<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Mon, 17 Aug 2026 21:10:15 +0000</lastBuildDate><pubDate>Mon, 17 Aug 2026 21:10:15 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Espelhos espaciais poderiam brilhar mais do que a lua cheia, e a comunidade científica está alarmada]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/espelhos-espaciais-poderiam-brilhar-mais-do-que-a-lua-cheia-e-a-comunidade-cientifica-esta-alarmada.html</link><pubDate>Mon, 17 Aug 2026 17:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A Reflect Orbital tem como objetivo captar a luz solar sempre que necessário, recorrendo a tecnologia espacial e terrestre. Um novo estudo pré-publicado sugere que os espelhos instalados em satélites poderão iluminar o céu noturno muito mais do que o previsto.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/space-mirrors-could-outshine-the-full-moon-and-the-scientific-community-is-alarmed-1786802407859.jpeg" data-image="xyecribw0ksv" alt="Reflect Orbital constellation" title="Reflect Orbital constellation"><figcaption>A Reflect Orbital espera, no futuro, vender «luz solar a pedido», fornecendo energia solar após o pôr-do-sol e antes do nascer do sol a clientes pagantes. O conceito assenta numa constelação de satélites equipados com espelhos.</figcaption></figure><p><strong>E se o céu noturno estivesse sempre iluminado pela lua? </strong>A Reflect Orbital, uma startup tecnológica da Califórnia, obteve a aprovação da Comissão Federal de Comunicações (FCC) para lançar um protótipo de satélite capaz de transmitir radiação solar à Terra, sempre que necessário. A solução assenta numa constelação de satélites em órbita, equipados com espelhos gigantes concebidos para refletir a luz solar para painéis solares gigantes instalados na Terra.</p><p>A Reflect Orbital pretende lançar uma <strong>rede de até 50 000 satélites equipados com espelhos até 2035</strong>, a fim de aproveitar melhor a radiação solar e reduzir a dependência dos combustíveis fósseis.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr"> Brighter than the Moon: the impact of orbital mirrors<br><br>Reflect Orbital plans to launch giant mirrors into orbit to reflect sunlight onto Earth at night. New modeling reveals that such illumination would drastically increase light pollution.<br><br>A single 54-meter satellite beaming <a href="https://t.co/zJxIEChpil">pic.twitter.com/zJxIEChpil</a></p>— Black Hole (@konstructivizm) <a href="https://x.com/konstructivizm/status/2088587506505650499?ref_src=twsrc%5Etfw">August 15, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>"O problema é que a energia solar não está disponível quando realmente precisamos dela"</strong>, afirmou Ben Nowack, diretor executivo da Reflect Orbital, na Conferência Internacional sobre Energia Espacial de 2024, realizada em Londres.</p><p>A nave espacial de teste, cujo lançamento está previsto para 2026, a Earendil-1, irá desdobrar um espelho com 18 metros 18 metros na órbita terrestre baixa. Irá projetar um feixe de luz solar refletida com cerca de 4,83 quilómetros de largura para a superfície da Terra. A Reflect Orbital compara o aumento da radiação solar noturna a um<strong> "brilho suave semelhante ao da lua"</strong>.</p><h2>A reação: investigação e preocupações ambientais</h2><p>A aprovação concedida pela FCC à Reflect Orbital, em julho, para o lançamento do Earendil-1 foi <strong>alvo de uma onda de críticas </strong>por parte de astrónomos e especialistas em vida selvagem. A Sociedade Astronómica Americana (AAS) enviou uma carta à FCC a opor-se à concessão da licença.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">By 2035, Reflect Orbital aims to launch up to 50,000 satellites equipped with mirrors to provide sunlight to Earth-based solar panels. Critics are concerned about impacts on wildlife, astronomy research and human health. <a href="https://t.co/LO6AuZp2RY">https://t.co/LO6AuZp2RY</a></p>— Smithsonian Magazine (@SmithsonianMag) <a href="https://x.com/SmithsonianMag/status/2088037929398550965?ref_src=twsrc%5Etfw">August 13, 2026</a></blockquote></figure><p>A AAS referiu preocupações relativamente ao <strong>aumento da poluição luminosa, ao risco de danos oculares para os astrónomos amadores e às distrações para os pilotos</strong>. Salientou ainda que os observatórios financiados pelo governo federal poderiam estar a desperdiçar recursos públicos, caso esses telescópios se tornassem ineficazes devido ao aumento da poluição luminosa.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg><strong>Algumas pessoas podem querer transformar a noite em dia, mas outras não. — Stacy McGaugh, presidente do departamento de astronomia da Universidade Case Western Reserve</strong><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os especialistas em vida selvagem também manifestaram preocupações. A DarkSky International, que também se opõe à proposta da FCC, alertou que<strong> a luz artificial poderia introduzir um novo e poderoso fator de stress nos ecossistemas noturnos</strong>. Estudos anteriores demonstraram que mesmo níveis baixos de luz artificial introduzidos durante a noite perturbam os padrões de navegação, migração, alimentação e reprodução em centenas de espécies.</p><h2>Novo estudo regista um brilho semelhante ao da lua cheia</h2><p>O novo artigo, atualmente publicado no arXiv (um arquivo de pré-impressões de artigos académicos de acesso aberto), detalha um estudo realizado em colaboração entre a Academia Eslovaca de Ciências e o Departamento de Ciências Astrofísicas de Princeton. O estudo <strong>modelou o brilho do céu para observadores tanto dentro como fora da área iluminada</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777406" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-alertam-o-espaco-esta-se-esgotando-milhoes-de-satelites-ameacam-apagar-as-estrelas.html" title="Astrónomos alertam: 'O espaço está a esgotar-se, milhões de satélites ameaçam apagar as estrelas'">Astrónomos alertam: "O espaço está a esgotar-se, milhões de satélites ameaçam apagar as estrelas"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-alertam-o-espaco-esta-se-esgotando-milhoes-de-satelites-ameacam-apagar-as-estrelas.html" title="Astrónomos alertam: 'O espaço está a esgotar-se, milhões de satélites ameaçam apagar as estrelas'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/los-astronomos-advierten-el-espacio-se-queda-sin-espacio-millones-de-satelites-amenazan-con-apagar-las-estrellas-1783258355034_320.jpg" alt="Astrónomos alertam: 'O espaço está a esgotar-se, milhões de satélites ameaçam apagar as estrelas'"></a></article></aside><p>Os resultados preliminares comparam o brilho ao da lua cheia. E, uma vez que os satélites se deslocam rapidamente no céu, o estudo afirma que <strong>seria necessária uma constelação de milhares de satélites para garantir uma iluminação constante</strong>. É de salientar que o estudo ainda não foi submetido a uma revisão por pares completa.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/espelhos-espaciais-poderiam-brilhar-mais-do-que-a-lua-cheia-e-a-comunidade-cientifica-esta-alarmada.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Morcego-do-norte detetado na Península Ibérica pela primeira vez: o que significa esta descoberta?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/morcego-do-norte-detetado-na-peninsula-iberica-pela-primeira-vez-o-que-significa-esta-descoberta.html</link><pubDate>Mon, 17 Aug 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Foi identificado pela primeira vez na Península Ibérica um exemplar de morcego-do-norte (Cnephaeus Nilssonii). A descoberta, ocorrida no passado dia 20 de julho por parte de investigadores catalães, possui contornos intrigantes e inesperados. Perceba aqui porquê!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/morcego-do-norte-detetado-na-peninsula-iberica-pela-primeira-vez-o-que-significa-esta-descoberta-1786970705325.jpg" data-image="inp7w7coit97"><figcaption>Uma descoberta inesperada está a levar uns investigadores catalães a repensar a distribuição de algumas espécies de morcegos na Europa. Imagem: © Grup de Recerca BiBio </figcaption></figure><p><strong>No Parque Natural do Cadí-Moixeró (Catalunha) foi identificado pela primeira vez na Península Ibérica um exemplar de morcego-do-norte</strong> (<strong><em>Cnephaeus Nilssonii</em></strong>), uma espécie particularmente adaptada aos ambientes frios do norte da Europa, sobretudo em regiões e países como a Escandinávia, Finlândia e Rússia, embora também seja frequentemente encontrada nos Alpes (cadeia montanhosa do Centro-Sul da Europa).</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Numa só noite a equipa capturou 231 morcegos pertencentes a 12 espécies. Entre eles encontrava-se um macho adulto de morcego-do-norte, uma espécie que até agora era conhecida sobretudo por se distribuir por<strong> regiões boreais da Europa (Escandinávia, Finlândia e Rússia), mas também em zonas montanhosas do Centro-Sul europeu como os Alpes.</strong><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>A descoberta ocorreu no passado dia 20 de julho</strong> no âmbito de uma campanha de monitorização promovida pelo Parque Natural do Cadí-Moixeró em colaboração com o grupo de investigação BiBio, integrado no Centro Tecnológico BETA, e o Museu de Ciências Naturais de Granollers (Barcelona).</p><h2>O que é o morcego-do-norte? Conheça as suas principais características</h2><p>Possui uma <strong>extraordinária capacidade de adaptação, resistência e sobrevivência aos ambientes frios, é insetívora</strong> (especialmente insetos voadores), ajudando, por isso, no controlo de populações de pragas. É uma das espécies de morcego mais setentrionais do planeta, sendo, de momento, uma das poucas entre os mamíferos que é capaz de se <strong>reproduzir acima do Círculo Polar Ártico</strong>.</p><p>A sua sobrevivência em regiões com longos e rigorosos invernos está associada a <strong>adaptações fisiológicas</strong> que lhe permitem enfrentar períodos de escassez de alimento e temperaturas muito baixas, e em termos de habital tem preferência por florestas boreais de coníferas e zonas montanhosas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762868" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-tornado-de-morcegos-emerge-de-uma-gruta-no-mexico-este-e-o-fenomeno-natural-que-fascina-o-mundo.html" title="Um “tornado de morcegos” emerge de uma gruta no México: este é o fenómeno natural que fascina o mundo">Um “tornado de morcegos” emerge de uma gruta no México: este é o fenómeno natural que fascina o mundo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-tornado-de-morcegos-emerge-de-uma-gruta-no-mexico-este-e-o-fenomeno-natural-que-fascina-o-mundo.html" title="Um “tornado de morcegos” emerge de uma gruta no México: este é o fenómeno natural que fascina o mundo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/video-impresionante-tornado-de-murcielagos-en-mexico-un-fenomeno-natural-que-fascina-al-mundo-1775565647040_320.jpg" alt="Um “tornado de morcegos” emerge de uma gruta no México: este é o fenómeno natural que fascina o mundo"></a></article></aside><p>Entre as adaptações fisiológicas referidas encontra-se a capacidade de entrar em <strong>torpor</strong>, um estado de atividade metabólica reduzida que funciona como uma espécie de<strong> “hibernação de curta duração” </strong>e que pode durar menos de 24 horas. Com o metabolismo baixo, o animal consegue assim <strong>reduzir consideravelmente o consumo de energia</strong>.</p><h2>Esta descoberta levanta agora várias questões</h2><p><strong>O achado inédito despertou de imediato múltiplas questões nas cabeças dos investigadores</strong>. Será que existe uma população de morcegos-do-norte no Parque Natural de Cadí-Moixeró? Terá este exemplar chegado à Península Ibérica a partir dos Alpes? Ou será somente um vestígio de populações que sobreviveram no sul da Europa desde as últimas glaciações e que se mantiveram indetetadas até aos dias de hoje?</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/morcego-do-norte-detetado-na-peninsula-iberica-pela-primeira-vez-o-que-significa-esta-descoberta-1786970546867.jpg" data-image="zkmicsxxfpb4"><figcaption>A equipa está agora a preparar a publicação científica que irá formalizar a descrição do primeiro registo da presença do morcego-do-norte na Península Ibérica.</figcaption></figure><p>Os cientistas procuram igualmente compreender se <strong>há alguma relação entre esta descoberta e a presença do morcego argênteo (<em>Vespertilio murinus</em>)</strong>, outra espécie de distribuição predominantemente nórdica que foi recentemente identificada no mesmo parque pela mesma equipa.</p><p>Os resultados da análise morfológica e genética do espécime recolhido de morcego-do-norte deverão ajudar a determinar a sua origem e <strong>a compreender melhor a história e a atual distribuição desta espécie na Europa</strong>. Esta descoberta pode abrir uma nova janela sobre a capacidade de adaptação, dispersão e persistência dos morcegos perante as profundas alterações ambientais ocorridas ao longo da história do continente.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Agencia%20EFE" data-year="2026" data-title="Localizado%20pela%20primeira%20vez%20um%20exemplar%20de%20morcego-do-norte%20na%20Pen%C3%ADnsula%20Ib%C3%A9rica" data-url="https%3A%2F%2Fcnnportugal.iol.pt%2Fmorcego-do-norte%2Fcnephaeus-nilssonii%2Flocalizado-pela-primeira-vez-um-exemplar-de-morcego-do-norte-na-peninsula-iberica%2F20260809%2F6a785022d34ed0733ba7eee4">Agencia EFE. (2026). <a href="https://cnnportugal.iol.pt/morcego-do-norte/cnephaeus-nilssonii/localizado-pela-primeira-vez-um-exemplar-de-morcego-do-norte-na-peninsula-iberica/20260809/6a785022d34ed0733ba7eee4" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Localizado pela primeira vez um exemplar de morcego-do-norte na Península Ibérica</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/morcego-do-norte-detetado-na-peninsula-iberica-pela-primeira-vez-o-que-significa-esta-descoberta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Há uma ilha açoriana que decidiu proteger milhões de anos de história. O mundo começou a segui-la]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ha-uma-ilha-acoriana-que-decidiu-proteger-milhoes-de-anos-de-historia-o-mundo-comecou-a-segui-la.html</link><pubDate>Mon, 17 Aug 2026 15:45:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Santa Maria preserva o mais importante património paleontológico insular do Atlântico Norte e criou um modelo único de conservação que já inspira outros arquipélagos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ha-uma-ilha-acoriana-que-decidiu-proteger-milhoes-de-anos-de-historia-o-mundo-comecou-a-segui-la-1786973552601.jpg" data-image="z0zjm110z8cc" alt="Santa Maria, Açores" title="Santa Maria, Açores"><figcaption>Santa Maria preserva o mais importante património paleontológico insular do Atlântico Norte, resultado de uma história geológica única entre as ilhas dos Açores. Foto: Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Durante milhões de anos, o mar contou uma história sobre a <strong>ilha de Santa Maria</strong>. Primeiro ergueu-a a partir de vulcões submarinos. Depois desgastou-a até a fazer desaparecer sob as águas. Muito mais tarde, devolveu-a à superfície, trazendo consigo um <strong>património raro de fósseis marinhos</strong> que permaneceu preservado até aos nossos dias.</p><p>É essa longa memória geológica que, desde 2018, o Paleoparque de Santa Maria protege. O projeto, que celebra este mês oito anos de existência, tornou-se o <strong>primeiro do mundo a abranger todo o património paleontológico de uma ilha inteira</strong>. Mais do que preservar algumas jazidas excecionais, protege uma paisagem completa. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Cada arriba, cada camada de rocha e cada afloramento ajudam a reconstruir um capítulo da longa travessia do Atlântico.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A <strong>singularidade deste modelo</strong> já despertou o interesse de arquipélagos como as Canárias e Cabo Verde, que estudam formas de adaptar a experiência açoriana aos seus próprios territórios. Poucos lugares, afinal, conseguem reunir uma combinação tão rara entre <strong>riqueza científica</strong>, <strong>proteção legal</strong> e <strong>investigação</strong> <strong>continuada</strong>.</p><h2>Uma ilha que conserva o que as outras perderam</h2><p>Santa Maria distingue-se das restantes ilhas dos Açores por ser a mais antiga do arquipélago e estar há mais de <strong>dois milhões de anos sem atividade vulcânica significativa</strong>. Essa aparente tranquilidade geológica acabou por se transformar numa extraordinária vantagem científica.</p><p>Há cerca de seis a <strong>oito milhões de anos</strong>, depois de emergir do fundo do oceano, a ilha atravessou um longo período de submersão. Durante esse intervalo, o topo do antigo edifício vulcânico ficou coberto por <strong>sedimentos marinhos</strong> ricos em conchas, moluscos, dentes de tubarão e restos de grandes cetáceos. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Quando novas erupções e movimentos tectónicos voltaram a elevar Santa Maria acima do nível do mar, essas camadas fossilíferas permaneceram expostas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Nas restantes ilhas açorianas, o percurso foi bem diferente. As sucessivas erupções cobriram os sedimentos mais antigos com novas escoadas lávicas, apagando grande parte desse registo. Em Santa Maria, pelo contrário, a <strong>ausência de vulcanismo recente</strong> permitiu conservar um arquivo geológico excecional.</p><p>É por isso que a ilha alberga a <strong>maior jazida de fósseis a céu aberto do Atlântico Norte </strong>e constitui um caso raro de conservação de fósseis em contexto estritamente insular, uma realidade praticamente sem paralelo à escala mundial.</p><h2>O passado continua a produzir conhecimento</h2><p>A riqueza paleontológica de Santa Maria começou por despertar a curiosidade dos investigadores. Hoje, alimenta <strong>uma das mais consistentes linhas de investigação </strong>desenvolvidas em território insular.</p><p>Nas últimas duas décadas, equipas do <strong>Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade dos Açores</strong>, em colaboração com dezenas de especialistas nacionais e internacionais, têm regressado sucessivamente à ilha para estudar os seus depósitos fossilíferos. O resultado é impressionante.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ha-uma-ilha-acoriana-que-decidiu-proteger-milhoes-de-anos-de-historia-o-mundo-comecou-a-segui-la-1786973661308.jpg" data-image="d8mghhdozsnx" alt="Cauda de baleia a emergir no oceano" title="Cauda de baleia a emergir no oceano"><figcaption>As jazidas fósseis de Santa Maria conservam vértebras de baleias com milhões de anos, um dos achados mais raros do património paleontológico açoriano. Foto: Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Enquanto nas restantes ilhas açorianas os vestígios de <strong>baleias</strong> resumem-se, regra geral, a um dente ou a um fragmento isolado de vértebra, Santa Maria preserva vários locais onde surgem <strong>vértebras completas</strong> destes grandes cetáceos. A qualidade da conservação tornou a ilha uma <strong>referência</strong> para compreender a evolução dos ecossistemas do Atlântico durante o <strong>Pliocénico</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Mas talvez o mais extraordinário seja perceber que esta história continua longe do fim. À medida que novas escavações avançam e as coleções são analisadas, continuam a surgir perguntas inéditas e descobertas capazes de reescrever capítulos da história natural da ilha.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>E foi precisamente essa sucessão de descobertas que levou Santa Maria a dar um passo que nenhum outro território tinha ousado dar. Em vez de proteger apenas alguns dos seus locais mais emblemáticos, decidiu <strong>preservar toda a memória geológica</strong> que ainda permanecia gravada na paisagem. É aí que começa a história singular do Paleoparque de Santa Maria.</p><h2>A ciência revelou uma ilha ainda mais extraordinária</h2><p>À medida que os investigadores regressavam a Santa Maria, tornava-se evidente que a ilha escondia muito mais do que alguns depósitos fossilíferos isolados. Cada nova campanha de campo acrescentava <strong>peças a um puzzle</strong> que continuava longe de estar completo e ajudava a perceber que aquele património ultrapassava largamente o que se conhecia até então.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ha-uma-ilha-acoriana-que-decidiu-proteger-milhoes-de-anos-de-historia-o-mundo-comecou-a-segui-la-1786973761086.jpg" data-image="af3qppqx08qr" alt="Casa dos Fósseis, Paleoparque de Santa Maria" title="Casa dos Fósseis, Paleoparque de Santa Maria"><figcaption>A Casa dos Fósseis, em Vila do Porto, reúne parte do património paleontológico de Santa Maria e aproxima o público de milhões de anos de história da ilha. Foto: Universidade dos Açores</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Um dos momentos decisivos aconteceu quando um estudo publicado na revista <em>Geoheritage</em> reavaliou o património paleontológico e geológico da ilha. O trabalho identificou muito mais locais de interesse científico do que os anteriormente reconhecidos, <strong>aumentando o número de geossítios de 15 para 26</strong> e propondo a classificação de alguns dos mais emblemáticos como monumentos naturais.</p><p>Pouco depois, outra investigação confirmou que a famosa <strong>Pedra-que-pica</strong> representa a <strong>maior acumulação fóssil multiespecífica</strong> conhecida em plataformas de ilhas oceânicas vulcânicas em todo o planeta. Outros estudos revelaram ainda a extraordinária riqueza de moluscos marinhos fossilizados e reforçaram a importância das <strong>jazidas</strong> <strong>de cetáceos</strong>, onde surgem vértebras inteiras preservadas de forma excecional, uma raridade mesmo entre os grandes depósitos fósseis mundiais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782018" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tudo-comecou-com-um-osso-hoje-podera-ser-o-dinossauro-mais-completo-encontrado-em-portugal.html" title="Tudo começou com um osso. Hoje poderá ser o dinossauro mais completo encontrado em Portugal">Tudo começou com um osso. Hoje poderá ser o dinossauro mais completo encontrado em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tudo-comecou-com-um-osso-hoje-podera-ser-o-dinossauro-mais-completo-encontrado-em-portugal.html" title="Tudo começou com um osso. Hoje poderá ser o dinossauro mais completo encontrado em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tudo-comecou-com-um-osso-hoje-podera-ser-o-dinossauro-mais-completo-encontrado-em-portugal-1785852129349_320.jpg" alt="Tudo começou com um osso. Hoje poderá ser o dinossauro mais completo encontrado em Portugal"></a></article></aside><p>Nenhuma destas descobertas surgiu isoladamente. São o resultado de mais de <strong>vinte anos de trabalho desenvolvido por uma vasta equipa multidisciplinar </strong>que reuniu geólogos, paleontólogos, biólogos, oceanógrafos, geoquímicos, estatísticos e muitos outros especialistas. Até artistas, realizadores e jornalistas acompanharam algumas das expedições, ajudando a transformar esse conhecimento em património partilhado pela sociedade.</p><h2>Um modelo que inspira outros arquipélagos</h2><p>Foi precisamente essa sucessão de descobertas que levou a Região Autónoma dos Açores a criar o Paleoparque de Santa Maria. Mais do que uma área protegida, trata-se de um <strong>modelo de conservação sem paralelo</strong>. </p><p>Pela primeira vez, todo o património paleontológico de uma ilha passou a beneficiar de um enquadramento legal específico, permitindo definir zonas de acesso condicionado ou totalmente protegidas para garantir a preservação das jazidas fósseis mais sensíveis.</p><p>A proteção não se limita, contudo, aos afloramentos rochosos. A <strong>Casa dos Fósseis, integrada no Centro de Interpretação Ambiental Dalberto Pombo</strong>, em Vila do Porto, aproxima este património do público através de exposições e atividades de divulgação científica, mostrando que preservar também significa compreender.</p><h2>A história continua a escrever-se</h2><p>O <strong>oitavo aniversário</strong><strong> do paleoparque </strong>não assinala o fim de um percurso. Marca apenas mais um capítulo de uma investigação que continua a revelar novos segredos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="759691" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/escavacoes-em-tomar-e-torres-novas-vao-contar-a-historia-de-500-mil-anos-de-evolucao-humana.html" title="Escavações em Tomar e Torres Novas vão contar a história de 500 mil anos de evolução humana">Escavações em Tomar e Torres Novas vão contar a história de 500 mil anos de evolução humana</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/escavacoes-em-tomar-e-torres-novas-vao-contar-a-historia-de-500-mil-anos-de-evolucao-humana.html" title="Escavações em Tomar e Torres Novas vão contar a história de 500 mil anos de evolução humana"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/escavacoes-em-tomar-e-torres-novas-vao-contar-a-historia-de-500-mil-anos-de-evolucao-humana-1773927722353_320.jpg" alt="Escavações em Tomar e Torres Novas vão contar a história de 500 mil anos de evolução humana"></a></article></aside><p>Os cientistas estimam que, ao longo dos próximos anos, serão publicados cerca de duas dezenas de novos trabalhos científicos baseados no material recolhido em Santa Maria. Alguns poderão ter<strong> </strong><strong>impacto internacional </strong>e voltar a colocar a ilha açoriana no<strong> centro</strong><strong> da </strong><strong>investigação </strong>sobre a evolução dos ecossistemas marinhos do Atlântico.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="S.%20P.%20%C3%81vila%2C%20M.%20Cach%C3%A3o%2C%20R.%20S.%20Ramalho%2C%20A.%20Z.%20Botelho%2C%20P.%20Madeira%2C%20A.%20C.%20Rebelo%2C%20R.%20Cordeiro%2C%20C.%20Melo%2C%20A.%20Hip%C3%B3lito%2C%20M.%20A.%20Ventura%20%26%20J.%20H.%20Lipps" data-year="" data-title="The%20Palaeontological%20Heritage%20of%20Santa%20Maria%20Island%20(Azores%2C%20NE%20Atlantic)%3A%20a%20Re-evaluation%20of%20Geosites%20in%20GeoPark%20Azores%20and%20Their%20Use%20in%20Geotourism%2C%20Geoheritage" data-url="https%3A%2F%2Flink.springer.com%2Farticle%2F10.1007%2Fs12371-015-0148-x">S. P. Ávila, M. Cachão, R. S. Ramalho, A. Z. Botelho, P. Madeira, A. C. Rebelo, R. Cordeiro, C. Melo, A. Hipólito, M. A. Ventura & J. H. Lipps. <a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s12371-015-0148-x" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The Palaeontological Heritage of Santa Maria Island (Azores, NE Atlantic): a Re-evaluation of Geosites in GeoPark Azores and Their Use in Geotourism, Geoheritage</a>.</cite><br><cite data-author="S%C3%A9rgio%20P.%20%C3%81vila%2C%20Ricardo%20Ramalho%2C%20J%C3%B6rg%20Habermann%2C%20Rui%20Quartau%2C%20Andreas%20Kroh%2C%20Bj%C3%B6rn%20Berning%2C%20Markes%20Johnson%2C%20et%20al." data-year="" data-title="Palaeoecology%2C%20taphonomy%2C%20and%20preservation%20of%20a%20lower%20Pliocene%20shell%20bed%20(coquina)%20from%20a%20volcanic%20oceanic%20island%20(Santa%20Maria%20Island%2C%20Azores%2C%20NE%20Atlantic%20Ocean).%20Palaeogeography%2C%20Palaeoclimatology%2C%20Palaeoecology" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedirect.com%2Fscience%2Farticle%2Fabs%2Fpii%2FS0031018215002163">Sérgio P. Ávila, Ricardo Ramalho, Jörg Habermann, Rui Quartau, Andreas Kroh, Björn Berning, Markes Johnson, et al.. <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0031018215002163" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Palaeoecology, taphonomy, and preservation of a lower Pliocene shell bed (coquina) from a volcanic oceanic island (Santa Maria Island, Azores, NE Atlantic Ocean). Palaeogeography, Palaeoclimatology, Palaeoecology</a>.</cite><br><cite data-author="S.%20P.%20%C3%81vila%2C%20M.%20Cach%C3%A3o%2C%20R.%20S.%20Ramalho%2C%20A.%20Z.%20Botelho%2C%20P.%20Madeira%2C%20A.%20C.%20Rebelo%2C%20R.%20Cordeiro%2C%20C.%20Melo%2C%20A.%20Hip%C3%B3lito%2CM.%20A.%20Ventura%2C%20et%20al." data-year="" data-title="Restos%20fossilizados%20de%20cet%C3%A1ceos%20em%20Santa%20Maria%2C%20Geoheritage" data-url="https%3A%2F%2Fwww.researchgate.net%2Fprofile%2FSergio-Avila-7%2Fpublication%2F274082713_The_Palaeontological_Heritage_of_Santa_Maria_Island_Azores_NE_Atlantic_a_Re-evaluation_of_Geosites_in_GeoPark_Azores_and_Their_Use_in_Geotourism%2Flinks%2F653ff1e23cc79d48c5bc53e5%2FThe-Palaeontological-Heritage-of-Santa-Maria-Island-Azores-NE-Atlantic-a-Re-evaluation-of-Geosites-in-GeoPark-Azores-and-Their-Use-in-Geotourism.pdf">S. P. Ávila, M. Cachão, R. S. Ramalho, A. Z. Botelho, P. Madeira, A. C. Rebelo, R. Cordeiro, C. Melo, A. Hipólito,M. A. Ventura, et al.. <a href="https://www.researchgate.net/profile/Sergio-Avila-7/publication/274082713_The_Palaeontological_Heritage_of_Santa_Maria_Island_Azores_NE_Atlantic_a_Re-evaluation_of_Geosites_in_GeoPark_Azores_and_Their_Use_in_Geotourism/links/653ff1e23cc79d48c5bc53e5/The-Palaeontological-Heritage-of-Santa-Maria-Island-Azores-NE-Atlantic-a-Re-evaluation-of-Geosites-in-GeoPark-Azores-and-Their-Use-in-Geotourism.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Restos fossilizados de cetáceos em Santa Maria, Geoheritage</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ha-uma-ilha-acoriana-que-decidiu-proteger-milhoes-de-anos-de-historia-o-mundo-comecou-a-segui-la.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cientistas dos EUA demonstram que as florestas demoraram 100 000 anos a recuperar após aquecimento semelhante ao atual]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-dos-eua-demonstram-que-as-florestas-demoraram-100-000-anos-a-recuperar-apos-aquecimento-semelhante-ao-atual.html</link><pubDate>Mon, 17 Aug 2026 14:53:22 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Alguns fósseis encontrados no Wyoming revelam que, após o aquecimento global ocorrido há 56 milhões de anos, as florestas demoraram mais de 100 000 anos a recuperar-se. Um aviso geológico que desmente o suposto benefício do excesso de dióxido de carbono.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientifico-muestran-que-los-bosques-tardaron-100-000-anos-en-recuperarse-tras-un-calentamiento-similar-al-actual-1786800610006.jpg" data-image="kdae9x6w24y0"><figcaption>As florestas, que abrigam múltiplos ecossistemas, são fortemente afetadas por secas e incêndios florestais. A sua recuperação demora muito mais tempo do que imaginamos.</figcaption></figure><p>Imaginar o planeta como uma máquina autossuficiente, capaz de se autorregular em questão de décadas após um impacto climático, é uma ilusão piadosa. A história geológica da<strong> Terra contém severas advertências sobre a fragilidade dos nossos ecossistemas</strong>.</p><p>Um estudo recente e revelador, baseado na análise de fósseis botânicos na bacia de Bighorn, no Wyoming, revelou que, após o episódio de aquecimento global mais semelhante ao atual, ocorrido há 56 milhões de anos, a cobertura florestal <strong>da Terra demorou mais de 100 000 anos a restaurar a densidade das suas copas e a plenitude das suas funções biológicas</strong>.</p><h2>Uma viagem ao passado: o grande espelho térmico do Paleoceno-Eoceno</h2><p>Para avaliar a magnitude das alterações climáticas atuais, os paleoclimatologistas voltam o seu olhar para <strong>o Máximo Térmico do Paleoceno-Eoceno (PETM, na sigla em inglês)</strong>. Durante este fenómeno, desencadeado por uma injeção maciça de carbono na atmosfera, <strong>as temperaturas globais dispararam entre</strong><strong> 5 °C e 8 °C</strong> num período geologicamente curto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientifico-muestran-que-los-bosques-tardaron-100-000-anos-en-recuperarse-tras-un-calentamiento-similar-al-actual-1786799048342.jpg" data-image="c4x410nvb8ai"><figcaption>Evolução da temperatura média global ao longo dos últimos 65 milhões de anos, evidenciando o aumento repentino de 8 °C entre o Paleoceno e o Eoceno. Fonte: História da Terra</figcaption></figure><p>O cenário meteorológico global mudou drasticamente, intensificando as secas regionais e alterando completamente o ciclo hidrológico. Ao analisar a estrutura celular e a densidade dos estômatos em folhas fossilizadas dessa época, <strong>as investigadoras descobriram que a copa das árvores</strong> (a camada superior de folhas e ramos que cobre o solo da floresta e regula o microclima terrestre) <strong>entrou em colapso retumbante, perdendo até 60 % da sua cobertura habitual</strong>.</p><h2>O mito do "reverdecimento" devido ao excesso de dióxido de carbono</h2><p>Durante anos, tem-se argumentado de forma simplista que <strong>as concentrações mais elevadas de dióxido de carbono (CO₂) atuam como um fertilizante natural</strong> que beneficia indiscriminadamente a vegetação. No entanto, as descobertas no Wyoming refutam categoricamente esta hipótese em cenários de aquecimento severo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientifico-muestran-que-los-bosques-tardaron-100-000-anos-en-recuperarse-tras-un-calentamiento-similar-al-actual-1786799396890.jpg" data-image="dnb7ss9aecjs"><figcaption>Inicialmente, o aumento do CO<sub>2</sub> pode ser benéfico para as árvores, mas as suas outras consequências, como o aumento da temperatura, as secas e os incêndios, prejudicam rapidamente a cobertura vegetal.</figcaption></figure><p>Embora o CO<sub>2</sub> estimule a fotossíntese em condições controladas, <strong>as temperaturas extremamente elevadas e o stress hídrico extremo associados ao PETM ofuscaram qualquer benefício</strong> <strong>potencial</strong> do gás. Em vez de um planeta mais verde e frondoso, a Terra sofreu uma aridez acentuada, a degradação dos seus solos e a formação de florestas com vegetação rala e matagais. <strong>A cobertura vegetal perdeu a sua capacidade fotossintética ideal</strong> e o seu papel como sumidouro eficiente de carbono.</p><h2>Uma lição geológica para a encruzilhada climática atual</h2><p>A lição central que este registo fóssil nos transmite é a assimetria temporal do clima: enquanto <strong>a emissão de gases com efeito de estufa e a alteração da atmosfera ocorrem numa questão de séculos</strong> (ou décadas, no caso da humanidade moderna), a recuperação biológica da Terra mede-se em tempos geológicos.</p><div class="texto-destacado">Desestabilizar o clima leva décadas; a regeneração biológica da Terra requer milhares de séculos.</div><p>O facto de as florestas antigas terem demorado mais de 100 000 anos a restaurar a sua vegetação exuberante sublinha que <strong>a biodiversidade e a estrutura florestal atual não se adaptarão ao ritmo desenfreado das emissões antropogénicas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782550" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-florestas-secretas-de-taiwan-guardam-alguns-dos-maiores-gigantes-da-asia.html" title="As florestas secretas de Taiwan guardam alguns dos maiores gigantes da Ásia">As florestas secretas de Taiwan guardam alguns dos maiores gigantes da Ásia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-florestas-secretas-de-taiwan-guardam-alguns-dos-maiores-gigantes-da-asia.html" title="As florestas secretas de Taiwan guardam alguns dos maiores gigantes da Ásia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-florestas-secretas-de-taiwan-guardam-alguns-dos-maiores-gigantes-da-asia-1786142274067_320.jpg" alt="As florestas secretas de Taiwan guardam alguns dos maiores gigantes da Ásia"></a></article></aside><p>Proteger as florestas existentes não é apenas uma estratégia de conservação, mas uma urgência absoluta se se pretender<strong> evitar um colapso do ecossistema cujas consequências se farão sentir ao longo de milhares de gerações</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="The%20Conversation" data-year="2026" data-title="Ancient%20forests%20took%20100%2C000%20years%20to%20recover%20from%20the%20last%20global%20warming%20period%20similar%20to%20today%20%E2%80%93%20Wyoming%20fossils%20reveal%20what%20happened" data-url="https%3A%2F%2Ftheconversation.com%2Fancient-forests-took-100-000-years-to-recover-from-the-last-global-warming-period-similar-to-today-wyoming-fossils-reveal-what-happened-289462">The Conversation. (2026). <a href="https://theconversation.com/ancient-forests-took-100-000-years-to-recover-from-the-last-global-warming-period-similar-to-today-wyoming-fossils-reveal-what-happened-289462" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Ancient forests took 100,000 years to recover from the last global warming period similar to today – Wyoming fossils reveal what happened</a>.</cite><br><cite data-author="Historia%20de%20la%20Tierra" data-year="" data-title="El%20m%C3%A1ximo%20t%C3%A9rmico%20Paleoceno-Eoceno" data-url="https%3A%2F%2Fwww.historiadelatierra.com%2Fevento-34">Historia de la Tierra. <a href="https://www.historiadelatierra.com/evento-34" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">El máximo térmico Paleoceno-Eoceno</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-dos-eua-demonstram-que-as-florestas-demoraram-100-000-anos-a-recuperar-apos-aquecimento-semelhante-ao-atual.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O modelo ECMWF altera a distribuição da chuva: consulte as zonas mais afetadas nos próximos 7 dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-modelo-ecmwf-altera-a-distribuicao-da-chuva-consulte-as-zonas-mais-afetadas-nos-proximos-7-dias.html</link><pubDate>Mon, 17 Aug 2026 14:25:39 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A chuva deverá regressar a várias regiões de Portugal continental nos próximos dias. A previsão do ECMWF mostra, contudo, uma distribuição bastante desigual da precipitação, com diferenças significativas entre o Norte, Centro e Sul.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xayi24u"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xayi24u.jpg" id="xayi24u"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A possibilidade de chuva em Portugal continental tem vindo a ganhar consistência nas previsões para a segunda metade de agosto, mas as atualizações mais recentes do ECMWF alteram a sua distribuição. <strong>Nos próximos sete dias, a precipitação deverá surgir em diferentes momentos e regiões</strong>, com os maiores acumulados concentrados no Norte.</p><h2>Interior Norte concentra os maiores acumulados de precipitação</h2><p>Ao longo dos próximos sete dias, <strong>o Minho e a metade norte do distrito de Vila Real deverão concentrar os maiores acumulados</strong>, com 10 a 15 mm e mais de 15 mm nas zonas de relevo. Entre o Douro Litoral e o interior Norte, os valores situam-se entre 5 e 10 mm.</p><p>No Centro, predominam acumulados de 1 a 5 mm. <strong>A precipitação torna-se mais escassa no Alentejo, sobretudo para sul, e no Algarve</strong> os valores ficam abaixo dos 3 mm. As previsões semanais reforçam esta distribuição, com anomalias positivas mais evidentes no Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-modelo-ecmwf-altera-a-distribuicao-da-chuva-consulte-as-zonas-mais-afetadas-nos-proximos-7-dias-1786972882959.jpg" data-image="vanlvbwc1qbd"><figcaption>O ECMWF concentra os maiores acumulados de precipitação dos próximos sete dias no Norte, sobretudo no Minho e no distrito de Vila Real, onde poderão aproximar-se dos 15 a 20 mm em alguns locais. Os quantitativos diminuem em direção ao Centro e, de forma mais acentuada, ao Sul.</figcaption></figure><p>Nesta segunda-feira, dia 17, a precipitação terá uma distribuição irregular. Os mapas apontam para aguaceiros sobretudo no Centro e Sul, com alguns núcleos entre Ribatejo, Beira Baixa, Alentejo e Algarve. <strong>A instabilidade será produzida a partir de uma depressão isolada em altitude, posicionada entre o arquipélago da Madeira e o Cabo de São Vicente</strong>.</p><h2>Mudança ganha força a partir de quarta-feira</h2><p>Na terça-feira, a precipitação perde expressão e deverá ser escassa e localizada. Na quarta-feira poderão desenvolver-se novos aguaceiros no Norte e Centro, nomeadamente em áreas de <strong>Vila Real, Viseu e Guarda</strong>. Simultaneamente, a circulação começa a mudar, permitindo a <strong>entrada de ar menos quente pelo Atlântico nos níveis baixos da atmosfera</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-modelo-ecmwf-altera-a-distribuicao-da-chuva-consulte-as-zonas-mais-afetadas-nos-proximos-7-dias-1786973578430.jpg" data-image="hte9qotn0dg7"><figcaption>Na quinta-feira, a precipitação deverá abranger sobretudo o Norte e Centro, com maior continuidade junto à faixa litoral. O ECMWF prevê chuva também na região de Lisboa, enquanto no interior e no Sul a precipitação deverá ocorrer de forma mais localizada.</figcaption></figure><p>Na quinta-feira, dia 20, a mudança torna-se mais evidente. <strong>Uma banda de precipitação deverá alcançar a costa ocidental durante a tarde e progredir para o interior</strong>, afetando sobretudo o Norte e Centro. Braga, Porto, Aveiro, Coimbra e Leiria estão entre as áreas com maior probabilidade de chuva, que poderá também alcançar Lisboa e zonas do norte do Alentejo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-modelo-ecmwf-altera-a-distribuicao-da-chuva-consulte-as-zonas-mais-afetadas-nos-proximos-7-dias-1786974176207.jpg" data-image="qscsegr5ugqc"><figcaption>Na manhã de sábado, o tempo será maioritariamente seco em Portugal continental, embora possam ocorrer aguaceiros fracos e localizados no Sul, sobretudo no Baixo Alentejo. A nebulosidade será mais extensa nas regiões Centro e Sul.</figcaption></figure><p>Na sexta-feira, a precipitação deverá perder expressão, embora <strong>ainda possam ocorrer aguaceiros dispersos e geralmente fracos</strong>, sobretudo no Norte e pontualmente no Sul. No sábado, predominará o tempo seco, embora possam ocorrer aguaceiros muito pontuais no sul do território, com nebulosidade variável em várias regiões.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784094" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intensifica-se-varios-locais-do-norte-e-centro-chegam-aos-40-c-previsao-para-os-proximos-dias.html" title="Calor intensifica-se: 'vários locais do Norte e Centro chegam aos 40 ºC' - previsão para os próximos dias">Calor intensifica-se: "vários locais do Norte e Centro chegam aos 40 ºC" - previsão para os próximos dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intensifica-se-varios-locais-do-norte-e-centro-chegam-aos-40-c-previsao-para-os-proximos-dias.html" title="Calor intensifica-se: 'vários locais do Norte e Centro chegam aos 40 ºC' - previsão para os próximos dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intensifica-se-varios-locais-do-norte-e-centro-chegam-aos-40-c-previsao-para-os-proximos-dias-1786968032279_320.png" alt="Calor intensifica-se: 'vários locais do Norte e Centro chegam aos 40 ºC' - previsão para os próximos dias"></a></article></aside><p>No domingo, <strong>a precipitação deverá regressar às regiões Norte ao longo da tarde</strong>, atingindo sobretudo o Minho, Trás-os-Montes e o Douro, onde poderão ocorrer aguaceiros localmente mais intensos. Nas restantes regiões, a nebulosidade deverá variar ao longo do dia, sem sinal de precipitação significativa.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-modelo-ecmwf-altera-a-distribuicao-da-chuva-consulte-as-zonas-mais-afetadas-nos-proximos-7-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calor intensifica-se: "vários locais do Norte e Centro chegam aos 40 ºC" - previsão para os próximos dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intensifica-se-varios-locais-do-norte-e-centro-chegam-aos-40-c-previsao-para-os-proximos-dias.html</link><pubDate>Mon, 17 Aug 2026 12:31:53 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O calor vai intensificar-se nas próximas horas, com vários pontos do Norte e Centro a atingirem os 40 ºC. Nove distritos destas regiões estão agora sob aviso laranja.</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/imAc-iHZqyM/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=imAc-iHZqyM" id="imAc-iHZqyM"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Até às 18h de amanhã, terça-feira, <strong>os distritos do Norte e alguns do Centro do país estarão sob aviso laranja de tempo quente</strong>, de acordo com o IPMA. Os distritos em questão são: Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda, Aveiro e Coimbra.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Já os distritos de Castelo Branco, Leiria, Lisboa, Santarém, Portalegre, Setúbal, Évora e Beja encontram-se sob aviso amarelo também devido ao tempo quente, sendo que <strong>Castelo Branco, Santarém, Portalegre, Évora, Beja e Faro contam ainda com aviso amarelo de trovoada</strong>, em vigor até às 21h de hoje.</p><h2>Temperaturas máximas podem atingir 40 ºC em vários locais do Norte e Centro entre hoje e amanhã</h2><p>Os nossos mapas indicam que, para hoje, <strong>as temperaturas máximas podem chegar aos 40 ºC na cidade de Coimbra</strong>, devendo esta ser a capital de distrito mais quente. Ainda assim, vários pontos destas regiões poderão aproximar-se deste valor nas próximas horas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intensifica-se-varios-locais-do-norte-e-centro-chegam-aos-40-c-previsao-para-os-proximos-dias-1786967904344.jpg" data-image="thiv9s5cycda" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Entre hoje e amanhã poderão registar-se até 40 ºC em vários pontos do Norte e Centro do país. Estão nove distritos sob aviso laranja de tempo quente, segundo o IPMA.</figcaption></figure><p>Amanhã espera-se uma <strong>nova subida, especialmente na faixa litoral</strong>. Coimbra poderá voltar a registar 40 ºC e Braga 39 ºC, devendo estas serem as cidades mais quentes do país. A nível local, a tendência repete-se, com vários sítios a poderem contar com 40 ºC. O <strong>Vale do Douro poderá contar com valores até 41 ºC</strong>.</p><p>Desta forma, <strong>espera-se que a noite de hoje e a madrugada de amanhã sejam quentes</strong>, com valores próximos dos 30 ºC em várias capitais de distrito pelas 23h de hoje, e com temperaturas mínimas (pelas 6h de amanhã) acima dos 20 ºC em praticamente todas as capitais, à exceção de Leiria e Aveiro, que deverão contar com 19 ºC.</p><h2>Alívio no calor a partir de quarta-feira, dia 19</h2><p>No entanto, de acordo com a mais recente atualização do nosso modelo de referência, ECMWF, <strong>a partir de quarta-feira dar-se-á uma descida acentuada dos valores</strong>, onde a máxima mais elevada poderá ser de 34 ºC em Bragança. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784090" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-das-13-horas-aumenta-o-risco-de-aguaceiros-localmente-fortes-trovoada-rajadas-fortes-e-granizo-em-6-distritos.html" title="A partir das 13 horas aumenta o risco de aguaceiros localmente fortes, trovoada, rajadas fortes e granizo em 6 distritos">A partir das 13 horas aumenta o risco de aguaceiros localmente fortes, trovoada, rajadas fortes e granizo em 6 distritos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-das-13-horas-aumenta-o-risco-de-aguaceiros-localmente-fortes-trovoada-rajadas-fortes-e-granizo-em-6-distritos.html" title="A partir das 13 horas aumenta o risco de aguaceiros localmente fortes, trovoada, rajadas fortes e granizo em 6 distritos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-das-13-horas-aumenta-o-risco-de-aguaceiros-localmente-fortes-trovoada-rajadas-fortes-e-granizo-em-6-distritos-1786966258460_320.png" alt="A partir das 13 horas aumenta o risco de aguaceiros localmente fortes, trovoada, rajadas fortes e granizo em 6 distritos"></a></article></aside><p><strong>Esta tendência de descida deverá manter-se até à reta final da semana</strong>, trazendo um alívio no calor a todo o país, com valores máximos na ordem dos 30 ºC ou menos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intensifica-se-varios-locais-do-norte-e-centro-chegam-aos-40-c-previsao-para-os-proximos-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A partir das 13 horas aumenta o risco de aguaceiros localmente fortes, trovoada, rajadas fortes e granizo em 6 distritos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-das-13-horas-aumenta-o-risco-de-aguaceiros-localmente-fortes-trovoada-rajadas-fortes-e-granizo-em-6-distritos.html</link><pubDate>Mon, 17 Aug 2026 11:31:19 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Na tarde desta segunda-feira, 17 de agosto, prevê-se uma das fases mais ativas da instabilidade gerada pela depressão isolada em altitude. Saiba as horas mais críticas dos aguaceiros, trovoadas e granizo e as zonas mais expostas em Portugal.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xayh3l6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xayh3l6.jpg" id="xayh3l6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Nas próximas horas e dias, num período que abrangerá parcialmente a semana de 17 a 24 de agosto, o estado do tempo em boa parte do Centro e Sul de Portugal continental será fortemente condicionado pela presença de uma <strong>depressão isolada em altitude, atualmente posicionada entre o arquipélago da Madeira e o Cabo de São Vicente</strong>, e que deverá manter-se separada da circulação principal durante alguns dias.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>A configuração sinóptica associada a esta baixa pressão está a favorecer o transporte de uma <strong>massa de ar quente e seca, acompanhada também de poeiras do Saara</strong>, desde o Norte de África até à Península Ibérica.</p><p>Esta combinação de fatores está a contribuir para a rápida intensificação das temperaturas máximas no nosso país, num contexto em que quase todos os distritos de Portugal continental (17) estão sob<strong> aviso amarelo e/ou laranja de tempo quente </strong>entre hoje e amanhã, segunda e terça-feira 17 e 18 de agosto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-das-13-horas-aumenta-o-risco-de-aguaceiros-localmente-fortes-trovoada-rajadas-fortes-e-granizo-em-6-distritos-1786965230698.jpg" data-image="mj1vmhuabxfi"><figcaption>Máximas de até 40 ºC previstas para a tarde desta segunda-feira, 17 de agosto.</figcaption></figure><p>A proximidade da referida depressão isolada será simultaneamente responsável pelo aumento da instabilidade atmosférica no nosso país. Os efeitos previstos para a <strong>tarde desta segunda-feira (17) incluem aguaceiros localmente fortes, acompanhados de trovoada, rajadas fortes, e pontualmente possibilidade de queda de granizo</strong>.</p><h2>Hoje, quais poderão ser as horas mais críticas e as áreas potencialmente mais expostas?</h2><p>Tendo em conta a distribuição e concentração geográfica de descargas elétricas atmosférica plasmadas nos mapas de referência da Meteored, <strong>prevê-se que o período mais ativo das trovoadas ocorra entre as 13:00 e as 17:00</strong>. No entanto, os mesmos mapas mostram que, de forma mais irregular e dispersa no tempo e no espaço, alguma atividade elétrica poderá já ter ocorrido esta manhã e prolongar-se para além do intervalo referido.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-das-13-horas-aumenta-o-risco-de-aguaceiros-localmente-fortes-trovoada-rajadas-fortes-e-granizo-em-6-distritos-1786964996460.jpg" data-image="6mb9frkqwfbp"><figcaption>Neste mapa é possível observar uma bolsa de ar frio isolada em altitude posicionada entre o arquipélago da Madeira e o Cabo de São Vicente.</figcaption></figure><p>Embora o IPMA tenha colocado aviso amarelo de trovoada para um período que se estende das 06:00 até às 21:00 desta segunda-feira (17), o cenário atualmente disponível, evidenciado pelo modelo ECMWF, aponta para <strong>uma maior probabilidade de intensificação da atividade convectiva durante a tarde</strong>, com o aquecimento da superfície ao longo do dia a surgir como um dos fatores causantes de formação de nuvens de desenvolvimento vertical.</p><div class="texto-destacado">De acordo com os nossos mapas, o potencial para ocorrência de atividade elétrica mais frequente parece concentrar-se nos<strong> </strong>distritos de Faro (sobretudo no barrocal algarvio e zonas serranas), Évora, Beja, Portalegre, Santarém e Castelo Branco, algo que coincide com as áreas abrangidas pelo aviso amarelo de trovoada emitido pelo IPMA para hoje (17 agosto).</div><p>Analisando os mapas, salta à vista a possibilidade de algumas das áreas potencialmente mais favoráveis ao desenvolvimento de células convectivas se localizarem em torno de concelhos como <strong>Alvito, Viana do Alentejo, Alcácer do Sal, Redondo, Estremoz, Évora Monte, Mora, Coruche, Elvas, Golegã, Chamusca, Abrantes e Sardoal</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-das-13-horas-aumenta-o-risco-de-aguaceiros-localmente-fortes-trovoada-rajadas-fortes-e-granizo-em-6-distritos-1786964871188.jpg" data-image="ttkvluf6mhs8"><figcaption>Possível concentração dos focos de trovoada às 15:00 desta segunda-feira, 17 de agosto.</figcaption></figure><p>Contudo, <strong>é importante interpretar esta indicação com alguma cautela</strong>, dado que pequenas alterações na localização, intensidade ou trajetória das células podem resultar em diferenças significativas entre o que o modelo previu e o que se observou realmente no terreno.</p><p>Apesar deste cenário, sobressai ainda <strong>a possibilidade de ocorrência de trovoada dispersa e irregular em zonas mais a oeste ou a norte das principais áreas de instabilidade</strong>, tais como algumas zonas dos distritos de Setúbal e Coimbra, sendo que a probabilidade de atividade convectiva tenderá a ser menor a norte do Mondego.</p><h2>Possível distribuição da precipitação acumulada e antevisão da evolução das trovoadas na terça, 18 de agosto</h2><p>Devido à estrutura vertical da atmosfera e aos <strong>reduzidos níveis de humidade previstos, o potencial para a ocorrência de chuva significativa será mais limitado</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-das-13-horas-aumenta-o-risco-de-aguaceiros-localmente-fortes-trovoada-rajadas-fortes-e-granizo-em-6-distritos-1786964670064.jpg" data-image="y37dnue5uy3t"><figcaption> Apesar dos reduzidos níveis de humidade previstos, os mapas indicam a possibilidade de alguns aguaceiros durante as restantes horas desta segunda-feira (17), representados por uma faixa relativamente escassa de precipitação acumulada (entre 1 e 5 mm aproximadamente), e que se estende de oeste para leste entre Arruda dos Vinhos e Vila Viçosa.</figcaption></figure><p>Nas restantes zonas onde se prevê precipitação, esta será bem mais irregular e localizada. Além disto, num ambiente em que há níveis reduzidos de humidade, não são de excluir as <strong>trovoadas com precipitação escassa ou até mesmo com predominantemente secas</strong>.</p><div class="texto-destacado">A questão das trovoadas secas merece particular atenção, pois trovoadas com pouca precipitação podem aumentar <strong>o risco de ignições provocadas por descargas elétricas</strong>, especialmente num contexto de vegetação muito seca e condições meteorológicas favoráveis à rápida propagação de <strong>incêndios</strong>.<br></div><p><strong>Para terça-feira (18) os cenários atualmente projetados pelos nossos mapas não preveem uma atividade elétrica tão frequente</strong> e localmente intensa como a que poderá ocorrer durante a tarde de hoje. Não obstante, segundo os mesmos, espera-se que a fase mais ativa das possíveis trovoadas dispersas se possa desenrolar entre as 15:00 e as 17:00, com o Ribatejo, Beira Baixa e grande parte do Alentejo novamente dentro do principal foco de instabilidade.</p><p>Mesmo assim, <strong>amanhã (18)</strong>, não se exclui a possibilidade de ocorrência de aguaceiros e trovoadas dispersos <strong>também em algumas zonas montanhosas do interior Norte e Centro</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783944" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nova-intrusao-de-poeiras-do-saara-chega-a-portugal-segunda-feira-sera-o-dia-chave.html" title="Nova intrusão de poeiras do Saara chega a Portugal: segunda-feira será o dia-chave">Nova intrusão de poeiras do Saara chega a Portugal: segunda-feira será o dia-chave</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nova-intrusao-de-poeiras-do-saara-chega-a-portugal-segunda-feira-sera-o-dia-chave.html" title="Nova intrusão de poeiras do Saara chega a Portugal: segunda-feira será o dia-chave"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nova-intrusao-de-poeiras-do-saara-chega-a-portugal-segunda-feira-sera-o-dia-chave-1786879077315_320.jpg" alt="Nova intrusão de poeiras do Saara chega a Portugal: segunda-feira será o dia-chave"></a></article></aside><p>Tendo em conta a típica volatilidade da evolução destes sistemas depressionários isolados em altitude,<strong> existe uma incerteza inerente à previsão</strong>, sobretudo no que toca à localização das áreas potencialmente mais afetadas, à distribuição e intensidade dos fenómenos e, nalguns casos, no que toca à ocorrência dos fenómenos<em> per se</em>.</p><p>Devido a isto, até mesmo a escassas horas do desenrolar deste episódio, a previsão poderá sofrer ajustes em relação aos cenários atualmente projetados. Espera-se que a tarde desta segunda-feira (17), em particular entre as 13:00 e as 17:00 seja o período mais ativo, porém, <strong>o acompanhamento da evolução em tempo real das células convectivas será determinante para perceber onde e com que intensidade</strong> os fenómenos realmente ocorrerão.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-das-13-horas-aumenta-o-risco-de-aguaceiros-localmente-fortes-trovoada-rajadas-fortes-e-granizo-em-6-distritos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O paradoxo das férias e a ilusão da recuperação anual]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-paradoxo-das-ferias-e-a-ilusao-da-recuperacao-anual.html</link><pubDate>Mon, 17 Aug 2026 06:21:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Porque é que quanto mais precisamos de descansar, mais difícil se torna mudar de ritmo? Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-paradoxo-das-ferias-e-a-ilusao-da-recuperacao-anual-1786547476321.png" data-image="eggntpdyd39z"><figcaption>Férias curtas vs longas: várias pausas curtas ao longo do ano trazem mais benefícios do que um único bloco longo de descanso. Imagem gerada pela IA.</figcaption></figure><p>Acreditar que duas ou três semanas de pausa em agosto vão compensar onze meses de exaustão diária é uma ilusão comum. <strong>As férias aliviam o desgaste de forma temporária, mas não funcionam como uma "oficina de reparação"</strong> para um estilo de vida insustentável. Aliás, demonstra que os seus efeitos positivos tendem a desaparecer logo na primeira semana de regresso ao trabalho.</p><h2>O desfasamento entre corpo e mente</h2><p>O corpo chega às férias antes da mente. Mesmo após desligar o computador e mudar de local, a atenção continua frequentemente presa às tarefas pendentes e aos e-mails acumulados. </p><div class="texto-destacado">A recuperação é um processo gradual, a ciência aponta que, em períodos mais longos de descanso, o pico de bem-estar costuma ser atingido apenas por volta do oitavo dia.</div><p> Para que a recuperação do stress seja efetiva, o estudo destaca quatro experiências fundamentais. Em primeiro lugar, é crucial haver uma verdadeira <strong>desconexão mental</strong>, o que significa afastar por completo os pensamentos das obrigações profissionais. Em segundo lugar, o <strong>relaxamento</strong> torna-se essencial para reduzir o estado de ativação física e mental do organismo. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-paradoxo-das-ferias-e-a-ilusao-da-recuperacao-anual-1786547628675.png" data-image="oy0sp0l0seqz"><figcaption>Mudar drasticamente os horários de sono desregula o relógio biológico, causando uma fadiga semelhante à mudança de fuso horário. Imagem gerada pela IA.</figcaption></figure><p>A estas junta-se a aposta em <strong>atividades de aprendizagem</strong>, ou seja, realizar tarefas que permitam adquirir novos conhecimentos ou sentir uma sensação de competência. Por fim, a <strong>autonomia</strong> surge como um pilar indispensável, garantindo que a pessoa tem o controlo absoluto e a liberdade sobre a gestão do seu próprio tempo. </p><h2>A pressão do "descanso perfeito" e o impacto no sono</h2><p><strong>A cultura do rendimento está tão enraizada que até o descanso se tornou uma fonte de pressão.</strong> Exigir a nós próprios adormecer de imediato, dormir oito horas seguidas e acordar cheios de energia cria uma vigilância obsessiva que impede o relaxamento:</p><ul><li><strong>O sono é involuntário:</strong> Forçar o descanso mantém-nos em estado de alerta. Além disso, dormir mais nas férias ajuda a reduzir a fadiga imediata, mas não anula os danos metabólicos acumulados por meses de privação de sono.</li></ul><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-paradoxo-das-ferias-e-a-ilusao-da-recuperacao-anual-1786547722527.png" data-image="rm9sw1cb6w3a"><figcaption>A ciência demonstra que o nível máximo de felicidade e bem-estar nas férias é atingido apenas ao oitavo dia.</figcaption></figure><ul><li><strong>O <em>jet lag</em> social:</strong> Mudar bruscamente os horários, fazer sestas prolongadas, jantar muito tarde e consumir mais álcool altera o sistema circadiano (relógio biológico). Esta desregulação fragmenta o sono e reduz a sua qualidade, mesmo que estejamos mais tempo na cama.</li></ul><div class="texto-destacado"> O erro de fundo <strong>reside em tratar a recuperação como um evento anual isolado, quando na verdade o organismo humano necessita de alternar constantemente entre esforço e descanso a diferentes escalas.</strong></div><p><strong>Esta recuperação deve ocorrer de forma contínua, <strong>começando por pequenas pausas ao longo da jornada de trabalho, passando pela desconexão total ao fim do dia e por um sono de qualidade todas as noites</strong>, até chegar ao tempo livre no fim de semana e às férias periódicas.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="751200" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/as-ferias-de-bem-estar-conheca-esta-tendencia-para.html" title="As férias de bem-estar: conheça esta tendência para 2026">As férias de bem-estar: conheça esta tendência para 2026</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/as-ferias-de-bem-estar-conheca-esta-tendencia-para.html" title="As férias de bem-estar: conheça esta tendência para 2026"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-ferias-de-bem-estar-uma-tendencia-para-1769516247208_320.png" alt="As férias de bem-estar: conheça esta tendência para 2026"></a></article></aside><p>Como nenhuma destas etapas consegue substituir as outras, se sentimos uma necessidade imperativa de fugir da nossa rotina para conseguir finalmente descansar, <strong>o problema não está na duração das férias, mas sim na forma como escolhemos viver durante os restantes onze meses do ano.</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Mu%C3%B1oz%2C%20Alfredo%20Rodriguez" data-year="2026" data-title="La%20paradoja%20de%20las%20vacaciones%3A%20cuanto%20m%C3%A1s%20necesitamos%20descansar%2C%20m%C3%A1s%20nos%20cuesta%20conseguirlo" data-url="https%3A%2F%2Ftheconversation.com%2Fla-paradoja-de-las-vacaciones-cuanto-mas-necesitamos-descansar-mas-nos-cuesta-conseguirlo-288303">Muñoz, Alfredo Rodriguez. (2026). <a href="https://theconversation.com/la-paradoja-de-las-vacaciones-cuanto-mas-necesitamos-descansar-mas-nos-cuesta-conseguirlo-288303" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">La paradoja de las vacaciones: cuanto más necesitamos descansar, más nos cuesta conseguirlo</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-paradoxo-das-ferias-e-a-ilusao-da-recuperacao-anual.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O único lugar no mundo onde pode mergulhar na cicatriz do dia mais catastrófico da história da Terra]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-unico-lugar-no-mundo-onde-voce-pode-mergulhar-na-cicatriz-do-dia-mais-catastrofico-da-historia-da-terra.html</link><pubDate>Mon, 17 Aug 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Estas piscinas naturais são famosas na Península de Yucatán. As incríveis formações rochosas são criadas quando o calcário se dissolve devido à ação da água nas fissuras.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-unico-lugar-del-mundo-donde-puedes-bucear-en-la-cicatriz-del-dia-mas-catastrofico-de-la-historia-de-la-tierra-1780378887384.jpg" data-image="e9z7vu763jz4" alt="É um território de beleza estonteante e grande riqueza cultural." title="É um território de beleza estonteante e grande riqueza cultural."><figcaption>É um território de beleza estonteante e grande riqueza cultural.</figcaption></figure><p>A cidade de Chicxulub, no estado de Yucatán, é famosa por ser o local onde, segundo <strong>estudos</strong><strong> de especialistas, o asteroide que dizimou os dinossauros impactou a Terra </strong>e, por sua vez, <strong>deu origem à formação dessa impressionante cavidade</strong>, onde existe uma oportunidade única de mergulhar abaixo da superfície terrestre.</p><p>Muitas dolinas estão espalhadas por toda a Península de Yucatán; variam em formação, tamanho e profundidade.<strong> O tipo de dolina em que um mergulhador pode entrar depende da sua experiência e nível de treino</strong>.</p><p class="texto-destacado">Nos tempos da civilização maia, estas cavernas e poços eram utilizados nas suas cerimónias ancestrais, onde diversos ritos e sacrifícios eram praticados.</p><p>As dolinas do sudeste do México formaram-se durante a última Era Glacial. Naquela época, o nível do mar era mais baixo do que é hoje, expondo recifes de coral e rochas calcárias,<strong> e criando condições ideais para a formação dessas impressionantes piscinas naturais</strong>.</p><p>Além disso, estas formações serviram de refúgio para os diversos animais que ali viviam. Quando o período glacial terminou, <strong>o nível do mar subiu novamente com o derretimento das calotas polares, causando a inundação das dolinas</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Cenote Chukum-Ha is a spectacular underground cave cenote located inside the Hacienda Chukum adventure park near Valladolid, Mexico. <br><br>Named after the native Chukum trees surrounding the property, this deep cavern features crystal-clear blue waters illuminated by a natural light <a href="https://t.co/S6WKRsutGZ">pic.twitter.com/S6WKRsutGZ</a></p>— Massimo (@Rainmaker1973) <a href="https://x.com/Rainmaker1973/status/2087201204321300670?ref_src=twsrc%5Etfw">August 11, 2026</a></blockquote></figure><p>Durante o período da civilização maia, estas cavernas e poços eram utilizados nas suas antigas cerimónias,<strong> onde vários ritos e sacrifícios eram praticados</strong>. São famosos pelos seus fósseis e diversos artefatos que datam de centenas de milhares de anos.</p><h2>Espaços de grande valor cultural e ambiental</h2><p>Este espetacular mundo subaquático guarda informações inestimáveis sobre a evolução da Terra, e especialmente sobre o que aconteceu na Península de Yucatán. Esta região do sudeste do México<strong> começou a formar-se há aproximadamente 65 milhões de anos</strong>, quando se estima que tenha sido coberta pelo oceano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-unico-lugar-del-mundo-donde-puedes-bucear-en-la-cicatriz-del-dia-mas-catastrofico-de-la-historia-de-la-tierra-1780377850411.jpg" data-image="a0oc0rmotjez" alt="O tipo e a composição do solo refletem a extensa rede de cenotes. Imagem cedida pela Northwestern University." title="O tipo e a composição do solo refletem a extensa rede de cenotes. Imagem cedida pela Northwestern University."><figcaption>O tipo e a composição do solo refletem a extensa rede de dolinas. Imagem cedida pela Northwestern University.</figcaption></figure><p>Estas impressionantes formações geológicas, também conhecidas como o "<strong>anel de dolinas (ou cenotes)</strong>", marcam o epicentro do local onde ocorreu o impacto do meteorito que causou a extinção dos dinossauros e de várias outras espécies que habitavam a região na época.</p><h3>Sítios que estão em constante evolução</h3><p>Estas formações geológicas únicas fazem parte das características cársticas da Península de Yucatán. <strong>Diversas análises e inspeções hidrogeológicas revelam a existência de uma fonte de dióxido de carbono</strong> no interior de cada dolina; a sua presença promove a dissolução das rochas calcárias.</p><p class="texto-destacado">Esta região do sudeste do México começou a formar-se há cerca de 65 milhões de anos, quando se estima que tenha sido coberta pelo oceano.</p><p>As dolinas estão em constante evolução; os processos de dissolução do calcário são contínuos.<strong> Este intrincado sistema de cavernas transforma-se ao longo do tempo</strong>; são espaços que protegem formas de vida únicas e especiais.</p><h3>Faixa semi-regular com cerca de 5 quilómetros de largura</h3><p>O chamado "anel de dolinas" estende-se para o interior dentro da plataforma continental: desde Celestún – na costa oeste –, continuando para sul até à parte central do estado: em municípios como Huhí e Homún; movendo-se para norte e nordeste até Dzilam González.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="754820" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-enorme-buraco-de-30-000-m-abre-se-no-solo-da-indonesia-imagens-e-explicacoes-de-especialistas-em-geologia.html" title="Um enorme buraco de 30.000 m² abre-se no solo da Indonésia: imagens e explicações de especialistas em geologia">Um enorme buraco de 30.000 m² abre-se no solo da Indonésia: imagens e explicações de especialistas em geologia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-enorme-buraco-de-30-000-m-abre-se-no-solo-da-indonesia-imagens-e-explicacoes-de-especialistas-em-geologia.html" title="Um enorme buraco de 30.000 m² abre-se no solo da Indonésia: imagens e explicações de especialistas em geologia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/un-monstruoso-socavon-de-30-000-m-devora-la-tierra-en-indonesia-y-hace-disparar-las-alarmas-entre-los-cientificos-1771277401979_320.jpg" alt="Um enorme buraco de 30.000 m² abre-se no solo da Indonésia: imagens e explicações de especialistas em geologia"></a></article></aside><p>Trata-se de uma espécie de faixa semicircular centrada na cidade de Chicxulub, no município de Progreso. <strong>O ponto de impacto está localizado precisamente ali, sob as diferentes camadas de rocha cárstica</strong>. Diversos instrumentos sismológicos e gravimétricos auxiliaram nessas medições.</p><h2>Recomendações para visitar este lugar especial</h2><p>Segundo os residentes locais, para visitar o "anel de dolinas",<strong> recomenda-se sair cedo de Mérida em direção a Valladolid</strong>. É importante seguir as placas e, pegando a saída para Acanceh, continuar até Homún; é lá que se encontram várias dolinas como Canunchén, Yaxbacaltún e Santa Cruz.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Escápate a este paraíso <br>Cenote mexicano<br>Sumérgete en aguas cristalinas y conecta con la naturaleza y la cultura local <br>Te va a enamorar<a href="https://x.com/hashtag/Cenote?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Cenote</a> <a href="https://x.com/hashtag/GayFriendly?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#GayFriendly</a> <a href="https://t.co/EIYzEyLCO2">pic.twitter.com/EIYzEyLCO2</a></p>— EsMexico Explore (@EsMexico) <a href="https://x.com/EsMexico/status/2088129565851795725?ref_src=twsrc%5Etfw">August 14, 2026</a></blockquote></figure><p><strong> </strong></p><p>É importante considerar a contratação de um guia especializado, que pode ser encontrado nas praças das aldeias próximas, ou reservar passeios online. Recomenda-se levar calçado aquático, fato de banho, toalha e protetor solar biodegradável.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Permanent%20Delegation%20of%20Mexico%20to%20UNESCO" data-year="2012" data-title="Ring%20of%20cenotes%20of%20Chicxulub%20Crater%2C%20Yucatan" data-url="https%3A%2F%2Fwhc.unesco.org%2Fen%2Ftentativelists%2F5784%2F">Permanent Delegation of Mexico to UNESCO. (2012). <a href="https://whc.unesco.org/en/tentativelists/5784/" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Ring of cenotes of Chicxulub Crater, Yucatan</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-unico-lugar-no-mundo-onde-voce-pode-mergulhar-na-cicatriz-do-dia-mais-catastrofico-da-historia-da-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nova intrusão de poeiras do Saara chega a Portugal: segunda-feira será o dia-chave]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nova-intrusao-de-poeiras-do-saara-chega-a-portugal-segunda-feira-sera-o-dia-chave.html</link><pubDate>Sun, 16 Aug 2026 12:05:31 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma nova massa de poeiras provenientes do Norte de África aproxima-se de Portugal continental. Nos próximos dias, a circulação atmosférica favorecerá esta intrusão, que deverá fazer-se sentir de forma desigual entre as várias regiões do país.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xay7nha"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xay7nha.jpg" id="xay7nha"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As poeiras provenientes do Norte de África voltarão a alcançar Portugal continental nas próximas horas, num episódio que deverá ganhar maior expressão durante a segunda-feira. <strong>A entrada será gradual e não afetará todo o território da mesma forma</strong>: o Sul será o primeiro a sentir os efeitos desta nova intrusão, antes de as partículas se espalharem por outras regiões. </p><h2>Circulação atmosférica abre caminho às poeiras do Norte de África</h2><p>Na origem deste episódio está uma configuração atmosférica favorável ao transporte de ar proveniente de latitudes mais a sul. A sudoeste da Península Ibérica desenvolve-se uma pequena circulação ciclónica que, em conjunto com uma área de baixa pressão associada ao forte aquecimento do interior peninsular, <strong>ajuda a estabelecer ventos de sul e sudeste nos níveis mais baixos da atmosfera.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-intrusao-de-poeiras-do-saara-chega-a-portugal-segunda-feira-sera-o-dia-chave-1786879010198.jpg" data-image="m4sq5yka2l23"><figcaption>A circulação do vento a cerca de 1500 metros de altitude evidencia o fluxo que favorecerá o transporte das poeiras em direção à Península Ibérica, associado à circulação depressionária a sudoeste do território.</figcaption></figure><p>Este padrão de circulação favorecerá o transporte de poeiras minerais do Norte de África em direção à Península Ibérica. As partículas serão conduzidas através da região do golfo de Cádis antes de alcançarem Portugal. Em altitude, não se prevê a passagem de uma depressão profunda sobre o território, pelo que<strong> o transporte estará sobretudo relacionado com a circulação atmosférica nos níveis mais baixos.</strong></p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</strong></div><p>Este domingo, a maior quantidade de poeiras deverá permanecer concentrada a sul e sudeste da Península Ibérica, enquanto <strong>em Portugal a sua presença será ainda pouco significativa</strong>. A situação começará a mudar durante a madrugada e manhã de segunda-feira, quando a pluma avançará sobre o sul de Espanha e começará a alcançar o Algarve e o Alentejo.</p><h2>Segunda-feira concentra a maior presença de poeiras no Sul</h2><p>Será durante a tarde de segunda-feira que a intrusão deverá tornar-se mais evidente. <strong>As previsões apontam para uma maior presença de poeiras no interior sul, particularmente no Alentejo</strong>. O AOD, indicador da quantidade de partículas presente na coluna atmosférica, poderá aproximar-se de <strong>0,20 a 0,27 entre Beja e Évora</strong>, enquanto Lisboa deverá registar valores inferiores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-intrusao-de-poeiras-do-saara-chega-a-portugal-segunda-feira-sera-o-dia-chave-1786879077315.jpg" data-image="o8t6hkb7ggkl"><figcaption>Ao final da tarde e início da noite de segunda-feira, a intrusão de poeiras ganhará maior expressão em Portugal, sobretudo nas regiões Centro e Sul.</figcaption></figure><p>Ao longo das horas seguintes, as partículas avançarão para norte, alcançando também o Centro, embora com menor expressão. Na noite de segunda para terça-feira, a pluma estará mais espalhada pelo território.</p><h2>Pluma espalha-se pelo território antes de perder expressão na terça-feira</h2><p>Durante terça-feira,<strong> as poeiras continuarão presentes em várias regiões, mas de forma mais difusa</strong>, com valores de AOD geralmente entre 0,05 e 0,15. A tendência será depois de dispersão gradual.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-intrusao-de-poeiras-do-saara-chega-a-portugal-segunda-feira-sera-o-dia-chave-1786879088061.jpg" data-image="q54qb3fg0xln"><figcaption>Na terça-feira, as poeiras estarão mais dispersas sobre a Península Ibérica. Em Portugal, os valores de AOD serão geralmente mais baixos do que na segunda-feira, sinalizando uma redução gradual da carga de partículas na atmosfera</figcaption></figure><p>Apesar da intrusão, as previsões<strong> não apontam para concentrações particularmente elevadas </strong>de partículas em suspensão junto à superfície na maior parte de Portugal. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783880" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-volta-a-prolongar-avisos-de-calor-14-distritos-deverao-manter-se-em-alerta-ate-terca-feira-dia.html" title="IPMA volta a prolongar avisos de calor: 14 distritos deverão manter-se em alerta até terça-feira, dia 18">IPMA volta a prolongar avisos de calor: 14 distritos deverão manter-se em alerta até terça-feira, dia 18</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-volta-a-prolongar-avisos-de-calor-14-distritos-deverao-manter-se-em-alerta-ate-terca-feira-dia.html" title="IPMA volta a prolongar avisos de calor: 14 distritos deverão manter-se em alerta até terça-feira, dia 18"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-volta-a-prolongar-avisos-de-calor-14-distritos-deverao-manter-se-em-alerta-ate-terca-feira-dia-1786831640252_320.png" alt="IPMA volta a prolongar avisos de calor: 14 distritos deverão manter-se em alerta até terça-feira, dia 18"></a></article></aside><p><strong>Parte das poeiras poderá permanecer em altitude</strong>, pelo que a sua presença na atmosfera não implica necessariamente uma deterioração significativa da qualidade do ar.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nova-intrusao-de-poeiras-do-saara-chega-a-portugal-segunda-feira-sera-o-dia-chave.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[100 anos da Route 66: a história por detrás da estrada mais famosa dos EUA]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/100-anos-de-route-66-a-historia-por-detras-da-estrada-mais-famosa-dos-eua.html</link><pubDate>Sun, 16 Aug 2026 11:08:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Este ano a estrada mais famosa dos Estados Unidos da América celebra 100 anos, a Route 66 com quase 4.000 quilómetros, tornou-se um símbolo de migração, liberdade, aventura e do sonho americano. Conheça mais da sua história aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/100-anos-de-route-66-a-historia-por-detras-da-estrada-mais-famosa-dos-eua-1786785176355.jpg" data-image="t6v548tccgth" alt="Route 66" title="Route 66"><figcaption>Criada em 1926, a Route 66 atravessa oito estados, preservando a memória de uma América moldada pelo automóvel, pela migração e pela aventura.</figcaption></figure><p>Este ano, 2026, a <strong><em>Route 66</em> celebra 100 anos</strong>. Conhecida como <em>Mother Road</em>, a lendária estrada <strong>tornou-se muito mais do que uma ligação entre cidades</strong>, é hoje um símbolo da mobilidade, da aventura e do sonho americano.</p><p>A história da <em>Route 66</em> começou oficialmente a <strong>11 de novembro de 1926</strong>, quando foi criado o sistema federal de autoestradas dos Estados Unidos. Esta estrada <strong>recebeu a designação U.S. Highway 66 e ligava Chicago, no Illinois, a Santa Monica, na Califórnia</strong>.</p><p>Com aproximadamente <strong>3.940 quilómetros, atravessava oito estados</strong>, Illinois, Missouri, Kansas, Oklahoma, Texas, Novo México, Arizona e Califórnia.</p><p>No entanto, a <em>Route 66 </em>não foi construída de uma vez só. <strong>O seu percurso aproveitou estradas e caminhos que já existiam</strong>, alguns bastante antigos, sendo progressivamente melhorados, pavimentados e interligados entre si.</p><div class="texto-destacado"><strong>"A Route 66 representa a evolução das estradas norte-americanas, passando de caminhos de terra a modernas vias rodoviárias." </strong>De acordo com o Nacional Park Service.</div><p>A criação da estrada resultou sobretudo do trabalho de <strong>Cyrus Avery, empresário e defensor das infraestruturas rodoviárias</strong> de Oklahoma, e de John Woodruff, de Springfield, Missouri. Avery teve um papel decisivo na definição do percurso e na defesa de uma grande estrada que atravessasse o centro-sul dos Estados Unidos em direção à Califórnia.</p><h2>Quem está por detrás da Route 66?</h2><p>Na verdade, de acordo com um artigo avançado pelo <em>The Conversation</em>, não existiu uma única empresa ou equipa responsável pela construção da <em>Route 66</em>.</p><p>Esta estrada <strong>foi construída e modernizada por departamentos estaduais de estradas, autoridades locais, empreiteiros privados e milhares de trabalhadores</strong>. Cada estado assumia grande parte das obras dentro do seu território.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779397" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/os-destinos-naturais-nos-estados-unidos-que-merecem-um-lugar-na-sua-lista-de-viagens.html" title="Os destinos naturais nos Estados Unidos que merecem um lugar na sua lista de viagens">Os destinos naturais nos Estados Unidos que merecem um lugar na sua lista de viagens</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/os-destinos-naturais-nos-estados-unidos-que-merecem-um-lugar-na-sua-lista-de-viagens.html" title="Os destinos naturais nos Estados Unidos que merecem um lugar na sua lista de viagens"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/the-natural-destinations-in-the-united-states-that-deserve-a-spot-on-your-travel-list-1784337287207_320.jpg" alt="Os destinos naturais nos Estados Unidos que merecem um lugar na sua lista de viagens"></a></article></aside><p>Quando a <em>Route 66</em> foi oficialmente criada, muitos dos seus troços ainda eram estradas de terra ou cascalho. O objetivo seguinte foi <strong>transformar aquele conjunto de caminhos numa via mais segura</strong> e adequada ao crescente número de automóveis.</p><p>A pavimentação avançou de forma desigual. No Illinois, por exemplo, grande parte do percurso já estava pavimentada no final da década de 1920. Noutras regiões, sobretudo no Oeste, os trabalhos demoraram muito mais.</p><p>A <em>Route 66</em> só ficou totalmente pavimentada em <strong>1938, doze anos depois da sua criação oficial</strong>.</p><h2>Uma América em movimento</h2><p>A <em>Route 66</em> surgiu numa época em que <strong>o automóvel começava a transformar profundamente a sociedade</strong> norte-americana.</p><p>A expansão da indústria automóvel aumentava a necessidade de estradas capazes de ligar cidades, zonas rurais e regiões distantes. <strong>A nova rota facilitava o transporte de pessoas e mercadorias</strong> e dava a certas comunidades mais distantes acesso a uma rede económica muito maior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/100-anos-de-route-66-a-historia-por-detras-da-estrada-mais-famosa-dos-eua-1786785275334.jpg" data-image="6qpxh3lrwtow" alt="Negócios junto à Route 66" title="Negócios junto à Route 66"><figcaption>Ao longo da Route 66, postos de combustível, motéis e pequenas lojas cresceram com o fluxo de viajantes, transformando a estrada numa fonte de vida para muitas comunidades.</figcaption></figure><p><strong>Postos de combustível, oficinas, restaurantes, lojas e pequenos alojamentos começaram a surgir junto ao percurso</strong>. A estrada tornou-se, assim, uma fonte de rendimento para inúmeras localidades.</p><h2>A estrada da Grande Depressão</h2><p>Durante a Grande Depressão, nos anos 1930, a <em>Route 66</em> ganhou uma importância ainda maior.</p><p>Milhares de famílias afetadas pela pobreza e pelo <em>Dust Bowl - </em>tempestade gigantesca de poeiras que causou o colapso agricola e migração em massa, <strong>utilizaram a estrada para procurar trabalho e melhores condições de vida no Oeste</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A estrada possibilitou um dos maiores movimentos de população da história dos Estados Unidos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A <em>Route 66</em> tornou-se uma <strong>rota de esperança</strong> para quem deixava para trás quintas destruídas, falta de trabalho e dificuldades económicas.</p><p>A sua importância continuou durante a Segunda Guerra Mundial, aquando <strong>utilizada para transportar tropas, trabalhadores e equipamentos</strong>.</p><h2>Dos viajantes aos turistas</h2><p>Depois da guerra, a <em>Route 66</em> adquiriu uma nova personalidade. <strong>Com o crescimento económico dos Estados Unidos, aumentou também o número de famílias que viajavam de automóvel</strong>. As férias rodoviárias tornaram-se populares e a Route 66 passou a representar liberdade, aventura e descoberta.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/100-anos-de-route-66-a-historia-por-detras-da-estrada-mais-famosa-dos-eua-1786785397618.jpg" data-image="fzo1flgthrjm" alt="Mapa Route 66" title="Mapa Route 66"><figcaption>A Route 66 tem cerca de 3.940 km, ligando Chicago, Illinois, a Santa Monica, Califórnia.</figcaption></figure><p>Ao longo dos seus milhares de quilómetros apareceram os <strong>elementos que ainda hoje fazem parte da sua imagem, motéis, postos de gasolina, letreiros de néon e atrações excêntricas junto à estrada</strong>.</p><p>A cultura popular ajudou a transformar a <em>Route 66 </em>numa lenda. <strong>Livros, músicas, filmes e programas de televisão levaram a sua imagem muito além das fronteiras norte-americanas</strong>.</p><h2>O declínio da Route 66</h2><p>Contudo, o progresso que ajudou a criar a <em>Route 66</em> acabaria por provocar o seu declínio.</p><p>A partir da década de <strong>1950, os Estados Unidos começaram a construir uma enorme rede de autoestradas interestaduais</strong>. Mais rápidas e eficientes, estas novas vias desviavam o tráfego das antigas comunidades atravessadas pela <em>Route 66.</em><em><br></em></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774958" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esqueca-o-carro-estas-5-viagens-sao-imperdiveis-mas-para-fazer-de-comboio.html" title="Esqueça o carro: estas 5 viagens são “imperdíveis”, mas para fazer de comboio">Esqueça o carro: estas 5 viagens são “imperdíveis”, mas para fazer de comboio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esqueca-o-carro-estas-5-viagens-sao-imperdiveis-mas-para-fazer-de-comboio.html" title="Esqueça o carro: estas 5 viagens são “imperdíveis”, mas para fazer de comboio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esqueca-o-carro-estas-5-viagens-sao-imperdiveis-mas-para-fazer-de-comboio-1782110637838_320.jpg" alt="Esqueça o carro: estas 5 viagens são “imperdíveis”, mas para fazer de comboio"></a></article></aside><p>Negócios fecharam, localidades perderam movimento e alguns troços foram abandonados. <strong>Em 1985, a <em>Route 66 </em>foi oficialmente retirada do sistema federal de autoestradas</strong>. A estrada tinha desaparecido dos mapas oficiais, mas não da memória dos americanos.</p><h2>Um século depois</h2><p>Nas décadas seguintes, <strong>comunidades locais, historiadores e associações dedicaram-se a preservar os vestígios da antiga estrada</strong>. Alguns troços continuam transitáveis, enquanto pontes, postos de combustível, restaurantes, motéis e antigos letreiros foram recuperados como património histórico.</p><p>Em 2026, o centenário transforma a <em>Route 66</em> numa celebração da história norte-americana, mas também numa <strong>oportunidade para recordar as pessoas que fizeram da estrada muito mais do que uma faixa de asfalto</strong>.</p><p>A <em>Route 66</em> não foi construída por uma única pessoa, nem num único ano. <strong>Nasceu através da união de caminhos existentes e foi transformada durante décadas </strong>por engenheiros, trabalhadores, comunidades e viajantes. É precisamente essa história que explica a sua permanência.</p><p>A <em>Route 66</em> pode ter deixado de existir oficialmente em 1985, mas, 100 anos depois do seu nascimento, <strong>continua a ser uma das estradas mais famosas do mundo</strong>, não pelo lugar a que conduz, mas por tudo aquilo que representa pelo caminho.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/100-anos-de-route-66-a-historia-por-detras-da-estrada-mais-famosa-dos-eua.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A ilha mais remota do México: o desconhecido paraíso de corais que poucos conseguem visitar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-ilha-mais-remota-do-mexico-o-desconhecido-paraiso-de-corais-que-poucos-conseguem-visitar.html</link><pubDate>Sun, 16 Aug 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Este é um dos poucos ecossistemas deste tipo situados mais longe da costa mexicana; recebe pouquíssimo fluxo de turistas e é também uma Área Natural Protegida.</p><figure id="first-image"><a href="https://conanp.gob.mx/conanp/dominios/alacranes/galeria/original/palapa.jpg" target="_blank"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-isla-mas-solitaria-de-mexico-el-paraiso-coralino-que-pocos-logran-visitar-1785962645198.jpg" data-image="rvg0315hqlx0"></a><figcaption>O Recife de Alacranes é uma bela área designada como Área Natural Protegida. Imagem: Conanp.</figcaption></figure><p>O <strong>México </strong>desfruta do grande privilégio de possuir <strong>áreas de recifes </strong>ao longo de grande parte da sua costa — abrangendo o Pacífico, da Baixa Califórnia a Oaxaca, o Golfo do México (especificamente Veracruz e Campeche) e o Mar das Caraíbas, próximo à Península de Yucatán.</p><p>É precisamente nesta última região que se encontra o <strong>Parque Nacional do Recife Alacranes</strong> — um ecossistema de importância global. Situada a 140 quilómetros de Puerto Progreso, <strong>em Yucatán</strong>, a área abriga uma grande variedade de flora e fauna marinhas.</p><figure><a href="https://conanp.gob.mx/conanp/dominios/alacranes/galeria/original/tortuga.jpg" target="_blank"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-isla-mas-solitaria-de-mexico-el-paraiso-coralino-que-pocos-logran-visitar-1785962866798.jpg" data-image="bodlvw7iif5n"></a><figcaption>Quatro das sete espécies de tartarugas marinhas podem ser observadas nesta área. Imagem: Conanp.</figcaption></figure><p>Quanto à <strong>fauna</strong>, quatro das sete espécies de tartarugas marinhas existentes no mundo foram observadas no local: a tartaruga-de-couro, a tartaruga-de-pente, a tartaruga-cabeçuda e a tartaruga-verde. Além disso, foram avistadas diversas espécies de mamíferos — como golfinhos e baleias-piloto —, bem como 24 espécies de tubarões, 34 espécies de corais e cerca de 136 variedades de peixes.</p><p>Este ecossistema garante o sustento de centenas de famílias de pescadores dedicadas principalmente à captura e à venda de lagosta e garoupa. Como é evidente, o Recife de Alacranes <strong>é uma área de grande diversidade biológica e significativa importância económica</strong>, particularmente para a indústria pesqueira.</p><h2>A maior estrutura de corais do sul do Golfo do México</h2><p>Este impressionante Parque Nacional abrange uma área de <strong>333.768 hectares</strong> — o equivalente a pouco mais do dobro do tamanho da Cidade do México — e recebe o nome de Recife Alacranes por abrigar a maior estrutura de corais do sul do Golfo do México.</p><div class="texto-destacado">Cinco ilhas estão situadas nesta área — Isla Chica, Isla Muertos (ou Desertora), Isla Pérez, Isla Desterrada e Isla Pájaros —, servindo como locais de nidificação vitais para pelo menos 116 espécies de aves, incluindo a batuíra-melódica, o atobá-mascarado e o falcão-peregrino.</div><p>Este tipo de ambiente marinho cobre cerca de 1% do oceano; no entanto, é tão importante que <strong>abriga cerca de 25% de todas as espécies marinhas conhecidas no planeta</strong>.</p><p>Infelizmente, o crescimento do turismo, a <strong>poluição e a pesca excessiva colocam este ambiente em risco</strong>.</p><h3>Logística para visitar o Recife Alacranes</h3><p>Visitar o Parque Nacional Recife Alacranes a partir de Puerto Progreso, Yucatán, exige uma <strong>viagem marítima de 120 a 140 quilómetros em direção ao norte</strong>, a partir do continente. O trajeto demora cerca de <strong>3 a 5 horas em cada sentido, em lancha rápida</strong>. Por isso, é importante planear uma viagem de 2 a 3 dias para que a experiência valha a pena.</p><p>Para organizar a visita e chegar a este destino remoto, <strong>recomenda-se contratar um prestador de serviços autorizado</strong> pela Comissão Nacional de Áreas Naturais Protegidas. Também é importante planear a viagem e verificar a previsão do tempo mais recente.</p><h2>Formações de corais temidas pelos marinheiros</h2><p>Durante a era colonial, a região era temida pelos navegadores devido às suas formações de coral, que <strong>causavam um número significativo de naufrágios</strong>. Esta reputação fez com que as ilhas permanecessem esquecidas por muitos anos, facto que ajudou a preservar o ecossistema e as espécies que o habitam.</p><figure><a href="https://conanp.gob.mx/conanp/dominios/alacranes/galeria/original/camping.jpg" target="_blank"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-isla-mas-solitaria-de-mexico-el-paraiso-coralino-que-pocos-logran-visitar-1785963088476.jpg" data-image="yoz68rwxc6s3"></a><figcaption>É muito importante preservar estes espaços para preservar as espécies neles encontradas. Imagem: Conanp.</figcaption></figure><p>Esta grande barreira<strong> também atua como um obstáculo natural ao deslocamento de ciclones tropicais</strong>, permitindo que esses sistemas gigantescos percam intensidade e enfraqueçam à medida que avançam pela região.</p><p>Apesar da sua imensa riqueza natural, <strong>o Recife de Alacranes permanece um destino pouco conhecido </strong>— um facto que também contribui para a sua preservação.</p><h3>Recomendações a considerar</h3><p>Ao visitar este local, pode conectar-se com a natureza e, ao mesmo tempo, contribuir para a proteção do meio ambiente e das espécies que ali prosperam. É importante<strong> utilizar vestuário adequado para atividades aquáticas</strong> — como camisolas de manga longa, calções e calçados próprios para água — para evitar a necessidade de protetor solar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-e-o-pais-mais-estranho-do-mundo-que-esta-lentamente-se-abrindo-para-o-turismo.html" title="Este é o país mais estranho do mundo que está lentamente a abrir-se para o turismo">Este é o país mais estranho do mundo que está lentamente a abrir-se para o turismo</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-e-o-pais-mais-estranho-do-mundo-que-esta-lentamente-se-abrindo-para-o-turismo.html" title="Este é o país mais estranho do mundo que está lentamente a abrir-se para o turismo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quel-est-le-pays-le-plus-etrange-au-monde-qui-s-ouvre-doucement-au-tourisme-1782899521771_320.jpeg" alt="Este é o país mais estranho do mundo que está lentamente a abrir-se para o turismo"></a></article></aside><p>Siga as orientações de guias especializados. <strong>Não perturbe o ambiente</strong>; evite retirar qualquer elemento da flora ou da fauna e não altere as condições naturais que encontrar. Entre junho e outubro, as praias tornam-se locais de desova de tartarugas marinhas; portanto, é fundamental respeitar estes animais e os seus ninhos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-ilha-mais-remota-do-mexico-o-desconhecido-paraiso-de-corais-que-poucos-conseguem-visitar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Três árvores para cultivar em vasos: ideais para varandas e pequenos terraços]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/tres-arvores-para-cultivar-em-vasos-ideais-para-varandas-e-pequenos-terracos.html</link><pubDate>Sun, 16 Aug 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Algumas espécies adaptam perfeitamente as suas raízes à vida em vasos. Três opções muito resistentes que oferecem cor e sombra sem ocupar muito espaço.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tres-arboles-para-cultivar-en-maceta-ideales-para-balcones-y-patios-chicos-1785795005040.jpg" data-image="gsflv47s1jb0" alt="plantar" title="plantar"><figcaption>Acrescentam estrutura e textura: as plantas envasadas são o segredo para uma varanda vibrante durante todo o ano.</figcaption></figure><p>Se tem um terraço, varanda ou pequeno pátio e acha que as árvores estão fora do seu alcance, esta informação pode ser útil. <strong>Existem diversas espécies que adaptam as suas raízes à vida em vasos sem perder o seu vigor</strong>, proporcionando textura, folhagem e fragrâncias delicadas durante as quatro estações do ano.</p><p>Como em tudo, é preciso saber escolher. O fundamental é <strong>selecionar espécies de crescimento moderado e fornecer-lhes volume de solo adequado</strong>. Com estes dois elementos, pode cultivar uma árvore durante muitos anos, mesmo num espaço pequeno.</p><p>Estas são três opções que podem ser facilmente encontradas nos viveiros de plantas da sua região.</p><h2>1. Murta (<em>Myrtus communis</em>)</h2><p>Também conhecida como murta europeia, é <strong>um dos arbustos ou pequenas árvores mais elegantes para cultivar em vaso</strong>. As suas pequenas folhas brilhantes exalam um aroma fresco ao toque. Na primavera e no verão, produz flores brancas vistosas, que mais tarde dão lugar a pequenas bagas escuras.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tres-arboles-para-cultivar-en-maceta-ideales-para-balcones-y-patios-chicos-1785795196885.jpg" data-image="1ris6urwh8sw" alt="planta" title="planta"><figcaption>Aroma fresco e flores brancas: a murta é uma árvore pequena e elegante que cresce bem em vasos expostos ao sol.</figcaption></figure><p>Prefere um substrato rico em matéria orgânica e com uma excelente drenagem. Tolera melhor solos ligeiramente secos do que solos encharcados. <strong>Para crescer compacta e florescer, precisa de pelo menos seis horas de luz solar direta por dia</strong>. Durante a primavera e o verão, o ideal é manter o solo ligeiramente húmido. No inverno, porém, a rega deve ser significativamente reduzida.</p><p>Quando cultivada diretamente no solo, <strong>pode ultrapassar os quatro metros de altura</strong>. Num vaso grande, ficará entre 1,5 e 2,5 metros. O seu crescimento é lento a moderado: demora cinco a sete anos a atingir os dois metros. A poda é simples. Basta remover os ramos mortos e aparar a folhagem após a floração para manter uma forma equilibrada.</p><h2>2. Louro (<em>Laurus nobilis</em>)</h2><p><strong>O louro oferece muito mais do que apenas as suas folhas, utilizadas para aromatizar pratos</strong>. A sua folhagem verde-escura permanece intacta durante todo o ano e exala um aroma característico que afasta os insetos. Além disso, adapta-se muito bem ao cultivo em vaso, pois tolera podas frequentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tres-arboles-para-cultivar-en-maceta-ideales-para-balcones-y-patios-chicos-1785795376044.jpg" data-image="waha5bfsnzf4" alt="planta" title="planta"><figcaption>O loureiro tolera podas frequentes, o que o torna ideal para dar forma a espaços pequenos.</figcaption></figure><p>No jardim, pode crescer até ao tamanho de uma árvore grande. <strong>Em vaso, no entanto, atinge normalmente uma altura de 2 a 3 metros</strong>. O seu crescimento é lento, demorando seis a oito anos para atingir este tamanho.</p><p>Requer um <strong>substrato leve</strong>. Uma mistura de terra fértil para vasos, composto bem curtido e perlite ou areia grossa produz, geralmente, excelentes resultados.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783713" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-sua-lavanda-seca-num-vaso-este-cuidado-evitara-que-morra-por-causa-do-sol-ou-do-excesso-de-agua.html" title="A sua lavanda seca num vaso: este cuidado evitará que morra por causa do sol ou do excesso de água">A sua lavanda seca num vaso: este cuidado evitará que morra por causa do sol ou do excesso de água</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-sua-lavanda-seca-num-vaso-este-cuidado-evitara-que-morra-por-causa-do-sol-ou-do-excesso-de-agua.html" title="A sua lavanda seca num vaso: este cuidado evitará que morra por causa do sol ou do excesso de água"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tu-lavanda-se-seca-en-maceta-estos-cuidados-evitaran-que-muera-por-el-sol-o-el-exceso-de-agua-1786581166521_320.png" alt="A sua lavanda seca num vaso: este cuidado evitará que morra por causa do sol ou do excesso de água"></a></article></aside><p>Cresce em pleno sol ou em sombra parcial bem iluminada, <strong>embora se desenvolva melhor quando recebe várias horas de luz solar direta</strong>. No verão, requer rega regular, mas evite o encharcamento da base. A poda deve ser feita no final do inverno, podendo a planta ser moldada num formato arredondado ou cónico, de acordo com a preferência.</p><h2>3. Azeitona (<em>Olea europeia</em>)</h2><p>Embora a maioria das pessoas a associe às azeitonas, <strong>a oliveira também se destaca como espécie ornamental</strong>. As suas folhas verde-prateadas refletem a luz e criam um contraste único em comparação com outras plantas.</p><p>É <strong>uma das árvores mediterrânicas que melhor tolera a vida em vaso</strong>, onde pode permanecer entre 1,8 e 3 metros de altura durante décadas. O seu crescimento é lento: demora sete a dez anos a atingir os dois metros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tres-arboles-para-cultivar-en-maceta-ideales-para-balcones-y-patios-chicos-1785795611069.jpg" data-image="r0wrx6gncgf1" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>A oliveira pode viver muitos anos num vaso, desde que receba bastante sol e pouca água.</figcaption></figure><p><strong>O excesso de água é o seu principal inimigo</strong>. Por conseguinte, requer um substrato altamente permeável e um vaso com orifícios de drenagem eficientes. Necessita de sol para manter o vigor e evitar que os ramos se alonguem demasiado e fiquem fracos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776544" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/hera-a-elegante-trepadeira-mais-conhecida-em-portugal.html" title="Hera, a elegante trepadeira mais conhecida em Portugal">Hera, a elegante trepadeira mais conhecida em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/hera-a-elegante-trepadeira-mais-conhecida-em-portugal.html" title="Hera, a elegante trepadeira mais conhecida em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/hera-a-elegante-trepadeira-mais-conhecida-em-portugal-1782856649798_320.jpg" alt="Hera, a elegante trepadeira mais conhecida em Portugal"></a></article></aside><p><strong>A rega deve ser moderada no verão e mínima nos meses mais frios</strong>. Para manter uma copa saudável, é aconselhável podar no final do inverno e remover os ramos cruzados para melhorar a circulação do ar.</p><h2>Regras para cultivar árvores em vaso com sucesso</h2><p><strong>Grande parte do resultado depende do tamanho do recipiente</strong>. Um vaso com pelo menos 50 a 60 centímetros de diâmetro e profundidade permite um crescimento estável e protege as raízes das flutuações de temperatura.</p><p>É importante renovar a camada superficial do substrato a cada dois anos e adicionar composto no início da primavera. Com estes cuidados simples, <strong>estas três árvores podem transformar qualquer canto sem a necessidade de um grande jardim</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/tres-arvores-para-cultivar-em-vasos-ideais-para-varandas-e-pequenos-terracos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Manjericão em agosto: porque é que floresce de repente e perde sabor]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/manjericao-em-agosto-porque-e-que-floresce-de-repente-e-perde-sabor.html</link><pubDate>Sun, 16 Aug 2026 08:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>De um dia para o outro aparecem espigas brancas no topo e as folhas deixam de saber ao que sabiam. Não é falta de jeito, é o próprio calendário a mandar na planta.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/manjericao-em-agosto-porque-e-que-floresce-de-repente-e-perde-sabor-1786449733954.png" data-image="baeikm4yoynd"><figcaption>Quando aparecem as flores brancas, a planta deixou de investir nas folhas e passou a produzir semente. </figcaption></figure><p>Há um momento do verão em que quase toda a gente com um vaso de <strong>manjericão faz a mesma pergunta</strong>. A planta estava bonita, cheia, a cheirar bem, e de repente encheu-se de espigas com florinhas brancas, as folhas ficaram pequenas e o sabor mudou.</p><p>Não é falta de água nem falta de adubo, embora ambas ajudem a acelerar o processo. <strong>É o ciclo natural da planta a cumprir-se</strong>, e agosto é precisamente o mês em que isso acontece em Lisboa, no Porto ou em Faro.</p><h2>Não é só o calor, são também os dias mais curtos</h2><p>Desde o solstício de junho que os dias vão encurtando, <strong>e em agosto essa diferença já é bem notória. O manjericão nota isso</strong>. É uma planta que floresce mais depressa quando os dias começam a ficar mais curtos, e o calor forte do verão acelera ainda mais o processo.</p><div class="texto-destacado"><strong>Espigamento</strong>- É quando a planta deixa de investir em folhas e passa a investir em flores e sementes. Acontece em muitas hortícolas de folha, como a alface, os coentros ou o manjericão, e é normalmente desencadeado pelo calor, pela falta de água ou pela mudança na duração dos dias.</div><p>A partir daí a planta muda de objetivo. Já não quer crescer, <strong>quer deixar descendência</strong>. Toda a energia vai para as flores e para as sementes, e as folhas ficam em segundo plano.</p><h2>Porque é que o sabor muda</h2><p>As folhas que nascem <strong>depois da floração</strong> são visivelmente mais pequenas e mais rijas. E o aroma também muda, porque a composição dos óleos essenciais, que são os responsáveis pelo cheiro e pelo sabor, altera-se quando a planta entra nesta fase.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Sinal na planta</p></th><th scope="col"><p>O que está a acontecer</p></th><th scope="col"><p>O que fazer</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Espigas brancas no topo</p></td><td><p>A planta entrou em floração</p></td><td><p>Cortar logo abaixo, acima de um par de folhas</p></td></tr><tr><td><p>Folhas mais pequenas e duras</p></td><td><p>A energia foi desviada para a semente</p></td><td><p>Colher com mais frequência e podar os topos</p></td></tr><tr><td><p>Folhas murchas ao meio-dia</p></td><td><p>Falta de água nas horas de maior calor</p></td><td><p>Regar de manhã cedo e cobrir a terra</p></td></tr><tr><td><p>Sabor mais amargo</p></td><td><p>Mudança nos óleos essenciais</p></td><td><p>Colher de manhã, antes de o sol aquecer</p></td></tr><tr><td><p>Caule a endurecer na base</p></td><td><p>A planta chegou ao fim do ciclo</p></td><td><p>Fazer estacas para renovar</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Principais sinais que o manjericão dá ao longo do seu ciclo e o que fazer. Fonte: Elaboração própria.</td></tr></tbody></table><p><strong> O resultado é aquele travo mais amargo e menos fresco</strong> que se nota logo no molho de tomate ou no pesto. A planta não está estragada nem doente, apenas deixou de ser interessante para a cozinha. </p><h2>Como atrasar a floração e ganhar mais umas semanas</h2><p>A boa notícia é que se pode adiar bastante este momento, desde que se atue cedo. <strong>A regra principal é cortar as espigas assim que aparecem, sem esperar que abram as flores</strong>. Corte sempre um pouco acima de um par de folhas, porque é daí que vão nascer dois ramos novos.</p><div class="texto-destacado">Cortar as "espigas"/flores logo que aparecem, sempre acima de um par de folhas, é o que faz a planta ramificar em vez de semear.</div><p>Depois,<strong> colha com regularidade</strong>. O manjericão que é colhido muitas vezes floresce mais tarde do que aquele a que só se tiram folhas soltas de vez em quando. E corte ramos inteiros, em vez de andar a arrancar folha a folha, que é o hábito mais comum e o que menos resultado dá.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/manjericao-em-agosto-porque-e-que-floresce-de-repente-e-perde-sabor-1786635171122.png"><figcaption>Um vaso ou um espaço folgado evita o stress de raiz que antecipa a floração. </figcaption></figure><p><strong>O stress também acelera a floração</strong>. Um vaso pequeno de mais, uma terra que seca todos os dias </p><p>ou uma planta ao sol das duas da tarde chegam para desencadear o processo mais cedo. Regue de manhã, cubra a terra do vaso com uma camada fina de material orgânico e, nos dias de calor extremo, dê alguma sombra durante a tarde.</p><h2>Se já floriu, não deite fora</h2><p>Um pé de <strong>manjericão </strong>que já espigou ainda serve para duas coisas.</p><p>A primeira é <strong>multiplicar</strong>. Corte um ramo com dez a quinze centímetros, tire as folhas de baixo, e ponha-o num copo de água num sítio com luz mas sem sol direto. Ao fim de uma a duas semanas tem raízes e pode ir para um vaso novo. É a <strong>forma mais rápida e mais barata de ter manjericão fresco outra vez</strong>, e ainda vai a tempo antes do outono.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777682" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/guia-de-cuidados-com-o-manjericao-10-regras-para-mante-lo-verde-vicoso-e-perfumado-ate-ao-final-do-verao.html" title="Guia de cuidados com o manjericão: 10 regras para mantê-lo verde, viçoso e perfumado até ao final do verão">Guia de cuidados com o manjericão: 10 regras para mantê-lo verde, viçoso e perfumado até ao final do verão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/guia-de-cuidados-com-o-manjericao-10-regras-para-mante-lo-verde-vicoso-e-perfumado-ate-ao-final-do-verao.html" title="Guia de cuidados com o manjericão: 10 regras para mantê-lo verde, viçoso e perfumado até ao final do verão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-basilico-10-regole-per-averlo-sempre-verde-e-profumato-questa-estate-1782655008003_320.jpeg" alt="Guia de cuidados com o manjericão: 10 regras para mantê-lo verde, viçoso e perfumado até ao final do verão"></a></article></aside><p>A segunda é deixar uma planta florir de propósito. As flores do manjericão são muito procuradas pelas abelhas e, <strong>se as deixar secar, ainda lhe dão semente para o ano seguinte</strong>.</p><p>E se quiser guardar o que colher agora, esqueça a secagem. O manjericão perde quase todo o aroma quando seca.<strong> Congelado, em cubos de gelo com um pouco de azeite, ou já transformado em pesto, mantém-se muito melhor</strong>.</p><p>Uma última nota que faz mais diferença do que parece:<strong> colha sempre de manhã cedo, antes de o sol aquecer as folhas</strong>. É nessa altura que o teor em óleos essenciais está no máximo e o aroma é mais intenso.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/manjericao-em-agosto-porque-e-que-floresce-de-repente-e-perde-sabor.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A sua planta jiboia pode duplicar o tamanho das suas folhas: o segredo é treiná-la para que cresça a trepar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-sua-planta-potos-pode-duplicar-o-tamanho-das-suas-folhas-o-segredo-e-treina-la-para-que-cresca-a-trepar.html</link><pubDate>Sun, 16 Aug 2026 07:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>A forma como conduz os caules pode transformar completamente a aparência desta planta de interior. Com o apoio adequado e cuidados básicos, o seu crescimento tornar-se-á mais fácil e atrativo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tu-poto-puede-duplicar-el-tamano-de-sus-hojas-la-clave-esta-en-hacerlo-trepar-en-lugar-de-dejarlo-colgar-1786062722280.png" data-image="2b1sbu3v7x7e" alt="A jiboia, assim como os filodendros, antúrios e monsteras, pertence à família Araceae." title="A jiboia, assim como os filodendros, antúrios e monsteras, pertence à família Araceae."><figcaption>A jiboia, assim como os filodendros, antúrios e monsteras, pertence à família Araceae.</figcaption></figure><p>A jiboia (<em>Epipremnum aureum</em>) é<strong> uma das plantas de interior mais populares entre os amantes de plantas</strong>, mas também é uma espécie que geralmente cultivamos de forma diferente da forma como cresce na natureza. </p><div class="texto-destacado">Embora estejamos habituados a vê-la a pender de prateleiras e vasos suspensos, na verdade é uma planta trepadora capaz de desenvolver folhas muito maiores do que imaginamos.</div><p><strong>Esta planta permanece numa fase de crescimento onde os seus caules pendem livremente</strong>. Nesta fase, produz gavinhas longas, caules finos e folhas pequenas enquanto procura uma superfície à qual se agarrar. Isto não significa que ela esteja doente ou que haja algo invulgar; é simplesmente uma<strong> resposta natural à falta de apoio</strong>.</p><p>Nas florestas tropicais do Sudeste Asiático, de onde esta espécie é originária, as suas raízes aéreas fixam-se aos troncos das árvores e às superfícies húmidas. À medida que o caule cresce para cima e encontra melhores condições de luminosidade, <strong>as novas folhas aumentam de tamanho e a planta desenvolve uma estrutura mais robusta</strong>.</p><p>Esta mudança não ocorre porque a planta "prefere" manter-se direita, mas sim porque<strong> trepar faz parte da sua estratégia natural de crescimento</strong>. O contacto dos nós com uma superfície e o crescimento em direção a zonas mais iluminadas permitem-lhe investir mais energia em cada folha. É por isso que ela pode ter um aspeto muito diferente na vertical.</p><p>A boa notícia é que <strong>não precisa de transformar a sua casa numa selva para obter este resultado</strong>. Um suporte de musgo instalado corretamente pode imitar o tronco húmido de uma árvore e dar às raízes um local para se fixarem. E com luz suficiente e bons cuidados, as novas folhas podem duplicar de tamanho e transformar completamente a sua aparência.</p><h2>Porque é que a escalada altera o crescimento da jiboia</h2><p>Quando esta planta cresce sem suporte, continua a produzir caules em busca de algo a que se agarrar. Em ambientes interiores, isto resulta em folhas de 5 a 10 centímetros, entrenós bem espaçados e pequenas raízes aéreas. <strong>Embora deixá-la pendurada não a prejudique, isso limita a sua transição para uma forma mais madura</strong>, especialmente se a iluminação for limitada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tu-poto-puede-duplicar-el-tamano-de-sus-hojas-la-clave-esta-en-hacerlo-trepar-en-lugar-de-dejarlo-colgar-1786062818709.png" data-image="8963tjibrn2o" alt="As raízes aéreas da jiboia podem ser fixadas ao suporte, aproveitando a humidade para formar caules mais firmes e folhas novas maiores." title="As raízes aéreas da jiboia podem ser fixadas ao suporte, aproveitando a humidade para formar caules mais firmes e folhas novas maiores."><figcaption>As raízes aéreas da jiboia podem ser fixadas ao suporte, aproveitando a humidade para formar caules mais firmes e folhas novas maiores.</figcaption></figure><p>É importante esclarecer que <strong>as folhas mais velhas não duplicarão de tamanho depois de colocar o suporte</strong>. A mudança será visível nas folhas que surgirem posteriormente. Em boas condições, as novas folhas podem duplicar ou até triplicar de tamanho, mas não há garantia de que isso ocorra. </p><div class="texto-destacado">Cada variedade reage de forma diferente, e uma planta com pouca luz continuará a produzir folhas pequenas, mesmo com o melhor suporte.</div><p>Um suporte de musgo é um cilindro cheio e coberto de musgo, geralmente esfagno, um material altamente absorvente. A sua <strong>principal vantagem é reter a humidade em redor das raízes aéreas</strong>, permitindo que estas se fixem e, em alguns casos, penetrem no suporte. Isto cria um microambiente semelhante ao dos troncos húmidos onde esta espécie cresce naturalmente.</p><p>Também <strong>podem ser utilizados suportes de fibra de coco, tábuas de madeira, casca de árvore ou treliças</strong>. Todos estes materiais ajudam a guiar os caules, mas o musgo húmido facilita um contacto mais próximo com as raízes. No entanto, não deve ser mantido constantemente húmido, pois o excesso de água, a má ventilação e um substrato saturado podem promover o apodrecimento ou odores desagradáveis.</p><h3>Como instalar o tutor e obter melhores resultados</h3><p>Para começar, <strong>escolha uma estaca resistente que se estenda 40 a 60 centímetros acima do substrato</strong>. O ideal é instalá-la durante a replantação para garantir que chega ao fundo sem danificar muitas raízes. De seguida, <strong>humedeça o musgo uniformemente</strong> e verifique se a estaca está bem presa. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tu-poto-puede-duplicar-el-tamano-de-sus-hojas-la-clave-esta-en-hacerlo-trepar-en-lugar-de-dejarlo-colgar-1786062833358.png" data-image="ei8q53u21rjv" alt="O musgo Sphagnum é capaz de reter várias vezes o seu peso em água, criando um ambiente húmido semelhante ao dos troncos tropicais." title="O musgo Sphagnum é capaz de reter várias vezes o seu peso em água, criando um ambiente húmido semelhante ao dos troncos tropicais."><figcaption>O musgo Sphagnum é capaz de reter várias vezes o seu peso em água, criando um ambiente húmido semelhante ao dos troncos tropicais.</figcaption></figure><p><strong>Para guiar hastes mais compridas, fixe-as na vertical ou numa ligeira espiral perto dos nós</strong>. Use cordel macio, velcro para jardinagem ou molas especiais para atar. Certifique-se de que as amarras não estão demasiado apertadas, pois as hastes precisam de espaço para engrossar.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É importante que os nós estejam em contacto com o musgo, pois as raízes aéreas crescerão a partir daí.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Para manter o substrato ligeiramente húmido, <strong>adicione água por cima ou pulverize água uma ou duas vezes por semana</strong>. Antes de voltar a humedecer, verifique a humidade com os dedos. Um <strong>erro comum é pulverizar água apenas na superfície</strong>, o que pode dar a impressão de que está húmido, mas deixa o interior seco e as raízes sem humidade suficiente para se estabelecerem.</p><p><strong>Coloque a planta perto de uma janela com luz indireta</strong>, pois o suporte por si só não fará milagres. Mantenha a rega regular e aplique um fertilizante equilibrado, em doses moderadas, durante a estação de crescimento. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783706" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-revitalizar-plantas-stressadas-pelo-calor-extremo-um-guia-para-salvar-o-seu-jardim-no-verao.html" title="Como revitalizar plantas stressadas pelo calor extremo: um guia para salvar o seu jardim no verão">Como revitalizar plantas stressadas pelo calor extremo: um guia para salvar o seu jardim no verão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-revitalizar-plantas-stressadas-pelo-calor-extremo-um-guia-para-salvar-o-seu-jardim-no-verao.html" title="Como revitalizar plantas stressadas pelo calor extremo: um guia para salvar o seu jardim no verão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-recuperar-plantas-con-estres-por-calor-guia-para-salvar-tu-jardin-en-verano-1784810550858_320.jpeg" alt="Como revitalizar plantas stressadas pelo calor extremo: um guia para salvar o seu jardim no verão"></a></article></aside><p>As<strong> primeiras raízes podem começar a fixar-se entre duas a quatro semanas após a plantação</strong>. As alterações visíveis surgem geralmente entre um e três meses, enquanto a diferença pode ser mais notória após quatro a seis meses.<strong> </strong></p><p><strong>Fazer a jiboia subir é uma mudança simples que pode melhorar a sua aparência</strong>. Dê suporte, humidade moderada e luz suficiente. Tenha em mente que a mudança ocorre folha a folha, pelo que a paciência é essencial. Se decidir remover a estaca, a planta continuará a crescer, embora com o tempo possa voltar a uma forma mais jovem e pendente.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-sua-planta-potos-pode-duplicar-o-tamanho-das-suas-folhas-o-segredo-e-treina-la-para-que-cresca-a-trepar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[IPMA volta a prolongar avisos de calor: 14 distritos deverão manter-se em alerta até terça-feira, dia 18]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-volta-a-prolongar-avisos-de-calor-14-distritos-deverao-manter-se-em-alerta-ate-terca-feira-dia.html</link><pubDate>Sun, 16 Aug 2026 06:04:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O IPMA voltou a atualizar os avisos de calor. Dos 17 distritos que estarão sob aviso até às 18h de amanhã, segunda-feira, 14 deverão ver este aviso a prolongar-se até às 18h de terça-feira.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xay2dr6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xay2dr6.jpg" id="xay2dr6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As<strong> temperaturas continuam a subir </strong>em todo o continente, tendo levado o IPMA a prolongar o aviso amarelo de tempo quente em 14 distritos do Norte e Centro, até às 18h de terça-feira, dia 18.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p><strong>Apenas os distritos de Évora, Setúbal e Beja não deverão contar com aviso </strong>na terça-feira, fazendo de Portalegre o único distrito da região Sul sob aviso nesse dia. A possibilidade de <strong>ocorrência de trovoada forte, assim como chuva intensa</strong> em alguns locais do Sul, deverá contribuir para um <strong>alívio do calor na região</strong>.</p><h2>Anomalias térmicas intensificam-se, especialmente no Norte e Centro</h2><p><strong>Esta subida dos termómetros</strong>, que irá levar as máximas aos 40 ºC em vários pontos do país entre hoje e terça-feira, e trazer as noites quentes de volta mesmo ao litoral, <strong>resultará numa intensificação das anomalias térmicas positivas</strong>, ou seja, valores acima da média.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-volta-a-prolongar-avisos-de-calor-14-distritos-deverao-manter-se-em-alerta-ate-terca-feira-dia-1786831514041.png" data-image="ftuvh7jlye42" alt="anomalia térmica" title="anomalia térmica"><figcaption>O mapa de anomalia térmica da próxima segunda-feira, dia 17, mostra um contraste evidente entre o Norte e Centro e o Sul do país. As temperaturas nas duas primeiras regiões irão aumentar de forma significativa a partir de hoje, dia 16.</figcaption></figure><p>No entanto, <strong>esta intensificação da anomalia térmica será mais evidente no Norte e Centro</strong>, como podemos observar no mapa acima, referente à tarde de amanhã, segunda-feira. Nestas regiões, as temperaturas poderão ser de até 11 ºC acima da média.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As anomalias térmicas esperadas para o Norte e Centro são de até 11 ºC acima da média, enquanto no Sul deverão ser de até 3 ºC acima da normal climatológica.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Enquanto no Sul do país <strong>as anomalias positivas mais evidentes deverão ser de até 3 ºC acima da média</strong>, uma boa parte da região deverá registar temperaturas dentro da normal climatológica de referência. Ainda assim, alguns pontos da região poderão contar com temperaturas abaixo da média, até 5 ºC (zonas a azul). Estes valores menos evidentes devem-se à instabilidade esperada, mencionada acima.</p><h2>Temperaturas podem alcançar 41 ºC localmente</h2><p>De acordo com a mais recente atualização dos nossos mapas, o Norte e o Centro do país registarão até 40 ºC em vários pontos das regiões. O <strong>Vale do Douro poderá ser das zonas mais quentes, podendo chegar até aos 41 ºC</strong> na próxima terça-feira.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783818" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-de-tempo-quente-em-17-distritos-foi-prolongado-pelo-ipma-saiba-ate-quando-e-onde-fara-mais-calor.html" title="Aviso amarelo de tempo quente em 17 distritos foi prolongado pelo IPMA: saiba até quando e onde fará mais calor">Aviso amarelo de tempo quente em 17 distritos foi prolongado pelo IPMA: saiba até quando e onde fará mais calor</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-de-tempo-quente-em-17-distritos-foi-prolongado-pelo-ipma-saiba-ate-quando-e-onde-fara-mais-calor.html" title="Aviso amarelo de tempo quente em 17 distritos foi prolongado pelo IPMA: saiba até quando e onde fará mais calor"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aviso-amarelo-de-tempo-quente-em-17-distritos-foi-prolongado-pelo-ipma-saiba-ate-quando-e-onde-fara-mais-calor-1786795629191_320.png" alt="Aviso amarelo de tempo quente em 17 distritos foi prolongado pelo IPMA: saiba até quando e onde fará mais calor"></a></article></aside><p>Assim, <strong>é expectável que segunda e terça-feira sejam dos dias mais quentes deste episódio de calor</strong>, ainda que na noite de terça-feira já se denote uma descida térmica face às noites anteriores. Os nossos mapas mostram uma descida significativa das temperaturas máximas e mínimas a partir de quarta-feira, devendo esta descida manter-se nos dias seguintes.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-volta-a-prolongar-avisos-de-calor-14-distritos-deverao-manter-se-em-alerta-ate-terca-feira-dia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O maior cruzeiro fluvial da Europa está prestes a chegar e promete mudar as viagens no Danúbio]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-maior-cruzeiro-fluvial-da-europa-esta-prestes-a-chegar-e-promete-mudar-as-viagens-no-danubio.html</link><pubDate>Sun, 16 Aug 2026 05:04:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Com suítes de luxo e novos espaços de lazer, o AmaRudi terá capacidade para quase 200 passageiros. Saiba quando estreia e quanto custará uma viagem.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ago-o-maior-cruzeiro-fluvial-da-europa-esta-prestes-a-chegar-e-promete-mudar-as-viagens-no-danubio-1784143594669.jpg" data-image="eetapatlh9ym" alt="Cruzeiro" title="Cruzeiro"><figcaption>Veja datas, preços e novidades. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>Se antes era uma opção de férias para poucos, hoje ganha cada vez mais adeptos. A indústria dos <strong>cruzeiros fluviais </strong>está em altas e a crescer de forma exponencial. O que oferece? Uma opção para quem procura viagens mais lentas e envolventes.</p><div class="texto-destacado">“Cerca de 1,5 milhões de passageiros viajaram em cruzeiros fluviais europeus em 2025, mais 8% do que no ano anterior”, nota a ‘Euronews’.</div><p>“Os cursos de água mais emblemáticos da Europa — como o <strong>Danúbio, o Reno, o Sena e o Douro </strong>— continuam a ser o centro deste mercado, com a procura a ser impulsionada por navios mais pequenos, estadias mais longas em cidades históricas e uma aposta crescente no bem-estar e nas experiências culturais.”</p><p>Talvez por isso não surpreenda saber que o maior navio de cruzeiro fluvial da Europa vá navegar precisamente no rio Danúbio. </p><h2>O maior cruzeiro fluvial da Europa estreia-se no Danúbio na próxima primavera</h2><p>Sim, é isso mesmo. A operadora AmaWaterways prepara-se para lançar o<strong> maior navio de cruzeiro fluvial da Europa</strong>. </p><div class="texto-destacado">A partir de abril de 2027, o AmaRudi vai viajar pelo rio Danúbio, com viagens pensadas para durar, no mínimo, uma semana.</div><p>“Concebido especificamente para o Danúbio, o navio contará com suítes com varanda entre 33 e 66 metros quadrados”, avança o mesmo<em> site</em> de notícias. A bordo, os hóspedes podem escolher entre quatro espaços de restauração (Al Fresco, The Lark Lounge, The Chef’s Table e Rudi’s Wine Bar), relaxar no Zen Wellness Studio ou jogar num campo de pickleball de dimensões oficiais. Além disso, o espaço irá acomodar <strong>196 hóspedes </strong>em<strong> 98 camarotes e suites</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="642002" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-maior-navio-de-cruzeiro-do-mundo-iniciou-a-sua-primeira-viagem-turistica-potenciais-impactos-ambientais-ecologia.html" title="O maior navio de cruzeiro do mundo iniciou a sua primeira viagem turística: potenciais impactos ambientais">O maior navio de cruzeiro do mundo iniciou a sua primeira viagem turística: potenciais impactos ambientais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-maior-navio-de-cruzeiro-do-mundo-iniciou-a-sua-primeira-viagem-turistica-potenciais-impactos-ambientais-ecologia.html" title="O maior navio de cruzeiro do mundo iniciou a sua primeira viagem turística: potenciais impactos ambientais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/crucero-mas-grande-del-mundo-icon-of-the-seas-impactos-1706424826811_320.png" alt="O maior navio de cruzeiro do mundo iniciou a sua primeira viagem turística: potenciais impactos ambientais"></a></article></aside><p>As novidades incluem ainda um espaço de entretenimento totalmente novo para a companhia, equipado com cinema, karaoke, bilhar e jukebox.</p><p>“O AmaMagna mudou a perceção do que era possível num navio de cruzeiros fluviais. Sabíamos que haveria um momento certo para retomar esse conceito e, com o crescimento contínuo dos cruzeiros fluviais, esse momento é agora”, afirmou o cofundador da AmaWaterways, Rudi Schreiner.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/ago-o-maior-cruzeiro-fluvial-da-europa-esta-prestes-a-chegar-e-promete-mudar-as-viagens-no-danubio-1784143909643.jpg" data-image="bwphd0r21hpn" alt="Cruzeiro" title="Cruzeiro"><figcaption>Conheça o gigante que vai navegar no Danúbio. Foto: AmaWaterways</figcaption></figure><p>Inspirado no sucesso do AmaMagna, lançado em 2019, o AmaRudi será o <strong>segundo navio de dupla largura </strong>da companhia norte-americana.</p><h2>Mais informações e detalhes</h2><p>O novo cruzeiro inicia a sua programação com duas partidas no primeiro mês de operação. A primeira viagem está marcada para<strong> 18 de abril </strong>e liga Budapeste, na Hungria, a Vilshofen, na Alemanha. A segunda parte a<strong> 25 de abril</strong> e percorre o mesmo itinerário em sentido contrário. </p><div class="texto-destacado">Ambas têm uma<strong> duração de oito dias </strong>e preços a partir de 4.602€.</div><p>A programação mantém-se até junho de 2027, com uma frequência de uma a duas partidas por mês. A partir do verão, porém, <strong>a oferta aumenta</strong>, havendo meses com quatro datas disponíveis, como acontece em agosto, outubro e dezembro. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="342941" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/navio-a-voar-sobre-o-mar-conheca-o-misterioso-efeito-fata-morgana-ilusao-otica.html" title="Navio a “voar” sobre o mar? Conheça o misterioso efeito Fata Morgana!">Navio a “voar” sobre o mar? Conheça o misterioso efeito Fata Morgana!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/navio-a-voar-sobre-o-mar-conheca-o-misterioso-efeito-fata-morgana-ilusao-otica.html" title="Navio a “voar” sobre o mar? Conheça o misterioso efeito Fata Morgana!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/navio-a-voar-sobre-o-mar-conheca-o-misterioso-efeito-fata-morgana-ilusao-otica-342941-1_320.jpg" alt="Navio a “voar” sobre o mar? Conheça o misterioso efeito Fata Morgana!"></a></article></aside><p>Ainda assim, e, independentemente do sentido da viagem, o percurso é sempre realizado entre Budapeste e Vilshofen. As reservas estão disponíveis <em>online</em>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Euronews%2C%20Starling%2C%20M" data-year="2026" data-title="AmaRudi%3A%20maior%20cruzeiro%20fluvial%20da%20Europa%20estreia-se%20no%20Dan%C3%BAbio%20na%20pr%C3%B3xima%20primavera" data-url="https%3A%2F%2Fpt.euronews.com%2Fviagens%2F2026%2F06%2F25%2Famarudi-maior-cruzeiro-fluvial-da-europa-estreia-se-no-danubio-na-proxima-primavera">Euronews, Starling, M. (2026). <a href="https://pt.euronews.com/viagens/2026/06/25/amarudi-maior-cruzeiro-fluvial-da-europa-estreia-se-no-danubio-na-proxima-primavera" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">AmaRudi: maior cruzeiro fluvial da Europa estreia-se no Danúbio na próxima primavera</a>.</cite><br><cite data-author="NiT%2C%20Pincelli%2C%20I" data-year="2026" data-title="J%C3%A1%20sabemos%20quando%20o%20maior%20navio%20de%20cruzeiro%20fluvial%20da%20Europa%20vai%20come%C3%A7ar%20as%20viagens" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fviagens%2Fja-sabemos-quando-o-maior-navio-de-cruzeiro-fluvial-da-europa-vai-comecar-a-viajar">NiT, Pincelli, I. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/viagens/ja-sabemos-quando-o-maior-navio-de-cruzeiro-fluvial-da-europa-vai-comecar-a-viajar" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Já sabemos quando o maior navio de cruzeiro fluvial da Europa vai começar as viagens</a>.</cite><br><cite data-author="Vou%20Sair" data-year="2026" data-title="Maior%20cruzeiro%20fluvial%20da%20Europa%20chega%20em%202027%20com%20churrasco%2C%20cinema%20e%20campo%20de%20pickleball%20a%20bordo" data-url="https%3A%2F%2Fvousair.pt%2Fmaior-cruzeiro-fluvial-da-europa-chega-em-2027-com-churrasco-cinema-e-campo-de-pickleball-a-bordo%2F">Vou Sair. (2026). <a href="https://vousair.pt/maior-cruzeiro-fluvial-da-europa-chega-em-2027-com-churrasco-cinema-e-campo-de-pickleball-a-bordo/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Maior cruzeiro fluvial da Europa chega em 2027 com churrasco, cinema e campo de pickleball a bordo</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-maior-cruzeiro-fluvial-da-europa-esta-prestes-a-chegar-e-promete-mudar-as-viagens-no-danubio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aviso amarelo de tempo quente em 17 distritos foi prolongado pelo IPMA: saiba até quando e onde fará mais calor]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-de-tempo-quente-em-17-distritos-foi-prolongado-pelo-ipma-saiba-ate-quando-e-onde-fara-mais-calor.html</link><pubDate>Sat, 15 Aug 2026 12:15:21 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Apenas Faro se encontra isento de aviso de calor nos próximos dias. Os restantes distritos contarão com uma subida das temperaturas e valores podem chegar aos 40 ºC.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaxyghi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaxyghi.jpg" id="xaxyghi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como avançamos em previsões anteriores, o <strong>IPMA havia emitido aviso amarelo de tempo quente para 17 distritos</strong>, que estaria em vigor até à meia-noite de segunda-feira, no entanto, e dada a mais recente previsão de subida das temperaturas, este aviso foi prolongado.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Assim, de acordo com a nova atualização deste instituto de meteorologia, <strong>os avisos deverão manter-se em vigor até às 21h de segunda-feira</strong>, tendo sido prolongados por 21h. Saiba abaixo quais as regiões mais quentes dos próximos dias.</p><h2>Esperam-se dias e noites quentes em todo o continente</h2><p>O dia de hoje, sábado, já regista um ligeiro aumento dos valores máximos, especialmente no litoral Norte, onde as temperaturas têm sido mais contidas. Desta forma, esperam-se valores compreendidos entre os<strong> 25 ºC em Viana do Castelo e os 34 ºC em Vila Real e Castelo Branco</strong>. À noite, pelas 23h, à exceção de Leiria, que deverá contar com 19 ºC, todas as capitais de distrito registarão temperaturas acima dos 20 ºC. <strong>Destaque para Braga, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja cujo valor nesse horário será de 26 ºC</strong>!</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aviso-amarelo-de-tempo-quente-em-17-distritos-foi-prolongado-pelo-ipma-saiba-ate-quando-e-onde-fara-mais-calor-1786795517452.jpg" data-image="td10meroe2yj" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>As temperaturas vão subir, especialmente no Norte e Centro do país, podendo haver um alívio no Sul.</figcaption></figure><p>Amanhã, domingo, os valores voltam a subir. <strong>Os avisos entram em vigor a partir das 9h da manhã e esperam-se máximas entre os 26 ºC em Viana do Castelo e os 38 ºC em Santarém e Coimbra</strong>. A noite de domingo será tórrida (acima de 25 ºC) em vários locais do país. Aliás, as únicas capitais de distrito abaixo desse valor deverão ser: Viana do Castelo (24 ºC), Bragança (22 ºC), Aveiro (23 ºC) e Faro (20 ºC).<strong> Lisboa, Santarém e Castelo Branco poderão contar com 28 ºC, pelas 23h</strong>.</p><h2>Na segunda-feira os termómetros podem chegar aos 40 ºC</h2><p>Segunda-feira amanhecerá quente e esperam-se máximas entre os 26 ºC em Faro e os 40 ºC em Coimbra. <strong>Nas regiões Norte e Centro, vários locais poderão registar temperaturas muito próximas dos 40 ºC a nível local</strong>. Além de Coimbra, as capitais mais quentes poderão ser Braga e Castelo Branco com 38 ºC. No Sul, dar-se-á uma descida ao longo do dia, devido à formação de células convectivas que deverão resultar em chuva e trovoadas fortes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783805" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/instabilidade-em-portugal-depressao-isolada-traz-quatro-dias-de-trovoadas-com-mais-de-25-raios-km.html" title="Instabilidade em Portugal: depressão isolada traz quatro dias de trovoadas, com mais de 25 raios/km²">Instabilidade em Portugal: depressão isolada traz quatro dias de trovoadas, com mais de 25 raios/km²</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/instabilidade-em-portugal-depressao-isolada-traz-quatro-dias-de-trovoadas-com-mais-de-25-raios-km.html" title="Instabilidade em Portugal: depressão isolada traz quatro dias de trovoadas, com mais de 25 raios/km²"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/instabilidade-em-portugal-depressao-isolada-traz-quatro-dias-de-trovoadas-com-mais-de-25-raios-km-1786790835407_320.png" alt="Instabilidade em Portugal: depressão isolada traz quatro dias de trovoadas, com mais de 25 raios/km²"></a></article></aside><p>Ainda assim,<strong> pelas 23h esperam-se valores entre os 21 ºC em Aveiro e os 28 ºC em Braga</strong>, devendo esta ser a capital de distrito mais quente do país nesse horário. Vila Real vem de seguida com previsão de 27 ºC, assim como Castelo Branco.</p><p>Estes valores poderão manter-se pouco variáveis na terça-feira, no entanto, espera-se uma <strong>descida acentuada na quarta-feira</strong>, dia 19.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-de-tempo-quente-em-17-distritos-foi-prolongado-pelo-ipma-saiba-ate-quando-e-onde-fara-mais-calor.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Instabilidade em Portugal: depressão isolada traz quatro dias de trovoadas, com mais de 25 raios/km²]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/instabilidade-em-portugal-depressao-isolada-traz-quatro-dias-de-trovoadas-com-mais-de-25-raios-km.html</link><pubDate>Sat, 15 Aug 2026 11:32:08 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma depressão isolada em altitude vai reforçar a instabilidade em Portugal nos próximos dias, com trovoadas fortes, aguaceiros possívelmente intensos e rajadas convectivas entre este sábado (15) e quarta-feira (19).</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaxy96e"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaxy96e.jpg" id="xaxy96e"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma depressão isolada em altitude vai <strong>aumentar significativamente a instabilidade atmosférica em Portugal</strong>. Entre este sábado (15) e quarta-feira (19), as trovoadas poderão ser localmente fortes, acompanhadas por aguaceiros e rajadas convectivas.</p><h2>Este sábado as trovoadas intensificam-se durante a tarde</h2><p>Durante a manhã deste sábado, dia 15, formou-se sobre a Península Ibérica uma <strong>depressão isolada com ar mais frio em altitude</strong>. O contraste entre este ar e a massa de ar quente presente junto à superfície favorece a convecção e a formação de nuvens de grande desenvolvimento vertical.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/instabilidade-em-portugal-depressao-isolada-traz-quatro-dias-de-trovoadas-com-mais-de-25-raios-km-1786790597952.jpg" data-image="np4291nfw5zp" alt="Geopotencial a 500 hPa e pressão à superfície" title="Geopotencial a 500 hPa e pressão à superfície"><figcaption>Uma depressão isolada com ar mais frio em altitude instala-se sobre a Península Ibérica neste sábado. Esta configuração irá favorecer um aumento significativo da instabilidade e criar condições para o desenvolvimento de trovoadas em Portugal.</figcaption></figure><p>As primeiras trovoadas deverão surgir por volta das <strong>13h no nordeste de Portugal</strong>, aproximadamente entre Vilar Formoso e Miranda do Douro, expandindo-se posteriormente a outras regiões.</p><p>O período mais ativo deverá ocorrer <strong>entre as 16h e as 17h</strong>. Segundo as últimas projeções do ECMWF, poderão registar-se cerca de <strong>12 raios/km² em zonas dos distritos de Viana do Castelo e Braga e até 14 raios/km² em Bragança</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/instabilidade-em-portugal-depressao-isolada-traz-quatro-dias-de-trovoadas-com-mais-de-25-raios-km-1786790628399.png" data-image="v3b2kvno89ud" alt="Densidade de raios elétricos #/km^2" title="Densidade de raios elétricos #/km^2"><figcaption>A atividade elétrica intensifica-se durante a tarde de sábado, sobretudo no Norte. Segundo o ECMWF, Viana do Castelo, Braga e Bragança estarão entre as regiões mais expostas, com alguns núcleos a apresentarem elevada densidade de raios.</figcaption></figure><p>A instabilidade será bastante dispersa e algumas células poderão desenvolver-se também no Sul, chegando inclusivamente às proximidades de Ferreira do Alentejo e Almodôvar. Os aguaceiros poderão ser localmente intensos e acompanhados por <strong>rajadas fortes de origem convectiva</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Apesar de uma ligeira descida das temperaturas, ainda poderão registar-se <strong>36 ºC em Bragança e no interior de Castelo Branco</strong>. A atividade deverá diminuir ao anoitecer, com acalmia perto das 21h.</p><h2>No domingo, dia 16, o foco desloca-se para sul</h2><p>No domingo, dia 16, as primeiras trovoadas poderão surgir de forma fraca no litoral oeste, entre Braga e Leiria. <strong>A Figueira da Foz poderá destacar-se pelas 15h</strong>, com densidades próximas de 9 raios/km².</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/instabilidade-em-portugal-depressao-isolada-traz-quatro-dias-de-trovoadas-com-mais-de-25-raios-km-1786790730220.png" data-image="9g38mq888pqz" alt="Densidade de raios #/km^2" title="Densidade de raios #/km^2"><figcaption>No domingo, o foco da atividade trovoada desloca-se para o interior alentejano. Entre Sousel, Fronteira, Monforte e Estremoz poderão formar-se núcleos muito ativos, com densidades localmente próximas dos 25 raios/km².</figcaption></figure><p>Contudo, será durante o final da tarde que a situação poderá tornar-se mais expressiva no <strong>interior alentejano</strong>. Pelas 19h, o eixo entre Sousel, Fronteira, Monforte e Estremoz poderá registar <strong>densidades próximas dos 25 raios/km².</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/instabilidade-em-portugal-depressao-isolada-traz-quatro-dias-de-trovoadas-com-mais-de-25-raios-km-1786791140286.png" data-image="vzvcfus5omux" alt="Chuva (mm)" title="Chuva (mm)"><figcaption>A intensificação das trovoadas no interior alentejano poderá ser acompanhada por aguaceiros localmente fortes. O caráter convectivo da precipitação fará com que os acumulados possam variar significativamente em distâncias relativamente curtas.</figcaption></figure><p> <strong>A forte atividade elétrica poderá ser acompanhada por aguaceiros localmente intensos</strong>, com o modelo Europeu a projetar um núcleo de precipitação mais expressivo precisamente nesta região. Em alguns locais, a chuva poderá cair de forma intensa num curto intervalo de tempo, uma característica típica deste tipo de convecção, embora com uma distribuição muito irregular.</p><h2>Segunda-feira com novo episódio forte no Sul</h2><p>Na segunda-feira, dia 17, o foco mantém-se sobretudo no <strong>Centro e Sul</strong>. Entre Abrantes e o Algarve poderá desenvolver-se uma extensa área de atividade elétrica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/instabilidade-em-portugal-depressao-isolada-traz-quatro-dias-de-trovoadas-com-mais-de-25-raios-km-1786790835407.png" data-image="2sdrtk3qjdba" alt="Densidade de raios #/km^2" title="Densidade de raios #/km^2"><figcaption>A instabilidade mantém-se na segunda-feira, desta vez com uma extensa área do Centro e Sul sob risco de trovoada. Entre as 14h e as 16h poderão desenvolver-se células particularmente intensas, com densidades superiores a 20–25 raios/km² em alguns locais.</figcaption></figure><p>O intervalo entre as <strong>14h e as 16h</strong> será aquele a acompanhar com maior atenção, podendo alguns núcleos superar novamente os <strong>20 a 25 raios/km²</strong>. Tal como nos dias anteriores, a tendência será para um enfraquecimento ao final da tarde e início da noite.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783649" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ja-se-veem-sinais-do-outono-nos-mapas-do-tempo-para-portugal-tendencias-para-a-segunda-quinzena-de-agosto.html" title="'Já se veem sinais do outono nos mapas do tempo para Portugal': tendências para a segunda quinzena de agosto">"Já se veem sinais do outono nos mapas do tempo para Portugal": tendências para a segunda quinzena de agosto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ja-se-veem-sinais-do-outono-nos-mapas-do-tempo-para-portugal-tendencias-para-a-segunda-quinzena-de-agosto.html" title="'Já se veem sinais do outono nos mapas do tempo para Portugal': tendências para a segunda quinzena de agosto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ja-se-veem-sinais-do-outono-nos-mapas-do-tempo-para-portugal-tendencias-para-a-segunda-quinzena-de-agosto-1786706859135_320.jpg" alt="'Já se veem sinais do outono nos mapas do tempo para Portugal': tendências para a segunda quinzena de agosto"></a></article></aside><p>Na terça e quarta-feira, dias 18 e 19, a instabilidade poderá persistir e continuar a gerar trovoadas. Contudo, <strong>devido à natureza localizada e difícil de prever destes fenómenos, será importante acompanhar as próximas atualizações </strong>para definir com maior precisão as regiões mais expostas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/instabilidade-em-portugal-depressao-isolada-traz-quatro-dias-de-trovoadas-com-mais-de-25-raios-km.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A sua lavanda seca num vaso: este cuidado evitará que morra por causa do sol ou do excesso de água]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-sua-lavanda-seca-num-vaso-este-cuidado-evitara-que-morra-por-causa-do-sol-ou-do-excesso-de-agua.html</link><pubDate>Sat, 15 Aug 2026 10:05:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>A lavanda é uma planta resistente ao calor e à seca, mas quando cultivada em vaso, até os mais pequenos descuidos podem enfraquecê-la.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tu-lavanda-se-seca-en-maceta-estos-cuidados-evitaran-que-muera-por-el-sol-o-el-exceso-de-agua-1786581166521.png" data-image="tmqmfjecnl0q" alt="O nome Lavandula engloba aproximadamente 50 espécies reconhecidas. Para melhor preservar o seu aroma, as flores devem ser colhidas quando estiverem a começar a abrir." title="O nome Lavandula engloba aproximadamente 50 espécies reconhecidas. Para melhor preservar o seu aroma, as flores devem ser colhidas quando estiverem a começar a abrir."><figcaption>O nome Lavandula engloba aproximadamente 50 espécies reconhecidas. Para melhor preservar o seu aroma, as flores devem ser colhidas quando estiverem a começar a abrir.</figcaption></figure><p>Embora a lavanda seja famosa pela sua resistência, muitas pessoas que a cultivam em vasos já tiveram a infeliz experiência de a ver secar ou morrer facilmente. Isto é curioso, uma vez que muitas vezes se presume que se deva à falta de água, quando na realidade é precisamente o contrário:<strong> as suas raízes permanecem húmidas durante muito tempo, o que provoca o seu apodrecimento</strong>.</p><p>Esta planta aromática, originária de ambientes mediterrânicos, <strong>prospera em locais bem iluminados e em solos ligeiros e relativamente pobres</strong>.</p><div class="texto-destacado">A lavanda tolera melhor períodos curtos de seca do que o encharcamento. Por isso, é tão importante evitar o excesso de água, principalmente quando cultivada em vasos.</div><p>As raízes no solo podem crescer livremente e procurar zonas com maior humidade e aeração. Mas num vaso, o tamanho do recipiente, os orifícios de drenagem e o substrato desempenham um papel mais importante. <strong>Regar em excesso ou utilizar um substrato compactado pode danificar todo o sistema radicular em poucos dias</strong>.</p><p>Também é comum colocá-la num local bonito, mas com apenas algumas horas de luz solar direta. <strong>Embora a planta possa suportar isto, começa a esticar, fica murcha e floresce menos</strong>. Esta combinação de pouca luz e humidade elevada é geralmente o principal motivo pelo qual uma planta de lavanda que parecia saudável começa subitamente a ficar com um aspeto desagradável.</p><p>A boa notícia é que<strong> não exige cuidados muito complicados</strong>. O segredo está em imitar o seu habitat natural: bastante sol, raízes bem aeradas, regas pouco frequentes e o mínimo de adubo. Com alguns ajustes simples, pode permanecer perfumada e florida durante muitas estações.</p><h2>Sol, substrato e rega: o equilíbrio necessário</h2><p><strong>Esta planta necessita de seis a oito horas de luz solar direta por dia</strong>. Um terraço ou varanda virados a sul ou sudoeste são ideais. Se os caules ficarem compridos, fracos e espaçados, as folhas perderem a cor prateada ou a planta não florescer, provavelmente necessita de mais luz.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tu-lavanda-se-seca-en-maceta-estos-cuidados-evitaran-que-muera-por-el-sol-o-el-exceso-de-agua-1786581284459.png" data-image="dsr0is71v8pi" alt="Mesmo uma variedade resistente cultivada em vaso é mais suscetível a mudanças bruscas de temperatura." title="Mesmo uma variedade resistente cultivada em vaso é mais suscetível a mudanças bruscas de temperatura."><figcaption>Mesmo uma variedade resistente cultivada em vaso é mais suscetível a mudanças bruscas de temperatura.</figcaption></figure><p>Em regiões de calor extremo, pode receber alguma sombra ao final da tarde, mas não deve permanecer em sombra parcial durante todo o dia. <strong>Para evitar que o vaso sobreaqueça, é melhor não o encostar contra paredes escuras</strong>. </p><div class="texto-destacado">Os vasos de terracota são úteis porque permitem que parte da água evapore, mas, em climas secos, é necessário verificar a humidade constantemente.</div><p><strong>Quanto ao substrato, deve ter uma boa drenagem e reter ar entre as partículas</strong>. Uma mistura prática consiste em 60% de substrato universal para vasos e 40% de perlite, pedra-pomes ou cascalho fino. <strong>A lavanda cresce bem com um pH entre 6,5 e 7,5</strong>. Por isso, antes de adicionar calcário dolomítico para corrigir qualquer problema, meça o pH para evitar um aumento excessivo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768678" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/cinco-dicas-para-que-a-sua-lavanda-fique-radiante-no-vaso-floresca-mais-e-perfume-toda-a-casa.html" title="Cinco dicas para que a sua lavanda fique radiante no vaso, floresça mais e perfume toda a casa">Cinco dicas para que a sua lavanda fique radiante no vaso, floresça mais e perfume toda a casa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/cinco-dicas-para-que-a-sua-lavanda-fique-radiante-no-vaso-floresca-mais-e-perfume-toda-a-casa.html" title="Cinco dicas para que a sua lavanda fique radiante no vaso, floresça mais e perfume toda a casa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cinco-consejos-para-que-tu-lavanda-este-radiante-en-la-maceta-florezca-mas-y-perfume-toda-la-casa-1778160895743_320.jpg" alt="Cinco dicas para que a sua lavanda fique radiante no vaso, floresça mais e perfume toda a casa"></a></article></aside><p>Regue abundantemente até que a água escorra pelos orifícios do vaso. <strong>Aguarde até que o substrato esteja completamente seco antes de voltar a regar</strong>. Lembre-se que não existe um horário fixo de rega a cada sete ou dez dias. Fatores como o calor, o vento, a chuva e o material do vaso afetam a rapidez com que o substrato seca.</p><h3>Vaso adequado, poda e soluções rápidas</h3><p>Para garantir uma boa drenagem, escolha um recipiente com orifícios grandes e que esteja ligeiramente elevado. <strong>Não é necessário adicionar cascalho no fundo</strong>, pois isso não resolverá o problema do substrato compactado e reduzirá o espaço disponível para as raízes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tu-lavanda-se-seca-en-maceta-estos-cuidados-evitaran-que-muera-por-el-sol-o-el-exceso-de-agua-1786581330607.png" data-image="iizfrdg12z29" alt="Para evitar a acumulação de água no pratinho, escolha um vaso com orifícios de drenagem suficientes e que seja maior do que o torrão de raízes da planta." title="Para evitar a acumulação de água no pratinho, escolha um vaso com orifícios de drenagem suficientes e que seja maior do que o torrão de raízes da planta."><figcaption>Para evitar a acumulação de água no pratinho, escolha um vaso com orifícios de drenagem suficientes e que seja maior do que o torrão de raízes da planta.</figcaption></figure><p>Após a floração, <strong>remova as hastes florais murchas e apare ligeiramente os ramos verdes para manter a planta compacta</strong>. Evite cortar os ramos velhos e sem folhas, pois geralmente têm dificuldade em rebrotar. Transplante a planta a cada dois ou três anos se as raízes preencherem o vaso ou se o substrato estiver decomposto.</p><p><strong>Utilize fertilizantes com moderação e evite aqueles com alto teor de azoto</strong>, pois estes promovem o crescimento de caules longos e finos com menos flores. A Lavandula angustifolia tolera melhor o frio, enquanto a Lavandula stoechas prospera em climas mais quentes, embora possa ser danificada por geadas severas. </p><p>Se as folhas ficarem amarelas e a base escurecer, <strong>verifique imediatamente as raízes, a humidade e a drenagem</strong>. Folhas ressequidas e solo completamente seco indicam falta de água. Quando uma planta não floresce, é geralmente devido à falta de luz solar ou ao excesso de fertilizante. Além disso, é mais provável que as pragas apareçam quando a planta está fraca.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-sua-lavanda-seca-num-vaso-este-cuidado-evitara-que-morra-por-causa-do-sol-ou-do-excesso-de-agua.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Adeus às taxas abusivas: como a União Europeia vai proteger os passageiros aéreos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/adeus-as-taxas-abusivas-como-a-uniao-europeia-vai-proteger-os-passageiros-aereos.html</link><pubDate>Sat, 15 Aug 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O futuro das viagens aéreas na Europa: mais transparência, menos complicações e burocracias. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/adeus-as-taxas-abusivas-como-a-uniao-europeia-vai-proteger-os-passageiros-aereos-1786537221216.png" data-image="alchkqots8m1"><figcaption>Fica proibido exigir ao passageiro que instale a aplicação da companhia ou crie uma conta para obter o cartão de embarque ou submeter reclamações.</figcaption></figure><p>A nova regulamentação europeia traz uma mudança há muito aguardada na forma como as tarifas aéreas são apresentadas ao consumidor. </p><div class="texto-destacado">Embora a mala de cabina tradicional com rodas continue a poder ser cobrada à parte, a grande vitória reside na obrigatoriedade de total transparência financeira. </div><p>As opções mais económicas para quem viaja apenas com um pequeno objeto pessoal continuam disponíveis, mas <strong>as companhias ficam agora obrigadas a indicar com clareza o peso e as dimensões permitidas</strong>, uma vez que a uniformização das medidas a nível europeu não chegou a avançar.</p><h2>Atrasos, cancelamentos e reclamações</h2><p>Relativamente às perturbações de voo, mantêm-se os prazos estipulados para indemnização em caso de <strong>atrasos superiores a três horas no destino</strong>, cancelamentos avisados com menos de catorze dias ou recusa de embarque. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/adeus-as-taxas-abusivas-como-a-uniao-europeia-vai-proteger-os-passageiros-aereos-1786537284808.png" data-image="1zeftjtn5vo7"><figcaption>A tentativa de unificar e padronizar o tamanho e o peso das malas de cabina em todas as companhias aéreas acabou por não avançar.</figcaption></figure><p>A novidade está no reforço da exigência de prova às operadoras: deixa de ser suficiente alegar razões operacionais vaga e verbalmente para fugir à compensação. </p><div class="texto-destacado">Além disso, o processo de reclamação deixa de ser uma corrida de obstáculos digitais.</div><p>A própria companhia aérea terá de contactar proativamente o cliente por via eletrónica num <strong>prazo máximo de quatro dias após a viagem, enviando as orientações para requerer o reembolso.</strong> </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/adeus-as-taxas-abusivas-como-a-uniao-europeia-vai-proteger-os-passageiros-aereos-1786537430122.png" data-image="kng9p4ati9mx"><figcaption>Se o teu voo for cancelado e a companhia não te der uma solução em três horas, podes organizar o teu próprio transporte e exigir até quatro vezes o valor do bilhete original.</figcaption></figure><p>O passageiro <strong>dispõe de nove meses para submeter o pedido e a empresa tem trinta dias para paga</strong><strong>r</strong> ou fundamentar a sua recusa, sendo expressamente proibido exigir a instalação de aplicações móveis ou a criação de contas de utilizador para este efeito.</p><h2>Assistência no aeroporto e alternativas de viagem </h2><p>As novas regras vêm também detalhar <strong>o apoio obrigatório prestado durante longas esperas no aeroporto</strong>, garantindo uma refeição após três horas de atraso, ligações à internet e chamadas telefónicas. Se a situação exigir pernoita, o alojamento e os respetivos transfers correm por conta da transportadora.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/adeus-as-taxas-abusivas-como-a-uniao-europeia-vai-proteger-os-passageiros-aereos-1786537509608.png" data-image="cagnishrnsjj"><figcaption>A companhia tem quatro dias após a viagem para te contactar e explicar como reclamar, tendo depois um limite de 30 dias para efetuar o pagamento.</figcaption></figure><p>Quando <strong>a empresa falha nesta prestação, o viajante tem permissão para assumir esses custos e solicitar o reembolso através do envio dos recibos</strong>. </p><div class="texto-destacado">No caso de voos cancelados, a operadora dispõe de três horas para encontrar um transporte alternativo eficaz. </div><p>Se não o fizer, <strong>o passageiro ganha autonomia para organizar a sua deslocação por meios próprios e reclamar posteriormente uma devolução de até quatro vezes o valor original do bilhete. </strong></p><h2>Proteção de famílias e fim de taxas abusivas </h2><p>O novo quadro legal coloca um travão definitivo a cobranças consideradas injustas e introduz garantias sociais relevantes. </p><div class="texto-destacado"><strong>As crianças com menos de catorze anos e os passageiros com mobilidade reduzida têm agora assegurado o direito de viajar sentados ao lado dos seus acompanhantes</strong> sem qualquer custo adicional de reserva de lugar. </div><p>Adicionalmente, pequenas <strong>gralhas ortográficas no nome do bilhete passam a poder ser corrigidas de forma gratuita até quarenta e oito horas antes da partida</strong>. Garante-se ainda a liberdade de escolha entre o cartão de embarque em papel ou digital, sem obrigatoriedade de descarregar aplicações proprietárias. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="688269" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/voos-mais-sustentaveis-pagar-pelo-peso-pessoal-e-da-bagagem-pode-ser-a-solucao-para-reduzir-emissoes-no-setor-aereo.html" title="Voos mais sustentáveis: pagar pelo peso pessoal e da bagagem pode ser a solução para reduzir emissões no setor aéreo">Voos mais sustentáveis: pagar pelo peso pessoal e da bagagem pode ser a solução para reduzir emissões no setor aéreo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/voos-mais-sustentaveis-pagar-pelo-peso-pessoal-e-da-bagagem-pode-ser-a-solucao-para-reduzir-emissoes-no-setor-aereo.html" title="Voos mais sustentáveis: pagar pelo peso pessoal e da bagagem pode ser a solução para reduzir emissões no setor aéreo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/voos-mais-sustentaveis-pagar-pelo-peso-pessoal-e-da-bagagem-pode-ser-a-solucao-para-reduzir-emissoes-no-setor-aereo-1734561731114_320.jpeg" alt="Voos mais sustentáveis: pagar pelo peso pessoal e da bagagem pode ser a solução para reduzir emissões no setor aéreo"></a></article></aside><p>Apesar de o <strong>pacote legislativo já se encontrar aprovado, a sua aplicação prática no quotidiano dos aeroportos não será imediata</strong>. As novas regras começarão a vigorar exatamente doze meses e vinte dias após a sua publicação oficial. Esta transição promete redefinir a relação entre passageiros e operadoras, garantindo um mercado aéreo europeu mais equilibrado, previsível e transparente.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Lorena%20G.%20Diaz" data-year="2026" data-title="Maletas%2C%20retrasos%20y%20reclamaciones%3A%20as%C3%AD%20cambian%20los%20derechos%20de%20los%20pasajeros%20en%20Europa" data-url="https%3A%2F%2Fwww.traveler.es%2Farticulos%2Fmaletas-retrasos-y-reclamaciones-nueva-normativa-europea">Lorena G. Diaz. (2026). <a href="https://www.traveler.es/articulos/maletas-retrasos-y-reclamaciones-nueva-normativa-europea" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Maletas, retrasos y reclamaciones: así cambian los derechos de los pasajeros en Europa</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/adeus-as-taxas-abusivas-como-a-uniao-europeia-vai-proteger-os-passageiros-aereos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Novos sítios da UNESCO de 2026: 7 maravilhas do Património Mundial para descobrir]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/novos-sitios-da-unesco-de-2026-7-maravilhas-do-patrimonio-mundial-para-descobrir.html</link><pubDate>Sat, 15 Aug 2026 08:06:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Em 2026, a UNESCO adicionou 25 novos locais culturais, naturais e mistos à Lista do Património Mundial. Aqui estão 7 dos mais extraordinários para conhecer ao viajar pelos continentes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nuovi-siti-unesco-2026-7-meraviglie-patrimonio-dell-umanita-da-scoprire-1786381313544.jpg" data-image="wfpy1kcq19yu" alt="UNESCO 2026" title="UNESCO 2026"><figcaption>Praia de Pointe du Hoc, uma das cinco praias da Normandia incluídas na lista de Património Mundial da UNESCO.</figcaption></figure><p>Em <strong>2026</strong>, como acontece todos os anos, o Comité do <strong>Património Mundial </strong>da <strong>UNESCO </strong>reuniu-se em Busan e acrescentou <strong>25 novos locais</strong> à lista.</p><p>Atualmente, existem 1.273 locais do Património Mundial, distribuídos por quase duzentos países.</p><p>Vamos embarcar numa jornada pelos continentes para descobrir <strong>sete dos locais mais extraordinários selecionados pela UNESCO em 2026</strong>.</p><h2>7. Os teatros amazónicos no Brasil</h2><p>Dois teatros construídos no século XIX estão localizados na Amazónia brasileira: o <strong>Teatro Amazonas</strong>, em Manaus, e o Teatro da Paz, em Belém. Ambos foram erguidos seguindo o modelo clássico dos teatros europeus, mas apresentam motivos decorativos inspirados na região amazónica.</p><p>O primeiro foi construído na época em que Manaus era uma cidade extremamente rica, graças ao comércio da borracha; numerosos artistas europeus e italianos participaram tanto no seu projeto quanto na sua decoração. <em>La Gioconda</em>, de Ponchielli, foi a primeira ópera apresentada no local. Até hoje, o teatro <strong>recebe artistas de renome mundial e uma grande variedade de géneros musicais</strong>.</p><p>O <strong>Teatro da Paz</strong>, em Belém, tem uma história muito semelhante. Belém também prosperou enormemente graças à borracha, e o teatro <strong>é hoje um dos principais símbolos culturais do norte do Brasil</strong>.</p><h2>6. O Monte Olimpo, na Grécia</h2><p>Um destino que vale a pena visitar em qualquer estação e por inúmeros motivos, a Grécia acaba de adicionar mais um local à sua lista de Patrimónios Mundiais da UNESCO: o <strong>Monte Olimpo, o seu pico mais alto</strong>.</p><p>Os antigos acreditavam que esta montanha — surgida da batalha de uma década entre os Titãs e Zeus (ao lado de outras onze divindades) — era a morada dos deuses, talvez porque os seus cumes estejam perpetuamente envoltos em nuvens.</p><p>Hoje, as <strong>florestas exuberantes abrigam muitos animais</strong>, e há diversas trilhas para quem deseja encarar a subida e admirar as vistas excecionais.</p><p>A pequena cidade de Litochoro é geralmente considerada um bom ponto de partida para as muitas caminhadas disponíveis; as <strong>trilhas levam a mosteiros, desfiladeiros e planaltos</strong>.</p><p>O Monte Olimpo está localizado no <strong>norte da Grécia</strong>, no interior, afastado da costa do Mar Egeu e a 450 km de Atenas; é uma reserva da biosfera reconhecida desde 1981.</p><h2>5. A cerâmica de Jingdezhen, na China</h2><p><strong>Jingdezhen </strong>é uma<strong> cidade chinesa que ostenta uma história milenar de produção de cerâmica</strong>. Acredita-se, em particular, que a variedade azul e branca — emblemática da China — tenha surgido justamente aqui, há 1.700 anos.</p><p>A <strong>cerâmica </strong>e a <strong>porcelana </strong>de Jingdezhen chegaram à corte imperial e têm sido <strong>exportadas e admiradas em todo o mundo há séculos</strong>; agora, finalmente, também são reconhecidas como Património da UNESCO.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nuovi-siti-unesco-2026-7-meraviglie-patrimonio-dell-umanita-da-scoprire-1786381479599.jpg" data-image="wyk3np7il3uc"><figcaption>A arte da cerâmica na China, mundialmente renomada, tem uma história que abrange milénios.</figcaption></figure><p>Até hoje, esta cidade permanece<strong> extremamente ativa nos campos do artesanato e da criatividade</strong> — bem como da inovação —, conquistando a reputação de verdadeira capital mundial da cerâmica.</p><p>Aqui, os visitantes podem mergulhar numa<strong> variedade de lojas, oficinas de artesãos, sítios arqueológicos e fornos antigos</strong>.</p><h2>4. As praias do desembarque na Normandia</h2><p>As<strong> cinco praias do norte da França</strong> — conhecidas pelos codinomes Utah, Omaha, Gold, Juno e Sword — foram designadas Património Mundial da UNESCO devido à sua imensa<strong> importância histórica</strong>. São exatamente essas as praias onde ocorreu o Dia D — <strong>o famoso desembarque na Normandia que mudou o rumo da Segunda Guerra Mundial</strong> a favor dos Aliados.</p><p>Das praias da Normandia, que são predominantemente baixas e arenosas, ainda é possível ver os<strong> </strong>vestígios das estruturas de concreto que permitiram o desembarque de tropas e suprimentos.</p><p>A região preserva muitos <strong>vestígios </strong>desses acontecimentos, como os autênticos <strong>canhões alemães voltados para o mar</strong> em Longues-sur-Mer, as <strong>crateras de bombas </strong>além da bela praia de Pointe du Hoc e o Cemitério Americano em Colleville-sur-Mer. Embora o Memorial de Caen seja considerado o museu mais completo, há outros que valem a visita — todos interessantes — situados nas proximidades das diversas praias.</p><h2>3. Tashkent, no Uzbequistão</h2><p>Tashkent, a <strong>capital do Uzbequistão</strong>, está situada no norte do país, na fronteira com o Cazaquistão. Quase totalmente reconstruída após um terremoto devastador em 1966, a cidade exibe uma<strong> arquitetura</strong> <strong>notável </strong>que combina a austeridade do <strong>estilo soviético</strong> com tradições da Ásia Central, apresentando <strong>mosaicos coloridos e motivos decorativos</strong> que evocam a atmosfera da Rota da Seda.</p><p>Mais especificamente, dez locais compõem esse conjunto uzbeque, abrangendo desde edifícios residenciais e museus até estações de metro e mercados.</p><p>O centro da cidade de Tashkent foi construído com projetos inovadores para resistir a riscos sísmicos e, ao mesmo tempo, adaptar-se ao clima quente da região. No entanto, ao lado das estruturas mais modernas, encontram-se <strong>edifícios históricos fascinantes</strong>, como bazares, mesquitas e madraças (escolas teológicas).</p><h2>2. Pântanos de Okefenokee, nos EUA</h2><p>O pântano de Okefenokee está <strong>localizado entre a Geórgia e a Flórida</strong>, nos Estados Unidos.</p><p>À primeira vista, pode não parecer um local de férias ideal, devido ao clima imprevisível — com chuvas torrenciais repentinas e breves —, flutuações significativas de temperatura e humidade extremamente alta.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nuovi-siti-unesco-2026-7-meraviglie-patrimonio-dell-umanita-da-scoprire-1786381419886.jpg" data-image="7ibw5g4dsai9"><figcaption>O Pântano de Okefenokee, um ecossistema único e intocado.</figcaption></figure><p><strong>Mosquitos e jacarés</strong> adoram este habitat; no entanto, trata-se também de um sistema de áreas húmidas que ostenta uma <strong>biodiversidade excecional</strong>, abrigando espécies raras e ameaçadas de extinção. Muitas espécies de aves migratórias também escolhem fazer uma parada no local.</p><p>O Pântano de Okefenokee é, de fato, <strong>um dos maiores ecossistemas intactos da América do Norte</strong>, onde áreas de águas rasas se alternam com pradarias, bosques e florestas de pinheiros.</p><p>Os visitantes podem explorar a região através de trilhas e <strong>passarelas de madeira</strong>, ou de<strong> barco e canoa</strong>, vivenciando uma experiência extraordinária no meio à natureza selvagem.</p><h2>1.Sidi Bou Saïd, Tunísia</h2><p>Além de ser um dos novos locais reconhecidos pela UNESCO, <strong>Sidi Bou Said </strong>é uma verdadeira joia da Tunísia, um <strong>município com vista para as águas do Golfo de Túnis</strong>. As suas casas mediterrâneas, caracterizadas pelas cores branca e azul e por varandas de ferro forjado, alinham-se ao longo de vielas estreitas — e, por vezes, íngremes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775880" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/por-que-alguns-locais-nao-querem-mais-fazer-parte-da-lista-do-patrimonio-mundial-da-unesco.html" title="Por que é que alguns locais já não querem fazer parte da Lista do Património Mundial da UNESCO?">Por que é que alguns locais já não querem fazer parte da Lista do Património Mundial da UNESCO?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/por-que-alguns-locais-nao-querem-mais-fazer-parte-da-lista-do-patrimonio-mundial-da-unesco.html" title="Por que é que alguns locais já não querem fazer parte da Lista do Património Mundial da UNESCO?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/perche-alcune-desitazioni-non-vogliono-piu-essere-parte-della-lista-del-patrimonio-unesco-1781773558638_320.jpg" alt="Por que é que alguns locais já não querem fazer parte da Lista do Património Mundial da UNESCO?"></a></article></aside><p>A <strong>decoração detalhada das entradas das casas tradicionais </strong>é uma das atrações que tornaram famosa esta pequena cidade, juntamente com vários edifícios particularmente icónicos.</p><p>Um deles é o<strong> Centro de Música Árabe e Mediterrânea</strong>, construído no estilo árabe-andaluz. A riqueza dos seus interiores — com colunas de mármore colorido e móveis com incrustações de madrepérola — é verdadeiramente impressionante.</p><p>Igualmente imperdível é a casa do século XVIII em estilo árabe-muçulmano conhecida como Dar El-Annabi. Um famoso mufti viveu ali; hoje, a casa também funciona como uma espécie de museu de cera, exibindo estátuas vestidas com trajes tradicionais.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Billy%20Thomas" data-year="2026" data-title="7%20new%20UNESCO%20World%20Heritage%20Sites%20to%20explore%20this%20year" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nationalgeographic.com%2Ftravel%2Farticle%2Fnew-unesco-world-heritage-sites-to-explore-this-year">Billy Thomas. (2026). <a href="https://www.nationalgeographic.com/travel/article/new-unesco-world-heritage-sites-to-explore-this-year" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">7 new UNESCO World Heritage Sites to explore this year</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/novos-sitios-da-unesco-de-2026-7-maravilhas-do-patrimonio-mundial-para-descobrir.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como revitalizar plantas stressadas pelo calor extremo: um guia para salvar o seu jardim no verão]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-revitalizar-plantas-stressadas-pelo-calor-extremo-um-guia-para-salvar-o-seu-jardim-no-verao.html</link><pubDate>Sat, 15 Aug 2026 07:10:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>O calor extremo do verão pode deixar as suas plantas murchas e enfraquecidas. Aprenda a identificar o stress térmico e a prestar os cuidados necessários para que recuperem a vitalidade durante o verão.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-recuperar-plantas-con-estres-por-calor-guia-para-salvar-tu-jardin-en-verano-1784810550858.jpeg" data-image="veeaqa7beujs" alt="Imagem 1" title="Imagem 1"><figcaption>O calor extremo do verão pode colocar as plantas em sério risco de stress térmico.</figcaption></figure><p>O verão pode tornar-se um verdadeiro teste de resistência para as plantas do jardim ou do pátio. As altas temperaturas, a luz solar intensa e a falta de humidade são as principais causas do stress térmico, que <strong>pode levar ao murchamento das folhas, ao crescimento atrofiado e até à morte de plantas</strong> particularmente sensíveis.</p><p>No entanto, em muitos casos, <strong>é possível reverter os danos</strong> se agir rapidamente e prestar os cuidados adequados.</p><h2>Como identificar o stress térmico nas plantas</h2><p>Antes de tentar desesperadamente reanimar uma planta, é importante confirmar se o problema está relacionado com o calor excessivo.</p><p>Os <strong>sintomas mais comuns incluem folhas murchas durante a parte mais quente do dia</strong>, bordas secas ou queimadas, amarelecimento, perda prematura de flores ou frutos e crescimento muito lento.</p><p>É importante<strong> distinguir o stress térmico de outras causas</strong>, como doenças ou pragas.</p><p>Se as folhas recuperarem parte da sua firmeza ao final da tarde, <strong>o calor é provavelmente a principal causa</strong>. No entanto, se permanecerem murchas mesmo durante a noite, pode haver um problema mais grave com o sistema radicular ou uma falta prolongada de água.</p><h2>Regar: a chave para a recuperação</h2><p><strong>Um dos erros mais comuns é regar frequentemente com pouca água</strong>. Este método mal humedece a superfície e estimula o desenvolvimento de raízes superficiais, que são muito mais vulneráveis ao calor.</p><div class="texto-destacado">Se o solo estiver muito seco e duro, regue lentamente para evitar que a água escorra antes de chegar às raízes.</div><p><strong>A melhor abordagem é regar profundamente de manhã cedo ou após o pôr do sol</strong>, permitindo que a água penetre nas camadas mais profundas do solo. Isto incentiva as raízes a procurar humidade em camadas mais profundas do solo e ajuda a planta a suportar melhor as altas temperaturas.</p><h2>Reduza o stress com sombra temporária</h2><p><strong>Plantas recém-plantadas ou espécies mais delicadas beneficiam de proteção adicional durante as ondas de calor</strong>. A instalação de rede de sombreamento, tecido respirável ou mesmo um guarda-sol durante as horas de maior incidência solar pode reduzir a temperatura em redor da planta em vários graus.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-recuperar-plantas-con-estres-por-calor-guia-para-salvar-tu-jardin-en-verano-1784810778981.jpeg" data-image="0dlwtn86midq" alt="Imagem 2" title="Imagem 2"><figcaption>O uso de telas de sombreamento pode ajudar a manter as plantas e as culturas saudáveis e viáveis.</figcaption></figure><p> Este truque é especialmente<strong> útil para hortênsias, fetos e plântulas de tomateiro</strong>, ou qualquer espécie que ainda não tenha desenvolvido um sistema radicular forte. </p><h2>A cobertura morta ajuda a reter a humidade</h2><p>Cobrir o solo com materiais orgânicos, como casca de pinheiro, palha, aparas de poda ou composto, é <strong>um dos melhores investimentos que pode fazer para o seu jardim durante o verão</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778809" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/quando-regar-as-rosas-no-verao-a-hora-exata-do-dia-para-evitar-doencas-fungicas.html" title="Quando regar as rosas no verão: a hora exata do dia para evitar doenças fúngicas">Quando regar as rosas no verão: a hora exata do dia para evitar doenças fúngicas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/quando-regar-as-rosas-no-verao-a-hora-exata-do-dia-para-evitar-doencas-fungicas.html" title="Quando regar as rosas no verão: a hora exata do dia para evitar doenças fúngicas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/when-to-water-roses-in-summer-the-exact-time-of-day-to-avoid-fungal-disease-1783787376663_320.jpg" alt="Quando regar as rosas no verão: a hora exata do dia para evitar doenças fúngicas"></a></article></aside><p>A <strong>cobertura morta é altamente eficaz porque reduz a evaporação</strong>, mantém a temperatura das raízes mais estável e limita o crescimento de ervas daninhas que competem pela água disponível. À medida que a cobertura morta se decompõe, também melhora a estrutura do solo e aumenta a sua capacidade de reter humidade.</p><h3>Evite podas e fertilizações fortes</h3><p>Quando uma planta está sob stress térmico,<strong> qualquer tratamento agressivo pode piorar a situação</strong>.</p><ul> <li>A <strong>poda drástica não é recomendada durante o pico do verão</strong>, pois remove parte da folhagem que ajuda a proteger os ramos e o tronco do sol.</li> <li>Os <strong>fertilizantes ricos em azoto também devem ser evitados</strong>, pois estimulam o crescimento de plantas que são particularmente vulneráveis a altas temperaturas.</li> <li>É melhor esperar até que as temperaturas comecem a descer antes de retomar a sua rotina normal de fertilização.</li></ul><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-recuperar-plantas-con-estres-por-calor-guia-para-salvar-tu-jardin-en-verano-1784810890860.jpeg" data-image="g61zf93qhttb" alt="Imagem 3" title="Imagem 3"><figcaption>Tenha cuidado com o tipo e a intensidade da poda que fizer durante o verão.</figcaption></figure><p><strong>Remova apenas as partes danificadas, incluindo folhas completamente secas ou queimadas</strong>, para melhorar a aparência da planta e evitar o consumo desnecessário de energia.</p><p>Com paciência, <strong>muitas plantas apresentarão novos rebentos </strong>assim que as condições meteorológicas se tornarem mais favoráveis.</p><h2>Prevenir é sempre melhor</h2><p>Embora seja possível reanimar uma planta stressada, é sempre <strong>mais fácil evitar que esta atinja um estado de stress extremo</strong>. Para tal, siga algumas recomendações importantes.</p><ol> <li>Escolha espécies adaptadas ao clima local.</li> <li>Instale sistemas de rega eficientes.</li> <li>Mantenha uma camada de cobertura morta durante todo o verão.</li> <li>Planeie o seu plantio com cuidado.<br></li> </ol>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-revitalizar-plantas-stressadas-pelo-calor-extremo-um-guia-para-salvar-o-seu-jardim-no-verao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Entre a lava e a ciência: Katia Krafft, a mulher que se aproximou dos vulcões ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/entre-a-lava-e-a-ciencia-katia-krafft-a-mulher-que-se-aproximou-dos-vulcoes.html</link><pubDate>Sat, 15 Aug 2026 06:05:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Katia Krafft fez dos vulcões o centro da sua vida, observando bem de perto as extraordinárias erupções e ajudando o mundo a compreender o poder e os perigos da natureza. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/entre-a-lava-e-a-ciencia-katia-krafft-a-mulher-que-se-aproximou-dos-vulcoes-1786569053305.jpg" data-image="ep35kx0g9kfn" alt="Katia Krafft" title="Katia Krafft"><figcaption>Katia Krafft junto a um vulcão em erupção, numa das muitas expedições em que a paixão pela ciência a levou a aproximar-se do fogo da Terra. Fonte: Documentário Fire of Love IMDB</figcaption></figure><p>Catherine Joséphine "Katia" Krafft nasceu <strong>a 17 de abril de 1942, em Guebwiller, na Alsácia</strong>, França. Desde cedo revelou <strong>interesse pelas ciências da Terra</strong>, uma curiosidade que acabaria por conduzi-la ao estudo de um dos <strong>fenómenos naturais mais impressionantes e imprevisíveis do planeta: o vulcanismo</strong>.</p><p>Formou-se em geologia e geofísica e encontrou no estudo dos vulcões <strong>uma área capaz de juntar investigação científica e aventura</strong>.</p><p>Foi durante os anos de formação que conheceu <strong>Maurice Krafft, também geólogo e apaixonado pelos vulcões</strong>. Casaram-se em 1970 e, juntos, formariam uma das mais conhecidas duplas de vulcanólogos do século XX.</p><h2>Ciência na primeira linha do perigo</h2><p>Katia e Maurice Krafft não se limitaram a estudar vulcões à distância. Viajaram por vários continentes para <strong>observar erupções, recolher amostras, efetuar medições e registar, através de fotografia e vídeo</strong> alguns dos fenómenos vulcânicos mais grandiosos da época.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766717" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-estudo-cientifico-demonstra-que-o-etna-e-um-vulcao-com-caracteristicas-unicas-no-mundo.html" title="Um estudo científico demonstra que o Etna é um vulcão com características únicas no mundo">Um estudo científico demonstra que o Etna é um vulcão com características únicas no mundo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-estudo-cientifico-demonstra-que-o-etna-e-um-vulcao-com-caracteristicas-unicas-no-mundo.html" title="Um estudo científico demonstra que o Etna é um vulcão com características únicas no mundo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/uno-studio-scientifico-dimostra-come-l-etna-sia-un-vulcano-con-caratteristiche-uniche-al-mondo-1776182242504_320.jpg" alt="Um estudo científico demonstra que o Etna é um vulcão com características únicas no mundo"></a></article></aside><p>Katia destacou-se particularmente pela <strong>capacidade de transformar observações feitas em ambientes extremos em informação científica</strong>. Estudou, entre outros fenómenos, a composição e a temperatura das lavas, o comportamento das cinzas e a evolução das erupções.</p><p>A proximidade com os vulcões permitia-lhe <strong>observar detalhes que dificilmente poderiam ser registados a partir de locais distantes</strong>. Mas essa abordagem tinha um preço, trabalhar junto de um vulcão ativo significava aceitar avultados riscos.</p><h2>A força das imagens</h2><p>Uma das maiores contribuições de Katia Krafft foi também a forma como <strong>tornou o vulcanismo compreensível para o grande público</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entre-a-lava-e-a-ciencia-katia-krafft-a-mulher-que-se-aproximou-dos-vulcoes-1786569108064.jpg" data-image="pepdioazvx2u" alt="O casal" title="O casal"><figcaption>Katia e Maurice Krafft percorreram o mundo a estudar e a documentar erupções lado a lado. Fonte: Documentário Fire of Love IMDB</figcaption></figure><p>As suas fotografias e os seus filmes mostravam <strong>rios de lava incandescente, colunas de cinzas e explosões vulcânicas com uma proximidade rara</strong>. O impacto visual dessas imagens ajudou a despertar o interesse de milhões de pessoas pelos vulcões e pela dinâmica do planeta.</p><p>Ao lado de Maurice, participou em inúmeros documentários e conferências. O casal tornou-se conhecido internacionalmente, <strong>aproximando a ciência de pessoas</strong> que, de outra forma, dificilmente teriam contacto com este tipo de investigação.</p><p>Para Katia, contudo, a beleza das erupções nunca significou esquecer o perigo. Pelo contrário, <strong>compreender um vulcão era também uma forma de aprender a reconhecer os sinais que poderiam anteceder uma erupção destrutiva</strong>.</p><h2>Entre lava, cinzas e risco</h2><p>Ao longo da carreira, Katia estudou vulcões em diferentes partes do mundo, incluindo o <strong>Etna e o Stromboli, em Itália, o Monte Santa Helena, nos Estados Unidos</strong>, e vários vulcões no Japão, na Indonésia e na América Central.</p><div class="texto-destacado"><strong>"Depois de veres uma erupção, não consegues viver sem ela, porque é tão grandiosa, tão intensa"</strong>, afirmou Katia Krafft no documentário da National Geographic <em>Fire of Love</em>.</div><p>O seu trabalho ocorreu numa época em que <strong>os instrumentos de monitorização vulcânica ainda eram muito menos sofisticados do que os atuais</strong>. Muitas observações dependiam da presença física dos investigadores no terreno.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entre-a-lava-e-a-ciencia-katia-krafft-a-mulher-que-se-aproximou-dos-vulcoes-1786569190282.jpg" data-image="2y6jacng5n6g" alt="Recolha de dados" title="Recolha de dados"><figcaption>Katia recolhia amostras de gases e rochas, fazia medições e documentava a evolução dos fenómenos através de fotografias e filmagens. Fonte: Documentário Fire of Love IMDB</figcaption></figure><p>Essa realidade tornou o trabalho dos Krafft particularmente exigente. A recolha de dados junto de vulcões ativos podia significar <strong>aproximar-se de temperaturas extremas, gases tóxicos, explosões repentinas, avalanches de material vulcânico e fluxos piroclásticos</strong>, uma das manifestações mais mortais do vulcanismo.</p><h2>Uma vida interrompida por um vulcão</h2><p>A 3 de junho de 1991, Katia e Maurice Krafft encontravam-se no Japão para acompanhar a <strong>atividade do Monte Unzen, na ilha de Kyushu</strong>, aquando uma erupção provocou um fluxo piroclástico que desceu rapidamente pelas encostas do vulcão, provocando a morte de Katia, Maurice e dezenas de outras pessoas.</p><p>A tragédia pôs fim a uma carreira dedicação à ciência, mas não apagou o valor do trabalho desenvolvido ao longo de duas décadas. <strong>Katia Krafft deixou milhares de fotografias, filmes, registos de campo e observações</strong> que contribuíram para documentar o comportamento de vulcões ativos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768485" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/geologos-islandeses-explicam-por-que-razao-os-vulcoes-continuam-a-ser-o-fenomeno-mais-imprevisivel-da-terra.html" title="Geólogos islandeses explicam por que razão os vulcões continuam a ser o fenómeno mais imprevisível da Terra">Geólogos islandeses explicam por que razão os vulcões continuam a ser o fenómeno mais imprevisível da Terra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/geologos-islandeses-explicam-por-que-razao-os-vulcoes-continuam-a-ser-o-fenomeno-mais-imprevisivel-da-terra.html" title="Geólogos islandeses explicam por que razão os vulcões continuam a ser o fenómeno mais imprevisível da Terra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-los-volcanes-siguen-siendo-el-fenomeno-mas-impredecible-de-la-tierra-1778407583098_320.png" alt="Geólogos islandeses explicam por que razão os vulcões continuam a ser o fenómeno mais imprevisível da Terra"></a></article></aside><p>Mais do que uma coleção de imagens impressionantes, esse arquivo tornou-se um <strong>testemunho científico de diferentes erupções e uma ferramenta de divulgação da vulcanologia</strong>.</p><p>A sua história também ajudou a mudar a perceção do público sobre esta ciência. Katia mostrou que <strong>estudar um vulcão não significa apenas admirar a sua imponência, mas compreender os processos geológicos que moldam a superfície terrestre</strong> e, sobretudo, os riscos que podem representar para as populações.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/entre-a-lava-e-a-ciencia-katia-krafft-a-mulher-que-se-aproximou-dos-vulcoes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vai passar férias à Nazaré? Em breve passará a pagar mais para lá dormir]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/vai-passar-ferias-a-nazare-em-breve-passara-a-pagar-mais-para-la-dormir.html</link><pubDate>Sat, 15 Aug 2026 05:03:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Quem dormir na Nazaré a partir de 1 de setembro de 2026 poderá pagar uma nova taxa turística. Saiba quem é abrangido, quem está isento e quanto custa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ago-vai-passar-ferias-a-nazare-em-breve-passara-a-pagar-mais-para-la-dormir-1783973023331.jpg" data-image="w021cdsfqyon" alt="Nazaré" title="Nazaré"><figcaption>Nazaré vai passar a cobrar taxa turística a partir de setembro. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Passar uma noite na Nazaré está prestes a tornar-se mais caro. Isto porque, a partir de dia 1 de setembro, será cobrada uma<strong> taxa turística</strong> para estadias na região.</p><p>O que é que significa? Que todas as unidades de alojamento turístico passarão a cobrar uma <strong>taxa de 1€ por noite</strong>, válida para qualquer pessoa com mais de 12 anos. </p><p>Se está a planear uma escapadinha para aproveitar a praia, as ondas gigantes ou a gastronomia local, convém reservar também 1€ por noite no orçamento.</p><h2>Como funciona? </h2><p>Na prática, a medida aplica-se a quem fique alojado em hotéis,<em> hostels</em>, alojamentos locais, parques de campismo e outros <strong>empreendimentos turísticos</strong> do concelho. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="525392" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-fascinantes-ondas-da-nazare-o-que-as-torna-tao-gigantes-surf-portugal.html" title="As fascinantes ondas da Nazaré, o que as torna tão gigantes?">As fascinantes ondas da Nazaré, o que as torna tão gigantes?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-fascinantes-ondas-da-nazare-o-que-as-torna-tao-gigantes-surf-portugal.html" title="As fascinantes ondas da Nazaré, o que as torna tão gigantes?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-fascinantes-ondas-da-nazare-o-que-as-torna-tao-gigantes-surf-portugal-1691095212205_320.jpg" alt="As fascinantes ondas da Nazaré, o que as torna tão gigantes?"></a></article></aside><p>O valor é de 1€ por pessoa e por noite, sendo cobrado apenas até ao máximo de cinco noites consecutivas. Ou seja, mesmo que a estadia seja mais longa, não pagará mais do que 5€ por pessoa.</p><h2>Quais são as exceções?</h2><p>A boa notícia é que nem todos os visitantes terão de pagar esta contribuição. Maiores de 65 anos, portadores de deficiência e visitantes que adoeçam durante a estadia na região <strong>estão isentos do pagamento deste valor</strong>. </p><div class="texto-destacado">A regra foi partilhada em Diário da República e confirmada pela Câmara Municipal, segundo avançou a 'Lusa', aqui citada pela 'CNN Portugal'. </div><p>Há ainda um detalhe importante para quem já tinha as férias marcadas. As reservas comprovadamente efetuadas antes da entrada em vigor do regulamento para estadias durante 2026 ficam excluídas da cobrança da taxa. Assim, quem garantiu o alojamento antecipadamente poderá não ser abrangido por esta nova regra, desde que cumpra as condições definidas no regulamento.</p><h2>Porque surge agora?</h2><p>Mas por que motivo surge esta taxa? A resposta está no<strong> crescimento do turismo</strong> no concelho. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ago-vai-passar-ferias-a-nazare-em-breve-passara-a-pagar-mais-para-la-dormir-1783973156214.jpg" data-image="1np7kkwsw412" alt="Nazaré" title="Nazaré"><figcaption>É explicação é simples. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Nos últimos anos, a Nazaré consolidou-se como um dos destinos mais procurados do país, muito graças às suas praias, ao famoso Canhão da Nazaré e às ondas gigantes que atraem surfistas e visitantes de todo o mundo. </p><p>Esse aumento de visitantes representa também uma <strong>maior utilização de infraestruturas e serviços públicos</strong>, desde a limpeza das ruas e praias até à manutenção dos espaços públicos e ao reforço da segurança. </p><div class="texto-destacado">Segundo dados do Turismo de Portugal, o concelho registou cerca de 249 mil dormidas em 2025, um número que ajuda a explicar a decisão da autarquia.</div><p>Na verdade, a Nazaré junta-se agora a uma lista cada vez maior de destinos portugueses que já cobram taxa turística. Municípios como Lisboa, Porto, Cascais, Óbidos, Faro ou Funchal adotaram medidas semelhantes nos últimos anos, com o objetivo de ajudar a financiar os custos associados à atividade turística.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="692780" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-muda-em-2025-taxa-turistica-em-portugal-onde-e-quando-pagar.html" title="O que muda em 2025? Taxa turística em Portugal: onde e quando pagar">O que muda em 2025? Taxa turística em Portugal: onde e quando pagar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-muda-em-2025-taxa-turistica-em-portugal-onde-e-quando-pagar.html" title="O que muda em 2025? Taxa turística em Portugal: onde e quando pagar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-muda-em-2025-taxa-turistica-em-portugal-onde-e-quando-pagar-1737192243421_320.jpg" alt="O que muda em 2025? Taxa turística em Portugal: onde e quando pagar"></a></article></aside><p>Ao mesmo tempo, o município está também a implementar<strong> novas regras para o alojamento local</strong>, procurando equilibrar o crescimento do turismo com a disponibilidade de habitação para residentes. O novo regulamento cria zonas onde a abertura de novos alojamentos será mais limitada e define critérios para um desenvolvimento considerado mais sustentável da atividade.</p><div class="texto-destacado">Já a partir de 1 de agosto, entra também em vigor o Regulamento Municipal para a Gestão Sustentável do Alojamento Local (AL) da Nazaré. A medida define as áreas de contenção e as de crescimento sustentável para o turismo.</div><p>“O regulamento pretende direcionar o crescimento do AL ‘preferencialmente para o aproveitamento de imóveis não dedicados a habitação permanente, estejam eles vagos ou degradados, ou casas de férias que nunca foram, nem se prevê que venham a ser, parte do parque habitacional permanente’”, explica a ‘CNN Portugal’.</p><p>Nas chamadas<strong> áreas de contenção</strong>, onde já existe uma elevada concentração de alojamentos locais, <strong>a atribuição de novas licenças será mais restritiva</strong>. Em regra, apenas poderão ser autorizados projetos em edifícios devolutos há mais de três anos, imóveis recentemente reabilitados, construções que tenham mudado de utilização (por exemplo, de comércio ou indústria para habitação) ou edifícios reconstruídos após demolição. Também poderão ser admitidos imóveis que sejam residência secundária do proprietário há, pelo menos, três anos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ago-vai-passar-ferias-a-nazare-em-breve-passara-a-pagar-mais-para-la-dormir-1783973373685.jpg" data-image="mxti6a1biuaz" alt="Nazaré" title="Nazaré"><figcaption>Outra medida para regular o alojamento local. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Por outro lado, o regulamento impede a criação de novos alojamentos locais em imóveis que tenham estado arrendados para habitação nos dois anos anteriores. Esta regra aplica-se tanto às áreas de contenção como às zonas classificadas como de crescimento sustentável, numa tentativa de <strong>evitar que habitações destinadas aos residentes sejam desviadas para o mercado turístico</strong>.</p><p>Segundo os dados da autarquia, o concelho da Nazaré tem atualmente 13.726 alojamentos. Destes, 6.211 correspondem a residência habitual, enquanto os restantes dividem-se entre 6.085 residências secundárias e 1.430 imóveis vagos. O município contabiliza ainda 1.654 alojamentos locais registados.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="CNN" data-year="2026" data-title="Nazar%C3%A9%20cobra%20taxa%20tur%C3%ADstica%20de%201%20euro%20a%20partir%20de%20setembro" data-url="https%3A%2F%2Fcnnportugal.iol.pt%2Fturismo%2Ftaxa-turistica%2Fnazare-cobra-taxa-turistica-de-1-euro-a-partir-de-setembro%2F20260706%2F6a4bd016d34edcee7c662226">CNN. (2026). <a href="https://cnnportugal.iol.pt/turismo/taxa-turistica/nazare-cobra-taxa-turistica-de-1-euro-a-partir-de-setembro/20260706/6a4bd016d34edcee7c662226" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Nazaré cobra taxa turística de 1 euro a partir de setembro</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/vai-passar-ferias-a-nazare-em-breve-passara-a-pagar-mais-para-la-dormir.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item></channel></rss>