<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Wed, 23 Sep 2026 16:00:12 +0000</lastBuildDate><pubDate>Wed, 23 Sep 2026 16:00:12 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Temperaturas acima do normal em Portugal: IPMA estende aviso amarelo a 13 distritos e à Madeira até sexta-feira]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-acima-do-normal-em-portugal-ipma-estende-aviso-amarelo-a-13-distritos-e-a-madeira-ate-sexta-feira.html</link><pubDate>Wed, 23 Sep 2026 15:05:10 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O IPMA prolongou os avisos amarelos devido às temperaturas elevadas, que continuarão a marcar o estado do tempo nos próximos dias. Até sexta-feira, 13 distritos do Continente e várias regiões da Madeira estarão sob aviso.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbc0ona"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbc0ona.jpg" id="xbc0ona"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O calor continuará a marcar o estado do tempo em Portugal nos próximos dias, com temperaturas muito acima do habitual para o final de setembro. <strong>No continente, os valores mais elevados deverão concentrar-se entre hoje e quinta-feira, enquanto </strong><strong>na Madeira o aquecimento ganha maior expressão a partir de quinta-feira</strong>, levando o IPMA a manter avisos amarelos por tempo quente.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Na origem deste episódio está uma<strong> dorsal anticiclónica que se mantém sobre a Península Ibérica e o Atlântico subtropical</strong>, favorecendo a estabilidade atmosférica e movimentos descendentes do ar.<strong> </strong>Esta configuração, juntamente com a <strong>presença de uma massa de ar muito quente</strong>, favorece a subida das temperaturas à superfície e a persistência do calor durante vários dias. A cerca de 1500 metros de altitude, os valores rondarão 20 ºC, confirmando a presença de ar anormalmente quente sobre Portugal.</p><h2>Calor persiste no continente com temperaturas muito acima do habitual</h2><p>Devido à persistência de temperaturas máximas elevadas, o IPMA mantém vários distritos do território continental sob <strong>aviso amarelo</strong>, entre os quais <strong>Bragança, Vila Real, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Santarém, Lisboa, Portalegre e Évora.</strong> Hoje, as máximas poderão atingir 36 ºC em Santarém e Évora, 35 ºC em Castelo Branco e Portalegre e 34 ºC em Viseu e Coimbra. As anomalias poderão alcançar +12 ºC em Viseu e +11 ºC em Braga e Vila Real.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-acima-do-normal-em-portugal-ipma-estende-aviso-amarelo-a-13-distritos-e-a-madeira-ate-sexta-feira-1790171278662.jpg" data-image="pwdkdr22hqn7"><figcaption>As temperaturas deverão ficar muito acima do habitual durante o dia de hoje, quarta-feira, com anomalias que poderão atingir +12 ºC em Viseu e +11 ºC em Braga e Vila Real.</figcaption></figure><p>Na quinta-feira, as temperaturas deverão permanecer elevadas nas regiões mais quentes, com Évora a poder voltar a atingir <strong>36 ºC e Santarém, Castelo Branco e Beja os 35 ºC</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-acima-do-normal-em-portugal-ipma-estende-aviso-amarelo-a-13-distritos-e-a-madeira-ate-sexta-feira-1790171311728.jpg" data-image="z6opa41fp2ij"><figcaption>Na quinta-feira, as temperaturas máximas deverão continuar elevadas no continente, com os valores mais altos previstos no interior Centro e Sul.</figcaption></figure><p>Na sexta-feira, a entrada de ar mais fresco pelo Atlântico deverá favorecer uma <strong>descida das temperaturas, mais evidente no litoral Norte e Centro</strong>. No interior e no Sul, a descida será menos acentuada, com máximas de 34 ºC previstas em Évora e Beja e de 33 ºC em Castelo Branco.</p><h2>Madeira sob calor mais intenso entre quinta e sexta-feira</h2><p>Na Madeira, o calor deverá tornar-se mais expressivo a partir de quinta-feira, com uma subida acentuada das temperaturas em várias localidades. <strong>A Ponta do Sol poderá atingir 32 ºC, São Vicente 31 ºC e o Funchal 30 ºC</strong>, enquanto as anomalias poderão alcançar +7 ºC em São Vicente e no Curral das Freiras.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-acima-do-normal-em-portugal-ipma-estende-aviso-amarelo-a-13-distritos-e-a-madeira-ate-sexta-feira-1790171239846.jpg" data-image="lncrv5ieqc2o"><figcaption>Na Madeira, o calor intensifica-se a partir de quinta-feira, com os valores mais elevados previstos na costa sul e em algumas regiões da costa norte da ilha.</figcaption></figure><p>Na sexta-feira, deverão continuar a registar-se temperaturas máximas elevadas, com 30 ºC no Funchal e 29 ºC em São Vicente e Ponta do Sol, e noites particularmente quentes nas zonas costeiras da vertente sul. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790117" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-segunda-ciclogenese-explosiva-atingira-a-irlanda-a-partir-de-segunda-feira-eis-como-afetara-portugal.html" title="Uma segunda ciclogénese explosiva atingirá a Irlanda a partir de segunda-feira: eis como afetará Portugal">Uma segunda ciclogénese explosiva atingirá a Irlanda a partir de segunda-feira: eis como afetará Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-segunda-ciclogenese-explosiva-atingira-a-irlanda-a-partir-de-segunda-feira-eis-como-afetara-portugal.html" title="Uma segunda ciclogénese explosiva atingirá a Irlanda a partir de segunda-feira: eis como afetará Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/uma-segunda-ciclogenese-explosiva-atingira-a-irlanda-a-partir-de-segunda-feira-eis-como-afetara-portugal-1790169238592_320.png" alt="Uma segunda ciclogénese explosiva atingirá a Irlanda a partir de segunda-feira: eis como afetará Portugal"></a></article></aside><p>Perante a persistência de temperaturas máximas elevadas,<strong> o IPMA colocou a Costa Norte, Costa Sul, Regiões Montanhosas e Porto Santo sob aviso amarelo</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-acima-do-normal-em-portugal-ipma-estende-aviso-amarelo-a-13-distritos-e-a-madeira-ate-sexta-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma mudança no tempo aproxima-se de Portugal: saiba o que esperar a partir de 27 de setembro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-mudanca-no-tempo-aproxima-se-de-portugal-saiba-o-que-esperar-a-partir-de-27-de-setembro.html</link><pubDate>Wed, 23 Sep 2026 14:49:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois de vários dias de calor e tempo seco, setembro poderá despedir-se com uma mudança significativa. A partir de domingo (27), a influência atlântica aumenta e a chuva poderá ganhar força e extensão nos dias seguintes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-mudanca-no-tempo-aproxima-se-de-portugal-saiba-o-que-esperar-a-partir-de-27-de-setembro-1790167162768.jpg" data-image="1ghu128w1tpb" alt="Chuva para o final de setembro" title="Chuva para o final de setembro"> <figcaption>A mudança do tempo começará a fazer-se sentir a partir de domingo, dia 27, com mais nebulosidade, humidade e os primeiros períodos de chuva. Mas será terça-feira, dia 29, que poderá marcar a viragem mais significativa, com a chegada de uma frente Atlântica que traz precipitação mais persistente e abrangente.</figcaption></figure><p>Portugal continental prepara-se para uma mudança significativa do estado do tempo na reta final de setembro. Depois de vários dias marcados por temperaturas elevadas e tempo predominantemente seco, a influência atlântica deverá ganhar terreno. <strong>A partir de domingo, dia 27, aumentará a humidade e a nebulosidade, seguindo-se uma maior probabilidade de chuva, que poderá tornar-se mais persistente e abrangente no dia 29</strong>.</p><h2>Calor ainda domina esta quarta-feira, dia 23</h2><p>Esta quarta-feira, dia 23, o calor continuará a marcar presença em grande parte do território continental. As temperaturas máximas deverão ultrapassar os <strong>30 ºC em muitas localidades</strong>, contrastando com alguns pontos da faixa costeira ocidental, onde a proximidade do Atlântico manterá os termómetros bastante mais baixos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-mudanca-no-tempo-aproxima-se-de-portugal-saiba-o-que-esperar-a-partir-de-27-de-setembro-1790165824561.jpg" data-image="365vid6d8us4" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption>O calor continua a dominar esta quarta-feira, com máximas acima dos 30 ºC em grande parte do território e valores próximos dos 38 ºC no interior. Junto ao litoral, a influência atlântica mantém as temperaturas mais amenas.</figcaption></figure><p>Localidades como <strong>Peniche, Póvoa de Varzim ou Vila do Conde</strong> poderão não ultrapassar os 20 ºC. No interior, o cenário será completamente diferente: <strong>Mora e Ponte de Sor poderão aproximar-se dos 38 ºC</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Na quinta-feira começará a notar-se uma maior influência atlântica, sobretudo nas regiões Norte e Centro, embora o calor ainda persista em várias zonas do interior.</p><h2>Sexta-feira traz descida das temperaturas, mas continuam acima da média</h2><p>Na sexta-feira, dia 25, o arrefecimento deverá tornar-se mais evidente no litoral Norte e Centro. Cidades como <strong>Leiria, Coimbra e Braga poderão registar máximas entre aproximadamente 23 e 26 ºC</strong>, valores consideravelmente inferiores aos observados no início da semana.</p><p>Ainda assim, isto não significa que o país passe imediatamente para um cenário mais frio do que o habitual. Os mapas da Meteored mantêm <strong>anomalias térmicas positivas em grande parte de Portugal</strong>, particularmente no interior, onde os desvios poderão continuar bastante expressivos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-mudanca-no-tempo-aproxima-se-de-portugal-saiba-o-que-esperar-a-partir-de-27-de-setembro-1790165880828.jpg" data-image="bks87i9o456n" alt="Anomalia da Temperatura" title="Anomalia da Temperatura"><figcaption>Apesar da descida das temperaturas no litoral Norte e Centro, grande parte de Portugal continuará mais quente do que o habitual para esta altura do ano. No interior, as anomalias positivas serão ainda bastante expressivas.</figcaption></figure><p>Durante o sábado não são esperadas grandes alterações no padrão geral. Será sobretudo a partir do dia seguinte que a mudança ganhará outra dimensão.</p><h2>Domingo, dia 27 começa a verdadeira mudança do tempo</h2><p>No domingo, <strong>o enfraquecimento da influência anticiclónica permitirá uma maior aproximação da instabilidade atlântica</strong>. O ambiente deverá tornar-se progressivamente mais húmido e nublado, com possibilidade de precipitação fraca no Norte, sobretudo durante a noite.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-mudanca-no-tempo-aproxima-se-de-portugal-saiba-o-que-esperar-a-partir-de-27-de-setembro-1790165959048.jpg" data-image="0sh23e6tex5b" alt="Nuvens e chuva" title="Nuvens e chuva"><figcaption>A mudança começa a ganhar forma no domingo: o aumento da humidade e da nebulosidade será acompanhado pela possibilidade de chuva fraca no Norte, antecipando um período mais instável.</figcaption></figure><p>Esta mudança estará também associada à entrada gradual de <strong>uma massa de ar mais fresca de norte</strong>, que ajudará a afastar o padrão de temperaturas anormalmente elevadas dos dias anteriores. Na segunda-feira, dia 28, a instabilidade deverá persistir. A chuva continuará, numa primeira fase, mais provável nas regiões do Norte, enquanto as temperaturas deverão prosseguir a sua trajetória descendente.</p><h2>Dia 29 poderá marcar a entrada da chuva mais significativa</h2><p>É na <strong>terça-feira, dia 29</strong>, que o ECMWF projeta atualmente a alteração mais expressiva. Uma vasta e intensa depressão no Atlântico Norte (possivelmente ciclone-bomba) deverá deslocar-se em direção à Irlanda e outros países da Europa Ocidental, aproximando dos territórios ibéricos <strong>uma frente fria bastante organizada</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-mudanca-no-tempo-aproxima-se-de-portugal-saiba-o-que-esperar-a-partir-de-27-de-setembro-1790166032556.jpg" data-image="kdkq1532qmdi" alt="Situação sinóptica" title="Situação sinóptica"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-334299">Uma extensa e profunda depressão formada no Atlântico Norte aproximará os seus sistemas frontais da Península Ibérica. Portugal ficará progressivamente mais exposto à circulação atlântica e à chegada de precipitação.</figcaption></figure><p>O corpo frontal poderá atravessar grande parte de Portugal continental, originando <strong>períodos prolongados de chuva, pontualmente moderada a forte</strong>, e acumulados mais significativos do que os previstos nos dias anteriores. O Norte e Centro deverão ser inicialmente as regiões mais expostas, mas a precipitação poderá estender-se posteriormente a outras zonas do país.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-mudanca-no-tempo-aproxima-se-de-portugal-saiba-o-que-esperar-a-partir-de-27-de-setembro-1790166096997.jpg" data-image="ralrunztwda6" alt="Precipitação" title="Precipitação"><figcaption>O ECMWF projeta uma frente fria organizada a atravessar Portugal no dia 29. A extensa faixa de precipitação poderá deixar períodos prolongados de chuva, localmente moderada a forte, em várias regiões do país.</figcaption></figure><p>A presença de uma frente bem definida representa uma alteração substancial relativamente ao padrão seco que tem vindo a ser predominante durante setembro.</p><h2>Instabilidade poderá prolongar-se até ao último dia do mês</h2><p>Na quarta-feira, <strong>dia 30 de setembro</strong>, Portugal poderá continuar sob influência de condições instáveis, com períodos de precipitação e temperaturas claramente mais baixas do que as registadas nesta semana. A descida será igualmente sentida durante <strong>as noites e madrugadas</strong>, que deverão tornar-se progressivamente mais frescas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790117" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-segunda-ciclogenese-explosiva-atingira-a-irlanda-a-partir-de-segunda-feira-eis-como-afetara-portugal.html" title="Uma segunda ciclogénese explosiva atingirá a Irlanda a partir de segunda-feira: eis como afetará Portugal">Uma segunda ciclogénese explosiva atingirá a Irlanda a partir de segunda-feira: eis como afetará Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-segunda-ciclogenese-explosiva-atingira-a-irlanda-a-partir-de-segunda-feira-eis-como-afetara-portugal.html" title="Uma segunda ciclogénese explosiva atingirá a Irlanda a partir de segunda-feira: eis como afetará Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/uma-segunda-ciclogenese-explosiva-atingira-a-irlanda-a-partir-de-segunda-feira-eis-como-afetara-portugal-1790169238592_320.png" alt="Uma segunda ciclogénese explosiva atingirá a Irlanda a partir de segunda-feira: eis como afetará Portugal"></a></article></aside><p>Importa, contudo, salientar que as projeções para os dias 29 e 30 ainda apresentam alguma incerteza. <strong>A trajetória da depressão e o posicionamento exato das frentes serão determinantes para perceber onde choverá mais e quais serão os acumulados finais</strong>. As próximas atualizações permitirão afinar este cenário.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-mudanca-no-tempo-aproxima-se-de-portugal-saiba-o-que-esperar-a-partir-de-27-de-setembro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma segunda ciclogénese explosiva atingirá a Irlanda a partir de segunda-feira: eis como afetará Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-segunda-ciclogenese-explosiva-atingira-a-irlanda-a-partir-de-segunda-feira-eis-como-afetara-portugal.html</link><pubDate>Wed, 23 Sep 2026 13:21:15 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Sem tréguas! Prevê-se que uma nova depressão sofra um processo de ciclogénese explosiva, dando origem ao segundo ciclone-bomba em pouco menos de 7 dias no Atlântico Norte. Eis como poderá afetar o tempo em Portugal.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbbzi42"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbbzi42.jpg" id="xbbzi42"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Analisando os <strong>mapas meteorológicos da Meteored</strong> a curto e médio prazo, constata-se que após a depressão atlântica que está neste momento em processo de ciclogénese explosiva em pleno Atlântico Norte e que se irá posicionar a sul da Islândia, será apenas uma <strong>“questão de poucos dias”</strong> até que outra, ainda mais profunda e intensa, cave rapidamente, em latitudes algo mais a sul,<strong> dando origem ao segundo ciclone-bomba a formar-se no Atlântico Norte em menos de 1 semana</strong>.</p><h2>Entre Açores e Irlanda ocorrerá um segundo processo de ciclogénese explosiva</h2><p>Tal como referido anteriormente em previsões da <strong>Meteored Portugal</strong>, a segunda depressão a sofrer processo de ciclogénese explosiva em pleno Atlântico Norte e a formar-se em menos de 7 dias, <strong>passará ainda como uma depressão atlântica “normal” muito perto do arquipélago dos Açores entre domingo e segunda-feira, dias 27 e 28 de setembro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-segunda-ciclogenese-explosiva-ameaca-a-irlanda-no-inicio-da-proxima-semana-eis-como-podera-afetar-portugal-1790167032476.jpg" data-image="ukd2k7hkva2z"><figcaption>A depressão centrada ligeiramente a norte do arquipélago dos Açores com uma pressão mínima de 1002 hPa no seu núcleo é a mesma que nas 24 horas seguintes se poderá transformar no segundo potencial "ciclone-bomba" formado no Atlântico Norte em pouco menos de uma semana.</figcaption></figure><p><strong>Deixará chuva e vento fortes neste território insular português</strong>, antes de cavar e intensificar de forma vertiginosa à medida que o seu centro for rodopiando para norte, o que fará aumentar consideravelmente o gradiente de pressão e consequentemente intensificar os ventos associados.</p><p>Devido à trajetória que o centro de baixas pressões descreverá rumo a nordeste pelo Atlântico fora, percebe-se nos mapas que <strong>a Irlanda poderá ser a terra firme sob maior risco de tempo severo</strong>.</p><p>Quando já tiver alcançado um forte grau de intensificação - núcleo muito profundo e isóbaras muito estreitas e aproximadas, com gradiente de pressão elevado e ventos muito fortes em seu redor - <strong>o “ciclone-bomba” ‘ameaçará’ a Irlanda com chuva abundante, fortes rajadas de vento e risco de inundações e danos em infraestruturas entre segunda (28) e terça-feira (29)</strong>.</p><p>Porém, antes de atingir este grau de desenvolvimento, <strong>ainda passará pelos Açores </strong>- na categoria de uma típica depressão atlântica - entre domingo (27) e segunda-feira (28).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-segunda-ciclogenese-explosiva-ameaca-a-irlanda-no-inicio-da-proxima-semana-eis-como-podera-afetar-portugal-1790166854816.jpg" data-image="iufs0tla6okj"><figcaption>Esta é a mesma depressão do mapa acima após sofrer o processo de ciclogénese explosiva, apresentando uma pressão mínima central de 957 hPa às 22:00 horas de segunda-feira (28) e prestes a embater na Irlanda.</figcaption></figure><p>De facto, entre domingo e segunda-feira, dias 27 e 28 de setembro, os mapas de referência da Meteored, baseados no modelo ECMWF, estimam uma <strong>queda acentuada da pressão central mínima da depressão (superior a 24 hPa em 24 horas</strong>, ultrapassando o limite considerado para a designação de ciclogénese explosiva).</p><p><strong>Às 22 horas de domingo (27) prevê-se que a depressão registe no seu núcleo uma pressão mínima de 1002 hPa</strong> - estando nessa altura centrada ligeiramente a norte do arquipélago dos Açores, mas suficientemente perto para gerar efeitos adversos - enquanto que às <strong>22 horas de segunda-feira (28)</strong> a pressão mínima central já terá baixado drasticamente para<strong> 957 hPa</strong>.</p><h2>Antes de se transformar em ciclone-bomba, a depressão provocará estes efeitos nos Açores</h2><p>A partir do meio da manhã de domingo (27) espera-se que os primeiros pingos de chuva gerados por linhas de instabilidade associadas à depressão atlântica, ainda numa fase perfeitamente normal, comecem a cair sobre o Grupo Ocidental dos Açores.<strong> Durante a tarde e noite de domingo (27), conforme a baixa for avançando para leste, a precipitação deverá progredir para as restantes ilhas</strong>, condicionando sobretudo o Grupo Central e de forma mais residual as ilhas mais orientais. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-segunda-ciclogenese-explosiva-ameaca-a-irlanda-no-inicio-da-proxima-semana-eis-como-podera-afetar-portugal-1790167235635.jpg" data-image="chnpu7uiwd0i"><figcaption>A depressão gerará fortes rajadas de vento entre domingo (27) e segunda-feira (28) no arquipélago dos Açores.</figcaption></figure><p>Tanto no domingo (27) como na segunda-feira (28) o vento, inicialmente de Sudoeste e posteriormente de Noroeste, produzirá rajadas muito fortes, <strong>especialmente no Grupo Ocidental (até 90 km/h no domingo) e Central (entre 50 e 85 km/h em ambos os dias)</strong>. No Grupo Oriental o vento forte só se deverá fazer sentir na segunda-feira (28), estando previstas rajadas desde 50 até 75 km/h, especialmente na primeira metade do dia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789943" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ciclogenese-explosiva-agita-o-atlantico-norte-esta-sera-a-unica-regiao-de-portugal-afetada-pela-chuva-e-vento-fortes.html" title="Ciclogénese explosiva agita o Atlântico Norte: esta será a única região de Portugal afetada pela chuva e vento fortes">Ciclogénese explosiva agita o Atlântico Norte: esta será a única região de Portugal afetada pela chuva e vento fortes</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ciclogenese-explosiva-agita-o-atlantico-norte-esta-sera-a-unica-regiao-de-portugal-afetada-pela-chuva-e-vento-fortes.html" title="Ciclogénese explosiva agita o Atlântico Norte: esta será a única região de Portugal afetada pela chuva e vento fortes"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ciclogenese-explosiva-agita-o-atlantico-norte-esta-sera-a-unica-regiao-de-portugal-afetada-pela-chuva-e-vento-fortes-1790088297092_320.png" alt="Ciclogénese explosiva agita o Atlântico Norte: esta será a única região de Portugal afetada pela chuva e vento fortes"></a></article></aside><p>Importa, contudo, esclarecer que, <strong>fruto da incerteza que ainda persiste face à trajetória exata da depressão, os valores previstos de intensidade e distribuição da precipitação e do vento ainda poderão sofrer ajustes</strong>, algo que é perfeitamente normal dado que nos referimos a um horizonte temporal de 4-5 dias. Isto aplica-se tanto ao prognóstico traçado para os Açores e Irlanda, como para Portugal continental.</p><h2>Portugal continental também estará na rota desta potente perturbação atlântica</h2><p><strong>Importa salientar, desde já, que Portugal continental não será “apanhado” diretamente</strong> por esta poderosa depressão atlântica - plenamente transformada em ciclone-bomba já na segunda-feira, 28 de setembro quando estiver na iminência de atingir em cheio território irlandês, algo que deverá acontecer de forma mais agreste na terça-feira (29).</p><p> Contudo, os mapas revelam que uma ou mais frentes frias associadas a este potente sistema de baixas pressões terão capacidade para se organizarem e esticarem o suficiente para sul, alcançando Portugal continental. <strong>Prevê-se que uma primeira frente possa gerar vastos períodos de chuva fraca a pontualmente moderada ou forte na terça-feira (29)</strong>, e que, logo de seguida, já na quarta-feira (30), uma segunda frente associada possa provocar novos períodos de instabilidade. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-segunda-ciclogenese-explosiva-ameaca-a-irlanda-no-inicio-da-proxima-semana-eis-como-podera-afetar-portugal-1790167326608.jpg" data-image="xpc3un1l68pe"><figcaption>Este mapa mostra uma extensa e alongada frente fria a 'regar' Portugal continental na terça-feira, 29 de setembro, num cenário que se deverá repetir na quarta-feira, dia 30.</figcaption></figure><p>De momento, <strong>os mapas sugerem a possibilidade da totalidade da geografia continental portuguesa ser afetada por estas áreas de instabilidade</strong>, embora os nossos mapas revelem que as Regiões Norte, Centro e quiçá Lisboa e Vale do Tejo e Alto Alentejo estejam particularmente mais expostos à ocorrência de chuva abundante.</p><p><strong>Ainda é cedo para perceber se a precipitação será acompanhada por vento forte</strong>, uma vez que ainda não há dados suficientes para perceber o possível impacto deste último elemento climático no nosso território.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-segunda-ciclogenese-explosiva-atingira-a-irlanda-a-partir-de-segunda-feira-eis-como-afetara-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Do vapor à modernidade. Há 170 anos, o comboio mudou Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/do-vapor-a-modernidade-ha-170-anos-o-comboio-mudou-portugal.html</link><pubDate>Wed, 23 Sep 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A primeira viagem ferroviária será assinada com um programa que recupera memórias, recria o percurso inaugural e devolve ao público o ambiente que marcou o início de uma nova era no país.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-vapor-a-modernidade-ha-170-anos-o-comboio-mudou-portugal-1788290400761.jpg" data-image="0yk5s07070hk" alt="Comboio D. Luiz" title="Comboio D. Luiz"><figcaption>O comboio D. Luiz fez a primeira viagem ferroviária em Portugal. Encontra-se atualmente em exposição estática no Museu Nacional Ferroviário no Entroncamento. Foto: CP – Comboios de Portugal</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A <strong>28 de outubro de 1856</strong>, Portugal entrou na era ferroviária com uma viagem que ligou <strong>Lisboa ao Carregado</strong> em apenas 40 minutos. Para um país habituado a deslocações lentas, onde a travessia entre Lisboa e Porto podia demorar cinco dias, a visão de <strong>duas locomotivas</strong> a vapor a puxar catorze carruagens de madeira parecia irreal. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A viagem inaugural contou com honras de Estado e a presença de figuras ilustres, embora nem tudo tenha corrido como planeado.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O rei <strong>D. Pedro V</strong> chegou atrasado e <strong>perdeu a partida do comboio</strong> batizado de D. Luiz. Acabaria por seguir numa locomotiva separada para alcançar a comitiva, um episódio que a imprensa da época não perdoou. </p><p>O regresso foi ainda mais atribulado. Uma <strong>avaria</strong> numa das locomotivas obrigou o maquinista a largar carruagens ao longo do percurso. O <strong>vagão do Cardeal-Patriarca</strong> ficou retido em Sacavém e outras personalidades foram deixadas na Póvoa de Santa Iria.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-vapor-a-modernidade-ha-170-anos-o-comboio-mudou-portugal-1788290556819.jpg" data-image="u7ad3gmaicvh" alt="Postal comemorativo da viagem inaugural entre Lisboa e Carregado" title="Postal comemorativo da viagem inaugural entre Lisboa e Carregado"><figcaption>Postal comemorativo da viagem inaugural entre Lisboa e Carregado. Imagem: Museu Nacional Ferroviário</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Muitos convidados regressaram a Lisboa já de madrugada, alguns a pé, outros em carroças, guiados por populares que percorriam a linha com archotes. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A Marquesa de Rio Maior, figura marcante da alta aristocracia, descreveu a cena como a busca pelos “náufragos do Progresso” numa crónica divertida, incluída no seu livro de memórias.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Para o povo, que nunca tinha visto nada mais rápido do que um cavalo, a “máquina de fogo” foi um verdadeiro espanto. Há relatos de <strong>pessoas que se benziam</strong> à passagem do comboio, enquanto <strong>bandas de música</strong> e foguetes saudavam a locomotiva em cada localidade. A chegada do caminho‑de‑ferro foi um choque cultural que misturou entusiasmo, receio e curiosidade.</p><h2>O caminho até à modernização</h2><p>A primeira viagem não foi apenas um acontecimento tecnológico. Representou uma mudança profunda num país que tentava se recuperar de décadas de instabilidade política, guerras civis e dificuldades económicas. </p><div class="texto-destacado">A Regeneração, iniciada em 1851, visava modernizar Portugal, aproximando-o dos padrões europeus. Fontes Pereira de Melo, ministro das Obras Públicas, acreditava que estradas, pontes e linhas férreas eram vitais para dinamizar a economia.</div><p>Mas o atraso português era evidente. <strong>O Reino Unido</strong> inaugurou a primeira linha comercial em 1830 e, na década de 1850, já possuía uma rede extensa. <strong>França</strong> e <strong>Alemanha</strong> viviam um boom ferroviário e <strong>Espanha</strong> teve a sua primeira linha em 1848. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-vapor-a-modernidade-ha-170-anos-o-comboio-mudou-portugal-1788290659543.jpg" data-image="2hb4tijdkzmw" alt="Sud Express" title="Sud Express"><figcaption>A ligação ferroviária Sud Express, inaugurada a 4 de novembro de 1887, foi um marco na história da integração de Portugal na Europa. Foto: domínio público, via Wikimedia Commons</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Portugal chegava tarde, mas com ambição. O impacto foi imediato. O caminho‑de‑ferro <strong>aproximou regiões isoladas</strong>, acelerou o transporte de produtos agrícolas e mineiros e facilitou a circulação de jornais e livros. </p><p>A ligação a Paris no <strong>Sud Express</strong>, inaugurada em 1887, colocou o país na rota europeia e reforçou a ideia de que o comboio era mais do que um meio de transporte. Era um símbolo de progresso.</p><h2>Um ano de celebrações </h2><p>Em 2026, assinalam-se 170 anos da primeira viagem e o Governo criou uma <strong>comissão para organizar um programa que se estenderá até outubro de 2027</strong>. O objetivo é recuperar o ambiente da época e mostrar ao público o impacto que aquele dia teve na história nacional.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774958" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esqueca-o-carro-estas-5-viagens-sao-imperdiveis-mas-para-fazer-de-comboio.html" title="Esqueça o carro: estas 5 viagens são “imperdíveis”, mas para fazer de comboio">Esqueça o carro: estas 5 viagens são “imperdíveis”, mas para fazer de comboio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esqueca-o-carro-estas-5-viagens-sao-imperdiveis-mas-para-fazer-de-comboio.html" title="Esqueça o carro: estas 5 viagens são “imperdíveis”, mas para fazer de comboio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esqueca-o-carro-estas-5-viagens-sao-imperdiveis-mas-para-fazer-de-comboio-1782110637838_320.jpg" alt="Esqueça o carro: estas 5 viagens são “imperdíveis”, mas para fazer de comboio"></a></article></aside><p>A <strong>reconstituição da viagem inaugural </strong>será um dos momentos centrais. A CP prepara a utilização da locomotiva 0186, que habitualmente circula no Douro e em percursos especiais de Natal. A expectativa é recriar o trajeto entre Santa Apolónia e o Carregado com a tranquilidade que faltou em 1856.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O Museu Nacional Ferroviário avança com duas iniciativas já em fase final: a recuperação de uma ambulância postal e o lançamento de um selo comemorativo. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A <strong>ambulância postal</strong>, um vagão dedicado ao transporte e à distribuição de correio, funcionava como uma estação móvel e prestava serviços essenciais em zonas rurais. O sistema foi desativado em 1972, mas permanece como testemunho de uma época em que o comboio era um elo de comunicação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-vapor-a-modernidade-ha-170-anos-o-comboio-mudou-portugal-1788290874685.jpg" data-image="2hhwsfwi3mw1" alt="Ambulância-postal da Linha do Vouga" title="Ambulância-postal da Linha do Vouga"><figcaption>As ambulâncias postais entraram em serviço em 1866 para fazer triagem, processamento e transporte de correio. Foto: ambulância postal da Linha do Vouga, domínio público, via Wikimedia Commons</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>As comemorações pretendem, acima de tudo, recordar o momento em que Portugal viu nascer a velocidade. A viagem inaugural pode ter sido caótica, mas abriu caminho a <strong>transformações profundas</strong>. Reviver esse dia é revisitar o instante em que o país deu um passo decisivo rumo à modernidade.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Infraestruturas%20de%20Portugal" data-year="" data-title="Caminhos%20de%20Ferro%20em%20Portugal%20(1856-2024)" data-url="https%3A%2F%2Fwww.infraestruturasdeportugal.pt%2Fpt-pt%2Fcaminho-de-ferro-168-anos-de-historia-e-compromisso-com-o-futuro">Infraestruturas de Portugal. <a href="https://www.infraestruturasdeportugal.pt/pt-pt/caminho-de-ferro-168-anos-de-historia-e-compromisso-com-o-futuro" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Caminhos de Ferro em Portugal (1856-2024)</a>.</cite><br><cite data-author="CP%20%E2%80%93%20Comboios%20de%20Portugal" data-year="" data-title="O%20Comboio%20Real.%20Ao%20servi%C3%A7o%20da%20Fam%C3%ADlia%20Real%20Portuguesa%2C%20entre%201862%20e%201910" data-url="https%3A%2F%2Fcp.pt%2Finfo%2Fw%2Finstitutional%2Froyal-train">CP – Comboios de Portugal. <a href="https://cp.pt/info/w/institutional/royal-train" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">O Comboio Real. Ao serviço da Família Real Portuguesa, entre 1862 e 1910</a>.</cite><br><cite data-author="Rui%20Cardoso" data-year="" data-title="160%20anos%20na%20linha%20-%20Expresso" data-url="https%3A%2F%2Fexpresso.pt%2Fsociedade%2F2016-10-22-160-anos-na-linha">Rui Cardoso. <a href="https://expresso.pt/sociedade/2016-10-22-160-anos-na-linha" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">160 anos na linha - Expresso</a>.</cite><br><cite data-author="avante.pt" data-year="" data-title="1856%20%E2%80%93%20Primeira%20viagem%20de%20comboio%20em%20Portugal" data-url="https%3A%2F%2Favante.pt%2Fpt%2F2335%2Fmemoria%2F151222%2F1856-%25E2%2580%2593-Primeira-viagem-de-comboio-em-Portugal.htm">avante.pt. <a href="https://avante.pt/pt/2335/memoria/151222/1856-%E2%80%93-Primeira-viagem-de-comboio-em-Portugal.htm" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">1856 – Primeira viagem de comboio em Portugal</a>.</cite><br><cite data-author="IP%20Patrim%C3%B3nio" data-year="" data-title="Caminhos%20de%20Ferro%20em%20Portugal%20%E2%80%93%20169%20anos%20de%20viagens%20e%20hist%C3%B3rias" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ippatrimonio.pt%2Fpt-pt%2Fcaminhos-de-ferro-em-portugal-169-anos-de-viagens-e-historias">IP Património. <a href="https://www.ippatrimonio.pt/pt-pt/caminhos-de-ferro-em-portugal-169-anos-de-viagens-e-historias" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Caminhos de Ferro em Portugal – 169 anos de viagens e histórias</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/do-vapor-a-modernidade-ha-170-anos-o-comboio-mudou-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Este castelo no Tejo vai transformar-se num campo de batalha medieval durante dois dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-castelo-no-tejo-vai-transformar-se-num-campo-de-batalha-medieval-durante-dois-dias.html</link><pubDate>Wed, 23 Sep 2026 08:33:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>De 26 a 27 de setembro, o Castelo de Almourol recebe cavaleiros, arqueiros, falcoaria e um assalto noturno. A entrada nesta recriação histórica é livre.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-castelo-no-tejo-vai-transformar-se-num-campo-de-batalha-medieval-durante-dois-dias-1789915932120.jpg" data-image="jqc67rkpc0bs" alt="Castelo de Almourol" title="Castelo de Almourol"><figcaption>Este castelo português vai voltar à Idade Média com um assalto depois do pôr do sol. Foto: Wikimedia // Daniel Feliciano</figcaption></figure><p>Se gosta de história, castelos e programas diferentes, prepare-se: o <strong>Almourol Templário</strong> regressa a<strong> Vila Nova da Barquinha</strong> com dois dias de recriações, combates, falcoaria e um assalto noturno.</p><p>É verdade. Durante dois dias, o Castelo de Almourol vai trocar a tranquilidade habitual por espadas, arqueiros, cavaleiros, música medieval e um acampamento onde a Idade Média ganha outra vida. </p><div class="texto-destacado">A iniciativa “Almourol Templário — O Assalto” acontece a 26 e 27 de setembro, em Vila Nova da Barquinha, com entrada livre.</div><p>Curioso? Apesar de toda a programação, podemos adiantar já que o grande momento está reservado para a noite de sábado, dia 26. Às 22:00 horas, o castelo será cenário de um <strong>assalto noturno</strong>, que é como quem diz, uma recriação histórico-militar. No fundo, trata-se de um momento que promete transformar a fortaleza numa espécie de campo de batalha medieval. </p><p>Algo a não perder, podemos dizer. Afinal, não é todos os dias que se vê uma das imagens mais conhecidas do Tejo rodeada de cavaleiros e armas históricas depois de o sol desaparecer. Mas o programa começa bastante antes. </p><h2>Há muito mais do que espadas e armaduras</h2><p> A partir das 12:30 de sábado, será hasteada a bandeira e aberto o acampamento militar e civil, que permanece no local ao longo do fim de semana. </p><p>Entre as 14:30 e as 18:00 horas do mesmo dia, os visitantes podem participar ainda em <strong>várias experiências imersivas</strong>. Há o “Templário por um dia”, para maiores de 18 anos, o “Dança por um dia”, a partir dos 16, e “Coquinaria por um dia”, também destinada a adultos. </p><div class="texto-destacado">Atenção, porque as atividades têm vagas limitadas e inscrição prévia.</div><p>Para quem preferir ficar do lado de fora da armadura, também não faltam opções. O recinto terá mercado tradicional, tasquinhas, artes e ofícios, demonstrações de esgrima histórica, arco e besta, falcoaria, danças e música históricas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-castelo-no-tejo-vai-transformar-se-num-campo-de-batalha-medieval-durante-dois-dias-1789916206196.jpg" data-image="h0gh7yihd6bf" alt="Medieval" title="Medieval"><figcaption>Saiba tudo sobre o “Almourol Templário — O Assalto”. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>O programa inclui ainda uma conversa dedicada ao património templário e um workshop sobre os barcos avieiros. Às 15:00 horas está prevista a assinatura de um protocolo de cooperação entre o Município de Vila Nova da Barquinha e o Convento de Cristo, em Tomar, classificado como Património Mundial da UNESCO.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782043" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/pela-primeira-vez-em-mais-de-250-anos-este-farol-abre-as-portas-ao-publico.html" title="Pela primeira vez, em mais de 250 anos, este farol abre as portas ao público">Pela primeira vez, em mais de 250 anos, este farol abre as portas ao público</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/pela-primeira-vez-em-mais-de-250-anos-este-farol-abre-as-portas-ao-publico.html" title="Pela primeira vez, em mais de 250 anos, este farol abre as portas ao público"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/este-farol-esteve-fechado-ao-publico-durante-250-anos-agora-pode-finalmente-entrar-1785858126006_320.jpg" alt="Pela primeira vez, em mais de 250 anos, este farol abre as portas ao público"></a></article></aside><p>No domingo, a viagem pela história continua a partir das 10:00, com a reabertura do acampamento. Entre as propostas estão oficinas de esgrima histórica, danças históricas e cozinha medieval. E, claro, que <strong>os mais novos também têm direito a uma atividade própria</strong>, “O Pequeno Templário”.</p><p>Durante a tarde, entre as 14:30 e as 17:30, haverá ainda estátuas vivas e a possibilidade de participar em “No Acampamento por um dia”, com novas experiências ligadas à vida medieval. Por fim, o programa termina às 17:30, com o arrear da bandeira.</p><h2>Um castelo com mais de 800 anos de história templária</h2><p>Não pense que o cenário foi escolhido ao acaso. Aliás, a escolha não podia ser mais adequada. </p><div class="texto-destacado">O Castelo de Almourol ergue-se numa pequena ilha do rio Tejo e está profundamente ligado à presença dos Templários no Médio Tejo.</div><p>Quando as forças portuguesas conquistaram este território, em 1129, já existia ali uma fortificação, então conhecida como Almorolan. O espaço passou depois para a posse dos Templários e foi reconstruído durante o século XII. Uma inscrição existente no castelo indica que as obras de reconstrução ficaram concluídas em 1171, durante o mestrado de Gualdim Pais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="722550" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/os-castelos-medievais-mais-bonitos-do-mundo.html" title="Os castelos medievais mais bonitos do mundo">Os castelos medievais mais bonitos do mundo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/os-castelos-medievais-mais-bonitos-do-mundo.html" title="Os castelos medievais mais bonitos do mundo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/los-castillos-medievales-mas-bonitos-del-mundo-1751257112566_320.jpeg" alt="Os castelos medievais mais bonitos do mundo"></a></article></aside><p>A fortaleza fazia parte da linha defensiva do Tejo e apresenta várias características associadas à arquitetura militar templária da época, incluindo as muralhas com torres e a antiga torre de menagem.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/este-castelo-no-tejo-vai-transformar-se-num-campo-de-batalha-medieval-durante-dois-dias-1789916406508.jpg" data-image="c68no1yx1lf5" alt="Castelo de Almourol" title="Castelo de Almourol"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-431510">O Castelo de Almourol é um ícone de Portugal. "Erguido num ilhéu do rio Tejo, é um dos símbolos da história templária e da identidade nacional portuguesa", lê-se no site 'Visit Barquinha'. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>É precisamente este património que o “Almourol Templário — O Assalto” pretende colocar novamente no centro das atenções. Como? Através de uma<strong> recriação que junta história, animação e participação do público</strong>.</p><p>“Em comunicado, o município de Vila Nova da Barquinha, no distrito de Santarém, indicou que a iniciativa 'Almourol Templário — O Assalto' decorre ao longo de dois dias e pretende divulgar e valorizar o património templário através da recriação histórica e da participação do público”, lê-se no ‘Observador’.</p><p>O melhor é que <strong>não é preciso pagar para entrar</strong>. Sim, porque a entrada no evento é gratuita. Só algumas experiências e <em>workshops</em> têm inscrição obrigatória.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Observador" data-year="2026" data-title="Castelo%20de%20Almourol%20recria%20assalto%20medieval%20com%20experi%C3%AAncias%20imersivas" data-url="https%3A%2F%2Fobservador.pt%2F2026%2F09%2F08%2Fcastelo-de-almourol-recria-assalto-medieval-com-experiencias-imersivas%2F">Observador. (2026). <a href="https://observador.pt/2026/09/08/castelo-de-almourol-recria-assalto-medieval-com-experiencias-imersivas/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Castelo de Almourol recria assalto medieval com experiências imersivas</a>.</cite><br><cite data-author="Medio%20Tejo%2C%20Fonseca%2C%20M.%2C%20R." data-year="2026" data-title="Castelo%20de%20Almourol%20recria%20assalto%20medieval%20com%20experi%C3%AAncias%20imersivas" data-url="https%3A%2F%2Fmediotejo.net%2Fcastelo-de-almourol-recria-assalto-medieval-com-experiencias-imersivas%2F">Medio Tejo, Fonseca, M., R.. (2026). <a href="https://mediotejo.net/castelo-de-almourol-recria-assalto-medieval-com-experiencias-imersivas/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Castelo de Almourol recria assalto medieval com experiências imersivas</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-castelo-no-tejo-vai-transformar-se-num-campo-de-batalha-medieval-durante-dois-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O desafio da reciclagem dos aerogeradores]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-desafio-da-reciclagem-dos-aerogeradores.html</link><pubDate>Wed, 23 Sep 2026 07:19:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A transição para a circularidade total: como a reutilização de turbinas desativadas reduz resíduos e impulsiona a inovação arquitetónica. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-desafio-da-reciclagem-dos-aerogeradores-1789550441082.png" data-image="mjukem5eflnp"><figcaption>Embora a energia eólica seja vital, o desmantelamento das turbinas exige soluções criativas para evitar que os seus componentes acabem em aterros.</figcaption></figure><p>A expansão da <strong>energia eólica na Europa</strong> é vital para a transição energética e a drástica redução da dependência de combustíveis fósseis. </p><div class="texto-destacado">No entanto, o sucesso contínuo e o crescimento deste setor trazem consigo um enorme desafio logístico e ambiental: <strong>o que fazer com as turbinas eólicas quando estas atingem o fim da sua vida útil?</strong></div><p>Embora cerca de 90% do peso de um aerogerador seja composto por materiais facilmente recicláveis, como o aço, o ferro e o cobre, <strong>as pás e as coberturas superiores, chamadas de naceles, representam um problema bastante complexo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-desafio-da-reciclagem-dos-aerogeradores-1789550595370.png" data-image="5f2h014e09dq"><figcaption>Feitas de compósitos duradouros de fibra de vidro, as pás eólicas e os naceles exigem novas tecnologias para garantir o seu reaproveitamento sem emissões.</figcaption></figure><p>Estas peças aerodinâmicas são feitas de materiais compósitos muito duradouros, como a <strong>fibra de vidro, a fibra de carbono e resinas</strong>. </p><div class="texto-destacado">A separação destes componentes exige, frequentemente, a aplicação de temperaturas elevadas, consome muita energia e pode desvalorizar a qualidade dos materiais recuperados. </div><p>Para dar resposta a este impasse ecológico, a empresa sueca de energia Vattenfall proibiu, desde 2021, o envio destas enormes estruturas para aterros sanitários. Em alternativa, assumiu a vanguarda no setor ao <strong>procurar de forma criativa reaproveitar estes gigantes eólicos desativados, alavancando os princípios da economia circular</strong>. </p><h3>De componentes industriais a microcasas sustentáveis</h3><p>Um dos projetos mais emblemáticos deste compromisso, desenvolvido em parceria com o estúdio de design Superuse, é a transformação de uma antiga nacele,<strong> a colossal estrutura que abriga e protege o motor no topo da torre, numa inovadora "microcasa" (tiny house).</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-desafio-da-reciclagem-dos-aerogeradores-1789550826142.png" data-image="839s5y467eq0"><figcaption>Fibras de vidro e de carbono extraídas de velhas pás eólicas são trituradas para o fabrico de suportes solares e esquis alpinos.</figcaption></figure><p>Proveniente originalmente de um parque eólico austríaco, a estrutura, com cerca de 4 metros de largura, 10 de comprimento e 3 de altura, escapou ao desmantelamento tradicional e foi convertida num espaço habitável. </p><div class="texto-destacado">Trata-se hoje de uma casa totalmente funcional, equipada com cozinha, casa de banho, sala de estar, bomba de calor, painéis fotovoltaicos e um sistema de aquecimento solar de água. </div><p>Este exemplo demonstra cabalmente como é possível reutilizar peças industriais gigantescas com o mínimo de processamento adicional e baixas emissões, criando <strong>soluções arquitetónicas irreverentes e amigas do ambiente. </strong></p><h3>Novas vidas para as pás e a meta da circularidade </h3><p>As enormes pás das turbinas estão igualmente a ganhar uma segunda vida, destacando-se em projetos criativos de engenharia civil. </p><div class="texto-destacado"><strong>Na cidade sueca de Lund, por exemplo, 57 pás provenientes de um parque eólico dinamarquês desativado foram utilizadas de forma muito arrojada para compor a fachada exterior de um moderno parque de estacionamento de vários pisos. </strong></div><p>Noutros setores, as fibras de vidro e de carbono extraídas destas estruturas estão a ser aproveitadas <strong>para fabricar suportes de painéis solares e até para a produção de esquis alpinos</strong>, num projeto conjunto da Vattenfall com a marca EVI Ski e a recicladora Gjenkraft. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-desafio-da-reciclagem-dos-aerogeradores-1789552183021.png" data-image="qee4vjx8megp"><figcaption>A meta da empresa sueca é atingir 100% de circularidade para os componentes de turbinas eólicas desativadas até ao ano de 2030.</figcaption></figure><p>Segundo Eva Julius-Philipp, diretora de Ambiente e Sustentabilidade da área eólica da Vattenfall, embora estes impressionantes projetos não resolvam ainda o problema à escala global, assumem uma importância crucial. Servem para que <strong>a indústria adquira experiência prática, desenvolva novas aplicações e impulsione o mercado da reciclagem de compósitos</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="715395" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/portugal-e-um-territorio-viavel-para-a-energia-eolica-estudo-publicado-propoe-solucao-para-acelerar-renovaveis.html" title="Portugal tem um território viável para a energia eólica? Estudo publicado propõe solução para acelerar renováveis">Portugal tem um território viável para a energia eólica? Estudo publicado propõe solução para acelerar renováveis</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/portugal-e-um-territorio-viavel-para-a-energia-eolica-estudo-publicado-propoe-solucao-para-acelerar-renovaveis.html" title="Portugal tem um território viável para a energia eólica? Estudo publicado propõe solução para acelerar renováveis"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-e-um-territorio-viavel-para-a-energia-eolica-estudo-publicado-propoe-solucao-para-acelerar-renovaveis-1750008866239_320.jpeg" alt="Portugal tem um território viável para a energia eólica? Estudo publicado propõe solução para acelerar renováveis"></a></article></aside><p>A meta da empresa é muito ambiciosa: <strong>atingir 100% de circularidade para estes componentes até 2030.</strong> Enquanto se aperfeiçoam tecnologias avançadas, como a pirólise mecânica, as iniciativas suecas deixam uma mensagem clara: o fim da vida das velhas turbinas passou a representar o início de um novo ciclo sustentável.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Symons%2C%20Angela" data-year="2026" data-title="Su%C3%A9cia%3A%20empresa%20encontra%20novos%20usos%20criativos%20para%20turbinas%20e%C3%B3licas%20desativadas" data-url="https%3A%2F%2Fpt.euronews.com%2F2026%2F09%2F13%2Fsuecia-empresa-encontra-novos-usos-criativos-para-turbinas-eolicas-desativadas">Symons, Angela. (2026). <a href="https://pt.euronews.com/2026/09/13/suecia-empresa-encontra-novos-usos-criativos-para-turbinas-eolicas-desativadas" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Suécia: empresa encontra novos usos criativos para turbinas eólicas desativadas</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-desafio-da-reciclagem-dos-aerogeradores.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Açores sob chuva e vento forte nos próximos dias: ECMWF prevê mais de 50 mm e rajadas perto dos 60 km/h]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-sob-chuva-e-vento-forte-nos-proximos-dias-ecmwf-preve-mais-de-50-mm-e-rajadas-perto-dos-60-km-h.html</link><pubDate>Wed, 23 Sep 2026 06:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O tempo vai mudar nos Açores nos próximos dias. Chuva, vento forte e uma depressão atlântica deverão marcar sobretudo sexta-feira e domingo, segundo a previsão mais recente do ECMWF.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbblxxu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbblxxu.jpg" id="xbblxxu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois de um início de período relativamente tranquilo, <strong>o estado do tempo deverá tornar-se progressivamente mais instável nos Açores</strong>. A passagem de diferentes estruturas atlânticas trará períodos de chuva e vento forte, com especial atenção para sexta-feira e domingo.</p><h2>Tempo ainda relativamente estável antes de uma mudança significativa</h2><p>Os Açores deverão atravessar vários períodos de instabilidade nos próximos dias, depois de uma quarta e quinta-feira ainda relativamente tranquilas em grande parte do arquipélago.<strong> O modelo europeu (ECMWF) aponta para uma alteração mais evidente do estado do tempo a partir de sexta-feira</strong>.</p><p>Na tarde de quinta-feira, as temperaturas poderão rondar <strong>25 ºC em Ponta Delgada e Angra do Heroísmo e 28 ºC na Horta</strong>. Apesar do ambiente relativamente ameno, pelo Atlântico aproxima-se já uma faixa de precipitação, acompanhada por um reforço significativo do vento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-sob-chuva-e-vento-forte-nos-proximos-dias-ecmwf-preve-mais-de-50-mm-e-rajadas-perto-dos-60-km-h-1790104401645.jpg" data-image="ay6wvq47tsz1" alt="Temperaturas ainda agradáveis nos Açores antes da mudança do tempo" title="Temperaturas ainda agradáveis nos Açores antes da mudança do tempo"><figcaption>O ECMWF prevê valores próximos dos 25 ºC em São Miguel e Terceira e até 28 ºC na Horta durante a tarde de quinta-feira.</figcaption></figure><p>Este cenário relativamente tranquilo será temporário. A aproximação da estrutura atlântica começará a fazer-se sentir sobretudo nos <strong>grupos Ocidental e Central</strong>, antecipando uma sexta-feira bastante mais instável em algumas ilhas.</p><h2>Sexta-feira traz chuva e um reforço expressivo do vento</h2><p><strong>Durante sexta-feira, uma extensa faixa de precipitação deverá atravessar parte do arquipélago</strong>. De acordo com a projeção do ECMWF, os grupos Ocidental e Central estarão particularmente expostos à passagem desta estrutura.</p><p>A chuva poderá afetar várias ilhas durante o dia, embora a distribuição e intensidade da precipitação não sejam uniformes em todo o arquipélago.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-sob-chuva-e-vento-forte-nos-proximos-dias-ecmwf-preve-mais-de-50-mm-e-rajadas-perto-dos-60-km-h-1790104588820.jpg" data-image="dlwdfcd25gc7" alt="Faixa de chuva atravessa os Açores durante sexta-feira" title="Faixa de chuva atravessa os Açores durante sexta-feira"><figcaption>A previsão do ECMWF mostra uma faixa de precipitação a afetar sobretudo os grupos Ocidental e Central durante a tarde de sexta-feira.</figcaption></figure><p>A passagem desta faixa deverá ocorrer em simultâneo com um aumento da intensidade do vento. O Grupo Oriental, particularmente São Miguel, poderá permanecer durante parte do dia numa situação menos adversa do que as ilhas mais a oeste.</p><h2>Rajadas poderão aproximar-se dos 60 km/h</h2><p>Além da precipitação, o vento será outro dos elementos a acompanhar. Na tarde de sexta-feira, o modelo europeu projeta um claro reforço sobre o Grupo Central.</p><p>As rajadas poderão atingir aproximadamente <strong>50 km/h na Horta e 55 km/h em Angra do Heroísmo</strong>, enquanto Ponta Delgada deverá permanecer, nesta fase, numa zona substancialmente menos ventosa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-sob-chuva-e-vento-forte-nos-proximos-dias-ecmwf-preve-mais-de-50-mm-e-rajadas-perto-dos-60-km-h-1790104730494.jpg" data-image="5jibw1qjc6fr" alt="Rajadas poderão superar os 50 km/h no Grupo Central" title="Rajadas poderão superar os 50 km/h no Grupo Central"><figcaption>O ECMWF projeta rajadas próximas dos 50 km/h na Horta e dos 55 km/h em Angra do Heroísmo durante a tarde de sexta-feira.</figcaption></figure><p><strong> O contraste entre os diferentes grupos será, portanto, significativo</strong>. As ilhas do Centro e Oeste estarão mais expostas à circulação atlântica, enquanto o vento deverá ser inicialmente bastante menos intenso no extremo oriental do arquipélago. </p><h2>Sábado traz uma pausa, mas domingo poderá voltar a agravar-se</h2><p>Depois da passagem da primeira estrutura, <strong>sábado deverá proporcionar uma melhoria temporária</strong>, com redução da precipitação e do vento em relação ao dia anterior.</p><p>No entanto, esta pausa poderá durar pouco. Para domingo, o ECMWF projeta a presença de uma <strong>depressão atlântica com cerca de 1004 hPa a norte dos Açores</strong>, estabelecendo novamente uma circulação mais intensa sobre o arquipélago.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-sob-chuva-e-vento-forte-nos-proximos-dias-ecmwf-preve-mais-de-50-mm-e-rajadas-perto-dos-60-km-h-1790104809548.jpg" data-image="whr1213mt87v" alt="Depressão atlântica volta a reforçar o vento no domingo" title="Depressão atlântica volta a reforçar o vento no domingo"><figcaption>Com uma depressão posicionada a norte do arquipélago, o ECMWF prevê rajadas próximas dos 57 km/h na Horta, 50 km/h em Angra do Heroísmo e 49 km/h em Ponta Delgada.</figcaption></figure><p>Ao contrário do episódio de sexta-feira, o reforço do vento deverá tornar-se <strong>mais generalizado pelo arquipélago</strong>. A circulação associada à depressão será igualmente acompanhada por elevada nebulosidade e novos períodos de precipitação.</p><h2>Mais de 50 mm poderão acumular-se em algumas ilhas</h2><p>A sucessão destes períodos de instabilidade poderá resultar em <strong>acumulados de precipitação bastante expressivos</strong>, especialmente em algumas ilhas dos grupos Central e Ocidental.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789943" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ciclogenese-explosiva-agita-o-atlantico-norte-esta-sera-a-unica-regiao-de-portugal-afetada-pela-chuva-e-vento-fortes.html" title="Ciclogénese explosiva agita o Atlântico Norte: esta será a única região de Portugal afetada pela chuva e vento fortes">Ciclogénese explosiva agita o Atlântico Norte: esta será a única região de Portugal afetada pela chuva e vento fortes</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ciclogenese-explosiva-agita-o-atlantico-norte-esta-sera-a-unica-regiao-de-portugal-afetada-pela-chuva-e-vento-fortes.html" title="Ciclogénese explosiva agita o Atlântico Norte: esta será a única região de Portugal afetada pela chuva e vento fortes"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ciclogenese-explosiva-agita-o-atlantico-norte-esta-sera-a-unica-regiao-de-portugal-afetada-pela-chuva-e-vento-fortes-1790088297092_320.png" alt="Ciclogénese explosiva agita o Atlântico Norte: esta será a única região de Portugal afetada pela chuva e vento fortes"></a></article></aside><p>Até ao final de domingo, o ECMWF projeta diferenças muito significativas entre diferentes pontos do arquipélago, evidenciando uma distribuição bastante irregular da precipitação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-sob-chuva-e-vento-forte-nos-proximos-dias-ecmwf-preve-mais-de-50-mm-e-rajadas-perto-dos-60-km-h-1790104907463.jpg" data-image="7abzx2y2vcce" alt="Acumulados poderão ultrapassar os 50 mm em algumas ilhas dos Açores" title="Acumulados poderão ultrapassar os 50 mm em algumas ilhas dos Açores"><figcaption>Até às 22 horas de domingo, o ECMWF projeta cerca de 52,6 mm na Horta e 36,4 mm em Angra do Heroísmo, enquanto Ponta Delgada poderá registar cerca de 7,2 mm.</figcaption></figure><p>Estes valores traduzem um <strong>forte contraste entre os grupos Central e Oriental</strong>, com o Faial a destacar-se entre os locais apresentados pelo modelo. Ainda assim, a posição e trajetória das estruturas atlânticas serão determinantes para a distribuição final da precipitação.</p><p>A evolução prevista confirma, assim, um período bastante variável nos Açores: <strong>sexta-feira deverá marcar o primeiro agravamento, sábado uma melhoria temporária e domingo a chegada de nova instabilidade</strong>, desta vez sob influência mais direta de uma depressão atlântica.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-sob-chuva-e-vento-forte-nos-proximos-dias-ecmwf-preve-mais-de-50-mm-e-rajadas-perto-dos-60-km-h.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Super El Niño: previsão de setembro reforça pico excecional de 3,5 °C]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-previsao-de-setembro-reforca-pico-excepcional-de-3-5-c.html</link><pubDate>Wed, 23 Sep 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A atualização de setembro da pluma de modelos do IRI aumentou a confiança num El Niño histórico ao mostrar que tanto modelos dinâmicos como estatísticos passaram a indicar anomalias superiores a 3 °C no Pacífico Equatorial.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-previsao-de-setembro-reforca-pico-excepcional-de-3-5-c-1790031405703.png" data-image="e58ryeyjzmzg" alt="Anomalia de temperatura da superfície do mar registrada no último dia 19 de setembro de 2026, com destaque para uma ampla região do Pacífico acima de 3°C. Créditos: Meteored/NASA." title="Anomalia de temperatura da superfície do mar registrada no último dia 19 de setembro de 2026, com destaque para uma ampla região do Pacífico acima de 3°C. Créditos: Meteored/NASA."><figcaption>Anomalia de temperatura da superfície do mar registada no último dia 19 de setembro de 2026, com destaque para uma ampla região do Pacífico acima de 3 °C. Créditos: Meteored/NASA.</figcaption></figure><p><strong>O pico do Super El Niño pode alcançar 3,5 °C entre outubro e janeiro</strong>, segundo a atualização divulgada na tarde desta segunda-feira (21) pelo Instituto Internacional de Investigação para Clima e Sociedade (IRI), da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos. A famosa<strong> "pluma de modelos"</strong>, atualizada mensalmente pelo instituto,<strong> reúne previsões</strong> de <strong>dezenas</strong> <strong>de modelos</strong> climáticos e é considerada <strong>uma das principais ferramentas utilizadas </strong>mundialmente para monitorizar e prever a evolução do El Niño-Oscilação Sul (ENOS).</p><p>Ao reunir num único gráfico as previsões dos modelos e as suas médias, ela oferece uma das referências mais importantes para avaliar a evolução do fenómeno.<strong> Confira os detalhes da nova atualização</strong> <strong>e o que mudou em relação ao mês anterior</strong>.</p><h2>Modelos estatísticos e dinâmicos indicam aquecimento acima de 3 °C</h2><p>O <strong>gráfico</strong> abaixo mostra a <strong>pluma de modelos utilizada pelo IRI</strong> para a previsão do El Niño, que utiliza modelos dinâmicos e estatísticos. As previsões dos diferentes modelos é mostrada nas linhas mais finas, enquanto a média dos <strong>modelos</strong> <strong>dinâmicos</strong> é representada pela <strong>linha rosa espessa</strong>, a <strong>média</strong> dos <strong>modelos</strong> <strong>estatísticos</strong> pela<strong> linha verde espessa </strong>e a <strong>média de todos os modelos </strong>pela <strong>linha</strong> <strong>azul</strong> <strong>espessa</strong>.</p><div class="texto-destacado">A média dos modelos dinâmicos, considerados mais robustos para previsões sazonais, indica que o pico do evento deverá ocorrer entre outubro de 2026 e janeiro de 2027, com anomalias próximas de +3,5 °C.</div><p>Já a <strong>média de todos os modelos</strong> aponta para um máximo em torno de <strong>+3,4 °C</strong>. Este valor fica ligeiramente abaixo da previsão dos modelos dinâmicos porque os modelos <strong>estatísticos</strong> indicam um aquecimento<strong> um pouco menor</strong>, embora <strong>ainda excecional</strong>, da ordem de <strong>+3,2 °C a +3,3 °C</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-previsao-de-setembro-reforca-pico-excepcional-de-3-5-c-1790031573468.png" data-image="y940k571liif" alt="Previsão de anomalia relativa de TSM no Niño 3.4 iniciada em setembro, destacando o valor máximo previsto na linha vermelha. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de IRI." title="Previsão de anomalia relativa de TSM no Niño 3.4 iniciada em setembro, destacando o valor máximo previsto na linha vermelha. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de IRI."><figcaption>Previsão de anomalia relativa de TSM no Niño 3.4 iniciada em setembro, destacando o valor máximo previsto na linha vermelha. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de IRI.</figcaption></figure><p><strong>Em relação à atualização de agosto</strong>, a principal mudança não foi apenas o aumento das anomalias previstas, mas a <strong>maior concordância entre os diferentes sistemas de previsão</strong>.</p><p>No<strong> mês passado</strong>, os modelos <strong>dinâmicos</strong> já sugeriam um<strong> pico próximo de +3,5 °C</strong>, enquanto os <strong>estatísticos</strong> permaneciam <strong>abaixo de +3 °C</strong>. Agora, ambos os conjuntos apontam para um evento excecional, com os modelos estatísticos também a superar a marca de +3 °C.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789497" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-fenomeno-el-nino-altera-o-seu-consumo-de-peixe-o-impacto-no-mercado-desencadeia-volatilidade-nos-precos.html" title="O fenómeno El Niño altera o seu consumo de peixe: o impacto no mercado desencadeia volatilidade nos preços">O fenómeno El Niño altera o seu consumo de peixe: o impacto no mercado desencadeia volatilidade nos preços</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-fenomeno-el-nino-altera-o-seu-consumo-de-peixe-o-impacto-no-mercado-desencadeia-volatilidade-nos-precos.html" title="O fenómeno El Niño altera o seu consumo de peixe: o impacto no mercado desencadeia volatilidade nos preços"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-influye-el-nino-en-el-consumo-de-pescado-el-fenomeno-climatico-que-cambia-lo-que-comes-y-lo-que-pagas-1789640143028_320.png" alt="O fenómeno El Niño altera o seu consumo de peixe: o impacto no mercado desencadeia volatilidade nos preços"></a></article></aside><p>Esta <strong>convergência elevou a média geral das previsões</strong>, que passou de cerca de +3,1 °C em agosto para aproximadamente +3,4 °C na atualização de setembro. Por outras palavras, <strong>tanto</strong> os <strong>modelos</strong> <strong>baseados</strong> na <strong>física</strong> do sistema oceano-atmosfera <strong>como</strong> aqueles <strong>fundamentados</strong> em <strong>relações</strong> <strong>estatísticas</strong> <strong>históricas</strong> passaram a indicar um<strong> cenário semelhante </strong>para a intensidade máxima do El Niño 2026/2027. Além disso, também há concordância que o fenómeno deve permanecer ativo até, pelo menos, abril-maio-junho de 2027.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-previsao-de-setembro-reforca-pico-excepcional-de-3-5-c-1790031928273.png" data-image="07abvxn6l6qh" alt="Previsão de anomalia relativa de TSM no Niño 3.4 iniciada em agosto, a fim de comparação. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de IRI." title="Previsão de anomalia relativa de TSM no Niño 3.4 iniciada em agosto, a fim de comparação. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de IRI."><figcaption>Previsão de anomalia relativa de TSM no Niño 3.4 iniciada em agosto, a fim de comparação. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de IRI.</figcaption></figure><p>Somado a isto, a <strong>última atualização da NOAA</strong> aumentou para <strong>75%</strong> a probabilidade do<strong> El Niño 2026/2027 </strong>superar 2,5 °C e <strong>assumir o posto de evento mais intenso da história</strong> desde o início dos registos, em 1950. </p><div class="texto-destacado">Embora a resposta nos campos de precipitação e temperatura dependam também da interação com outros fenómenos de diferentes escalas espaciais e temporais, um evento ‘muito forte’ (anomalias superiores a 2 °C) aumentam a probabilidade da ocorrência de determinados padrões.</div><p>Em países como o <strong>Brasil</strong>, os maiores <strong>impactos</strong> referem-se a <strong>secas prolongadas</strong> nas regiões <strong>Norte</strong> e parte do Nordeste, <strong>chuvas acima da média </strong>e aumento dos <strong>eventos extremos no Sul</strong>, além do <strong>aumento das temperaturas </strong>entre em parte do <strong>Centro-Sul </strong>do país. Globalmente, são esperados novos recordes de temperatura.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-previsao-de-setembro-reforca-pico-excepcional-de-3-5-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A água desloca o centro de massa da Terra: os cientistas detetaram um movimento invisível do nosso planeta]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-agua-desloca-o-centro-de-massa-da-terra-os-cientistas-detetaram-um-movimento-invisivel-do-nosso-planeta.html</link><pubDate>Tue, 22 Sep 2026 16:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A redistribuição sazonal da água, do gelo e do ar faz com que o centro de massa da Terra se desloque alguns milímetros. Novos dados de satélite permitem medi-lo com maior precisão.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-agua-mueve-el-centro-de-masa-de-la-tierra-los-cientificos-detectaron-un-movimiento-invisible-de-nuestro-planeta-1790002022783.png" data-image="eqhhqomvao74" alt="Planeta Tierra centro de masa agua océanos glaciares" title="Planeta Tierra centro de masa agua océanos glaciares"><figcaption>A distribuição da massa na Terra está em constante mudança.</figcaption></figure><p>Embora possa parecer que o planeta permanece perfeitamente estável no espaço, <strong>a distribuição da sua massa muda constantemente</strong>. As chuvas, o degelo, a acumulação de neve, os oceanos e até as variações da atmosfera redistribuem enormes quantidades de matéria pela superfície terrestre.</p><div class="texto-destacado">Esse movimento é suficiente para deslocar ligeiramente <strong>o centro de massa da Terra </strong>em relação ao seu centro geométrico. A magnitude é minúscula, de apenas alguns milímetros, mas pode ser medida graças a instrumentos e satélites capazes de detetar variações extremamente pequenas.</div><p>Um novo estudo, publicado no <em>Geophysical Journal International</em>, desenvolveu uma metodologia que combina observações de GPS, rastreio a laser e dados de satélites em órbita baixa para <strong>estimar com maior precisão esta oscilação sazonal</strong>.</p><p>A NASA explicou que o deslocamento funciona, de certa forma, como um <strong>pequeno "vaivém" do planeta</strong>. Isso não significa que a Terra esteja a desviar-se da sua órbita em torno do Sol, mas sim que a posição do ponto em torno do qual a sua massa se distribui muda ligeiramente.</p><h2>A água desempenha um papel fundamental</h2><p>Uma das chaves reside no ciclo anual da água. Ao longo das diferentes estações, <strong>enormes volumes de água passam dos oceanos para os continentes e vice-versa</strong>.</p><p>Em março, por exemplo, a acumulação de neve na América do Norte e na Eurásia atinge um dos seus picos. De acordo com o estudo, este armazenamento de água desloca o centro de massa aproximadamente <strong>3 milímetros em direção ao Pólo Norte</strong>.</p><p>Um mês depois, em abril, a bacia amazónica pode armazenar cerca de <strong>2 400 gigatoneladas de água da chuva</strong>. Essa enorme concentração de massa provoca um deslocamento estimado de cerca de <strong>2,2 milímetros em direção à América do Sul</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-agua-mueve-el-centro-de-masa-de-la-tierra-los-cientificos-detectaron-un-movimiento-invisible-de-nuestro-planeta-1790002111647.jpg" data-image="okkio2dkt73y" alt="Planeta Tierra centro de masa agua océanos glaciares" title="Planeta Tierra centro de masa agua océanos glaciares"><figcaption>Enormes volumes de água passam dos oceanos para os continentes e vice-versa.</figcaption></figure><p>O ciclo continua ao longo do ano. As chuvas monçónicas do Sudeste Asiático, a acumulação de água nos oceanos e as mudanças sazonais noutras regiões também <strong>contribuem para esse movimento</strong>.</p><p>E não é só a água líquida que intervém. A neve e o gelo continental fazem parte desta redistribuição de massa, tal como <strong>o ar da atmosfera</strong>.</p><h2>Até o ar pode alterar o equilíbrio</h2><p><strong>A atmosfera também tem um peso considerável</strong> e a sua distribuição varia consoante as estações do ano. As massas de ar frio, mais densas, podem concentrar-se sobre determinadas regiões durante o inverno e alterar ligeiramente a posição do centro de massa da Terra.</p><p>Os investigadores estimaram que a massa atmosférica apresenta variações sazonais significativas e que <strong>o seu comportamento complementa as alterações provocadas pela água continental e pelos oceanos</strong>.</p><p>Para verificar os seus cálculos, a equipa comparou os resultados com as observações do GRACE-FO, uma missão conjunta da NASA e do Centro Alemão de Investigação em Geociências (GFZ). Os seus dois satélites detetam <strong>minúsculas alterações no campo gravitacional terrestre</strong> provocadas, entre outras causas, pelo movimento de grandes quantidades de água.</p><h2>Um movimento pequeno, mas importante</h2><p>Medir estes deslocamentos <strong>não é apenas uma curiosidade científica</strong>. O centro de massa da Terra constitui uma referência fundamental para estabelecer sistemas de coordenadas, realizar medições de altitude e melhorar a precisão da navegação por satélite.</p><p>De facto, os investigadores salientam que as estimativas anteriores, realizadas em 2017 e 2023, apresentavam diferenças de vários milímetros. O novo método permite reduzir essa incerteza e, de acordo com os seus resultados, a amplitude do movimento anual seria aproximadamente <strong>metade do que se estimava há oito anos</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="717280" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/enorme-barragem-chinesa-das-tres-gargantas-esta-a-abrandar-a-rotacao-da-terra-confirma-a-nasa.html" title="Enorme barragem chinesa das Três Gargantas está a abrandar a rotação da Terra, confirma a NASA">Enorme barragem chinesa das Três Gargantas está a abrandar a rotação da Terra, confirma a NASA</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/enorme-barragem-chinesa-das-tres-gargantas-esta-a-abrandar-a-rotacao-da-terra-confirma-a-nasa.html" title="Enorme barragem chinesa das Três Gargantas está a abrandar a rotação da Terra, confirma a NASA"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/gigantesca-presa-tres-gargantas-ralentiza-rotacion-tierra-1750913050538_320.png" alt="Enorme barragem chinesa das Três Gargantas está a abrandar a rotação da Terra, confirma a NASA"></a></article></aside><p>Assim, <strong>cada estação deixa uma pequena marca na posição do planeta</strong>. A neve que se acumula no hemisfério norte, a água que cai sobre a Amazónia, as monções asiáticas e as alterações nos oceanos fazem com que a Terra, literalmente, mude de equilíbrio.</p><p>É um movimento impercetível para qualquer pessoa e completamente invisível a olho nu. Mas, graças aos satélites, hoje os cientistas conseguem <strong>acompanhar essa minúscula oscilação</strong> do nosso planeta com precisão milimétrica.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Donald%20F%20Argus%2C%20Kevin%20M%20Gaastra%2C%20Bruce%20J%20Haines%2C%20Michael%20B%20Heflin%2C%20Felix%20W%20Landerer%2C%20Athina%20Peidou%2C%20David%20N%20Wiese%2C%20Geoff%20Blewitt%2C%20Corn%C3%A9%20Kreemer%2C%20Henryk%20Dobslaw%2C%20Matthew%20J%20Swarr" data-year="2026" data-title="Estimation%20and%20cause%20of%20the%20seasonal%20oscillation%20between%20Earth%E2%80%99s%20centre%20of%20mass%20and%20centre%20of%20figure" data-url="https%3A%2F%2Facademic.oup.com%2Fgji%2Farticle%2F247%2F2%2Fggag314%2F8793649%3Futm_source%3Dchatgpt.com%26login%3Dfalse">Donald F Argus, Kevin M Gaastra, Bruce J Haines, Michael B Heflin, Felix W Landerer, Athina Peidou, David N Wiese, Geoff Blewitt, Corné Kreemer, Henryk Dobslaw, Matthew J Swarr. (2026). <a href="https://academic.oup.com/gji/article/247/2/ggag314/8793649?utm_source=chatgpt.com&login=false" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Estimation and cause of the seasonal oscillation between Earth’s centre of mass and centre of figure</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-agua-desloca-o-centro-de-massa-da-terra-os-cientistas-detetaram-um-movimento-invisivel-do-nosso-planeta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Astrónomos detetam uma gigantesca figura de 10 lados em Saturno que deixa o mundo perplexo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-detetam-uma-gigantesca-figura-de-10-lados-em-saturno-que-deixa-o-mundo-perplexo.html</link><pubDate>Tue, 22 Sep 2026 15:28:10 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O Hubble confirmou a existência de uma enorme estrutura de dez lados em torno do polo sul de Saturno. A sua evolução permite estudar como surgem padrões atmosféricos gigantes e compará-los com o conhecido hexágono setentrional.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomos-detectan-una-gigante-figura-de-10-lados-en-saturno-que-desconcierta-al-mundo-1789180254447.jpg" data-image="x4rp2uq8q0d1"><figcaption>Saturno brilha na sua cor natural; a sonda Cassini mostra o seu hexágono polar norte e uma tempestade semelhante a um furacão. Crédito: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute.</figcaption></figure><p>Uma nova figura geométrica surgiu do <em>Senhor dos Anéis</em>, uma onda atmosférica de dez lados, no seu polo sul. A NASA e a ESA anunciaram a descoberta no passado dia 2 de setembro, o que deu origem a uma ampla comparação com o famoso hexágono do polo norte.</p><p>Nesta altura do século XXI, já não deveríamos ter de explicar isto, mas, <strong>a estrutura não é uma construção nem um objeto sólido suspenso sobre o planeta</strong>, mas sim um padrão associado ao movimento atmosférico, uma diferença que nos permite compreender por que razão consegue manter-se em circulação durante tempo suficiente.</p><div class="texto-destacado">Saturno é um gigante gasoso composto principalmente por hidrogénio e hélio. Não possui uma superfície sólida como a da Terra. O que observamos são camadas atmosféricas, cujas variações permitem acompanhar os movimentos e as alterações internas do planeta.</div><p>A sua atmosfera contém correntes e tempestades, enquanto gira rapidamente em torno do seu eixo e apresenta faixas visíveis que refletem uma circulação organizada em grande escala. Nesse contexto, investigar um contorno poligonal faz parte do estudo de como os ventos e as ondas interagem.</p><p>O interesse científico não reside no facto de a geometria ser impossível, mas sim em <strong>explicar por que razão surge essa configuração específica</strong>. É necessário saber quando surgiu e que movimentos a sustentam para comparar as explicações propostas com as observações.</p><h2>Como foi identificada a estrutura</h2><p>A investigação, liderada por <strong>Agustín Sánchez-Lavega, da Universidade do País Basco, teve início em 2024</strong>, quando algumas observações chamaram a atenção para uma faixa ondulada na região austral. Participaram também os astrónomos amadores Trevor Barry e Jean-Paul Oger, juntamente com o investigador.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomos-detectan-una-gigante-figura-de-10-lados-en-saturno-que-desconcierta-al-mundo-1789178475128.jpg" data-image="b9moihz5t7go"><figcaption>O Hubble revela um decágono atmosférico no polo sul de Saturno, composto por várias camadas. Crédito: NASA/ESA/STScI; Sánchez-Lavega, Simon, Wong; Pagan.</figcaption></figure><p>As imagens posteriores reforçaram a suspeita, e os arquivos do Hubble permitiram identificar a presença da onda desde 2023. Um sinal difícil de interpretar inicialmente pode fazer sentido quando surgem imagens de melhor qualidade ou comparações posteriores.</p><p>Ao combinar filtros, <strong>o Hubble permite registar diferenças entre regiões e camadas</strong>. Essas capacidades ajudam a estudar o contorno e a verificar que este não depende de uma única imagem.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788859" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-gravidade-de-saturno-desvia-um-misterioso-corpo-gelado-inativo-transformando-o-num-cometa-ativo.html" title="A gravidade de Saturno desvia um misterioso corpo gelado inativo, transformando-o num cometa ativo">A gravidade de Saturno desvia um misterioso corpo gelado inativo, transformando-o num cometa ativo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-gravidade-de-saturno-desvia-um-misterioso-corpo-gelado-inativo-transformando-o-num-cometa-ativo.html" title="A gravidade de Saturno desvia um misterioso corpo gelado inativo, transformando-o num cometa ativo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-gravedad-de-saturno-desvia-un-misterioso-cuerpo-helado-inerte-y-lo-convierte-en-un-cometa-activo-1788349601146_320.jpg" alt="A gravidade de Saturno desvia um misterioso corpo gelado inativo, transformando-o num cometa ativo"></a></article></aside><p>De acordo com as medições e comparações com o diâmetro do planeta, que é de cerca de 120 000 quilómetros (quase 10 vezes o da Terra), <strong>verificou-se que cada lado ultrapassa aproximadamente os 16 700 quilómetros</strong>.</p><h3>Comparando o hexágono</h3><p>O <strong>hexágono setentrional constitui o caso mais conhecido desde que a missão Cassini </strong>o estudou em pormenor e permitiu acompanhar a sua corrente atmosférica. A sua duração de décadas oferece uma referência útil para questionar se o decágono austral alcançará uma estabilidade semelhante.</p><p>Uma onda pode conservar uma forma reconhecível sem ser sempre formada pelas mesmas partículas, tal como acontece quando uma ondulação atravessa água em movimento: a energia e a matéria não têm necessariamente de viajar juntas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomos-detectan-una-gigante-figura-de-10-lados-en-saturno-que-desconcierta-al-mundo-1789178493295.png" data-image="5lmtsgijk9jj"><figcaption>O Hubble revela um decágono atmosférico em Saturno, presente desde 2023 e agora mais nítido. Crédito: NASA/ESA.</figcaption></figure><p> Os modelos do hexágono relacionam a sua geometria com uma corrente que circunda a região polar. No caso do decágono, é necessário verificar como as observações se enquadram na dinâmica, para assim poder discernir se ambos os fenómenos têm, ou não, uma história idêntica. </p><p> É importante ter em conta a perspetiva, uma vez que <strong>Saturno demora cerca de 29 anos terrestres a orbitar o Sol</strong>, pelo que a orientação dos seus pólos em relação a nós muda durante essa trajetória, facilitando ou dificultando o acompanhamento das regiões a estudar. </p><h3>Mais perguntas do que observações</h3><p>Uma questão central é como a figura irá evoluir; para tal, os investigadores continuarão a comparar imagens para determinar se esta se estabiliza ou se altera. Além disso, isto oferece uma oportunidade para contrastar os modelos de movimentos e dinâmica com o fenómeno.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782949" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-sonda-cassini-revela-um-oceano-efervescente-escondido-sob-o-gelo-de-saturno.html" title="A sonda Cassini revela um oceano efervescente escondido sob o gelo de Saturno">A sonda Cassini revela um oceano efervescente escondido sob o gelo de Saturno</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-sonda-cassini-revela-um-oceano-efervescente-escondido-sob-o-gelo-de-saturno.html" title="A sonda Cassini revela um oceano efervescente escondido sob o gelo de Saturno"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/c-e-un-oceano-ribollente-sotto-il-ghiaccio-la-sonda-cassini-e-i-segreti-della-luna-di-saturno-1784712022983_320.jpeg" alt="A sonda Cassini revela um oceano efervescente escondido sob o gelo de Saturno"></a></article></aside><p><strong>A NASA e a ESA apontam o acompanhamento com o Hubble e o Webb como uma forma de avançar</strong>, combinando diferentes observações que podem fornecer informações complementares sobre a atmosfera. O objetivo é compreender o mecanismo e as suas condições, não se limitando a obter uma fotografia cada vez mais impressionante.</p><p>Esta descoberta levanta uma questão concreta da meteorologia planetária: como é que uma atmosfera organiza movimentos em estruturas enormes e com determinados padrões. A resposta dependerá de novas medições, enquanto o decágono acrescenta uma nova perspetiva da paisagem saturniana.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-detetam-uma-gigantesca-figura-de-10-lados-em-saturno-que-deixa-o-mundo-perplexo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ciclogénese explosiva agita o Atlântico Norte: esta será a única região de Portugal afetada pela chuva e vento fortes]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ciclogenese-explosiva-agita-o-atlantico-norte-esta-sera-a-unica-regiao-de-portugal-afetada-pela-chuva-e-vento-fortes.html</link><pubDate>Tue, 22 Sep 2026 14:45:58 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma depressão vai intensificar-se de forma extraordinária nas próximas horas no Atlântico Norte. Portugal escapará praticamente incólume à chuva e vento fortes… exceto esta região. Saiba todos os pormenores aqui!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbbh51m"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbbh51m.jpg" id="xbbh51m"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Ao longo dos próximos dias uma profunda depressão atlântica irá intensificar-se rapidamente no norte do Atlântico, num processo conhecido como <strong>ciclogénese explosiva</strong>. </p><p>A depressão já está a ganhar forma no Atlântico Norte, mas a sua evolução nas próximas horas será particularmente notável. <strong>À medida que a depressão for progredindo para norte, começará a intensificar-se muito rapidamente</strong>, com uma descida acentuada da pressão no seu núcleo, aprofundando-se de forma explosiva a sul da Islândia.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>As últimas simulações do modelo europeu preveem para as 16 horas desta terça-feira, 22 de setembro, que o centro da baixa pressão apresente uma pressão de cerca de 1007 hPa, ainda sem grande cavamento. Contudo, 24 horas mais tarde, amanhã quarta-feira 23 de setembro às 16 horas, o mínimo já estará situado em torno dos 977 hPa, com as isóbaras cada vez mais próximas umas das outras em torno do centro da depressão. Isto traduzir-se-á num aumento significativo do gradiente de pressão e, consequentemente, dos ventos associados ao sistema.</div><p>Estamos perante uma<strong> ciclogénese explosiva</strong>, termo utilizado para descrever um <strong>aprofundamento excecionalmente rápido de uma depressão extratropical</strong>. Normalmente, considera-se que este processo ocorre quando<strong> a pressão central baixa cerca de 24 hPa ou mais em 24 horas</strong>.</p><h2>Portugal continental e Madeira ainda ‘escudados’ pelo anticiclone, Açores à mercê dos efeitos da depressão</h2><p>O rápido aprofundamento da depressão terá também consequências nos níveis altos da atmosfera, fazendo com que o jato polar se reorganize e se desloque para latitudes mais setentrionais. <strong>A deslocação do jato para norte será essencial para perceber o que irá ocorrer mais a sul</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclogenese-explosiva-agita-o-atlantico-norte-esta-sera-a-unica-regiao-de-portugal-afetada-pela-chuva-e-vento-fortes-1790087603465.jpg" data-image="tq3rl3dnz5e7"><figcaption>23:00 horas de quarta-feira, 23 de setembro. Uma ciclogénese explosiva plenamente formada e situada a sul da Islândia, com frente fria associada 'prestes a varrer' os Açores.</figcaption></figure><p>Deste modo, com a circulação atlântica restringida a latitudes mais altas, o anticiclone dos Açores deverá consolidar-se, ganhando protagonismo em torno da Península Ibérica e algumas áreas adjacentes. Assim, <strong>a depressão ficará afastada de Portugal continental e arquipélago da Madeira</strong>, pelo que as suas frentes associadas não serão capazes de progredir até grande parte da nossa geografia.</p><p>Porém, para o arquipélago dos <strong>Açores, os mapas contam “outra história”</strong>, com um cenário meteorológico completamente distinto e bem mais instável.</p><h2>Açores afetados pela passagem de frentes associadas à ciclogénese explosiva, saiba quando </h2><p><strong>A primeira vaga de precipitação deste episódio de tempo instável na Região Autónoma dos Açores terá início na quinta-feira (24), afetando especialmente o Grupo Ocidental</strong> com períodos de chuva fraca a pontualmente moderada. Nesse dia a pluviosidade ainda será pouco expressiva nas restantes 7 ilhas açorianas, embora possam desenrolar-se aguaceiros ocasionais e de fraca intensidade em alguns pontos do Grupo Central.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclogenese-explosiva-agita-o-atlantico-norte-esta-sera-a-unica-regiao-de-portugal-afetada-pela-chuva-e-vento-fortes-1790087188850.jpg" data-image="w4xrddol5mzz"><figcaption>Entre quinta e sábado, dias 24 a 26 de setembro, as zonas mais expostas dos Açores deverão registar em torno de 50 mm de chuva acumulada.</figcaption></figure><p>O panorama muda de figura à medida que as horas forem avançando. A progressão para leste de uma vasta frente fria, muito extensa e alongada, associada à já referida ciclogénese explosiva, situada a sul da Islândia, fará com que <strong>a etapa mais instável da ocorrência de chuva em grande parte dos Açores esteja prevista para sexta-feira, 25 de setembro</strong>.</p><p><strong>Preveem-se períodos de chuva frontal geralmente contínuos e particularmente persistentes, com intensidade fraca a moderada e pontualmente forte</strong>, sobretudo nos Grupos Ocidental e Central. O Grupo Oriental não será tão afetado, embora possa registar alguns aguaceiros. </p><p><strong>No sábado (26) a precipitação associada ao sistema frontal tenderá a diminuir em intensidade e quantidade, sendo que, fruto da progressão para leste, será o Grupo Oriental a ficar mais exposto à instabilidade</strong>. Na ilha de São Miguel este será o dia mais instável do período em termos de chuva gerada pela frente, enquanto que os Grupos Ocidental e Central já registarão uma jornada tendencialmente mais estável e somente caracterizada por alguns aguaceiros. Na ilha de Santa Maria pouco ou nada deverá chover neste período.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789921" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-calor-vai-perder-a-forca-descubra-as-regioes-onde-as-temperaturas-comecam-a-descer-e-quando-regressa-a-chuva.html" title="“O calor vai perder a força”: descubra as regiões onde as temperaturas começam a descer e quando regressa a chuva">“O calor vai perder a força”: descubra as regiões onde as temperaturas começam a descer e quando regressa a chuva</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-calor-vai-perder-a-forca-descubra-as-regioes-onde-as-temperaturas-comecam-a-descer-e-quando-regressa-a-chuva.html" title="“O calor vai perder a força”: descubra as regiões onde as temperaturas começam a descer e quando regressa a chuva"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-calor-vai-perder-forca-descubra-as-regioes-onde-as-temperaturas-comecam-a-descer-e-quando-regressa-a-chuva-1790079371886_320.jpg" alt="“O calor vai perder a força”: descubra as regiões onde as temperaturas começam a descer e quando regressa a chuva"></a></article></aside><p>Atenção ainda ao reforço do vento que a frente fria irá produzir na sua passagem pelo arquipélago açoriano. <strong>No Grupo Ocidental a fase mais crítica decorrerá primeiro, surgindo entre o início da tarde de quinta-feira (24)</strong> e o início da tarde de sexta-feira (25): os mapas mostram rajadas entre 45 e 65 km/h, podendo nalguns pontos mais expostos ser localmente superiores. <strong>Quanto ao Grupo Central, as rajadas de vento mais fortes produzir-se-ão posteriormente: entre 55 e 75 km/h</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclogenese-explosiva-agita-o-atlantico-norte-esta-sera-a-unica-regiao-de-portugal-afetada-pela-chuva-e-vento-fortes-1790087343880.jpg" data-image="xmzt8sf1pg7r"><figcaption>As rajadas de vento poderão alcançar um máximo de 75 km/h nos períodos mais críticos no grupo Central dos Açores na sexta-feira (25).</figcaption></figure><p><strong>Prevê-se que o episódio de vento inicie durante a madrugada de sexta-feira (25), começando pela ilha mais setentrional (a Graciosa)</strong> e estendendo-se progressivamente às restantes 4 ilhas do Grupo Central. O episódio de vento deverá durar pouco mais de 24 horas, esperando-se que a intensidade comece a diminuir a partir do início da manhã de sábado (26).</p><h2>Instabilidade sem tréguas nos Açores, domingo 27 com possível nova depressão no arquipélago</h2><p>Poucas horas mais tarde, <strong>já no domingo 27 de setembro, os mapas de referência da Meteored preveem que outra depressão afete os Açores</strong>, voltando a provocar instabilidade sob a forma de chuva e vento forte menos de 24 horas depois, e com possibilidade de se prolongar pelo menos até segunda-feira (28).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclogenese-explosiva-agita-o-atlantico-norte-esta-sera-a-unica-regiao-de-portugal-afetada-pela-chuva-e-vento-fortes-1790087427237.jpg" data-image="65ea9rb9pbou"><figcaption>Uma depressão atlântica poderá afetar diretamente os Açores a partir do próximo domingo, 27 de setembro.</figcaption></figure><p>A diferença em relação ao episódio dos dias anteriores é que, desta feita, <strong>o centro da baixa pressão atlântica poderá mesmo atravessar os Açores</strong>. Tendo em conta a intensidade do vento e chuva previstos atualmente pelos modelos, este cenário poderá assumir importância suficiente para justificar a emissão de avisos meteorológicos.</p><p>Caso se cumpram os critérios de nomeação definidos pelo Grupo Sudoeste, <strong>não se descarta a hipótese da depressão receber um nome</strong>, o que a tornaria na primeira tempestade nomeada da temporada 2026/2027.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ciclogenese-explosiva-agita-o-atlantico-norte-esta-sera-a-unica-regiao-de-portugal-afetada-pela-chuva-e-vento-fortes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[“O calor vai perder a força”: descubra as regiões onde as temperaturas começam a descer e quando regressa a chuva]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-calor-vai-perder-a-forca-descubra-as-regioes-onde-as-temperaturas-comecam-a-descer-e-quando-regressa-a-chuva.html</link><pubDate>Tue, 22 Sep 2026 12:55:19 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal prepara-se para uma mudança significativa do tempo. Depois do calor anómalo, o ar mais fresco avançará pelo Norte e Centro e irá abrir caminho à instabilidade. A partir de dia 29, sucessivas frentes atlânticas poderão tornar a chuva mais persistente.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbbga52"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbbga52.jpg" id="xbbga52"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal continental atravessa ainda os últimos dias de um período de calor bastante significativo para a segunda quinzena de setembro. No entanto, <strong>a partir de quinta-feira, dia 24, a influência atlântica começará a ganhar terreno</strong>, trazendo progressivamente ar mais fresco, mais nebulosidade e, posteriormente, alguma precipitação.</p><h2>Terça e quarta-feira, o calor ainda domina</h2><p>Esta terça-feira, dia 22, será marcada por <strong>temperaturas muito elevadas para a época do ano</strong> em grande parte do território. De acordo com a previsão da Meteored, os valores poderão aproximar-se dos <strong>38 ºC em Ponte de Sor</strong>, enquanto várias localidades do interior deverão registar máximas entre 33 e 36 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-calor-vai-perder-forca-descubra-as-regioes-onde-as-temperaturas-comecam-a-descer-e-quando-regressa-a-chuva-1790079100935.jpg" data-image="kyt3mmq26qh9" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O calor ainda domina Portugal continental, com máximas muito elevadas para a segunda quinzena de setembro. Ponte de Sor poderá aproximar-se dos 38 ºC, enquanto Coimbra, Braga e outras regiões do Norte e Centro também registam valores bastante elevados.</figcaption></figure><p>O calor também será expressivo em regiões menos habituadas a estes valores nesta altura do ano. <strong>Coimbra poderá aproximar-se dos 38 ºC</strong>, enquanto Porto e Braga poderão rondar os 32 e 34 ºC, respetivamente.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Na quarta-feira, o cenário mantém-se globalmente semelhante, embora comece a notar-se uma <strong>maior influência atlântica durante a tarde</strong>, sobretudo junto ao litoral. Será o primeiro sinal de uma alteração mais significativa do padrão atmosférico.</p><h2>Quinta-feira traz a primeira mudança ao Norte e Centro</h2><p>É a partir de <strong>quinta-feira, dia 24</strong>, que a mudança deverá tornar-se mais evidente. A massa de ar muito quente que tem abrangido Portugal e grande parte da Península Ibérica começará a perder terreno no <strong>Norte e Centro</strong>, inicialmente nas regiões mais próximas do Atlântico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-calor-vai-perder-forca-descubra-as-regioes-onde-as-temperaturas-comecam-a-descer-e-quando-regressa-a-chuva-1790079206921.jpg" data-image="1wq8merg73s2" alt="Massa de ar 925 hPa" title="Massa de ar 925 hPa"> <figcaption>A influência atlântica começa a ganhar terreno na quinta-feira. Uma massa de ar em altitude e progressivamente mais fresca avança pelo Norte e Centro, dando início à descida das temperaturas depois de vários dias de calor intenso.</figcaption></figure><p>A circulação passará gradualmente a favorecer a chegada de <strong>ar marítimo mais fresco</strong>, pelo que as temperaturas deverão iniciar uma trajetória descendente nestas regiões. O Sul permanecerá durante mais algum tempo sob a influência de uma massa de ar relativamente quente, tornando a descida térmica mais lenta.</p><p>Esta alteração não será brusca nem simultânea em todo o país, deverá progredir de <strong>noroeste para sudeste</strong>, à medida que a influência atlântica avança sobre o território.</p><h2>Fim de semana: o calor vai perder a força</h2><p>A mudança de massa de ar deverá tornar-se ainda mais evidente durante o fim de semana. Até <strong>segunda-feira, dia 28</strong>, uma massa de ar mais fresco proveniente de latitudes superiores deverá alcançar o extremo noroeste da Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-calor-vai-perder-forca-descubra-as-regioes-onde-as-temperaturas-comecam-a-descer-e-quando-regressa-a-chuva-1790079371886.jpg" data-image="tcoqvnyrkqoq" alt="Temperatura 700 hPa" title="Temperatura 700 hPa"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-195175">No início da próxima semana, o ar polar, mais fresco proveniente de latitudes superiores já deverá estar muito próximo do Noroeste da Península Ibérica. A mudança traduz-se num ambiente mais fresco e numa crescente influência atlântica em Portugal.</figcaption></figure><p>Ao mesmo tempo, o padrão de altas pressões que tem protegido Portugal da passagem das perturbações atlânticas deverá <strong>perder alguma robustez</strong>, abrindo a porta a condições meteorológicas mais instáveis. Além da descida das temperaturas, espera-se assim um <strong>aumento da nebulosidade e da humidade</strong>, sobretudo nas regiões Norte e Centro.</p><h2>Domingo pode trazer o regresso da chuva</h2><p>A alteração poderá começar a traduzir-se em precipitação durante <strong>domingo, dia 27</strong>. As projeções atuais mostram a aproximação de uma área de chuva pelo Atlântico, com o <strong>Noroeste de Portugal</strong> na linha da frente para receber precipitação.</p><p>O Minho e o litoral Norte apresentam, nesta fase, maior probabilidade de registar períodos de chuva, embora a distribuição e os acumulados ainda possam sofrer alterações nas próximas atualizações. A instabilidade irá prolongar-se pelos dias <strong>28, 29 e 30</strong>, com possibilidade de novos períodos de precipitação por vezes mais forte, principalmente no Norte e Centro.</p><h2>A partir de dia 29, a chuva poderá tornar-se mais persistente</h2><p>A mudança mais significativa poderá ocorrer <strong>a partir de terça-feira, dia 29</strong>. Nesta fase, uma vasta e profunda depressão no Atlântico Norte deverá deslocar-se em direção à Europa Ocidental, aproximando de Portugal sucessivas <strong>frentes frias associadas ao sistema depressionário</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-calor-vai-perder-forca-descubra-as-regioes-onde-as-temperaturas-comecam-a-descer-e-quando-regressa-a-chuva-1790079833605.jpg" data-image="wb9f9db904lv" alt="Situação Sinóptica" title="Situação Sinóptica"><figcaption>Uma profunda depressão no Atlântico Norte aproxima sucessivas frentes da Europa Ocidental. A partir de dia 29, a chuva poderá tornar-se mais persistente em Portugal, prolongando-se durante o dia 30 e dando início a uma fase bastante mais instável.</figcaption></figure><p>Ao contrário da precipitação mais irregular prevista para os dias anteriores, o cenário poderá então tornar-se <strong>mais persistentemente chuvoso</strong>, com a passagem de várias frentes entre os dias 29 e 30. O Norte e Centro deverão estar mais expostos à influência atlântica, embora a precipitação possa alcançar outras regiões do território continental.</p><p>Já na <strong>quinta-feira, 1 de outubro</strong>, após a passagem das principais superfícies frontais, poderá manter-se alguma <strong>precipitação pós-frontal</strong>, embora tendencialmente mais fraca, dispersa e irregular.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789911" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-sazonal-para-outubro-novembro-e-dezembro-em-portugal-anomalias-de-chuva-e-temperatura.html" title="Previsão sazonal para outubro, novembro e dezembro em Portugal: anomalias de chuva e temperatura">Previsão sazonal para outubro, novembro e dezembro em Portugal: anomalias de chuva e temperatura</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-sazonal-para-outubro-novembro-e-dezembro-em-portugal-anomalias-de-chuva-e-temperatura.html" title="Previsão sazonal para outubro, novembro e dezembro em Portugal: anomalias de chuva e temperatura"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-sazonal-para-outubro-novembro-e-dezembro-em-portugal-anomalias-de-chuva-e-temperatura-1790075542836_320.jpg" alt="Previsão sazonal para outubro, novembro e dezembro em Portugal: anomalias de chuva e temperatura"></a></article></aside><p>Assim, olhando para o período completo até sexta-feira, dia 2, a tendência aponta para uma transformação bastante expressiva das condições meteorológicas em Portugal: começamos com temperaturas muito elevadas, entramos numa fase de descida térmica a partir de quinta-feira (24) e <strong>terminamos setembro sob um</strong> <strong>padrão mais fresco, húmido e chuvoso</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-calor-vai-perder-a-forca-descubra-as-regioes-onde-as-temperaturas-comecam-a-descer-e-quando-regressa-a-chuva.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Previsão sazonal para outubro, novembro e dezembro em Portugal: anomalias de chuva e temperatura]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-sazonal-para-outubro-novembro-e-dezembro-em-portugal-anomalias-de-chuva-e-temperatura.html</link><pubDate>Tue, 22 Sep 2026 11:17:03 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O modelo europeu acaba de atualizar as suas tendências meteorológicas para o último trimestre do ano em Portugal, a coincidir com o pico do super El Niño: eis como poderão evoluir a chuva e a temperatura.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-sazonal-para-outubro-novembro-e-dezembro-em-portugal-anomalias-de-chuva-e-temperatura-1790075542836.jpg" data-image="9t5arwyx4wdu"><figcaption>Após este setembro quente e seco, o que podemos esperar do último trimestre do ano em Portugal? Eis as tendências do modelo europeu.</figcaption></figure><p><strong>Apesar do outono climatológico já ter começado no passado dia 1 de setembro, a verdade é que estas últimas semanas têm sido um prolongamento autêntico do tempo de verão</strong> em praticamente toda a geografia de Portugal, não só no que toca às temperaturas persistentemente elevadas, como também pela generalizada ausência de precipitação desde que o nono mês do ano arrancou.</p><p><strong>Na madrugada de amanhã - quarta-feira, 23 de setembro - irá arrancar o outono astronómico</strong>. A nova estação terá início com calor intenso, especialmente nas regiões do interior, dado que na metade ocidental do país e em particular no litoral Norte e Centro já é expectável algum alívio térmico. Por outro lado, importa perceber quando regressará a chuva a Portugal e de que maneira é que o pico do super El Niño nos poderá afetar… Em seguida, serão analisadas <strong>as primeiras tendências para o próximo trimestre</strong>.</p><h2>Em outubro poderá registar-se um tempo bastante instável em Portugal</h2><p>Em primeiro lugar, é importante salientar que isto se trata de uma primeira aproximação geral, e não de uma previsão. Em segundo lugar, é preciso relembrar que<strong> nos últimos três meses do ano a atmosfera costuma revelar-se muito dinâmica</strong>, sobretudo na nossa latitude, onde se verificam trocas constantes de massas de ar de natureza muito diversa, bem como diferentes distribuições dos centros de ação, o que acaba por gerar fenómenos e estados do tempo muito variáveis que vão desde chuva abundante até pequenos períodos de calor.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-sazonal-para-outubro-novembro-e-dezembro-em-portugal-anomalias-de-chuva-e-temperatura-1790075202105.jpg" data-image="bv2dvzjaeo9b"><figcaption>Tudo indica que outubro será tendencialmente mais quente do que o normal, especialmente nos primeiros dias, período para o qual se perspetivam temperaturas entre 1 e 3 ºC acima do normal.</figcaption></figure><p> Para já, o modelo europeu indica claramente que durante praticamente todo o mês de outubro <strong>as temperaturas poderão situar-se ligeiramente acima da média (anomalia térmica positiva de 1 ºC)</strong> em quase toda a geografia de Portugal, incluindo Açores e Madeira.</p><p> Tudo indica que a primeira semana de outubro -<strong> 28 de setembro a 5 de outubro - será aquela onde se registarão os desvios de temperatura mais expressivos face à média climatológica de referência, entre 1 a 3 ºC mais elevados do que o normal, especialmente nas regiões do interior</strong>. Os mapas do ECMWF revelam que, ao longo do mês, as temperaturas até tenderão a estar enquadradas na média em algumas zonas do litoral.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-sazonal-para-outubro-novembro-e-dezembro-em-portugal-anomalias-de-chuva-e-temperatura-1790074948806.jpg" data-image="965rpoa0lpz4"><figcaption>Os mapas subsazonais indicam que outubro poderá arrancar com uma atmosfera mais dinâmica e instável em Portugal.</figcaption></figure><p><strong>No que concerne à chuva</strong>, outubro costuma ser um mês caótico para fazer previsões a longo prazo, porque podem desenvolver-se desde situações de gotas frias até depressões atlânticas que já podem ser bastante profundas.</p><p><strong>Os mapas apontam para a possibilidade de um mês muito dinâmico, com precipitação acima da média em quase todo o país</strong>, estando em perspetiva a possível alternância entre situações de instabilidade (frentes, depressões atlânticas e perturbações isoladas em altitude) ou situações de estabilidade (anticiclones). Resta saber como se irá desenrolar.</p><h2>Tendência nos mapas para novembro e dezembro sugere uma mudança significativa</h2><p><strong>Para novembro e dezembro (sendo que este último mês já se enquadra no inverno do ponto de vista climatológico), observa-se uma provável mudança no padrão atmosférico</strong>. Tem-se comentado bastante o “super El Niño” e os seus possíveis impactos em Portugal nos próximos meses, coincidindo com o pico de um fenómeno que será muito forte ou extraordinário. Normalmente, a correlação de um El Niño com o tempo em Portugal é baixíssima, pelo que o seu impacto na nossa latitude tem uma interferência reduzida e pouco decisiva.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789810" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quando-sera-mais-provavel-chover-em-portugal-tendencias-previstas-pelo-ecmwf-ate-12-de-outubro.html" title="Quando será mais provável chover em Portugal: tendências previstas pelo ECMWF até 12 de outubro">Quando será mais provável chover em Portugal: tendências previstas pelo ECMWF até 12 de outubro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quando-sera-mais-provavel-chover-em-portugal-tendencias-previstas-pelo-ecmwf-ate-12-de-outubro.html" title="Quando será mais provável chover em Portugal: tendências previstas pelo ECMWF até 12 de outubro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quando-sera-mais-provavel-chover-em-portugal-tendencias-previstas-pelo-ecmwf-ate-12-de-outubro-1790037205273_320.jpg" alt="Quando será mais provável chover em Portugal: tendências previstas pelo ECMWF até 12 de outubro"></a></article></aside><p>Não obstante, há meteorologistas e climatologistas que defendem que os efeitos do El Niño em Portugal chegam mascarados por outros fenómenos, como a <strong>corrente de jato polar ou a Oscilação do Atlântico Norte</strong> (NAO, na sigla em inglês), esses sim, elementos que condicionam decisivamente o tempo e o clima no nosso país. A fase de <strong>El Niño costuma estar associada a invernos relativamente amenos e à passagem frequente de depressões no Atlântico</strong>, porém, esta é uma questão relativamente complexa.</p><p>Aliás, é precisamente isto que os mapas indicam, de momento, para os dois últimos meses do ano, <strong>com precipitação mais abundante do que o normal em quase todo o continente europeu</strong>, incluindo Portugal continental. A exceção mais visível situa-se no arquipélago da Madeira, que, com estas circulações fortes vindas de oeste e devido à posição do anticiclone, costuma ficar mais à margem. Vislumbra-se um panorama semelhante nas Canárias, no este e sudeste de Espanha e nas extremidades meridionais da Itália e da Grécia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-sazonal-para-outubro-novembro-e-dezembro-em-portugal-anomalias-de-chuva-e-temperatura-1790074783489.jpg" data-image="fc1ypcmndpli"><figcaption>O modelo Europeu insiste numa forte circulação de oeste nos últimos dois meses de 2026, caracterizada por temperaturas amenas e chuva abundante.</figcaption></figure><p>Os modelos indicam que a pressão à superfície ficará abaixo dos valores médios para esta época do ano no centro e no sul da Europa, reforçando essa possível persistência das circulações de oeste. <strong>Os ventos de oeste são temperados, algo que se reflete nos mapas das anomalias térmicas, com valores que poderão situar-se acima da média: entre 1 e 1,5 ºC em Portugal e até 2 ºC nalgumas zonas da Europa</strong>. Contudo, isto não significa que não haverá períodos ocasionais de frio ou marcados por massas de ar polar mais intensas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-sazonal-para-outubro-novembro-e-dezembro-em-portugal-anomalias-de-chuva-e-temperatura.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quando será mais provável chover em Portugal: tendências previstas pelo ECMWF até 12 de outubro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quando-sera-mais-provavel-chover-em-portugal-tendencias-previstas-pelo-ecmwf-ate-12-de-outubro.html</link><pubDate>Tue, 22 Sep 2026 09:45:06 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois de várias semanas marcadas pelo tempo seco, os mapas do ECMWF começam a mostrar sinais de mudança. Entre o final de setembro e o início de outubro irão surgir novas oportunidades de chuva em Portugal.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-sera-mais-provavel-chover-em-portugal-tendencias-previstas-pelo-ecmwf-ate-12-de-outubro-1790037205273.jpg" data-image="1dmt5qu16ftp" alt="Precipitação em Portugal" title="Precipitação em Portugal"><figcaption>Depois de várias semanas de tempo seco, os mapas começam finalmente a mostrar sinais de mudança em Portugal. Mas quando poderá regressar a chuva? O ECMWF já aponta os períodos em que a probabilidade de precipitação será maior até ao início de outubro.</figcaption></figure><p>Depois de várias semanas marcadas por tempo predominantemente seco e temperaturas elevadas, <strong>os mapas do ECMWF começam finalmente a mostrar sinais de mudança no padrão atmosférico</strong>. A transição não será imediata. Portugal vai continuar sob influência anticiclónica durante grande parte desta semana, mas a reta final de setembro poderá trazer os primeiros períodos de chuva.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>A previsão torna-se naturalmente mais incerta à medida que avançamos para outubro. Ainda assim, as tendências de médio prazo permitem identificar <strong>algumas janelas temporais mais favoráveis ao regresso da precipitação</strong>.</p><h2>Até ao fim desta semana, Portugal continuará mais seco do que o normal</h2><p>A semana de <strong>21 a 28 de setembro</strong> deverá terminar com um balanço claramente seco em Portugal continental. O mapa de anomalia média semanal da precipitação do ECMWF mostra grande parte do território com <strong>anomalias negativas que poderão rondar os 30 mm</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-sera-mais-provavel-chover-em-portugal-tendencias-previstas-pelo-ecmwf-ate-5-de-outubro-1790035675786.jpg" data-image="x1befqya5ora" alt="Anomalia média semanal da precipitação" title="Anomalia média semanal da precipitação"><figcaption>A semana de 21 a 28 de setembro deverá ser mais seca do que o normal em grande parte de Portugal. Segundo o ECMWF, o défice semanal de precipitação poderá aproximar-se dos 30 mm em algumas regiões.</figcaption></figure><p>Uma anomalia negativa de precipitação não significa necessariamente ausência absoluta de chuva. Indica que, no conjunto da semana, deverá chover menos do que aquilo que é climatologicamente habitual para este período do ano.</p><p>À medida que setembro se aproxima do fim, a precipitação começa normalmente a ganhar maior expressão em Portugal. Este ano, porém, <strong>o padrão atmosférico tem prolongado as características secas, atrasando a chegada de sistemas frontais mais significativos</strong>.</p><h2>As frentes atlânticas aproximam-se, mas encontram um “escudo” anticiclónico</h2><p>Nos próximos dias, uma frente atlântica irá circular relativamente perto da Península Ibérica. No entanto, <strong>um centro de altas pressões deverá continuar a funcionar como uma barreira</strong>, dificultando a progressão destes sistemas até Portugal continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-sera-mais-provavel-chover-em-portugal-tendencias-previstas-pelo-ecmwf-ate-5-de-outubro-1790035762706.jpg" data-image="5vsaks8gkdoo" alt="Pressão e chuva" title="Pressão e chuva"><figcaption>As frentes atlânticas aproximam-se da Península Ibérica, mas as altas pressões continuam a funcionar como um bloqueio, dificultando a chegada da chuva a Portugal continental.</figcaption></figure><p>Até pelo menos <strong>dia 26</strong>, a precipitação deverá assim continuar bastante limitada. As frentes tenderão a descarregar sobre o Atlântico ou a ser desviadas para latitudes mais altas.</p><p>Ainda assim, sexta-feira, dia 25, poderá já apresentar um ambiente diferente daquele que dominou as últimas semanas, com <strong>mais nebulosidade e maior humidade</strong>, antecipando uma possível alteração do padrão meteorológico.</p><h2>Entre 27 e 29 de setembro aumenta a possibilidade de chuva</h2><p>Será durante o último fim de semana de setembro e o início da semana seguinte que surgirá a <strong>primeira janela mais favorável à precipitação</strong>.</p><p>Entre os dias <strong>27 e 29</strong>, a aproximação de sistemas frontais poderá originar períodos de chuva em algumas regiões de Portugal continental. Para já, os mapas sugerem precipitação <strong>irregular e geralmente pouco significativa</strong>, pelo que não se antevê necessariamente um episódio generalizado ou persistente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-sera-mais-provavel-chover-em-portugal-tendencias-previstas-pelo-ecmwf-ate-5-de-outubro-1790035882752.jpg" data-image="06w4kc9x8pec" alt="Precipitação acumulada em 240h" title="Precipitação acumulada em 240h"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-952108">O acumulado previsto pelo ECMWF mostra que as principais oportunidades de precipitação deverão concentrar-se entre 27 e 29 de setembro e novamente em torno de 1 de outubro, embora com uma distribuição irregular.</figcaption></figure><p>O mapa de precipitação acumulada até 1 de outubro ajuda a identificar esta mudança. Grande parte da chuva prevista durante essas 240 horas deverá concentrar-se precisamente <strong>entre 27 e 29 de setembro e, posteriormente, em torno do dia 1 de outubro</strong>.</p><h2>1 de outubro poderá trazer uma frente mais organizada</h2><p>É no arranque de outubro que os mapas do ECMWF apresentam um sinal mais interessante. A previsão determinista coloca, para <strong>dia 1</strong>, uma frente fria mais organizada a aproximar-se de Portugal pelo <strong>noroeste</strong>, com possibilidade de precipitação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-sera-mais-provavel-chover-em-portugal-tendencias-previstas-pelo-ecmwf-ate-12-de-outubro-1790036085705.jpg" data-image="9wg34rk4pcyt" alt="Precipitação e pressão atmosférica" title="Precipitação e pressão atmosférica"><figcaption>No início de outubro, o ECMWF sugere a aproximação de uma frente atlântica mais organizada pelo noroeste da Península. A distância temporal exige, contudo, cautela quanto à sua trajetória e intensidade.</figcaption></figure><p>Este cenário deverá, contudo, ser interpretado com prudência. A uma distância temporal desta dimensão, pequenas alterações na posição dos centros de pressão podem mudar substancialmente a trajetória da frente, as regiões afetadas, a duração da chuva e os acumulados previstos.</p><p><strong>Assim, o dia 1 surge atualmente como uma data a acompanhar, e não como uma previsão fechada de chuva generalizada</strong>.</p><h2>A primeira semana de outubro poderá finalmente ser mais húmida</h2><p>A tendência semanal do ECMWF reforça a possibilidade de uma mudança. Entre <strong>28 de setembro e 5 de outubro</strong>, Portugal deixa de apresentar o sinal marcadamente seco observado na semana anterior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-sera-mais-provavel-chover-em-portugal-tendencias-previstas-pelo-ecmwf-ate-12-de-outubro-1790036184434.jpg" data-image="u5mfvqqxj3ir" alt="Anomalia média da precipitação" title="Anomalia média da precipitação"><figcaption>O cenário poderá mudar na transição para outubro. Entre 28 de setembro e 5 de outubro, algumas regiões de Portugal poderão registar precipitação ligeiramente acima da média, com anomalias positivas próximas dos 10 mm.</figcaption></figure><p>Em algumas regiões, o modelo projeta uma <strong>anomalia positiva de precipitação próxima dos 10 mm</strong>, ou seja, um total semanal ligeiramente superior à média climatológica.</p><p>Para o período seguinte, até aproximadamente <strong>12 de outubro</strong>, a incerteza aumenta consideravelmente e deixa de ser possível determinar dias concretos de precipitação com confiança. Contudo, os produtos de médio prazo deverão ser acompanhados para perceber se esta maior abertura do Atlântico terá continuidade.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789774" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/hoje-e-amanha-16-distritos-do-continente-estarao-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-termometros-chegarao-aos-37-c.html" title="Hoje e amanhã 16 distritos do Continente estarão sob aviso amarelo de tempo quente: termómetros chegarão aos 37 ºC">Hoje e amanhã 16 distritos do Continente estarão sob aviso amarelo de tempo quente: termómetros chegarão aos 37 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/hoje-e-amanha-16-distritos-do-continente-estarao-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-termometros-chegarao-aos-37-c.html" title="Hoje e amanhã 16 distritos do Continente estarão sob aviso amarelo de tempo quente: termómetros chegarão aos 37 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/hoje-e-amanha-16-distritos-do-continente-estarao-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-termometros-chegarao-aos-37-c-1790009573454_320.jpg" alt="Hoje e amanhã 16 distritos do Continente estarão sob aviso amarelo de tempo quente: termómetros chegarão aos 37 ºC"></a></article></aside><p><strong>Por agora, a principal mudança parece concentrar-se na transição entre setembro e outubro</strong>, depois de uma semana ainda muito seca, os dias 27 a 29 constituem uma primeira oportunidade para alguma chuva, enquanto o início de outubro poderá trazer sistemas atlânticos mais organizados até Portugal.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quando-sera-mais-provavel-chover-em-portugal-tendencias-previstas-pelo-ecmwf-ate-12-de-outubro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Regar menos: porque é que setembro obriga a mudar a rotina de rega]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/regar-menos-porque-e-que-setembro-obriga-a-mudar-a-rotina-de-rega.html</link><pubDate>Tue, 22 Sep 2026 09:43:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>A rotina que salvou as plantas em agosto passa a ser um problema agora. Continuar a regar como há um mês é o erro mais comum do outono e o que mais plantas mata.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/regar-menos-porque-e-que-setembro-obriga-a-mudar-a-rotina-de-rega-1789739633791.png" data-image="qvnclqlmtu9n"><figcaption>Regar dirigido ao solo e nunca por cima das folhas, o cuidado que se torna essencial no outono</figcaption></figure><p>Durante o verão criou-se um hábito. Todos os dias ao fim da tarde, ou de dois em dois dias, sempre a mesma quantidade. E resultou, porque em agosto a horta e os vasos gastavam água a um ritmo enorme.</p><p><strong>Setembro muda esse cenário quase todo, e é precisamente por a rotina ter funcionado tão bem que custa tanto a mudar</strong>.</p><h2>Três coisas mudam ao mesmo tempo</h2><p>A planta perde água em função da energia que recebe e do ambiente à volta. Em setembro, os três fatores que mais pesam alteram-se em simultâneo.</p><p><strong>Os dias encurtam, com menos horas de sol e um sol mais baixo no céu. As temperaturas descem, sobretudo as mínimas da noite. E a humidade do ar sobe</strong>, tanto pelas manhãs de orvalho como pelas primeiras chuvas.</p><div class="texto-destacado"><strong> Necessidade de rega-</strong> Quantidade de água que é preciso repor para compensar aquilo que a planta e o solo perderam. Não é um valor fixo por cultura, muda todos os dias em função do sol, da temperatura, do vento e da humidade do ar.</div><p>O resultado prático é que, entre um dia de agosto e um dia de meados de setembro, a perda de água pode reduzir-se para metade. Regar a mesma quantidade significa dar o dobro do que é preciso.</p><h2>Água a mais tem sintomas que enganam</h2><p>Aqui está o que mais confunde e o que leva tanta gente a agravar o problema sem saber.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780352" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/poupe-agua-e-tempo-como-instalar-um-sistema-de-rega-gota-a-gota-faca-voce-mesmo-no-seu-patio.html" title="Poupe água e tempo: como instalar um sistema de rega gota-a-gota 'faça você mesmo' no seu pátio">Poupe água e tempo: como instalar um sistema de rega gota-a-gota "faça você mesmo" no seu pátio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/poupe-agua-e-tempo-como-instalar-um-sistema-de-rega-gota-a-gota-faca-voce-mesmo-no-seu-patio.html" title="Poupe água e tempo: como instalar um sistema de rega gota-a-gota 'faça você mesmo' no seu pátio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ahorra-agua-y-tiempo-como-montar-un-riego-por-goteo-casero-en-tu-terraza-1784543719732_320.jpeg" alt="Poupe água e tempo: como instalar um sistema de rega gota-a-gota 'faça você mesmo' no seu pátio"></a></article></aside><p><strong>Uma raiz permanentemente encharcada fica sem oxigénio e começa a apodrecer</strong>. Sem raiz funcional, a planta deixa de conseguir absorver água, e os sintomas que aparecem são murchidão, folhas moles e a cair. Ou seja, exatamente os sintomas da falta de água.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Em setembro, a planta que morre afogada tem o mesmo aspeto da que morre de sede. E quase sempre é a primeira.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Quem vê essas folhas moles rega mais, e o problema acelera. <strong>É o ciclo mais destrutivo do outono</strong>, tanto em vasos como em canteiros com solo pesado.</p><h2>Como saber se deve regar</h2><p>Há alguns sinais das plantas que devemos estar atentos no que diz respeito à rega. Na tabela abaixo estão destacadas alguns deles e o que fazer em cada situação.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Sinal</p></th><th scope="col"><p>O que fazer</p></th><th scope="col"><p>Fiabilidade</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Dedo no substrato, húmido a 3 cm</p></td><td><p>Não regar</p></td><td><p>Muito alta</p></td></tr><tr><td><p>Vaso leve ao levantar</p></td><td><p>Regar</p></td><td><p>Alta</p></td></tr><tr><td><p>Folhas murchas à tarde</p></td><td><p>Esperar até ao fim do dia</p></td><td><p>Baixa</p></td></tr><tr><td><p>Terra rachada à superfície</p></td><td><p>Verificar em profundidade</p></td><td><p>Média</p></td></tr><tr><td><p>Água no prato do vaso</p></td><td><p>Despejar e reduzir</p></td><td><p>Muito alta</p></td></tr><tr><td><p>Musgo ou bolor na terra</p></td><td><p>Está a regar a mais</p></td><td><p>Muito alta</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Sinais que as plantas nos dão relativamente ao excesso ou falta de água. Fonte: elaboração própria</td></tr></tbody></table><p>O teste do dedo continua a ser o mais fiável de todos e não custa nada. Enterre o dedo até ao segundo nó, cerca de três centímetros. Se sentir humidade, não regue, mesmo que a superfície pareça seca. E, no caso dos vasos, o peso é um indicador excelente: com prática, percebe-se num segundo se ainda tem água.</p><h2>Mudar a hora e não só a quantidade</h2><p>Durante o verão a regra era regar ao fim da tarde ou de manhã muito cedo, para evitar a evaporação.<strong> Em setembro essa lógica inverte-se</strong>.</p><p>Com as noites mais frias e o orvalho a instalar-se, a água que fica na planta e à superfície do solo ao fim do dia demora muito a secar, e essa humidade prolongada é precisamente o que favorece as doenças de outono. <strong>Passe a regar de manhã, para que tudo tenha o dia inteiro para secar</strong>.</p><p>E regue sempre no solo, nunca por cima da folhagem. Esse cuidado, que no verão era recomendável, passa agora a ser essencial.</p><h2>O que a chuva muda, e o que não muda</h2><p>Uma chuvada não dispensa automaticamente a rega, e este é um engano frequente.</p><p>Cinco milímetros de chuva molham a superfície e pouco mais. Só a partir de dez a quinze milímetros é que a água chega à profundidade das raízes da maioria das culturas. <strong>Depois de chover, faça o teste do dedo antes de assumir que está tudo resolvido</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/regar-menos-porque-e-que-setembro-obriga-a-mudar-a-rotina-de-rega-1789739716284.png" data-image="svosythys8a4"><figcaption>Regar de manhã dá à planta o dia inteiro para secar, o que reduz o risco de doenças.</figcaption></figure><p>Há ainda dois casos que a chuva praticamente não serve. Os vasos abrigados debaixo de telheiros ou varandas cobertas continuam a depender de si, por muito que chova. <strong>E as plantas com folhagem muito densa funcionam como um guarda-chuva, com a água a escorrer pelas folhas para fora da zona das raízes</strong>.</p><p>Nas próximas semanas, antes de regar, veja três valores na previsão da sua zona: <strong>a máxima do dia, a humidade relativa e a precipitação acumulada dos últimos dias</strong>. Uma semana encoberta e húmida em Braga ou em Aveiro pode dispensar a rega por completo, enquanto uma semana de veranico com vento em Évora exige quase tanta água como em agosto.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/regar-menos-porque-e-que-setembro-obriga-a-mudar-a-rotina-de-rega.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Lisboa está prestes a encher-se de dragões]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/lisboa-esta-prestes-a-encher-se-de-dragoes.html</link><pubDate>Tue, 22 Sep 2026 08:19:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Entre 25 e 27 de setembro, mais de 700 participantes vão remar ao ritmo de tambores na Doca do Oceanário. Descubra tudo sobre o primeiro Lisboa Dragon Boat Festival.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/lisboa-esta-prestes-a-encher-se-de-dragoes-1789761102555.jpg" data-image="w7l0pe2bzpdx" alt="Dragon Boat Festival" title="Dragon Boat Festival"><figcaption>Não, não é um filme de fantasia. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>Entre<strong> 25 e 27 de setembro</strong>, mais de 700 participantes vão remar ao ritmo de tambores na Doca do Oceanário, em Lisboa, num festival que estreia uma tradição milenar na capital.</p><div class="texto-destacado">Se ouvir tambores e vir barcos com cabeças de dragão a atravessar a água no Parque das Nações, não é preciso chamar reforços. Lisboa recebe, pela primeira vez, o Lisboa Dragon Boat Festival.</div><p>É verdade, a capital foi escolhida para receber este evento dedicado a uma <strong>modalidade com mais de 2500 anos de história</strong> e que atualmente é praticada em mais de uma centena de países. Aliás, feitas as contas, a organização espera reunir mais de 700 participantes ao longo dos três dias.</p><p>“Praticada hoje em mais de 100 países dos cinco continentes os DragonBoats já contam com mais de 2.500 anos de história e estão prestes a chegar a Portugal com a primeira edição do Lisboa Dragon Boat Festival entre 25 e 27 setembro”, anunciam os responsáveis nas redes sociais.</p><p>Afinal, que festival é este? O<strong> Dragon Boat </strong>nasceu de uma antiga tradição chinesa e transformou-se, sobretudo nas últimas décadas, numa modalidade desportiva internacional. A imagem é fácil de reconhecer: 12 pessoas em barcos compridos que estão decorados com cabeças de dragão, dezenas de remos e um tambor a marcar o ritmo.</p><p>Mas há mais técnica do que possa parecer. Nós explicamos. É que os participantes têm de <strong>remar em perfeita sintonia</strong>, seguindo a cadência marcada pelo tambor. É precisamente essa coordenação que permite ao barco avançar de forma rápida e eficiente. Por outras palavras, aqui, remar mais depressa do que os outros não chega. É preciso que remem todos juntos.</p><h2>Três dias de provas no Parque das Nações</h2><p>Curioso? Ora, bem, o festival arranca na sexta-feira,<strong> 25 de setembro</strong>, com o ‘School Challenge’. Esta é uma competição destinada a estudantes do ensino secundário da cidade de Lisboa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="669392" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/blue-dragon-river-ou-rio-do-dragao-azul-saiba-onde-fica-e-o-porque-de-um-nome-que-faz-alusao-a-criatura-mitologica-geografia.html" title="“Blue Dragon River” ou rio do Dragão Azul: saiba onde fica e o porquê de um nome que faz alusão à criatura mitológica">“Blue Dragon River” ou rio do Dragão Azul: saiba onde fica e o porquê de um nome que faz alusão à criatura mitológica</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/blue-dragon-river-ou-rio-do-dragao-azul-saiba-onde-fica-e-o-porque-de-um-nome-que-faz-alusao-a-criatura-mitologica-geografia.html" title="“Blue Dragon River” ou rio do Dragão Azul: saiba onde fica e o porquê de um nome que faz alusão à criatura mitológica"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/blue-dragon-river-ou-rio-do-dragao-azul-saiba-onde-fica-e-o-porque-de-um-nome-que-faz-alusao-a-criatura-mitologica-geografia-1723419122859_320.jpg" alt="“Blue Dragon River” ou rio do Dragão Azul: saiba onde fica e o porquê de um nome que faz alusão à criatura mitológica"></a></article></aside><p>No sábado,<strong> 26 de setembro</strong>, o programa será dedicado sobretudo à adaptação às embarcações e aos treinos dos diferentes escalões. O objetivo é preparar as equipas para o dia seguinte, quando a Doca do Oceanário ganha maior movimento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lisboa-esta-prestes-a-encher-se-de-dragoes-1789761326919.jpg" data-image="5wcxfbaydgcz" alt="Lisboa Dragon Boat Festival" title="Lisboa Dragon Boat Festival"><figcaption>As equipas são compostas por 12 elementos. Foto: Dragon Boat Portugal</figcaption></figure><p>Domingo, <strong>27 de setembro</strong>, será o principal dia do festival, com vários desafios e atividades integrados na ‘Semana Europeia do Desporto da Câmara Municipal de Lisboa’. Estão previstos o ‘University Challenge’, o ‘Firefighters Challenge’ e o ‘Nautical Challenge’, além do ‘Community Day’.</p><p>E, não, não é preciso ser atleta ou já dominar a arte de remar para participar. Durante o domingo, quem quiser experimentar a modalidade poderá fazê-lo através das<strong> inscrições disponíveis<em> onlin</em></strong><strong><em>e</em> ou no próprio local</strong>, na zona criada junto ao Pavilhão de Portugal.</p><p>Para quem preferir começar por terra firme, haverá também <strong>várias atividades no espaço do festival</strong>. Entre elas estão simuladores de remo, ski e bicicleta, pensados para testar a coordenação e a preparação física antes de enfrentar um verdadeiro barco-dragão.</p><h2>Uma tradição com mais de dois mil anos</h2><p>Apesar de parecer uma novidade bastante peculiar para quem passa pelo Parque das Nações, <strong>a história do Dragon Boat é longa</strong>. A modalidade está relacionada com tradições do sul da China e com o Duanwu, conhecido internacionalmente como Festival do Barco-Dragão.</p><p>A tradição está também associada à história de Qu Yuan, poeta chinês que, segundo a lenda, morreu no rio Miluo. Os habitantes terão saído para a água em barcos, usando remos e tambores numa tentativa de o encontrar e afastar os peixes. Ao longo dos séculos, estas tradições deram origem às corridas de barcos-dragão que hoje se realizam em vários países.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lisboa-esta-prestes-a-encher-se-de-dragoes-1789761555824.jpg" data-image="7knxnhk7mv4l" alt="Lisboa Dragon Boat Festival" title="Lisboa Dragon Boat Festival"><figcaption>Uma tradição com milhares de anos. Foto: Dragon Boat Portugal</figcaption></figure><p>A versão desportiva moderna ganhou especial expressão a partir de Hong Kong, onde começaram a ser organizadas competições internacionais na década de 1970. Desde então, o Dragon Boat tornou-se uma <strong>modalidade praticada nos cinco continentes</strong>.</p><p>Agora, o festival de Lisboa quer aproveitar essa dimensão internacional, mas também aproximar a modalidade da comunidade local. Escolas, universidades, clubes náuticos, instituições e público em geral fazem parte da programação.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781861" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ruas-coloridas-boa-comida-e-muito-charme-esta-e-a-melhor-cidade-do-mundo-em.html" title="Ruas coloridas, boa comida e muito charme: esta é a melhor cidade do mundo em 2026">Ruas coloridas, boa comida e muito charme: esta é a melhor cidade do mundo em 2026</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ruas-coloridas-boa-comida-e-muito-charme-esta-e-a-melhor-cidade-do-mundo-em.html" title="Ruas coloridas, boa comida e muito charme: esta é a melhor cidade do mundo em 2026"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ruas-coloridas-boa-comida-e-muito-charme-esta-e-a-melhor-cidade-do-mundo-em-1785772447608_320.jpg" alt="Ruas coloridas, boa comida e muito charme: esta é a melhor cidade do mundo em 2026"></a></article></aside><p>“Mais do que uma competição, o Lisboa Dragon Boat Festival pretende criar um grande encontro entre desporto, cultura e comunidade, aproximando escolas, universidades, clubes náuticos, instituições e público, naquele que é já considerado o <em>padel</em> dos desportos náuticos”, lê-se nas redes sociais do evento.</p><p>E, claro, a componente inclusiva também estará presente, com a participação da Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla e do movimento internacional Breast Cancer Paddlers, ligado à prática de Dragon Boat por pessoas afetadas pelo cancro da mama.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="C%C3%A2mara%20de%20Com%C3%A9rcio%20e%20Ind%C3%BAstria" data-year="2026" data-title="Lisboa%20Dragon%20Boat%20Festival" data-url="https%3A%2F%2Fccilc.pt%2Feventos%2Flisboa-dragon-boat-festival%2F">Câmara de Comércio e Indústria. (2026). <a href="https://ccilc.pt/eventos/lisboa-dragon-boat-festival/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Lisboa Dragon Boat Festival</a>.</cite><br><cite data-author="Lisboa%20Secreta%2C%20Santos%20Sousa%2C%20F" data-year="2026" data-title="Este%20espet%C3%A1culo%20milenar%20oriental%20chega%20a%20Lisboa%20pela%20primeira%20vez%3A%20s%C3%A3o%20esperados%20mais%20de%20700%20participantes%20a%20remar%20ao%20ritmo%20de%20tambores" data-url="https%3A%2F%2Flisboasecreta.co%2Flisboa-dragon-boat-festival%2F">Lisboa Secreta, Santos Sousa, F. (2026). <a href="https://lisboasecreta.co/lisboa-dragon-boat-festival/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Este espetáculo milenar oriental chega a Lisboa pela primeira vez: são esperados mais de 700 participantes a remar ao ritmo de tambores</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/lisboa-esta-prestes-a-encher-se-de-dragoes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Água a montante, incerteza a jusante: como são geridos os rios que ligam Portugal e Espanha?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/agua-a-montante-incerteza-a-jusante-como-sao-geridos-os-rios-que-ligam-portugal-e-espanha.html</link><pubDate>Tue, 22 Sep 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Os dois países partilham uma extensa rede hídrica, mas a gestão nem sempre é consensual. Conheça aqui os altos e baixos da coordenação luso-espanhola.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/agua-a-montante-incerteza-a-jusante-como-sao-geridos-os-rios-que-ligam-portugal-e-espanha-1788285246866.jpg" data-image="b76bh4cqb8bi" alt="Ponte Vasco da Gama sobre o Tejo, em Lisboa" title="Ponte Vasco da Gama sobre o Tejo, em Lisboa"><figcaption>O Tejo é um dos principais rios onde a discórdia entre Portugal e Espanha é mais evidente, marcada por caudais irregulares, gestão a montante e tensões recorrentes. Foto: Walkerssk via Pixabay</figcaption></figure><p>Cerca de <strong>dois terços dos caudais dos rios</strong> que chegam a Portugal têm origem em Espanha. A distribuição da rede hídrica na Península Ibérica reflete um jogo de forças desproporcional. Quem está a jusante espera o que vem de montante. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ao longo de décadas, essa dependência espelhou uma relação assimétrica, em que um dos lados controla o ritmo com que os rios correm, abrindo e fechando comportas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Metade da água disponível em Portugal provém de bacias hidrográficas partilhadas. Mas a maior fatia está em território espanhol - cerca de <strong>78% situa-se em Espanha</strong>, ficando o nosso país com apenas 22%. Esta geografia promove uma desigualdade estrutural. Quem está a montante decide enquanto quem está a jusante adapta-se.</p><h2>Uma geografia com benefícios e desvantagens</h2><p>Os principais rios internacionais que atravessam a Península Ibérica são o Minho, Lima, Douro, Tejo e Guadiana. Todos eles nascem e percorrem longos troços em Espanha antes de entrarem em Portugal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/agua-a-montante-incerteza-a-jusante-como-sao-geridos-os-rios-que-ligam-portugal-e-espanha-1788285348233.jpg" data-image="x7teehubvb3t" alt="Guadiana na margem de Alcoutim" title="Guadiana na margem de Alcoutim"><figcaption>O Guadiana, rio partilhado por Portugal e Espanha, reflete desafios de gestão hídrica entre seca, uso agrícola e cooperação transfronteiriça. Foto: Adobe Stock</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>O <strong>Douro</strong> nasce na serra de Urbión e percorre quase <strong>600 quilómetros em território espanhol</strong> antes de chegar à fronteira. Só depois entra em Portugal, onde segue até ao Atlântico. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A bacia do Tejo, por seu turno, estende-se por mais de 80 mil quilómetros quadrados, mas menos de um terço dessa área está em solo português. No Guadiana, a assimetria é ainda mais evidente, com mais de 80% da sua bacia no lado espanhol.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Essa configuração geográfica acaba por resultar numa dupla relação com os rios transfronteiriços. Por um lado, <strong>Portugal beneficia de volumes de água que não são gerados no seu território</strong>. </p><p>Por outro lado, depende da forma como esses recursos são geridos a montante, tanto em quantidade como em qualidade. Essa dependência tem alimentado, ao longo do tempo, uma relação diplomática, mas de desconfiança em relação aos espanhóis.</p><h2><strong>O Tejo como espelho de um conflito permanente</strong></h2><p>É no <strong>Tejo</strong> que muitas das tensões acabam por desaguar. Ao longo dos anos, <strong>Portugal tem criticado a forma como Espanha cumpre os caudais mínimos previstos</strong>. Em vez de uma libertação regular, foram frequentes os casos em que a água foi descarregada em grandes volumes concentrados no final de períodos semanais ou trimestrais.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O efeito é semelhante ao de uma torneira que passa dias fechada e, depois, é aberta de repente. Os rios sofrem variações bruscas, os ecossistemas são afetados e a gestão a jusante torna-se mais difícil. A barragem de Alcântara tornou-se, aliás, um símbolo desta prática.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A isto junta-se a pressão adicional de usos internos em Espanha, como o <strong>transvase Tejo-Segura</strong>, que desvia água para outras regiões. Embora Espanha defenda que cumpre os mínimos acordados, Portugal questiona se esse cumprimento é suficiente para garantir o equilíbrio ecológico dos rios.</p><h2>A Convenção que regula os caudais e as falhas que persistem</h2><p>Pode até parecer que a gestão dos rios corre ao sabor das correntes, mas há regras definidas desde 1998 na <strong>Convenção de Albufeira</strong>. O tratado estabelece caudais mínimos, cria mecanismos de cooperação e define um enquadramento para lidar com períodos de seca e de cheia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785995" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-rios-perderam-os-seus-guardioes-mas-a-sua-sabedoria-continua-a-ensinar-nos.html" title="Os rios perderam os seus guardiões, mas a sua sabedoria continua a ensinar-nos">Os rios perderam os seus guardiões, mas a sua sabedoria continua a ensinar-nos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-rios-perderam-os-seus-guardioes-mas-a-sua-sabedoria-continua-a-ensinar-nos.html" title="Os rios perderam os seus guardiões, mas a sua sabedoria continua a ensinar-nos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-rios-perderam-os-seus-guardioes-mas-a-sua-sabedoria-continua-a-ensinar-nos-1787919724063_320.jpg" alt="Os rios perderam os seus guardiões, mas a sua sabedoria continua a ensinar-nos"></a></article></aside><p>O acordo prevê também a realização de <strong>estudos para determinar regimes de caudais adequados a cada bacia</strong>. Essas avaliações, porém, continuam por concluir. Como resultado, os valores atualmente em vigor mantêm-se provisórios e, apesar de terem sido atualizados em 2008, continuam a ser alvo de críticas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/agua-a-montante-incerteza-a-jusante-como-sao-geridos-os-rios-que-ligam-portugal-e-espanha-1788285546194.jpg" data-image="i8e22iuc7rka" alt="Rio Douro" title="Rio Douro"><figcaption>O Douro nasce na serra de Urbión, percorre cerca de 600 quilómetros em Espanha e só depois entra em Portugal, desaguando no Atlântico. Foto: Mario Zogheb via Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Do lado português, vários especialistas defendem a necessidade de revisão. Entre as propostas estão a <strong>introdução de caudais diários em vez de semanais</strong>, de forma a evitar descargas concentradas, e a adaptação dos volumes libertados à disponibilidade real de água, permitindo maiores fluxos em anos mais húmidos.</p><p>Em <strong>situações de seca</strong>, a Convenção admite <strong>exceções</strong>. Os caudais podem ser reduzidos, desde que justificados e comunicados a Portugal. E, em teoria, os volumes não libertados podem ser compensados mais tarde. Em caso de cheias, o foco está na coordenação, na troca de informação e no aviso prévio de descargas.</p><h2>Os entendimentos que saíram da cimeira em Faro</h2><p>Na 35.ª cimeira ibérica, realizada em Faro em outubro de 2024, foram dados alguns passos considerados importantes. Pela primeira vez, foi acordada a introdução de caudais mínimos diários no Tejo, uma reivindicação antiga de Portugal.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Também foram definidos caudais ecológicos ou mínimos para o Guadiana, um avanço num rio onde essas referências eram pouco estruturadas. As decisões, no fundo, refletem uma maior preocupação com a regularidade dos fluxos e com a saúde dos ecossistemas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>As medidas ficam, ainda assim, aquém das ambições portuguesas. O sistema mantém-se híbrido, <strong>combinando regras antigas com novos compromissos</strong> que dependem da vontade política e da cooperação entre os dois países.</p><h2>Um equilíbrio de interesses ainda por construir</h2><p>A gestão dos rios partilhados entre Portugal e Espanha é um exercício constante de equilíbrio. De um lado, persistem <strong>tensões</strong> relacionadas com a irregularidade dos caudais, a aplicação de exceções em períodos de seca e a pressão sobre os recursos hídricos. Do outro, registam-se <strong>progressos</strong>, como o reforço da cooperação e a introdução de novas regras mais próximas das preocupações ambientais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/agua-a-montante-incerteza-a-jusante-como-sao-geridos-os-rios-que-ligam-portugal-e-espanha-1788285641121.jpg" data-image="cnydgxiw06oe" alt="Rio Minho" title="Rio Minho"><figcaption>No meio de correntezas incertas, o rio Minho é um dos exemplos mais estáveis de cooperação hidrográfica entre Portugal e Espanha. Foto: António Cascalheira via Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Em plena era de alterações climáticas, em que a água se torna mais escassa e imprevisível, esta relação ganha maior importância. O desafio passa por construir uma visão comum que reconheça os rios como sistemas dinâmicos e interdependentes.</p><p>O futuro destes cursos de água dependerá, sobretudo, da capacidade de Portugal e de Espanha articularem os seus recursos hídricos como um único ecossistema que ultrapassa fronteiras e protege os rios ibéricos como um todo. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Ag%C3%AAncia%20Portuguesa%20do%20Ambiente" data-year="" data-title="Conven%C3%A7%C3%A3o%20de%20Albufeira%20%E2%80%93%20Coopera%C3%A7%C3%A3o%20Luso-Espanhola" data-url="https%3A%2F%2Fapambiente.pt%2Fagua%2Fconvencao-de-albufeira-cooperacao-luso-espanhola">Agência Portuguesa do Ambiente. <a href="https://apambiente.pt/agua/convencao-de-albufeira-cooperacao-luso-espanhola" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Convenção de Albufeira – Cooperação Luso-Espanhola</a>.</cite><br><cite data-author="Comiss%C3%A3o%20para%20a%20Aplica%C3%A7%C3%A3o%20e%20o%20Desenvolvimento%20da%20Conven%C3%A7%C3%A3o%20de%20Albufeira%20(CADC)" data-year="" data-title="Conven%C3%A7%C3%A3o%20de%20Albufeira%2C%20uma%20hist%C3%B3ria%20centen%C3%A1ria%20de%20coopera%C3%A7%C3%A3o%20no%20dom%C3%ADnio%20da%20%C3%81gua" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cadc-albufeira.eu%2Fpt.html%3Futm_source%3Dchatgpt.com">Comissão para a Aplicação e o Desenvolvimento da Convenção de Albufeira (CADC). <a href="https://www.cadc-albufeira.eu/pt.html?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Convenção de Albufeira, uma história centenária de cooperação no domínio da Água</a>.</cite><br><cite data-author="GEOTA%20(2020)" data-year="" data-title="Relat%C3%B3rio%20sobre%20evolu%C3%A7%C3%A3o%20hist%C3%B3rica%20dos%20acordos%20ib%C3%A9ricos%20da%20%C3%A1gua" data-url="https%3A%2F%2Frioslivres.geota.pt%2Fwp-content%2Fuploads%2F2023%2F11%2FRaio-X-a-Bacia-do-Douro.pdf">GEOTA (2020). <a href="https://rioslivres.geota.pt/wp-content/uploads/2023/11/Raio-X-a-Bacia-do-Douro.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Relatório sobre evolução histórica dos acordos ibéricos da água</a>.</cite><br><cite data-author="TSF" data-year="" data-title="Portugal%20e%20Espanha%20assinam%20novo%20acordo%20para%20os%20rios%20nos%2025%20anos%20da%20Conven%C3%A7%C3%A3o%20de%20Albufeira" data-url="https%3A%2F%2Fwww.tsf.pt%2Fsociedade%2Fartigo%2Fportugal-e-espanha-assinam-novo-acordo-para-os-rios-nos-25-anos-da-convencao-de-albufeira%2F17996685">TSF. <a href="https://www.tsf.pt/sociedade/artigo/portugal-e-espanha-assinam-novo-acordo-para-os-rios-nos-25-anos-da-convencao-de-albufeira/17996685" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Portugal e Espanha assinam novo acordo para os rios nos 25 anos da Convenção de Albufeira</a>.</cite><br><cite data-author="Ana%20Lu%C3%ADsa%20Fontes%20Alves" data-year="" data-title="Portugal%2C%20Espanha%20e%20a%20gest%C3%A3o%20das%20Bacias%20Hidrogr%C3%A1ficas%3A%20Gest%C3%A3o%20comparada%20das%20Bacias%20Hidrogr%C3%A1ficas%20do%20Douro%20e%20do%20Tejo.%20Universidade%20Nova%20de%20Lisboa" data-url="https%3A%2F%2Frun.unl.pt%2Fentities%2Fpublication%2Fc2788ce2-16c6-4458-8318-0ef1e2b9372e">Ana Luísa Fontes Alves. <a href="https://run.unl.pt/entities/publication/c2788ce2-16c6-4458-8318-0ef1e2b9372e" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Portugal, Espanha e a gestão das Bacias Hidrográficas: Gestão comparada das Bacias Hidrográficas do Douro e do Tejo. Universidade Nova de Lisboa</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/agua-a-montante-incerteza-a-jusante-como-sao-geridos-os-rios-que-ligam-portugal-e-espanha.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Hoje e amanhã 16 distritos do Continente estarão sob aviso amarelo de tempo quente: termómetros chegarão aos 37 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/hoje-e-amanha-16-distritos-do-continente-estarao-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-termometros-chegarao-aos-37-c.html</link><pubDate>Tue, 22 Sep 2026 06:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O calor continuará intenso em Portugal continental esta terça e quarta-feira. Dezasseis distritos estão sob aviso amarelo, enquanto o ECMWF prevê máximas até 37 ºC e anomalias localmente superiores a 10 ºC.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbb6cum"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbb6cum.jpg" id="xbb6cum"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal continental continuará sob a influência de <strong>tempo muito quente e seco</strong> durante esta terça-feira, 22 de setembro, e quarta-feira, 23. Apesar de o calendário assinalar a chegada do outono astronómico, os termómetros continuarão a mostrar valores mais próprios do verão em várias regiões.</p><p>A persistência das temperaturas elevadas levou o <strong>Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA)</strong> a colocar grande parte do território sob aviso amarelo devido ao tempo quente. Ao mesmo tempo, as previsões do modelo europeu ECMWF mostram que o episódio deverá continuar particularmente expressivo no interior.</p><p>A situação resulta da presença de <strong>altas pressões e de uma massa de ar muito quente e seco</strong> sobre a Península Ibérica. Esta configuração continuará a bloquear a chegada de perturbações atlânticas e a favorecer condições estáveis, secas e soalheiras em Portugal continental.</p><h2>16 dos 18 distritos estão sob aviso amarelo devido ao calor</h2><p>De acordo com a informação disponibilizada pelo IPMA, <strong>16 dos 18 distritos de Portugal continental encontram-se sob aviso amarelo devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima</strong>.</p><div class="texto-destacado">Apenas <strong>Beja e Faro não se encontram sob aviso amarelo de tempo quente</strong>. Isto significa que a quase totalidade do território continental estará abrangida pelo nível amarelo, desde o Minho e Trás-os-Montes até Lisboa, Setúbal e ao Alto Alentejo.</div><p>O aviso amarelo corresponde a uma situação de risco para determinadas atividades dependentes das condições meteorológicas. Neste caso, está relacionado com a <strong>persistência de temperaturas máximas elevadas</strong>, num episódio que continuará a marcar este início de semana.</p><h2>Esta terça-feira o calor continuará intenso: até 36 ºC em várias regiões</h2><p>Durante a tarde desta terça-feira, <strong>o calor será particularmente intenso no Centro e Sul</strong>, embora os valores permaneçam elevados também em vários pontos do Norte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hoje-e-amanha-16-distritos-do-continente-estarao-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-termometros-chegarao-aos-37-c-1790070079156.jpg" data-image="ry933slxfia1" alt="Esta terça-feira, os termómetros poderão alcançar 36 ºC no Centro e Sul" title="Esta terça-feira, os termómetros poderão alcançar 36 ºC no Centro e Sul"><figcaption>Temperaturas previstas pelo ECMWF para as 16h desta terça-feira. Coimbra, Santarém e Évora poderão atingir 36 ºC, enquanto várias regiões do interior deverão registar valores iguais ou superiores a 35 ºC.</figcaption></figure><p>No mapa, <strong>Coimbra, Santarém e Évora surgem com cerca de 36 ºC</strong>, enquanto Castelo Branco, Portalegre e Beja poderão alcançar aproximadamente 35 ºC. Viseu deverá rondar os 34 ºC, Braga e Vila Real os 33 ºC e Leiria os 32 ºC.</p><p>O contraste com algumas áreas costeiras será evidente. Enquanto grande parte do interior permanece acima dos 30 ºC, <strong>Aveiro poderá ficar perto dos 27 ºC e Lisboa dos 30 ºC</strong>, evidenciando já alguma influência marítima junto à faixa ocidental.</p><h2>Até 12 ºC acima da média: o calor será muito anómalo para finais de setembro</h2><p>Mais do que os valores absolutos, é o desvio relativamente àquilo que seria normal nesta altura do ano que evidencia a dimensão deste episódio. O ECMWF prevê <strong>anomalias térmicas superiores a 10 ºC em várias regiões</strong> durante a tarde desta terça-feira.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hoje-e-amanha-16-distritos-do-continente-estarao-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-termometros-chegarao-aos-37-c-1790070124962.jpg" data-image="2er8rghcdq8g" alt="As temperaturas poderão ficar até 12 ºC acima do habitual" title="As temperaturas poderão ficar até 12 ºC acima do habitual"><figcaption>Anomalia da temperatura prevista pelo ECMWF para terça-feira às 16h. Viseu poderá registar cerca de 12 ºC acima da média, com desvios de 10 a 11 ºC em várias regiões do país.</figcaption></figure><p><strong>Viseu destaca-se com uma anomalia próxima dos +12 ºC</strong>, enquanto Braga, Porto, Vila Real e Coimbra poderão rondar os +11 ºC. Guarda, Castelo Branco, Portalegre e Santarém apresentam desvios próximos dos +10 ºC.</p><p>Mesmo regiões onde a influência marítima limita um pouco as temperaturas máximas continuarão acima daquilo que seria expectável para esta altura do calendário. <strong>Lisboa apresenta uma anomalia próxima dos +8 ºC e Aveiro dos +8 ºC</strong>, reforçando o carácter excecionalmente quente da massa de ar presente sobre o território.</p><h2>Quarta-feira poderá trazer 37 ºC: o calor recua no litoral, mas persiste no interior</h2><p>Na quarta-feira, 23 de setembro, haverá uma alteração na distribuição das temperaturas. <strong>A influência marítima tornar-se-á mais evidente no litoral Norte e Centro</strong>, permitindo uma descida das máximas nestas regiões, enquanto o interior continuará muito quente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hoje-e-amanha-16-distritos-do-continente-estarao-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-termometros-chegarao-aos-37-c-1790070185528.jpg" data-image="174dc4eh8kpg" alt="Évora poderá chegar aos 37 ºC na quarta-feira" title="Évora poderá chegar aos 37 ºC na quarta-feira"><figcaption>Temperaturas previstas pelo ECMWF para quarta-feira às 16h. Évora poderá atingir 37 ºC, enquanto várias zonas do interior continuarão entre 35 e 36 ºC, contrastando com o litoral mais fresco.</figcaption></figure><p>Évora poderá tornar-se uma das zonas mais quentes, com <strong>37 ºC</strong>, enquanto Beja deverá rondar os 36 ºC. Castelo Branco, Portalegre e Santarém poderão alcançar cerca de 35 ºC e Viseu e Vila Real aproximadamente 34 ºC.</p><p>Junto à costa, porém, a situação será diferente. <strong>Aveiro poderá descer para apenas 23 ºC e o Porto para cerca de 26 ºC</strong>, valores substancialmente inferiores aos registados no interior. Coimbra também deverá sentir algum alívio, passando dos cerca de 36 ºC de terça-feira para aproximadamente 31 ºC na quarta.</p><p>Este contraste será um dos aspetos mais relevantes da evolução meteorológica: <strong>o calor não desaparecerá, mas ficará progressivamente mais concentrado nas regiões interiores</strong>.</p><h2>Vento de norte reforça a influência marítima junto ao litoral</h2><p>A descida das temperaturas na faixa costeira estará relacionada com o reforço da circulação marítima. Durante a tarde de quarta-feira, o vento de <strong>norte e noroeste</strong> deverá transportar ar atlântico mais fresco para as regiões ocidentais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hoje-e-amanha-16-distritos-do-continente-estarao-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-termometros-chegarao-aos-37-c-1790070248900.jpg" data-image="7f0vbr96o7co" alt="Vento de norte ajudará a aliviar o calor junto ao litoral" title="Vento de norte ajudará a aliviar o calor junto ao litoral"><figcaption>Rajadas previstas pelo ECMWF para quarta-feira às 16h. O vento de norte e noroeste ganhará expressão na faixa ocidental, favorecendo a entrada de ar marítimo mais fresco.</figcaption></figure><p>As rajadas poderão rondar <strong>30 a 32 km/h em zonas como Coimbra e Leiria</strong>, sendo também relevantes noutros pontos da faixa ocidental. Esta circulação ajudará a explicar a diferença acentuada entre as temperaturas previstas para o litoral e para o interior.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789746" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-meteorologista-ana-palma-a-partir-de-quarta-feira-o-calor-alivia-no-litoral-mas-persiste-no-interior.html" title="A meteorologista Ana Palma: “a partir de quarta-feira, o calor alivia no litoral, mas persiste no interior”">A meteorologista Ana Palma: “a partir de quarta-feira, o calor alivia no litoral, mas persiste no interior”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-meteorologista-ana-palma-a-partir-de-quarta-feira-o-calor-alivia-no-litoral-mas-persiste-no-interior.html" title="A meteorologista Ana Palma: “a partir de quarta-feira, o calor alivia no litoral, mas persiste no interior”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-meteorologista-ana-palma-a-partir-de-quarta-feira-o-calor-alivia-no-litoral-mas-persiste-no-interior-1789996887809_320.jpg" alt="A meteorologista Ana Palma: “a partir de quarta-feira, o calor alivia no litoral, mas persiste no interior”"></a></article></aside><p>No entanto, <strong>a influência marítima terá dificuldade em penetrar nas regiões mais interiores</strong>, onde a massa de ar quente continuará instalada. É precisamente por isso que, enquanto algumas localidades costeiras registam uma descida significativa, o interior continuará com máximas de 35 ºC ou superiores.</p><h2>Noites também continuarão quentes em várias regiões</h2><p>O calor não se fará sentir apenas durante a tarde. A madrugada de quarta-feira deverá continuar bastante amena ou mesmo quente em várias zonas do Centro e Sul, com temperaturas próximas ou superiores aos <strong>20 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hoje-e-amanha-16-distritos-do-continente-estarao-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-termometros-chegarao-aos-37-c-1790070302613.jpg" data-image="z44wcxrr64vf" alt="A madrugada de quarta-feira continuará quente no Centro e Sul" title="A madrugada de quarta-feira continuará quente no Centro e Sul"><figcaption>Temperaturas previstas pelo ECMWF para as 06h de quarta-feira. Lisboa poderá rondar os 22 ºC, Portalegre os 23 ºC e várias regiões do Centro e Sul permanecerão próximas dos 20 ºC.</figcaption></figure><p>Às primeiras horas da manhã, <strong>Lisboa poderá registar cerca de 22 ºC e Portalegre 23 ºC</strong>, enquanto Vila Real também surge próxima dos 22 ºC. Évora e Beja deverão rondar os 20 ºC e Santarém os 19 ºC.</p><p>Em contraste, o ambiente será mais fresco no litoral Norte e Centro, com valores próximos dos <strong>15 ºC em Aveiro, Coimbra e Leiria</strong> e cerca de 16 ºC no Porto. Assim, além do contraste diurno entre litoral e interior, também durante a madrugada serão evidentes diferenças térmicas significativas entre regiões.</p><p>Com o avanço da semana, <strong>a influência atlântica deverá ganhar progressivamente maior expressão</strong>, permitindo algum alívio térmico sobretudo junto ao litoral. No interior, porém, o calor continuará mais persistente, prolongando um episódio de temperaturas invulgarmente elevadas para a reta final de setembro.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/hoje-e-amanha-16-distritos-do-continente-estarao-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-termometros-chegarao-aos-37-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cavalo de quase dois metros entra para o Guinness como o mais alto do mundo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cavalo-de-quase-dois-metros-entra-para-o-guinness-como-o-mais-alto-do-mundo.html</link><pubDate>Tue, 22 Sep 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Hugo, da raça Shire, mede 1,99 metro e conquistou reconhecimento internacional aos quatro anos; animal inglês ainda pode crescer e aproximar-se do maior cavalo já registado na história.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cavalo-de-quase-dois-metros-entra-para-o-guinness-como-o-mais-alto-do-mundo-1789592792520.jpg" data-image="29qmy7tfjew8" alt="Hugo se tornou o cavalo vivo mais alto do mundo Imagem: Divulgação/Guinness World Records 2027… - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2026/09/10/cavalo-de-quase-dois-metros-supera-marca-e-vira-o-mais-alto-vivo-do-mundo.ghtm?cmpid=copiaecola" title="Hugo se tornou o cavalo vivo mais alto do mundo Imagem: Divulgação/Guinness World Records 2027… - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2026/09/10/cavalo-de-quase-dois-metros-supera-marca-e-vira-o-mais-alto-vivo-do-mundo.ghtm?cmpid=copiaecola"><figcaption>Hugo tornou-se o cavalo vivo mais alto do mundo. Crédito: Divulgação/Guinness World Records 2027</figcaption></figure><p>Um<strong> cavalo de quatro anos e quase dois metros de altura </strong>acaba de conquistar um lugar no <strong>Guinness World Records</strong>. Hugo, um animal da raça Shire que vive em Inglaterra, foi oficialmente reconhecido como o cavalo vivo mais alto do mundo, ocupando um título que estava sem detentor há cinco anos.</p><p>O animal mede<strong> 1,99 metro da cernelha</strong> (região localizada entre o pescoço e o dorso e utilizada como referência para medir cavalos) até ao chão. A altura foi confirmada por um veterinário e não considerou as ferraduras utilizadas pelo animal.</p><p>Apesar das dimensões impressionantes,<strong> Hugo</strong> é conhecido pelos responsáveis como “big softie”, expressão em inglês que pode ser traduzida como<strong> “gigante dócil”</strong>. Ele vive em Towcester, no condado de Northamptonshire, na propriedade da família Masters, dedicada à criação e preservação de cavalos da raça Shire.</p><h2>Crescimento surpreendeu criadores</h2><p>Brett Masters, um dos proprietários, adquiriu Hugo quando o cavalo tinha apenas 18 meses. Na época, não havia indícios claros de que o jovem animal se transformaria num exemplar tão grande. Conforme cresceu, porém, as <strong>suas dimensões começaram a chamar atenção</strong>.</p><div class="texto-destacado">O desenvolvimento acelerado tornou Hugo conhecido na região e acabou por chegar aos responsáveis pelo Guinness World Records. A organização procurou os proprietários para realizar o processo necessário para verificar oficialmente as dimensões do animal e reconhecer o novo recordista.</div><p>O título estava vago desde 2021, após a morte de <strong>Big Jake</strong>, um cavalo da raça Belgian Draft que durante anos foi reconhecido como o mais alto entre os animais vivos. Big Jake era aproximadamente dez centímetros mais alto do que Hugo.</p><h2>Recorde histórico ainda pertence a outro cavalo</h2><p>Ser o maior cavalo vivo, no entanto, não transforma Hugo no maior já documentado. O recorde histórico continua a pertencer a <strong>Sampson, também conhecido posteriormente como Mammoth</strong>, um cavalo da mesma raça Shire que viveu em Inglaterra durante o século XIX.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cavalo-de-quase-dois-metros-entra-para-o-guinness-como-o-mais-alto-do-mundo-1789592932506.jpg" data-image="z6nhob92fcwg" alt="Big Jake, cavalo que anteriormente ostentava o título de maior do mundo, media 2,13m. Crédito: Texas Blog" title="Big Jake, cavalo que anteriormente ostentava o título de maior do mundo, media 2,13m. Crédito: Texas Blog"><figcaption>Big Jake, cavalo que anteriormente ostentava o título de maior do mundo, media 2,13m. Crédito: Texas Blog</figcaption></figure><p>Sampson alcançou cerca de <strong>20 centímetros a mais do que a altura atual de Hugo</strong>. Nascido em 1846, o animal tornou-se uma referência histórica entre cavalos de grandes dimensões e permanece como o maior exemplar registado pelo Guinness.</p><p><strong>Hugo ainda pode diminuir essa diferença</strong>. Aos quatro anos, ele não atingiu necessariamente o seu tamanho definitivo. Segundo os seus responsáveis, o desenvolvimento do animal tem sido mais acelerado do que o observado normalmente entre outros integrantes da raça.</p><h2>Hugo ainda pode crescer por vários anos</h2><p>A expectativa é que o novo recordista<strong> continue a crescer até aproximadamente aos oito anos e meio</strong>. Isto significa que ainda há vários anos de desenvolvimento pela frente, embora não seja possível determinar qual será a sua altura quando chegar à fase adulta.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cranio-revela-que-tigre-da-tasmania-era-muito-diferente-dos-lobos.html" title="Crânio revela que tigre da Tasmânia era muito diferente dos lobos">Crânio revela que tigre da Tasmânia era muito diferente dos lobos</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cranio-revela-que-tigre-da-tasmania-era-muito-diferente-dos-lobos.html" title="Crânio revela que tigre da Tasmânia era muito diferente dos lobos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cranio-revela-que-tigre-da-tasmania-era-muito-diferente-dos-lobos-1788712844773_320.jpg" alt="Crânio revela que tigre da Tasmânia era muito diferente dos lobos"></a></article></aside><p>Por causa das dimensões e do ritmo de crescimento, Hugo recebe acompanhamento especializado e mantém uma rotina de cuidados comparada pelos proprietários à de um atleta de alto rendimento. A atenção procura garantir que o desenvolvimento de um animal desse porte ocorra de maneira adequada.</p><p>Agora, além de acompanhar a saúde e o crescimento do cavalo, os responsáveis observam <strong>até onde Hugo poderá chegar</strong>. Por enquanto, ele ostenta oficialmente o título de cavalo vivo mais alto do planeta, e ainda tem alguns anos para tentar se aproximar do recorde histórico de Sampson.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Veja" data-year="2026" data-title="Cavalo%20ingl%C3%AAs%20de%20quase%20dois%20metros%20entra%20para%20o%20Guinness" data-url="https%3A%2F%2Fveja.abril.com.br%2Fagenda-verde%2Fcavalo-ingles-de-quase-dois-metros-entra-para-o-guinness%2F%3Fshem%3Ddsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4">Veja. (2026). <a href="https://veja.abril.com.br/agenda-verde/cavalo-ingles-de-quase-dois-metros-entra-para-o-guinness/?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Cavalo inglês de quase dois metros entra para o Guinness</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cavalo-de-quase-dois-metros-entra-para-o-guinness-como-o-mais-alto-do-mundo.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Foi descoberta uma nova cratera na Lua, um acontecimento pouco comum!]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/foi-descoberta-uma-nova-cratera-na-lua-um-acontecimento-pouco-comum.html</link><pubDate>Mon, 21 Sep 2026 17:15:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Acabaram de descobrir um novo cráter com 222 metros de diâmetro na superfície da Lua. Formado pelo impacto de um asteróide ou de um cometa em 2024, é o maior cráter de impacto recente identificado até agora no sistema solar.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-nouveau-cratere-a-ete-decouvert-sur-la-lune-un-evenement-rare-1789741048151.jpeg" data-image="p93965t6or2d" alt="Si bien la Luna está cubierta de innumerables cráteres, uno de ellos, mucho más reciente que los demás, acaba de ser descubierto por un investigador estadounidense." title="Si bien la Luna está cubierta de innumerables cráteres, uno de ellos, mucho más reciente que los demás, acaba de ser descubierto por un investigador estadounidense."><figcaption>Embora a Lua esteja coberta de inúmeras crateras, uma delas, muito mais recente do que as outras, acaba de ser descoberta por um investigador norte-americano.</figcaption></figure><p>Num relatório publicado a 16 de setembro, a NASA anunciou a descoberta de um novo cráter com<strong> mais de 200 metros de diâmetro </strong>no nosso satélite natural. Esta descoberta baseou-se em imagens da sonda norte-americana Lunar Reconnaissance Orbiter.</p><h2> Um impacto recente</h2><p>Após analisar imagens da câmara da sonda Lunar Reconnaissance Orbiter, que orbita a Lua desde 23 de junho de 2009, um investigador norte-americano conseguiu detetar <strong>um ponto brilhante rodeado por um halo escuro</strong> que surgiu na primavera de 2024 na superfície do nosso satélite natural.</p><div class="texto-destacado">Ao examinar mais de perto esta nova marca, os cientistas conseguiram identificá-la rapidamente como um cratera com 222 metros de largura e 43 metros de profundidade, causada pelo impacto de um cometa ou asteróide na parte oriental da Lua entre 11 de abril e 22 de maio de 2024.<br> </div><p>Embora, infelizmente, a sonda lunar não tenha conseguido filmar diretamente este impacto, a NASA conseguiu determinar que o objeto responsável por este enorme cratera teria sido <strong>tão grande quanto um edifício de três a seis andares</strong>, um tamanho suficiente para causar alterações no solo lunar <strong>até 100 quilómetros do ponto de impacto</strong>. </p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="fr" dir="ltr">Espace : un chercheur américain de la NASA a découvert un imposant cratère de 222 mètres de diamètre, récemment formé à la surface de la Lune par l'écrasement, au printemps 2024, d'une comète ou d'un astéroïde à la surface lunaire, annonce la NASA. Il a été baptisé "McGetchin", <a href="https://t.co/3L8o0QBPVU">pic.twitter.com/3L8o0QBPVU</a></p>— Infos Françaises (@InfosFrancaises) <a href="https://x.com/InfosFrancaises/status/2100549037757776175?ref_src=twsrc%5Etfw">September 17, 2026</a></blockquote></figure><p>De acordo com um relatório recente da agência espacial norte-americana, este cratera de impacto é <strong>a maior cratera de formação recente alguma vez identificada no sistema solar</strong>. O recorde anterior era detido por uma cratera com cerca de 70 metros de diâmetro, formada em outubro de 2012 no Mare Humorum, também na Lua.</p><h2> Um acontecimento excecional! </h2><p>O nosso satélite natural alberga inúmeras crateras de diversos tamanhos e formas. A Lua praticamente não possui atmosfera, o que significa que os meteoritos, asteróides e outros detritos espaciais <strong>impactam diretamente contra a sua superfície</strong>. Na Terra, tal como noutros planetas do sistema solar, a atmosfera, por outro lado, <strong>abranda ou desintegra parcialmente os detritos</strong>, limitando assim a formação de novas crateras.</p><p>No entanto, este tipo de<strong> impactos continua a ser raro</strong>, mesmo na Lua. De acordo com a revista científica<em> Science Advance</em>s, um impacto desta dimensão ocorre na Lua, em média, <strong>uma vez a cada 132 ano</strong>s, o que torna esta nova cratera, batizada de "McGetchin" em homenagem ao famoso especialista em impactos lunares Thomas McGetchin, num acontecimento excecional!</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785831" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-colisao-que-quase-destruiu-deimos-como-um-asteroide-de-300-metros-remodelou-completamente-a-lua-marciana.html" title="“A colisão que quase destruiu Deimos”: como um asteroide de 300 metros remodelou completamente a lua marciana">“A colisão que quase destruiu Deimos”: como um asteroide de 300 metros remodelou completamente a lua marciana</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-colisao-que-quase-destruiu-deimos-como-um-asteroide-de-300-metros-remodelou-completamente-a-lua-marciana.html" title="“A colisão que quase destruiu Deimos”: como um asteroide de 300 metros remodelou completamente a lua marciana"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-colisao-que-quase-destruiu-deimos-como-um-asteroide-de-300-metros-remodelou-completamente-a-lua-marciana-1787843233726_320.jpg" alt="“A colisão que quase destruiu Deimos”: como um asteroide de 300 metros remodelou completamente a lua marciana"></a></article></aside><p>Embora o nosso satélite tenha milhares de crateras, observar a formação de uma delas quase em tempo real e acompanhar a sua evolução nos próximos anos permitir-nos-á <strong>compreender melhor a complexa geologia do nosso satélite</strong>, mas também estudar como os solos lunares evoluem após o impacto de uma força desta magnitude.</p><p>A observação deste impacto também nos lembra que a superfície do nosso satélite natural está longe de ser estática. À medida que se preparam novas missões lunares para os próximos anos, os cientistas poderão intensificar as suas observações e continuar a desvendar<strong> os inúmeros mistério</strong>s que ainda rodeiam a Lua.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="20%20mintes%20%26%20AFP" data-year="2026" data-title="Lune%20%3A%20%C2%AB%20%C3%87a%20n%E2%80%99arrive%20qu%E2%80%99une%20fois%20par%20si%C3%A8cle%20%C2%BB%E2%80%A6%20La%20Nasa%20d%C3%A9couvre%20un%20nouveau%20crat%C3%A8re" data-url="https%3A%2F%2Fwww.20minutes.fr%2Fplanete%2F4246157-20260917-lune-ca-arrive-fois-siecle-nasa-decouvre-nouveau-cratere">20 mintes & AFP. (2026). <a href="https://www.20minutes.fr/planete/4246157-20260917-lune-ca-arrive-fois-siecle-nasa-decouvre-nouveau-cratere" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Lune : « Ça n’arrive qu’une fois par siècle »… La Nasa découvre un nouveau cratère</a>.</cite></p></section><p><br> </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/foi-descoberta-uma-nova-cratera-na-lua-um-acontecimento-pouco-comum.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O gato Tilcayo é a nova espécie de felino, após um século sem registos na Bolívia]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-gato-tilcayo-e-a-nova-especie-de-felino-apos-um-seculo-sem-registos-na-bolivia.html</link><pubDate>Mon, 21 Sep 2026 16:11:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um pequeno felino, conhecido há várias gerações pelas comunidades dos Yungas bolivianos, foi confirmado como a primeira espécie de gato selvagem descrita pela ciência em mais de um século.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/gato-tilcayo-una-nueva-especie-de-felino-tras-un-siglo-sin-registros-en-bolivia-1789884599657.png" data-image="lztrqsl6ewzd" alt="ciencia; noticia; descubrimiento; Bolivia; leopardus; felino" title="ciencia; noticia; descubrimiento; Bolivia; leopardus; felino"><figcaption>O tilcayo é mais pequeno do que um gato doméstico e apresenta grandes rosetas escuras na pelagem. Imagem adaptada de Lescroart <em> et al. </em> (2026).</figcaption></figure><p>Mais pequeno do que um gato doméstico, coberto de manchas escuras e com um rosto ligeiramente achatado, <strong>o tilcayo habitava as florestas da Bolívia muito antes de receber um nome científico</strong>. As comunidades dos Yungas conheciam-no há várias gerações, mas os especialistas confundiam-no com outros pequenos felinos sul-americanos.</p><div class="texto-destacado">O<strong><em> Leopardus tilcayo</em></strong> é a primeira espécie viva de felino completamente nova descrita pela ciência em mais de cem anos, excluindo casos recentes em que espécies antigas foram revalidadas ou algumas subespécies subiram de categoria.</div><p><strong>Agora, uma nova análise genómica confirmou que se trata de uma espécie distinta</strong>. Uma descoberta que, além disso, demonstra que ainda existem grandes lacunas no conhecimento sobre os pequenos felinos selvagens. O desafio? Trata-se de animais esquivos que podem revelar-se quase indistinguíveis através de fotografias ou câmaras de vigilância.</p><h2>Um pequeno gato que não se enquadrava nas descrições</h2><p><strong>A história começou em 2017, quando um macho chegou ao abrigo de animais "Santuario de Vida Silvestre Senda Verde"</strong><strong>, situado nos Yungas bolivianos</strong>. Uma família tinha-o criado durante cerca de um ano, depois de o terem encontrado quando era apenas um filhote e de o terem confundido inicialmente com um gato doméstico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gato-tilcayo-una-nueva-especie-de-felino-tras-un-siglo-sin-registros-en-bolivia-1789884779730.png" data-image="xeodo83nuq1u" alt="ciencia; gene; evolucion; biologia; felino; taxonomia" title="ciencia; gene; evolucion; biologia; felino; taxonomia"><figcaption>A ilustração compara a distribuição e a aparência de cinco espécies de gatos-tigre e de uma nova subespécie. Imagem adaptada de Lescroart <em> et al. </em> (2026).</figcaption></figure><p><strong>A bióloga boliviana Paola Nogales-Ascarrunz </strong>fotografou o animal. Inicialmente, pensou que se tratava de um exemplar do gato-tigre (Leopardus tigrinus), também conhecido como tigrillo ou oncilla. Mas, enquanto preparava um guia sobre os felinos da Bolívia, <strong>apercebeu-se de que as suas características não correspondiam às descrições disponíveis</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773560" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-seu-gato-costuma-passar-tempo-no-jardim-estas-plantas-podem-representar-um-risco-para-a-saude-dele.html" title="O seu gato costuma passar tempo no jardim? Estas plantas podem representar um risco para a saúde dele">O seu gato costuma passar tempo no jardim? Estas plantas podem representar um risco para a saúde dele</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-seu-gato-costuma-passar-tempo-no-jardim-estas-plantas-podem-representar-um-risco-para-a-saude-dele.html" title="O seu gato costuma passar tempo no jardim? Estas plantas podem representar um risco para a saúde dele"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/does-your-cat-spend-time-in-the-garden-these-plants-could-pose-a-risk-to-its-health-1780804093600_320.jpg" alt="O seu gato costuma passar tempo no jardim? Estas plantas podem representar um risco para a saúde dele"></a></article></aside><p><strong>O exemplar apresentava uma pelagem castanha clara, grandes rosetas irregulares, orelhas curtas e arredondadas, bigodes longos e um focinho mais achatado. Media cerca de 46 centímetros</strong>, sem contar a cauda, e pesava cerca de 1,4 quilogramas. Essas características não coincidiam totalmente com o "conhecido" gato-tigre. O que levou a reconsiderar a identidade taxonómica desta espécie na Bolívia.</p><h2>Os genes resolveram um mistério secular</h2><p><strong>A curiosidade levou uma equipa internacional a analisar os genomas completos de 38 felinos do género <em>Leopardus</em></strong>. Desse total, 26 representavam diferentes unidades evolutivas do complexo Leopardus tigrinus, enquanto oito genomas foram obtidos a partir de exemplares conservados em museus.</p><div class="texto-destacado">O estudo concluiu que os animais anteriormente agrupados sob a denominação de gato-tigre correspondem, na realidade, a cinco espécies diferentes: Leopardus tilcayo, L. tigrinus, L. pardinoides, L. emiliae e L. guttulus.</div><p>A investigação teve início formalmente em 2021, tomando como referência o espécime de Senda Verde. Cinco anos depois, os resultados foram publicados na revista científica "Current Biology", <strong>onde o tilcayo foi oficialmente descrito como uma nova espécie</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783350" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tigre-siberiano-e-solto-na-natureza-no-cazaquistao-quase-80-anos-apos-extincao.html" title="Tigre-siberiano é solto na natureza no Cazaquistão quase 80 anos após extinção">Tigre-siberiano é solto na natureza no Cazaquistão quase 80 anos após extinção</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tigre-siberiano-e-solto-na-natureza-no-cazaquistao-quase-80-anos-apos-extincao.html" title="Tigre-siberiano é solto na natureza no Cazaquistão quase 80 anos após extinção"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tigre-siberiano-e-solto-na-natureza-no-cazaquistao-quase-80-anos-apos-extincao-1786286424049_320.jpg" alt="Tigre-siberiano é solto na natureza no Cazaquistão quase 80 anos após extinção"></a></article></aside><p><em></em><strong>Os resultados revelaram que o tilcayo se separou dos seus parentes mais próximos há aproximadamente 1,4 milhões de anos</strong>. Além disso, identificaram uma nova subespécie nos Yungas peruanos, denominada <em>Leopardus tigrinus antisuyo</em>.</p><h2><em></em>Descoberto e ameaçado</h2><p><strong>Até ao momento, os investigadores estudaram diretamente dois tilcayos vivos</strong>. O macho permanece em Senda Verde, enquanto uma fêmea foi reintroduzida no seu habitat natural. Existem, além disso, alguns registos obtidos através de câmaras de vigilância, mas não se sabe ao certo quantos indivíduos sobrevivem em liberdade.</p><div class="texto-destacado">A sua distribuição confirmada limita-se, por enquanto, aos Yungas bolivianos, uma região de florestas montanhosas ameaçada pela desflorestação, pelos incêndios, pela expansão agrícola e pela mineração.</div><p>Reconhecer o tilcayo como uma espécie independente permitirá avaliar com maior precisão o seu risco de extinção. E também nos lembra que <strong>dar um nome a uma espécie não significa descobri-la pela primeira vez</strong>. As comunidades locais já a conheciam. Foi o seu nome tradicional que acabou por ser incorporado pela ciência.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Lloret%2C%20R." data-year="2026" data-title="Leopardus%20tilcayo%3A%20Bolivia%20le%20da%20al%20mundo%20una%20nueva%20especie%20de%20gato%20silvestre%2C%20la%20primera%20en%20m%C3%A1s%20de%20100%20a%C3%B1os" data-url="https%3A%2F%2Ferbol.com.bo%2Fnacional%2Fleopardus-tilcayo-bolivia-le-da-al-mundo-una-nueva-especie-de-gato-silvestre-la-primera-en">Lloret, R.. (2026). <a href="https://erbol.com.bo/nacional/leopardus-tilcayo-bolivia-le-da-al-mundo-una-nueva-especie-de-gato-silvestre-la-primera-en" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Leopardus tilcayo: Bolivia le da al mundo una nueva especie de gato silvestre, la primera en más de 100 años</a>.</cite><br><cite data-author="Fern%C3%A1ndez%20Moreno%2C%20L." data-year="2026" data-title="Descubren%20una%20nueva%20especie%20de%20felino%20por%20primera%20vez%20en%20m%C3%A1s%20de%20100%20a%C3%B1os" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nationalgeographic.com.es%2Fmundo-animal%2Fdescubren-nueva-especie-felino-por-primera-vez-mas-100-anos_29456%23twitter">Fernández Moreno, L.. (2026). <a href="https://www.nationalgeographic.com.es/mundo-animal/descubren-nueva-especie-felino-por-primera-vez-mas-100-anos_29456#twitter" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Descubren una nueva especie de felino por primera vez en más de 100 años</a>.</cite><br><cite data-author="Lescroart%2C%20J.%2C%20Nogales-Ascarrunz%2C%20P.%2C%20Cassatt-Johnstone%2C%20M.%20y%20colaboradores" data-year="2026" data-title="Phylogenomics%20and%20museomics%20reveal%20five%20distinct%20species%20of%20tiger%20cats%20in%20South%20America" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1016%2Fj.cub.2026.08.059">Lescroart, J., Nogales-Ascarrunz, P., Cassatt-Johnstone, M. y colaboradores. (2026). <a href="https://doi.org/10.1016/j.cub.2026.08.059" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Phylogenomics and museomics reveal five distinct species of tiger cats in South America</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-gato-tilcayo-e-a-nova-especie-de-felino-apos-um-seculo-sem-registos-na-bolivia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A natureza como laboratório: O lagarto que revelou um dos segredos da medicina moderna]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-natureza-como-laboratorio-o-lagarto-que-revelou-um-dos-segredos-da-medicina-moderna.html</link><pubDate>Mon, 21 Sep 2026 15:31:25 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O monstro-de-Gila, um lagarto venenoso dos desertos americanos, esconde uma molécula que ajudou a abrir caminho para uma nova geração de medicamentos contra a obesidade. Venha saber mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-natureza-como-laboratorio-o-lagarto-que-revelou-um-dos-segredos-da-medicina-moderna-1789992452647.jpg" data-image="1zhk4liilnxa" alt="Lagarto" title="Lagarto"><figcaption>O monstro-de-Gila (Heloderma suspectum) vive nos desertos do sudoeste dos Estados Unidos e do México e foi fundamental para a descoberta da exendina-4.</figcaption></figure><p>Nos desertos do sudoeste dos Estados Unidos e do México vive um animal de aparência pré-histórica que passa grande parte do tempo escondido. O <strong>monstro-de-Gila</strong> (<em>Heloderma suspectum</em>) é lento, robusto e venenoso, mas, dentro da sua biologia, os <strong>cientistas encontraram uma pista que ajudou a transformar a investigação sobre diabetes e obesidade</strong>.</p><p>Segundo um estudo avançado pela <em>BBC Mundo</em>, a história começa com uma <strong>substância encontrada no veneno deste lagarto</strong>, a <em>exendina-4</em>. A molécula chamou a atenção dos investigadores uma vez que <strong>apresenta semelhanças com o <em>GLP-1</em>, uma hormona produzida naturalmente pelo organismo humano</strong> depois das refeições e envolvida na regulação da glicose e do apetite.</p><div class="texto-destacado">Ao contrário do <em>GLP-1</em> humano, que é rapidamente degradado, a <strong><em>exendina-4</em> permanece ativa durante mais tempo</strong>. Foi esta característica que abriu caminho a uma nova geração de medicamentos. A versão sintética da <em>exendina-4</em> deu origem à exenatida, comercializada como <em>Byetta</em>, um dos primeiros medicamentos baseados neste mecanismo.</div><p>A investigação sobre o <em>GLP-1</em> prosseguiu depois por diferentes caminhos, conduzindo ao <strong>desenvolvimento de moléculas mais modernas, entre elas a semaglutida</strong>, presente em medicamentos como <em>Ozempic</em> e <em>Wegovy</em>.</p><h2>Uma descoberta nada ao acaso</h2><p>O caso do monstro-de-Gila mostra como <strong>a natureza pode funcionar como um enorme laboratório de investigação</strong>. Ao longo da evolução, os animais desenvolveram moléculas extremamente específicas para sobreviver, capturar presas, defender-se ou regular o próprio organismo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="707275" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/especialistas-explicam-os-perigos-de-apostar-tudo-no-ozempic-a-luta-contra-a-obesidade-exige-mais-do-que-medicamentos.html" title="Especialistas explicam os perigos de apostar tudo no Ozempic: a luta contra a obesidade exige mais do que medicamentos">Especialistas explicam os perigos de apostar tudo no Ozempic: a luta contra a obesidade exige mais do que medicamentos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/especialistas-explicam-os-perigos-de-apostar-tudo-no-ozempic-a-luta-contra-a-obesidade-exige-mais-do-que-medicamentos.html" title="Especialistas explicam os perigos de apostar tudo no Ozempic: a luta contra a obesidade exige mais do que medicamentos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/los-expertos-explican-los-peligros-de-apostarlo-todo-a-ozempic-combatir-la-obesidad-requiere-algo-mas-que-medicamentos-1745205167006_320.jpg" alt="Especialistas explicam os perigos de apostar tudo no Ozempic: a luta contra a obesidade exige mais do que medicamentos"></a></article></aside><p>Algumas dessas moléculas podem, quando estudadas e modificadas em laboratório, adquirir propriedades úteis para a medicina. O <strong>veneno das serpentes</strong>, por exemplo, já forneceu moléculas que estiveram na origem de medicamentos utilizados no <strong>tratamento da hipertensão</strong>. Também os <strong>caracóis marinhos</strong> e as <strong>sanguessugas</strong> contribuíram para a investigação de substâncias com aplicações terapêuticas.</p><p>A investigação farmacêutica baseada na natureza está <strong>longe de ser uma curiosidade histórica</strong>.</p><p>Assim de acordo com uma publicação na revista <em>Natural Product Reports</em>, da <em>Royal Society of Chemistry</em>, foram identificados <strong>579 novos medicamentos aprovados globalmente entre 2014 e 2024</strong>, dos quais 56 foram classificados como produtos naturais ou derivados de produtos naturais.</p><h2>E se a próxima grande descoberta ainda estiver na natureza?</h2><p>É precisamente aqui que a história do monstro-de-Gila ganha uma dimensão maior. <strong>Milhares de espécies continuam a ser pouco estudadas</strong> e muitas desaparecem antes de os cientistas conseguirem conhecer as suas características biológicas.</p><p>Cada espécie perdida representa, potencialmente, a <strong>perda de moléculas, mecanismos e informação genética</strong> que poderiam vir a ter interesse para a medicina.</p><div class="texto-destacado"><strong>“A natureza continua a ser uma fonte rica de novas moléculas com potencial terapêutico.” </strong>De acordo com Butler, M. S. et al. (2026)</div><p>A própria biodiversidade é, por isso, mais do que uma coleção de animais e plantas. É também um <strong>gigantesco arquivo biológico construído ao longo de milhões de anos de evolução</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-natureza-como-laboratorio-o-lagarto-que-revelou-um-dos-segredos-da-medicina-moderna-1789839000969.jpg" data-image="52gghttdk4b6" alt="Monstro de Gila" title="Monstro de Gila"><figcaption>Os monstros-de-Gila passam a maior parte das suas vidas escondidos, e os cientistas acreditam que o seu veneno está relacionado tanto com a defesa como com o ataque.</figcaption></figure><p>Natalie Kyriacou, ambientalista e fundadora da organização <em>My Green World</em>, tem chamado a atenção precisamente para esta <strong>relação entre conservação da natureza e inovação médica</strong>. Na sua reflexão sobre o monstro-de-Gila, defende que, se a indústria farmacêutica beneficia de descobertas relacionadas com a natureza, também <strong>deve existir uma maior preocupação com a proteção dos ecossistemas</strong> que tornam essas descobertas possíveis.</p><h2>O verdadeiro valor de uma espécie pode ser invisível</h2><p>Existe, contudo, uma nuance importante nesta história. Dizer que o monstro-de-Gila “criou o Ozempic” <strong>simplifica demasiado uma cadeia científica muito mais complexa</strong>. A semaglutida não é simplesmente uma versão da molécula retirada do veneno do lagarto.</p><p>O desenvolvimento dos medicamentos modernos baseados no <em>GLP-1</em> <strong>envolveu diferentes linhas de investigação e alterações químicas</strong> realizadas em laboratório.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="714460" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/uso-de-ozempic-pode-duplicar-risco-de-perda-ocular-em-diabeticos.html" title="Uso de Ozempic pode duplicar risco de perda ocular em diabéticos">Uso de Ozempic pode duplicar risco de perda ocular em diabéticos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/uso-de-ozempic-pode-duplicar-risco-de-perda-ocular-em-diabeticos.html" title="Uso de Ozempic pode duplicar risco de perda ocular em diabéticos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/uso-de-ozempic-pode-duplicar-risco-de-perda-ocular-em-diabeticos-1749487785819_320.jpg" alt="Uso de Ozempic pode duplicar risco de perda ocular em diabéticos"></a></article></aside><p>Ainda assim, a descoberta da <em>exendina-4</em> foi <strong>fundamental para demonstrar o potencial terapêutico de moléculas que atuam sobre o mesmo recetor</strong>. A verdadeira lição está, portanto, menos num medicamento específico e mais naquilo que a natureza pode ensinar à ciência. A medicina moderna já encontrou antibióticos em microrganismos, analgésicos em organismos marinhos e moléculas terapêuticas em venenos.</p><p>E continuam a existir espécies cujo potencial ainda desconhecemos.<br><strong>Proteger a biodiversidade pode significar, assim, preservar muito mais do que paisagens ou animais ameaçados, </strong>pode significar manter aberto um enorme laboratório natural onde algumas das próximas descobertas científicas ainda aguardam para ser encontradas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-natureza-como-laboratorio-o-lagarto-que-revelou-um-dos-segredos-da-medicina-moderna.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A meteorologista Ana Palma: “a partir de quarta-feira, o calor alivia no litoral, mas persiste no interior”]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-meteorologista-ana-palma-a-partir-de-quarta-feira-o-calor-alivia-no-litoral-mas-persiste-no-interior.html</link><pubDate>Mon, 21 Sep 2026 15:29:51 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas continuarão muito acima do habitual no início da semana. A partir de quarta-feira, a influência marítima trará algum alívio ao litoral, enquanto o interior continuará a registar valores elevados para a época.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-meteorologista-ana-palma-a-partir-de-quarta-feira-o-calor-alivia-no-litoral-mas-persiste-no-interior-1789996887809.jpg" data-image="151drkv5bwfz" alt="Portugal Continental sob calor intenso" title="Portugal Continental sob calor intenso"><figcaption>As temperaturas continuarão muito acima do habitual nos próximos dias, antes de começarem a descer junto ao litoral a partir de quarta-feira.</figcaption></figure><p>Portugal Continental continuará sob temperaturas muito acima do habitual durante os próximos dias, com anomalias que poderão atingir 12 ºC em algumas regiões. <strong>A partir de quarta-feira, prevê-se um ligeiro alívio do calor junto ao litoral,</strong> sobretudo nas regiões Norte e Centro, enquanto no interior as temperaturas continuarão bastante elevadas para finais de setembro.</p><h2>Temperaturas até 12 ºC acima do normal no início da semana</h2><p>Esta segunda e terça-feira, <strong>uma extensa região de altas pressões em altitude continuará a favorecer a estabilidade atmosférica e a permanência de uma massa de ar muito quente sobre Portugal Continental.</strong> Esta segunda-feira, as máximas poderão atingir 37 ºC em Coimbra e 36 ºC em Santarém, com anomalias de 11 ºC em Braga, Coimbra, Leiria e Viseu e de 10 ºC em Santarém e Lisboa. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-meteorologista-ana-palma-a-partir-de-quarta-feira-o-calor-alivia-no-litoral-mas-persiste-no-interior-1789996340555.jpg" data-image="w1d3xu3jriuu"><figcaption>As temperaturas continuarão elevadas esta segunda-feira, com valores que poderão atingir 35 ºC em Coimbra e Santarém, enquanto grande parte do interior deverá superar os 30 ºC.</figcaption></figure><p>Na terça-feira, o calor continuará intenso, com Viseu a registar valores até 12 ºC acima do habitual e Braga, Porto, Coimbra e Vila Real cerca de 11 ºC acima da normal.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p><strong>Dos 18 distritos de Portugal Continental, 16 estão sob aviso amarelo</strong> devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima. Beja e Faro são os únicos distritos que não se encontram abrangidos por este aviso.</p><h2>Influência marítima ganha força e faz descer as temperaturas no litoral</h2><p>A partir de quarta-feira<strong>, o reforço do vento de norte e noroeste favorecerá a entrada de ar marítimo mais fresco na faixa ocidental</strong>, dando início a uma descida das temperaturas junto à costa. Em Aveiro, a anomalia poderá baixar para apenas 3 ºC, enquanto no interior as temperaturas permanecerão muito acima do habitual, podendo atingir anomalias de 12 ºC em Viseu e de 11 ºC em Vila Real e Évora.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-meteorologista-ana-palma-a-partir-de-quarta-feira-o-calor-alivia-no-litoral-mas-persiste-no-interior-1789996383264.jpg" data-image="giuhmdiat2zf"><figcaption>Na sexta-feira, o contraste térmico será evidente entre o litoral e o interior. Aveiro poderá ficar 2 ºC abaixo do habitual, enquanto no interior persistem anomalias positivas que poderão atingir 9 ºC na Guarda.</figcaption></figure><p>Esta diferença torna-se mais evidente entre quinta e sexta-feira, à medida que a influência atlântica se intensifica. <strong>Na sexta-feira, Aveiro poderá ficar cerca de 2 ºC abaixo do habitual, enquanto Porto e Leiria deverão aproximar-se dos valores normais para a época.</strong> No interior, as temperaturas continuarão mais elevadas, com anomalias próximas de 9 ºC na Guarda, 8 ºC em Vila Real e 7 ºC em Castelo Branco, Évora e Beja.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-meteorologista-ana-palma-a-partir-de-quarta-feira-o-calor-alivia-no-litoral-mas-persiste-no-interior-1789996475093.jpg" data-image="px7vuguew6ds"><figcaption>O vento deverá ganhar intensidade durante a tarde de sexta-feira, com rajadas acima dos 30 km/h em vários pontos da faixa ocidental, reforçando a influência marítima junto ao litoral.</figcaption></figure><p><strong>O vento ganhará intensidade durante as tardes</strong>, com rajadas que poderão rondar 30 a 37 km/h em zonas como Leiria, Santarém e Coimbra, <strong>sobretudo nas áreas mais expostas à circulação marítima</strong>. No sábado, as anomalias voltam a aumentar em várias regiões, podendo atingir 10 ºC em Viseu e Beja.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789764" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-outono-vai-arrancar-com-um-escudo-anti-chuva-em-portugal-mapas-em-branco-ate-domingo.html" title="O outono vai arrancar com um escudo “anti-chuva” em Portugal: mapas em branco até domingo 27">O outono vai arrancar com um escudo “anti-chuva” em Portugal: mapas em branco até domingo 27</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-outono-vai-arrancar-com-um-escudo-anti-chuva-em-portugal-mapas-em-branco-ate-domingo.html" title="O outono vai arrancar com um escudo “anti-chuva” em Portugal: mapas em branco até domingo 27"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-outono-vai-arrancar-com-um-escudo-anti-chuva-em-portugal-mapas-em-branco-ate-domingo-1790003785798_320.jpg" alt="O outono vai arrancar com um escudo “anti-chuva” em Portugal: mapas em branco até domingo 27"></a></article></aside><p>No domingo, o enfraquecimento da dorsal deverá favorecer uma descida mais abrangente das temperaturas, mantendo-se a ausência de precipitação em Portugal Continental.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-meteorologista-ana-palma-a-partir-de-quarta-feira-o-calor-alivia-no-litoral-mas-persiste-no-interior.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O outono vai arrancar com um escudo “anti-chuva” em Portugal: mapas em branco até domingo 27]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-outono-vai-arrancar-com-um-escudo-anti-chuva-em-portugal-mapas-em-branco-ate-domingo.html</link><pubDate>Mon, 21 Sep 2026 15:19:10 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nos próximos dias um anticiclone extremamente potente para esta época do ano originará um tempo muito quente e seco no Sudoeste Europeu: não haverá chuva em Portugal pelo menos até domingo, com a honrosa exceção dos Açores.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbb4ae2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbb4ae2.jpg" id="xbb4ae2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>O outono astronómico vai arrancar na próxima quarta-feira 23 de setembro no instante do equinócio</strong>, estando previstas temperaturas mais típicas da estação veranil nas horas centrais do dia em Portugal continental, além das condições bastante estáveis, secas e soalheiras. Na origem desta configuração sinóptica estará uma<strong> crista anticiclónica bastante robusta para esta época do ano</strong>, responsável por impedir a chegada de depressões e entradas de ar frio à nossa geografia esta semana.</p><h2>Um anticiclone muito forte impedirá a ocorrência de chuva em Portugal </h2><p><strong>Até quarta-feira (23), Portugal continental estará exposto à circulação de uma massa de ar muito quente e seco</strong>, associado à consolidação da crista anticiclónica. No entanto, a partir de quinta-feira (24), a chegada de ar mais fresco procedente do Atlântico Norte poderá baixar ligeiramente as temperaturas de um modo geral, sendo mais notório nas regiões do litoral.</p><p>Mesmo assim, o domínio prevalecente da massa de ar quente manterá valores de <strong>temperatura elevados, especialmente nas regiões do interior, com cidades como Beja e Évora a poderem atingir 35 ºC</strong>. As noites efetivamente já estarão algo mais frescas, estando à vista amplitudes térmicas significativas, mais propensas em zonas do interior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-outono-vai-arrancar-com-um-escudo-anti-chuva-em-portugal-mapas-em-branco-ate-domingo-1790003049354.jpg" data-image="ft4pmrrggb99"><figcaption>Os valores de temperatura na camada de geopotencial a 500 hPa, que corresponde a cerca de 5 500 metros de altitude, evidenciam o carácter extraordinário do episódio.</figcaption></figure><p>Estando as depressões atlânticas a percorrer latitudes muito elevadas e sem que se perspetive a aproximação ao nosso país de alguma perturbação de ar frio em altitude, <strong>não se prevê ocorrência de chuva na unidade territorial do Continente, pelo menos até domingo 27 de setembro</strong>.</p><p>De facto, vários países europeus, tais como <strong>Portugal continental, Espanha peninsular, França, Bélgica, o norte de Itália, o sudoeste da Alemanha, a Suíça, o sul da Grã-Bretanha e o Luxemburgo serão as únicas zonas da Europa onde não choverá</strong> nos próximos dias devido a este anticiclone extremamente forte.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789721" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-38-c-no-equinocio-entre-segunda-21-e-quarta-23-irao-registar-se-as-temperaturas-mais-elevadas-do-episodio.html" title="Até 38 ºC no equinócio: entre segunda 21 e quarta 23 irão registar-se as temperaturas mais elevadas do episódio">Até 38 ºC no equinócio: entre segunda 21 e quarta 23 irão registar-se as temperaturas mais elevadas do episódio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-38-c-no-equinocio-entre-segunda-21-e-quarta-23-irao-registar-se-as-temperaturas-mais-elevadas-do-episodio.html" title="Até 38 ºC no equinócio: entre segunda 21 e quarta 23 irão registar-se as temperaturas mais elevadas do episódio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-38-c-no-equinocio-entre-segunda-21-e-quarta-23-irao-registar-se-as-temperaturas-mais-elevadas-do-episodio-1789991128034_320.png" alt="Até 38 ºC no equinócio: entre segunda 21 e quarta 23 irão registar-se as temperaturas mais elevadas do episódio"></a></article></aside><p>As únicas zonas de Portugal onde se prevê a queda de precipitação nos próximos dias são o arquipélago dos <strong>Açores</strong><strong>, especialmente entre quinta-feira (24) e sábado (26), gerada por uma extensa frente fria</strong>, associada a uma depressão muito profunda que se formará sobre o Atlântico Norte, em latitudes bem mais setentrionais, e cujo centro deverá, na reta final da semana, impactar “em cheio” a Islândia.</p><p><strong>O arquipélago da Madeira poderá registar algumas gotas de chuva fraca, muito ocasionais, entre hoje (21) e amanhã (22)</strong>, sobretudo na vertente norte e regiões montanhosas, devido ao fluxo de norte que arrastará alguma humidade marítima e que, ao ser forçado a ascender pelo relevo, estimulará a condensação, a formação de nuvens e, por fim, a precipitação orográfica.</p><h2>Em outubro poderá desenrolar-se um estado do tempo mais instável</h2><p>A partir de domingo (27), a crista enfraquecerá ligeiramente, existindo a possibilidade de se “intrometer” algum ar mais frio em altitude, o que permitiria que alguma frente se aproximasse mais do nosso território. <strong>Para o que resta de setembro</strong>, há sinais cada vez mais consistentes que apontam para a <strong>possibilidade de precipitação</strong>, embora de forma intermitente e ocasional e com uma distribuição bastante irregular e incerta pela geografia de Portugal continental, <strong>algo que a acontecer teria lugar algures entre os dias 28 e 30</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-outono-vai-arrancar-com-um-escudo-anti-chuva-em-portugal-mapas-em-branco-ate-domingo-1790003187672.jpg" data-image="uoq6xunzmxe5"><figcaption>O mapa de precipitação acumulada do modelo europeu até às primeiras horas da madrugada de domingo é bastante evidente: o anticiclone irá desviar a chuva do sudoeste da Europa.</figcaption></figure><p><strong>Quanto ao mês de outubro, as tendências apontam para a possibilidade do décimo mês do ano ser marcado pela ocorrência de chuva mais frequente, forte e generalizada no nosso país</strong>. Porém, importa compreender que nas últimas semanas as previsões a longo prazo têm-se mostrado extremamente variáveis, o que, na verdade, até é típico para esta época do ano, marcada não só pela transição do verão para o outono, como também pelo facto desta última ser uma estação habitualmente caracterizada por uma variabilidade de estados do tempo muito maior.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-outono-vai-arrancar-com-um-escudo-anti-chuva-em-portugal-mapas-em-branco-ate-domingo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 38 ºC no equinócio: entre segunda 21 e quarta 23 irão registar-se as temperaturas mais elevadas do episódio]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-38-c-no-equinocio-entre-segunda-21-e-quarta-23-irao-registar-se-as-temperaturas-mais-elevadas-do-episodio.html</link><pubDate>Mon, 21 Sep 2026 11:49:10 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O fenómeno popularmente conhecido como “veranico de São Miguel” trará temperaturas máximas entre os 35 e os 38 ºC a várias regiões de Portugal e noites tropicais localizadas. Estão previstas anomalias geralmente entre 10 e 12 ºC acima da média.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbb0nou"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbb0nou.jpg" id="xbb0nou"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Ao longo destes próximos dias o anticiclone subtropical continuará a instalar-se através do sudoeste e pela metade ocidental da Península, abrangendo Portugal continental e uma boa parte da Espanha peninsular. <strong>As altas pressões serão acompanhadas por uma massa de ar tropical continental, muito quente e seca</strong>, o que fará subir as temperaturas máximas em toda a geografia continental lusa, inclusive nas cidades mais próximas ao mar.</p><p><strong>As anomalias térmicas estarão novamente entre 10 e 12 ºC acima da média de forma generalizada</strong>, podendo ser localmente inferiores em zonas da área costeira ocidental, ou pontualmente superiores (13 ºC) nalguns locais isolados do interior do país.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo<br></strong>Anomalias de temperatura previstas para os próximos dias. A anomalia representa o desvio da temperatura prevista em relação à média para esta época do ano.</div><p>As altas pressões continuarão a consolidar-se, bloqueando a chegada de mais vales ou depressões de origem polar. Deste modo,<strong> está à vista um período marcado pela manutenção do tempo estável em Portugal, acompanhado ainda de uma intensificação das temperaturas</strong>, embora com noites cada vez mais frescas (estas últimas especialmente a partir de quinta-feira 24).</p><p><strong>O “veranico de São Miguel” fará a sua aparição, com condições meteorológicas geralmente estáveis, soalheiras e quentes</strong> durante estas datas próximas à festividade desse Santo, embora a mesma seja assinalada somente a 29 de setembro.</p><h2>O pico do episódio de tempo quente trará máximas de 38 ºC a estes distritos</h2><p><strong>Esta segunda-feira (21) e durante boa parte da semana a temperatura máxima irá igualar ou superar os 35 ºC no Centro e Sul de Portugal continental</strong> (destacando-se principalmente a Região de Coimbra, a Região de Leiria, a Beira Baixa, o Ribatejo e quase todo o Alentejo), podendo atingir pontualmente estes valores também no Norte, em cidades como as de Vila Nova de Famalicão e de Santo Tirso.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-38-c-no-equinocio-entre-segunda-21-e-quarta-23-irao-registar-se-as-temperaturas-mais-elevadas-do-episodio-1789990853935.jpg" data-image="vrocgxhf9okc"><figcaption>Durante as horas em que fizer mais calor dos próximos 3 dias as temperaturas poderão situar-se entre 10 e 12 ºC acima da média climatológica de referência.</figcaption></figure><p><strong>Na terça-feira (22) poderão registar-se 37 ou 38 ºC em diversos pontos do Ribatejo e Alentejo (Abrantes, Tomar, Mora e Ponte de Sor) ou até mesmo na Região Centro (Coimbra)</strong>. Ainda para amanhã - terça-feira, 22 de setembro - no que diz respeito às capitais de distrito, já se preveem temperaturas máximas iguais ou superiores a 35 ºC em Coimbra, Leiria, Castelo Branco, Santarém, Portalegre, Évora e Beja. Valores de máxima ligeiramente inferiores a 35 ºC poderão ser registados em cidades como Viseu, Covilhã e Chaves (34 ºC) e ainda em Braga e Vila Real (33 ºC).</p><p><strong>Na quarta-feira (23), o ar quente e seco tenderá a deslocar-se um pouco mais para leste</strong>, abrangendo sobretudo o interior do país e aliviando ligeiramente o calor intenso nas regiões mais ocidentais. Algumas zonas do vale do Douro e do interior Norte e Centro também serão mais tocadas pela subida da temperatura máxima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-38-c-no-equinocio-entre-segunda-21-e-quarta-23-irao-registar-se-as-temperaturas-mais-elevadas-do-episodio-1789990770467.jpg" data-image="2iv30tulet0g"><figcaption>As temperaturas poderão alcançar um valor máximo de 38 ºC nalgumas zonas do Centro-Sul do país durante este episódio de tempo quente.</figcaption></figure><p>Deste modo, esperam-se assim temperaturas máximas em redor dos 35 ºC em localidades como Belmonte, Mirandela, Chaves e Amarante. <strong>Quanto às capitais distritais prevê-se que Évora seja a mais quente do país (37 ºC), seguida de Santarém e Beja que deverão alcançar os 36 ºC</strong>. É expectável ainda que os termómetros mostrem em torno dos 35 ºC de temperatura máxima em Castelo Branco e Portalegre. </p><h3>Tendência das temperaturas máximas entre segunda e quarta-feira em Porto, Lisboa e Faro </h3><p>Quanto ao <strong>Porto</strong> prevê-se que a temperatura máxima se mantenha relativamente semelhante e bastante elevada para a época do ano, <strong>tanto na segunda (21), como na terça (23), com máximas de 33 ºC e 31 ºC</strong>, respetivamente. Na quarta (23) deverá baixar significativamente, estando previstos 25 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789588" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-no-final-de-setembro-a-corrente-de-jato-polar-pode-ondular-e-varrer-o-verao.html" title="Mudanças no tempo em Portugal no final de setembro: a corrente de jato polar pode ondular e varrer o verão">Mudanças no tempo em Portugal no final de setembro: a corrente de jato polar pode ondular e varrer o verão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-no-final-de-setembro-a-corrente-de-jato-polar-pode-ondular-e-varrer-o-verao.html" title="Mudanças no tempo em Portugal no final de setembro: a corrente de jato polar pode ondular e varrer o verão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-no-final-de-setembro-a-corrente-de-jato-polar-pode-ondular-e-varrer-o-verao-1789907404361_320.jpg" alt="Mudanças no tempo em Portugal no final de setembro: a corrente de jato polar pode ondular e varrer o verão"></a></article></aside><p><strong>No que diz respeito a Lisboa prevê-se uma espécie de “montanha-russa” térmica, com 34 ºC na segunda (21), 29 ºC na terça (22) e 34 ºC novamente na quarta (23</strong>). Por fim, quanto a Faro, esperam-se valores mais moderados e com oscilações menos significativas diariamente, com 28 ºC de máxima previstos para esta segunda-feira (21) e 27 ºC na terça (22) e na quarta (23).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-38-c-no-equinocio-entre-segunda-21-e-quarta-23-irao-registar-se-as-temperaturas-mais-elevadas-do-episodio-1789990357308.jpg" data-image="x1dzqini56i7"><figcaption>Esta terça-feira, 22 de setembro, a temperatura máxima na cidade do Porto continuará acima do patamar dos 30 ºC, estando previsto um valor de 31 ºC.</figcaption></figure><p>Em termos de intensidade e sobretudo de área geográfica abrangida, tudo indica que <strong>amanhã - terça-feira 22 de setembro - poderá ser mesmo o dia mais quente deste período</strong>. Em plena última jornada pré-equinócio de outono, as temperaturas máximas deverão mesmo alcançar valores invulgarmente elevados para esta época do ano.</p><h2>E o que esperar das temperaturas noturnas nestas próximas jornadas?</h2><p>O ambiente noturno irá contrastar com as temperaturas máximas em grande parte do interior da Região Norte, especialmente em zonas de planalto, vales e montanhas. Por exemplo, <strong>as temperaturas mínimas de terça-feira (22) serão inferiores aos 15 ºC em cidades nortenhas como Braga e Bragança</strong>.</p><table><thead><tr><th>Capital distrital</th><th>Temperatura Mínima Terça-feira, 22 de setembro</th><th>Temperatura Mínima Quarta-feira, 23 de setembro</th></tr></thead><tbody><tr><td>Viseu</td><td>18 ºC</td><td>20 ºC</td></tr><tr><td>Guarda</td><td>17 ºC</td><td>20 ºC</td></tr><tr><td>Castelo Branco</td><td>20 ºC</td><td>20 ºC</td></tr><tr><td>Portalegre</td><td>23 ºC</td><td>25 ºC</td></tr><tr><td>Lisboa</td><td>22 ºC</td><td>21 ºC</td></tr><tr><td>Faro</td><td>19 ºC</td><td>20 ºC</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Fonte: Mapas da Meteored - ECMWF.</td></tr></tbody></table><p>Preveem-se noites tropicais na capital de Portugal continental (Lisboa) e em pontos específicos do vale do Tejo, interior Centro, Beira Baixa, Alto Alentejo e Algarve. <strong>Assim, para as noites de terça e quarta-feira, 22 e 23 de setembro, as cidades de Viseu, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Lisboa e Faro poderão registar mínimas entre os 20 e os 25 ºC</strong>. Na Área Metropolitana do Porto e na Região de Coimbra as temperaturas poderão aproximar-se dos 20 ºC na noite de segunda (21) para terça-feira (22), com mínimas previstas de até 19 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-38-c-no-equinocio-entre-segunda-21-e-quarta-23-irao-registar-se-as-temperaturas-mais-elevadas-do-episodio-1789989980787.jpg" data-image="vubz9hmfn65z"></figure><p>As noites na Madeira também serão particularmente quentes e de carácter tropical, com <strong>temperaturas mínimas entre os 20 e 22 ºC em grande parte do arquipélago, destacando-se, tanto na madrugada de terça (22), como na madrugada de quarta (23), as localidades de Funchal, Calheta, Porto Moniz, Machico</strong>, e ainda Vila Baleira, na ilha de Porto Santo, onde a mínima durante a noite poderá ser inclusive ligeiramente superior (23 ºC).</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-38-c-no-equinocio-entre-segunda-21-e-quarta-23-irao-registar-se-as-temperaturas-mais-elevadas-do-episodio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item></channel></rss>