<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Tue, 03 Nov 2026 17:20:16 +0000</lastBuildDate><pubDate>Tue, 03 Nov 2026 17:20:16 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Portugal e Galiza unem esforços para levar o rio Minho à Reserva da Biosfera da UNESCO]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-e-galiza-unem-esforcos-para-levar-o-rio-minho-a-reserva-da-biosfera-da-unesco.html</link><pubDate>Tue, 03 Nov 2026 16:37:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Projeto financiado por fundos europeus visa conciliar proteção ecológica, desenvolvimento local e atividades tradicionais num território partilhado por dois países.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-e-galiza-unem-esforcos-para-levar-o-rio-minho-a-reserva-da-biosfera-da-unesco-1793712903743.jpg" data-image="s5y7fypjjh27" alt="Rio Minho" title="Rio Minho"><figcaption>A área proposta para integrar a reserva da Biosfera acompanha o troço internacional do rio, desde a foz, em Caminha, até Melgaço, na margem portuguesa. Foto: AECT Rio Minho</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>O <strong>rio Minho</strong> separa Portugal e Espanha, mas também liga comunidades, paisagens e modos de vida construídos ao longo de séculos. É essa <strong>relação entre natureza e população</strong> que um conjunto de entidades de ambos os lados da fronteira quer valorizar na futura Reserva da Biosfera reconhecida pela UNESCO.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A candidatura ainda está a ser preparada e está no centro do projeto ECOFRONT_MINHO. A estratégia visa criar as condições necessárias para avançar com a proposta, reforçando a proteção da biodiversidade e a gestão conjunta do território. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Liderada pelo Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Rio Minho, a iniciativa reúne <strong>16 entidades portuguesas e galegas</strong> e conta com um investimento de cerca de um milhão de euros, cofinanciado em 75% por fundos europeus. O calendário do projeto estende-se até ao final de 2028.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-e-galiza-unem-esforcos-para-levar-o-rio-minho-a-reserva-da-biosfera-da-unesco-1793712964356.jpg" data-image="2i3px4187dku" alt="Barco navega no rio Minho" title="Barco navega no rio Minho"><figcaption>Portugal e Galiza preparam a candidatura do troço internacional do rio Minho à Reserva da Biosfera da UNESCO visando atrair novos projetos. Foto: AECT Rio Minho</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A área em estudo acompanha o troço internacional do rio, desde a foz, em <strong>Caminha, até Melgaço</strong>, na margem portuguesa. O intuito é valorizar não apenas o curso de água, mas também a paisagem e as comunidades locais. Para o AECT Rio Minho, o reconhecimento internacional poderá ajudar a atrair novos projetos para a região.</p><h2>Um património natural partilhado</h2><p>O território reúne zonas húmidas, matas ripícolas e <strong>habitats fluviais</strong> importantes para a fauna e a flora autóctones. A sua ligação a corredores ecológicos e a outras áreas protegidas reforça o valor ambiental de uma paisagem que não termina na fronteira administrativa.</p><p>A riqueza natural, porém, enfrenta <strong>ameaças</strong>, como a proliferação de <strong>plantas aquáticas invasoras </strong>e a acumulação de areias e lodos que dificultam a navegação. As <strong>barragens</strong>, a concentração sazonal de embarcações de recreio e algumas pressões sobre a pesca também exigem respostas coordenadas.</p><h2>Proteger sem afastar as comunidades</h2><p>A proposta procura reconhecer a <strong>relação histórica</strong> entre as <strong>populações</strong> e o <strong>rio</strong>, incluindo a pesca artesanal, a agricultura tradicional das margens, o património construído e o turismo de natureza sustentável.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg> Esta abordagem torna-se ainda mais crucial numa região rural caracterizada pelo envelhecimento e pela dispersão populacional. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A candidatura está alinhada com a Estratégia do Rio Minho Transfronteiriço 2030, que defende uma<strong> gestão</strong><strong> mais sustentável dos recursos </strong><strong>naturais </strong>e respostas conjuntas às alterações climáticas. Entre as prioridades estão a recuperação ambiental, a valorização das atividades produtivas locais e a cooperação entre as entidades dos dois países.</p><h2>Uma candidatura construída em conjunto</h2><p>O processo prevê envolver <strong>autarquias</strong>, <strong>investigadores</strong>, <strong>agentes económicos</strong>, <strong>associações </strong>e <strong>habitantes</strong>. A participação pública deverá ajudar a identificar necessidades locais e a definir prioridades comuns, em vez de limitar a iniciativa a uma classificação ambiental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-e-galiza-unem-esforcos-para-levar-o-rio-minho-a-reserva-da-biosfera-da-unesco-1793713018393.jpg" data-image="n4ma5n7ld2t8" alt="Ponte Internacional Monção-Salvaterra" title="Ponte Internacional Monção-Salvaterra"><figcaption>A Ponte Internacional Monção-Salvaterra assegura uma ligação diária fulcral para as populações de ambos os concelhos. Foto: AECT Rio Minho</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>O desafio estará, no fundo, em transformar essa colaboração em medidas concretas, capazes de <strong>proteger os ecossistemas sem ignorar as atividades das quais as comunidades dependem</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="758095" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/prepare-as-botas-vem-ai-um-percurso-de-1-300-km-ao-longo-de-toda-a-costa-da-galiza.html" title="Prepare as botas: vem aí um percurso de 1.300 km ao longo de toda a costa da Galiza">Prepare as botas: vem aí um percurso de 1.300 km ao longo de toda a costa da Galiza</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/prepare-as-botas-vem-ai-um-percurso-de-1-300-km-ao-longo-de-toda-a-costa-da-galiza.html" title="Prepare as botas: vem aí um percurso de 1.300 km ao longo de toda a costa da Galiza"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/prepare-as-botas-vem-ai-um-percurso-de-1-300-km-ao-longo-de-toda-a-costa-da-galiza-1773074342305_320.jpg" alt="Prepare as botas: vem aí um percurso de 1.300 km ao longo de toda a costa da Galiza"></a></article></aside><p>A harmonização de critérios de gestão, a articulação das infraestruturas verdes e a mitigação dos efeitos das alterações climáticas exigem continuidade e compromisso de ambas as margens.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-e-galiza-unem-esforcos-para-levar-o-rio-minho-a-reserva-da-biosfera-da-unesco-1793713095218.jpg" data-image="ix2my75zt0l3" alt="vista aérea das pontes entre Valença e Tui" title="vista aérea das pontes entre Valença e Tui"><figcaption>O rio Minho e as suas pontes promovem uma ligação histórica que une as cidades de Valença e Tui. Foto: AECT Rio Minho</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A criação da Reserva da Biosfera do Minho Transfronteiriço é um objetivo em construção. O caminho para o alcançar exige provar que a <strong>conservação da natureza</strong> caminha lado a lado com a <strong>valorização do património</strong> e do <strong>bem-estar</strong> dos residentes do vale. É esta ambição partilhada que se encontra agora em fase de planeamento.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="AECT%20Rio%20Minho" data-year="" data-title="ECOFRONT_MINHO%20brings%20together%20institutions%2C%20experts%20and%20communities%20in%20Valen%C3%A7a%20and%20Tui%20to%20advance%20towards%20a%20future%20Rio%20Minho%20Transboundary%20Biosphere%20Reserve" data-url="https%3A%2F%2Faectriominho.eu%2Fen%2Fecofront_minho-reune-instituicoes-especialistas-e-comunidades-em-valenca-e-tui-para-avancar-rumo-a-futura-reserva-da-biosfera-do-rio-minho-transfronteirico%2F">AECT Rio Minho. <a href="https://aectriominho.eu/en/ecofront_minho-reune-instituicoes-especialistas-e-comunidades-em-valenca-e-tui-para-avancar-rumo-a-futura-reserva-da-biosfera-do-rio-minho-transfronteirico/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">ECOFRONT_MINHO brings together institutions, experts and communities in Valença and Tui to advance towards a future Rio Minho Transboundary Biosphere Reserve</a>.</cite><br><cite data-author="AECT%20Rio%20Minho" data-year="" data-title="Estrat%C3%A9gia%202030%20para%20o%20Rio%20Minho%20Transfronteiri%C3%A7o" data-url="https%3A%2F%2Fsmartminho.eu%2Fwp-content%2Fuploads%2F2021%2F05%2FDocumento-Estrategia-Minho-2030.pdf">AECT Rio Minho. <a href="https://smartminho.eu/wp-content/uploads/2021/05/Documento-Estrategia-Minho-2030.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Estratégia 2030 para o Rio Minho Transfronteiriço</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-e-galiza-unem-esforcos-para-levar-o-rio-minho-a-reserva-da-biosfera-da-unesco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Depressão e rio atmosférico afetam Açores e Madeira: como poderá evoluir a chuva nos arquipélagos até segunda-feira 9?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-e-rio-atmosferico-afetam-acores-e-madeira-como-podera-evoluir-a-chuva-nos-arquipelagos-ate-segunda-feira.html</link><pubDate>Tue, 03 Nov 2026 15:41:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Tanto os Açores como a Madeira poderão registar vários períodos de chuva forte ao longo dos próximos dias. Isto irá contribuir para valores de acumulação de precipitação bastante elevados até segunda-feira, dia 9.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbt4wk6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbt4wk6.jpg" id="xbt4wk6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O cenário atmosférico está, finalmente, a mudar em Portugal. Ainda que os Açores e Madeira possam já ter sido afetados por algumas frentes frias, o Atlântico está a tornar-se cada vez mais ativo e o facto de o anticiclone se ter movido para nordeste permite que as <strong>depressões sejam redirecionadas para a nossa geografia insular e continental</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Desta forma, é expectável que esta semana conte com chuva em ambos os arquipélagos, <strong>devido a uma depressão atlântica e ainda ao reforço de um rio atmosférico</strong>. Estes não deverão impactar da mesma forma os dois arquipélagos, visto que se espera que a depressão afete mais diretamente os Açores, enquanto o rio atmosférico tenha um maior impacto no arquipélago da Madeira.</p><h2>Nos Açores a chuva deverá ocorrer entre hoje e segunda-feira, sem grandes tréguas</h2><p>Nas próximas horas é esperada a ocorrência de chuva fraca a moderada no Grupo Central dos Açores, sendo que a chuva mais intensa deva ocorrer sobre o oceano Atlântico. Nos restantes grupos, esta ocorrência poderá ser praticamente nula ou residual.<strong> Para amanhã, quarta-feira, o cenário será idêntico, onde o Grupo Central deverá concentrar a maior parte da chuva</strong>, mas nos outros grupos esta já deverá ocorrer com mais frequência e intensidade ao longo do dia, ainda que sem risco associado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-chuva-nos-acores-e-na-madeira-ate-domingo-8-ambos-os-arquipelagos-deverao-ser-afetados-por-depressoes-1793710016525.jpg" data-image="19fe934nldg5" alt="chuva prevista; depressões" title="chuva prevista; depressões"><figcaption>Ambos os arquipélagos deverão contar com chuva ao longo dos próximos dias, mas a Madeira deverá ser mais afetada.</figcaption></figure><p>A partir das primeiras horas da manhã de quinta-feira, é esperada uma dissipação quase total da chuva deste arquipélago, sendo esperado que a mesma regresse ao Grupo Oriental pela madrugada de sexta-feira, <strong>persistindo ao longo do dia e podendo ainda ocorrer de forma fraca e irregular</strong> nos outros grupos, especialmente no Ocidental.</p><p>No sábado,<strong> a aproximação de uma depressão a este arquipélago, contribuirá para uma distribuição mais homogénea da precipitação</strong>, ainda que a mesma se espere fraca a moderada, com possibilidade de os aguaceiros mais fortes caírem sobre o oceano. Entre domingo e o arranque de segunda-feira, espera-se uma melhoria no estado de tempo, onde a chuva se poderá começar a dissipar. </p><p>No entanto, e como até lá o ECMWF irá sofrer alguns ajustes, a <strong>localização e intensidade desta ocorrência poderá mudar</strong>, pelo que aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações.</p><h2>Na Madeira a previsão indica um maior risco em relação à chuva prevista</h2><p>Para o arquipélago da Madeira, a atual previsão indica que entre hoje e quinta-feira, a chuva esperada deverá ser fraca e dispersa, devendo contar com vários períodos de tempo seco e soalheiro. No entanto, o <strong>cenário poderá agravar-se a partir de sexta-feira, devido à aproximação de um rio atmosférico proveniente das Caraíbas</strong>. Este fluxo de humidade subtropical irá contribuir para o reforço da chuva gerada pelas frentes associadas a uma depressão localizada na região dos Açores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-e-rio-atmosferico-afetam-acores-e-madeira-como-podera-evoluir-a-chuva-nos-arquipelagos-ate-segunda-feira-1793713192136.jpg" data-image="k4vaob51ihug" alt="precipitação acumulada prevista de acordo com a atualização do ECMWF no dia 3 de novembro" title="precipitação acumulada prevista de acordo com a atualização do ECMWF no dia 3 de novembro"><figcaption>De acordo com a atual previsão, e frisamos que estes números podem mudar nos próximos dias, a ilha da Madeira poderá registar cerca de 180 mm de acumulação de precipitação entre a noite de sexta, dia 6, e a madrugada de segunda-feira, dia 9.</figcaption></figure><p>Esta junção do rio atmosférico com a frente fria irá <strong>ganhar mais expressão entre sábado e domingo</strong>, onde se esperam vários períodos de chuva forte sobre a Ilha da Madeira. Desta forma, e tendo em conta a chuva intensa e persistente ao longo desses dias, espera-se que entre as 21h de sexta e as 21h de sábado, os acumulados aumentem em cerca de 70 mm e que entre as 21h de sábado e as 21h de domingo, este número suba para cerca de 110 mm. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="796484" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/risco-de-chuva-forte-os-meteorologistas-de-portugal-estao-atentos-ao-grande-rio-atmosferico-de-segunda-feira-dia.html" title="Risco de chuva forte: os meteorologistas de Portugal estão atentos ao grande rio atmosférico de segunda-feira, dia 9">Risco de chuva forte: os meteorologistas de Portugal estão atentos ao grande rio atmosférico de segunda-feira, dia 9</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/risco-de-chuva-forte-os-meteorologistas-de-portugal-estao-atentos-ao-grande-rio-atmosferico-de-segunda-feira-dia.html" title="Risco de chuva forte: os meteorologistas de Portugal estão atentos ao grande rio atmosférico de segunda-feira, dia 9"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/risco-de-chuva-forte-os-meteorologistas-de-portugal-estao-atentos-ao-grande-rio-atmosferico-de-segunda-feira-dia-1793709666990_320.jpg" alt="Risco de chuva forte: os meteorologistas de Portugal estão atentos ao grande rio atmosférico de segunda-feira, dia 9"></a></article></aside><p>Resumidamente, pelas 21h de sexta-feira esperam-se acumulados máximos na ordem dos 40 mm na ilha da Madeira e na meia-noite de segunda-feira, ou seja, <strong>pouco mais de 48h, estes acumulados ultrapassam os 220 mm</strong>, como podemos observar no mapa acima. Mais uma vez, frisamos que estes valores podem sofrer alterações nas próximas atualizações do ECMWF, servindo apenas como referência do possível impacto da chuva. Assim, aconselhamos que se mantenha atento às próximas previsões.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-e-rio-atmosferico-afetam-acores-e-madeira-como-podera-evoluir-a-chuva-nos-arquipelagos-ate-segunda-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempestade Agneta: a ilha de Rodes, na Grécia, atingida por inundações catastróficas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tempestade-agneta-a-ilha-de-rodes-na-grecia-atingida-por-inundacoes-catastroficas.html</link><pubDate>Tue, 03 Nov 2026 14:45:51 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Uma violenta tempestade provocou graves inundações na ilha grega de Rodes. As estradas transformaram-se em rios, dezenas de veículos foram arrastados pela força da água e inúmeras habitações e estabelecimentos comerciais ficaram completamente inundados.</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/QecnVvJUHKY/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=QecnVvJUHKY" id="QecnVvJUHKY"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p><strong>A tempestade Agneta, a primeira perturbação ciclónica intensa do outono de 2026 a receber um nome oficial </strong>pelos serviços meteorológicos do Mediterrâneo Central, não se limitou a assolar as regiões do sul de Itália nas últimas horas. Também a Grécia foi atingida e, infelizmente, registam-se danos graves.</p><p>As imagens que chegam da <strong>ilha grega de Rodes</strong> mostram a força devastadora da água. <strong>Estradas transformadas em verdadeiros rios, carros arrastados pelas correntes e estabelecimentos comerciais no rés-do-chão completamente inundados</strong> retratam um cenário de emergência após várias horas de chuvas torrenciais. O mau tempo atingiu com especial intensidade algumas localidades, onde a água invadiu as habitações e arrastou tudo o que encontrou no seu caminho.</p><p><strong>A situação mais crítica ocorreu na noite entre domingo, 1, e segunda-feira, 2 de novembro</strong>, quando as precipitações provocaram o transbordamento dos cursos de água e a acumulação de grandes quantidades de água nas zonas habitadas. <strong>Mais de 60 veículos foram arrastados pelas cheias</strong>, enquanto alguns residentes foram obrigados a refugiar-se nos andares mais altos das suas casas para escapar à subida do nível da água.</p><h2>As cheias transformam as ruas de Rodes em verdadeiros rios</h2><p>A localidade de <strong>Archangelos, situada na costa oriental de Rodes</strong>, foi uma das zonas mais afetadas pelo mau tempo. Aqui, <strong>a cheia de um rio</strong> fez com que enormes quantidades de água invadissem o centro da localidade por vários pontos, transformando as ruas em correntes impetuosas. Os veículos estacionados foram arrastados, alguns amontoados uns contra os outros, enquanto a água penetrava nos edifícios e nos estabelecimentos comerciais.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="it" dir="ltr">La tempesta Agneta ha provocato piogge intense ed esondazioni a Samo, Rodi, Volos e in altre zone della Grecia. https://t.co/Bv1Ibrl8M8</p>— Alertageo (@alertarojanot) <a href="https://x.com/alertarojanot/status/2117233963332751864?ref_src=twsrc%5Etfw">2 novembre 2026</a></blockquote></figure><p>Os danos materiais afetam tanto as habitações particulares como os estabelecimentos comerciais, muitos dos quais ficaram inundados com água e lama. <strong>Alguns residentes tiveram de subir para os telhados</strong> para se porem em segurança, face à rapidez com que o caudal das correntes aumentava. Registaram-se também problemas noutras localidades, como <strong>Afantou e várias localidades do sul da ilha</strong>, onde as estradas ficaram inundadas e o tráfego foi interrompido.</p><p>Os serviços de emergência e as equipas municipais estão a trabalhar para remover os veículos arrastados, bombear a água para fora dos edifícios e desobstruir as estradas afetadas. A situação exigiu a intervenção dos bombeiros, voluntários e pessoal da Proteção Civil. <strong>As autoridades pediram aos residentes e turistas que evitem deslocações desnecessárias</strong> e que não se aproximem de cursos de água, ribeiros ou zonas alagadas.</p><h2>Alerta de emergência devido a novas chuvas na Grécia</h2><p>O incidente levou à <strong>ativação do sistema de emergência 112 </strong>na madrugada de segunda-feira, por volta das 3h30. O aviso exortava a população a limitar as deslocações e a seguir as orientações oficiais. Por precaução,<strong> foram suspensas as aulas nos distritos municipais de Archangelos, Afantou, Lindos e Rodi do Sul</strong>, devido às dificuldades em garantir a segurança das deslocações.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-inundaciones-arrasan-rodas-casas-anegadas-y-mas-de-60-vehiculos-arrastrados-por-las-riadas-1793655021244.png" data-image="x3geft7cdtn0"><figcaption>Uma imagem impressionante da força com que a água arrastou tudo o que encontrava num dos locais mais afetados pelas inundações em Rodes.</figcaption></figure><p>O mau tempo, associado à <strong>tempestade Agneta</strong>, não afetou apenas esta ilha do arquipélago do Dodecaneso. Registaram-se também <strong>inundações em Kalymnos e Samos</strong>, além de <strong>problemas na região de Magnésia, na Grécia continental</strong>. Em algumas destas zonas, as precipitações provocaram deslizamentos de terra, danos nas infraestruturas e novas intervenções das equipas de socorro. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788033" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/jardins-de-retencao-de-aguas-pluviais-o-que-sao-e-como-ajudam-a-prevenir-inundacoes-nas-cidades.html" title="Jardins de retenção de águas pluviais: o que são e como ajudam a prevenir inundações nas cidades">Jardins de retenção de águas pluviais: o que são e como ajudam a prevenir inundações nas cidades</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/jardins-de-retencao-de-aguas-pluviais-o-que-sao-e-como-ajudam-a-prevenir-inundacoes-nas-cidades.html" title="Jardins de retenção de águas pluviais: o que são e como ajudam a prevenir inundações nas cidades"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/jardines-de-lluvia-que-son-y-como-ayudan-a-evitar-inundaciones-en-las-ciudades-1788903318128_320.jpg" alt="Jardins de retenção de águas pluviais: o que são e como ajudam a prevenir inundações nas cidades"></a></article></aside><p>A preocupação continua elevada, uma vez que as chuvas e as tempestades poderão continuar nas próximas horas em várias zonas do país. Embora as precipitações tivessem diminuído de intensidade em Rodes ao longo da manhã, <strong>os serviços meteorológicos não excluíam novos episódios de instabilidade</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Euronews" data-year="2026" data-title="Schools%20closed%20and%20roads%20flooded%20as%20new%20wave%20of%20severe%20weather%20hits%20Greek%20islands" data-url="https%3A%2F%2Fwww.euronews.com%2F2026%2F11%2F02%2Fschools-closed-and-roads-flooded-as-new-wave-of-severe-weather-hits-greek-islands">Euronews. (2026). <a href="https://www.euronews.com/2026/11/02/schools-closed-and-roads-flooded-as-new-wave-of-severe-weather-hits-greek-islands" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Scuole chiuse e strade allagate: una nuova ondata di maltempo intenso colpisce le isole greche</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tempestade-agneta-a-ilha-de-rodes-na-grecia-atingida-por-inundacoes-catastroficas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As chuvas da próxima semana em Portugal continental: possibilidade de uma profunda depressão de 988 hPa a caminho]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/as-chuvas-da-proxima-semana-em-portugal-continental-possibilidade-de-uma-profunda-depressao-de-988-hpa-a-caminho.html</link><pubDate>Tue, 03 Nov 2026 14:29:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois de várias semanas marcadas por tempo seco, a chuva prepara-se para regressar a Portugal já a partir de dia 6. Poderá persistir durante vários dias consecutivos, reforçando-se também o vento e a agitação marítima.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-chuvas-da-proxima-semana-em-portugal-continental-possibilidade-de-uma-profunda-depressao-de-988-hpa-a-caminho-1793711001197.jpg" data-image="769hlrfmkur7" alt="Primeiras chuvas de novembro" title="Primeiras chuvas de novembro"><figcaption>A chuva prepara-se para assumir o protagonismo em Portugal, depois de várias semanas marcadas por tempo predominantemente seco. Entre os dias 6 e 13 de novembro poderão ocorrer vários períodos de precipitação, com uma profunda depressão atlântica a aproximar-se da Península Ibérica.</figcaption></figure><p>Depois de um setembro e outubro marcados por temperaturas elevadas e escassez de precipitação, <strong>o padrão atmosférico prepara-se para mudar de forma significativa em Portugal</strong>. A partir de sexta-feira, dia 6, a chuva deverá regressar e poderá acompanhar-nos durante vários dias, com a possibilidade de uma depressão bastante profunda se aproximar da Península Ibérica no início da próxima semana.</p><p>A evolução deste sistema merece acompanhamento, uma vez que as últimas atualizações do modelo europeu apontam para <strong>vários períodos de precipitação, vento mais intenso e agitação marítima</strong>, embora a posição e profundidade exatas da depressão ainda possam sofrer alterações.</p><h2>Sexta-feira, dia 6, chega a primeira frente fria</h2><p>O sistema depressionário que começa a organizar-se no Atlântico, nas proximidades dos Açores, deverá condicionar progressivamente o estado do tempo no continente.</p><p>Na <strong>sexta-feira, dia 6</strong>, apesar de o núcleo da depressão permanecer ainda bastante afastado de Portugal continental, uma frente fria associada ao sistema deverá alcançar o território, assinalando o primeiro período de precipitação desta mudança de padrão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-chuvas-da-proxima-semana-em-portugal-continental-possibilidade-de-uma-profunda-depressao-de-985-hpa-a-caminho-1793709837849.jpg" data-image="6j8r9xbzzqa9" alt="Situação sinótica" title="Situação sinótica"><figcaption>Uma depressão começa a organizar-se no Atlântico, nas proximidades dos Açores. Apesar de o núcleo permanecer distante, uma frente associada ao sistema deverá alcançar Portugal e marcar o regresso da chuva.</figcaption></figure><p>A chuva será particularmente importante depois de um período prolongado com pouca precipitação. Contudo, caso ocorram episódios de chuva intensa, importa recordar que <strong>solos muito secos ou compactados podem apresentar inicialmente uma capacidade de infiltração reduzida</strong>, favorecendo o escoamento superficial.</p><h2>Sábado e domingo a chuva irá continuar</h2><p>No <strong>sábado, dia 7</strong>, Portugal deverá permanecer sob influência da circulação depressionária, sendo possíveis aguaceiros ou precipitação pós-frontal. Simultaneamente, o centro de baixas pressões deverá continuar a deslocar-se gradualmente em direção à Península Ibérica.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No domingo, dia 8, o cenário torna-se ainda mais interessante. As atuais projeções sugerem a aproximação de <strong>uma nova frente fria associada à depressão</strong>, com precipitação que poderá abranger grande parte do território continental, eventualmente de norte a sul.</p><p>A circulação atmosférica deverá também intensificar-se à medida que o sistema se aproxima, pelo que será necessário acompanhar a evolução do vento e do estado do mar.</p><h2>Segunda-feira, dia 9, a depressão poderá aproximar-se do noroeste de Portugal</h2><p>É no início da próxima semana que os mapas apresentam um dos cenários mais relevantes. Na <strong>segunda-feira, dia 9</strong>, o núcleo depressionário poderá encontrar-se já relativamente próximo da costa ocidental da Península Ibérica, possivelmente a noroeste de Portugal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-chuvas-da-proxima-semana-em-portugal-continental-possibilidade-de-uma-profunda-depressao-de-985-hpa-a-caminho-1793709960651.jpg" data-image="sap3tjxt69ne" alt="Situação sinótica" title="Situação sinótica"><figcaption>A depressão poderá aproximar-se significativamente do noroeste da Península Ibérica no início da próxima semana. Com o núcleo mais próximo, aumenta a possibilidade de períodos de chuva mais persistente e intensa, além do reforço do vento.</figcaption></figure><p>Alguns cenários do modelo europeu aprofundam consideravelmente esta depressão, colocando a pressão no seu centro <strong>perto dos 988 hPa</strong> durante a sua evolução. No entanto, este valor não deve ainda ser interpretado como definitivo: pequenas alterações na trajetória e no processo de aprofundamento poderão modificar substancialmente os impactos em Portugal.</p><p>Com o núcleo mais próximo, poderão surgir períodos de <strong>chuva mais persistente e por vezes intensa</strong>, acompanhados por um reforço do vento. No litoral, a ondulação também poderá aumentar de forma significativa.</p><h2>Até dia 13: vários dias de instabilidade à vista</h2><p>Entre terça-feira e sexta-feira, dias <strong>10 a 13 de novembro</strong>, a tendência mantém esta vasta área depressionária atlântica próxima de Portugal. Isto poderá traduzir-se numa sucessão de frentes, aguaceiros e períodos de chuva, intercalados naturalmente por algumas abertas.</p><p>Nas projeções para <strong>sexta-feira, dia 13</strong>, a configuração atmosférica continua bastante dinâmica, embora o sistema inicialmente responsável pela mudança de tempo possa já encontrar-se numa fase diferente ou mais enfraquecida.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-chuvas-da-proxima-semana-em-portugal-continental-possibilidade-de-uma-profunda-depressao-de-988-hpa-a-caminho-1793710238972.jpg" data-image="ced31c2m65vy" alt="Situação sinótica" title="Situação sinótica"><figcaption>A instabilidade poderá prolongar-se até ao final da próxima semana, mantendo Portugal sob influência de uma circulação depressionária. A esta distância, a posição dos sistemas e a distribuição da precipitação apresentam ainda uma incerteza considerável.</figcaption></figure><p>É precisamente nesta parte da previsão que a incerteza aumenta consideravelmente. <strong>Ainda é demasiado cedo para indicar acumulados de precipitação ou identificar as regiões onde choverá mais</strong>, pois a distribuição da chuva dependerá diretamente da trajetória final da depressão e das frentes associadas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="796338" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/meteorologistas-em-portugal-atentos-vai-formar-se-uma-depressao-atlantica-com-chuva-muito-eficiente-a-partir-de-sexta.html" title="Meteorologistas em Portugal atentos: vai formar-se uma depressão atlântica com chuva muito eficiente a partir de sexta 6">Meteorologistas em Portugal atentos: vai formar-se uma depressão atlântica com chuva muito eficiente a partir de sexta 6</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/meteorologistas-em-portugal-atentos-vai-formar-se-uma-depressao-atlantica-com-chuva-muito-eficiente-a-partir-de-sexta.html" title="Meteorologistas em Portugal atentos: vai formar-se uma depressão atlântica com chuva muito eficiente a partir de sexta 6"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologistas-em-portugal-atentos-vai-formar-se-uma-depressao-atlantica-com-chuva-muito-eficiente-a-partir-de-sexta-1793624251166_320.jpg" alt="Meteorologistas em Portugal atentos: vai formar-se uma depressão atlântica com chuva muito eficiente a partir de sexta 6"></a></article></aside><p>Ainda assim, o sinal geral é relevante: depois de várias semanas marcadas pela escassez de chuva, <strong>Portugal poderá entrar num período bastante mais húmido e instável, com precipitação em vários dias consecutivos entre 6 e 13 de novembro</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/as-chuvas-da-proxima-semana-em-portugal-continental-possibilidade-de-uma-profunda-depressao-de-988-hpa-a-caminho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Risco de chuva forte: os meteorologistas de Portugal estão atentos ao grande rio atmosférico de segunda-feira, dia 9]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/risco-de-chuva-forte-os-meteorologistas-de-portugal-estao-atentos-ao-grande-rio-atmosferico-de-segunda-feira-dia.html</link><pubDate>Tue, 03 Nov 2026 12:57:55 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O tempo vai mudar em Portugal continental a partir de sexta-feira, 6 de novembro, com o regresso da chuva. Posteriormente, a precipitação das frentes associadas à depressão atlântica será reforçada entre os dias 8 e 10 por um grande rio de humidade vindo das Caraíbas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbt4xc2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbt4xc2.jpg" id="xbt4xc2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os mapas meteorológicos de referência da Meteored, alicerçados no modelo que merece a nossa maior confiança (ECMWF - Europeu), são muito claros quanto à <strong>mudança significativa do estado do tempo que se avizinha para Portugal continental a partir de sexta-feira, 6 de novembro</strong>: após inúmeras semanas outonais secas e bastante amenas, o regresso da chuva à nossa geografia está totalmente confirmado neste mês de novembro, o último do outono climatológico.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><strong><br>O que é um rio atmosférico? </strong>Os rios atmosféricos são faixas estreitas e alongadas na atmosfera que funcionam como verdadeiras “auto estradas de transporte de vapor de água”, deslocando grandes quantidades de humidade desde as zonas tropicais até às latitudes médias. Quando interagem com frentes frias ou massas de ar instáveis, ganham o potencial de gerar chuva forte, eficiente e persistente.</div><p>Com a deslocação para norte do anticiclone que até agora nos “escudou” de superfícies frontais geradas pelas depressões atlânticas e a sua posterior fixação na zona das Ilhas Britânicas e Escandinávia - onde estará muito robusto (pressão central máxima de 1040 hPa) - <strong>“abre-se” uma via para a chegada de perturbações atmosféricas nascidas sobre o Atlântico</strong>, que acabam por alcançar o Sudoeste Europeu, onde Portugal continental se localiza.</p><h2>Rio atmosférico vindo das Caraíbas reforçará a eficiência da chuva em Portugal</h2><p>A última atualização do modelo europeu mostra-nos como uma extensa região depressionária atlântica - com vários núcleos de baixas pressões inseridos na mesma circulação - <strong>acabará por se formar na região dos Açores entre quarta (4) e sexta-feira (6)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/risco-de-chuva-forte-os-meteorologistas-de-portugal-estao-atentos-ao-grande-rio-atmosferico-de-segunda-feira-dia-1793706783571.jpg" data-image="737puul6i37b"><figcaption>Mapa de sexta-feira, 6 de novembro às 16:00. Depressão atlântica centrada a noroeste do arquipélago dos Açores com um núcleo principal (994 hPa) e um núcleo secundário (1010 hPa). Uma frente gerada por este sistema de baixas pressões já estará a afetar Portugal continental na tarde de sexta-feira, 6 de novembro.</figcaption></figure><p> À medida que se for deslocando para leste sobre o Atlântico, evidenciar-se-á uma intensificação e aprofundamento do sistema depressionário (pressão central mínima de 994 hPa). </p><p>Uma primeira frente associada ao núcleo secundário do principal sistema depressionário enviará <strong>extensas bandas de nebulosidade e precipitação até Portugal continental a partir de sexta-feira, 6 de novembro</strong>.</p><p><strong>No mapa abaixo observa-se a possibilidade de pelo menos dois núcleos depressionários</strong> inseridos na mesma circulação continuarem a gerar mais frentes com nebulosidade e chuva nos dias seguintes (sábado 7 e domingo 8), à medida que a depressão se for deslocando e intensificando na sua trajetória pelo Atlântico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/risco-de-chuva-forte-os-meteorologistas-de-portugal-estao-atentos-ao-grande-rio-atmosferico-de-segunda-feira-dia-1793708969451.jpg" data-image="36ef51nr81fo"><figcaption>No domingo, 8 de novembro, o mapa de previsão das 09:00 mostra que o sistema depressionário atlântico poderá conter 2 centros de baixas pressões, com pressões mínimas centrais muito semelhantes (990 hPa e 993 hPa). Em simultâneo vê-se uma frente associada ao sistema a deixar chuva em Portugal continental e a ser reforçada por humidade vinda de Sudoeste.</figcaption></figure><p> As novidades acerca desta depressão atlântica não estão propriamente apenas no regresso da chuva a Portugal continental após um longo período de ausência, mas sim na sua <strong>tipologia relativamente invulgar, na eficiência da precipitação</strong> (que poderá ser abundante) <strong>e nos riscos e impactos que isto pressuporá para a nossa geografia</strong>. </p><p>Ao contrário das depressões das latitudes elevadas, em que há uma frente fria, aguaceiros pós-frontais e pouco mais, esta depressão evidenciará contornos distintos ao <strong>adquirir características subtropicais, dado que será alimentada por um rio de humidade continuamente bombeado da região das Caraíbas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/risco-de-chuva-forte-os-meteorologistas-de-portugal-estao-atentos-ao-grande-rio-atmosferico-de-segunda-feira-dia-1793709289681.jpg" data-image="90b44vapbtno"><figcaption>O potencial de água precipitável no território de Portugal continental aumentará significativamente no domingo e na segunda-feira, dias 8 e 9 de novembro, devido ao elevado teor de humidade contido no rio atmosférico vindo da região das Caraíbas.</figcaption></figure><p>Numa primeira fase, entre sexta (6) e sábado (7), o teor de vapor de água do rio de humidade transportado pelo fluxo de Sudoeste será relativamente baixo, mas suficientemente significativo para alimentar as frentes de chuva. Porém, o<strong> </strong>episódio de <strong>precipitação abundante</strong> ganha uma<strong> dimensão potencialmente mais gravosa</strong> quando olhamos para o que os mapas do tempo nos<strong> revelam para domingo, segunda e terça-feira, dias 8, 9 e 10 de novembro</strong>.</p><p><strong>Nestas datas - 8 a 10 de novembro</strong> - prevê-se um acréscimo substancial do teor de vapor de água, gerado no mesmo rio atmosférico referido. A concentração de humidade será muito mais elevada,<strong> servindo de “combustível” à eficiência das frentes geradas pela depressão atlântica</strong>, o que aumentará significativamente a probabilidade de <strong>chuva forte, persistente e abundante</strong> entre domingo (8) e terça (10) em Portugal continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/risco-de-chuva-forte-os-meteorologistas-de-portugal-estao-atentos-ao-grande-rio-atmosferico-de-segunda-feira-dia-1793707550423.jpg" data-image="pbo26bwx82cf"><figcaption>Os valores de EFI (Extreme Forecast Index) do fluxo de vapor de água para domingo 8 de novembro - entre 0,7 e 0,9 no mapa à esquerda - confirmam o carácter anómalo deste episódio de precipitação em Portugal continental. Segundo o ECMWF, estes valores podem, em geral, ser considerados como indicando a probabilidade de condições meteorológicas “invulgares”.</figcaption></figure><p>As primeiras projeções indicam ainda que <strong>a possibilidade deste cenário se prolongar por mais dias da próxima semana</strong> não deve ser descartada.</p><h2>Riscos e impactos deste episódio de chuva potencialmente abundante</h2><p><strong>Ainda é muito precoce para nos focarmos na distribuição e na intensidade dos acumulados de precipitação</strong>, uma vez que até lá, dependendo da trajetória das frentes e do rio de humidade, haverá ajustes na previsão meteorológica e nas zonas mais expostas à pluviosidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/risco-de-chuva-forte-os-meteorologistas-de-portugal-estao-atentos-ao-grande-rio-atmosferico-de-segunda-feira-dia-1793709600842.jpg" data-image="u6rxswjgu1rf"><figcaption>Mapa de probabilidade de precipitação para segunda-feira, 9 de novembro, às 00:00.</figcaption></figure><p>No entanto, os profissionais de planeamento e ordenamento do território, bem como a Proteção Civil, devem ter em conta que os solos, muito ressequidos pela ausência prolongada de água, poderão não ter a capacidade necessária para a absorção inicial da chuva, gerando-se um<strong> escoamento à superfície e um aumento do risco de inundações</strong>.</p><p>Adicionalmente, vale a pena ponderar a eventual instabilidade de vertentes associadas à ocorrência de chuva forte e repentina, o que aumenta significativamente <strong>o risco de derrocadas e deslizamentos de terras</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="796480" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-noite-gelada-aproxima-se-de-portugal-havera-temperaturas-de-ate-3-c-entre-as-03h00-e-as-07h.html" title="Uma noite gelada aproxima-se de Portugal: haverá temperaturas de até -3 ºC entre as 03h00 e as 07h00">Uma noite gelada aproxima-se de Portugal: haverá temperaturas de até -3 ºC entre as 03h00 e as 07h00</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-noite-gelada-aproxima-se-de-portugal-havera-temperaturas-de-ate-3-c-entre-as-03h00-e-as-07h.html" title="Uma noite gelada aproxima-se de Portugal: haverá temperaturas de até -3 ºC entre as 03h00 e as 07h00"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/uma-noite-gelada-aproxima-se-de-portugal-havera-temperaturas-de-ate-3-c-entre-as-03h00-e-as-08h-1793703944730_320.png" alt="Uma noite gelada aproxima-se de Portugal: haverá temperaturas de até -3 ºC entre as 03h00 e as 07h00"></a></article></aside><p>Por fim, importa esclarecer que <strong>não há motivo para “perder o sono”</strong>. Primeiro, porque ainda estamos a um prazo suficientemente distante do início do evento de tempo instável, o que torna precoce definir as zonas potencialmente mais afetadas em Portugal continental.</p><p>E segundo porque, com a antecedência e constante<strong> atualização das previsões meteorológicas, conjugadas com um trabalho bem feito de prevenção e salvaguarda de pessoas, bens e infraestruturas</strong>, não há motivo para que não sejam tomadas decisões operacionais e políticas adequadas ao episódio de chuva que se avizinha.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/risco-de-chuva-forte-os-meteorologistas-de-portugal-estao-atentos-ao-grande-rio-atmosferico-de-segunda-feira-dia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma noite gelada aproxima-se de Portugal: haverá temperaturas de até -3 ºC entre as 03h00 e as 07h00]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-noite-gelada-aproxima-se-de-portugal-havera-temperaturas-de-ate-3-c-entre-as-03h00-e-as-07h.html</link><pubDate>Tue, 03 Nov 2026 11:49:07 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A influência, ainda que indireta, da massa de ar polar de origem continental já se faz sentir em Portugal Continental, especialmente no Norte e Centro. A próxima madrugada poderá levar os termómetros a valores negativos em alguns locais.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbt40ci"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbt40ci.jpg" id="xbt40ci"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como temos vindo a avançar noutras previsões da Meteored Portugal, uma <strong>massa de ar polar proveniente da Rússia está a afetar as temperaturas no nosso país, ainda que de forma indireta</strong>, uma vez que ao percorrer toda a distância entre o seu ponto de partida e a nossa geografia, esta massa acaba por tornar-se um pouco mais temperada. Ainda assim, é notória a diferença das temperaturas entre os últimos dias e o dia de hoje, especialmente no Norte e Centro do país.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Como explicamos anteriormente neste portal, a atual configuração atmosférica, desde um bloqueio anticiclónico sobre as Ilhas Britânicas, a um sistema de baixas pressões sobre a Rússia, aliada a uma ondulação bastante acentuada do jato polar<strong> contribuem para que esta massa de ar polar seja "canalizada" em direção à Europa</strong>, chegando, indiretamente, até nós. </p><h2>Próxima madrugada poderá ser a mais fria da semana</h2><p>O dia de hoje, <strong>terça-feira, já conta com temperaturas mais baixas em praticamente todas as capitais de distrito do Norte e Centro</strong>, onde a maior parte não deverá ultrapassar os 18 ºC. A cidade da Guarda deverá registar a máxima mais baixa do país, de cerca de 12 ºC. Bragança deve chegar aos 14 ºC e Vila Real aos 15 ºC. Já as cidades mais quentes de hoje deverão ser Lisboa, com máxima prevista de 24 ºC, seguida de Leiria e Beja, com previsão de 23 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-noite-gelada-aproxima-se-de-portugal-havera-temperaturas-de-ate-3-c-entre-as-03h00-e-as-08h-1793703759219.jpg" data-image="u7g86zf80zjc" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>A Serra da Estrela poderá ser o local mais frio do país na próxima madrugada, onde os valores mínimos esperados deverão chegar aos -3 ºC. Outras regiões situadas em cotas elevadas do Norte também poderão registar valores negativos, até -1 ºC.</figcaption></figure><p><strong>A partir das 20h, os valores de 20 ºC ou mais desaparecem do nosso território e o interior Norte e Centro começa a registar valores inferiores a 10 ºC</strong>. No entanto, as temperaturas mais baixas devem surgir a partir das 3h da madrugada de quarta-feira, onde Guarda e Bragança podem registar apenas 2 ºC. No ponto mais alto do continente (Serra da Estrela), no mesmo horário, os termómetros podem registar até -2 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="796388" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-madrugada-de-quarta-feira-4-de-novembro-sera-a-mais-fria-da-semana-minimas-perto-dos-0-c-nestas-duas-cidades.html" title="A madrugada de quarta-feira, 4 de novembro, será a mais fria da semana: mínimas perto dos 0 ºC nestas duas cidades">A madrugada de quarta-feira, 4 de novembro, será a mais fria da semana: mínimas perto dos 0 ºC nestas duas cidades</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-madrugada-de-quarta-feira-4-de-novembro-sera-a-mais-fria-da-semana-minimas-perto-dos-0-c-nestas-duas-cidades.html" title="A madrugada de quarta-feira, 4 de novembro, será a mais fria da semana: mínimas perto dos 0 ºC nestas duas cidades"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-madrugada-de-quarta-feira-4-de-novembro-sera-a-mais-fria-da-semana-minimas-perto-dos-0-c-em-braganca-e-guarda-1793646317095_320.jpg" alt="A madrugada de quarta-feira, 4 de novembro, será a mais fria da semana: mínimas perto dos 0 ºC nestas duas cidades"></a></article></aside><p><strong>Nas horas seguintes e até às 7h da manhã, esta descida continuará</strong>, levando Bragança a registar 1 ºC, enquanto a cidade da Guarda poderá registar 0 ºC. Vila Real poderá registar cerca de 3 ºC no mesmo período. A nível local, tal como podemos observar no mapa acima, vários pontos das cotas mais elevadas do Norte também podem registar valores negativos, até -1 ºC, enquanto a Serra da Estrela poderá chegar aos -3 ºC. Além disto, <strong>várias outras cidades</strong>, pertencentes aos distritos cujas capitais foram mencionadas, <strong>poderão registar valores na ordem dos 2 ºC</strong>.</p><h2>Algumas cidades do Sul poderão registar mínimas acima dos 10 ºC</h2><p>Como já referimos,<strong> esta descida não será homogénea</strong> e o Sul do país, ainda que denote uma descida dos valores, poderá continuar a registar valores mínimos acima dos 10 ºC. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-noite-gelada-aproxima-se-de-portugal-havera-temperaturas-de-ate-3-c-entre-as-03h00-e-as-07h-1793705582193.jpg" data-image="qzfcmad2h3zb" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Enquanto a Serra da Estrela poderá ser o ponto mais frio da madrugada de quarta-feira, Sagres deverá ser o mais quente.</figcaption></figure><p>Faro não deverá descer dos 12 ºC. <strong>Sagres poderá ser o local mais quente do país, onde os termómetros não deverão baixar dos 18 ºC</strong>. A costa algarvia deverá manter-se, portanto, entre estes valores referidos. No litoral entre Sagres e Sines, as mínimas deverão manter-se entre os 18 ºC e os 13 ºC. A cidade de Lisboa também não deverá baixar dos 12 ºC de mínima. Posto isto, espera-se um contraste evidente entre o Norte e o Sul do país, ainda que <strong>estes valores possam sofrer alterações </strong>nas próximas atualizações do ECMWF.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-noite-gelada-aproxima-se-de-portugal-havera-temperaturas-de-ate-3-c-entre-as-03h00-e-as-07h.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A madrugada de quarta-feira, 4 de novembro, será a mais fria da semana: mínimas perto dos 0 ºC nestas duas cidades]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-madrugada-de-quarta-feira-4-de-novembro-sera-a-mais-fria-da-semana-minimas-perto-dos-0-c-nestas-duas-cidades.html</link><pubDate>Tue, 03 Nov 2026 07:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O frio vai intensificar-se no interior Norte e Centro, com Bragança e Guarda a registarem temperaturas próximas de 0 ºC na madrugada de quarta-feira. Saiba o que explica esta descida térmica.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbsyhqm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbsyhqm.jpg" id="xbsyhqm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A primeira semana de novembro ficará marcada por uma descida das temperaturas em Portugal continental, especialmente nas regiões do interior Norte e Centro. Segundo a previsão mais recente do modelo europeu (ECMWF), <strong>a madrugada de quarta-feira, 4 de novembro, poderá ser a mais fria da semana</strong>, com os termómetros a aproximarem-se dos 0 ºC em Bragança e na Guarda.</p><p>Esta descida térmica está associada à influência indireta de uma massa de ar polar continental, fria e seca, proveniente do oeste da Rússia, que se deslocará sobre grande parte da Europa.</p><h2>Massa de ar polar continental influencia indiretamente Portugal</h2><p>A evolução atmosférica prevista para os próximos dias será condicionada por um <strong>forte anticiclone situado nas proximidades das Ilhas Britânicas</strong>, que favorecerá a deslocação de ar polar continental de leste para oeste, contornando os seus flancos oriental e meridional.</p><p>Contudo, <strong>Portugal continental não será diretamente atingido por esta massa de ar polar nas suas características originais</strong>. Devido à distância percorrida e à sua trajetória, o ar chegará à Península Ibérica bastante modificado e temperado.</p><p>Ainda assim, a sua influência será suficiente para provocar uma descida das temperaturas, particularmente nas regiões do interior, onde as madrugadas poderão tornar-se bastante frias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-madrugada-de-quarta-feira-4-de-novembro-sera-a-mais-fria-da-semana-minimas-perto-dos-0-c-em-braganca-e-guarda-1793646317095.jpg" data-image="s4az8hgiqmgg" alt="Massa de ar polar continental estende-se pela Europa e influencia indiretamente Portugal" title="Massa de ar polar continental estende-se pela Europa e influencia indiretamente Portugal"><figcaption>A previsão do ECMWF para cerca de 1500 metros de altitude evidencia uma extensa região de ar frio sobre a Europa, enquanto Portugal permanece na periferia da massa de ar polar continental.</figcaption></figure><p>A distribuição do ar frio mostra um contraste significativo entre o leste europeu e a Península Ibérica. A influência sobre Portugal será mais moderada, mas poderá contribuir para acentuar <strong>o arrefecimento noturno, sobretudo nas regiões do interior</strong>.</p><h2>Bragança e Guarda poderão aproximar-se dos 0 ºC na madrugada de quarta-feira</h2><p>É durante a madrugada de <strong>quarta-feira, 4 de novembro</strong>, que o frio deverá fazer-se sentir com maior intensidade em várias localidades do interior Norte e Centro.</p><p>De acordo com os mapas do ECMWF para as 06h, <strong>a Guarda poderá registar temperaturas próximas dos 0 ºC</strong>, enquanto <strong>Bragança deverá apresentar valores em torno de 1 ºC</strong>.</p><p>O frio também será evidente noutras localidades do Nordeste Transmontano e da Beira Interior, onde os termómetros poderão descer para valores próximos do ponto de congelação. Nas áreas montanhosas mais elevadas, nomeadamente na Serra da Estrela, não se excluem temperaturas negativas.</p><p>Estas condições poderão favorecer a formação de <strong>geadas localizadas</strong>, sobretudo em zonas abrigadas do interior, caso se verifiquem condições favoráveis de vento e humidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-madrugada-de-quarta-feira-4-de-novembro-sera-a-mais-fria-da-semana-minimas-perto-dos-0-c-em-braganca-e-guarda-1793646396226.jpg" data-image="7aums9wtzsoc" alt="Guarda e Bragança entre as cidades mais frias na madrugada de quarta-feira" title="Guarda e Bragança entre as cidades mais frias na madrugada de quarta-feira"><figcaption>O ECMWF prevê temperaturas próximas dos 0 ºC na Guarda e de 1 ºC em Bragança, com valores igualmente baixos em vários setores do interior Norte e Centro.</figcaption></figure><p>O contraste térmico será expressivo entre o interior e o litoral. Enquanto as zonas mais afastadas da influência marítima poderão apresentar temperaturas próximas do ponto de congelação, cidades como Porto e Lisboa deverão manter valores bastante superiores durante a madrugada.</p><h2>Temperaturas máximas também deverão descer, mas o frio será mais evidente durante a noite</h2><p>A descida térmica não ficará limitada às temperaturas mínimas. Durante a tarde de quarta-feira, os mapas do ECMWF apontam para <strong>máximas próximas dos 10 a 12 ºC na Guarda e em Bragança</strong>, enquanto outras localidades do interior Norte e Centro poderão apresentar valores entre 13 e 17 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="796338" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/meteorologistas-em-portugal-atentos-vai-formar-se-uma-depressao-atlantica-com-chuva-muito-eficiente-a-partir-de-sexta.html" title="Meteorologistas em Portugal atentos: vai formar-se uma depressão atlântica com chuva muito eficiente a partir de sexta 6">Meteorologistas em Portugal atentos: vai formar-se uma depressão atlântica com chuva muito eficiente a partir de sexta 6</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/meteorologistas-em-portugal-atentos-vai-formar-se-uma-depressao-atlantica-com-chuva-muito-eficiente-a-partir-de-sexta.html" title="Meteorologistas em Portugal atentos: vai formar-se uma depressão atlântica com chuva muito eficiente a partir de sexta 6"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologistas-em-portugal-atentos-vai-formar-se-uma-depressao-atlantica-com-chuva-muito-eficiente-a-partir-de-sexta-1793624251166_320.jpg" alt="Meteorologistas em Portugal atentos: vai formar-se uma depressão atlântica com chuva muito eficiente a partir de sexta 6"></a></article></aside><p>Em contrapartida, o litoral e as regiões mais a sul deverão manter temperaturas relativamente mais amenas, com máximas próximas dos 20 ºC em Lisboa e valores superiores em alguns setores do Alentejo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-madrugada-de-quarta-feira-4-de-novembro-sera-a-mais-fria-da-semana-minimas-perto-dos-0-c-em-braganca-e-guarda-1793646456392.jpg" data-image="7fh5l43l0ayw" alt="Interior Norte e Centro continuará mais frio durante a tarde de quarta-feira" title="Interior Norte e Centro continuará mais frio durante a tarde de quarta-feira"><figcaption>A previsão do ECMWF aponta para máximas próximas dos 10 a 12 ºC na Guarda e em Bragança, contrastando com temperaturas mais amenas no litoral e no Sul.</figcaption></figure><p>Apesar da recuperação das temperaturas ao longo do dia, o contraste entre as regiões continuará evidente. A partir de quinta-feira, 5 de novembro, as previsões sugerem uma subida gradual das mínimas em várias zonas do interior, reduzindo a intensidade do frio noturno.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-madrugada-de-quarta-feira-4-de-novembro-sera-a-mais-fria-da-semana-minimas-perto-dos-0-c-nestas-duas-cidades.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um vulcão próximo à capital da Nicarágua tem um sistema magmático mais complexo do que os cientistas pensavam]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-vulcao-proximo-a-capital-da-nicaragua-tem-um-sistema-magmatico-mais-complexo-do-que-os-cientistas-pensavam.html</link><pubDate>Tue, 03 Nov 2026 06:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Investigadores utilizaram dados de satélite de seis anos para descobrir indícios de duas fontes de magma distintas sob o vulcão Masaya, na Nicarágua, que se encontra próximo a cerca de dois milhões de pessoas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/volcano-near-nicaragua-s-capital-has-a-more-complex-magma-system-than-scientists-thought-1793027733731.png" data-image="r5m6gvh6gg9x" alt="Pesquisadores da Universidade Estadual da Pensilvânia encontraram evidências de dois depósitos de magma ativos sob o vulcão Masaya, na Nicarágua, o que revela um sistema subterrâneo mais complexo do que se acreditava até agora." title="Pesquisadores da Universidade Estadual da Pensilvânia encontraram evidências de dois depósitos de magma ativos sob o vulcão Masaya, na Nicarágua, o que revela um sistema subterrâneo mais complexo do que se acreditava até agora."><figcaption>Investigadores da Universidade Estadual da Pensilvânia encontraram evidências de dois depósitos de magma ativos sob o vulcão Masaya, na Nicarágua, o que revela um sistema subterrâneo mais complexo do que se acreditava até agora.</figcaption></figure><p>Descobriu-se que um enorme vulcão, situado a apenas 21 quilómetros de Manágua — a capital da Nicarágua,<strong> onde vivem mais de dois milhões de pessoas</strong> —, tem algo a borbulhar sob a sua superfície que, até agora, era totalmente desconhecido pelos cientistas.</p><div class="texto-destacado">O vulcão Masaya é conhecido pelo seu lago de lava e é um destino turístico popular, além de ser um parque nacional. Embora não tenha registado uma erupção significativa desde 1772, emite regularmente elevadas concentrações de dióxido de enxofre, um gás vulcânico que pode ser perigoso para os visitantes e para as pessoas que vivem nas proximidades.</div><p>Relacionado com isto está o movimento do magma através dos seus depósitos subterrâneos. <strong>Este processo nunca foi totalmente compreendido</strong>; por isso, os investigadores têm-se esforçado para entender melhor o perigo potencial que representa.</p><p>Pois bem,<strong> um novo estudo da Universidade Estadual da Pensilvânia encontrou evidências de que pode haver duas fontes de magma distintas sob o vulcão</strong>, em vez de uma única, como os cientistas pensavam originalmente.</p><h2>O terreno move-se em direções opostas</h2><p>A equipa utilizou dados do satélite Sentinel-1, que sobrevoa Masaya aproximadamente a cada 12 dias, para rastrear pequenas alterações na altitude do terreno entre 2018 e 2024. A técnica empregada, chamada InSAR, <strong>utiliza um radar capaz de penetrar as nuvens</strong>,<strong> o que é importante para vulcões em regiões tropicais, onde a nebulosidade é comum</strong>.</p><p>O que descobriram foi que o terreno sobre a caldeira principal do vulcão afundou durante a primeira parte do período de estudo e, depois, começou a elevar-se novamente. Segundo os investigadores,<strong> isto poderia significar que o magma estava a ser drenado inicialmente</strong> e que, em seguida, magma novo começou a deslocar-se para um reservatório mais profundo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/volcano-near-nicaragua-s-capital-has-a-more-complex-magma-system-than-scientists-thought-1793027760482.jpg" data-image="zhbmzec2oa9p" alt="Ao analisar seis anos de dados de satélite, os cientistas detectaram mudanças no terreno ao redor do vulcão Masaya que poderiam ajudar a melhorar o monitoramento vulcânico e a previsão de futuras erupções." title="Ao analisar seis anos de dados de satélite, os cientistas detectaram mudanças no terreno ao redor do vulcão Masaya que poderiam ajudar a melhorar o monitoramento vulcânico e a previsão de futuras erupções."><figcaption>Ao analisar seis anos de dados de satélite, os cientistas detetaram mudanças no terreno em redor do vulcão Masaya que poderiam ajudar a melhorar a monitorização vulcânica e a previsão de futuras erupções.</figcaption></figure><p>No entanto, a zona em redor da cratera ativa de Santiago não seguiu o mesmo padrão: <strong>continuou a afundar durante os seis anos, mesmo enquanto o restante da caldeira se elevava</strong>.</p><p>“Isto indica que o sistema de chaminés é mais complexo e poderia ser decorrente de uma diminuição do magma num segundo reservatório menos profundo”, disse a autora principal, Lizzie Johnson, que ajudou a realizar o estudo.</p><h2>Segundo os investigadores, não há perigo imediato</h2><p>Os investigadores realçaram que as suas descobertas não indicavam nenhuma ameaça imediata para as pessoas que vivem nos arredores de Masaya. No entanto, segundo a equipa, <strong>conhecer o comportamento habitual do vulcão deve facilitar a deteção de mudanças incomuns no futuro</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768485" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/geologos-islandeses-explicam-por-que-razao-os-vulcoes-continuam-a-ser-o-fenomeno-mais-imprevisivel-da-terra.html" title="Geólogos islandeses explicam por que razão os vulcões continuam a ser o fenómeno mais imprevisível da Terra">Geólogos islandeses explicam por que razão os vulcões continuam a ser o fenómeno mais imprevisível da Terra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/geologos-islandeses-explicam-por-que-razao-os-vulcoes-continuam-a-ser-o-fenomeno-mais-imprevisivel-da-terra.html" title="Geólogos islandeses explicam por que razão os vulcões continuam a ser o fenómeno mais imprevisível da Terra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-los-volcanes-siguen-siendo-el-fenomeno-mas-impredecible-de-la-tierra-1778407583098_320.png" alt="Geólogos islandeses explicam por que razão os vulcões continuam a ser o fenómeno mais imprevisível da Terra"></a></article></aside><p>Young Cheol Kim, que trabalhou no estudo como estudante de doutoramento na Penn State, disse que a monitorização contínua foi fundamental para estabelecer essa linha de base. “<strong>E, se surgir a necessidade de alertar as pessoas, podemos fazê-lo de maneira oportuna</strong>”, disse ele.</p><p>Johnson afirmou que a realização de estudos adicionais de longo prazo <strong>ajudaria a monitorizar os riscos em Masaya e noutros vulcões semelhantes</strong> com lagos de lava.</p><div><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Double%20trouble%3A%20Two%20active%20magma%20reservoirs%20indicated%20at%20Masaya%20volcano" data-year="October%202026" data-title="Penn%20State%20University%20via%20Science%20Daily" data-url="https%3A%2F%2Fwww.psu.edu%2Fnews%2Fearth-and-mineral-sciences%2Fstory%2Fdouble-trouble-two-active-magma-reservoirs-indicated-masaya">Double trouble: Two active magma reservoirs indicated at Masaya volcano. (October 2026). <a href="https://www.psu.edu/news/earth-and-mineral-sciences/story/double-trouble-two-active-magma-reservoirs-indicated-masaya" target="blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Penn State University via Science Daily</a>.</cite></p></section><br></div>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-vulcao-proximo-a-capital-da-nicaragua-tem-um-sistema-magmatico-mais-complexo-do-que-os-cientistas-pensavam.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calendário astronómico de novembro: chuvas de meteoros, superlua e conjunções planetárias que não podes perder]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/calendario-astronomico-de-novembro-chuvas-de-meteoros-superlua-e-conjuncoes-planetarias-que-nao-podes-perder.html</link><pubDate>Mon, 02 Nov 2026 18:17:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Novembro trará uma superlua, chuvas de meteoros e planetas que parecerão estar próximos. Conheça as principais datas, como observar a partir de Portugal e quais as condições que poderão favorecer ou dificultar a sua observação este mês.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/calendario-astronomico-de-noviembre-lluvias-de-meteoros-superluna-y-conjunciones-planetarias-que-no-te-puedes-perder-1793402004007.jpeg" data-image="oqbj0yxki3h6"><figcaption>Uma superlua ocorre quando a Lua cheia coincide com o perigeu.</figcaption></figure><p><strong>Neste mês de novembro, o céu vai oferecer oportunidades para quem gosta de observar galáxias, estrelas, planetas e meteoros</strong>. O melhor é que não precisas de equipamento especializado para assistir a estes fenómenos.</p><p><strong>O importante é escolher os horários adequados e um bom local para aproveitar ao máximo a experiência</strong>. No dia 9 de novembro, durante as noites próximas da lua nova, a ausência de luz lunar facilitará a observação de objetos visualmente fracos.</p><p>Mas além disso… <strong>No dia 24, não só haverá lua cheia, como também será uma superlua</strong>, um fenómeno que ocorre quando o nosso satélite se encontra próximo do perigeu, o ponto mais próximo da sua órbita em torno da Terra, no momento em que ocorre a lua cheia.</p><h2>O que vamos ver em novembro</h2><p><strong>As Táuridas do Sul atingirão um dos seus melhores períodos durante a noite de 4 para 5 de novembro</strong> e, embora a sua produção de meteoros seja relativamente baixa, os seus bólidos são fantásticos!</p><div class="texto-destacado">Um bólido é um clarão excecionalmente luminoso provocado por fragmentos de material espacial que atravessam a nossa atmosfera.</div><p><strong>Entre 11 e 12 de novembro será a vez das Táuridas do Norte</strong> e, como a Lua estará apenas a crescer, não irá atrapalhar a observação dos traços luminosos. Ambas as chuvas de meteoros estão associadas ao cometa Encke.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calendario-astronomico-de-noviembre-lluvias-de-meteoros-superluna-y-conjunciones-planetarias-que-no-te-puedes-perder-1793402223520.jpeg" data-image="dseyd3rhvyii"><figcaption>O aglomerado aberto de estrelas das Plêiades é também uma joia do céu de inverno.</figcaption></figure><p>No que diz respeito às <strong>Leónidas, a sua noite principal será de 16 para 17 de novembro</strong>, e mesmo na noite seguinte será possível observar uma boa quantidade de "estrelas". Estes meteoros têm origem no cometa Tempel-Tuttle.</p><p>E, como já sabemos, para observar estes fenómenos, é <strong>aconselhável afastar-se das luzes da cidade, observar uma ampla região do céu </strong>e não apenas a sua constelação de origem (radiante). É importante lembrar que os nossos olhos precisam de 15 a 20 minutos para se adaptarem à escuridão.</p><h2>Conjunções planetárias</h2><p>Vénus será uma das protagonistas do amanhecer quando, <strong>entre os dias 3 e 9, aparecer perto de Espiga</strong>, a estrela mais brilhante da constelação de Virgem. De facto, atingirá a sua separação mínima (em relação ao Sol) no dia 9.</p><p><strong>Marte e Júpiter protagonizarão outro encontro durante as madrugadas de 15 e 16, mas desta </strong>vez fá-lo-ão na constelação de Leão, separados por pouco mais de um grau, o que equivale a cerca de 2 diâmetros lunares.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calendario-astronomico-de-noviembre-lluvias-de-meteoros-superluna-y-conjunciones-planetarias-que-no-te-puedes-perder-1793402548981.jpeg" data-image="rfhrcoiw7r3a"><figcaption>A Lua crescente, Júpiter e Vénus numa conjunção maravilhosa.</figcaption></figure><p>No dia <strong>25 de novembro, Urano estará em oposição</strong>, mas, embora permaneça visível durante grande parte da noite na constelação de Touro, o seu brilho fraco e a Lua quase cheia dificultarão a sua localização sem instrumentos ópticos.</p><div class="texto-destacado">Uma oposição ocorre quando a Terra se situa entre um planeta e o Sol.</div><p><strong>Também poderemos procurar as Plêiades e o Aglomerado Duplo de Perseu</strong>. E o melhor é que ambos podem ser distinguidos sem telescópio; mesmo com uns binóculos pequenos, as estrelas podem ser vistas de forma magnífica...</p><h3>Algumas recomendações</h3><p><strong>As noites próximas do dia 9 serão ideais para observar objetos pouco brilhantes e, na madrugada do dia 16, poderemos apreciar a proximidade de Marte e Júpiter</strong>. Para fotografar a superlua do dia 24, é aconselhável procurar um horizonte desobstruído ao pôr-do-sol.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="796210" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/uns-astronomos-sul-coreanos-o-famoso-quadro-a-noite-estrelada-de-van-gogh-podera-representar-um-ceu-real.html" title="Uns astrónomos sul-coreanos: o famoso quadro 'A Noite Estrelada', de Van Gogh, poderá representar um céu real">Uns astrónomos sul-coreanos: o famoso quadro "A Noite Estrelada", de Van Gogh, poderá representar um céu real</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/uns-astronomos-sul-coreanos-o-famoso-quadro-a-noite-estrelada-de-van-gogh-podera-representar-um-ceu-real.html" title="Uns astrónomos sul-coreanos: o famoso quadro 'A Noite Estrelada', de Van Gogh, poderá representar um céu real"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nuit-etoilee-de-van-gogh-ce-tableau-celebre-pourrait-representer-un-ciel-reel-d-apres-les-chercheurs-1793119270011_320.jpeg" alt="Uns astrónomos sul-coreanos: o famoso quadro 'A Noite Estrelada', de Van Gogh, poderá representar um céu real"></a></article></aside><p><strong>Uma aplicação de mapas estelares, como o Stellarium, ajuda a identificar constelações</strong> e a prever a posição dos planetas. Não te esqueças de te agasalhar e de verificar a previsão do tempo antes de saíres, especialmente em zonas montanhosas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/calendario-astronomico-de-novembro-chuvas-de-meteoros-superlua-e-conjuncoes-planetarias-que-nao-podes-perder.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Com o El Niño disparado e maior risco de tempestades na Europa, meteorologistas testam drones para aperfeiçoar previsões]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/com-o-el-nino-disparado-e-maior-risco-de-tempestades-na-europa-meteorologistas-testam-drones-para-aperfeicoar-previsoes.html</link><pubDate>Mon, 02 Nov 2026 17:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma nova geração de drones permitirá medir variáveis atmosféricas e analisar as nuvens com maior precisão. Os cientistas pretendem integrá-los nas redes de observação para melhorar as previsões de fenómenos extremos e antecipar situações de risco.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/con-el-nino-disparado-y-mas-riesgo-de-tormentas-en-europa-los-meteorologos-prueban-drones-para-afinar-sus-previsiones-1793553375131.png" data-image="9fk8juz6mrcj" alt="Drones previsión pronóstico El Niño" title="Drones previsión pronóstico El Niño"><figcaption>Os serviços meteorológicos poderiam contar com observações regulares de setores da atmosfera que, atualmente, têm uma cobertura limitada.</figcaption></figure><p><strong>A meteorologia poderá estar perante um novo salto tecnológico</strong>. Investigadores dos Estados Unidos e do Reino Unido estão a desenvolver drones capazes de recolher informações atmosféricas em tempo real, mesmo no interior das nuvens. O objetivo é <strong>melhorar as previsões e ganhar tempo</strong> para antecipar tempestades e outros eventos meteorológicos extremos.</p><p>A iniciativa assume especial relevância face à perspetiva de um inverno europeu marcado por <strong>um episódio de El Niño que poderá atingir uma intensidade excecional</strong>. Neste contexto, dispor de mais observações e atualizar os modelos meteorológicos com maior frequência revela-se fundamental.</p><h2>Drones capazes de antecipar a chegada de mau tempo</h2><p>Investigadores norte-americanos salientaram que estes dispositivos podem medir variáveis como a pressão atmosférica e a velocidade do vento durante os seus voos, transmitindo informações em tempo real para <strong>melhorar o acompanhamento de sistemas meteorológicos potencialmente perigosos</strong>.</p><p><strong>O interesse por esta tecnologia chegou também ao setor energético</strong>. Os operadores de energia precisam de antecipar as mudanças meteorológicas: a nebulosidade pode reduzir a produção de energia solar, enquanto uma tempestade iminente pode aumentar rapidamente a produção dos parques eólicos.</p><p>Mas a sua utilidade vai muito além dos mercados. Os drones poderiam <strong>complementar as medições atualmente realizadas pelos balões meteorológicos</strong>, fornecendo informações em altitude com maior frequência, inclusive de hora a hora ou em intervalos ainda mais curtos. Além disso, permitiriam <strong>reduzir os resíduos</strong> associados aos equipamentos que se perdem ou são descartados durante os lançamentos.</p><h2>O desafio de medir o que acontece no interior das nuvens</h2><p>Um dos projetos mais promissores está a ser desenvolvido na Universidade de Leeds, no Reino Unido. Trata-se do DOOC (Drone Observation Of Clouds), uma investigação que procura determinar <strong>como integrar as medições realizadas por drones nos sistemas de previsão meteorológica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/con-el-nino-disparado-y-mas-riesgo-de-tormentas-en-europa-los-meteorologos-prueban-drones-para-afinar-sus-previsiones-1793553436891.jpg" data-image="iwxa9qlgvbno" alt="Drones previsión pronóstico El Niño" title="Drones previsión pronóstico El Niño"><figcaption>Este avanço permitiria alertas mais precoces e maiores possibilidades de proteger a população.</figcaption></figure><p>Entre junho e novembro de 2026, a equipa realizou testes em Yorkshire, em colaboração com a empresa especializada Menapia. Para tal, obteve <strong>autorização para operar numa estreita coluna de espaço aéreo </strong>com apenas 30 metros de largura, desde a superfície até aos 1 600 metros de altitude.</p><div class="texto-destacado"><strong>Os voos permitem registar a temperatura, a humidade e o vento a diferentes níveis, mas também analisar as partículas que compõem as nuvens</strong>. Para este último objetivo, os drones incorporam um contador capaz de determinar o tamanho e a concentração das pequenas gotículas de água suspensas no ar.</div><p>Trata-se de informação especialmente valiosa, uma vez que as características das nuvens<strong> influenciam a formação de precipitação, nevoeiro, granizo e trovoadas</strong>. O dispositivo utilizado levou cerca de uma década de desenvolvimento e aperfeiçoamento para conseguir medições fiáveis a partir de plataformas aéreas não tripuladas.</p><h2>Uma nova ferramenta para as previsões do futuro</h2><p>A Organização Meteorológica Mundial (OMM) já tinha dado um primeiro passo neste sentido em 2024, quando organizou a sua <strong>primeira demonstração de drones meteorológicos</strong>, centrada na medição da temperatura e da velocidade do vento nos níveis mais baixos da atmosfera.</p><p>A perspetiva é desenvolver <strong>redes de estações com drones capazes de descolar e aterrar remotamente</strong>. Desta forma, os serviços meteorológicos disporiam de observações regulares de setores da atmosfera que, atualmente, têm uma cobertura limitada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777344" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/jose-borges-esta-a-construir-uma-frota-de-drones-que-ira-detetar-perigos-na-costa-de-matosinhos.html" title="José Borges está a construir uma frota de drones que irá detetar perigos na costa de Matosinhos">José Borges está a construir uma frota de drones que irá detetar perigos na costa de Matosinhos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/jose-borges-esta-a-construir-uma-frota-de-drones-que-ira-detetar-perigos-na-costa-de-matosinhos.html" title="José Borges está a construir uma frota de drones que irá detetar perigos na costa de Matosinhos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/jose-borges-esta-a-construir-uma-frota-de-drones-que-ira-detetar-perigos-na-costa-de-matosinhos-1783343093117_320.jpg" alt="José Borges está a construir uma frota de drones que irá detetar perigos na costa de Matosinhos"></a></article></aside><p>Esta informação também poderá impulsionar os <strong>modelos meteorológicos baseados em inteligência artificial</strong>, que dependem especialmente da quantidade e da qualidade dos dados disponíveis para elaborar as suas previsões.</p><p>No entanto, ainda existem obstáculos. Um dos principais é <strong>conseguir que as autoridades reguladoras autorizem operações científicas num espaço aéreo partilhado com aviões comerciais e outros drones</strong>. Por isso, os investigadores consideram necessário investir em infraestruturas e desenvolver novas normas que permitam tirar partido desta tecnologia.</p><p>O objetivo final é <strong>melhorar a antecipação de eventos meteorológicos extremos</strong>. Se os drones conseguirem fornecer informações atmosféricas de forma contínua e a diferentes altitudes, os meteorologistas poderão detetar mais cedo as condições favoráveis ao desenvolvimento de tempestades severas. Uma vantagem que poderá traduzir-se em <strong>avisos mais precoces e maiores possibilidades de proteger a população</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/com-o-el-nino-disparado-e-maior-risco-de-tempestades-na-europa-meteorologistas-testam-drones-para-aperfeicoar-previsoes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Na terra do Lusitano, a Feira Nacional do Cavalo celebra 50 anos e sonha com a UNESCO]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/na-terra-do-lusitano-a-feira-nacional-do-cavalo-celebra-50-anos-e-sonha-com-a-unesco.html</link><pubDate>Mon, 02 Nov 2026 15:25:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Na vila ribatejana da Golegã, o mais emblemático encontro equestre português assinala um marco histórico após recente reconhecimento como património imaterial.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/na-terra-do-lusitano-a-feira-nacional-do-cavalo-celebra-50-anos-e-sonha-com-a-unesco-1793625017152.jpg" data-image="n51rpyjxn1r6" alt="Feira Nacional do Cavalo, Golegã" title="Feira Nacional do Cavalo, Golegã"><figcaption>Todos os anos, em novembro, as ruas da Golegã recebem a maior feira do cavalo em Portugal. Foto: Feira Nacional do Cavalo</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Centenas de cavaleiros e amazonas, trajados à portuguesa, tomam as ruas da <strong>Golegã</strong>. <span style="letter-spacing: 0.03em;">Montados em exemplares lusitanos de postura altiva, misturam-se com criadores e visitantes numa </span><strong style="letter-spacing: 0.03em;">vila ribatejana</strong><span style="letter-spacing: 0.03em;"> que suspende o quotidiano ao som dos cascos no empedrado das ruas.</span></p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A imagem faz parte da identidade local há gerações, mas, na edição de 2026, assume um significado especial. A vila da Golegã celebra o 50.º aniversário da Feira Nacional do Cavalo, depois de o evento ter sido inscrito no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial. A distinção reforça agora a ambição de alcançar o reconhecimento da UNESCO.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A recente classificação reconhece uma <strong>tradição de raízes seculares</strong> e inaugura mais um capítulo na história de uma localidade profundamente ligada ao cavalo. </p><p>O Património Cultural, I.P., destacou a manifestação como símbolo da identidade local e da cultura equestre portuguesa. Sublinhou também a sua continuidade histórica, desde a antiga <strong>Feira de São Martinho</strong>, documentada desde o <strong>século XVI</strong>. Trata-se, portanto, de um passo decisivo na proteção e na valorização de um legado transmitido entre gerações.</p><h2>As origens de uma tradição secular</h2><p>A história da Golegã ajuda a explicar a dimensão que o evento alcançou. Elevada a vila por D. João III em 1534, a povoação desenvolveu-se numa <strong>região fértil</strong>, condicionada pela proximidade dos rios e pela <strong>atividade agrícola</strong>. Ao longo dos séculos, lavradores, criadores e proprietários rurais desenvolveram uma relação estreita com o <strong>cavalo</strong>, transformando-o num elemento central da economia e da vida quotidiana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/na-terra-do-lusitano-a-feira-nacional-do-cavalo-celebra-50-anos-e-sonha-com-a-unesco-1793625077180.jpg" data-image="qsyteywe6dyj" alt="Feira Nacional do Cavalo, Golegã" title="Feira Nacional do Cavalo, Golegã"><figcaption>O Lusitano é o cavalo de sela mais antigo do mundo e reconhecido pela inteligência e temperamento dócil. Foto: Feira Nacional do Cavalo</figcaption></figure><p>Essa ligação foi crescendo depois com feiras e mercados que atraíam gente de várias regiões. No século XVIII, com o impulso de Marquês de Pombal, surgiram <strong>concursos e provas</strong> que contribuíram para consolidar a reputação equestre. A partir daí, a Golegã começou gradualmente a afirmar-se como uma <strong>referência nacional</strong> na criação e nas mostras de cavalos.</p><h2>De feira regional a referência internacional</h2><p>As origens do certame remontam à <strong>Feira de São Martinho</strong>, realizada há vários séculos. Em 1972, a vertente equestre alcançou dimensão própria e passou a designar-se <strong>Feira Nacional do Cavalo</strong>. O crescimento foi contínuo e o que começou como um espaço para promover e comercializar animais converteu-se num dos mais importantes encontros do setor a nível internacional.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Hoje, a Feira da Golegã integra três realidades complementares. A secular Feira de São Martinho, a Feira Nacional do Cavalo e a Feira Internacional do Cavalo Lusitano. Juntas, reúnem criadores, cavaleiros, campinos, artesãos e visitantes de dezenas de países, preservando práticas culturais enraizadas no território.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O processo que conduziu ao <strong>reconhecimento patrimonial</strong> exigiu mais de um ano de trabalho e a preparação de cerca de duas mil páginas de documentação, reunindo testemunhos, registos históricos e elementos culturais associados à manifestação.</p><h2>O Lusitano no centro da identidade local</h2><p>Falar da Golegã é falar, sobretudo, do <strong>Cavalo Lusitano</strong>. A associação entre a vila e esta raça é tão forte que o concelho é frequentemente apontado como a sua principal montra internacional. Algumas das mais influentes <strong>linhagens</strong> do Lusitano moderno nasceram ou consolidaram-se na região, incluindo os célebres <strong>cavalos Veiga</strong>.</p><p>Essa relação torna-se mais evidente durante a Feira da Golegã. No Arneiro, realizam-se <strong>concursos de apresentação</strong>, <strong>provas de ensino</strong>, <strong>demonstrações</strong> de equitação de trabalho e exibições de arte equestre. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795923" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/castanhas-miscaros-e-medronho-roteiro-de-outono-leva-sabores-da-estacao-as-aldeias-de-montanha.html" title="Castanhas, míscaros e medronho: Roteiro de Outono leva sabores da estação às Aldeias de Montanha">Castanhas, míscaros e medronho: Roteiro de Outono leva sabores da estação às Aldeias de Montanha</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/castanhas-miscaros-e-medronho-roteiro-de-outono-leva-sabores-da-estacao-as-aldeias-de-montanha.html" title="Castanhas, míscaros e medronho: Roteiro de Outono leva sabores da estação às Aldeias de Montanha"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/castanhas-miscaros-e-medronho-roteiro-de-outono-leva-sabores-da-estacao-as-aldeias-de-montanha-1793363556373_320.jpg" alt="Castanhas, míscaros e medronho: Roteiro de Outono leva sabores da estação às Aldeias de Montanha"></a></article></aside><p>Mas a importância do Lusitano vai além do simbolismo. Considerada uma das mais antigas raças de sela do mundo, é valorizada pela <strong>inteligência</strong>, capacidade de aprendizagem, <strong>equilíbrio</strong> e <strong>versatilidade</strong>. Essas características ajudaram a projetar internacionalmente o nome da Golegã e contribuíram para consolidar a feira como um ponto de <strong>encontro obrigatório</strong> para criadores e investidores.</p><h2>Aniversário com o futuro no horizonte</h2><p>Entre<strong> 6</strong><strong> e 15 de novembro</strong>, a edição de 2026 assinalará a 50.ª Feira Nacional do Cavalo, em simultâneo com a 27.ª Feira Internacional do Cavalo Lusitano e a histórica Feira de São Martinho. O dia <strong>11 de novembro, dedicado a São Martinho</strong>, continuará a ser o <strong>momento de maior afluência</strong>, reunindo concursos, celebrações dedicadas às raças autóctones e milhares de visitantes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/na-terra-do-lusitano-a-feira-nacional-do-cavalo-celebra-50-anos-e-sonha-com-a-unesco-1793625198440.jpg" data-image="4fihrf0109bl" alt="Prova equestre, Feira Nacional do Cavalo, Golegã" title="Prova equestre, Feira Nacional do Cavalo, Golegã"><figcaption>No Arneiro, realizam-se concursos, provas e exibições de arte equestre. Foto: Feira Nacional do Cavalo</figcaption></figure><p>O simbolismo do jubileu coincide com um período particularmente importante para a organização. Depois da inscrição no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, o objetivo é a <strong>candidatura à UNESCO</strong>, meta defendida pela autarquia e apresentada como o próximo grande passo para o certame.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="FNC" data-year="" data-title="Feira%20Nacional%20do%20Cavalo" data-url="https%3A%2F%2Ffeiranacionaldocavalo.com%2F">FNC. <a href="https://feiranacionaldocavalo.com/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Feira Nacional do Cavalo</a>.</cite><br><cite data-author="Di%C3%A1rio%20da%20Rep%C3%BAblica" data-year="" data-title="Inscri%C3%A7%C3%A3o%20da%20%C2%ABFeira%20da%20Goleg%C3%A3%C2%BB%20no%20Invent%C3%A1rio%20Nacional%20do%20Patrim%C3%B3nio%20Cultural%20Imaterial" data-url="https%3A%2F%2Fdiariodarepublica.pt%2Fdr%2Fdetalhe%2Fanuncio%2F282-2026-1179331076">Diário da República. <a href="https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/anuncio/282-2026-1179331076" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Inscrição da «Feira da Golegã» no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/na-terra-do-lusitano-a-feira-nacional-do-cavalo-celebra-50-anos-e-sonha-com-a-unesco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Meteorologistas em Portugal atentos: vai formar-se uma depressão atlântica com chuva muito eficiente a partir de sexta 6]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/meteorologistas-em-portugal-atentos-vai-formar-se-uma-depressao-atlantica-com-chuva-muito-eficiente-a-partir-de-sexta.html</link><pubDate>Mon, 02 Nov 2026 13:07:18 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O tempo completamente seco, estável e predominantemente soalheiro tem as horas contadas em Portugal continental. Prevê-se uma mudança meteorológica significativa a partir de sexta-feira, 6 de novembro, devido a uma extensa região depressionária atlântica que provocará o regresso da chuva.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbswc1a"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbswc1a.jpg" id="xbswc1a"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como referido anteriormente na Meteored Portugal, prevê-se que no<strong> final da primeira semana de novembro ocorra o regresso da chuva à geografia do Continente</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Persiste alguma incerteza quanto à data concreta em que a chuva voltará a cair no país, embora a mais recente atualização do modelo Europeu (ECMWF), aponte sexta-feira, 6 de novembro como o dia mais provável. <strong>Até lá, os dias manter-se-ão estáveis, secos e predominantemente soalheiros, mas algo mais frescos</strong>.</p><h2>A chuva está a caminho de Portugal continental</h2><p>Deitando um olhar pelas cartas sinópticas de referência da Meteored, baseadas no modelo que inspira a nossa maior confiança (ECMWF), observa-se uma <strong>mudança significativa do estado do tempo a partir de sexta-feira, 6 de novembro em Portugal continental</strong>.</p><p>Com a subida em latitude do robusto anticiclone de bloqueio que se fixará em torno das Ilhas Britânicas, fica a <strong>‘via aberta’ para o regresso da chuva vinda de oeste</strong>, a partir de perturbações formadas sobre o oceano Atlântico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologistas-em-portugal-atentos-vai-formar-se-uma-depressao-atlantica-com-chuva-muito-eficiente-a-partir-de-sexta-1793622774043.jpg" data-image="b66ho9slevh1"><figcaption>Mapa das 12:00 de terça-feira, 3 de novembro. Anticiclone muito robusto (1041 hPa de pressão central) em torno das Ilhas Britânicas e Portugal ainda "protegido" da chuva devido à influência relativa das altas pressões.</figcaption></figure><p><strong>Entre sexta-feira (6) e sábado (7) verifica-se como uma extensa região depressionária</strong> - com múltiplos centros de baixas pressões inseridos na mesma circulação -, <strong>centrada no Atlântico e localizada sobre o arquipélago dos Açores</strong>, irá tornar-se cada vez mais profunda à medida que se for deslocando para es-nordeste.</p><p>As frentes geradas pela rotação deste sistema depressionário darão origem a <strong>vastas bandas de nebulosidade e precipitação</strong> que, de acordo com as atuais previsões, se deslocarão vertiginosamente até Portugal continental.</p><p> <strong>Ainda é muito cedo para confirmar o ponto de entrada da precipitação em território nacional</strong>, mas os primeiros sinais plasmados nos mapas da Meteored sugerem que as frentes se desviarão para nordeste sobre o Atlântico, alcançando essencialmente as<strong> Regiões Norte e Centro</strong> do nosso país. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologistas-em-portugal-atentos-vai-formar-se-uma-depressao-atlantica-com-chuva-muito-eficiente-a-partir-de-sexta-1793622958977.jpg" data-image="80otxm1911rh"><figcaption>Em apenas 24 horas, a pressão mínima central da depressão atlântica poderá passar de 1007 hPa para 993 hPa, das 00:00 de sábado (7) às 00:00 de domingo (8). É possível ainda verificar-se que o estreitamento dos canais das isóbaras - as linhas de pressão atmosférica que circundam a depressão - numa depressão que se torna mais profunda, faz com que o gradiente de pressão aumente, intensificando a velocidade do vento e forçando uma convergência do ar à superfície mais forte, o que gera uma subida rápida do ar, mais nebulosidade e chuva.</figcaption></figure><p>Acresce que, dado o longo horizonte temporal de previsão, não vale a pena adiantar quaisquer possíveis acumulados de precipitação, uma vez que <strong>até bem perto da data, a previsão meteorológica ainda irá sofrer ajustes significativos</strong> <strong>na distribuição e na intensidade</strong>.</p><h2>Porque estão os meteorologistas a monitorizar com tanta atenção esta depressão atlântica?</h2><p>Como mencionado no título deste artigo de previsão do tempo, os meteorologistas, climatologistas e previsores do tempo estão atentos quanto à formação de uma <strong>depressão atlântica com chuva muito eficiente</strong> a partir do dia 6 de novembro, próxima sexta-feira.</p><div class="texto-destacado">A novidade está, isso sim, essencialmente em 2 aspetos que merecem a completa atenção dos profissionais do tempo e do clima, importantes para a prevenção e salvaguarda de pessoas, bens e infraestruturas. O primeiro prende-se com os <strong>potenciais impactos da precipitação no território </strong>e o segundo relaciona-se com <strong>quão eficiente poderá ser a chuva</strong><strong>.</strong></div><p><strong>O regresso da chuva <em>per se</em> é uma ocorrência perfeitamente normal na época do ano em que estamos</strong>. Aliás, a invulgaridade da situação está mesmo na sua total e completa ausência durante várias semanas consecutivas. Em termos gerais, os meses outonais de setembro e outubro 2026 foram bastante secos e geralmente amenos. Mas então, <strong>o que está a merecer o olhar atento dos profissionais da meteorologia e do clima? E o que significa isso da eficiência da chuva?</strong></p><h2>Dos possíveis impactos no território ao rio de humidade subtropical que poderá reforçar a precipitação</h2><p><strong>O regresso da chuva ganha uma importância acrescida</strong> dado que porá fim a um longo período de tempo seco e com temperaturas persistentemente acima da média, requerendo a atenção e monitorização dos profissionais da meteorologia, planeamento, ordenamento do território e Proteção Civil em particular, e da sociedade civil em geral.</p><p>Isto porque, <strong>os solos, muito ressequidos</strong> pela ausência prolongada de água, poderão não ter a capacidade necessária para a absorção inicial da chuva, gerando-se um escoamento à superfície e um <strong>aumento do risco de inundações</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologistas-em-portugal-atentos-vai-formar-se-uma-depressao-atlantica-com-chuva-muito-eficiente-a-partir-de-sexta-1793623435457.jpg" data-image="0sa6ui6w8epg"><figcaption>Nos nossos mapas é possível observar que a depressão apresenta várias frentes com chuvas intensas devido aos traços subtropicais que adquirirá. Isso distingue esta depressão atlântica das depressões das latitudes mais elevadas, onde geralmente há uma frente fria, aguaceiros pós-frontais e pouco mais.</figcaption></figure><p>Além disto, convém também realçar que <strong>as frentes da extensa região depressionária atlântica serão ‘munidas’ por uma dose extra de humidade</strong> ao arrastarem um fluxo de Sul/Sudoeste muito húmido e ameno, originalmente procedente das Caraíbas.</p><p>Os rios de humidade subtropicais - também conhecidos como <strong>rios atmosféricos</strong> - possuem um <strong>elevado teor de humidade</strong> e aumentam a capacidade de água precipitável das frentes, resultando daí <strong>a possibilidade de “chuva muito eficiente”</strong>, provavelmente algo mais abundante do que seria de esperar em relação a uma simples frente outonal.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="796320" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-minimas-proximas-de-0-c-e-chuva-a-caminho-do-norte-e-centro.html" title="Tempo em Portugal esta semana: mínimas próximas de 0 ºC e chuva a caminho do Norte e Centro">Tempo em Portugal esta semana: mínimas próximas de 0 ºC e chuva a caminho do Norte e Centro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-minimas-proximas-de-0-c-e-chuva-a-caminho-do-norte-e-centro.html" title="Tempo em Portugal esta semana: mínimas próximas de 0 ºC e chuva a caminho do Norte e Centro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-esta-semana-minimas-proximas-de-0-c-e-chuva-a-caminho-do-norte-e-centro-1793616108006_320.png" alt="Tempo em Portugal esta semana: mínimas próximas de 0 ºC e chuva a caminho do Norte e Centro"></a></article></aside><p>Importa, contudo, esclarecer que <strong>não há motivo para preocupações de maior</strong>. Primeiro, porque ainda é cedo para saber onde e quão afetadas serão as zonas de Portugal continental mais expostas às superfícies frontais e ao rio atmosférico.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Nos mapas de precipitação, a depressão apresenta várias frentes com chuvas intensas devido aos traços subtropicais que adquire. Isso distingue esta depressão atlântica das depressões de latitudes mais elevadas, onde há uma frente fria, aguaceiros pós-frontais e pouco mais.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>E segundo porque, com <strong>a antecedência e constante atualização da previsões meteorológicas</strong>, aliadas a um <strong>trabalho de prevenção bem feito</strong>, não há motivo para que não sejam tomadas decisões adequadas ao episódio de chuva em perspetiva. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/meteorologistas-em-portugal-atentos-vai-formar-se-uma-depressao-atlantica-com-chuva-muito-eficiente-a-partir-de-sexta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo em Portugal esta semana: mínimas próximas de 0 ºC e chuva a caminho do Norte e Centro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-minimas-proximas-de-0-c-e-chuva-a-caminho-do-norte-e-centro.html</link><pubDate>Mon, 02 Nov 2026 12:41:08 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Entre hoje e sexta-feira, Portugal Continental deverá registar mudanças tanto nas temperaturas como na estabilidade atmosférica. Consulte aqui a previsão!</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/i73XGdfHGJs/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=i73XGdfHGJs" id="i73XGdfHGJs"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A primeira semana de novembro deverá contar com dias secos e soalheiros, até sexta-feira, dia 6. <strong>Neste dia, espera-se o regresso da chuva, associada a uma depressão atlântica</strong>, que deverá permanecer durante o fim de semana, afetando essencialmente as regiões Norte e Centro.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>De acordo com a mais recente atualização dos nossos mapas, é expectável que a <strong>chuva chegue ao nosso território nas últimas horas do dia de sexta</strong>, dando entrada pelo noroeste, estendendo-se rapidamente ao litoral Centro. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-esta-semana-minimas-proximas-de-0-c-e-chuva-a-caminho-do-norte-e-centro-1793616409561.jpg" data-image="r5hbpjsopxbf" alt="chuva prevista" title="chuva prevista"><figcaption>A partir de sexta-feira a chuva poderá voltar a fazer parte do cenário atmosférico de Portugal Continental. Na madrugada de sábado esperam-se alguns episódios de chuva forte (azul escuro).</figcaption></figure><p>Na madrugada de sábado, espera-se que esta já possa cobrir as regiões Norte e Centro, com <strong>episódios de chuva forte entre Aveiro e Santarém</strong>. Ao longo do dia de sábado e madrugada de domingo, esta poderá dissipar-se de forma parcial, devendo concentrar-se no Noroeste do país.</p><h2>Massa de ar polar continental irá contribuir para uma descida térmica</h2><p>Em relação às temperaturas, como referimos em previsões anteriores, uma <strong>massa de ar polar de origem continental, proveniente da Rússia, deverá afetar a nossa geografia de forma indireta</strong>, contribuindo para uma descida generalizada dos termómetros. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-esta-semana-minimas-proximas-de-0-c-e-chuva-a-caminho-do-norte-e-centro-1793616030376.jpg" data-image="3ki131n31q31" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>A madrugada de quarta-feira poderá ser a mais fria da semana, onde as capitais de distrito de Bragança e Guarda podem aproximar-se dos 0 ºC, enquanto na Serra da Estrela os termómetros podem registar -3 ºC.</figcaption></figure><p>Esta descida deverá ser sentida com maior evidência no Norte e Centro do país e nas temperaturas mínimas, onde os <strong>valores negativos deverão voltar às cotas mais elevadas destas regiões</strong>. As cidades de Bragança e Guarda poderão ser das mais frias, onde na madrugada de quarta-feira se esperam mínimas de 1 ºC e 0 ºC, respetivamente, devendo esta ser a madrugada mais fria da semana. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="796199" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-continental-ate-domingo-8-de-novembro-veja-como-as-temperaturas-e-a-chuva-irao-evoluir.html" title="Tempo em Portugal continental até domingo, 8 de novembro: veja como as temperaturas e a chuva irão evoluir">Tempo em Portugal continental até domingo, 8 de novembro: veja como as temperaturas e a chuva irão evoluir</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-continental-ate-domingo-8-de-novembro-veja-como-as-temperaturas-e-a-chuva-irao-evoluir.html" title="Tempo em Portugal continental até domingo, 8 de novembro: veja como as temperaturas e a chuva irão evoluir"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-continental-ate-domingo-8-de-novembro-veja-como-as-temperaturas-e-a-chuva-irao-evoluir-1793536972738_320.jpg" alt="Tempo em Portugal continental até domingo, 8 de novembro: veja como as temperaturas e a chuva irão evoluir"></a></article></aside><p> Neste mesmo dia, a<strong> Serra da Estrela poderá atingir 3 ºC negativos</strong>. Além disto, a maior parte das capitais de distrito do Norte e Centro não deverão ultrapassar os 18 ºC até à reta final da semana. </p><h2>Anomalias térmicas não serão homogéneas, mas valores abaixo da média voltam a intensificar-se</h2><p>Assim, espera-se que as <strong>anomalias térmicas negativas, ou valores abaixo da média, possam ganhar terreno ao longo dos próximos dias</strong>, ainda que o Sul do país e uma parte da região Centro, possam continuar a registar valores acima do expectável em alguns períodos do dia. Estes valores abaixo da média deverão dominar até sexta-feira, mas <strong>após a chegada da chuva espera-se o regresso gradual de valores acima da média</strong> para os períodos da noite/madrugada.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-minimas-proximas-de-0-c-e-chuva-a-caminho-do-norte-e-centro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Marmelo: o fruto de outono que adoça a tradição portuguesa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/marmelo-o-fruto-de-outono-que-adoca-a-tradicao-portuguesa.html</link><pubDate>Mon, 02 Nov 2026 09:37:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Entre pomares e tradições, o marmelo atravessa gerações e continua a marcar o outono português, conquistando um lugar de destaque na agricultura e na gastronomia nacional. Venha saborear melhor este fruto connosco!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/marmelo-o-fruto-de-outono-que-adoca-a-tradicao-portuguesa-1793570653767.jpg" data-image="sd5ggukqm1w8" alt="Marmeleiro" title="Marmeleiro"><figcaption>Com flores delicadas na primavera a frutos dourados no outono, o marmeleiro mantém viva uma tradição antiga dos pomares portugueses.</figcaption></figure><p>Entre os frutos que anunciam a chegada do outono, <strong>o marmelo ocupa um lugar especial</strong>. De aroma intenso, polpa firme e sabor adstringente quando consumido cru, é uma <strong>presença antiga na agricultura portuguesa</strong> e continua a ter um papel importante na gastronomia tradicional.</p><p>A cultura do marmelo <strong>acompanha há séculos a vida rural em Portugal</strong>. O fruto nasce no marmeleiro (<em>Cydonia oblonga</em>), uma <strong>árvore de folha caduca</strong>, da família das rosáceas, a mesma de outras árvores de fruto, como a macieira e a pereira.</p><h2>Um fruto com origens antigas </h2><p>Embora seja originário de regiões da Ásia Ocidental e do Cáucaso, encontrou nas <strong>condições climáticas portuguesas um ambiente favorável ao seu desenvolvimento</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>"O marmeleiro consegue resistir a baixas temperaturas mas precisa de sol para produzir satisfatoriamente." </strong>De acordo com Miguel Boieiro</div><p>O marmeleiro é uma árvore de porte pequeno a médio, relativamente <strong>resistente e adaptável a diferentes tipos de solo</strong>, desde que tenham boa drenagem. Prefere locais soalheiros e necessita de água sobretudo durante os períodos de maior crescimento e formação dos frutos.</p><p>A sua <strong>floração acontece na primavera</strong>, geralmente entre março e maio, com flores solitárias de tonalidade branca ou rosada que atraem insetos polinizadores. Após a floração, começam a desenvolver-se os frutos, que amadurecem no outono.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/marmelo-o-fruto-de-outono-que-adoca-a-tradicao-portuguesa-1793570736632.jpg" data-image="o3boud5f5dxp" alt="Floração na primavera" title="Floração na primavera"><figcaption>Na primavera, o marmeleiro enche-se de delicadas flores brancas ou rosadas, que anunciam o início de um novo ciclo de frutificação.</figcaption></figure><p>A <strong>colheita ocorre habitualmente entre setembro e novembro</strong>, dependendo da região, da variedade e das condições meteorológicas. Quando estão maduros, os marmelos apresentam uma <strong>tonalidade amarela, uma superfície frequentemente coberta por uma fina penugem e um perfume</strong> bastante característico.</p><h2>Da árvore à marmelada: os sabores da nossa tradição </h2><p>Apesar de poder ser consumido fresco, <strong>o marmelo é pouco apreciado em cru devido à sua textura dura e ao sabor adstringente</strong>. É na transformação que revela grande parte do seu potencial.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/marmelo-o-fruto-de-outono-que-adoca-a-tradicao-portuguesa-1793570795321.jpg" data-image="wa65j0peer4v" alt="Marmelada" title="Marmelada"><figcaption>Feita a partir da polpa do marmelo e de açúcar, esta iguaria portuguesa transforma um fruto de outono num dos doces mais emblemáticos da gastronomia nacional.</figcaption></figure><p>Em Portugal, <strong>a marmelada é provavelmente a sua utilização mais conhecida</strong>, mas também é utilizado na preparação de geleias, compotas, doces, xaropes e até em pratos salgados, acompanhando carnes e assados.</p><p>De acordo com o Centro Hortofruticola, da Escola Superior Agrária de Beja, a cultura distingue-se também pela <strong>diversidade de variedades</strong>. Entre as mais conhecidas em Portugal encontram-se a "Portugal", a "Gigante de Vranja" e a "Galega", que apresentam diferenças no tamanho, formato, textura e características da polpa.</p><p>Alguns estudos realizados na Beira Interior têm procurado <strong>identificar e preservar variedades tradicionais</strong>, contribuindo para valorizar um património agrícola que nem sempre recebe a atenção merecida.</p><h2>Os desafios de uma cultura tradicional </h2><p>Embora esta seja uma árvore rústica e relativamente pouco exigente, <strong>o marmeleiro não está livre de desafios</strong>. A qualidade dos frutos depende de fatores como a escolha da variedade, a disponibilidade de água, a fertilidade do solo e o acompanhamento fitossanitário.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="681005" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-mes-de-novembro-e-sinonimo-de-castanhas-assadas.html" title="O mês de novembro é sinónimo de castanhas assadas!">O mês de novembro é sinónimo de castanhas assadas!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-mes-de-novembro-e-sinonimo-de-castanhas-assadas.html" title="O mês de novembro é sinónimo de castanhas assadas!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-mes-de-novembro-e-sinonimo-de-castanhas-assadas-1730396466042_320.jpg" alt="O mês de novembro é sinónimo de castanhas assadas!"></a></article></aside><p>Em Portugal, a cultura continua a ter expressão sobretudo em <strong>pequenas explorações agrícolas, quintais e pomares familiares</strong>, embora existam regiões onde a produção comercial tem vindo a ganhar importância.</p><p>Mais do que uma simples árvore de fruto, o marmeleiro representa uma <strong>ligação entre a agricultura, a paisagem e a memória gastronómica portuguesa</strong>.</p><p>Em tempos em que se procura recuperar variedades tradicionais e valorizar produtos locais, <strong>o marmelo merece voltar a ocupar um lugar de destaque</strong>. Afinal, poucos frutos conseguem transformar um aroma tão característico do outono num dos doces mais emblemáticos da nossa cozinha.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Regato%2C%20M.%20A.%20%20Guerreiro%2C%20I.%20M.%20%20Regato%2C%20J.%20E" data-year="2017" data-title="Estados%20fenol%C3%B3gicos%20do%20marmeleiro" data-url="http%3A%2F%2Fhdl.handle.net%2F10400.8%2F4481">Regato, M. A. Guerreiro, I. M. Regato, J. E. (2017). <a href="http://hdl.handle.net/10400.8/4481" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Estados fenológicos do marmeleiro</a>.</cite><br><cite data-author="Anabela%20Veloso" data-year="2016" data-title="A%20an%C3%A1lise%20de%20terras%20e%20a%20an%C3%A1lise%20foliar%20na%20fertiliza%C3%A7%C3%A3o%20do%20marmeleiro" data-url="https%3A%2F%2Fwww.iniav.pt%2Fdivulgacao%2Fpublicacoes-bd%2Fa-analise-de-terras-e-a-analise-foliar-na-fertilizacao-do-marmeleiro">Anabela Veloso. (2016). <a href="https://www.iniav.pt/divulgacao/publicacoes-bd/a-analise-de-terras-e-a-analise-foliar-na-fertilizacao-do-marmeleiro" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A análise de terras e a análise foliar na fertilização do marmeleiro</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/marmelo-o-fruto-de-outono-que-adoca-a-tradicao-portuguesa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Na Antártida, contar pinguins pode valer 2.500€ por mês]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/na-antartida-contar-pinguins-pode-valer-2-500-por-mes.html</link><pubDate>Mon, 02 Nov 2026 08:21:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Trocar o escritório por uma ilha gelada e receber um ordenado com alojamento e alimentação incluídos. Parece estranho, mas é uma real. E, sim, uma das tarefas é contar pinguins.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/na-antartida-contar-pinguins-pode-valer-2-500-por-mes-1793523611181.jpg" data-image="56c4pp5ur5w8" alt="Pinguins" title="Pinguins"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-325565">Esqueça o trânsito e o escritório. Este emprego tem pinguins e paga até 2.500€ por mês. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>Há quem ambicione não ter de sair de casa para trabalhar. Outros preferem ir todos para o escritório. E depois há aqueles que vão até ao continente mais isolado do planeta. </p><p>Do que é que estamos a falar? Uma organização britânica recruta pessoas para passar vários meses na <strong>Antártida, entre gelo, <em>icebergs</em> e centenas de pinguins</strong>. </p><div class="texto-destacado">A remuneração pode chegar aos 2.500 euros mensais, com alojamento, alimentação e equipamento incluídos.</div><p>A proposta é da UK Antarctic Heritage Trust (UKAHT), uma organização dedicada à preservação do património histórico britânico na Antártida. O trabalho decorre em <strong>Port Lockroy</strong>, uma antiga base militar situada na ilha Goudier, junto à Península Antártica, que hoje funciona como museu, loja de recordações e estação de correios.</p><p>Sim, é verdade que as candidaturas para a temporada de 2026/2027 já encerraram. Ainda assim, a organização costuma realizar<strong> recrutamentos sazonais</strong>. Por isso, quem estiver interessado pode começar a acompanhar as próximas oportunidades.</p><h2>Contar pinguins não é a única tarefa</h2><p>A principal particularidade deste emprego está na <strong>variedade de funções</strong>. Uma parte da equipa é responsável por acompanhar uma colónia de pinguins-gentoo que vive na ilha. O trabalho passa por registar ninhos, ovos e crias, permitindo acompanhar a evolução da população e perceber de que forma a presença humana pode influenciar estes animais. Talvez por isso, há quem diga que se <strong>recebe milhares de euros para contar pinguins</strong>. Mas não se deixe enganar. É mais complexo do que isso.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/na-antartida-contar-pinguins-pode-valer-2-500-por-mes-1793523882482.jpg" data-image="63fq87sc93jx" alt="Antártida" title="Antártida"><figcaption>O trabalho pode envolver várias funções. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>O programa de monitorização da fauna assinala 30 anos durante a temporada de 2026/2027 e representa uma <strong>importante fonte de informação sobre a vida destas aves</strong>.</p><p>E, não, as 9 horas de trabalho diárias não são passadas a observar pinguins. Os trabalhadores também<strong> recebem turistas</strong> que chegam à ilha a bordo de navios de cruzeiro,<strong> ajudam a gerir a loja de recordações</strong>, <strong>tratam da correspondência</strong> e <strong>asseguram a limpeza e manutenção das instalações</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="755590" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/quer-passar-o-proximo-verao-a-cuidar-de-gatos-numa-ilha-grega-saiba-como.html" title="Quer passar o próximo verão a cuidar de gatos numa ilha grega? Saiba como">Quer passar o próximo verão a cuidar de gatos numa ilha grega? Saiba como</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/quer-passar-o-proximo-verao-a-cuidar-de-gatos-numa-ilha-grega-saiba-como.html" title="Quer passar o próximo verão a cuidar de gatos numa ilha grega? Saiba como"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quer-passar-o-proximo-verao-a-cuidar-de-gatos-numa-ilha-grega-saiba-como-1771846586178_320.jpg" alt="Quer passar o próximo verão a cuidar de gatos numa ilha grega? Saiba como"></a></article></aside><p>“Os membros da equipa recebem turistas, ajudam a gerir uma loja de recordações, tratam da correspondência e asseguram a manutenção das instalações”, nota a revista ‘Versa’.</p><div class="texto-destacado">Um dos espaços mais conhecidos é a Penguin Post Office, uma estação de correios bastante invulgar de onde seguem dezenas de milhares de postais todos os anos para diferentes partes do mundo. </div><p>Port Lockroy tem também uma<strong> história interessante</strong>. A base foi criada em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial, e funcionou posteriormente como estação científica britânica. Depois de ter sido restaurada, abriu ao público em 1996, tornando-se um dos pontos de interesse para quem visita a Península Antártica.</p><h2>Salário até 2.500€, mas não espere grandes luxos</h2><p>A remuneração anunciada nos recrutamentos mais recentes varia consoante a função, situando-se entre 1.449 e 2.096 libras por mês, o equivalente a aproximadamente <strong>1.700 a 2.500 euros</strong>.</p><p>Além do ordenado, a organização assegura alojamento, alimentação, equipamento adequado às condições meteorológicas e deslocações relacionadas com a expedição. </p><div class="texto-destacado">Os contratos incluem um período de preparação e formação, a estadia na Antártida e as tarefas posteriores ao regresso.</div><p>Admitimos que o pacote parece bastante apelativo, sobretudo para quem está habituado a fazer contas à renda, ao supermercado e às despesas mensais. No entanto,<strong> há algumas contrapartidas</strong> que convém conhecer antes de trocar a rotina habitual por esta aventura.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/na-antartida-contar-pinguins-pode-valer-2-500-por-mes-1793524093651.jpg" data-image="m4xlkxbxk3jm" alt="Antártida" title="Antártida"><figcaption>Estará pronto para o desafio? Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>É que a base não tem água corrente nem sanitas com autoclismo. Aliás, a água potável chega através dos navios que abastecem a ilha e é transportada em recipientes, pelo que <strong>a sua utilização tem de ser cuidadosamente gerida</strong>. </p><div class="texto-destacado">Os banhos são limitados e podem mesmo passar vários dias sem que exista oportunidade para tomar um duche.</div><p>O alojamento também é simples, com<strong> quartos partilhados e beliches</strong>. A alimentação é preparada pela própria equipa e recorre sobretudo a produtos secos e enlatados, transportados para a ilha. Isto porque não há frigoríficos, o que exige que só se consiga comer aquilo que possa ser mantido à temperatura ambiente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="750140" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-calor-da-antartica-esta-forcando-os-pinguins-a-anteciparem-sua-epoca-de-reproducao-o-que-alarma-cientistas.html" title="O calor da Antártida está a forçar os pinguins a anteciparem a sua época de reprodução, o que alarma os cientistas">O calor da Antártida está a forçar os pinguins a anteciparem a sua época de reprodução, o que alarma os cientistas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-calor-da-antartica-esta-forcando-os-pinguins-a-anteciparem-sua-epoca-de-reproducao-o-que-alarma-cientistas.html" title="O calor da Antártida está a forçar os pinguins a anteciparem a sua época de reprodução, o que alarma os cientistas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-cambio-climatico-esta-alterando-la-temporada-de-reproduccion-de-los-pinguinos-y-pone-en-riesgo-su-sobrevivencia-1768859038334_320.jpg" alt="O calor da Antártida está a forçar os pinguins a anteciparem a sua época de reprodução, o que alarma os cientistas"></a></article></aside><p>Além disso, a eletricidade é limitada e a ligação ao exterior depende dos meios de comunicação disponíveis na base.</p><p>Há ainda outra particularidade: durante o verão austral, <strong>os dias podem ter praticamente 24 horas de luz natural</strong>. Dormir com tanta claridade pode exigir alguma habituação, mesmo para quem não tem dificuldade em acordar cedo.</p><h2>Nem toda a gente está preparada para viver na Antártida</h2><p>Gostar de animais e ter vontade de conhecer lugares diferentes são bons pontos de partida, mas não chegam para conseguir este emprego. Apesar de uma das poucas condições é ser maior de 18 anos, a organização diz <strong>procurar candidatos com capacidade de adaptação, espírito de equipa e resistência física</strong>.</p><p>Entre as tarefas estão transportar recipientes de água com cerca de 20 quilos, levantar caixas, retirar neve e ajudar nas operações de desembarque. Também é necessário estar preparado para viver durante vários meses num espaço reduzido, com poucas pessoas e sem as comodidades habituais.</p><p>Existe ainda uma condição importante para quem pensa candidatar-se a partir de Portugal. Apesar de aceitar candidatos de outras nacionalidades, a UK Antarctic Heritage Trust exige que estes tenham <strong>autorização para trabalhar no Reino Unido e residam no país </strong>durante o processo de seleção. A organização não assegura vistos de trabalho.</p><div class="texto-destacado">Para a temporada de 2026/2027, as vagas já foram preenchidas. Quem quiser tentar a sorte numa próxima edição deve acompanhar a página oficial de recrutamento da organização.Os contratos têm duração de seis meses.</div><p>“A organização recorda que a experiência é exigente, mas também oferece a oportunidade de conhecer uma das regiões mais isoladas do planeta e participar na preservação do seu património natural e histórico”, escreve o ‘Executive Digest’.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Versa%2C%20Sim%C3%B5es%2C%20R" data-year="2026" data-title="Este%20trabalho%20na%20Ant%C3%A1rtida%20paga%20at%C3%A9%202.500%20euros%20por%20m%C3%AAs%20e%20inclui%20alojamento%20e%20despesas" data-url="https%3A%2F%2Fversa.iol.pt%2Fsalario%2Ftrabalho%2Feste-trabalho-na-antartida-paga-ate-2-500-euros-por-mes-e-inclui-alojamento-e-despesas%2F20261017%2F6ad2448d0cf2e5e7f37ca16f">Versa, Simões, R. (2026). <a href="https://versa.iol.pt/salario/trabalho/este-trabalho-na-antartida-paga-ate-2-500-euros-por-mes-e-inclui-alojamento-e-despesas/20261017/6ad2448d0cf2e5e7f37ca16f" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Este trabalho na Antártida paga até 2.500 euros por mês e inclui alojamento e despesas</a>.</cite><br><cite data-author="Executive%20Digest%2C%20Laranjeira%2C%20F" data-year="2026" data-title="Contar%20pinguins%20e%20ganhar%20at%C3%A9%202.500%20euros%3A%20provavelmente%20o%20emprego%20mais%20invulgar%20do%20mundo%20est%C3%A1%20dispon%C3%ADvel" data-url="https%3A%2F%2Fexecutivedigest.sapo.pt%2Fcontar-pinguins-e-ganhar-ate-2-500-euros-provavelmente-o-emprego-mais-invulgar-do-mundo-esta-disponivel%2F">Executive Digest, Laranjeira, F. (2026). <a href="https://executivedigest.sapo.pt/contar-pinguins-e-ganhar-ate-2-500-euros-provavelmente-o-emprego-mais-invulgar-do-mundo-esta-disponivel/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Contar pinguins e ganhar até 2.500 euros: provavelmente o emprego mais invulgar do mundo está disponível</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/na-antartida-contar-pinguins-pode-valer-2-500-por-mes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Açores e Madeira sob influência de uma depressão atlântica: saiba onde vai chover até 8 de novembro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-e-madeira-sob-influencia-de-uma-depressao-atlantica-saiba-onde-vai-chover-ate-8-de-novembro.html</link><pubDate>Mon, 02 Nov 2026 07:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Até 8 de novembro, o tempo nos Açores e na Madeira ficará marcado por uma sucessão de superfícies frontais e pelo impacto de uma depressão atlântica, trazendo episódios de chuva forte e vento.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbssap6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbssap6.jpg" id="xbssap6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Nesta primeira semana de novembro, o estado do tempo nas regiões insulares será condicionado por uma <strong>extensa e profunda região depressionária</strong> centrada no Atlântico, junto ao arquipélago açoriano. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-e-madeira-sob-a-influencia-de-depressao-atlantica-saiba-onde-vai-chover-ate-8-de-novembro-1793576390180.jpg" data-image="lcod44ln2z9f" alt="Temperatura no arquipélago dos Açores na segunda-feira, 2 de novembro, às 14:00." title="Temperatura no arquipélago dos Açores na segunda-feira, 2 de novembro, às 14:00."><figcaption>Temperatura no arquipélago dos Açores na segunda-feira, 2 de novembro, às 14:00. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>Esta configuração atmosférica promoverá o <strong>transporte contínuo de ar marítimo, ameno e muito húmido</strong>, garantindo um padrão instável com passagens frontais sucessivas, momentos abafados e episódios de precipitação pontualmente intensa em ambos os arquipélagos ao longo da semana.</p><h2> Arranque da semana: chuva no Grupo Ocidental açoriano e na costa oeste da Madeira </h2><p>Na segunda-feira, dia 2 de novembro, o tempo nos Açores caracterizar-se-á por <strong>chuva persistente até ao final da tarde nas ilhas do Corvo e das Flores</strong>, ocorrendo também precipitação pontual nos pontos mais elevados da Terceira e de São Miguel. As temperaturas máximas apresentarão valores amenos: 23 ºC nas Flores e em São Jorge, 22 ºC em Santa Maria, 21 ºC no Corvo, Angra do Heroísmo e Ponta Delgada, e 20 ºC no Pico e na Graciosa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-e-madeira-sob-a-influencia-de-depressao-atlantica-saiba-onde-vai-chover-ate-8-de-novembro-1793576464637.jpg" data-image="m5p0venf5u8y" alt="Previsão de chuva para a Madeira à 12:00 de segunda-feira, 2 de novembro." title="Previsão de chuva para a Madeira à 12:00 de segunda-feira, 2 de novembro."><figcaption>Previsão de chuva para a Madeira à 12:00 de segunda-feira, 2 de novembro. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>Na Madeira, <strong>perspectiva-se chuva fraca a partir das 12:00 no Porto Santo e na costa oeste da ilha da Madeira</strong>, com incidência pontual até ao fim da tarde, registando-se 22 ºC no Funchal e 23 ºC na Calheta. </p><div class="texto-destacado"><p>Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</p></div><p>Na terça-feira, dia 3, a precipitação nos Açores afetará o Grupo Ocidental e o Grupo Central durante a manhã, com <strong>maior persistência nas ilhas do Pico, Faial e São Jorge</strong>, registando-se às 18:00 temperaturas de 22 ºC em Ponta Delgada, 21 ºC na Horta e 20 ºC em Angra do Heroísmo.</p><p><strong>A chuva regressará na madrugada de 3 de novembro ao Porto Santo e à vertente norte da ilha da Madeira</strong>. Por volta do meio-dia, uma corrente de noroeste reativará a precipitação no Porto Santo e na zona oeste da Madeira, mantendo-se nas zonas montanhosas e vertente sudeste até ao final da tarde, com os termómetros a marcarem 19 ºC no Funchal e 18 ºC em Santana. </p><h2>Mudança a meio da semana: chuva forte em São Miguel e trégua temporária na Madeira </h2><p>Na quarta-feira, dia 4, o regresso da chuva aos Açores dar-se-á pelas 16:00 no Grupo Ocidental, afetando de seguida o Grupo Central, podendo manter-se ao longo da noite e madrugada. <strong>Na Madeira, prevê-se o regresso de chuva fraca a grande parte da ilha ao início da tarde</strong>, com persistência na vertente norte até ao final do dia. As máximas situar-se-ão nos 20 ºC no Funchal e 22 ºC na Calheta. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-e-madeira-sob-a-influencia-de-depressao-atlantica-saiba-onde-vai-chover-ate-8-de-novembro-1793576543505.jpg" data-image="4fra20iqrxw0" alt="Previsão de chuva forte na ilha de São Miguel e Santa Maria na madrugada de quinta-feira, 5 de novembro, com pico de 6,5 mm/h em Ribeira Grande." title="Previsão de chuva forte na ilha de São Miguel e Santa Maria na madrugada de quinta-feira, 5 de novembro, com pico de 6,5 mm/h em Ribeira Grande."><figcaption>Previsão de chuva forte na ilha de São Miguel e Santa Maria na madrugada de quinta-feira, 5 de novembro, com pico de 6,5 mm/h em Ribeira Grande. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p><em> </em>A madrugada de quinta-feira, dia 5, trará o episódio de precipitação mais intenso da semana ao Grupo Oriental dos Açores. <strong>Antecipa-se chuva forte em toda a ilha de São Miguel</strong>, com taxas de acumulação entre 5 mm/h e 6 mm/h (com destaque para Ribeira Grande e Ponta Delgada). <strong>Em Santa Maria, os registos poderão atingir 2 mm/h, mantendo-se a precipitação até meio da tarde</strong>. Em contraste, a quinta-feira na Madeira será de trégua, sem previsão de chuva e com subida das temperaturas máximas até aos 22 ºC no Funchal e 24 ºC na Calheta. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-e-madeira-sob-a-influencia-de-depressao-atlantica-saiba-onde-vai-chover-ate-8-de-novembro-1793576592025.jpg" data-image="fyct5v2c3c8f" alt="Temperatura na Madeira às 12:00 de sexta-feira, 6 de novembro, registando máximas amenas de 23 ºC no Porto Moniz e Calheta sob um fluxo húmido de Sudoeste." title="Temperatura na Madeira às 12:00 de sexta-feira, 6 de novembro, registando máximas amenas de 23 ºC no Porto Moniz e Calheta sob um fluxo húmido de Sudoeste."><figcaption>Temperatura na Madeira às 12:00 de sexta-feira, 6 de novembro, registando máximas amenas de 23 ºC no Porto Moniz e Calheta sob um fluxo húmido de Sudoeste. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p><strong>Na sexta-feira, 6 de novembro, uma corrente vinda de oeste varrerá o arquipélago dos Açores:</strong> afetará de madrugada o Grupo Ocidental, ao início da manhã o Grupo Central e ao final da manhã o Grupo Oriental, com precipitação persistente em todas as ilhas. Na Madeira, a chegada de uma corrente de sudoeste trará <strong>chuva a partir das 09:00, persistindo durante todo o dia sob ambiente abafado (21 ºC no Funchal e 23 ºC no Porto Moniz)</strong>. </p><h2> Fim de semana de 7 e 8 de novembro: depressão atlântica intensifica a instabilidade </h2><p>No sábado, dia 7 de novembro, a aproximação e consolidação da extensa depressão atlântica no oceano ditará um agravamento do estado do tempo nos dois arquipélagos. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-e-madeira-sob-a-influencia-de-depressao-atlantica-saiba-onde-vai-chover-ate-8-de-novembro-1793576703632.jpg" data-image="7i0vgixxhvi8" alt="Previsão da chuva para os Açores no sábado, 7 de novembro, às 12:00, precipitação contínua associada à depressão atlântica." title="Previsão da chuva para os Açores no sábado, 7 de novembro, às 12:00, precipitação contínua associada à depressão atlântica."><figcaption>Previsão da chuva para os Açores no sábado, 7 de novembro, às 12:00, precipitação contínua associada à depressão atlântica. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored.</figcaption></figure><p>Nos Açores, a chuva manter-se-á contínua ao longo de todo o dia em praticamente todas as ilhas sob a influência do centro depressionário. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="796199" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-continental-ate-domingo-8-de-novembro-veja-como-as-temperaturas-e-a-chuva-irao-evoluir.html" title="Tempo em Portugal continental até domingo, 8 de novembro: veja como as temperaturas e a chuva irão evoluir">Tempo em Portugal continental até domingo, 8 de novembro: veja como as temperaturas e a chuva irão evoluir</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-continental-ate-domingo-8-de-novembro-veja-como-as-temperaturas-e-a-chuva-irao-evoluir.html" title="Tempo em Portugal continental até domingo, 8 de novembro: veja como as temperaturas e a chuva irão evoluir"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-continental-ate-domingo-8-de-novembro-veja-como-as-temperaturas-e-a-chuva-irao-evoluir-1793536972738_320.jpg" alt="Tempo em Portugal continental até domingo, 8 de novembro: veja como as temperaturas e a chuva irão evoluir"></a></article></aside><p><strong>Na Madeira, o sábado ficará marcado por um episódio de chuva forte generalizada a todo o arquipélago</strong>. Apesar da intensidade da chuva, a origem marítima do ar manterá as temperaturas diurnas amenas, oscilando entre os 20 ºC no Funchal e os 21 ºC no Porto Santo e Calheta, e 16 ºC nas zonas montanhosas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-e-madeira-sob-a-influencia-de-depressao-atlantica-saiba-onde-vai-chover-ate-8-de-novembro-1793576757230.jpg" data-image="btqulwuqfspj" alt="Previsão da precipitação sábado, 7 de novembro, às 09:00, pico de chuva forte na ilha da Madeira e Porto Santo." title="Previsão da precipitação sábado, 7 de novembro, às 09:00, pico de chuva forte na ilha da Madeira e Porto Santo."><figcaption>Previsão da precipitação sábado, 7 de novembro, às 09:00, pico de chuva forte na ilha da Madeira e Porto Santo. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored.</figcaption></figure><p>Para domingo, 8 de novembro, a depressão atlântica continuará posicionada nas imediações do arquipélago dos Açores. Esta proximidade ao centro do sistema garantirá a manutenção de um cenário de vincada instabilidade atmosférica, com aguaceiros frequentes, vento forte e mar agitado no arquipélago açoriano.</p><p>Já na Madeira, prevê-se uma redução progressiva da intensidade da precipitação a partir da tarde de domingo, embora mantendo a agitação marítima e a cobertura de nuvens.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-e-madeira-sob-influencia-de-uma-depressao-atlantica-saiba-onde-vai-chover-ate-8-de-novembro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Pedro Carneiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tem chifres, parece um extraterrestre e chama-se Loki: as criaturas mais estranhas das profundezas do Mar Argentino]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/tem-chifres-parece-um-extraterrestre-e-se-chama-loki-as-criaturas-mais-estranhas-das-profundezas-do-mar-argentino.html</link><pubDate>Mon, 02 Nov 2026 06:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Corais vermelhos, copépodes inéditos e um pepino-do-mar com chifres: o fundo do Mar Argentino revelou 57 espécies novas para a ciência num canhão que quase duplica o tamanho do Grand Canyon.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tiene-cuernos-parece-extraterrestre-y-se-llama-loki-las-criaturas-mas-extranas-de-las-profundidades-del-mar-argentino-1791987410929.jpg" data-image="a5947444o4bp" alt="Pepino de mar" title="Pepino de mar"><figcaption>Uma nova espécie, descoberta durante a expedição Talud Continental IV — liderada por especialistas do CONICET a bordo do navio R/V Falkor (too), do Schmidt Ocean Institute —, foi batizada de Loki, devido à sua semelhança com o deus nórdico e conhecido personagem do Universo Cinematográfico da Marvel (MCU).</figcaption></figure><p>Possui dois apêndices que parecem chifres, percorre um ambiente onde a luz do sol jamais chega e vive a 2.577 metros de profundidade. <strong>Foi batizado de Loki</strong>, como o deus trapaceiro da mitologia nórdica, e é a face visível de uma descoberta que coloca o Mar Argentino no mapa da biodiversidade mundial:<strong> 57 espécies marinhas novas para a ciência e cinco géneros, revelados no canhão submarino de Mar del Plata</strong>.</p><p>Se o lugar lhe parece familiar, há um motivo. Em agosto de 2025, a expedição Talud Continental IV, liderada por cientistas do CONICET a bordo do navio Falkor (too), foi<strong> transmitida ao vivo durante 21 dias e chegou perto de 22 milhões de visualizações</strong>.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/n7WrQMKRGoc/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=n7WrQMKRGoc" id="n7WrQMKRGoc"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Houve aulas inteiras diante do ecrã e até uma estrela-do-mar alaranjada que virou meme nacional. Ao encerrar a campanha, <strong>estimava-se a descoberta de cerca de 40 novas espécies</strong>. O número final superou todas as apostas.</p><h2>Um choque de correntes que alimenta o abismo</h2><p>O segredo começa na superfície. Diante da costa de Buenos Aires e do Uruguai ocorre a <strong>Confluência Brasil-Malvinas</strong>, onde as águas quentes que descem dos trópicos chocam com as águas frias e ricas em nutrientes que chegam da região subantártica.</p><p><strong>Esse encontro funciona como um fertilizante gigante</strong>: impulsiona a produção de plâncton e torna a região uma das mais produtivas do Atlântico Sul. O canhão — uma fenda que ultrapassa 3.500 metros, quase o dobro do Grand Canyon do Colorado —<strong> atua como um funil que conduz alimento para as profundezas</strong>.</p><p>O que resultou de uma oficina de duas semanas em Buenos Aires, em julho de 2026, é surpreendente. Há 20 copépodes — minúsculos crustáceos fundamentais nas redes alimentares —, 22 equinodermos (incluindo pepinos-do-mar e crinoides), 14 cnidários (como octocorais, penas-do-mar e corais pétreos) e um molusco escafópode com formato de presa.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/aeyXkvsHjiA/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=aeyXkvsHjiA" id="aeyXkvsHjiA"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Mas o dado que preocupa é outro: os especialistas analisaram apenas <strong>10% das amostras de copépodes,</strong> <strong>e todos os exemplares revelaram-se novos</strong>. Quantos mais estarão à espera nos frascos?</p><h2>Porque é que um pepino-do-mar com chifres é importante para todos nós?</h2><p>Por trás de cada espécie, há muito mais do que um nome exótico. Os corais e as penas-do-mar de águas frias formam <strong>florestas que oferecem refúgio e alimento a outros organismos</strong>, e a sua presença é um fator relevante na definição de áreas marinhas protegidas. Conhecer o que vive lá embaixo é o primeiro passo para não destruir tudo sem saber.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tiene-cuernos-parece-extraterrestre-y-se-llama-loki-las-criaturas-mas-extranas-de-las-profundidades-del-mar-argentino-1791986107645.jpg" data-image="4k3awyonftxr" alt="Loki Mar Argentino" title="Loki Mar Argentino"><figcaption>Loki (Peniagone sp.), um equinodermo de águas profundas encontrado no canhão submarino de Mar del Plata, batizado assim por causa dos seus chifres semelhantes aos do deus da lenda nórdica. Créditos: ROV SuBastian / Schmidt Ocean Institute.</figcaption></figure><p>A descoberta também revaloriza amostras que permaneciam guardadas em coleções, como as das expedições Talud Continental I a III, de 2012 e 2013. <strong>Todos os exemplares ficarão preservados no Museu Argentino de Ciências Naturais Bernardino Rivadavia</strong> e, agora, deverão ser formalmente descritos — uma tarefa lenta a cargo da taxonomia, disciplina que conta com poucos especialistas e que se torna cada vez mais estratégica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795770" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-animal-mexicano-que-consegue-andar-sobre-a-agua-gracas-as-suas-patas-eis-como-o-faz.html" title="O animal mexicano que consegue andar sobre a água graças às suas patas: eis como o faz">O animal mexicano que consegue andar sobre a água graças às suas patas: eis como o faz</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-animal-mexicano-que-consegue-andar-sobre-a-agua-gracas-as-suas-patas-eis-como-o-faz.html" title="O animal mexicano que consegue andar sobre a água graças às suas patas: eis como o faz"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-animal-mexicano-que-puede-caminar-sobre-el-agua-gracias-a-sus-patas-asi-lo-consigue-1792723731737_320.jpg" alt="O animal mexicano que consegue andar sobre a água graças às suas patas: eis como o faz"></a></article></aside><p>Para fevereiro e março de 2027, está prevista a expedição Talud Continental V, que explorará os canhões Ameghino e Almirante Brown, a cerca de 600 quilómetros da costa de Chubut — novamente com transmissão ao vivo. Se o canhão de Mar del Plata escondia 57 surpresas, ninguém se arrisca a adivinhar o que aparecerá mais a sul. É bom ir preparando o mate.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/tem-chifres-parece-um-extraterrestre-e-se-chama-loki-as-criaturas-mais-estranhas-das-profundezas-do-mar-argentino.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[10 plantas e flores secas perfeitas para decorar a casa no outono]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/10-plantas-e-flores-secas-perfeitas-para-decorar-a-casa-no-outono.html</link><pubDate>Sun, 01 Nov 2026 15:23:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Flores e folhas que mantêm o seu encanto mesmo depois de secas: 10 plantas ideais para criar composições naturais e trazer as cores do outono para dentro de casa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/10-piante-e-fiori-essiccati-perfetti-per-decorare-casa-in-autunno-1792965594900.jpeg" data-image="nbz5qzjyk4xm"><figcaption>10 plantas e flores secas perfeitas para decorar a casa no outono</figcaption></figure><p><strong>As plantas verdejantes e as flores coloridas são as protagonistas das casas, dos jardins, dos varandas e dos ramos cortados durante a sua época mais bonita</strong>. É difícil imaginá-las como elementos decorativos quando o seu ciclo de vida já terminou; no entanto, algumas plantas e flores conservam as suas formas, cores e até mesmo aromas, mesmo depois de secas. São perfeitas para criar composições capazes de trazer aos ambientes domésticos um toque natural e evocativo durante o outono. Aqui estão 10 plantas que, uma vez secas, mantêm intacto o seu encanto.</p><h2>1. Limónio</h2><p><strong>O limónio é muito apreciado em arranjos de flores secas devido às suas numerosas pequenas inflorescências, disponíveis em vários tons, desde o roxo ao rosa e até ao branco</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/10-piante-e-fiori-essiccati-perfetti-per-decorare-casa-in-autunno-1792965629951.jpeg" data-image="pow7c30r1k2g"><figcaption>Limónio.</figcaption></figure><p>Depois de secas, as flores mantêm a sua forma e cor durante muito tempo, tornando-se um elemento leve e versátil para ramos e decorações.</p><h2>2. Hortênsia</h2><p><strong>As grandes inflorescências da hortênsia são particularmente adequadas para a secagem</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/10-piante-e-fiori-essiccati-perfetti-per-decorare-casa-in-autunno-1792965646406.jpeg" data-image="3lupamjbo9iq"><figcaption>Hortênsia.</figcaption></figure><p>Com o passar do tempo, as cores vivas podem adquirir tons mais delicados e vintage, enquanto a característica forma esférica permanece intacta.</p><p>Sozinhas ou acompanhadas de outras flores, são ideais para arranjos outonais com um aspeto natural e elegante.</p><h2>3. Cardo azul</h2><p><strong>O eríngio, também conhecido como cardo azul, distingue-se pelas suas inflorescências com a característica forma pontiaguda e pelos tons azulados ou prateados</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/10-piante-e-fiori-essiccati-perfetti-per-decorare-casa-in-autunno-1792965664895.jpeg" data-image="27v8xmx8op3v"><figcaption>Cardo azul.</figcaption></figure><p>Mesmo depois de seco, conserva muito bem a sua estrutura e cor, tornando-se um elemento original para composições rústicas ou de estilo mais contemporâneo.</p><h2>4. Helicriso</h2><p><strong>O helicriso é também conhecido como "flor de papel" devido à textura particular dos seus pétalas, que parecem quase feitas de papel</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/10-piante-e-fiori-essiccati-perfetti-per-decorare-casa-in-autunno-1792965685854.jpeg" data-image="bgdovmizbiid"><figcaption>Helicriso.</figcaption></figure><p>Após a secagem, mantém a forma das flores e as cores intensas, que vão do amarelo ao laranja e do rosa ao vermelho. É uma das flores mais características para criar decorações destinadas a durar no tempo.</p><h2>5. Eucalipto</h2><p><strong>Não são só as flores: também a folhagem de algumas plantas é perfeita para composições secas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/10-piante-e-fiori-essiccati-perfetti-per-decorare-casa-in-autunno-1792965704569.jpeg" data-image="pkwz0z9044rn"><figcaption>Eucalipto.</figcaption></figure><p>O eucalipto mantém durante muito tempo as suas folhas arredondadas e o seu característico aspeto verde-prateado, para além do seu aroma. Os seus ramos podem ser utilizados sozinhos ou combinados com flores secas para conferir volume e movimento à composição.</p><h2>6. Alfazema</h2><p><strong>A alfazema mantém, mesmo seca, as suas características espigas florais e parte do seu aroma intenso</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/10-piante-e-fiori-essiccati-perfetti-per-decorare-casa-in-autunno-1792965722624.jpeg" data-image="zhgwqdfhrrlq"><figcaption>Alfazema.</figcaption></figure><p>A cor tende a tornar-se mais suave, mas as inflorescências mantêm o seu aspeto decorativo durante muito tempo. As suas pequenas flores são perfeitas para ramos, guirlandas e arranjos com um delicado toque outonal.</p><h2>7. Gipsófila</h2><p><strong>Com as suas inúmeras pequenas flores brancas, a gipsófila cria um efeito leve e etéreo, particularmente adequado para arranjos florais</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/10-piante-e-fiori-essiccati-perfetti-per-decorare-casa-in-autunno-1792965744864.jpeg" data-image="lr7bptamnfkd"><figcaption>Gipsófila.</figcaption></figure><p>Depois de seca, mantém a ramificação e a forma das inflorescências, tornando-se um elemento ideal para preencher os ramos e acompanhar flores maiores. </p><h2>8. Algodão</h2><p><strong>As características das sementes do algodão estão entre os elementos mais curiosos que se podem encontrar nas composições de flores secas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/10-piante-e-fiori-essiccati-perfetti-per-decorare-casa-in-autunno-1792965764610.jpeg" data-image="pgf7nh6p6jtf"><figcaption>Algodão.</figcaption></figure><p>Quando se abrem, revelam a fibra branca e macia que envolve as sementes. A forma mantém-se estável e a cor clara cria um contraste agradável com as flores e as folhas em tons outonais.</p><h2>9. Urze</h2><p><strong>A urze produz inúmeras flores pequenas ao longo dos seus ramos, criando massas floridas delicadas e compactas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/10-piante-e-fiori-essiccati-perfetti-per-decorare-casa-in-autunno-1792965783044.jpeg" data-image="ntuov7ee0skz"><figcaption>Urze.</figcaption></figure><p>Mesmo após a secagem, mantém bem a sua estrutura e as tonalidades rosadas, violáceas ou brancas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795427" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/cochonilha-e-aranhico-as-pragas-que-entram-em-casa-com-as-plantas.html" title="Cochonilha e aranhiço: as pragas que entram em casa com as plantas">Cochonilha e aranhiço: as pragas que entram em casa com as plantas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/cochonilha-e-aranhico-as-pragas-que-entram-em-casa-com-as-plantas.html" title="Cochonilha e aranhiço: as pragas que entram em casa com as plantas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cochonilha-e-aranhico-as-pragas-que-entram-em-casa-com-as-plantas-1793119955394_320.jpeg" alt="Cochonilha e aranhiço: as pragas que entram em casa com as plantas"></a></article></aside><p>É particularmente adequada para composições simples e de aspeto natural, nas quais também pode ser utilizada em conjunto com ramos e folhas secas.</p><h2>10. Protea</h2><p><strong>A protea é provavelmente uma das plantas mais espetaculares para utilizar em composições secas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/10-piante-e-fiori-essiccati-perfetti-per-decorare-casa-in-autunno-1792965800957.jpeg" data-image="qr8adr0w56w0"><figcaption>Protea.</figcaption></figure><p>As suas grandes inflorescências, caracterizadas por formas invulgares e invólucros coriáceos, mantêm muito bem a sua estrutura após a secagem. Mesmo sozinha, pode tornar-se o ponto focal de um vaso, graças ao seu aspeto exótico e original.</p><h2>Um outono para trazer para dentro de casa</h2><p><strong>Graças a estas plantas, o outono entra em casa com originalidade</strong>: às cores da folhagem que observamos no exterior podem juntar-se as mais suaves das flores secas, criando composições capazes de evocar a estação que está a chegar ao fim.</p><p>Formas, cores e, por vezes, até aromas permanecem assim durante muito tempo nos ambientes domésticos, transformando partes já sem vida em decorações naturais dignas de admiração.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/10-plantas-e-flores-secas-perfeitas-para-decorar-a-casa-no-outono.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uns astrónomos sul-coreanos: o famoso quadro "A Noite Estrelada", de Van Gogh, poderá representar um céu real]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/uns-astronomos-sul-coreanos-o-famoso-quadro-a-noite-estrelada-de-van-gogh-podera-representar-um-ceu-real.html</link><pubDate>Sun, 01 Nov 2026 14:07:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Mais de um século após a sua criação, "A Noite Estrelada", de Van Gogh, continua a fascinar os investigadores. Um estudo sul-coreano traz novos indícios sobre o céu que terá inspirado o pintor em julho de 1889, com uma possível correspondência entre as estrelas representadas e um aglomerado real.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nuit-etoilee-de-van-gogh-ce-tableau-celebre-pourrait-representer-un-ciel-reel-d-apres-les-chercheurs-1793119270011.jpeg" data-image="5lbwx8w79bsh" alt="Noche estrellada" title="Noche estrellada"><figcaption>«A Noite Estrelada» é um dos quadros mais conhecidos de Van Gogh. De acordo com um estudo recente, o artista poderá ter-se inspirado numa verdadeira noite de verão durante a sua estadia na Provença.</figcaption></figure><p>Algumas das maiores obras de arte da história continuam a revelar os seus segredos, por vezes séculos após a sua criação.</p><p>É precisamente o caso da famosa <em>Noite Estrelada</em> de <strong>Vincent van Gogh</strong>. Investigadores sul-coreanos acreditam agora ter desvendado um mistério que envolve esta pintura há décadas: <strong>o céu em redemoinho representado pelo pintor poderá estar muito mais próximo da realidade do que se pensava</strong>.</p><h2>Um quadro muito estudado </h2><p>Pintado em 1889, <em>Noite Estrelada</em> <strong>encontra-se hoje entre as obras mais famosas de Van Gogh</strong>. O quadro retrata uma aldeia provençal dominada por um céu noturno particularmente expressivo, <strong>onde as estrelas e a Lua estão rodeadas por grandes formas circulares</strong>. Em primeiro plano, ergue-se também um grande cipreste que reforça o contraste entre a paisagem e esta abóbada celeste tão particular.</p><div class="texto-destacado">Durante a criação deste quadro, o pintor encontrava-se alojado em Saint-Rémy-de-Provence, onde esteve internado num estabelecimento psiquiátrico. No entanto, esta situação não o impediu de prosseguir com o seu trabalho artístico e de produzir várias obras importantes, entre as quais «Noite Estrelada». O céu turbulento representado nesta pintura tem intrigado investigadores e historiadores há décadas.</div><p>Em 2008, por exemplo, os físicos descobriram semelhanças entre as formas representadas por Van Gogh e as turbulências de Kolmogorov,<strong> um fenómeno que se manifesta, em particular, nos movimentos do ar na atmosfera</strong>. Em 2024, outros investigadores analisaram esta obra e demonstraram que os redemoinhos pintados pelo artista seguiam padrões matemáticos semelhantes aos observados em certos fenómenos naturais.</p><p>Estas semelhanças com os fenómenos físicos, no entanto, não permitem determinar se Van Gogh se inspirou num céu realmente observado ou se dispôs as estrelas de acordo com a sua própria imaginação.<strong> Enquanto alguns acreditavam que o pintor tinha representado uma autêntica abóbada celeste, outros defendiam uma interpretação mais artística</strong>.</p><h2>Terá uma noite real inspirado Van Gogh?</h2><p>Segundo um estudo publicado recentemente na revista <em>Scientific Reports</em>, uma equipa de astrónomos da Universidade Kyung Hee, na Coreia do Sul, encontrou pistas para responder a esta questão. Para tal, os cientistas viajaram duas vezes para Saint-Rémy-de-Provence em 2019, <strong>com o objetivo de estudar os locais que inspiraram o pintor no final do século XIX</strong>.</p><p>Posteriormente, os investigadores analisaram os elementos da paisagem visíveis nas obras de Van Gogh, <strong>incluindo edifícios, pontes e características geográficas, para determinar o ângulo de visão adotado pelo artista</strong>. A partir destas observações, reconstruíram, através de simulações astronómicas, o aspeto do céu sobre a comuna provençal em 1889.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Van Goghs Nights 3 nights, 3 different worlds. He didnt just paint what he saw. He painted how the night made him feel. A café in Arles. A sky full of stars. The lights of the Rhône on the water. Which one inspires you the most? https://t.co/huVSxzD7oQ</p>— Impressions (@impression_ists) <a href="https://x.com/impression_ists/status/2114769984669000066?ref_src=twsrc%5Etfw">October 26, 2026</a></blockquote></figure><p>Este método permitiu-lhes delimitar a porção do céu representada no quadro e restringir a pesquisa aos períodos em que a posição dos astros poderia coincidir com a retratada por Van Gogh. Os cientistas analisaram, em particular, <strong>os amanheceres de junho e julho, momentos em que a disposição da Lua e de Vénus era compatível com a que se observa na tela</strong>.</p><p>As suas análises permitiram identificar um aglomerado estelar cuja disposição coincide com a representada em<em> A Noite Estrelada</em>: <strong>as Híades, situadas na constelação de Touro</strong>. Segundo os investigadores, esta configuração celeste corresponderia à que era visível ao amanhecer de 22 de julho de 1889, oferecendo assim, finalmente, uma pista concreta sobre o céu que poderá ter realmente inspirado o pintor.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="730449" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/janelas-meteorologicas-em-pinturas-de-rubens-bellini-e-tintoretto.html" title="Janelas meteorológicas em pinturas de Rubens, Bellini e Tintoretto">Janelas meteorológicas em pinturas de Rubens, Bellini e Tintoretto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/janelas-meteorologicas-em-pinturas-de-rubens-bellini-e-tintoretto.html" title="Janelas meteorológicas em pinturas de Rubens, Bellini e Tintoretto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ventanas-meteorologicas-en-los-cuadros-1757162100794_320.jpg" alt="Janelas meteorológicas em pinturas de Rubens, Bellini e Tintoretto"></a></article></aside><p>No entanto, <strong>esta data levanta uma incógnita, uma vez que A Noite Estrelada costuma ser datada, pelo menos, em junho de 1889</strong>. Para explicar este desfasamento de várias semanas, os autores do estudo avançam a hipótese de que Van Gogh poderá ter combinado, numa mesma tela, observações feitas em datas diferentes.</p><p>Trata-se de uma hipótese que, no entanto, se coaduna com o pós-impressionismo, <strong>um movimento em que os pintores não procuram tanto reproduzir fielmente a realidade, mas sim representá-la de acordo com a sua própria sensibilidade</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Camille%20Coirault" data-year="2026" data-title="Le%20tableau%20La%20Nuit%20%C3%A9toil%C3%A9e%20de%20Van%20Gogh%20cachait%20un%20secret%20depuis%20plus%20d%E2%80%99un%20si%C3%A8cle%20%3A%20des%20scientifiques%20viennent%20de%20le%20percer" data-url="https%3A%2F%2Fwww.presse-citron.net%2Ftableau-nuit-etoilee-van-gogh-cachait-secret-depuis-dun-siecle-scientifiques-viennent-percer%2F">Camille Coirault. (2026). <a href="https://www.presse-citron.net/tableau-nuit-etoilee-van-gogh-cachait-secret-depuis-dun-siecle-scientifiques-viennent-percer/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Le tableau La Nuit étoilée de Van Gogh cachait un secret depuis plus d’un siècle : des scientifiques viennent de le percer</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/uns-astronomos-sul-coreanos-o-famoso-quadro-a-noite-estrelada-de-van-gogh-podera-representar-um-ceu-real.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo em Portugal continental até domingo, 8 de novembro: veja como as temperaturas e a chuva irão evoluir]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-continental-ate-domingo-8-de-novembro-veja-como-as-temperaturas-e-a-chuva-irao-evoluir.html</link><pubDate>Sun, 01 Nov 2026 12:49:16 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A primeira semana de novembro poderá finalmente trazer novidades quanto ao estado do tempo em Portugal continental. Saiba o que esperar da evolução das temperaturas e do possível regresso da chuva.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbsonp2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbsonp2.jpg" id="xbsonp2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O tempo no mês de novembro arrancou hoje (1 de novembro e feriado de Todos os Santos), exatamente da mesma forma como outubro terminou: <strong>estável, seco, com céu pouco nublado ou limpo e temperaturas acima do habitual para esta época do ano</strong>. De acordo com a mais recente atualização das cartas sinópticas, esta situação meteorológica persistirá durante boa parte da primeira semana de novembro.</p><h2>Anticiclone britânico, massa de ar polar a espalhar-se pelo continente europeu e evolução térmica em Portugal</h2><p>Não obstante, devido à subida em latitude do <strong>forte anticiclone que se fixará sobre as Ilhas Britânicas</strong> (pressão central superior a 1040 hPa), a atmosfera sobre as nossas cabeças fará com que assistamos a uma mudança gradual do estado do tempo. O potente bloqueio anticiclónico britânico será favorável à <strong>deslocação retrógrada (de leste para oeste) de uma massa de ar polar continental, fria e seca, proveniente do oeste da Rússia</strong>, que contornará a região anticiclónica referida pelos seus flancos oriental e meridional.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-continental-ate-domingo-8-de-novembro-veja-como-as-temperaturas-e-a-chuva-irao-evoluir-1793535678508.jpg" data-image="4lzby97jcuig"><figcaption>Neste mapa de previsão da temperatura a 1500 metros de altitude da próxima quarta-feira, 4 de novembro, percebe-se que o ar polar continental procedente do oeste da Rússia contornará os flancos oriental e meridional do forte anticiclone britânico, passando 'de raspão' na geografia continental portuguesa.</figcaption></figure><p><strong>Embora em Portugal continental os seus efeitos sejam consideravelmente modestos</strong>, não só devido à nossa posição periférica na geografia europeia, mas também por causa da trajetória da massa de ar polar e pelo facto da mesma chegar bastante modificada e temperada até nós, a mesma será suficiente para fazer com que os valores da temperatura máxima, que na <strong>segunda-feira (2) estarão entre 18 a 26 ºC em grande parte do território</strong>, diminuam gradualmente para 15 a 23 ºC até meados da próxima semana, ou seja, entre terça (3) e quarta-feira (4).</p><p><strong>Para quinta e sexta-feira, 5 e 6 de novembro, prevê-se, de um modo geral, que as temperaturas máximas variem entre 15 e 22 ºC</strong>, exceto no Nordeste Transmontano e na Beira Alta - onde seriam ligeiramente inferiores (entre 13 e 18 ºC).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-continental-ate-domingo-8-de-novembro-veja-como-as-temperaturas-e-a-chuva-irao-evoluir-1793535474684.jpg" data-image="39e1jqyh4963"><figcaption>Mapa da temperatura prevista às 14:00 de quarta-feira, 4 de novembro em Portugal continental.</figcaption></figure><p>Quanto às temperaturas mínimas, numa fase inicial - entre 2 e 4 de novembro - estarão relativamente baixas (0 a 8 ºC no interior Norte e Centro; 10 a 15 ºC no resto do Continente) e propícias à formação de <strong>geadas localizadas no interior Norte e Centro</strong>. Porém, os mapas apontam para uma tendência contrária à das máximas, o que resultaria numa redução da amplitude térmica diária.</p><p>Neste sentido, os modelos sugerem que <strong>a partir de quinta-feira, 5 de novembro </strong>ocorra uma<strong> ligeira subida das temperaturas mínimas</strong>, especialmente no interior e nas terras montanhosas: <strong>o intervalo de valores passaria de 0 a 8 ºC para 6 a 12 ºC</strong>. No resto do país, pelo contrário, esperam-se valores mínimos algo mais baixos face aos do início da semana, entre 7 e 13 ºC, exceto no Algarve onde poderiam rondar os 12 a 15 ºC.</p><h2>Mapas sugerem regresso da chuva a Portugal continental no fim de semana de 7 e 8 de novembro</h2><p>Tal como referido em previsões anteriormente lançadas pela Meteored Portugal, grande parte da <strong>primeira semana de novembro</strong> decorrerá sem novidades significativas no que concerne à precipitação. As condições meteorológicas manter-se-ão <strong>secas, com céu limpo ou pouco nublado a imperar e vento Leste geralmente fraco</strong>, soprando temporariamente moderado ou forte nas terras altas e montanhosas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-continental-ate-domingo-8-de-novembro-veja-como-as-temperaturas-e-a-chuva-irao-evoluir-1793534741328.jpg" data-image="10dhz78ww7ja"><figcaption>Esta previsão do modelo ECMWF indica o regresso generalizado da chuva a Portugal continental no sábado, 7 de novembro. Porém, uma saída determinista com um horizonte temporal tão alargado - correspondente a um prazo de 156 horas - possui uma fiabilidade bastante reduzida. É preciso esperar mais alguns dias para averiguar com exatidão se a chuva irá ou não regressar à nossa geografia. </figcaption></figure><p>Ainda assim, os mapas sugerem um aumento gradual da nebulosidade a partir de quinta-feira, 5 de novembro, não se descartando a possível ocorrência de chuviscos residuais e dispersos a sul do Mondego entre quinta (5) e sexta-feira (6).</p><p>É, contudo, para o <strong>fim de semana de 7 e 8 de novembro </strong>que os mapas vislumbram uma mudança mais significativa do estado do tempo na unidade territorial do Continente, perspetivando-se um possível <strong>regresso mais generalizado da chuva ao nosso país</strong>. Na origem da alteração para o tempo húmido estaria uma <strong>extensa região depressionária</strong> centrada no Atlântico e nas imediações do arquipélago dos Açores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-continental-ate-domingo-8-de-novembro-veja-como-as-temperaturas-e-a-chuva-irao-evoluir-1793534535898.jpg" data-image="13hp8hrwbujr"><figcaption>Tudo indica que em Portugal continental apenas a Região Norte registará uma anomalia térmica negativa na primeira semana de novembro, isto é, temperaturas entre 1 a 3 ºC abaixo da média climatológica de referência.</figcaption></figure><p><strong>É, todavia, precoce definir quais serão as regiões e zonas mais afetadas</strong>, uma vez que qualquer alteração na posição e trajetória do sistema depressionário poderá atrasar ou adiantar a chegada da chuva, e provocar ajustes na distribuição espacial e intensidade da chuva na geografia de Portugal continental.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="796103" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/do-calor-invulgar-a-geada-a-viragem-termica-em-portugal-continental-ate-6-de-novembro.html" title="Do calor invulgar à geada: a viragem térmica em Portugal continental até 6 de novembro">Do calor invulgar à geada: a viragem térmica em Portugal continental até 6 de novembro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/do-calor-invulgar-a-geada-a-viragem-termica-em-portugal-continental-ate-6-de-novembro.html" title="Do calor invulgar à geada: a viragem térmica em Portugal continental até 6 de novembro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/do-calor-invulgar-a-geada-a-viragem-termica-em-portugal-continental-ate-6-de-novembro-1793483634082_320.jpg" alt="Do calor invulgar à geada: a viragem térmica em Portugal continental até 6 de novembro"></a></article></aside><p>Apesar da mudança para um panorama algo mais chuvoso, <strong>as temperaturas manter-se-ão geralmente amenas para a época do ano</strong>, registando valores muito distantes do frio gélido que “abraçará” grande parte da Europa ao longo da primeira semana de novembro. De acordo com o mapa de anomalias térmicas semanais do modelo Europeu, somente a Região Norte registará temperaturas ligeiramente inferiores à média.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-continental-ate-domingo-8-de-novembro-veja-como-as-temperaturas-e-a-chuva-irao-evoluir.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA["Os crocodilos não se adaptaram, seguiram o calor": e assim sobreviveram ao asteroide que acabou com os dinossauros]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-crocodilos-nao-se-adaptaram-seguiram-o-calor-e-assim-sobreviveram-ao-asteroide-que-acabou-com-os-dinossauros.html</link><pubDate>Sun, 01 Nov 2026 11:45:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O facto de se terem adaptado a climas quentes ao longo dos seus 250 milhões de anos de história pode ter ajudado os crocodilos e os seus parentes a sobreviver ao asteroide que exterminou os dinossauros.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-crocodilos-nao-se-adaptaram-seguiram-o-calor-e-assim-sobreviveram-ao-asteroide-que-acabou-com-os-dinossauros-1793441393906.jpg" data-image="9xuh6lwpuft1" alt="crocodilo" title="crocodilo"><figcaption>Os crocodilos de hoje são menos diversificados do que há milhões de anos.</figcaption></figure><p>Esta investigação baseia-se na <strong>análise de mais de 7.000 fósseis e registos de mais de 400 espécies</strong>, tanto vivas como extintas, comparando-os com reconstruções computacionais do clima e da geografia da Terra ao longo de 245 milhões de anos.</p><p>A equipa descobriu que, em vez de se adaptarem a novos climas, <strong>os crocodilos e os seus parentes seguiam os climas quentes para onde quer que fossem</strong>: em épocas de calor, expandiam-se até à Antártida; em épocas mais frias, recuavam para os trópicos.</p><p>Os investigadores simularam também como o clima poderia ter mudado após o impacto do asteroide, há 66 milhões de anos, e concluíram que, exceto nos cenários mais extremos, <strong>as regiões quentes junto ao equador e nos subtrópicos permaneceram adequadas para os parentes dos crocodilos</strong>.</p><h2>A linhagem de crocodilos adaptou-se ao longo do tempo</h2><p>Modelos anteriores, elaborados por membros da mesma equipa, demonstraram que os <strong>climas adequados para os dinossauros não aviários </strong>(aqueles que foram extintos) <strong>sofreram uma redução muito mais drástica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-crocodilos-nao-se-adaptaram-seguiram-o-calor-e-assim-sobreviveram-ao-asteroide-que-acabou-com-os-dinossauros-1793441948246.jpg" data-image="d1wrp5izayj8" alt="Postosuchus" title="Postosuchus"><figcaption>Ilustração de como o réptil <em>Postosuchus</em> seria.</figcaption></figure><p> A linhagem dos crocodilos, conhecida pelos cientistas como pseudosúquios, <strong>surgiu na mesma altura que os dinossauros</strong> e, desde então, <strong>sobreviveu a duas das cinco extinções em massa da Terra</strong>. Embora os crocodilos e os seus parentes pareçam muito semelhantes entre si hoje em dia, os <strong>antepassados deste grupo eram muito mais diversificados e incluíam herbívoros</strong> fortemente couraçados, predadores terrestres e gigantes que pesavam mais de uma tonelada. </p><p> Entre os pseudosúquios mais conhecidos contam-se o predador gigante <em>Sarcosuchus</em> — um supercrocodilo que chegava a medir<strong> até 12 metros de comprimento</strong> — e o <em>Postosuchus</em>, que <strong>caçava exclusivamente em terra</strong> e podia deslocar-se tanto sobre duas como sobre quatro patas.</p><h2>Os crocodilos seguem o calor</h2><p>Para este estudo, a equipa de investigação deduziu as <strong>preferências de temperatura e precipitação de 400 espécies</strong>, utilizando registos fósseis, árvores filogenéticas e mapas detalhados de onde as espécies de crocodilos vivem atualmente. </p><p>Posteriormente, <strong>mapearam os habitats adequados destas espécies ao longo do tempo</strong>, recorrendo a reconstituições do clima e da geografia da Terra. Descobriram que os parentes dos crocodilos, de um modo geral, acompanharam os climas quentes de todo o mundo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-crocodilos-nao-se-adaptaram-seguiram-o-calor-e-assim-sobreviveram-ao-asteroide-que-acabou-com-os-dinossauros-1793442429527.jpg" data-image="43obvjtth1fy" alt="Sarcosuchus" title="Sarcosuchus"><figcaption>Ilustração do <em>Sarcosuchus</em>, super crocodilo que podia medir até 12 metros. </figcaption></figure><p> Durante o período quente do início do Eoceno, há cerca de 50 milhões de anos — <strong>quando as temperaturas globais eram cerca de 10 graus mais elevadas do que hoje</strong> e as regiões polares estavam livres de gelo —, viviam em latitudes elevadas na América do Norte, na Europa e na Antártida. </p><p>À medida que o planeta arrefeceu nos milhões de anos seguintes, <strong>a sua área de distribuição retraiu-se em direção aos trópicos</strong>. Os investigadores analisaram também as alterações climáticas ocorridas nas décadas ou séculos seguintes ao impacto do asteróide de Chicxulub, que dizimou a maioria dos dinossauros. </p><h2>Exceção à regra</h2><p>Foram testados diversos cenários, incluindo uma diminuição da luz solar provocada pelas cinzas e poeiras, bem como um aumento do dióxido de carbono resultante das erupções vulcânicas. <strong>Com uma redução de 5% a 10% da luz solar, as regiões quentes próximas do equador permaneceram adequadas para os parentes dos crocodilos</strong>; contudo, tal não se verificou com uma redução de 15% — embora os investigadores tenham salientado que este cenário mais extremo é, atualmente, considerado improvável. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="688793" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/insolito-descoberto-o-crocodilo-mais-antigo-do-mundo-com-10-000-descendentes.html" title="Insólito: descoberto o crocodilo mais antigo do mundo com 10.000 descendentes">Insólito: descoberto o crocodilo mais antigo do mundo com 10.000 descendentes</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/insolito-descoberto-o-crocodilo-mais-antigo-do-mundo-com-10-000-descendentes.html" title="Insólito: descoberto o crocodilo mais antigo do mundo com 10.000 descendentes"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/insolite-decouvrez-le-crocodile-le-plus-vieux-du-monde-aux-10-000-descendants-1734624142626_320.jpg" alt="Insólito: descoberto o crocodilo mais antigo do mundo com 10.000 descendentes"></a></article></aside><p>Outros cenários, como o <strong>aumento do dióxido de carbono, não afetaram a aptidão climática para os crocodilos</strong>. Os autores salientaram que o clima, por si só, não explicava a sobrevivência dos crocodilos. O seu menor tamanho corporal, o seu estilo de vida semi-aquático, a sua dieta flexível e as baixas necessidades energéticas dos animais ectotérmicos (de sangue frio) provavelmente também contribuíram para isso. </p><p>A equipa descobriu duas exceções a este padrão. Durante o Máximo Térmico do Cretácico, há cerca de 94 milhões de anos — <strong>quando as temperaturas globais eram até cerca de 14 graus mais elevadas do que hoje</strong> —, um ramo da árvore genealógica dos crocodilos <strong>adaptou-se a temperaturas mais elevadas </strong>do que aquelas que a linhagem dos crocodilos tinha conseguido tolerar noutros períodos. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Chiarenza%2C%20A.%2C%20Howard%2C%20A.%2C%20Varnham%2C%20G.%20et%20al." data-year="2026" data-title="Climatic%20niche%20conservatism%20shapes%20the%20macroevolution%2C%20extinction%2C%20and%20survivorship%20of%20crocodile-line%20archosaurs" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fdoi%2F10.1126%2Fsciadv.aeg2217">Chiarenza, A., Howard, A., Varnham, G. et al.. (2026). <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.aeg2217" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Climatic niche conservatism shapes the macroevolution, extinction, and survivorship of crocodile-line archosaurs</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-crocodilos-nao-se-adaptaram-seguiram-o-calor-e-assim-sobreviveram-ao-asteroide-que-acabou-com-os-dinossauros.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cidades a afundar: dados de satélite revelam o ritmo da subsidência urbana no mundo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cidades-a-afundar-dados-de-satelite-revelam-o-ritmo-da-subsidencia-urbana-no-mundo.html</link><pubDate>Sun, 01 Nov 2026 09:37:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Estudo global em mais de quatrocentas cidades mapeia a subsidência do solo e revela contrastes extremos entre diferentes regiões. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cidades-a-afundar-dados-de-satelite-revelam-o-ritmo-da-subsidencia-urbana-no-mundo-1793493619801.jpg" data-image="73qhrra0flqc"><figcaption>O afundamento gradual do solo ameaça infraestruturas vitais, fragilizando edifícios, sistemas subterrâneos e aumentando de forma crítica o risco de inundações.</figcaption></figure><p>A subsidência do solo consiste no afundamento progressivo da superfície terrestre, configurando uma ameaça estrutural para os ambientes urbanos modernos. <strong>A descida lenta dos solos provoca fissuras e danos graves em edifícios, enfraquece fundações de infraestruturas estratégicas e compromete sistemas subterrâneos essenciais</strong>, designadamente as redes de drenagem pluvial e de saneamento de águas residuais. </p><div class="texto-destacado">Como consequência direta, este fenómeno amplia consideravelmente a vulnerabilidade das populações ao risco de inundações. </div><p>Contudo, a informação sobre a sua dinâmica tem sido historicamente escassa e fragmentada, <strong>dificultando a atuação dos decisores políticos na identificação das zonas prioritárias</strong>. A maioria dos estudos anteriores recorria a metodologias divergentes, cobria períodos díspares ou incidia somente sobre poucas cidades, impossibilitando comparações à escala planetária.</p><h2> Focos críticos: aceleração no México e no continente asiático </h2><p> Para colmatar esta lacuna, os investigadores recorreram a dados de satélite de alta resolução recolhidos entre 2014 e 2023, quantificando a movimentação vertical do solo em 465 cidades de 107 países, num estudo divulgado pela revista <em>Nature Cities</em>. Os resultados revelaram assimetrias territoriais marcantes. </p><div class="texto-destacado">A Cidade do México registou o afundamento localizado mais rápido do mundo, com certas áreas a descerem cerca de 217 milímetros por ano, embora a mediana municipal global se tenha situado nos 8 mm anuais. </div><p>No mesmo país, Torreón registou uma descida de aproximadamente <strong>17 mm por ano.</strong> A nível regional, a Ásia concentrou os cenários mais graves em termos medianos: destacam-se Medan (cerca de 33 mm por ano) e Bandung (22 mm por ano), ambas na Indonésia, a par de Isfahan, no Irão, com 11 mm anuais.</p><h2> Estabilidade geológica: metrópoles com oscilações mínimas </h2><p> Em sentido inverso, <strong>v</strong><strong>árias das maiores capitais e polos económicos mundiais apresentaram uma estabilidade assinalável na movimentação anual da superfície.</strong> Cidades como Boston, Nova Iorque, Londres, Pequim, Tóquio, Seul, Sydney, Montevideu e Nápoles registaram taxas anuais reduzidas, que oscilaram meramente entre 0,1 e 1,9 milímetros por ano. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cidades-a-afundar-dados-de-satelite-revelam-o-ritmo-da-subsidencia-urbana-no-mundo-1793456602377.png" data-image="zst8ic3ah4j3"><figcaption>Metrópoles como Londres, Nova Iorque e Tóquio mantêm solos geologicamente estáveis, registando variações anuais inferiores a apenas dois milímetros.</figcaption></figure><p>Estas estimativas<strong> abrangeram tanto ligeiros afundamentos como pequenos soerguimentos (elevação) do terreno</strong>. Dada a reduzida dimensão física destas medições, os investigadores <strong>recomendam prudência na sua interpretação</strong>, salientando que estes centros urbanos se mantêm substancialmente equilibrados. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cidades-a-afundar-dados-de-satelite-revelam-o-ritmo-da-subsidencia-urbana-no-mundo-1793456482894.png" data-image="jhbstt15rzdx"><figcaption>Zonas da Cidade do México afundam até 217 milímetros anuais, registando a descida localizada mais acelerada à escala global</figcaption></figure><p> Os investigadores destacam igualmente i<strong>mportantes ressalvas metodológicas que devem contextualizar as conclusões</strong>. A investigação incidiu sobre um período de nove anos e focou-se estritamente na subsidência local relativa dentro do perímetro de grandes cidades, podendo desconsiderar áreas adjacentes situadas fora dos limites administrativos oficiais. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="669963" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/estas-sao-as-6-cidades-submersas-mais-impressionantes-do-mundo-curioso-turismo.html" title="Estas são as 6 cidades submersas mais impressionantes do mundo">Estas são as 6 cidades submersas mais impressionantes do mundo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/estas-sao-as-6-cidades-submersas-mais-impressionantes-do-mundo-curioso-turismo.html" title="Estas são as 6 cidades submersas mais impressionantes do mundo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ferias-estas-sao-as-6-cidades-submersas-mais-impressionantes-do-mundo-1723748094606_320.jpg" alt="Estas são as 6 cidades submersas mais impressionantes do mundo"></a></article></aside><p>Adicionalmente, as medições <strong>apresentam maior incerteza em territórios onde a rede de estações terrestres de validação é reduzida ou dispersa</strong>. Por esta razão, a manutenção de uma vigilância por satélite continuada revela-se fundamental para atestar se estas tendências persistem ao longo do tempo e para fundamentar respostas governamentais direcionadas. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Wang%2C%20L.%2C%20Ao%2C%20Z.%2C%20Tao%2C%20S.%20et%20al." data-year="2026" data-title="A%20global%20view%20of%20urban%20land%20subsidence%20and%20its%20changing%20trajectories." data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs44284-026-00527-8">Wang, L., Ao, Z., Tao, S. et al.. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s44284-026-00527-8" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A global view of urban land subsidence and its changing trajectories.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cidades-a-afundar-dados-de-satelite-revelam-o-ritmo-da-subsidencia-urbana-no-mundo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal conquista a Europa e traz 32 Óscares do turismo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-conquista-a-europa-e-traz-32-oscares-do-turismo.html</link><pubDate>Sun, 01 Nov 2026 08:23:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Lisboa, Porto, Algarve, Madeira e Açores estão entre os grandes vencedores dos World Travel Awards 2026. Esta edição voltou a colocar o turismo português em destaque internacional.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-conquista-a-europa-e-traz-32-oscares-do-turismo-1793302597475.jpg" data-image="5lz243awcsd6" alt="Portugal" title="Portugal"><figcaption>Portugal volta a conquistar a Europa. E não veio de mãos a abanar: trouxe 32 Óscares do turismo. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Portugal voltou a brilhar internacionalmente. O nosso país conquistou, novamente, o título de<strong> Melhor Destino da Europa</strong> nos World Travel Awards 2026. E, atenção, porque estes prémios são conhecidos como os ‘Óscares do turismo’. </p><p>É isso mesmo. E o melhor? O prémio principal não veio sozinho. Aliás, <strong>Lisboa, Porto, Algarve, Madeira e Açores</strong> também estiveram entre os grandes vencedores. Feitas as contas, Portugal somou 32 distinções nesta edição.</p><div class="texto-destacado">Criados em 1993, os World Travel Awards distinguem o trabalho desenvolvido na indústria turística internacional. Os vencedores são escolhidos através de votações que envolvem profissionais do setor e viajantes, numa iniciativa que procura reconhecer a qualidade dos destinos e dos serviços turísticos.</div><p>E o que é que este reconhecimento nos traz? A confirmação de que Portugal continua a ter argumentos para convencer quem procura férias à beira-mar, escapadinhas culturais, paisagens naturais ou experiências gastronómicas. Convenhamos, não é todos os dias que um país tão pequeno consegue reunir tantas opções sem obrigar a percorrer milhares de quilómetros.</p><p>“É com enorme orgulho que recebemos estes galardões, que refletem a qualidade de Portugal enquanto destino turístico e o trabalho desenvolvido na sua promoção”, notou Carlos Abade, presidente do Turismo de Portugal.</p><h2>Portugal soma prémios de norte a sul</h2><p>A cerimónia europeia dos World Travel Awards decorreu a 17 de outubro, no Hyatt Regency Kotor Bay Resort, no Montenegro, e<strong> distinguiu destinos, hotéis, atrações turísticas e empresas ligadas ao setor</strong>. Portugal conquistou 32 prémios, num total de 157 categorias em avaliação. </p><p>Entre os vencedores, o Algarve voltou a destacar-se como Melhor Destino de Praia da Europa, enquanto a Madeira recebeu o título de Melhor Destino Insular. Nos Açores, a natureza e a aventura estiveram em destaque, com a região a conquistar o prémio de Melhor Destino Regional de Turismo de Aventura. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-conquista-a-europa-e-traz-32-oscares-do-turismo-1793302820432.jpg" data-image="25wbwkamczs4" alt="Portugal" title="Portugal"><figcaption>O nosso país tem muito para descobrir. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Lisboa também tem motivos para celebrar. A capital portuguesa foi eleita Melhor Destino Urbano da Europa e Melhor Destino de Cruzeiros da Europa, duas distinções que reforçam a sua atratividade para quem procura combinar património, gastronomia, vida cultural e uma passagem pela cidade antes ou depois de uma viagem de barco.</p><p>Já o Porto foi reconhecido como Melhor Destino de Cidade Cultural da Europa. Afinal, entre as caves de vinho do Porto, os edifícios históricos, os museus e as ruas que convidam a descobrir diferentes perspetivas sobre a cidade, não faltam motivos para a incluir numa escapadinha. </p><h2>Do céu alentejano aos grandes nomes do turismo</h2><p><strong>Os prémios não ficaram pelas cidades e regiões</strong>. O Dark Sky Alqueva, projeto de astroturismo no Alentejo, foi distinguido como Melhor Atração Turística da Europa pelo terceiro ano consecutivo. </p><div class="texto-destacado">A iniciativa permite observar o céu noturno em condições privilegiadas, numa região onde a baixa poluição luminosa ajuda a revelar estrelas e outros fenómenos astronómicos. </div><p>Também os Passadiços do Paiva e o parque aquático Aquashow voltaram a figurar entre os vencedores europeus, enquanto a TAP conquistou dois prémios: Melhor Companhia Aérea para África e Melhor Companhia Aérea para a América do Sul. O Turismo de Portugal recebeu ainda o galardão de Melhor Organismo Oficial de Turismo da Europa. </p><h2>A distinção europeia é apenas o começo</h2><p>A conquista do título europeu não significa que Portugal tenha sido eleito o melhor destino turístico do mundo nesta edição. Essa decisão fica para a <strong>final mundial dos World Travel Awards</strong>, marcada para 12 de dezembro, na Tanzânia, onde serão conhecidos os vencedores das categorias globais. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-conquista-a-europa-e-traz-32-oscares-do-turismo-1793303102582.jpg" data-image="s23bdqd4v6op" alt="Portugal" title="Portugal"><figcaption>Um motivo de orgulho nacional. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Além disso, os 32 prémios não significam que tudo esteja perfeito no turismo português, mas são um <strong>reconhecimento internacional do trabalho desenvolvido pelo setor</strong>. E, para quem ainda está a decidir o próximo destino de férias, ficam mais alguns argumentos para descobrir Portugal.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795466" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-cidade-portuguesa-e-muito-mais-do-que-francesinhas-e-provou-o-mais-uma-vez.html" title="Esta cidade portuguesa é muito mais do que francesinhas (e provou-o mais uma vez)">Esta cidade portuguesa é muito mais do que francesinhas (e provou-o mais uma vez)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-cidade-portuguesa-e-muito-mais-do-que-francesinhas-e-provou-o-mais-uma-vez.html" title="Esta cidade portuguesa é muito mais do que francesinhas (e provou-o mais uma vez)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esta-cidade-portuguesa-e-muito-mais-do-que-francesinhas-e-provou-o-mais-uma-vez-1793133236318_320.jpg" alt="Esta cidade portuguesa é muito mais do que francesinhas (e provou-o mais uma vez)"></a></article></aside><p>“Em nome do Turismo de Portugal, agradeço a todos os profissionais e entidades do setor que contribuem diariamente para afirmar o nosso país como uma referência no turismo internacional”, acrescentou o presidente do Turismo de Portugal.</p><p><strong>A lista completa dos vencedores portugueses pode ser consultada</strong><em><strong> online</strong></em> e inclui empresas, projetos e experiências turísticas. Antes das distinções a nível europeu, já tinham também sido escolhidos os melhores spots a nível nacional.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="World%20Travel%20Awards" data-year="2026" data-title="Europe%20Winners%202026" data-url="https%3A%2F%2Fwww.worldtravelawards.com%2Fwinners%2F2026%2Feurope">World Travel Awards. (2026). <a href="https://www.worldtravelawards.com/winners/2026/europe" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Europe Winners 2026</a>.</cite><br><cite data-author="Expresso" data-year="2026" data-title="Portugal%20renova%20pr%C3%A9mio%20de%20%22Melhor%20Destino%20da%20Europa%22%20na%20gala%20europeia%20dos%20World%20Travel%20Awards" data-url="https%3A%2F%2Fexpresso.pt%2Fboa-cama-boa-mesa%2Fviagens-hoteis%2Fdestinos-portugal%2F2026-10-18-portugal-renova-premio-de-melhor-destino-da-europa-na-gala-europeia-dos-world-travel-awards-c781b9c8">Expresso. (2026). <a href="https://expresso.pt/boa-cama-boa-mesa/viagens-hoteis/destinos-portugal/2026-10-18-portugal-renova-premio-de-melhor-destino-da-europa-na-gala-europeia-dos-world-travel-awards-c781b9c8" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Portugal renova prémio de "Melhor Destino da Europa" na gala europeia dos World Travel Awards</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-conquista-a-europa-e-traz-32-oscares-do-turismo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Do calor invulgar à geada: a viragem térmica em Portugal continental até 6 de novembro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/do-calor-invulgar-a-geada-a-viragem-termica-em-portugal-continental-ate-6-de-novembro.html</link><pubDate>Sun, 01 Nov 2026 07:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Entre 1 e 6 de novembro o tempo em Portugal continental registará uma vincada transição térmica: um arranque com tardes quentes até 26 ºC dará lugar a madrugadas gélidas com geada e anomalias até -7 ºC.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbskr1i"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbskr1i.jpg" id="xbskr1i"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>A primeira semana de novembro trará uma reviravolta térmica substancial a Portugal continental</strong>, caracterizada por um padrão de vincada amplitude térmica.</p><p>Conforme detalhado pelos especialistas em geografia, clima e meteorologia da nossa equipa - Alfredo Graça, Joana Campos e Marta Godinho -, o estado do tempo no nosso país será condicionado pela interação entre um <strong>robusto bloqueio anticiclónico nas Ilhas Britânicas, com valores de pressão central em torno dos 1040 hPa</strong> e uma ondulação pronunciada da corrente de jato polar a cerca de 10 000 metros de altitude. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-calor-invulgar-a-geada-a-viragem-termica-em-portugal-continental-ate-6-de-novembro-1793483124638.jpg" data-image="xvp0e0686rbb" alt="Temperatura prevista para Portugal continental no domingo, 1 de novembro, às 12:00" title="Temperatura prevista para Portugal continental no domingo, 1 de novembro, às 12:00"><figcaption>Temperatura prevista para Portugal continental no domingo, 1 de novembro, às 12:00. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>Esta configuração atmosférica criará um corredor propício ao transporte de uma <strong>massa de ar frio e seco, de origem continental, que atravessará a Europa no sentido Este-Oeste</strong>. Portugal continental ficará à margem da sua influência, uma vez que a massa de ar chegará até nós bastante temperada e modificada.</p><p>Ainda assim, a estabilidade, a subsidência atmosférica e o céu limpo associados ao anticiclone poderão favorecer um <strong>intenso arrefecimento noturno</strong>, refletindo-se em descidas significativas das temperaturas mínimas e em desvios negativos expressivos face à normal climatológica da época.</p><h2> Arranque de novembro: tardes quase de verão e anomalias de +6 ºC no Litoral</h2><p>O arranque do mês de novembro dará continuidade a um cenário pouco outonal, com <strong>tardes quentes e ambiente seco em praticamente todo o território continental</strong>. Neste domingo, dia 1 de novembro, os termómetros subirão substancialmente após uma madrugada fresca. Pelas 12:00 poderá registar-se em Coimbra máxima de 26 ºC, acompanhada por 24 ºC em Santarém e Beja, 23 ºC em Évora. A Guarda poderá registar apenas 17 ºC. </p><p>Ao meio-dia deste domingo poderá registar-se calor excecionalmente elevado, registando-se até +6 ºC acima da média climatológica de referência. O Porto liderará o desvio com +6 ºC acima do normal, enquanto Braga, Aveiro, Leiria e Santarém assinalarão +5 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-calor-invulgar-a-geada-a-viragem-termica-em-portugal-continental-ate-6-de-novembro-1793483323298.jpg" data-image="t9ywnocio8bs" alt="Mapa de anomalia de temperatura no domingo, 1 de novembro, às 12:00, destacando desvios positivos até +6 ºC acima da média no Litoral Norte e Centro" title="Mapa de anomalia de temperatura no domingo, 1 de novembro, às 12:00, destacando desvios positivos até +6 ºC acima da média no Litoral Norte e Centro"><figcaption>Mapa de anomalia de temperatura no domingo, 1 de novembro, às 12:00, destacando desvios positivos até +6 ºC acima da média no Litoral Norte e Centro. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>Na segunda-feira, dia 2, as máximas diurnas iniciarão uma trajetória descendente no Norte, embora o Sul mantenha o ambiente bastante ameno. <strong>Pelas 12:00, a Guarda poderá descer aos 13 ºC e Viseu aos 16 ºC</strong>, enquanto Beja ainda registará 25 ºC e Lisboa 22 ºC. No entanto, a transição noturna já será visível logo no início da manhã: às 08:00 de segunda-feira, o interior Norte e Centro apresentará anomalias negativas, destacando-se a Guarda com -5 ºC e Bragança e Castelo Branco com -4 ºC abaixo da média climatológica. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-calor-invulgar-a-geada-a-viragem-termica-em-portugal-continental-ate-6-de-novembro-1793483483278.jpg" data-image="85byimi5si81" alt="Previsão da anomalia térmico-climatológica para quarta-feira, 4 de novembro, às 06:00, evidenciando o pico do frio noturno com o país coberto por anomalias de até -7 ºC" title="Previsão da anomalia térmico-climatológica para quarta-feira, 4 de novembro, às 06:00, evidenciando o pico do frio noturno com o país coberto por anomalias de até -7 ºC"><figcaption>Previsão da anomalia térmica para quarta-feira, 4 de novembro, às 06:00, evidenciando o pico do frio noturno com o país coberto por anomalias de até -7 ºC. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p> Na terça-feira, dia 3, o contraste regional acentuar-se-á. <strong>O ar frio avançará a norte do Tejo, fazendo cair a temperatura ao meio-dia para 10 ºC na Guarda, 11 ºC em Vila Real e 12 ºC em Bragança</strong>. No entanto, no Alentejo e Algarve, as anomalias diurnas poderão manter-se com tom alaranjado, com desvios de +3 ºC acima da norma em Leiria, Santarém, Évora e Beja. </p><h2>Mudança a meio da semana: frio noturno acentuado, geada e anomalias de -7 ºC </h2><p><strong>A grande mudança do padrão térmico consolidar-se-á entre terça e quarta-feira</strong>, quando a massa de ar frio de origem continental estiver algo mais próxima da Península Ibérica. O arrefecimento será particularmente severo durante as noites e madrugadas. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="796042" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-45-mm-a-partir-das-21-horas-a-chuva-ganhara-intensidade-no-arquipelago-da-madeira-eis-as-duas-zonas-mais-afetadas.html" title="Até 45 mm: a partir das 21 horas a chuva ganhará intensidade no arquipélago da Madeira; eis as duas zonas mais afetadas">Até 45 mm: a partir das 21 horas a chuva ganhará intensidade no arquipélago da Madeira; eis as duas zonas mais afetadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-45-mm-a-partir-das-21-horas-a-chuva-ganhara-intensidade-no-arquipelago-da-madeira-eis-as-duas-zonas-mais-afetadas.html" title="Até 45 mm: a partir das 21 horas a chuva ganhará intensidade no arquipélago da Madeira; eis as duas zonas mais afetadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-45-mm-a-partir-das-21-horas-a-chuva-ganhara-intensidade-no-arquipelago-da-madeira-eis-as-duas-zonas-mais-afetadas-1793450540052_320.png" alt="Até 45 mm: a partir das 21 horas a chuva ganhará intensidade no arquipélago da Madeira; eis as duas zonas mais afetadas"></a></article></aside><p><strong>Na madrugada de quarta-feira, 4 de novembro, o sinal frio poderá atingir o seu pico</strong>. Às 06:00 da manhã, o mapa de anomalias do ECMWF cobrirá Portugal continental sob tons azuis escuros. A Guarda poderá registar um desvio de -7 ºC abaixo da norma climatológica, ao passo que Bragança e Lisboa atingirão -6 ºC, Vila Real e Évora -5 ºC, e Santarém, Castelo Branco, Portalegre e Beja se fixarão nos -4 ºC. </p><div class="texto-destacado"><p>Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</p></div><p><strong>Este arrefecimento noturno pronunciado fará com que as temperaturas mínimas se aproximem dos 0 ºC no interior Norte e Centro</strong>, descendo para valores negativos nas áreas mais elevadas da Serra da Estrela e em vales abrigados, favorecendo a formação de geada matinal. Durante o dia de quarta-feira, o frio sentir-se-á também ao meio-dia, com <strong>a Guarda a não ir além dos 9 ºC, Vila Real 11 ºC, Viseu 12 ºC</strong>, Porto 15 ºC e Lisboa 18 ºC. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-calor-invulgar-a-geada-a-viragem-termica-em-portugal-continental-ate-6-de-novembro-1793483634082.jpg" data-image="9my5tjtzkhac" alt="Temperatura ao meio-dia de quinta-feira, 5 de novembro, mostrando a consolidação do arrefecimento diurno em todo o país" title="Temperatura ao meio-dia de quinta-feira, 5 de novembro, mostrando a consolidação do arrefecimento diurno em todo o país"><figcaption>Temperatura ao meio-dia de quinta-feira, 5 de novembro, mostrando a consolidação do arrefecimento diurno em todo o país. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>Entre quinta e sexta-feira, 6 de novembro, a sensação de tempo fresco e tipicamente outonal permanecerá instalada em todo o continente. <strong>As temperaturas diurnas às 12:00 estabilizarão entre os 12 ºC e os 15 ºC nas regiões do Norte e Centro</strong>, e entre os 17 ºC e os 19 ºC no Sul. As madrugadas continuarão frias e secas até sexta-feira, com anomalias negativas entre -4 ºC e -8 ºC abaixo da média histórica, mantendo o risco de geada matinal nos locais mais abrigados do interior antes de qualquer alteração de padrão no fim de semana. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/do-calor-invulgar-a-geada-a-viragem-termica-em-portugal-continental-ate-6-de-novembro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Pedro Carneiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Super El Niño alcança recorde de 3,4 °C; entenda o que isto significa e o que esperar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-alcanca-3-4-c-de-anomalia-entenda-o-que-isso-significa-e-o-que-esperar.html</link><pubDate>Sun, 01 Nov 2026 06:01:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A anomalia semanal absoluta da temperatura da superfície do mar na região Niño 3.4 atingiu +3,4 °C, o maior valor da série histórica. Além de estabelecer um recorde, este valor já se aproxima do patamar que os modelos preveem para o pico trimestral do Super El Niño, sugerindo que o aquecimento deve continuar muito intenso até ao fim do ano.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-alcanca-3-4-c-de-anomalia-entenda-o-que-isso-significa-e-o-que-esperar-1793284541560.png" data-image="nv5tm5qxkbz0" alt="Anomalia de temperatura da superfície do mar entre 19 e 25 de outubro de 2026. A região indicada como Niño 3.4 refere-se à área de monitoramento do El Niño. Créditos: BoM." title="Anomalia de temperatura da superfície do mar entre 19 e 25 de outubro de 2026. A região indicada como Niño 3.4 refere-se à área de monitoramento do El Niño. Créditos: BoM."><figcaption>Anomalia de temperatura da superfície do mar entre 19 e 25 de outubro de 2026. A região indicada como Niño 3.4 refere-se à área de monitorização do El Niño. Créditos: BoM.</figcaption></figure><p>A <strong>anomalia semanal</strong> absoluta da <strong>temperatura</strong> da superfície do mar (TSM) no Pacífico equatorial alcançou impressionantes <strong>+3,4 °C</strong> na última semana na região de monitorização do El Niño, de acordo com os registos da NOAA, a Administração Atmosférica e Oceânica dos Estados Unidos. </p><div class="texto-destacado">Segundo análise exclusiva da Meteored Brasil, este valor nunca foi observado anteriormente. </div><p>As anomalias semanais relativas, pela sua vez, ainda não são recordes, mas já atingiram +2,5 °C no mesmo período. Estes números reforçam a<strong> intensidade excecional do aquecimento</strong>, mas é importante entender que essas duas medidas representam coisas diferentes e que os<strong> </strong>valores semanais não determinam, por si só, a classificação final do El Niño. <strong>Afinal, </strong><strong>qual é a real intensidade do El Niño</strong><strong> atualmente e o que estes valores semanais sugerem?</strong></p><h2>Anomalias absolutas <em>versus</em> anomalias relativas</h2><p>A anomalia absoluta indica o quanto a<strong> </strong>temperatura está acima da climatologia de referência. A anomalia relativa desconta o aquecimento de fundo dos oceanos tropicais, apresentando valores menores.</p><p>Os dois valores descrevem o aquecimento sob perspetivas diferentes: as <strong>anomalias absolutas</strong> representam o fenómeno <strong>El Niño</strong><strong> somado ao aquecimento global</strong>, enquanto as <strong>anomalias relativas</strong><strong> procuram isolar </strong>o sinal do fenómeno <strong>El Niño</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-alcanca-3-4-c-de-anomalia-entenda-o-que-isso-significa-e-o-que-esperar-1793284704329.png" data-image="5ty81rh0f8zi" alt="Série histórica de anomalias semanais absolutas de TSM, com base nos dados da NOAA, destacando os 2 maiores recordes. Créditos: Meteored." title="Série histórica de anomalias semanais absolutas de TSM, com base nos dados da NOAA, destacando os 2 maiores recordes. Créditos: Meteored."><figcaption>Série histórica de anomalias semanais absolutas de TSM, com base nos dados da NOAA, destacando os 2 maiores recordes. Créditos: Meteored.</figcaption></figure><p>Uma <strong>anomalia absoluta de 3,4 °C jamais foi observada anteriormente </strong>na série histórica da NOAA, iniciada em 1981. O maior valor de anomalia absoluta fora o evento de 2026/2027 é de 3 °C, na semana de 18 de novembro de 2015. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-alcanca-3-4-c-de-anomalia-entenda-o-que-isso-significa-e-o-que-esperar-1793285174533.png" data-image="k6a5qze1jpn0" alt="Série histórica de anomalias semanais relativas de TSM, com base nos dados da NOAA, destacando os 2 maiores recordes. Créditos: Meteored." title="Série histórica de anomalias semanais relativas de TSM, com base nos dados da NOAA, destacando os 2 maiores recordes. Créditos: Meteored."><figcaption>Série histórica de anomalias semanais relativas de TSM, com base nos dados da NOAA, destacando os 2 maiores recordes. Créditos: Meteored.</figcaption></figure><p>Já em termos de<strong> anomalia relativa</strong>, o valor de<strong> 2,5 °C</strong> é inferior ao <strong>recorde de 2,9 °C</strong> observado na semana de <strong>29 de dezembro de 1982</strong>. Mas vale a pena realçar que o recorde foi alcançado durante o pico do evento daquele ano, enquanto o evento em curso ainda não alcançou o seu pico. Além disso, uma<strong> anomalia de 2,5 °C nunca foi observada num mês de outubro anteriormente</strong>.</p><h2>Como será definida a intensidade final do Super El Niño?</h2><p>A <strong>i</strong><strong>ntensidade final do El Niño será definida pela média trimestral das anomalias</strong> de TSM no Pacífico equatorial, e não pelos maiores valores semanais isolados. Na<strong> metodologia </strong>oficial<strong> </strong><strong>atual</strong>, utiliza-se o<strong> RONI</strong>, baseado em anomalias relativas; anteriormente, a monitorização era feita pelo ONI, baseado em anomalias absolutas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-nova-previsao-confirma-pico-excepcional-de-3-5-c.html" title="Super El Niño: nova previsão confirma pico excecional de 3,5°C">Super El Niño: nova previsão confirma pico excecional de 3,5°C</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-nova-previsao-confirma-pico-excepcional-de-3-5-c.html" title="Super El Niño: nova previsão confirma pico excecional de 3,5°C"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-nova-previsao-confirma-pico-excepcional-de-3-5-c-1792441726865_320.png" alt="Super El Niño: nova previsão confirma pico excecional de 3,5°C"></a></article></aside><p>De acordo com os<strong> </strong>índices mais recentes, o trimestre de <strong>julho-agosto-setembro</strong> registou anomalia de<strong> +1,7 °C </strong>pelo <strong>RONI</strong>, caracterizando um <strong>El Niño forte </strong>(acima de +1,5 °C), e de <strong>+2,2 °C </strong>pelo <strong>ONI</strong>, na categoria<strong> muito forte</strong> (acima de +2,0 °C).</p><h2>O que as anomalias semanais sugerem?</h2><p>As <strong>anomalias semanais não determinam</strong> <strong>a intensidade final do El Niño</strong>, calculada a partir de médias trimestrais. No entanto, ajudam a acompanhar a evolução do fenómeno e, neste momento, <strong>mostram um sinal importante</strong>: o <strong>aquecimento</strong> do Pacífico equatorial <strong>já está a atingir valores próximos aos previstos </strong>pelos principais modelos para o pico do evento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-alcanca-3-4-c-de-anomalia-entenda-o-que-isso-significa-e-o-que-esperar-1793285194726.png" data-image="84t2irzfrys6" alt="A pluma de modelos do IRI mostra uma previsão de anomalia absoluta trimestral da ordem de 3,5°C entre outubro-novembro-dezembro e novembro-dezembro-janeiro. Créditos: Meteored/IRI." title="A pluma de modelos do IRI mostra uma previsão de anomalia absoluta trimestral da ordem de 3,5°C entre outubro-novembro-dezembro e novembro-dezembro-janeiro. Créditos: Meteored/IRI."><figcaption>A pluma de modelos do IRI mostra uma previsão de anomalia absoluta trimestral da ordem de 3,5 °C entre outubro-novembro-dezembro e novembro-dezembro-janeiro. Créditos: Meteored/IRI.</figcaption></figure><p>A <strong>pluma de modelos do IRI </strong>indica que a <strong>média trimestral</strong> das anomalias absolutas poderá aproximar-se de<strong> +3,5 °C</strong> nos períodos de outubro-novembro-dezembro e novembro-dezembro-janeiro. </p><p>Para que essa média seja alcançada, o aquecimento precisará de permanecer em níveis muito elevados ao longo dos próximos meses. <strong>Isto sugere que as anomalias semanais podem manter-se próximas dos valores atuais ou até aumentar</strong> um pouco mais até ao fim do ano, antes de o evento atingir o seu pico.</p><h2>O que esperar dos impactos em novembro?</h2><p>A expectativa de que o<strong> El Niño continue a intensificar-se até ao fim do ano</strong> aumenta o interesse sobre os seus <strong>impactos no Brasil</strong>. No entanto, a distribuição das chuvas e das temperaturas também depende da atuação de outros sistemas atmosféricos. </p><div class="texto-destacado">Para novembro, a previsão do modelo ECMWF indica contrastes importantes entre as regiões do país, com chuva acima da média no Sul e em áreas vizinhas, enquanto grande parte da metade norte do país deve registar volumes abaixo da média, um sinal conhecido do El Niño.</div><p>Os <strong>maiores desvios </strong>superam <strong>100 mm acima da média</strong> e estão previstos ocorrer entre uma área que abrange desde o <strong>centro-norte do Rio Grande do Sul e oeste de Santa Catarina e do Paraná</strong>. Já os maiores desvios negativos<strong> </strong>são da ordem de <strong>100 mm abaixo da média</strong> e estão previstos para o<strong> oeste da Amazónia</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-alcanca-3-4-c-de-anomalia-entenda-o-que-isso-significa-e-o-que-esperar-1793285213606.png" data-image="t6uvjshh5mak" alt="Previsão de anomalia de chuva (esquerda, em mm) e de temperatura (direita, °C) para novembro, de acordo com o ECMWF. Créditos: Meteored/ECMWF." title="Previsão de anomalia de chuva (esquerda, em mm) e de temperatura (direita, °C) para novembro, de acordo com o ECMWF. Créditos: Meteored/ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia de chuva (esquerda, em mm) e de temperatura (direita, °C) para novembro, de acordo com o ECMWF. Créditos: Meteored/ECMWF.</figcaption></figure><p>Em relação à <strong>temperatura</strong>, o modelo prevê valores <strong>acima da média em praticamente todo o Brasil</strong>, especialmente na área de menor precipitação, onde as anomalias podem superar<strong> +2 °C</strong>. Sobre o<strong> Rio Grande do Sul</strong>, a área a branco significa que há igual probabilidade entre as categorias abaixo, acima ou dentro da média, portanto, sem <strong>nenhum sinal predominante</strong>. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-alcanca-3-4-c-de-anomalia-entenda-o-que-isso-significa-e-o-que-esperar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item></channel></rss>