<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Sun, 30 Aug 2026 18:10:23 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sun, 30 Aug 2026 18:10:23 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Alteração da circulação atmosférica: eis os efeitos em Portugal na semana entre 31 de agosto e 4 de setembro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alteracao-da-circulacao-atmosferica-eis-os-efeitos-em-portugal-na-semana-entre-31-de-agosto-e-4-de-setembro.html</link><pubDate>Sun, 30 Aug 2026 16:17:48 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nos primeiros dias de setembro, Portugal continental terá vento e temperaturas mais moderadas junto ao litoral. A partir de quarta-feira, o cenário muda, com uma subida acentuada das temperaturas e máximas que poderão atingir 40 ºC.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-vento-ao-calor-assim-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-continental-ate-sexta-feira-1788085317185.jpeg" data-image="ilp7i8ifmx4d" alt="Temperaturas voltam a subir no início de setembro" title="Temperaturas voltam a subir no início de setembro"><figcaption>As temperaturas voltam a subir no início de setembro, com um aquecimento mais acentuado no interior, mas também percetível junto ao litoral.</figcaption></figure><p>O início de setembro será marcado por uma mudança gradual das condições meteorológicas em Portugal continental. A circulação de norte e noroeste ainda favorecerá vento e temperaturas mais moderadas junto ao litoral nos primeiros dias, mas <strong>o reforço de uma dorsal anticiclónica permitirá a entrada de ar mais quente</strong>, levando a uma subida acentuada das temperaturas a partir de quarta-feira.</p><h2>Influência marítima mantém litoral mais fresco e ventoso até terça-feira</h2><p>Na segunda e terça-feira, a influência marítima continuará a fazer-se sentir nas regiões costeiras do Norte e Centro, onde <strong>a nebulosidade será mais frequente nas primeiras horas do dia</strong>. No interior e no Sul deverá predominar o céu pouco nublado ou limpo. O vento soprará de norte e noroeste, intensificando-se durante a tarde na faixa ocidental, com <strong>rajadas próximas dos 40 km/h</strong> no litoral Centro e na região de Lisboa. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-vento-ao-calor-assim-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-continental-ate-sexta-feira-1788084268825.jpg" data-image="2f1shuviczqm"><figcaption>O vento de norte e noroeste deverá intensificar-se durante a tarde de segunda-feira na faixa ocidental, com rajadas próximas dos 40 km/h entre o litoral Centro e a região de Lisboa.</figcaption></figure><p>As temperaturas manterão um contraste significativo entre o litoral e o interior, com <strong>máximas entre 21 e 25 ºC em parte do litoral Norte e Centro e 30 a 31 ºC no interior do Alentejo</strong>, sobretudo em Évora e Beja.</p><h2>Dorsal anticiclónica muda o padrão a partir de quarta-feira</h2><p>A partir de quarta-feira, o cenário muda de forma mais evidente. O reforço da dorsal em altitude e a alteração da circulação junto à superfície favorecerão a <strong>entrada de uma massa de ar mais quente sobre Portugal continental.</strong> As máximas poderão atingir <strong>34 ºC em Évora e Beja e 33 ºC em Castelo Branco e Portalegre</strong>, enquanto Lisboa poderá chegar aos 30 ºC. O vento deverá enfraquecer face aos dias anteriores, com rajadas geralmente até 30 km/h.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-vento-ao-calor-assim-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-continental-ate-sexta-feira-1788083895979.jpg" data-image="e0q6x3o69hqj"><figcaption>O aquecimento deverá acentuar-se na quinta-feira, com máximas próximas dos 40 ºC no interior do Alentejo. A subida das temperaturas será também evidente junto ao litoral, embora com valores mais moderados</figcaption></figure><p>Na quinta-feira, o aquecimento deverá intensificar-se de forma mais significativa. No interior, <strong>Beja e Évora estarão entre as zonas mais quentes</strong>, com máximas próximas dos 39 a 40 ºC, enquanto Santarém e Portalegre poderão atingir cerca de 37 ºC. <strong>A subida será também percetível junto ao litoral</strong>, com cerca de 25 ºC no Porto, 24 ºC em Aveiro, 30 ºC em Leiria e 35 ºC em Lisboa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786172" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-poderao-alcancar-os-38-c-em-breve-eis-as-zonas-mais-quentes-do-pais-entre-os-dias-2-e-4-de-setembro.html" title="Temperaturas poderão alcançar os 38 ºC em breve: eis as zonas mais quentes do país entre os dias 2 e 4 de setembro">Temperaturas poderão alcançar os 38 ºC em breve: eis as zonas mais quentes do país entre os dias 2 e 4 de setembro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-poderao-alcancar-os-38-c-em-breve-eis-as-zonas-mais-quentes-do-pais-entre-os-dias-2-e-4-de-setembro.html" title="Temperaturas poderão alcançar os 38 ºC em breve: eis as zonas mais quentes do país entre os dias 2 e 4 de setembro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-poderao-alcancar-os-38-c-em-breve-eis-as-zonas-mais-quentes-do-pais-entre-os-dias-2-e-4-de-setembro-1788026327067_320.png" alt="Temperaturas poderão alcançar os 38 ºC em breve: eis as zonas mais quentes do país entre os dias 2 e 4 de setembro"></a></article></aside><strong>Na sexta-feira, o calor deverá manter-se ou subir ligeiramente</strong>, com Beja a aproximar-se dos 40 ºC, Évora dos 39 ºC, Portalegre dos 38 ºC e Castelo Branco dos 37 ºC. O aquecimento será também evidente junto ao litoral, com máximas próximas dos 29 ºC no Porto, 28 ºC em Aveiro, 35 ºC em Leiria e 33 ºC em Lisboa.<figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-vento-ao-calor-assim-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-continental-ate-sexta-feira-1788084136406.jpg" data-image="691jwq1rhdb1"><figcaption>O tempo seco deverá predominar na sexta-feira, embora ao final da tarde possam ocorrer aguaceiros fracos e muito localizados na serra de Monchique e na zona de Santana da Serra.</figcaption></figure><p>Deverá predominar o tempo seco, embora ao<strong> final da tarde possam ocorrer aguaceiros fracos</strong> e muito localizados na serra de Monchique e na zona de Santana da Serra.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alteracao-da-circulacao-atmosferica-eis-os-efeitos-em-portugal-na-semana-entre-31-de-agosto-e-4-de-setembro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Europa em família: as melhores cidades para viajar com os miúdos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/europa-em-familia-as-melhores-cidades-para-viajar-com-os-miudos.html</link><pubDate>Sun, 30 Aug 2026 12:04:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Pequenos exploradores: as cidades europeias que as crianças vão adorar sem fazer (muitas) birras. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/europa-em-familia-as-melhores-cidades-para-viajar-com-os-miudos-1787747852006.jpeg" data-image="lemtvsfkrlzg"><figcaption>A nostalgia de adulto são as viagens de criança com os pais.</figcaption></figure><p>Quem tem crianças sabe a exigência da logística...da paciência e das birras. Para tal existem cidades mais amigáveis para as famílias por combinarem áreas verdes, infraestruturas acessíveis e uma oferta cultural adaptada aos mais novos.</p><h2>Mas quais são as cidades que preenchem estes requisitos?</h2><p><strong>Helsínquia (Finlândia)</strong>: sobressai pelas opções de lazer pensadas para todas as estações, incluindo a histórica piscina coberta Yrjönkatu e o parque de trampolins Rush. A biblioteca futurista Oodi, o Museu de História Natural e o Centro de Artes Annantalo garantem alternativas culturais e interativas durante todo o ano</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/europa-em-familia-as-melhores-cidades-para-viajar-com-os-miudos-1787745365125.png" data-image="odpa48h9oe41"><figcaption>A biblioteca Oodi disponibiliza gratuitamente impressoras 3D, máquinas de costura e estúdios de música a todos os visitantes e residentes.</figcaption></figure><p><strong>Amesterdão (Países Baixos)</strong>: perfeita para percorrer de bicicleta ou em passeios de barco pelos canais. Destaca-se pela componente científica do Museu NEMO e pela vertente histórica da Casa de Anne Frank e do Museu Van Gogh. Para desanuviar ao ar livre, o parque de arborismo Fun Forest, as quintas pedagógicas do Westerpark e os jardins de Amstelpark são paragens obrigatórias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/europa-em-familia-as-melhores-cidades-para-viajar-com-os-miudos-1787745509613.png" data-image="pn7gp81nmkky"><figcaption>A cidade tem mais bicicletas do que habitantes, resultando no resgate anual de milhares delas do fundo dos canais.</figcaption></figure><p><strong>Copenhaga (Dinamarca)</strong>: uma das capitais mais orientadas para famílias no continente. Conta com o histórico parque de atrações Tivoli, o centro de ciências Experimentarium, o Aquário Nacional e o parque de diversões Bakken. Nas imediações, a caça às esculturas de madeira "<em>The Forgotten Giants</em>" integra a natureza no itinerário.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/europa-em-familia-as-melhores-cidades-para-viajar-com-os-miudos-1787745672967.png" data-image="uxab9xy9dyis"><figcaption>Walt Disney visitou os Jardins do Tivoli na década de 50 para se inspirar antes de construir a primeira Disneyland.</figcaption></figure><p><strong>Londres (Reino Unido)</strong>: reúne clássicos como a vista do London Eye, o Hyde Park e os jardins de Kew Gardens. A oferta cultural inclui a Torre de Londres, o labirinto do Palácio de Hampton Court, lojas emblemáticas como a Hamleys e as atrações temáticas do Harry Potter e do Urso Paddington. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/europa-em-familia-as-melhores-cidades-para-viajar-com-os-miudos-1787745785604.png" data-image="7afyi9trnqvp"><figcaption>Os corvos da Torre de Londres têm estatuto protegido, pois a lenda diz que o Reino Ruirá se eles saírem.</figcaption></figure><p><strong>Glasgow (Escócia)</strong>: apresenta opções dinâmicas como o Glasgow Science Centre, o Museu Riverside (dedicado aos transportes) e o teatro mecânico Sharmanka. A cidade complementa a visita com desportos aquáticos no canal Forth and Clyde, parques de skate e vastas áreas verdes como o Pollok Country Park. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/europa-em-familia-as-melhores-cidades-para-viajar-com-os-miudos-1787747116361.png" data-image="6riz8repvq6m"><figcaption>O Pollok Park alberga um museu de arte premiado rodeado por uma famosa colónia de vacas felpudas das Terras Altas.</figcaption></figure><p><strong>Madrid (Espanha)</strong>: alia os espetáculos e musicais da Gran Vía a passeios de barco no Parque do Retiro e ao Parque de Atrações da Casa de Campo. No plano cultural, destaca-se o Museu de Ciências Naturais, a Casita-Museo del Ratón Pérez e visitas aos estádios Santiago Bernabéu e Cívitas Metropolitano. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/europa-em-familia-as-melhores-cidades-para-viajar-com-os-miudos-1787747266618.png" data-image="o26xvpleecn3"><figcaption>A estação de comboios de Atocha acolhe um jardim botânico tropical coberto com milhares de plantas de todo o mundo.</figcaption></figure><p><strong>Bruxelas (Bélgica)</strong>: alberga o pioneiro Museu das Crianças e o Instituto de Ciências Naturais, que tem a maior galeria de dinossauros da Europa. O itinerário inclui ainda o Atomium, lojas e museus dedicados à banda desenhada e o parque temático Mini-Europe. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/europa-em-familia-as-melhores-cidades-para-viajar-com-os-miudos-1787747381376.png" data-image="3dlsb7ifuw91"><figcaption>Além da estátua do menino (Manneken Pis), a cidade tem versões da mesma escultura com uma menina (Jeanneke) e um cão (Zinneke).</figcaption></figure><p><strong>Budapeste (Hungria)</strong>: surpreende com o Comboio das Crianças nas colinas de Buda operado pelos próprios estudantes, os tradicionais mercados de Natal e voos de balão de ar quente. Dispõe também de complexos aquáticos e praias urbanas, como o Palatinus Bath e a Lupa Beach.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/europa-em-familia-as-melhores-cidades-para-viajar-com-os-miudos-1787747469865.png" data-image="qkgkyp3ecm9h"><figcaption>O histórico Comboio das Crianças é operado quase na totalidade por alunos da primária, que gerem os bilhetes e a sinalização.</figcaption></figure><p> O verdadeiro valor destas escapadinhas vai muito além do itinerário ou da facilidade dos transportes. <strong>Proporcionar aos miúdos o contacto com diferentes culturas, idiomas e paisagens transforma qualquer viagem num investimento direto no seu crescimento e na sua abertura de espírito</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="734904" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-arte-de-viajar-com-criancas-licoes-de-nora-kurtin.html" title="A Arte de Viajar com Crianças: Lições de Nora Kurtin">A Arte de Viajar com Crianças: Lições de Nora Kurtin</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-arte-de-viajar-com-criancas-licoes-de-nora-kurtin.html" title="A Arte de Viajar com Crianças: Lições de Nora Kurtin"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-arte-de-viajar-com-criancas-licoes-de-nora-kurtin-1760801774824_320.jpg" alt="A Arte de Viajar com Crianças: Lições de Nora Kurtin"></a></article></aside><p>Cada museu interativo, parque natural ou experiência diferente cultiva a curiosidade e constrói uma cumplicidade única em família provando que as memórias de infância mais marcantes criam-se precisamente a explorar o mundo. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Andrade%2C%20Sara" data-year="2026" data-title="Las%2035%20mejores%20ciudades%20de%20Europa%20para%20viajar%20con%20ni%C3%B1os" data-url="https%3A%2F%2Fwww.traveler.es%2Fgalerias%2Fmejores-ciudades-de-europa-para-viajar-con-ninos">Andrade, Sara. (2026). <a href="https://www.traveler.es/galerias/mejores-ciudades-de-europa-para-viajar-con-ninos" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Las 35 mejores ciudades de Europa para viajar con niños</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/europa-em-familia-as-melhores-cidades-para-viajar-com-os-miudos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Sim, pode ter uma palmeira no quintal: cuidados básicos e as melhores variedades para solo e vasos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/sim-voce-pode-ter-uma-palmeira-no-quintal-cuidados-basicos-e-as-melhores-variedades-para-solo-e-vasos.html</link><pubDate>Sun, 30 Aug 2026 11:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Embora associadas a praias e ao calor constante, várias espécies resistem ao frio e prosperam em diferentes regiões. Confira dicas essenciais sobre solo, rega e variedades para transformar o seu jardim.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/si-podes-tener-una-palmera-en-tu-patio-los-cuidados-basicos-y-las-mejores-variedades-para-tierra-o-maceta-1787532224520.jpg" data-image="bufmka7azzf8" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>A palmeira acrescenta estrutura, elegância e um toque tropical único a qualquer espaço ao ar livre.</figcaption></figure><p>É inegável que uma <strong>palmeira </strong>confere um <strong>toque único a qualquer jardim</strong>. Altas e esbeltas, com uma copa densa e equilibrada, estas plantas — símbolos de climas tropicais e de relaxamento — também podem prosperar em quintais urbanos, longe da praia, conferindo um caráter distinto à sua casa.</p><p>As palmeiras pertencem à família <em>Arecaceae </em>e apresentam um hábito de crescimento muito característico. Os seus troncos não se ramificam, e as folhas emergem de uma única copa no topo, o que lhes confere uma <strong>silhueta elegante e icónica</strong>.</p><p>Além de serem<strong> altamente ornamentais</strong>, as palmeiras possuem uma longevidade extraordinária. Algumas podem sobreviver por várias décadas, ou até mesmo por mais de um século, desde que encontrem condições de cultivo favoráveis.</p><h2>Três espécies resistentes para o jardim</h2><p>Várias espécies adaptam-se muito bem a diferentes regiões do país, incluindo áreas onde as geadas são comuns. É importante<strong> escolher a variedade adequada</strong> e compreender alguns requisitos básicos de cultivo.</p><p>A<strong> palmeira-jerivá</strong> (<em><strong>Syagrus romanzoffiana</strong></em>), ou popularmente coqueiro, lidera a lista das variedades mais populares. Nativa da região litoral do Brasil, é a que apresenta o crescimento mais rápido do grupo: ganha entre 30 e 60 centímetros de altura por ano e atinge dois metros em quatro ou cinco estações.</p><p>Em espaços amplos, a sua copa expande-se por até 15 metros, e a planta<strong> tolera geadas moderadas</strong> depois de estabelecida.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/si-podes-tener-una-palmera-en-tu-patio-los-cuidados-basicos-y-las-mejores-variedades-para-tierra-o-maceta-1787532644004.jpg" data-image="3lf4vbljdm5e" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Com a sua silhueta esbelta e folhagem distinta, este ícone verde transforma o visual do pátio.</figcaption></figure><p>Para quem busca uma estrutura mais compacta, o<strong> butiá (<em>Butia odorata</em>)</strong> é a opção ideal. Nos seus estágios iniciais, cresce de 10 a 20 centímetros por ano e demora quase uma década para atingir dois metros de altura. Em contrapartida, oferece um tronco robusto, folhagem elegante de tom verde-acinzentado e uma excelente resistência ao frio.</p><p>Em regiões com invernos mais rigorosos, a <strong>palmeira-da-fortuna (<em>Trachycarpus fortunei</em>)</strong>, conhecida também como palmeira-moinho-de-vento, é a melhor alternativa. Esta suporta frio intenso e ventos gelados, mantém uma taxa de crescimento de cerca de 30 centímetros por ano e leva de seis a oito anos para se estabelecer na paisagem.</p><h2>Luz, terreno e drenagem</h2><p>As palmeiras<strong> precisam de bastante luz solar</strong> para produzir folhas saudáveis. Exigem um mínimo de seis horas de luz solar direta por dia. Apenas quando a planta é muito jovem e acaba de ser transplantada é aconselhável oferecer alguma sombra durante as horas mais quentes do verão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/si-podes-tener-una-palmera-en-tu-patio-los-cuidados-basicos-y-las-mejores-variedades-para-tierra-o-maceta-1787534012845.jpg" data-image="p9ip7h74digw" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Um espécime plantado no solo transforma instantaneamente a escala e a aparência de qualquer espaço ao ar livre.</figcaption></figure><p>O maior perigo geralmente não é o frio, mas o <strong>excesso de água</strong>. As raízes sufocam se a água ficar estagnada. Antes de plantar, é essencial abrir uma cova espaçosa, enriquecer o solo com composto bem decomposto e adicionar areia grossa caso o solo seja pesado ou argiloso.</p><h2>Dicas de irrigação, fertilização e poda</h2><p>Durante o primeiro ano após o plantio, é necessária uma rega profunda duas ou três vezes por semana para estimular o crescimento das raízes em profundidade. Uma vez estabelecida a planta, a tarefa torna-se mais simples: basta<strong> uma rega abundante sempre que a camada superficial do solo secar</strong>. No inverno, a rega deve ser menos frequente.</p><p>Se as folhas perderem o brilho ou amarelarem, o problema geralmente é nutricional. As palmeiras necessitam de potássio, magnésio e manganês. A <strong>aplicação de um fertilizante de libertação lenta no início da primavera</strong> é suficiente para manter aquela coloração verde radiante.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/si-podes-tener-una-palmera-en-tu-patio-los-cuidados-basicos-y-las-mejores-variedades-para-tierra-o-maceta-1787533190072.jpg" data-image="667cvcvmm21r" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>O contraponto visual perfeito para trazer escala, luz e frescor à casa.</figcaption></figure><p><strong>Basta eliminar as folhas completamente secas ou danificadas pelo vento</strong>. Além disso, aplica-se uma regra absoluta: o botão ou rebento central nunca deve ser cortado, pois constitui o único ponto de crescimento.</p><p>Para proteger os exemplares jovens do jardim, é aconselhável cobrir o centro com tecido anti-geada durante os dois primeiros invernos.</p><h2>Cultivo em vasos: sol, ritmo e desenvolvimento</h2><p><strong>Cultivar uma palmeira num vaso limita o espaço para as raízes</strong>, reduzindo assim a sua taxa de crescimento natural. Enquanto um exemplar jovem plantado no solo pode crescer de 30 a 60 centímetros por ano, esta taxa cai para cerca de 10 a 20 centímetros anuais quando é cultivado num vaso de bom tamanho.</p><p>Uma<strong> palmeira Kentia ou Areca</strong> pode demorar de cinco a sete anos para atingir dois metros de altura quando cultivada em vaso. Isto permite um crescimento muito mais controlado e manejável, tornando-as <strong>adequadas para espaços pequenos</strong>.</p><p>Quanto à luminosidade, as espécies mais populares para cultivo em vasos em pátios, varandas ou terraços cobertos — como a Kentia, a Areca ou a <em>Chamaedorea elegans </em>— não toleram a luz solar direta intensa tão bem quanto as variedades plantadas no solo. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-plantas-que-te-podem-ajudar-a-transformar-uma-pequena-varanda-num-mini-jardim.html" title="As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda num mini-jardim">As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda num mini-jardim</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-plantas-que-te-podem-ajudar-a-transformar-uma-pequena-varanda-num-mini-jardim.html" title="As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda num mini-jardim"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/las-plantas-que-pueden-ayudarte-a-transformar-un-balcon-pequeno-en-un-mini-jardin-1784951323175_320.png" alt="As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda num mini-jardim"></a></article></aside><p>Estas preferem<strong> luz abundante, porém indireta</strong>, ou o sol suave do início da manhã. O sol direto do meio-dia no verão tende a queimar as suas frondes e fazer com que as folhas fiquem amareladas.</p><p>Além do seu ar tropical, estas plantas adaptam-se muito bem às nossas estações e representam um investimento de longo prazo que transforma completamente um espaço ao ar livre.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/sim-voce-pode-ter-uma-palmeira-no-quintal-cuidados-basicos-e-as-melhores-variedades-para-solo-e-vasos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Porque estão a desaparecer os grandes herbívoros africanos? A resposta está na evolução]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/porque-estao-a-desaparecer-os-grandes-herbivoros-africanos-a-resposta-esta-na-evolucao.html</link><pubDate>Sun, 30 Aug 2026 10:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>África já foi povoada por uma diversidade extraordinária de gigantes ao longo de milhões de anos, porém, a evolução deixou de conseguir repor as espécies perdidas. Descubra mais sobre este tema!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/porque-estao-a-desaparecer-os-grandes-herbivoros-africanos-a-resposta-esta-na-evolucao-1787864478006.jpg" data-image="8hocqge21idj" alt="Elefante" title="Elefante"><figcaption>Os grandes herbívoros africanos, como os elefantes e os hipopótamos, são sobreviventes de uma linhagem evolutiva que perdeu diversidade ao longo de milhões de anos.</figcaption></figure><p><br>Durante milhões de anos, África foi <strong>palco de uma extraordinária diversidade de grandes herbívoros. Elefantes, hipopótamos, rinocerontes</strong> e numerosos parentes hoje desaparecidos moldaram as paisagens do continente.</p><p>No entanto, a diversidade destes gigantes foi diminuindo progressivamente. Todavia, uma nova investigação sugere agora que a explicação não está, como se pensava, numa maior vulnerabilidade à extinção, mas numa <strong>dificuldade muito mais silenciosa como a incapacidade de gerar novas espécies</strong> ao mesmo ritmo que os animais mais pequenos.</p><h2>Uma história evolutiva de 23 milhões de anos</h2><p>Segundo a investigação, publicada na revista <em>Nature Communications</em>, que reconstrói a <strong>evolução dos grandes herbívoros africanos ao longo de 23 milhões de anos</strong>, os investigadores analisaram 3,327 registos fósseis correspondentes a 396 espécies, incluindo hipopótamos, antílopes, girafas e outros ungulados.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774538" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-maior-migracao-biologica-de-mamiferos-do-mundo-no-serengeti.html" title="A maior migração biológica de mamíferos do mundo no Serengeti (África)">A maior migração biológica de mamíferos do mundo no Serengeti (África)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-maior-migracao-biologica-de-mamiferos-do-mundo-no-serengeti.html" title="A maior migração biológica de mamíferos do mundo no Serengeti (África)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-maior-migracao-biologica-de-mamiferos-do-mundo-1781782955657_320.png" alt="A maior migração biológica de mamíferos do mundo no Serengeti (África)"></a></article></aside><p>O modelo utilizado cruzou diferentes características, como a massa corporal, a anatomia dos dentes, as relações evolutivas entre as espécies e as alterações ambientais que ocorreram no continente, com o <strong>objetivo de perceber não apenas quantas espécies desapareceram, mas também com que frequência surgiram novas espécies</strong>.</p><p>Esta distinção é fundamental, pois <strong>uma linhagem pode manter a sua diversidade ao longo do tempo</strong> se as extinções forem compensadas pelo aparecimento de novas espécies. Quando essa renovação deixa de acontecer, mesmo uma taxa de extinção relativamente baixa pode conduzir, a longo prazo, ao declínio da diversidade.</p><h2>Os gigantes não estão a morrer mais depressa</h2><p>A ideia tradicional de que os grandes mamíferos seriam particularmente vulneráveis à extinção não encontra, neste estudo, o apoio esperado. Pelo contrário, os investigadores verificaram que <strong>as espécies de maior porte apresentam taxas de extinção intrinsecamente mais baixas </strong>do que muitas espécies menores.</p><p>O problema está no outro lado da equação, os <strong>megaherbívoros</strong>, definidos no estudo como animais com mais de uma tonelada, originavam novas espécies muito mais lentamente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/porque-estao-a-desaparecer-os-grandes-herbivoros-africanos-a-resposta-esta-na-evolucao-1787864537544.jpg" data-image="6eegqi9wk203" alt="Hipopótamo" title="Hipopótamo"><figcaption>A crescente aridificação de África terá dificultado o aparecimento de novas espécies de grandes herbívoros, contribuindo para o seu declínio progressivo.</figcaption></figure><p>Em períodos de elevada aridez, os <strong>herbívoros com menos de 45 kg extinguiam-se apenas cerca de 15% mais depressa </strong>do que os animais com mais de uma tonelada, mas conseguiam gerar novas espécies a um ritmo 2,2 vezes superior.</p><p>Esta diferença aparentemente pequena tornou-se decisiva ao longo de milhões de anos. Enquanto os <strong>herbívoros pequenos e médios conseguiam compensar as perdas através da especiação</strong>, os grandes linhagens não produziam espécies suficientes para substituir as que desapareciam.</p><h2>Quando África começou a ficar mais seca</h2><p>A <strong>transformação climática do continente parece ter agravado este desequilíbrio</strong>. Há cerca de 7,2 milhões de anos, África entrou numa fase de crescente aridificação, acompanhada por profundas alterações na vegetação e pela expansão de ambientes mais abertos.</p><p>Inicialmente, este processo estimulou tanto o aparecimento como o desaparecimento de espécies. Mas, <strong>há aproximadamente 3,6 milhões de anos, a taxa de especiação começou a estabilizar</strong>, enquanto as extinções continuaram a aumentar.</p><div class="texto-destacado">"<strong>As taxas de especiação nos maiores herbívoros são intrinsecamente baixas e, em algumas linhagens, foram reduzidas em resposta ao aumento da aridificação durante os últimos 5 milhões de anos.</strong>" De acordo com o artigo da <em>Nature.</em></div><p>A situação agravou-se com o início do <strong>Pleistoceno</strong>, há cerca de 2,58 milhões de anos, quando as <strong>taxas de extinção aceleraram e provocaram perdas generalizadas de diversidade entre os herbívoros</strong>. A aridificação parece ter tido um impacto particularmente forte nos gigantes.</p><p>Segundo os investigadores, <strong>o aumento da aridez reduziu em cerca de 20% a taxa de aparecimento de novas espécies</strong> entre os megaherbívoros, ao mesmo tempo que favoreceu a diversificação dos ungulados mais pequenos.</p><h2>Uma paisagem que perdeu os seus gigantes</h2><p>Entre as vítimas desta longa transformação encontram-se <strong>grupos completamente desaparecidos, como os <em>Deinotherium</em>, parentes dos elefantes </strong>com enormes presas orientadas para baixo, e os antracoterídeos, familiares distantes dos hipopótamos.</p><p>O declínio, portanto, não aconteceu de repente. A investigação mostra que <strong>a perda de diversidade dos grandes herbívoros começou muito antes das grandes extinções do final do Pleistoceno</strong> e, sobretudo, antes de os seres humanos possuírem capacidade tecnológica para caçar animais deste tamanho.</p><p>Isto não significa que a ação humana seja irrelevante. <strong>A caça, a transformação dos habitats</strong> e outras pressões podem ter contribuído para algumas das desaparecimentos mais recentes.</p><p>Contudo, os resultados indicam que <strong>não foram a principal explicação para o declínio </strong>generalizado observado ao longo de milhões de anos.</p><h2>O papel dos engenheiros dos ecossistemas</h2><p>A perda destes animais tem consequências que vão muito além da simples redução do número de espécies. Os <strong>megaherbívoros são verdadeiros engenheiros dos ecossistemas</strong>, ao alimentarem-se, pisarem a vegetação, abrirem caminhos, derrubarem árvores ou movimentarem nutrientes, alteram fisicamente os ambientes onde vivem.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="727949" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-elefantes-e-o-ebano-estudo-revela-colapso-de-mutualismo-vital-nas-florestas-africanas.html" title="Os elefantes e o ébano: estudo revela colapso de mutualismo vital nas florestas africanas">Os elefantes e o ébano: estudo revela colapso de mutualismo vital nas florestas africanas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-elefantes-e-o-ebano-estudo-revela-colapso-de-mutualismo-vital-nas-florestas-africanas.html" title="Os elefantes e o ébano: estudo revela colapso de mutualismo vital nas florestas africanas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sem-elefantes-nao-ha-ebano-estudo-revela-colapso-de-mutualismo-vital-nas-florestas-africanas-1757063143469_320.png" alt="Os elefantes e o ébano: estudo revela colapso de mutualismo vital nas florestas africanas"></a></article></aside><p>Por isso, a redução da sua diversidade significa também a <strong>perda de determinadas funções ecológicas</strong>. A África atual conserva ainda alguns dos seus grandes herbívoros mais emblemáticos, mas o estudo revela ainda que os ecossistemas africanos do passado eram sustentados por uma variedade muito maior de gigantes.</p><p>No caso dos grandes herbívoros africanos, a resposta parece estar precisamente aí. Durante milhões de anos, <strong>a evolução deixou de produzir novos gigantes</strong> à velocidade necessária para compensar as perdas.</p><p>E, à medida que África se tornou mais seca e menos produtiva, essa capacidade de renovação diminuiu ainda mais. O resultado foi uma <strong>lenta erosão da diversidade, não causada apenas por demasiadas extinções, mas também pela falta de novas espécies</strong> capazes de ocupar o lugar das que desapareciam.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Juan%20L.%20Cantalapiedra%2C%20Ignacio%20A.%20Lazagabaster%2C%20Fernando%20Blanco%2C%20Torsten%20Hauffe%2C%20Faysal%20Bibi%2C%20Mar%C3%ADa%20R%C3%ADos%2C%20Bastien%20Mennecart%2C%20Juha%20Saarinen%2C%20Daniele%20Silvestro%2C%20Manuel%20Hern%C3%A1ndez%20Fern%C3%A1ndez%20%26%20Oscar%20Sanisidro" data-year="2026" data-title="Lower%20speciation%2C%20not%20higher%20extinction%2C%20drove%20African%20megaherbivore%20diversity%20collapse" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41467-026-76105-2">Juan L. Cantalapiedra, Ignacio A. Lazagabaster, Fernando Blanco, Torsten Hauffe, Faysal Bibi, María Ríos, Bastien Mennecart, Juha Saarinen, Daniele Silvestro, Manuel Hernández Fernández & Oscar Sanisidro. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41467-026-76105-2" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Lower speciation, not higher extinction, drove African megaherbivore diversity collapse</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/porque-estao-a-desaparecer-os-grandes-herbivoros-africanos-a-resposta-esta-na-evolucao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Flores, néctar e vida: as plantas que transformam a sua varanda num refúgio para abelhas e outros polinizadores]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/flores-nectar-e-vida-as-plantas-que-transformam-a-sua-varanda-num-refugio-para-abelhas-e-outros-polinizadores.html</link><pubDate>Sun, 30 Aug 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Transformar a sua varanda num refúgio para abelhas e outros polinizadores é simples: basta escolher plantas floridas e ricas em néctar que forneçam alimento, cor e biodiversidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/flores-nectar-y-vida-las-plantas-que-convierten-tu-balcon-en-un-refugio-para-abejas-y-otros-polinizadores-1787587281922.jpeg" data-image="9ncxtllzicfo" alt="Imagem 1" title="Imagem 1"><figcaption>A sua varanda pode tornar-se um oásis para insetos.</figcaption></figure><p>Ao contrário do que se possa pensar, <strong>as cidades podem ser também espaços importantes para a biodiversidade</strong>. Embora o pavimento, os edifícios e a falta de espaços verdes dificultem a vida a muitos insetos, as varandas, os terraços e os pátios podem servir como pequenas ilhas de vegetação.</p><p>Com apenas algumas plantas cuidadosamente selecionadas, <strong>é possível criar "pontos de paragem" para abelhas, borboletas e outros polinizadores </strong>que desempenham um papel importante no ambiente e no ecossistema.</p><p>Além de conferirem cor e fragrância à casa, estas plantas fornecem recursos essenciais como o néctar e o pólen. <strong>O segredo está em selecionar espécies que produzam muitas flores</strong> e, sempre que possível, escalonar os seus períodos de floração para manter o alimento disponível durante mais tempo.</p><h2>Calêndulas: cor e alimento para os polinizadores</h2><p>As <strong>malmequeres estão entre as plantas mais interessantes para ter numa varanda</strong>. As suas flores vêm geralmente em tons de amarelo e laranja, proporcionando um apelo visual evidente, além de servirem como fonte de alimento para diversos insetos.</p><p>É <strong>relativamente fácil de cultivar e adapta-se bem a vasos</strong>. Necessita de um local luminoso e de um solo com boa drenagem. Embora tolere alguma seca depois de estabelecida, a rega regular estimulará um período de floração mais longo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780447" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-5-plantas-mais-inusitadas-para-cultivar-em-casa-parecem-ser-de-outro-planeta.html" title="As 5 plantas mais inusitadas para cultivar em casa: parecem ser de outro planeta!">As 5 plantas mais inusitadas para cultivar em casa: parecem ser de outro planeta!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-5-plantas-mais-inusitadas-para-cultivar-em-casa-parecem-ser-de-outro-planeta.html" title="As 5 plantas mais inusitadas para cultivar em casa: parecem ser de outro planeta!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/le-5-piante-piu-insolite-da-coltivare-in-casa-sembrano-arrivate-da-un-altro-pianeta-1784222155463_320.jpeg" alt="As 5 plantas mais inusitadas para cultivar em casa: parecem ser de outro planeta!"></a></article></aside><p>Para beneficiar os polinizadores, é <strong>melhor evitar o uso de inseticidas</strong>, especialmente durante a época de floração. Remover as flores murchas pode estimular o aparecimento de novas flores e manter a varanda florida durante mais tempo.</p><h2>Alfazema: fragrância, flores e biodiversidade</h2><p>A lavanda é outra <strong>excelente opção para transformar um terraço ou varanda num espaço favorável aos polinizadores</strong>. As suas espigas de flores produzem néctar e são especialmente atraentes para as abelhas.</p><p>Além disso, apresenta uma importante vantagem para os espaços urbanos: é uma planta mediterrânica que tolera muito bem o calor e, uma vez devidamente estabelecida, pode <strong>suportar períodos de disponibilidade limitada de água</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/flores-nectar-y-vida-las-plantas-que-convierten-tu-balcon-en-un-refugio-para-abejas-y-otros-polinizadores-1787587437519.jpeg" data-image="bxjid7oa0wx2" alt="Imagem 2" title="Imagem 2"><figcaption>Além de embelezar a sua varanda ou terraço, a lavanda pode proporcionar um refúgio ideal para muitos polinizadores.</figcaption></figure><p> Para cultivar lavanda com sucesso num vaso, é essencial <strong>fornecer luz solar suficiente e utilizar um vaso com boa drenagem</strong>, pois o excesso de humidade pode danificar seriamente as raízes. Por isso, é melhor ser moderado na rega. </p><h2>Criação de “pontos de paragem” para polinizadores</h2><p>Uma única varanda não resolverá a perda de habitats naturais, mas <strong>várias varandas juntas podem ter um impacto significativo</strong>. Quando diferentes casas incorporam plantas com flores, criam rapidamente uma rede de pequenos pontos de alimentação que podem ajudar os polinizadores a deslocarem-se em ambientes urbanos.</p><p><strong>Estes "pontos de paragem" funcionam como pequenas estações espalhadas pela cidade</strong>. Uma abelha pode encontrar alimento num terraço, deslocando-se depois para um jardim próximo e continuando até outra varanda florida. Quanto mais destes pontos existirem, maior será a oportunidade de ligar espaços verdes que, de outra forma, permaneceriam isolados.</p><div class="texto-destacado">As varandas não podem substituir parques, jardins, campos ou áreas selvagens, mas podem complementar estes espaços e aumentar a disponibilidade de recursos.</div><p>Este conceito é particularmente importante em cidades onde as áreas naturais estão fragmentadas.</p><h2>Mais diversidade, mais oportunidades</h2><p>Juntamente com as malmequeres e a lavanda, <strong>a incorporação de diferentes espécies pode proporcionar flores com uma variedade de formas</strong>, cores e períodos de floração.</p><div class="texto-destacado">A diversidade vegetal é, sem dúvida, uma das melhores ferramentas para incentivar a presença de insetos em ambientes urbanos.<br></div><p> Plantas aromáticas como o <strong>alecrim, o tomilho e o manjericão também podem ser valiosas</strong> quando estão em flor. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/flores-nectar-y-vida-las-plantas-que-convierten-tu-balcon-en-un-refugio-para-abejas-y-otros-polinizadores-1787587713541.jpeg" data-image="9v3q858gpbwr" alt="Imagem 3" title="Imagem 3"><figcaption>Uma varanda repleta de biodiversidade, com plantas visualmente impressionantes que são ideais para os polinizadores.</figcaption></figure><p>Em vez de encher um terraço com uma única espécie ornamental, a combinação de várias plantas diferentes pode proporcionar recursos para mais meses do ano.</p><p>Também é uma boa ideia <strong>tornar algumas áreas um pouco menos "perfeitas"</strong>. Nem todas as folhas precisam de estar impecáveis, nem todas as flores murchas precisam de ser removidas imediatamente. Uma varanda concebida a pensar na biodiversidade pode ter um aspeto um pouco mais natural.</p><h2>Um pequeno gesto com um impacto coletivo</h2><p>Transformar um vaso de flores num local de alimentação para abelhas pode parecer um pequeno gesto, mas <strong>o efeito combinado de muitos espaços pequenos pode fazer a diferença</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769748" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-luta-pela-sobrevivencia-da-borboleta-que-depende-dos-incendios-para-sobreviver.html" title="A luta pela sobrevivência da borboleta que depende dos incêndios para sobreviver">A luta pela sobrevivência da borboleta que depende dos incêndios para sobreviver</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-luta-pela-sobrevivencia-da-borboleta-que-depende-dos-incendios-para-sobreviver.html" title="A luta pela sobrevivência da borboleta que depende dos incêndios para sobreviver"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-luta-pela-sobrevivencia-da-borboleta-bartram-s-scrub-hairstreak-que-dependem-dos-incendios-para-sobreviver-1779277023688_320.png" alt="A luta pela sobrevivência da borboleta que depende dos incêndios para sobreviver"></a></article></aside><p>Escolher malmequeres, lavanda e outras plantas com flor, reduzir o uso de pesticidas e manter as flores em diferentes alturas do ano pode<strong> transformar um espaço quotidiano num pequeno refúgio para a biodiversidade</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/flores-nectar-e-vida-as-plantas-que-transformam-a-sua-varanda-num-refugio-para-abelhas-e-outros-polinizadores.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vasos ao sol: porque é que a raiz coze antes de a planta secar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/vasos-ao-sol-porque-e-que-a-raiz-coze-antes-de-a-planta-secar.html</link><pubDate>Sun, 30 Aug 2026 08:06:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Rega todos os dias, a terra até está húmida, e a planta continua a murchar. O que está a falhar não é a água, é a temperatura a que as raízes estão a viver dentro daquele vaso.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/vasos-ao-sol-porque-e-que-a-raiz-coze-antes-de-a-planta-secar-1787845646626.png" data-image="8mrx0u7cmbbw"><figcaption>Numa varanda, os vasos apanham sol de vários lados e aquecem muito mais do que a terra do chão.</figcaption></figure><p>Há uma frustração muito comum nas varandas em agosto. <strong>A planta murcha ao meio da tarde, rega-se logo a seguir, e no dia seguinte está pior</strong>. Rega-se outra vez, com mais água, e ao fim de uma semana está perdida.</p><p>A conclusão habitual é que faltou água. Na maioria dos casos sobrou, e o que faltou foi perceber que aquela raiz esteve a viver a temperaturas que nenhuma planta aguenta.</p><h2>No chão, a terra protege. No vaso, não</h2><p>Numa horta, a terra funciona como um amortecedor enorme. A superfície aquece com o sol, mas a poucos centímetros de profundidade a temperatura mantém-se muito mais estável, e é aí que estão as raízes.</p><p><strong>Um vaso não tem essa massa de terra a proteger</strong>. É um volume pequeno, com paredes finas expostas ao sol de todos os lados, e aquece por fora para dentro em vez de aquecer só de cima.</p><div class="texto-destacado"><strong>Stress radicular por calor</strong> <br><br>Acontece quando a temperatura dentro do vaso sobe acima do que as raízes toleram, tipicamente a partir dos 35 ºC. As raízes finas, que são as que absorvem água, param de funcionar e começam a morrer. A planta fica com água ao lado e sem capacidade de a ir buscar.</div><p>É este o motivo do paradoxo. A terra está molhada, o dedo confirma que está molhada, e a planta murcha na mesma. Não é falta de água, é <strong>falta de raízes capazes de a absorver</strong>.</p><h2>O material do vaso decide muito</h2><p>Nem todos os vasos aquecem da mesma maneira, e a diferença entre um e outro é maior do que se imagina. <strong>Na tabela abaixo,</strong> pode analisar as características dos diferentes tipos de vaso, como se comporta ao sol e se é ou não é adequado para o verão.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Tipo de vaso</p></th><th scope="col"><p>Como se comporta ao sol</p></th><th scope="col"><p>Adequado para o verão</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Plástico preto</p></td><td><p>Absorve muito calor e aquece depressa</p></td><td><p>O pior de todos</p></td></tr><tr><td><p>Plástico claro</p></td><td><p>Reflete parte da radiação</p></td><td><p>Aceitável</p></td></tr><tr><td><p>Barro sem esmalte</p></td><td><p>Perde calor por evaporação nas paredes</p></td><td><p>O melhor</p></td></tr><tr><td><p>Metal</p></td><td><p>Aquece muito e transmite calor de imediato</p></td><td><p>A evitar</p></td></tr><tr><td><p>Vaso grande</p></td><td><p>Muito volume de terra, aquece devagar</p></td><td><p>Bom</p></td></tr><tr><td><p>Vaso pequeno</p></td><td><p>Pouca terra, aquece e seca depressa</p></td><td><p>Arriscado</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Características principais dos principais tipos de vasos.Fonte: elaboração própria.</td></tr></tbody></table><p>O barro por cozer tem uma vantagem que raramente se explica. A água atravessa lentamente as paredes porosas e, ao evaporar à superfície, arrefece o vaso, tal como acontece num púcaro. Custa mais rega, mas <strong>mantém a raiz vários graus mais fresca</strong>.</p><p>Um vaso de plástico preto ao sol da tarde pode<strong> ultrapassar os 45 ºC </strong>lá dentro. Nenhuma raiz trabalha a essa temperatura.</p><h2>O que fazer, e é mais simples do que parece</h2><p>A solução não passa por regar mais. Passa por <strong>baixar a temperatura do vaso</strong>.</p><p>Encoste os vasos uns aos outros. Um conjunto junto faz sombra a si próprio e as laterais expostas passam de quatro para uma ou duas. É a <strong>medida mais barata de todas e nota-se logo</strong>.</p><p>Levante os vasos do chão, sobretudo se estiverem sobre pedra, cimento ou azulejo, que devolvem calor por baixo durante toda a tarde. Uns <strong>calços ou um estrado resolvem</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vasos-ao-sol-porque-e-que-a-raiz-coze-antes-de-a-planta-secar-1787845851281.png" data-image="6erlm65id3vd"><figcaption>Floreiras escuras assentes no chão, a combinação que mais aquece as raízes numa varanda de verão.</figcaption></figure><p><strong>Cubra a superfície da terra com uma camada fina de casca, palha ou argila expandida</strong>. Reduz a evaporação e evita que o sol bata diretamente no substrato.</p><p>E, se puder, use o truque do vaso duplo. Um vaso dentro de outro maior, com o espaço entre os dois preenchido com casca ou argila, cria uma<strong> camada isolante que faz uma diferença enorme nas horas de maior calor</strong>.</p><h2>O erro que agrava tudo</h2><p>Muita gente, ao ver a planta murcha ao meio da tarde, rega imediatamente com água abundante. É a <strong>pior altura possível</strong>.</p><p>Nessa hora o substrato está quente e o pouco de raiz que ainda funciona está sob pressão. <strong>Encharcar um vaso quente enche os espaços de ar com água</strong>, e uma raiz debilitada sem oxigénio apodrece em poucos dias. É assim que muita planta que ainda tinha salvação acaba por morrer.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776291" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/6-regras-para-proteger-as-plantas-em-vasos-do-calor-abrasador.html" title="6 regras para proteger as plantas em vasos do calor abrasador">6 regras para proteger as plantas em vasos do calor abrasador</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/6-regras-para-proteger-as-plantas-em-vasos-do-calor-abrasador.html" title="6 regras para proteger as plantas em vasos do calor abrasador"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/6-regole-per-proteggere-le-piante-in-vaso-dal-caldo-torrido-1781977642001_320.jpeg" alt="6 regras para proteger as plantas em vasos do calor abrasador"></a></article></aside><p><strong>Se a vir murcha à tarde, mova-a para a sombra e espere</strong>. Muitas recuperam sozinhas ao fim do dia, porque a murchidão das horas quentes é por vezes apenas um mecanismo de defesa temporário. Regue de manhã cedo, que é quando o substrato está mais fresco e a água aproveita.</p><p>Nas próximas semanas, olhe para dois valores na previsão da sua zona:<strong> a máxima e o índice UV</strong>. Se anunciarem máximas acima dos 32 ºC com índice UV elevado, como acontece com frequência em Évora ou em Faro, mude os vasos para um sítio com sol só de manhã. <strong>Vale mais uma planta com meio dia de sol do que uma planta com raiz cozida</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/vasos-ao-sol-porque-e-que-a-raiz-coze-antes-de-a-planta-secar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aït Ben Haddou: o tesouro de adobe no deserto que dá vida aos grandes mundos da Antiguidade]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ait-ben-haddou-o-tesouro-de-adobe-no-deserto-que-da-vida-aos-grandes-mundos-da-antiguidade.html</link><pubDate>Sun, 30 Aug 2026 07:04:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Um impressionante complexo de edifícios protegido por altas muralhas, este povoado tradicional pré-saariano situa-se no coração do deserto marroquino e merece uma visita.</p><figure id="first-image"><a href="https://whc.unesco.org/en/list/444/gallery/" target="_blank"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ait-ben-haddou-el-tesoro-de-adobe-en-el-desierto-que-revive-los-grandes-mundos-de-la-antiguedad-1787187495249.jpg" data-image="tgg7jpg27w1b" alt="É uma das regiões mais extraordinárias de África, com paisagens incríveis. Imagem: UNESCO - Jean-Jacques Gelbart." title="É uma das regiões mais extraordinárias de África, com paisagens incríveis. Imagem: UNESCO - Jean-Jacques Gelbart."></a><figcaption>É uma das regiões mais extraordinárias de África, com paisagens incríveis. Imagem: UNESCO - Jean-Jacques Gelbart.</figcaption></figure><p>Este complexo único e belíssimo representa <strong>um dos mais impressionantes tesouros arquitetónicos do Norte de África</strong>. A sua arquitetura cativa os visitantes que viajam de todo o mundo para o ver.</p><p>Designada Património Mundial da UNESCO em 1987, esta notável aldeia fortificada está protegida por muros altos e perdura há séculos. Este é o <strong>Aït Ben Haddou, em Marrocos</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Esta antiga fortaleza representa um dos mais valiosos tesouros arquitectónicos do Norte de África.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Esta antiga fortaleza representa um dos mais belos tesouros arquitetónicos do Norte de África. Estrategicamente localizado no sopé da Cordilheira do Alto Atlas, o <strong>impressionante sítio resistiu à passagem dos séculos</strong>, com a sua arquitetura de terra a permanecer em grande parte intacta.</p><p>Situada a cerca de 190 quilómetros de Marraquexe, a vila é um destino popular para os turistas que exploram a região em redor da chamada "Cidade Vermelha". É também considerado<strong> um dos locais mais bonitos de Marrocos</strong> e um destino imperdível para os viajantes que exploram o deserto africano.</p><h2>Um destino popular para o turismo regional</h2><p>A arquitetura das estruturas conhecidas como "kasbahs", ou simplesmente "kasbah", apresenta<strong> complexos coroados por torres defensivas semelhantes às dos castelos medievais</strong>. Historicamente, eram grandes povoados berberes rodeados por muralhas concebidas para proteger as suas casas, palmeirais e plantações.</p><figure><a href="https://whc.unesco.org/en/list/444/" target="_blank"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ait-ben-haddou-el-tesoro-de-adobe-en-el-desierto-que-revive-los-grandes-mundos-de-la-antiguedad-1787187265041.jpg" data-image="ubt2y78he3to" alt="A cor singular das suas fachadas chama imediatamente a atenção. Imagem: UNESCO - Jean-Jacques Gelbart." title="A cor singular das suas fachadas chama imediatamente a atenção. Imagem: UNESCO - Jean-Jacques Gelbart."></a><figcaption>A cor singular das suas fachadas chama imediatamente a atenção. Imagem: UNESCO - Jean-Jacques Gelbart.</figcaption></figure><p>Formaram grandes comunidades comerciais e agrícolas com uma interpretação peculiar do Islão.<strong> Estas estruturas estão entre as mais bem preservadas de Marrocos</strong> e são das mais impressionantes do país.</p><p>Embora a data exata da sua construção seja desconhecida, trata-se claramente de um povoado muito antigo, <strong>protegido pelas autoridades desde 1953</strong>. Os visitantes podem admirar as suas construções enquanto aprendem mais sobre a sua história através das várias lendas associadas ao local.</p><h3>Cenário de inúmeras séries de TV e filmes</h3><p>Este impressionante Património Mundial serviu de cenário para inúmeras séries de televisão e filmes, incluindo grandes produções como <strong>Gladiador, Alexandre, Príncipe da Pérsia, A Última Tentação de Cristo, Jesus de Nazaré e A Guerra dos Tronos</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Este impressionante Património Mundial serviu de cenário a inúmeras séries televisivas e filmes, incluindo diversas produções importantes e de grande sucesso comercial.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Além de estar rodeada por muralhas, <strong>a casbá possui duas portas que controlam o acesso à aldeia</strong>. A sua planta divide-se em duas áreas: uma secção pública que alberga a mesquita, a escola corânica e a praça pública, e uma secção privada onde se encontram as residências das famílias nobres, com os seus detalhes decorativos.</p><h2>Visitar o Aït Ben Haddou é uma experiência única</h2><p>Este destino marroquino é também <strong>conhecido pelo seu artesanato, lojas e oficinas</strong>. Os visitantes podem comprar produtos regionais tradicionais, como joias, cerâmica, têxteis e tapetes. Percorrer as suas ruas revela inúmeros detalhes esculpidos e arquitetónicos, varandas com treliças de madeira e portas ricamente ornamentadas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="754634" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-cidade-mais-bonita-do-norte-de-marrocos-tem-paredes-e-portas-azuis-onde-fica-o-que-ver-e-como-la-chegar.html" title="A cidade mais bonita do norte de Marrocos tem paredes e portas azuis: onde fica, o que ver e como lá chegar">A cidade mais bonita do norte de Marrocos tem paredes e portas azuis: onde fica, o que ver e como lá chegar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-cidade-mais-bonita-do-norte-de-marrocos-tem-paredes-e-portas-azuis-onde-fica-o-que-ver-e-como-la-chegar.html" title="A cidade mais bonita do norte de Marrocos tem paredes e portas azuis: onde fica, o que ver e como lá chegar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-cidade-mais-bonita-do-norte-de-marrocos-tem-paredes-e-portas-azuis-onde-fica-o-que-ver-e-como-la-chegar-1771345856306_320.jpg" alt="A cidade mais bonita do norte de Marrocos tem paredes e portas azuis: onde fica, o que ver e como lá chegar"></a></article></aside><p>Os <strong>viajantes podem explorar a região por conta própria ou contratar uma agência de turismo</strong> com guias especializados. Caso optem por contratar um guia, é importante combinar o preço antes do início do passeio. A gastronomia local é variada, existindo também opções de comida internacional.</p><p>Os visitantes<strong> podem também comprar especiarias e produtos alimentares locais</strong>, como figos secos, tâmaras, óleo de argão e tajine, o popular prato marroquino. A negociação é uma prática comum na cultura marroquina quando se faz compras em lojas e mercados.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ait-ben-haddou-o-tesouro-de-adobe-no-deserto-que-da-vida-aos-grandes-mundos-da-antiguidade.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Temperaturas poderão alcançar os 38 ºC em breve: eis as zonas mais quentes do país entre os dias 2 e 4 de setembro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-poderao-alcancar-os-38-c-em-breve-eis-as-zonas-mais-quentes-do-pais-entre-os-dias-2-e-4-de-setembro.html</link><pubDate>Sun, 30 Aug 2026 06:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os termómetros voltarão a subir a partir do dia 2 de setembro e podem alcançar os 38 ºC em alguns pontos do interior.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb26fcq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb26fcq.jpg" id="xb26fcq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As temperaturas máximas em Portugal Continental subiram, mas ainda assim <strong>mantêm-se abaixo da média</strong>, de acordo com os nossos mapas de anomalia térmica. Para hoje, domingo, esperam-se valores compreendidos entre os 21 ºC em Viana do Castelo e os 31 ºC em Beja.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Desta forma, o Baixo Alentejo, o Algarve e alguns locais dos distritos de Lisboa e Setúbal deverão ser as únicas zonas do país a <strong>registar anomalias térmicas nulas ou ligeiramente positivas</strong>, o restante território deverá manter valores abaixo da normal climatológica de referência.</p><h2>Entre quarta e sexta-feira o calor poderá instalar-se em boa parte do país</h2><p>Ainda que entre segunda e terça-feira se denote uma ligeira subida das temperaturas ao longo da faixa interior, deverá ser a partir de quarta-feira que se sentirá uma subida mais acentuada, especialmente no Norte do país. Para esse dia, esperam-se entre os 21 ºC em Aveiro e os 33 ºC em Évora e Beja. Com esta subida,<strong> as anomalias térmicas positivas, ou valores acima da média, voltam a cobrir uma boa parte do território</strong>, com exceção de algumas localidades do litoral entre o Porto e Leiria e alguns pontos do Algarve, especialmente no Barlavento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-poderao-alcancar-os-38-c-em-breve-eis-as-zonas-mais-quentes-do-pais-entre-os-dias-2-e-4-de-setembro-1788026217694.jpg" data-image="jdlj6po11nk7" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Os termómetros poderão voltar a aproximar-se dos 40 ºC já na próxima quinta-feira, dia 3 de setembro.</figcaption></figure><p><strong>Quinta-feira poderá ser um dos dias mais quentes da semana</strong>, com valores máximos esperados entre os 22 ºC em Viana do Castelo e Aveiro e os 36 ºC em Beja. <strong>Destaque para o Vale do Douro</strong> que, como podemos observar no mapa acima, <strong>poderá registar até 38 ºC</strong>, assim como alguns pontos da Beira Baixa, fazendo destas regiões as mais quentes do país nesse dia, caso esta previsão se mantenha.</p><p>Algumas zonas do Ribatejo poderão contar com temperaturas máximas até 37 ºC e o Baixo Alentejo deverá registar até 36 ºC. De acordo com a mais recente atualização do nosso modelo de referência, ECMWF, o mapa de anomalia térmica indica <strong>valores de até 8 ºC acima da média, para o Nordeste Transmontano</strong>.</p><h2>No sábado, as temperaturas podem voltar a descer</h2><p>Ainda que na sexta-feira as temperaturas se devam manter idênticas ou até mesmo ligeiramente superiores às de quinta-feira, principalmente no interior do país, <strong>é expectável que no sábado os termómetros voltem a baixar</strong>. Segundo o mapa de temperatura para o dia 5 de setembro, é esperada uma descida significativa e generalizada dos valores, devendo o Vale do Douro manter valores acima de 30 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786070" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-8-c-acima-da-media-as-temperaturas-poderao-subir-de-forma-acentuada-a-partir-do-dia-2-de-setembro.html" title="Até 8 ºC acima da média: as temperaturas poderão subir de forma acentuada a partir do dia 2 de setembro">Até 8 ºC acima da média: as temperaturas poderão subir de forma acentuada a partir do dia 2 de setembro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-8-c-acima-da-media-as-temperaturas-poderao-subir-de-forma-acentuada-a-partir-do-dia-2-de-setembro.html" title="Até 8 ºC acima da média: as temperaturas poderão subir de forma acentuada a partir do dia 2 de setembro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/subida-dos-termometros-ate-5-c-entre-terca-e-quarta-feira-2-de-setembro-eis-as-cidades-potencialmente-mais-quentes-1787957566957_320.jpg" alt="Até 8 ºC acima da média: as temperaturas poderão subir de forma acentuada a partir do dia 2 de setembro"></a></article></aside><p>No domingo esta tendência de valores mais contidos poderá manter-se, no entanto, <strong>na segunda-feira, dia 7 de setembro, poderá haver uma nova subida térmica</strong>, especialmente no Sul e faixa interior do país.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-poderao-alcancar-os-38-c-em-breve-eis-as-zonas-mais-quentes-do-pais-entre-os-dias-2-e-4-de-setembro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Há uma nova praia fluvial a nascer em Braga e já tem data prevista para receber banhistas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ha-uma-nova-praia-fluvial-a-nascer-em-braga-e-ja-tem-data-prevista-para-receber-banhistas.html</link><pubDate>Sun, 30 Aug 2026 05:05:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A futura praia fluvial de Navarra deverá abrir em 2027 e será a quinta zona balnear do concelho, junto ao rio Cávado.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ago-ha-uma-nova-praia-fluvial-a-nascer-em-braga-e-ja-tem-data-prevista-para-receber-banhistas-1784835145307.jpg" data-image="ns1x7jawqjr3" alt="Navarra" title="Navarra"><figcaption>Braga vai ganhar mais um lugar para mergulhar no próximo verão. Foto: CM Braga</figcaption></figure><p>Portugal vai investir 1 milhão de euros numa nova praia fluvial. É verdade, em breve os bracarenses vão ter mais um local onde estender a toalha. </p><div class="texto-destacado">Do que é que estamos a falar? Da futura Praia Fluvial de Navarra, que deverá ficar concluída a tempo da próxima época balnear. </div><p>O investimento foi anunciado pela Câmara Municipal de Braga durante a cerimónia de abertura da época balnear deste ano nas praias fluviais do município. Durante o evento, o presidente da Câmara, João Rodrigues, afirmou que o <strong>empreendimento de Navarra</strong> faz parte de um programa contínuo destinado a melhorar as zonas ribeirinhas de Braga, aumentando simultaneamente o número de locais de banho reconhecidos de quatro para cinco.</p><p>Desta forma, a zona de Navarra juntar-se-á a Adaúfe, Cavadinho, Merelim São Paio e Ponte do Bico.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771785" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-app-gratuita-revela-mais-de-150-praias-fluviais-secretas-em-portugal.html" title="Esta app gratuita revela mais de 150 praias fluviais secretas em Portugal">Esta app gratuita revela mais de 150 praias fluviais secretas em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-app-gratuita-revela-mais-de-150-praias-fluviais-secretas-em-portugal.html" title="Esta app gratuita revela mais de 150 praias fluviais secretas em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esta-app-gratuita-revela-mais-de-150-praias-fluviais-secretas-em-portugal-1780327455686_320.jpg" alt="Esta app gratuita revela mais de 150 praias fluviais secretas em Portugal"></a></article></aside><p>“<strong>Temos quatro praias e queremos chegar à quinta</strong>. Está em curso um investimento de cerca de um milhão de euros na Praia Fluvial de Navarra e continuamos a apostar na valorização da frente ribeirinha”, afirmou João Rodrigues.</p><p>“Entre estas, Adaúfe e Ponte do Bico receberam a prestigiada certificação Bandeira Azul, que reconhece elevados padrões de qualidade da água, segurança e gestão ambiental, enquanto Merelim São Paio detém também a designação de Praia Acessível de Portugal, refletindo a existência de instalações concebidas para visitantes com mobilidade reduzida”, lê-se no <em>site</em> ‘The Portugal News’.</p><h2>As praias fluviais continuam a conquistar portugueses</h2><p>Esta aposta justifica-se pelo <strong>aumento da procura por zonas balneares no interior</strong>. Afinal, há cada vez mais pessoas à procura de alternativas às praias lotadas na costa atlântica do país. </p><p>“As praias fluviais tornaram-se particularmente populares em todo o norte de Portugal, onde os locais de banho em água doce se situam frequentemente em paisagens naturais protegidas e perto de centros urbanos”, escreve o mesmo <em>site</em>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ago-ha-uma-nova-praia-fluvial-a-nascer-em-braga-e-ja-tem-data-prevista-para-receber-banhistas-1784835452143.jpg" data-image="0d0b5mixmm6c" alt="Praia Fluvial de Navarra" title="Praia Fluvial de Navarra"><figcaption>Uma nova aposta na região. Foto: CM Braga</figcaption></figure><p>Segundo o vice-presidente da Câmara, Altino Bessa, a autarquia espera que as praias fluviais existentes no município <strong>atraiam mais de 200 000 visitantes</strong> durante a atual época balnear. De forma a dar resposta a essa procura, as autoridades locais aumentaram o investimento na manutenção, nos serviços de nadadores-salvadores, nas melhorias de acessibilidade e nas infraestruturas públicas.</p><p>“Temos investido na manutenção, na segurança e nas infraestruturas porque queremos que as pessoas encontrem aqui as melhores condições e possam usufruir destes espaços em segurança”, destacou o responsável.</p><p>Este investimento já não é novidade. Nos últimos anos, Braga tem vindo a <strong>investir fortemente na regeneração dos seus corredores ribeirinhos</strong>. O objetivo? Melhorar a qualidade de vida e promover o turismo sustentável.</p><h2>O que vai mudar na nova zona balnear?</h2><p>Embora os detalhes finais ainda não tenham sido totalmente apresentados, a intervenção prevê a <strong>requalificação da área envolvente</strong>, com novos acessos pedonais, espaços verdes, zonas de estadia e melhorias ambientais que permitam conciliar o uso recreativo com a preservação do ecossistema ribeirinho. </p><div class="texto-destacado">A ideia é criar uma praia fluvial devidamente infraestruturada e apta para banhos durante a época balnear.</div><p>“Em Navarra, prevê-se que a iniciativa inclua áreas de lazer ajardinadas, melhorias no acesso pedonal, modernização das instalações ribeirinhas e melhorias ambientais destinadas a preservar o ecossistema circundante, tornando simultaneamente o local adequado para banhos supervisionados”, avança o ‘The Portugal News’.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="724551" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-melhor-praia-fluvial-da-europa-e-portuguesa-ja-a-conhece.html" title="A melhor praia fluvial da Europa é portuguesa. Já a conhece?">A melhor praia fluvial da Europa é portuguesa. Já a conhece?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-melhor-praia-fluvial-da-europa-e-portuguesa-ja-a-conhece.html" title="A melhor praia fluvial da Europa é portuguesa. Já a conhece?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-melhor-praia-fluvial-da-europa-e-portuguesa-ja-a-conhece-1755154867057_320.jpg" alt="A melhor praia fluvial da Europa é portuguesa. Já a conhece?"></a></article></aside><p> Se o calendário previsto for cumprido, a Praia Fluvial de Navarra receberá os primeiros banhistas no<strong> verão de 2027</strong>. Desta forma, reforçar-se-á a posição de Braga como “um dos principais destinos do norte de Portugal para atividades de lazer ao ar livre no interior”.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="The%20Portugal%20News" data-year="2026" data-title="Portugal%20vai%20investir%201%20milh%C3%A3o%20de%20euros%20numa%20nova%20praia%20fluvial%20para%20atividades%20de%20lazer%20de%20ver%C3%A3o%20em%20Braga" data-url="https%3A%2F%2Fwww.theportugalnews.com%2Fpt%2Fnoticias%2F2026-07-14%2Fportugal-vai-investir-1-milhao-numa-nova-praia-fluvial-para-atividades-de-lazer-de-verao-em-braga%2F1055373">The Portugal News. (2026). <a href="https://www.theportugalnews.com/pt/noticias/2026-07-14/portugal-vai-investir-1-milhao-numa-nova-praia-fluvial-para-atividades-de-lazer-de-verao-em-braga/1055373" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Portugal vai investir 1 milhão de euros numa nova praia fluvial para atividades de lazer de verão em Braga</a>.</cite><br><cite data-author="Jornal%20de%20Not%C3%ADcias%2C%20Reis%20Costa%2C%20R" data-year="2026" data-title="Braga%20vai%20ter%20uma%20nova%20praia%20fluvial%20em%20Navarra" data-url="https%3A%2F%2Fwww.jn.pt%2Fpais%2Fartigo%2Fbraga-vai-ter-uma-nova-praia-fluvial-em-navarra%2F18101091">Jornal de Notícias, Reis Costa, R. (2026). <a href="https://www.jn.pt/pais/artigo/braga-vai-ter-uma-nova-praia-fluvial-em-navarra/18101091" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Braga vai ter uma nova praia fluvial em Navarra</a>.</cite><br><cite data-author="NiT%2C%20Santos%20D" data-year="2026" data-title="Braga%20vai%20ganhar%20uma%20nova%20praia%20fluvial.%20Dever%C3%A1%20ser%20inaugurada%20na%20pr%C3%B3xima%20%C3%A9poca%20balnear" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fna-cidade%2Fbraga-vai-ganhar-uma-nova-praia-fluvial-deve-ser-inaugurada-ja-na-proxima-epoca-balnear">NiT, Santos D. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/braga-vai-ganhar-uma-nova-praia-fluvial-deve-ser-inaugurada-ja-na-proxima-epoca-balnear" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Braga vai ganhar uma nova praia fluvial. Deverá ser inaugurada na próxima época balnear</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ha-uma-nova-praia-fluvial-a-nascer-em-braga-e-ja-tem-data-prevista-para-receber-banhistas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 8 ºC acima da média: as temperaturas poderão subir de forma acentuada a partir do dia 2 de setembro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-8-c-acima-da-media-as-temperaturas-poderao-subir-de-forma-acentuada-a-partir-do-dia-2-de-setembro.html</link><pubDate>Sat, 29 Aug 2026 12:02:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois do afastamento da massa de ar polar que contribuiu para a descida das temperaturas, estas encontram-se amenas e assim devem permanecer nos próximos dias. No entanto, pode haver uma mudança no arranque do mês de setembro.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb1uv22"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb1uv22.jpg" id="xb1uv22"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As temperaturas subiram ligeiramente, ainda que esta subida esteja a ser sentida com maior expressão ao longo da faixa interior e no Sul do país. Ainda assim, as <strong>anomalias térmicas indicam valores abaixo da média </strong>em praticamente toda a geografia continental.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Estas anomalias negativas deverão manter-se nos próximos dias, no entanto, há <strong>mudança à vista para o arranque do mês de setembro</strong>.</p><h2>Temperaturas máximas sobem em todo o país a partir do dia 2 de setembro</h2><p>O <strong>mês de setembro arrancará com temperaturas abaixo da média em todo o país</strong>, com exceção de alguns pontos nos distritos de Faro, Lisboa, Setúbal e Bragança, onde os valores poderão ser até 5 ºC acima da média (no Algarve) e até 2 ºC nos restantes locais referidos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/subida-dos-termometros-ate-5-c-entre-terca-e-quarta-feira-2-de-setembro-eis-as-cidades-potencialmente-mais-quentes-1787957566957.jpg" data-image="zm252tae4ifr" alt="anomalia térmica" title="anomalia térmica"><figcaption>As anomalias térmicas positivas deverão regressar a praticamente toda a geografia, a partir do dia 2 de setembro, de acordo com a mais recente atualização do nosso modelo de confiança, ECMWF.</figcaption></figure><p>Todavia, <strong>este cenário muda logo no segundo dia do mês</strong>, quarta-feira, onde algumas capitais de distrito poderão registar uma subida das temperaturas máximas de até 5 ºC, face ao dia anterior, terça-feira.</p><p>Para esse dia esperam-se valores <strong>máximos compreendidos entre os 22 ºC em Viana do Castelo e Aveiro e os 34 ºC em Évora e Beja</strong>. A nível local, vários pontos da faixa interior poderão registar máximas até 35 ºC. Com isto, as <strong>anomalias térmicas positivas voltam a surgir </strong>em boa parte do continente português, com valores até 5 ºC acima da média na área entre Lisboa e Setúbal.</p><h2>Anomalias térmicas intensificam-se no dia 3 de setembro</h2><p>O mapa acima mostra-nos a atual previsão do ECMWF acerca das anomalias térmicas previstas. Neste caso, <strong>todo o país, à exceção de alguns pontos do Algarve (a azul), contará com anomalias positivas</strong>, indicando valores acima da média, de acordo com a normal climatológica de referência.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785973" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-primeiros-dias-de-setembro-anticiclone-reaparece-calor-ganha-forca-e-maximas-podem-superar-os-35-c.html" title="Tempo nos primeiros dias de setembro: anticiclone “reaparece”, calor ganha força e máximas podem superar os 35 ºC">Tempo nos primeiros dias de setembro: anticiclone “reaparece”, calor ganha força e máximas podem superar os 35 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-primeiros-dias-de-setembro-anticiclone-reaparece-calor-ganha-forca-e-maximas-podem-superar-os-35-c.html" title="Tempo nos primeiros dias de setembro: anticiclone “reaparece”, calor ganha força e máximas podem superar os 35 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-nos-primeiros-dias-de-setembro-anticiclone-reaparece-calor-ganha-forca-e-maximas-podem-superar-os-35-c-1787919923846_320.jpg" alt="Tempo nos primeiros dias de setembro: anticiclone “reaparece”, calor ganha força e máximas podem superar os 35 ºC"></a></article></aside><p>Para esse dia, 3 de setembro, esperam-se<strong> temperaturas máximas entre os 25 ºC em Viana do Castelo e os 38 ºC em Évora e Beja</strong>. No Alentejo, alguns locais podem alcançar os 40 ºC. Para além de Viana do Castelo, <strong>apenas as cidades do Porto e Aveiro</strong> deverão registar valores inferiores a 30 ºC.</p><p>Com base nestes valores, <strong>o nosso mapa de anomalia indica valores de até 8 ºC acima da média</strong> em vários pontos do país. Esta tendência de temperaturas mais elevadas deverá manter-se na sexta-feira, ainda que a partir de sábado, dia 5, se espere uma descida generalizada das mesmas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-8-c-acima-da-media-as-temperaturas-poderao-subir-de-forma-acentuada-a-partir-do-dia-2-de-setembro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A natureza contra a tecnologia: os fenómenos que estão a travar as centrais europeias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-natureza-contra-a-tecnologia-os-fenomenos-que-estao-a-travar-as-centrais-europeias.html</link><pubDate>Sat, 29 Aug 2026 11:06:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O calor extremo, a seca e a proliferação de medusas estão a obrigar as centrais nucleares europeias a reduzir ou a interromper a sua produção, revelando vulnerabilidades inesperadas. Fique a saber mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-natureza-contra-a-tecnologia-os-fenomenos-que-estao-a-travar-as-centrais-europeias-1787476896604.jpg" data-image="jzh5bef87w60" alt="Medusas" title="Medusas"><figcaption>Milhões de medusas podem bloquear os sistemas de captação de água e obrigar uma central nuclear a reduzir ou interromper temporariamente a produção.</figcaption></figure><p>O verão de 2026 está a revelar uma <strong>vulnerabilidade inesperada do sistema energético europeu</strong>.</p><p>As <strong>temperaturas extremas, a escassez de água e fenómenos biológicos invulgares</strong> estão a obrigar algumas das maiores infraestruturas de produção elétrica do continente europeu a reduzir potência ou a interromper temporariamente a atividade.</p><p>De acordo com o jornal online <em>El Mundo</em>, <strong>o caso mais emblemático aconteceu em França, na central nuclear de Gravelines</strong>, situada junto ao Canal da Mancha, entre Calais e Dunquerque.</p><p>A maior central nuclear da Europa Ocidental voltou a enfrentar dificuldades pelo segundo ano consecutivo, mostrando assim como as <strong>alterações das condições ambientais podem interferir diretamente no funcionamento de instalações concebidas para operar durante décadas</strong>.</p><h2>Quando o calor impede uma central de arrefecer</h2><p>Uma central nuclear <strong>necessita de retirar continuamente grandes quantidades de calor</strong>. Nas instalações costeiras, como Gravelines, a água do mar desempenha um papel essencial neste processo.</p><p>Durante uma vaga de calor, porém, a temperatura da água aumenta. <strong>Quando a água captada já chega mais quente à central, a eficiência da transferência de calor diminui </strong>e o rendimento termodinâmico da instalação pode cair.</p><div class="texto-destacado"><strong style="letter-spacing: 0.03em;">“A natureza também interfere, de forma involuntária, nas grandes infraestruturas energéticas e de comunicações.”</strong> De acordo com o El Mundo<strong style="letter-spacing: 0.03em;"></strong></div><p>Existe ainda uma limitação ambiental. <strong>Depois de utilizada, a água regressa ao meio natural mais quente</strong>. Se a temperatura ultrapassar determinados limites, a descarga pode prejudicar os peixes e outros organismos marinhos.</p><p>Para cumprir as regras ambientais, os operadores podem ser obrigados a reduzir a potência ou desligar reatores.<br>É uma situação paradoxal pois <strong>quanto maior é a necessidade de eletricidade para alimentar sistemas de ar condicionado, mais difícil se pode tornar produzir eletricidade em determinadas centrais.</strong></p><p>Uma das soluções possíveis passa por <strong>sistemas de refrigeração em circuito fechado</strong>, associados a torres de arrefecimento mais eficientes. No entanto, adaptar instalações existentes é uma operação complexa e dispendiosa.</p><h2>Milhões de medusas contra uma central nuclear</h2><p>A temperatura não é o único problema que chega através da água.<br><strong>As medusas transformaram-se num dos obstáculos mais insólitos enfrentados por Gravelines</strong>. Grandes concentrações destes animais podem ser arrastadas pelas correntes, marés e vento até às estruturas que captam água do mar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="724668" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/central-nuclear-francesa-foi-encerrada-esta-semana-devido-a-uma-invasao-de-alforrecas-poderao-provocar-um-acidente.html" title="Central nuclear francesa foi encerrada esta semana devido a uma invasão de alforrecas: poderão provocar um acidente?">Central nuclear francesa foi encerrada esta semana devido a uma invasão de alforrecas: poderão provocar um acidente?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/central-nuclear-francesa-foi-encerrada-esta-semana-devido-a-uma-invasao-de-alforrecas-poderao-provocar-um-acidente.html" title="Central nuclear francesa foi encerrada esta semana devido a uma invasão de alforrecas: poderão provocar um acidente?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/centrale-de-gravelines-a-l-arret-dans-le-nord-des-meduses-peuvent-elles-provoquer-un-accident-nucleaire-plage-temperature-eau-climat-risque-1754998092953_320.jpeg" alt="Central nuclear francesa foi encerrada esta semana devido a uma invasão de alforrecas: poderão provocar um acidente?"></a></article></aside><p>As centrais costeiras necessitam de captar enormes volumes de água. Para impedir a entrada de organismos, existem grades, filtros e tambores rotativos. Mas <strong>uma verdadeira “maré” de medusas pode ultrapassar a capacidade destes sistemas</strong>.</p><p>Os animais <strong>acumulam-se nas superfícies filtrantes e dificultam a passagem da água</strong>. Quando o caudal diminui, os sistemas de proteção podem desencadear a redução da potência ou a paragem dos reatores. O fenómeno voltou a ocorrer em 2026, depois de um episódio semelhante no ano anterior.</p><p>A situação obrigou a <strong>reforçar a vigilância junto às tomadas de água</strong>. Entre as estratégias utilizadas estão sistemas de monitorização, câmaras submersíveis e o acompanhamento das concentrações de medusas para permitir aos operadores antecipar a chegada dos organismos e adaptar o funcionamento da central.</p><h2>O outro problema: os rios que estão a desaparecer</h2><p>Enquanto na costa o <strong>excesso de calor e as medusas dificultam o funcionamento das centrais, no interior da Europa o problema pode ser exatamente o contrário, a </strong><strong>falta de água</strong>.</p><p>O <strong>baixo caudal do Danúbio tornou-se uma preocupação </strong>para instalações nucleares que dependem do rio para a refrigeração. <strong>Na Roménia, a central de Cernavodă enfrenta limitações </strong>quando o nível do Danúbio desce demasiado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783031" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/rio-danubio-atinge-minimos-historicos-uma-usina-nuclear-entra-em-crise-e-um-jovem-mamute-emerge-das-aguas.html" title="Rio Danúbio atinge mínimos históricos: uma central nuclear entra em crise e um jovem mamute emerge das águas">Rio Danúbio atinge mínimos históricos: uma central nuclear entra em crise e um jovem mamute emerge das águas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/rio-danubio-atinge-minimos-historicos-uma-usina-nuclear-entra-em-crise-e-um-jovem-mamute-emerge-das-aguas.html" title="Rio Danúbio atinge mínimos históricos: uma central nuclear entra em crise e um jovem mamute emerge das águas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/danubio-ai-minimi-storici-la-centrale-nucleare-ungherese-va-in-crisi-e-dalle-secche-riemerge-un-giovane-mammut-1785952374984_320.jpg" alt="Rio Danúbio atinge mínimos históricos: uma central nuclear entra em crise e um jovem mamute emerge das águas"></a></article></aside><p>Na Hungria, <strong>a central de Paks também depende das condições do rio para dissipar o calor produzido pelos seus reatores</strong>. Quando a água disponível diminui ou a sua temperatura aumenta demasiado, os operadores têm menos margem para garantir uma refrigeração adequada.</p><p>As alterações climáticas colocam assim um desafio duplo à energia nuclear, <strong>rios mais quentes e com menor caudal e mares cada vez mais quentes podem reduzir a disponibilidade de centrais que dependem diretamente destes recursos.</strong></p><h2>Quando os animais interferem na tecnologia</h2><p>As medusas estão longe de ser os únicos animais capazes de perturbar infraestruturas humanas. Nos Estados Unidos, <strong>os esquilos são conhecidos por provocar avarias em redes elétricas</strong> ao entrarem em equipamentos ou roerem cabos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-natureza-contra-a-tecnologia-os-fenomenos-que-estao-a-travar-as-centrais-europeias-1787476923050.jpg" data-image="i49pjfqqux5j" alt="Cental de Gravelines" title="Cental de Gravelines"><figcaption>A central nuclear de Gravelines, em França, enfrenta os efeitos combinados do calor extremo e das enormes concentrações de medusas nas águas do Canal da Mancha. Fonte: Wikimedia Commons</figcaption></figure><p><strong>Guaxinins também já provocaram interrupções de energia </strong>ao conseguirem aceder a subestações. Até os <strong>corvos podem causar problemas altamente sofisticados</strong>. No observatório LIGO, dedicado à deteção de ondas gravitacionais, <strong>aves chegaram a interferir com equipamentos extremamente sensíveis</strong>, demonstrando como pequenas vibrações podem ser relevantes quando se trabalha com medições de enorme precisão.</p><p>Nas infraestruturas subterrâneas, <strong>ratos e outros roedores podem danificar cabos e canalizações</strong>. E, no fundo dos oceanos, os cabos submarinos enfrentam outro tipo de desafio, <strong>organismos marinhos podem interagir com estruturas elétricas</strong>, obrigando os operadores a desenvolver sistemas de proteção cada vez mais resistentes.</p><h2>Uma nova realidade para a infraestrutura energética</h2><p>O que acontece em Gravelines e noutras instalações europeias mostra que <strong>a segurança energética não depende apenas da capacidade instalada ou da quantidade de combustível disponível</strong>.</p><p>Depende também de algo muito mais difícil de controlar, <strong>o ambiente onde as infraestruturas estão inseridas</strong>. Ondas de calor, secas, rios com caudais reduzidos, oceanos mais quentes e alterações nos ecossistemas podem transformar fenómenos naturais em problemas industriais.</p><p>A tecnologia consegue construir barreiras, filtros, sistemas de monitorização e mecanismos de segurança. Porém <strong>não consegue impedir que uma corrente marítima transporte milhões de medusas</strong>, que um rio diminua de caudal ou que um animal encontre um caminho inesperado até uma instalação elétrica.</p><p>O desafio para as próximas décadas será, por isso, <strong>adaptar as grandes infraestruturas a um planeta onde os extremos ambientais estão a tornar-se uma preocupação cada vez mais importante</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-natureza-contra-a-tecnologia-os-fenomenos-que-estao-a-travar-as-centrais-europeias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como utilizar a água da cozedura dos legumes para fazer florescer o seu limoeiro e acelerar o seu crescimento]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-utilizar-a-agua-da-cozedura-dos-legumes-para-fazer-florescer-o-seu-limoeiro-e-acelerar-o-seu-crescimento.html</link><pubDate>Sat, 29 Aug 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>A água da fervura dos legumes pode ter uma segunda vida no jardim: descubra como pode utilizá-la para fornecer nutrientes ao limoeiro e estimular o seu crescimento.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-usar-el-agua-de-hervir-verduras-para-hacer-florecer-tu-limonero-y-acelerar-su-crecimiento-1787847081094.jpeg" data-image="gp1qmonmmaga" alt="Imagem 1" title="Imagem 1"><figcaption>A água que sobra da cozedura dos legumes pode ser reutilizada para melhorar a floração do seu limoeiro.</figcaption></figure><p>A água utilizada em muitas casas para cozinhar legumes pode ser um <strong>recurso valioso para o cuidado das plantas</strong>. Em vez de a descartar após a cozedura, pode reutilizá-la para regar certas plantas, incluindo limoeiros. </p><p>No entanto, <strong>deve ser feito de forma correta </strong>e, embora não seja um fertilizante milagroso, pode fornecer pequenas quantidades de minerais e matéria orgânica solúvel que complementam a fertilização habitual.</p><h2>O que contém a água utilizada para cozinhar os legumes?</h2><p>Ao cozermos vegetais em água, alguns dos compostos hidrossolúveis que contêm passam para o líquido. <strong>Estes podem incluir pequenas quantidades de minerais como o potássio, cálcio e magnésio</strong>, embora a concentração dependa da quantidade e do tipo de vegetais utilizados.</p><p>O <strong>potássio é especialmente importante </strong>durante as fases de floração e frutificação, enquanto outros nutrientes estão envolvidos no desenvolvimento geral da planta. </p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">mi rincón favorito del huerto, bajo el limonero, una mesa vieja y una mecedora más vieja todavía, pero donde soy más feliz que una perdiz <a href="https://t.co/xzB3BkGekN">pic.twitter.com/xzB3BkGekN</a></p>— 𑁍ࠬ enma k ༻️ (@decamaraypluma) <a href="https://x.com/decamaraypluma/status/1813293365041197492?ref_src=twsrc%5Etfw">July 16, 2024</a></blockquote></figure><p>No entanto, <strong>a água da cozedura não contém necessariamente todos os elementos que um citrino</strong>, como o limão neste caso, necessita, pelo que nunca deve substituir um fertilizante específico.</p><h2>Como preparar a água para o limoeiro?</h2><p>O primeiro requisito é que a<strong> água utilizada seja completamente limpa</strong>, pois não deve conter sal, óleo, vinagre, especiarias, molhos ou outros ingredientes de cozinha, uma vez que estes podem prejudicar as raízes e alterar as propriedades do solo.</p><div class="texto-destacado">O ideal é que os legumes sejam cozidos apenas em água e, após a cozedura, o líquido deve arrefecer completamente. </div><p>O ideal é <strong>utilizar a água em breve e evitar armazená-la durante vários dias</strong>, pois pode provocar a fermentação ou o desenvolvimento de microrganismos indesejáveis. Depois de arrefecida, pode ser utilizada diretamente para regar o solo em redor do limoeiro.</p><h2>Com que frequência pode ser utilizado?</h2><p><strong>Não é aconselhável que este seja o único método de fertilização da árvore</strong>. Pode ser utilizado ocasionalmente, por exemplo, a cada duas ou três semanas durante a estação de crescimento, observando sempre a resposta da planta.</p><p>Além disso, é preferível alternar esta rega com água normal. <strong>O limoeiro necessita de um equilíbrio adequado de humidade e nutrientes</strong>, e o excesso de certos minerais também pode ser prejudicial.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Mi limonero en maceta tiene un limón y yo estoy emocionada y muriendo de amor. <br>Y ya, ese es todo el tuit. <a href="https://t.co/18Keb2zPMo">pic.twitter.com/18Keb2zPMo</a></p>— Virus de la madrugada (@SinrazonOdiosa) <a href="https://x.com/SinrazonOdiosa/status/2092444861790097880?ref_src=twsrc%5Etfw">August 26, 2026</a></blockquote></figure><p><strong> </strong><strong>É necessário ainda mais cuidado ao cultivar árvores em vasos</strong>, pois o volume do substrato é reduzido e os sais podem acumular-se mais facilmente. </p><h2>Incentive a floração do limoeiro</h2><p>Se o objetivo é obter mais flores, <strong>a água da cozedura deve ser vista como um complemento, e não como a chave para a floração</strong>. Um limoeiro necessita de luz solar suficiente, rega equilibrada, temperaturas adequadas e nutrição completa.</p><p>Durante a primavera e o período de maior atividade vegetativa, <strong>um fertilizante específico para citrinos pode fornecer nutrientes essenciais</strong> como o azoto, o fósforo, o potássio e os micronutrientes. A rega com água para hortícolas pode ser ocasionalmente incorporada nesta rotina, mas não deve substituí-la.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-usar-el-agua-de-hervir-verduras-para-hacer-florecer-tu-limonero-y-acelerar-su-crecimiento-1787847343210.jpeg" data-image="ek5zfvpqearn" alt="Imagem 2" title="Imagem 2"><figcaption>A sua árvore de limão pode melhorar o seu crescimento e floração graças à água descartada após a cozedura dos vegetais.</figcaption></figure><p> Também é importante <strong>evitar o excesso de azoto</strong>. Embora promova o crescimento das folhas e dos rebentos, o excesso pode levar a uma vegetação demasiado vigorosa em detrimento da floração e frutificação. </p><h2>Um truque simples, sem qualquer milagre científico envolvido</h2><p>Utilizar a água da cozedura dos legumes para regar o limoeiro é, acima de tudo, uma forma de reutilizar um recurso doméstico e<strong> devolver alguns dos nutrientes que este contém ao solo</strong>. </p><p>Pode ser <strong>útil como complemento</strong>, mas é prudente desconfiar das alegações que prometem uma floração espetacular ou um crescimento acelerado exclusivamente através deste método; em resumo, ajuda, mas não faz milagres.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776804" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/com-limao-alecrim-e-louro-cinco-dicas-para-perfumar-a-tua-casa-com-ingredientes-que-quase-sempre-acabam-no-lixo.html" title="Com limão, alecrim e louro: cinco dicas para perfumar a tua casa com ingredientes que quase sempre acabam no lixo">Com limão, alecrim e louro: cinco dicas para perfumar a tua casa com ingredientes que quase sempre acabam no lixo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/com-limao-alecrim-e-louro-cinco-dicas-para-perfumar-a-tua-casa-com-ingredientes-que-quase-sempre-acabam-no-lixo.html" title="Com limão, alecrim e louro: cinco dicas para perfumar a tua casa com ingredientes que quase sempre acabam no lixo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/con-limon-romero-y-laurel-cinco-trucos-para-perfumar-tu-casa-con-ingredientes-que-casi-siempre-terminan-en-la-basura-1782772967087_320.jpg" alt="Com limão, alecrim e louro: cinco dicas para perfumar a tua casa com ingredientes que quase sempre acabam no lixo"></a></article></aside><p>Para que o limoeiro cresça forte e produza flores e frutos, <strong>a chave continuará a ser proporcionar-lhe um bom local, luz suficiente, rega adequada, um substrato com boa drenagem</strong> e um programa de fertilização adaptado às suas necessidades.</p><p>Em suma, <strong>guarde a água utilizada para cozinhar legumes, desde que esteja isenta de sal e outros temperos</strong>, deixe-a arrefecer e utilize-a ocasionalmente. É um pequeno gesto que pode complementar os cuidados a ter com o seu limoeiro e, ao mesmo tempo, reduzir o desperdício de água em casa.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-utilizar-a-agua-da-cozedura-dos-legumes-para-fazer-florescer-o-seu-limoeiro-e-acelerar-o-seu-crescimento.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Formigas e pulgões: a parceria que se instala nas hortas no fim do verão]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/formigas-e-pulgoes-a-parceria-que-se-instala-nas-hortas-no-fim-do-verao.html</link><pubDate>Sat, 29 Aug 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Vê formigas a subir e a descer pelos caules e assume que são elas que estão a estragar a planta. Na verdade, andam ali por causa de outra coisa, e é essa que está a fazer o estrago.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/formigas-e-pulgoes-a-parceria-que-se-instala-nas-hortas-no-fim-do-verao-1787763649616.png" data-image="nwwi7urb9srt"><figcaption>Formigas junto a uma colónia de pulgões, que protegem em troca do líquido açucarado que estes libertam.</figcaption></figure><p>Há uma<strong> cena que se repete em todas as hortas por esta altura</strong>. Uma fila de formigas sobe pelo caule de uma planta, com uma disciplina que impressiona, e no topo, nos rebentos mais novos, está um aglomerado de bichinhos verdes ou pretos.</p><p>A conclusão imediata costuma ser que as formigas estão a atacar a planta. Não estão. Estão a tratar de um rebanho.</p><h2>Uma parceria com séculos de rodagem</h2><p>Os pulgões alimentam-se da seiva, que é muito rica em açúcar e pobre em proteína. Para obterem a proteína de que precisam, têm de ingerir grandes quantidades de seiva, e <strong>todo o açúcar que sobra é expulso na forma de um líquido doce</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Melada</strong>- Substância açucarada e pegajosa que os pulgões libertam depois de se alimentarem da seiva. É o que deixa as folhas brilhantes e coladas, atrai formigas e vespas, e serve de alimento a um fungo preto que se instala à superfície.</div><p>As formigas adoram esse açúcar. Em troca, protegem os pulgões dos predadores naturais,<strong> afastando joaninhas e crisopídeos</strong>, transportam-nos para folhas mais tenras e chegam a guardar ovos no formigueiro durante o inverno. É uma criação de gado em toda a linha.</p><h2>Porque é que isto acontece agora e não em julho</h2><p><strong>O pulgão gosta de temperaturas amenas e sofre no pico do calor</strong>. Acima dos 30 ºC a reprodução abranda, e é por isso que em pleno julho o problema costuma acalmar.</p><p><strong>No fim de agosto, com as noites a arrefecer e as máximas a suavizar, entra a janela ideal</strong>. E há um pormenor que faz a diferença: quando as condições são boas, as fêmeas dispensam machos e dão à luz crias já formadas, capazes de se reproduzir poucos dias depois.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg><br>Com temperaturas amenas, a população duplica em poucos dias. É por isso que uma colónia pequena se torna incontrolável numa semana.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Junte-se a isto o facto de a horta estar cheia de rebentos novos e tenros nas culturas de outono acabadas de plantar, e percebe-se por que é que o fim do verão é a estação da praga.</p><h2>Como saber se o problema já é sério</h2><p>São vários os sinais a que deve estar atento (a).<strong> Na tabela abaixo</strong> pode encontrar alguns dos principais, seu significado e o que fazer em cada caso.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>O que vê</p></th><th scope="col"><p>O que significa</p></th><th scope="col"><p>Urgência</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Formigas em fila no caule</p></td><td><p>Há colónia de pulgões acima</p></td><td><p>Verificar já os rebentos</p></td></tr><tr><td><p>Folhas brilhantes e pegajosas</p></td><td><p>Melada acumulada</p></td><td><p>Intervir esta semana</p></td></tr><tr><td><p>Camada preta sobre as folhas</p></td><td><p>Fungo instalado na melada</p></td><td><p>Lavar e tratar a origem</p></td></tr><tr><td><p>Rebentos enrolados e deformados</p></td><td><p>Colónia instalada há dias</p></td><td><p>Cortar e retirar</p></td></tr><tr><td><p>Peles brancas espalhadas</p></td><td><p>Mudas da população em crescimento</p></td><td><p>População a duplicar</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Principais sinais do ataque de pulgões e formigas nas plantas. Fonte: elaboração própria.</td></tr></tbody></table><p>A camada preta merece uma nota. <strong>Não é uma doença da planta e não penetra nos tecidos</strong>. Instala-se sobre a melada e o mal que faz é tapar a folha, impedindo-a de apanhar luz. Se resolver os pulgões, ela acaba por desaparecer.</p><h2>Quebrar a parceria vale mais do que matar os pulgões</h2><p>Aqui está o essencial. <strong>De nada serve eliminar os pulgões se as formigas continuarem a levar novos para a planta</strong> e a afastar quem os come.</p><p>Comece por impedir a subida. Uma<strong> faixa de cola entomológica à volta do tronco</strong>, ou fita adesiva de dupla face, resolve em fruteiras e em plantas de caule lenhoso. Retire também tudo o que sirva de ponte, como ramos encostados a muros, ervas altas junto ao caule ou tutores ligados a outras plantas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/formigas-e-pulgoes-a-parceria-que-se-instala-nas-hortas-no-fim-do-verao-1787763677943.png" data-image="pef1nej0bspd"><figcaption>Colónia de pulgões instalada num rebento novo, a parte mais tenra e mais procurada da planta.</figcaption></figure><p>Depois, um<strong> jato de água</strong>. Parece simples de mais, mas resulta. Uma pulverização forte de manhã desaloja boa parte da colónia, e os pulgões que caem raramente voltam a subir sozinhos. Repita de dois em dois dias.</p><p><strong>Corte e retire os rebentos </strong>com colónias densas. Não os deixe no chão nem no composto aberto.</p><p>E <strong>dê espaço aos predadores</strong>. Uma joaninha adulta come dezenas de pulgões por dia e as suas larvas comem ainda mais. Se vir larvas alongadas cinzentas com manchas alaranjadas nas folhas, não as tire, são as suas melhores aliadas.</p><h2>O azoto a mais é um convite</h2><p>Um pormenor que muita gente ignora: <strong>plantas com excesso de adubo azotado produzem rebentos tenros e seiva mais rica</strong> em aminoácidos, exatamente o que o pulgão procura. Uma horta empanturrada de azoto atrai mais praga do que uma equilibrada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="749700" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/pulgas-no-pelo-quimicos-no-rio-quando-proteger-os-nossos-animais-de-estimacao-ameaca-a-natureza.html" title="Pulgas no pêlo, químicos no rio: quando proteger os nossos animais de estimação ameaça a natureza">Pulgas no pêlo, químicos no rio: quando proteger os nossos animais de estimação ameaça a natureza</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/pulgas-no-pelo-quimicos-no-rio-quando-proteger-os-nossos-animais-de-estimacao-ameaca-a-natureza.html" title="Pulgas no pêlo, químicos no rio: quando proteger os nossos animais de estimação ameaça a natureza"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pulgas-no-pelo-quimicos-no-rio-quando-proteger-os-nossos-animais-de-estimacao-ameaca-a-natureza-1769294459184_320.jpg" alt="Pulgas no pêlo, químicos no rio: quando proteger os nossos animais de estimação ameaça a natureza"></a></article></aside><p>Nas próximas semanas, repare em duas coisas na previsão da sua zona. Se as máximas descerem para a casa dos 25 ºC e as noites ficarem amenas, como acontece no fim de agosto em Braga ou em Aveiro, é <strong>altura de olhar para os rebentos novos duas vezes por semana</strong>. E depois de uma chuvada forte, verifique também, porque a água limpa as colónias mas também lava a proteção que possa ter aplicado.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/formigas-e-pulgoes-a-parceria-que-se-instala-nas-hortas-no-fim-do-verao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Espelhos no espaço para gerar energia 24 horas por dia: o projeto que poderia cegar-nos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/espelhos-no-espaco-para-gerar-energia-24-horas-por-dia-o-projeto-que-poderia-cegar-voce.html</link><pubDate>Sat, 29 Aug 2026 08:04:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O futuro projeto da Reflect Orbital pode representar um risco para a nossa saúde, ao mesmo tempo que tem consequências potencialmente significativas para o nosso céu noturno.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/des-miroirs-dans-l-espace-pour-produire-de-l-energie-24h-24-ce-projet-pourrait-bruler-vos-yeux-1787150646604.png" data-image="0mo7itum0zof"><figcaption>A startup americana <em>Reflect Orbital</em> pretende enviar milhares de satélites-espelho para a órbita da Terra.</figcaption></figure><p>A <em>startup</em> dos Estados Unidos (EUA), <em><strong>Reflect Orbital</strong></em>, planeia <strong>lançar satélites "espelho"</strong> capazes de<strong> refletir a luz solar </strong>e concentrá-la num ponto específico da superfície terrestre — um projeto ambicioso que não está isento de riscos potenciais para a saúde humana.</p><h2>Dezenas de milhares de refletores!</h2><p>A energia solar está a expandir-se rapidamente em todo o mundo, e a sua eficiência continua a aumentar. No entanto, o <strong>sol </strong>não brilha 24 horas por dia na maior parte do planeta, embora os seus raios possam, potencialmente, ser aproveitados não apenas para<strong> gerar energia</strong>, mas também para outras finalidades.</p><p>A pensar nisso, esta <em>startup </em>teve uma ideia incomum, porém inovadora: <strong>lançar satélites que funcionam como espelhos para refletir a luz solar e direcioná-la para uma área específica da superfície terrestre</strong>. A <em>Reflect Orbital </em>recebeu recentemente a aprovação da FCC — a agência reguladora de telecomunicações dos EUA — para lançar o seu primeiro satélite de teste, equipado com um espelho de 18 metros quadrados.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="fr" dir="ltr">[ UNITED STATES | SPACE ]<br><br>U.S. startup Reflect Orbital plans to launch Eärendil-1, an experimental satellite equipped with an 18-meter mirror capable of reflecting sunlight toward Earth at night. The stated goal is to provide illumination</p>— Little Think Tank (@L_ThinkTank) <a href="https://x.com/L_ThinkTank/status/2078000686344601875?ref_src=twsrc%5Etfw">July 17, 2026</a></blockquote></figure><p>O objetivo final da <em>startup </em>sediada na Califórnia é<strong> implantar uma constelação de 50.000 satélites</strong> para criar um feixe de luz de cinco quilómetros de diâmetro, capaz de <strong>abastecer centrais solares 24 horas por dia</strong>, sete dias por semana. Aplicações no setor privado também estão a ser consideradas.</p><p><strong>Embora esta tecnologia pareça promissora, não está isenta de riscos</strong>. Dentro da área iluminada, a luminosidade poderia chegar a até quatro vezes a da lua cheia, e estes satélites poderiam até mesmo aumentar o brilho geral do céu noturno à escala global. Outras consequências mais diretas tamb��m poderiam representar <strong>riscos à saúde humana</strong>.</p><h2>Um risco para a nossa visão?</h2><p>O assunto ganhou destaque recentemente na imprensa devido ao eclipse solar de 12 de agosto na Europa: olhar diretamente para o Sol pode causar danos oculares irreversíveis de gravidade variável. No entanto, até mesmo <strong>a luz solar refletida por um satélite espelhado poderia, potencialmente, ser perigosa</strong>.</p><div class="texto-destacado">Esta preocupação não é nova. Desde as primeiras experiências com espelhos espaciais, surgiram questionamentos sobre o ofuscamento e os efeitos da luz solar refletida na visão.<br></div><p>Em fevereiro de 1993, a experiência russa <em>Znamya 2</em> colocou em órbita um espelho de grandes dimensões, projetado para refletir a luz solar em direção à Terra. Naquela época, os efeitos potencialmente perigosos da exposição da retina a uma luz intensa já estavam amplamente documentados na literatura científica.</p><p>É fácil, portanto, traçar paralelos entre aquela experiência, realizada há mais de 30 anos, e o projeto <em>Reflect Orbital</em>. Com um número muito maior de espelhos, o <strong>risco de um ofuscamento repentino para pessoas no solo ou no ar</strong> poderia tornar-se significativo. O que aconteceria, por exemplo, se um piloto de avião ficasse temporariamente cego devido a este brilho intenso?</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/espelhos-espaciais-poderiam-brilhar-mais-do-que-a-lua-cheia-e-a-comunidade-cientifica-esta-alarmada.html" title="Espelhos espaciais poderiam brilhar mais do que a lua cheia, e a comunidade científica está alarmada">Espelhos espaciais poderiam brilhar mais do que a lua cheia, e a comunidade científica está alarmada</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/espelhos-espaciais-poderiam-brilhar-mais-do-que-a-lua-cheia-e-a-comunidade-cientifica-esta-alarmada.html" title="Espelhos espaciais poderiam brilhar mais do que a lua cheia, e a comunidade científica está alarmada"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/space-mirrors-could-outshine-the-full-moon-and-the-scientific-community-is-alarmed-1786802407859_320.jpeg" alt="Espelhos espaciais poderiam brilhar mais do que a lua cheia, e a comunidade científica está alarmada"></a></article></aside><p>A própria <em>startup </em>americana reconheceu que a simples observação através de um telescópio amador de 30 centímetros<strong> poderia causar danos irreversíveis à retina</strong> — uma admissão que, compreensivelmente, gerou preocupação tanto no público quanto na comunidade científica. Segundo alguns investigadores, o risco poderia existir mesmo com instrumentos menores.</p><p>Outra questão é que, atualmente, <strong>não existe um sistema de alerta público para avisar com antecedência quando o feixe passará sobre as nossas cabeças</strong>. Nesta fase, a FCC determinou que as questões relacionadas com a segurança ocular e com a proteção do céu noturno estavam fora da sua jurisdição ao conceder a autorização.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Alexandre%20Scotti" data-year="2026" data-title="Des%20miroirs%20sur%20des%20satellites%20pour%20alimenter%20H24%20des%20panneaux%20solaires%20%3A%20%C3%A7a%20pourrait%20d%C3%A9truire%20votre%20r%C3%A9tine%2C%20et%20pourtant%20c%E2%80%99est%20d%C3%A9j%C3%A0%20valid%C3%A9" data-url="https%3A%2F%2Fwww.lesnumeriques.com%2Fastronomie-conquete-spatiale%2Fdes-miroirs-sur-des-satellites-pour-alimenter-h24-des-panneaux-solaires-ca-pourrait-detruire-votre-retine-et-pourtant-c-est-deja-valide-n260494.html">Alexandre Scotti. (2026). <a href="https://www.lesnumeriques.com/astronomie-conquete-spatiale/des-miroirs-sur-des-satellites-pour-alimenter-h24-des-panneaux-solaires-ca-pourrait-detruire-votre-retine-et-pourtant-c-est-deja-valide-n260494.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Mirrors on satellites to power solar panels 24/7: they could damage your retina, yet the project has already been approved</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/espelhos-no-espaco-para-gerar-energia-24-horas-por-dia-o-projeto-que-poderia-cegar-voce.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[5 suculentas suspensas para transformar a sua varanda num oásis de baixa manutenção]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/5-suculentas-suspensas-para-transformar-a-sua-varanda-num-oasis-de-baixa-manutencao.html</link><pubDate>Sat, 29 Aug 2026 07:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Uma varanda bonita não tem de ser um problema. Com as plantas certas, pode enchê-la de vida mesmo que tenha pouco espaço, pouca experiência ou, por vezes, se esqueça de a regar.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/quieres-un-balcon-espectacular-sin-demasiado-esfuerzo-estas-5-suculentas-colgantes-son-ideales-para-mexico-1787279034224.png" data-image="v81wo6len6ma" alt="Suculentas suspensas permitem criar arranjos texturados e volumosos sem ocupar muito espaço em varandas pequenas." title="Suculentas suspensas permitem criar arranjos texturados e volumosos sem ocupar muito espaço em varandas pequenas."><figcaption>Suculentas suspensas permitem criar arranjos texturados e volumosos sem ocupar muito espaço em varandas pequenas.</figcaption></figure><p>Quer dar vida à sua varanda, mas não tem tempo para cuidar e verificar as plantas todos os dias? As <strong>suculentas suspensas são uma ótima solução</strong>. Estas plantas ocupam pouco espaço, requerem apenas cuidados básicos e, como bónus adicional, criam cascatas verdes que podem transformar completamente o aspeto de qualquer canto.</p><p>A sua principal vantagem é <strong>armazenar água nas folhas e caules</strong>, o que lhes permite tolerar períodos de seca com maior facilidade. Isto não significa que possam ser completamente negligenciadas, mas <strong>são tolerantes se se esquecer delas ocasionalmente </strong>e requerem menos rega do que muitas plantas tradicionais.</p><div class="texto-destacado">Estas plantas adaptam-se bem a diferentes regiões, desde que a intensidade da luz solar seja controlada adequadamente. Nas cidades de clima temperado, podem receber algumas horas de luz solar direta, enquanto que, nas zonas muito quentes, é melhor protegê-las do sol forte do meio-dia.</div><p>Outra vantagem é o<strong> aproveitamento do espaço vertical</strong>. É possível cultivar plantas mesmo em pequenas varandas, utilizando vasos suspensos, prateleiras altas ou floreiras de parede, sem ocupar o espaço destinado à circulação ou ao mobiliário.</p><p>As cinco espécies seguintes combinam folhas redondas, folhagem em forma de coração, pequenas folhas semelhantes às da bananeira e caules cilíndricos. Com elas, pode <strong>criar uma bela varanda sem transformar o cuidado com as plantas em mais uma tarefa árdua</strong>. No entanto, há um requisito essencial: todas elas necessitam de uma excelente drenagem.</p><h2>Cinco suculentas para criar uma cascata verde</h2><p>A cauda-de-burro (<em>Sedum morganianum</em>) é uma <strong>ótima opção para quem está a começar a cultivar suculentas</strong>. Nativa do México, foi registada em Veracruz, Puebla e Chiapas. A planta desenvolve caules cobertos por folhas verde-azuladas que podem formar densos ramos pendentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quieres-un-balcon-espectacular-sin-demasiado-esfuerzo-estas-5-suculentas-colgantes-son-ideales-para-mexico-1787279054462.png" data-image="a2rruk860ww1" alt="A planta Coração-em-aranha apresenta-se mais bonita com bastante luz filtrada, rega moderada e um substrato que permita a rápida drenagem da água." title="A planta Coração-em-aranha apresenta-se mais bonita com bastante luz filtrada, rega moderada e um substrato que permita a rápida drenagem da água."><figcaption>A planta <i>Coração-emaranhado</i> apresenta-se mais bonita com bastante luz filtrada, rega moderada e um substrato que permita a rápida drenagem da água.</figcaption></figure><p>Para que se desenvolva bem, coloque-a num <strong>local com bastante luz e sol suave de manhã ou à tarde</strong>. Em regiões quentes, evite o sol direto do meio-dia, pois pode queimar as folhas. <strong>Regue apenas quando o substrato estiver completamente seco</strong>. Regra geral, isto pode significar a cada 10 a 15 dias durante a estação quente e a cada três ou quatro semanas no inverno.</p><p><strong>As folhas da cauda-de-burro desprendem-se facilmente</strong>, por isso evite mover a planta constantemente. Felizmente, muitas destas folhas podem germinar e dar origem a novas plantas quando colocadas em substrato seco. Utilize um vaso resistente e bem fixado, pois os caules rastejantes podem ficar bastante pesados à medida que crescem.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781160" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/saiba-quais-os-segredos-para-ter-a-suculenta-jade-forte-e-exuberante.html" title="Saiba quais os segredos para ter a suculenta Jade forte e exuberante!">Saiba quais os segredos para ter a suculenta Jade forte e exuberante!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/saiba-quais-os-segredos-para-ter-a-suculenta-jade-forte-e-exuberante.html" title="Saiba quais os segredos para ter a suculenta Jade forte e exuberante!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-quais-os-segredos-para-ter-a-soculenta-jade-forte-e-exuberante-1785409561256_320.jpg" alt="Saiba quais os segredos para ter a suculenta Jade forte e exuberante!"></a></article></aside><p><strong>A planta conhecida como colar-de-pérolas</strong> (<em>Curio rowleyanus</em>, anteriormente <em>Senecio rowleyanus</em>) parece uma <strong>cortina feita de minúsculas contas verdes</strong>. Necessita de bastante luz e tolera o sol ameno nas primeiras horas do dia. As pérolas ligeiramente enrugadas indicam que a planta precisa de água, enquanto as pérolas macias e translúcidas podem sinalizar excesso de humidade.</p><div class="texto-destacado">As folhas molhadas não devem ser expostas imediatamente à luz solar intensa, pois podem queimar.</div><ul> </ul><p>A<strong> planta conhecida como "fio-de-banana"</strong> (<em>Curio radicans</em>, anteriormente <em>Senecio radicans</em>) possui <strong>folhas curvas que se assemelham a pequenas bananas</strong>. É mais vigorosa e geralmente mais fácil de cuidar, sendo uma boa opção para principiantes. Forneça-lhe luz suficiente, algumas horas de sol e regue-o quando o substrato estiver seco.</p><p>A <strong>planta coração-emaranhado</strong> (<em>Ceropegia woodii</em>) é uma <strong>trepadeira com caules delicados decorados com folhas em forma de coração</strong>. Prospera em locais bem iluminados, embora um pouco de sol matinal ajude a manter a sua cor vibrante. Esta planta tolera melhor a seca do que o excesso de água e pode ser podada para estimular o crescimento de novos ramos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quieres-un-balcon-espectacular-sin-demasiado-esfuerzo-estas-5-suculentas-colgantes-son-ideales-para-mexico-1787279079791.png" data-image="yp6d11xrfiaa" alt="Um local bem iluminado, protegido da luz solar intensa, ajuda as suculentas suspensas a manterem a sua cor e crescimento compacto." title="Um local bem iluminado, protegido da luz solar intensa, ajuda as suculentas suspensas a manterem a sua cor e crescimento compacto."><figcaption>Um local bem iluminado, protegido da luz solar intensa, ajuda as suculentas suspensas a manterem a sua cor e crescimento compacto.</figcaption></figure><p>Por fim, o <strong>cato rabo-de-rato</strong> (<em>Aporocactus flagelliformis</em>, também conhecido por <em>Disocactus flagelliformis</em>), nativo do centro e leste do México, produz <strong>caules cilíndricos que se espalham pelo vaso</strong>. Para que cresça bem, forneça luz suficiente, regue moderadamente durante a estação de crescimento e proteja-o de chuvas fortes, geadas e humidade excessiva.</p><h2>Como criá-las e mantê-las saudáveis</h2><p>Utilize uma mistura comercial para cactos/suculentas ou prepare um substrato arejado com terra, perlite e material mineral. Cada vaso deve ter <strong>orifícios de drenagem desobstruídos</strong>; colocar pedras no fundo não resolverá o problema de um substrato que retém muita água.</p><p>Proteja os vasos do vento e <strong>certifique-se de que os suportes aguentam o peso quando estão molhados</strong>. Durante a primavera e o verão, pode aplicar uma pequena dose de fertilizante para suculentas uma vez por mês. No inverno, reduza a rega e, se houver geada na sua região, mova as plantas temporariamente para um local mais iluminado e protegido.</p><p><strong>Comece com uma cauda-de-burro e uma colar-de-pérolas se quiser um resultado chamativo desde o início</strong>. Coloque-as a diferentes alturas e lembre-se da regra principal: com estas plantas, o excesso de água causa muitas vezes mais problemas do que um pouco de atraso na rega. Com uma boa iluminação e drenagem, a manutenção pode ser muito simples.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/5-suculentas-suspensas-para-transformar-a-sua-varanda-num-oasis-de-baixa-manutencao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo para o último fim de semana de agosto: temperaturas recuperam, mas o calor mais intenso ainda está para chegar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-o-ultimo-fim-de-semana-de-agosto-temperaturas-recuperam-mas-o-calor-mais-intenso-ainda-esta-para-chegar.html</link><pubDate>Sat, 29 Aug 2026 06:02:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O último fim de semana de agosto será de transição em Portugal continental. Depois de vários dias mais frescos e instáveis, as temperaturas começam a recuperar, sobretudo no Sul. Ainda assim, grande parte do país permanecerá ligeiramente abaixo da média.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb1vvbm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb1vvbm.jpg" id="xb1vvbm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><br>Depois de vários dias marcados pela passagem de frentes frias, chuva e temperaturas pouco habituais para o final de agosto, <strong>Portugal Continental prepara-se para uma mudança gradual do estado do tempo</strong>. O último fim de semana do mês será já mais seco e quente, sobretudo no Sul, embora grande parte do país continue com temperaturas ligeiramente abaixo da média.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>A tendência, segundo os mapas da Meteored, aponta para uma <strong>recuperação das temperaturas progressiva entre sábado e terça-feira</strong>, preparando o terreno para uma subida mais expressiva a partir de quarta-feira (2), quando os 30 ºC poderão voltar a abranger uma grande parte do território.</p><h2>Este sábado as temperaturas recuperam, mas grande parte do país continua abaixo da média</h2><p>Este sábado, dia 29, será já bastante diferente dos últimos dias. Depois da influência das frentes atlânticas, o <strong>anticiclone dos Açores começa a ganhar maior protagonismo</strong>, favorecendo uma estabilização gradual das condições meteorológicas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-para-o-ultimo-fim-de-semana-de-agosto-temperaturas-recuperam-mas-o-calor-mais-intenso-ainda-esta-para-chegar-1787960470680.jpg" data-image="jr5o0e2iy99g" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>As temperaturas começam a recuperar este sábado, sobretudo no interior Sul, onde alguns locais poderão aproximar-se dos 30 ºC. No litoral Norte e Centro, os valores permanecem mais contidos, geralmente entre os 20 e 24 ºC.</figcaption></figure><p>As temperaturas máximas deverão recuperar, embora permaneça um contraste bastante evidente entre o litoral e o interior.</p><p>Nas regiões costeiras, os termómetros deverão ficar, em muitos locais, entre <strong>20 e 24 ºC</strong>, enquanto Lisboa poderá aproximar-se dos 27 ºC. Mais para o interior, os valores aumentam, com <strong>28 ºC em Évora e máximas próximas dos 29 ºC em Beja</strong>.<strong> </strong>No interior alentejano e em alguns pontos próximos da fronteira espanhola será possível alcançar ou ultrapassar localmente os <strong>30 ºC</strong>.</p><h2>Entre sábado e domingo ainda poderá chover no Minho</h2><p>Embora o anticiclone favoreça um cenário bastante mais estável, a chuva poderá não desaparecer completamente do mapa. Durante a noite de sábado para domingo, <strong>poderá ocorrer precipitação muito fraca e residual no extremo noroeste de Portugal Continental</strong>, especialmente no distrito de Viana do Castelo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-para-o-ultimo-fim-de-semana-de-agosto-temperaturas-recuperam-mas-o-calor-mais-intenso-ainda-esta-para-chegar-1787961204924.jpg" data-image="spm1op3zqn2m" alt="Precipitação" title="Precipitação"><figcaption>Apesar da maior estabilidade, ainda poderá ocorrer precipitação muito fraca e residual no Minho durante a noite de sábado para domingo, sobretudo em Viana do Castelo e, pontualmente, em Braga.</figcaption></figure><p>Os mapas mostram acumulados horários bastante reduzidos, geralmente inferiores a <strong>1 mm</strong>, pelo que não se prevê um episódio de precipitação relevante. Durante a madrugada, esta chuva fraca poderá estender-se também a algumas áreas do distrito de Braga.</p><h2>Domingo o calor começa a subir de latitude</h2><p>No domingo, dia 30, a recuperação térmica torna-se mais evidente. O Sul continuará a apresentar as temperaturas mais elevadas, mas <strong>o aumento das máximas começará também a ser sentido mais para norte</strong>. Em relação a sábado, várias regiões poderão registar uma subida na ordem de <strong>1 a 2 ºC</strong>.</p><p>Apesar desta recuperação, há um pormenor importante, <strong>as temperaturas ainda estarão abaixo do normal para a época em grande parte de Portugal Continental</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-para-o-ultimo-fim-de-semana-de-agosto-temperaturas-recuperam-mas-o-calor-mais-intenso-ainda-esta-para-chegar-1787960713619.jpg" data-image="ayn2vinf3yei" alt="Anomalia da Temperatura" title="Anomalia da Temperatura"><figcaption>Grande parte do território continuará com temperaturas ligeiramente abaixo da média climatológica, geralmente entre 0 e -4 ºC. No Algarve, contudo, já surgem áreas com anomalias positivas.</figcaption></figure><p>As anomalias previstas rondam, geralmente, <strong>-1 a -4 ºC</strong>, sendo mais expressivas em alguns setores do Norte e Centro. O Porto poderá apresentar valores cerca de 4 ºC abaixo da referência climatológica, enquanto Coimbra, Leiria e Santarém poderão ficar aproximadamente 3 ºC abaixo.</p><p>Trata-se, contudo, de uma <strong>anomalia negativa relativamente ligeira e temporária</strong>, que deverá desaparecer progressivamente nos dias seguintes. A exceção poderá encontrar-se em algumas áreas do Algarve e Alentejo, onde as temperaturas já poderão ficar <strong>ligeiramente acima do normal para esta altura do ano</strong>.</p><h2>Segunda-feira as máximas sobem e algumas noites poderão ser amenas</h2><p>Na segunda-feira, dia 31, a tendência de subida mantém-se, com um novo aumento das temperaturas diurnas em torno de <strong>1 a 2 ºC em várias regiões</strong>. No interior alentejano, os termómetros poderão alcançar localmente os <strong>33 a 34 ºC</strong>, enquanto algumas zonas a norte do vale do Douro poderão aproximar-se dos <strong>30 ºC</strong>.</p><p>Um dos aspetos mais interessantes será, contudo, o comportamento das temperaturas ao final do dia e durante a noite.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-para-o-ultimo-fim-de-semana-de-agosto-temperaturas-recuperam-mas-o-calor-mais-intenso-ainda-esta-para-chegar-1787960822321.jpg" data-image="1f6m13gkrzhe" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-865193">A recuperação térmica torna-se mais evidente no início da semana. Ao final do dia, várias regiões do Centro e Sul irão manter temperaturas acima dos 20 ºC, com o Algarve a destacar-se por valores ainda bastante elevados durante a noite.</figcaption></figure><p>O contraste térmico entre diferentes regiões do país poderá ser bastante acentuado. Enquanto no litoral Norte e Centro as temperaturas descem de forma mais significativa, <strong>entre as regiões de Lisboa, Santarém e Castelo Branco e o Sul poderão persistir valores superiores a 20 ºC durante parte da noite</strong>.</p><p>No Algarve, o arrefecimento poderá ser ainda mais lento, com a região de Faro a apresentar temperaturas muito elevadas durante o serão, localmente próximas dos <strong>28 ºC</strong>.</p><h2>Terça-feira será o dia antes de uma subida mais significativa</h2><p>A terça-feira, <strong>1 de setembro</strong>, deverá manter a tendência de recuperação térmica, mas ainda não representará o ponto mais expressivo deste novo episódio de calor. Será, essencialmente, <strong>o dia de transição antes de uma subida bastante mais generalizada das temperaturas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785973" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-primeiros-dias-de-setembro-anticiclone-reaparece-calor-ganha-forca-e-maximas-podem-superar-os-35-c.html" title="Tempo nos primeiros dias de setembro: anticiclone “reaparece”, calor ganha força e máximas podem superar os 35 ºC">Tempo nos primeiros dias de setembro: anticiclone “reaparece”, calor ganha força e máximas podem superar os 35 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-primeiros-dias-de-setembro-anticiclone-reaparece-calor-ganha-forca-e-maximas-podem-superar-os-35-c.html" title="Tempo nos primeiros dias de setembro: anticiclone “reaparece”, calor ganha força e máximas podem superar os 35 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-nos-primeiros-dias-de-setembro-anticiclone-reaparece-calor-ganha-forca-e-maximas-podem-superar-os-35-c-1787919923846_320.jpg" alt="Tempo nos primeiros dias de setembro: anticiclone “reaparece”, calor ganha força e máximas podem superar os 35 ºC"></a></article></aside><p>Com a estabilidade atmosférica a consolidar-se e uma massa de ar mais quente a ganhar terreno sobre a Península Ibérica, o cenário meteorológico deverá tornar-se progressivamente mais seco e quente.</p><div class="texto-destacado">E será a partir de quarta-feira que esta evolução poderá tornar-se particularmente evidente: <strong>grande parte de Portugal Continental poderá voltar a registar máximas superiores a 30 ºC</strong>.</div><p>Assim, depois de um final de agosto surpreendentemente fresco e instável em várias regiões, <strong>o início de setembro poderá devolver a Portugal um cenário muito mais próximo do verão</strong>, com tempo seco, maior estabilidade e temperaturas em clara ascensão.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-o-ultimo-fim-de-semana-de-agosto-temperaturas-recuperam-mas-o-calor-mais-intenso-ainda-esta-para-chegar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Pedalar até ao comboio vai ficar mais simples: Lisboa prepara 57 novos abrigos para bicicletas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pedalar-ate-ao-comboio-vai-ficar-mais-simples-lisboa-prepara-57-novos-abrigos-para-bicicletas.html</link><pubDate>Sat, 29 Aug 2026 05:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Em 2027, vão surgir dezenas de novos parques seguros para estacionar bicicletas junto a estações e interfaces da Área Metropolitana de Lisboa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/pedalar-ate-ao-comboio-vai-ficar-mais-simples-lisboa-prepara-57-novos-abrigos-para-bicicletas-1784826729659.jpg" data-image="uht12j65wnx1" alt="Bicicletas" title="Bicicletas"><figcaption>A Área Metropolitana de Lisboa quer facilitar a vida a quem combina a bicicleta com os transportes públicos. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>Cada vez mais pessoas optam por deixar o carro em casa e fazer parte do percurso diário de e para o trabalho de bicicleta. O problema surge, muitas vezes, quando chega a altura de a deixar estacionada para apanhar o comboio, o metro ou o autocarro.<strong> Encontrar um local seguro nem sempre é fácil</strong>, mas essa realidade deverá começar a mudar.</p><div class="texto-destacado">Em breve, a Área Metropolitana de Lisboa (AML) terá mais abrigos de bicicletas. Onde? Junto às principais interfaces de transportes públicos. </div><p>A rede, chamada Navegante BICI,<strong> estará disponível a partir de 2027</strong>, e será acessível aos utilizadores do passe Navegante. A notícia foi avançada pelo jornal ‘Público’.</p><h2>Conheça o Navegante BICI</h2><p>O projeto inclui um total de <strong>57 bicicletários</strong>, que serão distribuídos pelos 18 municípios da região. Este estará sob a responsabilidade da Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML), a empresa que gere a Carris Metropolitana. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="666828" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ir-de-bicicleta-e-a-pe-para-o-trabalho-reduz-os-riscos-de-problemas-de-saude-fisica-e-mental-biologia.html" title="Ir de bicicleta e a pé para o trabalho reduz os riscos de problemas de saúde física e mental">Ir de bicicleta e a pé para o trabalho reduz os riscos de problemas de saúde física e mental</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ir-de-bicicleta-e-a-pe-para-o-trabalho-reduz-os-riscos-de-problemas-de-saude-fisica-e-mental-biologia.html" title="Ir de bicicleta e a pé para o trabalho reduz os riscos de problemas de saúde física e mental"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cycling-and-walking-work-reduces-risks-of-mental-and-physical-health-issues-1721393627518_320.jpg" alt="Ir de bicicleta e a pé para o trabalho reduz os riscos de problemas de saúde física e mental"></a></article></aside><p>“O nosso objetivo é que o sistema possa estar a funcionar, se não totalmente, pelo menos em parte, durante 2027”, explicou ao mesmo jornal o presidente da TML, Carlos Humberto Pedrosa. A ideia, acrescenta, é <strong>conectar o uso da bicicleta aos dos transportes públicos</strong>, “sem grandes complicações e em segurança”. </p><p>“Numa primeira fase, o sistema apenas permite a utilização através do cartão, mas o objetivo é que ele possa ser utilizado com o telemóvel, quando estiver disponível a aplicação”, detalhou ainda o responsável.</p><h2>Um lugar seguro para deixar a bicicleta</h2><p>A nova rede foi pensada, assim, para responder a uma das maiores preocupações de quem utiliza a bicicleta nas deslocações diárias: o receio de a deixar estacionada durante várias horas.</p><p>Os novos abrigos terão <strong>acesso eletrónico</strong> e permitirão prender o quadro da bicicleta com diferentes tipos de cadeados, como os populares cadeados em "U", correntes ou cabos de segurança. A maioria das estruturas será modular e terá capacidade para receber, pelo menos, <strong>uma dúzia de bicicletas</strong>, embora existam diferentes dimensões consoante o espaço disponível em cada local.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pedalar-ate-ao-comboio-vai-ficar-mais-simples-lisboa-prepara-57-novos-abrigos-para-bicicletas-1784826935961.jpg" data-image="c1i9jqqnyox2" alt="Bicicletas" title="Bicicletas"><figcaption>Rede metropolitana pretende fomentar uso combinado de bicicletas e transportes públicos. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>E como é que será feita a distribuição dos parques? Esta foi definida tendo em conta os <strong>principais pontos de ligação aos transportes públicos</strong> da Área Metropolitana de Lisboa.</p><p>O <strong>concelho de Lisboa</strong> será o mais beneficiado, compreensivelmente, com dez novos bicicletários previstos. Estarão localizados no Oriente, Sete Rios (duas unidades), Entrecampos (duas), Aeroporto (duas), Santa Apolónia (duas) e junto à sede da Área Metropolitana de Lisboa, na Rua da Cruz de Santa Apolónia.</p><p>Também <strong>Oeiras</strong> receberá cinco novos espaços, junto às estações ferroviárias de Algés, Caxias, Paço de Arcos, Oeiras e Santo Amaro.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="745886" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-bicicleta-mais-inteligente-do-mundo-e-portuguesa.html" title="A bicicleta mais inteligente do mundo é portuguesa">A bicicleta mais inteligente do mundo é portuguesa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-bicicleta-mais-inteligente-do-mundo-e-portuguesa.html" title="A bicicleta mais inteligente do mundo é portuguesa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-bicicleta-mais-inteligente-do-mundo-e-portuguesa-1766758538286_320.jpg" alt="A bicicleta mais inteligente do mundo é portuguesa"></a></article></aside><p>Em <strong>Cascais</strong>, os parques serão instalados nas estações de Cascais, Carcavelos, Estoril, São Pedro do Estoril e São João do Estoril. Já em<strong> Odivelas</strong>, os novos bicicletários ficarão junto à estação de metro de Odivelas, à estação de Senhor Roubado e ainda nas zonas da Póvoa de Santo Adrião e da Ramada.</p><p>Os restantes municípios da Área Metropolitana de Lisboa também terão estruturas semelhantes, escolhidas de acordo com os principais pontos de entrada na rede de transportes.</p><h2>Mais bicicletas, menos trânsito e cidades mais sustentáveis</h2><p>A criação da rede Navegante BICI faz parte de uma <strong>estratégia mais ampla</strong> para incentivar formas de mobilidade mais sustentáveis na região de Lisboa.</p><div class="texto-destacado">Ao facilitar a ligação entre a bicicleta e os transportes públicos, espera-se reduzir a dependência do automóvel nas deslocações diárias, diminuir o trânsito e contribuir para a redução das emissões de gases com efeito de estufa.</div><p>Além da componente ambiental, o projeto procura também tornar as viagens mais cómodas para quem vive nos arredores das estações e prefere percorrer os primeiros ou últimos quilómetros de bicicleta, evitando problemas de estacionamento e tempos de espera.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="P%C3%BAblico%2C%20Alem%C3%A3o%2C%20S" data-year="2026" data-title="A%20partir%20de%202027%2C%20regi%C3%A3o%20de%20Lisboa%20ter%C3%A1%20rede%20de%20abrigos%20de%20bicicletas%20junto%20%C3%A0s%20esta%C3%A7%C3%B5es" data-url="https%3A%2F%2Fwww.publico.pt%2F2026%2F07%2F02%2Flocal%2Fnoticia%2Fpartir-2027-regiao-lisboa-tera-rede-abrigos-bicicletas-junto-estacoes-2180329">Público, Alemão, S. (2026). <a href="https://www.publico.pt/2026/07/02/local/noticia/partir-2027-regiao-lisboa-tera-rede-abrigos-bicicletas-junto-estacoes-2180329" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A partir de 2027, região de Lisboa terá rede de abrigos de bicicletas junto às estações</a>.</cite><br><cite data-author="Time%20Out%2C%20Barbedo%2C%20R" data-year="2026" data-title="Regi%C3%A3o%20de%20Lisboa%20vai%20ter%20abrigos%20seguros%20para%20bicicletas%20junto%20a%20esta%C3%A7%C3%B5es%20de%20transporte" data-url="https%3A%2F%2Fwww.timeout.pt%2Flisboa%2Fpt%2Fnoticias%2Fregiao-de-lisboa-vai-ter-abrigos-seguros-para-bicicletas-junto-a-estacoes-de-transporte-070326">Time Out, Barbedo, R. (2026). <a href="https://www.timeout.pt/lisboa/pt/noticias/regiao-de-lisboa-vai-ter-abrigos-seguros-para-bicicletas-junto-a-estacoes-de-transporte-070326" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Região de Lisboa vai ter abrigos seguros para bicicletas junto a estações de transporte</a>.</cite><br><cite data-author="NiT%2C%20Castro%2C%20P" data-year="2026" data-title="Grande%20Lisboa%20vai%20ter%20parques%20para%20bicicletas%20junto%20das%20esta%C3%A7%C3%B5es%20de%20transportes" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fna-cidade%2Fgrande-lisboa-vai-ter-parques-para-bicicletas-junto-das-estacoes-de-transportes">NiT, Castro, P. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/grande-lisboa-vai-ter-parques-para-bicicletas-junto-das-estacoes-de-transportes" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Grande Lisboa vai ter parques para bicicletas junto das estações de transportes</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pedalar-ate-ao-comboio-vai-ficar-mais-simples-lisboa-prepara-57-novos-abrigos-para-bicicletas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA["Painéis solares que não fazem sombra": a invenção espanhola que revoluciona a convivência entre agricultura e energia]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/paineis-solares-que-nao-fazem-sombra-a-invencao-espanhola-que-revoluciona-a-convivencia-entre-agricultura-e-energia.html</link><pubDate>Fri, 28 Aug 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>É um facto que a energia solar é uma fonte de energia renovável, mas… sabes como é que um solo não perde produtividade? Descobre como os investigadores da Universidade de Jaén analisaram esta questão e que soluções propõem.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/paneles-solares-que-no-hacen-sombra-el-invento-espanol-que-revoluciona-la-convivencia-entre-agricultura-y-energia-1787827287539.jpeg" data-image="2x8rx5j3ag1p"><figcaption>Espanha possui uma das maiores extensões de áreas onde coexistem painéis solares e agricultura.</figcaption></figure><p><strong>Nos últimos anos, o avanço da energia solar transformou radicalmente a paisagem agrícola espanhola</strong>. Onde antes predominavam vastos campos de cultivo, terras em pousio ou olivais, é cada vez mais frequente encontrar grandes superfícies ocupadas por painéis fotovoltaicos.</p><p>Esta coexistência entre a agricultura e a produção de eletricidade implica a competição pelo mesmo recurso, mas <strong>não tem de ser necessariamente uma batalha pelo território</strong>. </p><h2>Quando o sol tem de alimentar dois mundos</h2><p>A dificuldade parece fácil de explicar, mas, do ponto de vista técnico, é considerável, uma vez que <strong>uma central fotovoltaica convencional foi concebida para aproveitar ao máximo a radiação solar, enquanto uma cultura necessita dessa mesma radiação</strong> solar para realizar a fotossíntese.</p><p>Os painéis tradicionais de silício são, portanto, essencialmente opacos e, quando instalados sobre um terreno agrícola,<strong> geram sombra e alteram as condições de temperatura, humidade e radiação</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Investigadores de la Universidad de Jaén muestran sus prototipos de paneles solares traslúcidos made in Spain para avanzar hacia una agricultura que comparte terrenos con la producción de energía fotovoltaica<a href="https://t.co/3vWGBTKYZ2">https://t.co/3vWGBTKYZ2</a><br><br> <a href="https://x.com/alexmunofer?ref_src=twsrc%5Etfw">@alexmunofer</a> <a href="https://t.co/PENSYQXPsi">pic.twitter.com/PENSYQXPsi</a></p>— SINC (@agencia_sinc) <a href="https://x.com/agencia_sinc/status/2090698426895696119?ref_src=twsrc%5Etfw">August 21, 2026</a></blockquote></figure><p>E é aqui que <strong>entra a agrovoltaica, que não consiste simplesmente em colocar painéis sobre as culturas, mas sim em encontrar um equilíbrio</strong> em que a instalação produza eletricidade sem prejudicar e, em certos casos, até favorecendo a produção agrícola.</p><h3>O problema das placas semitransparentes</h3><p>Uma das vias que está a ser investigada consiste <strong>em fabricar módulos que permitam a passagem de uma parte da radiação solar</strong>, sendo que uma possibilidade é separar as células convencionais de silício no interior do painel, deixando espaços entre elas.</p><p>O problema é que esta solução reduz <strong>a eficiência e gera uma sombra irregular no terreno</strong>, o que afeta negativamente o crescimento das plantas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="468471" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/energia-agrovoltaica-pode-tornar-se-numa-referencia-para-a-sustentabilidade-ecossistema.html" title="Energia agrovoltaica pode tornar-se numa referência para a sustentabilidade">Energia agrovoltaica pode tornar-se numa referência para a sustentabilidade</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/energia-agrovoltaica-pode-tornar-se-numa-referencia-para-a-sustentabilidade-ecossistema.html" title="Energia agrovoltaica pode tornar-se numa referência para a sustentabilidade"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/energia-agrovoltaica-pode-tornar-se-numa-referencia-para-a-sustentabilidade-ecossistema-1675870800851_320.jpg" alt="Energia agrovoltaica pode tornar-se numa referência para a sustentabilidade"></a></article></aside><p>Outra alternativa consiste em alterar a espessura do material semicondutor para que este se torne parcialmente transparente e, nesse caso<strong>, a eficiência pode descer para menos de 10%</strong>.</p><p><strong>O desafio consiste, portanto, em determinar quanta luz o painel deve deixar passar para que a cultura continue a desenvolver-se</strong> corretamente, sem comprometer uma produção elétrica suficiente.</p><h2>O módulo espanhol que procura aproveitar a luz pelos dois lados </h2><p>É aqui que entra em cena um dos desenvolvimentos do grupo AdPVTech: <strong>um módulo semitransparente RearCPVbif</strong>.</p><p>O seu funcionamento apresenta uma diferença importante em relação a um painel convencional, uma vez que <strong>utiliza células solares bifaciais, capazes de aproveitar a radiação</strong> que incide tanto na parte da frente como na parte de trás.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/paneles-solares-que-no-hacen-sombra-el-invento-espanol-que-revoluciona-la-convivencia-entre-agricultura-y-energia-1787826322910.jpg" data-image="8vbqiue9937i"><figcaption>Exemplo de módulo solar RearCPVbif.</figcaption></figure><p>No seu design, mantêm-se <strong>espaços entre as células para permitir que uma parte da luz atinja diretamente a cultura</strong>, mas na face posterior são incorporados concentradores que permitem aproveitar melhor a radiação refletida pelo solo, conhecida como albedo.</p><p>Os investigadores da empresa têm trabalhado precisamente nesse equilíbrio, uma vez que<strong> uma transparência próxima dos 60% seria a configuração ideal estudada para combinar a produção de eletricidade com as necessidades da cultura</strong>, embora o design possa ser adaptado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784339" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-gigantes-de-betao-voltam-a-guardar-o-futuro-dos-cereais-a-energia-renovavel.html" title="Os gigantes de betão voltam a guardar o futuro: dos cereais à energia renovável">Os gigantes de betão voltam a guardar o futuro: dos cereais à energia renovável</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-gigantes-de-betao-voltam-a-guardar-o-futuro-dos-cereais-a-energia-renovavel.html" title="Os gigantes de betão voltam a guardar o futuro: dos cereais à energia renovável"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-gigantes-de-betao-voltam-a-guardar-o-futuro-dos-cereais-a-energia-renovavel-1787059442779_320.jpg" alt="Os gigantes de betão voltam a guardar o futuro: dos cereais à energia renovável"></a></article></aside><p>O resultado é um painel que não pretende bloquear completamente o sol, mas sim <strong>distribuí-lo entre as plantas e as células fotovoltaicas</strong>.</p><h3>Uma segunda geração: painéis que seguem o sol</h3><p>A investigação da Universidade de Jaén vai ainda mais longe com o <strong>protótipo WiT-CPV</strong>.</p><p><strong>Neste caso, são utilizadas lentes de alta concentração capazes de multiplicar significativamente a radiação</strong> que chega a uma pequena célula de silício de elevada eficiência.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/paneles-solares-que-no-hacen-sombra-el-invento-espanol-que-revoluciona-la-convivencia-entre-agricultura-y-energia-1787840075023.png" data-image="fexbyp6qh07k"><figcaption>O protótipo WiT-CPV combina uma pequena célula altamente eficiente, que segue o sol, com lentes de alta concentração.</figcaption></figure><p>No entanto, o mais notável é que <strong>a célula se pode deslocar acompanhando a posição do sol</strong>, permitindo ajustar o nível de transparência do sistema ao longo do dia e controlar com maior precisão a quantidade de radiação que chega ao solo.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Arturo%20D%C3%ADaz-Ponce%2C%20%20Iv%C3%A1n%20Trejo-Z%C3%BA%C3%B1iga%2CFernando%20D%C3%A1valos%20Hern%C3%A1ndez%2C%20Pedro%20M.%20Rodrigo%2C%20%20Mar%C3%ADa%20A.%20Ceballos%2C%20%C3%81lvaro%20Valera-Albacete%2C%20Florencia%20Almonacid%2C%20Eduardo%20F.%20Fern%C3%A1ndez." data-year="2025" data-title="Development%20of%20a%20proof-of-concept%20concentrating%20photovoltaic%20module%20with%20integrated%20tracking%20and%20azimuthal%20cell%20rotation" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedirect.com%2Fscience%2Farticle%2Fpii%2FS2590123025028026">Arturo Díaz-Ponce, Iván Trejo-Zúñiga,Fernando Dávalos Hernández, Pedro M. Rodrigo, María A. Ceballos, Álvaro Valera-Albacete, Florencia Almonacid, Eduardo F. Fernández.. (2025). <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2590123025028026" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Development of a proof-of-concept concentrating photovoltaic module with integrated tracking and azimuthal cell rotation</a>.</cite><br><cite data-author="%C3%81lvaro%20Valera-Albacete%2C%20Mar%C3%ADa%20A.%20Ceballos%2C%20Jes%C3%BAs%20Montes-Romero%2C%20Florencia%20Almonacid%2C%20Eduardo%20F.%20Fern%C3%A1ndez" data-year="2025" data-title="Research%20paper%20Study%20on%20the%20potential%20of%20a%20novel%20semi-transparent%20rear%20concentrator%20photovoltaic%20system%20for%20agrivoltaics" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedirect.com%2Fscience%2Farticle%2Fpii%2FS2590123025042872">Álvaro Valera-Albacete, María A. Ceballos, Jesús Montes-Romero, Florencia Almonacid, Eduardo F. Fernández. (2025). <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2590123025042872" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Research paper Study on the potential of a novel semi-transparent rear concentrator photovoltaic system for agrivoltaics</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/paineis-solares-que-nao-fazem-sombra-a-invencao-espanhola-que-revoluciona-a-convivencia-entre-agricultura-e-energia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os rios perderam os seus guardiões, mas a sua sabedoria continua a ensinar-nos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-rios-perderam-os-seus-guardioes-mas-a-sua-sabedoria-continua-a-ensinar-nos.html</link><pubDate>Fri, 28 Aug 2026 15:29:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Durante décadas, Luís Alves percorreu margens, ribeiras e aldeias do Médio Tejo. Hoje, as suas memórias recuperam um conhecimento que pode ajudar a proteger os cursos de água doce.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-rios-perderam-os-seus-guardioes-mas-a-sua-sabedoria-continua-a-ensinar-nos-1787919445290.jpg" data-image="l6pmd2gpg51p" alt="Luís Alves foi guarda-rios durante 30 anos" title="Luís Alves foi guarda-rios durante 30 anos"><figcaption>Luís Alves foi guarda-rios durante 30 anos, detendo uma sabedoria que ainda hoje pode ser aplicada na proteção dos cursos de água. Foto: gerador.eu</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Antes das tecnologias, sistemas de alerta ou piquetes de emergência, havia quem conhecesse o rio a pé. <strong>Luís Alves</strong> percorreu esse caminho durante três décadas. Agora, aos 81 anos, recorda no livro<em> Memórias</em><em> de um </em><em>Guarda-Rios </em>esses tempos em que atravessou troços do Tejo e das suas ribeiras entre Constância e Belver.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Conhecia as margens, os pescadores, as embarcações, os usos da água e os problemas de cada localidade. Sabia onde era preciso intervir e, tão ou mais importante, onde era melhor não mexer.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A obra, escrita por<strong> João</strong><strong> Monteiro </strong><strong>Serrano </strong>e publicada pela<strong> Associação</strong><strong> Tagus</strong>, recupera a vida e a carreira de um homem cuja profissão desapareceu há quase 30 anos. Mas, ao reconstituir o trabalho de um guarda-rios, acaba também por conservar uma memória de como Portugal vigiava, geria e protegia os seus cursos fluviais.</p><p>A <strong>profissão</strong> tem raízes no século XIX e adquiriu enquadramento legal com o Regulamento para os Serviços Hidráulicos aprovado em <strong>1892</strong>. Em 1995, o Decreto-Lei n.º 143/95 extinguiu a carreira. Parte das funções foi transferida para outras estruturas de conservação e de fiscalização ambiental. O desaparecimento do guarda-rios não significou, porém, que os rios tivessem deixado de precisar de vigilância.</p><h2>Uma profissão feita de rio e de pessoas</h2><p>Na memória de Luís Alves, a fiscalização estava longe de se limitar a procurar infrações. O guarda-rios verificava situações de <strong>poluição</strong> e de <strong>pesca ilegal</strong>, monitorizava os<strong> usos</strong><strong> da água</strong> e resolvia<strong> conflitos</strong> entre quem vivia ou trabalhava junto ao rio. Mais do que levantar autos, recorda, procurava evitar que fosse necessário chegar a esse ponto.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Essa proximidade exigia conhecer as comunidades ribeirinhas quase tão bem quanto a própria água. O guarda-rios sabia quem pescava, quem tinha embarcação, quem captava água e quais os problemas podiam surgir em cada época do ano. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Era uma presença regular, capaz de intervir antes que um conflito entrasse na esfera da infração. A relação com as populações fazia parte da própria fiscalização. E havia também outra dimensão, menos burocrática e muito mais ligada ao comportamento do rio. Antes da <strong>chegada das cheias</strong>, era preciso <strong>preparar os cursos de água</strong>. As pequenas estruturas provisórias de captação tinham de ser desmontadas e os leitos limpos para facilitar o escoamento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-rios-perderam-os-seus-guardioes-mas-a-sua-sabedoria-continua-a-ensinar-nos-1787919724063.jpg" data-image="q9llusqebd8g" alt="Livro e protagonista de Memórias de Um Guarda-Rios" title="Livro e protagonista de Memórias de Um Guarda-Rios"><figcaption>“Memórias de um Guarda-Rios” é uma obra que procura evidenciar a importância de um conhecimento em risco de desaparecer. Imagens: Canva.com e Mediotejo.net</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Mas limpar não significava retirar tudo. A <strong>vegetação das margens</strong>, a chamada maracha, devia ser preservada porque protegia o solo e ajudava a travar a erosão. Quando as águas a destruíam, o trabalho podia passar pela colocação de estacas e outro material vegetal para recuperar a margem.</p><h2>A natureza imprevisível das correntes ribeirinhas</h2><p>Prevenir uma cheia não era transformar o rio numa superfície desimpedida. Era, acima de tudo, conhecer o seu comportamento e<strong> intervir</strong><strong> no momento cert</strong><strong>o</strong>, sem destruir as estruturas naturais que o protegiam.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780893" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/parlamento-europeu-aponta-geres-xures-como-um-dos-territorios-chave-para-recriar-florestas-primarias.html" title="Parlamento Europeu aponta Gerês-Xurés como um dos territórios-chave para recriar florestas primárias">Parlamento Europeu aponta Gerês-Xurés como um dos territórios-chave para recriar florestas primárias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/parlamento-europeu-aponta-geres-xures-como-um-dos-territorios-chave-para-recriar-florestas-primarias.html" title="Parlamento Europeu aponta Gerês-Xurés como um dos territórios-chave para recriar florestas primárias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/parlamento-europeu-aponta-geres-xures-como-um-dos-territorios-chave-para-recriar-florestas-primarias-1785243787133_320.jpg" alt="Parlamento Europeu aponta Gerês-Xurés como um dos territórios-chave para recriar florestas primárias"></a></article></aside><p>É aí que a memória de uma profissão extinta ganha dimensão atual. Proteger um rio continua a exigir o que os antigos guardiões aprenderam ao longo dos anos. Isto é, <strong>observar </strong>primeiro, <strong>conhecer </strong>o território e só depois <strong>decidir </strong>onde intervir.</p><h2>O rio mudou, mas ficou a necessidade de o conhecer </h2><p>Luís Alves não defende simplesmente o regresso à antiga carreira de guarda-rios. O que gostaria de recuperar é aquilo que considera ter sido a sua principal virtude, uma <strong>fiscalização de proximidade</strong>, preventiva e conhecedora do território.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A diferença está na relação quotidiana com as pessoas e com os cursos de água. Um guarda-rios conhecia os problemas antes de se avolumarem e procurava resolvê-los no terreno.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A preocupação ganha outra dimensão num país que enfrenta <strong>secas</strong> mais frequentes, <strong>cheias</strong> repentinas, <strong>incêndios</strong> e alterações profundas nas margens e nos ecossistemas fluviais. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-rios-perderam-os-seus-guardioes-mas-a-sua-sabedoria-continua-a-ensinar-nos-1787919956453.jpg" data-image="2p9pilcq5uyi" alt="Cheias em Alcácer do Sal" title="Cheias em Alcácer do Sal"><figcaption>Prevenir eventos extremos, como as cheias, exige uma relação de proximidade com o rio e comunidades ribeirinhas. Foto: Município de Alcácer do Sal</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Preparar um rio para <strong>acontecimentos extremos</strong> implica conhecer o seu comportamento e perceber como as intervenções humanas alteram a circulação da água, a estabilidade das margens e a <strong>capacidade de recuperação dos habitats</strong>. Essa experiência acumulada, para Luís Alves, não deve se opor, mas integrar-se ao conhecimento técnico e científico. </p><h2>Os novos vigilantes das águas fluviais</h2><p>Décadas depois da extinção da profissão, com o aumento das preocupações ecológicas, alguns municípios começaram, aliás, a promover o <strong>regresso</strong> <strong>desta</strong> <strong>figura</strong> em formatos adaptados.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É o caso do município de Gondomar com o projeto “Guardiões dos Rios”. A autarquia recrutou equipas de vigilantes e sapadores para vigiar os rios Douro, Sousa e a Ribeira da Archeira. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Além da limpeza e da remoção de plantas invasoras, o projeto tem ainda uma vertente de <strong>inclusão social</strong>, envolvendo desempregados, jovens em situação de risco e mulheres com mais de 50 anos afastadas do mercado de trabalho.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763221" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/sensores-que-antecipam-cheias-em-cidades-portuguesas-vao-chegar-a-europa-e-aos-eua.html" title="Sensores que anticipam cheias em cidades portuguesas estão a chegar à Europa e aos EUA">Sensores que anticipam cheias em cidades portuguesas estão a chegar à Europa e aos EUA</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/sensores-que-antecipam-cheias-em-cidades-portuguesas-vao-chegar-a-europa-e-aos-eua.html" title="Sensores que anticipam cheias em cidades portuguesas estão a chegar à Europa e aos EUA"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sensores-que-antecipam-cheias-em-cidades-portuguesas-vao-chegar-a-europa-e-aos-eua-1775829391820_320.jpg" alt="Sensores que anticipam cheias em cidades portuguesas estão a chegar à Europa e aos EUA"></a></article></aside><p> Em Lousada, o <strong>Lousada Guarda Rios</strong> criou patrulhas voluntárias, oferecendo formação em ecologia e boas práticas ambientais. Os participantes tornam-se observadores regulares das linhas de água e ajudam a identificar e reportar problemas às entidades responsáveis.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Na Lourinhã, a associação Lourambi mantém igualmente um projeto de monitorização dos rios Grande e Toxofal, dedicado à deteção de problemas ambientais, ao combate à poluição e à recuperação da vegetação das margens.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>As soluções são variadas, mas têm um princípio comum. A proteção dos rios depende de<strong> comunidades</strong><strong> próximas da água. </strong>É, no fundo, a principal lição deixada pelas memórias de Luís Alves.</p><h2>Ler os sinais para antecipar eventos extremos</h2><p>O guarda-rios desapareceu como profissão, mas o conhecimento que sustentava o seu trabalho continua a ser necessário. <strong>Observar</strong>, <strong>prevenir</strong>, <strong>conhecer</strong> as comunidades, compreender a vegetação das margens e perceber os sinais deixados pela água continuam a ser ferramentas fundamentais para proteger os cursos de água.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O livro de João Monteiro Serrano faz, por isso, mais do que apenas recuperar a biografia de um antigo funcionário dos serviços hidráulicos. Preserva a memória de uma forma de olhar para o rio e recorda-nos que cuidar da água começa muito antes de surgir uma emergência.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O futuro, portanto, não passará obrigatoriamente por recuperar a profissão de guarda-rios. Poderá passar, sim, por recuperar aquilo que sabiam fazer, por conhecer o rio e por agir antes que seja tarde.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="M%C3%A9dioTejo.net" data-year="" data-title="Mem%C3%B3rias%20de%20um%20guarda-rios%20levam%20Lu%C3%ADs%20Alves%20da%20hist%C3%B3ria%20do%20Tejo%20%C3%A0%20defesa%20da%20Ribeira%20de%20Alcolobre" data-url="https%3A%2F%2Fmediotejo.net%2Fmemorias-de-um-guarda-rios-levam-luis-alves-da-historia-do-tejo-a-defesa-da-ribeira-de-alcolobre%2F">MédioTejo.net. <a href="https://mediotejo.net/memorias-de-um-guarda-rios-levam-luis-alves-da-historia-do-tejo-a-defesa-da-ribeira-de-alcolobre/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Memórias de um guarda-rios levam Luís Alves da história do Tejo à defesa da Ribeira de Alcolobre</a>.</cite><br><cite data-author="Munic%C3%ADpio%20de%20Gondomar" data-year="" data-title="Programa%20Guardi%C3%B5es%20dos%20Rios" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cm-gondomar.pt%2Fatividade-municipal%2Fambiente%2Fquinta-do-passal%2Fguardioes-dos-rios%2F">Município de Gondomar. <a href="https://www.cm-gondomar.pt/atividade-municipal/ambiente/quinta-do-passal/guardioes-dos-rios/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Programa Guardiões dos Rios</a>.</cite><br><cite data-author="Munic%C3%ADpio%20de%20Lousada" data-year="" data-title="Programa%20Lousada%20Guarda%20Rios" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cm-lousada.pt%2Fp%2Flousadaguardarios">Município de Lousada. <a href="https://www.cm-lousada.pt/p/lousadaguardarios" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Programa Lousada Guarda Rios</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-rios-perderam-os-seus-guardioes-mas-a-sua-sabedoria-continua-a-ensinar-nos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuva e vento marcam os próximos dias nos Açores e Madeira: a previsão até quarta-feira, 2 de setembro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-e-vento-marcam-os-proximos-dias-nos-acores-e-madeira-a-previsao-ate-quarta-feira-2-de-setembro.html</link><pubDate>Fri, 28 Aug 2026 14:54:41 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A passagem de perturbações atlânticas irá condicionar o tempo nos Açores nos próximos dias, com chuva e algum vento, enquanto na Madeira a precipitação será mais irregular, concentrando-se sobretudo nas vertentes norte e nas terras altas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb1nmee"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb1nmee.jpg" id="xb1nmee"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Até quarta-feira, 2 de setembro, os Açores e a Madeira terão uma evolução distinta do estado do tempo. Enquanto nos <strong>Açores a passagem de perturbações atlânticas favorecerá maior instabilidade</strong>, chuva e algum reforço do vento, na Madeira a precipitação será mais irregular e condicionada pelo relevo.</p><h2>Açores: instabilidade aumenta durante o fim de semana</h2><p>Nos Açores, a influência anticiclónica deverá favorecer, na sexta-feira, maior estabilidade atmosférica, com precipitação pouco significativa. A situação começa a alterar-se no sábado, à medida que <strong>o anticiclone perde influência e o arquipélago fica mais exposto à passagem de perturbações atlânticas</strong>, aumentando a nebulosidade, a precipitação e o vento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-e-vento-marcam-os-proximos-dias-nos-acores-e-madeira-a-previsao-ate-quarta-feira-2-de-setembro-1787926619708.jpg" data-image="sjm5ub0lntgx"><figcaption>Na manhã de domingo, uma faixa de nebulosidade e precipitação mais organizada aproxima-se do Grupo Ocidental dos Açores, associada à passagem de uma depressão a norte do arquipélago.</figcaption></figure><p>As primeiras mudanças deverão sentir-se no Grupo Ocidental, onde Flores e Corvo poderão registar períodos de chuva no sábado, com rajadas próximas dos 45 km/h. <strong>No domingo, a precipitação torna-se mais frequente e estende-se ao Grupo Central e a São Miguel</strong>, sobretudo sob a forma de aguaceiros irregulares.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-e-vento-marcam-os-proximos-dias-nos-acores-e-madeira-a-previsao-ate-quarta-feira-2-de-setembro-1787926522991.jpg" data-image="jmdsfma3ge2x"><figcaption>Até quarta-feira, dia 2, os acumulados de precipitação nos Açores deverão ser mais expressivos no Grupo Ocidental.</figcaption></figure><p><strong>A instabilidade prolonga-se pelo início da próxima semana.</strong> Até quarta-feira, a ilha das Flores pode acumular até 24 mm, a ilha do Faial poderá contar com cerca de 15 mm, Corvo cerca de 14 mm, São Jorge e Terceira 9 a 10 mm e São Miguel 6 a 8 mm. Santa Maria será menos afetada, com cerca de 2 mm. Na segunda-feira, as rajadas poderão superar 40 km/h nos grupos Ocidental e Central. <strong>As máximas deverão subir ligeiramente, variando entre 24 e 29 ºC</strong>, com Flores e Terceira a atingirem os valores mais elevados.</p><h2>Madeira: aguaceiros no norte e terras altas, com períodos mais secos</h2><p>Na Madeira, esta sexta-feira será marcada por maior nebulosidade e aguaceiros fracos, frequentes na vertente norte e nas terras altas, enquanto a vertente sul deverá beneficiar de abertas. O vento soprará de nordeste, com rajadas próximas dos 40 km/h nos extremos leste e oeste. <strong>As máximas deverão atingir 26 ºC no Funchal e 27 ºC em Porto Santo.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-e-vento-marcam-os-proximos-dias-nos-acores-e-madeira-a-previsao-ate-quarta-feira-2-de-setembro-1787926739006.jpg" data-image="2rvt7hqnyxr9"><figcaption>Na madrugada de sábado, dia 29, os aguaceiros fracos deverão concentrar-se na vertente norte e nas terras altas da Madeira, com valores próximos de 0,3 a 0,4 mm em São Vicente, Santana e Nuns Valley, enquanto a vertente sul se mantém livre de precipitação.</figcaption></figure><p>No sábado mantém-se a possibilidade de aguaceiros fracos no norte e nas zonas montanhosas. <strong>No domingo, a precipitação perde expressão, favorecendo períodos mais prolongados de tempo seco.</strong> O vento deverá enfraquecer durante a madrugada e voltar a intensificar-se à tarde, com rajadas próximas dos 40 km/h nas zonas mais expostas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785973" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-primeiros-dias-de-setembro-anticiclone-reaparece-calor-ganha-forca-e-maximas-podem-superar-os-35-c.html" title="Tempo nos primeiros dias de setembro: anticiclone “reaparece”, calor ganha força e máximas podem superar os 35 ºC">Tempo nos primeiros dias de setembro: anticiclone “reaparece”, calor ganha força e máximas podem superar os 35 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-primeiros-dias-de-setembro-anticiclone-reaparece-calor-ganha-forca-e-maximas-podem-superar-os-35-c.html" title="Tempo nos primeiros dias de setembro: anticiclone “reaparece”, calor ganha força e máximas podem superar os 35 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-nos-primeiros-dias-de-setembro-anticiclone-reaparece-calor-ganha-forca-e-maximas-podem-superar-os-35-c-1787919923846_320.jpg" alt="Tempo nos primeiros dias de setembro: anticiclone “reaparece”, calor ganha força e máximas podem superar os 35 ºC"></a></article></aside><br><strong>Na segunda-feira poderá regressar alguma precipitação</strong>, sobretudo no norte e nas terras altas. Até quarta-feira, os acumulados poderão aproximar-se dos 11 mm em São Vicente e 8 mm em Santana, ficando entre 1 e 4 mm em vários pontos da costa sul. Terça-feira será predominantemente seca, enquanto quarta-feira poderá trazer chuva fraca e localizada. As temperaturas deverão variar pouco, com <strong>máximas geralmente entre 26 e 27 ºC.</strong>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-e-vento-marcam-os-proximos-dias-nos-acores-e-madeira-a-previsao-ate-quarta-feira-2-de-setembro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo nos primeiros dias de setembro: anticiclone “reaparece”, calor ganha força e máximas podem superar os 35 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-primeiros-dias-de-setembro-anticiclone-reaparece-calor-ganha-forca-e-maximas-podem-superar-os-35-c.html</link><pubDate>Fri, 28 Aug 2026 13:39:37 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Chuva e frescura despedem-se de Portugal. Reta final de agosto e primeiros dias de setembro com tempo estável, seco, predominantemente soalheiro e subida gradual das temperaturas. Há zonas onde já se antecipam máximas iguais ou superiores a 35 ºC.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb1mnh6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb1mnh6.jpg" id="xb1mnh6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Após o tempo substancialmente mais fresco e chuvoso do que o normal para as datas - o que fez da reta final de agosto um período meteorológico bastante atípico -, prevê-se uma <strong>alteração mais evidente das condições meteorológicas em geral e das temperaturas em particular</strong> já ao longo do fim de semana de 29 e 30 de agosto.</p><h2>Fim de semana de 29 e 30 de agosto com subida térmica gradual, sobretudo no Centro e Sul</h2><p>Espera-se que sábado (29) e domingo (30) sejam substancialmente mais secos, à medida que a influência das baixas pressões diminui e a região anticiclónica ganha progressivamente maior influência sobre Portugal continental. <strong>No sábado (29), a recuperação térmica começará a tornar-se percetível, sobretudo no Centro e Sul</strong>.</p><p>No entanto, manter-se-á um<strong> contraste importante entre o Norte, mais fresco, e as regiões meridionais, mais quentes</strong>, diferença que deverá ser particularmente evidente entre o litoral e o interior e que será também modulada pelo sistema montanhoso Montejunto-Estrela.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-nos-primeiros-dias-de-setembro-anticiclone-reaparece-calor-ganha-forca-e-maximas-podem-superar-os-35-c-1787917850071.jpg" data-image="pebanraf5zp1"><figcaption>Domingo, 30 de agosto, com um contraste térmico importante nas regiões a norte e a sul do sistema montanhoso Montejunto-Estrela.</figcaption></figure><p>Para domingo (30) o contraste térmico continuará bastante evidente. Segundo os mapas de referência da Meteored, <strong>Porto, Braga, Coimbra e Lisboa deverão registar máximas entre 22 e 28 ºC</strong>, enquanto a sul do Tejo o calor poderá impor-se com mais intensidade.</p><p>No interior do Alentejo e em zonas fronteiriças com Espanha - especialmente no distrito de Beja (Baixo Alentejo) - mas também no Sotavento Algarvio (metade oriental do distrito de Faro), <strong>os termómetros poderão subir de forma significativa face aos valores dos últimos dias, com máximas localmente a rondar os 33/34 ºC</strong>.</p><h2>Ligeira e gradual recuperação térmica entre 31 de agosto e 2 de setembro</h2><p><strong>A tendência para um tempo estável irá prolongar-se ao entrarmos em setembro</strong>. A configuração sinóptica prevista revela o anticiclone dos Açores numa posição favorável à estabilidade atmosférica sobre Portugal continental, dificultando a aproximação das depressões e respetivos sistemas frontais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-nos-primeiros-dias-de-setembro-anticiclone-reaparece-calor-ganha-forca-e-maximas-podem-superar-os-35-c-1787917897087.jpg" data-image="j8mhvs3yw40j"><figcaption>Uma extensão geográfica cada vez mais significativa será abrangida pela recuperação das temperaturas, tal como se vê neste mapa de previsão para quarta-feira, 2 de setembro.</figcaption></figure><p>Isto não significa necessariamente céu completamente limpo em todo o país, podendo existir nebulosidade temporária, mais provável no Norte e Centro, sobretudo junto ao litoral. Neste momento não se vislumbram sinais de precipitação significativa para os primeiros 5 dias de setembro.</p><p>Adicionalmente, as temperaturas máximas poderão baixar ligeiramente junto ao litoral nos dias 31 de agosto e 1 de setembro (cerca de 1 ºC), enquanto no interior Centro e Sul deverão manter-se semelhantes ou subir ligeiramente. <strong>Para quarta-feira (2) o ECMWF, modelo de maior confiança da Meteored, aponta para um subida mais evidente</strong>, com várias capitais distritais do Centro e Sul a atingir ou superar os 30 ºC.</p><h2>A partir de quinta, 3 de setembro, prevê-se uma subida mais acentuada e generalizada das temperaturas</h2><p><strong>É a partir de quinta-feira (3), e possivelmente até sábado (5), que se observa uma tendência para uma subida mais evidente das temperaturas</strong>, não só na intensidade prevista, como também na área geográfica abrangida.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-nos-primeiros-dias-de-setembro-anticiclone-reaparece-calor-ganha-forca-e-maximas-podem-superar-os-35-c-1787917883173.jpg" data-image="i0mgl0l32a6d"><figcaption>A partir de quinta-feira, 3 de setembro, poderá ocorrer uma nova subida das temperaturas, ainda mais significativa e generalizada em Portugal continental, devido à chegada de ar tropical continental (quente e seco) e ao próprio reforço da depressão térmica sobre a Península Ibérica.</figcaption></figure><p><strong>O interior Centro e a Região Sul irão continuar a destacar-se pelos valores mais elevados, com máximas entre 32 e 36 ºC, e possibilidade de alguns locais alcançarem os 38 ºC</strong>. Nessa ocasião, porém, o Norte e o litoral Centro também deverão acompanhar a subida dos termómetros, podendo atingir ou superar ligeiramente os 30 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785955" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-o-ultimo-fim-de-semana-de-agosto-temperaturas-sobem-e-estas-2-cidades-voltam-a-ultrapassar-os-30-c.html" title="Tempo para o último fim de semana de agosto: temperaturas sobem e estas 2 cidades voltam a ultrapassar os 30 ºC">Tempo para o último fim de semana de agosto: temperaturas sobem e estas 2 cidades voltam a ultrapassar os 30 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-o-ultimo-fim-de-semana-de-agosto-temperaturas-sobem-e-estas-2-cidades-voltam-a-ultrapassar-os-30-c.html" title="Tempo para o último fim de semana de agosto: temperaturas sobem e estas 2 cidades voltam a ultrapassar os 30 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-para-o-ultimo-fim-de-semana-de-agosto-temperaturas-sobem-e-estas-2-cidades-voltam-a-ultrapassar-os-30-c-1787911473533_320.jpg" alt="Tempo para o último fim de semana de agosto: temperaturas sobem e estas 2 cidades voltam a ultrapassar os 30 ºC"></a></article></aside><p>Esta mudança no panorama meteorológico dever-se-á não só à consolidação da influência das altas pressões, mas também à circulação de uma <strong>massa de ar gradualmente mais quente sobre a Península Ibérica</strong>.</p><p>Apesar disto, os mapas atualmente disponíveis não sugerem um episódio de calor extremo à escala nacional. O que se vislumbra nos cenários, isso sim, é um <strong>episódio de calor moderado</strong>, sendo mais persistente e expressivo no interior Centro e na região Sul, com destaque para a <strong>Beira Baixa, Ribatejo, Alentejo e Sotavento Algarvio</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-primeiros-dias-de-setembro-anticiclone-reaparece-calor-ganha-forca-e-maximas-podem-superar-os-35-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um "tsunami de terra": como a ruptura de um lago glaciar arrasou uma aldeia inteira no Nepal; especialistas explicam]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-tsunami-de-terra-como-a-ruptura-de-um-lago-glaciar-arrasou-uma-aldeia-inteira-no-nepal-especialistas-explicam.html</link><pubDate>Fri, 28 Aug 2026 12:05:09 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Uma gigantesca avalanche de gelo, rochas, lama e água desceu por um vale dos Himalaias e provocou uma inundação devastadora. As primeiras análises apontam para o colapso de um glaciar num contexto de crescente instabilidade das montanhas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-tsunami-de-tierra-como-la-ruptura-de-un-lago-glaciar-arraso-un-pueblo-entero-en-nepal-expertos-explican-1787871802067.jpg" data-image="y7apdv2m31oe" alt="Nepal sufrió una devastadora inundación tras el colapso de un glaciar, un fenómeno que expone la creciente vulnerabilidad del Himalaya." title="Nepal sufrió una devastadora inundación tras el colapso de un glaciar, un fenómeno que expone la creciente vulnerabilidad del Himalaya."><figcaption>O Nepal sofreu uma inundação devastadora na sequência do colapso de um glaciar, um fenómeno que põe em evidência a crescente vulnerabilidade dos Himalaias. Crédito: AFP/Getty.</figcaption></figure><p>Uma enorme massa de água, gelo, lama e rochas desceu a toda a velocidade ao longo de mais de 170 quilómetros pelo vale do rio Bhote Koshi, no Nepal, <strong>deixando um rasto de destruição</strong>. O fenómeno arrasou casas, estradas, pontes e infraestruturas e apanhou de surpresa as populações da região, que praticamente não tiveram tempo para reagir.</p><div class="texto-destacado">A tragédia, ocorrida na quarta-feira, 26 de agosto, <strong>deixou centenas de mortos e desaparecidos, enquanto prosseguem os trabalhos de busca e salvamento</strong>. O Governo do Nepal informou nesta quinta-feira que já tinham sido recuperados 175 corpos e que 624 pessoas de 32 países continuavam como desaparecidas, embora os números ainda possam sofrer alterações.</div><p>Mas por trás da magnitude da catástrofe surge uma questão que preocupa cada vez mais os cientistas: <strong>o que acontece quando o aquecimento dos Himalaias começa a alterar não só os glaciares, mas também as próprias montanhas que os sustentam?</strong></p><h2>Uma avalanche que parecia um terramoto</h2><p>As primeiras imagens mostram uma verdadeira parede de sedimentos a avançar pelo vale. <strong>A avalanche arrastou gelo, água, rochas, árvores e terra </strong>a uma velocidade e com uma energia extraordinárias.</p><p>O movimento foi tão violento que, <strong>inicialmente, foi interpretado como um terramoto</strong>. No entanto, os registos sísmicos corresponderam, na realidade, à energia libertada pelo colapso do gelo e da rocha e pelo subsequente deslocamento da massa de detritos.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">the most terrifying video compilation from the flooding in Nepal. Hollywood could never recreate the destruction of such an event God have mercy <a href="https://t.co/QCQ5jlwNUM">pic.twitter.com/QCQ5jlwNUM</a></p>— Kimberly Joy (@xkimjoyx) <a href="https://x.com/xkimjoyx/status/2092730714974310822?ref_src=twsrc%5Etfw">August 26, 2026</a></blockquote></figure><p>A análise de imagens de satélite sugere que <strong>uma parte significativa de um glaciar situado a grande altitude se desprendeu e caiu sobre o vale</strong>, desencadeando uma gigantesca avalanche de gelo e rocha. A massa acabou por alimentar uma cheia repentina que avançou rio abaixo.</p><p>Quando atingiu Gyirong Port, na fronteira entre o Nepal e a China, a frente de sedimentos comportava-se praticamente como um <strong>tsunami de terra</strong>. Algumas estimativas iniciais situaram a sua altura em cerca de 30 metros.</p><h2>O papel do aquecimento dos Himalaias</h2><p>Levan Tielidze, investigador associado em geomorfologia glacial da Universidade de Monash, analisa a catástrofe num artigo publicado pela <em>The Conversation</em>. Segundo explica o especialista, o recuo acelerado dos glaciares observado em várias regiões do planeta é acompanhado por um <strong>aumento dos riscos associados a estes ambientes de montanha</strong>.</p><p>Isso não significa que <strong>as alterações climáticas possam ser apontadas, por si só, como a causa direta desta tragédia</strong>. A investigação sobre a origem exata do colapso continua. Mas há um contexto que é difícil de ignorar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785840" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nepal-enfrenta-inundacoes-devastadoras-terramoto-avalanche-barragem-natural-e-glaciar-estao-a-ser-investigados.html" title="Nepal enfrenta inunda��ões devastadoras: terramoto, avalanche, barragem natural e glaciar estão a ser investigados">Nepal enfrenta inunda��ões devastadoras: terramoto, avalanche, barragem natural e glaciar estão a ser investigados</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nepal-enfrenta-inundacoes-devastadoras-terramoto-avalanche-barragem-natural-e-glaciar-estao-a-ser-investigados.html" title="Nepal enfrenta inunda��ões devastadoras: terramoto, avalanche, barragem natural e glaciar estão a ser investigados"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nepal-bajo-el-agua-una-avalancha-de-hielo-habria-desatado-la-inundacion-que-arraso-rasuwa-1787768487800_320.jpg" alt="Nepal enfrenta inunda��ões devastadoras: terramoto, avalanche, barragem natural e glaciar estão a ser investigados"></a></article></aside><p><strong>Os glaciares dos Himalaias estão a perder gelo e as temperaturas elevadas também afetam o permafrost</strong>, ou seja, o solo permanentemente congelado que contém gelo, rochas e sedimentos.</p><p>Quando esse solo começa a descongelar,<strong> perde parte da capacidade que tinha para manter os materiais unidos</strong>. Em encostas muito íngremes, isto pode favorecer desprendimentos de rochas, deslizamentos e avalanches.</p><p>Assim, uma montanha que durante séculos permaneceu estabilizada pelo gelo <strong>pode tornar-se progressivamente mais vulnerável</strong>.</p><h2>Não é apenas uma ameaça de inundações</h2><p><strong>Os desastres associados ao recuo dos glaciares podem assumir diversas formas</strong>. Em alguns casos, ocorrem inundações repentinas devido ao colapso de lagos glaciares, conhecidos como GLOF, quando a água acumulada atrás de uma barreira de gelo, rocha ou sedimentos consegue escapar violentamente.</p><p>No entanto, as primeiras análises do desastre no Nepal apontam para outro mecanismo: um <strong>deslizamento de gelo e rocha terá afetado diretamente um glaciar e desencadeado o seu colapso</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-tsunami-de-tierra-como-la-ruptura-de-un-lago-glaciar-arraso-un-pueblo-entero-en-nepal-expertos-explican-1787872167406.jpg" data-image="4ij4uaqvheij" alt="El retroceso acelerado de los glaciares está acompañado por un aumento de los riesgos asociados a estos ambientes de montaña." title="El retroceso acelerado de los glaciares está acompañado por un aumento de los riesgos asociados a estos ambientes de montaña."><figcaption>O recuo acelerado dos glaciares é acompanhado por um aumento dos riscos associados a estes ambientes de montanha.</figcaption></figure><p>Não se trata de um fenómeno isolado. Em 2025, o desprendimento de um glaciar provocou um enorme fluxo de detritos que destruiu parte da localidade suíça de Blatten. Um ano antes, <strong>o Nepal tinha sofrido outra inundação devastadora na mesma região</strong>.</p><p>O episódio atual, devido à sua magnitude, volta a chamar a atenção para a <strong>crescente vulnerabilidade das regiões de alta montanha</strong>.</p><h2>O alerta precoce pode salvar vidas</h2><p>É extremamente difícil prever com exatidão quando uma geleira irá desmoronar. No entanto, isso <strong>não significa que não existam ferramentas para reduzir o impacto</strong>.</p><p>Os <strong>sistemas de alerta precoce</strong> capazes de monitorizar o nível dos rios, os movimentos sísmicos, as precipitações intensas e outros indicadores podem proporcionar <strong>minutos cruciais para a evacuação das populações</strong>.</p><p>Um exemplo ocorreu na Suíça, onde um sistema de monitorização <strong>permitiu alertar com antecedência </strong>sobre o colapso de um glaciar e evacuar os habitantes de uma zona ameaçada.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Aerial videos show the land turned into a brown river of death. <br><br>People running for their lives. Many already feared dead. Hundreds still missing. <br>One moment quiet. Next moment everything washed away.<br>Nature hit hard today. Stay safe. Thoughts with everyone in <a href="https://x.com/hashtag/Nepal?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Nepal</a> . <a href="https://t.co/cDUn9fnvmi">pic.twitter.com/cDUn9fnvmi</a></p>— 𝑼𝒏𝒄𝒆𝒏𝒔𝒐𝒓𝒆𝒅 𝑴𝒆 (@Nation_First_X) <a href="https://x.com/Nation_First_X/status/2092621176921006196?ref_src=twsrc%5Etfw">August 26, 2026</a></blockquote></figure><p>O desafio é particularmente grande nos países em desenvolvimento, onde a instalação e a manutenção de redes de observação em territórios montanhosos <strong>são dispendiosas</strong>. O Nepal já dispõe de novos fundos internacionais destinados a melhorar a monitorização dos riscos associados às inundações glaciares.</p><p>Além disso, o problema vai além da segurança das populações locais. Os glaciares do Himalaia alimentam grandes rios da Ásia, dos quais dependem milhares de milhões de pessoas. A curto prazo, um maior derretimento pode aumentar os caudais e favorecer algumas inundações. No entanto, <strong>se os glaciares continuarem a diminuir, o seu contributo de água poderá diminuir durante as estações secas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="423062" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-degelo-do-permafrost-tem-consequencias-graves-nos-himalaias-aquecimento.html" title="O degelo do permafrost tem consequências graves nos Himalaias">O degelo do permafrost tem consequências graves nos Himalaias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-degelo-do-permafrost-tem-consequencias-graves-nos-himalaias-aquecimento.html" title="O degelo do permafrost tem consequências graves nos Himalaias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-degelo-do-permafrost-tem-consequencias-graves-nos-himalaias-1656366343492_320.jpg" alt="O degelo do permafrost tem consequências graves nos Himalaias"></a></article></aside><p>A tragédia no Nepal revela, assim, um paradoxo cada vez mais evidente: o aquecimento global pode gerar mais água e mais riscos a curto prazo, mas também <strong>comprometer as reservas de água congelada que sustentam grande parte da Ásia</strong>.</p><p>Reduzir as emissões de gases com efeito de estufa não impedirá todos os deslizamentos nem todas as inundações. Mas, juntamente com um melhor monitorização das montanhas e sistemas de alerta mais eficazes, pode oferecer algo que faltou de forma dramática no Nepal:<strong> tempo para fugir</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-tsunami-de-terra-como-a-ruptura-de-um-lago-glaciar-arrasou-uma-aldeia-inteira-no-nepal-especialistas-explicam.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo para o último fim de semana de agosto: temperaturas sobem e estas 2 cidades voltam a ultrapassar os 30 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-o-ultimo-fim-de-semana-de-agosto-temperaturas-sobem-e-estas-2-cidades-voltam-a-ultrapassar-os-30-c.html</link><pubDate>Fri, 28 Aug 2026 10:27:06 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal Continental vai registar uma subida dos valores de temperatura durante o último fim de semana de agosto. Saiba quais as cidades mais quentes.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb1ksam"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb1ksam.jpg" id="xb1ksam"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O dia de hoje, sexta-feira, amanheceu <strong>cinzento em boa parte das regiões Norte e Centro</strong>, com o noroeste a poder contar com chuva fraca e persistente ao longo das próximas horas.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>As temperaturas máximas esperadas para este dia deverão manter-se entre os 19 ºC na Guarda e os 27 ºC em Beja. Em <strong>Mora, no distrito de Évora, poderão registar-se até 30 ºC</strong>.</p><h2>Sábado termómetros sobem no interior e sul do país</h2><p>Para amanhã, sábado, espera-se uma <strong>dissipação generalizada da nebulosidade</strong>, devendo alguma persistir no noroeste do país, com previsão de chuva fraca associada, que deverá ocorrer entre as 17h e as 21h. No entanto, para o restante território, espera-se um dia seco e soalheiro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-para-o-ultimo-fim-de-semana-de-agosto-temperaturas-sobem-e-estas-2-cidades-voltam-a-ultrapassar-os-30-c-1787911473533.jpg" data-image="2rxk4ci8esk9" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Entre sábado e domingo, as temperaturas máximas voltam a ultrapassar os 30 ºC em vários locais do interior e Sul do país. Castelo Branco e Beja poderão ser as capitais distritais mais quentes deste período.</figcaption></figure><p>Com isto, <strong>as temperaturas deverão subir ligeiramente</strong>, especialmente ao longo da faixa interior e no Sul do país, onde valores iguais ou superiores a 30 ºC poderão surgir. Beja poderá ser a única capital de distrito a registar 30 ºC, mas localmente, tanto no Baixo Alentejo, como no Algarve, Beira Baixa e até mesmo no Vale do Douro, este valor deverá ser facilmente alcançado ou ultrapassado.</p><h2>No domingo, os valores voltam a subir e há duas cidades que se destacam</h2><p>Apesar de se esperar <strong>ocorrência de chuva na madrugada de domingo </strong>no noroeste do país, que se deverá estender até algumas cidades da região Centro, esta precipitação deverá dissipar-se a meio da tarde, dando lugar a um resto de dia seco e soalheiro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-para-o-ultimo-fim-de-semana-de-agosto-temperaturas-sobem-e-estas-2-cidades-voltam-a-ultrapassar-os-30-c-1787912432091.jpg" data-image="x5hpljy4qqjo" alt="chuva prevista" title="chuva prevista"><figcaption>No domingo não se descarta a possibilidade de ocorrência de chuva fraca em vários locais do Norte e Centro.</figcaption></figure><p>Em <strong>relação às temperaturas, espera-se um novo e ligeiro aumento das mesmas</strong>, nas mesmas regiões. As únicas capitais de distrito a poderem alcançar ou ultrapassar os 30 ºC são Castelo Branco e Beja. Contudo, locais como o Baixo Alentejo e Algarve poderão contar com temperaturas máximas até 33 ºC, enquanto na Beira Baixa estes valores poderão chegar aos 32 ºC e no Vale do Douro esperam-se até 30 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785797" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-sexta-28-e-domingo-30-ar-polar-abandona-portugal-e-as-temperaturas-recuperam-para-maximas-ate-34-c.html" title="Entre sexta 28 e domingo 30: ar polar abandona Portugal e as temperaturas recuperam para máximas até 34 ºC">Entre sexta 28 e domingo 30: ar polar abandona Portugal e as temperaturas recuperam para máximas até 34 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-sexta-28-e-domingo-30-ar-polar-abandona-portugal-e-as-temperaturas-recuperam-para-maximas-ate-34-c.html" title="Entre sexta 28 e domingo 30: ar polar abandona Portugal e as temperaturas recuperam para máximas até 34 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fenomeno-entre-sexta-28-e-domingo-30-ar-polar-abandona-portugal-e-as-temperaturas-recuperam-para-maximas-ate-34-c-1787833683503_320.png" alt="Entre sexta 28 e domingo 30: ar polar abandona Portugal e as temperaturas recuperam para máximas até 34 ºC"></a></article></aside><p>Nos dias seguintes, esta tendência de subida deverá manter-se e poderá alcançar as cidades do litoral. Quanto à precipitação, é expectável que após domingo, a mesma se mantenha afastada do continente, podendo tudo isto resultar numa <strong>primeira semana de setembro seca e quente</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-o-ultimo-fim-de-semana-de-agosto-temperaturas-sobem-e-estas-2-cidades-voltam-a-ultrapassar-os-30-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Saiba a que conclusões chegou um estudo científico que avaliou calor extremo por hora e não por indicador diário]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/saiba-a-que-conclusoes-chegou-um-estudo-cientifico-que-avaliou-calor-extremo-por-hora-e-nao-por-indicador-diario.html</link><pubDate>Fri, 28 Aug 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma das consequências mais óbvias das alterações climáticas é o facto do aquecimento global estar a provocar condições meteorológicas de calor extremo cada vez mais frequentes no globo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-a-que-conclusoes-chegou-um-estudo-cientifico-que-avaliou-calor-extremo-por-hora-e-nao-por-indicador-diario-1787424071168.jpg" data-image="uhkshguabw2p" alt="Calor extremo" title="Calor extremo"><figcaption>Uma preocupação constante, calor extremo a aumentar de frequência.</figcaption></figure><p>No entanto, utilizar outros indicadores para analisar a forma como estudamos o calor extremo pode ajudar os cientistas a abordá-lo de uma perspetiva diferente, que poderá ser benéfico nas ações de mitigação.</p><h2>Análise do calor extremo por hora em vez de indicadores diários da temperatura </h2><p>Um estudo científico, publicado recentemente na <strong><em>Nature Climate Change</em></strong>, em vez de analisar indicadores diários, tentou decompor os <strong>fenómenos de calor extremo ao nível horário</strong>, o que revela alguns pormenores interessantes.</p><div class="texto-destacado"><strong>Os resultados mostram que as avaliações horárias podem identificar a exposição ao calor que passa despercebida nas métricas diárias e poderão contribuir para uma gestão mais eficaz dos riscos associados ao calor e para um planeamento mais eficaz da saúde pública.</strong></div><p>Ao examinar as <strong>condições de temperatura numa escala horária</strong>, os investigadores revelam uma forma mais contínua e extensa de exposição ao calor.</p><p>Neste estudo, Xiaoping Liu e os seus colegas analisaram dados globais por hora, que combinam observações meteorológicas e estimativas de modelos, relativos <strong>ao período de 1981 a 2023</strong>, e associaram-nos a projeções climáticas futuras até ao final do século XXI. </p><p>A análise centra-se nos <strong>extremos de calor por hora</strong>, durante o verão e avalia tanto a ocorrência destes eventos como o número de pessoas a eles expostas.</p><p>Durante esse período, os autores estimaram que as áreas terrestres globais registam, em média, cerca de <strong>269 horas de calor extremo em cada verão</strong>. Foi definido um evento de calor por hora como uma temperatura que excede o percentil 90 em relação a essa hora durante o período de referência de 1981–2010.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-a-que-conclusoes-chegou-um-estudo-cientifico-que-avaliou-calor-extremo-por-hora-e-nao-por-indicador-diario-1787424242787.jpg" data-image="f8ywse4vubth" alt="Calor no globo" title="Calor no globo"><figcaption>Registou-se um aumento de calor extremo por hora e por década em mais de 80% da superfície do globo.</figcaption></figure><p><strong>Mais de 80% das áreas terrestres globais registaram um aumento do calor extremo</strong>, com uma média de 62 horas adicionais por década entre 1981 e 2023. Verificou-se também que 28% destes eventos ocorreram em dias não identificados como de calor extremo pelas métricas diárias.</p><div class="texto-destacado">Num cenário de emissões elevadas, os autores preveem que, entre 2070 e 2099, cada dia quente poderá incluir mais de quatro horas quentes adicionais, em comparação com os níveis atuais (2001–2023), que provavelmente passariam despercebidas pelas medições diárias. </div><p>Além disso, os autores também concluíram que ocorrerão <strong>mais três horas de calor em dias não quentes</strong>.</p><h2>Impactos desiguais entre países, grupos de rendimento e gerações</h2><p>As conclusões revelam também uma acentuada divisão económica. Os países de rendimento baixo e médio, que representam mais de três quartos da exposição humana, tanto atual como projetada, <strong>irão ficar expostos a mais picos de calor por hora</strong>. </p><p>Muitos destes países estão localizados em regiões onde se prevê um aquecimento rápido, ao mesmo tempo que dispõem de menos recursos para mitigação do calor, tais como, ar condicionado, habitações resilientes, eletricidade fiável, centros públicos de refrigeração e sistemas de saúde de emergência.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-a-que-conclusoes-chegou-um-estudo-cientifico-que-avaliou-calor-extremo-por-hora-e-nao-por-indicador-diario-1787424407912.jpg" data-image="cvmlhjc66bs8" alt="Calor extremo em África" title="Calor extremo em África"><figcaption>Os países mais vulneráveis ficarão no futuro expostos a mais horas de calor extremo.</figcaption></figure><p>Os trabalhadores ao ar livre e as pessoas que vivem em aglomerados urbanos densamente povoados podem enfrentar uma exposição particularmente intensa. A mensagem central do estudo aplica-se tanto a ambientes rurais como urbanos.</p><div class="texto-destacado"><strong>O estudo conclui que os extremos de calor por hora estão a surgir em todas as regiões do mundo e que o impacto se distribui de forma profundamente desigual entre países, grupos de rendimento e gerações.</strong></div><p>A exposição ao calor também não se distribui de forma igual entre as gerações. Prevê-se que as gerações sucessivas venham a enfrentar um número substancialmente maior de picos de calor por hora ao longo das suas vidas do que as pessoas nascidas no início do século.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770213" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-alteracoes-climaticas-obrigam-familias-a-separarem-se-quem-decide-quem-migra-e-quem-fica-nos-ambientes-extremos.html" title="As alterações climáticas obrigam famílias a separarem-se: quem decide quem migra e quem fica nos ambientes extremos?">As alterações climáticas obrigam famílias a separarem-se: quem decide quem migra e quem fica nos ambientes extremos?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-alteracoes-climaticas-obrigam-familias-a-separarem-se-quem-decide-quem-migra-e-quem-fica-nos-ambientes-extremos.html" title="As alterações climáticas obrigam famílias a separarem-se: quem decide quem migra e quem fica nos ambientes extremos?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-alteracoes-climaticas-obrigam-familias-a-separarem-se-quem-decide-quem-migra-e-quem-fica-nos-ambientes-extremos-1779468646747_320.jpg" alt="As alterações climáticas obrigam famílias a separarem-se: quem decide quem migra e quem fica nos ambientes extremos?"></a></article></aside><p>De acordo com os autores do estudo, <strong>há necessidade urgente de avaliações de risco à escala horária e a investigação futura deve centrar-se nos mecanismos que causam extremos de calor por hora, tais como picos de calor ou eventos de calor repentino</strong>.</p><p>Uma melhor compreensão dos eventos de calor de curta duração, numa escala horária, poderá melhorar os sistemas de alerta precoce, as avaliações de riscos para a saúde e a adaptação a um clima em aquecimento.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Liao%2C%20W.%2C%20Zhang%2C%20X.%2C%20Liu%2C%20X.%2C%20Luo%2C%20M.%2C%20Chen%2C%20Y.%2C%20Chan%2C%20D.%20et.%20al." data-year="2026" data-title="Globally%20and%20intergenerationally%20unequal%20exposure%20to%20hourly%20heat%20extremes" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41558-026-02724-8">Liao, W., Zhang, X., Liu, X., Luo, M., Chen, Y., Chan, D. et. al.. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41558-026-02724-8" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Globally and intergenerationally unequal exposure to hourly heat extremes</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/saiba-a-que-conclusoes-chegou-um-estudo-cientifico-que-avaliou-calor-extremo-por-hora-e-nao-por-indicador-diario.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Pode levar um pedaço deste hotel histórico de Lisboa para casa. Literalmente]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pode-levar-um-pedaco-deste-hotel-historico-de-lisboa-para-casa-literalmente.html</link><pubDate>Fri, 28 Aug 2026 06:13:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Esta unidade hoteleira da capital está a vender o recheio dos quartos online. E todos podem comprar. Saiba como.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/pode-levar-um-pedaco-deste-hotel-historico-de-lisboa-para-casa-literalmente-1785699176413.jpg" data-image="gpqyqa24hgzy" alt="Hotel Mundial" title="Hotel Mundial"><figcaption>O Hotel Mundial está a vender mobiliário e decoração online. Foto: Hotel Mundial</figcaption></figure><p>Quem disse que um hotel só vende estadias? Em Lisboa, um dos nomes mais emblemáticos da hotelaria está a provar precisamente o contrário. </p><div class="texto-destacado">Se anda a pensar renovar a casa, gosta de peças com história ou simplesmente adora encontrar bons negócios, há uma novidade que merece a sua atenção.</div><p>O <strong>Hotel Mundial</strong>, um dos hotéis mais conhecidos da capital, colocou à venda centenas de artigos que faziam parte dos seus quartos, numa iniciativa que combina renovação, sustentabilidade e economia circular. </p><p>É verdade. Em vez de seguirem diretamente para um armazém ou para o desperdício, camas, cadeiras, candeeiros, televisões, minibares, cofres e até quadros decorativos ganharam uma <strong>nova oportunidade de encontrar casa</strong>.</p><p>“Nos últimos meses, o histórico e icónico Hotel Mundial, localizado ao fundo da Praça Martim Moniz, na baixa lisboeta, tem sido alvo de várias remodelações, no sentido de tornar esta unidade hoteleira mais moderna”, lê-se no <em>site</em> ‘Lisboa Secreta’.</p><p>“Neste sentido, colocou algum do seu recheio à venda<em> online</em>, naquela que já é considerada a<strong> loja de referência</strong> para este tipo de vendas de garagem na Internet.”</p><h2>Uma renovação que vai muito além da decoração</h2><p>Inaugurado em 1958, o Hotel Mundial faz parte da paisagem da Baixa lisboeta há quase sete décadas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pode-levar-um-pedaco-deste-hotel-historico-de-lisboa-para-casa-literalmente-1785699394138.jpg" data-image="4curqh4wkpyz" alt="Hotel Mundial" title="Hotel Mundial"><figcaption>Um hotel histórico em Lisboa. Foto: Hotel Mundial</figcaption></figure><p>"Conhecido como<strong> um dos mais icónicos hotéis de Lisboa</strong>, o Hotel Mundial é um hotel intemporal que combina o conforto e serviços imprescindíveis na atualidade com uma história de prestígio", nota a plataforma Second Serve. "Este hotel de 4 estrelas, hoje com 349 quartos, fica situado no coração de Lisboa, na Baixa Pombalina, com o Castelo de S.Jorge como cenário e a Praça do Rossio a poucos passos de distância. "</p><p>Não pense, porém, que vai fechar as portas enquanto faz estas renovações. Nada disso. A unidade hoteleira continua a receber hóspedes enquanto decorrem as obras, previstas até setembro de 2026. </p><div class="texto-destacado">A modernização está a ser feita por fases, permitindo que o espaço permaneça em funcionamento sem interromper a atividade.</div><p>À medida que cada conjunto de quartos é renovado, o mobiliário e os equipamentos que deixam de ser utilizados não são descartados. Em vez disso, <strong>passam a estar disponíveis através da plataforma Second Serve</strong>, especializada na venda de mobiliário e equipamentos provenientes de hotéis e restaurantes. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777808" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/lisboa-fechou-refugios-do-calor-em-plena-onda-de-calor-como-se-explica-este-paradoxo.html" title="Lisboa fechou refúgios do calor em plena onda de calor. Como se explica este paradoxo?">Lisboa fechou refúgios do calor em plena onda de calor. Como se explica este paradoxo?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/lisboa-fechou-refugios-do-calor-em-plena-onda-de-calor-como-se-explica-este-paradoxo.html" title="Lisboa fechou refúgios do calor em plena onda de calor. Como se explica este paradoxo?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/lisboa-fechou-refugios-do-calor-em-plena-onda-de-calor-como-se-explica-este-paradoxo-1783594178234_320.jpg" alt="Lisboa fechou refúgios do calor em plena onda de calor. Como se explica este paradoxo?"></a></article></aside><p>A iniciativa pretende prolongar a vida útil de peças que continuam em bom estado e reduzir o desperdício. Além disso, permite aos consumidores o acesso a produtos de qualidade hoteleira por valores bastante mais acessíveis do que quando eram novos.</p><h2>O que pode encontrar nesta venda?</h2><p>Nesta primeira fase, os artigos colocados à venda pertencem a cerca de uma centena de quartos já transformados.<strong> O catálogo é bastante diversificado</strong> e foi pensado para que seja possível equipar praticamente uma casa inteira, desde o quarto até aos pequenos detalhes de decoração. </p><div class="texto-destacado">Entre as peças disponíveis encontram-se camas e colchões de qualidade profissional, televisões, minibares, cofres eletrónicos, cadeiras, poltronas, mesas de apoio, candeeiros, espelhos, cortinas e vários quadros inspirados em Lisboa.</div><p>“Esta é, sem dúvida, a melhor forma de colocar objetos, ainda funcionais, ao dispor, tanto de colecionadores como de compradores normais, a preços bastante em conta”, garante o guia <em>online</em>.</p><p>“A nova<em> garage sale </em>coincide também com o lançamento da aplicação da Second Serve, criada para tornar a experiência de compra na plataforma mais simples e intuitiva”, acrescenta o<em> site </em>‘Vou Sair’.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pode-levar-um-pedaco-deste-hotel-historico-de-lisboa-para-casa-literalmente-1785699627192.jpg" data-image="eerycxqxlsp4" alt="Hotel Mundial" title="Hotel Mundial"><figcaption>Há vários artigos disponíveis. Foto: Hotel Mundial</figcaption></figure><p>Como a procura tem sido elevada, muitos artigos já encontraram novos donos. Ainda assim, não se preocupe. <strong>A oferta vai sendo atualizada</strong> à medida que as obras avançam, pelo que podem surgir novos produtos regularmente.</p><div class="texto-destacado">Todo o processo de compra decorre online através da plataforma da Second Serve. "Não é possível escolher peças específicas no hotel. A seleção é feita exclusivamente através da plataforma", avisam os responsáveis.</div><p>No entanto, existe um detalhe importante: como os artigos permanecem no hotel até cada fase da remodelação ficar concluída, o levantamento ou a entrega apenas acontece quando essas peças ficam efetivamente disponíveis. Dependendo do artigo, é possível optar pelo levantamento no local ou pelo envio para casa.</p><h2>Uma tendência que junta história e sustentabilidade</h2><p>Nos últimos anos, o número de hotéis que opta por vender parte do seu mobiliário durante processos de renovação tem aumentado. Esta tendência substitui aquela muito comum em que se substitui simplesmente por algo novo. </p><div class="texto-destacado">A prática permite reduzir o impacto ambiental das obras, evitar o desperdício de equipamentos ainda perfeitamente funcionais e incentivar a economia circular.</div><p>No caso do Hotel Mundial, há também um lado emocional. Muitas destas peças fizeram parte de um <strong>edifício que marcou gerações de visitantes </strong>e que continua a ser um dos grandes símbolos da hotelaria lisboeta. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="716533" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/universidade-de-coimbra-e-a-instituicao-de-ensino-mais-sustentavel-do-sul-da-europa.html" title="Universidade de Coimbra é a instituição de ensino mais sustentável do Sul da Europa">Universidade de Coimbra é a instituição de ensino mais sustentável do Sul da Europa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/universidade-de-coimbra-e-a-instituicao-de-ensino-mais-sustentavel-do-sul-da-europa.html" title="Universidade de Coimbra é a instituição de ensino mais sustentável do Sul da Europa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/-1750701468353_320.jpg" alt="Universidade de Coimbra é a instituição de ensino mais sustentável do Sul da Europa"></a></article></aside><p>Para quem aprecia <em>design</em>, coleciona objetos com história ou procura simplesmente uma oportunidade diferente para decorar a casa, esta pode ser uma forma original de levar consigo um pequeno pedaço de um dos hotéis mais emblemáticos da capital.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Lisboa%20Secreta%2C%20Leandro%2C%20V" data-year="2026" data-title="Hist%C3%B3rico%20hotel%20de%20Lisboa%20esvazia%20quartos%20e%20coloca%20todo%20o%20recheio%20%C3%A0%20venda%2C%20desde%20cofres%20e%20minibares%20a%20quadros%20decorativos%20de%20Lisboa" data-url="https%3A%2F%2Flisboasecreta.co%2Fvenda-garagem-mobiliario-hotel-mundial-lisboa%2F">Lisboa Secreta, Leandro, V. (2026). <a href="https://lisboasecreta.co/venda-garagem-mobiliario-hotel-mundial-lisboa/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Histórico hotel de Lisboa esvazia quartos e coloca todo o recheio à venda, desde cofres e minibares a quadros decorativos de Lisboa</a>.</cite><br><cite data-author="Vou%20Sair" data-year="2026" data-title="Est%C3%A1%20a%20renovar%20a%20casa%3F%20Pode%20comprar%20o%20mobili%C3%A1rio%20deste%20hotel%20ic%C3%B3nico%20de%20Lisboa%20(sem%20gastar%20uma%20fortuna)" data-url="https%3A%2F%2Fvousair.pt%2Festa-a-renovar-a-casa-pode-comprar-o-mobiliario-deste-hotel-iconico-de-lisboa-sem-gastar-uma-fortuna%2F">Vou Sair. (2026). <a href="https://vousair.pt/esta-a-renovar-a-casa-pode-comprar-o-mobiliario-deste-hotel-iconico-de-lisboa-sem-gastar-uma-fortuna/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Está a renovar a casa? Pode comprar o mobiliário deste hotel icónico de Lisboa (sem gastar uma fortuna)</a>.</cite><br><cite data-author="Second%20Serve" data-year="2026" data-title="Garage%20Sale%3A%20Hotel%20Mundial" data-url="https%3A%2F%2Fsecondservehotels.com%2Fpt%2Fgarage-sales%2Fgarage-sale-hotel-mundial">Second Serve. (2026). <a href="https://secondservehotels.com/pt/garage-sales/garage-sale-hotel-mundial" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Garage Sale: Hotel Mundial</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pode-levar-um-pedaco-deste-hotel-historico-de-lisboa-para-casa-literalmente.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item></channel></rss>