<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Tue, 20 Oct 2026 21:20:16 +0000</lastBuildDate><pubDate>Tue, 20 Oct 2026 21:20:16 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Projeto dá aos agricultores até 48 horas para salvar as colheitas do sal que invade o Tejo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/projeto-da-aos-agricultores-ate-48-horas-para-salvar-as-colheitas-do-sal-que-invade-o-tejo.html</link><pubDate>Tue, 20 Oct 2026 14:07:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Investigadores e produtores unem esforços para antecipar a chegada de água imprópria para rega numa das mais importantes zonas agrícolas do país.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/projeto-da-aos-agricultores-ate-48-horas-para-salvar-as-colheitas-do-sal-que-invade-o-tejo-1792499521697.jpg" data-image="8vlh3xz74pdk" alt="Grande Lezíria, Vila Franca de Xira" title="Grande Lezíria, Vila Franca de Xira"><figcaption>A proximidade ao estuário do Tejo faz da Lezíria Grande de Vila Franca de Xira uma das zonas agrícolas mais expostas a episódios de intrusão salina em Portugal. Foto: Município de V.F.Xira</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>O rio corre largo junto aos campos da <strong>Grande Lezíria de Vila Franca de Xira</strong>, alimentando uma das maiores áreas agrícolas de Portugal. Em determinados dias, porém, a água que chega aos canais de rega traz consigo níveis de salinidade que destroem as colheitas e podem comprometer meses de trabalho. </p><p>Os agricultores desta vasta planície agrícola passaram, nos últimos anos, a conviver com <strong>episódios cada vez mais frequentes de intrusão salina</strong>, um fenómeno que ocorre quando a água do mar avança pelo estuário e penetra em zonas habitualmente dominadas por água doce. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Níveis elevados de salinidade podem forçar a interrupção da rega, afetando severamente as culturas mais sensíveis.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Um novo projeto pretende agora transformar a antecipação na principal linha de defesa. Chama-se <strong>“Tagus for Future – Water + Soil”</strong> e visa desenvolver modelos capazes de prever a evolução destes episódios com 24 a 48 horas de antecedência, dando aos agricultores tempo para se prepararem antes de a situação se tornar irreversível.</p><h2>O sal que sobe o rio</h2><p>A Associação de Beneficiários da Lezíria Grande de Vila Franca de Xira gere cerca de 13.400 hectares de terrenos agrícolas, num <strong>território vulnerável à influência das marés</strong>. A proximidade do estuário do Tejo torna a região uma das mais expostas à água salgada.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os registos da associação mostram que houve episódios severos em 2005 e 2012, mas o que antes surgia de forma esporádica passou a repetir-se com maior frequência. De dois em dois anos ou de três em três anos, os agricultores voltam a enfrentar níveis de salinidade que condicionam fortemente a rega.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A mudança tem implicações diretas na produção agrícola. Culturas de elevado valor económico, como o <strong>tomate </strong>para a indústria, o <strong>arroz </strong>e o <strong>milho</strong>, dependem de um fornecimento regular de água. Quando os episódios se prolongam, podem ocorrer quebras drásticas na produtividade e, nos casos mais extremos, a perda total das colheitas.</p><h2>Prever hoje para decidir amanhã</h2><p>É justamente para reduzir esse risco que nasceu o projeto “<strong>Tagus for Future – Water + Soil</strong>”, liderado pela associação agrícola, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e a parceria técnico-científica do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O intuito passa, fundamentalmente, por prever a chegada de um episódio de elevada salinidade, dando maior margem aos agricultores para proteger as suas explorações.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p> Se houver um alerta com um ou dois dias de antecedência, poderá ser feita uma <strong>rega </strong><span style="margin: 0px; padding: 0px;"><strong>preventiva </strong>antes</span> da interrupção da captação. A associação poderá também reorganizar a distribuição da água disponível, fasear os consumos entre diferentes utilizadores e emitir avisos por SMS.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/projeto-da-aos-agricultores-ate-48-horas-para-salvar-as-colheitas-do-sal-que-invade-o-tejo-1792500474179.jpg" data-image="t0hedclp4nfx" alt="Grande Lezíria, Vila Franca de Xira" title="Grande Lezíria, Vila Franca de Xira"><figcaption>O projeto “Tagus for Future – Water + Soil” pretende antecipar a evolução da salinidade no estuário, ajudando os agricultores a proteger culturas como o tomate, o arroz e o milho. Foto: Município de V.F.Xira</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>O objetivo não é travar a intrusão salina, mas ganhar tempo para gerir os seus efeitos. Essa <strong>capacidade de antecipação</strong> pode representar a diferença entre uma situação controlável e perdas económicas significativas, sobretudo num momento em que estes episódios tendem a tornar-se mais frequentes.</p><h2>A ciência procura respostas no fundo do estuário</h2><p>Para prever melhor o comportamento do sal, os investigadores precisam, antes de tudo, compreender melhor o próprio rio. Uma das componentes centrais do projeto consiste em realizar um <strong>levantamento batimétrico do leito do Tejo</strong>. O trabalho permitirá atualizar o conhecimento sobre a profundidade e a morfologia do estuário, informações essenciais para aperfeiçoar os modelos de simulação desenvolvidos pelo LNEC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793722" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-arrozais-que-alimentam-o-pais-sao-tambem-um-dos-ultimos-refugios-para-as-aves-aquaticas.html" title="Os arrozais que alimentam o país são também um dos últimos refúgios para as aves aquáticas">Os arrozais que alimentam o país são também um dos últimos refúgios para as aves aquáticas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-arrozais-que-alimentam-o-pais-sao-tambem-um-dos-ultimos-refugios-para-as-aves-aquaticas.html" title="Os arrozais que alimentam o país são também um dos últimos refúgios para as aves aquáticas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-arrozais-que-alimentam-o-pais-sao-tambem-um-dos-ultimos-refugios-para-as-aves-aquaticas-1792155588964_320.jpg" alt="Os arrozais que alimentam o país são também um dos últimos refúgios para as aves aquáticas"></a></article></aside><p>As alterações no fundo do rio influenciam diretamente as correntes, a circulação da água e o avanço da maré. Fenómenos como o <strong>assoreamento</strong>, eventuais <strong>dragagens</strong>, a <strong>subida do nível do mar</strong> ou períodos prolongados de <strong>seca</strong> podem alterar a forma como a água salgada penetra no estuário. Ao integrar estes fatores nos modelos científicos, a equipa espera produzir <strong>previsões mais fiáveis</strong> e compreender melhor a evolução futura do fenómeno.</p><h2>Uma solução com potencial para ir além do Tejo</h2><p>O projeto tira ainda partido da experiência dos agricultores da região. Um dos <strong>períodos mais difíceis</strong> ocorreu durante a grande <strong>seca de 2012</strong>, quando praticamente todo o território continental foi classificado nas categorias mais graves de seca. A elevada salinidade condicionou, nessa altura, a captação de água na Grande Lezíria durante vários dias.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Desde então, a associação reforçou a monitorização do estuário e criou uma captação alternativa para aumentar a resiliência do sistema. Ainda assim, a crescente complexidade do problema exige novas ferramentas de gestão.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Com duração prevista de cerca de um ano e meio e um investimento próximo de 100 mil euros, o “Tagus for Future – Water + Soil” procura transformar dados e conhecimento científico em decisões práticas no terreno.</p><p>A ambição, contudo, vai além da Lezíria de Vila Franca de Xira. Os promotores acreditam que os <strong>modelos desenvolvidos</strong> poderão ser <strong>aplicados noutras regiões agrícolas</strong> vulneráveis à intrusão salina, como os estuários do <strong>Mondego</strong>, do <strong>Sado </strong>ou do <strong>Guadiana</strong>, e até no vale do <strong>Guadalquivir</strong>, na comunidade de Andaluzia, em Espanha.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/projeto-da-aos-agricultores-ate-48-horas-para-salvar-as-colheitas-do-sal-que-invade-o-tejo-1792500770062.jpg" data-image="na453o748aac" alt="Grande Lezíria" title="Grande Lezíria"><figcaption>Importante área agrícola, a Lezíria Grande é também um santuário de biodiversidade na Zona de Proteção Especial do Estuário do Tejo. Foto: Município de V.F.Xira</figcaption></figure><p>À superfície, o <strong>Tejo</strong> mantém a aparência de sempre. Mas, sob a influência das marés, o <strong>equilíbrio entre a água doce e a salgada está a mudar</strong>. Numa região onde a intrusão salina já é encarada como um fenómeno que veio para ficar, ganhar alguns dias de antecedência pode ser a única defesa dos agricultores contra o avanço do mar.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Jornal%20Not%C3%ADcias%20do%20Sorraia" data-year="" data-title="Avan%C3%A7o%20da%20%C3%A1gua%20salgada%20no%20Tejo%20amea%C3%A7a%20produ%C3%A7%C3%A3o%20agr%C3%ADcola%20na%20Lez%C3%ADria%20de%20Vila%20Franca%20de%20Xira" data-url="https%3A%2F%2Fnoticiasdosorraia.sapo.pt%2Favanco-da-agua-salgada-no-tejo-ameaca-producao-agricola-na-leziria-de-vila-franca-de-xira%2F%23google_vignette">Jornal Notícias do Sorraia. <a href="https://noticiasdosorraia.sapo.pt/avanco-da-agua-salgada-no-tejo-ameaca-producao-agricola-na-leziria-de-vila-franca-de-xira/#google_vignette" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Avanço da água salgada no Tejo ameaça produção agrícola na Lezíria de Vila Franca de Xira</a>.</cite><br><cite data-author="Funda%C3%A7%C3%A3o%20Calouste%20Gulbenkian" data-year="" data-title="Gulbenkian%20%C3%81gua" data-url="https%3A%2F%2Fgulbenkian.pt%2Fen%2Finitiatives%2Fsustainable-development-programme%2Fgulbenkian-agua%2F">Fundação Calouste Gulbenkian. <a href="https://gulbenkian.pt/en/initiatives/sustainable-development-programme/gulbenkian-agua/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Gulbenkian Água</a>.</cite><br><cite data-author="Tridge" data-year="" data-title="Innovative%20Project%20Tackles%20Increasing%20Saltwater%20Intrusion%20Threatening%20Irrigation%20in%20Portugal%E2%80%99s%20Tagus%20Estuary" data-url="https%3A%2F%2Finsights.tridge.com%2Fspeaker-product-news-reports%2FKJLyFXpzJzgKuB1Gqsm5QUKHGgR43AVdqLYPDDLMGtUruKwsfLoC4xcj">Tridge. <a href="https://insights.tridge.com/speaker-product-news-reports/KJLyFXpzJzgKuB1Gqsm5QUKHGgR43AVdqLYPDDLMGtUruKwsfLoC4xcj" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Innovative Project Tackles Increasing Saltwater Intrusion Threatening Irrigation in Portugal’s Tagus Estuary</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/projeto-da-aos-agricultores-ate-48-horas-para-salvar-as-colheitas-do-sal-que-invade-o-tejo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O Atlântico já produz depressões sucessivas, mas o anticiclone protege Portugal: onde e quando poderá chover até dia 23]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-atlantico-ja-produz-depressoes-sucessivas-mas-o-anticiclone-protege-portugal-onde-e-quando-podera-chover-ate-dia.html</link><pubDate>Tue, 20 Oct 2026 13:10:13 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O Atlântico está cada vez mais ativo, mas um anticiclone continua a proteger parcialmente Portugal. Até ao final da semana, duas frentes frias conseguirão alcançar o território, embora a chuva prevista continue pouco significativa para outubro.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbpv27q"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbpv27q.jpg" id="xbpv27q"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O Atlântico começa a mostrar uma dinâmica cada vez mais típica do outono, com <strong>sucessivas depressões a circularem a norte do nosso País</strong>. No entanto, Portugal continua parcialmente protegido por um anticiclone robusto, que desvia os principais centros depressionários para latitudes mais elevadas. Ainda assim, algumas frentes associadas conseguirão alcançar o território, trazendo períodos de chuva, sobretudo ao Norte.</p><h2>Primeira frente chega esta noite, mas com pouca chuva</h2><p>Na transição desta terça para <strong>quarta-feira, dia 21</strong>, uma primeira frente fria deverá alcançar o Noroeste português. Esta encontra-se associada a um sistema depressionário cujo núcleo circulará bastante longe de Portugal, em direção às Ilhas Britânicas e ao norte da Europa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-atlantico-ja-produz-depressoes-sucessivas-mas-o-anticiclone-protege-portugal-onde-e-quando-podera-chover-ate-dia-1792500449479.jpg" data-image="0z1qwnh9s7xb" alt="Situação sinótica" title="Situação sinótica"><figcaption>O anticiclone mantém-se robusto a oeste de Portugal e desvia as depressões para norte. Ainda assim, uma frente fria conseguirá alcançar o Noroeste durante a madrugada de quarta-feira.</figcaption></figure><p>Ao mesmo tempo, um <strong>anticiclone robusto mantém-se a oeste da Península Ibérica, com o seu núcleo nas proximidades dos Açores</strong>. A sua posição é determinante para compreender o cenário previsto. A circulação anticiclónica dificulta a progressão das depressões diretamente para Portugal e favorece o seu desvio para norte.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Por este motivo, será essencialmente a extremidade da frente fria que conseguirá alcançar o território continental, já com <strong>pouco conteúdo precipitável</strong>. A chuva deverá concentrar-se sobretudo no extremo Norte e Noroeste, afetando particularmente os distritos de <strong>Viana do Castelo e Braga</strong>, podendo também chegar a alguns pontos de Vila Real.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-atlantico-ja-produz-depressoes-sucessivas-mas-o-anticiclone-protege-portugal-onde-e-quando-podera-chover-ate-dia-1792500520478.jpg" data-image="zcy2lh0h3lqd" alt="Precipitação acumulada" title="Precipitação acumulada"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-17875">A primeira frente deverá deixar muito pouca chuva: os acumulados deverão ficar, em geral, abaixo dos 3 mm nas zonas mais afetadas do extremo Norte e Noroeste.</figcaption></figure><p>Os acumulados serão bastante modestos, segundo o modelo ECMWF, deverão ficar, em geral, <strong>abaixo dos 3 mm</strong> durante esta passagem frontal. Trata-se, portanto, de um episódio bastante fraco quando comparado com aquilo que pode ocorrer no Norte de Portugal nesta altura do ano.</p><h2>Quinta-feira, dia 22 uma nova depressão aproxima-se mais de Portugal</h2><p>Depois da primeira frente, as atenções viram-se rapidamente para uma <strong>nova depressão atlântica</strong>, prevista para quinta-feira, dia 22. Desta vez, o sistema depressionário deverá aproximar-se mais da Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-atlantico-ja-produz-depressoes-sucessivas-mas-o-anticiclone-protege-portugal-onde-e-quando-podera-chover-ate-dia-1792500559849.jpg" data-image="f4fckxbwlaht" alt="Situação sinótica" title="Situação sinótica"><figcaption>Uma nova depressão aproxima-se mais da Península Ibérica na quinta-feira, mas o anticiclone continua a condicionar a sua trajetória, impedindo uma aproximação direta a Portugal.</figcaption></figure><p>Contudo, o anticiclone volta a desempenhar um papel importante, embora se reorganize no Atlântico, <strong>não desaparece nem perde totalmente a sua capacidade de bloqueio</strong>, contribuindo novamente para que o núcleo da depressão seja encaminhado para norte, posteriormente em direção a França.</p><p>Portugal ficará, mais uma vez, na periferia do sistema. Ainda assim, a maior proximidade desta depressão permitirá que a frente associada chegue ao território com <strong>mais humidade e precipitação do que a anterior</strong>, embora as quantidades previstas continuem pouco expressivas para um episódio frontal de outubro.</p><h2>A segunda frente poderá avançar mais para sul</h2><p>Segundo as atuais projeções, a chuva deverá começar a alcançar o <strong>Noroeste português ao final da tarde ou início da noite de quinta-feira</strong>, aproximadamente a partir das 20 horas. Ao contrário da primeira frente, esta terá maior capacidade para progredir pelo território. Durante a noite de quinta e a madrugada de sexta-feira, a faixa de precipitação deverá avançar gradualmente <strong>de noroeste para sudeste</strong>, atravessando parte das regiões Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-atlantico-ja-produz-depressoes-sucessivas-mas-o-anticiclone-protege-portugal-onde-e-quando-podera-chover-ate-dia-1792500652872.jpg" data-image="8v21zwejxvm5" alt="Precipitação" title="Precipitação"><figcaption>Durante a madrugada e manhã de sexta-feira, a frente deverá avançar de noroeste para sudeste, já mais enfraquecida, podendo ainda deixar alguma chuva residual junto à região de Lisboa.</figcaption></figure><p>Já durante a manhã de sexta-feira, alguma precipitação residual poderá mesmo conseguir chegar à <strong>região de Lisboa</strong>, embora bastante mais fraca e fragmentada.Este cenário mostra uma mudança importante no Atlântico. <strong>A</strong><strong>s depressões estão a tornar-se mais frequentes e as frentes começam a aproximar-se de Portugal</strong>. Porém, ainda não existe uma configuração favorável à chegada direta de sistemas depressionários robustos ao nosso país.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794263" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/pico-de-ar-polar-em-portugal-esta-quinta-feira-guarda-viseu-e-outras-6-capitais-de-distrito-vao-estar-abaixo-dos-8-c.html" title="Pico de ar polar em Portugal esta quinta-feira: Guarda, Viseu e outras 6 capitais de distrito vão estar abaixo dos 8 ºC">Pico de ar polar em Portugal esta quinta-feira: Guarda, Viseu e outras 6 capitais de distrito vão estar abaixo dos 8 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/pico-de-ar-polar-em-portugal-esta-quinta-feira-guarda-viseu-e-outras-6-capitais-de-distrito-vao-estar-abaixo-dos-8-c.html" title="Pico de ar polar em Portugal esta quinta-feira: Guarda, Viseu e outras 6 capitais de distrito vão estar abaixo dos 8 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pico-de-ar-polar-em-portugal-esta-quinta-feira-guarda-viseu-e-outras-6-capitais-de-distrito-vao-estar-abaixo-dos-8-c-1792490031445_320.png" alt="Pico de ar polar em Portugal esta quinta-feira: Guarda, Viseu e outras 6 capitais de distrito vão estar abaixo dos 8 ºC"></a></article></aside><p>Por enquanto, o anticiclone continua a funcionar como uma espécie de <strong>barreira parcial</strong>, deixando passar algumas frentes, mas desviando para norte os sistemas mais ativos. Assim, teremos chuva, mas ainda longe dos episódios generalizados e abundantes que o Atlântico pode proporcionar em pleno outono.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-atlantico-ja-produz-depressoes-sucessivas-mas-o-anticiclone-protege-portugal-onde-e-quando-podera-chover-ate-dia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Pico de ar polar em Portugal esta quinta-feira: Guarda, Viseu e outras 6 capitais de distrito vão estar abaixo dos 8 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/pico-de-ar-polar-em-portugal-esta-quinta-feira-guarda-viseu-e-outras-6-capitais-de-distrito-vao-estar-abaixo-dos-8-c.html</link><pubDate>Tue, 20 Oct 2026 10:56:42 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A influência do ar polar já se sente em vários distritos de Portugal Continental, especialmente durante as manhãs e as noites. Quinta-feira deverá registar a manhã mais fria da semana.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbptdnu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbptdnu.jpg" id="xbptdnu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Ainda que a massa de ar de origem polar possa estar mais próxima do norte de Portugal continental ao longo do dia de quarta-feira, é expectável que a <strong>madrugada e manhã de quinta-feira registe os valores mais baixos da semana</strong> em várias capitais de distrito.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Com isto, apenas três capitais distritais deverão registar temperatura mínima igual ou acima dos 10 ºC: Viana do Castelo, Lisboa e Faro. Todas as restantes contarão com valores inferiores e<strong> oito delas deverão registar temperaturas entre os 5 ºC e os 7 ºC</strong>.</p><h2>Guarda e Bragança deverão ser as capitais de distrito mais frias, com mínima prevista de 5 ºC</h2><p>Como é habitual quando o frio chega, <strong>o interior Norte e Centro tem tendência a arrefecer mais face ao litoral devido à influência continental,</strong> enquanto o litoral se mantém mais ameno devido à influência marítima. Com isto, é geralmente nesta zona do país que as temperaturas mais baixas costumam ser registadas, também pela altitude e outros fatores associados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pico-de-ar-polar-em-portugal-esta-quinta-feira-guarda-viseu-e-outras-6-capitais-de-distrito-vao-estar-abaixo-dos-8-c-1792489701486.jpg" data-image="mxsu0tjcbl9i" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Na manhã de quinta-feira, oito capitais de distrito, concentradas especialmente no Norte e Centro, deverão registar temperaturas abaixo dos 8 ºC.</figcaption></figure><p>Este episódio de descida das temperaturas, ainda que seja sentido na maior parte do país, terá, portanto, um impacto mais evidente no interior, onde, como já mencionamos, <strong>a cidade da Guarda deverá registar 5 ºC na manhã de quinta-feira, assim como a cidade de Bragança</strong>, devendo estas serem as mais frias do país.</p><h2>Mais 6 capitais de distrito registarão valores inferiores a 8 ºC na mesma manhã</h2><p><strong>Vila Real, Viseu, Coimbra, Leiria, Castelo Branco e Évora </strong>serão as capitais que também ficarão abaixo dos 8 ºC, pelas 8h da manhã de quinta-feira. Coimbra e Viseu deverão registar 6 ºC, enquanto as restantes deverão chegar aos 7 ºC. Braga, Santarém e Beja poderão registar 8 ºC, enquanto Porto e Aveiro poderão chegar aos 9 ºC, no mesmo período do dia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794201" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quarta-e-quinta-feira-onde-estarao-as-temperaturas-mais-baixas-em-portugal-ecmwf-preve-apenas-5-c-em-algumas-regioes.html" title="Quarta e quinta-feira: onde estarão as temperaturas mais baixas em Portugal? ECMWF prevê apenas 5 ºC em algumas regiões">Quarta e quinta-feira: onde estarão as temperaturas mais baixas em Portugal? ECMWF prevê apenas 5 ºC em algumas regiões</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quarta-e-quinta-feira-onde-estarao-as-temperaturas-mais-baixas-em-portugal-ecmwf-preve-apenas-5-c-em-algumas-regioes.html" title="Quarta e quinta-feira: onde estarão as temperaturas mais baixas em Portugal? ECMWF prevê apenas 5 ºC em algumas regiões"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quarta-e-quinta-feira-onde-estarao-as-temperaturas-mais-baixas-em-portugal-ecmwf-preve-apenas-5-c-em-algumas-regioes-1792443835566_320.jpg" alt="Quarta e quinta-feira: onde estarão as temperaturas mais baixas em Portugal? ECMWF prevê apenas 5 ºC em algumas regiões"></a></article></aside><p>Com esta previsão, os nossos mapas de anomalia térmica indicam que exatamente no mesmo período, <strong>todo o continente estará coberto por valores abaixo da média</strong>, entre os 3 ºC e os 6 ºC, sendo que Aveiro, Lisboa e Évora podem ser as capitais distritais com as anomalias mais acentuadas. No litoral alentejano estes valores podem ir até 8 ºC abaixo do expectável. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/pico-de-ar-polar-em-portugal-esta-quinta-feira-guarda-viseu-e-outras-6-capitais-de-distrito-vao-estar-abaixo-dos-8-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A Torre Eiffel cresce no verão e encolhe no inverno: as curiosidades do monumento que reage às estações do ano]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-torre-eiffel-cresce-no-verao-e-encolhe-no-inverno-as-curiosidades-do-monumento-que-reage-as-estacoes-do-ano.html</link><pubDate>Tue, 20 Oct 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O calor dilata o ferro da Torre Eiffel, e o frio provoca o efeito contrário. As variações explicam também porque é que a sua parte superior se desloca com o Sol.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-torre-eiffel-crece-en-verano-y-se-encoge-en-invierno-1792402798824.jpeg" data-image="j6vyccrrd2di" alt="Torre Eiffel" title="Torre Eiffel"><figcaption>A Torre Eiffel aumenta alguns milímetros de altura durante os meses quentes e perde esse comprimento quando as temperaturas descem.</figcaption></figure><p>A imagem de Paris está ligada a uma construção metálica que, desde o final do século XIX, faz parte da identidade da capital francesa: a Torre Eiffel. A sua estrutura guarda uma particularidade que passa despercebida a quem a visita: as <strong>variações meteorológicas alteram ligeiramente as suas dimensões e a sua posição</strong>.</p><p>O comportamento da torre responde às propriedades físicas do ferro, mas também às decisões dos engenheiros que projetaram os seus suportes. A sua <strong>construção exigiu precisão na montagem de milhares de peças e um estudo das forças</strong> que poderiam afetar a estabilidade do conjunto.</p><h2>Torre Eiffel: a origem de uma construção de 300 metros</h2><p>A história da Torre Eiffel começou com os preparativos para a Exposição Universal de 1889. A proposta inicial previa a construção, no Campo de Marte, de uma estrutura de ferro com 300 metros de altura, assente numa base quadrada de 125 metros de lado. <strong>Das 107 ideias apresentadas, foi selecionado o projeto associado ao empresário Gustave Eiffel</strong> e aos engenheiros Maurice Koechlin e Émile Nouguier, juntamente com o arquiteto Stephen Sauvestre.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/xgJ0z3DOkQE/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=xgJ0z3DOkQE" id="xgJ0z3DOkQE"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>No verão de 1884, Koechlin e Nouguier desenharam uma <strong>torre formada por quatro pilares unidos por vigas treliçadas</strong>. A sua intenção era atingir 300 metros de altura. A 18 de setembro desse ano, Eiffel patenteou uma configuração destinada à construção de suportes e pilares metálicos capazes de ultrapassar os 300 metros.</p><p>A <strong>proposta inicial necessitou de alterações para convencer aqueles que desconfiavam do seu aspeto</strong>. Sauvestre sugeriu revestir as bases com pedra, incorporar arcos monumentais e criar grandes espaços envidraçados. Embora <strong>parte destes elementos tenha desaparecido durante a revisão do projeto</strong>, os arcos permaneceram. As obras começaram a 1 de julho de 1887 e terminaram 22 meses depois, após o fabrico de <strong>18.000 peças </strong>em Levallois-Perret, com margens de erro inferiores a um décimo de milímetro.</p><h2>Porque é que a Torre Eiffel cresce no verão e perde altura no inverno</h2><p>O <strong>ferro pudelado utilizado na estrutura reage às variações de temperatura através de um processo físico conhecido por dilatação térmica</strong>. Quando o calor aumenta, o material tem o seu volume ligeiramente ampliado, podendo a torre ganhar alguns milímetros. Durante os meses frios, a contração reduz estas dimensões, pelo que o monumento perde parte do comprimento adquirido.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-torre-eiffel-crece-en-verano-y-se-encoge-en-invierno-1792402829368.jpeg" data-image="88g6ngjqgey1" alt="Torre Eiffel" title="Torre Eiffel"><figcaption>A Torre Eiffel pode desviar-se, chegando a descrever um percurso de 15 centímetros de diâmetro na sua extremidade superior, devido ao aquecimento desigual das suas quatro faces.</figcaption></figure><p>Estas modificações fazem parte do comportamento habitual das estruturas metálicas e <strong>não representam um problema para a estabilidade da construção</strong>. A sua magnitude é tão pequena que se torna impercetível para as pessoas que percorrem as suas plataformas ou contemplam o monumento a partir do exterior. A diferença entre as temperaturas do verão e do inverno explica, portanto, porque é que a sua altura não se mantém exatamente a mesma durante todo o ano.</p><p>O calor também afeta de forma desigual os quatro lados da torre. Quando o Sol incide diretamente sobre uma das suas faces, essa parte aquece, enquanto as outras três se mantêm relativamente mais frias. A <strong>distribuição desigual da temperatura provoca uma ligeira inclinação para o lado oposto ao Sol</strong>, que se altera à medida que o dia avança.</p><h2>A Torre Eiffel também se desloca devido ao efeito do Sol e do vento</h2><p>Num dia de sol, o topo da Torre Eiffel pode descrever uma <strong>trajetória aproximadamente circular com cerca de 15 centímetros de diâmetro</strong>. Este movimento deve-se à mudança de posição do Sol e às diferenças térmicas entre os lados da estrutura. Isto não significa que o monumento perca estabilidade, nem que haja deterioração dos seus elementos metálicos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-torre-eiffel-crece-en-verano-y-se-encoge-en-invierno-1792402883411.jpeg" data-image="gdq8qqowih0s" alt="Torre Eiffel" title="Torre Eiffel"><figcaption>O vento pode fazer com que a Torre Eiffel oscile ligeiramente. Se as rajadas ultrapassarem os limites de segurança, o topo ou todo o monumento podem ser encerrados.</figcaption></figure><p>O vento produz outro tipo de movimento. <strong>Rajadas fortes podem fazer vibrar a estrutura ou provocar uma ligeira oscilação</strong> — uma resposta que foi tida em conta durante o seu projeto. A experiência dos engenheiros da empresa Eiffel na construção de viadutos metálicos contribuiu para a definição de formas e bordos curvos, visando a <strong>redução da resistência ao vento</strong>. A geometria da torre responde assim às condições meteorológicas que esta necessita de suportar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793817" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/antonio-guterres-secretario-geral-das-nacoes-unidas-aproximamo-nos-cada-vez-mais-de-um-mundo-inabitavel.html" title="António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas: 'aproximamo-nos cada vez mais de um mundo inabitável'">António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas: "aproximamo-nos cada vez mais de um mundo inabitável"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/antonio-guterres-secretario-geral-das-nacoes-unidas-aproximamo-nos-cada-vez-mais-de-um-mundo-inabitavel.html" title="António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas: 'aproximamo-nos cada vez mais de um mundo inabitável'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/antonio-guterres-secretario-general-de-naciones-unidas-nos-acercamos-cada-vez-mas-a-un-mundo-inhabitable-1792191204372_320.jpg" alt="António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas: 'aproximamo-nos cada vez mais de um mundo inabitável'"></a></article></aside><p>As restrições de acesso dependem, no entanto, da intensidade das rajadas e do risco para as pessoas.<strong> Se o vento ultrapassar os limites estabelecidos por segurança, a administração pode encerrar a parte superior ou suspender as visitas a todo o monumento</strong>. Estas medidas permitem controlar a exposição do público e da equipa a condições adversas, enquanto a estrutura continua submetida às variações físicas inerentes ao ferro.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-torre-eiffel-cresce-no-verao-e-encolhe-no-inverno-as-curiosidades-do-monumento-que-reage-as-estacoes-do-ano.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tendências de 20 a 31 de outubro em Portugal: poucos dias de chuva, frio matinal e depois, temperaturas acima da média]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-de-20-a-31-de-outubro-em-portugal-poucos-dias-de-chuva-frio-matinal-e-depois-temperaturas-acima-da-media.html</link><pubDate>Tue, 20 Oct 2026 09:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os últimos dias de outubro prometem várias mudanças no estado do tempo em Portugal. O ECMWF prevê manhãs frias, sucessivas passagens frontais e vários episódios de chuva, embora os acumulados possam continuar abaixo do normal para esta altura do ano.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbppocq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbppocq.jpg" id="xbppocq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><br>A segunda metade de outubro promete alguma variabilidade meteorológica em Portugal continental. As previsões do ECMWF apontam para <strong>madrugadas particularmente frescas nos próximos dias e várias passagens frontais</strong>, embora, para já, sem sinal de episódios de precipitação muito expressivos. Na última semana do mês, a incerteza aumenta mas a tendência será de aumento das temperaturas.</p><h2>Madrugadas frias marcam o início da semana</h2><p>Esta terça-feira, dia 20, começou com temperaturas bastante baixas em algumas regiões do Norte e Centro, sobretudo no Nordeste Transmontano e nas zonas de maior altitude, como a Serra da Estrela e o Parque Nacional da Peneda-Gerês. Localmente, os <strong>termómetros desceram para valores inferiores a 5 ºC</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Na madrugada de quarta-feira (21) prevê-se uma ligeira subida das mínimas em algumas destas regiões, embora o ambiente continue fresco. Será, contudo, <strong>na quinta-feira (22) que o frio matinal deverá adquirir uma distribuição mais generalizada</strong>, estendendo-se também ao Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-de-20-a-31-de-outubro-em-portugal-poucos-dias-de-chuva-frio-matinal-e-depois-temperaturas-acima-da-media-1792451845986.jpg" data-image="fdc9xi5n8e02" alt="Temperatura matinal" title="Temperatura matinal"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-426775">O frio matinal deverá ganhar expressão na quinta-feira, com valores próximos ou inferiores a 5 ºC em algumas zonas do interior Norte e Centro e temperaturas mais baixastambém a Sul.</figcaption></figure><p>O ECMWF prevê valores próximos dos 5 ºC em Bragança e Guarda, 6 ºC em Viseu, 7 ºC em Braga, Coimbra e Évora e cerca de 8 ºC em Beja. Lisboa deverá apresentar valores bastante mais amenos, próximos dos 13 ºC.</p><p>Neste período, praticamente todo o território surge com <strong>anomalias térmicas negativas</strong>, localmente entre 4 e 6 ºC. Isto não significa temperaturas abaixo de zero: uma anomalia negativa indica simplesmente que os valores previstos estão abaixo da média climatológica para a época.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-de-20-a-31-de-outubro-em-portugal-poucos-dias-de-chuva-frio-matinal-e-depois-temperaturas-acima-da-media-1792451884224.jpg" data-image="b6bfu1kceed4" alt="Anomalia da temperatura pelas 7h da manhã" title="Anomalia da temperatura pelas 7h da manhã"><figcaption>As temperaturas da manhã de quinta-feira poderão ficar vários graus abaixo da média em praticamente todo o território, traduzindo-se numa anomalia térmica negativa bastante generalizada.</figcaption></figure><p>As máximas terão um comportamento diferente. Até cerca de dia 25, não são esperados desvios tão significativos durante as horas de maior aquecimento, mantendo-se os valores geralmente mais próximos do normal para outubro.</p><h2>Primeira frente chega na madrugada de quarta-feira, mas com pouca chuva</h2><p>Em termos de precipitação, o primeiro episódio deverá ocorrer já nas primeiras horas de quarta-feira, dia 21. Uma <strong>frente fria atlântica associada a uma depressão centrada muito longe de Portugal, nas proximidades das Ilhas Britânicas</strong>, alcançará o Noroeste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-de-20-a-31-de-outubro-em-portugal-poucos-dias-de-chuva-frio-matinal-e-depois-temperaturas-acima-da-media-1792451922791.jpg" data-image="dp1ehwk978di" alt="Frente atlântica" title="Frente atlântica"> <figcaption>Uma frente fria atlântica deverá alcançar Portugal na quarta-feira (21), mas já com pouca atividade. A chuva deverá concentrar-se sobretudo no Norte e em alguns pontos do litoral Centro.</figcaption></figure><p>No entanto, a frente chegará bastante enfraquecida e com pouco conteúdo precipitável. A chuva deverá afetar sobretudo <strong>Viana do Castelo, Braga e Vila Real</strong>, podendo alcançar pontualmente alguns setores dos distritos de Aveiro, Coimbra e Leiria. <strong>Não se espera, portanto, uma passagem chuvosa generalizada pelo país.</strong></p><h2>Nova frente entre quinta e sexta-feira</h2><p>A segunda oportunidade para chover surgirá entre a noite de quinta-feira, dia 22, e a madrugada de sexta-feira, dia 23. O padrão será semelhante, uma nova frente atlântica, também associada a uma depressão afastada de Portugal, deverá alcançar sobretudo o Noroeste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-de-20-a-31-de-outubro-em-portugal-poucos-dias-de-chuva-frio-matinal-e-depois-temperaturas-acima-da-media-1792452002315.jpg" data-image="h6npwnbfehb4" alt="Precipitação" title="Precipitação"><figcaption>Uma nova frente atlântica deverá aproximar-se na noite de quinta para sexta-feira, podendo deixar chuva mais significativa no Minho. Ainda assim, não se prevê um episódio de precipitação generalizada.</figcaption></figure><p>Desta vez, a precipitação poderá apresentar-se <strong>localmente moderada em Viana do Castelo e Braga</strong>, embora a localização e intensidade ainda possam sofrer alterações. Mais uma vez, o Sul deverá ficar praticamente à margem deste episódio.</p><h2>Dia 25 poderá trazer uma terceira passagem de chuva</h2><p>O ECMWF identifica uma <strong>terceira oportunidade para precipitação no domingo, dia 25</strong>. Neste caso, a chuva poderá voltar a entrar pelo Norte de forma mais organizada, avançando posteriormente para outras regiões e podendo chegar à região de Lisboa.</p><p>A partir desta data, contudo, entramos num horizonte de previsão em que a incerteza cresce significativamente. Entre <strong>26 e 31 de outubro</strong>, os modelos mantêm sinais de instabilidade e de novas oportunidades para precipitação, mas ainda é prematuro determinar os dias, regiões e quantidades envolvidas.</p><h2>Vários dias com chuva não significam um final de outubro mais chuvoso que o normal</h2><p> Há aqui uma distinção importante. Apesar das sucessivas oportunidades para chover, <strong>as frentes previstas são relativamente fracas e os acumulados não deverão ser particularmente elevados</strong>. O mapa de anomalias semanais do ECMWF mostra precisamente este cenário: entre 19 e 26 de outubro, grande parte de Portugal continental apresenta uma anomalia negativa de precipitação. <strong>Isto significa que, apesar de chover em vários dias, o total semanal deverá ficar abaixo da média climatológica.</strong> </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-de-20-a-31-de-outubro-em-portugal-poucos-dias-de-chuva-frio-matinal-e-depois-temperaturas-acima-da-media-1792452231240.jpg" data-image="ejiws7giejmb" alt="Anomalia semanal da precipitação" title="Anomalia semanal da precipitação"><figcaption>Apesar das várias oportunidades para chover, o ECMWF prevê uma anomalia semanal negativa de precipitação em Portugal. Ou seja, no conjunto da semana, deverá chover menos do que o habitual para esta altura do ano.</figcaption></figure><p>Também nas temperaturas haverá uma mudança de tendência: entre <strong>19 e 26 de outubro</strong>, a média semanal deverá ficar abaixo do normal em todo o território. Na semana seguinte, porém, o sinal inverte-se, com as projeções a favorecerem <strong>anomalias térmicas positivas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794114" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-maximas-nao-deverao-ultrapassar-os-20-c-em-grande-parte-do-pais-e-ha-chuva-a-vista.html" title="Tempo em Portugal esta semana: máximas não deverão ultrapassar os 20 ºC em grande parte do país e há chuva à vista">Tempo em Portugal esta semana: máximas não deverão ultrapassar os 20 ºC em grande parte do país e há chuva à vista</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-maximas-nao-deverao-ultrapassar-os-20-c-em-grande-parte-do-pais-e-ha-chuva-a-vista.html" title="Tempo em Portugal esta semana: máximas não deverão ultrapassar os 20 ºC em grande parte do país e há chuva à vista"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-esta-semana-maximas-nao-deverao-ultrapassar-os-20-c-em-grande-parte-do-pais-e-ha-chuva-a-vista-1792403654075_320.png" alt="Tempo em Portugal esta semana: máximas não deverão ultrapassar os 20 ºC em grande parte do país e há chuva à vista"></a></article></aside><p>Assim, Portugal poderá terminar outubro com um padrão mais dinâmico e várias oportunidades para chuva, mas isso não significa, pelo menos para já, um período particularmente chuvoso.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-de-20-a-31-de-outubro-em-portugal-poucos-dias-de-chuva-frio-matinal-e-depois-temperaturas-acima-da-media.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O plástico e os corais estão a fundir-se na costa japonesa para criar uma nova forma de poluição]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-plastico-e-os-corais-estao-se-fundindo-na-costa-japonesa-para-criar-uma-nova-forma-de-poluicao.html</link><pubDate>Tue, 20 Oct 2026 08:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Na ilha japonesa de Okinawa, famosa pelos seus recifes de coral, os cientistas descobriram corais mortos aos quais se aderiu, de forma permanente, o plástico doméstico derretido. Estes chamados "corais de plástico" poderiam representar uma ameaça a longo prazo para os frágeis habitats dos recifes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/plastikorallen-plastik-und-korallen-verschmelzen-an-japanischen-kusten-zu-einer-neuen-form-der-umweltverschmutzung-1791983112309.png" alt="coral" title="coral"><figcaption>O coral morto encontra-se visivelmente fundido ao plástico. Aqui vemos um caso de "plástico-coral" descoberto na praia de Sosu, em Okinawa. Imagem: Ilechukwu et al., 2026</figcaption></figure><p>Investigadores descobriram partículas de cores vibrantes entre fragmentos de coral claro nas praias de Okinawa.<strong> O que inicialmente parecia ser lixo plástico comum revelou-se</strong>, após um exame mais detalhado, <strong>uma combinação incomum de plástico e esqueletos de coral natural</strong>. Este material foi batizado de "Plasticorals", que significa "corais de plástico".</p><div class="texto-destacado">A primeira autora, Dra. Ifenna Ilechukwu, e o autor principal, Prof. James D. Reimer, introduziram o termo "Plasticorals" num estudo publicado a 4 de setembro de 2026 na revista <em>Marine Pollution Bulletin</em>.</div><p>Uma equipa de investigação do Instituto de Ciência e Tecnologia de Okinawa (OIST) e da Universidade de Ryukyu, também em Okinawa,<strong> examinou as amostras utilizando técnicas microscópicas e espectroscópicas</strong>. Isto confirmou que polímeros fundidos de plásticos domésticos comuns tinham penetrado nos poros finos do coral morto. O plástico e o coral já não podiam ser separados.</p><h2>Um testemunho da era dos plásticos</h2><p>Em teoria, tudo poderia estar relacionado a fogueiras na praia. As <strong>altas temperaturas podem derreter resíduos plásticos e permitir que o material penetre nos restos de coral poroso</strong>. Portanto, uma possível fonte poderia ser o lixo queimado sem cuidado. No entanto, a origem de todas as peças examinadas ainda não está clara.</p><p>Os plastiglomerados são misturas de plástico e materiais naturais que se fundem ao serem aquecidos. As esferas de plástico representam um tipo especial deles, uma vez que o material sintético se une diretamente aos esqueletos de coral.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/plastikorallen-plastik-und-korallen-verschmelzen-an-japanischen-kusten-zu-einer-neuen-form-der-umweltverschmutzung-1791983104723.png" alt="plastico" title="plastico"><figcaption>Esta esfera de plástico foi recolhida na praia de Ibu. Imagem: Ilechukwu et al., 2026</figcaption></figure><p>Os locais situam-se no norte de Okinawa, incluindo praias dentro do Parque Nacional Yanbaru, uma área protegida. <strong>Estas descobertas demonstram a extensão do impacto da atividade humana nas estruturas naturais</strong>.</p><p>Desde a década de 1950, a produção de plástico aumentou drasticamente em todo o mundo. Investigadores já debatem se os depósitos de plástico serão detetáveis em estratos geológicos, essencialmente como evidência da atividade humana.<strong> Para designar esta época, já foi cunhado o termo "plastilina"</strong>.</p><h2>Riscos para ecossistemas de recifes sensíveis</h2><p>O coral triturado desempenha funções importantes no oceano: proporciona aos corais jovens <strong>uma superfície estável para crescer e cria cavidades protetoras para peixes pequenos e outros organismos marinhos</strong>. Se o coral de plástico for devolvido à água, isto poderia introduzir mais poluição plástica em habitats já afetados pelas alterações climáticas ou pela atividade humana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/plastikorallen-plastik-und-korallen-verschmelzen-an-japanischen-kusten-zu-einer-neuen-form-der-umweltverschmutzung-1791983123419.png" alt="plasticoral" title="plasticoral"><figcaption>Outro exemplar de “plasticoral” coletado na praia de Sosu. Imagem: Ilechukwu et al., 2026</figcaption></figure><p>As consequências específicas disto ainda não são totalmente compreendidas. No entanto, <strong>estudos anteriores demonstram que substâncias químicas libertadas por certos plásticos podem afetar a reprodução dos corais</strong>. Além disso, partículas de plástico também podem transportar patógenos e transmiti-los através da cadeia alimentar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/analise-de-corais-nos-galapagos-alerta-para-a-intensificacao-do-el-nino-nao-so-este-ano-mas-tambem-no-futuro.html" title="Análise de corais nos Galápagos alerta para a intensificação do El Niño, não só este ano, mas também no futuro">Análise de corais nos Galápagos alerta para a intensificação do El Niño, não só este ano, mas também no futuro</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/analise-de-corais-nos-galapagos-alerta-para-a-intensificacao-do-el-nino-nao-so-este-ano-mas-tambem-no-futuro.html" title="Análise de corais nos Galápagos alerta para a intensificação do El Niño, não só este ano, mas também no futuro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/analise-de-corais-nos-galapagos-alerta-para-a-intensificacao-do-el-nino-nao-so-este-ano-mas-tambem-no-futuro-1791387844895_320.jpg" alt="Análise de corais nos Galápagos alerta para a intensificação do El Niño, não só este ano, mas também no futuro"></a></article></aside><p>São necessários mais estudos para determinar se os orangotangos de plástico realmente libertam estes contaminantes nos recifes e quais <strong>organismos correm maior risco como consequência</strong>. No entanto, esta descoberta deixa claro que <strong>a poluição por plástico não se limita a resíduos soltos</strong>: esta pode aderir permanentemente aos habitats naturais e alterar sua função ecológica.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Ilechukwu%2C%20I.%2C%20Stoeltje%2C%20M.%2C%20Conn%2C%20E.%2C%20et%20al" data-year="2026" data-title="Introducing%20plasticoral%3A%20A%20biogenic%E2%80%93plastic%20agglutinate%20as%20an%20emerging%20indicator%20of%20the%20Plasticene%20in%20Okinawa%20reef%20environments.%20Marine%20Pollution%20Bulletin" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1016%2Fj.marpolbul.2026.120310">Ilechukwu, I., Stoeltje, M., Conn, E., et al. (2026). <a href="https://doi.org/10.1016/j.marpolbul.2026.120310" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Introducing plasticoral: A biogenic–plastic agglutinate as an emerging indicator of the Plasticene in Okinawa reef environments. Marine Pollution Bulletin</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-plastico-e-os-corais-estao-se-fundindo-na-costa-japonesa-para-criar-uma-nova-forma-de-poluicao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quarta e quinta-feira: onde estarão as temperaturas mais baixas em Portugal? ECMWF prevê apenas 5 ºC em algumas regiões]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quarta-e-quinta-feira-onde-estarao-as-temperaturas-mais-baixas-em-portugal-ecmwf-preve-apenas-5-c-em-algumas-regioes.html</link><pubDate>Tue, 20 Oct 2026 07:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O frio deverá fazer-se sentir nas manhãs de quarta e quinta-feira, com destaque para o interior Norte e Centro. O ECMWF prevê temperaturas próximas dos 5 ºC em algumas localidades.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbpow2i"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbpow2i.jpg" id="xbpow2i"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As manhãs de <strong>quarta-feira, dia 21, e quinta-feira, dia 22 de outubro</strong>, deverão ser marcadas por temperaturas relativamente baixas em várias regiões de Portugal continental. No entanto, o<strong> frio não se fará sentir com a mesma intensidade em todo o território</strong>, sendo esperadas diferenças significativas entre o litoral, o interior e as regiões Norte e Sul.</p><p>De acordo com os mapas do <strong>modelo europeu (ECMWF)</strong>, a quinta-feira poderá apresentar os valores mais baixos dos dois dias analisados, particularmente no interior Norte e Centro. Em algumas localidades, os termómetros poderão aproximar-se dos <strong>5 ºC durante as primeiras horas da manhã</strong>, antes de uma recuperação das temperaturas ao longo da tarde.</p><h2>Quarta-feira começa fresca: onde estarão os valores mais baixos?</h2><p>Na manhã de quarta-feira, dia 21, as temperaturas deverão apresentar diferenças consideráveis entre as várias regiões de Portugal continental.</p><p>Segundo o ECMWF, pelas 7h, a <strong>Guarda poderá registar cerca de 9 ºC</strong>, enquanto Braga deverá apresentar aproximadamente 10 ºC. Em localidades como Vila Real, Viseu, Évora e Beja, os termómetros poderão rondar os <strong>11 ºC</strong>.</p><p>No litoral, os valores previstos serão ligeiramente superiores em algumas cidades. O <strong>Porto poderá apresentar 12 ºC</strong>, enquanto Aveiro e Coimbra deverão registar aproximadamente 13 ºC. Mais a sul, Lisboa poderá alcançar os 16 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quarta-e-quinta-feira-onde-estarao-as-temperaturas-mais-baixas-em-portugal-ecmwf-preve-apenas-5-c-em-algumas-regioes-1792443507178.jpg" data-image="ypai3lqlo8ut" alt="Interior Norte e Centro entre as regiões mais frescas na manhã de quarta-feira" title="Interior Norte e Centro entre as regiões mais frescas na manhã de quarta-feira"><figcaption>O ECMWF prevê temperaturas próximas dos 9 ºC na Guarda e dos 10 ºC em Braga, enquanto Lisboa poderá registar cerca de 16 ºC às 7h de quarta-feira.</figcaption></figure><p>Estas diferenças evidenciam um <strong>contraste térmico entre algumas regiões do interior e do litoral</strong>, embora a distribuição das temperaturas não dependa exclusivamente da proximidade ao oceano.</p><p>A altitude, as características do relevo e as condições atmosféricas locais também influenciam os valores registados à superfície. Por esse motivo, <strong>localidades relativamente próximas podem apresentar temperaturas diferentes</strong> durante a mesma madrugada ou manhã.</p><h2>Durante a tarde de quarta-feira, as temperaturas deverão recuperar</h2><p>Depois de uma manhã relativamente fresca, a previsão aponta para uma <strong>subida das temperaturas ao longo de quarta-feira</strong>, sobretudo em algumas regiões do Centro e Sul.</p><p>Pelas 16h, o ECMWF projeta valores próximos dos <strong>14 ºC na Guarda</strong>, enquanto Braga e Porto poderão apresentar cerca de 17 ºC e 16 ºC, respetivamente. Em Coimbra e Viseu, as temperaturas deverão rondar os <strong>18 ºC</strong>, podendo atingir aproximadamente 20 ºC em Santarém e Castelo Branco. Mais a sul, Lisboa e Évora poderão alcançar os <strong>21 ºC</strong>, enquanto Beja poderá registar cerca de 22 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quarta-e-quinta-feira-onde-estarao-as-temperaturas-mais-baixas-em-portugal-ecmwf-preve-apenas-5-c-em-algumas-regioes-1792443730887.jpg" data-image="50cxnwjah4eu" alt="Temperaturas sobem durante a tarde de quarta-feira, sobretudo no Centro e Sul" title="Temperaturas sobem durante a tarde de quarta-feira, sobretudo no Centro e Sul"><figcaption>O modelo europeu prevê temperaturas próximas dos 21 ºC em Lisboa e Évora e dos 22 ºC em Beja, enquanto a Guarda poderá apresentar cerca de 14 ºC às 16h.</figcaption></figure><p>Esta evolução demonstra como as temperaturas podem variar consideravelmente entre a manhã e a tarde, mesmo num período relativamente curto.</p><p>Na Guarda, por exemplo, os valores apresentados pelo modelo passam de <strong>9 ºC às 7h para 14 ºC às 16h</strong>, uma diferença de aproximadamente 5 ºC. Em Évora, a diferença entre os mesmos horários poderá alcançar os 10 ºC.</p><h2>Quinta-feira poderá trazer a manhã mais fria dos dois dias</h2><p>A <strong>manhã de quinta-feira, dia 22</strong>, deverá constituir o principal destaque da previsão, com temperaturas inferiores às apresentadas para a manhã anterior em várias regiões.</p><p>Segundo os mapas do ECMWF, pelas 6h, a <strong>Guarda poderá registar apenas 5 ºC</strong>, destacando-se entre as localidades com os valores mais baixos apresentados.Em Viseu, os termómetros poderão indicar cerca de <strong>6 ºC</strong>, enquanto Braga, Vila Real, Coimbra e Évora deverão apresentar valores próximos dos <strong>8 ºC</strong>. No Porto e em Beja, as temperaturas poderão rondar os 9 ºC. Já Lisboa deverá apresentar um ambiente menos frio, com aproximadamente <strong>13 ºC</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quarta-e-quinta-feira-onde-estarao-as-temperaturas-mais-baixas-em-portugal-ecmwf-preve-apenas-5-c-em-algumas-regioes-1792443835566.jpg" data-image="9aq5xwrvzf1a" alt="Guarda poderá registar apenas 5 ºC na manhã de quinta-feira" title="Guarda poderá registar apenas 5 ºC na manhã de quinta-feira"><figcaption>O ECMWF prevê temperaturas próximas dos 5 ºC na Guarda e dos 6 ºC em Viseu às 6h de quinta-feira, com valores geralmente superiores em várias localidades do litoral e do Sul.</figcaption></figure><p>A comparação entre as duas manhãs revela um <strong>arrefecimento em várias localidades</strong>. Na Guarda, o valor apresentado passa de 9 ºC na quarta-feira, às 7h, para 5 ºC na quinta-feira, às 6h. Em Viseu, a diferença entre os mesmos horários é ainda mais expressiva, passando de 11 ºC para 6 ºC.</p><h2>Da manhã fria à tarde mais amena: diferenças poderão ultrapassar os 10 ºC</h2><p>Apesar das temperaturas relativamente baixas previstas para o início de quinta-feira, o cenário deverá alterar-se ao longo do dia. Às 16h, o ECMWF projeta uma <strong>recuperação térmica em grande parte de Portugal continental</strong>, com valores próximos dos 15 ºC em Braga e na Guarda, e dos 16 ºC no Porto, em Vila Real e em Viseu.</p><p>Em Coimbra e Leiria, os termómetros poderão aproximar-se dos <strong>18 ºC</strong>, enquanto Santarém deverá alcançar os 20 ºC. No Sul, a tarde poderá ser mais amena, com <strong>21 ºC em Lisboa e Évora e 22 ºC em Beja</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quarta-e-quinta-feira-onde-estarao-as-temperaturas-mais-baixas-em-portugal-ecmwf-preve-apenas-5-c-em-algumas-regioes-1792443925528.jpg" data-image="a3kii9afwh24" alt="Tarde de quinta-feira poderá trazer temperaturas acima dos 20 ºC no Sul" title="Tarde de quinta-feira poderá trazer temperaturas acima dos 20 ºC no Sul"><figcaption>O ECMWF prevê uma subida das temperaturas durante a tarde de quinta-feira, com cerca de 21 ºC em Lisboa e Évora e 22 ºC em Beja, contrastando com os valores da manhã.</figcaption></figure><p>Esta evolução permitirá observar <strong>diferenças térmicas expressivas entre a manhã e a tarde</strong>, particularmente em algumas regiões do interior e do Sul.</p><p>Em Évora, por exemplo, os valores apresentados passam de <strong>8 ºC às 6h para 21 ºC às 16h</strong>, correspondendo a uma variação de 13 ºC entre os dois horários. Na Guarda, a temperatura poderá passar de 5 ºC para 15 ºC, enquanto em Beja poderá subir de 9 ºC para 22 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794093" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quando-voltara-a-chover-em-portugal-o-ecmwf-revela-as-tendencias-de-precipitacao-ate-sexta-feira-23-de-outubro.html" title="Quando voltará a chover em Portugal? O ECMWF revela as tendências de precipitação até sexta-feira, 23 de outubro">Quando voltará a chover em Portugal? O ECMWF revela as tendências de precipitação até sexta-feira, 23 de outubro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quando-voltara-a-chover-em-portugal-o-ecmwf-revela-as-tendencias-de-precipitacao-ate-sexta-feira-23-de-outubro.html" title="Quando voltará a chover em Portugal? O ECMWF revela as tendências de precipitação até sexta-feira, 23 de outubro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quando-voltara-a-chover-em-portugal-o-ecmwf-revela-as-tendencias-de-precipitacao-ate-sexta-feira-23-de-outubro-1792395463753_320.jpg" alt="Quando voltará a chover em Portugal? O ECMWF revela as tendências de precipitação até sexta-feira, 23 de outubro"></a></article></aside><p>No conjunto, a previsão do <strong>ECMWF</strong> aponta para <strong>duas manhãs relativamente frias, sobretudo no interior Norte e Centro</strong>, com destaque para quinta-feira, dia 22. Durante as tardes, a recuperação das temperaturas deverá ser mais evidente em várias regiões do Centro e Sul, acentuando os contrastes térmicos ao longo do dia.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quarta-e-quinta-feira-onde-estarao-as-temperaturas-mais-baixas-em-portugal-ecmwf-preve-apenas-5-c-em-algumas-regioes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal poderá registar temperaturas até 6 ºC abaixo da média: ECMWF aponta quinta-feira como o dia mais frio]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-podera-registar-temperaturas-ate-6-c-abaixo-da-media-ecmwf-aponta-quinta-feira-como-o-dia-mais-frio.html</link><pubDate>Tue, 20 Oct 2026 06:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal continental deverá registar temperaturas abaixo do habitual nos próximos dias. Segundo o ECMWF, quinta-feira poderá apresentar anomalias negativas próximas dos 6 ºC, antes de uma recuperação prevista para sexta-feira.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbpomx2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbpomx2.jpg" id="xbpomx2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois de um início de semana marcado por temperaturas inferiores ao habitual em várias regiões, <strong>Portugal continental deverá</strong> <strong>continuar sob a influência de anomalias térmicas negativas</strong> ao longo dos próximos dias. Esta situação poderá tornar-se particularmente evidente durante a madrugada e manhã de quinta-feira, dia 22 de outubro.</p><p>De acordo com os mapas do <strong>modelo europeu (ECMWF)</strong>, as temperaturas poderão situar-se cerca de <strong>5 a 6 ºC abaixo da média climatológica</strong> em diversas regiões do território. Contudo, a previsão aponta para uma recuperação gradual a partir da tarde de quinta-feira, tornando-se mais evidente na sexta-feira, dia 23.</p><h2>Terça-feira começa com temperaturas abaixo da média em grande parte do país</h2><p>Durante a manhã de terça-feira, dia 20, o ECMWF <strong>prevê anomalias negativas generalizadas em Portugal continental</strong>, com diferenças relativamente reduzidas entre as regiões Norte, Centro e Sul.</p><p>Pelas 8h, os desvios poderão atingir cerca de <strong>4 ºC abaixo da média</strong> em cidades como Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Castelo Branco, Portalegre e Évora. Em Bragança, a anomalia prevista aproxima-se dos <strong>-5 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-podera-registar-temperaturas-ate-6-c-abaixo-da-media-esta-semana-ecmwf-aponta-quinta-feira-como-o-dia-mais-fr-1792439566793.jpg" data-image="pscvnyawvp35" alt="Terça-feira começa com temperaturas até 5 ºC abaixo do habitual" title="Terça-feira começa com temperaturas até 5 ºC abaixo do habitual"><figcaption>O ECMWF prevê anomalias térmicas negativas em praticamente todo o território continental durante a manhã de terça-feira, com desvios próximos dos -5 ºC no Nordeste Transmontano.</figcaption></figure><p>Esta distribuição evidencia um <strong>ambiente mais fresco do que o habitual para a época</strong>, embora as anomalias não representem, por si só, uma descida equivalente das temperaturas relativamente ao dia anterior.</p><p>Durante a tarde, os desvios negativos deverão tornar-se menos acentuados em algumas regiões do interior. Ainda assim, o litoral Norte e Centro poderá continuar a apresentar temperaturas cerca de <strong>2 a 3 ºC abaixo da média climatológica</strong>.</p><h2>Quarta-feira mantém anomalias negativas, mas com diferenças regionais</h2><p>Na quarta-feira, dia 21, a previsão aponta para a manutenção de <strong>temperaturas inferiores ao habitual</strong> <strong>em várias regiões</strong>, especialmente no litoral e em parte do interior Sul.</p><p>Durante a manhã, o ECMWF projeta anomalias próximas dos <strong>-3 ºC em Lisboa</strong>, enquanto Porto, Braga, Castelo Branco, Santarém, Portalegre, Évora e Beja poderão apresentar desvios próximos dos <strong>-2 ºC</strong>.</p><p>No entanto, algumas áreas do interior Norte e Centro deverão registar <strong>valores próximos da média climatológica</strong>, revelando uma distribuição menos uniforme das anomalias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-podera-registar-temperaturas-ate-6-c-abaixo-da-media-esta-semana-ecmwf-aponta-quinta-feira-como-o-dia-mais-fr-1792440180643.jpg" data-image="q4x8m6imxwb6" alt="Quarta-feira mantém temperaturas abaixo da média em várias regiões" title="Quarta-feira mantém temperaturas abaixo da média em várias regiões"><figcaption>As anomalias negativas deverão persistir na manhã de quarta-feira, sobretudo no litoral e em setores do interior Sul, embora algumas regiões apresentem valores próximos do habitual.</figcaption></figure><p>Ao longo da tarde, as diferenças regionais deverão acentuar-se. Enquanto cidades como Coimbra, Leiria e Viseu poderão aproximar-se dos valores climatológicos habituais, <strong>Lisboa, Santarém e algumas áreas do Alentejo deverão continuar com anomalias negativas</strong>.</p><p>Esta evolução antecede o período que poderá apresentar os desvios térmicos <strong>mais expressivos da semana</strong>.</p><h2>Quinta-feira poderá trazer temperaturas até 6 ºC abaixo da média</h2><p>A <strong>madrugada e manhã de quinta-feira, dia 22</strong>, deverão constituir o principal destaque da previsão.</p><p>Segundo o ECMWF, pelas 8h, as temperaturas poderão situar-se cerca de <strong>5 ºC abaixo da média em Braga, Porto e Lisboa</strong>, enquanto Castelo Branco, Évora e Beja poderão apresentar desvios próximos dos -6 ºC.</p><p>Outras cidades, como Aveiro, Viseu, Guarda, Santarém e Portalegre, poderão registar anomalias próximas dos -4 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-podera-registar-temperaturas-ate-6-c-abaixo-da-media-esta-semana-ecmwf-aponta-quinta-feira-como-o-dia-mais-fr-1792440330200.jpg" data-image="rign41nmxuhh" alt="Quinta-feira poderá registar anomalias negativas próximas dos 6 ºC" title="Quinta-feira poderá registar anomalias negativas próximas dos 6 ºC"><figcaption>O ECMWF prevê anomalias térmicas acentuadas durante a manhã de quinta-feira, com valores próximos dos -6 ºC em algumas regiões do Centro e Sul de Portugal continental.</figcaption></figure><p>As temperaturas previstas ajudam a compreender a dimensão deste cenário. Pelas 8h, os termómetros poderão indicar apenas <strong>5 ºC na Guarda, 6 ºC em Braga, 7 ºC em Vila Real e Viseu e cerca de 8 ºC em Coimbra e Beja</strong>.</p><p>Em <strong>Lisboa</strong>, a temperatura deverá rondar os <strong>13 ºC</strong>, enquanto no <strong>Porto </strong>poderá situar-se perto dos <strong>9 ºC</strong>.</p><p>Importa, contudo, distinguir os dois indicadores: <strong>uma anomalia de -6 ºC significa que a temperatura prevista está 6 ºC abaixo da referência climatológica</strong>, não que os termómetros tenham necessariamente descido 6 ºC relativamente ao dia anterior.</p><h2>Durante a tarde de quinta-feira começa a recuperação térmica</h2><p>Apesar do ambiente relativamente frio previsto para a manhã, a situação deverá apresentar uma evolução diferente durante a tarde de quinta-feira.</p><p>Às 16h, o ECMWF projeta temperaturas próximas dos <strong>16 ºC em Braga, Porto, Vila Real e Viseu, cerca de 19 ºC em Coimbra, 20 ºC em Castelo Branco e Santarém </strong>e valores entre <strong>21 e 22 ºC em Lisboa, Évora e Beja</strong>.</p><p>Esta subida ao longo do dia deverá ser acompanhada por uma <strong>redução significativa das anomalias negativas</strong>, sobretudo no interior do país.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-podera-registar-temperaturas-ate-6-c-abaixo-da-media-esta-semana-ecmwf-aponta-quinta-feira-como-o-dia-mais-fr-1792440468194.jpg" data-image="r1mec2rmeuq2" alt="Temperaturas recuperam durante a tarde de quinta-feira" title="Temperaturas recuperam durante a tarde de quinta-feira"><figcaption>O ECMWF prevê temperaturas próximas dos 20 ºC em várias regiões do Centro e Sul durante a tarde de quinta-feira, contrastando com os valores mais baixos da manhã.</figcaption></figure><p>Esta evolução não significa que todas as regiões passem imediatamente a apresentar temperaturas acima do habitual. No litoral Norte e Centro, <strong>as anomalias negativas poderão persistir</strong>, embora menos acentuadas. Já em algumas áreas do interior, os valores deverão aproximar-se da média climatológica ou ultrapassá-la ligeiramente.</p><p>Assim, a quinta-feira poderá apresentar <strong>dois períodos distintos: uma manhã com desvios térmicos bastante negativos e uma tarde marcada por uma recuperação gradual</strong>.</p><h2>Sexta-feira deverá marcar o regresso a temperaturas mais próximas do habitual</h2><p>Na sexta-feira, dia 23, a previsão aponta para uma <strong>recuperação das anomalias térmicas em grande parte de Portugal continental</strong>, sobretudo durante a tarde.</p><p>Às 16h, o ECMWF projeta valores cerca de <strong>3 ºC acima da média em Coimbra</strong>, enquanto Vila Real, Viseu, Lisboa e Évora poderão apresentar anomalias positivas próximas dos 2 ºC.</p><p>Em cidades como Braga, Aveiro, Guarda, Leiria e Beja, os desvios poderão situar-se perto de <strong>1 ºC acima do habitual</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-podera-registar-temperaturas-ate-6-c-abaixo-da-media-esta-semana-ecmwf-aponta-quinta-feira-como-o-dia-mais-fr-1792440573931.jpg" data-image="zizymlazaqf2" alt="Sexta-feira traz uma recuperação das anomalias térmicas em Portugal" title="Sexta-feira traz uma recuperação das anomalias térmicas em Portugal"><figcaption>O modelo europeu prevê uma recuperação das temperaturas relativamente à média climatológica durante a tarde de sexta-feira, com anomalias positivas em várias regiões do Norte e Centro.</figcaption></figure><p>Esta recuperação também deverá refletir-se nas temperaturas previstas. Durante a tarde, os termómetros poderão alcançar cerca de <strong>18 ºC em Coimbra e Viseu, 21 ºC em Santarém, 22 ºC em Lisboa e 23 ºC em Évora e Beja</strong>.</p><p>Contudo, a recuperação não deverá ser uniforme. <strong>Algumas regiões poderão continuar com temperaturas próximas ou ligeiramente inferiores à média</strong>, especialmente durante a manhã.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794114" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-maximas-nao-deverao-ultrapassar-os-20-c-em-grande-parte-do-pais-e-ha-chuva-a-vista.html" title="Tempo em Portugal esta semana: máximas não deverão ultrapassar os 20 ºC em grande parte do país e há chuva à vista">Tempo em Portugal esta semana: máximas não deverão ultrapassar os 20 ºC em grande parte do país e há chuva à vista</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-maximas-nao-deverao-ultrapassar-os-20-c-em-grande-parte-do-pais-e-ha-chuva-a-vista.html" title="Tempo em Portugal esta semana: máximas não deverão ultrapassar os 20 ºC em grande parte do país e há chuva à vista"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-esta-semana-maximas-nao-deverao-ultrapassar-os-20-c-em-grande-parte-do-pais-e-ha-chuva-a-vista-1792403654075_320.png" alt="Tempo em Portugal esta semana: máximas não deverão ultrapassar os 20 ºC em grande parte do país e há chuva à vista"></a></article></aside><p>No conjunto, a tendência prevista pelo <strong>ECMWF </strong>aponta para uma semana marcada por <strong>anomalias térmicas negativas, mais expressivas na manhã de quinta-feira</strong>, antes de uma recuperação gradual na sexta-feira. A intensidade e distribuição destes desvios poderão ainda sofrer ajustes nas próximas atualizações do modelo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-podera-registar-temperaturas-ate-6-c-abaixo-da-media-ecmwf-aponta-quinta-feira-como-o-dia-mais-frio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Existem árvores que dão frutos durante todo o ano? O que é verdade e o que depende do clima]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/existem-arvores-que-dao-frutos-durante-todo-o-ano-o-que-e-verdade-e-o-que-depende-do-clima.html</link><pubDate>Tue, 20 Oct 2026 05:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Algumas árvores de fruto podem oferecer várias colheitas ao longo do ano, mas nem todas respondem da mesma forma. O segredo está na variedade e no clima.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/existen-arboles-que-den-fruta-todo-el-ano-lo-que-hay-de-cierto-y-lo-que-depende-del-clima-1791516303336.jpg" data-image="kctqbdu3w952" alt="limão" title="limão"><figcaption>O limoeiro necessita de, pelo menos, seis horas diárias de sol direto e de um solo com boa drenagem. O excesso de humidade pode favorecer doenças nas raízes.</figcaption></figure><p>É possível plantar uma árvore no jardim e colher os seus frutos durante os doze meses do ano? A resposta é que algumas espécies podem aproximar-se muito desta possibilidade, embora <strong>o clima imponha limites que nem sempre coincidem com as promessas dos viveiros</strong>.</p><p>Existem limoeiros capazes de florescer várias vezes, figueiras que oferecem duas colheitas e plantas cujos frutos amadurecem durante períodos prolongados. A particularidade é que nem todas necessitam das mesmas condições, e <strong>algumas podem produzir durante meses num determinado local, mas apenas durante algumas semanas noutro</strong>.</p><h2>Que árvores e plantas podem produzir várias vezes por ano?</h2><p>Nem todas as árvores de fruto seguem o mesmo calendário, <strong>mesmo quando crescem na mesma região </strong>e recebem cuidados semelhantes. Algumas espécies apresentam florações sucessivas, outras produzem frutos em diferentes fases e há também culturas cuja colheita se prolonga por vários meses.</p><p>A <strong>duração do dia, as temperaturas, a precipitação e as características genéticas de cada variedade determinam uma boa parte deste comportamento</strong>. Por isso, convém distinguir entre produzir durante todo o ano, ter várias colheitas e manter frutos disponíveis durante uma estação prolongada.</p><h3>Figueira: uma árvore com duas culturas diferentes<br></h3><p>A<strong> figueira faz parte da paisagem de muitos pátios, e algumas variedades têm uma particularidade que as distingue de outras árvores de fruto</strong>. Podem produzir, primeiramente, figos precoces — conhecidos por <em>brevas</em> — e, depois, uma segunda colheita de figos durante a mesma estação, embora nem todas apresentem este comportamento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/existen-arboles-que-den-fruta-todo-el-ano-lo-que-hay-de-cierto-y-lo-que-depende-del-clima-1791516422116.jpg" data-image="418mjgns3wjk" alt="figueira" title="figueira"><figcaption>A figueira desenvolve raízes extensas em busca de água, pelo que é recomendável plantá-la longe de tubagens. Além disso, tolera períodos de seca relativamente longos.</figcaption></figure><p>As brevas desenvolvem-se em ramos do ano anterior. Os figos, por sua vez, surgem nos novos rebentos e amadurecem posteriormente, <strong>geralmente durante o verão e o início do outono</strong>.</p><h3>Frutos vermelhos: framboesas e morangos durante vários meses</h3><p>Embora não sejam árvores, algumas plantas de frutos vermelhos permitem prolongar as colheitas em jardins e hortas. Entre estas, destacam-se as <strong>framboesas remontantes e determinadas variedades de morangos, capazes de produzir durante períodos extensos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/existen-arboles-que-den-fruta-todo-el-ano-lo-que-hay-de-cierto-y-lo-que-depende-del-clima-1791516441401.jpg" data-image="n0hbw3y58wnw" alt="framboesas" title="framboesas"><figcaption>No caso dos morangos, uma investigação identificou materiais adaptados que podem produzir de maio a novembro.</figcaption></figure><p>As <strong>framboesas remontantes podem prolongar a sua colheita entre outubro e maio</strong>, dependendo da região e das condições de cultivo. As variedades tradicionais, por sua vez, concentram a sua produção em períodos mais curtos.</p><h3>Limoeiro-de-quatro-estações: o mais conhecido</h3><p>O limoeiro é, possivelmente, o exemplo mais próximo da ideia de colher frutos durante uma boa parte do ano. Algumas variedades desenvolvem novas flores, <strong>mantendo limões verdes e maduros provenientes de florações anteriores</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/existen-arboles-que-den-fruta-todo-el-ano-lo-que-hay-de-cierto-y-lo-que-depende-del-clima-1791516402399.jpg" data-image="wvdeejxhp51t" alt="limão" title="limão"><figcaption>O limoeiro pode adaptar-se a jardins e pátios ensolarados. No entanto, as geadas intensas podem danificar a planta e reduzir a sua produção.</figcaption></figure><p>A denominação popular de "limoeiro-de-quatro-estações" refere-se a <strong>variedades que apresentam duas florações</strong>, geralmente na primavera e no outono. Este comportamento permite encontrar frutos em diferentes fases de desenvolvimento, embora não garanta colheitas permanentes.</p><h3>Erva-mate: várias colheitas, mas não dos seus frutos</h3><p>A erva-mate oferece um exemplo diferente, pois trata-se de uma árvore nativa sul-americana cujo cultivo tem uma enorme importância económica em Misiones e Corrientes (Argentina). A sua produção comercial aproveita as folhas e os ramos tenros, que podem ser<strong> colhidos em diferentes épocas do ano</strong>, embora os seus pequenos frutos não tenham esse destino.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/existen-arboles-que-den-fruta-todo-el-ano-lo-que-hay-de-cierto-y-lo-que-depende-del-clima-1791516467131.jpg" data-image="3q4ljn44l8iu" alt="erva" title="erva"><figcaption>A erva-mate pode ultrapassar os 10 metros de altura em ambientes naturais. Nas plantações, as podas mantêm as árvores mais baixas e facilitam a colheita.</figcaption></figure><p>Segundo o Instituto Nacional da Erva-Mate (INYM), a <strong>colheita pode ser realizada entre janeiro e setembro</strong>, embora abril e setembro ofereçam condições especialmente favoráveis. Durante outubro e novembro, é conveniente evitar a colheita, pois a planta passa por uma fase de intensa rebentação.</p><h2>Fruteiras tropicais que podem produzir quase todo o ano</h2><p>Nas regiões quentes, existem espécies capazes de manter uma <strong>produção muito mais contínua, como a papaia, a goiaba e algumas variedades de lima</strong>. No entanto, exigem temperaturas favoráveis e apresentam limitações importantes face às geadas. As secas, o excesso de chuvas e as temperaturas extremas também podem interromper a frutificação.</p><h2>O clima determina durante quanto tempo uma planta pode produzir</h2><p>Existem árvores capazes de produzir frutos durante praticamente todo o ano, mas<strong> esta característica manifesta-se sobretudo em regiões tropicais e subtropicais com temperaturas favoráveis</strong>. Em boa parte de Portugal, as geadas, o frio do inverno e as mudanças sazonais limitam a floração e concentram as colheitas em determinados meses, incluindo em espécies que podem frutificar várias vezes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786058" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-utilizar-a-agua-da-cozedura-dos-legumes-para-fazer-florescer-o-seu-limoeiro-e-acelerar-o-seu-crescimento.html" title="Como utilizar a água da cozedura dos legumes para fazer florescer o seu limoeiro e acelerar o seu crescimento">Como utilizar a água da cozedura dos legumes para fazer florescer o seu limoeiro e acelerar o seu crescimento</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-utilizar-a-agua-da-cozedura-dos-legumes-para-fazer-florescer-o-seu-limoeiro-e-acelerar-o-seu-crescimento.html" title="Como utilizar a água da cozedura dos legumes para fazer florescer o seu limoeiro e acelerar o seu crescimento"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-usar-el-agua-de-hervir-verduras-para-hacer-florecer-tu-limonero-y-acelerar-su-crecimiento-1787847343210_320.jpeg" alt="Como utilizar a água da cozedura dos legumes para fazer florescer o seu limoeiro e acelerar o seu crescimento"></a></article></aside><p>O limoeiro de quatro estações é um dos exemplos mais próximos de uma produção contínua no nosso país, embora também não garanta frutos maduros durante os doze meses. Esta possibilidade depende da variedade, das condições climáticas e do maneio de cada planta.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/existem-arvores-que-dao-frutos-durante-todo-o-ano-o-que-e-verdade-e-o-que-depende-do-clima.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aos 91 anos, Maria Agalantina saiu da sua aldeia para ver o mar pela primeira vez]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/aos-91-anos-maria-agalantina-saiu-da-sua-aldeia-para-ver-o-mar-pela-primeira-vez.html</link><pubDate>Mon, 19 Oct 2026 13:41:03 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A iniciativa da Fundação INATEL levou moradores da Póvoa de São Cosme a conhecer Lisboa e a descobrir lugares que muitos só conheciam pela televisão.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/aos-91-anos-maria-agalantina-viu-o-mar-pela-primeira-vez-numa-viagem-desde-a-sua-aldeia-1792413837106.jpg" data-image="ccsrodyyg8g9" alt="molhar os pés à beira-mar" title="molhar os pés à beira-mar"><figcaption>Maria Agalantina descobriu o mar aos 91 anos. Foto: Fundação INATEL</figcaption></figure><p>O sol ainda não se tinha levantado e os habitantes da <strong>Aldeia da Póvoa de São Cosme</strong>, em Oliveira do Hospital, já estavam numa roda-viva. Não era a lufa-lufa típica das grandes cidades, em que se corre todos os dias contra o relógio para pôr as crianças na escola e chegar a horas ao escritório.</p><p>O dia começou cedo, nesta povoação rural, como quase sempre. Mas, desta vez, não era apenas por causa das hortas regadas antes do calor ou dos rebanhos que era preciso alimentar. Um autocarro da <strong>Fundação INATEL </strong>aguardava um grande grupo de moradores para uma longa viagem de quase 300 quilómetros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aos-91-anos-maria-agalantina-viu-o-mar-pela-primeira-vez-numa-viagem-desde-a-sua-aldeia-1792413934484.jpg" data-image="6vusdvkitn4h" alt="Iniciativa Aldeia de Sonho/INATEL" title="Iniciativa Aldeia de Sonho/INATEL"><figcaption>Os habitantes de Póvoa de São Cosme partiram de madrugada para Lisboa. Foto: Fundação INATEL</figcaption></figure><p><strong>Lisboa</strong> foi o destino desta excursão. Pode parecer algo banal para quem vive no litoral ou viaja com frequência pelo país. Para as <strong>povoações isoladas</strong> no interior, é uma rara oportunidade de verem, com os seus próprios olhos, o que apenas viram nas imagens transmitidas na televisão.</p><h2>O desejo de Maria</h2><p>Todos os momentos mereciam ficar registados. A tradicional fotografia de grupo assinalou a partida, mas havia mais uma história a merecer especial atenção.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>“Quero ir à praia, entrar na água e molhar os pés”, contou Maria Agalantina, antes de entrar no autocarro.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O desejo ficou registado no documentário "<strong>Póvoa de São Cosme: Festa na Aldeia</strong>", da Fundação INATEL, e acabaria por ser um dos momentos mais comoventes da viagem. Maria Agalantina tem 91 anos e nunca esteve perto do mar. O autocarro partiu, ainda de madrugada, com cautela na autoestrada, mas com a pressa de cumprir o seu desejo.</p><h2>Do interior ao litoral</h2><p>A povoação da freguesia de Ervedal da Beira foi eleita, este ano, a <strong>Aldeia dos Sonhos</strong>. Desde 2014, a Fundação INATEL, em parceria com o Turismo de Portugal, escolhe uma localidade do interior com 100 habitantes ou menos para levá-los a conhecer um grande centro urbano do país.</p><p><strong>Ouguela</strong>, em Campo Maior, foi a primeira que se estreou, há 12 anos, nesta iniciativa, passando um fim de semana em Lisboa, com direito a uma visita aos bastidores do <strong>Estádio da Luz</strong> e um passeio nas águas do <strong>rio Tejo</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769962" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/sem-eletricidade-sem-vizinhos-e-sem-saida-facil-a-aldeia-fantasma-que-intriga-portugal.html" title="Sem eletricidade, sem vizinhos e sem saída fácil: a aldeia fantasma que intriga Portugal">Sem eletricidade, sem vizinhos e sem saída fácil: a aldeia fantasma que intriga Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/sem-eletricidade-sem-vizinhos-e-sem-saida-facil-a-aldeia-fantasma-que-intriga-portugal.html" title="Sem eletricidade, sem vizinhos e sem saída fácil: a aldeia fantasma que intriga Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sem-eletricidade-sem-vizinhos-e-sem-saida-facil-a-aldeia-fantasma-que-intriga-portugal-1779359499056_320.jpg" alt="Sem eletricidade, sem vizinhos e sem saída fácil: a aldeia fantasma que intriga Portugal"></a></article></aside><p>Desde então, outras aldeias do interior, como<strong> Barranha</strong>, <strong>Candal</strong>, <strong>Penhaforte </strong>ou<strong> Rio</strong><strong> de Mel</strong>, também saíram da rotina para conhecer monumentos, museus, parques e praias das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto.</p><h2>Lisboa pela janela</h2><p>O programa da Aldeia de Sonho, no fim de semana, entre 9 e 14 de outubro, foi intenso. Incluiu uma visita guiada à <strong>Assembleia da República</strong>, uma passagem pelo Quarke – Museu do Terramoto e uma paragem pelo Oceanário de Lisboa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aos-91-anos-maria-agalantina-viu-o-mar-pela-primeira-vez-numa-viagem-desde-a-sua-aldeia-1792414120677.jpg" data-image="5bper65bhh82" alt="Escadarias da Assembleia da República, em Lisboa" title="Escadarias da Assembleia da República, em Lisboa"><figcaption>O programa da Aldeia de Sonho incluiu os espaços da Assembleia da República. Foto: Fundação INATEL</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>O próprio percurso do autocarro atravessou o centro da cidade, mostrando os lugares emblemáticos da capital, como o Rossio, a <strong>Praça do Saldanha</strong>, os jardins do <strong>Campo Grande</strong> ou a travessia da <strong>Ponte 25 de Abril</strong>. </p><p>A passagem pela <strong>Avenida da Liberdade</strong> acabou por despertar memórias antigas de <strong>Celestino Ventura</strong>, outro nonagenário da aldeia, que, quando jovem, viveu em Lisboa. “Quando subia ao <strong>Parque Eduardo VII,</strong> apanhava ameixas brancas e comia-as naqueles bancos que havia lá”, recordou à equipa de reportagem da Fundação INATEL.</p><h2>O Atlântico no horizonte</h2><p>A viagem esteve carregada de emoções, mas nenhuma tão forte como a chegada do grupo de excursionistas à <strong>Costa da Caparica</strong>, em Almada. Maria Agalantina desceu do autocarro com a ajuda da bengala e contemplou o Atlântico, agora sem o ecrã da televisão pelo meio. Arregaçou as calças, descalçou as sapatilhas e avançou até à beira-mar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aos-91-anos-maria-agalantina-viu-o-mar-pela-primeira-vez-numa-viagem-desde-a-sua-aldeia-1792414205594.jpg" data-image="1s7qkv6mn29p" alt="Excursão da INATEL à Costa da Caparica" title="Excursão da INATEL à Costa da Caparica"><figcaption>O mar da Caparica trouxe emoções fortes aos moradores de Póvoa de São Cosme. Foto: Fundação INATEL</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>O que sentiu quando a água lhe tocou os pés, só ela saberá. Nenhuma imagem conseguiria traduzir o silêncio com que observou o horizonte. Mas não são precisas palavras para saber que os moradores de Póvoa de São Cosme regressaram a casa com a viagem cumprida.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Funda%C3%A7%C3%A3o%20Inatel" data-year="" data-title="P%C3%B3voa%20de%20S%C3%A3o%20Cosme%3A%20Festa%20na%20Aldeia" data-url="https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fwatch%2F%3Fv%3D1069788906055967">Fundação Inatel. <a href="https://www.facebook.com/watch/?v=1069788906055967" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Póvoa de São Cosme: Festa na Aldeia</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/aos-91-anos-maria-agalantina-saiu-da-sua-aldeia-para-ver-o-mar-pela-primeira-vez.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Morte do Sol: eis o que poderá acontecer à Terra daqui a cinco mil milhões de anos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/morte-do-sol-eis-o-que-podera-acontecer-a-terra-daqui-a-cinco-mil-milhoes-de-anos.html</link><pubDate>Mon, 19 Oct 2026 12:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O Sol acabará por se transformar numa gigante vermelha, processo que deverá levar ao desaparecimento de Mercúrio e Vénus. Mas o destino da Terra permanece incerto. O nosso planeta poderia, no final de contas, escapar a um destino cataclísmico, embora se torne inabitável muito antes disso.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mort-du-soleil-voici-ce-qui-pourrait-arriver-a-la-terre-dans-cinq-milliards-d-annees-1792080159368.jpeg" data-image="egk4soynjsap" alt="Morte do sol" title="Morte do sol"><figcaption>O Sol iniciará a sua transição para gigante vermelha daqui a 5 mil milhões de anos, engolindo vários planetas no processo.</figcaption></figure><p>O Sol, nascido há cerca de 4,6 mil milhões de anos, encontra-se hoje a meio da sua vida. No entanto, daqui a quase cinco mil milhões de anos, <strong>a nossa estrela transformar-se-á numa gigante vermelha</strong>, alterando profundamente o sistema solar.</p><p>Será, então, a Terra engolida pelo Sol, ou poderá escapar a esse destino?</p><h2>O Sol, uma estrela com 4,6 mil milhões de anos</h2><p>O Sol e os planetas do nosso sistema solar formaram-se há cerca de 4,6 mil milhões de anos a partir de uma vasta nuvem de gás e poeira. Sob o efeito da gravidade, <strong>uma parte desta matéria colapsou gradualmente sobre si própria</strong>, concentrando-se no centro para dar origem ao jovem Sol. À sua volta, os restantes materiais organizaram-se num disco de matéria em rotação.</p><p>Com o passar do tempo, <strong>as partículas de poeira presentes neste disco aglomeraram-se para formar corpos cada vez maiores</strong>, dando origem aos planetas, asteroides e outros objetos que constituem o sistema solar. A formação da Terra e dos restantes planetas estendeu-se, portanto, por várias dezenas de milhões de anos, através de colisões e da acumulação de matéria. Há cerca de 4,5 mil milhões de anos, o nosso planeta foi adquirindo, gradualmente, a sua forma atual.</p><div class="texto-destacado">Atualmente, o Sol é uma estrela de tipo espectral G2V, vulgarmente designada por anã amarela. Composto principalmente por hidrogénio e hélio, gera a sua energia através da fusão nuclear que ocorre no seu núcleo, onde o hidrogénio se transforma progressivamente em hélio. Este processo liberta a energia que nos chega sob a forma de luz e calor, permitindo que a nossa estrela brilhe há milhares de milhões de anos.</div><p>Atualmente, o Sol encontra-se numa <strong>fase relativamente estável da sua existência</strong>, denominada sequência principal. Mas esta estabilidade não será eterna. À medida que as reservas de hidrogénio no seu núcleo se esgotam, este contrairá e aquecerá, enquanto as camadas exteriores do Sol se expandirão gradualmente. A nossa estrela tornar-se-á, então, uma gigante vermelha — uma <strong>evolução que transformará profundamente o sistema solar</strong> tal como o conhecemos hoje.</p><h2>O Sol devorará a Terra?</h2><p>Esta transformação terá <strong>consequências importantes para os planetas mais próximos do Sol</strong>. Durante a sua conversão em gigante vermelha, o diâmetro do Sol aumentará consideravelmente, chegando a atingir uma dimensão potencialmente comparável à distância atual entre o Sol e a Terra. Esta expansão fará, provavelmente, com que <strong>Mercúrio e Vénus sejam engolidos</strong>, mas o destino do nosso planeta continua a ser, por enquanto, mais incerto.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790145" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-planeta-vermelho-nao-e-assim-tao-vermelho-as-misteriosas-rochas-roxas-encontradas-em-marte-que-deixam-a-nasa-perplexa.html" title="O planeta vermelho não é assim tão vermelho: as misteriosas rochas roxas encontradas em Marte que deixam a NASA perplexa">O planeta vermelho não é assim tão vermelho: as misteriosas rochas roxas encontradas em Marte que deixam a NASA perplexa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-planeta-vermelho-nao-e-assim-tao-vermelho-as-misteriosas-rochas-roxas-encontradas-em-marte-que-deixam-a-nasa-perplexa.html" title="O planeta vermelho não é assim tão vermelho: as misteriosas rochas roxas encontradas em Marte que deixam a NASA perplexa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-planeta-rojo-no-es-tan-rojo-las-misteriosas-rocas-purpuras-halladas-en-marte-que-desconciertan-a-la-nasa-1790108561910_320.jpg" alt="O planeta vermelho não é assim tão vermelho: as misteriosas rochas roxas encontradas em Marte que deixam a NASA perplexa"></a></article></aside><p>Até há pouco tempo, os cientistas consideravam que a Terra tinha poucas hipóteses de escapar à expansão do Sol, tal como Mercúrio e Vénus. Ao expandirem-se, <strong>as camadas exteriores do Sol poderiam chegar a atingir a órbita terrestre</strong>, enquanto as interações de maré entre ambos os corpos celestes tenderiam a aproximar o nosso planeta do Sol. Portanto, este cenário parecia, até agora, o mais provável, embora a evolução da órbita terrestre ainda estivesse sujeita a certas incertezas.</p><p>No entanto, um estudo publicado em junho de 2026 na revista <em>Astronomy & Astrophysics</em> veio questionar esta hipótese. Ao refinar os modelos sobre a perda de massa do Sol e os efeitos das interações de maré, <strong>os investigadores demonstraram que a Terra poderia, afinal, evitar um fim catastrófico</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mort-du-soleil-voici-ce-qui-pourrait-arriver-a-la-terre-dans-cinq-milliards-d-annees-1792081470884.jpeg" data-image="ojdtlpgbez4e" alt="Vários planetas no sistema" title="Vários planetas no sistema"><figcaption>A Terra poderá permanecer, em grande medida, fora da superfície do Sol durante a transição deste para gigante vermelha, mas as condições necessárias para a manutenção da vida já terão desaparecido da sua superfície há muito tempo.</figcaption></figure><p>Ao perder massa, o Sol exercerá uma menor atração gravitacional, o que poderá permitir que a órbita terrestre se amplie e, portanto, que <strong>o nosso planeta se afaste o suficiente da superfície da nossa estrela para sobreviver</strong> à sua transição para uma gigante vermelha. No entanto, este cenário permanece incerto e dependerá, em grande medida, da quantidade de matéria que a nossa estrela perder no final da sua vida.</p><p>Seja como for, <strong>é muito provável que a Terra tenha perdido toda a forma de vida à sua superfície muito antes desta transformação</strong>. O aumento progressivo da luminosidade solar poderá tornar o nosso planeta um lugar inabitável dentro de cerca de mil milhões de anos, ao alterar o seu ciclo da água e propiciar, a longo prazo, o desaparecimento dos oceanos. Consequentemente, embora a Terra consiga evitar ser engolida — podendo, assim, continuar a existir daqui a 5 mil milhões de anos —, <strong>tornar-se-ia um mundo estéril, orbitando um Sol transformado em anã branca</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="NASA" data-year="2026" data-title="Sun%3A%20Facts" data-url="https%3A%2F%2Fscience.nasa.gov%2Fsun%2Ffacts%2F">NASA. (2026). <a href="https://science.nasa.gov/sun/facts/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Sun: Facts</a>.</cite><br><cite data-author="CEA" data-year="2026" data-title="La%20Terre%20survivra-t-elle%20%C3%A0%20la%20fin%20du%20Soleil%20%3F" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cea.fr%2Fparis-saclay%2FPages%2FActualites%2FScientifique%2F2026%2Fla-Terre-survivra-t-elle-a-la-fin-du-Soleil.aspx">CEA. (2026). <a href="https://www.cea.fr/paris-saclay/Pages/Actualites/Scientifique/2026/la-Terre-survivra-t-elle-a-la-fin-du-Soleil.aspx" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">La Terre survivra-t-elle à la fin du Soleil ?</a>.</cite><br><cite data-author="M.%20Esseldeurs1%2C%20S.%20Mathis%20%26%20L.%20Decin1" data-year="2026" data-title="The%20fate%20of%20Earth%20during%20the%20Sun%E2%80%99s%20giant%20phases" data-url="https%3A%2F%2Fwww.aanda.org%2Farticles%2Faa%2Ffull_html%2F2026%2F06%2Faa60576-26%2Faa60576-26.html">M. Esseldeurs1, S. Mathis & L. Decin1. (2026). <a href="https://www.aanda.org/articles/aa/full_html/2026/06/aa60576-26/aa60576-26.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The fate of Earth during the Sun’s giant phases</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/morte-do-sol-eis-o-que-podera-acontecer-a-terra-daqui-a-cinco-mil-milhoes-de-anos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo em Portugal esta semana: máximas não deverão ultrapassar os 20 ºC em grande parte do país e há chuva à vista]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-maximas-nao-deverao-ultrapassar-os-20-c-em-grande-parte-do-pais-e-ha-chuva-a-vista.html</link><pubDate>Mon, 19 Oct 2026 10:54:37 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas desceram e já se denota em boa parte das regiões Norte e Centro, onde esta descida é mais acentuada. O Sul pode contar com alguma chuva neste início de semana e também registará uma descida dos termómetros.</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/XmMUI44hUZ4/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=XmMUI44hUZ4" id="XmMUI44hUZ4"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A semana arranca com <strong>tempo estável na maior parte da geografia continental</strong>, onde apenas a região algarvia e o Baixo Alentejo poderão registar a ocorrência de aguaceiros fracos durante a tarde de hoje. O IPMA emitiu <strong>aviso amarelo de trovoada para Beja e Faro</strong>, em vigor entre as 12h e as 18h. Este aviso indica, segundo o mesmo instituto: "<em>Condições favoráveis para ocorrência de <strong>fenómenos meteorológicos localizados</strong>, como: trovoada; precipitação localmente forte, com acumulação entre 10 a 20 mm em 1 h; granizo com diâmetro inferior a 2 cm; rajadas entre 70 e 90 km/h</em>".</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Esta tendência de estabilidade atmosférica, no restante território, poderá manter-se, ainda que com algumas nuances, pois a <strong>nebulosidade poderá regressar amanhã</strong>, terça-feira e manter-se, de forma variável, até à reta final da semana. É expectável que esta possa incidir mais sobre o Norte e o Centro do país.</p><h2>Chuva há vista para dois dias desta semana</h2><p>Além do que mencionamos acima, espera-se que <strong>na quarta e na sexta-feira a passagem de duas frentes desorganizadas possa trazer alguns aguaceiros fracos</strong>, especialmente ao Norte e Centro do país. Na quarta, o noroeste poderá ser a zona mais afetada, logo nas primeiras horas da madrugada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-esta-semana-maximas-nao-deverao-ultrapassar-os-20-c-em-grande-parte-do-pais-e-ha-chuva-a-vista-1792402780659.jpg" data-image="n2mk813esh5c" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Ao longo desta semana a maior parte das capitais de distrito das regiões Norte e Centro não deverão alcançar os 20 ºC de temperatura máxima.</figcaption></figure><p>Já na sexta-feira, também na transição de quinta para sexta, a<strong> chuva deve regressar ao noroeste</strong>, devendo, posteriormente, estender-se até Leiria, e mais tarde, pode chegar a Santarém. Ainda assim, esperam-se aguaceiros fracos e irregulares em ambos os episódios, sendo que os maiores acumulados de precipitação devem registar-se no noroeste, com valores na ordem dos 10 mm.</p><h2>Temperaturas deverão manter-se mais baixas face à semana passada</h2><p>Já em relação às temperaturas, esta semana será muito diferente da anterior, onde os termómetros registam já uma descida acentuada dos valores também com maior expressão no Norte e Centro. Esta descida traz uma inversão das anomalias térmicas, onde <strong>grande parte da nossa geografia continental deverá contar com valores abaixo da média</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794093" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quando-voltara-a-chover-em-portugal-o-ecmwf-revela-as-tendencias-de-precipitacao-ate-sexta-feira-23-de-outubro.html" title="Quando voltará a chover em Portugal? O ECMWF revela as tendências de precipitação até sexta-feira, 23 de outubro">Quando voltará a chover em Portugal? O ECMWF revela as tendências de precipitação até sexta-feira, 23 de outubro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quando-voltara-a-chover-em-portugal-o-ecmwf-revela-as-tendencias-de-precipitacao-ate-sexta-feira-23-de-outubro.html" title="Quando voltará a chover em Portugal? O ECMWF revela as tendências de precipitação até sexta-feira, 23 de outubro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quando-voltara-a-chover-em-portugal-o-ecmwf-revela-as-tendencias-de-precipitacao-ate-sexta-feira-23-de-outubro-1792395463753_320.jpg" alt="Quando voltará a chover em Portugal? O ECMWF revela as tendências de precipitação até sexta-feira, 23 de outubro"></a></article></aside><p><strong>Este cenário deverá manter-se até ao fim de semana</strong>, onde as máximas mais elevadas, na ordem dos 20 ºC, deverão registar-se no Sul, enquanto nas restantes regiões, a maior parte das cidades não deverá ultrapassar os 18 ºC, como podemos observar no mapa acima. As cidades mais próximas do mar deverão registar valores mais amenos, na ordem dos 17/19 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-maximas-nao-deverao-ultrapassar-os-20-c-em-grande-parte-do-pais-e-ha-chuva-a-vista.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Pela primeira vez, o Japão e a NASA lançam, hoje, a nave espacial que trará à Terra um pedaço de uma lua de Marte]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/pela-primeira-vez-o-japao-e-a-nasa-lancam-hoje-a-nave-espacial-que-trara-a-terra-um-pedaco-de-uma-lua-de-marte.html</link><pubDate>Mon, 19 Oct 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A missão MMX, do Japão, explorará Fobos e Deimos, as duas luas de Marte, e trará amostras de Fobos para a Terra em 2031. A NASA fornecerá instrumentos científicos, tecnologia de recolha e apoio às comunicações.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-primera-vez-japon-y-la-nasa-lanzan-el-19-de-octubre-la-nave-que-traera-a-la-tierra-un-trozo-de-una-luna-de-marte-1792143421785.jpg" data-image="908ruboy470t" alt="Marte, Fobos, Deimos, sonda MMX, NASA, Japão" title="Marte, Fobos, Deimos, sonda MMX, NASA, Japão"><figcaption>A sonda MMX tem previsão de chegar a Marte em agosto de 2027. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>A exploração de Marte ganha um <strong>novo capítulo com a participação da NASA na missão MMX</strong> (Martian Moons eXploration), liderada pela Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA). O objetivo é<strong> estudar a fundo Fobos e Deimos</strong>, as duas pequenas luas do Planeta Vermelho, determinar como se formaram e trazer para a Terra amostras de material da sua superfície. </p><div class="texto-destacado">O lançamento está previsto ocorrer a partir do Centro Espacial de Tanegashima, no Japão, esta segunda-feira, 19 de outubro de 2026, às 15h41, hora do Leste dos Estados Unidos (EDT) — o que equivale às 4h41 de terça-feira, 20, no Japão.</div><p>A participação norte-americana inclui<strong> instrumentos científicos, tecnologia para recolher material e assistência para as comunicações e a navegação da nave espacial</strong>. Além disso, investigadores financiados pela NASA trabalharão em conjunto com especialistas internacionais para analisar os dados obtidos pela missão.</p><p>Segundo Nicky Fox, responsável pela Direção de Missões Científicas da NASA, as <strong>amostras poderão trazer descobertas fundamentais sobre o sistema marciano</strong> nas próximas décadas, num contexto em que a agência também prepara futuras missões tripuladas ao planeta.</p><h2>De onde vêm Fobos e Deimos?</h2><p>A <strong>origem das duas luas marcianas continua a ser uma incógnita</strong>. Os cientistas trabalham com duas hipóteses principais que a missão MMX procurará colocar à prova.</p><p>A primeira sustenta que <strong>ambas poderão ser remanescentes de um impacto gigantesco</strong> ocorrido em Marte. A colisão terá ejetado grandes quantidades de material para o espaço, que, posteriormente, permaneceram a orbitar o planeta e acabaram por se aglomerar até formarem os seus satélites naturais.</p><p>A segunda possibilidade é que<strong> Fobos e Deimos sejam antigos asteroides</strong> que foram capturados pela gravidade marciana há milhares de milhões de anos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785831" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-colisao-que-quase-destruiu-deimos-como-um-asteroide-de-300-metros-remodelou-completamente-a-lua-marciana.html" title="“A colisão que quase destruiu Deimos”: como um asteroide de 300 metros remodelou completamente a lua marciana">“A colisão que quase destruiu Deimos”: como um asteroide de 300 metros remodelou completamente a lua marciana</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-colisao-que-quase-destruiu-deimos-como-um-asteroide-de-300-metros-remodelou-completamente-a-lua-marciana.html" title="“A colisão que quase destruiu Deimos”: como um asteroide de 300 metros remodelou completamente a lua marciana"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-colisao-que-quase-destruiu-deimos-como-um-asteroide-de-300-metros-remodelou-completamente-a-lua-marciana-1787843233726_320.jpg" alt="“A colisão que quase destruiu Deimos”: como um asteroide de 300 metros remodelou completamente a lua marciana"></a></article></aside><p>Distinguir entre estes cenários ajudaria a reconstruir as <strong>primeiras etapas da história do sistema solar</strong>. Durante este período, a Terra e os restantes planetas rochosos interiores sofreram processos de formação e receberam materiais que puderam contribuir para o aporte de água e compostos orgânicos.</p><p>Por isso, o estudo destas pequenas luas não interessa apenas a quem investiga Marte: pode também fornecer pistas sobre as condições que favoreceram a <strong>evolução do nosso próprio planeta</strong>.</p><h2>Os instrumentos da NASA que vão analisar Fobos</h2><p>Uma das <strong>contribuições centrais dos Estados Unidos será o espectrómetro MEGANE</strong>, desenvolvido pelo Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins.</p><p>O<strong> instrumento irá medir neutrões e raios gama </strong>emitidos a partir da superfície de Fobos. Com base nestes sinais, os investigadores poderão determinar a composição química elementar da lua e obter informações fundamentais para esclarecer a sua origem.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-primera-vez-japon-y-la-nasa-lanzan-el-19-de-octubre-la-nave-que-traera-a-la-tierra-un-trozo-de-una-luna-de-marte-1792143692756.jpg" data-image="395q5uady9b1" alt="Marte, Fobos, Deimos, sonda MMX, NASA, Japão" title="Marte, Fobos, Deimos, sonda MMX, NASA, Japão"><figcaption>A sonda MMX tem previsão de chegar a Marte em agosto de 2027. A partir daí, começará a estudar as duas luas, com especial atenção a Fobos.</figcaption></figure><p>A NASA irá também disponibilizar o sistema de amostragem pneumática P-Sampler, desenvolvido pela Honeybee Robotics, empresa pertencente à Blue Origin. Instalado numa das pernas de aterragem da nave espacial, <strong>o dispositivo utilizará jatos de nitrogénio de alta pressão para recolher material da superfície</strong>.</p><p>Este mecanismo irá <strong>complementar o C-Sampler da JAXA</strong>, concebido para extrair amostras de camadas situadas a poucos centímetros de profundidade. A combinação permitirá estudar materiais provenientes de diferentes níveis do terreno.</p><p>Assim que as amostras chegarem à Terra, a <strong>NASA receberá e conservará aproximadamente 15% do material recolhido </strong>no laboratório de astromateriais do Centro Espacial Johnson, em Houston. Aí, estará disponível para investigação durante décadas.</p><h3>O regresso das amostras está previsto para 2031</h3><p>A sonda MMX tem previsão de <strong>chegar a Marte em agosto de 2027</strong>. A partir daí, começará a estudar as duas luas, com especial atenção a Fobos, antes de realizar a manobra de recolha, prevista para não antes de dezembro de 2028.</p><div class="texto-destacado">O regresso das amostras à Terra está previsto para 2031. A sua análise permitirá comparar as medições realizadas no espaço com estudos laboratoriais muito mais detalhados.</div><p>A missão contará ainda com o apoio da Rede do Espaço Profundo da NASA, fundamental para<strong> manter as comunicações com a nave espacial a grandes distâncias</strong>. Toda a contribuição norte-americana ocorre no âmbito do Programa Discovery da agência.</p><p>Para além dos seus resultados imediatos, a MMX poderá<strong> transformar a compreensão científica das luas marcianas e da evolução inicial dos planetas rochosos</strong>. Determinar se Fobos e Deimos surgiram de um impacto ou se são asteroides capturados ajudaria a reconstruir uma etapa remota do sistema solar que ainda guarda inúmeras incógnitas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/pela-primeira-vez-o-japao-e-a-nasa-lancam-hoje-a-nave-espacial-que-trara-a-terra-um-pedaco-de-uma-lua-de-marte.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quando voltará a chover em Portugal? O ECMWF revela as tendências de precipitação até sexta-feira, 23 de outubro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quando-voltara-a-chover-em-portugal-o-ecmwf-revela-as-tendencias-de-precipitacao-ate-sexta-feira-23-de-outubro.html</link><pubDate>Mon, 19 Oct 2026 08:56:24 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A chuva poderá marcar presença pontualmente em Portugal continental nos próximos dias, mas sem atingir todas as regiões. O ECMWF antecipa precipitação dispersa e possíveis alterações até sexta-feira, 23 de outubro.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbphxki"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbphxki.jpg" id="xbphxki"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois de um início de semana com condições relativamente estáveis em grande parte de Portugal continental, a evolução do estado do tempo até sexta-feira, dia 23, poderá trazer <strong>alguns episódios de precipitação</strong>. Contudo, a distribuição da chuva deverá ser irregular, com diferenças entre regiões e períodos do dia.</p><p>De acordo com os mapas do <strong>modelo europeu (ECMWF)</strong>, a precipitação prevista não deverá afetar todo o território de forma simultânea. A evolução das áreas de instabilidade sobre o Atlântico será determinante para perceber onde poderá chover.</p><h2>Terça-feira deverá manter-se maioritariamente seca</h2><p>Durante a tarde de terça-feira, dia 20, a precipitação deverá ser <strong>pouco significativa em grande parte de Portugal continental</strong>.</p><p>Segundo o ECMWF, às 16h poderão ocorrer alguns episódios muito localizados de chuva, sobretudo em áreas do interior, enquanto a generalidade do território deverá permanecer sem precipitação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-voltara-a-chover-em-portugal-o-ecmwf-revela-as-tendencias-de-precipitacao-ate-sexta-feira-23-de-outubro-1792394874318.jpg" data-image="ntporqsy9jm7" alt="Terça-feira deverá ser marcada pela ausência de chuva na maior parte do país" title="Terça-feira deverá ser marcada pela ausência de chuva na maior parte do país"><figcaption>O ECMWF prevê precipitação muito localizada durante a tarde de terça-feira, com grande parte de Portugal continental sem chuva.</figcaption></figure><p>A circulação atmosférica representada nos mapas não evidencia, para esta altura, uma <strong>faixa organizada de precipitação</strong> a atravessar Portugal continental.</p><p>Ainda assim, a ausência de chuva generalizada não exclui a ocorrência de <strong>aguaceiros pontuais</strong>, cuja localização exata poderá variar entre atualizações do modelo.</p><h2>Quarta-feira poderá trazer chuva dispersa a algumas regiões</h2><p>Na quarta-feira, dia 21, a previsão apresenta alguns sinais de <strong>maior instabilidade</strong>, embora sem indicar uma passagem frontal com precipitação generalizada sobre o continente.</p><p>Durante a manhã, por volta das 10h, o ECMWF projeta <strong>pequenas áreas de precipitação em pontos do Norte e Centro</strong>, nomeadamente nas proximidades de Coimbra, Guarda e do interior Norte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-voltara-a-chover-em-portugal-o-ecmwf-revela-as-tendencias-de-precipitacao-ate-sexta-feira-23-de-outubro-1792394928261.jpg" data-image="9liavyyyq9xn" alt="Chuva poderá surgir de forma localizada no Norte e Centro durante a manhã" title="Chuva poderá surgir de forma localizada no Norte e Centro durante a manhã"><figcaption>O modelo europeu identifica pequenas áreas de precipitação no Norte e Centro, enquanto outras regiões deverão permanecer sem chuva.</figcaption></figure><p>Durante a tarde, o cenário mantém-se relativamente semelhante, com <strong>precipitação pouco expressiva e limitada a áreas isoladas</strong>.</p><p>Às 16h, o mapa já não apresenta uma faixa organizada de chuva sobre Portugal continental, sugerindo que qualquer precipitação poderá ser <strong>passageira e bastante localizada</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794041" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-e-madeira-semana-de-mudancas-no-estado-do-tempo-eis-o-que-dizem-os-modelos.html" title="Açores e Madeira: semana de mudanças no estado do tempo? Eis o que dizem os modelos">Açores e Madeira: semana de mudanças no estado do tempo? Eis o que dizem os modelos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-e-madeira-semana-de-mudancas-no-estado-do-tempo-eis-o-que-dizem-os-modelos.html" title="Açores e Madeira: semana de mudanças no estado do tempo? Eis o que dizem os modelos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/acores-e-madeira-semana-de-mudancas-no-estado-do-tempo-eis-o-que-dizem-os-modelos-1792361269401_320.jpg" alt="Açores e Madeira: semana de mudanças no estado do tempo? Eis o que dizem os modelos"></a></article></aside><p>Esta evolução exige alguma prudência: <strong>não é possível confirmar uma passagem frontal significativa apenas com os campos de precipitação apresentados</strong>.</p><h2>Quinta-feira poderá trazer uma pausa na precipitação</h2><p>Na quinta-feira, dia 22, a previsão aponta para um período <strong>predominantemente seco em Portugal continental</strong>.</p><p>O ECMWF não identifica precipitação significativa sobre o território às 16h, enquanto as isóbaras sugerem a influência de uma região de <strong>pressão relativamente elevada</strong> sobre a Península Ibérica e o Atlântico próximo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-voltara-a-chover-em-portugal-o-ecmwf-revela-as-tendencias-de-precipitacao-ate-sexta-feira-23-de-outubro-1792395128314.jpg" data-image="24feivcz612j" alt="Quinta-feira poderá ser um dos dias mais secos da semana" title="Quinta-feira poderá ser um dos dias mais secos da semana"><figcaption>O ECMWF não prevê precipitação significativa sobre Portugal continental durante a tarde de quinta-feira, num contexto de pressão relativamente elevada.</figcaption></figure><p>Este cenário favorece a manutenção de <strong>condições geralmente estáveis</strong>, embora não permita excluir por completo a ocorrência de precipitação fraca noutros momentos do dia.</p><p>A atenção começa, entretanto, a centrar-se na evolução das <strong>áreas de precipitação presentes no Atlântico</strong>, a oeste e sudoeste da Península Ibérica.</p><h2>Sexta-feira: haverá uma nova aproximação da chuva?</h2><p>Na sexta-feira, dia 23, os mapas mostram <strong>áreas de precipitação sobre o oceano</strong>, sobretudo a sudoeste de Portugal continental.</p><p>Durante a manhã, às 10h, a chuva permanece essencialmente ao largo da costa, <strong>sem atingir de forma significativa o território continental</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-voltara-a-chover-em-portugal-o-ecmwf-revela-as-tendencias-de-precipitacao-ate-sexta-feira-23-de-outubro-1792395252973.jpg" data-image="eppjjou8njo5" alt="Áreas de precipitação surgem no Atlântico, mas permanecem afastadas da costa" title="Áreas de precipitação surgem no Atlântico, mas permanecem afastadas da costa"><figcaption>Na manhã de sexta-feira, o ECMWF prevê núcleos de precipitação a sudoeste de Portugal continental, ainda sem expressão significativa em terra.</figcaption></figure><p>Às 16h, o modelo continua a apresentar <strong>condições predominantemente secas no continente</strong>, com a precipitação concentrada sobre o Atlântico.</p><p>Assim, a <strong>previsão disponível não permite confirmar uma segunda passagem frontal com chuva generalizada na sexta-feira</strong>. A evolução das áreas de precipitação deverá continuar a ser acompanhada nas próximas atualizações.</p><h2>Onde poderá acumular-se mais precipitação até 23 de outubro?</h2><p>O mapa de precipitação acumulada apresentado para o final de sexta-feira evidencia <strong>diferenças importantes entre as regiões portuguesas</strong>.</p><p>Os valores mais expressivos surgem em áreas do <strong>Norte, particularmente no noroeste e em alguns setores do interior</strong>, enquanto grande parte do Centro e Sul apresenta acumulados reduzidos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-voltara-a-chover-em-portugal-o-ecmwf-revela-as-tendencias-de-precipitacao-ate-sexta-feira-23-de-outubro-1792395463753.jpg" data-image="im288fitlkvf" alt="Norte destaca-se nos acumulados de precipitação apresentados pelo ECMWF" title="Norte destaca-se nos acumulados de precipitação apresentados pelo ECMWF"><figcaption>O mapa do ECMWF mostra acumulados superiores no Norte e quantidades geralmente reduzidas no Centro e Sul, até ao horário apresentado.</figcaption></figure><p>Apesar destas diferenças, importa salientar que os <strong>acumulados representam a precipitação somada ao longo do período definido pelo produto meteorológico</strong>, não apenas a chuva prevista para sexta-feira.</p><p>No conjunto, a tendência aponta para <strong>precipitação irregular e pouco expressiva em grande parte de Portugal continental</strong>, com algumas exceções no Norte. A possibilidade de alterações permanece, sobretudo à medida que os modelos forem atualizando a posição e evolução das áreas de instabilidade atlântica.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quando-voltara-a-chover-em-portugal-o-ecmwf-revela-as-tendencias-de-precipitacao-ate-sexta-feira-23-de-outubro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ponto de orvalho: o dado escondido na previsão que anuncia doenças nas plantas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/ponto-de-orvalho-o-dado-escondido-na-previsao-que-anuncia-doencas-nas-plantas.html</link><pubDate>Mon, 19 Oct 2026 08:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Aparece em todas as previsões horárias, logo ao lado da humidade, e quase ninguém sabe para que serve. É provavelmente o número mais útil da nossa página para quem tem plantas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ponto-de-orvalho-o-dado-escondido-na-previsao-que-anuncia-doencas-nas-plantas-1792184704909.png" data-image="i6pkq6ut7gx9"><figcaption>Madrugada de nevoeiro sobre um prado, com a vegetação molhada sem ter caído qualquer chuva.</figcaption></figure><p><strong>Há previsões que dão dez ou doze valores para cada hora do dia. </strong>Olhamos para a temperatura, para a chuva e talvez para o vento, e passamos ao lado de um número que explica metade do que acontece às plantas durante a noite.</p><p><strong>Esse número é o ponto de orvalho, e vale a pena perceber o que faz.</strong></p><h2>O que é, e porque é melhor do que a humidade relativa</h2><p><strong>Ponto de orvalho</strong>: temperatura a que o ar teria de arrefecer para que o vapor de água que já transporta comece a condensar. É uma medida direta da quantidade de água no ar, e <strong>não muda quando a temperatura muda</strong>, ao contrário da humidade relativa.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A humidade relativa diz a que percentagem o ar está cheio. O ponto de orvalho diz quanta água lá está mesmo.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p> Esta diferença é mais importante do que parece. Dizer que o ar está a 80 por cento de humidade não diz quanta água lá está, porque 80 por cento num dia de 30 graus é muitíssima mais água do que 80 por cento num dia de 8 graus.<strong> A humidade relativa diz a que percentagem o depósito está cheio, sem dizer o tamanho do depósito</strong>. </p><h2>A conta que prevê folhas molhadas</h2><p>Aqui está a aplicação prática, e é simples.</p><p><strong>Durante a noite a temperatura desce.</strong> Se descer até ao ponto de orvalho, o vapor condensa nas superfícies mais frias, que são precisamente as folhas. E as folhas amanhecem molhadas sem ter caído uma gota de chuva.</p><p>Isto importa porque a maioria dos fungos que atacam as plantas precisa de várias horas seguidas de folha molhada para conseguir infectar. Não é a chuva que os traz, é a duração do molhamento, e o orvalho conta tanto como a chuva.</p><p><strong>Basta então comparar dois números da previsão, a temperatura mínima prevista e o ponto de orvalho para essa noite. </strong>A tabela seguinte traduz essa diferença no que se pode esperar encontrar ao amanhecer.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Diferença entre a mínima e o ponto de orvalho</p></th><th scope="col"><p>O que esperar de manhã</p></th><th scope="col"><p>Risco de doença</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Mais de 5 ºC</p></td><td><p>Folhas secas</p></td><td><p>Baixo</p></td></tr><tr><td><p>3 a 5 ºC</p></td><td><p>Orvalho ligeiro, seca cedo</p></td><td><p>Moderado</p></td></tr><tr><td><p>1 a 3 ºC</p></td><td><p>Orvalho marcado, folhas molhadas várias horas</p></td><td><p>Alto</p></td></tr><tr><td><p>Mínima igual ou abaixo do ponto de orvalho</p></td><td><p>Orvalho forte ou nevoeiro prolongado</p></td><td><p>Muito alto</p></td></tr><tr><td><p>Ponto de orvalho negativo e mínima a atingi-lo</p></td><td><p>Geada em vez de orvalho</p></td><td><p>Risco de queima pelo frio</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Relação entre a temperatura mínima prevista, o ponto de orvalho e o estado das folhas ao amanhecer. Os limiares são indicativos e o molhamento dura mais em locais abrigados, em vales e em plantas densas, onde o ar circula menos. Fonte: elaboração própria.</td></tr></tbody></table><h2>Onde isto muda decisões concretas</h2><p><strong>Quando a mínima e o ponto de orvalho andam encostados, não regue por aspersão nem pulverize ao fim do dia.</strong> Vai acrescentar horas de molhamento a uma noite que já ia estar húmida.</p><p>Quando andam afastados, o ar está seco e o risco de doença é baixo, mas aparece outro problema: pulverizar com ar muito seco faz as gotas evaporarem antes de chegarem à folha, e aumenta a deriva. Nesses dias, trate de manhã cedo, quando o ar ainda tem alguma humidade.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="672743" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-coletores-de-neblina-podem-ser-a-solucao-para-combater-a-escassez-de-agua-potavel-no-mundo.html" title="Podem os coletores de neblina ser a solução para combater a escassez de água potável no mundo?">Podem os coletores de neblina ser a solução para combater a escassez de água potável no mundo?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-coletores-de-neblina-podem-ser-a-solucao-para-combater-a-escassez-de-agua-potavel-no-mundo.html" title="Podem os coletores de neblina ser a solução para combater a escassez de água potável no mundo?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pueden-los-atrapanieblas-ser-la-solucion-para-combatir-la-escasez-de-agua-potable-en-el-mundo-1725332841592_320.jpg" alt="Podem os coletores de neblina ser a solução para combater a escassez de água potável no mundo?"></a></article></aside><p><strong>E para colher aromáticas ou folhosas, espere que o orvalho seque. </strong>Folha molhada apodrece no frigorífico em dois dias.</p><p>Há também uma leitura geográfica. No litoral, em Aveiro, o ponto de orvalho mantém-se alto quase todo o ano, porque o ar vem do mar carregado de humidade, e por isso há orvalho com muita frequência. No interior, em Bragança ou em Évora, o ar é bem mais seco e há noites em que a temperatura desce muito sem nunca chegar ao ponto de orvalho.</p><h2>O mesmo número também prevê geada</h2><p>Se o ponto de orvalho estiver abaixo de zero e a temperatura chegar lá, em vez de orvalho forma-se gelo directamente sobre as folhas. <strong>É a geada branca</strong>.</p><p>Por isso, uma previsão de mínima de 1 ºC com ponto de orvalho de menos 4 ºC é um aviso muito mais sério do que uma mínima de 1 ºC com ponto de orvalho de 1 ºC, apesar de o número da temperatura ser o mesmo nos dois casos.</p><h2>Porque é que um ar húmido protege do frio</h2><p>Fica para o fim a parte que mais surpreende, e que explica noites que parecem contrariar a previsão.</p><p><strong>Quando o vapor de água condensa, liberta calor. </strong>É o mesmo calor que foi preciso para o evaporar, devolvido ao ambiente. Isso significa que, assim que a temperatura chega ao ponto de orvalho, a condensação começa e passa a travar o arrefecimento. A temperatura deixa de cair com a mesma facilidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ponto-de-orvalho-o-dado-escondido-na-previsao-que-anuncia-doencas-nas-plantas-1792184830331.png" data-image="p0fojz2dw4is"><figcaption>Condensação numa cobertura de plástico, o mesmo fenómeno que molha as folhas durante a noite.</figcaption></figure><p>É por isso que, com um ponto de orvalho alto, é raro a temperatura descer muito abaixo dele. E é por isso que duas noites com a mesma mínima prevista podem acabar de maneiras completamente diferentes: a que tem ar seco atravessa esse valor sem travão nenhum e continua a descer, a que tem ar húmido fica ali presa.</p><p>Daqui sai um gesto prático que se usa há muito tempo e que agora faz sentido. Numa noite de risco de geada, regue o solo ao fim da tarde. <strong>A água que evapora durante a noite sobe o ponto de orvalho junto às plantas e cria esse travão,</strong> e o solo húmido guarda e devolve mais calor do que o solo seco. São uns poucos graus, mas são muitas vezes os graus que decidem.</p><p>A partir de agora, quando abrir a previsão horária da sua zona, repare nesse número ao lado da humidade. Está lá todos os dias e conta-lhe o que vai acontecer durante a noite.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/ponto-de-orvalho-o-dado-escondido-na-previsao-que-anuncia-doencas-nas-plantas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Pesca industrial: centenas de milhares de salmões são capturados acidentalmente no Alasca]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pesca-industrial-centenas-de-milhares-de-salmoes-sao-capturados-acidentalmente-no-alasca.html</link><pubDate>Mon, 19 Oct 2026 07:02:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A pesca do polaca-do-alasca — um peixe amplamente utilizado por redes de fast-food — custa caro a outras espécies e, sobretudo, ao salmão, cujas populações estão em colapso.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/peche-industrielle-des-centaines-de-milliers-de-saumons-captures-par-accident-en-alaska-biodiversite-poisson-1791974561332.jpeg" data-image="yghm8d24j42c"><figcaption>Por trás dos palitos de peixe, esconde-se uma pesca industrial que gera debate no Alasca.</figcaption></figure><p>Raias, salmões, caranguejos — à medida que as redes de <strong>navios pesqueiros</strong> gigantes são içadas para o convés, a constatação é sempre a mesma. Inúmeras espécies, muitas vezes já em declínio, acabam presas nas águas do <strong>Alasca</strong>.</p><h2>O peixe polaca-do-alasca no centro de uma controvérsia</h2><p>Muitos conhecem o <strong>peixe polaca-do-alasca </strong>(<em>Gadus chalcogrammus</em>), ou merluza-do-alasca, seja na forma de palitos de peixe panado, em sanduíches de redes de <em>fast-food</em> ou sob o nome de surimi. Este é pescado em grandes quantidades através da técnica de arrasto, na qual redes imensas são puxadas pela água para capturar os peixes.</p><p>O <strong>problema</strong>, no entanto, é que<strong> a captura não é seletiva</strong>: as redes trazem à tona também espécies que não eram o alvo, incluindo salmões que já se encontram fortemente ameaçados. "É uma técnica de pesca indiscriminada; acaba-se por capturar espécies que não eram o objetivo", explica o capitão de uma das embarcações. "É o preço a pagar para poder comer peixe", acrescenta.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/peche-industrielle-des-centaines-de-milliers-de-saumons-captures-par-accident-en-alaska-biodiversite-poisson-1791975411449.jpeg" data-image="xj5jstaq8kii"><figcaption>O polaca-do-alasca, um peixe pescado em quantidades muito grandes e utilizado em palitos de peixe panado.</figcaption></figure><p>Segundo a agência de notícias americana AP, nos últimos dez anos, os traineiros no Estreito de Bering capturaram, em média, cerca de 18 mil salmões-reais e 288 mil outros salmões por ano — principalmente salmões-keta.</p><h2>Salmões em declínio, comunidades privadas da pesca</h2><p>No Alasca, cresce o descontentamento — especialmente entre comunidades indígenas e pescadores locais — diante dos danos ecológicos causados pela pesca industrial, que se somam às alterações nas condições oceânicas e ao aquecimento da água.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764203" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-abriram-latas-de-salmao-com-40-anos-para-verificar-a-saude-dos-oceanos-e-encontraram-algo-inesperado.html" title="Cientistas abriram latas de salmão com 40 anos para verificar a saúde dos oceanos - e encontraram algo inesperado">Cientistas abriram latas de salmão com 40 anos para verificar a saúde dos oceanos - e encontraram algo inesperado</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-abriram-latas-de-salmao-com-40-anos-para-verificar-a-saude-dos-oceanos-e-encontraram-algo-inesperado.html" title="Cientistas abriram latas de salmão com 40 anos para verificar a saúde dos oceanos - e encontraram algo inesperado"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/scientists-opened-40-year-old-cans-of-salmon-to-check-on-ocean-health-and-found-something-unexpected-inside-1776182397734_320.png" alt="Cientistas abriram latas de salmão com 40 anos para verificar a saúde dos oceanos - e encontraram algo inesperado"></a></article></aside><p>No oeste do Alasca, <strong>várias populações de salmão sofreram uma redução acentuada</strong>. Ao longo do rio Yukon, foi inclusive estabelecida, em 2024, uma proibição à pesca do salmão-real (também chamado de salmão-chinook ou <em>Oncorhynchus tshawytscha</em>) com duração de sete anos, visando dar à espécie uma chance de se recuperar.</p><h2>É possível limitar o impacto da pesca industrial?</h2><p>Já existem <strong>regras que regulamentam as capturas acidentais</strong>, mas a sua eficácia e aplicação continuam no centro do debate. Os <strong>pescadores tentam evitar áreas onde os salmões se concentram</strong>, e certos dispositivos permitem que alguns peixes escapem das redes; contudo, a eficácia destes mecanismos está longe de ser total.</p><p><strong>Os críticos argumentam que as capturas acidentais podem ser controladas </strong>mais facilmente do que outras causas de declínio, e que mesmo pequenas perdas são relevantes quando se trata de espécies altamente ameaçadas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/peche-industrielle-des-centaines-de-milliers-de-saumons-captures-par-accident-en-alaska-biodiversite-poisson-1791976403745.jpeg" data-image="aaenjdceymhh"><figcaption>Para as comunidades indígenas, o salmão é muito mais do que um recurso comercial: desempenha um papel essencial na alimentação, nas tradições e na vida cultural.</figcaption></figure><p>"Cada peixe é essencial para as comunidades que vivem ao longo do rio Yukon", afirma Andrew Seitz, professor da área de pesca na Universidade do Alasca em Fairbanks.</p><p>O dilema, portanto, persiste: manter a pesca industrial para abastecer o planeta com pescado, ou preservar os ecossistemas e os meios de subsistência das comunidades locais.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Annika%20Hammerschlag" data-year="2026" data-title="The%20fish%20behind%20America%E2%80%99s%20fish%20sticks%20is%20fueling%20a%20fight%20over%20trawling%20in%20Alaska" data-url="https%3A%2F%2Fapnews.com%2Farticle%2Falaska-fish-sticks-trawling-salmon-bc01f5b40583ff75b49b01ada1b10e86">Annika Hammerschlag. (2026). <a href="https://apnews.com/article/alaska-fish-sticks-trawling-salmon-bc01f5b40583ff75b49b01ada1b10e86" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The fish behind America’s fish sticks is fueling a fight over trawling in Alaska</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pesca-industrial-centenas-de-milhares-de-salmoes-sao-capturados-acidentalmente-no-alasca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Açores e Madeira: semana de mudanças no estado do tempo? Eis o que dizem os modelos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-e-madeira-semana-de-mudancas-no-estado-do-tempo-eis-o-que-dizem-os-modelos.html</link><pubDate>Mon, 19 Oct 2026 06:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nos próximos dias, os arquipélagos dos Açores e da Madeira poderão registar episódios de precipitação fraca e dispersa, alternando com períodos de estabilidade ao longo da semana, aponta o ECMWF.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbpekhq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbpekhq.jpg" id="xbpekhq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A evolução meteorológica nos arquipélagos de Portugal revelará algumas nuances ao longo dos próximos dias. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong> nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>De acordo com as mais recentes projeções do modelo europeu de referência (ECMWF), <strong>prevê-se a passagem de superfícies frontais de fraca atividade e bolsas de humidade que poderão trazer aguaceiros pontuais aos Açores e à Madeira</strong>, sem perspetiva de fenómenos severos.</p><h2>Arquipélago dos Açores: aguaceiros pontuais no início da semana e estabilidade posterior</h2><p>Para esta segunda-feira, dia 19 de outubro, os mapas do ECMWF indicam a possibilidade de <strong>ocorrência de aguaceiros fracos e dispersos no Grupo Ocidental (ilhas das Flores e do Corvo) entre as 15:00 e as 21:00</strong>. Nas restantes ilhas dos grupos Central e Oriental, a probabilidade de precipitação poderá ser bastante mais reduzida durante o dia de hoje. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-e-madeira-semana-de-mudancas-no-estado-do-tempo-eis-o-que-dizem-os-modelos-1792361057962.jpg" data-image="wkrz0171j7iw" alt="Previsão de precipitação e nebulosidade no Arquipélago dos Açores" title="Previsão de precipitação e nebulosidade no Arquipélago dos Açores"><figcaption>Previsão de precipitação e nebulosidade no Arquipélago dos Açores para segunda-feira, 19 de outubro, às 17:00. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>Na terça-feira, dia 20, o cenário sugere a travessia de uma linha de instabilidade de fraca expressão, podendo originar <strong>aguaceiros fracos e distribuídos de forma irregular por todo o arquipélago açoriano</strong>. A partir de quarta-feira, dia 21, e ao longo de quinta-feira, dia 22, os modelos apontam para um gradual reforço da estabilidade atmosférica, <strong>não se prevendo a ocorrência de precipitação significativa em nenhuma das nove ilhas</strong>.</p><h2>Arquipélago da Madeira: chuva fraca intercalada com períodos secos</h2><p>No Arquipélago da Madeira, o início da semana será igualmente acompanhado pela presença de humidade. Para esta segunda-feira, <strong>dia 19 de outubro, prevê-se a ocorrência de aguaceiros fracos durante a manhã nas vertentes Norte da ilha da Madeira e na ilha de Porto Santo</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793861" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/evolucao-da-chuva-e-das-temperaturas-em-portugal-continental-ate-quarta-feira-21-segundo-o-ecmwf.html" title="Evolução da chuva e das temperaturas em Portugal Continental até quarta-feira, 21, segundo o ECMWF">Evolução da chuva e das temperaturas em Portugal Continental até quarta-feira, 21, segundo o ECMWF</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/evolucao-da-chuva-e-das-temperaturas-em-portugal-continental-ate-quarta-feira-21-segundo-o-ecmwf.html" title="Evolução da chuva e das temperaturas em Portugal Continental até quarta-feira, 21, segundo o ECMWF"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/evolucao-da-chuva-e-das-temperaturas-em-portugal-continental-ate-quarta-feira-21-segundo-o-ecmwf-1792272403099_320.jpg" alt="Evolução da chuva e das temperaturas em Portugal Continental até quarta-feira, 21, segundo o ECMWF"></a></article></aside><p><strong>Pelas 17:00 de hoje, a precipitação fraca poderá estender-se à maior parte da ilha da Madeira, afetando concelhos de Santana, Funchal e Porto Moniz</strong>, enquanto em Porto Santo a probabilidade de chuva tenderá a diminuir substancialmente ao final da tarde. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-e-madeira-semana-de-mudancas-no-estado-do-tempo-eis-o-que-dizem-os-modelos-1792361269401.jpg" data-image="4pjs1mj0pd37" alt="Previsão de chuva e nebulosidade na ilha da Madeira e Porto Santo" title="Previsão de chuva e nebulosidade na ilha da Madeira e Porto Santo"><figcaption>Previsão de chuva e nebulosidade na ilha da Madeira e Porto Santo para segunda-feira, 19 de outubro, às 17:00. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>Na terça-feira, dia 20, os mapas sinalizam a possibilidade <strong>de aguaceiros fracos durante a manhã no sudoeste da Madeira,</strong> podendo afetar também o noroeste da ilha durante o período da tarde. <strong>Para quarta-feira, dia 21, prevê-se que a ilha da Madeira registe episódios de chuva fraca de forma mais continuada ao longo do dia</strong>. Na quinta-feira, dia 22, perspetiva-se apenas a ocorrência de aguaceiros fracos no sudoeste da ilha durante a tarde.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-e-madeira-semana-de-mudancas-no-estado-do-tempo-eis-o-que-dizem-os-modelos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Pedro Carneiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Destinos europeus inesquecíveis para descobrir no Outono]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/destinos-europeus-inesqueciveis-para-descobrir-no-outono.html</link><pubDate>Mon, 19 Oct 2026 05:04:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Destinos imperdíveis de Outono: descubra como cidades europeias se transformam com tons quentes, gastronomia típica e um ambiente acolhedor. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/destinos-europeus-inesqueciveis-para-descobrir-no-outono-1791751497840.png" data-image="307pmnzi2nw5"><figcaption>No equinócio de outono, o dia e a noite têm exatamente a mesma duração em todo o planeta.</figcaption></figure><p>O outono é a <strong>época ideal para explorar a Europa</strong>. Com a partida das multidões do verão, as cidades ganham uma tranquilidade, as temperaturas tornam-se amenas e as <strong>paisagens transformam-se com uma paleta de tons dourados e acastanhados</strong>. </p><h2>Quais os destino a escolher?</h2><p>Se procura umas pequenas férias memoráveis, estas cinco cidades oferecem a combinação perfeita de beleza cénica, riqueza cultural e experiências acolhedoras.</p><h3>Praga (Chéquia)</h3><p>A <strong>capital checa parece desenhada à medida para esta estação</strong>. A neblina matinal sobre a Ponte Carlos, aliada às copas douradas dos parques em redor do Castelo de Praga, confere à cidade uma atmosfera romântica e quase poética. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/destinos-europeus-inesqueciveis-para-descobrir-no-outono-1791751017242.png" data-image="4ovebg2i5m8y"><figcaption>A 11 de novembro às 11:11, abre-se o primeiro vinho da colheita, servido tradicionalmente com ganso assado.</figcaption></figure><p>O outono é o momento perfeito para percorrer os becos da Cidade Velha a pé, terminar a tarde num café histórico e saborear a gastronomia reconfortante da Europa Central.</p><h3>Edimburgo (Escócia)</h3><p><strong>Poucos cenários se adequam tanto ao outono como a capital escocesa</strong>. A arquitetura gótica e os edifícios em pedra negra ganham um dramatismo singular sob a luz suave desta época. Passeie pelos Princes Street Gardens cobertos por folhas secas, suba ao Arthur’s Seat para observar a cidade vestida de tons acobreados e refugie-se ao final do dia num pub tradicional junto a uma lareira.</p><h3>Amsterdão (Países Baixos)</h3><p>No outono, os famosos canais de Amsterdão transformam-se em túneis de folhagem amarela e alaranjada que se refletem na água. <strong>Explorar a cidade de bicicleta ou fazer um passeio de barco ao fim da tarde ganha um encanto único</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/destinos-europeus-inesqueciveis-para-descobrir-no-outono-1791751293237.png" data-image="wcbp31o1a8g9"><figcaption>Na Museumnacht, em novembro, mais de 50 museus abrem durante a noite com festas, DJs e arte.</figcaption></figure><p> A estação traz também a oportunidade de visitar museus de classe mundial, como o Rijksmuseum ou o Museu Van Gogh, sem as longas filas dos meses de verão.</p><h3>Florença (Itália)</h3><p>A capital da Toscânia brilha no outono não só pelas temperaturas agradáveis, mas sobretudo pela gastronomia. Esta é a <strong>época da vindima, da colheita de trufas e do azeite novo</strong>, transformando os restaurantes locais num paraíso para os amantes da boa mesa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/destinos-europeus-inesqueciveis-para-descobrir-no-outono-1791751398228.png" data-image="yfy3tzjn9imd"><figcaption>Nas medievais Buchette del Vino, ainda pode pedir um copo de vinho servido diretamente para a rua.</figcaption></figure><p> Sem a afluência massiva do verão, é possível contemplar a Galeria Uffizi ou subir à cúpula de Brunelleschi com muito mais serenidade.</p><h3>Porto (Portugal)</h3><p>O <strong>outono no Porto oferece uma luz acolhedora e uma névoa sobre o rio Douro que tornam a cidade invicta irresistível</strong>. As fachadas de azulejos ganham um brilho especial ao pôr do sol, enquanto o aroma a castanhas assadas invade as ruas do centro histórico. Uma caminhada pela zona da Ribeira seguida de uma visita com prova de vinhos às caves de Gaia é o plano perfeito para uma tarde de outono.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791860" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/neste-outono-os-portugueses-estao-a-descobrir-um-novo-lado-de-portugal.html" title="Neste outono, os portugueses estão a descobrir um novo lado de Portugal">Neste outono, os portugueses estão a descobrir um novo lado de Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/neste-outono-os-portugueses-estao-a-descobrir-um-novo-lado-de-portugal.html" title="Neste outono, os portugueses estão a descobrir um novo lado de Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/neste-outono-os-portugueses-estao-a-descobrir-um-novo-lado-de-portugal-1791140420660_320.jpg" alt="Neste outono, os portugueses estão a descobrir um novo lado de Portugal"></a></article></aside><p><strong> Viajar durante o outono é, sem dúvida, uma das formas mais gratificantes e inteligentes de descobrir a Europa</strong>. Para além da vantagem evidente de encontrar preços mais apelativos em alojamento e viagens, a acentuada redução do turismo de massas permite vivenciar o quotidiano local com genuína tranquilidade, explorando monumentos e museus sem a azáfama do verão. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Mar%C3%ADa%20Bel%C3%A9n%20Archetto%20%2C%20Clara%20Valles%20y%20Marta%20Sahelices" data-year="2026" data-title="20%20ciudades%20europeas%20a%20las%20que%20les%20sienta%20muy%20bien%20el%20oto%C3%B1o" data-url="https%3A%2F%2Fwww.traveler.es%2Fgalerias%2Fciudades-europeas-para-visitar-en-otono">María Belén Archetto , Clara Valles y Marta Sahelices. (2026). <a href="https://www.traveler.es/galerias/ciudades-europeas-para-visitar-en-otono" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">20 ciudades europeas a las que les sienta muy bien el otoño</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/destinos-europeus-inesqueciveis-para-descobrir-no-outono.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Falso alarme no Japão: agência anuncia por engano um terramoto de magnitude 9,9]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/falso-alarme-no-japao-agencia-anuncia-por-engano-um-terramoto-de-magnitude.html</link><pubDate>Sun, 18 Oct 2026 12:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A Agência Meteorológica do Japão pediu desculpa após emitir, por engano, um alerta para um terramoto de magnitude 9,9, que teria superado o maior sismo alguma vez registado. Venha saber mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/falso-alarme-no-japao-agencia-anuncia-por-engano-um-terramoto-de-magnitude-1792233761933.jpg" data-image="yfe4mzmhx4wc" alt="Sismo no Japão" title="Sismo no Japão"><figcaption>No Japão, onde os terramotos fazem parte dos riscos naturais, a rapidez e a precisão da informação são fundamentais para proteger a população e evitar alarmes desnecessários.</figcaption></figure><p>A emissão errada de um <strong>alerta de emergência para um sismo de magnitude 9,9</strong> levou a Agência Meteorológica do Japão a apresentar desculpas, num <strong>incidente que evidencia os desafios de comunicar riscos sísmicos </strong>num dos países mais preparados do mundo para enfrentar terramotos.</p><p>De acordo com a Agência Meteorológica do Japão, o <strong>alerta terá sido emitido após um sismo de magnitude 6,9 junto à península de Kamchatka</strong>, na região do extremo oriente russo.</p><p>Segundo a informação divulgada, o abalo real ocorreu cerca de três horas antes do relato do incidente. A falha terá levado à <strong>indicação de uma magnitude muito superior à registada</strong>, criando assim um falso alarme de consequências potencialmente graves.</p><p>Porém, a diferença entre os dois valores ainda é significativa. Enquanto um sismo de magnitude 6,9 pode provocar danos consideráveis, dependendo da profundidade, da distância a zonas habitadas e das características do solo e das construções, <strong>um terramoto de magnitude 9,9 representaria um acontecimento de proporções gigantescas</strong>.</p><h2>Um erro que gerou um alarme</h2><p>A Agência Meteorológica do Japão, responsável pela monitorização da atividade sísmica e pela emissão de alertas, reconheceu o erro e pediu desculpa. <strong>A ocorrência levanta questões sobre a fiabilidade dos sistemas de deteção e divulgação de informação de emergência</strong>, sobretudo num país onde os avisos rápidos podem ser decisivos para salvar vidas.</p><p>O Japão está localizado no chamado <strong>Anel de Fogo do Pacífico</strong>, uma vasta região marcada por intensa atividade tectónica, onde se concentram numerosos sismos e vulcões.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="743274" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/por-que-ocorrem-tantos-sismos-no-japao-a-geologia-explica-esta-forca-invisivel.html" title="Por que ocorrem tantos sismos no Japão? A geologia explica esta força invisível">Por que ocorrem tantos sismos no Japão? A geologia explica esta força invisível</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/por-que-ocorrem-tantos-sismos-no-japao-a-geologia-explica-esta-forca-invisivel.html" title="Por que ocorrem tantos sismos no Japão? A geologia explica esta força invisível"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-ocorrem-tantos-sismos-no-japao-a-geologia-explica-esta-forca-invisivel-1765404520114_320.png" alt="Por que ocorrem tantos sismos no Japão? A geologia explica esta força invisível"></a></article></aside><p>Por esse motivo, <strong>o país desenvolveu sistemas de monitorização e alerta que procuram transmitir informações à população e às autoridades no menor tempo possível</strong>. No entanto, a rapidez necessária para emitir avisos pode tornar particularmente importante a validação dos dados antes da sua divulgação.</p><h2>Um alerta cancelado em apenas oito minutos</h2><p>Segundo a imprensa japonesa, o aviso foi divulgado pelas 12h40, hora local, e retirado cerca de oito minutos depois, às 12h48, dia 16 de outubro, sexta-feira. <strong>Durante esse intervalo, foram previstas intensidades sísmicas máximas na escala japonesa</strong>, levando à emissão de alertas para várias regiões do país.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/falso-alarme-no-japao-agencia-anuncia-por-engano-um-terramoto-de-magnitude-1792225778900.jpg" data-image="gvlkjvdo543y" alt="Alerta de sismo" title="Alerta de sismo"><figcaption>Mapa da Agência Meteorológica do Japão assinala o epicentro do sismo que atingiu a região ao largo da península de Kamchatka, na tarde de sexta-feira, dia 16 de Outubro. Fonte: The Japan times</figcaption></figure><p>A agência explicou que a <strong>magnitude do sismo tinha sido sobrestimada e que estava a investigar a origem da falha informática</strong>. Na conferência de imprensa, afastou a hipótese de um ciberataque, apontando para um possível problema no processamento dos dados pelo sistema.</p><p>Apesar do susto, o sismo real provocou apenas uma <strong>intensidade sísmica de nível 1 na cidade japonesa</strong> de Hakodate, em Hokkaido. Não foi emitido qualquer alerta de tsunami associado ao incidente.</p><h2>Um sismo de magnitude 9,9 seria possível?</h2><p>O valor anunciado por engano <strong>ultrapassaria o maior terramoto alguma vez registado por instrumentos científicos</strong>, o sismo de Valdivia, no Chile, em 22 de maio de 1960, com magnitude 9,5. O abalo provocou um tsunami que atravessou o Pacífico e causou vítimas e destruição em vários países.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/falso-alarme-no-japao-agencia-anuncia-por-engano-um-terramoto-de-magnitude-1792234182284.jpg" data-image="g6cgca4hrq63" alt="Agência Meteorológica do Japão" title="Agência Meteorológica do Japão"><figcaption>A Agência Meteorológica do Japão identificou incorretamente a magnitude do sismo ocorrido junto a Kamchatka, desencadeando um alerta de emergência que acabou por ser retirado. Fonte: The Japan Times</figcaption></figure><p>De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), <strong>não é conhecido qualquer sistema de falhas suficientemente extenso para produzir um terramoto de magnitude 10 </strong>ou superior. Um evento de magnitude 9,9 seria, por isso, extraordinariamente improvável segundo o conhecimento geológico atual.</p><p>O incidente no Japão demonstra como <strong>um erro num sistema de alerta pode ter consequências que vão muito além de uma simples incorreção numérica</strong>. Num país habituado a preparar a população para terramotos e tsunamis, a confiança nas informações oficiais é essencial.</p><p>A rapidez dos avisos continua a ser indispensável, mas este episódio recorda que a precisão dos dados e a capacidade de corrigir erros são igualmente fundamentais.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/falso-alarme-no-japao-agencia-anuncia-por-engano-um-terramoto-de-magnitude.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas: "aproximamo-nos cada vez mais de um mundo inabitável"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/antonio-guterres-secretario-geral-das-nacoes-unidas-aproximamo-nos-cada-vez-mais-de-um-mundo-inabitavel.html</link><pubDate>Sun, 18 Oct 2026 11:02:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A perda de biodiversidade, a poluição e as alterações climáticas estão a empurrar o planeta para um cenário cada vez mais perigoso. António Guterres alerta que mais de um milhão de espécies enfrentam o risco de extinção e exige medidas urgentes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/antonio-guterres-secretario-general-de-naciones-unidas-nos-acercamos-cada-vez-mas-a-un-mundo-inhabitable-1792191204372.jpg" data-image="3pq0p0u30g3b"><figcaption>O planeta enfrenta uma tripla ameaça: as consequências das alterações climáticas, a perda de biodiversidade e a poluição.</figcaption></figure><p>"Estamos a aproximar-nos cada vez mais de um mundo inabitável". Com este grave alerta, António Guterres procura sensibilizar para uma <strong>crise ambiental </strong>que vai muito para além do aumento das temperaturas. </p><p>Aproveitando a Cimeira de Líderes sobre Biodiversidade realizada esta semana em Yerevan, na Arménia, na véspera da Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade (COP17), o Secretário-Geral das Nações Unidas apelou mais uma vez a <strong>medidas urgentes para proteger a biodiversidade</strong>, numa altura em que mais de um milhão de espécies correm o risco de desaparecer.</p><p>Na sua mensagem, Guterres lembrou que <strong>a natureza fornece recursos essenciais para a sobrevivência humana</strong>: desde os alimentos e a água ao ar que respiramos. No entanto, as atividades humanas estão a deteriorar os ecossistemas que sustentam esta rede de vida. </p><h2>Uma tripla crise planetária</h2><p>O dirigente da ONU apontou<strong> três ameaças ao planeta que estão intimamente relacionadas: as alterações climáticas, a perda de biodiversidade e a poluição</strong>. Esta chamada tripla crise planetária não atua de forma isolada. A degradação dos ecossistemas pode agravar os efeitos do aquecimento global, enquanto a poluição e a destruição de habitats reduzem a capacidade de recuperação da natureza.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/antonio-guterres-secretario-general-de-naciones-unidas-nos-acercamos-cada-vez-mas-a-un-mundo-inhabitable-1792190997603.jpg" data-image="n2708xcitcvb"><figcaption>Na Europa, entre 20% e 35% das populações de abelhas, indispensáveis para a polinização, desaparecem todos os anos.</figcaption></figure><p>O número que acompanha o aviso de Guterres reflete a magnitude do problema: <strong>mais de um milhão de espécies animais e vegetais estão ameaçadas de extinção</strong>, de acordo com as estimativas científicas utilizadas pelas Nações Unidas. </p><p>O desaparecimento de espécies não representa apenas uma perda de património natural: pode também <strong>alterar processos ecológicos</strong> dos quais dependem a agricultura, a disponibilidade de água e a estabilidade dos ecossistemas.</p><p>Entre os fatores que impulsionam esta crise estão a <strong>alteração do uso do solo, a destruição de habitats, a sobrepesca, o sobrepastoreio e a expansão de espécies invasoras</strong>. A estas pressões junta-se o uso excessivo de fertilizantes e pesticidas, os plásticos e os metais pesados, que contaminam os ambientes terrestres e aquáticos.</p><h2>Os compromissos internacionais não avançam ao ritmo necessário</h2><p><strong>A COP17</strong>, prevista para decorrer de 19 a 30 de outubro de 2026 em Yerevan, <strong>constitui um momento decisivo para avaliar os avanços do Marco Global de Biodiversidade</strong> de Kunming-Montreal, acordado em 2022. O plano estabelece metas internacionais para travar e reverter a perda da natureza, incluindo a proteção de 30% das terras e dos mares do planeta até 2030.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792154" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/angelina-jolie-adquiriu-39-hectares-no-camboja-e-protegeu-uma-floresta-1-500-vezes-maior-contra-a-caca-ilegal.html" title="Angelina Jolie adquiriu 39 hectares no Camboja e protegeu uma floresta 1.500 vezes maior contra a caça ilegal">Angelina Jolie adquiriu 39 hectares no Camboja e protegeu uma floresta 1.500 vezes maior contra a caça ilegal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/angelina-jolie-adquiriu-39-hectares-no-camboja-e-protegeu-uma-floresta-1-500-vezes-maior-contra-a-caca-ilegal.html" title="Angelina Jolie adquiriu 39 hectares no Camboja e protegeu uma floresta 1.500 vezes maior contra a caça ilegal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/angelina-jolie-adquirio-39-hectareas-en-camboya-y-protegio-un-bosque-1-500-veces-mayor-frente-a-la-caza-furtiva-1791242502109_320.png" alt="Angelina Jolie adquiriu 39 hectares no Camboja e protegeu uma floresta 1.500 vezes maior contra a caça ilegal"></a></article></aside><p>Desde a aprovação do acordo, <strong>cerca de 90% dos países participantes na convenção internacional sobre biodiversidade estabeleceram metas nacionais</strong>. No entanto, as Nações Unidas alertam que persistem lacunas importantes na sua implementação, especialmente em questões relacionadas com o financiamento e a cooperação entre países. </p><p>Com efeito, um relatório da ONU publicado no passado dia 15 de outubro alerta que<strong> menos de metade das metas nacionais destinadas a proteger plantas, animais e ecossistemas está em vias de ser cumprida</strong>. Um diagnóstico que evidencia a distância entre os compromissos políticos e as medidas que estão a ser executadas na prática. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/antonio-guterres-secretario-general-de-naciones-unidas-nos-acercamos-cada-vez-mas-a-un-mundo-inhabitable-1792191563874.jpg" data-image="nopays9kw8go"><figcaption>O lince-ibérico é um dos felinos mais ameaçados do mundo. A sua população tem vindo a recuperar graças aos programas de conservação, mas ainda permanece vulnerável.</figcaption></figure><p>Por isso, para Guterres, o acordo internacional constitui um ponto de partida, mas <strong>não basta estabelecer metas</strong>. Os governos devem acelerar as ações, mobilizar recursos económicos e garantir que as medidas adotadas se traduzem em resultados verificáveis.</p><h2>Proteger a natureza para garantir o futuro</h2><p>O alerta sobre um mundo inabitável levanta também uma questão de<strong> justiça social</strong>. As comunidades mais vulneráveis costumam dispor de menos recursos para enfrentar as consequências da degradação ambiental, embora nem sempre sejam as principais responsáveis por causá-la. <strong>A perda de colheitas, a escassez de água e a destruição dos meios de subsistência podem agravar as desigualdades existentes </strong>e aumentar a pressão sobre as populações que já vivem em condições difíceis.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/antonio-guterres-secretario-general-de-naciones-unidas-nos-acercamos-cada-vez-mas-a-un-mundo-inhabitable-1792191928104.jpg" data-image="rjqyapz8yxoi"><figcaption>Estudos recentes elevam para mais de 4,4 mil milhões o número de pessoas no mundo que não têm acesso a água potável segura.</figcaption></figure><p> A resposta exige, portanto, o <strong>envolvimento dos governos, das empresas e dos cidadãos</strong>. A conservação dos espaços naturais, a restauração de ecossistemas degradados, uma agricultura mais sustentável e a redução da poluição fazem parte das soluções. É também essencial rever os auxílios e incentivos que favoreçam as atividades prejudiciais ao ambiente. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793754" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/nao-podemos-controlar-as-alteracoes-climaticas-mas-o-microclima-a-estrategia-para-salvar-as-florestas-mediterranicas.html" title="'Não podemos controlar as alterações climáticas, mas o microclima': a estratégia para salvar as florestas mediterrânicas">"Não podemos controlar as alterações climáticas, mas o microclima": a estratégia para salvar as florestas mediterrânicas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/nao-podemos-controlar-as-alteracoes-climaticas-mas-o-microclima-a-estrategia-para-salvar-as-florestas-mediterranicas.html" title="'Não podemos controlar as alterações climáticas, mas o microclima': a estratégia para salvar as florestas mediterrânicas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/no-podemos-controlar-el-cambio-climatico-pero-si-el-microclima-la-estrategia-para-salvar-los-bosques-mediterraneos-1792080935916_320.png" alt="'Não podemos controlar as alterações climáticas, mas o microclima': a estratégia para salvar as florestas mediterrânicas"></a></article></aside><p>O secretário-geral das Nações Unidas resumiu a urgência do momento com uma ideia clara: <strong>ainda é possível mudar de rumo, mas é preciso mais ação, rapidez e vontade política</strong>. A COP17 deverá avaliar até que ponto os países estão dispostos a transformar as suas promessas em políticas eficazes, antes que ocorram danos irreversíveis.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Naciones%20Unidas" data-year="2026" data-title="Guterres%20insta%20a%20acelerar%20las%20medidas%20y%20la%20financiaci%C3%B3n%20para%20detener%20la%20p%C3%A9rdida%20de%20biodiversidad" data-url="https%3A%2F%2Fnews.un.org%2Fen%2Fstory%2F2026%2F10%2F1168610">Naciones Unidas. (2026). <a href="https://news.un.org/en/story/2026/10/1168610" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Guterres insta a acelerar las medidas y la financiación para detener la pérdida de biodiversidad</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/antonio-guterres-secretario-geral-das-nacoes-unidas-aproximamo-nos-cada-vez-mais-de-um-mundo-inabitavel.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como um canto da Patagónia argentina passou de 40.000 ovelhas e abandono a um santuário de vida selvagem]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/como-um-canto-da-patagonia-argentina-passou-de-40-000-ovelhas-e-abandono-a-um-santuario-de-vida-selvagem.html</link><pubDate>Sun, 18 Oct 2026 10:04:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Durante décadas, foi uma vasta quinta de ovelhas. Hoje, este recanto de Santa Cruz, na Argentina, protege milhares de pinguins, guanacos, raposas e outras espécies ao longo da costa atlântica.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tuvo-40-000-ovejas-y-quedo-abandonada-increible-transformacion-del-rincon-patagonico-que-reabrio-como-santuario-1790021868513.png" data-image="nylrxegzun6u" alt="Parque Nacional Monte León" title="Parque Nacional Monte León"><figcaption>Há um século, o Parque Nacional de Monte León era uma quinta em atividade. Hoje, é uma área natural protegida que alberga pinguins, guanacos e outros animais selvagens. Foto: X @ParquesOficial</figcaption></figure><p>Num recanto remoto da Patagónia argentina, onde a vasta estepe se encontra com o mar, <strong>ocorreu uma transformação extraordinária</strong>. A mesma terra que, outrora, albergava dezenas de milhares de ovelhas tornou-se um santuário para a vida selvagem.</p><p>Trata-se do Parque Nacional Monte León, localizado na província de Santa Cruz. Com uma extensão de mais de 62.000 hectares e aproximadamente 30 quilómetros de costa, <strong>o parque reúne ecossistemas marinhos e terrestres que albergam uma notável diversidade de espécies</strong>.</p><p>Antes de se tornarem uma área protegida, estes terrenos funcionaram como uma <strong>grande exploração de ovinos durante uma boa parte do século XX</strong>.</p><h2>De 40.000 ovelhas a terras protegidas</h2><p>Lá em 1920, há mais de um século, a Estância Monte León contava com exatamente <strong>40.535 ovelhas, 300 cavalos, oito vacas e um touro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tuvo-40-000-ovejas-y-quedo-abandonada-increible-transformacion-del-rincon-patagonico-que-reabrio-como-santuario-1790022073725.png" data-image="i45qezn3qm6i" alt="Parque Nacional Monte León" title="Parque Nacional Monte León"><figcaption>O Parque Nacional Monte León, em Santa Cruz, abrange 62.000 hectares e 30 quilómetros de costa, onde coexistem ecossistemas marinhos e terrestres. Foto: X @argentinapatago</figcaption></figure><p>Durante décadas, <strong>a criação de ovelhas garantiu o sustento das pessoas que viviam e trabalhavam na quinta</strong>. Com o passar do tempo, no entanto, o número de animais diminuiu. Entre as décadas de 1970 e o ano 2000, o efetivo ovino da exploração oscilou entre as 11.000 e as 20.000 cabeças. <strong>No final de 2001, todas as ovelhas tinham sido retiradas da propriedade</strong>.</p><p>Foi então que a Fundación Vida Silvestre Argentina, com recurso a fundos disponibilizados pelo Patagonia Land Trust, adquiriu a propriedade. <strong>Em 2004, foi oficialmente criado o Parque Nacional Monte León</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tuvo-40-000-ovejas-y-quedo-abandonada-increible-transformacion-del-rincon-patagonico-que-reabrio-como-santuario-1790021975643.png" data-image="0vh2ldxv3vfh" alt="Parque Nacional Monte León" title="Parque Nacional Monte León"><figcaption>Em 1920, a Estância Monte León albergava 40.000 ovelhas. Hoje, a área é o lar de 40.000 casais reprodutores de pinguins-de-magalhães, além de muitas outras espécies. Foto: X @inconsilio</figcaption></figure><p>Desde então, a principal finalidade da área passou a ser a <strong>preservação dos habitats naturais e a proteção das espécies</strong> que habitam este troço da costa da Patagónia.</p><h2>De 40.000 ovelhas a 40.000 casais de pinguins</h2><p>Segundo a Administração dos Parques Nacionais (APN) da Argentina, Monte León alberga<strong> uma das mais importantes colónias de pinguins-de-magalhães do país</strong>, com mais de 40 mil casais reprodutores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tuvo-40-000-ovejas-y-quedo-abandonada-increible-transformacion-del-rincon-patagonico-que-reabrio-como-santuario-1790022111070.png" data-image="euq179clawnf" alt="Parque Nacional Monte León" title="Parque Nacional Monte León"><figcaption>Até à data, foram registadas 134 espécies de aves e 28 espécies de mamíferos no Parque Nacional de Monte León. Foto: X @argentinapatago</figcaption></figure><p>Mas os pinguins não são os únicos animais que prosperam aqui. A proteção e a recuperação dos habitats naturais também ajudaram a conservar uma grande variedade da fauna patagónica. Os investigadores registaram <strong>134 espécies de aves e 28 espécies de mamíferos dentro do parque</strong>.</p><p>Entre eles estão <strong>alguns dos animais mais icónicos da região</strong>, incluindo guanacos, raposas, leões-marinhos e pumas.</p><h2>Trazer a natureza de volta</h2><p>O Parque Nacional de Monte León tornou-se um exemplo vivo de <strong>como uma paisagem pode mudar para melhor</strong> quando a atividade humana intensiva chega ao fim.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tuvo-40-000-ovejas-y-quedo-abandonada-increible-transformacion-del-rincon-patagonico-que-reabrio-como-santuario-1790021779728.png" data-image="j9ilcmpxjy5n" alt="Parque Nacional Monte León" title="Parque Nacional Monte León"><figcaption>A área protegida combina estepe patagónica, habitats costeiros e ambientes marinhos. Foto: X @ProbaPatagonia</figcaption></figure><p>Durante os anos em que a criação de ovinos dominava a paisagem, a presença dos animais esteve intimamente ligada à atividade económica. Com a criação do parque nacional, porém, o<strong> foco voltou-se para a conservação dos ecossistemas e para a proteção da biodiversidade</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786832" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/recifes-artificiais-ajudam-a-preservar-biodiversidade-na-madeira-mas-nao-substituem-os-naturais.html" title="Recifes artificiais ajudam a preservar biodiversidade na Madeira, mas não substituem os naturais">Recifes artificiais ajudam a preservar biodiversidade na Madeira, mas não substituem os naturais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/recifes-artificiais-ajudam-a-preservar-biodiversidade-na-madeira-mas-nao-substituem-os-naturais.html" title="Recifes artificiais ajudam a preservar biodiversidade na Madeira, mas não substituem os naturais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/recifes-artificiais-ajudam-a-preservar-biodiversidade-na-madeira-mas-nao-substituem-os-naturais-1788368458273_320.jpg" alt="Recifes artificiais ajudam a preservar biodiversidade na Madeira, mas não substituem os naturais"></a></article></aside><p>Hoje, os mais de 62 mil hectares do parque abrangem vastas extensões de estepe, habitats costeiros e ambientes marinhos, fazendo deste recanto da Patagónia um <strong>santuário notável </strong>para a conservação da natureza e da vida selvagem.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/como-um-canto-da-patagonia-argentina-passou-de-40-000-ovelhas-e-abandono-a-um-santuario-de-vida-selvagem.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Este animal mexicano pode passar anos debaixo da terra e sair apenas quando chega a chuva]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/este-animal-mexicano-pode-passar-anos-debaixo-da-terra-e-sair-apenas-quando-chegam-as-chuvas.html</link><pubDate>Sun, 18 Oct 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Passar anos debaixo da terra à espera de uma chuva forte? Para o sapo-de-esporas, esta é uma estratégia de sobrevivência. Descubra como resiste à seca e como a chuva coloca a sua vida em movimento.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-animal-mexicano-puede-pasar-anos-bajo-tierra-y-salir-unicamente-cuando-llegan-las-lluvias-1792079702979.png" data-image="vksazc04erqu"><figcaption>De hábitos noturnos, o sapo-de-esporas-de-Couch emerge após as fortes chuvas de verão.</figcaption></figure><p>Há quem espere pela <strong>chuva </strong>para pegar o guarda-chuva ou ficar em casa. E há animais que a esperam justamente para sair. Mesmo que a sua casa fique debaixo da terra e a espera possa durar até dois anos. Para eles, <strong>uma boa chuva é o sinal de que chegou o momento de comer</strong>, procurar um parceiro e aproveitar a água enquanto esta durar.</p><div class="texto-destacado">Estes sapos ajudam a regular as populações de insetos e servem de alimento para outros animais do deserto.</div><p>Trata-se do <strong>sapo-de-esporas-de-Couch</strong> (<em>Scaphiopus couchii</em>), uma <strong>espécie que habita o México e os Estados Unidos</strong>. Este pequeno anfíbio ocorre em estados como Sonora, Chihuahua, Sinaloa e partes da região central. Uma presença que demonstra que até mesmo paisagens secas podem abrigar anfíbios.</p><h2>Especialista em desaparecer debaixo da terra</h2><p>O seu nome vem de uma ferramenta que ele traz incorporada. Trata-se de uma <strong>estrutura escura e endurecida presente em cada pata traseira</strong>. Essas "<strong>esporas</strong>", feitas de queratina, permitem que ele remova o solo e se enterre movendo-se para trás. E é assim que este anfíbio carrega o seu equipamento de escavação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-animal-mexicano-puede-pasar-anos-bajo-tierra-y-salir-unicamente-cuando-llegan-las-lluvias-1792079790345.png" data-image="hfb2vojpni8i"><figcaption>O “esporão” endurecido nas patas traseiras funciona como uma ferramenta de escavação e enterro. Imagem retirada do folheto informativo do <em>Arizona-Sonora Desert Museum</em>.</figcaption></figure><p><strong>Debaixo da terra, encontra proteção contra o calor e a seca</strong>. <strong>Pode permanecer oculto por até 10 meses</strong> por ano, podendo estender este período até dois anos. Isto, no entanto, é uma possibilidade, e não uma rotina que todos os exemplares precisem de seguir.</p><p>Como consegue resistir tanto tempo sem sair para comer? Entra em estivação, um estado de repouso que reduz o gasto energético durante os períodos de seca. A sua<strong> respiração e o seu ritmo cardíaco diminuem, enquanto o animal utiliza, principalmente, as suas reservas de gordura</strong>. É algo semelhante a um "modo de economia", mas muito mais eficaz do que apenas diminuir o brilho da tela do celular.</p><h2>O que põe a sua vida em movimento</h2><p>E quem os avisa de que começou a chover? Bem, eles recebem o aviso através de <strong>vibrações</strong>. São os sons e as vibrações de baixa frequência,<strong> associados à chuva e aos trovões</strong>, que podem estimular a sua saída.</p><p>É por isso que, após uma tempestade, estes sapos parecem surgir de repente em locais onde, antes, não se via nenhum. Na verdade, eles já estavam lá; só que fora da nossa vista.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-animal-mexicano-puede-pasar-anos-bajo-tierra-y-salir-unicamente-cuando-llegan-las-lluvias-1792079921665.png" data-image="jijvm3sp7gv1"><figcaption>O seu habitat preferido são planícies áridas ou semiáridas até altitudes de 1.800 m.</figcaption></figure><p>Uma vez do lado de fora,<strong> aproveitam-se de insetos como os cupins, que também surgem com as chuvas</strong> de verão. Alimentar-se é fundamental para recuperar as reservas antes do próximo período sob a terra. Se as tempestades formarem poças grandes o suficiente, tem início também a reprodução.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/animal-raro-este-mamifero-nao-sente-dor-nao-tem-sangue-quente-e-envelhece-pouco.html" title="Animal raro: este mamífero não sente dor, não tem sangue quente e envelhece pouco">Animal raro: este mamífero não sente dor, não tem sangue quente e envelhece pouco</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/animal-raro-este-mamifero-nao-sente-dor-nao-tem-sangue-quente-e-envelhece-pouco.html" title="Animal raro: este mamífero não sente dor, não tem sangue quente e envelhece pouco"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/animal-raro-este-mamifero-nao-sente-dor-nao-tem-sangue-quente-e-envelhece-pouco-1750271425305_320.jpg" alt="Animal raro: este mamífero não sente dor, não tem sangue quente e envelhece pouco"></a></article></aside><p>Os <strong>machos atraem as fêmeas com um canto semelhante ao balido de uma ovelha</strong>. Elas podem pôr até 3.000 ovos que, em água a uma temperatura próxima de 30°C, eclodem em cerca de 15 horas. Mas as crias têm o tempo contado. Os girinos completam a metamorfose num período que varia de nove dias a duas semanas. O desafio? Precisam de sair da água antes que a poça seque.</p><h2>Um primo também mexicano, com costumes parecidos</h2><p>O<strong> sapo-de-esporas mexicano </strong>(<em>Spea multiplicata</em>) é outra espécie presente no México e no sudoeste dos Estados Unidos. Este também passa grande parte do ano enterrado e emerge durante algumas semanas para se alimentar e se reproduzir em poças formadas pelas chuvas.</p><div class="texto-destacado">Possui a sua própria ferramenta de escavação, mas a sua serenata é diferente, lembrando o som de passar uma unha pelos dentes de um pente. Cada espécie tem os seus recursos para conseguir um parceiro.</div><p>Para estes animais, <strong>importa o quanto chove e por quanto tempo a água permanece acumulada</strong>. Em anos muito secos, o sapo-de-esporas pode não se reproduzir. Quando a estação chuvosa termina, ele regressa ao seu refúgio, e assim começa a espera até a próxima chuva forte.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Museo%20del%20Desierto%20Arizona-Sonora" data-year="2026" data-title="Couch's%20Spadefoot" data-url="https%3A%2F%2Fwww.desertmuseum.org%2Fkids%2Ffacts%2F%3Fanimal%3DCouch%2527s%2BSpadefoot">Museo del Desierto Arizona-Sonora. (2026). <a href="https://www.desertmuseum.org/kids/facts/?animal=Couch%27s+Spadefoot" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Couch's Spadefoot</a>.</cite><br><cite data-author="Lemos%20Espinal%2C%20J.A" data-year="2007" data-title="Informe%20final*%20del%20Proyecto%20CE002%20Anfibios%20y%20reptiles%20de%20la%20porci%C3%B3n%20oeste%20del%20estado%20de%20Coahuila" data-url="https%3A%2F%2Fdem.colmex.mx%2Frepository%2Fpdfs%2FCargas%2FInf%2520CE002.cleaned.pdf">Lemos Espinal, J.A. (2007). <a href="https://dem.colmex.mx/repository/pdfs/Cargas/Inf%20CE002.cleaned.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Informe final* del Proyecto CE002 Anfibios y reptiles de la porción oeste del estado de Coahuila</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/este-animal-mexicano-pode-passar-anos-debaixo-da-terra-e-sair-apenas-quando-chegam-as-chuvas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Solo ainda quente, ar já frio: porque é que outubro é o melhor mês para plantar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/solo-ainda-quente-ar-ja-frio-porque-e-que-outubro-e-o-melhor-mes-para-plantar.html</link><pubDate>Sun, 18 Oct 2026 08:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>A primavera parece a altura óbvia para plantar, e é por isso que tanta gente planta nessa altura. Só que, em Portugal, quem planta no outono costuma ter plantas melhores e com menos trabalho.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/solo-ainda-quente-ar-ja-frio-porque-e-que-outubro-e-o-melhor-mes-para-plantar-1792185724633.png" data-image="4u93nxnx5y6l"><figcaption>Em outubro, a terra ainda guarda o calor do verão, e é isso que faz as raízes crescerem. Aproveite para incorporar matéria orgânica ao solo como estrume</figcaption></figure><p>Pergunte a dez pessoas quando se planta uma árvore e nove dizem que é na primavera. A ideia faz sentido, porque é a estação em que tudo rebenta e cresce.</p><p>Acontece que a parte da planta que mais precisa de se instalar não está à vista, e <strong>essa trabalha segundo outro calendário</strong>.</p><h2>A terra não arrefece ao mesmo tempo que o ar</h2><p>O ar muda de temperatura em horas. A terra demora semanas, porque é uma massa enorme que absorveu calor durante todo o verão e o liberta devagar.</p><div class="texto-destacado"><strong>Inércia térmica do solo:</strong><br><br>Capacidade que o solo tem de resistir a mudanças de temperatura. Aquece devagar na primavera e arrefece devagar no outono, pelo que anda sempre atrasado em relação ao ar. É por isso que, em outubro, podemos ter noites já frias sobre uma terra que ainda guarda o calor de agosto.</div><p>Em boa parte do país, <strong>o solo a dez centímetros de profundidade </strong>ainda anda tipicamente pelos 15 a 18 ºC em outubro, enquanto as mínimas do ar já descem bastante abaixo disso. Esse desencontro dura algumas semanas e é a razão de ser de todo o calendário de plantação de outono.</p><h2>Raízes e rebentos não obedecem ao mesmo sinal</h2><p>Aqui está o mecanismo que explica tudo.</p><p><strong>A parte aérea da planta responde sobretudo à luz e à temperatura do ar.</strong> Com dias curtos e noites frescas, abranda e prepara-se para parar. A raiz responde à temperatura do solo, e continua a crescer enquanto a terra estiver morna.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Em outubro, a parte de cima da planta já adormeceu e a de baixo continua a trabalhar. É essa diferença que faz o mês.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>O resultado é que tudo o que a planta tem para investir vai para baixo.</strong> Passa o outono e o inverno a construir raiz, sem gastar nada em folha, e chega à primavera com um sistema radicular já instalado.</p><p><strong>Quem planta em março faz o contrário</strong>. A planta tem de criar folhas e raízes ao mesmo tempo, com os dois a competir, e chega ao primeiro verão com uma raiz pequena para sustentar uma copa grande. É aí que começa a dependência da mangueira.</p><p>A janela não é igual em todo o lado, porque depende da rapidez com que o solo arrefece. A tabela seguinte dá uma ideia de como ela se fecha de norte para sul.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Região</p></th><th scope="col"><p>Janela de plantação</p></th><th scope="col"><p>Fecha quando</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Interior norte e terras altas</p></td><td><p>Outubro a meados de novembro</p></td><td><p>O solo desce abaixo dos 10 ºC</p></td></tr><tr><td><p>Interior centro</p></td><td><p>Outubro a final de novembro</p></td><td><p>Com as primeiras geadas firmes</p></td></tr><tr><td><p>Litoral norte e centro</p></td><td><p>Outubro a dezembro</p></td><td><p>Raramente fecha por frio</p></td></tr><tr><td><p>Sul e Algarve</p></td><td><p>Outubro a janeiro</p></td><td><p>Praticamente não fecha</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Períodos aproximados em que o solo mantém temperatura suficiente para as raízes crescerem, por grandes regiões de Portugal continental. A janela varia com a altitude, a exposição e o ano, e encurta em solos encharcados, onde a falta de oxigénio trava o enraizamento mesmo com calor. Fonte: elaboração própria.</td></tr></tbody></table><h2>O que plantar nesta janela</h2><p>Tudo o que seja perene e resistente ao frio aproveita. Árvores e arbustos, fruteiras, sebes, roseiras, aromáticas perenes como o alecrim e a lavanda, morangueiro, alho, bolbos de primavera e adubos verdes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790032" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/solo-compactado-o-que-uma-chuvada-forte-faz-a-uma-terra-descoberta.html" title="Solo compactado: o que uma chuvada forte faz a uma terra descoberta">Solo compactado: o que uma chuvada forte faz a uma terra descoberta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/solo-compactado-o-que-uma-chuvada-forte-faz-a-uma-terra-descoberta.html" title="Solo compactado: o que uma chuvada forte faz a uma terra descoberta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/solo-compactado-o-que-uma-chuvada-forte-faz-a-uma-terra-descoberta-1790148931635_320.jpeg" alt="Solo compactado: o que uma chuvada forte faz a uma terra descoberta"></a></article></aside><p>O que não entra nesta lista são as culturas sensíveis à geada. Um tomateiro ou uma courgette plantados agora não têm qualquer vantagem, porque não vão sobreviver ao inverno.</p><p>Em Bragança convém não deixar passar outubro. Em Coimbra há folga até ao fim de novembro, e em Faro a janela estende-se praticamente por todo o inverno.</p><h2>A chuva faz metade do trabalho</h2><p>Há uma vantagem prática que se soma a tudo isto e que muita gente subestima.</p><p><strong>Uma planta posta na terra em outubro vai ter cinco ou seis meses de chuva natural para se instalar. </strong>Uma planta posta em março tem seis semanas de primavera e depois entra directamente no verão.</p><p>Isso traduz-se em menos regas, menos stress e, sobretudo, numa planta que chega a julho capaz de ir buscar água em profundidade em vez de depender do que lhe damos à superfície.</p><h2>O erro que estraga uma boa plantação</h2><p>Fica para o fim aquele que se comete com a melhor das intenções e que estraga o que o outono dá de graça.</p><p>Quando se planta uma árvore, é natural querer dar-lhe o melhor, e enche-se a cova com terra de compra, composto e adubo. <strong>O problema é que se cria assim um bolso de terra rica e fofa no meio de um terreno vulgar</strong>. A raiz encontra tudo o que precisa ali dentro e não tem motivo nenhum para sair. Fica a girar dentro da cova, como se estivesse num vaso enterrado, e anos depois a árvore tomba ao primeiro vendaval.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/solo-ainda-quente-ar-ja-frio-porque-e-que-outubro-e-o-melhor-mes-para-plantar-1792185799236.png" data-image="ixvy1fdolicm"><figcaption>Canteiro de outono com couves, morangueiros e cenoura, culturas que aproveitam o solo ainda morno.</figcaption></figure><p><strong>A cova faz-se larga, </strong>para a terra estar solta à volta, mas enche-se com a terra do próprio sítio. Se quiser melhorar o solo, melhore uma área grande e pouco, em vez de uma área pequena e muito. É a diferença entre uma planta que se agarra ao terreno e uma que fica ali de visita.</p><p>Para escolher o dia,<strong> veja a previsão da sua zona e procure a terra húmida mas trabalhável</strong>, alguns dias depois de chuva e não na véspera de mais. E repare nas mínimas: enquanto se mantiverem acima dos dez graus, o solo ainda está a trabalhar a seu favor.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/solo-ainda-quente-ar-ja-frio-porque-e-que-outubro-e-o-melhor-mes-para-plantar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Evolução da chuva e das temperaturas em Portugal Continental até quarta-feira, 21, segundo o ECMWF]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/evolucao-da-chuva-e-das-temperaturas-em-portugal-continental-ate-quarta-feira-21-segundo-o-ecmwf.html</link><pubDate>Sun, 18 Oct 2026 07:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Entre domingo e quarta-feira, dia 21, a chuva regressará a Portugal Continental, afetando inicialmente o Baixo Alentejo e o Algarve e posteriormente o Litoral Norte e Centro, acompanhada de um ambiente tipicamente outonal.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/evolucao-da-chuva-e-das-temperaturas-em-portugal-continental-ate-quarta-feira-21-segundo-o-ecmwf-1792272266247.jpg" data-image="7fylrsq99v1z" alt="Probabilidade de ocorrência de chuva em Portugal Continental este domingo" title="Probabilidade de ocorrência de chuva em Portugal Continental este domingo"><figcaption>Probabilidade de ocorrência de chuva em Portugal Continental este domingo, 18 de outubro, às 17:00. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>Após um período de tempo estável, a <strong>circulação atmosférica sobre Portugal Continental trará novidades</strong> ao longo dos próximos dias. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong> nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações</div><p> Segundo os dados mais recentes do modelo europeu de referência (ECMWF), a <strong>precipitação estará de regresso a partir deste domingo</strong>, focando-se numa primeira fase no Sul do país. </p><h2>Chuva no Sul entre domingo e segunda-feira: instabilidade concentrada no Baixo Alentejo e Algarve</h2><p>Este domingo, dia 18 de outubro, é marcado pela chegada de precipitação fraca à Região Sul a partir das 12:00. O <strong>período de maior incidência poderá ocorrer no final da tarde, nomeadamente entre as 17:00 e as 18:00</strong>, afetando com maior expressão o Algarve e o Baixo Alentejo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/evolucao-da-chuva-e-das-temperaturas-em-portugal-continental-ate-quarta-feira-21-segundo-o-ecmwf-1792272403099.jpg" data-image="rm4yffavbsk6" alt="Precipitação e nebulosidade previstas para domingo" title="Precipitação e nebulosidade previstas para domingo"><figcaption>Precipitação e nebulosidade previstas para domingo, 18 de outubro, às 17:00 no Sul do país. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>Pelas 17:00 de domingo, a probabilidade de precipitação no Algarve situar-se-á entre os 20% (em Faro e Tavira) e os 60% em Aljezur. No <strong>Baixo Alentejo, os valores de probabilidade sobem significativamente</strong>, oscilando entre 60% e 70%, destacando-se Odemira com 60% e Serpa com 70% de probabilidade de chuva.</p><p>Para segunda-feira, dia 19, <strong>prevê-se a continuidade de chuva fraca </strong>no Algarve entre as 12:00 e as 18:00, registando-se uma probabilidade de precipitação na ordem dos 60% entre as 13:00 e as 18:00 nas zonas possivelmente mais afetadas. </p><h2>Terça e quarta-feira: regresso da chuva ao Litoral Norte e estabilidade térmica</h2><p>Na terça-feira, dia 20 de outubro, o cenário de precipitação mudará de foco geográfico. <strong>A chuva deverá regressar ao Litoral Norte a partir das 21:00</strong>, começando por afetar os distritos de Viana do Castelo e Braga, progredindo ao longo da noite em direção ao Litoral Centro.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793803" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/data-definida-para-o-retorno-dos-ventos-atlanticos-a-portugal-trarao-frentes-frias-com-chuvas-de-oeste-para-leste.html" title="Data definida para o retorno dos ventos atlânticos a Portugal: trarão frentes frias com chuvas, de oeste para leste">Data definida para o retorno dos ventos atlânticos a Portugal: trarão frentes frias com chuvas, de oeste para leste</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/data-definida-para-o-retorno-dos-ventos-atlanticos-a-portugal-trarao-frentes-frias-com-chuvas-de-oeste-para-leste.html" title="Data definida para o retorno dos ventos atlânticos a Portugal: trarão frentes frias com chuvas, de oeste para leste"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/data-definida-para-o-retorno-dos-ventos-atlanticos-a-portugal-trarao-frentes-frias-com-chuvas-de-oeste-para-leste-1792238804780_320.jpg" alt="Data definida para o retorno dos ventos atlânticos a Portugal: trarão frentes frias com chuvas, de oeste para leste"></a></article></aside><p>Tanto na terça como na quarta-feira, dia 21, o céu poderá apresentar-se muito nublado em praticamente todo o território de Portugal Continental.</p><h2>Evolução das temperaturas e arrefecimento noturno no Interior Norte e Centro</h2><p>Quanto ao comportamento térmico, as temperaturas máximas diurnas vão oscilar de forma geral entre os 14 ºC e os 26 ºC em Portugal Continental. <strong>No início da semana, o arrefecimento será bastante visível no Norte e Centro</strong>, com a tarde de segunda-feira a registar apenas 4 ºC na Guarda, 6 ºC em Bragança e Vila Real, 11 ºC no Porto e 17 ºC em Lisboa e Faro. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/evolucao-da-chuva-e-das-temperaturas-em-portugal-continental-ate-quarta-feira-21-segundo-o-ecmwf-1792273175386.jpg" data-image="jku5so2vn1cu" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Previsão da temperatura do ar para segunda-feira, 19 de outubro, às 16:00 em Portugal Continental. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>Em Bragança e na Guarda, as noites frias consolidarão a atmosfera tipicamente outonal, enquanto <strong>nas restantes regiões as temperaturas mínimas e máximas se manterão dentro dos parâmetros</strong> esperados, ou um pouco abaixo da média, para a segunda metade de outubro.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/evolucao-da-chuva-e-das-temperaturas-em-portugal-continental-ate-quarta-feira-21-segundo-o-ecmwf.html</guid><dc:creator><![CDATA[Pedro Carneiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 7 ºC abaixo da média: a próxima semana arranca com descida das temperaturas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-7-c-abaixo-da-media-a-proxima-semana-arranca-com-descida-das-temperaturas.html</link><pubDate>Sun, 18 Oct 2026 06:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Ao longo dos próximos dias, e devido à aproximação de uma massa de ar polar, as temperaturas vão descer, especialmente no Norte e Centro do país. Com isto, os valores de anomalia negativa regressam.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbp5rba"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbp5rba.jpg" id="xbp5rba"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O ECMWF continua a prever dias mais frescos, principalmente a partir de amanhã, segunda-feira. Até lá, o dia de hoje, domingo, poderá contar com temperaturas máximas compreendidas entre os 15 ºC na Guarda e os 26 ºC em Lisboa, <strong>denotando-se já uma descida no interior Norte e Centro</strong>, sendo esta mais expressiva nas cotas mais elevadas.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No entanto, e apesar da descida nestas regiões, o nosso mapas de anomalias, ou valores com desvio da normal climatológica, indica valores até 1 ºC abaixo da média em apenas alguns pontos do Nordeste Transmontano e Beira Alta, enquanto<strong> a maior parte do território continental deverá apresentar valores entre 3 ºC a 5 ºC acima da média</strong>. Contudo, este cenário também mudará em breve.</p><h2>A partir de segunda-feira, 19, anomalias negativas ganham expressão no território</h2><p>Amanhã é esperado que a descida das temperaturas seja mais evidente também no Norte e Centro de Portugal e especialmente nas últimas horas da madrugada e primeiras da manhã. Pelas 8h da manhã, o nosso mapa indica que <strong>praticamente todo o país registe temperaturas abaixo da média</strong>, à exceção das capitais de distrito Beja e Faro, cuja anomalia será nula, indicando valores normais para a época do ano. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-7-c-abaixo-da-media-a-proxima-semana-arranca-com-descida-das-temperaturas-1792269825409.jpg" data-image="yig0dzxglaer" alt="anomalia térmica" title="anomalia térmica"><figcaption>Como temos vindo a avançar, as temperaturas deverão descer a partir do início da próxima semana, ou seja, já a partir de amanhã, segunda-feira. Com esta descida, as anomalias térmicas negativas, ou valores abaixo da média, deverão regressar ao país.</figcaption></figure><p> A cidade da Guarda, com até 6 ºC abaixo do expectável, poderá ser a<strong> cidade com a anomalia térmica negativa mais pronunciada do país</strong>; Bragança e Vila Real vêm de seguida com até 5 ºC abaixo do esperado. Nas horas seguintes, as anomalias positivas, ou valores acima da média, ainda poderão persistir em algumas zonas do Centro e Sul do país, ainda que de forma menos pronunciada face aos últimos dias.</p><h2>Entre terça e quinta-feira os valores de anomalia negativa deverão ser dominantes na nossa geografia</h2><p>Ainda que entre terça-feira, 20, e quinta-feira, 22, ainda possam surgir algumas anomalias positivas, ou valores entre 1 ºC e 3 ºC acima da média, a mais recente atualização do ECMWF indica que, <strong>na maior parte deste período, Portugal Continental apresentará valores abaixo da média</strong>, podendo ainda haver alguns pontos do Centro e Sul que apresentem valores normais para a época.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-7-c-abaixo-da-media-a-proxima-semana-arranca-com-descida-das-temperaturas-1792273800049.jpg" data-image="d5s2zxg5dgfy" alt="anomalia térmica" title="anomalia térmica"><figcaption>Na sexta-feira, dia 23, os valores de anomalia térmica positiva poderão regressar ao Norte e Centro.</figcaption></figure><p>Ainda de acordo com o mesmo modelo de previsão, é <strong>esperado que a manhã de quinta-feira, dia 22, possa ser uma das mais frias da semana</strong> na maior parte do território continental, onde 12 capitais de distritos deverão registar valores até 5 ºC abaixo da média, pelas 7h. As restantes poderão contar com anomalia negativa de 4 ºC, como podemos observar no primeiro mapa desta previsão.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793803" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/data-definida-para-o-retorno-dos-ventos-atlanticos-a-portugal-trarao-frentes-frias-com-chuvas-de-oeste-para-leste.html" title="Data definida para o retorno dos ventos atlânticos a Portugal: trarão frentes frias com chuvas, de oeste para leste">Data definida para o retorno dos ventos atlânticos a Portugal: trarão frentes frias com chuvas, de oeste para leste</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/data-definida-para-o-retorno-dos-ventos-atlanticos-a-portugal-trarao-frentes-frias-com-chuvas-de-oeste-para-leste.html" title="Data definida para o retorno dos ventos atlânticos a Portugal: trarão frentes frias com chuvas, de oeste para leste"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/data-definida-para-o-retorno-dos-ventos-atlanticos-a-portugal-trarao-frentes-frias-com-chuvas-de-oeste-para-leste-1792238804780_320.jpg" alt="Data definida para o retorno dos ventos atlânticos a Portugal: trarão frentes frias com chuvas, de oeste para leste"></a></article></aside><p>No entanto, <strong>é expectável que no dia seguinte, sexta-feira, as anomalias positivas possam regressar</strong>, especialmente ao Norte e Centro do país, como podemos vser no mapa acima, no entanto, tendo em conta a distância temporal desta previsão, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-7-c-abaixo-da-media-a-proxima-semana-arranca-com-descida-das-temperaturas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item></channel></rss>