<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Tue, 21 Apr 2026 04:00:14 +0000</lastBuildDate><pubDate>Tue, 21 Apr 2026 04:00:14 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[A partir das 16 horas de hoje esperam-se trovoadas; instabilidade mantém-se amanhã com chuva e descida da temperatura]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-das-16-horas-de-hoje-esperam-se-trovoadas-instabilidade-mantem-se-amanha-com-chuva-e-descida-da-temperatura.html</link><pubDate>Mon, 20 Apr 2026 15:26:11 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O dia de hoje conta com temperaturas elevadas e com a presença de poeiras saarianas. Nas próximas horas podem surgir fenómenos como chuva, trovoada e ligeira descida dos termómetros.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa63iwa"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa63iwa.jpg" id="xa63iwa"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O dia de hoje amanheceu com temperaturas agradáveis em praticamente todo o continente português e <strong>espera-se que ao longo do dia se possam registar cerca de 30 ºC ou mais</strong> em zonas como o Vale do Douro, Ribatejo e Baixo Alentejo.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No entanto, é também<strong> expectável que entre as 16 e as 17 horas ocorram algumas trovoadas localizadas</strong>, acompanhadas por períodos de chuva fraca e irregular, especialmente no Norte e Centro do país.</p><h2>Depressão situada sobre a Madeira contribui para o transporte de poeiras saarianas e consequente chuva de lama</h2><p>Para além disto, uma <strong>depressão situada sobre o arquipélago da Madeira está a transportar poeiras do Saara para o continente</strong>, transformando o horizonte numa paisagem turva. À medida que esta depressão se aproxima de Portugal Continental, a<strong> concentração de poeiras aumenta</strong>, sendo esperado um pico das mesmas amanhã, terça-feira. Para além do transporte de poeiras, esta depressão irá contribuir para um aumento da velocidade do vento, podendo registar-se <strong>rajadas até aos 80 km/h nas cotas mais elevadas do Norte e Centro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-das-16-horas-de-hoje-esperam-se-trovoadas-instabilidade-mantem-se-amanha-com-chuva-e-descida-da-temperatura-1776688427183.png" data-image="reu59k6fziyz" alt="densidade de raios" title="densidade de raios"><figcaption>Ao longo do dia de amanhã, terça-feira, espera-se uma maior incidência de raios, em vários pontos do país, especialmente a partir das 12h e até ao final da tarde.</figcaption></figure><p>Posto isto, entre as 9h e as 10h de amanhã, espera-se o<strong> regresso da chuva fraca e irregular, que poderá ser de lama devido à presença das poeiras</strong>, e que poderá dar-se nos distritos de Vila Real, Santarém, Leiria e Setúbal. Com o passar das horas estes episódios de chuva poderão cobrir vários pontos de Norte a Sul do país, sendo esperado o regresso da trovoada a partir das 12h ao litoral Norte. É ainda esperada uma<strong> descida ligeira dos termómetros</strong>, esperando-se máximas entre os 18 ºC em Viana do Castelo e Guarda e os 26 ºC em Évora e Beja.</p><h2>Trovoada poderá intensificar-se amanhã, terça-feira</h2><p>Ainda que ao final da manhã já se possam registar alguns raios no litoral Norte, os nossos mapas mostram que a partir das 14h e até às 19h, <strong>a trovoada poderá estender-se um pouco por todo o país, com maior expressão no Norte e Centro</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Porque é que acontecem trovoadas em dias mais quentes?</strong><br><br>As trovoadas em dias quentes resultam sobretudo do forte aquecimento do solo, que faz o ar quente subir (ascender) rapidamente. Ao subir, esse ar arrefece e pode condensar (caso haja humidade em níveis mais altos da atmosfera), formando nuvens de desenvolvimento vertical (cumulonimbos). Quando esta instabilidade existe, ou seja, ar quente à superfície e ar mais frio em altitude, este movimento ascendente intensifica-se, favorecendo a ocorrência de trovoadas, mesmo que à superfície o ambiente pareça seco e quente.</div><p>No entanto, espera-se uma <strong>acalmia no estado de tempo</strong> a partir dessa hora (19h), onde apenas a chuva deverá persistir, devendo concentrar-se no litoral Norte e Centro do país.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764640" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-em-portugal-na-proxima-semana-emergem-nos-mapas-uma-tempestade-e-um-anticiclone-anomalos.html" title="Mudanças em Portugal na próxima semana: emergem nos mapas uma tempestade e um anticiclone anómalos">Mudanças em Portugal na próxima semana: emergem nos mapas uma tempestade e um anticiclone anómalos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-em-portugal-na-proxima-semana-emergem-nos-mapas-uma-tempestade-e-um-anticiclone-anomalos.html" title="Mudanças em Portugal na próxima semana: emergem nos mapas uma tempestade e um anticiclone anómalos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-em-portugal-na-proxima-semana-emergem-nos-mapas-uma-tempestade-e-um-anticiclone-anomalos-1776602106323_320.png" alt="Mudanças em Portugal na próxima semana: emergem nos mapas uma tempestade e um anticiclone anómalos"></a></article></aside><p>Os nossos mapas indicam ainda que na<strong> quarta-feira poderá dar-se uma nova diminuição dos termómetros</strong>, resultando em temperaturas máximas entre os 15 ºC em Viana do Castelo e os 23 ºC em Beja. No entanto, espera-se um dia seco e com boas abertas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-das-16-horas-de-hoje-esperam-se-trovoadas-instabilidade-mantem-se-amanha-com-chuva-e-descida-da-temperatura.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Caminhar no Gerês entre abril e dezembro com guia e tempo para descobrir a natureza e o património]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/caminhar-no-geres-entre-abril-e-dezembro-com-guia-e-tempo-para-descobrir-a-natureza-e-o-patrimonio.html</link><pubDate>Mon, 20 Apr 2026 15:07:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>O Programa Anual de Caminhadas Guiadas 2026 ajuda a explorar o parque nacional com orientação, conhecimento e paisagens que percorrem aldeias, bosques, lagos e miradouros naturais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/caminhar-no-geres-entre-abril-e-dezembro-com-guia-e-tempo-para-descobrir-a-natureza-e-o-patrimonio-1776690972141.jpg" data-image="7abewmnhhr0f" alt="Gerês" title="Gerês"><figcaption>Gerês possui um labirinto de trilhos que podem ser percorridos com a orientação de guias locais, conhecedores dos percursos e histórias da região. Foto: Associação Gerês Viver Turismo</figcaption></figure><p>O Parque Nacional da Peneda-Gerês oferece mais de <strong>180 trilhos</strong>, entre caminhos fáceis e percursos desafiantes. A escolha pode, por isso, ser desencorajante diante de um labirinto de opções, principalmente para os iniciantes que não se querem aventurar sozinhos. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Foi precisamente a pensar nesses visitantes que a Associação Gerês Viver Turismo, em parceria com a Câmara Municipal de Terras de Bouro, criou o Programa Anual de Caminhadas Guiadas 2026.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Entre <strong>abril e dezembro</strong>, seis empresas de turismo da região conduzem grupos por caminhos que cruzam aldeias, miradouros e zonas mais resguardadas do parque. Há propostas para diferentes ritmos e interesses, desde passeios diurnos até caminhadas noturnas que percorrem a montanha sob um céu limpo e estrelado. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/caminhar-no-geres-entre-abril-e-dezembro-com-guia-e-tempo-para-descobrir-a-natureza-e-o-patrimonio-1776691038152.jpg" data-image="gkg5l6tq3p4q" alt="Gerês" title="Gerês"><figcaption>Os trilhos do Gerês revelam paisagens que mudam a cada curva e convidam a caminhar sem pressa. Foto: Paulo Figueredo/ Associação Gerês Viver Turismo</figcaption></figure><p>Em outubro, o <strong>Trilho das Bruxas</strong> leva os participantes por um lado mais misterioso da paisagem, onde a noite é o melhor palco para desvendar lendas e histórias antigas.</p><h2>Um território moldado na água e na pedra</h2><p>O Parque Nacional da Peneda-Gerês estende-se por quase 70 mil hectares no norte de Portugal, num território onde a pedra granítica domina a paisagem e guarda marcas antigas do gelo. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As serras elevam-se em sucessão, criando vales fundos por onde correm os rios. O Cávado e o Lima desenham grande parte da rede hídrica, enquanto o rio Homem sustenta uma notável diversidade botânica e habitats aquáticos importantes.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A água está por todo o lado. Escorre em <strong>cascatas</strong>, acumula-se em <strong>lagoas</strong> transparentes e percorre as <strong>levadas</strong> antigas. Entre <strong>bosques</strong> e matos húmidos, surgem espécies raras e discretas, algumas exclusivas deste território, como a salamandra-lusitânica, o lobo-ibérico ou a cabra-montesa.</p><h2>Trilhos entre paisagens e memórias</h2><p>Caminhar no Gerês é também atravessar diferentes dimensões do tempo. Entre subidas e descidas, surgem espigueiros alinhados, fornos, moinhos de água e<strong> ruínas de ocupações antigas</strong>, como necrópoles megalíticas, vestígios de romanização e castelos. Os trilhos variam em extensão e dificuldade, permitindo que cada visitante encontre o seu próprio ritmo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="758516" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/caminhos-sustentaveis-os-novos-trilhos-de-caminhada-para.html" title="Caminhos sustentáveis: os novos trilhos de caminhada para 2026">Caminhos sustentáveis: os novos trilhos de caminhada para 2026</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/caminhos-sustentaveis-os-novos-trilhos-de-caminhada-para.html" title="Caminhos sustentáveis: os novos trilhos de caminhada para 2026"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/caminhos-sustentaveis-os-novos-trilhos-de-caminhada-para-1773407570740_320.png" alt="Caminhos sustentáveis: os novos trilhos de caminhada para 2026"></a></article></aside><p>O <strong>Trilho da Preguiça</strong>, com cerca de cinco quilómetros, percorre uma zona onde a água se impõe em pequenas quedas e ribeiros claros. É um percurso acessível, com pontes e passagens que acompanham o som constante da corrente. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Em <strong>Pitões das Júnias</strong>, o caminho conduz até ao antigo <strong>Mosteiro de Santa Maria das Júnias</strong>, do século XII, encaixado na encosta, e a uma cascata que se revela no final de um percurso breve, mas envolvente.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O trilho do <strong>Poço Azul</strong> já exige mais tempo e alguma resistência. Ao longo de cerca de <strong>nove quilómetros</strong>, o percurso atravessa bosques densos, zonas rochosas e miradouros naturais que abrem o horizonte. No final, a lagoa surge entre a pedra, com águas azuis e cristalinas.</p><h2>Caminhar com orientação e conhecimento local</h2><p>O programa de caminhadas guiadas pretende tornar esta experiência mais acessível e segura, sobretudo para quem não conhece o terreno. Os guias partilham curiosidades sobre a fauna, a flora e a história local, ajudando a dar contexto ao que se observa ao longo do percurso.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/caminhar-no-geres-entre-abril-e-dezembro-com-guia-e-tempo-para-descobrir-a-natureza-e-o-patrimonio-1776691184845.jpg" data-image="e26bjxjf41op" alt="Gerês" title="Gerês"><figcaption>Caminhos antigos ligam aldeias, miradouros ou planícies, desenhando percursos entre a natureza e a memória do território. Foto: Associação Gerês Viver Turismo</figcaption></figure><p>A <strong>participação é gratuita para quem estiver alojado nos estabelecimentos aderentes</strong>, com exceção de algumas atividades específicas (consulte o link na referência deste artigo). Quem não estiver hospedado pode juntar-se mediante o pagamento de um valor fixo por caminhada. Em todos os casos, a inscrição é obrigatória e depende de confirmação prévia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="704680" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/prepare-as-botas-vem-ai-novos-trilhos-para-descobrir-nos-acores.html" title="Prepare as botas: vêm aí novos trilhos para descobrir nos Açores">Prepare as botas: vêm aí novos trilhos para descobrir nos Açores</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/prepare-as-botas-vem-ai-novos-trilhos-para-descobrir-nos-acores.html" title="Prepare as botas: vêm aí novos trilhos para descobrir nos Açores"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/prepare-as-botas-vem-ai-novos-trilhos-para-descobrir-nos-acores-1743926631575_320.jpg" alt="Prepare as botas: vêm aí novos trilhos para descobrir nos Açores"></a></article></aside><p>Ao longo do ano, estas caminhadas são como uma porta de entrada para explorar o parque de forma acompanhada e mais consciente. No Gerês, cada trilho é mais do que um caminho marcado no terreno. É uma forma de atravessar paisagens que mudam a cada curva e de perceber como a natureza e a presença humana estão profundamente entrelaçadas.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em>Consulte o website da Associação Gerês Viver Turismo para conhecer o calendário e as condições do </em><a href="https://geres.pt/programa-anual-de-caminhadas-2026/" target="_blank"><em>Programa Anual de Caminhadas Guiadas 2026</em></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/caminhar-no-geres-entre-abril-e-dezembro-com-guia-e-tempo-para-descobrir-a-natureza-e-o-patrimonio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nova previsão do modelo europeu até maio: os bloqueios em latitudes altas continuarão a afetar Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nova-previsao-do-modelo-europeu-ate-maio-os-bloqueios-em-latitudes-altas-continuarao-a-afetar-portugal.html</link><pubDate>Mon, 20 Apr 2026 14:46:02 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O modelo europeu indica um padrão atmosférico dominado por bloqueios em latitudes altas nos próximos dias, com impacto direto na circulação e na evolução do tempo em Portugal até ao início de maio.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-previsao-do-modelo-europeu-ate-maio-os-bloqueios-em-latitudes-altas-continuarao-a-afetar-portugal-1776695373848.jpg" data-image="lvlmljpz0hxa" alt="Portugal entre estabilidade e instabilidade: o bloqueio atmosférico continua a moldar o tempo até maio" title="Portugal entre estabilidade e instabilidade: o bloqueio atmosférico continua a moldar o tempo até maio"><figcaption>A circulação atmosférica marcada por bloqueios em latitudes altas deverá continuar a influenciar o estado do tempo em Portugal, alternando períodos de estabilidade com fases de maior instabilidade, associadas à aproximação de depressões no Atlântico.</figcaption></figure><p>A mais recente previsão do modelo europeu indica que o estado do tempo em Portugal continuará a ser influenciado por bloqueios em latitudes altas, um fenómeno atmosférico que ocorre quando <strong>áreas de alta pressão se instalam no norte do Atlântico e da Europa</strong>. Estas áreas de alta pressão funcionam como uma espécie de “barreira” na atmosfera, desviando a circulação habitual de oeste para latitudes mais elevadas e alterando o comportamento das depressões.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Na prática, este bloqueio dificulta a entrada das frentes atlânticas sobre a Península Ibérica, tornando a circulação mais ondulada. Em vez de um fluxo contínuo, a <strong>atmosfera organiza-se em cristas e cavados, favorecendo o desenvolvimento de depressões</strong> a oeste ou sudoeste de Portugal, refletindo-se em mudanças frequentes no estado do tempo.</p><h2>Tempo estável e subida das temperaturas</h2><p>Entre 22 e 25 de abril, este padrão deverá estar mais definido. Espera-se tempo geralmente estável, com <strong>céu pouco nublado e temperaturas acima do habitual</strong>. As máximas deverão situar-se entre 22 e 28 °C no interior e entre 18 e 24 °C no litoral, podendo atingir valores próximos dos 30 °C no vale do Tejo e Alentejo. O vento deverá manter-se fraco a moderado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-previsao-do-modelo-europeu-ate-maio-os-bloqueios-em-latitudes-altas-continuarao-a-afetar-portugal-1776693704213.png" data-image="hzff2bxhtibx"><figcaption>Anomalia da temperatura prevista para 23 de abril, mostrando valores significativamente acima da média. Este desvio positivo está associado à advecção de ar mais quente e à estabilidade atmosférica induzida pelo padrão de bloqueio em latitudes mais elevadas.</figcaption></figure><p>A partir de 26 de abril, a situação começa a mudar. O bloqueio perde força, permitindo que algumas depressões atlânticas se aproximem mais da Península Ibérica. Isto deverá traduzir-se em <strong>mais nebulosidade e no regresso da precipitação</strong>, sobretudo no Norte e Centro. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-previsao-do-modelo-europeu-ate-maio-os-bloqueios-em-latitudes-altas-continuarao-a-afetar-portugal-1776694413248.jpg" data-image="edbmiopo2e3g"><figcaption>Mapa de superfície com vento e pressão previsto para 26 de abril, evidenciando uma depressão a oeste da Península Ibérica e um fluxo de norte sobre Portugal. Esta configuração reflete a influência de um bloqueio em latitudes altas, que altera a circulação habitual e condiciona a evolução do estado do tempo no território.</figcaption></figure><p>A chuva deverá surgir de forma irregular, muitas vezes em regime de aguaceiros, mais prováveis durante a tarde e início da noite.</p><h2>Depressões atlânticas trazem mais instabilidade nos últimos dias do mês</h2><p>Entre 27 e 30 de abril, a circulação torna-se mais ativa. A influência atlântica ganha força e os <strong>períodos de chuva tendem a ser mais frequentes, podendo em alguns momentos apresentar maior organização</strong>. Os acumulados deverão variar entre 5 e 15 mm, com valores localmente superiores, sobretudo em zonas de relevo mais acentuado. O vento também deverá intensificar-se, com <strong>rajadas entre 50 e 70 km/h</strong>, particularmente no litoral e nas terras altas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-previsao-do-modelo-europeu-ate-maio-os-bloqueios-em-latitudes-altas-continuarao-a-afetar-portugal-1776694152770.jpg" data-image="2kado3boekbw"><figcaption>Precipitação acumulada prevista até 29 de abril pelo modelo europeu, com valores geralmente moderados e distribuição irregular no território. Destacam-se acumulados mais significativos em zonas do interior e áreas de relevo, associados a períodos de instabilidade e ocorrência de aguaceiros ao longo dos últimos dias do mês.</figcaption></figure><p>No início de maio, o modelo europeu continua a apontar para este padrão, embora com maior incerteza. Sendo esta uma <strong>previsão de médio prazo, a posição das depressões e a forma como interagem com a circulação dominante ainda podem mudar nos próximos dias</strong>, influenciando a distribuição da precipitação, a intensidade do vento e a evolução das temperaturas. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764640" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-em-portugal-na-proxima-semana-emergem-nos-mapas-uma-tempestade-e-um-anticiclone-anomalos.html" title="Mudanças em Portugal na próxima semana: emergem nos mapas uma tempestade e um anticiclone anómalos">Mudanças em Portugal na próxima semana: emergem nos mapas uma tempestade e um anticiclone anómalos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-em-portugal-na-proxima-semana-emergem-nos-mapas-uma-tempestade-e-um-anticiclone-anomalos.html" title="Mudanças em Portugal na próxima semana: emergem nos mapas uma tempestade e um anticiclone anómalos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-em-portugal-na-proxima-semana-emergem-nos-mapas-uma-tempestade-e-um-anticiclone-anomalos-1776602106323_320.png" alt="Mudanças em Portugal na próxima semana: emergem nos mapas uma tempestade e um anticiclone anómalos"></a></article></aside><p>Por isso, será importante acompanhar as atualizações dos modelos meteorológicos para uma leitura mais precisa do que poderá acontecer em Portugal.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nova-previsao-do-modelo-europeu-ate-maio-os-bloqueios-em-latitudes-altas-continuarao-a-afetar-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Entre hoje e sábado 25 prevê-se que dispare o risco de trovoadas: saiba os dias mais críticos e as zonas mais afetadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-hoje-e-sabado-25-preve-se-que-dispare-o-risco-de-trovoadas-saiba-os-dias-mais-criticos-e-as-zonas-mais-afetadas.html</link><pubDate>Mon, 20 Apr 2026 13:53:03 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Além das temperaturas invulgarmente elevadas para a época do ano, prevê-se que o risco de trovoadas dispare esta semana. Saiba os dias e as zonas de Portugal continental onde serão mais prováveis e frequentes.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa636gs"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa636gs.jpg" id="xa636gs"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Além do <strong>calor invulgar</strong> para esta época do ano na nossa geografia, especialmente entre hoje e amanhã, um dos aspetos meteorológicos mais marcantes desta semana será o <strong>aumento da probabilidade de ocorrência de trovoadas</strong>. </p><p>A deslocação de uma depressão no Atlântico, ao largo da costa ocidental de Portugal continental e Galiza, impulsionará uma massa de ar muito mais quente do que o habitual, deixando valores máximos que <strong>ainda nesta segunda-feira (20) poderá gerar 30/31 ºC nos vales do Douro, Tejo, Sado e Guadiana</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>A crista subtropical influenciará o estado do tempo durante grande parte da semana, embora seja expectável <strong>o crescimento de núcleos convectivos isolados</strong>. A configuração sinóptica prevista, com um <strong>forte fluxo de Sul</strong>, será favorável ao transporte de <strong>poeiras saarianas em suspensão</strong>, pelo que onde chover, poderá cair <strong>lama</strong>.</p><h2>Aguaceiros convectivos serão mais prováveis nestas regiões e nestas datas</h2><p>Na <strong>terça-feira (21)</strong> prevê-se que a já referida depressão atlântica descreva uma deslocação vertiginosa para norte em paralelo à faixa costeira ocidental de Portugal continental. Ao posicionar-se a oeste do nosso país, os mapas revelam que esta baixa pressão descreverá uma <strong>circulação retrógrada (de oeste para leste)</strong>, fazendo com que parte das linhas de instabilidade associadas alcancem a nossa geografia <strong>e gerem aguaceiros e trovoadas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entre-hoje-e-sabado-25-preve-se-que-dispare-o-risco-de-trovoadas-saiba-os-dias-mais-criticos-e-as-zonas-mais-afetadas-1776692427755.png" data-image="rc2desd2vnv9"><figcaption>De acordo com o modelo europeu, esta terça-feira, 21 de abril, será um dos dias da presente semana em que as trovoadas serão mais fortes e abrangentes em Portugal continental.</figcaption></figure><p><strong>São mais prováveis durante a tarde tanto no interior como no litoral das Regiões Norte e Centro. Também se prevê que surjam no Alentejo e no Ribatejo</strong>. A precipitação convectiva poderá, por vezes, ser localmente forte e surgir sob a forma de granizo. A instabilidade será ainda acompanhada por um aumento da intensidade do vento de Sul e Leste que poderá provocar rajadas até 90 km/h nas zonas mais expostas do interior Norte e Centro.</p><p><strong>Na quarta-feira (22) espera-se que as condições meteorológicas estabilizem temporariamente</strong>. A precipitação fraca poderá persistir até meio da manhã, com o céu a alternar períodos pouco nublados com outros de maior nebulosidade, estes últimos especialmente durante a tarde. Além disto, prevê-se uma descida das temperaturas máximas, mais notória no litoral das Regiões Norte e Centro.</p><p><strong>Na quinta-feira (23)</strong> esperam-se algumas ligeiras alterações: a nebulosidade espalhar-se-á no interior Centro e na Região Sul a partir da tarde e <strong>o risco de aguaceiros e trovoadas aumentará, especialmente no Baixo Alentejo</strong>. Na sexta (24) preveem-se aguaceiros fracos e dispersos, mais prováveis no interior Centro, onde poderão ser acompanhados de trovoadas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entre-hoje-e-sabado-25-preve-se-que-dispare-o-risco-de-trovoadas-saiba-os-dias-mais-criticos-e-as-zonas-mais-afetadas-1776692298689.png" data-image="fd3iv62dwi5o"><figcaption>Mapa de previsão de trovoada para sábado. Interior Centro e Alentejo serão duas das regiões mais expostas à atividade elétrica.</figcaption></figure><p>Porém, de acordo com os mapas de referência da Meteored, <strong>no sábado (25) a atividade elétrica voltará a aumentar em probabilidade, frequência, intensidade e área geográfica abrangida</strong>, fazendo deste dia um dos potencialmente mais fortes em termos de trovoadas, a par do de terça-feira, 21 de abril.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764657" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atinge-os-acores-com-pico-entre-terca-e-quarta-vento-forte-e-ondas-ate-10-metros.html" title="Depressão atinge os Açores com pico entre terça e quarta: vento forte e ondas até 10 metros">Depressão atinge os Açores com pico entre terça e quarta: vento forte e ondas até 10 metros</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atinge-os-acores-com-pico-entre-terca-e-quarta-vento-forte-e-ondas-ate-10-metros.html" title="Depressão atinge os Açores com pico entre terça e quarta: vento forte e ondas até 10 metros"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atinge-os-acores-com-pico-entre-terca-e-quarta-vento-forte-e-ondas-ate-10-metros-1776608616512_320.png" alt="Depressão atinge os Açores com pico entre terça e quarta: vento forte e ondas até 10 metros"></a></article></aside><p>Com a configuração sinóptica prevista, <strong>é de esperar um aumento da atividade de trovoadas na reta final da semana</strong>, devido à combinação da instabilidade em altitude, do calor dos próximos dias (fornecerão energia para as trovoadas) e da convergência do vento de superfície que irá desencadear o crescimento de nuvens de desenvolvimento vertical. No entanto, é de salientar que se mantém alguma incerteza, como é habitual nestas previsões a curto e médio prazo.</p><h2>Fenómenos adversos potencialmente gerados pelos núcleos convectivos</h2><p>Em algumas regiões, as trovoadas poderão começar cedo, mas <strong>a</strong><strong> atividade mais intensa é esperada a partir do meio-dia, como é habitual neste tipo de episódios</strong>. As acumulações pluviométricas deixadas pelas trovoadas terão uma distribuição muito irregular, embora localmente fortes num curto espaço de tempo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entre-hoje-e-sabado-25-preve-se-que-dispare-o-risco-de-trovoadas-saiba-os-dias-mais-criticos-e-as-zonas-mais-afetadas-1776691960768.png" data-image="1sd13nra08ym"><figcaption>Como já é habitual, a precipitação do tipo convectivo (aguaceiros e trovoadas) assume uma distribuição geográfica muito irregular e intensidades muito variáveis à escala local. Até às 01:00 de domingo, 26 de abril, prevê-se que o interior de Portugal continental registe uma precipitação acumulada superior à do litoral, sobretudo nos distritos da Guarda, Castelo Branco e Portalegre.</figcaption></figure><p>Há que continuar a acompanhar as próximas atualizações do modelo. Além disto, os núcleos convectivos terão o potencial de <strong>gerar outros fenómenos adversos, tais como queda de granizo e rajadas de vento intensas</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-hoje-e-sabado-25-preve-se-que-dispare-o-risco-de-trovoadas-saiba-os-dias-mais-criticos-e-as-zonas-mais-afetadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 5 asteroides poderão embater na Terra durante este século: astrónomos revelam quando poderá acontecer]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/ate-5-asteroides-poderao-embater-na-terra-durante-este-seculo-astronomos-revelam-quando-podera-acontecer.html</link><pubDate>Mon, 20 Apr 2026 11:25:20 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Os especialistas alertam para a possibilidade de impactos de asteroides até 2100. Não serão gigantes, mas serão suficientemente grandes para causar danos locais e interferir com satélites essenciais para a vida quotidiana.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cinco-asteroides-amenazan-la-tierra-este-siglo-que-que-podria-pasar-segun-los-cientificos-1775634968945.jpeg" data-image="tfr7nvt2o1uo" alt="asteroide" title="asteroide"><figcaption>Os cientistas alertam para o facto de até cinco asteroides, do tamanho de um edifício de 15 andares, poderem embater na Terra até ao final do século XXI.</figcaption></figure><p>A ideia de um asteroide em direção à Terra tende a lembrar-nos alguns filmes cinematográficos espetaculares. No entanto, a realidade científica traça um cenário muito diferente, mais discreto mas igualmente relevante. <strong>Não estamos a falar de rochas gigantescas capazes de obliterar continentes, mas sim de corpos mais modestos, embora muito mais frequentes do que se poderia pensar</strong>.</p><p>Nos últimos estudos astronómicos, os especialistas em defesa planetária fizeram uma previsão bastante inquietante: <strong>até cinco objetos de dimensões consideráveis poderiam atravessar o nosso planeta durante este século</strong>. Embora não causassem um colapso global, poderiam gerar problemas graves em zonas específicas e no ambiente espacial.</p><h2>Asteroides do século XXI: tamanho e porque preocupam</h2><p>Estes corpos, conhecidos como <strong>asteroides de escala decamétrica</strong>, medem geralmente várias dezenas de metros. É o caso do asteroide 2024 YR4, descoberto há pouco mais de um ano, com um tamanho estimado entre 53 e 67 metros. Para se ter uma ideia, teria a altura de um edifício de quinze andares. Estas rochas espaciais não são comparáveis aos asteróides gigantes de vários quilómetros, mas a sua frequência é muito maior.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"> <p lang="es" dir="ltr">Has oído hablar del asteroide 2024 YR4 y nosotros hemos escuchado tus preguntas ¿Cuáles son las probabilidades de que impacte la Tierra? ¿Por qué estas cambian? ¿Deberías preocuparte? (Spoiler: No)<br>Conoce más de la mano de un experto de <a href="https://twitter.com/NASAJPL?ref_src=twsrc%5Etfw">@NASAJPL</a>.<br>+ info: <a href="https://t.co/Vhfx2MUZFz">https://t.co/Vhfx2MUZFz</a></p> </blockquote></figure><p>Ao contrário dos grandes impactos, que ocorrem em intervalos de milhões de anos, <strong>estes objetos aparecem no ambiente terrestre com muito mais regularidade</strong>. De facto, os especialistas estimam que atinjam o sistema Terra-Lua a cada poucas dezenas de anos, embora muitas vezes passem despercebidos.</p><p>O seu pequeno tamanho não os torna inofensivos. Ao entrar na atmosfera sobre uma cidade, <strong>um asteroide deste tipo pode libertar uma energia equivalente a vários megatoneladas</strong>. Isto seria suficiente para causar grandes danos nas infraestruturas e gerar ondas de choque significativas.</p><h2>Impacto de asteroides: consequências reais para além do cinema</h2><p>Quando um evento deste tipo ocorre, o objeto nem sempre atinge o solo. <strong>Muitos desses corpos explodem no ar, gerando o que se chama de explosão atmosférica</strong>. No entanto, o efeito pode ser sentido a quilómetros de distância, provocando vibrações capazes de abalar edifícios.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/cinco-asteroides-amenazan-la-tierra-este-siglo-que-que-podria-pasar-segun-los-cientificos-1775635082841.jpeg" alt="asteroide" title="asteroide"> <figcaption>Detetar asteroides não é fácil. O seu pequeno tamanho significa que refletem pouca luz, tornando difícil a observação a partir da Terra.</figcaption> </figure><p>Para além do impacto direto, há outra preocupação crescente: o espaço próximo da Terra. <strong>Um evento de certa magnitude poderia comprometer os satélites</strong>, que são cruciais para as comunicações, a navegação e os serviços digitais. Isto teria repercussões imediatas na vida quotidiana.</p><p>Em cenários extremos, os cientistas consideram a possibilidade de formação de uma cascata de fragmentos em órbita. <strong>Este fenómeno poderia multiplicar os detritos espaciais e dificultar o acesso ao espaço durante anos</strong>. Não provocaria um apagão total, mas constituiria um grave problema tecnológico.</p><h2>Detetar asteroides: o grande desafio científico</h2><p>Detetar estes objetos não é fácil.<strong> O seu pequeno tamanho significa que refletem pouca luz, o que complica a sua observação a partir da Terra</strong>. Os telescópios convencionais têm dificuldade em detectá-los suficientemente cedo.</p><p>Alguns instrumentos espaciais oferecem melhores resultados, podendo funcionar em condições mais favoráveis. No entanto, a sua utilização é muito limitada devido ao elevado tempo de observação necessário, <strong>que impede uma monitorização constante</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"> <p lang="en" dir="ltr">That purple line is a big asteroid called 2024-YR4.<br>For a while we thought it might hit Earth (we're the dark blue orbit). Then we thought it might hit the Moon.<br>But @NASAWebb & @esa tracked it closely and confirmed it will miss in 2032.</p> </blockquote></figure><p>Para melhorar esta situação, estão a ser desenvolvidos novos sistemas combinados. O objetivo é combinar telescópios capazes de detetar estes objetos com outros concebidos para seguir com precisão a sua trajetória. Além disso, estão a ser introduzidos <strong>métodos de análise para filtrar os erros e confirmar as verdadeiras deteções</strong>.</p><h2>Cinco asteroides podem atingir a Terra: quando e o que se sabe</h2><p>Os cálculos atuais indicam uma possibilidade real: até cinco asteroides poderão vir a atingir a Terra no final do século. Não se trata de uma certeza absoluta, mas <strong>de uma previsão baseada em vários modelos de observação</strong>.</p><p>Entre os exemplos mais recentes está o asteroide <strong>2024 YR4, com dimensões comparáveis às de um grande edifício, embora o seu impacto na Terra em 2032 tenha sido excluído</strong>. Este tipo de objeto permite uma melhor compreensão de possíveis impactos futuros e dos seus efeitos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="751364" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-asteroide-2024-yr4-tem-4-de-hipoteses-de-atingir-a-lua-eis-porque-e-uma-mina-de-ouro-cientifica.html" title="O asteroide 2024 YR4 tem 4% de hipóteses de atingir a Lua. Eis porque é uma mina de ouro científica">O asteroide 2024 YR4 tem 4% de hipóteses de atingir a Lua. Eis porque é uma mina de ouro científica</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-asteroide-2024-yr4-tem-4-de-hipoteses-de-atingir-a-lua-eis-porque-e-uma-mina-de-ouro-cientifica.html" title="O asteroide 2024 YR4 tem 4% de hipóteses de atingir a Lua. Eis porque é uma mina de ouro científica"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-asteroide-2024-yr4-tiene-un-4-de-probabilidad-de-impactar-la-luna-he-aqui-por-que-es-una-mina-de-oro-cientifica-1769534711392_320.png" alt="O asteroide 2024 YR4 tem 4% de hipóteses de atingir a Lua. Eis porque é uma mina de ouro científica"></a></article></aside><p>Os investigadores acreditam que nos próximos anos serão identificados vários corpos com trajetórias potencialmente perigosas. <strong>Alguns poderão aproximar-se o suficiente para exigir uma monitorização constante</strong>. No entanto, ainda não existe um protocolo internacional claro para lidar com uma ameaça confirmada. A única certeza é que as soluções cinematográficas não fazem parte dos planos atuais.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/ate-5-asteroides-poderao-embater-na-terra-durante-este-seculo-astronomos-revelam-quando-podera-acontecer.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[É possível cultivar tepezcohuite em casa. A árvore da pele que está a conquistar os jardins e terraços urbanos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/e-possivel-cultivar-tepezcohuite-em-casa-a-arvore-da-pele-que-esta-a-conquistar-os-jardins-e-terracos-urbanos.html</link><pubDate>Mon, 20 Apr 2026 11:17:06 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Uma espécie que se tornou moda nas hortas urbanas, graças à sua reputação de cuidado da pele e à sua capacidade de se adaptar bem a varandas ou espaços pequenos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cultivar-tepezcohuite-en-casa-es-posible-el-arbol-de-la-piel-que-triunfa-en-jardines-y-terrazas-urbanas-1776216296170.png" data-image="7876lgj55rt5" alt="Le tepezcohuite est capable de repousser après des incendies, ce qui témoigne de sa grande capacité de régénération." title="Le tepezcohuite est capable de repousser après des incendies, ce qui témoigne de sa grande capacité de régénération."><figcaption>O tepezcohuite é capaz de se regenerar após incêndios, demonstrando a sua grande capacidade de regeneração.</figcaption></figure><p><strong>O tepezcohuite, cujo nome científico é Mimosa tenuiflora</strong>, deixou de ser um arbusto tradicional do campo para se tornar uma alternativa interessante para as hortas e terraços urbanos. A sua reputação não é por acaso: a sua casca é amplamente reconhecida pelas suas propriedades regeneradoras da pele.</p><p>Embora seja vulgarmente designado como uma árvore, <strong>é de facto um grande arbusto</strong>. Pode ser perfeitamente conduzida como arbusto por poda, o que facilita o seu cultivo em vasos e em terraços. É também uma espécie resistente, capaz de tolerar condições difíceis como o calor intenso e o solo pobre. </p><p>Está habituada a climas secos e quentes. <strong>Tolera as temperaturas elevadas, os solos pobres e a luz solar intensa</strong>. A sua casca escura, de textura rugosa e tons avermelhados, confere-lhe um aspeto muito característico, que pode tornar-se o elemento central de um projeto paisagístico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cultivar-tepezcohuite-en-casa-es-posible-el-arbol-de-la-piel-que-triunfa-en-jardines-y-terrazas-urbanas-1776216309997.png" data-image="bwa42re0qqg5" alt="Ses feuilles se referment légèrement pendant la nuit, comme un mécanisme naturel de protection." title="Ses feuilles se referment légèrement pendant la nuit, comme un mécanisme naturel de protection."><figcaption>As suas folhas fecham-se ligeiramente à noite, como mecanismo natural de proteção.</figcaption></figure><p>Cultivá-lo em casa não é complicado, mas é importante compreender como controlar o seu crescimento para tirar partido da sua resistência e combiná-lo com outras plantas compatíveis que partilham as mesmas condições.</p><h2>Como cultivar e cuidar do tepezcohuite em casa</h2><p>O primeiro ponto diz respeito ao espaço. Embora no seu ambiente natural possa atingir vários metros de altura, <strong>num vaso ou num ambiente urbano, o seu crescimento pode ser facilmente controlado pela poda</strong>, o que permite mantê-lo a uma altura manejável de 1,5 a 2 metros sem dificuldade.</p><p>Para o conseguir, é importante efetuar uma poda de formação desde o início. A poda deve ter por objetivo controlar a altura e estimular o desenvolvimento dos ramos laterais, o que permite dar ao arbusto um aspeto mais compacto e estético.</p><div class="texto-destacado">É aconselhável podar após os períodos de crescimento, evitando os períodos de frio ou de stress hídrico.</div><p>No que diz respeito ao substrato, não é exigente, mas é necessário ter cuidado com a drenagem. <strong>Prefere um solo leve, bem arejado e sem estagnação de água, pois o excesso de humidade pode provocar o apodrecimento das suas raízes</strong>. Uma mistura simples de terra para vasos, areia e composto funciona muito bem.</p><p>A rega deve ser moderada. <strong>É preferível regar pouco do que regar demasiado, pois o tepezcohuite adapta-se melhor a ambientes secos do que a ambientes constantemente húmidos</strong>. Finalmente, a luz: esta árvore não faz concessões neste ponto. Precisa de várias horas de sol direto por dia para crescer corretamente.</p><h3>Propriedades do tepezcohuite para a pele</h3><p>A sua casca contém compostos como os taninos, os flavonóides e as saponinas, <strong>que favorecem a regeneração da pele, reduzem a inflamação e combatem os microrganismos</strong>. É por isso que é utilizada desde há muito tempo para tratar feridas e queimaduras.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763608" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/nao-jogue-fora-3-formas-de-usar-espigas-de-milho-para-cuidar-de-suas-plantas-e-melhorar-o-jardim.html" title="Não deite fora: 3 formas de usar espigas de milho para cuidar das suas plantas e melhorar o jardim">Não deite fora: 3 formas de usar espigas de milho para cuidar das suas plantas e melhorar o jardim</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/nao-jogue-fora-3-formas-de-usar-espigas-de-milho-para-cuidar-de-suas-plantas-e-melhorar-o-jardim.html" title="Não deite fora: 3 formas de usar espigas de milho para cuidar das suas plantas e melhorar o jardim"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/no-lo-tires-3-formas-de-usar-el-marlo-del-choclo-para-cuidar-tus-plantas-y-mejorar-el-jardin-1775687830802_320.jpg" alt="Não deite fora: 3 formas de usar espigas de milho para cuidar das suas plantas e melhorar o jardim"></a></article></aside><p>Dito isto, não deve ser considerada uma cura milagrosa. A tepezcohuite pode ajudar a curar e tratar problemas simples de pele, <strong>mas não substitui o tratamento médico</strong>. Para além disso, nem todas as preparações caseiras são recomendadas, pois a forma como é utilizada e a concentração podem influenciar fortemente o resultado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cultivar-tepezcohuite-en-casa-es-posible-el-arbol-de-la-piel-que-triunfa-en-jardines-y-terrazas-urbanas-1776216330003.png" data-image="zaydqe57jmmm" alt="Dans certains systèmes traditionnels, son écorce est utilisée comme cicatrisant naturel depuis des générations" title="Dans certains systèmes traditionnels, son écorce est utilisée comme cicatrisant naturel depuis des générations"><figcaption>Nalguns sistemas tradicionais, a sua casca é utilizada como agente de cura natural há várias gerações.</figcaption></figure><p>É por isso que é geralmente mais fiável optar por produtos já formulados, onde os extractos estão sob controlo. Em vez de utilizar diretamente a casca, é melhor considerá-la pelo que ela é: uma espécie rica em história, resistente e altamente adaptável, que, para além de decorar, acrescenta valor e conhecimento ao espaço onde é instalada.</p><h3>Design, estética e plantas companheiras</h3><p>Um dos grandes trunfos deste arbusto é o seu valor ornamental. <strong>A sua casca escura e a sua textura fissurada criam um contraste muito estético para os paisagistas</strong>, sobretudo quando combinada com vasos de cores claras ou materiais como a pedra e o betão. É uma espécie que, apesar de não ter flores particularmente vistosas, consegue destacar-se pela sua estrutura.</p><div class="texto-destacado">Funciona bem como planta central ou ponto focal. O seu hábito ligeiro e ramificado cria sombra sem sobrecarregar o espaço.</div><p>Quando falamos de plantas “companheiras”, estamos a falar de espécies que suportam as mesmas condições. <strong>As plantas que toleram o sol e o calor intenso são as melhores aliadas</strong>. Opções interessantes incluem suculentas, agaves, lavanda, alecrim e buganvílias.</p><p>Estas plantas partilham necessidades semelhantes e também ajudam a criar um ecossistema mais equilibrado. Limitam a evaporação do substrato, favorecem a biodiversidade e tornam o espaço mais apelativo visualmente, dando origem a um jardim mais dinâmico e funcional. Recomendamos a combinação de diferentes alturas e texturas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762492" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/se-o-seu-terraco-estiver-orientado-para-norte-estas-sao-as-plantas-que-melhor-suportam-a-sombra.html" title="Se o seu terraço estiver orientado para norte, estas são as plantas que melhor suportam a sombra">Se o seu terraço estiver orientado para norte, estas são as plantas que melhor suportam a sombra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/se-o-seu-terraco-estiver-orientado-para-norte-estas-sao-as-plantas-que-melhor-suportam-a-sombra.html" title="Se o seu terraço estiver orientado para norte, estas são as plantas que melhor suportam a sombra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/si-tu-terraza-esta-orientada-al-norte-estas-son-las-plantas-que-mejor-soportan-la-sombra-1775041462250_320.jpeg" alt="Se o seu terraço estiver orientado para norte, estas são as plantas que melhor suportam a sombra"></a></article></aside><p>A tepezcohuite é uma daquelas plantas que tem tudo. <strong>Adapta-se bem, tolera condições extremas e dá um toque diferente ao jardim</strong>. Se for podada corretamente e se lhe for dado o espaço adequado, pode ser uma excelente opção para os terraços. Não é complicado, basta compreendê-la.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/e-possivel-cultivar-tepezcohuite-em-casa-a-arvore-da-pele-que-esta-a-conquistar-os-jardins-e-terracos-urbanos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Meteorologista Teresa Abrantes confirma os dados do IPMA: clima no Continente em março foi quente e seco]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/meteorologista-teresa-abrantes-confirma-os-dados-do-ipma-clima-no-continente-em-marco-foi-quente-e-seco.html</link><pubDate>Mon, 20 Apr 2026 07:33:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O mês de março de 2026, em Portugal continental, classificou-se, do ponto de vista climatológico, como um mês quente em relação à temperatura do ar e seco em relação à precipitação.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/clima-no-continente-em-marco-apresentado-pela-meteorologista-teresa-abrantes-com-base-em-dados-do-ipma-1776468753486.jpg" data-image="njcyk0oli1co" alt="Primavera" title="Primavera"><figcaption>O mês de março, em que se iniciou a primavera, foi um mês quente e seco.</figcaption></figure><p>Em março tivemos duas depressões designadas (a Regine e a Therese), bem como a passagem de superfícies frontais associadas a depressões situadas a nordeste do continente, que originaram alguma precipitação. No entanto, <strong>maior parte do mês, o estado do tempo foi condicionado por um Anticiclone</strong> posicionado sobre o arquipélago dos Açores e estendendo-se em crista até à Península Ibérica, provocando um tempo seco, e, a partir do dia 26, até ao Golfo da Biscaia e Europa Central, provocando uma subida da temperatura devido à ação de massas de ar vindo de sueste. </p><h2>Temperatura média acima dos valores normais para o mês de março</h2><p>De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, IPMA, em Portugal continental, no mês de março, o <strong>valor médio da temperatura média do ar, 12.99 °C, e registou uma anomalia 0.62 °C superior ao valor da normal 1991-2020</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Março de 2026 foi o 5º março mais quente desde 2000, sendo o mais quente o de 1997, com 15.97 °C.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Valores de temperatura média do ar superiores ao deste mês ocorreram em 17% dos anos desde 1931.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/clima-no-continente-em-marco-apresentado-pela-meteorologista-teresa-abrantes-com-base-em-dados-do-ipma-1776468953348.jpg" data-image="c4ihoxj1fs22" alt="Anomalias da temperatura" title="Anomalias da temperatura"><figcaption>Anomalias da temperatura média do ar no mês de março, em Portugal continental, em relação aos valores médios no período 1991-2020. Fonte: IPMA</figcaption></figure><p>O <strong>valor médio da temperatura máxima do ar, 18.42 °C</strong>, foi 0.85°C acima do valor médio no período 1991-2020 e foi o 7º valor mais alto de março, desde 2000, tendo sido o valor mais alto, 23.31 °C, registado no ano 1997.</p><p>O <strong>valor médio da temperatura mínima do ar, 7.57 °C, </strong>registou uma anomalia de 0.39 °C, sendo o 6º valor mais alto desde 2000. O valor mais alto registou-se em 1999, com 10.04 °C. Valores da temperatura mínima do ar em março superiores ao deste mês ocorreram em cerca de 25% dos anos desde 1931.</p><p>Os valores médios de temperatura máxima do ar estiveram acima do valor normal em todo o território, especialmente nos distritos da região Norte e Centro. Os valores da temperatura mínima foram em geral superiores ao valor médio, exceto nalguns concelhos dos distritos de Viana do Castelo, Porto, Aveiro, Viseu e Faro.</p><p>O maior valor da temperatura máxima do ar foi registado na estação meteorológica de Tomar, 28.4 °C, no dia 31 de março e a temperatura mínima mais baixa, -1.6 °C, ocorreu em Macedo de Cavaleiros no dia 29.</p><div class="texto-destacado">Ao longo do mês destacaram-se dois períodos em relação às temperaturas, com temperaturas médias em geral mais baixas que a normal na 1ª quinzena, período frio, e temperaturas médias acima da normal na 2ª quinzena, período quente.</div><p>No período frio, no dia 1 registaram-se valores de <strong>temperatura mínima inferiores a 0 °C em 10% das estações meteorológicas</strong>, no interior Norte e Centro, e no dia 9 registou-se uma anomalia em relação ao valor médio de -5.8 °C na temperatura máxima.</p><p>No período quente registaram-se anomalias positivas nos valores da temperatura máxima do ar superiores a 4.0 °C nos dias 16, 17, 24, 25 e 31 de março. </p><div class="texto-destacado">No último dia do mês, que foi o mais quente com uma anomalia de 6.6 °C na temperatura máxima, cerca de 50% das estações meteorológicas do IPMA registaram uma temperatura máxima acima dos 25 °C.</div><p><strong>No período quente é de referir a ocorrência de duas ondas de calor,</strong> a primeira com a duração de 7 dias, 22 a 28 março, verificou-se apenas nas estações meteorológicas de Braga e Porto/S. Gens e a segunda, com início entre 30 e 31 de março, estendeu-se até abril e observou-se em 20% das estações com uma duração entre 6 e 8 dias.</p><h2>A precipitação em março foi inferior ao valor médio </h2><p>Ainda de acordo com o IPMA, depois de 2 anos muito chuvosos, o mês de março registou um total de precipitação mensal de <strong>42.1 mm</strong>, <strong>com uma anomalia de -35.3 mm, o que corresponde a 54% do valor normal no período 1991-2020</strong>.</p><p>Este mês de março foi o 8º mês de março mais seco desde 2000.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/clima-no-continente-em-marco-apresentado-pela-meteorologista-teresa-abrantes-com-base-em-dados-do-ipma-1776469120671.jpg" data-image="qmnf5k9fhngj" alt="Anomalias da precipitação" title="Anomalias da precipitação"><figcaption>Anomalias da quantidade de precipitação, no mês de março, em Portugal continental, em relação aos valores médios no período 1991-2020. Fonte: IPMA.</figcaption></figure><p>Durante o mês de março verificou-se a ocorrência de precipitação, não muito significativa, nos primeiros 15 dias na região Norte e Centro do território e entre os dias 17 e 20 de março ocorreu precipitação na região Sul, em especial na zona do Barlavento Algarvio.</p><div class="texto-destacado">Na região Norte, interior Centro e interior do alto Alentejo choveu menos de metade do que é normal para março, mas, no Algarve, em especial nos concelhos do Barlavento, a precipitação ocorrida foi cerca de 1.5 a 2 vezes o valor normal de março.</div><p>Foi ultrapassado o valor normal para março apenas em 15% das estações. Nas restantes estações registaram-se valores inferiores à média, verificando-se mesmo que <strong>57% das estações registou um total mensal inferior a 50% do valor normal</strong>.</p><p>O valor total mensal mais elevado da precipitação, 73.1 mm, ocorreu na estação de Dois Portos, enquanto que o maior valor diário, 58.2 mm, registou-se em Loulé/Caldeirão, no dia 19.</p><p>No mês de março registaram-se <strong>3 novos extremos de precipitação em 24h</strong>, nas estações de Cabo Raso, Carrazeda de Ansiães e Portel, onde se registaram respetivamente 46.2 mm, 44.4 mm e 37.4 mm. </p><h2>Ano hidrológico 2025/2026 e Índice PDSI</h2><p>O valor da quantidade de precipitação acumulada até final de março, no ano hidrológico 2025/2026 (1 de outubro de 2025 a 30 setembro de 2026), 965.9 mm, <strong>corresponde a 162% do valor normal 1991-2020</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O ano hidrológico até final de março corresponde ao 11º mais chuvoso desde 1931 e o 2º mais chuvoso desde 2000, depois de 2001, com 1177.0 mm.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>A 31 de março verificou-se uma diminuição significativa dos valores de água no solo</strong>, em relação ao final de fevereiro, atendendo a que o mês de março foi seco e quente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763898" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-para-os-proximos-15-dias-em-portugal-os-mapas-do-modelo-europeu-fazem-pensar-em-chuva-acompanhada-de-trovoada.html" title="Previsão para os próximos 15 dias em Portugal: os mapas do modelo europeu fazem pensar em chuva acompanhada de trovoada">Previsão para os próximos 15 dias em Portugal: os mapas do modelo europeu fazem pensar em chuva acompanhada de trovoada</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-para-os-proximos-15-dias-em-portugal-os-mapas-do-modelo-europeu-fazem-pensar-em-chuva-acompanhada-de-trovoada.html" title="Previsão para os próximos 15 dias em Portugal: os mapas do modelo europeu fazem pensar em chuva acompanhada de trovoada"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-para-os-proximos-15-dias-em-portugal-os-mapas-do-modelo-europeu-fazem-pensar-em-chuva-acompanhada-de-trovoada-1776169751318_320.jpg" alt="Previsão para os próximos 15 dias em Portugal: os mapas do modelo europeu fazem pensar em chuva acompanhada de trovoada"></a></article></aside><p>De acordo com o Índice Meteorológico de Seca, PDSI, índice meteorológico de seca calculado pelo IPMA para monitorização da situação de seca, no final de março continua a não existir seca meteorológica em Portugal Continental, no entanto verifica-se um desagravamento nas classes de chuva, em especial nos concelhos do Norte, interior Centro e interior Sul que estão agora na classe moderada de chuva.</p><p>Em termos de distribuição percentual por classes do índice PDSI no território continental, no final de março era a seguinte: <strong>1.6% na classe de chuva fraca; 50.8% na classe de chuva moderada; 47.6% na classe de chuva severa</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/meteorologista-teresa-abrantes-confirma-os-dados-do-ipma-clima-no-continente-em-marco-foi-quente-e-seco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Dormir num mosteiro? Este hotel português está a surpreender o mundo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/dormir-num-mosteiro-este-hotel-portugues-esta-a-surpreender-o-mundo.html</link><pubDate>Mon, 20 Apr 2026 06:17:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Para muitos, é um dos hotéis mais surpreendentes de Portugal. A experiência, entre história, arquitetura e tranquilidade, está a conquistar visitantes de todo o mundo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/dormir-num-mosteiro-este-hotel-portugues-esta-a-surpreender-o-mundo-1776327177163.jpg" data-image="3kzzua35zowu" alt="Montebelo Alcobaça Historic Hotel" title="Montebelo Alcobaça Historic Hotel"><figcaption>Parece um cenário de filme, mas é um hotel real (e fica em Portugal). Foto: Montebelo Hotels</figcaption></figure><p>“Um tesouro arquitetónico”, “particularmente fotogénico” ou “uma viagem no tempo para viver”. Quem já passou pelo <strong>Montebelo Alcobaça Historic Hotel</strong> não poupa palavras para descrever a experiência, e percebemos porquê.</p><p>É que, se há lugares onde se dorme bem, há outros onde se dorme com história. Este hotel pertence claramente à segunda categoria.</p><p>Porquê? Porque não se trata de um espaço qualquer. Aliás, quem aqui entra, além de <strong>atravessar portas seculares</strong>, instala-se num espaço que faz parte de um dos <strong>mais impressionantes monumentos portugueses</strong>: o Mosteiro de Alcobaça. Sim, leu bem, aquele mesmo mosteiro classificado como Património Mundial pela UNESCO desde 1989, conhecido pela sua imponência gótica e pela ligação à Ordem de Cister.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="685436" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/conheca-o-convento-no-alentejo-que-se-transformou-em-hotel-museu.html" title="Conheça o convento no Alentejo que se transformou em hotel-museu">Conheça o convento no Alentejo que se transformou em hotel-museu</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/conheca-o-convento-no-alentejo-que-se-transformou-em-hotel-museu.html" title="Conheça o convento no Alentejo que se transformou em hotel-museu"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/conheca-o-convento-no-alentejo-que-se-transformou-em-hotel-museu-1732870251697_320.jpg" alt="Conheça o convento no Alentejo que se transformou em hotel-museu"></a></article></aside><p>Mas não pense que vai encontrar um cenário “congelado” no passado. Aqui, a história foi cuidadosamente reinterpretada.</p><p>O projeto de reabilitação tem assinatura de Eduardo Souto de Moura, um dos mais prestigiados arquitetos portugueses, distinguido internacionalmente (incluindo com o Prémio Pritzker). E isso nota-se. <strong>A intervenção é subtil, elegante e respeitadora</strong>. Em vez de tentar competir com o mosteiro, dialoga com ele. </p><div class="texto-destacado">Linhas simples, materiais discretos e uma utilização inteligente da luz natural criam um ambiente contemporâneo que nunca perde o respeito pela austeridade cisterciense.</div><p>“Trata-se de um ambiente que convida à contemplação e que, não por acaso, se revela particularmente fotogénico”, escreve a revista ‘Versa’</p><h2>Dormir entre claustros</h2><p>O hotel ocupa o chamado<strong> Claustro do Rachadouro</strong>, um espaço menos conhecido do conjunto monástico, mas absolutamente fascinante. E é precisamente aí que acontece uma das experiências mais inesperadas: o <em>spa</em>. A piscina interior, instalada sob abóbadas antigas, tornou-se quase uma imagem de marca, não só pela beleza, mas pela sensação difícil de explicar de estar a relaxar num espaço onde o silêncio parece ter séculos.</p><div class="texto-destacado">Ficar aqui não é apenas “passar a noite”. É viver o monumento. É percorrer corredores que contam histórias, é sentir o eco do passado em cada pedra e é abrandar.</div><p>“Dormir no Montebelo Alcobaça Historic Hotel, não se trata apenas de pernoitar num edifício histórico, mas de viver o monumento: percorrer os claustros, atravessar corredores seculares e sentir a presença de séculos de história como parte natural da estadia”, garante a mesma revista.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dormir-num-mosteiro-este-hotel-portugues-esta-a-surpreender-o-mundo-1776327268798.jpg" data-image="p36m7tymbe0l" alt="Montebelo Alcobaça Historic Hotel" title="Montebelo Alcobaça Historic Hotel"><figcaption>O spa é um ds espaços mais fotografados. Foto: Montebelo Hotels</figcaption></figure><p>E depois há a mesa. No <strong>restaurante do hotel</strong>, a gastronomia segue a mesma lógica: respeitar a tradição, mas sem ficar presa a ela. A inspiração vem da herança agrícola e conventual da região de Alcobaça. Pense em receitas antigas, produtos locais e sabores autênticos. Tudo com uma abordagem atual que surpreende sem desvirtuar.</p><h2>Mais do que uma estadia</h2><p>Por trás deste projeto está o <strong>Montebelo Hotels & Resorts</strong>, que tem vindo a afirmar-se precisamente por isto: criar hotéis que não são “iguais em todo o lado”, mas profundamente ligados ao sítio onde nascem.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="753724" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/turismo-espacial-em-breve-havera-um-hotel-na-lua.html" title="Turismo espacial: em breve haverá um hotel na Lua?">Turismo espacial: em breve haverá um hotel na Lua?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/turismo-espacial-em-breve-havera-um-hotel-na-lua.html" title="Turismo espacial: em breve haverá um hotel na Lua?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tourisme-spatial-bientot-un-hotel-sur-la-lune-reservation-start-up-etats-unis-espace-1770630121070_320.jpeg" alt="Turismo espacial: em breve haverá um hotel na Lua?"></a></article></aside><p>No fundo, o Montebelo Alcobaça Historic Hotel<strong> é mais do que um hotel bonito</strong> (embora o seja, e muito). É uma experiência que se vive devagar, quase como se o tempo, ali dentro, tivesse decidido fazer uma pausa.</p><p>E talvez seja isso que o torna tão especial: não é só um lugar onde vai dormir. É um lugar onde, sem dar por isso, vai parar um bocadinho.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/dormir-num-mosteiro-este-hotel-portugues-esta-a-surpreender-o-mundo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O fim do arroz? Após 9.000 anos de cultivo, nos últimos 200 anos o alimento básico do mundo atingiu o seu limite térmico]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-fim-do-arroz-apos-9-000-anos-de-cultivo-nos-ultimos-200-anos-o-alimento-basico-do-mundo-atingiu-seu-limite-termico.html</link><pubDate>Mon, 20 Apr 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um estudo que combina arqueologia e modelos climáticos mostra que, após 9.000 anos de cultivo, o arroz asiático atingiu o seu pico histórico de temperatura nos últimos 200 anos: o aquecimento global compromete o seu futuro para sempre.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-fim-do-arroz-apos-9-000-anos-de-cultivo-nos-ultimos-200-anos-o-alimento-basico-do-mundo-atingiu-seu-limite-termico-1776614929391.jpg" data-image="xunqjugvqetq" alt="arroz alimento" title="arroz alimento"><figcaption>O arroz asiático atingiu o seu pico histórico de temperatura nos últimos 200 anos.</figcaption></figure><p>Para quase metade da humanidade, <strong>o arroz é mais do que apenas um alimento: é a base da sua alimentação diária</strong>. Metade de todos os seres humanos obtém 20% das suas calorias deste grão, e mais de mil milhões de pessoas dependem do seu cultivo para o seu sustento. É um número enorme de pessoas que dependem de um único grão.</p><div class="texto-destacado"><strong>A boa notícia é que o arroz possui séculos de adaptações a seu favor. A má notícia: essas adaptações têm um limite, e estamos a chegar a ele.</strong></div><p>Um estudo publicado na revista <em>Communications Earth & Environment</em> cruzou 9.000 anos de evidências arqueológicas com dados agrícolas modernos e projeções climáticas, e a conclusão é preocupante:<strong> o arroz asiático nunca prosperou onde a temperatura média anual ultrapassa 28 °C </strong>ou onde o pico da estação quente ultrapassa 33 °C. Estes limites, estáveis ao longo da sua história de cultivo, estão agora ameaçados.</p><h2>O termómetro que o arroz jamais conseguiria atravessar</h2><p>Uma equipa de investigadores da Universidade da Flórida rastreou a jornada do arroz através de 803 sítios arqueológicos na Ásia. O resultado foi conclusivo: em quase nove milénios, a humanidade levou o arroz para climas mais frios — quando o clima arrefeceu abruptamente há cerca de 4.200 anos, surgiram variedades resistentes que permitiram que o cultivo se expandisse até à Coreia e ao Japão — mas ele nunca conseguiu adaptar-se ao calor extremo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fin-del-arroz-tras-9000-anos-de-cultivo-en-los-ultimos-200-anos-el-alimento-del-mundo-alcanzo-su-limite-termico-1776374692851.jpg" data-image="lzhkwcphza3t" alt="Campos de arroz" title="Campos de arroz"><figcaption>Embora a melhoria genética possa ajudar a aliviar esta situação, haverá áreas onde o arroz, principal fonte de sustento em regiões com poucos recursos, como o Sudeste Asiático, não poderá ser cultivado.</figcaption></figure><p>Como explica o investigador principal Nicolas Gauthier,<strong> em temperaturas extremamente elevadas</strong>, "chega um ponto em que a planta fisicamente para de funcionar". <strong>Ao contrário do frio, que pode ser evitado ajustando-se as taxas de crescimento</strong>, o calor excessivo simplesmente paralisa o mecanismo biológico da planta.</p><p>E a onda de calor que se aproxima é de outra magnitude. <strong>O estudo alerta que, nos próximos 50 anos, o aquecimento global avançará 5.000 vezes mais rápido</strong> do que qualquer mudança de temperatura à qual o arroz teve que se adaptar em toda a sua história evolutiva.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="756991" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/investigadores-portugueses-criam-metodo-para-detetar-fraudes-na-comercializacao-do-arroz.html" title="Investigadores portugueses criam método para detetar fraudes na comercialização do arroz">Investigadores portugueses criam método para detetar fraudes na comercialização do arroz</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/investigadores-portugueses-criam-metodo-para-detetar-fraudes-na-comercializacao-do-arroz.html" title="Investigadores portugueses criam método para detetar fraudes na comercialização do arroz"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-portugueses-criam-metodo-para-detetar-fraudes-na-comercializacao-do-arroz-1772543448013_320.jpg" alt="Investigadores portugueses criam método para detetar fraudes na comercialização do arroz"></a></article></aside><p>Em 2070, quase toda a área de distribuição meridional da cultura — da Índia à Malásia — <strong>terá uma temperatura média anual superior a 28 °C</strong>. As projeções estimam que as áreas acima destes limiares poderão aumentar de dez a trinta vezes nos principais países produtores asiáticos até ao final do século.</p><h2>Um problema que não é partilhado igualmente</h2><p>A Índia, atualmente o maior produtor mundial de arroz, com quase 150 milhões de toneladas anuais, enfrenta um risco real. Mas, paradoxalmente, aqueles que <strong>mais dependem do arroz para o seu sustento serão os que terão menos acesso às novas variedades geneticamente adaptadas</strong> que a ciência pode desenvolver em resposta. As regiões mais afetadas no sul — Indonésia, Malásia e Bangladesh — não são as que lideram a inovação agrícola global.</p><div class="texto-destacado">A ciência oferece algumas soluções: melhoria genética, ajuste das datas de plantio e transferência de culturas para latitudes mais altas.</div><p>Mas Gauthier é categórico: mesmo que se evite uma fome em larga escala, o processo será disruptivo e desigual. <strong>O cultivo de arroz pode deixar de ser praticado no Sudeste Asiático</strong> e migrar para outras regiões, mas isso não resolve o problema daqueles que não podem mais cultivá-lo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fin-del-arroz-tras-9000-anos-de-cultivo-en-los-ultimos-200-anos-el-alimento-del-mundo-alcanzo-su-limite-termico-1776375104905.jpg" data-image="p71hbr8no7yy" alt="Arroz alimento" title="Arroz alimento"><figcaption>O arroz é hoje a principal fonte de energia para mais de 3,5 mil milhões de pessoas.</figcaption></figure><p>O arroz sobreviveu a eras glaciais, secas e ao colapso de grandes civilizações. Desta vez, a velocidade da mudança é o verdadeiro problema. <strong>As alterações climáticas operam em cascata</strong>: o que afeta uma cultura hoje pode perturbar cadeias de abastecimento inteiras amanhã, aumentar os preços e desestabilizar comunidades que ninguém menciona nos noticiários.</p><p>Cada décimo de grau que não for reduzido hoje é uma dívida que alguém pagará amanhã, provavelmente com um prato vazio.<em></em></p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><em> Gauthier, N., Alam, O., Purugganan, M.D. <em>et al.</em> <a href="https://doi.org/10.1038/s43247-025-03108-0" target="_blank">Projected warming will exceed the long-term thermal limits of rice cultivation.</a> <em>Commun Earth Environ</em> 7, 84 (2026). </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-fim-do-arroz-apos-9-000-anos-de-cultivo-nos-ultimos-200-anos-o-alimento-basico-do-mundo-atingiu-seu-limite-termico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Depressão atinge os Açores com pico entre terça e quarta: vento forte e ondas até 10 metros]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atinge-os-acores-com-pico-entre-terca-e-quarta-vento-forte-e-ondas-ate-10-metros.html</link><pubDate>Sun, 19 Apr 2026 15:37:10 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma depressão deverá influenciar o estado do tempo nos Açores nos próximos dias, alterando gradualmente o padrão atmosférico. A evolução do sistema sobre o arquipélago será progressiva, com sinais de agravamento à medida que se instala e ganha expressão.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atinge-os-acores-com-pico-entre-terca-e-quarta-vento-forte-e-ondas-ate-10-metros-1776609958665.jpeg" data-image="ee09hxfpokd3" alt="Depressão agrava o tempo nos Açores com pico entre terça e quarta-feira" title="Depressão agrava o tempo nos Açores com pico entre terça e quarta-feira"><figcaption>Ao longo desta semana, prevê-se um agravamento do estado do tempo no arquipélago dos Açores, marcado por ondulação muito elevada, vento forte e precipitação, associado à passagem de uma depressão atlântica ativa. O pico deverá ocorrer entre terça e quarta-feira, com intensificação da agitação marítima e do vento.</figcaption></figure><p>Ao longo da próxima semana, o arquipélago dos Açores deverá manter-se sob a influência de uma circulação atlântica ativa, associada à aproximação e passagem de uma <strong>depressão entre terça e quarta-feira</strong>. Este sistema será responsável por um agravamento do estado do tempo, num contexto marcado por <strong>descida da temperatura, pelo reforço do vento e por uma intensificação muito significativa da agitação marítima</strong>, sobretudo entre o grupo Ocidental e o grupo Central.</p><h2>Depressão aproxima-se e prepara agravamento do estado do tempo</h2><p>Na segunda-feira, espera-se céu com períodos de muita nebulosidade e algumas abertas. Os <strong>aguaceiros deverão ser em geral fracos e mais prováveis a partir da tarde</strong>, sobretudo nos grupos central e oriental. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atinge-os-acores-com-pico-entre-terca-e-quarta-vento-forte-e-ondas-ate-10-metros-1776608709602.png" data-image="2xi27wk0px3z"><figcaption>Distribuição da precipitação prevista para segunda-feira à noite, com aguaceiros dispersos associados à aproximação de uma depressão atlântica. A precipitação deverá ser, em geral, fraca a moderada, antecipando um agravamento gradual do estado do tempo.</figcaption></figure><p>O vento soprará de norte moderado a fresco, entre 20 e 40 km/h, com rajadas até 60 km/h, podendo atingir <strong>70 km/h no grupo ocidental</strong>, rodando gradualmente para noroeste.As temperaturas máximas deverão situar-se entre 14 e 15 ºC, enquanto as mínimas rondarão os 10 ºC. <strong>A agitação marítima já dará sinais de agravamento</strong>, com altura máxima da onda geralmente entre 3 e 5 metros, podendo atingir 4 a 6 metros nas zonas mais expostas.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Na terça-feira, o arquipélago entrará na <strong>fase mais severa do episódio</strong>. O céu deverá manter-se muito nublado, com aguaceiros no grupo Ocidental e períodos de chuva e aguaceiros nos grupos Central e Oriental. O vento intensificar-se-á de forma clara, soprando de noroeste ou oeste muito fresco a forte, entre 40 e 65 km/h, com r<strong>ajadas até 90 km/h</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atinge-os-acores-com-pico-entre-terca-e-quarta-vento-forte-e-ondas-ate-10-metros-1776608616512.png" data-image="tuqg6neosz0r"><figcaption>Previsão de rajadas de vento fortes a muito fortes para terça-feira ao final do dia, associadas à aproximação e passagem de uma depressão atlântica ativa. Esperam-se valores mais elevados sobretudo nos grupos Ocidental e Central.</figcaption></figure><p>No mar, são esperadas ondas entre 6 e 8 metros em grande parte da região, podendo atingir valores próximos dos <strong>9 a 10 metros nas Flores e no Corvo, sobretudo entre a tarde e a noite.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atinge-os-acores-com-pico-entre-terca-e-quarta-vento-forte-e-ondas-ate-10-metros-1776608471741.png" data-image="4n0b0ckswla6"><figcaption>Mapa da agitação marítima prevista para terça-feira ao final do dia, com ondulação muito elevada em todo o arquipélago. As ondas poderão atingir 6 a 8 metros, localmente 9 a 10 metros no grupo Ocidental.</figcaption></figure><p>Na quarta-feira, são esperados novos períodos de chuva ou aguaceiros, acompanhados por <strong>vento forte, com rajadas até 80 a 90 km/h</strong>. A ondulação manter-se-á muito elevada, com valores entre 7 e 9 metros, podendo localmente ser superiores, começando a diminuir gradualmente ao longo da tarde.</p><h2>Após o pico, condições melhoram mas mar continua agitado</h2><p>Na quinta e sexta-feira, o <strong>estado do tempo deverá evoluir para um regime pós-frontal</strong>, com aguaceiros mais dispersos, abertas mais frequentes e vento gradualmente menos intenso. Ainda assim, <strong>o mar continuará agitado</strong> na quinta-feira, com ondas entre 5 e 7 metros, diminuindo progressivamente para 4 a 6 metros. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764640" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-em-portugal-na-proxima-semana-emergem-nos-mapas-uma-tempestade-e-um-anticiclone-anomalos.html" title="Mudanças em Portugal na próxima semana: emergem nos mapas uma tempestade e um anticiclone anómalos">Mudanças em Portugal na próxima semana: emergem nos mapas uma tempestade e um anticiclone anómalos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-em-portugal-na-proxima-semana-emergem-nos-mapas-uma-tempestade-e-um-anticiclone-anomalos.html" title="Mudanças em Portugal na próxima semana: emergem nos mapas uma tempestade e um anticiclone anómalos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-em-portugal-na-proxima-semana-emergem-nos-mapas-uma-tempestade-e-um-anticiclone-anomalos-1776602106323_320.png" alt="Mudanças em Portugal na próxima semana: emergem nos mapas uma tempestade e um anticiclone anómalos"></a></article></aside><p>Na sexta-feira, a tendência será de melhoria mais evidente, com altura máxima da onda entre 3 e 5 metros e condições progressivamente menos adversas, embora o ambiente se mantenha fresco e húmido.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atinge-os-acores-com-pico-entre-terca-e-quarta-vento-forte-e-ondas-ate-10-metros.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O impacto devastador da floração de algas na Austrália meridional]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-impacto-devastador-da-floracao-de-algas-na-australia-meridional.html</link><pubDate>Sun, 19 Apr 2026 15:35:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Do colapso biológico à crise económica: o impacto da alga Karenia mikimotoi no litoral e na vida dos residentes sul-australianos. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-impacto-devastador-da-floracao-de-algas-na-australia-meridional-1776375978413.png" data-image="bgkghuim1wcz"><figcaption>As toxinas espalham-se pelo ar, causando problemas respiratórios e irritações oculares a banhistas, mesmo sem estes entrarem na água.</figcaption></figure><p>Desde março de 2025, as águas dos Golfos de St Vincent e Spencer, bem como da Ilha Kangaroo, <strong>foram fustigadas por uma floração de algas nocivas</strong> (HAB), composta principalmente pela espécie Karenia mikimotoi. Este fenómeno, descrito como um dos eventos de mortalidade marinha mais graves à escala global, provocou a morte de milhões de espécimes, afetando toda a cadeia trófica, desde pequenos bivalves e moluscos até predadores de topo, como golfinhos e tubarões-brancos.</p><div class="texto-destacado">No Golfo de St Vincent, registou-se um colapso quase total de espécies comercialmente vitais: as capturas de <strong>lula-do-sul (Southern Calamari), agulha-do-sul (Southern Garfish) e do caranguejo-azul diminuíram mais de 80%</strong> face à média histórica.</div><p>Como resultado, a pesca comercial nestas zonas foi interditada até meados de 2026, paralisando a indústria do marisco.</p><h2>Impacto humano e saúde mental </h2><p>O custo humano vai muito além do prejuízo financeiro. Mais de 60% dos residentes locais sofreram de <strong>"eco-ansiedade" e ruminação obsessiva sobre o estado do oceano</strong>. O mar, historicamente um pilar de lazer e identidade para os sul-australianos, transformou-se numa fonte de angústia. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-impacto-devastador-da-floracao-de-algas-na-australia-meridional-1776376084609.png" data-image="0530z49mjfzf"><figcaption>Esta algas podem afetar toda a cadeia trófica, desde pequenos bivalves e moluscos até predadores de topo, como focas, golfinhos e tubarões-brancos.</figcaption></figure><p>Foram reportados sintomas físicos graves em surfistas e banhistas, incluindo <strong>dificuldades respiratórias, inflamações na garganta e irritações oculares</strong>, causadas pela inalação de toxinas aerosolizadas. </p><div class="texto-destacado">Aproximadamente metade da população afetada cessou atividades como a natação e a pesca recreativa, o que intensificou sentimentos de isolamento. </div><p>Muitos residentes descreveram o trauma da <strong>"caminhada matinal da morte"</strong>, referindo-se à visão quotidiana de carcaças de animais acumuladas na areia. </p><h2>Consequências económicas e causas </h2><p>O impacto financeiro total é estimado em <strong>mais de 250 milhões de dólares</strong>. As perdas distribuem-se entre o setor das pescas (mais de 100 milhões), o turismo (cerca de 46,8 milhões) e os custos governamentais diretos com a monitorização e apoio de emergência (102,5 milhões). </p><div class="texto-destacado">Embora as florações de algas sejam fenómenos naturais, a escala e a persistência deste evento sem precedentes são atribuídas às alterações climáticas e ao aquecimento global, que criaram condições oceânicas propícias à proliferação destas toxinas. </div><p>O debate público centra-se agora na <strong>urgência de implementar sistemas de aviso prévio mais robustos</strong> e na necessidade de uma resposta política coordenada para enfrentar a "nova normalidade" de eventos climáticos extremos. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="704426" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/uma-proliferacao-mortal-de-algas-atinge-o-sul-da-california-envenenando-leoes-marinhos-e-golfinhos.html" title="Uma proliferação mortal de algas atinge o sul da Califórnia, envenenando leões-marinhos e golfinhos">Uma proliferação mortal de algas atinge o sul da Califórnia, envenenando leões-marinhos e golfinhos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/uma-proliferacao-mortal-de-algas-atinge-o-sul-da-california-envenenando-leoes-marinhos-e-golfinhos.html" title="Uma proliferação mortal de algas atinge o sul da Califórnia, envenenando leões-marinhos e golfinhos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/deadly-algae-bloom-strikes-southern-california-poisoning-sea-lions-and-dolphins-1743616543019_320.jpg" alt="Uma proliferação mortal de algas atinge o sul da Califórnia, envenenando leões-marinhos e golfinhos"></a></article></aside><p>Em suma, a crise de 2026 é um <strong>aviso trágico sobre a interdependência</strong> entre a saúde dos ecossistemas marinhos, a resiliência económica regional e a saúde mental das populações costeiras.</p><p><em><br></em></p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><a href="https://pir.sa.gov.au/__data/assets/pdf_file/0003/488541/summary-report-algal-bloom-impact-on-key-fish-stocks-sa-jan-2026.pdf"><em>https://pir.sa.gov.au/__data/assets/pdf_file/0003/488541/summary-report-algal-bloom-impact-on-key-fish-stocks-sa-jan-2026.pdf</em></a></p><p><em><a href="https://pir.sa.gov.au/__data/assets/pdf_file/0003/488541/summary-report-algal-bloom-impact-on-key-fish-stocks-sa-jan-2026.pdf"></a></em></p><p><em><a href="https://pir.sa.gov.au/__data/assets/pdf_file/0003/488541/summary-report-algal-bloom-impact-on-key-fish-stocks-sa-jan-2026.pdf"></a><a href="https://adelaide.edu.au/about/news/2026/toxic-algal-bloom-has-taken-a-heavy-toll-on-south-australians--m/">https://adelaide.edu.au/about/news/2026/toxic-algal-bloom-has-taken-a-heavy-toll-on-south-australians--m/</a></em></p><p><em><a href="https://pir.sa.gov.au/__data/assets/pdf_file/0003/488541/summary-report-algal-bloom-impact-on-key-fish-stocks-sa-jan-2026.pdf"></a></em></p><p><em><a href="https://pir.sa.gov.au/__data/assets/pdf_file/0003/488541/summary-report-algal-bloom-impact-on-key-fish-stocks-sa-jan-2026.pdf"></a></em></p><p><em><a href="https://pir.sa.gov.au/__data/assets/pdf_file/0003/488541/summary-report-algal-bloom-impact-on-key-fish-stocks-sa-jan-2026.pdf"></a><a href="https://archive.ph/BH0HK">https://archive.ph/BH0HK</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-impacto-devastador-da-floracao-de-algas-na-australia-meridional.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Descoberto novo material de carbono que oferece um modelo promissor para a próxima geração de tecnologia climática]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/descoberto-novo-material-de-carbono-que-oferece-um-modelo-promissor-para-a-proxima-geracao-de-tecnologia-climatica.html</link><pubDate>Sun, 19 Apr 2026 14:25:59 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma equipa de cientistas japoneses considera ter encontrado uma forma de mudar a forma como capturamos o carbono, com um material redesenhado que quase não necessita de calor para funcionar.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/scientists-uncover-new-carbon-material-offering-potentially-powerful-blueprint-for-next-gen-climate-tech-1776270709323.jpg" data-image="shx262k24dhq" alt="Researchers have developed a new carbon-based material designed to capture CO2 more efficiently while dramatically reducing the energy needed to release it." title="Researchers have developed a new carbon-based material designed to capture CO2 more efficiently while dramatically reducing the energy needed to release it."><figcaption>Os investigadores desenvolveram um novo material à base de carbono concebido para capturar CO2 de forma mais eficiente, reduzindo drasticamente a energia necessária para o libertar.</figcaption></figure><p>A captura de carbono como potencial solução para o clima não é novidade, sendo a ideia básica apanhar o CO2 antes de este chegar à atmosfera. O problema tem sido sempre <strong>o custo elevadíssimo de funcionamento do kit</strong>, razão pela qual ainda não foi possível atingir a escala esperada.</p><p>A maioria dos sistemas existentes <strong>baseia-se num processo chamado depuração de aminas aquosas</strong>, que implica o aquecimento de grandes volumes de líquido a mais de 100°C só para libertar o CO2 capturado.</p><p>É nesta fase de aquecimento que o dinheiro desaparece. E é esta a parte que uma equipa da Universidade de Chiba, no Japão, tem vindo a reduzir, com um <strong>novo tipo de material de carbono a que chamam viciazites</strong>.</p><h2>Um material que liberta o CO2 a baixa temperatura</h2><p>Os materiais de carbono sólido já estão no radar dos investigadores como uma alternativa mais barata à depuração líquida. São económicos, têm uma grande área de superfície para reter o gás e, quando se lhes adicionam grupos funcionais à base de azoto, ficam ainda mais aptos a reter o CO2. O problema, <strong>segundo os investigadores</strong>, é que o fabrico tradicional dispersa esses grupos de azoto de forma aleatória, o que torna quase impossível descobrir qual a disposição que funciona melhor.</p><p>Assim, a equipa de Chiba, liderada pelo Professor Associado Yasuhiro Yamada, decidiu controlar exatamente onde se encontravam esses átomos de azoto. Construíram três versões de viciazitas, cada uma com grupos de nitrogénio emparelhados uns ao lado dos outros em diferentes configurações, com taxas de <strong>seletividade que chegaram a atingir 82%</strong> em alguns casos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/scientists-uncover-new-carbon-material-offering-potentially-powerful-blueprint-for-next-gen-climate-tech-1776270719474.jpg" data-image="4zho108hgs39" alt="The breakthrough in molecular design has enabled scientists to control how nitrogen groups are arranged, unlocking lower-temperature carbon capture using existing industrial waste heat." title="The breakthrough in molecular design has enabled scientists to control how nitrogen groups are arranged, unlocking lower-temperature carbon capture using existing industrial waste heat."><figcaption>O avanço na conceção molecular permitiu aos cientistas controlar a forma como os grupos de azoto estão dispostos, permitindo a captura de carbono a baixa temperatura utilizando o calor residual industrial existente.</figcaption></figure><p>Quando testadas, as diferenças eram gritantes. A versão com grupos NH2 adjacentes <strong>captou visivelmente mais CO2 do que as fibras de carbono não tratadas</strong> - mas o que é realmente interessante é a facilidade com que o devolveu.</p><p>"A avaliação do desempenho revelou que nos materiais de carbono em que os grupos NH2 são introduzidos adjacentemente, <strong>a maior parte do CO2 adsorvido é dessorvido a temperaturas inferiores a 60 °C</strong>. Combinando esta propriedade com o calor residual industrial, pode ser possível obter processos eficientes de captura de CO2 com custos de funcionamento substancialmente reduzidos", afirmou o Dr. Yamada.</p><p>Sessenta graus é o tipo de calor que já sai das<strong> fábricas e centrais elétricas como resíduo</strong>. Por isso, em vez de queimar mais combustível para libertar o carbono capturado, teoricamente, poder-se-ia simplesmente ligar o sistema ao calor que já está a ser desperdiçado.</p><h2>Porque é que a conceção é importante para além do CO2</h2><p>A equipa também testou uma versão que utilizava azoto pirrólico, que necessitava de temperaturas mais elevadas para libertar CO2, mas que <strong>poderia aguentar melhor a longo prazo graças</strong> à sua química mais resistente. Uma terceira configuração, utilizando azoto piridínico, quase não melhorou o desempenho - uma informação útil por si só.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762167" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-a-ia-esta-ajudando-cientistas-a-entender-como-o-carbono-organico-dissolvido-se-move-no-oceano.html" title="Como a IA está a ajudar os cientistas a entender de que forma o carbono orgânico dissolvido se move no oceano">Como a IA está a ajudar os cientistas a entender de que forma o carbono orgânico dissolvido se move no oceano</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-a-ia-esta-ajudando-cientistas-a-entender-como-o-carbono-organico-dissolvido-se-move-no-oceano.html" title="Como a IA está a ajudar os cientistas a entender de que forma o carbono orgânico dissolvido se move no oceano"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/how-ai-is-helping-scientists-see-how-dissolved-organic-carbon-moves-in-the-ocean-1774964351777_320.jpeg" alt="Como a IA está a ajudar os cientistas a entender de que forma o carbono orgânico dissolvido se move no oceano"></a></article></aside><p>O que os investigadores parecem mais satisfeitos é <strong>a prova de que é possível colocar estes grupos de azoto deliberadamente</strong>, em vez de esperar pelo melhor.</p><p>“A nossa motivação é contribuir para a sociedade do futuro”, disse Yamada, acrescentando que o trabalho oferece “o controlo a nível molecular essencial para o <strong>desenvolvimento de tecnologias de captura de CO2 da próxima geração, rentáveis e avançadas”</strong>.</p><h3><i>Referência da notícia:</i></h3><p><em>This new carbon material could make carbon capture far more affordable, published by <a href="https://www.sciencedaily.com/releases/2026/03/260328.htm" target="_blank">Chiba University</a>, April 2026.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/descoberto-novo-material-de-carbono-que-oferece-um-modelo-promissor-para-a-proxima-geracao-de-tecnologia-climatica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[NASA anuncia mudança no lançamento de redes de satélites de investigação atmosférica]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/nasa-anuncia-mudanca-no-lancamento-de-redes-de-satelites-de-investigacao-atmosferica.html</link><pubDate>Sun, 19 Apr 2026 14:17:33 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A NASA planeia missões centradas no lançamento de satélites destinados a recolher dados atmosféricos e geológicos a partir da superfície. As missões são um ajustamento da iniciativa anteriormente planeada do Sistema de Observação da Atmosfera.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nasa-announces-shift-in-the-launch-of-atmospheric-research-satellite-networks-1776366364741.jpeg" data-image="nhjmx4egfv38" alt="NASA FALCON Network" title="NASA FALCON Network"><figcaption>Uma rede de satélites com instrumentação de micro-ondas, laser e radar será lançada pela NASA nos próximos anos como parte do projeto FALCON. Os satélites de observação de nuvens da NASA tiveram origem em 1960 com o lançamento bem sucedido do TIROS-1.</figcaption></figure><p>O entusiasmo em torno do evento <em>Ignition</em> da NASA, no final de março, centrou-se principalmente nas prioridades e prazos recentemente definidos para a próxima fase das missões lunares. <strong>Os anúncios de 24 de março demonstraram, sobretudo, uma mudança de orientação para uma base lunar de superfície, com missões tripuladas e não tripuladas nos próximos anos a apoiar a infraestrutura necessária para tal feito</strong>.</p><p>Durante o evento, a NASA anunciou um novo pedido de informação (RFI) para observações de radiometria de micro-ondas atmosféricas. <strong>De acordo com a NASA, estão “à procura de conceitos de radiómetros de micro-ondas de baixo custo e operados comercialmente para voar em formação com a constelação FALCON da NASA”</strong>.</p><h2>O FALCON voa para a investigação atmosférica</h2><p>A Frota da NASA para a Atmosfera Ligando Observações Comerciais, ou FALCON, tem uma janela de lançamento prevista para o final de 2029. O esforço foi concebido para apoiar operações de ciência atmosférica como parte do programa Earth Venture da NASA. <strong>O RFI indica que a frota desenvolvida pela NASA será provavelmente completada com contribuições de empresas privadas</strong>.</p><p>O Dr. Nicky Fox, Administrador Associado da Direção da Missão Científica da NASA, salienta que a frota FALCON, equipada com instrumentos de lidar e de radar, se centrará especificamente na relação entre nuvens e aerossóis. <strong>A análise dos dados observacionais conduzirá também a uma compreensão mais profunda da convecção atmosférica</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">63 years ago today, NASA launched the Television Infra-Red Observation Satellite (TIROS-1), the worlds first successful weather satellite. ️ <br><br>Read more: <a href="https://t.co/ItSmXObaKA">https://t.co/ItSmXObaKA</a> <a href="https://t.co/Y74LyStTNI">pic.twitter.com/Y74LyStTNI</a></p>— NOAA Satellites (@NOAASatellites) <a href="https://twitter.com/NOAASatellites/status/1642149822357725184?ref_src=twsrc%5Etfw">April 1, 2023</a></blockquote></figure><p>A complexa relação entre nuvens e aerossóis está repleta de mecanismos de feedback que estão na base de uma grande parte da ciência climática. <strong>Um conhecimento preciso a um nível mais granular será fundamental para compreendermos a evolução das alterações climáticas</strong>. Fox observa que as lições aprendidas também se traduzirão na seleção de locais críticos e na avaliação de riscos para futuras missões à Lua e a Marte.</p><h2>Substituição do Sistema de Observação da Atmosfera</h2><p>O FALCON substitui formalmente os objetivos do Sistema de Observação Atmosférica (AOS) do Observatório do Sistema Terrestre (ESO). <strong>Embora os objetivos da iniciativa FALCON sejam semelhantes aos do AOS, os custos do projeto original estavam a aumentar significativamente, o que levou a uma mudança</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Thank you for following Artemis II. Were just getting started. Welcome to the Artemis generation. <a href="https://t.co/hrbvNSwdUI">pic.twitter.com/hrbvNSwdUI</a></p>— NASA Administrator Jared Isaacman (@NASAAdmin) <a href="https://twitter.com/NASAAdmin/status/2043444930400461252?ref_src=twsrc%5Etfw">April 12, 2026</a></blockquote></figure><p>A frota FALCON será constituída por dois satélites da NASA: o lidar construído pelo Goddard Space Flight Center e pelo Langley Research Center da NASA. <strong>O radiómetro de deteção de nuvens será confiado ao Jet Propulsion Laboratory (JPL) da NASA</strong>.</p><p>Incluída na constelação estará também a Missão de Medição da Precipitação, a ser construída em conjunto com as agências espaciais japonesa (JAXA) e francesa (CNES). <strong>A Missão de Medição da Precipitação consiste em instrumentos de radar, bem como em radiómetros multiespectrais para medir as taxas de água e de precipitação e as propriedades das partículas das nuvens</strong>.</p><p><strong>Embora o evento de ignição se tenha centrado fortemente em futuras missões à Lua e a Marte, a NASA foi inflexível quanto ao facto de as ciências da Terra continuarem a ser uma grande prioridade</strong>. O FALCON será fundamental para a próxima fase de compreensão da atmosfera, dos fenómenos meteorológicos extremos e das alterações climáticas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/nasa-anuncia-mudanca-no-lancamento-de-redes-de-satelites-de-investigacao-atmosferica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mudanças em Portugal na próxima semana: emergem nos mapas uma tempestade e um anticiclone anómalos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-em-portugal-na-proxima-semana-emergem-nos-mapas-uma-tempestade-e-um-anticiclone-anomalos.html</link><pubDate>Sun, 19 Apr 2026 12:58:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A aproximação das baixas pressões provocará um tempo instável no interior e nas zonas montanhosas de Portugal continental durante as tardes, por vezes até mesmo junto ao litoral, com aguaceiros e trovoadas localmente fortes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-em-portugal-na-proxima-semana-emergem-nos-mapas-uma-tempestade-e-um-anticiclone-anomalos-1776603248288.jpg" data-image="lc0hx9mabxyt"><figcaption>As trovoadas em Portugal continental vão ganhar outra relevância nos próximos dias, pois a sua probabilidade e frequência deverão aumentar.</figcaption></figure><p>Na próxima semana o estado do tempo será variável em Portugal, <strong>esperando-se um aumento da ocorrência de trovoadas e o registo de temperaturas excecionalmente elevadas nos primeiros dias</strong>. Entre segunda (20) e terça-feira (21) uma massa de ar muito quente atravessará toda a geografia do continente português, elevando consideravelmente as temperaturas e dando origem a anomalias térmicas positivas muito acentuadas.</p><p>Porém, a<strong> partir de quarta-feira (22), esta massa de ar será substituída por uma massa de ar mais frio vinda do Atlântico</strong>, o que resultará numa descida das temperaturas para valores mais próximos do normal.</p><div class="texto-destacado"><strong>Centros de ação cuja pressão baterá recordes<br><br></strong>O anticiclone do Atlântico Norte vai registar uma pressão central muito elevada nas imediações da Islândia na terça-feira (21) e, na quarta-feira (22), a tempestade dos Açores também roçará valores recorde, mas devido a uma pressão central baixa. Isto mostra a grande magnitude dos centros de pressão que irão condicionar o tempo em Portugal na próxima semana.</div><p>A influência de uma depressão a oeste de Portugal continental e a passagem de algumas linhas de instabilidade de fraca atividade darão origem a alguns episódios de trovoada. De um modo geral, <strong>estes fenómenos serão diurnos, sendo potenciados pelo maior aquecimento diurno</strong> que ocorrerá sobre a superfície terrestre do nosso país.</p><h2>Aguaceiros e trovoadas localmente fortes, especialmente nestas duas datas</h2><p><strong>Esta segunda-feira (20) será um dia geralmente estável, embora com propensão a uma maior presença de nebulosidade</strong>. Além disto, a rotação de uma depressão posicionada a sudoeste da Península Ibérica impulsionará <strong>poeiras do Saara</strong> até à nossa geografia, com as partículas em suspensão a emprestarem uma tonalidade esbranquiçada/amarelada ao céu. <strong>Durante a tarde</strong>, os mapas vislumbram a possibilidade de <strong>aguaceiros dispersos e trovoadas</strong> relativamente contidas no interior Norte e Centro, sendo mais prováveis nas áreas de montanha.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-em-portugal-na-proxima-semana-emergem-nos-mapas-uma-tempestade-e-um-anticiclone-anomalos-1776602106323.png" data-image="iwrr3pbm551q"><figcaption>Neste mapa observa-se um anticiclone nas imediações da Islândia (pressão muito alta) e uma depressão a nor-nordeste dos Açores (pressão baixa - 985 hPa).</figcaption></figure><p><strong>Na terça-feira (21)</strong> prevê-se que a depressão que esteve nas redondezas da Madeira este fim de semana descreva uma <strong>deslocação vertiginosa para norte em paralelo à faixa costeira ocidental</strong> de Portugal continental. Ao posicionar-se a oeste do nosso país, os mapas revelam que esta baixa descreverá uma circulação retrógrada (de oeste para leste), fazendo com que parte das<strong> linhas de instabilidade</strong> associadas alcancem a nossa geografia e gerem aguaceiros e trovoadas.</p><p><strong>Serão mais prováveis durante a tarde tanto no interior como no litoral das Regiões Norte e Centro. Também se prevê que surjam no Alentejo e no Ribatejo</strong>. A precipitação convectiva poderá, por vezes, ser localmente forte e surgir sob a forma de granizo. A instabilidade será ainda acompanhada por um aumento da intensidade do vento de Sul e Leste que poderá provocar <strong>rajadas até 90 km/h</strong> nas zonas mais expostas do interior Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-em-portugal-na-proxima-semana-emergem-nos-mapas-uma-tempestade-e-um-anticiclone-anomalos-1776602884735.png" data-image="lv9bmz645ard"><figcaption>A última atualização do modelo europeu mantém a previsão de trovoadas no litoral e interior de boa parte de Portugal continental, reforçando a probabilidade de ocorrência deste fenómeno, especialmente durante a tarde da próxima terça-feira, 21 de abril.</figcaption></figure><p><strong>Na quarta-feira (22) </strong>espera-se que as condições meteorológicas estabilizem gradualmente. A precipitação fraca poderá persistir pelas primeiras horas da madrugada, mas ao longo da manhã <strong>o céu tornar-se-á pouco nublado</strong>. Além disto, prevê-se uma descida significativa das temperaturas máximas, mais notória nas Regiões Norte e Centro.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg> De acordo com os mapas de referência da Meteored, a densidade de raios será mais frequente, intensa e abrangente em termos de área geográfica nestas duas datas: terça e sexta-feira, dias 21 e 24 de abril. Não obstante, até mesmo amanhã - dia 20 -, já é expectável a ocorrência de aguaceiros e trovoadas, embora com uma magnitude inferior. <br><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Para quinta-feira (23) é expectável que o tempo se mantenha geralmente estável e maioritariamente seco em Portugal continental</strong>, apesar de estar previsto um aumento da nebulosidade durante o período da tarde. Em locais do interior alentejano e do Sotavento Algarvio poderá chuviscar, não se excluindo o risco de trovoadas fracas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764551" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/passarao-4-dias-ate-que-as-temperaturas-baixem-na-cidade-de-coimbra-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-tambem-em-perspetiva.html" title="Passarão 4 dias até que as temperaturas baixem na cidade de Coimbra; aguaceiros e trovoadas fortes também em perspetiva">Passarão 4 dias até que as temperaturas baixem na cidade de Coimbra; aguaceiros e trovoadas fortes também em perspetiva</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/passarao-4-dias-ate-que-as-temperaturas-baixem-na-cidade-de-coimbra-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-tambem-em-perspetiva.html" title="Passarão 4 dias até que as temperaturas baixem na cidade de Coimbra; aguaceiros e trovoadas fortes também em perspetiva"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/passarao-4-dias-ate-que-as-temperaturas-baixem-na-cidade-de-coimbra-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-tambem-em-perspetiva-1776517890623_320.png" alt="Passarão 4 dias até que as temperaturas baixem na cidade de Coimbra; aguaceiros e trovoadas fortes também em perspetiva"></a></article></aside><p><strong>Na sexta-feira (24) prevê-se um aumento da frequência e da intensidade dos aguaceiros e trovoadas</strong>, podendo ser ainda mais significativos em termos de área geográfica abrangida. Não se descarta a possibilidade de estas condições de instabilidade atmosférica se prolongarem para o fim de semana do <em>25 de Abril</em>, mas, por enquanto, uma incerteza elevada rodeia o cenário de previsão para esses dias.</p><h2>30 ºC ou mais em várias zonas de Portugal continental</h2><p>Entre segunda (20) e quinta-feira (23), as temperaturas máximas irão variar entre 25 e 31 ºC nos vales do Douro, Tejo, Sado e Guadiana. <strong>O dia mais quente da semana será segunda-feira, 20 de abril, com temperaturas máximas previstas de 30/31ºC em cidades como Abrantes, Coruche e Alcácer do Sal</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-em-portugal-na-proxima-semana-emergem-nos-mapas-uma-tempestade-e-um-anticiclone-anomalos-1776602761216.png" data-image="ndai02p1uu0r"><figcaption>Temperatura máxima prevista pelo modelo Europeu para segunda-feira, 20 de abril: nos vales do Douro, Tejo, Sado e Guadiana os termómetros registarão valores a rondar os 30 ºC.</figcaption></figure><p><strong>Entre segunda (20) e terça-feira (21) registar-se-ão anomalias de temperatura positivas muito expressivas, geralmente de +8 a +12 ºC</strong> em grande parte da geografia de Portugal continental. Apesar da descida térmica prevista para quarta (22), é a partir de sexta-feira (24) que o modelo europeu antecipa um arrefecimento mais notório do tempo, sendo esperadas temperaturas máximas entre 14 e 25 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-em-portugal-na-proxima-semana-emergem-nos-mapas-uma-tempestade-e-um-anticiclone-anomalos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O que acontece no cérebro quando imaginamos algo? A ciência explica]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-que-acontece-no-cerebro-quando-imaginamos-algo-a-ciencia-explica.html</link><pubDate>Sun, 19 Apr 2026 11:20:49 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um novo estudo revela que a imaginação não é ilimitada, está profundamente ligada à visão e aos mecanismos cerebrais que utilizamos para interpretar o mundo real. Vemha saber mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-acontece-no-cerebro-quando-imaginamos-algo-a-ciencia-explica-1776584821606.png" data-image="fnf3dklpf0tw" alt="Cérebro" title="Cérebro"><figcaption>Em vez de criar imagens do zero, o cérebro combina e reorganiza experiências visuais anteriores, mostrando que a imaginação está limitada pelo que já vimos e vivemos.</figcaption></figure><p>Durante séculos, a imaginação foi vista como uma <strong>capacidade quase ilimitada do cérebro humano</strong>, uma ferramenta criativa capaz de transcender a realidade.</p><p>No entanto, um estudo recente publicado na <em>revista Science</em> vem desafiar essa ideia ao mostrar que <strong>a imaginação está profundamente ancorada nos mesmos mecanismos biológicos que usamos para ver o mundo</strong>. </p><h2>Um código comum entre ver e imaginar</h2><p>A investigação revela que <strong>a imaginação visual não é um processo independente</strong>, mas sim uma espécie de “reutilização” do sistema visual.</p><p>Quando observamos um objeto, determinados <strong>neurónios são ativados para codificar as suas características</strong>. Surpreendentemente, ao imaginar esse mesmo objeto mais tarde, o cérebro reativa parte desses mesmos neurónios, utilizando um código neural semelhante. </p><div class="texto-destacado">Os cientistas conseguiram demonstrar que cerca de 40% dos neurónios envolvidos na perceção visual voltam a disparar quando uma pessoa imagina uma imagem previamente vista.</div><p>Isto sugere que a imaginação não cria imagens do nada, ela <strong>reconstrói experiências visuais passadas com base em padrões</strong> já armazenados no cérebro.</p><p>Este “código partilhado” foi observado numa região chamada <em>giro fusiforme</em>, <strong>essencial para o processamento visual de alto nível</strong>, como o reconhecimento de rostos e objetos. </p><h2>Porque é que a imaginação parece real, mas não é?</h2><p>Uma das questões mais intrigantes é por que razão as imagens mentais podem parecer tão vívidas.</p><p>A resposta está precisamente nesta sobreposição neural, ao reutilizar os mesmos circuitos da visão, <strong>o cérebro cria experiências internas que se aproximam da perceção real</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="724315" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/raciocinar-sem-um-cerebro-e-possivel-este-fungo-mostra-que-temos-de-repensar-o-que-e-a-inteligencia.html" title="Raciocinar sem um cérebro é possível? Este fungo mostra que temos de repensar o que é a inteligência">Raciocinar sem um cérebro é possível? Este fungo mostra que temos de repensar o que é a inteligência</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/raciocinar-sem-um-cerebro-e-possivel-este-fungo-mostra-que-temos-de-repensar-o-que-e-a-inteligencia.html" title="Raciocinar sem um cérebro é possível? Este fungo mostra que temos de repensar o que é a inteligência"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/raciocinar-sem-um-cerebro-e-possivel-este-fungo-mostra-que-temos-de-repensar-o-que-e-a-inteligencia-1755024388673_320.jpg" alt="Raciocinar sem um cérebro é possível? Este fungo mostra que temos de repensar o que é a inteligência"></a></article></aside><p>No entanto, existe uma diferença crucial. Durante a visão real, a atividade neuronal é mais intensa e completa. Já na imaginação, <strong>apenas uma parte desses neurónios é ativada, o que cria uma versão menos detalhada</strong> e mais “difusa” da imagem. </p><p>É essa diferença de intensidade que permite ao cérebro distinguir entre o que é real e o que é imaginado. Quando esse mecanismo falha, como em certas perturbações psiquiátricas, as <strong>imagens mentais podem tornar-se intrusivas e difíceis de separar da realidade</strong>. </p><h2>O papel da memória e os limites da imaginação</h2><p>O estudo também sugere que <strong>a imaginação está limitada pelo o que já vimos ou experienciámos</strong>. Como depende da reativação de padrões existentes, não conseguimos imaginar algo completamente desligado da nossa experiência visual prévia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-acontece-no-cerebro-quando-imaginamos-algo-a-ciencia-explica-1776584864697.png" data-image="0ry4zdytfm69" alt="Imaginação" title="Imaginação"><figcaption>A imaginação recorre aos mesmos circuitos da visão, ativando neurónios semelhantes, mas com menor intensidade, o que explica porque é que as imagens mentais são menos nítidas do que a realidade.</figcaption></figure><p>Mesmo quando pensamos estar a criar algo totalmente novo, <strong>o cérebro está, na prática, a combinar e reorganizar elementos já armazenados</strong>. Isto coloca um limite biológico à criatividade: ela é poderosa, mas não infinita.</p><h2>Implicações para a saúde e a tecnologia</h2><p>Para além de aprofundar o conhecimento sobre o funcionamento do cérebro, estas descobertas têm <strong>implicações práticas importantes</strong>.</p><p>Ao compreender como o cérebro gera imagens mentais, os investigadores acreditam que <strong>será possível desenvolver novas abordagens para tratar doenças como o stress pós-traumático </strong>(PTSD) ou a perturbação obsessivo-compulsiva, onde imagens mentais vívidas desempenham um papel central. </p><p>Além disso, o uso de inteligência artificial foi essencial neste estudo. Os <strong>cientistas conseguiram traduzir a atividade neuronal em representações visuais e até prever o que uma pessoa estava a imaginar </strong>com base nesses padrões. Isto abre portas a tecnologias futuras capazes de interpretar ou até reconstruir imagens mentais.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-que-acontece-no-cerebro-quando-imaginamos-algo-a-ciencia-explica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[El Zacatón: o abismo mexicano tão profundo que nem os robôs da NASA conseguiram decifrá-lo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/el-zacaton-o-abismo-mexicano-tao-profundo-que-nem-os-robos-da-nasa-conseguiram-decifra-lo.html</link><pubDate>Sun, 19 Apr 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>O impressionante local é uma bela nascente que desafia a humanidade há décadas; e despertou o interesse de cientistas internacionais.</p><figure id="first-image"><a href="https://www.facebook.com/photo/?fbid=577467544411063&set=pcb.577467857744365" target="_blank"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-zacaton-el-abismo-mexicano-tan-profundo-que-ni-los-robots-de-la-nasa-han-logrado-descifrarlo-1772158713056.jpg" data-image="mz5e8a6l9nkf"></a><figcaption>Localizado no município de Aldama, no estado de Tamaulipas. Foto: Governo de Tamaulipas.</figcaption></figure><p>Quando pensamos em cenotes, a nossa mente imediatamente volta-se para a Península de Yucatán. No entanto, esta maravilha natural também pode ser encontrada em estados como <strong>Tamaulipas, no nordeste do México</strong>. Mais especificamente, no<strong> município de Aldama, existe uma caverna natural</strong>.</p><p>A menos de duas horas da cidade de Tampico fica<strong> El Zacatón</strong>, considerado pelo Instituto Nacional de Estatística e Geografia (INEGI) <strong>o cenote mais profundo do México</strong>. O seu nome está relacionado com o tipo de vegetação que domina a área. Além disso, faz parte de um sistema de formações naturais.</p><figure><a href="https://www.facebook.com/photo?fbid=577467574411060&set=pcb.577467857744365" target="_blank"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-zacaton-el-abismo-mexicano-tan-profundo-que-ni-los-robots-de-la-nasa-han-logrado-descifrarlo-1772158841304.jpg" data-image="66cgymgqarko"></a><figcaption>O seu nome está relacionado com o tipo de vegetação que domina a região. Foto: Governo de Tamaulipas.</figcaption></figure><p><strong> Diversas piscinas fazem parte deste complexo</strong>, como: El Caracol, Poza Verde, Poza Azufrada, La Pilita e, claro, El Zacatón. Investigações significativas e variadas foram realizadas na área, revelando um túnel natural com aproximadamente 180 metros de comprimento.</p><p>Este <strong>c</strong><strong>enote tem ligação à nascente do rio localizado na região</strong>. Possui um formato típico: rodeado por vegetação, esta enorme<strong> cavidade tem um diâmetro aproximado de 140 metros</strong>. A sua densa folhagem realça a beleza do local. Segundo algumas fontes, a sua profundidade é estimada em mais de 300 metros, embora outras indiquem um valor diferente.</p><h2>Interesse da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço</h2><p>Devido à sua<strong> natureza e características particulares</strong>, atraiu a atenção de cientistas internacionais e instituições renomadas, como a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos – a NASA.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A sua densa folhagem embeleza a área. Segundo algumas fontes, a sua profundidade é estimada em mais de 300 metros, embora outras indiquem um valor diferente.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Diversos testes foram realizados, incluindo o<strong> envio de um robô subaquático </strong>pela agência espacial para <strong>determinar com precisão a profundidade real da fossa</strong>. Relata-se que o robô atingiu uma profundidade de 1.099 pés – aproximadamente 335 metros.</p><h3>Espaço para investigação global</h3><p>O equipamento utilizado, chamado <em>Depthx </em>– um explorador térmico freático profundo – pesava aproximadamente 1.500 quilos e era composto por até 100 sensores e 16 computadores; era capaz de alcançar o fundo. Além das cavidades encontradas em terra, também existem trincheiras no leito marinho.</p><p>Além disso, vários mergulhadores demonstraram interesse ao longo dos anos. <strong>Nadar nesta área é perigoso devido à elevada concentração de enxofre dissolvido</strong>. Vários atletas aquáticos mergulharam para tentar explorar o fundo de El Zacatón.</p><h3>Lugares sagrados de entrada para outro mundo</h3><p>Em 1994, o melhor mergulhador do mundo na época morreu a tentar explorar as suas profundezas. Na <strong>antiguidade</strong>, os <strong>maias </strong>consideravam estes espaços como fonte de vida. Além de fornecer água, também eram vistos como<strong> portais para outro mundo</strong>.</p><div class="texto-destacado">Mergulhadores de várias nacionalidades têm-se aventurado em desafios de mergulho, procurando alcançar as partes mais profundas do cenote.</div><p>A palavra 'cenote' tem origem pré-hispânica; vem da palavra maia "<em>dzonot</em>", que significa abismo. Numa tradução para o português, pode ser entendida como um buraco ou fosso no chão. Dentro das suas crenças, os maias identificavam-nos como centros de comunhão com as divindades.</p><h3>O seu tempo e processo de formação podem variar</h3><p>O <strong>processo e o tempo necessários para a formação de um cenote podem variar de centenas a milhares de anos</strong>. Estas dolinas naturais profundas são comuns na Península de Yucatán. Esta caverna em particular é considerada a mais profunda do mundo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/abismos-subterraneos-conheca-as-cavernas-mais-profundas-do-planeta-veryovkina-krubera-voronya-caucaso.html" title="Abismos subterrâneos: conheça as cavernas mais profundas do planeta">Abismos subterrâneos: conheça as cavernas mais profundas do planeta</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/abismos-subterraneos-conheca-as-cavernas-mais-profundas-do-planeta-veryovkina-krubera-voronya-caucaso.html" title="Abismos subterrâneos: conheça as cavernas mais profundas do planeta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/las-cuevas-mas-profundas-del-planeta-veryovkina-krubera-voronya-caucaso-1645268906412_320.jpg" alt="Abismos subterrâneos: conheça as cavernas mais profundas do planeta"></a></article></aside><p>O México possui uma biodiversidade incrível, com uma grande variedade de paisagens e ecossistemas. O número de espécies de plantas e animais é muito grande. Lembre-se de que, ao visitar qualquer área natural, é fundamental respeitá-la e protegê-la. A sua sobrevivência depende de todos nós.</p><h3>Diversos atrativos na região</h3><p>Ao explorar a região, <strong>Tamaulipas oferece uma variedade de atrações que cativam todos os visitantes</strong>, incluindo Pueblos Mágicos, uma história rica e fascinante e uma biodiversidade abundante.</p><p>Diz-se que as cinco melhores praias do Golfo do México estão localizadas aqui. Uma das reservas naturais mais singulares também se encontra dentro dos seus limites: El Cielo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/el-zacaton-o-abismo-mexicano-tao-profundo-que-nem-os-robos-da-nasa-conseguiram-decifra-lo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 30 °C este fim de semana? Há uma piscina gratuita perto de Lisboa à sua espera]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ate-30-c-este-fim-de-semana-ha-uma-piscina-gratuita-perto-de-lisboa-a-sua-espera.html</link><pubDate>Sun, 19 Apr 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Nem todos a conhecem, mas esta piscina oceânica pode ser o plano ideal para os dias quentes. Fica a meia hora de Lisboa, tem fácil acesso e é grátis.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-32-c-este-fim-de-semana-ha-uma-piscina-gratuita-perto-de-lisboa-a-sua-espera-1776498915600.jpg" data-image="snz3rddtjvq7" alt="Piscina Oceânica Alberto Romano" title="Piscina Oceânica Alberto Romano"><figcaption>Apesar de Cascais ter mais de 30 quilómetros de linha costeira, praia não é a única opção disponível. Foto: CM Cascais</figcaption></figure><p>Até <strong>30 °C no fim de semana</strong>? Depois de uma semana que se iniciou húmida, fria e cinzenta, o cenário atmosférico está finalmente a mudar: entre 18 e 19 de abril esperam-se temperaturas veranis em vários pontos do país. </p><p>Sim, o termómetro vai mesmo atingir o marco dos 30 °C no Ribatejo, Alentejo e Vale do Douro.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.<br> </div><p>Claro que, perante estas condições, já só pensamos numa coisa: praia. Mas, se lhe disséssemos que há uma <strong>piscina</strong> algures em Portugal continental que também merece atenção?</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764198" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-32-c-este-fim-de-semana-as-regioes-do-ribatejo-e-alentejo-serao-as-zonas-mais-quentes-de-portugal.html" title="Até 32 °C este fim de semana: as regiões do Ribatejo e Alentejo serão as zonas mais quentes de Portugal">Até 32 °C este fim de semana: as regiões do Ribatejo e Alentejo serão as zonas mais quentes de Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-32-c-este-fim-de-semana-as-regioes-do-ribatejo-e-alentejo-serao-as-zonas-mais-quentes-de-portugal.html" title="Até 32 °C este fim de semana: as regiões do Ribatejo e Alentejo serão as zonas mais quentes de Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-32-c-este-fim-de-semana-as-regioes-do-ribatejo-e-alentejo-serao-as-zonas-mais-quentes-de-portugal-1776334208522_320.jpg" alt="Até 32 °C este fim de semana: as regiões do Ribatejo e Alentejo serão as zonas mais quentes de Portugal"></a></article></aside><p>A <strong>menos de 30 minutos de Lisboa</strong>, vai encontrar a <strong>Piscina Oceânica Alberto Romano</strong>. O melhor é que é gratuita. </p><h2>Uma das maiores piscinas oceânicas de Portugal</h2><p>Situada no <strong>Paredão de Cascais</strong>, entre a Praia da Duquesa e a Praia das Moitas, esta é uma das maiores piscinas oceânicas de Portugal. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-32-c-este-fim-de-semana-ha-uma-piscina-gratuita-perto-de-lisboa-a-sua-espera-1776499065095.jpg" data-image="gr7pwmb8afci" alt="Piscina Oceânica Alberto Romano" title="Piscina Oceânica Alberto Romano"><figcaption>Uma boa sugestão para os dias mais quentes. Foto: TripAdvisor // Ronald H</figcaption></figure><p>“Alimentada diretamente pela água do mar, é uma sugestão a ter em conta para a época balnear, ganhando relevância pela proximidade com Lisboa e as comodidades apresentadas”, garante o <em>site</em> ‘Lisboa Secreta’.</p><p>E que comodidades são essas? Além dos cerca de <strong>50 metros de comprimento</strong> e uma profundidade relativamente reduzida (que a torna segura para famílias), é de <strong>fácil acesso</strong> e ainda inclui uma esplanada com bar e restaurante. Talvez por isso, este sítio seja tão procurado pelos portugueses, no verão. Há dias em que até se faz fila.</p><p>Não é para menos. Com uma vista privilegiada para a baía de Cascais, a Piscina Oceânica Alberto Romano é o cenário ideal para quem gosta de tirar fotografias. Além disso, a <strong>temperatura da água </strong>é outro fator a considerar. Não espere nada tropical, contudo, costuma ser uma experiência mais agradável do que entrar no mar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="716617" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nem-praia-nem-piscina-aqui-nao-tem-de-fazer-escolhas.html" title="Nem praia, nem piscina. Aqui não tem de fazer escolhas">Nem praia, nem piscina. Aqui não tem de fazer escolhas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nem-praia-nem-piscina-aqui-nao-tem-de-fazer-escolhas.html" title="Nem praia, nem piscina. Aqui não tem de fazer escolhas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nem-praia-nem-piscina-aqui-nao-tem-de-fazer-escolhas-1750748774351_320.png" alt="Nem praia, nem piscina. Aqui não tem de fazer escolhas"></a></article></aside><p>Aqui pode encontrar bancos e espreguiçadeiras para apanhar banhos de sol. Ainda assim, caso prefira estender a toalha na areia, há também um pequeno areal. Outros fatores a ter em conta são o facto de ser vigiada, ter posto médico, chuveiro e casa de banho.</p><p>Está pronto para se render à discussão ‘praia ou piscina’? A verdade é que, se preferir águas mais calma, um ambiente mais controlado, mas sem perder a sensação da areia nos pés, a solução pode ser esta piscina oceânica. </p><h2>Como chegar à Piscina Oceânica Alberto Romano?</h2><p>Chegar à piscina é fácil, e até pode transformar o trajeto num pequeno passeio.</p><p>Caso prefira ir de carro, existe estacionamento pago na Alameda Duques de Palmela. No entanto, <strong>ir de comboio</strong> pode ser uma opção mais prática e agradável. </p><div class="texto-destacado">Assim, evita o <em>stress</em> do trânsito, poupa combustível e ainda desfruta de uma viagem tranquila junto à costa.</div><p>Para isso, basta apanhar o comboio no Cais do Sodré, em Lisboa, e sair no Monte Estoril. Depois, siga em direção ao Paredão e caminhe apenas alguns minutos. Rapidamente estará pronto para estender a toalha e aproveitar o sol, mesmo ali tão perto da cidade.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ate-30-c-este-fim-de-semana-ha-uma-piscina-gratuita-perto-de-lisboa-a-sua-espera.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As cabanas de montanha também têm agora de se adaptar às mudanças no estado do tempo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/as-cabanas-de-montanha-tambem-tem-agora-de-se-adaptar-as-mudancas-no-estado-do-tempo.html</link><pubDate>Sat, 18 Apr 2026 15:35:08 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Com a primavera, os primeiros entusiastas das caminhadas já fizeram as suas mochilas. A neve está a recuar gradualmente e as visitas às cabanas de montanha serão novamente possíveis em muitos locais na reta final de abril ou, o mais tardar, no início de maio.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/berghuetten-muessen-nun-auch-dem-klima-angepasst-werden-1774361088959.jpg" data-image="qm40dqcwaz7n"><figcaption>As cabanas de montanha nos Alpes dividem-se em várias categorias.</figcaption></figure><p>No entanto, há um inconveniente: há anos que tanto os especialistas como os guardas do refúgio alertam para a necessidade urgente de renovação.</p><h2>As cabanas de montanha devem adaptar-se à escassez de água</h2><p>Agora, estão finalmente a ser tomadas medidas. Por exemplo, o <strong>Prager Hütte</strong>, situado a quase 2.800 metros de altitude, foi objeto de uma renovação profunda. <strong>As alterações climáticas estão a transformar as regiões de montanha em todo o mundo a um ritmo significativamente mais rápido do que qualquer outro ambiente</strong>. Nas montanhas, podemos ver o que ainda está para vir nas terras baixas.</p><p>Os fenómenos meteorológicos extremos e os períodos prolongados de seca estão a transformar a região alpina numa paisagem fundamentalmente nova. <strong>A escassez de água, em particular, está a provocar uma mudança de mentalidade</strong>. A partir desta estação, tomar um duche com água na Prager Hütte deixou de ser uma opção simples e comum. As casas de banho também foram transferidas.</p><h3>As “casas de banho com autoclismo” são uma coisa do passado, as “casas de banho secas” são agora a norma</h3><p>O refúgio dispõe agora de novas sanitas secas situadas fora do edifício principal. Durante anos, os investimentos destinavam-se a tornar os refúgios de montanha cada vez mais modernos e confortáveis. No entanto, está agora a impor-se uma mudança de perspetiva. Há vários anos que o Clube Alpino Alemão (DAV) tem <strong>vindo a promover ativamente uma maior sustentabilidade e o desenvolvimento de refúgios preparados para o futuro face às alterações climáticas</strong>.</p><p>O Clube tem como objetivo <strong>atingir a neutralidade climática total até ao ano de 2030</strong>. Ao longo da história e, na verdade, até aos dias de hoje, os refúgios de montanha têm servido principalmente como locais de abrigo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761830" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/aldeias-de-montanha-lancam-escolas-de-agroecologia-para-promover-turismo-comunitario.html" title="Aldeias de Montanha lançam Escolas de Agroecologia para promover turismo comunitário">Aldeias de Montanha lançam Escolas de Agroecologia para promover turismo comunitário</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/aldeias-de-montanha-lancam-escolas-de-agroecologia-para-promover-turismo-comunitario.html" title="Aldeias de Montanha lançam Escolas de Agroecologia para promover turismo comunitário"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aldeias-de-montanha-lancam-escolas-de-agroecologia-para-promover-turismo-comunitario-1775049520209_320.jpg" alt="Aldeias de Montanha lançam Escolas de Agroecologia para promover turismo comunitário"></a></article></aside><p>Por conseguinte, estão agora a ser novamente redefinidos, de forma mais explícita, como tal. Pela sua própria definição, um “refúgio” não é, nem pretende ser, um hotel de três ou quatro estrelas. Neste sentido, <strong>a DAV está claramente a estabelecer novos padrões</strong>.</p><h3>Antes de mais, as cabanas de montanha são locais de abrigo</h3><p>Na Suíça, por exemplo, há anos que existem cabanas extremamente básicas, embora algumas ofereçam ocasionalmente um pouco mais de conforto, como a escolha de um ou dois pratos no menu do jantar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/berghuetten-muessen-nun-auch-dem-klima-angepasst-werden-1774360259094.jpg" data-image="is6tacnpasfm"><figcaption>A primavera é particularmente bela nas montanhas.</figcaption></figure><p>A adaptação climática vai ainda mais longe. As cabanas de montanha devem tornar-se mais seguras e mais resistentes às intempéries para permanecerem intactas nos próximos anos. Consequentemente, tanto os proprietários de abrigos como os <strong>entusiastas da montanha</strong> enfrentam uma necessidade crescente de renovações e melhorias nos próximos anos.</p><p>Os numerosos episódios de chuvas torrenciais dos últimos verões mostraram também que os percursos pedestres têm de ser mais seguros ou, em alguns casos, completamente redesenhados.</p><h3>Mesmo no verão, os fenómenos meteorológicos extremos podem provocar reviravoltas inesperadas</h3><p>As quedas de rochas e os deslizamentos de terras recordam-nos que mesmo uma caminhada de verão pode ter de ser subitamente reprogramada ou interrompida. <strong>As práticas de gestão dos trilhos variam ligeiramente entre a Suíça, a Áustria e a Alemanha</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="751198" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/as-montanhas-do-mundo-estao-a-aquecer-mais-depressa-do-que-se-pensava-afirmam-cientistas.html" title="As montanhas do mundo estão a aquecer mais depressa do que se pensava, afirmam cientistas">As montanhas do mundo estão a aquecer mais depressa do que se pensava, afirmam cientistas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/as-montanhas-do-mundo-estao-a-aquecer-mais-depressa-do-que-se-pensava-afirmam-cientistas.html" title="As montanhas do mundo estão a aquecer mais depressa do que se pensava, afirmam cientistas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-montanhas-do-mundo-estao-a-aquecer-mais-depressa-do-que-se-pensava-afirmam-cientistas-1769515169304_320.jpg" alt="As montanhas do mundo estão a aquecer mais depressa do que se pensava, afirmam cientistas"></a></article></aside><p>Talvez, como parte do processo de adaptação ao clima, o futuro traga também o desenvolvimento de <strong>regulamentos transfronteiriços e uma cooperação ainda mais estreita</strong>.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>taz.de (2026). <a href="https://taz.de/Klimawandel-in-den-Alpen/!6161712/">Die Bereitschaft zum Nichtduschen wächst. Klimawandel in den Alpen. Klimawandel.</a> Ökologie.</em></p><p><em>Tirol.at (2026). <a href="https://www.tirol.at/magazin/huetten-in-nahaufnahme/portraet-neue-prager-huette">Die neue Prager Hütte am Fuße des Großvenediger. Hütten in Nahaufnahme.</a> Magazin. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/as-cabanas-de-montanha-tambem-tem-agora-de-se-adaptar-as-mudancas-no-estado-do-tempo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Dajomes Glassfrog: a nova espécie do Equador celebra a ciência e o desporto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/dajomes-glassfrog-a-nova-especie-do-equador-celebra-a-ciencia-e-o-desporto.html</link><pubDate>Sat, 18 Apr 2026 15:26:02 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Escondida nas florestas do Equador, uma rã-de-vidro recém-descoberta deslumbra com a sua pele translúcida e o seu mistério - sugerindo uma vasta e invisível biodiversidade, ao mesmo tempo que enfrenta discretamente potenciais ameaças da atividade humana nas proximidades.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/dajomes-glassfrog-ecuador-s-new-species-celebrates-science-and-sport-1776456040977.jpg" data-image="6pgx8ewcovnv" alt="glassfrog" title="glassfrog"><figcaption>Fotografia dos investigadores e da rã. Crédito: PUCE-BIOWEB (CC-BY 4.0, https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/).</figcaption></figure><p>Os cientistas <strong>descobriram uma nova espécie de rã-de-vidro no Equador</strong>, a que deram o <strong>nome de rã-de-vidro Dajomes, em homenagem a Neisi Dajomes, a primeira mulher equatoriana a receber uma medalha de ouro olímpica</strong>. Mylena Masache, uma estudante de biologia da Pontificia Universidad Católica del Ecuador e os seus colegas descrevem a rã num artigo publicado na revista<em> PLOS One</em>.</p><h2>O que é uma rã-de-vidro?</h2><p>As rãs-de-vidro são um grupo de 167 espécies de rãs que vivem nas árvores das florestas tropicais da América Central e do Sul, a maioria das quais são <strong>verdes na parte superior e têm uma pele transparente que cobre a parte inferior e o ventre</strong>. A pele transparente pode, por vezes, revelar os órgãos internos, incluindo o coração, em grande pormenor.</p><p>A equipa de investigação descobriu a rã-de-vidro Dajomes em 2017 e 2018, durante pesquisas biológicas realizadas na Reserva Natural El Quimi, no sul do Equador. A nova espécie tem uma pele verde uniforme com uma textura semelhante a um seixo na parte superior. <strong>A sua parte inferior é uma membrana branca revestida de células refletoras de luz que cobrem o coração, o estômago, os rins e o esófago</strong>, mas as outras membranas internas são transparentes. Quando o seu ADN foi comparado com o de espécies relacionadas, a equipa de Masache estimou que a rã-de-vidro de Dajomes teve origem durante o Plioceno, há cerca de 4,5 milhões de anos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dajomes-glassfrog-ecuador-s-new-species-celebrates-science-and-sport-1776456263183.jpg" data-image="upg3hbpyrkho" alt="live glassfrog" title="live glassfrog"><figcaption>Holótipo vivo de Nymphargus dajomesae. Crédito: Masache-Sarango et al., 2026, PLOS One, CC-BY 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/).</figcaption></figure><p>Atualmente, não se sabe se a espécie está em perigo ou ameaçada, uma vez que a primeira rã-de-vidro foi descoberta a poucos quilómetros de uma região agrícola e de uma exploração mineira em grande escala. <strong>A exploração mineira nesta área tem causado declínios nas populações locais de anfíbios e poderá ameaçar esta espécie de rã no futuro</strong>.</p><h2>Possível investigação futura</h2><p>Durante as duas expedições à Reserva Natural de El Quimi, durante as quais a rã-de-vidro de Dajomes foi descoberta, mais de 85% das espécies de anfíbios observadas eram desconhecidas. A equipa de investigação pensa que esta região pode ser um <strong>“mundo perdido de diversidade de anfíbios”</strong> e encoraja mais investigação, estudos de biodiversidade e esforços de identificação de espécies neste local, bem como no sudeste do Equador e do outro lado da fronteira, no nordeste do Peru.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="702851" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/especie-rara-de-sapo-redescoberta-apos-130-anos.html" title="Espécie rara de sapo redescoberta após 130 anos">Espécie rara de sapo redescoberta após 130 anos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/especie-rara-de-sapo-redescoberta-apos-130-anos.html" title="Espécie rara de sapo redescoberta após 130 anos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-rare-frog-species-alsodes-vittatus-has-been-rediscovered-after-130-years-1742662869999_320.png" alt="Espécie rara de sapo redescoberta após 130 anos"></a></article></aside><p>Os autores acrescentam: "Ficámos surpreendidos com o elevado número de novas espécies encontradas no local. <strong>Poucos lugares nos Andes tropicais abrigam assembleias de anfíbios tão novas como a encontrada em El Quimi"</strong>.</p><p>O autor, Dr. Diego Cisneros, disse: “É <strong>especialmente significativo que esta descoberta seja liderada por uma jovem cientista e homenageie uma campeã olímpica equatoriana </strong>- esta espécie torna-se um símbolo de como a ciência e a sociedade podem reconhecer e celebrar as mulheres que moldam o futuro”.</p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><em><a href="https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0345097" target="_blank">A secret from a hidden world: A new glassfrog of the genus Nymphargus (Anura: Centrolenidae) from Cordillera del Cóndor, Ecuador | PLOS One</a>. Masache-Sarango, M.V., Cisneros-Heredia, D.F. and Ron, S.R. 8<sup>th</sup> April 2026. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/dajomes-glassfrog-a-nova-especie-do-equador-celebra-a-ciencia-e-o-desporto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Passarão 4 dias até que as temperaturas baixem na cidade de Coimbra; aguaceiros e trovoadas fortes também em perspetiva]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/passarao-4-dias-ate-que-as-temperaturas-baixem-na-cidade-de-coimbra-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-tambem-em-perspetiva.html</link><pubDate>Sat, 18 Apr 2026 13:13:01 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas elevadas e claramente acima da média em Portugal continental vão alcançar um novo patamar dentro de poucos dias, prevendo-se 30 ºC para várias cidades, incluindo Coimbra. Este aumento térmico poderá ser acompanhado por aguaceiros e trovoadas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5urv8"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5urv8.jpg" id="xa5urv8"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O estado do tempo mantém-se maioritariamente estável, seco, soalheiro e quente em Portugal continental, <strong>com este sábado (18) a registar um aumento térmico que o tornará no dia mais quente da presente semana</strong>. Isto deve-se à influência da crista subtropical. As temperaturas mais elevadas far-se-ão notar sobretudo no interior das regiões Centro, vale do Tejo e Alentejo. Não obstante, poderão ocorrer <strong>trovoadas localizadas no interior Norte e Centro já esta tarde</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Hoje, em várias localidades, os termómetros já registarão valores de máxima próximos ou iguais a 30 ºC, traduzindo-se num ambiente mais típico da estação estival. De acordo com os mapas da Meteored, <strong>a cidade de Coimbra, situada na Região Centro, alcançará hoje uma temperatura máxima de 27 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/passarao-4-dias-ate-que-as-temperaturas-baixem-na-cidade-de-coimbra-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-tambem-em-perspetiva-1776516332504.png" data-image="lptgnrtzsnx5"><figcaption>O tempo invulgarmente quente será elevado a um novo patamar na próxima terça-feira, 21 de abril. As temperaturas previstas revelam valores claramente acima do normal para esta época do ano em grande parte de Portugal continental, com destaque para o litoral Norte e Centro (anomalias térmicas positivas de +10 a +12 ºC). Além disto, o ar estará mais quente e húmido, favorecendo o desenvolvimento de múltiplas células convectivas (trovoadas).</figcaption></figure><p>Amanhã - <strong>domingo (19)</strong> - não se espera que as condições meteorológicas sofram alterações substantivas. Apesar da previsão de algumas diferenças regionais em termos de variação térmica (pequenas subidas nalguns locais; pequenas descidas noutros), os nossos mapas indicam que as anomalias positivas de calor persistirão por toda a geografia do Continente, pelo que a fase de calor anómalo prolongar-se-á por mais uma jornada. <strong>Na cidade de Coimbra espera-se uma temperatura máxima superior à de hoje: 28 ºC</strong>.</p><h2>Segunda e terça-feira rumo ao pico de calor em Coimbra e muitas outras cidades portuguesas</h2><p>A partir de <strong>segunda-feira (20)</strong> os modelos denunciam alterações na circulação atmosférica, que se tornará mais dinâmica. Nos mapas observa-se a subida em latitude de uma <strong>depressão que se posicionará a sudoeste da Península Ibérica</strong>.</p><div class="texto-destacado">Trata-se do mesmo centro de baixas pressões responsável por impulsionar uma grande língua de poeiras do Saara até ao arquipélago da Madeira este fim de semana.</div><p>Esta depressão, inserida numa circulação de Sul e de Leste, arrastará uma <strong>massa de ar tropical continental muito quente e seco</strong> procedente do Norte de África, promovendo também o transporte de <strong>poeiras saarianas em suspensão</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/passarao-4-dias-ate-que-as-temperaturas-baixem-na-cidade-de-coimbra-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-tambem-em-perspetiva-1776516644776.png" data-image="mwib1gmup38h"><figcaption>Na segunda-feira (20), prevê-se que várias regiões da Península Ibérica registem temperaturas até 10 °C acima da média, o que corresponderá a um cenário bastante invulgar para um mês de abril. Para a cidade de Coimbra prevê-se, novamente, uma temperatura máxima de 28 ºC.</figcaption></figure><p>A configuração sinóptica prevista para o início da próxima semana permitirá não só <strong>manter o calor atualmente vigente, como também reforçá-lo de forma acentuada nos primeiros dois dias da semana</strong>, em particular na terça-feira (21), daí a subida antecipada pelos mapas de referência da Meteored. Assim, prevê-se a persistência de valores de temperatura claramente altos para a época do ano, com várias regiões a registarem temperaturas típicas da fase final da primavera ou até de verão precoce durante mais 4 dias (entre hoje, dia 18 e terça, dia 21).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764535" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-fora-de-epoca-podera-intensificar-se-valores-anomalos-perduram-ate-terca-feira-dia-21-de-abril.html" title="Calor fora de época poderá intensificar-se: valores anómalos perduram até terça-feira, dia 21 de abril">Calor fora de época poderá intensificar-se: valores anómalos perduram até terça-feira, dia 21 de abril</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-fora-de-epoca-podera-intensificar-se-valores-anomalos-perduram-ate-terca-feira-dia-21-de-abril.html" title="Calor fora de época poderá intensificar-se: valores anómalos perduram até terça-feira, dia 21 de abril"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-fora-de-epoca-podera-intensificar-se-valores-anomalos-perduram-ate-terca-feira-dia-21-de-abril-1776507043408_320.png" alt="Calor fora de época poderá intensificar-se: valores anómalos perduram até terça-feira, dia 21 de abril"></a></article></aside><p>Tal como referido anteriormente pela <strong>Meteored Portugal, é expectável que na terça-feira (21), o episódio de calor anómalo atinja o seu pico</strong>. Para esse dia espera-se que os valores mais elevados se concentrem sobretudo no litoral das Regiões Norte e Centro, devido à posição da depressão e ao fluxo quente impulsionado pela mesma. Além de <strong>Coimbra</strong>, prevê-se que cidades como <strong>Porto</strong> e <strong>Leiria</strong> alcancem os <strong>30 ºC</strong>, um valor bastante raro para estas zonas nesta altura do ano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/passarao-4-dias-ate-que-as-temperaturas-baixem-na-cidade-de-coimbra-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-tambem-em-perspetiva-1776516685084.png" data-image="5mdwizad6e1l"><figcaption>Os mapas vislumbram a ocorrência de trovoadas no Norte e Centro, tanto na segunda como na terça-feira. No primeiro destes dias a atividade elétrica será mais contida e localizada, mas na terça-feira torna-se evidente que a área geográfica abrangida será substancialmente maior, refletindo-se um espalhamento da instabilidade atmosférica.</figcaption></figure><p>Embora as temperaturas elevadas sejam claramente um dos aspetos meteorológicos mais marcantes previstos para <strong>terça-feira, 21 de abril, nesse dia</strong> <strong>o calor anómalo dividirá o protagonismo do estado do tempo com a precipitação convectiva</strong>. </p><div class="texto-destacado">A possibilidade de instabilidade atmosférica numa vasta parte de Portugal continental na terça-feira, 21 de abril, especialmente durante a tarde, está agora a concentrar a atenção dos meteorologistas.</div><p>Os modelos de previsão insistem na provável ocorrência de <strong>aguaceiros localmente fortes, potencialmente acompanhados de trovoadas</strong>, não se descartando que por vezes surja queda de <strong>granizo</strong>. A precipitação poderá ser acompanhada por rajadas ocasionalmente intensas.</p><h2>Só na quarta-feira é que se prevê que as temperaturas baixem</h2><p>A partir de <strong>quarta-feira (22)</strong>, os mapas intuem uma mudança clara do padrão térmico. Depois do auge de calor alcançado na terça-feira (21), <strong>os termómetros deverão registar uma queda acentuada das temperaturas máximas</strong>, esperando-se uma descida muito expressiva das temperaturas máximas, sendo de <strong>quase 10 ºC nalguns locais</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/passarao-4-dias-ate-que-as-temperaturas-baixem-na-cidade-de-coimbra-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-tambem-em-perspetiva.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calor fora de época poderá intensificar-se: valores anómalos perduram até terça-feira, dia 21 de abril]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-fora-de-epoca-podera-intensificar-se-valores-anomalos-perduram-ate-terca-feira-dia-21-de-abril.html</link><pubDate>Sat, 18 Apr 2026 11:13:47 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal poderá continuar numa fase de calor anómalo já a partir de segunda-feira, 20 de abril, com temperaturas muito acima da média. No entanto, o aumento térmico poderá surgir acompanhado por instabilidade, chuva e trovoadas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5ub8k"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5ub8k.jpg" id="xa5ub8k"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Este sábado será marcado por temperaturas elevadas sobretudo no interior das regiões Centro, Vale do Tejo e Alentejo. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Em várias localidades, os valores poderão atingir os 30 °C, refletindo já um ambiente quase de verão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-fora-de-epoca-podera-intensificar-se-valores-anomalos-perduram-ate-terca-feira-dia-21-de-abril-1776506895507.png" data-image="nngeidqdp0fw" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Sábado com temperaturas elevadas no interior do Centro, Vale do Tejo e Alentejo, onde os valores poderão atingir os 30 °C, enquanto o litoral se mantém mais fresco devido à influência marítima.</figcaption></figure><p>No entanto,<strong> a influência do oceano Atlântico será determinante no litoral,</strong> onde as temperaturas se mantêm mais contidas, geralmente entre <strong>20 e 23 °C</strong>. Este contraste entre litoral e interior será uma das principais características do dia.</p><h2>Domingo (19): calor generaliza-se e UV sobe</h2><p>No domingo, o calor estende-se a praticamente todo o território, incluindo o Norte. Regiões como o Douro poderão registar temperaturas entre <strong>28 e 30 °C</strong>, num cenário pouco comum para abril.</p><p>Além disso, o <strong>índice UV será moderado a alto</strong> nas horas centrais do dia (entre as 12h e as 17h), exigindo cuidados com a exposição solar, antes de diminuir rapidamente ao final da tarde.</p><h2>Segunda-feira, a circulação atmosférica dinâmica reforça o calor</h2><p>A partir de segunda-feira, a circulação atmosférica torna-se mais dinâmica. Um centro de baixas pressões a sudoeste da Península Ibérica, próximo das latitudes da Madeira, irá favorecer a <strong>advecção de ar quente proveniente do norte de África</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-fora-de-epoca-podera-intensificar-se-valores-anomalos-perduram-ate-terca-feira-dia-21-de-abril-1776506982702.png" data-image="23yaateqaaa3" alt="Temperatura a 950 hPa" title="Temperatura a 950 hPa"><figcaption>Na segunda-feira, a circulação atmosférica torna-se mais dinâmica: uma depressão a sudoeste da Península ajuda a transportar ar quente de África para norte, mantendo temperaturas elevadas.</figcaption></figure><p>Este mecanismo permite não só manter o calor, como reforçá-lo no início da semana. Os valores previstos continuam elevados, com várias regiões a registarem temperaturas típicas de meses mais avançados da primavera ou até do verão.</p><p>O mapa de <strong>anomalia da temperatura</strong> mostra a diferença entre os valores previstos e a média climatológica para esta altura do ano. Quando falamos de <strong>anomalias positivas</strong>, significa que as temperaturas estão acima do normal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-fora-de-epoca-podera-intensificar-se-valores-anomalos-perduram-ate-terca-feira-dia-21-de-abril-1776507030789.png" data-image="bbqo9r1vjvjv" alt="Anomalia da Temperatura" title="Anomalia da Temperatura"><figcaption>O mapa de anomalia da temperatura mostra valores até 10 °C acima da média climatológica em várias regiões na segunda-feira, sinal claro de um episódio muito invulgar para abril.</figcaption></figure><p>Na segunda-feira, várias regiões de Portugal e Espanha poderão apresentar valores até <strong>10 °C acima da média</strong>, o que representa um cenário claramente anómalo para abril.</p><h2>Possível pico de calor poderá ocorrer terça-feira</h2><p>Na terça-feira, o calor poderá atingir o seu auge. Desta vez, os valores mais elevados concentram-se no litoral Norte e Centro. Cidades como o <strong>Porto, Coimbra e Leiria</strong> poderão atingir os <strong>30 °C</strong>, algo pouco habitual para estas regiões nesta altura do ano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-fora-de-epoca-podera-intensificar-se-valores-anomalos-perduram-ate-terca-feira-dia-21-de-abril-1776507043408.png" data-image="gdp4e16o5qtg" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Terça-feira poderá ser o dia mais quente, com 30 °C previstos em cidades como Porto, Coimbra e Leiria, enquanto o Algarve permanece relativamente mais moderado.</figcaption></figure><p>Em contraste, o sul, especialmente o Algarve, poderá registar temperaturas mais moderadas devido à maior influência marítima.</p><div class="texto-destacado"> Apesar das temperaturas elevadas previstas para terça-feira, <strong>o estado do tempo será marcado por instabilidade atmosférica. </strong>Os modelos apontam para a ocorrência de <strong>aguaceiros e trovoadas localmente intensas</strong>, sobretudo no Norte e Centro, podendo ser acompanhadas por rajadas de vento e precipitação pontualmente forte.</div><p>Este contraste entre calor significativo e convecção ativa resulta num cenário atmosférico mais dinâmico, com características quase <strong>tropicais</strong>, onde o ar quente e húmido favorece o desenvolvimento de células convectivas. </p><p><strong>A partir de quarta-feira, prevê-se uma mudança mais evidente no padrão térmico</strong>. Após o pico de calor registado na terça-feira, as temperaturas máximas deverão <strong>descer de forma acentuada</strong>, deixando de se observar valores próximos dos 30 °C.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764463" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/as-10-cidades-de-portugal-continental-que-irao-atingir-os-28-c-este-fim-de-semana.html" title="As 10 cidades de Portugal Continental que irão atingir os 28 ºC este fim de semana">As 10 cidades de Portugal Continental que irão atingir os 28 ºC este fim de semana</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/as-10-cidades-de-portugal-continental-que-irao-atingir-os-28-c-este-fim-de-semana.html" title="As 10 cidades de Portugal Continental que irão atingir os 28 ºC este fim de semana"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-10-cidades-de-portugal-continental-que-irao-atingir-os-28-c-este-fim-de-semana-1776441395886_320.png" alt="As 10 cidades de Portugal Continental que irão atingir os 28 ºC este fim de semana"></a></article></aside><p>Ainda assim, o ambiente continuará relativamente ameno para a época, com máximas geralmente <strong>abaixo dos 25 °C em Portugal continental</strong>, refletindo um regresso a condições mais típicas de primavera, mas sem frio significativo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-fora-de-epoca-podera-intensificar-se-valores-anomalos-perduram-ate-terca-feira-dia-21-de-abril.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Com as alterações climáticas, a duração da época dos incêndios nas latitudes mais elevadas será mais que o dobro ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/com-as-alteracoes-climaticas-a-duracao-da-epoca-dos-incendios-nas-latitudes-mais-elevadas-sera-mais-que-o-dobro.html</link><pubDate>Sat, 18 Apr 2026 08:43:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Com a intensificação da crise climática, a frequência e a magnitude dos incêndios florestais em todo o mundo estão a aumentar rapidamente, representando uma nova e alarmante ameaça à biodiversidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/com-as-alteracoes-climaticas-a-duracao-da-epoca-dos-incendios-nas-latitudes-mais-elevadas-sera-mais-que-o-dobro-1776357338879.jpg" data-image="k0nqjjmci77a" alt="Incêndios florestais" title="Incêndios florestais"><figcaption>O risco crescente de incêndios florestais, impulsionado pelas alterações climáticas antropogénicas, representa uma séria ameaça a um vasto leque de espécies em múltiplos continentes.</figcaption></figure><p>Um estudo liderado por investigadores da Universidade de Gotemburgo mostra que esta mudança está a aumentar a vulnerabilidade de milhares de plantas, animais e fungos.</p><h2>Expansão da área global ardida e duração da época dos incêndios florestais</h2><p>Com a subida das temperaturas globais, a incidência de incêndios florestais está a crescer em muitas regiões, o que se deve principalmente ao facto de <strong>as temperaturas médias serem mais elevadas e as mudanças nas condições climáticas estarem a secar o solo e a vegetação, tornando-os mais inflamáveis</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761855" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ano-de-2025-teve-a-epoca-de-incendios-florestais-mais-devastadora-de-que-ha-registo-portugal-registou-999-incendios.html" title="Ano de 2025 teve a época de incêndios florestais mais devastadora de que há registo. Portugal registou 999 incêndios">Ano de 2025 teve a época de incêndios florestais mais devastadora de que há registo. Portugal registou 999 incêndios</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ano-de-2025-teve-a-epoca-de-incendios-florestais-mais-devastadora-de-que-ha-registo-portugal-registou-999-incendios.html" title="Ano de 2025 teve a época de incêndios florestais mais devastadora de que há registo. Portugal registou 999 incêndios"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ano-de-2025-teve-a-epoca-de-incendios-florestais-mais-devastadora-de-que-ha-registo-portugal-teve-999-incendios-1775062493627_320.jpg" alt="Ano de 2025 teve a época de incêndios florestais mais devastadora de que há registo. Portugal registou 999 incêndios"></a></article></aside><p>O estudo publicado recentemente na revista Nature Climate Change utilizou o poder das simulações computacionais avançadas e agregou resultados de treze modelos climáticos distintos para produzir uma previsão robusta da dinâmica dos incêndios florestais ao longo deste século.</p><div class="texto-destacado">Ao integrar uma abordagem de aprendizagem automática com projeções climáticas estabelecidas, a equipa de investigação conseguiu estimar com precisão as alterações tanto na extensão de terra suscetível a incêndios florestais como na duração das épocas de incêndio sob diferentes cenários de emissão de gases com efeito de estufa.</div><p>Considerando um cenário moderado, em que as emissões não aumentam drasticamente nem são reduzidas até ao final deste século, <strong>este estudo mostra que os incêndios florestais podem ocorrer mais perto dos polos do que antes e em algumas áreas, a duração da época de incêndios pode mesmo duplicar</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A área global afetada pelos incêndios florestais pode aumentar cerca de 9,3% e as épocas de incêndio podem ser prolongadas em 22,8%.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A equipa de investigação avaliou, de seguida, como estas alterações afetam o risco para as espécies em todo o mundo, com base na Lista Vermelha da UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza).</p><div class="texto-destacado">A equipa analisou dados de 9.592 espécies conhecidas por serem suscetíveis aos impactos dos incêndios florestais, revelando que quase 84% destas espécies enfrentarão riscos acrescidos até ao final do século.</div><p>As espécies mais afetadas concentram-se na América do Sul, no Sul da Ásia e na Austrália, e uma grande proporção delas já está em perigo de extinção. Um aumento da frequência dos incêndios florestais pode levar algumas delas ainda mais perto da extinção.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/com-as-alteracoes-climaticas-a-duracao-da-epoca-dos-incendios-nas-latitudes-mais-elevadas-sera-mais-que-o-dobro-1776357563603.jpg" data-image="1mr4ntwzep4i" alt="África" title="África"><figcaption>Certas regiões de África poderão sofrer uma redução na extensão dos incêndios florestais no futuro.</figcaption></figure><p>Embora o risco de incêndios florestais esteja a aumentar em muitas partes do mundo<strong>, certas regiões de África poderão registar uma redução da área afetada pelos incêndios</strong> devido a um clima mais húmido no futuro. Este facto sublinha a complexidade e a heterogeneidade regional dos impactos climáticos nos regimes de incêndios.</p><h2>A ação climática pode reduzir o risco</h2><p>Esta abordagem feita neste estudo representa um avanço significativo na compreensão dos efeitos detalhados das alterações climáticas nos padrões de incêndios florestais e, por extensão, na vulnerabilidade da biodiversidade.</p><p>As conclusões do estudo fornecem uma projeção preocupante de como o aquecimento global contínuo pode agravar os riscos de incêndios florestais, <strong>incluindo o prolongamento das épocas de incêndio e a expansão das áreas queimadas para mais perto dos polos, impactando assim ecossistemas anteriormente considerados relativamente seguros contra incêndios</strong>.</p><p>A situação que se prevê, não só agrava as ameaças de incêndio existentes, como também introduz novos desafios para as espécies adaptadas a regimes de fogo específicos. Tal aumento pode levar a consequências ecológicas devastadoras, à medida que as espécies lutam para lidar com a exposição mais frequente e prolongada a perturbações causadas pelo fogo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/com-as-alteracoes-climaticas-a-duracao-da-epoca-dos-incendios-nas-latitudes-mais-elevadas-sera-mais-que-o-dobro-1776357715209.jpg" data-image="0kkukqu2dody" alt="Emissões" title="Emissões"><figcaption>A magnitude das alterações previstas vai depender fortemente do cenário de emissões.</figcaption></figure><p>No entanto, os autores também mostram que as medidas para limitar as emissões podem reduzir significativamente a ocorrência de incêndios florestais.</p><div class="texto-destacado">Comparativamente a um cenário de emissões elevadas, um futuro com emissões moderadas poderá reduzir o aumento da vulnerabilidade das espécies aos incêndios florestais em mais de 60%.</div><p>Esta descoberta reforça a importância crucial de ações climáticas agressivas não só para estabilizar as temperaturas globais, mas também para proteger a biodiversidade global das crescentes ameaças de incêndios.</p><p>Regiões como a Nova Zelândia, a América do Sul e as zonas próximas do Ártico seriam as mais beneficiadas com a redução das emissões.</p><p>As atuais estratégias de conservação para plantas e animais vulneráveis <strong>correm o risco de subestimar as ameaças futuras se não tiverem em conta perturbações como os incêndios florestais</strong>.</p><p><em><br></em></p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.researchgate.net/publication/403538404_Wildfire_risk_for_species_under_climate_change" target="_blank">“Climate change will increase wildfire exposure for nearly 10,000 species”</a>, Xiaoye Yang, Mark C. Urban et al.,</em> <em>Nature Climate Change, Published: 06 April 2026 </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/com-as-alteracoes-climaticas-a-duracao-da-epoca-dos-incendios-nas-latitudes-mais-elevadas-sera-mais-que-o-dobro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O declínio dos polinizadores: uma crise silenciosa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-declinio-dos-polinizadores-uma-crise-silenciosa.html</link><pubDate>Sat, 18 Apr 2026 07:35:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A ciência confirma que o desaparecimento dos insetos na primavera é uma realidade causada pelas mudanças climáticas e pelos pesticidas. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-declinio-dos-polinizadores-uma-crise-silenciosa-1776156301232.png" data-image="74ujxytz18ko"><figcaption>A polinização animal contribui anualmente com cerca de quinhentos e setenta mil milhões de dólares para a economia agrícola global atual.</figcaption></figure><p>A pergunta sobre se existem menos insetos polinizadores do que antigamente recebe uma resposta afirmativa e preocupante em ambas as fontes. A perceção comum de que "<strong>há menos bichos" na primavera é corroborada por dados científicos</strong>, fornecendo uma análise exaustiva da escala global deste problema.</p><h2>O estado atual e a importância económica </h2><p>A polinização animal é responsável por uma parte significativa da produção agrícola mundial, estimando-se que o valor económico anual das culturas que dependem de polinizadores varie entre<strong> 235 e 577 mil milhões de dólares</strong>. </p><div class="texto-destacado">No entanto, a biodiversidade está sob ameaça: cerca de 16% dos polinizadores vertebrados (como aves e morcegos) e uma percentagem ainda maior de invertebrados (como abelhas e borboletas) enfrentam o risco de extinção global.</div><p> Em algumas regiões, mais de 40% das espécies de polinizadores invertebrados locais estão ameaçadas. </p><h2>Causas do declínio </h2><p>As fontes convergem na identificação de múltiplos fatores que, combinados, criam um cenário hostil para os insetos: </p><ul><li><strong>Mudanças no uso do solo e perda de habitat</strong>: A agricultura intensiva e a urbanização fragmentam e destroem os habitats naturais, reduzindo a disponibilidade de alimento e locais de nidificação. </li></ul><ul><li><strong>Pesticidas e químicos</strong>: O uso de inseticidas, especialmente os neonicotinoides, é apontado como uma causa direta de mortalidade e de efeitos subletais que prejudicam o comportamento e a reprodução dos insetos. </li></ul><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-declinio-dos-polinizadores-uma-crise-silenciosa-1776156416473.png" data-image="l2u566y7lxzb"><figcaption>As alterações climáticas fazem as plantas florescerem cedo, mas os insetos podem não aparecer a tempo, causando um desajuste fatal.</figcaption></figure><ul><li><strong>Alterações climáticas</strong>: O aquecimento global provoca um desajuste fenológico; as plantas podem florescer mais cedo devido às temperaturas elevadas, mas os insetos podem não emergir ao mesmo tempo, quebrando o ciclo de polinização essencial para ambos. <br></li></ul><ul><li><strong>Espécies invasoras e doenças</strong>: O comércio global facilita a propagação de patógenos e de espécies exóticas que competem com os polinizadores nativos. </li></ul><h2>Impactos na segurança alimentar </h2><p>A perda de polinizadores não afeta apenas a natureza; <strong>atinge diretamente a dieta humana</strong>. </p><div class="texto-destacado">Mais de 75% das principais culturas alimentares do mundo dependem, em algum grau, da polinização animal. </div><p>Sem estes insetos, a produção de frutas, vegetais, frutos secos e culturas de alto valor (como o café e o cacau) sofreria quebras drásticas, <strong>comprometendo a segurança alimentar e a estabilidade económica </strong>de milhões de pequenos agricultores. </p><h2>Caminhos para a mitigação </h2><p>Ambas as fontes sugerem que a reversão deste cenário exige mudanças sistémicas: </p><ul><li><strong>Promoção de Agricultura Sustentável</strong>: Incentivar a diversidade de culturas e a gestão integrada de pragas para reduzir a dependência de pesticidas. </li><li><strong>Proteção de Infraestruturas Verdes</strong>: Criar "corredores" de flores silvestres em zonas agrícolas e urbanas para apoiar as populações de insetos. </li><li><strong>C</strong><strong>onhecimento Tradicional</strong>: A importância de integrar o conhecimento de comunidades indígenas e locais nas políticas de conservação. </li></ul><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="742021" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quanto-vale-o-trabalho-que-os-polinizadores-fazem-pela-agricultura-em-portugal.html" title="Quanto vale o trabalho que os polinizadores fazem pela agricultura em Portugal?">Quanto vale o trabalho que os polinizadores fazem pela agricultura em Portugal?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quanto-vale-o-trabalho-que-os-polinizadores-fazem-pela-agricultura-em-portugal.html" title="Quanto vale o trabalho que os polinizadores fazem pela agricultura em Portugal?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quanto-vale-o-trabalho-que-os-polinizadores-fazem-pela-agricultura-em-portugal-1764598004466_320.jpg" alt="Quanto vale o trabalho que os polinizadores fazem pela agricultura em Portugal?"></a></article></aside><p>O declínio dos polinizadores é uma realidade científica comprovada que ameaça o equilíbrio dos ecossistemas e a sobrevivência humana. A transição para <strong>práticas agrícolas mais amigas do ambiente e o combate urgente às alterações climáticas</strong> são passos imperativos para garantir que as primaveras do futuro não sejam silenciosas e desprovidas da biodiversidade que sustenta a vida na Terra.</p><p><em><br></em></p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><a href="https://greenefact.sapo.pt/fact-check/ha-menos-insetos-polinizadores-na-primavera-do-que-antigamente/"><em>https://greenefact.sapo.pt/fact-check/ha-menos-insetos-polinizadores-na-primavera-do-que-antigamente/</em></a></p><p><a href="https://greenefact.sapo.pt/fact-check/ha-menos-insetos-polinizadores-na-primavera-do-que-antigamente/"><em></em></a><em><a href="https://files.ipbes.net/ipbes-web-prod-public-files/downloads/pdf/ipbes_4_19_annex_ii_spm_pollination_en.pdf">https://files.ipbes.net/ipbes-web-prod-public-files/downloads/pdf/ipbes_4_19_annex_ii_spm_pollination_en.pdf</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-declinio-dos-polinizadores-uma-crise-silenciosa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Indústria da alimentação animal debate desafios e vulnerabilidades do setor em contexto de incerteza global]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/industria-da-alimentacao-animal-debate-desafios-e-vulnerabilidades-do-setor-em-contexto-de-incerteza-global.html</link><pubDate>Sat, 18 Apr 2026 06:21:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A Associação Portuguesa dos Industriais de Alimentos Compostos para Animais (IACA) organiza a 28 de abril a sua Reunião Geral da Indústria. O encontro acontece no momento em que a inflação nos produtos alimentares não transformados atinge os 6,4%, mais do dobro da inflação geral.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/industria-da-alimentacao-animal-debate-desafios-e-vulnerabilidades-do-setor-em-contexto-de-incerteza-global-1776446566306.jpg" data-image="vuw8gu8grhah" alt="Cavalo" title="Cavalo"><figcaption>O setor da alimentação animal impacta em cerca de 46.000 explorações especializadas e 35.000 mistas (agrícolas e pecuárias). O setor fatura anualmente cerca de 2,3 mil milhões de euros.</figcaption></figure><p>Santa Iria de Azoia acolhe no próximo <strong>dia 28 de abril o Encontro da Indústria da Alimentação Animal</strong>, promovido pela IACA.</p><p>A Associação propõe-se <strong>debater os desafios e as vulnerabilidades do setor dos alimentos para animais</strong> num contexto de incerteza global como o que vivemos por estes dias, com a crise no Médio Oriente, que impacta diretamente na economia global.</p><p>O evento vai reunir <strong>agentes da cadeia da alimentação animal e pecuária</strong>, assim como vários especialistas nacionais e internacionais.</p><p>O objetivo é analisar os <strong>impactos do atual contexto geopolítico, bem como as implicações do próximo Quadro Financeiro Plurianual da União Europeia</strong> para Portugal (2028-2024), com especial enfoque na Política Agrícola Comum (PAC).</p><p>A IACA refere que <strong>vivemos hoje numa realidade que inclui “diversas tensões</strong>”. Daí que esta reunião dos industriais, que inclui o debate com vários especialistas, tenha justamente como tema “<strong>Desafios e Vulnerabilidades da Indústria em tempos de incerteza</strong>”.</p><h2>Tempestades geram 20 milhões de prejuízo</h2><p>A Associação fala dos prejuízos provocados pelo comboio de tempestades que afetou Portugal, com <strong>danos estimados em cerca de 500 milhões de euros na agricultura e 20 milhões de euros só nas empresas de alimentos compostos</strong> para animais.</p><div class="texto-destacado">O <strong>conflito no Médio Oriente, por seu lado, tem provocado em Portugal um “agravamento mensal de custos </strong>de produção estimados nos 9 a 10 milhões de euros para o setor da alimentação animal”. A somar a tudo isto, há ainda o<strong> impacto da nova lei europeia de combate à desflorestação e degradação florestal</strong> (EUDR), que, no entender da IACA e dos seus dirigentes, “<strong>pode refletir-se num aumento de 30 a 70 euros por tonelada na carne de suíno</strong> e entre 7,5 e 25 euros na carne de aves”.</div><p>A edição deste ano do Encontro da Indústria da Alimentação Animal também promete <strong>analisar os processos de simplificação regulatória</strong> e para a criação de valor no setor agroalimentar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/industria-da-alimentacao-animal-debate-desafios-e-vulnerabilidades-do-setor-em-contexto-de-incerteza-global-1776446780608.jpg" data-image="c9pqyn6amuid" alt="Porcos" title="Porcos"><figcaption>O comboio de tempestades em Portugal gerou danos estimados em cerca de 500 milhões de euros na agricultura e 20 milhões de euros só nas empresas de alimentos para animais.</figcaption></figure><p>O setor da alimentação animal tem um <strong>impacto direto em cerca de 46.000 explorações especializadas e 35.000 mistas </strong>(atividade agrícola e pecuária). </p><p>O setor gera, anualmente, um <strong>volume de negócios de 2,3 mil milhões de euros</strong>, o que representa 12,5% do volume de negócios da agroindústria.</p><p>As empresas de produção de alimentos compostos para animais empregam, atualmente, <strong>3.500 trabalhadores, 4% do volume de emprego do setor agroalimentar</strong>.</p><h2>Vulnerabilidades da indústria </h2><p>O programa do evento conta com um <strong>conjunto diversificado de oradores de referência, incluindo, logo na sessão de abertura, Romão Braz</strong>, presidente da IACA, e Susana Pombo, diretora-geral da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV).</p><p>Após a abertura, a agenda do evento conta com <strong>Eduardo Diniz, diretor-geral do Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral </strong>(GPP) do Ministério da Agricultura, para abordar o contexto geopolítico e as perspetivas financeiras da União Europeia.</p><p>Também participam Ana Cláudia Coelho, diretora de sustentabilidade da PwC, para uma intervenção sobre sustentabilidade enquanto eixo estratégico de valor; <strong>Lola Herrera, diretora regional da USSEC, que apresentará as tendências do mercado da soja e de outras matérias-primas</strong>; José Manuel Costa, da DGAV, com uma análise às obrigações decorrentes do Regulamento EUDR, e Pedro Cordero, presidente da Federação dos Fabricantes Europeus de Alimentos para Animais (FEFAC), que reflete sobre os principais desafios e <strong>vulnerabilidades da indústria da alimentação animal</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="689504" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ha-147-mil-pessoas-a-trabalhar-na-agricultura-pecuaria-caca-silvicultura-e-pesca-em-portugal.html" title="Há 147 mil pessoas a trabalhar na agricultura, pecuária, caça, silvicultura e pesca em Portugal">Há 147 mil pessoas a trabalhar na agricultura, pecuária, caça, silvicultura e pesca em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ha-147-mil-pessoas-a-trabalhar-na-agricultura-pecuaria-caca-silvicultura-e-pesca-em-portugal.html" title="Há 147 mil pessoas a trabalhar na agricultura, pecuária, caça, silvicultura e pesca em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ha-147-mil-pessoas-a-trabalhar-na-agricultura-pecuaria-caca-silvicultura-e-pesca-em-portugal-1735304371422_320.jpg" alt="Há 147 mil pessoas a trabalhar na agricultura, pecuária, caça, silvicultura e pesca em Portugal"></a></article></aside><p>Romão Braz e Pedro Cordero juntam-se, ainda, a Miguel Costa, presidente da <strong>Associação Nacional de Armazenistas, Comerciantes e Importadores de Cereais e Oleaginosas </strong>(ACICO) e a Helena Sanches, <strong>diretora-geral de Economia</strong>, numa mesa-redonda que promove o debate estratégico sobre o futuro do setor e sobre os impactos na cadeia de abastecimento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/industria-da-alimentacao-animal-debate-desafios-e-vulnerabilidades-do-setor-em-contexto-de-incerteza-global-1776446922032.jpg" data-image="tb9fvf6dyog4" alt="Alimentos para animais" title="Alimentos para animais"><figcaption>A Associação Portuguesa dos Industriais dos Alimentos Compostos para Animais (IACA) integra 55 associados - empresas de alimentos compostos para animais, pré-misturas e aditivos.</figcaption></figure><p>Dirigida a todos os operadores da cadeia da alimentação animal e pecuária, a Reunião Geral da Indústria de 2026 quer afirmar-se como “<strong>um espaço privilegiado de reflexão, partilha de conhecimento e <em>networking</em></strong>, contribuindo para antecipar desafios e identificar oportunidades num setor cada vez mais exposto a dinâmicas globais complexas”.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Romão Braz, presidente da IACA, não tem dúvidas de que “o setor agroalimentar, em geral, e as empresas de alimentação animal, em particular, são resilientes. No contexto atual, a reunião dos agentes deste setor é um momento fulcral para percebermos como vamos ultrapassar as tensões que lhe estão associadas”.<br>Em paralelo, as empresas de alimentação animal terão sempre em mente que “o objetivo, além de ultrapassar os desafios do atual contexto, é prosperar”. E, para Romão Braz, “prosperar significa produzir melhor, com menos custos e mais qualidade”, significando ainda “acesso dos portugueses a alimentação de qualidade ao menor custo possível.”<br><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Por sua vez, <strong>Jaime Piçarra, secretário-geral da IACA, deixa um sublinhado: “Talvez estejamos perante uma das mais relevantes reuniões</strong> gerais da Indústria. Os desafios são inúmeros e os caminhos para os ultrapassar ainda não são claros”.</p><p>E tudo isto “numa altura em que iniciamos a <strong>discussão do futuro da pecuária na União Europeia</strong> e estamos fortemente preocupados com os temas da segurança alimentar e da autonomia estratégica”, explica Jaime Piçarra.</p><h2> 2,3 mil milhões de euros de negócios</h2><p>A Associação Portuguesa dos Industriais dos Alimentos Compostos para Animais (<strong>IACA) integra 55 associados - empresas de alimentos compostos para animais, pré-misturas e aditivos</strong> –, representando 80% da produção nacional de alimentos compostos para animais e a totalidade das pré-misturas de produção nacional.</p><p>Os principais <strong>destinos da produção desta indústria são a alimentação para animais de estimação e para as explorações pecuárias</strong>. Para estas últimas, que representam 4.000 milhões de euros e 33% da economia agrícola nacional, a alimentação animal constitui o principal fator de produção.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/industria-da-alimentacao-animal-debate-desafios-e-vulnerabilidades-do-setor-em-contexto-de-incerteza-global.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O projeto pioneiro para salvar o paraíso tropical do Havai dos microplásticos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-projeto-pioneiro-para-salvar-o-paraiso-tropical-do-havai-dos-microplasticos.html</link><pubDate>Sat, 18 Apr 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O Havai, uma bela ilha do Pacífico, está ameaçado pela invasão de microplásticos no seu mar, mas um estudo recente apresentou uma solução ecossustentável para preservar a sua biodiversidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-progetto-pionieristico-per-salvare-il-paradiso-tropicale-della-hawaii-dalle-microplastiche-1775810229090.jpg" data-image="cksginxbx2dq" alt="Havaí" title="Havaí"><figcaption>As Ilhas Havaianas são um paraíso natural, mas também uma das áreas mais vulneráveis à poluição por microplásticos.</figcaption></figure><p>O <strong>Havai</strong>, arquipélago vulcânico com praias paradisíacas e vegetação exuberante, também <strong>está a tornar-se pioneiro na reciclagem de plástico</strong>.</p><p>O lixo doméstico, redes de pesca abandonadas e todos os tipos de plástico que poluem o mar representam um problema sério que ameaça um ecossistema precioso e delicado.</p><p>Por isso, uma equipa de investigação do Centro de Pesquisa de Detritos Marinhos (<a href="https://www.hpu.edu/cncs/cmdr/" target="_blank">CMDR</a>) da Universidade do Pacífico do Havai (HPU) está a aprimorar um <strong>projeto engenhoso que permite a reutilização de resíduos plásticos</strong>.</p><h2>Um paraíso ameaçado</h2><p>Os<strong> aterros sanitários do Havai estão sobrecarregados há anos</strong>, e o transporte e descarte de resíduos acarretam um enorme custo económico e ambiental.</p><p>A localização das ilhas em relação às correntes marítimas não ajuda, pois elas atuam como uma espécie de ponto de recolha natural para os resíduos transportados pelo oceano. Os danos ambientais são incalculáveis, já que todos os animais marinhos acabam por ingerir plástico.</p><div class="texto-destacado">A solução encontrada foi transformar plásticos em produtos de infraestrutura duráveis, como o asfalto para pavimentação de estradas.</div><p>O <strong>esforço económico para manter as praias limpas</strong> (e também para preservar o turismo) não é insignificante e <strong>está a tornar-se insustentável</strong>.</p><h2>Materiais de ponta para a saúde ambiental</h2><p>A ideia de<strong> transformar resíduos em material de construção</strong> é brilhante, visto que as estradas do Havai já são quase inteiramente pavimentadas com <strong>asfalto modificado por polímeros (PMA)</strong>, que oferece excelente elasticidade, durabilidade e impermeabilidade.</p><p>Num clima húmido como o do Havai, estas características tornam-no <strong>superior ao asfalto convencional</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/parque-vulcanico-mais-fascinante-do-planeta-fica-no-havai-o-que-voce-precisa-saber-antes-de-visita-lo.html" title="O parque vulcânico mais fascinante do planeta fica no Havai: o que precisa de saber antes de visitá-lo">O parque vulcânico mais fascinante do planeta fica no Havai: o que precisa de saber antes de visitá-lo</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/parque-vulcanico-mais-fascinante-do-planeta-fica-no-havai-o-que-voce-precisa-saber-antes-de-visita-lo.html" title="O parque vulcânico mais fascinante do planeta fica no Havai: o que precisa de saber antes de visitá-lo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-parque-volcanico-mas-fascinante-del-planeta-esta-en-hawaii-todo-lo-que-necesitas-saber-antes-de-visitarlo-1774433409848_320.jpeg" alt="O parque vulcânico mais fascinante do planeta fica no Havai: o que precisa de saber antes de visitá-lo"></a></article></aside><p>A equipa do CMDR, liderada pela química ambiental e diretora do CMDR Jennifer Lynch, estudou formas de combinar <strong>sustentabilidade</strong> com necessidades quotidianas, <strong>enriquecendo o asfalto com plásticos reciclados em vez de polímeros</strong>.</p><p>"Algumas pessoas acham que a reciclagem de plástico é uma farsa, que não funciona, que é muito complicada. Este trabalho demonstra que <strong>a reciclagem pode funcionar quando a sociedade prioriza a sustentabilidade</strong>", comentou Jennifer.</p><blockquote> </blockquote><h2>Do mar às ruas de Oahu</h2><p>Para criar o novo asfalto, foram recuperadas<strong> redes de pesca antigas</strong> e abandonadas, <strong>equipamentos de pesca e diversos resíduos plásticos</strong>, totalizando aproximadamente oitenta e quatro toneladas, oferecendo também um incentivo aos pescadores que limpam o mar desses detritos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-progetto-pionieristico-per-salvare-il-paradiso-tropicale-della-hawaii-dalle-microplastiche-1775811086706.jpg" data-image="556af8x0uhss"><figcaption>Os animais marinhos estão entre as principais vítimas da poluição marinha.</figcaption></figure><p>Em seguida, resíduos que contêm polietileno, um material comum encontrado em embalagens de leite, foram selecionados e utilizados para criar o asfalto usado na <strong>pavimentação de algumas estradas na ilha de Oahu</strong>.</p><p>Algumas estradas foram cobertas com asfalto modificado com polietileno obtido a partir de resíduos reciclados, outras com polietileno obtido de redes de pesca. Em todos os casos, <strong>as medições produziram resultados surpreendentes</strong>.</p><h2>Uma experiência bem-sucedida</h2><p><strong>A experiência durou onze meses</strong>, durante os quais as estradas da ilha foram submetidas ao uso diário normal. Posteriormente, instrumentação de ponta permitiu recolher e analisar a poeira formada em cada trecho de estrada examinado, bem como amostras de água da chuva, ar e solo circundante para monitorizar a presença de partículas de microplástico.</p><p>O rigor destas medições está entre os principais diferenciais em comparação com experiências semelhantes realizadas no passado, e o resultado foi que a quantidade de microplásticos permaneceu praticamente inalterada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-anunciam-um-plastico-para-solucionar-o-crescente-problema-da-poluicao-por-microplasticos.html" title="Cientistas anunciam um plástico para solucionar o crescente problema da poluição por microplásticos">Cientistas anunciam um plástico para solucionar o crescente problema da poluição por microplásticos</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-anunciam-um-plastico-para-solucionar-o-crescente-problema-da-poluicao-por-microplasticos.html" title="Cientistas anunciam um plástico para solucionar o crescente problema da poluição por microplásticos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/scientists-announce-a-plastic-to-solve-the-growing-microplastic-problem-1767206926908_320.jpg" alt="Cientistas anunciam um plástico para solucionar o crescente problema da poluição por microplásticos"></a></article></aside><p>Tanto o PMA quanto o novo asfalto apresentam <strong>desempenho semelhante do ponto de vista ambiental</strong>.</p><p>Outra descoberta interessante é que <strong>a quantidade de microplásticos produzida pelo asfalto é significativamente menor do que a libertada pelos pneus</strong>.</p><p>No momento, os dois materiais também parecem ser mecanicamente equivalentes, mas uma avaliação completa da sua durabilidade ainda levará algum tempo.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.sciencenews.org/article/hawaii-plastic-pollution-recycle-roads">Hawaii is turning ocean plastic into roads to fight pollution</a>. 08 de abril, 2026. <em>Sara Novak.</em></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-projeto-pioneiro-para-salvar-o-paraiso-tropical-do-havai-dos-microplasticos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item></channel></rss>