<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Sat, 04 Jul 2026 14:50:18 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sat, 04 Jul 2026 14:50:18 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Porque os mosquitos picam mais algumas pessoas do que outras: assim é o sistema sensorial do animal mais letal do mundo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/porque-os-mosquitos-picam-mais-algumas-pessoas-do-que-outras-assim-e-o-sistema-sensorial-do-animal-mais-letal-do-mundo.html</link><pubDate>Sat, 04 Jul 2026 14:21:55 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Há uma série de fatores que explicam como é que os mosquitos localizam as pessoas e por que razão algumas sofrem muito mais picadas: analisamos o que diz a ciência.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-los-mosquitos-suelen-picar-mas-a-unas-personas-que-a-otras-1782901538130.jpeg" data-image="hm1gk1b9mchf" alt="Mosquitos picando a una persona" title="Mosquitos picando a una persona"><figcaption>As picadas de mosquito dependem de uma combinação de odor corporal, CO₂, calor e características individuais.</figcaption></figure><p>Todos os verões, os mosquitos voltam a ser um dos insetos mais incómodos. No entanto, o seu impacto vai muito além dos incómodos habituais.<strong> São os animais que causam mais mortes entre os seres humanos devido à transmissão de doenças</strong>. Só a malária causa mais de 600 000 mortes por ano, um número muito superior às cerca de 100 000 mortes atribuídas a picadas de cobra.</p><p>Nos últimos anos, vários estudos permitiram compreender com maior detalhe como estes insetos localizam as suas vítimas. Esse conhecimento também ajuda a responder a uma pergunta frequente: por que razão algumas pessoas sofrem muito mais picadas do que outras. <strong>A explicação está relacionada com vários estímulos que o mosquito analisa antes de se alimentar</strong>.</p><h2>Mosquitos e picadas: por que precisam de sangue</h2><p>Das mais de 3 700 espécies de mosquitos identificadas, <strong>apenas cerca de 200 picam os seres humanos</strong>. Isto representa cerca de 6% do total. A maioria aproveita qualquer fonte de sangue disponível, enquanto apenas algumas espécies demonstram uma preferência clara pelas pessoas.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">MOSQUITOS<br>Mosquito Love. Por qué los mosquitos pican más a unas personas que a otras<br>vía <a href="https://x.com/pictoline?ref_src=twsrc%5Etfw">@pictoline</a><a href="https://x.com/hashtag/PictolineCiencia?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#PictolineCiencia</a> <a href="https://t.co/ROdImyfmwp">pic.twitter.com/ROdImyfmwp</a></p>— El Jardín de Charles (@CRCiencia) <a href="https://x.com/CRCiencia/status/1652713672857522177?ref_src=twsrc%5Etfw">April 30, 2023</a></blockquote></figure><p><strong>As responsáveis pelas picadas são as fêmeas fecundadas</strong>. O sangue não faz parte da sua alimentação diária, mas fornece as proteínas necessárias para a produção dos ovos. Os machos, pelo contrário, sobrevivem alimentando-se de seivos vegetais e nunca picam.</p><p>Entre os grupos com maior importância sanitária destacam-se as espécies <strong><em>Culex</em></strong>, <strong><em>Aedes </em>e<em> Anopheles</em></strong>. O mosquito comum pertence ao primeiro grupo, enquanto o mosquito-tigre e o <em>Aedes aegypti</em> transmitem doenças como a dengue, o zika, a febre amarela e o chikungunya. Os <em>Anopheles</em> são os principais transmissores da malária.</p><h2>Como é que os mosquitos encontram as pessoas</h2><p><strong>O primeiro indício que os mosquitos detetam é o dióxido de carbono</strong> que expelimos ao respirar. Através de recetores situados nos palpos maxilares, conseguem detetar pequenas variações deste gás, mesmo quando a diferença mal chega aos 0,01%. Algumas investigações estimam que esse alcance se situe entre os 10 e os 50 metros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-los-mosquitos-suelen-picar-mas-a-unas-personas-que-a-otras-1782901597166.jpeg" data-image="dlgtkabgphh0" alt="Un mosquito picando" title="Un mosquito picando"><figcaption>O sistema sensorial dos mosquitos explica por que razão algumas pessoas são alvo de muito mais picadas do que outras durante o verão.</figcaption></figure><p>Mas o CO₂, por si só, não é suficiente para localizar uma pessoa. <strong>Os mosquitos também utilizam a visão, o calor e outros estímulos para descartar fontes que não lhes interessam</strong>, como o CO₂ expelido pelos veículos a combustão ou o fumo das chaminés. É esse conjunto total de sinais que orienta o seu voo até ao possível hospedeiro.</p><p>À medida que se aproximam, o odor corporal ganha importância. <strong>A pele liberta mais de 500 compostos voláteis diferentes e os mosquitos reconhecem vários deles</strong>. A menos de 20 centímetros, também percecionam o calor e a humidade da pele, enquanto que, a cerca de três centímetros, verificam o alvo através dos recetores nas suas patas antes de picarem.</p><h2>O odor corporal faz a diferença</h2><p>Cada pessoa possui uma combinação de odores que lhe é própria. Essa "assinatura" química depende, em grande parte, da microbiota da pele e da genética. Até mesmo diferentes zonas do corpo apresentam aromas distintos. Um exemplo conhecido é <strong>o interesse de alguns mosquitos pelo odor dos pés</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="749437" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mosquitos-os-humanos-sao-a-sua-principal-fonte-de-alimento-devido-a-falta-de-florestas.html" title="Mosquitos: os humanos são a sua principal fonte de alimento devido à falta de florestas!">Mosquitos: os humanos são a sua principal fonte de alimento devido à falta de florestas!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mosquitos-os-humanos-sao-a-sua-principal-fonte-de-alimento-devido-a-falta-de-florestas.html" title="Mosquitos: os humanos são a sua principal fonte de alimento devido à falta de florestas!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-falta-de-bosque-esta-volviendo-a-los-humanos-el-alimento-principal-de-los-mosquitos-1768483576885_320.jpg" alt="Mosquitos: os humanos são a sua principal fonte de alimento devido à falta de florestas!"></a></article></aside><p>A influência genética é importante. Alguns estudos indicam que<strong> até 85% da atratividade para os mosquitos poderá estar relacionada com a hereditariedade</strong>. Entre os compostos que parecem aumentar essa atratividade destaca-se o ácido láctico, que o organismo elimina através da pele.</p><p>Existem também investigações sobre o grupo sanguíneo. <strong>Vários resultados sugerem uma preferência por pessoas com o grupo 0</strong>, embora as conclusões continuem a ser contraditórias. Por conseguinte, esse possível efeito continua a ser objeto de estudo.</p><h2>Atividade física, gravidez e cerveja: os fatores que aumentam as picadas</h2><p>O exercício altera vários dos estímulos utilizados pelos mosquitos. <strong>Ao praticar desporto, aumenta-se a produção de dióxido de carbono</strong><strong>, a temperatura corporal e a transpiração</strong>, três sinais que facilitam a localização do hospedeiro.</p><p><strong>As mulheres grávidas também costumam sofrer mais picadas</strong>. De acordo com os dados disponíveis, durante a gravidez, elas exalam mais 21% de CO₂, uma circunstância que coincide com um aumento do número de picadas registadas por estes insetos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-los-mosquitos-suelen-picar-mas-a-unas-personas-que-a-otras-1782901663594.jpeg" data-image="5yc8k8ke7626" alt="Mujer a la que le ha picado un mosquito" title="Mujer a la que le ha picado un mosquito"><figcaption>Das mais de 3 700 espécies de mosquitos conhecidas, apenas cerca de 200 se alimentam de sangue humano. A maioria recorre a outros animais como fonte habitual de alimento.</figcaption></figure><p>Alguns hábitos também parecem estar associados a uma maior atração. Um estudo realizado durante um festival na Holanda observou que<strong> as pessoas que tinham consumido cerveja eram 44% mais atraentes para os mosquitos</strong>.</p><p><strong>O mesmo estudo apontou um aumento de 35% entre os consumidores de canábis e de 46% entre aqueles que tinham dormido acompanhados na noite anterior</strong>. Os investigadores reconhecem que ainda se desconhece o mecanismo responsável por estas diferenças e consideram que ainda há muito a investigar sobre a influência dos hábitos e do odor corporal.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Jaleesa%20Houle%201%2C%20Austin%20Lopez%201%2C%20Floris%20van%20Breugel" data-year="" data-title="Wind%20history%20shapes%20olfactory%20search%20response%20in%20free%20flying%20Drosophila%20melanogaster" data-url="https%3A%2F%2Fpmc.ncbi.nlm.nih.gov%2Farticles%2FPMC13081916%2F">Jaleesa Houle 1, Austin Lopez 1, Floris van Breugel. <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC13081916/" target="_blank">Wind history shapes olfactory search response in free flying Drosophila melanogaster</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/porque-os-mosquitos-picam-mais-algumas-pessoas-do-que-outras-assim-e-o-sistema-sensorial-do-animal-mais-letal-do-mundo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal em alerta máximo: risco extremo de incêndios florestais deve persistir até 12 de julho]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-em-alerta-maximo-risco-extremo-de-incendios-florestais-deve-persistir-ate-12-de-julho.html</link><pubDate>Sat, 04 Jul 2026 12:59:07 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal continuará sob perigo muito elevado ou máximo de incêndio nos próximos dias. O litoral deverá aliviar gradualmente, mas o interior irá manter o calor intenso, baixa humidade e condições favoráveis à rápida propagação das chamas, pelo menos até dia 12.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-em-alerta-maximo-risco-extremo-de-incendios-florestais-deve-persistir-ate-12-de-julho-1783167061598.jpg" data-image="iifhoidrnq2k" alt="Incêndios Rurais" title="Incêndios Rurais"><figcaption>Mais de 90% de Portugal continental encontra-se sob perigo muito elevado ou máximo de incêndio rural, segundo o IPMA, com especial destaque para o Norte, Centro, interior e parte do Sul.</figcaption></figure><p>Portugal continua sob um c<strong>enário meteorológico altamente favorável à ocorrência e propagação de incêndios rurais.</strong> As temperaturas muito elevadas, a baixa humidade do ar, a vegetação extremamente seca e, em alguns períodos, o reforço do vento, deverão manter o risco de incêndio em níveis muito elevados ou máximos durante vários dias.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Embora o litoral comece gradualmente a beneficiar de algum arrefecimento na próxima semana, o interior do país continuará sob condições críticas, pelo menos, até ao próximo domingo, dia 12 de julho.</p><h2>Calor extremo mantém quase todo o país em risco máximo de incêndio</h2><p>Esta sexta-feira e sábado, mais de 90% do território continental encontra-se sob perigo <strong>Muito Elevado</strong> ou <strong>Máximo</strong> <strong>de incêndio rural, segundo o IPMA. </strong>As regiões Norte e Centro concentram a maior extensão de perigo máximo, mas também o Baixo Alentejo e parte do Algarve apresentam condições igualmente preocupantes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-em-alerta-maximo-risco-extremo-de-incendios-florestais-deve-persistir-ate-12-de-julho-1783165696933.png" data-image="rd2phuiil2zh" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>As temperaturas continuam próximas ou acima dos 40 ºC em várias regiões do país, agravando o perigo de ignição e propagação de incêndios rurais.</figcaption></figure><p>Durante este fim de semana, <strong>muitas localidades continuarão a registar temperaturas próximas ou superiores aos 40 ºC. </strong>A combinação entre calor intenso, baixa humidade relativa e combustíveis vegetais extremamente secos cria um cenário propício para a rápida ignição e propagação de incêndios, exigindo máxima precaução por parte da população.</p><h2>O vento pode agravar a propagação das chamas</h2><p>A temperatura não é o único fator determinante. O vento desempenha igualmente um papel decisivo na evolução de um incêndio, acelerando a propagação das chamas, alterando a sua direção e transportando partículas incandescentes para novas áreas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-em-alerta-maximo-risco-extremo-de-incendios-florestais-deve-persistir-ate-12-de-julho-1783165733158.png" data-image="ah93ind4jvit" alt="Rajada de vento" title="Rajada de vento"><figcaption>O vento poderá intensificar-se durante a tarde, com rajadas localmente moderadas. Em contexto de calor extremo e vegetação seca, este fator pode acelerar a propagação das chamas.</figcaption></figure><p>Durante a tarde deste sábado prevê-se um aumento das rajadas em várias regiões do país. Embora estes valores <strong>não representem um episódio meteorológico severo, tornam-se particularmente relevantes num contexto de perigo extremo.</strong> Um exemplo é o incêndio que continua ativo na zona de Vouzela, com progressão em direção ao concelho de Águeda, onde o reforço do vento poderá dificultar ainda mais as operações de combate.</p><h2>O litoral terá tendência a aliviar, mas o interior vai continuar sob calor intenso</h2><p>No domingo, o calor manter-se-á praticamente sem alterações.<strong> As temperaturas continuarão próximas ou acima dos 40 ºC em numerosas regiões do interior,</strong> sendo o arrefecimento praticamente inexistente, exceto na Serra da Estrela e em alguns pontos muito próximos da faixa costeira.</p><p>A partir de segunda-feira, a influência atlântica começará lentamente a recuperar terreno no litoral Norte e Centro, permitindo uma descida gradual das temperaturas nessas regiões. </p><div class="texto-destacado"> Na terça-feira, os mapas de anomalia térmica já mostram Braga, Porto, Aveiro, Coimbra e Leiria com valores menos elevados, <strong>sinal de que as temperaturas começam gradualmente a aproximar-se do que é normal para esta altura do ano.</strong> Isto não significa que deixe de fazer calor, mas sim que o desvio em relação à média de temperaturas para esta altura do ano se torne menos expressivo.</div><p>Em contraste,<strong> a maior parte do território, sobretudo o Centro e Sul interiores, continuará a registar anomalias muito positivas,</strong> o que significa que as temperaturas permanecerão vários graus acima da média para o início de julho, prolongando as condições meteorológicas favoráveis ao desenvolvimento e propagação de incêndios rurais. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-em-alerta-maximo-risco-extremo-de-incendios-florestais-deve-persistir-ate-12-de-julho-1783165796812.png" data-image="razepehq5nop" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-528825">Na terça-feira (dia 7), o litoral Norte e Centro deverá aproximar-se gradualmente dos valores normais para a época, mas o interior continuará com temperaturas muito acima da média.</figcaption></figure><p>No entanto, o interior Centro e Sul vai continuar sob temperaturas muito elevadas durante vários dias. <strong>Enquanto persistirem massas de ar quente sobre a Península Ibérica e ventos de origem continental, o perigo de incêndio deverá manter-se elevado até, pelo menos, ao próximo dia 12 de julho</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777053" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-43-c-o-ipma-preve-o-momento-critico-da-onda-de-calor-entre-hoje-e-segunda-feira.html" title="Até 43 ºC: o IPMA prevê o “momento crítico” da onda de calor entre hoje e segunda-feira">Até 43 ºC: o IPMA prevê o “momento crítico” da onda de calor entre hoje e segunda-feira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-43-c-o-ipma-preve-o-momento-critico-da-onda-de-calor-entre-hoje-e-segunda-feira.html" title="Até 43 ºC: o IPMA prevê o “momento crítico” da onda de calor entre hoje e segunda-feira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-43-c-o-ipma-preve-o-momento-critico-da-onda-de-calor-entre-hoje-e-segunda-feira-1783169434674_320.png" alt="Até 43 ºC: o IPMA prevê o “momento crítico” da onda de calor entre hoje e segunda-feira"></a></article></aside><p>Perante este cenário, a redução de qualquer comportamento de risco será tão importante como a evolução das condições meteorológicas. Num período em que a natureza reúne praticamente todos os ingredientes para a ocorrência de grandes incêndios, a prevenção continuará a ser a medida mais eficaz.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-em-alerta-maximo-risco-extremo-de-incendios-florestais-deve-persistir-ate-12-de-julho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 43 ºC: o IPMA prevê o “momento crítico” da onda de calor entre hoje e segunda-feira]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-43-c-o-ipma-preve-o-momento-critico-da-onda-de-calor-entre-hoje-e-segunda-feira.html</link><pubDate>Sat, 04 Jul 2026 12:51:18 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma massa de ar extremamente quente vai afetando diretamente Portugal continental por estes dias, estando na origem da primeira onda de calor do verão 2'26: IPMA alerta para temperaturas superiores a 40 ºC.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xalcou2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xalcou2.jpg" id="xalcou2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Nas próximas horas e dias uma massa de ar que tem estado a gerar subsidência sobre a nossa geografia dará continuidade à <strong>primeira onda de calor do verão em Portugal</strong>, num episódio que iniciou na quarta-feira (1), se intensificou na quinta (2) e deverá prolongar-se, pelo menos, até terça-feira (7). Saliente-se ainda que este fenómeno está associado a uma cúpula de calor.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br><br>Uma massa de ar muito quente está atualmente a gerar a primeira onda de calor do verão 2026 em Portugal continental. O IPMA já ativou vários avisos vermelho e laranja devido à persistência de temperaturas mínimas e máximas extremamente elevadas.</div><p>De acordo com o modelo de confiança da Meteored e com os avisos de tempo quente emitidos pelo IPMA, <strong>o momento crítico deste panorama meteorológico ocorrerá entre hoje e segunda-feira (6)</strong>. A partir daí, tudo indica que as temperaturas começarão a descer, sobretudo nas regiões do litoral Norte e Centro, embora devam manter-se muito elevadas no interior Norte e em grande parte do Centro e Sul. É possível ainda que possam surgir algumas trovoadas ocasionais durante a tarde.</p><h2>Este sábado as temperaturas máximas mantêm-se muito elevadas, destacando-se o litoral Norte e Centro</h2><p>Hoje - 4 de julho - os vales do Douro, Tejo, Sado e Guadiana, bem como grande parte da Beira Baixa, Ribatejo, Alentejo, as Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto, a Península de Setúbal, algumas zonas do Sotavento Algarvio e ainda algumas zonas dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Viseu e Coimbra <strong>as temperaturas irão atingir valores máximos entre 38 e 42 ºC</strong>. Não se exclui que sejam alcançados os 43 ºC nalguns pontos do vale do Tejo.</p><p><strong>Cidades como Évora e Braga vão atingir 42 ºC enquanto as capitais distritais de Beja, Castelo Branco e Santarém chegarão aos 40/41 ºC</strong>. Destacam-se ainda os distritos do Porto, Lisboa e Leiria - que à semelhança do restante litoral Norte e Centro ainda se manterão sob aviso vermelho este sábado (4) - com máximas para as capitais distritais situadas no intervalo 36-39 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-43-c-o-ipma-preve-o-momento-critico-da-onda-de-calor-entre-hoje-e-segunda-feira-1783168117077.png" data-image="grf9k839inwy"><figcaption>A cerca de 1500 metros de altitude consegue-se observar perfeitamente a formação da cúpula de calor que intensificará as temperaturas.</figcaption></figure><p>Como já referimos anteriormente na Meteored, não fará calor apenas durante o dia, mas também de noite. <strong>Nas próximas madrugadas preveem-se temperaturas mínimas tropicais, superiores a 20 ºC, tanto no litoral como no interior, abrangendo uma grande parte da geografia de Portugal continental</strong>. As exceções serão alguns pontos da faixa costeira ocidental entre Esposende e Peniche e algumas zonas de montanha do Alto Douro e Nordeste Transmontano onde as mínimas noturnas serão ligeiramente mais frescas (a rondar os 18 ºC).</p><p>No extremo oposto, cidades como as de <strong>Lisboa, Portalegre, Castelo Branco e Faro viverão as chamadas noites tórridas</strong>, períodos noturnos durante os quais as temperaturas mínimas não descem abaixo dos 25 ºC: estão previstas mínimas entre 25 e 28 ºC nas próximas 2 madrugadas nestas 4 cidades.</p><h2>Amanhã o calor extremo mantém-se no Centro-Sul e prevê-se um ligeiro alívio térmico no litoral Norte e Centro</h2><p>Este domingo (4) prevê-se uma pequena descida térmica nalgumas zonas do país, com destaque para o litoral Norte e Centro. Este alívio corresponderá a uma mudança no nível de aviso de tempo quente, com distritos como <strong>Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra e Leiria a ficarem sob aviso laranja de tempo quente</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-43-c-o-ipma-preve-o-momento-critico-da-onda-de-calor-entre-hoje-e-segunda-feira-1783168003641.png" data-image="2o27rth90qpu"><figcaption>Nos próximos dias há localidades do território continental que poderão registar uma temperatura máxima de 43 ºC.</figcaption></figure><p>Amanhã - domingo, 5 de julho - os vales do Douro, Tejo, Sado e Guadiana, a Beira Baixa, o Ribatejo, grande parte do Alentejo, partes das Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto, os distritos de Setúbal e Viseu, e ainda em algumas zonas do Minho e do distrito de Vila Real <strong>as temperaturas irão atingir valores máximos entre 38 e 42 ºC</strong>, podendo pontualmente atingir 43 ºC nalgumas localidades do vale do Tejo. Nalgumas zonas do interior durante a tarde não se exclui o risco de ocorrência de aguaceiros e trovoadas isoladas.</p><p>Nos 7 distritos onde se espera uma continuidade do aviso vermelho de tempo quente neste domingo (5) a temperatura máxima prevista na respetiva capital distrital é: <strong>38 ºC em Setúbal, 39 ºC em Portalegre, 40 ºC em Lisboa, 41 ºC em Castelo Branco e Beja e 42 ºC em Santarém e Évora</strong>. Em Braga também se preveem 42 ºC, mas o aviso desce para laranja porque a temperatura mínima baixará para 19 ºC. Para as restantes capitais distritais preveem-se máximas entre 35 e 39 ºC, exceto em Viana do Castelo (33 ºC), Porto (34 ºC) e Aveiro (30 ºC).</p><h2>Entre segunda e terça esperam-se mudanças, mas o calor intenso perdurará em várias regiões, com máximas até 43 ºC</h2><p>De segunda (6) para terça-feira (7) são expectáveis alterações significativas nalgumas porções da nossa geografia. <strong>As temperaturas máximas vão descer em grande parte de Portugal continental, sendo de forma acentuada no litoral Norte e Centro</strong>, nomeadamente em toda a porção da faixa costeira ocidental que se estende entre Caminha e Cascais, à medida que a massa de ar quente se for deslocando lentamente para leste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-43-c-o-ipma-preve-o-momento-critico-da-onda-de-calor-entre-hoje-e-segunda-feira-1783167780342.png" data-image="a7o2eifk0w66"><figcaption>Embora no início da próxima semana esteja previsto um ligeiro alívio térmico nalgumas partes do território, as anomalias de temperatura manter-se-ão bastante expressivas em grande parte da geografia portuguesa (entre 9 e 12 ºC acima da média climatológica de referência).</figcaption></figure><p>Contudo, <strong>no interior Norte (com destaque para o vale do Douro) e no interior Centro-Sul, os valores das temperaturas máximas permanecerão elevados</strong>. Durante a tarde de segunda-feira (6) não se exclui o risco de ocorrência de aguaceiros e trovoadas isoladas nalgumas zonas do interior.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776976" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/oceano-atlantico-mais-quente-reforca-a-onda-de-calor-em-portugal-deixa-um-ambiente-dificil-de-suportar.html" title="Oceano Atlântico mais quente reforça a onda de calor em Portugal: 'deixa um ambiente difícil de suportar'">Oceano Atlântico mais quente reforça a onda de calor em Portugal: "deixa um ambiente difícil de suportar"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/oceano-atlantico-mais-quente-reforca-a-onda-de-calor-em-portugal-deixa-um-ambiente-dificil-de-suportar.html" title="Oceano Atlântico mais quente reforça a onda de calor em Portugal: 'deixa um ambiente difícil de suportar'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/oceano-atlantico-mais-quente-reforca-a-onda-de-calor-em-portugal-deixa-um-ambiente-dificil-de-suportar-1783090697786_320.png" alt="Oceano Atlântico mais quente reforça a onda de calor em Portugal: 'deixa um ambiente difícil de suportar'"></a></article></aside><p>Como referido anteriormente, apesar da mudança significativa nas temperaturas numa boa parte do país, os mapas estimam que o calor permaneça intenso numa vasta extensão do nosso país <strong>na segunda-feira (6), destacando-se</strong> <strong>o vale do Douro, a Beira Baixa, algumas zonas do Ribatejo, o vale do Tejo e o Alentejo, com temperaturas máximas compreendidas entre 37 e 43 ºC</strong>.</p><p>É possível que para segunda-feira (6) o aviso vermelho venha a ser emitido para alguns distritos do interior Centro e Sul (Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja), dado que se preveem temperaturas máximas iguais ou superiores a 41 ºC nas respetivas capitais distritais: <strong>41 ºC em Portalegre, 42 ºC em Castelo Branco e Beja e 43 ºC em Évora</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-43-c-o-ipma-preve-o-momento-critico-da-onda-de-calor-entre-hoje-e-segunda-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Este parque aquático já reabriu. É gratuito e pode ser um dos melhores refúgios para escapar ao calor]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-parque-aquatico-ja-reabriu-e-gratuito-e-pode-ser-um-dos-melhores-refugios-para-escapar-ao-calor.html</link><pubDate>Sat, 04 Jul 2026 08:45:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Em Vila Nova de Cerveira, o Parque Aquático do Castelinho já reabriu, tem entrada gratuita e promete ser uma das escapadinhas mais refrescantes deste verão.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-parque-aquatico-no-alto-minho-ja-reabriu-e-gratuito-e-pode-ser-um-dos-melhores-refugios-para-escapar-ao-calor-1782993777148.jpg" data-image="b1gs1icgartg" alt="Parque aquático do Castelinho" title="Parque aquático do Castelinho"><figcaption>Uma boa sugestão para fugir ao calor dos próximos dias. Foto: CM Vila Nova de Cerveira</figcaption></figure><p>Os próximos dias vão ser desafiantes. Com <strong>máximas superiores a 35 °C </strong>e mínimas superiores a 20 °C em grande parte do território, apostamos que qualquer português já esteja à procura de alternativas para fugir aos <strong>avisos vermelhos</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776945" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-15-c-acima-da-media-portugal-enfrenta-uma-onda-de-calor-que-faz-soar-o-alarme.html" title="Até 15 ºC acima da média: Portugal enfrenta uma onda de calor que faz soar o alarme">Até 15 ºC acima da média: Portugal enfrenta uma onda de calor que faz soar o alarme</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-15-c-acima-da-media-portugal-enfrenta-uma-onda-de-calor-que-faz-soar-o-alarme.html" title="Até 15 ºC acima da média: Portugal enfrenta uma onda de calor que faz soar o alarme"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-15-c-acima-da-media-portugal-enfrenta-uma-onda-de-calor-que-faz-soar-o-alarme-1783081294314_320.png" alt="Até 15 ºC acima da média: Portugal enfrenta uma onda de calor que faz soar o alarme"></a></article></aside><p>Afinal, o principal destaque desta onda de calor será a sua duração, estimada em pelo menos uma semana, “bem como a<strong> persistência de temperaturas excecionalmente elevadas</strong>”, <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/4-distritos-sob-aviso-vermelho-ipma-avisa-para-persistencia-de-temperaturas-maximas-e-minimas-extremamente-elevadas.html" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">avisa</a> Alfredo Graça.</p><p>Com estas características, encontrar alternativas para fugir ao calor tornou-se quase uma necessidade. Entre praias fluviais, piscinas e zonas verdes, há um espaço no <strong>Alto Minho</strong> que volta a ganhar destaque nesta altura do ano.</p><div class="texto-destacado">O Parque Aquático do Castelinho, em Vila Nova de Cerveira, já reabriu. </div><p>O melhor é que, além de a<strong> entrada ser gratuita</strong>, este ano, a temporada vai prolongar-se até “meados de setembro”. A notícia foi avançada pela própria autarquia.</p><p>“O Parque Aquático do Castelinho reabriu ao público esta quarta-feira, 24 de junho, assinalando o início de mais uma temporada repleta de diversão, aprendizagem e momentos inesquecíveis para toda a família”, partilharam.</p><p>“Com todas as condições de segurança e qualidade asseguradas, e aproveitando a chegada dos dias mais quentes, este espaço volta a<strong> afirmar-se como um dos destinos de eleição</strong> para residentes e visitantes que procuram aliar a alegria das brincadeiras infantis ao encanto natural da paisagem envolvente.”</p><h2>Muito para fazer</h2><p>Não se deixe enganar pelo tamanho. Apesar de não ser muito grande, o espaço tem sido um destino de eleição para muitos, “sobretudo para aqueles que se querem refrescar sem ter de gastar um único cêntimo”, nota a revista ‘NiT’. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-parque-aquatico-no-alto-minho-ja-reabriu-e-gratuito-e-pode-ser-um-dos-melhores-refugios-para-escapar-ao-calor-1782993940503.jpg" data-image="u0y4y4qc39vj" alt="Parque aquático do Castelinho" title="Parque aquático do Castelinho"><figcaption>Promete ser mais do que um simples parque de diversões. Foto: CM Vila Nova de Cerveira</figcaption></figure><p>“Mais do que um simples parque de diversões, este<strong> espaço lúdico-pedagógico</strong> convida os mais novos a descobrir o fascinante universo da água com réplicas de canais, comportas, barragens, jatos e repuxos, estimulando a curiosidade, a aprendizagem e a interação com o meio envolvente”, garante a Câmara.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.<br> </div><p>Além destas estruturas interativas, o parque inclui um <strong>curso de água</strong> que recria um canal e vários jatos coloridos, tornando-o especialmente apelativo nos dias de maior calor. Tudo isto num ambiente ao ar livre, rodeado de zonas de lazer e com uma envolvente natural.</p><h2>Mais informações e detalhes</h2><p>E onde é que vai encontrá-lo? O Parque Aquático do Castelinho situa-se no interior do<strong> Parque de Lazer do Castelinho</strong>, junto ao Aquamuseu do Rio Minho. Inaugurado em 2007, o local já sofreu várias intervenções, sem nunca perder, contudo, a componente pedagógica de criar atividades ligadas à natureza e à paisagem envolvente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-parque-aquatico-no-alto-minho-ja-reabriu-e-gratuito-e-pode-ser-um-dos-melhores-refugios-para-escapar-ao-calor-1782993567705.jpg" data-image="v94z6xs6w7xf" alt="Parque aquático do Castelinho" title="Parque aquático do Castelinho"><figcaption>O Parque Aquático do Castelinho integra o Parque de Lazer do Castelinho. Foto: CM Vila Nova de Cerveira</figcaption></figure><p>Quanto aos horários, há uma nota importante a reter: <strong>o espaço encerra às segundas-feiras</strong> para trabalhos de manutenção. Nos restantes dias, está aberto das 10:15 às 12:30 e das 14:15 às 19:30. A entrada é sempre gratuita.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="NiT%2C%20Pincelli%2C%20I" data-year="2026" data-title="Parque%20aqu%C3%A1tico%20gratuito%20com%20vista%20para%20as%20montanhas%20j%C3%A1%20reabriu%20no%20Alto%20Minho" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fna-cidade%2Fparque-aquatico-gratuito-com-vista-para-as-montanhas-ja-reabriu-no-alto-minho">NiT, Pincelli, I. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/parque-aquatico-gratuito-com-vista-para-as-montanhas-ja-reabriu-no-alto-minho" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Parque aquático gratuito com vista para as montanhas já reabriu no Alto Minho</a>.</cite><br><cite data-author="O%20Minho" data-year="2026" data-title="Este%20parque%20aqu%C3%A1tico%20no%20Alto%20Minho%20j%C3%A1%20abriu%20(e%20%C3%A9%20gr%C3%A1tis)" data-url="https%3A%2F%2Fominho.pt%2Feste-parque-aquatico-no-alto-minho-ja-abriu-e-e-gratis%2F">O Minho. (2026). <a href="https://ominho.pt/este-parque-aquatico-no-alto-minho-ja-abriu-e-e-gratis/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Este parque aquático no Alto Minho já abriu (e é grátis)</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-parque-aquatico-ja-reabriu-e-gratuito-e-pode-ser-um-dos-melhores-refugios-para-escapar-ao-calor.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frequência de ondas de calor marinhas no Ártico duplica o ritmo global desde a década de 1980]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/frequencia-de-ondas-de-calor-marinhas-no-artico-duplica-o-ritmo-global-desde-a-decada-de.html</link><pubDate>Sat, 04 Jul 2026 07:33:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Cientistas alertam para aquecimento extremo e sem precedentes no Oceano Ártico<sup></sup>. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/frequencia-de-ondas-de-calor-marinhas-no-artico-duplica-o-ritmo-global-desde-a-decada-de-1782825664428.png" data-image="gpnhjultbi8k"><figcaption>Ao contrário de outros oceanos, a estratificação no Ártico é controlada pela salinidade, mantendo a água doce e fria no topo.</figcaption></figure><p>Embora o Ártico esteja a aquecer a um ritmo acelerado, superior ao de qualquer outro oceano, as suas <strong>ondas de calor marinhas</strong> (OCM) continuam a ser pouco compreendidas, particularmente aquelas que ocorrem abaixo da superfície. </p><h2>Características e evolução a longo prazo </h2><p>As OCM no Ártico destacam-se como algumas das mais intensas do planeta, com anomalias na <strong>temperatura da superfície do mar</strong><strong> que chegam a atingir cerca de 4°C</strong>. Desde a década de 1980, registou-se um crescimento acentuado na sua frequência, intensidade e duração, com um ponto de viragem especialmente abrupto em meados da década de 2000. </p><div class="texto-destacado">A duração destes eventos registou incrementos de 40 a 100 dias desde essa época. Geograficamente, os mares marginais e de plataforma (como os mares de Barents-Kara, da Sibéria e de Beaufort) emergem como os principais pontos críticos à superfície. </div><p>Por outro lado, <strong>os eventos de subsuperfície permanecem quase totalmente descaracterizados</strong> , apesar de as poucas investigações sugerirem que podem ser igualmente intensos e consideravelmente mais duradouros, persistindo de vários meses a anos e estendendo-se até aos 500 metros de profundidade. </p><h2>Mecanismos de condução singulares </h2><p>A síntese revela que as OCM árticas são moldadas por processos físicos ausentes nos oceanos de latitudes mais baixas. No Ártico, ao contrário de outras regiões onde as águas mais quentes se concentram à superfície, a estratificação é <strong>controlada principalmente pela salinidade</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frequencia-de-ondas-de-calor-marinhas-no-artico-duplica-o-ritmo-global-desde-a-decada-de-1782826286901.png" data-image="ton1o69btxbv"><figcaption>O derretimento do gelo aprisiona o calor numa camada fina, tornando as ondas de calor 20% mais longas e intensas.</figcaption></figure><p>Embora o aquecimento atmosférico e os ventos do sul ressentidos iniciem estes fenómenos , a sua expressão é fortemente modulada pelo gelo marinho. O recuo precoce do gelo no verão aciona o feedback gelo-albedo, <strong>permitindo uma maior absorção de radiação solar pelo oceano. </strong></p><div class="texto-destacado">Simultaneamente, o derretimento do gelo liberta água doce, intensificando a estratificação e gerando uma camada mista superficial mais fina que confina o calor, o que intensifica e prolonga as OCM superficiais em cerca de 20% em média. </div><p>Outro motor crucial e frequentemente negligenciado são os fluxos verticais ascendentes de água quente e salgada de subsuperfície (de origem atlântica e pacífica). <strong>P</strong><strong>rocessos como a mistura provocada pelo vento, a ressurgência e a convecção termolina invernal transportam este calor profundo para as camadas superiores,</strong> contribuindo para cerca de um quinto dos inícios de OCM superficiais. </p><h2>Impactos nos ecossistemas e no clima </h2><p>Estes eventos provocam profundas alterações físicas e ecológicas. As OCM <strong>aceleram a perda de gelo e postula-se que possam intensificar o derretimento e desprendimento de glaciares marinhos</strong> na Gronelândia. Do ponto de vista ecológico, a <strong>biodiversidade do Ártico é altamente sensível devido às estreitas tolerâncias térmicas</strong> das espécies locais adaptadas ao frio , exemplificado pelo colapso da população de caranguejo-das-neves no Mar de Bering em 2018-2019. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frequencia-de-ondas-de-calor-marinhas-no-artico-duplica-o-ritmo-global-desde-a-decada-de-1782826411683.png" data-image="6qu1sq7vynu6"><figcaption>O Ártico acidifica três vezes mais rápido que outras bacias, multiplicando o stresse ambiental causado pelo calor extremo</figcaption></figure><p>Enquanto as espécies polares (como o bacalhau-do-ártico)<strong> sofrem declínios nos seus níveis de lípidos , assiste-se a uma expansão de espécies subpolares de latitudes mais baixas para norte</strong>. Além disso, verifica-se uma alteração na composição das comunidades de plâncton.</p><div class="texto-destacado">O impacto líquido nos fluxos de dióxido de carbono permanece incerto devido a mecanismos concorrentes: a ausência de gelo potencia a captação de carbono, mas o aquecimento diminui a solubilidade do gás. </div><p>Adicionalmente, as OCM criam o risco de eventos compostos perigosos ao coexistirem com a acelerada acidificação oceânica regional, que avança três vezes mais rápido do que noutras bacias. </p><h2>Desafios e recomendações metodológicas </h2><p>Dada a rápida transformação da região, os investigadores alertam que as abordagens tradicionais de deteção que usam linhas de base fixas correm o risco de classificar o Ártico num estado de OCM <strong>quase perene, fazendo com que a métrica perca o sentido físico.</strong></p><div class="texto-destacado">Assim, recomendam combinar linhas de base fixas (para quantificar a contribuição do aquecimento a longo prazo) com linhas de base móveis (shifting baselines), que se ajustam às mudanças na média e na variabilidade. </div><p>Propõem também o uso de novas métricas, como a taxa de início e índices baseados em balanços energéticos integrados que contabilizem o calor latente consumido no derretimento do gelo. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="760568" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/existe-uma-preocupacao-crescente-com-o-futuro-da-criosfera-no-artico-designadamente-com-a-camada-de-gelo-da-gronelandia.html" title="Existe uma preocupação crescente com o futuro da criosfera no Ártico, designadamente com a camada de gelo da Gronelândia">Existe uma preocupação crescente com o futuro da criosfera no Ártico, designadamente com a camada de gelo da Gronelândia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/existe-uma-preocupacao-crescente-com-o-futuro-da-criosfera-no-artico-designadamente-com-a-camada-de-gelo-da-gronelandia.html" title="Existe uma preocupação crescente com o futuro da criosfera no Ártico, designadamente com a camada de gelo da Gronelândia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/existe-uma-preocupacao-crescente-com-o-futuro-da-criosfera-no-artico-designadamente-com-a-camada-de-gelo-da-gronelandia-1774392059750_320.jpg" alt="Existe uma preocupação crescente com o futuro da criosfera no Ártico, designadamente com a camada de gelo da Gronelândia"></a></article></aside><p> Os cientistas alertam que é urgente cruzar diferentes fontes de dados para reduzir incertezas estatísticas<sup></sup>. Para isso,<strong> propõem monitorizar o oceano sob o gelo recorrendo a robôs submarinos (<em>gliders</em>), boias <em>Argo</em> polares</strong> e perfiladores acoplados ao gelo, ferramentas cruciais para mapear a estrutura vertical e tridimensional deste aquecimento oculto. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Athanase%2C%20M.%2C%20Gou%2C%20R.%2C%20K%C3%B6hn%2C%20E.E.%20et%20al." data-year="2026" data-title="Polar%20processes%20set%20Arctic%20marine%20heatwaves%20apart" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs43247-026-03735-1">Athanase, M., Gou, R., Köhn, E.E. et al.. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s43247-026-03735-1" target="_blank">Polar processes set Arctic marine heatwaves apart</a>.</cite></p></section><p> <a href="https://phys.org/news/2026-06-arctic-marine-surge-1980s-event.html"><em>https://phys.org/news/2026-06-arctic-marine-surge-1980s-event.html</em></a> </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/frequencia-de-ondas-de-calor-marinhas-no-artico-duplica-o-ritmo-global-desde-a-decada-de.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Caderno de Campo Digital+ quer apoiar a gestão das explorações agrícolas. Está acessível no portal do IFAP ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/caderno-de-campo-digital-quer-apoiar-a-gestao-das-exploracoes-agricolas-esta-acessivel-no-portal-do-ifap.html</link><pubDate>Sat, 04 Jul 2026 06:17:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O Caderno de Campo Digital (CC+) centraliza a informação essencial da exploração agrícola e simplifica o registo das operações no campo. Permite consultar, num só local, dados do parcelário, animais, licenciamento, SIFITO, estatuto sanitário e clima.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/caderno-de-campo-digital-vai-apoiar-a-gestao-das-exploracoes-agricolas-esta-acessivel-no-portal-do-ifap-1783104710805.jpg" data-image="8wdzpf258rqg" alt="Digitalização na agricultura" title="Digitalização na agricultura"><figcaption>O Caderno de Campo Digital (CC+) centraliza a informação essencial da exploração agrícola e simplifica o registo das operações no campo.</figcaption></figure><p><strong>Registar atividades agrícolas e pecuárias</strong>, equipamentos, fertilização, fitofármacos, rega, pós-colheita, pastagens biodiversas e vendas. É para isso que serve o <strong>Caderno de Campo Digital</strong> (CC+).</p><p>O CC+ foi criado pelo IFAP, o instituto que procede ao pagamento das ajudas e subsídios no âmbito da agricultura, pecuária, pescas e agroindústria em Portugal. Esta <strong>ferramenta inclui alertas que apoiam decisões mais informadas e melhoram o acompanhamento da exploração</strong>, explica o IFAP.</p><p>Desengane-se. A agricultura já não é o que era. E, de vários anos para cá, as <strong>soluções digitais passaram a fazer parte do léxico diário dos agricultores</strong> e da realidade dos campos agrícolas.</p><h2>Digitalização é uma prioridade na UE</h2><p>É assim em Portugal e também na Europa. A <strong>digitalização passou, aliás, a ser uma das pedras angulares nas prioridades </strong>da Comissão Europeia.</p><p>A estratégia digital da União Europeia visa <strong>capacitar as pessoas, incluindo os agricultores e as comunidades rurais</strong>, através de uma nova geração de tecnologias com potencial para revolucionar a agricultura, <strong>ajudando os empresários rurais a trabalhar de forma mais eficiente</strong> e sustentável.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/caderno-de-campo-digital-vai-apoiar-a-gestao-das-exploracoes-agricolas-esta-acessivel-no-portal-do-ifap-1783104754804.jpg" data-image="gtb1mfxfpzrm" alt="Cereais" title="Cereais"><figcaption>A agricultura já não é o que era e, de vários anos para cá, as soluções digitais passaram a fazer parte do léxico diário dos agricultores e da realidade dos campos agrícolas. </figcaption></figure><p>Ciente disso, o IFAP disponibilizou recentemente o <strong>novo Caderno de Campo Digital+</strong> para apoiar a gestão das explorações agrícolas. É uma solução <em>online</em> concebida para apoiar a gestão diária das suas explorações agrícolas.</p><h2>Informação relevante numa única plataforma</h2><p>Esta nova solução digital, que está<strong> acessível por computador, <em>tablet </em>ou <em>smartphone</em></strong>, permite aos agricultores passarem a ter <strong>num único local informação relevante sobre a sua exploração</strong> e dispor de ferramentas que facilitam o registo das atividades agrícolas e pecuárias.</p><p>Tudo isso lhes permite uma gestão mais eficiente, sustentável e informada, assim como uma visão completa da exploração, já que o <strong>Caderno de Campo Digital integra informação proveniente de diversas fontes oficiais</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="665555" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-agricultura-evoluiu-so-voce-e-que-nao-viu-projeto-b-rural-desmistifica-a-agricultura-junto-dos-meios-urbanos-floresta.html" title="“A agricultura evoluiu, só você é que não viu”. Projeto B-RURAL desmistifica a agricultura junto dos meios urbanos">“A agricultura evoluiu, só você é que não viu”. Projeto B-RURAL desmistifica a agricultura junto dos meios urbanos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-agricultura-evoluiu-so-voce-e-que-nao-viu-projeto-b-rural-desmistifica-a-agricultura-junto-dos-meios-urbanos-floresta.html" title="“A agricultura evoluiu, só você é que não viu”. Projeto B-RURAL desmistifica a agricultura junto dos meios urbanos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-agricultura-evoluiu-so-voce-e-que-nao-viu-projeto-b-rural-desmistifica-a-agricultura-junto-dos-meios-urbanos-1721046510786_320.jpg" alt="“A agricultura evoluiu, só você é que não viu”. Projeto B-RURAL desmistifica a agricultura junto dos meios urbanos"></a></article></aside><p>O CC+ permite aos agricultores consultarem, de forma simples e centralizada, dados como o <strong>parcelário agrícola, informação pecuária, o licenciamento das explorações, o estatuto sanitário</strong>, informação climática, assim como dados de apoio à gestão agrícola.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Para o IFAP, “esta visão integrada reduz a necessidade de consultar múltiplas plataformas e simplifica o acompanhamento da atividade da exploração”. E permite ainda consultar operações realizadas na exploração, incluindo sementeiras e plantações, aplicação de produtos fitofarmacêuticos, fertilizações, colheitas, alimentação animal, gestão de efluentes pecuários, operações de rega, entre outras.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os <strong>registos ficam organizados e disponíveis para consulta</strong> sempre que necessário. E o Caderno de Campo Digital também inclui funcionalidades de <strong>aconselhamento ao nível da gestão de nutrientes</strong>, que ajudam a planear e gerir de forma mais eficiente recursos essenciais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/caderno-de-campo-digital-vai-apoiar-a-gestao-das-exploracoes-agricolas-esta-acessivel-no-portal-do-ifap-1783104795643.jpg" data-image="92wljvqbusw4" alt="Robot" title="Robot"><figcaption>A estratégia digital da UE visa capacitar as pessoas, incluindo os agricultores e as comunidades rurais, através de uma nova geração de tecnologias com potencial para revolucionar a agricultura.</figcaption></figure><p>Para o IFAP, que é tutelado pelo Ministério da Agricultura, “esta ferramenta contribui para uma <strong>utilização mais sustentável dos fatores de produção e para a melhoria do desempenho </strong>das explorações agrícolas.</p><p>O CC+ está <strong>disponível através do Portal Único da Agricultura</strong> ou através do Portal do IFAP.</p><div class="texto-destacado">Além dos ganhos de eficiência e de simplificação, a utilização desta ferramenta e a sua divulgação, até junto da sociedade civil, nomeadamente entre os jovens e, em particular, nos meios mais urbanos, “ajuda a desmistificar e comunicar a evolução da agricultura” em Portugal.</div><p>Em 2024, a <strong>consultora Consulai</strong>, que opera com fundos de investimento e dá apoio a empresas na instalação de projetos agrícolas e florestais, lançou-se num projeto com este fim.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775863" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/alto-tamega-e-barroso-e-uma-mulher-agricultora-de-vila-real-sao-finalistas-dos-premios-europeus-da-agricultura-biologica.html" title="Alto Tâmega e Barroso e uma mulher agricultora de Vila Real são finalistas dos prémios europeus da agricultura biológica">Alto Tâmega e Barroso e uma mulher agricultora de Vila Real são finalistas dos prémios europeus da agricultura biológica</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/alto-tamega-e-barroso-e-uma-mulher-agricultora-de-vila-real-sao-finalistas-dos-premios-europeus-da-agricultura-biologica.html" title="Alto Tâmega e Barroso e uma mulher agricultora de Vila Real são finalistas dos prémios europeus da agricultura biológica"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alto-tamega-e-barroso-e-uma-mulher-agricultora-de-vila-real-sao-finalistas-dos-premios-europeus-da-agricultura-biologica-1782498260207_320.jpg" alt="Alto Tâmega e Barroso e uma mulher agricultora de Vila Real são finalistas dos prémios europeus da agricultura biológica"></a></article></aside><p>Preocupada com a "<strong>tendência crescente para a desinformação acerca do setor agrícola e silvícola</strong>" que se vive em Portugal e na Europa e, em concreto, quanto ao vinho, floresta, produção animal, cereais, olival e as frutas e hortícolas, a Consulai criou o <strong>projeto de comunicação B-RURAL</strong>.</p><p>O objetivo é “<strong>promover a evolução da agricultura</strong> e floresta em Portugal”. E, acima de tudo, “combater a tendência de desinformação”.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/caderno-de-campo-digital-quer-apoiar-a-gestao-das-exploracoes-agricolas-esta-acessivel-no-portal-do-ifap.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O oceano poderia oferecer mais de um terço da solução para o clima, mas recebe menos de 1% do financiamento climático]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-oceano-poderia-oferecer-mais-de-um-terco-da-solucao-para-o-clima-mas-recebe-menos-de-1-do-financiamento-climatico.html</link><pubDate>Sat, 04 Jul 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O oceano representa uma das ferramentas climáticas mais poderosas atualmente, capaz de proporcionar mais de 1/3 das reduções de emissões até 2050. Então, porque é que as soluções baseadas no oceano ainda representam uma parcela tão pequena do financiamento climático global?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/l-ocean-nous-offre-plus-d-un-tiers-de-la-solution-climatique-mais-recoit-moins-de-1-des-financements-pourquoi-ce-paradoxe-1782624838987.jpeg" data-image="l5j846rkfoz6" alt="oceano" title="oceano"><figcaption>O oceano absorve uma grande parte do excesso de calor do planeta, mas continua a ser uma das áreas mais negligenciadas do financiamento climático.</figcaption></figure><p>O <strong>oceano </strong>absorve uma grande proporção do excesso de calor que se acumula no sistema climático, armazena carbono, alimenta milhares de milhões de pessoas e oferece um enorme potencial para acelerar a transição para energias limpas.</p><p>Todos os dias, <strong>age silenciosamente para limitar os efeitos das alterações climáticas</strong>. No entanto, o seu papel permanece amplamente subestimado nas políticas de investimento.</p><h2>Uma peça-chave na questão climática que permanece amplamente ignorada</h2><p>Estudos realizados para o Painel de Alto Nível para uma Economia Oceânica Sustentável mostram que<strong> as soluções baseadas no oceano poderiam proporcionar mais de um terço das reduções anuais de emissões necessárias até 2050</strong> para manter o aquecimento global próximo de 1,5 °C.</p><p>Atualmente, <strong>menos de 1% do financiamento global para o desenvolvimento é destinado ao oceano</strong>. No entanto, 90% das nações costeiras e insulares já incluíram pelo menos uma ação relacionada com o oceano nos seus compromissos climáticos, embora as soluções com maior potencial ainda estejam a ser implementadas apenas em escala limitada.</p><p>A <strong>análise económica </strong>é igualmente convincente. Cada dólar investido nas principais soluções baseadas no oceano poderia gerar pelo menos cinco dólares em benefícios ao longo dos próximos 30 anos, através da criação de empregos, melhoria da segurança alimentar, maior proteção dos ecossistemas e maior resiliência para as comunidades costeiras.</p><h2>A energia marinha já está a ganhar escala</h2><p>A <strong>energia eólica <em>offshore</em></strong>, a <strong>energia solar flutuante</strong> e a <strong>energia das marés</strong> estão entre as soluções mais promissoras. Juntas, elas poderiam <strong>evitar a emissão de até 3,6 gigatoneladas de dióxido de carbono (CO₂) por ano até 2050</strong> — um volume superior ao total de emissões anuais da União Europeia em 2021.</p><p>Esta <strong>transição já está em andamento</strong>. Os compromissos internacionais somam, atualmente, quase 2.000 GW de capacidade eólica <em>offshore</em>, o suficiente para fornecer eletricidade a cerca de 1,5 milhar de milhão de residências.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/l-ocean-nous-offre-plus-d-un-tiers-de-la-solution-climatique-mais-recoit-moins-de-1-des-financements-pourquoi-ce-paradoxe-1782632098450.png" data-image="481u6dn7paze"><figcaption>Soluções climáticas baseadas no oceano combinam diversas abordagens importantes — energia, transporte, produção de alimentos e ecossistemas — e poderiam reduzir as emissões em até 13,76 gigatoneladas de CO₂e por ano até 2050. © High Level Panel for Sustainable Ocean Economy</figcaption></figure><p>No entanto, a <strong>geração de energia no mar</strong> também exige uma compreensão muito melhor de um ambiente em constante mudança. Ventos, correntes oceânicas, ondas, ondas de calor marinhas e até mesmo o El Niño afetam diretamente o desempenho das instalações <em>offshore</em>.</p><p>Assim, a <strong>observação oceânica, a previsão do tempo e os sistemas de alerta precoce </strong>estão a tornar-se<strong> ferramentas estratégicas</strong> para garantir investimentos e assegurar uma produção de energia confiável.</p><h2>Carbono azul: um tesouro natural ainda amplamente ignorado</h2><p>O oceano também ajuda a combater as alterações climáticas através de <strong>manguezais</strong>, <strong>pradarias de ervas marinhas e pântanos salgados</strong>. Estes ecossistemas, coletivamente conhecidos como <strong>"carbono azul"</strong>, são notáveis sumidouros de carbono.</p><p>Comparando-se áreas de mesma extensão, <strong>podem armazenar até cinco vezes mais carbono do que as florestas tropicais </strong>e absorvê-lo quase três vezes mais rápido. Além disso, oferecem proteção natural contra tempestades, sustentam a pesca, preservam a biodiversidade e melhoram a qualidade da água costeira.</p><p><strong>No entanto, estes ecossistemas estão a desaparecer rapidamente sob a pressão do desenvolvimento urbano e da elevação do nível do mar</strong>. A sua restauração poderia evitar emissões equivalentes ao encerramento de 76 centrais termoelétricas a carvão por ano até 2050.</p><h2>Uma economia azul que vai muito além da energia</h2><p>O <strong>transporte marítimo</strong>, responsável por quase 80% do comércio global, poderia reduzir significativamente a sua pegada de carbono através de <strong>operações mais eficientes, otimização de rotas</strong> com auxílio de previsões meteorológicas e <strong>uso de combustíveis com emissão zero</strong>. Conjuntamente, estas medidas poderiam evitar emissões equivalentes à retirada de mais de 400 milhões de carros das ruas a cada ano.</p><p>O oceano também pode ajudar a transformar a forma como produzimos alimentos. <strong>Algas, peixes e mariscos</strong> geralmente exigem menos recursos do que muitas fontes de proteína de origem terrestre. O <strong>desenvolvimento sustentável destes "alimentos azuis" poderia reduzir as emissões </strong>em 1,47 gigatonelada de CO₂ por ano até 2050, ao mesmo tempo em que ajuda a suprir a crescente procura global por alimentos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773259" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/importancia-do-sistema-global-de-observacao-dos-oceanos-riscos-que-enfrenta-e-consequencias-para-a-analise-do-clima.html" title="Importância do Sistema Global de Observação dos Oceanos, riscos que enfrenta e consequências para a análise do clima">Importância do Sistema Global de Observação dos Oceanos, riscos que enfrenta e consequências para a análise do clima</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/importancia-do-sistema-global-de-observacao-dos-oceanos-riscos-que-enfrenta-e-consequencias-para-a-analise-do-clima.html" title="Importância do Sistema Global de Observação dos Oceanos, riscos que enfrenta e consequências para a análise do clima"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/importancia-do-sistema-global-de-observacao-dos-oceanos-riscos-que-enfrenta-e-consequencias-para-a-analise-do-clima-1781129565536_320.jpg" alt="Importância do Sistema Global de Observação dos Oceanos, riscos que enfrenta e consequências para a análise do clima"></a></article></aside><p>Estudos científicos também estimam que a <strong>produção sustentável de frutos do mar </strong>poderia aumentar entre 30% e 75% até meados do século, principalmente através da aquicultura de baixo impacto e da recuperação dos stocks pesqueiros.</p><p>Algumas abordagens mais recentes, como a<strong> captura e o armazenamento de carbono sob o leito marinho</strong>, também têm vindo a despertar interesse crescente. Embora promissoras, elas ainda exigem investigações extensas para avaliar os seus impactos ambientais antes de poderem ser implementadas em larga escala.</p><h2>Investir no oceano significa investir no futuro</h2><p>Além de reduzir emissões, uma <strong>economia oceânica sustentável </strong>poderia criar 51 milhões de empregos ligados ao oceano até 2050, fortalecer a segurança alimentar, proteger comunidades costeiras e preservar a biodiversidade essencial para o funcionamento saudável do planeta.</p><p>Desbloquear este potencial exigirá<strong> investimentos substanciais</strong>. Especialistas estimam que será necessário mobilizar pelo menos US$ 1 bilião até 2030, seguido por quase US$ 2 biliões entre 2030 e 2050. Os investimentos atuais, no entanto, estão muito aquém dos US$ 550 milhares de milhões anuais considerados necessários para assegurar a saúde do oceano a longo prazo.</p><p><strong>A conclusão é clara: as soluções já existem</strong>. Elas estão disponíveis hoje, são economicamente viáveis e capazes de gerar benefícios significativos para a sociedade. O principal obstáculo não é mais científico ou tecnológico, mas financeiro.</p><p>Garantir ao oceano o lugar que ele merece nos investimentos climáticos significa fortalecer o combate às alterações climáticas, proteger a biodiversidade e aumentar a resiliência das futuras gerações.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Katie%20Wood%20e%20Oliver%20Ashford" data-year="2026" data-title="The%20Ocean%20Can%20Play%20a%20Much%20Larger%20Role%20in%20Fighting%20Climate%20Change" data-url="https%3A%2F%2Fwww.wri.org%2Finsights%2Focean-based-climate-change-solutions">Katie Wood e Oliver Ashford. (2026). <a href="https://www.wri.org/insights/ocean-based-climate-change-solutions" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The Ocean Can Play a Much Larger Role in Fighting Climate Change</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-oceano-poderia-oferecer-mais-de-um-terco-da-solucao-para-o-clima-mas-recebe-menos-de-1-do-financiamento-climatico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um presente doce para os astrónomos: descobrem planetas superesponjosos, mais leves do que o algodão doce]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-presente-doce-para-os-astronomos-descobrem-planetas-superesponjosos-mais-leves-do-que-o-algodao-doce.html</link><pubDate>Fri, 03 Jul 2026 17:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Foram descobertos planetas superleves, mais leves do que o algodão-doce, a mais de 1 100 anos-luz da Terra, mas como é que estes mundos extremamente leves se formaram?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sweet-treat-for-astronomers-as-they-discover-planets-lighter-than-candy-floss-1782901457857.jpeg" data-image="7o102ycygru6" alt="Un dulce regalo para los astrónomos: descubren planetas más ligeros que el algodón de azúcar." title="Un dulce regalo para los astrónomos: descubren planetas más ligeros que el algodón de azúcar."><figcaption>Esta ilustração mostra a estrela TOI-791, semelhante ao Sol, e dois planetas gigantes descobertos em órbita pelo telescópio espacial TESS da NASA. Estes planetas, denominados TOI-791 b e TOI-791 c, têm um tamanho semelhante ao de Júpiter, mas uma fração ínfima da sua massa, o que significa que possuem uma densidade extraordinariamente baixa. Crédito da imagem: NASA/Daniel Rutter.</figcaption></figure><p>Uma equipa internacional de astrónomos liderada pela Universidade de Oxford descobriu <strong>dois planetas tão grandes como Júpiter</strong>, mas menos densos do que o algodão doce, a mais de 1 100 anos-luz da Terra.</p><p>Estes mundos, denominados "superesponjosos", encontram-se <strong>entre os mais leves já descobertos</strong>, mas existe um debate constante sobre a forma como estes planetas invulgares se formam.</p><h2>Mais leves do que algodão-doce</h2><p>O TOI‑791 b e o TOI‑791 c orbitam uma estrela anã distante na constelação austral de Volans, a cerca de 1110 anos-luz da Terra. Estes planetas irmãos poderão ter-se formado <strong>a partir do disco de acreção</strong> — uma acumulação de gás e poeira — que rodeava a sua jovem estrela.</p><div class="texto-destacado">Os planetas têm o tamanho de Júpiter, com cerca de 142 984 km de diâmetro, mas o seu material está muito disperso, o que os torna muito leves para o seu tamanho.</div><p>O TOI‑791 b tem uma densidade de apenas 0,038 g/cm³ e o TOI‑791 ca de 0,047 g/cm³, entre<strong> 28 e 35 vezes menos denso do que Júpiter</strong>. A densidade do algodão-doce costuma ser de cerca de 0,05 g/cm³, o que torna ambos os planetas mais leves do que esta guloseima.</p><p>"Apenas se conhecem alguns destes planetas superesponjosos, e é ainda mais raro encontrar <strong>dois no mesmo sistema</strong>. As suas densidades extremamente baixas tornam-nos alvos fascinantes para compreender como se formam e evoluem os sistemas planetários", acrescentou Dransfield, que trabalha agora na Universidade de Oxford.</p><h2>O papel da Antártida nos cálculos</h2><p>Os investigadores calcularam o tamanho dos planetas<strong> observando a diminuição do brilho durante o trânsito</strong>, quando o planeta passava à frente da sua estrela anfitriã.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774636" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/telescopio-james-webb-captura-exoplaneta-que-esta-evaporando-sob-o-calor-de-seu-proprio-sol.html" title="Telescópio James Webb captura exoplaneta que está a evaporar sob o calor do seu próprio sol">Telescópio James Webb captura exoplaneta que está a evaporar sob o calor do seu próprio sol</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/telescopio-james-webb-captura-exoplaneta-que-esta-evaporando-sob-o-calor-de-seu-proprio-sol.html" title="Telescópio James Webb captura exoplaneta que está a evaporar sob o calor do seu próprio sol"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-telescopio-james-webb-capta-un-exoplaneta-que-se-esta-evaporando-bajo-el-calor-de-su-propio-sol-1781789120425_320.jpg" alt="Telescópio James Webb captura exoplaneta que está a evaporar sob o calor do seu próprio sol"></a></article></aside><p>Observaram variações subtis na sincronização dos trânsitos, causadas pela interação gravitacional <strong>entre os planetas enquanto orbitam a estrela</strong>. Ao analisar estas variações temporais, conseguiram estimar a massa de cada planeta e determinar a sua densidade.</p><div class="texto-destacado">O professor Amaury Triaud, da Universidade de Birmingham, é o investigador principal do Reino Unido do telescópio ASTEP (Antártida para a Procura de Exoplanetas em Trânsito), que desempenhou um papel fundamental na captura de trânsitos planetários ininterruptos com duração superior a 11 horas, alguns dos mais longos alguma vez registados a partir da Terra.</div><p>Ele afirmou: "Poder utilizar um telescópio na Antártida, tirando partido das suas noites incrivelmente longas e das suas condições astronómicas ótimas, <strong>permite-nos recolher dados</strong> como nenhum outro telescópio na Terra".</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sweet-treat-for-astronomers-as-they-discover-planets-lighter-than-candy-floss-1782901492947.jpeg" data-image="n2ri9h2ux8fc" alt="Un dulce regalo para los astrónomos: descubren planetas más ligeros que el algodón de azúcar." title="Un dulce regalo para los astrónomos: descubren planetas más ligeros que el algodón de azúcar."><figcaption>Comparação entre os exoplanetas do sistema TOI-791 e os planetas do nosso sistema solar. Crédito da imagem: NASA/Daniel Rutter.</figcaption></figure><p>Mas os cientistas ainda debatem<strong> como é que estes planetas superespumosos se formam</strong>. Uma teoria sugere que possuem enormes atmosferas ricas em hidrogénio e hélio, que se acumularam quando os planetas se formaram nas regiões exteriores mais frias do seu disco protoplanetário, <strong>onde o gás pôde acumular-se rapidamente</strong> em torno de um núcleo sólido.</p><div class="texto-destacado">Triaud acredita que este sistema recém-descoberto "oferece um laboratório único para compreender como os planetas superesponjosos se formam e evoluem".</div><p>Os investigadores esperam realizar observações espaciais utilizando o telescópio espacial James Webb para determinar se estas atmosferas esponjosas <strong>contêm espécies com carbono, azoto e oxigénio</strong>, "o que poderá revelar novos dados sobre como se formaram estes planetas invulgares", acrescentou.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Dransfield%2C%20G.%2C%20et%20al" data-year="2026" data-title="ASTEP%20confirmation%20of%20a%20pair%20of%20long-period%20Jupiter-sized%20planets%20with%20extremely%20low%20densities%20transiting%20TOI-791" data-url="https%3A%2F%2Facademic.oup.com%2Fmnras%2Farticle%2F549%2F4%2Fstag864%2F8715235">Dransfield, G., et al. (2026). <a href="https://academic.oup.com/mnras/article/549/4/stag864/8715235" target="_blank">Confirmación ASTEP de un par de planetas de tamaño similar a Júpiter de largo período con densidades extremadamente bajas que transitan TOI-791</a> .</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-presente-doce-para-os-astronomos-descobrem-planetas-superesponjosos-mais-leves-do-que-o-algodao-doce.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como Portugal atravessou 20 anos de verões cada vez mais quentes]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-portugal-atravessou-20-anos-de-veroes-cada-vez-mais-quentes.html</link><pubDate>Fri, 03 Jul 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O país enfrenta novamente temperaturas extremas num verão que prolonga uma evolução iniciada com o episódio histórico de 2003.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/como-portugal-atravessou-20-anos-de-veroes-cada-vez-mais-quentes-1783081990875.jpg" data-image="rs3deb7034zk" alt="Amareleja" title="Amareleja"><figcaption>Em 2003, a Amareleja atingiu os históricos 47,3 °C, um recorde nacional que ainda não foi batido. Foto: Por Hugo Cadavez de Maia, CC BY 2.0, Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>Quando julho arrancou, Portugal já acumulava <strong>59 dias sob o efeito de ondas de calor</strong> desde o <strong>início de 2026</strong>. A estimativa do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) já impressiona, mas deverá ser rapidamente ultrapassada.</p><p>A onda de calor que se iniciou a <strong>2 de julho</strong> deverá prolongar-se até ao início da próxima semana, num episódio marcado por uma <strong>cúpula de calor</strong> em grande parte do território continental e com vários distritos, como Coimbra, Santarém ou Portalegre, em que as temperaturas poderão ultrapassar os 40 graus.</p><h2>A onda histórica</h2><p>Falar de calor extremo em Portugal obriga, inevitavelmente, a regressar ao ano de <strong>2003</strong>. Entre <strong>29 de julho e 14 de agosto</strong> desse ano ocorreu a mais longa e severa onda de calor registada no país e também a maior alguma vez observada na Europa.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Foi o verão em que a Amareleja, no concelho de Moura, fixou um recorde nacional ainda hoje imbatível: 47,3 graus. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Pelo Alentejo profundo, <strong>Beja</strong> chegou aos <strong>45,4 graus</strong> e Elvas aos 44,9. No litoral, Lisboa registou 42 graus e Porto 39 graus. Em vários pontos do país, o calor se arrastou por <strong>14 dias seguidos</strong>. No balanço final, calcularam-se cerca de 2700 mortes em excesso devido ao stress térmico.</p><h2>De exceção à tendência</h2><p>Duas décadas depois, a onda de calor de 2003 continua a ser um episódio excecional. O que era <strong>extraordinário </strong>passou, porém, a <strong>repetir-se</strong> <strong>com uma frequência</strong> que os <strong>dados do IPMA documentam</strong> cada vez mais claramente. Talvez por isso tantos portugueses sintam hoje que os verões já não são os mesmos da infância. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/como-portugal-atravessou-20-anos-de-veroes-cada-vez-mais-quentes-1783082145916.jpg" data-image="p9l56e1enop4" alt="Rio Tua" title="Rio Tua"><figcaption>A sequência de dias sob o efeito de ondas de calor dos anos mais recentes mostra como o extremo se tornou o novo padrão dos verões em Portugal. Foto do rio Tua: Adobe Stock</figcaption></figure><p>Os números do Instituto Português do Mar e da Atmosfera ajudam a perceber essa evolução. Em <strong>2022</strong>, Portugal registou <strong>90</strong> <strong>dias</strong> em onda de calor, o valor mais elevado dos últimos anos. Em <strong>2023</strong> foram <strong>80 dias</strong> e, em <strong>2024</strong>, <strong>74</strong>. Mais do que anos isoladamente quentes, esta sequência revela que o calor extremo se tornou uma presença mais regular nos verões portugueses.</p><h2>O verão mais quente</h2><p>O caso de 2025, contudo, não permite uma comparação direta no que toca ao número de dias. Ao contrário dos anos anteriores, o<strong> IPMA</strong><strong> não apresentou um valor nacional agregado de dias em onda de calo</strong>r. A razão é metodológica, mas ajuda a compreender a evolução do fenómeno. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776945" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-15-c-acima-da-media-portugal-enfrenta-uma-onda-de-calor-que-faz-soar-o-alarme.html" title="Até 15 ºC acima da média: Portugal enfrenta uma onda de calor que faz soar o alarme">Até 15 ºC acima da média: Portugal enfrenta uma onda de calor que faz soar o alarme</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-15-c-acima-da-media-portugal-enfrenta-uma-onda-de-calor-que-faz-soar-o-alarme.html" title="Até 15 ºC acima da média: Portugal enfrenta uma onda de calor que faz soar o alarme"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-15-c-acima-da-media-portugal-enfrenta-uma-onda-de-calor-que-faz-soar-o-alarme-1783081294314_320.png" alt="Até 15 ºC acima da média: Portugal enfrenta uma onda de calor que faz soar o alarme"></a></article></aside><p>Em vez de um ou dois episódios prolongados que afetassem grande parte do território, registaram-se <strong>seis ondas de calor</strong> distribuídas entre maio e outubro, com uma expressão muito desigual entre regiões, impossibilitando um valor representativo para todo o território.</p><p>O <strong>verão de 2025</strong> foi ainda memorável por ter sido o <strong>mais quente em Portugal continental</strong> desde o início dos registos regulares, em 1931. A temperatura média do ar atingiu os 23,51 graus (mais 1,55 graus do que o valor normal) e a temperatura média das máximas foi de 30,78 graus, um máximo histórico.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/como-portugal-atravessou-20-anos-de-veroes-cada-vez-mais-quentes-1783082392743.jpg" data-image="ribr90olifct" alt="Seca em Portugal" title="Seca em Portugal"><figcaption>O verão de 2025 combinou temperaturas recorde com uma seca extrema, registando apenas um quarto da precipitação normal para a época. Foto de Figueiró dos Vinhos: Adobe Stock</figcaption></figure><p>Três ondas de calor prolongadas marcaram ainda os meses de junho, julho e agosto. Além de muito quente, o ano que passou teve também o <strong>verão mais seco desde 1931</strong>, com a chuva a atingir apenas 24% do valor normal.</p><h2>Europa em mudança</h2><p>A evolução observada em Portugal acompanha uma tendência mais ampla identificada nos relatórios europeus. Dados da Organização Meteorológica Mundial indicam que o número de <strong>ondas de calor</strong> a ocorrer em simultâneo no <strong>hemisfério norte</strong> é atualmente <strong>seis vezes superior</strong> ao observado em 1980. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="654750" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/segundo-os-cientistas-os-veroes-europeus-serao-mais-quentes-do-que-o-previsto-clima.html" title="Segundo os cientistas, os verões europeus serão mais quentes do que o previsto">Segundo os cientistas, os verões europeus serão mais quentes do que o previsto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/segundo-os-cientistas-os-veroes-europeus-serao-mais-quentes-do-que-o-previsto-clima.html" title="Segundo os cientistas, os verões europeus serão mais quentes do que o previsto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/segundo-os-cientistas-os-veroes-europeus-serao-mais-quentes-do-que-o-previsto-clima-1714669184007_320.jpg" alt="Segundo os cientistas, os verões europeus serão mais quentes do que o previsto"></a></article></aside><p>Ao mesmo tempo, aumenta o número de dias com forte stress térmico na Europa, prolongam-se os períodos de <strong>seca</strong> e cresce o <strong>risco de incêndios florestais</strong>, com impactos profundos na saúde pública, na agricultura e nos ecossistemas. </p><p>Os especialistas advertem que esta tendência deverá se agravar nas próximas décadas. Mesmo que a intensidade varie de ano para ano, o aquecimento global aumenta a probabilidade de ocorrência de<strong> temperaturas</strong><strong> </strong><strong>extremas </strong>e torna mais frequentes episódios que, há poucos anos, seriam considerados excecionais.</p><h2>O novo normal</h2><p>Quando a atual vaga de calor terminar, os <strong>números de 2026</strong> serão inevitavelmente revistos. É muito provável que ultrapassem os valores registados até agora, mas essa já não é a questão central. O que os dados do IPMA mostram é que a história começou muito antes deste verão. </p><p>Em 2003, Portugal viveu uma onda de calor que parecia pertencer ao domínio do extraordinário. Duas décadas depois, as<strong> ondas</strong><strong> de calor deixaram de ser exceção</strong>. Passaram a marcar, verão após verão, a história recente do clima português.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="IPMA" data-year="" data-title="Boletim%20Climatol%C3%B3gico%20Anual%202003" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ipma.pt%2Fresources.www%2Fdocs%2Fim.publicacoes%2Fedicoes.online%2F20081014%2FrXHkGiXtgvlFLDxwiFKT%2Fcli_20030101_20031231_pcl_aa_co_pt.pdf">IPMA. <a href="https://www.ipma.pt/resources.www/docs/im.publicacoes/edicoes.online/20081014/rXHkGiXtgvlFLDxwiFKT/cli_20030101_20031231_pcl_aa_co_pt.pdf" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Boletim Climatológico Anual 2003</a>.</cite><br><cite data-author="IPMA" data-year="" data-title="Persist%C3%AAncia%20de%20tempo%20muito%20quente%20em%20julho%202022" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ipma.pt%2Fpt%2Fmedia%2Fnoticias%2Fdocumentos%2F2022%2FBoletim_IPMA_18_julho2022.pdf">IPMA. <a href="https://www.ipma.pt/pt/media/noticias/documentos/2022/Boletim_IPMA_18_julho2022.pdf" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Persistência de tempo muito quente em julho 2022</a>.</cite><br><cite data-author="IPMA" data-year="" data-title="2023%20-%20Agosto%205%C2%BA%20mais%20quente%20em%20Portugal" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ipma.pt%2Fpt%2Fmedia%2Fnoticias%2Fnews.detail.jsp%3Ff%3DBoletim_climatologico_agosto_2023.html%26y%3D2023">IPMA. <a href="https://www.ipma.pt/pt/media/noticias/news.detail.jsp?f=Boletim_climatologico_agosto_2023.html&y=2023" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">2023 - Agosto 5º mais quente em Portugal</a>.</cite><br><cite data-author="IPMA" data-year="" data-title="Boletim%20Climatol%C3%B3gico%20Anual%202024" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ipma.pt%2Fpt%2Fmedia%2Fnoticias%2Fnews.detail.jsp%3Ff%3Dboletim_climatologico_2024.html%26y%3D2025">IPMA. <a href="https://www.ipma.pt/pt/media/noticias/news.detail.jsp?f=boletim_climatologico_2024.html&y=2025" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Boletim Climatológico Anual 2024</a>.</cite><br><cite data-author="IPMA" data-year="" data-title="Boletim%20Climatol%C3%B3gico%20Anual%202025" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ipma.pt%2Fpt%2Fmedia%2Fnoticias%2Fnews.detail.jsp%3Ff%3Dboletim-climatologico-anual-2025.html%26y%3D2026">IPMA. <a href="https://www.ipma.pt/pt/media/noticias/news.detail.jsp?f=boletim-climatologico-anual-2025.html&y=2026" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Boletim Climatológico Anual 2025</a>.</cite><br><cite data-author="IPMA" data-year="" data-title="Resumo%20do%20Ver%C3%A3o%20de%202025" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ipma.pt%2Fpt%2Fmedia%2Fnoticias%2Fnews.detail.jsp%3Ff%3Dboletim_clima_verao_2025.html%26y%3D2025">IPMA. <a href="https://www.ipma.pt/pt/media/noticias/news.detail.jsp?f=boletim_clima_verao_2025.html&y=2025" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Resumo do Verão de 2025</a>.</cite><br><cite data-author="World%20Meteorological%20Organization" data-year="" data-title="European%20State%20of%20the%20Climate%202024" data-url="https%3A%2F%2Fwmo.int%2Fpublication-series%2Feuropean-state-of-climate-2024">World Meteorological Organization. <a href="https://wmo.int/publication-series/european-state-of-climate-2024" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">European State of the Climate 2024</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-portugal-atravessou-20-anos-de-veroes-cada-vez-mais-quentes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A "árvore da vida" dos Maias chega ao jardim: eis como podes plantar um pochote, mesmo num espaço reduzido]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-arvore-da-vida-dos-maias-chega-ao-jardim-eis-como-podes-plantar-um-pochote-mesmo-num-espaco-reduzido.html</link><pubDate>Fri, 03 Jul 2026 15:39:04 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Embora à primeira vista possa parecer demasiado grande para o apartamento, esta árvore sagrada adapta-se a espaços pequenos, se for bem cuidada, e torna-se um ponto de destaque no seu jardim.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-arbol-de-la-vida-de-los-mayas-llega-al-jardin-asi-puedes-cultivar-un-pochote-incluso-en-espacios-pequenos-1782187978510.png" data-image="9pus6rx2ymxs" alt="Auf der Halbinsel Yucatán wurden Exemplare in Campeche, Quintana Roo und Yucatán gesichtet." title="Auf der Halbinsel Yucatán wurden Exemplare in Campeche, Quintana Roo und Yucatán gesichtet."><figcaption>Na Península do Yucatán, foram avistados exemplares em Campeche, Quintana Roo e Yucatán.</figcaption></figure><p>Na cultura maia, a ceiba era venerada como uma árvore sagrada que simbolizava a ligação entre o céu, a terra e o submundo. Os seus ramos erguiam-se para o céu, o seu tronco crescia no mundo dos homens e as suas raízes penetravam profundamente na terra. Esta analogia explica o significado cultural desta espécie arbórea.</p><p>Quando se fala da "árvore da vida", a primeira imagem que nos vem à mente é a da imponente Ceiba pentandra. No entanto, <strong>para espaços mais reduzidos, como pequenos jardins, existe uma espécie aparentada que se adequa melhor</strong> e que, ao mesmo tempo, preserva este carácter tipicamente mexicano: o pochote, <em>Ceiba aesculifolia</em>.</p><div class="texto-destacado">O pochote pertence à família das Malvaceae, aquela grande família botânica à qual também pertencem plantas como o hibisco e o algodão.</div><p>O pochote é uma árvore de folha caduca que, na estação seca ou fria, perde as folhas sem estar doente. O seu encanto reside no seu tronco grosso e cinzento com espinhos cónicos, que parece uma escultura viva mesmo quando a árvore já não tem folhas.</p><p>Embora possa atingir dimensões impressionantes no seu habitat natural, o seu crescimento na cultura ornamental pode ser controlado através de medidas de poda, da escolha do vaso e dos cuidados com as raízes. Não se trata de o "restringir", mas sim de <strong>moldar, gradualmente, um tronco marcante e uma copa compacta, bonita e harmoniosa</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-arbol-de-la-vida-de-los-mayas-llega-al-jardin-asi-puedes-cultivar-un-pochote-incluso-en-espacios-pequenos-1782188007161.png" data-image="fbrdquuq4xex" alt="Wenn Sie von Anfang an einen geeigneten Blumentopf verwenden, wird das Wachstum der Wurzeln des Baumes eingeschränkt, wodurch er sowohl oben als auch unten kompakt bleibt." title="Wenn Sie von Anfang an einen geeigneten Blumentopf verwenden, wird das Wachstum der Wurzeln des Baumes eingeschränkt, wodurch er sowohl oben als auch unten kompakt bleibt."><figcaption>Se utilizar um vaso adequado desde o início, o crescimento das raízes da árvore será limitado, o que fará com que esta se mantenha compacta, tanto na parte superior como na inferior.</figcaption></figure><p>Por isso, é ideal para quem procura uma árvore com história e personalidade, mas não dispõe de muito espaço no jardim. Com bastante sol, boa drenagem e uma poda bem planeada, pode tornar-se aquela planta que atrai todos os olhares e que leva as pessoas a perguntar: "Que árvore tão estranha é esta?"</p><h2>O que é um pochote e por que é que se destaca tanto em espaços pequenos?</h2><p>O pochote<strong> é uma árvore nativa do México, que ocorre em regiões quentes e em florestas decíduas de baixa altitude</strong>. Cresce vigorosamente em zonas climáticas com calor e humidade suficientes e entra em repouso quando o ambiente seca. Esta adaptação torna-a robusta, resistente e de fácil manutenção, assim que se estabelece.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776670" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/impulso-de-nutrientes-para-plantas-que-consomem-muito-como-o-acucar-e-a-levedura-aceleram-o-crescimento-dos-tomates.html" title="Impulso de nutrientes para plantas que consomem muito: como o açúcar e a levedura aceleram o crescimento dos tomates">Impulso de nutrientes para plantas que consomem muito: como o açúcar e a levedura aceleram o crescimento dos tomates</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/impulso-de-nutrientes-para-plantas-que-consomem-muito-como-o-acucar-e-a-levedura-aceleram-o-crescimento-dos-tomates.html" title="Impulso de nutrientes para plantas que consomem muito: como o açúcar e a levedura aceleram o crescimento dos tomates"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/naehrstoffschub-fur-grosse-fresser-wie-zucker-und-hefe-das-tomatenwachstum-beschleunigen-1782401310772_320.jpeg" alt="Impulso de nutrientes para plantas que consomem muito: como o açúcar e a levedura aceleram o crescimento dos tomates"></a></article></aside><p>O seu maior encanto reside no tronco. Nas árvores jovens, os espinhos são claramente visíveis e conferem-lhe uma estrutura pré-histórica. Além disso, desenvolve uma copa arredondada com flores vistosas e frutos em forma de cápsula, dos quais emerge uma fibra semelhante ao algodão, na qual as suas sementes estão protegidas.</p><p>No seu habitat natural, pode atingir vários metros de altura, mas nas zonas urbanas é possível controlá-lo com técnicas básicas de jardinagem e paisagismo. Um vaso grande, a poda anual e uma rega moderada ajudam a mantê-lo compacto.</p><h3>Rega, poda e cuidados com um tronco ornamental</h3><p>Esta espécie <strong>necessita de um local com exposição solar direta, pelo menos 6 a 8 horas por dia</strong>. Além disso, deve ser cultivada num substrato muito permeável, como, por exemplo, terra para vasos, areia grossa ou perlita, bem como um pouco de composto maduro. Escolha, inicialmente, um vaso com uma capacidade de 50 a 80 litros e certifique-se de que possui bons orifícios de drenagem.</p><p>Se quiser cultivar a planta a partir de sementes, recomendo que o faça na primavera e que se certifique de que o solo está bem drenado. <strong>Deve regar as plantas jovens ou as plantas em vaso assim que os 5 cm superiores do substrato estiverem secos</strong>.</p><p><strong> </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-arbol-de-la-vida-de-los-mayas-llega-al-jardin-asi-puedes-cultivar-un-pochote-incluso-en-espacios-pequenos-1782188101516.png" data-image="5xur6nxks9hj" alt="Der Pochote ist auch unter dem Maya-Namen „píin“ verzeichnet, was auf seine kulturelle und regionale Verbreitung hindeutet." title="Der Pochote ist auch unter dem Maya-Namen „píin“ verzeichnet, was auf seine kulturelle und regionale Verbreitung hindeutet."><figcaption>O pochote também é conhecido pelo nome maia "píin", o que sugere a sua difusão cultural e regional.</figcaption></figure><p>Na primavera e no verão, isto acontece normalmente a cada 3 a 7 dias, dependendo da temperatura e do tamanho do vaso. No inverno, deve reduzir a frequência para cada 10 a 15 dias, ou mesmo com menos frequência, se o solo ainda estiver húmido.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776291" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/6-regras-para-proteger-as-plantas-em-vasos-do-calor-abrasador.html" title="6 regras para proteger as plantas em vasos do calor abrasador">6 regras para proteger as plantas em vasos do calor abrasador</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/6-regras-para-proteger-as-plantas-em-vasos-do-calor-abrasador.html" title="6 regras para proteger as plantas em vasos do calor abrasador"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/6-regole-per-proteggere-le-piante-in-vaso-dal-caldo-torrido-1781977642001_320.jpeg" alt="6 regras para proteger as plantas em vasos do calor abrasador"></a></article></aside><p>A poda define o carácter da árvore. Deixe-a crescer vigorosamente na primavera e no verão durante os dois primeiros anos. <strong>Deixe um ou dois ramos para serem sacrificados na parte inferior; estes ramos ajudam a engrossar o tronco</strong>. Assim que atingir o diâmetro de tronco desejado — normalmente após dois ou três anos —, corte esses ramos na base.</p><div class="texto-destacado">Evite podar a árvore em excesso, pois é essencial manter uma certa quantidade de folhagem para manter a árvore saudável e promover o seu crescimento futuro.</div><p>A partir do terceiro ano, deve podar a árvore no final do inverno ou no início da primavera, quando estiver completamente sem folhas. Remova os ramos que se cruzam, os rebentos verticais que competem com o tronco principal, bem como as pontas que dão à copa um aspeto desordenado.</p><p>Para que o seu pochote cresça saudável, fertilize-o ligeiramente na primavera e no verão, a cada 6 semanas, com um fertilizante rico em azoto. Em ambientes secos, fique atento às cochonilhas e aos ácaros, e se o seu exemplar ainda for muito jovem, proteja-o da geada.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-arvore-da-vida-dos-maias-chega-ao-jardim-eis-como-podes-plantar-um-pochote-mesmo-num-espaco-reduzido.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Oceano Atlântico mais quente reforça a onda de calor em Portugal: "deixa um ambiente difícil de suportar"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/oceano-atlantico-mais-quente-reforca-a-onda-de-calor-em-portugal-deixa-um-ambiente-dificil-de-suportar.html</link><pubDate>Fri, 03 Jul 2026 14:59:25 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O calor intenso deverá persistir em Portugal nos próximos dias, enquanto um bloqueio anticiclónico favorece o aquecimento da atmosfera e da superfície do Atlântico, reduzindo parcialmente o habitual efeito moderador do oceano sobre o território.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xal16nu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xal16nu.jpg" id="xal16nu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A onda de calor que afeta Portugal não resulta apenas da presença de uma massa de ar muito quente. O robusto bloqueio anticiclónico instalado sobre o Atlântico Nordeste <strong>está também a favorecer o aquecimento da superfície do oceano</strong>, reduzindo parte do efeito moderador do Atlântico e reforçando a persistência de temperaturas excecionalmente elevadas, em grande parte do território.</p><h2>Atlântico perde capacidade de aliviar o calor</h2><p>As mais recentes previsões do modelo europeu ECMWF mostram que esta área de altas pressões deverá <strong>permanecer praticamente estacionária até quarta-feira</strong>. Ao bloquear a progressão das habituais depressões atlânticas, favorece céu pouco nublado, vento geralmente fraco e forte exposição à radiação solar. Simultaneamente, o ar desce lentamente e aquece por compressão, reforçando a estabilidade da atmosfera e permitindo que o <strong>calor se acumule sobre a Península Ibérica</strong> durante vários dias consecutivos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/oceano-atlantico-mais-quente-reforca-a-onda-de-calor-em-portugal-calor-torna-se-dificil-de-suportar-1783089633313.png" data-image="blszu1s76q3d"><figcaption>As anomalias positivas da temperatura estendem-se ao Atlântico Nordeste, onde a persistência do bloqueio anticiclónico favorece o aquecimento da superfície do oceano e limita o habitual arrefecimento do ar marítimo.</figcaption></figure><p>Este padrão atmosférico não influencia apenas a atmosfera. A persistência do chamado <strong>domo de calor</strong> favorece também um aquecimento adicional da superfície do Atlântico. Com menos nebulosidade, vento mais fraco e maior incidência de radiação solar, a camada superficial do oceano aquece progressivamente, <strong>reforçando as anomalias positivas</strong> da temperatura da água já observadas no Atlântico Nordeste.</p><p>Embora o oceano continue a moderar as temperaturas junto ao litoral, águas mais quentes do que o habitual reduzem parcialmente esse efeito, permitindo que o ar marítimo chegue à costa menos fresco e <strong>limitando o habitual alívio térmico proporcionado pelo Atlântico</strong>.</p><h2>Calor intenso deverá persistir pelo menos até quarta-feira</h2><p>Durante os próximos dias, as temperaturas máximas deverão situar-se frequentemente entre <strong>38 e 42 ºC</strong>, podendo atingir <strong>localmente os 43 ºC</strong> nas regiões mais quentes do vale do Tejo, Alentejo e interior Centro. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/oceano-atlantico-mais-quente-reforca-a-onda-de-calor-em-portugal-calor-torna-se-dificil-de-suportar-1783089287175.png" data-image="pt2eypzbhssj"><figcaption>Grande parte de Portugal deverá registar anomalias de temperatura entre 10 e 15 ºC acima da média climatológica, refletindo a persistência da massa de ar muito quente e do bloqueio anticiclónico previsto pelo ECMWF.</figcaption></figure><p>As anomalias térmicas deverão chegar aos 15 ºC, refletindo um <strong>episódio de calor excecional para o início de julho</strong>. Mesmo no litoral, onde a influência marítima costuma atenuar o calor, os valores deverão manter-se acima da normal climatológica e as noites tenderão a tornar-se progressivamente mais quentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/oceano-atlantico-mais-quente-reforca-a-onda-de-calor-em-portugal-calor-torna-se-dificil-de-suportar-1783089385062.png" data-image="iep2q4qn9xbu"><figcaption>O calor deverá intensificar-se em praticamente todo o território continental durante o fim de semana, com temperaturas muito elevadas e valores superiores a 40 ºC em alguns locais do interior. Mesmo no litoral, as máximas deverão permanecer acima do normal.</figcaption></figure><p>Além do desconforto térmico, este episódio continuará a favorecer um agravamento do <strong>perigo de incêndio rural em grande parte do território</strong>, devido à conjugação de temperaturas muito elevadas, baixa humidade relativa do ar e secura da vegetação. Estas condições exigem especial atenção nas atividades realizadas ao ar livre e um <strong>reforço das medidas de prevenção e vigilância</strong> durante os próximos dias.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776945" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-15-c-acima-da-media-portugal-enfrenta-uma-onda-de-calor-que-faz-soar-o-alarme.html" title="Até 15 ºC acima da média: Portugal enfrenta uma onda de calor que faz soar o alarme">Até 15 ºC acima da média: Portugal enfrenta uma onda de calor que faz soar o alarme</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-15-c-acima-da-media-portugal-enfrenta-uma-onda-de-calor-que-faz-soar-o-alarme.html" title="Até 15 ºC acima da média: Portugal enfrenta uma onda de calor que faz soar o alarme"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-15-c-acima-da-media-portugal-enfrenta-uma-onda-de-calor-que-faz-soar-o-alarme-1783081294314_320.png" alt="Até 15 ºC acima da média: Portugal enfrenta uma onda de calor que faz soar o alarme"></a></article></aside><p>A partir de quinta-feira, o ECMWF sugere um enfraquecimento gradual deste bloqueio atmosférico, embora a evolução ainda apresente alguma incerteza. As próximas atualizações da previsão permitirão confirmar esta tendência.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/oceano-atlantico-mais-quente-reforca-a-onda-de-calor-em-portugal-deixa-um-ambiente-dificil-de-suportar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 15 ºC acima da média: Portugal enfrenta uma onda de calor que faz soar o alarme]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-15-c-acima-da-media-portugal-enfrenta-uma-onda-de-calor-que-faz-soar-o-alarme.html</link><pubDate>Fri, 03 Jul 2026 12:21:57 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal atravessa um episódio de calor extremo, intensificado por uma cúpula de calor, com temperaturas até 15 ºC acima da média para esta época do ano e máximas que vão ultrapassando os 40 ºC.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xakyo7e"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xakyo7e.jpg" id="xakyo7e"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O anticiclone e a estabilidade atmosférica daí decorrente estão a dominar o nosso país. A formação e gradual consolidação de uma <strong>cúpula de calor</strong> ao longo dos primeiros 5 dias do mês de julho é um dos mecanismos responsáveis pela subida das temperaturas para valores tão elevados, dando origem a um episódio de calor muito intenso que se traduz na<strong> primeira onda de calor do verão 2026 em Portugal</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo<br></strong>Uma massa de ar muito quente para esta época do ano está instalada sobre Portugal continental, com as temperaturas muito elevadas para a época do ano a serem amplificadas por uma cúpula de calor.</div><p>As temperaturas máximas já atingiram e ultrapassaram os 40 ºC em várias zonas do país, sendo expectável que nos próximos dias esses valores se mantenham nalgumas regiões. Apesar de estarmos em pleno verão, este não é o calor habitual para esta época do ano, uma vez que <strong>os valores previstos poderão situar-se até 15 ºC acima da média climatológica, uma anomalia térmica extraordinária para estas datas</strong>.</p><h2>Cúpula de calor gerará anomalias térmicas excecionais em Portugal</h2><p>Como referido anteriormente, a atual configuração sinóptica está a permitir a consolidação de uma poderosa cúpula de calor sobre Portugal continental e Espanha peninsular. <strong>Em altitude, a crista subtropical tornar-se-á mais robusta</strong>, enquanto à superfície as altas pressões manterão um estado do tempo muito estável, com<strong> céu pouco nublado ou limpo e um forte aquecimento diurno</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-15-c-acima-da-media-portugal-enfrenta-uma-onda-de-calor-que-faz-soar-o-alarme-1783080400949.png" data-image="9lds1bq6loa0"><figcaption>O que é uma "cúpula de calor"? É um fenómeno no qual o ar quente fica aprisionado sob uma extensa área de altas pressões, comprime e aquece ainda mais. Com o ar quente estagnado, o aquecimento intensifica e não ocorre uma renovação da massa de ar dominante. </figcaption></figure><p>Em consequência disto, as anomalias térmicas manter-se-ão acentuadas nas próximas horas e dias, tanto em altitude como à superfície. A fase mais quente ocorrerá sobretudo entre hoje (3) e domingo (5), <strong>tendo em conta a possibilidade de os termómetros registarem valores entre 9 e 15 ºC acima da média do início de julho em quase todo o território de Portugal continental</strong>. Apenas o Algarve registará anomalias térmicas positivas algo mais moderadas face ao resto da geografia (entre 1 e 8 ºC acima do normal).</p><p>As anomalias mais significativas concentrar-se-ão numa grande parte do território nacional, estendendo-se desde a faixa costeira ocidental até a algumas zonas do interior, <strong>o que inclui os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Viseu, Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa, Santarém e Setúbal</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-15-c-acima-da-media-portugal-enfrenta-uma-onda-de-calor-que-faz-soar-o-alarme-1783080482351.png" data-image="0lirpfekxft4"><figcaption>As anomalias térmicas positivas mais expressivas concentrar-se-ão na metade ocidental do território continental.</figcaption></figure><p><strong>Nestes distritos, vastas zonas poderão registar anomalias entre 12 e 15 ºC</strong>. Os valores previstos são excessivos para esta época do ano, razão pela qual o IPMA já ativou inúmeros avisos de nível laranja e vermelho tendo em conta a persistência de temperaturas extremamente elevadas em todos estes distritos.</p><p>Também <strong>a Beira Baixa e o Alentejo</strong> (distritos de Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja) contarão com um período prolongado de temperaturas muito elevadas, embora as anomalias térmicas mais acentuadas rondem os 10 ºC.</p><h2>As temperaturas elevadas persistem forçando à continuidade de adoção de medidas face ao calor intenso</h2><p><strong>Entre hoje (3) e amanhã (4) prevê-se a manutenção ou uma pequena subida das temperaturas</strong>, que se manterão muito elevadas em praticamente todo o território continental português, sendo que apenas a faixa costeira ocidental a sul do Cabo Mondego poderá registar um ligeiro alívio térmico. </p><p>Entre hoje e domingo (5) é expectável que ocorra a fase mais crítica da onda de calor em termos de intensidade e área geográfica abrangida. A mais recente atualização dos modelos antecipa <strong>temperaturas iguais ou superiores a 40 ºC nos vales do Douro, Tejo, Sado e Guadiana, bem como em vastas zonas da Beira Baixa, Ribatejo e Alentejo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-15-c-acima-da-media-portugal-enfrenta-uma-onda-de-calor-que-faz-soar-o-alarme-1783080708227.png" data-image="wfyv8f4lvggt"><figcaption>Em várias capitais distritais do Centro-Sul a temperatura máxima atingirá os 40 ºC, mas até mesmo no Norte, a cidade de Braga alcançará um valor muito próximo (39 ºC).</figcaption></figure><p>O calor abrangerá praticamente todo o território de Portugal continental. Entre hoje e domingo (5), capitais distritais como <strong>Coimbra, Castelo Branco, Santarém, Évora e Beja atingirão os 40 ºC</strong>, enquanto cidades como <strong>Braga, Viseu e Braga oscilarão entre 36 e 39 ºC </strong>no mesmo período.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776931" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-mantem-o-aviso-vermelho-amanha-4-de-julho-em-13-distritos-preveem-se-temperaturas-de-ate-40-c.html" title="IPMA mantém o aviso vermelho amanhã, 4 de julho: em 13 distritos preveem-se temperaturas de até 40 ºC">IPMA mantém o aviso vermelho amanhã, 4 de julho: em 13 distritos preveem-se temperaturas de até 40 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-mantem-o-aviso-vermelho-amanha-4-de-julho-em-13-distritos-preveem-se-temperaturas-de-ate-40-c.html" title="IPMA mantém o aviso vermelho amanhã, 4 de julho: em 13 distritos preveem-se temperaturas de até 40 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-mantem-o-aviso-vermelho-amanha-4-de-julho-em-10-distritos-preveem-se-temperaturas-de-ate-40-c-1783076099818_320.png" alt="IPMA mantém o aviso vermelho amanhã, 4 de julho: em 13 distritos preveem-se temperaturas de até 40 ºC"></a></article></aside><p>As noites tampouco trarão um alívio térmico significativo. É expectável a continuidade de <strong>temperaturas mínimas muito elevadas, acima dos 20 ºC em quase toda a geografia (noites tropicais)</strong>, com os termómetros mesmo a poder registar valores <strong>entre 25 e 28 ºC</strong> durante todo o período noturno em regiões como as Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto, Beira Baixa e Alentejo, dando origem às chamadas <strong>noites tórridas</strong>.</p><p>A persistência de temperaturas muito elevadas, aliada à ausência de arrefecimento noturno significativo em muitas zonas do país a<strong>umentará consideravelmente o risco para a saúde, especialmente entre os grupos mais vulneráveis (crianças, idosos e doentes crónicos)</strong>. Perante este cenário, é crucial redobrar as precauções, evitando a exposição ao sol nas horas mais quentes do dia, mantendo-se bem hidratado e usando vestuário leve e confortável.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-15-c-acima-da-media-portugal-enfrenta-uma-onda-de-calor-que-faz-soar-o-alarme.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[IPMA mantém o aviso vermelho amanhã, 4 de julho: em 13 distritos preveem-se temperaturas de até 40 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-mantem-o-aviso-vermelho-amanha-4-de-julho-em-13-distritos-preveem-se-temperaturas-de-ate-40-c.html</link><pubDate>Fri, 03 Jul 2026 11:59:52 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os termómetros continuam a registar valores elevados em todo o país, tanto durante o dia, como à noite. Amanhã, sábado, vários locais podem registar 40 ºC ou mais, de temperatura máxima.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xakx7uq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xakx7uq.jpg" id="xakx7uq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os dias continuam quentes e secos e devem continuar assim, pelo menos até ao arranque da próxima semana, ainda que <strong>algumas zonas do litoral Norte e Centro possam denotar algum alívio no calor </strong>a partir de segunda-feira.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Como mencionamos em previsões anteriores, o IPMA elevou alguns distritos a <strong>aviso vermelho de tempo quente</strong>, sendo que até às 23h de domingo, 13 distritos manter-se-ão sob este aviso. Os restantes contam com aviso laranja, assim como as Regiões Montanhosas da Madeira, até às 10h de segunda-feira, no continente, e até às 11h do mesmo dia, no arquipélago.</p><h2>Sábado, dia 4, os termómetros podem chegar aos 40 ºC em algumas capitais de distrito</h2><p>Segundo a atual previsão, baseada no modelo europeu ECMWF,<strong> algumas capitais de distrito chegarão aos 40 ºC, como Santarém, Évora e Beja. Coimbra poderá chegar aos 41 ºC</strong>. O IPMA prolongou o aviso vermelho para os distritos de Lisboa e Setúbal também até às 23h de domingo e ativou o mesmo aviso para o distrito de Castelo Branco.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-mantem-o-aviso-vermelho-amanha-4-de-julho-em-10-distritos-preveem-se-temperaturas-de-ate-40-c-1783076120985.png" data-image="26pum2hd5niu" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Amanhã, dia 4 de julho será um dia com temperaturas iguais ou superiores a 40 ºC em vários pontos do país. Estarão 10 distritos sob aviso vermelho até às 23h de domingo, dia 5.</figcaption></figure><p>Além das temperaturas registadas nas capitais de distrito, que se esperam entre os 29 ºC em Viana do Castelo e os 41 ºC em Coimbra, <strong>alguns locais dos distritos sob aviso vermelho poderão contar com temperaturas acima das suas capitais</strong>. Em zonas como o Ribatejo e o Baixo Alentejo, poderão registar-se <strong>até 42 ºC</strong>.</p><p>Mesmo ao longo da faixa litoral, onde todos os distritos, à exceção de Faro, estão sob aviso vermelho, <strong>no interior de distritos como Braga e Porto, os termómetros podem chegar aos 40 ºC</strong>. Os locais mais frescos do país deverão ser Peniche e Póvoa de Varzim, com 23 ºC, pelas 16h.</p><h2>Avisos mantêm-se até segunda-feira, dia 6</h2><p>O calor vai manter-se até ao arranque da próxima semana, mas os <strong>avisos em vigor deverão terminar na manhã desse dia em todo o país</strong>, de acordo com a mais recente atualização do IPMA.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776775" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-calor-em-lisboa-esta-impossivel-de-aguentar-diz-a-meteorologista-marta-godinho-o-que-esta-por-vir-preocupa-me.html" title="O calor em Lisboa 'está impossível de aguentar', diz a meteorologista Marta Godinho: 'O que está por vir preocupa-me'">O calor em Lisboa "está impossível de aguentar", diz a meteorologista Marta Godinho: "O que está por vir preocupa-me"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-calor-em-lisboa-esta-impossivel-de-aguentar-diz-a-meteorologista-marta-godinho-o-que-esta-por-vir-preocupa-me.html" title="O calor em Lisboa 'está impossível de aguentar', diz a meteorologista Marta Godinho: 'O que está por vir preocupa-me'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-calor-em-lisboa-esta-impossivel-de-aguentar-diz-a-meteorologista-marta-godinho-o-que-esta-por-vir-preocupa-me-1782994800026_320.jpg" alt="O calor em Lisboa 'está impossível de aguentar', diz a meteorologista Marta Godinho: 'O que está por vir preocupa-me'"></a></article></aside><p>Ainda assim, as temperaturas máximas esperadas para segunda-feira deverão manter-se entre os 21 ºC em Viana do Castelo e os 40 ºC em Castelo Branco, Évora e Beja. Denotando-se um <strong>alívio do calor no litoral Norte e Centro e uma persistência de valores elevados no interior Centro e Sul</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-mantem-o-aviso-vermelho-amanha-4-de-julho-em-13-distritos-preveem-se-temperaturas-de-ate-40-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O que são as estranhas nuvens azuis que se formam nas camadas mais altas da atmosfera?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-sao-essas-estranhas-nuvens-azuis-que-se-formam-nas-camadas-mais-altas-da-atmosfera.html</link><pubDate>Fri, 03 Jul 2026 07:37:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Estas nuvens despertam verdadeiro interesse na comunidade científica, que espera compreender melhor o fenómeno que ocorre na camada mais elevada da atmosfera — uma camada que permanece envolta em mistério.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-son-estas-nubes-azules-que-se-forman-en-la-capa-mas-alta-de-la-atmosfera-1782932198678.png" data-image="2p2vgx3qrv84"><figcaption>São nuvens diferentes daquelas que vemos todos os dias.</figcaption></figure><p>Uma <strong>nuvem de um azul-elétrico intenso</strong>. É diferente de qualquer outra, seja devido ao seu tamanho, cor ou localização.</p><p>Trata-se da <strong>nuvem noctilucente</strong> — uma formação que fornece informações valiosas a investigadores que procuram compreender melhor uma das camadas atmosféricas menos conhecidas pela comunidade científica. Consequentemente, os especialistas trabalham para desvendar todos os mistérios que rodeiam estas nuvens peculiares.</p><h2>Nuvens azuis de alta altitude compostas de gelo</h2><p>Segundo a meteorologista Jen Carfagno: "As nuvens noctilucentes são uma manifestação da atmosfera no limite do espaço. Surgem como ondulações fantasmagóricas de um azul-elétrico que<strong> brilham muito depois do pôr do sol e antes do nascer do sol</strong>".</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">I was lucky enough to catch the phenomenon of noctilucent clouds, they are highaltitude formations that glow in the night sky long after sunset. I took these photos at 1:30am on Monday morning out the back yard.<a href="https://x.com/hashtag/LoveFife?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#LoveFife</a> <a href="https://t.co/n4S5t12fMF">pic.twitter.com/n4S5t12fMF</a></p>— Jonathan Wood (@jonwood1978) <a href="https://x.com/jonwood1978/status/2072025389140992463?ref_src=twsrc%5Etfw">June 30, 2026</a></blockquote></figure><p>Em primeiro lugar, distinguem-se de outros tipos de nuvens devido à sua localização: <strong>formam-se a cerca de 80 km acima da superfície</strong> da Terra, numa região conhecida como <strong>mesosfera</strong>.</p><h3>A atmosfera é a camada mais alta da atmosfera</h3><p>A título de comparação, as<strong> nuvens brancas que vemos habitualmente formam-se a cerca de 20 km acima da superfície </strong>da Terra, numa camada distinta chamada troposfera. A troposfera é, por sua vez, a camada mais baixa da atmosfera. Naturalmente, a sua composição varia devido a essa enorme diferença de altitude; as temperaturas nessa camada atmosférica podem cair para até -130 °C.</p><p>O cientista atmosférico Matt Makens explica a composição destes gigantes azulados: "Ao contrário das nuvens meteorológicas típicas — formadas por gotículas de água ou cristais de gelo na baixa atmosfera —, as <strong>nuvens noctilucentes são compostas por minúsculos cristais de gelo </strong>que se formam em redor de partículas de poeira meteórica na mesosfera".</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nuages-noctulescents-bleus-atmosphere-1782191201092.jpg" data-image="bute8wgm3cew"><figcaption>São nuvens visíveis uma ou duas horas após o pôr do sol.</figcaption></figure><p>Os investigadores estão a monitorizar atentamente essas<strong> nuvens incomuns</strong>. Então, qual é a melhor época para vê-las? "O verão oferece a combinação perfeita de temperaturas muito baixas na alta mesosfera, juntamente com humidade atmosférica e poeira suficientes para formar estas nuvens no limite do espaço", explica a cientista Jen Carfagno.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775833" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-dos-planetas-mais-estranhos-e-cor-de-rosa-e-tem-nuvens-repletas-de-sal-metalico.html" title="Um dos planetas mais estranhos é cor-de-rosa e tem nuvens repletas de sal metálico">Um dos planetas mais estranhos é cor-de-rosa e tem nuvens repletas de sal metálico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-dos-planetas-mais-estranhos-e-cor-de-rosa-e-tem-nuvens-repletas-de-sal-metalico.html" title="Um dos planetas mais estranhos é cor-de-rosa e tem nuvens repletas de sal metálico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/gj504b-y-las-nubes-de-sal-metalica-el-enigma-del-planeta-rosa-que-desconcierta-a-la-astronomia-1782190065062_320.jpg" alt="Um dos planetas mais estranhos é cor-de-rosa e tem nuvens repletas de sal metálico"></a></article></aside><p>Para aumentar as suas chances, vá para o Canadá, norte dos Estados Unidos ou norte da Europa. Verão? Isso não parece um pouco contraditório, já que essas nuvens exigem um arrefecimento atmosférico significativo? De forma alguma; na verdade,<strong> esta camada da atmosfera é a que mais arrefece durante o verão</strong>, devido aos padrões de circulação atmosférica. É justamente este fenómeno que cria as condições para o aparecimento delas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-son-estas-nubes-azules-que-se-forman-en-la-capa-mas-alta-de-la-atmosfera-1782932360116.png" data-image="g0fmpsv4v4ye"><figcaption>Ar frio e seco é necessário para a formação desta nuvem.</figcaption></figure><p>Mas surge uma pergunta: <strong>o aquecimento global afetará a formação destas nuvens? </strong>Jen Carfagno explica que "há mais vapor de água na nossa atmosfera devido ao aquecimento global, e os numerosos lançamentos de foguetões provavelmente transportam poeira e vapor de água para latitudes mais elevadas".<em></em></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Stefanie%20Waldek%2C%20National%20Geographic" data-year="12%20Junio%202026" data-title="Comment%20rep%C3%A9rer%20ces%20nuages%20bleu%20%C3%A9lectrique%20qui%20se%20forment%20aux%20confins%20de%20l%E2%80%99espace%20%3F" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nationalgeographic.fr%2Fespace%2Fcomprendre-comment-reperer-ces-nuages-bleu-electrique-qui-se-forment-aux-confins-de-lespace">Stefanie Waldek, National Geographic. (12 Junio 2026). <a href="https://www.nationalgeographic.fr/espace/comprendre-comment-reperer-ces-nuages-bleu-electrique-qui-se-forment-aux-confins-de-lespace" target="_blank">Comment repérer ces nuages bleu électrique qui se forment aux confins de l’espace ?</a>.</cite></p></section><p><em><br></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-sao-essas-estranhas-nuvens-azuis-que-se-formam-nas-camadas-mais-altas-da-atmosfera.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Barragens entram na fase mais exigente do ano com reservas acima da média]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/barragens-entram-na-fase-mais-exigente-do-ano-com-reservas-acima-da-media.html</link><pubDate>Fri, 03 Jul 2026 06:21:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A maioria das bacias hidrográficas mantém reservas acima da média, apesar do início da descida sazonal dos armazenamentos. O verão marca agora o período mais exigente para a gestão da água em Portugal.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/barragens-entram-na-fase-mais-exigente-do-ano-com-reservas-acima-da-media-1782938411593.jpg" data-image="mmy9dirvc0dh" alt="Barragens entram na fase mais exigente do ano" title="Barragens entram na fase mais exigente do ano"><figcaption>Durante o verão, as reservas acumuladas nas barragens assumem um papel cada vez mais importante no abastecimento às populações, na agricultura, na produção hidroelétrica e na manutenção dos caudais ecológicos.</figcaption></figure><p>Junho assinalou a transição para o padrão típico de verão, com as reservas de água das barragens portuguesas a iniciarem a habitual descida sazonal. Ainda assim, <strong>13 das 15 bacias hidrográficas mantêm níveis de armazenamento acima da média</strong> para esta época do ano, evidenciando uma situação hídrica globalmente favorável no arranque dos meses mais secos.</p><h2>Reservas de água continuam acima da média na maioria das bacias</h2><p>Segundo o mais recente boletim da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), as albufeiras monitorizadas armazenavam, a 29 de junho, cerca de 11 472 hm³ de água, o equivalente a <strong>87% da capacidade total</strong>. Face ao boletim anterior, <strong>o volume armazenado diminuiu cerca de 174 hm³</strong>, verificando-se reduções em todas as bacias hidrográficas. Apesar desta evolução, cerca de <strong>73% das albufeiras</strong> apresentam disponibilidades superiores a 80% da capacidade e nenhuma regista níveis inferiores a 40%.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/barragens-entram-na-fase-mais-exigente-do-ano-com-reservas-acima-da-media-1782939501090.jpg" data-image="270jsxxqfna3"><figcaption>As barragens portuguesas terminam junho com 87% da capacidade total armazenada, apesar da descida sazonal registada ao longo do mês. A maioria das bacias hidrográficas mantém reservas acima da média para esta época do ano, evidenciando uma situação hídrica globalmente favorável. Fonte: Agência Portuguesa do Ambiente (APA) / Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos (SNIRH)</figcaption></figure><p>A distribuição das reservas continua, no entanto, a revelar diferenças entre regiões. As maiores reduções verificaram-se nas bacias do <strong>Lima</strong> (-3,6%), <strong>Vouga</strong> (-3,0%), <strong>Mondego</strong> (-2,1%) e <strong>Sado</strong> (-2,1%), refletindo uma resposta mais rápida das bacias do Norte e Centro à diminuição das afluências nesta época do ano. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/barragens-entram-na-fase-mais-exigente-do-ano-com-reservas-acima-da-media-1782940737153.jpg" data-image="ptf2y8wcgpal"><figcaption>Apesar da descida semanal dos armazenamentos, as bacias do Guadiana, Mira, Sado e Ribeiras do Alentejo mantêm reservas acima das respetivas médias para junho, evidenciando uma situação hídrica globalmente favorável no Sul do país. Fonte: Agência Portuguesa do Ambiente (APA) / Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos (SNIRH)</figcaption></figure><p>Em contraste, as grandes <strong>albufeiras do Sul mantêm níveis de armazenamento elevados</strong>. A sua maior capacidade e uma gestão orientada para garantir reservas estratégicas permitem enfrentar com maior estabilidade o período de maior consumo de água, assegurando o abastecimento às populações e aos principais perímetros de rega, mantendo bacias como o <strong>Guadiana</strong> acima da média para junho.</p><h2>Verão aumenta a pressão sobre os recursos hídricos</h2><p>As condições meteorológicas de junho contribuíram para o início da descida sazonal das reservas. A precipitação tornou-se mais irregular ao longo do mês e revelou-se <strong>insuficiente para compensar a redução das afluências às albufeiras</strong> e o aumento da evaporação provocado pela subida gradual das temperaturas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/barragens-entram-na-fase-mais-exigente-do-ano-com-reservas-acima-da-media-1782939269765.jpg" data-image="wvn0ngo7xbr9"><figcaption>O arranque da campanha de rega das culturas de primavera e ver��o aumenta a procura de água no setor agrícola, o maior consumidor de recursos hídricos em Portugal. Nesta fase do ano, a gestão eficiente das reservas armazenadas nas barragens torna-se particularmente importante.</figcaption></figure><p><strong>Com a chegada do verão cresce também a procura de água</strong>, sobretudo na agricultura, devido ao arranque da campanha de rega das culturas de primavera e verão. Paralelamente, as barragens continuam a assegurar o abastecimento público, a produção hidroelétrica, a atividade industrial e a manutenção dos caudais ecológicos, reforçando o seu papel estratégico.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776785" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/municipios-abrem-abrigos-e-ativam-planos-contra-o-calor-extremo.html" title="Municípios abrem abrigos e ativam planos contra o calor extremo">Municípios abrem abrigos e ativam planos contra o calor extremo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/municipios-abrem-abrigos-e-ativam-planos-contra-o-calor-extremo.html" title="Municípios abrem abrigos e ativam planos contra o calor extremo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/municipios-abrem-abrigos-e-ativam-planos-contra-o-calor-extremo-1782998243220_320.jpg" alt="Municípios abrem abrigos e ativam planos contra o calor extremo"></a></article></aside><p>Se o padrão típico do verão se mantiver durante julho, <strong>é expectável que os armazenamentos continuem a diminuir gradualmente</strong>. Ainda assim, Portugal inicia o período de maior consumo de água do ano com reservas robustas, numa fase em que o equilíbrio entre armazenamento, consumo e gestão será determinante para a evolução das disponibilidades hídricas <strong>e à capacidade de resposta dos diferentes setores utilizadores de água</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/barragens-entram-na-fase-mais-exigente-do-ano-com-reservas-acima-da-media.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Hera, a elegante trepadeira mais conhecida em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/hera-a-elegante-trepadeira-mais-conhecida-em-portugal.html</link><pubDate>Fri, 03 Jul 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>A hera é uma planta trepadeira resistente e versátil, muito apreciada em Portugal pela sua folhagem permanente, adaptação ao clima e capacidade de transformar espaços verdes. Fica aqui a conhecer um pouco mais sobre esta planta!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/hera-a-elegante-trepadeira-mais-conhecida-em-portugal-1782856649798.jpg" data-image="nbg4q7ab4eyr" alt="Hera, a trepadeira portuguesa" title="Hera, a trepadeira portuguesa"><figcaption>A Hera é uma planta que se destaca pela sua folhagem verde e resistente, criando paredes naturais e trazendo um toque de natureza aos jardins portugueses.</figcaption></figure><p>A Hera é uma das <strong>plantas trepadeiras mais populares</strong> nos jardins portugueses. Com uma folhagem densa e permanente, esta planta <strong>consegue transformar muros, cercas, varandas e espaços exteriores em verdadeiros cenários verdes</strong>.</p><p>Devido à sua resistência e facilidade de adaptação, tornou-se uma <strong>escolha frequente para quem procura uma planta ornamental capaz de manter o jardim bonito</strong> durante todas as estações.</p><p>A espécie mais conhecida é a <em>Hedera helix</em>, uma <strong>planta perene originária da Europa</strong>, muito valorizada pela sua capacidade de crescer tanto como trepadeira como cobertura do solo.</p><p>As suas <strong>folhas apresentam diferentes formatos e tonalidades</strong>, existindo variedades totalmente verdes e outras com padrões variados, onde aparecem manchas ou margens mais claras que dão um efeito decorativo especial.</p><h2>Uma planta adaptada ao clima português </h2><p>Uma das maiores qualidades da Hera é a sua <strong>capacidade de se adaptar a diferentes ambientes</strong>. É uma planta que tolera bem áreas de sombra e meia-sombra, sendo especialmente <strong>indicada para locais onde outras espécies têm dificuldade em desenvolver-se</strong>.</p><p>Em Portugal, encontra boas condições em muitos jardins, sobretudo em <strong>áreas mais frescas e protegidas do excesso de sol</strong> durante as horas de maior calor.</p><p>O clima português, marcado por verões quentes e períodos de menor humidade, pode ser <strong>favorável ao cultivo da Hera quando esta é colocada no local adequado</strong>. Nas regiões do norte e litoral, onde existe geralmente maior humidade, o crescimento tende a ser mais vigoroso.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Nas zonas mais quentes e secas, a escolha de um espaço com alguma sombra ajuda a proteger as folhas e a manter a planta saudável.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><h2>Uma trepadeira integrada na paisagem </h2><p>A Hera é conhecida pela sua <strong>capacidade de trepar paredes, árvores e estruturas de jardim</strong>. Através das suas raízes de fixação, consegue agarrar-se a superfícies verticais e criar uma cobertura natural.</p><p>Esta característica torna-a muito utilizada para cobrir muros e vedações, <strong>criando privacidade e uma sensação de jardim mais integrado na paisagem</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773676" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/7-plantas-trepadeiras-ideais-para-dar-altura-cor-e-um-toque-de-elegancia-ao-seu-jardim.html" title="7 plantas trepadeiras ideais para dar altura, cor e um toque de elegância ao seu jardim">7 plantas trepadeiras ideais para dar altura, cor e um toque de elegância ao seu jardim</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/7-plantas-trepadeiras-ideais-para-dar-altura-cor-e-um-toque-de-elegancia-ao-seu-jardim.html" title="7 plantas trepadeiras ideais para dar altura, cor e um toque de elegância ao seu jardim"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/7-trepadoras-ideales-para-sumar-altura-color-y-un-toque-de-elegancia-sin-danar-paredes-ni-estructuras-1777848355944_320.jpg" alt="7 plantas trepadeiras ideais para dar altura, cor e um toque de elegância ao seu jardim"></a></article></aside><p>Além da sua função decorativa, a Hera <strong>também pode ser cultivada em vasos</strong>. As variedades de menor porte são <strong>utilizadas em varandas, interiores luminosos e recipientes suspensos</strong>, onde os seus ramos pendentes criam um efeito elegante.</p><p>Em ambientes interiores, deve receber <strong>boa luminosidade, evitando locais demasiado escuros ou exposição prolongada a sol direto intenso</strong>.</p><h2>Uma planta de baixa manutenção </h2><p>Os cuidados com a hera são relativamente simples. Prefere <strong>solos com boa drenagem e não aprecia excesso de água acumulada nas raízes</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hera-a-elegante-trepadeira-mais-conhecida-em-portugal-1782856682462.jpg" data-image="1srw716r936i" alt="Treadeira em vaso" title="Treadeira em vaso"><figcaption>A Hera no vaso revela todo o seu encanto, com ramos pendentes, sendo uma opção elegante para varandas, terraços e interiores.</figcaption></figure><p>Depois de estabelecida, é uma <strong>planta resistente</strong>, mas as podas ocasionais ajudam a controlar o crescimento e a manter o formato desejado. Uma vez que cresce com facilidade, é importante acompanhar a sua expansão para evitar que ocupe zonas onde não seja pretendida.</p><p>Existem várias formas de utilizar a hera no jardim. Pode ser <strong>plantada junto aos muros para criar paredes verdes, pode ser utilizada como cobertura do solo em áreas difíceis ou combinada com outras plantas</strong> para criar contrastes de textura e cor.</p><p>Outra característica interessante desta planta é a sua <strong>presença ao longo de todo o ano</strong>. Ao contrário de muitas espécies que perdem a folhagem no inverno, <strong>a hera mantém-se verde, contribuindo para jardins mais vivos mesmo nas épocas frias</strong>. As suas flores discretas surgem mais tarde no ciclo da planta e fazem parte da sua importância ecológica, ao contribuírem para a biodiversidade dos espaços verdes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="751077" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/essas-plantas-trepadeiras-podem-danificar-suas-paredes-quais-sao-as-adequadas-para-criar-uma-parede-verde.html" title="Estas plantas trepadeiras podem danificar as suas paredes: quais são as adequadas para criar uma parede verde?">Estas plantas trepadeiras podem danificar as suas paredes: quais são as adequadas para criar uma parede verde?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/essas-plantas-trepadeiras-podem-danificar-suas-paredes-quais-sao-as-adequadas-para-criar-uma-parede-verde.html" title="Estas plantas trepadeiras podem danificar as suas paredes: quais são as adequadas para criar uma parede verde?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estas-plantas-trepadoras-pueden-danar-tus-paredes-cuales-si-conviene-plantar-para-crear-tu-muro-verde-1768766509588_320.jpg" alt="Estas plantas trepadeiras podem danificar as suas paredes: quais são as adequadas para criar uma parede verde?"></a></article></aside><p>Em Portugal, a Hera continua a ser uma <strong>planta muito apreciada pela combinação entre resistência, beleza e baixa manutenção</strong>.É uma espécie que consegue adaptar-se a diferentes jardins e estilos, desde espaços tradicionais com muros antigos até varandas modernas.</p><p>Com os cuidados certos, transforma-se numa presença permanente, capaz de dar vida e personalidade a qualquer espaço exterior.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/hera-a-elegante-trepadeira-mais-conhecida-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Arquitetura solar revela como os templos que hoje podem ser visitados foram concebidos para se iluminar só no equinócios]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/arquitetura-solar-revela-como-os-templos-que-hoje-podem-ser-visitados-foram-concebidos-para-se-iluminar-so-no-equinocios.html</link><pubDate>Thu, 02 Jul 2026 16:55:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Várias civilizações conceberam templos que só eram iluminados de forma precisa durante os equinócios, e tudo isto muito antes da existência de relógios e calendários, tendo assim integrado a luz solar na sua arquitetura.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-arquitectura-solar-revela-como-algunos-templos-hoy-visitables-fueron-disenados-para-encenderse-solo-en-el-equinoccio-1782909782515.jpeg" data-image="j2vs8xtvbzpf"><figcaption>A arquitetura solar demonstra que os construtores da antiguidade não se limitavam a erguer templos.</figcaption></figure><p>Em muitos casos, <strong>a arquitetura antiga não se limitava a erguer edifícios imponentes</strong>, mas sim construções que aproveitavam o movimento do Sol para transformar a luz num elemento arquitetónico.</p><p>Nos equinócios, quando o dia e a noite têm a mesma duração,<strong> alguns templos, santuários e igrejas experimentam um fenómeno luminoso que só ocorre em datas muito específicas</strong>, que não são fruto do acaso.</p><p>Arqueólogos, astrónomos e historiadores há muitos anos que estudam como <strong>inúmeras culturas orientavam os seus edifícios em relação ao Sol com uma precisão espetacular</strong>.</p><h2>Por que é que os equinócios eram tão importantes?</h2><p><strong>Estes fenómenos astronómicos ocorrem por volta de 20 de março e de 22 de setembro nas latitudes temperadas</strong>, marcando a mudança entre as estações.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Here are 4 photos of quarter-Earths seen from space, showing equinoxes and solstices. The March equinox - also called the vernal equinox - marks the beginning of the spring season in the N Hemisphere and the autumn season in the S Hemisphere. 1/ <a href="https://t.co/72iiXPMnvq">pic.twitter.com/72iiXPMnvq</a></p>— Erika  (@ExploreCosmos_) <a href="https://x.com/ExploreCosmos_/status/1503254960850485252?ref_src=twsrc%5Etfw">March 14, 2022</a></blockquote></figure><p>Nestes dias, <strong>o Sol nasce exatamente a leste e põe-se a oeste</strong>, uma circunstância que servia de referência natural para organizar calendários agrícolas, cerimónias religiosas e festividades.</p><ol></ol><h2>Monumentos que ganham vida durante os solstícios e equinócios </h2><p>Tudo isto levou a que<strong> muitas civilizações compreendessem que estes momentos representavam um equilíbrio entre a luz e a escuridão</strong>, pelo que conceberam espaços sagrados capazes de interagir com o Sol apenas durante essas datas.</p><h3>O castelo de Chichén Itzá</h3><p><strong>A pirâmide de El Castillo, em Chichén Itzá</strong>, foi construída pela civilização maia com uma orientação que permite que, durante os equinócios, as sombras projetadas pelos degraus formem <strong>uma figura que se assemelha a uma serpente a descer pela escadaria norte</strong> até um enorme relevo com cabeça de serpente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-arquitectura-solar-revela-como-algunos-templos-hoy-visitables-fueron-disenados-para-encenderse-solo-en-el-equinoccio-1782908027106.jpeg" data-image="kfbq6d4jtinr"><figcaption>Chichén Itzá.</figcaption></figure><p>O efeito dura apenas algumas horas e <strong>simboliza a descida de Kukulkán</strong>, a serpente emplumada, um dos principais deuses maias.</p><h3>2. Abu Simbel (Egito): o templo que ilumina os faraós</h3><p>No sul do Egito, os templos de <strong>Abu Simbel</strong>, mandados construir por Ramsés II há mais de 3 200 anos, escondem<strong> um dos exemplos mais espetaculares de orientação solar</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">When we visited Egypt, our excursion to visit the Abu Simbel Temples from Aswan was definitely a highlight of the trip! <a href="https://t.co/5dC5seXyzV">https://t.co/5dC5seXyzV</a> <a href="https://x.com/ExperienceEgypt?ref_src=twsrc%5Etfw">@ExperienceEgypt</a> <a href="https://x.com/hashtag/TTOT?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#TTOT</a> <a href="https://x.com/hashtag/TRLT?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#TRLT</a> <a href="https://t.co/YlTRiHKDSp">pic.twitter.com/YlTRiHKDSp</a></p>— LDH (@TravelAtWill) <a href="https://x.com/TravelAtWill/status/2072009879892418813?ref_src=twsrc%5Etfw">June 30, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>Embora o fenómeno principal ocorra por volta de 22 de fevereiro e 22 de outubro</strong>, datas próximas de antigos ciclos agrícolas e possivelmente relacionadas com o calendário egípcio, o seu desenho demonstra um domínio extraordinário da astronomia solar.</p><h3>3. Mnajdra (Malta): um calendário construído em pedra</h3><p>Os templos megalíticos de <strong>Mnajdra</strong>, declarados Património Mundial pela UNESCO, <strong>foram erguidos há mais de 5 000 anos</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="und" dir="ltr">Glory to the Spring Equinox from Ancient Sites Across the Globe <br><br> El Castillo, Chichén Itzá, 900 CE<br><br>Sphinx & Khafre Pyramid, Egypt, 2500 BCE<br><br> Mnajdra Temple, Malta, 3000 BCE<br><br> Intihuatana Stone, Machu Picchu, 1450 CE <a href="https://t.co/bTVvdXYYRm">pic.twitter.com/bTVvdXYYRm</a></p>— Ancient Hypotheses (@AncientEpoch) <a href="https://x.com/AncientEpoch/status/2035110382008783292?ref_src=twsrc%5Etfw">March 20, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>Durante os solstícios, por outro lado, os raios solares atingem pontos diferentes do edifício</strong>, o que sugere que este também funcionava como um sofisticado calendário monumental.</p><h3>4. Newgrange (Irlanda): muito mais do que o famoso solstício</h3><p>Embora <strong>Newgrange</strong> seja mundialmente conhecido pelo facto de o Sol iluminar a sua câmara funerária durante o solstício de inverno, vários estudos arqueoastronómicos indicam que <strong>todo o complexo foi concebido seguindo padrões relacionados com o movimento anual do Sol</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-arquitectura-solar-revela-como-algunos-templos-hoy-visitables-fueron-disenados-para-encenderse-solo-en-el-equinoccio-1782908578757.jpeg" data-image="2wbhqxarpt89"><figcaption>Imagem aérea Mnajdra.</figcaption></figure><p>As alinhamentos laterais e a disposição da paisagem mostram que os <strong>seus construtores também prestavam atenção aos equinócios</strong> como momentos-chave para medir a passagem das estações.</p><h3>5. A igreja de San Juan de Ortega (Espanha)</h3><p>A igreja românica de<strong> San Juan de Ortega, na província de Burgos</strong>, conserva um dos fenómenos luminosos mais conhecidos da Europa.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">En <a href="https://x.com/hashtag/SanJuandeOrtega?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#SanJuandeOrtega</a> (<a href="https://x.com/hashtag/Burgos?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Burgos</a>) el próximo 21 de marzo sobre las 5-6 de la tarde, en el transcurso del equinoccio de primavera, sucede el llamado '<a href="https://x.com/hashtag/Milagro?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Milagro</a> de la <a href="https://x.com/hashtag/Luz?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Luz</a>', proyectando un rayo de sol en el triple capitel del ábside de la epístola.<a href="https://x.com/citatapuerca?ref_src=twsrc%5Etfw">@CITAtapuerca</a> <a href="https://x.com/CyLEsVida?ref_src=twsrc%5Etfw">@CyLesVida</a> <a href="https://x.com/fecitcal?ref_src=twsrc%5Etfw">@fecitcal</a> <a href="https://t.co/EKqktnANcU">pic.twitter.com/EKqktnANcU</a></p>— C.I.T. Sierra de Atapuerca (@citatapuerca) <a href="https://x.com/citatapuerca/status/1899706224322429428?ref_src=twsrc%5Etfw">March 12, 2025</a></blockquote></figure><p>Nos dias que antecedem os equinócios, um raio de luz penetra por uma janela e atravessa o templo até<strong> iluminar um capitel dedicado à Anunciação, realçando com precisão as figuras da Virgem e do arcanjo Gabriel</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="556022" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estudo-sobre-stonehenge-desmascara-teoria-popular-sobre-a-origem-das-pedras-reino-unido.html" title="Estudo sobre Stonehenge desmascara teoria popular sobre a origem das pedras">Estudo sobre Stonehenge desmascara teoria popular sobre a origem das pedras</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estudo-sobre-stonehenge-desmascara-teoria-popular-sobre-a-origem-das-pedras-reino-unido.html" title="Estudo sobre Stonehenge desmascara teoria popular sobre a origem das pedras"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/stonehenge-study-debunks-theory-stone-origins-history-culture-uk-1696330773691_320.jpeg" alt="Estudo sobre Stonehenge desmascara teoria popular sobre a origem das pedras"></a></article></aside><p>Este efeito demonstra que o conhecimento astronómico <strong>continuou a fazer parte da arquitetura religiosa durante a Idade Média</strong>.</p><h4>6. Angkor Wat (Camboja): o Sol a coroar o templo</h4><p>O complexo de <strong>Angkor Wat</strong>, considerado o maior monumento religioso do mundo, apresenta também <strong>uma orientação astronómica cuidadosamente planeada</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-arquitectura-solar-revela-como-algunos-templos-hoy-visitables-fueron-disenados-para-encenderse-solo-en-el-equinoccio-1782908984333.jpeg" data-image="nvmaq0rkm2pr"><figcaption>Angkor Wat.</figcaption></figure><p>Durante os equinócios, <strong>o Sol nasce exatamente sobre a torre central</strong> quando observado a partir da entrada ocidental, criando uma imagem que milhares de visitantes contemplam todos os anos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/arquitetura-solar-revela-como-os-templos-que-hoje-podem-ser-visitados-foram-concebidos-para-se-iluminar-so-no-equinocios.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Municípios abrem abrigos e ativam planos contra o calor extremo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/municipios-abrem-abrigos-e-ativam-planos-contra-o-calor-extremo.html</link><pubDate>Thu, 02 Jul 2026 15:45:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Perante a temperaturas elevadas em todo o território, as autarquias mobilizam recursos humanos e logísticos para proteger os mais vulneráveis dos efeitos do stress térmico.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/municipios-abrem-abrigos-e-ativam-planos-contra-o-calor-extremo-1782998243220.jpg" data-image="y8ff8zpb8n0t" alt="Calor na cidade" title="Calor na cidade"><figcaption>São 10 os distritos portugueses que vão estar sob aviso vermelho até este domingo. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>A massa de ar quente e seco que atinge o país colocou os serviços de proteção civil em alerta máximo. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera alargou o <strong>aviso vermelho</strong> até <strong>domingo</strong> em <strong>dez distritos </strong>do litoral e do interior sul. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os termómetros preparam-se para quebrar barreiras com máximas a ultrapassar a fasquia dos 40 °C, estimando-se que as temperaturas atinjam os 43 °C no Vale do Tejo e no Alentejo.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Diante do longo período com tempo quente e seco, a Associação Nacional de Municípios Portugueses, em articulação com a Direção-Geral da Saúde, emitiu diretrizes urgentes. O objetivo passa por criar uma rede de salvaguarda capaz de proteger a população. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/municipios-abrem-abrigos-e-ativam-planos-contra-o-calor-extremo-1782998323796.jpg" data-image="3eqabzqlttpr" alt="Parque infantil" title="Parque infantil"><figcaption>A associação de municípios recomendou o fecho de parques infantis e recintos desportivos ao ar livre nas horas de maior exposição solar. Foto do parque infantil do Infantado, Loures: Hipersyl, obra do próprio, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>As orientações incluem a abertura de <strong>abrigos climatizados</strong> em edifícios públicos, disponíveis entre as nove e as 20 horas. Os municípios foram também aconselhados a <strong>interditar o acesso a parques infantis e recintos desportivos</strong> durante os períodos críticos, além de proibir o uso de grelhadores em áreas florestais.</p><h2>Respostas locais à geografia do sul</h2><p>No Alentejo, habitualmente fustigado por temperaturas elevadas, a autarquia de <strong>Évora</strong> acionou de imediato o plano municipal de contingência. A cidade assegura o acesso a edifícios com controlo de temperatura e ajustou os <strong>horários dos cantoneiros</strong>, garantindo que as tarefas pesadas terminem antes das onze da manhã.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/municipios-abrem-abrigos-e-ativam-planos-contra-o-calor-extremo-1782998432850.jpg" data-image="7k9294hojjwa" alt="Pastor e ovelha no Alentejo" title="Pastor e ovelha no Alentejo"><figcaption>No Alentejo, os planos de contingência das autarquias estão essencialmente focados na proteção dos idosos a viver em zonas rurais isoladas. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>Mais a sul, a Câmara Municipal de <strong>Beja</strong> adotou restrições excecionais para proteger a saúde da população e o território do perigo de incêndio. A proteção civil local proibiu totalmente a utilização de maquinaria agrícola nas horas de maior perigo para evitar a deflagração de incêndios rurais. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Está igualmente em vigor um protocolo com as juntas de freguesia para fazer chegar água e bens essenciais aos idosos que vivem isolados em zonas rurais.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Dada a grande comunidade de trabalhadores imigrantes, <strong>Odemira</strong>, no litoral alentejano, articulou com as empresas da região a paragem das <strong>atividades agrícolas em estufas e campos abertos</strong> nas horas de maior exposição solar.</p><p><strong>Estremoz</strong>, por seu turno, colocou no terreno um plano de <strong>distribuição ativa de água</strong> e folhetos de sensibilização nas <strong>interfaces de transportes públicos</strong>. </p><p>Em<strong> Faro</strong>, a estratégia combina a segurança dos residentes com a forte afluência turística da época estival. Em parceria com os concessionários balneares, as autoridades distribuem folhetos bilíngues sobre os perigos da radiação ultravioleta e da desidratação rápida, enquanto os <strong>bombeiros sapadores estão no terreno</strong> para responder a qualquer emergência clínica.</p><h2>Refúgios e descontos na Grande Lisboa</h2><p>Em<strong> Lisboa</strong>, a resposta à onda de calor faz-se através da abertura dos pavilhões do Casal Vistoso e do Manuel Castelo Branco. Para apoiar a população em situação de sem-abrigo, a rede de <strong>Metropolitano</strong> mantém as estações do Oriente, do Rossio e de Santa Apolónia <strong>abertas durante a noite</strong>, assegurando espaços arejados.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776775" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-calor-em-lisboa-esta-impossivel-de-aguentar-diz-a-meteorologista-marta-godinho-o-que-esta-por-vir-preocupa-me.html" title="O calor em Lisboa 'está impossível de aguentar', diz a meteorologista Marta Godinho: 'O que está por vir preocupa-me'">O calor em Lisboa "está impossível de aguentar", diz a meteorologista Marta Godinho: "O que está por vir preocupa-me"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-calor-em-lisboa-esta-impossivel-de-aguentar-diz-a-meteorologista-marta-godinho-o-que-esta-por-vir-preocupa-me.html" title="O calor em Lisboa 'está impossível de aguentar', diz a meteorologista Marta Godinho: 'O que está por vir preocupa-me'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-calor-em-lisboa-esta-impossivel-de-aguentar-diz-a-meteorologista-marta-godinho-o-que-esta-por-vir-preocupa-me-1782994800026_320.jpg" alt="O calor em Lisboa 'está impossível de aguentar', diz a meteorologista Marta Godinho: 'O que está por vir preocupa-me'"></a></article></aside><p>A capital estendeu ainda o horário de vários espaços públicos que passam a servir de locais de acolhimento. O Parque Florestal de Monsanto, a <strong>Biblioteca do Palácio Galveias</strong>, o Museu do Design e o <strong>Cinema São Jorge</strong> são alguns dos pontos de paragem para quem necessita de escapar à radiação solar. </p><p>Cascais, além de encerrar preventivamente os recintos desportivos ao ar livre, aprovou uma <strong>redução excecional de até 25% na tarifa de água</strong> para consumo e higienização, incentivando a hidratação sem penalização financeira para as famílias.</p><h2>Combate às ilhas de calor no asfalto do Porto</h2><p>A norte, o município do <strong>Porto</strong> concentra as atenções na <strong>assistência social de proximidade</strong>. As <strong>equipas de rua</strong> foram reforçadas para distribuir água e detetar pessoas em esforço físico. Os centros de dia prolongaram a permanência dos utentes em salas equipadas com ar condicionado, avançando-se também com a <strong>vistoria e abertura</strong> de todos os <strong>fontanários</strong> públicos da cidade.</p><p>As<strong> bibliotecas </strong>Almeida Garrett e Municipal Pública, localizadas junto a importantes pulmões verdes da cidade, estão abertas a quem precisa de um ambiente controlado. Juntamente com os polos do Porto Innovation Hub e os<strong> museus</strong><strong> municipais</strong>, estas infraestruturas constituem a primeira linha para a comunidade ultrapassar a onda de calor.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/municipios-abrem-abrigos-e-ativam-planos-contra-o-calor-extremo-1782998600044.jpg" data-image="45l9zk01g11t" alt="Chafariz do Passeio Alegre, Porto" title="Chafariz do Passeio Alegre, Porto"><figcaption>A rede de fontes da cidade do Porto foi vistoriada para garantir que está a funcionar durante estes dias de calor intenso. Foto do Chafariz do Passeio Alegre: António Amen, CC BY-SA 3.0, Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>O período prolongado de calor levou, por fim, o Governo a decretar hoje a <strong>situação de alerta em todo o território continental</strong> a partir da meia-noite desta sexta-feira, face ao elevado risco de incêndio e às altas temperaturas esperadas até segunda-feira. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776759" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-de-calor-joana-campos-indica-os-6-distritos-que-registarao-mais-de-40-c-durante-dias.html" title="Cúpula de calor: Joana Campos indica os 6 distritos que registarão mais de 40 ºC durante dias">Cúpula de calor: Joana Campos indica os 6 distritos que registarão mais de 40 ºC durante dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-de-calor-joana-campos-indica-os-6-distritos-que-registarao-mais-de-40-c-durante-dias.html" title="Cúpula de calor: Joana Campos indica os 6 distritos que registarão mais de 40 ºC durante dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-de-calor-joana-campos-indica-os-6-distritos-que-registarao-mais-de-40-c-durante-dias-1782989904186_320.png" alt="Cúpula de calor: Joana Campos indica os 6 distritos que registarão mais de 40 ºC durante dias"></a></article></aside><p>As autoridades apelam ao rigoroso cumprimento das recomendações de segurança, lembrando que o <strong>comportamento individual é decisivo</strong> para evitar tragédias humanas e ambientais nos próximos dias.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/municipios-abrem-abrigos-e-ativam-planos-contra-o-calor-extremo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Com limão, alecrim e louro: cinco dicas para perfumar a tua casa com ingredientes que quase sempre acabam no lixo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/com-limao-alecrim-e-louro-cinco-dicas-para-perfumar-a-tua-casa-com-ingredientes-que-quase-sempre-acabam-no-lixo.html</link><pubDate>Thu, 02 Jul 2026 14:25:12 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Muitos ingredientes ainda mantêm um aroma intenso. Com apenas alguns minutos de preparação, podem tornar-se uma forma simples de perfumar os ambientes da casa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/con-limon-romero-y-laurel-cinco-trucos-para-perfumar-tu-casa-con-ingredientes-que-casi-siempre-terminan-en-la-basura-1782772967087.jpg" data-image="ka3s16u86bs5" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>O calor suave e o vapor de água são os responsáveis por libertar os óleos contidos nas cascas e nas ervas.</figcaption></figure><p>Descascas uma laranja, espremes um limão ou cortas alguns ramos de alecrim para cozinhar. Pouco tempo depois, as cascas e as folhas acabam no lixo. No entanto, esses restos ainda <strong>conservam uma qualidade que vale a pena aproveitar: o seu aroma</strong>.</p><p>As ervas aromáticas e os citrinos armazenam nas suas folhas, flores ou cascas pequenas quantidades de compostos voláteis. São as moléculas que lhes conferem o seu perfume característico e que, <strong>quando aquecidas suavemente ou em contacto com o vapor de água, se libertam com maior facilidade</strong>.</p><p><strong>O resultado é uma fragrância natural, subtil e passageira</strong>, capaz de tornar mais agradável qualquer ambiente da casa. Com ingredientes fáceis de encontrar, é possível preparar aromatizantes caseiros sem recorrer a aerossóis ou difusores elétricos.</p><h2>Cinco combinações naturais para a tua casa</h2><p><strong>Limão, canela e cravo-da-índia</strong>: a maior parte do aroma do limão encontra-se na casca. Ao combiná-la com um pau de canela e quatro ou cinco cravos-da-índia numa panela em lume muito baixo, o vapor espalha uma fragrância fresca com um toque adocicado, ideal para salas de estar, salas de jantar ou cozinhas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/con-limon-romero-y-laurel-cinco-trucos-para-perfumar-tu-casa-con-ingredientes-que-casi-siempre-terminan-en-la-basura-1782773237376.jpg" data-image="17r60j9b3w9i" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Infusões naturais: uma forma simples e económica de perfumar a casa sem recorrer a aerossóis sintéticos.</figcaption></figure><p><strong>Laranja e alecrim</strong>: as notas doces da laranja equilibram o aroma intenso do alecrim. Basta a casca de uma laranja e dois ou três ramos frescos. À medida que a água aquece, <strong>ambas as fragrâncias misturam-se sem se tornarem invasivas</strong>. (Dica: se o alecrim for recém-cortado, o aroma será mais intenso).</p><p><strong>Eucalipto</strong>: as suas folhas contêm óleos que se libertam lentamente, mesmo sem necessidade de as cozinhar; um ramo fresco num vaso pode perfumar durante vários dias.</p><p>Se procurares um efeito mais rápido, <strong>coloca alguns ramos num recipiente com água recém-fervida </strong>para que o vapor acelere o processo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/con-limon-romero-y-laurel-cinco-trucos-para-perfumar-tu-casa-con-ingredientes-que-casi-siempre-terminan-en-la-basura-1782773383567.jpg" data-image="t1bjdhodd1kv" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Ramos de eucalipto em água quente, um recurso ideal para obter um efeito aromatizante imediato e refrescar os ambientes.</figcaption></figure><p><strong>Hortelã e limão (Ideal para casas de banho e cozinhas)</strong>: a hortelã liberta o seu aroma quando as folhas são partidas ou ligeiramente esmagadas. Combinada com cascas de limão, proporciona uma fragrância fresca e vibrante, ideal para os espaços mais pequenos da casa.</p><p><strong>Louro e laranja</strong>: o louro costuma ficar no frasco das especiarias até chegar a altura de preparar um guisado, <strong>mas as suas folhas secas ou frescas contêm óleos espetaculares</strong>. Quando combinadas com cascas de laranja e água quente, libertam um aroma sofisticado e profundo.</p><ul></ul><h2>Como preparar estas misturas sem complicações</h2><p>A forma mais simples consiste em colocar os ingredientes numa panela com água suficiente e mantê-la em lume muito baixo. O objetivo não é ferver vigorosamente, <strong>mas sim permitir que o calor liberte, pouco a pouco, os compostos aromáticos</strong>.</p><p>Se não quiser ligar o fogão, também pode colocar os ingredientes num <strong>recipiente resistente ao calor e cobri-los com água recém-fervida</strong>. O aroma será menos intenso e durará menos tempo, mas é suficiente para perfumar ambientes pequenos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/con-limon-romero-y-laurel-cinco-trucos-para-perfumar-tu-casa-con-ingredientes-que-casi-siempre-terminan-en-la-basura-1782773561710.jpg" data-image="ovik65349sfp" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Com um pouco de criatividade, aquilo que normalmente acaba no cesto do lixo pode ter uma segunda utilidade.</figcaption></figure><p>Em ambos os casos, é <strong>aconselhável utilizar ingredientes frescos sempre que possível</strong> e renovar a mistura quando o aroma começar a diminuir.</p><p>Estes aromatizantes proporcionam uma fragrância natural. A sua intensidade dependerá do <strong>tamanho do espaço, da ventilação e da quantidade de ingredientes</strong>. Se forem preparados na cozinha, nunca devem ser deixados sem supervisão e é importante verificar se a panela mantém água suficiente durante todo o processo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776670" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/impulso-de-nutrientes-para-plantas-que-consomem-muito-como-o-acucar-e-a-levedura-aceleram-o-crescimento-dos-tomates.html" title="Impulso de nutrientes para plantas que consomem muito: como o açúcar e a levedura aceleram o crescimento dos tomates">Impulso de nutrientes para plantas que consomem muito: como o açúcar e a levedura aceleram o crescimento dos tomates</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/impulso-de-nutrientes-para-plantas-que-consomem-muito-como-o-acucar-e-a-levedura-aceleram-o-crescimento-dos-tomates.html" title="Impulso de nutrientes para plantas que consomem muito: como o açúcar e a levedura aceleram o crescimento dos tomates"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/naehrstoffschub-fur-grosse-fresser-wie-zucker-und-hefe-das-tomatenwachstum-beschleunigen-1782401310772_320.jpeg" alt="Impulso de nutrientes para plantas que consomem muito: como o açúcar e a levedura aceleram o crescimento dos tomates"></a></article></aside><p>Da próxima vez que espremer um limão ou descascar uma laranja, talvez valha a pena mudar um hábito. Alguns ramos de alecrim, algumas folhas de eucalipto ou umas poucas especiarias podem tornar-se, por algum tempo, <strong>uma forma simples e económica de deixar a casa com um cheiro agradável</strong> sem necessidade de recorrer a aerossóis ou perfumes sintéticos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/com-limao-alecrim-e-louro-cinco-dicas-para-perfumar-a-tua-casa-com-ingredientes-que-quase-sempre-acabam-no-lixo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O calor em Lisboa "está impossível de aguentar", diz a meteorologista Marta Godinho: "O que está por vir preocupa-me"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-calor-em-lisboa-esta-impossivel-de-aguentar-diz-a-meteorologista-marta-godinho-o-que-esta-por-vir-preocupa-me.html</link><pubDate>Thu, 02 Jul 2026 12:33:47 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Lisboa está a viver dias de calor extremo, com máximas próximas dos 40 ºC e noites pouco refrescantes. A cúpula de calor poderá prolongar-se até à próxima semana, agravando o desconforto térmico e o risco de incêndio.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xakg70a"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xakg70a.jpg" id="xakg70a"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O calor extremo já se faz sentir em Portugal e Lisboa é um dos exemplos evidentes desta onda de calor. <strong>Entre temperaturas próximas dos 40 ºC, noites pouco refrescantes e uma persistência pouco habitual para o início de julho</strong>, os modelos meteorológicos indicam que o episódio poderá prolongar-se durante vários dias, mantendo o país sob uma intensa cúpula de calor.</p><h2>Lisboa vive dias de calor intenso</h2><p>Vivo em Lisboa e, nos últimos dias, a sensação tem sido de que o<strong> calor domina completamente o quotidiano</strong>. Ontem, por exemplo, tinha prevista uma caminhada de cerca de 20 minutos até ao metro. Acabei por optar pelo carro, mesmo sabendo das dificuldades em estacionar no centro da cidade.</p><div class="texto-destacado">A perspetiva de caminhar debaixo de um sol intenso tornou-se simplesmente menos apelativa do que enfrentar o trânsito e o estacionamento.</div><p>Durante a tarde desta quinta-feira, <strong>vários locais da Área Metropolitana de Lisboa poderão atingir valores próximos dos 40 ºC</strong>, especialmente nas zonas mais afastadas da influência marítima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-calor-em-lisboa-esta-impossivel-de-aguentar-diz-a-meteorologista-marta-godinho-o-que-esta-por-vir-preocupa-me-1782993824740.png" data-image="p25bs95tpmwn" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Lisboa e a sua área metropolitana poderão registar temperaturas próximas dos 40 ºC, com valores ainda mais elevados nas zonas afastadas da influência marítima.</figcaption></figure><p>A diferença entre o litoral e o interior do distrito será bastante evidente, com localidades costeiras significativamente mais frescas graças à proximidade do oceano.</p><p>Mas o problema não termina quando o sol se põe. Embora o ar permaneça relativamente seco, as cidades têm enorme dificuldade em dissipar o calor acumulado durante o dia. O chamado <strong>efeito de ilha de calor urbana</strong> resulta da combinação entre materiais como o betão e o asfalto, a elevada densidade de edifícios, a impermeabilização dos solos e o calor gerado pela própria atividade humana. Assim, <strong>as noites tornam-se pouco confortáveis</strong>, permitindo apenas um arrefecimento muito lento mas sem alívio para a população.</p><h2>Uma cúpula de calor pouco habitual para o litoral português</h2><p>Os mapas de anomalia térmica mostram que<strong> Portugal será um dos países europeus com temperaturas mais acima da média para esta época do ano</strong>. O facto torna-se ainda mais significativo no litoral ocidental, onde, em pleno verão, <strong>é habitual a nortada moderar as temperaturas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-calor-em-lisboa-esta-impossivel-de-aguentar-diz-a-meteorologista-marta-godinho-o-que-esta-por-vir-preocupa-me-1782993927801.png" data-image="01hovdylwmww" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"><figcaption>Portugal surge com anomalias térmicas muito elevadas, especialmente no litoral ocidental, onde a nortada costuma moderar o calor nesta época do ano.</figcaption></figure><p>Desta vez, porém, a situação é diferente. Um <strong>Anticiclone dos Açores</strong> robusto, posicionado a oeste da Península Ibérica, impede a entrada de ar mais fresco do Atlântico. Em simultâneo, uma<strong> massa de ar muito quente proveniente do Norte de África</strong> invade a Península Ibérica e, posteriormente, os <strong>ventos de leste</strong> transportam esse ar aquecido do interior de Espanha para Portugal, reforçando a intensidade da onda de calor. Mesmo as manhãs deixarão de oferecer grande alívio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-calor-em-lisboa-esta-impossivel-de-aguentar-diz-a-meteorologista-marta-godinho-o-que-esta-por-vir-preocupa-me-1782994024315.png" data-image="uvfuyrlzbbz2" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption>O calor fará sentir-se logo desde manhã, no domingo, várias regiões poderão aproximar-se ou ultrapassar os 30 ºC ainda antes do final da manhã.</figcaption></figure><p><strong>No domingo, por volta das 09h00</strong>, muitos locais do interior e do Centro já poderão registar temperaturas próximas ou superiores aos 30 ºC, sinal de que o aquecimento começa muito cedo e prolonga-se durante todo o dia.</p><h2>O calor poderá prolongar-se até à próxima semana</h2><p><strong>O que mais me preocupa não é apenas a intensidade do calor, mas sobretudo a sua persistência</strong>. Os mapas de geopotencial e temperatura do modelo europeu (ECMWF) continuam a indicar que a <strong>massa de ar muito quente poderá manter-se sobre a Península Ibérica até, pelo menos, aos dias 9 ou 10 de julho</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-calor-em-lisboa-esta-impossivel-de-aguentar-diz-a-meteorologista-marta-godinho-o-que-esta-por-vir-preocupa-me-1782994179013.jpg" data-image="e17tyci7yttu" alt="Geopotencial e temperatura a 850 hPa" title="Geopotencial e temperatura a 850 hPa"><figcaption>O modelo europeu indica que a massa de ar muito quente poderá persistir sobre a Península Ibérica até 9 ou 10 de julho, mantendo Portugal sob risco de calor prolongado.</figcaption></figure><p>É verdade que, nessa fase, o núcleo da massa de ar mais quente tenderá a deslocar-se ligeiramente para Espanha. Ainda assim, <strong>se a circulação do vento continuar a transportar ar do interior espanhol para Portugal</strong>,<strong> </strong>o calor poderá persistir em grande parte do território.</p><div class="texto-destacado">Além dos impactos na saúde e no conforto da população, este cenário aumenta significativamente o perigo de incêndio rural, devido à combinação de temperaturas muito elevadas, baixa humidade do ar, vegetação seca e vento.</div><p>Importa recordar que esta continua a ser uma previsão de médio prazo e poderá sofrer ajustes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776759" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-de-calor-joana-campos-indica-os-6-distritos-que-registarao-mais-de-40-c-durante-dias.html" title="Cúpula de calor: Joana Campos indica os 6 distritos que registarão mais de 40 ºC durante dias">Cúpula de calor: Joana Campos indica os 6 distritos que registarão mais de 40 ºC durante dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-de-calor-joana-campos-indica-os-6-distritos-que-registarao-mais-de-40-c-durante-dias.html" title="Cúpula de calor: Joana Campos indica os 6 distritos que registarão mais de 40 ºC durante dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-de-calor-joana-campos-indica-os-6-distritos-que-registarao-mais-de-40-c-durante-dias-1782989904186_320.png" alt="Cúpula de calor: Joana Campos indica os 6 distritos que registarão mais de 40 ºC durante dias"></a></article></aside><p>Ainda assim, a tendência é consistente entre as últimas atualizações dos modelos, <strong>o calor extremo deverá continuar a marcar o estado do tempo durante vários dias</strong>, e isso, enquanto meteorologista e enquanto lisboeta, é aquilo que mais me preocupa.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-calor-em-lisboa-esta-impossivel-de-aguentar-diz-a-meteorologista-marta-godinho-o-que-esta-por-vir-preocupa-me.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cúpula de calor: Joana Campos indica os 6 distritos que registarão mais de 40 ºC durante dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-de-calor-joana-campos-indica-os-6-distritos-que-registarao-mais-de-40-c-durante-dias.html</link><pubDate>Thu, 02 Jul 2026 12:05:57 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Vários distritos poderão registar valores iguais ou superiores a 40 ºC. Estes poderão persistir durante vários dias. Saiba onde!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xakfgk2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xakfgk2.jpg" id="xakfgk2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A marca dos 40 ºC deverá ser atingida em diversos locais de Norte a Sul do país, mas há uma série de distritos cujos <strong>valores iguais ou superiores a este poderão ser atingidos de forma consecutiva </strong>nos próximos dias.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Como mencionamos em previsões anteriores, <strong>o IPMA cobriu o país de avisos laranja e vermelho devido ao calor</strong>. Mesmo em cidades menos habituais, como cidades costeiras, os termómetros poderão registar valores muito acima da média. E nos distritos habitualmente mais quentes, como será?</p><h2>Pelo menos seis distritos poderão registar 40 ºC ou mais nos próximos dias </h2><p>Apesar de alguns distritos poderem registar valores semelhantes a este, de forma pontual, como o caso de Leiria, por exemplo, <strong>há distritos que deverão contar com estes valores de forma persistente</strong>. Não necessariamente na sua capital, mas noutras cidades.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-de-calor-joana-campos-indica-os-6-distritos-que-registarao-mais-de-40-c-durante-dias-1782989904186.png" data-image="yhndf5zvv10j" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Apesar de outros distritos, para além dos que estão descritos nesta previsão, poderem atingir a marca dos 40 ºC, os que trazemos aqui poderão registar mais dias consecutivos com estes valores.</figcaption></figure><p>Os distritos em causa são: <strong>Coimbra, Castelo Branco, Santarém, Portalegre, Évora e Beja</strong>, onde entre hoje, quinta-feira, e segunda-feira (à exceção de Coimbra que deverá arrefecer nesse dia, ainda que de forma pouco significativa) poderão registar-se <strong>temperaturas máximas entre os 40 ºC e os 42 ºC</strong>. De acordo com o IPMA, estes distritos estão sob aviso vermelho de tempo quente na sua maioria, exceto Castelo Branco que conta com aviso laranja.</p><h2>Noites quentes também farão parte do cenário</h2><p>Em todos estes distritos deverão ainda <strong>registar-se temperaturas mínimas entre os 21 ºC e os 27 ºC </strong>nas próximas madrugadas, contribuindo também para uma sequência de noites quentes ou tórridas, visto que em vários locais os valores ultrapassarão os 25 ºC, não descendo desse valor. Importa referir que<strong> valores elevados durante a noite serão registados em praticamente todo o país</strong>, mas poderão ser mais persistentes nestes distritos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776760" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-tempo-das-proximas-4-semanas-em-portugal-os-bloqueios-das-latitudes-altas-alteram-a-previsao-para-o-verao.html" title="O tempo das próximas 4 semanas em Portugal: os bloqueios das latitudes altas alteram a previsão para o verão">O tempo das próximas 4 semanas em Portugal: os bloqueios das latitudes altas alteram a previsão para o verão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-tempo-das-proximas-4-semanas-em-portugal-os-bloqueios-das-latitudes-altas-alteram-a-previsao-para-o-verao.html" title="O tempo das próximas 4 semanas em Portugal: os bloqueios das latitudes altas alteram a previsão para o verão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-tempo-das-proximas-4-semanas-em-portugal-os-bloqueios-das-latitudes-altas-alteram-a-previsao-para-o-verao-1782991873652_320.png" alt="O tempo das próximas 4 semanas em Portugal: os bloqueios das latitudes altas alteram a previsão para o verão"></a></article></aside><p>Este tipo de temperaturas elevadas, tanto as diurnas como as noturnas, podem trazer <strong>malefícios ao corpo humano</strong>, pois o risco de golpe de calor aumenta, devido à exposição ao calor extremo. Mesmo em pessoas saudáveis, o corpo poderá ter dificuldade em regular a sua temperatura, pelo que é extremamente importante que a hidratação seja mantida e que sejam priorizados os locais mais frescos e ventilados.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-de-calor-joana-campos-indica-os-6-distritos-que-registarao-mais-de-40-c-durante-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O tempo das próximas 4 semanas em Portugal: os bloqueios das latitudes altas alteram a previsão para o verão]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-tempo-das-proximas-4-semanas-em-portugal-os-bloqueios-das-latitudes-altas-alteram-a-previsao-para-o-verao.html</link><pubDate>Thu, 02 Jul 2026 11:39:06 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após a onda de calor que está a marcar o arranque de julho, o resto do mês será marcado por um padrão de bloqueio, de acordo com o modelo europeu. Eis os seus possíveis impactos no estado do tempo em Portugal.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xakfm5a"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xakfm5a.jpg" id="xakfm5a"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Ainda nem o verão astronómico (21 de junho) tinha arrancado e já se registava um episódio de temperaturas muito elevadas que afetou Portugal e outros países europeus na reta final do mês de maio. Mais tarde, <strong>em finais de junho, o nosso país escapou a uma onda de calor extremo</strong> que assolou vários países da Europa, com destaque para Espanha, França e Reino Unido.</p><p>Contudo, a coincidir precisamente com o início de julho, está agora em curso <strong>a primeira onda de calor autêntica deste verão em Portugal continental</strong> (poderá durar até dia 8 ou 9, possivelmente mais nalgumas zonas).</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>As bolsas de ar frio e as depressões irão circular em latitudes mais setentrionais à medida que a situação de bloqueio se consolida, especialmente durante a próxima semana, quando as altas pressões poderão instalar-se entre o centro e o norte da Europa.</div><p>Neste momento, devido à previsão da persistência de temperaturas máximas e mínimas extremamente elevadas, o IPMA já colocou <strong>12 distritos sob aviso vermelho de tempo quente </strong>entre sexta-feira e domingo, dias 3 a 5 de julho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-tempo-das-proximas-4-semanas-em-portugal-os-bloqueios-das-latitudes-altas-alteram-a-previsao-para-o-verao-1782991129516.png" data-image="b3z5lmzubdlx"><figcaption>Durante estes primeiros dias de julho prevê-se que algumas áreas do Vale do Tejo e Alentejo atinjam os 44 ºC de temperatura máxima.</figcaption></figure><p><strong>Na nossa geografia continental os valores de máxima oscilarão geralmente entre 35 e 41 ºC, podendo atingir 44 ºC em regiões como o vale do Tejo e o Alentejo</strong>. Quanto aos valores das mínimas, permanecerão muito elevadas, normalmente acima de 20 ºC (noites tropicais), podendo nalgumas zonas ser ainda mais quentes (entre 25 e 28 ºC).</p><h2>Perspetiva-se a possibilidade de um bloqueio escandinavo bastante persistente</h2><p><strong>A previsão subsazonal do modelo ECMWF fornece alguns sinais sobre o padrão de tempo dominante neste mês de julho</strong> na zona Euro-Atlântica e, a partir daí, é possível estabelecer qual a tendência do panorama meteorológico que haverá em Portugal. </p><p><strong>Até meados da próxima semana a Crista Atlântica será o padrão dominante (dia 9), com a presença de uma massa de ar muito quente sobre Portugal continental</strong>, que por aqui se manterá este fim de semana. A partir de segunda-feira, 6 de julho, estender-se-á por Espanha e outros países da costa atlântica europeia, dando origem, também nesses países, à segunda onda de calor do verão 2026 (em Portugal é a primeira desta época estival).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-tempo-das-proximas-4-semanas-em-portugal-os-bloqueios-das-latitudes-altas-alteram-a-previsao-para-o-verao-1782991251023.jpg" data-image="3qikw4naj9ve"><figcaption>Esta é, de acordo com o modelo ECMWF, a probabilidade de ocorrência dos diferentes padrões meteorológicos na zona Euro-Atlântica durante o mês de julho e a primeira quinzena do mês de agosto.</figcaption></figure><p>Tal como referido no início deste artigo, a onda de calor em curso irá prolongar-se, previsivelmente, até aos dias 8 ou 9 de julho, <strong>datas a partir das quais se começará a alterar o padrão meteorológico, que passará a ser o de bloqueio escandinavo</strong>. Tudo indica que será persistente, mantendo-se durante todo o resto do mês de julho (entre os dias 10 e 31).</p><p>A presença de uma vasta região de altas pressões no norte e no centro da Europa será <strong>favorável à continuidade de temperaturas muito elevadas em grande parte do continente</strong>. Isto poderá abrir caminho à ocorrência de episódios de precipitação convectiva em algumas zonas de Portugal.</p><h2>Calor intenso e novos episódios de trovoada nesta primeira quinzena de julho</h2><p><strong>É provável que o mês de julho seja muito quente em Portugal</strong>. Desde logo, porque o mês arrancou com uma onda de calor que se perspetiva intensa e prolongada, com cerca de 8 a 10 dias de duração.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776748" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-vermelho-em-12-distritos-entre-sexta-e-domingo-as-zonas-afetadas-por-temperaturas-extremamente-elevadas.html" title="Aviso vermelho em 12 distritos entre sexta e domingo: as zonas afetadas por temperaturas extremamente elevadas">Aviso vermelho em 12 distritos entre sexta e domingo: as zonas afetadas por temperaturas extremamente elevadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-vermelho-em-12-distritos-entre-sexta-e-domingo-as-zonas-afetadas-por-temperaturas-extremamente-elevadas.html" title="Aviso vermelho em 12 distritos entre sexta e domingo: as zonas afetadas por temperaturas extremamente elevadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aviso-vermelho-em-12-distritos-entre-sexta-e-domingo-as-zonas-afetadas-por-temperaturas-extremamente-elevadas-1782986822200_320.png" alt="Aviso vermelho em 12 distritos entre sexta e domingo: as zonas afetadas por temperaturas extremamente elevadas"></a></article></aside><p>O calor intenso voltará a espalhar-se por todo o território de Portugal continental, incluindo <strong>as regiões do litoral Norte, Centro e Oeste onde, desta vez, o impacto das temperaturas máximas e mínimas extremamente elevadas será imensamente notório</strong>, inserindo-se numa configuração de anomalias térmicas muito anómalas e significativas do ponto de vista climatológico.</p><p>Nem mesmo a brisa marítima terá intensidade suficiente para conter o avanço do ar quente envolvido no fluxo de Leste nas áreas costeiras. A segunda parte deste episódio de tempo muito quente, previsivelmente desde os dias 5 ou 6 até ao dia 9, poderá ficar marcada pela ocorrência de <strong>aguaceiros, acompanhados de trovoada e por vezes sob a forma de granizo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-tempo-das-proximas-4-semanas-em-portugal-os-bloqueios-das-latitudes-altas-alteram-a-previsao-para-o-verao-1782991425759.png" data-image="6u36oi7t5s45"><figcaption>O modelo Europeu começa a contemplar a possibilidade do desenvolvimento de trovoadas em várias zonas de Portugal continental na próxima semana.</figcaption></figure><p><strong>A formação do bloqueio escandinavo será favorável à chegada de bolsas de ar frio até Portugal continental e Espanha peninsular</strong>. No mês de julho é pouco provável que uma depressão no sentido clássico do termo consiga circular na latitude da Península Ibérica, embora essa possibilidade não deva ser totalmente excluída.</p><p>Aquilo que se perspetiva como o mais provável de ocorrer é a passagem temporária de algumas bolsas de ar frio. Isto <strong>aumentaria a instabilidade atmosférica, intensificando a convecção e as trovoadas potenciadas pelo calor intenso</strong> que em princípio estará muito presente no nosso país neste mês de julho.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-tempo-das-proximas-4-semanas-em-portugal-os-bloqueios-das-latitudes-altas-alteram-a-previsao-para-o-verao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aviso vermelho em 12 distritos entre sexta e domingo: as zonas afetadas por temperaturas extremamente elevadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-vermelho-em-12-distritos-entre-sexta-e-domingo-as-zonas-afetadas-por-temperaturas-extremamente-elevadas.html</link><pubDate>Thu, 02 Jul 2026 11:01:50 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O calor já está instalado em Portugal Continental e o IPMA elevou 12 distritos a aviso vermelho, em vigor nos próximos dias. Confira aqui quais!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xakeytu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xakeytu.jpg" id="xakeytu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal Continental está a registar temperaturas elevadas em todo o país. Mesmo a faixa litoral conta com valores acima do normal para a época e o <strong>IPMA já emitiu aviso vermelho para 12 distritos</strong>. Conheça abaixo quais são!</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br><br>As anomalias térmicas positivas cobrem a nossa geografia continental, seja nos valores diurnos como noturnos, indicando valores acima da normal climatológica de referência. Esta tendência deve continuar até ao arranque da próxima semana.</div><p>Neste momento, desde as 6h da manhã, <strong>estão 6 distritos sob aviso máximo de calor</strong>, dos quais Lisboa, Santarém, Portalegre, Évora, Setúbal e Beja. À exceção de Setúbal e Lisboa, cujo aviso termina amanhã, dia 3, às 23h, passando para laranja, os <strong>restantes distritos deverão manter o aviso vermelho até às 6h do dia 5, domingo</strong>.</p><h2>Amanhã, sexta-feira, 12 distritos devem contar com aviso vermelho de tempo quente</h2><p>A partir da meia-noite de amanhã, sexta-feira, <strong>mais 6 distritos entram para a lista dos avisos vermelhos</strong>. Além dos nomeados acima, contarão também com este aviso os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra e Leiria, perfazendo um <strong>total de 12 distritos sob este aviso no dia de amanhã</strong>, 3 de julho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aviso-vermelho-em-12-distritos-entre-sexta-e-domingo-as-zonas-afetadas-por-temperaturas-extremamente-elevadas-1782986829727.png" data-image="vq2rc2xv21td" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Os próximos dias serão tórridos, do ponto de vista térmico, em todo o país, com o mesmo coberto de avisos meteorológicos de tempo quente.</figcaption></figure><p>Ainda assim, e como referimos acima, nos distritos de Lisboa e Setúbal, o aviso passará a laranja a partir das 23h do dia 3, mas<strong> nos restantes distritos, contando com estes últimos seis, o mesmo deverá manter-se até às 6h da manhã de domingo</strong>, mantendo-se um total de 10 distritos sob aviso vermelho prolongado.</p><h2>Temperaturas mínimas e máximas esperadas para os distritos sob aviso vermelho</h2><p>Ainda que os avisos sejam a nível distrital e <strong>muitas vezes as temperaturas mais elevadas sejam registadas em cidades que não as capitais de distrito</strong>, apresentamos uma tabela com os valores mínimos e máximos esperados para os dias em que este aviso estará em vigor.</p><table><thead><tr><th>Capital<br>de<br>Distrito</th><th><br>Temp. Mínima<br>Dia 3 de julho<br></th><th>Temp. Máxima<br>Dia 3 de julho</th><th>Temp. Mínima<br>Dia 4 de julho</th><th>Temp. Máxima<br>Dia 4 de julho</th><th>Temp. Mínima<br>Dia 5 de julho</th><th>Temp. Máxima<br>Dia 5 de julho</th></tr></thead><tbody><tr><td><strong>Viana do Castelo</strong></td><td><strong>19 ºC</strong></td><td><strong>30 ºC</strong></td><td><strong>23 ºC</strong></td><td><strong>29 ºC</strong></td><td><strong>21 ºC</strong></td><td><strong>28 ºC</strong></td></tr><tr><td><strong>Braga</strong><br></td><td><strong>23 ºC</strong></td><td><strong>37 ºC</strong></td><td><strong>25 ºC</strong></td><td><strong>39 ºC</strong></td><td><strong>22 ºC</strong></td><td><strong>38 ºC</strong></td></tr><tr><td><strong>Porto</strong></td><td><strong>24 ºC</strong></td><td><strong>36 ºC</strong></td><td><strong>27 ºC</strong></td><td><strong>36 ºC</strong></td><td><strong>23 ºC</strong></td><td><strong>33 ºC</strong></td></tr><tr><td><strong>Aveiro</strong></td><td><strong>24 ºC</strong></td><td><strong>32 ºC</strong></td><td><strong>25 ºC</strong></td><td><strong>33 ºC</strong></td><td><strong>19 ºC</strong></td><td><strong>31 ºC</strong></td></tr><tr><td><strong>Coimbra</strong></td><td><strong>23 ºC</strong></td><td><strong>40 ºC</strong></td><td><strong>25 ºC</strong></td><td><strong>41 ºC</strong></td><td><strong>21 ºC</strong></td><td><strong>40 ºC</strong></td></tr><tr><td><strong>Leiria</strong></td><td><strong>27 ºC</strong></td><td><strong>41 ºC</strong></td><td><strong>22 ºC</strong></td><td><strong>40 ºC</strong></td><td><strong>22 ºC</strong></td><td><strong>39 ºC</strong></td></tr><tr><td><strong>Lisboa</strong></td><td><strong>26 ºC</strong></td><td><strong>35 ºC</strong></td><td>24 ºC</td><td>36 ºC</td><td>24 ºC</td><td>36 ºC</td></tr><tr><td><strong>Santarém</strong></td><td><strong>26 ºC</strong></td><td><strong>40 ºC</strong></td><td><strong>22 ºC</strong></td><td><strong>39 ºC</strong></td><td><strong>22 ºC</strong></td><td><strong>40 ºC</strong></td></tr><tr><td><strong>Portalegre</strong></td><td><strong>25 ºC</strong></td><td><strong>38 ºC</strong></td><td><strong>24 ºC</strong></td><td><strong>38 ºC</strong></td><td><strong>27 ºC</strong></td><td><strong>40 ºC</strong></td></tr><tr><td><strong>Setúbal</strong></td><td><strong>24 ºC</strong></td><td><strong>31 ºC</strong></td><td>19 ºC</td><td>32 ºC</td><td>20 ºC</td><td>32 ºC</td></tr><tr><td><strong>Évora</strong></td><td><strong>26 ºC</strong></td><td><strong>39 ºC</strong></td><td><strong>23 ºC</strong></td><td><strong>39 ºC</strong></td><td><strong>24 ºC</strong></td><td><strong>39 ºC</strong></td></tr><tr><td><strong>Beja</strong></td><td><strong>24 ºC</strong></td><td><strong>39 ºC</strong></td><td><strong>25 ºC</strong></td><td><strong>40 ºC</strong></td><td><strong>24 ºC</strong></td><td><strong>41 ºC</strong></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="7">Nota: Os valores a negrito correspondem à duração do aviso vermelho em vigor.</td></tr></tbody></table><p>A nível local, e tal como mencionamos acima, os valores podem diferir e em alguns pontos serem mais elevados, <strong>esperando-se até 43 ºC de máxima na região do Ribatejo</strong> e até 42 ºC em locais como o Vale do Douro e do Guadiana e Beira Baixa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776688" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/verao-fresco-na-tunisia-e-na-libia-o-alivio-termico-que-portugal-tanto-desejava-esta-no-saara.html" title="Verão fresco na Tunísia e na Líbia: o alívio térmico que Portugal tanto desejava está no Saara">Verão fresco na Tunísia e na Líbia: o alívio térmico que Portugal tanto desejava está no Saara</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/verao-fresco-na-tunisia-e-na-libia-o-alivio-termico-que-portugal-tanto-desejava-esta-no-saara.html" title="Verão fresco na Tunísia e na Líbia: o alívio térmico que Portugal tanto desejava está no Saara"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/verao-fresco-na-tunisia-e-na-libia-o-alivio-termico-que-portugal-tanto-desejava-esta-no-saara-1782936379363_320.png" alt="Verão fresco na Tunísia e na Líbia: o alívio térmico que Portugal tanto desejava está no Saara"></a></article></aside><p>Com isto, podemos afirmar que os próximos dias serão complicados, especialmente para os grupos mais vulneráveis, pelo que <strong>aconselhamos que as recomendações da DGS e da Proteção Civil sejam respeitadas</strong>, de forma a evitar problemas relacionados com o calor.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-vermelho-em-12-distritos-entre-sexta-e-domingo-as-zonas-afetadas-por-temperaturas-extremamente-elevadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Lisboa recebe o Congresso Mundial do Azeite e reúne os maiores especialistas internacionais do setor]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/lisboa-recebe-o-congresso-mundial-do-azeite-e-reune-os-maiores-especialistas-internacionais-do-setor.html</link><pubDate>Thu, 02 Jul 2026 07:15:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A capital portuguesa recebe nos dias 2 e 3 de julho, quinta e sexta-feira, a segunda edição do Congresso Mundial do Azeite (OOWC, na sigla em inglês), um dos mais relevantes fóruns internacionais do setor oleícola. O Centro Cultural de Belém vai reunir especialistas, investigadores, produtores, empresas e representantes de vários países.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/lisboa-recebe-o-congresso-mundial-do-azeite-e-reune-os-maiores-especialistas-internacionais-do-setor-1782927972890.jpg" data-image="qha71hhzd5oz" alt="Azeite" title="Azeite"><figcaption>A relevância económica da fileira do azeite para Portugal continua a ser expressiva. Para a campanha 2025/2026, estima-se uma produção de cerca de 179 mil toneladas.</figcaption></figure><p>O <strong>Congresso Mundial do Azeite é considerado um dos mais importantes encontros internacionais</strong> dedicados ao setor do azeite.</p><p>A primeira edição teve lugar em Madrid (Espanha), em junho de 2024; a <strong>segunda edição decorre entre quinta e sexta-feira desta semana, em Lisboa</strong> (Portugal).</p><p>Isso mesmo é reconhecido pelo<strong> diretor executivo do Conselho Oleícola</strong> Internacional (COI), Jaime Lillo.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>“Durante os últimos dias de junho e os primeiros dias de julho, Lisboa tornar-se-á a capital da comunidade internacional do azeite. Será um encontro extraordinário que reunirá representantes dos principais países produtores de azeite e de azeitonas de mesa, bem como representantes dos produtores, exportadores e importadores, das principais empresas do setor e da comunidade científica”, afirma aquele responsável. Esta será, aliás, “uma oportunidade única para dialogar sobre os principais desafios e contribuir para as soluções de que o setor olivícola internacional necessita”.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Antes do congresso, Lisboa recebeu nos dias 29 e 30 de junho a <strong>123.ª sessão do Conselho de Membros do Conselho Oleícola Internacional </strong>(COI) e a 66.ª reunião do seu Comité Consultivo, dois fóruns de diálogo e cooperação do setor.</p><h2>COI: membros valem 95% da produção mundial</h2><p>Recorde-se que os <strong>países membros do COI representam cerca de 95% da produção mundial</strong> de azeite e azeitonas de mesa.</p><p>Nas últimas seis décadas, <strong>tanto a produção como o consumo mundial de azeite triplicaram</strong>. Nesta altura, cerca de <strong>45% do consumo mundial ocorre fora dos países produtores tradicionais </strong>e já se encontram implantados olivais nos cinco continentes.</p><p>Jaime Lillo, diretor executivo do COI, explica que “<strong>o azeite já não é apenas um produto mediterrânico; atualmente, é consumido em todo o mundo</strong> e os principais motores de crescimento da procura encontram-se em mercados cada vez mais diversificados”.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lisboa-recebe-o-congresso-mundial-do-azeite-e-reune-os-maiores-especialistas-internacionais-do-setor-1782927726276.jpg" data-image="nfmb4y660sc1" alt="Utilização de azeite na cozinha" title="Utilização de azeite na cozinha"><figcaption>Em 2025, Portugal exportou 228.599 toneladas de azeite, gerando mais de mil milhões de euros em receitas externas e mantendo um saldo comercial positivo de cerca de 586 milhões de euros.</figcaption></figure><p>É por isso que essa internacionalização também exige “mais cooperação e mais partilha de conhecimentos e normas de qualidade sólidas”, alerta Jaime Lillo.</p><h2>Adaptar o olival às alterações climáticas </h2><p>Mas há mais preocupações em cima da mesa. Os participantes na 123.ª sessão do Conselho de Membros do Conselho Oleícola Internacional (COI) e na 66.ª reunião do seu Comité Consultivo dizem que os <strong>principais desafios nos próximos anos passam por “melhorar a resiliência do setor face às alterações climáticas</strong>”.</p><p>E sublinham que também é necessário “<strong>gerir a volatilidade dos mercados, impulsionar sistemas de produção cada vez mais sustentáveis</strong>, abrir novas oportunidades comerciais e continuar a reforçar a confiança dos consumidores através de normas internacionais de qualidade rigorosas e harmonizadas”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="756065" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/producao-de-azeite-em-portugal-cai-10-mas-estao-garantidos-elevados-padroes-de-qualidade.html" title="Produção de azeite em Portugal cai 10% mas estão garantidos “elevados padrões de qualidade”">Produção de azeite em Portugal cai 10% mas estão garantidos “elevados padrões de qualidade”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/producao-de-azeite-em-portugal-cai-10-mas-estao-garantidos-elevados-padroes-de-qualidade.html" title="Produção de azeite em Portugal cai 10% mas estão garantidos “elevados padrões de qualidade”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/producao-de-azeite-em-portugal-cai-10-mas-estao-garantidos-elevados-padroes-de-qualidade-1772050038668_320.jpg" alt="Produção de azeite em Portugal cai 10% mas estão garantidos “elevados padrões de qualidade”"></a></article></aside><p>O <strong>ministro da Agricultura de Portugal</strong>, que tutela este setor, não podia estar mais satisfeito com a realização do congresso do COI em Portugal.</p><p>“O facto de Portugal receber a segunda edição do Olive Oil World Congress é o <strong>reconhecimento do percurso que o país tem realizado no setor oleícola</strong>. Hoje somos um dos principais produtores e exportadores mundiais de azeite, resultado de anos de investimento, modernização, inovação tecnológica e aposta na qualidade, fatores que colocaram o <strong>azeite português entre os mais valorizados nos mercados internacionais</strong>”, afirma José Manuel Fernandes.</p><div class="texto-destacado">O presidente da Direção da Olivum – Associação de Olivicultores e Lagares de Portugal, por sua vez, garante que a realização deste congresso em Lisboa “confirma a crescente projeção internacional do país neste setor”. Pedro Lopes não tem dúvidas de que “Portugal é hoje um país com uma voz cada vez mais relevante no panorama mundial do azeite. Crescemos muito nos últimos anos, modernizámos o olival, investimos em tecnologia, inovamos no campo e nos lagares, e produzimos azeites de excelência, reconhecidos nacional e internacionalmente”, sublinha.</div><p>Há vários <strong>temas centrais em debate e que se prendem com o futuro da fileira</strong>.</p><p>Um deles é o <strong>problema das alterações climáticas e da adaptação aos fenómenos climatéricos extremos</strong>, sobretudo as secas severas, que condicionam a produtividade e, até, a viabilidade das oliveiras.</p><h2>Inteligência artificial na agricultura</h2><p>Por outro lado, a <strong>digitalização e a aplicação da inteligência artificial à produção agrícola</strong>, a qualidade e autenticidade do azeite e os impactos da instabilidade geopolítica nos mercados internacionais também estarão em debate.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="751795" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tribunal-de-contas-europeu-critica-controlos-do-azeite-na-ue-regras-nem-sempre-sao-totalmente-aplicadas.html" title="Tribunal de Contas Europeu critica controlos do azeite na UE. Regras “nem sempre são totalmente aplicadas”">Tribunal de Contas Europeu critica controlos do azeite na UE. Regras “nem sempre são totalmente aplicadas”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tribunal-de-contas-europeu-critica-controlos-do-azeite-na-ue-regras-nem-sempre-sao-totalmente-aplicadas.html" title="Tribunal de Contas Europeu critica controlos do azeite na UE. Regras “nem sempre são totalmente aplicadas”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tribunal-de-contas-europeu-critica-controlos-do-azeite-na-ue-regras-nem-sempre-sao-totalmente-aplicadas-1769799028350_320.jpg" alt="Tribunal de Contas Europeu critica controlos do azeite na UE. Regras “nem sempre são totalmente aplicadas”"></a></article></aside><p>Os <strong>oradores são especialistas nacionais e internacionais</strong> provenientes da investigação, da indústria e das organizações representativas do setor.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lisboa-recebe-o-congresso-mundial-do-azeite-e-reune-os-maiores-especialistas-internacionais-do-setor-1782927900474.jpg" data-image="2xwwna4agzmf" alt="Azeitonas" title="Azeitonas"><figcaption>O presidente da Direção da Olivum – Associação de Olivicultores e Lagares de Portugal, garante que este congresso em Lisboa “confirma a crescente projeção internacional do país neste setor”. </figcaption></figure><p>A relevância económica da fileira do azeite para Portugal continua a ser expressiva. Para a <strong>campanha 2025/2026, estima-se uma produção de cerca de 179 mil toneladas</strong>, valor semelhante ao da campanha anterior e 15% acima da média das últimas cinco campanhas.</p><p>Em 2025, <strong>Portugal exportou 228.599 toneladas de azeite</strong>, gerando mais de mil milhões de euros em receitas externas e mantendo um saldo comercial positivo de cerca de 586 milhões de euros.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/lisboa-recebe-o-congresso-mundial-do-azeite-e-reune-os-maiores-especialistas-internacionais-do-setor.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Verão fresco na Tunísia e na Líbia: o alívio térmico que Portugal tanto desejava está no Saara]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/verao-fresco-na-tunisia-e-na-libia-o-alivio-termico-que-portugal-tanto-desejava-esta-no-saara.html</link><pubDate>Thu, 02 Jul 2026 06:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Enquanto Portugal continental enfrenta um episódio de calor excecional, várias regiões da Tunísia e da Líbia deverão registar temperaturas abaixo da média para a época. Os mapas meteorológicos revelam um contraste invulgar, explicado pela circulação atmosférica prevista para os próximos dias.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xakaguu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xakaguu.jpg" id="xakaguu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p> Enquanto <strong>Portugal continental</strong> continua sob uma massa de ar muito quente, várias zonas da <strong>Tunísia e da Líbia</strong> deverão registar temperaturas abaixo da média, devido a uma circulação atmosférica que transporta calor para a Península Ibérica e ar mais fresco para o Norte de África. </p><h2>Portugal muito mais quente do que o Norte de África oriental</h2><p>Os mapas de <strong>anomalia da temperatura</strong> evidenciam de forma clara este contraste. Sobre Portugal continental predominam anomalias positivas muito expressivas, enquanto grande parte da Tunísia e do norte da Líbia apresenta valores negativos relativamente à média climatológica.</p><p>Apesar de continuarem a registar temperaturas elevadas para a época, estas regiões do Norte de África deverão apresentar valores inferiores ao habitual, contrastando com o calor excecional previsto para Portugal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/verao-fresco-na-tunisia-e-na-libia-o-alivio-termico-que-portugal-tanto-desejava-esta-no-saara-1782936284799.png" data-image="ha787oz4nwv3" alt="Anomalia da temperatura prevista para sexta-feira, 3 de julho, às 16h" title="Anomalia da temperatura prevista para sexta-feira, 3 de julho, às 16h"><figcaption>Portugal apresenta anomalias positivas acentuadas, enquanto Tunísia e Líbia registam temperaturas abaixo da média para a época.</figcaption></figure><p>Este contraste demonstra que a origem geográfica de uma massa de ar nem sempre coincide com as zonas onde se registam as temperaturas mais elevadas. A configuração atmosférica prevista favorece precisamente este cenário.</p><h2>Uma circulação atmosférica muito distinta explica o contraste</h2><p>À superfície, <strong>os mapas mostram que Portugal continuará sob influência de ar extremamente quente</strong>, impulsionado por uma circulação de leste e sudeste que transporta calor desde o Norte de África até à Península Ibérica.</p><p>Já sobre <strong>a Tunísia e a Líbia, a circulação prevista permitirá a entrada de uma massa de ar relativamente mais fresca</strong>, suficiente para fazer descer as temperaturas abaixo dos valores habituais para esta altura do ano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/verao-fresco-na-tunisia-e-na-libia-o-alivio-termico-que-portugal-tanto-desejava-esta-no-saara-1782936335484.png" data-image="3pslkgd7px8e" alt="Temperatura prevista para sexta-feira, 3 de julho, às 16h" title="Temperatura prevista para sexta-feira, 3 de julho, às 16h"><figcaption>Enquanto Portugal continua sob temperaturas muito elevadas, a Tunísia e a Líbia registam valores relativamente mais baixos.</figcaption></figure><p>Embora os termómetros continuem a rondar ou ultrapassar os <strong>30 ºC</strong> em várias zonas do Norte de África, importa distinguir temperatura absoluta de anomalia térmica. O que torna este episódio invulgar é precisamente o facto de <strong>essas temperaturas serem inferiores ao normal para o início de julho</strong>.</p><h2>A atmosfera confirma o comportamento oposto entre as duas regiões</h2><p>A cerca de <strong>1500 metros de altitude (850 hPa)</strong> observa-se igualmente uma <strong>diferença muito marcada entre a Península Ibérica e o Norte de África oriental</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776646" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-que-acontecera-em-portugal-apos-a-cupula-de-calor-na-terca-dia-7-o-anticiclone-dos-acores-comeca-a-enfraquecer.html" title="O que acontecerá em Portugal após a cúpula de calor: na terça, dia 7, o Anticiclone dos Açores começa a enfraquecer">O que acontecerá em Portugal após a cúpula de calor: na terça, dia 7, o Anticiclone dos Açores começa a enfraquecer</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-que-acontecera-em-portugal-apos-a-cupula-de-calor-na-terca-dia-7-o-anticiclone-dos-acores-comeca-a-enfraquecer.html" title="O que acontecerá em Portugal após a cúpula de calor: na terça, dia 7, o Anticiclone dos Açores começa a enfraquecer"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-acontecera-em-portugal-apos-a-cupula-de-calor-na-terca-dia-7-o-anticiclone-dos-acores-comeca-a-enfraquecer-1782911717657_320.jpg" alt="O que acontecerá em Portugal após a cúpula de calor: na terça, dia 7, o Anticiclone dos Açores começa a enfraquecer"></a></article></aside><p>Sobre Portugal instala-se uma massa de ar significativamente mais quente do que a climatologia, enquanto a Tunísia e a Líbia ficam sob influência de ar relativamente mais fresco, refletindo-se nas anomalias negativas previstas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/verao-fresco-na-tunisia-e-na-libia-o-alivio-termico-que-portugal-tanto-desejava-esta-no-saara-1782936379363.png" data-image="4lgaycrnbmoy" alt="Anomalia da temperatura a 850 hPa prevista para sexta-feira, 3 de julho, às 16h" title="Anomalia da temperatura a 850 hPa prevista para sexta-feira, 3 de julho, às 16h"><figcaption>As anomalias negativas em altitude sobre Tunísia e Líbia contrastam com os valores muito acima da média previstos para Portugal.</figcaption></figure><p>Este padrão confirma que a atmosfera apresenta comportamentos distintos nas duas margens do Mediterrâneo, <strong>apesar da reduzida distância geográfica entre ambas</strong>.</p><h2>Portugal continuará sob uma massa de ar excecionalmente quente</h2><p>Os mapas da temperatura a <strong>850 hPa</strong> mostram ainda que a massa de ar muito quente permanecerá instalada sobre Portugal continental durante os próximos dias.</p><p>Esta situação continuará a favorecer temperaturas muito elevadas à superfície, sobretudo no interior, enquanto <strong>o Norte de África oriental permanecerá relativamente protegido do calor mais intenso</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/verao-fresco-na-tunisia-e-na-libia-o-alivio-termico-que-portugal-tanto-desejava-esta-no-saara-1782936440100.png" data-image="jf3xdet3va06" alt="Temperatura a 850 hPa prevista para sexta-feira, 3 de julho, às 16h" title="Temperatura a 850 hPa prevista para sexta-feira, 3 de julho, às 16h"><figcaption>A massa de ar muito quente mantém-se sobre Portugal, enquanto valores menos elevados predominam sobre Tunísia e Líbia.</figcaption></figure><p>Apesar deste contraste, <strong>os modelos meteorológicos continuam a indicar que o calor persistirá em Portugal durante vários dias</strong>, pelo que será importante acompanhar as próximas atualizações para avaliar a evolução deste episódio e perceber quando começará o seu enfraquecimento.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/verao-fresco-na-tunisia-e-na-libia-o-alivio-termico-que-portugal-tanto-desejava-esta-no-saara.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item></channel></rss>