, mas sim à vigília e à tensão. <strong>Até mesmo o simples ato de olhar para o relógio pode reforçar este efeito e criar pressão adicional</strong>.</p><h3>O que realmente ajuda a dormir melhor</h3><p>Para estabilizar o sono, os especialistas apostam sobretudo em estratégias simples, mas eficazes. Uma das mais importantes <strong>é um ritmo fixo</strong>. Quem se levanta todos os dias à mesma hora — independentemente de como foi a noite — ajuda o seu relógio biológico a regular-se a longo prazo. Igualmente decisivo é o modo como se lida com as noites em que não se consegue dormir.</p><p><strong>Em vez de ficar a revirar-se na cama, pode fazer sentido levantar-se por uns instantes</strong>.<strong> </strong>Este método tem origem na terapia do sono e visa evitar que a cama seja associada ao stress.<strong> Só quando a sonolência voltar é que se deve voltar para a cama</strong>.</p><p>A forma de lidar com os pensamentos também pode ser influenciada ativamente. Técnicas de relaxamento, como exercícios de respiração ou meditação, podem ajudar a acalmar a mente. <strong>Algumas pessoas também beneficiam de escrever os seus pensamentos, para aliviar a mente</strong>. Por último, mas não menos importante, vale a pena analisar os próprios hábitos. <strong>Menos cafeína à tarde e um consumo consciente de álcool podem melhorar significativamente a qualidade do sono</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/novo-estudo-explica-porque-e-que-acordamos-as-3-da-manha.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A corrida para o calor de verão terá início na segunda quinzena de maio, segundo o modelo europeu]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-corrida-para-o-calor-de-verao-tera-inicio-na-segunda-quinzena-de-maio-segundo-o-modelo-europeu.html</link><pubDate>Sun, 03 May 2026 12:35:02 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O início de maio está a ser caracterizado por temperaturas ligeiramente abaixo da média habitual para esta época, mas o panorama poderá mudar radicalmente em Portugal a longo prazo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-corrida-para-o-calor-de-verao-tera-inicio-na-segunda-quinzena-de-maio-segundo-o-modelo-europeu-1777811306064.jpg" data-image="3oq9y5hnzwm5"><figcaption>Maio é um mês em que as trovoadas começam a ser mais frequentes. Além disto, em 2026, espera-se que a primeira quinzena seja mais fresca do que o normal, mas isso poderá alterar-se significativamente na segunda metade do mês.</figcaption></figure><p><strong>Maio arrancou com um estado do tempo instável</strong>, marcado pela chegada de uma depressão (aguaceiros e trovoadas), que favoreceu uma descida de temperatura praticamente generalizada em grande parte de Portugal continental.</p><div class="texto-destacado">Maio é o último mês da primavera climatológica, um período de transição que, apesar de arrancar com temperaturas mais frescas, tenderá a mudar ao chegar à metade do mês. <strong>O modelo europeu já antecipa que a corrida para o calor do verão terá início na segunda quinzena de maio.</strong></div><p><strong>O início do quinto mês do ano está a ser caracterizado por </strong><strong>temperaturas contidas</strong>, inclusive ligeiramente abaixo da média climatológica da época, reforçando a sensação de que o verão ainda está longe.</p><h2>Maio arranca com uma descida generalizada das temperaturas</h2><p>À semelhança destes primeiros três dias de maio, o modelo europeu sugere que <strong>durante toda a primeira quinzena do quinto mês do ano esta tendência para temperaturas mais baixas poderá prolongar-se</strong>, com valores consideravelmente inferiores à média em Portugal continental e Arquipélagos dos Açores e da Madeira (<strong>anomalia térmica negativa -1 a -3 ºC</strong>, isto é, temperaturas entre 1 e 3 ºC abaixo da normal climatológica de referência).</p><p>Somente na segunda semana do mês se espera uma nuance distinta na unidade territorial dos Açores, altura em que a anomalia negativa poderá ser ligeiramente menos expressiva (-1 ºC).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-corrida-para-o-calor-de-verao-tera-inicio-na-segunda-quinzena-de-maio-segundo-o-modelo-europeu-1777811093748.png" data-image="ieftepivfpua"><figcaption>A primeira semana de maio vai registar temperaturas geralmente inferiores à média climatológica de referência.</figcaption></figure><p>Esta dinâmica insere-se num <strong>padrão ainda instável e primaveril</strong>, em que as massas de ar ameno não conseguem impor-se de forma evidente, atrasando momentaneamente a chegada de um tempo plenamente quente <strong>antes da mudança prevista para meados do mês</strong>.</p><h2>A subida das temperaturas vai ganhar força na segunda quinzena</h2><p>A partir de meados de maio, os mapas do modelo europeu revelam uma alteração evidente no padrão atmosférico. A tendência dominante passará de um cenário mais instável e fresco para <strong>outro progressivamente mais estável, proporcionado pelo reforço das altas pressões</strong>.</p><p>Uma configuração sinóptica associada ao anticiclone promove a subsidência do ar, sendo por isso expectável uma <strong>maior frequência de dias com céu limpo </strong>ou pouco nublado, e sobretudo,<strong> uma maior eficiência no aquecimento diurno</strong>. As anomalias térmicas positivas começarão a surgir de forma quase generalizada, segundo os modelos, primeiro de forma tímida, mas <strong>cobrindo uma área geográfica cada vez maior e ganhando intensidade à medida que a segunda quinzena for avançando</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-corrida-para-o-calor-de-verao-tera-inicio-na-segunda-quinzena-de-maio-segundo-o-modelo-europeu-1777810881605.jpg" data-image="v6dlwv474cly"><figcaption>O panorama poderá alterar-se radicalmente na segunda quinzena, estando previstas anomalias térmicas positivas, especialmente no interior Centro e Sul.</figcaption></figure><p><strong>Em Portugal continental, a subida das temperaturas será especialmente expressiva no interior</strong>, onde poderão ser registados valores claramente acima do habitual, o que converge com um tempo já mais típico do final da primavera avançada ou mesmo do início do verão. De momento, <strong>a Beira Baixa e o Alto Alentejo</strong> surgem como as regiões com anomalias térmicas positivas mais acentuadas<strong> (+1 a +3 ºC)</strong>.</p><p>Porém, <strong>na Madeira e no Grupo Oriental dos Açores</strong>, a tendência para temperaturas abaixo do normal (anomalia térmica negativa <strong>- 1 ºC</strong>) persiste nos mapas do modelo europeu, inclusive durante toda a segunda quinzena de maio, o que significa que no cômputo geral, <strong>este poderá ser um mês mais fresco do que o habitual em boa parte da geografia insular portuguesa</strong>. Nos Grupos Central e Ocidental dos Açores não se detetam tendências térmicas claras na segunda quinzena, o que acrescenta alguma indefinição à previsão.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766930" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-torna-se-mais-instavel-na-primeira-semana-de-maio-saiba-o-que-esperar-da-chuva-e-em-que-regioes-tera-mais-impacto.html" title="Tempo torna-se mais instável na primeira semana de maio: saiba o que esperar da chuva e em que regiões terá mais impacto">Tempo torna-se mais instável na primeira semana de maio: saiba o que esperar da chuva e em que regiões terá mais impacto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-torna-se-mais-instavel-na-primeira-semana-de-maio-saiba-o-que-esperar-da-chuva-e-em-que-regioes-tera-mais-impacto.html" title="Tempo torna-se mais instável na primeira semana de maio: saiba o que esperar da chuva e em que regiões terá mais impacto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/semana-com-tempo-mais-instavel-em-portugal-continental-saiba-o-que-esperar-1777804671763_320.png" alt="Tempo torna-se mais instável na primeira semana de maio: saiba o que esperar da chuva e em que regiões terá mais impacto"></a></article></aside><p>Por último, os mapas de pressão reforçam esta previsão para a unidade territorial do Continente, observando-se uma tendência para <strong>geopotenciais mais elevados, bem como um padrão mais anticiclónico na nossa latitude</strong>, o que tornaria mais difícil a chegada de depressões, bolsas de ar frio ou frentes. Em suma, tudo indica que <strong>maio irá evoluir para um cenário crescentemente mais quente</strong>, com a mudança de tendência que marca o início da corrida para o calor de verão a poder consolidar-se ao longo da segunda quinzena do mês.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-corrida-para-o-calor-de-verao-tera-inicio-na-segunda-quinzena-de-maio-segundo-o-modelo-europeu.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo torna-se mais instável na primeira semana de maio: saiba o que esperar da chuva e em que regiões terá mais impacto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-torna-se-mais-instavel-na-primeira-semana-de-maio-saiba-o-que-esperar-da-chuva-e-em-que-regioes-tera-mais-impacto.html</link><pubDate>Sun, 03 May 2026 11:09:47 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A chuva deverá tornar-se mais frequente em Portugal continental ao longo da semana, com maior expressão no Norte e Centro, sobretudo entre quinta e sexta-feira, quando se esperam os acumulados mais elevados e períodos de precipitação mais persistente. </p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa7xnpm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa7xnpm.jpg" id="xa7xnpm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Nos próximos dias, o estado do tempo em Portugal continental será influenciado pela <strong>aproximação de uma depressão em altitude</strong>, que irá aumentar gradualmente a instabilidade atmosférica e favorecer períodos de chuva mais frequentes e por vezes persistentes no Norte e Centro, com maior incidência nas regiões do litoral e zonas montanhosas, onde se esperam os acumulados mais elevados entre quinta e sexta-feira.</p><h2>Alteração do padrão atmosférico com influência de uma depressão em altitude</h2><p>Entre segunda e terça-feira, o tempo mantém-se relativamente estável. O território encontra-se sob a influência de vento de oeste a sudoeste, transportando ar marítimo húmido e moderado. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>As temperaturas máximas deverão variar entre <strong>15 e 19 °C no litoral</strong> e entre <strong>18 e 23 °C no interior</strong>, com mínimas entre <strong>8 e 12 °C</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-com-tempo-mais-instavel-em-portugal-continental-saiba-o-que-esperar-1777804496435.png" data-image="u25y0le8100c"><figcaption>Nebulosidade abundante sobre Portugal continental na tarde de segunda-feira, com ocorrência de aguaceiros fracos e dispersos, sobretudo no Norte e Centro. A circulação de oeste favorece o transporte de ar húmido do Atlântico, mantendo o céu geralmente encoberto e a precipitação pouco expressiva nesta fase.</figcaption></figure><p>O céu apresentar-se-á pouco nublado ou com períodos de <strong>maior nebulosidade</strong>, sobretudo no litoral, e a precipitação será praticamente inexistente, com acumulados inferiores a 2 mm. </p><p>Na quarta-feira, o estado do tempo mantém-se relativamente estável, apesar de uma ligeira alteração das condições atmosféricas. Poderão ocorrer <strong>aguaceiros fracos e localizados</strong>, sobretudo no interior Norte e Centro durante a tarde, sem expressão significativa no conjunto do território. Os acumulados deverão situar-se geralmente <strong>abaixo dos 5 mm</strong>, podendo ser pontualmente superiores em zonas montanhosas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-com-tempo-mais-instavel-em-portugal-continental-saiba-o-que-esperar-1777804548220.png" data-image="he0r5cms8tvk"><figcaption>Temperaturas mais elevadas na tarde de quarta-feira, com valores a aproximarem-se dos 24 °C no interior e acima dos 20 °C em grande parte do território. O contraste entre litoral e interior mantém-se, refletindo a influência marítima e a circulação de oeste.</figcaption></figure><p>As temperaturas mantêm-se relativamente estáveis, com máximas entre <strong>17 e 22 °C no litoral e entre 20 e 24 °C no interior</strong>. O vento soprará fraco a moderado, podendo intensificar-se ligeiramente no litoral durante a tarde.</p><h2>Chuva mais frequente e descida da temperatura no final da semana</h2><p>Na quinta e sexta-feira, a depressão deverá consolidar-se sobre a Península Ibérica, reforçando os mecanismos de instabilidade. Na quinta-feira, esperam-se <strong>períodos de chuva mais irregulares</strong>, especialmente no Norte e Centro, com acumulados que poderão atingir 10 a 20 mm, sendo inferiores na generalidade do território. Na sexta-feira, a precipitação deverá tornar-se mais frequente e organizada, com acumulados entre 15 e 30 mm, localmente até <strong>40 mm no Minho e em áreas de relevo</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-com-tempo-mais-instavel-em-portugal-continental-saiba-o-que-esperar-1777804671763.png" data-image="or09by6ka0zk"><figcaption>Acumulados de precipitação até ao final de sexta-feira evidenciam maior concentração no Norte e Centro, com valores localmente elevados em áreas de relevo, enquanto o Sul regista quantidades significativamente mais reduzidas e distribuição irregular.</figcaption></figure><p>No Sul, a precipitação será mais irregular e menos significativa, com valores geralmente inferiores a 5 a 10 mm. <strong>As temperaturas deverão manter-se mais elevadas na quinta-feira, com máximas até 24 °C no interior, descendo na sexta-feira para valores próximos de 20 a 21 °C</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766821" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/madeira-com-chuva-persistente-e-acumulados-elevados-ate-dia-7-enquanto-os-acores-mantem-estabilidade-relativa.html" title="Madeira com chuva persistente e acumulados elevados até dia 7, enquanto os Açores mantêm estabilidade relativa">Madeira com chuva persistente e acumulados elevados até dia 7, enquanto os Açores mantêm estabilidade relativa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/madeira-com-chuva-persistente-e-acumulados-elevados-ate-dia-7-enquanto-os-acores-mantem-estabilidade-relativa.html" title="Madeira com chuva persistente e acumulados elevados até dia 7, enquanto os Açores mantêm estabilidade relativa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/madeira-com-chuva-persistente-e-acumulados-elevados-ate-dia-7-enquanto-os-acores-mantem-estabilidade-relativa-1777726385852_320.png" alt="Madeira com chuva persistente e acumulados elevados até dia 7, enquanto os Açores mantêm estabilidade relativa"></a></article></aside><p>Tratando-se de uma previsão a médio prazo, associada à evolução de uma depressão e de estruturas atmosféricas ainda em deslocamento, poderão ocorrer ajustes na localização e intensidade da precipitação, bem como na evolução do vento e da temperatura. Por esse motivo, é aconselhável acompanhar as atualizações mais recentes.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-torna-se-mais-instavel-na-primeira-semana-de-maio-saiba-o-que-esperar-da-chuva-e-em-que-regioes-tera-mais-impacto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma análise genómica revela as mudanças que marcaram os europeus durante a queda do Império Romano]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/uma-analise-genomica-revela-as-mudancas-que-marcaram-os-europeus-durante-a-queda-do-imperio-romano.html</link><pubDate>Sun, 03 May 2026 08:45:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Durante séculos, ao longo de toda a fronteira norte do Império Romano, os habitantes locais coexistiram com os cidadãos romanos e os seus escravos, bem como com os legionários que guardavam o limes, a fronteira imperial.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-analise-genomica-revela-as-mudancas-que-marcaram-os-europeus-durante-a-queda-do-imperio-romano-1777635700233.jpg" data-image="vlbsqh8q4kqt" alt="Palatino; imagem ilustrativa" title="Palatino; imagem ilustrativa"><figcaption>O aparecimento de novas estruturas políticas e sociais na Europa Ocidental e Central durante a transição da Antiguidade para a Idade Média tem sido atribuído, desde há muito, a migrações em grande escala.</figcaption></figure><p>Esta investigação, destaca a presença de famílias nucleares monogâmicas com regras de parentesco influenciadas pelo cristianismo durante o período conhecido como Idade das Trevas. Além disso, <strong>em vez das migrações em grande escala, estas ocorreram em grupos mais pequenos</strong>, baseados em laços familiares ou de parentesco.</p><p> Na Europa Central, <strong>após o colapso do Império Romano do Ocidente, observaram-se mudanças demográficas significativas nas estruturas familiares</strong>. Esta era testemunhou o surgimento de novas sociedades através da fusão de grupos geneticamente distintos, processo que moldou um panorama genético semelhante ao que existe hoje na mesma região. </p><h2>A herança romana predomina na fase inicial do período medieval</h2><p> Um novo estudo, publicado na revista Nature, analisa <strong>258 genomas dos períodos romano tardio e medieval inicial</strong> (400-700 d.C.) de antigos sítios funerários no sul da Alemanha. Os resultados mostram que, durante o período romano tardio, a região albergava dois grupos geneticamente distintos: <strong>as pessoas de ascendência nórdica e os habitantes dos povoados romanos</strong>. </p><p> Este último grupo exibiu uma <strong>grande diversidade genética</strong>, com antepassados de toda a Europa e até da Ásia. O colapso do Estado romano, que levou a uma maior mobilidade de muitos grupos, <strong>deu origem a novas sociedades</strong>. Apesar da sua diversidade genética, os diferentes grupos locais misturaram-se e partilharam a mesma cultura material. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-analise-genomica-revela-as-mudancas-que-marcaram-os-europeus-durante-a-queda-do-imperio-romano-1777635862499.jpg" data-image="5v4a09im12zx" alt="A imagem mostra três irmãos, desenterrados em Ergoldsbach, na Baviera, uma cidade do início da Idade Média." title="A imagem mostra três irmãos, desenterrados em Ergoldsbach, na Baviera, uma cidade do início da Idade Média."><figcaption>Foram analisados 258 genomas antigos da antiga fronteira romana do sul da Alemanha, que analisámos juntamente com 2.500 genomas antigos e 379 genomas modernos. Crédito imagem: Kreisarchäologie Landshut, Richter</figcaption></figure><p> Um dos autores, Joachim Burger, da Universidade Johannes Gutenberg de Mainz (Alemanha), destaca à SINC o aspeto mais surpreendente da descoberta: “As narrativas tradicionais descrevem uma<strong> ‘Idade das Trevas’ em que as tribos germânicas apagaram a cultura romana</strong>. Os nossos dados revelam a presença de famílias nucleares monogâmicas, sem levirato ou casamentos entre primos, e com regras de parentesco influenciadas pelo cristianismo, idênticas às práticas do final da Idade Média.” </p><p> Burger explica que o aspeto mais relevante é que não se trata apenas do social, “mas também do genético; <strong>a herança romana predomina na fase inicial do período medieval</strong>”. </p><h2> Mitos desmistificados </h2><p> Entre os séculos IV e VII d.C., a Europa Central passou da Antiguidade Tardia para o início da Idade Média. Esta transição foi caracterizada por acontecimentos sociais marcantes, como a queda do Império Romano do Ocidente e a disseminação do cristianismo, bem como por mudanças no panorama político da região. No entanto, <strong>pouco se sabe sobre a vida do cidadão comum durante este período</strong>. </p><p> Os autores verificaram que <strong>a esperança de vida era de 43,3 anos para os homens e de 39,8 anos para as mulheres</strong>, e que o parto era um fator de risco significativo para a morte prematura nas mulheres. Contudo, <strong>a maioria das crianças (81,8%) da região cresceu com pelo menos um avô ou avó</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="747981" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/do-minho-ao-algarve-onde-descobrir-o-legado-do-imperio-romano-em-portugal.html" title="Do Minho ao Algarve: onde descobrir o legado do Império Romano em Portugal">Do Minho ao Algarve: onde descobrir o legado do Império Romano em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/do-minho-ao-algarve-onde-descobrir-o-legado-do-imperio-romano-em-portugal.html" title="Do Minho ao Algarve: onde descobrir o legado do Império Romano em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/do-minho-ao-algarve-onde-descobrir-o-legado-do-imperio-romano-em-portugal-1767902055194_320.jpg" alt="Do Minho ao Algarve: onde descobrir o legado do Império Romano em Portugal"></a></article></aside><p> Segundo Burger, <strong>a investigação desmistifica a ideia de invasões tribais coordenadas</strong>: “Os grupos do norte migraram séculos antes da queda do império; não como ‘hordas’ no século V, mas como indivíduos ou famílias que se estabeleceram ao longo das fronteiras”.</p><p>O especialista sublinha que <strong>esta ancestralidade nórdica já fazia parte da sociedade romana</strong> e tinha adotado o seu modo de vida, não sendo considerada “invasora externa”. Os <strong>movimentos foram graduais e localizados</strong>. Grupos como os alamanos (uma confederação de tribos germânicas) emergiram de vazios de poder negociados, e não de invasões em massa. </p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Blöcher, J., Vallini, L., Velte, M. et al. <a href="https://doi.org/10.1038/s41586-026-10437-3" target="_blank">Demography and life histories across the Roman frontier in Germany 400–700 ce</a>. Nature (2026).</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/uma-analise-genomica-revela-as-mudancas-que-marcaram-os-europeus-durante-a-queda-do-imperio-romano.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Esta nova ponte promete mudar tudo entre Portugal e Espanha]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-nova-ponte-promete-mudar-tudo-entre-portugal-e-espanha.html</link><pubDate>Sun, 03 May 2026 07:33:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A nova travessia sobre o rio Sever vai ligar Montalvão a Cedillo, reduzir 85 quilómetros e cortar cerca de uma hora nas deslocações entre os dois países.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-nova-ponte-promete-mudar-tudo-entre-portugal-e-espanha-1777620235674.jpg" data-image="wdubzizbabm4" alt="Ponte" title="Ponte"><figcaption>Nova ponte entre Portugal e Espanha vai poupar uma hora nas viagens. Imagem ilustrativa. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Vai ser construída uma<strong> nova ponte entre Portugal e Espanha</strong>. Sobre o rio Sever, esta ligará os dois territórios por <strong>Cedillo</strong>, do lado espanhol, e <strong>Montalvão</strong>, do lado português.</p><div class="texto-destacado">O projeto já está a ser pensado há vários anos e promete diminuir a distância entre as duas margens em 85 quilómetros. </div><p>A boa notícias é que, em breve, pode finalmente sair do papel. Sim, parece que Portugal e Espanha deram mesmo um passo decisivo para reforçar a ligação entre os dois países.</p><p><strong>O objetivo é claro</strong>: melhorar a circulação de pessoas e bens, reduzir distâncias em cerca de uma hora de viagem, e impulsionar o desenvolvimento económico de duas regiões historicamente afastadas.</p><h2>Uma megaestrutura</h2><p>A nova construção foi partilhada no Diário Oficial do Estado (DOE) e citada pelo jornal espanhol ‘20minutos’. Conforme o documento, <strong>o financiamento será dividido entre o Governo Regional da Extremadura</strong> (com um orçamento estimado de 5,1 milhões de euros) e a Câm<strong>ara Municipal de Nisa</strong> (com cerca de 19,2 milhões de euros). </p><div class="texto-destacado">Feitas as contas, irá custar mais de 24 milhões de euros. </div><p>E quanto a dimensões? A ponte terá cerca de<strong> 160 metros</strong> e será composta por duas faixas de 3,5 metros cada. Além disso, incluirá bermas e passeios com “um toque distintivo que refletirá o caráter português da infraestrutura”, lê-se num comunicado partilhado pela Câmara de Nisa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="709272" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/entre-portugal-e-espanha-ha-um-destino-que-nao-passa-despercebido-a-imprensa-internacional.html" title="Entre Portugal e Espanha há um destino que não passa despercebido à imprensa internacional">Entre Portugal e Espanha há um destino que não passa despercebido à imprensa internacional</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/entre-portugal-e-espanha-ha-um-destino-que-nao-passa-despercebido-a-imprensa-internacional.html" title="Entre Portugal e Espanha há um destino que não passa despercebido à imprensa internacional"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/entre-portugal-e-espanha-ha-um-destino-que-nao-passa-despercebido-a-imprensa-internacional-1746547711866_320.jpg" alt="Entre Portugal e Espanha há um destino que não passa despercebido à imprensa internacional"></a></article></aside><p>A megaestrutura vai incluir também dois arcos gémeos de betão. Isto para evitar a colocação de pilares no leito do rio. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-nova-ponte-promete-mudar-tudo-entre-portugal-e-espanha-1777620516291.jpg" data-image="1kocbgpme424" alt="Rio Sever" title="Rio Sever"><figcaption>As obras do lado português vão arrancar em breve. Foto: Wikimedia // Caligatus</figcaption></figure><p>As obras vão incluir ainda a criação de um novo corredor de cerca de 700 metros na margem portuguesa do rio Sever, que ligará a Estrada Municipal 1139 à plataforma do futuro viaduto.</p><h2>Um pedido antigo que irá facilitar as deslocações</h2><p>Esta estrutura é já um <strong>pedido antigo dos residentes</strong>, que se deslocam com frequência entre estes dois países. Além de oferecer uma ligação mais rápida entre Montalvão e Cedillo, a ponta<strong> irá facilitar as deslocações diárias </strong>e o acesso a serviços.</p><div class="texto-destacado">Sim, porque, com a nova ponte, o trajeto será muito mais rápido e direto, facilitando o dia a dia de residentes, trabalhadores e empresas.</div><p>No fundo, a redução significativa do tempo de viagem, a maior circulação de pessoas e mercadorias, o estímulo ao comércio local e turismo e o reforço da ligação entre Lisboa e Madrid por via rodoviária, estão entre os<strong> principais benefícios</strong> desta obra.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="699303" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-ponte-internacional-mais-pequena-do-mundo-apenas-6-metros-entre-portugal-e-espanha.html" title="A ponte internacional mais pequena do mundo: apenas 6 metros entre Portugal e Espanha">A ponte internacional mais pequena do mundo: apenas 6 metros entre Portugal e Espanha</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-ponte-internacional-mais-pequena-do-mundo-apenas-6-metros-entre-portugal-e-espanha.html" title="A ponte internacional mais pequena do mundo: apenas 6 metros entre Portugal e Espanha"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-ponte-internacional-mais-pequena-do-mundo-apenas-6-metros-entre-portugal-e-espanha-1740770390227_320.jpg" alt="A ponte internacional mais pequena do mundo: apenas 6 metros entre Portugal e Espanha"></a></article></aside><p>Apesar de não se saber ainda quando é que a ponte internacional ficará completa, o jornal espanhol avança que <strong>as obras do lado português deverão começar “em breve”</strong>, após a adjudicação do contrato.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-nova-ponte-promete-mudar-tudo-entre-portugal-e-espanha.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Barragens em Portugal com 92% de armazenamento, mas níveis já começam a descer]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/barragens-em-portugal-com-92-de-armazenamento-mas-niveis-ja-comecam-a-descer.html</link><pubDate>Sun, 03 May 2026 06:17:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>As barragens em Portugal mantêm níveis elevados no final de abril, após um inverno muito chuvoso. Ainda assim, os dados mais recentes indicam uma inversão da tendência, com o início de uma descida gradual dos volumes armazenados.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/barragens-em-portugal-com-92-de-armazenamento-mas-niveis-ja-comecam-a-descer-1777719323861.jpeg" data-image="cj2xascj6ywf" alt="Barragens mantêm níveis elevados após inverno chuvoso" title="Barragens mantêm níveis elevados após inverno chuvoso"><figcaption>Barragem com níveis elevados de armazenamento após um inverno excecionalmente chuvoso. Apesar deste cenário, os dados do final de abril evidenciam já o início de uma descida dos volumes armazenados, marcando a transição para o período mais seco.</figcaption></figure><p>Após vários meses marcados pela subida dos níveis de armazenamento, impulsionada por um inverno excecionalmente chuvoso, o <strong>final de abril marca uma mudança de tendência</strong>: as barragens em Portugal começam a registar uma diminuição dos volumes armazenados.</p><p>De acordo com o boletim semanal de albufeiras, a 27 de abril o volume total armazenado atingia cerca de <strong>12 101 hm³</strong>, correspondente a <strong>92% da capacidade total</strong>, registando uma diminuição de 21 hm³ face à semana anterior, com <strong>descidas em 10 bacias hidrográficas</strong>. Esta variação semanal, embora pouco expressiva, representa um sinal consistente de inversão face ao padrão dominante dos meses anteriores.</p><h2>Fim da fase de enchimento dá lugar a uma descida gradual dos níveis</h2><p>Esta evolução assinala o fim da fase de reposição associada à precipitação invernal e a entrada num período em que passam a dominar as <strong>perdas naturais e o consumo</strong>. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Após vários meses de subida contínua, as barragens começam a dar sinais de inversão. A descida agora observada marca a transição para uma fase dominada pela menor precipitação e pelo aumento das perdas naturais. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Nas últimas semanas, a menor frequência de sistemas frontais atlânticos reduziu a ocorrência de precipitação significativa, enquanto a subida das temperaturas começa a intensificar os processos de <strong>evaporação e evapotranspiração,</strong> contribuindo para a diminuição gradual dos volumes armazenados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/barragens-em-portugal-com-92-de-armazenamento-mas-niveis-ja-comecam-a-descer-1777710649928.jpg" data-image="378pd9noee7d"><figcaption>Armazenamento por bacia hidrográfica a 27 de abril evidencia níveis elevados em todo o território, com a maioria das regiões acima da média para a época. Destacam-se, no entanto, diferenças regionais, com algumas bacias a apresentar valores inferiores ao habitual, num contexto de início de descida dos volumes armazenados. Fonte: APA/SNIRH.</figcaption></figure><p>Ainda assim, <strong>o nível global de armazenamento mantém-se elevado</strong>, refletindo a acumulação dos meses anteriores, com a maioria das albufeiras acima dos 80% da capacidade total e nenhuma abaixo dos 40%, o que coloca o país numa posição confortável à entrada do período seco.</p><h2>Diferenças regionais persistem apesar do elevado armazenamento</h2><p>Apesar deste cenário globalmente favorável, a <strong>distribuição da água não é homogénea</strong>. Algumas bacias hidrográficas, como o Ave e o Mondego, apresentam <strong>valores abaixo da média para esta altura do ano</strong>, refletindo uma recuperação menos expressiva.</p><p>Ao nível local, estas diferenças tornam-se mais evidentes, com albufeiras como Fronhas, com cerca de 47%, ou Torrão, em torno de 70%, a contrastar com outras próximas da capacidade máxima. Estas assimetrias <strong>tendem a ganhar importância nas próximas semanas</strong>, já que os sistemas com menor armazenamento inicial respondem mais rapidamente à ausência de precipitação prolongada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766728" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/maquinas-no-terreno-aceleram-limpeza-de-rios-para-evitar-novas-cheias-no-inverno.html" title="Máquinas no terreno aceleram limpeza de rios para evitar novas cheias no inverno">Máquinas no terreno aceleram limpeza de rios para evitar novas cheias no inverno</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/maquinas-no-terreno-aceleram-limpeza-de-rios-para-evitar-novas-cheias-no-inverno.html" title="Máquinas no terreno aceleram limpeza de rios para evitar novas cheias no inverno"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/maquinas-no-terreno-aceleram-limpeza-de-rios-para-evitar-novas-cheias-no-inverno-1777640586760_320.jpg" alt="Máquinas no terreno aceleram limpeza de rios para evitar novas cheias no inverno"></a></article></aside><p>Ao mesmo tempo, <strong>o aumento da procura de água, sobretudo no setor agrícola, começa a ter maior peso na evolução das reservas disponíveis</strong>. Ao longo do mês de maio, a evolução deverá refletir condições mais estáveis, com menor frequência de precipitação significativa, sendo expectável uma <strong>descida gradual dos níveis armazenados</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/barragens-em-portugal-com-92-de-armazenamento-mas-niveis-ja-comecam-a-descer-1777719389436.jpeg" data-image="a3ozplye88zt"><figcaption>A rega agrícola ganha maior expressão nesta fase da primavera, num contexto de menor precipitação e subida das temperaturas, fatores que contribuem para a diminuição gradual das reservas armazenadas.</figcaption></figure><p>Trata-se de um comportamento típico desta altura do ano, associado à redução do contributo da precipitação e ao aumento das perdas, reforçando <strong>a importância de uma gestão eficiente dos recursos hídricos</strong>, especialmente durante períodos de maior exigência e menor disponibilidade hídrica.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/barragens-em-portugal-com-92-de-armazenamento-mas-niveis-ja-comecam-a-descer.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cometa interestelar 3I/ATLAS está cheio de água: revelam que veio de um lugar mais frio que o Sistema Solar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cometa-interestelar-3i-atlas-esta-cheio-de-agua-revelam-que-ele-veio-de-um-lugar-mais-frio-que-o-sistema-solar.html</link><pubDate>Sun, 03 May 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Análises recentes do cometa interestelar 3I/ATLAS revelaram concentrações extraordinárias de líquidos pesados. Estas métricas sugerem uma origem gélida e muito distante, desafiando a nossa compreensão da formação planetária além do Sol.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/agua-de-otro-mundo-el-cometa-interestelar-3i-atlas-revela-un-origen-gelido-y-extrano-fuera-de-nuestro-sistema-solar-1777281520902.jpeg" data-image="q677i0fbjksy" alt="Cometa interestelar 3I/ATLAS" title="Cometa interestelar 3I/ATLAS"><figcaption>Cientistas descobriram níveis sem precedentes de água pesada no cometa 3I/ATLAS. Um enigma químico que revela como os planetas nascem no frio galáctico.</figcaption></figure><p>Examinar corpos celestes de fora da nossa vizinhança cósmica é fascinante para compreendermos a grandeza do universo. Este é o caso do <strong>cometa interestelar 3I/ATLAS</strong>. Este corpo errante passou perto do Sol, permitindo aos cientistas recolher dados sem precedentes sobre a sua composição química. Os astrónomos aproveitaram uma breve janela de oportunidade para examinar o seu <strong>interior congelado</strong>, mas ninguém esperava encontrar medições tão inconsistentes com os registos usuais.</p><p>Esta investigação revela<strong> abundâncias surpreendentes de componentes primordiais</strong>. As moléculas detetadas agem como cápsulas do tempo, guardando segredos sobre lugares remotos envoltos em frio extremo. Tal descoberta levanta uma série de questões profundas sobre como outros mundos nascem. Claramente,<strong> o ambiente de onde este objeto visitante emergiu difere significativamente do disco de poeira quente que moldou a Terr</strong><strong>a</strong>.</p><h2>Primeira análise do cometa com radiotelescópios</h2><p>Uma equipa científica da Universidade de Michigan realizou este levantamento detalhado apenas seis dias após a maior aproximação do corpo celeste ao Sol. Utilizaram as poderosas antenas do <strong><em>Atacama Large Millimeter/submillimeter Array</em> (ALMA)</strong>, superando obstáculos visuais que impedem a visualização de outros instrumentos. Este observatório chileno capta frequências milimétricas específicas, revelando traços químicos ocultos sob a intensa luz das estrelas e capturando a <strong>assinatura espectral única do corpo celeste</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr"><a href="https://twitter.com/hashtag/BreakingNews?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#BreakingNews</a> ️The interstellar comet 3I/ATLAS contains 40 times more semi-heavy water than Earth's oceans Demonstrating that its system of origin formed under extreme conditions.<br><br>First measurement of HDO in an interstellar object!<a href="https://t.co/jY6eyNbN3M">https://t.co/jY6eyNbN3M</a> <a href="https://t.co/rk0LmqbxjR">pic.twitter.com/rk0LmqbxjR</a></p>— ALMA Observatory (@almaobs) <a href="https://twitter.com/almaobs/status/2047308325352559059?ref_src=twsrc%5Etfw">April 23, 2026</a></blockquote></figure><p>Identificar as proporções moleculares exatas exige tecnologia de alta precisão. A substituição de um átomo de hidrogénio por deutério cria uma assinatura distinta, embora rara. De acordo com Salazar Manzano, investigador e astrónomo da Universidade de Michigan, "Estas observações mostram que <strong>as condições sob as quais o nosso sistema solar se formou são muito diferentes daquelas de outros sistemas planetários na galáxia</strong>". O forte contraste entre estas duas realidades celestes é evidente.</p><p>Observar diretamente a nossa estrela central representa um risco tecnológico considerável para as lentes tradicionais. Teresa Paneque-Carreño, especialista no uso do ALMA, também destacou o papel fundamental deste telescópio: "A maioria dos instrumentos não consegue apontar para o Sol, mas radiotelescópios como o ALMA conseguem. Fomos capazes de estudar o cometa logo após o seu periélio, o que nos permitiu medir estas moléculas de uma forma impossível com outros instrumentos".</p><h2>Contrastes na água deuterada do cometa 3I/ATLAS</h2><p>Frequentemente descritos como massas de gelo empoeiradas, <strong>estes corpos errantes carregam gelos inalterados desde a sua formação inicial</strong>. Nessa mistura, líquidos comuns coexistem com variantes semi-pesadas. Medições de rotina na nossa vizinhança revelam proporções minúsculas, com uma partícula modificada a aparecer a cada 10.000 partículas normais. Esta escassez torna qualquer tentativa de deteção remota utilizando espectroscopia astronómica básica extremamente difícil, exigindo recetores ultrassensíveis para obter leituras confiáveis.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/agua-de-otro-mundo-el-cometa-interestelar-3i-atlas-revela-un-origen-gelido-y-extrano-fuera-de-nuestro-sistema-solar-1777281584223.jpeg" data-image="wwzikdt3rjrd" alt="Cometa interestelar 3I/ATLAS" title="Cometa interestelar 3I/ATLAS"><figcaption>O cometa 3I/ATLAS contém 30 vezes mais água pesada do que objetos próximos, indicando uma origem em sistemas gelados. Esta descoberta, feita com o telescópio ALMA, confirma que o cometa nasceu em ambientes muito mais frios do que o nosso Sol.</figcaption></figure><p>Os<strong> resultados obtidos superaram todas as expectativas anteriores da equipa de investigação</strong>. As leituras confirmaram quantidades 30 vezes maiores que a média local e também 40 vezes superiores à concentração registada nos oceanos da Terra. Tal abundância aponta para um processo de formação muito diferente das teorias convencionais aplicadas localmente. É inegável que estamos a lidar com um <strong>material formado sob parâmetros termodinâmicos completamente estranhos ao nosso ambiente</strong> atualmente conhecido.</p><p>A relação entre estas minúsculas partículas subatómicas remonta aos primórdios do cosmos. Compreender esta distribuição específica ajuda a traçar a evolução da matéria após o Big Bang. Cada partícula pesada atua como uma testemunha silenciosa dos tempos antigos, fornecendo pistas vitais sobre a química primitiva.</p><h2>Uma origem distante e fria, marcada por frio extremo</h2><p>Aumentar a presença de partículas pesadas exige temperaturas extremamente baixas durante as fases de formação. Modelos teóricos sugerem que <strong>temperaturas abaixo de -243 °C</strong> são necessárias para alcançar esse enriquecimento molecular específico.</p><p>Estas<strong> temperaturas verdadeiramente congelantes garantem a fixação do deutério nos minúsculos cristais nascentes</strong>. Tudo indica que este misterioso objeto errante tomou forma em regiões escuras, longe do calor das estrelas.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/sd8364I7vzw/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=sd8364I7vzw" id="sd8364I7vzw"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A<strong><strong> </strong></strong>manutenção dessa composição intacta ao longo de uma longa jornada cósmica demonstra a notável estabilidade do enigmático cometa interestelar 3I/ATLAS. <strong>Ejetado do seu local de nascimento original por estranhas forças gravitacionais, ele vagueou pelo denso vazio interestelar, preservando a sua delicada estrutura interna</strong>. Salazar Manzano resume isto da seguinte forma: “Sabemos que o sistema onde 3I/ATLAS nasceu devia ser extremamente frio e muito diferente do nosso”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="733532" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/rochas-gelo-e-estrelas-cadentes-desvendamos-a-diferenca-entre-asteroides-cometas-e-meteoros.html" title="Rochas, gelo e estrelas cadentes: desvendamos a diferença entre asteroides, cometas e meteoros">Rochas, gelo e estrelas cadentes: desvendamos a diferença entre asteroides, cometas e meteoros</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/rochas-gelo-e-estrelas-cadentes-desvendamos-a-diferenca-entre-asteroides-cometas-e-meteoros.html" title="Rochas, gelo e estrelas cadentes: desvendamos a diferença entre asteroides, cometas e meteoros"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/piedras-hielo-y-estrellas-fugaces-desvelamos-la-diferencia-entre-asteroides-cometas-y-meteoros-1760036484846_320.jpeg" alt="Rochas, gelo e estrelas cadentes: desvendamos a diferença entre asteroides, cometas e meteoros"></a></article></aside><p>Recuperar estes vestígios antigos é fundamental para a exploração astronómica moderna. Paneque-Carreño acrescenta: "Cada cometa interestelar carrega consigo uma parte da sua história, como fósseis. Ainda não sabemos exatamente de onde vêm, mas instrumentos como o ALMA permitem-nos começar a reconstruir esta origem e compará-la com a do nosso sistema solar". <strong>Lentamente, a humanidade está a decifrar os profundos mistérios do imenso cosmos</strong>.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Luis E. Salazar Manzano et al., <a href="https://www.nature.com/articles/s41550-026-02850-5" target="_blank">Water D/H in 3I/ATLAS as a probe of formation conditions in another planetary system, Nature Astronomy</a> (2026) Nature Astronomy.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cometa-interestelar-3i-atlas-esta-cheio-de-agua-revelam-que-ele-veio-de-um-lugar-mais-frio-que-o-sistema-solar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Este é o plano da NASA para instalar uma estrutura multimilionária, num passo decisivo rumo à colonização lunar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/este-e-o-plano-da-nasa-para-instalar-uma-estrutura-multimilionaria-num-passo-decisivo-rumo-a-colonizacao-lunar.html</link><pubDate>Sat, 02 May 2026 15:37:06 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Descubra como a NASA planeia fornecer energia ao Polo Sul lunar através de reatores nucleares, painéis solares verticais e redes elétricas inteligentes, lançando as bases tecnológicas para a futura colonização do Planeta Vermelho.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-es-el-plan-de-la-nasa-para-instalar-una-estructura-millonaria-en-un-paso-decisivo-hacia-la-colonizacion-lunar-1777147384223.png" data-image="3flh52fsamtv"><figcaption>Representação artística de um sistema de energia de fissão na superfície lunar. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p> Um aspeto extremamente importante para a nova corrida espacial, especialmente para a missão Artemis, é <strong>a eletricidade</strong> — energia, luz, "corrente", como alguns diriam. Pois, ao planear missões de longa duração, este será um componente vital, sobretudo no local a que pretendem chegar: <strong>o Polo Sul lunar</strong>. </p><div class="texto-destacado"> Esta região apresenta desafios ambientais extremos, escuridão quase contínua, temperaturas gélidas e um terreno acidentado onde a luz solar incide num ângulo muito baixo, tornando extremamente difícil a dependência exclusiva de painéis solares convencionais.</div><p>As primeiras missões serão completamente autossuficientes na sua geração de energia, mas para missões mais longas e complexas, a NASA irá implementar uma estratégia de<strong> energia externa que permitirá aos módulos de aterragem reduzir o seu peso</strong>, libertando espaço crítico para transportar instrumentos científicos.</p><p>Esta estratégia requer o desenvolvimento de infraestruturas flexíveis capazes de suportar operações em várias regiões lunares. A Agência tem um objetivo claro: <strong>preparar o terreno para futuras missões tripuladas ambiciosas a Marte</strong>, em conjunto com o Departamento de Energia dos EUA.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-es-el-plan-de-la-nasa-para-instalar-una-estructura-millonaria-en-un-paso-decisivo-hacia-la-colonizacion-lunar-1777147729871.jpg" data-image="b6puhwow5ia9"><figcaption>O Secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, e o Administrador da NASA, Jared Isaacman. Foto: NASA/John Kraus.</figcaption></figure><p>A verdade é que <strong>o sucesso da Artemis depende</strong> desta evolução da independência para a interligação, e é aqui que a Lua se tornará o primeiro mundo além da Terra com uma rede elétrica funcional, permitindo à humanidade dar o próximo grande salto para o espaço.</p><h2>Energia de fissão e painéis solares</h2><p>A NASA está a desenvolver o Projeto de Energia de Fissão de Superfície, um modelo híbrido que combina <strong>reatores nucleares com tecnologia solar avançada</strong>, no âmbito do qual planeia implantar reatores autónomos até 2030, com sistemas que fornecerão energia contínua e fiável, operando sem intervenção humana. </p><p>Para atingir este objetivo, os projetos incluem reatores leves com menos de seis toneladas, com unidades que devem gerar pelo menos 40 quilowatts — <strong>o equivalente ao consumo de energia de 30 casas ao longo de uma década</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764438" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/quando-a-terra-ilumina-a-lua-o-fenomeno-da-luz-cinzenta-e-como-observa-lo.html" title="Quando a Terra ilumina a Lua: o fenómeno da luz cinzenta e como observá-lo">Quando a Terra ilumina a Lua: o fenómeno da luz cinzenta e como observá-lo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/quando-a-terra-ilumina-a-lua-o-fenomeno-da-luz-cinzenta-e-como-observa-lo.html" title="Quando a Terra ilumina a Lua: o fenómeno da luz cinzenta e como observá-lo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cuando-la-tierra-ilumina-la-luna-el-fenomeno-de-la-luz-cenicienta-y-como-observarlo-1775553188481_320.jpeg" alt="Quando a Terra ilumina a Lua: o fenómeno da luz cinzenta e como observá-lo"></a></article></aside><p>Para missões de menor dimensão, estão a ser estudados <strong>sistemas radioisotópicos capazes de funcionar em áreas permanentemente na sombra</strong>, garantindo que a exploração não seja interrompida durante as longas noites lunares, com a vantagem de uma independência total em relação aos ciclos de luz e escuridão.</p><p>Além disso, estão a ser considerados <strong>painéis solares verticais para captar luz no terreno complexo do Polo Sul</strong>, e estes serão fabricados utilizando material lunar. Esta técnica de utilização de recursos in situ reduzirá a dependência de suprimentos provenientes da Terra, um passo crítico para alcançar uma presença humana verdadeiramente sustentável.</p><h3>A Rede Lunar</h3><p>A distribuição evoluirá de microrredes locais para uma rede complexa de serviços públicos. Para longas distâncias, a transmissão de corrente alternada de alta tensão reduzirá o peso dos cabos, permitindo <strong>maior eficiência energética na transferência de eletricidade entre habitats e centros de mineração</strong>.</p><p>O desenvolvimento do <strong>Conversor de Interface Modular Universal</strong> será a peça central desta conectividade. Este dispositivo padronizará o acesso à energia para todos os utilizadores da rede, permitindo que diferentes naves espaciais e equipamentos se liguem à infraestrutura sem adaptadores complexos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-es-el-plan-de-la-nasa-para-instalar-una-estructura-millonaria-en-un-paso-decisivo-hacia-la-colonizacion-lunar-1777147506275.png" data-image="e6hkvwteuzg9"><figcaption>Representação artística de um sistema de energia de fissão na superfície lunar. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>Também estão a ser estudadas tecnologias de transmissão sem fios, utilizando lasers para superar as barreiras do terreno acidentado da Lua. A "transmissão de energia" é<strong> ideal para fornecer energia a crateras profundas onde é impossível instalar cabos</strong>, ajudando a explorar as áreas mais remotas do polo.</p><p>Um aspeto importante é que <strong>a infraestrutura física deve resistir ao pó lunar abrasivo e às flutuações térmicas extremas do ambiente</strong>. Para tal, estão a ser concebidos cabos e conectores com materiais avançados para evitar falhas catastróficas durante o funcionamento.</p><h3>Armazenamento de energia e o caminho para Marte</h3><p>Tal como acontece com os nossos telemóveis, <strong>o armazenamento de energia é absolutamente necessário, mas as baterias são frequentemente demasiado caras ou pesadas</strong> — especialmente as atuais baterias de lítio. Basta olhar para os carros da Tesla, onde a maior parte do peso (e do custo) provém delas. Para sobreviver, serão necessárias células recarregáveis leves.</p><p>Como mencionado anteriormente, as baterias tradicionais de iões de lítio são demasiado pesadas, razão pela qual a NASA está a investir em <strong>processos químicos inovadores que maximizam a densidade energética por quilograma</strong>. Estas soluções permitirão que os rovers operem durante períodos muito mais longos e seguros.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765459" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-forca-invisivel-que-move-o-mar-como-a-lua-e-o-sol-criam-mares-extremas.html" title="A força invisível que move o mar: como a Lua e o Sol criam marés extremas">A força invisível que move o mar: como a Lua e o Sol criam marés extremas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-forca-invisivel-que-move-o-mar-como-a-lua-e-o-sol-criam-mares-extremas.html" title="A força invisível que move o mar: como a Lua e o Sol criam marés extremas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-fuerza-invisible-que-mueve-el-mar-como-la-luna-y-el-sol-crean-mareas-extremas-1776747223504_320.png" alt="A força invisível que move o mar: como a Lua e o Sol criam marés extremas"></a></article></aside><p><strong>Todo este desenvolvimento é extrapolável para Marte</strong>, permitindo que estas tecnologias sejam testadas primeiro na Lua; e, com a experiência operacional adquirida com este tipo de rede modular, os riscos no Planeta Vermelho serão drasticamente reduzidos.</p><p>Reduzir os riscos operacionais aqui é o passo prévio necessário antes de finalmente colonizar o tão desejado Planeta Vermelho. <strong>Ao dominar a energia num ambiente de baixa gravidade, garantimos o sucesso da nossa espécie</strong> — e é assim que o caminho para Marte passará pela criação (e domínio) de uma rede elétrica lunar eficiente.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/este-e-o-plano-da-nasa-para-instalar-uma-estrutura-multimilionaria-num-passo-decisivo-rumo-a-colonizacao-lunar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Porque é que a água molha? A ciência explica como as moléculas interagem ao entrar em contacto com uma superfície]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/porque-e-que-a-agua-molha-a-ciencia-explica-como-as-moleculas-interagem-ao-entrar-em-contacto-com-uma-superficie.html</link><pubDate>Sat, 02 May 2026 15:27:04 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Descubra como a química molecular e a temperatura interagem para criar a sensação de humidade que sentimos diariamente ao entrar em contacto com a água.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-el-agua-moja-explicacion-cientifica-1777587572296.png" data-image="449xjg5zlwqs"><figcaption>A ciência revela que a água nos molha devido à adesão dos seus ímanes moleculares e ao processo térmico de evaporação. Esta interação elétrica entre o líquido e as superfícies explica porque é que as roupas se colam umas às outras e sentimos frio.</figcaption></figure><p>Caminhar sob um céu cinzento e ser surpreendido por uma chuva repentina é uma experiência comum que todos já vivemos alguma vez na vida. Nesse instante, a roupa começa inevitavelmente a absorver a água, transformando a leveza das peças num fardo pesado colado ao corpo. <strong>Esta transformação obedece a leis físicas que ditam o comportamento da matéria líquida</strong>.</p><p>Não é preciso ser um especialista dedicado a estudar os segredos do clima e da dinâmica atmosférica para saber que a água é protagonista da física terrestre. Não importa se falamos de uma grande tempestade ou da humidade contida no ar de uma floresta, o comportamento hídrico é constante. <strong>A chave reside na interação das partículas minúsculas com os objetos que as rodeiam no dia a dia</strong>.</p><h2>O segredo da adesão e da polaridade molecular: porque é que a água molha?</h2><p>O conceito de molhado manifesta-se <strong>quando o fluido se espalha por uma superfície em vez de se manter como uma esfera fechada</strong>. Notará que o tecido escurece e adere à pele devido a uma propriedade química chamada adesão forte. As moléculas de água sentem uma ligação poderosa por outros corpos, procurando estabelecer um contacto físico com os materiais circundantes que é difícil de quebrar sem aplicar calor.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">¿Por qué el agua moja? <a href="https://twitter.com/hashtag/MiSe%C3%B1al?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#MiSeñal</a> tiene la respuesta. <a href="https://twitter.com/hashtag/LaCienciaCuenta?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#LaCienciaCuenta</a> <a href="https://t.co/OCLer8WCbp">pic.twitter.com/OCLer8WCbp</a></p>— Señal Colombia (@SenalColombia) <a href="https://twitter.com/SenalColombia/status/794245264676556800?ref_src=twsrc%5Etfw">November 3, 2016</a></blockquote></figure><p>Cada uma das partículas que compõem uma gota funciona de forma semelhante a um íman microscópico com extremidades carregadas de eletricidade. Possuem uma zona com carga negativa e outra com carga positiva, <strong>o que as torna elementos muito reativos face ao seu ambiente imediato</strong>. Materiais comuns como o vidro ou as fibras de uma camisa apresentam esta natureza elétrica polarizada. Ao entrarem em contacto, as cargas opostas atraem-se intensamente.</p><p>Esta forte atração mútua é responsável pelo facto de o fluido se deslocar pelos poros da matéria com uma facilidade surpreendente e se espalhar. Ao contrário do mercúrio, cujas partículas preferem permanecer unidas entre si formando bolas isoladas, o H2O procura a companhia externa. <strong>A sensação de estar encharcado depende do tempo que o líquido consegue manter-se ligado à superfície cutânea</strong>. Se não se agarrassem assim, a chuva escorregaria.</p><h2>Arrefecimento por evaporação e a razão física da sensação de frio</h2><p>Após o contacto com o líquido, <strong>sentimos uma descida brusca da nossa temperatura corporal</strong>, especialmente na zona afetada. Este fenómeno de arrefecimento requer uma transferência de energia específica para que as moléculas mudem de estado físico. Para que as partículas abandonem o estado líquido e se transformem em gás, precisam de se separar das suas vizinhas através deste processo energético natural.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-el-agua-moja-explicacion-cientifica-1777449763147.jpg" data-image="ocqqk9f1c8p9" alt="A medida que aumenta la temperatura, la adhesión entre moléculas disminuye" title="A medida que aumenta la temperatura, la adhesión entre moléculas disminuye"><figcaption>À medida que a temperatura aumenta, a adesão entre as moléculas diminui. Imagem: OpenStax, CC BY-SA</figcaption></figure><p>O calor necessário para esta transformação é extraído diretamente do ambiente mais próximo, que, no caso da roupa húmida, é a nossa própria pele. <strong>É esta perda de energia térmica que gera o arrepio característico que sentimos</strong>, mesmo em dias em que o sol brilha. O nosso sistema nervoso associa tanto esta relação térmica que, por vezes, confundimos a baixa temperatura com a presença de líquido real. Tocar em algo gelado pode dar-nos essa impressão.</p><p>Esta capacidade de absorver calor é uma ferramenta muito útil que a física utiliza para equilibrar condições na vida quotidiana. Observamo-lo claramente ao aplicar álcool sobre uma ferida, sentindo um frescor instantâneo porque esse produto evapora-se com grande rapidez. Da mesma forma, <strong>o mecanismo da transpiração depende desta troca de energia para arrefecer o nosso organismo</strong> e evitar sobreaquecimentos prejudiciais à saúde.</p><h2>Humidade atmosférica e o paradoxo do vapor de água no fogo</h2><p>Existe um tipo de humidade que não conseguimos ver a olho nu, mas que influencia a forma como percebemos o ambiente. <strong>O ar funciona como um recipiente limitado que só pode conter uma quantidade máxima de vapor de água em suspensão</strong>. Quando este limite é atingido, o processo de evaporação dos líquidos pára, fazendo com que nos sintamos desconfortáveis e pegajosos, mesmo sem estar a chover diretamente sobre nós.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/0mY2TIauUwc/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=0mY2TIauUwc" id="0mY2TIauUwc"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A capacidade de armazenamento da atmosfera varia consoante a temperatura indicada pelo termómetro em cada momento. Enquanto as massas de ar quentes conseguem reter grandes volumes de vapor sem chegar à saturação, <strong>as zonas frias atingem esse estado com facilidade.</strong> Por este motivo, os recantos escuros de uma casa apresentam frequentemente um ambiente com um nível de humidade muito mais elevado. Ao não receber calor, o líquido não consegue transformar-se em gás.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="756367" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/lagos-de-agua-negra-na-bacia-do-congo-libertam-carbono-ancestral-para-a-atmosfera.html" title="Lagos de água negra na bacia do Congo libertam carbono ancestral para a atmosfera">Lagos de água negra na bacia do Congo libertam carbono ancestral para a atmosfera</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/lagos-de-agua-negra-na-bacia-do-congo-libertam-carbono-ancestral-para-a-atmosfera.html" title="Lagos de água negra na bacia do Congo libertam carbono ancestral para a atmosfera"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/lagos-de-agua-negra-na-bacia-do-congo-libertam-carbono-ancestral-para-a-atmosfera-1772235697444_320.jpg" alt="Lagos de água negra na bacia do Congo libertam carbono ancestral para a atmosfera"></a></article></aside><p>É fascinante que, em situações de calor extremo, como as que se verificam em torno de um grande incêndio florestal, sejam libertadas imensas nuvens de vapor. Embora associemos as chamas à secura absoluta, <strong>a combustão gera uma grande quantidade de vapor de água que se eleva em direção ao ar quente</strong>. Como o ambiente está a uma temperatura elevada, este vapor não forma gotas visíveis, permitindo que a roupa seque rapidamente.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/porque-e-que-a-agua-molha-a-ciencia-explica-como-as-moleculas-interagem-ao-entrar-em-contacto-com-uma-superficie.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item></channel></rss>