<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Thu, 17 Sep 2026 14:10:19 +0000</lastBuildDate><pubDate>Thu, 17 Sep 2026 14:10:19 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[O outono chega a Portugal na próxima semana, mas os mapas mostram outra estação: eis o que prevê o ECMWF]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-outono-chega-a-portugal-na-proxima-semana-mas-os-mapas-mostram-outra-estacao-eis-o-que-preve-o-ecmwf.html</link><pubDate>Thu, 17 Sep 2026 13:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O outono astronómico chega a Portugal na próxima semana, mas os mapas do ECMWF mostram um cenário pouco outonal. Temperaturas muito acima da média, máximas superiores a 30 ºC e praticamente nenhuma chuva à vista.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/o-outono-chega-a-portugal-na-proxima-semana-mas-os-mapas-mostram-outra-estacao-eis-o-que-preve-o-ecmwf-1789647507262.jpg" data-image="0vixzjl96n5t" alt="Outono" title="Outono"><figcaption>O outono astronómico chega a Portugal na próxima semana, mas ainda terá sabor a verão. O ECMWF antecipa temperaturas bem acima do normal, com o calor a prolongar-se para lá da mudança de estação.</figcaption></figure><p><br>O calendário astronómico muda de estação na próxima semana, mas a atmosfera poderá não acompanhar essa transição. Entre 21 e 28 de setembro, o ECMWF prevê <strong>temperaturas persistentemente acima do normal em Portugal Continental</strong>, num cenário acompanhado por estabilidade atmosférica e, para já, praticamente sem chuva.</p><h2>Afinal, quando termina o verão?</h2><p>Existem duas formas diferentes de definir o início das estações. Para a meteorologia e climatologia, o <strong>verão meteorológico terminou a 31 de agosto</strong>, sendo setembro já considerado o primeiro mês do outono. Esta divisão em períodos completos de três meses facilita a comparação e análise dos dados climáticos.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Já segundo o critério astronómico, a mudança ocorre com o <strong>equinócio de setembro</strong>, que em 2026 acontece no dia 23. É nesta altura que o Sol cruza o equador celeste, assinalando o início do outono no Hemisfério Norte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-outono-chega-a-portugal-na-proxima-semana-mas-os-mapas-mostram-outra-estacao-eis-o-que-preve-o-ecmwf-1789647451941.jpg" data-image="phi8ohxvyx0j" alt="Estações do ano" title="Estações do ano"><figcaption>As estações astronómicas são determinadas pela posição da Terra na sua órbita em torno do Sol. O equinócio de setembro assinala o fim do verão e o início do outono no Hemisfério Norte.</figcaption></figure><p>Contudo, uma mudança de estação no calendário não implica necessariamente uma alteração imediata do estado do tempo, e a próxima semana será um bom exemplo disso.</p><h2>ECMWF prevê uma semana bastante mais quente do que o normal</h2><p>O mapa de anomalia média semanal da temperatura a 2 metros do ECMWF, válido entre os dias 21 e 28, apresenta praticamente todo o território continental português sob tons vermelhos.</p><p>Uma anomalia semanal não significa que, em determinado momento, estarão necessariamente mais 3, 6 ou 10 ºC do que o habitual. O cálculo compara a <strong>temperatura média prevista ao longo de toda a semana, incluindo diferentes dias e períodos do dia e da noite, com a média climatológica correspondente à mesma época do ano</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-outono-chega-a-portugal-na-proxima-semana-mas-os-mapas-mostram-outra-estacao-eis-o-que-preve-o-ecmwf-1789646925479.jpg" data-image="7jtwbte7tc4k" alt="Anomalia média semanal" title="Anomalia média semanal"><figcaption>Entre 21 e 28 de setembro, o ECMWF prevê temperaturas médias 3 a 6 ºC acima do normal em grande parte de Portugal, com desvios localmente entre 6 e 10 ºC no interior Centro.</figcaption></figure><p>Em grande parte de Portugal, o modelo aponta para uma média semanal entre <strong>3 e 6 ºC acima do normal</strong>. No interior Centro, próximo da fronteira com Espanha, surgem mesmo áreas onde o desvio poderá situar-se entre <strong>6 e 10 ºC</strong>. São valores expressivos para uma semana que marca precisamente a entrada no outono astronómico.</p><h2>No dia do equinócio, as altas pressões continuam sobre Portugal</h2><p>A configuração sinóptica prevista para quarta-feira, dia 23, ajuda a explicar este cenário. O ECMWF coloca Portugal sob valores de pressão à superfície aproximadamente entre <strong>1015 e 1020 hPa</strong>, num contexto de estabilidade atmosférica.</p><p>As altas pressões favorecem movimentos descendentes do ar e <strong>dificultam o desenvolvimento de sistemas de precipitação organizados</strong>. Além disso, ajudam a manter afastadas de Portugal as depressões e frentes atlânticas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-outono-chega-a-portugal-na-proxima-semana-mas-os-mapas-mostram-outra-estacao-eis-o-que-preve-o-ecmwf-1789646984804.jpg" data-image="0gnw56ise2pe" alt="Configuração atmosférica no equinócio" title="Configuração atmosférica no equinócio"><figcaption>No dia 23, quando começa o outono astronómico, Portugal deverá permanecer sob influência de pressões relativamente elevadas e tempo estável, enquanto depressões mais profundas afetam outras regiões da Europa.</figcaption></figure><p>O contraste com outras zonas da Europa é evidente. Enquanto Portugal permanece numa configuração relativamente estável, áreas do centro e norte do continente europeu surgem próximas de <strong>depressões bastante mais pronunciadas</strong>, associadas a maior instabilidade, nebulosidade e precipitação.</p><h2>Mais de 34 ºC já depois da entrada no outono?</h2><p>Na quinta-feira, dia 24, ou seja, <strong>já depois do equinócio</strong>, o cenário térmico continuará a ter muito pouco de outonal. A previsão do ECMWF para as 12h mostra temperaturas elevadas em praticamente todo o interior, com algumas áreas do Alentejo a poderem <strong>ultrapassar os 34 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-outono-chega-a-portugal-na-proxima-semana-mas-os-mapas-mostram-outra-estacao-eis-o-que-preve-o-ecmwf-1789647044614.jpg" data-image="g6ej5ue45wmk" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-14019">Já em pleno outono astronómico, o calor deverá persistir. Às 12h de dia 24, o ECMWF projeta mais de 34 ºC em alguns pontos do Alentejo, ainda antes do período habitualmente mais quente da tarde.</figcaption></figure><p><strong>E há um pormenor importante, </strong>o meio-dia não corresponde necessariamente ao momento mais quente do dia. Nesta fase do ano, e dependendo das condições locais, as temperaturas máximas podem ocorrer algumas horas mais tarde, durante a tarde. Assim, localmente, <strong>os valores poderão ainda aumentar face aos representados neste mapa.</strong></p><h2>E a chuva? Para já, sem sinais de uma mudança significativa</h2><p>Também neste parâmetro a chegada do outono astronómico não deverá traduzir-se numa alteração evidente. O mapa de precipitação acumulada soma toda a chuva prevista num período de <strong>240 horas, entre 17 e 27 de setembro</strong>. Portugal Continental aparece praticamente sem sinal de precipitação acumulada significativa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-outono-chega-a-portugal-na-proxima-semana-mas-os-mapas-mostram-outra-estacao-eis-o-que-preve-o-ecmwf-1789647101250.jpg" data-image="bxv6qrb6ahw8" alt="Precipitação acumulada" title="Precipitação acumulada"><figcaption>O ECMWF não antecipa, por enquanto, episódios significativos de chuva em Portugal Continental até dia 27, apesar de o horizonte mais distante da previsão apresentar maior incerteza.</figcaption></figure><p>Existem apenas pequenos sinais no extremo sul do território, associados sobretudo à possibilidade de precipitação no sábado, dia 19, enquanto outros episódios deverão permanecer sobre o Atlântico.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789097" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/madeira-e-acores-terao-um-cenario-diferente-enquanto-o-continente-aquece-esta-e-a-previsao-ate-domingo.html" title="Madeira e Açores terão um cenário diferente enquanto o Continente aquece: esta é a previsão até domingo">Madeira e Açores terão um cenário diferente enquanto o Continente aquece: esta é a previsão até domingo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/madeira-e-acores-terao-um-cenario-diferente-enquanto-o-continente-aquece-esta-e-a-previsao-ate-domingo.html" title="Madeira e Açores terão um cenário diferente enquanto o Continente aquece: esta é a previsão até domingo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/madeira-e-acores-terao-um-cenario-diferente-enquanto-o-continente-aquece-esta-e-a-previsao-ate-domingo-1789602133888_320.jpg" alt="Madeira e Açores terão um cenário diferente enquanto o Continente aquece: esta é a previsão até domingo"></a></article></aside><p>Tratando-se de uma previsão que se prolonga por vários dias, <strong>a incerteza aumenta substancialmente no final do período</strong>, pelo que novas atualizações poderão introduzir alterações. Ainda assim, os mapas disponíveis neste momento deixam uma mensagem clara. <strong>O</strong><strong> outono astronómico chega na próxima semana, mas o calor e a estabilidade atmosférica poderão fazer Portugal parecer ainda preso ao verão.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-outono-chega-a-portugal-na-proxima-semana-mas-os-mapas-mostram-outra-estacao-eis-o-que-preve-o-ecmwf.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O calor intensifica-se novamente: onde poderão ser atingidos os valores mais elevados?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-calor-intensifica-se-novamente-onde-poderao-ser-atingidos-os-valores-mais-elevados.html</link><pubDate>Thu, 17 Sep 2026 12:01:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas vão começar a subir de forma evidente entre sexta-feira e sábado, onde se esperam valores elevados em toda a geografia continental. Eis as capitais de distrito mais quentes dos próximos dias!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb8vhai"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb8vhai.jpg" id="xb8vhai"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>De acordo com a mais recente atualização do ECMWF, é provável que a próxima semana, <strong>semana de transição entre o verão e o outono astronómico</strong>, possa continuar quente, com valores muito acima do expectável para a época, tal como temos vindo a avançar.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Inclusive, e ainda que esta semana (14 a 21 de setembro) possa registar uma anomalia térmica evidente, especialmente no interior do país, o nosso modelo de confiança aponta para uma<strong> anomalia ainda mais expressiva para a semana entre 21 a 28 de setembro</strong>.</p><h2>Verão continuará em pleno nos próximos dias</h2><p>A subida dos termómetros terá início amanhã, sexta-feira, no entanto, <strong>espera-se que o calor se torne mais evidente no sábado</strong>, onde as temperaturas começarão a subir com maior expressão no Norte do país. Para esse dia, 19 de setembro, esperam-se valores máximos compreendidos entre os 22 ºC em Viana do Castelo e os 34 ºC em Coimbra e Santarém.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-calor-intensifica-se-novamente-onde-poderao-ser-atingidos-os-valores-mais-elevados-1789640262506.jpg" data-image="hj09t82b7bas" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>As mais recentes atualizações dos nossos mapas indicam uma persistência de temperaturas elevadas, pelo menos, até terça-feira, dia 22 de setembro.</figcaption></figure><p>No domingo, esta tendência de aquecimento continua e intensifica-se, especialmente no Norte, onde à exceção de Viana do Castelo, que espera máxima de 25 ºC, as restantes capitais de distrito deverão ultrapassar os 30 ºC. <strong>Braga deverá ser a mais quente da região, com 33 ºC</strong>. Vila Real e Porto poderão contar com 31 ºC, enquanto Bragança poderá registar 30 ºC. Coimbra poderá ser a capital de distrito mais quente do país, com previsão de 36 ºC. Santarém aparece de seguida, com 35 ºC esperados.</p><div class="texto-destacado">Ao que tudo indica, as cidades de Coimbra e Santarém poderão ser das mais quentes do país nos próximos dias.</div><p>Na segunda-feira o litoral Norte e Centro manter-se-á quente, com uma ligeira subida nesta segunda região, onde <strong>Aveiro poderá atingir os 30 ºC de máxima</strong>. Na região Norte os valores deverão manter-se pouco variáveis face a domingo. Mais uma vez, Coimbra e Santarém poderão ser as capitais de distrito mais quentes, com máxima esperada de até 35 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789071" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ultimo-fim-de-semana-do-verao-astronomico-que-tempo-esperar-em-portugal.html" title="Último fim de semana do verão astronómico: que tempo esperar em Portugal?">Último fim de semana do verão astronómico: que tempo esperar em Portugal?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ultimo-fim-de-semana-do-verao-astronomico-que-tempo-esperar-em-portugal.html" title="Último fim de semana do verão astronómico: que tempo esperar em Portugal?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ultimo-fim-de-semana-do-verao-astronomico-que-tempo-esperar-em-portugal-1789577494306_320.jpg" alt="Último fim de semana do verão astronómico: que tempo esperar em Portugal?"></a></article></aside><p>Como podemos observar no mapa acima, <strong>é expectável que os valores elevados persistam, pelo menos, até terça-feira, dia 22</strong>, onde Coimbra e Santarém poderão chegar aos 36 ºC. No Norte, a cidade do Porto poderá contar com máxima de 32 ºC, pelas 13h, e Braga e Vila Real com 33 ºC, devendo estas serem as cidades mais quentes da região. No Alentejo, Évora poderá ser a capital mais quente, com 35 ºC previstos.</p><h2>Anomalias térmicas diárias deverão alcançar os 12 ºC acima da normal climatológica de referência</h2><p>Como temos vindo a avançar noutras previsões, aqui na Meteored Portugal, as <strong>anomalias térmicas também vão acompanhar esta intensificação do calor</strong>, cobrindo o país de valores muito acima da média para a época do ano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-calor-intensifica-se-novamente-onde-poderao-ser-atingidos-os-valores-mais-elevados-1789642744758.jpg" data-image="pi8qrqpaaftz" alt="anomalia térmica" title="anomalia térmica"><figcaption>Os valores de anomalia térmica positiva (acima da média) deverão manter-se bastante elevados para a época. Na terça-feira, esta anomalia poderá alcançar os 12 ºC acima do expectável.</figcaption></figure><p>A partir de amanhã, essencialmente, os valores anormalmente quentes começam a ganhar expressão no território, acompanhando a tendência de subida das temperaturas, no entanto, <strong>entre domingo e terça-feira, são esperadas anomalias mais expressivas em todo o continente, entre os 8 ºC e os 12 ºC</strong>, à exceção de Faro, cuja anomalia será de 2 ºC acima da média. Para acompanhar todas as atualizações sobre o tempo em Portugal, visite o <a href="https://www.tempo.pt/" target="_blank" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">tempo.pt</a>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-calor-intensifica-se-novamente-onde-poderao-ser-atingidos-os-valores-mais-elevados.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Água lunar não chega para a cidade de milhões de habitantes de Elon Musk: estudo questiona planos a longo prazo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/agua-lunar-nao-chega-para-a-cidade-de-milhoes-de-habitantes-de-elon-musk-estudo-questiona-planos-a-longo-prazo.html</link><pubDate>Thu, 17 Sep 2026 11:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Um novo estudo questiona os ambiciosos planos de Elon Musk para uma cidade de um milhão de habitantes na Lua: não a energia, mas sobretudo a escassez de água, é que se tornará o factor limitante. Mesmo com uma reciclagem eficiente, seria possível abastecer tal quantidade de pessoas durante apenas cerca de um século.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mondwasser-reicht-nicht-fur-elon-musks-millionenstadt-studie-stellt-langfristige-plane-infrage-1789503838891.jpg" alt="Em fevereiro de 2026, Elon Musk anunciou que pretende construir uma cidade lunar para dezenas de milhares de pessoas. Imagem criada por IA." title="Em fevereiro de 2026, Elon Musk anunciou que pretende construir uma cidade lunar para dezenas de milhares de pessoas. Imagem criada por IA."><figcaption>Em fevereiro de 2026, Elon Musk anunciou que pretende construir uma cidade lunar para dezenas de milhares de pessoas. Imagem criada por IA.</figcaption></figure><p>Elon Musk planeia colonizar a Lua de forma permanente e construir uma cidade lunar – mas o projeto pode falhar devido à insuficiência de recursos. Um novo estudo conclui que <strong>as reservas de água não seriam suficientes a longo prazo para uma cidade de tamanha dimensão</strong>.</p><p>De acordo com os cálculos, <strong>um povoado com mais de um milhão de habitantes esgotaria a reserva de água prevista — sem reutilização — em apenas 2,4 anos</strong>. Mesmo uma taxa de reciclagem de 98%, como a que foi alcançada na Estação Espacial Internacional (ISS), resolveria o problema apenas temporariamente.</p><p>Uma metrópole poderia sobreviver com isto durante cerca de 100 anos. <strong>Com 100.000 habitantes, o período seria de aproximadamente 1.000 anos</strong>. Para um povoado de cerca de 1.000 pessoas, os autores vislumbram muito melhores perspetivas.</p><h2>Quanta água há?</h2><p>A <strong>maior incerteza diz respeito à dimensão das reservas de água disponíveis</strong>. Os especialistas estimam que a Lua contenha, ao todo, cerca de 34 milhões de toneladas de água. No entanto, para o estudo, os autores basearam-se inicialmente no valor de mil milhões de toneladas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mondwasser-reicht-nicht-fur-elon-musks-millionenstadt-studie-stellt-langfristige-plane-infrage-1789503851786.jpg" alt="Mesmo com um reprocessamento minucioso, a água poderia tornar-se escassa num período de tempo comparativamente curto. Imagem criada por IA." title="Mesmo com um reprocessamento minucioso, a água poderia tornar-se escassa num período de tempo comparativamente curto. Imagem criada por IA."><figcaption>Mesmo com um reprocessamento minucioso, a água poderia tornar-se escassa num período de tempo comparativamente curto. Imagem criada por IA.</figcaption></figure><p>"Uma aldeia lunar ou uma pequena cidade de 10 mil habitantes não ficará sem água durante milhares de anos", disse o coautor Martin Elvis à Forbes. Ao mesmo tempo, classificou a estimativa de mil milhões de toneladas como "generosa", referindo que <strong>a quantidade real poderia ser 20 a 30 vezes inferior</strong>.</p><p>Com uma taxa de recuperação de apenas 30%, uma cidade desta dimensão, segundo a estimativa de Elvis, duraria apenas cerca de 100 anos. "Obviamente, são necessárias explorações extensas antes de se iniciar a construção de uma cidade lunar", acrescentou. A<strong> NASA planeia várias missões a crateras permanentemente sombreadas</strong>, mas um levantamento fiável exigirá mais esforço.</p><h2>Depósitos valiosos nos pólos</h2><p>Quase toda a água lunar conhecida concentra-se nas regiões polares. Aí, existem áreas permanentemente sombreadas em crateras que não recebem luz solar direta há milhares de milhões de anos. <strong>Nestas armadilhas de frio, o gelo de água pode permanecer preservado durante longos períodos</strong>.</p><p>Ao mesmo tempo, as bordas das crateras oferecem <strong>condições favoráveis para a energia solar</strong>. Devido à pequena inclinação do eixo lunar, o Sol mantém-se baixo em relação ao horizonte na vizinhança dos pólos. As elevações expostas recebem iluminação durante períodos particularmente longos. Os sistemas fotovoltaicos poderiam gerar energia nesses locais e até ser fabricados <em>in loco</em> a partir do silício disponível.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="754640" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/elon-musk-quer-colocar-um-milhao-de-satelites-no-espaco-para-alimentar-centros-de-dados-de-ia.html" title="Elon Musk quer colocar um milhão de satélites no espaço para alimentar centros de dados de IA">Elon Musk quer colocar um milhão de satélites no espaço para alimentar centros de dados de IA</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/elon-musk-quer-colocar-um-milhao-de-satelites-no-espaco-para-alimentar-centros-de-dados-de-ia.html" title="Elon Musk quer colocar um milhão de satélites no espaço para alimentar centros de dados de IA"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/elon-musk-wants-to-put-a-million-satellites-in-space-to-power-ai-data-centers-1771314092469_320.jpg" alt="Elon Musk quer colocar um milhão de satélites no espaço para alimentar centros de dados de IA"></a></article></aside><p>Por conseguinte, <strong>o estudo não considera a eletricidade como um fator limitante decisivo</strong> para o tamanho da população. Embora a energia de fissão nuclear fosse necessária para servir vários milhões de pessoas, mesmo ela representa, na avaliação dos autores, apenas uma restrição menor. A água, por outro lado, continua a ser o recurso mais importante.</p><p>Para Musk, isto é relevante: <strong>o responsável da SpaceX anunciou, em fevereiro, a intenção de priorizar, num prazo de cinco a sete anos, a criação de uma "cidade que cresce por si" na Lua</strong>. Em julho, falou em "dezenas de milhares" de pessoas a viver numa metrópole totalmente autossuficiente. Jeff Bezos tem também planos para transferir a indústria pesada e os centros de dados para o espaço.</p><p>Ainda assim, os investigadores perspetivam possibilidades: uma reciclagem mais eficiente, métodos de poupança de água — como a agricultura vertical —, explorações adicionais e, eventualmente, a <strong>importação de água de asteróides poderão melhorar o balanço hídrico</strong>. No entanto, alertam que, sem sistemas de ciclo fechado muito mais eficientes ou reservas de água significativamente maiores, a colonização da Lua por milhões de pessoas a longo prazo não é viável, à luz dos conhecimentos atuais.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Elvis%2C%20M.%2C%20%26%20McDowell%2C%20J.%20C" data-year="2026" data-title="No%20cities%20on%20the%20Moon%3A%20a%20billion%20tons%20of%20water%20is%20not%20enough%20for%20sustainability.%20Frontiers%20in%20Space%20Technologies" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.3389%2Ffrspt.2026.1894104">Elvis, M., & McDowell, J. C. (2026). <a href="https://doi.org/10.3389/frspt.2026.1894104" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">No cities on the Moon: a billion tons of water is not enough for sustainability. Frontiers in Space Technologies</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/agua-lunar-nao-chega-para-a-cidade-de-milhoes-de-habitantes-de-elon-musk-estudo-questiona-planos-a-longo-prazo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Madeira e Açores terão um cenário diferente enquanto o Continente aquece: esta é a previsão até domingo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/madeira-e-acores-terao-um-cenario-diferente-enquanto-o-continente-aquece-esta-e-a-previsao-ate-domingo.html</link><pubDate>Thu, 17 Sep 2026 10:04:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Enquanto o Continente volta a aquecer, a Madeira e os Açores seguem um rumo diferente. Até domingo, os dois arquipélagos terão períodos de chuva, nebulosidade e temperaturas geralmente próximas da média climática.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb8qvq6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb8qvq6.jpg" id="xb8qvq6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Enquanto Portugal Continental se prepara para um fim de semana marcado por uma nova subida das temperaturas, o cenário será diferente nos arquipélagos. <strong>Açores e Madeira terão períodos de chuva e maior nebulosidade entre esta quinta-feira e domingo, dia 20, </strong>com temperaturas geralmente próximas ou ligeiramente abaixo dos valores habituais para setembro.</p><h2>Açores: a chuva estará presente, mas sem acumulados significativos</h2><p>Esta <strong>quinta-feira, dia 17</strong>, será marcada por alguns períodos de precipitação nos Açores. De acordo com as previsões da Meteored, a chuva deverá surgir na <strong>ilha Terceira a partir do final da manhã/início da tarde</strong>, podendo prolongar-se durante algumas horas e abranger uma parte considerável da ilha. Durante a tarde, <strong>Pico e São Miguel</strong> também poderão registar períodos de precipitação fraca, num cenário acompanhado por nebulosidade variável.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No que diz respeito às temperaturas, não são esperadas grandes surpresas. Durante as horas mais quentes, os termómetros deverão registar valores bastante próximos do normal para esta altura do ano. Em várias zonas costeiras poderão ser alcançados <strong>24 a 28 ºC</strong>, enquanto nas áreas de maior altitude o ambiente será naturalmente mais fresco.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/madeira-e-acores-terao-um-cenario-diferente-enquanto-o-continente-aquece-esta-e-a-previsao-ate-domingo-1789601978244.jpg" data-image="qkh5syeeawut" alt="Temperatura Açores" title="Temperatura Açores"><figcaption>As temperaturas mantêm-se próximas dos valores habituais para setembro nos Açores, com máximas geralmente entre os 22 e os 28 ºC e ambiente mais fresco nas zonas de maior altitude.</figcaption></figure><p>As anomalias térmicas serão até sábado, de uma forma geral, pouco expressivas, entre <strong>0 e +3 ºC</strong> durante parte do dia, podendo surgir desvios negativos de <strong>-3 a -4 ºC nas zonas montanhosas durante a noite</strong>. Domingo, haverá um geral e ligeiro aumento das temperaturas no arquipélago.</p><h2>Sexta-feira mantém o padrão, mas o fim de semana será mais chuvoso</h2><p>Na <strong>sexta-feira, dia 18</strong>, a situação não deverá sofrer alterações significativas. As ilhas do <strong>Pico e Terceira</strong> poderão voltar a registar períodos de chuva fraca durante a tarde, mantendo-se as temperaturas semelhantes às do dia anterior.</p><p>Já durante <strong>sábado e domingo</strong>, a precipitação deverá tornar-se mais frequente em diferentes pontos do arquipélago. Ainda assim, a intensidade horária deverá permanecer, em geral, entre <strong>fraca e moderada</strong>, sem indicação de um episódio particularmente significativo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/madeira-e-acores-terao-um-cenario-diferente-enquanto-o-continente-aquece-esta-e-a-previsao-ate-domingo-1789602133888.jpg" data-image="bw5q4xuyedyv" alt="Precipitação Açores" title="Precipitação Açores"><figcaption>A precipitação torna-se mais frequente durante o fim de semana nos Açores, embora de intensidade geralmente fraca a moderada e sem acumulados particularmente expressivos.</figcaption></figure><p>No conjunto destes quatro dias, o <strong>Pico poderá destacar-se nos acumulados</strong>, com alguns pontos da ilha a ultrapassarem os <strong>14 mm</strong>. Trata-se, contudo, de um valor muito pouco expressivo tendo em conta a climatologia açoriana.</p><p>Assim, até domingo, os Açores deverão ter um cenário bastante estável nas temperaturas, intercalado por nuvens e períodos de chuva em praticamente todas as ilhas. <strong>O vento deverá permanecer pouco intenso e não são esperadas condições marítimas particularmente adversas.</strong></p><h2>Madeira: chuva começa pelo norte nesta quinta-feira</h2><p>Na Madeira, esta <strong>quinta-feira</strong> também deverá trazer alguma precipitação. A formação de nuvens será inicialmente mais evidente na <strong>vertente norte da ilha</strong>, onde são esperados os primeiros períodos de chuva durante a manhã.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/madeira-e-acores-terao-um-cenario-diferente-enquanto-o-continente-aquece-esta-e-a-previsao-ate-domingo-1789602433020.jpg" data-image="c1w3pggj6xuh" alt="Precipitação Madeira" title="Precipitação Madeira"><figcaption>A chuva deverá começar pela vertente norte da Madeira, associada a maior nebulosidade, podendo alcançar outros pontos da ilha com o decorrer da tarde.</figcaption></figure><p>Com o decorrer das horas, sobretudo durante a tarde, a precipitação poderá estender-se a outros pontos da Madeira. Na <strong>sexta-feira</strong>, o padrão poderá repetir-se, maior desenvolvimento de nebulosidade no flanco norte e possibilidade de chuva que, pontualmente, poderá alcançar outras regiões. </p><p>A distribuição da precipitação numa ilha com uma orografia tão complexa pode variar consideravelmente em curtas distâncias, pelo que o <strong>radar de chuva da Meteored</strong> permitirá acompanhar a sua evolução praticamente em tempo real.</p><h2>Madeira ligeiramente mais fresca enquanto o Continente aquece</h2><p>Também nas temperaturas haverá um contraste interessante com Portugal Continental. Na quinta-feira, as regiões costeiras da Madeira deverão registar valores aproximadamente entre <strong>21 e 25 ºC</strong>, enquanto o interior montanhoso será mais fresco, com valores próximos dos <strong>18 ºC</strong> em alguns locais durante a tarde.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/madeira-e-acores-terao-um-cenario-diferente-enquanto-o-continente-aquece-esta-e-a-previsao-ate-domingo-1789602478954.jpg" data-image="9lfj5kas7qju" alt="Temperatura Madeira" title="Temperatura Madeira"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-364084">O relevo acentua os contrastes térmicos na Madeira. As zonas costeiras aproximam-se dos 25 ºC, enquanto nas regiões montanhosas do interior os valores ficam mais contidos.</figcaption></figure><p>Ao contrário do Continente, onde as temperaturas voltarão a subir de forma acentuada durante o fim de semana, <strong>a Madeira deverá permanecer com valores ligeiramente abaixo da média climática em várias zonas</strong>. Na quinta-feira, por exemplo, os desvios poderão atingir cerca de <strong>-4 ºC na vertente norte e em áreas montanhosas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/madeira-e-acores-terao-um-cenario-diferente-enquanto-o-continente-aquece-esta-e-a-previsao-ate-domingo-1789602527305.jpg" data-image="n9lmht4ubdte" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-103634">Grande parte da Madeira terá temperaturas ligeiramente abaixo do habitual (principalmente durante a noite), com anomalias negativas que poderão atingir cerca de -4 ºC na vertente norte.</figcaption></figure><p>As temperaturas deverão oscilar pouco até ao fim de semana, geralmente apenas <strong>2 ou 3 ºC entre dias</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789018" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-podera-ser-a-excecao-na-europa-a-chuva-continuara-ausente-nos-proximos-dias.html" title="Portugal Continental poderá ser a exceção na Europa: a chuva continuará ausente nos próximos dias">Portugal Continental poderá ser a exceção na Europa: a chuva continuará ausente nos próximos dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-podera-ser-a-excecao-na-europa-a-chuva-continuara-ausente-nos-proximos-dias.html" title="Portugal Continental poderá ser a exceção na Europa: a chuva continuará ausente nos próximos dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-podera-ser-a-excecao-na-europa-a-chuva-continuara-ausente-nos-proximos-dias-1789559636935_320.jpg" alt="Portugal Continental poderá ser a exceção na Europa: a chuva continuará ausente nos próximos dias"></a></article></aside><p>Contudo, no <strong>domingo, dia 20</strong>, poderá verificar-se uma ligeira subida, particularmente no norte, na zona de <strong>São Vicente, os termómetros poderão chegar aos 28 ºC</strong>, enquanto Funchal, Ponta do Sol e outros pontos costeiros deverão rondar os <strong>25 a 26 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/madeira-e-acores-terao-um-cenario-diferente-enquanto-o-continente-aquece-esta-e-a-previsao-ate-domingo-1789602548951.jpg" data-image="rn1a38pdpmdn" alt="Temperatura Madeira" title="Temperatura Madeira"><figcaption>No domingo prevê-se uma ligeira subida das temperaturas na Madeira, sobretudo na vertente norte, onde São Vicente poderá aproximar-se dos 28 ºC.</figcaption></figure><p>Desta forma, enquanto o Continente volta a sentir um ambiente marcadamente quente para a segunda metade de setembro, <strong>Madeira e Açores seguirão um caminho diferente, com temperaturas mais moderadas e alguns períodos de chuva até domingo</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/madeira-e-acores-terao-um-cenario-diferente-enquanto-o-continente-aquece-esta-e-a-previsao-ate-domingo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Barragem de Castelo do Bode faz 75 anos e mantém-se central na gestão da água e energia]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/barragem-de-castelo-do-bode-faz-75-anos-e-mantem-se-central-na-gestao-da-agua-e-energia.html</link><pubDate>Thu, 17 Sep 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Conheça a história e a importância de uma obra de engenharia que marcou a modernização do país e continua decisiva no planeamento dos recursos hídricos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/barragem-de-castelo-do-bode-faz-75-anos-e-mantem-se-central-na-gestao-da-agua-e-energia-1788264367276.jpg" data-image="ah5x1r1tezcv" alt="Albufeira de Castelo de Bode" title="Albufeira de Castelo de Bode"><figcaption>A albufeira de Castelo do Bode estende-se por 60 km e submergiu cerca de 3500 hectares ao longo do Zêzere. Foto: APA</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A Barragem de Castelo de Bode ergue-se no<strong> rio</strong><strong> Zêzere</strong>, entre Tomar e Abrantes, como uma das infraestruturas mais determinantes para o país. Produz energia, armazena água, regulariza caudais e responde a momentos críticos do sistema elétrico. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A sua história cruza-se com a evolução do próprio território, ganhando um novo significado quando se assinalam agora os 75 anos do início da sua construção, em 2026.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A sua importância estratégica começou a evidenciar-se muito antes de entrar em funcionamento. A construção ganhou prioridade em 1945, com a criação da <strong>Hidroeléctrica do Zêzere</strong>, num momento em que Portugal dava os primeiros passos na eletrificação. </p><p>As obras começaram em <strong>março de 1946</strong> e transformaram rapidamente o vale. Onde antes havia margens tranquilas, passou a existir um estaleiro em permanente azáfama.</p><h2>Estaleiro sem precedentes</h2><p>Durante cinco anos, o ritmo de trabalho foi intenso. Equipas técnicas, operários e engenheiros enfrentaram um desafio sem precedentes no país. Levantar uma barragem de betão com <strong>115 metros de altura</strong> exigiu soluções improvisadas, adaptações constantes e uma logística de grande complexidade.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Um dos episódios mais marcantes foi o transporte dos grupos geradores. O equipamento, com mais de 70 toneladas e nove metros de diâmetro, teve de percorrer o caminho entre Lisboa e Castelo do Bode num veículo especialmente construído para o efeito. Tinha oito eixos, vinte metros de comprimento e avançava a uma velocidade mínima.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p> A viagem durou cerca de um mês e teve um<strong> grande</strong><strong> impacto no país</strong>. As publicações da época relataram dezenas de excursões organizadas com o único propósito de ver as obras. Pessoas de todo o país quiseram assistir à passagem do camião, que avançava com extrema dificuldade por estradas estreitas e pouco preparadas. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787149" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/reservas-das-barragens-descem-para-77-em-agosto-apenas-duas-bacias-estao-abaixo-da-media.html" title="Reservas das barragens descem para 77% em agosto: apenas duas bacias estão abaixo da média">Reservas das barragens descem para 77% em agosto: apenas duas bacias estão abaixo da média</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/reservas-das-barragens-descem-para-77-em-agosto-apenas-duas-bacias-estao-abaixo-da-media.html" title="Reservas das barragens descem para 77% em agosto: apenas duas bacias estão abaixo da média"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/reservas-das-barragens-descem-para-77-em-agosto-apenas-duas-bacias-estao-abaixo-da-media-1788536085223_320.jpg" alt="Reservas das barragens descem para 77% em agosto: apenas duas bacias estão abaixo da média"></a></article></aside><p>Pelo caminho, foi necessário reforçar pisos, cortar árvores centenárias e adaptar pontes. O peso provocou avarias sucessivas e <strong>deixou marcas visíveis na paisagem</strong>, com muros derrubados e postes danificados.</p><h2>Terras submersas</h2><p>A construção da barragem não se limitou ao paredão de betão. A criação da albufeira implicou a <strong>submersão de uma vasta área ao longo do Zêzere</strong> e de várias ribeiras. O rio alargou o seu leito e ocupou terrenos agrícolas, habitações e estruturas ligadas à economia local.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/barragem-de-castelo-do-bode-faz-75-anos-e-mantem-se-central-na-gestao-da-agua-e-energia-1788265001976.jpg" data-image="56szbo908vdx" alt="Barragem de Castelo de Bode" title="Barragem de Castelo de Bode"><figcaption>A barragem de Castelo do Bode, no rio Zêzere, entre Tomar e Abrantes, produz energia, armazena água e regula caudais. Foto: APA</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Com a subida das águas<strong>, desapareceram aldeias inteiras</strong>, pontes e unidades produtivas. Só no concelho de Abrantes ficaram submersos mais de trinta azenhas e lagares. Em Vila de Rei, a perda foi ainda mais profunda. Parte significativa do território ficou debaixo de água, incluindo algumas das terras de cultivo mais férteis.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Cerca de 3.500 hectares foram expropriados, assim como mil edifícios e centenas de explorações agrícolas. Mais de mil proprietários receberam indemnizações e muitos acabaram por abandonar a região. O movimento de saída foi expressivo, alterando de forma duradoura a demografia local.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Quando, em 1950, a obra ficou concluída, a transformação foi imediata. A água começou a subir rapidamente, surpreendendo os habitantes que acompanhavam os trabalhos. A <strong>dimensão do lago estende-se por 60 km</strong> e, até à inauguração do Alqueva, em 2002, foi a maior reserva nacional de água destinada ao consumo.</p><h2>O símbolo da modernidade</h2><p>A inauguração teve lugar a <strong>21 de janeiro de 1951</strong>, com a presença das principais figuras do regime, entre as quais o chefe de governo, Oliveira Salazar, e o Presidente da República, Marechal Carmona. Nesse dia, a <strong>energia produzida em Castelo do Bode chegou a Lisboa em nove minutos</strong>, um feito que simbolizou um avanço decisivo na modernização do país.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/barragem-de-castelo-do-bode-faz-75-anos-e-mantem-se-central-na-gestao-da-agua-e-energia-1788265227306.jpg" data-image="kmhngzlupoej" alt="Esquema da Barragem de Castelo de Bode" title="Esquema da Barragem de Castelo de Bode"><figcaption>Com 115 metros de altura, a Barragem de Castelo de Bode revolucionou a gestão da água e da energia, tornando-se um marco na engenharia hidráulica em Portugal. Foto: APA</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A barragem assumiu imediatamente um papel central no abastecimento elétrico da capital, <strong>substituindo a antiga central térmica alimentada a carvão</strong>. A mudança teve repercussões não apenas na capacidade de produção, mas também na redução da poluição.</p><h2>De energia à água</h2><p>As funções ligadas a Castelo de Bode evoluíram ao longo das décadas. Inicialmente concebida para produzir eletricidade, passou a integrar também o sistema de <strong>abastecimento de água à Grande Lisboa</strong>. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Essa alteração ganhou forma nos anos de <strong>1980</strong>, quando a albufeira passou a ser utilizada como reserva estratégica para consumo humano.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p> Reconhecida pela excelente qualidade da sua água, a barragem tornou-se indispensável na gestão dos recursos hídricos. A sua operação adapta-se às necessidades de cada momento, seja para assegurar o abastecimento público, apoiar a agricultura ou mitigar períodos de escassez.</p><h2>Um ativo estratégico </h2><p>Hoje, a sua bacia hidrográfica ultrapassa os 3.900 quilómetros quadrados e permite regular o caudal do Tejo, contribuindo para travar a intrusão salina no verão e suportar as atividades agrícolas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>No plano energético, a barragem mantém ainda hoje a sua relevância. Entre 2020 e 2025, registou uma produção média anual superior a 300 gigawatt-hora, suficiente para abastecer 2,8 milhões de pessoas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p> O seu <strong>papel estratégico</strong> tornou-se especialmente visível durante <span style="margin: 0px; padding: 0px;">o<strong> apagão</strong></span><strong> ibérico de 28 de abril de 2025</strong>. Castelo de Bode foi, nesse momento, determinante na reposição da energia, permitindo reativar a rede na região de Abrantes e apoiar a recuperação gradual noutras zonas do país.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/barragem-de-castelo-do-bode-faz-75-anos-e-mantem-se-central-na-gestao-da-agua-e-energia-1788265699173.jpg" data-image="15ef1q20mdv7" alt="barragem de Castelo de Bode" title="barragem de Castelo de Bode"><figcaption>A Barragem de Castelo de Bode abastece mais de dois milhões de residentes na região da Grande Lisboa. Foto: Osvaldo Gago, CC BY-SA 2.0, Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>Setenta e cinco anos depois, a barragem continua a ser mais do que uma obra notável de engenharia. É uma infraestrutura que acompanha as necessidades do país, adaptando-se a diferentes necessidades e desafios. Entre a memória de um lugar submerso e a exigência de um sistema energético em transformação, mantém-se como um dos <strong>pilares da gestão de água e energia</strong> em Portugal.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Ag%C3%AAncia%20Portuguesa%20do%20Ambiente%20(APA)" data-year="" data-title="A%20maior%20origem%20de%20%C3%A1gua%20para%20abastecimento%20p%C3%BAblico" data-url="https%3A%2F%2Fapambiente.pt%2Fsites%2Fdefault%2Ffiles%2F_A_APA%2FComunicacao%2FMedia%2FNotasOCS2026%2Fnotaocs_006-2026_barragemdecastelodebodefazhoje75anos.pdf">Agência Portuguesa do Ambiente (APA). <a href="https://apambiente.pt/sites/default/files/_A_APA/Comunicacao/Media/NotasOCS2026/notaocs_006-2026_barragemdecastelodebodefazhoje75anos.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A maior origem de água para abastecimento público</a>.</cite><br><cite data-author="Jos%C3%A9%20Martinho%20Gaspar" data-year="" data-title="Barragem%20de%20Castelo%20do%20Bode%20inaugurada%20h%C3%A1%2070%20anos" data-url="https%3A%2F%2Fmediotejo.net%2Fbarragem-de-castelo-do-bode-inaugurada-ha-70-anos-por-jose-martinho-gaspar%2F%23%3A~%3Atext%3DAs%2520obras%2520da%2520Barragem%2520de%2520Castelo%2520de%2Cin%25C3%25ADcio%2520%25C3%25A0%2520coloca%25C3%25A7%25C3%25A3o%2520de%2520bet%25C3%25A3o%2520nas%2520obras">José Martinho Gaspar. <a href="https://mediotejo.net/barragem-de-castelo-do-bode-inaugurada-ha-70-anos-por-jose-martinho-gaspar/#:~:text=As%20obras%20da%20Barragem%20de%20Castelo%20de,in%C3%ADcio%20%C3%A0%20coloca%C3%A7%C3%A3o%20de%20bet%C3%A3o%20nas%20obras" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Barragem de Castelo do Bode inaugurada há 70 anos</a>.</cite><br><cite data-author="Albufeira%20de%20Castelo%20de%20Bode" data-year="" data-title="A%20Hist%C3%B3ria%20da%20Barragem" data-url="https%3A%2F%2Fcastelodebode.wordpress.com%2Fhistoria-da-barragem%2F">Albufeira de Castelo de Bode. <a href="https://castelodebode.wordpress.com/historia-da-barragem/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A História da Barragem</a>.</cite><br><cite data-author="Jornal%20de%20Abrantes" data-year="" data-title="Barragem%20come%C3%A7ou%20a%20ser%20constru%C3%ADda%20em%201946%20e%20foi%20inaugurada%20em%2021%20de%20janeiro%20de%201951." data-url="https%3A%2F%2Fjornaldeabrantes.sapo.pt%2Fsociedade%2Fbarragem-comecou-a-ser-construida-em-1946-e-foi-inaugurada-a-21-janeiro-de-1951">Jornal de Abrantes. <a href="https://jornaldeabrantes.sapo.pt/sociedade/barragem-comecou-a-ser-construida-em-1946-e-foi-inaugurada-a-21-janeiro-de-1951" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Barragem começou a ser construída em 1946 e foi inaugurada em 21 de janeiro de 1951.</a>.</cite><br><cite data-author="Museu%20da%20Presid%C3%AAncia%20da%20Rep%C3%BAblica" data-year="" data-title="A%20inaugura%C3%A7%C3%A3o%20da%20Barragem%20de%20Castelo%20de%20Bode" data-url="https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fmuseupr%2Fposts%2Fno-dia-21-de-janeiro-de-1951-foi-inaugurada-a-barragem-de-castelo-de-bode-no-rio%2F1323422449819255%2F">Museu da Presidência da República. <a href="https://www.facebook.com/museupr/posts/no-dia-21-de-janeiro-de-1951-foi-inaugurada-a-barragem-de-castelo-de-bode-no-rio/1323422449819255/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A inauguração da Barragem de Castelo de Bode</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/barragem-de-castelo-do-bode-faz-75-anos-e-mantem-se-central-na-gestao-da-agua-e-energia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O México é eleito o destino gastronómico número 1 do mundo no ranking global de 2026]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-mexico-e-eleito-o-destino-gastronomico-numero-1-do-mundo-no-ranking-global-de.html</link><pubDate>Thu, 17 Sep 2026 08:03:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>O México conquista o prémio à frente de outras nações, como Espanha, Itália, Índia ou Japão. A autenticidade dos seus sabores, a alta gastronomia e a experiência turística contribuíram para o reconhecimento.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mexico-es-nombrado-el-destino-gastronomico-numero-1-del-mundo-en-el-ranking-global-1789496869265.jpg" data-image="fcclclx86xe4" alt="O México destacou-se pela sua gastronomia regional e pelas suas bebidas." title="O México destacou-se pela sua gastronomia regional e pelas suas bebidas."><figcaption>O México destacou-se pela sua gastronomia regional e pelas suas bebidas.</figcaption></figure><p>O importante património culinário — composto pela comida de rua, pela alta gastronomia e pelos ingredientes de cada região, além das práticas de sustentabilidade, das bebidas e da experiência vivida em todo o território mexicano — <strong>conquistou a mais alta distinção mundial</strong>.</p><p>Numa recente avaliação realizada pelo ranking editorial da "Travel And Tour World", o <strong>México destacou-se na lista que analisou 50 destinos em todo o mundo</strong>. A competição pôs à prova a gastronomia e os destinos de países como o Japão, a Índia, a Espanha e a Itália.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg> A classificação deste ano aponta o México como o melhor destino gastronómico do mundo, demonstrando a extraordinária força das culturas culinárias. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A lista foi estudada, discutida, analisada e elaborada pelos especialistas desta prestigiada revista. A classificação deste ano aponta o México como o melhor destino gastronómico do mundo, demonstrando a <strong>extraordinária força das culturas culinárias</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mexico-es-nombrado-el-destino-gastronomico-numero-1-del-mundo-en-el-ranking-global-1789497066154.jpg" data-image="7nfrii3bmtci" alt="Além dos ingredientes, foram também consideradas as tradições e as experiências." title="Além dos ingredientes, foram também consideradas as tradições e as experiências."><figcaption>Além dos ingredientes, foram também consideradas as tradições e as experiências.</figcaption></figure><p>Além disso, é uma forma de reconhecer as tradições centenárias, os ingredientes autóctones, a diversidade regional e a influência que a gastronomia exerce em todo o mundo. <strong>Neste Top 50, destacam-se também destinos gastronómicos incríveis da Ásia-Pacífico, Europa, Américas, Médio Oriente, Caraíbas e África</strong>.</p><h2>Na lista, encontram-se as mais importantes capitais gastronómicas</h2><p>A lista teve também em conta a <strong>análise daqueles centros vibrantes de comida de rua</strong> (ou de calçada), destinos vinícolas, regiões costeiras famosas pelo marisco, culturas ricas em especiarias, potências culinárias emergentes, capitais gastronómicas lendárias e gastronomias insulares.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="686070" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/festival-do-azeite-novo-puxa-pela-gastronomia-e-o-turismo-evora-da-a-provar-o-ouro-liquido-deste-ano.html" title="Festival do Azeite Novo puxa pela gastronomia e o turismo. Évora dá a provar o ‘ouro líquido’ deste ano">Festival do Azeite Novo puxa pela gastronomia e o turismo. Évora dá a provar o ‘ouro líquido’ deste ano</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/festival-do-azeite-novo-puxa-pela-gastronomia-e-o-turismo-evora-da-a-provar-o-ouro-liquido-deste-ano.html" title="Festival do Azeite Novo puxa pela gastronomia e o turismo. Évora dá a provar o ‘ouro líquido’ deste ano"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/festival-do-azeite-novo-puxa-pela-gastronomia-e-o-turismo-evora-da-a-provar-o-ouro-liquido-deste-ano-1733257908421_320.jpg" alt="Festival do Azeite Novo puxa pela gastronomia e o turismo. Évora dá a provar o ‘ouro líquido’ deste ano"></a></article></aside><p>Nestas viagens incríveis e espetaculares, <strong>a comida já não é um mero detalhe, mas sim uma parte essencial da experiência</strong>. Para 2026, os viajantes não procuram apenas monumentos ou ruínas para explorar; procuram memórias de sabores, a tradição, o <em>terroir</em> e a alquimia do sabor.</p><h3>Homenagem às nações onde a gastronomia é um património comestível</h3><p>A lista dos 50 melhores destinos gastronómicos deste ano procura <strong>homenagear as nações onde a gastronomia é parte fundamental do património</strong>, e onde o respeito pela tradição caminha lado a lado com a inovação, o turismo responsável e o abastecimento sustentável.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg> A lista dos 50 melhores destinos gastronómicos para este ano procura prestar uma homenagem àquelas nações onde a gastronomia é parte fundamental do património.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O artigo refere que: “<strong>para conhecer verdadeiramente um país, é preciso primeiro saboreá-lo</strong>”. Nele, detalha-se que a Cidade do México ocupa a primeira posição devido à sua impressionante oferta gastronómica, que inclui restaurantes com estrelas Michelin e pratos como quesadillas, tamales e tacos.</p><h3>São 10 os destinos mexicanos que foram avaliados</h3><p>Oaxaca oferece o seu mezcal, o mole e as suculentas tlayudas. Em Guadalajara, pode apreciar a suculenta birria, as tortas ahogadas e a tequila. Mérida conta com a sua especial sopa de lima e a cochinita pibil. Por sua vez, Puebla é famosa pelo seu mole poblano, pelas suas cemitas, pelos seus mercados e sabores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mexico-es-nombrado-el-destino-gastronomico-numero-1-del-mundo-en-el-ranking-global-1789497254420.jpg" data-image="1cu1caxqqa8s" alt="A revista analisou receitas e alimentos de 50 nações de todo o mundo." title="A revista analisou receitas e alimentos de 50 nações de todo o mundo."><figcaption>A revista analisou receitas e alimentos de 50 nações de todo o mundo.</figcaption></figure><p>A lista continua com a Baja California, cujo menu inclui tacos de peixe, ceviche e vinhos locais. Em San Miguel de Allende, é imperdível a <em>barbacoa</em> aliada à alta gastronomia. Em Cancún, pode-se degustar marisco caribenho e lagosta. Tulum oferece tacos frescos e a <em>cochinita pibil</em>.</p><h2>Classificação editorial de turismo gastronómico</h2><p>É importante referir que este “<em>Top 50 Food Destination Around the World</em>” <strong>não se trata de uma condecoração oficial nem de uma análise científica global</strong>. Trata-se de uma classificação editorial de uma revista de turismo de renome, que valoriza as viagens e as experiências pelo mundo.</p><p>O prémio, segundo o critério da editora, reflete a<strong> opinião e a avaliação realizadas</strong> sobre: oferta gastronómica, bebidas, sustentabilidade, experiências dos viajantes, património, diversidade, ingredientes, riqueza cultural e tradições ancestrais.</p><p> Outras nações incluídas nesta distinção são: Índia, Estados Unidos, Japão, Espanha, Itália, Grécia, <strong>Portugal</strong>, China, Indonésia, França, Peru, Tailândia, Vietname, Coreia do Sul, Argentina, Líbano, Brasil, Turquia, Colômbia e Marrocos, para citar algumas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-mexico-e-eleito-o-destino-gastronomico-numero-1-do-mundo-no-ranking-global-de.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Sol pode ter engolido um planeta? Astrónomos procuram pistas escondidas no seu interior]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/sol-pode-ter-engolido-um-planeta-astronomos-procuram-pistas-escondidas-em-seu-interior.html</link><pubDate>Thu, 17 Sep 2026 07:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O Sol pode ter engolido uma super-Terra nos primeiros estágios da sua história. Um novo estudo sugere que esse evento teria deixado marcas detetáveis no interior da estrela. Se confirmadas, estas pistas poderiam revelar que um planeta foi incorporado pelo Sol há biliões de anos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sol-pode-ter-engolido-um-planeta-astronomos-procuram-pistas-escondidas-em-seu-interior-1789322149594.png" data-image="izkujkz9v5il" alt="O Sol pode ter engolido uma super-Terra quando o Sistema Solar ainda era jovem. O planeta teria sido incorporado à estrela durante seus primeiros milhões de anos." title="O Sol pode ter engolido uma super-Terra quando o Sistema Solar ainda era jovem. O planeta teria sido incorporado à estrela durante seus primeiros milhões de anos."><figcaption>O Sol pode ter engolido uma super-Terra quando o Sistema Solar ainda era jovem. O planeta teria sido incorporado à estrela durante os seus primeiros milhões de anos.</figcaption></figure><p><strong>O Sistema Solar formou-se há cerca de 4,6 biliões de anos a partir do colapso gravitacional de uma nuvem de gás e poeira.</strong> Nos primeiros milhões de anos, este ambiente era extremamente caótico, com planetesimais e protoplanetas a colidir, migrar e a trocar energia.</p><p><strong>Uma das hipóteses é que, no meio desse caos, o Sol tenha engolido um planeta rochoso de tamanho semelhante ao de uma super-Terra durante essa fase inicial.</strong> Forças gravitacionais e interações com o disco protoplanetário poderiam ter reduzido a sua órbita até que fosse destruído e incorporado à estrela. </p><p><strong>Um novo estudo propõe procurar possíveis “impressões digitais” dentro do Sol que teriam sido deixadas pelo planeta no processo de colisão.</strong> A ideia é identificar alterações na composição ou na estrutura da estrela que sejam compatíveis com a incorporação de material planetário. </p><h2>Caos no interior do Sistema Solar</h2><p>Nos primeiros milhões de anos após a formação do Sistema Solar, o ambiente era muito mais dinâmico e instável do que é atualmente. <strong>O disco protoplanetário continha inúmeros corpos que interagiam gravitacionalmente</strong>, com colisões e mudanças de órbita a ocorrer com frequência. </p><div class="texto-destacado">Interações gravitacionais podiam lançar objetos para outras regiões do sistema ou fazê-los colidir com planetas e até com o próprio Sol.</div><p>Um dos exemplos mais importantes é a hipótese do grande impacto entre a Terra e Theia, um protoplaneta aproximadamente do tamanho de Marte.<strong> O choque teria ocorrido há cerca de 4,5 mil milhões de anos e ejetado uma grande quantidade de material para a órbita terrestre.</strong> Esse material teria-se agregado posteriormente, dando origem à Lua. </p><h2>Encontrando digitais</h2><p>Outra hipótese é que o Sol tenha engolido um planeta que teria o tamanho de uma super-Terra. <strong>Investigadores procuram a possibilidade de isto tenha deixado uma assinatura no interior do Sol.</strong> A equipa modelou a evolução solar e comparou os resultados com observações da estrutura interna da estrela. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sol-pode-ter-engolido-um-planeta-astronomos-procuram-pistas-escondidas-em-seu-interior-1789322131416.png" data-image="2kzy2tonmnvj" alt="Mesmo desaparecido há bilhões de anos, o planeta pode ter deixado “digitais” no interior do Sol. Alterações químicas e estruturais poderiam revelar que esse evento realmente aconteceu. Crédito: NASA" title="Mesmo desaparecido há bilhões de anos, o planeta pode ter deixado “digitais” no interior do Sol. Alterações químicas e estruturais poderiam revelar que esse evento realmente aconteceu. Crédito: NASA"><figcaption>Mesmo desaparecido há vários milhares de milhões de anos, o planeta pode ter deixado “digitais” no interior do Sol. Alterações químicas e estruturais poderiam revelar que este evento realmente aconteceu. Crédito: NASA</figcaption></figure><p><strong>Os modelos indicam que uma super-Terra poderia ter deixado uma assinatura química nas camadas profundas do Sol. </strong>Esta alteração ajudaria a explicar algumas discrepâncias persistentes entre os modelos solares padrão e as observações. Entre as possíveis pistas está a baixa abundância de lítio observada no Sol.</p><h2>Engolindo uma super-Terra</h2><p>Os modelos desenvolvidos pelos investigadores apontam que o planeta incorporado pelo Sol provavelmente seria uma super-Terra, com massa entre cinco e dez vezes a da Terra. <strong>A equipa usou o código de evolução estelar MESA, simulando diferentes históricos de acreção e comparando os resultados.</strong></p><p></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786976" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-dia-em-que-o-sol-desligar-o-seu-dinamo-o-que-aconteceria-a-terra-se-a-nossa-estrela-perdesse-o-seu-campo-magnetico.html" title="O dia em que o Sol desligar o seu dínamo: o que aconteceria à Terra se a nossa estrela perdesse o seu campo magnético?">O dia em que o Sol desligar o seu dínamo: o que aconteceria à Terra se a nossa estrela perdesse o seu campo magnético?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-dia-em-que-o-sol-desligar-o-seu-dinamo-o-que-aconteceria-a-terra-se-a-nossa-estrela-perdesse-o-seu-campo-magnetico.html" title="O dia em que o Sol desligar o seu dínamo: o que aconteceria à Terra se a nossa estrela perdesse o seu campo magnético?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-dia-que-el-sol-apague-su-dinamo-que-ocurriria-con-la-tierra-si-nuestra-estrella-pierde-su-campo-magnetico-1788029602068_320.jpg" alt="O dia em que o Sol desligar o seu dínamo: o que aconteceria à Terra se a nossa estrela perdesse o seu campo magnético?"></a></article></aside><p>O cenário com uma super-Terra nessa faixa de massa apresentou a melhor concordância com diferentes propriedades do Sol. <strong>Se estas características previstas pelos modelos forem identificadas</strong>, poderiam fornecer uma forte evidência de que uma super-Terra foi incorporada ao Sol há milhares de milhões de anos.</p><h2>Qual é a probabilidade?</h2><p>A possibilidade de o Sol ter engolido uma super-Terra está ligada à dinâmica do Sistema Solar durante a sua formação. <strong>É plausível que planetas rochosos tenham se formado em regiões mais internas que a órbita atual de Mercúrio.</strong> Colisões e interações gravitacionais poderiam favorecer o crescimento de corpos com várias vezes a massa da Terra. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sol-pode-ter-engolido-um-planeta-astronomos-procuram-pistas-escondidas-em-seu-interior-1789322105467.png" data-image="ev0iypjug05r" alt="Uma super-Terra é um planeta com massa maior que a da Terra, mas menor que a dos gigantes gasosos. Esses mundos podem ser rochosos e ter algumas vezes a massa terrestre. Crédito: NASA" title="Uma super-Terra é um planeta com massa maior que a da Terra, mas menor que a dos gigantes gasosos. Esses mundos podem ser rochosos e ter algumas vezes a massa terrestre. Crédito: NASA"><figcaption>Uma super-Terra é um planeta com massa maior que a da Terra, mas menor que a dos gigantes gasosos. Estes mundos podem ser rochosos e ter algumas vezes a massa terrestre. Crédito: NASA</figcaption></figure><p>Alguns destes objetos poderiam perder estabilidade orbital e migrar para dentro, terminando incorporados à estrela. <strong>Estrelas jovens são cercadas por discos protoplanetários nos quais o material pode ser transferido entre o disco e a própria estrela. </strong>Embora não exista uma probabilidade determinada para o evento, o cenário é possível.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Silva%20et%20al" data-year="2026" data-title="A%20solution%20to%20the%20paradox%20of%20youth%20in%20the%20Galactic%20centre" data-url="https%3A%2F%2Fwww.aanda.org%2Farticles%2Faa%2Ffull_html%2F2026%2F08%2Faa60648-26%2Faa60648-26.html">Silva et al. (2026). <a href="https://www.aanda.org/articles/aa/full_html/2026/08/aa60648-26/aa60648-26.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A solution to the paradox of youth in the Galactic centre</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/sol-pode-ter-engolido-um-planeta-astronomos-procuram-pistas-escondidas-em-seu-interior.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Último fim de semana do verão astronómico: que tempo esperar em Portugal?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ultimo-fim-de-semana-do-verao-astronomico-que-tempo-esperar-em-portugal.html</link><pubDate>Thu, 17 Sep 2026 06:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O último fim de semana do verão astronómico será marcado por calor, temperaturas muito acima da média e muito sol em Portugal. Domingo poderá trazer máximas de 35 a 36 ºC.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb8k90e"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb8k90e.jpg" id="xb8k90e"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal continental aproxima-se do <strong>último fim de semana do verão astronómico</strong> com um cenário meteorológico que fará lembrar muito mais o auge da estação do que a proximidade do outono.</p><p>Depois de uma subida gradual das temperaturas ao longo dos próximos dias, o calor deverá intensificar-se precisamente durante sábado e domingo. As previsões mais recentes do modelo europeu (ECMWF) apontam para <strong>máximas superiores a 30 ºC em grande parte do território</strong>, chegando localmente aos 35 ou 36 ºC.</p><p>A quinta e a sexta-feira servirão essencialmente de <strong>transição para este cenário</strong>. As temperaturas deverão subir progressivamente, preparando um fim de semana em que o calor será particularmente expressivo no Centro e Sul, embora também se faça sentir com intensidade no Norte.</p><p>Além das temperaturas, <strong>a nebulosidade será geralmente pouco significativa, sobretudo no domingo</strong>, enquanto o vento não deverá assumir especial protagonismo no território continental.</p><h2>Sábado abre o último fim de semana do verão com calor intenso</h2><p>O sábado, dia 19, deverá ser marcado por <strong>temperaturas elevadas em grande parte de Portugal continental</strong>, com os valores mais expressivos a concentrarem-se sobretudo no Centro e Sul.</p><p>De acordo com o ECMWF, Santarém poderá atingir aproximadamente <strong>34 ºC</strong>, enquanto Coimbra, Évora e Portalegre deverão rondar os 33 a 34 ºC. Leiria e Beja poderão alcançar cerca de 32 ºC e Castelo Branco aproximadamente 31 ºC.</p><p>Também no Norte o ambiente será bastante quente para esta altura do calendário. <strong>Braga poderá atingir 31 ºC</strong>, Viseu cerca de 30 ºC e Vila Real aproximadamente 29 ºC. Junto ao litoral, a influência marítima deverá limitar um pouco mais a subida, com valores próximos dos 27 ºC no Porto e 25 ºC em Aveiro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ultimo-fim-de-semana-do-verao-astronomico-que-tempo-esperar-em-portugal-1789577011963.jpg" data-image="59vfs52vih61" alt="Sábado trará temperaturas acima dos 30 ºC a grande parte de Portugal" title="Sábado trará temperaturas acima dos 30 ºC a grande parte de Portugal"><figcaption>Temperaturas previstas pelo ECMWF para sábado às 16h. O calor será mais intenso no Centro e Sul, com máximas de 33 a 34 ºC em várias regiões.</figcaption></figure><p>Apesar das diferenças regionais, o calor será bastante generalizado. Mesmo áreas do Norte que normalmente já começariam a apresentar temperaturas mais moderadas nesta fase de setembro deverão registar <strong>valores próprios de pleno verão</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789018" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-podera-ser-a-excecao-na-europa-a-chuva-continuara-ausente-nos-proximos-dias.html" title="Portugal Continental poderá ser a exceção na Europa: a chuva continuará ausente nos próximos dias">Portugal Continental poderá ser a exceção na Europa: a chuva continuará ausente nos próximos dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-podera-ser-a-excecao-na-europa-a-chuva-continuara-ausente-nos-proximos-dias.html" title="Portugal Continental poderá ser a exceção na Europa: a chuva continuará ausente nos próximos dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-podera-ser-a-excecao-na-europa-a-chuva-continuara-ausente-nos-proximos-dias-1789559636935_320.jpg" alt="Portugal Continental poderá ser a exceção na Europa: a chuva continuará ausente nos próximos dias"></a></article></aside><p>O contraste entre litoral e interior continuará, contudo, a ser percetível, sobretudo na faixa costeira ocidental. A proximidade do Atlântico deverá manter as temperaturas mais baixas junto ao mar, enquanto <strong>poucos quilómetros para o interior os termómetros poderão superar facilmente os 30 ºC</strong>.</p><h2>Algumas nuvens poderão surgir no sábado, mas sem estragar o fim de semana</h2><p>O calor não significa necessariamente céu completamente limpo durante todo o sábado. As projeções do ECMWF mostram a possibilidade de <strong>alguns períodos de maior nebulosidade</strong>, sobretudo em setores do interior Centro e Sul.</p><p>Durante a manhã poderão surgir mais nuvens em zonas do interior Centro, enquanto ao final da tarde a nebulosidade poderá tornar-se mais significativa em alguns setores próximos da fronteira, nomeadamente entre Castelo Branco, Portalegre e o Alto Alentejo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ultimo-fim-de-semana-do-verao-astronomico-que-tempo-esperar-em-portugal-1789577070449.jpg" data-image="nieqetzudbd0" alt="Algumas nuvens poderão marcar presença durante a tarde de sábado" title="Algumas nuvens poderão marcar presença durante a tarde de sábado"><figcaption>Nebulosidade prevista pelo ECMWF para sábado às 18h. Alguns setores do interior Centro e Sul poderão apresentar períodos mais nublados, contrastando com o céu mais limpo noutras regiões.</figcaption></figure><p>Ainda assim, não se antevê que a nebulosidade comprometa de forma generalizada o ambiente de verão. <strong>Grande parte do litoral e várias regiões do Norte e Centro deverão continuar com céu pouco nublado ou limpo durante largos períodos.</strong></p><p>Também não há, nos mapas analisados, um sinal de precipitação generalizada associado a esta nebulosidade. O <strong>principal destaque meteorológico do sábado continuará, portanto, a ser o calor</strong>.</p><h2>Domingo poderá ser ainda mais quente: Coimbra chega aos 36 ºC</h2><p>Se sábado já será quente, <strong>domingo deverá elevar ainda mais os termómetros</strong> e poderá tornar-se o dia mais quente deste último fim de semana do verão astronómico.</p><p>As projeções atuais do modelo europeu apontam para aproximadamente <strong>36 ºC em Coimbra</strong>, enquanto Santarém poderá atingir cerca de 35 ºC. Leiria, Évora e Beja deverão aproximar-se dos 34 ºC.</p><p>Lisboa poderá chegar aos <strong>33 ºC</strong>, valor bastante elevado para uma localização costeira, enquanto Braga deverá igualmente rondar os 33 ºC. Castelo Branco poderá alcançar aproximadamente 33 ºC, com Viseu e Portalegre perto dos 32 ºC. Mesmo o Porto poderá aproximar-se dos <strong>29 ºC</strong>, reforçando a dimensão bastante generalizada deste episódio de calor.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ultimo-fim-de-semana-do-verao-astronomico-que-tempo-esperar-em-portugal-1789577494306.jpg" data-image="uimm1e1fpy4o" alt="Domingo poderá levar os termómetros aos 35 ou 36 ºC" title="Domingo poderá levar os termómetros aos 35 ou 36 ºC"><figcaption>Temperaturas previstas pelo ECMWF para domingo às 16h. Coimbra poderá atingir cerca de 36 ºC, com máximas de 33 a 35 ºC em numerosas regiões do país.</figcaption></figure><p><strong>Comparativamente a sábado, a subida será visível em várias regiões</strong>. Coimbra poderá passar de cerca de 33 para 36 ºC, Santarém de 34 para 35 ºC e Braga de aproximadamente 31 para 33 ºC.</p><p>Além disso, o domingo deverá apresentar <strong>céu geralmente pouco nublado ou limpo em praticamente todo o território</strong>, proporcionando muitas horas de sol. Desta forma, a sensação será verdadeiramente estival em grande parte do país.</p><h2>Até 9 ºC acima da média: calor estará muito longe do habitual</h2><p>Mais impressionante do que os próprios valores absolutos será o seu afastamento relativamente ao que seria normal para esta altura de setembro.</p><p>No domingo à tarde, as projeções do ECMWF apontam para <strong>anomalias positivas muito expressivas em praticamente todo o território continental</strong>. Braga, Viseu, Coimbra, Leiria e Santarém poderão apresentar temperaturas cerca de <strong>7 ºC acima da média</strong>, enquanto Lisboa poderá rondar os 6 ºC acima do habitual.</p><p>Os maiores desvios surgem em algumas das projeções sobre o Norte e Centro, com valores localmente próximos de <strong>8 a 9 ºC acima da média climatológica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ultimo-fim-de-semana-do-verao-astronomico-que-tempo-esperar-em-portugal-1789577579284.jpg" data-image="66gu5mwf4wil" alt="Portugal estará muito mais quente do que o normal neste domingo" title="Portugal estará muito mais quente do que o normal neste domingo"><figcaption>Anomalia da temperatura prevista pelo ECMWF para domingo às 16h. Grande parte do território poderá apresentar valores entre 5 e 9 ºC acima da média climatológica.</figcaption></figure><p>Isto significa que <strong>não estaremos simplesmente perante um fim de semana quente</strong>. As temperaturas previstas encontram-se claramente afastadas dos valores habituais para a segunda metade de setembro, particularmente no Norte e Centro.</p><h2>E o vento? Sem sinais de grande protagonismo em terra</h2><p>O vento não deverá constituir o principal elemento meteorológico deste fim de semana. Os mapas de rajadas mostram, de forma geral, <strong>valores relativamente modestos sobre Portugal continental</strong>, embora existam algumas diferenças regionais e um reforço localizado junto à faixa costeira.</p><p>No sábado à tarde, as rajadas poderão rondar aproximadamente <strong>20 a 30 km/h em vários setores</strong>, podendo aproximar-se dos 30 a 35 km/h junto a alguns pontos do litoral. No domingo, o padrão será semelhante, sem indicação de vento particularmente intenso sobre a generalidade do território.</p><p>Assim, o vento não deverá ser suficiente para contrariar significativamente a sensação de calor durante as horas de maior aquecimento.</p><h2>Último fim de semana do verão será convidativo para ir à praia?</h2><p>Para quem pretende aproveitar os últimos dias do verão astronómico junto ao mar, <strong>o cenário será globalmente favorável</strong>, embora com diferenças importantes ao longo da costa.</p><p>As temperaturas do ar serão particularmente convidativas no domingo. Lisboa poderá atingir cerca de 33 ºC e mesmo no litoral Norte os valores deverão subir, com o Porto próximo dos 29 ºC.</p><p>Quanto ao mar, as projeções mostram <strong>agitação marítima relativamente baixa junto à costa</strong>, aumentando à medida que nos afastamos para o Atlântico. Tanto sábado como domingo deverão apresentar condições bastante mais tranquilas nas águas costeiras do que em alto-mar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ultimo-fim-de-semana-do-verao-astronomico-que-tempo-esperar-em-portugal-1789577622351.jpg" data-image="mt6f6a6i7np2" alt="Calor e mar relativamente tranquilo junto à costa fecham o verão" title="Calor e mar relativamente tranquilo junto à costa fecham o verão"><figcaption>Estado do mar previsto para domingo às 16h. A agitação deverá ser relativamente reduzida junto à costa portuguesa, aumentando progressivamente para oeste, em direção ao Atlântico.</figcaption></figure><p>A temperatura da água continuará, naturalmente, bastante abaixo da temperatura do ar, sobretudo ao longo da costa ocidental. Ainda assim, conjugando <strong>calor, muitas horas de sol, vento geralmente moderado e um estado do mar sem grande agitação junto à costa</strong>, o fim de semana poderá ser bastante convidativo para atividades de praia.</p><p>O <strong>domingo apresenta-se particularmente favorável</strong>, não só pelas temperaturas mais elevadas, mas também pela previsão de céu praticamente limpo em grande parte do país. Ainda assim, as condições locais do mar devem ser sempre verificadas antes da entrada na água e devem ser respeitadas as indicações das autoridades e da vigilância balnear.</p><p>No fundo, o verão astronómico prepara-se para a despedida com condições que dificilmente farão lembrar o outono: <strong>sol, calor anormal para a época e termómetros que poderão alcançar os 35 a 36 ºC</strong> em alguns pontos do território.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ultimo-fim-de-semana-do-verao-astronomico-que-tempo-esperar-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Conheça a comovente história de amizade entre um cão pré-histórico e uma família portuguesa do Mesolítico]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conheca-a-comovente-historia-de-amizade-entre-um-cao-pre-historico-e-uma-familia-portuguesa-do-mesolitico.html</link><pubDate>Thu, 17 Sep 2026 05:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Com quase oito mil anos, o Cão de Muge é o animal domesticado mais antigo encontrado em Portugal, mas foi por um feliz acaso que o seu testemunho chegou intacto aos nossos dias.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/conheca-a-comovente-historia-de-amizade-entre-um-cao-pre-historico-e-uma-familia-portuguesa-do-mesolitico-1788205474838.jpg" data-image="4a6t7ebm0tqq" alt="fotograma da animação O Cão de Muge – Um Amigo Pré-Histórico" title="fotograma da animação O Cão de Muge – Um Amigo Pré-Histórico"><figcaption>O Cão de Muge terá vivido há aproximadamente 7850 anos e tudo indica que foi um estimado e leal companheiro de uma família portuguesa do período mesolítico. Imagem: fotograma da animação O Cão de Muge – Um Amigo Pré-Histórico</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Na <strong>década de 1880</strong>, os paleontólogos fizeram descobertas espantosas nas margens da <strong>ribeira de Muge</strong>, afluente do Tejo, em <strong>Salvaterra de Magos</strong>. Nos célebres concheiros mesolíticos foram recuperadas conchas, ossadas, ferramentas de pedra, entre outros objetos. </p><p>A expedição permitiu desvendar muitos aspetos desconhecidos sobre rituais fúnebres, organização social, dieta e práticas de caça e de pesca dos últimos <strong>caçadores-recolectores</strong> que viveram há cerca de oito mil anos em território português.</p><div class="texto-destacado"><strong>O que são concheiros?</strong> São depósitos arqueológicos com grandes acumulações de conchas de moluscos, ossadas humanas e de animais, cinzas ou carvão, armazenados por populações do período Mesolítico.</div><p>Mais de <strong>300 esqueletos</strong> e centenas de <strong>objetos do quotidiano</strong> foram retirados e guardados no Museu Geológico, em Lisboa, e no Museu de História Natural da Faculdade de Ciências do Porto. </p><p>A nível mundial, a coleção antropológica está até hoje <strong>entre as</strong> <strong>mais importantes do Mesolítico</strong> — período entre o Paleolítico e o Neolítico que, na Península Ibérica, começou há cerca de 10 mil anos e acabou há seis mil.</p><h2>Um achado esquecido durante 120 anos</h2><p>No meio de tantos e valiosos achados, um em particular ficou esquecido: o <strong>esqueleto quase completo de um cão</strong> encontrado num cemitério humano. O foco das campanhas arqueológicas, nessa altura, era estudar a história da evolução humana e, por isso, pouca ou nenhuma importância foi atribuída às ossadas do animal.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O desinteresse dessa altura levou os investigadores a depositarem o esqueleto numa gaveta do Museu Geológico de Lisboa, onde permaneceu durante 120 anos. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Em 2000, a zooarqueóloga <strong>Cleia Detry</strong>, do Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa, e o arqueólogo <strong>João Luís Cardoso</strong>, da Universidade Aberta, redescobriram as ossadas numa das salas traseiras do museu. Parecia um cão, mas poderia ser também um lobo. Quiseram saber mais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/conheca-a-comovente-historia-de-amizade-entre-um-cao-pre-historico-e-uma-familia-portuguesa-do-mesolitico-1788205679114.jpg" data-image="ftnv5uf048y1" alt="Ossadas do Cão de Muge" title="Ossadas do Cão de Muge"><figcaption>As ossadas do Cão de Muge, esquecidas durante 120 anos, estão hoje entre o espólio mais valioso do Museu de Geologia Geológico, em Lisboa. Imagem: Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG)</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>O mistério continuou por mais uma década e o animal esperou pacientemente que a ciência tivesse as ferramentas certas para contar a sua história. Esse momento chegou, em <strong>2010</strong>, quando o esqueleto foi alvo de um <strong>estudo</strong> <strong>detalhado</strong> com as mais <strong>avançadas tecnologias</strong> ao dispor: de datação por radiocarbono, até análise de isótopos, passando por exames de genómica e de imagiologia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="759691" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/escavacoes-em-tomar-e-torres-novas-vao-contar-a-historia-de-500-mil-anos-de-evolucao-humana.html" title="Escavações em Tomar e Torres Novas vão contar a história de 500 mil anos de evolução humana">Escavações em Tomar e Torres Novas vão contar a história de 500 mil anos de evolução humana</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/escavacoes-em-tomar-e-torres-novas-vao-contar-a-historia-de-500-mil-anos-de-evolucao-humana.html" title="Escavações em Tomar e Torres Novas vão contar a história de 500 mil anos de evolução humana"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/escavacoes-em-tomar-e-torres-novas-vao-contar-a-historia-de-500-mil-anos-de-evolucao-humana-1773927722353_320.jpg" alt="Escavações em Tomar e Torres Novas vão contar a história de 500 mil anos de evolução humana"></a></article></aside><p>Graças a testes extremamente sofisticados, foi possível determinar que o animal viveu há aproximadamente 7850 anos e teria entre dois e seis anos quando morreu. O Cão de Muge — como é hoje conhecido — era provavelmente um espécime adulto de tamanho médio, com uma altura de ombros entre 48,5 e 51 centímetros. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A partir destes dados e de outros exames já concluídos, os investigadores conseguiram reconstituir a vida e a morte do animal. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Tudo o que foi encontrado junto das ossadas indica que foi muito mais do que um <strong>leal ajudante</strong> na caça. Estava enterrado numa sepultura especialmente construída para o seu enterro. Tinha ainda as patas recolhidas junto ao corpo, mostrando o extremo cuidado com que foi depositado.</p><h2>A reconstrução facial do cão português mais antigo</h2><p>Incentivada por esses estudos, uma equipa luso-brasileira utilizou uma abordagem multidisciplinar para criar, em 2022, a <strong>reconstrução facial do cão de Muge</strong>. O trabalho foi publicado<strong> </strong>na revista científica Applied Sciences, revelando uma aproximação de como pode ter sido o cão português mais antigo. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/conheca-a-comovente-historia-de-amizade-entre-um-cao-pre-historico-e-uma-familia-portuguesa-do-mesolitico-1788205884455.jpg" data-image="lvl6huvbdvjz" alt="Imagem 3D do Cão de Muge" title="Imagem 3D do Cão de Muge"><figcaption>Imagem do modelo 3D do cão Muge colorida em tons de sépia por falta de informação genética sobre a textura e cor da sua pelagem. Imagem: Cícero Moraes, CC BY-SA 4.0, Applied Sciences</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Uma combinação de osteometria zooarqueológica, datação direta por radiocarbono, imagens de raios X e tomografia computadorizada, além de <strong>técnicas e arte assistidas por computador</strong>, permitiu dar vida aos dados científicos recolhidos, resultando na imagem de um cão que viveu há mais de 7500 anos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="467732" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/misterios-do-menino-de-ouro-mumificado-ha-2300-anos-revelados-em-imagem-egito.html" title="Mistérios do 'menino de ouro' mumificado há 2300 anos revelados em imagem">Mistérios do "menino de ouro" mumificado há 2300 anos revelados em imagem</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/misterios-do-menino-de-ouro-mumificado-ha-2300-anos-revelados-em-imagem-egito.html" title="Mistérios do 'menino de ouro' mumificado há 2300 anos revelados em imagem"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/imagem-revela-misterios-do-menino-de-ouro-mumificado-no-egito-a-2300-anos-1674837748017_320.jpg" alt="Mistérios do 'menino de ouro' mumificado há 2300 anos revelados em imagem"></a></article></aside><p>Mais recentemente, em <strong>2018</strong>, o animal regressou às luzes da ribalta com artistas e cientistas a unirem-se em torno de uma curta-metragem de animação. Intitulado <strong>O Cão de Muge – um amigo pré-histórico</strong>, o filme combinou cinema e ciência para contar esta comovente história, que chegou quase intacta aos nossos dias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/conheca-a-comovente-historia-de-amizade-entre-um-cao-pre-historico-e-uma-familia-portuguesa-do-mesolitico-1788205992967.jpg" data-image="eu8niwcwmesf" alt="Reconstrução facial do Cão de Muge" title="Reconstrução facial do Cão de Muge"><figcaption>Uma equipa luso-brasileira fez uma reconstrução facial do Cão de Muge, dando-nos uma ideia aproximada de como poderá ter sido o animal doméstico português mais antigo. Imagem: Cícero Moraes, CC BY-SA 4.0, Applied Sciences</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp" style="visibility: visible !important; display: contents; --rem: 16;"></superhuman-go-underlines></figure><p>Pode até parecer que as investigações são pouco relevantes para a história da humanidade, mas o Cão de Muge é hoje considerado o <strong>animal pré-histórico domesticado mais antigo em Portugal</strong>, estando as suas ossadas entre o espólio mais valioso do Museu Geológico de Lisboa.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Ana%20Elisabete%20Pires%2C%20Pires%2C%20Cleia%20Detry%2C%20Lounes%20Chikhi%2C%20Rita%20Amorim%20Rasteiro%2C%20Fernanda%20Sim%C3%B5es%2C%20Cathrine%20Hanni%2C%20Alexandra%20Velente%2C%20et.%20al." data-year="" data-title="The%20curious%20case%20of%20the%20Mesolithic%20Iberian%20dogs%3A%20An%20archaeogenetic%20study.%20Journal%20of%20Archaeological%20Science." data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedirect.com%2Fscience%2Farticle%2Fabs%2Fpii%2FS0305440319300251%3Fvia%253Dihub">Ana Elisabete Pires, Pires, Cleia Detry, Lounes Chikhi, Rita Amorim Rasteiro, Fernanda Simões, Cathrine Hanni, Alexandra Velente, et. al.. <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0305440319300251?via%3Dihub" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The curious case of the Mesolithic Iberian dogs: An archaeogenetic study. Journal of Archaeological Science.</a>.</cite><br><cite data-author="C%C3%ADcero%20Moraes%2C%20Hugo%20Matos%20Pereira%2C%20Jo%C3%A3o%20Filipe%20Requicha%2C%20Lara%20Alves%2C%20Gra%C3%A7a%20Alexandre-Pires%2CSandra%20de%20Jesus%2C%20Silvia%20Guimar%C3%A3es%2C%20Catarina%20Ginja%2C%20Cleia%20Detry%2C%20Miguel%20Ramalho%20%26%20Ana%20Elisabete%20Pires." data-year="" data-title="The%20Facial%20Reconstruction%20of%20a%20Mesolithic%20Dog%2C%20Muge%2C%20Portugal.%20Aplied%20Sciences" data-url="https%3A%2F%2Fwww.mdpi.com%2F2076-3417%2F12%2F10%2F4867">Cícero Moraes, Hugo Matos Pereira, João Filipe Requicha, Lara Alves, Graça Alexandre-Pires,Sandra de Jesus, Silvia Guimarães, Catarina Ginja, Cleia Detry, Miguel Ramalho & Ana Elisabete Pires.. <a href="https://www.mdpi.com/2076-3417/12/10/4867" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The Facial Reconstruction of a Mesolithic Dog, Muge, Portugal. Aplied Sciences</a>.</cite><br><cite data-author="Centro%20de%20Investiga%C3%A7%C3%A3o%20em%20Biodiversidade%20e%20Recursos%20Gen%C3%A9ticos%2FRede%20de%20Investiga%C3%A7%C3%A3o%20em%20Biodiversidade%20e%20Biologia%20Evolutiva%20(CIBIO%2FInBIO)%20da%20Universidade%20do%20Porto" data-year="" data-title="O%20C%C3%A3o%20de%20Muge%20%E2%80%93%20um%20amigo%20pr%C3%A9-hist%C3%B3rico%20(filme%20de%20anima%C3%A7%C3%A3o)" data-url="https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DODRxW4gqF5Y%26t%3D8s">Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos/Rede de Investigação em Biodiversidade e Biologia Evolutiva (CIBIO/InBIO) da Universidade do Porto. <a href="https://www.youtube.com/watch?v=ODRxW4gqF5Y&t=8s" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">O Cão de Muge – um amigo pré-histórico (filme de animação)</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conheca-a-comovente-historia-de-amizade-entre-um-cao-pre-historico-e-uma-familia-portuguesa-do-mesolitico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal Continental poderá ser a exceção na Europa: a chuva continuará ausente nos próximos dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-podera-ser-a-excecao-na-europa-a-chuva-continuara-ausente-nos-proximos-dias.html</link><pubDate>Wed, 16 Sep 2026 14:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Enquanto várias regiões da Europa recebem chuva nos próximos dias, Portugal Continental deverá manter-se praticamente seco. Até segunda-feira (21), as atenções estarão sobretudo no vento e numa nova subida das temperaturas durante o fim de semana.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb8f1mu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb8f1mu.jpg" id="xb8f1mu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Enquanto várias regiões da Europa deverão receber precipitação nos próximos dias, <strong>Portugal Continental poderá permanecer praticamente à margem da chuva</strong>. A estabilidade atmosférica será dominante até ao início da próxima semana, mas isso não significa ausência de fenómenos a acompanhar: o vento deverá intensificar-se temporariamente e, no fim de semana, <strong>as temperaturas voltam a subir</strong>.</p><h2>Portugal destaca-se num mapa europeu marcado pela chuva</h2><p>O contraste entre Portugal e grande parte do continente europeu será evidente nos próximos dias. O mapa de <strong>precipitação acumulada</strong>, que soma toda a chuva prevista ao longo de aproximadamente 144 horas, desde esta quarta-feira, dia 16, até à noite de segunda-feira, dia 21, mostra acumulados inexistentes em grande parte de Portugal Continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-podera-ser-a-excecao-na-europa-a-chuva-continuara-ausente-nos-proximos-dias-1789559636935.jpg" data-image="ei0rykz2ut3g" alt="Precipitação acumulada na Europa" title="Precipitação acumulada na Europa"><figcaption>O mapa de precipitação acumulada até segunda-feira evidencia o contraste entre Portugal Continental e grande parte da Europa. Enquanto vários países poderão acumular dezenas de milímetros, o território português deverá permanecer praticamente sem chuva.</figcaption></figure><p>A situação é bastante diferente em várias regiões europeias. Áreas do Reino Unido, Europa Central, Itália e países da Península Balcânica poderão acumular vários milímetros de precipitação, localmente algumas dezenas, enquanto Portugal aparece praticamente sem precipitação significativa.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Por detrás desta diferença está, em grande medida, a influência de <strong>um robusto Anticiclone dos Açores</strong>, que continuará a condicionar a circulação atmosférica sobre o Atlântico Nordeste e a Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-podera-ser-a-excecao-na-europa-a-chuva-continuara-ausente-nos-proximos-dias-1789559791518.jpg" data-image="vm62yz1w69xy" alt="Configuração da pressão atmosférica" title="Configuração da pressão atmosférica"><figcaption>O Anticiclone dos Açores continuará a desempenhar um papel importante na estabilidade atmosférica em Portugal. As frentes atlânticas deverão permanecer afastadas do território, enquanto alguma instabilidade afeta outras regiões da Península Ibérica e da Europa.</figcaption></figure><p>Esta configuração funcionará como uma espécie de <strong>barreira à progressão das frentes atlânticas em direção ao território continental.</strong> Mesmo alguma instabilidade proveniente de leste, responsável por precipitação em zonas de Espanha, deverá ter dificuldade em alcançar Portugal. Assim, pelo menos até segunda-feira (21), <strong>a chuva dificilmente será protagonista em Portugal Continental</strong>.</p><h2>Quarta e quinta-feira o vento ganha força junto ao litoral</h2><p>A ausência de precipitação não significa, contudo, que os próximos dias sejam completamente tranquilos do ponto de vista meteorológico. Durante esta quarta-feira, dia 16, o <strong>vento deverá intensificar-se ao longo da tarde</strong>, sobretudo na faixa costeira entre Lisboa e o Porto. Segundo as previsões do modelo ECMWF, as rajadas poderão <strong>ultrapassar localmente os 60 km/h</strong>, traduzindo-se num vento moderado a forte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-podera-ser-a-excecao-na-europa-a-chuva-continuara-ausente-nos-proximos-dias-1789559911856.jpg" data-image="0b946rpjthkn" alt="Rajada de vento (km/h)" title="Rajada de vento (km/h)"><figcaption>O vento será uma das variáveis a acompanhar nos próximos dias, sobretudo durante as tardes. Entre Lisboa e o Porto, as rajadas poderão ultrapassar localmente os 60 km/h, especialmente nas zonas mais expostas do litoral.</figcaption></figure><p>Também em zonas dos distritos de <strong>Santarém e Guarda</strong> o vento poderá fazer-se sentir com alguma intensidade. Na quinta-feira deverá manter-se um padrão semelhante, novamente com maior intensidade durante as horas da tarde. Já na <strong>sexta-feira, dia 18</strong>, prevê-se uma acalmia durante a manhã, embora durante a tarde as rajadas possam aproximar-se dos <strong>40 km/h</strong> em algumas regiões.</p><h2>Fim de semana traz novo aumento das temperaturas</h2><p>Depois de alguns dias marcados por diferenças significativas entre o litoral e o interior, <strong>o fim de semana de 19 e 20 de setembro deverá trazer uma nova subida generalizada das temperaturas</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Não se esperam valores tão extremos como os registados durante alguns dos episódios mais quentes deste verão.</strong> Ainda assim, para a segunda quinzena de setembro, as temperaturas previstas serão elevadas.</div><p>No sábado, dia 19, grande parte das capitais de distrito poderá <strong>atingir ou ultrapassar os 30 ºC</strong>. O calor será particularmente expressivo no Centro e Sul, bem como no interior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-podera-ser-a-excecao-na-europa-a-chuva-continuara-ausente-nos-proximos-dias-1789559997945.jpg" data-image="qa60cs2quk11" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O calor volta a ganhar terreno no fim de semana, com grande parte do território a registar máximas próximas ou superiores aos 30 ºC. O Vale do Tejo estará entre as regiões mais quentes, com valores que poderão aproximar-se dos 35 ºC.</figcaption></figure><p>O<strong> Vale do Tejo deverá voltar a destacar-se entre as regiões mais quentes.</strong> Em Santarém, os termómetros poderão aproximar-se dos <strong>34 a 35 ºC</strong>, com possibilidade de valores localmente superiores na região. Coimbra e Leiria poderão rondar os 33 ºC, enquanto Évora e Beja deverão também superar os 30 ºC.</p><p>Mesmo mais a norte, cidades como Braga, Viseu ou Vila Real poderão aproximar-se ou ultrapassar esta fasquia, contrastando com alguns setores do litoral onde a influência marítima continuará a moderar as máximas. No domingo, dia 20, a tendência das temperaturas irá contar com um ligeiro aumento.</p><h2>Até segunda-feira (21), a chuva continuará a esperar</h2><p>No domingo, dia 20, e início da próxima semana, <strong>o cenário deverá continuar dominado por tempo seco e temperaturas acima do habitual para esta fase de setembro</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788998" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/48-horas-de-muito-calor-entre-os-dias-20-e-21-portugal-continental-registara-temperaturas-de-ate-36-c.html" title="48 horas de muito calor: entre os dias 20 e 21, Portugal Continental registará temperaturas de até 36 ºC">48 horas de muito calor: entre os dias 20 e 21, Portugal Continental registará temperaturas de até 36 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/48-horas-de-muito-calor-entre-os-dias-20-e-21-portugal-continental-registara-temperaturas-de-ate-36-c.html" title="48 horas de muito calor: entre os dias 20 e 21, Portugal Continental registará temperaturas de até 36 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/48-horas-de-muito-calor-entre-os-dias-20-e-21-portugal-continental-registara-temperaturas-elevadas-1789558943465_320.jpg" alt="48 horas de muito calor: entre os dias 20 e 21, Portugal Continental registará temperaturas de até 36 ºC"></a></article></aside><p>A estabilidade proporcionada pelas altas pressões deverá continuar a dificultar a chegada das frentes atlânticas a Portugal. Desta forma, embora grande parte da Europa apresente um cenário progressivamente mais instável e chuvoso, <strong>Portugal Continental poderá continuar a ser uma das exceções no mapa europeu da precipitação</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-podera-ser-a-excecao-na-europa-a-chuva-continuara-ausente-nos-proximos-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Sagres troca o verão pela migração das aves e afirma o Algarve como destino de natureza]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/sagres-troca-o-verao-pela-migracao-das-aves-e-afirma-o-algarve-como-destino-de-natureza.html</link><pubDate>Wed, 16 Sep 2026 13:02:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>De 2 a 5 de outubro, a vila recebe ornitólogos, naturalistas e famílias para quatro dias de saídas de campo, ciência, caminhadas e contacto com o mundo natural.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sagres-troca-o-verao-pela-migracao-das-aves-e-afirma-o-algarve-como-destino-de-natureza-1788358118369.jpg" data-image="bw7vowsz8j3q" alt="Sagres, Algarve" title="Sagres, Algarve"><figcaption>Sagres ocupa uma posição singular para observar as aves que, durante a migração outonal, atravessam a região algarvia antes de prosseguirem viagem para África. Foto: Município de Vila do Bispo</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Em outubro, enquanto grande parte do Algarve abranda após os meses de maior afluência, milhares de aves atravessam a região rumo às áreas de invernada. É nesse momento que <strong>Sagres</strong> recebe a <strong>17.ª edição do Festival de Observação de Aves e Atividades de Natureza</strong>, entre 2 e 5 de outubro.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Organizado pelo Município de Vila do Bispo, pela SPEA-BirdLife e pela Associação Almargem, o evento reúne participantes de diferentes países e aproveita a localização privilegiada de Sagres nas rotas migratórias europeias. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A programação inclui observação terrestre e marítima, passeios de barco, caminhadas, fotografia, atividades para famílias, anilhagem e monitorização de aves, minicursos e educação ambiental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sagres-troca-o-verao-pela-migracao-das-aves-e-afirma-o-algarve-como-destino-de-natureza-1788358181071.jpg" data-image="s52c7f5ikh90" alt="Desenho e ilustração da natureza" title="Desenho e ilustração da natureza"><figcaption>Workshops de ilustração da natureza estão presentes em todas as edições do festival. Foto: Município de Vila do Bispo</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A edição de 2026 já tem um cabeça-de-cartaz: a <strong>torda-mergulheira</strong> (<em>Alca torda</em>) que <strong>nidifica no Atlântico Norte</strong> e passa os meses mais frios ao longo da costa portuguesa. Outubro coincide com a sua <strong>migração pós-nupcial</strong>, tornando esta época especialmente favorável à sua observação. A ave consegue mergulhar a várias dezenas de metros para capturar pequenos peixes, como sardinhas e biqueirões.</p><h2>O outono é época alta para a natureza</h2><p>Sagres ocupa uma posição singular no extremo sudoeste da Europa. Durante a migração outonal, <strong>aves</strong> provenientes do <strong>norte</strong> e do <strong>centro</strong> do continente atravessam a região antes de prosseguirem viagem para <strong>África</strong>. A diversidade de habitats e a proximidade entre terra e mar tornam o território particularmente importante para observar este movimento sazonal.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É essa característica que permite ao festival propor uma experiência turística diferente daquela que tradicionalmente associa o Algarve ao verão, ao calor e à praia. Em outubro, a paisagem mantém a sua atratividade, mas a atenção desloca-se para falésias, trilhos, céu, mar e espécies que percorrem milhares de quilómetros.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A organização tem vindo a apresentar o evento como uma <strong>referência do turismo de natureza</strong> em Portugal. A proposta também procura envolver públicos sem experiência em observação de aves, com atividades para famílias, percursos e experiências de diferentes níveis de dificuldade.</p><h2>A ciência sobe ao palco</h2><p>Uma das novidades desta edição é a conferência científica <strong>“Natureza em revelação”</strong>, marcada para 3 de outubro, entre as 17h00 e as 18h30, no Centro Interpretativo da Lota de Sagres. A sessão reunirá três apresentações breves de investigadores e especialistas que irão divulgar trabalhos recentes sobre conservação da natureza. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sagres-troca-o-verao-pela-migracao-das-aves-e-afirma-o-algarve-como-destino-de-natureza-1788358264076.jpg" data-image="ypltofib4ek8" alt="Observação de aves" title="Observação de aves"><figcaption>Embora as atividades sejam muito diversificadas, a observação de aves é o ponto forte deste festival. Foto: SPEA</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A iniciativa pretende aproximar a <strong>investigação</strong> do público e mostrar como o conhecimento científico pode ajudar a <strong>compreender melhor os ecossistemas e a protegê-los</strong>. Depois das apresentações, haverá ainda espaço para perguntas e conversa com os participantes.</p><p>A nova conferência reforça uma dimensão que acompanha o festival desde as primeiras edições. A observação deixa de ser apenas uma experiência de contacto com a natureza e passa também pela <strong>compreensão dos fenómenos</strong> que nela ocorrem.</p><h2>Para além da época balnear</h2><p>Realizado anualmente desde 2008, o Festival de Observação de Aves e Atividades de Natureza tornou-se um dos <strong>principais eventos portugueses dedicados ao turismo de natureza </strong>e contribui para afirmar Vila do Bispo como destino fora da época balnear.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783198" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-agricultura-em-portugal-esta-a-perder-as-aves-que-sempre-ajudaram-a-mante-la-viva.html" title="A agricultura em Portugal está a perder as aves que sempre ajudaram a mantê-la viva">A agricultura em Portugal está a perder as aves que sempre ajudaram a mantê-la viva</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-agricultura-em-portugal-esta-a-perder-as-aves-que-sempre-ajudaram-a-mante-la-viva.html" title="A agricultura em Portugal está a perder as aves que sempre ajudaram a mantê-la viva"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-agricultura-em-portugal-esta-a-perder-as-aves-que-sempre-ajudaram-a-mante-la-viva-1786459638387_320.jpg" alt="A agricultura em Portugal está a perder as aves que sempre ajudaram a mantê-la viva"></a></article></aside><p>A edição de 2026 terá ainda uma <strong>programação diversificada</strong>, com saídas de campo, palestras, oficinas de botânica, passeios de caiaque, workshops de primeiros socorros para aves e muito mais que pode ser consultado no programa completo já está disponível no website do evento. As inscrições abrem a 2 de setembro.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Birdwatchig%20Sagres" data-year="" data-title="17.%C2%AA%20edi%C3%A7%C3%A3o%20do%20Festival%20de%20Observa%C3%A7%C3%A3o%20de%20Aves%20e%20Atividades%20de%20Natureza" data-url="https%3A%2F%2Fwww.birdwatchingsagres.com%2F">Birdwatchig Sagres. <a href="https://www.birdwatchingsagres.com/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">17.ª edição do Festival de Observação de Aves e Atividades de Natureza</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/sagres-troca-o-verao-pela-migracao-das-aves-e-afirma-o-algarve-como-destino-de-natureza.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[48 horas de muito calor: entre os dias 20 e 21, Portugal Continental registará temperaturas de até 36 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/48-horas-de-muito-calor-entre-os-dias-20-e-21-portugal-continental-registara-temperaturas-de-ate-36-c.html</link><pubDate>Wed, 16 Sep 2026 11:51:53 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal Continental prepara-se para 48 horas de calor intenso, com temperaturas muito acima do habitual. Entre domingo e segunda-feira, as máximas poderão atingir 36 ºC, acompanhadas por noites invulgarmente quentes em várias regiões do território.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/48-horas-de-muito-calor-entre-os-dias-20-e-21-portugal-continental-registara-temperaturas-elevadas-1789558943465.jpg" data-image="uqbjz4i0hmet" alt="Calor intenso deverá marcar o fim de semana em Portugal" title="Calor intenso deverá marcar o fim de semana em Portugal"><figcaption>Portugal Continental deverá registar temperaturas muito acima do habitual entre domingo e segunda-feira, com máximas que poderão atingir 36 ºC e noites invulgarmente quentes em várias regiões.</figcaption></figure><p>Entre os dias 20 e 21 de setembro, Portugal Continental deverá ficar sob a influência de uma massa de ar muito quente, responsável por temperaturas elevadas para a época. <strong>As máximas poderão alcançar 36 ºC e, em algumas regiões, ficar até 12 ºC acima dos valores habituais.</strong></p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong></strong><strong>. </strong>Siga-nos e ative as notificações.<br></div><p><strong>Na origem deste episódio estará o reforço de uma dorsal anticiclónica sobre a Península Ibérica</strong>, uma região de altas pressões que favorecerá tempo estável e seco. O ar tenderá a descer na atmosfera e a aquecer à medida que se aproxima da superfície, contribuindo para a subida das temperaturas. <strong>Ao mesmo tempo, a corrente de jato deverá permanecer mais a norte, afastando de Portugal as perturbações atlânticas</strong> e permitindo que uma massa de ar muito quente se estabeleça sobre o território.</p><h2>O calor intensifica-se no fim de semana: máximas poderão chegar aos 36 ºC</h2><p>O aquecimento deverá tornar-se evidente no sábado, dia 19, mas será no domingo e na segunda-feira que atingirá maior expressão. A cerca de 1500 metros de altitude, as temperaturas aos 850 hPa deverão subir para 19 a 21 ºC, <strong>revelando a presença de ar muito quente sobre parte do país e favorecendo uma subida acentuada das temperaturas à superfície.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/48-horas-de-muito-calor-entre-os-dias-20-e-21-portugal-continental-registara-temperaturas-elevadas-1789558108726.jpg" data-image="qzzdd1ba2nlt"><figcaption>Uma massa de ar muito quente deverá instalar-se sobre Portugal Continental, com temperaturas entre 19 e 21 ºC a cerca de 1500 metros de altitude, favorecendo uma subida acentuada das temperaturas à superfície.</figcaption></figure><p>Durante a tarde de sábado, o aquecimento deverá ser evidente, com máximas de 34 ºC em Santarém e 33 ºC em Coimbra e Évora, antecipando a intensificação prevista para os dois dias seguintes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/48-horas-de-muito-calor-entre-os-dias-20-e-21-portugal-continental-registara-temperaturas-elevadas-1789558149890.jpg" data-image="iz9u7z8oomom"><figcaption>As temperaturas deverão subir de forma acentuada no domingo, com máximas que poderão atingir 36 ºC em Coimbra e Santarém e superar os 30 ºC em grande parte do território.</figcaption></figure><p>No domingo, dia 20, <strong>Coimbra e Santarém poderão atingir 36 ºC, enquanto Leiria e Beja poderão chegar aos 35 ºC. Lisboa e Évora deverão alcançar 34 ºC e Braga 33 ºC.</strong> Os valores previstos deverão ficar muito acima do habitual para esta altura do ano: em Braga e Lisboa, <strong>as anomalias poderão atingir +10 ºC</strong>, enquanto no Porto, Viseu, Coimbra, Leiria e Santarém poderão aproximar-se dos +9 ºC.</p><h2>Noite muito quente antecederá um novo pico das temperaturas</h2><p>A noite de domingo para segunda-feira deverá ser invulgarmente quente. <strong>Na madrugada de segunda-feira, Lisboa poderá registar cerca de 25 ºC</strong>, enquanto Santarém e Portalegre deverão rondar os 22 ºC. <strong>Viseu e Leiria poderão apresentar anomalias próximas de +7 ºC</strong>, evidenciando temperaturas muito superiores ao habitual também durante o período noturno.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788980" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-12-c-acima-da-media-portugal-continental-devera-iniciar-a-proxima-semana-com-temperaturas-muito-elevadas.html" title="Até 12 ºC acima da média: Portugal Continental deverá iniciar a próxima semana com temperaturas muito elevadas">Até 12 ºC acima da média: Portugal Continental deverá iniciar a próxima semana com temperaturas muito elevadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-12-c-acima-da-media-portugal-continental-devera-iniciar-a-proxima-semana-com-temperaturas-muito-elevadas.html" title="Até 12 ºC acima da média: Portugal Continental deverá iniciar a próxima semana com temperaturas muito elevadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-12-c-acima-da-media-portugal-continental-devera-iniciar-a-proxima-semana-com-temperaturas-elevadas-1789554017701_320.png" alt="Até 12 ºC acima da média: Portugal Continental deverá iniciar a próxima semana com temperaturas muito elevadas"></a></article></aside><p>Na segunda-feira, dia 21, o calor deverá intensificar-se. Coimbra e Santarém poderão voltar a atingir 36 ºC, Évora 35 ºC e Castelo Branco, Portalegre e Beja 34 ºC. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/48-horas-de-muito-calor-entre-os-dias-20-e-21-portugal-continental-registara-temperaturas-elevadas-1789558173958.jpg" data-image="pifb1s6f9a8i"><figcaption>Na segunda-feira, as temperaturas deverão ficar muito acima do habitual em todo o território nacional, com Braga e Viseu a registarem anomalias que poderão atingir +12 ºC.</figcaption></figure><p><strong>As anomalias térmicas deverão acentuar-se, podendo alcançar +12 ºC em Braga e Viseu, +11 ºC no Porto, Coimbra e Santarém e cerca de +10 ºC em Vila Real, Leiria e Lisboa</strong> durante a tarde.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/48-horas-de-muito-calor-entre-os-dias-20-e-21-portugal-continental-registara-temperaturas-de-ate-36-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 12 ºC acima da média: Portugal Continental deverá iniciar a próxima semana com temperaturas muito elevadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-12-c-acima-da-media-portugal-continental-devera-iniciar-a-proxima-semana-com-temperaturas-muito-elevadas.html</link><pubDate>Wed, 16 Sep 2026 11:07:45 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Como temos vindo a avançar, Portugal Continental registará uma nova subida das temperaturas em breve. Esta subida deverá resultar em valores de até 12 ºC acima da média.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb8csay"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb8csay.jpg" id="xb8csay"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Até ao arranque da próxima semana <strong>as temperaturas deverão subir de forma gradual e generalizada</strong>, levando os termómetros até aos 37 ºC de máxima em vários pontos do Centro e Sul do país, ainda que no Norte também se devam registar valores acima dos 30 ºC na maior parte da região, incluindo nas cidades do litoral.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Esta subida resultará, portanto, numa intensificação das anomalias térmicas positivas, onde, <strong>para segunda-feira, dia 21, se esperam anomalias até 12 ºC</strong>, como podemos observar no mapa abaixo.</p><h2>Anomalias térmicas positivas começam a ganhar terreno a partir de quinta-feira, dia 17</h2><p>Ainda que ao longo do dia de hoje as temperaturas acima da média se façam presentes em boa parte da geografia continental, o <strong>litoral poderá apresentar valores normais ou um pouco abaixo do expectável</strong>. Mesmo ao longo da faixa interior, as anomalias mais expressivas não deverão ultrapassar os 7 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-12-c-acima-da-media-portugal-continental-devera-iniciar-a-proxima-semana-com-temperaturas-elevadas-1789553833087.jpg" data-image="zkcheeqm93fv" alt="anomalia térmica" title="anomalia térmica"><figcaption>Entre domingo (20) e segunda-feira (21) as temperaturas máximas vão subir de forma acentuada. Com isto, as anomalias térmicas poderão atingir até 12 ºC acima da média.</figcaption></figure><p>No entanto, espera-se que a partir de amanhã, <strong>quinta-feira, estas anomalias voltem a cobrir o país inteiro</strong>, com exceção do litoral de Aveiro e alguns pontos de Faro, devendo estas intensificarem-se no litoral alentejano, com temperaturas até 7 ºC acima da média.</p><p>Entre sexta-feira e sábado dar-se-á uma nova intensificação destes valores, onde no sábado, ao longo do litoral Norte e Centro se poderão registar<strong> temperaturas até 8 ºC </strong>acima da média. Esta tendência mantém-se no <strong>domingo, onde as anomalias poderão alcançar os 10 ºC</strong> acima da normal climatológica de referência, nas cidades de Braga e Lisboa.</p><h2>Segunda-feira as anomalias disparam para até 12 ºC acima da média</h2><p>Na segunda-feira, dia 21, prevê-se que este cenário de anomalias térmicas positivas muito expressivas se mantenha em todo o território continental. Durante a tarde, <strong>as temperaturas poderão situar-se entre 8 e 12 ºC acima da média em grande parte do país</strong>, com os desvios mais acentuados no Norte e Centro. A cidade de Braga, mais uma vez, poderá registar a anomalia mais evidente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788884" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/de-quarta-feira-a-domingo-assim-vao-evoluir-as-temperaturas-em-portugal-nos-proximos-dias.html" title="De quarta-feira (16) a domingo (20): assim vão evoluir as temperaturas em Portugal nos próximos dias">De quarta-feira (16) a domingo (20): assim vão evoluir as temperaturas em Portugal nos próximos dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/de-quarta-feira-a-domingo-assim-vao-evoluir-as-temperaturas-em-portugal-nos-proximos-dias.html" title="De quarta-feira (16) a domingo (20): assim vão evoluir as temperaturas em Portugal nos próximos dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/de-quarta-feira-a-domingo-assim-vao-evoluir-as-temperaturas-em-portugal-nos-proximos-dias-1789500699063_320.jpg" alt="De quarta-feira (16) a domingo (20): assim vão evoluir as temperaturas em Portugal nos próximos dias"></a></article></aside><p>No Sul, os <strong>desvios positivos deverão ser um pouco menos intensos, embora ainda muito significativos, rondando os 8 a 9 ºC no Alentejo</strong>. No Algarve, as anomalias positivas serão mais moderadas, com valores próximos dos 3 ºC em Faro. Desta forma, e com máximas esperadas entre os 26 ºC em Viana do Castelo e os 36 ºC em Coimbra e Santarém, <strong>segunda-feira poderá ser um dos dias mais quentes deste novo episódio de subida térmica</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-12-c-acima-da-media-portugal-continental-devera-iniciar-a-proxima-semana-com-temperaturas-muito-elevadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As plantas de floração outonal dão cor ao jardim]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-plantas-de-floracao-outonal-dao-cor-ao-jardim.html</link><pubDate>Wed, 16 Sep 2026 10:34:10 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Setembro é a melhor altura para plantar, no jardim ou no terraço, novas plantas que tolerem bem o ar fresco e a chuva. Felizmente, existem muitas variedades bonitas e coloridas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/herbstblueher-bringen-farbe-in-den-eigenen-garten-1789216833036.jpeg" data-image="tejz8k1c6m2b" alt="Um jardim colorido no outono é possível e fácil de conseguir." title="Um jardim colorido no outono é possível e fácil de conseguir."><figcaption>Um jardim colorido no outono é possível e fácil de conseguir.</figcaption></figure><p>As flores de outono não só devolvem o colorido e o aspeto acolhedor ao terraço ou ao jardim, como também trazem um toque de cor antes da chegada do inverno. <strong>Muitas variedades são resistentes ao frio, pelo que voltam a germinar no ano seguinte</strong>.</p><h2>O momento ideal para as plantar é agora</h2><p>Uma das flores de outono mais conhecidas é o áster ou Margarida de Michaelmas. Podem ser plantas altas de porte clássico ou variedades mais delicadas, com flores em tons suaves de rosa-claro e branco; no entanto, o <strong>mais comum é encontrá-las em tons de violeta, rosa e branco</strong>. </p><p>Outro grupo de flores clássico e muito colorido são os crisântemos. Hoje existem variedades resistentes ao inverno, disponíveis numa grande variedade de cores. </p><h2> Existem mais de 30 espécies de crisântemos</h2><p>Os crisântemos de outono são especialmente populares em tons de rosa-avermelhado, amarelo, laranja e branco luminoso. De facto, <strong>o género <em>Chrysanthemum</em> compreende um total de 35 espécies diferentes</strong>. Em geral, estas flores coloridas preferem locais iluminados, mas sem calor ou sol direto intenso; por isso, uma localização à meia-sombra é a opção ideal.</p><h2>Algumas flores florescem até à chegada do inverno</h2><p>É claro que também existem flores de outono com um período de floração especialmente longo. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/herbstblueher-bringen-farbe-in-den-eigenen-garten-1789216882499.jpeg" data-image="dk3bwpq34y7z" alt="As plantas em flor e as flores fazem com que não nos esqueçamos tão cedo do verão." title="As plantas em flor e as flores fazem com que não nos esqueçamos tão cedo do verão."><figcaption>As plantas em flor e as flores fazem com que não nos esqueçamos tão cedo do verão.</figcaption></figure><p>O gerânio 'Rozanne', uma planta com flores premiada diversas vezes, é tão prolífico que <strong>floresce até às primeiras geadas de novembro ou dezembro</strong>. As suas belas flores de cor azul-violácea são um verdadeiro espetáculo visual.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786979" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/arco-iris-num-vaso-de-flores-como-cuidar-da-croton-petra-para-que-as-suas-folhas-continuem-a-ser-as-estrelas-da-varanda.html" title="Arco-íris num vaso de flores: como cuidar da Croton Petra para que as suas folhas continuem a ser as estrelas da varanda">Arco-íris num vaso de flores: como cuidar da Croton Petra para que as suas folhas continuem a ser as estrelas da varanda</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/arco-iris-num-vaso-de-flores-como-cuidar-da-croton-petra-para-que-as-suas-folhas-continuem-a-ser-as-estrelas-da-varanda.html" title="Arco-íris num vaso de flores: como cuidar da Croton Petra para que as suas folhas continuem a ser as estrelas da varanda"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/un-arcoiris-en-una-maceta-como-cuidar-el-croton-petra-para-que-sus-hojas-sigan-siendo-las-protagonistas-del-balcon-1788067816881_320.png" alt="Arco-íris num vaso de flores: como cuidar da Croton Petra para que as suas folhas continuem a ser as estrelas da varanda"></a></article></aside><p><strong>A margarida-da-Gronelândia é uma flor de outono pouco conhecida e algo esquecida</strong>. As suas flores típicas, de pétalas brancas e centro amarelo, começam a surgir logo em setembro e, com os cuidados adequados, podem manter-se floridas durante bastante tempo. Geralmente, esta margarida atinge uma altura entre os 30 e os 40 centímetros. </p><h2>As flores resistentes ao frio reaparecem sem problemas no ano seguinte</h2><p>Tal como a margarida clássica, <strong>a margarida-da-Gronelândia pode espalhar-se e colonizar novos espaços, permitindo que surjam mais exemplares no ano seguinte</strong>. No entanto, esta planta de outono resistente ao frio requer um solo rico em nutrientes e com boa drenagem, bem como muita exposição solar.</p><h2>A rosa-de-Natal não floresce apenas na época do Natal</h2><p>Por último, é de destacar a<strong> rosa-de-natal, uma planta de outono que ganha especial destaque no final da estação</strong>.</p><p>A variedade típica de rosa-de-natal costuma exibir as suas flores mesmo na época do Natal. No entanto, <strong>existe a variedade 'Praecox', que começa a florir já em novembro</strong>. Ambas as variedades preferem locais à meia-sombra.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="mein-schoener-garten.de" data-year="2026" data-title="Herbstbl%C3%BCher%3A%2010%20Bl%C3%BCtenstauden%20f%C3%BCrs%20Saisonfinale" data-url="https%3A%2F%2Fwww.mein-schoener-garten.de%2Fgartenpraxis%2Fziergaerten%2Fherbstblueher-10-bluetenstauden-fuers-saisonfinale-37805">mein-schoener-garten.de. (2026). <a href="https://www.mein-schoener-garten.de/gartenpraxis/ziergaerten/herbstblueher-10-bluetenstauden-fuers-saisonfinale-37805" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Herbstblüher: 10 Blütenstauden fürs Saisonfinale</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-plantas-de-floracao-outonal-dao-cor-ao-jardim.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A gravidade de Saturno desvia um misterioso corpo gelado inativo, transformando-o num cometa ativo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-gravidade-de-saturno-desvia-um-misterioso-corpo-gelado-inativo-transformando-o-num-cometa-ativo.html</link><pubDate>Wed, 16 Sep 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A quase 5 mil milhões de quilómetros da Terra, o objeto gelado 450P/LONEOS começou a libertar gás e poeira. Os cientistas acreditam que pode estar a passar por uma etapa fundamental da sua transformação em cometa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-gravedad-de-saturno-desvia-un-misterioso-cuerpo-helado-inerte-y-lo-convierte-en-un-cometa-activo-1788349601146.jpg" data-image="akmnnfity496" alt="saturno" title="saturno"><figcaption>Os cientistas acreditam que o processo começou a acelerar após um encontro gravitacional próximo com Saturno, em 1992.</figcaption></figure><p>A cerca de 4,8 mil milhões de quilómetros da Terra, <strong>um pequeno corpo gelado parece ter começado a despertar </strong>depois de ter passado milhares de milhões de anos nas regiões exteriores do Sistema Solar.</p><p>O objeto em questão é o 450P/LONEOS, <strong>classificado como um centauro</strong> — integrante de uma população de pequenos corpos gelados que se deslocam tipicamente entre as órbitas de Júpiter e Neptuno. No entanto, observações recentes revelam um comportamento invulgar para esta classe de objetos: está a libertar gás e poeira e a desenvolver um ténue invólucro à sua volta, características muito mais frequentemente associadas aos cometas.</p><div class="texto-destacado">Uma equipa liderada por Charles Schambeau, cientista planetário e professor associado da Universidade da Flórida Central (UCF), acredita que pode estar a assistir a uma fase muito inicial da transformação de um centauro num cometa.</div><p>Para estudar o fenómeno, os investigadores utilizaram observações do Telescópio Espacial James Webb, da NASA, e do telescópio Gemini North, no Havai. Os dados permitiram<strong> detetar dióxido de carbono, poeira gelada e sinais de atividade térmica </strong>recente em torno do 450P/LONEOS.</p><p>As descobertas, publicadas no <em>The Planetary Science Journal</em>, fornecem novas pistas sobre um dos processos ainda pouco compreendidos envolvidos na evolução destes corpos gelados.</p><h2>O encontro com Saturno que pode ter mudado tudo</h2><p>Os cientistas acreditam que o processo começou a acelerar após um<strong> encontro gravitacional próximo com Saturno em 1992</strong>. A interação alterou significativamente a órbita do 450P/LONEOS, deslocando-o para uma trajetória mais próxima do Sol.</p><p>Esta mudança é crucial. À medida que se aproximava da nossa estrela, o objeto começou a receber mais radiação solar. Observações realizadas entre 2019 e 2024 mostraram que, <strong>à medida que a distância em relação ao Sol diminuía, uma ténue coma</strong> — uma nuvem de gás e poeira que envolve o núcleo de um cometa — <strong>se tornava cada vez mais visível</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-gravedad-de-saturno-desvia-un-misterioso-cuerpo-helado-inerte-y-lo-convierte-en-un-cometa-activo-1788349651707.jpg" data-image="d0u2r45jo1pb" alt="cometa" title="cometa"><figcaption>Painéis de imagem do 450P, integrados em comprimento de onda, extraídos do cubo de dados do NIRSpec IFU do JWST em diferentes gamas de passagem (o comprimento de onda efetivo é indicado logo acima de cada painel). Crédito: The Planetary Science Journal (2026).</figcaption></figure><p>O aquecimento solar pode penetrar lentamente nas camadas superficiais e subsuperficiais do núcleo. Quando isto ocorre, podem ser libertados gelos voláteis e gases aprisionados no seu interior. O material que escapa transporta consigo partículas de poeira, criando o<strong> invólucro característico que sinaliza a atividade cometária</strong>.</p><h2>James Webb encontrou uma pista fundamental</h2><p>Uma das descobertas mais importantes veio do Telescópio Espacial James Webb. <strong>Os seus instrumentos detetaram dióxido de carbono (CO₂) em torno do 450P/LONEOS</strong>, a uma distância do Sol onde o gelo de água normalmente não sublimaria com intensidade suficiente para explicar, por si só, a atividade observada.</p><p>Os investigadores encontraram evidências claras de emissões de dióxido de carbono, mas <strong>não detetaram vapor de água nem monóxido de carbono</strong>. Isto sugere que o CO₂ poderá ser um dos principais impulsionadores da atividade atual do centauro.</p><p>As observações revelaram também<strong> grãos de poeira gelados na coma e possíveis sinais de gelo de água cristalino</strong>. Esta última descoberta é particularmente interessante, pois pode indicar que parte do gelo sofreu aquecimento e transformação.</p><p>Os cientistas sugerem que pode existir gelo amorfo abaixo da superfície — uma estrutura irregular capaz de aprisionar os gases nos seus poros. <strong>À medida que aquece, este material pode transformar-se em gelo cristalino e libertar o dióxido de carbono aprisionado</strong>. À medida que o gás escapa pelo núcleo poroso, poderia levantar partículas de pó e ajudar a formar coma.</p><h2>Uma janela para o nascimento dos cometas</h2><p>Apenas <strong>uma pequena proporção dos centauros conhecidos apresenta atividade visível</strong>. Isto faz do 450P/LONEOS uma oportunidade excecional para estudar o que acontece quando um destes antigos corpos gelados começa a deslocar-se para regiões mais quentes do Sistema Solar.</p><div class="texto-destacado">Os centauros são considerados objetos de transição. Acredita-se que muitos têm origem em regiões para além de Neptuno, e alguns podem acabar por se tornar cometas de curto período, particularmente membros da família de cometas de Júpiter.</div><p>O acompanhamento da evolução do 450P/LONEOS permitirá aos investigadores observar como o<strong> gelo, a superfície e a composição destes corpos se alteram </strong>à medida que recebem quantidades crescentes de energia solar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787156" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-atmosfera-de-saturno-volta-a-surpreender-uma-figura-gigante-e-misteriosa-de-dez-lados-foi-encontrada-no-polo-sul.html" title="A atmosfera de Saturno volta a surpreender: uma figura gigante e misteriosa de dez lados foi encontrada no polo sul">A atmosfera de Saturno volta a surpreender: uma figura gigante e misteriosa de dez lados foi encontrada no polo sul</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-atmosfera-de-saturno-volta-a-surpreender-uma-figura-gigante-e-misteriosa-de-dez-lados-foi-encontrada-no-polo-sul.html" title="A atmosfera de Saturno volta a surpreender: uma figura gigante e misteriosa de dez lados foi encontrada no polo sul"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-atmosfera-de-saturno-vuelve-a-sorprender-hallan-gigante-y-misteriosa-figura-de-10-lados-en-el-polo-sur-del-planeta-1788488940420_320.jpg" alt="A atmosfera de Saturno volta a surpreender: uma figura gigante e misteriosa de dez lados foi encontrada no polo sul"></a></article></aside><p>Por outras palavras, <strong>este pequeno objeto pode estar a oferecer um raro vislumbre de uma das etapas mais importantes da vida de um cometa</strong>: o momento em que um corpo gelado, aparentemente inativo, começa lentamente a transformar-se.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-gravidade-de-saturno-desvia-um-misterioso-corpo-gelado-inativo-transformando-o-num-cometa-ativo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O segredo das maiores árvores do mundo para sobreviver às piores secas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-segredo-das-maiores-arvores-do-mundo-para-sobreviver-as-piores-secas.html</link><pubDate>Wed, 16 Sep 2026 08:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Como é que uma árvore com mais de 70 metros de altura consegue transportar água até às suas folhas durante uma seca? Alguns destes gigantes da floresta guardam segredos notáveis que os ajudam a sobreviver.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-secreto-de-los-arboles-mas-grandes-del-mundo-para-sobrevivir-a-las-peores-sequias-1789086526300.png" data-image="iioh7ao4uifg"><figcaption>Algumas árvores crescem mais de 70 metros de altura e ainda assim conseguem transportar água desde as raízes até à copa.</figcaption></figure><p>Imagine uma árvore com mais de 70 metros de altura — aproximadamente a altura de um prédio de 20 andares — feita inteiramente de madeira, folhas e raízes. Algumas <strong>árvores gigantes de florestas tropicais sobrevivem há séculos</strong>, resistindo a tempestades, calor extremo e secas.</p><p>No entanto, ter<strong> este tamanho traz um grande desafio</strong>: todos os dias, elas precisam de transportar água do solo até às folhas, situadas dezenas de metros acima das raízes. E, quando a seca chega, essa tarefa torna-se ainda mais difícil.</p><p>A água não sobe pelo tronco como se houvesse uma bomba escondida entre as raízes; ela <strong>desloca-se através de vasos chamados xilema</strong>. É como se fosse beber água com uma palhinha extremamente longa: quanto maior a distância, mais difícil fica manter o sistema a funcionar corretamente, especialmente quando o solo seca.</p><div class="texto-destacado">Durante anos, os cientistas acreditaram que as árvores grandes estavam em grande desvantagem durante as secas.</div><p>Um estudo de 2015 constatou que<strong> as árvores maiores tendem a sofrer mais durante as secas</strong>. Em 65% dos casos analisados, árvores altas corriam maior risco de morrer. A explicação era bastante simples: quanto mais alta a árvore, mais difícil é transportar água das raízes para as folhas.</p><p><strong>Quando há pouca água no solo, torna-se mais difícil para a árvore transportá-la das raízes para as folhas</strong>. Durante este processo, podem formar-se bolhas de ar no interior do xilema. Estas bolhas podem bloquear o fluxo, tal como um cano entupido, fazendo com que menos água chegue às folhas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-secreto-de-los-arboles-mas-grandes-del-mundo-para-sobrevivir-a-las-peores-sequias-1789086541355.png" data-image="sn3jx7pinlev"><figcaption>A seca extrema pode levar até mesmo as árvores mais resilientes ao limite da sua capacidade de obter água.</figcaption></figure><p>O interessante é que<strong> nem todas as árvores são afetadas da mesma maneira</strong>. Em florestas da América, de África e da Ásia, investigadores encontraram árvores gigantes que lidam melhor com a seca.</p><p>O segredo não parece estar apenas no seu tamanho, mas também na sua <strong>estrutura </strong>e na forma como ajustam o transporte e a conservação de água.</p><h2>Como as árvores gigantes sobrevivem à seca</h2><p>Durante o evento de <strong>El Niño de 2015–2016</strong>, muitas florestas tropicais da <strong>América do Sul</strong> foram duramente atingidas pelo calor e pela <strong>escassez de chuva</strong>. O que surpreendeu foi que algumas florestas, já habituadas a estações secas, também foram severamente afetadas.</p><p>Algumas árvores gigantes possuem estratégias engenhosas para gerir o uso da água. Nas florestas do Sudeste Asiático,<strong> certas espécies ultrapassam os 70 metros de altura e conseguem manter o fluxo de água até às folhas</strong> sem levar seu sistema hidráulico ao limite de rutura.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-secreto-de-los-arboles-mas-grandes-del-mundo-para-sobrevivir-a-las-peores-sequias-1789086558818.png" data-image="zjw5tnfyhbck"><figcaption>As folhas possuem minúsculas "válvulas" que ajudam as árvores a conservar água quando as condições se tornam difíceis.</figcaption></figure><p>As <strong>folhas </strong>também desempenham um papel importante. Estas possuem poros minúsculos chamados estômatos, que funcionam como pequenas válvulas. Quando a água se torna escassa, a árvore pode fechá-los para reduzir a perda de humidade.</p><p>O problema é que as árvores também precisam de manter estes poros abertos para a fotossíntese. Sobreviver a uma seca torna-se, portanto, um ato de equilíbrio entre conservar água e continuar a produzir energia.</p><h3>O tamanho não explica tudo</h3><p>Um estudo publicado na revista <em>Nature</em> em 2026 revelou algo ainda mais interessante. Após analisar 290 árvores de 18 espécies em Porto Rico, investigadores descobriram que <strong>árvores da mesma espécie podiam reagir de forma diferente à seca, dependendo de onde viviam</strong>.</p><div class="texto-destacado">Árvores que crescem em áreas mais secas desenvolveram características que as ajudaram a suportar melhor a escassez de água.</div><p>Isto significa que identificar apenas a espécie da árvore não é suficiente. Fatores como <strong>tipo de solo, clima, pluviosidade </strong>e as condições ambientais vivenciadas durante o crescimento<strong> também precisam de ser considerados</strong>.</p><p>Como resultado, <strong>duas árvores da mesma espécie podem reagir de maneiras muito diferentes à seca</strong>. Uma pode começar a sofrer rapidamente, enquanto a outra consegue resistir por muito mais tempo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787727" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/arvores-para-jardins-pequenos-estas-variedades-de-porte-reduzido-cabem-mesmo-em-espacos-limitados.html" title="Árvores para jardins pequenos: estas variedades de porte reduzido cabem mesmo em espaços limitados">Árvores para jardins pequenos: estas variedades de porte reduzido cabem mesmo em espaços limitados</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/arvores-para-jardins-pequenos-estas-variedades-de-porte-reduzido-cabem-mesmo-em-espacos-limitados.html" title="Árvores para jardins pequenos: estas variedades de porte reduzido cabem mesmo em espaços limitados"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/baeume-fuer-kleine-gaerten-diese-schmalen-arten-passen-auch-auf-wenig-raum-1788424792910_320.jpeg" alt="Árvores para jardins pequenos: estas variedades de porte reduzido cabem mesmo em espaços limitados"></a></article></aside><p>Algo semelhante ocorre em <strong>jardins </strong>e <strong>plantações</strong>. Uma planta com raízes saudáveis, que cresceu em condições adequadas, pode estar mais bem preparada para suportar períodos de seca do que uma que se desenvolveu em condições precárias.</p><p>A conclusão principal é que a vulnerabilidade de árvores gigantes à seca não é determinada apenas pelo tamanho. A sua <strong>resiliência </strong>depende de como transportam e conservam a água, da sua espécie e do ambiente em que se desenvolveram.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Amy%20C.%20Bennett%2C%20Nathan%20G.%20McDowell%2C%20Craig%20D.%20Allen%20%26%20Kristina%20J.%20Anderson-Teixeira" data-year="2015" data-title="Larger%20trees%20suffer%20most%20during%20drought%20in%20forests%20worldwide" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fnplants2015139">Amy C. Bennett, Nathan G. McDowell, Craig D. Allen & Kristina J. Anderson-Teixeira. (2015). <a href="https://www.nature.com/articles/nplants2015139" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Larger trees suffer most during drought in forests worldwide</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-segredo-das-maiores-arvores-do-mundo-para-sobreviver-as-piores-secas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Equinócio de outono ocorrerá nesta data do mês de setembro. Perceba este fenómeno e até quando durará a nova estação!]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/equinocio-de-outono-ocorrera-nesta-data-do-mes-de-setembro-perceba-este-fenomeno-e-ate-quando-durara-a-nova-estacao.html</link><pubDate>Wed, 16 Sep 2026 07:04:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Na quarta-feira, 23 de setembro, ocorrerá o equinócio do outono e daremos as boas-vindas a mais uma estação. Saiba o que é este fenómeno, a sua simbologia cultural e até quando irá durar o outono.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/equinocio-de-outono-ocorrera-nesta-data-do-mes-de-setembro-perceba-este-fenomeno-e-ate-quando-durara-a-nova-estacao-1789237244265.jpg" data-image="qwld0svietcs"><figcaption>O equinócio do outono representa o instante de transição do fim do verão e do arranque do outono.</figcaption></figure><p>O equinócio de outono é a nome que a Astronomia confere ao fenómeno natural que assinala <strong>a transição do verão para a chegada da nova estação: o outono</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Em 2026 o equinócio de outono ocorrerá à 01:04 de quarta-feira, 23 de setembro em Portugal continental e Região Autónoma da Madeira (-1 hora nos Açores).</strong></div><p>Acontece <strong>no preciso instante em que o Sol cruza o plano do equador celeste, o que decorre em setembro no Hemisfério Norte </strong>e em março no Hemisfério Sul.</p><h2>O significado de equinócio e a simbologia mística do outono</h2><p><strong>O termo em latim - “equinócio” - é constituído pelas palavras <em>aequus </em>e<em> nox</em>, tendo como significado “igual” e “noite”, respetivamente</strong>. Aplica-se a este instante, uma vez que durante os equinócios, os dias e as noites, com aproximadamente 12 horas, possuem a mesma duração.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Nos equinócios ocorrem os chamados dias perfeitos, em que há 12 horas de luz e 12 horas de escuridão.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Há dois equinócios anualmente: <strong>o equinócio da primavera, em março, e o equinócio de outono, em setembro</strong>. É importante relembrar que as datas dos equinócios variam de ano para ano, conforme o ano tenha 365 ou 366 dias. Para muita gente, <strong>o significado do equinócio vai além da mudança da estação</strong>. Em várias culturas, o equinócio acarreta uma forte simbologia.</p><p>A título de exemplo, no passado, a civilização Maia entendia o equinócio de outono como o dia em que as maiores divindades desciam à Terra, sendo a mais famosa dessas <strong>K</strong><strong>ukulcan, a serpente de plumas, deus da água e do vento</strong>. Era considerada uma <strong>entidade criadora, tendo esta civilização erguido muitos templos em sua homenagem</strong>, destacando-se no caso<strong> Chichén Itzá</strong>, uma das principais pirâmides maias, e que na contemporaneidade continua a atrair legiões de visitantes aquando do fenómeno anual do equinócio do outono.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/equinocio-de-outono-ocorrera-nesta-data-do-mes-de-setembro-perceba-este-fenomeno-e-ate-quando-durara-a-nova-estacao-1789237152752.jpg" data-image="joqvg8jc195n"><figcaption>A pirâmide Chichen Itzá foi erigida pelos Maias, uma civilização que percebia o equinócio de outono como o dia em que as maiores divindades desciam à Terra, realçando-se, entre elas, Kukulcan, a serpente de plumas, deus da água e do vento.</figcaption></figure><p>No dia em que ocorre, pode ser observado na escadaria do templo durante apenas algumas horas, <strong>um feixe de luz ladeado por uma sombra, a descer degraus abaixo a escadaria da pirâmide, uma imagem designada de “serpente de plumas”</strong>. Este fantástico espetáculo acontece porque, a <strong>construção do templo tem uma inclinação de 20⁰ em relação ao norte geográfico</strong>, situando-se em concordância com o ângulo do sol em relação à estrutura.</p><h2>Primeiras chuvas fortes, dia natural cada vez menor e duração do outono</h2><p><strong>Em Portugal o outono acaba por ser uma estação do ano fascinante por causa da sua simbologia, mas também pelas alterações nas paisagens, na fauna, na flora e mesmo nas atividades agrícolas</strong>. É nesta altura do ano que caem as primeiras chuvas intensas após os verões que costumam ser muito quentes e secos. Algumas culturas necessitam desta água para se regenerarem, numa fase posterior à colheita, como é o caso das árvores de fruto (maçãs, peras e citrinos).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786708" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/poda-das-roseiras-no-outono-quanto-se-pode-e-deve-cortar-antes-do-inverno.html" title="Poda das roseiras no outono: quanto se pode e deve cortar antes do inverno?">Poda das roseiras no outono: quanto se pode e deve cortar antes do inverno?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/poda-das-roseiras-no-outono-quanto-se-pode-e-deve-cortar-antes-do-inverno.html" title="Poda das roseiras no outono: quanto se pode e deve cortar antes do inverno?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/rosen-schneiden-im-herbst-wie-viel-rueckschnitt-vor-dem-winter-erlaubt-und-sinnvoll-ist-1787835147084_320.jpeg" alt="Poda das roseiras no outono: quanto se pode e deve cortar antes do inverno?"></a></article></aside><p><strong>À medida que nos aproximamos do inverno, o dia natural apresenta uma duração cada vez menor. Eventualmente, a hora acaba por mudar e o tempo frio acaba por chegar</strong>. Em termos de simbologia, a Lua Cheia de setembro e que é a mais próxima do equinócio de outono (ocorrerá três dias depois no dia 26 de setembro) é conhecida como Lua do Milho ou Lua da Colheita, pois com<strong> a perda de luz natural a uma razão de 4 minutos por dia, o aparecimento de uma lua cheia permitia que os agricultores concluíssem as suas colheitas (milho e outras)</strong> antes do surgimento da iluminação artificial.</p><p>É também nesta transição que se intensificam as auroras boreais e é nesta fase que há uma maior probabilidade de serem observadas.<strong> O outono vai durar até ao próximo dia 21 de dezembro, quando o solstício de inverno marcar o início dessa estação do ano</strong>. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/equinocio-de-outono-ocorrera-nesta-data-do-mes-de-setembro-perceba-este-fenomeno-e-ate-quando-durara-a-nova-estacao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[De quarta-feira (16) a domingo (20): assim vão evoluir as temperaturas em Portugal nos próximos dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/de-quarta-feira-a-domingo-assim-vao-evoluir-as-temperaturas-em-portugal-nos-proximos-dias.html</link><pubDate>Wed, 16 Sep 2026 06:02:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas vão subir gradualmente em Portugal continental nos próximos dias. Depois de uma quarta-feira relativamente amena, o calor intensifica-se no fim de semana, com máximas que poderão atingir 36 ºC.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb845pe"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb845pe.jpg" id="xb845pe"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal continental prepara-se para uma <strong>subida gradual das temperaturas ao longo dos próximos dias</strong>, numa evolução que se tornará particularmente evidente durante o fim de semana.</p><p>As previsões mais recentes do modelo europeu (ECMWF) mostram que, entre quarta-feira e domingo, os termómetros deverão subir em grande parte do território. A mudança será particularmente expressiva no Centro e Sul, embora o Norte também venha a sentir um <strong>aumento significativo das temperaturas</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Se quarta-feira ainda apresentará valores relativamente moderados em várias regiões, sobretudo junto ao litoral, o cenário deverá mudar progressivamente a partir de quinta e sexta-feira. <strong>Sábado e domingo deverão ser os dias mais quentes</strong>, com temperaturas claramente superiores às habituais para meados de setembro.</p><h2>Quarta-feira ainda com temperaturas relativamente moderadas</h2><p>Esta quarta-feira, dia 16, será o ponto de partida desta subida. Segundo o ECMWF, durante a tarde são esperados cerca de <strong>30 ºC em Castelo Branco e Évora</strong>, 29 ºC em Portalegre, 28 ºC em Santarém e 27 ºC em Coimbra, Viseu e Vila Real.</p><p>Mais perto do litoral, a influência marítima deverá manter os valores mais baixos. Lisboa poderá rondar os <strong>26 ºC</strong>, enquanto Porto ficará próximo dos 25 ºC e Aveiro dos 21 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/de-quarta-feira-a-domingo-assim-vao-evoluir-as-temperaturas-em-portugal-nos-proximos-dias-1789500464186.jpg" data-image="h8zi4ji8w5a6" alt="Quarta-feira ainda terá temperaturas moderadas em grande parte de Portugal" title="Quarta-feira ainda terá temperaturas moderadas em grande parte de Portugal"><figcaption>Temperaturas previstas pelo ECMWF para as 16h desta quarta-feira. Os valores mais elevados deverão concentrar-se no interior Centro e Sul, localmente próximos dos 30 ºC.</figcaption></figure><p>Apesar destes valores, quarta-feira já apresentará <strong>anomalias positivas em várias regiões do interior e do Norte</strong>. O ECMWF aponta para desvios próximos dos 4 ºC em Braga e Castelo Branco e até cerca de 5 ºC na região de Viseu.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788849" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ha-duas-capitais-de-distrito-que-continuarao-a-registar-30-c-ou-mais-nos-proximos-dias-saiba-quais.html" title="Há duas capitais de distrito que continuarão a registar 30 ºC ou mais nos próximos dias; saiba quais">Há duas capitais de distrito que continuarão a registar 30 ºC ou mais nos próximos dias; saiba quais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ha-duas-capitais-de-distrito-que-continuarao-a-registar-30-c-ou-mais-nos-proximos-dias-saiba-quais.html" title="Há duas capitais de distrito que continuarão a registar 30 ºC ou mais nos próximos dias; saiba quais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ha-duas-capitais-de-distrito-que-continuarao-a-registar-30-c-ou-mais-nos-proximos-dias-saiba-quais-1789482785213_320.jpg" alt="Há duas capitais de distrito que continuarão a registar 30 ºC ou mais nos próximos dias; saiba quais"></a></article></aside><p>Ainda assim, esta será apenas a primeira etapa de uma tendência de aquecimento que deverá tornar-se progressivamente mais evidente à medida que nos aproximamos do fim de semana.</p><h2>Quinta-feira traz poucas alterações, mas antecede uma subida mais acentuada</h2><p>Na quinta-feira, as temperaturas deverão manter-se relativamente semelhantes, embora com algumas diferenças regionais. Santarém poderá alcançar <strong>29 ºC</strong>, enquanto Évora deverá rondar os 30 ºC e Beja poderá atingir cerca de 31 ºC.</p><p>Castelo Branco deverá registar aproximadamente 28 ºC, enquanto no Norte e Centro são esperados cerca de 26 ºC em Braga, Vila Real, Coimbra e Viseu.</p><p>No litoral, as temperaturas permanecerão mais contidas, particularmente entre Porto e Aveiro. Contudo, esta aparente estabilidade será temporária, uma vez que <strong>a partir de sexta-feira a subida térmica começará a tornar-se mais evidente</strong>.</p><h2>Sexta-feira começa uma nova fase de aquecimento</h2><p>Na sexta-feira, dia 18, os termómetros deverão começar a subir de forma mais generalizada. O ECMWF prevê cerca de <strong>31 ºC em Évora e Beja</strong>, 30 ºC em Santarém e Castelo Branco e 29 ºC em Portalegre.</p><p>Também no Norte e Centro haverá sinais desta subida: Braga e Coimbra poderão atingir aproximadamente <strong>28 ºC</strong>, enquanto Viseu deverá rondar igualmente os 28 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/de-quarta-feira-a-domingo-assim-vao-evoluir-as-temperaturas-em-portugal-nos-proximos-dias-1789500520553.jpg" data-image="cpc99h95g35f" alt="A subida das temperaturas torna-se mais evidente na sexta-feira" title="A subida das temperaturas torna-se mais evidente na sexta-feira"><figcaption>Temperaturas previstas pelo ECMWF para sexta-feira às 16h. O calor começará a intensificar-se, sobretudo no interior Centro e Sul, onde várias regiões poderão atingir ou ultrapassar os 30 ºC.</figcaption></figure><p>Mais importante do que os valores absolutos será o afastamento relativamente ao que seria habitual nesta altura do ano. Na sexta-feira, grande parte do território deverá apresentar <strong>temperaturas entre 3 e 5 ºC acima da média climatológica</strong>.</p><p>Braga e Viseu poderão apresentar desvios próximos dos <strong>5 ºC</strong>, enquanto Coimbra, Castelo Branco, Portalegre, Santarém, Évora e Beja deverão rondar aproximadamente 4 ºC acima da média. A partir daqui, o aquecimento deverá acelerar.</p><h2>Sábado poderá trazer máximas de 34 ºC a várias regiões</h2><p>O sábado deverá marcar uma mudança bastante mais evidente. As temperaturas poderão subir significativamente, não apenas no interior Sul, mas também em várias regiões do Centro e Norte.</p><p>Segundo o ECMWF, <strong>Coimbra e Santarém poderão atingir cerca de 34 ºC</strong>, enquanto Évora deverá alcançar aproximadamente 33 ºC. Castelo Branco e Beja poderão rondar os 32 ºC e Portalegre os 31 ºC.</p><p>Também mais a norte, Braga poderá chegar aos <strong>31 ºC</strong>, enquanto Viseu poderá atingir 30 ºC e Vila Real cerca de 29 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/de-quarta-feira-a-domingo-assim-vao-evoluir-as-temperaturas-em-portugal-nos-proximos-dias-1789500572187.jpg" data-image="yav3vzqwmqlz" alt="Sábado traz uma subida acentuada: termómetros poderão alcançar 34 ºC" title="Sábado traz uma subida acentuada: termómetros poderão alcançar 34 ºC"><figcaption>Temperaturas previstas pelo ECMWF para sábado às 16h. O aquecimento será generalizado, com máximas superiores a 30 ºC em numerosas regiões e valores próximos dos 34 ºC no Centro.</figcaption></figure><p>A subida prevista para sábado será, portanto, bastante transversal ao território. Mesmo áreas que durante a primeira metade da semana permanecerão com temperaturas mais moderadas deverão sentir um aquecimento significativo.</p><p>Este cenário estará associado à presença de <strong>ar relativamente quente sobre a Península Ibérica</strong>. Aos 850 hPa, o ECMWF projeta valores aproximadamente entre 15 e 17 ºC sobre Portugal continental durante sábado, criando condições favoráveis para temperaturas elevadas à superfície.</p><p>Contudo, será no domingo que o desvio relativamente à climatologia poderá tornar-se particularmente impressionante.</p><h2>Domingo poderá ter temperaturas até 10 ºC acima da média</h2><p>As projeções do ECMWF para domingo mostram <strong>anomalias térmicas positivas muito significativas em praticamente todo o território continental</strong>.</p><p>Em Braga, os valores poderão situar-se cerca de <strong>10 ºC acima da média</strong>, enquanto Porto e Viseu poderão apresentar desvios próximos dos 9 ºC. Aveiro, Coimbra, Santarém e Lisboa surgem com anomalias próximas dos <strong>8 ºC</strong>.</p><p>No interior, Vila Real poderá rondar os 7 ºC acima da média, enquanto Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja poderão apresentar desvios próximos dos <strong>6 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/de-quarta-feira-a-domingo-assim-vao-evoluir-as-temperaturas-em-portugal-nos-proximos-dias-1789500644219.jpg" data-image="dj3n3nn83290" alt="Até 10 ºC acima da média: domingo será anormalmente quente" title="Até 10 ºC acima da média: domingo será anormalmente quente"><figcaption>Anomalia da temperatura prevista pelo ECMWF para domingo às 16h. Grande parte de Portugal continental poderá registar valores entre 6 e 10 ºC superiores ao habitual para esta altura do ano.</figcaption></figure><p>Os <strong>maiores desvios poderão ocorrer precisamente no Norte e Centro</strong>, apesar de não serem necessariamente estas regiões a registar as máximas absolutas mais elevadas. Ou seja, uma temperatura de 33 ºC no Norte poderá representar uma anomalia maior do que valores semelhantes observados no Sul.</p><h2>Domingo deverá ser o dia mais quente desta sequência</h2><p>Em termos absolutos, domingo apresenta-se, com as atuais projeções, como o <strong>dia mais quente do período entre quarta-feira e domingo</strong>.</p><p>O ECMWF aponta para cerca de <strong>36 ºC em Coimbra</strong>, enquanto Santarém e Leiria poderão atingir aproximadamente 35 ºC. Lisboa, Braga, Évora e Beja poderão chegar aos <strong>33 ºC</strong>, com Vila Real, Viseu, Castelo Branco e Portalegre em torno dos 32 ºC.</p><p>Mesmo o Porto poderá aproximar-se dos <strong>30 ºC</strong>, num dia bastante quente para a época em grande parte do território.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/de-quarta-feira-a-domingo-assim-vao-evoluir-as-temperaturas-em-portugal-nos-proximos-dias-1789500699063.jpg" data-image="zmrg8exmd1hb" alt="Domingo poderá ser o dia mais quente, com máximas até 36 ºC" title="Domingo poderá ser o dia mais quente, com máximas até 36 ºC"><figcaption>Temperaturas previstas pelo ECMWF para domingo às 16h. O calor deverá intensificar-se em grande parte de Portugal, com máximas de 35 a 36 ºC em alguns setores do Centro.</figcaption></figure><p>Comparativamente a quarta-feira, a diferença será bastante expressiva. Coimbra poderá passar de cerca de <strong>27 para 36 ºC</strong>, enquanto Santarém poderá subir de aproximadamente 28 para 35 ºC e Braga de 26 para 33 ºC.</p><p>Assim, a evolução prevista entre quarta-feira e domingo será marcada por um <strong>aquecimento gradual, mas bastante acentuado na reta final da semana</strong>, culminando num fim de semana com características mais próprias de pleno verão em várias regiões.</p><p>Importa, contudo, salientar que domingo ainda se encontra a vários dias de distância. <strong>A magnitude exata das máximas e das anomalias poderá sofrer ajustes nas próximas atualizações </strong>do modelo europeu, pelo que será importante acompanhar a evolução das previsões.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/de-quarta-feira-a-domingo-assim-vao-evoluir-as-temperaturas-em-portugal-nos-proximos-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Pela primeira vez, em mais de 250 anos, este farol abre as portas ao público]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/pela-primeira-vez-em-mais-de-250-anos-este-farol-abre-as-portas-ao-publico.html</link><pubDate>Wed, 16 Sep 2026 05:04:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>O histórico Farol do Cabo da Roca passou a receber visitantes e convida-o a conhecer espaços que, até agora, estavam reservados à sua missão marítima.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-farol-esteve-fechado-ao-publico-durante-250-anos-agora-pode-finalmente-entrar-1785858126006.jpg" data-image="f3m83ngvidyl" alt="Farol do Cabo da Rooca" title="Farol do Cabo da Rooca"><figcaption>Este lugar guiou marinheiros durante séculos. Hoje recebe visitantes. Foto: Wikimedia // Sonse</figcaption></figure><p>Durante mais de dois séculos e meio, o <strong>Farol do Cabo da Roca</strong> teve uma única missão: orientar os navios que cruzam uma das zonas mais expostas da costa portuguesa. Agora, chega uma nova função (e muitos estão ansiosos por conhecê-la).</p><p>Não, a sua luz não deixou de cumprir esse papel. A novidade é que, pela primeira vez, também abre portas a quem chega por terra e quer conhecer a história por detrás deste símbolo nacional.</p><div class="texto-destacado">O que serviu durante séculos para orientar navegadores, alertar sobre os perigos do mar e indicar a proximidade da costa, acabou de ganhar uma nova função. </div><p>Desde dia 23 de julho que o Cabo da Roca se tornou casa de um <strong>novo Centro Interpretativo</strong>. Curioso?</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="757579" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-pode-visitar-o-farol-mais-alto-de-portugal-e-sem-pagar.html" title="Já pode visitar o farol mais alto de Portugal (e sem pagar)">Já pode visitar o farol mais alto de Portugal (e sem pagar)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-pode-visitar-o-farol-mais-alto-de-portugal-e-sem-pagar.html" title="Já pode visitar o farol mais alto de Portugal (e sem pagar)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ja-pode-visitar-o-farol-mais-alto-de-portugal-e-sem-pagar-1772788867178_320.jpg" alt="Já pode visitar o farol mais alto de Portugal (e sem pagar)"></a></article></aside><p>Localizado no ponto mais ocidental de Portugal e da Europa continental, o projeto implicou um investimento superior a 1,6 milhões de euros. O objetivo? <strong>Conciliar duas prioridades</strong>: manter o funcionamento operacional do farol e permitir que os visitantes conheçam a história.</p><p>“Queremos que quem chega ao Cabo da Roca não encontre apenas um lugar extraordinário para observar o Atlântico. Queremos que perceba onde está, reconheça os valores naturais que o rodeiam e descubra um território muito mais vasto”, explicou João Sousa Rego, presidente do conselho de administração da Parques de Sintra, durante a inauguração.</p><h2>O que pode visitar e quanto custa a experiência</h2><p>Quem visita este lugar já não encontra apenas as famosas falésias e a paisagem dramática. Há agora uma <strong>experiência </strong>que permite descobrir como funcionam os faróis, perceber a evolução da sinalização marítima em Portugal e compreender porque continua este equipamento a ser essencial para a segurança da navegação.</p><div class="texto-destacado">O Farol do Cabo da Roca foi inaugurado em 1772 e é o segundo mais antigo ainda em funcionamento no litoral português, apenas atrás do Farol da Guia, em Cascais. Ao longo de mais de 250 anos, acompanhou a evolução tecnológica da navegação, sem nunca perder a sua função principal: servir de referência a quem navega junto à costa.</div><p>“Ao longo de mais de 250 anos, a sua luz tem orientado quem navega ao largo da costa. Agora, este património abre-se também a quem chega por terra, através de duas experiências de visita”, lê-se em comunicado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-farol-esteve-fechado-ao-publico-durante-250-anos-agora-pode-finalmente-entrar-1785858370851.jpg" data-image="9ebxbt2wlh0l" alt="Farol Cabo da Roca" title="Farol Cabo da Roca"><figcaption>Uma experiência única. Foto: Wikimedia // Bert Kaufmann</figcaption></figure><p><strong>A visita pode ser feita, então, de duas formas</strong>. A opção mais simples é a chamada Visita Essencial, em regime livre, que custa 5€. Inclui o acesso ao Centro Interpretativo, ao pátio exterior, à área de exposições temporárias, à loja e à cafetaria, um espaço perfeito para fazer uma pausa enquanto aprecia a vista sobre o oceano.</p><p>Se preferir uma experiência mais completa, existe a Visita Panorâmica, que acrescenta a subida, acompanhada por um guia da Parques de Sintra, até à varanda do farol. O bilhete custa 10€ para adultos, 7,50€ para maiores de 65 anos e 5€ para crianças entre os 6 e os 17 anos.</p><p>Todas as modalidades podem ser adquiridas <em>online</em>.</p><h2>Mais informações e detalhes</h2><p>Apesar da abertura ao público, <strong>o farol continua a desempenhar diariamente a sua função de apoio à navegação</strong>. A reabilitação foi precisamente pensada para compatibilizar a preservação deste património com a sua utilização turística, sem comprometer o trabalho desenvolvido pelos faroleiros e pelos sistemas de sinalização marítima.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781998" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencia-a-10-dias-em-portugal-depressoes-continuam-a-ameacar-o-pais-mas-o-calor-regressa-antes-de-novo-episodio.html" title="Tendência a 10 dias em Portugal: depressões continuam a ameaçar o país, mas o calor regressa antes de novo episódio">Tendência a 10 dias em Portugal: depressões continuam a ameaçar o país, mas o calor regressa antes de novo episódio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencia-a-10-dias-em-portugal-depressoes-continuam-a-ameacar-o-pais-mas-o-calor-regressa-antes-de-novo-episodio.html" title="Tendência a 10 dias em Portugal: depressões continuam a ameaçar o país, mas o calor regressa antes de novo episódio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-a-10-dias-em-portugal-depressoes-continuam-a-ameacar-o-pais-mas-o-calor-regressa-antes-de-novo-episodio-1785846385749_320.jpg" alt="Tendência a 10 dias em Portugal: depressões continuam a ameaçar o país, mas o calor regressa antes de novo episódio"></a></article></aside><p>Segundo o contra-almirante José Diogo Pessoa Arroteia, diretor-geral da Autoridade Marítima Nacional, o desafio passou precisamente por <strong>abrir este património ao público sem comprometer a sua função principal</strong>. “Foi possível valorizar um património edificado e paisagístico de valor incomparável, mantendo o assinalamento marítimo, essencial à segurança da navegação.”</p><p>Esta recuperação do conjunto edificado, a criação do Centro Interpretativo e a instalação dos novos espaços de acolhimento resultam da cooperação entre a Parques de Sintra e a Direcção-Geral da Autoridade Marítima – Direção de Faróis, no âmbito de um Protocolo de Gestão Conjunta. “Mais do que acrescentar uma nova atração a um dos locais mais visitados de Portugal, este projeto procura transformar a forma como o Cabo da Roca é conhecido e vivido”, esclarece a Parques de Sintra. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Parques%20de%20Sintra" data-year="2026" data-title="Guardi%C3%A3o%20do%20Oceano%20Atl%C3%A2ntico" data-url="https%3A%2F%2Fwww.parquesdesintra.pt%2Fpt%2Fparques-monumentos%2Ffarol-do-cabo-da-roca%2F">Parques de Sintra. (2026). <a href="https://www.parquesdesintra.pt/pt/parques-monumentos/farol-do-cabo-da-roca/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Guardião do Oceano Atlântico</a>.</cite><br><cite data-author="Time%20Out%2C%20Dias%20da%20Silva%2C%20R" data-year="2026" data-title="Farol%20do%20Cabo%20da%20Roca%20abre%20ao%20p%C3%BAblico%20(e%20tem%20cafetaria%2C%20loja%20e%20exposi%C3%A7%C3%B5es)" data-url="https%3A%2F%2Fwww.timeout.pt%2Flisboa%2Fpt%2Fnoticias%2Ffarol-do-cabo-da-roca-abre-ao-publico-e-tem-cafetaria-loja-e-exposicoes-072326">Time Out, Dias da Silva, R. (2026). <a href="https://www.timeout.pt/lisboa/pt/noticias/farol-do-cabo-da-roca-abre-ao-publico-e-tem-cafetaria-loja-e-exposicoes-072326" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Farol do Cabo da Roca abre ao público (e tem cafetaria, loja e exposições)</a>.</cite><br><cite data-author="NiT%2C%20Ant%C3%B3nio%2C%20D" data-year="2026" data-title="O%20Farol%20do%20Cabo%20da%20Roca%20abriu%20finalmente%20ao%20p%C3%BAblico%20(com%20novidades)" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fna-cidade%2Fo-farol-do-cabo-da-roca-abriu-finalmente-ao-publico-com-novidades">NiT, António, D. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/o-farol-do-cabo-da-roca-abriu-finalmente-ao-publico-com-novidades" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">O Farol do Cabo da Roca abriu finalmente ao público (com novidades)</a>.</cite><br><cite data-author="Evoque%2C%20Coelho%2C%20M" data-year="2026" data-title="J%C3%A1%20%C3%A9%20poss%C3%ADvel%20visitar%20o%20Farol%20do%20Cabo%20da%20Roca%20e%20subir%20ao%20miradouro" data-url="https%3A%2F%2Fevoquelife.pt%2F2026%2F07%2F23%2Ffarol-do-cabo-da-roca-abre-ao-publico%2F">Evoque, Coelho, M. (2026). <a href="https://evoquelife.pt/2026/07/23/farol-do-cabo-da-roca-abre-ao-publico/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Já é possível visitar o Farol do Cabo da Roca e subir ao miradouro</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/pela-primeira-vez-em-mais-de-250-anos-este-farol-abre-as-portas-ao-publico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Há duas capitais de distrito que continuarão a registar 30 ºC ou mais nos próximos dias; saiba quais]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ha-duas-capitais-de-distrito-que-continuarao-a-registar-30-c-ou-mais-nos-proximos-dias-saiba-quais.html</link><pubDate>Tue, 15 Sep 2026 14:50:32 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas desceram em Portugal Continental, mas os valores continuam elevados no interior. Com isto, há duas capitais de distrito que deverão manter temperaturas máximas na ordem dos 30 ºC até à nova subida prevista.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb81roi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb81roi.jpg" id="xb81roi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O dia de hoje marca o início de uma<strong> descida dos termómetros, que permanecerá até quinta-feira</strong>, antes de uma nova subida das temperaturas esperada a partir de sexta-feira.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Assim, a mais recente atualização dos nossos mapas, com base no modelo europeu ECMWF, indica que praticamente <strong>todas as capitais de distrito deverão registar valores abaixo dos 30 ºC, à exceção de duas</strong>, que ao longo destes dias, manter-se-ão com temperaturas acima deste valor.</p><h2>Calor deverá manter-se firme no Sul do país</h2><p>Ainda que hoje marque o início deste episódio de descida térmica, <strong>ao longo da faixa interior os termómetros mantêm-se elevados</strong>, com temperaturas até aos 35 ºC em Castelo Branco, que a nível local poderão chegar aos 37 ºC, tanto na Beira Baixa como no Vale do Douro. No Alentejo, podem registar-se até 36 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ha-duas-capitais-de-distrito-que-continuarao-a-registar-30-c-ou-mais-nos-proximos-dias-saiba-quais-1789482785213.jpg" data-image="n8e8uhu5h3sq" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Évora e Beja serão as únicas capitais de distrito a não baixarem dos 30 ºC esta semana.</figcaption></figure><p>Para amanhã, quarta-feira, espera-se uma <strong>descida mais evidente no interior</strong>, onde Castelo Branco, Évora e Beja poderão ser as capitais de distrito mais quentes, com valores até 30 ºC. <strong>No litoral, espera-se uma ligeira subida</strong>, especialmente no Norte. Ainda assim, as capitais de distrito mais quentes desta região deverão ser Braga e Vila Real com 27 ºC.</p><p>No dia seguinte, quinta-feira, as <strong>capitais de distrito mais quentes deverão ser Santarém, Évora e Beja</strong>, com 30 ºC previstos nas duas primeiras e 31 ºC na última. Desta forma, Évora e Beja serão as únicas capitais distritais a registarem, de forma persistente, 30 ºC ou mais durantes este período de "alívio" de calor.</p><h2>Nova subida a partir de sexta-feira poderá levar termómetros acima dos 30 ºC em boa parte do país</h2><p>Como mencionamos anteriormente, a partir de sexta-feira espera-se uma nova subida gradual das temperaturas. Entre esse dia e domingo, <strong>os termómetros recuperarão valores acima dos 30 ºC na maior parte das capitais de distrito</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788837" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-mapas-do-ecmwf-pintam-de-vermelho-a-semana-de-21-a-28-de-setembro-o-verao-vai-fazer-parte-do-mes-inteiro.html" title="Os mapas do ECMWF pintam de vermelho a semana de 21 a 28 de setembro: “o verão vai fazer parte do mês inteiro”">Os mapas do ECMWF pintam de vermelho a semana de 21 a 28 de setembro: “o verão vai fazer parte do mês inteiro”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-mapas-do-ecmwf-pintam-de-vermelho-a-semana-de-21-a-28-de-setembro-o-verao-vai-fazer-parte-do-mes-inteiro.html" title="Os mapas do ECMWF pintam de vermelho a semana de 21 a 28 de setembro: “o verão vai fazer parte do mês inteiro”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-mapas-do-ecmwf-pintam-de-vermelho-a-semana-de-21-a-28-de-setembro-o-verao-vai-fazer-parte-do-mes-inteiro-1789474784501_320.jpeg" alt="Os mapas do ECMWF pintam de vermelho a semana de 21 a 28 de setembro: “o verão vai fazer parte do mês inteiro”"></a></article></aside><p>Estima-se que o <strong>dia mais quente desse novo episódio de calor poderá ser domingo</strong>, dia 20, onde apenas as capitais distritais de Viana do Castelo, Guarda e Faro deverão manter valores abaixo de 30 ºC, com previsão de 27 º, 29 ºC e 28 ºC, respetivamente.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ha-duas-capitais-de-distrito-que-continuarao-a-registar-30-c-ou-mais-nos-proximos-dias-saiba-quais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os mapas do ECMWF pintam de vermelho a semana de 21 a 28 de setembro: “o verão vai fazer parte do mês inteiro”]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-mapas-do-ecmwf-pintam-de-vermelho-a-semana-de-21-a-28-de-setembro-o-verao-vai-fazer-parte-do-mes-inteiro.html</link><pubDate>Tue, 15 Sep 2026 12:50:36 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O outono meteorológico já começou e o astronómico está à porta, mas o calor não dá tréguas. O ECMWF prevê uma semana de 21 a 28 de setembro anormalmente quente em Portugal, com desvios térmicos que poderão chegar aos +6 ºC.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/os-mapas-do-ecmwf-pintam-de-vermelho-a-semana-de-21-a-28-de-setembro-o-verao-vai-fazer-parte-do-mes-inteiro-1789474784501.jpeg" data-image="hudj6b1fgati" alt="Final de setembro Verenil" title="Final de setembro Verenil"><figcaption>O final de setembro poderá manter um ambiente tipicamente veranil, apesar da aproximação do outono astronómico. As previsões do ECMWF apontam para temperaturas acima dos 30 ºC em grande parte do território, prolongando o calor até aos últimos dias do mês.</figcaption></figure><p>O mês de setembro caminha para o fim, mas as temperaturas previstas para Portugal continuam longe de apresentar um padrão tipicamente outonal. Os mapas do ECMWF <strong>antecipam uma semana de 21 a 28 de setembro com temperaturas persistentemente acima do normal,</strong> com desvios particularmente expressivos em várias regiões do país.</p><h2>Semana de 21 a 28 de setembro será bastante mais quente do que o normal</h2><p>O mapa de <strong>anomalias médias semanais da temperatura a 2 metros</strong> do ECMWF é bastante claro. Portugal continental aparece praticamente todo pintado de vermelho durante a semana de 21 a 28 de setembro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-mapas-do-ecmwf-pintam-de-vermelho-a-semana-de-21-a-28-de-setembro-o-verao-vai-fazer-parte-do-mes-inteiro-1789473383800.jpg" data-image="uoywuu2zfsyr" alt="Anomalia semanal da temperatura" title="Anomalia semanal da temperatura"><figcaption>Portugal surge a vermelho no mapa semanal do ECMWF, com temperaturas médias previstas entre 3 e 6 ºC acima do normal. O sinal mostra que o calor deverá persistir durante grande parte da última semana de setembro.</figcaption></figure><p>Este produto não mostra a temperatura de um determinado dia ou hora. O modelo calcula a <strong>temperatura média prevista ao longo de toda a semana</strong>, considerando os sucessivos ciclos diurnos e noturnos, e compara-a com os valores climatológicos de referência para o mesmo período do ano.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Assim, uma anomalia semanal positiva entre <strong>3 e 6 ºC</strong>, como a prevista para grande parte de Portugal, significa que<strong> o conjunto da semana deverá ser significativamente mais quente do que aquilo que seria habitual para a reta final de setembro.</strong></p><p>E há uma diferença importante, não estamos perante um único pico de calor de algumas horas. <strong>Para produzir uma anomalia média semanal desta dimensão, o calor terá de apresentar uma persistência</strong> considerável ao longo de vários dias.</p><h2>Mais de 30 ºC ainda poderão ser uma realidade</h2><p>O verão meteorológico terminou oficialmente a <strong>31 de agosto</strong> e, entre os dias 22 e 23 de setembro, ocorre também a transição astronómica para o outono. Porém, este ano, a atmosfera parece pouco interessada no calendário.</p><p>Podemos dizer que <strong>o verão vai fazer parte do mês inteiro.</strong> Apesar de os dias 21 a 28 pertencerem já, ao outono, as temperaturas poderão continuar a atingir valores que associamos mais facilmente aos meses de verão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-mapas-do-ecmwf-pintam-de-vermelho-a-semana-de-21-a-28-de-setembro-o-verao-vai-fazer-parte-do-mes-inteiro-1789473653998.jpg" data-image="203tyig9ev5z" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption>Mesmo depois da chegada do outono astronómico, os termómetros poderão superar os 30 ºC em várias regiões. O interior Norte, Centro destacam-se entre as zonas mais quentes.</figcaption></figure><p>Na terça-feira, dia 22, por exemplo, o ECMWF projeta temperaturas <strong>superiores a 30 ºC em grande parte da Área Metropolitana de Lisboa</strong>, com valores ainda mais elevados no interior.</p><p>Também no Nordeste Transmontano o cenário será pouco habitual para a altura do ano. No distrito de Bragança, onde no final de setembro as máximas já tendem a ficar bastante mais contidas, alguns locais poderão igualmente <strong>ultrapassar os 30 ºC</strong>.</p><h2>O que está a manter Portugal tão quente?</h2><p>A explicação encontra-se na configuração atmosférica prevista para o início da semana. Um <strong>robusto centro de altas pressões deverá posicionar-se a norte da Península Ibérica</strong>, em conjugação com uma crista subtropical que se estende para latitudes mais elevadas. Esta configuração favorece a permanência e o transporte de uma <strong>massa de ar anormalmente quente</strong> sobre a Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-mapas-do-ecmwf-pintam-de-vermelho-a-semana-de-21-a-28-de-setembro-o-verao-vai-fazer-parte-do-mes-inteiro-1789473796196.jpg" data-image="skzwsj06hpie" alt="Anomalia da temperatura a 850 hPa" title="Anomalia da temperatura a 850 hPa"><figcaption>Uma massa de ar anormalmente quente instala-se sobre Portugal, com anomalias aos 850 hPa que poderão atingir 6 a 8 ºC. A configuração atmosférica ajuda a explicar a persistência de temperaturas elevadas à superfície.</figcaption></figure><p>O fenómeno torna-se particularmente evidente quando analisamos a anomalia da temperatura aos <strong>850 hPa</strong>, aproximadamente 1500 metros de altitude. Este nível permite acompanhar as características das massas de ar.</p><p>No início de segunda-feira, dia 21, os mapas da Meteored projetam anomalias aos 850 hPa que poderão rondar em altitude <strong>+6 ºC sobre a região de Lisboa e atingir cerca de +8 ºC no Noroeste da Península Ibérica</strong>.</p><h2>Até dia 28, o outono continuará à espera</h2><p>Naturalmente, poderão existir oscilações das temperaturas entre os diferentes dias e regiões, sobretudo devido à influência marítima junto ao litoral. No entanto, o sinal semanal é consistente. A<strong> semana de 21 a 28 de setembro deverá ser globalmente mais quente do que o normal em Portugal</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788762" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-nova-crista-africana-prevista-para-20-de-setembro-portugal-continua-sem-se-livrar-definitivamente-do-calor.html" title="Uma nova “crista africana” prevista para 20 de setembro: Portugal continua sem se livrar definitivamente do calor">Uma nova “crista africana” prevista para 20 de setembro: Portugal continua sem se livrar definitivamente do calor</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-nova-crista-africana-prevista-para-20-de-setembro-portugal-continua-sem-se-livrar-definitivamente-do-calor.html" title="Uma nova “crista africana” prevista para 20 de setembro: Portugal continua sem se livrar definitivamente do calor"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/uma-nova-crista-africana-prevista-para-20-de-setembro-portugal-continua-sem-se-livrar-definitivamente-do-calor-1789433928632_320.jpg" alt="Uma nova “crista africana” prevista para 20 de setembro: Portugal continua sem se livrar definitivamente do calor"></a></article></aside><p>Depois de um mês já marcado por vários episódios de temperaturas elevadas, os últimos dias de setembro poderão, assim, prolongar uma <strong>sensação térmica muito mais próxima do verão</strong> do que do início do outono.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-mapas-do-ecmwf-pintam-de-vermelho-a-semana-de-21-a-28-de-setembro-o-verao-vai-fazer-parte-do-mes-inteiro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Toneladas de lulas: o Mar do Norte está a aquecer e agora também chegam os polvos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/toneladas-de-lulas-o-mar-do-norte-esta-a-aquecer-e-agora-tambem-chegam-os-polvos.html</link><pubDate>Tue, 15 Sep 2026 11:04:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O que há nove anos era uma raridade representa hoje um quinto das capturas. A temperatura da água do Mar do Norte aumentou 4 ºC num século e os polvos encontraram o habitat perfeito para se multiplicarem.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/toneladas-de-calamares-el-mar-del-norte-se-esta-calentando-y-ahora-llegan-los-pulpos-1787533772276.jpg" data-image="2cl7e6308u9w" alt="calamares/lulas" title="calamares/lulas"><figcaption>A temperatura na zona sul do Mar do Norte, uma região de águas pouco profundas, aumentou cerca de 4 ºC nos últimos cem anos.</figcaption></figure><p>As redes dos pescadores belgas já não trazem o que era habitual. Onde antes abundavam os caranguejos e o bacalhau, <strong>surgem agora toneladas de polvos e lulas</strong>. A cadeia alimentar do Mar do Norte alterou-se, e o responsável por esta transformação é o aquecimento global.</p><p>Hans Polet, diretor científico do Instituto Flamengo de Investigação Agrícola e Pesqueira (ILVO), explicou-o numa entrevista à emissora pública suíça RTS. A temperatura na zona sul do Mar do Norte, uma região de águas pouco profundas, <strong>aumentou cerca de 4 ºC nos últimos cem anos</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Os ovos precisam que a água esteja entre os 9 e os 11 ºC para se desenvolverem e eclodirem. Antes, o Mar do Norte era demasiado frio, mas agora, segundo Polet, numerosas posturas conseguem sobreviver. Em suma, o frio deixou de ser uma barreira.</strong></div><p>Mas a temperatura é apenas uma parte do que mudou. A disponibilidade de alimento também aumentou. <strong>Caranguejos, camarões e arenques continuam a ser abundantes na região e tornam-se presas ideais para os polvos e as lulas</strong>. Ao mesmo tempo, um dos seus predadores naturais mais importantes, o bacalhau, está a desaparecer da região, uma vez que as águas mais quentes o impedem de se reproduzir com sucesso. Menos predadores e mais alimento: a fórmula perfeita para uma explosão demográfica.</p><h2>Um negócio que cresce à velocidade do mar</h2><p>A dimensão do fenómeno mede-se nas lotas. Tom Premereur, diretor da Lota Flamenga de Peixe, descreve a mudança com uma contundência que não deixa margem para dúvidas. <strong>Há apenas nove anos, praticamente não se pescavam lulas</strong>. «Hoje, constituem a maior parte das nossas capturas», afirmou. Segundo Premereur, os <strong>polvos de grandes dimensões são capturados regularmente há apenas dois anos</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Os números sustentam as suas palavras. Os cefalópodes (polvos, chocos e lulas) representam atualmente mais de um quinto do total das capturas da pesca marítima flamenga. Este foi o valor calculado pela Agência da Agricultura e Pesca Marítima do Governo Flamengo para o ano de 2025. </strong></div><p>Perante esta realidade, o mercado reagiu rapidamente. Com preços que oscilam entre os 5 e os 9 euros por quilo, a procura está a aumentar significativamente. <strong>Grande parte das capturas é agora exportada para o Mediterrâneo</strong>. Itália, o sul de França e Espanha recebem com grande procura esta nova produção, numa região onde a sobrepesca dizimou as populações locais de polvo e lula. <strong>O Mar do Norte tornou-se, assim, o novo fornecedor</strong>.</p><h2>Alemanha também sente o impacto</h2><p>O fenómeno não se limita à Bélgica. Na Alemanha, as práticas de pesca mudaram por completo. Daniel Oesterwind, chefe do departamento de lulas do Instituto Thünen de Pesca do Mar Báltico, apresentou os dados numa entrevista ao jornal taz. <strong>Em 2024, as lulas representaram entre 20 e 21% das receitas totais da pesca de arrasto de fundo alemã</strong>. Quatro anos antes, em 2020, esse valor era de apenas 1%.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/toneladas-de-calamares-el-mar-del-norte-se-esta-calentando-y-ahora-llegan-los-pulpos-1787533918631.jpg" data-image="ezby9l1dfv1i" alt="pesca" title="pesca"><figcaption>Os cefalópodes (polvos, chocos e lulas) representam atualmente mais de um quinto do total das capturas da pesca marítima.</figcaption></figure><p>Oesterwind esclarece que a presença destes animais não é acidental. Espécies como a <strong>lula-de-barbatana-longa e a lula-de-barbatana-curta estabeleceram-se de forma permanente no Mar do Norte</strong>. Antes eram capturadas de forma acidental; agora são habitantes permanentes. "Isto deve-se aos efeitos das alterações climáticas e, possivelmente, também a desequilíbrios no ecossistema", explicou o investigador.</p><p>"Adoro lulas, são animais realmente maravilhosos", confessou Oesterwind, acrescentando, no entanto, que <strong>as mudanças nos oceanos são "muito drásticas" do ponto de vista ecológico</strong>. Não é uma questão de gosto. É um alerta.</p><h2>O custo da abundância</h2><p>Os <strong>polvos e as lulas são predadores vorazes</strong>. "Comem tudo aquilo que conseguem dominar", alertou Oesterwind. Esta capacidade tornou-os intervenientes fundamentais no ecossistema de grande parte do Mar do Norte. A sua expansão não é neutra e está a reconfigurar as relações de predação e competição.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782372" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/saiba-como-as-alteracoes-climaticas-irao-agravar-a-desigualdade-global.html" title="Saiba como as alterações climáticas irão agravar a desigualdade global">Saiba como as alterações climáticas irão agravar a desigualdade global</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/saiba-como-as-alteracoes-climaticas-irao-agravar-a-desigualdade-global.html" title="Saiba como as alterações climáticas irão agravar a desigualdade global"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-como-as-alteracoes-climaticas-irao-agravar-a-desigualdade-global-1786042116893_320.jpg" alt="Saiba como as alterações climáticas irão agravar a desigualdade global"></a></article></aside><p><strong>O bacalhau é a grande vítima desta história</strong>. Na década de 1970, as suas populações no Mar do Norte rondavam as 270.000 toneladas. Em 2006, segundo o <em>Marine Stewardship Council</em>, tinham caído para cerca de 44.000 toneladas. Após uma recuperação parcial impulsionada por quotas de pesca mais rigorosas, <strong>a população voltou a diminuir</strong>.</p><p>Stefan Neuenfeldt, do Instituto Nacional Dinamarquês de Recursos Aquáticos, tentou explicar o fenómeno em 2020, numa entrevista à Euronews. "Na verdade, não conseguimos responder à questão de por que razão a população de bacalhau está a entrar em colapso", admitiu. Entre as possíveis causas estão o <strong>aquecimento da zona sul do Mar do Norte, a alteração das redes tróficas e uma menor taxa de reprodução</strong>. A ciência continua à procura de respostas definitivas.</p><h2>Uma nova ordem oceânica</h2><p>A expansão dos cefalópodes no Mar do Norte não é um fenómeno pontual. É um sintoma. <strong>Os polvos encontraram um refúgio onde antes não conseguiam sobreviver. As lulas transformaram uma rota migratória num habitat permanente</strong>. E os pescadores, entretanto, enchem os porões das suas embarcações com uma espécie que, há menos de uma década, praticamente não aparecia nas suas redes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="750876" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-lagoa-nao-precisa-de-filtros-e-mesmo-rosa.html" title="Esta lagoa não precisa de filtros: é mesmo rosa">Esta lagoa não precisa de filtros: é mesmo rosa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-lagoa-nao-precisa-de-filtros-e-mesmo-rosa.html" title="Esta lagoa não precisa de filtros: é mesmo rosa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esta-lagoa-nao-precisa-de-filtros-e-mesmo-rosa-1769372762610_320.jpg" alt="Esta lagoa não precisa de filtros: é mesmo rosa"></a></article></aside><p>Mas o crescimento da atividade pesqueira esconde uma transformação profunda. <strong>O ecossistema do Mar do Norte está a ser reescrito a um ritmo acelerado</strong>. O desaparecimento do bacalhau, a chegada de novos predadores e a reconfiguração da cadeia alimentar são peças do mesmo quebra-cabeças. O motor de toda esta transformação é o aumento da temperatura.</p><p>Oesterwind resumiu-o numa frase que sintetiza o dilema: a pesca sustentável exige um sistema de gestão e, atualmente, esse sistema não existe. <strong>O Mar do Norte já não é o mesmo que os pescadores das gerações passadas conheceram</strong>. A questão que fica no ar, como uma boia a flutuar na água, é se esta nova ordem trará estabilidade ou se, pelo contrário, marca apenas o início de uma instabilidade ainda maior.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/toneladas-de-lulas-o-mar-do-norte-esta-a-aquecer-e-agora-tambem-chegam-os-polvos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma nova “crista africana” prevista para 20 de setembro: Portugal continua sem se livrar definitivamente do calor]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-nova-crista-africana-prevista-para-20-de-setembro-portugal-continua-sem-se-livrar-definitivamente-do-calor.html</link><pubDate>Tue, 15 Sep 2026 09:30:36 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois de um ligeiro alívio térmico junto ao litoral, o calor prepara-se para ganhar novamente força em Portugal. Uma nova crista de ar quente, com origem em latitudes africanas, deverá provocar uma subida generalizada das temperaturas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb7qn8q"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb7qn8q.jpg" id="xb7qn8q"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois de vários dias marcados por temperaturas elevadas, esta terça-feira (15) traz algum alívio, sobretudo ao litoral Norte e Centro. No entanto, esta descida não significa o fim do calor. O interior continuará com valores elevados e, a partir do fim de semana, uma <strong>nova configuração atmosférica deverá provocar uma subida generalizada das temperaturas.</strong></p><h2>O dia de hoje traz uma descida acentuada junto ao litoral</h2><p>Esta terça-feira, dia 15, as temperaturas máximas continuam elevadas para a época do ano em grande parte do interior, onde alguns locais do Alentejo e do Centro poderão aproximar-se dos <strong>36 a 37 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-nova-crista-africana-prevista-para-20-de-setembro-portugal-continua-sem-se-livrar-definitivamente-do-calor-1789433533183.jpg" data-image="w39vgdg9vv6h" alt="Temperatura e configuração atmosférica" title="Temperatura e configuração atmosférica"><figcaption>Esta terça-feira traz um alívio significativo do calor junto ao litoral Norte e Centro, enquanto no interior as máximas continuam elevadas e poderão aproximar-se dos 37 ºC.</figcaption></figure><p>No entanto, comparativamente com segunda-feira, dia 14, a distribuição das temperaturas muda de forma bastante evidente junto à faixa costeira Norte e Centro.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Em zonas dos distritos de <strong>Leiria e Coimbra</strong>, a descida de temperaturas máximas (comparativamente a dia 14) poderá rondar localmente os <strong>10 ºC</strong>, enquanto em Aveiro e Porto deverá ser menos acentuada, mas ainda assim percetível. A proximidade do Atlântico permitirá assim um ambiente bastante mais ameno nestas regiões. <strong>Esta diferença entre litoral e interior deverá ser uma das características dos próximos dias</strong>.</p><h2>Noites continuam anormalmente amenas no interior</h2><p>Apesar do alívio diurno junto ao litoral, o calor continuará a fazer-se sentir no interior, inclusive durante a noite. Segundo os mapas da Meteored, na noite de quarta-feira, dia 16, pelas 23 horas, ainda poderão registar-se <strong>cerca de 24 a 25 ºC</strong> em alguns pontos do interior Centro e Alentejo.</p><p>As anomalias térmicas ajudam a perceber a dimensão desta situação. Este parâmetro compara a temperatura prevista para determinado local e hora com aquela que seria climatologicamente expectável para a mesma altura do ano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-nova-crista-africana-prevista-para-20-de-setembro-portugal-continua-sem-se-livrar-definitivamente-do-calor-1789433678871.jpg" data-image="62jdsi75hi80" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-428448">As noites continuam amenas em várias regiões do interior. Pelas 23 horas, alguns locais poderão ainda registar 24 a 25 ºC, com anomalias positivas próximas dos 5 ºC.</figcaption></figure><p>No interior Centro, as temperaturas poderão estar nessa altura da noite cerca de <strong>4 a 5 ºC acima do normal</strong>, enquanto junto à costa as anomalias serão consideravelmente mais reduzidas.</p><h2>A partir de sexta-feira os mapas voltam a “pintar-se” de vermelho</h2><p>Esta relativa estabilização não deverá durar muito. A partir de sexta-feira, dia 18, e sobretudo durante o fim de semana, as temperaturas deverão voltar a subir.</p><p>No sábado, dia 19, prevêm-se novamente anomalias positivas bastante generalizadas. Durante as horas mais quentes, vários locais poderão apresentar valores <strong>8 a 10 ºC acima do normal</strong>, com desvios localmente ainda superiores no Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-nova-crista-africana-prevista-para-20-de-setembro-portugal-continua-sem-se-livrar-definitivamente-do-calor-1789433753301.jpg" data-image="v410s4r2boi9" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"> <figcaption>O calor volta a intensificar-se no final da semana. No sábado, grande parte de Portugal poderá registar temperaturas entre 6 e 10 ºC acima do normal, com desvios localmente superiores.</figcaption></figure><p>Mas<strong> o que estará por detrás desta nova subida</strong>?</p><h2>Uma nova “crista africana” aproxima-se da Península Ibérica</h2><p>A configuração atmosférica prevista para o fim de semana é particularmente favorável ao transporte de ar quente para Portugal. Um <strong>anticiclone robusto deverá posicionar-se a norte/noroeste da Península Ibérica</strong>, enquanto em altitude se estabelece uma crista ou dorsal subtropical. Esta configuração favorece o transporte de uma massa de ar bastante quente proveniente de latitudes mais baixas, incluindo o Norte de África, em direção à Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-nova-crista-africana-prevista-para-20-de-setembro-portugal-continua-sem-se-livrar-definitivamente-do-calor-1789433928632.jpg" data-image="e60rhie042az" alt="Temperatura 925 hPa" title="Temperatura 925 hPa"><figcaption>Uma robusta região de altas pressões a norte da Península Ibérica favorecerá o transporte de uma massa de ar mais quente proveniente de latitudes mais baixas.</figcaption></figure><p>É aquilo a que frequentemente se chama uma <strong>“crista africana”.</strong> Uma extensão para norte de ar muito quente associado às latitudes subtropicais africanas, acompanhada por valores elevados de geopotencial em altitude.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-nova-crista-africana-prevista-para-20-de-setembro-portugal-continua-sem-se-livrar-definitivamente-do-calor-1789433972615.jpg" data-image="fjzamvx9mp8j" alt="Temperatura e geopotencial 850 hPa" title="Temperatura e geopotencial 850 hPa"><figcaption>A previsão do ECMWF evidencia uma massa de ar muito quente em altitude sobre a Península Ibérica, sinal da nova crista subtropical que deverá intensificar o calor à superfície.</figcaption></figure><p>O mapa de temperatura aos <strong>850 hPa</strong>, correspondente aproximadamente a 1500 metros de altitude, mostra claramente esta massa de ar quente sobre a Portugal e Espanha no domingo, dia 20. Este nível atmosférico é particularmente útil para identificar e acompanhar massas de ar em altitude, uma vez que sofre menos influência direta do aquecimento e arrefecimento da superfície.</p><h2>Domingo, dia 20: calor volta também ao litoral</h2><p>À superfície, as consequências desta configuração deverão tornar-se evidentes durante o fim de semana. A<strong> nova subida das temperaturas deverá abranger também várias zonas do litoral</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-nova-crista-africana-prevista-para-20-de-setembro-portugal-continua-sem-se-livrar-definitivamente-do-calor-1789434119479.jpg" data-image="1zhar2u2o7km" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>No domingo, a subida das temperaturas deverá ser generalizada e chegar também ao litoral, depois de vários dias em que a influência marítima ajudou a manter esta região mais fresca.</figcaption></figure><p>No domingo, dia 20, o ECMWF projeta novamente <strong>temperaturas muito elevadas em grande parte do território continental</strong>, sobretudo no interior Centro e Sul, mas com uma subida generalizada relativamente aos dias anteriores.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788737" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-abaixo-da-media-regressam-a-portugal-continental-descida-acentuada-inverte-anomalias-termicas.html" title="Temperaturas abaixo da média regressam a Portugal Continental: descida acentuada inverte anomalias térmicas">Temperaturas abaixo da média regressam a Portugal Continental: descida acentuada inverte anomalias térmicas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-abaixo-da-media-regressam-a-portugal-continental-descida-acentuada-inverte-anomalias-termicas.html" title="Temperaturas abaixo da média regressam a Portugal Continental: descida acentuada inverte anomalias térmicas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-abaixo-da-media-regressam-a-portugal-continental-descida-acentuada-inverte-anomalias-termicas-1789420981071_320.png" alt="Temperaturas abaixo da média regressam a Portugal Continental: descida acentuada inverte anomalias térmicas"></a></article></aside><p>Portugal continuará, portanto, sem se despedir definitivamente do calor. E este novo episódio poderá prolongar-se pelo início da semana seguinte, <strong>possivelmente até terça-feira, dia 22</strong>, embora a incerteza da previsão aumente naturalmente à medida que avançamos no horizonte temporal.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-nova-crista-africana-prevista-para-20-de-setembro-portugal-continua-sem-se-livrar-definitivamente-do-calor.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Super El Niño entra na categoria “muito forte” ao alcançar +2 °C]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/super-el-nino-entra-na-categoria-muito-forte-ao-alcancar-2-c.html</link><pubDate>Tue, 15 Sep 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O El Niño 2026-2027 alcançou limiar de categoria “muito forte” ao registar +2 °C de anomalia relativa na região Niño 3.4 na última semana. O aquecimento está entre os mais precoces e intensos já observados, comparável com 1997.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-entra-na-categoria-muito-forte-ao-alcancar-2-c-1789386525748.png" data-image="2cyetnqwhst9" alt="A anomalia da superfície do mar em 12 de setembro de 2026 ressalta um Pacífico excecionalmente quente num globo praticamente todo aquecido. Créditos: Climate Reanalyzer." title="A anomalia da superfície do mar em 12 de setembro de 2026 ressalta um Pacífico excecionalmente quente num globo praticamente todo aquecido. Créditos: Climate Reanalyzer."><figcaption>A anomalia da superfície do mar em 12 de setembro de 2026 ressalta um Pacífico excecionalmente quente num globo praticamente todo aquecido. Créditos: Climate Reanalyzer.</figcaption></figure><p><strong>Segundo </strong>os<strong> dados da NOAA </strong>divulgados nesta<strong> segunda-feira (14)</strong>, a <strong>anomalia</strong> relativa da <strong>temperatura da superfície do mar</strong> (TSM) na região de monitorização do fenómeno El Niño (Niño 3.4) <strong>alcançou +2 °C pela primeira vez</strong> no evento de 2026-2027, entrando no limiar de<strong> categoria “muito forte”</strong>. Embora oficialmente a intensidade do El Niño seja estabelecida por uma média trimestral e não semanal, esta é a primeira semana dentro da categoria “muito forte”. Confira os detalhes.</p><h2>Aquecimento no Pacífico alcança +2 °C de anomalia</h2><p>Enquanto o mês de <strong>agosto</strong> foi de uma desaceleração do aquecimento no Oceano Pacífico Equatorial, com as<strong> anomalias estáveis</strong> por volta de<strong> 1,8 °C</strong>, a semana centrada em<strong> 9 de setembro </strong><strong>voltou a aquecer</strong> e, pela primeira vez em 2026, a anomalia alcançou <strong>+2 °C</strong>, o limiar de um evento <strong>“muito forte”</strong> - ou um <strong>“Super El Niño”</strong>, como a imprensa convencionou.</p><p>O<strong> gráfico abaixo</strong> mostra o comportamento das <strong>anomalias</strong> <strong>relativas</strong> de TSM desde setembro de 1981, início da série histórica disponibilizada pela NOAA, <strong>destacando</strong> as <strong>datas</strong> <strong>onde cada evento alcançou +2 °C</strong> de anomalia pela<strong> primeira vez. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-entra-na-categoria-muito-forte-ao-alcancar-2-c-1789386192491.png" data-image="hsyy2oewtcnt" alt="Primeira semana em que os eventos El Niño cruzaram o limiar de categoria muito forte (+2°C) na série histórica da NOAA. Créditos: Meteored." title="Primeira semana em que os eventos El Niño cruzaram o limiar de categoria muito forte (+2°C) na série histórica da NOAA. Créditos: Meteored."><figcaption>Primeira semana em que os eventos El Niño cruzaram o limiar de categoria muito forte (+2 °C) na série histórica da NOAA. Créditos: Meteored.</figcaption></figure><p>Nesta série histórica, a <strong>análise da Meteored destaca</strong> que o <strong>evento de 2026</strong> está <strong>praticamente empatado com 1997</strong>, um dos mais intensos da história, onde o limiar de <strong>+2 °C</strong> foi <strong>alcançado</strong> na semana centrada em <strong>3 de setembro</strong>, menos de 1 semana de diferença. </p><div class="texto-destacado">Considerando os demais eventos ‘muito fortes’, o aquecimento de +2 °C só foi alcançado entre o fim de setembro e o início de dezembro, destacando a excecionalidade do El Niño de 2026-2027.</div><p>Quando olhamos para os <strong>dados “brutos” de anomalias absolutas de TSM</strong>, ou seja, <strong>sem descontar o valor do “aquecimento de fundo” </strong>dos oceanos tropicais como a anomalia relativa faz, o aquecimento é <strong>ainda mais excecional</strong><strong> e aproxima-se de</strong> <strong>3 °C</strong> (+2,9 °C na última semana, segundo dados da NOAA). Isto quer dizer que o <strong>aquecimento médio dos oceanos tropicais </strong>está a <strong>adicionar</strong> praticamente <strong>1 °C</strong> na região do <strong>Pacífico Equatorial </strong>central. </p><h2>Aquecimento em 2026 é excecional</h2><p>O<strong> gráfico abaixo </strong>apresenta a <strong>evolução</strong> da <strong>TSM </strong>na <strong>região Niño 3.4 </strong><strong>desde 1981</strong>, principal área utilizada para a monitorização do El Niño. A <strong>linha vermelha</strong> representa o <strong>ano de 2026</strong>, enquanto a amarela corresponde a 2025. As linhas pretas mostram as normais climatológicas de referência (1982-2010 e 1991-2020) e as linhas cinzas representam os demais anos da série histórica.</p><div class="texto-destacado">A visualização deixa claro como a curva de 2026 passou a destacar-se das demais a partir do início de junho, alcançando valores sem precedentes para esta época do ano. A TSM média registada nos últimos dias tem se mantido próxima de 29,6°C, um valor excecional para a região.</div><p>Este comportamento reflete-se numa <strong>sequência histórica de recordes.</strong> Há mais de <strong>90 dias consecutivos</strong>, a temperatura diária da superfície do mar na região Niño 3.4 é a mais alta já observada para cada respetiva data desde o início da série histórica, em 1981.</p><p>Apesar disso, <strong>2026</strong> <strong>ainda não detém o recorde absoluto</strong> da série. O <strong>maior valor</strong> já registado na região Niño 3.4 ocorreu em <strong>novembro de 2015</strong>, quando a temperatura média diária atingiu<strong> 29,82°</strong><strong>C </strong>durante um dos mais intensos eventos de El Niño já observados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-entra-na-categoria-muito-forte-ao-alcancar-2-c-1789386412187.png" data-image="sofgs4kwpzrx" alt="Temperatura diária da superfície do mar na região de monitorização do El Niño (Niño 3.4) desde 1981, segundo dados da NOAA. Créditos: Climate Reanalyzer." title="Temperatura diária da superfície do mar na região de monitorização do El Niño (Niño 3.4) desde 1981, segundo dados da NOAA. Créditos: Climate Reanalyzer."><figcaption>Temperatura diária da superfície do mar na região de monitorização do El Niño (Niño 3.4) desde 1981, segundo dados da NOAA. Créditos: Climate Reanalyzer.</figcaption></figure><p>No entanto, a <strong>comparação com 2015 exige cautela</strong>. O <strong>recorde</strong> foi alcançado <strong>próximo ao pico daquele evento,</strong> enquanto <strong>o atual El Niño ainda está em fase de intensificação</strong> e estamos apenas em setembro. Por outras palavras, o fenómeno de <strong>2026</strong> ainda <strong>tem bastante espaço para continuar a aquecer</strong> nas próximas semanas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787833" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/investigadores-espanhois-descobrem-uma-ligacao-crucial-no-atlantico-para-a-previsao-dos-fenomenos-do-el-nino.html" title="Investigadores espanhóis descobrem uma ligação crucial no Atlântico para a previsão dos fenómenos do El Niño">Investigadores espanhóis descobrem uma ligação crucial no Atlântico para a previsão dos fenómenos do El Niño</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/investigadores-espanhois-descobrem-uma-ligacao-crucial-no-atlantico-para-a-previsao-dos-fenomenos-do-el-nino.html" title="Investigadores espanhóis descobrem uma ligação crucial no Atlântico para a previsão dos fenómenos do El Niño"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-espanhois-descobrem-uma-ligacao-crucial-no-atlantico-para-a-previsao-dos-fenomenos-do-el-nino-1788957034710_320.jpg" alt="Investigadores espanhóis descobrem uma ligação crucial no Atlântico para a previsão dos fenómenos do El Niño"></a></article></aside><p>As <strong>previsões</strong> dos <strong>principais modelos </strong>climáticos indicam um <strong>pico superior a 3 °C</strong> de anomalia na região Niño 3.4 <strong>entre outubro e novembro</strong>. Além disso, uma intensa reserva de águas quentes permanece armazenada abaixo da superfície do Pacífico tropical, fornecendo energia para a manutenção e possível intensificação do fenómeno. Caso este cenário se confirme, o <strong>recorde absoluto observado em 2015 provavelmente será superado até ao final do ano.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/super-el-nino-entra-na-categoria-muito-forte-ao-alcancar-2-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Temperaturas abaixo da média regressam a Portugal Continental: descida acentuada inverte anomalias térmicas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-abaixo-da-media-regressam-a-portugal-continental-descida-acentuada-inverte-anomalias-termicas.html</link><pubDate>Tue, 15 Sep 2026 08:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O dia de hoje traz uma descida acentuada das temperaturas máximas, especialmente no litoral de Portugal Continental. Esta descida, que pode ser até 10 ºC, trará de volta as anomalias térmicas negativas, ou valores abaixo da média.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb7pc52"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb7pc52.jpg" id="xb7pc52"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como mencionamos em previsões anteriores aqui na Meteored Portugal, <strong>o dia de hoje traz uma descida das temperaturas que deverá ser acentuada</strong>, especialmente, no litoral Centro do país, abrangendo uma parte do litoral Norte e ainda uma parte do litoral alentejano.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Ainda que a faixa interior possa registar valores de temperatura máxima elevados, até 37 ºC, mantendo assim as anomalias térmicas positivas, ou valores acima da média,<strong> no litoral o cenário será outro, com algumas cidades a denotarem uma descida próxima ou igual a 10 ºC em 24h</strong>.</p><h2>Descida térmica traz de volta anomalias negativas</h2><p>A capital de distrito de <strong>Leiria poderá registar uma descida de 10 ºC</strong> entre o dia de ontem e o de hoje, passando de 33 ºC registados na segunda-feira, para 23 ºC esperados para o dia de hoje, terça-feira. <strong>Coimbra poderá contar com uma descida igualmente significativa</strong>, passando de 34 ºC para 25 ºC. <strong>Santarém também faz parte da lista</strong> de cidades com a descida mais acentuada, passando de 37 ºC para 29 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-abaixo-da-media-regressam-a-portugal-continental-descida-acentuada-inverte-anomalias-termicas-1789420907336.jpg" data-image="n3allrojqc1h" alt="anomalia térmica" title="anomalia térmica"><figcaption>O dia de hoje, terça-feira, trará de volta os valores abaixo da normal climatológica (a azul) a Portugal Continental. </figcaption></figure><p>Ainda que as restantes capitais de distrito possam registar uma descida das temperaturas máximas,<strong> não é expectável que esta seja tão evidente como nas cidades supracitadas</strong>.</p><p>Tendo isto em conta, e olhando para o mapa acima, as <strong>anomalias térmicas irão inverter-se, especialmente nas áreas onde esta descida é mais acentuada</strong>. Ao contrário do dia de ontem, onde toda a geografia continental registou temperaturas acima da média, o dia de hoje contará com <strong>anomalias positivas</strong> (acima da média) na faixa interior e numa boa parte da região Norte e com<strong> anomalias negativas </strong>(abaixo da média) no litoral entre Porto e Lisboa, podendo abranger uma área maior da região Centro, e ainda no litoral alentejano e Barlavento Algarvio.</p><h2>Valores não deverão normalizar tão cedo</h2><p>De acordo com a mais recente atualização do nosso modelo de confiança, ECMWF, é <strong>esperado que o dia de hoje seja o dia com as anomalias negativas mais relevantes</strong>, uma vez que as temperaturas deverão manter-se ou subir ligeiramente nos próximos dias, mantendo Portugal Continental sob temperaturas geralmente acima da média.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788611" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-38-c-e-15-distritos-sob-aviso-amarelo-calor-aperta-hoje-em-portugal-antes-de-uma-descida-das-temperaturas.html" title="Até 38 ºC e 15 distritos sob aviso amarelo: calor aperta hoje em Portugal, antes de uma descida das temperaturas">Até 38 ºC e 15 distritos sob aviso amarelo: calor aperta hoje em Portugal, antes de uma descida das temperaturas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-38-c-e-15-distritos-sob-aviso-amarelo-calor-aperta-hoje-em-portugal-antes-de-uma-descida-das-temperaturas.html" title="Até 38 ºC e 15 distritos sob aviso amarelo: calor aperta hoje em Portugal, antes de uma descida das temperaturas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-38-c-e-15-distritos-sob-aviso-amarelo-calor-aperta-hoje-em-portugal-antes-de-uma-descida-das-temperaturas-1789382390428_320.png" alt="Até 38 ºC e 15 distritos sob aviso amarelo: calor aperta hoje em Portugal, antes de uma descida das temperaturas"></a></article></aside><p>Ainda segundo a mesma previsão, uma <strong>subida mais pronunciada das temperaturas é esperada para a reta final desta semana</strong>, trazendo de volta, especialmente no sábado, dia 19, as anomalias térmicas positivas elevadas, de até 10 ºC acima da média.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-abaixo-da-media-regressam-a-portugal-continental-descida-acentuada-inverte-anomalias-termicas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item></channel></rss>