<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Mon, 14 Sep 2026 12:10:31 +0000</lastBuildDate><pubDate>Mon, 14 Sep 2026 12:10:31 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[A missão BepiColombo aproxima-se de Mercúrio após quase 8 anos e milhares de milhões de quilómetros percorridos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-missao-bepicolombo-aproxima-se-de-mercurio-apos-quase-8-anos-e-milhares-de-milhoes-de-quilometros-percorridos.html</link><pubDate>Mon, 14 Sep 2026 12:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A missão conjunta da ESA e da JAXA ultrapassou uma das suas etapas mais delicadas e prepara agora a chegada dos seus dois orbitadores ao planeta.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-mision-bepicolombo-encara-por-fin-mercurio-tras-casi-8-anos-y-miles-de-millones-de-kilometros-recorridos-1789375034360.jpg" data-image="n1k3nk0q7671" alt="Mercúrio" title="Mercúrio"><figcaption>A missão BepiColombo prepara-se para chegar a Mercúrio após quase oito anos de viagens espaciais e milhares de milhões de quilómetros percorridos. Imagem: ESA.</figcaption></figure><p>A Agência Espacial Europeia (ESA) confirmou a separação do Módulo de Transferência a Mercúrio, uma manobra necessária<strong> antes de as duas sondas científicas da missão BepiColombo prosseguirem a sua trajetória</strong>. Trata-se de uma missão conjunta da ESA com a Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA) que tem como destino <strong>Mercúrio</strong>, o mais pequeno planeta rochoso do Sistema Solar.</p><p>Após a separação, o Orbitador Planetário de Mercúrio (MPO) e o Orbitador Magnetosférico de Mercúrio (MMO), denominado Mio, ficam preparados para a fase seguinte da viagem. <strong>A primeira aproximação está prevista para 21 de novembro</strong>, embora a chegada exija vários meses de operações especialmente complexas.</p><h2>BepiColombo enfrenta a última etapa da viagem</h2><p>O sinal captado pela antena de espaço profundo permitiu verificar o estado da nave após a separação. “O sinal recebido através da nossa antena de espaço profundo confirma que <strong>a sonda está em boas condições e operacional, como esperado</strong>. As sondas MPO e Mio estão agora a caminho da inserção na órbita de Mercúrio”, confirmou a ESA.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Mercury Transfer Module separation confirmed! <br><br>After nearly eight years in space and billions of kilometres travelled, <a href="https://x.com/hashtag/BepiColombo?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#BepiColombo</a>'s Mercury Transfer Module has successfully separated.<br><br>Signal acquired via our Cebreros deep-space antenna confirms the spacecraft is healthy <a href="https://t.co/es5v8DqpAT">pic.twitter.com/es5v8DqpAT</a></p>— European Space Agency (@esa) <a href="https://x.com/esa/status/2095510865294381374?ref_src=twsrc%5Etfw">September 3, 2026</a></blockquote></figure><p>O cronograma previsto prevê uma primeira aproximação para o dia 21 de novembro. No entanto, <strong>este momento não marcará a entrada imediata na órbita do planeta</strong>. Ignacio Tanco, chefe de Operações de Missões ao Sistema Solar Interior da ESA, explicou à agência EFE que “a BepiColombo não chegará a Mercúrio num momento específico, mas sim ao longo de vários meses de operações intensas e de alto risco”.</p><p>A missão chega assim a uma <strong>fase especialmente exigente após quase oito anos no espaço</strong>. O objetivo é posicionar separadamente os dois orbitadores científicos que constituem o núcleo da BepiColombo, cada um com uma função no estudo de Mercúrio.</p><h2>A BepiColombo estudará a superfície e o interior de Mercúrio</h2><p>O MPO pertence à ESA, enquanto o Mio foi fornecido pela agência japonesa JAXA.<strong> Ambos trabalharão em diferentes aspetos do planeta</strong> para obter informações sobre a sua composição, a sua estrutura e os processos que afetam o seu ambiente imediato.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-mision-bepicolombo-encara-por-fin-mercurio-tras-casi-8-anos-y-miles-de-millones-de-kilometros-recorridos-1789375111424.jpg" data-image="7wwcff1eqqzr" alt="Infografia da chegada da BepiColombo a Mercúrio" title="Infografia da chegada da BepiColombo a Mercúrio"><figcaption>Infográfico que mostra as diferentes fases da chegada da BepiColombo a Mercúrio (ESA). Imagem: ESA.</figcaption></figure><p>Entre as questões científicas que a BepiColombo irá abordar estão o <strong>funcionamento da magnetosfera, a sua relação com o vento solar e as características do interior de Mercúrio</strong>. Será também estudado o seu grande núcleo de ferro e a origem do seu campo magnético.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787156" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-atmosfera-de-saturno-volta-a-surpreender-uma-figura-gigante-e-misteriosa-de-dez-lados-foi-encontrada-no-polo-sul.html" title="A atmosfera de Saturno volta a surpreender: uma figura gigante e misteriosa de dez lados foi encontrada no polo sul">A atmosfera de Saturno volta a surpreender: uma figura gigante e misteriosa de dez lados foi encontrada no polo sul</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-atmosfera-de-saturno-volta-a-surpreender-uma-figura-gigante-e-misteriosa-de-dez-lados-foi-encontrada-no-polo-sul.html" title="A atmosfera de Saturno volta a surpreender: uma figura gigante e misteriosa de dez lados foi encontrada no polo sul"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-atmosfera-de-saturno-vuelve-a-sorprender-hallan-gigante-y-misteriosa-figura-de-10-lados-en-el-polo-sur-del-planeta-1788488940420_320.jpg" alt="A atmosfera de Saturno volta a surpreender: uma figura gigante e misteriosa de dez lados foi encontrada no polo sul"></a></article></aside><p>Os instrumentos da missão permitirão <strong>elaborar mapas da composição química e elementar da superfície, bem como obter imagens das suas formações</strong>. Com estes dados, os cientistas procuram “saber mais sobre a origem e a evolução de um planeta próximo da sua estrela progenitora” e reconstruir parte da sua história.</p><h2>As cinco grandes questões sobre Mercúrio</h2><p>A BepiColombo recebe este nome em homenagem a Giuseppe Colombo, matemático e engenheiro italiano do século XX especialmente reconhecido pelo seu trabalho sobre o planeta Mercúrio, e que era conhecido por Bepi Colombo. Entre as suas obras mais famosas está a explicação da rotação peculiar de Mercúrio: <strong>o planeta completa três voltas em torno do seu eixo enquanto realiza duas órbitas em torno do Sol</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-mision-bepicolombo-encara-por-fin-mercurio-tras-casi-8-anos-y-miles-de-millones-de-kilometros-recorridos-1789375197133.jpg" data-image="vl9sk5jslp9t" alt="Temas que a BepiColombo vai estudar em Mercúrio" title="Temas que a BepiColombo vai estudar em Mercúrio"><figcaption>A missão BepiColombo vai estudar a superfície de Mercúrio, o interior, o campo magnético e a magnetosfera com dois orbitadores científicos. Infografia: ESA.</figcaption></figure><p>Mercúrio está tão próximo da nossa estrela que é particularmente difícil colocar uma sonda na sua órbita. De facto, apesar de ser o planeta mais pequeno do Sistema Solar, alcançar <strong>Mercúrio impõe maiores dificuldades a uma sonda orbital do que chegar a Plutão</strong>. A BepiColombo será apenas a segunda missão orbital enviada para o planeta.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/oC7lQngNG3o/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=oC7lQngNG3o" id="oC7lQngNG3o"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p><strong>A missão pretende responder, entre outras, a cinco questões fundamentais sobre Mercúrio:</strong></p><ul><li>Onde se formou o planeta?</li><li>Existe realmente água em Mercúrio?</li><li>Mercúrio está vivo ou morto?</li><li>Porque apresenta uma superfície tão escura?</li><li>Qual é a origem do seu campo magnético?</li></ul><p>As respostas podem fornecer informações sobre a <strong>formação e evolução de Mercúrio</strong> e, ao mesmo tempo, ajudar a compreender melhor a história do Sistema Solar.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-missao-bepicolombo-aproxima-se-de-mercurio-apos-quase-8-anos-e-milhares-de-milhoes-de-quilometros-percorridos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cúpula anti-chuva em Portugal durante 7 dias: "há uma explicação"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-anti-chuva-em-portugal-durante-7-dias-ha-uma-explicacao.html</link><pubDate>Mon, 14 Sep 2026 11:02:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal deverá permanecer praticamente sem chuva durante os próximos sete dias, apesar da passagem de depressões profundas pelo Atlântico Norte. A posição da dorsal e da corrente de jato explica este cenário seco e persistente.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb7jyye"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb7jyye.jpg" id="xb7jyye"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal Continental deverá atravessar os próximos sete dias praticamente sem chuva. A previsão do ECMWF entre esta segunda-feira, 14 de setembro, e a próxima segunda-feira, dia 21, <strong>mostra precipitação praticamente inexistente na generalidade do território.</strong> Esta “cúpula anti-chuva” traduz a persistência de condições atmosféricas pouco favoráveis à passagem de frentes e à ocorrência de precipitação significativa.</p><h2>Uma configuração atmosférica que mantém a chuva afastada</h2><p>A explicação encontra-se na circulação atmosférica sobre o Atlântico Norte e a Europa. Uma dorsal em altitude deverá prolongar-se do Atlântico subtropical em direção à Península Ibérica, favorecendo a descida do ar e a estabilidade atmosférica. <strong>Esta configuração dificulta a formação de nuvens capazes de produzir precipitação e mantém Portugal afastado da circulação mais perturbada.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-anti-chuva-em-portugal-durante-7-dias-ha-uma-explicacao-1789379059388.jpg" data-image="76slcu5rizsj"><figcaption>A extensa área de altas pressões no Atlântico deverá manter Portugal afastado da passagem das principais frentes, favorecendo a continuidade de condições secas durante os próximos dias.</figcaption></figure><p>Entre esta segunda e terça-feira, o Anticiclone dos Açores deverá apresentar-se robusto, com pressões superiores a 1030 hPa e uma área de altas pressões a prolongar-se em direção à Península Ibérica. A partir de quarta-feira, depressões profundas deverão avançar pelo Atlântico Norte e enfraquecer temporariamente a dorsal, <strong>mas sem conseguirem conduzir as frentes associadas até Portugal.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-anti-chuva-em-portugal-durante-7-dias-ha-uma-explicacao-1789378743272.jpg" data-image="34dn9cckllql"><figcaption>A corrente de jato deverá manter-se sobretudo a norte da Península Ibérica, favorecendo a passagem das depressões e das frentes atlânticas por latitudes mais elevadas e mantendo a precipitação afastada de Portugal.</figcaption></figure><p>A corrente de jato também terá um papel importante. Esta faixa de ventos fortes, situada a cerca de 9 a 10 quilómetros de altitude, <strong>deverá permanecer sobretudo a norte da Península Ibérica.</strong> A sua posição favorecerá a passagem das depressões e respetivas frentes por latitudes mais elevadas, deixando Portugal no lado mais estável e seco da circulação.</p><h2>Sete dias praticamente sem precipitação em Portugal</h2><p>Os efeitos desta configuração serão evidentes nos acumulados de precipitação. Até ao início de segunda-feira, 21 de setembro, o ECMWF<strong> prevê valores praticamente nulos na generalidade de Portugal Continental.</strong> Apenas no litoral Norte, sobretudo no extremo Noroeste, poderão ocorrer quantidades residuais, inferiores a 1 mm, enquanto grande parte do Centro e Sul poderá terminar o período sem precipitação mensurável.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-anti-chuva-em-portugal-durante-7-dias-ha-uma-explicacao-1789378291175.jpg" data-image="qix08wvz0hft"><figcaption>Ao fim de sete dias, a precipitação acumulada deverá ser praticamente inexistente em grande parte de Portugal Continental, com apenas quantidades residuais previstas no litoral Norte e sobretudo no extremo Noroeste.</figcaption></figure><p>A ausência de chuva será mais significativa no Norte e Centro quando comparada com o habitual para esta altura do ano. <strong>A previsão semanal do ECMWF apresenta anomalias negativas de precipitação em todo o território entre 14 e 21 de setembro</strong>, mais acentuadas nas regiões setentrionais, onde a chuva começa normalmente a ganhar maior expressão durante setembro.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788516" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-na-segunda-quinzena-de-setembro-em-portugal-eis-o-que-esperar-da-chuva-e-das-temperaturas-ate-ao-final-do-mes.html" title="Tempo na segunda quinzena de setembro em Portugal: eis o que esperar da chuva e das temperaturas até ao final do mês">Tempo na segunda quinzena de setembro em Portugal: eis o que esperar da chuva e das temperaturas até ao final do mês</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-na-segunda-quinzena-de-setembro-em-portugal-eis-o-que-esperar-da-chuva-e-das-temperaturas-ate-ao-final-do-mes.html" title="Tempo na segunda quinzena de setembro em Portugal: eis o que esperar da chuva e das temperaturas até ao final do mês"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-na-segunda-quinzena-de-setembro-eis-o-que-esperar-da-chuva-e-das-temperaturas-ate-ao-final-do-mes-1789332476337_320.jpg" alt="Tempo na segunda quinzena de setembro em Portugal: eis o que esperar da chuva e das temperaturas até ao final do mês"></a></article></aside><p>Entre quinta-feira e o fim de semana, algumas depressões profundas deverão atravessar o Atlântico Norte e aproximar-se do oeste da Europa. Mesmo com estes sistemas mais próximos, <strong>as frentes deverão continuar a passar a norte de Portugal, concentrando a precipitação sobretudo no Atlântico Norte e no norte da Europa.</strong> No final do período, a dorsal deverá reforçar-se novamente, prolongando as condições de estabilidade atmosférica sobre o território.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-anti-chuva-em-portugal-durante-7-dias-ha-uma-explicacao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Fotoperíodo: como as plantas sabem que o verão acabou]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/fotoperiodo-como-as-plantas-sabem-que-o-verao-acabou.html</link><pubDate>Mon, 14 Sep 2026 10:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Num setembro que ainda vai a 30 ºC, as plantas começam a mudar de comportamento. Não estão a responder ao calor nem à chuva, estão a medir uma coisa muito mais fiável.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/fotoperiodo-como-as-plantas-sabem-que-o-verao-acabou-1789063896844.jpeg" data-image="28005l5102f8"><figcaption>Horta no fim do verão, quando cada sementeira nova passa a depender do tempo que falta até ao frio.</figcaption></figure><p>Há uma coisa curiosa que se repete todos os anos. Ainda faz calor, ainda não choveu como devia, e no entanto <strong>as plantas parecem saber que a estação virou</strong>. As alfaces espigam, os espinafres arrancam de vez, os morangueiros começam a preparar-se.</p><p>A explicação não está no termómetro. Está no relógio.</p><h2>As plantas não medem os dias, medem as noites</h2><p>O calor de um ano não é igual ao de outro. Há setembros de mais de 30 ºC e setembros frescos, há anos de seca e anos de chuva precoce. Uma planta que dependesse da temperatura para decidir quando florir enganava-se com frequência.</p><div class="texto-destacado"><strong>Fotoperíodo</strong><br>É a relação entre a duração do dia e da noite ao longo do ano. As plantas conseguem medi-la com precisão através de pigmentos nas folhas que reagem à luz, e usam essa informação para decidir quando crescer, quando florir e quando entrar em repouso.</div><p>E há um detalhe que muda a forma de entender tudo: <strong>aquilo que a planta mede com precisão não é a duração do dia, é a duração do período de escuridão</strong> contínua. Uma noite interrompida por luz, mesmo pouca, é lida como duas noites curtas em vez de uma longa.</p><h2>Três grupos de plantas, três comportamentos</h2><p>As plantas podem reagir de forma diferente ao fotoperíodo, classificando-se em plantas de dia longo, dia curto e dia neutro. <strong>Na tabela abaixo </strong>pode encontrar exemplos de culturas que se encaixam em cada uma das classificações. </p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Grupo</p></th><th scope="col"><p>Quando floresce</p></th><th scope="col"><p>Exemplos</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Dia longo</p></td><td><p>Com noites curtas, na primavera e verão</p></td><td><p>Alface, espinafre, rabanete, cebola</p></td></tr><tr><td><p>Dia curto</p></td><td><p>Com noites longas, no outono e inverno</p></td><td><p>Morangueiro, crisântemo, feijão</p></td></tr><tr><td><p>Dia neutro</p></td><td><p>Independentemente da duração do dia</p></td><td><p>Tomate, pepino, girassol</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Caracterização das plantas consoante a exigência em termos de horas de luz por dia para poderem florir. Fonte: Elaboração própria</td></tr></tbody></table><p>A designação é histórica e um pouco enganadora, porque <strong>na verdade as plantas de dia longo deviam chamar-se de noite curta</strong>. Ficou o nome antigo, mas o mecanismo é o da escuridão.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A planta não conta as horas de sol, conta as horas de escuridão seguida. É a única medida que não engana de ano para ano.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p> Isto explica situações que parecem contraditórias. Uma alface plantada em junho espiga com facilidade, porque as noites são curtas e ela lê isso como sinal de florir. <strong>A mesma alface em setembro, com as noites a crescer, mantém-se muito melhor em folha</strong>. É a razão pela qual as folhosas se dão melhor de outono a primavera. </p><h2>Setembro é o mês da viragem</h2><p>No equinócio, a 22 ou 23 de setembro, o dia e a noite ficam praticamente iguais em toda a parte. A partir daí, a noite passa a ser mais longa do que o dia, e é <strong>essa inversão que dispara uma série de comportamentos</strong>.</p><p>O morangueiro, que é planta de dia curto, começa a formar as gemas que darão a floração da primavera seguinte. <strong>É precisamente por isso que a plantação de outono faz sentido</strong>, e não por qualquer questão de temperatura.</p><p>O alho e a cebola fazem o contrário. <strong>Passam o inverno a crescer em folha e só engrossam o bulbo quando os dias voltam a alongar na primavera</strong>. Quem planta alho tarde de mais dá-lhe pouco tempo de folha antes desse sinal chegar, e o resultado são cabeças pequenas, por muito bom que seja o adubo.</p><h2>O que isto muda na prática</h2><p>Perceber isto muda três decisões concretas na horta.</p><p>A <strong>escolha da variedade deixa de ser detalhe</strong>. Em morangueiros, as chamadas de dia curto concentram a produção na primavera e as de dia neutro vão dando ao longo de muito mais tempo. São plantas diferentes com necessidades diferentes, e a etiqueta do viveiro diz sempre qual é.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fotoperiodo-como-as-plantas-sabem-que-o-verao-acabou-1789064126782.jpeg" data-image="vj443qxe8cca"><figcaption>Canteiros elevados com culturas diversas, uma organização que facilita a rotação de setembro em diante.</figcaption></figure><p><strong>A data de plantação passa a ter lógica em vez de ser tradição</strong>. Alho, cebola e morangueiro não se plantam no outono por hábito, plantam-se porque precisam de atravessar um período de dias curtos para produzirem bem.</p><p>E a<strong> iluminação artificial deixa de ser inofensiva</strong>. Uma planta de dia curto colocada perto de uma lâmpada acesa à noite, ou de um poste de rua, pode simplesmente não florir. É um problema real em varandas urbanas e explica muitos casos que parecem inexplicáveis.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764438" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/quando-a-terra-ilumina-a-lua-o-fenomeno-da-luz-cinzenta-e-como-observa-lo.html" title="Quando a Terra ilumina a Lua: o fenómeno da luz cinzenta e como observá-lo">Quando a Terra ilumina a Lua: o fenómeno da luz cinzenta e como observá-lo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/quando-a-terra-ilumina-a-lua-o-fenomeno-da-luz-cinzenta-e-como-observa-lo.html" title="Quando a Terra ilumina a Lua: o fenómeno da luz cinzenta e como observá-lo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cuando-la-tierra-ilumina-la-luna-el-fenomeno-de-la-luz-cenicienta-y-como-observarlo-1775553188481_320.jpeg" alt="Quando a Terra ilumina a Lua: o fenómeno da luz cinzenta e como observá-lo"></a></article></aside><p>Há uma coisa que o fotoperíodo tem e que a temperatura nunca terá: é absolutamente previsível. <strong>A duração do dia na sua localidade a 15 de outubro será exatamente a mesma este ano e no próximo</strong>. Se quiser acompanhar, as páginas de previsão do <a href="https://www.tempo.pt/" target="_blank" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">tempo.pt</a> indicam a hora do nascer e do pôr do sol e a duração do dia, e nesta altura do ano perdem-se cerca de dois a três minutos por dia. <strong>Ao fim de um mês são mais de uma hora de luz a menos, e as plantas notam isso muito antes de nós</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/fotoperiodo-como-as-plantas-sabem-que-o-verao-acabou.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[“Os topos das montanhas estão a ficar verdes”: o que a expansão da flora nas altitudes revela sobre o clima]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-topos-das-montanhas-estao-a-ficar-verdes-o-que-a-expansao-da-flora-nas-altitudes-revela-sobre-o-clima.html</link><pubDate>Mon, 14 Sep 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um estudo da Universidade de Viena confirma que as espécies que vivem a altitudes mais baixas podem agora sobreviver a altitudes mais elevadas — onde antes existiam apenas plantas nativas típicas do clima da região — devido ao aquecimento global.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-cimas-de-las-montanas-se-estan-volviendo-verdes-lo-que-la-expansion-de-la-flora-en-las-alturas-dice-del-clima-1789291931169.png" data-image="ba0xlbjkrxy6"><figcaption>O aquecimento global provoca a deslocação das espécies vegetais para altitudes mais elevadas.</figcaption></figure><p>Os cumes das montanhas estão a tornar-se mais verdes devido à quantidade de espécies vegetais que neles crescem. Um estudo recente da Universidade de Viena, publicado na revista <em>Science</em>, aponta que este aparente aumento da biodiversidade — observado ao longo de 20 anos nas montanhas europeias — esconde, no entanto, uma <strong>onda crescente de extinções de espécies locais</strong>.</p><h2>As plantas procuram as temperaturas mais baixas dos cumes</h2><p>O <strong>aumento das temperaturas faz com que as plantas das montanhas alterem as suas áreas de distribuição para se adaptarem</strong>. Como resultado, nas últimas décadas, as zonas de montanha a maiores altitudes têm recebido espécies vegetais que antes não se encontravam nestas cotas. À medida que aquece, as espécies de altitudes mais baixas expandem-se para as encostas de montanhas mais altas em busca de temperaturas mais amenas. </p><p>Aparentemente, isto representa um <strong>aumento da riqueza vegetal</strong>, mas não é algo positivo, uma vez que pode mascarar o declínio de espécies vegetais nativas de grandes altitudes — as quais, segundo estudos anteriores, são as mais vulneráveis ao aquecimento. </p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">European mountain summits may be gaining plant species as the climate warms, but that apparent boost in biodiversity is masking a growing wave of local extinctions, according to a 2-decade survey of European mountain summit plant communities.<br><br>Learn more in Science: <a href="https://t.co/LqGVrDjaAA">pic.twitter.com/LqGVrDjaAA</a></p>— Science Magazine (@ScienceMagazine) <a href="https://x.com/ScienceMagazine/status/2098092416217518418?ref_src=twsrc%5Etfw">September 10, 2026</a></blockquote></figure><p>Os autores salientam que as <strong>espécies vegetais expostas a um aquecimento mais intenso sofreram maiores perdas</strong>, e isso pode provocar uma diminuição da sua proliferação. A redução da cobertura vegetal em áreas expostas a temperaturas mais elevadas poderá ser um sinal de alerta precoce de futuras extinções alpinas. </p><h2>O desaparecimento de espécies locais é mais frequente nas zonas de montanha</h2><p>O estudo de investigação utilizou a rede GLORIA (Global Research and Observation Initiative in Alpine Environments) e analisou as <strong>comunidades vegetais de 62 cumes distribuídas por 16 regiões da Europa</strong> entre 2001 e 2022.</p><p>Os especialistas procuraram espécies que tivessem desaparecido entre um estudo e outro e <strong>examinaram se estas perdas locais de espécies estavam associadas ao aquecimento</strong>, a quedas anteriores na abundância destas plantas ou ao facto de uma espécie já se encontrar próxima do limite superior da sua faixa de altitude habitual para o seu habitat. Verificaram que <strong>as extinções locais de espécies aumentavam com o tempo e eram mais frequentes nas regiões montanhosas onde o aquecimento era mais intenso</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788080" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/primeiro-estudo-do-lancet-countdown-sobre-mudanca-climatica-alerta-as-cidades-estao-sufocando-e-adoecendo.html" title="Primeiro estudo do Lancet Countdown sobre alterações climáticas alerta: as cidades estão a sufocar e a adoecer">Primeiro estudo do Lancet Countdown sobre alterações climáticas alerta: as cidades estão a sufocar e a adoecer</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/primeiro-estudo-do-lancet-countdown-sobre-mudanca-climatica-alerta-as-cidades-estao-sufocando-e-adoecendo.html" title="Primeiro estudo do Lancet Countdown sobre alterações climáticas alerta: as cidades estão a sufocar e a adoecer"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-primer-estudio-de-lancet-countdown-sobre-salud-y-cambio-climatico-alerta-esta-asfixiando-y-enfermando-a-las-ciudades-1789018708592_320.jpeg" alt="Primeiro estudo do Lancet Countdown sobre alterações climáticas alerta: as cidades estão a sufocar e a adoecer"></a></article></aside><p>Os dados confirmam que as espécies tiveram <strong>maior probabilidade de desaparecer dos cumes que sofreram um aquecimento mais intenso nos últimos anos</strong>. As espécies mostravam-se mais vulneráveis perto dos limites inferiores das faixas de altitude que habitualmente ocupavam, devido às temperaturas mais elevadas, bem como em comunidades que passaram por uma maior termofilização — isto é, onde crescia um número maior de espécies adaptadas ao calor.</p><h2>As espécies alpinas perdem terreno</h2><p>Os autores do estudo declaram que, embora as deslocações para altitudes mais elevadas aumentem a riqueza de espécies locais nos cumes das montanhas, <strong>estes aumentos ocorrem à custa da perda de espécies que habitam altitudes mais elevadas</strong>. </p><p>Além disso, detetaram que as diminuições na abundância de espécies ocorreram pouco antes de muitas extinções locais, sugerindo que <strong>a redução da cobertura vegetal poderia constituir um claro sinal de alerta precoce de perdas vegetais iminentes</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-cimas-de-las-montanas-se-estan-volviendo-verdes-lo-que-la-expansion-de-la-flora-en-las-alturas-dice-del-clima-1789292133136.png" data-image="on8zuk2hdpl8"><figcaption>Vegetação que antes se encontrava em altitudes médias pode agora ser encontrada nos cumes, devido à subida das temperaturas.</figcaption></figure><p>As alterações observadas estão diretamente associadas ao degelo dos glaciares e indicam que <strong>já não restam sistemas naturais que não sejam modificados pelo aquecimento global</strong>. De qualquer modo, a definição de extinção local refere-se ao desaparecimento de espécies em parcelas de amostragem. E as parcelas de amostragem representam uma área reduzida da extensão total dos habitats alpinos. </p><p>No entanto, os resultados do estudo mostram <strong>tendências de declínio das espécies alpinas mais sensíveis às alterações climáticas</strong>, revelando uma nova evidência das alterações na biodiversidade associadas à crise climática.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Johannes%20Wessely%20et%20al." data-year="2026" data-title="Rising%20plant%20extinction%20rates%20on%20European%20mountain%20summits.%20Science393%2C1021-1026" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fdoi%2F10.1126%2Fscience.aed2974">Johannes Wessely et al.. (2026). <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/science.aed2974" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Rising plant extinction rates on European mountain summits. Science393,1021-1026</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-topos-das-montanhas-estao-a-ficar-verdes-o-que-a-expansao-da-flora-nas-altitudes-revela-sobre-o-clima.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ciclone, furacão ou tufão: afinal, qual é a diferença?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ciclone-furacao-ou-tufao-afinal-qual-e-a-diferenca.html</link><pubDate>Mon, 14 Sep 2026 08:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Furacão, tufão ou ciclone são três nomes que parecem designar fenómenos diferentes, mas que na realidade correspondem à mesma grande família de tempestades. Como nasce então um destes gigantes atmosféricos e o que o faz ganhar tanta força?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-furacao-ou-tufao-afinal-qual-e-a-diferenca-1789233366376.jpg" data-image="fnoovxy67w0o"><figcaption>Furacões, ciclones ou tufões são todos o mesmo fenómeno natural impressionante e acarretam um potencial destrutivo imenso. O nome que lhes é atribuído varia em função da área geográfica em que nascem.</figcaption></figure><p>Em primeiro lugar convém desde logo referir que <strong>ciclone, furacão ou tufão são todos o mesmo fenómeno meteorológico, associados a um estado do tempo severo</strong>. A grande diferença entre eles está, precisamente, na designação: varia sobretudo <strong>consoante a região do planeta onde o fenómeno ocorre</strong>.</p><h2>Quando o oceano aquece, a atmosfera entra em ação</h2><p>Os ciclones tropicais formam-se, em geral, sobre águas oceânicas muito quentes, com temperaturas superiores a cerca de 26,5-27 ºC. <strong>O calor e a humidade fornecidos pelo oceano alimentam fortes movimentos ascendentes do ar</strong>, associados a grandes nuvens de desenvolvimento vertical, como os cumulonimbus.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-furacao-ou-tufao-afinal-qual-e-a-diferenca-1789233265113.jpg" data-image="ki1nhi8ns7c1"><figcaption>A escala Saffir-Simpson classifica os furacões em cinco categorias de acordo com a intensidade dos seus ventos sustentados.</figcaption></figure><p>Para que o processo avance, é preciso uma perturbação atmosférica pré-existente, com alguma <strong>organização, convergência nos níveis baixos e rotação</strong>. À medida que<strong> o ar quente e húmido sobe, condensa e liberta calor, contribuindo para aprofundar uma área de baixa pressão</strong>. Se as condições forem favoráveis, o sistema organiza-se e intensifica-se.</p><p>Mas existe um "inimigo" poderoso: <strong>o cisalhamento vertical do vento</strong>. Quando a direção ou velocidade do vento varia significativamente com a altitude, pode desorganizar a estrutura do ciclone, <strong>dificultando a sua formação ou enfraquecendo um sistema já desenvolvido</strong>.</p><h2>Um só fenómeno, vários nomes pelo mundo</h2><p>A rotação da Terra dá origem ao efeito de Coriolis, essencial para conferir rotação aos ciclones tropicais. Por isso, estes sistemas não se formam muito habitualmente muito perto do Equador, onde o efeito é demasiado fraco. A direção da circulação também varia entre hemisférios: no hemisfério norte os ciclones tropicais rodam no sentido anti-horário, enquanto que no hemisfério sul rodam no sentido horário.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787728" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-nhc-confirma-que-o-inicio-da-temporada-dos-furacoes-no-atlantico-foi-o-mais-calmo-em-pelo-menos-60-anos.html" title="O NHC confirma que o início da temporada dos furacões no Atlântico foi o mais calmo em pelo menos 60 anos">O NHC confirma que o início da temporada dos furacões no Atlântico foi o mais calmo em pelo menos 60 anos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-nhc-confirma-que-o-inicio-da-temporada-dos-furacoes-no-atlantico-foi-o-mais-calmo-em-pelo-menos-60-anos.html" title="O NHC confirma que o início da temporada dos furacões no Atlântico foi o mais calmo em pelo menos 60 anos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/atlantic-s-hurricane-free-streak-could-be-history-making-here-s-what-s-going-on-with-the-quietest-start-in-60-years-1788628257775_320.jpg" alt="O NHC confirma que o início da temporada dos furacões no Atlântico foi o mais calmo em pelo menos 60 anos"></a></article></aside><p>E é precisamente a região onde ocorrem que determina o nome.<strong> No Atlântico Norte e leste do Pacífico são chamados furacões</strong>; no<strong> oeste do Pacífico, tufões</strong>; e, por fim, no<strong> Índico e no sul do Pacífico, ciclones tropicais</strong>. Quando atingem terra, fenómeno conhecido como <em>landfall</em>, tendem a perder força, sobretudo porque deixam de receber o fornecimento de energia de águas quentes e sofrem maior atrito sobre a superfície continental.</p><h2>No "olho do furacão": silêncio no coração do caos</h2><p>No centro de um forte ciclone tropical situa-se o <strong>famoso olho</strong>, uma região que pode apresentar condições surpreendentemente tranquilas e, por vezes, céu relativamente limpo. Em seu redor está a <strong>parede do olho</strong>, onde se concentram alguns dos ventos e das chuvas mais violentos do sistema.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/RGftISJruFY/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=RGftISJruFY" id="RGftISJruFY"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p><strong>Esta calmaria é, contudo, enganadora</strong>. Quando o olho percorre uma determinada região, a tempestade ainda não cessou. Pouco depois, a parede do olho regressa, com os ventos a soprar da direção oposta.</p><h3>Curiosidades: algumas das alegadas origens das palavras “Furacão” e “Tufão”</h3><p>E de onde são procedentes os nomes? A origem de <strong>furacão </strong>está associada às palavras indígenas das Caraíbas e ao nome maia <em><strong>Hurakan</strong></em>, enquanto <strong>tufão</strong> vem de uma etimologia mais disputada, relacionada com termos asiáticos como <em><strong>ṭūfān</strong></em> e <em><strong>tai fung</strong></em>, havendo também uma possível ligação ao grego<em> <strong>typhon</strong>.</em></p><p>O que é certo é que, na eventualidade de algum dia estarmos ao vivo perante<em> o </em>mesmo extraordinário mecanismo da natureza, seja ele furacão, ciclone ou tufão, assistiremos ao desenrolar de um <strong>gigantesco sistema atmosférico alimentado pelo calor do oceano e capaz de transformar energia em vento, chuva e destruição </strong>à escala de centenas de quilómetros.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ciclone-furacao-ou-tufao-afinal-qual-e-a-diferenca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Rota da Lavanda atrai milhares de visitantes e fortalece o turismo no Paraná; saiba o que visitar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/rota-da-lavanda-atrai-milhares-de-visitantes-e-fortalece-o-turismo-no-parana-veja-o-que-visitar.html</link><pubDate>Mon, 14 Sep 2026 07:04:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A Rota da Lavanda no Paraná conta atualmente com 13 propriedades e foi criada em 2022 para estimular o cultivo da espécie e o turismo rural no estado. Já são milhares de visitantes e milhões injetados na economia regional. Veja os principais locais a conhecer.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/rota-da-lavanda-atrai-milhares-de-visitantes-e-fortalece-o-turismo-no-parana-veja-o-que-visitar-1788895287241.jpg" data-image="of22ikcwvx3y"><figcaption>O Lavandário Het Dorp Vilarejo Holandês, em Carambeí, nos Campos Gerais do Paraná. Crédito: Lucas Los/Het Dorp Vilarejo Holandês.</figcaption></figure><p>A<strong> Rota da Lavanda</strong> é um roteiro turístico no <strong>Paraná </strong>criado em 2022 pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) para <strong>estimular o cultivo da espécie e o turismo rural </strong>neste estado.</p><p>Esta rota tornou-se numa atração turística, atraindo<strong> milhares de visitantes</strong> e já<strong> injetou milhões de euros na economia </strong>da região. <strong>Atualmente são 13 propriedades participantes da rota</strong>, e desde a sua criação, já receberam mais de 200 mil visitantes e movimentaram mais de 2 milhões de euros em renda bruta nos três primeiros anos do projeto, segundo o IDR-Paraná. </p><div class="texto-destacado">Além das 13 propriedades envolvidas na rota hoje, há outras 20 à espera para fazer parte dela.</div><p>Quer saber mais detalhes sobre esta rota incrível e interessante para visitar? Então acompanhe as demais informações abaixo. </p><h2>A Rota da Lavanda (PR)</h2><p>A Rota<strong> abrange seis cidades</strong> paranaenses que são: Araucária, Carambeí, Londrina, Palmeira, Toledo e Umuarama.</p><p>As propriedades rurais com plantações de lavanda oferecem<strong> várias atrações aos visitantes</strong>, como a venda de óleos essenciais, cosméticos, artesanato, cafés coloniais e venda de outros produtos artesanais feitos à base da flor. E há mais: algumas oferecem experiências únicas como piqueniques no meio da plantação e ensaios fotográficos. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783713" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-sua-lavanda-seca-num-vaso-este-cuidado-evitara-que-morra-por-causa-do-sol-ou-do-excesso-de-agua.html" title="A sua lavanda seca num vaso: este cuidado evitará que morra por causa do sol ou do excesso de água">A sua lavanda seca num vaso: este cuidado evitará que morra por causa do sol ou do excesso de água</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-sua-lavanda-seca-num-vaso-este-cuidado-evitara-que-morra-por-causa-do-sol-ou-do-excesso-de-agua.html" title="A sua lavanda seca num vaso: este cuidado evitará que morra por causa do sol ou do excesso de água"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tu-lavanda-se-seca-en-maceta-estos-cuidados-evitaran-que-muera-por-el-sol-o-el-exceso-de-agua-1786581166521_320.png" alt="A sua lavanda seca num vaso: este cuidado evitará que morra por causa do sol ou do excesso de água"></a></article></aside><p>Importante: para visitar as propriedades é cobrada entrada. A <strong>melhor época para visitar é de agosto a outubro</strong>, quando ocorre o período de floração principal das lavandas.</p><p>Abaixo, conheça mais um pouco sobre alguns dos principais pontos desta rota para visitar:</p><h3>Het Dorp Vilarejo Holandês </h3><p>Foi uma das primeiras propriedades a integrar a rota. Localizado em <strong>Carambeí</strong>, <strong>na região dos Campos Gerais </strong>do Paraná, o espaço proporciona uma experiência sensorial única.</p><div class="texto-destacado">O lavandário Het Dorp Vilarejo Holandês mantém o maior campo de lavanda do estado do Paraná, com 1,5 hectares. </div><p>Além das plantações de lavanda, o local abriga um <strong>Museu da Lavanda</strong>, <strong>café estilo holandês</strong> e <strong>queijaria</strong>. O visitante pode provar queijo com lavanda e soda italiana com lavanda, por exemplo.</p><p>Por lá pode fazer um <strong>piquenique</strong>, há <strong>redário</strong> para descanso, galinheiro, <em>playground</em>, visita à ordenha robotizada e loja de produtos artesanais.</p><h3>Santa Lavanda</h3><p>O Santa Lavanda fica em <strong>Londrina </strong>e oferece programações educativas e pedagógicas, como <strong>visita ao cultivo</strong>, explicações sobre as espécies e atividades relacionadas ao maneio da lavanda. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/rota-da-lavanda-atrai-milhares-de-visitantes-e-fortalece-o-turismo-no-parana-veja-o-que-visitar-1788896406223.jpg" data-image="vl7njzr5dg4s"><figcaption>Campo de lavandas no Santa Lavanda, em Londrina (PR). Crédito: Reprodução/Redes Sociais.</figcaption></figure><p>Experiências únicas como <strong>música ao vivo e petiscos ao pôr do sol</strong> também fazem parte da programação.</p><p>Também é possível fazer <strong>ensaios fotográficos </strong>e um passeio por um jardim de sensações com plantas aromáticas e especiarias. O local vende ainda <strong>mudas de flores, óleo essencial</strong>, <strong>água floral </strong>e produtos artesanais.</p><h3>Recanto das Lavandas</h3><p>Esta propriedade fica em <strong>Araucária</strong>, na região metropolitana de Curitiba, e oferece <strong>visita guiada</strong>, piquenique no lavandário e <strong>ensaios fotográficos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/rota-da-lavanda-atrai-milhares-de-visitantes-e-fortalece-o-turismo-no-parana-veja-o-que-visitar-1788895847435.jpg" data-image="tl3tmd3gg2vq"><figcaption>O Recanto das Lavandas em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba (PR). Crédito: Reprodução/Redes Sociais.</figcaption></figure><p>Há ainda <strong>restaurante </strong>rural, <strong>café </strong>e <strong>cervejaria</strong>, onde o visitante pode experimentar a cerveja e sorvete de lavanda.</p><h3>Alfazema</h3><p>O Alfazema fica em <strong>Toledo </strong>e permite conhecer o cultivo e informações sobre a extração do óleo essencial, além de comercializar produtos feitos no local. A loja conta com artesanato, flores frescas e desidratadas, óleos essenciais, mel, entre outros.</p><h3>Lavandário Vale dos Sonhos</h3><p>Este fica na <strong>Colónia Witmarsum, município de Palmeira</strong>, e oferece uma <strong>vivência sensorial com degustação</strong>, loja, bistrô especializado em produtos de lavanda e cosméticos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/rota-da-lavanda-atrai-milhares-de-visitantes-e-fortalece-o-turismo-no-parana-veja-o-que-visitar-1788896575162.jpg" data-image="5x2qx0gkp2r0"><figcaption>O Lavandário Vale dos Sonhos, em Palmeira (PR). Crédito: Mario Santana.</figcaption></figure><p>O local tem <strong>lagos</strong>, <strong>celeiro</strong>, oferece visitas guiadas,<strong> ensaios fotográficos</strong> e tem produtos como gelado, geleia e chocolate feitos com lavanda. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Toledo%2C%20R" data-year="2026" data-title="Rota%20das%20Lavandas%20movimenta%20R%24%2013%20milh%C3%B5es%20com%20turismo%20no%20Paran%C3%A1%3B%20Veja%20onde%20visitar" data-url="https%3A%2F%2Fwww.tribunapr.com.br%2Fnoticias%2Fparana%2Frota-das-lavandas-movimenta-r-13-milhoes-com-turismo-no-parana-veja-onde-visitar%2F">Toledo, R. (2026). <a href="https://www.tribunapr.com.br/noticias/parana/rota-das-lavandas-movimenta-r-13-milhoes-com-turismo-no-parana-veja-onde-visitar/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Rota das Lavandas movimenta R$ 13 milhões com turismo no Paraná; Veja onde visitar</a>.</cite><br><cite data-author="Mainardes%2C%20C" data-year="2026" data-title="Rota%20das%20Lavandas%20vira%20atra%C3%A7%C3%A3o%20tur%C3%ADstica%20no%20Paran%C3%A1%20e%20tem%20fila%20de%20produtores%20interessados" data-url="https%3A%2F%2Foglobo.globo.com%2Feconomia%2Fnoticia%2F2026%2F07%2F28%2Frota-das-lavandas-vira-atracao-turistica-no-parana-e-tem-fila-de-produtores-interessados.ghtml">Mainardes, C. (2026). <a href="https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/07/28/rota-das-lavandas-vira-atracao-turistica-no-parana-e-tem-fila-de-produtores-interessados.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Rota das Lavandas vira atração turística no Paraná e tem fila de produtores interessados</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/rota-da-lavanda-atrai-milhares-de-visitantes-e-fortalece-o-turismo-no-parana-veja-o-que-visitar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo na segunda quinzena de setembro em Portugal: eis o que esperar da chuva e das temperaturas até ao final do mês]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-na-segunda-quinzena-de-setembro-em-portugal-eis-o-que-esperar-da-chuva-e-das-temperaturas-ate-ao-final-do-mes.html</link><pubDate>Mon, 14 Sep 2026 06:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Tanto as temperaturas como a chuva apresentarão valores com desvio da normal climatológica de referência nas últimas duas semanas do mês de setembro. Confira a previsão!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-na-segunda-quinzena-de-setembro-eis-o-que-esperar-da-chuva-e-das-temperaturas-ate-ao-final-do-mes-1789332476337.jpg" data-image="buuxbfm5d70f" alt="imagem ilustrativa" title="imagem ilustrativa"><figcaption>As últimas semanas de setembro poderão ainda ser propícias a "banhos", tendo em conta a previsão de temperaturas acima da média.</figcaption></figure><p>Setembro está a ser um mês quente,<strong> com temperaturas acima da média em boa parte do país</strong>, sendo que os últimos dias e as próximas horas ainda contarão com valores próximos dos 40 ºC em alguns locais, especialmente ao longo da faixa interior e no Sul do país.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Do ponto de vista atmosférico, também a estabilidade se encontra a dominar o cenário, devido à presença do <strong>anticiclone que se mantém como um "escudo" para a nossa geografia, impedindo a ocorrência de precipitação</strong>. Será que esta tendência se vai manter nas próximas semanas? Descubra aqui!</p><h2>Anomalias de temperatura continuarão a dominar o país</h2><p>Em relação às temperaturas, os nossos mapas indicam que os <strong>valores deverão manter-se elevados para a época do ano em questão</strong>. No entanto, poderão haver algumas exceções.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-na-segunda-quinzena-de-setembro-eis-o-que-esperar-da-chuva-e-das-temperaturas-ate-ao-final-do-mes-1789332707361.jpg" data-image="ln03ef521i8h" alt="anomalia térmica" title="anomalia térmica"><figcaption>As temperaturas deverão apresentar valores acima da normal climatológica de referência em praticamente todo o território nas últimas semanas do mês de setembro.</figcaption></figure><p>Para a semana que se inicia agora, de 14 a 21 de setembro, esperam-se <strong>temperaturas entre 3 ºC a 6 ºC acima da média ao longo de toda a faixa interior</strong>, com exceção da parte norte do distrito de Bragança e a maior parte da faixa litoral, cuja anomalia poderá ser entre 1 ºC a 3 ºC acima do expectável. Nos arquipélagos, a anomalia deverá ser, também, até 3 ºC. Em alguns pontos da costa entre Aveiro e Leiria, as anomalias deverão ser nulas, indicando valores dentro da normal climatológica.</p><h3>Na última semana do mês as anomalias poderão tornar-se mais expressivas</h3><p>Na semana entre 21 e 28 de setembro, semana em que ocorrerá o equinócio de outono no Hemisfério Norte, <strong>as anomalias térmicas positivas de até 6 ºC poderão ganhar terreno</strong>, como podemos observar no mapa acima, onde mesmo cidades mais próximas ao mar poderão registar estes valores anómalos. A linha litoral (rosa mais claro) contará com anomalia até 3 ºC, assim como os arquipélagos, enquanto apenas uma parte do distrito de Lisboa poderá contar com anomalia nula, ou seja, valores dentro da média. Frisamos que <strong>a existência de anomalia térmica não significa que estará muito calor</strong>. Apenas que os valores se irão manter (caso esta previsão se concretize) acima do esperado para a época.</p><h2>E a chuva? Estará de regresso ou não?</h2><p>A semana de 14 a 21 de setembro, tal como podemos verificar no mapa abaixo, poderá registar uma<strong> anomalia de precipitação negativa em praticamente todo o território português, à exceção do Grupo Central dos Açores</strong>, cujos valores se esperam dentro da média.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-na-segunda-quinzena-de-setembro-eis-o-que-esperar-da-chuva-e-das-temperaturas-ate-ao-final-do-mes-1789332881704.jpg" data-image="ehyqmbi1nq87" alt="anomalia de precipitação" title="anomalia de precipitação"><figcaption>Em relação à precipitação, espera-se uma anomalia negativa, ou seja, valores abaixo da média, também nas próximas duas semanas.</figcaption></figure><p><strong>Destaque para as regiões Norte e Centro, onde esta anomalia poderá ser entre 10 % a 30 % abaixo do expectável</strong>. No restante território, incluindo o arquipélago da Madeira e os Grupos Ocidental e Oriental dos Açores, esta anomalia continuará a ser negativa, mas não tão pronunciada, sendo esperados valores até menos 10 % de precipitação. Ainda assim, podemos afirmar que esta semana poderá ser mais seca que o normal em todo o país.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788466" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-aumenta-o-numero-de-avisos-de-calor-agora-sao-15-os-distritos-sob-aviso-amarelo-ate-amanha-dia.html" title="IPMA aumenta o número de avisos de calor: agora são 15 os distritos sob aviso amarelo até amanhã, dia 14">IPMA aumenta o número de avisos de calor: agora são 15 os distritos sob aviso amarelo até amanhã, dia 14</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-aumenta-o-numero-de-avisos-de-calor-agora-sao-15-os-distritos-sob-aviso-amarelo-ate-amanha-dia.html" title="IPMA aumenta o número de avisos de calor: agora são 15 os distritos sob aviso amarelo até amanhã, dia 14"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-aumenta-o-numero-de-avisos-de-calor-agora-sao-15-os-distritos-sob-aviso-amarelo-ate-amanha-dia-1789298464454_320.png" alt="IPMA aumenta o número de avisos de calor: agora são 15 os distritos sob aviso amarelo até amanhã, dia 14"></a></article></aside><p>Contudo, na semana entre 21 e 28 de setembro, o cenário muda um pouco. Começando pelos Açores, onde estas anomalias poderão ser mais irregulares, mas ainda assim, o<strong> ECMWF aponta para valores dentro ou um pouco acima da média</strong> (até 10 %) para este arquipélago. Na Madeira também se esperam valores normais ou um pouco abaixo da média (até 10 %). Já no continente, à exceção de uma pequena parte do noroeste, onde a anomalia negativa de precipitação continuará elevada (até 30 %), o restante território deverá manter-se com valores até 10 % abaixo da média, indicando menos chuva que o normal. </p><p>Mais uma vez, salientamos que a previsão de anomalias negativas ou positivas de precipitação não significa, por si só, que não vá chover ou que a ocorrência de chuva esteja garantida, mas apenas que os <strong>acumulados previstos se encontram abaixo ou acima dos valores climatológicos de referência</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-na-segunda-quinzena-de-setembro-em-portugal-eis-o-que-esperar-da-chuva-e-das-temperaturas-ate-ao-final-do-mes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Sabe qual é a estrada mais bonita de Portugal?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/sabe-qual-e-a-estrada-mais-bonita-de-portugal.html</link><pubDate>Mon, 14 Sep 2026 05:06:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Entre curvas e paisagens, algumas rotas nacionais destacam-se pela forma como revelam o território, cruzando história, natureza e experiência de viagem em percursos memoráveis.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sabe-qual-e-a-estrada-mais-bonita-de-portugal-1788203903213.jpg" data-image="funp2ehi302u" alt="Túnel das Árvores Fechadas de Marvão" title="Túnel das Árvores Fechadas de Marvão"><figcaption>Tente adivinhar onde fica esta paisagem rodoviária, considerada uma das mais belas do país. Foto: Município de Marvão</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A pergunta, lançada no título deste artigo, tem, naturalmente, uma forte carga de subjetividade. Não faltam, em Portugal, estradas que poderiam reclamar esse estatuto, dependendo do olhar de quem as percorre e do momento em que o faz.</p><p>Acompanhando o rio Douro, entre vinhas em socalcos e curvas que enquadram a paisagem, a <strong>Estrada Nacional 222</strong>, entre o Peso da Régua e o Pinhão, é frequentemente apontada como referência. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Já a Estrada Nacional 2, que atravessa o país de Chaves a Faro, distingue-se pela diversidade de cenários, alternando entre montanhas, planaltos e campos abertos. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Também a <strong>Estrada Nacional 108</strong>, entre Porto e Entre-os-Rios, ao longo do Douro, oferece vistas contínuas sobre o rio, com encostas íngremes e pequenas povoações a pontuar o percurso.</p><h2>Um corredor de árvores que acompanha os viajantes </h2><p>Ainda assim, há um troço, muito peculiar, que reúne um consenso crescente entre quem percorre o país. O <strong>Túnel das Árvores Fechadas de Marvão</strong> sobressai-se como um dos cenários mais singulares da rede viária nacional. As árvores alinham-se ao longo da estrada com uma precisão coreografada, criando um corredor denso que acompanha o movimento dos carros. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sabe-qual-e-a-estrada-mais-bonita-de-portugal-1788204108457.jpg" data-image="cetq7ho56g59" alt="Túnel das Árvores Fechadas de Marvão" title="Túnel das Árvores Fechadas de Marvão"><figcaption>No verão, a sombra contínua dos freixos cria um abrigo natural que protege viajantes do calor intenso do Alentejo. Foto: Município de Marvão</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Enfileiradas como soldados trajados a rigor, até parece que fazem a guarda de honra a todos os condutores vigiados do alto pelo <strong>Castelo de Marvão</strong>, visível à distância. </p><p>A sua imagem circula amplamente em redes sociais, blogues de viagem e vídeos online, onde diferentes ângulos mostram <strong>variações subtis</strong> do mesmo lugar. A <strong>luz</strong> muda ao longo do dia, a neblina surge numa manhã invernosa e as <strong>cores</strong> transformam-se com as estações, criando leituras distintas de um mesmo lugar.</p><h2>De Castelo de Vide a Marvão entre a serra e castelo</h2><p>Para quem quer descobrir o túnel, convém, desde logo, situá-lo na <strong>Estrada Nacional 246-1</strong>, na ligação entre <strong>Castelo de Vide e Marvão</strong>, no troço entre a Portagem e São Salvador de Aramenha. A proximidade à serra e o património histórico da zona envolvente ajudam a tornar o percurso ainda mais memorável.</p><p>A Câmara Municipal de Marvão tem assumido um papel ativo na <strong>preservação</strong> desta estrada. As árvores são alvo de avaliações regulares em que se analisa o seu estado e se antecipam possíveis pragas ou sinais de degradação. Também a Infraestruturas de Portugal <span style="margin: 0px; padding: 0px;">faz<strong> inspeções</strong></span><strong> frequentes</strong>, garantindo que a segurança rodoviária seja compatível com a preservação do conjunto arbóreo. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="692207" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-estrada-dos-dinossauros-oferece-uma-nova-visao-sobre-a-vida-ha-166-milhoes-de-anos.html" title="A 'Estrada dos Dinossauros' oferece uma nova visão sobre a vida há 166 milhões de anos">A 'Estrada dos Dinossauros' oferece uma nova visão sobre a vida há 166 milhões de anos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-estrada-dos-dinossauros-oferece-uma-nova-visao-sobre-a-vida-ha-166-milhoes-de-anos.html" title="A 'Estrada dos Dinossauros' oferece uma nova visão sobre a vida há 166 milhões de anos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/dinosaur-highway-offers-up-new-insight-into-life-166-million-years-ago-1736264430589_320.jpeg" alt="A 'Estrada dos Dinossauros' oferece uma nova visão sobre a vida há 166 milhões de anos"></a></article></aside><p>Ao todo, são mais de<strong> 230 freixos-de-folha-estreita </strong>que formam o túnel. Classificadas como árvores de interesse público desde 1997, muitas já atingiram a idade centenária, desenvolvendo-se ao longo de várias centenas de metros num corredor contínuo que envolve a estrada. </p><p>A <strong>faixa branca na base dos troncos</strong>, pintada para orientar os condutores à noite, reforça a sensação de profundidade. A estrada estreita intensifica essa impressão, aproximando quem conduz das copas que se fecham sob o céu encoberto de vegetação.</p><h2>Freixos centenários reescrevem a paisagem ao longo do ano</h2><p>Qualquer época do ano é boa para passar por aqui. Cada estação oferece uma leitura própria deste espaço. No <strong>outono</strong>, as folhas ganham tons dourados e se acumulam no chão, desenhando uma camada visual que acompanha a estrada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sabe-qual-e-a-estrada-mais-bonita-de-portugal-1788204343928.jpg" data-image="sggfx1nd50rl" alt="Marvão" title="Marvão"><figcaption>A população de Marvão orgulha-se do seu túnel das árvores, encarando-o como um tesouro do seu património natural. Foto: Município de Marvão</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Na <strong>primavera</strong>, a vegetação surge densa e luminosa, com um verde intenso que filtra a luz. Durante o <strong>inverno</strong>, os ramos ficam expostos, revelando a estrutura retorcida dos ramos. No <strong>verão</strong>, a sombra contínua torna-se especialmente valorizada, criando um abrigo natural que protege os viajantes das temperaturas elevadas do Alentejo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766572" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/radici-e-a-nova-plataforma-que-ajuda-a-escolher-arvores-certas-para-cada-territorio-do-pais.html" title="Radici é a nova plataforma que ajuda a escolher árvores certas para cada freguesia do país">Radici é a nova plataforma que ajuda a escolher árvores certas para cada freguesia do país</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/radici-e-a-nova-plataforma-que-ajuda-a-escolher-arvores-certas-para-cada-territorio-do-pais.html" title="Radici é a nova plataforma que ajuda a escolher árvores certas para cada freguesia do país"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/radici-e-a-nova-plataforma-que-ajuda-a-escolher-arvores-certas-para-cada-territorio-do-pais-1777553660341_320.jpg" alt="Radici é a nova plataforma que ajuda a escolher árvores certas para cada freguesia do país"></a></article></aside><p>Na berma existem <strong>pequenos espaços</strong> onde é possível parar e <strong>observar </strong>o cenário, embora seja importante ter em conta o tráfego regular. A atenção redobrada é essencial ao sair do veículo ou ao aproximar-se da faixa de rodagem. </p><p>A presença constante em imagens, sejam elas antigas ou partilhadas em plataformas digitais, confirma a transformação deste trecho num símbolo reconhecido. Um lugar onde a estrada deixa de ser apenas um circuito de passagem e passa a integrar a própria experiência da viagem.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Munic%C3%ADpio%20de%20Marv%C3%A3o" data-year="" data-title="T%C3%BAnel%20das%20%C3%81rvores%20Fechadas%20de%20Marv%C3%A3o%20-%20um%20mais%20ic%C3%B3nicos%20conjuntos%20de%20%C3%A1rvores%20em%20Portugal" data-url="https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fcmmarvao%2Fphotos%2F-t%25C3%25BAnel-das-%25C3%25A1rvores-fechadas-de-marv%25C3%25A3o-um-mais-ic%25C3%25B3nicos-conjuntos-de-%25C3%25A1rvores-em-p%2F1560705404260848%2F">Município de Marvão. <a href="https://www.facebook.com/cmmarvao/photos/-t%C3%BAnel-das-%C3%A1rvores-fechadas-de-marv%C3%A3o-um-mais-ic%C3%B3nicos-conjuntos-de-%C3%A1rvores-em-p/1560705404260848/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Túnel das Árvores Fechadas de Marvão - um mais icónicos conjuntos de árvores em Portugal</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/sabe-qual-e-a-estrada-mais-bonita-de-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um pedaço de gengibre pode transformar-se numa planta: um vaso, terra e água são tudo o que precisa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/um-pedaco-de-gengibre-pode-transformar-se-numa-planta-um-vaso-terra-e-agua-sao-tudo-o-que-precisa.html</link><pubDate>Sun, 13 Sep 2026 13:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>O gengibre acrescenta muito mais do que apenas sabor à cozinha: um pequeno pedaço pode criar raízes e transformar-se numa nova planta com alguns cuidados domésticos simples.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-trozo-de-jengibre-puede-convertirse-en-una-planta-maceta-sustrato-y-riego-en-equilibrio-es-todo-lo-que-necesitas-1789062518156.jpeg" data-image="zhd9q3aqg75x" alt="gengibre" title="gengibre"><figcaption>Além de dar sabor aos seus pratos, o gengibre pode ser cultivado em casa.</figcaption></figure><p>Cultivar gengibre em casa é muito mais simples do que pode parecer à primeira vista. Esta planta tropical — cujo rizoma é comummente utilizado como especiaria culinária — <strong>pode ser cultivada a partir de um pequeno pedaço de gengibre fresco</strong>.</p><p>Para se desenvolver adequadamente, basta um <strong>vaso adequado, um substrato aerado e regas equilibradas</strong>. Seguindo estes passos simples, pode acompanhar o seu crescimento em ambientes interiores e, com um pouco de paciência, obter novos rizomas.</p><h2>Escolha gengibre fresco com rebentos</h2><p>O primeiro passo é <strong>escolher um pedaço de gengibre fresco e firme, sem sinais de apodrecimento</strong>. O ideal é que apresente pequenos rebentos ou gemas visíveis — semelhantes a pontos ou saliências à superfície —, pois são precisamente estes pontos que podem dar origem a novos caules.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Scopri di più sulla coltivazione dello <a href="https://x.com/hashtag/jengibre?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#jengibre</a> nella seguente <a href="https://x.com/hashtag/Infograf%C3%ADa?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Infograf%C3%ADa</a> <a href="https://t.co/Dr6FpynV5s">pic.twitter.com/Dr6FpynV5s</a></p>— PromueveHidroponía (@PromueveHidro) <a href="https://x.com/PromueveHidro/status/781901664634757120?ref_src=twsrc%5Etfw">30 settembre 2016</a></blockquote></figure><p>Se o rizoma for grande, pode ser dividido em vários pedaços, garantindo que cada fragmento mantém pelo menos uma gema. Antes da plantação, recomenda-se <strong>deixar os pedaços expostos ao ar durante algumas horas</strong> para que as superfícies de corte sequem ligeiramente, reduzindo assim o risco de apodrecimento.</p><h2>Um vaso largo é melhor do que um muito fundo</h2><p>O gengibre desenvolve os seus rizomas principalmente na horizontal, pelo que um vaso largo é particularmente adequado. Não é necessário começar com um recipiente enorme, mas <strong>deve ter orifícios de drenagem no fundo para evitar a acumulação de água</strong>.</p><p>Coloque o pedaço de gengibre sobre o substrato, <strong>com os rebentos virados para cima</strong>, e cubra-o ligeiramente com uma camada de terra. Não é necessário enterrá-lo muito fundo; alguns centímetros são suficientes para estimular o crescimento.</p><h2>Substrato leve e bem drenado</h2><p>Um dos fatores-chave para promover o crescimento do gengibre é utilizar um <strong>substrato capaz de reter uma certa quantidade de humidade</strong>, permitindo, ao mesmo tempo, que o excesso de água escoe.</p><div class="texto-destacado">Uma mistura de terra para vasos de uso geral com matéria orgânica e um material que melhore a drenagem pode funcionar perfeitamente.</div><p><strong>O objetivo é obter um solo aerado, fértil e solto</strong>, uma vez que solos excessivamente compactados podem prejudicar o desenvolvimento dos rizomas e favorecer problemas relacionados com o excesso de humidade.</p><h2>Rega: nem seca nem encharcamento</h2><p>Durante as primeiras semanas, é <strong>importante manter o substrato ligeiramente húmido</strong>, especialmente à medida que o rizoma começa a desenvolver raízes e rebentos. No entanto, o <strong>excesso de rega pode ser contraproducente</strong>.</p><p>Uma boa regra prática é verificar a humidade dos primeiros centímetros do substrato antes de voltar a regar. <strong>Se ainda estiverem húmidos, é melhor esperar</strong>; assim que a superfície começar a secar, pode adicionar uma quantidade moderada de água.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-trozo-de-jengibre-puede-convertirse-en-una-planta-maceta-sustrato-y-riego-en-equilibrio-es-todo-lo-que-necesitas-1789062664613.jpeg" data-image="g6k3m90rn5o8" alt="gengibre" title="gengibre"><figcaption>Cultivar o seu próprio gengibre é mais fácil do que imagina.</figcaption></figure><p>A <strong>frequência da rega dependerá da temperatura, da ventilação, do tamanho do vaso e das condições ambientais</strong>. Em todo o caso, nunca se deve permitir que a água se acumule no prato.</p><h2>Luz, temperatura e paciência</h2><p>O <strong>gengibre é originário de regiões muito quentes e requer temperaturas amenas para se desenvolver adequadamente</strong>. Em ambientes interiores, pode ser colocado num local bem iluminado, embora seja aconselhável evitar a exposição demasiado intensa, especialmente durante as horas mais quentes do dia.</p><div class="texto-destacado">O aparecimento dos primeiros rebentos pode demorar várias semanas; por isso, não desanime se o crescimento não for imediato.</div><p>À medida que a planta se começa a desenvolver, surgirão caules verdes e folhas alongadas, que podem atingir um tamanho considerável.</p><h2>Quando pode ser colhido?</h2><p>O gengibre necessita de tempo para formar novos rizomas; portanto, se o objetivo for colhê-lo, terá de esperar vários meses e observar o desenvolvimento da planta.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="741863" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/gengibre-em-portugal-da-horta-ao-sabor-que-conquista.html" title="Gengibre em Portugal: da horta ao sabor que conquista ">Gengibre em Portugal: da horta ao sabor que conquista </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/gengibre-em-portugal-da-horta-ao-sabor-que-conquista.html" title="Gengibre em Portugal: da horta ao sabor que conquista "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/gengibre-em-portugal-da-horta-ao-sabor-que-conquista-1764517344463_320.png" alt="Gengibre em Portugal: da horta ao sabor que conquista "></a></article></aside><p>Quando o crescimento cessa e as folhas começam a amarelecer e a secar, o <strong>rizoma pode estar pronto para a colheita</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-trozo-de-jengibre-puede-convertirse-en-una-planta-maceta-sustrato-y-riego-en-equilibrio-es-todo-lo-que-necesitas-1789062829879.jpeg" data-image="e6ctd6y61uio" alt="gengibre" title="gengibre"><figcaption>Colher o seu próprio gengibre implica seguir alguns passos simples de cultivo.</figcaption></figure><p>Para obter colheitas sucessivas, é também possível <strong>conservar uma parte do rizoma e replantar fragmentos com gemas </strong>para iniciar um novo ciclo.</p><p>No final do dia, <strong>transformar um pedaço de gengibre numa nova planta é uma forma simples e divertida de experimentar o cultivo doméstico</strong>. Um vaso com boa drenagem, solo fértil e bem aerado, humidade moderada e temperaturas amenas são os elementos-chave para trazer aquele pequeno rizoma de volta à vida.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/um-pedaco-de-gengibre-pode-transformar-se-numa-planta-um-vaso-terra-e-agua-sao-tudo-o-que-precisa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[IPMA aumenta o número de avisos de calor: agora são 15 os distritos sob aviso amarelo até amanhã, dia 14]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-aumenta-o-numero-de-avisos-de-calor-agora-sao-15-os-distritos-sob-aviso-amarelo-ate-amanha-dia.html</link><pubDate>Sun, 13 Sep 2026 12:00:14 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Entre hoje e amanhã, segunda-feira, 15 distritos encontram-se sob aviso amarelo de tempo quente, segundo a mais recente atualização do IPMA. A Madeira também continuará sob o mesmo aviso.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb79n7u"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb79n7u.jpg" id="xb79n7u"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como temos vindo a avançar, o calor atingirá o seu pico entre hoje e amanhã, segunda-feira, tendo o IPMA emitido uma <strong>série de avisos de tempo quente, agora em vigor em 15 distritos</strong>, deixando fora desta lista apenas Faro, Bragança e Guarda. Estes avisos estarão em vigor até às 18h de amanhã, dia 14.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Além de Portugal Continental,<strong> também o arquipélago da Madeira se encontra sob o mesmo aviso</strong>, devido à persistência de valores elevados de temperatura nestas ilhas. Aqui, o aviso deverá prolongar-se até às 18h de terça-feira, dia 15, de acordo com a mais recente atualização deste instituto.</p><h2>Continente contará com anomalias térmicas pronunciadas na maior parte do território</h2><p>Ao longo das próximas horas deste domingo, as anomalias térmicas positivas, ou valores acima da média, <strong>deverão intensificar-se e abranger uma área mais extensa do território</strong>. Além disto, mesmo nas horas noturnas e madrugada, esta tendência de valores acima da média irá manter-se. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-aumenta-o-numero-de-avisos-de-calor-agora-sao-15-os-distritos-sob-aviso-amarelo-ate-amanha-dia-1789298175303.jpg" data-image="0aw7i13nc9of" alt="anomalia de temperatura" title="anomalia de temperatura"><figcaption>As temperaturas elevadas que se registarão entre hoje e amanhã levaram o IPMA a emitir aviso amarelo de calor para 15 distritos. Apenas Faro, Bragança e Guarda se mantém isentos de aviso até ao momento.</figcaption></figure><p> As temperaturas máximas esperadas para hoje deverão manter-se entre os 27 ºC em Viana do Castelo e os 36 ºC em Coimbra, Santarém, Évora e Beja. Localmente, os termómetros poderão alcançar os<strong> 38 ºC em alguns pontos do Alentejo</strong>. </p><p>Para amanhã, segunda-feira, esperam-se máximas entre os 24 ºC em Viana do Castelo e os 37 ºC em Santarém e Évora. Localmente, <strong>os 38 ºC poderão surgir em vários pontos do interior de Norte a Sul, desde o Vale do Douro até ao Baixo Alentejo, passando pela Beira Baixa e Ribatejo</strong>. Assim, as anomalias térmicas positivas manter-se-ão bastante evidentes, tal como podemos observar no mapa acima, com valores até 10 ºC acima da média.</p><h2>Mapas continuam a insistir no regresso das anomalias térmicas negativas em breve</h2><p>Apesar desta previsão de temperaturas elevadas entre hoje e amanhã, espera-se uma <strong>descida considerável dos valores no litoral entre Aveiro e Leiria</strong>, essencialmente, onde as anomalias térmicas negativas, ou valores abaixo da média, poderão registar-se, variando entre <strong>1 ºC a 3 ºC abaixo da normal climatológica</strong> de referência.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788460" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-sob-tempo-quente-maximas-de-38-c-antes-de-uma-mudanca-na-circulacao-atmosferica.html" title="Portugal continental sob tempo quente: máximas de 38 ºC antes de uma mudança na circulação atmosférica">Portugal continental sob tempo quente: máximas de 38 ºC antes de uma mudança na circulação atmosférica</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-sob-tempo-quente-maximas-de-38-c-antes-de-uma-mudanca-na-circulacao-atmosferica.html" title="Portugal continental sob tempo quente: máximas de 38 ºC antes de uma mudança na circulação atmosférica"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-sob-tempo-quente-maximas-de-38-c-antes-de-uma-mudanca-na-circulacao-atmosferica-1789294600241_320.jpg" alt="Portugal continental sob tempo quente: máximas de 38 ºC antes de uma mudança na circulação atmosférica"></a></article></aside><p>Em contraste, a<strong> faixa interior continuará a registar valores muito acima da média, à semelhança das próximas horas</strong>. Além disto, nos dias seguintes, espera-se uma normalização das temperaturas junto à costa, com valores dentro do expectável, ainda que no restante território se mantenham acima da média.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-aumenta-o-numero-de-avisos-de-calor-agora-sao-15-os-distritos-sob-aviso-amarelo-ate-amanha-dia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal continental sob tempo quente: máximas de 38 ºC antes de uma mudança na circulação atmosférica]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-sob-tempo-quente-maximas-de-38-c-antes-de-uma-mudanca-na-circulacao-atmosferica.html</link><pubDate>Sun, 13 Sep 2026 10:36:57 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal continental prepara-se para máximas que poderão chegar aos 38 ºC, num episódio de calor com anomalias térmicas expressivas. A partir de terça-feira, uma mudança na circulação atmosférica começará a fazer descer as temperaturas. </p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb799l6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb799l6.jpg" id="xb799l6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O calor vai marcar o estado do tempo entre hoje e amanhã em Portugal Continental, com <strong>temperaturas elevadas tanto no litoral como no interior e anomalias térmicas que poderão atingir 10 ºC acima da normal climatológica.</strong> Os valores mais elevados deverão concentrar-se nas regiões interiores, onde as máximas poderão chegar aos 38 ºC na segunda-feira.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Este episódio está <strong>associado ao reforço de uma dorsal anticiclónica sobre a Península Ibérica, que favorece a estabilidade atmosférica e a presença de uma massa de ar muito quente.</strong> A cerca de 1500 metros, as temperaturas deverão superar os 20 ºC, atingindo 23–24 ºC no interior. A persistência deste ar quente, combinada com a forte insolação, favorecerá um aquecimento acentuado à superfície.</p><h2>Calor intensifica-se e máximas poderão chegar aos 38 ºC</h2><p>As anomalias térmicas deverão ser bastante expressivas este domingo, atingindo 8 a 10 ºC acima da normal em algumas zonas do Norte e Centro e 7 a 8 ºC no Sul. À superfície, as <strong>máximas deverão atingir 33 ºC em Vila Real, 34 ºC em Castelo Branco e 35 a 36 ºC entre Santarém, Portalegre, Évora e Beja</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-sob-calor-intenso-maximas-de-38-c-antes-de-uma-mudanca-na-circulacao-atmosferica-1789293948229.jpg" data-image="1qqcwhlrxxgo"><figcaption>As temperaturas deverão permanecer muito acima da normal na segunda-feira, com anomalias térmicas de 9 a 10 ºC em várias zonas do interior Norte e Centro e valores igualmente elevados em grande parte do Sul.</figcaption></figure><p>Na segunda-feira, o calor deverá acentuar-se, com o interior Centro, o Ribatejo e o Alentejo a concentrarem os valores mais elevados, <strong>com máximas que poderão chegar aos 38 ºC</strong>. As anomalias térmicas deverão alcançar 9 a 10 ºC acima da normal em algumas áreas do interior Norte e Centro.</p><h2>Calor perde intensidade a partir de terça-feira, sobretudo no litoral</h2><p>A partir de terça-feira, <strong>deverá iniciar-se uma descida térmica</strong>, mais expressiva no litoral Norte e Centro e menos significativa no interior. <strong>Ainda assim, as anomalias térmicas permanecerão elevadas</strong>, podendo atingir cerca de 9 ºC em Castelo Branco, 8 ºC na Guarda e 7 ºC em Portalegre, Évora e Beja. À superfície, o calor continuará intenso no interior Centro e Sul, com máximas que poderão alcançar localmente 35 a 37 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-sob-calor-intenso-maximas-de-38-c-antes-de-uma-mudanca-na-circulacao-atmosferica-1789293984765.jpg" data-image="3eeja48a400n"><figcaption>Na terça-feira, a entrada de ar menos quente começará a fazer descer as temperaturas no litoral Norte e Centro, enquanto o calor persistirá no interior, onde as máximas poderão alcançar localmente 35 a 37 ºC.</figcaption></figure><p>A <strong>alteração da circulação atmosférica deverá tornar-se mais evidente na quarta-feira</strong>, com o vento a rodar para norte/noroeste, favorecendo a entrada de uma massa de ar menos quente em Portugal Continental. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788248" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-10-c-acima-da-media-os-proximos-dias-registarao-valores-anomalos-de-temperatura-em-portugal-continental.html" title="Até 10 ºC acima da média: os próximos dias registarão valores anómalos de temperatura em Portugal Continental">Até 10 ºC acima da média: os próximos dias registarão valores anómalos de temperatura em Portugal Continental</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-10-c-acima-da-media-os-proximos-dias-registarao-valores-anomalos-de-temperatura-em-portugal-continental.html" title="Até 10 ºC acima da média: os próximos dias registarão valores anómalos de temperatura em Portugal Continental"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-10-c-acima-da-media-os-proximos-dias-registarao-valores-anomalos-de-temperatura-em-portugal-continental-1789152919218_320.png" alt="Até 10 ºC acima da média: os próximos dias registarão valores anómalos de temperatura em Portugal Continental"></a></article></aside><p><strong>As anomalias térmicas deverão diminuir, embora o interior permaneça acima da normal até sexta-feira</strong>, localmente entre 5 e 7 ºC, com máximas de 30 a 33 ºC no Centro e Sul. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-sob-calor-intenso-maximas-de-38-c-antes-de-uma-mudanca-na-circulacao-atmosferica-1789294031981.jpg" data-image="qam9lh1kfc8i"><figcaption>A mudança da circulação atmosférica favorecerá um reforço do vento na quarta-feira, sobretudo no Centro e nas terras altas, onde as rajadas poderão atingir valores próximos dos 50 km/h.</figcaption></figure><p><strong>O vento ganhará intensidade sobretudo no Centro, terras altas e faixa litoral</strong><strong>,</strong> <strong>onde as rajadas poderão aproximar-se dos 50 km/h</strong><strong>,</strong> mantendo-se períodos de vento mais intenso até sexta-feira. Não se prevê precipitação significativa até ao final da semana.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-sob-tempo-quente-maximas-de-38-c-antes-de-uma-mudanca-na-circulacao-atmosferica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A ciência encontra novas evidências de que Vénus possivelmente albergou vida no passado]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/la-ciencia-encuentra-nuevas-pruebas-de-que-venus-posiblemente-albergo-vida-en-el-pasado.html</link><pubDate>Sun, 13 Sep 2026 10:07:06 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Um estudo sugere que certas fraturas em Vénus poderão preservar vestígios de oceanos antigos. Trata-se de uma descoberta que reabre questões sobre a habitabilidade do planeta, embora não comprove que este tenha albergado vida.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-ciencia-encuentra-nuevas-pruebas-de-que-venus-posiblemente-albergo-vida-en-el-pasado-1789170853417.jpg" data-image="m5ojpxepmqog"><figcaption>As condições de Vénus e novos estudos mostram evidências de possível vida no passado do planeta.</figcaption></figure><p>Vénus volta a suscitar questões sobre o seu passado graças a uma nova investigação, publicada na <em>Earth and Planetary Science Letters</em>, que propõe interpretar certas<strong> fraturas superficiais como possíveis vestígios de antigos depósitos oceânicos</strong>.</p><p>A ideia baseia-se em imagens de radar obtidas pela missão Magellan, em que algumas redes de polígonos poderão corresponder a sedimentos que se contraíram após se acumularem debaixo de água. Embora seja uma <strong>interpretação geológica sugestiva</strong>, não deixa de exigir medições capazes de distinguir materiais específicos.</p><p>Convém separar três questões que costumam misturar-se: </p><ol><li><p><strong>Houve água líquida?</strong></p></li><li><p><strong>Existiram condições habitáveis?</strong></p></li><li><strong>A vida surgiu mesmo?</strong></li></ol><div class="texto-destacado">Um oceano antigo, mesmo que confirmado, não demonstraria automaticamente a presença de microrganismos nem permitiria reconstruir completamente o seu ambiente.</div><p>A superfície atual é extremamente hostil, <strong>atingindo os 465 ºC e suportando uma pressão cerca de 90 vezes superior à da Terra</strong>, enquanto a sua atmosfera, dominada pelo dióxido de carbono, retém intensamente o calor. Compreender como chegou a este estado é parte do problema.</p><p>A semelhança de tamanho entre Vénus e a Terra torna especialmente interessante esta comparação, na qual <strong>dois planetas rochosos relativamente próximos do Sol acabaram por ter ambientes muito diferentes</strong>. Investigar esta divergência ajudar-nos-á a reconhecer quais as condições que permitem conservar água e quais o impedem.</p><h2>O que nos revelam os mapas</h2><p><strong>As nuvens de Vénus ocultam o solo da observação</strong>; para o mapear, é necessário um radar, uma vez que os seus sinais atravessam esta camada e registam características do relevo e da superfície. No entanto, uma imagem de radar não equivale a analisar uma amostra.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-ciencia-encuentra-nuevas-pruebas-de-que-venus-posiblemente-albergo-vida-en-el-pasado-1789170676833.png" data-image="w3cviiy25loa"><figcaption>Os padrões observados nas planícies preservam evidências de antigos oceanos e do seu desaparecimento. Crédito: Ghail et al.</figcaption></figure><p>A hipótese oceânica compara as fraturas a estruturas terrestres associadas a sedimentos marinhos. A semelhança permite propor um mecanismo para as investigar, mas causas distintas podem produzir formas semelhantes; portanto, <strong>o arrefecimento e os processos vulcânicos devem continuar a ser considerados</strong> ao estudar as fendas.</p><p>Para responder à questão sobre se os terrenos contêm materiais compatíveis com depósitos aquosos,<strong> é necessário combinar mapas mais detalhados com informação sobre a composição</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764201" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-atmosfera-de-venus-apresenta-semelhancas-fundamentais-com-a-da-terra-e-podera-albergar-diferentes-formas-de-vida.html" title="A atmosfera de Vénus apresenta semelhanças fundamentais com a da Terra (e poderá albergar diferentes formas de vida)">A atmosfera de Vénus apresenta semelhanças fundamentais com a da Terra (e poderá albergar diferentes formas de vida)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-atmosfera-de-venus-apresenta-semelhancas-fundamentais-com-a-da-terra-e-podera-albergar-diferentes-formas-de-vida.html" title="A atmosfera de Vénus apresenta semelhanças fundamentais com a da Terra (e poderá albergar diferentes formas de vida)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-atmosfera-de-venus-presenta-similitudes-clave-con-la-de-la-tierra-y-podrian-albergar-diferentes-formas-de-vida-1775807527870_320.jpeg" alt="A atmosfera de Vénus apresenta semelhanças fundamentais com a da Terra (e poderá albergar diferentes formas de vida)"></a></article></aside><p>O estudo infere a presença de sedimentos a partir de formas, sem confirmar diretamente a existência de argilas; assim, a sua leitura permite compreender a atenção que esta nova proposta merece e porque é ainda prematuro anunciar a comprovação de oceanos ou de vida.</p><h3>Um passado temperado</h3><p>Em 2016, Michael Way e a sua equipa publicaram simulações climáticas em que <strong>um planeta Vénus com um oceano inicial pouco profundo poderia manter temperaturas moderadas</strong>. Os resultados dependiam de condições presumidas, entre estas a rotação, a atmosfera e a distribuição do terreno.</p><p>Os modelos mostram uma possibilidade física sob determinadas premissas, não uma observação do passado. <strong>O facto de uma simulação conservar água não confirma que Vénus tenha começado com este inventário ou com esta atmosfera</strong>; assim, para reconstruir uma história real, as soluções devem ser verificadas com observações.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-ciencia-encuentra-nuevas-pruebas-de-que-venus-posiblemente-albergo-vida-en-el-pasado-1789170979355.png" data-image="spurpfsg4hgk"><figcaption>Distribuição global dos terrenos poligonais, canais e cristas de rugas. Crédito: Ghail et al.</figcaption></figure><p>Em 2021, a equipa de Martin Turbet estudou outra etapa que considerava a possibilidade de o vapor inicial chegar a condensar. As suas simulações constataram que <strong>certas nuvens reforçavam o aquecimento e podiam impedir a formação de oceanos</strong>. Como podemos ver, existem histórias climáticas diferentes.</p><p>Estas investigações permitem formular uma <strong>distinção crucial entre conservar um oceano já existente e fazê-lo aparecer pela primeira vez</strong>. O novo argumento geológico é interessante porque procura vestígios físicos para contrastar ambas as histórias.</p><h3>O elo que nos falta</h3><p>Encontrar um ambiente potencialmente habitável significaria reconhecer condições compatíveis com alguma forma de vida conhecida. <strong>Detetar vida exige sinais biológicos e descartar explicações não biológicas plausíveis</strong>. No caso de Vénus, o estudo das fraturas não apresenta fósseis, organismos nem um sinal biológico confirmado.</p><p>Foi assim que se concebeu a missão DAVINCI da NASA, que servirá para estudar a atmosfera através de uma sonda de descida e observações complementares. <strong>Ao medir a sua composição, poderemos reconstruir a evolução do planeta</strong> e, finalmente, confrontar as hipóteses sobre a perda ou a ausência de água.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783680" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/mercurio-esta-mais-perto-do-sol-mas-venus-e-mais-quente-o-fenomeno-extremo-que-explica-este-paradoxo.html" title="Mercúrio está mais perto do Sol, mas Vénus é mais quente: o fenómeno extremo que explica este paradoxo">Mercúrio está mais perto do Sol, mas Vénus é mais quente: o fenómeno extremo que explica este paradoxo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/mercurio-esta-mais-perto-do-sol-mas-venus-e-mais-quente-o-fenomeno-extremo-que-explica-este-paradoxo.html" title="Mercúrio está mais perto do Sol, mas Vénus é mais quente: o fenómeno extremo que explica este paradoxo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mercurio-esta-mas-cerca-del-sol-pero-venus-es-mas-caliente-el-fenomeno-extremo-que-explica-esta-paradoja-1786116756810_320.jpg" alt="Mercúrio está mais perto do Sol, mas Vénus é mais quente: o fenómeno extremo que explica este paradoxo"></a></article></aside><p>São também necessárias <strong>observações capazes de detalhar melhor o terreno e relacioná-lo com a sua história geológica</strong>, de forma a submeter as interpretações a ensaios concretos. Um resultado contrário à hipótese oceânica seria igualmente valioso, pois reduziria as histórias possíveis de Vénus.</p><p>Por enquanto, <strong>o avanço consiste numa nova proposta sobre oceanos antigos que merece ser verificada</strong>, e a questão de saber se Vénus albergou vida permanece em aberto e sem provas que a confirmem. Desvendar a história da água ajudará a abordar esta questão com base em fundamentos mais sólidos e verificáveis. A partir da Terra, continuaremos a informar.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Richard%20C.%20Ghail%20a%2C%20Eloise%20J.P.%20Crouch%20a%2C%20Philippa%20J.%20Mason%20b" data-year="2026" data-title="The%20lost%20oceans%20of%20Venus" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedirect.com%2Fscience%2Farticle%2Fpii%2FS0012821X2600436X">Richard C. Ghail a, Eloise J.P. Crouch a, Philippa J. Mason b. (2026). <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0012821X2600436X" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The lost oceans of Venus</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/la-ciencia-encuentra-nuevas-pruebas-de-que-venus-posiblemente-albergo-vida-en-el-pasado.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Podridão cinzenta na vindima: a corrida entre a maturação e a chuva]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/podridao-cinzenta-na-vindima-a-corrida-entre-a-maturacao-e-a-chuva.html</link><pubDate>Sun, 13 Sep 2026 08:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Nas últimas semanas antes da colheita joga-se uma corrida com duas frentes. Cada dia a mais na planta melhora a maturação, mas também aumenta o risco de perder o cacho.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/podridao-cinzenta-na-vindima-a-corrida-entre-a-maturacao-e-a-chuva-1789062290918.png" data-image="3rfbehgb8vj4"><figcaption>Bagos acastanhados e murchos no meio de um cacho ainda são, o primeiro sinal a aparecer na vinha. Fonte: Canva.</figcaption></figure><p>Setembro põe qualquer produtor diante da mesma decisão difícil. As uvas ainda não estão no ponto ideal e cada dia que passa melhora o açúcar e os aromas. Mas<strong> anuncia-se chuva, e a partir daí o tempo deixa de estar do seu lado</strong>.</p><p>É a corrida clássica da vindima: esperar para ganhar qualidade ou colher para não perder tudo.</p><h2>Um fungo que muda de personalidade</h2><p>O responsável é um fungo que está sempre presente na vinha, em restos de poda, folhas velhas e bagos danificados. <strong>Passa o verão discreto porque lhe falta humidade, e é a chuva que o liberta</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Podridão cinzenta</strong><br>Doença que ataca os cachos na fase final da maturação, coberta por um bolor cinzento acinzentado. Ao contrário de outras doenças, não precisa de infetar uma planta saudável, porque entra sobretudo por feridas: bagos rachados, picadas de insetos ou fendas provocadas por excesso de água.</div><p>Há um pormenor curioso. Em condições muito particulares, com manhãs húmidas e tardes secas e ventosas, <strong>o mesmo fungo produz a chamada podridão nobre</strong>, que concentra os açúcares e dá origem a vinhos doces de grande qualidade. Mas isso exige uma combinação rara, e em Portugal continental o que aparece é quase sempre a versão indesejada.</p><h2>Porque é que a chuva muda tudo em poucos dias</h2><p>A sequência é sempre a mesma e vale a pena conhecê-la, porque permite <strong>antecipar o problema em vez de o descobrir tarde</strong>. Na tabela abaixo pode encontrar alguns dos principais "acontecimentos" e como impactam a vinha.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>O que acontece</p></th><th scope="col"><p>Consequência</p></th><th scope="col"><p>Tempo</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Chuva forte depois de seca</p></td><td><p>Bagos incham e a pele racha</p></td><td><p>Horas</p></td></tr><tr><td><p>Feridas abertas nos bagos</p></td><td><p>Porta de entrada para o fungo</p></td><td><p>Um a dois dias</p></td></tr><tr><td><p>Noites húmidas seguidas</p></td><td><p>Fungo desenvolve-se e alastra</p></td><td><p>Três a cinco dias</p></td></tr><tr><td><p>Cacho compacto e apertado</p></td><td><p>Não seca por dentro, alastra depressa</p></td><td><p>Contínuo</p></td></tr><tr><td><p>Bolor cinzento visível</p></td><td><p>Já há perda de qualidade</p></td><td><p>Cinco a sete dias</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">O aparecimento de podridão cinzenta na vinha pode impactar muito seriamente a qualidade das uvas e do vinho. Fonte: Elaboração própria</td></tr></tbody></table><p>Repare no fator que aparece a meio da tabela: os cachos compactos. Numa casta de bagos muito juntos, <strong>o interior do cacho nunca seca depois de uma chuva, e um único bago afetado contamina os vizinhos</strong> por contacto direto. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O fungo não precisa de atacar uma uva sã. Basta-lhe uma pele rachada, e é a chuva que abre essa porta.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p> É por isso que castas de cacho solto aguentam muito melhor um setembro chuvoso do que castas de cacho apertado. </p><h2>Onde olhar, e o que se vê</h2><p>Comece pelo<strong> interior dos cachos e pela parte que fica virada para dentro</strong> da planta, onde o ar circula menos.</p><p>No início, aparece um bago acastanhado e mole, muitas vezes com a pele a soltar-se da polpa. Se lhe tocar, o bago desfaz-se com facilidade. Poucos dias depois surge o bolor cinzento característico, que se levanta em pó quando se mexe no cacho.</p><p>Um sinal de aviso a não ignorar são as vespas. Andam atrás do açúcar dos bagos rachados, e <strong>onde há vespas insistentes há feridas abertas</strong>. Elas próprias agravam o problema, porque transportam esporos de cacho em cacho.</p><h2>A decisão de colher, e como se toma</h2><p>Não há uma regra universal, mas há uma forma sensata de pensar o problema.</p><p>Se a previsão indicar chuva significativa e as noites forem húmidas, e se já houver focos visíveis na vinha, esperar raramente compensa. Perde-se algum grau de álcool potencial, mas colhe-se uva sã. Uma vindima antecipada dá um vinho mais leve. <strong>Uma vindima com podridão dá um vinho com defeito, e isso não se corrige na adega</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/podridao-cinzenta-na-vindima-a-corrida-entre-a-maturacao-e-a-chuva-1789062436788.png" data-image="7vq33gln3m5e"><figcaption>Cacho já com bolor acinzentado visível, fase em que a perda de qualidade é inevitável. Fonte: Canva</figcaption></figure><p>Se, ao contrário, vier chuva ligeira seguida de dias de vento e sol, o cenário é outro. <strong>O vento é o melhor aliado que existe nesta altura, porque seca os cachos e trava o fungo</strong>. Nessas condições, e sem focos visíveis, vale a pena esperar.</p><p>Ao vindimar em situação de risco, separe. <strong>Não deixe cachos afetados entrarem na mesma caixa dos sãos</strong>, porque a podridão transmite ao vinho aromas e alterações que nenhuma correção posterior resolve.</p><h2>O que se prepara para o ano seguinte</h2><p>A prevenção real faz-se muito antes, e é sobretudo trabalho de arejamento.</p><p>Uma desfolha ligeira na zona dos cachos, feita no verão, deixa o ar circular e a humidade sair, e é a medida com maior efeito de todas. <strong>Evitar excesso de azoto também conta</strong>, porque folhagem exagerada mantém tudo húmido e produz bagos com pele mais fina.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="724865" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/vindimas-a-porta-no-douro-e-os-viticultores-com-perspetivas-de-enormes-dificuldades-no-escoamento-das-uvas.html" title="Vindimas à porta no Douro e os viticultores “com perspetivas de enormes dificuldades no escoamento das uvas”">Vindimas à porta no Douro e os viticultores “com perspetivas de enormes dificuldades no escoamento das uvas”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/vindimas-a-porta-no-douro-e-os-viticultores-com-perspetivas-de-enormes-dificuldades-no-escoamento-das-uvas.html" title="Vindimas à porta no Douro e os viticultores “com perspetivas de enormes dificuldades no escoamento das uvas”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vindimas-a-porta-no-douro-e-os-viticultores-com-perspetivas-de-enormes-dificuldades-no-escoamento-das-uvas-1755285263897_320.jpg" alt="Vindimas à porta no Douro e os viticultores “com perspetivas de enormes dificuldades no escoamento das uvas”"></a></article></aside><p>Nas próximas semanas, olhe para três valores na previsão da sua zona: a <strong>precipitação acumulada, a humidade das noites e o vento</strong>. Em regiões como o Douro ou o Dão, uma semana de vento depois da chuva pode salvar uma colheita que parecia perdida.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/podridao-cinzenta-na-vindima-a-corrida-entre-a-maturacao-e-a-chuva.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Anna Atkins, a pioneira que fez da luz uma ferramenta para a ciência]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/anna-atkins-a-pioneira-que-fez-da-luz-uma-ferramenta-para-a-ciencia.html</link><pubDate>Sun, 13 Sep 2026 07:02:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>No século XIX, Anna Atkins encontrou nas algas uma matéria-prima inesperada para revolucionar a representação científica através da fotografia. Vamos descobrir mais um pouco sobre a sua história!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/anna-atkins-a-pioneira-que-fez-da-luz-uma-ferramenta-para-a-ciencia-1789109956802.jpg" data-image="wbbqoszfkqbl" alt="Anna Atkins" title="Anna Atkins"><figcaption>Anna Atkins utilizou as algas e a luz do sol para criar algumas das primeiras imagens fotográficas da história, transformando ciência em arte. Fonte: Revista CULT</figcaption></figure><p>Quando se pensa na <strong>história da fotografia</strong>, é fácil imaginar câmaras antigas e retratos a preto e branco. Mas algumas das imagens mais importantes dos primeiros tempos da fotografia não foram feitas com uma câmara. Foram <strong>criadas com plantas, luz solar, água e uma folha de papel sensível</strong>.</p><p>Assim, a 16 de março de 1799, Anna Atkins nasceu em Tonbridge, no condado de Kent, em Inglaterra, e <strong>cresceu num ambiente pouco comum para uma mulher do seu tempo</strong>.</p><p>O seu pai, John George Children, era cientista e trabalhava no <em>British Museum</em>, e mantinha contactos próximos com investigadores e instituições científicas. Foi através dele que Anna <strong>teve acesso desde bem cedo ao mundo da ciência</strong>, desenvolvendo um particular interesse pela botânica e pela ilustração científica.</p><p>Ainda jovem, revelou <strong>talento para representar espécies naturais com grande rigor</strong>. Participou na ilustração da tradução inglesa de uma <strong>obra de Jean-Baptiste de Lamarck dedicada às conchas, produzindo centenas de desenhos cientificamente detalhados</strong>. No entanto foi uma nova tecnologia, que mudou o rumo do seu trabalho.</p><h2>A descoberta do azul</h2><p>Na década de 1830, a fotografia começava a transformar a forma como o mundo podia ser registado. Anna Atkins <strong>encontrava-se próxima de algumas das figuras fundamentais desse processo, entre elas William Henry Fox Talbot e John Herschel</strong>. Este último desenvolveu, em 1842, uma técnica fotográfica conhecida como <strong>cianotipia</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="607971" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/botanica-a-area-que-deveria-ser-mais-estudada-para-consciencializar-sobre-as-alteracoes-climaticas-ensino.html" title="Botânica: a área que deveria ser mais estudada para consciencializar sobre as alterações climáticas">Botânica: a área que deveria ser mais estudada para consciencializar sobre as alterações climáticas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/botanica-a-area-que-deveria-ser-mais-estudada-para-consciencializar-sobre-as-alteracoes-climaticas-ensino.html" title="Botânica: a área que deveria ser mais estudada para consciencializar sobre as alterações climáticas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/botany-should-be-taught-more-widely-schools-promote-climate-change-awareness-study-1701866883509_320.jpeg" alt="Botânica: a área que deveria ser mais estudada para consciencializar sobre as alterações climáticas"></a></article></aside><p>O processo era relativamente simples. Um <strong>papel era revestido com uma solução de sais de ferro e colocado ao sol com um objeto diretamente sobre a sua superfície</strong>. A luz provocava uma reação química que deixava o papel com uma intensa tonalidade azul, enquanto as zonas protegidas pelo objeto permaneciam claras. Depois de lavado e seco, surgia a silhueta do espécime.</p><p>Atkins percebeu rapidamente o potencial desta técnica para a botânica. Em vez de desenhar uma planta, <strong>podia colocá-la diretamente sobre o papel e deixar que a própria natureza produzisse a imagem</strong>. E escolheu como protagonistas as <strong>algas</strong>.</p><h2>Um livro feito de luz</h2><p>Em 1843, Anna Atkins começou a publicar <em>Photographs of British Algae: Cyanotype Impressions</em>. A obra pretendia complementar o <strong>manual de algas britânicas de William Henry Harvey, publicado em 1841</strong>, que não possuía as ilustrações que Atkins considerava necessárias.</p><p>O resultado era extraordinariamente diferente dos livros científicos tradicionais, pois em vez de gravuras ou desenhos, <strong>cada página apresentava uma impressão fotográfica azul e branca do espécime</strong>.</p><div class="texto-destacado">“<strong>A dificuldade de fazer desenhos rigorosos de objetos tão pequenos como muitas das algas e confervas levou-me a recorrer ao belo processo de cianotipia de Sir John Herschel.</strong>” <br><br>De acordo com a sua publicação na Royal Society, <em>Enlightened letters</em>.</div><p>Atkins produziu o trabalho ao longo de cerca de uma década, até 1853, organizando-o em três volumes. A <em>Royal Society</em> <strong>refere mais de 400 imagens fotográficas</strong>, enquanto o exemplar da própria instituição reúne 425 placas, além de algumas duplicadas.</p><p>Cada impressão tinha, porém, uma particularidade, como não existia um negativo a partir do qual fossem feitas várias cópias, cada imagem precisava de ser produzida individualmente. <strong>A delicadeza das algas, a necessidade de as posicionar cuidadosamente e a dependência da luz solar </strong>tornavam o processo minucioso e imprevisível.</p><h2>Ciência com uma dimensão artística</h2><p>O trabalho de Atkins não era apenas uma forma de catalogar espécies. As suas composições mostram também uma preocupação estética evidente. <strong>As delicadas estruturas das algas destacam-se contra fundos de azul profundo</strong>, criando imagens que parecem simultaneamente científicas e artísticas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/anna-atkins-a-pioneira-que-fez-da-luz-uma-ferramenta-para-a-ciencia-1789110172103.jpg" data-image="n1b0hbbmbhoo" alt="Utilização de algas" title="Utilização de algas"><figcaption>As delicadas silhuetas azuis das algas revelam o pioneirismo de Anna Atkins e a sua forma inovadora de documentar o mundo natural. Fonte: The Guardian</figcaption></figure><p>Essa combinação ajudou a dar à <strong>cianotipia</strong> uma vida muito para além da obra de Atkins. <strong>A técnica viria a ser utilizada posteriormente na reprodução de desenhos técnicos e plantas de arquitetura e engenharia</strong>, originando o termo inglês <em>blueprint</em>.</p><p>Atkins continuou também a trabalhar com outras plantas, incluindo fetos, em colaboração com a amiga Anne Dixon. A sua <strong>coleção botânica chegou a reunir cerca de 1500 exemplares</strong> de plantas e algas.</p><h2>Uma pioneira durante muito tempo esquecida</h2><p>A importância de Anna Atkins ultrapassa a própria botânica. O seu livro é considerado a <strong>primeira publicação ilustrada fotograficamente</strong> e é frequentemente apontado como o <strong>primeiro verdadeiro <em>photobook</em> da história</strong>.</p><p>A sua obra surgiu numa época em que <strong>as mulheres enfrentavam fortes limitações no acesso à ciência e à educação</strong>. A botânica e a ilustração eram algumas das poucas áreas científicas socialmente aceitáveis para mulheres, mas Atkins conseguiu transformar esse espaço numa oportunidade para experimentar uma tecnologia completamente nova.</p><p>Anna morreu a 9 de junho de 1871, mas <strong>as suas imagens sobreviveram</strong>. Hoje, as cianotipias de Anna Atkins são observadas tanto como documentos científicos como obras de arte.</p><p>O que começou como uma tentativa de representar fielmente algumas das formas mais delicadas do mundo vegetal acabou por mudar a própria história da fotografia.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/anna-atkins-a-pioneira-que-fez-da-luz-uma-ferramenta-para-a-ciencia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Astronauta Don Pettit compara de que forma as luzes noturnas das cidades mudaram após 23 anos no espaço]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/astronauta-don-pettit-compara-como-as-luzes-noturnas-das-cidades-mudaram-apos-23-anos-no-espaco.html</link><pubDate>Sun, 13 Sep 2026 06:02:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Por mais de duas décadas, o astronauta Donald Roy Pettit fotografou as cidades da Terra a partir da Estação Espacial Internacional. As suas imagens permitem observar uma transformação silenciosa: o característico brilho amarelo da iluminação de rua está a desaparecer.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-astronauta-de-la-nasa-compara-las-vistas-nocturnas-de-las-ciudades-tras-23-anos-de-observacion-1788802149759.jpg" data-image="fyyzjhh9h2p0"><figcaption>Iluminação noturna nos países do sul da Europa e do norte da África.</figcaption></figure><p>Quando, há 23 anos, o <strong>astronauta da NASA Donald Roy Pettit</strong> começou a construir um verdadeiro arquivo visual sobre a evolução da iluminação noturna da Terra, mal podia imaginar que chegaria a uma conclusão inusitada: as cidades mudam de cor. <strong>Ao longo das suas quatro missões à Estação Espacial Internacional </strong>(ISS, na sigla em inglês), Pettit <strong>fotografou cidades de todo o mundo</strong>.</p><p>Agora, ele<strong> reuniu algumas dessas imagens</strong> para mostrar uma transição que se torna especialmente evidente a partir do espaço: a mudança das tradicionais lâmpadas de vapor de sódio — responsáveis por grande parte do característico tom amarelado e alaranjado das cidades — para os sistemas de iluminação LED, muito mais variados em termos de cor.</p><h2>23 anos a observar como a Terra muda</h2><p>Pettit<strong> começou a fotografar cidades à noite </strong>durante a sua primeira estadia na ISS, a Expedição 6, entre 2002 e <strong>2003</strong>. Estas primeiras imagens também apresentaram um desafio técnico significativo: a estação espacial move-se a cerca de 28.000 quilómetros por hora, pelo que exposições relativamente longas poderiam transformar as luzes urbanas em pontos desfocados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-astronauta-de-la-nasa-compara-las-vistas-nocturnas-de-las-ciudades-tras-23-anos-de-observacion-1788802359051.png" data-image="kfbuoxqaihya"><figcaption>Durante a sua carreira como astronauta, Donald Roy Pettit documentou a mudança na iluminação das cidades a partir do espaço.</figcaption></figure><p>Para resolver o problema, o astronauta usou peças disponíveis na estação para construir um sistema de rastreamento conhecido como<em> barn door tracker </em>(ou rastreador de "porta de celeiro"), capaz de compensar o movimento orbital e permitir exposições mais longas. Graças a essa solução artesanal, ele obteve algumas das <strong>primeiras fotografias nítidas de cidades à noite feitas a partir da ISS</strong>.</p><p>Mais de duas décadas depois, a tecnologia fotográfica mudou radicalmente. Pettit regressou à estação em setembro de 2024 e, durante a sua última missão — correspondente às Expedições 71 e 72 —, continuou a fotografar as luzes de <strong>cidades como Paris, Istambul, Lima, Osaka, Pequim, Casablanca, Riad e Maracaibo </strong>a partir da órbita da Terra.</p><h2>Miami, o exemplo mais marcante</h2><p>Uma das comparações que ele compartilhou agora na sua conta na rede social X (antigo <em>Twitter</em>) é especialmente reveladora: <strong>Miami, fotografada a partir da ISS em 2012 e novamente em 2025</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">I have spent 23 years documenting the global LED transition of city lighting from space.<br><br>Across my 4 missions to the ISS, I have photographed every major city on Earth, building a data set of the gradual replacement of sodium vapor lighting with LEDs.<br><br>The warmer, yellow-orange <a href="https://t.co/gNNiEULpkr">https://t.co/gNNiEULpkr</a> <a href="https://t.co/ChFbj8Jtgs">pic.twitter.com/ChFbj8Jtgs</a></p>— Don Pettit (@astro_Pettit) <a href="https://x.com/astro_Pettit/status/2096763479143469206?ref_src=twsrc%5Etfw">September 7, 2026</a></blockquote></figure><p>Na <strong>imagem mais antiga</strong>, predomina o<strong> tom amarelo-alaranjado das lâmpadas de vapor de sódio</strong>. Já na <strong>fotografia mais recente, a cidade apresenta um aspecto muito mais branco e multicolorido</strong>. O próprio Pettit aponta que a mudança é especialmente visível na malha urbana, que agora parece se destacar com muito mais intensidade.</p><p>Não se trata de uma transformação exclusiva de Miami. O astronauta explica que observou o <strong>mesmo processo de substituição progressiva das antigas tecnologias de iluminação por LED em cidades de todo o mundo</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/raios-incendios-e-luzes-de-cidades-imagens-de-tirar-o-folego-vistas-da-estacao-espacial-internacional-confira.html" title="Raios, incêndios e luzes de cidades: imagens de tirar o fôlego vistas da Estação Espacial Internacional; confira">Raios, incêndios e luzes de cidades: imagens de tirar o fôlego vistas da Estação Espacial Internacional; confira</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/raios-incendios-e-luzes-de-cidades-imagens-de-tirar-o-folego-vistas-da-estacao-espacial-internacional-confira.html" title="Raios, incêndios e luzes de cidades: imagens de tirar o fôlego vistas da Estação Espacial Internacional; confira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/video-impactante-espectaculo-de-llamas-relampagos-y-luces-en-el-sudeste-de-asia-vistos-desde-el-espacio-por-la-iss-1760687340051_320.png" alt="Raios, incêndios e luzes de cidades: imagens de tirar o fôlego vistas da Estação Espacial Internacional; confira"></a></article></aside><p>A NASA também documentou esta mudança a partir da órbita. Nos seus materiais sobre <strong>poluição luminosa</strong>, a agência aponta que as novas luzes LED podem destacar-se claramente em relação às antigas luminárias, mesmo quando vistas do espaço.</p><h2>Fotografias de interesse científico</h2><p>As imagens noturnas tiradas pelos astronautas também têm interesse científico. <strong>As luzes permitem estudar a expansão urbana, a distribuição populacional e as características das cidades</strong>. Da ISS, as fotografias podem oferecer altíssima resolução espacial e fornecer informações complementares às obtidas por satélites especializados.</p><p>A iluminação também conta uma história sobre as <strong>decisões energéticas de cada território</strong>. A mudança para LEDs responde, entre outros fatores, à sua maior eficiência, à possibilidade de controlar melhor a intensidade e o funcionamento das luminárias e às significativas poupanças de energia e manutenção que acarretam.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Hong Kong Bay Area, China 2025 vs 2003<br><br>Hong Kong has retained much of its older lighting while the nearby city of Shenzhen is entirely multi-colored LEDs! A unique visual of the differences between the special administrative region and the Chinese mainland. <a href="https://t.co/5AoNHNsCpq">pic.twitter.com/5AoNHNsCpq</a></p>— Don Pettit (@astro_Pettit) <a href="https://x.com/astro_Pettit/status/2096763486843891850?ref_src=twsrc%5Etfw">September 7, 2026</a></blockquote></figure><p>O lado negativo desta transição é que o excesso de luz e o brilho noturno decorrentes do uso de LEDs têm <strong>consequências para a observação do céu e para os ecossistemas</strong>. De fato, o próprio Pettit apontou que, quanto mais visível uma cidade é do espaço, mais difícil se torna contemplar as estrelas a partir dela.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="NASA" data-year="2024" data-title="The%20Non-Stop%20Scientist" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nasa.gov%2Fpodcasts%2Fhouston-we-have-a-podcast%2Fthe-non-stop-scientist%2F">NASA. (2024). <a href="https://www.nasa.gov/podcasts/houston-we-have-a-podcast/the-non-stop-scientist/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The Non-Stop Scientist</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/astronauta-don-pettit-compara-como-as-luzes-noturnas-das-cidades-mudaram-apos-23-anos-no-espaco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nesta ilha grega viaja-se de bicicleta ou a cavalo. E talvez seja isso que a torna tão especial]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/nesta-ilha-grega-viaja-se-de-bicicleta-ou-a-cavalo-e-talvez-seja-isso-que-a-torna-tao-especial.html</link><pubDate>Sun, 13 Sep 2026 05:04:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Praias de águas cristalinas, ruas tranquilas e um ritmo de vida sem pressas fazem deste destino um dos segredos melhor guardados da Grécia.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nesta-ilha-grega-viaja-se-de-bicicleta-ou-a-cavalo-e-talvez-seja-isso-que-a-torna-tao-especial-1785776082781.jpg" data-image="7xds2kxg8i0d" alt="Spetses" title="Spetses"><figcaption>A ilha grega onde os cavalos ainda fazem parte do trânsito. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Santorini, Mykonos ou Creta? Quando pensa nas <strong>ilhas gregas</strong>, qual destes nomes lhe surge primeiro? </p><p>Independentemente da resposta, apostamos que será sempre uma destas opções. O que nem sempre é bom. Afinal, longe da ribalta dos destinos mais conhecidos, há nomes que merecem um pouco de atenção. É o caso desta pequena ilha no Golfo Sarónico. </p><p>E porque é que o dizemos? Porque <strong>continua longe das multidões</strong>. Aliás, aqui o maior luxo é outro: o silêncio. Curioso?</p><div class="texto-destacado">Estamos a falar da ilha Spetses, um daqueles destinos onde a frase “o tempo parece andar mais devagar”, deixa de ser um cliché para se tornar realidade.</div><p>Situada a cerca de duas horas de<em> ferry</em> de Atenas, Spetses conquistou fama pela sua elegância discreta, pelas mansões neoclássicas, pelos pinhais que chegam quase ao mar e por uma particularidade que continua a surpreender muitos visitantes:<strong> os carros particulares praticamente não circulam na ilha</strong>. Na verdade, a maior parte das deslocações faz-se a pé, de bicicleta, de mota, em táxi, de barco ou nas tradicionais carruagens puxadas por cavalos, que continuam a fazer parte da paisagem local.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="759458" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/nem-carros-nem-motas-nesta-ilha-todos-andam-a-cavalo.html" title="Nem carros, nem motas: nesta ilha todos andam a cavalo">Nem carros, nem motas: nesta ilha todos andam a cavalo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/nem-carros-nem-motas-nesta-ilha-todos-andam-a-cavalo.html" title="Nem carros, nem motas: nesta ilha todos andam a cavalo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nem-carros-nem-motas-nesta-ilha-todos-andam-a-cavalo-1773786592720_320.jpg" alt="Nem carros, nem motas: nesta ilha todos andam a cavalo"></a></article></aside><p>É precisamente essa ausência de trânsito intenso que transforma qualquer passeio numa experiência diferente. <strong>Em vez de buzinas, ouvem-se as ondas, o som dos cascos dos cavalos nas ruas</strong> empedradas e as conversas descontraídas nas esplanadas junto ao porto.</p><p>“Em Spetses, o luxo não se mede em<em> beach clubs </em>nem em filas para fotografias”, garante a ‘Travel Magg’. “Mede-se no silêncio. No som das ferraduras a ecoar nas ruas de pedra. No facto raro de ainda existir uma ilha grega onde<strong> os carros praticamente não entram</strong>.”</p><h2>Uma ilha que merece entrar na sua bucket list</h2><p>Quando se fala em Spetses, <strong>Dapia</strong> é mencionado frequentemente como o coração da ilha. É aqui, neste porto principal, afinal, que chegam os ferries vindos do Pireu e onde começa praticamente toda a vida da ilha. </p><div class="texto-destacado">Cafés, restaurantes, pequenas lojas e edifícios históricos rodeiam a marginal, enquanto os tradicionais mosaicos de seixos decoram parte do passeio marítimo.</div><p>Se quer um conselho, anote: vale a pena perder-se pelas ruas estreitas, observar as casas senhoriais e seguir até ao Porto Antigo (Palio Limani), uma das zonas mais fotogénicas da ilha. Ao final da tarde, os barcos de pesca dividem espaço com elegantes iates e o ambiente torna-se especialmente animado, mas sem perder o charme tranquilo que distingue Spetses.</p><p>Além disso, uma das melhores formas de conhecer a ilha é <strong>percorrer a estrada costeira</strong>, com cerca de 25 quilómetros, de bicicleta ou numa<em> scooter</em>. Este percurso permite descobrir enseadas escondidas, pequenas capelas, miradouros e praias paradisíacas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nesta-ilha-grega-viaja-se-de-bicicleta-ou-a-cavalo-e-talvez-seja-isso-que-a-torna-tao-especial-1785776786362.jpg" data-image="0f212lhcqguq" alt="Spetses" title="Spetses"><figcaption>Vale a pena conhecer. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Sim, porque, apesar de pequena,<strong> Spetses reúne praias para todos os gostos</strong>. Agia Paraskevi, por exemplo, é uma das mais procuradas graças às águas calmas e transparentes. Já Zogeria, rodeada por um pinhal, mantém um ambiente mais selvagem e é frequentemente considerada uma das mais bonitas da ilha. Em Agioi Anargyroi, além dos mergulhos, pode aproveitar para visitar a gruta de Bekiris, acessível por mar ou através de um pequeno trilho.</p><p>Para quem prefere ficar perto da vila, é possível encontrar também boas opções. Agios Mamas ou Agia Marina são duas delas.</p><p>Entre tantas opções, não nos surpreende saber, portanto, que <strong>Spetses também conquistou Hollywood</strong>. Aliás, algumas cenas dos filmes "A Filha Perdida" (realizado por Maggie Gyllenhaal) e “Glass Onion: Um Mistério Knives Out” foram gravadas na ilha.</p><h2>Não é caso único</h2><p>Spetses não está sozinha nesta forma de viver sem trânsito. A poucos quilómetros de distância fica<strong> Hydra</strong>, outra ilha do Golfo Sarónico onde o automóvel também praticamente desapareceu da paisagem.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="720105" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/esta-e-a-praia-mais-estranha-e-hipnotizante-da-grecia.html" title="Esta é a praia mais estranha (e hipnotizante) da Grécia">Esta é a praia mais estranha (e hipnotizante) da Grécia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/esta-e-a-praia-mais-estranha-e-hipnotizante-da-grecia.html" title="Esta é a praia mais estranha (e hipnotizante) da Grécia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esta-e-a-praia-mais-estranha-e-hipnotizante-da-grecia-1752687698690_320.jpg" alt="Esta é a praia mais estranha (e hipnotizante) da Grécia"></a></article></aside><p>A diferença é que <strong>Hydra leva a ideia ainda mais longe</strong>. Desde a década de 1950 que carros, motas e até bicicletas estão proibidos, com raras exceções para alguns veículos de serviço. </p><div class="texto-destacado">Quem chega desloca-se exclusivamente a pé, de barco, ou recorre aos burros, mulas e cavalos que continuam a assegurar grande parte do transporte de pessoas e mercadorias.</div><p>Apesar de ambas as ilhas partilharem um ambiente tranquilo e um património arquitetónico muito bem preservado, as duas oferecem <strong>experiências diferentes</strong>. Enquanto Hydra é totalmente dedicada aos percursos pedestres, Spetses permite maior liberdade para explorar a costa de bicicleta ou de scooter, mantendo ainda assim uma forte limitação ao uso de automóveis particulares.</p><h2>Como chegar a Spetses</h2><p>E<strong> como é que pode chegar a Spetses</strong>? A forma mais simples passa por voar de Lisboa para Atenas e seguir até ao porto do Pireu, de onde partem diariamente ferries rápidos para Spetses. A viagem demora, em média, entre duas e três horas.</p><p>Outra alternativa bastante utilizada consiste em seguir de carro até Kosta, no Peloponeso, estacionar no continente e fazer a curta travessia de ferry ou táxi aquático até à ilha, que demora apenas alguns minutos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Travel%20Magg%2C%20Costa%2C%20R" data-year="2026" data-title="Nesta%20ilha%20grega%20pouco%20conhecida%20n%C3%A3o%20h%C3%A1%20carros%20(mas%20h%C3%A1%20praias%20paradis%C3%ADacas)" data-url="https%3A%2F%2Ftravelmagg.sapo.pt%2Feuropa%2Fartigos%2Filha-grega-sem-carros-spetses-o-que-ver">Travel Magg, Costa, R. (2026). <a href="https://travelmagg.sapo.pt/europa/artigos/ilha-grega-sem-carros-spetses-o-que-ver" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Nesta ilha grega pouco conhecida não há carros (mas há praias paradisíacas)</a>.</cite><br><cite data-author="National%20Geographic%20Portugal%2C%20Buckley%2C%20Julia" data-year="2026" data-title="Bem-vindo%20a%20Hydra%2C%20a%20ilha%20grega%20que%20disse%20%E2%80%98n%C3%A3o%2C%20obrigada%E2%80%99%20aos%20carros" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nationalgeographic.pt%2Fviagens%2Fbem-vindo-hydra-ilha-grega-que-disse-nao-obrigada-carros_4904">National Geographic Portugal, Buckley, Julia. (2026). <a href="https://www.nationalgeographic.pt/viagens/bem-vindo-hydra-ilha-grega-que-disse-nao-obrigada-carros_4904" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Bem-vindo a Hydra, a ilha grega que disse ‘não, obrigada’ aos carros</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/nesta-ilha-grega-viaja-se-de-bicicleta-ou-a-cavalo-e-talvez-seja-isso-que-a-torna-tao-especial.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Primeiro estudo do Lancet Countdown sobre alterações climáticas alerta: as cidades estão a sufocar e a adoecer]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/primeiro-estudo-do-lancet-countdown-sobre-mudanca-climatica-alerta-as-cidades-estao-sufocando-e-adoecendo.html</link><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 12:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O primeiro relatório do Lancet Countdown sobre Saúde e Mudanças Climáticas nas Cidades da Europa acaba de apresentar dados científicos e transmite uma mensagem clara: os riscos para a saúde crescem mais rapidamente do que a resposta dada aos mesmos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-primer-estudio-de-lancet-countdown-sobre-salud-y-cambio-climatico-alerta-esta-asfixiando-y-enfermando-a-las-ciudades-1789018922838.jpg" data-image="5r3lzgat34le"><figcaption>As cidades estão doentes e não estamos a agir rápido. É o alerta deste primeiro estudo do Lancet Countdown.</figcaption></figure><p>Durante anos, falamos sobre as <strong>alterações</strong><strong> climáticas </strong>como um problema ambiental. No entanto, a realidade é que estas <strong>estão a afetar a nossa saúde</strong>, especialmente nas cidades. O primeiro<strong> relatório do </strong><em><strong>Lancet Countdown</strong></em> sobre Saúde e Mudanças Climáticas nas Cidades da Europa quantifica uma situação que se torna mais evidente a cada verão.</p><p>Por trás disto, há dezenas de investigadores, universidades e organismos internacionais a analisar indicadores comparáveis ao longo do tempo para entender de que forma as alterações climáticas afetam a saúde. O relatório europeu completo utiliza 43 indicadores estruturados em cinco grandes áreas, abrangendo desde <strong>impactos diretos até ao financiamento ou políticas públicas</strong>.</p><p>Na versão específica para cidades, estes indicadores são aplicados à escala urbana: mais de 850 cidades, dados históricos, comparações entre décadas e métricas que permitem identificar tendências, contribuindo para a tomada de decisões. O <strong>calor extremo, a poluição, os incêndios florestais e as doenças transmitidas por vetores </strong>estão a intensificar os seus efeitos sobre a população, enquanto as medidas de adaptação avançam com demasiada lentidão.</p><h2>"Sempre esteve quente." Mas não desta forma</h2><p>As temperaturas elevadas sempre fizeram parte do verão. O que está a mudar é a sua<strong> intensidade e frequência</strong>, e isto afeta diretamente o impacto na saúde.</p><p>Um dos dados mais preocupantes é que a<strong> mortalidade associada ao calor aumentou 160,6% no sul da Europa </strong>em relação à década de 1990. E o problema não são apenas as ondas de calor.</p><div class="texto-destacado">Como aponta o Dr. José Chen (investigador do <em>Lancet Countdown Europe</em> no ISGlobal), os eventos extremos atuais não são fenómenos isolados, mas sim sintomas evidentes de um clima alterado que exige uma resposta urgente e integradora.</div><p>As <strong>noites equatoriais</strong> — aquelas em que a temperatura não cai abaixo de 25°C — <strong>estão a tornar-se cada vez mais frequentes</strong>. Sem este arrefecimento noturno, o organismo não se consegue recuperar adequadamente: o sono é prejudicado, o stress fisiológico aumenta e o sistema cardiovascular permanece sob esforço contínuo.</p><p>As <strong>consequências </strong>são particularmente significativas para idosos, pessoas com doenças crónicas ou trabalhadores que exercem as suas atividades ao ar livre.</p><h2>Cidades que são ilhas de calor</h2><p>Se no verão percebe uma diferença de temperatura entre um parque e uma avenida cercada por prédios, está a sentir o efeito da<strong> ilha de calor urbana</strong>.</p><p>As<strong> superfícies de alcatrão, o cimento e as construções</strong> acumulam energia durante o dia e libertam-na lentamente à noite. Como resultado, as cidades permanecem significativamente mais quentes do que as áreas ao seu redor.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-primer-estudio-de-lancet-countdown-sobre-salud-y-cambio-climatico-alerta-esta-asfixiando-y-enfermando-a-las-ciudades-1789018708592.jpeg" data-image="ma4szx4zja2b"><figcaption>O investimento é imprescindível para evitar as ilhas de calor nas cidades.</figcaption></figure><p>A boa notícia é que existem soluções eficazes. Sítios onde as<strong> áreas verdes</strong> foram ampliadas ou determinadas superfícies urbanas foram transformadas, o calor do verão diminuiu. De facto, isto ocorreu em 88% das cidades analisadas.</p><h2>Castellón e Granada: duas faces do mesmo fenómeno</h2><p>O relatório destaca dois casos em <strong>Espanha</strong>. Um deles é <strong>Castellón</strong>, onde a <strong>mortalidade atribuível ao calor extremo aumentou 553%</strong>. A alta humidade, a sucessão de noites quentes e o envelhecimento da população aumentam a vulnerabilidade às temperaturas elevadas.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Definición gráfica de "Isla de calor urbana" podemos observar en la capital como puede variar la temperatura según los barrios, en zonas más abiertas y expuestas como es el Albaicin hay 25° actuales a las 2:00 de la madrugada y por ejemplo en Arabial, Camino de Ronda 28° <a href="https://t.co/HO1XFPw1RN">pic.twitter.com/HO1XFPw1RN</a></p>— tiempo en Granada (@Granada_Meteo) <a href="https://x.com/Granada_Meteo/status/2069573273138991229?ref_src=twsrc%5Etfw">June 24, 2026</a></blockquote></figure><p>Em <strong>Granada</strong>, por sua vez, a <strong>escassez de arborização e a abundância de superfícies de cimento</strong> favorecem o acúmulo de calor durante o dia e dificultam o arrefecimento noturno. Alguns bairros chegam a comportar-se como verdadeiras armadilhas térmicas.</p><p>São dois exemplos concretos de uma realidade que se repete em numerosos centros urbanos europeus. Todos nós estamos a pensar na nossa cidade, e todos temos razão.</p><h2>O calor e as doenças emergentes</h2><p>O aumento das temperaturas favorece a expansão de espécies como o mosquito-tigre (<em>Aedes albopictus</em>), <strong>ampliando as áreas com condições favoráveis</strong> para doenças como a <strong>dengue ou a febre do Nilo Ocidental</strong>, que já causaram um aumento enorme de casos e mortes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-primer-estudio-de-lancet-countdown-sobre-salud-y-cambio-climatico-alerta-esta-asfixiando-y-enfermando-a-las-ciudades-1789018768141.jpg" data-image="2yjl257c6vad"><figcaption>Eventos extremos transformam as alterações climáticas num problema de saúde pública, além de ambiental: doenças, alergias, incêndios, inundações.</figcaption></figure><p>A forma como convivemos com o <strong>pólen </strong>também está a mudar. Muitas <strong>espécies de plantas alergénicas florescem mais cedo e prolongam a sua atividade por mais tempo</strong>, estendendo as temporadas das alergias e aumentando a exposição de milhões de pessoas. São mudanças com consequências para a saúde cada vez mais visíveis, às quais também é preciso adaptarmo-nos.</p><h2>Um toque de otimismo</h2><p>Nem todas as informações são negativas. As zonas de baixas emissões, a redução progressiva de poluentes atmosféricos e as <strong>melhorias na mobilidade urbana</strong> estão a contribuir para diminuir parte dos riscos relacionados com a qualidade do ar.</p><div class="texto-destacado">As normas de baixas emissões reduziram significativamente os picos letais de partículas finas e nitratos, diminuindo as mortes causadas pela má qualidade do ar.<ol></ol></div><p>Além disso, cada vez mais cidades apostam em modelos que favorecem tanto o clima quanto a saúde: mais transporte público, mais deslocações a pé, mais uso de bicicleta e <strong>menos dependência de veículos particulares</strong>. Os dados indicam benefícios para as cidades que adotam estas medidas, e estas devem ser exigidas.</p><h2>Um problema de financiamento... ou de distribuição de recursos</h2><p><strong>A maioria das cidades já conhece os riscos que enfrenta</strong>. Mais de 80% realizaram avaliações climáticas e dispõem de informações suficientes para planear ações. No entanto, concretizá-las é outra história.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787344" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-glaciologista-alerta-para-o-impacto-das-alteracoes-climaticas-nos-desastres-glaciares-entre-o-nepal-e-o-tibete.html" title="Um glaciologista alerta para o impacto das alterações climáticas nos desastres glaciares entre o Nepal e o Tibete">Um glaciologista alerta para o impacto das alterações climáticas nos desastres glaciares entre o Nepal e o Tibete</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-glaciologista-alerta-para-o-impacto-das-alteracoes-climaticas-nos-desastres-glaciares-entre-o-nepal-e-o-tibete.html" title="Um glaciologista alerta para o impacto das alterações climáticas nos desastres glaciares entre o Nepal e o Tibete"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/un-glaciologo-mette-in-guardia-sull-impatto-dei-cambiamenti-climatici-nei-disastri-glaciali-tra-nepal-e-tibet-1788368902482_320.png" alt="Um glaciologista alerta para o impacto das alterações climáticas nos desastres glaciares entre o Nepal e o Tibete"></a></article></aside><p>A <strong>falta de financiamento continua a ser a principal barreira</strong>. 41,2% dos municípios apontam os recursos financeiros como o maior obstáculo para avançar em medidas de adaptação.</p><p>Em muitos casos, o conhecimento existe. O que falta é capacidade para transformá-lo em ação.</p><h2>Um problema ambiental... e sanitário</h2><p>Ou reconhecemos isto agora, ou estaremos atrasados: <strong>as alterações climáticas são um problema de saúde pública</strong>. Por isso, a adaptação climática não pode ser considerada uma questão exclusivamente ambiental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-primer-estudio-de-lancet-countdown-sobre-salud-y-cambio-climatico-alerta-esta-asfixiando-y-enfermando-a-las-ciudades-1789018553724.jpeg" data-image="jmfdjdeyyz3v"><figcaption>Falta financiamento para adotar as medidas necessárias para proteger a nossa saúde nas cidades.</figcaption></figure><p><strong>Mais árvores, menos alcatrão</strong>, refúgios climáticos acessíveis e cidades projetadas a pensar nas pessoas são medidas que protegem tanto o planeta quanto a nossa saúde. Não merecemos menos.</p><p>As <strong>evidências são sólidas</strong>. Sabemos o que está a acontecer e conhecemos muitas das soluções. Já entendemos o problema; falta avançar com soluções.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Chen-Xu%2C%20et%20al" data-year="2026" data-title="The%202026%20Europe%20Cities%20Report%20of%20the%20Lancet%20Countdown%20on%20health%20and%20climate%20change%3A%20cities%20at%20the%20forefront%20of%20climate%20change%20action" data-url="https%3A%2F%2Fwww.thelancet.com%2Fjournals%2Flanpub%2Farticle%2FPIIS2468-2667(26)00100-3%2Ffulltext">Chen-Xu, et al. (2026). <a href="https://www.thelancet.com/journals/lanpub/article/PIIS2468-2667(26)00100-3/fulltext" target="blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The 2026 Europe Cities Report of the Lancet Countdown on health and climate change: cities at the forefront of climate change action</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/primeiro-estudo-do-lancet-countdown-sobre-mudanca-climatica-alerta-as-cidades-estao-sufocando-e-adoecendo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Saiba porque é que a qualidade do ar está comprometida ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/saiba-porque-e-que-a-qualidade-do-ar-esta-comprometida.html</link><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 11:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Diferentes estudos científicos mostram que os poluentes atmosféricos são extremamente prejudiciais para o homem e para os ecossistemas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-porque-e-que-a-qualidade-do-ar-esta-comprometida-1789143774697.jpg" data-image="4w3sk0h26bn9" alt="Poluição" title="Poluição"><figcaption>A poluição atmosférica causa impactos a nível ambiental e a nível da saúde, podendo causar a morte.</figcaption></figure><p>O Boletim Anual sobre a Qualidade do Ar e do Clima da Organização Meteorológica Mundial, OMM, esclarece os<strong> impactos negativos dos aerossóis</strong>, incluindo as partículas finas, e do ozono troposférico na saúde humana.</p><h2>Boletim nº 6 da Qualidade do Ar e Clima da OMM</h2><p>Este boletim, que se baseia em observações de satélite, modelos atmosféricos, produtos de assimilação de dados, redes de monitorização e uma série de artigos escritos pela comunidade científica que aconselha a OMM em questões de qualidade do ar, foi divulgado no Dia Internacional do Ar Limpo para Céus Azuis, a 7 de setembro.</p><p>O sexto boletim da série apresenta uma visão geral dos aspetos mais importantes da qualidade do ar e das alterações climáticas em 2025, <strong>enfatizando as fortes ligações entre a qualidade do ar, o clima e a ação humana.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="725663" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-cientistas-advertem-o-calor-extremo-pode-piorar-a-qualidade-do-ar-que-respiramos.html" title="Os cientistas advertem: o calor extremo pode piorar a qualidade do ar que respiramos">Os cientistas advertem: o calor extremo pode piorar a qualidade do ar que respiramos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-cientistas-advertem-o-calor-extremo-pode-piorar-a-qualidade-do-ar-que-respiramos.html" title="Os cientistas advertem: o calor extremo pode piorar a qualidade do ar que respiramos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-cientistas-advertem-o-calor-extremo-pode-piorar-a-qualidade-do-ar-que-respiramos-1755766363215_320.png" alt="Os cientistas advertem: o calor extremo pode piorar a qualidade do ar que respiramos"></a></article></aside><p>O boletim centra-se particularmente nos aerossóis, incluindo concentrações globais de material particulado, interações aerossol-nuvem, deposição atmosférica, monitorização de bio aerossóis, fumo de incêndios florestais e ozono troposférico.</p><p>Além disso, destaca <strong>como a composição atmosférica afeta o clima</strong>, a saúde e a produtividade agrícola.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>São esclarecidos ainda os impactos negativos dos aerossóis, incluindo o material particulado, e do ozono troposférico na saúde humana.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O Material Particulado PM2,5 é composto por partículas e gotículas microscópicas com menos de 2,5 micrómetros (μm) de diâmetro, representando um risco para a saúde, uma vez que <strong>pode penetrar profundamente nos pulmões e na corrente sanguínea</strong>. É emitido por diversas fontes, como atividades industriais, agricultura, aquecimento residencial e transportes, bem como incêndios florestais e tempestades de poeira.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-porque-e-que-a-qualidade-do-ar-esta-comprometida-1789143945856.jpg" data-image="t5hgc08l4pi1" alt="Incêndios florestais" title="Incêndios florestais"><figcaption>Os incêndios florestais são umas das fontes que emitem as partículas microscópicas PM2,5 para a atmosfera.</figcaption></figure><p>O boletim refere que, em linha com as tendências dos últimos anos, as concentrações de PM2,5 em 2025 estiveram acima da média a longo prazo no Norte do Canadá, em parte da Federação Russa e na África centro-ocidental <strong>devido ao aumento da atividade dos incêndios</strong>. O noroeste de Espanha foi também um ponto crítico <strong>devido a incêndios excecionais no final do verão de 2025.</strong></p><p>Na Amazónia sul-americana, os incêndios foram relativamente menores em 2025 do que nos anos anteriores.</p><p>Os níveis de PM2,5 permaneceram abaixo da média de longo prazo na China em 2025, refletindo uma redução das emissões provenientes de atividades humanas. A Índia continua a apresentar níveis acima da média devido à queima de biomassa e a outros tipos de poluição. </p><div class="texto-destacado">Atendendo às alterações climáticas, os incêndios florestais extremos estão a tornar-se cada vez mais frequentes, acarretando graves consequências para a saúde devido à elevada toxicidade do fumo.</div><p>Embora as regulamentações na Europa e na América do Norte tenham reduzido as emissões industriais e de transporte de PM2,5, <strong>a exposição a PM2,5 proveniente de incêndios aumentou.</strong></p><div class="texto-destacado">Um estudo citado pelo Boletim da OMM indica que os eventos extremos de fumo de incêndios triplicaram globalmente desde a década de 1990, contribuindo para um número estimado de quase 100.000 mortes adicionais por ano entre 2010 e 2018, embora este número possa ser subestimado.</div><p>Também a poluição por ozono troposférico afeta a saúde humana, a agricultura e os ecossistemas e é um problema crescente devido às ondas de calor. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A exposição prolongada à poluição por ozono está associada a um aumento da mortalidade, principalmente por doenças respiratórias.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O aumento das temperaturas, as condições atmosféricas estagnadas e a intensa radiação solar promovem a formação de ozono troposférico, como demonstram estudos recentes durante as ondas de calor no sudeste dos EUA, na Europa e na China. <strong>Esta maior exposição à poluição por ozono tem o potencial de levar a dezenas de milhares de mortes prematuras adicionais.</strong></p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>De acordo com um dos estudos do boletim, olhando para o futuro, espera-se que os riscos para a saúde relacionados com o ozono se intensifiquem.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O boletim, fazendo referência aos aerossóis, alerta que <strong>as partículas de aerossol podem viajar longas distâncias desde as suas fontes, através dos oceanos e continentes</strong>, e podem alterar a forma como a atmosfera reflete a luz solar. Podem também alterar as propriedades químicas da terra e dos corpos de água, poluindo ambientes que, de outra forma, seriam limpos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-porque-e-que-a-qualidade-do-ar-esta-comprometida-1789144171266.jpg" data-image="5b9w1ezizq8n" alt="Poluição - plástico" title="Poluição - plástico"><figcaption>Com o aumento da produção de plástico e, principalmente, da deposição inadequada de resíduos plásticos aumenta a emissão de microplásticos para a atmosfera</figcaption></figure><p>Um exemplo são os microplásticos, formados quando os plásticos se degradam devido à luz solar e a outros fatores. Encontram-se em todo o lado, na atmosfera, na terra e no oceano. <strong>Estimam-se 51 milhões de toneladas de plástico em terra e 22 milhões de toneladas no oceano, que, por sua vez, são uma fonte de microplásticos para a atmosfera.</strong></p><h2>Conclusões e recomendações</h2><p>Uma das importantes conclusões deste relatório, é que o aumento da poluição provocada pelos incêndios florestais e pelas ondas de calor ameaçam <strong>comprometer os esforços internacionais para melhorar a qualidade do ar e proteger a saúde humana</strong> e os ecossistemas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É fundamental uma permanente monitorização a nível global de poluentes na atmosfera.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>A OMM destaca a necessidade de melhorar, a nível global, as observações atmosféricas de poluentes</strong> como o material particulado fino e o ozono troposférico, bem como de aerossóis como o carbono negro e os micro plásticos, que não são suficientemente monitorizados, apesar de serem disseminados e potencialmente prejudiciais para os ecossistemas.</p><p>O relatório sublinha a importância de políticas complementares e coordenadas sobre a qualidade do ar e o clima, uma vez que não podem ser tratadas isoladamente, pois estão interligados.</p><p>O boletim alerta que os <strong>eventos extremos de fumo dos incêndios triplicaram globalmente desde a década de 1990 e que os riscos para a saúde relacionados com o ozono devem intensificar-se com as alterações climáticas e as ondas de calor mais frequentes.</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="WMO" data-year="2026" data-title="WMO%20Air%20Quality%20and%20Climate%20Bulletin%2C%20No.%206%20-%20September%202026" data-url="https%3A%2F%2Fwmo.int%2Fresources%2Fpublication-series%2Fwmo-air-quality-and-climate-bulletin%2Fwmo-air-quality-and-climate-bulletin-no-6-september-2026">WMO. (2026). <a href="https://wmo.int/resources/publication-series/wmo-air-quality-and-climate-bulletin/wmo-air-quality-and-climate-bulletin-no-6-september-2026" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">WMO Air Quality and Climate Bulletin, No. 6 - September 2026</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/saiba-porque-e-que-a-qualidade-do-ar-esta-comprometida.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nem aborrecidos nem perigosos: os 5 países mais seguros e fáceis de percorrer se viaja sozinho]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/nem-aborrecidos-nem-perigosos-os-5-paises-mais-seguros-e-faceis-de-percorrer-se-viaja-sozinho.html</link><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 10:04:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Albânia, Alemanha, Vietname, Nova Zelândia e Uruguai são países que reúnem bons transportes, natureza, praias e opções para os percorrer sozinho e em total segurança.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ni-aburridos-ni-peligrosos-los-5-paises-mas-seguros-y-faciles-de-recorrer-si-viajas-solo-1787998279710.jpg" data-image="i8v5jmhgtpyd" alt="Mulher a viajar sozinha" title="Mulher a viajar sozinha"><figcaption>Cinco países seguros para viajar sozinho, com praias, natureza, cidades, cultura e opções para desfrutar da viagem ao seu ritmo.</figcaption></figure><p><strong>Viajar sozinho já não significa limitar a viagem a um único tipo de destino</strong>. Hoje em dia, a Albânia permite alternar entre praias, património histórico e águas termais, enquanto a Alemanha combina grandes cidades e uma rede de transportes públicos que facilita as deslocações. Por outro lado, o Vietname reúne gastronomia, história e paisagens naturais, enquanto a Nova Zelândia oferece roteiros, fiordes e atividades ao ar livre.</p><p><strong>O Uruguai propõe uma outra forma de viajar sozinho, com grande parte do seu atrativo ligado à costa atlântica e a Montevideu</strong>. Punta del Este, José Ignacio, Rocha e a capital oferecem alternativas para combinar o descanso e as visitas culturais. Esta seleção reúne cinco países com propostas muito diferentes para organizar uma viagem rápida sem depender de horários nem da companhia de outras pessoas.</p><h2>Albânia: viajar sozinho entre praias e património</h2><p>A Albânia destaca-se pela <strong>hospitalidade local e por uma combinação atraente de costa e áreas naturais</strong>. De facto, o país desperta cada vez mais interesse entre quem viaja sozinho. Perto de Saranda, o Olho Azul surpreende pelas suas águas transparentes e de um azul intenso. Para desfrutar do mar, a linha de costa oferece praias em Himarë, Dhërmi e Ksamil, a sul, e em Shëngjin, a norte.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/DVV-rHBA9KM/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=DVV-rHBA9KM" id="DVV-rHBA9KM"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Durante os meses frios, as Termas de Benja, em Përmet, permitem trocar a linha de costa pelas águas termais. Outro possível passeio parte de Tirana em direção a Berat, situada a cerca de duas horas de carro. A sua arquitetura reúne edifícios otomanos, castelos medievais, mesquitas e a Igreja da Santíssima Trindade. Além disso,<strong> Berat e Gjirokastër são cidades que integram o Património Mundial da UNESCO</strong>.</p><h2>Alemanha: cidades fascinantes e mais de 20.000 castelos</h2><p>Berlim permite percorrer museus, locais históricos, parques, cafés e outros pontos de interesse de bicicleta. Munique é um excelente destino durante o Oktoberfest, embora não se deva esquecer que as suas animadas cervejarias ao ar livre funcionam durante o resto do ano. <strong>A cidade de Frankfurt oferece atrações como museus, boutiques, restaurantes, cafés e um belíssimo jardim botânico</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ni-aburridos-ni-peligrosos-los-5-paises-mas-seguros-y-faciles-de-recorrer-si-viajas-solo-1787998115496.jpeg" data-image="y30d7iln9uhn" alt="Castelo de Neuschwanstein, na Alemanha" title="Castelo de Neuschwanstein, na Alemanha"><figcaption>O Castelo de Neuschwanstein é uma das muitas atrações que a Alemanha oferece a todos aqueles que viajam sozinhos.</figcaption></figure><p>Para quem prefere fazer tours,<strong> a Alemanha tem mais de 20.000 castelos</strong>. Entre as visitas mais recomendadas estão as aos castelos do Liechtenstein e de Neuschwanstein. Além disso, os <strong>transportes públicos alemães facilitam as deslocações </strong>sem a necessidade de alugar um veículo — uma opção que pode sair cara quando se viaja sem dividir as despesas.</p><h2>Vietname: viajar sozinho entre a história, a gastronomia e a natureza</h2><p>Um bom ponto de partida no Vietname são as baías de Hạ Long e Bai Tu Long, de onde partem barcos que realizam passeios por paisagens naturais e águas azuis. <strong>O Vietname oferece ainda a possibilidade de visitar Sơn Đoòng, a maior gruta natural do mundo</strong>, através de uma excursão guiada. Em Hội An, o festival mensal da lua cheia transforma o rio Thu Bồn com centenas de lanternas flutuantes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ni-aburridos-ni-peligrosos-los-5-paises-mas-seguros-y-faciles-de-recorrer-si-viajas-solo-1787998497107.jpeg" data-image="yzts4t4xaf1g" alt="Sơn Đoòng, a maior gruta natural do mundo, é uma das muitas e espetaculares opções que o Vietname oferece a todos aqueles que descobrem o país por conta própria." title="Sơn Đoòng, a maior gruta natural do mundo, é uma das muitas e espetaculares opções que o Vietname oferece a todos aqueles que descobrem o país por conta própria."><figcaption>Sơn Đoòng, a maior gruta natural do mundo, é uma das muitas e espetaculares opções que o Vietname oferece a todos aqueles que descobrem o país por conta própria.</figcaption></figure><p>A cidade de Ho Chi Minh reúne gastronomia e história em torno do mercado de Bến Thành, onde se podem provar iguarias locais como o bánh xèo e o pho. O Museu de Vestígios da Guerra e os Túneis de Củ Chi são duas opções que permitem conhecer mais de perto a história da Guerra do Vietname. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781703" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ha-uma-tendencia-a-crescer-em-portugal-viajar-sozinho-nunca-fez-tanto-sentido.html" title="Há uma tendência a crescer em Portugal: viajar sozinho nunca fez tanto sentido">Há uma tendência a crescer em Portugal: viajar sozinho nunca fez tanto sentido</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ha-uma-tendencia-a-crescer-em-portugal-viajar-sozinho-nunca-fez-tanto-sentido.html" title="Há uma tendência a crescer em Portugal: viajar sozinho nunca fez tanto sentido"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ha-uma-tendencia-a-crescer-em-portugal-viajar-sozinho-nunca-fez-tanto-sentido-1785696802589_320.jpg" alt="Há uma tendência a crescer em Portugal: viajar sozinho nunca fez tanto sentido"></a></article></aside><p>Em Hanói, o lago Hoàn Kiếm e os locais históricos e culturais da capital completam o roteiro.</p><h2>Nova Zelândia: um país muito seguro para viajar sozinho</h2><p>A Nova Zelândia surge como uma opção comum entre os mochileiros, excursionistas e viajantes que percorrem o país por conta própria e sozinhos. Segundo o Índice Global da Paz de 2025, <strong>ocupa a terceira posição entre os países mais pacíficos do mundo</strong>. Milford Sound é um fiorde situado no sudoeste da Ilha do Sul da Nova Zelândia e é o local mais famoso do país. As suas paisagens reúnem águas de tonalidade escura, paredes rochosas que ultrapassam os 1.200 metros de altura e grandes cumes esculpidos ao longo de milhares de anos pela ação dos glaciares. </p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">In a hole in the ground... <br><br>Hobbiton Movie Set,<br>Matamata, NZ. <a href="https://t.co/y0AgaE2HfT">pic.twitter.com/y0AgaE2HfT</a></p>— Hobbiton Movie Set (@HobbitonTours) <a href="https://x.com/HobbitonTours/status/1235686689571512325?ref_src=twsrc%5Etfw">March 5, 2020</a></blockquote></figure><p>O glaciar Franz Josef pode ser visitado de helicóptero, enquanto a Tongariro Alpine Crossing oferece um percurso a pé. Waitomo conta com as suas famosas grutas, e a Baía de Plenty permite a observação de baleias. <strong>Um passeio dos mais originais é o ao Hobbiton Movie Set</strong>, o cenário de filmagem real utilizado para recriar o Shire nas trilogias cinematográficas de O Senhor dos Anéis e O Hobbit.</p><h2>Uruguai: praias para viajar sozinho e sem pressas</h2><p>O Uruguai oferece uma <strong>excelente alternativa para quem procura passar uns dias perto da costa, com praias e muitas horas de sol</strong>. Punta del Este concentra grande parte da oferta costeira, tendo a Playa Mansa e a Playa Brava como algumas das suas principais referências. Para quem procura zonas menos movimentadas, é possível seguir em direção a José Ignacio e Rocha, onde a costa atlântica oferece praias mais tranquilas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ni-aburridos-ni-peligrosos-los-5-paises-mas-seguros-y-faciles-de-recorrer-si-viajas-solo-1787998706196.jpeg" data-image="6o9uivdpdllp" alt="Punta del Este, no Uruguai" title="Punta del Este, no Uruguai"><figcaption>Punta del Este, no Uruguai, é um verdadeiro paraíso para os viajantes solitários que procuram praias bonitas e animadas.</figcaption></figure><p>A cidade de Montevideu oferece a possibilidade de combinar mar e cultura. <strong>A capital do Uruguai conta com praias, museus e locais históricos</strong>, bem como opções relacionadas com a música e a dança tradicional do candombe. Assim, este país sul-americano completa uma lista na qual cada país propõe uma forma diferente e segura de organizar uma viagem totalmente a solo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/nem-aborrecidos-nem-perigosos-os-5-paises-mais-seguros-e-faceis-de-percorrer-se-viaja-sozinho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Porque é que os especialistas recomendam aplicar fita adesiva nas rodas da mala antes de viajar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/porque-e-que-os-especialistas-recomendam-aplicar-fita-adesiva-nas-rodas-da-mala-antes-de-viajar.html</link><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A mala é um dos itens mais importantes para as nossas viagens. Graças a esta dica de especialista, pode evitar imprevistos e situações desagradáveis ao partir para a sua próxima viagem.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-recomiendan-poner-cinta-adhesiva-en-las-ruedas-de-tu-maleta-antes-de-documentarla-1788198859913.jpg" data-image="dnmtinq5ios5" alt="A aplicação da fita também ajuda a evitar que as rodas percam tração." title="A aplicação da fita também ajuda a evitar que as rodas percam tração."><figcaption>A aplicação da fita também ajuda a evitar que as rodas percam tração.</figcaption></figure><p>Com a chegada do fim de semana ou de um feriado, estamos a ultimar os preparativos para a nossa escapadinha — a arrumar os itens que queremos levar para romper com a rotina do dia a dia. <strong>Um dos elementos fundamentais para organizar a viagem é, sem dúvida, a mala</strong>, que nos acompanha até aquele destino inesquecível.</p><p>Para proteger e cuidar deste precioso item, existem várias recomendações e métodos que também ajudam a preservá-lo por mais tempo. Um deles, que se tornou recentemente viral, consiste na<strong> aplicação de fita adesiva nas rodas</strong>. Este truque ajuda a reduzir o ruído produzido pelas rodas.</p><div class="texto-destacado">Ao proteger a superfície de rolamento, evitamos transtornos e prolongamos a vida útil da bagagem, evitando assim despesas desnecessárias.</div><p>Além de proteger o material de que são feitas, <strong>isto melhora o deslocamento em superfícies desafiantes</strong>. Isto porque o plástico rígido das rodas gera ruído significativo ao entrar em contacto com diversas superfícies, como asfalto irregular, paralelos ou pisos de aeroportos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-recomiendan-poner-cinta-adhesiva-en-las-ruedas-de-tu-maleta-antes-de-documentarla-1788198450760.jpg" data-image="4vn9q1j788y5" alt="Com o tempo, as rodas desgastam-se e ficam obstruídas por pó e sujidade." title="Com o tempo, as rodas desgastam-se e ficam obstruídas por pó e sujidade."><figcaption>Com o tempo, as rodas desgastam-se e ficam obstruídas por pó e sujidade.</figcaption></figure><p>A aplicação de fita adesiva nas rodas da bagagem faz com que estas se comportem como pneus pneumáticos, <strong>ajudando a absorver as vibrações e eliminando quase por completo o ruído incómodo</strong> produzido durante a deslocação. A fita também ajuda a proteger as rodas contra o desgaste.</p><h2>Elimina praticamente todo o ruído e protege as rodas</h2><p>Este<strong> truque de muito baixo custo prolonga a vida útil das rodas</strong>, uma vez que o desgaste pode ser acelerado pelo atrito constante contra superfícies irregulares, pela presença de pequenas pedras ou pela abrasão provocada ao rodar sobre materiais como o asfalto.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Embora se possa pensar que qualquer tipo de fita adesiva serviria, na realidade, apenas certos tipos servem este propósito e aderem de forma eficaz. A opção mais recomendada é a fita de alta resistência conhecida por "duct tape" (fita americana).<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A aplicação de fita adesiva nas rodas <strong>também melhora a tração e a aderência</strong>: isso proporciona maior estabilidade em determinadas superfícies — como as lisas ou molhadas —, evitando que a mala deslize ou se desloque lateralmente, algo comum nos aeroportos, sobretudo quando se está com pressa.</p><h2>Evite problemas inesperados ou surpresas desagradáveis</h2><p>Isto também prolonga a vida útil da mala e, ao mesmo tempo,<strong> reduz o risco de uma ou mais rodas se partirem ou se soltarem durante a viagem</strong>. Além disso, no caso de a fita se soltar ou deteriorar, basta aplicar uma nova camada de fita adesiva.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-recomiendan-poner-cinta-adhesiva-en-las-ruedas-de-tu-maleta-antes-de-documentarla-1788198571447.jpg" data-image="m1aonlw9cpii" alt="Os pisos dos aeroportos são normalmente escorregadios, e as malas tendem a tombar." title="Os pisos dos aeroportos são normalmente escorregadios, e as malas tendem a tombar."><figcaption>Os pisos dos aeroportos são normalmente escorregadios, e as malas tendem a tombar.</figcaption></figure><p>Embora se possa pensar que qualquer tipo de fita adesiva serviria, na realidade, apenas certos tipos servem este propósito e aderem de forma eficaz. <strong>A opção mais recomendada é a "fita silver tape"</strong> (ou fita americana), devido à sua elevada resistência, impermeabilidade (como à água) e espessura.</p><h2>Os tipos de fita mais recomendados</h2><p>Outra boa alternativa é a <strong>fita de silicone autofusível</strong>: adere facilmente a si própria, criando uma camada de borracha elástica e altamente durável. Tem ainda a vantagem de não deixar resíduos pegajosos nas rodas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784580" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-turismo-comunitario-conheca-o-novo-paradigma-global-em-que-a-populacao-local-define-as-regras-da-viagem.html" title="O turismo comunitário: conheça o novo paradigma global em que a população local define as regras da viagem">O turismo comunitário: conheça o novo paradigma global em que a população local define as regras da viagem</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-turismo-comunitario-conheca-o-novo-paradigma-global-em-que-a-populacao-local-define-as-regras-da-viagem.html" title="O turismo comunitário: conheça o novo paradigma global em que a população local define as regras da viagem"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-turismo-comunitario-as-origens-de-regresso-1787309133056_320.png" alt="O turismo comunitário: conheça o novo paradigma global em que a população local define as regras da viagem"></a></article></aside><p>É importante <strong>evitar fitas como a fita-cola comum</strong>, pois rompem devido à fricção e à água. A fita isoladora preta comum também não é recomendada; é muito fina e tende a descolar das rodas quando exposta ao calor ou ao aumento da temperatura ambiente.</p><h3>Outras sugestões gerais</h3><p>É aconselhável <strong>limpar bem a superfície das rodas antes de utilizar esta técnica</strong>, especialmente para remover qualquer pó acumulado. O uso de um pano seco é uma boa opção para este efeito; garantir a aderência perfeita da fita é fundamental.</p><div class="texto-destacado">Assim que as rodas estiverem limpas, aplique a fita na superfície de rolamento, pressionando firmemente para evitar a formação de bolhas ou bolsas de ar. É fundamental não deixar as camadas de fita demasiado espessas; o excesso de volume pode fazer com que a roda bloqueie.</div><p>No final da viagem, verifique o estado das rodas: <strong>após vários dias de utilização, a fita pode acumular pó ou simplesmente soltar-se; a melhor opção é removê-la utilizando uma pequena quantidade de álcool</strong>. Com o tempo, esta técnica simples pode gerar poupanças, uma vez que a substituição de uma ou mais rodas pode representar uma despesa inesperada.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/porque-e-que-os-especialistas-recomendam-aplicar-fita-adesiva-nas-rodas-da-mala-antes-de-viajar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Picadas de mosquito podem revelar reação do nosso sistema imunitário ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/picadas-de-mosquito-podem-revelar-reacao-do-nosso-sistema-imunitario.html</link><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 08:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Nem todas as pessoas reagem da mesma forma às picadas de mosquito, sendo que, segundo os cientistas, a explicação está na complexa interação entre a saliva do inseto e o nosso sistema imunitário. Vem descobrir mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/picadas-de-mosquito-podem-revelar-reacao-do-nosso-sistema-imunitario-1788766103355.jpg" data-image="q2x5ypxh6548" alt="Picada de inseto" title="Picada de inseto"><figcaption>Uma picada de mosquito pode causar uma reação diferente em cada pessoa. </figcaption></figure><p><br>Para algumas pessoas, uma picada de mosquito desaparece quase sem deixar vestígios. No entanto para outras, <strong>transforma-se numa área vermelha, inchada e extremamente pruriginosa</strong> que pode permanecer durante vários dias.</p><p>A diferença não está necessariamente no número de picadas, mas na forma como o <strong>organismo reage à saliva do inseto</strong>.</p><h2>Tudo começa no momento da picada</h2><p>Quando um mosquito fêmea encontra uma pessoa, <strong>perfura a pele com a sua probóscide para conseguir chegar ao sangue</strong>. Durante este processo, injeta saliva no local. Essa saliva não serve apenas para facilitar a alimentação <strong>contém várias substâncias biologicamente ativas, incluindo proteínas</strong> que ajudam a impedir a coagulação do sangue e a manter o fluxo sanguíneo enquanto o mosquito se alimenta.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777071" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/porque-os-mosquitos-picam-mais-algumas-pessoas-do-que-outras-assim-e-o-sistema-sensorial-do-animal-mais-letal-do-mundo.html" title="Porque os mosquitos picam mais algumas pessoas do que outras: assim é o sistema sensorial do animal mais letal do mundo">Porque os mosquitos picam mais algumas pessoas do que outras: assim é o sistema sensorial do animal mais letal do mundo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/porque-os-mosquitos-picam-mais-algumas-pessoas-do-que-outras-assim-e-o-sistema-sensorial-do-animal-mais-letal-do-mundo.html" title="Porque os mosquitos picam mais algumas pessoas do que outras: assim é o sistema sensorial do animal mais letal do mundo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-los-mosquitos-suelen-picar-mas-a-unas-personas-que-a-otras-1782901538130_320.jpeg" alt="Porque os mosquitos picam mais algumas pessoas do que outras: assim é o sistema sensorial do animal mais letal do mundo"></a></article></aside><p>De acordo com um artigo avançado pelo <em>The Conversation</em>, é precisamente essa <strong>mistura de proteínas que desencadeia a resposta do sistema imunitário</strong>.<br>O organismo reconhece componentes da saliva como substâncias estranhas e desencadeia uma resposta inflamatória.</p><p>Entre os mecanismos envolvidos está a <strong>libertação de histamina</strong>, uma substância associada a sintomas como comichão, vermelhidão e inchaço. Mas a reação é mais complexa do que uma simples resposta alérgica.</p><h2>A saliva consegue alterar a resposta imunitária</h2><p>As substâncias presentes na saliva do mosquito <strong>conseguem modificar o ambiente imunitário junto à picada em poucos minutos</strong>. Entre os efeitos está a promoção de uma resposta conhecida como <em>Th2</em>, frequentemente associada a processos alérgicos.</p><div class="texto-destacado">“<strong>O tamanho da picada, a intensidade da comichão e a perceção de atratividade para os mosquitos estão fortemente relacionados.</strong>” <br><br>Segundo o estudo publicado na Oxford Academic.</div><p>Os vasos sanguíneos próximos tornam-se temporariamente mais permeáveis, permitindo a <strong>passagem de células e substâncias do sistema imunitário para os tecidos</strong>. O resultado é aquilo que conhecemos tão bem, a pele fica vermelha, quente, inchada e com uma vontade quase irresistível de coçar.</p><p>De acordo com um estudo genético publicado na <em>Oxford Academic</em>, em que envolveu mais de 84 mil pessoas, mostrou que <strong>há quem desenvolva apenas uma pequena marca e quem apresente grandes áreas inflamadas</strong>. Até no mesmo indivíduo a resposta pode mudar ao longo do tempo.</p><h2>Crianças podem reagir mais intensamente</h2><p>A idade é um dos fatores que pode ajudar a explicar estas diferenças.<br><strong>As crianças tendem a apresentar reações mais fortes</strong> porque tiveram menos oportunidades de exposição à saliva dos mosquitos. Com o contacto repetido, o sistema imunitário pode modificar a sua resposta e as reações tornar-se menos intensas.</p><p>O mesmo fenómeno ajuda a explicar por que razão uma pessoa <strong>pode reagir de forma diferente quando viaja para uma região onde existem outras espécies de mosquitos</strong>.</p><p>A saliva não é exatamente igual entre espécies. Assim, um organismo habituado aos componentes salivares dos mosquitos da sua região pode reagir de <strong>forma mais intensa quando entra em contacto com proteínas diferentes</strong>.</p><p>A genética também parece desempenhar um papel, uma vez que <strong>existem diferenças individuais na forma como o sistema imunitário regula a inflamação</strong>.</p><h2>Quando uma picada se transforma numa reação exagerada</h2><p>Na maioria dos casos, <strong>a reação é incómoda, mas não representa um problema grave</strong>. Existe, contudo, uma pequena percentagem de pessoas que desenvolve respostas locais muito mais intensas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/picadas-de-mosquito-podem-revelar-reacao-do-nosso-sistema-imunitario-1788766144272.jpg" data-image="8xn3yw5n6mou" alt="Comichão" title="Comichão"><figcaption>A saliva injetada pelo mosquito durante a picada contém proteínas que desencadeiam uma resposta inflamatória responsável pela vermelhidão, comichão e inchaço.</figcaption></figure><p>Uma dessas situações é conhecida como <strong>síndrome de Skeeter</strong>. O inchaço pode espalhar-se bastante para além do ponto onde ocorreu a picada e, por vezes, a reação pode ser confundida com uma infeção bacteriana da pele.</p><p>A síndrome está associada a uma <strong>resposta imunitária particularmente intensa às proteínas da saliva do mosquito</strong>. Apesar de impressionantes, as reações alérgicas graves provocadas por picadas são extremamente raras.</p><h2>O problema pode ir além da comichão</h2><p><strong>A saliva dos mosquitos interessa aos cientistas </strong>uma vez que pode influenciar a forma como determinados agentes patogénicos entram no organismo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="749437" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mosquitos-os-humanos-sao-a-sua-principal-fonte-de-alimento-devido-a-falta-de-florestas.html" title="Mosquitos: os humanos são a sua principal fonte de alimento devido à falta de florestas!">Mosquitos: os humanos são a sua principal fonte de alimento devido à falta de florestas!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mosquitos-os-humanos-sao-a-sua-principal-fonte-de-alimento-devido-a-falta-de-florestas.html" title="Mosquitos: os humanos são a sua principal fonte de alimento devido à falta de florestas!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-falta-de-bosque-esta-volviendo-a-los-humanos-el-alimento-principal-de-los-mosquitos-1768483576885_320.jpg" alt="Mosquitos: os humanos são a sua principal fonte de alimento devido à falta de florestas!"></a></article></aside><p>As alterações provocadas pela saliva no sistema imunitário da pele parecem poder facilitar, em determinadas circunstâncias, o <strong>estabelecimento inicial de vírus transmitidos por mosquitos</strong>, como os responsáveis pela dengue, pelo Zika e pela febre do Nilo Ocidental.</p><h3>O que fazer perante uma reação intensa?</h3><p>Uma <strong>compressa fria </strong>aplicada pouco depois da picada pode ajudar a diminuir o inchaço. <strong>Anti-histamínicos e alguns cremes corticosteroides de aplicação local </strong>podem também aliviar a comichão e a inflamação, quando adequados.</p><p>É igualmente importante <strong>evitar coçar, pois para além de prolongar a inflamação</strong>, as unhas podem provocar pequenas lesões na pele e aumentar o risco de infeção. Na eventualidade da zona ficar muito inchada, dolorosa ou se surgirem sintomas como febre, é aconselhável procurar avaliação médica.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Amy%20V.%20Jones%20%2C%20Mera%20Tilley%20%2C%20Alex%20Gutteridge%20%2C%20Craig%20Hyde%20%2C%20Michael%20Nagle%20%2C%20Daniel%20Ziemek%20%2C%20Donal%20Gorman%20%2C%20Eric%20B.%20Fauman%20%2C%20Xing%20Chen%20%2C%20Melissa%20R.%20Miller%20%2C%20Chao%20Tian%20%2C%20Youna%20Hu%20%2C%20David%20A.%20Hinds%20%2C%20Peter%20Cox%20%2C%20Serena%20Scollen" data-year="2017" data-title="GWAS%20of%20self-reported%20mosquito%20bite%20size%2C%20itch%20intensity%20and%20attractiveness%20to%20mosquitoes%20implicates%20immune-related%20predisposition%20loci" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1093%2Fhmg%2Fddx036">Amy V. Jones , Mera Tilley , Alex Gutteridge , Craig Hyde , Michael Nagle , Daniel Ziemek , Donal Gorman , Eric B. Fauman , Xing Chen , Melissa R. Miller , Chao Tian , Youna Hu , David A. Hinds , Peter Cox , Serena Scollen. (2017). <a href="https://doi.org/10.1093/hmg/ddx036" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">GWAS of self-reported mosquito bite size, itch intensity and attractiveness to mosquitoes implicates immune-related predisposition loci</a>.</cite><br><cite data-author="Khalid%20Beshir" data-year="2026" data-title="Por%20que%20algumas%20pessoas%20reagem%20t%C3%A3o%20mal%20%C3%A0s%20picadas%20de%20mosquito%3F%20A%20resposta%20est%C3%A1%20na%20saliva%20dos%20insetos" data-url="https%3A%2F%2Ftheconversation.com%2Fpor-que-algumas-pessoas-reagem-tao-mal-as-picadas-de-mosquito-a-resposta-esta-na-saliva-dos-insetos-290911">Khalid Beshir. (2026). <a href="https://theconversation.com/por-que-algumas-pessoas-reagem-tao-mal-as-picadas-de-mosquito-a-resposta-esta-na-saliva-dos-insetos-290911" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Por que algumas pessoas reagem tão mal às picadas de mosquito? A resposta está na saliva dos insetos</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/picadas-de-mosquito-podem-revelar-reacao-do-nosso-sistema-imunitario.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 10 ºC acima da média: os próximos dias registarão valores anómalos de temperatura em Portugal Continental]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-10-c-acima-da-media-os-proximos-dias-registarao-valores-anomalos-de-temperatura-em-portugal-continental.html</link><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 07:02:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Pelo menos até segunda-feira os valores de temperatura acima da média deverão cobrir praticamente toda a geografia continental de Portugal. Até 10 ºC acima da normal climatológica de referência é o que se espera.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb6v56a"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb6v56a.jpg" id="xb6v56a"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Tendo em conta as últimas previsões acerca do calor esperado para as próximas horas e dias, <strong>os nossos mapas de anomalia térmica mostram valores de temperatura muito acima da média</strong> para esta altura do ano.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Hoje, sábado, dar-se-á uma<strong> intensificação das anomalias térmicas positivas em praticamente todo o território continental</strong> e esta tendência deverá manter-se nos próximos dias, com o pico das anomalias a poder acontecer na segunda-feira, ainda que mesmo hoje e amanhã estas sejam elevadas.</p><h2>Até 10 ºC acima da normal climatológica de referência</h2><p>Ainda sobre o dia de hoje, são esperadas <strong>anomalias evidentes ao longo da faixa litoral e ainda nas regiões Centro e Sul</strong>, entre os 5 ºC e os 9 ºC, sendo que a anomalia mais baixa deverá ser registada em Aveiro e a mais elevada em Leiria e Lisboa, onde se esperam temperaturas máximas de 27 ºC e 34 ºC, respetivamente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-10-c-acima-da-media-os-proximos-dias-registarao-valores-anomalos-de-temperatura-em-portugal-continental-1789152706831.jpg" data-image="wvau5ckvq6tx" alt="anomalia térmica positiva a vermelho; nula a branco e negativa a azul." title="anomalia térmica positiva a vermelho; nula a branco e negativa a azul."><figcaption>As anomalias térmicas positivas vão ganhar expressão ao longo das próximas horas, podendo atingir o seu pico na segunda-feira, dia 14 de setembro, com vários locais a registar até 10 ºC acima da normal climatológica de referência.</figcaption></figure><p>Amanhã, domingo, as<strong> anomalias expressivas estendem-se ao interior Norte e Centro </strong>e aumentam em várias capitais de distrito do litoral. Faro poderá ser a capital com a anomalia positiva menos expressiva, devendo esta ser de até 3 ºC. As <strong>restantes capitais distritais deverão registar anomalias entre os 7 ºC e os 9 ºC</strong>, sendo que na faixa litoral Norte e Centro, à exceção de Leiria que contará com 8 ºC de anomalia, as restantes cidades deverão registar até 9 ºC acima da média.</p><p>Na segunda-feira, deverá haver uma capital de distrito, no caso <strong>Viseu, a alcançar os 10 ºC de anomalia térmica positiva</strong>, indicando temperaturas muito acima da média para esta época do ano. <strong>Faro e Viana do Castelo deverão registar as anomalias positivas mais baixas, com 2 ºC e 3 ºC</strong>, respetivamente. Aveiro vem de seguida com 5 ºC e Braga, Porto e Leiria, com 7 ºC, farão parte da lista de cidades com as anomalias não tão pronunciadas como as restantes, onde os valores deverão ser entre 8 ºC e 9 ºC.</p><h2>Anomalias térmicas negativas regressam na terça-feira</h2><p>De acordo com a mais recente atualização do ECMWF, o nosso modelo de referência, é <strong>esperada uma descida das temperaturas na próxima terça-feira</strong>, dia 15 de setembro. Esta descida contribuirá para um alívio térmico, especialmente no litoral Norte e Centro, <strong>trazendo de volta as anomalias negativas</strong> a esta área geográfica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788180" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/especialista-joana-campos-tranquiliza-este-episodio-de-temperaturas-elevadas-nao-lhe-deve-tirar-o-sono.html" title="Especialista Joana Campos tranquiliza: 'Este episódio de temperaturas elevadas não lhe deve tirar o sono'">Especialista Joana Campos tranquiliza: "Este episódio de temperaturas elevadas não lhe deve tirar o sono"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/especialista-joana-campos-tranquiliza-este-episodio-de-temperaturas-elevadas-nao-lhe-deve-tirar-o-sono.html" title="Especialista Joana Campos tranquiliza: 'Este episódio de temperaturas elevadas não lhe deve tirar o sono'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/especialista-joana-campos-tranquiliza-este-episodio-de-temperaturas-elevadas-nao-lhe-deve-tirar-o-sono-1789121799189_320.jpg" alt="Especialista Joana Campos tranquiliza: 'Este episódio de temperaturas elevadas não lhe deve tirar o sono'"></a></article></aside><p>Desta forma, <strong>Aveiro poderá registar temperaturas até 3 ºC abaixo da média</strong> e Leiria deverá contar com uma anomalia negativa de 1 ºC. As cidades do <strong>Porto e Coimbra poderão apresentar valores normais, resultando em anomalia nula</strong>. No entanto, esta descida poderá ser "sol de pouca dura", uma vez que se espera uma nova recuperação das temperaturas na quarta-feira, dia 16.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-10-c-acima-da-media-os-proximos-dias-registarao-valores-anomalos-de-temperatura-em-portugal-continental.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calor coloca o continente e Madeira sob aviso amarelo do IPMA: saiba quais serão as regiões afetadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-coloca-o-continente-e-madeira-sob-aviso-amarelo-do-ipma-saiba-quais-serao-as-regioes-afetadas.html</link><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 06:02:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O calor volta a apertar em Portugal entre 12 e 14 de setembro. O IPMA emitiu avisos amarelos por persistência de temperaturas elevadas em vários distritos do continente e também no arquipélago da Madeira.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-coloca-o-continente-e-madeira-sob-aviso-amarelo-do-ipma-saiba-quais-serao-as-regioes-afetadas-1789159655988.jpg" data-image="1lcozzbl6r6p" alt="Aviso Amarelo de temperaturas altas" title="Aviso Amarelo de temperaturas altas"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-31513">O calor vai marcar os próximos dias em Portugal, com temperaturas acima do habitual para meados de setembro. O IPMA emitiu avisos amarelos devido à persistência de valores elevados da temperatura no continente e na Madeira.</figcaption></figure><p>O calor volta a assumir protagonismo em Portugal neste fim de semana. Entre <strong>12 e 14 de setembro</strong>, as temperaturas deverão atingir valores pouco habituais para esta altura do ano, levando o IPMA a emitir <strong>avisos amarelos por persistência de valores elevados da temperatura</strong> em vários distritos do continente e em diferentes zonas do arquipélago da Madeira.</p><h2>Este sábado teremos 7 distritos do continente sob aviso amarelo</h2><p>Neste <strong>sábado, dia 12</strong>, o aviso amarelo abrange <strong>Coimbra, Castelo Branco, Leiria, Portalegre, Santarém, Setúbal, Lisboa</strong>, <strong>Beja e Évora</strong> mantendo-se nestes distritos até segunda-feira, dia 14.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-coloca-o-continente-e-madeira-sob-aviso-amarelo-do-ipma-saiba-quais-serao-as-regioes-afetadas-1789157977961.jpg" data-image="belnqmf7pznd" alt="Risco moderado de calor" title="Risco moderado de calor"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-47537">Nove distritos do continente estão sob aviso amarelo por tempo quente neste sábado. O alerta abrange Coimbra, Castelo Branco, Leiria, Portalegre, Santarém, Setúbal, Lisboa, Beja e Évora.</figcaption></figure><p>O cenário previsto faz lembrar o pico do verão. Durante a tarde, grande parte das capitais de distrito deverá ultrapassar os <strong>30 ºC</strong>, com valores próximos dos <strong>35 ºC em Santarém, Évora e Beja</strong>, 34 ºC em Lisboa e Portalegre e 33 ºC em Castelo Branco.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-coloca-o-continente-e-madeira-sob-aviso-amarelo-do-ipma-saiba-quais-serao-as-regioes-afetadas-1789157992648.jpg" data-image="7qxl4tdjcew6" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O calor intensifica-se no sábado, com máximas acima dos 30 ºC em grande parte do território e valores localmente próximos dos 38 ºC nas zonas mais quentes do Centro e Vale do Tejo.</figcaption></figure><p>Localmente, sobretudo nas zonas mais quentes do Centro e Vale do Tejo, os termómetros <strong>poderão aproximar-se dos 38 ºC</strong>. Para meados de setembro, são valores particularmente elevados e que justificam apenas alguma atenção, sobretudo devido à persistência do calor durante alguns dias.</p><h2>Domingo: aviso amarelo alarga-se a 13 distritos</h2><p>A partir de <strong>domingo, dia 13</strong>, o calor ganha ainda maior expressão territorial. Aos sete distritos inicialmente abrangidos juntam-se <strong>Aveiro, Porto, Braga e Viana do Castelo,</strong> elevando para <strong>13 o número de distritos sob aviso amarelo</strong>.</p><p>Embora a subida das máximas possa ser relativamente pequena em algumas regiões, a principal diferença será a <strong>generalização do calor</strong>. As temperaturas elevadas deverão alcançar de forma mais evidente o Norte e também o Nordeste Transmontano.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Esta situação prolonga-se até <strong>segunda-feira, dia 14. </strong>Poderão registar-se <strong>38 ºC em alguns pontos da região Centro</strong>, enquanto Santarém, Évora e Beja poderão rondar os 36 ºC. Castelo Branco e Portalegre deverão aproximar-se dos 35 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-coloca-o-continente-e-madeira-sob-aviso-amarelo-do-ipma-saiba-quais-serao-as-regioes-afetadas-1789158085643.jpg" data-image="4lzmr0p7su6z" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O episódio de calor prolonga-se até segunda-feira, com temperaturas ainda muito elevadas no interior. Em alguns pontos do Centro poderão ser atingidos cerca de 38 ºC.</figcaption></figure><p>Perante vários dias consecutivos de calor, recomenda-se <strong>especial atenção à hidratação e evitar exposições prolongadas</strong> ao sol durante o pico máximo de temperatura por volta das 15:00 ou 16:00h, sobretudo no caso de crianças, idosos e pessoas mais vulneráveis.</p><h2>Madeira também sob aviso devido à persistência do calor</h2><p>O episódio de temperaturas elevadas não ficará limitado ao continente. O <strong>arquipélago da Madeira</strong> também será afetado, com o IPMA a emitir avisos amarelos devido à persistência de valores elevados da temperatura.</p><div class="texto-destacado">Neste <strong>sábado, dia 12</strong>, o aviso incide inicialmente sobre a <strong>costa sul da ilha da Madeira</strong>. Contudo, a situação deverá tornar-se mais abrangente no domingo.A partir de <strong>dia 13</strong>, os avisos passam a incluir também a <strong>costa norte, as regiões montanhosas e a ilha de Porto Santo</strong>.</div><p>As previsões do da Meteored apontam para uma tarde quente na Madeira, com temperaturas a rondar os <strong>30 ºC no Funchal</strong>, 28 ºC em Câmara de Lobos e valores próximos dos 27 ºC em várias localidades da costa sul. Pontualmente, poderão ser alcançados ou ultrapassados os <strong>30 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-coloca-o-continente-e-madeira-sob-aviso-amarelo-do-ipma-saiba-quais-serao-as-regioes-afetadas-1789158195329.jpg" data-image="qimbn9a4alzn" alt="Temperatura Madeira" title="Temperatura Madeira"> <figcaption>A ilha da Madeira terá uma tarde quente, com valores próximos dos 30 ºC em alguns locais e temperaturas elevadas sobretudo na costa sul e zonas mais baixas, junto à costa.</figcaption></figure><p>Mais do que os valores absolutos, as <strong>anomalias de temperatura</strong> ajudam a perceber quão invulgar será este episódio para a época. Uma anomalia positiva significa que a temperatura prevista está acima do valor climatologicamente esperado para aquele local e período do ano.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788181" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-38-c-avanca-por-portugal-a-crista-africana-que-na-segunda-14-chegara-ate-ao-mar-do-norte.html" title="Até 38 ºC: avança por Portugal a 'crista africana' que na segunda 14 chegará até ao mar do Norte">Até 38 ºC: avança por Portugal a 'crista africana' que na segunda 14 chegará até ao mar do Norte</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-38-c-avanca-por-portugal-a-crista-africana-que-na-segunda-14-chegara-ate-ao-mar-do-norte.html" title="Até 38 ºC: avança por Portugal a 'crista africana' que na segunda 14 chegará até ao mar do Norte"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-38-c-avanca-por-portugal-a-crista-africana-que-na-segunda-14-chegara-ate-ao-mar-do-norte-1789128739014_320.png" alt="Até 38 ºC: avança por Portugal a 'crista africana' que na segunda 14 chegará até ao mar do Norte"></a></article></aside><p>No domingo, praticamente toda a Madeira apresentará temperaturas acima da média, com desvios de cerca de <strong>+2 a +5 ºC</strong> em várias zonas. Na <strong>segunda-feira, dia 14</strong>, estas anomalias poderão intensificar-se e atingir pontualmente cerca de <strong>+6 ºC, sobretudo em zonas do interior e noroeste da ilha</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-coloca-o-continente-e-madeira-sob-aviso-amarelo-do-ipma-saiba-quais-serao-as-regioes-afetadas-1789158221555.jpg" data-image="qahmjdsjqmtn" alt="Anomalia da Temperatura, Madeira" title="Anomalia da Temperatura, Madeira"><figcaption>Grande parte da Madeira estará mais quente do que o normal para a época. As anomalias positivas poderão rondar os +2 a +5 ºC e intensificar-se ainda mais em alguns locais na segunda-feira.</figcaption></figure><p>Assim, continente e Madeira enfrentarão um fim de semana marcado por <strong>calor anómalo e persistente</strong>, numa altura em que setembro já deveria começar, gradualmente, a dar sinais da transição para condições mais outonais.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-coloca-o-continente-e-madeira-sob-aviso-amarelo-do-ipma-saiba-quais-serao-as-regioes-afetadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ruas coloridas, boa comida e muito charme: esta é a melhor cidade do mundo em 2026]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ruas-coloridas-boa-comida-e-muito-charme-esta-e-a-melhor-cidade-do-mundo-em.html</link><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 05:03:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Mais de 200 mil leitores da ‘Travel + Leisure’ escolheram este destino mexicano como o melhor do mundo para visitar em 2026. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ruas-coloridas-boa-comida-e-muito-charme-esta-e-a-melhor-cidade-do-mundo-em-1785772447608.jpg" data-image="gxv2qmsczvzw" alt="San Miguel de Allende" title="San Miguel de Allende"><figcaption>Esta cidade mexicana foi eleita a melhor do mundo. Saiba porquê. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Não é uma metrópole repleta de arranha-céus, nem um destino de praia com águas azul-turquesa. Ainda assim, há uma cidade mexicana que continua a conquistar viajantes de todos os cantos do mundo. Curioso?</p><p>Chama-se<strong> San Miguel de Allende </strong>e acaba de ser distinguida como a melhor cidade do mundo nos World's Best Awards 2026, promovidos pela revista ‘Travel + Leisure’.</p><p>E como é que funciona esta distinção? O reconhecimento resulta da<strong> votação de mais de 207 mil leitores</strong>, que atribuíram mais de 661 mil votos em diferentes categorias de viagem, desde hotéis e companhias aéreas até ilhas e cidades. </p><div class="texto-destacado">No caso das cidades, os participantes avaliaram aspetos como a oferta cultural, os monumentos, a gastronomia, a simpatia dos habitantes, as compras e a relação entre qualidade e preço. </div><p>“Os leitores da T+L continuam em busca de experiências que os cativem — aquelas com uma história rica, interiores fascinantes e um autêntico senso de lugar”, escrevem os responsáveis pelo <em>ranking</em>.</p><p>Feitas as contas, San Miguel de Allende alcançou uma pontuação de <strong>93,07 em 100</strong>, liderando uma lista onde também surgem nomes como Quioto, Chiang Mai, Hoi An e Oaxaca.</p><h2>Uma cidade onde cada rua parece um postal</h2><p>Situada no estado mexicano de Guanajuato, nas terras altas do centro do país, San Miguel de Allende é sinónimo de ruelas empedradas, cores ousadas e pores do sol nos terraços junto à Parroquia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775880" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/por-que-alguns-locais-nao-querem-mais-fazer-parte-da-lista-do-patrimonio-mundial-da-unesco.html" title="Por que é que alguns locais já não querem fazer parte da Lista do Património Mundial da UNESCO?">Por que é que alguns locais já não querem fazer parte da Lista do Património Mundial da UNESCO?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/por-que-alguns-locais-nao-querem-mais-fazer-parte-da-lista-do-patrimonio-mundial-da-unesco.html" title="Por que é que alguns locais já não querem fazer parte da Lista do Património Mundial da UNESCO?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/perche-alcune-desitazioni-non-vogliono-piu-essere-parte-della-lista-del-patrimonio-unesco-1781773558638_320.jpg" alt="Por que é que alguns locais já não querem fazer parte da Lista do Património Mundial da UNESCO?"></a></article></aside><p>O centro histórico, classificado como <strong>Património Mundial da UNESCO </strong>desde 2008, preserva um conjunto notável de arquitetura colonial e de edifícios pintados em tons quentes que fazem as delícias de quem gosta de passear sem destino.</p><p>Ainda assim, o grande símbolo da cidade é mesmo a<strong> Parroquia de San Miguel Arcángel</strong>, uma igreja de fachada cor-de-rosa e inspiração neogótica que domina a praça principal. Ao longo do dia, a luz transforma-lhe a aparência, tornando-a um dos monumentos mais fotografados de todo o México.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ruas-coloridas-boa-comida-e-muito-charme-esta-e-a-melhor-cidade-do-mundo-em-1785772882214.jpg" data-image="hql3n3iexgt4" alt="Parroquia de San Miguel Arcángel" title="Parroquia de San Miguel Arcángel"><figcaption>A Parroquia de San Miguel Arcángel é considerada uma das igrejas mais bonitas do México. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Mas não se deixe enganar. É que San Miguel de Allende não vive apenas da sua beleza. O <strong>ambiente artístico</strong> faz parte da identidade local, com galerias, <em>ateliers</em>, mercados de artesanato e festivais culturais espalhados pelas ruas. </p><div class="texto-destacado">Há décadas que atrai pintores, escritores, músicos e criativos, o que ajudou a criar uma atmosfera cosmopolita sem perder as raízes mexicanas.</div><p>“Os leitores elogiaram a sua arquitetura de cores vivas, a comida brilhante e o comércio eclético, e qualquer pessoa que já tenha passeado pelas suas ruas calcetadas à hora de ouro, com aquela igreja cor-de-rosa de conto de fadas a erguer-se sobre a praça principal, dificilmente poderá argumentar em contrário”, nota a ‘Time Out’.</p><h2>Gastronomia, compras e experiências para todos os gostos</h2><p>Outro dos motivos que continua a conquistar visitantes é a <strong>gastronomia</strong>. Entre restaurantes tradicionais, cozinhas de autor e esplanadas instaladas em antigos edifícios coloniais, não faltam opções para descobrir sabores mexicanos ou propostas internacionais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="667028" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/conheca-as-melhores-cidades-do-mundo-para-os-foodlovers-turismo-gastronomico.html" title="Conheça as melhores cidades do mundo para os foodlovers">Conheça as melhores cidades do mundo para os foodlovers</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/conheca-as-melhores-cidades-do-mundo-para-os-foodlovers-turismo-gastronomico.html" title="Conheça as melhores cidades do mundo para os foodlovers"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/conheca-as-melhores-cidades-do-mundo-para-os-foodlovers-1721975489453_320.jpg" alt="Conheça as melhores cidades do mundo para os foodlovers"></a></article></aside><p>Além disso, a cidade também é conhecida pelos mercados de artesanato, onde é possível encontrar cerâmica, joalharia, têxteis e peças produzidas por artesãos locais.</p><p>Nos arredores, há ainda vinhas, quintas históricas e estâncias termais alimentadas por águas minerais, ideais para quem pretende prolongar a visita para além do centro histórico. Tudo isto contribui para que San Miguel de Allende seja frequentemente apontada como um<strong> destino que combina património, cultura, gastronomia e descanso numa única viagem</strong>.</p><h2>O México voltou a destacar-se no <em>ranking </em>mundial</h2><p>Não pense, contudo, que a vitória de San Miguel de Allende foi um caso isolado. <strong>O México voltou a afirmar-se como um dos países favoritos</strong> dos leitores da 'Travel + Leisure', colocando quatro cidades entre as 15 melhores do mundo: San Miguel de Allende, Oaxaca, Cidade do México e Guadalajara. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/ruas-coloridas-boa-comida-e-muito-charme-esta-e-a-melhor-cidade-do-mundo-em-1785773201026.jpg" data-image="qtc4fv7il0ji" alt="San Miguel de Allende" title="San Miguel de Allende"><figcaption>San Miguel de Allende não foi um caso isolado. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Já a <strong>Ásia</strong> também teve uma presença muito forte, com cidades como Quioto, Chiang Mai, Hoi An, Banguecoque, Siem Reap e Tóquio entre as mais bem classificadas.</p><p>Curiosamente, <strong>nenhuma cidade europeia conseguiu entrar no top 10 deste ano</strong>. A mais bem posicionada foi Florença, seguida por destinos como Praga, Salzburgo e Cracóvia, que surgem mais abaixo na classificação.</p><h2>O top 10 das melhores cidades do mundo em 2026, segundo os leitores da ‘Travel + Leisure’</h2><ol><li>San Miguel de Allende, México</li><li>Quioto, Japão</li><li>Chiang Mai, Tailândia</li><li>Hoi An, Vietname</li><li>Oaxaca, México</li><li>Banguecoque, Tailândia</li><li>Jerusalém</li><li>Siem Reap, Camboja</li><li>Cidade do México, México</li><li>Tóquio, Japão</li></ol><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Travel%20%2B%20Leisure" data-year="2026" data-title="Melhores%20Pr%C3%A9mios%20do%20Mundo%202026" data-url="https%3A%2F%2Fwww.travelandleisure.com%2Fworlds-best-awards-best-cities-11952492">Travel + Leisure. (2026). <a href="https://www.travelandleisure.com/worlds-best-awards-best-cities-11952492" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Melhores Prémios do Mundo 2026</a>.</cite><br><cite data-author="Time%20Out%2C%20Teeling%2C%20R" data-year="2026" data-title="Esta%20pequena%20cidade%20mexicana%20acaba%20de%20ser%20eleita%20a%20melhor%20do%20mundo%20por%20milhares%20de%20viajantes" data-url="https%3A%2F%2Fwww.timeout.pt%2Flisboa%2Fpt%2Fnoticias%2Festa-pequena-cidade-mexicana-acaba-de-ser-eleita-a-melhor-do-mundo-por-milhares-de-viajantes-071926">Time Out, Teeling, R. (2026). <a href="https://www.timeout.pt/lisboa/pt/noticias/esta-pequena-cidade-mexicana-acaba-de-ser-eleita-a-melhor-do-mundo-por-milhares-de-viajantes-071926" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Esta pequena cidade mexicana acaba de ser eleita a melhor do mundo por milhares de viajantes</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ruas-coloridas-boa-comida-e-muito-charme-esta-e-a-melhor-cidade-do-mundo-em.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A bizarra experiência de 1977 que transportou um bloco de gelo de uma tonelada do Alasca para o Iowa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-bizarra-experiencia-de-1977-que-transportou-um-bloco-de-gelo-de-uma-tonelada-do-alasca-para-o-iowa.html</link><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Em 1977, a Arábia Saudita apresentou uma ideia invulgar aos Estados Unidos: investigar se o transporte de icebergues do Alasca poderia fornecer água potável a regiões áridas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-disparatado-experimento-de-1977-que-traslado-un-bloque-de-hielo-de-una-tonelada-desde-alaska-hasta-iowa-1788163144230.jpg" data-image="gq5sqa6n0ljm" alt="Bloque de hielo desde Alaska a Iowa" title="Bloque de hielo desde Alaska a Iowa"><figcaption>Em 1977, um bloco de gelo de uma tonelada foi transportado do Alasca para o Iowa, para testar se os icebergues poderiam constituir uma fonte de água doce.</figcaption></figure><p>A escassez de água levou a Arábia Saudita, na década de 1970, a explorar uma ideia tão simples de propor quanto difícil de pôr em prática: <strong>transportar icebergues das regiões polares para territórios áridos</strong>. A proposta baseava-se numa gigantesca reserva de água doce armazenada sob a forma de gelo, com o objetivo de a transformar numa fonte de água para áreas com abastecimento limitado.</p><p>O interesse na ideia acabou por reunir cerca de 200 especialistas de 18 países em Iowa, em outubro de 1977. Engenheiros, biólogos marinhos, responsáveis governamentais e empresários participaram na Primeira Conferência Internacional sobre a Utilização de Icebergs, onde estudaram <strong>como grandes blocos de gelo poderiam ser transportados das regiões polares e, acima de tudo, se a proposta poderia ter alguma aplicação prática</strong>.</p><h2>O bloco de gelo do Alasca que chegou ao Iowa</h2><p>A conferência não se limitou a debater o papel potencial dos icebergues. Houve também um <strong>teste prático</strong>. Os organizadores decidiram transportar um bloco de gelo com cerca de uma tonelada do Alasca para o Iowa, para ver como se comportaria durante a viagem.</p><p>A viagem envolveu três meios de transporte diferentes.<strong> O gelo partiu do Alasca de helicóptero e foi protegido com materiais isolantes e gelo seco. Foi depois carregado num avião e, assim que chegou aos Estados Unidos, prosseguiu a sua viagem num camião frigorífico até Ames, no Iowa</strong>. A operação custou cerca de 8 500 dólares, uma quantia considerável para transportar apenas uma tonelada de gelo. O custo valeu ao bloco uma alcunha que resumia a singularidade da experiência: o "cubo de gelo mais caro do mundo".</p><p>Uma vez em Ames, os especialistas puderam examinar o gelo após toda a viagem. Esse teste em pequena escala permitiu estudar um problema muito maior:<strong> se um bloco de uma tonelada podia ser preservado durante o transporte, que dificuldades surgiriam ao tentar fazer o mesmo com um enorme iceberg?</strong></p><p><span style="letter-spacing: 0.03em;"></span></p><h2>Água doce para as regiões mais secas do mundo</h2><p>O interesse da <strong>Arábia Saudita</strong> nesta possibilidade estava ligado à necessidade de <strong>maiores recursos hídricos</strong>. O país já dependia de sistemas como a dessalinização, que requer instalações especializadas, um consumo energético significativo e um investimento financeiro substancial.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-disparatado-experimento-de-1977-que-traslado-un-bloque-de-hielo-de-una-tonelada-desde-alaska-hasta-iowa-1788163241492.jpg" data-image="2gwitld3yxw5" alt="Bloque de hielo de Alaska a Iowa" title="Bloque de hielo de Alaska a Iowa"><figcaption>Na década de 1970, a Arábia Saudita estudou a possibilidade de rebocar icebergues das regiões polares para levar água doce às suas zonas mais áridas.</figcaption></figure><p>Em comparação com essa alternativa, os icebergues ofereciam uma reserva de água doce que já se encontrava nas regiões polares. O problema não era a existência do recurso, mas sim <strong>e</strong><strong>ncontrar uma forma de o transportar de locais remotos para locais onde a água era escassa</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="715851" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-se-sabe-sobre-o-misterioso-iceberg-negro-que-apareceu-flutuando-no-mar-do-labrador.html" title="O que se sabe sobre o misterioso iceberg negro que apareceu a flutuar no Mar do Labrador?">O que se sabe sobre o misterioso iceberg negro que apareceu a flutuar no Mar do Labrador?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-se-sabe-sobre-o-misterioso-iceberg-negro-que-apareceu-flutuando-no-mar-do-labrador.html" title="O que se sabe sobre o misterioso iceberg negro que apareceu a flutuar no Mar do Labrador?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/que-se-sabe-del-misterioso-iceberg-negro-que-aparecio-flotando-en-el-mar-de-labrador-1750155724289_320.jpg" alt="O que se sabe sobre o misterioso iceberg negro que apareceu a flutuar no Mar do Labrador?"></a></article></aside><p>A conferência reuniu perfis muito diversos para analisar a questão: engenheiros, biólogos marinhos, responsáveis governamentais e empresários. <strong>Participaram cerca de 200 pessoas de 18 países</strong>. O objetivo era determinar se o transporte de gelo poderia ter alguma aplicação prática e quais os problemas que seria necessário superar para que isso fosse possível.</p><h2>Por que razão o transporte de icebergues não teve sucesso</h2><p>A experiência de 1977 permitiu estudar o transporte de uma pequena quantidade de gelo, mas a proposta em grande escala apresentava desafios muito diferentes. <strong>Deslocar um icebergue significava enfrentar custos elevados e inúmeros problemas técnicos associados ao transporte de uma enorme massa congelada</strong>. Por esta razão, o projeto nunca se concretizou num sistema de abastecimento de água.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-disparatado-experimento-de-1977-que-traslado-un-bloque-de-hielo-de-una-tonelada-desde-alaska-hasta-iowa-1788163845210.jpg" data-image="egs9xjmr6c3b" alt="Bloque de hielo en 1977 para llevar a Iowa desde Alaska" title="Bloque de hielo en 1977 para llevar a Iowa desde Alaska"><figcaption>O transporte de icebergues para regiões áridas revelou-se demasiado dispendioso e complexo: os enormes custos e as dificuldades técnicas impediram que a ideia se tornasse uma fonte viável de água potável.</figcaption></figure><p><strong>A ideia de rebocar icebergues, no entanto, tem voltado a surgir em várias ocasiões nas discussões sobre a disponibilidade de água doce</strong>. A desertificação e os problemas relacionados com os recursos hídricos têm mantido vivo o debate sobre possíveis fontes alternativas.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/TRjL9xerJuA/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=TRjL9xerJuA" id="TRjL9xerJuA"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p><strong>Quase cinco décadas depois, a experiência serve para nos lembrar até que ponto o projeto saudita foi longe</strong>. Não foi transportado um icebergue inteiro para um país desértico, mas conseguiu-se levar com sucesso uma tonelada de gelo do Alasca para o Iowa, utilizando um helicóptero, um avião e um camião frigorífico. E toda a operação custou 8 500 dólares, uma quantia significativa em 1977.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-bizarra-experiencia-de-1977-que-transportou-um-bloco-de-gelo-de-uma-tonelada-do-alasca-para-o-iowa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item></channel></rss>