<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Wed, 12 Aug 2026 23:10:24 +0000</lastBuildDate><pubDate>Wed, 12 Aug 2026 23:10:24 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Deitaram 65 000 litros de químicos ao mar para travar o aquecimento global: a experiência que preocupa os cientistas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/deitaram-65-000-litros-de-quimicos-ao-mar-para-travar-o-aquecimento-global-a-experiencia-que-preocupa-os-cientistas.html</link><pubDate>Wed, 12 Aug 2026 16:17:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A geoengenharia climática volta a estar no centro do debate, na sequência de uma experiência controversa que libertou milhares de litros de substâncias químicas no oceano com o objetivo de capturar carbono.</p><ul></ul><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/arrojaron-65-000-litros-de-quimicos-al-mar-para-frenar-el-calentamiento-global-el-experimento-que-alarma-a-cientificos-1773583704642.jpg" data-image="n67dkp8bbeff" alt="Geoingenieria en el mar" title="Geoingenieria en el mar"><figcaption>Numa experiência controversa de geoengenharia, foram lançados 65 000 litros de produtos químicos ao mar para que este pudesse absorver mais CO₂. Segundo os investigadores, o processo permitiu eliminar até 10 toneladas de dióxido de carbono da atmosfera sem causar danos à fauna selvagem.</figcaption></figure><p><strong>As alterações climáticas estão a levar a ciência a explorar soluções cada vez mais ousadas</strong>. Algumas delas parecem saídas da ficção científica: modificar a atmosfera, refletir a luz solar ou alterar quimicamente o oceano para absorver dióxido de carbono. Este conjunto de ideias é conhecido como <strong>geoengenharia</strong> e suscita tanta esperança quanto preocupação.</p><p>Neste contexto, uma experiência recente gerou uma intensa polémica: <strong>cerca de 65 000 litros de produtos químicos foram despejados no oceano</strong> com o objetivo de aumentar a capacidade da água para absorver dióxido de carbono (CO₂). O raciocínio é relativamente simples: se o mar conseguir capturar mais carbono da atmosfera, poderá ajudar a travar o aquecimento global.</p><p>Mas o oceano é um sistema extremamente complexo. Intervir na sua química pode ser comparável a <strong>adicionar um ingrediente desconhecido a uma receita gigantesca que alimenta todo o planeta</strong>.</p><h2>Um antiácido para o oceano</h2><p>Os oceanos já desempenham um papel crucial no equilíbrio climático: absorvem <strong>cerca de 25% do dióxido de carbono emitido pelas atividades humanas</strong>. Sem essa função natural, o aquecimento global seria ainda mais intenso.</p><p>O problema é que esta «esponja de carbono» tem um limite. <strong>Quando o mar absorve demasiado CO₂, a água torna-se mais ácida</strong>, o que afeta organismos marinhos como os corais, os moluscos e o plâncton.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Pouring 65,000 litres of sodium hydroxide into the Gulf of Maine removed up to 10 tonnes of carbon dioxide from the atmosphere without harming wildlife, according to the researchers behind an ocean alkalinity enhancement test <a href="https://t.co/gS4zziOzoC">https://t.co/gS4zziOzoC</a></p>— New Scientist (@newscientist) <a href="https://twitter.com/newscientist/status/2027448427441737868?ref_src=twsrc%5Etfw">February 27, 2026</a></blockquote></figure><p>A experiência procurou intervir nesse processo. A estratégia consiste em <strong>adicionar substâncias alcalinas à água</strong>, o que permitiria aumentar a capacidade do oceano para capturar carbono sem aumentar tanto a sua acidez... <strong>algo como dar um Alka Seltzer ao mar</strong>.</p><p>Segundo os investigadores, a vida marinha não foi colocada em risco... o problema é que <strong>o oceano não é um estômago de laboratório</strong>, mas sim um sistema dinâmico que regula as correntes, a biodiversidade e os ciclos químicos globais.</p><h2>Os riscos desconhecidos de intervir no oceano</h2><p>Muitos cientistas alertam que este tipo de intervenções poderá gerar <strong>efeitos em cadeia difíceis de prever</strong>. Alterar a composição química da água poderá afetar as comunidades de microrganismos, modificar as cadeias alimentares ou afetar os processos biogeoquímicos que sustentam a vida marinha.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="758786" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-detetam-aceleracao-repentina-no-aquecimento-global.html" title="Cientistas detetam aceleração repentina no aquecimento global">Cientistas detetam aceleração repentina no aquecimento global</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-detetam-aceleracao-repentina-no-aquecimento-global.html" title="Cientistas detetam aceleração repentina no aquecimento global"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-detetam-aceleracao-repentina-no-aquecimento-global-1773406325326_320.jpg" alt="Cientistas detetam aceleração repentina no aquecimento global"></a></article></aside><p>Além disso, existe uma preocupação crescente: a geoengenharia poderá tornar-se uma <strong>"solução tecnológica tentadora" que reduza a pressão para diminuir as emissões de gases com efeito de estufa</strong>.</p><p>Alguns investigadores comparam esta estratégia a <strong>tomar analgésicos para uma doença grave</strong>. A dor pode diminuir temporariamente, mas o problema de fundo continua presente.</p><p>O debate é também político e ético. Os oceanos pertencem a todos os países e a nenhuma nação em particular. Por isso, <strong>a realização de experiências no mar levanta questões sobre a governação global e a regulamentação internacional</strong>.</p><h2>Entre a urgência climática e os riscos planetários</h2><p>Esta experiência resume um dos grandes dilemas da era climática. Por um lado, o planeta precisa de reduzir rapidamente o dióxido de carbono atmosférico. Por outro lado, <strong>intervir diretamente nos sistemas naturais do planeta poderá desencadear efeitos que ainda não compreendemos totalmente</strong>.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/arrojaron-65-000-litros-de-quimicos-al-mar-para-frenar-el-calentamiento-global-el-experimento-que-alarma-a-cientificos-1773583986880.jpg" data-image="rbaii2fi04gk" alt="Riesgos de la geoingeniería" title="Riesgos de la geoingeniería"><figcaption>A geoengenharia pode ser uma faca de dois gumes: pode ajudar-nos tanto a melhorar como a piorar o estado do planeta. Seria como brincar aos deuses com o ambiente...</figcaption></figure><p>A geoengenharia apresenta-se como uma possível ferramenta de emergência. No entanto, muitos especialistas concordam num ponto fundamental: <strong>nenhuma tecnologia poderá substituir a redução drástica das emissões</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782949" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-sonda-cassini-revela-um-oceano-efervescente-escondido-sob-o-gelo-de-saturno.html" title="A sonda Cassini revela um oceano efervescente escondido sob o gelo de Saturno">A sonda Cassini revela um oceano efervescente escondido sob o gelo de Saturno</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-sonda-cassini-revela-um-oceano-efervescente-escondido-sob-o-gelo-de-saturno.html" title="A sonda Cassini revela um oceano efervescente escondido sob o gelo de Saturno"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/c-e-un-oceano-ribollente-sotto-il-ghiaccio-la-sonda-cassini-e-i-segreti-della-luna-di-saturno-1784712022983_320.jpeg" alt="A sonda Cassini revela um oceano efervescente escondido sob o gelo de Saturno"></a></article></aside><p>Em suma, <strong>alterar o clima do planeta</strong> pode ser a <strong>intervenção mais arriscada que a humanidade alguma vez tenha tentado</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Michael%20Le%20Page" data-year="2026" data-title="Ocean%20geoengineering%20trial%20finds%20no%20evidence%20of%20harm%20to%20marine%20life" data-url="https%3A%2F%2Fwww.newscientist.com%2Farticle%2F2517171-ocean-geoengineering-trial-finds-no-evidence-of-harm-to-marine-life%2F%3Futm_term%3DAutofeed%26utm_campaign%3Dechobox%26utm_medium%3Dsocial%26utm_source%3DTwitter%23Echobox%3D1772205061">Michael Le Page. (2026). <a href="https://www.newscientist.com/article/2517171-ocean-geoengineering-trial-finds-no-evidence-of-harm-to-marine-life/?utm_term=Autofeed&utm_campaign=echobox&utm_medium=social&utm_source=Twitter#Echobox=1772205061" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Ocean geoengineering trial finds no evidence of harm to marine life</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/deitaram-65-000-litros-de-quimicos-ao-mar-para-travar-o-aquecimento-global-a-experiencia-que-preocupa-os-cientistas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como funciona a previsão de eclipses: é assim que os astrónomos calculam o dia, a hora e até onde a sombra chegará]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/como-funciona-a-previsao-de-eclipses-e-assim-que-os-astronomos-calculam-o-dia-a-hora-e-ate-onde-a-sombra-chegara.html</link><pubDate>Wed, 12 Aug 2026 14:57:18 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A previsão de eclipses permite saber com grande precisão quando o Sol, a Lua e a Terra estarão alinhados e quais as zonas a partir das quais será possível observar o fenómeno.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-saben-los-cientificos-exactamente-cuando-habra-un-eclipse-1786443267086.jpg" data-image="bvd8f9youej2" alt="Eclipse de Sol" title="Eclipse de Sol"><figcaption>Os astrónomos conseguem prever os eclipses com precisão ao calcular as órbitas do Sol, da Lua e da Terra, bem como a trajetória da sombra lunar.</figcaption></figure><p>Os eclipses não ocorrem por acaso. <strong>A sua ocorrência depende de uma combinação específica de movimentos celestes que os astrónomos podem estudar através de modelos matemáticos</strong>. A Lua orbita a Terra em 27,3 dias, mas a sua órbita apresenta uma inclinação de cerca de 5 graus em relação ao plano da eclíptica. Por isso, uma lua nova ou uma lua cheia não provocam automaticamente um eclipse. Só quando a Lua atravessa determinados pontos do seu percurso é que pode ocorrer o alinhamento necessário.</p><p>Esta explicação permite também compreender por que razão os cientistas conseguem antecipar tanto o momento do fenómeno como a zona da Terra a partir da qual será visível. Para tal, têm em conta as órbitas, as distâncias entre os corpos celestes, o tamanho aparente do Sol e da Lua e o movimento da sombra lunar. <strong>Nos eclipses totais, além disso, é possível calcular a faixa específica do planeta a partir da qual o Sol ficará completamente oculto</strong>.</p><h2>Previsão de eclipses: a inclinação da Lua determina quando podem ocorrer</h2><p><strong>Um eclipse solar ocorre quando a Lua se situa entre o nosso planeta e o Sol e bloqueia parte ou toda a luz proveniente da estrela</strong>. A zona que fica dentro da umbra pode observar um eclipse total, enquanto quem se encontra na penumbra observa apenas uma parte do disco solar. A posição exata de cada observador em relação a essa sombra determina o tipo de eclipse que poderá ver.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/-9EvyA_qJME/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=-9EvyA_qJME" id="-9EvyA_qJME"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>No caso de um eclipse lunar, a disposição muda: <strong>a Terra coloca-se entre o Sol e a Lua e projeta a sua sombra sobre o satélite</strong>. A Lua não desaparece completamente, mas pode adquirir uma tonalidade avermelhada. A atmosfera terrestre desvia e filtra parte da radiação solar, dispersando especialmente a luz azul e permitindo que chegue à superfície lunar uma maior proporção de luz vermelha.</p><p>A inclinação de cerca de 5 graus da órbita lunar em relação à eclíptica explica por que razão estes fenómenos não ocorrem todos os meses. <strong>Duas vezes por ano, dão-se as condições</strong> para que a trajetória da Lua cruze o plano da órbita terrestre nos chamados nós lunares. É em torno desses pontos que se abre uma janela de cerca de 35 dias, durante a qual pode ocorrer um ou até vários eclipses.</p><h2>Previsão de eclipses: 173,3 dias separam os nós lunares</h2><p>Esse período é designado por "época de eclipses" e <strong>tem duração suficiente para que, normalmente, coincidam um eclipse solar e um eclipse lunar</strong>. Como os 35 dias excedem ligeiramente os 27,3 dias que a Lua demora a completar uma volta à volta da Terra, por vezes pode ocorrer um terceiro eclipse dentro da mesma época.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-saben-los-cientificos-exactamente-cuando-habra-un-eclipse-1786443064865.jpeg" data-image="i8ztsruj4jt9" alt="Eclipse de Sol" title="Eclipse de Sol"><figcaption>Os eclipses solares são previstos através do cálculo preciso das órbitas da Lua e da Terra, para se saber quando estas coincidirão com o Sol.</figcaption></figure><p>Esse momento também segue um padrão relacionado com a órbita lunar. O intervalo temporal entre dois nós é de aproximadamente 173,3 dias, enquanto <strong>o chamado "ano de eclipses" atinge os 346,6 dias</strong>. Este valor é inferior aos 365,25 dias de um ano solar. Além disso, a órbita da Lua apresenta uma rotação lenta, conhecida como precessão, que faz com que as estações se antecipem entre duas e três semanas por ano.</p><p>Estes dados permitem até mesmo fazer uma estimativa simples sem dispor de todos os cálculos astronómicos. <strong>Uma referência aproximada consiste em contar 173 dias a partir de um eclipse para localizar o próximo período relacionado com os nós</strong>. No entanto, saber quando o fenómeno ocorrerá não garante que possa ser observado a partir de um local específico: a visibilidade depende também da posição geográfica e das condições meteorológicas.</p><h2>Como é que os astrónomos calculam a trajetória e a hora exata</h2><p>A mecânica celeste fornece a base para realizar os cálculos. Os astrónomos trabalham com modelos que descrevem o movimento da Terra em torno do Sol e o da Lua em torno da Terra, <strong>tendo em conta tanto a inclinação da órbita lunar como a forma elíptica de ambas as trajetórias</strong>. Com esses dados, conseguem determinar quando ocorrerá o alinhamento necessário para que a sombra apareça.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-saben-los-cientificos-exactamente-cuando-habra-un-eclipse-1786442541136.jpg" data-image="ws6uw8tr0j0q" alt="Eclipse de Sol" title="Eclipse de Sol"><figcaption>As previsões astronómicas não só nos vão permitir maravilhar-nos com o eclipse total de Sol de hoje, como também foram fundamentais para organizar uma observação segura e bem-sucedida em todo o mundo.</figcaption></figure><p><strong>Outro recurso utilizado para relacionar eclipses separados no tempo é o ciclo de Saros</strong>, cuja duração aproximada é de 18 anos, 11 dias e 8 horas. Após esse intervalo, o Sol, a Terra e a Lua voltam a ocupar posições relativas muito semelhantes. Os astrónomos babilónicos já utilizavam este padrão há milhares de anos para antecipar eclipses.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782826" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quer-fotografar-o-eclipse-com-o-telemovel-estes-cuidados-podem-salvar-a-sua-camara.html" title="Quer fotografar o eclipse com o telemóvel? Estes cuidados podem salvar a sua câmara">Quer fotografar o eclipse com o telemóvel? Estes cuidados podem salvar a sua câmara</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quer-fotografar-o-eclipse-com-o-telemovel-estes-cuidados-podem-salvar-a-sua-camara.html" title="Quer fotografar o eclipse com o telemóvel? Estes cuidados podem salvar a sua câmara"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quer-fotografar-o-eclipse-com-o-telemovel-estes-cuidados-podem-salvar-a-camara-1786310278202_320.jpg" alt="Quer fotografar o eclipse com o telemóvel? Estes cuidados podem salvar a sua câmara"></a></article></aside><p>Os cálculos atuais permitem ir muito mais longe. Para determinar a faixa de totalidade de um eclipse solar, é necessário ter em conta a rotação da Terra, a distância entre a Lua e a Terra e a velocidade a que a sombra se desloca sobre a superfície. <strong>Os dados provenientes de satélites, observatórios espaciais, programas informáticos e modelos matemáticos</strong> permitem estabelecer a hora do eclipse com uma precisão de segundos e determinar as zonas terrestres que ficarão dentro da sombra total.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/como-funciona-a-previsao-de-eclipses-e-assim-que-os-astronomos-calculam-o-dia-a-hora-e-ate-onde-a-sombra-chegara.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Alívio térmico: na semana de 17 a 23 de agosto poderá haver dias com temperaturas "ideais" para a época do ano]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alivio-termico-na-semana-de-17-a-23-de-agosto-podera-haver-dias-com-temperaturas-ideais-para-a-epoca-do-ano.html</link><pubDate>Wed, 12 Aug 2026 14:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A semana de 17 a 24 de agosto poderá trazer contrastes térmicos a Portugal continental. Com um início marcado por calor intenso e valores próximos dos 40 ºC. Mas uma mudança na circulação atmosférica deverá trazer um alívio.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/alivio-termico-na-semana-de-17-a-23-de-agosto-havera-dias-com-temperaturas-baixas-para-a-epoca-do-ano-1786538550486.jpg" data-image="041g5vvm5the" alt="Temperaturas semana de 17 a 24 de agosto" title="Temperaturas semana de 17 a 24 de agosto"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-955156">A semana começa com calor intenso e anomalias térmicas muito positivas, com valores localmente próximos dos 40 ºC. A partir de quinta-feira, o cenário muda, as temperaturas descem e o fim da semana deverá trazer um ambiente mais ameno e muito mais próximo do normal para agosto.</figcaption></figure><p>A semana de 17 a 24 de agosto ficará marcada por um <strong>forte contraste térmico em Portugal continental</strong>. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>O início da semana será marcado por calor intenso e temperaturas muito acima do normal, mas uma mudança na circulação atmosférica deverá proporcionar um alívio térmico, sobretudo a partir de quinta-feira (20).</p><h2>Segunda-feira arranca com calor intenso</h2><p>Na <strong>segunda-feira, dia 17</strong>, as previsões do modelo ECMWF apontam para temperaturas elevadas em grande parte do território. No litoral Norte e Centro, a influência marítima deverá limitar a subida dos termómetros: são previstas máximas próximas dos <strong>21 ºC na Póvoa de Varzim e 24 ºC nas Caldas da Rainha e Figueira da Foz</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alivio-termico-na-semana-de-17-a-23-de-agosto-havera-dias-com-temperaturas-baixas-para-a-epoca-do-ano-1786537085605.png" data-image="siixjtriep57" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O calor será intenso no arranque da semana, sobretudo no interior, onde várias regiões ultrapassarão os 30 ºC e o Vale do Tejo poderá aproximar-se dos 40 ºC. Junto ao litoral Norte e Centro, a influência atlântica manterá valores bastante mais amenos.</figcaption></figure><p>Contudo, à medida que avançamos para o interior, o cenário muda significativamente. Grande parte destas regiões deverá ultrapassar os <strong>30 ºC</strong>, enquanto no <strong>Vale do Tejo os termómetros poderão aproximar-se dos 40 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alivio-termico-na-semana-de-17-a-23-de-agosto-havera-dias-com-temperaturas-baixas-para-a-epoca-do-ano-1786537118547.png" data-image="ui2hfw545ja1" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-934153">Segunda-feira (17) poderá ser um dos dias mais quentes da semana. Grande parte de Portugal apresenta desvios positivos, que localmente poderão atingir entre 6 e 10 ºC acima do habitual.</figcaption></figure><p>O mapa de anomalias para a tarde de segunda-feira evidencia bem este cenário, com desvios positivos generalizados e, localmente, temperaturas entre <strong>6 e 10 ºC acima do habitual</strong>.</p><h2>Uma semana acima da média não significa calor todos os dias</h2><p>O ECMWF prevê que a <strong>temperatura média da semana de 17 a 24 de agosto fique acima da média climatológica</strong> em Portugal. No entanto, este mapa representa uma média de todo o período e não significa que todos os dias serão anormalmente quentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alivio-termico-na-semana-de-17-a-23-de-agosto-havera-dias-com-temperaturas-baixas-para-a-epoca-do-ano-1786537191493.jpg" data-image="vx7gqtasl2vi" alt="Anomalia média semanal da temperatura (17 a 24 de agosto)" title="Anomalia média semanal da temperatura (17 a 24 de agosto)"><figcaption>Apesar do alívio previsto para o final da semana, o ECMWF projeta uma temperatura média semanal acima do normal em Portugal. Os dias de calor intenso no início do período serão suficientes para elevar a média dos sete dias.</figcaption></figure><p>Para calcular a anomalia semanal são considerados diferentes momentos do dia ao longo dos sete dias. Assim, podem ocorrer noites mais frescas ou mesmo dias com temperaturas próximas ou abaixo do habitual, enquanto alguns episódios de calor mais intenso são suficientes para puxar a média semanal para valores positivos.</p><p>Até <strong>quarta-feira, dia 19</strong>, o calor deverá continuar a marcar presença, embora com diferenças importantes entre o litoral e o interior.</p><h2>A partir de quinta-feira chega o alívio térmico</h2><p>A tendência muda a partir de <strong>quinta-feira, dia 20</strong>, com uma descida progressiva das temperaturas. Para sexta-feira, dia 21, o ECMWF já projeta muitos locais com valores entre <strong>22 e 28 ºC</strong>, enquanto algumas zonas do Centro e interior poderão permanecer entre os <strong>28 e 34 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alivio-termico-na-semana-de-17-a-23-de-agosto-havera-dias-com-temperaturas-baixas-para-a-epoca-do-ano-1786537281412.jpg" data-image="1h7desbqsf1k" alt="Geopotencial e temperatura 925 hPa" title="Geopotencial e temperatura 925 hPa"><figcaption>A chegada de uma massa de ar menos quente à Península Ibérica favorecerá a descida das temperaturas. A circulação em níveis baixos da atmosfera ajuda a explicar a mudança do padrão térmico prevista para o final da semana.</figcaption></figure><p>Esta mudança estará associada a uma <strong>ondulação da corrente de jato</strong>, que favorecerá a descida de ar relativamente mais frio em altitude sobre a Europa Ocidental e Península Ibérica. Esta configuração deverá dificultar temporariamente a entrada das massas de ar muito quente provenientes do Norte de África.</p><h2>Fim de semana com temperaturas mais próximas do normal</h2><p>No <strong>sábado, dia 22</strong>, a anomalia da temperatura aos 850 hPa deverá aproximar-se dos <strong>0 ºC em grande parte de Portugal</strong>, indicando uma massa de ar com características próximas do normal climatológico. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alivio-termico-na-semana-de-17-a-23-de-agosto-havera-dias-com-temperaturas-baixas-para-a-epoca-do-ano-1786538130472.jpg" data-image="a964f7gpwf55" alt="Anomalia da temperatura aos 850 hPa, dia 22" title="Anomalia da temperatura aos 850 hPa, dia 22"><figcaption>No sábado, grande parte de Portugal deverá apresentar temperaturas em altitude próximas da média climatológica. Depois dos valores excecionalmente elevados do início da semana, a diferença será sentida como um claro alívio térmico.</figcaption></figure><p><strong>Não significa que fará frio!</strong> Em pleno agosto, as temperaturas continuarão agradáveis ou mesmo quentes em algumas regiões. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783335" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-de-tempo-quente-prolonga-se-ate-sexta-feira-em-tres-distritos-antes-da-eclosao-de-aguaceiros-e-trovoadas.html" title="Aviso amarelo de tempo quente prolonga-se até sexta-feira em três distritos antes da “eclosão” de aguaceiros e trovoadas">Aviso amarelo de tempo quente prolonga-se até sexta-feira em três distritos antes da “eclosão” de aguaceiros e trovoadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-de-tempo-quente-prolonga-se-ate-sexta-feira-em-tres-distritos-antes-da-eclosao-de-aguaceiros-e-trovoadas.html" title="Aviso amarelo de tempo quente prolonga-se até sexta-feira em três distritos antes da “eclosão” de aguaceiros e trovoadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aviso-amarelo-de-tempo-quente-prolonga-se-ate-sexta-feira-em-tres-distritos-antes-da-eclosao-de-aguaceiros-e-trovoadas-1786533788167_320.jpg" alt="Aviso amarelo de tempo quente prolonga-se até sexta-feira em três distritos antes da “eclosão” de aguaceiros e trovoadas"></a></article></aside><p>Contudo, <strong>depois do calor intenso do início da semana, o final poderá trazer um alívio térmico bastante percetível</strong>, com condições muito mais próximas do habitual para a época.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alivio-termico-na-semana-de-17-a-23-de-agosto-podera-haver-dias-com-temperaturas-ideais-para-a-epoca-do-ano.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ana Palma avisa sobre as próximas duas semanas em Portugal: "vai notar-se a aproximação do outono climatológico"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ana-palma-avisa-sobre-as-proximas-duas-semanas-em-portugal-vai-notar-se-a-aproximacao-do-outono-climatologico.html</link><pubDate>Wed, 12 Aug 2026 12:15:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois do calor que continuará a marcar agosto, o cenário poderá começar a mudar antes da chegada de setembro. As previsões a duas semanas apontam para alterações no padrão meteorológico em Portugal continental.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ana-palma-avisa-sobre-as-proximas-duas-semanas-em-portugal-vai-notar-se-a-aproximacao-do-outono-climatologico-1786531244082.jpg" data-image="6upi7ktkv6ir" alt="Últimas semanas do verão climatológico" title="Últimas semanas do verão climatológico"><figcaption>O verão continuará a fazer-se sentir nas próximas semanas, mas os modelos começam a mostrar sinais de mudança no final de agosto, com o calor a perder intensidade e a precipitação a poder ganhar maior expressão.</figcaption></figure><p>As próximas duas semanas deverão trazer uma mudança no padrão meteorológico em Portugal continental. Depois de um período marcado por temperaturas acima do habitual, <strong>o calor deverá perder expressão na última semana de agosto, enquanto se mantém um sinal de precipitação acima do habitual.</strong> </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações</div><p>Esta evolução coincide com a aproximação do outono climatológico, que começa a 1 de setembro, depois de o verão climatológico terminar a 31 de agosto.</p><h2>Calor acima da média entre 17 e 24 de agosto</h2><p>Entre 17 e 24 de agosto, o verão continuará bem presente. As previsões do ECMWF apontam para <strong>temperaturas médias semanais acima dos valores habituais em todo o território</strong>, com diferenças geralmente entre 1 e 3 ºC relativamente à média climatológica. O desvio deverá ser mais expressivo no Norte e Centro e menor no Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ana-palma-avisa-sobre-as-proximas-duas-semanas-em-portugal-vai-notar-se-a-aproximacao-do-outono-climatologico-1786530087007.jpg" data-image="x6hky0ozfr7d"><figcaption>As temperaturas deverão manter-se acima do habitual entre 17 e 24 de agosto, com anomalias positivas mais expressivas no Norte e Centro de Portugal continental e progressivamente menores em direção ao Sul.</figcaption></figure><p>Esta situação estará relacionada com a circulação atmosférica prevista em altitude, com uma dorsal a dominar parte do Atlântico Norte. <strong>Esta configuração favorece maior estabilidade nas áreas sob influência da dorsal</strong>, enquanto Portugal deverá permanecer na sua periferia, num contexto compatível com a <strong>persistência de temperaturas elevadas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783212" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-persiste-em-portugal-aviso-amarelo-alargado-para-9-distritos-ate-esta-data-com-temperaturas-proximas-dos-40-c.html" title="Calor persiste em Portugal: aviso amarelo alargado para 9 distritos até esta data, com temperaturas próximas dos 40 ºC">Calor persiste em Portugal: aviso amarelo alargado para 9 distritos até esta data, com temperaturas próximas dos 40 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-persiste-em-portugal-aviso-amarelo-alargado-para-9-distritos-ate-esta-data-com-temperaturas-proximas-dos-40-c.html" title="Calor persiste em Portugal: aviso amarelo alargado para 9 distritos até esta data, com temperaturas próximas dos 40 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-persiste-em-portugal-aviso-amarelo-alargado-para-9-distritos-ate-esta-data-com-temperaturas-proximas-dos-40-c-1786458830640_320.png" alt="Calor persiste em Portugal: aviso amarelo alargado para 9 distritos até esta data, com temperaturas próximas dos 40 ºC"></a></article></aside><p>Apesar do calor, a semana poderá ser mais húmida do que é habitual em agosto. O modelo apresenta um sinal de precipitação acima da média em Portugal, genericamente entre 0 e 30 mm. <strong>Isto não significa chuva persistente nem que estes sejam os acumulados previstos</strong>: como agosto é climatologicamente seco, alguns episódios de precipitação podem ser suficientes para superar os valores habituais.</p><h2>A aproximação do outono climatológico começa a notar-se</h2><p>A mudança torna-se mais evidente entre 24 e 31 de agosto, precisamente na última semana do verão climatológico. <strong>As temperaturas deverão aproximar-se dos valores habituais para a época</strong>, com a média semanal a situar-se, na generalidade do país, entre valores próximos do normal e cerca de 1 ºC acima do habitual.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ana-palma-avisa-sobre-as-proximas-duas-semanas-em-portugal-vai-notar-se-a-aproximacao-do-outono-climatologico-1786530135527.jpg" data-image="4lu9uj3psui4"><figcaption>Entre 24 e 31 de agosto, a configuração prevista em altitude mostra Portugal afastado do núcleo das principais anomalias de geopotencial, num cenário de menor domínio de uma estrutura atmosférica persistente sobre a Europa Ocidental.</figcaption></figure><p>A circulação atmosférica deverá apresentar diferenças. A dorsal atlântica perde influência junto da Europa Ocidental e aumenta a incerteza sobre a configuração da circulação, com vários cenários a ganharem expressão nas previsões. Na prática, isto traduz uma atmosfera menos dominada por um único padrão e <strong>poderá deixar Portugal mais exposto à aproximação de perturbações</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ana-palma-avisa-sobre-as-proximas-duas-semanas-em-portugal-vai-notar-se-a-aproximacao-do-outono-climatologico-1786530144101.jpg" data-image="rpdtch84dlq9"><figcaption>Na última semana de agosto, o ECMWF sinaliza precipitação acima da média em Portugal e numa extensa área da Europa Ocidental. Este sinal representa um desvio face ao habitual para a época e não os acumulados de chuva previstos.</figcaption></figure><p>É neste contexto que o sinal de precipitação acima da média se mantém entre 24 e 31 de agosto, não apenas em Portugal, mas numa extensa área da Europa Ocidental. Ainda é cedo para determinar quando e onde poderá chover, uma vez que <strong>previsões a esta distância permitem identificar tendências semanais</strong>, mas não antecipar com rigor a evolução do estado do tempo em cada dia.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ana-palma-avisa-sobre-as-proximas-duas-semanas-em-portugal-vai-notar-se-a-aproximacao-do-outono-climatologico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aviso amarelo de tempo quente prolonga-se até sexta-feira em três distritos antes da “eclosão” de aguaceiros e trovoadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-de-tempo-quente-prolonga-se-ate-sexta-feira-em-tres-distritos-antes-da-eclosao-de-aguaceiros-e-trovoadas.html</link><pubDate>Wed, 12 Aug 2026 11:23:52 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O estado do tempo em Portugal continental manter-se-á geralmente estável, seco e predominantemente soalheiro até à "intromissão" de uma perturbação em altitude. Vêm aí aguaceiros e trovoadas, saiba em que zonas e as datas a reter.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xax4gfq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xax4gfq.jpg" id="xax4gfq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Após esta quarta-feira (12) de eclipse solar</strong>, com céu pouco nublado ou limpo na generalidade da geografia de Portugal continental a favorecer uma boa observação do fenómeno, exceto nalgumas zonas da faixa costeira a norte do Cabo Raso devido à formação de nebulosidade baixa, <strong>há novidades meteorológicas à espreita para os dias que se avizinham</strong>.</p><h2>Calor persiste nalgumas zonas do interior até sexta-feira, 14 de agosto</h2><p><strong>Entre quinta-feira (13) e sábado (15) o estado do tempo será caracterizado por céu pouco nublado ou limpo</strong>, embora com períodos de maior nebulosidade no litoral ocidental durante as manhãs, podendo persistir localmente a norte do Cabo Raso. Prevê-se que o vento sopre geralmente fraco a moderado do quadrante norte, rodando temporariamente para oeste durante as tardes e pontualmente forte na faixa costeira ocidental e nas terras altas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aviso-amarelo-de-tempo-quente-prolonga-se-ate-sexta-feira-em-tres-distritos-antes-da-eclosao-de-aguaceiros-e-trovoadas-1786527882426.png" data-image="hfw7fgb84fwr"><figcaption>Nos próximos dias alguns locais do interior, como por exemplo no Baixo Alentejo, poderão atingir 40 ou 41 ºC de temperatura máxima.</figcaption></figure><p>Adicionalmente, espera-se ainda a formação de <strong>nevoeiro matinal, especialmente no litoral ocidental</strong>. Para o Algarve prevê-se uma ligeira subida das temperaturas máximas já amanhã, dia 13.</p><p>O atual cenário de estabilidade atmosférica resulta da influência de uma extensa <strong>região anticiclónica</strong>, que se prolonga desde a Madeira até ao Norte da Europa, em conjugação com uma <strong>depressão térmica </strong>sobre o interior da Península Ibérica. Esta configuração será favorável à persistência do calor diurno, sobretudo no <strong>interior e no Algarve, onde as temperaturas máximas poderão atingir, nalguns locais, 40 a 41 ºC</strong>.</p><h2>Aguaceiros e trovoadas à vista nalgumas zonas do país nestas datas</h2><p>No entanto, entre sexta (14) e sábado (15), uma ondulação mais pronunciada do jato polar poderá alterar a situação sinóptica, permitindo <strong>a aproximação de uma perturbação em altitude pelo flanco oriental do anticiclone</strong>.</p><p>A maior instabilidade consequente poderá traduzir-se num aumento temporário da nebulosidade durante a tarde de sexta-feira (14) no interior Norte e, no sábado (15), no interior Norte e Centro, com <strong>condições favoráveis à ocorrência de aguaceiros e trovoadas dispersos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aviso-amarelo-de-tempo-quente-prolonga-se-ate-sexta-feira-em-tres-distritos-antes-da-eclosao-de-aguaceiros-e-trovoadas-1786528028833.png" data-image="0icmein064fh"><figcaption>Para sábado, 15 de agosto, verifica-se a possibilidade das descargas elétricas atmosféricas se concentrarem sobretudo no interior Norte e Centro, distribuindo-se tendencialmente pelos distritos de Vila Real, Bragança, Viseu e Guarda.</figcaption></figure><p>De acordo com os mapas de referência da Meteored, <strong>a atividade convectiva deverá ser mais provável e algo mais intensa no sábado (15)</strong>, apesar da incerteza quanto à trajetória da perturbação e à distribuição espacial dos fenómenos.</p><p>A tendência atual, plasmada pelo modelo de maior confiança da Meteored - o ECMWF -, aponta para uma <strong>maior probabilidade de trovoadas no interior Norte e Centro, sobretudo nos distritos de Bragança, Vila Real, Viseu e Guarda</strong>, não descartando a possibilidade de ocorrência noutras áreas a oeste ou a sul do principal foco de instabilidade.</p><p>Tendo em conta a volatilidade típica deste tipo de sistemas, é bem<strong> provável que a localização e intensidade dos</strong> <strong>aguaceiros, trovoadas e possível queda de granizo</strong> (precipitação do tipo convectivo)<strong> possam sofrer ajustes nas próximas atualizações</strong> dos mapas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783246" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/eclipse-solar-nos-acores-esta-quarta-feira-o-tempo-vai-permitir-observar-o-fenomeno.html" title="Eclipse solar nos Açores esta quarta-feira: o tempo vai permitir observar o fenómeno?">Eclipse solar nos Açores esta quarta-feira: o tempo vai permitir observar o fenómeno?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/eclipse-solar-nos-acores-esta-quarta-feira-o-tempo-vai-permitir-observar-o-fenomeno.html" title="Eclipse solar nos Açores esta quarta-feira: o tempo vai permitir observar o fenómeno?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/eclipse-solar-nos-acores-esta-quarta-feira-o-tempo-vai-permitir-observar-o-fenomeno-1786469859949_320.png" alt="Eclipse solar nos Açores esta quarta-feira: o tempo vai permitir observar o fenómeno?"></a></article></aside><p>Adicionalmente, corroborando oficialmente um cenário hipotético avançado pela Meteored em previsões anteriores, o IPMA prolongou para <strong>sexta-feira (14) o aviso amarelo de tempo quente nos distritos de Bragança, Guarda e Castelo Branco</strong>, o que confirma a persistência das temperaturas elevadas para além de quinta-feira (13), embora numa área geográfica substancialmente mais restrita. </p><p>O número de distritos sob aviso amarelo de tempo quente passará de nove na quinta-feira (13) para <strong>apenas três na sexta-feira (14)</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-de-tempo-quente-prolonga-se-ate-sexta-feira-em-tres-distritos-antes-da-eclosao-de-aguaceiros-e-trovoadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Míldio da videira: porque é que uma trovoada de agosto pode reacender a doença ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/mildio-da-videira-porque-e-que-uma-trovoada-de-agosto-pode-reacender-a-doenca-entrada-depois-de-um-verao-seco-parece.html</link><pubDate>Wed, 12 Aug 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Depois de um verão seco, parece que a doença desapareceu da vinha. Basta uma tarde de trovoada a poucas semanas da vindima para o fungo voltar a trabalhar, e desta vez o prejuízo é maior.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mildio-da-videira-porque-e-que-uma-trovoada-de-agosto-pode-reacender-a-doenca-entrada-depois-de-um-verao-seco-parece-1786450874972.png" data-image="ym2c8d9v7d0w"><figcaption>Nas folhas adultas, os ataques tardios aparecem como manchas irregulares que se confundem com o envelhecimento normal.</figcaption></figure><p>Em agosto, a vinha costuma dar descanso a quem a trata. As uvas estão a mudar de cor, o calor aperta e há semanas que ninguém vê uma mancha nova numa folha. É natural pensar que o míldio ficou para trás, lá na primavera.</p><p>Só que o fungo não desapareceu. Ficou apenas à espera de água, e uma trovoada de fim de tarde chega para lhe dar tudo aquilo de que precisa, seja em Peso da Régua, em Amarante ou em Anadia.</p><h2>Porque é que a doença parece adormecer no verão</h2><p>O míldio não pede muito, mas é exigente na ordem das coisas. Precisa de água líquida sobre a folha durante várias horas seguidas e de temperaturas moderadas enquanto isso dura. É a chuva que lhe abre a porta e é a humidade da noite que lhe permite continuar o trabalho.</p><p>Num agosto normal falta-lhe exatamente isso. Não chove, as noites são secas e as tardes passam facilmente dos 35 ºC, valores a que os esporos se degradam depressa. O fungo não morre. Fica parado, dentro dos tecidos que já infetou, à espera da próxima oportunidade.</p><div class="texto-destacado">Regra dos três dez- É a forma clássica de prever o arranque do míldio na primavera. As primeiras infeções tornam-se prováveis quando se juntam três condições: rebentos com pelo menos dez centímetros, temperatura acima de dez graus e uma chuvada de pelo menos dez milímetros.</div><p>O que quase nunca se diz é que a mesma lógica se aplica em pleno verão. Se a chuva voltar e a temperatura descer para valores amenos, o ciclo recomeça, esteja-se em maio ou em agosto.</p><h2>O que uma trovoada traz consigo</h2><p>Uma trovoada de verão não é só chuva. É um conjunto de mudanças que, juntas, criam a janela perfeita para uma nova infeção. Na tabela abaixo é possível analisar os principais impactos da trovoada na vinha.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>O que a trovoada traz</p></th><th scope="col"><p>O que provoca na vinha</p></th><th scope="col"><p>Quando se nota</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Chuva forte</p></td><td><p>Água livre na folha, indispensável à infeção</p></td><td><p>Nas horas seguintes</p></td></tr><tr><td><p>Descida da temperatura</p></td><td><p>Aproxima o ambiente do ideal do fungo</p></td><td><p>Um a três dias depois</p></td></tr><tr><td><p>Noites húmidas</p></td><td><p>Favorecem a esporulação na página inferior da folha</p></td><td><p>Quatro a cinco dias depois</p></td></tr><tr><td><p>Granizo</p></td><td><p>Feridas nos bagos, porta aberta a podridões</p></td><td><p>De imediato</p></td></tr><tr><td><p>Lavagem dos tratamentos</p></td><td><p>Retira a proteção aplicada antes da chuva</p></td><td><p>Acima de 20 a 25 mm</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Impactos da trovoada na vinha. Fonte: elaboração própria</td></tr></tbody></table><p>Com temperaturas entre os 20 e os 25 ºC, o período que vai da infeção ao aparecimento dos sintomas é curto, à volta de quatro a cinco dias. Ou seja, aquilo que uma trovoada de sábado provoca só se torna visível na quarta ou na quinta-feira seguinte. Quem só olha para a vinha no dia a seguir à chuva conclui que não aconteceu nada.</p><h2>Onde procurar, e o que se vê nesta altura do ano</h2><p>Os sintomas de agosto não são iguais aos da primavera. Nas folhas adultas já não aparece aquela mancha de óleo bem redonda, mas sim um mosaico de manchas pequenas e angulosas, limitadas pelas nervuras, com um aspeto amarelado que se confunde facilmente com envelhecimento normal.</p><p>O sítio certo para olhar são as folhas novas dos netos, aqueles rebentos secundários que crescem no topo. São tecidos jovens, tenros e desprotegidos, porque nasceram depois do último tratamento, e é aí que o fungo se instala primeiro.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As netas são folhas novas nascidas depois do último tratamento. É por isso que a doença aparece sempre no topo da planta e não em baixo.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mildio-da-videira-porque-e-que-uma-trovoada-de-agosto-pode-reacender-a-doenca-entrada-depois-de-um-verao-seco-parece-1786451072427.png" data-image="ctgc17pnbzzl"><figcaption>Uma videira que perde a folhagem antes do tempo deixa de alimentar os cachos e chega ao inverno sem reservas. </figcaption></figure><p>Nos cachos, o cenário muda com a fase. Depois do pintor, o bago em si torna-se muito mais resistente à infeção direta. O que continua vulnerável é o engaço, a estrutura que segura os bagos. Se o fungo entra por aí, os bagos secam e murcham a partir do pedúnculo, sem qualquer mancha à superfície, o que costuma deixar toda a gente sem perceber a causa.</p><h2>O prejuízo maior pode não ser nesta colheita</h2><p>Uma vinha que perde as folhas em agosto deixa de ter fábrica para acabar o trabalho. As uvas ficam com menos açúcar, amadurecem de forma desigual e o vinho ressente-se.</p><p>Mas o problema mais sério aparece só no ano seguinte. É nesta fase final do ciclo que a planta acumula reservas nas raízes e no lenho, e que os sarmentos amadurecem para aguentar o inverno. Uma desfolha precoce corta esse processo a meio, e o resultado vê-se na primavera seguinte, num abrolhamento fraco e desigual.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="645633" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-e-o-choro-da-videira-saiba-tudo-sobre-este-fenomeno-uva.html" title="O que é o 'choro' da videira? Saiba tudo sobre este fenómeno">O que é o "choro" da videira? Saiba tudo sobre este fenómeno</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-e-o-choro-da-videira-saiba-tudo-sobre-este-fenomeno-uva.html" title="O que é o 'choro' da videira? Saiba tudo sobre este fenómeno"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-lloro-de-la-vid-cuando-empieza-y-a-que-se-debe-1708886694375_320.jpg" alt="O que é o 'choro' da videira? Saiba tudo sobre este fenómeno"></a></article></aside><p>Se decidir tratar, há um cuidado que se sobrepõe a tudo o resto nesta altura: o intervalo de segurança. Faltando poucas semanas para a vindima, só se pode usar aquilo que respeite o prazo entre a aplicação e a colheita. É informação obrigatória no rótulo, e não é negociável.</p><p>E antes disso, olhe para a previsão. Depois de uma trovoada, vale a pena acompanhar a humidade e as mínimas dos dias seguintes. Se as noites ficarem húmidas e as temperaturas amenas, o ciclo vai completar-se. Se voltar o calor seco de agosto, provavelmente ficou por ali.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/mildio-da-videira-porque-e-que-uma-trovoada-de-agosto-pode-reacender-a-doenca-entrada-depois-de-um-verao-seco-parece.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Eclipse solar nos Açores esta quarta-feira: o tempo vai permitir observar o fenómeno?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/eclipse-solar-nos-acores-esta-quarta-feira-o-tempo-vai-permitir-observar-o-fenomeno.html</link><pubDate>Wed, 12 Aug 2026 06:09:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O eclipse solar parcial desta quarta-feira, 12 de agosto, poderá ocultar até 77% do disco solar nos Açores. Depois de uma manhã com chuva fraca, o tempo deverá melhorar durante a tarde, mas a nebulosidade poderá condicionar a observação em algumas ilhas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xawy0wy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xawy0wy.jpg" id="xawy0wy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O eclipse solar desta quarta-feira, 12 de agosto, será parcialmente visível em todo o arquipélago dos Açores. Apesar da passagem de uma superfície frontal durante as primeiras horas do dia, as previsões apontam para uma melhoria gradual do estado do tempo durante a tarde, precisamente antes do início do fenómeno.</p><h2>Eclipse parcial poderá ocultar até 77% do disco solar nos Açores</h2><p>Esta quarta-feira, dia 12, os Açores terão a oportunidade de observar um dos fenómenos astronómicos mais aguardados do ano. No arquipélago, o eclipse será <strong>parcial, com uma ocultação do disco solar entre 74% e 77%</strong>, dependendo da ilha.</p><p>De acordo com a informação divulgada pelo IPMA, o fenómeno terá início aproximadamente <strong>às 17h30</strong>, atingindo o máximo entre <strong>as 18h35 e as 18h37</strong>. O eclipse terminará entre <strong>as 19h32 e as 19h35</strong>.</p><p>Assim, serão sobretudo as condições de nebulosidade entre o final da tarde e o início da noite que determinarão a qualidade da observação.</p><h2>Uma frente fria atravessará os Açores antes do eclipse</h2><p>O estado do tempo durante a primeira metade desta quarta-feira será influenciado por uma <strong>superfície frontal fria, pouco ativa e em processo de dissipação</strong>, responsável por alguma instabilidade no arquipélago.</p><p>A precipitação deverá ser geralmente fraca e mais frequente nas ilhas do <strong>Grupo Central</strong>, principalmente durante a madrugada e a manhã.</p><p>Pelas 06h, o modelo coloca precipitação nas proximidades do Faial e Pico, enquanto durante a manhã surgem ainda alguns núcleos dispersos sobre ou nas proximidades de diferentes ilhas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/eclipse-solar-nos-acores-esta-quarta-feira-o-tempo-vai-permitir-observar-o-fenomeno-1786469859949.png" data-image="issu5idksk5v" alt="Chuva às 09h de quarta-feira" title="Chuva às 09h de quarta-feira"><figcaption>A passagem de uma superfície frontal fria de fraca atividade poderá provocar chuva ou aguaceiros durante a madrugada e manhã desta quarta-feira, sobretudo no Grupo Central.</figcaption></figure><p> <strong>A precipitação deverá perder expressão ao longo da manhã</strong>, à medida que a superfície frontal enfraquece, deixando um cenário diferente para o período do eclipse. </p><h2>A melhoria chega precisamente antes do eclipse</h2><p>Depois da instabilidade das primeiras horas do dia, <strong>a frente deverá continuar a perder atividade e as condições meteorológicas deverão melhorar progressivamente durante a tarde</strong>.</p><p>Às <strong>18h</strong>, já dentro do período de observação, o modelo praticamente não representa precipitação sobre o arquipélago. O cenário mantém-se semelhante pelas <strong>19h</strong>, embora não seja possível excluir algum aguaceiro fraco e muito localizado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783168" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-eclipse-solar-e-ja-amanha-como-estarao-as-condicoes-de-visibilidade-em-portugal-continental-saiba-aqui.html" title="O eclipse solar é já amanhã: como estarão as condições de visibilidade em Portugal Continental? Saiba aqui!">O eclipse solar é já amanhã: como estarão as condições de visibilidade em Portugal Continental? Saiba aqui!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-eclipse-solar-e-ja-amanha-como-estarao-as-condicoes-de-visibilidade-em-portugal-continental-saiba-aqui.html" title="O eclipse solar é já amanhã: como estarão as condições de visibilidade em Portugal Continental? Saiba aqui!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-eclipse-solar-e-ja-amanha-como-estarao-as-condicoes-de-visibilidade-em-portugal-continental-saiba-aqui-1786448929640_320.jpg" alt="O eclipse solar é já amanhã: como estarão as condições de visibilidade em Portugal Continental? Saiba aqui!"></a></article></aside><p>Existe uma probabilidade próxima dos <strong>20% de ocorrência de aguaceiros fracos nos grupos Central e Oriental</strong>, especialmente nas zonas de maior altitude.</p><p>Ou seja, <strong>a chuva não parece ser o principal obstáculo à observação do eclipse. A grande incógnita será a nebulosidade</strong>.</p><h2>Haverá nuvens durante o eclipse? Estes são os locais onde o cenário parece mais favorável</h2><p> Entre as 17h e as 18h, o ECMWF prevê <strong>nebulosidade geralmente pouco significativa em vários pontos dos grupos Ocidental e Central, com boas abertas</strong>. No Grupo Oriental, o cenário poderá ser mais variável, sobretudo em São Miguel, onde Ponta Delgada poderá rondar os 30% de nebulosidade, enquanto no Nordeste os valores poderão aproximar-se dos 64%. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/eclipse-solar-nos-acores-esta-quarta-feira-o-tempo-vai-permitir-observar-o-fenomeno-1786469977805.png" data-image="1kf695wt2oxg" alt="Nebulosidade às 18h de quarta-feira" title="Nebulosidade às 18h de quarta-feira"><figcaption>Durante o eclipse, o ECMWF prevê períodos com boas abertas em várias ilhas dos Açores. A quantidade de nebulosidade poderá, contudo, variar significativamente entre diferentes pontos do arquipélago.</figcaption></figure><p> <strong>A distribuição prevista das nuvens mostra que não haverá um cenário uniforme.</strong> Enquanto algumas ilhas poderão beneficiar de boas abertas, noutras a passagem temporária de nuvens poderá dificultar a observação. </p><h2>No momento máximo do eclipse haverá boas abertas em várias ilhas</h2><p>É entre as <strong>18h35 e as 18h37 </strong>que ocorrerá o máximo do eclipse nos Açores. O mapa das 19h é, por isso, particularmente útil para perceber as condições previstas próximo desse momento.</p><p>Nesse horário, o ECMWF continua a mostrar <strong>valores relativamente reduzidos de nebulosidade em vários pontos do Grupo Central</strong>.</p><p>São previstos aproximadamente <strong>14% nas Flores, 35% na Horta, 31% nas Velas, 16% nas Lajes do Pico e 13% no Topo</strong>. Angra do Heroísmo apresenta cerca de 33%.</p><p>No Grupo Oriental, Ponta Delgada surge com aproximadamente <strong>30% de nebulosidade</strong>, enquanto no Nordeste de São Miguel o valor sobe para cerca de <strong>70%</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/eclipse-solar-nos-acores-esta-quarta-feira-o-tempo-vai-permitir-observar-o-fenomeno-1786470096864.png" data-image="ppgoic06391l" alt="Nebulosidade às 19h de quarta-feira" title="Nebulosidade às 19h de quarta-feira"><figcaption>Próximo do momento máximo do eclipse, o modelo ECMWF sugere boas abertas em várias ilhas, embora a nebulosidade possa ser mais significativa em alguns setores, particularmente em São Miguel.</figcaption></figure><p> Pequenas alterações na posição das nuvens poderão determinar se o fenómeno será ou não visível num determinado local. </p><h2>Temperaturas entre os 23 e os 28 ºC durante o fenómeno</h2><p>Além da nebulosidade, as temperaturas permanecerão bastante agradáveis durante a observação.</p><p> Segundo o ECMWF, pelas 19h desta quarta-feira, as temperaturas deverão variar aproximadamente entre os 23 e os 28 ºC nas localidades representadas, com os valores mais elevados nas Flores e em São Miguel. O vento deverá soprar em geral fraco a moderado, embora localmente possa apresentar maior intensidade. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/eclipse-solar-nos-acores-esta-quarta-feira-o-tempo-vai-permitir-observar-o-fenomeno-1786470191403.png" data-image="p4lg6stunyii" alt="Temperatura às 19h de quarta-feira" title="Temperatura às 19h de quarta-feira"><figcaption>As temperaturas deverão manter-se amenas a elevadas durante o eclipse, com valores geralmente entre os 23 e os 28 ºC nas localidades representadas pelo modelo ECMWF.</figcaption></figure><p> <strong>A temperatura e o vento não deverão constituir os principais condicionamentos meteorológicos durante a observação</strong>, estando as atenções sobretudo centradas na nebulosidade. </p><h2> E depois do eclipse? Tempo variável até sábado</h2><p>Nos dias seguintes, <strong>o estado do tempo deverá continuar variável nos Açores</strong>, mas sem sinais de precipitação generalizada. Na quinta-feira poderão ocorrer alguns aguaceiros dispersos, sobretudo nos grupos Central e Oriental.</p><p>Na sexta-feira e no sábado deverá manter-se um cenário de <strong>nebulosidade variável, boas abertas e possibilidade de aguaceiros pontuais</strong>, com diferenças entre as várias ilhas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/eclipse-solar-nos-acores-esta-quarta-feira-o-tempo-vai-permitir-observar-o-fenomeno-1786470842797.png" data-image="v0u9bqwgkx0a" alt="Chuva de sábado nos Açores às 12h" title="Chuva de sábado nos Açores às 12h"><figcaption>No sábado, o tempo continuará variável nos Açores, com diferenças significativas de nebulosidade entre as ilhas e possibilidade de alguns aguaceiros localizados.</figcaption></figure><p> A evolução até sábado não sugere, para já, um episódio de precipitação generalizada no arquipélago. </p><h2>Afinal, o tempo vai permitir observar o eclipse nos Açores?</h2><p>Neste momento, <strong>o cenário é moderadamente favorável à observação do eclipse</strong>, embora as condições não sejam uniformes em todo o arquipélago.</p><p>A precipitação prevista durante a madrugada e manhã deverá perder expressão ao longo do dia. Quando o eclipse começar, pelas 17h30 UTC, <strong>a chuva deverá ser escassa e muito localizada, sendo a nebulosidade o principal fator a acompanhar</strong>.</p><p>Por isso, será importante acompanhar as atualizações da previsão até às horas imediatamente anteriores ao fenómeno.</p><p>Independentemente das condições meteorológicas, a observação deverá ser feita <strong>apenas com proteção ocular adequada e certificada para observação solar</strong>, nunca olhando diretamente para o Sol sem equipamento apropriado.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/eclipse-solar-nos-acores-esta-quarta-feira-o-tempo-vai-permitir-observar-o-fenomeno.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Super El Niño prestes a alcançar intensidade muito forte e NOAA aumenta escala para 8 °C]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-alcancara-intensidade-muito-forte-em-breve-e-noaa-aumenta-escala-para-8-c.html</link><pubDate>Wed, 12 Aug 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O Pacífico continua a aquecer num ritmo acelerado e o Super El Niño está prestes a alcançar uma intensidade muito forte. A bolha de água quente abaixo da superfície é tão intensa que a NOAA precisou de aumentar a escala de um gráfico clássico.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-alcancara-intensidade-muito-forte-em-breve-e-noaa-aumenta-escala-para-8-c-1786405094530.png" data-image="fkkayz289gig"><figcaption>Anomalias diárias (09/10/2026) mostram uma extensa área com anomalias superiores a 3 °C no Pacífico Central e Leste. Créditos: Meteored/Adaptado de NASA worldview.</figcaption></figure><p>A <strong>região de monitorização do El Niño</strong>, conhecida como Niño 3.4, registou <strong>+1,8°C de anomalia relativa </strong>de temperatura da superfície do mar (TSM) na última semana segundo a NOAA, deixando o <strong>Super El Niño 2026-2027 prestes a alcançar </strong>a categoria <strong>“muito forte”</strong>, definida pelo limiar de +2 °C. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg> O aquecimento também chama a atenção abaixo da superfície do oceano. Na atualização mais recente, a NOAA ampliou para 8 °C o limite máximo da escala utilizada no mapa de anomalias de temperatura .<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Apesar de as anomalias absolutas já terem alcançado +2,6 °C, elas incluem o aquecimento de fundo dos oceanos, que é descontado no cálculo das anomalias relativas. <strong>Nos próximos dias</strong>, prevê-se que um pulso da<strong> Oscilação Madden-Julian</strong> (MJO) se desloque pelo Oceano Pacífico, o que deve <strong>favorecer</strong> um <strong>novo aquecimento</strong>, fazendo com que o El Niño alcance o patamar de +2 °C em breve. Confira os detalhes.</p><h2>Super El Niño está prestes a alcançar intensidade muito forte</h2><p>Enquanto a <strong>anomalia relativa </strong>da semana centrada em <strong>29 de julho </strong>foi de<strong> +1,5 °C</strong>, colocando o El Niño na categoria de um<strong> evento forte</strong>, a <strong>última semana</strong> registou um<strong> novo aumento </strong>de 0,3 °C, levando o Niño 3.4 a<strong> +1,8°C</strong>. </p><p>Com isto, <strong>faltam apenas 0,2 °C</strong> para que o fenómeno alcance oficialmente o patamar de +2 °C, utilizado para caracterizar um<strong> El Niño muito forte</strong>, embora o <strong>pico</strong> do fenómeno esteja previsto para acontecer <strong>entre outubro e dezembro</strong>. Enquanto isso, a região<strong> Niño 1+2</strong>, na costa do Peru, já alcança <strong>3,3 °C</strong> de anomalia relativa, um valor excecional. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-alcancara-intensidade-muito-forte-em-breve-e-noaa-aumenta-escala-para-8-c-1786405160781.png" data-image="uih7hclp1pfs" alt="Atualizações semanais do boletim El Niño pela NOAA, com o retângulo vermelho destacando o aumento da escala para 8°C. Créditos: Meteored/Adaptado de NOAA." title="Atualizações semanais do boletim El Niño pela NOAA, com o retângulo vermelho destacando o aumento da escala para 8°C. Créditos: Meteored/Adaptado de NOAA."><figcaption>Atualizações semanais do boletim El Niño pela NOAA, com o retângulo vermelho a destacar o aumento da escala para 8 °C. Créditos: Meteored/Adaptado de NOAA.</figcaption></figure><p>O <strong>aquecimento</strong> também chama a atenção<strong> abaixo da superfície</strong> do oceano. Na atualização mais recente, a <strong>NOAA ampliou para 8 °C o limite máximo da escala</strong> utilizada no mapa de anomalias de temperatura subsuperficial, que representa as condições nos primeiros 300 metros do oceano. A <strong>mudança evidencia </strong>a <strong>magnitude</strong> das anomalias observadas na chamada<strong> bolha de água quente</strong>, que ocupa atualmente parte do Pacífico equatorial central e leste.</p><p>De acordo com a NOAA, as temperaturas subsuperficiais acima da média fortaleceram-se nos últimos dois meses no Pacífico central e leste. <strong>Este calor acumulado abaixo da superfície é</strong> particularmente <strong>importante</strong> para a evolução do El Niño, pois <strong>alimentará</strong> o <strong>aquecimento</strong> da superfície<strong> nos próximos meses</strong>. Aliás, o aquecimento do Pacífico pode receber um novo impulso nas próximas semanas.</p><h2>Oscilação intrasazonal pode impulsionar novo aquecimento</h2><p>A <strong>Oscilação Madden-Julian</strong> (MJO), uma variabilidade intrasazonal da atmosfera tropical que ocorre em escalas de aproximadamente 30 a 60 dias, está <strong>prevista para avançar pelo Pacífico Oeste e, posteriormente, pelo Pacífico Central</strong>. A previsão atual indica uma reorganização da MJO e a sua propagação para leste nas próximas semanas, numa evolução que pode<strong> interagir de forma construtiva </strong>com o <strong>El Niño</strong> e <strong>contribuir para a sua intensificação</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-alcancara-intensidade-muito-forte-em-breve-e-noaa-aumenta-escala-para-8-c-1786405194508.png" data-image="wyea8mxilpzj" alt="Previsão da propagação da Oscilação Madden-Julian (MJO) pelo Pacífico, representada pela linha preta. Créditos: NCICS." title="Previsão da propagação da Oscilação Madden-Julian (MJO) pelo Pacífico, representada pela linha preta. Créditos: NCICS."><figcaption>Previsão da propagação da Oscilação Madden-Julian (MJO) pelo Pacífico, representada pela linha preta. Créditos: NCICS.</figcaption></figure><p>A<strong> MJO é um pulso de convecção</strong> que <strong>se desloca de oeste para leste</strong> e pode provocar importantes variações nos ventos tropicais. Durante a sua passagem pelo Pacífico, o <strong>enfraquecimento dos ventos de leste</strong> pode favorecer a formação de uma <strong>onda de Kelvin oceânica</strong>, que também se propaga para leste ao longo do equador. Na sua fase quente, essa onda está associada ao <strong>downwelling</strong>, um movimento que aprofunda a termoclina e <strong>aumenta o conteúdo de calor na camada superior do oceano</strong>, reduzindo a influência das águas frias que normalmente chegam à superfície.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="184092" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-ninos-do-clima.html" title="Os 'Niños' do clima">Os 'Niños' do clima</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-ninos-do-clima.html" title="Os 'Niños' do clima"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-ninos-do-clima-184092-5_320.jpg" alt="Os 'Niños' do clima"></a></article></aside><p>A onda de Kelvin também pode transportar para leste o calor acumulado abaixo da superfície, favorecendo o aquecimento do Pacífico central e leste. <strong>Este mecanismo é particularmente importante no cenário atual</strong>, já que existe atualmente uma <strong>grande quantidade de calor armazenada abaixo da superfície</strong>, e a possível atuação favorável da MJO pode ajudar a transferir parte dessa energia para a superfície. Com o Niño 3.4 já em +1,8 °C, este mecanismo pode ser importante para que o El Niño ultrapasse o limiar de +2 °C nas próximas semanas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-alcancara-intensidade-muito-forte-em-breve-e-noaa-aumenta-escala-para-8-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O impacto da seca extrema: como a extração de água do subsolo está a deslocar o eixo de rotação da Terra]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-impacto-da-seca-extrema-como-a-extracao-de-agua-do-subsolo-esta-a-deslocar-o-eixo-de-rotacao-da-terra.html</link><pubDate>Tue, 11 Aug 2026 18:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A extração de água subterrânea está a deslocar ligeiramente o eixo de rotação da Terra: os cientistas explicam por que razão este fenómeno ocorre e desmontam o mito de uma inversão dos pólos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-peso-de-la-sequia-extrema-como-bombear-agua-del-subsuelo-esta-desplazando-el-eje-de-rotacion-terrestre-1786091476285.jpeg" data-image="tbp8emo49rjv"><figcaption>As medições por satélite demonstraram que a extração massiva de águas subterrâneas altera ligeiramente a distribuição da massa do planeta, deslocando o eixo geográfico alguns centímetros por ano.</figcaption></figure><p>O eixo da Terra é um tema muito recorrente nas redes sociais e em fóruns especializados, uma vez que é comum falar-se dele e de um possível deslocamento do mesmo em direção aos pólos. No entanto, <strong>a realidade científica é muito mais interessante e, ao mesmo tempo, muito menos dramática</strong>.</p><p>Várias investigações demonstraram que <strong>a captação intensiva de águas subterrâneas está a alterar ligeiramente a distribuição da massa terrestre</strong>. Deslocando alguns centímetros por ano o eixo de rotação geográfico do nosso planeta.</p><p>No entanto, <strong>este fenómeno não tem absolutamente nada a ver com uma inversão dos pólos magnéticos</strong> nem representa um risco para a estabilidade do planeta. </p><h2>Por que é que a extração de água pode deslocar o eixo da Terra?</h2><p><strong>A Terra gira como um enorme pião, e qualquer redistribuição significativa da sua massa altera ligeiramente o seu equilíbrio</strong>, tal como acontece quando um patinador altera a posição dos braços durante uma pirueta. </p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">️ La ESA publica el Aterrador Sonido de la Inversión del Campo Magnético de la Tierra.<br>Hace 41.000 años se produjo el Evento de Laschamp, una breve inversión del Campo Magnético Terrestre. Ahora un equipo de científicos recrea en sonido aquel evento. Te lo explico. Abro Hilo <a href="https://t.co/kEFiIAEhqB">pic.twitter.com/kEFiIAEhqB</a></p>— EXOPLANETAS Noticias de Ciencia y Tecnología (@ExoPlanetascom) <a href="https://x.com/ExoPlanetascom/status/1844838246213468594?ref_src=twsrc%5Etfw">October 11, 2024</a></blockquote></figure><p><strong>Quando se extraem grandes quantidades de água dos aquíferos</strong> para abastecimento urbano, agricultura ou indústria, <strong>essa massa deixa de ficar armazenada no subsolo e acaba por ser redistribuída pelo sistema hidrológico</strong>, chegando finalmente aos oceanos, rios ou à atmosfera através da evaporação.</p><p>Tudo isto pode parecer insignificante, mas <strong>a movimentação de milhares de milhões de toneladas de água por ano tem efeitos mensuráveis</strong> graças aos modernos satélites de observação da Terra. </p><h2>O eixo geográfico muda, mas apenas alguns centímetros</h2><p>Por um lado, <strong>existe o polo geográfico</strong>, que corresponde ao ponto onde o eixo de rotação corta a superfície terrestre. Este eixo não permanece completamente imóvel, mas <strong>sofre pequenos deslocamentos contínuos devido ao movimento do gelo, da água</strong>, da atmosfera ou mesmo a processos geológicos.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">El Polo norte magnético de la Tierra fue descubierto por el cosmógrafo español Martín Cortés de Albacar, constatando la declinación magnética y la existencia de un polo magnético distinto del geográfico. <a href="https://t.co/I09hPtfD9B">pic.twitter.com/I09hPtfD9B</a></p>— La América española (@javierleoncio49) <a href="https://x.com/javierleoncio49/status/1959150244190433782?ref_src=twsrc%5Etfw">August 23, 2025</a></blockquote></figure><p>De acordo com estudos recentes, a captação mundial de águas subterrâneas entre 1993 e 2010 <strong>provocou um deslocamento do eixo geográfico de aproximadamente 4 centímetros por ano</strong>.</p><p>Pode parecer um deslocamento significativo, mas, na realidade, trata-se de uma variação extremamente pequena que<strong> só pode ser detetada através de instrumentos científicos de grande precisão</strong>.</p><h2>Então, por que se fala numa inversão dos pólos?</h2><p>Grande parte da confusão deve-se ao facto de existirem dois pólos completamente diferentes: <strong>o primeiro é o pólo geográfico</strong>, relacionado com a rotação da Terra; e <strong>o segundo é o pólo magnético</strong>, gerado pelo movimento do ferro líquido no núcleo externo do planeta, a quase 3 000 quilómetros de profundidade.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="748899" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-polo-norte-magnetico-abranda-e-muda-de-direcao-teremos-de-mudar-as-nossas-bussolas-e-gps.html" title="O pólo norte magnético abranda e muda de direção: teremos de mudar as nossas bússolas e GPS?">O pólo norte magnético abranda e muda de direção: teremos de mudar as nossas bússolas e GPS?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-polo-norte-magnetico-abranda-e-muda-de-direcao-teremos-de-mudar-as-nossas-bussolas-e-gps.html" title="O pólo norte magnético abranda e muda de direção: teremos de mudar as nossas bússolas e GPS?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-polo-norte-magnetico-abranda-e-muda-de-direcao-teremos-de-mudar-as-nossas-bussolas-e-gps-1768326294651_320.jpg" alt="O pólo norte magnético abranda e muda de direção: teremos de mudar as nossas bússolas e GPS?"></a></article></aside><p> Os pólos magnéticos mudaram de posição muitas vezes ao longo da história geológica da Terra, tendo <strong>a última inversão completa</strong> ocorrido há aproximadamente <strong>780 000 anos</strong>. Por outro lado, há cerca de 41 000 anos ocorreu o chamado <strong>evento Laschamp</strong>, uma alteração temporária do campo magnético que posteriormente voltou ao seu estado habitual. </p><h3>O núcleo terrestre dita as regras</h3><p><strong>O campo magnético terrestre tem origem no núcleo externo</strong>, onde enormes correntes de ferro fundido geram o chamado efeito dínamo.</p><p>Trata-se de um sistema extremamente complexo que os cientistas ainda estão a investigar. Embora, nos últimos anos, o campo magnético se tenha enfraquecido ligeiramente, <strong>não há indícios de que estejamos à beira de uma nova inversão magnética</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Así es como el campo magnético de la Tierra protege al planeta de la radiación cósmica y las partículas cargadas emitidas por nuestro sol<br><br> <a href="https://t.co/z1AjWtoqym">pic.twitter.com/z1AjWtoqym</a></p>— Ciencia y tecnología (@CienciaTecg) <a href="https://x.com/CienciaTecg/status/1768591663662874695?ref_src=twsrc%5Etfw">March 15, 2024</a></blockquote></figure><p>E, acima de tudo, <strong>nenhum cientista associa esse comportamento à atividade humana</strong> na superfície terrestre.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Thibault%20Renard" data-year="2026" data-title="Can%20pumping%20groundwater%20really%20flip%20Earth%E2%80%99s%20poles%3F%20An%20expert%20explains" data-url="https%3A%2F%2Ftheconversation.com%2Fcan-pumping-groundwater-really-flip-earths-poles-an-expert-explains-288719">Thibault Renard. (2026). <a href="https://theconversation.com/can-pumping-groundwater-really-flip-earths-poles-an-expert-explains-288719" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Can pumping groundwater really flip Earth’s poles? An expert explains</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-impacto-da-seca-extrema-como-a-extracao-de-agua-do-subsolo-esta-a-deslocar-o-eixo-de-rotacao-da-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O astrofísico especializado Zeus Valtierra explica-nos o que aconteceria à Terra se a Lua desaparecesse]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-astrofisico-especializado-zeus-valtierra-explica-nos-o-que-aconteceria-a-terra-se-a-lua-desaparecesse.html</link><pubDate>Tue, 11 Aug 2026 16:47:25 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Imagina um céu noturno perpetuamente escuro e um clima mergulhado no caos absoluto. Sem o nosso satélite, a vida enfrentaria desafios extremos que transformariam o destino da humanidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-astrofisico-especializado-zeus-valtierra-nos-dice-que-le-pasaria-a-la-tierra-si-la-luna-desapareciera-1786239227583.jpg" data-image="8sqytyelkz23"><figcaption>O sistema Terra-Lua foi o que criou as condições necessárias para a vida na Terra.</figcaption></figure><p>Há alguns dias, toda a humanidade tinha os olhos postos no nosso satélite natural, à espera de um estágio do foguetão Falcon 9 que iria colidir com a superfície lunar com a precisão de um dardo envenenado, o que deixaria mais dúvidas do que certezas.</p><p>E é que <strong>o nosso novo vilão NÃO favorito, Elon Musk</strong> está totalmente fora de controlo, não só poluindo com os seus satélites a luz das estrelas, como também deitando os seus resíduos no <strong>Golfo do México</strong> e apropriando-se do espaço que, em princípio, pertence a toda a humanidade.</p><p>Se ao menos tivesse o charme do Gru, provavelmente poderíamos redimi-lo no final da história. No entanto, parece mais o fim da humanidade, a cargo desta personagem, do que o início da nossa emancipação rumo às estrelas.</p><div class="texto-destacado">Para efeitos práticos, a Lua sempre esteve lá para nós, o que permitiu, entre outras coisas, a estabilidade no seu eixo de rotação, o que proporciona um clima agradável para algo chamado vida.</div><p>Se desaparecesse de repente, a Terra começaria a mover-se caoticamente, algo que a Pixar não contemplou. <strong>Sem o efeito de ancoragem, a obliquidade da órbita terrestre poderia variar violentamente entre 0 e 85 graus</strong>, provocando alterações climáticas que seriam catastróficas, para dizer o mínimo.</p><h2>A atração gravitacional</h2><p>Estudos indicam que<strong> a nossa configuração orbital evita encontros ressonantes perigosos que poderiam desestabilizar o eixo</strong>. Esta harmonia foi estabelecida há milhares de milhões de anos, provavelmente durante o grande impacto que deu origem à nossa companheira noturna.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-astrofisico-especializado-zeus-valtierra-nos-dice-que-le-pasaria-a-la-tierra-si-la-luna-desapareciera-1786239749632.jpeg" data-image="5decygu4ms9z"><figcaption>A teoria mais aceite sobre a formação da Lua é a do impacto de um corpo contra o planeta.</figcaption></figure><p>Compreender esta dinâmica revela-nos que a Lua é o motor fundamental que determina as forças das marés. A interação gravitacional entre ambos os mundos gera a subida e descida rítmica dos oceanos a que chamamos maré, as quais, por sua vez, provocam um afastamento lento, mas certo.</p><p>Este fenómeno ocorre porque <strong>a atração da Lua é mais forte nas zonas próximas, elevando ligeiramente o nível do mar em frente às suas costas</strong>. As protuberâncias de água percorrem o globo, encontrando massas de terra no seu caminho.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772455" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-holandeses-revelam-como-a-gravidade-da-lua-manteve-a-terra-a-ferver-para-criar-vida.html" title="Astrónomos holandeses revelam como a gravidade da Lua manteve a Terra a ferver para criar vida">Astrónomos holandeses revelam como a gravidade da Lua manteve a Terra a ferver para criar vida</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-holandeses-revelam-como-a-gravidade-da-lua-manteve-a-terra-a-ferver-para-criar-vida.html" title="Astrónomos holandeses revelam como a gravidade da Lua manteve a Terra a ferver para criar vida"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-la-gravedad-de-la-luna-mantuvo-a-la-tierra-hirviendo-para-crear-vida-1780610354883_320.png" alt="Astrónomos holandeses revelam como a gravidade da Lua manteve a Terra a ferver para criar vida"></a></article></aside><p>Este choque funciona como um travão natural, que dissipa energia e faz com que a rotação do nosso planeta abrande. <strong>Há eons, o dia durava 6 horas; graças à influência lunar, agora dura pouco mais de 24</strong>. Ao mesmo tempo, a troca de energia afasta-a de nós a um ritmo de cerca de 4 centímetros por ano.</p><h3>Um mundo raro </h3><p>Num mundo sem Lua, <strong>as únicas variações oceânicas proviriam do Sol, representando apenas um terço da força atual</strong>. Sem a gravitação lunar, os dias seriam muito mais curtos e os ventos soprariam com uma fúria constante, ultrapassando os 100 km/h.</p><p>Sem o nosso satélite, existiria um planeta hipotético chamado Solón, um mundo em que a vida teria demorado muito mais tempo a emergir dos oceanos primitivos. Devido à ausência de forças das marés, a biologia das espécies estaria adaptada a ciclos de luz e escuridão com 8 horas de duração.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-astrofisico-especializado-zeus-valtierra-nos-dice-que-le-pasaria-a-la-tierra-si-la-luna-desapareciera-1786239985630.jpg" data-image="1001reo801uf"><figcaption>Se a Terra não tivesse o seu satélite natural, as condições seriam muito diferentes das que vivemos hoje em dia.</figcaption></figure><p>Os animais teriam relógios biológicos muito diferentes dos nossos, uma vez que o nascer do sol reiniciaria os seus instintos com uma frequência muito maior. Além disso, <strong>os ventos condicionariam a evolução das plantas e dos animais, favorecendo organismos baixos, largos e com raízes extremamente profundas</strong>.</p><p>A ausência da Lua alteraria ecossistemas inteiros, uma vez que numerosas espécies perderiam uma referência essencial para se reproduzirem, orientarem-se e caçarem. Além disso, mudariam as condições ambientais que moldam a vida terrestre: algumas plantas não prosperariam e os animais precisariam de um cérebro maior.</p><h3>Quem é o dono do espaço?</h3><p>Recentemente, <strong>o mundo voltou o seu olhar para o nosso satélite após o impacto de um estágio do foguetão Falcon 9</strong>. Este evento, protagonizado pelo lixo espacial de Elon Musk, atingiu a superfície lunar a mais de 8 000 quilómetros por hora, formando um cratera de dimensões consideráveis.</p><p>Embora este choque não tenha representado um perigo direto para a Terra, despertou preocupações quanto à gestão de resíduos. A colisão gerou uma coluna de gás de sódio e lítio visível para os astrónomos, demonstrando o quão vulnerável é o ambiente lunar face à nossa atividade humana.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777406" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-alertam-o-espaco-esta-se-esgotando-milhoes-de-satelites-ameacam-apagar-as-estrelas.html" title="Astrónomos alertam: 'O espaço está a esgotar-se, milhões de satélites ameaçam apagar as estrelas'">Astrónomos alertam: "O espaço está a esgotar-se, milhões de satélites ameaçam apagar as estrelas"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-alertam-o-espaco-esta-se-esgotando-milhoes-de-satelites-ameacam-apagar-as-estrelas.html" title="Astrónomos alertam: 'O espaço está a esgotar-se, milhões de satélites ameaçam apagar as estrelas'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/los-astronomos-advierten-el-espacio-se-queda-sin-espacio-millones-de-satelites-amenazan-con-apagar-las-estrellas-1783258355034_320.jpg" alt="Astrónomos alertam: 'O espaço está a esgotar-se, milhões de satélites ameaçam apagar as estrelas'"></a></article></aside><p>Atualmente, <strong>existem preocupações jurídicas crescentes sobre quem deve responder por estes impactos acidentais na superfície da Lua</strong>. Embora não existam leis que proíbam estritamente estas colisões, os tratados internacionais salientam a necessidade de minimizar os riscos gerados pelos detritos espaciais.</p><p>A monitorização constante é crucial para proteger futuras missões científicas e preservar o património celeste. Enquanto os especialistas debatem novas regulamentações, <strong>o satélite continua a receber os resíduos da nossa ambição tecnológica, lembrando-nos que a sua existência é vital para a nossa...</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Laskar%2C%20J.%2C%20Joutel%2C%20F.%20%26%20Robutel%2C%20P" data-year="1993" data-title="Stabilization%20of%20the%20Earth's%20obliquity%20by%20the%20Moon" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2F361615a0">Laskar, J., Joutel, F. & Robutel, P. (1993). <a href="https://www.nature.com/articles/361615a0" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Stabilization of the Earth's obliquity by the Moon</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-astrofisico-especializado-zeus-valtierra-explica-nos-o-que-aconteceria-a-terra-se-a-lua-desaparecesse.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A agricultura em Portugal está a perder as aves que sempre ajudaram a mantê-la viva]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-agricultura-em-portugal-esta-a-perder-as-aves-que-sempre-ajudaram-a-mante-la-viva.html</link><pubDate>Tue, 11 Aug 2026 15:33:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Novos dados mostram um declínio persistente das espécies associadas às culturas agrícolas. Não é apenas um problema de biodiversidade; é um sinal preocupante sobre a saúde dos ecossistemas rurais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-agricultura-em-portugal-esta-a-perder-as-aves-que-sempre-ajudaram-a-mante-la-viva-1786459518991.jpg" data-image="5iaeu3rwwqe3"><figcaption>Os arrozais da Lezíria Grande produzem alimento e oferecem refúgio a aves aquáticas que hoje dependem destes ecossistemas agrícolas. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>Há muitas formas de avaliar o estado da agricultura de um país. Mede-se a produtividade, a qualidade dos solos, a disponibilidade de água ou a área cultivada. Os investigadores sabem, porém, que existe outro indicador igualmente revelador: as <strong>aves</strong> que habitam os <strong>campos cultivados</strong>. Quando elas desaparecem, raramente é um problema apenas das aves.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É esse o principal alerta do mais recente Relatório do Censo de Aves Comuns, divulgado pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA). <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Ao analisar mais de <strong>duas décadas de monitorização</strong>, entre 2004 e 2025, o estudo conclui que as populações de várias <strong>espécies associadas aos meios agrícolas</strong> <strong>continuam em declínio</strong>, revelando um agravamento do estado ecológico destes ecossistemas. Em contraste, os indicadores relativos aos <strong>meios florestais</strong> mantêm uma <strong>evolução positiva</strong> e, pela primeira vez, o relatório apresenta também um indicador para os ambientes urbanos, igualmente favorável.</p><h2>O termómetro dos campos de cultivo</h2><p>A conclusão vai muito além da conservação da natureza. As aves comuns são <strong>sentinelas ambientais</strong>. A sua abundância, diversidade e distribuição refletem alterações profundas na qualidade dos habitats onde vivem. Quando deixam de encontrar alimento, locais de nidificação ou condições para sobreviver, estão também a revelar <strong>transformações </strong>que afetam o <strong>equilíbrio ecológico</strong> dos próprios <strong>campos agrícolas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-agricultura-em-portugal-esta-a-perder-as-aves-que-sempre-ajudaram-a-mante-la-viva-1786459602092.jpg" data-image="35p4ulg1cvd1"><figcaption>A Lezíria Grande é uma das mais importantes zonas húmidas da Europa para as aves aquáticas, com cerca de 200 espécies registadas. imagem: FENAREG</figcaption></figure><p>Por outras palavras, medir a agricultura pelo canto das aves pode parecer uma imagem poética. Mas é, acima de tudo, um dos <strong>métodos científicos</strong> mais eficazes para avaliar a <strong>saúde da agricultura</strong>.</p><h2>Um declínio com duplo impacto</h2><p>Pode parecer que o desaparecimento de aves diz apenas respeito à biodiversidade. Na prática, as consequências estendem-se muito para além da conservação das espécies.</p><p>Muitas das aves que habitam os campos desempenham <strong>funções ecológicas essenciais</strong>. Alimentam-se de insetos que atacam culturas agrícolas, ajudam a controlar naturalmente algumas pragas, dispersam sementes e contribuem para o equilíbrio das cadeias alimentares. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A sua presença reduz a necessidade de recorrer a pesticidas e ajuda a manter ecossistemas mais resilientes.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Quando estas populações diminuem durante décadas consecutivas, o problema deixa de ser exclusivamente ambiental. A <strong>agricultura perde aliados naturais</strong> que desempenham gratuitamente funções fundamentais para o funcionamento dos ecossistemas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="747868" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mais-de-80-das-aves-de-rapina-que-sobrevoam-os-ceus-de-portugal-estao-contaminadas-com-veneno-para-roedores.html" title="Mais de 80% das aves de rapina que sobrevoam os céus de Portugal estão contaminadas com veneno para roedores">Mais de 80% das aves de rapina que sobrevoam os céus de Portugal estão contaminadas com veneno para roedores</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mais-de-80-das-aves-de-rapina-que-sobrevoam-os-ceus-de-portugal-estao-contaminadas-com-veneno-para-roedores.html" title="Mais de 80% das aves de rapina que sobrevoam os céus de Portugal estão contaminadas com veneno para roedores"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mais-de-80-das-aves-de-rapina-que-sobrevoam-os-ceus-de-portugal-estao-contaminadas-com-veneno-para-roedores-1767797462828_320.jpg" alt="Mais de 80% das aves de rapina que sobrevoam os céus de Portugal estão contaminadas com veneno para roedores"></a></article></aside><p>É precisamente por isso que os indicadores produzidos pelo <strong>Censo de Aves Comuns</strong> são hoje utilizados como ferramentas para avaliar a qualidade ambiental dos diferentes habitats. O relatório combina a <strong>evolução de dezenas de espécies </strong>características dos <strong>meios agrícolas</strong>, <strong>florestais</strong> e <strong>urbanos</strong>, produzindo índices multiespecíficos que permitem acompanhar o estado de saúde destes ecossistemas ao longo do tempo.</p><p>Mais do que contar aves, o que estes indicadores procuram medir é a capacidade da paisagem para continuar a sustentar vida. E, nos campos portugueses, os <strong>sinais</strong> continuam a ser <strong>motivo de preocupação</strong>.</p><h2>As espécies comuns estão a deixar de o ser</h2><p>Os dados recolhidos pela SPEA mostram que o declínio não se limita a uma ou duas espécies particularmente vulneráveis. Afeta <strong>aves</strong> que, durante décadas, <strong>fizeram parte da paisagem rural portuguesa</strong> e que continuam profundamente associadas aos meios agrícolas.</p><p>Entre os <strong>casos mais preocupantes</strong> encontram-se a <strong>andorinha-das-chaminés</strong>, o <strong>mocho-galego</strong> e o <strong>abelharuco</strong>, espécies cuja tendência populacional continua a ser negativa. A elas juntam-se a rola-brava, o cuco e o picanço-barreteiro, aves que também apresentam um declínio continuado ao longo de mais de duas décadas de monitorização. Entre as espécies cuja avaliação regular ainda não é possível, os investigadores destacam igualmente a diminuição da perdiz e da laverca. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-agricultura-em-portugal-esta-a-perder-as-aves-que-sempre-ajudaram-a-mante-la-viva-1786459638387.jpg" data-image="05dif24wlvdp"><figcaption>Entre as plantas de arroz, as garças recordam que estes campos são também um importante habitat para a biodiversidade. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>Nenhuma destas aves era considerada rara. Pelo contrário. Eram <strong>espécies</strong> <strong>comuns</strong>, familiares para quem vive ou trabalha no meio rural. O seu desaparecimento gradual mostra que a <strong>alteração dos ecossistemas agrícolas</strong> deixou de afetar apenas as espécies mais sensíveis e começou a atingir aquelas que sempre fizeram parte da paisagem portuguesa. É precisamente por isso que os investigadores olham para estas tendências com preocupação. Quando as espécies comuns deixam de o ser, é a própria <strong>normalidade ecológica</strong> que <strong>começa a mudar</strong>.</p><h2>Nem todas as notícias são más</h2><p>O retrato traçado pelo relatório está longe de ser uniforme. Enquanto os indicadores dos meios agrícolas continuam a revelar uma evolução negativa, os <strong>ecossistemas florestais</strong> apresentam uma <strong>tendência positiva</strong> desde o início da monitorização. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Pela primeira vez, o Censo de Aves Comuns inclui também um indicador para os meios urbanos, igualmente positivo, sugerindo que diferentes habitats respondem de forma distinta às alterações ocorridas nas últimas duas décadas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Estas diferenças reforçam uma ideia de que o <strong>declínio das aves agrícolas não é inevitável nem resulta apenas de fatores naturais</strong>. Pelo contrário, reflete transformações específicas dos ecossistemas onde estas espécies vivem, se alimentam e se reproduzem. Ao mesmo tempo, demonstram que, quando existem condições favoráveis, as populações de aves conseguem manter-se estáveis ou até recuperar.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="SPEA" data-year="" data-title="Relat%C3%B3rio%20do%20Censo%20de%20Aves%20Comuns" data-url="https%3A%2F%2Fspea.pt%2Fwp-content%2Fuploads%2F2020%2F03%2Frelatorio_CAC2026.pdf">SPEA. <a href="https://spea.pt/wp-content/uploads/2020/03/relatorio_CAC2026.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Relatório do Censo de Aves Comuns</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-agricultura-em-portugal-esta-a-perder-as-aves-que-sempre-ajudaram-a-mante-la-viva.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Padrão atmosférico para a segunda metade de agosto: “crista atlântica poderá impor-se” — consulte os efeitos em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/padrao-atmosferico-para-a-segunda-metade-de-agosto-crista-atlantica-podera-impor-se-consulte-os-efeitos-em-portugal.html</link><pubDate>Tue, 11 Aug 2026 14:41:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p> A segunda metade de agosto poderá ser marcada por uma maior influência da Crista Atlântica sobre a região euro-atlântica. Em Portugal, a tendência aponta para períodos de estabilidade, embora algumas perturbações possam interromper temporariamente esse cenário.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/padrao-atmosferico-para-a-segunda-metade-de-agosto-crista-atlantica-podera-impor-se-consulte-os-efeitos-em-portugal-1786450495995.jpg" data-image="zerpfma8tg62" alt="Segunda quinzena de agosto" title="Segunda quinzena de agosto"><figcaption>A segunda metade de agosto poderá oscilar entre episódios de instabilidade e períodos prolongados de sol e estabilidade. A possível imposição da Crista Atlântica será determinante para perceber qual destes dois cenários ganhará maior protagonismo em Portugal.</figcaption></figure><p>A segunda metade de agosto poderá trazer um padrão atmosférico relativamente estável a Portugal. As últimas tendências do modelo europeu apontam para uma <strong>maior influência da</strong> <strong>Crista Atlântica</strong>, <strong>embora algumas perturbações possam interromper temporariamente este cenário</strong>.</p><h2>A 15 de agosto um bloqueio ainda domina o padrão europeu</h2><p>No arranque da segunda quinzena, o padrão atmosférico será ainda marcado por uma configuração de <strong>bloqueio (Bloqueio Escandinavo)</strong>, associada à presença persistente de altas pressões sobre a Escandinávia e parte do leste europeu.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Este tipo de configuração perturba a circulação habitual de oeste para leste, desviando a trajetória das depressões e sistemas frontais. Contudo, estes regimes representam a configuração atmosférica de grande escala e não impedem a formação de depressões isoladas ou fenómenos meteorológicos regionais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/padrao-atmosferico-para-a-segunda-metade-de-agosto-crista-atlantica-podera-impor-se-consulte-os-efeitos-em-portugal-1786448308427.png" data-image="mfyz2l0eu8tx" alt="Chuva, pressão atmosférica" title="Chuva, pressão atmosférica"><figcaption>Apesar do padrão de bloqueio em grande escala, uma depressão isolada sobre a Península Ibérica poderá trazer alguma chuva ao interior Norte e trovoadas mais dispersas.</figcaption></figure><p>É precisamente o que poderá acontecer no dia <strong>15 de agosto</strong>. Uma depressão isolada, localizada sobre a Península Ibérica poderá favorecer alguma precipitação no interior Norte e Centro de Portugal, além da possibilidade de <strong>trovoadas com uma distribuição mais abrangente</strong>.</p><h2>A partir de dia 17, a Crista Atlântica poderá ganhar terreno</h2><p>As tendências do ECMWF apontam posteriormente para uma mudança de regime, com a <strong>Crista Atlântica (Atlantic Ridge — ATR)</strong> a ganhar maior expressão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/padrao-atmosferico-para-a-segunda-metade-de-agosto-crista-atlantica-podera-impor-se-consulte-os-efeitos-em-portugal-1786448397666.jpg" data-image="1t9egnj0eg5x" alt="Regimes atmosféricos Euro-Atlânticos" title="Regimes atmosféricos Euro-Atlânticos"><figcaption>As previsões sub-sazonais do ECMWF apontam para uma transição do bloqueio escandinavo para uma possível predominância da Crista Atlântica durante a segunda metade de agosto.</figcaption></figure><p>Este padrão caracteriza-se pela expansão de uma zona de altas pressões sobre o Atlântico Norte, formando uma espécie de “barreira” à progressão habitual das depressões atlânticas em direção à Europa Ocidental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/padrao-atmosferico-para-a-segunda-metade-de-agosto-crista-atlantica-podera-impor-se-consulte-os-efeitos-em-portugal-1786449140164.jpg" data-image="wukzr2vg54ve" alt="Pressão e chuva" title="Pressão e chuva"><figcaption>A partir de dia 17, as altas pressões poderão ganhar maior expressão no Atlântico Norte, numa configuração compatível com o regime de Crista Atlântica e com maior estabilidade em Portugal.</figcaption></figure><p>Por volta de <strong>17 de agosto</strong>, esta configuração já poderá ser visível, com as altas pressões posicionadas mais a norte sobre o Atlântico. Para Portugal, isto tende a traduzir-se em <strong>tempo mais estável e menor exposição direta às perturbações atlânticas</strong>, particularmente no litoral.</p><h2>Uma breve mudança poderá chegar ao Sul no dia 18</h2><p>Apesar da tendência geral para a estabilidade, o cenário não será necessariamente linear. No dia <strong>18</strong>, algumas regiões do Sul poderão registar um <strong>arrefecimento temporário</strong>, acompanhado pela possibilidade de alguma precipitação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/padrao-atmosferico-para-a-segunda-metade-de-agosto-crista-atlantica-podera-impor-se-consulte-os-efeitos-em-portugal-1786449575396.jpg" data-image="wfzl0d8o4abf" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O Sul poderá registar um arrefecimento temporário no dia 18, acompanhado por alguma possibilidade de precipitação. A tendência, no entanto, aponta para uma recuperação rápida das temperaturas nos dias seguintes.</figcaption></figure><p>Contudo, de acordo com as atuais projeções, esta alteração deverá ter curta duração. As temperaturas poderão recuperar logo posteriormente, mantendo-se até cerca de <strong>21 de agosto uma tendência para condições geralmente estáveis</strong>.</p><h2>E até ao final de agosto?</h2><p>A maior incógnita surge precisamente na última semana do mês. As atuais projeções sub-sazonais continuam a atribuir relevância à <strong>Crista Atlântica durante a segunda metade de agosto</strong>, o que, caso se confirme, poderá favorecer períodos prolongados de estabilidade em Portugal.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783192" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/perturbacao-a-caminho-da-peninsula-iberica-saiba-quando-podera-chegar-e-as-zonas-de-portugal-mais-afetadas.html" title="Perturbação a caminho da Península Ibérica: saiba quando poderá chegar e as zonas de Portugal mais afetadas">Perturbação a caminho da Península Ibérica: saiba quando poderá chegar e as zonas de Portugal mais afetadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/perturbacao-a-caminho-da-peninsula-iberica-saiba-quando-podera-chegar-e-as-zonas-de-portugal-mais-afetadas.html" title="Perturbação a caminho da Península Ibérica: saiba quando poderá chegar e as zonas de Portugal mais afetadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/perturbacao-a-caminho-da-peninsula-iberica-saiba-quando-podera-chegar-e-as-zonas-de-portugal-mais-afetadas-1786451732839_320.png" alt="Perturbação a caminho da Península Ibérica: saiba quando poderá chegar e as zonas de Portugal mais afetadas"></a></article></aside><p>Ainda assim, nesta escala temporal falamos de <strong>tendências e probabilidades, não de uma previsão determinística</strong>. Os gráficos dos regimes atmosféricos podem sofrer alterações consideráveis entre atualizações. Será, por isso, importante acompanhar as próximas saídas do modelo europeu para perceber se a Crista Atlântica conseguirá realmente manter a sua influência até ao final de agosto.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/padrao-atmosferico-para-a-segunda-metade-de-agosto-crista-atlantica-podera-impor-se-consulte-os-efeitos-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calor persiste em Portugal: aviso amarelo alargado para 9 distritos até esta data, com temperaturas próximas dos 40 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-persiste-em-portugal-aviso-amarelo-alargado-para-9-distritos-ate-esta-data-com-temperaturas-proximas-dos-40-c.html</link><pubDate>Tue, 11 Aug 2026 14:35:37 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O aviso amarelo de tempo quente foi alargado a mais cinco distritos de Portugal continental, sendo agora nove o total de regiões com previsão de persistência de valores elevados da temperatura máxima. Consulte todos os pormenores aqui!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaww8iu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaww8iu.jpg" id="xaww8iu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Esta terça-feira (11) há quatro distritos de Portugal continental (Vila Real, Viseu, Bragança e Guarda) sob aviso amarelo de tempo quente devido à previsão de persistência de valores elevados da temperatura máxima.<strong> A grande novidade prende-se precisamente com o alargamento do aviso a mais distritos e com a extensão da sua duração</strong>.</p><p>O IPMA acabou por <strong>corroborar oficialmente um cenário hipotético avançado anteriormente pela Meteored nas previsões que publicámos</strong>, nas quais referíamos a possibilidade de o aviso amarelo de tempo quente não só se prolongar para além de quarta-feira (12), como também ser alargado a outros distritos do interior Centro e da região Sul.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Assim, o aviso, que inicialmente abrangia apenas quatro distritos, estará também em vigor na quinta-feira (13) - até às 18:00 - e <strong>passa a abranger Castelo Branco, Portalegre, Évora, Beja e Faro</strong>. Desta forma, entre quarta e quinta-feira, dias 12 e 13 de agosto, são já nove os distritos de Portugal continental sob aviso amarelo devido ao tempo quente.</p><h2>Eis o que gerará a subida das temperaturas máximas nestas regiões de Portugal nos próximos dias</h2><p>Durante grande parte da presente semana o estado do tempo em Portugal continental será marcado pela presença de uma<strong> região anticiclónica</strong> que se estende entre o Norte da Europa e o arquipélago da Madeira, combinando-se com uma <strong>depressão térmica</strong> centrada sobre o interior da Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-persiste-em-portugal-aviso-amarelo-alargado-para-9-distritos-ate-esta-data-com-temperaturas-proximas-dos-40-c-1786457933585.png" data-image="bs6e21bqqsj6"><figcaption>Esta é a configuração sinóptica prevista para quarta-feira, 12 de agosto.</figcaption></figure><p>Acresce ainda o papel desempenhado pela <strong>subsidência anticiclónica, a elevada disponibilidade de radiação solar, a previsão de pouca nebulosidade</strong> - exceto de forma temporária em algumas zonas do litoral Norte e Centro - e o efeito de continentalidade no interior. Além disto, a circulação nos baixos níveis da troposfera contribuirá para a entrada de ar mais quente na Península Ibérica.</p><p>Todos estes fatores, em conjunto, <strong>favorecerão a subida das temperaturas máximas</strong>, cujos valores serão persistentemente elevados nos 9 distritos referidos, justificando-se a emissão de aviso amarelo.</p><h2>Temperaturas máximas previstas em algumas das principais localidades sob aviso amarelo</h2><p>Na tabela abaixo consta a evolução das temperaturas máximas prevista para <strong>algumas das principais localidades dos 9 distritos</strong> de Portugal continental que estarão sob aviso amarelo de tempo quente na quarta e quinta-feira, dias 12 e 13 de agosto.</p><p>Analisando os dados presentes nos mapas de referência da Meteored, verifica-se uma <strong>tendência de continuidade das temperaturas máximas entre quarta (12) e quinta-feira (13)</strong>, refletindo a persistência do calor diurno, sobretudo nas regiões do interior e no Algarve.</p><table><thead><tr><th>Cidade, vila ou povoação</th><th>Temperatura Máxima Quarta-feira, 12 de agosto</th><th>Temperatura Máxima Quinta-feira, 13 de agosto</th></tr></thead><tbody><tr><td>Vila Real</td><td>34 ºC</td><td>34 ºC</td></tr><tr><td>Chaves</td><td>37 ºC</td><td>37 ºC</td></tr><tr><td>Viseu</td><td>34 ºC</td><td>34 ºC</td></tr><tr><td>Lamego</td><td>33 ºC</td><td>32 ºC</td></tr><tr><td>Bragança</td><td>35 ºC</td><td>35 ºC</td></tr><tr><td>Mirandela</td><td>39 ºC</td><td>39 ºC</td></tr><tr><td>Guarda</td><td>33 ºC</td><td>33 ºC</td></tr><tr><td>Figueira de Castelo Rodrigo</td><td>37 ºC</td><td>37 ºC</td></tr><tr><td>Castelo Branco</td><td>36 ºC</td><td>36 ºC</td></tr><tr><td>Covilhã</td><td>35 ºC</td><td>36 ºC</td></tr><tr><td>Portalegre</td><td>35 ºC</td><td>35 ºC</td></tr><tr><td>Campo Maior</td><td>38 ºC</td><td>38 ºC</td></tr><tr><td>Évora</td><td>36 ºC</td><td>36 ºC</td></tr><tr><td>Estremoz</td><td>35 ºC</td><td>35 ºC</td></tr><tr><td>Beja</td><td>36 ºC</td><td>37 ºC</td></tr><tr><td>Moura</td><td>38 ºC</td><td>38 ºC</td></tr><tr><td>Faro</td><td>28 ºC</td><td>28 ºC</td></tr><tr><td>Portimão</td><td>29 ºC</td><td>30 ºC</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Fonte: Mapas da Meteored</td></tr></tbody></table><p><strong>É, portanto, a manutenção das temperaturas elevadas o que mais se realça na evolução prevista entre os dias 12 e 13 de agosto</strong>. Em algumas das localidades do interior analisadas, os termómetros poderão aproximar-se dos 40 ºC: são disso exemplo Mirandela (39 ºC de temperatura máxima em ambos os dias); e Moura e Campo Maior, ambas com valores na ordem dos 38 ºC durante o período em análise.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-persiste-em-portugal-aviso-amarelo-alargado-para-9-distritos-ate-esta-data-com-temperaturas-proximas-dos-40-c-1786457778171.png" data-image="jyi7kk3um9id"><figcaption>Temperaturas elevadas manter-se-ão na quinta-feira, 13 de agosto, pelo que o aviso amarelo de tempo quente durará em 9 distritos de Portugal continental por, pelo menos, mais um dia.</figcaption></figure><p>Deitando já um primeiro olhar sobre o que é expectável para <strong>sexta-feira (14)</strong>, a previsão atualmente disponibilizada pelo modelo de confiança da Meteored - o ECMWF - sugere que a área geográfica afetada pelo calor poderá diminuir ligeiramente. Ainda assim, é possível que os valores de temperatura máxima previstos continuem a ser suficientemente elevados para <strong>justificar um eventual prolongamento do aviso amarelo de tempo quente para esse dia</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783192" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/perturbacao-a-caminho-da-peninsula-iberica-saiba-quando-podera-chegar-e-as-zonas-de-portugal-mais-afetadas.html" title="Perturbação a caminho da Península Ibérica: saiba quando poderá chegar e as zonas de Portugal mais afetadas">Perturbação a caminho da Península Ibérica: saiba quando poderá chegar e as zonas de Portugal mais afetadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/perturbacao-a-caminho-da-peninsula-iberica-saiba-quando-podera-chegar-e-as-zonas-de-portugal-mais-afetadas.html" title="Perturbação a caminho da Península Ibérica: saiba quando poderá chegar e as zonas de Portugal mais afetadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/perturbacao-a-caminho-da-peninsula-iberica-saiba-quando-podera-chegar-e-as-zonas-de-portugal-mais-afetadas-1786451732839_320.png" alt="Perturbação a caminho da Península Ibérica: saiba quando poderá chegar e as zonas de Portugal mais afetadas"></a></article></aside><p>Caso esse cenário se confirme, é possível, contudo, que o aviso não se mantenha nos nove distritos, podendo abranger <strong>somente aquelas regiões onde o calor persistir com maior intensidade</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-persiste-em-portugal-aviso-amarelo-alargado-para-9-distritos-ate-esta-data-com-temperaturas-proximas-dos-40-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Perturbação a caminho da Península Ibérica: saiba quando poderá chegar e as zonas de Portugal mais afetadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/perturbacao-a-caminho-da-peninsula-iberica-saiba-quando-podera-chegar-e-as-zonas-de-portugal-mais-afetadas.html</link><pubDate>Tue, 11 Aug 2026 12:35:47 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O tempo estável, seco e soalheiro pode ter os dias contados em algumas zonas de Portugal continental. A última atualização dos mapas da Meteored avança com a possibilidade de uma perturbação trazer aguaceiros e trovoadas. Saiba quando e onde.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xawvbaa"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xawvbaa.jpg" id="xawvbaa"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Entre hoje - terça-feira, 11 de agosto - e a próxima sexta-feira, 14 de agosto - o estado do tempo não irá sofrer alterações muito significativas em Portugal continental. De facto, <strong>a grande novidade da semana prende-se com a observação do fenómeno astronómico do eclipse solar que decorrerá já amanhã - quarta-feira, 12 de agosto</strong> - e com as condições meteorológicas que se deverão verificar para a observação do fenómeno.</p><h2>Tempo para a observação do eclipse solar e a evolução até sexta-feira, 14 de agosto</h2><p>As mais recentes atualizações do modelo ECMWF apontam para condições geralmente favoráveis à observação do eclipse solar, com céu pouco nublado ou limpo em grande parte do território continental. O eclipse será parcialmente visível em praticamente todo o país, <strong>atingindo a totalidade apenas numa pequena faixa do extremo do Nordeste Transmontano</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/perturbacao-a-caminho-da-peninsula-iberica-saiba-quando-podera-chegar-e-as-zonas-de-portugal-mais-afetadas-1786450719503.png" data-image="9iba61bpv83f"><figcaption>É possível que amanhã, 12 de agosto, surjam nuvens a baixa altitude em várias zonas da faixa costeira a norte do Cabo Raso, situação que poderá dificultar localmente a visualização do eclipse solar, que decorrerá aproximadamente entre as 18:30 e as 20:25, dependendo da localização, com o máximo a ocorrer, de forma geral, entre as 19:30 e as 19:40.</figcaption></figure><p>Para o resto da semana prevê-se que impere um panorama meteorológico geralmente marcado por <strong>céu pouco nublado ou limpo em grande parte da geografia de Portugal continental</strong>. Não obstante, poderão ocorrer períodos de nebulosidade baixa ou nevoeiro em alguns setores do litoral ocidental durante as manhãs destes próximos dias. <strong> </strong><strong>A nebulosidade poderá ser localmente persistente em alguns locais da faixa costeira a norte dos Cabos Carvoeiro ou Raso</strong>.</p><div class="texto-destacado">Quanto à variação das temperaturas, é expectável uma ligeira subida das temperaturas máximas, sobretudo hoje, terça-feira (11) e amanhã quarta-feira (12) nas regiões do interior. Para quinta-feira (13) espera-se uma pequena subida das máximas no Algarve.</div><p>Estas condições de <strong>estabilidade atmosférica generalizada, acompanhadas por uma ligeira e gradual intensificação do calor diurno</strong>, sobretudo no interior - onde estão previstos até 40 ou 41 ºC nalgumas zonas nestes próximos dias - vão sendo proporcionadas pela combinação entre uma vasta região anticiclónica que “une” a Madeira aos países do Norte da Europa e uma depressão térmica posicionada no interior da Península Ibérica.</p><h2>Mudança de tempo no sábado, 15 de agosto. Perturbação poderá trazer aguaceiros e trovoadas </h2><p>Porém, de acordo com os cenários projetados pelos mapas de referência da Meteored, poderá ocorrer uma gradual alteração do tempo entre quinta (13) e sexta-feira (14), associada a uma modificação da atual configuração anticiclónica: <strong>uma ondulação mais pronunciada do jato polar poderá dividir o domínio das altas pressões em duas áreas distintas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/perturbacao-a-caminho-da-peninsula-iberica-saiba-quando-podera-chegar-e-as-zonas-de-portugal-mais-afetadas-1786450778175.png" data-image="n0askek2vm8i"><figcaption>Uma ondulação mais pronunciada do jato polar poderá permitir a aproximação e passagem de uma pequena perturbação em altitude sobre a Península Ibérica no próximo sábado, 15 de agosto.</figcaption></figure><p>O centro de ação anticiclónico que atualmente se estende até à Madeira poderá sofrer um desvio para norte, enquanto <strong>uma perturbação poderá desprender-se da circulação dominante e deslocar-se pelo flanco oriental do referido centro de altas pressões</strong>, intrometendo-se em altitude sobre a Península Ibérica.</p><p>Caso este cenário se confirme, a instabilidade atmosférica deverá aumentar, surgindo condições favoráveis ao desenvolvimento de <strong>aguaceiros e trovoadas</strong>, sobretudo durante o período de maior aquecimento diurno de sábado (15).</p><h2>Em que zonas de Portugal será mais provável a ocorrência de chuva e trovoada?</h2><p>Segundo as atuais projeções do nosso modelo de maior confiança,<strong> os aguaceiros serão, caso ocorram, geralmente dispersos e intermitentes, assumindo uma distribuição irregular pela nossa geografia</strong>. Mas nem isso impede a possibilidade de alguns deles serem localmente fortes e até mesmo assumirem ocasionalmente a forma de granizo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/perturbacao-a-caminho-da-peninsula-iberica-saiba-quando-podera-chegar-e-as-zonas-de-portugal-mais-afetadas-1786450516396.png" data-image="ri7k9508jo9f"><figcaption>A distribuição da precipitação acumulada prevista para sábado, 15 de agosto, denuncia um padrão de espacial típico da precipitação do tipo convectivo.</figcaption></figure><p>Os mapas intuem uma maior probabilidade de ocorrência de precipitação convectiva no interior Norte e Centro do país, saltando à vista os distritos de Vila Real, Bragança, Viseu e Guarda e em particular as áreas montanhosas destes distritos. Não obstante, tendo em conta a natureza convectiva destes fenómenos e o ainda distante horizonte temporal da previsão, <strong>é preciso encarar esta previsão com alguma prudência</strong>.</p><p>Quanto à distribuição das <strong>descargas elétricas atmosféricas, estas poderão acompanhar os aguaceiros</strong> ou ocorrer em situações de precipitação pouco significativa à superfície, por exemplo, no caso de se desenvolverem células convectivas cuja precipitação evapore antes de atingir o solo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/perturbacao-a-caminho-da-peninsula-iberica-saiba-quando-podera-chegar-e-as-zonas-de-portugal-mais-afetadas-1786450362634.png" data-image="989stwp7usxc"><figcaption>Caso a previsão para sábado, 15 de agosto, se concretize, uma grande parte da atividade elétrica poderá concentrar-se nos distritos de Vila Real, Viseu, Bragança e Guarda.</figcaption></figure><p>Os nossos mapas antecipam a possibilidade da atividade elétrica se desenrolar a partir do meio-dia de <strong>sábado, 15 de agosto, podendo durar até ao início da noite, com o pico das trovoadas a poder ocorrer entre as 16:00 e as 20:00</strong> e a concentrar-se também, maioritariamente, nos quatro distritos acima referidos e possivelmente noutras áreas do interior Norte e Centro.</p><p>Ainda de acordo com os nossos mapas, <strong>algumas células convectivas poderão surgir noutros pontos mais a oeste ou a sul do principal foco de instabilidade</strong>. Assim, neste momento, não se descarta a possibilidade de as zonas mais interiores de distritos como os de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra e ainda algumas áreas mais a sul, como os distritos de Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja poderem vir a registar a ocorrência de aguaceiros e trovoadas dispersos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783168" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-eclipse-solar-e-ja-amanha-como-estarao-as-condicoes-de-visibilidade-em-portugal-continental-saiba-aqui.html" title="O eclipse solar é já amanhã: como estarão as condições de visibilidade em Portugal Continental? Saiba aqui!">O eclipse solar é já amanhã: como estarão as condições de visibilidade em Portugal Continental? Saiba aqui!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-eclipse-solar-e-ja-amanha-como-estarao-as-condicoes-de-visibilidade-em-portugal-continental-saiba-aqui.html" title="O eclipse solar é já amanhã: como estarão as condições de visibilidade em Portugal Continental? Saiba aqui!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-eclipse-solar-e-ja-amanha-como-estarao-as-condicoes-de-visibilidade-em-portugal-continental-saiba-aqui-1786448929640_320.jpg" alt="O eclipse solar é já amanhã: como estarão as condições de visibilidade em Portugal Continental? Saiba aqui!"></a></article></aside><p>Tendo em conta a volatilidade típica deste tipo de perturbações isoladas, quer no que toca à trajetória quer no que toca à probabilidade de ocorrência dos fenómenos a si associados, <strong>é muito provável que a atual previsão ainda venha a sofrer ajustes temporais e espaciais</strong>, em particular no que concerne à localização das zonas mais favoráveis à atividade elétrica e à distribuição e intensidade da precipitação convectiva.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/perturbacao-a-caminho-da-peninsula-iberica-saiba-quando-podera-chegar-e-as-zonas-de-portugal-mais-afetadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O eclipse solar é já amanhã: como estarão as condições de visibilidade em Portugal Continental? Saiba aqui!]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-eclipse-solar-e-ja-amanha-como-estarao-as-condicoes-de-visibilidade-em-portugal-continental-saiba-aqui.html</link><pubDate>Tue, 11 Aug 2026 11:58:37 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Já tem os seus óculos para observar o eclipse solar de amanhã? Portugal Continental contará com boas condições de observação na maior parte do território.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xawuqjm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xawuqjm.jpg" id="xawuqjm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como temos vindo a avançar, as condições atmosféricas esperadas para amanhã, dia 12 de agosto, onde acontecerá um eclipse solar, deverão ser <strong>favoráveis para a observação do mesmo</strong>, na maior parte do continente português.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No entanto, <strong>há alguns locais onde esta observação poderá ficar comprometida</strong>, devido ao aumento da nebulosidade costeira. Segundo a mais recente atualização dos nossos mapas, há uma pequena fatia do território que poderá contar com uma visibilidade mais baixa.</p><h2>Litoral Norte e Centro poderá contar com uma visibilidade mais baixa, assim como os Açores</h2><p>Para quem vive nas cidades costeiras do litoral Norte e Centro, <strong>especialmente entre os distritos de Viana do Castelo e Aveiro, poderá ter alguma dificuldade na observação do eclipse</strong>, uma vez que se espera um aumento da nebulosidade nesta área a partir das primeiras horas da tarde. Contudo, a boa notícia é que, para quem quer ver este fenómeno, <strong>poderá deslocar-se para as cidades mais próximas</strong>, afastadas do mar, <strong>onde as condições de visibilidade já serão mais favoráveis</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-eclipse-solar-e-ja-amanha-como-estarao-as-condicoes-de-visibilidade-em-portugal-continental-saiba-aqui-1786446470882.png" data-image="jfinu0pv0v8x" alt="visibilidade" title="visibilidade"><figcaption>A faixa litoral Norte poderá ganhar alguma nebulosidade a partir das primeiras horas da tarde de amanhã. Pela hora do eclipse, espera-se visibilidade reduzida em algumas cidades costeiras.</figcaption></figure><p>Ainda que apenas uma pequena porção do continente possa contar com um <strong>eclipse total, em Rio de Onor e Guardamil</strong>, em Bragança, a percentagem mais baixa do eclipse no território continental será de 93% em Faro. Nas ilhas, a percentagem é mais baixa.</p><p>Nos <strong>Açores, o eclipse será parcial</strong>, contando com uma percentagem de ocultação de cerca de 74% a 77%. No entanto, as <strong>condições de visibilidade neste arquipélago poderão ser mais restritas</strong>. Há possibilidade de céu nublado na maior parte das ilhas, na hora do eclipse, devendo a nebulosidade contar com alguns intervalos de céu limpo.</p><p>Já<strong> na Madeira, onde o eclipse também será parcial</strong>, com uma percentagem de ocultação na ordem dos 76%, as <strong>condições de observação serão favoráveis</strong>, pois espera-se céu limpo em todo o arquipélago.</p><h2>Tudo o que precisa de saber em relação a este eclipse solar</h2><p>Estima-se que a duração deste eclipse seja de <strong>aproximadamente duas horas</strong>, com início aproximado às 18:30h e fim às 20:30h, onde o máximo será atingido perto das 19:30h e cuja totalidade poderá durar cerca de 26 segundos. Com isto, e tendo em conta que o Sol estará já mais baixo no horizonte, é aconselhado que se desloque para locais com visão desobstruída, longe de edifícios.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782940" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-meteorologista-ana-palma-avisa-ha-boas-noticias-para-quem-pretende-observar-o-eclipse-solar-esta-quarta-feira.html" title="A meteorologista Ana Palma avisa: “Há boas notícias para quem pretende observar o eclipse solar esta quarta-feira'">A meteorologista Ana Palma avisa: “Há boas notícias para quem pretende observar o eclipse solar esta quarta-feira"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-meteorologista-ana-palma-avisa-ha-boas-noticias-para-quem-pretende-observar-o-eclipse-solar-esta-quarta-feira.html" title="A meteorologista Ana Palma avisa: “Há boas notícias para quem pretende observar o eclipse solar esta quarta-feira'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-meteorologista-ana-palma-avisa-ha-boas-noticias-para-quem-pretende-observar-o-eclipse-solar-esta-quarta-feira-1786369739981_320.jpg" alt="A meteorologista Ana Palma avisa: “Há boas notícias para quem pretende observar o eclipse solar esta quarta-feira'"></a></article></aside><p>O <strong>principal cuidado a ter é usar a proteção ocular</strong>, com ISO certificado, para evitar danos irreversíveis nos olhos. Os seus <strong>óculos de sol habituais não servem para este efeito</strong>. Caso pretenda observar a partir de um telescópio ou queira filmar ou fotografar, é aconselhado o uso de filtros específicos, pois caso contrário, poderá danificar os equipamentos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-eclipse-solar-e-ja-amanha-como-estarao-as-condicoes-de-visibilidade-em-portugal-continental-saiba-aqui.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Madeira enfrenta aviso amarelo de tempo quente pelo menos até quinta-feira: 27 ºC à vista nestas zonas do arquipélago]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/madeira-enfrenta-aviso-amarelo-de-tempo-quente-pelo-menos-ate-quinta-feira-27-c-a-vista-nestas-zonas-do-arquipelago.html</link><pubDate>Tue, 11 Aug 2026 06:09:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A persistência de temperaturas máximas elevadas colocou grande parte do arquipélago da Madeira sob aviso amarelo. O aviso do IPMA prolonga-se, pelo menos, até quinta-feira, 13 de agosto.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xawikpq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xawikpq.jpg" id="xawikpq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O calor continuará a marcar o estado do tempo na Madeira nos próximos dias, com temperaturas persistentemente elevadas nas zonas costeiras e em Porto Santo.</p><h2> Aviso amarelo mantém-se até quarta-feira, 12 de agosto</h2><p>De acordo com o IPMA, o aviso amarelo de tempo quente encontra-se em vigor na <strong>Costa Norte, Costa Sul e Porto Santo</strong>, devido à <strong>“persistência de valores elevados da temperatura máxima”</strong>.</p><p>Segundo a mais recente informação, o aviso prolonga-se <strong>até às 18:00 </strong><strong>de quinta-feira, 13 de agosto</strong>, abrangendo assim os próximos dias de temperaturas persistentemente elevadas. As <strong>Regiões Montanhosas permanecem fora do aviso</strong>, refletindo as diferenças térmicas provocadas pela altitude e pelo relevo acidentado da ilha.</p><h2> O que está a provocar a persistência do calor na Madeira? </h2><p>A manutenção das temperaturas elevadas está associada à <strong>circulação atmosférica sobre a região subtropical do Atlântico</strong>, que continuará a favorecer condições relativamente quentes sobre o arquipélago.</p><p>A circulação prevista mantém a Madeira inserida numa massa de ar suficientemente quente para impedir uma descida significativa das temperaturas, sobretudo nas áreas costeiras. Ao mesmo tempo, o relevo da ilha introduzirá diferenças importantes entre as várias vertentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/madeira-enfrenta-aviso-amarelo-de-tempo-quente-pelo-menos-ate-quinta-feira-27-c-a-vista-nestas-zonas-do-arquipelago-1786403786252.png" data-image="zcscsfu2tsza"><figcaption>Região anticiclónica estendida até ao arquipélago da Madeira.</figcaption></figure><p>Nas zonas de maior altitude, as temperaturas serão naturalmente inferiores, enquanto determinados setores costeiros poderão registar valores mais elevados, particularmente durante as horas de maior aquecimento.</p><p>O vento continuará também a desempenhar um papel importante na distribuição espacial das temperaturas. A exposição das diferentes vertentes ao fluxo dominante e os efeitos locais provocados pelo relevo poderão favorecer <strong>diferenças térmicas significativas entre localidades relativamente próximas</strong>.</p><h2> Temperaturas próximas dos 25 ºC durante os próximos dias </h2><p>De acordo com os mapas do modelo ECMWF, as temperaturas durante as tardes de segunda e terça-feira deverão manter-se geralmente entre os <strong>22 e os 26 ºC</strong> nas localidades representadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/madeira-enfrenta-aviso-amarelo-de-tempo-quente-27-c-a-vista-nestas-zonas-do-arquipelago-1786381525682.png" data-image="0emvkyx33gzg" alt="Temperatura (terça-feira, 11 de agosto, 16h)" title="Temperatura (terça-feira, 11 de agosto, 16h)"><figcaption>Temperatura prevista para as 16h de terça-feira. Os valores deverão permanecer elevados nas zonas costeiras da Madeira e em Porto Santo, mantendo-se inferiores nas áreas de maior altitude.</figcaption></figure><p>Na terça-feira, dia 11, não são esperadas alterações significativas. Funchal e Calheta deverão rondar os <strong>24 ºC</strong>, com aproximadamente 23 ºC em Porto Moniz, Machico e Vila Baleira e cerca de 22 ºC em Santana.</p><p><strong>A distribuição das temperaturas evidencia também o contraste provocado pelo relevo da Madeira</strong>, com valores mais baixos no interior e nas áreas de maior altitude e temperaturas superiores junto de alguns setores costeiros. </p><h2> Quinta-feira, 13 de agosto, marca o último dia do aviso, ainda sujeito a possíveis alterações</h2><p>Na quarta-feira, dia 12, <strong>as temperaturas deverão continuar elevadas</strong>. Pelas 16h, o modelo aponta para cerca de <strong>25 ºC no Funchal</strong>, enquanto Porto Moniz, Calheta e Vila Baleira poderão atingir aproximadamente 24 ºC. Santana e Machico deverão rondar os 23 ºC.</p><p>As anomalias de temperatura mostram igualmente valores ligeiramente superiores ao habitual em algumas áreas. Na tarde de quarta-feira, surgem desvios positivos próximos de <strong>+1 a +2 ºC em alguns setores</strong>, embora existam diferenças consideráveis dentro da própria ilha.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/madeira-enfrenta-aviso-amarelo-de-tempo-quente-27-c-a-vista-nestas-zonas-do-arquipelago-1786381621172.png" data-image="l2et6bsa6wxh" alt="Temperatura (quarta-feira, 12 de agosto, 16h)" title="Temperatura (quarta-feira, 12 de agosto, 16h)"><figcaption>Temperaturas previstas para a tarde de quarta-feira, 12 de agosto. O Funchal poderá atingir cerca de 25 ºC, mantendo-se valores elevados em várias zonas costeiras.</figcaption></figure><p>O relevo da Madeira é particularmente importante neste contexto. A altitude e a orientação das vertentes condicionam fortemente a temperatura, razão pela qual os valores previstos podem variar significativamente em distâncias relativamente curtas.</p><p>Já na <strong>quinta-feira, 13 de agosto</strong>, o modelo aponta para uma subida em algumas localidades. O Funchal poderá atingir cerca de <strong>27 ºC</strong>, com 26 ºC na Calheta, 25 ºC em Porto Moniz, 24 ºC em Machico e Vila Baleira e aproximadamente 23 ºC em Santana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/madeira-enfrenta-aviso-amarelo-de-tempo-quente-27-c-a-vista-nestas-zonas-do-arquipelago-1786381948386.png" data-image="i83efz174u3q" alt="Temperatura (quinta-feira, 13 de agosto, 16h)" title="Temperatura (quinta-feira, 13 de agosto, 16h)"><figcaption>Temperatura prevista para as 16h de quinta-feira, 13 de agosto. O Funchal poderá atingir cerca de 27 ºC, com valores igualmente elevados noutros pontos da costa da Madeira.</figcaption></figure><p>Na sexta-feira, dia 14, os valores continuam elevados: a Calheta poderá alcançar cerca de <strong>27 ºC</strong>, enquanto o Funchal deverá rondar os 26 ºC. Porto Moniz, Machico e Vila Baleira poderão atingir aproximadamente 24 ºC, não sendo de descartar a emissão de novo aviso amarelo de tempo quente para este dia por parte do IPMA.</p><p> Os mapas de anomalia térmica reforçam esta tendência. Tanto na quinta como na sexta-feira surgem <strong>anomalias positivas próximas de 1 a 2 ºC em alguns setores da Madeira</strong>, além de desvios positivos sobre Porto Santo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/madeira-enfrenta-aviso-amarelo-de-tempo-quente-27-c-a-vista-nestas-zonas-do-arquipelago-1786382020611.png" data-image="4ue2zmvg5imf" alt="Anomalia de temperatura (sexta-feira, 14 de agosto, 16h)" title="Anomalia de temperatura (sexta-feira, 14 de agosto, 16h)"><figcaption>Anomalia da temperatura prevista para a tarde de sexta-feira. O modelo ECMWF mantém desvios positivos em vários setores do arquipélago, reforçando a persistência de temperaturas acima do habitual depois do período atualmente abrangido pelo aviso.</figcaption></figure><p> <strong>Ainda assim, existem diferenças importantes entre as várias zonas da Madeira</strong>, com o relevo, a altitude e a exposição das vertentes a influenciarem fortemente o comportamento local da temperatura. </p><h2>Poderá o IPMA prolongar o aviso amarelo?</h2><p>A evolução prevista para sexta-feira, 14 de agosto, deixa aberta essa possibilidade, embora <strong>não seja possível antecipar uma eventual decisão do IPMA</strong>.</p><p>O facto de as temperaturas permanecerem elevadas depois das 18h00 de quinta-feira 13, e até poderem subir em algumas zonas costeiras, significa que <strong>as condições meteorológicas responsáveis pelo atual episódio de calor não desaparecerão imediatamente com o fim do período atualmente abrangido pelo aviso</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782940" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-meteorologista-ana-palma-avisa-ha-boas-noticias-para-quem-pretende-observar-o-eclipse-solar-esta-quarta-feira.html" title="A meteorologista Ana Palma avisa: “Há boas notícias para quem pretende observar o eclipse solar esta quarta-feira'">A meteorologista Ana Palma avisa: “Há boas notícias para quem pretende observar o eclipse solar esta quarta-feira"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-meteorologista-ana-palma-avisa-ha-boas-noticias-para-quem-pretende-observar-o-eclipse-solar-esta-quarta-feira.html" title="A meteorologista Ana Palma avisa: “Há boas notícias para quem pretende observar o eclipse solar esta quarta-feira'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-meteorologista-ana-palma-avisa-ha-boas-noticias-para-quem-pretende-observar-o-eclipse-solar-esta-quarta-feira-1786369739981_320.jpg" alt="A meteorologista Ana Palma avisa: “Há boas notícias para quem pretende observar o eclipse solar esta quarta-feira'"></a></article></aside><p>Contudo, a emissão ou prolongamento de um aviso não depende apenas da temperatura prevista para uma determinada hora ou localidade, sendo considerada a persistência do fenómeno e os critérios meteorológicos definidos pelo IPMA para cada região.</p><p>Assim, <strong>as previsões justificam acompanhar eventuais atualizações dos avisos bem como dos mapas de referência da Meteored</strong>, sobretudo para a Costa Sul, Costa Norte e Porto Santo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/madeira-enfrenta-aviso-amarelo-de-tempo-quente-pelo-menos-ate-quinta-feira-27-c-a-vista-nestas-zonas-do-arquipelago.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Rio Danúbio atinge mínimos históricos: uma central nuclear entra em crise e um jovem mamute emerge das águas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/rio-danubio-atinge-minimos-historicos-uma-usina-nuclear-entra-em-crise-e-um-jovem-mamute-emerge-das-aguas.html</link><pubDate>Tue, 11 Aug 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Seca e emergência nuclear na Hungria: o esvaziamento do Rio Danúbio reduziu a sua vazão a um nível historicamente baixo, prejudicou a operação da central de Paks e expôs restos fósseis de um jovem mamute na Bulgária, bem como embarcações nazis naufragadas na Sérvia.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/danubio-ai-minimi-storici-la-centrale-nucleare-ungherese-va-in-crisi-e-dalle-secche-riemerge-un-giovane-mammut-1785952374984.jpg" data-image="tezrjceo1ddt" alt="Rio Danúbio baixo" title="Rio Danúbio baixo"><figcaption>A sucessão excecional de ondas de calor que caracterizou o verão de 2026, combinada com a seca prolongada em várias partes da Europa Central e Oriental, fez com que o nível da água do rio Danúbio atingisse mínimos históricos, desencadeando uma crise energética e industrial no país.</figcaption></figure><p>A sucessão excecional de ondas de calor que caracterizou o verão de 2026 provocou uma<strong> seca prolongada</strong> em várias áreas da <strong>Europa</strong> Central e Oriental, bem como na Europa Ocidental e Mediterrânea.</p><div class="texto-destacado">O Danúbio atingiu níveis historicamente baixos, com a sua vazão reduzida a aproximadamente um terço da média sazonal — uma situação que gerou repercussões noutras áreas e desencadeou uma crise energética e industrial.</div><p>No entanto, o <strong>baixo nível das águas do rio Danúbio </strong>exerce um efeito duplo ao longo do seu curso: compromete a segurança da infraestrutura energética e, ao mesmo tempo, revela vestígios extraordinários do passado.</p><h2>Emergência energética: central de Paks opera com capacidade reduzida</h2><p>O<strong> trecho húngaro do rio Danúbio</strong> registou um nível historicamente baixo de -107 cm em relação ao nível de referência (nível zero), acompanhado por um aumento drástico na temperatura da água. Esta situação<strong> afetou a operação da central nuclear de Paks </strong>— um ativo energético estratégico para a Hungria que supre mais de 40% das necessidades de eletricidade do país.</p><p>Devido às temperaturas elevadas e à capacidade insuficiente, as autoridades foram recentemente forçadas a<strong> interromper temporariamente o funcionamento da central pela primeira vez nos seus 44 anos de operação</strong>, causando interrupções no fornecimento de energia para a indústria e o transporte ferroviário. A água do Danúbio é necessária para arrefecer os reatores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/danubio-ai-minimi-storici-la-centrale-nucleare-ungherese-va-in-crisi-e-dalle-secche-riemerge-un-giovane-mammut-1785952397498.jpg" data-image="jkn3zi9q2h75"><figcaption>A central nuclear teve de ser desligada temporariamente pela primeira vez nos seus 44 anos de operação.</figcaption></figure><p>Até ao momento, observou-se uma melhoria parcial em relação às semanas recentes, com um leve aumento na vazão do rio. Isto permitiu que a última turbina fosse recolocada em operação, embora sob rigorosas medidas de segurança. Consequentemente, a <strong>central </strong>continua a <strong>operar com capacidade reduzida</strong>.</p><p>Paralelamente, a <strong>Comissão Europeia lançou um sistema de monitorização de emergência </strong>para avaliar a estabilidade da rede elétrica dos Bálcãs, em estreita coordenação com a Hungria, a Roménia e a Bulgária.</p><div class="texto-destacado">A causa principal parece ser a temperatura excessivamente elevada da água reintroduzida no rio no ponto de descarga da central. Considerando as temperaturas já elevadas da água de captação, isto poderia resultar numa temperatura incompatível com o ecossistema do rio (conforme regulamentado pelas leis de proteção ambiental).</div><p>A <strong>temperatura da água</strong> pode influenciar indiretamente a capacidade de geração de energia de uma central nuclear — não tanto devido à temperatura da água do rio utilizada (que seria fria o suficiente para arrefecer os reatores) ou apenas devido à redução da vazão.</p><p>Se a água que entra no sistema estiver mais fria do que o normal, as temperaturas de descarga podem exceder os limites estabelecidos para proteger o ecossistema — especialmente considerando a diluição reduzida causada pela baixa vazão do rio.</p><h2>Um mamute da Era do Gelo emerge do leito seco do rio</h2><p>A queda drástica do nível da água — que baixou a um ponto crítico — também levou a uma <strong>descoberta paleontológica</strong> inesperada perto da vila de Ryahovo, no <strong>norte da Bulgária (na fronteira com a Roménia)</strong>. Um morador local avistou restos fossilizados a emergir da lama nas margens do rio.</p><p>Especialistas do Museu Ecológico de Ruse e do Museu Regional de História intervieram prontamente e recuperaram uma <strong>mandíbula</strong> bem preservada, duas presas, partes de uma <strong>escápula</strong>, um <strong>fémur </strong>e <strong>várias costelas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782523" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/seca-historica-no-reino-unido-transforma-paisagens-e-afeta-milhoes-de-pessoas.html" title="Seca histórica no Reino Unido transforma paisagens e afeta milhões de pessoas">Seca histórica no Reino Unido transforma paisagens e afeta milhões de pessoas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/seca-historica-no-reino-unido-transforma-paisagens-e-afeta-milhoes-de-pessoas.html" title="Seca histórica no Reino Unido transforma paisagens e afeta milhões de pessoas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/seca-historica-no-reino-unido-transforma-paisagens-e-afeta-milhoes-de-pessoas-1785955403011_320.jpg" alt="Seca histórica no Reino Unido transforma paisagens e afeta milhões de pessoas"></a></article></aside><p>Análises preliminares indicam que os restos pertencem a um <strong>exemplar jovem de mamute-lanoso</strong> (<em>Mammuthus primigenius</em>). Arqueólogos concluíram a primeira etapa de proteção dos fósseis para evitar a deterioração causada pela exposição direta ao ar.</p><p>Caso o nível da água do Danúbio continue a baixar nas próximas semanas, estão previstas novas expedições de escavação para recuperar o resto do esqueleto, que permanece enterrado.</p><h2>Riscos à navegação e destroços de naufrágios nazis</h2><p>Além de vestígios que remontam ao Paleolítico, a seca recorde trouxe à tona um testemunho dramático do século passado. <strong>Perto da cidade portuária de Prahovo, na Sérvia</strong>, a queda do nível do rio expôs dezenas de <strong>navios de guerra nazis</strong> que tinham sido <strong>afundados em 1944</strong>.</p><div class="texto-destacado">Naquele ano, unidades da frota da Wehrmacht afundaram cerca de 200 embarcações — incluindo navios de guerra e barcos — com o objetivo estratégico de bloquear o avanço do Exército Vermelho soviético.</div><p>Os destroços, pertencentes à Frota do Mar Negro e<strong> presos ao leito do rio há 80 anos</strong>, representam atualmente um risco grave. De facto, muitas das embarcações que vieram à tona ainda contêm toneladas de munição e explosivos, constituindo um perigo potencial para a segurança e o meio ambiente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/danubio-ai-minimi-storici-la-centrale-nucleare-ungherese-va-in-crisi-e-dalle-secche-riemerge-un-giovane-mammut-1785952423660.jpg" data-image="0c9q2wuofsof" alt="Rio Danúbio" title="Rio Danúbio"><figcaption>O rio Danúbio no seu curso pela Hungria. (Foto de arquivo)</figcaption></figure><p>Além de<strong> estreitar drasticamente o canal navegável </strong>e <strong>bloquear a passagem de barcos comerciais e navios de cruzeiro fluvial</strong>, a presença desses destroços exigiu a implementação de um plano complexo de resposta a emergências. O governo sérvio e a União Europeia iniciaram operações delicadas para remover e recuperar os destroços, visando restaurar a navegabilidade do rio Danúbio.</p><p>Estes eventos — mesmo antes da recolha de dados meteorológicos definitivos no final do verão — evidenciam a gravidade das ondas de calor que castigaram o nosso continente nesta estação. Também realçam a vulnerabilidade do continente, que não está habituado a fenómenos climáticos extremos nem devidamente preparado para enfrentá-los.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Amidst a major drought, the Danube fell so low in Budapest that the bodies of two Wehrmacht MIA, and military equipmenta motorcycle, gas canisters, and AT mines, were discovered in the riverbed very near to the Parliament building. Theyd lain there undisturbed for 81 years. <a href="https://t.co/L5c8OZS5Kj">pic.twitter.com/L5c8OZS5Kj</a></p>— Bohunk Supremacist (@BohunkSupremacy) <a href="https://x.com/BohunkSupremacy/status/2085669275394527289?ref_src=twsrc%5Etfw">August 7, 2026</a></blockquote></figure><p><span style="letter-spacing: 0.03em;"></span>Portanto, um plano abrangente de<strong> adaptação às alterações climáticas</strong> figurará entre os desafios prioritários do continente, com o objetivo de tornar a infraestrutura europeia mais resiliente.<span style="letter-spacing: 0.03em;"></span></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/rio-danubio-atinge-minimos-historicos-uma-usina-nuclear-entra-em-crise-e-um-jovem-mamute-emerge-das-aguas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O efeito invisível do calor extremo: como as altas temperaturas estão a isolar a população, explicam os especialistas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-efeito-invisivel-do-calor-extremo-como-as-altas-temperaturas-estao-a-isolar-a-populacao-explicam-os-especialistas.html</link><pubDate>Mon, 10 Aug 2026 17:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Tempestades severas, ondas de calor e incêndios florestais podem paralisar a vida social de uma comunidade. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-efeito-invisivel-do-calor-extremo-como-as-altas-temperaturas-estao-a-isolar-a-populacao-explicam-os-especialistas-1786369472783.jpg" data-image="cg60m8oo8dbn" alt="impactos das alterações climáticas na Terra." title="impactos das alterações climáticas na Terra."><figcaption>Estudos mostram que o tempo que os americanos passam a interagir pessoalmente com amigos e familiares já estava a diminuir mesmo antes da pandemia de COVID-19 ter interrompido grande parte da interação social a partir de 2020.</figcaption></figure><p>Quando as temperaturas sobem, os amigos e vizinhos partilham alertas de calor, verificam se os idosos ou outros membros da comunidade que possam precisar de ajuda estão bem e coordenam abrigos comunitários com sistema de arrefecimento quando os sistemas formais estão sobrecarregados. No entanto, <strong>os efeitos das alterações climáticas podem estar a enfraquecer o próprio tecido social </strong>que ajuda as comunidades a prosperar.</p><p>À medida que<strong> os eventos climáticos extremos se tornam mais comuns e disruptivos, os seus efeitos podem prejudicar as relações</strong>, perturbar as rotinas e a comunicação, e danificar os locais de encontro e os alicerces das tradições comunitárias.</p><p>Uma professora assistente de serviço social na Universidade do Tennessee, Fiona Doherty, que estuda crises sociais e ambientais convergentes, incluindo o isolamento social e eventos climáticos extremos, descobriu que <strong>um dos impactos mais negligenciados das alterações climáticas pode ser a sua capacidade de agravar a epidemia de solidão</strong> que persiste.</p><p>Uma pesquisa recente da equipa de Doherty na zona rural dos Apalaches revelou diversas formas pelas quais os <strong>eventos climáticos extremos estão a dificultar ainda mais as atividades sociais</strong>.</p><h2>O clima extremo mantém as pessoas separadas</h2><p>Quando as temperaturas exteriores se tornam perigosas, <strong>as pessoas refugiam-se em ambientes interiores</strong>, em locais com ar condicionado ou perto de ventoinhas. Isto pode ter um custo social.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-efeito-invisivel-do-calor-extremo-como-as-altas-temperaturas-estao-a-isolar-a-populacao-explicam-os-especialistas-1786370091604.jpg" data-image="s0jpau4sjdwe" alt="tempestade" title="tempestade"><figcaption>Alguns eventos meteorológicos podem impedir as pessoas de sair de casa.</figcaption></figure><p><strong>Tempestades severas e inundações podem tornar as viagens inseguras ou impossíveis</strong>, impedindo as pessoas de sair de casa, visitar familiares ou participar em encontros sociais. Estas interrupções podem <strong>prejudicar as interações quotidianas </strong>que ajudam as pessoas a sentirem-se conectadas.</p><h2>As falhas de energia interrompem a comunicação</h2><p>As condições meteorológicas extremas também podem<strong> cortar os canais de comunicação que ajudam as pessoas a manterem-se conectadas</strong>. Tempestades severas, inundações, clima de inverno e calor extremo estão todos associados a falhas de energia, que podem deixar os residentes sem eletricidade, por vezes durante semanas.</p><p>As falhas de energia elétrica são frequentemente acompanhadas por <strong>interrupções nos serviços de internet e telemóvel, dificultando a comunicação</strong> por mensagens de texto, chamadas telefónicas, redes sociais e e-mail precisamente quando mais necessária.</p><h2>Manter a conexão social no meio de desastres</h2><p>Com a subida das temperaturas globais, <strong>as alterações climáticas afetam cada vez mais o quotidiano</strong>. A ligação social é crucial, tanto para responder a eventos climáticos extremos como para trabalhar em conjunto e ajudar toda a comunidade a adaptar-se a estas alterações.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782372" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/saiba-como-as-alteracoes-climaticas-irao-agravar-a-desigualdade-global.html" title="Saiba como as alterações climáticas irão agravar a desigualdade global">Saiba como as alterações climáticas irão agravar a desigualdade global</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/saiba-como-as-alteracoes-climaticas-irao-agravar-a-desigualdade-global.html" title="Saiba como as alterações climáticas irão agravar a desigualdade global"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-como-as-alteracoes-climaticas-irao-agravar-a-desigualdade-global-1786042116893_320.jpg" alt="Saiba como as alterações climáticas irão agravar a desigualdade global"></a></article></aside><p>Uma forma promissora de melhorar este aspeto é que as cidades invistam em centros comunitários, como bibliotecas públicas, ou criem <strong>novos espaços de convívio em toda a comunidade</strong>. </p><p>Estes espaços podem fortalecer a ligação social durante todo o ano, oferecendo atividades inclusivas de aprendizagem ao longo da vida, além de servirem como <strong>abrigos refrigerados e centros de resiliência climática</strong>, fornecendo recursos para ajudar os residentes a preparar-se para desastres, postos de carregamento de telemóveis quando há falhas de energia noutros locais e ligação à internet.</p><p>Numa era de aceleração das alterações climáticas, <strong>a ligação social pode ser o maior património de uma comunidade</strong> e, ao mesmo tempo, um dos seus recursos mais frágeis a proteger.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Doherty%2C%20F." data-year="" data-title="Climate%20change%20may%20be%20making%20us%20lonelier%3A%20How%20heat%20waves%20and%20extreme%20weather%20disrupt%20social%20connections%20everyone%20relies%20on" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.64628%2FAAI.gynpnk4c7">Doherty, F.. <a href="https://doi.org/10.64628/AAI.gynpnk4c7" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Climate change may be making us lonelier: How heat waves and extreme weather disrupt social connections everyone relies on</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-efeito-invisivel-do-calor-extremo-como-as-altas-temperaturas-estao-a-isolar-a-populacao-explicam-os-especialistas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Porque é que não existiram dinossauros minúsculos? Os mamíferos podem ter a resposta]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/porque-e-que-nao-existiram-dinossauros-minusculos-os-mamiferos-podem-ter-a-resposta.html</link><pubDate>Mon, 10 Aug 2026 16:35:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Os dinossauros são conhecidos pelo seu tamanho enorme, mas os cientistas descobriram um mistério surpreendente sobre a razão pela qual alguns dinossauros nunca se tornaram verdadeiramente pequenos, revelando pistas sobre a sua evolução.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/why-were-there-no-tiny-dinosaurs-mammals-may-hold-the-answer-1786286194815.jpg" data-image="fozt71skvq9b" alt="fossil" title="fossil"><figcaption>Fóssil de Microraptor. Crédito: Mick Ellison / ©AMNH.</figcaption></figure><p>Num novo estudo publicado na revista <em>Evolution</em>, cientistas do Museu Americano de História Natural e da Universidade de Princeton descrevem como o mistério da evolução dos dinossauros não reside em como é que eles ficaram tão grandes, mas sim na <strong>razão pela qual os dinossauros pequenos nunca foram verdadeiramente minúsculos</strong>.</p><p>A equipa utilizou modelos matemáticos para analisar a evolução do tamanho corporal nos vertebrados, descobrindo que, embora a fisiologia e a energética possam explicar o tamanho de um mamífero, de uma ave ou de uma tartaruga, <strong>não conseguem explicar por que razão os dinossauros não-aviários mais pequenos continuaram a ser grandes ao longo da história evolutiva</strong>.</p><h2>Porque é que os dinossauros eram tão grandes e nunca pequenos?</h2><p>Em vez disso, as descobertas sugerem que <strong>a competição com os primeiros mamíferos de pequeno porte</strong> <strong>teria impedido</strong> os dinossauros de se tornarem tão pequenos como um rato ou um pardal, que são muito comuns entre os vertebrados atuais.</p><div class="texto-destacado">"Toda a gente adora um dinossauro gigante", afirmou Roger Benson, curador Macaulay de Paleobiologia dos Dinossauros do Museu. "Mas decidimos analisar o outro extremo da escala.<strong> A ausência de dinossauros minúsculos pode ser tão interessante quanto a existência dos gigantes</strong>. Já sabíamos que os dinossauros impediram os mamíferos de evoluírem para tamanhos grandes antes da extinção em massa do final do Cretáceo. Aqui, sugerimos que os mamíferos, por sua vez, impediram os dinossauros de evoluírem para tamanhos pequenos."</div><p>Enquanto os maiores dinossauros podiam pesar até 80 toneladas, <strong>o menor dinossauro pesava apenas 450 gramas – aproximadamente do tamanho de um coelho</strong>. Isto é 200 vezes maior do que a ave mais pequena do mundo, que pesa apenas 1,75 gramas</p><p> Cerca de 75% dos mamíferos vivos e 90% das aves vivas são menores do que os dinossauros não-aviários mais pequenos.</p><p>"Os animais pequenos dominam os ecossistemas modernos", afirmou Stephanie Lechki, autora principal do estudo e bolseira de pós-doutoramento na Universidade de Princeton. "Se quisermos compreender como a biodiversidade atual evoluiu, <strong>precisamos de compreender por que razão os dinossauros minúsculos parecem ter estado ausentes.</strong>"</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766069" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/mais-que-um-mito-ciencia-confirma-polvo-gigante-de-19-metros-que-dominava-os-oceanos-na-era-dos-dinossauros.html" title="Mais que um mito: ciência confirma polvo gigante de 19 metros que dominava os oceanos na era dos dinossauros">Mais que um mito: ciência confirma polvo gigante de 19 metros que dominava os oceanos na era dos dinossauros</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/mais-que-um-mito-ciencia-confirma-polvo-gigante-de-19-metros-que-dominava-os-oceanos-na-era-dos-dinossauros.html" title="Mais que um mito: ciência confirma polvo gigante de 19 metros que dominava os oceanos na era dos dinossauros"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mas-que-un-mito-la-ciencia-confirma-un-pulpo-gigante-de-19-metros-que-dominaba-los-oceanos-en-la-era-de-los-dinosaurios-1777038975522_320.jpg" alt="Mais que um mito: ciência confirma polvo gigante de 19 metros que dominava os oceanos na era dos dinossauros"></a></article></aside><p>Uma teoria é que os paleontólogos ainda não encontraram o dinossauro mais pequeno, uma vez que os animais de menor porte continuam a ser difíceis de encontrar devido à sua natureza delicada. Mas Benson e Lechki consideram essa explicação improvável, uma vez que os depósitos fósseis que preservam dinossauros também preservam animais de menor porte, tais como mamíferos, lagartos e anfíbios. Se existissem dinossauros do tamanho de um rato, os cientistas esperariam encontrá-los juntamente com estes outros pequenos animais.</p><p>O registo fóssil sugere que os pequenos dinossauros não-aviários teriam sido extremamente raros, ou talvez nem tivessem existido.</p><p>Para investigar por que razão não se tornaram minúsculos, utilizaram <strong>modelos matemáticos que preveem como a seleção natural determina o tamanho corporal, com base no consumo de energia e na reprodução</strong>. Os modelos assentam na ideia de que os animais evoluem para tamanhos que os ajudam a transformar eficientemente a energia em descendência.</p><p>Isto previu com sucesso as distribuições observadas do tamanho corporal de aves, tartarugas e mamíferos, mas não funcionou para lagartos, cobras e crocodilianos. Mesmo depois de terem em conta uma série de possibilidades fisiológicas, <strong>os modelos não conseguiram explicar por que razão a maioria dos dinossauros não-aviários era tão grande</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/why-were-there-no-tiny-dinosaurs-mammals-may-hold-the-answer-1786286042204.jpg" data-image="msyrxwbpr495" alt="microraptor" title="microraptor"><figcaption>Um modelo de Microraptor a ser exposto no Museu Americano de História Natural. O Microraptor foi um dos menores dinossauros conhecidos, pesando cerca de meio quilo — aproximadamente do tamanho de um coelho grande. Crédito: Alvaro Keding / ©AMNH.</figcaption></figure><p>Os resultados sugerem que a fisiologia, por si só, não consegue explicar os tamanhos corporais dos dinossauros. Em vez disso, fatores ecológicos, como <strong>a predação e a competição, terão desempenhado um papel importante no tamanho</strong> que os dinossauros não-aviários podiam atingir.</p><p>O estudo também lança luz sobre uma das transições mais dramáticas da história da evolução – o surgimento das aves. As aves evoluíram a partir dos dinossauros, mas as aves atuais são muito mais pequenas do que até mesmo o menor dinossauro não-aviário conhecido. <strong>As aves desenvolveram tamanhos corporais muito menores do que qualquer grupo de dinossauros no curto período após o seu primeiro aparecimento no Cretáceo Inferior</strong>.</p><p>A equipa descobriu que esta mudança para um tamanho corporal reduzido também <strong>não pode ser explicada apenas pela fisiologia</strong>. Em vez disso, consideram que a evolução do voo motorizado terá alterado as oportunidades ecológicas disponíveis para as primeiras aves.</p><p>"A capacidade de voar pode ter aberto formas de vida inteiramente novas", afirmou Lechki. "Assim que as aves entraram nesses novos nichos ecológicos, ficaram <strong>livres para desenvolver tamanhos corporais que simplesmente não tinham sido possíveis para outros dinossauros</strong>."</p><h2>Estudos futuros</h2><p>Estudos futuros poderão revelar mais sobre as pressões ecológicas que determinaram quais os tamanhos corporais que prosperaram e quais nunca tiveram a oportunidade de evoluir.</p><p>"Temos esta situação invulgar em que os antepassados dos dinossauros podiam ser minúsculos. Os descendentes vivos dos dinossauros — as aves — podem ser minúsculos. <strong>Mas os próprios dinossauros pareciam estar impedidos de serem minúsculos"</strong>, afirmou Benson. <strong>"E ainda não compreendemos bem isso</strong>, mas é uma questão que devemos continuar a explorar se quisermos realmente compreender os dinossauros e a sua fascinante biologia."</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Lechki%2C%20S.%20C.%2C%20%26%20Benson%2C%20R.%20B.%20J." data-year="2026" data-title="The%20explanatory%20power%20of%20energetic%20fitness%20models%20across%20living%20amniotes%20and%20extinct%20non-avian%20dinosaurs." data-url="https%3A%2F%2Facademic.oup.com%2Fevolut%2Fadvance-article%2Fdoi%2F10.1093%2Fevolut%2Fqpag117%2F8738986">Lechki, S. C., & Benson, R. B. J.. (2026). <a href="https://academic.oup.com/evolut/advance-article/doi/10.1093/evolut/qpag117/8738986" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The explanatory power of energetic fitness models across living amniotes and extinct non-avian dinosaurs.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/porque-e-que-nao-existiram-dinossauros-minusculos-os-mamiferos-podem-ter-a-resposta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os burros voltaram às aldeias para fazer um trabalho que as máquinas não conseguem]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-burros-voltaram-as-aldeias-para-fazer-um-trabalho-que-as-maquinas-nao-conseguem.html</link><pubDate>Mon, 10 Aug 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Três burros pastam lentamente ao redor de uma aldeia de Anadia. O intuito não é apenas recuperar tradições, mas reduzir o risco de incêndios junto das habitações.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/os-burros-voltaram-as-aldeias-para-fazer-um-trabalho-que-as-maquinas-nao-conseguem-1786367540873.jpg" data-image="3xly34d24mz9" alt="Burros sapadores em Anadia" title="Burros sapadores em Anadia"><figcaption>Madeixas, Azinhaga e Neemias ajudam a limpar a vegetação em redor da aldeia de Amieiro, em Anadia. Foto: Clube das Antas</figcaption></figure><p>Desde meados de abril, Madeixas, Azinhaga e o filhote Neemias estão a percorrer as encostas do <strong>Amieiro</strong>, uma <strong>aldeia serrana</strong> do concelho de Anadia. Não transportam lenha, alfaias agrícolas ou sacas de cereal, como fizeram milhares de burros ao longo de séculos. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Em vez de se ocuparem de trabalhos pesados, a sua missão é comer as silvas, as giestas e outra vegetação espontânea que cresce ao redor das habitações, reduzindo o combustível disponível para incêndios florestais.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A imagem conduz-nos a um passado que muitos julgavam esquecido e enterrado. Mas esta não é uma história sobre nostalgia. É antes uma tentativa de responder a um dos <strong>maiores desafios das paisagens portuguesas</strong> - proteger as aldeias rodeadas por terrenos abandonados e mato acumulado.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/os-burros-voltaram-as-aldeias-para-fazer-um-trabalho-que-as-maquinas-nao-conseguem-1786367915887.jpg" data-image="s6so0o8qtisn" alt="Burros sapadores em Anadia" title="Burros sapadores em Anadia"><figcaption>O regresso dos burros às aldeias serranas recupera uma presença que marcou gerações. Foto: Clube das Antas</figcaption></figure><p>No Amieiro, o projeto-piloto "<strong>burros sapadores</strong>" começou há cerca de três meses e já apresenta resultados animadores. Promovida pelo Club de Ancas, em parceria com a Associação para o Estudo e Proteção do Gado Asinino (AEPGA), a iniciativa pretende criar faixas de vegetação menos densa nas áreas mais próximas das povoações, reduzindo o risco de propagação das chamas.</p><h2>Um trabalho paciente que começa muito antes do verão</h2><p>Nas encostas mais inclinadas, onde a <strong>passagem de tratores é difícil</strong> e a <strong>limpeza manual exige um esforço constante</strong>, os burros fazem aquilo que lhes é mais natural. Procuram alimento durante grande parte do dia, consumindo uma enorme quantidade de vegetação.</p><div class="texto-destacado">Cada animal ingere o equivalente ao que comeriam dez ovelhas, mantendo os terrenos limpos de forma contínua. Como o pastoreio decorre lentamente e ao longo de vários meses, o efeito acumula-se antes da época de maior perigo de incêndio.</div><p>O benefício vai além da redução do combustível vegetal. Ao contrário da maquinaria pesada, os burros exercem uma pressão muito menor sobre o solo, ajudando a <strong>limitar a erosão</strong> e favorecendo a <strong>infiltração da água da chuva</strong>. Ao mesmo tempo, <strong>fertilizam naturalmente os terrenos</strong>, contribuindo para manter os ecossistemas mais equilibrados.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="709183" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/grandes-herbivoros-das-gravuras-rupestres-voltam-ao-vale-do-coa-para-restaurar-a-natureza-e-prevenir-incendios.html" title="Grandes herbívoros das gravuras rupestres voltam ao Vale do Côa para restaurar a natureza e prevenir incêndios">Grandes herbívoros das gravuras rupestres voltam ao Vale do Côa para restaurar a natureza e prevenir incêndios</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/grandes-herbivoros-das-gravuras-rupestres-voltam-ao-vale-do-coa-para-restaurar-a-natureza-e-prevenir-incendios.html" title="Grandes herbívoros das gravuras rupestres voltam ao Vale do Côa para restaurar a natureza e prevenir incêndios"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/grandes-herbivoros-das-gravuras-rupestres-voltam-ao-vale-do-coa-para-restaurar-a-natureza-e-prevenir-incendios-1746477763372_320.jpg" alt="Grandes herbívoros das gravuras rupestres voltam ao Vale do Côa para restaurar a natureza e prevenir incêndios"></a></article></aside><p>Todo o processo decorre com<strong> acompanhamento</strong><strong> permanente</strong>. Os animais estão em áreas vedadas, têm acesso à água, recebem alimentação complementar e dispõem de abrigos naturais ou construídos para garantir o seu bem-estar.</p><h2>Uma resposta para paisagens que mudaram</h2><p>A experiência ganha especial importância num território onde muitos <strong>terrenos</strong> <strong>agrícolas</strong> <strong>deixaram de ser cultivados</strong>. À medida que a população envelheceu e o abandono rural aumentou, multiplicaram-se as parcelas em pousio. </p><div class="texto-destacado">Nessas áreas, arbustos e plantas lenhosas cresceram sem gestão, criando uma continuidade de vegetação que facilita a propagação do fogo. É precisamente junto das aldeias que esta acumulação representa um risco acrescido para pessoas, habitações e infraestruturas. </div><p>Os burros não substituem outras formas de gestão da paisagem, mas oferecem uma resposta eficaz em locais onde o <strong>acesso é difícil</strong> e a <strong>manutenção</strong> exige <strong>intervenções regulares</strong>. </p><p>Enquanto o verão ainda decorre sem incêndios de grandes dimensões no município de Anadia, Madeixas, Azinhaga e Neemias continuam a fazer aquilo que os burros sempre fizeram melhor. <strong>Procurar aliment</strong><strong>o</strong>. Cada ramo que desaparece é menos combustível disponível quando a próxima vaga de calor chegar.</p><h2>Da experiência local a uma estratégia para toda a paisagem</h2><p>A ideia que está hoje a ser testada em Anadia nasceu centenas de quilómetros mais a norte, onde os burros nunca deixaram de fazer parte da <strong>identidade</strong> das <strong>comunidades rurais</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Desde o final do inverno de 2025, o projeto ASINIFIRE reúne investigadores portugueses e espanhóis na<strong> Reserva</strong><strong> da Biosfera Transfronteiriça da Meseta </strong><strong>Ibérica </strong>para responder à mesma pergunta que inspira a experiência do Amieiro: poderão os asininos ajudar a reduzir o risco de incêndios enquanto recuperam o seu papel nas paisagens rurais?<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Coordenado pelo Centro de Investigação de Montanha do<strong> Instituto</strong><strong> Politécnico de Bragança</strong>, o projeto junta universidades, associações de criadores, autarquias e entidades de conservação de ambos os lados da fronteira. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775443" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/vacas-maronesas-combatem-fogos-ao-limpar-vegetacao-sob-linhas-de-alta-tensao-do-alvao.html" title="Vacas maronesas combatem fogos ao limpar vegetação sob linhas de alta tensão do Alvão ">Vacas maronesas combatem fogos ao limpar vegetação sob linhas de alta tensão do Alvão </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/vacas-maronesas-combatem-fogos-ao-limpar-vegetacao-sob-linhas-de-alta-tensao-do-alvao.html" title="Vacas maronesas combatem fogos ao limpar vegetação sob linhas de alta tensão do Alvão "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vacas-maronesas-combatem-fogos-ao-limpar-vegetacao-sob-linhas-de-alta-tensao-do-alvao-1782305879022_320.jpg" alt="Vacas maronesas combatem fogos ao limpar vegetação sob linhas de alta tensão do Alvão "></a></article></aside><p>O objetivo não passa apenas por proteger as <strong>raças autóctones</strong>, como o burro de Miranda e o Zamorano-Leonês. Pretende também demonstrar que estes animais podem integrar uma <strong>estratégia moderna</strong> de gestão da vegetação e de <strong>adaptação</strong> às <strong>alterações</strong> <strong>climáticas</strong>.</p><h2>A ciência por detrás do apetite asinino</h2><p>Ao contrário de outros herbívoros, os burros alimentam-se lentamente, mas quase de forma contínua. O seu <strong>sistema digestivo</strong> permite aproveitar vegetação mais pobre e <strong>repetir a mesma dieta durante longos períodos</strong>. Consomem grandes quantidades de arbustos e plantas lenhosas.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/os-burros-voltaram-as-aldeias-para-fazer-um-trabalho-que-as-maquinas-nao-conseguem-1786368334634.jpg" data-image="trgiob4ffn6n" alt="Burros sapadores de Anadia" title="Burros sapadores de Anadia"><figcaption>A cria Neemias simboliza uma nova geração de burros que volta a percorrer as paisagens rurais, agora como aliada na prevenção de incêndios. Foto: Clube das Antas</figcaption></figure><p>O efeito torna-se ainda mais evidente porque o seu <strong>peso</strong> e a forma como percorrem o terreno aumentam a eficácia da gestão da vegetação, sobretudo em <strong>áreas difíceis</strong> de alcançar por máquinas agrícolas.</p><h2>Recuperar um aliado que nunca deixou de conhecer a paisagem</h2><p>Durante muito tempo, o desaparecimento dos burros foi encarado como um sinal inevitável de progresso. Hoje, a prevenção passa por recuperar algumas das funções ecológicas que estes animais desempenharam durante séculos, ainda que com um propósito diferente daquele que tiveram no passado.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os burros não regressam para aliviar o trabalho humano, mas para ajudar a reconstruir paisagens mais resistentes ao fogo.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>É uma abordagem que combina ciência, conservação da natureza e saber acumulado pelas comunidades rurais, mostrando que <strong>soluções simples</strong> podem ter um impacto significativo quando integradas na <strong>gestão dos territórios</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Clube%20das%20Ancas" data-year="" data-title="A%C3%A7%C3%A3o%20%E2%80%9CBurros%20Sapadores%E2%80%9D%20no%20Amieiro%2C%20Freguesia%20da%20Moita%20-%20Anadia" data-url="https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fstory.php%3Fstory_fbid%3D1476998474457279%26id%3D100064414221075%26rdid%3DL5AkS9MA1SKmEKi2%23">Clube das Ancas. <a href="https://www.facebook.com/story.php?story_fbid=1476998474457279&id=100064414221075&rdid=L5AkS9MA1SKmEKi2#" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Ação “Burros Sapadores” no Amieiro, Freguesia da Moita - Anadia</a>.</cite><br><cite data-author="Asinfire" data-year="" data-title="Projeto%20ASINIFIRE%20-%20Asininos%20na%20Preven%C3%A7%C3%A3o%20de%20Inc%C3%AAndios%20para%20a%20Resili%C3%AAncia%20Ecol%C3%B3gica" data-url="https%3A%2F%2Fasinifire.com%2F">Asinfire. <a href="https://asinifire.com/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Projeto ASINIFIRE - Asininos na Prevenção de Incêndios para a Resiliência Ecológica</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-burros-voltaram-as-aldeias-para-fazer-um-trabalho-que-as-maquinas-nao-conseguem.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A meteorologista Ana Palma avisa: “Há boas notícias para quem pretende observar o eclipse solar esta quarta-feira"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-meteorologista-ana-palma-avisa-ha-boas-noticias-para-quem-pretende-observar-o-eclipse-solar-esta-quarta-feira.html</link><pubDate>Mon, 10 Aug 2026 15:45:45 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O eclipse solar de 12 de agosto aproxima-se e as atenções viram-se para a evolução do tempo. Nebulosidade, vento e calor serão alguns dos elementos a acompanhar durante um dos fenómenos astronómicos mais aguardados.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-meteorologista-ana-palma-avisa-ha-boas-noticias-para-quem-pretende-observar-o-eclipse-solar-esta-quarta-feira-1786369739981.jpg" data-image="x5i8gck9i1qi"><figcaption>As condições meteorológicas serão decisivas para observar o eclipse solar de 12 de agosto. As previsões apontam para céu pouco nublado ou limpo em grande parte de Portugal continental, embora algumas zonas possam ter maior nebulosidade.</figcaption></figure><p>Na próxima quarta-feira, 12 de agosto, o céu será o grande protagonista em Portugal continental. A ocorrência de um eclipse solar colocará as condições meteorológicas no centro das atenções e, segundo as previsões mais recentes, <strong>grande parte do território apresentará condições favoráveis à observação do fenómeno</strong>. Ainda assim, a nebulosidade poderá fazer a diferença em algumas regiões. </p><h2>Temperaturas sobem antes do eclipse, com calor mais intenso no interior</h2><p>Até lá, o tempo manter-se-á seco, com subida gradual das temperaturas. Na tarde desta segunda-feira, o céu estará pouco nublado ou limpo. <strong>O calor será mais expressivo no interior</strong>, com 32 ºC em Bragança e Vila Real e 33 ºC em Castelo Branco e Beja, <strong>podendo alcançar localmente 35 ºC no nordeste transmontano e no interior alentejano</strong>. Junto ao litoral, esperam-se valores mais moderados: 29 ºC em Coimbra, 28 ºC em Lisboa e 25 ºC no Porto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-meteorologista-ana-palma-avisa-ha-boas-noticias-para-quem-pretende-observar-o-eclipse-solar-esta-quarta-feira-1786370708326.png" data-image="nct7g0bsxqi1"><figcaption>Na terça-feira, o contraste térmico será evidente entre o litoral e o interior: os termómetros poderão alcançar 36 a 37 ºC nas zonas interiores mais quentes, enquanto entre Aveiro e Porto ficarão próximos dos 24-25 ºC.</figcaption></figure><p>Na terça-feira, o contraste acentuar-se-á, com máximas locais de 36 a 37 ºC no interior. Nuvens baixas marcarão o início do dia no litoral Norte e Centro, dissipando-se durante a manhã. À tarde, <strong>o vento de norte reforçar-se-á na costa ocidental, com rajadas próximas dos 40 km/h</strong>.</p><h2>Quarta-feira: onde estarão as melhores condições para observar o eclipse?</h2><p>Na quarta-feira, uma dorsal anticiclónica, área de altas pressões em altitude que favorece estabilidade, dominará Portugal. À superfície, o forte aquecimento formará uma depressão térmica no interior peninsular que, em conjunto com o anticiclone atlântico, <strong>manterá vento de norte/noroeste junto à costa</strong>. Durante a manhã, nuvens baixas deverão marcar presença no litoral Norte e Centro, sobretudo entre Porto, Aveiro, Coimbra e Leiria, diminuindo ao longo do dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-meteorologista-ana-palma-avisa-ha-boas-noticias-para-quem-pretende-observar-o-eclipse-solar-esta-quarta-feira-1786371105815.png" data-image="md6lqtj7s3ln"><figcaption>À hora do eclipse, as previsões apontam para céu pouco nublado ou limpo em grande parte de Portugal continental, com condições especialmente favoráveis no interior. A maior incerteza concentra-se no litoral Norte e Centro, sobretudo entre Porto e Aveiro, onde poderão persistir algumas nuvens baixas.</figcaption></figure><p>O eclipse começará pouco depois das 18h30, atingirá o máximo entre as 19h30 e as 19h36, consoante a região, e terminará pouco antes das 20h30. Nessa altura, <strong>o interior Norte e Centro, vale do Tejo, Alentejo e região de Lisboa apresentam as melhores perspetivas de céu pouco nublado ou limpo</strong>. A maior incerteza concentra-se entre Porto e Aveiro, onde poderão persistir nuvens.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-meteorologista-ana-palma-avisa-ha-boas-noticias-para-quem-pretende-observar-o-eclipse-solar-esta-quarta-feira-1786370755732.png" data-image="lipufuhfb54s"><figcaption>O calor intensificar-se-á na quarta-feira, com temperaturas geralmente entre 35 e 37 ºC no interior, podendo aproximar-se dos 40 ºC sobretudo no nordeste transmontano e no Alentejo. Junto à costa ocidental, a influência marítima manterá os termómetros mais moderados.</figcaption></figure><p>Não se prevê precipitação significativa. Bragança poderá atingir 36 ºC; Castelo Branco, Évora e Beja, 37 ºC, com <strong>picos de 40 ºC no nordeste transmontano e 39 ºC no interior Centro e Alentejo</strong>. O Porto ficará nos 25 ºC, Coimbra 31 ºC e Lisboa 32 ºC. A nortada intensificar-se-á na faixa ocidental, com <strong>rajadas de 35 a 40 km/h</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782923" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-40-c-entre-terca-e-quarta-feira-havera-4-distritos-sob-aviso-amarelo-no-interior-de-portugal.html" title="Até 40 ºC: entre terça e quarta-feira haverá 4 distritos sob aviso amarelo no interior de Portugal">Até 40 ºC: entre terça e quarta-feira haverá 4 distritos sob aviso amarelo no interior de Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-40-c-entre-terca-e-quarta-feira-havera-4-distritos-sob-aviso-amarelo-no-interior-de-portugal.html" title="Até 40 ºC: entre terça e quarta-feira haverá 4 distritos sob aviso amarelo no interior de Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-40-c-entre-terca-e-quarta-feira-havera-4-distritos-sob-aviso-amarelo-no-interior-de-portugal-1786366475212_320.png" alt="Até 40 ºC: entre terça e quarta-feira haverá 4 distritos sob aviso amarelo no interior de Portugal"></a></article></aside><p><strong>No extremo nordeste de Trás-os-Montes</strong>, junto à fronteira com Espanha, <strong>uma pequena área ficará dentro da faixa de totalidade</strong>. As previsões apontam para céu praticamente limpo nesta zona, favorecendo especialmente a observação do eclipse.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-meteorologista-ana-palma-avisa-ha-boas-noticias-para-quem-pretende-observar-o-eclipse-solar-esta-quarta-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A sonda Cassini revela um oceano efervescente escondido sob o gelo de Saturno]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-sonda-cassini-revela-um-oceano-efervescente-escondido-sob-o-gelo-de-saturno.html</link><pubDate>Mon, 10 Aug 2026 15:41:47 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Um oceano salgado esconde-se sob a crosta gelada de Encélado. Os géiseres analisados pela sonda Cassini contêm moléculas orgânicas, fósforo e hidrogénio, enquanto o núcleo rochoso poderá fornecer a energia necessária ao surgimento da vida.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/c-e-un-oceano-ribollente-sotto-il-ghiaccio-la-sonda-cassini-e-i-segreti-della-luna-di-saturno-1784712022983.jpeg" data-image="n13p4mkhx0sf" alt="Représentation artistique d’un geyser à la surface glacée d’Encelade, avec Saturne en arrière-plan." title="Représentation artistique d’un geyser à la surface glacée d’Encelade, avec Saturne en arrière-plan."><figcaption>Representação artística de um géiser na superfície gelada de Encélado, com Saturno ao fundo.</figcaption></figure><p>Quase uma década após o fim da missão Cassini, <strong>os dados recolhidos continuam a revelar surpresas inesperadas sobre Encélado, a lua de Saturno. Em particular, o oceano quente e salgado escondido sob a sua crosta gelada parece constituir um laboratório químico ativo, rico em moléculas complexas</strong>.</p><p>Todos os ingredientes necessários ao surgimento da vida estão presentes, embora ainda não tenha sido descoberto qualquer vestígio de microrganismos.</p><h2>Cassini: a missão que revelou os segredos de Encélado<br></h2><p>A missão Cassini-Huygens, fruto de uma colaboração entre a NASA, a ESA e a ASI, foi <strong>lançada em 1997 com o objetivo de estudar Saturno, os seus anéis e as suas luas</strong>. Depois de atingir o seu destino em 2004, a Cassini recolheu dados durante 13 anos antes de concluir a sua missão em 2017 com uma descida controlada, mas irreversível, para as camadas mais profundas da atmosfera de Saturno.</p><div class="texto-destacado">Ainda antes da sua descida final em direção a Saturno, a Cassini tinha lançado a sonda Huygens em direção a Titã, com um objetivo semelhante: recolher e transmitir informações sobre as camadas profundas da sua atmosfera durante a descida.</div><p>A descoberta mais importante feita pela Cassini foi <strong>a existência de um vasto oceano de água líquida e salgada escondido sob a superfície gelada e inóspita de Encélado</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/c-e-un-oceano-ribollente-sotto-il-ghiaccio-la-sonda-cassini-e-i-segreti-della-luna-di-saturno-1784712157708.jpeg" data-image="luoi1e607r68" alt="Représentation artistique de la sonde Cassini explorant Saturne, ses anneaux et ses lunes." title="Représentation artistique de la sonde Cassini explorant Saturne, ses anneaux et ses lunes."><figcaption>Representação artística da sonda Cassini a explorar Saturno, os seus anéis e as suas luas.</figcaption></figure><p>A sua existência foi revelada graças aos géiseres observados pela sonda Cassini na região do Polo Sul.</p><div class="texto-destacado"><p><strong>O nome de Encélado foi-lhe atribuído pelo astrónomo Herschel, de acordo com a convenção já utilizada para as luas descobertas anteriormente: nomeá-las em homenagem aos Titãs e aos Gigantes da mitologia grega. Encélado era um desses Gigantes, filho de Gaia e de Urano. Segundo a lenda, foi derrotado pela deusa Atena durante a Gigantomaquia e enterrado vivo na Sicília, sob o Etna. Pensava-se que esse local constituía a sua prisão e que ele estava na origem das erupções do vulcão.</strong></p></div><p><strong>Entre as 274 luas descobertas até à data em torno de Saturno, Encélado é a sexta maior, com um diâmetro de cerca de 500 km.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776983" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-presente-doce-para-os-astronomos-descobrem-planetas-superesponjosos-mais-leves-do-que-o-algodao-doce.html" title="Um presente doce para os astrónomos: descobrem planetas superesponjosos, mais leves do que o algodão doce">Um presente doce para os astrónomos: descobrem planetas superesponjosos, mais leves do que o algodão doce</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-presente-doce-para-os-astronomos-descobrem-planetas-superesponjosos-mais-leves-do-que-o-algodao-doce.html" title="Um presente doce para os astrónomos: descobrem planetas superesponjosos, mais leves do que o algodão doce"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sweet-treat-for-astronomers-as-they-discover-planets-lighter-than-candy-floss-1782901457857_320.jpeg" alt="Um presente doce para os astrónomos: descobrem planetas superesponjosos, mais leves do que o algodão doce"></a></article></aside><p>Encélado possui uma estrutura interna estratificada, composta por um núcleo rochoso coberto por um oceano líquido <strong>com cerca de 30 a 40 km de profundidade</strong>, por sua vez coberto por uma crosta de gelo muito espessa.</p><h2>No interior dos géiseres: uma janela para o oceano oculto</h2><p>Após a sua descoberta, a sonda Cassini atravessou várias vezes estas colunas de vapor que jorram de fissuras na superfície gelada, recolhendo dados com a ajuda de um espectrómetro de massa e do Analisador de Pó Cósmico.</p><div class="texto-destacado">A água do oceano subterrâneo escapa sob pressão através das fraturas da crosta gelada; quando atinge o vácuo à superfície, transforma-se em vapor de água e em fragmentos de gelo com a mesma composição química do oceano subjacente.</div><p>A matéria expelida pelos géiseres é composta principalmente por água, mas <strong>contém também dióxido de carbono, metano, amoníaco, hidrogénio molecular e diversos sais</strong>.</p><p>Foram identificados cloreto de sódio, carbonatos, bicarbonatos e compostos de potássio nos grãos de gelo; estas substâncias resultam provavelmente de um contacto prolongado com o núcleo rochoso. O oceano de Encélado não é, portanto, constituído por água pura, <strong>mas forma um ambiente salino e quimicamente ativo</strong>.</p><h2>Novas moléculas surgem dos dados da Cassini</h2><p>É notável que, quase dez anos após o fim da missão Cassini, a imensa quantidade de dados recolhidos continue a ser analisada por inúmeras equipas de investigação. <strong>Estas análises continuam a revelar novos resultados, mostrando que a química do subsolo de Encélado é mais complexa do que se pensava inicialmente</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/c-e-un-oceano-ribollente-sotto-il-ghiaccio-la-sonda-cassini-e-i-segreti-della-luna-di-saturno-1784712288013.jpg" data-image="ej8j1kqzf2fv" alt="Geysers en éruption au pôle Sud d’Encelade, observés par la sonde spatiale Cassini. Crédit : NASA/JPL/Space Science Institute." title="Geysers en éruption au pôle Sud d’Encelade, observés par la sonde spatiale Cassini. Crédit : NASA/JPL/Space Science Institute."><figcaption>Géiseres em erupção no polo sul de Encélado, observados pela sonda espacial Cassini. Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute.</figcaption></figure><p>Um estudo publicado na <em>Nature Astronomy</em> em 2025 <strong>reanalisou partículas recolhidas diretamente durante uma passagem próxima efetuada pela sonda Cassini</strong>. Os resultados confirmaram a presença de uma grande variedade de compostos orgânicos, alguns dos quais poderão desempenhar um papel em reações químicas pré-biológicas essenciais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778016" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astrofisico-zeus-valtierra-explica-o-que-sao-os-asteroides-troianos-e-porque-orbitam-ao-lado-dos-planetas.html" title="Astrofísico Zeus Valtierra explica o que são os asteroides troianos e porque orbitam ao lado dos planetas">Astrofísico Zeus Valtierra explica o que são os asteroides troianos e porque orbitam ao lado dos planetas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astrofisico-zeus-valtierra-explica-o-que-sao-os-asteroides-troianos-e-porque-orbitam-ao-lado-dos-planetas.html" title="Astrofísico Zeus Valtierra explica o que são os asteroides troianos e porque orbitam ao lado dos planetas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/que-son-los-asteroides-troyanos-y-por-que-viajan-con-los-planetas-1782796744243_320.jpg" alt="Astrofísico Zeus Valtierra explica o que são os asteroides troianos e porque orbitam ao lado dos planetas"></a></article></aside><p>Foi confirmada a presença de moléculas orgânicas essenciais à vida tal como a conhecemos, mas não foram detetados quaisquer indícios de microrganismos.</p><h2> O calor oculto que mantém o oceano líquido </h2><p>Mas o que é que mantém este oceano subterrâneo no estado líquido? A fonte de energia e de calor provém das forças das marés e, mais precisamente, <strong>das deformações contínuas a que a lua está sujeita sob o efeito da atração gravitacional exercida por Saturno e pelas outras luas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/c-e-un-oceano-ribollente-sotto-il-ghiaccio-la-sonda-cassini-e-i-segreti-della-luna-di-saturno-1784712506789.png" data-image="rb4waoqf0n5z" alt="Cette illustration montre le processus par lequel des composés organiques légers, solubles et réactifs se déposent sur des grains de glace émis par les jets d’eau d’Encelade, une lune de Saturne. Crédit : NASA/JPL-Caltech" title="Cette illustration montre le processus par lequel des composés organiques légers, solubles et réactifs se déposent sur des grains de glace émis par les jets d’eau d’Encelade, une lune de Saturne. Crédit : NASA/JPL-Caltech"><figcaption>Esta ilustração mostra o processo através do qual compostos orgânicos leves, solúveis e reativos se depositam nos grãos de gelo ejetados pelos jatos de água de Encélado, uma lua de Saturno. Crédito: NASA/JPL-Caltech</figcaption></figure><p><strong>O atrito interno gera calor suficiente para manter a água no estado líquido</strong>. No entanto, tendo em conta os compostos detetados, os cientistas também consideram a hipótese de uma forma de atividade geotérmica que afeta o núcleo rochoso.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>No interior deste núcleo poroso, poderá existir algo comparável às fontes hidrotermais observadas no fundo dos nossos oceanos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os fluxos de calor poderiam transportar esses compostos para o Polo Sul e, posteriormente, até à superfície, onde alimentariam os géiseres. Além disso, <strong>os minerais presentes nos sistemas hidrotermais podem comportar-se como pequenas células eletroquímicas naturais</strong>, gerando potenciais elétricos e favorecendo a transformação do dióxido de carbono em moléculas orgânicas.</p><div class="texto-destacado">Depois da sonda Cassini, os géiseres também foram observados à distância pelo telescópio espacial James Webb, que mediu plumas que se estendem por vários milhares de quilómetros.</div><p><strong>Água líquida, elementos químicos essenciais, moléculas orgânicas </strong>e<strong> fontes de energia</strong>: estas quatro condições fazem hoje de Encélado um dos melhores candidatos na busca por vida extraterrestre.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Nozair%20Khawaja%2C%20Frank%20Postberg%2C%20et%20al." data-year="2025" data-title="Detection%20of%20organic%20compounds%20in%20freshly%20ejected%20ice%20grains%20from%20Enceladus%E2%80%99s%20ocean" data-url="https%3A%2F%2Fidp.nature.com%2Fauthorize%3Fresponse_type%3Dcookie%26client_id%3Dgrover%26redirect_uri%3Dhttps%253A%252F%252Fwww.nature.com%252Farticles%252Fs41550-025-02655-y%253Futm_source%253Dchatgpt.com">Nozair Khawaja, Frank Postberg, et al.. (2025). <a href="https://idp.nature.com/authorize?response_type=cookie&client_id=grover&redirect_uri=https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41550-025-02655-y%3Futm_source%3Dchatgpt.com" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Detection of organic compounds in freshly ejected ice grains from Enceladus’s ocean</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-sonda-cassini-revela-um-oceano-efervescente-escondido-sob-o-gelo-de-saturno.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calor intenso aproxima-se: "interior de Portugal registará até 40 ºC" - previsão para os próximos 6 dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intenso-aproxima-se-interior-de-portugal-registara-ate-40-c-previsao-para-os-proximos-6-dias.html</link><pubDate>Mon, 10 Aug 2026 13:07:21 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal Continental inicia a semana com domínio anticiclónico e com temperaturas amenas, ainda que alguns locais registem valores abaixo da média e outros acima.</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/SptSdbiYnxE/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=SptSdbiYnxE" id="SptSdbiYnxE"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A semana arranca estável em Portugal Continental e assim deverá permanecer, devido à<strong> influência anticiclónica</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>As temperaturas encontram-se <strong>acima da média em alguns pontos do interior</strong>, essencialmente no Nordeste Transmontano, e <strong>abaixo da média em diversos distritos do litoral</strong>. No entanto, este cenário deve mudar em breve.</p><h2>Temperaturas sobem a partir de quarta-feira, dia 12</h2><p>A partir de quarta-feira, dia 12, espera-se uma subida generalizada das máximas, trazendo valores acima da média a praticamente todo o país, como podemos observar no mapa abaixo.</p><p>Para esse dia, <strong>esperam-se temperaturas entre os 22 ºC em Viana do Castelo e os 37 ºC em Castelo Branco, Évora e Beja</strong>. A nível local, os termómetros poderão registar máximas de até 40 ºC no Vale do Douro e de até 39 ºC na Beira Baixa e no Baixo Alentejo. Também os <strong>valores noturnos deverão aumentar</strong>, resultando em noites com temperaturas agradáveis em boa parte do território, especialmente no interior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intenso-aproxima-se-interior-de-portugal-registara-ate-40-c-previsao-para-os-proximos-6-dias-1786365389745.png" data-image="avcpho8l1z98" alt="anomalia térmica" title="anomalia térmica"><figcaption>Com a subida prevista das temperaturas máximas, as anomalias térmicas positivas (valores acima da média) vão ganhar terreno em praticamente todo o país.</figcaption></figure><p>Com esta subida, <strong>espera-se que a faixa interior aqueça de forma mais evidente, face ao litoral</strong>, levando os termómetros, novamente, aos 40 ºC em locais como os vales do Douro e Guadiana e Beira Baixa na quinta-feira, dia 13. Para esse dia, as máximas, nas capitais de distrito, deverão variar entre os 23 ºC em Viana do Castelo e Aveiro e os 37 ºC em Castelo Branco, Évora e Beja. </p><h2>Valores descem a partir de sexta-feira, mas não em todo o lado</h2><p>Nos dias seguintes, especificamente a partir de sexta-feira, denotar-se-á uma <strong>nova descida ligeira dos valores</strong>, especialmente no interior do país. Nesse dia, esperam-se temperaturas máximas entre os 24 ºC em Viana do Castelo e os 36 ºC em Bragança, Castelo Branco, Évora e Beja.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782923" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-40-c-entre-terca-e-quarta-feira-havera-4-distritos-sob-aviso-amarelo-no-interior-de-portugal.html" title="Até 40 ºC: entre terça e quarta-feira haverá 4 distritos sob aviso amarelo no interior de Portugal">Até 40 ºC: entre terça e quarta-feira haverá 4 distritos sob aviso amarelo no interior de Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-40-c-entre-terca-e-quarta-feira-havera-4-distritos-sob-aviso-amarelo-no-interior-de-portugal.html" title="Até 40 ºC: entre terça e quarta-feira haverá 4 distritos sob aviso amarelo no interior de Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-40-c-entre-terca-e-quarta-feira-havera-4-distritos-sob-aviso-amarelo-no-interior-de-portugal-1786366475212_320.png" alt="Até 40 ºC: entre terça e quarta-feira haverá 4 distritos sob aviso amarelo no interior de Portugal"></a></article></aside><p>Já no sábado, dia 15, <strong>esperam-se valores mais elevados no litoral Norte</strong>, com Braga a poder registar até 34 ºC, o Porto até 29 ºC e Viana do Castelo até 25 ºC, enquanto o interior deverá manter as máximas entre os 30 ºC na Guarda e os 34 ºC em Castelo Branco, Évora e Beja. Esta <strong>tendência de descida deverá manter-se nos dias seguintes</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intenso-aproxima-se-interior-de-portugal-registara-ate-40-c-previsao-para-os-proximos-6-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 40 ºC: entre terça e quarta-feira haverá 4 distritos sob aviso amarelo no interior de Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-40-c-entre-terca-e-quarta-feira-havera-4-distritos-sob-aviso-amarelo-no-interior-de-portugal.html</link><pubDate>Mon, 10 Aug 2026 12:55:34 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Aviso amarelo de tempo quente emitido pelo IPMA para quatro distritos do interior Norte e Centro de Portugal continental devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima. Este aviso poderá durar, pelo menos, até quarta-feira, 12 de agosto.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xawgatq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xawgatq.jpg" id="xawgatq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Entre terça e quarta-feira, dias 11 e 12 de agosto, <strong>4 distritos de Portugal continental estarão sob aviso amarelo de tempo quente</strong> devido à previsão da persistência de valores elevados da temperatura máxima. <strong>Vila Real, Viseu, Bragança e Guarda</strong>, 4 distritos situados no interior Norte e Centro do nosso país, irão registar uma subida das temperaturas máximas para valores suficientemente elevados que justificam a emissão deste aviso.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Embora, de momento, o aviso só se prolongue até quarta-feira (12), as atuais previsões dos mapas de referência da Meteored apontam para a possibilidade do calor se manter nestes distritos do interior e noutras zonas do interior para além de quarta-feira (12). Caso esta tendência se confirme nas próximas atualizações, <strong>é possível que novos avisos venham a ser emitidos nos dias seguintes</strong>, não só para os quatro distritos do interior Norte e Centro já referidos, mas também para outras zonas do país, sobretudo do interior Centro e região Sul.</p><h2>O que provocará esta intensificação do calor diurno?</h2><p>Nestes próximos dias, o estado do tempo em Portugal continental será condicionado pela presença de uma<strong> região anticiclónica</strong> que se estende entre o Norte da Europa e o arquipélago da Madeira, aliada à existência de uma <strong>depressão térmica</strong> centrada sobre o interior da Península Ibérica. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-40-c-entre-terca-e-quarta-feira-havera-4-distritos-sob-aviso-amarelo-no-interior-de-portugal-1786365295001.png" data-image="upy9508rky7z"><figcaption>O fortalecimento da região anticiclónica ao longo dos próximos dias contribuirá para favorecer o transporte e a manutenção de uma massa de ar quente e relativamente seca sobre Portugal continental e Espanha peninsular, associada a uma circulação de sul e a uma origem em latitudes mais meridionais. No interior Norte e Centro preveem-se anomalias térmicas positivas de +5 a +9 ºC.</figcaption></figure><p>Adicionalmente, a <strong>subsidência</strong> associada à circulação anticiclónica, a elevada disponibilidade de<strong> radiação solar</strong>, a previsão de <strong>pouca nebulosidade</strong> - exceto de forma temporária em algumas zonas do litoral Norte e Centro - e o efeito de <strong>continentalidade</strong> (reduzida influência de massas de ar marítimas nas regiões do interior) constituirão fatores favoráveis à subida das temperaturas. </p><p>Refira-se ainda que a circulação de sul nos baixos níveis da troposfera, nomeadamente próximo dos 850 hPa, contribuirá para a entrada de ar mais quente na Península Ibérica. A combinação de todos os mecanismos acima mencionados irá desencadear uma <strong>intensificação do calor ao longo da semana, sobretudo nas regiões do interior</strong>.</p><p>Neste artigo <strong>a nossa análise</strong> irá focar-se somente nos distritos do interior Norte e Centro que estão sob aviso amarelo de tempo quente: Vila Real, Viseu, Bragança e Guarda.</p><h2>Temperaturas máximas elevadas vão persistir pelo menos até quarta-feira, 12 de agosto</h2><p>Durante o período diurno de terça e quarta-feira, prevê-se o registo de temperaturas máximas elevadas e, em muitas zonas, superiores aos valores climatologicamente habituais para esta época do ano, estando à vista <strong>pelo menos dois dias de aviso amarelo de tempo quente nos distritos de Vila Real, Viseu, Bragança e Guarda</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-40-c-entre-terca-e-quarta-feira-havera-4-distritos-sob-aviso-amarelo-no-interior-de-portugal-1786365445087.png" data-image="vetn6gkof254"><figcaption>Para quarta-feira, 12 de agosto, prevê-se que algumas localidades situadas no Nordeste Transmontano, como Horta da Vilariça e Lodões, atinjam os 40 ºC de temperatura máxima.</figcaption></figure><p>A tabela abaixo apresenta <strong>a evolução das temperaturas máximas previstas para as capitais distritais dos quatro distritos acima referidos, bem como para algumas das principais localidades</strong> desses distritos, de acordo com os valores projetados pelos nossos mapas, baseados no modelo ECMWF, aquele que merece a nossa maior confiança.</p><table><thead><tr><th>Cidade, vila ou povoação</th><th>Temperatura Máxima Terça-feira, 11 de agosto</th><th>Temperatura Máxima Quarta-feira, 12 de agosto</th></tr></thead><tbody><tr><td>Vila Real</td><td>34 ºC</td><td>35 ºC</td></tr><tr><td>Chaves</td><td>36 ºC</td><td>38 ºC</td></tr><tr><td>Peso da Régua</td><td>36 ºC</td><td>38 ºC</td></tr><tr><td>Valpaços</td><td>36 ºC</td><td>37 ºC</td></tr><tr><td>Viseu</td><td>32 ºC</td><td>34 ºC</td></tr><tr><td>Tondela</td><td>32 ºC</td><td>34 ºC</td></tr><tr><td>Lamego</td><td>32 ºC</td><td>34 ºC</td></tr><tr><td>Mangualde</td><td>32 ºC</td><td>33 ºC</td></tr><tr><td>Bragança</td><td>34 ºC</td><td>35 ºC</td></tr><tr><td>Mirandela</td><td>38 ºC</td><td>39 ºC</td></tr><tr><td>Macedo de Cavaleiros</td><td>35 ºC</td><td>36 ºC</td></tr><tr><td>Mogadouro</td><td>35 ºC</td><td>36 ºC</td></tr><tr><td>Freixo de Espada à Cinta</td><td>36 ºC</td><td>39 ºC</td></tr><tr><td>Guarda</td><td>32 ºC</td><td>34 ºC</td></tr><tr><td>Trancoso</td><td>32 ºC</td><td>34 ºC</td></tr><tr><td>Pinhel</td><td>35 ºC</td><td>38 ºC</td></tr><tr><td>Figueira de Castelo Rodrigo</td><td>35 ºC</td><td>38 ºC</td></tr><tr><td>Vila Nova de Foz Côa</td><td>36 ºC</td><td>38 ºC</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Fonte: Mapas da Meteored</td></tr></tbody></table><p>Verifica-se uma <strong>subida ligeira e progressiva das temperaturas máximas entre terça (11) e quarta-feira (12)</strong>, com praticamente todas as localidades analisadas a registarem uma intensificação do calor diurno durante este período.</p><p>Prevê-se ainda que as localidades de <strong>Tabuaço</strong> e <strong>Armamar</strong>, ambas localizadas no <strong>distrito de Viseu</strong>, se destaquem como algumas das mais quentes do distrito nos dias 11 e 12 de agosto devido à previsão de temperaturas máximas que poderão oscilar entre <strong>33 e 36 ºC</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Salta à vista, em particular, o contraste entre as temperaturas previstas para as capitais distritais, algumas delas situadas a maior altitude, e as temperaturas previstas para localidades situadas em zonas mais baixas e abrigadas. A topografia é o fator geográfico que explica porque é que algumas áreas do Nordeste Transmontano, do Douro Superior e dos vales interiores podem vir a registar temperaturas significativamente mais elevadas. </strong></div><p>Acrescente-se ainda que, a nível local, alguns dos locais mais quentes do país poderão atingir <strong>40 ºC</strong>, <strong>estando concentrados sobretudo no Nordeste Transmontano (distrito de Bragança)</strong>. Entre os locais que poderão registar temperaturas máximas particularmente elevadas estão<strong> Lodões</strong> (concelho de Vila Flor) e<strong> Horta da Vilariça</strong> (concelho de Torre de Moncorvo).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782767" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-prepara-se-para-uma-nova-subida-das-temperaturas-assim-sera-o-tempo-de-10-a-16-de-agosto.html" title="Portugal prepara-se para uma nova subida das temperaturas: assim será o tempo de 10 a 16 de agosto">Portugal prepara-se para uma nova subida das temperaturas: assim será o tempo de 10 a 16 de agosto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-prepara-se-para-uma-nova-subida-das-temperaturas-assim-sera-o-tempo-de-10-a-16-de-agosto.html" title="Portugal prepara-se para uma nova subida das temperaturas: assim será o tempo de 10 a 16 de agosto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-prepara-se-para-uma-nova-subida-das-temperaturas-assim-sera-o-tempo-de-10-a-16-de-agosto-1786275388785_320.png" alt="Portugal prepara-se para uma nova subida das temperaturas: assim será o tempo de 10 a 16 de agosto"></a></article></aside><p>Deste modo, caso a atual previsão se confirme, <strong>o vale da Vilariça será uma das zonas mais quentes de Portugal continental</strong> durante os dias em análise, especialmente na quarta-feira, 12 de agosto. A combinação entre a baixa altitude, as especificidades do relevo e a exposição à massa de ar quente irá certamente contribuir, nesta região, para o registo de temperaturas máximas elevadas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-40-c-entre-terca-e-quarta-feira-havera-4-distritos-sob-aviso-amarelo-no-interior-de-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quer fotografar o eclipse com o telemóvel? Estes cuidados podem salvar a sua câmara]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quer-fotografar-o-eclipse-com-o-telemovel-estes-cuidados-podem-salvar-a-sua-camara.html</link><pubDate>Mon, 10 Aug 2026 06:15:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Fotografar o eclipse com o smartphone é possível, mas apontar a lente diretamente para o Sol sem proteção pode causar danos permanentes no sensor.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/quer-fotografar-o-eclipse-com-o-telemovel-estes-cuidados-podem-salvar-a-camara-1786310278202.jpg" data-image="k6btb7xar40a" alt="Eclipse" title="Eclipse"><figcaption>Saiba que proteção usar e quais os erros que podem comprometer a câmara. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Fotografar o <strong>eclipse solar de 12 de agosto</strong> vai ser uma tentação para quase todas as pessoas. Afinal, não é todos os dias que a Lua passa em frente ao Sol e transforma uma tarde de verão num acontecimento astronómico. Há, porém, um pequeno detalhe a que precisa de ter atenção: <strong>apontar o telemóvel diretamente para o Sol não é uma boa ideia</strong>.</p><p>A fotografia pode ficar espetacular, é verdade. Mas também pode ficar com uma <strong>mancha permanente no sensor da câmara</strong>. E, neste caso, não há botão de “desfazer”.</p><p>A boa notícia é que não precisa de equipamento profissional para guardar uma recordação do eclipse. Um <em>smartphone</em>, alguma preparação e, sobretudo, um filtro solar adequado para a câmara podem ser suficientes.</p><h2>A regra mais importante: não fotografe o Sol sem filtro</h2><p>Durante praticamente todo o eclipse, o Sol continuará parcialmente visível. E isso significa que a regra é simples: se estiver a apontar a câmara diretamente para o Sol, <strong>deve existir um filtro solar próprio à frente da objetiva</strong>.</p><div class="texto-destacado">Não importa se o céu parece menos luminoso ou se a Lua já cobriu grande parte do disco solar. Mesmo quando sobra apenas uma pequena parcela do Sol, essa zona continua a ser extremamente brilhante.</div><p>Durante as fases parciais, a NASA e a American Astronomical Society recomendam <strong>filtros solares próprios para equipamentos óticos</strong>. Este filtro deve ser colocado na parte da frente da câmara, cobrindo completamente a objetiva que está a utilizar e ficando bem preso para não se deslocar durante a fotografia.</p><p>Isto é particularmente importante porque um<em> smartphone</em> não é apenas um ecrã. Dentro daquele pequeno módulo da câmara existe um sensor que recebe a luz concentrada pela objetiva. Uma fonte luminosa tão intensa como o Sol pode provocar<strong> danos permanentes </strong>quando a câmara permanece apontada para ele durante tempo suficiente.</p><p>Isto não significa que uma fotografia ocasional do Sol vá inevitavelmente destruir o telemóvel. O risco depende, entre outros fatores, do equipamento, da objetiva utilizada, da ampliação e do tempo de exposição. Mas, como não há nenhuma vantagem em fazer uma aposta destas com um aparelho que provavelmente custou algumas centenas de euros, mais vale jogar pelo seguro.</p><h2>Óculos de eclipse não são exatamente a mesma coisa</h2><p>E, não<strong>, óculos de eclipse não funcionam da mesma forma</strong>. Não vale a pena pensar que pode simplesmente colocá-los à frente da câmara por uns segundos. Aqui existe uma confusão bastante fácil de fazer.</p><p>Os óculos de eclipse destinam-se a proteger os seus olhos. Os filtros solares fotográficos destinam-se a proteger o equipamento e a permitir a captação segura da imagem do Sol.</p><div class="texto-destacado">Se tem uns óculos certificados para observar o eclipse, não deve simplesmente colocá-los à frente da câmara e assumir que resolveu o problema. </div><p>Da mesma forma, óculos de sol comuns também não servem. CDs, negativos fotográficos, vidro fumado e outros materiais improvisados <strong>também não são substitutos seguros para filtros solares apropriados</strong>. A NASA salienta, aliás, que os óculos de sol normais, mesmo os muito escuros, não proporcionam proteção suficiente para observar diretamente o Sol.</p><p>Também não deve utilizar um filtro fotográfico comum apenas porque a descrição diz que é “escuro”. <strong>Para fotografar o Sol é necessário um filtro concebido especificamente </strong>para observação ou fotografia solar e utilizado de acordo com as instruções do fabricante. A American Astronomical Society disponibiliza, aliás, uma lista de filtros próprios para câmaras de telemóveis.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quer-fotografar-o-eclipse-com-o-telemovel-estes-cuidados-podem-salvar-a-camara-1786309513491.jpg" data-image="2q71potzqcaq" alt="Eclipse" title="Eclipse"><figcaption>Se uma coisa parece escura, isso não significa que seja adequada para observar ou fotografar o Sol. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>“Em Portugal, existe à venda, por exemplo, o Omegon Solar Safe Easy Cam na Astroshop Portugal”, nota o jornal ‘Observador’. “É especificamente destinado a <em>smartphones</em>, fixa-se com velcro e o fabricante indica conformidade com a norma DIN ISO 12312-2 e custa 6,90€. Este filtro de luz branca compacto fixa-se facilmente à câmara do Smartphone e reduz a luz solar intensa para um nível seguro.”</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781833" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/nao-precisa-de-um-evento-organizado-para-viver-o-eclipse-do-seculo.html" title="Não precisa de um evento organizado para viver o eclipse do século">Não precisa de um evento organizado para viver o eclipse do século</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/nao-precisa-de-um-evento-organizado-para-viver-o-eclipse-do-seculo.html" title="Não precisa de um evento organizado para viver o eclipse do século"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nao-precisa-de-um-evento-organizado-para-viver-o-eclipse-do-seculo-1785763580217_320.jpg" alt="Não precisa de um evento organizado para viver o eclipse do século"></a></article></aside><p>Se recorrer a uma solução improvisada com material filtrante de óculos de eclipse, este <strong>terá de cobrir completamente a objetiva e ficar preso de forma segura</strong>. Se houver uma abertura ou se o filtro cair a meio da sessão, deixe de fotografar.</p><p>E há outra regra que não deve esquecer: nunca olhe para o Sol através da câmara, binóculos ou telescópio enquanto usa apenas óculos de eclipse. Os óculos protegem os olhos numa observação direta, mas <strong>não substituem um filtro instalado</strong> na parte frontal de um equipamento ótico. A luz concentrada pode atravessar ou danificar um filtro inadequado e provocar lesões graves na visão.</p><h2>E se quiser fotografar a totalidade?</h2><p>É aqui que o eclipse de 12 de agosto fica particularmente interessante para quem estiver no lugar certo.</p><p>Sim, a maior parte de Portugal verá um eclipse parcial. Mas uma<strong> estreita faixa do nordeste transmontano</strong> ficará dentro da trajetória da sombra da Lua e poderá assistir a um eclipse solar total.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quer-fotografar-o-eclipse-com-o-telemovel-estes-cuidados-podem-salvar-a-camara-1786310724463.jpg" data-image="t1n4d07anwn8" alt="Eclipse" title="Eclipse"><figcaption>Não cometa erros. Foto: Pixabay</figcaption></figure><p>Em<strong> Rio de Onor</strong>, por exemplo, a totalidade está prevista para acontecer por volta das 19:30 e durar apenas alguns segundos. Noutras localidades da faixa de totalidade, a duração será diferente.</p><p>Durante esses breves segundos, a Lua cobre completamente a fotosfera — a superfície brilhante do Sol. Só nesse momento, e apenas para quem estiver realmente dentro da faixa de totalidade, <strong>é seguro retirar o filtro da câmara </strong>para fotografar a totalidade.</p><div class="texto-destacado">É uma janela muito curta. Assim que a superfície brilhante do Sol começar a reaparecer, o filtro deve voltar imediatamente à objetiva.</div><p><strong>Fora da faixa de totalidade, esta exceção não existe</strong>. Se estiver em Lisboa, Porto, Santarém ou noutra zona onde o eclipse seja parcial, o filtro deve permanecer colocado sempre que estiver a fotografar diretamente o Sol.</p><h2>O <em>zoom </em>pode ajudar (mas não faça dele o seu inimigo)</h2><p>Se o seu<em> smartphone </em>tiver várias câmaras, experimente a teleobjetiva ou o<strong> <em>zoom</em> ótico disponível</strong>. Esta é normalmente uma opção melhor do que aumentar exageradamente a imagem através de <em>zoom</em> digital.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="746393" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/saiba-onde-ver-e-como-fotografar-o-eclipse-solar-total-que-vai-acontecer-em.html" title="Saiba onde ver e como fotografar o eclipse solar total que vai acontecer em 2026">Saiba onde ver e como fotografar o eclipse solar total que vai acontecer em 2026</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/saiba-onde-ver-e-como-fotografar-o-eclipse-solar-total-que-vai-acontecer-em.html" title="Saiba onde ver e como fotografar o eclipse solar total que vai acontecer em 2026"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-onde-ver-e-como-fotografar-o-eclipse-solar-total-que-vai-acontecer-em-1767018553721_320.jpg" alt="Saiba onde ver e como fotografar o eclipse solar total que vai acontecer em 2026"></a></article></aside><p>Mas atenção: mais <em>zoom</em> não significa automaticamente uma fotografia melhor. O Sol continua a ser um alvo pequeno e extremamente brilhante, e os sistemas automáticos dos telemóveis podem ter dificuldade em encontrar a exposição adequada.</p><p>Antes do dia do eclipse, <strong>faça alguns testes com o Sol</strong>, sempre utilizando o filtro adequado. Assim poderá descobrir qual das câmaras do seu telemóvel produz a melhor imagem e perceber até onde pode ampliar sem transformar o eclipse numa pequena bola desfocada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quer-fotografar-o-eclipse-com-o-telemovel-estes-cuidados-podem-salvar-a-camara-1786310989380.jpg" data-image="k77wxxn9t1rz" alt="Eclipse" title="Eclipse"><figcaption>Faça alguns testes antes. Foto: Pixabay</figcaption></figure><p>Se o seu telefone permitir controlar manualmente a exposição, ISO e velocidade do obturador, vale a pena experimentar. Com o filtro colocado, comece com uma sensibilidade baixa e uma velocidade relativamente rápida e ajuste a partir daí. Atenção, porque não existe uma combinação universal que funcione para todos os<em> smartphones</em>.</p><p>Se não tiver controlos manuais, não há problema. Se o seu modelo permitir, experimente tocar no Sol no ecrã para ajudar a câmara a definir a exposição e reduza-a manualmente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="511211" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/fotografo-brasileiro-captura-fenomeno-rarissimo-conhecido-como-sprite-veja-as-imagens-meteorologia.html" title="Fotógrafo brasileiro captura fenómeno raríssimo conhecido como Sprite. Veja as imagens!">Fotógrafo brasileiro captura fenómeno raríssimo conhecido como Sprite. Veja as imagens!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/fotografo-brasileiro-captura-fenomeno-rarissimo-conhecido-como-sprite-veja-as-imagens-meteorologia.html" title="Fotógrafo brasileiro captura fenómeno raríssimo conhecido como Sprite. Veja as imagens!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fotografo-gaucho-captura-fenomeno-rarissimo-conhecido-como-sprite-confira-as-imagens-1688048584916_320.jpg" alt="Fotógrafo brasileiro captura fenómeno raríssimo conhecido como Sprite. Veja as imagens!"></a></article></aside><p>Ainda assim, avisamos que, quando aumentar muito a imagem, <strong>qualquer pequeno movimento da mão pode tornar-se mais evidente</strong>. Nestes casos, um tripé pequeno ou um suporte para o telemóvel pode fazer uma diferença considerável. </p><div class="texto-destacado">Também pode utilizar o temporizador de dois ou três segundos para evitar que o toque no ecrã faça o aparelho tremer no momento da fotografia.</div><p>E não tire apenas uma fotografia. Faça várias exposições e experimente ligeiramente diferentes níveis de <em>zoom</em> e exposição. Os<em> smartphones</em> têm de lidar com um contraste enorme entre o Sol e o céu, por isso a primeira fotografia nem sempre será a melhor.</p><p>A própria American Astronomical Society recomenda testar o equipamento antes do eclipse, em vez de tentar descobrir definições e enquadramentos quando a Lua já estiver a passar pelo Sol.</p><h2>Há uma fotografia ainda melhor escondida fora do Sol</h2><p>Se quer uma recordação realmente interessante, não passe todo o eclipse a tentar obter um círculo minúsculo e perfeitamente focado no céu. Fotografe as sombras no chão, as pessoas à sua volta, as árvores, os edifícios, ou o horizonte.</p><div class="texto-destacado">Durante um eclipse total, o ambiente pode transformar-se de forma muito rápida e dramática.</div><p>Pode também preparar um pequeno vídeo ou um <em>timelapse</em>. A American Astronomical Society sugere, por exemplo,<strong> pequenos registos de vídeo ao longo das fases parciais </strong>para mostrar a progressão do fenómeno.</p><p>E existe uma vantagem adicional: estas imagens contam a história do eclipse muito melhor do que uma fotografia isolada do Sol.</p><h2>Não se esqueça do calor</h2><p>Há ainda um problema menos falado: agosto em Portugal não é propriamente conhecido pela sua frescura. <strong>O próprio telemóvel aquece durante uma utilização prolongada</strong>, sobretudo quando está a gravar vídeo, a utilizar o GPS, o brilho máximo ou várias funções da câmara. Deixá-lo ao Sol durante longos períodos também não ajuda.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782619" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-para-o-eclipse-solar-de-12-de-agosto-havera-ceu-limpo-o-que-esperar-e-para-onde-olhar.html" title="Tempo em Portugal para o eclipse solar de 12 de agosto: haverá céu limpo? O que esperar e para onde olhar">Tempo em Portugal para o eclipse solar de 12 de agosto: haverá céu limpo? O que esperar e para onde olhar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-para-o-eclipse-solar-de-12-de-agosto-havera-ceu-limpo-o-que-esperar-e-para-onde-olhar.html" title="Tempo em Portugal para o eclipse solar de 12 de agosto: haverá céu limpo? O que esperar e para onde olhar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-para-o-eclipse-solar-de-12-de-agosto-havera-ceu-limpo-o-que-esperar-e-para-onde-olhar-1786188547628_320.jpg" alt="Tempo em Portugal para o eclipse solar de 12 de agosto: haverá céu limpo? O que esperar e para onde olhar"></a></article></aside><p>Por isso,<strong> mantenha o aparelho protegido do calor</strong> quando não estiver a fotografar. Se o telemóvel começar a aquecer demasiado, faça uma pausa.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="American%20Astronomical%20Society" data-year="2026" data-title="How%20to%20Shoot%20Solar-Eclipse%20Images%20%26%20Videos" data-url="https%3A%2F%2Feclipse.aas.org%2Fimaging-video%2Fimages-videos%3Futm_source%3Dchatgpt.com">American Astronomical Society. (2026). <a href="https://eclipse.aas.org/imaging-video/images-videos?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">How to Shoot Solar-Eclipse Images & Videos</a>.</cite><br><cite data-author="NASA" data-year="2026" data-title="Total%20Solar%20Eclipse" data-url="https%3A%2F%2Fscience.nasa.gov%2Feclipses%2Ffuture-eclipses%2Ftotal-solar-eclipse-on-august-12-2026%2F%3Futm_source%3Dchatgpt.com">NASA. (2026). <a href="https://science.nasa.gov/eclipses/future-eclipses/total-solar-eclipse-on-august-12-2026/?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Total Solar Eclipse</a>.</cite><br><cite data-author="Observador" data-year="2026" data-title="Como%20fotografar%20o%20eclipse%20sem%20estragar%20a%20c%C3%A2mara%20do%20telem%C3%B3vel.%20Dicas%20para%20evitar%20os%20principais%20erros%20ao%20tentar%20registar%20um%20momento%20hist%C3%B3rico" data-url="https%3A%2F%2Fobservador.pt%2Fespeciais%2Fcomo-fotografar-o-eclipse-sem-estragar-a-camara-do-telemovel-dicas-para-evitar-os-principais-erros-ao-tentar-registar-um-momento-historico%2F">Observador. (2026). <a href="https://observador.pt/especiais/como-fotografar-o-eclipse-sem-estragar-a-camara-do-telemovel-dicas-para-evitar-os-principais-erros-ao-tentar-registar-um-momento-historico/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Como fotografar o eclipse sem estragar a câmara do telemóvel. Dicas para evitar os principais erros ao tentar registar um momento histórico</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quer-fotografar-o-eclipse-com-o-telemovel-estes-cuidados-podem-salvar-a-sua-camara.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item></channel></rss>