<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Sat, 17 Oct 2026 20:10:19 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sat, 17 Oct 2026 20:10:19 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Data definida para o retorno dos ventos atlânticos a Portugal: trarão frentes frias com chuvas, de oeste para leste]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/data-definida-para-o-retorno-dos-ventos-atlanticos-a-portugal-trarao-frentes-frias-com-chuvas-de-oeste-para-leste.html</link><pubDate>Sat, 17 Oct 2026 12:35:53 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois de um fim de semana marcado por instabilidade, trovoadas e vento, o padrão atmosférico deverá manter-se. A partir de dia 21, o Atlântico ganha protagonismo, com duas frentes a poderem trazer chuva ao território.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbp2hzu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbp2hzu.jpg" id="xbp2hzu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><br>Depois de várias semanas em que o Atlântico teve dificuldade em fazer chegar frentes organizadas a Portugal continental, os mapas começam finalmente a mostrar uma mudança no padrão atmosférico. Antes disso, <strong>este fim de semana ainda será marcado por instabilidade, trovoadas e vento, seguindo-se um arrefecimento acentuado das noites.</strong></p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>A partir de quarta-feira, dia 21, o fluxo atlântico deverá ganhar maior protagonismo, permitindo a aproximação de sistemas frontais ao território português.</p><h2>Sábado com chuva, trovoadas e possibilidade de granizo</h2><p>A tarde deste sábado, dia 17, será bastante instável em algumas regiões. Os aguaceiros deverão concentrar-se sobretudo no interior, podendo ser localmente fortes e acompanhados por <strong>trovoada, rajadas intensas e possibilidade de granizo</strong> devido ao desenvolvimento de células convectivas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/data-definida-para-o-retorno-dos-ventos-atlanticos-a-portugal-trarao-frentes-frias-com-chuvas-de-oeste-para-leste-1792238747475.jpg" data-image="131rupkx94pf" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>A instabilidade marca este sábado, com aguaceiros e trovoadas sobretudo no interior do país. Algumas células convectivas poderão ainda ser acompanhadas por granizo e rajadas fortes.</figcaption></figure><p>O interior Centro estará entre as regiões a acompanhar com maior atenção durante as primeiras horas da tarde, embora a instabilidade também possa afetar outros pontos do interior Norte e do Alentejo.</p><div class="texto-destacado">Para este sábado, o IPMA colocou <strong>Vila Real, Bragança, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja sob aviso amarelo devido à possibilidade de trovoada</strong>.Tratando-se de precipitação convectiva, a sua distribuição espacial pode ser bastante irregular, enquanto numa determinada localidade pode ocorrer um aguaceiro intenso, a poucos quilómetros a precipitação poderá ser reduzida ou inexistente. </div><p>O <strong>radar de chuva da Meteored será, por isso, uma ferramenta importante </strong>para acompanhar praticamente em tempo real a formação e o percurso destas células.</p><h2>Domingo mantém alguma instabilidade, mas o vento ganha protagonismo</h2><p>No domingo, dia 18, a instabilidade deverá persistir, embora de forma mais localizada. Os mapas atuais sugerem alguns períodos de precipitação sobretudo no Sul, com destaque para áreas dos distritos de <strong>Évora e Beja</strong>, onde ainda poderão surgir algumas trovoadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/data-definida-para-o-retorno-dos-ventos-atlanticos-a-portugal-trarao-frentes-frias-com-chuvas-de-oeste-para-leste-1792238804780.jpg" data-image="615ughum81nn" alt="Rajada de vento" title="Rajada de vento"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-569678">O vento ganha protagonismo no domingo, especialmente no Norte e Centro, onde as rajadas poderão ultrapassar localmente os 60 a 65 km/h.</figcaption></figure><p>Contudo, um dos elementos meteorológicos mais relevantes do dia será o <strong>vento</strong>. No Norte e Centro, este deverá intensificar-se logo durante a manhã, com rajadas que poderão <strong>ultrapassar localmente os 60 a 65 km/h</strong>, mantendo-se a sensação de tempo ventoso durante grande parte do dia.</p><h2>As madrugadas arrefecem antes da chegada da primeira frente</h2><p>Entre domingo e terça-feira, a descida das temperaturas tornar-se-á bastante evidente, sobretudo durante a noite e início da manhã.</p><p>O arrefecimento será mais acentuado no interior Norte e Centro. Em Trás-os-Montes, assim como em zonas dos distritos de Braga, Vila Real e Viseu, poderão registar-se <strong>temperaturas inferiores a 8 ºC</strong>, com alguns locais do interior a aproximarem-se mesmo dos <strong>3 a 5 ºC</strong> durante as horas mais frias. Será, portanto, uma mudança significativa relativamente ao ambiente anormalmente quente que marcou vários dias desta primeira metade de outubro.</p><h2>Quarta-feira, dia 21: os ventos atlânticos regressam e chega a primeira frente</h2><p>A mudança de padrão começa a tornar-se mais evidente na <strong>madrugada de quarta-feira, dia 21</strong>. O fluxo de oeste deverá facilitar a aproximação de uma primeira frente atlântica a Portugal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/data-definida-para-o-retorno-dos-ventos-atlanticos-a-portugal-trarao-frentes-frias-com-chuvas-de-oeste-para-leste-1792238858495.jpg" data-image="78npll2glqp2" alt="Precipitação" title="Precipitação"><figcaption>A primeira frente atlântica deverá alcançar Portugal na madrugada de quarta-feira, trazendo chuva sobretudo ao Noroeste. Para já, os modelos não antecipam uma passagem chuvosa significativa por todo o território.</figcaption></figure><p>Contudo, esta primeira passagem<strong> não parece, para já, particularmente expressiva.</strong> A precipitação deverá atingir sobretudo o <strong>Noroeste e parte do litoral Norte</strong>, e os atuais mapas não sugerem que a frente consiga atravessar todo o território com chuva significativa. Ainda assim, será um primeiro sinal de uma atmosfera mais dinâmica e de uma maior abertura da circulação atlântica em direção à Península Ibérica.</p><h2>Uma segunda frente poderá ser mais ativa entre os dias 22 e 23</h2><p>A situação torna-se mais interessante na passagem de <strong>quinta-feira, dia 22, para sexta-feira, dia 23</strong>. Uma <strong>depressão bastante cavada</strong>, prevista nas proximidades das Ilhas Britânicas, deverá impulsionar uma nova frente para sul. Nas atuais projeções, a precipitação começaria novamente pelo Noroeste português, mas esta segunda frente apresenta potencial para ser <strong>mais ativa e trazer maiores quantidades de chuva</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/data-definida-para-o-retorno-dos-ventos-atlanticos-a-portugal-trarao-frentes-frias-com-chuvas-de-oeste-para-leste-1792238929331.jpg" data-image="3mfczv3e7y0k" alt="Precipitação" title="Precipitação"><figcaption>Uma depressão bastante cavada nas proximidades das Ilhas Britânicas deverá impulsionar uma segunda frente em direção a Portugal. Esta poderá ser mais ativa e trazer maiores quantidades de precipitação, embora o cenário ainda possa sofrer alterações.</figcaption></figure><p>Desta vez, existe também maior possibilidade de a precipitação avançar progressivamente <strong>de oeste para leste</strong>, atingindo outras regiões do território.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793758" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-15-mm-a-partir-das-7-horas-de-hoje-a-chuva-e-trovoada-podem-afetar-o-pais-ipma-emite-aviso-amarelo-em-5-distritos.html" title="Até 15 mm: a partir das 7 horas de hoje a chuva e trovoada podem afetar o país; IPMA emite aviso amarelo em 5 distritos">Até 15 mm: a partir das 7 horas de hoje a chuva e trovoada podem afetar o país; IPMA emite aviso amarelo em 5 distritos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-15-mm-a-partir-das-7-horas-de-hoje-a-chuva-e-trovoada-podem-afetar-o-pais-ipma-emite-aviso-amarelo-em-5-distritos.html" title="Até 15 mm: a partir das 7 horas de hoje a chuva e trovoada podem afetar o país; IPMA emite aviso amarelo em 5 distritos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-15-mm-a-partir-das-7-horas-de-hoje-a-chuva-e-trovoada-podem-afetar-o-pais-ipma-emite-aviso-amarelo-em-5-distritos-1792190078816_320.png" alt="Até 15 mm: a partir das 7 horas de hoje a chuva e trovoada podem afetar o país; IPMA emite aviso amarelo em 5 distritos"></a></article></aside><p>Ainda estamos, contudo, a vários dias deste cenário. Pequenas alterações na posição e profundidade da depressão poderão modificar significativamente a trajetória da frente, os horários e os acumulados de precipitação. Até dia 24, a tendência mais importante é clara: <strong>o Atlântico começa finalmente a recuperar protagonismo no estado do tempo em Portugal.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/data-definida-para-o-retorno-dos-ventos-atlanticos-a-portugal-trarao-frentes-frias-com-chuvas-de-oeste-para-leste.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Dois dos melhores resorts da Europa ficam em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/dois-dos-melhores-resorts-da-europa-ficam-em-portugal.html</link><pubDate>Sat, 17 Oct 2026 12:05:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Estes dois resorts portugueses estão entre os melhores da Europa. Contudo, não são para todas as carteiras. Veja quanto custa uma noite em cada um deles.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/dois-dos-melhores-resorts-da-europa-ficam-em-portugal-1791927549766.jpg" data-image="kioayfexoknw" alt="Vila Vita Parc" title="Vila Vita Parc"><figcaption>Descubra quais são. Foto: Vila Vita Parc.</figcaption></figure><p>Piscinas para crianças e adultos, algumas até nos quartos. Spa, restaurantes dignos de estrela Michelin, bar aberto ou campos de padel e de golfe. Internacionalmente, há<em> resorts </em>para todos os gostos, mas não precisamos de sair da Europa para conhecer alguns dos melhores. </p><p>A pensar nisso, a Condé Nast Traveler pediu aos leitores que dessem uma nota aos sítios onde dormiram. O resultado? Aquilo a que chamam os <strong>Readers’ Choice Awards</strong>, isto é, uma iniciativa que <strong>distingue hotéis e resorts </strong>com base nas opiniões dos próprios hóspedes.</p><div class="texto-destacado">As listas dividem-se por categorias e regiões e são feitas exclusivamente a partir das avaliações de quem lá esteve.</div><p>A edição deste ano foi revelada a 6 de outubro e, à semelhança de outros anos, inclui a lista dos 20 melhores <em>resorts</em> da Europa.</p><h2>Os 20 melhores resorts da Europa</h2><p>O primeiro lugar do <em>ranking</em> foi para o <strong>Six Senses Crans-Montana</strong>. Na Suíça, esta unidade alcançou um total de 99,43 pontos em 100. Seguem-se o <strong>Hôtel Royal Evian</strong>, em França, e o<strong> Verdura Resort</strong>, na Sicília. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="661636" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nao-se-distraia-neste-pais-os-resorts-tem-os-seus-proprios-horarios-turismo.html" title="Não se distraia: neste país, os resorts têm os seus próprios horários">Não se distraia: neste país, os resorts têm os seus próprios horários</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nao-se-distraia-neste-pais-os-resorts-tem-os-seus-proprios-horarios-turismo.html" title="Não se distraia: neste país, os resorts têm os seus próprios horários"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nao-se-distraia-neste-pais-os-resorts-tem-os-seus-proprios-horarios-1718736250703_320.jpg" alt="Não se distraia: neste país, os resorts têm os seus próprios horários"></a></article></aside><p>A <strong>Irlanda </strong>destaca-se como o país mais representado no<em> top</em> 20, com cinco <em>resorts</em> na lista, três dos quais funcionam em castelos. Uma preferência que sugere o fascínio dos leitores norte-americanos por alojamentos históricos durante as férias na Europa. </p><p>Já<strong> Espanha</strong> conta com apenas um representante: o Finca Cortesin, situado em Casares, que ocupa o 20.º lugar.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/dois-dos-melhores-resorts-da-europa-ficam-em-portugal-1791929166275.jpg" data-image="7mb0421hhov2" alt="Finca Cortesin" title="Finca Cortesin"><figcaption>O Finca Cortesin, em Espanha, ficou em 20.º lugar. Foto: Finca Cortesin</figcaption></figure><p>No meio de tantos nomes e destinos, há dois que podem surpreender. Ou não. Porquê? Porque são bem conhecidos para os portugueses. Estamos a falar do <strong>Vila Vita Parc e do Hotel Quinta do Lago</strong>. </p><p>É verdade. Na lista dos 20 melhores <em>resorts </em>da Europa há dois nomes portugueses, <strong>ambos do Algarve</strong>. O primeiro, o Vila Vita Parc, fica em Porches e ocupa a 6.º posição do ranking. Quanto ao Hotel Quinta do Lago, em Almancil, ficou em 19.º.</p><h2>Quanto custa ficar num dos melhores resorts da Europa?</h2><p>Será que conhece algum dos dois? Sabe, aliás, <strong>quanto custa passar uma noite </strong>num deles? A revista MAGG fez uma pesquisa e obteve essa informação. Saiba tudo. </p><h3>Vila Vita Parc</h3><p>Apesar de ter ficado em <strong>6.º lugar</strong>, faltou pouco para o Vila Vita Parc chegar ao pódio. Estamos a falar de pouco mais do que um ponto. </p><p>Com <strong>98,25 pontos</strong>, este <em>resort </em>cativa os viajantes pelas seis piscinas, pelo Spa by Sisley Paris, pelos campos de ténis e padel e até por um estúdio de Reformer Pilates. “A mais recente novidade”, nota a revista MAGG. </p><div class="texto-destacado">O resort fica nas falésias entre Porches e Armação de Pera e é membro da The Leading Hotels of the World.</div><p>Aqui pode passar uma semana sem que tenha de repetir uma refeição no mesmo restaurante. Porquê? Porque <strong>o espaço tem 13 restaurantes</strong>, entre eles o Ocean, com duas estrelas Michelin. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dois-dos-melhores-resorts-da-europa-ficam-em-portugal-1791928637742.jpg" data-image="yq8t3wug1mlw" alt="Vila Vita Parc" title="Vila Vita Parc"><figcaption>O Vila Vita Parc ficou em 6.º lugar. Foto: Vila Vita Parc</figcaption></figure><p>“A Cave de Vinhos guarda aquela que o <em>resort</em> apresenta como a maior coleção privada de vinhos do País”, acrescenta a mesma revista. </p><p>E agora o mais importante? Quanto custa, afinal, passar uma noite neste <em>resort</em>? <strong>“Uma noite de 30 para 31 de outubro custa a partir de 490€</strong>.”</p><h3>Hotel Quinta do Lago</h3><p>Em<strong> 19.º lugar</strong>, o Hotel Quinta do Lago (Quinta do Lago Resort), somou <strong>96,2 pontos</strong>. Ainda assim, é o mais dispendioso dos dois. </p><p>“<strong>Uma noite de 30 para 31 de outubro custa a partir de 1009€</strong>, mais do dobro do Vila Vita Parc, que ficou 13 lugares acima. Nos <em>rankings</em>, como nas férias, o preço e a classificação nem sempre andam juntos.”</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791860" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/neste-outono-os-portugueses-estao-a-descobrir-um-novo-lado-de-portugal.html" title="Neste outono, os portugueses estão a descobrir um novo lado de Portugal">Neste outono, os portugueses estão a descobrir um novo lado de Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/neste-outono-os-portugueses-estao-a-descobrir-um-novo-lado-de-portugal.html" title="Neste outono, os portugueses estão a descobrir um novo lado de Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/neste-outono-os-portugueses-estao-a-descobrir-um-novo-lado-de-portugal-1791140420660_320.jpg" alt="Neste outono, os portugueses estão a descobrir um novo lado de Portugal"></a></article></aside><p>E o que é que este valor inclui? Quartos entre 45 e 50 m², com vista para o jardim, para o mar ou para a ria. “No topo da tabela está a Suite Royal, com 370 a 430 m².” </p><p>O hotel tem ainda duas piscinas exteriores aquecidas entre abril e outubro, uma piscina interior aquecida todo o ano, dois campos de ténis e 37.500 m² de jardins. </p><p>Além disso, conta com vários campos de golfe a poucos minutos e um <em>spa</em> com quatro salas de massagem, banho turco, sauna, jacúzi exterior e ginásio. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dois-dos-melhores-resorts-da-europa-ficam-em-portugal-1791929017635.jpg" data-image="8k6eipx7gavb" alt="Hotel Quinta do Lago" title="Hotel Quinta do Lago"><figcaption>O Hotel Quinta do Lago ficou em 19.º lugar na tabela. Foto: Hotel Quinta do Lago</figcaption></figure><p>“Nos restaurantes, o Brisa do Mar serve cozinha portuguesa e internacional, com esplanada virada para a ria. O Ca’ d’Oro, só para jantares, junta gastronomia portuguesa a uma decoração de inspiração veneziana. Para o fim de tarde há o Laguna Bar.”</p><div class="texto-destacado">Este é o único hotel à beira-mar dentro do empreendimento da Quinta do Lago. </div><p>Mesmo por isso, a publicação explica que “o que se paga aqui é sobretudo a localização”. </p><p>“É o único hotel à beira-mar dentro do empreendimento da Quinta do Lago, em Almancil, junto ao Parque Natural da Ria Formosa. <strong>Para chegar à praia, os hóspedes atravessam a ria por uma ponte pedonal de madeira</strong> e encontram do outro lado uma zona de areal reservada. O hotel é membro da The Leading Hotels of the World desde 1988.”</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Cond%C3%A9%20Nast%20Traveler" data-year="2026" data-title="Top%2020%20Resorts%20in%20Europe%3A%20Readers%E2%80%99%20Choice%20Awards%202026" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cntraveler.com%2Fgallery%2Feurope-top-resorts">Condé Nast Traveler. (2026). <a href="https://www.cntraveler.com/gallery/europe-top-resorts" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Top 20 Resorts in Europe: Readers’ Choice Awards 2026</a>.</cite><br><cite data-author="MAGG%2C%20Costa%2C%20R" data-year="2026" data-title="H%C3%A1%20dois%20resorts%20portugueses%20entre%20os%20melhores%20da%20Europa.%20Saiba%20quanto%20custa%20l%C3%A1%20ficar" data-url="https%3A%2F%2Ftravelmagg.sapo.pt%2Fnoticias%2Fartigos%2Fha-dois-resorts-portugueses-entre-os-melhores-da-europa-saiba-quanto-custa-la-ficar%2F">MAGG, Costa, R. (2026). <a href="https://travelmagg.sapo.pt/noticias/artigos/ha-dois-resorts-portugueses-entre-os-melhores-da-europa-saiba-quanto-custa-la-ficar/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Há dois resorts portugueses entre os melhores da Europa. Saiba quanto custa lá ficar</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/dois-dos-melhores-resorts-da-europa-ficam-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA["Não podemos controlar as alterações climáticas, mas o microclima": a estratégia para salvar as florestas mediterrânicas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/nao-podemos-controlar-as-alteracoes-climaticas-mas-o-microclima-a-estrategia-para-salvar-as-florestas-mediterranicas.html</link><pubDate>Sat, 17 Oct 2026 11:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>As alterações climáticas não podem ser interrompidas de um dia para o outro, mas é possível mitigar as suas consequências; a manutenção dos microclimas das florestas mediterrânicas é disso um bom exemplo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/no-podemos-controlar-el-cambio-climatico-pero-si-el-microclima-la-estrategia-para-salvar-los-bosques-mediterraneos-1792071132239.jpg" data-image="d6f19xukdzww"><figcaption>A equipa do CIDE revê o plano de amostragem no Parque Natural de Sot de Chera-Chera, Valência. / Alejandro Muñoz.</figcaption></figure><p>O aumento das temperaturas e as secas cada vez mais extremas põem à prova a <strong>capacidade de resistência da vegetação</strong>, deixando muitas florestas numa situação crítica, sobretudo na região mediterrânica.</p><p>Perante este problema, <strong>a ciência procura novas estratégias para que os ecossistemas resistam melhor ao calor extremo</strong>. Tudo isto com o principal objetivo de modificar as condições locais, de forma a dar uma oportunidade às espécies que ainda podem sobreviver.</p><h2>Um microclima, um refúgio contra o calor extremo</h2><p><strong>Uma floresta não apresenta as mesmas condições em todas as suas áreas</strong>, uma vez que, sob a sombra de árvores e arbustos ou numa parte húmida do solo, a temperatura e a disponibilidade de água podem ser muito diferentes das que se encontram numa área exposta ao sol direto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/no-podemos-controlar-el-cambio-climatico-pero-si-el-microclima-la-estrategia-para-salvar-los-bosques-mediterraneos-1792080935916.png" data-image="b3kkmqqjlmke"><figcaption>Carrascar de la Font Roja, entre Alcoy e Ibi (Alicante), um dos melhores exemplos de floresta mista mediterrânica.</figcaption></figure><p>Estas <strong>pequenas diferenças constituem um microclima</strong>, um conjunto de condições ambientais muito localizadas que podem ser determinantes para a sobrevivência das plantas, fungos e outros organismos. </p><p>Lembramos que <strong>a vegetação reduz a radiação solar que atinge o solo</strong>, modifica a circulação do ar e, sobretudo, ajuda a conservar a humidade do solo.</p><h3>Plantas-mãe, aliadas contra a seca</h3><p><strong>Algumas espécies de plantas atuam como verdadeiras plantas-mãe sob a sua cobertura</strong>, pois outras plantas surgem ao encontrarem proteção contra a radiação solar, temperaturas menos extremas e melhores condições para se desenvolverem.</p><p>Durante décadas, <strong>muitos projetos de reflorestação em Espanha optaram pelos pinheiros</strong>, uma espécie valorizada pela sua utilização madeireira e pela sua capacidade de crescer em diferentes condições. </p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Ricardo Codorníu: El visionario Ingeniero de Montes que transformó Sierra Espuña https://t.co/npCWBgJemK La figura del ingeniero de montes Ricardo Codorníu y Stárico (Cartagena, 1846 Murcia, 1923) emerge como un pionero en la ciencia forestal en España. https://t.co/23ZqqZhplU</p>— Ingeniería de Montes (@ingdemontes) <a href="https://x.com/ingdemontes/status/1706609776895967546?ref_src=twsrc%5Etfw">September 26, 2023</a></blockquote></figure><p>O problema surge quando as árvores que antes ofereciam sombra e proteção <strong>começam a deteriorar-se devido à falta de água</strong>, afetando não só as próprias árvores, mas também prejudicando as plantas que dependem delas para sobreviver, ou seja, a vegetação rasteira.</p><h2>Uma montanha mais “africanizada”</h2><p>Uma das tendências que preocupa os cientistas é o <strong>avanço progressivo da vegetação rasteira em certas paisagens mediterrânicas</strong>, uma vez que, com o aumento da aridez, algumas espécies de árvores podem perder terreno para plantas mais pequenas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791818" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/pinguins-de-humboldt-em-perigo-super-el-nino-ameaca-uma-colonia-no-peru-que-ja-perdeu-80-dos-seus-individuos.html" title="Pinguins de Humboldt em perigo: super El Niño ameaça uma colónia no Peru que já perdeu 80% dos seus indivíduos">Pinguins de Humboldt em perigo: super El Niño ameaça uma colónia no Peru que já perdeu 80% dos seus indivíduos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/pinguins-de-humboldt-em-perigo-super-el-nino-ameaca-uma-colonia-no-peru-que-ja-perdeu-80-dos-seus-individuos.html" title="Pinguins de Humboldt em perigo: super El Niño ameaça uma colónia no Peru que já perdeu 80% dos seus indivíduos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pinguinos-de-humboldt-en-peligro-super-el-nino-amenaza-a-una-colonia-de-peru-que-ha-perdido-el-80-de-sus-ejemplares-1791064975975_320.png" alt="Pinguins de Humboldt em perigo: super El Niño ameaça uma colónia no Peru que já perdeu 80% dos seus indivíduos"></a></article></aside><p>O título desta secção do artigo não significa que todas as florestas se transformarão em desertos, mas sim que<strong> a composição da vegetação poderá mudar</strong> à medida que as condições climáticas se tornarem mais semelhantes às das regiões atualmente mais quentes e secas.</p><h3>Calblaque: um exemplo desta mudança</h3><p>Um dos <strong>exemplos desta estratégia encontra-se no Parque Regional de Calblanque, na Região de Múrcia</strong>. Aí, episódios de seca extrema causaram uma mortalidade significativa do pinheiro-de-alepo em algumas áreas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/no-podemos-controlar-el-cambio-climatico-pero-si-el-microclima-la-estrategia-para-salvar-los-bosques-mediterraneos-1792071296663.jpeg" data-image="6l3dmyn9hwjc"><figcaption>Parque Natural de Calblanque (Região de Múrcia).</figcaption></figure><p>O projeto europeu LIFE Tetraclinis, desenvolvido entre 2014 e 2019, <strong>promoveu ações que visam melhorar o habitat</strong> desta espécie com medidas como a redução do pinheiro-de-alepo.</p><p>Isto permitiu que o zimbro-fenício e outras plantas mais bem adaptadas ocupassem determinadas áreas, demonstrando uma das chaves para a adaptação florestal: não existe uma receita única para todos os terrenos. <strong>A topografia, o solo, a disponibilidade de água e a vegetação existente determinam quais as intervenções que serão mais adequadas</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Centro%20de%20Investigaciones%20sobre%20Desertificaci%C3%B3n%20(CIDE%2C%20CSIC-UV-GVA)" data-year="2026" data-title="En%20busca%20de%20nuevos%20aliados%20para%20adaptarse%20al%20cambio%20microclim%C3%A1tico" data-url="https%3A%2F%2Fwww.agenciasinc.es%2FReportajes%2FEn-busca-de-nuevos-aliados-para-adaptarse-al-cambio-microclimatico">Centro de Investigaciones sobre Desertificación (CIDE, CSIC-UV-GVA). (2026). <a href="https://www.agenciasinc.es/Reportajes/En-busca-de-nuevos-aliados-para-adaptarse-al-cambio-microclimatico" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">En busca de nuevos aliados para adaptarse al cambio microclimático</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/nao-podemos-controlar-as-alteracoes-climaticas-mas-o-microclima-a-estrategia-para-salvar-as-florestas-mediterranicas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Use a água no seu jardim de forma eficiente: como recolher e armazenar para reutilização]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/use-a-agua-em-seu-jardim-de-forma-eficiente-como-coletar-e-armazenar-para-reutilizacao.html</link><pubDate>Sat, 17 Oct 2026 10:01:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Irrigar os nossos jardins — e fazê-lo de maneira ética, tendo em conta o meio ambiente e as condições climáticas variáveis — significa preservar o que temos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/get-water-wise-about-your-garden-collecting-and-storing-water-for-reuse-1788972257757.jpg" data-image="uvrvbedwc5ad"><figcaption>Economize água e reutilize-a de forma sensata, instalando um sistema de captação e armazenamento.</figcaption></figure><p>Agora que sabemos que o fenómeno El Niño se estabeleceu, devemos refletir sobre o valor da <strong>água </strong>— um recurso precioso — e garantir que a<strong> utilizemos de forma sensata</strong>.</p><p>A <strong>captação</strong>, o<strong> armazenamento</strong> e o uso da água da chuva são um excelente método para revitalizar os nossos jardins, especialmente ao nos prepararmos para os períodos de seca do próximo ano. Portanto, <strong>como podemos armazenar a água da chuva</strong> e de quais recursos precisamos para montar um sistema de captação e armazenamento?</p><h2>Recolha de água através de recipientes</h2><p>Primeiramente, precisará de <strong>um ou mais recipientes grandes</strong>, tipo tambor; é possível comprá-los online em diversos formatos e tamanhos, adequados ao sistema que planeia montar.</p><p>Além dos recipientes, precisará de um<strong> kit de captação de água</strong> da chuva, uma serra para metal, uma furadeira, um nível de bolha e materiais como tijolos ou blocos de concreto para construir uma base para o recipiente, o que facilitará o enchimento de baldes ou regadores.</p><p>Procure um<strong> cano de descida pluvial em sua casa </strong>ou noutra construção no seu terreno, como um celeiro ou um galpão de jardim. Limpe a área, removendo equipamentos e obstáculos, e certifique-se de que o solo está nivelado.</p><p>Use um nível de bolha para verificar o solo e, se estiver nivelado o suficiente, disponha os tijolos ou blocos. Coloque o recipiente sobre essa base, certificando-se de que este fique alto o bastante para que possa posicionar um regador por baixo com facilidade.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/2jk0lstsu5o/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=2jk0lstsu5o" id="2jk0lstsu5o"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Fixe o desviador de água da chuva (incluído no kit) no tubo de descida, posicionando-o <strong>aproximadamente na altura em que ficará a entrada do reservatório de água</strong>. Marque o local com um marcador ou giz para servir como ponto de referência.</p><p>Corte o cano de descida, seguindo as instruções do desviador, utilizando uma serra para metal (geralmente, remove-se um trecho de alguns centímetros). Instale o desviador no tubo de descida cortado e, em seguida, faça um<strong> furo na parte superior do reservatório </strong>(caso ele ainda não possua um furo pré-existente).</p><p>Insira o tubo do desviador na abertura que você acabou de fazer. Pronto! O desviador está conectado e pronto para captar a preciosa água da chuva.</p><p>Coloque a <strong>tampa no recipiente</strong> para evitar a entrada de folhas, outros materiais orgânicos, mosquitos e insetos. Em seguida, teste o sistema passando água — com o auxílio de uma mangueira — pela calha e pelo tubo de descida. O desviador deve conduzir a água do tubo de descida para o recipiente, garantindo, ao mesmo tempo, que o excesso de água siga o seu fluxo habitual.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789092" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-plantas-podem-estar-a-desenvolver-caracteristicas-inadequadas-para-um-mundo-em-aquecimento.html" title="As plantas podem estar a desenvolver características inadequadas para um mundo em aquecimento">As plantas podem estar a desenvolver características inadequadas para um mundo em aquecimento</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-plantas-podem-estar-a-desenvolver-caracteristicas-inadequadas-para-um-mundo-em-aquecimento.html" title="As plantas podem estar a desenvolver características inadequadas para um mundo em aquecimento"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-plantas-podem-estar-a-desenvolver-caracteristicas-inadequadas-para-um-mundo-em-aquecimento-1789597708472_320.jpg" alt="As plantas podem estar a desenvolver características inadequadas para um mundo em aquecimento"></a></article></aside><p>Certifique-se de<strong> limpar bem o recipiente antes da instalação</strong>: utilize uma mistura de bicarbonato de sódio e água para formar uma pasta, auxiliando-se de uma escova; em seguida, aplique uma solução de vinagre branco e água (na proporção de 1:1) para desinfetar o recipiente e eliminar bactérias e mofo.</p><p>Recomenda-se verificar e limpar o recipiente regularmente, utilizando a água recolhida para regar plantas já estabelecidas — mas não mudas recém-plantadas, pois estas são mais suscetíveis aos micróbios e esporos de fungos presentes na água.</p><h2>Águas cinzas: o que são e quando são utilizadas?</h2><p>Outra forma de economizar água e utilizá-la de maneira responsável é o aproveitamento de águas cinzas. Trata-se de <strong>águas residuais provenientes de fontes domésticas</strong>, como chuveiros, banheiras, pias e máquinas de lavar.</p><p>Esta prática é ideal <strong>para plantas ornamentais já estabelecidas, árvores, relvados e arbustos</strong> durante a estação seca ou em períodos de estivagem. Não é recomendada a sua utilização em plantas destinadas ao consumo humano. Para preservar a saúde do solo, evite utilizar água que contenha produtos químicos agressivos, alvejantes ou sais para máquinas de lavar louça.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/use-a-agua-em-seu-jardim-de-forma-eficiente-como-coletar-e-armazenar-para-reutilizacao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mudança da hora: o que muda na horta quando anoitece uma hora mais cedo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/mudanca-da-hora-o-que-muda-na-horta-quando-anoitece-uma-hora-mais-cedo.html</link><pubDate>Sat, 17 Oct 2026 08:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>No último domingo de outubro, o relógio atrasa uma hora e de repente é noite ao fim da tarde. Para as plantas não muda rigorosamente nada. Para quem trata delas, muda quase tudo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-da-hora-o-que-muda-na-horta-quando-anoitece-uma-hora-mais-cedo-1791561807853.png" data-image="wdk57md8ujji"><figcaption>No último domingo de outubro o relógio atrasa uma hora, mas o sol mantém o mesmo horário</figcaption></figure><p><strong>A 25 de outubro</strong>, às duas da manhã, os relógios recuam para a uma. No dia seguinte ainda é dia às oito da manhã, mas às seis da tarde já está escuro, e a sensação é a de que o outono chegou de um dia para o outro.</p><p>Convém começar por desfazer uma ideia. <strong>As plantas não reagem a isto de maneira nenhuma.</strong></p><h2>O sol não sabe que mudámos os relógios</h2><p>No dia 25 o sol nasce e põe-se exactamente como no dia 24. A duração do dia é praticamente a mesma, a trajectória é a mesma, a energia que chega às folhas é a mesma. O que mudou foi apenas o número que o relógio mostra quando isso acontece.</p><div class="texto-destacado">Hora solar e hora legal- A hora solar é dada pela posição real do sol, e o meio-dia solar é o instante em que ele está mais alto. A hora legal é a convenção que usamos nos relógios. No horário de inverno, em Portugal continental, as duas andam relativamente próximas, com diferenças de poucos minutos a cerca de meia hora conforme a região e a época.</div><p>Isto tem uma consequência prática que compensa. <strong>No horário de inverno, quando o relógio marca meio-dia, o sol está mesmo perto do ponto mais alto. </strong>Ou seja, as horas de maior radiação voltam a corresponder ao que o nome diz, ao contrário do que acontece no verão.</p><h2>O que muda mesmo é a sua rotina</h2><p>Aquela janela de trabalho ao fim da tarde, depois do emprego, desaparece de um dia para o outro. E não volta até fevereiro.</p><p><strong>A consequência é que todas as tarefas que costumava fazer às seis ou às sete da tarde passam a ter de ser feitas de manhã ou ao fim de semana.</strong> Vale a pena rever a lista com atenção, porque algumas não se limitam a mudar de hora, mudam de lógica.</p><p>A tabela seguinte reúne as tarefas mais comuns da horta e mostra como se devem deslocar a partir do dia da mudança, assumindo um dia útil normal.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Tarefa</p></th><th scope="col"><p>Até 25 de outubro</p></th><th scope="col"><p>A partir de 25 de outubro</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Regar</p></td><td><p>Manhã cedo ou fim da tarde</p></td><td><p>Só de manhã</p></td></tr><tr><td><p>Pulverizar</p></td><td><p>Fim da tarde, sem vento</p></td><td><p>Meio da manhã, depois do orvalho secar</p></td></tr><tr><td><p>Abrir a estufa</p></td><td><p>Por volta das 10h</p></td><td><p>Por volta das 10h</p></td></tr><tr><td><p>Fechar a estufa</p></td><td><p>Perto das 19h</p></td><td><p>Perto das 16h30</p></td></tr><tr><td><p>Colher folhosas e aromáticas</p></td><td><p>Fim da tarde</p></td><td><p>Meio da manhã</p></td></tr><tr><td><p>Transplantar</p></td><td><p>Fim da tarde</p></td><td><p>Meio da manhã ou início da tarde</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Horários indicativos para Portugal continental em finais de outubro, pensados para quem trabalha durante o dia. As horas variam com a região e vão recuando ao longo do inverno, à medida que o pôr do sol antecipa. Fonte: elaboração própria.</td></tr></tbody></table><h2>Porque é que regar ao fim da tarde deixa de servir</h2><p><strong>Esta é a mudança de lógica mais importante, e não tem a ver com a escuridão.</strong></p><p>Com o arrefecimento das noites, a humidade do ar sobe muito depois do pôr do sol. Água posta nas folhas às seis da tarde já não tem sol nem calor para secar, e fica lá a noite inteira. </p><p><strong>Horas seguidas de folha molhada</strong> são exactamente o que a maioria dos fungos precisa para se instalar.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>No verão, regar ao fim da tarde poupava água. No outono, regar ao fim da tarde é convidar as doenças a entrar.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O mesmo vale para a estufa. Fechar às sete da tarde, como se fazia, passa a significar fechar muito depois do sol se pôr, com o ar já húmido e frio lá dentro. Feche enquanto ainda há sol, para guardar calor seco em vez de humidade.</p><h2>Onde o país não anda todo ao mesmo tempo</h2><p>Há um pormenor geográfico que se nota mais nesta altura do ano.</p><p><strong>Portugal continental tem a mesma hora de uma ponta à outra, mas o sol não.</strong> No interior nordeste, em Bragança, o sol põe-se perto de um quarto de hora mais cedo do que no litoral oeste, à mesma hora de relógio. Quem vive lá tem ainda menos tarde do que quem vive em Lisboa, e isso soma-se a um anoitecer que já é curto.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="702305" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mudanca-de-hora-a-vista-o-horario-de-inverno-chega-ao-fim-este-mes-em-portugal.html" title="Mudança de hora à vista: o horário de inverno chega ao fim este mês em Portugal">Mudança de hora à vista: o horário de inverno chega ao fim este mês em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mudanca-de-hora-a-vista-o-horario-de-inverno-chega-ao-fim-este-mes-em-portugal.html" title="Mudança de hora à vista: o horário de inverno chega ao fim este mês em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-de-hora-a-vista-o-horario-de-inverno-chega-ao-fim-este-mes-em-portugal-1742501507938_320.jpg" alt="Mudança de hora à vista: o horário de inverno chega ao fim este mês em Portugal"></a></article></aside><p>Os Açores, por sua vez, mudam a hora na mesma noite, mas mantêm sempre uma hora de diferença em relação ao continente.</p><h2>O que realmente devia estar a acompanhar</h2><p>Fica para o fim o que importa mesmo, porque a mudança da hora é um acontecimento de um dia e isto é um processo que já vem de junho.</p><p>Desde o solstício que o dia encurta, e <strong>nesta altura perdem-se cerca de dois a três minutos de luz por dia</strong>. Ao fim de um mês é mais de uma hora. A mudança de relógio não acrescenta nem tira nada a essa conta, apenas torna a perda subitamente visível.</p><p>É por isso que <strong>vale mais olhar para a hora do nascer e do pôr do sol na previsão da sua zona do que para o relógio</strong>. Esses valores dizem-lhe quando pode realmente trabalhar, quando é seguro regar, e a que horas começa a janela em que o orvalho já secou.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-da-hora-o-que-muda-na-horta-quando-anoitece-uma-hora-mais-cedo-1791561902022.png" data-image="tiib3ehy0eh4"><figcaption>O relógio muda duas vezes por ano, em março e em outubro, e só a nossa rotina se altera.</figcaption></figure><p>E há um número que passa a merecer atenção a partir de agora. <strong>À medida que o nascer do sol atrasa, a hora mais fria da noite empurra-se também para mais tarde, </strong>e a janela em que pode haver geada vai-se alargando semana a semana. Quando as mínimas começarem a aproximar-se de zero, é essa hora, e não o relógio, que lhe diz quando cobrir as plantas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/mudanca-da-hora-o-que-muda-na-horta-quando-anoitece-uma-hora-mais-cedo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O oceano tem memória: padrões semelhantes ao El Niño podem durar centenas de anos, alertam climatologistas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-oceano-tem-memoria-padroes-semelhantes-ao-el-nino-podem-durar-centenas-de-anos-alertam-climatologistas.html</link><pubDate>Sat, 17 Oct 2026 07:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um novo estudo alerta que as alterações nas temperaturas dos oceanos, nos ventos e no regime de chuvas em todo o Pacífico tropical podem persistir durante séculos, mesmo que as emissões de dióxido de carbono cessem. Alcançar a neutralidade carbónica o mais rapidamente possível reduziria este risco.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/climatologos-explican-que-el-oceano-tiene-memoria-el-cambio-hacia-un-patron-tipo-el-nino-podria-durar-cientos-de-anos-1791981175279.jpg" data-image="f2u0qv166vfj" alt="El Niño e alterações climáticas" title="El Niño e alterações climáticas"><figcaption>O oceano retém uma espécie de memória das emissões passadas de gases com efeito de estufa.</figcaption></figure><p>O aquecimento global pode alterar o<strong> comportamento habitual do Oceano Pacífico</strong> durante muito mais tempo do que se pensava. </p><div class="texto-destacado">Mesmo que o mundo conseguisse travar as emissões de dióxido de carbono, algumas das alterações que afetam esta região poderiam persistir durante séculos, com consequências para os fenómenos El Niño e La Niña e para os padrões climáticos em diferentes partes do planeta.</div><p>Este é o alerta trazido por uma nova investigação liderada por cientistas da Universidade de Melbourne e do Centro de Excelência ARC para o Clima do Século XXI, na Austrália. O estudo, publicado na revista científica <em>Communications Earth & Environment</em>, analisou <strong>como evoluiria o Pacífico tropical durante o aquecimento global e o que aconteceria caso as emissões cessassem</strong>.</p><p>A principal conclusão é que alcançar emissões líquidas zero é essencial, mas isso não significa que o <strong>sistema climático regressará imediatamente às condições que existiam antes da era industrial</strong>.</p><h2>O oceano tem memória do aquecimento global</h2><p>Uma das chaves para compreender estas descobertas reside na <strong>enorme capacidade do oceano para armazenar calor</strong>. Enquanto a atmosfera e as camadas superiores do mar podem responder de forma relativamente rápida às alterações das condições meteorológicas, o oceano profundo absorve e liberta energia ao longo de centenas ou mesmo milhares de anos.</p><p>Aditya Sengupta, investigador da Universidade de Melbourne e autor principal do estudo, explicou que esta diferença nos tempos de resposta significa que<strong> o oceano retém uma espécie de memória</strong> das emissões passadas de gases com efeito de estufa.</p><p>Por esta razão, mesmo que a humanidade deixasse de emitir dióxido de carbono, o <strong>calor acumulado nas profundezas continuaria a influenciar a evolução do Pacífico</strong> tropical. As alterações nas temperaturas da água, na circulação dos ventos e na distribuição das chuvas poderão persistir durante séculos.</p><p>Os investigadores realçam que <strong>algumas destas transformações podem tornar-se praticamente irreversíveis em escalas de tempo humanas</strong>. Quanto mais tempo as emissões continuarem, mais calor o sistema climático acumulará e, consequentemente, maior será o risco de alterações persistentes.</p><h2>Um Pacífico cada vez mais semelhante a condições de El Niño</h2><p>O estudo identificou ainda um sinal importante para a compreensão do futuro do fenómeno El Niño-Oscilação Sul (ENOS) — o sistema climático que alterna entre as fases de El Niño, La Niña e uma fase neutra.</p><p>O ENOS é um dos principais fatores das variações climáticas de um ano para o outro em muitas regiões do mundo. Os seus efeitos podem contribuir para secas, inundações, ondas de calor e condições propícias a incêndios florestais, tanto na Austrália como noutras partes do planeta.</p><p>De acordo com as simulações analisadas, o aquecimento global tenderia a deslocar as condições médias no Pacífico tropical para um padrão mais semelhante ao do El Niño.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/climatologos-explican-que-el-oceano-tiene-memoria-el-cambio-hacia-un-patron-tipo-el-nino-podria-durar-cientos-de-anos-1791981322651.jpg" data-image="v7du8mz8fzu8" alt="El Niño e alterações climáticas" title="El Niño e alterações climáticas"><figcaption>Durante um evento de El Niño, as águas superficiais quentes estendem-se para leste ao longo do Pacífico equatorial.</figcaption></figure><p><strong>Isto não significa que o oceano permanecerá permanentemente num evento El Niño</strong>. A diferença é mais subtil: o contraste habitual entre as águas mais quentes do Pacífico ocidental e as águas relativamente mais frias do Pacífico oriental diminuiria.</p><p>Durante um evento de El Niño, as águas superficiais quentes estendem-se para leste, a ressurgência de águas frias diminui e os padrões de precipitação sofrem alterações em grandes regiões. As descobertas sugerem que <strong>algumas destas características poderão, gradualmente, passar a integrar as condições médias do oceano</strong>, mesmo fora dos eventos em si.</p><p><strong>Isto poderá alterar o contexto climático em que os eventos de El Niño e La Niña se desenvolvem</strong>; no entanto, o estudo não sugere que algum destes fenómenos vá desaparecer e, por si só, não é capaz de prever como será cada evento futuro.</p><h2>Mil anos de simulações para compreender o futuro</h2><p>Para avaliar estes processos, a equipa científica analisou, em primeiro lugar, simulações provenientes de nove modelos do sistema terrestre. De seguida, utilizou o modelo australiano ACCESS para estudar a evolução do Pacífico tropical ao longo dos 1.000 anos posteriores à interrupção das emissões, <strong>considerando diferentes momentos do século XXI em que este estádio poderia ser atingido</strong>.</p><p>Os resultados mostraram que a redução rápida das emissões <strong>limita as alterações que se acumulam no oceano </strong>e diminui o risco de deixar, para as gerações futuras, um Pacífico tropical substancialmente diferente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/climatologos-explican-que-el-oceano-tiene-memoria-el-cambio-hacia-un-patron-tipo-el-nino-podria-durar-cientos-de-anos-1791981459714.jpg" data-image="uvp5i8ovvwg9" alt="El Niño e alterações climáticas" title="El Niño e alterações climáticas"><figcaption>Alcançar emissões líquidas zero é essencial.</figcaption></figure><p>Andrew King, coautor do estudo e investigador da Universidade de Melbourne, salientou que <strong>atingir a neutralidade das emissões numa data mais próxima oferece benefícios claros</strong>, ao reduzir a magnitude das mudanças persistentes.</p><p>A conclusão vai além da necessidade de reduzir as emissões. Os investigadores defendem que<strong> a mitigação das alterações climáticas deve avançar paralelamente ao planeamento para a adaptação às suas consequências</strong>, mesmo após o alcance da neutralidade das emissões.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792315" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/analise-de-corais-nos-galapagos-alerta-para-a-intensificacao-do-el-nino-nao-so-este-ano-mas-tambem-no-futuro.html" title="Análise de corais nos Galápagos alerta para a intensificação do El Niño, não só este ano, mas também no futuro">Análise de corais nos Galápagos alerta para a intensificação do El Niño, não só este ano, mas também no futuro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/analise-de-corais-nos-galapagos-alerta-para-a-intensificacao-do-el-nino-nao-so-este-ano-mas-tambem-no-futuro.html" title="Análise de corais nos Galápagos alerta para a intensificação do El Niño, não só este ano, mas também no futuro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/analise-de-corais-nos-galapagos-alerta-para-a-intensificacao-do-el-nino-nao-so-este-ano-mas-tambem-no-futuro-1791387844895_320.jpg" alt="Análise de corais nos Galápagos alerta para a intensificação do El Niño, não só este ano, mas também no futuro"></a></article></aside><p><strong>O desafio é duplo</strong>: evitar que o aquecimento intensifique ainda mais as alterações no sistema climático e preparar-se para viver com aquelas que já podem persistir durante séculos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Sengupta%2C%20A.%2C%20King%2C%20A.D.%2C%20Brown%2C%20J.R.%20et%20al." data-year="2026" data-title="Ocean%20thermal%20inertia%20sustains%20a%20tropical%20Pacific%20mean%20state%20shift%20under%20net%20zero" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs43247-026-04082-x">Sengupta, A., King, A.D., Brown, J.R. et al.. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s43247-026-04082-x" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Ocean thermal inertia sustains a tropical Pacific mean state shift under net zero</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-oceano-tem-memoria-padroes-semelhantes-ao-el-nino-podem-durar-centenas-de-anos-alertam-climatologistas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 15 mm: a partir das 7 horas de hoje a chuva e trovoada podem afetar o país; IPMA emite aviso amarelo em 5 distritos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-15-mm-a-partir-das-7-horas-de-hoje-a-chuva-e-trovoada-podem-afetar-o-pais-ipma-emite-aviso-amarelo-em-5-distritos.html</link><pubDate>Sat, 17 Oct 2026 06:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O IPMA emitiu aviso amarelo de trovoada para cinco distritos de Portugal Continental. Saiba quais!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xboquty"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xboquty.jpg" id="xboquty"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>O IPMA emitiu aviso amarelo de trovoada para cinco distritos</strong> do interior de Portugal, dos quais: Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja. O aviso deverá manter-se em vigor entre as 12h e 21h, de acordo com a última atualização deste instituto, aquando a redação desta previsão.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Ainda segundo a mesma informação, o IPMA adverte para "<em>Condições favoráveis para ocorrência de<strong> f</strong><strong>enómenos meteorológicos</strong><strong> localizados</strong>: trovoada; precipitação localmente forte, com acumulação entre 10 a 20 mm em 1 h; granizo com diâmetro inferior a 2 cm</em>". Confira abaixo o que dizem os mapas da Meteored.</p><h2>Chuva e trovoada poderão persistir ao longo das próximas horas</h2><p>É importante frisar que "fenómenos meteorológicos localizados" significam que é <strong>mais difícil prever exatamente onde estes ocorrem e que podem ocorrer em determinados locais</strong>, abrangendo apenas uma pequena porção de território. Por exemplo, pode haver previsão de chuva para uma freguesia ou concelho e chover apenas em determinados sítios dos mesmos, por vezes "ao lado" do que era esperado. Ainda assim, faremos a análise do que os mapas indicam.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-15-mm-a-partir-das-7-horas-de-hoje-a-chuva-e-trovoada-podem-afetar-o-pais-ipma-emite-aviso-amarelo-em-5-distritos-1792190017382.jpg" data-image="3qdkx3tp21cn" alt="probabilidade de chuva" title="probabilidade de chuva"><figcaption>Ao longo das próximas horas a chuva poderá ocorrer em vários locais do país, devendo ser acompanhada de trovada, especialmente ao longo da faixa interior.</figcaption></figure><p>Por esta hora é possível que alguns pontos da região Norte possam estar a registar ou já tenham registado ocorrência de chuva, sendo esperada que esta se mova para leste, afetando o Nordeste Transmontano em breve. O nosso mapa de densidade de raios indica ainda a <strong>possibilidade desta chuva poder ser acompanhada de trovoada</strong>.</p><p>Nas próximas horas, entre o final da manhã e o início da tarde, espera-se uma <strong>deslocação para Sul dos núcleos convectivos</strong>, sendo esperada ocorrência de chuva e trovoada ao longo da faixa interior, coincidindo com a previsão do IPMA. O nosso mapa de rajadas de vento indica ainda um aumento da velocidade das mesmas, ainda que para valores pouco significativos, na ordem dos 40 km/h.</p><h2>A partir das últimas horas de hoje poderá dar-se uma melhoria no estado de tempo</h2><p>Ainda assim, é <strong>esperado que a partir das 20h de hoje a chuva comece a dissipar-se do continente</strong>. Como referidos anteriormente, pode acontecer de chover noutros locais/distritos que não estejam mencionados neste artigo, assim como a previsão de chuva/trovoada pode falhar para os locais mencionados, devido à enorme dificuldade de previsão destes fenómenos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793616" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-regressa-nas-proximas-horas-a-portugal-continental-eis-os-10-distritos-possivelmente-afetados.html" title="Chuva regressa nas próximas horas a Portugal Continental: eis os 10 distritos possivelmente afetados">Chuva regressa nas próximas horas a Portugal Continental: eis os 10 distritos possivelmente afetados</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-regressa-nas-proximas-horas-a-portugal-continental-eis-os-10-distritos-possivelmente-afetados.html" title="Chuva regressa nas próximas horas a Portugal Continental: eis os 10 distritos possivelmente afetados"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-regressa-nas-proximas-horas-a-portugal-continental-eis-os-10-distritos-possivelmente-afetados-1792103238136_320.jpg" alt="Chuva regressa nas próximas horas a Portugal Continental: eis os 10 distritos possivelmente afetados"></a></article></aside><p>Em relação a domingo, os nossos mapas mostram que <strong>a chuva poderá ocorrer de forma menos evidente, afetando o interior da região Centro</strong>, especialmente durante a madrugada, devendo dissipar-se pela manhã desse mesmo dia.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-15-mm-a-partir-das-7-horas-de-hoje-a-chuva-e-trovoada-podem-afetar-o-pais-ipma-emite-aviso-amarelo-em-5-distritos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cientistas chegam a uma conclusão inesperada em relação ao comportamento do Oceano Antártico no futuro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-chegam-a-uma-conclusao-inesperada-em-relacao-ao-comportamento-do-oceano-antartico-no-futuro.html</link><pubDate>Sat, 17 Oct 2026 05:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Atendendo às alterações climáticas, os oceanos desempenham um papel fundamental para a regulação climática global, visto serem os maiores sumidouros naturais de carbono da atmosfera.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-chegam-a-uma-conclusao-inesperada-em-relacao-ao-comportamento-do-oceano-antartico-no-futuro-1791470853030.jpg" data-image="2mxfv848uypf" alt="Oceano Antártico" title="Oceano Antártico"><figcaption>O Oceano Antártico é um grande sumidouro de carbono da atmosfera.</figcaption></figure><p>Estima-se que os oceanos do mundo tenham absorvido cerca de 30% das emissões de dióxido de carbono provocadas pela atividade humana, sendo que <strong>o Oceano Antártico representa cerca de 40% a 50% dessa absorção. </strong></p><h2>Oceano Antártico de sumidouro de carbono para emissor de carbono</h2><p>O Oceano Antártico é o oceano que absorve mais dióxido de carbono, o que se justifica, pois, as águas mais frias dissolvem gases com maior facilidade que as águas mais quentes. Além disso, é um oceano rico em nutrientes que alimentam o fitoplâncton existente, organismos microscópios que fazem fotossíntese, que por seu lado consome o carbono.</p><p>Os esforços para limitar o aumento da temperatura global a 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais <strong>dependem da obtenção de emissões líquidas nulas, quando o dióxido de carbono (CO2) atmosférico regressa aos níveis iniciais, e, em muitos casos, da remoção ativa de CO<sub>2</sub> da atmosfera. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-chegam-a-uma-conclusao-inesperada-em-relacao-ao-comportamento-do-oceano-antartico-no-futuro-1791470996217.jpg" data-image="vo8i1wje7riz" alt="Emissões de CO2" title="Emissões de CO2"><figcaption>As emissões de CO2 devido à atividade humana tem contribuído para a subida da temperatura global da atmosfera</figcaption></figure><p>Embora isto ajude a limitar os eventos climáticos extremos, como a subida do nível do mar, a perda de ecossistemas e o risco de desencadear pontos de inflexão climáticos irreversíveis, um novo estudo, publicado na revista Science Advances, revela que a redução dos níveis de CO2 pode ter um efeito inesperado.</p><div class="texto-destacado">Os autores do estudo investigaram o que aconteceria no Oceano Antártico num cenário de mitigação das alterações climáticas, quando as emissões caírem para zero líquido e até se tornarem negativas.</div><p>A equipa executou<strong> dois cenários idealizados de emissões </strong>a longo prazo para testar a resposta do Oceano Antártico. O primeiro cenário atinge emissões líquidas nulas até meados do século, enquanto o segundo continua para além desse ponto com emissões negativas sustentadas através de tecnologias de captura direta do ar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="481982" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/regresso-de-el-nino-pode-acelerar-aquecimento-do-oceano-antartico-teleconexao.html" title="Regresso de El Niño pode acelerar aquecimento do Oceano Antártico">Regresso de El Niño pode acelerar aquecimento do Oceano Antártico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/regresso-de-el-nino-pode-acelerar-aquecimento-do-oceano-antartico-teleconexao.html" title="Regresso de El Niño pode acelerar aquecimento do Oceano Antártico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/regresso-de-el-nino-pode-acelerar-aquecimento-do-oceano-antartico-1680209435783_320.jpg" alt="Regresso de El Niño pode acelerar aquecimento do Oceano Antártico"></a></article></aside><p>Foram comparadas 10 simulações para cada cenário e confirmou-se a absorção recente de CO<sub>2</sub> pelo oceano, segundo o modelo, em relação às estimativas baseadas em observações.</p><div class="texto-destacado">As simulações climáticas utilizadas sugerem que o Oceano Antártico, em redor da Antártida, pode deixar de ser um importante sumidouro de carbono para se tornar uma fonte produtiva de carbono.</div><p>Esta alteração persiste mesmo só com a redução do CO<sub>2</sub> atmosférico. Os investigadores afirmam que, uma vez reduzidas as emissões de CO2, <strong>a absorção de CO2 no Oceano Antártico diminui rapidamente e depois transforma-se gradualmente numa fonte líquida de CO2.</strong></p><div class="texto-destacado">As simulações mostram emissões finais de CO2 de cerca de 8,6 gramas de carbono por metro quadrado por ano na simulação de emissões líquidas zero e 8,5 gramas de carbono por metro quadrado por ano na simulação de emissões negativas. É de referir que, em 2001, o Oceano Antártico absorvia cerca de 2,8 gramas de carbono por metro quadrado por ano.</div><p>De acordo com o estudo, a evolução temporal do fluxo médio global de CO2 entre o ar e o mar é caracterizada por uma maior absorção oceânica de CO2 até que o pico de emissões seja atingido (aproximadamente em 2050), seguida por uma absorção reduzida à medida que as emissões diminuem. </p><h2>Causas da inversão</h2><p>Esta inversão deve-se a dois fatores desencadeantes: <strong>o aquecimento persistente das águas superficiais do Oceano Antártico</strong>, que retêm menos dióxido de carbono dissolvido, visto estarem mais quentes (água mais quentes retêm menos CO<sub>2</sub>), <strong>e um declínio generalizado da alcalinidade da água do mar</strong>, o que enfraquece a capacidade química da água para absorver o carbono.</p><p>Ambos os fatores elevam a pressão interna de dióxido de carbono no oceano até que esta exceda a da atmosfera, invertendo o fluxo ar-mar, de modo a que o oceano liberte dióxido de carbono em vez de o absorver. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-chegam-a-uma-conclusao-inesperada-em-relacao-ao-comportamento-do-oceano-antartico-no-futuro-1791471241478.jpg" data-image="vqoog6ow1hei" alt="Mar" title="Mar"><figcaption>Com o aquecimento da atmosfera também a temperatura da água dos oceanos sobe</figcaption></figure><p>Existem ainda muitas incógnitas e estas simulações carecem frequentemente de detalhes que possam afetar o resultado. Neste caso, as projeções da química do carbono no Oceano Antártico diferem entre os modelos, sendo que o estudo utiliza apenas um. </p><p>Os autores também referem que o estudo se baseia num único modelo climático e que este omite a camada de gelo da Antártida, que poderá afetar os processos regionais de água doce e oceânica. </p><p><strong>Alertam ainda que é necessária uma monitorização contínua e de várias décadas da química dos carbonatos no Oceano Antártico, incluindo a alcalinidade, para reduzir as incertezas atuais dos modelos</strong> e confirmar a eficácia duradoura das estratégias de mitigação climática.</p><p>Os autores defendem que a redução das emissões continua a ser essencial, mas que o sistema climático pode responder com longos atrasos que complicam a recuperação.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Lee%2C%20H.%2C%20Kug%2C%20J.%20et%20al." data-year="2006" data-title="Enhanced%20carbon%20loss%20in%20the%20Southern%20Ocean%20under%20mitigation%20scenarios" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1126%2Fsciadv.aee9228">Lee, H., Kug, J. et al.. (2006). <a href="https://doi.org/10.1126/sciadv.aee9228" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Enhanced carbon loss in the Southern Ocean under mitigation scenarios</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-chegam-a-uma-conclusao-inesperada-em-relacao-ao-comportamento-do-oceano-antartico-no-futuro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os arrozais que alimentam o país são também um dos últimos refúgios para as aves aquáticas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-arrozais-que-alimentam-o-pais-sao-tambem-um-dos-ultimos-refugios-para-as-aves-aquaticas.html</link><pubDate>Fri, 16 Oct 2026 13:31:32 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A destruição das zonas húmidas aproximou agricultores e aves aquáticas. Um novo estudo mostra que a coexistência depende tanto da conservação da natureza como de quem cultiva a terra.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-arrozais-que-alimentam-o-pais-sao-tambem-um-dos-ultimos-refugios-para-as-aves-aquaticas-1792156045143.jpg" data-image="dcwa0zfzuk71" alt="vista áerea de arrozais" title="vista áerea de arrozais"><figcaption>Os arrozais da Lezíria Grande produzem alimento e servem de refúgio a aves aquáticas que dependem hoje destes ecossistemas agrícolas. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>Os <strong>arrozais</strong>, durante séculos, existiram com o único propósito de produzir alimento. Mas, à medida que pântanos, lagoas e estuários desapareceram sob a <strong>pressão urbana e agrícola,</strong> muitos destes campos inundados transformaram-se em <strong>refúgios</strong> para milhares de <strong>aves aquáticas</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O mesmo terreno que, todos os anos, garante as colheitas de arroz passou também a acolher flamingos, garças, íbis, patos e muitas outras espécies migratórias que percorrem a rota Atlântica Oriental. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Onde antes havia zonas húmidas naturais, surgem agora arrozais capazes de oferecer alimento, <strong>abrigo e locais de descanso</strong> durante algumas das etapas mais exigentes das suas migrações.</p><h2>Os ecossistemas da Lezíria Grande</h2><p>Na <strong>Lezíria Grande</strong>, no concelho de Vila Franca de Xira, essa convivência faz parte da paisagem. Os campos inundados reproduzem muitas das <strong>condições ecológicas</strong> que estas aves procuram. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A água pouco profunda favorece o desenvolvimento de peixes, anfíbios, insetos e sementes que sustentam cadeias alimentares inteiras. A vegetação proporciona proteção durante a reprodução e cria corredores ecológicos entre áreas naturais cada vez mais fragmentadas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Mas estes benefícios não são exclusivos da vida selvagem. Ao se alimentarem de lagartas, percevejos e outros insetos que atacam as plantas de arroz, várias espécies <strong>ajudam naturalmente a controlar pragas agrícolas</strong>. Essa predação reduz a necessidade de recorrer a inseticidas, diminui os custos de produção e contribui para uma agricultura ambientalmente equilibrada.</p><h2>Benefícios para ambas as partes</h2><p>Durante muito tempo, esta dimensão positiva da <strong>relação entre aves e agricultores</strong> esteve praticamente ausente do debate público. A atenção concentrou-se, quase sempre, nos estragos que algumas espécies causam nas culturas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Olhar para um arrozal apenas como um campo de produção agrícola significa, no entanto, esquecer as suas funções ecológicas essenciais para a conservação da biodiversidade.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Foi dessa coexistência que partiu um estudo recentemente publicado na revista <em>European Journal of Wildlife Research</em>. No âmbito do seu doutoramento no Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, João Paulino procurou compreender como os <strong>produtores de arroz da Lezíria Grande</strong> veem as aves aquáticas com as quais partilham diariamente este território.</p><h2>Ouvir os agricultores para proteger a biodiversidade</h2><p>A investigação, desenvolvida em colaboração com Pedro Granadeiro, Teresa Catry e Ana Nuno, não pretendeu estudar apenas os impactos das aves nas culturas. Procurou também compreender um aspeto frequentemente esquecido nas estratégias de conservação. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Quando a sobrevivência de muitas espécies depende cada vez mais de paisagens alteradas pelo ser humano, será possível protegê-las sem escutar quem trabalha nesses territórios todos os dias?<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A resposta não é linear porque uma <strong>paisagem capaz de sustentar milhares de aves migradoras pode, ao mesmo tempo, representar perdas económicas </strong>para os agricultores. E é nesse delicado equilíbrio que se encontra o objetivo deste estudo.</p><h2>O diálogo na base da conservação</h2><p>As opiniões dos agricultores variam consideravelmente segundo a idade. Enquanto os <strong>mais jovens</strong> têm uma visão predominantemente negativa sobre as <strong>aves aquáticas</strong>, os <strong>mais velhos</strong> revelam uma menor rejeição. Mas este último grupo etário demonstra uma menor abertura para implementar medidas que mitiguem estes conflitos.</p><p>Os participantes com <strong>níveis de escolaridade mais elevados,</strong> em contrapartida, mostram receptividade a adoptar soluções de coexistência e maior confiança na eficácia de medidas de dissuasão direcionadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-arrozais-que-alimentam-o-pais-sao-tambem-um-dos-ultimos-refugios-para-as-aves-aquaticas-1792155588964.jpg" data-image="c9o35d10xdat" alt="Aves na Lízíria Grande" title="Aves na Lízíria Grande"><figcaption>A Lezíria Grande é uma das mais importantes zonas húmidas da Europa para as aves aquáticas, com cerca de 200 espécies registadas. imagem: FENAREG</figcaption></figure><p>Estas diferenças ajudam a compreender que a relação entre agricultura e conservação não depende unicamente dos impactos reais provocados pelas aves. É também influenciada pela <strong>experiência de cada produtor</strong>, pela forma como interpreta esses prejuízos e pela confiança que deposita nas soluções propostas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É por isso que a equipa defende uma mudança de abordagem. Em vez de tratar os agricultores apenas como destinatários de medidas de conservação, os investigadores propõem que passem a ser parceiros na produção de conhecimento científico. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Uma das recomendações passa pela <strong>recolha sistemática de dados</strong> sobre os danos causados pelas aves, <strong>envolvendo os próprios produtores</strong> nesse processo. Só assim será possível quantificar o verdadeiro impacto económico nas culturas e identificar, com rigor, quais as espécies responsáveis pelos prejuízos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783198" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-agricultura-em-portugal-esta-a-perder-as-aves-que-sempre-ajudaram-a-mante-la-viva.html" title="A agricultura em Portugal está a perder as aves que sempre ajudaram a mantê-la viva">A agricultura em Portugal está a perder as aves que sempre ajudaram a mantê-la viva</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-agricultura-em-portugal-esta-a-perder-as-aves-que-sempre-ajudaram-a-mante-la-viva.html" title="A agricultura em Portugal está a perder as aves que sempre ajudaram a mantê-la viva"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-agricultura-em-portugal-esta-a-perder-as-aves-que-sempre-ajudaram-a-mante-la-viva-1786459638387_320.jpg" alt="A agricultura em Portugal está a perder as aves que sempre ajudaram a mantê-la viva"></a></article></aside><p>Essa informação permitiria desenvolver <strong>estratégias</strong> muito mais <strong>seletivas</strong>, dirigidas apenas às aves problemáticas, evitando afastar indiscriminadamente espécies que ajudam a controlar insetos e outras pragas agrícolas.</p><p>A investigação aponta ainda para a necessidade de <strong>reforçar ações de educação ambiental </strong>e criar <strong>esquemas agroambientais</strong> que reconheçam o papel dos arrozais na conservação da biodiversidade, <strong>compensando os agricultores</strong> pelos serviços ecológicos que estes ecossistemas prestam à sociedade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-arrozais-que-alimentam-o-pais-sao-tambem-um-dos-ultimos-refugios-para-as-aves-aquaticas-1792155797995.jpg" data-image="u0x04z4psbr6" alt="Garna nos arrozais" title="Garna nos arrozais"><figcaption>Entre as plantas de arroz, as garças recordam que estes campos são também um importante habitat para a biodiversidade. Foto: Adobe Stock</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>O estudo, no fundo, deixa uma ideia profundamente atual. A <strong>coexistência entre agricultura e natureza dificilmente se constrói escolhendo um lado</strong>. Constrói-se quando a ciência deixa de falar apenas sobre agricultores e aves e começa, finalmente, a aproximá-los na procura de soluções comuns.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Jo%C3%A3o%20Paulino%2C%20Jos%C3%A9%20Pedro%20Granadeiro%2C%20Ana%20Nuno%20%26%20Teresa%20Catry" data-year="" data-title="Conflict%20or%20coexistence%3F%20Rice%20farmers%E2%80%99%20perceptions%20of%20services%20and%20disservices%20provided%20by%20waterbirds%20and%20the%20challenges%20of%20conflict%20mitigation.%20European%20Journal%20of%20Wildlife%20Research" data-url="https%3A%2F%2Flink.springer.com%2Farticle%2F10.1007%2Fs10344-026-02103-w">João Paulino, José Pedro Granadeiro, Ana Nuno & Teresa Catry. <a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s10344-026-02103-w" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Conflict or coexistence? Rice farmers’ perceptions of services and disservices provided by waterbirds and the challenges of conflict mitigation. European Journal of Wildlife Research</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-arrozais-que-alimentam-o-pais-sao-tambem-um-dos-ultimos-refugios-para-as-aves-aquaticas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Descida até 4 ºC em Portugal devido à massa de ar polar: Joana Campos aponta as horas mais frias dos próximos dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/descida-ate-4-c-em-portugal-devido-a-massa-de-ar-polar-joana-campos-aponta-as-horas-mais-frias-dos-proximos-dias.html</link><pubDate>Fri, 16 Oct 2026 12:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma massa de ar de origem polar irá aproximar-se da nossa geografia, contribuindo para uma descida das temperaturas. Na manhã de segunda-feira, as temperaturas podem descer até aos 4 ºC.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbobi96"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbobi96.jpg" id="xbobi96"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A manhã desta sexta-feira arrancou com valores amenos, com temperaturas entre os 13 ºC em Coimbra e os 21 ºC em Lisboa, e nas horas seguintes a <strong>temperatura deverá subir até cerca de 30 ºC</strong> em vários locais do Centro e Sul do país. No Norte, também o Vale do Douro poderá atingir este valor.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No entanto, amanhã, sábado, já se poderá<strong> registar uma descida dos valores neste período do dia</strong>, onde as mínimas esperadas deverão manter-se entre os 12 ºC na Guarda e os 18 ºC em Lisboa e Faro. Esta descida esperada deverá ser gradual e afetar todo o país, ainda que com intensidades diferentes.</p><h2>A partir da manhã de domingo começam a sugir valores abaixo dos 10 ºC</h2><p>A <strong>tendência de descida das temperaturas mínimas deverá manter-se nos dias seguintes</strong>, onde a madrugada/manhã de domingo poderá registar valores entre os 8 ºC na Guarda e os 18 ºC em Lisboa e Faro. Localmente, a Serra da Estrela poderá ser o ponto mais frio do continente, com cerca de 3 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/descida-ate-4-c-em-portugal-devido-a-massa-de-ar-polar-joana-campos-aponta-as-horas-mais-frias-1792139816861.jpg" data-image="r6u4tiqzycxq" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>A manhã de segunda-feira poderá contar com temperaturas mínimas até 4 ºC na cidade da Guarda.</figcaption></figure><p><strong>À medida que a massa de ar de origem polar se aproxima da Península Ibérica, as temperaturas vão descendo</strong>. Na segunda-feira, pelas 8h, esperam-se temperaturas mínimas na ordem dos 4 ºC na Guarda (possivelmente a cidade mais fria dessa manhã) e os 18 ºC em Faro. Valores perto dos 0 ºC podem ser atingidos na Serra da Estrela.</p><h2>Tendência poderá manter-se ao longo de toda a semana</h2><p>De acordo com os nossos mapas de temperatura a 700 hpa, a <strong>massa de ar polar deverá manter-se próxima do continente</strong>, sendo esperado que esta tendência de temperaturas mais baixas se mantenha ao longo da próxima semana. Ainda que todo o país registe uma descida das temperaturas mínimas e máximas, as regiões Norte e Centro deverão ser mais afetadas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793606" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-entre-sexta-feira-16-e-domingo-18-eis-o-que-esperar-em-portugal-continental.html" title="Temperaturas entre sexta-feira 16 e domingo 18: eis o que esperar em Portugal Continental">Temperaturas entre sexta-feira 16 e domingo 18: eis o que esperar em Portugal Continental</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-entre-sexta-feira-16-e-domingo-18-eis-o-que-esperar-em-portugal-continental.html" title="Temperaturas entre sexta-feira 16 e domingo 18: eis o que esperar em Portugal Continental"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-entre-sexta-feira-16-e-domingo-18-eis-o-que-esperar-em-portugal-continental-1792101185302_320.jpg" alt="Temperaturas entre sexta-feira 16 e domingo 18: eis o que esperar em Portugal Continental"></a></article></aside><p>Desta forma, pelo menos até domingo, 25, as <strong>temperaturas mínimas deverão manter-se baixas</strong>, com tendência a que estes valores perto ou abaixo de 10 ºC possam chegar ao Sul do país. Porém, tendo em conta a distância temporal desta previsão e à variabilidade dos valores previstos, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/descida-ate-4-c-em-portugal-devido-a-massa-de-ar-polar-joana-campos-aponta-as-horas-mais-frias-dos-proximos-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os jardineiros alertam que cortar a relva demasiado tarde no outono pode danificá-la durante meses]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/os-jardineiros-alertam-que-cortar-a-relva-demasiado-tarde-no-outono-pode-danifica-la-durante-meses.html</link><pubDate>Fri, 16 Oct 2026 11:07:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Cortar a relva demasiado tarde e em excesso pode prejudicar o crescimento do relvado no ano novo, em vez de permitir que este floresça. Aqui ficam algumas dicas importantes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-jardineiros-alertam-que-cortar-a-relva-demasiado-tarde-no-outono-pode-danifica-la-durante-meses-1792104564308.jpg" data-image="hz35tazdge99"><figcaption>Cuidar da relva durante o outono e o inverno exige um equilíbrio delicado entre exagerar e não fazer o suficiente. Fonte: Pixabay</figcaption></figure><p>Pode ser tentador cortar a relva mesmo no meio do inverno, mas, como muitos jardineiros sabem, <strong>esta não é a melhor forma de otimizar a saúde do relvado a longo prazo</strong>. Na verdade, deixar a relva um pouco mais alta do que o normal traz alguns benefícios importantes, que serão discutidos no resto deste artigo. </p><h2>Por que razão não precisamos de cortar a relva nesta altura do ano</h2><p>Na transição do calor ameno e do frio ligeiro do outono para os meses mais rigorosos do inverno, as plantas do nosso jardim preparam-se conservando energia e encaminhando-a para o sistema radicular. <strong>A poda drástica de algumas plantas deixa a base e o sistema radicular desprotegidos da neve e das geadas fortes</strong>. O mesmo acontece com a relva do seu jardim se a podar em demasia antes da chegada do inverno. </p><p><strong>Deixar a relva um pouco mais alta cria uma barreira superficial contra as intempéries do inverno e protege o solo</strong>. Isto ajuda a manter uma temperatura mais estável, o que, por sua vez, protege o sistema radicular, que poderia sofrer com o congelamento e descongelamento (ou com o levantamento causado pelo gelo).</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/wN0ZAmroIsA/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=wN0ZAmroIsA" id="wN0ZAmroIsA"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p><strong>Alguns podem argumentar que não podar a relva é igualmente prejudicial para a saúde do relvado</strong>, levando à formação de uma camada densa de folhas e relva mais espessa, que bloqueia a luz solar e favorece a acumulação de humidade. Condições como estas favorecem o crescimento de fungos e a propagação de doenças. </p><p><strong>O segredo é conseguir a altura certa da relva</strong>. A RHS recomenda o corte à altura máxima da máquina de cortar relva e <strong>evitar o corte durante períodos de seca no inverno, chuva, neve ou quando o solo está macio e húmido</strong>. De acordo com a Lawnsmith, deve evitar cortar mais de um terço da relva de uma só vez. Pode cortar a relva gradualmente até aos 5 cm em outubro, 5,5 cm em novembro e 6,5 cm em dezembro. </p><h2>Benefícios ecológicos</h2><p><strong>As áreas de relvado com manutenção ligeira permitem a decomposição natural da matéria orgânica</strong> em nutrientes benéficos para o solo, como o potássio e o azoto. Utilizar a configuração correta do seu corta-relva pode ajudar a recolher e triturar as folhas, preparando-as para serem absorvidas pelo solo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792021" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/menos-corte-de-relva-mais-ajuda-gracas-a-alteracoes-nas-bermas-das-estradas-o-numero-de-polinizadores-aumenta.html" title="Menos corte de relva, mais ajuda: graças a alterações nas bermas das estradas, o número de polinizadores aumenta 45%">Menos corte de relva, mais ajuda: graças a alterações nas bermas das estradas, o número de polinizadores aumenta 45%</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/menos-corte-de-relva-mais-ajuda-gracas-a-alteracoes-nas-bermas-das-estradas-o-numero-de-polinizadores-aumenta.html" title="Menos corte de relva, mais ajuda: graças a alterações nas bermas das estradas, o número de polinizadores aumenta 45%"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mow-less-help-more-roadside-changes-increase-pollinators-by-1791102237959_320.jpg" alt="Menos corte de relva, mais ajuda: graças a alterações nas bermas das estradas, o número de polinizadores aumenta 45%"></a></article></aside><p>A <strong>cobertura de relva mais densa oferece abrigo para invertebrados como abelhas, aranhas, escaravelhos e outros insetos que hibernam</strong>. A erva mais alta também proporciona cobertura para animais um pouco maiores, como rãs, mamíferos e aves em busca de sementes e larvas de insetos. Manter os habitats destes pequenos animais é crucial para a preservação da biodiversidade nos nossos jardins. Proteger apenas este pequeno aspeto da cadeia alimentar proporciona o refúgio de que a vida selvagem tanto necessita.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/os-jardineiros-alertam-que-cortar-a-relva-demasiado-tarde-no-outono-pode-danifica-la-durante-meses.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um buraco gigante na camada de ozono desafia as previsões dos cientistas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-buraco-gigante-na-camada-de-ozono-desafia-as-previsoes-dos-cientistas.html</link><pubDate>Fri, 16 Oct 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A camada de ozono está a recuperar graças aos esforços internacionais, mas o buraco sobre a Antártida voltou a atingir dimensões invulgares, levantando questões sobre as causas deste fenómeno. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/um-buraco-gigante-na-camada-de-ozono-desafia-as-previsoes-dos-cientistas-1792016936128.jpg" data-image="lf1b66ulbnet" alt="Condições atmosféricas" title="Condições atmosféricas"><figcaption>O buraco do ozono sobre a Antártida cresceu entre agosto e setembro de 2026, evidenciando a influência das condições atmosféricas na dimensão deste fenómeno sazonal.</figcaption></figure><p><br>A camada de ozono está a recuperar dos danos causados pela atividade humana, no entanto <strong>o tamanho do buraco observado sobre a Antártida em 2026 voltou a levantar questões</strong>.</p><p>A chamada camada de ozono, situada na estratosfera, desempenha um <strong>papel fundamental na proteção da vida terrestre, ao absorver grande parte da radiação ultravioleta </strong>nociva proveniente do Sol. O chamado buraco do ozono <strong>não corresponde a uma abertura literal na atmosfera</strong>, mas a uma região onde a concentração deste gás diminui significativamente.</p><p>Todos os anos, durante o inverno e a primavera no hemisfério sul, esta região de menor concentração desenvolve-se sobre a Antártida. O seu tamanho <strong>costuma atingir o máximo entre meados de setembro e o início de outubro, antes de diminuir gradualmente, à medida que as condições atmosféricas mudam</strong> e o ar, rico em ozono se mistura com o da região afetada.</p><p>O que torna 2026 particularmente invulgar é a dimensão alcançada.<br>Segundo os dados citados pela <em>Live Science</em>, <strong>o buraco chegou aos 27,4 milhões de quilómetros quadrados, aproximando-se do máximo observado em outubro de 2015, quando atingiu cerca de 27,9 milhões de quilómetros quadrados</strong>. Ainda assim, a área ocupada não conta toda a história sobre a gravidade da perda de ozono.</p><h2>O papel decisivo do vórtice polar</h2><p>A principal explicação para a dimensão deste ano está nas <strong>condições meteorológicas sobre o continente gelado</strong>. Um vórtice polar particularmente forte, formado por ventos que circulam em torno da Antártida, manteve o ar frio confinado sobre a região, contribuindo para <strong>temperaturas invulgarmente baixas na estratosfera</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790191" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/noticia-animadora-esforcos-e-colaboracao-ambiental-a-nivel-global-mantem-camada-de-ozono-em-rota-de-recuperacao.html" title="Notícia animadora: esforços e colaboração ambiental a nível global mantêm camada de ozono em rota de recuperação!">Notícia animadora: esforços e colaboração ambiental a nível global mantêm camada de ozono em rota de recuperação!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/noticia-animadora-esforcos-e-colaboracao-ambiental-a-nivel-global-mantem-camada-de-ozono-em-rota-de-recuperacao.html" title="Notícia animadora: esforços e colaboração ambiental a nível global mantêm camada de ozono em rota de recuperação!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/noticia-animadora-que-resulta-de-esforcos-e-colaboracao-ambiental-a-nivel-global-1790205390019_320.jpg" alt="Notícia animadora: esforços e colaboração ambiental a nível global mantêm camada de ozono em rota de recuperação!"></a></article></aside><p>Estas condições favorecem a formação de nuvens estratosféricas polares. Nas superfícies das partículas de gelo que as constituem <strong>ocorrem reações químicas que transformam o cloro em formas capazes de destruir o ozono com maior eficácia </strong>quando regressa a luz solar após os meses de escuridão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/um-buraco-gigante-na-camada-de-ozono-desafia-as-previsoes-dos-cientistas-1792014995672.jpg" data-image="1uwithnnz2fp" alt="Buraco do Ozono" title="Buraco do Ozono"><figcaption>O buraco do ozono sobre a Antártida atingiu a sua área máxima a 7 de outubro de 2021, tornando-se o 13.º maior desde 1979. Esta imagem, retirada de um vídeo da NASA, mostra a sua extensão com base em dados de satélite. Fonte: Space.com</figcaption></figure><p>O resultado é uma <strong>redução mais acentuada da concentração de ozono numa área extensa.</strong> Os investigadores não identificaram um aumento do cloro reativo que explique o fenómeno, pelo que as condições atmosféricas parecem ter desempenhado um papel determinante.</p><p>A dimensão do buraco pode, assim, <strong>variar bastante de um ano para o outro</strong>, mesmo quando a tendência a longo prazo continua a ser positiva.</p><h2>Uma recuperação que demora décadas</h2><p>A origem do problema remonta sobretudo à <strong>utilização de clorofluorocarbonetos</strong> <em>(CFC'S)</em>, substâncias utilizadas durante décadas em equipamentos de refrigeração, aerossóis e outras aplicações industriais. Quando chegam à estratosfera, estes <strong>compostos libertam cloro, que participa em reações químicas </strong>responsáveis pela destruição das moléculas de ozono.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/um-buraco-gigante-na-camada-de-ozono-desafia-as-previsoes-dos-cientistas-1792015718720.jpg" data-image="jkkmlco1c0cx" alt="Xxx" title="Xxx"><figcaption>Estas visualizações mostram a evolução do buraco do ozono sobre a Antártida entre 1 de agosto e 12 de setembro de 2026. Fonte: Smithsonianmag</figcaption></figure><p>O <strong>Protocolo de Montreal</strong>, assinado em 1987, estabeleceu <strong>medidas internacionais para eliminar progressivamente muitas destas substâncias</strong>. A redução das emissões permitiu iniciar a recuperação da camada de ozono, mas os <em>CFC's</em> podem permanecer na atmosfera durante várias décadas. Por isso, os efeitos da sua utilização passada continuam a fazer-se sentir.</p><p>A cientista Susan Solomon, investigadora do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e uma das pioneiras no estudo do buraco do ozono, sublinha que <strong>a avaliação deve centrar-se nas tendências de longo prazo</strong>. Um ano com um buraco maior não significa, por si só, que a recuperação tenha sido interrompida.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765617" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/mit-descobre-substancia-quimica-chave-que-pode-atrasar-a-recuperacao-da-camada-de-ozonio-em-7-anos.html" title="MIT descobre substância química chave que pode atrasar a recuperação da camada de ozono em 7 anos">MIT descobre substância química chave que pode atrasar a recuperação da camada de ozono em 7 anos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/mit-descobre-substancia-quimica-chave-que-pode-atrasar-a-recuperacao-da-camada-de-ozonio-em-7-anos.html" title="MIT descobre substância química chave que pode atrasar a recuperação da camada de ozono em 7 anos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mit-descobre-substancia-quimica-chave-que-pode-atrasar-a-recuperacao-da-camada-de-ozonio-em-7-anos-1777112025636_320.jpg" alt="MIT descobre substância química chave que pode atrasar a recuperação da camada de ozono em 7 anos"></a></article></aside><p>Há, contudo, motivos para manter a vigilância. Os investigadores admitem que <strong>alterações na circulação atmosférica poderão favorecer, em determinados anos, buracos maiores e mais persistentes</strong>. Também se estuda a possibilidade de as <strong>alterações climáticas influenciarem a intensidade do vórtice polar e as temperaturas da estratosfera</strong>, embora ainda sejam necessárias mais investigações para compreender estas relações.</p><p>Apesar da dimensão invulgar registada em 2026, os cientistas não consideram que exista motivo para alarme imediato. <strong>A evolução do buraco continuará a ser acompanhada</strong>, sobretudo para perceber se o comportamento deste ano representa uma variação natural ou se poderá fazer parte de uma tendência mais duradoura.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Sascha%20Pare" data-year="2026" data-title="The%20ozone%20layer%20was%20supposed%20to%20be%20healing.%20So%20why%20is%20this%20year's%20Antarctic%20ozone%20hole%20so%20big%3F" data-url="https%3A%2F%2Fwww.livescience.com%2Fplanet-earth%2Fantarctica%2Fthe-ozone-layer-was-supposed-to-be-healing-so-why-is-this-years-antarctic-ozone-hole-so-big">Sascha Pare. (2026). <a href="https://www.livescience.com/planet-earth/antarctica/the-ozone-layer-was-supposed-to-be-healing-so-why-is-this-years-antarctic-ozone-hole-so-big" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The ozone layer was supposed to be healing. So why is this year's Antarctic ozone hole so big?</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-buraco-gigante-na-camada-de-ozono-desafia-as-previsoes-dos-cientistas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O adubo gratuito que se deita fora no outono: como transformar folhas caídas em composto de alta qualidade]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-adubo-gratuito-que-se-deita-fora-no-outono-como-transformar-folhas-caidas-em-composto-de-alta-qualidade.html</link><pubDate>Fri, 16 Oct 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Todos os outonos, as folhas caídas escondem um recurso gratuito para o jardim. Saiba como transformá-los em fertilizante natural e melhorar a fertilidade do solo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/hojas-caidas-el-abono-gratuito-que-tiras-cada-otono-1792071346436.jpeg" data-image="3pyfnsglj403" alt="Imagem 1" title="Imagem 1"><figcaption>As folhas caídas no outono podem ser um fertilizante gratuito e de qualidade para o seu jardim ou horta.</figcaption></figure><p>Com a chegada do outono, os jardins, parques e pátios enchem-se de folhas caídas que <strong>muitas pessoas recolhem e deitam fora sem saber que estão a desperdiçar um recurso muito valioso</strong> e gratuito.</p><p>Este material vegetal pode ser <strong>transformado num fertilizante natural</strong> capaz de melhorar a estrutura do solo, promover a atividade dos microrganismos e ajudar as plantas a crescerem mais saudáveis. Utilizá-lo é uma <strong>forma simples e económica de cuidar do jardim</strong>, reduzir o desperdício e aproveitar um dos presentes mais interessantes desta estação.</p><h2>Porque é que as folhas secas são um tesouro para o jardim?</h2><p>As folhas que caem das árvores contêm matéria orgânica e nutrientes que a planta acumulou durante o seu crescimento e, embora uma boa parte dos nutrientes móveis seja recuperada antes da queda, <strong>o material foliar retém elementos essenciais e compostos de carbono que podem ser reincorporados no solo </strong>através da decomposição.</p><p>À medida que as folhas se decompõem, os organismos do solo, como fungos, bactérias e pequenos invertebrados,<strong> transformam gradualmente os seus tecidos em matéria orgânica mais estável</strong>. Este processo ajuda a melhorar a estrutura do solo, promove a retenção de humidade e cria um ambiente adequado para as raízes das plantas.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Incluso el suelo es luz antigua. La hojarasca marrón que cruje bajo tus pies es luz que envejeció, que cayó, que se volvió alimento para hongos y microorganismos. Óscar Martínez Gaitán, La vida es luz almacenada https://t.co/yxyss1FGkm</p>— Los Árboles Mágicos ️, (by Oscar Gaitan) (@arboles_magicos) <a href="https://x.com/arboles_magicos/status/2059533952075862352?ref_src=twsrc%5Etfw">May 27, 2026</a></blockquote></figure><p>Além disso, a<strong> matéria orgânica melhora a aeração dos solos compactados</strong> e pode aumentar a capacidade dos solos arenosos de reter água e nutrientes. Portanto, as folhas caídas não são simplesmente resíduos de outono, mas sim uma matéria-prima gratuita para manter a fertilidade do jardim.</p><h2>Como transformar folhas em fertilizante natural</h2><p>Uma das formas mais simples de as utilizar é para fazer compostagem. Para tal, <strong>recolha as folhas e triture-as ligeiramente</strong>, principalmente se forem grandes ou coriáceas, pois isso reduz o volume e facilita a ação dos microrganismos.</p><p>De seguida, <strong>devem ser misturados com outros resíduos orgânicos</strong>, como restos de frutas e legumes, pequenas quantidades de relva acabada de cortar ou restos de legumes da horta. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As folhas secas são ricas em carbono, enquanto os materiais verdes geralmente fornecem mais azoto; a combinação de ambos os tipos de resíduos promove uma decomposição equilibrada.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>É <strong>importante manter a pilha ligeiramente húmida</strong>, sem a deixar encharcada, e arejá-la periodicamente. Se apenas se acumularem folhas secas, o processo pode ser lento, pelo que a mistura com outros materiais acelera a transformação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hojas-caidas-el-abono-gratuito-que-tiras-cada-otono-1792071518848.jpeg" data-image="2vfaihcvotky" alt="Imagen 2" title="Imagen 2"><figcaption>Adubo natural de origem vegetal.</figcaption></figure><p>O <strong>tempo de compostagem necessário dependerá das espécies utilizadas</strong>, do tamanho do material vegetal, da humidade e da temperatura. Quando o composto estiver maduro, terá um aspeto escuro, uma textura solta e um cheiro semelhante ao do solo florestal.</p><h2>Acolchoamento: outra forma de os usar sem complicações</h2><p>Nem todas as folhas têm de passar por um processo de compostagem guiado, uma vez que também <strong>podem ser utilizadas diretamente como cobertura morta</strong>, uma técnica que consiste em cobrir a superfície do solo com materiais orgânicos.</p><div class="texto-destacado">Esta cobertura reduz a evaporação, atenua as variações de temperatura e impede o aparecimento de algumas infestantes espontâneas.</div><p> Para aplicar, <strong>basta espalhar uma camada de folhas trituradas à volta de árvores</strong>, arbustos e outras plantas, deixando o colo dos caules livre para evitar o excesso de humidade. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hojas-caidas-el-abono-gratuito-que-tiras-cada-otono-1792071652768.jpeg" data-image="3iiaz9fjbk8s" alt="Imagem 3" title="Imagem 3"><figcaption>A cobertura morta é outra forma de aproveitar as folhas que sobraram.</figcaption></figure><p>Com o tempo, <strong>as folhas decompõem-se e fornecem matéria orgânica ao solo</strong>, o que é uma alternativa particularmente útil durante o outono e o inverno, quando o solo pode beneficiar de uma proteção adicional contra a chuva e as flutuações de temperatura.</p><h2>Que folhas devem ser evitadas?</h2><p>Embora a maioria das folhas saudáveis possa ser utilizada, é <strong>aconselhável não incorporar material que apresente sintomas claros de doenças ou pragas</strong>, nem recolher folhas em locais contaminados por produtos químicos ou lixo urbano.</p><p>As folhas muito grossas, cerosas ou coriáceas, como as de algumas espécies perenes, <strong>demoram mais tempo a decompor-se</strong>, sendo preferível triturá-las antes de as utilizar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="757133" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/oliveiras-no-artico-como-o-cofre-de-svalbard-esta-a-proteger-o-futuro-do-azeite.html" title="Oliveiras no Ártico: como o cofre de Svalbard está a proteger o futuro do azeite">Oliveiras no Ártico: como o cofre de Svalbard está a proteger o futuro do azeite</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/oliveiras-no-artico-como-o-cofre-de-svalbard-esta-a-proteger-o-futuro-do-azeite.html" title="Oliveiras no Ártico: como o cofre de Svalbard está a proteger o futuro do azeite"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/oliveiras-no-artico-como-a-boveda-de-svalbard-esta-a-proteger-o-futuro-do-azeite-1772661557413_320.jpg" alt="Oliveiras no Ártico: como o cofre de Svalbard está a proteger o futuro do azeite"></a></article></aside><p>No caso das<strong> folhas de nogueira, é </strong><strong>aconselhável utilizá-las com moderação</strong> e compostá-las previamente, pois contêm compostos que podem afetar determinadas plantas.</p><p>Em suma, antes de encher um saco de lixo este outono, <strong>vale a pena olhar para as folhas caídas de uma forma diferente e de outra perspetiva</strong>, uma vez que, com um pouco de preparação, podem tornar-se um recurso totalmente gratuito para melhorar o solo, proteger as raízes e manter um jardim mais sustentável.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-adubo-gratuito-que-se-deita-fora-no-outono-como-transformar-folhas-caidas-em-composto-de-alta-qualidade.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuva regressa nas próximas horas a Portugal Continental: eis os 10 distritos possivelmente afetados]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-regressa-nas-proximas-horas-a-portugal-continental-eis-os-10-distritos-possivelmente-afetados.html</link><pubDate>Fri, 16 Oct 2026 08:04:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Chuva poderá regressar nas próximas horas a Portugal Continental. Ao longo do fim de semana esperam-se alguns períodos de chuva fraca a moderada. Saiba em que zonas!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbo10km"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbo10km.jpg" id="xbo10km"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A <strong>estabilidade atmosférica pode ter as horas contadas</strong> em alguns locais de Portugal Continental. A mais recente atualização dos nossos mapas de referência apontam para ocorrência de<strong> chuva fraca a moderada a partir das 14h</strong> de hoje.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>A <strong>Beira Alta poderá ser uma das regiões afetadas </strong>pela chuva prevista, onde o distrito da <strong>Guarda poderá registar cerca de 5 mm de acumulação</strong> de precipitação até às últimas horas do dia. No restante território continental o dia deverá manter-se seco, ainda que com nebulosidade crescente à medida que as horas passam.</p><h2>Até domingo espera-se que a chuva ocorra em boa parte do continente</h2><p>Ainda que a mesma não deva ocorrer de forma significativa, é esperado que a partir das 6h de sábado, esta regresse à nossa geografia, desta vez ao <strong>distrito de Bragança e pouco tempo depois ao distrito de Vila Real</strong>. Esta deverá persistir ao longo da manhã toda nestes locais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-regressa-nas-proximas-horas-a-portugal-continental-eis-os-10-distritos-possivelmente-afetados-1792103238136.jpg" data-image="7qgzwbnmapua" alt="precipitação acumulada" title="precipitação acumulada"><figcaption>Entre hoje e domingo, Portugal Continental poderá contar com o regresso da chuva, que deverá incidir de forma mais evidente ao longo da faixa interior.</figcaption></figure><p>A partir das primeiras horas da tarde, a <strong>chuva poderá chegar ao distrito de Viseu e estender-se, nas horas seguintes, aos distritos de Coimbra, Leiria, Guarda, Castelo Branco, Santarém e Portalegre</strong>. </p><p>Na madrugada de domingo, é esperada uma <strong>concentração da chuva entre os distritos da Guarda e Portalegre</strong> que deverá dissipar-se nas primeiras horas da manhã. No entanto, será neste período que a mesma pode chegar de forma fraca e dispersa ao distrito de Faro, pelo leste, afetando uma parte do Sotavento Algarvio, devendo ainda ocorrer no distrito de Beja, na zona de Mértola. Porém, dissipar-se-á até às primeiras horas da tarde.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793551" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/duas-frentes-atlanticas-poderao-atingir-portugal-entre-21-e-24-de-outubro-a-chuva-esta-de-regresso.html" title="Duas frentes atlânticas poderão atingir Portugal entre 21 e 24 de outubro: a chuva está de regresso?">Duas frentes atlânticas poderão atingir Portugal entre 21 e 24 de outubro: a chuva está de regresso?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/duas-frentes-atlanticas-poderao-atingir-portugal-entre-21-e-24-de-outubro-a-chuva-esta-de-regresso.html" title="Duas frentes atlânticas poderão atingir Portugal entre 21 e 24 de outubro: a chuva está de regresso?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frentes-atlanticas-poderao-atingir-portugal-entre-21-e-24-de-outubro-a-chuva-esta-de-regresso-1792069718791_320.jpg" alt="Duas frentes atlânticas poderão atingir Portugal entre 21 e 24 de outubro: a chuva está de regresso?"></a></article></aside><p>A partir das 13h, espera-se que a chuva fraca a moderada possa afetar a maior parte do distrito de Faro, devendo, <strong>a partir das 16h, chegar ao distrito de Beja de forma mais abrangente e com maior intensidade</strong>. Ainda assim, espera-se uma dissipação da mesma a partir das 20h.</p><h2>Acumulados deverão manter-se entre os 5 e os 15 mm</h2><p>Com isto, até às 23h de domingo e tendo em conta a chuva prevista, espera-se que <strong>o valor mais elevado de precipitação acumulada seja de cerca de 15 mm</strong>, no distrito de Beja, junto à fronteira com Espanha, como podemos observar no mapa acima. Em Portalegre poderão haver acumulados de cerca de 10 mm, enquanto nos restantes distritos os valores devam ser inferiores.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-regressa-nas-proximas-horas-a-portugal-continental-eis-os-10-distritos-possivelmente-afetados.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Menos dias de geada, mas mais extremas: é assim que o aquecimento global influencia as vagas de frio]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/menos-dias-de-geada-mas-mais-extremas-e-assim-que-o-aquecimento-global-influencia-as-ondas-de-frio.html</link><pubDate>Fri, 16 Oct 2026 07:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O aquecimento global está a reduzir a frequência e a intensidade das vagas de frio, mas não elimina o perigo que estas representam. Um estudo explica por que ainda ocorrem episódios de frio extremo num planeta cada vez mais quente.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/menos-dias-de-helada-pero-mas-extremos-el-impacto-del-calentamiento-global-en-las-olas-de-frio-actuales-1791619572829.jpeg" data-image="hc0wit71oo6n"><figcaption>No contexto das alterações climáticas, episódios de frio intenso são possíveis, assim como outros eventos extremos.</figcaption></figure><p>A cada <strong>inverno</strong>, vemos novas imagens que parecem contradizer tudo o que ouvimos sobre o aquecimento global e as<strong> alterações climáticas</strong>. Por exemplo, uma cidade coberta de neve e temperaturas negativas; com isto, certamente deve perguntar-se: se o planeta está a aquecer, por que são registadas <strong>vagas</strong><strong> de frio</strong>?</p><p>A resposta a esta questão exige distinguir entre um episódio meteorológico e uma tendência climática, mas também é oportuno abordar a ideia do <strong>aumento de eventos extremos, o que inclui as vagas de frio</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Uma geada implica temperaturas extremamente baixas, enquanto uma vaga de frio descreve um período anormalmente frio em relação às condições normais da região de estudo.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Um estudo publicado na revista <em>Geophysical Research Letters</em>, liderado por Weronika Osmolska, analisou as <strong>vagas de frio</strong> no Hemisfério Norte entre 1980 e 2025. A sua principal conclusão aponta que estes eventos são menos frequentes, menos intensos e menos extensos. No estudo, os autores identificaram <strong>diferenças regionais</strong>.</p><h2>O que as últimas décadas revelam</h2><p>Os autores identificaram os episódios de inverno utilizando a base de dados de reanálise ERA5 e um método que rastreia o seu deslocamento. Analisaram <strong>anomalias de temperatura muito baixas durante pelo menos três dias consecutivos</strong>.</p><p>Desta forma, puderam estudar não apenas a intensidade do frio, mas também a duração dos eventos e a área que abrangiam. A análise concentrou-se nos meses de novembro a março.</p><p>A investigação aponta para uma conclusão clara: <strong>em todo o hemisfério norte, a intensidade do frio diminuiu cerca de 0,3°C por década</strong>. Na Europa, as temperaturas associadas a estes extremos aumentaram entre 0,6°C e 0,9°C por década. Estas mudanças descrevem tendências de várias décadas, e não uma previsão para cada inverno. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/menos-dias-de-helada-pero-mas-extremos-el-impacto-del-calentamiento-global-en-las-olas-de-frio-actuales-1791619593670.jpeg" data-image="zb2fd3dh8t74"><figcaption>A emissão de gases de efeito estufa é o gatilho do aquecimento global e das alterações climáticas.</figcaption></figure><p>Para entender isso, imaginemos uma série de temperaturas de inverno ordenadas da mais baixa para a mais alta. Se o conjunto se desloca para valores mais elevados, ainda permanece um extremo de frio, mas a sua posição muda.</p><p><strong>Um dia pode continuar a ser muito frio neste novo contexto e, ao mesmo tempo, ser menos frio do que um episódio comparável do passado</strong>. Aqui, o que chamamos de extremo precisa ter uma referência clara para que o termo não seja ambíguo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/menos-dias-de-helada-pero-mas-extremos-el-impacto-del-calentamiento-global-en-las-olas-de-frio-actuales-1791619621735.jpeg" data-image="qiy8sanflqu8"><figcaption>Os glaciares fazem parte do ciclo hidrológico e constituem uma fonte importante de armazenamento de água, tanto em estado sólido quanto líquido.</figcaption></figure><p> O ar polar, por sua vez, continua a deslocar-se. Como explica Osmolska, as ondulações da corrente de jato podem continuar a favorecer incursões de ar muito frio em direção a latitudes mais baixas. Por isso, <strong>a persistência de temporadas de inverno não constitui uma contradição no contexto das alterações climáticas</strong>.</p><p>A autora também aponta que algumas hipóteses relacionam o rápido aquecimento do Ártico a vagas de frio mais frequentes ou intensas. No entanto, os resultados deste trabalho mostram um<strong> enfraquecimento geral destes episódios</strong>. Isto exige evitar uma explicação automática segundo a qual qualquer incursão de ar polar seria consequência do aquecimento global.</p><h2>Menos frio não significa menos preparação</h2><p>Uma tendência também não funciona como uma regra sem exceções. Pensemos no lançamento de um dado: modificar a probabilidade de obter um resultado não torna os outros impossíveis.</p><p>Na meteorologia, uma sequência incomum de condições ainda pode produzir um episódio severo. Para determinar como as alterações climáticas influenciaram um evento específico, é necessário recorrer aos <strong>estudos de atribuição</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791462" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-mudancas-climaticas-ja-estao-transformando-as-arvores-na-gra-bretanha.html" title="As alterações climáticas já estão a transformar as árvores no Reino Unido">As alterações climáticas já estão a transformar as árvores no Reino Unido</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-mudancas-climaticas-ja-estao-transformando-as-arvores-na-gra-bretanha.html" title="As alterações climáticas já estão a transformar as árvores no Reino Unido"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/climate-change-is-already-reshaping-trees-in-britain-1790362990319_320.jpg" alt="As alterações climáticas já estão a transformar as árvores no Reino Unido"></a></article></aside><p>No que diz respeito à comunicação de riscos, a conclusão prática exige equilíbrio. <strong>Uma frequência menor não significa ausência de perigos</strong>. Uma comunidade precisa responder às ações decorrentes do episódio que enfrenta, mesmo que a média de muitas décadas aponte para invernos mais amenos. O planeamento deve levar em conta tanto o comportamento habitual quanto situações menos frequentes.</p><p>Também convém distinguir a intensidade meteorológica das consequências. Uma mesma queda de temperatura pode ter efeitos diferentes, dependendo da preparação, da exposição e das características do local. A dimensão do impacto, por si só, não demonstra que as temperaturas tenham sido extremas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/menos-dias-de-geada-mas-mais-extremas-e-assim-que-o-aquecimento-global-influencia-as-ondas-de-frio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Temperaturas entre sexta-feira 16 e domingo 18: eis o que esperar em Portugal Continental]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-entre-sexta-feira-16-e-domingo-18-eis-o-que-esperar-em-portugal-continental.html</link><pubDate>Fri, 16 Oct 2026 06:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Durante o fim de semana, as temperaturas vão descer de forma gradual em Portugal Continental, trazendo noites mais frias e uma mudança evidente no tempo após dias de calor atípico.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbo0epi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbo0epi.jpg" id="xbo0epi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois de vários dias marcados por um calor acima do habitual para a época, o <strong>padrão meteorológico em Portugal Continental prepara-se para alterar</strong>. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p> Segundo as previsões mais recentes do modelo europeu de referência (ECMWF), os termómetros vão iniciar uma descida gradual entre sexta-feira, dia 16, e domingo, dia 18, <strong>preparando o país para um ambiente mais fresco e de cariz outonal</strong>. </p><h2>Sexta-feira inicia com calor no Sul e temperaturas mais amenas no Norte</h2><p>Nesta sexta-feira, dia 16 de outubro, o dia ainda será acompanhado por sol, ainda que não se descarte a possibilidade de chuva fraca a moderada no distrito da Guarda, e temperaturas amenas a quentes, existindo contudo, diferenças bem marcadas entre as várias regiões do país. <strong>Os valores da temperatura vão oscilar de forma evidente ao longo do dia</strong>, com mínimas da ordem dos 10 ºC nas zonas mais frias e máximas que ainda poderão alcançar os 32 ºC no Interior Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-entre-sexta-feira-16-e-domingo-18-eis-o-que-esperar-em-portugal-continental-1792101185302.jpg" data-image="zv568emltsuz" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Na tarde de hoje, as temperaturas máximas mais elevadas podem atingir os 32 ºC.</figcaption></figure><p>Nas regiões do Norte e do Centro de Portugal Continental, as temperaturas máximas serão mais moderadas. Em contrapartida, no Alentejo e no Algarve, <strong>o calor ainda se fará sentir com maior expressão</strong>, com os termómetros a ultrapassarem os 30 ºC nas horas mais quentes da tarde.</p><h2>Sábado traz noites mais frias e descida das temperaturas no litoral</h2><p>No sábado, dia 17, a tendência de arrefecimento começará a notar-se com maior clareza, especialmente durante a tarde. Durante a noite e ao início da manhã, o <strong>arrefecimento noturno não será tão evidente</strong>, com as temperaturas mínimas a fixarem-se entre os 13 ºC na Guarda e em Bragança e os 20 ºC em Faro.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793505" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-uma-descida-das-temperaturas-em-portugal-o-arrefecimento-pode-durar-4-dias-eis-as-regioes-mais-frias.html" title="Aproxima-se uma descida das temperaturas em Portugal: o arrefecimento pode durar 4 dias; eis as regiões mais frias">Aproxima-se uma descida das temperaturas em Portugal: o arrefecimento pode durar 4 dias; eis as regiões mais frias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-uma-descida-das-temperaturas-em-portugal-o-arrefecimento-pode-durar-4-dias-eis-as-regioes-mais-frias.html" title="Aproxima-se uma descida das temperaturas em Portugal: o arrefecimento pode durar 4 dias; eis as regiões mais frias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-uma-descida-das-temperaturas-em-portugal-o-arrefecimento-vai-durar-4-dias-eis-as-regioes-mais-frias-1792060235524_320.jpg" alt="Aproxima-se uma descida das temperaturas em Portugal: o arrefecimento pode durar 4 dias; eis as regiões mais frias"></a></article></aside><p>Durante a tarde, uma <strong>parte do interior Norte e Centro terá uma redução da temperatura </strong>evidente face ao dia de hoje. Nestas zonas, as temperaturas máximas deverão oscilar predominantemente entre os 14 ºC na Guarda e os 19 ºC em Bragança. No Sul e ao longo da faixa litoral, a tarde continuará amena, mas sem os valores elevados registados anteriormente.</p><h2>Domingo consolida a descida térmica no Norte e Centro</h2><p>No domingo, dia 18, a <strong>descida das temperaturas tornar-se-á mais abrangente</strong>. Como demonstra o mapa de previsão do modelo ECMWF para as 16:00, o interior da Região Norte e da Região Centro registará os valores mais baixos do país, com a Guarda a não ir além de uma máxima de 16 ºC e Bragança pelos 17 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-entre-sexta-feira-16-e-domingo-18-eis-o-que-esperar-em-portugal-continental-1792100331011.jpg" data-image="fs4wuvaqqek2" alt="Temperatura do ar à superfície" title="Temperatura do ar à superfície"><figcaption>Previsão da temperatura para domingo, 18 de outubro, às 16:00. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>No Litoral Norte e Centro, cidades como o Porto, Aveiro, Braga e Coimbra deverão registar máximas até 22 ºC. Por sua vez, na <strong>região de Lisboa, Leiria e Santarém, os termómetros ainda alcançarão cerca de 26 ºC</strong>, enquanto no Alentejo e Algarve os valores oscilarão maioritariamente entre os 22 ºC e os 24 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-entre-sexta-feira-16-e-domingo-18-eis-o-que-esperar-em-portugal-continental.html</guid><dc:creator><![CDATA[Pedro Carneiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Será o modo de vida português “dos melhores do mundo”?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/sera-que-o-modo-de-vida-portugues-e-mesmo-dos-melhores-do-mundo.html</link><pubDate>Fri, 16 Oct 2026 05:06:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Sol, boa comida e café sem pressa. Há quem diga que vivemos bem. Mas, será que é mesmo assim? </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sera-que-o-modo-de-vida-portugues-e-mesmo-dos-melhores-do-mundo-1791835896065.jpg" data-image="km6d6edkrtcy" alt="Portugal" title="Portugal"><figcaption>Portugal conquista pela gastronomia, pelo clima ameno e pelos pequenos prazeres do dia a dia. Será que vivemos assim tão bem? Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>“Porque é que o modo de vida português é dos melhores do mundo?” A pergunta é da revista ‘Time Out’. A resposta é de todos. </p><p>Há quem comece pelo sol, quem prefira falar da comida e quem não dispense uma esplanada ao fim da tarde. A verdade é que<strong> viver em Portugal tem vários argumentos a favor</strong>, desde a proximidade do mar à riqueza gastronómica, passando pela facilidade em encontrar motivos para juntar família e amigos à volta de uma mesa. Mas o que torna este país tão apetecível vai muito além dos postais turísticos.</p><h2>Do café depois do almoço à mesa que nunca fica vazia</h2><p>A primeira explicação da ‘Time Out’ para o encanto do modo de vida português está na relação que temos com a <strong>comida</strong>. E não é difícil perceber porquê. </p><div class="texto-destacado">Em Portugal, uma refeição raramente serve apenas para matar a fome. É também uma oportunidade para conversar, pôr a conversa em dia e descobrir que aquele almoço de uma hora afinal precisa de mais uns minutos.</div><p>A revista destaca precisamente esta ligação entre<strong> gastronomia e convívio</strong>, com os restaurantes, os cafés de bairro e as esplanadas a assumirem um papel importante na vida quotidiana. A <strong>diversidade de pratos e produtos regionais</strong> ajuda a completar o cenário: do peixe e marisco da costa aos queijos, enchidos, azeites e vinhos do interior, há sempre diferenças à mesa consoante a região onde se encontra.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="686971" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pastel-de-nata-bolo-rei-e-maranho-quem-brilha-e-quem-tropeca-na-cozinha-portuguesa.html" title="Pastel de Nata, Bolo Rei e Maranho: quem brilha e quem tropeça na cozinha portuguesa?">Pastel de Nata, Bolo Rei e Maranho: quem brilha e quem tropeça na cozinha portuguesa?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pastel-de-nata-bolo-rei-e-maranho-quem-brilha-e-quem-tropeca-na-cozinha-portuguesa.html" title="Pastel de Nata, Bolo Rei e Maranho: quem brilha e quem tropeça na cozinha portuguesa?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pastel-de-nata-bolo-rei-e-maranho-quem-brilha-e-quem-tropeca-na-cozinha-portuguesa-1733817527414_320.jpg" alt="Pastel de Nata, Bolo Rei e Maranho: quem brilha e quem tropeça na cozinha portuguesa?"></a></article></aside><p>“Em Portugal, a vida acontece muito à mesa. No restaurante, sim, mas também no café de bairro, na esplanada, no almoço que se estica sem grandes preocupações, na travessa que passa de mão em mão, no pão que fica sempre no centro. Come-se bem, claro. Mas, acima de tudo, come-se bem acompanhado.”</p><p>E depois existem os pequenos rituais. O café tomado de pé antes de regressar ao trabalho, o pastel de nata que acompanha uma pausa a meio da manhã ou a ida à pastelaria ao domingo. São <strong>hábitos simples</strong>, mas que dão estrutura aos dias e que criam oportunidades para estar com outras pessoas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sera-que-o-modo-de-vida-portugues-e-mesmo-dos-melhores-do-mundo-1791838103677.jpg" data-image="k97gmaxuhy1e" alt="Portugal" title="Portugal"><figcaption>Há rotinas indispensáveis. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>O <strong>clima</strong> é outro dos argumentos apontados pela publicação. Com uma extensa costa atlântica, praias acessíveis em muitas regiões e numerosas localidades onde é possível passar tempo ao ar livre durante boa parte do ano, Portugal convida a aproveitar o exterior. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>“Com muitos dias de sol e uma costa atlântica (quase) sempre por perto, <strong>Portugal empurra a vida para fora de casa</strong>. Vive-se nas ruas, nas praças, nos jardins, nas praias, nas varandas e nos passeios onde cabem mesas pequenas demais para tudo o que se quer pôr em cima. Mesmo nas cidades, há quase sempre um miradouro, um rio, um parque ou uma esplanada a lembrar que o dia ainda é uma criança.”</p><p>Claro que <strong>o ritmo contribui para este estilo de vida</strong>. “Portugal não é propriamente lento, mas sabe criar pausas.”</p><p>A isto junta-se a<strong> diversidade do território</strong>. Num país relativamente pequeno, é possível passar das paisagens verdes do Minho às planícies alentejanas, das serras às praias algarvias e dos centros históricos das cidades à natureza dos Açores e da Madeira. Para quem gosta de variar sem precisar de atravessar grandes distâncias, esta proximidade entre ambientes diferentes é uma vantagem. “O país é curto em distância, mas comprido em possibilidades”, garante a publicação.</p><h2>Mais do que sol e boa comida, há outros motivos para gostar de viver em Portugal</h2><p>Sim, os argumentos da ‘Time Out’ fazem sentido, mas há outros fatores que ajudam a explicar a atratividade do país. Um deles é a <strong>possibilidade de combinar diferentes formas de aproveitar o tempo livre</strong>. </p><p>Entre festas populares, mercados, museus, concertos, trilhos pedestres e passeios à beira-mar, <strong>nem todas as atividades exigem uma viagem longa ou uma despesa elevada</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="648014" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/bom-tempo-economico-e-seguro-nao-faltam-motivos-para-visitar-portugal-turismo.html" title="Bom tempo, económico e seguro: não faltam motivos para visitar Portugal">Bom tempo, económico e seguro: não faltam motivos para visitar Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/bom-tempo-economico-e-seguro-nao-faltam-motivos-para-visitar-portugal-turismo.html" title="Bom tempo, económico e seguro: não faltam motivos para visitar Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/bom-tempo-economico-e-seguro-nao-faltam-motivos-para-visitar-e-imigrar-para-portugal-1710446566432_320.jpg" alt="Bom tempo, económico e seguro: não faltam motivos para visitar Portugal"></a></article></aside><p>Em muitas localidades, aliás, <strong>a vida de bairro </strong>continua a ter um papel importante. Conhecer quem trabalha no café habitual, cumprimentar os vizinhos ou encontrar amigos por acaso na rua são pequenas formas de contacto social que podem tornar a rotina mais próxima. Nas cidades, os jardins, as praças e as zonas ribeirinhas também funcionam como pontos de encontro, embora a qualidade e a disponibilidade destes espaços variem bastante de lugar para lugar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sera-que-o-modo-de-vida-portugues-e-mesmo-dos-melhores-do-mundo-1791838522159.jpg" data-image="immjx18w2ga9" alt="Portugal" title="Portugal"><figcaption>Concorda? Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>A <strong>proximidade geográfica</strong> é outro trunfo. Dependendo da zona onde vive, pode conseguir combinar um dia de trabalho com um passeio junto ao mar ou aproveitar o fim de semana para conhecer uma aldeia, uma serra ou uma cidade histórica. O país tem dimensões que facilitam escapadinhas curtas, sem que isso signifique que todas as regiões disponham das mesmas ligações ou que as deslocações sejam sempre rápidas.</p><p>Também a <strong>segurança</strong> contribui para a perceção de qualidade de vida. Portugal mantém uma imagem internacional de país seguro, um fator relevante para quem escolhe um destino para viver, estudar ou passar férias. </p><div class="texto-destacado">Ainda assim, a sensação de segurança não é igual para todas as pessoas nem em todos os locais, e este aspeto deve ser entendido como parte de um conjunto mais vasto de condições de vida.</div><p>Há, por fim, uma dimensão que não cabe facilmente numa fotografia:<strong> a importância das relações pessoais</strong>. Os encontros familiares, as amizades de longa data e os convívios que se repetem semana após semana podem contribuir para o sentimento de pertença. Não é uma característica exclusiva dos portugueses, naturalmente, mas faz parte da forma como muitas pessoas organizam a sua vida social.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788238" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/nem-aborrecidos-nem-perigosos-os-5-paises-mais-seguros-e-faceis-de-percorrer-se-viaja-sozinho.html" title="Nem aborrecidos nem perigosos: os 5 países mais seguros e fáceis de percorrer se viaja sozinho">Nem aborrecidos nem perigosos: os 5 países mais seguros e fáceis de percorrer se viaja sozinho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/nem-aborrecidos-nem-perigosos-os-5-paises-mais-seguros-e-faceis-de-percorrer-se-viaja-sozinho.html" title="Nem aborrecidos nem perigosos: os 5 países mais seguros e fáceis de percorrer se viaja sozinho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ni-aburridos-ni-peligrosos-los-5-paises-mas-seguros-y-faciles-de-recorrer-si-viajas-solo-1787998115496_320.jpeg" alt="Nem aborrecidos nem perigosos: os 5 países mais seguros e fáceis de percorrer se viaja sozinho"></a></article></aside><p>A ideia de qualidade de vida também encontra eco nas estatísticas europeias. Segundo dados do Eurostat relativos a 2024, os residentes em Portugal com 16 ou mais anos atribuíram à sua <strong>satisfação geral com a vida uma média de 7,3 pontos</strong> numa escala de zero a dez. O valor ficou ligeiramente acima da média da União Europeia, de 7,2 pontos. </p><p>Este é, atenção, um indicador de perceção pessoal, não uma classificação definitiva dos melhores países para viver. Ainda assim, ajuda a perceber como os próprios residentes avaliam a sua vida. </p><h2>O lado menos perfeito do modo de vida português</h2><p>Claro que seria fácil concluir que viver em Portugal é uma espécie de férias permanentes. Mas basta olhar para as despesas mensais para perceber que<strong> a realidade é mais complexa</strong>. É verdade: nem tudo é bom.</p><p>O<strong> acesso à habitação </strong>tornou-se uma dificuldade importante, sobretudo nas zonas de maior pressão imobiliária. Em Lisboa, no Porto e noutras áreas com procura elevada, as rendas e os preços de compra podem absorver uma parte significativa dos rendimentos. Para muitos residentes, isso significa fazer contas apertadas, procurar casa mais longe do trabalho ou adiar planos pessoais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792734" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/e-aqui-que-vivem-os-urbanos-mais-infelizes.html" title="É aqui que vivem os portugueses mais infelizes">É aqui que vivem os portugueses mais infelizes</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/e-aqui-que-vivem-os-urbanos-mais-infelizes.html" title="É aqui que vivem os portugueses mais infelizes"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/e-aqui-que-vivem-os-urbanos-mais-infelizes-de-portugal-1791575990370_320.jpg" alt="É aqui que vivem os portugueses mais infelizes"></a></article></aside><p><strong>Os salários e o custo de vida também pesam na experiência quotidiana</strong>. Comer bem, sair com amigos e viajar pelo país são possibilidades atrativas, mas não têm o mesmo custo relativo para quem recebe um salário português e para quem chega com rendimentos de um país onde os salários são mais elevados. </p><p>A <strong>mobilidade</strong> é outra questão. Em algumas cidades, o trânsito e o tempo perdido nas deslocações dificultam a conciliação entre trabalho e vida pessoal. Fora dos principais centros urbanos, a dependência do automóvel pode limitar a liberdade de quem não conduz, enquanto a oferta de transportes públicos nem sempre permite chegar facilmente a todos os destinos.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/sera-que-o-modo-de-vida-portugues-e-mesmo-dos-melhores-do-mundo-1791838780043.jpg" data-image="lbiwysn2gw4h" alt="Portugal" title="Portugal"><figcaption>Há vários aspetos a considerar. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>A ‘Time Out’ chama a atenção para aquilo que torna Portugal especialmente apelativo: a comida, o clima, a diversidade das paisagens e uma vida social que muitas vezes se constrói em torno de pequenos momentos. Estas são, certamente, razões válidas para gostar de viver cá. No entanto, não contam toda a história.</p><p>Talvez o melhor do modo de vida português esteja precisamente nessa combinação entre o extraordinário e o banal. Um fim de tarde junto ao mar pode ser memorável, mas também o pode ser uma conversa inesperada no café do costume.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Time%20Out" data-year="2026" data-title="Porque%20%C3%A9%20que%20o%20modo%20de%20vida%20portugu%C3%AAs%20%C3%A9%20dos%20melhores%20do%20mundo%3F" data-url="https%3A%2F%2Fwww.timeout.pt%2Flisboa%2Fpt%2Fnoticias%2Fporque-e-que-o-modo-de-vida-portugues-e-dos-melhores-do-mundo-100626">Time Out. (2026). <a href="https://www.timeout.pt/lisboa/pt/noticias/porque-e-que-o-modo-de-vida-portugues-e-dos-melhores-do-mundo-100626" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Porque é que o modo de vida português é dos melhores do mundo?</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/sera-que-o-modo-de-vida-portugues-e-mesmo-dos-melhores-do-mundo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Se o início de ano foi o mais chuvoso em 30 anos, por que há agora cinco bacias em seca hidrológica?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/se-o-inicio-de-ano-foi-o-mais-chuvoso-em-30-anos-por-que-ha-agora-cinco-bacias-em-seca-hidrologica.html</link><pubDate>Thu, 15 Oct 2026 15:04:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>As albufeiras atingiram 95% da capacidade em fevereiro, mas o calor recorde e meses de precipitação escassa voltaram a pressionar rios, aquíferos e solos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/se-o-inicio-de-ano-foi-o-mais-chuvoso-em-30-anos-por-que-ha-agora-cinco-bacias-em-seca-hidrologica-1792067109853.jpg" data-image="xc4oxfdgbura" alt="Ribeiras do Oeste" title="Ribeiras do Oeste"><figcaption>Entre as cinco bacias hidrográficas sob situação de seca hidrológica, a da Ribeiras do Oeste apresenta o cenário mais crítico. Foto: APA</figcaption></figure><p>Em fevereiro, Portugal continental tinha <strong>água armazenada equivalente a 95% da capacidade total das albufeiras</strong>. Menos de oito meses depois, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) identifica cinco bacias hidrográficas em situação de seca hidrológica.</p><p>Embora a transição entre extremos pareça repentina, a verdade é que a chuva acumulada no inverno é insuficiente para garantir <strong>reservas duradouras</strong> quando se sucedem meses de calor intenso e precipitação escassa.</p><h2>Albufeiras perto da capacidade máxima</h2><p>O inverno de 2025-2026 foi excecionalmente chuvoso. Entre <strong>outubro</strong> e o final de <strong>fevereiro</strong>, Portugal continental registou <strong>924 milímetros de precipitação</strong>, cerca de 1,8 vezes a média.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Foi o período mais chuvoso dos últimos 30 anos e o sexto mais chuvoso desde 1931. Em fevereiro, o solo apresentava níveis de água superiores a 60% em todos os concelhos, enquanto numerosas albufeiras se aproximavam da capacidade máxima. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A <strong>recuperação</strong> foi especialmente importante para o <strong>Sul</strong>, que vinha de anos de escassez. Mas as reservas acumuladas não ficaram imunes às mudanças das condições meteorológicas.</p><h2>Chuva acumulada não dura para sempre</h2><p>A primeira chave para perceber esta evolução está na diferença entre a água que cai, a que fica no solo e a que permanece armazenada em barragens, aquíferos e rios. A <strong>chuva intensa </strong>pode provocar<strong> escorrência</strong><strong> rápida e cheias, sem distribuir os seus benefícios de forma uniforme por todo o território</strong>. A quantidade armazenada nas bacias, além disso, depende das características de cada região e do uso da água.</p><table><thead><tr><th><strong>Bacia hidrográfica</strong></th><th>Situação</th></tr></thead><tbody><tr><td>Ribeiras do Oeste</td><td>Extrema</td></tr><tr><td>Rio Lima</td><td>Severa</td></tr><tr><td>Rio Mondego</td><td>Moderada</td></tr><tr><td>Rio Vouga</td><td>Moderada</td></tr><tr><td>Rio Cávado</td><td>Fraca</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="2"><p>Fonte: Portal InfoÁgua/APA</p></td></tr></tbody></table><p><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></p><p>A APA distingue, por isso, a <strong>seca meteorológica</strong>, associada à falta de precipitação, da <strong>seca hidrológica</strong>, relacionada com os níveis de armazenamento nas albufeiras, nos aquíferos e nas linhas de água. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792439" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-registou-o-setembro-mais-quente-desde-1931-apos-duas-ondas-de-calor.html" title="Portugal registou o setembro mais quente desde 1931 após duas ondas de calor">Portugal registou o setembro mais quente desde 1931 após duas ondas de calor</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-registou-o-setembro-mais-quente-desde-1931-apos-duas-ondas-de-calor.html" title="Portugal registou o setembro mais quente desde 1931 após duas ondas de calor"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-registou-o-setembro-mais-quente-desde-1931-apos-duas-ondas-de-calor-1791456564449_320.jpg" alt="Portugal registou o setembro mais quente desde 1931 após duas ondas de calor"></a></article></aside><p>Os dois fenómenos estão ligados, mas não evoluem necessariamente ao mesmo ritmo. A <strong>recuperação das reservas exige tempo</strong>, mesmo depois da chuva regressar. Foi este desfasamento que começou a tornar-se evidente durante o verão.</p><h2>Julho quase não teve chuva</h2><p>Depois de uma primavera em que a seca meteorológica esteve ausente de Portugal continental, a situação mudou com a chegada do calor e a diminuição da precipitação. Julho registou apenas <strong>0,8 milímetros de chuva</strong>, cerca de 8% do valor normal e o total mensal mais baixo deste século. A temperatura máxima chegou aos 44,3 °C em Mora, a 3 de julho.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O calor aumenta a evaporação e a evapotranspiração, processos através dos quais a água passa do solo e das plantas para a atmosfera. Como a precipitação não compensou estas perdas, a água disponível no solo diminuiu.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>No final de julho, cerca de <strong>67% do território continental encontrava-se em situação de seca meteorológica</strong>, num agravamento associado ao calor intenso e à escassez de precipitação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/se-o-inicio-de-ano-foi-o-mais-chuvoso-em-30-anos-por-que-ha-agora-cinco-bacias-em-seca-hidrologica-1792067815810.jpg" data-image="047g16e17dec"><figcaption>Os meses secos de verão consumiram as significativas reservas de água asseguradas por um inverno excecionalmente chuvoso. Foto: Vítor Oliveira, de Torres Vedras, CC BY-SA 2.0, Wikimedia Commons</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p><strong>Agosto</strong> trouxe uma recuperação parcial. Foi o <strong>quinto agosto mais chuvoso desde 1931</strong>, com 36,6 milímetros de precipitação, mais de 2,5 vezes a média. A chuva, contudo, distribuiu-se de forma irregular. Atenuou a seca na maior parte do país, mas o interior do <strong>Baixo Alentejo</strong> e o <strong>Sotavento Algarvio</strong> continuaram sob pressão.</p><h2>Calor extremo regressou em setembro</h2><p> A trégua durou pouco com a chegada de <strong>setembro, o mais quente em Portugal continental desde 1931</strong>. O mês registou uma temperatura média de 23,41 °C (2,91 °C acima do normal) e uma máxima média de 31,03 °C, o que representa um desvio substancial de 4,21 °C face ao padrão. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg> O mês revelou-se também muito seco, com precipitação acumulada de 12,7 milímetros, o que corresponde a 30% do valor habitual. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Duas ondas de calor</strong>, sobretudo a segunda, que atingiu 72% das estações do IPMA, <strong>prolongaram o período de temperaturas elevadas</strong>. A pouca chuva e o calor agravaram a perda de água no solo e a pressão sobre os recursos hídricos. </p><h2>Cinco bacias já estão em seca hidrológica</h2><p>Os dados mais recentes da APA, atualizados a 12 de outubro, mostram que o <strong>armazenamento total nas albufeiras</strong> monitorizadas era de <strong>72% da capacidade</strong>. Apesar do valor agregado, as variações revelam desequilíbrios regionais. A classificação mensal mais recente da seca hidrológica identifica cinco bacias em situação de seca.</p><table><thead><tr><th><strong>Número de albufeiras</strong></th><th><strong>Volume armazenado</strong></th></tr></thead><tbody><tr><td>1</td><td>0-20%</td></tr><tr><td>7</td><td>21-40%</td></tr><tr><td>12</td><td>41-50%</td></tr><tr><td>11</td><td>51-60%</td></tr><tr><td>26</td><td>61-80%</td></tr><tr><td>18</td><td>81-100%</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="2"><p>Fonte: Boletim Semanal de Albufeiras – 12 outubro 2026 /APA</p></td></tr></tbody></table><p> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></p><p><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></p><p>A seca hidrológica nestas bacias não significa que todo o país esteja na mesma situação. Mostra, antes, que um nível total elevado de armazenamento não elimina as diferenças locais nem garante disponibilidade suficiente em todos os rios e aquíferos.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A recuperação dependerá agora da evolução da precipitação ao longo do outono e do inverno. Não basta que chova muito durante alguns dias. A distribuição territorial, a regularidade dos episódios e a capacidade de repor os recursos hídricos serão determinantes.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O contraste de 2026 revela, no fundo, que a<strong> abundância de água durante um inverno não elimina a vulnerabilidade dos meses seguintes.</strong> Num país sujeito a períodos prolongados de calor e falta de chuva, gerir as reservas exige acompanhar cada bacia, antecipar necessidades e evitar que a recuperação temporária seja confundida com segurança hídrica duradoura.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="IPMA" data-year="" data-title="%C3%8Dndice%20PDSI%20-%20Situa%C3%A7%C3%A3o%20Atual%20-%20julho%202026" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ipma.pt%2Fpt%2Foclima%2FobsServatorio.secas%2F">IPMA. <a href="https://www.ipma.pt/pt/oclima/obsServatorio.secas/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Índice PDSI - Situação Atual - julho 2026</a>.</cite><br><cite data-author="IPMA" data-year="" data-title="Monitoriza%C3%A7%C3%A3o%20da%20Seca%20-%20%C3%8Dndice%20PDSI%20%E2%80%93%20Evolu%C3%A7%C3%A3o%20(agosto%202025-julho%202026)" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ipma.pt%2Fpt%2Foclima%2Fobservatorio.secas%2Fpdsi%2Fmonitorizacao%2Fevolucao%2F">IPMA. <a href="https://www.ipma.pt/pt/oclima/observatorio.secas/pdsi/monitorizacao/evolucao/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Monitorização da Seca - Índice PDSI – Evolução (agosto 2025-julho 2026)</a>.</cite><br><cite data-author="APA" data-year="" data-title="Portal%20Info%C3%81gua" data-url="https%3A%2F%2Finfoagua.apambiente.pt%2Fpt%2Fseca">APA. <a href="https://infoagua.apambiente.pt/pt/seca" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Portal InfoÁgua</a>.</cite><br><cite data-author="IPMA" data-year="" data-title="Boletins%20Climatol%C3%B3gicos%20de%20Agosto" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ipma.pt%2Fpt%2Fmedia%2Fnoticias%2Fnews.detail.jsp%3Fy%3D2026%26f%3Dboletim_climatologico_agosto_2026.html">IPMA. <a href="https://www.ipma.pt/pt/media/noticias/news.detail.jsp?y=2026&f=boletim_climatologico_agosto_2026.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Boletins Climatológicos de Agosto</a>.</cite><br><cite data-author="IPMA" data-year="" data-title="Boletins%20Climatol%C3%B3gicos%20de%20Setembro" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ipma.pt%2Fpt%2Fmedia%2Fnoticias%2Fnews.detail.jsp%3Fy%3D2026%26f%3DBoletim_clima_setembro_2026.html">IPMA. <a href="https://www.ipma.pt/pt/media/noticias/news.detail.jsp?y=2026&f=Boletim_clima_setembro_2026.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Boletins Climatológicos de Setembro</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/se-o-inicio-de-ano-foi-o-mais-chuvoso-em-30-anos-por-que-ha-agora-cinco-bacias-em-seca-hidrologica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Duas frentes atlânticas poderão atingir Portugal entre 21 e 24 de outubro: a chuva está de regresso?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/duas-frentes-atlanticas-poderao-atingir-portugal-entre-21-e-24-de-outubro-a-chuva-esta-de-regresso.html</link><pubDate>Thu, 15 Oct 2026 14:26:42 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois de vários dias marcados por temperaturas elevadas para outubro, o cenário meteorológico começa a mudar em Portugal. A descida das temperaturas será apenas o primeiro sinal: duas frentes atlânticas poderão trazer chuva ao país entre os dias 21 e 24.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frentes-atlanticas-poderao-atingir-portugal-entre-21-e-24-de-outubro-a-chuva-esta-de-regresso-1792069718791.jpg" data-image="sy0ihh8j3xez" alt="Chuva em outubro" title="Chuva em outubro"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-886052">A chuva prepara-se para regressar a Portugal depois de vários dias de tempo predominantemente estável. Duas frentes atlânticas surgem agora nos mapas mas quando chegam e que regiões poderão ser mais afetadas?</figcaption></figure><p>Depois de uma primeira metade de outubro dominada por temperaturas anormalmente elevadas e longos períodos de estabilidade, <strong>o padrão atmosférico começa a tornar-se mais dinâmico</strong>. O fim de semana trará já uma descida acentuada das temperaturas e alguma precipitação, mas a principal mudança poderá chegar a partir de dia 21, com duas frentes atlânticas a aproximarem-se de Portugal.</p><h2>Até dia 20, descida das temperaturas e alguma chuva no fim de semana</h2><p>Até sexta-feira, dia 16, as temperaturas diurnas continuarão elevadas para a época, com vários locais do interior ainda próximos dos 30 ºC. Contudo, a partir do fim de semana, a entrada de ar mais frio provocará uma <strong>descida rápida dos termómetros</strong>, particularmente no interior Norte e Centro.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Nas madrugadas de domingo e segunda-feira, vários locais destas regiões poderão já registar <strong>temperaturas inferiores a 10 ºC</strong>, num cenário bastante diferente dos últimos dias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frentes-atlanticas-poderao-atingir-portugal-entre-21-e-24-de-outubro-a-chuva-esta-de-regresso-1792069417452.jpg" data-image="wys085xu6ekd" alt="Precipitação, domingo" title="Precipitação, domingo"><figcaption>A madrugada de domingo poderá trazer períodos de chuva ao Sul de Portugal, embora a precipitação prevista seja relativamente breve e tenda a dispersar-se nas horas seguintes.</figcaption></figure><p>A instabilidade também deverá aumentar. Na madrugada de domingo, <strong>períodos de chuva fraca a moderada poderão afetar sobretudo o Sul</strong>, embora este episódio deva ser relativamente breve e a precipitação tenda a dispersar-se ao longo das horas seguintes.</p><h2>Primeira frente atlântica poderá chegar no dia 21</h2><p>A configuração sinóptica poderá sofrer uma alteração mais significativa a partir de <strong>quarta-feira, dia 21</strong>. O anticiclone que tem contribuído para bloquear a progressão das perturbações atlânticas deverá posicionar o seu núcleo <strong>a noroeste do arquipélago dos Açores</strong>, deixando de exercer uma influência suficientemente robusta sobre a Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frentes-atlanticas-poderao-atingir-portugal-entre-21-e-24-de-outubro-a-chuva-esta-de-regresso-1792069456708.jpg" data-image="xvofj5wgphkv" alt="Situação sinótica" title="Situação sinótica"><figcaption>A primeira frente atlântica poderá aproximar-se de Portugal no dia 21, associada a uma depressão no Atlântico Norte. A chuva deverá chegar inicialmente ao Noroeste, podendo depois estender-se a outras regiões do Norte e Centro.</figcaption></figure><p>Simultaneamente, uma depressão deverá deslocar-se pelo Atlântico Norte em direção às Ilhas Britânicas. O seu centro permanecerá longe de Portugal, mas <strong>uma frente associada ao sistema depressionário poderá alcançar o território continental</strong>.</p><p>Segundo a atual projeção do ECMWF, a chuva deverá começar pelo <strong>Noroeste</strong>, estendendo-se depois a outras áreas do litoral Norte e Centro. A evolução exata da frente e a quantidade de precipitação permanecem, contudo, sujeitas a alterações.</p><h2>Uma segunda frente poderá chegar entre 23 e 24 de outubro</h2><p>O Atlântico poderá manter-se bastante ativo nos dias seguintes. As projeções mostram o desenvolvimento de <strong>uma segunda depressão profunda</strong>, novamente com o núcleo a circular longe de Portugal. Apesar dessa distância, a disposição dos centros de ação poderá permitir que a respetiva <strong>frente fria progrida em direção à Península Ibérica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frentes-atlanticas-poderao-atingir-portugal-entre-21-e-24-de-outubro-a-chuva-esta-de-regresso-1792069559376.jpg" data-image="lb6yxeze2p3r" alt="Situação sinótica" title="Situação sinótica"><figcaption>Uma segunda e robusta depressão deverá circular pelo Atlântico Norte, permitindo a aproximação de uma nova frente fria. Nas atuais projeções, uma segunda vaga de chuva poderá alcançar Portugal entre os dias 23 e 24, novamente a partir do Noroeste.</figcaption></figure><p>Nas atuais projeções, esta segunda frente poderá aproximar-se entre os dias <strong>23 e 24 de outubro</strong>, com a chuva a entrar novamente pelo Noroeste antes de eventualmente alcançar outras regiões.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793505" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-uma-descida-das-temperaturas-em-portugal-o-arrefecimento-pode-durar-4-dias-eis-as-regioes-mais-frias.html" title="Aproxima-se uma descida das temperaturas em Portugal: o arrefecimento pode durar 4 dias; eis as regiões mais frias">Aproxima-se uma descida das temperaturas em Portugal: o arrefecimento pode durar 4 dias; eis as regiões mais frias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-uma-descida-das-temperaturas-em-portugal-o-arrefecimento-pode-durar-4-dias-eis-as-regioes-mais-frias.html" title="Aproxima-se uma descida das temperaturas em Portugal: o arrefecimento pode durar 4 dias; eis as regiões mais frias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-uma-descida-das-temperaturas-em-portugal-o-arrefecimento-vai-durar-4-dias-eis-as-regioes-mais-frias-1792060235524_320.jpg" alt="Aproxima-se uma descida das temperaturas em Portugal: o arrefecimento pode durar 4 dias; eis as regiões mais frias"></a></article></aside><p>Importa salientar que estamos perante uma previsão a vários dias de distância. <strong>A posição das depressões, a velocidade das frentes e a distribuição da precipitação ainda poderão sofrer alterações consideráveis.</strong> Ainda assim, os modelos começam a sugerir uma mudança importante: o bloqueio anticiclónico perde eficácia e <strong>a circulação atlântica poderá finalmente ganhar espaço junto a Portugal</strong>, trazendo um cenário progressivamente mais típico do outono.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/duas-frentes-atlanticas-poderao-atingir-portugal-entre-21-e-24-de-outubro-a-chuva-esta-de-regresso.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aproxima-se uma descida das temperaturas em Portugal: o arrefecimento pode durar 4 dias; eis as regiões mais frias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-uma-descida-das-temperaturas-em-portugal-o-arrefecimento-pode-durar-4-dias-eis-as-regioes-mais-frias.html</link><pubDate>Thu, 15 Oct 2026 11:40:19 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Como já referimos noutras previsões, as temperaturas descem já no arranque da próxima semana. De acordo com a mais recente atualização do ECMWF, esta tendência de descida deverá manter-se nos dias seguintes.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbnptg2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbnptg2.jpg" id="xbnptg2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A mais recente saída do nosso modelo de confiança, ECMWF, indica que a descida prevista das temperaturas poderá perdurar até dia 22, quinta-feira. Ao que tudo indica, <strong>esta descida poderá ser gradual até essa data esperando-se após esse dia uma recuperação das mesmas</strong>, de Sul para Norte.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Frisamos que esta previsão, sendo a uma maior distância temporal, poderá contar com <strong>maior incerteza</strong>, pelo que aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações.</p><h2>Descida térmica poderá durar entre segunda e quinta-feira</h2><p>Como mencionamos em previsões anteriores, as temperaturas podem descer já no domingo, ainda que na segunda-feira esta descida seja mais expressiva. No entanto, de acordo com os nossos mapas, é expectável que a descida se mantenha, de forma gradual nos dias seguintes, <strong>arrefecendo o continente português de Norte para Sul </strong>à medida que os dias avançam.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-uma-descida-das-temperaturas-em-portugal-o-arrefecimento-vai-durar-4-dias-eis-as-regioes-mais-frias-1792060235524.jpg" data-image="9c9n59zq3hnh" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Entre segunda e quinta-feira, Portugal Continental deverá registar uma descida das temperaturas. O Norte e o Centro do país deverão registar os valores mais baixos. </figcaption></figure><p>É esperado que até quinta-feira, dia 22, <strong>as temperaturas abaixo dos 20 ºC cubram a maior parte das regiões Norte e Centro</strong>, deixando o Sul com valores máximos até 24 ºC. Ao longo desses dias, as regiões montanhosas do Norte e Centro deverão contar com valores até 10 ºC. </p><p>Além disso,<strong> as madrugadas também registarão valores mais baixos em todo o país</strong>, sendo esperado que a madrugada de sexta-feira, dia 23, seja das mais frias da semana, com valores abaixo dos 10 ºC em praticamente todo o país, salvo algumas exceções junto à faixa costeira e no Alentejo.</p><h2>ECMWF indica possível recuperação térmica a partir de sexta-feira, dia 23</h2><p>Apesar desta descida, o mesmo modelo de previsão indica uma possível recuperação dos termómetros a partir de sexta-feira, dia 23, onde as <strong>temperaturas na ordem dos 20 ºC poderão voltar a surgir no Norte e Centro </strong>do país nas horas mais quentes do dia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793453" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-a-10-dias-em-portugal-temperaturas-descem-a-instabilidade-ganha-forca-e-a-chuva-podera-regressar.html" title="Tendências a 10 dias em Portugal: temperaturas descem, a instabilidade ganha força e a chuva poderá regressar">Tendências a 10 dias em Portugal: temperaturas descem, a instabilidade ganha força e a chuva poderá regressar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-a-10-dias-em-portugal-temperaturas-descem-a-instabilidade-ganha-forca-e-a-chuva-podera-regressar.html" title="Tendências a 10 dias em Portugal: temperaturas descem, a instabilidade ganha força e a chuva poderá regressar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-temperaturas-descem-a-instabilidade-ganha-forca-e-a-chuva-podera-regressar-1792020786446_320.jpg" alt="Tendências a 10 dias em Portugal: temperaturas descem, a instabilidade ganha força e a chuva poderá regressar"></a></article></aside><p>Ainda de acordo com o mesmo modelo, <strong>sábado, dia 24, também poderá trazer valores de temperatura máxima mais elevados ao Sul do país</strong>, na ordem dos 26 ºC, amenizando também as temperaturas mais baixas do Norte. A madrugada de sábado também deverá registar uma subida dos valores, face à madrugada anterior.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-uma-descida-das-temperaturas-em-portugal-o-arrefecimento-pode-durar-4-dias-eis-as-regioes-mais-frias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tendências a 10 dias em Portugal: temperaturas descem, a instabilidade ganha força e a chuva poderá regressar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-a-10-dias-em-portugal-temperaturas-descem-a-instabilidade-ganha-forca-e-a-chuva-podera-regressar.html</link><pubDate>Thu, 15 Oct 2026 10:03:21 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O cenário meteorológico começa a mudar em Portugal. Uma massa de ar polar fará descer os termómetros no fim de semana e, na próxima semana, o Atlântico poderá abrir caminho ao regresso da chuva.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-temperaturas-descem-a-instabilidade-ganha-forca-e-a-chuva-podera-regressar-1792020786446.jpg" data-image="y2n1izy1blzz" alt="Outubro" title="Outubro"><figcaption>Depois de vários dias marcados por temperaturas anormalmente elevadas, o frio e a chuva começam finalmente a surgir nos mapas. A segunda metade de outubro poderá trazer uma mudança significativa do tempo em Portugal, com temperaturas em queda e a aproximação de frentes atlânticas.</figcaption></figure><p>Portugal prepara-se para uma mudança significativa no estado do tempo ao longo dos próximos dez dias. Depois de uma primeira metade de outubro marcada por temperaturas persistentemente elevadas, <strong>os modelos começam finalmente a desenhar um cenário mais próximo do outono,</strong> com uma descida térmica acentuada, entrada de ar mais frio e um possível regresso de frentes atlânticas.</p><h2>Até sexta-feira, o calor ainda resiste</h2><p>Esta quinta-feira, dia 15, mantém-se o padrão que tem caracterizado os últimos dias, <strong>temperaturas máximas muito elevadas para meados de outubro</strong>, sobretudo no interior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-temperaturas-descem-a-instabilidade-ganha-forca-e-a-chuva-podera-regressar-1792020212176.jpg" data-image="etzcey6j33rq" alt="Temperatura máxima" title="Temperatura máxima"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-346360">O calor ainda resiste esta quinta-feira, com vários locais do interior a aproximarem-se dos 30 ºC, enquanto o litoral Norte e Centro permanece mais ameno.</figcaption></figure><p>Segundo o modelo europeu (ECMWF), vários locais poderão aproximar-se novamente dos <strong>30 ºC</strong>, enquanto o litoral Norte e Centro permanecerá bastante mais ameno devido à influência marítima. Poderá ainda surgir alguma instabilidade, nomeadamente no distrito de Viseu, embora, a ocorrer precipitação, esta deva ser <strong>fraca, localizada e passageira</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Na sexta-feira, dia 16, o ambiente continuará relativamente quente, mas começam a surgir os primeiros sinais da mudança. As temperaturas deverão iniciar uma descida em várias regiões do Norte e Centro,<strong> antecipando uma alteração mais expressiva durante o fim de semana.</strong></p><h2>Fim de semana traz ar mais frio: Trás-os-Montes será uma das primeiras regiões a senti-lo</h2><p>Entre sábado e domingo, uma <strong>massa de ar polar em altitude</strong> irá avançar para latitudes mais próximas da Península Ibérica. Inicialmente, o núcleo do ar mais frio não estará diretamente sobre Portugal, mas a circulação de noroeste permitirá que a sua influência comece a fazer-se sentir.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-temperaturas-descem-a-instabilidade-ganha-forca-e-a-chuva-podera-regressar-1792020289201.jpg" data-image="j1nq2aeivoip" alt="Massa de ar frio, temperatura 700 hPa" title="Massa de ar frio, temperatura 700 hPa"> <figcaption>Uma massa de ar polar aproxima-se da Península Ibérica durante o fim de semana, favorecendo uma descida acentuada das temperaturas, inicialmente mais evidente no interior Norte.</figcaption></figure><p>O <strong>Nordeste Transmontano e o Alto Douro</strong> estarão entre as primeiras regiões a registar a mudança, com uma descida significativa das temperaturas. Em Bragança, por exemplo, os termómetros poderão indicar apenas cerca de <strong>8 ºC entre as 22 e as 23 horas de domingo</strong>.</p><p>No Sul, o sábado ainda poderá proporcionar alguma sensação de calor durante a tarde, mas a tendência geral será já de descida. O domingo deverá acentuar esta mudança. Além do arrefecimento, <strong>o vento deverá intensificar-se</strong>, enquanto os mapas começam também a apresentar algum sinal de precipitação fraca, dispersa e pouco organizada.</p><h2>Segunda-feira, dia 19, poderá trazer temperaturas muito abaixo do normal</h2><p>A madrugada de segunda-feira, dia 19, poderá marcar um dos momentos mais evidentes desta transição. O ar frio deverá fazer descer consideravelmente as temperaturas no interior Norte e Centro. Depois de vários dias consecutivos com anomalias térmicas positivas, o cenário inverte-se: <strong>as temperaturas matinais previstas neste dia são muito abaixo dos valores habituais para a época do ano</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-temperaturas-descem-a-instabilidade-ganha-forca-e-a-chuva-podera-regressar-1792020411375.jpg" data-image="fqsyfwp2p4t8" alt="Anomalia da Temperatura, 7h" title="Anomalia da Temperatura, 7h"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-267163">A mudança será particularmente evidente na segunda-feira de madrugada: grande parte do Norte e Centro poderá registar temperaturas vários graus abaixo do habitual, com anomalias localmente próximas dos -7 a -8 ºC.</figcaption></figure><p>O mapa de anomalias do ECMWF é particularmente expressivo, apontando para desvios negativos generalizados durante as primeiras horas do dia. Em alguns pontos do interior Centro, estes poderão aproximar-se dos <strong>-7 a -8 ºC</strong>, enquanto grande parte do Norte poderá apresentar valores entre 3 e 6 ºC abaixo da referência climatológica. Será, portanto, uma mudança bastante brusca face ao calor registado poucos dias antes.</p><h2>A partir de dia 21, o Atlântico poderá finalmente ganhar espaço</h2><p>A alteração mais interessante poderá, contudo, surgir durante a segunda metade do período analisado. Por volta de <strong>quarta-feira, dia 21</strong>, as atuais projeções do ECMWF sugerem a aproximação de uma frente associada a uma depressão atlântica. Embora o núcleo depressionário deva circular a norte de Portugal, a respetiva frente poderá alcançar o território continental e proporcionar uma <strong>passagem de chuva mais abrangente e organizada</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-temperaturas-descem-a-instabilidade-ganha-forca-e-a-chuva-podera-regressar-1792020493040.jpg" data-image="0bazdf916ug7" alt="Mapa sinótico" title="Mapa sinótico"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-799022">A partir de quarta-feira, o Atlântico poderá ganhar protagonismo, com uma depressão a norte de Portugal continental a encaminhar uma frente de precipitação em direção a Portugal.</figcaption></figure><p>Posteriormente, o modelo começa a sugerir o desenvolvimento de uma segunda depressão atlântica, igualmente afastada de Portugal, mas potencialmente capaz de encaminhar <strong>uma nova frente</strong> para a Península Ibérica no dia 23.</p><p>A esta distância temporal, a trajetória, intensidade e quantidade de precipitação permanecem naturalmente incertas, pelo que estes cenários deverão ser acompanhados nas próximas atualizações.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793383" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/as-horas-chave-da-intrusao-polar-em-portugal-as-temperaturas-maximas-poderao-baixar-10-c-num-intervalo-de-dois-dias.html" title="As horas-chave da intrusão polar em Portugal: as temperaturas máximas poderão baixar 10 ºC num intervalo de dois dias">As horas-chave da intrusão polar em Portugal: as temperaturas máximas poderão baixar 10 ºC num intervalo de dois dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/as-horas-chave-da-intrusao-polar-em-portugal-as-temperaturas-maximas-poderao-baixar-10-c-num-intervalo-de-dois-dias.html" title="As horas-chave da intrusão polar em Portugal: as temperaturas máximas poderão baixar 10 ºC num intervalo de dois dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-horas-chave-da-intrusao-polar-em-portugal-as-temperaturas-maximas-poderao-baixar-10-c-num-intervalo-de-dois-dias-1791980086600_320.jpg" alt="As horas-chave da intrusão polar em Portugal: as temperaturas máximas poderão baixar 10 ºC num intervalo de dois dias"></a></article></aside><p>Ainda assim, há uma tendência que começa a ganhar consistência. Depois de semanas dominadas por temperaturas anormalmente elevadas e longos períodos de estabilidade,<strong> a segunda metade de outubro poderá finalmente apresentar características bastante mais outonais em Portugal.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-a-10-dias-em-portugal-temperaturas-descem-a-instabilidade-ganha-forca-e-a-chuva-podera-regressar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma grande nuvem de fumo sufoca a região de Kalimantan após semanas de incêndios florestais na Indonésia]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/uma-grande-nuvem-de-fumo-sufoca-a-regiao-de-kalimantan-apos-semanas-de-incendios-florestais-na-indonesia.html</link><pubDate>Thu, 15 Oct 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Uma densa nuvem de fumo e cinzas, proveniente dos incêndios florestais em Kalimantan, na Indonésia, reduziu drasticamente a visibilidade e elevou a poluição atmosférica. As autoridades alertam para o risco para a saúde, sobretudo entre os grupos mais vulneráveis.</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/gLgPs7hRNtU/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=gLgPs7hRNtU" id="gLgPs7hRNtU"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>O céu sobre Kalimantan, a parte indonésia da ilha de Bornéu, <strong>desapareceu sob uma espessa cortina avermelhada</strong>. Em algumas zonas, a <strong>luz solar mal consegue atravessar a nuvem de fumo</strong> e cinzas gerada pelos grandes incêndios florestais que afetam a região há semanas e que provocaram uma grave deterioração da qualidade do ar, atingindo níveis considerados perigosos para a saúde.</p><p>A situação é especialmente preocupante em Kalimantan Central, onde <strong>as partículas poluentes permanecem suspensas na atmosfera e reduzem consideravelmente a visibilidade</strong>. Em alguns locais, como Palangka Raya, a capital da província, a visibilidade chegou a descer para os 150 metros, segundo os registos meteorológicos divulgados pelas autoridades indonésias. </p><p>As imagens da situação de emergência mostram uma <strong>paisagem envolta num nevoeiro cerrado, com ruas e edifícios praticamente ocultos pelo fumo</strong>. A poluição dificulta a circulação e transforma atividades tão quotidianas como caminhar ao ar livre num risco para a população.</p><h2>A poluição atinge níveis perigosos</h2><p>Um dos principais problemas é a <strong>elevada concentração de partículas finas PM2,5</strong>, poluentes microscópicos capazes de penetrar profundamente nos pulmões e até mesmo atingir a corrente sanguínea.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">TERRIBLE SITUACIÓN SE VIVE EN BORNEO INDONESIA Video grabado por residentes, describiendo las precarias condiciones del ambiente en el área residencial en Palangka Raya, Kalimantan Central, hoy miércoles 14 de octubre El humo de los incendios forestales y de tierras (karhutla) han tornado el ambiente en un espacio lleno de gas, oscuro y amarillento debido al humo y la alta concentración de partículas dañinas PM2,5 Créditos Doc. Residentes Vía @CNNIndonesia</p>— Geól. Sergio Almazán (@chematierra) <a href="https://x.com/chematierra/status/2110371133857931658?ref_src=twsrc%5Etfw">October 14, 2026</a></blockquote></figure><p>Nos últimos dias, o Palangka Raya registou <strong>índices de qualidade do ar de 466 pontos, considerados na categoria de perigo</strong>, segundo dados da IQAir compilados pela Katadata. Em alguns dias, a concentração de PM2,5 atingiu os 308,2 microgramas por metro cúbico (µg/m³), enquanto a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda não ultrapassar os 15 µg/m³ em 24 horas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793383" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/as-horas-chave-da-intrusao-polar-em-portugal-as-temperaturas-maximas-poderao-baixar-10-c-num-intervalo-de-dois-dias.html" title="As horas-chave da intrusão polar em Portugal: as temperaturas máximas poderão baixar 10 ºC num intervalo de dois dias">As horas-chave da intrusão polar em Portugal: as temperaturas máximas poderão baixar 10 ºC num intervalo de dois dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/as-horas-chave-da-intrusao-polar-em-portugal-as-temperaturas-maximas-poderao-baixar-10-c-num-intervalo-de-dois-dias.html" title="As horas-chave da intrusão polar em Portugal: as temperaturas máximas poderão baixar 10 ºC num intervalo de dois dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-horas-chave-da-intrusao-polar-em-portugal-as-temperaturas-maximas-poderao-baixar-10-c-num-intervalo-de-dois-dias-1791980086600_320.jpg" alt="As horas-chave da intrusão polar em Portugal: as temperaturas máximas poderão baixar 10 ºC num intervalo de dois dias"></a></article></aside><p>A <strong>exposição a este tipo de poluição pode agravar doenças como a asma e a bronquite, além de aumentar o risco de problemas cardiovasculares</strong>. As crianças, os idosos e as pessoas com doenças respiratórias constituem os grupos mais vulneráveis.</p><h2>Uma emergência que ultrapassa fronteiras</h2><p>Os incêndios florestais na Indonésia foram favorecidos pela<strong> seca prolongada e pelas condições associadas ao fenómeno El Niño</strong>. Além disso, a presença de extensas turfeiras complica os trabalhos de extinção, uma vez que o fogo pode continuar a arder sob a superfície durante longos períodos. </p><p>A nuvem de fumo também não se limita ao território indonésio. <strong>A sua deslocação deteriorou a qualidade do ar em países vizinhos, como a Malásia e Singapura</strong>, onde foram adotadas medidas extraordinárias, incluindo o encerramento temporário de instituições de ensino. </p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Un nuevo incendio forestal está afectando, las tierras en el pueblo de Sampurna, distrito de Jejangkit, condado de Barito Kuala, Kalimantan del Sur , Indonesia https://t.co/ggMhLKNfXd</p>— Alertageo (@alertarojanot) <a href="https://x.com/alertarojanot/status/2110030729258135708?ref_src=twsrc%5Etfw">October 13, 2026</a></blockquote></figure><p>Face à magnitude da emergência, <strong>a Indonésia mobilizou mais de 69.000 efetivos para combater os incêndios</strong>. No entanto, as condições meteorológicas e a persistência dos focos ativos dificultam o controlo das chamas. </p><p>Enquanto prosseguem os trabalhos de extinção, Kalimantan permanece sob uma perigosa nuvem de poluição, uma <strong>crise que ameaça tanto a saúde dos seus habitantes como os ecossistemas </strong>de uma das grandes regiões florestais do planeta.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/uma-grande-nuvem-de-fumo-sufoca-a-regiao-de-kalimantan-apos-semanas-de-incendios-florestais-na-indonesia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 8 ºC abaixo da média em Portugal Continental: anomalias térmicas negativas vão regressar em breve]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-8-c-abaixo-da-media-em-portugal-continental-anomalias-termicas-negativas-vao-regressar-em-breve.html</link><pubDate>Thu, 15 Oct 2026 08:04:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Com a descida prevista das temperaturas é esperado o regresso das anomalias térmicas negativas a algumas zonas do país. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbnc9gq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbnc9gq.jpg" id="xbnc9gq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Até sábado, dia 17, as anomalias térmicas deverão manter-se positivas, com temperaturas acima da média na maior parte do país. Contudo, de acordo com a mais recente previsão do ECMWF, <strong>as primeiras anomalias negativas deverão surgir nas últimas horas desse dia</strong>, antecipando a descida térmica prevista para domingo e os dias seguintes.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Esta descida, já mencionada noutras previsões da Meteored Portugal, deverá <strong>tornar-se mais evidente na segunda-feira</strong>, quando os termómetros poderão voltar a marcar 0 ºC de temperatura mínima na Serra da Estrela. Durante essa madrugada, cidades como <strong>Braga, Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda e Portalegre poderão registar mínimas inferiores a 10 ºC</strong>. Guarda e Bragança poderão ser as mais frias, com cerca de 4 ºC e 5 ºC previstos, respetivamente, pelas 7h.</p><h2>Madrugada de segunda-feira deverá registar até 8 ºC abaixo da média</h2><p>A descida das temperaturas deverá <strong>inverter o padrão das anomalias térmicas</strong>, que passarão de positivas, com valores até 11 ºC acima da média nos dias anteriores, para negativas em praticamente todo o território continental, como mostra o mapa abaixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-8-c-abaixo-da-media-em-portugal-continental-anomalias-termicas-negativas-vao-regressar-em-breve-1792006600936.jpg" data-image="jtw93hby7sg3" alt="anomalias térmicas negativas" title="anomalias térmicas negativas"><figcaption>Segunda-feira contará com uma madrugada fria, com valores expectavelmente abaixo da média na maior parte do território. Nas horas seguintes, estas anomalias poderão persistir em alguns locais.</figcaption></figure><p>Na madrugada de segunda-feira, as anomalias mais acentuadas deverão concentrar-se na Serra da Estrela, em Trás-os-Montes e no noroeste do país, onde as temperaturas poderão<strong> ficar entre 8 ºC e 5 ºC abaixo da média, respetivamente</strong>. Ao longo do dia, as temperaturas deverão subir e as anomalias negativas perder intensidade. Ainda assim, poderão persistir na faixa interior Norte e Centro, com valores até 3 ºC abaixo da média. Em <strong>contrapartida, na Área Metropolitana de Lisboa e em parte do Alentejo, as temperaturas poderão ficar até 3 ºC acima da média</strong>. No restante território, esperam-se valores próximos da normal climatológica.</p><h2>Na terça-feira as anomalias mais evidentes podem ganhar terreno durante a madrugada</h2><p>Pelas 7h de terça-feira<strong> apenas a cidade de Faro deverá registar valores dentro da normal climatológica de referência</strong>. Todas as restantes capitais de distrito deverão registar anomalias negativas, entre os 3 ºC e os 6 ºC. A nível local, na região Centro, estas anomalias poderão ser de até 7 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793341" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-adverte-a-proxima-semana-arranca-com-temperaturas-mais-baixas-face-a-atual.html" title="Joana Campos adverte: 'a próxima semana arranca com temperaturas mais baixas face à atual'">Joana Campos adverte: "a próxima semana arranca com temperaturas mais baixas face à atual"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-adverte-a-proxima-semana-arranca-com-temperaturas-mais-baixas-face-a-atual.html" title="Joana Campos adverte: 'a próxima semana arranca com temperaturas mais baixas face à atual'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/joana-campos-adverte-a-proxima-semana-arranca-com-temperaturas-mais-baixas-face-a-atual-1791971292190_320.png" alt="Joana Campos adverte: 'a próxima semana arranca com temperaturas mais baixas face à atual'"></a></article></aside><p>O Centro poderá mesmo ser a região mais afetada por estas anomalias durante a madrugada, sobretudo no Ribatejo. No entanto, os mapas indicam que, <strong>nas horas seguintes, as temperaturas deverão manter-se dentro ou ligeiramente acima da média na maior parte do território, com exceção da região Norte</strong>, onde poderão continuar abaixo do expectável. Importa, contudo, ter em conta que a incerteza desta previsão é maior devido à distância temporal. Por este motivo, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-8-c-abaixo-da-media-em-portugal-continental-anomalias-termicas-negativas-vao-regressar-em-breve.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cientistas analisam glaciares e encontram níveis de metano até 425 vezes acima do equilíbrio atmosférico]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-analisam-geleiras-e-encontram-niveis-de-metano-ate-425-vezes-acima-do-equilibrio-atmosferico.html</link><pubDate>Thu, 15 Oct 2026 07:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma nova pesquisa revelou que a água de degelo de diversos glaciares de Svalbard contém concentrações extraordinárias de metano que poderiam chegar a outras regiões do planeta.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-analizan-19-glaciares-y-encuentran-concentraciones-de-metano-hasta-425-veces-superiores-al-equilibrio-atmosferico-1790445663638.png" data-image="idsnzfib155d"><figcaption>Um novo estudo constatou que a água de degelo de 19 glaciares transportou altas concentrações de metano antigo do ambiente subglacial para os rios próximos.</figcaption></figure><p>Para a maioria de nós, os <strong>glaciares</strong><strong> </strong>sempre pareceram distantes do nosso quotidiano, embora também sejam belos, misteriosos e controversos. Este último aspeto deve-se ao facto de que, nos últimos anos, sabemos que estes mudaram e muitos desapareceram, tornando-se vítimas silenciosas de décadas de grandes alterações no clima do planeta.</p><p>À primeira vista, parecem apenas montanhas de gelo azulado, com neve em vez de terra e rios de água fria que descem pelas suas encostas à medida que uma parte do gelo derrete. No entanto, <strong>sob esse manto branco</strong>, existe um mundo completamente diferente, onde a <strong>água congelada </strong>entrou em contato com <strong>rochas</strong>, <strong>sedimentos, matéria orgânica</strong> e gases aprisionados há muito tempo.</p><div class="texto-destacado">Os glaciares escondem a história do planeta ao longo de milhões de anos. Cada camada de neve que os compõe compacta-se ano após ano, transformando-se num arquivo natural que regista as condições da Terra em cada momento; eles funcionam como cápsulas do tempo térmicas e químicas que nos permitem compreender os ciclos naturais do planeta e prever para onde caminhamos no futuro.</div><p>No entanto, o que acontece sob a superfície destes gigantes de gelo pode representar um problema ainda mais silencioso e imprevisto num futuro próximo. O motivo? Uma pesquisa revelou que a água do <strong>degelo</strong> não está apenas a elevar o nível do mar, mas também<strong> a libertar compostos do passado, vindos das suas profundezas rochosas, para a atmosfera</strong>.</p><p>Não se trata de um vestígio ou possibilidade isolada, mas de <strong>148 amostras de rios glaciais que apresentam níveis de metano amplamente disseminados e muito acima do que é considerado normal </strong>atualmente. Será que este vazamento natural também atuará como um gatilho para efeitos mais graves no planeta, no contexto do atual aquecimento global?</p><h2>O perigoso viajante no tempo que chegou aos rios nórdicos</h2><p>Segundo dados apresentados no estudo publicado pela revista <em>Nature Communications </em>em setembro de 2026 e liderado pela cientista Gabrielle E. Kleber, da Universidade do Ártico na Noruega, em parceria com especialistas do Centro Universitário de Svalbard, <strong>detetou-se metano antigo em 19 glaciares do arquipélago de Svalbard, na Noruega</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-analizan-19-glaciares-y-encuentran-concentraciones-de-metano-hasta-425-veces-superiores-al-equilibrio-atmosferico-1790445681824.png" data-image="3jpg5u0tgppd"><figcaption>As análises de isótopos de carbono no metano encontrado em Svalbard, juntamente com a presença de etano e propano, indicam que este é principalmente de origem termogénica ou geológica.</figcaption></figure><p>Os investigadores percorreram<strong> rios alimentados pelo degelo</strong>, recolhendo amostras desde as proximidades da frente glacial e acompanhando o fluxo da água rio abaixo, com o objetivo de observar a quantidade de metano na saída do glaciar e o comportamento dos níveis a diferentes distâncias do percurso.</p><p>O resultado foi impressionante, pois, em todos os cursos d'água analisados, foram detetadas concentrações de metano significativamente superiores às esperadas. Entre os valores mais críticos, <strong>os níveis chegaram a ser até 425 vezes maiores do que o ponto de equilíbrio atmosférico</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Segundo o princípio físico da Lei de Henry, aplicado ao contexto das pesquisas sobre gases de efeito estufa e alterações climáticas, o ponto de equilíbrio atmosférico do metano é a concentração natural que o gás dissolvido na água (ou na superfície de um rio) apresentaria se existisse sob condições de equilíbrio térmico e químico com o ar circundante.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>As <strong>amostras foram submetidas a análises isotópicas de carbono para medir a assinatura química do gás</strong>, com o intuito de compreender a sua origem — se termogénica ou geológica —, uma vez que o metano nestes setores também pode ser produzido por microrganismos que habitam sedimentos anóxicos sob o glaciar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/derretimento-do-gelo-impulsiona-um-processo-natural-ate-agora-desconhecido-que-da-origem-a-formacao-de-nuvens-no-artico.html" title="Derretimento do gelo impulsiona um processo natural até agora desconhecido que dá origem à formação de nuvens no Ártico">Derretimento do gelo impulsiona um processo natural até agora desconhecido que dá origem à formação de nuvens no Ártico</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/derretimento-do-gelo-impulsiona-um-processo-natural-ate-agora-desconhecido-que-da-origem-a-formacao-de-nuvens-no-artico.html" title="Derretimento do gelo impulsiona um processo natural até agora desconhecido que dá origem à formação de nuvens no Ártico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/melting-sea-ice-drives-previously-unknown-natural-process-that-seeds-cloud-formation-in-the-arctic-1786459079152_320.jpeg" alt="Derretimento do gelo impulsiona um processo natural até agora desconhecido que dá origem à formação de nuvens no Ártico"></a></article></aside><p>No entanto, estes resultados mostraram que o metano também continha hidrocarbonetos como etano e propano, indicando que<strong> este metano libertado é muito antigo</strong>, proveniente de depósitos geológicos<strong> aprisionados no subsolo do glaciar </strong>e que está a ser mobilizado pelo escoamento do degelo recente.</p><h3>Do subsolo glacial à atmosfera: um novo risco com efeitos desconhecidos a enfrentar</h3><p>Hoje sabemos que o degelo dos glaciares, associado ao aquecimento global, é um problema real para as próximas décadas devido aos seus efeitos desastrosos, como a elevação do nível do mar, o desaparecimento de áreas costeiras, o deslocamento de comunidades e a perda de biodiversidade e de ecossistemas inteiros, além do impacto no recurso hídrico vital para todos: a <strong>água potável</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-analizan-19-glaciares-y-encuentran-concentraciones-de-metano-hasta-425-veces-superiores-al-equilibrio-atmosferico-1790445701112.png" data-image="1472iphin0sz"><figcaption>A perda das massas de gelo dos glaciares não apenas altera a paisagem ou os ecossistemas terrestres, mas também liberta gases que estavam armazenados sob as rochas há milhões de anos.</figcaption></figure><p>Já não basta saber quanto gelo derrete ou a que velocidade isso ocorre; também é importante saber o que existe sob esse gelo e que acabará por chegar à superfície. Quais seriam as <strong>consequências </strong>se estas quantidades tão elevadas de metano antigo chegassem à atmosfera? A realidade é que conhecemos a teoria sobre os possíveis efeitos, mas ainda é cedo para dimensioná-los.</p><p>O que as conclusões deste estudo realmente estabelecem é que, além da perda doss glaciares (que se acelera cada vez mais), <strong>o aumento do degelo poderia favorecer a propagação para outras regiões do planeta deste gás que intensifica o efeito estufa</strong>, criando assim uma nova preocupação climática — com efeitos que descobriremos mais rapidamente do que avançam as pesquisas para a sua mitigação.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Kleber%2C%20G.%20E.%20et%20al" data-year="2026" data-title="Subglacial%20geology%20and%20thermal%20conditions%20regulate%20methane%20emissions%20from%20Svalbard%20glaciers" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41467-026-77190-z">Kleber, G. E. et al. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41467-026-77190-z" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Subglacial geology and thermal conditions regulate methane emissions from Svalbard glaciers</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-analisam-geleiras-e-encontram-niveis-de-metano-ate-425-vezes-acima-do-equilibrio-atmosferico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Fim de semana traz mudanças a Portugal: chuva fraca no sábado e temperaturas até 5 ºC mais baixas no domingo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/fim-de-semana-traz-mudancas-a-portugal-chuva-fraca-no-sabado-e-temperaturas-ate-5-c-mais-baixas-no-domingo.html</link><pubDate>Thu, 15 Oct 2026 06:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O fim de semana deverá trazer algumas mudanças a Portugal continental. O ECMWF prevê chuva fraca e localizada no sábado, enquanto domingo será marcado por temperaturas mais baixas, sobretudo no Norte e Centro.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbnb2by"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbnb2by.jpg" id="xbnb2by"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois de vários dias com temperaturas relativamente elevadas em algumas regiões de Portugal continental, o estado do tempo deverá apresentar algumas alterações ao longo do próximo fim de semana. Segundo a previsão mais recente do modelo europeu (ECMWF), <strong>sexta-feira ainda será marcada por temperaturas próximas dos 30 ºC em algumas localidades</strong>, enquanto sábado poderá trazer precipitação fraca e localizada.</p><p>A mudança mais evidente deverá ocorrer no domingo, 18 de outubro, quando <strong>uma massa de ar mais fresco favorecerá a descida das temperaturas</strong>, particularmente nas regiões Norte e Centro. Ainda assim, a evolução não será uniforme em todo o território.</p><h2>Sexta-feira ainda terá temperaturas próximas dos 30 ºC em algumas regiões</h2><p>A tarde de sexta-feira, dia 16, deverá apresentar temperaturas relativamente elevadas em várias regiões do Centro e Sul de Portugal continental, embora com diferenças significativas entre o litoral e o interior.</p><p>De acordo com o ECMWF, pelas 16h, <strong>Santarém, Lisboa e Beja poderão registar valores próximos dos 30 ºC</strong>, enquanto Évora deverá rondar os 29 ºC e Castelo Branco os 28 ºC.</p><p> Noutras regiões, os termómetros deverão apresentar valores mais baixos, com cerca de 26 ºC em Braga, 27 ºC em Vila Real, 25 ºC em Coimbra e 22 ºC no Porto. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-traz-mudancas-a-portugal-chuva-fraca-no-sabado-e-temperaturas-ate-5-c-mais-baixas-no-domingo-1791999922059.jpg" data-image="3ejbaa2tpl54" alt="Sexta-feira poderá trazer temperaturas próximas dos 30 ºC ao Centro e Sul" title="Sexta-feira poderá trazer temperaturas próximas dos 30 ºC ao Centro e Sul"><figcaption>O ECMWF prevê temperaturas próximas dos 30 ºC em várias localidades do Centro e Sul durante a tarde de sexta-feira, contrastando com valores mais baixos no litoral Norte.</figcaption></figure><p>Esta distribuição evidencia a persistência de um ambiente relativamente quente em algumas regiões, particularmente no vale do Tejo e no Alentejo.</p><p>Contudo, <strong>o fim de semana deverá apresentar uma evolução diferente</strong>, com alguma instabilidade localizada no sábado e uma descida térmica mais expressiva no domingo.</p><h2>Sábado poderá trazer chuva fraca e localizada a algumas regiões</h2><p>No sábado, dia 17, a previsão do ECMWF aponta para a possibilidade de precipitação em algumas áreas de Portugal continental, embora sem sinais de um episódio generalizado de chuva.</p><p>Durante a manhã, especialmente por volta das 10h, surgem <strong>pequenos núcleos de precipitação no litoral Norte e em algumas zonas do Centro</strong>, associados a quantidades geralmente reduzidas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-traz-mudancas-a-portugal-chuva-fraca-no-sabado-e-temperaturas-ate-5-c-mais-baixas-no-domingo-1792000036758.jpg" data-image="iufsw4dr1d9d" alt="Chuva fraca poderá surgir em algumas zonas do Norte e Centro no sábado" title="Chuva fraca poderá surgir em algumas zonas do Norte e Centro no sábado"><figcaption>O ECMWF projeta precipitação fraca e dispersa durante a manhã de sábado, sobretudo em algumas áreas do litoral Norte e Centro, sem indicar chuva generalizada em Portugal continental.</figcaption></figure><p>A distribuição irregular da precipitação sugere que <strong>muitas localidades poderão atravessar o dia sem registar chuva</strong>, enquanto outras poderão observar episódios pontuais.</p><p>Importa, por isso, não confundir a presença de pequenos núcleos de precipitação com a passagem de uma frente capaz de provocar chuva persistente em grande parte do território.</p><h2>Temperaturas ainda relativamente elevadas durante a tarde de sábado</h2><p>Apesar da possibilidade de chuva localizada, o <strong>sábado deverá continuar a apresentar temperaturas relativamente elevadas</strong> em algumas regiões, sobretudo no Sul.</p><p>Às 16h, o ECMWF prevê aproximadamente <strong>28 ºC em Évora e Beja</strong>, 27 ºC em Santarém e cerca de 25 ºC no Porto e em Coimbra.</p><p>Em Braga, os termómetros poderão rondar os 26 ºC, enquanto Viseu deverá apresentar cerca de 24 ºC e Guarda aproximadamente 20 ºC.</p><p>Estes valores mostram que <strong>a possibilidade de precipitação durante a manhã não será acompanhada por uma descida generalizada e acentuada das temperaturas durante a tarde</strong>.</p><p>A alteração térmica mais significativa deverá ocorrer no dia seguinte, quando o arrefecimento será particularmente evidente em algumas regiões do interior Norte e Centro.</p><h2>Domingo traz uma descida de até 5 ºC em algumas cidades</h2><p>A principal mudança do fim de semana deverá verificar-se no domingo, 18 de outubro, com a entrada de ar mais fresco a favorecer uma descida das temperaturas em grande parte do Norte e Centro.</p><p>Comparando os valores previstos para as 16h de sábado e domingo, o ECMWF projeta <strong>uma descida de aproximadamente 5 ºC em Viseu, de 24 para 19 ºC, e na Guarda, de 20 para 15 ºC</strong>.</p><p>Em Braga, os valores deverão passar de 26 para 22 ºC, enquanto Vila Real poderá registar uma descida de 23 para 19 ºC. No Porto, a diferença será de cerca de 3 ºC, com temperaturas a passarem de 25 para 22 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-traz-mudancas-a-portugal-chuva-fraca-no-sabado-e-temperaturas-ate-5-c-mais-baixas-no-domingo-1792000384707.jpg" data-image="w3qyd0rsufes" alt="Domingo poderá trazer menos 5 ºC a algumas localidades do Norte e Centro" title="Domingo poderá trazer menos 5 ºC a algumas localidades do Norte e Centro"><figcaption>O ECMWF prevê uma descida das temperaturas durante a tarde de domingo, particularmente em Viseu e Guarda, onde os valores poderão ficar cerca de 5 ºC abaixo dos previstos à mesma hora de sábado.</figcaption></figure><p>O <strong>arrefecimento também deverá atingir algumas localidades mais a sul</strong>. Em Évora, a temperatura poderá passar de 28 para 24 ºC, enquanto Beja deverá registar uma descida de aproximadamente 3 ºC.</p><p>Contudo, <strong>a evolução não será igual em todo o território</strong>. Lisboa poderá apresentar cerca de 26 ºC na tarde de domingo, contra 24 ºC previstos para a mesma hora de sábado, demonstrando que o arrefecimento será espacialmente irregular.</p><p>Esta diferença estará relacionada com a distribuição da massa de ar mais fresco e com as condições atmosféricas previstas para cada região.</p><h2>As temperaturas de domingo estarão abaixo do habitual?</h2><p>A análise das anomalias térmicas permite perceber se as temperaturas previstas para domingo estarão acima ou abaixo dos valores climatológicos habituais para esta época do ano.</p><p>Segundo o ECMWF, <strong>a tarde de domingo poderá apresentar anomalias positivas em várias localidades de Portugal continental</strong>, apesar da descida das temperaturas relativamente ao dia anterior.</p><p>Em Braga e no Porto, os desvios poderão rondar os 3 ºC acima da média, enquanto Lisboa poderá apresentar uma anomalia positiva próxima dos 5 ºC. Também em Coimbra, Leiria e Santarém são projetados valores superiores ao habitual.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-traz-mudancas-a-portugal-chuva-fraca-no-sabado-e-temperaturas-ate-5-c-mais-baixas-no-domingo-1792000573676.jpg" data-image="5yfx7ss6pzln" alt="Apesar do arrefecimento, várias regiões poderão continuar acima da média" title="Apesar do arrefecimento, várias regiões poderão continuar acima da média"><figcaption>O ECMWF projeta anomalias positivas em várias regiões de Portugal continental durante a tarde de domingo, contrastando com valores inferiores à média em áreas de Espanha.</figcaption></figure><p>Este cenário demonstra que <strong>uma descida das temperaturas não significa necessariamente que os valores passem a ficar abaixo da média climatológica</strong>.</p><p>Embora domingo possa apresentar um ambiente mais fresco do que sábado, sobretudo no Norte e Centro, algumas regiões continuarão a registar temperaturas relativamente elevadas para a época.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793383" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/as-horas-chave-da-intrusao-polar-em-portugal-as-temperaturas-maximas-poderao-baixar-10-c-num-intervalo-de-dois-dias.html" title="As horas-chave da intrusão polar em Portugal: as temperaturas máximas poderão baixar 10 ºC num intervalo de dois dias">As horas-chave da intrusão polar em Portugal: as temperaturas máximas poderão baixar 10 ºC num intervalo de dois dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/as-horas-chave-da-intrusao-polar-em-portugal-as-temperaturas-maximas-poderao-baixar-10-c-num-intervalo-de-dois-dias.html" title="As horas-chave da intrusão polar em Portugal: as temperaturas máximas poderão baixar 10 ºC num intervalo de dois dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-horas-chave-da-intrusao-polar-em-portugal-as-temperaturas-maximas-poderao-baixar-10-c-num-intervalo-de-dois-dias-1791980086600_320.jpg" alt="As horas-chave da intrusão polar em Portugal: as temperaturas máximas poderão baixar 10 ºC num intervalo de dois dias"></a></article></aside><p>Assim, o fim de semana deverá ficar marcado por <strong>precipitação fraca e localizada no sábado e um arrefecimento mais evidente no domingo</strong>, sem que isso represente necessariamente uma mudança para condições generalizadamente frias em Portugal continental.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/fim-de-semana-traz-mudancas-a-portugal-chuva-fraca-no-sabado-e-temperaturas-ate-5-c-mais-baixas-no-domingo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item></channel></rss>