<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Wed, 08 Apr 2026 18:00:11 +0000</lastBuildDate><pubDate>Wed, 08 Apr 2026 18:00:11 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Plano nacional para proteger insetos polinizadores conta dois milhões de euros até 2027]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/plano-nacional-para-proteger-insetos-polinizadores-conta-dois-milhoes-de-euros-ate.html</link><pubDate>Wed, 08 Apr 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A estratégia do Ministério do Ambiente acolheu contributos de cientistas, organizações e cidadãos para reforçar a monitorização, a investigação, a sensibilização e a divulgação de boas práticas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/plano-nacional-para-proteger-insetos-polinizadores-conta-dois-milhoes-de-euros-ate-1775651652529.jpg" data-image="yz8wkrht7yl3" alt="abelha-do-mel (Apis mellifera L.)" title="abelha-do-mel (Apis mellifera L.)"><figcaption>Portugal tem mais de 600 espécies de abelhas polinizadoras, sendo a abelha-do-mel (Apis mellifera L.) a mais comum. Foto: Franco Patrizia via Pixabay</figcaption></figure><p>Aumentar a investigação sobre as causas do declínio dos insetos, promover a sua proteção e consciencializar a população portuguesa sobre a importância dos seus serviços ecossistémicos são as principais linhas orientadoras do novo <strong>Plano para a Conservação e a Sustentabilidade dos Insetos Polinizadores em Portugal</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/plano-nacional-para-proteger-insetos-polinizadores-conta-dois-milhoes-de-euros-ate-1775651748671.jpg" data-image="v9q9kp35hyvj" alt="escaravelho-das-flores (Oxythyrea funesta)" title="escaravelho-das-flores (Oxythyrea funesta)"><figcaption>O escaravelho-das-flores é um excelente polinizador e pode ser observado em todo o território, especialmente em prados e jardins. Foto: Pixabay</figcaption></figure><p>A estratégia, aprovada esta semana pelo Governo, conta com um <strong>financiamento</strong> de <strong>dois milhões de euros</strong> provenientes do Fundo Ambiental. A verba será aplicada nos próximos dois anos com o intuito de desenvolver iniciativas como a <strong>monitorização</strong> dos polinizadores, o <strong>restauro</strong> <strong>de habitats</strong>, a <strong>capacitação científica</strong> e a <strong>divulgação</strong> <strong>de boas práticas</strong> no país. </p><div class="texto-destacado"><strong>“Com este plano, reforçamos o conhecimento científico, mobilizamos a sociedade e criamos condições para proteger estas espécies e garantir paisagens mais resilientes para o futuro”</strong> <br>Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho</div><p>Desenvolvida no âmbito do <strong>projeto PolinizAÇÃO</strong> e em articulação com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), a elaboração do programa, segundo o Ministério do Ambiente e Energia, contou ainda com o contributo de <strong>especialistas</strong>, de <strong>entidades públicas e privadas</strong>, de membros da <strong>rede poli.net</strong> e de <strong>cidadãos</strong>. </p><table><thead><tr><th> <strong><em>Polinizadores com mais registos de observação em Portugal</em></strong> </th></tr></thead><tbody><tr><td><ol><li>Abelha-do-mel (<em>Apis melífera</em>)</li><li>Abelhão terrestre (<em>Bombus terrestres</em>)</li><li>Jaquetão-das-flores-mediterrânico (<em>Oxythyrea funesta</em>)</li><li>Besouro-capuchinho (<em>Heliotautos ruficollis</em>)</li><li>Mosca-zangão- europeia (<em>Eristalis tenax</em>)</li><li>Borboleta-pequena-da-couve (<em>Pieris rapae</em>)</li><li>Mosca-das-flores-comum (<em>Episyrphus balteatus</em>)</li><li>Borboleta-da-couve (<em>Pieris brassicae</em>)</li><li>Mosca-gafanhoto (<em>Stomorhona lunata</em>)</li><li>Mosca-das-flores-alongada (<em>Sphaerophoria scripta</em>)</li></ol><ol></ol></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="1"><p>Fonte: Projeto PolinizAÇÃO</p></td></tr></tbody></table><p>Procurando desenvolver um plano abrangente, o programa visa incluir uma elevada densidade de polinizadores, com 746 espécies de <strong>abelhas</strong>, 148 de <strong>borboletas diurnas</strong>, cerca de 2.600 <strong>borboletas noturnas</strong> e ainda 221 espécies de sirfídeos, conhecidos como <strong>moscas-das-flores</strong>, entre outros grupos.</p><h2>As grandes ameaças</h2><p>Os polinizadores desempenham um serviço vital para os ecossistemas, assegurando o equilíbrio na natureza, na agricultura e no bem-estar humano. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/plano-nacional-para-proteger-insetos-polinizadores-conta-dois-milhoes-de-euros-ate-1775653219318.jpg" data-image="7l7y0icx7svt" alt="Polinizadores em Portugal" title="Polinizadores em Portugal"><figcaption>Apesar das dimensões reduzidas do território português, em comparação com outros países europeus, Portugal alberga uma elevada diversidade de polinizadores. Imagens: Canva e Creative Commons</figcaption></figure><p><strong>Embora a sua importância seja amplamente reconhecida, os insetos estão atualmente sujeitos a inúmeras pressões, </strong>desde alterações do uso e da ocupação do solo, promovendo a uniformização da paisagem, até invasões biológicas e alterações climáticas.</p><div class="texto-destacado">Dos himenópteros – vespas, abelhas e formigas – a maior espécie polinizadora de Portugal é a vespa-mamute. Podendo atingir 60 mm, é uma das maiores vespas da Europa e, muitas vezes, confundida com a vespa asiática. </div><p>Estes constrangimentos representam uma séria <strong>ameaça à conservação de biodiversidade funcional</strong>, bem como à produção sustentável de alimentos cultivados.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="742021" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quanto-vale-o-trabalho-que-os-polinizadores-fazem-pela-agricultura-em-portugal.html" title="Quanto vale o trabalho que os polinizadores fazem pela agricultura em Portugal?">Quanto vale o trabalho que os polinizadores fazem pela agricultura em Portugal?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quanto-vale-o-trabalho-que-os-polinizadores-fazem-pela-agricultura-em-portugal.html" title="Quanto vale o trabalho que os polinizadores fazem pela agricultura em Portugal?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quanto-vale-o-trabalho-que-os-polinizadores-fazem-pela-agricultura-em-portugal-1764598004466_320.jpg" alt="Quanto vale o trabalho que os polinizadores fazem pela agricultura em Portugal?"></a></article></aside><p>Em Portugal existem mais de <strong>mil espécies de insetos polinizadores</strong>, entre abelhas, abelhões, vespas, moscas, borboletas e escaravelhos. Se os insetos polinizadores desaparecerem, a maioria das plantas não conseguirá reproduzir-se e acabará também por desaparecer. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/plano-nacional-para-proteger-insetos-polinizadores-conta-dois-milhoes-de-euros-ate-1775652292443.jpg" data-image="nacbgn13rlxy" alt="mosca-das-flores-comum (Episyrphus balteatus)" title="mosca-das-flores-comum (Episyrphus balteatus)"><figcaption>A mosca-das-flores-comum (Episyrphus balteatus) é uma das 221 espécies de sirfídeos observadas em todo o território nacional. Foto: Pixabay</figcaption></figure><p>Como consequência, os humanos e outros animais deixarão de ter importantes fontes de alimentos (frutos, sementes, entre outros) e os ecossistemas naturais ficarão seriamente fragilizados. </p><div class="texto-destacado">Sabia que a borboleta-do-medronheiro, que podemos ver a voar entre março e outubro, é uma das maiores borboletas diurnas polinizadoras em Portugal? Com 80 mm é a espécie diurna com maior envergadura da Europa, ocorrendo em quase todo o território português, em especial no Algarve e na área de Lisboa. </div><p>O objetivo do Plano de Ação para a Conservação e Sustentabilidade dos Polinizadores é, como tal, desenvolver uma <strong>estratégia nacional</strong> que visa reforçar o conhecimento científico e a monitorização das espécies polinizadoras, promover <strong>modelos sustentáveis de gestão do território</strong>, lançar iniciativas de educação e comunicação e integrar medidas de conservação nas políticas públicas da administração central e regional.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.portugal.gov.pt/pt/gc25/comunicacao/noticia?i=aprovado-plano-de-defesa-dos-polinizadores-para-proteger-biodiversidade" target="_blank">Aprovado plano de defesa dos polinizadores para proteger biodiversidade</a>. Portugal.gov.pt</em></p><p><em><a href="https://www.pollinet.pt/poliniza%C3%A7%C3%A3o" target="_blank">Projeto PolinizAÇÃO</a> - Plano de Ação para os Polinizadores</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/plano-nacional-para-proteger-insetos-polinizadores-conta-dois-milhoes-de-euros-ate.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Alfredo Graça avisa sobre o ar polar marítimo que afetará Portugal entre sábado e domingo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-avisa-sobre-o-ar-polar-maritimo-que-afetara-portugal-entre-sabado-e-domingo.html</link><pubDate>Wed, 08 Apr 2026 15:59:03 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nos próximos dias Portugal continental estará à mercê de uma autêntica montanha-russa das temperaturas. Primeiro uma subida térmica acentuada e depois, nos dias 11 e 12 de abril, o ar polar regressará em força. Saiba que efeitos provocará no tempo.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa4tohs"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa4tohs.jpg" id="xa4tohs"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Nos próximos dias o estado do tempo em Portugal continental continuará a ser marcado por uma <strong>montanha-russa das temperaturas</strong>. Ontem e hoje foram dias substancialmente mais frescos (depressão com ar polar provocou descida acentuada das temperaturas e chuva ou granizo com trovoada) e amanhã e sexta, 9 e 10 de abril, espera-se que sejam dias substancialmente mais quentes, evidenciando-se um <strong>padrão de forte variabilidade térmica</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>No Norte e Centro do país as temperaturas máximas irão esta quinta-feira (9) registar uma subida de até 13 ºC! No entanto, <strong>para o fim de semana vislumbra-se outro drástico arrefecimento meteorológico</strong>.</p><h2>Ar polar marítimo será a grande novidade do fim de semana de 11 e 12 de abril </h2><p>A partir de sábado (11) prevê-se que a situação meteorológica altere novamente de forma significativa. Uma nova ondulação do jato polar (ocorre quando o mesmo forma um meandro), associada a um regime de bloqueio anticiclónico escandinavo (bloqueia a circulação normal de oeste), permitirá <strong>a descida de ar polar das latitudes altas</strong>, desde regiões próximas das Gronelândia e do norte do oceano Atlântico Norte, <strong>para latitudes mais baixas</strong>.</p><p><strong>No sábado (11) já será bem percetível o arrefecimento do estado do tempo em Portugal continental</strong>, estando previsto que esta tendência térmica se acentue ainda mais nos dias seguintes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-avisa-sobre-o-ar-polar-maritimo-que-afetara-portugal-entre-sabado-e-domingo-1775662445067.png" data-image="e226n3b3in6d"><figcaption>Em pleno período diurno do próximo domingo, 12 de abril, preveem-se anomalias térmicas negativas praticamente de norte a sul de Portugal continental (-1 ºC até -6 ºC). Anomalias de temperatura correspondem à diferença entre o valor previsto e o valor médio das normais climatológicas de referência, que pode ser superior ao normal (anomalia positiva) ou inferior ao normal (anomalia negativa).</figcaption></figure><p>Com o anticiclone dos Açores deslocado para oeste e a presença de uma depressão muito cavada (muito intensa) a oeste das ilhas Britânicas, cria-se o gradiente de pressão ideal para que o ar seja forçado a escoar no sentido Noroeste-Sudeste. <strong>No nosso país o vento passará a soprar predominantemente de Noroeste</strong>,<strong> </strong>manifestando-se como um sinal típico da chegada de uma massa de ar polar<strong> marítimo</strong>. Com o vento forte, a sensação de frio e desconforto térmico tenderá a acentuar.</p><h2>Saiba o que esperar do tempo no sábado e domingo, dias 11 e 12 de abril</h2><p>As <strong>massas de ar polar marítimo</strong> são frias e húmidas, tornando-se instáveis quando atravessam águas mais quentes do Atlântico ao descerem em latitude. Assim, além do <strong>frio</strong>, também provocam <strong>precipitação</strong>. No entanto, como já é <strong>habitual com este tipo de advecção procedente de Noroeste</strong>, grande parte da nebulosidade e precipitação (chuva ou neve) que chega à Península Ibérica <strong>tende a ficar retida na Cordilheira Cantábrica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-avisa-sobre-o-ar-polar-maritimo-que-afetara-portugal-entre-sabado-e-domingo-1775662885451.png" data-image="2k5r6hihjqhq"><figcaption>Neste mapa de previsão da temperatura do ar a cerca de 3000 metros de altitude para domingo, 12 de abril, observa-se a presença do ar polar que descerá em latitude até alcançar a Península Ibérica, provocando uma descida acentuada das temperaturas.</figcaption></figure><p> Esta enorme barreira orográfica, situada no norte de Espanha, funciona como um bloqueio da humidade, pelo que <strong>em Portugal continental a precipitação associada costuma ser pouco significativa </strong>(o que não significa que não ocorra, simplesmente a sua probabilidade diminui). Deste modo, o efeito que mais sentiremos na nossa geografia será a descida acentuada das temperaturas máximas, sobretudo nas Regiões Norte e Centro. </p><p>Não obstante, <strong>para sábado (11), ainda se preveem aguaceiros, mais prováveis e frequentes nas Regiões Norte e Centro</strong>, não se excluindo a possibilidade de que sejam pontualmente acompanhados de <strong>trovoada</strong>, especialmente no interior. Como já foi mencionado, o vento soprará com intensidade suficiente para produzir <strong>rajadas até 90 km/h</strong>, especialmente nas terras altas e no litoral Oeste.</p><table><thead><tr><th>Cidades</th><th>Temperatura máxima prevista sábado 11 de abril</th><th>Temperatura máxima prevista domingo 12 abril</th><th>Temperatura mínima prevista sábado 11 abril</th><th>Temperatura mínima prevista domingo 12 abril</th></tr></thead><tbody><tr><td>Porto</td><td>16 ºC</td><td>14 ºC</td><td>10 ºC</td><td>7 ºC</td></tr><tr><td>Lisboa</td><td>18 ºC</td><td>16 ºC</td><td>11 ºC</td><td>11 ºC</td></tr><tr><td>Bragança</td><td>19 ºC</td><td>14 ºC</td><td>6 ºC</td><td>-1 ºC</td></tr><tr><td>Coimbra </td><td>17 ºC</td><td>16 ºC</td><td>10 ºC</td><td>6 ºC</td></tr><tr><td>Faro</td><td>23 ºC</td><td>20 ºC</td><td>12 ºC</td><td>9 ºC</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="5">Fonte: Meteored Portugal</td></tr></tbody></table><p>No<strong> domingo (12) </strong>o ar frio consolidará a sua influência, instalando-se em pleno sobre a nossa geografia e provocando uma nova descida das temperaturas, tanto máximas, como mínimas. <strong>No interior voltarão a registar-se temperaturas mínimas negativas</strong>. Não se descarta a possibilidade de formação de gelo ou geada em alguns locais mais abrigados do interior Norte e Centro. O céu apresentar-se-á agora menos nublado, persistindo a hipótese de chuviscos dispersos no Norte e Centro do país.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762850" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-previsao-de-variacao-de-temperatura-para-quinta-feira-esta-quase-fora-da-escala-ate-13-c-de-subida.html" title="A previsão de variação de temperatura para quinta-feira está quase fora da escala: até 13 ºC de subida">A previsão de variação de temperatura para quinta-feira está quase fora da escala: até 13 ºC de subida</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-previsao-de-variacao-de-temperatura-para-quinta-feira-esta-quase-fora-da-escala-ate-13-c-de-subida.html" title="A previsão de variação de temperatura para quinta-feira está quase fora da escala: até 13 ºC de subida"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-previsao-de-variacao-de-temperatura-para-quinta-feira-esta-quase-fora-da-escala-ate-13-c-de-subida-1775649995585_320.jpg" alt="A previsão de variação de temperatura para quinta-feira está quase fora da escala: até 13 ºC de subida"></a></article></aside><p>O vento continuará a soprar de noroeste, embora ligeiramente menos intenso. Esperam-se rajadas nas terras altas e litoral Oeste de até 80 km/h. <strong>O acentuado arrefecimento noturno será dominante ao longo do fim de semana de 11 e 12 de abril</strong>, algo para o qual contribuirá a crescente influência do anticiclone (sobretudo no domingo, dia 12) e a presença do ar polar em território nacional.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-avisa-sobre-o-ar-polar-maritimo-que-afetara-portugal-entre-sabado-e-domingo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Origens dos animais antigos: os fósseis recuam a cronologia evolutiva em 4 milhões de anos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/origens-dos-animais-antigos-os-fosseis-recuam-a-cronologia-evolutiva-em-4-milhoes-de-anos.html</link><pubDate>Wed, 08 Apr 2026 14:19:45 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Cientistas descobrem um sítio fóssil que revela a existência de vários animais primitivos antes da explosão do Cambriano, sugerindo que a vida complexa evoluiu mais cedo do que se pensava e oferecendo novas perspetivas sobre a história da evolução.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ancient-animal-origins-fossils-push-the-evolutionary-timeline-back-by-4-million-years-1775390180198.jpg" data-image="o213e26eqdo5" alt="reconstrucción" title="reconstrucción"><figcaption>Reconstrução da biota de Jiangchuan de 554 a 539 milhões de anos atrás. Crédito: Xiaodong Wang.</figcaption></figure><p>Um novo estudo publicado na revista Science por investigadores do Museu de História Natural e do Departamento de Ciências da Terra da Universidade de Oxford, juntamente com investigadores da Universidade de Yunnan, na China, descreve <strong>um sítio fóssil recentemente descoberto</strong> no sudoeste da China.</p><p>Este <strong>novo sítio transformou a compreensão científica da origem da vida animal na Terra</strong>, mostrando que muitos grupos animais importantes já tinham evoluído antes do período Cambriano.</p><h2>Quando é que a vida animal começou a diversificar-se?</h2><p>O início do período Cambriano foi considerado uma das épocas mais transformadoras da história da Terra, quando <strong>a rápida diversificação da vida animal conduziu a uma maior complexidade e diversidade entre formas de vida semelhantes</strong>. Este evento, conhecido como a explosão cambriana, começou há cerca de 535 milhões de anos.</p><div class="texto-destacado">No entanto, <strong>os resultados do estudo sugerem que pode ter começado 4 milhões de anos antes deste evento</strong>, no final do período Ediacarano.</div><p>O Dr. Gaorong Li, principal autor do estudo do Museu de História Natural da Universidade de Oxford, afirmou: "A nossa descoberta preenche uma lacuna importante nas fases iniciais da diversificação animal".</p><p>Pela primeira vez, mostramos que <strong>muitos animais complexos, que normalmente só se encontram no Cambriano, estavam presentes no período Ediacarano</strong>, o que significa que evoluíram muito mais cedo do que o demonstrado anteriormente pelas provas fósseis".</p><p>A descoberta do sítio fossilífero Jiangchuan Biota, na província de Yunnan, no sudoeste da China, <strong>produziu mais de 700 fósseis com idades compreendidas entre 554 e 539 milhões de anos atrás</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="758781" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tempestades-destaparam-fosseis-de-baleias-com-10-milhoes-de-anos-na-costa-de-grandola.html" title="Tempestades destaparam fósseis de baleias com 10 milhões de anos na costa de Grândola">Tempestades destaparam fósseis de baleias com 10 milhões de anos na costa de Grândola</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tempestades-destaparam-fosseis-de-baleias-com-10-milhoes-de-anos-na-costa-de-grandola.html" title="Tempestades destaparam fósseis de baleias com 10 milhões de anos na costa de Grândola"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempestades-destaparam-fosseis-de-baleias-com-10-milhoes-de-anos-na-costa-de-grandola-1773404441790_320.jpg" alt="Tempestades destaparam fósseis de baleias com 10 milhões de anos na costa de Grândola"></a></article></aside><p>Revelou uma comunidade diversificada de animais de Ediacaran, incluindo grupos não descritos do período Cambriano. Surpreendentemente, os fósseis também incluíam o que se acredita serem o<strong>s mais antigos parentes conhecidos dos deuterostómios</strong>, um grupo que inclui vertebrados modernos como os peixes e os humanos. <strong>Os novos fósseis fazem recuar o registo fóssil dos deuterostómios até ao período Ediacarano</strong>.</p><p>Foram descobertos fósseis de <strong>antigos parentes das estrelas-do-mar e dos vermes da bolota</strong>, com um corpo em forma de U, ligado ao fundo do mar por um pedúnculo e tentáculos para se alimentarem. De acordo com o Dr. Frankie Dunn, esta descoberta no período Ediacarano sugere que<strong> os primeiros cordados podem também ter existido nessa altura</strong>.</p><div class="texto-destacado">“Por exemplo, uma espécie parece-se muito com o verme da areia do filme Dune”, acrescentou o Dr. Dunn.</div><p>Entre os outros grupos ancestrais descobertos encontram-se <strong>animais semelhantes a vermes bilaterais</strong> com adaptações alimentares complexas, bem como<strong> fósseis raros de ctenóforos primitivos</strong>.</p><p>Muitos espécimes apresentavam combinações únicas de caraterísticas anatómicas, como estruturas de alimentação e tentáculos virados para o exterior, que <strong>não correspondem às de qualquer outra espécie conhecida do período Ediacarano ou Cambriano</strong>.</p><p>O Professor Luke Parry afirmou que a descoberta revelou <strong>uma comunidade de transição entre o Ediacarano e o Cambriano</strong> e que os fósseis eram “totalmente únicos e inesperados”.</p><h2>Os resultados respondem a questões relacionadas com a evolução</h2><p>Os resultados do estudo ajudam a resolver um enigma há muito debatido na biologia evolutiva.<strong> Os fósseis moleculares e de pegadas sugerem que as linhagens de animais se diversificaram antes da explosão do Cambriano</strong>; até à data, não foram encontrados fósseis destes animais complexos no Ediacarano.</p><p>A maioria dos sítios fósseis do Ediacarano preserva os espécimes principalmente sob a forma de impressões; os <strong>fósseis do Biota de Jiangchuan são preservados como filmes carbonáceos</strong>. Este método único de preservação revela pormenores anatómicos como o intestino, as estruturas de alimentação e os órgãos locomotores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ancient-animal-origins-fossils-push-the-evolutionary-timeline-back-by-4-million-years-1775390440528.jpg" data-image="128zspthd9dc" alt="equipo de investigación" title="equipo de investigación"><figcaption>Parte da equipa de investigação da Universidade de Oxford e da Universidade de Yunnan durante o trabalho de campo em junho de 2024 na secção Biota de Jiangchuan. Crédito: Gaorong Li.</figcaption></figure><p>O Professor Associado Ross Anderson afirmou: "Os nossos resultados indicam que a aparente ausência destes grupos animais complexos noutros sítios do Ediacarano <strong>pode refletir diferenças na preservação e não uma verdadeira ausência biológica</strong>. Compressões carbonáceas como as de Jiangchuan são raras em rochas desta idade, o que significa que comunidades semelhantes podem simplesmente não ter sido preservadas noutros locais".</p><p>Os novos fósseis foram descobertos por uma equipa de investigação da Universidade de Yunnan, na China, liderada pelo Professor Peiyun Cong e pelo Professor Associado Fan Wei. As rochas do leste de Yunnan eram conhecidas por conterem fósseis, <strong>mas não tinham sido encontrados animais; apenas foram encontrados restos de algas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="744887" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-mosassauros-podiam-viver-em-agua-doce-eis-o-que-revelaram-os-fosseis.html" title="Os mosassauros podiam viver em água doce? Eis o que revelaram os fósseis">Os mosassauros podiam viver em água doce? Eis o que revelaram os fósseis</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-mosassauros-podiam-viver-em-agua-doce-eis-o-que-revelaram-os-fosseis.html" title="Os mosassauros podiam viver em água doce? Eis o que revelaram os fósseis"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/could-mososaurs-live-in-freshwater-1766004200273_320.jpg" alt="Os mosassauros podiam viver em água doce? Eis o que revelaram os fósseis"></a></article></aside><p>O Professor Associado Fan afirmou: “Após <strong>anos de trabalho de campo, encontrámos finalmente vários locais com as condições adequadas, onde os fósseis de animais</strong> são preservados juntamente com algas abundantes”.</p><p>O Professor Feng Tang, da Academia Chinesa de Ciências Geológicas, em Pequim, concluiu: "Os novos fósseis fornecem as provas mais convincentes da <strong>presença de vários animais bilaterais no final do Ediacarano, provas que as pessoas têm procurado durante décadas</strong>.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.science.org/doi/10.1126/science.adu2291" target="_blank">El amanecer del Fanerozoico: una fauna de transición del Ediacárico tardío del suroeste de China | Science</a>. Li, G., Wei, F., Wen, W., Wang, X., Lei, X., Anderson, RP, Zhao, Y., Dunn, FS, Parry, LA y Cong, P. 2 <sup>de</sup> abril de 2026.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/origens-dos-animais-antigos-os-fosseis-recuam-a-cronologia-evolutiva-em-4-milhoes-de-anos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um “tornado de morcegos” emerge de uma gruta no México: este é o fenómeno natural que fascina o mundo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-tornado-de-morcegos-emerge-de-uma-gruta-no-mexico-este-e-o-fenomeno-natural-que-fascina-o-mundo.html</link><pubDate>Wed, 08 Apr 2026 14:11:02 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Todas as noites, uma nuvem de morcegos emerge de uma gruta na Península de Yucatán, no México. As imagens hipnóticas captadas em vídeo reflectem um comportamento natural que é fundamental para o equilíbrio dos ecossistemas e a saúde das florestas.</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/qzlTlljjyxA/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=qzlTlljjyxA" id="qzlTlljjyxA"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Um impressionante “tornado de morcegos” captou a atenção de milhares de utilizadores das redes sociais depois de <strong>um vídeo gravado numa gruta da Reserva da Biosfera de Calakmul, na Península de Yucatán</strong>, no México, se ter tornado viral.</p><p>As imagens mostram <strong>uma enorme colónia de mais de quatro milhões destes mamíferos alados</strong> a abandonar o seu abrigo ao anoitecer, num movimento perfeitamente coordenado que faz lembrar um remoinho no céu.</p><p>Longe de ser um fenómeno extraordinário ou perigoso, <strong>este espetáculo é um comportamento completamente natural</strong> e benéfico para o ambiente.</p><h2>Um comportamento com vantagens evolutivas</h2><p>Os morcegos, <strong>animais noturnos por excelência</strong>, passam o dia abrigados em grutas, fendas ou cavidades. Desta forma, protegem-se dos predadores (aves de rapina, cobras e lagartos) e também das condições meteorológicas adversas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/video-impresionante-tornado-de-murcielagos-en-mexico-un-fenomeno-natural-que-fascina-al-mundo-1775568400926.jpg" data-image="9ar0mfbsr164"><figcaption>Morcegos frugívoros empoleirados numa gruta.</figcaption></figure><p>É ao cair da noite que <strong>saem em massa para se alimentarem, principalmente de insetos, frutos ou néctar</strong>. Este tipo de emergência em massa tem várias vantagens evolutivas.</p><p>Por um lado, reduz o risco individual para os predadores potenciais, uma vez que o grande número de indivíduos torna difícil a captura de um único indivíduo. Por outro lado, facilita a orientação e o início da procura de alimentos, uma vez que o grupo funciona como uma espécie de “guia coletivo”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="668824" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/pterossauro-pre-historico-descolava-com-metodo-semelhante-ao-dos-morcegos-revela-estudo-paleontologia.html" title="Pterossauro pré-histórico descolava com método semelhante ao dos morcegos, revela estudo">Pterossauro pré-histórico descolava com método semelhante ao dos morcegos, revela estudo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/pterossauro-pre-historico-descolava-com-metodo-semelhante-ao-dos-morcegos-revela-estudo-paleontologia.html" title="Pterossauro pré-histórico descolava com método semelhante ao dos morcegos, revela estudo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pterossauro-pre-historico-descolava-com-metodo-semelhante-ao-dos-morcegos-revela-estudo-1723103002888_320.jpeg" alt="Pterossauro pré-histórico descolava com método semelhante ao dos morcegos, revela estudo"></a></article></aside><p>O efeito visual do chamado “tornado de morcegos” é produzido pela forma como a colónia se organiza ao sair da gruta. Os animais rodam e agrupam-se em espiral antes de se dispersarem, criando <strong>uma coluna em movimento que pode durar vários minutos</strong>. Este padrão não é acidental, mas responde à dinâmica do voo e à comunicação entre os indivíduos.</p><h2>Um animal incompreendido e muito necessário</h2><p>Para além do seu inegável impacto visual, este fenómeno é <strong>uma demonstração clara da importância ecológica dos morcegos</strong>. Embora sejam muitas vezes injustamente associados a medos e superstições, estes animais desempenham um papel fundamental no equilíbrio dos ecossistemas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/video-impresionante-tornado-de-murcielagos-en-mexico-un-fenomeno-natural-que-fascina-al-mundo-1775568110894.jpg" data-image="xrl28oxcjkdi"><figcaption>Morcego-de-ferradura-grande (Rhinolophus ferrumequinum), em voo.</figcaption></figure><p>Os morcegos são grandes polinizadores e dispersores de sementes, além de actuarem como verdadeiros controladores de pragas, como mostra este facto: <strong>um milhão de morcegos pode consumir 10 toneladas de insectos numa só noite</strong>. Tudo isto contribui diretamente para a saúde das florestas e das culturas.</p><p>Assim, a sua conservação - e a dos habitats onde se desenvolvem - <strong>é fundamental não só para a biodiversidade, mas também para a economia agrícola</strong>. De facto, a sua abundância e diversidade são indicadores da qualidade ambiental.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-tornado-de-morcegos-emerge-de-uma-gruta-no-mexico-este-e-o-fenomeno-natural-que-fascina-o-mundo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A previsão de variação de temperatura para quinta-feira está quase fora da escala: até 13 ºC de subida]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-previsao-de-variacao-de-temperatura-para-quinta-feira-esta-quase-fora-da-escala-ate-13-c-de-subida.html</link><pubDate>Wed, 08 Apr 2026 13:49:13 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os termómetros vão registar uma subida acentuada entre hoje e amanhã, quinta-feira. As regiões Norte e Centro sentirão esta subida com maior expressão.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa4t90s"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa4t90s.jpg" id="xa4t90s"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os dias arrefeceram devido à chegada de uma depressão fria que resultou no <strong>regresso da chuva e na descida acentuada dos termómetros</strong>. No entanto, entre hoje e amanhã espera-se uma <strong>subida acentuada das temperaturas</strong> máximas, especialmente no Norte e Centro do país.</p><h2>Amanhã os termómetros podem registar valores até 13 ºC acima dos valores de hoje, quarta-feira</h2><p>Esta <strong>subida poderá rondar os 12 ou 13 ºC em vários locais destas duas regiões</strong>. Por exemplo, a cidade da Guarda deverá passar de 9 ºC de máxima para 22 ºC; Braga de 15 ºC para 27 ºC e Porto de 14 ºC para 23 ºC. A nível local, especialmente nos distritos de Braga e Porto, os <strong>valores poderão aproximar-se dos 30 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-previsao-de-variacao-de-temperatura-para-quinta-feira-esta-quase-fora-da-escala-ate-13-c-de-subida-1775649311138.png" data-image="tks24z93p41t" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Para amanhã, quinta-feira (9 de abril), os valores de temperatura máxima disparam para perto dos 30 ºC, especialmente no Norte do país.</figcaption></figure><p>A <strong>região Sul poderá ser a mais contida nesta subida</strong>, esperando-se um ligeiro aumento no Alto Alentejo e uma pequena descida no Algarve, com a cidade de Faro a poder registar máxima de 15 ºC.</p><p>Esta subida irá resultar numa <strong>inversão das anomalias térmicas</strong> que, ao longo do dia de hoje se encontram negativas na maior parte do território continental, mas que amanhã, logo a partir das primeiras horas da manhã, deverão registar valores positivos, indicando temperaturas acima da média. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a>.</strong> Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Até ao final da tarde, período mais quente do dia, <strong>estas anomalias poderão indicar valores até 10 ºC acima da normal climatológica</strong>, principalmente nos distritos do Norte e alguns do Centro, como Viseu e Guarda. Apenas o distrito de Faro e uma parte do distrito de Beja poderão indicar valores até 2 ºC abaixo do normal ou dentro do expectável para a época.</p><h2>Subida da temperatura será "sol de pouca dura"</h2><p>Estes valores mais elevados poderão <strong>manter-se na sexta-feira, com algumas pequenas variações</strong>, onde Faro registará uma subida e poderá chegar aos 18 ºC e os distritos de Vila Real e Viseu poderão ser os mais quentes do país, com valores a rondarem os 28 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762727" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vao-disparar-as-alergias-ao-amieiro-e-a-betula-no-norte-de-portugal-continental.html" title="Vão disparar as alergias ao amieiro e à bétula no Norte de Portugal continental">Vão disparar as alergias ao amieiro e à bétula no Norte de Portugal continental</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vao-disparar-as-alergias-ao-amieiro-e-a-betula-no-norte-de-portugal-continental.html" title="Vão disparar as alergias ao amieiro e à bétula no Norte de Portugal continental"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vao-disparar-as-alergias-ao-amieiro-e-a-betula-no-norte-de-portugal-continental-1775573103959_320.png" alt="Vão disparar as alergias ao amieiro e à bétula no Norte de Portugal continental"></a></article></aside><p>No entanto, <strong>no sábado, espera-se uma nova descida dos termómetros</strong>, generalizada, que deverá afetar com maior expressão o Norte e Centro do país, esperando-se temperaturas máximas entre os 13 ºC em Viana do Castelo e os 21 ºC em Faro.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-previsao-de-variacao-de-temperatura-para-quinta-feira-esta-quase-fora-da-escala-ate-13-c-de-subida.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A chuva dos próximos dias será irregular e intermitente: Bragança e Viseu serão as regiões potencialmente mais afetadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-chuva-dos-proximos-dias-sera-irregular-e-intermitente-braganca-e-viseu-serao-as-regioes-potencialmente-mais-afetadas.html</link><pubDate>Wed, 08 Apr 2026 13:27:02 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A atmosfera deverá manter-se instável nos próximos dias em Portugal, num padrão dominado por circulação de oeste a sudoeste que favorece a ocorrência de precipitação irregular, com fases de maior atividade alternadas com períodos de menor expressão.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-chuva-dos-proximos-dias-sera-irregular-e-intermitente-braganca-e-viseu-serao-as-regioes-potencialmente-mais-afetadas-1775647707340.jpeg" data-image="kr8jpo2qe96x" alt="Chuva irregular com maior impacto no interior Norte e Centro" title="Chuva irregular com maior impacto no interior Norte e Centro"><figcaption>Os episódios de chuva deverão surgir de forma intermitente, alternando entre períodos de maior intensidade e pausas, refletindo o caráter irregular da precipitação previsto, com impacto variável entre regiões.</figcaption></figure><p>Nos próximos dias, o tempo em Portugal continental será marcado por um padrão mais instável, associado a uma circulação de oeste a sudoeste que irá transportar ar mais húmido do Atlântico. Este cenário, ligado a um <strong>cavado em altitude pouco pronunciado</strong>, deverá favorecer a ocorrência de precipitação, mas sem grande organização, resultando num <strong>regime de chuva irregular e intermitente</strong>, com abertas frequentes e uma distribuição desigual no território.</p><h2>Chuva irregular nos próximos dias com aumento gradual da instabilidade</h2><p>A precipitação deverá manter-se nos próximos dias com <strong>carácter irregular</strong>, alternando entre períodos de aguaceiros e momentos de maior abertura, sobretudo no litoral e nas regiões a sul. Ao mesmo tempo, o vento de sudoeste tende a intensificar-se gradualmente, com rajadas até <strong>50–60 km/h</strong>, enquanto as temperaturas se mantêm relativamente amenas, com máximas entre <strong>18 e 22 °C</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-chuva-dos-proximos-dias-sera-irregular-e-intermitente-braganca-e-viseu-serao-as-regioes-potencialmente-mais-afetadas-1775653018194.png" data-image="y1mzugrdabk4"><figcaption>A presença de uma área depressionária a oeste da Península Ibérica induz um fluxo húmido de sudoeste, favorecendo a formação de núcleos de instabilidade pouco organizados. O resultado traduz-se em aguaceiros dispersos, que surgem de forma irregular no espaço e no tempo, com maior probabilidade nas regiões mais expostas à circulação atlântica.</figcaption></figure><p>Será, no entanto, durante o sábado que a <strong>precipitação se torna mais frequente</strong>, especialmente nas regiões <strong>Norte e Centro</strong>, ainda que sem carácter contínuo. A passagem de linhas de instabilidade, alimentadas por um fluxo marítimo mais intenso, favorece períodos de chuva mais persistente no interior, enquanto o vento se intensifica, com rajadas entre <strong>60 e 75 km/h</strong>, podendo pontualmente atingir os <strong>80 km/h</strong> no litoral oeste e nas terras altas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-chuva-dos-proximos-dias-sera-irregular-e-intermitente-braganca-e-viseu-serao-as-regioes-potencialmente-mais-afetadas-1775653045125.png" data-image="92j2smcubiqy"><figcaption>O reforço do gradiente de pressão associado à depressão aproxima-se do território, intensificando o vento de noroeste. As rajadas tornam-se mais expressivas no litoral e em áreas elevadas, contribuindo para a rápida deslocação das células de precipitação e para o carácter intermitente dos episódios de chuva.</figcaption></figure><p>Neste contexto, as <strong>temperaturas descem</strong> ligeiramente, com valores entre <strong>14 e 18 °C</strong> no Norte e Centro.</p><h2>Interior Norte e Centro com maiores acumulados, com destaque para Bragança e Viseu</h2><p>É neste enquadramento que <strong>Bragança e Viseu se destacam como as regiões potencialmente mais afetadas</strong>. No Nordeste Transmontano, os acumulados poderão atingir cerca de <strong>16 mm</strong>, enquanto na região de Viseu deverão situar-se próximo dos <strong>13 mm</strong>, refletindo a maior persistência da precipitação e o efeito do relevo, que potencia a intensidade dos aguaceiros no interior Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-chuva-dos-proximos-dias-sera-irregular-e-intermitente-braganca-e-viseu-serao-as-regioes-potencialmente-mais-afetadas-1775647371889.png" data-image="2e6itbw8k82f"><figcaption>O padrão espacial evidencia um gradiente claro entre o litoral e o interior, com núcleos de maior acumulação concentrados sobretudo no Nordeste transmontano e na região de Viseu. Estes máximos surgem associados à persistência local dos aguaceiros e à interação com o relevo, enquanto grande parte do restante território apresenta valores mais fragmentados e descontínuos.</figcaption></figure><p>No domingo, a instabilidade desloca-se gradualmente para leste, dando lugar a um <strong>cenário mais variável</strong>, com aguaceiros dispersos sobretudo no interior e abertas mais frequentes no litoral. O <strong>vento enfraquece progressivamente</strong>, ainda com rajadas até <strong>50–60 km/h</strong> nas zonas mais expostas, enquanto as temperaturas poderão recuperar ligeiramente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762852" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-modelo-europeu-altera-a-sua-previsao-de-temperaturas-para-a-semana-de-13-a-20-de-abril.html" title="O modelo europeu altera a sua previsão de temperaturas para a semana de 13 a 20 de abril">O modelo europeu altera a sua previsão de temperaturas para a semana de 13 a 20 de abril</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-modelo-europeu-altera-a-sua-previsao-de-temperaturas-para-a-semana-de-13-a-20-de-abril.html" title="O modelo europeu altera a sua previsão de temperaturas para a semana de 13 a 20 de abril"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-modelo-europeu-altera-a-sua-previsao-de-temperaturas-para-a-semana-de-13-a-20-de-abril-1775654376983_320.jpg" alt="O modelo europeu altera a sua previsão de temperaturas para a semana de 13 a 20 de abril"></a></article></aside><p>Tratando-se de uma previsão de médio prazo, poderão ainda ocorrer alguns <strong>ajustes na distribuição e intensidade da precipitação</strong>, sobretudo em função de pequenas variações na posição do cavado em altitude e na trajetória das linhas de instabilidade associadas, bem como na interação com o relevo e circulação local, sendo por isso <strong>recomendável acompanhar</strong> atentamente as atualizações das previsões meteorológicas nos próximos dias e a eventual evolução do padrão atmosférico previsto.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-chuva-dos-proximos-dias-sera-irregular-e-intermitente-braganca-e-viseu-serao-as-regioes-potencialmente-mais-afetadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O modelo europeu altera a sua previsão de temperaturas para a semana de 13 a 20 de abril]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-modelo-europeu-altera-a-sua-previsao-de-temperaturas-para-a-semana-de-13-a-20-de-abril.html</link><pubDate>Wed, 08 Apr 2026 13:23:36 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O modelo europeu ECMWF aponta agora para uma semana mais fria do que o esperado entre 13 e 20 de abril, após dias de forte contraste térmico em Portugal e a entrada de ar polar associada à ondulação da corrente do jato polar.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/o-modelo-europeu-altera-a-sua-previsao-de-temperaturas-para-a-semana-de-13-a-20-de-abril-1775654376983.jpg" data-image="uhy6luz21hjn" alt="Ar polar" title="Ar polar"><figcaption>Entrada de ar polar vai provocar uma descida acentuada das temperaturas, com regresso de valores negativos em algumas regiões já no próximo fim de semana.</figcaption></figure><p>O modelo europeu ECMWF atualizou recentemente as suas previsões, apontando agora para um cenário mais frio do que o inicialmente previsto para a semana de 13 a 20 de abril. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a>.</strong> Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Antes disso, contudo, os próximos dias ainda serão marcados por <strong>forte variabilidade térmica em Portugal continental.</strong></p><h2>Quinta e sexta-feira haverá contraste térmico entre o Norte e Sul</h2><p>Nos dias 9 e 10 de abril, o território continental apresenta um contraste térmico significativo. O Norte regista temperaturas acima da média para a época, com valores que poderão atingir os<strong> 27–28 °C em distritos como Braga e Viana do Castelo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-modelo-europeu-altera-a-sua-previsao-de-temperatura-para-a-semana-de-13-a-20-de-abril-1775649529722.png" data-image="rg45uue9ixar" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Temperaturas elevadas no Norte e Centro de Portugal, com valores até 28 °C, contrastando com o Sul mais fresco devido à influência de um centro depressionário próximo.</figcaption></figure><p>Já no Centro, o ambiente será mais ameno, com máximas entre os 23 e 25 °C. Em contraste, o Sul, <strong>especialmente o Algarve, permanece sob influência de um centro depressionário a sudoeste da Península Ibérica, </strong>o que mantém as temperaturas mais contidas, com <strong>Faro a rondar apenas os 15 °C</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-modelo-europeu-altera-a-sua-previsao-de-temperatura-para-a-semana-de-13-a-20-de-abril-1775649612430.png" data-image="m6k8p66eyaeh" alt="Temperatura 700 hPa" title="Temperatura 700 hPa"><figcaption>Centro de baixas pressões a sudoeste da Península Ibérica, alimentado por ar polar, explica as temperaturas mais baixas no Sul, enquanto o Norte e Centro já ficam fora da sua influência direta.</figcaption></figure><p>A partir de sábado, a situação altera-se significativamente. Uma nova ondulação da corrente de jato polar, associada a um regime de <strong>bloqueio anticiclónico escandinavo, permite a descida de ar mais frio para latitudes mais baixas</strong>.</p><h2>Início da semana (13 de abril): continuação da intrusão de ar polar</h2><p>Na segunda-feira, dia 13, <strong>a intrusão de ar polar torna-se evidente.</strong> Os mapas em altitude (700 hPa) confirmam a presença de uma massa de ar frio sobre a Península Ibérica, resultado direto da ondulação do jato polar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762727" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vao-disparar-as-alergias-ao-amieiro-e-a-betula-no-norte-de-portugal-continental.html" title="Vão disparar as alergias ao amieiro e à bétula no Norte de Portugal continental">Vão disparar as alergias ao amieiro e à bétula no Norte de Portugal continental</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vao-disparar-as-alergias-ao-amieiro-e-a-betula-no-norte-de-portugal-continental.html" title="Vão disparar as alergias ao amieiro e à bétula no Norte de Portugal continental"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vao-disparar-as-alergias-ao-amieiro-e-a-betula-no-norte-de-portugal-continental-1775573103959_320.png" alt="Vão disparar as alergias ao amieiro e à bétula no Norte de Portugal continental"></a></article></aside><p> Este padrão traduz-se numa descida generalizada das temperaturas, com <strong>anomalias negativas entre -2 °C e -6 °C face à média climatológica,</strong> sobretudo durante o período da manhã.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-modelo-europeu-altera-a-sua-previsao-de-temperatura-para-a-semana-de-13-a-20-de-abril-1775649861008.png" data-image="v4tc83hamj8g" alt="Anomalia da Temperatura" title="Anomalia da Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-603279">Anomalias negativas generalizadas em Portugal, com temperaturas entre 2 a 6 °C abaixo da média, resultado da ondulação do jato polar, devido ao regime de bloqueio escandinavo.</figcaption></figure><p>O ambiente torna-se mais fresco e instável, marcando uma transição clara face aos dias anteriores e reforça a ideia de que o <strong>bloqueio escandinavo está a condicionar a circulação atmosférica, desviando massas de ar frio para o sul da Europa.</strong></p><h2>Semana de 13 a 20 de abril: temperaturas abaixo da média</h2><p>A <strong>previsão sub-sazonal do ECMWF </strong>indica que a semana de <strong>13 a 20 de abril deverá ser, em média, mais fria do que o habitual.</strong> O mapa de anomalias de temperatura a 2 metros mostra valores negativos em grande parte da Península Ibérica, sinalizando temperaturas abaixo da média climatológica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-modelo-europeu-altera-a-sua-previsao-de-temperatura-para-a-semana-de-13-a-20-de-abril-1775649992469.jpg" data-image="6j3ezriuush6" alt="Média da anomalia da temperatura semanal" title="Média da anomalia da temperatura semanal"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-261786">A previsão semanal do ECMWF indica temperaturas abaixo da média climatológica em grande parte da Península Ibérica, reforçando um padrão mais frio do que o habitual.</figcaption></figure><p>Estas anomalias resultam de um ensemble de 101 membros e <strong>representam uma média semanal, </strong>o que reforça a consistência do sinal frio, apesar da incerteza inerente das previsões de médio prazo.</p><div class="texto-destacado"> Um <strong>ensemble</strong> (ou conjunto) é um método de previsão meteorológica em que o modelo não corre apenas uma simulação, mas sim <strong>múltiplas simulações em paralelo</strong>. No caso do ECMWF, quando se fala num <strong>ensemble de 101 membros</strong>, significa que: O modelo é executado <strong>101 vezes. </strong>Cada execução tem <strong>condições iniciais ligeiramente diferentes e </strong>essas pequenas variações simulam a incerteza natural da atmosfera. <br></div><p>Em suma, após um breve período de temperaturas elevadas no Norte, <strong>o país deverá entrar numa fase mais fresca e instável,</strong> com valores abaixo da média durante grande parte da semana de 13 a 20 de abril.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-modelo-europeu-altera-a-sua-previsao-de-temperaturas-para-a-semana-de-13-a-20-de-abril.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O seu animal de estimação consegue sentir um terramoto antes de si? Ciência explica como os animais percebem o fenómeno]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/seu-pet-consegue-sentir-um-terremoto-antes-de-voce-a-ciencia-explica-como-os-animais-percebem-o-fenomeno.html</link><pubDate>Wed, 08 Apr 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Há séculos observa-se que alguns animais se comportam de forma estranha antes de um terramoto. A ciência tenta analisar se eles realmente percebem sinais invisíveis aos humanos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/animales-y-terremotos-el-extrano-comportamiento-de-perros-vacas-y-sapos-que-la-ciencia-estudia-antes-de-un-gran-seismo-1775028878608.jpeg" data-image="1aetutjjck9e" alt="gato e cachorro" title="gato e cachorro"><figcaption>O comportamento peculiar de alguns animais antes de um terramoto continua a intrigar os cientistas. Diversos estudos analisam se eles percebem sinais invisíveis que podem surgir antes de um terramoto.</figcaption></figure><p>Durante gerações, pastores, agricultores e habitantes de áreas propensas a terramotos contam histórias curiosas semelhantes. Eles relatam como,<strong> dias antes de um terramoto, alguns animais parecem comportar-se de forma estranha</strong>. Cães nervosos, gado inquieto ou animais selvagens que desaparecem repentinamente fazem parte destes contos incomuns. Por muito tempo, estas histórias foram consideradas meras superstições. No entanto, hoje, a curiosidade científica começou a prestar mais atenção a estes relatos.</p><p><strong>A questão permanece: os animais conseguem detetar sinais antes de um terramoto?</strong> Embora a previsão de terramotos continue a ser um dos grandes desafios da geofísica, algumas investigações recentes têm tentado examinar se certas mudanças ambientais desencadeiam reações detetáveis no comportamento animal.</p><h2>Animais e terramotos: observações que intrigam os cientistas</h2><p>Durante séculos, houve relatos de comportamentos animais surpreendentes antes de terramotos. Em várias partes do mundo, houve relatos de<strong> vacas agitadas</strong>, <strong>pássaros a abandonar os seus habitats</strong> habituais e <strong>cobras a emergir da sua hibernação</strong>. Mas, por décadas, estas histórias permaneceram relegadas ao folclore local.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr"> | Estos gatos sintieron que algo andaba mal 30 segundos antes de que el terremoto de 7,1 grados de magnitud azotara Japón. Increíble!<br><br> <a href="https://t.co/7LmSZHNoK4">pic.twitter.com/7LmSZHNoK4</a></p>— Reacción Nacional (@RNacional_News) <a href="https://twitter.com/RNacional_News/status/1821852421494063258?ref_src=twsrc%5Etfw">August 9, 2024</a></blockquote></figure><p>No entanto, nos últimos anos, algumas equipas científicas decidiram investigar se estes relatos escondem um fenómeno real. <strong>Analisar o comportamento animal antes de terramotos</strong> não é fácil, especialmente porque estes eventos não ocorrem com frequência suficiente para se obter uma série de dados consecutivos.</p><p>Mesmo assim, certos estudos encontraram<strong> pistas muito interessantes</strong>. Embora ainda não exista um sinal confiável que permita prever um terramoto com antecedência, os investigadores reconhecem que alguns padrões observados merecem atenção mais aprofundada e análises mais detalhadas.</p><h2>Um caso impressionante: sapos e o terramoto de L'Aquila</h2><p>Foi uma observação completamente fortuita que abriu uma linha de investigação surpreendente. Enquanto estudavam a reprodução de <strong>sapos </strong>num lago na Itália, algo inesperado aconteceu: os animais<strong> desapareceram por vários dias do local onde se reproduziam</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/animales-y-terremotos-el-extrano-comportamiento-de-perros-vacas-y-sapos-que-la-ciencia-estudia-antes-de-un-gran-seismo-1775030216822.jpeg" data-image="woffcv42y0ny" alt="gato e cachorro" title="gato e cachorro"><figcaption>Sapos, vacas, gatos e cães podem alterar as suas rotinas antes de um terramoto. A ciência está a tentar entender que mudanças ambientais alertam esses animais.</figcaption></figure><p><strong>Cinco dias após o desaparecimento dos sapos, um terramoto de magnitude 6,3 atingiu as proximidades </strong>da cidade de L'Aquila em 2009. Isto chamou a atenção dos investigadores, pois uma revisão das suas observações revelou que a maioria dos sapos tinha deixado a área antes do tremor.</p><p>O estudo posterior mostrou que aproximadamente<strong> 96% dos sapos comuns haviam abandonado os seus locais de reprodução dias antes do terramoto de 2009</strong>. Esta descoberta foi uma das primeiras tentativas de quantificar uma mudança de comportamento em animais selvagens antes de um evento sísmico.</p><h2>Sinais detetados na natureza</h2><p>Estudos deste tipo não se limitam a anfíbios. No Parque Nacional Yanachaga, no Peru, uma organização de conservação chamada<em> Wildlife Insights</em> instalou câmaras para estudar a fauna da floresta. Estes dispositivos registam automaticamente qualquer movimento dos animais na área.</p><p>Nas<strong> semanas que antecederam um forte terramoto em 2011</strong>, os investigadores detetaram uma diminuição significativa na atividade registada pelas câmaras. <strong>Onde normalmente apareciam entre cinco e quinze animais diferentes por dia, o número caiu para menos de cinco</strong>.</p><p>Os dados mais impressionantes surgiram pouco antes do terramoto. Nas 24 horas que antecederam o tremor, as câmaras praticamente pararam de registar movimentos. Este silêncio biológico afetou diversos grupos de vertebrados na floresta, desde pequenos roedores até mamíferos maiores.</p><h2>Animais de estimação, gado e o possível sinal pré-terramoto</h2><p>Alterações comportamentais também foram descritas em animais domésticos e de criação.<strong> Há relatos de vacas que se deslocavam para locais incomuns ou demonstravam nervosismo antes de alguns terramotos</strong>. Existem até mesmo referências históricas que descrevem comportamentos incomuns em bovinos antes do grande terramoto de São Francisco de 1906.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/teTJoDCX_Ho/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=teTJoDCX_Ho" id="teTJoDCX_Ho"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Em estudos mais recentes, sistemas automatizados instalados em quintas japonesas detetaram<strong> variações no comportamento de vacas leiteiras antes de alguns terramotos locais</strong>. Estas variações incluem pequenas reduções na produção de leite e mudanças nos seus hábitos habituais.</p><p>Os animais de estimação também parecem ser afetados. Após o Grande Terramoto Japonês de 2011, investigações com donos de<strong> cães e gatos</strong> indicaram que um número significativo dos seus animais apresentou <strong>inquietação </strong>ou <strong>nervosismo </strong>nas<strong> horas que antecederam o desastre</strong>.</p><h2>O que os animais podem pressentir antes de um terramoto?</h2><p>A grande questão não é apenas se os animais reagem de forma diferente antes de um terramoto. <strong>A ciência também está a explorar que sinal específico poderia alertá-los de que um evento sísmico está prestes a ocorrer</strong>. Uma das hipóteses mais discutidas, proposta pelo cientista da NASA Friedemann Freund, aponta para as mudanças físicas no ambiente causadas pela acumulação de tensão nas rochas da crosta terrestre.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/terremotos-que-nunca-acabam-detectados-danos-ocultos-no-coracao-da-crosta-terrestre.html" title="Terramotos que nunca acabam: detetados danos ocultos no coração da crosta terrestre">Terramotos que nunca acabam: detetados danos ocultos no coração da crosta terrestre</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/terremotos-que-nunca-acabam-detectados-danos-ocultos-no-coracao-da-crosta-terrestre.html" title="Terramotos que nunca acabam: detetados danos ocultos no coração da crosta terrestre"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/terremotos-que-nunca-terminan-detectan-danos-ocultos-en-el-corazon-de-la-corteza-terrestre-1760515365177_320.jpg" alt="Terramotos que nunca acabam: detetados danos ocultos no coração da crosta terrestre"></a></article></aside><p>Este processo pode libertar partículas eletricamente carregadas que alteram as propriedades do ar. O aumento de iões positivos pode mudar o comportamento animal e também influenciar o humor das pessoas.</p><p>Outros possíveis sinais incluem vibrações impercetíveis aos humanos, alterações eletromagnéticas ou sons de frequência muito baixa. <strong>Mas, por enquanto, nenhuma explicação foi definitivamente confirmada</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/seu-pet-consegue-sentir-um-terremoto-antes-de-voce-a-ciencia-explica-como-os-animais-percebem-o-fenomeno.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mais do que uma missão: o lado humano da Artemis II]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/mais-do-que-uma-missao-o-lado-humano-da-artemis-ii.html</link><pubDate>Wed, 08 Apr 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A missão Artemis II marca o regresso do Homem à órbita lunar, combinando a inovação tecnológica com o simbolismo de um pequeno peluche que representa a ligação entre ciência e humanidade. Descobre mais aqui sobre esta história!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mais-do-que-uma-missao-o-lado-humano-da-artemis-ii-1775600042855.jpg" data-image="soye3vo6ef1f" alt="Astronauta da NASA" title="Astronauta da NASA"><figcaption>A astronauta Christina Koch, especialista da missão Artemis II, olha pela janela da cabine principal da nave espacial Orion no sábado, 4 de abril de 2026, enquanto a tripulação viaja em direção à Lua. Fonte: NASA</figcaption></figure><p>A 1 de abril de 2026, às 18:35h, hora da Flórida e 23:35h, hora portuguesa, a missão <strong>NASA <em>Artemis II</em> marcou o regresso da humanidade às viagens tripuladas em torno da Lua</strong>, mais de meio século depois das missões Apollo, contudo desta vez com objetivos mais ambiciosos e sustentáveis.</p><p>A <em>Artemis II</em> é a <strong>primeira missão</strong> tripulada do programa Artemis. Ao contrário da que foi totalmente automática, esta missão leva quatro astronautas a bordo da nave numa <strong>viagem de ida e volta à Lua, sem aterragem</strong>.</p><p>O principal objetivo é <strong>testar todos os sistemas com humanos</strong>, desde o suporte de vida até à navegação e comunicações no espaço profundo. É, essencialmente, um ensaio geral para futuras missões que irão pousar na superfície lunar.</p><p>Esta equipa também reflete um marco importante, a diversidade e cooperação internacional, com a <strong>inclusão da primeira mulher e da primeira pessoa negra</strong> numa missão lunar.</p><h2>Um símbolo humano na exploração espacial</h2><p>Para além dos astronautas a bordo há um elemento aparentemente simples que se destaca, um <strong>pequeno peluche chamado <em>Rise</em></strong>. </p><p><em>Rise</em> não está a bordo apenas como mascote. A sua função principal é a de <strong>indicador de gravidade zero</strong>, um objeto que flutua quando a nave atinge o estado de ausência de peso.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mais-do-que-uma-missao-o-lado-humano-da-artemis-ii-1775600076249.jpg" data-image="z31x2dz1mptt" alt="Equipa" title="Equipa"><figcaption>Os astronautas da missão Artemis II estão a submeter a nave espacial Orion a uma série de testes programados para avaliar os sistemas, os procedimentos e o desempenho no espaço profundo. Fonte: NASA</figcaption></figure><p>Este método, surpreendentemente simples, é <strong>utilizado há décadas nas missões espaciais tripuladas </strong>pois quando o peluche começa a flutuar, os astronautas sabem visualmente que entraram em microgravidade. </p><p>Este gesto revela <strong>algo profundamente humano na exploração espacial</strong>. Num ambiente dominado por sistemas sofisticados, sensores e dados, continua a haver espaço para soluções intuitivas, visuais e até simbólicas.</p><h2>A origem do peluche</h2><p><em>Rise</em> funciona como uma <strong>ponte entre a complexidade científica e a perceção humana</strong>, ou seja, um lembrete de que, por detrás de toda a tecnologia, estão pessoas.</p><p>Todavia, a importância de <em>Rise</em> não se esgota na sua função prática. O peluche foi <strong>criado por uma criança de oito anos, Lucas Ye, no âmbito de um concurso internacional </strong>promovido pela NASA.</p><p>Este facto, por si só, transforma o objeto num símbolo poderoso, <strong>a exploração espacial deixa de ser apenas domínio de cientistas e engenheiros</strong> e passa a incluir a imaginação coletiva, especialmente das gerações mais jovens. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mais-do-que-uma-missao-o-lado-humano-da-artemis-ii-1775600093320.jpg" data-image="x4wltgb9i4c9" alt="Mascote Rise" title="Mascote Rise"><figcaption>A mascote lunar da missão Artemis II viajará juntamente com a tripulação, levando consigo 5 647 889 nomes nesta viagem à volta da Lua.</figcaption></figure><p>O nome <em>Rise</em> (ascensão) e o seu design não são arbitrários. <strong>Inspiram-se na icónica fotografia <em>Earthrise</em>, captada durante a missão <em>Apollo 8</em> em 1968</strong>, onde a Terra surge a elevar-se no horizonte lunar.</p><p>Essa imagem tornou-se um símbolo da fragilidade do nosso planeta e da consciência global. Ao evocar essa referência, <strong><em>Rise</em> transporta consigo uma dimensão histórica e emocional</strong>, liga o passado heroico da exploração espacial ao presente e ao futuro.</p><h2>Um embaixador da Humanidade </h2><p>Há ainda outro detalhe particularmente significativo. Dentro da cápsula <em>Orion</em>, o <strong>peluche transporta um cartão de memória com os nomes de milhões de pessoas que se registaram para participar simbolicamente na missão</strong>.</p><p>Isto transforma <em>Rise</em> numa espécie de embaixador da humanidade, não apenas um objeto funcional, mas um portador de sonhos, identidades e pertença coletiva. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="735264" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/conheca-os-quatro-astronautas-que-viajarao-a-lua-na-missao-artemis-ii-da-nasa-em.html" title="Conheça os quatro astronautas que viajarão à Lua na missão Artemis II da NASA em 2026">Conheça os quatro astronautas que viajarão à Lua na missão Artemis II da NASA em 2026</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/conheca-os-quatro-astronautas-que-viajarao-a-lua-na-missao-artemis-ii-da-nasa-em.html" title="Conheça os quatro astronautas que viajarão à Lua na missão Artemis II da NASA em 2026"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/conoce-a-los-4-astronautas-que-viajaran-a-la-luna-en-2026-con-la-mision-artemis-ii-de-la-nasa-1759956584415_320.jpg" alt="Conheça os quatro astronautas que viajarão à Lua na missão Artemis II da NASA em 2026"></a></article></aside><p>A missão Artemis II, sendo um voo de teste em torno da Lua, <strong>prepara o caminho para futuras alunagens e para uma presença humana mais sustentável no espaço</strong>.</p><p>No entanto, o facto de um simples peluche ter conquistado tanta atenção mediática e simbólica mostra que <strong>estas missões não são apenas sobre ciência ou tecnologia, são também sobre narrativa, inspiração e identidade</strong>.</p><p>Na verdade, Rise pode ser visto como o “quinto tripulante” da missão. Não porque execute tarefas complexas, mas porque cumpre algo igualmente essencial: <strong>aproxima a missão das pessoas na Terra</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/mais-do-que-uma-missao-o-lado-humano-da-artemis-ii.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Bovinos, ovinos e caprinos. Governo dá incentivo até 30 mil euros para a instalação de novos produtores pecuários]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/bovinos-ovinos-e-caprinos-governo-da-incentivo-ate-30-mil-euros-para-a-instalacao-de-novos-produtores-pecuarios.html</link><pubDate>Wed, 08 Apr 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O programa de apoio à redução da carga combustível através do pastoreio destina-se a promover o pastoreio enquanto método eficiente e sustentável para a gestão do combustível nos territórios suscetíveis ao fogo. O apoio à aquisição de animais, das espécies bovina, ovina e caprina também está incluído.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/bovinos-ovinos-e-caprinos-governo-da-incentivo-ate-30-mil-euros-para-a-instalacao-de-novos-produtores-pecuarios-1775585689901.jpg" data-image="a0m897fk6zn6" alt="Ovelhas" title="Ovelhas"><figcaption>A prevenção de incêndios, o combate às alterações climáticas, o reforço da soberania alimentar, a preservação da biodiversidade e a sustentação da população nas zonas rurais são algumas das contribuições essenciais da pecuária extensiva.</figcaption></figure><p>Em novembro de 2021, foi criado em Portugal o <strong>Centro de Competências do Pastoreio Extensivo</strong>, com o intuito de promover uma rede de partilha e investigação para a pecuária extensiva em Portugal.</p><p>Esta organização reúne <strong>mais de 30 organizações – instituições do ensino superior, centros de investigação, cooperativas</strong> de produtores, ONGs e entidades governamentais –, com o objetivo de definir e implementar uma agenda de investigação para a promoção e valorização da pecuária extensiva, através do trabalho em rede e da aplicação prática.</p><p>A iniciativa foi promovida pela Associação de Defesa do Património de Mértola, no âmbito do <strong>projeto LIFE LiveAdapt, na celebração dos 30 anos do Programa LIFE</strong>, da União Europeia.</p><h2>Pecuária extensiva previne incêndios</h2><p>A prevenção de incêndios, o <strong>combate às alterações climáticas, o reforço da soberania alimentar, a preservação da biodiversidade</strong> e a sustentação da população nas zonas rurais são algumas das contribuições essenciais da pecuária extensiva.</p><div class="texto-destacado">Está cientificamente provado que a <strong>gestão do pastoreio melhora a fertilidade do solo, previne a erosão e contribui para o sequestro e fixação de carbono no solo</strong>, permitindo ainda reduzir a dependência de fertilizantes minerais e mantendo a capacidade produtiva dos nossos solos. Por outro lado, a <strong>presença de gado nas explorações agrícolas e florestais ajuda na dispersão de sementes, promove o ciclo de nutrientes </strong>à escala de paisagem e permite reduzir a acumulação de biomassa vegetal combustível. </div><p>Com isso, ajuda-se a <strong>reduzir a frequência e intensidade dos incêndios rurais</strong>, sobretudo nos territórios mais vulneráveis.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="758853" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/dermatose-nodular-contagiosa-dos-bovinos-esta-a-avancar-em-espanha-portugal-pede-medidas-de-vigilancia-e-biosseguranca.html" title="Dermatose Nodular Contagiosa dos bovinos está a avançar em Espanha. Fenapecuária pede medidas de vigilância em Portugal">Dermatose Nodular Contagiosa dos bovinos está a avançar em Espanha. Fenapecuária pede medidas de vigilância em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/dermatose-nodular-contagiosa-dos-bovinos-esta-a-avancar-em-espanha-portugal-pede-medidas-de-vigilancia-e-biosseguranca.html" title="Dermatose Nodular Contagiosa dos bovinos está a avançar em Espanha. Fenapecuária pede medidas de vigilância em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/dermatose-nodular-contagiosa-dos-bovinos-esta-a-avancar-em-espanha-portugal-pede-medidas-de-vigilancia-e-biosseguranca-1773430987328_320.jpg" alt="Dermatose Nodular Contagiosa dos bovinos está a avançar em Espanha. Fenapecuária pede medidas de vigilância em Portugal"></a></article></aside><p>A <strong>Portaria n.º 142/2026/1, de 6 de abril, da iniciativa do atual Governo</strong>, revelou esta semana os montantes dos apoios a conceder à <strong>instalação de novos produtores pecuários de bovinos, ovinos e caprinos</strong> em regime extensivo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bovinos-ovinos-e-caprinos-governo-da-incentivo-ate-30-mil-euros-para-a-instalacao-de-novos-produtores-pecuarios-1775585733377.jpg" data-image="3c929cpatr8i" alt="Pecuária" title="Pecuária"><figcaption>Está cientificamente provado que a gestão do pastoreio melhora a fertilidade do solo, previne a erosão e contribui para o sequestro e fixação de carbono no solo.</figcaption></figure><p>No mesmo diploma também também são divulgados os apoios a conceder à <strong>conversão de matos em novas pastagens nos territórios mais suscetíveis</strong> a grandes fogos rurais.</p><h2>Subvenção não reembolsável em cinco anos</h2><p>O incentivo do Governo assume a forma de <strong>subvenção não reembolsável atribuída por cinco ano</strong>s. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O montante do apoio corresponde a um <strong>prémio à instalação no valor global de 30 000 euros</strong>, repartidos da seguinte forma: <strong>8400 euros anuais nos primeiros três anos; 2400 euros anuais nos restantes dois anos</strong>; apoio à aquisição de animais, das <strong>espécies bovina, ovina e caprina</strong>, até a um limite máximo que ainda deverá ser regulamentado.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O Governo diz que o apoio à instalação de novos produtores pecuários visa <strong>tornar mais atrativa a atividade de pastorícia extensiva</strong>, promovendo a renovação geracional. E assume que isso terá “impactos na prevenção estrutural de incêndios”.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bovinos-ovinos-e-caprinos-governo-da-incentivo-ate-30-mil-euros-para-a-instalacao-de-novos-produtores-pecuarios-1775585771124.jpg" data-image="m5i97xo7qj74" alt="ovelhas" title="ovelhas"><figcaption>A Portaria n.º 142/2026/1, de 6 de abril, da iniciativa do atual Governo, revelou esta semana os montantes dos apoios a conceder à instalação de novos produtores pecuários de bovinos, ovinos e caprinos em regime extensivo. </figcaption></figure><p>O apoio à conversão de matos em novas pastagens visa também <strong>“reduzir a suscetibilidade a grandes fogos</strong>, através da substituição de superfícies arbustivas não geridas por superfícies de pastagem sob compromisso de gestão de combustível”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="689504" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ha-147-mil-pessoas-a-trabalhar-na-agricultura-pecuaria-caca-silvicultura-e-pesca-em-portugal.html" title="Há 147 mil pessoas a trabalhar na agricultura, pecuária, caça, silvicultura e pesca em Portugal">Há 147 mil pessoas a trabalhar na agricultura, pecuária, caça, silvicultura e pesca em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ha-147-mil-pessoas-a-trabalhar-na-agricultura-pecuaria-caca-silvicultura-e-pesca-em-portugal.html" title="Há 147 mil pessoas a trabalhar na agricultura, pecuária, caça, silvicultura e pesca em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ha-147-mil-pessoas-a-trabalhar-na-agricultura-pecuaria-caca-silvicultura-e-pesca-em-portugal-1735304371422_320.jpg" alt="Há 147 mil pessoas a trabalhar na agricultura, pecuária, caça, silvicultura e pesca em Portugal"></a></article></aside><p>Com este programa de incentivos, promove-se a <strong>criação de mosaicos agroflorestais que deverão assegurar a descontinuidade do combustível </strong>à escala da paisagem.</p><p>Ambas as medidas prosseguem a concretização dos <strong>objetivos do Fundo Ambiental</strong>, no sentido em que promovem uma gestão ativa e sustentável do território, permitindo a <strong>redução das emissões de gases com efeito de estufa, incrementando a resiliência </strong>e reduzindo as vulnerabilidades do território às alterações climáticas.</p><p>Esta iniciativa cria igualmente “<strong>condições mais favoráveis” para se alcançarem os objetivos climáticos nacionais</strong>, designadamente os previstos no Plano Nacional de Energia e Clima 2030.</p><p>Os apoios previstos neste programa são pagos pelo Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP) e têm como <strong>fonte de financiamento uma transferência anual do orçamento do Fundo Ambiental</strong>, até ao valor de 30 milhões de euros.</p><p>Podem<strong> beneficiar deste apoio pessoas e empresas com parcelas registadas no Sistema de Identificação Parcelar do IFAP</strong> localizadas em dezenas de freguesias territórios mais suscetíveis a grandes fogos rurais.</p><p>A portaria foi assinada pelos ministros do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, e da Agricultura, José Manuel Fernandes.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/bovinos-ovinos-e-caprinos-governo-da-incentivo-ate-30-mil-euros-para-a-instalacao-de-novos-produtores-pecuarios.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ajude os anfíbios da Lousada a escapar ao trânsito e a chegar em segurança aos locais reprodução]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ajude-os-anfibios-da-lousada-a-escapar-ao-transito-e-a-chegar-em-seguranca-aos-locais-reproducao.html</link><pubDate>Tue, 07 Apr 2026 15:15:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Junte-se à campanha SOS Sapos na Estrada e apoie a migração sazonal de um dos vertebrados mais ameaçados do planeta. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ajude-os-anfibios-da-lousada-a-escapar-ao-transito-e-a-chegar-em-seguranca-aos-locais-reproducao-1775562154192.jpg" data-image="3ycv9ba17un8" alt="Campanha SOS Sapos na Estrada" title="Campanha SOS Sapos na Estrada"><figcaption>O programa Sapos na Estrada visa auxiliar anfíbios na travessia das vias rodoviárias durante a migração e sensibilizar os condutores para a presença destes animais. Foto: Município de Lousada</figcaption></figure><p>Com a chegada do tempo primaveril e húmido, <strong>os sapos-comuns</strong> (Bufo <em>spinosus</em>) iniciam a sua migração sazonal. Milhares de anfíbios despertam para a vida, iniciando uma jornada desde os seus <strong>locais de hibernação</strong>, em zonas secas e mais elevadas, até aos <strong>charcos</strong>, <strong>turfeiras</strong> e outros <strong>corpos d'água</strong> onde nasceram e onde se vão reproduzir.</p><p>Para navegar até aos <strong>habitats de reprodução</strong>, a espécie recorre a pistas visuais, olfativas (cheiro da água), auditivas e até ao campo magnético da Terra. Os sapos comuns exibem um forte instinto migratório e <strong>tendem a</strong> <strong>regressar exatamente aos mesmos charcos</strong> ano após ano, seguindo rotas específicas, sem jamais se enganarem no caminho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ajude-os-anfibios-da-lousada-a-escapar-ao-transito-e-a-chegar-em-seguranca-aos-locais-reproducao-1775562223428.jpg" data-image="td1apx9lilv5" alt="Sapo comum" title="Sapo comum"><figcaption>A ocorrência de chuva, nesta época do ano, propicia a migração dos sapos nas estradas, aumentando o risco de atropelamento. Foto: Município de Lousada</figcaption></figure><p>O percurso muitas vezes não ultrapassa os dois quilómetros, geralmente em noites com <strong>temperaturas amenas, mas chuvosas</strong>. São os machos que chegam primeiro, esperando pacientemente pelas fêmeas. Logo após a chegada, montam nas costas da companheira — um comportamento conhecido como amplexo que garante a fertilização dos ovos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="652089" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/congelar-e-nao-morrer-tentando-a-curiosa-estrategia-dos-sapos-do-alasca-para-sobreviver-ao-inverno.html" title="Congelar e não morrer: a curiosa estratégia dos sapos do Alasca para sobreviver ao inverno">Congelar e não morrer: a curiosa estratégia dos sapos do Alasca para sobreviver ao inverno</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/congelar-e-nao-morrer-tentando-a-curiosa-estrategia-dos-sapos-do-alasca-para-sobreviver-ao-inverno.html" title="Congelar e não morrer: a curiosa estratégia dos sapos do Alasca para sobreviver ao inverno"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/congelarse-y-no-morir-en-el-intento-la-curiosa-estrategia-de-las-ranas-de-alaska-para-sobrevivir-al-invierno-1712604367761_320.jpg" alt="Congelar e não morrer: a curiosa estratégia dos sapos do Alasca para sobreviver ao inverno"></a></article></aside><p>É um ciclo natural que ocorre todos os anos, mas repleto de perigos. Por serem demasiado vagarosos, os sapos comuns estão particularmente vulneráveis ao atravessar as estradas, ficando expostos a um <strong>risco elevado de atropelamento</strong>.</p><h2>Patrulhas noturnas protegem os anfíbios</h2><p>É precisamente por esse motivo que o <strong>Município da Lousada</strong> promove a campanha <strong>SOS</strong> <strong>Sapos na Estrada</strong>. A iniciativa está a decorrer durante o mês de abril e, se quiser ajudar os anfíbios a chegar sãos e salvos ao seu destino, poderá juntar-se às <strong>patrulhas noturnas</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Todos os anos, dezenas de voluntários ajudam a espécie a atravessar as vias rodoviárias mais movimentadas em segurança. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A missão não é só transportá-los em baldes de uma berma para a outra, mas também chamar a atenção dos <strong>automobilistas</strong> para que <strong>abrandem a velocidade</strong>, dando prioridade ao sapo comum durante a sua migração sazonal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ajude-os-anfibios-da-lousada-a-escapar-ao-transito-e-a-chegar-em-seguranca-aos-locais-reproducao-1775562431089.jpg" data-image="ws83tevrt4pz" alt="campanha SOS Sapos na Estrada" title="campanha SOS Sapos na Estrada"><figcaption>Todas as primaveras, milhares de sapos comuns são atropelados durante as migrações para os locais de reprodução. Foto: Município de Lousada</figcaption></figure><p>A próxima iniciativa acontece já esta <strong>quarta-feira, dia 8 de abril</strong>, às <strong>19h30</strong>. O ponto de encontro é no <strong>Parque de Lazer de Casais</strong> (coordenadas GPS: 41.271753, -8.307014) e a organização disponibiliza o material necessário, incluindo alguns impermeáveis, galochas e lanternas para quem não tiver. Recomenda-se que os participantes vistam roupas quentes, calçado adequado e levem lanterna, se tiverem.</p><h2>Um dos vertebrados mais ameaçados do planeta</h2><p>Os anfíbios enfrentam inúmeros desafios, como a destruição e fragmentação dos seus habitats, a poluição, a presença de espécies invasoras e as mudanças climáticas. Segundo a União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), os sapos comuns estão entre o <strong>grupo de vertebrados mais ameaçado</strong> no planeta, com cerca de 41% das espécies em risco de extinção. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="720860" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/sapos-ciborgues-ajudam-a-explorar-os-misterios-do-cerebro.html" title="Sapos ciborgues ajudam a explorar os mistérios do cérebro">Sapos ciborgues ajudam a explorar os mistérios do cérebro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/sapos-ciborgues-ajudam-a-explorar-os-misterios-do-cerebro.html" title="Sapos ciborgues ajudam a explorar os mistérios do cérebro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sapos-ciborgues-ajudam-a-explorar-os-misterios-do-cerebro-1753127220333_320.jpg" alt="Sapos ciborgues ajudam a explorar os mistérios do cérebro"></a></article></aside><p>Além disso, durante a época de reprodução, muitos sofrem atropelamentos que, em determinadas regiões da Europa, já levaram à diminuição ou mesmo ao <strong>desaparecimento de populações inteiras</strong>, como já se encontra documentado em vários <strong>países europeus</strong>, incluindo o Reino Unido, a Suíça, a Espanha, a Alemanha ou a França.</p><h2>Proteger os ecossistemas aquáticos</h2><p>Para preservar a espécie, o município de Lousada criou vários projetos de conservação da natureza. É o caso dos <strong>programas de proteção e recuperação dos ecossistemas dulçaquícolas</strong>, abrangidos pela iniciativa Lousada Charcos, e pelo projeto Lousada guarda RIOS. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Mais recentemente, em 2024, foi criada a Paisagem Protegida Local do Sousa Superior (PPLSS) que protege e valoriza o património natural e cultural de uma área de 1609 hectares, localizada na envolvente do rio Sousa e dos seus afluentes.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O programa SOS Sapos na Estrada, em especial, tem como intuito <strong>envolver os cidadãos em ações de sensibilização</strong>, alertando para a importância da espécie e para as ameaças que a espécie enfrenta.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ajude-os-anfibios-da-lousada-a-escapar-ao-transito-e-a-chegar-em-seguranca-aos-locais-reproducao-1775562563469.jpg" data-image="hhc7dsznz5cu" alt="Campanha SOS Sapos na Estrada" title="Campanha SOS Sapos na Estrada"><figcaption>Baldes, galochas, lanternas e coletes refletores são tudo o que é preciso para ajudar os sapos comuns a atravessar a estrada em segurança. Foto: Município de Lousada</figcaption></figure><p>As <strong>inscrições</strong> devem ser efetuadas através do <strong>formulário online</strong> disponibilizado pelo município. Para qualquer dúvida ou informação adicional, os interessados podem contactar a bióloga Daniela Barbosa (telefone: 936 239 202).</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.sousasuperior.pt/2024/03/25/sapos-na-estrada/" target="_blank">As patrulhas Sapos na Estrada precisam de ti!</a> Município da Lousada</em></p><p><em>As inscrições para participar no programa SOS Sapos na Estrada são feitas através de formulário online disponível <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScEjfowTYmvQ3x_8yBcgaAHLvCg2C7Yi8ksKdixDDGzwgA7yw/viewform" target="_blank">aqui</a>. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ajude-os-anfibios-da-lousada-a-escapar-ao-transito-e-a-chegar-em-seguranca-aos-locais-reproducao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vão disparar as alergias ao amieiro e à bétula no Norte de Portugal continental]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vao-disparar-as-alergias-ao-amieiro-e-a-betula-no-norte-de-portugal-continental.html</link><pubDate>Tue, 07 Apr 2026 14:45:27 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Apesar dos inúmeros benefícios, a libertação dos pólenes produzidos pelas flores é potencialmente prejudicial para pessoas alérgicas. Saiba as zonas do Norte de Portugal continental mais expostas ao pólen nos próximos dias.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/vao-disparar-as-alergias-ao-amieiro-e-a-betula-no-norte-de-portugal-continental-1775572133019.jpg" data-image="bwwdz33d0mtd"><figcaption>As alergias causadas pelo pólen de bétula e de amieiro vão disparar dentro de poucos dias no Norte de Portugal continental.</figcaption></figure><p>Em pleno mês de abril e com a primavera cada vez mais adiantada, as flores vão produzindo <strong>pólenes</strong>, grãos minúsculos que se libertam para a atmosfera, essenciais na fertilização e produção de sementes e frutos nas plantas.</p><p>De acordo com os mapas de confiança elaborados pelo Departamento de Meteorologia da Meteored, baseados nos dados do CAMS (Copernicus Atmosphere Monitoring Service) - um ambicioso programa de observação da Terra concebido pela União Europeia - haverá concentração de pólen de <strong>amieiro e bétula, cujos níveis irão oscilar entre “Alto” e “Muito Alto”, sobretudo na sexta-feira, 10 de abril, e em particular na Região Norte</strong> de Portugal continental.</p><h2>Níveis altos a muito altos de bétula e amieiro e as condições meteorológicas favoráveis a este cenário</h2><p>Após um breve período bastante mais fresco entre hoje e amanhã, dias 7 e 8 de abril, gerado pela presença de ar polar contido na depressão posicionada a oeste de Portugal continental, a precipitação ajudará a dissipar temporariamente as poeiras e os pólenes responsáveis por alergias. No entanto, o tempo voltará a mudar na <strong>quinta-feira (9)</strong>, estabelecendo-se uma configuração sinóptica favorável ao<strong> aumento da concentração de alguns tipos de pólens </strong>e,<strong> </strong>consequentemente,<strong> a um agravamento do risco de alergias</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vao-disparar-as-alergias-ao-amieiro-e-a-betula-no-norte-de-portugal-continental-1775572000891.png" data-image="29vexqqy4p8w"><figcaption>A região mais exposta aos pólenes de bétula e de amieiro será o Norte e de forma muito pontual o Centro-norte, algo que será analisado de forma mais detalhada abaixo.</figcaption></figure><p><strong>Na origem do potencial agravamento das alergias provocadas pela concentração elevada de pólen de amieiro e bétula a partir de quinta-feira (9)</strong> estará a conjugação simultânea do afastamento da depressão rumo ao continente africano com o domínio de uma circulação de Es-Nordeste. Os ventos provenientes do interior da Península Ibérica, carregados de pólen, serão favoráveis à dispersão e transporte a longa distância.</p><p>Além disto, <strong>a ausência de precipitação, fará com que o pólen não seja “lavado” da atmosfera</strong>, acumulando-se no ar. <strong>Um tempo mais seco e soalheiro</strong> como o que se prevê na reta final da semana para a Região Norte, sobretudo na sexta-feira (10), <strong>estimula as plantas a libertarem mais pólen</strong> e acelera o ciclo de floração de muitas espécies.</p><div class="texto-destacado">Tudo indica que sexta-feira, 10 de abril, será o dia mais crítico na Região Norte em termos de concentração e área geográfica abrangida de pólenes de amieiro e bétula, com os mapas a preverem níveis “Altos” ou “Muito Altos”.</div><p>Ademais, embora o anticiclone não se encontre particularmente robusto, a sua influência na nossa geografia será suficientemente decisiva para que ocorra alguma <strong>estagnação do ar</strong>. Deste modo, <strong>o pólen de bétula e ameiro permanece mais tempo em suspensão</strong>, com as concentrações a aumentarem gradualmente.</p><h2>Zonas da Região Norte mais afetadas pelo pólen de bétula e amieiro<br></h2><p>Atendendo às previsões para os próximos dias, e tendo em conta especificamente os níveis de bétula e amieiro ilustrados pelos mapas, constatam-se valores elevados no Norte do país, com os distritos de <strong>Viana do Castelo, Braga, Vila Real e Bragança</strong> a evidenciarem-se como os mais expostos à concentração destes tipos de pólenes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762690" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/intrusao-de-poeiras-em-portugal-continental-podera-prolongar-se-ate-domingo-12-de-abril-eis-os-conselhos-da-dgs.html" title="Intrusão de poeiras em Portugal continental poderá prolongar-se até domingo, 12 de abril: eis os conselhos da DGS">Intrusão de poeiras em Portugal continental poderá prolongar-se até domingo, 12 de abril: eis os conselhos da DGS</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/intrusao-de-poeiras-em-portugal-continental-podera-prolongar-se-ate-domingo-12-de-abril-eis-os-conselhos-da-dgs.html" title="Intrusão de poeiras em Portugal continental poderá prolongar-se até domingo, 12 de abril: eis os conselhos da DGS"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/intrusao-de-poeiras-em-portugal-continental-podera-prolongar-se-ate-domingo-12-de-abril-eis-os-conselhos-da-dgs-1775561580915_320.png" alt="Intrusão de poeiras em Portugal continental poderá prolongar-se até domingo, 12 de abril: eis os conselhos da DGS"></a></article></aside><p>Na quinta (9) as concentrações começam a crescer e <strong>na sexta-feira (10) atingem valores ainda mais elevados</strong>. Dentro da Região Norte, o distrito do Porto será o menos afetado. Algumas áreas geográficas do Centro-norte, como os distritos de Aveiro, Viseu e Guarda, também estarão relativamente expostas aos pólenes de amieiro e bétula, apesar das quantidades previstas serem significativamente menores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vao-disparar-as-alergias-ao-amieiro-e-a-betula-no-norte-de-portugal-continental-1775571803755.png" data-image="24ni5hed8goc"><figcaption>Concentração do pólen de bétula prevista pelo modelo CAMS para sexta-feira, 10 de abril.</figcaption></figure><p>Por último, um dos fatores que poderá explicar o facto do Norte de Portugal continental ser a região mais afetada pela elevada concentração de pólen de bétula e de amieiro é o <strong>relevo. Capaz de canalizar os ventos de Nordeste e de dificultar a dispersão vertical do ar em certos momentos</strong>, a orografia acidentada leva à acumulação local de pólen, sobretudo nas áreas montanhosas do extremo Norte, tal como se pode visualizar no mapa acima.</p><p>No resto do território do Continente, quanto mais para sul, mais reduzidos ou inexistentes serão os níveis de pólen, oscilando entre “Muito Baixo” ou “Baixo” e de forma pontual e muito localizada atingindo o nível “Moderado”.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vao-disparar-as-alergias-ao-amieiro-e-a-betula-no-norte-de-portugal-continental.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quando o GPS falha em alto mar: a guerra invisível que impede os navios de saberem onde estão]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quando-o-gps-falha-em-alto-mar-a-guerra-invisivel-que-impede-os-navios-de-saberem-onde-estao.html</link><pubDate>Tue, 07 Apr 2026 13:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Cada vez mais navios estão a perder a sua posição em alto mar sem qualquer explicação aparente. Por detrás disto está uma guerra invisível baseada em interferências eletrónicas que ameaçam a navegação global e a segurança marítima.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cuando-el-gps-falla-en-alta-mar-la-guerra-invisible-que-hace-que-los-barcos-no-sepan-donde-estan-1775154850466.jpeg" data-image="wqkqketnuqj1"><figcaption>O sistema GPS é fundamental para a navegação marítima moderna.</figcaption></figure><p>Durante décadas, <strong>o GPS tem sido a espinha dorsal da navegação moderna, desde os grandes navios mercantes às pequenas embarcações</strong>: todos os navios dependem desta tecnologia para saberem onde estão e para onde vão.</p><p>No entanto, nos últimos anos, surgiu um problema preocupante: por vezes, os navios <strong>perdem a sua posição no meio do oceano ou aparecem em sítios onde nunca estiveram antes</strong>. Não se trata de uma falha técnica pontual, mas sim do resultado de uma nova forma de conflito conhecida como guerra eletrónica.</p><h2>Como é que o GPS funciona e porque é que pode falhar?</h2><p>O Sistema de Posicionamento Global <strong>funciona graças a uma rede de satélites que enviam sinais para a Terra</strong> e os recetores, como os que se encontram nos navios, calculam a sua posição medindo o tempo que esses sinais demoram a chegar.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr"> Estrecho de Ormuz<br>La tripulación de un barco chino revela que los buques cerca del Estrecho de Ormuz sufren una pérdida total de la señal GPS e incluso sus relojes a bordo funcionan a velocidades extremadamente altas.<br>Hay jamming masivo de GPS en el Estrecho de Ormuz <a href="https://t.co/M5JRF9J23C">pic.twitter.com/M5JRF9J23C</a></p> Koldo Gorriz (@KoldoGorriz) <a href="https://twitter.com/KoldoGorriz/status/2031195628194173009?ref_src=twsrc%5Etfw">March 10, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>O problema é que estes sinais são extremamente fracos quando atingem a superfície da Terra</strong>. E isso torna-os vulneráveis. Qualquer interferência suficientemente forte pode bloquear ou distorcer o sinal.</p><h3>Jamming e spoofing: os dois lados do problema</h3><p>Os especialistas distinguem dois tipos principais de interferência: o <strong>Jamming (bloqueio do sinal) e o Spoofing (falsificação do sinal)</strong>.</p><p>Por um lado, <strong>o Jamming consiste na emissão de sinais que anulam o GPS</strong>, deixando a embarcação sem referência de posição, o que faz com que o sistema deixe de funcionar e a embarcação fique “cega” em termos de navegação.</p><p>O <strong>Spoofing, por outro lado, é mais sofisticado e perigoso, pois são enviados sinais falsos </strong>que enganam o sistema GPS, levando-o a pensar que o barco está noutra posição.</p><ul> </ul><h2> Uma guerra que não se vê, mas que se sente </h2><p>Isto não acontece por acaso, mas concentra-se em regiões com tensões geopolíticas ou de elevado valor estratégico. Em todas elas, o empastelamento faz parte de estratégias militares para <strong>confundir o inimigo, proteger ou controlar o espaço marítimo</strong>.</p><p><strong>A guerra eletrónica não deixa vestígios visíveis como as armas convencionais</strong>, mas os seus efeitos são igualmente reais, porque se diz sempre entre os marinheiros que um navio que não sabe onde está é um navio vulnerável.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">GPS problems are hitting ships hard!<br>Marlink says reported GNSS interference incidents rose by more than 50% in March. This includes jamming and spoofing, which can disrupt or even fake a ships position.<br><br>These events are no longer isolated and are becoming a regular risk along <a href="https://t.co/7thFCxpKty">pic.twitter.com/7thFCxpKty</a></p>— The Maritime (@themaritimenet) <a href="https://twitter.com/themaritimenet/status/2037280935893491918?ref_src=twsrc%5Etfw">March 26, 2026</a></blockquote></figure><p>E num mundo em que o comércio global depende do transporte marítimo, <strong>essas interferências representam um risco crescent</strong><strong>e</strong> e são utilizadas como arma de guerra ou, pelo menos, como fonte de insegurança.</p><ul> </ul>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quando-o-gps-falha-em-alto-mar-a-guerra-invisivel-que-impede-os-navios-de-saberem-onde-estao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quatro semanas de bloqueio anticiclónico escandinavo: a previsão do modelo europeu que afeta Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quatro-semanas-de-bloqueio-anticiclonico-escandinavo-a-previsao-do-modelo-europeu-que-afeta-portugal.html</link><pubDate>Tue, 07 Apr 2026 11:51:46 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O modelo europeu ECMWF antecipa várias semanas marcadas pelo bloqueio anticiclónico escandinavo, um padrão atmosférico que poderá redirecionar frentes atlânticas para Portugal e trazer episódios de chuva irregular durante abril.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa4kkv8"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa4kkv8.jpg" id="xa4kkv8"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A atmosfera sobre o Atlântico Norte e Europa poderá entrar num padrão relativamente persistente nas próximas semanas,<strong> marcado por um bloqueio anticiclónico sobre a Escandinávia</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a>.</strong> Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Este tipo de configuração, embora muitas vezes associado a estabilidade em algumas regiões (norte da Europa), <strong>pode ter impactos bem distintos em Portugal</strong>, sobretudo numa altura de transição sazonal como a primavera. Mas antes de entrarmos no cenário de longo prazo, importa contextualizar a situação atual.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quatro-semanas-de-bloqueio-anticiclonico-escandinavo-a-previsao-do-modelo-europeu-que-afeta-portugal-1775559831458.png" data-image="zcyjoquwdnch" alt="Mapa atmosférico: Chuva" title="Mapa atmosférico: Chuva"><figcaption>Precipitação generalizada em Portugal continental associada a uma depressão localizada a oeste do território, com períodos de chuva moderada a forte.</figcaption></figure><p>Portugal encontra-se sob influência de uma depressão ativa a oeste da Península Ibérica, <strong>responsável por vários dias de precipitação</strong>, vento, descida das temperaturas e agitação marítima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quatro-semanas-de-bloqueio-anticiclonico-escandinavo-a-previsao-do-modelo-europeu-que-afeta-portugal-1775559862373.png" data-image="sfvdi15lvnsx" alt="Mapa atmosférico: Temperatura a 700 hPa" title="Mapa atmosférico: Temperatura a 700 hPa"> <figcaption>Centro depressionário (alimentado por ar polar) mantém-se próximo da costa portuguesa, continuando a injetar ar frio e húmido, com tempo instável e temperaturas abaixo da média para a época.</figcaption></figure><p>Este sistema, alimentado por ar mais frio de origem polar, tem vindo a manter condições instáveis, com chuva frequente e temperaturas máximas geralmente abaixo dos 18–19 °C. A sua permanência próxima da costa até meados da semana (quinta-feira, dia 9) evidencia já uma <strong>atmosfera dinâmica de um regime de bloqueio escandinavo</strong>.</p><h2>O que é o bloqueio escandinavo e porque é relevante?</h2><p>O chamado bloqueio escandinavo ocorre quando um anticiclone robusto se instala sobre o norte da Europa, especialmente na região da Escandinávia. Este bloqueio atua como uma “barreira” à circulação zonal típica (de oeste para leste), <strong>forçando a corrente de jato a ondular</strong>.</p><p>Como consequência, as<strong> depressões atlânticas</strong> deixam de seguir a sua trajetória habitual para o norte da Europa e <strong>podem ser desviadas para latitudes mais baixas</strong>, incluindo a Península Ibérica.</p><h2>Previsão sub-sazonal: sinal consistente no ECMWF</h2><p>A previsão sub-sazonal do modelo europeu (ECMWF), baseada num <strong>ensemble de 101 membros</strong>, mostra uma predominância clara do regime de bloqueio escandinavo (Block) nas próximas semanas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quatro-semanas-de-bloqueio-anticiclonico-escandinavo-a-previsao-do-modelo-europeu-que-afeta-portugal-1775560135709.jpg" data-image="sdudwecj4ojk" alt="Mapa ECMWF" title="Mapa ECMWF"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-432533">Previsão sub-sazonal do ECMWF mostra o predomínio do regime de bloqueio escandinavo (BL, a vermelho) nas próximas semanas, sinalizando uma circulação atmosférica sobre a Europa.</figcaption></figure><p>O domínio das barras vermelhas indica que uma larga maioria das simulações aponta para a persistência deste padrão até meados de abril. </p><div class="texto-destacado">Um <strong>ensemble</strong> (ou conjunto) é um método de previsão meteorológica em que o modelo não corre apenas uma simulação, mas sim <strong>múltiplas simulações em paralelo</strong>. No caso do ECMWF, quando se fala num <strong>ensemble de 101 membros</strong>, significa que: O modelo é executado <strong>101 vezes. </strong> Cada execução tem <strong>condições iniciais ligeiramente diferentes e </strong>essas pequenas variações simulam a incerteza natural da atmosfera.</div><p>Ainda assim, é importante sublinhar que estas previsões são probabilísticas e ajustáveis ao longo do tempo, especialmente em horizontes superiores a duas semanas.</p><h2>Impactos esperados em Portugal: chuva possível, mas irregular</h2><p>Contrariamente ao que se poderia esperar de um “anticiclone”, este bloqueio não garante tempo seco em Portugal. Pelo contrário, ao desviar a circulação atlântica, pode favorecer a entrada de frentes e depressões em direção ao território.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quatro-semanas-de-bloqueio-anticiclonico-escandinavo-a-previsao-do-modelo-europeu-que-afeta-portugal-1775560482459.jpg" data-image="js1gjk3bx5kt" alt="Chuva" title="Chuva"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-4007">Uma depressão atlântica poderá ser desviada para latitudes mais baixas e levar precipitação ao norte de Portugal, embora estas projeções ainda estejam sujeitas a ajustes.</figcaption></figure><p>Um dos cenários simulados pelo ECMWF para meados de abril mostra precisamente uma <strong>depressão no Atlântico Norte a canalizar precipitação para o norte de Portugal,</strong> enquanto outras regiões poderão ter condições mais variáveis.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762690" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/intrusao-de-poeiras-em-portugal-continental-podera-prolongar-se-ate-domingo-12-de-abril-eis-os-conselhos-da-dgs.html" title="Intrusão de poeiras em Portugal continental poderá prolongar-se até domingo, 12 de abril: eis os conselhos da DGS">Intrusão de poeiras em Portugal continental poderá prolongar-se até domingo, 12 de abril: eis os conselhos da DGS</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/intrusao-de-poeiras-em-portugal-continental-podera-prolongar-se-ate-domingo-12-de-abril-eis-os-conselhos-da-dgs.html" title="Intrusão de poeiras em Portugal continental poderá prolongar-se até domingo, 12 de abril: eis os conselhos da DGS"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/intrusao-de-poeiras-em-portugal-continental-podera-prolongar-se-ate-domingo-12-de-abril-eis-os-conselhos-da-dgs-1775561580915_320.png" alt="Intrusão de poeiras em Portugal continental poderá prolongar-se até domingo, 12 de abril: eis os conselhos da DGS"></a></article></aside><p>Este padrão sugere um regime potencialmente irregular, com períodos de chuva intercalados com pausas, sem uma estabilidade prolongada.</p><h2>“Abril, águas mil”? </h2><p>Abril é tradicionalmente um mês de transição e variabilidade, e este ano poderá não ser exceção. <strong>O bloqueio escandinavo poderá criar condições favoráveis à ocorrência de precipitação</strong>, sobretudo no Norte e Centro, mas sem garantir um padrão contínuo de chuva.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quatro-semanas-de-bloqueio-anticiclonico-escandinavo-a-previsao-do-modelo-europeu-que-afeta-portugal-1775560962072.jpg" data-image="pls9pelpc312" alt="Chuva" title="Chuva"> <figcaption>"Abril, águas mil”? O provérbio popular poderá cumprir-se em parte mas com a irregularidade típica da primavera portuguesa.</figcaption></figure><p>Em suma, as próximas quatro semanas deverão ser marcadas por uma atmosfera dinâmica, onde o posicionamento das depressões será determinante. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quatro-semanas-de-bloqueio-anticiclonico-escandinavo-a-previsao-do-modelo-europeu-que-afeta-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Poderá Marte gerar relâmpagos como a Terra?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/podera-marte-gerar-relampagos-como-a-terra.html</link><pubDate>Tue, 07 Apr 2026 11:45:06 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um grupo de investigadores detetou o sinal de um “assobio” numa imagem de um segundo captada pela sonda MAVEN em órbita de Marte, que poderá estar relacionado com a presença de relâmpagos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/marte-podria-generar-rayos-como-en-la-tierra-1774855672914.jpg" data-image="ifm79576f8qk"><figcaption>Relâmpago marciano. Representação artística de uma descarga eléctrica em Marte. Cortesia de Milan Machatý, Faculdade de Matemática e Física, Universidade Charles e Instituto de Física Atmosférica, Academia de Ciências Checa.</figcaption></figure><p>Investigadores da República Checa afirmam ter identificado o sinal de um “assobio” numa imagem de um segundo captada pela nave espacial MAVEN enquanto orbitava Marte. Este fenómeno, observado na ionosfera do planeta, <strong>representaria a primeira descarga eléctrica semelhante a um relâmpago alguma vez registada no planeta</strong>, e a descoberta é considerada importante para a compreensão dos processos atmosféricos na atmosfera marciana.</p><p>“Os assobios são bem conhecidos na Terra e estão associados a relâmpagos”, explica o físico espacial František Němec, da Universidade Charles, que liderou a investigação. “O nosso resultado implica que este fenómeno também ocorre no nosso planeta vizinho.”</p><p>Ao contrário da Terra, <strong>Marte não tem um campo magnético global</strong>, mas possui campos magnéticos localizados criados por materiais magnetizados na sua crosta. Para além disso, devido à sua fina atmosfera, <strong>os relâmpagos em Marte não têm origem em nuvens de água, mas sim em tempestades de poeira</strong>, semelhantes às observadas em erupções vulcânicas terrestres e em diabos de poeira.</p><p>Durante as tempestades de poeira, os grãos de poeira ficam eletricamente carregados ao colidirem uns com os outros, gerando um campo elétrico. Em Marte, estudos anteriores previram que este campo pode descarregar-se quando excede o limiar de rutura na atmosfera marciana de baixa pressão, que é de cerca de 15 kilovolts por metro.</p><p>Os dust devils, por seu lado, <strong>podem produzir radiações de frequência ultra baixa na Terra, graças à flutuação das cargas eléctricas quando a poeira gira</strong>. Uma vez que tanto os dust devils como as tempestades são muito mais intensos em Marte, a teoria sugere que poderiam gerar radiação de banda larga detetável a partir da Terra. Apesar das recentes medições efetuadas pelo Allen Telescope Array, pela missão Mars Global Surveyor, pela missão Mars Atmosphere and Volatile Evolution e pela sonda Mars Express, até agora não tinham sido encontradas provas conclusivas da existência de relâmpagos marcianos.</p><h2>Análise da radiação eletromagnética</h2><p>De acordo com Němec, outra forma de detetar estas descargas elétricas é através da <strong>análise da radiação eletromagnética que as acompanha</strong>. Esta radiação situa-se na gama de frequências extremamente baixas e muito baixas e, em certas condições, pode atingir a ionosfera de um planeta. O fenómeno foi identificado pela primeira vez na Terra pouco antes da era espacial e, desde então, tem sido utilizado com sucesso para comprovar a existência de relâmpagos em Júpiter, Saturno e Neptuno.</p><p>Estas ondas são conhecidas como assobios, explica, devido ao seu padrão espetral caraterístico no ambiente de plasma da ionosfera. Neste meio, as ondas de frequência mais elevada viajam mais depressa e atingem o ponto de observação antes das de frequência mais baixa,<strong> produzindo uma assinatura espetral distintiva de “assobio”</strong>.</p><p>O desafio para a observação reside no facto de estas ondas só poderem penetrar na ionosfera marciana no lado noturno do planeta e quando o campo magnético está orientado verticalmente. Isto limita muito as regiões de Marte onde as naves espaciais podem detetar assobios magnéticos, especificamente a áreas relativamente pequenas do campo magnético da crosta no hemisfério sul do planeta.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="757020" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/biomineralizacao-em-marte-uma-perspetiva-sobre-a-construcao-sustentavel-fora-da-terra.html" title="Biomineralização em Marte: uma perspetiva sobre a construção sustentável fora da Terra">Biomineralização em Marte: uma perspetiva sobre a construção sustentável fora da Terra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/biomineralizacao-em-marte-uma-perspetiva-sobre-a-construcao-sustentavel-fora-da-terra.html" title="Biomineralização em Marte: uma perspetiva sobre a construção sustentável fora da Terra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/biomineralizacao-em-marte-uma-perspectiva-sobre-a-construcao-sustentavel-fora-da-terra-1772558072997_320.png" alt="Biomineralização em Marte: uma perspetiva sobre a construção sustentável fora da Terra"></a></article></aside><p>Němec refere ter identificado o sinal eletromagnético de um assobiador em Marte, numa imagem captada pela sonda MAVEN a 21 de junho de 2015. “Identifiquei-o pela primeira vez à noite, numa região com um campo magnético forte e quase vertical, o que é crucial para que a onda se propague até à altitude em que a nave espacial orbita sem atenuação excessiva do sinal.”</p><p>Dos muitos instantâneos de ondas analisados, 108418 no total, apenas este único evento continha um sinal de assobio, como explica ao Physics World. “Isto provavelmente reflete tanto a raridade do fenómeno em si como as condições específicas da ionosfera e do campo magnético necessárias para que a onda se propague até à nave espacial.”</p><p>A sonda MAVEN tem estado a orbitar Marte desde 2014 e transmitiu dados para a Terra até à perda de comunicação no ano passado. Embora não tenham sido registadas tempestades de poeira em grande escala no planeta na altura em que o assobio foi detetado, Němec e os seus colegas sugerem que o sinal pode ter tido origem num evento de poeira localizado.</p><h2>Diferentes velocidades de propagação</h2><p>“Os assobios formam-se porque, no plasma ionizado da ionosfera, diferentes frequências de sinal propagam-se a diferentes velocidades”, explica Němec. “Como resultado, embora todas as frequências sejam geradas simultaneamente durante uma descarga eléctrica, as frequências mais altas, que viajam mais depressa, chegam primeiro à nave espacial, seguidas depois pelas frequências mais baixas.”</p><p>Os investigadores, que descrevem o seu trabalho na revista Science Advances, calcularam os atrasos temporais correspondentes e referem que as suas observações correspondem muito bem às previsões teóricas. Também calcularam a atenuação das ondas, adaptando os métodos utilizados na Terra à composição presumida da ionosfera marciana. Os resultados mostraram que as frequências mais altas são atenuadas mais fortemente, o que explica o facto de apenas a parte de baixa frequência do assobio ser observada.</p><p>Fonte:<strong><a href="https://physicsworld.com/" target="_blank"> Physics World</a></strong></p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>František Němec et al.,Lightning-generated waves detected at Mars.Sci. Adv.12,eaeb4898(2026).<a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.aeb4898" target="_blank">DOI:10.1126/sciadv.aeb4898</a><br></em><a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.aeb4898#core-R3-1"></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/podera-marte-gerar-relampagos-como-a-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Intrusão de poeiras em Portugal continental poderá prolongar-se até domingo, 12 de abril: eis os conselhos da DGS]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/intrusao-de-poeiras-em-portugal-continental-podera-prolongar-se-ate-domingo-12-de-abril-eis-os-conselhos-da-dgs.html</link><pubDate>Tue, 07 Apr 2026 11:35:09 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Poeiras do Saara afastam-se temporariamente nas próximas horas. No entanto, prevê-se o regresso em força deste fenómeno a partir de quinta-feira, 9 de abril. Saiba até quando poderão permanecer em Portugal e os conselhos da DGS.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa4khge"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa4khge.jpg" id="xa4khge"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Desde segunda-feira (6) a presença de uma <strong>depressão posicionada a oeste de Portugal Continental </strong>tem estado a contribuir para a movimentação de poeiras procedentes do Norte de África e, consequentemente, do seu<strong> transporte para o nosso território</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Neste panorama meteorológico poderão ocorrer fenómenos como a <strong>“chuva de lama”</strong> por causa da combinação ocasional da precipitação com as poeiras, o que se traduziria em <strong>superfícies sujas</strong> (infraestruturas, estradas, automóveis), bem como uma <strong>deterioração da qualidade do ar</strong> gerada pela presença destas partículas em suspensão. Estas partículas inaláveis têm <strong>efeitos na saúde humana</strong>, o que já levou a <strong>DGS</strong> (Direção-Geral da Saúde)<strong> a emitir conselho</strong>s.</p><h2>Poeiras afastam-se hoje e amanhã, mas regressam na quinta. Até quando poderão permanecer em suspensão?</h2><p>A referida depressão afastará temporariamente as poeiras da geografia do Continente entre hoje e quarta-feira (8) devido ao efeito de rotação que descreverá na sua deslocação em paralelo à faixa costeira ocidental. Porém, conforme o centro da depressão se for aproximando ao continente africano, as poeiras serão, de novo, <strong>impulsionadas para o nosso país a partir das primeiras horas da madrugada de quinta-feira, dia 9, algo para o qual também contribuirá um fluxo de Leste dominante</strong>.</p><div class="texto-destacado">A massa de ar tropical continental, seca e quente, associada ao vento de Leste e ao transporte das poeiras do Saara fará não só com que o episódio de <strong>concentração de poeiras em suspensão ganhe uma nova expressão sobre a nossa geografia</strong>, com as partículas a avançarem do interior para o litoral, como também provocará uma<strong> subida acentuada das temperaturas máximas na quinta-feira (9)</strong>.</div><p> Prevê-se que, na quinta-feira (9), <strong>a primeira região afetada seja o Norte (do interior para o litoral)</strong>, embora, de acordo com os mapas, rapidamente todo o país fique “coberto” por esta bruma seca que tornará o horizonte turvo ou mais amarelado-acastanhado, dependendo da concentração da zona onde vive. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/intrusao-de-poeiras-em-portugal-continental-podera-prolongar-se-ate-domingo-12-de-abril-eis-os-conselhos-da-dgs-1775561055058.jpg" data-image="tgr2a5vl0dvq"><figcaption>Crianças, idosos e doentes com problemas respiratórios crónicos fazem parte da população mais vulnerável ao fenómeno de poeiras saarianas em suspensão.</figcaption></figure><p>Os mapas indicam mesmo que ocorrerá um <strong>reforço da</strong><strong> intrusão de poeiras no Algarve, Baixo Alentejo, Alentejo Central e Área Metropolitana de Lisboa nas últimas horas de quinta (9), com concentrações ainda mais elevadas</strong>, o que poderá produzir tonalidades alaranjadas no céu e aumentar o risco dos efeitos na saúde humana.</p><p>Para sexta (10) os mapas ‘denunciam’ a presença de uma região depressionária com múltiplos núcleos posicionados em altitude entre a Península Ibérica e Marrocos, aliados ao fluxo de Leste, contribuirão para <strong>o ‘bombear’ contínuo de poeiras do interior para o litoral de Portugal continental, inclusive alcançando o arquipélago da Madeira</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/intrusao-de-poeiras-em-portugal-continental-podera-prolongar-se-ate-domingo-12-de-abril-eis-os-conselhos-da-dgs-1775560716816.png" data-image="mi2tbk1snwnd"><figcaption>As poeiras em suspensão podem vir a registar um temporário pico de concentração mais elevado nas últimas horas de quinta-feira (9), especialmente a sul do Tejo.</figcaption></figure><p>No sábado (11) o vento dominante no nosso país mudará de quadrante, passando a soprar de Noroeste. Neste contexto, <strong>as poeiras começarão lentamente a movimentar-se para leste, mas a sua concentração e abrangência em termos geográficos será tão grande</strong> que, ainda assim, permanecerão em suspensão durante pelo menos metade do dia. Os primeiros indícios sugerem que as poeiras poderão permanecer sobre o nosso território até domingo (12).</p><h2>Conheça os conselhos da DGS</h2><p>As poeiras do Saara são constituídas por partículas inaláveis que provocam efeitos na saúde humana, especialmente na população mais vulnerável: <strong>crianças, idosos e doentes com problemas respiratórios crónicos (asma, foro cardiovascular)</strong>. Neste sentido os “cuidados de saúde devem ser redobrados durante a ocorrência destas situações”, realçou a DGS. Aliás, sempre que for viável, recomenda-se que permaneçam no interior dos edifícios, de preferência com as janelas fechadas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762658" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-para-portugal-ipma-cobre-o-continente-de-avisos-de-precipitacao-e-agitacao-maritima.html" title="Previsão de chuva para Portugal: IPMA cobre o continente de avisos de precipitação e agitação marítima">Previsão de chuva para Portugal: IPMA cobre o continente de avisos de precipitação e agitação marítima</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-para-portugal-ipma-cobre-o-continente-de-avisos-de-precipitacao-e-agitacao-maritima.html" title="Previsão de chuva para Portugal: IPMA cobre o continente de avisos de precipitação e agitação marítima"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-para-portugal-ipma-cobre-o-continente-de-avisos-de-precipitacao-e-agitacao-maritima-1775556040210_320.jpg" alt="Previsão de chuva para Portugal: IPMA cobre o continente de avisos de precipitação e agitação marítima"></a></article></aside><p>Com a previsão do <strong>regresso em força deste fenómeno a partir de quinta-feira (9)</strong>, e a possibilidade de manter-se- pelo menos até sábado ou domingo, dias 11 e 12 de abril, a DGS recomenda o seguinte:</p><ul><li><strong>Evite esforços prolongados</strong></li><li><strong>Limite a atividade física ao ar livre</strong></li><li>Limite a exposição a fatores de risco, tais como o <strong>fumo do tabaco e o contacto com produtos irritantes</strong>.</li></ul><p>Em comunicado, a DGS refere ainda que <strong>os doentes crónicos devem manter os seus tratamentos médicos </strong>e, caso os sintomas se agravem, a população deve contactar a <strong>Linha Saúde 24</strong> (808 24 24 24) ou deslocar-se para um serviço de saúde.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/intrusao-de-poeiras-em-portugal-continental-podera-prolongar-se-ate-domingo-12-de-abril-eis-os-conselhos-da-dgs.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Previsão de chuva para Portugal: IPMA cobre o continente de avisos de precipitação e agitação marítima]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-para-portugal-ipma-cobre-o-continente-de-avisos-de-precipitacao-e-agitacao-maritima.html</link><pubDate>Tue, 07 Apr 2026 10:31:10 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O IPMA emitiu avisos de chuva para todos os distritos de Portugal Continental e de agitação marítima para os distritos do litoral, assim como para os arquipélagos.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa4k9sg"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa4k9sg.jpg" id="xa4k9sg"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O dia de hoje, terça-feira (7), amanheceu cinzento e chuvoso em vários locais do país. Uma <strong>depressão que se encontra a noroeste do continente português está a contribuir para esta instabilidade</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Nas próximas horas prevê-se um <strong>agravamento do estado do tempo</strong>, especialmente em relação à precipitação, onde a mesma poderá cobrir toda a geografia continental e contar com períodos de chuva forte. </p><h2>IPMA elevou todos os distritos do continente a aviso amarelo de chuva</h2><p>Esta manhã, o <strong>IPMA atualizou os seus avisos e cobriu o continente de amarelo</strong>, devido à chuva esperada. Todos os distritos se encontram sob este aviso, na sua maioria, até às 18h. Os distritos cujo aviso entra em vigor mais tarde são Faro, Beja, Évora e Portalegre, às 12h, e Bragança e Guarda, às 15h. Todos os outros distritos se encontram sob este aviso desde as 6h de hoje. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-para-portugal-ipma-cobre-o-continente-de-avisos-de-precipitacao-e-agitacao-maritima-1775556078467.png" data-image="esrexvjrhti0" alt="depressão; chuva prevista" title="depressão; chuva prevista"><figcaption>As próximas horas contarão com um agravamento do estado de tempo em Portugal Continental, com a chuva a intensificar-se.</figcaption></figure><p>Em relação à<strong> agitação marítima</strong>, o litoral entre Viana do Castelo e Coimbra, ficará sob aviso amarelo entre as 21h de hoje e as 15h de amanhã, dia 8; enquanto o litoral entre Leiria e Faro, ficará sob aviso amarelo entre as 18h de hoje e as 18h de amanhã. Com este aviso, esperam-se ondas de noroeste com altura entre 4 a 5 metros.</p><p>No arquipélago dos Açores, os <strong>grupos Central e Oriental estão sob aviso amarelo de agitação marítima </strong>desde ontem à noite e deverão manter-se até às 12h de hoje. Quanto à Madeira, a <strong>Costa Norte e Porto Santo estão sob o mesmo aviso</strong> desde as 9h de hoje e deverá manter-se até às 15h de amanhã. Entre as 15h de amanhã e as 12h do dia 9, <strong>este aviso passará a laranja</strong> e as restantes regiões passarão a <strong>aviso amarelo de vento</strong> entre as 18h de amanhã e as 9h do dia 9, quinta-feira. </p><h2>Zonas mais afetadas pela chuva nas próximas horas</h2><p>Segundo a mais recente atualização dos nossos mapas, é esperada uma <strong>maior acumulação de precipitação</strong> ao longo da faixa interior do país e nas terras altas do Norte e Centro. Assim, esperam-se valores de acumulação até cerca de 40 mm na sub-região do Alto Tâmega; valores na ordem dos 34 mm na Serra da Estrela e até 21 mm em Portalegre. No litoral, estes valores deverão manter-se entre os 7.4 mm em Lisboa e os 17 mm em Viana do Castelo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762462" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-alerta-para-intrusao-de-poeiras-que-durante-esta-semana-pode-afetar-todo-o-continente-portugues.html" title="Joana Campos alerta para intrusão de poeiras que durante esta semana pode afetar todo o continente português">Joana Campos alerta para intrusão de poeiras que durante esta semana pode afetar todo o continente português</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-alerta-para-intrusao-de-poeiras-que-durante-esta-semana-pode-afetar-todo-o-continente-portugues.html" title="Joana Campos alerta para intrusão de poeiras que durante esta semana pode afetar todo o continente português"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/joana-campos-alerta-para-intrusao-de-poeiras-que-durante-esta-semana-pode-afetar-todo-o-continente-portugues-1775470234530_320.jpg" alt="Joana Campos alerta para intrusão de poeiras que durante esta semana pode afetar todo o continente português"></a></article></aside><p>Com isto, é esperado que nas próximas horas, já no início da tarde,<strong> a chuva se mova de oeste para este</strong>, levando períodos de chuva mais intensa para o interior do país, especialmente entre os distritos de Castelo Branco e Beja. No entanto, é expectável uma dissipação generalizada e gradual a partir das 19h, esperando-se que a mesma <strong>possa persistir no Nordeste do país ao longo da madrugada de quarta-feira</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-para-portugal-ipma-cobre-o-continente-de-avisos-de-precipitacao-e-agitacao-maritima.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Origem dos tsunamis poderia ser desvendada do espaço: geólogos mostram como detetá-los usando satélites]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/origem-de-tsunamis-poderia-ser-desvendada-do-espaco-geologos-mostram-como-detecta-los-usando-satelites.html</link><pubDate>Tue, 07 Apr 2026 06:25:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um satélite registou as ondas do tsunami de Kamchatka de 2025 com enorme precisão, abrindo um novo caminho científico para entender como estes fenómenos devastadores surgem.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-se-forman-los-tsunamis-un-satelite-revela-el-origen-tras-el-terremoto-de-kamchatka-1775033634290.jpeg" data-image="p2qe4drt5hpb"><figcaption>Um satélite registou com precisão as ondas do tsunami geradas pelo terramoto de Kamchatka de 2025. Os dados permitem analisar como os tsunamis se formam perto da fossa oceânica e ajudam a compreender melhor a sua origem e propagação.</figcaption></figure><p><strong>A origem exata dos tsunamis permanece um dos grandes mistérios da ciência marinha</strong>. Estas ondas gigantes podem atravessar oceanos inteiros e atingir litorais a quilómetros de distância. No entanto, a sequência precisa que desencadeia a sua formação no fundo do mar continua a ser muito difícil de observar em detalhes.</p><p>Um evento ocorrido em <strong>2025 </strong>ofereceu uma pista inesperada. Um satélite sobrevoou a região logo após um<strong> terramoto de grande magnitude em Kamchatka</strong> (Rússia) e capturou dados que permitem aos cientistas estudar como estas ondas são geradas. As medições recolhidas abriram uma nova linha de análise para decifrar um fenómeno que, até então, tinha vindo a ser investigado com informações incompletas da Terra.</p><h2>Como se formam os tsunamis: o terramoto de Kamchatka mudou as observações</h2><p>A 29 de julho de 2025, um<strong> terramoto de magnitude 8,8 atingiu a Península de Kamchatka</strong>. O tremor libertou uma enorme quantidade de energia sob o oceano e <strong>desencadeou um tsunami que varreu grande parte do Pacífico</strong>. Foi um dos eventos sísmicos mais intensos registados nos últimos anos.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">The SWOT satellite captured the tsunami triggered by Russias Kamchatka earthquake on July 30.<br><br>By providing data on the waves height, shape, and direction, SWOT is helping scientists improve tsunami forecast models and protect coastal communities. <a href="https://t.co/BL8QjUrWaj">https://t.co/BL8QjUrWaj</a> <a href="https://t.co/9acKXVcI6i">pic.twitter.com/9acKXVcI6i</a></p>— NASA Earth (@NASAEarth) <a href="https://twitter.com/NASAEarth/status/1962913588026180095?ref_src=twsrc%5Etfw">September 2, 2025</a></blockquote></figure><p><strong>Apenas setenta minutos após o terramoto, um satélite sobrevoou a área afetada</strong>. O seu sistema de observação capturou imagens altamente detalhadas do mar. Uma equipa internacional, liderada por cientistas da Universidade de San Diego, nos Estados Unidos, <strong>conseguiu visualizar a curvatura das ondas, a sua trajetória e o seu comprimento com uma clareza raramente vista</strong> nesse tipo de evento.</p><p>As medições incluíram variações no nível do oceano com precisão de centímetros. <strong>Graças a estes dados, os investigadores reconstruíram o padrão de ondas que se expandiu a partir do epicentro do tsunami</strong>. Naturalmente, essas informações são extremamente difíceis de obter em terra.</p><h2>Satélites e tsunamis: uma nova perspetiva do espaço</h2><p>Tsunamis gerados por terramotos em zonas de subducção representam uma ameaça constante para muitas áreas costeiras. Mesmo assim,<strong> identificar com precisão onde começa a perturbação inicial do mar é difícil com os instrumentos padrão instalados em terra ou no fundo do oceano</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-se-forman-los-tsunamis-un-satelite-revela-el-origen-tras-el-terremoto-de-kamchatka-1774950853215.jpg" data-image="59wym8snujbx" alt="Tsunamis" title="Tsunamis"><figcaption>Uma comparação entre medições de sensores oceânicos, dados de satélite e dados InSAR foi utilizada para reconstruir a deformação causada pelo terramoto e tsunami. A análise permite a identificação do intervalo sísmico próximo à fossa oceânica e melhora a compreensão da origem do tsunami.</figcaption></figure><p>Sensores sísmicos e geodésicos fornecem dados valiosos, mas nem sempre permitem observar todo o processo. Além disso, os medidores de pressão em águas profundas geralmente estão localizados longe da origem da onda, reduzindo as informações disponíveis sobre o seu momento inicial.</p><p>Há um ano, o<strong> satélite SWOT </strong>(<em>Surface Water and Ocean Topography</em>) da NASA/CNE registou uma clara sucessão de ondas curtas associadas ao tsunami. Esta <strong>observação espacial possibilitou vincular diretamente o campo de ondas ao ponto de início da perturbação oceânica</strong>, algo que até então só podia ser deduzido através de modelos teóricos.</p><h2>Como os satélites nos ajudam a entender a origem dos tsunamis?</h2><p>A análise dos dados recolhidos após o terramoto de Kamchatka revelou uma conclusão importante. <strong>Os cálculos indicam que o tsunami foi gerado a menos de dez quilómetros da fossa oceânica onde ocorreu o deslocamento tectónico</strong>.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/RZvUR7WTGzY/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=RZvUR7WTGzY" id="RZvUR7WTGzY"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Este detalhe não poderia ter sido deduzido apenas a partir de registos sísmicos terrestres ou medições padrão do fundo do mar. <strong>A visão do espaço forneceu um mapa bidimensional de alta resolução do comportamento das ondas imediatamente após a sua formação</strong>.</p><p>Os investigadores acreditam que<strong> este tipo de observação permitirá um estudo mais preciso da dinâmica das zonas de subducção</strong>. Também poderá aprimorar a avaliação de risco de tsunamis em áreas vulneráveis e oferecer informações essenciais sobre como estas ondas gigantes se propagam.</p><h2>O que revelam as novas observações de satélite</h2><p>A equipa científica, coordenada por especialistas em geologia da Universidade de San Diego, analisou o conjunto de dados obtido pelo satélite da NASA. E <strong>embora a passagem do satélite tenha sido quase acidental, provou ser crucial para registar o fenómeno logo após o seu início</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-os-satelites-e-os-oceanos-confirmam-a-origem-humana-do-aquecimento-global.html" title="Como é que os satélites e os oceanos confirmam a origem humana do aquecimento global?">Como é que os satélites e os oceanos confirmam a origem humana do aquecimento global?</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-os-satelites-e-os-oceanos-confirmam-a-origem-humana-do-aquecimento-global.html" title="Como é que os satélites e os oceanos confirmam a origem humana do aquecimento global?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/comment-les-satellites-et-les-oceans-confirment-ils-l-origine-humaine-du-rechauffement-changement-climatique-1770297069400_320.jpeg" alt="Como é que os satélites e os oceanos confirmam a origem humana do aquecimento global?"></a></article></aside><p>As imagens permitiram rastrear todo o campo de ondas do tsunami. Os cientistas observaram o formato curvo das ondas e como elas se propagaram pelo oceano.<strong> Este tipo de medição direta nunca tinha sido obtido com tanta precisão</strong>.</p><p>Os resultados constituem a<strong> primeira evidência espacial de alta resolução que liga o padrão das ondas ao ponto exato de geração do tsunami</strong>. A descoberta confirma que os satélites podem tornar-se aliados fundamentais na compreensão de um dos desastres naturais mais destrutivos do planeta.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.science.org/doi/10.1126/science.aeb8634" target="_blank">SWOT detects dispersive tsunami tied to a near-trench source in the 2025 Kamchatka earthquake</a>. 26 d emarço, 2026. Sepúlveda, et al.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/origem-de-tsunamis-poderia-ser-desvendada-do-espaco-geologos-mostram-como-detecta-los-usando-satelites.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Dormir onde o comboio já não passa: a revolução turística está a chegar a Chaves]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/dormir-onde-o-comboio-ja-nao-passa-a-revolucao-turistica-esta-a-chegar-a-chaves.html</link><pubDate>Tue, 07 Apr 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Dois apeadeiros desativados da antiga Linha do Corgo vão ser transformados em alojamento sustentável. Este investimento aposta no turismo de natureza e na valorização do património local.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/dormir-onde-o-comboio-ja-nao-passa-a-revolucao-turistica-esta-a-chegar-a-chaves-1775474255607.jpg" data-image="jdhcoromu3hc" alt="Linha férrea" title="Linha férrea"><figcaption>Chaves transforma passado ferroviário em futuro turístico sustentável. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>Apeadeiros transformados em alojamento turístico? Parece que vai mesmo acontecer em<strong> Chaves</strong>. A notícia foi avançada pela própria autarquia a 16 de março.</p><div class="texto-destacado">O município do distrito de Vila Real anunciou que dois apeadeiros desativados da antiga Linha Ferroviária do Corgo vão ser transformados em alojamento turístico sustentável. </div><p>Feitas as contas, o investimento total previsto é de <strong>576 mil euros</strong>, sendo que a candidatura do projeto irá beneficiar de um incentivo financeiro de 400 mil euros. <strong>Não há ainda data de conclusão prevista</strong>.</p><h2>Um projeto que aposta no desenvolvimento sustentável dos territórios</h2><p>Segundo um comunicado enviado pela autarquia à agência ‘Lusa’, e citada pelo jornal ‘Público’, este projeto prevê a <strong>reabilitação deste “património ferroviário histórico”</strong>. O objetivo será, então, transformar os antigos apeadeiros em alojamento turístico sustentável e acessível em modelo de <em>hostel</em>, preservando simultaneamente a sua identidade arquitetónica. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="755407" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-cemiterio-ferroviario-em-gaia-guarda-locomotivas-a-vapor-ha-quase-50-anos.html" title="Este “cemitério ferroviário” em Gaia guarda locomotivas a vapor há quase 50 anos">Este “cemitério ferroviário” em Gaia guarda locomotivas a vapor há quase 50 anos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-cemiterio-ferroviario-em-gaia-guarda-locomotivas-a-vapor-ha-quase-50-anos.html" title="Este “cemitério ferroviário” em Gaia guarda locomotivas a vapor há quase 50 anos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/este-cemiterio-ferroviario-em-gaia-guarda-locomotivas-a-vapor-ha-quase-50-anos-1771751081332_320.jpg" alt="Este “cemitério ferroviário” em Gaia guarda locomotivas a vapor há quase 50 anos"></a></article></aside><p>Mas, o que são <strong>apeadeiros ferroviários</strong>? No fundo, são paragens simples, tradicionalmente menores do que uma estação ferroviária. Normalmente estes são compostos por apenas uma pequena plataforma e um abrigo. </p><div class="texto-destacado">“Antigamente, eram construídos em localidades pequenas, como aldeias, onde não se justificava construir uma estação completa”, nota a revista ‘NiT’.</div><p>A Linha do Corgo, que passava por Vila Real, ligava Peso da Régua a Chaves. O seu encerramento aconteceu gradualmente entre os anos de 1990 e 2010. Atualmente, grande parte do antigo traçado foi transformado numa <strong>percussão ciclopedonal</strong> conhecida como Ecopista do Corgo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dormir-onde-o-comboio-ja-nao-passa-a-revolucao-turistica-esta-a-chegar-a-chaves-1775474017811.jpg" data-image="mamoevrb5oo5" alt="Ecovia" title="Ecovia"><figcaption>Ecovia Internacional do Tâmega e do Corgo. Foto: CM Chaves</figcaption></figure><p>Aliás, o município explicou ainda que a iniciativa contempla também a criação de pontos de apoio à Ecovia Internacional do Tâmega e do Corgo e que quer contribuir “para <strong>reforçar a oferta de ecoturismo, cicloturismo e turismo de natureza</strong> na região”.</p><p>“A empreitada está inserida no projeto de ‘Requalificação dos Apeadeiros de Vilela do Tâmega e Vilarinho das Paranheiras’, no âmbito do programa Crescer com o Turismo, cujo contrato de financiamento foi assinado a 13 de março”, lê-se no ‘Idealista’. </p><h2>Programa Crescer com o Turismo</h2><p>Lançado em fevereiro de 2025, o <strong>programa de apoio Crescer com o Turismo</strong> dispõe de uma dotação de 30 milhões de euros e visa fomentar o desenvolvimento sustentável dos territórios. Tem especial enfoque na responsabilidade social e ambiental, bem como na qualificação, inovação e valorização dos recursos turísticos. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="759811" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/primeiro-comboio-literario-em-portugal-junta-autores-e-leitores-rumo-ao-alentejo.html" title="Primeiro Comboio Literário em Portugal junta autores e leitores rumo ao Alentejo">Primeiro Comboio Literário em Portugal junta autores e leitores rumo ao Alentejo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/primeiro-comboio-literario-em-portugal-junta-autores-e-leitores-rumo-ao-alentejo.html" title="Primeiro Comboio Literário em Portugal junta autores e leitores rumo ao Alentejo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/primeiro-comboio-literario-em-portugal-junta-autores-e-leitores-rumo-ao-alentejo-1773997107474_320.jpg" alt="Primeiro Comboio Literário em Portugal junta autores e leitores rumo ao Alentejo"></a></article></aside><p>“As iniciativas incidem em áreas como turismo de natureza, turismo gastronómico, turismo ativo, turismo de bem-estar e turismo cultural e patrimonial, contribuindo para a diversificação e qualificação da oferta turística nacional”, escreve o jornal ‘Público’.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/dormir-onde-o-comboio-ja-nao-passa-a-revolucao-turistica-esta-a-chegar-a-chaves.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Se o seu terraço estiver orientado para norte, estas são as plantas que melhor suportam a sombra]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/se-o-seu-terraco-estiver-orientado-para-norte-estas-sao-as-plantas-que-melhor-suportam-a-sombra.html</link><pubDate>Mon, 06 Apr 2026 17:51:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Os terraços virados a norte apanham menos sol, mas isso não significa que se deva renunciar à vegetação. Aqui estão algumas plantas tolerantes à sombra que podem transformar qualquer espaço num local animado.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/si-tu-terraza-esta-orientada-al-norte-estas-son-las-plantas-que-mejor-soportan-la-sombra-1775049097223.jpeg" data-image="2j1ud843q5e3"><figcaption>As plantas num terraço com sombra também podem desempenhar um papel importante.</figcaption></figure><p>Ter um terraço virado para norte traz muitas vezes a mesma pergunta. <strong>Que plantas podem sobreviver com tão pouca luz? </strong>A resposta é mais otimista do que parece: embora o sol direto seja escasso, <strong>há muitas espécies</strong> que não só toleram a sombra, como a preferem.</p><p>De facto, estes terraços têm uma vantagem importante, que é o stress térmico e de evaporação que algumas plantas têm.</p><h2>O que é que implica uma orientação norte?</h2><p><strong>Os terraços orientados a norte recebem a luz solar de forma indireta e difusa</strong>, uma vez que os raios solares incidem obliquamente e nunca perpendicularmente, <strong>o que significa que a temperatura média é mais baixa do que nos terraços orientados a sul </strong>e que a radiação solar efetiva é significativamente reduzida.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762174" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/calendario-de-jardinagem-o-que-plantar-em-abril-e-o-que-fazer-este-mes.html" title="Calendário de jardinagem: o que plantar em abril e o que fazer este mês">Calendário de jardinagem: o que plantar em abril e o que fazer este mês</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/calendario-de-jardinagem-o-que-plantar-em-abril-e-o-que-fazer-este-mes.html" title="Calendário de jardinagem: o que plantar em abril e o que fazer este mês"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calendario-del-huerto-que-plantar-en-abril-y-cuales-son-las-tareas-de-este-mes-1775026867077_320.jpg" alt="Calendário de jardinagem: o que plantar em abril e o que fazer este mês"></a></article></aside><p>Além disso, a humidade relativa é geralmente um pouco mais elevada, porque a evapotranspiração das plantas e da superfície do solo diminui sem o calor direto do sol. Estes fatores criam <strong>um ambiente mais fresco, estável e húmido</strong>, semelhante às condições de sub-bosque das florestas temperadas ou húmidas. Por esta razão, muitas espécies mediterrânicas adaptadas ao sol pleno, como a alfazema ou o alecrim, tendem a não prosperar, enquanto outras o fazem.</p><h2> 5 plantas que se dão melhor à sombra</h2><p>Abaixo, listamos uma série de plantas que se dão muito bem em orientações viradas para norte e húmidas.</p><h3>Fetos</h3><p>Os fetos são um clássico que nunca falha. Estas espécies, como <strong>a Nephrolepis exaltata</strong>, dão volume e um verde intenso mesmo com pouca luz. São plantas-chave em ambientes húmidos e um clássico nas encostas viradas a norte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/si-tu-terraza-esta-orientada-al-norte-estas-son-las-plantas-que-mejor-soportan-la-sombra-1775041160073.jpeg" data-image="75c8bk7lhufk"><figcaption>Os fetos desenvolvem-se facilmente à sombra.</figcaption></figure><h3>Hera</h3><p>A <strong>Hedera helix</strong> é resistente, versátil e perfeita para cobrir muros ou gradeamentos. Esta espécie é tolerante à sombra e requer poucos cuidados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/si-tu-terraza-esta-orientada-al-norte-estas-son-las-plantas-que-mejor-soportan-la-sombra-1775041291919.jpeg" data-image="hg8q43qtk7zn"><figcaption>A Hedera helix propaga-se rapidamente mesmo sem luz solar direta.</figcaption></figure><h3>Begónias</h3><p>As begónias são uma das melhores escolhas se procura um pouco de cor, porque uma orientação norte nem sempre significa cores baças. <strong>Elas dão-se muito bem à meia-sombra e florescem sem necessidade de sol direto</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/si-tu-terraza-esta-orientada-al-norte-estas-son-las-plantas-que-mejor-soportan-la-sombra-1775041462250.jpeg" data-image="to0jfln8hlkj"><figcaption>As begónias darão um toque de cor ao seu jardim.</figcaption></figure><h3>Hostas</h3><p>As hostas <strong>são conhecidas pelas suas folhas grandes e decorativas</strong>. São muito utilizadas em grandes jardins com sombra e como marcadores de caminhos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/si-tu-terraza-esta-orientada-al-norte-estas-son-las-plantas-que-mejor-soportan-la-sombra-1775041553861.jpeg" data-image="jk3qewk4j7al"><figcaption>As hostas criam espaços acolhedores com as suas folhas grandes e verdes.</figcaption></figure><h3>Calatheas e plantas tropicais</h3><p>A Calathea, juntamente com outras plantas de interior, <strong>dá-se surpreendentemente bem em terraços à sombra do sol</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/si-tu-terraza-esta-orientada-al-norte-estas-son-las-plantas-que-mejor-soportan-la-sombra-1775041720644.jpeg" data-image="qvwllresuujb"><figcaption>A Calathea proporciona uma atmosfera quente, frequentemente necessária em terraços com sombra.</figcaption></figure><h2>Conselhos essenciais para a sobrevivência</h2><p>Ter plantas à sombra não significa esquecê-las. Há alguns cuidados básicos que marcam a diferença:</p><ul><li>Evite regar em excesso: a evaporação é reduzida.</li><li>Assegurar uma boa drenagem nos vasos.</li><li>Limpar as folhas para melhorar a fotossíntese.</li><li>Aproveitar ao máximo a luz disponível, sem obstáculos.</li></ul><p>Um dos fracassos mais comuns é tentar cultivar plantas que precisam de sol pleno. <strong>A alfazema, os gerânios e o alecrim</strong> <strong>não tendem a prosperar</strong> num local virado a norte, pois são espécies que precisam de sol diário.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762238" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-deixar-o-seu-jardim-com-um-aspeto-luxuoso-cinco-plantas-e-dicas-de-design-que-ajudam-a-alcancar-este-objetivo.html" title="Como deixar o seu jardim com um aspeto luxuoso: cinco plantas e dicas de design que ajudam a alcançar este objetivo">Como deixar o seu jardim com um aspeto luxuoso: cinco plantas e dicas de design que ajudam a alcançar este objetivo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-deixar-o-seu-jardim-com-um-aspeto-luxuoso-cinco-plantas-e-dicas-de-design-que-ajudam-a-alcancar-este-objetivo.html" title="Como deixar o seu jardim com um aspeto luxuoso: cinco plantas e dicas de design que ajudam a alcançar este objetivo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-hacer-que-tu-jardin-parezca-de-lujo-cinco-plantas-y-consejos-de-diseno-que-ayudan-a-lograrlo-1775046790289_320.jpg" alt="Como deixar o seu jardim com um aspeto luxuoso: cinco plantas e dicas de design que ajudam a alcançar este objetivo"></a></article></aside><p>Outro erro comum é regar demasiado, pensando que a falta de sol compensa tudo, e na realidade, <strong>a rega excessiva é um dos principais problemas nestes terraços</strong>.</p><p>Longe de ser uma limitação, <strong>um terraço virado a norte pode tornar-se um local fresco, verde e muito agradável</strong>. Embora a ideia de espécies que não precisam de tanta luz e necessitam de humidade seja triste, existem inúmeras plantas de sombra que<strong> oferecem tons intensos, folhas grandes e um aspeto mais selvagem que acrescenta muita personalidade</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/se-o-seu-terraco-estiver-orientado-para-norte-estas-sao-as-plantas-que-melhor-suportam-a-sombra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Das colisões cósmicas às primeiras células: como os impactos dos meteoritos podem ter dado origem à vida]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/das-colisoes-cosmicas-as-primeiras-celulas-como-os-impactos-dos-meteoritos-podem-ter-dado-origem-a-vida.html</link><pubDate>Mon, 06 Apr 2026 16:03:59 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A investigação levada a cabo por um licenciado da Rutgers sugere que os impactos de meteoritos podem ter criado ambientes hidrotermais ricos em químicos que teriam favorecido a origem da vida na Terra primitiva, alargando as teorias para além dos sistemas de fontes hidrotermais do mar profundo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/from-cosmic-collisions-to-first-cells-how-meteor-impacts-may-have-started-life-1775381804750.jpg" data-image="c9p9o25kt43e" alt="fuentes hidrotermales" title="fuentes hidrotermales"><figcaption>Imagem de fontes hidrotermais. Crédito: Richard Lutz/Rutgers University.</figcaption></figure><p>Um novo estudo publicado no <em>Journal of Marine Science and Engineering</em> descreve como <strong>os meteoritos podem ter ajudado a dar origem à vida na Terra</strong>, criando um ambiente quente e rico em químicos onde as primeiras células vivas poderiam ter surgido.</p><p>“De uma perspetiva científica, ninguém sabe como é que a vida se pode ter formado a partir de uma Terra primitiva que não tinha vida”, disse Shea Cinquemani, <strong>"Como é que algo vem do nada?"</strong></p><h2> Como é que a vida começa? </h2><p>Cinquemani, autor principal do estudo, centrou o seu trabalho nas fontes hidrotermais, onde a água quente e rica em minerais flui através das rochas e emerge na água circundante, <strong>criando as condições químicas e a energia necessárias para que as reações ocorram</strong>.</p><p>A investigação sugere que <strong>os sistemas hidrotermais criados por impactos de meteoritos podem ser um ambiente importante para a origem da vida</strong>. Cinquemani disse que estes sistemas teriam sido abundantes na Terra primitiva, tornando-os ambientes potenciais para o aparecimento da vida.</p><p>O estudo foi realizado em coautoria com o oceanógrafo Richard Lutz, da Rutgers, e é um <strong>exemplo raro de um trabalho de licenciatura que se torna uma publicação</strong> numa revista científica de referência.</p><div class="texto-destacado"><em>“É espantoso”, disse Lutz. "É comum os alunos de licenciatura participarem em trabalhos; os professores estão constantemente a escolhê-los para trabalharem em trabalhos e projetos. Mas para um estudante de graduação ser o autor principal é um grande feito".</em></div><p>As fontes hidrotermais de águas profundas são consideradas a origem da vida na Terra e foram descobertas pela primeira vez na década de 1970. Estes sistemas <strong>abrigam ecossistemas inteiros que podem viver sem luz solar</strong> e os micróbios utilizam a energia química dos compostos libertados pelos fluidos das fontes para se desenvolverem.</p><p>Algumas fontes hidrotermais de profundidade são alimentadas pelo calor vulcânico, enquanto outras são alimentadas por reacções químicas entre as rochas e a água. O <strong>calor permite que os processos químicos se iniciem</strong> e fornece calor.</p><p>A investigação de Cinquemani incide sobre uma categoria diferente: os sistemas hidrotermais criados pelo impacto de meteoritos. Quando um meteorito atinge a Terra, o impacto gera um calor intenso e derrete as rochas. À medida que arrefece e a água enche a cratera, forma-se um ambiente quente e rico em minerais, <strong>semelhante às fontes hidrotermais do mar profundo</strong>.</p><p>“Temos um lago à volta de um centro muito, muito quente”, disse Cinquemani. "E agora temos um sistema de fontes hidrotermais, <strong>tal como nas profundezas do mar</strong>, mas criado pelo calor de um impacto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/from-cosmic-collisions-to-first-cells-how-meteor-impacts-may-have-started-life-1775382140196.jpg" data-image="3i5kc19auogc" alt="asteroides" title="asteroides"><figcaption>Imagem de asteroides em direção a um planeta.</figcaption></figure><p>Para compreender como estes sistemas poderiam suportar a vida,<strong> analisou a investigação de três crateras</strong>: a cratera de impacto de Chicxulub, na Península de Yucatan, no México, formada há 65 milhões de anos e com um sistema hidrotermal de longa duração; a estrutura de impacto de Haughton, no Ártico canadiano, formada há 31 milhões de anos; e o lago Lonar, na Índia, com cerca de 50 000 anos e ainda com água.</p><p>Estes sistemas podem ter <strong>durado entre milhares e dezenas de milhares de anos</strong>, dando às moléculas simples o tempo necessário para possivelmente formarem vida.</p><p>Os investigadores afirmam<strong> que estes ambientes poderiam ter sido importantes na Terra primitiva</strong>, que teria sofrido frequentes impactos de asteroides, mostrando como a destruição também poderia ter dado origem à vida.</p><h2> Combinação de investigação anterior e novas provas </h2><p>A investigação de Cinquemani combina teorias anteriores com novas evidências que sugerem que <strong>os sistemas de impacto podem desempenhar um papel na criação de condições para as primeiras reações químicas</strong>.</p><p>As implicações desta investigação não são apenas para a Terra, pois <strong>pensa-se que a atividade hidrotermal também ocorre nos fundos oceânicos de luas geladas como Enceladus de Saturno e Europa de Júpiter</strong>, e pode ter existido em crateras no jovem Marte.</p><p>Se estes ambientes terrestres puderem suportar a química necessária à vida, poderão ser a <strong>chave para a descoberta de vida noutros planetas</strong>.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.mdpi.com/2077-1312/14/5/486" target="_blank">Deep-Sea Hydrothermal Vent and Impact-Generated Hydrothermal Vent Systems: Insights into the Origin of Life</a>. Cinquemani, S.M. and Lutz, R.A. 3<sup>rd</sup> March 2026.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/das-colisoes-cosmicas-as-primeiras-celulas-como-os-impactos-dos-meteoritos-podem-ter-dado-origem-a-vida.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Novo estudo revela níveis perigosos de chumbo no vestuário das crianças: eis o que precisa de saber]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/novo-estudo-revela-niveis-perigosos-de-chumbo-no-vestuario-das-criancas-eis-o-que-precisa-de-saber.html</link><pubDate>Mon, 06 Apr 2026 15:57:46 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Já deve ter reparado que algumas crianças põem a roupa na boca ou mastigam-na. Tenha cuidado: estudos recentes encontraram níveis perigosos de chumbo no vestuário infantil, o que representa um grave risco para a saúde das crianças.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/new-study-reveals-hazardous-levels-of-lead-in-children-s-clothing-here-is-what-to-know-1775411666369.jpeg" data-image="z8pf3zyebwip" alt="Enfoque difuminado de una niña de dos años eligiendo sus propios vestidos en el perchero infantil" title="Enfoque difuminado de una niña de dos años eligiendo sus propios vestidos en el perchero infantil"><figcaption>A moda rápida tornou o vestuário infantil mais económico e acessível; no entanto, algumas peças de vestuário podem conter níveis perigosos de chumbo, o que representa uma séria ameaça para a saúde das crianças.</figcaption></figure><p>A moda rápida torna as compras de <strong>roupa para crianças</strong> baratas, com uma grande variedade de cores e estilos facilmente acessíveis. É isso que torna agradável a compra de roupa para crianças em crescimento. Mas da próxima vez que comprar roupa para os seus filhos, lembre-se que esta <strong>pode conter níveis perigosos de chumbo</strong>.</p><p>Já deve ter reparado que algumas crianças põem a roupa na boca ou mastigam-na. Se uma peça de vestuário contiver níveis perigosos de chumbo, <strong>pode ser prejudicial para os seus filhos</strong>.</p><h2> Foi detetado chumbo em todas as amostras testadas</h2><p>Novos estudos <strong>detetaram níveis perigosos de chumbo no vestuário das crianças</strong>. Os investigadores que testaram <strong>t-shirts para crianças de várias marcas encontraram níveis de chumbo em todas as amostras que excediam os limites de segurança dos EUA</strong>. Esta descoberta suscita preocupações quanto a uma possível exposição tóxica das crianças, especialmente porque algumas crianças mastigam frequentemente o vestuário ou metem-no na boca. De acordo com o estudo, as cores vivas representam um risco ainda maior.</p><p class="texto-destacado">Os tecidos de cores vivas, como o vermelho e o amarelo, apresentaram níveis particularmente elevados, provavelmente devido aos produtos químicos utilizados para fixar os corantes. As simulações sugerem que mesmo um breve contacto com a boca pode expor as crianças a quantidades perigosas de chumbo, uma substância conhecida por prejudicar o desenvolvimento cerebral e o comportamento.<br> </p><p>Depois de testar t-shirts de várias lojas, os investigadores descobriram que todas as peças de vestuário testadas <strong>excediam os limites de segurança federais dos EUA para o chumbo</strong>. Os resultados da investigação, apresentados numa reunião de primavera da American Chemical Society (ACS), sugerem ainda que mesmo uma breve mastigação destes tecidos pode expor as crianças a níveis perigosos de chumbo tóxico.</p><p>Kamila Deavers, que liderou a investigação com uma equipa de estudantes de licenciatura no seu laboratório de química na Marian University, disse ao Science Daily que <strong>muitos pais não têm conhecimento dos perigos presentes</strong> no vestuário infantil.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Comecei a ver muitos artigos sobre o chumbo nas roupas da moda rápida. E apercebi-me de que não eram muitos os pais que conheciam o problema.<br> <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Deavers disse que alguns fabricantes usam acetato de chumbo (II) como uma forma barata de <strong>ajudar as tintas a aderir ao tecido e manter cores brilhantes e duradouras</strong>.</p><h2> Riscos para a saúde decorrentes da exposição ao chumbo </h2><p>Segundo os especialistas, a exposição ao chumbo é prejudicial a todos os níveis. <strong>A toxicidade do chumbo está associada a problemas de comportamento, lesões cerebrais e do sistema nervoso central e outros problemas de saúde</strong>.</p><p>Segundo a investigação, a exposição repetida ao chumbo ao longo do tempo pode <strong>aumentar os níveis de chumbo no sangue de uma criança o suficiente para exigir acompanhamento clínico</strong>. Os investigadores afirmam que as crianças são mais vulneráveis aos efeitos do chumbo porque põem as roupas na boca e mastigam-nas.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">There is no safe level of lead for any person, but it can be especially harmful to children.<br>Lead poisoning can cause brain damage, reduced IQ and attention span, learning disabilities, developmental delays, hearing loss, and other health problems. <a href="https://t.co/P9kW2qhI3m">https://t.co/P9kW2qhI3m</a> <a href="https://t.co/speF6q7bgL">pic.twitter.com/speF6q7bgL</a></p>— CT Public Health (@CTDPH) <a href="https://twitter.com/CTDPH/status/1980295443461636386?ref_src=twsrc%5Etfw">October 20, 2025</a></blockquote></figure><p>Estudos anteriores detetaram <strong>chumbo em componentes metálicos do vestuário de criança, como fechos de correr, botões e fechos</strong>, o que por vezes levou a recolhas. No entanto, o chumbo também foi detetado diretamente nos tecidos, mesmo em vestuário para adultos.</p><h2> Sensibilização através da investigação </h2><p>Atualmente, a Comissão de Segurança dos Produtos de Consumo dos EUA limita <strong>o chumbo em produtos para crianças, como brinquedos e vestuário, a 100 partes por milhão (ppm)</strong>. A Agência de Proteção Ambiental dos EUA considera que as crianças com menos de 6 anos são especialmente vulneráveis.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Lead exposure affects human health, especially childrens health. There is no known safe level of lead exposure without harmful effects. Even low levels of lead exposure may cause lifelong health problems. <br><br>Lear more ahead of <a href="https://twitter.com/hashtag/ILPPW2020?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#ILPPW2020</a>: <a href="https://t.co/4i1Answtvt">https://t.co/4i1Answtvt</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/BanLeadPaint?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#BanLeadPaint</a> <a href="https://t.co/6PNfpANa66">pic.twitter.com/6PNfpANa66</a></p>— UN Environment Programme (@UNEP) <a href="https://twitter.com/UNEP/status/1314430439831015427?ref_src=twsrc%5Etfw">October 9, 2020</a></blockquote></figure><p>Os investigadores esperam que as suas <strong>descobertas incentivem a realização de testes mais abrangentes</strong> para detetar a presença de chumbo no vestuário. Dizem também que o seu objetivo é <strong>encorajar os fabricantes a adotarem alternativas mais seguras</strong> durante o processo de tingimento, antes de as peças de vestuário chegarem aos consumidores. Esta investigação <strong>poderá aumentar a consciencialização e informar o público sobre uma potencial fonte de exposição ao chumbo no vestuário infantil</strong>, ajudando os pais e os responsáveis a fazerem escolhas mais informadas.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Study finds dangerous lead levels in children’s clothing. <a href="https://www.sciencedaily.com/releases/2026/04/260402042737.htm" target="_blank">https://www.sciencedaily.com/releases/2026/04/260402042737.htm</a>. April 2, 2026. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/novo-estudo-revela-niveis-perigosos-de-chumbo-no-vestuario-das-criancas-eis-o-que-precisa-de-saber.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Oceanário de Lisboa encerra ao fim de uma década a exposição "Florestas Submersas"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/oceanario-de-lisboa-encerra-ao-fim-de-uma-decada-a-exposicao-florestas-submersas.html</link><pubDate>Mon, 06 Apr 2026 15:09:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>O maior <em>nature aquarium</em> do mundo foi visitado por 10 milhões de pessoas. A última grande obra de Takashi Amano vai estar patente até 30 de junho.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/oceanario-de-lisboa-encerra-ao-fim-de-uma-decada-a-exposicao-florestas-submersas-1775474692071.jpg" data-image="x6fxm3t9umy9" alt="Florestas Submersas by Takashi Amano" title="Florestas Submersas by Takashi Amano"><figcaption>O Oceanário preparou um programa especial para se despedir das “Florestas Submersas”, com a possibilidade de conhecer os bastidores de um ecossistema com mais de dez mil organismos vivos. Foto: Pedro Pina/Oceanário de Lisboa</figcaption></figure><p>Ao fim de uma década, a exposição “<strong>Florestas Submersas by</strong><strong> Takashi Amano</strong>” vai encerrar ao público. É um ciclo do Oceanário de Lisboa que se fecha, mas tem até <strong>30 de junho</strong> para se despedir daquele que é considerado o maior <em>nature aquarium</em> do mundo.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Inaugurada em 2015, a obra foi concebida como uma exposição temporária, com duração prevista de três anos. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A extraordinária adesão do público, porém, prolongou naturalmente a sua presença. Ao longo dos últimos 10 anos, mais de <strong>10 milhões de visitantes</strong> tiveram a oportunidade de apreciar o trabalho do artista japonês, passando por uma experiência não somente estética, mas também sensorial e contemplativa.</p><h2>Um marco no aquapaisagismo internacional</h2><p>“Florestas Submersas by Takashi Amano” conquistou um lugar singular na história do Oceanário de Lisboa e no panorama internacional do paisagismo da água. Trata-se, afinal, do maior aquário alguma vez criado, com <strong>40 metros de comprimento e cerca de 160 mil litros de água doce</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/oceanario-de-lisboa-encerra-ao-fim-de-uma-decada-a-exposicao-florestas-submersas-1775474802363.jpg" data-image="avjt56pqy8eh" alt="“Florestas Submersas de Takashi Amano”" title="“Florestas Submersas de Takashi Amano”"><figcaption>“Florestas Submersas” foi a última grande obra do artista japonês Takashi Amano, que morreu em agosto de 2015, quatro meses depois da exposição ser inaugurada no Oceanário de Lisboa. Foto: Pedro Pina/Oceanário de Lisboa</figcaption></figure><p>Levando ainda quatro toneladas de areia, 25 toneladas de rocha vulcânica dos Açores e 78 troncos de árvores provenientes da Escócia e da Malásia, este aquário acolhe mais de <strong>10 mil organismos vivos</strong>, incluindo <strong>40 espécies de peixes tropicais</strong> e <strong>46 espécies de plantas aquáticas</strong>. </p><h2>A última grande obra do artista</h2><p>Mais do que a dimensão física, é o <strong>valor sentimental</strong> que se destaca nesta obra. Este foi o último trabalho artístico de Takashi Amano (1954 – 2015). Doente há vários anos, o artista estava ciente de que o seu fim estava próximo quando aceitou o convite do Oceanário de Lisboa. “<strong>Penso que este será o projeto da minha vida</strong>”, disse o aquariofilista, nessa altura, encarando a criação como a síntese da sua visão estética e filosófica.</p><div class="texto-destacado">Nascido em Niigata, em 1954, Takashi Amano iniciou a sua carreira na fotografia de natureza, tornando-se depois um designer de paisagens dentro de aquários, recriando ecossistemas vivos.</div><p>Takashi viria a morrer no Japão quatro meses após a inauguração da exposição, a 4 de agosto de 2015. Com a sua morte, a obra adquiriu um <strong>significado particularmente emotivo e intenso</strong>, traduzindo-se no seu derradeiro gesto criativo, no qual procurou reunir os elementos da natureza num equilíbrio vivo e em permanente transformação.</p><div class="texto-destacado">“<strong>Para o Oceanário de Lisboa, ter sido o lugar escolhido para concretizar esta visão final representou também uma responsabilidade especial: preservar, durante uma década, com rigor e respeito, uma obra que marcou de forma definitiva a história do aquapaisagismo contemporâneo. Gerir, no entanto, o fim de uma obra viva implica reconhecer que a mudança faz sempre parte da sua essência</strong>.” <br><br>Hugo Batista, Curador e Diretor de Biologia, Oceanário de Lisboa.</div><p>O crescimento das plantas, o rearranjo natural dos elementos e a evolução do ecossistema são partes integrantes da visão de Takashi Amano. <strong>O tempo é, portanto, um elemento estrutural da obra</strong>. Encerrar este ciclo é, por isso, coerente com a filosofia <em>wabi-sabi</em> que lhe deu origem: aceitar o efémero como parte da beleza e permitir que a evolução continue, sob novas formas.</p><h2>Os bastidores das Florestas Submersas</h2><p>A despedida, todavia, será marcada por um conjunto de iniciativas especialmente preparadas para desafiar os visitantes a redescobrir novas dimensões das “Florestas Submersas by Takashi Amano”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="709273" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/bacteria-descoberta-no-oceanario-de-lisboa-e-a-mais-recente-esperanca-para-salvar-os-corais.html" title="Bactéria descoberta no Oceanário de Lisboa é a mais recente esperança para salvar os corais">Bactéria descoberta no Oceanário de Lisboa é a mais recente esperança para salvar os corais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/bacteria-descoberta-no-oceanario-de-lisboa-e-a-mais-recente-esperanca-para-salvar-os-corais.html" title="Bactéria descoberta no Oceanário de Lisboa é a mais recente esperança para salvar os corais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/bacteria-descoberta-no-oceanario-de-lisboa-e-a-mais-recente-esperanca-para-salvar-os-corais-1746547780812_320.jpg" alt="Bactéria descoberta no Oceanário de Lisboa é a mais recente esperança para salvar os corais"></a></article></aside><p>Entre as atividades previstas destacam-se as <strong>sessões de poda subaquática</strong> ao vivo, que revelam o cuidado contínuo para manter o equilíbrio do aquário, e as <strong>visitas guiadas aos bastidores</strong>, que permitem conhecer os processos técnicos e a dedicação da equipa responsável pela manutenção deste complexo ecossistema. </p><p>O programa visa oferecer uma perspetiva rara sobre a <strong>dimensão invisível da obra</strong>, reforçando o seu carácter vivo e em constante mutação. As sessões de poda ainda não têm datas confirmadas, mas as visitas aos bastidores acontecem todas as quartas-feiras até 24 de junho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/oceanario-de-lisboa-encerra-ao-fim-de-uma-decada-a-exposicao-florestas-submersas-1775475002793.jpg" data-image="87wj60axd5u6" alt="A exposição “Florestas Submersas by Takashi Amano”" title="A exposição “Florestas Submersas by Takashi Amano”"><figcaption>A exposição “Florestas Submersas by Takashi Amano” encerra a 30 de junho, celebrando uma década de inspiração, contemplação e ligação à natureza. Foto: Pedro Pina/Oceanário de Lisboa</figcaption></figure><p>O Oceanário de Lisboa, entretanto, já está a desenvolver um <strong>novo projeto expositivo</strong> para este espaço. A obra ainda está no segredo dos deuses, mas os promotores asseguram que será, acima de tudo, “uma experiência imersiva, capaz de despertar curiosidade e uma relação profunda com a natureza”, remata o comunicado do oceanário.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Consulte o website do <a href="https://oceanario.pt/florestas-submersas/" target="_blank">Oceanário de Lisboa</a> para obter mais informação sobre o calendário e os horários das iniciativas especiais que revelam os bastidores das “Florestas Submersas by Takashi Amano”</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/oceanario-de-lisboa-encerra-ao-fim-de-uma-decada-a-exposicao-florestas-submersas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Depressão fria em Portugal: até quarta-feira, 8 de abril, prevê-se queda acentuada da temperatura, chuva e trovoada]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-fria-em-portugal-ate-quarta-feira-8-de-abril-preve-se-queda-acentuada-da-temperatura-chuva-e-trovoada.html</link><pubDate>Mon, 06 Apr 2026 13:45:28 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma depressão fria que se posicionará a oeste de Portugal continental no início desta semana trará uma mudança abrupta de tempo, com uma frente estacionária que deixará aguaceiros e trovoadas em várias regiões.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa4ey7o"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa4ey7o.jpg" id="xa4ey7o"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Nas próximas horas a ondulação do jato polar será favorável ao desprendimento de uma <strong>depressão fria que se posicionará a oeste de Portugal continental</strong>. A partir do início da tarde desta segunda-feira, 6 de abril, prevê-se a ocorrência de precipitação devido à chegada de uma frente atlântica associada à depressão: <strong>começará por chover no litoral da região Sul, com a precipitação a estender-se progressivamente para norte e para o interior</strong>. Será acompanhada de lama e quiçá de trovoadas ocasionais.</p><p> No seu deslocamento para sul ao longo da presente semana, <strong>a depressão permanecerá relativamente estacionária </strong>entre Portugal continental e o arquipélago da Madeira, com o seu centro a deslocar-se de forma paralela à faixa costeira ocidental do Continente. </p><div class="texto-destacado">As cartas sinópticas sugerem que o sistema depressionário que nos irá afetar é uma depressão fria isolada, muito semelhante às gotas frias. A sua trajetória, tipicamente errática, acresce uma maior incerteza na distribuição e intensidade dos fenómenos previstos, especialmente no que toca à precipitação, seja ela de chuva, neve ou granizo.</div><p>Para <strong>amanhã - terça-feira, 7 de abril</strong> - os mapas de referência da Meteored insistem que <strong>a precipitação será mais intensa e frequente</strong>, podendo novamente ser acompanhada de<strong> lama e trovoada</strong>. Não se descarta que, por vezes, assuma a forma de <strong>granizo</strong>. Preveem-se aguaceiros intermitentes e irregularmente distribuídos de norte a sul do país, estando <strong>a fase mais crítica estimada entre o final da manhã e o final da tarde</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762462" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-alerta-para-intrusao-de-poeiras-que-durante-esta-semana-pode-afetar-todo-o-continente-portugues.html" title="Joana Campos alerta para intrusão de poeiras que durante esta semana pode afetar todo o continente português">Joana Campos alerta para intrusão de poeiras que durante esta semana pode afetar todo o continente português</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-alerta-para-intrusao-de-poeiras-que-durante-esta-semana-pode-afetar-todo-o-continente-portugues.html" title="Joana Campos alerta para intrusão de poeiras que durante esta semana pode afetar todo o continente português"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/joana-campos-alerta-para-intrusao-de-poeiras-que-durante-esta-semana-pode-afetar-todo-o-continente-portugues-1775470234530_320.jpg" alt="Joana Campos alerta para intrusão de poeiras que durante esta semana pode afetar todo o continente português"></a></article></aside><p>A previsão para terça-feira (7) sugere que a precipitação tenderá a registar <strong>acumulados mais elevados na Região Centro</strong>, com particular destaque para os distritos de<strong> Castelo Branco, Viseu e Aveiro</strong>. Nalguns locais do<strong> Noroeste</strong> também se preveem acumulados pluviométricos significativos.</p><h2>Arrefecimento abrupto do tempo e outros fenómenos meteorológicos</h2><p>Mas<strong> atenção</strong>: o elemento climático com maior impacto neste episódio meteorológico instável será a <strong>temperatura máxima, que descerá de forma acentuada na terça-feira (7), especialmente nas Regiões Norte e Centro, onde a descida poderá ser de até 10°C</strong>. Assim, uma grande parte da geografia do Continente registará temperaturas máximas inferiores a 20 ºC. Quanto às mínimas, deverão baixar ligeiramente, variando geralmente entre os 8 e 12 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-fria-em-portugal-ate-quarta-feira-8-de-abril-preve-se-queda-acentuada-da-temperatura-chuva-e-trovoada-1775477608872.png" data-image="ya7i9a5yx7zn"><figcaption>Para o episódio iminente, há que ter em conta alguns fatores que podem ajudar a potenciar a chuva e as trovoadas: recorde-se que ultimamente vivemos dias de muito calor, o que significa energia extra em situações de instabilidade, a que se junta a chegada de ar tropical de sudoeste. Além disto, parte da nossa geografia estará sob o bordo frontal da depressão fria, o setor mais instável da mesma.</figcaption></figure><p>Na terça (7) prevê-se ainda a possibilidade de <strong>queda de neve nos pontos mais elevados da Serra da Estrela</strong>, bem como vento Sul fraco a moderado, soprando especialmente forte durante a tarde, com<strong> rajadas até 80 km/h </strong>nas terras altas do Norte e Centro e no litoral Oeste.</p><p>Na quarta-feira (8) espera-se que o centro da depressão se situe a sudoeste de Portugal continental, com as linhas de instabilidade por si produzidas a descarregarem precipitação de forma irregular, embora <strong>tendencialmente mais concentrada na Região Norte, no interior Centro e em alguns locais da faixa costeira ocidental a sul do Cabo Carvoeiro</strong>. Os mapas sugerem que as 2 regiões mais afetadas de Portugal continental serão, grosso modo, <strong>o Norte e o Centro</strong>, estando previstos entre <strong>25 e 45 mm de chuva acumulada</strong>.</p><h3>Incerteza na previsão cresce a partir de quinta-feira, dia 9</h3><p>A partir de quinta-feira (9) a incerteza na previsão aumenta de forma significativa, sobretudo por causa da trajetória errática da depressão, mas os primeiros sinais sugerem uma pausa temporária (e quase generalizada) na instabilidade no dia 9 de abril, com <strong>o retorno do tempo instável marcado para sexta-feira (10)</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-fria-em-portugal-ate-quarta-feira-8-de-abril-preve-se-queda-acentuada-da-temperatura-chuva-e-trovoada.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo adverso na Madeira: aproximam-se ondas até 12 metros e rajadas até 100 km/h]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-adverso-na-madeira-aproximam-se-ondas-ate-12-metros-e-rajadas-ate-100-km-h.html</link><pubDate>Mon, 06 Apr 2026 13:37:21 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A Madeira prepara-se para uma mudança no estado do tempo nos próximos dias, com a aproximação de uma depressão fria que deverá intensificar a agitação marítima e o vento, aumentando a instabilidade no arquipélago.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa4evz0"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa4evz0.jpg" id="xa4evz0"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A aproximação de uma depressão fria ao território nacional deverá marcar uma mudança significativa no estado do tempo nos próximos dias, com impacto mais evidente no arquipélago da Madeira.</p><p>De acordo com os modelos meteorológicos, este sistema deverá <strong>deslocar-se entre o Continente e a Madeira</strong>, condicionando a circulação atmosférica e favorecendo um agravamento das condições marítimas e do vento, sobretudo a partir de quarta-feira, com um aumento gradual da instabilidade e maior variabilidade atmosférica.</p><h2>Agitação marítima agrava-se na Madeira sob aviso laranja</h2><p>Na Madeira, o cenário torna-se progressivamente mais adverso ao longo de quarta-feira, com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera a emitir <strong>aviso laranja</strong> devido à agitação marítima. A ondulação, inicialmente moderada, deverá intensificar-se rapidamente, com alturas significativas entre 5 e 7 metros e <strong>valores máximos que poderão atingir cerca de 10 a 12 metros</strong>, em especial nas zonas marítimas mais expostas a norte e oeste do arquipélago. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-adverso-na-madeira-aproximam-se-ondas-ate-12-metros-e-rajadas-ate-100-km-h-1775480696737.png" data-image="h2wx6rolbspo"><figcaption>Ondulação muito elevada na Madeira, com alturas significativas que poderão atingir cerca de 10 a 12 metros, sobretudo nas zonas marítimas mais expostas a sul e sudoeste do arquipélago, indicando condições de mar muito agitado e potencialmente perigoso.</figcaption></figure><p>Este agravamento estará associado ao reforço do fluxo de noroeste induzido pela circulação da depressão fria nas proximidades, aumentando a energia do mar.</p><h2>Vento forte e instabilidade a partir de quarta-feira</h2><p>O vento acompanhará esta evolução, soprando de forma moderada a forte e intensificando-se ao longo do dia de quarta-feira e, sobretudo, na quinta-feira. As rajadas poderão atingir os <strong>80 a 100 km/h </strong>nas zonas mais expostas e nas terras altas da ilha, sendo mais intensas nas vertentes norte e nos extremos oeste e leste. Por outro lado, a costa sul deverá permanecer relativamente mais abrigada, devido ao efeito orográfico, embora ainda com períodos de vento moderado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-adverso-na-madeira-aproximam-se-ondas-ate-12-metros-e-rajadas-ate-100-km-h-1775480718398.png" data-image="p2l6vtw8oaq7"><figcaption>Rajadas de vento intensas na Madeira, podendo atingir cerca de 80 a 100 km/h nas zonas mais expostas e terras altas, com maior intensidade nas vertentes norte e oeste, evidenciando o impacto da depressão na circulação atmosférica regional.</figcaption></figure><p>No que diz respeito à precipitação, espera-se a <strong>ocorrência de períodos de chuva </strong>ou aguaceiros, por vezes intensos, especialmente a partir da tarde de quarta-feira e durante quinta-feira. A presença de ar frio em altitude, associada à dinâmica da depressão, poderá ainda favorecer o <strong>desenvolvimento de instabilidade</strong>, não se excluindo a ocorrência de trovoada pontual, sobretudo nas áreas montanhosas e zonas mais elevadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-adverso-na-madeira-aproximam-se-ondas-ate-12-metros-e-rajadas-ate-100-km-h-1775480756066.png" data-image="iyrgoewvpqgn"><figcaption>Acumulados de precipitação mais elevados na vertente norte e zonas montanhosas da Madeira, podendo ultrapassar localmente os 50 a 60 mm, refletindo o efeito orográfico e a persistência do fluxo húmido associado à depressão.</figcaption></figure><p>No Continente, os efeitos desta depressão deverão começar a sentir-se a partir do final de terça-feira, com aumento da nebulosidade e ocorrência de precipitação irregular, bem como reforço do vento no litoral. Ainda assim, será na Madeira que se deverão registar os <strong>fenómenos mais intensos</strong>, especialmente no que diz respeito à agitação marítima.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762462" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-alerta-para-intrusao-de-poeiras-que-durante-esta-semana-pode-afetar-todo-o-continente-portugues.html" title="Joana Campos alerta para intrusão de poeiras que durante esta semana pode afetar todo o continente português">Joana Campos alerta para intrusão de poeiras que durante esta semana pode afetar todo o continente português</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-alerta-para-intrusao-de-poeiras-que-durante-esta-semana-pode-afetar-todo-o-continente-portugues.html" title="Joana Campos alerta para intrusão de poeiras que durante esta semana pode afetar todo o continente português"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/joana-campos-alerta-para-intrusao-de-poeiras-que-durante-esta-semana-pode-afetar-todo-o-continente-portugues-1775470234530_320.jpg" alt="Joana Campos alerta para intrusão de poeiras que durante esta semana pode afetar todo o continente português"></a></article></aside><p>Tratando-se de uma previsão de médio prazo, <strong>recomenda-se acompanhar as atualizações nos próximos dias</strong>, uma vez que a evolução e posicionamento da depressão fria poderão influenciar a intensidade dos fenómenos previstos no arquipélago, especialmente durante o período mais crítico.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-adverso-na-madeira-aproximam-se-ondas-ate-12-metros-e-rajadas-ate-100-km-h.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item></channel></rss>