<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Wed, 28 Oct 2026 23:20:11 +0000</lastBuildDate><pubDate>Wed, 28 Oct 2026 23:20:11 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Espasmos dos membros e movimentos rápidos dos olhos — sim, os cães sonham, e parece que as aranhas saltadoras também]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/espasmos-dos-membros-e-movimentos-rapidos-dos-olhos-sim-os-caes-sonham-e-parece-que-as-aranhas-saltadoras-tambem.html</link><pubDate>Wed, 28 Oct 2026 18:21:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Será que estes pequenos invertebrados, ágeis e inteligentes, dormem e sonham como os seres humanos e outros vertebrados do reino animal?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/espasmos-dos-membros-e-movimentos-rapidos-dos-olhos-sim-os-caes-sonham-e-parece-que-as-aranhas-saltadoras-tambem-1793190887995.jpg" data-image="lm0gl79ag878"><figcaption>Uma aranha-saltadora australiana, de cabeça para baixo na sua teia de seda, enquanto dorme. Crédito: Daniela C. Rößler</figcaption></figure><p><strong>Porque é que sonhamos? </strong>A resposta a esta pergunta tem sido objeto de debate há muito tempo, não só no que diz respeito aos seres humanos enquanto espécie, mas também a outros vertebrados. Se tiver um animal de estimação, como um cão, um gato ou um pássaro, talvez já tenha observado com fascínio e encanto quando estes mexem os membros, os olhos se agitam ou se movimentam de forma peculiar, como se estivessem a reagir a algo, tal como quando estão acordados. Sabemos que também o fazemos e podemos apreciar observar algo tão único no ser que está a vivenciar o seu espaço onírico interior. </p><p>Ao que parece, sonhar pode não ser exclusivo das espécies vertebradas do reino animal, mas também dos invertebrados. Estudos recentes confirmaram que as aranhas-saltadoras têm, de facto, um padrão de sono. <strong>Como é esse padrão e como é que os investigadores descobriram isso?</strong></p><h2>Experiências diurnas e noturnas</h2><p>Os investigadores registaram o <strong>comportamento das aranhas saltadoras</strong> australianas (<em>Portia fimbriata</em>) ao longo de vários dias e noites. As aranhas foram colocadas em pratos de plástico com 12 cm de largura, sob condições de iluminação variáveis. Os investigadores mediram o comportamento das aranhas durante o dia e à noite e utilizaram câmaras de infravermelhos para <strong>medir as fases de repouso, as posições de sono e as fases de sono semelhantes ao sono REM</strong>.</p><div class="texto-destacado">O sono de movimentos oculares rápidos (REM) é uma fase ativa do sono caracterizada por elevada atividade cerebral (quase semelhante à vigília), paralisia muscular temporária, sonhos e movimentos oculares rápidos. Ao mesmo tempo, as pálpebras permanecem fechadas e os membros apresentam espasmos.</div><p>Para <strong>testar se as aranhas estavam realmente a dormir, introduziram um som agudo</strong> para avaliar a reação das aranhas que pareciam estar a dormir. Os investigadores introduziram também outro estímulo, composto por <strong>20 moscas a zumbir, para avaliar a reação das aranhas</strong> após a sua introdução.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/NoKo3Wa0Odg/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=NoKo3Wa0Odg" id="NoKo3Wa0Odg"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Os investigadores <strong>confirmaram que as aranhas-saltadoras apresentam, de facto, um sono regulado composto por duas fases principais</strong>, incluindo um sono semelhante ao REM, durante o qual os seus membros se contraíam e os olhos se moviam rapidamente de um lado para o outro. <strong>As aranhas dormiam na sua teia, numa posição de cabeça para baixo</strong>.</p><p>Quando os investigadores introduziram o <strong>estímulo acústico</strong>, as aranhas responderam <strong>três segundos mais lentamente</strong> do que o habitual, tal como acontece quando alguém se levanta ainda sonolento ao som de um despertador. Quando as <strong>moscas</strong> foram introduzidas durante o seu sono noturno, os investigadores observaram que as aranhas <strong>descansaram mais uma hora</strong> no dia seguinte.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792020" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-previsoes-do-tempo-feitas-por-umas-aranhas-ajudaram-na-invasao-francesa-da-holanda-no-final-do-seculo-xviii.html" title="As previsões do tempo feitas por umas aranhas ajudaram na invasão francesa da Holanda no final do século XVIII">As previsões do tempo feitas por umas aranhas ajudaram na invasão francesa da Holanda no final do século XVIII</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-previsoes-do-tempo-feitas-por-umas-aranhas-ajudaram-na-invasao-francesa-da-holanda-no-final-do-seculo-xviii.html" title="As previsões do tempo feitas por umas aranhas ajudaram na invasão francesa da Holanda no final do século XVIII"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/los-pronosticos-aracnidos-y-la-invasion-francesa-de-holanda-a-finales-del-siglo-xviii-1791056562084_320.jpg" alt="As previsões do tempo feitas por umas aranhas ajudaram na invasão francesa da Holanda no final do século XVIII"></a></article></aside><p>A investigação ajuda a esclarecer a natureza do sono no reino animal e a evolução do sono nos diferentes grupos que o compõem. Acredita-se que, há cerca de 500 a 700 milhões de anos, as aranhas tenham seguido um caminho evolutivo distinto do dos vertebrados. <strong>Resta saber se as aranhas sonham tal como os seres humanos e outros vertebrados</strong>. Ainda é necessário realizar mais investigação, com o objetivo de revelar a natureza antiga e fundamental do sono em todo o reino animal.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Geiger%2C%20N.%2C%20et%20al." data-year="2026" data-title="Behavioral%20evidence%20for%20two-stage%20sleep%20in%20spiders" data-url="https%3A%2F%2Fwww.pnas.org%2Fdoi%2F10.1073%2Fpnas.2618030123">Geiger, N., et al.. (2026). <a href="https://www.pnas.org/doi/10.1073/pnas.2618030123" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Behavioral evidence for two-stage sleep in spiders</a>.</cite></p></section><h3><br></h3>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/espasmos-dos-membros-e-movimentos-rapidos-dos-olhos-sim-os-caes-sonham-e-parece-que-as-aranhas-saltadoras-tambem.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Reiki, cura da aura e tarot: o paganismo está a registar um renascimento de interesse e a conquistar muitos adeptos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/reiki-cura-da-aura-e-tarot-o-paganismo-esta-a-registar-um-renascimento-de-interesse-e-a-conquistar-muitos-adeptos.html</link><pubDate>Wed, 28 Oct 2026 17:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>As redes sociais proporcionam uma visibilidade cada vez maior ao paganismo. Perseguido durante vários séculos, o movimento parece estar a conquistar novos adeptos, principalmente nos Estados Unidos e no Ocidente. Estes mostram-se mais inclinados para a espiritualidade do que para a religião tradicional.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/reiki-aura-tarot-paganisme-rituel-paien-spiritualite-1793075551234.jpg" data-image="7bucwmdv4xf3" alt="Le massage Reiki est très ancré dans les rituels païens" title="Le massage Reiki est très ancré dans les rituels païens"><figcaption>A massagem Reiki está profundamente enraizada nos rituais pagãos.</figcaption></figure><p><strong>Paganismo</strong>. Parece que a<strong> prática</strong> está a conhecer um novo auge. Embora este movimento tenha sofrido séculos de perseguição, os anos 60 marcaram um renascimento, uma vez que as pessoas que não se identificavam com as <strong>normas sociais</strong> da época se voltaram para o paganismo. E hoje, mais do que nunca, são as redes sociais que acabam por consolidar totalmente este entusiasmo.</p><h2>Mas o que é, afinal, o paganismo?</h2><p>São tradicionalmente considerados <strong>"pagãos"</strong> aqueles que não acreditam no <strong>judaico-cristianismo </strong>e se afastam da religião para se aproximarem da <strong>espiritualidade</strong>. Para a socióloga e especialista no assunto Helen Berger, as grandes questões sociais, como a comunidade LGBT, os direitos das mulheres ou ainda a questão climática, contribuíram para o surgimento deste renovado interesse.</p><h3>Tarot, astrologia ou ainda o estudo das plantas… O paganismo (re)ganha terreno</h3><p>Mas o termo <strong>paganismo</strong> é mais complexo do que parece, como explica Sarah Pike, professora de <strong>religião</strong> comparada.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É muito difícil explicar resumidamente o que é o paganismo, pois este assume uma multiplicidade de formas. Para os pagãos, o mundo natural é sagrado. Eles celebram a interconectividade de todos os elementos e encaram os seres humanos, a natureza e os seres espirituais como parte integrante de uma rede de vida<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Egípcios, <strong>celtas</strong> ou ainda gregos… Estes povos podiam venerar vários deuses, ao contrário das religiões monoteístas, como o <strong>cristianismo</strong>, o islamismo ou ainda o judaísmo. Hoje em dia, os países ocidentais estão a dar origem ao <strong>neopaganismo</strong> e a interessar-se por movimentos espirituais que têm as suas raízes em religiões antigas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/reiki-aura-tarot-paganisme-rituel-paien-spiritualite-1793075605685.jpg" data-image="6qp1qk9eu2yt" alt="Les cristaux sont omniprésents dans le paganisme" title="Les cristaux sont omniprésents dans le paganisme"><figcaption>Os cristais estão omnipresentes no paganismo.</figcaption></figure><p>Para vários especialistas, verifica-se mesmo um afastamento da<strong> religião tradicional</strong>, que já não parece responder às necessidades dos adeptos do paganismo, nos dias de hoje. Helen Berger percebe bem o contraste entre esta e o novo interesse pela <strong>espiritualidade</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Em geral, observa-se um afastamento das religiões organizadas e uma aproximação à espiritualidade<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Hoje em dia, é possível assistir a rituais, festas ou mesmo a<strong> celebrações pagãs</strong> para saber mais sobre o paganismo. Nos Estados Unidos, há um grande número de adeptos deste movimento.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="728140" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-calor-influencia-o-nosso-estado-de-espirito-os-cientistas-estudaram-a-questao.html" title="O calor influencia o nosso estado de espírito? Os cientistas estudaram a questão!">O calor influencia o nosso estado de espírito? Os cientistas estudaram a questão!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-calor-influencia-o-nosso-estado-de-espirito-os-cientistas-estudaram-a-questao.html" title="O calor influencia o nosso estado de espírito? Os cientistas estudaram a questão!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-chaleur-influe-t-elle-sur-notre-humeur-des-scientifiques-se-sont-penches-sur-la-question-1756973175537_320.jpeg" alt="O calor influencia o nosso estado de espírito? Os cientistas estudaram a questão!"></a></article></aside><p>Em <strong>Asheville</strong>, os curiosos podem visitar o Mother Grove Goddess Temple para assistir a estes rituais, enquanto em Salem é possível participar no baile de Halloween das bruxas de <strong>Salem</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/reiki-aura-tarot-paganisme-rituel-paien-spiritualite-1793075633827.jpg" data-image="m2t6pqmmxobn" alt="Le paganisme aide à l'exercice des pratiques spirituelles" title="Le paganisme aide à l'exercice des pratiques spirituelles"><figcaption>O paganismo contribui para o exercício das práticas espirituais.</figcaption></figure><p>O entusiasmo é tal que até os profissionais do turismo se interessam pelo assunto. Graças aos guias turísticos, é possível descobrir onde se encontram os <strong>vórtices </strong>da cidade de Sedona, conhecida pelos seus locais repletos de <strong>energia</strong>. Nesta cidade, também é possível visitar o boticário para curar a aura e os chakras. Por fim, é possível desfrutar de tratamentos energéticos através de uma sessão de <strong>Reiki</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Christine%20MacIntyre" data-year="2026" data-title="Gr%C3%A2ce%20aux%20r%C3%A9seaux%20sociaux%2C%20le%20paganisme%20conna%C3%AEt%20un%20nouvel%20%C3%A9lan" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nationalgeographic.fr%2Fculture%2Fcroyances-populaires-traditions-grace-aux-reseaux-sociaux-le-paganisme-connait-un-nouvel-elan">Christine MacIntyre. (2026). <a href="https://www.nationalgeographic.fr/culture/croyances-populaires-traditions-grace-aux-reseaux-sociaux-le-paganisme-connait-un-nouvel-elan" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Grâce aux réseaux sociaux, le paganisme connaît un nouvel élan</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/reiki-cura-da-aura-e-tarot-o-paganismo-esta-a-registar-um-renascimento-de-interesse-e-a-conquistar-muitos-adeptos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Voluntários ajudam a recuperar seis quilómetros de linhas de água degradadas em Santarém]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/voluntarios-ajudam-a-recuperar-seis-quilometros-de-linhas-de-agua-degradadas-em-santarem.html</link><pubDate>Wed, 28 Oct 2026 16:49:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Árvores nativas, estacas de salgueiro e mantas de fibra de coco são aplicadas nas margens degradadas, com moradores envolvidos no restauro dos ecossistemas ribeirinhos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/voluntarios-ajudam-a-recuperar-seis-quilometros-de-linhas-de-agua-degradadas-em-santarem-1793193385245.jpg" data-image="iyrlhl0ie3yo" alt="Reabilitação de ribeira em Santarém" title="Reabilitação de ribeira em Santarém"><figcaption>Voluntários aplicam mantas de fibra de coco para proteger as margens da Ribeira do Mergulhão da erosão. Município de Santarém</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Ramos de salgueiro são enterrados nas margens para desenvolverem raízes. Voluntários espalham mantas de fibra de coco, removem plantas invasoras e plantam árvores autóctones. Ao longo das linhas de água do concelho de <strong>Santarém</strong>, estas intervenções ajudam a <strong>restaurar habitats degradados</strong> e a devolver estabilidade a <strong>ribeiras</strong> sujeitas, durante décadas, a diferentes formas de pressão humana.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As tarefas fazem parte do projeto Reabilitar Troço a Troço, uma iniciativa que, desde 2010, combina recuperação ecológica com participação comunitária. Ao longo de 16 anos, permitiu intervir em 26 troços de linhas de água, num total de seis quilómetros, abrangendo cerca de 70% das freguesias do concelho.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Tão importante quanto reparar as margens é o objetivo de <strong>reaproximar as populações destes espaços naturais</strong>. Segundo a autarquia, muitos rios e ribeiras foram sendo progressivamente esquecidos à medida que o crescimento urbano afastou os habitantes do contacto direto com os cursos de água. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/voluntarios-ajudam-a-recuperar-seis-quilometros-de-linhas-de-agua-degradadas-em-santarem-1793193459357.jpg" data-image="ltq5yeftv1qf" alt="Reabilitação de ribeiras em Santarém com participação de voluntários" title="Reabilitação de ribeiras em Santarém com participação de voluntários"><figcaption>Participantes celebram a recuperação da Ribeira do Canal após mais uma jornada de voluntariado ambiental. Foto: Município de Santarém</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A mais recente ação decorreu na segunda quinzena de outubro, na Ribeira do Mergulhão, uma linha de água urbana pertencente à bacia hidrográfica da Ribeira das Fontainhas. A próxima intervenção está marcada para 7 de novembro, na Ribeira da Belida, afluente da Ribeira de Cabanas. Com essa operação, o <strong>número de troços recuperados deverá subir para 27</strong> até ao final do ano.</p><h2>Recuperar as margens com a ajuda da natureza</h2><p>A recuperação aposta em <strong>soluções inspiradas nos próprios processos naturais</strong>. Em vez de recorrerem exclusivamente a estruturas artificiais, as equipas utilizam técnicas de engenharia natural e materiais locais ou biodegradáveis para estabilizar as margens e favorecer a regeneração da vegetação.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Árvores, arbustos, sementes de espécies autóctones, madeira, pedra e mantas de fibra de coco fazem parte das ferramentas utilizadas no terreno. Em conjunto, ajudam a reduzir a erosão, a fixar o solo e a criar condições para o crescimento das plantas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Durante as jornadas de voluntariado, os participantes plantam <strong>amieiros</strong>, <strong>salgueiros</strong> e <strong>freixos</strong>, constroem entrançados de madeira e enterram estacas capazes de sustentar as raízes. Também removem resíduos e controlam<strong> espécies invasoras</strong> que ameaçam os habitats ribeirinhos.</p><p>Os benefícios destas intervenções vão além da estabilização das margens. O objetivo passa igualmente por <strong>melhorar a qualidade da água</strong>, recuperar áreas degradadas e criar condições para o regresso da fauna associada a estes ecossistemas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794369" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-projeto-europeu-para-salvar-a-toupeira-de-agua-um-dos-mamiferos-mais-raros-da-espanha.html" title="O projeto europeu para salvar a toupeira-de-água, um dos mamíferos mais raros da Península Ibérica">O projeto europeu para salvar a toupeira-de-água, um dos mamíferos mais raros da Península Ibérica</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-projeto-europeu-para-salvar-a-toupeira-de-agua-um-dos-mamiferos-mais-raros-da-espanha.html" title="O projeto europeu para salvar a toupeira-de-água, um dos mamíferos mais raros da Península Ibérica"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/un-proyecto-europeo-pretende-recuperar-al-desman-iberico-uno-de-los-mamiferos-mas-desconocidos-de-espana-1792488680022_320.jpg" alt="O projeto europeu para salvar a toupeira-de-água, um dos mamíferos mais raros da Península Ibérica"></a></article></aside><p>Uma equipa multidisciplinar da Câmara Municipal de Santarém acompanha a evolução dos trabalhos e monitoriza as espécies presentes antes e depois das intervenções, avaliando os <strong>resultados </strong>ao longo do tempo.</p><h2>Espécies que regressam às linhas de água</h2><p>À medida que os habitats se recuperam, surgem os primeiros sinais positivos para a <strong>biodiversidade local</strong>. Segundo a autarquia, as intervenções realizadas ao longo dos últimos anos contribuíram para a conservação de espécies e para a <strong>recuperação de ecossistemas degradados</strong>, antecipando, em vários aspetos, objetivos que hoje integram o Regulamento Europeu do Restauro da Natureza.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Entre as espécies identificadas nos locais intervencionados encontram-se a boga-arqueada-de-Lisboa, listada como em perigo, e o lagarto-de-água, classificado como vulnerável.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Para divulgar esta riqueza natural, o município instalou <strong>painéis informativos</strong> junto aos troços recuperados. Os visitantes podem conhecer melhor as espécies presentes e aceder a conteúdos complementares através de códigos QR.</p><h2>Recuperação ecológica com participação local</h2><p>O reconhecimento alcançado pelo projeto ultrapassou o concelho. O Reabilitar Troço a Troço recebeu um prémio da plataforma ODSlocal e integrou a <strong>lista restrita de candidatos aos prémios europeus da iniciativa New European Bauhaus</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/voluntarios-ajudam-a-recuperar-seis-quilometros-de-linhas-de-agua-degradadas-em-santarem-1793193541623.jpg" data-image="eq61o34n9gc7" alt="Reabilitação de rios e ribeiras em Santarém" title="Reabilitação de rios e ribeiras em Santarém"><figcaption>Das ações de restauro ao regresso da fauna, o projeto já mostra resultados em várias ribeiras de Santarém. Município de Santarém</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>O<strong> envolvimento</strong><strong> da </strong><strong>população </strong>continua a ser uma das componentes mais valorizadas pelos promotores. As ações de voluntariado permitem aos participantes<strong> contribuir</strong><strong> diretamente para a recuperação dos </strong><strong>ecossistemas </strong>e conhecer melhor os cursos de água que atravessam as suas freguesias.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Para a Câmara Municipal de Santarém, a recuperação das ribeiras não passa somente por melhorar as condições ecológicas. O objetivo é também devolver as zonas ribeirinhas à vida quotidiana das comunidades, reforçando a ligação entre as pessoas e o património natural do território.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Seis quilómetros de linhas de água recuperadas podem representar uma pequena parte da rede hidrográfica do concelho. Mas cada troço restaurado acrescenta vegetação, reduz a erosão, cria habitat para a fauna e aproxima a população dos cursos de água. Em Santarém, a recuperação dos ecossistemas ribeirinhos continua a<strong> avançar</strong><strong> troço a troço</strong>, com a ajuda da comunidade.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Munic%C3%ADpio%20de%20Santar%C3%A9m" data-year="" data-title="Projeto%20RTT%20-%20Reabilita%C3%A7%C3%A3o%20Troco%20a%20Tro%C3%A7o" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cm-santarem.pt%2Fservicos-municipais%2Fprotecao-ambiental%2Frota-de-reabilitacao-de-rios-rrr">Município de Santarém. <a href="https://www.cm-santarem.pt/servicos-municipais/protecao-ambiental/rota-de-reabilitacao-de-rios-rrr" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Projeto RTT - Reabilitação Troco a Troço</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/voluntarios-ajudam-a-recuperar-seis-quilometros-de-linhas-de-agua-degradadas-em-santarem.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Marta Godinho sobre a tendência a 10 dias em Portugal: "A estabilidade poderá terminar a partir de 5 de novembro"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/marta-godinho-sobre-a-tendencia-a-10-dias-em-portugal-a-estabilidade-podera-terminar-a-partir-de-5-de-novembro.html</link><pubDate>Wed, 28 Oct 2026 14:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal prepara-se para uma reta final de outubro invulgarmente amena, com máximas que poderão atingir os 27 a 28 ºC. O tempo seco deverá prolongar-se pelo início de novembro, mas os modelos começam a sinalizar uma possível mudança.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbrr75u"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbrr75u.jpg" id="xbrr75u"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os últimos dias de outubro deverão ser marcados por tempo maioritariamente seco e temperaturas máximas bastante acima do normal em Portugal continental. A estabilidade deverá prolongar-se pelos primeiros dias de novembro, <strong>mas os mapas do ECMWF começam a sugerir uma possível mudança de padrão na reta final desta previsão</strong>.</p><h2>Temperaturas sobem na reta final de outubro</h2><p>Depois da passagem de uma frente fria pelo Norte e Centro, durante a madrugada de ontem, o ambiente torna-se mais seco esta quarta-feira, dia 28. Ao mesmo tempo, inicia-se uma subida gradual das temperaturas, que será particularmente evidente durante as horas de maior insolação.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Na quinta-feira, dia 29, os termómetros já poderão atingir valores bastante elevados para finais de outubro. Em Leiria, por exemplo, a máxima poderá aproximar-se dos <strong>26 ºC</strong>, com temperaturas também elevadas noutras regiões do Centro e Sul.</p><p>Será, contudo, na sexta-feira, dia 30, que o sinal quente se tornará mais expressivo. As máximas deverão superar os <strong>20 ºC em numerosas capitais de distrito</strong>, incluindo no Norte e Centro, enquanto Lisboa, o vale do Tejo e o sudoeste alentejano poderão registar <strong>27 a 28 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-marta-godinho-a-estabilidade-podera-terminar-a-partir-de-5-de-novembro-1793191410634.jpg" data-image="1ghiqouzmwe7" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Sexta-feira poderá trazer máximas bastante elevadas para finais de outubro, com 27 a 28 ºC em zonas de Lisboa, vale do Tejo e sudoeste alentejano.</figcaption></figure><p>Em<strong> Lisboa</strong>, onde a máxima média climatológica nesta fase de outubro ronda os 20,5 ºC, os valores previstos representam um <strong>desvio superior a 6 ºC</strong>. O mapa de anomalia da temperatura da Meteored confirma esta situação, mostrando desvios positivos muito significativos em praticamente todo o território.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-marta-godinho-a-estabilidade-podera-terminar-a-partir-de-5-de-novembro-1793191438642.jpg" data-image="y0k3azn3zxeg" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-520595">O mapa de anomalias confirma o caráter invulgar das temperaturas: em várias regiões, os valores durante as horas mais quentes poderão ficar 4 a 6 ºC acima do normal, localmente mais.</figcaption></figure><p>Apesar das temperaturas elevadas, sexta-feira poderá apresentar <strong>bastante nebulosidade de Norte a Sul</strong>, com períodos de céu aberto mais limitados.</p><h2>Fim de semana soalheiro e sem chuva</h2><p>No sábado, dia 31, as temperaturas continuarão elevadas em muitas regiões, <strong>embora seja provável um ligeiro arrefecimento junto ao litoral</strong>. O cenário volta a alterar-se ligeiramente no domingo, primeiro dia de novembro, quando as máximas poderão recuperar nas regiões costeiras.</p><p>De forma geral, o fim de semana deverá ser <strong>seco e bastante soalheiro</strong>, sem sinal de precipitação significativa.<strong> A distribuição das temperaturas não será exatamente igual nos dois dias,</strong> mas o ambiente continuará globalmente ameno para a época.</p><h2>Anticiclone domina o início de novembro</h2><p>Nos primeiros dias de novembro a configuração atmosférica sobre a Europa será particularmente interessante. Um robusto anticiclone deverá instalar-se sobre as Ilhas Britânicas, estendendo a sua influência pela Europa Ocidental e Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-marta-godinho-a-estabilidade-podera-terminar-a-partir-de-5-de-novembro-1793191557326.jpg" data-image="f59a8gdbg3e1" alt="Situação sinótica" title="Situação sinótica"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-339164">Um robusto anticiclone com o seu núcleo sobre as Ilhas Britânicas estenderá a sua influência à Europa Ocidental e Península Ibérica, favorecendo a persistência de tempo estável e maioritariamente seco em Portugal.</figcaption></figure><p>Portugal ficará, assim, sob condições favoráveis à manutenção de <strong>tempo maioritariamente estável e seco</strong>, com as temperaturas a permanecerem geralmente acima do normal.</p><p>Contudo, estabilidade não significa necessariamente manhãs quentes. Na segunda-feira, <strong>dia 2, as temperaturas mínimas deverão baixar,</strong> sobretudo no Noroeste e em algumas zonas do interior Centro. Poderá, portanto, acentuar-se a amplitude térmica entre manhãs mais frescas e tardes ainda bastante amenas. Este padrão deverá manter-se, com algumas oscilações, durante os primeiros dias de novembro.</p><h2>Mudança à vista a partir de 5 de novembro?</h2><p>É precisamente no final do horizonte desta previsão que os mapas começam a mostrar alterações, <strong>a estabilidade poderá terminar a partir de 5 de novembro</strong>. O ECMWF sugere um aumento da instabilidade a partir de sul/sudoeste, enquanto uma depressão poderá desenvolver-se a oeste da costa portuguesa e trazer chuva mais forte após dia 5.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-marta-godinho-a-estabilidade-podera-terminar-a-partir-de-5-de-novembro-1793191783448.jpg" data-image="7g8f7m7krl5v" alt="Chuva" title="Chuva"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-366235">O cenário poderá começar a mudar a partir de dia 5. O ECMWF prevê maior instabilidade e a formação de uma depressão a oeste de Portugal, com sinal de precipitação no território, embora a sua trajetória permaneça incerta.</figcaption></figure><p>No cenário atualmente projetado para quinta-feira, dia 5, já surge precipitação em Portugal.<strong> Dependendo da trajetória e aprofundamento deste sistema depressionário</strong>, poderá mesmo abrir-se a porta a um episódio de chuva mais abrangente.</p><p>No entanto, esta é também a parte <strong>mais incerta da previsão</strong>. A mais de uma semana de distância, pequenas alterações na posição da depressão poderão determinar se a chuva atinge Portugal de forma significativa ou permanece sobretudo sobre o Atlântico.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795583" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-confirma-anticiclone-robusto-e-temperaturas-maximas-de-ate-27-c-no-halloween-e-dia-de-todos-os-santos.html" title="Alfredo Graça confirma: 'anticiclone robusto e temperaturas máximas de até 27 ºC no Halloween e Dia de Todos os Santos'">Alfredo Graça confirma: "anticiclone robusto e temperaturas máximas de até 27 ºC no Halloween e Dia de Todos os Santos"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-confirma-anticiclone-robusto-e-temperaturas-maximas-de-ate-27-c-no-halloween-e-dia-de-todos-os-santos.html" title="Alfredo Graça confirma: 'anticiclone robusto e temperaturas máximas de até 27 ºC no Halloween e Dia de Todos os Santos'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-confirma-anticiclone-robusto-e-temperaturas-maximas-de-ate-27-c-no-halloween-e-dia-de-todos-os-santos-1793190804283_320.png" alt="Alfredo Graça confirma: 'anticiclone robusto e temperaturas máximas de até 27 ºC no Halloween e Dia de Todos os Santos'"></a></article></aside><p>Até lá, a tendência mais consistente é: <strong>temperaturas acima da média e predomínio de tempo seco entre o final de outubro e os primeiros dias de novembro</strong>. A mudança a partir de dia 5 é uma possibilidade que começa a tornar-se cada vez mais provável segundo os mapas. Resta perceber como evoluirá este cenário nas próximas atualizações. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/marta-godinho-sobre-a-tendencia-a-10-dias-em-portugal-a-estabilidade-podera-terminar-a-partir-de-5-de-novembro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Alfredo Graça confirma: "anticiclone robusto e temperaturas máximas de até 27 ºC no Halloween e Dia de Todos os Santos"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-confirma-anticiclone-robusto-e-temperaturas-maximas-de-ate-27-c-no-halloween-e-dia-de-todos-os-santos.html</link><pubDate>Wed, 28 Oct 2026 12:33:48 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Vem aí um fim de semana de "doces ou travessuras" em Portugal continental. Com a iminente chegada no calendário dos dias de Halloween e de Todos os Santos, saiba o que esperar do tempo na transição de outubro para novembro!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbrquyq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbrquyq.jpg" id="xbrquyq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>À semelhança do panorama meteorológico que se desenrolou durante praticamente todo o mês de outubro, o estado do tempo em Portugal continental na reta final de outubro e no início de novembro - que <strong>engloba o Halloween (sábado, 31 de outubro) e o feriado do Dia de Todos os Santos (domingo, 1 de novembro) - continuará predominantemente seco, estável e soalheiro</strong>, embora temporariamente marcado por céu encoberto em certas zonas do país e pela possibilidade de chuviscos fracos e residuais, como será o caso do litoral Norte e Centro.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Na origem da configuração sinóptica prevista para os próximos dias estará a gradual formação e estabelecimento de uma <strong>vasta região anticiclónica,</strong> que se alongará desde os Açores até à Escandinávia, condicionando decisivamente o tempo na Península Ibérica e em vários países da Europa Central. </p><p>Estará suficientemente próxima e robusta de todos estes países, incluindo Portugal continental, <strong>impedindo eficazmente a chegada das frentes de chuva</strong> geradas por centros de baixas pressões como os que vão circulando entre Açores, Madeira e Canárias e, em latitudes mais setentrionais, por vales depressionários que se posicionam a oeste da Irlanda e da Escócia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-confirma-anticiclone-robusto-e-temperaturas-maximas-de-ate-27-c-no-halloween-e-dia-de-todos-os-santos-1793188565690.jpg" data-image="r53zz10xm6qo"><figcaption>No sábado, 31 de outubro e dia de Halloween, espera-se a continuidade de uma tendência estável do ponto de vista meteorológico, sem chuva significativa à vista.</figcaption></figure><p><strong>A pouca chuva que foi caindo nas últimas semanas registou quantidades relativamente residuais</strong> ou pouco significativas, assumindo uma distribuição muito localizada, quase sempre com tendência a surgir nas zonas do país (Minho, Douro Litoral e algumas áreas do litoral Centro) que costumam estar mais expostas a sistemas frontais de índole outonal e invernal.</p><p><strong>Hoje, quarta-feira (28), o céu apresentar-se-á geralmente pouco nublado, especialmente a partir do final da manhã, altura em que o nevoeiro matinal costeiro a norte do Cabo Raso se dissipará</strong>. Além disto, espera-se um ligeiro aquecimento do tempo, com as temperaturas máximas a registarem uma pequena subida. Ainda assim, devido ao céu muito encoberto em algumas zonas do litoral Norte e Centro, a possibilidade de chuviscos mantém-se para essas áreas do país.</p><h2>“Doces ou travessuras” não estão em risco para sábado, 31: ‘escudo’ anticiclónico persiste com firmeza</h2><p>Quinta e sexta-feira, dias 29 e 30 de outubro, não deverão registar grandes mudanças no estado do tempo. Portugal continental manter-se-á condicionado por uma vasta região de altas pressões que proporcionará uma robusta estabilidade atmosférica, algo que se manifestará através do <strong>céu pouco nublado ou limpo, nevoeiro matinal (sobretudo no litoral Norte e Centro) e vento fraco do quadrante Leste</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-confirma-anticiclone-robusto-e-temperaturas-maximas-de-ate-27-c-no-halloween-e-dia-de-todos-os-santos-1793188298020.jpg" data-image="7b9qor7b3qxs"><figcaption>Um autêntico 'oásis' de secura no Sudoeste Europeu e Europa Central. A precipitação continuará ausente em países como Portugal, Bélgica, Luxemburgo e em grande parte das geografias espanhola e francesa, pelo menos até domingo, 1 de novembro.</figcaption></figure><p>Ainda assim, não se exclui a possibilidade de períodos temporariamente mais nublados em certas zonas do país, tal como evidenciam os mapas de referência da Meteored. Adicionalmente, <strong>para os dias 29 e 30 de outubro, é ainda expectável uma ligeira subida da temperatura máxima</strong>, que encontrará maior repercussão no litoral das Regiões Norte e Centro.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Para o sábado de Halloween (31) e no feriado do Dia de Todos os Santos (1 de novembro) pode ficar descansado, especialmente se estiver a planear deslocações para fora da sua área de residência ou atividades ao ar livre: não há sinal de chuva generalizada em Portugal continental ou em quantidades significativas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Já quanto ao fim de semana de Halloween (31) e Dia de Todos os Santos os mapas do modelo que inspira a nossa maior confiança - ECMWF - são muito claros:<strong> o domínio anticiclónico persiste, continuando a trazer condições de céu pouco nublado ou limpo</strong>, sendo apenas expectável a formação de nevoeiro matinal nalguns locais do litoral Norte ou Centro.</p><h2>Subida das temperaturas à vista para os próximos dias</h2><p><strong>A fraca intensidade do fluxo de leste</strong>, aliada à interação entre os centros de baixas pressões mencionados anteriormente e a vasta região anticiclónica, fazem da latitude em que Portugal continental se insere a localização perfeita para que uma massa de ar quente de origem subtropical ganhe terreno desde o Mediterrâneo e o Norte de África, propiciando-se uma <strong>subida gradual e ligeira, especialmente das temperaturas máximas</strong>, ao longo dos próximos dias em Portugal continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-confirma-anticiclone-robusto-e-temperaturas-maximas-de-ate-27-c-no-halloween-e-dia-de-todos-os-santos-1793188195271.jpg" data-image="bibtohcut2e9"><figcaption>As temperaturas diurnas invulgarmente elevadas para a época outonal irão manter-se na reta final de outubro e pelo menos no primeiro dia de novembro.</figcaption></figure><p>Refira-se ainda que o <strong>fraco fluxo de leste</strong>, mais quente devido ao mecanismo de compressão e aquecimento adiabático das altas pressões, contribui para este panorama.</p><table><thead><tr><th>Capital Distrital</th><th>Temperatura Máxima Sábado, 31 de outubro</th><th>Temperatura Mínima Sábado, 31 de outubro</th><th>Temperatura Máxima Domingo, 1 de novembro</th><th>Temperatura Mínima Domingo, 1 de novembro</th></tr></thead><tbody><tr><td>Viana do Castelo</td><td>18 ºC</td><td>9 ºC</td><td>21 ºC</td><td>11 ºC</td></tr><tr><td>Braga</td><td>23 ºC</td><td>7 ºC</td><td>23 ºC</td><td>8 ºC</td></tr><tr><td>Porto</td><td>20 ºC</td><td>10 ºC</td><td>23 ºC</td><td>13 ºC</td></tr><tr><td>Bragança</td><td>20 ºC</td><td>6 ºC</td><td>19 ºC</td><td>6 ºC</td></tr><tr><td>Vila Real</td><td>21 ºC</td><td>9 ºC</td><td>20 ºC</td><td>7 ºC</td></tr><tr><td>Guarda</td><td>19 ºC</td><td>10 ºC</td><td>18 ºC</td><td>9 ºC</td></tr><tr><td>Coimbra</td><td>24 ºC</td><td>11 ºC</td><td>25 ºC</td><td>11 ºC</td></tr><tr><td>Leiria</td><td>25 ºC</td><td>8 ºC</td><td>26 ºC</td><td>9 ºC</td></tr><tr><td>Lisboa</td><td>26 ºC</td><td>14 ºC</td><td>25 ºC</td><td>13 ºC</td></tr><tr><td>Évora</td><td>25 ºC</td><td>10 ºC</td><td>24 ºC</td><td>10 ºC</td></tr><tr><td>Faro</td><td>23 ºC</td><td>14 ºC</td><td>23 ºC</td><td>14 ºC</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="5">Fonte: Mapas da Meteored (ECMWF).</td></tr></tbody></table><p>Não obstante, <strong>para o dia de Halloween prevê-se uma pequena descida, especialmente das temperaturas mínimas, e mais provável no Norte e Centro</strong>. </p><p>Este ligeiro arrefecimento será temporário uma vez que <strong>no Dia de Todos os Santos (domingo 1) é expectável uma nova subida das temperaturas máximas e mínimas</strong>, embora em várias cidades capitais distritais se dê a tendência contrária ou se mantenham.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-confirma-anticiclone-robusto-e-temperaturas-maximas-de-ate-27-c-no-halloween-e-dia-de-todos-os-santos-1793188049082.jpg" data-image="hsdofhjkxk32"><figcaption>Em pleno mês de novembro preveem-se temperaturas até 6 ºC acima da média, um valor bastante significativo. As anomalias térmicas positivas abrangerão a totalidade de Portugal continental no dia 1 de novembro.</figcaption></figure><p>Acresce ainda que, em localidades como <strong>Coruche e Alcácer do Sal, situadas no centro-sul de Portugal continental, prevê-se que sejam registadas temperaturas máximas de 27 ºC</strong> no fim de semana das festividades do Halloween e de celebração de Todos os Santos, dedicado a honrar todos os santos e mártires e à homenagem de entes queridos falecidos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795462" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frente-fria-afeta-os-acores-com-chuva-como-estara-o-tempo-nos-dois-arquipelagos-ate-domingo.html" title="Frente fria afeta os Açores com chuva: como estará o tempo nos dois arquipélagos até domingo?">Frente fria afeta os Açores com chuva: como estará o tempo nos dois arquipélagos até domingo?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frente-fria-afeta-os-acores-com-chuva-como-estara-o-tempo-nos-dois-arquipelagos-ate-domingo.html" title="Frente fria afeta os Açores com chuva: como estará o tempo nos dois arquipélagos até domingo?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-afeta-os-acores-com-chuva-como-estara-o-tempo-nos-dois-arquipelagos-ate-domingo-1793127411938_320.jpg" alt="Frente fria afeta os Açores com chuva: como estará o tempo nos dois arquipélagos até domingo?"></a></article></aside><p>Este é um valor de temperatura especialmente significativo, tendo em conta o facto de o <strong>outono já estar bem avançado </strong>e continuarem a registar-se <strong>temperaturas mais quentes do que o normal e superiores à média </strong>climatológica de referência.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-confirma-anticiclone-robusto-e-temperaturas-maximas-de-ate-27-c-no-halloween-e-dia-de-todos-os-santos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Setembro de 2026 foi o setembro mais quente desde 1931 em Portugal continental]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/setembro-de-2026-foi-o-setembro-mais-quente-desde-1931-em-portugal-continental.html</link><pubDate>Wed, 28 Oct 2026 11:15:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O mês de setembro de 2026, em Portugal continental, classificou-se, do ponto de vista climatológico, como um mês extremamente quente em relação à temperatura do ar e muito seco em relação à precipitação.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/setembro-de-2026-foi-o-setembro-mais-quente-desde-1931-em-portugal-continental-1793038000444.jpg" data-image="z1ge7wusqmxo" alt="Muito Calor" title="Muito Calor"><figcaption>Setembro de 2026 foi um mês extremamente quente e muito seco.</figcaption></figure><p>Em setembro, <strong>o estado do tempo em Portugal continental foi condicionado predominantemente por anticiclones,</strong> quer localizado nos Açores e estendendo-se em crista em direção à Europa, quer localizado no Golfo da Biscaia proporcionando a entrada de massas de ar quente e seco no continente.</p><p>Os aguaceiros fracos a moderados, por vezes acompanhados de trovoada, que se verificaram em alguns dias do mês, em especial no Norte e Centro, devem-se à ação de depressões com sistemas frontais fracos associados ou a vales depressionários que atingiram o território.</p><h2>Temperatura média muito acima dos valores normais para esta altura do ano</h2><p>De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, IPMA, em Portugal continental, no mês de setembro, o <strong>valor médio da temperatura média do ar, 23,41 °C, foi 2,90 °C superior ao valor da normal 1991-2020.</strong></p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Setembro de 2026 foi o setembro mais quente desde 1931.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O 2º mês de setembro mais quente registou-se em 2018, com um valor de temperatura média de 23,00 °C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/setembro-de-2026-foi-o-setembro-mais-quente-desde-1931-em-portugal-continental-1793038128866.jpg" data-image="u9fbdrqbnmmg" alt="Anomalias da temperatura" title="Anomalias da temperatura"><figcaption>Anomalias da temperatura média do ar no mês de setembro, em Portugal continental, em relação ao valor médio no período 1991-2020. Fonte: IPMA</figcaption></figure><p>O <strong>valor médio da temperatura máxima do ar</strong><strong>, 31,00 °C, foi 4,19 °C</strong> acima do valor médio no período 1991-2020. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A média da temperatura máxima do ar para setembro foi a mais alta desde 1931.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>No ano 2018 registou-se o 2º valor mais alto, 30.21°C. </p><p>O <strong>valor médio da temperatura mínima do ar, 15,81 °C, </strong>registou uma anomalia de 1,61°C superior ao valor normal, sendo o 4º valor mais alto desde 1931 e o mais alto desde 2000.O valor mais alto, 16,78 °C, registou-se em 1987.</p><p>No dia 03 registou-se o maior valor da temperatura máxima do ar, 44,3 °C, na estação de Alcochete e o mais alto da temperatura mínima, 28.0 °C, na estação de Portalegre, enquanto o menor valor da temperatura mínima do ar, 3,0 °C, ocorreu em Lamas de Moura, no dia 25.</p><p>Ao longo do mês destacaram-se três períodos muito ou extremamente quentes, de 3 a 7, 12 a 14 e 20 a 23 de setembro, em que a média das temperaturas máximas, mínimas e média diária estiveram sempre acima ou muito acima dos respetivos valores normais. </p><p>A média da temperatura máxima <strong>chegou mesmo a atingir uma anomalia de +10,8 °C</strong>, em relação ao valor normal, no dia 03.</p><div class="texto-destacado">No dia 03 de setembro, bateram-se recordes da temperatura máxima em 14 estações meteorológicas e igualou-se numa estação. Em relação à temperatura mínima mais alta foram registados novos extremos em 17 estações e igualados em duas. </div><p>Ocorreram dias extremamente quentes (temperatura máxima ≥ 40 °C) em 35% das estações meteorológicas do IPMA no dia 3 de setembro. A estação de Alvega registou 6 dias com valores acima de 40 °C e a estação de Reguengos 4 dias, 3 dos quais foram consecutivos. As noites tropicais (temperatura mínima ≥ 20 °C), em aproximadamente 40% das estações no dia 5, em mais de 50% das estações no dia 4 e em mais de 20% das estações no dia 29 de setembro.</p><p><strong>Registaram-se duas ondas de calor:</strong> a primeira de 2 a 7 setembro, localizada na região interior Norte; a segunda de 18 e 27 de setembro (com uma duração de 6 a 10 dias), em 72% das estações do IPMA, abrangendo grande parte do território continental.</p><h2>A precipitação em setembro foi muito inferior ao valor normal </h2><p>Após um agosto com precipitação muito superior à normal para esta altura do ano, seguiu-se um setembro seco, particularmente no Sul. </p><p>De acordo com o IPMA, o mês de setembro de 2026 registou um total de precipitação mensal de <strong>13,0 mm, com uma anomalia de</strong> <strong>-29,6 mm</strong>, muito inferior ao valor médio 1991-2020, correspondendo a 30% do valor normal. </p><p>Este setembro foi o 5º setembro mais seco desde 2000, sendo o mais seco o de 2017 com 2.0 mm.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/setembro-de-2026-foi-o-setembro-mais-quente-desde-1931-em-portugal-continental-1793039105550.jpg" data-image="jpiqbb5lkocp" alt="Anomalias da precipitação" title="Anomalias da precipitação"><figcaption>Anomalias da quantidade de precipitação, no mês de setembro, em Portugal continental, em relação ao valor médio no período 1991-2020 (Fonte: IPMA)</figcaption></figure><p>Apenas nos últimos dias do mês se verificou a ocorrência de períodos de chuva fraca a moderada, em especial nas regiões Norte e Centro.</p><div class="texto-destacado">Registaram-se valores de percentagem de precipitação inferiores a 50% em relação ao valor médio, em 85% das estações, e só na estação de Neves Corvo foi ultrapassado o valor médio mensal.</div><p>Em setembro, o valor mais elevado de percentagem de precipitação, em relação ao valor médio, verificou-se no <strong>concelho de Vinhais com 108%</strong> e o menor, no concelho de Lagoa, 0.4%.</p><p>O maior valor da quantidade de precipitação em 24 horas, <strong>53,2 mm, registou-se em Ponte de Lima, no dia 29</strong>, tendo ocorrido na mesma estação o maior valor mensal, 72,4 mm.</p><h2>Monitorização da Seca – Índice PDSI</h2><p>O valor da quantidade de precipitação acumulada no final do ano hidrológico 2025/2026 (1 de outubro de 2025 a 30 setembro de 2026), <strong>1097.2 mm, corresponde a 134% do valor de referência 1991-2020</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Este ano hidrológico corresponde ao 18º mais chuvoso desde 1931 e ao 2º mais chuvoso desde 2000, depois de 2001 com 1357.2 mm.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>No final do ano hidrológico 2025/2026, a precipitação acumulada apresenta valores superiores à média em quase todo o território continental, com <strong>totais acumulados entre 1,5 e 2 vezes o valor médio em alguns concelhos do interior Norte, em grande parte da região Centro e no Barlavento Algarvio</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789408" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/depois-de-cinco-meses-consecutivos-secos-a-extremamente-secos-ipma-revela-que-agosto-foi-um-mes-muito-chuvoso.html" title="Depois de cinco meses consecutivos secos a extremamente secos, IPMA revela que agosto foi um mês muito chuvoso">Depois de cinco meses consecutivos secos a extremamente secos, IPMA revela que agosto foi um mês muito chuvoso</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/depois-de-cinco-meses-consecutivos-secos-a-extremamente-secos-ipma-revela-que-agosto-foi-um-mes-muito-chuvoso.html" title="Depois de cinco meses consecutivos secos a extremamente secos, IPMA revela que agosto foi um mês muito chuvoso"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/depois-de-cinco-meses-consecutivos-secos-a-extremamente-secos-ipma-revela-que-agosto-foi-um-mes-muito-chuvoso-1789756461618_320.jpg" alt="Depois de cinco meses consecutivos secos a extremamente secos, IPMA revela que agosto foi um mês muito chuvoso"></a></article></aside><p>No final de setembro de 2026 observa-se <strong>uma diminuição generalizada do teor de água no solo </strong>em Portugal continental.</p><p>De acordo com o Índice Meteorológico de Seca, PDSI, índice meteorológico de seca calculado pelo IPMA para monitorização da situação de seca, a 30 de setembro verifica-se um agravamento muito significativo da situação de seca meteorológica em Portugal continental, atendendo ao aumento da área afetada como à intensificação das classes de seca.</p><div class="texto-destacado">Em relação ao final de agosto, desapareceram praticamente as classes normais e de chuva existentes no Norte e Centro, sendo substituídas sobretudo por classes de seca fraca a moderada. No Sul ocorreu uma intensificação das condições de seca, com uma maior expressão das classes de seca moderada e severa, particularmente no interior.</div><p>A distribuição percentual por classes do índice PDSI no território continental, no final de setembro é a seguinte<strong>: 0.7% na classe normal; 38.6% na classe de seca fraca; 44.2% na classe de seca moderada; 16.5% na classe de seca severa</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/setembro-de-2026-foi-o-setembro-mais-quente-desde-1931-em-portugal-continental.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 28 ºC em Portugal continental: eis a evolução das temperaturas máximas na última semana de outubro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-28-c-em-portugal-continental-eis-a-evolucao-das-temperaturas-maximas-na-ultima-semana-de-outubro.html</link><pubDate>Wed, 28 Oct 2026 09:31:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas máximas em Portugal continental poderão alcançar os 28 ºC na última semana de outubro, registando-se um ambiente anómalo e atipicamente quente de Norte a Sul.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbrmv8u"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbrmv8u.jpg" id="xbrmv8u"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A última semana do mês de outubro ficará marcada por estabilidade atmosférica e por um fluxo de ar quente sobre Portugal continental, promovendo uma subida gradual e generalizada das temperaturas máximas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-28-c-em-portugal-continental-eis-a-evolucao-das-temperaturas-maximas-na-ultima-semana-de-outubro-1793136481432.jpg" data-image="ejjlnpycfyzu" alt="Previsão da temperatura do ar à superfície em Portugal Continental para quarta-feira, 28 de outubro, às 14:00" title="Previsão da temperatura do ar à superfície em Portugal Continental para quarta-feira, 28 de outubro, às 14:00"><figcaption>Previsão da temperatura do ar à superfície em Portugal Continental para quarta-feira, 28 de outubro, às 14:00. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p><strong>Este calor anómalo trará valores acima da média climatológica para o final do outono, na ordem dos 4 ºC</strong>, com os termómetros a ultrapassarem frequentemente os 25 ºC em várias regiões e a atingirem picos de 28 ºC no Vale do Tejo e no Alentejo.</p><h2>Quarta-feira, 28 de outubro: início do aquecimento e máximas de 26 ºC no Sul</h2><p><strong>Esta quarta-feira, dia 28 de outubro, o aquecimento começará a fazer-se sentir com maior expressividade na metade Sul do território</strong>. Pelas 14:00, no Norte, Viana do Castelo registará 16 ºC e o Porto 18 ºC no litoral, enquanto Braga poderá alcançar os 21 ºC, Chaves, Bragança e Vinhais poderão registar 19 ºC, e Mirandela 21 ºC. </p><p>Na região Centro poderá registar-se 21 ºC na Covilhã, 22ºC em Castelo Branco e 24 ºC na Sertã. À medida que se avança para Sul, o ar quente mostrar-se-á mais vincado: <strong>Lisboa e Santarém poderão atingir 24 ºC</strong>. O pico térmico poderá ocorrer no Alentejo, onde <strong>Alcácer do Sal, Ferreira do Alentejo, Cuba, Mértola e Alcoutim poderão atingir os 26 ºC</strong>. No Algarve, Faro poderá registar 22 ºC e Monchique 23 ºC.</p><h2>Quinta-feira: subida generalizada e primeiros registos de 28 ºC</h2><p>Na quinta-feira, dia 29, preveem-se subidas térmicas em todo o território a partir das 15:00. Na região Norte poderá registar-se máximas de 24ºC em Amarante, 22ºC em Braga e Chaves, Porto 21ºC e Bragança 20 ºC. <strong>Na Região Centro, Coimbra poderá registar 24 ºC, Pombal 25 ºC, Viseu 23 ºC, a Sertã 25 ºC e Leiria 26 ºC</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-28-c-em-portugal-continental-eis-a-evolucao-das-temperaturas-maximas-na-ultima-semana-de-outubro-1793136731372.jpg" data-image="ljhhg3vbv3c4" alt="Previsão da temperatura do ar à superfície em Portugal Continental para quinta-feira, 29 de outubro, às 15:00" title="Previsão da temperatura do ar à superfície em Portugal Continental para quinta-feira, 29 de outubro, às 15:00"><figcaption>Previsão da temperatura do ar à superfície em Portugal Continental para quinta-feira, 29 de outubro, às 15:00. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>O vale do Tejo poderá atingir a fasquia dos 28 ºC esta semana. <strong>Localidades como Coruche, Alcácer do Sal e Grândola poderão registar máximas absolutas de 28 ºC.</strong> Mora, Ferreira do Alentejo, Mértola e Alcoutim deverão oscilar entre os 27 ºC e os 28 ºC. Santarém, Tomar, Abrantes, Beja e Serpa poderão atingir os 26 ºC, ao passo que Lisboa subirá aos 25 ºC e Faro aos 24 ºC. </p><h2>Sexta-feira, 30 de outubro: consolidação do pico de calor anómalo</h2><p>Na sexta-feira, dia 30 de outubro, o pico de calor anómalo consolidar-se-á. Pelas 15:00, os termómetros poderão manter-se elevados de Norte a Sul. No Norte, Braga pode alcançar os 22 ºC, Chaves 21 ºC e Porto 20 ºC. No Centro, Coimbra pode atingir os 23 ºC, Viseu 22 ºC e a Sertã 25 ºC. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-28-c-em-portugal-continental-eis-a-evolucao-das-temperaturas-maximas-na-ultima-semana-de-outubro-1793136577183.jpg" data-image="k2a9nqp5pa7b" alt="Previsão da temperatura do ar à superfície em Portugal Continental para sexta-feira, 30 de outubro, às 15:00" title="Previsão da temperatura do ar à superfície em Portugal Continental para sexta-feira, 30 de outubro, às 15:00"><figcaption>Previsão da temperatura do ar à superfície em Portugal Continental para sexta-feira, 30 de outubro, às 15:00, pico do calor anómalo com máximas até 28 ºC no Vale do Tejo e Alentejo. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p><strong>No Alentejo, a estabilidade das massas de ar quentes garantirá a manutenção das máximas da semana</strong>: Coruche e Alcácer do Sal poderão voltar a registar 28 ºC, assim como Grândola, Mora, Ferreira do Alentejo, Mértola e Alcoutim os 27 ºC. No Algarve, Loulé poderá chegar aos 25 ºC e Faro aos 24 ºC.</p><h2>Sábado, 31 de outubro: ligeira redução no litoral mas calor persiste no interior</h2><p>No sábado, dia 31 de outubro, perspetiva-se uma ligeira descida no litoral norte e centro, enquanto o interior continuará com valores elevados.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p> <br><strong>Pelas 15:00, no Norte, prevê-se que Ponte de Lima, Guimarães e Amarante atinjam os 24 ºC, Braga 23 ºC e Chaves 22 ºC</strong>. Viseu e Coimbra podem registar 23 ºC e Mortágua 24 ºC. No Alentejo, o calor continuará notório, mantendo-se entre os 25ºC e os 27ºC, com temperaturas máximas mais elevadas de 27ºC em Coruche, Alcácer do Sal e Grândola.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795388" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-mensal-para-novembro-em-portugal-marta-godinho-antecipa-que-a-chuva-podera-voltar-a-ganhar-terreno.html" title="Previsão mensal para novembro em Portugal: Marta Godinho antecipa que a chuva poderá voltar a ganhar terreno">Previsão mensal para novembro em Portugal: Marta Godinho antecipa que a chuva poderá voltar a ganhar terreno</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-mensal-para-novembro-em-portugal-marta-godinho-antecipa-que-a-chuva-podera-voltar-a-ganhar-terreno.html" title="Previsão mensal para novembro em Portugal: Marta Godinho antecipa que a chuva poderá voltar a ganhar terreno"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-mensal-para-novembro-em-portugal-marta-godinho-antecipa-que-a-chuva-podera-voltar-a-ganhar-terreno-1793110890253_320.png" alt="Previsão mensal para novembro em Portugal: Marta Godinho antecipa que a chuva poderá voltar a ganhar terreno"></a></article></aside><p>No Algarve verifica-se uma descida das máximas, fixando-se 22ºC em Faro e 20ºC em Portimão. No balanço final, a persistência destas máximas atípicas configurará um encerramento de mês extraordinariamente quente e seco. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-28-c-em-portugal-continental-eis-a-evolucao-das-temperaturas-maximas-na-ultima-semana-de-outubro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Pedro Carneiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Lesmas e caracóis: o regresso com a humidade e como proteger as sementeiras novas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/lesmas-e-caracois-o-regresso-com-a-humidade-e-como-proteger-as-sementeiras-novas.html</link><pubDate>Wed, 28 Oct 2026 08:23:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Semeou um canteiro de alfaces e, três dias depois, não resta nada. Eles não chegaram agora de lado nenhum. Estavam ali enterrados o verão inteiro, à espera da primeira chuva a sério.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/lesmas-e-caracois-o-regresso-com-a-humidade-e-como-proteger-as-sementeiras-novas-1792778006705.png" data-image="xy4ai4jfxjyw"><figcaption>Buracos irregulares de bordos lisos, abertos pelo meio da folha, a assinatura que distingue lesmas de lagartas.</figcaption></figure><p><strong>Durante o verão parecem não existir. </strong>Passam semanas sem se ver um, e é fácil concluir que a horta se livrou deles.</p><p><strong>Depois chove,</strong> e numa única noite desaparecem as plântulas todas de um canteiro acabado de semear.</p><h2>Não desapareceram, estavam à espera</h2><p>O que explica este regresso em massa é um comportamento com nome próprio, e é o mesmo que lhes permite atravessar um verão português sem morrer de secura.</p><div class="texto-destacado"><br>Estivação-Estado de dormência que alguns animais adoptam para atravessar o verão, quando o calor e a secura tornam a vida à superfície impossível. É o equivalente estival da hibernação. As lesmas e os caracóis enterram-se, selam a abertura da concha ou retraem-se num muco endurecido, e esperam pela humidade.</div><p><strong>Basta uma chuvada decente</strong> e algumas noites amenas para toda essa população voltar a estar activa ao mesmo tempo. Não é uma invasão, é um regresso.</p><p>E apanha a horta no pior momento possível, porque é exactamente quando temos sementeiras acabadas de nascer, com folhas tenras e plantas tão pequenas que um só ataque as elimina por completo.</p><h2>Como saber se foram eles</h2><p><strong>Antes de agir, convém confirmar o culpado, porque os estragos confundem-se.</strong></p><p>Procure buracos irregulares, com bordos lisos e sem forma definida, começados muitas vezes pelo meio da folha. E procure rasto de muco, que brilha à luz rasante da manhã e é a assinatura que não falha.</p><p>Se houver buracos mas nenhum muco, e se encontrar pequenos excrementos escuros nas folhas, o responsável é provavelmente uma lagarta.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O rasto brilhante de manhã é a prova. Sem muco e com dejectos nas folhas, o problema é outro e a solução também.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><h2>O que resulta mesmo, e o que não</h2><p>Há muita coisa escrita sobre lesmas e nem tudo aguenta a prova do terreno. A tabela seguinte separa o que compensa do que é desperdício de tempo, com a eficácia que cada método tem na prática.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Método</p></th><th scope="col"><p>Eficácia real</p></th><th scope="col"><p>Nota</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Apanha à mão, à noite</p></td><td><p>Muito alta</p></td><td><p>O mais eficaz de todos, e gratuito</p></td></tr><tr><td><p>Retirar abrigos junto aos canteiros</p></td><td><p>Alta</p></td><td><p>Age sobre a causa, não sobre o sintoma</p></td></tr><tr><td><p>Armadilhas de cerveja</p></td><td><p>Média</p></td><td><p>Apanham, mas também atraem de longe</p></td></tr><tr><td><p>Isco granulado autorizado</p></td><td><p>Alta</p></td><td><p>Seguir sempre a dose e o rótulo</p></td></tr><tr><td><p>Barreiras de cinza ou areia</p></td><td><p>Baixa</p></td><td><p>Deixam de funcionar assim que molham</p></td></tr><tr><td><p>Fita de cobre</p></td><td><p>Baixa a média</p></td><td><p>Resultados inconsistentes em canteiro aberto</p></td></tr><tr><td><p>Casca de ovo partida</p></td><td><p>Muito baixa</p></td><td><p>Não constitui barreira real</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Eficácia prática dos métodos mais divulgados para controlo de lesmas e caracóis em horta familiar. A avaliação refere-se a condições de outono com solo húmido, em que a pressão é máxima, e qualquer método isolado rende menos do que a combinação de vários. Fonte: elaboração própria.</td></tr></tbody></table><p>Aquela linha das barreiras secas merece explicação, porque é das sugestões mais repetidas. <strong>Cinza, areia grossa e casca de ovo criam uma superfície desconfortável enquanto estão secas</strong>. Com o orvalho da noite ou a primeira chuva, deixam de ter qualquer efeito, e é precisamente nessas noites que a pressão é maior.</p><h2>Proteger as sementeiras, que é o que interessa</h2><p><strong>Uma planta adulta aguenta alguns buracos.</strong> Uma plântula de três dias não aguenta nada, por isso é aí que vale a pena concentrar o esforço.</p><p>Semeie em viveiro sempre que a cultura o permita e transplante já com algum porte, em vez de deixar as plântulas expostas durante semanas no canteiro.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="656751" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-pode-fazer-para-evitar-que-os-caracois-e-as-lesmas-devorem-a-sua-horta-agricultura.html" title="O que pode fazer para evitar que os caracóis e as lesmas devorem a sua horta?">O que pode fazer para evitar que os caracóis e as lesmas devorem a sua horta?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-pode-fazer-para-evitar-que-os-caracois-e-as-lesmas-devorem-a-sua-horta-agricultura.html" title="O que pode fazer para evitar que os caracóis e as lesmas devorem a sua horta?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/comment-faire-pour-eviter-d-avoir-les-limaces-qui-devorent-votre-potager-comment-s-en-debarrasser-1715864005612_320.jpeg" alt="O que pode fazer para evitar que os caracóis e as lesmas devorem a sua horta?"></a></article></aside><p><strong>Limpe uma faixa de meio metro à volta dos canteiros novos,</strong> retirando restos de vegetação, tábuas e vasos encostados ao chão, que são os abrigos onde passam o dia.</p><p>E regue de manhã em vez de ao fim da tarde. Um canteiro regado às seis da tarde está húmido e convidativo precisamente às horas em que eles saem.</p><h2>Duas ou três noites que resolvem o problema</h2><p>Fica para o fim o que mais resultado dá e que quase ninguém faz com método.</p><p><strong>Depois de uma chuvada, entre as nove e as onze da noite, saia com uma lanterna e percorra os canteiros.</strong> Vai encontrar quase toda a população à vista, porque é a essa hora que estão em actividade. Duas ou três noites seguidas chegam para reduzir drasticamente o problema durante semanas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lesmas-e-caracois-o-regresso-com-a-humidade-e-como-proteger-as-sementeiras-novas-1792778091368.png" data-image="cev57toheg8s"><figcaption>Poucas lesmas chegam para desfazer uma planta em duas ou três noites húmidas.</figcaption></figure><p>Em zonas de outono muito húmido, como Ponte de Lima ou Braga, vale a pena repetir sempre que vier uma série de dias de chuva.</p><p><strong>E fica um aviso que contraria o instinto de limpeza. </strong>Não limpe tudo. Se arrasar todos os abrigos do terreno, também fica sem os predadores, que são os sapos, os ouriços, os escaravelhos do solo e os melros, e esses fazem o trabalho todas as noites sem que lhes peçam nada. Deixe um canto com pedras, folhada e vegetação por cortar, bem afastado dos canteiros de sementeira, e limpe a sério apenas a faixa imediatamente à volta das plantas novas.</p><p><strong>Nas próximas semanas, acompanhe a previsão da sua zona e repare em duas coisas: a chuva acumulada e as mínimas</strong>. Depois de uma chuvada seguida de noites entre os dez e os vinte graus, conte com eles e saia com a lanterna.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/lesmas-e-caracois-o-regresso-com-a-humidade-e-como-proteger-as-sementeiras-novas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria afeta os Açores com chuva: como estará o tempo nos dois arquipélagos até domingo?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frente-fria-afeta-os-acores-com-chuva-como-estara-o-tempo-nos-dois-arquipelagos-ate-domingo.html</link><pubDate>Wed, 28 Oct 2026 07:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma frente fria deverá influenciar o estado do tempo nos Açores, com períodos de chuva. Na Madeira, a precipitação deverá ser mais localizada. Conheça a evolução prevista pelo ECMWF até domingo.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbrm5na"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbrm5na.jpg" id="xbrm5na"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O estado do tempo nos dois arquipélagos portugueses deverá apresentar diferenças ao longo dos próximos dias. Segundo as projeções do modelo europeu (ECMWF), <strong>os Açores estarão sob a influência de uma frente fria</strong>, enquanto a Madeira deverá registar episódios de precipitação geralmente fraca e localizada.</p><p>Entre quarta-feira, 28 de outubro, e domingo, 1 de novembro, a evolução da circulação atmosférica no Atlântico poderá favorecer períodos de maior nebulosidade e chuva, embora com intensidade e distribuição distintas entre as ilhas.</p><h2>Açores: passagem de frente fria deverá marcar a evolução do estado do tempo</h2><p>A passagem de uma <strong>frente fria pelos Açores</strong> deverá constituir um dos principais acontecimentos meteorológicos entre quarta-feira, 28 de outubro, e quinta-feira, 29 de outubro. A influência deste sistema frontal poderá traduzir-se num aumento da nebulosidade e na ocorrência de períodos de precipitação, com efeitos distintos entre os grupos Ocidental, Central e Oriental.</p><h2>Chuva poderá apresentar diferenças importantes entre as ilhas açorianas</h2><p>Os mapas de precipitação acumulada do ECMWF evidenciam uma distribuição desigual da chuva no arquipélago.</p><p>Na previsão válida para <strong>sexta-feira, 30 de outubro, às 12h</strong>, os valores apresentados aproximam-se dos <strong>40 mm em Ponta Delgada</strong>, na ilha de São Miguel, e dos <strong>30 mm na Horta</strong>, no Faial. Em Angra do Heroísmo, na Terceira, os acumulados situam-se aproximadamente entre os <strong>25 e os 30 mm</strong>.</p><p>Estes valores representam a precipitação acumulada indicada pelo produto do modelo e não a quantidade de chuva prevista especificamente para sexta-feira.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-afeta-os-acores-com-chuva-como-estara-o-tempo-nos-dois-arquipelagos-ate-domingo-1793127411938.jpg" data-image="npg4tye6k2zp" alt="ECMWF aponta para diferenças na precipitação acumulada entre as ilhas dos Açores" title="ECMWF aponta para diferenças na precipitação acumulada entre as ilhas dos Açores"><figcaption>Na previsão válida para sexta-feira ao meio-dia, o modelo europeu apresenta acumulados próximos dos 40 mm em Ponta Delgada, de 30 mm na Horta e entre 25 e 30 mm em Angra do Heroísmo.</figcaption></figure><p>Os valores previstos mostram diferenças entre os setores do arquipélago, com <strong>Ponta Delgada a apresentar acumulados superiores aos identificados na Horta e em Angra do Heroísmo</strong>. Contudo, estes totais não correspondem necessariamente à precipitação provocada exclusivamente pela frente fria, uma vez que dependem do período de acumulação utilizado pelo modelo. A distribuição da chuva poderá ainda ser influenciada pela orientação das vertentes e pela exposição de cada ilha à circulação atmosférica.</p><h2>Fim de semana: Açores poderão continuar com períodos de chuva</h2><p>Durante sábado, 31 de outubro, e domingo, 1 de novembro, a previsão do ECMWF sugere a persistência de alguma instabilidade atmosférica, embora sem indicar chuva contínua em todo o arquipélago.</p><p>Nos mapas horários de domingo, surgem períodos com precipitação pouco expressiva em grande parte das ilhas, intercalados com áreas de chuva sobre o oceano.</p><p>Pelas <strong>18h de domingo</strong>, observa-se uma área de precipitação a oeste do arquipélago, cuja evolução deverá ser acompanhada nas atualizações seguintes.</p><p>Os mapas de precipitação acumulada válidos para domingo apresentam valores próximos dos <strong>45 a 50 mm em Ponta Delgada</strong>, enquanto na Horta se mantêm perto dos <strong>30 mm</strong> e em Angra do Heroísmo rondam os <strong>30 mm</strong>.</p><p>Importa salientar que estes números correspondem aos acumulados apresentados pelo modelo, não significando que essas quantidades de chuva caiam durante o fim de semana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-afeta-os-acores-com-chuva-como-estara-o-tempo-nos-dois-arquipelagos-ate-domingo-1793127488491.jpg" data-image="ag35ovtl8lti" alt="Área de precipitação aproxima-se do setor ocidental dos Açores no domingo" title="Área de precipitação aproxima-se do setor ocidental dos Açores no domingo"><figcaption>ECMWF prevê área de precipitação a oeste dos Açores no domingo.</figcaption></figure><p>A área de precipitação representada a oeste dos Açores poderá estar associada a uma nova perturbação da circulação atlântica, embora os mapas de chuva, isoladamente, não permitam confirmar a sua natureza. A eventual aproximação desta área ao arquipélago dependerá da sua trajetória nas horas seguintes, pelo que <strong>não é possível garantir, nesta fase, que todas as ilhas sejam afetadas</strong>.</p><h2>Madeira: precipitação deverá concentrar-se sobretudo no norte e nas zonas montanhosas</h2><p>Na Madeira, o cenário previsto pelo ECMWF apresenta características diferentes das observadas nos Açores.</p><p>Durante <strong>quarta-feira, 28 de outubro</strong>, o modelo aponta para episódios de chuva fraca, sobretudo nas vertentes norte e em áreas montanhosas.</p><p>Pelas <strong>06h</strong>, a precipitação surge concentrada em parte do setor ocidental da ilha. Ao meio-dia, mantém-se a possibilidade de chuva em zonas do norte e do interior, enquanto o litoral sul apresenta condições comparativamente mais secas.</p><p>Ao final da tarde, pelas <strong>18h</strong>, a área de precipitação prevista torna-se mais extensa sobre o interior montanhoso, abrangendo parte da região entre Calheta e Santana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-afeta-os-acores-com-chuva-como-estara-o-tempo-nos-dois-arquipelagos-ate-domingo-1793127540913.jpg" data-image="hfu6jt1i2oah" alt="Chuva fraca deverá atingir sobretudo as zonas montanhosas da Madeira" title="Chuva fraca deverá atingir sobretudo as zonas montanhosas da Madeira"><figcaption>O ECMWF prevê precipitação fraca em setores do interior da Madeira durante a tarde de quarta-feira, com menor expressão em várias localidades do litoral sul.</figcaption></figure><p>Esta distribuição poderá estar relacionada com a influência do relevo madeirense. A subida do ar húmido ao longo das vertentes favorece a condensação e a formação de nebulosidade, podendo originar precipitação em zonas montanhosas, mesmo quando as regiões costeiras permanecem relativamente secas.</p><h2>Quinta-feira: chuva poderá abranger mais zonas da Madeira</h2><p>Na <strong>quinta-feira, 29 de outubro</strong>, a previsão mantém a possibilidade de precipitação, embora com oscilações ao longo do dia.</p><p>Pelas <strong>06h</strong>, a chuva surge sobretudo em áreas próximas do norte e nordeste da ilha. Ao meio-dia, o ECMWF representa precipitação fraca sobre parte das regiões montanhosas, com valores localizados próximos de <strong>0,2 mm</strong>.</p><p>Durante a tarde, a área de precipitação poderá tornar-se mais abrangente. Pelas <strong>18h</strong>, o modelo apresenta valores próximos de <strong>1</strong><strong> mm em Santana</strong>, enquanto no <strong>Funchal</strong> a precipitação se situa perto dos <strong>0,2 mm</strong>, no intervalo horário representado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-afeta-os-acores-com-chuva-como-estara-o-tempo-nos-dois-arquipelagos-ate-domingo-1793127596742.jpg" data-image="kzcucalz6cn2" alt="Quinta-feira poderá trazer chuva a várias zonas da Madeira" title="Quinta-feira poderá trazer chuva a várias zonas da Madeira"><figcaption>O ECMWF prevê precipitação geralmente fraca durante a tarde de quinta-feira, com valores próximos de 1 mm em Santana e inferiores a 0,5 mm no Funchal.</figcaption></figure><p>O contraste entre Santana e o Funchal sugere uma distribuição desigual da precipitação, com maior expressão no setor norte da ilha durante a hora analisada. Esta diferença poderá estar relacionada com a exposição das vertentes ao fluxo de ar húmido, embora a intensidade da chuva possa variar ao longo do dia.</p><h2>Sexta-feira a domingo: Madeira poderá alternar períodos secos com chuva localizada</h2><p>Na <strong>sexta-feira, 30 de outubro</strong>, a previsão do ECMWF continua a apontar para precipitação pouco expressiva sobre grande parte da Madeira.</p><p>Pelas <strong>06h</strong>, surgem áreas de chuva sobre o oceano, a oeste da ilha, enquanto o território apresenta pouca precipitação. Ao meio-dia, a chuva aparece sobretudo em setores do norte e do interior montanhoso.</p><p>Já no <strong>domingo, 1 de novembro, pelas 18h</strong>, o modelo representa várias áreas de precipitação sobre o Atlântico, especialmente a sul e a leste da Madeira, enquanto sobre a ilha surgem apenas pequenos núcleos de chuva.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795388" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-mensal-para-novembro-em-portugal-marta-godinho-antecipa-que-a-chuva-podera-voltar-a-ganhar-terreno.html" title="Previsão mensal para novembro em Portugal: Marta Godinho antecipa que a chuva poderá voltar a ganhar terreno">Previsão mensal para novembro em Portugal: Marta Godinho antecipa que a chuva poderá voltar a ganhar terreno</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-mensal-para-novembro-em-portugal-marta-godinho-antecipa-que-a-chuva-podera-voltar-a-ganhar-terreno.html" title="Previsão mensal para novembro em Portugal: Marta Godinho antecipa que a chuva poderá voltar a ganhar terreno"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-mensal-para-novembro-em-portugal-marta-godinho-antecipa-que-a-chuva-podera-voltar-a-ganhar-terreno-1793110890253_320.png" alt="Previsão mensal para novembro em Portugal: Marta Godinho antecipa que a chuva poderá voltar a ganhar terreno"></a></article></aside><p>Este cenário sugere a possibilidade de períodos relativamente secos durante o fim de semana, embora não se excluam episódios de precipitação localizada.</p><p>A proximidade de áreas de chuva sobre o oceano justifica o acompanhamento das próximas atualizações do ECMWF, uma vez que pequenas alterações na circulação atmosférica poderão modificar a distribuição da precipitação.</p><h2>Dois arquipélagos, cenários meteorológicos distintos</h2><p>Entre quarta-feira e domingo, <strong>os Açores deverão apresentar maior influência da circulação frontal atlântica</strong>, com destaque para a frente fria e para os períodos de precipitação associados.</p><p>Na Madeira, a chuva deverá ser geralmente mais fraca e localizada, sobretudo nas vertentes norte e nas regiões montanhosas, com períodos relativamente secos noutras zonas da ilha.</p><p>Como se trata de uma previsão a vários dias, a localização e a intensidade da precipitação poderão sofrer alterações.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frente-fria-afeta-os-acores-com-chuva-como-estara-o-tempo-nos-dois-arquipelagos-ate-domingo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O oceano Pacífico está a ficar mais azul durante o El Niño e a NASA explica o porquê]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/oceano-pacifico-esta-ficando-mais-azul-durante-o-el-nino-e-a-nasa-explica-o-porque.html</link><pubDate>Wed, 28 Oct 2026 06:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O Oceano Pacífico está a mudar de cor e a NASA consegue observar isso do espaço. À medida que o El Niño se fortalece, vastas extensões de água tornam-se mais azuis, revelando alterações na vida marinha que podem ter efeitos em toda a cadeia alimentar oceânica.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/pacific-ocean-is-turning-bluer-during-el-nino-and-nasa-explains-why-1792604361845.jpg" data-image="cijk9bbgq15i"><figcaption>Satélites da NASA revelam que o Oceano Pacífico está a ficar mais azul, à medida que um forte El Niño perturba a vida marinha e as cadeias alimentares oceânicas.</figcaption></figure><p>Satélites da NASA estão a detetar uma <strong>mudança incomum no Oceano Pacífico</strong>: grandes<strong> extensões de água perto da linha do equador</strong> estão a <strong>ficar visivelmente mais azuis</strong>.</p><p>Essa <strong>alteração está ligada ao intenso fenómeno El Niño </strong>que ocorre em 2026 e, segundo cientistas, revela algo importante sobre o que está a acontecer com a vida marinha abaixo da superfície.</p><p>A mudança não é causada por poluição nem pela presença de uma nova substância na água. Na verdade, ela <strong>reflete um declínio nos microrganismos que formam a base da cadeia alimentar marinha</strong>. E, embora a diferença na cor possa parecer subtil, as suas implicações podem afetar as populações de peixes, a pesca comercial e a capacidade do oceano de absorver dióxido de carbono.</p><h2>Porque é que o El Niño está a deixar o Oceano Pacífico mais azul?</h2><p>A explicação começa com o fitoplâncton, organismos microscópicos que vivem perto da superfície do oceano e utilizam a luz solar para produzir energia. Estes organismos contêm pigmentos que podem conferir às águas oceânicas tons esverdeados ou acastanhados. <strong>Quando o fitoplâncton se torna menos abundante, a água geralmente apresenta uma coloração mais azulada</strong>.</p><p>Então, o que o El Niño tem a ver com isto? Em condições normais, os ventos alísios ajudam a trazer águas frias e ricas em nutrientes, provenientes de camadas mais profundas do Pacífico, em direção à superfície — um processo conhecido como ressurgência. Estes nutrientes são essenciais para o crescimento do fitoplâncton.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Durante o El Niño, os ventos alísios enfraquecem e a água quente espalha-se em direção a leste, reduzindo a oferta de nutrientes que chegam à superfície. Com menos alimento disponível, as populações de fitoplâncton diminuem.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O satélite PACE, da NASA, lançado em 2024, está a capturar essas mudanças com um nível de detalhe notável. O seu instrumento de cor do oceano (<em>Ocean Color Instrument</em>) mede centenas de comprimentos de onda da luz, permitindo que os cientistas detetem <strong>variações subtis na cor do oceano</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pacific-ocean-is-turning-bluer-during-el-nino-and-nasa-explains-why-1792604415574.jpg" data-image="zeh2pdy6drcp"><figcaption>Esta visualização compara a temperatura da superfície do mar, a cor do oceano e as anomalias na altura da superfície do mar durante os mesmos meses em 2025 e 2026, destacando sinais importantes do El Niño em cada conjunto de dados. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>Ao comparar observações por satélite de 2025 e 2026, os investigadores constataram que as águas esverdeadas ao longo da linha do equador têm diminuído, enquanto as águas mais azuladas se expandem.</p><h2>NASA deteta mudanças drásticas nas temperaturas dos oceanos e nos níveis do mar</h2><p>A mudança de cor é apenas um dos vários sinais de quão intenso o El Niño de 2026 se tornou. Segundo um relatório da NASA de 15 de outubro, a NOAA estimou em 83% a probabilidade de que o fenómeno atual se torne o El Niño mais forte desde 1950.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Satélites da NASA detetaram, pela primeira vez, sinais do fenómeno em formação em janeiro, quando um grande pulso de água quente — conhecido como onda de Kelvin — surgiu próximo à Micronésia, no Pacífico ocidental.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>No início de abril, essa água quente já tinha chegado ao Pacífico oriental, contribuindo para a elevação das temperaturas da superfície do mar e dos níveis oceânicos. A NASA relata que <strong>os níveis do mar subiram aproximadamente 30 a 40 centímetros em algumas áreas do Pacífico</strong>, enquanto, nas proximidades da Indonésia e do norte da Austrália, as águas recuaram cerca de 15 a 20 centímetros abaixo do nível normal.</p><p>Paralelamente, as<strong> temperaturas da superfície do mar no Pacífico oriental estão cerca de 1,7°C acima da média de longo prazo</strong>. Estas alterações estão a ser monitorizadas pelos satélites Sentinel-6, da NASA, que medem a altura da superfície do mar em todo o oceano global a cada 10 dias. As observações oferecem aos cientistas uma compreensão mais clara de como o fenómeno El Niño redistribui quantidades imensas de calor e água pelo Pacífico.</p><h2>O que isto significa para a vida marinha e o clima global?</h2><p>Um oceano mais azul pode parecer bonito visto do espaço, mas pode ser um sinal de <strong>declínio na produtividade biológica</strong>. O fitoplâncton constitui a base da teia alimentar marinha. Pequenos animais marinhos alimentam-se dele; os peixes dependem desses animais, e predadores maiores, por sua vez, dependem dos peixes.</p><div class="texto-destacado">Quando o fitoplâncton se torna menos abundante, a disponibilidade de alimento pode sofrer alterações em todo o ecossistema, o que pode levar peixes e outras espécies marinhas a deslocarem-se em direção a águas mais produtivas.</div><p>Os efeitos deste <strong>poderoso El Niño</strong> estendem-se, também, muito além dos ecossistemas marinhos. As águas do Pacífico tropical, excecionalmente quentes, influenciam a circulação atmosférica e podem <strong>deslocar a corrente de jato, afetando os padrões de precipitação e temperatura em redor do mundo</strong>.</p><p>Nos Estados Unidos os invernos sob a influência do El Niño frequentemente favorecem condições mais húmidas na faixa sul do país — incluindo a Califórnia, a Costa do Golfo e o Sudeste —, enquanto as regiões a norte tendem a registar temperaturas mais amenas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-nova-previsao-confirma-pico-excepcional-de-3-5-c.html" title="Super El Niño: nova previsão confirma pico excecional de 3,5°C">Super El Niño: nova previsão confirma pico excecional de 3,5°C</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-nova-previsao-confirma-pico-excepcional-de-3-5-c.html" title="Super El Niño: nova previsão confirma pico excecional de 3,5°C"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-nova-previsao-confirma-pico-excepcional-de-3-5-c-1792441726865_320.png" alt="Super El Niño: nova previsão confirma pico excecional de 3,5°C"></a></article></aside><p>No entanto, essas são tendências sazonais, e não garantias para tempestades específicas. Para os cientistas da NASA a mudança na coloração do Oceano Pacífico oferece mais uma forma de <strong>acompanhar a evolução desse fenómeno histórico</strong>.</p><p>À medida que o El Niño prossegue, observações via satélite ajudarão a revelar como os ecossistemas marinhos reagem e se as populações de fitoplâncton se recuperam quando as condições oceânicas regressam à normalidade.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="McNamee%2C%20E." data-year="October%2015%2C%202026" data-title="NASA%20Satellites%20Observe%20Historic%202026%20El%20Ni%C3%B1o" data-url="https%3A%2F%2Fscience.nasa.gov%2Fearth%2Fnasa-satellites-observe-historic-2026-el-nino%2F">McNamee, E.. (October 15, 2026). <a href="https://science.nasa.gov/earth/nasa-satellites-observe-historic-2026-el-nino/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">NASA Satellites Observe Historic 2026 El Niño</a>.</cite><br><cite data-author="Myers%2C%20A." data-year="October%2020%2C%202026" data-title="NASA%20satellites%20reveal%20striking%20ocean%20color%20change%20as%20Super%20El%20Ni%C3%B1o%20strengthens" data-url="https%3A%2F%2Fwww.foxweather.com%2Fearth-space%2Fnasa-satellites-striking-ocean-color-change-super-el-nino">Myers, A.. (October 20, 2026). <a href="https://www.foxweather.com/earth-space/nasa-satellites-striking-ocean-color-change-super-el-nino" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">NASA satellites reveal striking ocean color change as Super El Niño strengthens</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/oceano-pacifico-esta-ficando-mais-azul-durante-o-el-nino-e-a-nasa-explica-o-porque.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Previsão mensal para novembro em Portugal: Marta Godinho antecipa que a chuva poderá voltar a ganhar terreno]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-mensal-para-novembro-em-portugal-marta-godinho-antecipa-que-a-chuva-podera-voltar-a-ganhar-terreno.html</link><pubDate>Tue, 27 Oct 2026 15:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Novembro poderá arrancar com temperaturas amenas e pouca chuva em Portugal continental. As tendências do ECMWF apontam para um mês globalmente mais quente do que o normal, enquanto a precipitação poderá ganhar terreno durante a segunda semana e novamente na reta final.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-mensal-para-novembro-em-portugal-marta-godinho-antecipa-que-a-chuva-podera-voltar-a-ganhar-terreno-1793106602990.jpg" data-image="40wcrnz0e9jf" alt="Novembro" title="Novembro"><figcaption>Novembro poderá ser marcado por oscilações na precipitação, alternando períodos mais secos com semanas potencialmente mais chuvosas. Já nas temperaturas, o sinal é mais consistente: o mês poderá ser globalmente mais quente do que o habitual em Portugal.</figcaption></figure><p><strong>Novembro poderá começar com temperaturas bastante amenas e pouca chuva</strong> em Portugal continental, mas a tendência poderá mudar à medida que avançamos no mês. As previsões sub-sazonais do ECMWF apontam para <strong>temperaturas persistentemente acima da média, enquanto a precipitação deverá apresentar uma evolução mais irregular</strong>, com períodos potencialmente mais chuvosos.</p><h2>Novembro arranca seco e com temperaturas acima do normal</h2><p>O primeiro dia de novembro deverá apresentar condições predominantemente estáveis e secas em Portugal continental. As temperaturas máximas serão bastante amenas para a época, ultrapassando os <strong>20 ºC na maioria das capitais de distrito</strong>, com a Guarda entre as poucas exceções.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-mensal-para-novembro-em-portugal-marta-godinho-antecipa-que-a-chuva-podera-voltar-a-ganhar-terreno-1793105138703.jpg" data-image="zghn01v4ul27" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Novembro poderá arrancar com ambiente bastante ameno: a maioria das capitais de distrito deverá superar os 20 ºC, com alguns locais do Centro a aproximarem-se dos 27 ºC.</figcaption></figure><p>Coimbra poderá chegar aos 25 ºC, Santarém aos 26 ºC, enquanto no interior Centro algumas localidades poderão aproximar-se dos <strong>27 ºC</strong>. Mesmo no litoral Norte, cidades como Porto e Braga poderão alcançar cerca de 23 ºC.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>A <strong>circulação de leste terá um papel importante neste cenário</strong>. Ao contrário do habitual fluxo marítimo, os ventos provenientes do interior da Península Ibérica deverão limitar a influência moderadora do Atlântico, permitindo temperaturas elevadas também ao longo do litoral ocidental.</p><h2>De 2 a 9 de novembro: ainda pouca chuva e temperaturas amenas</h2><p>A partir do dia 2, a distância temporal já não permite analisar o estado do tempo com o mesmo detalhe através dos mapas sinópticos. É, por isso, necessário recorrer às previsões sub-sazonais e às anomalias semanais.</p><p>Entre <strong>2 e 9 de novembro</strong>, grande parte de Portugal surge sem um sinal estatisticamente significativo na precipitação. Contudo, no Norte e em algumas zonas do Centro mantém-se uma anomalia negativa, sugerindo que poderá chover <strong>menos do que seria habitual nesta altura do ano</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-mensal-para-novembro-em-portugal-marta-godinho-antecipa-que-a-chuva-podera-voltar-a-ganhar-terreno-1793105296948.jpg" data-image="nvyjjpmz8i53" alt="Anomalia da Precipitação" title="Anomalia da Precipitação"><figcaption>A primeira semana completa de novembro poderá continuar mais seca do que o habitual no Norte e em parte do Centro, enquanto noutras regiões não existe um sinal estatisticamente significativo.</figcaption></figure><p>Nas temperaturas, o sinal é mais claro. A média semanal poderá situar-se aproximadamente <strong>1 a 3 ºC acima dos valores climatológicos</strong> em algumas regiões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-mensal-para-novembro-em-portugal-marta-godinho-antecipa-que-a-chuva-podera-voltar-a-ganhar-terreno-1793105336853.jpg" data-image="fsjuman1hmvp" alt="Anomalia da Temperatura" title="Anomalia da Temperatura"><figcaption>As temperaturas médias deverão permanecer acima do normal entre 2 e 9 de novembro, com anomalias positivas que poderão rondar 1 a 3 ºC em algumas regiões.</figcaption></figure><p>Isto não significa, contudo, que todos os dias ou todas as horas serão mais quentes. Uma anomalia semanal representa a média de todo o período e não exclui dias mais frescos ou noites com temperaturas próximas ou mesmo abaixo do normal.</p><h2>Entre 9 e 16: a chuva poderá finalmente ganhar terreno</h2><p>A segunda semana completa de novembro apresenta uma mudança interessante. O ECMWF começa a mostrar uma <strong>anomalia positiva de precipitação</strong> em Portugal, sobretudo nas regiões do Norte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-mensal-para-novembro-em-portugal-marta-godinho-antecipa-que-a-chuva-podera-voltar-a-ganhar-terreno-1793105399211.jpg" data-image="iii5dv8bsrbb" alt="Anomalia da Precipitação" title="Anomalia da Precipitação"><figcaption>A chuva poderá ganhar terreno na segunda semana do mês, com o Norte a apresentar um sinal de precipitação acima do normal e desvios localmente próximos dos +30 mm.</figcaption></figure><p>Localmente, os acumulados semanais poderão ficar até cerca de <strong>30 mm acima da média climatológica</strong>, sugerindo uma semana potencialmente mais chuvosa.Apesar desta possível alteração do padrão atmosférico, as temperaturas deverão continuar, em média, acima do normal.</p><h2>Segunda quinzena: mais incerteza, mas o sinal quente persiste</h2><p>Entre <strong>16 e 23 de novembro</strong>, grande parte de Portugal continental aparece praticamente sem uma anomalia de precipitação. Isto não significa ausência de chuva, indica simplesmente que o ensemble do ECMWF não apresenta, neste momento, um desvio suficientemente robusto relativamente à climatologia sub-sazonal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-mensal-para-novembro-em-portugal-marta-godinho-antecipa-que-a-chuva-podera-voltar-a-ganhar-terreno-1793105741235.jpg" data-image="n2ifedt0vayb" alt="Anomalia da precipitação" title="Anomalia da precipitação"><figcaption>Entre 16 e 23 de novembro, grande parte de Portugal surge sem uma anomalia de precipitação estatisticamente significativa, indicando que, por enquanto, não existe um sinal robusto de um período mais seco ou mais chuvoso do que o habitual.</figcaption></figure><p>Já na última semana de novembro, o sinal poderá voltar a mudar. As projeções apontam novamente para <strong>anomalias positivas de precipitação</strong>, abrindo a possibilidade de um final de mês mais chuvoso do que o habitual.</p><p>Na temperatura, a evolução prevista é bastante mais consistente. As anomalias positivas poderão manter-se praticamente <strong>até ao final de novembro</strong>, sugerindo um mês globalmente mais quente do que a média.</p><p>Naturalmente, a incerteza aumenta significativamente à medida que avançamos no calendário. Estas previsões permitem identificar tendências, mas não determinar, com várias semanas de antecedência, os dias exatos em que choverá ou as temperaturas que serão registadas.</p><h2>Novembro em resumo: mais quente e com a chuva a oscilar</h2><p>Se as atuais tendências do ECMWF se confirmarem, <strong>novembro poderá ser globalmente mais quente do que o normal em Portugal continental</strong>, com um sinal térmico positivo relativamente persistente ao longo das quatro semanas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795377" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-previsao-do-tempo-para-o-halloween-e-o-dia-de-todos-os-santos-o-que-esperar-no-feriado-em-portugal.html" title="A previsão do tempo para o Halloween e o Dia de Todos os Santos: o que esperar no feriado em Portugal">A previsão do tempo para o Halloween e o Dia de Todos os Santos: o que esperar no feriado em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-previsao-do-tempo-para-o-halloween-e-o-dia-de-todos-os-santos-o-que-esperar-no-feriado-em-portugal.html" title="A previsão do tempo para o Halloween e o Dia de Todos os Santos: o que esperar no feriado em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-previsao-do-tempo-para-o-halloween-e-o-dia-de-todos-os-santos-o-que-esperar-no-feriado-em-portugal-1793103061606_320.jpg" alt="A previsão do tempo para o Halloween e o Dia de Todos os Santos: o que esperar no feriado em Portugal"></a></article></aside><p>A precipitação apresenta uma evolução bem menos linear. <strong>Um</strong> <strong>início do mês potencialmente mais seco, aumento da chuva entre 9 e 16</strong>, ausência de um sinal claro na semana seguinte e nova possibilidade de precipitação acima da média na reta final de novembro.</p><p>Será, por isso, um mês em que as temperaturas parecem apresentar o sinal mais consistente, enquanto a distribuição da chuva continuará a exigir atenção às <strong>próximas atualizações dos modelos</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-mensal-para-novembro-em-portugal-marta-godinho-antecipa-que-a-chuva-podera-voltar-a-ganhar-terreno.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Oeiras Experimenta abre a investigação agrícola à comunidade para enfrentar a seca e o calor]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/oeiras-experimenta-abre-a-investigacao-agricola-a-comunidade-para-enfrentar-a-seca-e-o-calor.html</link><pubDate>Tue, 27 Oct 2026 14:16:40 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Na Quinta de Cima do Marquês de Pombal, voluntários semeiam, acompanham o crescimento das plantas e recolhem amostras usadas em estudos sobre a resistência das culturas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/oeiras-experimenta-abre-a-investigacao-agricola-a-comunidade-para-enfrentar-a-seca-e-o-calor-1793106941263.jpg" data-image="snvadb65skk0" alt="Voluntários e investigadores testam culturas resistentes à seca" title="Voluntários e investigadores testam culturas resistentes à seca"><figcaption>O Oeiras Experimenta mobiliza voluntários no campo para investigar a resistência da produção agrícola às alterações climáticas. Foto: Município de Oeiras</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A manhã começa entre parcelas experimentais na <strong>Quinta de Cima do Marquês de Pombal</strong>, em Oeiras. Há sementeiras para acompanhar, equipamentos para verificar e amostras para recolher. </p><p>Enquanto alguns participantes observam o desenvolvimento das <strong>plantas</strong>, outros ajudam na manutenção dos ensaios ou no registo de dados. Parte do trabalho prossegue, mais tarde, em <strong>laboratório</strong>, onde grãos e outras <strong>amostras</strong> são separados, analisados e catalogados.</p><p>A atividade faz parte do <strong>Oeiras Experimenta</strong>, um laboratório vivo criado em 2024 pelo Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier da Universidade NOVA de Lisboa (ITQB NOVA) e pelo Município de Oeiras, no âmbito do programa <strong>Ciência + Cidadã</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/oeiras-experimenta-abre-a-investigacao-agricola-a-comunidade-para-enfrentar-a-seca-e-o-calor-1793107086678.jpg" data-image="ec3cp0uv9c5n" alt="vista aérea de campo agrícola" title="vista aérea de campo agrícola"><figcaption>A Quinta de Cima do Marquês de Pombal, em Oeiras, acolhe cinco laboratórios vivos de investigação do ITQB NOVA. Foto: Município de Oeiras</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>O intuito é responder a alguns dos <strong>desafios mais relevantes para a agricultura</strong> portuguesa. Quais culturas resistem melhor à escassez de água? Como reduzir o impacto das doenças nas plantas? Será possível produzir alimentos utilizando menos recursos? Para <strong>encontrar respostas</strong>, <strong>investigadores e cidadãos</strong> trabalham lado a lado nos campos experimentais da quinta.</p><h2>Cinco laboratórios, um objetivo comum</h2><p>Instalado na Quinta de Cima, o projeto reúne cinco laboratórios do ITQB NOVA e <strong>15 investigadores</strong>. Embora estudem culturas e problemas distintos, todas as equipas desenvolvem conhecimento que ajuda a agricultura a adaptar-se às <strong>alterações climáticas</strong> e a tornar-se mais sustentável.</p><p>Uma das linhas de investigação centra-se na identificação de culturas mais resilientes à seca e ao calor. O Laboratório de Ecofisiologia e Metabolismo de Plantas (PEML) estuda cereais e espécies alternativas, como o <strong>sorgo</strong>, o <strong>milheto</strong>, a <strong>quinoa</strong> e <strong>variedades antigas de trigo</strong>, visando compreender quais apresentam melhor desempenho sob estresse hídrico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/oeiras-experimenta-abre-a-investigacao-agricola-a-comunidade-para-enfrentar-a-seca-e-o-calor-1793108425837.jpg" data-image="3mf5n74250h7" alt="Oeiras Experimenta" title="Oeiras Experimenta"><figcaption>Oeiras Experimenta promove diferentes iniciativas, desde workshops até visitas abertas a escolas e comunidades. Fotos: ITQB Nova</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A mesma preocupação orienta o trabalho do Laboratório de Genética e Genómica das Características Complexas de Plantas (PlantX), que investiga leguminosas como o <strong>chícharo</strong>, o <strong>tremoço</strong> e o <strong>feijão</strong>. Os investigadores procuram identificar as características que permitem a estas plantas desenvolver-se com menor disponibilidade de água.</p><p>Outra equipa acompanha diferentes <strong>variedades de arroz</strong> cultivadas em condições distintas. O Laboratório de Regulação do Proteoma em Plantas (PRP) pretende investigar se é possível <strong>reduzir o consumo de água</strong> associado a esta cultura sem comprometer a produtividade, uma questão particularmente relevante num país sujeito a períodos recorrentes de seca.</p><h2>Novas equipas ampliam o campo de investigação</h2><p>O projeto alargou este ano a sua atividade com a integração de <strong>duas novas equipas</strong>, reforçando a diversidade de temas estudados. O Laboratório de Genómica Funcional de Plantas (GPlants) dedica-se à <strong>resistência da pereira-rocha ao fogo bacteriano</strong>, uma doença que representa uma ameaça para uma das variedades de fruta mais emblemáticas do país. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O objetivo é contribuir para soluções que reduzam a dependência de tratamentos químicos e aumentem a resiliência das culturas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Já o Laboratório de Micologia Ambiental e Aplicada (AEM) explora estratégias sustentáveis para prevenir <strong>doenças agrícolas</strong> e investiga formas de <strong>valorizar resíduos</strong> da produção de tomate.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761449" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/portugueses-lideram-projeto-para-recuperar-a-tradicao-e-fortalecer-a-agricultura-mediterranica.html" title="Portugueses lideram projeto para recuperar a tradição e fortalecer a agricultura mediterrânica">Portugueses lideram projeto para recuperar a tradição e fortalecer a agricultura mediterrânica</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/portugueses-lideram-projeto-para-recuperar-a-tradicao-e-fortalecer-a-agricultura-mediterranica.html" title="Portugueses lideram projeto para recuperar a tradição e fortalecer a agricultura mediterrânica"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugueses-lideram-projeto-para-recuperar-a-tradicao-e-fortalecer-a-agricultura-mediterranica-1774882019413_320.jpg" alt="Portugueses lideram projeto para recuperar a tradição e fortalecer a agricultura mediterrânica"></a></article></aside><p>Em conjunto, estas linhas de investigação abordam desafios que vão da <strong>gestão da água </strong>à <strong>proteção fitossanitária</strong>, passando pela valorização de subprodutos agrícolas. Os resultados poderão contribuir para identificar as variedades mais resistentes e as práticas de baixo impacto ambiental.</p><h2>Os cidadãos entram no processo científico</h2><p>A <strong>participação da comunidade</strong> é um dos elementos distintivos do Oeiras Experimenta. Os voluntários não assumem apenas um papel de observadores. Colaboram diretamente em várias fases dos trabalhos de investigação, sempre com o acompanhamento das equipas científicas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As tarefas incluem sementeiras, acompanhamento das culturas, registo de observações, comparação de condições ambientais e apoio nas colheitas. Os participantes podem ainda colaborar no processamento de amostras e na utilização de equipamentos instalados para monitorizar o desenvolvimento das plantas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Esta colaboração reforça a capacidade de recolha de dados no terreno e permite acompanhar os ensaios de forma mais próxima e contínua. Ao mesmo tempo, oferece aos participantes uma <strong>experiência direta com os métodos</strong>, as questões e os desafios que fazem parte da <strong>investigação científica</strong>. </p><p>O envolvimento dos voluntários estende-se também à preparação de <strong>materiais pedagógicos</strong>, receitas sustentáveis e iniciativas dirigidas à comunidade.</p><h2>Como participar no Oeiras Experimenta</h2><p>A participação está aberta a qualquer pessoa interessada, sem necessidade de formação científica prévia. Os interessados podem preencher o formulário disponibilizado pelo ITQB NOVA para integrar a <strong>bolsa de voluntários</strong> e serem contactados para futuras atividades.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Além de um espaço de investigação, a Quinta de Cima tornou-se um local de encontro entre ciência e sociedade. É ali que se testam novas culturas, se recolhem dados e se procuram soluções para uma agricultura mais resiliente.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>À medida que as secas e as temperaturas extremas se tornam mais frequentes, a adaptação da produção alimentar depende tanto do conhecimento científico como da capacidade de o partilhar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/oeiras-experimenta-abre-a-investigacao-agricola-a-comunidade-para-enfrentar-a-seca-e-o-calor-1793108508604.jpg" data-image="dpe7ab49g8ft" alt="Oeiras Experimenta" title="Oeiras Experimenta"><figcaption>O Oeiras Experimenta convida escolas e associações a colaborar em projetos de investigação no terreno. Foto: Município de Oeiras</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>No Oeiras Experimenta, investigadores e cidadãos contribuem para esse objetivo comum, transformando os campos experimentais num <strong>laboratório aberto</strong> onde se procuram <strong>respostas aos desafios agrícolas</strong> das próximas décadas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Munic%C3%ADpio%20de%20Oeiras" data-year="" data-title="Experimenta%20Oeiras%20continua%20a%20crescer" data-url="https%3A%2F%2Fwww.oeiras.pt%2F-%2Foeiras-experimenta-continua-a-crescer">Município de Oeiras. <a href="https://www.oeiras.pt/-/oeiras-experimenta-continua-a-crescer" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Experimenta Oeiras continua a crescer</a>.</cite><br><cite data-author="Fa%C3%A7a%20a%20sua%20inscri%C3%A7%C3%A3o%20para%20participar%20no%20projeto%20Oeiras%20Experimenta%20como%20cientista%20cidad%C3%A3o" data-year="" data-title="Carregue%20no%20link%20para%20aceder%20ao%20formul%C3%A1rio%20disponibilizado%20pelo%20ITQB%20NOVA" data-url="https%3A%2F%2Fforms.cloud.microsoft%2Fpages%2Fresponsepage.aspx%3Fid%3DxxrWPlh2IEKKanW_Wn_iVYMzqCZKospGj34o3mLXATBUQU5GTTFJQ1VJMlRPQ1RBTjI5RThNRDJSRy4u%26route%3Dshorturl">Faça a sua inscrição para participar no projeto Oeiras Experimenta como cientista cidadão. <a href="https://forms.cloud.microsoft/pages/responsepage.aspx?id=xxrWPlh2IEKKanW_Wn_iVYMzqCZKospGj34o3mLXATBUQU5GTTFJQ1VJMlRPQ1RBTjI5RThNRDJSRy4u&route=shorturl" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Carregue no link para aceder ao formulário disponibilizado pelo ITQB NOVA</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/oeiras-experimenta-abre-a-investigacao-agricola-a-comunidade-para-enfrentar-a-seca-e-o-calor.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A previsão do tempo para o Halloween e o Dia de Todos os Santos: o que esperar no feriado em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-previsao-do-tempo-para-o-halloween-e-o-dia-de-todos-os-santos-o-que-esperar-no-feriado-em-portugal.html</link><pubDate>Tue, 27 Oct 2026 13:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>De acordo com a mais recente atualização do ECMWF, o próximo fim de semana, marcado pelo Halloween e pelo feriado de Todos os Santos, poderá manter a mesma tendência dos próximos dias.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbrj07y"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbrj07y.jpg" id="xbrj07y"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A última semana deste mês de outubro contará com dias de <strong>maior estabilidade atmosférica</strong>, devido à presença de um anticiclone sobre o continente europeu, assim como também contará com <strong>temperaturas agradáveis durante as tardes</strong>, especialmente a partir de amanhã, quarta-feira, onde as anomalias térmicas positivas voltarão a intensificar-se.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Os <strong>valores acima da média deverão dominar os próximos dias</strong>, especialmente durante as horas mais quentes, no entanto, atenção às noites e manhãs que deverão manter-se frias e com temperaturas que poderão ser dentro do normal ou um pouco abaixo da média, salvo algumas exceções em que mesmo nestes períodos, os valores podem ser um pouco acima do esperado para a altura do ano.</p><h2>Dia 31 de outubro poderá ser um bom dia para "doces ou travessuras"</h2><p>Principalmente para os mais novos, a noite de Halloween, celebrada a 31 de outubro, poderá ser bastante "rentável", uma vez que <strong>a ausência de chuva irá permitir que os mesmos possam andar de porta em porta</strong> em busca de "doces ou travessuras".</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-previsao-do-tempo-para-o-halloween-e-o-dia-de-todos-os-santos-o-que-esperar-no-feriado-em-portugal-1793104071793.jpg" data-image="zrz0b02lilpy" alt="anomalia térmica" title="anomalia térmica"><figcaption>Na noite de Halloween, boa parte do continente registará valores um pouco acima da média. Há algumas exceções em que os valores poderão ser abaixo da média (a azul); e outras (branco) em que as temperaturas deverão ser de acordo com a normal climatológica de referência.</figcaption></figure><p>Os nossos mapas de chuva indicam que a mesma se deverá manter afastada de Portugal Continental ao longo de todo o dia e que a nebulosidade presente durante o dia deverá dissipar-se, dando lugar a <strong>uma noite de céu limpo</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795286" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-a-medio-prazo-para-portugal-os-ultimos-dias-de-outubro-trarao-temperaturas-maximas-muito-acima-da-media.html" title="Previsão a médio prazo para Portugal: os últimos dias de outubro trarão temperaturas máximas muito acima da média">Previsão a médio prazo para Portugal: os últimos dias de outubro trarão temperaturas máximas muito acima da média</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-a-medio-prazo-para-portugal-os-ultimos-dias-de-outubro-trarao-temperaturas-maximas-muito-acima-da-media.html" title="Previsão a médio prazo para Portugal: os últimos dias de outubro trarão temperaturas máximas muito acima da média"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-medio-prazo-para-portugal-os-ultimos-dias-de-outubro-trarao-temperaturas-maximas-muito-acima-da-media-1793054428341_320.jpg" alt="Previsão a médio prazo para Portugal: os últimos dias de outubro trarão temperaturas máximas muito acima da média"></a></article></aside><p>Além disto, os nossos mapas de anomalia térmica indicam que, pelas 21h, a <strong>maior parte do continente deve registar valores um pouco acima da média</strong> (até 2 ºC). Assim, esperam-se temperaturas entre os 12 ºC em Bragança e Guarda e os 21 ºC em Lisboa. É expectável que estes valores possam descer nas horas seguintes.</p><h2>Feriado de Todos os Santos contará com temperaturas até 7 ºC acima da média</h2><p>No dia seguinte, Dia de Todos os Santos e dia que marca o início do mês de novembro, esta tendência de tempo seco e soalheiro deverá manter-se, assim como as<strong> temperaturas elevadas para a época</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-previsao-do-tempo-para-o-halloween-e-o-dia-de-todos-os-santos-o-que-esperar-no-feriado-em-portugal-1793103061606.jpg" data-image="hge6h0vhmmig" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>O tempo no fim de semana em que ocorrem o Halloween e o feriado de Todos os Santos deverá manter-se estável e com temperaturas acima da média.</figcaption></figure><p>Segundo a atual previsão, os termómetros poderão registar máximas entre os 18 ºC na Guarda e os 26 ºC em Leiria e Santarém. O Porto poderá contar com 23 ºC e Lisboa com 24 ºC. Desta forma, esperam-se <strong>desvios positivos face à normal climatológica de referência</strong>, onde se esperam temperaturas entre 2 ºC a 6 ºC acima da média nas capitais de distrito e, localmente, estes valores podem ser de até 7 ºC acima do esperado, especialmente ao longo da faixa litoral Centro e Sul.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-previsao-do-tempo-para-o-halloween-e-o-dia-de-todos-os-santos-o-que-esperar-no-feriado-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Guia de alívio da dor no inverno: 5 hábitos fundamentais para proteger as articulações e os músculos do frio intenso]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/guia-de-alivio-da-dor-no-inverno-5-habitos-fundamentais-para-proteger-as-articulacoes-e-os-musculos-do-frio-intenso.html</link><pubDate>Tue, 27 Oct 2026 12:04:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Alguns estudos associam dores articulares a variações de temperatura. Estas variações podem fazer com que os tendões, músculos e tecidos adjacentes se expandam, resultando numa redução da mobilidade, rigidez e dor.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/guia-contra-el-dolor-invernal-5-habitos-clave-para-proteger-tus-articulaciones-y-musculos-del-frio-extremo-1792215170070.jpg" data-image="ykwb8dsshaus" alt="As pessoas que vivem com dores nas articulações, causadas por condições como a artrite reumatoide, apercebem-se frequentemente quando as temperaturas descem." title="As pessoas que vivem com dores nas articulações, causadas por condições como a artrite reumatoide, apercebem-se frequentemente quando as temperaturas descem."><figcaption>As pessoas que vivem com dores nas articulações, causadas por condições como a artrite reumatoide, apercebem-se frequentemente quando as temperaturas descem.</figcaption></figure><p>O <strong>frio extremo do inverno provoca a contração dos vasos sanguíneos, aumenta a rigidez muscular e piora as dores articulares</strong>. A descida das temperaturas pode reduzir a lubrificação das articulações, levando a uma maior rigidez. À medida que chega o tempo mais frio, os especialistas incentivam as pessoas a tomarem cuidados específicos, que abordaremos neste artigo.</p><p>A temperaturas mais baixas e sob menor pressão barométrica, <strong>o líquido sinovial pode expandir-se e tornar-se mais espesso</strong>, o que aumenta a inflamação e reduz a mobilidade das articulações. Além disso, durante o inverno, o corpo necessita de fazer um maior esforço para se manter quente, criando condições que podem contribuir para o aparecimento de rigidez e dores nas articulações.</p><div class="texto-destacado">Para proteger as suas articulações e músculos, os especialistas recomendam manter-se ativo com exercícios de aquecimento dinâmico, vestir-se em camadas para garantir o isolamento térmico, manter uma hidratação adequada e uma dieta anti-inflamatória, utilizar terapia de calor localizada e evitar a inatividade prolongada em ambientes fechados.</div><p>As pessoas que vivem com dores articulares associadas a condições como a artrite, a artrite reumatoide, o lúpus ou a fibromialgia <strong>notam frequentemente os efeitos assim que as temperaturas descem</strong>, altura em que a dor nas articulações se torna mais evidente.</p><p>É verdade que <strong>o tempo frio faz com que os músculos se contraiam</strong>, o que pode levar a uma redução da mobilidade e da flexibilidade das articulações. Alguns estudos associam também as<strong> dores articulares às variações de temperatura</strong>. Estas alterações podem fazer com que os tendões, músculos e tecidos adjacentes se expandam, resultando numa menor mobilidade, rigidez e dor.</p><h2>Como pode proteger as suas articulações do frio e prevenir lesões?</h2><p>Proteger as articulações do frio implica mais do que simplesmente usar roupa mais quente. <strong>A prática regular de movimentos para manter a mobilidade, a hidratação adequada e uma alimentação saudável são também importantes</strong>. Aqui estão algumas recomendações para ajudar a reduzir o risco de lesões.</p><ol> <li>Realize <strong>exercícios de mobilidade articular</strong> envolvendo o pescoço, ombros, ancas, joelhos e tornozelos.</li> <li>Use <strong>vestuário adequado e proteja as áreas vulneráveis</strong>. Vista-se com camadas térmicas e tenha especial atenção para cobrir os joelhos, cotovelos e mãos. Lã, tecidos térmicos e peças de compressão são opções recomendadas.</li> <li><strong>Mantenha os pés quentes</strong> com palmilhas térmicas e meias grossas.</li> <li><strong>Mantenha-se hidratado</strong> e siga uma dieta nutritiva durante o inverno. Inclua alimentos com propriedades anti-inflamatórias, como o açafrão-da-terra, o gengibre, o peixe rico em gorduras saudáveis e as castanhas.</li> <li><strong>Aplique calor suave e localizado nas articulações rígidas</strong>. Alongamentos estáticos ligeiros após a atividade física também podem ajudar.</li> </ol><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guia-contra-el-dolor-invernal-5-habitos-clave-para-proteger-tus-articulaciones-y-musculos-del-frio-extremo-1792215965413.jpg" data-image="cf0ae5vljcd5" alt="O tempo frio faz com que os músculos fiquem tensos, o que pode levar a uma redução da mobilidade e da flexibilidade das articulações." title="O tempo frio faz com que os músculos fiquem tensos, o que pode levar a uma redução da mobilidade e da flexibilidade das articulações."><figcaption>O tempo frio faz com que os músculos fiquem tensos, o que pode levar a uma redução da mobilidade e da flexibilidade das articulações.</figcaption></figure><p><strong>Adotar uma alimentação mais saudável</strong>, baseada em alimentos integrais e não processados — como a dieta mediterrânica —, <strong>pode ajudar a reduzir a inflamação</strong> ao proporcionar uma ingestão equilibrada de proteínas, ácidos gordos, vitaminas e outros nutrientes que auxiliam a resposta inflamatória do organismo.</p><p>Isto significa<strong> escolher frutas e legumes coloridos</strong>, cereais integrais, peixe, carnes magras e gorduras saudáveis, como castanhas e abacates.</p><h2>Tratamentos</h2><p>Certos procedimentos, como os <strong>bloqueios nervosos, podem proporcionar um alívio direcionado a pessoas que sofrem de dor crónica</strong>. Estes tratamentos minimamente invasivos envolvem injeções que bloqueiam os sinais de dor provenientes de nervos específicos, podendo oferecer um alívio rápido para diversas condições.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794183" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-torre-eiffel-cresce-no-verao-e-encolhe-no-inverno-as-curiosidades-do-monumento-que-reage-as-estacoes-do-ano.html" title="A Torre Eiffel cresce no verão e encolhe no inverno: as curiosidades do monumento que reage às estações do ano">A Torre Eiffel cresce no verão e encolhe no inverno: as curiosidades do monumento que reage às estações do ano</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-torre-eiffel-cresce-no-verao-e-encolhe-no-inverno-as-curiosidades-do-monumento-que-reage-as-estacoes-do-ano.html" title="A Torre Eiffel cresce no verão e encolhe no inverno: as curiosidades do monumento que reage às estações do ano"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-torre-eiffel-crece-en-verano-y-se-encoge-en-invierno-1792402798824_320.jpeg" alt="A Torre Eiffel cresce no verão e encolhe no inverno: as curiosidades do monumento que reage às estações do ano"></a></article></aside><p>Estes tratamentos são comummente utilizados para condições como <strong>dor lombar e desconforto articular</strong>. Um médico especializado em cuidados paliativos pode avaliar a condição e recomendar o tratamento adequado.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Joseph%20L%20Rabe%2C%20M.D." data-year="2023" data-title="5%20Ways%20to%20Reduce%20Joint%20Pain%20and%20Stiffness%20This%20Winter%20Season" data-url="https%3A%2F%2Fwww-summahealth-org.translate.goog%2Fblog%2Fentries%2F2023%2F01%2F5-ways-to-reduce-joint-pain-and-stiffness-this-winter-season%3F_x_tr_sl%3Den%26_x_tr_tl%3Des%26_x_tr_hl%3Des%26_x_tr_pto%3Dtc">Joseph L. Rabe, M.D. (2023). <a href="https://www-summahealth-org.translate.goog/blog/entries/2023/01/5-ways-to-reduce-joint-pain-and-stiffness-this-winter-season?_x_tr_sl=en&_x_tr_tl=es&_x_tr_hl=es&_x_tr_pto=tc" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">5 Ways to Reduce Joint Pain and Stiffness This Winter Season</a>.</cite><br><cite data-author="Kathleen%20Keely%20Boyle%2C%20M.D." data-year="2026" data-title="Why%20joint%20pain%20is%20worse%20in%20cold%20weather%2C%20and%204%20proven%20ways%20to%20manage%20it" data-url="https%3A%2F%2Futswmed-org.translate.goog%2Fmedblog%2Fwinter-weather-joint-pain%2F%3F_x_tr_sl%3Den%26_x_tr_tl%3Des%26_x_tr_hl%3Des%26_x_tr_pto%3Dtc">Kathleen Keely Boyle, M.D. (2026). <a href="https://utswmed-org.translate.goog/medblog/winter-weather-joint-pain/?_x_tr_sl=en&_x_tr_tl=es&_x_tr_hl=es&_x_tr_pto=tc" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Why joint pain is worse in cold weather, and 4 proven ways to manage it</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/guia-de-alivio-da-dor-no-inverno-5-habitos-fundamentais-para-proteger-as-articulacoes-e-os-musculos-do-frio-intenso.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Previsão a médio prazo para Portugal: os últimos dias de outubro trarão temperaturas máximas muito acima da média]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-a-medio-prazo-para-portugal-os-ultimos-dias-de-outubro-trarao-temperaturas-maximas-muito-acima-da-media.html</link><pubDate>Tue, 27 Oct 2026 10:35:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A reta final de outubro trará uma mudança significativa do tempo em Portugal. Depois de alguma chuva esta terça-feira, a estabilidade regressa e as temperaturas máximas poderão ficar até 8 ºC acima da média em alguns locais.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbrewnq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbrewnq.jpg" id="xbrewnq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A reta final de outubro deverá ficar marcada por pouca chuva e por uma subida significativa das temperaturas máximas em Portugal continental. Depois da passagem de uma frente fria pouco ativa esta terça-feira, a estabilidade deverá ganhar terreno e os <strong>termómetros poderão aproximar-se localmente dos 29 ºC antes da entrada em novembro.</strong></p><h2>Terça-feira começa com chuva no Norte e Centro</h2><p>Durante a manhã desta terça-feira, dia 27, uma <strong>frente fria já pouco ativa</strong> irá entrar pelo noroeste de Portugal continental. A precipitação será, em geral, fraca a moderada e afetará sobretudo os <strong>distritos mais próximos do litoral Norte</strong>, como Viana do Castelo, Braga e Porto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-medio-prazo-para-portugal-os-ultimos-dias-de-outubro-trarao-temperaturas-maximas-muito-acima-da-media-1793054140168.jpg" data-image="58neiu3jq2x3" alt="Chuva (mm)" title="Chuva (mm)"><figcaption>Uma frente fria pouco ativa traz chuva ao Norte e Centro esta terça-feira, sobretudo aos distritos do litoral, enquanto o Sul permanece mais seco e com maiores abertas.</figcaption></figure><p>Com o avanço da frente, alguns períodos de chuva <strong>poderão chegar a Aveiro e, posteriormente, a zonas do interior Centro, nomeadamente Viseu.</strong> Simultaneamente, a nebulosidade deverá aumentar nestas regiões, enquanto no Sul e em grande parte do interior serão possíveis períodos mais prolongados de céu pouco nublado ou mesmo limpo.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>As temperaturas manter-se-ão, de forma geral, próximas dos valores habituais para esta altura do ano, embora algumas regiões do interior possam registar valores ligeiramente superiores à média. Segundo as atuais previsões, esta poderá ser <strong>a última passagem de chuva até ao final de outubro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-medio-prazo-para-portugal-os-ultimos-dias-de-outubro-trarao-temperaturas-maximas-muito-acima-da-media-1793054210971.jpg" data-image="001whm5eb4mt" alt="Anomalia média semanal da precipitação" title="Anomalia média semanal da precipitação"><figcaption>A semana será bastante mais seca do que o habitual em Portugal continental, com anomalias negativas de precipitação que poderão atingir cerca de 60 mm no litoral Norte e Centro.</figcaption></figure><p><strong>Esta tendência mais seca é também evidente nas previsões semanais do ECMWF.</strong> Entre 26 de outubro e 2 de novembro,<strong> Portugal continental apresenta uma anomalia negativa de precipitação, </strong>particularmente expressiva no litoral Norte e Centro, onde poderão registar-se, no conjunto da semana, valores até cerca de 60 mm inferiores ao climatologicamente esperado.</p><h2>Quarta-feira (28) a estabilidade regressa e máximas começam a subir ligeiramente</h2><p>Na quarta-feira, dia 28, o panorama será já maioritariamente estável, embora com nebulosidade variável e períodos de céu limpo. As temperaturas máximas deverão começar a subir. Na região de Lisboa e em vários pontos do Alentejo poderão alcançar os <strong>24 a 25 ºC</strong>, enquanto no interior Centro algumas localidades poderão rondar os 23 a 24 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-medio-prazo-para-portugal-os-ultimos-dias-de-outubro-trarao-temperaturas-maximas-muito-acima-da-media-1793054311633.jpg" data-image="pmcof22dn0ea" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>A estabilidade regressa na quarta-feira e as temperaturas começam a subir: Lisboa e vários pontos do Alentejo poderão alcançar máximas de 24 a 25 ºC.</figcaption></figure><p>O contraste será evidente com o litoral Norte e parte do litoral Centro, onde a influência marítima deverá manter os termómetros mais contidos, com máximas localmente entre <strong>15 e 18 ºC</strong>. Ainda assim, esta será apenas a primeira fase de uma subida mais expressiva prevista para os dias seguintes.</p><h2>Sexta-feira (30) poderá trazer máximas 5 a 8 ºC acima da média</h2><p>Entre quinta e sexta-feira, um centro de baixas pressões deverá aproximar-se do Atlântico próximo da Península Ibérica, embora permaneça, de acordo com a previsão atual, suficientemente afastado para não provocar uma mudança significativa do tempo em Portugal.</p><p>Em contrapartida, as temperaturas máximas deverão aumentar de forma bastante expressiva. A <strong>sexta-feira, dia 30</strong>, destaca-se atualmente como um dos dias mais quentes deste período.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-medio-prazo-para-portugal-os-ultimos-dias-de-outubro-trarao-temperaturas-maximas-muito-acima-da-media-1793054416228.jpg" data-image="uc1guwfhb5o5" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Sexta-feira poderá ser um dos dias mais quentes desta reta final de outubro, com vários locais nos 25 a 27 ºC e valores próximos dos 29 ºC no vale do Tejo.</figcaption></figure><p>Todas as capitais de distrito poderão ultrapassar os 20 ºC, enquanto Lisboa, Santarém, Évora, Beja e várias outras regiões do Centro e Sul poderão atingir <strong>25 a 27 ºC</strong>.No vale do Tejo, algumas localidades, como Coruche, poderão mesmo aproximar-se dos <strong>29 ºC</strong>. Não se trata de calor comparável ao verão, mas os valores serão muito elevados para o final de outubro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-medio-prazo-para-portugal-os-ultimos-dias-de-outubro-trarao-temperaturas-maximas-muito-acima-da-media-1793054428341.jpg" data-image="m4iyuiv9y04e" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"><figcaption>As temperaturas máximas poderão ficar cerca de 5 a 8 ºC acima do normal em grande parte do país, um desvio bastante expressivo a apenas dois dias da entrada em novembro.</figcaption></figure><p>O mapa de anomalias térmicas mostra máximas cerca de <strong>5 a 8 ºC acima da média</strong> em grande parte do território, com desvios localmente ainda superiores no Centro.</p><h2>Novembro poderá começar com temperaturas ainda acima da média</h2><p>Este episódio não deverá ficar limitado a sexta-feira. Durante sábado (31) e domingo (1 de novembro), as temperaturas máximas poderão continuar acima dos valores climatologicamente esperados, pelo que<strong> novembro poderá começar ainda com ambiente bastante ameno durante as tardes</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-medio-prazo-para-portugal-os-ultimos-dias-de-outubro-trarao-temperaturas-maximas-muito-acima-da-media-1793054594190.jpg" data-image="zqsg4fxxbvdm" alt="Situação sinótica" title="Situação sinótica"><figcaption>Novembro poderá começar sob a influência de um robusto anticiclone centrado nas Ilhas Britânicas e estendido em direção à Península Ibérica, favorecendo a persistência de tempo estável em Portugal.</figcaption></figure><p>Para segunda-feira, dia 2, o ECMWF projeta uma configuração particularmente interessante, um <strong>robusto centro de altas pressões sobre as Ilhas Britânicas</strong>, estendendo a sua influência em direção à Península Ibérica.</p><div class="texto-destacado">Uma configuração deste género não é inédita nesta época. Os bloqueios anticiclónicos são padrões recorrentes no setor euro-atlântico e também podem ocorrer durante o outono, interrompendo ou desviando temporariamente a progressão habitual das depressões atlânticas.</div><p>Neste cenário, as depressões e respetivas frentes tendem a ser desviadas em torno da periferia das altas pressões, favorecendo períodos mais persistentes de estabilidade em algumas regiões.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795146" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-acores-devera-continuar-instavel-ha-mais-uma-frente-a-caminho-e-pode-chegar-ja-na-quarta-feira.html" title="Tempo nos Açores deverá continuar instável: há mais uma frente a caminho e pode chegar já na quarta-feira (28)">Tempo nos Açores deverá continuar instável: há mais uma frente a caminho e pode chegar já na quarta-feira (28)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-acores-devera-continuar-instavel-ha-mais-uma-frente-a-caminho-e-pode-chegar-ja-na-quarta-feira.html" title="Tempo nos Açores deverá continuar instável: há mais uma frente a caminho e pode chegar já na quarta-feira (28)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-nos-acores-devera-continuar-instavel-ha-mais-uma-frente-a-caminho-e-pode-chegar-ja-na-quarta-feira-1792974019477_320.jpg" alt="Tempo nos Açores deverá continuar instável: há mais uma frente a caminho e pode chegar já na quarta-feira (28)"></a></article></aside><p>No entanto, estamos já a falar do limite desta previsão a sete dias. <strong>A posição, intensidade e extensão deste anticiclone ainda poderão sofrer alterações nas próximas atualizações</strong>, sendo particularmente importante acompanhar a evolução dos modelos nos próximos dias.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-a-medio-prazo-para-portugal-os-ultimos-dias-de-outubro-trarao-temperaturas-maximas-muito-acima-da-media.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Astrónomos identificam candidata a primeira estrela verde alguma vez observada no Universo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-identificam-candidata-a-primeira-estrela-verde-ja-observada-no-universo.html</link><pubDate>Tue, 27 Oct 2026 10:04:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Astrónomos identificaram, pela primeira vez, uma estrela que pode parecer verde ao olho humano. A descoberta chama a atenção por causa da cor incomum, já que as estrelas costumam ser percebidas em tons de azul, branco, amarelo ou vermelho.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomos-identificam-candidata-a-primeira-estrela-verde-ja-observada-no-universo-1792956236344.png" data-image="zlwbh047hqau" alt="Astrónomos identificaram uma anã branca que pode parecer verde ao olho humano, uma cor incomum entre as estrelas." title="Astrónomos identificaram uma anã branca que pode parecer verde ao olho humano, uma cor incomum entre as estrelas."><figcaption>Astrónomos identificaram uma anã branca que pode parecer verde ao olho humano, uma cor incomum entre as estrelas.</figcaption></figure><p><strong>Estrelas verdes eram consideradas improváveis de existir porque a luz que emitem não fica verde para o olho humano</strong>. Mesmo quando há uma emissão intensa em comprimentos de onda verdes, a estrela também emite luz noutras regiões do espectro visível e é interpretada como branca ou amarelada.</p><p>O Sol, por exemplo, apresenta um pico de emissão próximo à região verde do espectro, mas quando estas componentes chegam aos nossos olhos, são percebidas como brancas. <strong>Já da Terra, o Sol também pode parecer amarelado devido à dispersão atmosférica.</strong></p><p><strong>Um novo estudo sobre anãs brancas descreve a descoberta da primeira estrela que poderia parecer verde ao olho humano.</strong> Diferente do caso de estrelas cujo espectro apenas apresenta emissão intensa nessa faixa, o objeto foi apontado como um possível exemplo de aparência visual verde. </p><h2>Por que não existem estrelas verdes?</h2><p>As estrelas verdes não são observadas porque a sua emissão luminosa abrange uma faixa do espectro visível maior. <strong>Mesmo quando a intensidade da radiação atinge o seu máximo nessa região, outras cores também são emitidas. </strong>A combinação destes comprimentos de onda é interpretada como branco ou amarelado.</p><div class="texto-destacado">Este comportamento está relacionado à radiação térmica emitida pelas estrelas, cujo espectro depende principalmente da sua temperatura. </div><p><strong>Como a emissão se distribui por diferentes comprimentos de onda, não basta haver um pico na região verde para produzir esta perceção de cor.</strong> Assim, embora existam estrelas com emissão intensa nessa faixa, estas normalmente não apresentam uma aparência verde para observadores humanos.</p><h2>Estrela verde encontrada</h2><p>Num novo artigo, os astrónomos anunciaram que encontraram uma estrela que pode ser verde aos olhos humanos. <strong>A estrela verde, chamada de WD J13306435, está localizada na constelação de Draco. </strong>A presença de cálcio, sódio e lítio na estrela está associada à sua assinatura espectral incomum.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomos-identificam-candidata-a-primeira-estrela-verde-ja-observada-no-universo-1792956633415.png" data-image="os1u164xlyda" alt="A anã branca WD J13306435, na constelação de Draco, apresenta características espectrais que indicam uma possível aparência verde. Crédito: Hollands et al. 2026" title="A anã branca WD J13306435, na constelação de Draco, apresenta características espectrais que indicam uma possível aparência verde. Crédito: Hollands et al. 2026"><figcaption>A anã branca WD J13306435, na constelação de Draco, apresenta características espectrais que indicam uma possível aparência verde. Crédito: Hollands et al. 2026</figcaption></figure><p><strong>Estes elementos podem ter origem em material rochoso de corpos celestes que se aproximaram demais da anã branca e foram destruídos pela gravidade.</strong> Os detritos resultantes podem contaminar a atmosfera estelar, alterando a forma como esta absorve e emite luz.</p><h2>Uma paleta de cores</h2><p>Ao analisar dados espectrais de 151 anãs brancas localizadas a até 65 anos-luz da Terra, os investigadores identificaram várias cores possíveis para estes objetos.<strong> Além da tonalidade verde de uma das estrelas, outra apresentou uma aparência semelhante ao rosa-salmão.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794045" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/morte-do-sol-eis-o-que-podera-acontecer-a-terra-daqui-a-cinco-mil-milhoes-de-anos.html" title="Morte do Sol: eis o que poderá acontecer à Terra daqui a cinco mil milhões de anos">Morte do Sol: eis o que poderá acontecer à Terra daqui a cinco mil milhões de anos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/morte-do-sol-eis-o-que-podera-acontecer-a-terra-daqui-a-cinco-mil-milhoes-de-anos.html" title="Morte do Sol: eis o que poderá acontecer à Terra daqui a cinco mil milhões de anos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mort-du-soleil-voici-ce-qui-pourrait-arriver-a-la-terre-dans-cinq-milliards-d-annees-1792080159368_320.jpeg" alt="Morte do Sol: eis o que poderá acontecer à Terra daqui a cinco mil milhões de anos"></a></article></aside><p>Também foram identificadas tonalidades azuladas e rosa-arroxeadas, <strong>relacionadas às diferenças de temperatura e às propriedades químicas das atmosferas estelares. </strong>Com estes dados, os investigadores estimaram como a radiação seria percebida pelo olho humano.</p><h2>Sol é verde?</h2><p>Uma curiosidade é que o Sol é uma estrela que apresenta o seu pico de emissão na região verde do espectro visível. <strong>No entanto, diferente da WD J13306435, nós não observamos o Sol como verde porque ele emite em vários comprimentos de onda. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomos-identificam-candidata-a-primeira-estrela-verde-ja-observada-no-universo-1792956372157.png" data-image="sb5wgjgrh7ys" alt="O estudo também revelou anãs brancas com diferentes tonalidades, incluindo azuladas, esverdeadas e rosa-salmão, quase como um rosa intenso. Crédito: Hollands et al. 2026" title="O estudo também revelou anãs brancas com diferentes tonalidades, incluindo azuladas, esverdeadas e rosa-salmão, quase como um rosa intenso. Crédito: Hollands et al. 2026"><figcaption>O estudo também revelou anãs brancas com diferentes tonalidades, incluindo azuladas, esverdeadas e rosa-salmão, quase como um rosa intenso. Crédito: Hollands et al. 2026</figcaption></figure><p><strong>A cor percebida depende da distribuição espectral completa da luz, e não apenas do comprimento de onda em que a emissão é máxima. </strong>Na superfície da Terra, a atmosfera dispersa os comprimentos de onda mais curtos, o que pode fazer o Sol parecer amarelado quando está próximo do horizonte.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Hollands%20et%20al" data-year="2026" data-title="Any%20colour%20you%20like%3A%20the%20diverse%20chromaticities%20of%20white%20dwarfs" data-url="https%3A%2F%2Facademic.oup.com%2Frasti%2Farticle%2Fdoi%2F10.1093%2Frasti%2Frzag069%2F8914458%3Fsearchresult%3D1%26login%3Dfalse">Hollands et al. (2026). <a href="https://academic.oup.com/rasti/article/doi/10.1093/rasti/rzag069/8914458?searchresult=1&login=false" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Any colour you like: the diverse chromaticities of white dwarfs</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-identificam-candidata-a-primeira-estrela-verde-ja-observada-no-universo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria chega aos Açores amanhã (28) com chuva e rajadas até 100 km/h: ECMWF revela as ilhas mais afetadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frente-fria-chega-aos-acores-amanha-28-com-chuva-e-rajadas-ate-100-km-h-ecmwf-revela-as-ilhas-mais-afetadas.html</link><pubDate>Tue, 27 Oct 2026 09:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O vento deverá intensificar-se nos Açores entre quarta e quinta-feira, com rajadas na ordem dos 100 km/h na Ilha das Flores, devido à passagem de uma nova frente fria. O ECMWF prevê também acumulados de precipitação significativos em algumas ilhas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbrdwku"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbrdwku.jpg" id="xbrdwku"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma <strong>frente fria deverá atravessar os Açores entre quarta-feira, 28, e quinta-feira, 29 de outubro</strong>, contribuindo para um agravamento da instabilidade atmosférica, com precipitação e períodos de vento mais intenso em diferentes ilhas do arquipélago.</p><p>Segundo as projeções do modelo europeu <strong>ECMWF</strong>, a evolução deste sistema frontal poderá favorecer uma <strong>distribuição irregular da chuva e das rajadas de vento</strong>. Enquanto algumas localidades do grupo Central apresentam acumulados de precipitação mais elevados, o setor ocidental poderá registar rajadas próximas dos <strong>100</strong><strong> km/h</strong> durante a madrugada de quarta-feira.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>A passagem da frente fria deverá provocar alterações nas condições meteorológicas ao longo destes dois dias, embora os <strong>efeitos possam variar consideravelmente entre ilhas, em função da evolução do sistema</strong> e das características geográficas de cada região.</p><h2>Quarta-feira: rajadas mais intensas aproximam-se dos grupos Ocidental e Central</h2><p>Durante a noite de <strong>quarta-feira, 28 de outubro</strong>, a aproximação e a passagem do sistema frontal deverão contribuir para períodos de vento mais intenso nos grupos Ocidental e Central.</p><p>Entre as 06h e as 07h, a Ilha das Flores poderá registar rajadas com velocidade próxima aos <strong>100 km/h</strong>. Pelas <strong>21h</strong>, o ECMWF projeta rajadas próximas dos <strong>55 a 60 km/h em Angra do Heroísmo</strong>, na ilha Terceira, enquanto em Velas, na ilha de São Jorge, os valores poderão aproximar-se dos <strong>40 km/h</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chega-aos-acores-amanha-28-com-chuva-e-rajadas-ate-90-km-h-ecmwf-revela-as-ilhas-mais-afetadas-1793054459531.jpg" data-image="o7k7282zy88n" alt="rajadas de vento" title="rajadas de vento"><figcaption>O Grupo Ocidental poderá registar rajadas máximas de até 100 km/h na madrugada de quarta-feira, 28.</figcaption></figure><p>Na Horta, no Faial, e nas Lajes do Pico, as rajadas previstas são inferiores, situando-se perto dos <strong>25 a 30 km/h</strong>. Estas diferenças evidenciam que os efeitos da situação meteorológica não deverão ser uniformes entre as ilhas.</p><p>A <strong>Terceira poderá apresentar algumas das rajadas mais fortes do grupo Central</strong> neste período. A intensidade do vento dependerá da evolução do sistema frontal e da exposição de cada localidade, podendo verificar-se valores superiores em zonas particularmente expostas.</p><h2>Madrugada de quinta-feira: vento mais intenso no setor oriental</h2><p>Durante a madrugada de <strong>quinta-feira, 29 de outubro</strong>, a evolução do sistema frontal deverá favorecer a deslocação para leste da área onde são previstas as rajadas mais intensas, com particular destaque para a ilha de São Miguel.</p><p>À <strong>meia-noite</strong>, os valores projetados para a ilha de São Miguel aproximam-se dos <strong>60 km/h em Ponta Delgada</strong> e dos <strong>65 a 70 km/h na região de Nordeste</strong>, constituindo alguns dos valores mais elevados identificados nos mapas analisados.</p><p>Entre as <strong>05h e as 07h de quinta-feira</strong>, as rajadas de vento deverão ganhar velocidade, como podemos observar no mapa abaixo, podendo alcançar os <strong>90 km/h</strong>, devendo este ser o período mais crítico em relação ao vento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chega-aos-acores-amanha-28-com-chuva-e-rajadas-ate-90-km-h-ecmwf-revela-as-ilhas-mais-afetadas-1793054250181.jpg" data-image="1zf9alr75462" alt="rajadas de vento" title="rajadas de vento"><figcaption>O Grupo Oriental poderá registar um aumento da velocidade de rajada, onde as mesmas poderão atingir ou mesmo ultrapassar os 90 km/h.</figcaption></figure><p>A previsão coloca <strong>São Miguel entre as ilhas mais expostas ao vento durante este período</strong>. A intensidade e a localização dos valores máximos poderão, contudo, sofrer alterações nas próximas atualizações.</p><h2>Ao longo da manhã, vento deverá perder intensidade em várias ilhas</h2><p>A evolução das projeções para as <strong>03h, 06h, 09h e 12h de quinta-feira</strong> aponta para uma tendência de diminuição das rajadas em diversas localidades do grupo Central.</p><p>Em Angra do Heroísmo, os valores descem para cerca de <strong>25 a 30 km/h</strong>, enquanto na Horta se mantêm geralmente entre <strong>25 e 35 km/h</strong>. Em Velas e no Topo, na ilha de São Jorge, poderão continuar a registar-se rajadas próximas dos <strong>35 a 40 km/h</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/rajadas-ate-65-km-h-nos-acores-ecmwf-revela-onde-o-vento-sera-mais-intenso-entre-quarta-e-quinta-feira-1793040713126.jpg" data-image="or5v6grcidm1" alt="Vento deverá perder intensidade em várias ilhas durante a manhã" title="Vento deverá perder intensidade em várias ilhas durante a manhã"><figcaption>Ao início da tarde de quinta-feira, as projeções do ECMWF apontam para rajadas próximas dos 25 a 35 km/h na Horta e em Angra do Heroísmo, enquanto em São Jorge poderão persistir valores próximos dos 40 km/h.</figcaption></figure><p>A diminuição das rajadas em várias localidades do grupo Central sugere uma <strong>alteração gradual das condições de vento ao longo da manhã</strong>. Ainda assim, a evolução poderá ser diferente entre ilhas, sobretudo nas zonas costeiras mais expostas e nas áreas de maior altitude, onde o relevo pode influenciar a intensidade das rajadas.</p><h2>Precipitação acumulada: diferenças significativas entre as ilhas</h2><p>No mapa de precipitação acumulada válido para as <strong>12h de quinta-feira, 29 de outubro</strong>, destacam-se valores próximos dos <strong>25 mm na região da Horta</strong>, na ilha do Faial. Na Praia, na Graciosa, os acumulados aproximam-se dos <strong>10 mm</strong>, enquanto em Velas, em São Jorge, e nas Lajes do Pico poderão situar-se entre os <strong>1</strong><strong>5 a 45 mm</strong>.</p><p>Na Terceira, Angra do Heroísmo apresenta valores próximos dos <strong>4</strong><strong>0 mm</strong>. Em São Miguel, os acumulados projetados aproximam-se dos<strong> 40 mm</strong>, consoante a localidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chega-aos-acores-amanha-28-com-chuva-e-rajadas-ate-100-km-h-ecmwf-revela-as-ilhas-mais-afetadas-1793054747133.jpg" data-image="oqhqekqewkcq" alt="precipitação acumulada" title="precipitação acumulada"><figcaption>O Grupo Central poderá registar os maiores acumulados de precipitação, entre quarta e quinta-feira.</figcaption></figure><p>A distribuição prevista da precipitação evidencia diferenças entre as ilhas, com o <strong>Pico a apresentar um dos acumulados mais elevados</strong> entre as localidades analisadas. A evolução da frente fria e a influência do relevo poderão contribuir para esta variabilidade espacial, pelo que os valores poderão ser diferentes mesmo entre localidades da mesma ilha.</p><h2>Como deverá evoluir a situação até ao final de quinta-feira?</h2><p>De acordo com os nossos mapas, as alterações nos valores de precipitação acumulada serão relativamente pequenas nas horas seguintes, sugerindo que uma <strong>parte importante da precipitação contabilizada poderá já ter ocorrido antes do início da tarde</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795146" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-acores-devera-continuar-instavel-ha-mais-uma-frente-a-caminho-e-pode-chegar-ja-na-quarta-feira.html" title="Tempo nos Açores deverá continuar instável: há mais uma frente a caminho e pode chegar já na quarta-feira (28)">Tempo nos Açores deverá continuar instável: há mais uma frente a caminho e pode chegar já na quarta-feira (28)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-acores-devera-continuar-instavel-ha-mais-uma-frente-a-caminho-e-pode-chegar-ja-na-quarta-feira.html" title="Tempo nos Açores deverá continuar instável: há mais uma frente a caminho e pode chegar já na quarta-feira (28)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-nos-acores-devera-continuar-instavel-ha-mais-uma-frente-a-caminho-e-pode-chegar-ja-na-quarta-feira-1792974019477_320.jpg" alt="Tempo nos Açores deverá continuar instável: há mais uma frente a caminho e pode chegar já na quarta-feira (28)"></a></article></aside><p><strong>A distribuição da precipitação deverá continuar a apresentar diferenças entre as ilhas</strong>, mesmo após a passagem da frente fria. Os acumulados previstos evidenciam a influência das condições atmosféricas e das características geográficas do arquipélago, podendo ocorrer variações importantes entre localidades próximas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frente-fria-chega-aos-acores-amanha-28-com-chuva-e-rajadas-ate-100-km-h-ecmwf-revela-as-ilhas-mais-afetadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O degelo provocado pelo calor invulgar na Noruega revela artefactos de há milhares de anos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-degelo-provocado-pelo-calor-invulgar-na-noruega-revela-artefactos-de-ha-milhares-de-anos.html</link><pubDate>Tue, 27 Oct 2026 08:05:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>À medida que o aquecimento global derrete o gelo nas montanhas da Noruega, reaparecem objetos de um passado remoto. A descoberta mais recente ocorreu no centro do país e inclui armas da Idade da Pedra.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-passato-riemerge-quando-il-caldo-anomalo-scioglie-i-ghiacci-perenni-trovati-in-norvegia-reperti-antichi-millenni-1792748279883.jpg" data-image="qb59cdn67wji" alt="glaciares da Noruega" title="glaciares da Noruega"><figcaption>Picos nevados na região de Jotunheimen, no centro da Noruega.</figcaption></figure><p>O gelo perene da Noruega está a <strong>recuar rapidamente</strong> devido ao aumento das temperaturas globais, deixando, por vezes, descobertas surpreendentes no seu rasto.</p><p>Em setembro de 2026, foram encontradas numerosas <strong>flechas pré-históricas</strong> nas montanhas de Jotunheimen, no centro do país. O mais fascinante desta descoberta é que até as <strong>partes orgânicas foram preservadas </strong>intactas em artefactos que, em alguns casos, datam de há muitos milénios. Agora, sem o seu “escudo” de gelo, os achados tornam-se mais vulneráveis e precisam de ser protegidos.</p><h2>Os segredos do gelo</h2><p>Nos últimos vinte anos, as pesquisas demonstraram que <strong>o gelo</strong> — que antes se acreditava ser eterno e que agora está a diminuir — foi, durante milénios, o <strong>guardião de uma grande quantidade de objetos de diferentes épocas</strong>.</p><div class="texto-destacado">Os primeiros achados, descobertos e recolhidos em 2006, datavam sobretudo da era viking, mas, mais tarde, foram encontrados outros muito mais antigos.</div><p>Recentemente, durante uma campanha arqueológica levada a cabo por investigadores do <em>Secrets of the Ice</em> — especializados em artefactos que emergem do gelo derretido —, foram encontradas <strong>quarenta e oito flechas que datam da Idade da Pedra</strong>. Muitas delas remontam a há dois mil anos, mas <strong>a mais antiga tem, provavelmente, seis mil anos</strong>.</p><h2>A fragilidade das descobertas norueguesas</h2><p>As pontas de flecha encontradas na Noruega são <strong>feitas de ardósia</strong>; por esta razão, não surpreende que estes objetos tenham sobrevivido durante tanto tempo. No entanto, o que fascina é como as<strong> peças de madeira, os tecidos e as amarras de couro se conservaram em tão bom estado</strong>, graças à proteção proporcionada pelo gelo.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Would you believe it! We have just found an incredibly well preserved arrow with a shell arrowhead. It looks like it was lost last year, but the arrow is around 3300 years old, from the Early Bronze Age! It doesn't get much better than this https://t.co/iDd6m6SjVu</p>— Secrets Of The Ice (@brearkeologi) <a href="https://x.com/brearkeologi/status/1701952475958309002?ref_src=twsrc%5Etfw">September 13, 2023</a></blockquote></figure><p>No entanto, <strong>o facto de estes achados estarem agora expostos ao ar torna-os frágeis</strong>, uma vez que as partes feitas de material orgânico são mais facilmente perecíveis.</p><p>O problema reside em qualquer outro artefacto que tenha surgido após o degelo e que ainda não tenha sido encontrado pelos arqueólogos. Ao estarem expostos ao vento, à chuva, ao sol, às variações de temperatura e aos microrganismos, <strong>estes objetos antigos podem deteriorar-se facilmente</strong>.</p><p>O degelo desencadeou também uma espécie de <strong>corrida contra o tempo para os arqueólogos</strong>, que tentam salvar estes valiosos artefactos que nos revelam muito sobre a vida humana há milhares de anos.</p><h2>Caça nas montanhas da Noruega</h2><p>A expedição arqueológica de setembro de 2026, por exemplo, confirmou que a região de Langfonne foi, em tempos, uma <strong>zona de caça de renas</strong>. Além de armas e ferramentas, com o passar do tempo, foram também encontrados restos de animais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-passato-riemerge-quando-il-caldo-anomalo-scioglie-i-ghiacci-perenni-trovati-in-norvegia-reperti-antichi-millenni-1792748398079.jpg" data-image="yfp8j7igzrqk" alt="Arqueologia da Noruega" title="Arqueologia da Noruega"><figcaption>As vastas extensões nevadas da Noruega, onde outrora se caçavam renas.</figcaption></figure><p>Num ambiente que hoje poderia parecer hostil à sobrevivência humana, <strong>as populações locais viviam, viajavam e até caçavam com bastante frequência</strong>. Isto ocorria especialmente no verão, quando as renas se deslocavam para altitudes mais elevadas para escapar aos insetos.</p><p>As antigas comunidades que habitavam esta bela, mas gélida, região da Noruega implementaram<strong> estratégias e técnicas de caça</strong> para transformar um ambiente aparentemente difícil numa vantagem para si próprias.</p><h2>Arqueologia glaciar: descobertas fascinantes e previsões alarmantes</h2><p>Em 2026, comemora-se o vigésimo aniversário do<strong> início da investigação em arqueologia glaciar</strong> no condado de Innlandet, dentro do Parque Nacional de Jotunheimen.</p><div class="texto-destacado">Em 2006, de facto, ocorreu uma fase particularmente intensa de degelo, a ponto de ter sido necessário iniciar um projeto de investigação sistemático que, em apenas vinte anos, resultou em cinco mil achados e na identificação de setenta e três sítios arqueológicos.</div><p>Entre os vários objetos encontram-se, por exemplo, <strong>um sapato de couro da Idade do Bronze, bem como ferramentas de caça</strong>, utensílios e restos de animais domésticos. Todos estes objetos serão levados para o <strong>Museu de História de Oslo</strong> para estudo e conservação.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789376" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/baleias-gigantes-invadem-a-gronelandia-apos-o-degelo-a-mudanca-ecologica-historica-que-alarma-os-biologos.html" title="Baleias gigantes invadem a Gronelândia após o degelo: a mudança ecológica histórica que alarma os biólogos">Baleias gigantes invadem a Gronelândia após o degelo: a mudança ecológica histórica que alarma os biólogos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/baleias-gigantes-invadem-a-gronelandia-apos-o-degelo-a-mudanca-ecologica-historica-que-alarma-os-biologos.html" title="Baleias gigantes invadem a Gronelândia após o degelo: a mudança ecológica histórica que alarma os biólogos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/baleias-gigantes-invadem-a-gronelandia-apos-o-degelo-a-mudanca-ecologica-historica-que-alarma-os-biologos-1789741060057_320.jpg" alt="Baleias gigantes invadem a Gronelândia após o degelo: a mudança ecológica histórica que alarma os biólogos"></a></article></aside><p>Apesar do atrativo destas descobertas, <strong>o degelo na Noruega é alarmante</strong>. O fenómeno está a ocorrer mais rapidamente do que se imaginava, e os cientistas prevêem que, daqui a mais vinte anos, a maior parte do gelo de Innlandet poderá desaparecer.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="La%20Nuova%20Sardegna" data-year="2026" data-title="dal%20ghiaccio%20emergono%2048%20frecce%20preistoriche%20la%20pi%C3%B9%20antica%20ha%20quasi%206mila%20anni" data-url="https%3A%2F%2Fwww.lanuovasardegna.it%2Fregione%2F2026%2F10%2F03%2Fnews%2Fdal-ghiaccio-emergono-48-frecce-preistoriche-la-piu-antica-ha-quasi-6mila-anni-1.100925295%23goog_rewarded">Nueva Cerdeña. (2026). <a href="https://www.lanuovasardegna.it/regione/2026/10/03/news/dal-ghiaccio-emergono-48-frecce-preistoriche-la-piu-antica-ha-quasi-6mila-anni-1.100925295#goog_rewarded" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">48 flechas prehistóricas emergen del hielo, la más antigua tiene casi 6 mil años</a> .</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-degelo-provocado-pelo-calor-invulgar-na-noruega-revela-artefactos-de-ha-milhares-de-anos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 8 ºC na Guarda: Afonso Lopes revela quais poderão ser as noites mais frias da semana]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-8-c-na-guarda-afonso-lopes-revela-quais-poderao-ser-as-noites-mais-frias-da-semana.html</link><pubDate>Tue, 27 Oct 2026 07:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O modelo europeu (ECMWF) prevê madrugadas frias no interior de Portugal continental. Guarda e Bragança destacam-se, com temperaturas próximas de 8 ºC e diferenças significativas face às regiões costeiras.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbrdnke"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbrdnke.jpg" id="xbrdnke"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A previsão mais recente do modelo europeu (ECMWF) aponta para várias madrugadas frescas em Portugal continental ao longo dos próximos dias. <strong>As temperaturas mais baixas deverão concentrar-se sobretudo no interior Norte e Centro</strong>, com valores próximos de 8 ºC em algumas cidades.</p><p>A evolução prevista até domingo, 1 de novembro, revela diferenças entre as regiões, com temperaturas geralmente mais elevadas no litoral e oscilações ao longo da semana.</p><p>A análise das temperaturas previstas para o início da manhã permite identificar as madrugadas em que o arrefecimento poderá ser mais acentuado, destacando as localidades onde os termómetros deverão apresentar os valores mais baixos.</p><h2>Terça e quarta-feira poderão registar algumas das madrugadas mais frias</h2><p>Na terça-feira, 27 de outubro, pelas 06h, o ECMWF prevê aproximadamente <strong>8 ºC na Guarda e em Bragança</strong>, enquanto Vila Real e Viseu deverão registar cerca de 10 ºC. No Porto, os termómetros poderão rondar os 14 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-8-c-na-guarda-afonso-lopes-revela-quais-poderao-ser-as-noites-mais-frias-da-semana-1793038618374.jpg" data-image="lv0zutipxqcu" alt="Terça-feira poderá começar com apenas 8 ºC na Guarda e em Bragança" title="Terça-feira poderá começar com apenas 8 ºC na Guarda e em Bragança"><figcaption>O ECMWF prevê temperaturas próximas de 8 ºC na Guarda e em Bragança durante a madrugada de terça-feira, contrastando com valores superiores nas regiões costeiras.</figcaption></figure><p>O contraste entre o interior e o litoral deverá ser evidente, especialmente no Norte, onde algumas localidades costeiras poderão apresentar temperaturas superiores às previstas nas regiões de maior altitude.</p><p>Na quarta-feira, 28, o cenário deverá manter-se semelhante. Pelas 06h, o modelo aponta novamente para cerca de <strong>8 ºC na Guarda</strong>, enquanto Bragança poderá registar aproximadamente 9 ºC e Vila Real 10 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-8-c-na-guarda-afonso-lopes-revela-quais-poderao-ser-as-noites-mais-frias-da-semana-1793047791402.jpg" data-image="834rd9ad2jjf" alt="Guarda poderá registar cerca de 8 ºC na manhã de quarta-feira" title="Guarda poderá registar cerca de 8 ºC na manhã de quarta-feira"><figcaption>Segundo o modelo europeu ECMWF, a Guarda poderá apresentar cerca de 8 ºC pelas 06h de quarta-feira, 28 de outubro, destacando-se entre as cidades analisadas. Bragança e Vila Real deverão registar aproximadamente 9 ºC e 10 ºC, respetivamente.</figcaption></figure><p>A persistência de temperaturas próximas dos 8 ºC na Guarda reforça a possibilidade de <strong>terça e quarta-feira se destacarem entre as madrugadas mais frias da semana</strong>. A comparação das projeções mostra ainda que o arrefecimento deverá ser mais evidente em algumas localidades do interior Norte e Centro, particularmente nas zonas de maior altitude.</p><h2>Quinta-feira mantém o frio no interior, mas sexta e sábado trazem diferenças</h2><p>Na quinta-feira, 29, pelas 06h, Bragança poderá voltar a registar cerca de 8 ºC, enquanto a Guarda deverá apresentar aproximadamente 10 ºC.</p><p>Na sexta-feira, 30, os valores previstos rondam os 9 ºC em ambas as cidades. Já no sábado, 31, o ECMWF aponta para cerca de 10 ºC na Guarda e em Bragança, sugerindo uma <strong>madrugada ligeiramente mais amena nestas localidades</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-8-c-na-guarda-afonso-lopes-revela-quais-poderao-ser-as-noites-mais-frias-da-semana-1793038867423.jpg" data-image="hmta3or2hf3j" alt="Sábado apresenta temperaturas ligeiramente mais elevadas em algumas cidades" title="Sábado apresenta temperaturas ligeiramente mais elevadas em algumas cidades"><figcaption>O ECMWF prevê cerca de 10 ºC na Guarda e em Bragança, com temperaturas superiores em várias localidades do litoral.</figcaption></figure><p>A <strong>evolução não será uniforme em todo o território</strong>. As temperaturas poderão manter-se relativamente baixas em algumas regiões interiores, enquanto o litoral deverá continuar a apresentar valores superiores.</p><h2>Domingo poderá trazer novo arrefecimento</h2><p>No domingo, 1 de novembro, pelas 06h, a previsão indica aproximadamente <strong>8 ºC em Bragança e 10 ºC na Guarda</strong>. No Porto, os termómetros poderão rondar os 11 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-8-c-na-guarda-afonso-lopes-revela-quais-poderao-ser-as-noites-mais-frias-da-semana-1793039640041.jpg" data-image="2kso92imacb8" alt="Bragança poderá voltar a registar 8 ºC no domingo" title="Bragança poderá voltar a registar 8 ºC no domingo"><figcaption>A previsão do ECMWF indica novo arrefecimento em Bragança, com temperaturas próximas de 8 ºC às 06h de domingo, enquanto a Guarda poderá registar cerca de 10 ºC.</figcaption></figure><p>Esta evolução sugere que o arrefecimento noturno poderá voltar a ganhar expressão em algumas localidades do interior Norte durante o final da semana.</p><h2> Anomalias térmicas revelam contrastes entre regiões </h2><p>Os mapas de anomalia térmica do ECMWF indicam <strong>desvios negativos em diferentes regiões </strong>durante algumas madrugadas. Na quarta-feira, 28, pelas 06h, algumas zonas do interior e do litoral apresentam temperaturas cerca de 1 a 2 ºC abaixo dos valores de referência. No sábado, 31, o cenário deverá ser mais variável, com anomalias positivas em algumas áreas interiores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-8-c-na-guarda-afonso-lopes-revela-quais-poderao-ser-as-noites-mais-frias-da-semana-1793038949809.jpg" data-image="mgbu9oqtp42s" alt="Anomalias térmicas negativas em várias regiões na quarta-feira" title="Anomalias térmicas negativas em várias regiões na quarta-feira"><figcaption>O ECMWF prevê desvios negativos próximos de 1 a 2 ºC em diferentes zonas de Portugal continental, embora existam contrastes regionais.</figcaption></figure><p>Importa <strong>distinguir a temperatura prevista da anomalia térmica</strong>: uma localidade pode apresentar temperaturas baixas sem que estas sejam necessariamente inferiores ao habitual para a época.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795203" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-anticiclone-mantem-estabilidade-e-temperaturas-podem-chegar-aos-28-c-no-final-de-outubro.html" title="Tempo em Portugal esta semana: anticiclone mantém estabilidade e temperaturas podem chegar aos 28 ºC no final de outubro">Tempo em Portugal esta semana: anticiclone mantém estabilidade e temperaturas podem chegar aos 28 ºC no final de outubro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-anticiclone-mantem-estabilidade-e-temperaturas-podem-chegar-aos-28-c-no-final-de-outubro.html" title="Tempo em Portugal esta semana: anticiclone mantém estabilidade e temperaturas podem chegar aos 28 ºC no final de outubro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-esta-semana-anticiclone-mantem-estabilidade-e-temperaturas-podem-chegar-aos-28-c-no-final-de-outubro-1793013353778_320.png" alt="Tempo em Portugal esta semana: anticiclone mantém estabilidade e temperaturas podem chegar aos 28 ºC no final de outubro"></a></article></aside><p>De acordo com as projeções do ECMWF, <strong>terça e quarta-feira, 27 e 28 de outubro, poderão estar entre as madrugadas mais frias da semana</strong>, com temperaturas próximas dos <strong>8 ºC na Guarda e em Bragança</strong>. Contudo, o arrefecimento poderá voltar a fazer-se sentir em Bragança na quinta-feira, 29, e no domingo, 1 de novembro, quando são novamente previstos valores próximos dos 8 ºC. Estas previsões poderão <strong>sofrer alterações nas próximas atualizações </strong>do modelo europeu.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-8-c-na-guarda-afonso-lopes-revela-quais-poderao-ser-as-noites-mais-frias-da-semana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Esta cidade italiana esconde um mundo inteiro debaixo dos pés]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-cidade-italiana-esconde-um-mundo-inteiro-debaixo-dos-pes.html</link><pubDate>Tue, 27 Oct 2026 06:04:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>No alto de uma enorme plataforma de origem vulcânica, esta localidade da Úmbria guarda uma catedral impressionante, túneis subterrâneos e um poço com centenas de degraus. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-cidade-italiana-esconde-um-mundo-inteiro-debaixo-dos-pes-1793044143595.jpg" data-image="58sub2px7f5y" alt="Orvieto" title="Orvieto"><figcaption>Debaixo desta cidade italiana há túneis, poços e séculos de história. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Talvez nunca tenha ouvido falar deste nome. Afinal, cidades como Roma, Veneza ou mesmo Florença sobrepõem-se quando se trata de escolher um destino para conhecer. Mas há outras opções que merecem entrar no roteiro quando se fala em viajar por Itália. É o caso de <strong>Orvieto</strong>, uma localidade da região da Úmbria, descrita pelo blogue ‘Volto Já’ como “cidade suspensa no coração de Itália” e “esquecida no tempo e nos roteiros”.</p><p>“A poucos quilómetros das rotas mais frequentadas por viajantes apressados, esta cidade preserva uma atmosfera de contemplação, onde a história se funde com a paisagem e a arte se revela em cada detalhe.”</p><div class="texto-destacado">Tem uma catedral monumental, túneis escavados na rocha vulcânica e um poço com 248 degraus por escadaria. O melhor? Fica a cerca de uma hora de comboio de Roma e tem muito para contar.</div><p>À primeira vista, chamam a atenção os edifícios históricos, as ruas estreitas e a imponente catedral. Mas há um detalhe que torna esta localidade especialmente interessante:<strong> parte da sua história está escondida debaixo da terra</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781061" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mcdonald-s-preserva-estrada-romana-de-mais-de-2-mil-anos-e-transforma-restaurante-em-museu-na-italia.html" title="McDonald’s preserva estrada romana com mais de 2 mil anos e transforma restaurante em museu na Itália">McDonald’s preserva estrada romana com mais de 2 mil anos e transforma restaurante em museu na Itália</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mcdonald-s-preserva-estrada-romana-de-mais-de-2-mil-anos-e-transforma-restaurante-em-museu-na-italia.html" title="McDonald’s preserva estrada romana com mais de 2 mil anos e transforma restaurante em museu na Itália"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mcdonald-s-preserva-estrada-romana-de-mais-de-2-mil-anos-e-transforma-restaurante-em-museu-na-italia-1784665635789_320.jpg" alt="McDonald’s preserva estrada romana com mais de 2 mil anos e transforma restaurante em museu na Itália"></a></article></aside><p>Sim, é isso mesmo. Ao longo dos séculos, os habitantes escavaram a rocha para construir poços, adegas, cisternas e espaços de armazenamento. Hoje, alguns destes locais podem até ser visitados.</p><p>Orvieto tem ainda uma ligação inesperada à<strong> história da psicanálise</strong>. Aliás, foi aqui que Sigmund Freud encontrou inspiração para um dos casos mais conhecidos dos seus estudos sobre os lapsos de memória. Mas, antes de chegar a essa história, há uma paragem que merece toda a atenção.</p><h2>Uma catedral com séculos de história</h2><p>O <strong>Duomo di Orvieto</strong> é o monumento mais emblemático da cidade. A construção começou em 1290 e prolongou-se durante séculos, dando origem a uma das catedrais góticas mais impressionantes de Itália.</p><p>A fachada é um dos seus maiores destaques, com mosaicos dourados, esculturas, relevos e uma grande rosácea. Há até quem diga que a decoração é tão detalhada que vale a pena observar os diferentes elementos de perto, em vez de tirar apenas uma fotografia e seguir caminho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-cidade-italiana-esconde-um-mundo-inteiro-debaixo-dos-pes-1793044378310.jpg" data-image="0d39z9toyxiv" alt="Duomo di Orvieto" title="Duomo di Orvieto"><figcaption>É impressionante. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p><strong>O interior também merece atenção</strong>, sobretudo a Capela de San Brizio, onde se encontram os frescos de Luca Signorelli dedicados ao Juízo Final. Pintadas entre 1499 e 1504, as cenas representam a ressurreição dos mortos, o paraíso e o inferno, com figuras humanas de grande expressividade. </p><div class="texto-destacado">A forma como o artista trabalhou os corpos terá influenciado outros nomes importantes do Renascimento, entre os quais Michelangelo, conhecido pelos frescos da Capela Sistina, no Vaticano.</div><p>Foi precisamente esta obra que ficou ligada a <strong>uma das histórias mais curiosas de Orvieto</strong>. Em 1897, Sigmund Freud visitou a cidade e ficou impressionado com os frescos de Signorelli. Mais tarde, relatou que, ao falar das pinturas, não conseguia recordar o apelido do artista, apesar de conhecer bem o seu trabalho.</p><p>O episódio tornou-se conhecido como o ‘<strong>lapso de Signorelli</strong>’ e foi analisado no livro Psicopatologia da Vida Quotidiana, publicado em 1901. Freud usou o caso para estudar a forma como pensamentos e experiências podem interferir na memória. Por outras palavras, até uma visita a uma catedral italiana pode acabar por dar origem a uma teoria sobre os esquecimentos humanos.</p><p>Depois de conhecer o monumento que inspirou esta história, faz sentido continuar a visita para lá das fachadas. Afinal, <strong>em Orvieto, há muito mais para descobrir do que aquilo que está à vista</strong>.</p><h2>Túneis, poços e uma cidade debaixo da cidade</h2><p>A rocha vulcânica sobre a qual Orvieto foi construída não serviu apenas de base para os edifícios. Ao longo do tempo, os habitantes aproveitaram-na para<strong> escavar poços, cisternas, adegas e espaços de armazenamento</strong>. Algumas destas estruturas remontam à época etrusca, enquanto outras foram utilizadas em períodos posteriores.</p><div class="texto-destacado">Durante séculos, os habitantes escavaram a rocha vulcânica para criar espaços úteis à vida quotidiana. </div><p>“Uma muralha medieval como tantas na Itália, mas não se engane, sob os seus pés escondem-se doze séculos de história e outras interessantes surpresas”, nota a ‘Revista Continente’.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-cidade-italiana-esconde-um-mundo-inteiro-debaixo-dos-pes-1793044600178.jpg" data-image="59exr0yl2q61" alt="Pozzo di San Patrizio" title="Pozzo di San Patrizio"><figcaption>O Pozzo di San Patrizio merece uma visita. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Existem cavidades usadas como adegas e armazéns, bem como cisternas, poços e estruturas ligadas à produção de alimentos. E, sim, <strong>é possível conhecer parte deste património através das visitas guiadas</strong>, que dão acesso a cavidades e vestígios de antigas atividades quotidianas. O percurso ajuda a perceber como a população aproveitou o subsolo para guardar alimentos, gerir os recursos de água e adaptar-se às características do terreno. </p><p>Ainda assim, deixamos o aviso: não é propriamente uma segunda cidade intacta, mas um conjunto de espaços que revela uma parte menos conhecida da história local.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="751640" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/madrid-reabre-tunel-historico-fechado-ha-mais-de-quatro-decadas.html" title="Madrid reabre túnel histórico fechado há mais de quatro décadas">Madrid reabre túnel histórico fechado há mais de quatro décadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/madrid-reabre-tunel-historico-fechado-ha-mais-de-quatro-decadas.html" title="Madrid reabre túnel histórico fechado há mais de quatro décadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/madrid-reabre-tunel-historico-fechado-ha-mais-de-quatro-decadas-1769727175422_320.jpg" alt="Madrid reabre túnel histórico fechado há mais de quatro décadas"></a></article></aside><p>Entre os vestígios encontram-se <strong>antigos pombais</strong>, utilizados para criar aves destinadas à alimentação. Os pombos forneciam carne e ovos, recursos importantes numa época em que era necessário aproveitar tudo o que estivesse disponível. A tradição chegou à gastronomia regional, e ainda hoje alguns restaurantes incluem pratos de pombo nas ementas. </p><div class="texto-destacado">Em italiano, a palavra a procurar é piccione — uma informação útil tanto para os curiosos como para quem prefere escolher outra opção.</div><p>O subsolo de Orvieto guarda ainda outra construção impressionante: o <strong>Pozzo di San Patrizio</strong>. Mandado construir pelo papa Clemente VII no século XVI, o poço foi pensado para garantir o abastecimento de água à cidade em caso de cerco. A estrutura tem cerca de 54 metros de profundidade e duas escadarias em espiral independentes, que permitiam a circulação de pessoas e animais sem que se cruzassem.</p><p>Cada escadaria tem 248 degraus, “<strong>o equivalente a um prédio de 18 andares</strong>”. Por isso mesmo, convém reservar alguma energia para a subida. Se a ideia é conhecer Orvieto num só dia, este é um daqueles pontos em que vale a pena contar com algum tempo extra.</p><h2>Como chegar a Orvieto a partir de Portugal</h2><p>Para visitar Orvieto a partir de Portugal, uma das opções mais práticas é voar para Roma e seguir de comboio. A viagem desde a estação de Roma Termini demora geralmente entre uma hora a uma hora e meia, dependendo do serviço escolhido. </p><div class="texto-destacado">Os horários variam, pelo que convém confirmar as ligações antes de organizar o percurso.</div><p>A estação de Orvieto fica na parte baixa da cidade. Para chegar ao centro histórico, existe um funicular que faz a ligação à zona superior, evitando uma subida considerável a pé. A partir daí, <strong>é possível visitar grande parte dos principais monumentos caminhando pelas ruas do centr</strong>o. Como há calçada e algumas inclinações, o calçado confortável será um bom aliado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-cidade-italiana-esconde-um-mundo-inteiro-debaixo-dos-pes-1793044968826.jpg" data-image="p3gt42q9gvbh" alt="Orvieto" title="Orvieto"><figcaption>Esqueça Roma por um dia: esta cidade italiana merece entrar no roteiro. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p><strong>Também é possível alugar um carro em Roma</strong>. A viagem demora habitualmente cerca de uma hora e meia, consoante o trânsito, e permite aproveitar a deslocação para conhecer outras localidades da Úmbria. No entanto, o estacionamento e as restrições de circulação no centro histórico exigem alguma atenção.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Volto%20J%C3%A1" data-year="2026" data-title="Esta%20cidade%20suspensa%20no%20cora%C3%A7%C3%A3o%20de%20It%C3%A1lia%20%C3%A9%20esquecida%20no%20tempo%20e%20nos%20roteiros%20%E2%80%93%20descubra%20como%20visit%C3%A1-la" data-url="https%3A%2F%2Fsapo.pt%2Fartigo%2Festa-cidade-suspensa-no-coracao-de-italia-e-esquecida-no-tempo-e-nos-roteiros-descubra-como-visita-la-6acf54f5ded6b2a5e387f6f7">Volto Já. (2026). <a href="https://sapo.pt/artigo/esta-cidade-suspensa-no-coracao-de-italia-e-esquecida-no-tempo-e-nos-roteiros-descubra-como-visita-la-6acf54f5ded6b2a5e387f6f7" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Esta cidade suspensa no coração de Itália é esquecida no tempo e nos roteiros – descubra como visitá-la</a>.</cite><br><cite data-author="Revista%20Continente%2C%20Filho%2C%20%C3%81" data-year="2026" data-title="Orvieto%3A%20a%20cidade%20que%20inspirou%20uma%20teoria%20freudiana" data-url="https%3A%2F%2Frevistacontinente.com.br%2Fsecoes%2Fturismo%2Forvieto-a-cidade-que-inspirou-uma-teoria-freudiana-com-direito-a-pombo-servido-a-mesa">Revista Continente, Filho, Á. (2026). <a href="https://revistacontinente.com.br/secoes/turismo/orvieto-a-cidade-que-inspirou-uma-teoria-freudiana-com-direito-a-pombo-servido-a-mesa" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Orvieto: a cidade que inspirou uma teoria freudiana</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-cidade-italiana-esconde-um-mundo-inteiro-debaixo-dos-pes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O paradoxo do Alqueva: mais riqueza não travou o despovoamento no Alentejo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-paradoxo-do-alqueva-mais-riqueza-nao-travou-o-despovoamento-no-alentejo.html</link><pubDate>Mon, 26 Oct 2026 14:05:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Estudo de investigadores de Évora e de Lisboa revela como a expansão agrícola e as exportações coexistem com desigualdades, perda de população e pressão ambiental.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-paradoxo-do-alqueva-mais-riqueza-nao-travou-o-despovoamento-no-alentejo-1793018760064.jpg" data-image="nfgwz87nke41" alt="Barragem do Alqueva" title="Barragem do Alqueva"><figcaption>O Alqueva transformou a economia regional, mas não travou o despovoamento nem reduziu as desigualdades. Foto: EDIA</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A água chegou, a agricultura transformou-se e o investimento multiplicou-se. Ao longo das últimas duas décadas, o empreendimento do <strong>Alqueva</strong> ajudou a converter vastas áreas do Alentejo num dos mais importantes <strong>polos agrícolas</strong> do país. </p><p>As exportações cresceram, as novas culturas ocuparam os campos e a região ganhou maior segurança no acesso à água. Ainda assim, o <strong>Alentejo continua a perder habitantes</strong>. É esta contradição que um estudo de investigadores das universidades de Lisboa e de Évora procura compreender. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A investigação conclui que o Alqueva cumpriu muitos dos objetivos para os quais foi concebido, mas não travou o despovoamento, o envelhecimento da população ou a persistência de desigualdades económicas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Publicado na revista científica <em>Sustainability</em>, o estudo analisa a evolução da região desde a construção do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva e questiona até que ponto o <strong>crescimento económico</strong> gerado pelo projeto se traduziu em <strong>benefícios</strong> para as <strong>comunidades locais</strong>.</p><h2>Prosperidade concentrada e mais desigualdades</h2><p>Poucas regiões portuguesas sofreram uma transformação tão profunda nas últimas décadas. O aumento da área irrigada impulsionou a <strong>produção agrícola</strong>, valorizou terras e atraiu investimento. O <strong>turismo</strong> e as <strong>energias renováveis</strong> também prosperaram com a construção do maior lago artificial da Europa.</p><p><strong>Alqueva em números: os ganhos e as contradições</strong></p><table><thead><tr><th><strong>Área</strong></th><th><strong>O que mudou</strong></th><th><strong>O paradoxo</strong></th></tr></thead><tbody><tr><td><strong>Água e regadio</strong></td><td>Até 130 mil hectares de regadio e abastecimento de água a cerca de 200 mil pessoas</td><td>A disponibilidade de água aumentou, mas também a pressão sobre os recursos naturais</td></tr><tr><td><strong>Agricultura</strong></td><td>A produção de azeite cresceu de 118 mil para 866 mil hectolitros entre 1998 e 2015</td><td>O aumento da produção não beneficiou todos de forma igual</td></tr><tr><td><strong>Terra</strong></td><td>Forte valorização dos terrenos agrícolas</td><td>A propriedade concentrou-se em grandes grupos de investimento</td></tr><tr><td><strong>População</strong></td><td>O projeto visava ajudar a fixar habitantes</td><td>O Alentejo perdeu 67 552 residentes entre 2001 e 2021</td></tr><tr><td><strong>Riqueza</strong></td><td>Mais de 2 mil milhões de euros investidos no projeto</td><td>Parte significativa do valor gerado não ficou no território</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3"><em>Fonte: Gonçalves e Gonçalves, "Promises and Deliveries in the Alqueva Paradox".</em></td></tr></tbody></table><p> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></p><p>Os indicadores demográficos, porém, revelam o lado B desta história de sucesso. Entre 2001 e 2021, o <strong>Alentejo perdeu 67 552 residentes</strong>. Nas freguesias situadas em torno da albufeira do Alqueva, a redução populacional atingiu 26,2%.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Este é um dos principais paradoxos do projeto. Apesar do crescimento económico, a região não conseguiu fixar população nem inverter tendências demográficas de longa duração.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Parte da explicação poderá estar na natureza do próprio modelo produtivo. Muitas explorações agrícolas dependem de <strong>trabalho sazonal e pouco qualificado</strong>. Uma proporção significativa dos trabalhadores é migrante e encontra frequentemente condições precárias de alojamento e emprego. Continuam a existir, simultaneamente, dificuldades no acesso à habitação, serviços públicos, transportes e oportunidades de qualificação profissional.</p><h2>Os grandes beneficiários da valorização das terras</h2><p>O estudo chama ainda a atenção para a <strong>concentração da propriedade agrícola</strong>. A chegada da água aumentou o valor dos terrenos e criou oportunidades económicas. Mas nem todos os agricultores estavam em posição de aproveitar essa transformação. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Cerca de 70% da terra agrícola da área abrangida pelo projeto mudou de mãos na década seguinte à conclusão da barragem. No mesmo período, seis grupos de investimento passaram a controlar mais de 65% dos olivais de regadio.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os investigadores defendem que uma parte importante dos <strong>ganhos gerados pela valorização da terra</strong> e pelo investimento público acabou por se concentrar num número <strong>reduzido de proprietários e investidores</strong>. A questão, sublinham, não é saber se a região produz mais riqueza. É perceber quem beneficia dessa riqueza e quanto dela permanece no território.</p><h2>Os recursos naturais são sempre limitados</h2><p>Para interpretar esta evolução, os autores recorrem ao conceito de "<strong>neoextrativismo</strong>". Trata-se de um modelo económico que utiliza intensivamente recursos naturais para abastecer mercados externos, mas gera benefícios mais limitados para as comunidades locais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-paradoxo-do-alqueva-mais-riqueza-nao-travou-o-despovoamento-no-alentejo-1793019290311.jpg" data-image="552i6kbnwhuv" alt="agricultura intensiva no Alqueva" title="agricultura intensiva no Alqueva"><figcaption>Parte significativa das terras beneficiadas pelo Alqueva passou para as mãos de grandes investidores, tornando mais difícil a permanência dos pequenos agricultores. Foto: EDIA</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>No caso do Alqueva, esta lógica não se restringe à agricultura. Os investigadores identificam tendências semelhantes em setores como a <strong>energia renovável</strong> e o <strong>turismo</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779714" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/alqueva-sustentavel-lanca-plataformas-digitais-para-guiar-agricultura-e-turismo-no-alentejo.html" title="Alqueva Sustentável lança plataformas digitais para guiar agricultura e turismo no Alentejo">Alqueva Sustentável lança plataformas digitais para guiar agricultura e turismo no Alentejo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/alqueva-sustentavel-lanca-plataformas-digitais-para-guiar-agricultura-e-turismo-no-alentejo.html" title="Alqueva Sustentável lança plataformas digitais para guiar agricultura e turismo no Alentejo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alqueva-sustentavel-lanca-plataformas-digitais-para-guiar-agricultura-e-turismo-no-alentejo-1784639154421_320.jpg" alt="Alqueva Sustentável lança plataformas digitais para guiar agricultura e turismo no Alentejo"></a></article></aside><p>O estudo alerta ainda para as <strong>pressões ambientais</strong> associadas à intensificação produtiva, incluindo riscos para os solos, para os recursos hídricos e para a biodiversidade. A disponibilidade de água permitiu expandir a produção agrícola, mas não eliminou os limites ecológicos da região.</p><h2>Crescimento económico nem sempre é desenvolvimento</h2><p>A principal conclusão dos investigadores é que o <strong>investimento em infraestruturas, por si só, não garante coesão territorial</strong>. Os autores defendem, por isso, uma maior articulação entre políticas agrícolas, habitação, transportes, serviços públicos, qualificação profissional e proteção ambiental. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Sem mecanismos capazes de redistribuir parte da riqueza gerada, argumentam, os benefícios do investimento público tendem a concentrar-se sem produzir melhorias equivalentes nas condições de vida locais.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O caso do Alqueva deixa, assim, uma reflexão que vai muito além do Alentejo. Uma região pode aumentar a produção, exportar mais e atrair investimento sem conseguir inverter o declínio demográfico ou reduzir desigualdades.</p><p>O verdadeiro teste ao desenvolvimento não está apenas na riqueza que um território consegue gerar. Está sobretudo na <strong>capacidade de transformar essa riqueza em oportunidades</strong>, população residente e prosperidade partilhada.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Jorge%20Manuel%20Gon%C3%A7alves%20%26%20Carlos%20Gon%C3%A7alves" data-year="" data-title="Promises%20and%20Deliveries%20in%20the%20Alqueva%20Paradox%3A%20Neoextractivism%20and%20the%20Limits%20of%20Territorial%20Cohesion%20Policy%20in%20Southern%20Portugal.%20Sustainability" data-url="https%3A%2F%2Fwww.preprints.org%2Fmanuscript%2F202608.0707">Jorge Manuel Gonçalves & Carlos Gonçalves. <a href="https://www.preprints.org/manuscript/202608.0707" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Promises and Deliveries in the Alqueva Paradox: Neoextractivism and the Limits of Territorial Cohesion Policy in Southern Portugal. Sustainability</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-paradoxo-do-alqueva-mais-riqueza-nao-travou-o-despovoamento-no-alentejo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo em Portugal esta semana: anticiclone mantém estabilidade e temperaturas podem chegar aos 28 ºC no final de outubro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-anticiclone-mantem-estabilidade-e-temperaturas-podem-chegar-aos-28-c-no-final-de-outubro.html</link><pubDate>Mon, 26 Oct 2026 12:55:35 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A última semana de outubro arranca com tempo seco e com uma subida das temperaturas. Como será até ao fim de semana? Confira a previsão!</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/mZwEXbsVLQA/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=mZwEXbsVLQA" id="mZwEXbsVLQA"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Esta semana continuará a ser influenciada, maioritariamente, pelo <strong>anticiclone</strong>, contribuindo para uma maior estabilidade atmosférica em Portugal Continental. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Ainda assim, com o <strong>Atlântico mais ativo, há algumas frentes a caminho que poderão afetar os Açores de forma mais direta</strong>. Segundo a mais recente previsão, apenas amanhã, terça-feira, o noroeste poderá registar ocorrência de chuva fraca e irregular, devido a uma frente que termina hoje a sua passagem pelos Açores e cujos remanescentes podem atingir uma pequena porção do continente.</p><h2>Temperaturas deverão subir de forma evidente a partir de quinta-feira, dia 29</h2><p>Além disto, de acordo com a mais recente atualização do nosso modelo de confiança, o ECMWF, as temperaturas poderão voltar a subir após uma descida esperada também para amanhã. Antes desta descida, é importante referir que hoje, segunda-feira, <strong>a semana arranca também com valores atípicos</strong>, onde se esperam máximas entre os 17 ºC em Viana do Castelo e os 27 ºC em Beja. <strong>Viana do Castelo deverá ser a única capital de distrito a registar um valor inferiora a 20 ºC esta tarde</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-esta-semana-anticiclone-mantem-estabilidade-e-temperaturas-podem-chegar-aos-28-c-no-final-de-outubro-1793013623346.jpg" data-image="cc76d1z7vqzu" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Até ao último dia deste mês de outubro é esperada uma subida gradual e generalizada dos termómetros. Entre sexta e sábado, várias cidades podem atingir os 28 ºC de máxima.</figcaption></figure><p>Tendo em consideração a descida esperada para amanhã, os valores máximos de temperatura deverão manter-se entre os 16 ºC em Viana do Castelo e os 23 ºC em Lisboa e Santarém. <strong>Várias cidades do Norte e Centro deverão registar valores abaixo dos 20 ºC</strong>.</p><p>Contudo, na <strong>quarta-feira dar-se-á uma recuperação dos termómetros, ainda que esta possa ser mais evidente a partir de quinta-feira</strong>, dia 29. Para este dia, esperam-se temperaturas máximas entre os 19 ºC em Viana do Castelo e os 27 ºC em Santarém.<strong> </strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795108" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-com-temperaturas-ate-26-c-esta-semana-ecmwf-preve-valores-ate-7-c-acima-da-media.html" title="Portugal com temperaturas até 26 ºC esta semana: ECMWF prevê valores até 7 ºC acima da média">Portugal com temperaturas até 26 ºC esta semana: ECMWF prevê valores até 7 ºC acima da média</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-com-temperaturas-ate-26-c-esta-semana-ecmwf-preve-valores-ate-7-c-acima-da-media.html" title="Portugal com temperaturas até 26 ºC esta semana: ECMWF prevê valores até 7 ºC acima da média"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-com-temperaturas-ate-26-c-esta-semana-ecmwf-preve-valores-ate-7-c-acima-da-media-1792958308420_320.png" alt="Portugal com temperaturas até 26 ºC esta semana: ECMWF prevê valores até 7 ºC acima da média"></a></article></aside><p><strong>Na sexta, esta tendência de subida mantém-se, especialmente ao longo da faixa litoral</strong>, onde as temperaturas deverão oscilar entre os 21 ºC em Viana do Castelo e os 28 ºC em Leiria e Santarém. Localmente, no Ribatejo, os valores podem ser de até 29 ºC. Para o último dia do mês, sábado, as temperaturas esperadas deverão manter-se entre os 21 ºC na Guarda e os 28 ºC novamente para Leiria e Santarém. <strong>A faixa litoral deverá registar valores mais elevados que a faixa interior</strong>.</p><h2>Anomalias térmicas voltam a ganhar terreno e intensidade</h2><p>Desta forma, as anomalias térmicas positivas, ou valores acima da média, deverão<strong> intensificar-se por toda a geografia</strong>, uma vez que para os últimos dias de outubro se esperam até 28 ºC de temperatura máxima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-esta-semana-anticiclone-mantem-estabilidade-e-temperaturas-podem-chegar-aos-28-c-no-final-de-outubro-1793014744212.jpg" data-image="k8jqc7du5rqs" alt="anomalia térmica" title="anomalia térmica"><figcaption>A partir de quinta-feira as anomalias térmicas positivas voltam a intensificar-se de forma evidente em todo o país. No sábado, estas podem ser de até 9 ºC acima da média.</figcaption></figure><p>Estes valores acima da média deverão <strong>registar-se a partir da tarde de quarta-feira</strong>, no entanto, o modelo aponta para anomalias <strong>mais expressivas a partir de quinta-feira</strong>, podendo estas atingirem o seu pico no sábado, dia 31. Como podemos ver no mapa acima, as temperaturas esperadas poderão atingir valores <strong>até 9 ºC acima da média</strong>, também na região do Ribatejo, onde se esperam as temperaturas mais elevadas do país nesse dia, como mencionamos acima. Ainda assim, como em todas as previsões, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações, pois <strong>estes valores são suscetíveis a mudanças</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-anticiclone-mantem-estabilidade-e-temperaturas-podem-chegar-aos-28-c-no-final-de-outubro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Bem-vindo, Outono: 3 factos botânicos sobre a nova estação]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/bem-vindo-outono-3-factos-botanicos-sobre-a-nova-estacao.html</link><pubDate>Mon, 26 Oct 2026 12:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>A chegada da estação fria marca uma transição importante na vida das árvores. Da queda das folhas ao crescimento das raízes, eis três curiosidades botânicas num clima em transformação.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/benvenuto-autunno-3-curiosita-botaniche-sulla-nuova-stagione-1790099119274.jpeg" data-image="0vfyxu4jlsya"><figcaption>Bem-vindo, outono: 3 curiosidades botânicas sobre a nova estação</figcaption></figure><p>O outono começou em setembro, como acontece todos os anos; durante o equinócio de outono, o Sol posiciona-se sobre o equador celeste e a duração do dia e da noite é, numa primeira aproximação,<strong> semelhante em ambos os hemisférios</strong>.</p><p>A partir deste momento, no hemisfério norte, <strong>as horas de luz continuarão a diminuir e os raios solares incidirão sobre o solo com um ângulo cada vez mais oblíquo</strong> até atingir o solstício de inverno; isto acarreta uma redução da energia solar recebida e, à medida que a estação avança, uma descida das temperaturas.</p><p> Mas <strong>o que acontece às árvores quando chega o outono?</strong> Aqui apresentamos três curiosidades botânicas, que vão desde as folhas até às raízes. </p><h2>1. Porque é que algumas árvores perdem as folhas, enquanto outras não?</h2><p> Com a chegada do outono, <strong>muitas árvores de folha caduca entram na fase de senescência foliar</strong>. </p><p>A clorofila presente nas folhas decompõe-se progressivamente, deixando expostos outros <strong>pigmentos responsáveis pelos tons amarelos, alaranjados e vermelhos</strong>. Além disso, a planta reabsorve parte dos nutrientes contidos nas folhas e, na base do pecíolo, forma-se uma zona de separação que permite que a folha se desprenda.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/benvenuto-autunno-3-curiosita-botaniche-sulla-nuova-stagione-1790099138253.jpeg" data-image="cv4n3egfz8vz" alt="Porque é que algumas árvores perdem as folhas, enquanto outras não?" title="Porque é que algumas árvores perdem as folhas, enquanto outras não?"><figcaption>Porque é que algumas árvores perdem as folhas, enquanto outras não?</figcaption></figure><p>Pelo contrário, <strong>as árvores de folhagem perene conservam as suas folhas mesmo durante a estação fria</strong>. Estas folhas costumam ser mais resistentes e duradouras; não são renovadas todas de uma só vez, mas sim de forma gradual ao longo do tempo. </p><div class="texto-destacado"> Ambas as estratégias surgiram através da evolução como adaptações a diferentes condições ambientais. </div><p><strong>Perder as folhas ou conservá-las são duas formas diferentes de enfrentar uma estação desfavorável</strong>: a primeira estratégia reduz os custos e os riscos associados à manutenção da folhagem, enquanto a segunda permite que a planta continue a aproveitar a luz para a fotossíntese, sempre que as condições o permitam.</p><h2> 2. As raízes também crescem no inverno? Perspetivas a partir de um estudo publicado na Nature em 2025</h2><p>A chegada do inverno não implica que toda a atividade de crescimento de uma árvore <strong>cesse completamente</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/benvenuto-autunno-3-curiosita-botaniche-sulla-nuova-stagione-1790099156680.jpeg" data-image="pid9ppw5efli" alt="As raízes crescem mesmo no inverno? O que revela um estudo publicado na Nature em 2025" title="As raízes crescem mesmo no inverno? O que revela um estudo publicado na Nature em 2025"><figcaption>As raízes crescem mesmo no inverno? O que revela um estudo publicado na Nature em 2025</figcaption></figure><p>Um estudo publicado em 2025 revelou que, em quatro espécies de árvores de folha caduca da Europa Ocidental, a <strong>formação de madeira nas raízes de maior porte continuava durante todo o inverno</strong>, enquanto no tronco já tinha cessado no outono.</p><p>Os investigadores observaram a<strong> formação de novas células de xilema nas raízes</strong> mesmo durante a estação fria, e mesmo quando a temperatura do solo descia abaixo dos 3 °C.</p><p>Esta descoberta sugere que <strong>as árvores não passam necessariamente por um período de dormência completa durante o inverno</strong>; as partes aéreas e as subterrâneas podem seguir ritmos de crescimento diferentes.<strong> </strong></p><h2>3. As alterações climáticas afetam a folhagem de outono? </h2><p>As alterações climáticas podem também <strong>alterar o momento habitual </strong>em que ocorre a coloração outonal. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/benvenuto-autunno-3-curiosita-botaniche-sulla-nuova-stagione-1790099177339.jpeg" data-image="vx8ri0xca8bg" alt="As alterações climáticas afetam a folhagem de outono?" title="As alterações climáticas afetam a folhagem de outono?"><figcaption>As alterações climáticas afetam a folhagem de outono?</figcaption></figure><p>Temperaturas mais elevadas no outono podem <strong>retardar a senescência e a queda das folhas</strong>, fazendo com que estas permaneçam na planta durante mais tempo. </p><p>No entanto, <strong>isto não implica necessariamente que o surgimento da folhagem de outono vá ocorrer mais tarde</strong>; períodos de seca podem fazer com que uma planta perca as folhas mais cedo do que o habitual, mesmo quando as temperaturas se mantêm elevadas. Além disso, a duração do dia continua a variar consoante o ciclo sazonal habitual, o que constitui um sinal fundamental para que muitas espécies iniciem o processo de senescência.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794850" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/depressoes-de-outono-o-que-o-vento-forte-faz-as-arvores-e-as-estufas.html" title="Depressões de outono: o que o vento forte faz às árvores e às estufas">Depressões de outono: o que o vento forte faz às árvores e às estufas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/depressoes-de-outono-o-que-o-vento-forte-faz-as-arvores-e-as-estufas.html" title="Depressões de outono: o que o vento forte faz às árvores e às estufas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/depressoes-de-outono-o-que-o-vento-forte-faz-as-arvores-e-as-estufas-1792775162068_320.png" alt="Depressões de outono: o que o vento forte faz às árvores e às estufas"></a></article></aside><p>Por esta razão,<strong> as diferentes espécies podem responder às alterações climáticas de diversas formas</strong>: algumas podem atrasar a queda das folhas, outras podem acelerá-la, enquanto algumas podem apresentar apenas pequenas alterações.</p><h2> Por detrás das cores do outono</h2><p>Por detrás das mudanças que observamos no outono, <strong>existe um mundo complexo de mecanismos e influências</strong> — alguns já conhecidos, outros ainda por descobrir. Cada árvore é uma testemunha viva destes processos, regidos pelo ritmo das estações. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Nature%2C%20Lor%C3%A8ne%20J.%20Marchand%2C%20Jo%C5%BEica%20Gri%C4%8Dar%2C%20Paolo%20Zuccarini%2C%20Inge%20Dox%2C%20Bertold%20Mari%C3%ABn%2C%20Melanie%20Verlinden%2C%20Thilo%20Heinecke%2C%20Peter%20Prislan%2C%20Guillaume%20Marie%2C%20Holger%20Lange%2C%20Jan%20Van%20den%20Bulcke%2C%20Josep%20Penuelas%2C%20Patrick%20Fonti%20y%20Matteo%20Campioli" data-year="2025" data-title="No%20winter%20halt%20in%20below-ground%20wood%20growth%20of%20four%20angiosperm%20deciduous%20tree%20species" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41559-024-02602-6">Nature, Lorène J. Marchand, Jožica Gričar, Paolo Zuccarini, Inge Dox, Bertold Mariën, Melanie Verlinden, Thilo Heinecke, Peter Prislan, Guillaume Marie, Holger Lange, Jan Van den Bulcke, Josep Penuelas, Patrick Fonti y Matteo Campioli. (2025). <a href="https://www.nature.com/articles/s41559-024-02602-6" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">No winter halt in below-ground wood growth of four angiosperm deciduous tree species</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/bem-vindo-outono-3-factos-botanicos-sobre-a-nova-estacao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O dia em que a NASA sacrificou instrumentos da Voyager 1 para manter viva a sonda histórica]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-dia-em-que-a-nasa-sacrificou-instrumentos-da-voyager-1-para-manter-viva-a-sonda-historica.html</link><pubDate>Mon, 26 Oct 2026 11:05:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Para garantir a sobrevivência da Voyager 1, os engenheiros foram obrigados a terminar as medições de partículas carregadas de baixa energia. Na verdade, a energia da sonda está a diminuir cada vez mais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerte-la-nasa-choisit-de-sacrifier-des-mesures-pour-maintenir-voyager-1-en-vie-1777476674968.jpeg" data-image="vwmfydh7mqdh" alt="Voyager 1" title="Voyager 1"><figcaption>A sonda Voyager 1 encontra-se, atualmente, a mais de 25 mil milhões de km da Terra. É, de longe, o objeto mais distante enviado pelo ser humano para o espaço.</figcaption></figure><p>Para preservar a Voyager 1 e evitar que se desligue completamente, os cientistas do Jet Propulsion Laboratory tiveram de <strong>desativar um dos seus últimos instrumentos de medição</strong> que ainda estava em funcionamento.</p><h2>Um sacrifício necessário</h2><p>A sonda Voyager 1 foi <strong>lançada em setembro de 1977 </strong>com o objetivo de estudar os planetas exteriores do sistema solar, que, até então, só tinham sido observados através de telescópios.</p><p>No entanto, após ter concluído a sua missão, a sonda continuou a sua viagem pelo meio interestelar, tendo abandonado a heliosfera em agosto de 2012. Atualmente, <strong>encontra-se a cerca de 25.394 milhões de quilómetros do nosso planeta</strong>.</p><p>A tal distância da Terra e também do Sol, a Voyager 1, logicamente, não pode depender da energia solar para continuar a emitir sinais, quase 50 anos após o seu lançamento. Por isso, é <strong>alimentada por geradores termoelétricos de radioisótopos</strong>: "pilhas nucleares" que convertem em eletricidade o calor gerado pela desagregação do plutónio-238.</p><div class="texto-destacado">No entanto, a potência gerada por estas baterias diminui aproximadamente 4 watts por ano; isto significa que a Voyager 1 dispõe de cada vez menos energia para funcionar corretamente e que a sua margem de manobra também se reduz gradualmente.</div><p>De facto, em fevereiro de 2026, <strong>uma simples manobra de rotina provocou uma súbita e inesperada queda de tensão</strong> que quase pôs fim à atividade da sonda mais distante enviada pelo ser humano para o espaço.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="fr" dir="ltr">️ Le 17 avril 2026, la NASA a dû éteindre un instrument (le LECP) à bord de Voyager 1 pour préserver le peu dénergie restante. À plus de 25 milliards de km de la Terre, près de 49 ans après son lancement, la sonde poursuit sa mission avec deux instruments encore actifs ! <a href="https://t.co/GvVXbdqlJM">pic.twitter.com/GvVXbdqlJM</a></p>— Xplora (@XploraSpace) <a href="https://twitter.com/XploraSpace/status/2045771672280601076?ref_src=twsrc%5Etfw">April 19, 2026</a></blockquote></figure><p>Por este motivo, há já vários anos que tem sido<strong> necessário desativar os instrumentos de medição</strong>, um após outro, de forma a preservar a escassa energia disponível para manter um funcionamento mínimo desta sonda espacial. </p><p>De acordo com o plano de redução de carga estabelecido pelos cientistas, o LECP — um <strong>instrumento que mede partículas carregadas de baixa energia</strong> — era o próximo da lista e, por isso, foi recentemente desativado.</p><h2>Uma última oportunidade para atingir os 50 anos de serviço</h2><p>Assim, hoje em dia, <strong>restam à Voyager 1 apenas dois instrumentos de medição</strong>: o magnetómetro e o instrumento para medir as ondas de plasma. Se tudo correr bem, ambos poderão continuar a realizar medições durante mais um ano, graças ao sacrifício do LECP.</p><p>No entanto, para garantir que a Voyager 1 atinge os 50 anos de serviço, os cientistas prepararam uma operação de último recurso, denominada "The Big Bang". Consiste numa <strong>reconfiguração completa da gestão de energia da sonda</strong>, modificando o seu controlo térmico e procurando alternativas que consumam menos energia.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Voyager 1 is now nearly a full light-day away from Earth. <a href="https://t.co/2cN1vjcJhP">pic.twitter.com/2cN1vjcJhP</a></p>— CHItrader (@CHItrader) <a href="https://twitter.com/CHItrader/status/2048125467920674869?ref_src=twsrc%5Etfw">April 25, 2026</a></blockquote></figure><p>Se esta reconfiguração integral for bem-sucedida (após ter sido previamente testada na Voyager 2), <strong>os engenheiros esperam mesmo conseguir reativar temporariamente alguns instrumentos de medição</strong>. O objetivo é obter os dados mais distantes alguma vez recolhidos pelo ser humano, a mais de 25 mil milhões de quilómetros da Terra, o que constituiria uma verdadeira mina de ouro para a investigação científica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="490902" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/voyager-da-nasa-fara-mais-ciencia-com-a-nova-estrategia-energetica-astronomia.html" title="Voyager da NASA fará mais ciência com a nova estratégia energética">Voyager da NASA fará mais ciência com a nova estratégia energética</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/voyager-da-nasa-fara-mais-ciencia-com-a-nova-estrategia-energetica-astronomia.html" title="Voyager da NASA fará mais ciência com a nova estratégia energética"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/voyager-da-nasa-fara-mais-ciencia-com-a-nova-estrategia-energetica-astronomia-1682777203781_320.jpg" alt="Voyager da NASA fará mais ciência com a nova estratégia energética"></a></article></aside><p>De facto, a <strong>Voyager 1 está prestes a cruzar um limiar simbólico, algo impensável aquando do seu lançamento</strong>, há quase 50 anos. Com efeito, dentro de alguns meses, a sonda atingirá uma distância tal que as ondas de rádio demorarão um dia inteiro a transmitir-nos os seus dados; isto significa que a Voyager 1 estará a <strong>uma distância de um dia-luz do nosso planeta</strong>!</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Brice%20Hazizam%2C%20Les%20Numeriques" data-year="2026" data-title="Voyager%201%20en%20mode%20survie%20%3A%20la%20Nasa%20coupe%20un%20des%20derniers%20instruments%20de%20la%20sonde%20pour%20gagner%20quelques%20mois" data-url="https%3A%2F%2Fwww.lesnumeriques.com%2Fastronomie-conquete-spatiale%2Fvoyager-1-en-survie-la-nasa-coupe-un-des-derniers-instruments-de-la-sonde-pour-gagner-quelques-mois-n254641.html">Brice Hazizam, Les Numeriques. (2026). <a href="https://www.lesnumeriques.com/astronomie-conquete-spatiale/voyager-1-en-survie-la-nasa-coupe-un-des-derniers-instruments-de-la-sonde-pour-gagner-quelques-mois-n254641.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Voyager 1 en mode survie : la Nasa coupe un des derniers instruments de la sonde pour gagner quelques mois</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-dia-em-que-a-nasa-sacrificou-instrumentos-da-voyager-1-para-manter-viva-a-sonda-historica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A Terra arrasta o espaço-tempo? Sensor quântico pode ajudar a medir este efeito]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-terra-arrasta-o-espaco-tempo-sensor-quantico-pode-ajudar-a-medir-o-efeito.html</link><pubDate>Mon, 26 Oct 2026 10:04:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Investigadores propuseram um sensor quântico capaz de medir como a rotação da Terra arrasta o espaço-tempo, um efeito previsto pela teoria da relatividade de Einstein. A experiência usa hélio superfluido arrefecido dentro de um giroscópio.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-terra-arrasta-o-espaco-tempo-sensor-quantico-pode-ajudar-a-medir-o-efeito-1792338529177.png" data-image="i1u971045hrt" alt="Investigadores propõem um sensor quântico com hélio superfluido para medir rotações minúsculas e investigar o arrasto do espaço-tempo terrestre em laboratório." title="Investigadores propõem um sensor quântico com hélio superfluido para medir rotações minúsculas e investigar o arrasto do espaço-tempo terrestre em laboratório."><figcaption>Investigadores propõem um sensor quântico com hélio superfluido para medir rotações minúsculas e investigar o arrasto do espaço-tempo terrestre em laboratório.</figcaption></figure><p><strong>Segundo a teoria da relatividade geral, os corpos massivos em rotação deformam o espaço-tempo ao seu redor</strong>, produzindo um efeito conhecido como <em>frame-dragging</em>. Neste fenómeno, a rotação do objeto influencia a geometria do espaço-tempo e afeta o movimento de corpos e instrumentos próximos. </p><p>Embora a Terra seja massiva à escala humana, o seu <em>frame-dragging </em>é muito pequeno quando comparado ao produzido por objetos astrofísicos mais compactos e massivos. Por isso, <strong>o efeito terrestre é difícil de observar por causa de outras influências</strong>, como perturbações gravitacionais.</p><p><strong>Para investigar uma nova forma de medir este efeito, investigadores propuseram um sensor quântico baseado em hélio superfluido. </strong>Neste estado, o hélio apresenta propriedades quânticas coletivas e pode sustentar movimentos com dissipação baixa, características úteis para medições de rotação. </p><h2>Previsão de Einstein</h2><p>A teoria da relatividade geral descreve a gravidade como uma consequência da <strong>curvatura do espaço-tempo causada pela massa e pela energia.</strong> Quando um corpo massivo está em rotação, este movimento também modifica a geometria do espaço-tempo ao seu redor, produzindo o <em>frame-dragging.</em> </p><div class="texto-destacado">O <em>frame-dragging</em> influencia o movimento de partículas e instrumentos próximos ao corpo em rotação.</div><p><strong>O efeito depende das propriedades do objeto, incluindo o seu momento angular, e é mais intenso nas proximidades de corpos compactos</strong>, como buracos negros em rotação. Na Terra, embora previsto pela relatividade geral, o arrasto é extremamente fraco, o que dificulta a sua medição precisa. </p><h2>O que é um superfluido?</h2><p><strong>Um superfluido é um estado da matéria que apresenta viscosidade nula, permitindo que flua sem dissipar energia por atrito interno.</strong> Este comportamento surge em condições específicas, geralmente a temperaturas baixas, quando as partículas passam a apresentar um comportamento coletivo. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-terra-arrasta-o-espaco-tempo-sensor-quantico-pode-ajudar-a-medir-o-efeito-1792339429551.png" data-image="b2yatf2fm7iw" alt="Um superfluido é um estado da matéria com viscosidade nula, capaz de fluir sem dissipar energia por atrito interno. O hélio-4 apresenta esta propriedade quando arrefecido abaixo de 2,17 kelvin." title="Um superfluido é um estado da matéria com viscosidade nula, capaz de fluir sem dissipar energia por atrito interno. O hélio-4 apresenta esta propriedade quando arrefecido abaixo de 2,17 kelvin."><figcaption>Um superfluido é um estado da matéria com viscosidade nula, capaz de fluir sem dissipar energia por atrito interno. O hélio-4 apresenta esta propriedade quando arrefecido abaixo de 2,17 kelvin.</figcaption></figure><p><strong>U</strong><strong>m exemplo é o hélio-4, que se torna superfluido abaixo de aproximadamente 2,17 kelvin, perto de −271 °C, à pressão atmosférica.</strong> O material pode fluir por canais estreitos com dissipação muito baixa. Os superfluidos são promissores para sensores de alta precisão, incluindo giroscópios quânticos.</p><h2>Sensor Quântico</h2><p><strong>O sensor quântico proposto pelos investigadores usa hélio-4 arrefecido.</strong> O dispositivo consiste num tubo em formato de anel preenchido com este líquido, projetado para detetar variações no seu movimento. Quando o dispositivo gira, surge uma diferença de fase que pode ser sinal da rotação. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="707930" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-esa-poe-a-prova-a-famosa-teoria-de-einstein-os-relogios-atomicos-ja-chegaram-ao-espaco-para-a-missao-aces.html" title=" A ESA põe à prova a famosa teoria de Einstein: os relógios atómicos já chegaram ao espaço para a missão ACES"> A ESA põe à prova a famosa teoria de Einstein: os relógios atómicos já chegaram ao espaço para a missão ACES</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-esa-poe-a-prova-a-famosa-teoria-de-einstein-os-relogios-atomicos-ja-chegaram-ao-espaco-para-a-missao-aces.html" title=" A ESA põe à prova a famosa teoria de Einstein: os relógios atómicos já chegaram ao espaço para a missão ACES"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-esa-poe-a-prova-a-famosa-teoria-de-einstein-os-relogios-atomicos-ja-chegaram-ao-espaco-para-a-missao-aces-1745713134177_320.jpg" alt=" A ESA põe à prova a famosa teoria de Einstein: os relógios atómicos já chegaram ao espaço para a missão ACES"></a></article></aside><p><strong>Para medir esta variação, os investigadores propõem acompanhar o movimento de um diafragma mecânico conectado ao circuito de hélio superfluido. </strong>O principal desafio é distinguir o sinal relativístico do ruído térmico, que pode produzir flutuações aleatórias na fase quântica e encobrir o efeito procurado. </p><h2>Resultados</h2><p><strong>O estudo indica que arrefecer o sensor de hélio superfluido a temperaturas inferiores ao limite de 2,17 kelvin pode reduzir o ruído térmico </strong>e aumentar a sua sensibilidade à rotação. Um giroscópio operando a cerca de 10 milikelvin poderia alcançar precisão comparável ou superior à das melhores medições anteriores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-terra-arrasta-o-espaco-tempo-sensor-quantico-pode-ajudar-a-medir-o-efeito-1792339512643.png" data-image="tf24k9fxa96h" alt="Previsto pela relatividade geral de Einstein, o frame-dragging ocorre quando a rotação de um corpo massivo influencia a geometria do espaço-tempo ao seu redor. Crédito: ICRAR" title="Previsto pela relatividade geral de Einstein, o frame-dragging ocorre quando a rotação de um corpo massivo influencia a geometria do espaço-tempo ao seu redor. Crédito: ICRAR"><figcaption>Previsto pela relatividade geral de Einstein, o frame-dragging ocorre quando a rotação de um corpo massivo influencia a geometria do espaço-tempo ao seu redor. Crédito: ICRAR</figcaption></figure><p>Além de investigar o <em>frame-dragging</em>, o dispositivo poderia permitir estudos de diferenças extremamente pequenas na passagem do tempo.<strong> Os investigadores planeiam avançar na etapa experimental e investigar se o sensor poderá, futuramente, testar efeitos associados à gravidade quântica.</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Ellers%20et%20al" data-year="2026" data-title="Quantum%20Sensing%20of%20Gravitational%20Frame%20Dragging%20with%20a%20Superfluid" data-url="https%3A%2F%2Fjournals.aps.org%2Fprl%2Fabstract%2F10.1103%2Fq3v9-rjm9">Ellers et al. (2026). <a href="https://journals.aps.org/prl/abstract/10.1103/q3v9-rjm9" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Quantum Sensing of Gravitational Frame Dragging with a Superfluid</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-terra-arrasta-o-espaco-tempo-sensor-quantico-pode-ajudar-a-medir-o-efeito.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item></channel></rss>