<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Thu, 03 Sep 2026 19:00:20 +0000</lastBuildDate><pubDate>Thu, 03 Sep 2026 19:00:20 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Tempo para o fim de semana e arranque da próxima semana: o calor vai atenuar-se, mas antes chegam trovoadas a Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-o-fim-de-semana-e-arranque-da-proxima-semana-o-calor-vai-atenuar-se-mas-antes-chegam-trovoadas-a-portugal.html</link><pubDate>Thu, 03 Sep 2026 13:44:15 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O fim de semana será marcado por fortes contrastes em Portugal continental. O sábado combina calor intenso com aguaceiros, trovoadas e possível granizo, enquanto no domingo a instabilidade desaparece e as temperaturas começam a descer.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-para-o-fim-de-semana-e-arranque-da-proxima-semana-o-calor-vai-atenuar-se-mas-antes-chegam-trovoadas-a-portugal-1788440027351.jpg" data-image="mpgwr2wyyv7f" alt="Trovoadas" title="Trovoadas"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-981292">O calor intenso dará lugar a um fim de semana marcado por forte instabilidade atmosférica, com aguaceiros e trovoadas de Norte a Sul, porém mantendo o calor. No domingo, o cenário muda, com o regresso de condições mais estáveis e uma descida das temperaturas em várias regiões.</figcaption></figure><p>Portugal continental prepara-se para um fim de semana marcado por fortes contrastes meteorológicos. O sábado será o dia mais agitado, combinando <strong>temperaturas muito elevadas, aguaceiros e trovoadas</strong>, enquanto no domingo a instabilidade deverá desaparecer e o calor começará a perder intensidade. No arranque da próxima semana, prevê-se maior estabilidade atmosférica.</p><h2>Sábado, calor intenso continua, mas não será o único protagonista</h2><p>Este sábado, dia 5 de setembro, será um dia particularmente dinâmico do ponto de vista meteorológico. As <strong>temperaturas máximas continuarão bastante elevadas</strong>, prolongando o episódio de calor que tem marcado os últimos dias em Portugal continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-para-o-fim-de-semana-e-arranque-da-proxima-semana-o-calor-vai-atenuar-se-mas-antes-chegam-trovoadas-a-portugal-1788439155575.jpg" data-image="unj33yq2x0h3" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O calor mantém-se muito intenso no sábado, com vários locais do interior a aproximarem-se ou atingirem os 40 ºC. Bragança, Castelo Branco, Évora e Beja estarão entre as regiões mais quentes.</figcaption></figure><p>Os avisos de tempo quente emitidos pelo IPMA mantêm-se, abrangendo <strong>14 distritos</strong>, devido à persistência de valores elevados. De acordo com as previsões, vários locais poderão aproximar-se ou mesmo atingir os <strong>40 ºC</strong>, nomeadamente nos distritos de Bragança, Castelo Branco, Évora e Beja.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Mesmo junto ao litoral, Lisboa poderá alcançar valores próximos dos <strong>35 ºC</strong>, enquanto Santarém poderá aproximar-se dos 37 ºC. No litoral Norte e Centro, a influência marítima deverá limitar mais a subida, com Porto e Aveiro a registarem valores consideravelmente mais baixos.</p><p>O calor também deverá prolongar-se pela noite, sobretudo no <strong>interior Centro e Sul</strong>, onde o arrefecimento noturno será reduzido e, localmente, as temperaturas poderão permanecer próximas dos 30 ºC durante parte da noite.</p><h2>Chuva e trovoadas ganham força durante a tarde de sábado</h2><p>Apesar do calor, o sábado estará longe de ser um dia exclusivamente soalheiro. A atmosfera deverá tornar-se bastante instável ao longo da tarde, favorecendo o desenvolvimento de <strong>células convectivas</strong>, capazes de provocar aguaceiros e trovoadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-para-o-fim-de-semana-e-arranque-da-proxima-semana-o-calor-vai-atenuar-se-mas-antes-chegam-trovoadas-a-portugal-1788439177726.jpg" data-image="yghp7dub6c82" alt="Precipitação" title="Precipitação"><figcaption>Durante a tarde, a instabilidade aumenta no interior Norte e Centro. Alguns aguaceiros poderão ser moderados a fortes durante curtos períodos, com acumulados horários localmente próximos dos 8 mm.</figcaption></figure><p>A precipitação deverá começar a ganhar expressão a partir das primeiras horas da tarde no interior Norte, progredindo posteriormente para outras zonas do interior Centro. Alguns dos núcleos mais ativos poderão produzir precipitação moderada a forte durante curtos períodos, com valores pontualmente próximos dos <strong>8 mm numa hora</strong>.</p><p>As trovoadas poderão abranger uma área ainda mais extensa. As projeções mostram atividade elétrica desde o Norte até ao Sul, com maior expressão durante a tarde. No Norte e Centro, alguns núcleos poderão apresentar uma <strong>densidade de raios superior a 15 raios/km²</strong>, sinal de convecção localmente intensa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-para-o-fim-de-semana-e-arranque-da-proxima-semana-o-calor-vai-atenuar-se-mas-antes-chegam-trovoadas-a-portugal-1788439192282.jpg" data-image="4qsgmjs3vnqz" alt="Densidade de raios" title="Densidade de raios"><figcaption>As trovoadas poderão desenvolver-se de Norte a Sul durante a tarde, com maior atividade no Norte e Centro. Alguns núcleos poderão apresentar densidades superiores a 15 raios/km², acompanhados localmente por granizo e rajadas fortes.</figcaption></figure><p> O<strong> forte aquecimento junto à superfície, combinado com condições mais frias e instáveis em altitude, favorece movimentos ascendentes rápidos do ar</strong>. É este contraste que permite o crescimento vertical das nuvens de tempestade e pode originar chuva intensa em pouco tempo, descargas elétricas e granizo. </p><h2>Domingo desaparecem as trovoadas e o calor começa a ceder</h2><p>No domingo, dia 6, o cenário deverá mudar substancialmente. A instabilidade atmosférica perde expressão e, à partida, <strong>as trovoadas e os aguaceiros deixam de ser protagonistas</strong>.</p><p>Também será percetível uma alteração no padrão térmico. As temperaturas máximas deverão descer no litoral e em várias regiões do Norte e Centro, deixando de existir, segundo as atuais projeções, valores próximos dos 40 ºC em território nacional.No litoral Norte, Porto poderá ficar pelos <strong>23 ºC</strong>, enquanto Aveiro rondará os 22 ºC. Mais para sul, Lisboa poderá atingir cerca de 30 ºC. No interior continuará bastante mais quente: Castelo Branco poderá chegar aos 35 ºC e Évora e Beja aos <strong>36 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-para-o-fim-de-semana-e-arranque-da-proxima-semana-o-calor-vai-atenuar-se-mas-antes-chegam-trovoadas-a-portugal-1788440146869.jpg" data-image="41dcdq64dnyb" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-841685">No domingo, o calor começa a perder intensidade e deixam de ser previstos valores próximos dos 40 ºC. O arrefecimento será mais evidente no litoral Norte e Centro, enquanto o interior Sul continuará quente.</figcaption></figure><p>O arrefecimento será igualmente sentido durante a noite nas regiões costeiras. A exceção será sobretudo o <strong>interior alentejano</strong>, em particular o distrito de Beja, onde o calor acumulado poderá manter as temperaturas bastante elevadas durante as primeiras horas da noite.</p><h2>Segunda e terça-feira: tempo mais estável no arranque da semana</h2><p>A próxima semana deverá arrancar sem grandes alterações no padrão térmico estabelecido no domingo. <strong>Segunda e terça-feira deverão apresentar temperaturas semelhantes</strong>, mantendo-se o contraste entre um litoral mais fresco e um interior ainda quente. Para já, os modelos não apontam para um novo episódio significativo de instabilidade atmosférica nestes dois dias, pelo que <strong>aguaceiros e trovoadas deverão dar lugar a condições mais secas e estáveis</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786942" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-5-c-de-anomalia-termica-as-temperaturas-nos-acores-continuarao-acima-da-media-nos-proximos-dias.html" title="Até 5 ºC de anomalia térmica: as temperaturas nos Açores continuarão acima da média nos próximos dias">Até 5 ºC de anomalia térmica: as temperaturas nos Açores continuarão acima da média nos próximos dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-5-c-de-anomalia-termica-as-temperaturas-nos-acores-continuarao-acima-da-media-nos-proximos-dias.html" title="Até 5 ºC de anomalia térmica: as temperaturas nos Açores continuarão acima da média nos próximos dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-5-c-de-anomalia-termica-as-temperaturas-nos-acores-continuarao-acima-da-media-nos-proximos-dias-1788434755777_320.jpg" alt="Até 5 ºC de anomalia térmica: as temperaturas nos Açores continuarão acima da média nos próximos dias"></a></article></aside><p>Assim, depois de um sábado meteorologicamente agitado, o domingo marcará a transição para um início de semana mais tranquilo. O calor não desaparecerá, sobretudo no interior, mas <strong>perderá a intensidade extrema observada nos últimos dias</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-o-fim-de-semana-e-arranque-da-proxima-semana-o-calor-vai-atenuar-se-mas-antes-chegam-trovoadas-a-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 5 ºC de anomalia térmica: as temperaturas nos Açores continuarão acima da média nos próximos dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-5-c-de-anomalia-termica-as-temperaturas-nos-acores-continuarao-acima-da-media-nos-proximos-dias.html</link><pubDate>Thu, 03 Sep 2026 12:12:48 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas acima da média deverão manter-se em boa parte do território português nos próximos dias, incluindo o arquipélago dos Açores.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb3kf42"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb3kf42.jpg" id="xb3kf42"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As nove ilhas que compõem o arquipélago dos Açores deverão contar com temperaturas acima da média ao longo dos próximos dias, ainda que <strong>entre sábado e a manhã de domingo os valores possam ser mais contidos</strong>, aproximando-se de temperaturas dentro da normal climatológica de referência ou mesmo um pouco abaixo, contrariando a principal tendência.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>De acordo com a mais recente atualização do nosso modelo de confiança, ECMWF, os <strong>grupos Ocidental e Central poderão contar com as anomalias mais acentuadas de todo o arquipélago</strong>. Entre hoje e amanhã, a anomalia mais pronunciada deverá ser de até 3 ºC acima da média. Como mencionamos acima, entre sábado e a manhã de domingo dar-se-á uma descida dos valores, resultando em anomalias praticamente nulas. No entanto, <strong>a partir da tarde de domingo dá-se uma nova mudança</strong>.</p><h2>Anomalias térmicas positivas de até 5 ºC nos grupos Ocidental e Central</h2><p>O <strong>afastamento de uma depressão para nordeste do arquipélago contribuirá para um novo aumento das temperaturas </strong>na tarde de domingo e, consequentemente, para uma intensificação das anomalias térmicas positivas. O Grupo Ocidental, poderá contar com máximas de até 29 ºC nas Lajes das Flores. Este valor corresponderá a uma <strong>anomalia de 3 ºC</strong>. No Grupo Central, na Ilha de São Jorge, a temperatura máxima esperada para Velas e Topo é de 25 ºC e 26 ºC, respetivamente, correspondendo também a uma anomalia positiva de 3 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-5-c-de-anomalia-termica-as-temperaturas-nos-acores-continuarao-acima-da-media-nos-proximos-dias-1788434755777.jpg" data-image="6y03tbciijl3" alt="anomalia térmica positiva" title="anomalia térmica positiva"><figcaption>No arquipélago dos Açores vão imperar as temperaturas acima da média ao longo dos próximos dias. Ainda assim, poderá haver momentos em que os valores estejam dentro ou um pouco abaixo da normal climatológica.</figcaption></figure><p>Na <strong>segunda-feira as anomalias poderão intensificar-se no Grupo Central</strong>, onde na Ilha de São Jorge, na zona de São Mateus, as <strong>anomalias térmicas positivas poderão contar com valores até 5 ºC</strong>, esperando-se uma máxima de 26 ºC para a mesma localidade. Uma boa parte da mesma ilha deverá contar com anomalias de até 4 ºC. Já no Grupo Ocidental, o <strong>Corvo também poderá contar com anomalias até 4 ºC</strong>, enquanto as restantes ilhas destes dois grupos deverão manter valores de até 3 ºC acima da média. O Grupo Oriental poderá contar com anomalias positivas de até 2 ºC.</p><p>Na<strong> terça-feira esta tendência deverá manter-se</strong>, ainda que com anomalias na ordem dos 3 ºC em todas as ilhas dos grupos Ocidental e Central, enquanto o Oriental deverá manter valores até 2 ºC acima do expectável.</p><h2>Na Madeiras as temperaturas deverão manter-se mais próximas da média durante o dia</h2><p>No arquipélago madeirense o cenário será um pouco diferente. De grosso modo, <strong>entre hoje e terça-feira esperam-se valores próximos da média durante o dia</strong>, com a maior parte do território a registar valores dentro da média ou até 1 ºC acima. Apenas Porto Santo poderá registar temperaturas até 2 ºC acima da média no arranque da próxima semana.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786871" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-aumenta-para-14-o-n-de-distritos-sob-avisos-de-tempo-quente-calor-intenso-podera-superar-os-40-c.html" title="IPMA aumenta para 14 o número de distritos sob aviso de tempo quente: calor intenso poderá superar os 40 ºC">IPMA aumenta para 14 o número de distritos sob aviso de tempo quente: calor intenso poderá superar os 40 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-aumenta-para-14-o-n-de-distritos-sob-avisos-de-tempo-quente-calor-intenso-podera-superar-os-40-c.html" title="IPMA aumenta para 14 o número de distritos sob aviso de tempo quente: calor intenso poderá superar os 40 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-aumenta-para-14-o-n-de-distritos-sob-avisos-de-tempo-quente-calor-intenso-podera-superar-os-40-c-1788393817749_320.jpg" alt="IPMA aumenta para 14 o número de distritos sob aviso de tempo quente: calor intenso poderá superar os 40 ºC"></a></article></aside><p>No entanto, <strong>durante a noite o cenário muda</strong>, especialmente na Ilha da Madeira, onde as anomalias térmicas negativas poderão ganhar terreno, indicando valores abaixo da média. A noite com os valores mais baixos poderá ser de sexta para sábado, onde as <strong>anomalias poderão ser de até 5 ºC abaixo da média</strong>. Ainda assim, espera-se que nas noites seguintes esta anomalia diminua para valores até 2 ºC ou 3 ºC abaixo da média.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-5-c-de-anomalia-termica-as-temperaturas-nos-acores-continuarao-acima-da-media-nos-proximos-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Plutão e o seu ano interminável: porque é que ainda não completou uma órbita desde que foi descoberto?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/plutao-e-o-seu-ano-interminavel-porque-e-que-ainda-nao-completou-uma-orbita-desde-que-foi-descoberto.html</link><pubDate>Thu, 03 Sep 2026 11:04:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Plutão demora cerca de 248 anos a completar uma órbita. Desde a sua descoberta em 1930, a humanidade ainda não testemunhou uma órbita completa, mas podemos calcular quando isso acontecerá.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/pluton-y-su-ano-interminable-por-que-todavia-no-completo-una-vuelta-desde-que-fue-descubierto-1788186839660.jpg" data-image="5ml34nx3etbm" alt="A sonda New Horizons da NASA sobrevoa a face de Plutão, com a sua maior lua, Caronte, visível em segundo plano. Crédito: NASA." title="A sonda New Horizons da NASA sobrevoa a face de Plutão, com a sua maior lua, Caronte, visível em segundo plano. Crédito: NASA."><figcaption>A sonda New Horizons da NASA sobrevoa a face de Plutão, com a sua maior lua, Caronte, visível em segundo plano. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>A 18 de fevereiro de 1930, Clyde Tombaugh <strong>detetou o que parecia ser apenas um ponto fugaz entre as estrelas</strong>. O jovem astrónomo trabalhava no Observatório Lowell, no Arizona, em busca do suposto Planeta X, um mundo desconhecido que se acreditava estar localizado para lá de Neptuno.</p><p>Tombaugh comparou fotografias tiradas em noites diferentes, utilizando um dispositivo que permitia a troca rápida de matrículas. As estrelas permaneceram praticamente imóveis, enquanto um objeto no sistema solar podia ser identificado pelo seu movimento. <strong>Foi assim que Plutão foi descoberto</strong>.</p><div class="texto-destacado">Mas há um pormenor que pode causar confusão: Plutão não começou a orbitar o Sol nesse dia. Ele já o fazia há milhares de milhões de anos. O que começou em 1930 foi a nossa monitorização sistemática deste mundo distante.</div><p>E é aí que surge uma extraordinária peculiaridade. Um ano terrestre dura cerca de 365 dias. <strong>O ano de Plutão dura aproximadamente 248 anos terrestres</strong>. </p><h2>Por que razão dura tanto tempo?</h2><p>A explicação reside na sua <strong>enorme distância ao Sol</strong>. Plutão situa-se, em média, a cerca de 39 unidades astronómicas da nossa estrela, ou seja, a cerca de 5,9 mil milhões de quilómetros.</p><p>Em termos simples, <strong>quanto mais afastado um objeto estiver do Sol, maior será a sua órbita</strong> e, além disso, menor tenderá a ser a sua velocidade orbital. A terceira lei de Kepler permite relacionar matematicamente esta distância com o tempo necessário para completar uma revolução.</p><p>É por isso que os anos não duram o mesmo tempo em todos os planetas. Mercúrio completa uma órbita em cerca de 88 dias terrestres; Neptuno demora cerca de 165 anos e Plutão, quase um quarto de milénio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pluton-y-su-ano-interminable-por-que-todavia-no-completo-una-vuelta-desde-que-fue-descubierto-1788186898030.jpg" data-image="xsoapjflfe0i" alt="Plutão foi despromovido à categoria de planeta anão em 2006." title="Plutão foi despromovido à categoria de planeta anão em 2006."><figcaption>Plutão foi despromovido à categoria de planeta anão em 2006. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>Além disso, a sua trajetória não é perfeitamente circular. <strong>A órbita de Plutão é bastante excêntrica</strong>, pelo que a sua distância ao Sol varia consideravelmente ao longo do seu percurso. De facto, <strong>entre 1979 e 1999, esteve mais próximo do Sol do que Neptuno</strong>.</p><p>Isto não significa que os dois mundos estivessem destinados a encontrar-se. As suas órbitas mantêm uma ressonância de 3:2: <strong>enquanto Plutão completa duas revoluções, Neptuno completa três</strong>. Esta relação orbital ajuda a evitar encontros próximos entre eles.</p><h2>Não há necessidade de esperar 248 anos</h2><p>A questão inevitável é como podem os astrónomos saber a duração de um ano plutoniano se ainda não observaram um ciclo completo.</p><p>A resposta está na física. Cada observação de Plutão proporciona uma posição específica no espaço. Combinando medições feitas ao longo de décadas e aplicando as leis da gravidade, os cientistas podem determinar a órbita que melhor explica estes dados. A partir daí, <strong>é possível calcular para onde o objeto continuará a mover-se, tanto no futuro como no passado</strong>.</p><p>Além disso, existem placas fotográficas anteriores a 1930 nas quais Plutão foi registado sem ser identificado. Estas observações pré-descoberta permitem-nos <strong>ampliar ainda mais o período utilizado para reconstruir a sua trajetória</strong>.</p><h2>Um ciclo que terminará em 2178</h2><p>Do ponto de vista do nosso calendário, <strong>o regresso de Plutão ao ponto orbital que ocupava quando Tombaugh o identificou ocorrerá em 2178</strong>. Nessa altura, terão decorrido quase dois séculos e meio desde essa descoberta.</p><p>Ninguém que esteja vivo hoje estará lá para verificar isso diretamente. Mas não há necessidade de esperar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767097" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/plutao-podera-recuperar-o-seu-estatuto-de-planeta-no-sistema-solar-o-diretor-da-nasa-reabre-o-debate.html" title="Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate">Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/plutao-podera-recuperar-o-seu-estatuto-de-planeta-no-sistema-solar-o-diretor-da-nasa-reabre-o-debate.html" title="Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pluton-podria-volver-a-ser-planeta-la-nasa-reabre-el-debate-1777885919279_320.jpeg" alt="Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate"></a></article></aside><p>A trajetória de Plutão está suficientemente bem determinada para prever a sua posição com grande precisão. <strong>O ano de 2178 não é uma data misteriosa nem uma aposta no futuro</strong>: é uma consequência das leis que regem o seu movimento em torno do Sol.</p><h2>A humanidade chegou antes do seu próprio relógio</h2><p>O paradoxo tornou-se especialmente evidente em 2015. Nesse ano, a missão New Horizons da NASA sobrevoou Plutão, permitindo que fosse observado de perto pela primeira vez.</p><p>A sonda, lançada em 2006, percorreu milhares de milhões de quilómetros até chegar ao remoto mundo gelado. As suas imagens revelaram <strong>montanhas de gelo, vastas planícies e a enorme região brilhante em forma de coração</strong> que rapidamente se tornou uma das paisagens mais reconhecíveis do sistema solar.</p><p>Tinham passado apenas 85 anos desde que Tombaugh avistara aquele minúsculo ponto entre as estrelas. <strong>Plutão, por outro lado, ainda não tinha completado nem metade da sua viagem desde então</strong>.</p><div class="texto-destacado">A comparação é quase poética: enquanto o relógio da humanidade avançava das placas fotográficas para uma sonda capaz de se aproximar de Plutão, o planeta anão continuava no seu ritmo lento, indiferente às nossas gerações.</div><p>Não é que Plutão se mova muito lentamente. É que <strong>vivemos uma fração ínfima do seu tempo</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/plutao-e-o-seu-ano-interminavel-porque-e-que-ainda-nao-completou-uma-orbita-desde-que-foi-descoberto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Poeiras do Saara estabelecem-se hoje, mas intensificam-se amanhã, sexta-feira: eis as regiões mais afetadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/poeiras-do-saara-estabelecem-se-hoje-mas-intensificam-se-amanha-sexta-feira-eis-as-regioes-mais-afetadas.html</link><pubDate>Thu, 03 Sep 2026 10:07:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nas últimas horas do dia de ontem, o Sul do país registou a entrada de uma "língua" de poeiras saarianas. Nas próximas horas, estas deverão alcançar todo o território, no entanto, espera-se uma intensificação da sua concentração amanhã, sexta-feira.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb3fv1m"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb3fv1m.jpg" id="xb3fv1m"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As<strong> poeiras do Saara estão de volta a Portugal Continental </strong>e assim deverão continuar pelo menos até ao arranque da próxima semana. A chegada desta pluma de poeira está associada à crista anticiclónica que se estenderá desde o Atlântico e o Norte de África até à Europa Central, favorecendo não só o <strong>transporte das poeiras para latitudes mais elevadas, como também a intensificação do calor</strong>, devido à massa de ar quente associada. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Ao longo das próximas horas esta pluma <strong>deverá estender-se a todo o território, cobrindo totalmente a nossa geografia continental</strong>. No entanto, espera-se que a sua concentração seja baixa.</p><h2>Concentração de poeiras aumenta amanhã, dia 4 de setembro</h2><p>De acordo com a mais recente atualização do nosso modelo de confiança, o ECMWF, estima-se que <strong>a partir das primeiras horas da madrugada de amanhã, sexta-feira, a concentração de poeiras em suspensão comece a aumentar</strong>, especialmente na faixa litoral Sul, subindo rapidamente em latitude para o litoral Centro, abrangendo ainda toda a região Sul e uma boa parte do Centro do país. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/poeiras-do-saara-chegam-hoje-mas-intensificam-se-amanha-sexta-feira-eis-as-regioes-mais-afetadas-1788386702884.jpg" data-image="i38q08n2puiu" alt="névoa seca; poeira" title="névoa seca; poeira"><figcaption>Ainda que as poeiras do Saara regressem à nossa geografia continental no dia de hoje, quinta-feira, é esperado um aumento da sua concentração durante o dia de amanhã, sexta-feira.</figcaption></figure><p> <strong>A partir das 16h, praticamente todo o país contará com uma concentração mais elevada destas partículas</strong>, como podemos observar no mapa acima. Apenas o noroeste do país, assim como uma pequena parte do interior do Baixo Alentejo e Algarve deverão manter uma concentração menor das mesmas. </p><p>No entanto,<strong> nas horas seguintes esta concentração voltará a diminuir</strong>, tornando-se idêntica à concentração prevista para hoje e assim permanecendo até segunda-feira, dia 7 de setembro.</p><h2>Efeitos na qualidade do ar</h2><p>Tendo tudo isto em conta, o <strong>Índice de Qualidade do Ar da Meteored aponta para uma deterioração da mesma</strong>, especialmente durante a tarde de sexta-feira, momento em que a concentração de poeiras será maior. Desta forma, a qualidade do ar passará de "Boa" para "Moderada", especialmente ao longo da faixa litoral Norte e Centro e no Alentejo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786711" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-12-c-acima-da-media-o-aumento-da-temperatura-previsto-para-amanha-dia-3-reforcara-as-anomalias-termicas-positivas.html" title="Até 12°C acima da média: o aumento da temperatura previsto para amanhã, dia 3, reforçará as anomalias térmicas positivas">Até 12°C acima da média: o aumento da temperatura previsto para amanhã, dia 3, reforçará as anomalias térmicas positivas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-12-c-acima-da-media-o-aumento-da-temperatura-previsto-para-amanha-dia-3-reforcara-as-anomalias-termicas-positivas.html" title="Até 12°C acima da média: o aumento da temperatura previsto para amanhã, dia 3, reforçará as anomalias térmicas positivas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-12-c-acima-da-media-preve-se-um-aumento-da-temperatura-amanha-dia-3-reforcando-as-anomalias-termicas-positivas-1788302148323_320.jpg" alt="Até 12°C acima da média: o aumento da temperatura previsto para amanhã, dia 3, reforçará as anomalias térmicas positivas"></a></article></aside><p>Ainda assim, é expectável que, <strong>à medida que a concentração comece a diminuir, a qualidade do ar comece a recuperar</strong>. No entanto, aconselhamos os grupos vulneráveis, especialmente as pessoas com problemas respiratórios, a seguirem as recomendações das autoridades de saúde, que passam por permanecer em casa durante o período de maior concentração ou pelo uso de máscara caso seja necessário sair à rua, enquanto a qualidade do ar não melhorar. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/poeiras-do-saara-estabelecem-se-hoje-mas-intensificam-se-amanha-sexta-feira-eis-as-regioes-mais-afetadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[IPMA aumenta para 14 o número de distritos sob aviso de tempo quente: calor intenso poderá superar os 40 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-aumenta-para-14-o-n-de-distritos-sob-avisos-de-tempo-quente-calor-intenso-podera-superar-os-40-c.html</link><pubDate>Thu, 03 Sep 2026 08:32:54 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O calor atinge o pico esta quinta-feira, com máximas que poderão chegar aos 42/43 ºC. O IPMA aumentou para 14 o número de distritos sob aviso amarelo, depois a instabilidade irá trazer aguaceiros, trovoadas e possível granizo no sábado.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb3gdsy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb3gdsy.jpg" id="xb3gdsy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><br>O calor intensifica-se durante o dia de hoje (3) em Portugal continental, levando o IPMA a aumentar para <strong>14 o número de distritos sob aviso amarelo devido ao tempo quente</strong>. As temperaturas poderão superar os 40 ºC em vários locais, antes de uma mudança gradual do cenário meteorológico durante o fim de semana, com o regresso da instabilidade e uma posterior descida das máximas.</p><h2>Quinta-feira marca o pico do calor: máximas poderão chegar aos 42 ou 43 ºC</h2><p>Esta quinta-feira, dia 3 de setembro, deverá corresponder ao <strong>pico deste episódio de calor</strong> em grande parte do território. A massa de ar muito quente que se instalou sobre a Península Ibérica está a favorecer temperaturas excecionalmente elevadas, sobretudo nas regiões interiores.</p><p>O calor será evidente desde as primeiras horas do dia. Em alguns locais dos distritos de <strong>Portalegre, Évora e Faro</strong>, os termómetros poderão já superar os 30 ºC durante a manhã.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-aumenta-para-14-o-n-de-distritos-sob-avisos-de-tempo-quente-calor-intenso-podera-superar-os-40-c-1788393804970.jpg" data-image="unp7pya4l52n" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O calor atinge o pico esta quinta-feira, com grande parte do Alentejo e Vale do Tejo a aproximar-se ou superar os 40 ºC. Pontualmente, os termómetros poderão chegar aos 42/43 ºC.</figcaption></figure><p>Será, contudo, entre aproximadamente as 14 e as 16 horas que se deverão registar os valores mais elevados. De acordo com as previsões, grande parte do <strong>Alentejo e do Vale do Tejo</strong> poderá alcançar ou superar os 40 ºC, com alguns locais a aproximarem-se dos <strong>42 ou mesmo 43 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-aumenta-para-14-o-n-de-distritos-sob-avisos-de-tempo-quente-calor-intenso-podera-superar-os-40-c-1788393817749.jpg" data-image="vylsuqu3etj6" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O interior alentejano concentra alguns dos valores mais extremos, com vários locais acima dos 40 ºC. Mesmo regiões mais próximas do litoral poderão registar temperaturas bastante elevadas.</figcaption></figure><p>É neste contexto que o <strong>IPMA aumentou para 14 o número de distritos sob aviso amarelo devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima</strong>. De fora ficam apenas Viana do Castelo, Braga, Porto e Aveiro. <strong>Os avisos prolongam-se até às 18h sábado, dia 5.</strong></p><p><strong>As condições exigem especial atenção</strong> por parte das populações mais vulneráveis ao calor, além de coincidirem com condições meteorológicas favoráveis a um aumento do perigo de incêndio rural.</p><h2>Noite muito quente. Os termómetros poderão rondar os 30 ºC às 23 horas</h2><p>Outro aspeto relevante deste episódio será a <strong>dificuldade de arrefecimento depois do pôr do sol</strong>. Durante a noite de quinta para sexta-feira, o calor acumulado ao longo do dia deverá manter as temperaturas muito elevadas durante várias horas.</p><p>Em alguns locais dos distritos de <strong>Portalegre, Santarém, Lisboa, Évora e Beja</strong>, poderão ainda observar-se valores próximos dos <strong>30 ºC pelas 23 horas</strong>. Este arrefecimento noturno limitado aumenta o desconforto térmico, sobretudo após um dia com máximas próximas ou superiores aos 40 ºC.</p><h2>Sexta-feira (4), o calor desloca-se para o interior Norte e Centro</h2><p>Na sexta-feira, dia 4, haverá uma alteração na distribuição das temperaturas. O Sul deverá beneficiar de um <strong>ligeiro alívio das máximas</strong>, enquanto o calor mais intenso se concentra no interior Norte e Centro.</p><p>Distritos como <strong>Bragança e Guarda</strong> destacam-se pelas anomalias térmicas previstas. Em alguns locais, as temperaturas poderão situar-se cerca de <strong>9 a 12 ºC acima da média climatológica</strong> para esta altura do ano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-aumenta-para-14-o-n-de-distritos-sob-avisos-de-tempo-quente-calor-intenso-podera-superar-os-40-c-1788393910582.jpg" data-image="kkpyszosjcvu" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"><figcaption>Na sexta-feira, o calor anómalo desloca-se sobretudo para o interior Norte e Centro. Em zonas dos distritos de Bragança e Guarda, as temperaturas poderão ficar até cerca de 12 ºC acima da média.</figcaption></figure><p>No nordeste transmontano, as máximas poderão novamente aproximar-se ou mesmo <strong>superar os 40 ºC</strong>. Assim, apesar da descida prevista no Sul, Portugal continuará sob a influência de uma massa de ar anormalmente quente.</p><h2>Sábado traz novo aquecimento no Sul, mas também aguaceiros e trovoadas</h2><p>No sábado, dia 5, as temperaturas deverão voltar a subir em vários locais do Sul. No entanto, o destaque meteorológico não se foca apenas no calor.</p><p>A presença de ar muito quente junto à superfície, combinada com condições mais frias e instáveis em altitude, poderá favorecer o desenvolvimento de <strong>células convectivas</strong>. Consequentemente, estão previstos aguaceiros dispersos, acompanhados localmente por trovoada.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-aumenta-para-14-o-n-de-distritos-sob-avisos-de-tempo-quente-calor-intenso-podera-superar-os-40-c-1788394005932.jpg" data-image="1s0mzb5erzho" alt="Densidade de raios" title="Densidade de raios"><figcaption>A instabilidade aumenta no sábado, com possibilidade de aguaceiros e trovoadas em vários pontos do território. As células convectivas poderão ser acompanhadas localmente por granizo e rajadas fortes de vento.</figcaption></figure><p>Os atuais mapas mostram potencial para atividade elétrica em diferentes regiões do país, sobretudo no <strong>Norte</strong>, mas também através de núcleos mais localizados no Centro e Sul. Algumas células poderão produzir precipitação intensa durante curtos períodos, <strong>rajadas de vento e eventualmente granizo</strong>.</p><h2>Domingo chega com uma descida mais evidente das temperaturas</h2><p>Finalmente, no domingo, dia 6, deverá começar a sentir-se uma mudança mais generalizada no panorama térmico. O <strong>litoral Norte e Centro</strong> estará entre as regiões onde o arrefecimento será mais percetível, mas a descida das temperaturas deverá também alcançar vários setores do interior.</p><p>As regiões próximas da fronteira espanhola continuarão a apresentar valores relativamente elevados, embora também aí seja esperada uma redução das máximas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786809" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atlantica-chega-aos-acores-na-sexta-feira-estas-serao-as-ilhas-mais-afetadas.html" title="Depressão atlântica chega aos Açores na sexta-feira: estas serão as ilhas mais afetadas">Depressão atlântica chega aos Açores na sexta-feira: estas serão as ilhas mais afetadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atlantica-chega-aos-acores-na-sexta-feira-estas-serao-as-ilhas-mais-afetadas.html" title="Depressão atlântica chega aos Açores na sexta-feira: estas serão as ilhas mais afetadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atlantica-chega-aos-acores-na-sexta-feira-estas-serao-as-ilhas-mais-afetadas-1788362119008_320.jpg" alt="Depressão atlântica chega aos Açores na sexta-feira: estas serão as ilhas mais afetadas"></a></article></aside><p>Assim, depois do pico de calor desta quinta-feira, Portugal atravessará alguns dias de<strong> contrastes meteorológicos.</strong> Primeiro temperaturas superiores a 40 ºC e noites muito quentes, depois o aumento da instabilidade com aguaceiros, trovoadas e possível granizo, antes de um domingo progressivamente mais fresco.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-aumenta-para-14-o-n-de-distritos-sob-avisos-de-tempo-quente-calor-intenso-podera-superar-os-40-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Guia fácil para cultivar alho em casa (mesmo em vaso) e colher o melhor sabor para os seus pratos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/guia-facil-para-cultivar-alho-em-casa-mesmo-em-vaso-e-colher-o-melhor-sabor-para-os-seus-pratos.html</link><pubDate>Thu, 03 Sep 2026 08:05:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Três formas fáceis de plantar alho na sua varanda ou no jardim, cuidar dos rebentos e cultivar bolbos grandes e saborosos usando o que já tem na sua cozinha.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/guia-facil-para-cultivar-ajo-en-casa-incluso-en-maceta-y-cosechar-el-mejor-sabor-para-tus-platos-1786975989386.jpg" data-image="3ybiem237qet" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Um vaso padrão é suficiente para cultivar várias plantas de alho, mesmo no centro da cidade.</figcaption></figure><p>É o rei indiscutível da despensa, acrescentando personalidade a quase qualquer prato e, com o seu aroma forte, ajudando a manter as pragas de jardim afastadas. O alho tem tudo, e para completar,<strong> tudo o que precisa para o cultivar em casa é um vaso na sua varanda ou um local ensolarado perto de uma janela</strong>.</p><p>Preste atenção, porque vamos explicar-lhe tudo o que precisa de saber para o cultivar com sucesso e sem complicações.</p><h2>Escolher a matéria-prima: nem todos os alhos são iguais</h2><p>O seu ponto de partida é provavelmente já a sua cozinha. No entanto, há alguns detalhes importantes a considerar na hora de escolher o alho certo.</p><p>O <strong>ideal é utilizar cabeças de alho biológicas ou compradas em feiras de produtores locais</strong>. Por quê? Porque o alho comercial dos supermercados é por vezes tratado com baixas temperaturas ou produtos químicos para retardar a germinação enquanto está nas prateleiras.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guia-facil-para-cultivar-ajo-en-casa-incluso-en-maceta-y-cosechar-el-mejor-sabor-para-tus-platos-1786976125601.jpg" data-image="4pieqdj572ad" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Não utilize qualquer alho; procure cabeças grandes e firmes. Os dentes externos produzem, geralmente, cabeças maiores.</figcaption></figure><p><strong>Selecione sempre os dentes de alho maiores, mais firmes e com o aspeto mais robusto</strong>. Evite aqueles que pareçam enrugados, moles ou com manchas invulgares, pois é improvável que se desenvolvam bem.</p><p>Um pormenor importante:<strong> não retire a fina casca que cobre os dentes de alho</strong>. Esta camada exterior oferece proteção natural contra os fungos do solo durante os primeiros dias em que os dentes estão enterrados.</p><h3>Qual é o melhor momento para começar?</h3><p><strong>O alho é uma cultura que se desenvolve bem no outono e no inverno</strong>. Necessita da exposição às temperaturas mais frias destas estações para que o dente original se possa dividir internamente e se desenvolver num bolbo completo com vários dentes.</p><figure class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/eWzMwW3xv1E/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=eWzMwW3xv1E" id="eWzMwW3xv1E"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Se começar na primavera, obterá deliciosos rebentos verdes, mas é improvável que o bolbo subterrâneo se desenvolva completamente.</p><h2>Método 1: cultivo em vaso, ideal para espaços pequenos</h2><p>Cultivar alho em vaso é muito fácil e perfeito para quem quer aproveitar ao máximo o espaço da varanda.</p><p>O vaso ideal: procure um recipiente com pelo menos <strong>15 a 20 centímetros de profundidade</strong>. Certifique-se de que tem <strong>furos de drenagem </strong>no fundo. O alho gosta de <strong>humidade constante</strong>, mas não tolera água parada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guia-facil-para-cultivar-ajo-en-casa-incluso-en-maceta-y-cosechar-el-mejor-sabor-para-tus-platos-1786977427574.jpg" data-image="haoa47r2plyq" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>O alho ou alho biológico proveniente de mercados de produtores locais é ideal para começar, uma vez que não foi tratado para atrasar a germinação.</figcaption></figure><p>A mistura de solo ideal: prepare uma mistura leve e solta. <strong>Pode combinar terra de jardim comum com um pouco de composto orgânico</strong> e perlite para melhorar a drenagem.</p><p>Hora de plantar: <strong>enterre cada dente de alho a uma profundidade de 3 a 4 centímetros</strong>. Coloque sempre a extremidade plana, onde as raízes emergem, virada para baixo e a extremidade pontiaguda virada para cima. Deixe 10 a 15 centímetros de distância entre cada dente para que os bolbos tenham espaço suficiente para se desenvolverem.</p><p>Luz solar e rega: coloque o vaso num<strong> local que receba pelo menos seis horas de luz solar direta por dia</strong>. Regue moderadamente: a terra deve estar húmida ao toque, mas nunca encharcada.</p><h2>Método 2: cultivar alho no jardim</h2><p>Se tiver um pequeno pedaço de terra exposta ou um canteiro no seu quintal, o <strong>alho terá bastante espaço para crescer e poderá produzir bolbos consideravelmente maiores</strong>.</p><p>Prepare o solo: <strong>utilize uma pá ou um ancinho para soltar a terra até que fique macia e bem aerada</strong>. Adicione uma quantidade generosa de húmus de minhoca para fornecer nutrientes desde o início.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guia-facil-para-cultivar-ajo-en-casa-incluso-en-maceta-y-cosechar-el-mejor-sabor-para-tus-platos-1786976568557.jpg" data-image="1id7p2wbqk4y" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Após a plantação, regue delicadamente, mas abundantemente, para ajudar a terra a assentar à volta de cada dente de alho.</figcaption></figure><p>Dê-lhes espaço suficiente:<strong> faça buracos com cerca de 4 centímetros de profundidade e espace-os aproximadamente 15 centímetros entre si</strong>. Coloque os dentes de alho com a ponta virada para cima e cubra-os delicadamente, sem compactar demasiado o solo.</p><p>Adicione uma boa camada de cobertura morta: <strong>cubra o canteiro com palha, erva seca ou folhas caídas</strong>. Esta cobertura caseira ajuda a reter a humidade do solo, a suprimir as ervas daninhas e a proteger os rebentos jovens das geadas mais rigorosas do inverno.</p><h2>Método 3: cultivo em água para rebentos verdes rápidos</h2><p>Existe um truque simples para quem pretende resultados mais rápidos ou simplesmente saborosos rebentos verdes para adicionar a saladas ou salteados.</p><p>Pegue numa cabeça de alho inteira ou em vários dentes individuais e coloque-os num copo ou frasco pequeno. <strong>Adicione água da torneira até cobrir apenas a base plana do alho</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guia-facil-para-cultivar-ajo-en-casa-incluso-en-maceta-y-cosechar-el-mejor-sabor-para-tus-platos-1786976880432.jpg" data-image="8ydp0uanzcn1" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Cultivar alho em casa é um dos projetos mais fáceis e acessíveis que pode experimentar numa horta urbana.</figcaption></figure><p>Coloque o copo perto de uma janela bem iluminada. Mude a água a cada dois dias para a manter limpa e <strong>evitar odores desagradáveis ou o crescimento de fungos</strong>.</p><p>Em poucos dias, verá raízes brancas e rebentos verdes perfumados começarem a surgir. Pode <strong>cortar as pontas verdes e usá-las para temperar os seus pratos</strong>. Também pode transferir os cravos-da-índia enraizados para um vaso com terra e deixá-los crescer naturalmente.</p><h2>A paciência compensa: a colheita e a cura</h2><p>O ciclo completo de crescimento demora geralmente sete a nove meses. Mas não se preocupe — <strong>o alho dá sinais claros quando está pronto para a colheita</strong>.</p><p>Irá notar que as folhas inferiores começarão a secar e a amarelecer. Quando mais de metade da planta estiver dourada, <strong>pare de regar completamente durante uma semana</strong>. Isto permite que o bolbo termine de amadurecer e reduz o risco de apodrecimento devido à humidade residual.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768852" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/da-sabedoria-tradicional-as-evidencias-cientificas-o-alho-repele-insetos-e-perturba-o-seu-comportamento-reprodutivo.html" title="Da sabedoria tradicional às evidências científicas: o alho repele insetos e perturba o seu comportamento reprodutivo">Da sabedoria tradicional às evidências científicas: o alho repele insetos e perturba o seu comportamento reprodutivo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/da-sabedoria-tradicional-as-evidencias-cientificas-o-alho-repele-insetos-e-perturba-o-seu-comportamento-reprodutivo.html" title="Da sabedoria tradicional às evidências científicas: o alho repele insetos e perturba o seu comportamento reprodutivo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/from-traditional-wisdom-to-scientific-evidence-garlic-repels-insects-and-disrupts-their-reproductive-behavior-1778623572044_320.jpeg" alt="Da sabedoria tradicional às evidências científicas: o alho repele insetos e perturba o seu comportamento reprodutivo"></a></article></aside><p>Após estes poucos dias, desenterre os bolbos com cuidado, utilizando uma pequena pá de jardim para evitar cortá-los ou danificá-los. <strong>Retire o excesso de terra e coloque-os num local fresco, seco e com sombra</strong> durante cerca de 15 dias.</p><p><strong>Este processo chama-se "cura" </strong>e é o segredo para manter o alho fresco na sua despensa durante meses sem que se estrague. E já está: delicie-se com o alho que cultivou em casa!</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/guia-facil-para-cultivar-alho-em-casa-mesmo-em-vaso-e-colher-o-melhor-sabor-para-os-seus-pratos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O céu tingiu-se de rosa na China: o fenómeno impressionante que surgiu antes de uma forte tempestade]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-ceu-se-tingiu-de-rosa-na-china-o-fenomeno-impressionante-que-surgiu-antes-de-uma-forte-tempestade.html</link><pubDate>Thu, 03 Sep 2026 07:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O céu sobre Changzhou assumiu tons intensos de rosa e avermelhado à medida que nuvens de tempestade se aproximavam. Minutos depois, uma chuva forte caiu sobre a cidade chinesa.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb2zga2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb2zga2.jpg" id="xb2zga2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Por alguns minutos, moradores de <strong>Changzhou</strong>,<strong> na província chinesa de Jiangsu</strong>, presenciaram uma cena que rapidamente começou a circular nas redes sociais: o <strong>céu assumiu tons intensos de rosa e vermelho enquanto grandes nuvens escuras avançavam</strong> sobre a cidade. O fenómeno ocorreu na manhã de 31 de agosto, por volta das 5h30, e durou cerca de sete ou oito minutos.</p><p>A coloração espetacular não estava ligada a nenhum fenómeno extraordinário, mas sim a<strong> uma combinação da posição do Sol, da alta humidade e das partículas e gotículas de água presentes na atmosfera</strong>. O contraste com as nuvens de tempestade tornou a paisagem ainda mais impressionante.</p><h2>Por que o céu em Changzhou ficou rosa?</h2><p>A explicação começa com a própria<strong> luz solar</strong>, que é composta por diferentes cores e comprimentos de onda. Ao atravessar a atmosfera, as moléculas de ar dispersam mais facilmente os comprimentos de onda mais curtos — principalmente o violeta e o azul — através de um processo conhecido como <strong>espalhamento de Rayleigh</strong>.</p><div class="texto-destacado">Quando o Sol está muito próximo do horizonte, como ocorre ao nascer ou no por do Sol, os seus raios precisam de atravessar uma porção muito maior da atmosfera. Durante este trajeto, uma quantidade significativa da luz azul e violeta é espalhada para fora da linha de visão, enquanto predominam os comprimentos de onda mais longos, correspondentes aos tons de amarelo, laranja, vermelho e rosa.</div><p>Em Changzhou, outro fator importante entrou em jogo: uma <strong>atmosfera extremamente húmida</strong>, carregada de gotículas de água e partículas, que precedia uma tempestade severa. Estes elementos podem alterar ainda mais a forma como a luz se dispersa e reflete entre as diversas camadas de nuvens.</p><p>As <strong>nuvens </strong>também desempenharam um papel fundamental. O <em>Met Office</em> (o Serviço Nacional de meteorologia e clima do Reino Unido)<em> </em>explica que as gotículas de água que formam uma nuvem são muito maiores do que as moléculas de ar e <strong>dispersam praticamente todos os comprimentos de onda</strong> da luz, embora, ao nascer do sol, possam receber principalmente a luz avermelhada vinda do horizonte.</p><h2>De um céu cor-de-rosa a uma chuva torrencial</h2><p>Esta cena espetacular também serviu de <strong>prelúdio para condições meteorológicas muito mais adversas</strong>. Cerca de vinte minutos após a observação dos tons avermelhados, partes de Changzhou começaram a registar chuvas fortes acompanhadas de trovoada.</p><p>O Serviço Meteorológico de Changzhou havia emitido anteriormente um aviso amarelo para <strong>chuvas intensas</strong>, prevendo a possibilidade de acumulados superiores a 100 mm num período de seis horas ou taxas de precipitação horária acima de 50 mm. Também foram emitidos avisos sobre <strong>tempestades </strong>e fortes rajadas de vento associadas aos sistemas convectivos.</p><div class="texto-destacado">Os registos confirmaram a magnitude do evento. Entre as 8h do dia 30 de agosto e as 8h do dia seguinte, Changzhou registou uma média de 57 mm de chuva, embora em Henglin os totais tenham chegado a 150 mm.</div><p>Volumes particularmente elevados também foram registados em períodos muito curtos. Em Weicun, por exemplo, foram registrados 61,1 mm apenas entre as 05h00 e as 06h00 — uma taxa suficiente para provocar<strong> inundações urbanas</strong> caso os sistemas de drenagem não consigam escoar rapidamente tal volume de água.</p><h2>Uma cor espetacular que, por si só, não permite prever tempestades</h2><p>Existe uma associação popular bem conhecida entre céus avermelhados e mudanças no tempo, mas a cor do céu, por si só, não é um indicador confiável de que uma tempestade está iminente. <strong>A tonalidade depende principalmente da posição do Sol e das características óticas da atmosfera</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785256" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/china-adia-missao-lunar-change-7-por-questoes-de-seguranca-entenda-porque-e-os-objetivos-desta-ambiciosa-exploracao.html" title="China adia missão lunar Chang'e-7 por questões de segurança: entenda porquê e os objetivos desta ambiciosa exploração">China adia missão lunar Chang'e-7 por questões de segurança: entenda porquê e os objetivos desta ambiciosa exploração</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/china-adia-missao-lunar-change-7-por-questoes-de-seguranca-entenda-porque-e-os-objetivos-desta-ambiciosa-exploracao.html" title="China adia missão lunar Chang'e-7 por questões de segurança: entenda porquê e os objetivos desta ambiciosa exploração"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/china-adia-missao-lunar-change-7-por-questoes-de-seguranca-entenda-porque-e-os-objetivos-desta-ambiciosa-exploracao-1787581040271_320.jpg" alt="China adia missão lunar Chang'e-7 por questões de segurança: entenda porquê e os objetivos desta ambiciosa exploração"></a></article></aside><p>O Laboratório de Monitorização Global da NOAA observa que <strong>poeira, aerossóis e outras partículas podem intensificar tons avermelhados</strong> quando o Sol está baixo no horizonte. Além disso, em certas situações, sistemas de baixa pressão favorecem a formação de nuvens e a precipitação, embora ambos os fatores devam ser analisados dentro de um contexto meteorológico mais amplo.</p><p>Em <strong>Changzhou</strong>, no entanto, estas duas condições coincidiram de maneira notável: <strong>a luz avermelhada da alvorada encontrou uma atmosfera de alta humidade</strong>, enquanto nuvens de tempestade escuras cobriam parcialmente a cidade. O resultado foi um breve céu rosado que anunciava visualmente uma manhã marcada por chuvas torrenciais.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-ceu-se-tingiu-de-rosa-na-china-o-fenomeno-impressionante-que-surgiu-antes-de-uma-forte-tempestade.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuva e trovoada podem regressar no sábado, dia 5: eis as regiões mais afetadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-e-trovoada-podem-regressar-no-sabado-dia-5-eis-as-regioes-mais-afetadas.html</link><pubDate>Thu, 03 Sep 2026 06:04:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A instabilidade deverá aumentar no sábado em Portugal continental, com possibilidade de aguaceiros e trovoadas, sobretudo nas regiões Norte e Centro. Saiba onde estes fenómenos poderão ser mais prováveis.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb3ebau"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb3ebau.jpg" id="xb3ebau"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A estabilidade atmosférica que tem marcado grande parte dos últimos dias deverá sofrer uma <strong>interrupção temporária no sábado, dia 5</strong>, em algumas regiões de Portugal continental. As previsões do modelo de referência do Meteored apontam para um aumento da instabilidade, que poderá traduzir-se na ocorrência de <strong>aguaceiros dispersos e trovoadas</strong>.</p><p>Contudo, esta mudança não deverá significar o regresso de chuva generalizada ao território. A precipitação prevista apresenta um caráter <strong>muito irregular e localizado</strong>, típico de situações convectivas, pelo que poderão existir diferenças significativas mesmo entre locais relativamente próximos.</p><h2>Sexta-feira ainda será marcada por pouca precipitação</h2><p>Na <strong>sexta-feira, dia 4</strong>, o cenário deverá permanecer relativamente tranquilo na maior parte de Portugal continental. Ao longo do dia poderão surgir alguns núcleos de precipitação muito dispersos, com possibilidade de serem acompanhados de trovoada, mas sem expressão significativa ou distribuição generalizada pelo território.</p><p>Ao final da tarde, o modelo ECMWF sugere alguns aguaceiros pontuais junto à faixa ocidental e em áreas do Norte e Centro. Ainda assim, a precipitação deverá ser <strong>escassa e muito localizada</strong>, mantendo-se grande parte do território sem chuva.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-e-trovoada-podem-regressar-no-sabado-dia-5-eis-as-regioes-mais-afetadas-1788368227035.jpg" data-image="zltq17uecc59" alt="Aguaceiros muito dispersos poderão surgir na sexta-feira" title="Aguaceiros muito dispersos poderão surgir na sexta-feira"><figcaption>Previsão de precipitação para as 19h de sexta-feira, segundo o modelo ECMWF. Os aguaceiros deverão apresentar caráter muito localizado, mantendo-se a precipitação pouco significativa na generalidade do território.</figcaption></figure><p> Este cenário deverá começar a alterar-se no sábado, à medida que as condições atmosféricas se tornam mais favoráveis ao desenvolvimento de <strong>instabilidade convectiva</strong>. Será durante a tarde que aumenta a probabilidade de formação de aguaceiros e células de trovoada em várias zonas do país. </p><h2>Sábado traz maior instabilidade ao Norte e Centro</h2><p>Durante a manhã de <strong>sábado, dia 5</strong>, os primeiros aguaceiros poderão surgir sobretudo no <strong>Norte</strong>, inicialmente de forma bastante irregular. A precipitação deverá ganhar alguma expressão à medida que avançamos para as horas de maior aquecimento diurno.</p><p>É durante a tarde que o cenário se torna mais interessante. As projeções mostram o aparecimento de vários núcleos convectivos, sobretudo nas <strong>regiões Norte e Centro</strong>, podendo alguns desenvolver-se rapidamente e ser acompanhados por <strong>trovoada</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786764" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/padrao-nao-vai-manter-se-ate-11-de-setembro-alerta-marta-godinho-com-efeitos-evidentes-no-clima-em-portugal.html" title="Padrão NAO+ vai manter-se até 11 de setembro, alerta Marta Godinho: 'com efeitos evidentes no tempo em Portugal'">Padrão NAO+ vai manter-se até 11 de setembro, alerta Marta Godinho: "com efeitos evidentes no tempo em Portugal"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/padrao-nao-vai-manter-se-ate-11-de-setembro-alerta-marta-godinho-com-efeitos-evidentes-no-clima-em-portugal.html" title="Padrão NAO+ vai manter-se até 11 de setembro, alerta Marta Godinho: 'com efeitos evidentes no tempo em Portugal'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/padrao-nao-vai-manter-se-ate-11-de-setembro-alerta-marta-godinho-com-efeitos-evidentes-no-clima-em-portugal-1788346611274_320.jpg" alt="Padrão NAO+ vai manter-se até 11 de setembro, alerta Marta Godinho: 'com efeitos evidentes no tempo em Portugal'"></a></article></aside><p>Entre as áreas onde a instabilidade parece mais provável destacam-se zonas do <strong>Minho, Trás-os-Montes, Douro, Beiras e regiões montanhosas do Norte e Centro</strong>. Pontualmente, poderão também formar-se células noutras zonas do interior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-e-trovoada-podem-regressar-no-sabado-dia-5-eis-as-regioes-mais-afetadas-1788368295101.jpg" data-image="y2c2xn5637pm" alt="Trovoadas poderão desenvolver-se no Norte e Centro durante a tarde" title="Trovoadas poderão desenvolver-se no Norte e Centro durante a tarde"><figcaption>Previsão da densidade de raios para as 13h de sábado, segundo o ECMWF. O maior potencial de atividade elétrica concentra-se sobretudo no Norte e Centro de Portugal continental.</figcaption></figure><p> Com o avançar da tarde, a área potencialmente afetada poderá tornar-se mais extensa. A natureza convectiva desta situação implica, contudo, uma <strong>elevada irregularidade espacial</strong>: enquanto alguns locais poderão registar aguaceiros e trovoada, outros relativamente próximos poderão permanecer praticamente secos. </p><h2>Trovoadas poderão estender-se a outras regiões durante a tarde</h2><p>Por volta das <strong>14h</strong>, o modelo continua a sinalizar atividade elétrica em várias áreas do Norte e Centro, mas surgem também alguns núcleos mais a sul. Isto sugere que a instabilidade poderá pontualmente atingir outras regiões, embora com menor expressão.</p><p>A <strong>Beira Interior</strong> continua entre as zonas a acompanhar, enquanto alguns núcleos poderão desenvolver-se mais para sul, incluindo pontualmente áreas do <strong>Alentejo</strong>. Ainda assim, é no Norte e Centro que o sinal de instabilidade se apresenta mais consistente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-e-trovoada-podem-regressar-no-sabado-dia-5-eis-as-regioes-mais-afetadas-1788368351504.jpg" data-image="n1pu34dhr1sy" alt="A instabilidade poderá atingir outras regiões durante a tarde de sábado" title="A instabilidade poderá atingir outras regiões durante a tarde de sábado"><figcaption>O ECMWF prevê vários núcleos com potencial para atividade elétrica durante a tarde de sábado, sobretudo no Norte e Centro, embora algumas células possam surgir mais a sul.</figcaption></figure><p> A presença de trovoadas não significa, necessariamente, acumulados elevados de precipitação em todo o território. Pelo contrário, os mapas mostram uma <strong>distribuição bastante irregular da chuva</strong>, característica de aguaceiros convectivos, podendo os maiores acumulados ficar circunscritos às áreas diretamente afetadas pelas células mais ativas. </p><h2>Chuva pouco expressiva, mas localmente mais significativa</h2><p>O mapa de precipitação acumulada reforça precisamente esta ideia. Até ao final de sábado, grande parte do território deverá registar <strong>quantidades reduzidas de precipitação</strong>, existindo áreas do Centro e Sul onde poderá mesmo não chover.</p><p>Os maiores acumulados previstos pelo ECMWF concentram-se sobretudo no <strong>extremo Norte e em alguns setores do litoral Norte</strong>, embora mesmo aí os valores apresentados pelo modelo sejam relativamente modestos.</p><p>Importa, contudo, salientar que em situações de natureza convectiva os acumulados podem variar consideravelmente à escala local, sendo mais difícil determinar com antecedência os pontos exatos onde os aguaceiros mais intensos poderão ocorrer.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-e-trovoada-podem-regressar-no-sabado-dia-5-eis-as-regioes-mais-afetadas-1788368624090.jpg" data-image="g884umqv0p9a" alt="Precipitação deverá apresentar uma distribuição muito irregular" title="Precipitação deverá apresentar uma distribuição muito irregular"><figcaption>Precipitação acumulada prevista pelo ECMWF até ao final de sábado. Os maiores acumulados concentram-se sobretudo no Norte, enquanto muitas regiões deverão receber quantidades reduzidas ou nulas.</figcaption></figure><p> Esta instabilidade ocorrerá, além disso, num contexto de <strong>temperaturas elevadas</strong>. Apesar dos aguaceiros e trovoadas previstos, sábado continuará a ser um dia quente em grande parte do território, particularmente nas regiões do interior. </p><h2>Instabilidade não impedirá temperaturas elevadas</h2><p>Às 16h de sábado, o ECMWF projeta valores próximos ou superiores a <strong>35 ºC em várias regiões do interior</strong>, podendo rondar os <strong>38 ºC em Castelo Branco e Portalegre</strong> e aproximar-se dos <strong>39 ºC em Évora e Beja</strong>.</p><p>Em contraste, a faixa litoral deverá apresentar temperaturas bastante mais moderadas, com valores na ordem dos <strong>23 a 29 ºC</strong> em várias cidades próximas da costa.</p><p>Esta combinação de <strong>calor à superfície e condições favoráveis à instabilidade atmosférica</strong> ajudará a criar o cenário propício à formação dos aguaceiros e trovoadas previstos para a tarde.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-e-trovoada-podem-regressar-no-sabado-dia-5-eis-as-regioes-mais-afetadas-1788368685825.jpg" data-image="4vtfk4kcnp4k" alt="Apesar da instabilidade, o calor continuará intenso no interior" title="Apesar da instabilidade, o calor continuará intenso no interior"><figcaption>Temperaturas previstas pelo ECMWF para as 16h de sábado. O interior continuará muito quente, com valores próximos dos 40 ºC em alguns setores do Alentejo.</figcaption></figure><p> Em altitude, a massa de ar permanecerá igualmente bastante quente. Aos <strong>850 hPa</strong>, nível situado aproximadamente a 1500 metros de altitude, o modelo projeta valores superiores a 20 ºC sobre grande parte de Portugal continental, evidenciando a persistência de ar quente sobre a Península Ibérica. </p><h2>Domingo traz novamente tempo mais estável</h2><p>A instabilidade deverá ter uma duração relativamente curta. Durante a noite de sábado para domingo, os aguaceiros e trovoadas deverão perder progressivamente expressão e, no <strong>domingo, dia 6</strong>, o cenário previsto volta a ser significativamente mais estável em Portugal continental.</p><p>Os mapas do ECMWF praticamente não mostram precipitação sobre o território durante o dia, ficando os eventuais aguaceiros essencialmente afastados de Portugal continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-e-trovoada-podem-regressar-no-sabado-dia-5-eis-as-regioes-mais-afetadas-1788368767062.jpg" data-image="gmqklebvk0bk" alt="Tempo mais estável deverá regressar no domingo" title="Tempo mais estável deverá regressar no domingo"><figcaption>Previsão de precipitação para as 16h de domingo. Segundo o ECMWF, a instabilidade deverá afastar-se, deixando Portugal continental praticamente sem chuva.</figcaption></figure><p> Assim, tudo indica que o episódio de instabilidade será <strong>essencialmente passageiro e concentrado no sábado</strong>, com maior probabilidade de aguaceiros e trovoadas nas regiões Norte e Centro. Dada a natureza localizada destes fenómenos, a distribuição e intensidade da precipitação poderão ainda sofrer alterações nas próximas atualizações dos modelos. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-e-trovoada-podem-regressar-no-sabado-dia-5-eis-as-regioes-mais-afetadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Recifes artificiais ajudam a preservar biodiversidade na Madeira, mas não substituem os naturais]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/recifes-artificiais-ajudam-a-preservar-biodiversidade-na-madeira-mas-nao-substituem-os-naturais.html</link><pubDate>Thu, 03 Sep 2026 05:07:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Estruturas submersas na Madeira e no Porto Santo revelam como ambientes construídos apoiam a vida marinha, embora não reproduzam totalmente a complexidade ecológica dos sistemas naturais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/recifes-artificiais-ajudam-a-preservar-biodiversidade-na-madeira-mas-nao-substituem-os-naturais-1788368458273.jpg" data-image="pgqm2xkcm4en" alt="Investigador monitoriza biodiversidade de corais" title="Investigador monitoriza biodiversidade de corais"><figcaption>Investigador monitoriza a biodiversidade em recifes artificiais da ilha de Porto Santo. Foto: CIIMAR-Madeira</figcaption></figure><p>Ao longo de quase dez anos, uma equipa de investigadores portugueses e espanhóis acompanhou a vida marinha na <strong>Madeira</strong> e no <strong>Porto Santo</strong> com o intuito de comparar recifes naturais e artificiais.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os cientistas quiseram perceber se estruturas criadas pelo ser humano, sobretudo navios afundados, conseguem cumprir funções semelhantes às das formações geológicas naturais.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Ao fim de quase uma década de monitorização, as conclusões foram inequívocas: as <strong>estruturas artificiais</strong> ajudam a manter a biodiversidade, mas <strong>não substituem a complexidade ecológica</strong> dos recifes naturais.</p><h2>Comparar dois mundos subaquáticos</h2><p>O trabalho, publicado na revista <em>Biodiversity and Conservation</em>, resulta de <strong>nove anos de monitorização contínua </strong>de peixes em dois recifes naturais e um recife artificial em cada ilha. A investigação foi conduzida pelo programa BioMa, em colaboração com o Instituto de Florestas e Conservação da Natureza da Madeira e a Universidade de Las Palmas.</p><div class="texto-destacado">Os recifes artificiais analisados nasceram do afundamento de duas antigas corvetas da Marinha Portuguesa: a Afonso Cerqueira, na Madeira, e a General Pereira d’Eça, no Porto Santo. Estas embarcações, hoje populares entre mergulhadores, foram transformadas em laboratórios vivos para avaliar o seu papel ecológico.</div><p>A monitorização revelou que os <strong>recifes artificiais</strong> atraem muitas das <strong>mesmas espécies </strong>que os naturais e, em alguns processos, comportam‑se de forma semelhante. No entanto, <strong>não conseguem replicar</strong> totalmente as <strong>funções ecológicas</strong> dos recifes naturais – sobretudo no que diz respeito à diversidade funcional e à complexidade das interações entre espécies.</p><h2>Duas ilhas, duas realidades</h2><p>O estudo mostra que o desempenho dos recifes artificiais depende fortemente do contexto ecológico de cada ilha. Na <strong>Madeira</strong>, onde as comunidades de peixes são mais ricas e diversificadas, as diferenças entre os dois ecossistemas foram menos marcadas. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Aqui, as estruturas artificiais funcionam como uma extensão da rede de habitats já existente, complementando o mosaico ecológico da ilha.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>No <strong>Porto Santo</strong>, as diferenças entre recifes naturais e artificiais foram mais evidentes, e o recife artificial <strong>apresentou valores elevados de diversidade funcional</strong> quando comparado com um recife natural sujeito a maior pressão de pesca. Em <strong>ambientes mais vulneráveis</strong>, os recifes artificiais parecem desempenhar um papel mais relevante na manutenção da biodiversidade.</p><h2>O que foi observado debaixo de água</h2><p>Ao longo dos nove anos, foram registadas <strong>52 espécies de peixes</strong>, incluindo castanhetas, peixes‑verdes, porquinhos, castanhetas‑pretas e bodiões – as mais abundantes. O estudo identificou também espécies de grande importância ecológica e de conservação, como o <strong>mero</strong>, o <strong>badejo</strong>, o <strong>peixe‑cão</strong>, o <strong>peixe‑porco</strong> e várias espécies de <strong>raias</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/recifes-artificiais-ajudam-a-preservar-biodiversidade-na-madeira-mas-nao-substituem-os-naturais-1788368576383.jpg" data-image="sk9rht5vyh9r" alt="curveta Afonso Cerqueira afundada serve de coral artificial" title="curveta Afonso Cerqueira afundada serve de coral artificial"><figcaption>A curveta Afonso Cerqueira é uma das três embarcações da Marinha Portuguesa afundadas na região da Madeira para impulsionar a biodiversidade e promover o turismo. Imagem: DRP/Madeira</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A presença destas espécies demonstra que os <strong>recifes artificiais</strong> conseguem atrair <strong>fauna diversa</strong> e desempenhar funções relevantes, mas <strong>não atingem o mesmo nível de complexidade ecológica</strong> dos recifes naturais, que acumulam séculos de formação e interações biológicas.</p><h2>Como se estuda um recife</h2><p>O estudo integra o trabalho do <strong>BioMa</strong>, um programa que monitoriza a biodiversidade marinha da Madeira desde 2016. Duas vezes por ano – no verão e no outono – a equipa mergulha nos mesmos locais para fotografar e registar a vida marinha. Atualmente, são monitorizados <strong>19 locais</strong> na Madeira e no Porto Santo, incluindo recifes rochosos, fundos de areia, campos de rodólitos e estruturas artificiais.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O BioMa já catalogou 85 espécies de peixes e mais de 70 espécies de invertebrados costeiros, incluindo novas espécies para a região e para a ciência. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Apesar da vasta informação recolhida, os investigadores ressalvam que só uma observação prolongada permite tirar conclusões robustas sobre tendências populacionais ou impactos da atividade humana.</p><p>A próxima fase do estudo passa por <strong>converter dados científicos em informação acessível para decisores políticos</strong>, facilitando a criação de medidas de gestão costeira e conservação.</p><h2>Proteger mosaicos, não peças isoladas</h2><p>Uma das principais conclusões do estudo é que a proteção da biodiversidade não pode centrar‑se apenas num tipo de habitat. <strong>Recifes </strong><strong>artificiais </strong>são úteis para criar novos espaços de vida marinha, mas<strong> não</strong><strong> substituem a necessidade de proteger recifes naturais</strong>, fundos de areia, campos de algas e outras estruturas essenciais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="702308" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-guardia-do-oceano-conheca-a-estatua-subaquatica-que-esta-a-salvar-os-recifes.html" title="A guardiã do oceano: conheça a estátua subaquática que está a salvar os recifes">A guardiã do oceano: conheça a estátua subaquática que está a salvar os recifes</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-guardia-do-oceano-conheca-a-estatua-subaquatica-que-esta-a-salvar-os-recifes.html" title="A guardiã do oceano: conheça a estátua subaquática que está a salvar os recifes"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-guardia-do-oceano-conheca-a-estatua-subaquatica-que-esta-a-salvar-os-recifes-1742505313208_320.jpg" alt="A guardiã do oceano: conheça a estátua subaquática que está a salvar os recifes"></a></article></aside><p>Os investigadores defendem a criação de <strong>mosaicos de áreas protegidas</strong>, que integrem vários habitats e atuem como redes ecológicas completas. Proteger apenas um recife natural porque tem mais espécies, ou apenas um recife artificial porque tem maior densidade, é insuficiente. A conservação eficaz exige uma abordagem integrada.</p><h2>Décadas de experiência </h2><p>A Região Autónoma da Madeira tem uma longa experiência na implementação de recifes artificiais. Os primeiros foram <strong>instalados nos anos 1980</strong> pela Direção Regional de Pescas, com o objetivo de repovoar áreas costeiras afetadas pela atividade humana. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Desde então, várias embarcações foram afundadas para criar habitats marinhos. Entre elas destaca‑se o <em>Madeirense</em>, um antigo navio de carga afundado no Porto Santo, hoje considerado um verdadeiro santuário de biodiversidade. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Na costa sul da Madeira, as zonas do <strong>Paul do Mar</strong> e <strong>do Jardim do Mar</strong> receberam recifes artificiais entre os 18 e os 22 metros de profundidade, compostos por módulos de betão que contribuíram para um aumento significativo da biodiversidade local.</p><p>Mais recentemente, foi afundada a <strong>corveta <em>Pereira d’Eça</em></strong>, em 2016, no Porto Santo, que tem ajudado a simular a diversidade dos recifes naturais adjacentes. Dois anos mais tarde, as autoridades regionais fizeram o mesmo com a <strong>corveta <em>Afonso Cerqueira</em></strong>, na área marinha protegida do Cabo Girão, onde têm reforçado a produção local de espécies e dinamizado o turismo de mergulho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/recifes-artificiais-ajudam-a-preservar-biodiversidade-na-madeira-mas-nao-substituem-os-naturais-1788368834660.jpg" data-image="e5ohyzxoucq4" alt="ilha da Madeira" title="ilha da Madeira"><figcaption>A costa da ilha da Madeira é constituída por extensos habitats costeiros de recifes rochosos e fundos marinhos naturais ao longo de toda a sua extensão. Foto: C MSROSA, trabalho do próprio, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Esta experiência acumulada, segundo os investigadores, demonstra que os recifes artificiais podem ser recursos valiosos para a conservação, o turismo e a investigação científica, mas terão de estar obrigatoriamente <strong>integrados numa estratégia mais ampla </strong>de proteção dos ecossistemas naturais.</p><h2>Um futuro de ciência e gestão integrada</h2><p>Os recifes artificiais são aliados importantes, mas não substitutos dos recifes naturais. A preservação da biodiversidade marinha depende da proteção de todos os habitats <span style="margin: 0px; padding: 0px;">do<strong> ecossistema</strong></span><strong> </strong><span style="margin: 0px; padding: 0px;"><strong>costeiro </strong>da</span> Madeira e do Porto Santo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="698627" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/participe-no-censo-da-grande-barreira-do-coral-e-ajude-a-salvar-o-maior-sistema-de-recifes-do-mundo.html" title="Participe no Censo da Grande Barreira de Coral e ajude a salvar o maior sistema de recifes do mundo">Participe no Censo da Grande Barreira de Coral e ajude a salvar o maior sistema de recifes do mundo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/participe-no-censo-da-grande-barreira-do-coral-e-ajude-a-salvar-o-maior-sistema-de-recifes-do-mundo.html" title="Participe no Censo da Grande Barreira de Coral e ajude a salvar o maior sistema de recifes do mundo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/participe-no-censo-da-grande-barreira-do-coral-e-ajude-a-salvar-o-maior-sistema-de-recifes-do-mundo-1740423533362_320.jpg" alt="Participe no Censo da Grande Barreira de Coral e ajude a salvar o maior sistema de recifes do mundo"></a></article></aside><p>Com mais dados recolhidos e novas áreas prestes a serem monitorizadas, como a<strong> costa</strong><strong> norte</strong>, <span style="margin: 0px; padding: 0px;">as<strong> Desertas</strong></span><strong> </strong>e as <strong>Selvagens</strong>, a região prepara‑se para aprofundar o conhecimento sobre os seus ecossistemas e transformar ciência em políticas públicas eficazes.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Pedro%20Neves%2C%20Rodrigo%20Riera%20%26%20Claudia%20Ribeiro" data-year="" data-title="Artificial%20reefs%20as%20functional%20substitutes%3F%20insights%20from%20a%20nine-year%20reef%20fish%20monitoring%20in%20Madeira.%20Biodiversity%20and%20Conservation" data-url="https%3A%2F%2Flink.springer.com%2Farticle%2F10.1007%2Fs10531-026-03376-y">Pedro Neves, Rodrigo Riera & Claudia Ribeiro. <a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s10531-026-03376-y" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Artificial reefs as functional substitutes? insights from a nine-year reef fish monitoring in Madeira. Biodiversity and Conservation</a>.</cite><br><cite data-author="CIIMAR%20MADEIRA" data-year="" data-title="Programa%20de%20Monitoriza%C3%A7%C3%A3o%20de%20recifes%20naturais%20da%20Madeira%20e%20Porto%20Santo" data-url="https%3A%2F%2Famaco.pt%2Fwp-content%2Fuploads%2F2024%2F10%2F02_Relatorio_Recifes_artificiais_IFCN_2016-2019-optimized.pdf">CIIMAR MADEIRA. <a href="https://amaco.pt/wp-content/uploads/2024/10/02_Relatorio_Recifes_artificiais_IFCN_2016-2019-optimized.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Programa de Monitorização de recifes naturais da Madeira e Porto Santo</a>.</cite><br><cite data-author="Dire%C3%A7%C3%A3o%20Regional%20de%20Pescas" data-year="" data-title="Recifes%20Artificiais%20da%20Regi%C3%A3o%20Aut%C3%B3noma%20da%20Madeira" data-url="https%3A%2F%2Fmarmadeira.madeira.gov.pt%2Frecifes-artificiais-e-patrimonio-subaquatico%2F">Direção Regional de Pescas. <a href="https://marmadeira.madeira.gov.pt/recifes-artificiais-e-patrimonio-subaquatico/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Recifes Artificiais da Região Autónoma da Madeira</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/recifes-artificiais-ajudam-a-preservar-biodiversidade-na-madeira-mas-nao-substituem-os-naturais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Depressão atlântica chega aos Açores na sexta-feira: estas serão as ilhas mais afetadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atlantica-chega-aos-acores-na-sexta-feira-estas-serao-as-ilhas-mais-afetadas.html</link><pubDate>Wed, 02 Sep 2026 15:21:57 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A partir do final da tarde de sexta-feira, uma depressão deverá agravar o tempo nos Açores. O Grupo Ocidental será o primeiro e mais afetado, com chuva, trovoada, vento forte e ondas próximas dos 5 metros.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb3d2dm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb3d2dm.jpg" id="xb3d2dm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma depressão atlântica deverá alterar o estado do tempo nos Açores entre sexta-feira e domingo, trazendo chuva, vento mais intenso e um agravamento do estado do mar. <strong>Os efeitos deverão ser mais marcados nos grupos Ocidental e Central</strong>, enquanto as ilhas de São Miguel e Santa Maria ficarão mais afastadas da fase mais ativa do sistema.</p><h2>Depressão traz chuva, vento e forte agitação marítima aos Açores</h2><p>O agravamento deverá começar ao final da tarde de sexta-feira, com a aproximação da depressão pelo oeste/noroeste e a entrada de ar mais frio e instável em altitude. Esta configuração deverá aumentar a instabilidade atmosférica, <strong>favorecendo aguaceiros pontualmente mais intensos e a possibilidade de trovoada</strong>, sobretudo entre a tarde e a madrugada de sábado. No Grupo Ocidental, Flores e Corvo estarão particularmente expostos nesta primeira fase, enquanto as <strong>rajadas poderão atingir 55 a 60 km/h</strong> nas Flores e as ondas aproximar-se dos 5 metros. As temperaturas irão manter-se elevadas com <strong>28 ºC no Corvo, Flores e Horta, mantendo-se entre 25 e 26 ºC no Central.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atlantica-chega-aos-acores-na-sexta-feira-estas-serao-as-ilhas-mais-afetadas-1788358032061.jpg" data-image="1jlwxqm1d0eu"><figcaption>Ao final da tarde de sexta-feira, o vento deverá intensificar-se sobretudo no Grupo Ocidental, com rajadas que poderão aproximar-se dos 60 km/h nas Flores e dos 50 km/h no Corvo.</figcaption></figure><p><strong>No sábado, a instabilidade deverá estender-se ao Grupo Central</strong>, com Faial e Pico a concentrarem a precipitação mais significativa. O vento deverá também reforçar, sobretudo durante a madrugada e a manhã, com <strong>rajadas entre 35 e 45 km/h</strong> em várias ilhas. O estado do mar permanecerá mais adverso no Grupo Ocidental, embora o aumento da ondulação se faça sentir também no Grupo Central. As temperaturas deverão descer temporariamente no Grupo Ocidental, com máximas próximas de 24 ºC no Corvo e 25 ºC nas Flores, enquanto São Miguel poderá alcançar 27 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atlantica-chega-aos-acores-na-sexta-feira-estas-serao-as-ilhas-mais-afetadas-1788362378145.jpg" data-image="cttperrin5in" alt="chuva prevista" title="chuva prevista"><figcaption>Durante a noite de sexta-feira e a madrugada de sábado, a instabilidade deverá começar a estender-se ao Grupo Central, atingindo inicialmente Faial e Pico, enquanto a precipitação se mantém mais intensa no Grupo Ocidental.</figcaption></figure><p>Entre sábado à noite e domingo deverão registar-se os maiores acumulados de precipitação do episódio, podendo atingir entre <strong>50 a 55 mm nas Flores e no Faial, e os 60 mm na Ilha do Pico</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atlantica-chega-aos-acores-na-sexta-feira-estas-serao-as-ilhas-mais-afetadas-1788362119008.jpg" data-image="u2hvfzg8107t" alt="precipitação acumulada" title="precipitação acumulada"><figcaption>Até ao final de domingo, os maiores acumulados deverão registar-se nas ilhas das Flores, Faial e Pico, onde poderão superar os 50 mm e aproximar-se dos 60 mm nesta última.</figcaption></figure><p>A agitação marítima deverá atingir o <strong>período mais adverso entre o final de sábado e a manhã de domingo</strong>, começando a diminuir durante a tarde. As temperaturas deverão recuperar no Grupo Ocidental, com máximas de 28 ºC no Corvo e nas Flores, enquanto a Horta poderá atingir 27 ºC.</p><h2>Madeira mantém tempo seco e estável até domingo</h2><p>Na Madeira, pelo contrário, <strong>o tempo deverá manter-se seco e estável entre sexta-feira e domingo</strong>, apesar do aumento da nebulosidade previsto para sábado. No domingo, o vento deverá tornar-se mais intenso, com rajadas próximas dos 40 km/h nas zonas mais expostas. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786764" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/padrao-nao-vai-manter-se-ate-11-de-setembro-alerta-marta-godinho-com-efeitos-evidentes-no-clima-em-portugal.html" title="Padrão NAO+ vai manter-se até 11 de setembro, alerta Marta Godinho: 'com efeitos evidentes no tempo em Portugal'">Padrão NAO+ vai manter-se até 11 de setembro, alerta Marta Godinho: "com efeitos evidentes no tempo em Portugal"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/padrao-nao-vai-manter-se-ate-11-de-setembro-alerta-marta-godinho-com-efeitos-evidentes-no-clima-em-portugal.html" title="Padrão NAO+ vai manter-se até 11 de setembro, alerta Marta Godinho: 'com efeitos evidentes no tempo em Portugal'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/padrao-nao-vai-manter-se-ate-11-de-setembro-alerta-marta-godinho-com-efeitos-evidentes-no-clima-em-portugal-1788346611274_320.jpg" alt="Padrão NAO+ vai manter-se até 11 de setembro, alerta Marta Godinho: 'com efeitos evidentes no tempo em Portugal'"></a></article></aside><p>As temperaturas deverão apresentar poucas variações, com <strong>máximas entre 22 e 26 ºC</strong>, geralmente mais elevadas na costa sul.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atlantica-chega-aos-acores-na-sexta-feira-estas-serao-as-ilhas-mais-afetadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[5 destinos em França ideais durante a época baixa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/5-destinos-em-franca-ideais-durante-a-epoca-baixa.html</link><pubDate>Wed, 02 Sep 2026 12:21:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Após um verão de ondas de calor, as temperaturas em França estão gradualmente a voltar ao normal. Que melhor forma de aproveitar o final da temporada do que visitar destinos populares que são mais tranquilos em setembro?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ces-5-destinations-francaises-sont-ideales-en-arriere-saison-1787911445852.jpeg" data-image="kpa7zf5rf17x" alt="As Cabanes Tchanquées (cabanas sobre estacas) na Île aux Oiseaux, no coração da Baía de Arcachon." title="As Cabanes Tchanquées (cabanas sobre estacas) na Île aux Oiseaux, no coração da Baía de Arcachon."><figcaption>As Cabanes Tchanquées (cabanas sobre estacas) na Île aux Oiseaux, no coração da Baía de Arcachon.</figcaption></figure><p> De Bonifacio a Collioure, com paragens na Baía de Arcachon, Biarritz e no Luberon, eis <strong>cinco destinos ideais para visitar agora</strong>, com temperaturas ainda amenas e as multidões a começarem a diminuir. <br> </p><h2>Bonifácio, um regresso à autenticidade</h2><p>Segundo o portal de viagens Ulysse, a Agência de Turismo da Córsega (ATC) registou<strong> 370 mil visitantes em Bonifacio em agosto</strong>, marcando o pico da época turística de verão.</p><p><strong>A partir de setembro, o número de turistas diminui drasticamente</strong> e as temperaturas tornam-se mais amenas do que no verão, variando entre os 19 °C de manhã e os 27 °C à tarde. A temperatura da água do mar mantém-se muito agradável, cerca de 22–23 °C, criando condições ideais para nadar.</p><p>Os visitantes podem passear pelas ruas estreitas da cidadela e subir os 187 degraus da Escadaria do Rei de Aragão, que oferece <strong>vistas deslumbrantes para o mar</strong>. O trilho Campu Rumanilu, que percorre os penhascos de calcário, proporciona uma caminhada revigorante, ideal para ser apreciada de manhã cedo ou ao pôr-do-sol.</p><p>A<strong> cidade medieval recupera uma atmosfera mais local</strong>, permitindo interações mais autênticas com os residentes e comerciantes. As Ilhas Lavezzi e as suas praias também podem ser exploradas num ambiente muito mais tranquilo.</p><h2>Baía de Arcachon, uma fuga tranquila</h2><p>Após o incêndio florestal de Saumos, que desalojou 220.000 pessoas e queimou 42.000 hectares, <strong>o turismo está a regressar gradualmente à Baía de Arcachon</strong>, onde a zona norte tinha sido evacuada. Nesta zona muito visitada, as comunidades costeiras de La Teste-de-Buch, Gujan-Mestras, Le Teich e Arcachon não foram afetadas pelo fogo.</p><p>Em setembro, <strong>a luz dourada, as praias quase desertas e a maresia criam um ambiente tranquilo</strong>. As temperaturas rondam os 22 °C e as águas da baía mantêm-se suficientemente quentes para nadar. A majestosa Duna de Pilat e as aldeias de cultivo de ostras assumem um carácter mais calmo e intimista.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780081" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pedalar-ate-ao-comboio-vai-ficar-mais-simples-lisboa-prepara-57-novos-abrigos-para-bicicletas.html" title="Pedalar até ao comboio vai ficar mais simples: Lisboa prepara 57 novos abrigos para bicicletas">Pedalar até ao comboio vai ficar mais simples: Lisboa prepara 57 novos abrigos para bicicletas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pedalar-ate-ao-comboio-vai-ficar-mais-simples-lisboa-prepara-57-novos-abrigos-para-bicicletas.html" title="Pedalar até ao comboio vai ficar mais simples: Lisboa prepara 57 novos abrigos para bicicletas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pedalar-ate-ao-comboio-vai-ficar-mais-simples-lisboa-prepara-57-novos-abrigos-para-bicicletas-1784826729659_320.jpg" alt="Pedalar até ao comboio vai ficar mais simples: Lisboa prepara 57 novos abrigos para bicicletas"></a></article></aside><p>Suba à duna para contemplar um espetacular pôr-do-sol sobre a Baía de Arcachon e a floresta de Landes. <strong>Setembro é também uma ótima altura para saborear as deliciosas ostras da baía</strong>. Visite um dos pequenos portos de cultivo de ostras, acomode-se numa cabana rústica e desfrute desta iguaria local com um copo de vinho branco.</p><p>Alugue um barco ou faça um passeio numa tradicional pinasse pelas águas tranquilas da Baía de Arcachon. <strong>Explore a Ilha dos Pássaros, onde mais de 150 espécies podem ser observadas durante este período</strong>, além das suas famosas cabanas e enseadas escondidas que parecem congeladas no tempo.</p><h2>O maciço do Luberon, os tons ocre e a arte provençal de viver</h2><p>Entre setembro e novembro, o Luberon transforma-se em tons de dourado, ocre e vermelho. <strong>Os dias são frequentemente ensolarados, com temperaturas que variam entre os 14 e os 20 °C</strong>. Em Cucuron, o lago rodeado por plátanos centenários reflete nuances douradas; os terraços permanecem abertos e as ruas tranquilas convidam os visitantes a passear. A atmosfera outonal capta a arte provençal de viver na sua forma mais serena.</p><p>As<strong> vinhas e os olivais ganham cores marcantes, enquanto os trilhos se transformam em rotas tranquilas de exploração</strong>. A partir de La Motte-d'Aigues, Grambois ou Ansouis, os visitantes podem caminhar por trilhos marcados pelas colinas ou simplesmente caminhar entre vinhas douradas. O outono é também uma época ideal para a fotografia, contemplação e desligar do dia a dia.</p><p>Em setembro, <strong>o estacionamento perto do Colorado Provençal já não exige reserva antecipada</strong>. Os penhascos ocres do maciço de Luberon, cujas cores lembram as paisagens do Oeste americano, brilham sob a luz do outono, que realça a sua rica paleta de cores.</p><h2>Collioure: caminhadas, natação e sabores locais</h2><p>Em Collioure, <strong>o número de turistas começa a diminuir a partir de 15 de agosto, facilitando o estacionamento e o trânsito na vila</strong>. No outono, o porto e os seus restaurantes retomam um ritmo mais tranquilo. Os visitantes podem saborear especialidades locais com anchovas.</p><p>O bairro de Mouré, com as suas casas coloridas, pode ser explorado sem pressas. <strong>As temperaturas mantêm-se amenas, variando entre os 17 e os 25 °C</strong>, enquanto o mar conserva o calor acumulado durante o verão, com temperaturas da água entre os 20 e os 22 °C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ces-5-destinations-francaises-sont-ideales-en-arriere-saison-1787911900524.jpeg" data-image="ab4xxtlguakt" alt="O Castelo Real de Collioure e a Igreja de Notre-Dame-des-Anges." title="O Castelo Real de Collioure e a Igreja de Notre-Dame-des-Anges."><figcaption>O Castelo Real de Collioure e a Igreja de Notre-Dame-des-Anges.</figcaption></figure><p>Visite o Castelo Real de Collioure, construído no interior das fortificações, e a Igreja de Notre-Dame-des-Anges, que possui uma torre sineira em forma de farol e alberga um retábulo barroco aberto a visitas. <strong>Com a sua luz dourada, o outono é a estação perfeita para a fotografia e para caminhadas no ar mais fresco</strong>. É também a época da colheita da uva nas vinhas em socalcos de Banyuls e Collioure.</p><h2>Biarritz: surf e dança</h2><p><strong>O número de visitantes em Biarritz começa a diminuir em setembro</strong>. As temperaturas médias variam entre os 15 °C de manhã e os 23 °C à tarde, enquanto o mar permanece a uns agradáveis 21 °C. <strong>Setembro é um mês ideal para a prática de surf</strong>, graças à temperatura amena da água e às excelentes condições das ondas.</p><p>Desfrute de <strong>praias icónicas como a Côte des Basques ou a Grande Plage</strong> sem as multidões do verão. O Rocher de la Vierge, que oferece vistas panorâmicas da costa, é muito mais fácil de visitar sem as longas filas típicas da época alta.</p><p><strong>Delicie-se com peixe fresco no porto de pesca</strong>, com as suas encantadoras cabanas e portadas coloridas. Por fim, não perca o festival de dança Le Temps d'Aimer, que anima a região durante todo o mês de setembro.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Odyss%C3%A9e%2C%20Luc%20Rongier" data-year="22%20de%20agosto%20del%202026" data-title="Voyage%20Les%20touristes%20sont%20partis%20mais%20le%20soleil%20reste%2C%20ces%205%20destinations%20fran%C3%A7aises%20sont%20encore%20parfaites%20en%20septembre%20et%20octobre" data-url="https%3A%2F%2Fulysse.com%2Fnews%2Fles-touristes-sont-partis-mais-le-soleil-reste-ces-5-destinations-francaises-sont-encore-parfaites-en-septembre-et-octobre">Odyssée, Luc Rongier. (August 22, 2026). <a href="https://ulysse.com/news/les-touristes-sont-partis-mais-le-soleil-reste-ces-5-destinations-francaises-sont-encore-parfaites-en-septembre-et-octobre" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Travel: The tourists are gone but the sun remains — these 5 French destinations are still perfect in September and October</a>.</cite></p></section><p> <a href="https://ulysse.com/news/les-touristes-sont-partis-mais-le-soleil-reste-ces-5-destinations-francaises-sont-encore-parfaites-en-septembre-et-octobre"></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/5-destinos-em-franca-ideais-durante-a-epoca-baixa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Padrão NAO+ vai manter-se até 11 de setembro, alerta Marta Godinho: "com efeitos evidentes no tempo em Portugal"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/padrao-nao-vai-manter-se-ate-11-de-setembro-alerta-marta-godinho-com-efeitos-evidentes-no-clima-em-portugal.html</link><pubDate>Wed, 02 Sep 2026 11:21:47 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O início de setembro será marcado pela alternância entre os regimes NAO+ e Atlantic Ridge, com predomínio do primeiro. Após alguns dias de calor e um sábado instável, as previsões apontam para temperaturas acima da média e pouca chuva.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb3b4du"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb3b4du.jpg" id="xb3b4du"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><br>As previsões do ECMWF apontam para a manutenção de um padrão atmosférico dominado maioritariamente pela fase positiva da Oscilação do Atlântico Norte (NAO+) durante os próximos dias.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Em Portugal, os seus efeitos serão evidentes e, apesar de um episódio de instabilidade no sábado (5), a tendência para a segunda semana de setembro será de <strong>temperaturas acima da média e precipitação abaixo do normal</strong>.</p><h2>A NAO+ estará presente no início de setembro, mas o Atlantic Ridge também terá influência</h2><p>A previsão sub-sazonal dos regimes meteorológicos do ECMWF mostra que a <strong>NAO+ (fase positiva da Oscilação do Atlântico Norte) será o padrão predominante durante grande parte dos primeiros dias de setembro</strong>, embora não de forma contínua. O gráfico evidencia algumas interrupções, com destaque para a influência temporária do regime <strong>Atlantic Ridge (ATR)</strong>, representado a roxo, particularmente em torno do dia 5/6. Posteriormente, a probabilidade de NAO+ volta a aumentar de forma bastante expressiva, tornando-se novamente o regime dominante aproximadamente entre os dias 7 e 10 de setembro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/padrao-nao-vai-manter-se-ate-11-de-setembro-alerta-marta-godinho-com-efeitos-evidentes-no-clima-em-portugal-1788346310593.jpg" data-image="tyypko6n7iu5" alt="Regimes Euro-Atlânticos" title="Regimes Euro-Atlânticos"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-494288">O NAO+ deverá ser o regime predominante durante grande parte dos primeiros dias de setembro, embora com uma interrupção associada ao Atlantic Ridge. Após o dia 6, a probabilidade de NAO+ volta a aumentar de forma bastante expressiva.</figcaption></figure><p>O regime <strong>NAO+</strong> caracteriza-se, de forma simplificada, por um reforço do contraste de pressão entre as altas pressões subtropicais do Atlântico e as baixas pressões nas latitudes mais elevadas. Esta configuração tende a intensificar e deslocar para norte a circulação das principais depressões e frentes atlânticas, deixando Portugal mais frequentemente sob influência anticiclónica e, consequentemente, com <strong>tempo mais seco e estável</strong>.</p><p>Contudo, o gráfico mostra também alguns dias sob maior influência do <strong>Atlantic Ridge</strong>, um regime caracterizado pelo desenvolvimento de uma dorsal de altas pressões sobre o Atlântico Norte. É precisamente neste contexto que se enquadra a <strong>maior instabilidade prevista para sábado, dia 5.</strong></p><p>Assim, mais do que uma situação de NAO+ permanente, os próximos dias deverão apresentar uma <strong>alternância entre NAO+ e Atlantic Ridge, com clara predominância do primeiro no conjunto do período</strong>, algo que terá efeitos evidentes no tempo em Portugal.</p><h2>Até sexta-feira o anticiclone bloqueia as principais tempestades atlânticas</h2><p>Entre esta quarta-feira, dia 2, e sexta-feira, dia 4, as altas pressões deverão manter uma influência importante sobre a Península Ibérica.</p><p>A configuração atmosférica prevista para sexta-feira é bastante ilustrativa: a noroeste dos Açores encontra-se uma depressão atlântica, acompanhada por uma extensa massa de nebulosidade e precipitação. Contudo, entre este sistema e Portugal estabelece-se uma região de altas pressões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/padrao-nao-vai-manter-se-ate-11-de-setembro-alerta-marta-godinho-com-efeitos-evidentes-no-clima-em-portugal-1788346495290.jpg" data-image="jwu1isyowwmw" alt="Configuração atmosférica: Pressão e chuva" title="Configuração atmosférica: Pressão e chuva"><figcaption>As altas pressões no Atlântico e sobre a Península Ibérica ajudam a desviar as principais depressões e frentes para latitudes mais elevadas. A oeste dos Açores observa-se uma depressão atlântica, sem progressão direta para Portugal continental.</figcaption></figure><p>Este "escudo" anticiclónico deverá impedir que as principais frentes atlânticas avancem diretamente sobre Portugal continental, desviando a circulação mais perturbada para norte.</p><p>Ao mesmo tempo, o território continuará sob influência de uma massa de ar bastante quente. <strong>Quinta-feira deverá ser um dos dias mais quentes deste período</strong>, com o Alentejo a poder registar máximas superiores a 40 ºC em alguns locais. Na sexta-feira (4), apesar da manutenção de um ambiente quente, começarão a surgir alguns sinais de mudança. A nebulosidade deverá aumentar e não se exclui a ocorrência pontual de precipitação fraca.</p><h2>Sábado interrompe temporariamente a estabilidade com trovoadas de norte a sul</h2><p>Será no <strong>sábado, dia 5</strong>, que a situação meteorológica poderá tornar-se bastante mais interessante. As projeções atuais apontam para um aumento significativo da atividade convectiva durante o dia. As primeiras células poderão surgir durante a manhã, incluindo em zonas do litoral, nomeadamente nas regiões de Lisboa e Leiria. Com o avançar das horas, a instabilidade deverá estender-se para o interior e para outras regiões do país.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/padrao-nao-vai-manter-se-ate-11-de-setembro-alerta-marta-godinho-com-efeitos-evidentes-no-clima-em-portugal-1788346611274.jpg" data-image="suvub9wj21mc" alt="Densidade de descargas elétricas" title="Densidade de descargas elétricas"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-243646">A instabilidade aumenta significativamente no sábado, com possibilidade de trovoadas em várias regiões do país. No Norte, a Meteored projeta localmente densidades superiores a 10 raios/km², podendo as células convectivas ser acompanhadas por aguaceiros, granizo e rajadas fortes.</figcaption></figure><p>Durante a tarde, o modelo Meteored projeta <strong>descargas elétricas em vários pontos de Portugal continental</strong>, com maior atividade em algumas zonas do Norte e Centro. Localmente, a densidade de raios prevista ultrapassa os 12 raios/km².</p><p>A combinação de <strong>temperaturas elevadas junto à superfície e ar relativamente mais frio em altitude</strong> favorece movimentos verticais vigorosos na atmosfera. O ar quente ascende, arrefece e condensa, permitindo o rápido desenvolvimento de nuvens convectivas. Por isso, além das trovoadas, poderão ocorrer <strong>aguaceiros localmente intensos, granizo e rajadas fortes de vento</strong> associados às células mais desenvolvidas. </p><h2>Depois da instabilidade, o NAO+ volta a deixar a sua marca</h2><p>O episódio de sábado não deverá representar uma alteração definitiva do padrão atmosférico. Pelo contrário, quando se olha para a escala de vários dias, as projeções continuam a favorecer condições compatíveis com a influência do NAO+. E é aqui que os mapas sub-sazonais do ECMWF para a semana de <strong>7 a 14 de setembro</strong> se tornam particularmente relevantes.</p><p>A previsão das anomalias da temperatura a 2 metros apresenta praticamente todo o território continental sob <strong>anomalia positiva</strong>, indicando temperaturas médias semanais superiores aos valores climatológicos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/padrao-nao-vai-manter-se-ate-11-de-setembro-alerta-marta-godinho-com-efeitos-evidentes-no-clima-em-portugal-1788346743560.jpg" data-image="jze86f1naxtt" alt="Anomalia semanal da temperatura" title="Anomalia semanal da temperatura"><figcaption>A segunda semana de setembro deverá apresentar temperaturas médias acima do normal em Portugal continental. A anomalia positiva será mais evidente no Sul e em partes do interior Norte e Centro, sendo mais discreta junto ao litoral.</figcaption></figure><p>O sinal quente deverá ser mais pronunciado no <strong>Sul e em partes do interior das regiões Norte e Centro</strong>. Junto ao litoral Norte e Centro, a influência marítima deverá contribuir para limitar o aquecimento, pelo que as anomalias serão tendencialmente mais modestas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786711" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-12-c-acima-da-media-o-aumento-da-temperatura-previsto-para-amanha-dia-3-reforcara-as-anomalias-termicas-positivas.html" title="Até 12°C acima da média: o aumento da temperatura previsto para amanhã, dia 3, reforçará as anomalias térmicas positivas">Até 12°C acima da média: o aumento da temperatura previsto para amanhã, dia 3, reforçará as anomalias térmicas positivas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-12-c-acima-da-media-o-aumento-da-temperatura-previsto-para-amanha-dia-3-reforcara-as-anomalias-termicas-positivas.html" title="Até 12°C acima da média: o aumento da temperatura previsto para amanhã, dia 3, reforçará as anomalias térmicas positivas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-12-c-acima-da-media-preve-se-um-aumento-da-temperatura-amanha-dia-3-reforcando-as-anomalias-termicas-positivas-1788302148323_320.jpg" alt="Até 12°C acima da média: o aumento da temperatura previsto para amanhã, dia 3, reforçará as anomalias térmicas positivas"></a></article></aside><p>Importa recordar que uma anomalia positiva semanal não significa necessariamente calor extremo todos os dias. Significa, neste caso, que a <strong>temperatura média do conjunto da semana deverá ficar acima da média climatológica</strong> para esta altura do ano.</p><h2>Até dia 11, setembro poderá continuar mais quente e seco que o normal</h2><p>A precipitação reforça ainda mais este cenário. O mapa semanal do ECMWF aponta para <strong>anomalias negativas de precipitação em Portugal</strong>, sinal de que, no conjunto da semana, deverá chover menos do que seria climatologicamente expectável.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/padrao-nao-vai-manter-se-ate-11-de-setembro-alerta-marta-godinho-com-efeitos-evidentes-no-clima-em-portugal-1788346825973.jpg" data-image="egojip00plff" alt="Anomalia semanal da precipitação" title="Anomalia semanal da precipitação"><figcaption>O ECMWF antecipa uma semana globalmente mais seca do que o habitual em Portugal. As anomalias negativas de precipitação reforçam a tendência para uma primeira metade de setembro com poucos episódios de chuva significativa.</figcaption></figure><p>Assim, depois da exceção mais instável prevista para sábado, a tendência de médio prazo volta a favorecer <strong>tempo predominantemente seco e temperaturas acima da média</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/padrao-nao-vai-manter-se-ate-11-de-setembro-alerta-marta-godinho-com-efeitos-evidentes-no-clima-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 12°C acima da média: o aumento da temperatura previsto para amanhã, dia 3, reforçará as anomalias térmicas positivas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-12-c-acima-da-media-o-aumento-da-temperatura-previsto-para-amanha-dia-3-reforcara-as-anomalias-termicas-positivas.html</link><pubDate>Wed, 02 Sep 2026 10:02:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O IPMA prolongou os avisos amarelos de tempo quente. Inicialmente estes estariam em vigor até às 6h do dia 4 de setembro, mas neste momento, deverão prolongar-se até às 18h do mesmo dia. O número de distritos em alerta mantém-se.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb35nx2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb35nx2.jpg" id="xb35nx2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Neste momento, <strong>são 11 os distritos sob aviso amarelo de tempo quente</strong>, de acordo com o IPMA. Este aviso entra em vigor às 9h de amanhã, dia 3 de setembro e termina pelas 18h do dia seguinte, sexta-feira.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Os distritos em questão são: Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Santarém, Lisboa, Setúbal, Portalegre, Évora e Beja. Os restantes, que fazem parte da faixa litoral Norte e Centro e Faro, encontram-se isentos de qualquer aviso, devido a uma <strong>subida mais contida das temperaturas</strong>.</p><h2>Anomalias térmicas vão intensificar-se entre hoje e amanhã</h2><p>O dia de hoje também registará uma subida das temperaturas máximas, no entanto, esta subida será mais contida, face à que se espera para amanhã. Com isto, as anomalias térmicas positivas, ou valores acima da média, hoje já deverão cobrir a maior parte da nossa geografia continental, com <strong>valores até 6 ºC acima da média</strong>, especialmente em alguns pontos dos distritos de Lisboa e Faro. O litoral de Aveiro deverá contar com uma anomalia negativa, ou valores abaixo da média, de até 3 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-12-c-acima-da-media-preve-se-um-aumento-da-temperatura-amanha-dia-3-reforcando-as-anomalias-termicas-positivas-1788302148323.jpg" data-image="qkoxoaldmsyg" alt="anomalia térmica" title="anomalia térmica"><figcaption>Como temos vindo a reforçar, as temperaturas contarão com valores muito acima da média em boa parte do país ao longo da tarde de amanhã, quinta-feira.</figcaption></figure><p>Amanhã, durante as horas de maior calor, as anomalias deverão intensificar-se, à medida que se esperam <strong>temperaturas máximas na ordem dos 42 ºC</strong>, especialmente no Alentejo. E será nesta região que as anomalias térmicas mais evidentes deverão ser registadas, como podemos observar no mapa acima, onde os valores poderão ser de até 12 ºC acima da normal climatológica de referência.</p><h2>A partir do fim de semana há alívio térmico, mas não em todo o lado</h2><p>Ainda que na sexta-feira se espere uma <strong>descida das temperaturas em boa parte do país, esta será pouco significativa</strong>, uma vez que os valores deverão manter-se próximos dos 40 ºC em vários pontos do interior do país. No Vale do Douro poderá dar-se uma subida, onde os termómetros poderão registar até 41 ºC, sendo esta a zona mais quente do país nesse dia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786607" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-de-calor-a-partir-das-09-00-de-quinta-feira-3-esperam-se-temperaturas-elevadas-nestes-11-distritos.html" title="Aviso amarelo de calor: a partir das 09:00 de quinta-feira (3) esperam-se temperaturas elevadas nestes 11 distritos">Aviso amarelo de calor: a partir das 09:00 de quinta-feira (3) esperam-se temperaturas elevadas nestes 11 distritos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-de-calor-a-partir-das-09-00-de-quinta-feira-3-esperam-se-temperaturas-elevadas-nestes-11-distritos.html" title="Aviso amarelo de calor: a partir das 09:00 de quinta-feira (3) esperam-se temperaturas elevadas nestes 11 distritos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aviso-amarelo-de-calor-a-partir-das-09-00-de-quinta-feira-3-esperam-se-temperaturas-elevadas-nestes-11-distritos-1788257305725_320.png" alt="Aviso amarelo de calor: a partir das 09:00 de quinta-feira (3) esperam-se temperaturas elevadas nestes 11 distritos"></a></article></aside><p>No entanto, nos dias seguintes, a <strong>descida térmica será mais evidente, especialmente no litoral Norte e Centro do país</strong>, trazendo de volta as anomalias nulas (valores dentro da média) ou negativas a esta região. Com isto, e tendo em conta a variabilidade destes fatores, aconselhamos que se mantenha atento às próximas previsões em <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/" target="_blank" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">tempo.pt</a>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-12-c-acima-da-media-o-aumento-da-temperatura-previsto-para-amanha-dia-3-reforcara-as-anomalias-termicas-positivas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Poda das roseiras no outono: quanto se pode e deve cortar antes do inverno?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/poda-das-roseiras-no-outono-quanto-se-pode-e-deve-cortar-antes-do-inverno.html</link><pubDate>Wed, 02 Sep 2026 09:06:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>O outono está a chegar, e com ele surge a questão crucial de como e quando devemos podar os nossos arbustos, plantas perenes e árvores. O ideal é que a poda seja adaptada à espécie específica da planta.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/rosen-schneiden-im-herbst-wie-viel-rueckschnitt-vor-dem-winter-erlaubt-und-sinnvoll-ist-1787835147084.jpeg" data-image="bvjdozj4gyts"><figcaption>A época ideal para a poda varia consoante o tipo e a idade da roseira.</figcaption></figure><p>Nem todas as plantas precisam de ser podadas ao mesmo tempo. Mesmo entre os diferentes tipos de rosas, o momento ideal pode variar. <strong>As condições climáticas locais e a localização da planta também influenciam a época ideal</strong>.</p><h2>A poda no outono é possível</h2><p>Algumas roseiras florescem duas ou três vezes por ano, o que significa que a época ideal para a poda também varia. Por isso, <strong>faz sentido esperar até que a planta tenha definitivamente terminado a floração antes de a podar</strong>. As roseiras ainda podem ser podadas no outono. É aconselhável cortar cerca de um terço do seu comprimento. Um corte mais drástico pode enfraquecer a planta e dificultar a sua sobrevivência durante o inverno.</p><h2>Corte a planta apenas num terço</h2><p>Em geral, <strong>o inverno também provoca um pouco de definhamento nas roseiras</strong>. As geadas severas podem afetá-las tanto que o crescimento na primavera seguinte é significativamente menor. Se a planta tiver sido podada apenas num terço, ainda terá a hipótese de ressurgir do inverno com bastante vigor. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/rosen-schneiden-im-herbst-wie-viel-rueckschnitt-vor-dem-winter-erlaubt-und-sinnvoll-ist-1787834996581.jpeg" data-image="ybldpsjts0z3"><figcaption>A poda pode ser realizada várias vezes por ano.</figcaption></figure><p>Uma boa proteção de inverno para as roseiras consiste, sobretudo, em empilhar ramos de coníferas ou de húmus à sua volta. <strong>Uma mistura de terra vegetal e húmus protege as plantas do frio excessivo</strong>, ajudando a evitar que congelem tão rapidamente. </p><h2>As coníferas protegem as roseiras no inverno</h2><p>Os<strong> ramos das coníferas também devem cobrir bem o solo</strong>. Durante invernos rigorosos e ventos fortes, a vegetação adicional de coníferas pode proporcionar proteção extra, juntamente com a cobertura do solo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="754641" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-podar-uma-roseira-sem-medo-o-corte-que-parece-agressivo-mas-ativa-a-sua-vida-a-partir-do-interior.html" title="Como podar uma roseira sem medo: o corte que parece agressivo mas ativa a sua vida a partir do interior">Como podar uma roseira sem medo: o corte que parece agressivo mas ativa a sua vida a partir do interior</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-podar-uma-roseira-sem-medo-o-corte-que-parece-agressivo-mas-ativa-a-sua-vida-a-partir-do-interior.html" title="Como podar uma roseira sem medo: o corte que parece agressivo mas ativa a sua vida a partir do interior"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/guia-definitiva-para-podar-rosales-1771253244123_320.jpeg" alt="Como podar uma roseira sem medo: o corte que parece agressivo mas ativa a sua vida a partir do interior"></a></article></aside><p>Em alguns casos, podem ser colocados ramos de coníferas à volta das plantas e arbustos. Isto proporciona uma <strong>proteção extra para plantas maiores e mais sensíveis</strong>. Outra opção é a utilização de manta geotêxtil. Esta manta respirável pode ser utilizada para cobrir plantas sensíveis de forma prática.</p><h2>As roseiras também podem ser podadas na primavera</h2><p>Uma <strong>poda completa também pode ser feita na primavera</strong>. Os novos rebentos laterais que surgirem podem ser cortados sem preocupação. Isto ajuda a roseira a manter a sua forma original e desejada.</p><p>Por último, mas não menos importante, a poda drástica pode proteger as roseiras da chamada "senescência". As plantas cujos ramos estão verdes e a produzir flores apenas no topo tornam-se lenhosas e desprovidas de folhagem na parte inferior, o que indica que não foram podadas regularmente. <strong>A poda regular ajuda a planta a produzir novos rebentos saudáveis e a desenvolver flores magníficas</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="t-online.de" data-year="2026" data-title="Rosen%20schneiden%20im%20Herbst%3A%20Ja%20oder%20Nein%3F" data-url="https%3A%2F%2Fwww.t-online.de%2Fheim-garten%2Fgarten%2Fid_90831716%2Frosen-schneiden-im-herbst-wie-viel-ist-erlaubt-.html">t-online.de. (2026). <a href="https://www.t-online.de/heim-garten/garten/id_90831716/rosen-schneiden-im-herbst-wie-viel-ist-erlaubt-.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Rosen schneiden im Herbst: Ja oder Nein?</a>.</cite><br><cite data-author="mein-schoener-Garten.de" data-year="2026" data-title="Winterschutz%20f%C3%BCr%20Rosen" data-url="https%3A%2F%2Fwww.mein-schoener-garten.de%2Fgartenpraxis%2Fziergaerten%2Fwinterschutz-fuer-rosen-7441">mein-schoener-Garten.de. (2026). <a href="https://www.mein-schoener-garten.de/gartenpraxis/ziergaerten/winterschutz-fuer-rosen-7441" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Winterschutz für Rosen</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/poda-das-roseiras-no-outono-quanto-se-pode-e-deve-cortar-antes-do-inverno.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Trajeto global do plástico: mais de 400 milhões de toneladas são produzidas por ano, mas menos de 10% são recicladas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/jornada-global-do-plastico-mais-de-400-milhoes-de-toneladas-sao-produzidas-ao-ano-mas-menos-de-10-sao-recicladas.html</link><pubDate>Wed, 02 Sep 2026 08:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Mais de 400 milhões de toneladas de plástico são produzidas na Terra a cada ano, das quais menos de 10% são recicladas. O seu transporte e distribuição são globais. Os menores são os mais perigosos e os mais difíceis de reduzir.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-transporte-global-de-plasticos-por-tierra-mar-y-aire-1786289774004.jpg" data-image="1dc0dn63e53j"><figcaption>Uma grande proporção dos resíduos gerados pelas atividades humanas é composta por plástico.</figcaption></figure><p>A<strong> poluição por plástico</strong> é <strong>um dos principais problemas e desafios do século atual</strong>. Enquanto lê estas linhas, o ar que entra nos seus pulmões contém partículas microscópicas de plástico (microplásticos e nanoplásticos). Qualquer alimento ou bebida que consuma também conterá vestígios dessas partículas. Nem mesmo o lugar mais isolado e intocado da Terra que possa imaginar escapou da presença do plástico.</p><p>A <strong>produção global anual </strong>de plástico ultrapassa atualmente <strong>400 milhões de toneladas</strong>. Apesar dos anos — e até mesmo décadas — que o mundo desenvolvido dedicou à implementação de medidas para reciclar os diversos tipos de resíduos que geramos, as<strong> taxas globais de reciclagem de plástico permanecem abaixo de 10% da produção total</strong>; consequentemente, a quantidade de plástico na Terra aumenta de ano para ano, agravando os problemas associados.</p><h2>Plásticos à mercê da dinâmica do ar e da água</h2><p>Como observam Tania Alonso Cascallana e Juan F. Samaniego na introdução do seu livro recente '<em>A Era do Plástico</em>' (Shackleton Books, 2026): “<strong>Uma grande parte do plástico produzido desde 1950 acabou nos nossos rios e mares</strong>, decompondo-se em fragmentos cada vez mais pequenos que hoje fazem parte da cadeia alimentar e do ciclo da água; estes são transportados pelo vento e correntes ao redor do globo e também chegam aos nossos corpos”.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-transporte-global-de-plasticos-por-tierra-mar-y-aire-1786289805448.jpg" data-image="zrzpqu8ffeh7"><figcaption>A questão das vastas quantidades de materiais plásticos que se acumulam na Terra é analisada de forma rigorosa no livro '<em>La era del plástico</em>' (Shackleton Books, 2026), de autoria de Tania Alonso Cascallana e Juan F. Samaniego.</figcaption></figure><p>Tanto a<strong> circulação geral atmosférica </strong>como o sistema de<strong> correntes oceânicas</strong> que circunda a Terra<strong> transportam e distribuem</strong> de forma eficaz vastas quantidades de plástico, acumulando-o em áreas propícias a esse acúmulo — como os centros dos cinco principais giros oceânicos, dominados por grandes anticiclones subtropicais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-transporte-global-de-plasticos-por-tierra-mar-y-aire-1786290017446.jpg" data-image="8uze5uzi0qkn"><figcaption>Plásticos estão a acumular-se nos oceanos — na superfície, formando ilhas gigantescas, bem como na coluna de água e no fundo do mar.</figcaption></figure><p>Embora vastas áreas da superfície oceânica (situadas no interior desses giros) deem origem ao que foi apelidado de <strong>"ilhas de plástico"</strong>, uma parcela significativa do plástico que chega aos oceanos distribui-se por toda a coluna de água, abaixo da superfície.</p><p>Nessas <strong>profundezas</strong>, não se encontram fragmentos de plástico tão grandes quanto os que flutuam na superfície, mas sim elementos muito menores — frequentemente de tamanho microscópico — resultantes da degradação de itens plásticos maiores.</p><h2>Uma Terra plastificada</h2><p>Não é exagero dizer que <strong>estamos a cobrir a Terra de plástico</strong>. Podemos lidar com resíduos plásticos de maior porte através de diversas<strong> soluções técnicas</strong>; no entanto, a melhor estratégia para reduzir a quantidade de plástico no planeta envolve <strong>conter a produção e melhorar as taxas de reciclagem</strong> — especificamente mediante a implementação de medidas em países em desenvolvimento, onde a reciclagem de plástico é inexistente ou insignificante.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-transporte-global-de-plasticos-por-tierra-mar-y-aire-1786290039726.jpg" data-image="0kyatyapq4t5"><figcaption>Os plásticos chegaram a todos os cantos do planeta, e o seu acúmulo tem um grande impacto em diversos habitats e organismos vivos.</figcaption></figure><p>Além da eliminação visível e progressiva de plásticos em grande escala, enfrentamos um problema de difícil solução: os <strong>microplásticos e nanoplásticos</strong>. <strong>Invisíveis a olho nu</strong>, estes estão cada vez mais presentes em toda parte na Terra — desde as neves perpétuas que cobrem os picos mais altos das montanhas até às águas das profundezas oceânicas, o gelo no interior da Antártida, as areias no coração do Saara e a chuva que irriga as florestas tropicais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/garrafas-plasticas-recicladas-que-nao-sao-reutilizadas-um-verdadeiro-problema-ambiental.html" title="Garrafas plásticas recicladas que não são reutilizadas: um verdadeiro problema ambiental">Garrafas plásticas recicladas que não são reutilizadas: um verdadeiro problema ambiental</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/garrafas-plasticas-recicladas-que-nao-sao-reutilizadas-um-verdadeiro-problema-ambiental.html" title="Garrafas plásticas recicladas que não são reutilizadas: um verdadeiro problema ambiental"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/bouteilles-plastique-recyclees-environnement-planete-1782975808698_320.jpg" alt="Garrafas plásticas recicladas que não são reutilizadas: um verdadeiro problema ambiental"></a></article></aside><p>“Nos próximos anos — para citar novamente Tania e Juan (autores de '<em>La era del plástico</em>') — (...) teremos mais informações sobre o <strong>impacto </strong>que os menores fragmentos desse material — microplásticos e nanoplásticos — exercem sobre a nossa saúde.</p><p>Para isso, estão a ser desenvolvidos novos métodos de deteção, medição e análise que poderão transformar o que sabemos até agora. E, complementando o trabalho dos cientistas, há o esforço de muitas pessoas que procuram alternativas a este material, lutam para<strong> regulamentar a sua produção e a gestão dos seus resíduos</strong>, ou pressionam pela proibição dos aditivos mais poluentes”.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/jornada-global-do-plastico-mais-de-400-milhoes-de-toneladas-sao-produzidas-ao-ano-mas-menos-de-10-sao-recicladas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A fuga das águas do lago Loughareema é um fenómeno (ainda) inexplicável para os cientistas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-fuga-das-aguas-do-lago-loughareema-e-um-fenomeno-ainda-inexplicavel-para-os-cientistas.html</link><pubDate>Wed, 02 Sep 2026 07:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Graças a um sistema de drenagem subterrâneo que os cientistas ainda não compreendem, este lago pode estar cheio de manhã e vazio algumas horas depois.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-fuga-das-aguas-do-lago-loughareema-e-um-fenomeno-ainda-inexplicavel-para-os-cientistas-1788193657617.jpg" data-image="rfi8ld3rpkxt" alt="lago Loughareem" title="lago Loughareem"><figcaption>O lago Loughareema está localizado no Condado de Antrim, na Irlanda do Norte. Foto: discovernorthernireland.com/</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Ao passar pela estrada de <strong>Ballycastle</strong>, que atravessa o lago das terras altas de <strong>Loughareema</strong>, no condado de <strong>Antrim</strong>, é bem possível que se depare com um <strong>lago transbordante e cheio de vida</strong>. Mas pode também dar-se o caso de estar <strong>vazio e coberto por um leito de lama.</strong></p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Nunca saberá, de antemão, como irá encontrar o lago Loughareema, na região de Gateway. Na Irlanda do Norte, este lugar dinâmico e misterioso é popularmente chamado de “The Vanishing Lake”, o lago que desaparece.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Rodeada por um <strong>pântano húmido</strong> e acessos difíceis, a <strong>paisagem</strong> está frequentemente envolta numa <strong>densa neblina</strong>, tornando-a num destino <strong>pouco</strong> <strong>frequentado</strong> para caminhadas ou piqueniques. Loughareema, para os habitantes, é um <strong>território</strong> <strong>assombrado</strong> e desolado onde as <strong>histórias de fantasmas</strong> se multiplicam.</p><h2>Os fantasmas do lago</h2><p>Reza a lenda que, algures, no início do <strong>século XIX</strong>, uma <strong>carruagem puxada a cavalos</strong> <strong>se afundou</strong> nestas terras lamacentas, enquanto o cocheiro tentava atravessar o <strong>lago</strong>. </p><p>A <strong>passagem</strong> poderia ser feita através de uma <strong>estrada que atravessa o lago</strong>, mas, na calada da <strong>noite</strong>, seria <strong>impossível ver se a linha de água</strong> estava <strong>baixa</strong> ou <strong>elevada</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-fuga-das-aguas-do-lago-loughareema-e-um-fenomeno-ainda-inexplicavel-para-os-cientistas-1788193836418.jpg" data-image="ru47c3f2fsr8" alt="lago Loughareema" title="lago Loughareema"><figcaption>O lago Loughareema é um lugar povoado de lendas com figuras mitológicas, típicas do imaginário folclórico irlandês. Imagem: Canva.com</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A tradição oral conta que, desde então, nas <strong>noites em que o lago está cheio</strong>, um <strong>fantasma</strong> assombra este lugar e se alia a um <strong>kelpie</strong>, criatura aquática mítica, semelhante a um cavalo. Juntos unem as suas forças para <strong>atrair os mais incautos até às águas subterrâneas</strong>, que desaparecem sem deixar vestígio.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="750876" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-lagoa-nao-precisa-de-filtros-e-mesmo-rosa.html" title="Esta lagoa não precisa de filtros: é mesmo rosa">Esta lagoa não precisa de filtros: é mesmo rosa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-lagoa-nao-precisa-de-filtros-e-mesmo-rosa.html" title="Esta lagoa não precisa de filtros: é mesmo rosa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esta-lagoa-nao-precisa-de-filtros-e-mesmo-rosa-1769372762610_320.jpg" alt="Esta lagoa não precisa de filtros: é mesmo rosa"></a></article></aside><p>É somente mais uma história do <strong>folclore</strong> <strong>irlandês</strong>, fértil em lendas, mitos e contos populares transmitidos de geração em geração. Para os <strong>cientistas</strong>, o <strong>mistério</strong> verdadeiramente intrigante de<strong> Loughareema</strong> é bem distinto. Considerado um dos <strong>sítios geológicos mais enigmáticos da Irlanda do Norte</strong>, o fenómeno das <strong>águas desaparecidas</strong> <strong>não</strong> é ainda totalmente <strong>compreendido</strong>.</p><h2>Sistema oculto de drenagem</h2><p><strong>Três riachos</strong> desaguam dentro do lago, mas a <strong>única saída</strong> de <strong>Loughareema</strong> é um <strong>dreno</strong> no fundo, que fica intermitentemente <strong>bloqueado</strong> e <strong>desbloqueado</strong>, originando <strong>mudanças dramáticas</strong> no nível da água.</p><p>Uma depressão na base do lago drena toda a água para canais subterrâneos. Através deste <strong>sistema de drenagem subterrâneo</strong>, ainda <strong>pouco estudado</strong>, a água é sugada, <strong>reaparecendo</strong> a 2,5 quilómetros de distância, na <strong>nascente do rio Carey</strong>, resultando num <strong>lago vazio </strong>até voltar a<strong> encher </strong>com as<strong> correntes vindas dos três ribeiros</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-fuga-das-aguas-do-lago-loughareema-e-um-fenomeno-ainda-inexplicavel-para-os-cientistas-1788193978956.jpg" data-image="sotpr33p81f4" alt="The Vanishing Lake" title="The Vanishing Lake"><figcaption>Um novo estudo, ainda a decorrer no British Geological Survey em Belfast, poderá finalmente explicar o fenómeno. Foto: Mike Simms/ Loughareema, The Vanishing Lake / CC BY-SA 2.0, Wikimedia Commons</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>O <strong>mecanismo natural de Loughareema</strong> intriga os cientistas há décadas, ampliando ainda mais o mistério junto das comunidades locais. Mas <strong>tudo pode estar prestes a mudar</strong> com o <strong>estudo</strong> atualmente conduzido por investigadores do British Geological Survey em Belfast.</p><h2>Uma luz sob o enigma</h2><p>A investigação recorre a <strong>imagens</strong> captadas em <strong><em>time-lapse</em></strong>, que, ao longo dos últimos meses, <strong>registaram,</strong> pela primeira vez, os <strong>movimentos</strong> de <strong>enchimento</strong> e de <strong>esvaziamento</strong> do lago. <strong>Sensores</strong> <strong>de nível de água</strong>, instalados em diferentes locais, mediram igualmente a taxa de <strong>saturação</strong> e de <strong>escoamento</strong> do lago. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="659339" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/este-deserto-alucinante-tem-lagoas-naturais-de-agua-cristalina-entre-montanhas-de-areia-com-mais-de-30-metros-geografia.html" title="Este “deserto” alucinante tem lagoas naturais de água cristalina entre montanhas de areia com mais de 30 metros">Este “deserto” alucinante tem lagoas naturais de água cristalina entre montanhas de areia com mais de 30 metros</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/este-deserto-alucinante-tem-lagoas-naturais-de-agua-cristalina-entre-montanhas-de-areia-com-mais-de-30-metros-geografia.html" title="Este “deserto” alucinante tem lagoas naturais de água cristalina entre montanhas de areia com mais de 30 metros"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/descubre-estas-aguas-cristalinas-situadas-en-una-zona-de-la-tierra-que-jamas-lo-dirias-1717258245162_320.jpeg" alt="Este “deserto” alucinante tem lagoas naturais de água cristalina entre montanhas de areia com mais de 30 metros"></a></article></aside><p> Os <strong>resultados</strong>, que se espera que sejam divulgados ainda antes do final de <strong>2026</strong>, poderão não trazer uma explicação científica para as <strong>criaturas fantasmagóricas</strong>. Mas é bem provável que possam resolver finalmente o mistério que faz o <strong>Loughareema</strong> <strong>desaparecer</strong> e <strong>reaparecer</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-fuga-das-aguas-do-lago-loughareema-e-um-fenomeno-ainda-inexplicavel-para-os-cientistas-1788194202520.jpg" data-image="n3i9sv97tzoq" alt="Loughareema, The Vanishing Lake" title="Loughareema, The Vanishing Lake"><figcaption>A única saída do lago é um dreno subterrâneo que fica ora bloqueado, ora desbloqueado, originando mudanças dramáticas no nível da água. horslip5, CC BY 2.0, via Flickr</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Até lá, os irlandeses continuam cautelosos. Se passar pelo local, portanto, lembre-se de que a <strong>estrada de Ballycastle</strong> não é um lugar para se visitar depois do sol posto. Nunca se sabe quando uma <strong>mão</strong> <strong>se erguerá na escuridão</strong> para o <strong>arrastar até às trevas</strong> do sistema subterrâneo do lago Loughareema.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Kirstin%20Lemon" data-year="" data-title="Geological%20Survey%20Northern%20Ireland" data-url="https%3A%2F%2Fwww.geolsoc.org.uk%2Fscience-and-policy%2F100-great-geosites%2Flandscape%2Floughareema%2F">Kirstin Lemon. <a href="https://www.geolsoc.org.uk/science-and-policy/100-great-geosites/landscape/loughareema/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Geological Survey Northern Ireland</a>.</cite><br><cite data-author="Sacha%20Pere" data-year="" data-title="Loughareema%3A%20The%20'vanishing%20lake'%20in%20Northern%20Ireland%20that%20mysteriously%20drains%20and%20refills%20itself%20within%20hours.%20LiveScience" data-url="https%3A%2F%2Fwww.livescience.com%2Fplanet-earth%2Fgeology%2Floughareema-the-vanishing-lake-in-northern-ireland-that-mysteriously-drains-and-refills-itself-within-hours">Sacha Pere. <a href="https://www.livescience.com/planet-earth/geology/loughareema-the-vanishing-lake-in-northern-ireland-that-mysteriously-drains-and-refills-itself-within-hours" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Loughareema: The 'vanishing lake' in Northern Ireland that mysteriously drains and refills itself within hours. LiveScience</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-fuga-das-aguas-do-lago-loughareema-e-um-fenomeno-ainda-inexplicavel-para-os-cientistas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Confirmado o 'pico' do episódio de calor: quinta-feira, 3 de setembro, quatro cidades irão ultrapassar os 38 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/confirmado-o-pico-do-episodio-de-calor-quinta-feira-3-de-setembro-quatro-cidades-irao-ultrapassar-os-38-c.html</link><pubDate>Wed, 02 Sep 2026 06:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O calor atingirá o seu ponto máximo esta quinta-feira em Portugal continental. Quatro capitais de distrito deverão ultrapassar os 38 ºC, enquanto localmente os termómetros poderão aproximar-se dos 42 ºC.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb30sti"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb30sti.jpg" id="xb30sti"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O episódio de calor que está a afetar <strong>Portugal continental</strong> deverá atingir o seu ponto máximo esta <strong>quinta-feira, 3 de setembro</strong>, confirmando-se o cenário que os modelos meteorológicos têm vindo a antecipar nos últimos dias.</p><p>De acordo com a atualização mais recente do modelo de referência da Meteored, o <strong>ECMWF</strong>, a subida das temperaturas será particularmente expressiva no interior e nas regiões a sul do Tejo, onde várias localidades poderão alcançar ou mesmo ultrapassar a barreira dos <strong>40 ºC</strong>.</p><p>Entre as capitais de distrito, destacam-se <strong>Santarém, Portalegre, Évora e Beja</strong>, todas com temperaturas previstas acima dos 38 ºC durante as horas mais quentes do dia. Contudo, o calor será intenso em muitas outras regiões do país.</p><h2>Quinta-feira será o dia mais quente deste episódio</h2><p>Durante esta terça e quarta-feira, as temperaturas continuarão a subir progressivamente em Portugal continental, mas será na <strong>quinta-feira</strong> que a massa de ar muito quente deverá atingir a sua máxima expressão sobre o território.</p><p>Logo pelas 13:00, o ECMWF já prevê valores elevados em praticamente todo o interior. Nesta altura, <strong>Évora e Beja poderão atingir 38 ºC</strong>, enquanto Portalegre deverá chegar aos 37 ºC e Castelo Branco aos 36 ºC.</p><p>Nas regiões mais próximas do litoral, as temperaturas serão mais moderadas, sobretudo devido à influência marítima, com valores consideravelmente inferiores aos previstos no interior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/confirmado-o-pico-do-episodio-de-calor-quinta-feira-3-de-setembro-quatro-cidades-irao-ultrapassar-os-38-c-1788273665988.jpg" data-image="0teyet4cx9ot" alt="O calor intensifica-se rapidamente durante a tarde de quinta-feira" title="O calor intensifica-se rapidamente durante a tarde de quinta-feira"><figcaption>Pelas 13:00, Évora e Beja poderão já atingir os 38 ºC, enquanto grande parte do interior registará temperaturas superiores a 35 ºC.</figcaption></figure><p>O aquecimento continuará durante as primeiras horas da tarde, levando os termómetros ainda mais longe. A combinação entre uma <strong>massa de ar muito quente</strong>, forte insolação e condições atmosféricas favoráveis ao aquecimento fará com que o pico seja alcançado em várias regiões entre o início e o meio da tarde.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786607" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-de-calor-a-partir-das-09-00-de-quinta-feira-3-esperam-se-temperaturas-elevadas-nestes-11-distritos.html" title="Aviso amarelo de calor: a partir das 09:00 de quinta-feira (3) esperam-se temperaturas elevadas nestes 11 distritos">Aviso amarelo de calor: a partir das 09:00 de quinta-feira (3) esperam-se temperaturas elevadas nestes 11 distritos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-de-calor-a-partir-das-09-00-de-quinta-feira-3-esperam-se-temperaturas-elevadas-nestes-11-distritos.html" title="Aviso amarelo de calor: a partir das 09:00 de quinta-feira (3) esperam-se temperaturas elevadas nestes 11 distritos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aviso-amarelo-de-calor-a-partir-das-09-00-de-quinta-feira-3-esperam-se-temperaturas-elevadas-nestes-11-distritos-1788257305725_320.png" alt="Aviso amarelo de calor: a partir das 09:00 de quinta-feira (3) esperam-se temperaturas elevadas nestes 11 distritos"></a></article></aside><p>É precisamente neste período que deverão surgir os valores mais elevados previstos para Portugal continental.</p><h2>Quatro capitais de distrito ultrapassarão os 38 ºC</h2><p>Por volta das <strong>16:00</strong>, o cenário previsto pelo ECMWF é particularmente expressivo. <strong>Évora e Beja poderão alcançar os 41 ºC</strong>, tornando-se as capitais distritais mais quentes do país.</p><p>Logo atrás surgem <strong>Santarém e Portalegre, ambas com 39 ºC</strong>. São, assim, <strong>quatro as capitais de distrito que deverão ultrapassar os 38 ºC</strong> durante o pico deste episódio de calor.</p><p>Também <strong>Castelo Branco poderá atingir 38 ºC</strong>, enquanto Coimbra e Lisboa poderão chegar aos 36 ºC. No Norte, os valores serão inferiores, mas ainda elevados em várias regiões do interior, com cerca de 34 ºC em Vila Real e Viseu e 33 ºC em Bragança.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/confirmado-o-pico-do-episodio-de-calor-quinta-feira-3-de-setembro-quatro-cidades-irao-ultrapassar-os-38-c-1788273713267.jpg" data-image="v2jrdfj08r05" alt="Évora e Beja poderão atingir 41 ºC no pico do calor" title="Évora e Beja poderão atingir 41 ºC no pico do calor"><figcaption>Às 16:00, o ECMWF prevê 41 ºC em Évora e Beja e 39 ºC em Santarém e Portalegre. Castelo Branco poderá atingir os 38 ºC.</figcaption></figure><p>À escala local, os valores poderão ser ainda superiores aos apresentados para as capitais de distrito. Algumas zonas do <strong>Ribatejo e do interior alentejano</strong> estarão entre as mais expostas ao calor intenso, não sendo de excluir temperaturas próximas dos <strong>42 ºC</strong>.</p><p>O contraste com o litoral será bastante acentuado. A influência atlântica manterá as temperaturas claramente mais baixas sobretudo junto à costa Norte e Centro, enquanto no interior o calor será muito mais intenso.</p><h2>Temperaturas até 12 ºC acima do normal em Lisboa</h2><p>A intensidade deste episódio torna-se ainda mais evidente quando se comparam as temperaturas previstas com os valores climatologicamente habituais para o início de setembro.</p><p>Na quinta-feira à tarde, praticamente todo o território continental apresentará <strong>anomalias térmicas positivas</strong>, com desvios muito significativos em várias regiões.</p><p>Segundo o ECMWF, Lisboa poderá apresentar uma temperatura cerca de <strong>12 ºC acima da média</strong>, enquanto Beja surge com uma anomalia próxima de <strong>+11 ºC</strong>. Em Évora, Santarém, Castelo Branco e Portalegre, os desvios poderão rondar os <strong>+9 a +10 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/confirmado-o-pico-do-episodio-de-calor-quinta-feira-3-de-setembro-quatro-cidades-irao-ultrapassar-os-38-c-1788273766687.jpg" data-image="ik5q5v0jfrt9" alt="Temperaturas poderão ficar até 12 ºC acima do normal" title="Temperaturas poderão ficar até 12 ºC acima do normal"><figcaption>As anomalias positivas dominarão Portugal continental na quinta-feira, podendo atingir +12 ºC em Lisboa e cerca de +10/+11 ºC em várias regiões do Sul.</figcaption></figure><p>Mesmo no Norte e Centro, onde as temperaturas absolutas não deverão atingir os valores previstos para o Alentejo e Ribatejo, os desvios face à média serão bastante expressivos. Viseu poderá registar cerca de <strong>+9 ºC</strong>, enquanto Vila Real e Coimbra poderão apresentar aproximadamente <strong>+8 ºC</strong>.</p><p>Este cenário confirma o caráter anormalmente quente da massa de ar que estará sobre Portugal durante o pico do episódio.</p><h2>Massa de ar subtropical ajudará os termómetros a disparar</h2><p>Na origem deste episódio encontra-se a presença de uma <strong>massa de ar muito quente de origem subtropical</strong>, transportada para a Península Ibérica e reforçada pela configuração atmosférica prevista para estes dias.</p><p>O mapa da temperatura aos <strong>850 hPa</strong>, um nível situado aproximadamente a 1500 metros de altitude e muito utilizado para analisar massas de ar, mostra valores extremamente elevados para a época sobre grande parte da Península Ibérica.</p><p>Na quinta-feira à tarde, o ECMWF prevê temperaturas aos 850 hPa próximas dos <strong>25 a 26 ºC</strong> em grande parte do interior português, evidenciando a presença de ar muito quente em altitude.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/confirmado-o-pico-do-episodio-de-calor-quinta-feira-3-de-setembro-quatro-cidades-irao-ultrapassar-os-38-c-1788273831560.jpg" data-image="u5ore0g6k81y" alt="Uma massa de ar muito quente dominará a Península Ibérica" title="Uma massa de ar muito quente dominará a Península Ibérica"><figcaption>Aos 850 hPa, o ECMWF prevê temperaturas próximas dos 25 a 26 ºC sobre grande parte do interior de Portugal durante a tarde de quinta-feira.</figcaption></figure><p>Esta configuração, conjugada com a forte insolação e a subsidência associada à circulação anticiclónica, favorecerá um <strong>aquecimento muito significativo junto à superfície</strong>, especialmente nas regiões interiores.</p><p>Além das máximas muito elevadas durante o dia, o calor também terá consequências durante a noite, com dificuldades no arrefecimento em diversas regiões.</p><h2>A noite também será muito quente em várias regiões</h2><p>Depois de uma tarde com temperaturas próximas ou superiores aos 40 ºC em alguns locais, a descida dos termómetros durante a noite será relativamente lenta.</p><p>Na madrugada e início da manhã de sexta-feira, várias regiões deverão continuar com temperaturas superiores aos <strong>20 ºC</strong>, configurando uma <strong>noite tropical</strong> em diversos pontos do território.</p><p>Às 07:00, o ECMWF prevê cerca de <strong>26 ºC em Portalegre, 24 ºC em Lisboa, 23 ºC em Vila Real, Évora e Beja e 22 ºC na Guarda e em Castelo Branco</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/confirmado-o-pico-do-episodio-de-calor-quinta-feira-3-de-setembro-quatro-cidades-irao-ultrapassar-os-38-c-1788273895106.jpg" data-image="49rig74awqr2" alt="A noite de quinta para sexta será tropical em várias regiões" title="A noite de quinta para sexta será tropical em várias regiões"><figcaption>Às 07:00 de sexta-feira, várias cidades continuarão acima dos 20 ºC, com cerca de 26 ºC em Portalegre e 24 ºC em Lisboa.</figcaption></figure><p>Estes valores mostram que o episódio não se limitará às temperaturas máximas. A persistência de temperaturas elevadas durante a noite poderá reduzir significativamente o <strong>arrefecimento noturno</strong>, sobretudo no interior e em algumas áreas urbanas.</p><p>No entanto, esta será também a fase em que começará uma mudança no padrão meteorológico, com uma descida das temperaturas a tornar-se evidente durante a sexta-feira.</p><h2>O calor dará tréguas na sexta-feira</h2><p>Depois do pico de quinta-feira, o ECMWF aponta para uma <strong>descida significativa das temperaturas na sexta-feira, 4 de setembro</strong>, particularmente no litoral e nas regiões a sul do Tejo.</p><p>Às 16:00, Évora deverá passar dos cerca de <strong>41 ºC previstos na quinta para 36 ºC na sexta</strong>, enquanto Beja poderá descer de 41 para aproximadamente 35 ºC. Santarém deverá ficar perto dos 33 ºC e Portalegre também poderá rondar os 33 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/confirmado-o-pico-do-episodio-de-calor-quinta-feira-3-de-setembro-quatro-cidades-irao-ultrapassar-os-38-c-1788273958205.jpg" data-image="x7ld9w00prq7" alt="As temperaturas descem significativamente na sexta-feira" title="As temperaturas descem significativamente na sexta-feira"><figcaption>Após o pico de quinta-feira, o calor perderá intensidade na sexta, com uma descida acentuada das máximas sobretudo no Centro e Sul.</figcaption></figure><p>Apesar desta descida, <strong>o tempo continuará quente em várias regiões do interior</strong>, não significando o fim completo das temperaturas elevadas. Ainda assim, os valores extremos previstos para quinta-feira deverão deixar de se verificar na generalidade do território.</p><p>Assim, tudo indica que <strong>quinta-feira, 3 de setembro, será o ponto máximo deste curto episódio de calor</strong>, com quatro capitais de distrito acima dos 38 ºC, máximas de 41 ºC em Évora e Beja e valores localmente próximos dos 42 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/confirmado-o-pico-do-episodio-de-calor-quinta-feira-3-de-setembro-quatro-cidades-irao-ultrapassar-os-38-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Esta aldeia quer perder o selo da UNESCO. "Estamos num jardim zoológico?"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-aldeia-quer-perder-o-selo-da-unesco-estamos-num-jardim-zoologico.html</link><pubDate>Wed, 02 Sep 2026 05:04:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Com 17 habitantes e cerca de 100 mil turistas por ano, Vlkolínec divide-se entre preservar o património e recuperar a tranquilidade. “Os turistas vão onde querem e ficam a bisbilhotar todos os dias.”</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-aldeia-quer-perder-o-selo-da-unesco-estamos-num-jardim-zoologico-1784984808937.jpg" data-image="uc7gfil8k73k" alt="Vlkolinec" title="Vlkolinec"><figcaption>A aldeia onde o selo da UNESCO já não é motivo de festa. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>“Estamos num zoo ou algo do género?” O protesto é feito por Anton Sabucha, um reformado de 68 anos, à agência de notícias France-Presse (AFP). Em frente ao portão da sua casa, as placas não deixam dúvidas: <strong>aqui os turistas não são bem-vindos</strong>. </p><p>"Propriedade privada". "Entrada proibida." "Proibida a fotografia". Placas com estes dizeres são os mais comuns de encontrar em<strong> Vlkolinec</strong>, uma pequena aldeia eslovaca classificada como Património Mundial da UNESCO desde 1993.</p><div class="texto-destacado">Com 45 casas de madeira inalteradas e menos de 20 habitantes, Vlkolinec é visitada por 100 mil turistas por ano. Os residentes, porém, não ficam satisfeitos com estes números. É caso para dizer que o desespero dos locais é real.</div><p>"Os turistas vão onde querem, tiram fotografias e ficam a bisbilhotar todos os dias", descreveu Sabucha.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="588152" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/turismo-de-massas-ameaca-lugares-unicos-do-planeta-economia-sustentabilidade.html" title="Turismo de massas ameaça lugares únicos do planeta">Turismo de massas ameaça lugares únicos do planeta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/turismo-de-massas-ameaca-lugares-unicos-do-planeta-economia-sustentabilidade.html" title="Turismo de massas ameaça lugares únicos do planeta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/turismo-de-massas-ameaca-lugares-unicos-economia-sustentabilidade-1700007242805_320.jpg" alt="Turismo de massas ameaça lugares únicos do planeta"></a></article></aside><p>Afinal, os visitantes chegam aqui atraídos pelas casas de madeira pintadas sobretudo em tons de branco, amarelo ou castanho e pelos trilhos de floresta que podem ser feitos a pé ou de bicicleta.</p><h2>A aldeia onde o título da UNESCO já não é motivo de orgulho</h2><p>Para a maioria das localidades, entrar na lista do <strong>Património Mundial da UNESCO</strong> é um sonho. Significa reconhecimento internacional, maior proteção e, quase sempre, mais visitantes. Mas esta pequena aldeia no norte da Eslováquia começa a olhar para essa distinção de forma bem diferente. </p><div class="texto-destacado">Em Vlkolínec, alguns habitantes acreditam que perder o estatuto seria a melhor forma de recuperar a tranquilidade.</div><p>Pode parecer contraditório, mas, quando vivem 17 pessoas num lugar que recebe cerca de 100 mil turistas por ano, a realidade torna-se bastante diferente daquela que os visitantes imaginam.</p><p>Escondida nas montanhas da região de Liptov, perto da cidade de Ružomberok, <strong>Vlkolínec é considerada um dos mais bem preservados exemplos de arquitetura rural tradicional da Europa Central</strong>. A aldeia nasceu no século XV e mantém um conjunto de cerca de 45 casas de madeira, pintadas em tons suaves, além de um campanário histórico e outros edifícios que praticamente não mudaram ao longo dos séculos. Foi precisamente esse valor patrimonial que levou a UNESCO a classificá-la como Património Mundial em 1993.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-aldeia-quer-perder-o-selo-da-unesco-estamos-num-jardim-zoologico-1784985041825.jpg" data-image="gd4gc1pa3ty5" alt="Vlkolinec" title="Vlkolinec"><figcaption>Os visitantes chegam atraídos pelas casas de madeira. Foto: Wikimedia // 10ricardo</figcaption></figure><p>O problema é que Vlkolínec não é um museu. Continua a ser uma aldeia habitada e, para quem vive ali todos os dias, <strong>a constante presença de turistas começa a pesar</strong>.</p><p>Anton Sabucha, o residente mais antigo da aldeia, tornou-se a voz mais conhecida deste descontentamento.</p><h2>Quando o turismo deixa de ser bem-vindo</h2><p>Segundo o morador, muitos visitantes entram em propriedades privadas, fotografam janelas e jardins e passeiam como se toda a aldeia fosse um parque temático. A situação levou-o mesmo a defender que <strong>Vlkolínec estaria melhor sem o selo da UNESCO</strong>, caso isso ajudasse a reduzir a pressão turística.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775880" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/por-que-alguns-locais-nao-querem-mais-fazer-parte-da-lista-do-patrimonio-mundial-da-unesco.html" title="Por que é que alguns locais já não querem fazer parte da Lista do Património Mundial da UNESCO?">Por que é que alguns locais já não querem fazer parte da Lista do Património Mundial da UNESCO?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/por-que-alguns-locais-nao-querem-mais-fazer-parte-da-lista-do-patrimonio-mundial-da-unesco.html" title="Por que é que alguns locais já não querem fazer parte da Lista do Património Mundial da UNESCO?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/perche-alcune-desitazioni-non-vogliono-piu-essere-parte-della-lista-del-patrimonio-unesco-1781773558638_320.jpg" alt="Por que é que alguns locais já não querem fazer parte da Lista do Património Mundial da UNESCO?"></a></article></aside><p>O pior é que as queixas não ficam por aqui. Os residentes apontam também a <strong>falta de infraestruturas</strong> para receber tantas pessoas. Há quem denuncie a escassez de estacionamento, a inexistência de casas de banho públicas suficientes e situações em que turistas entram inadvertidamente em propriedades privadas ou utilizam jardins como alternativa às instalações sanitárias.</p><p>Jan Ondrik, presidente da associação de residentes de Vlkolinec, alertou que, às vezes, os turistas podem "fazer as suas necessidades no jardim de alguém" e contou que já encontrou turistas a entrar na sua casa. </p><h2>Nem todos querem abdicar da UNESCO</h2><p>Apesar da polémica, a ideia de abandonar a classificação <strong>está longe de reunir consenso</strong>. Muitos habitantes reconhecem que o estatuto da UNESCO foi essencial para preservar as casas históricas e garantir investimentos na conservação do património. Além disso, a autarquia de Ružomberok não pretende solicitar qualquer retirada da lista.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-aldeia-quer-perder-o-selo-da-unesco-estamos-num-jardim-zoologico-1784985194134.jpg" data-image="532fr9si92q3" alt="Vlkolinec" title="Vlkolinec"><figcaption>Uma discussão que divide moradores. Foto: Wikimedia // Maros M r a z (Maros)</figcaption></figure><p>Os responsáveis locais defendem que Vlkolínec continua a ser uma "aldeia viva" e não um museu ao ar livre. Como forma de compensação pelos incómodos causados pelo turismo, os residentes recebem uma<strong> contribuição anual de cerca de 400€</strong>, embora vários considerem esse valor insuficiente face ao impacto diário da elevada afluência de visitantes. Aliás, as queixas têm vindo a crescer cada vez mais.</p><p>“Os residentes sentem que a câmara municipal está a fazer mais pelos turistas do que pelos residentes”, partilhou Ondrik.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="P%C3%BAblico" data-year="2026" data-title="%E2%80%9CEstamos%20num%20zoo%3F%E2%80%9D%3F%20Aldeia%20eslovaca%20quer%20perder%20selo%20UNESCO%20devido%20a%20excesso%20de%20turismo" data-url="https%3A%2F%2Fwww.publico.pt%2F2026%2F07%2F08%2Ffugas%2Fnoticia%2Fzoo-aldeia-eslovaca-quer-perder-selo-unesco-devido-excesso-turismo-2180964">Público. (2026). <a href="https://www.publico.pt/2026/07/08/fugas/noticia/zoo-aldeia-eslovaca-quer-perder-selo-unesco-devido-excesso-turismo-2180964" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">“Estamos num zoo?”? Aldeia eslovaca quer perder selo UNESCO devido a excesso de turismo</a>.</cite><br><cite data-author="Not%C3%ADcias%20ao%20Minuto" data-year="2026" data-title="Vlkol%C3%ADnec%20tem%2017%20habitantes%20e%20recebe%20100%20mil%20turistas%3A%20%22Estamos%20num%20zoo%3F%22" data-url="https%3A%2F%2Fwww.noticiasaominuto.com%2Fmundo%2F3015808%2Fvlkolinec-tem-17-habitantes-e-recebe-100-mil-turistas-estamos-num-zoo">Notícias ao Minuto. (2026). <a href="https://www.noticiasaominuto.com/mundo/3015808/vlkolinec-tem-17-habitantes-e-recebe-100-mil-turistas-estamos-num-zoo" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Vlkolínec tem 17 habitantes e recebe 100 mil turistas: "Estamos num zoo?"</a>.</cite><br><cite data-author="Jornal%20de%20Not%C3%ADcias" data-year="2026" data-title="A%20vila%20museu%20onde%20turistas%20n%C3%A3o%20s%C3%A3o%20bem-vindos" data-url="https%3A%2F%2Fwww.jn.pt%2Fvolta-ao-mundo%2Fartigo%2Fa-vila-museu-onde-turistas-nao-sao-bem-vindos%2F18103225">Jornal de Notícias. (2026). <a href="https://www.jn.pt/volta-ao-mundo/artigo/a-vila-museu-onde-turistas-nao-sao-bem-vindos/18103225" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A vila museu onde turistas não são bem-vindos</a>.</cite><br><cite data-author="NiT%2C%20Pincelli%2C%20I" data-year="2026" data-title="Aldeia%20com%2017%20habitantes%20est%C3%A1%20cansada%20do%20turismo.%20Quer%20deixar%20de%20ser%20patrim%C3%B3nio%20da%20UNESCO" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fviagens%2Faldeia-com-17-habitantes-esta-cansada-do-turismo-quer-deixar-de-ser-patrimonio-da-unesco">NiT, Pincelli, I. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/viagens/aldeia-com-17-habitantes-esta-cansada-do-turismo-quer-deixar-de-ser-patrimonio-da-unesco" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Aldeia com 17 habitantes está cansada do turismo. Quer deixar de ser património da UNESCO</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-aldeia-quer-perder-o-selo-da-unesco-estamos-num-jardim-zoologico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Conheça a tecnologia alemã que ajuda a NASA a descobrir novos mundos invisíveis]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/conheca-a-tecnologia-alema-que-ajuda-a-nasa-a-descobrir-novos-mundos-invisiveis.html</link><pubDate>Tue, 01 Sep 2026 17:09:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O Telescópio Espacial Nancy Grace Roman foi lançado a 30 de agosto de 2026 num Falcon Heavy equipado com 27 motores. Este integra tecnologia essencial desenvolvida em Heidelberg, concebida para revelar e identificar mundos anteriormente ocultos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/in-heidelberg-gebaut-jetzt-auf-dem-weg-ins-all-deutsche-praezision-hilft-der-nasa-unsichtbare-welten-aufzuspueren-1788164255333.png" data-image="sqa0ahzdt1p9" alt="Desde Heidelberg hasta las profundidades del espacio: la ingeniería de precisión de la ciudad a orillas del Neckar contribuirá a que el telescopio Roman de la NASA investigue planetas hasta ahora ocultos." title="Desde Heidelberg hasta las profundidades del espacio: la ingeniería de precisión de la ciudad a orillas del Neckar contribuirá a que el telescopio Roman de la NASA investigue planetas hasta ahora ocultos."><figcaption>De Heidelberg às profundezas do espaço: a engenharia de precisão da cidade às margens do rio Neckar contribuirá para que o telescópio Roman da NASA investigue planetas até agora desconhecidos.</figcaption></figure><p>Roman encontra-se atualmente numa viagem de cerca de três meses rumo ao seu posto de observação no ponto de Lagrange L2, <strong>situado a aproximadamente 1,6 milhões de quilómetros de distância</strong>. A partir daí, o telescópio tem como objetivo desvendar alguns dos maiores mistérios do nosso Universo.</p><h2>Roman dispõe de dois "olhos" científicos:</h2><p>Uma potente câmara de infravermelhos capta vastas regiões do céu, enquanto um coronógrafo especializado procura planetas que antes permaneciam ocultos. É aqui que entra em jogo a tecnologia alemã. O Instituto Max Planck de Astronomia de Heidelberg <strong>o único parceiro alemão direto da NASA</strong>, desempenhou um papel fundamental no seu desenvolvimento.</p><p>Em Heidelberg, foram criados seis «Mecanismos de Alinhamento de Precisão» (PAM, na sigla em inglês). Estes mecanismos de precisão alinham filtros, <strong>espelhos e outros componentes ópticos com rigorosa exatidão e mantêm a sua estabilidade durante muitas horas</strong>.</p><p>Mesmo o mais ínfimo desvio poderia comprometer a observação de um planeta distante. A equipa de Heidelberg <strong>contou com o apoio da empresa von Hoerner & Sulger, sediada na localidade vizinha de Schwetzingen</strong>.</p><h2>Como o Roman revela planetas ocultos </h2><p>Os exoplanetas são difíceis de detetar diretamente, mesmo com telescópios potentes. <strong>No espectro da luz visível, refletem apenas uma fração minúscula da luz da sua estrela</strong>, o que faz com que desapareçam quase por completo no brilho intenso desta.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/in-heidelberg-gebaut-jetzt-auf-dem-weg-ins-all-deutsche-praezision-hilft-der-nasa-unsichtbare-welten-aufzuspueren-1788164447080.png" data-image="vvazyw20xy01" alt="Miles de millones de estrellas y, posiblemente, innumerables mundos ocultos: el telescopio Roman de la NASA aportará nuevos conocimientos sobre nuestra galaxia, gracias a tecnología de alta precisión procedente de Heidelberg. Imagen representativa." title="Miles de millones de estrellas y, posiblemente, innumerables mundos ocultos: el telescopio Roman de la NASA aportará nuevos conocimientos sobre nuestra galaxia, gracias a tecnología de alta precisión procedente de Heidelberg. Imagen representativa."><figcaption>Milhares de milhões de estrelas e, possivelmente, inúmeros mundos ocultos: o telescópio Roman da NASA irá proporcionar novos conhecimentos sobre a nossa galáxia, graças à tecnologia de alta precisão proveniente de Heidelberg. Imagem ilustrativa.</figcaption></figure><p>O <strong>coronógrafo</strong> a bordo da Roman foi concebido para bloquear essa luz estelar interferente através de máscaras especiais, permitindo assim que a luz fraca de um planeta se torne visível.</p><h3>Isto requer uma precisão extrema:</h3><ul><li>Os mecanismos fabricados em Heidelberg<strong> devem manter um alinhamento estável de filtros, espelhos e máscaras durante muitas horas</strong>.</li><li>É permitido que os mecanismos <strong>se desviem no máximo 40 milissegundos de arco num período de oito horas</strong>.</li><li>Só com este nível de estabilidade <strong>é que o coronógrafo</strong> <strong>pode estudar planetas pouco luminosos situados perto de estrelas muito brilhantes</strong>.<br></li></ul><h2>Um primeiro passo para obter imagens de uma segunda Terra </h2><p>O coronógrafo foi <strong>concebido principalmente para captar imagens na luz visível de gigantes gasosos mais antigos e frios, bem como de discos de poeira em torno de estrelas próximas</strong>. Embora este instrumento ainda não consiga fotografar diretamente uma "segunda Terra", testa uma tecnologia que poderá revelar-se crucial para futuros telescópios espaciais.</p><div class="texto-destacado">Se o design da câmara demonstrar a sua eficácia em condições espaciais, os futuros observatórios poderão obter imagens diretas de planetas mais pequenos semelhantes à Terra e, potencialmente, até analisar as suas atmosferas.</div><p>Independentemente disso, <strong>o telescópio Roman irá descobrir inúmeros exoplanetas utilizando outros métodos de observação</strong>. Entre outras coisas, irá procurar breves flutuações de brilho que ocorrem quando a gravidade de um planeta amplifica a luz de uma estrela mais distante.</p><h2>Milhares de milhões de galáxias à vista </h2><p>A busca por mundos extraterrestres é apenas uma parte da missão. O segundo instrumento científico do Roman é uma<strong> potente câmara de infravermelhos</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785503" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/como-radiotelescopios-rastreiam-a-origem-das-estrelas-por-meio-de-moleculas-cosmicas.html" title="Como radiotelescópios rastreiam a origem das estrelas através de moléculas cósmicas">Como radiotelescópios rastreiam a origem das estrelas através de moléculas cósmicas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/como-radiotelescopios-rastreiam-a-origem-das-estrelas-por-meio-de-moleculas-cosmicas.html" title="Como radiotelescópios rastreiam a origem das estrelas através de moléculas cósmicas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-los-radiotelescopios-rastrean-el-origen-de-las-estrellas-a-traves-de-moleculas-cosmicas-1787410805535_320.jpg" alt="Como radiotelescópios rastreiam a origem das estrelas através de moléculas cósmicas"></a></article></aside><p>Numa única exposição, a câmara de infravermelhos de Roman <strong>capta uma área do céu pelo menos cem vezes maior do que a abrangida pelo Hubble</strong>, o telescópio espacial que se encontra em órbita desde 1990 e que produziu algumas das imagens mais famosas de estrelas e galáxias distantes.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-dnt="true" align="center"><p lang="en" dir="ltr">This morning, NASA's Nancy Grace Roman Space Telescope launched from Kennedy Space Center on a SpaceX Falcon Heavy rocket.<br><br>Roman's objective is to settle essential questions in the areas of dark energy, exoplanets, and astrophysics. <a href="https://t.co/IaJvc8QmmP">pic.twitter.com/IaJvc8QmmP</a></p>— National Air and Space Museum (@airandspace) <a href="https://x.com/airandspace/status/2094091829553578484?ref_src=twsrc%5Etfw">August 30, 2026</a></blockquote></figure><p>Isto permite ao Roman explorar vastas regiões do cosmos com muito mais rapidez. Ao longo da sua missão, <strong>espera-se que o telescópio capte a luz de, pelo menos, mil milhões de galáxias</strong>.</p><h2>Medir o cosmos invisível </h2><p><strong>Ao fazê-lo, a atenção centra-se também na matéria escura e na energia escura: </strong>a matéria escura não pode ser observada diretamente; no entanto, a sua gravidade altera a trajetória da luz proveniente de galáxias distantes.</p><p>O telescópio Roman foi concebido para medir as subtis distorções na forma aparente das galáxias causadas por este efeito. A partir destes dados, <strong>os investigadores podem inferir como a matéria invisível se distribui por todo o Universo</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768679" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-redemoinho-de-estrelas-mesmo-na-borda-da-via-lactea-a-nova-imagem-do-hubble-que-surpreende-os-astronomos.html" title="Um redemoinho de estrelas mesmo na borda da Via Láctea: a nova imagem do Hubble que surpreende os astrónomos">Um redemoinho de estrelas mesmo na borda da Via Láctea: a nova imagem do Hubble que surpreende os astrónomos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-redemoinho-de-estrelas-mesmo-na-borda-da-via-lactea-a-nova-imagem-do-hubble-que-surpreende-os-astronomos.html" title="Um redemoinho de estrelas mesmo na borda da Via Láctea: a nova imagem do Hubble que surpreende os astrónomos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/un-remolino-de-estrellas-justo-al-borde-de-la-via-lactea-la-nueva-imagen-del-hubble-que-fascina-a-los-astronomos-1778502626324_320.jpg" alt="Um redemoinho de estrelas mesmo na borda da Via Láctea: a nova imagem do Hubble que surpreende os astrónomos"></a></article></aside><p>Por outro lado, a energia escura é considerada uma possível explicação para a expansão acelerada do universo. Através da observação de galáxias distantes e de estrelas em explosão, o Roman procura acompanhar a forma como essa expansão tem evoluído ao longo da história cósmica.</p><p>Desta forma, <strong>o telescópio poderá trazer novas respostas a algumas das maiores questões da astronomia</strong>, graças à tecnologia de precisão desenvolvida em Heidelberg.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Max-Planck-Institut" data-year="26.08.2026" data-title="Weltraumteleskop%20Roman%20mit%20Technologie%20aus%20Heidelberg%20in%20den%20Startl%C3%B6chern" data-url="https%3A%2F%2Fwww.mpia.de%2Faktuelles%2Fwissenschaft%2F2026-08-roman-launch%3Futm_source%3Dchatgpt.com">Max-Planck-Institut. (26.08.2026). <a href="https://www.mpia.de/aktuelles/wissenschaft/2026-08-roman-launch?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Weltraumteleskop Roman mit Technologie aus Heidelberg in den Startlöchern</a>.</cite><br><cite data-author="NASA" data-year="30.08.2026" data-title="NASA%E2%80%99s%20Dark%20Universe-Seeking%20Nancy%20Grace%20Roman%20Space%20Telescope%20Launches" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nasa.gov%2Fnews-release%2Fnasas-dark-universe-seeking-nancy-grace-roman-space-telescope-launches%2F%3Futm_source%3Dchatgpt.com">NASA. (30.08.2026). <a href="https://www.nasa.gov/news-release/nasas-dark-universe-seeking-nancy-grace-roman-space-telescope-launches/?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">NASA’s Dark Universe-Seeking Nancy Grace Roman Space Telescope Launches</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/conheca-a-tecnologia-alema-que-ajuda-a-nasa-a-descobrir-novos-mundos-invisiveis.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nem relâmpagos nem o acaso: a ciência revela que os seres humanos são responsáveis por até 97% dos incêndios florestais]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nem-relampagos-nem-o-acaso-a-ciencia-revela-que-os-seres-humanos-sao-responsaveis-por-ate-97-dos-incendios-florestais.html</link><pubDate>Tue, 01 Sep 2026 16:23:03 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Até 97% dos incêndios florestais na Europa são causados pela atividade humana, mas a faísca, por si só, não explica a sua gravidade: o calor, a seca e a vegetação seca podem transformar-se numa situação de emergência.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ni-rayos-ni-azar-la-ciencia-revela-que-el-ser-humano-provoca-hasta-el-97-de-los-incendios-forestales-1787053616098.jpeg" data-image="m09xfuwjeiaf"><figcaption>A atividade humana está na origem da grande maioria dos incêndios florestais.</figcaption></figure><p><strong>Quando pensamos no que dá origem a um incêndio florestal, é fácil imaginar uma tempestade com relâmpagos ou uma faísca aleatória</strong>. Mas os dados revelam uma realidade muito diferente, especialmente em Espanha, onde a grande maioria dos incêndios florestais está ligada à atividade humana.</p><p><strong>Um estudo centrado na Europa concluiu que 97,5% dos incêndios florestais foram atribuíveis a causas humanas entre 2000 e 2016</strong>. Esse número é suficientemente significativo para alterar a forma como compreendemos o problema. As alterações climáticas estão a agravar as condições que permitem a propagação dos incêndios, mas não são necessariamente a faísca que os desencadeia.</p><h2>Incêndios florestais causados por raios sempre existiram, mas não são responsáveis pela maioria dos incêndios</h2><p><strong>Os raios são uma das poucas causas naturais capazes de provocar um incêndio florestal</strong>. Nestes casos, uma descarga elétrica pode atingir a vegetação e provocar um incêndio. Quando o ambiente circundante apresenta também baixa humidade e vegetação seca abundante, as condições podem favorecer a propagação subsequente das chamas.</p><p>Mas em Espanha, os raios representam uma percentagem muito menor dos incêndios florestais do que as causas relacionadas com o homem, de acordo com as estatísticas. Nas estatísticas nacionais de 2026 de Espanha, <strong>84,31% dos incêndios florestais foram atribuídos a negligência, descuido ou fogo posto</strong>, embora estas proporções possam variar significativamente consoante a região e o período analisados.</p><h2>O número de 97% precisa de algum contexto</h2><p>O número pode ser impressionante, mas é importante interpretá-lo corretamente, pois descrever um incêndio florestal como de origem humana <strong>não significa que tenha sido provocado intencionalmente</strong>.</p><p>Esta categoria inclui uma variedade de circunstâncias, desde<strong> atividades humanas negligentes</strong> até <strong>acidentes e incêndios provocados deliberadamente</strong>.</p><p>Os raios são uma das principais causas naturais de ignição de incêndios florestais, mas a sua contribuição é muito menor em grande parte da Europa. No Reino Unido, por exemplo, os registos dos bombeiros identificaram apenas um pequeno número de incêndios florestais causados por raios.</p><p>Isto ajuda a dissipar <strong>o equívoco generalizado de que um incêndio florestal é necessariamente "natural" simplesmente porque ocorre numa floresta</strong>.</p><h2>O grande desafio: prevenir a faísca e reduzir o combustível</h2><p>Os números falam por si. Se 97% dos inícios de incêndios florestais na Europa estão ligados à atividade humana, existe um enorme potencial para reduzir o risco através da <strong>prevenção</strong>. É aí que reside grande parte da solução.</p><p>Tomar medidas antes de um incêndio começar e gerir a paisagem pode proporcionar uma <strong>prevenção eficaz e a longo prazo</strong>. Isto pode incluir a redução da continuidade do combustível, a gestão de certas áreas florestais, a manutenção de zonas estratégicas e a adaptação da gestão da paisagem a um clima que já não é o mesmo de há décadas.</p><p>E, claro, <strong>melhorar os sistemas de monitorização e as previsões meteorológicas</strong> pode ajudar a identificar antecipadamente os dias em que uma única ignição tem o potencial de se transformar num incêndio florestal especialmente perigoso.</p><p>Porque os incêndios florestais do futuro não serão combatidos apenas quando as chamas surgirem; <strong>a luta começa muito antes da ignição</strong>.</p><h3>O essencial é não confundir a origem de um incêndio com o que o torna grave</h3><p>Os dados falam por si, mas o ponto crucial é que <strong>a faísca e a gravidade de um incêndio florestal são duas questões diferentes</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781883" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nuvens-de-fogo-rajadas-de-calor-e-raios-o-perigoso-fenomeno-meteorologico-gerado-por-mega-incendios.html" title="Nuvens de fogo, rajadas de calor e raios: o perigoso fenómeno meteorológico gerado por mega-incêndios">Nuvens de fogo, rajadas de calor e raios: o perigoso fenómeno meteorológico gerado por mega-incêndios</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nuvens-de-fogo-rajadas-de-calor-e-raios-o-perigoso-fenomeno-meteorologico-gerado-por-mega-incendios.html" title="Nuvens de fogo, rajadas de calor e raios: o perigoso fenómeno meteorológico gerado por mega-incêndios"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nubes-de-fuego-reventones-termicos-y-rayos-el-peligroso-fenomeno-meteorologico-que-generen-los-megaincendios-1785311920477_320.png" alt="Nuvens de fogo, rajadas de calor e raios: o perigoso fenómeno meteorológico gerado por mega-incêndios"></a></article></aside><p>Uma fonte de ignição provocada pelo homem num dia de<strong> baixo risc</strong><strong>o</strong> pode ter poucas consequências, mas essa mesma fonte de <strong>ignição</strong>, em condições de <strong>temperaturas extremas</strong>, vegetação muito seca e ventos moderados, pode desencadear um incêndio florestal extremamente difícil de controlar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ni-rayos-ni-azar-la-ciencia-revela-que-el-ser-humano-provoca-hasta-el-97-de-los-incendios-forestales-1787177956869.png" data-image="1shpxaadteul"><figcaption>As alterações climáticas, por si só, não causam incêndios florestais, mas podem torná-los mais intensos e destrutivos.</figcaption></figure><p>É por isso que centrar-se exclusivamente nos raios, na negligência ou nos incêndios provocados deliberadamente deixa de fora uma parte fundamental da história. <strong>Compreender essa distinção tornar-se-á cada vez mais importante em toda a Europa</strong>, à medida que os episódios de calor extremo e seca continuam a alterar as condições em que os incêndios florestais se desenvolvem e propagam.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Specht%2C%20Doug." data-year="2026" data-title="There%E2%80%99s%20nothing%20%E2%80%98wild%E2%80%99%20about%20most%20wildfires%20%E2%80%93%20humans%20start%20them%20and%20have%20made%20them%20more%20dangerous" data-url="https%3A%2F%2Ftheconversation.com%2Ftheres-nothing-wild-about-most-wildfires-humans-start-them-and-have-made-them-more-dangerous-289729">Specht, Doug. (2026). <a href="https://theconversation.com/theres-nothing-wild-about-most-wildfires-humans-start-them-and-have-made-them-more-dangerous-289729" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">There’s nothing ‘wild’ about most wildfires – humans start them and have made them more dangerous</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nem-relampagos-nem-o-acaso-a-ciencia-revela-que-os-seres-humanos-sao-responsaveis-por-ate-97-dos-incendios-florestais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ribatejo estreia festival de caminhadas dedicado ao turismo sustentável]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ribatejo-estreia-festival-de-caminhadas-dedicado-ao-turismo-sustentavel.html</link><pubDate>Tue, 01 Sep 2026 15:25:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Entre setembro e novembro, vai poder percorrer trilhos ribatejanos de 11 municípios e explorar paisagens, património histórico, tradições e sabores locais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ribatejo-estreia-festival-de-caminhadas-dedicado-ao-turismo-sustentavel-1788266429140.jpg" data-image="e1vf46dlrole" alt="Botas de caminhada" title="Botas de caminhada"><figcaption>O Discovery Ribatejo – Festival de Caminhadas pretende dar a conhecer o melhor da natureza, património e cultura da região. Foto: Pixabay</figcaption></figure><p>Entre 13 de setembro e 15 de novembro, o Ribatejo recebe a primeira edição do <strong>Discovery Ribatejo – Festival de Caminhadas</strong>, um novo evento que pretende afirmar a região como destino obrigatório para quem procura natureza, atividade física e experiências culturais autênticas. </p><p>Organizado pela Corklands e integrado no calendário anual da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, o festival conta com o apoio do Turismo de Portugal, reforçando a estratégia de <strong>promoção do território</strong> junto de visitantes nacionais e internacionais.</p><h2>Aldeias, ribeiros e passeios rurais</h2><p>Durante várias semanas, o festival irá atravessar <strong>11 municípios ribatejanos</strong>, convidando os participantes a descobrir trilhos rurais, paisagens ribeirinhas e zonas de montado, numa proposta que combina contacto direto com o património natural e cultural da região. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A programação inclui caminhadas temáticas, imersões culturais e atividades diversificadas, pensadas para valorizar a riqueza ambiental e humana do Ribatejo.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A estreia acontece a 13 de setembro, com um percurso pelas <strong>Marinhas de Sal </strong>e pelo<strong> Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros</strong>, em Rio Maior. Seguem-se caminhadas na <strong>Ribeira de Munge</strong>, em Almeirim, e na <strong>Casa dos Patudos </strong>e na <strong>Reserva Natural do Cavalo do Sorraia</strong>, a 20 de setembro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ribatejo-estreia-festival-de-caminhadas-dedicado-ao-turismo-sustentavel-1788266522186.jpg" data-image="m99crfvnd6if" alt="Salinas de Rio Maior" title="Salinas de Rio Maior"><figcaption>Com 8 km, a caminhada pelas salinas de Rio Maior convida a descobrir uma das paisagens mais singulares do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros. Foto: Salinas de Rio Maior/ corklands.pt/</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Até novembro, o festival percorre locais emblemáticos como a <strong>Charneca da Companhia das Lezírias</strong>, em Benavente, a <strong>Reserva Natural do Paul do Boquilobo</strong>, na Golegã, os <strong>Caminhos da Vinha e do Vinho</strong>, no Cartaxo, ou a <strong>Mata Nacional do Escaroupim</strong>, em Salvaterra de Magos.</p><h2>Diversidade de paisagens</h2><p>Cada caminhada tem um número limitado de participantes – entre 50 e 150 pessoas – e as inscrições são gratuitas. A organização pretende garantir <strong>grupos equilibrados</strong>, experiências seguras e um contacto mais próximo com os guias e com as comunidades locais. Mais do que um conjunto de percursos pedestres, o Discovery Ribatejo apresenta‑se como uma <strong>celebração da identidade regional</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os trilhos foram planeados para revelar a diversidade de paisagens que caracteriza o Ribatejo: das lezírias férteis às margens do Tejo, passando pelos montados de sobro, pelas zonas de salinas e pelos campos agrícolas que suportam a economia e a cultura locais. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A cada etapa, os caminhantes são convidados a conhecer histórias, tradições e modos de vida que permanecem profundamente enraizados no território. A componente cultural é um dos pilares do festival.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="758516" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/caminhos-sustentaveis-os-novos-trilhos-de-caminhada-para.html" title="Caminhos sustentáveis: os novos trilhos de caminhada para 2026">Caminhos sustentáveis: os novos trilhos de caminhada para 2026</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/caminhos-sustentaveis-os-novos-trilhos-de-caminhada-para.html" title="Caminhos sustentáveis: os novos trilhos de caminhada para 2026"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/caminhos-sustentaveis-os-novos-trilhos-de-caminhada-para-1773407570740_320.png" alt="Caminhos sustentáveis: os novos trilhos de caminhada para 2026"></a></article></aside><p>Além das caminhadas, haverá <strong>provas gastronómicas</strong>, mostras de produtos locais, <strong>experiências vínicas</strong> e feiras de artesanato, promovendo o encontro entre visitantes e produtores da região. A ideia é que cada percurso seja também uma porta de entrada para a <strong>gastronomia ribatejana</strong>, os vinhos da região e as práticas tradicionais que definem a sua identidade.</p><h2>A defesa da economia regional</h2><p>O festival pretende igualmente reforçar a importância do <strong>turismo sustentável</strong>, valorizando recursos endógenos e promovendo práticas de visitação responsáveis. </p><p>Ao envolver municípios, associações e comunidades locais, o Discovery Ribatejo assume‑se como uma plataforma de promoção integrada do território, contribuindo para a <strong>dinamização económica</strong> e para a preservação dos ecossistemas naturais.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A aposta em caminhadas temáticas, dedicadas à biodiversidade ribeirinha, aos montados de sobro, ao património agrícola ou à história local, procura sensibilizar os participantes para a necessidade de proteger estes ambientes.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p> A organização sublinha que o festival é também uma oportunidade para divulgar boas práticas de conservação e incentivar um turismo mais consciente, que respeite a paisagem e valorize quem nela vive.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ribatejo-estreia-festival-de-caminhadas-dedicado-ao-turismo-sustentavel-1788266689851.jpg" data-image="peqkq629j9ur" alt="Cavalos de Sorraia" title="Cavalos de Sorraia"><figcaption>Caminhar por Alpiarça é descobrir a singular Reserva Natural do Cavalo do Sorraia. Foto: Associação Portuguesa do Cavalo de Sorraia</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Com esta primeira edição, o <strong>Ribatejo</strong> procura dar um passo firme para se posicionar no <strong>mapa dos destinos de natureza</strong> em Portugal. O Discovery Ribatejo quer mostrar que caminhar, mais do que uma atividade física, é uma forma de conhecer o território de perto, de escutar as suas histórias e de participar na vida das comunidades que o mantêm vivo.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Discovery%20Ribatejo%20%E2%80%93%20Festival%20de%20Caminhadas" data-year="" data-title="Apresenta%C3%A7%C3%A3o%2C%20programa%20e%20inscri%C3%A7%C3%B5es" data-url="https%3A%2F%2Fwww.corklands.pt%2Fdiscovery-ribatejo-walking-fest">Discovery Ribatejo – Festival de Caminhadas. <a href="https://www.corklands.pt/discovery-ribatejo-walking-fest" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Apresentação, programa e inscrições</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ribatejo-estreia-festival-de-caminhadas-dedicado-ao-turismo-sustentavel.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma “língua” de poeiras do Saara irá espalhar-se por Portugal a partir de quinta-feira]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-lingua-de-poeiras-do-saara-ira-espalhar-se-por-portugal-a-partir-de-quinta-feira.html</link><pubDate>Tue, 01 Sep 2026 14:05:08 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Aproxima-se a toda a velocidade uma pluma de poeiras do Saara que chegará a Portugal continental na quinta-feira, 3 de setembro. Eis os seus possíveis efeitos, as zonas mais expostas e até quando durará o fenómeno.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb30djy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb30djy.jpg" id="xb30djy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Para <strong>quinta-feira, 3 de setembro, não é somente expectável que se registe o período mais quente da semana em Portugal continental</strong> com temperaturas elevadas, dia para o qual já há aviso amarelo do IPMA devido à previsão de valores elevados da temperatura máxima.</p><p>Isto porque, em simultâneo, perspetiva-se a chegada de uma <strong>vasta "língua" atmosférica de poeiras em suspensão provenientes do Saara</strong>, ou seja, uma pluma saariana.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Na origem desta configuração sinóptica <strong>está uma extensa e robusta região de altas pressões, sob a forma de uma crista anticiclónica</strong>, que se estende desde os Açores, Madeira e Norte de África até à Península Ibérica e Europa Central.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-lingua-de-poeiras-do-saara-ira-espalhar-se-por-portugal-a-partir-de-quinta-feira-1788270036281.jpg" data-image="0kwoq5zznbzc"><figcaption>As manchas avermelhadas e rosadas revelam a presença, a aproximadamente 1500 metros de altitude, de uma massa de ar tropical continental, muito quente e seca, que será impulsionada para a Península Ibérica e acompanhada pelo transporte de poeiras provenientes do deserto do Saara.</figcaption></figure><p>Associada à evolução gradual desta crista anticiclónica (dorsal subtropical norte-africana) desde o Atlântico e Norte de África em direção à Europa Central, <strong>ocorrerá o transporte de uma massa de ar tropical continental, muito quente e seca, acompanhada por poeiras provenientes do Saara</strong>.</p><h2>Trajetória da pluma do Saara em Portugal continental e até quando durará o fenómeno</h2><p><strong>A trajetória da pluma saariana deverá ocorrer de sul para norte de Portugal continental</strong>, à medida que a massa de ar quente for transitando do Norte de África para a Península Ibérica e posteriormente para outros países da Europa, como França.</p><p>Segundo os mapas da Meteored, <strong>a intrusão de poeiras do Saara terá início na quinta-feira, 3 de setembro, com a concentração de poeiras em suspensão a intensificar-se na sexta-feira (4)</strong> - dia no qual se prevê o ápice deste episódio, com os valores mais elevados da presença de poeiras na geografia continental portuguesa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-lingua-de-poeiras-do-saara-ira-espalhar-se-por-portugal-a-partir-de-quinta-feira-1788270222742.jpg" data-image="kv2wu9it97jm"><figcaption>Neste mapa de sexta-feira, 4 de setembro, observa-se uma vasta região anticiclónica e uma pluma de poeiras do Saara em suspensão a abranger toda a geografia de Portugal continental.</figcaption></figure><p>As atuais projeções dos mapas de referência da Meteored, baseados no modelo CAMS, estimam que <strong>a presença de poeiras se mantenha pelo menos até domingo, 6 de setembro</strong>, embora com uma gradual diminuição das mesmas ao longo de sábado (5) e domingo (6). As atuais previsões ainda não permitem estimar com confiança se as poeiras continuarão pelo início da próxima semana.</p><h2>Possíveis efeitos no nosso país: “não lave o seu carro nos próximos dias”</h2><p>A canalização da massa de ar quente e o transporte da referida pluma saariana provocarão diversos efeitos em Portugal continental nos próximos dias: <strong>mudará a cor do céu, deixando-o turvo, esbranquiçado e por vezes com tonalidades amareladas ou acastanhadas</strong>, com as concentrações a variarem conforme a maior ou menor presença de partículas em suspensão. </p><p>Inclusive poderá, em alguns locais,<strong> limitar ligeiramente o aquecimento diurno e, consequentemente, a subida das temperaturas para os valores elevados previstos</strong> durante o curto episódio de tempo quente no nosso país.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786616" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/preveem-se-trovoadas-a-partir-de-sabado-dia-5-regressam-os-aguaceiros-a-meio-da-tarde-o-granizo-e-o-vento-forte.html" title="Preveem-se trovoadas a partir de sábado, dia 5: “regressam os aguaceiros a meio da tarde, o granizo e o vento forte”">Preveem-se trovoadas a partir de sábado, dia 5: “regressam os aguaceiros a meio da tarde, o granizo e o vento forte”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/preveem-se-trovoadas-a-partir-de-sabado-dia-5-regressam-os-aguaceiros-a-meio-da-tarde-o-granizo-e-o-vento-forte.html" title="Preveem-se trovoadas a partir de sábado, dia 5: “regressam os aguaceiros a meio da tarde, o granizo e o vento forte”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/preveem-se-trovoadas-a-partir-de-sabado-dia-5-regressam-os-aguaceiros-a-meio-da-tarde-o-granizo-e-o-vento-forte-1788262210881_320.jpg" alt="Preveem-se trovoadas a partir de sábado, dia 5: “regressam os aguaceiros a meio da tarde, o granizo e o vento forte”"></a></article></aside><p>Adicionalmente, <strong>poderá não ser aconselhável a lavagem de automóveis e outros veículos motorizados devido à provável deposição de poeiras à superfície</strong>, que deixarão sujas também outras superfícies.</p><p>A presença de aguaceiros e trovoadas dispersos nalgumas zonas do país na reta final da semana - mais prováveis no interior Norte e Centro segundo as projeções atualmente disponíveis no modelo Europeu - <strong>poderá coincidir com as poeiras saarianas, resultando no fenómeno conhecido como</strong><strong> “chuva de lama”</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-lingua-de-poeiras-do-saara-ira-espalhar-se-por-portugal-a-partir-de-quinta-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Preveem-se trovoadas a partir de sábado, dia 5: “regressam os aguaceiros a meio da tarde, o granizo e o vento forte”]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/preveem-se-trovoadas-a-partir-de-sabado-dia-5-regressam-os-aguaceiros-a-meio-da-tarde-o-granizo-e-o-vento-forte.html</link><pubDate>Tue, 01 Sep 2026 13:15:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois de um arranque de setembro relativamente tranquilo, o calor vai intensificar-se em Portugal, com máximas acima dos 40 ºC no interior. A partir de sexta-feira, a atmosfera muda e no sábado irá regressar a instabilidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/preveem-se-trovoadas-a-partir-de-sabado-dia-5-regressam-os-aguaceiros-a-meio-da-tarde-o-granizo-e-o-vento-forte-1788262210881.jpg" data-image="bhc9d6yp62oz" alt="Instabilidade" title="Instabilidade"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-536881">Depois de dias de calor intenso, as trovoadas poderão regressar a Portugal no sábado, acompanhadas por aguaceiros. Granizo e rajadas de vento fortes serão também fenómenos prováveis a ter em conta nas células convectivas mais intensas</figcaption></figure><p>O início de setembro será marcado por uma mudança acentuada do estado do tempo em Portugal continental. Depois de uma terça-feira relativamente próxima da normalidade, uma<strong> massa de ar muito quente proveniente do Norte de África fará disparar as temperaturas,</strong> com o calor a atingir o pico na quinta-feira.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>A partir de sexta-feira, porém, começam a surgir os primeiros sinais de instabilidade, que poderão culminar em aguaceiros e trovoadas no sábado.</p><h2>Terça-feira ainda dentro da normalidade, mas o calor aproxima-se</h2><p>Esta terça-feira, 1 de setembro, apresenta temperaturas relativamente próximas dos valores habituais para esta altura do ano. Apesar de grande parte do território apresentar uma anomalia térmica positiva, os desvios são, na generalidade, pouco expressivos, rondando apenas 1 a 2 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/preveem-se-trovoadas-a-partir-de-sabado-dia-5-regressam-os-aguaceiros-a-meio-da-tarde-o-granizo-e-o-vento-forte-1788260876445.jpg" data-image="xwfpi8no69hm" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-44464">O primeiro dia de setembro decorre com temperaturas relativamente próximas da média, embora grande parte do território registe anomalias positivas ligeiras, geralmente entre 1 e 2 ºC.</figcaption></figure><p>No Algarve, as anomalias poderão ser ligeiramente superiores, enquanto alguns pontos do interior permanecerão praticamente dentro da média climatológica.</p><p>Contudo, esta situação será temporária. A partir de quarta-feira começa a estabelecer-se sobre a Península Ibérica uma massa de ar muito quente, transportada desde o Norte de África.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/preveem-se-trovoadas-a-partir-de-sabado-dia-5-regressam-os-aguaceiros-a-meio-da-tarde-o-granizo-e-o-vento-forte-1788260948301.jpg" data-image="j7pwa2pd3gil" alt="Geopotencial e temperatura 850 hPa" title="Geopotencial e temperatura 850 hPa"><figcaption>Uma massa de ar muito quente proveniente do Norte de África começa a avançar sobre a Península Ibérica. Esta advecção será responsável pela forte subida das temperaturas prevista para quinta-feira.</figcaption></figure><p>Esta advecção quente é particularmente evidente nos mapas de temperatura a 850 hPa, aproximadamente entre 1300 e 1500 metros de altitude, onde valores muito elevados começam a avançar sobre Espanha e, posteriormente, Portugal.</p><h2>Quinta-feira poderá trazer mais de 40 ºC ao Alentejo</h2><p>Será na quinta-feira, dia 3, que esta subida das temperaturas atingirá a sua expressão máxima. O calor africano estender-se-á a praticamente todo o território continental, incluindo regiões que nos últimos dias permaneceram relativamente "normais".</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/preveem-se-trovoadas-a-partir-de-sabado-dia-5-regressam-os-aguaceiros-a-meio-da-tarde-o-granizo-e-o-vento-forte-1788260995245.jpg" data-image="3ctqgpgwuyuu" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-535014">O calor atinge o pico na quinta-feira, com grande parte do interior a ultrapassar os 35 ºC e no Alentejo vários locais poderão chegar ou superar os 40 ºC, pontualmente com valores ainda mais elevados.</figcaption></figure><p>Segundo a previsão da Meteored, vários locais do interior alentejano poderão alcançar ou ultrapassar os <strong>40 ºC</strong>, com algumas projeções a apontarem pontualmente para valores próximos dos <strong>42 a 43 ºC</strong>. Évora e Beja estarão entre as regiões onde o calor será mais intenso.</p><p>Também o vale do Tejo e o interior Centro poderão registar temperaturas muito elevadas. Santarém poderá aproximar-se dos 39 ºC, enquanto Castelo Branco poderá atingir valores semelhantes. Mesmo o Norte não irá escapar ao calor. No interior poderão ser registados entre 33 e 35 ºC, enquanto a proximidade do Atlântico deverá manter alguns setores do litoral Norte e Centro significativamente mais amenos.</p><h2>Sexta-feira o calor desloca-se para norte e chegam os primeiros sinais de mudança</h2><p>Na sexta-feira, dia 4, a distribuição do calor muda. O Alentejo deverá registar uma descida generalizada das temperaturas, que poderá rondar <strong>4 a 5 ºC</strong> em relação ao dia anterior, embora o ambiente continue quente.</p><p>Em contrapartida, será o interior Norte que poderá concentrar os valores mais elevados. No nordeste transmontano e, sobretudo, nas regiões mais quentes associadas ao vale do Douro, as máximas poderão aproximar-se novamente dos <strong>40 ºC</strong>. Ao mesmo tempo, a atmosfera começa a dar sinais de mudança.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/preveem-se-trovoadas-a-partir-de-sabado-dia-5-regressam-os-aguaceiros-a-meio-da-tarde-o-granizo-e-o-vento-forte-1788261124506.jpg" data-image="z96iraknraa6" alt="Chuva e nuvens" title="Chuva e nuvens"><figcaption>Na sexta-feira surgem os primeiros sinais de mudança, com aumento da nebulosidade e possibilidade de precipitação fraca e dispersa, enquanto o ambiente permanece quente.</figcaption></figure><p>O aumento da nebulosidade será percetível de norte a sul e poderão ocorrer alguns períodos de precipitação fraca e dispersa. Será a primeira manifestação de uma atmosfera progressivamente mais instável, depois do forte aquecimento dos dias anteriores.</p><h2>Dia 5 de setembro regressam as trovoadas e há possibilidade de granizo</h2><p><strong>A alteração mais significativa poderá ocorrer no sábado, dia 5</strong>. As projeções atuais do ECMWF mostram o aparecimento de precipitação sobretudo nas regiões interiores do Norte e Centro, embora a distribuição exata dos aguaceiros ainda possa sofrer alterações.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786607" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-de-calor-a-partir-das-09-00-de-quinta-feira-3-esperam-se-temperaturas-elevadas-nestes-11-distritos.html" title="Aviso amarelo de calor: a partir das 09:00 de quinta-feira (3) esperam-se temperaturas elevadas nestes 11 distritos">Aviso amarelo de calor: a partir das 09:00 de quinta-feira (3) esperam-se temperaturas elevadas nestes 11 distritos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-de-calor-a-partir-das-09-00-de-quinta-feira-3-esperam-se-temperaturas-elevadas-nestes-11-distritos.html" title="Aviso amarelo de calor: a partir das 09:00 de quinta-feira (3) esperam-se temperaturas elevadas nestes 11 distritos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aviso-amarelo-de-calor-a-partir-das-09-00-de-quinta-feira-3-esperam-se-temperaturas-elevadas-nestes-11-distritos-1788257305725_320.png" alt="Aviso amarelo de calor: a partir das 09:00 de quinta-feira (3) esperam-se temperaturas elevadas nestes 11 distritos"></a></article></aside><p>Será uma situação típica de <strong>instabilidade convectiva</strong>. Depois de vários dias de forte aquecimento, haverá ar bastante quente junto à superfície, enquanto em altitude chegará ar relativamente mais frio.</p><div class="texto-destacado">Este forte contraste vertical favorece movimentos ascendentes: o ar quente e menos denso sobe rapidamente, arrefece e condensa, permitindo o desenvolvimento de nuvens de grande desenvolvimento vertical. É neste contexto que <strong>regressam os aguaceiros a meio da tarde, o granizo e o vento forte</strong>.</div><p>Os mapas de densidade de descargas elétricas reforçam o potencial para trovoada. O sinal é particularmente evidente no interior Norte e Centro, com destaque para áreas entre Vila Real, Viseu e Guarda, onde o modelo chega a projetar densidades próximas de <strong>8 raios/km²</strong> em alguns núcleos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/preveem-se-trovoadas-a-partir-de-sabado-dia-5-regressam-os-aguaceiros-a-meio-da-tarde-o-granizo-e-o-vento-forte-1788261260259.jpg" data-image="k117enq0g6ma" alt="Densidade de raios" title="Densidade de raios"><figcaption>As trovoadas poderão ganhar força durante a tarde de sábado, sobretudo no interior Norte e Centro. Alguns núcleos apresentam densidade próxima de 8 raios/km², podendo ser acompanhados por granizo e rajadas fortes de vento.</figcaption></figure><p>Tratando-se de precipitação convectiva, a sua distribuição pode ser irregular, uma localidade poderá receber aguaceiros intensos enquanto poucos quilómetros ao lado, praticamente não chove. As células mais desenvolvidas poderão ainda ser acompanhadas por <strong>granizo, rajadas fortes de vento e precipitação localmente intensa durante curtos períodos</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/preveem-se-trovoadas-a-partir-de-sabado-dia-5-regressam-os-aguaceiros-a-meio-da-tarde-o-granizo-e-o-vento-forte.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Alfredo Graça avança a previsão para o outono 2026: “as depressões e gotas frias poderão chegar a Portugal”]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-avanca-a-previsao-para-o-outono-2026-as-depressoes-e-gotas-frias-poderao-chegar-a-portugal.html</link><pubDate>Tue, 01 Sep 2026 12:27:08 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após um verão relativamente ameno em Portugal, arranca hoje o outono climatológico e o nosso modelo de referência acaba de atualizar as tendências para os próximos meses: há que estar “de olho” na chegada de depressões e gotas frias.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-avanca-a-previsao-para-o-outono-2026-as-depressoes-e-gotas-frias-poderao-chegar-a-portugal-1788264916856.jpg" data-image="4t76qm4rx7nb"><figcaption>Os primeiros indícios plasmados no modelo de referência para a Meteored sugerem um outono bastante dinâmico em Portugal, com períodos frequentes de chuva frontal e aguaceiros acompanhados de trovoadas. </figcaption></figure><p><strong>Esta terça-feira - 1 de setembro - marca o arranque do outono climatológico, que abrange os meses de setembro, outubro e novembro</strong>. Isto acontece após um verão relativamente ameno em Portugal que, em contraste com vários outros países da Europa Ocidental e Meridional (Espanha e França, por exemplo), só registou uma onda de calor bastante intensa e duradoura entre finais de junho e inícios de julho.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p><strong>Não obstante, este outono coincidirá com o pico de um El Niño que se prevê ser muito intenso e até mesmo histórico</strong>. Importa, contudo, esclarecer que a sua correlação com Portugal é baixíssima. Os efeitos meteorológicos que mais sentimos à escala nacional provém sobretudo de fenómenos como a Oscilação do Atlântico Norte (NAO) ou a corrente de jato polar, responsáveis por canalizar depressões e anticiclones para a nossa latitude.</p><p>Ainda assim, o El Niño está a dificultar bastante a formação de ciclones tropicais no Atlântico, cuja interação com o jato polar costuma condicionar o tempo no nosso país de forma indireta.</p><h2>“As duas faces da moeda”: o contraste entre quinzenas poderá ser marcante em setembro</h2><p><strong>Para a primeira quinzena de setembro, os mapas são bastante claros.</strong> <strong>O modelo ECMWF prevê temperaturas entre 1 e 3 ºC acima da média para a época do ano </strong>em grande parte de Portugal, incluindo os arquipélagos<strong> </strong>dos Açores e da Madeira, enquanto nalgumas áreas da metade ocidental da geografia do Continente, mais próximas ao litoral, os valores poderão ser de até 1 ºC acima da média.</p><p>No que diz respeito à segunda quinzena do mês, as temperaturas terão tendência a moderar-se e, em algumas zonas, poderão mesmo enquadrar-se no intervalo dos valores médios de referência. <strong>Grosso modo, poderá registar-se uma segunda metade de setembro com temperaturas geralmente pouco acima do normal ou dentro do normal</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-avanca-a-previsao-para-o-outono-2026-as-depressoes-e-gotas-frias-poderao-chegar-a-portugal-1788264526334.jpg" data-image="csygl806tp6s"><figcaption>Caso a última atualização do modelo europeu se cumpra, o panorama meteorológico poderá ser mais instável durante a segunda quinzena de setembro nalgumas regiões portuguesas.</figcaption></figure><p><strong>No que concerne à chuva, tudo indica que a curto e médio prazo haverá um predomínio das altas pressões, pelo que, em geral, será escassa</strong>. No entanto, a passagem de alguns vales depressionários e sistemas frontais de fraca atividade associados a depressões podem vir a dar origem a aguaceiros e trovoadas, geralmente de carácter isolado.</p><p>Em contrapartida, <strong>para a segunda quinzena de setembro, os mapas vislumbram uma maior propensão para estados do tempo instáveis</strong>, verificando-se indícios de precipitação mais abundante do que o habitual no<strong> Alentejo </strong>e no<strong> Algarve</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786607" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-de-calor-a-partir-das-09-00-de-quinta-feira-3-esperam-se-temperaturas-elevadas-nestes-11-distritos.html" title="Aviso amarelo de calor: a partir das 09:00 de quinta-feira (3) esperam-se temperaturas elevadas nestes 11 distritos">Aviso amarelo de calor: a partir das 09:00 de quinta-feira (3) esperam-se temperaturas elevadas nestes 11 distritos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-de-calor-a-partir-das-09-00-de-quinta-feira-3-esperam-se-temperaturas-elevadas-nestes-11-distritos.html" title="Aviso amarelo de calor: a partir das 09:00 de quinta-feira (3) esperam-se temperaturas elevadas nestes 11 distritos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aviso-amarelo-de-calor-a-partir-das-09-00-de-quinta-feira-3-esperam-se-temperaturas-elevadas-nestes-11-distritos-1788257305725_320.png" alt="Aviso amarelo de calor: a partir das 09:00 de quinta-feira (3) esperam-se temperaturas elevadas nestes 11 distritos"></a></article></aside><p><strong>Este sinal de anomalia positiva de precipitação poderá estar relacionado com um jato polar mais ondulado</strong>, possivelmente favorável à formação de bloqueios anticiclónicos nas Ilhas Britânicas ou na Europa Central que teriam o potencial de “abrir caminho” à chegada de bolsas de ar frio (gotas frias ou vales depressionários) até Portugal continental.</p><p><strong>O mesmo sinal de chuva acima da média observa-se durante a segunda quinzena do mês para o arquipélago da Madeira</strong>, enquanto que para o dos Açores os mapas mostram uma anomalia positiva de precipitação ainda na primeira quinzena e, em concreto, na semana de 7 a 14 de setembro.</p><h2>Primeiras pistas apontam para um outono chuvoso e instável em grande parte de Portugal</h2><p>Ao deitarmos um olhar pelo resto do outono, a incerteza aumenta consideravelmente. É importante relembrar que aqui se estão a analisar tendências ou aproximações muito gerais, com pouca fiabilidade. <strong>Para outubro de 2026, a última tendência do modelo europeu aponta para um mês bastante instável, com chuva acima da média</strong> em quase toda a geografia da unidade territorial do Continente.</p><p>Exceção feita aos Arquipélagos, onde o sinal de anomalia positiva de precipitação é bastante ténue e muito localizado. Quanto às <strong>temperaturas, os mapas indicam valores ligeiramente acima da média no Norte</strong>, quase todo o Centro, zonas fronteiriças do Alto Alentejo e arquipélago da Madeira.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-avanca-a-previsao-para-o-outono-2026-as-depressoes-e-gotas-frias-poderao-chegar-a-portugal-1788264662373.jpg" data-image="ua68ia0nym23"><figcaption>As primeiras tendências do modelo europeu sugerem um outubro instável em quase todo o país.</figcaption></figure><p><strong>As primeiras tendências para novembro </strong>apontam para uma ligeira alteração do padrão vigente, com <strong>a precipitação mais abundante e acima do normal a poder concentrar-se tendencialmente no Minho, Douro Litoral </strong>e outras zonas do litoral Norte e Centro, sendo algo menos expressivas no interior Norte e Centro e entre Mondego e Sado.</p><p>Em sentido oposto, estarão grande parte do Alentejo, o Algarve, os Açores e a Madeira. As temperaturas poderão ficar ligeiramente acima da média em grande parte de Portugal continental e no arquipélago da Madeira (1 ºC), embora atualmente se destaque uma <strong>anomalia térmica positiva - de até 1,5 ºC acima do normal - no interior Norte e Centro</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785765" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/geografo-alfredo-graca-avisa-apos-analisar-os-mapas-o-jato-polar-vai-condicionar-o-tempo-em-portugal.html" title="Geógrafo Alfredo Graça avisa após analisar os mapas: “o jato polar vai condicionar o tempo em Portugal em setembro”">Geógrafo Alfredo Graça avisa após analisar os mapas: “o jato polar vai condicionar o tempo em Portugal em setembro”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/geografo-alfredo-graca-avisa-apos-analisar-os-mapas-o-jato-polar-vai-condicionar-o-tempo-em-portugal.html" title="Geógrafo Alfredo Graça avisa após analisar os mapas: “o jato polar vai condicionar o tempo em Portugal em setembro”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/geografo-alfredo-graca-avisa-apos-analisar-os-mapas-o-jato-polar-vai-condicionar-o-tempo-em-portugal-1787825464959_320.png" alt="Geógrafo Alfredo Graça avisa após analisar os mapas: “o jato polar vai condicionar o tempo em Portugal em setembro”"></a></article></aside><p>Assim, tudo aponta para o desenrolar de um outono muito dinâmico. Isto não significa que irá chover todos os dias, mas sim que <strong>os primeiros indícios sugerem que Portugal poderá tanto estar exposto à chegada de depressões e sistemas frontais associados, como a gotas frias</strong>. No entanto, como já é habitual, haverá diferenças significativas na distribuição pluviométrica entre as diferentes regiões da nossa geografia.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-avanca-a-previsao-para-o-outono-2026-as-depressoes-e-gotas-frias-poderao-chegar-a-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aviso amarelo de calor: a partir das 09:00 de quinta-feira (3) esperam-se temperaturas elevadas nestes 11 distritos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-de-calor-a-partir-das-09-00-de-quinta-feira-3-esperam-se-temperaturas-elevadas-nestes-11-distritos.html</link><pubDate>Tue, 01 Sep 2026 10:59:03 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A subida das temperaturas prevista para a próxima quinta-feira já levou o IPMA a emitir aviso amarelo de tempo quente para 11 distritos. Saiba quais!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb2ym7e"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb2ym7e.jpg" id="xb2ym7e"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal Continental vai aquecer!<strong> O outono climatológico arranca hoje, mas o verão ainda não se foi embora de vez</strong>. Tal como temos vindo a avançar noutras previsões da Meteored Portugal, há uma subida acentuada das temperaturas à vista e o IPMA já lançou alguns avisos.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Neste momento, e de acordo com a última atualização deste instituto de meteorologia, <strong>estão 11 distritos sob aviso amarelo de tempo quente</strong>. Este aviso entrará em vigor pelas 9h de quinta-feira, dia 3, e deverá manter-se até às 6h do dia seguinte, 4 de setembro, adivinhando-se um dia e uma noite bastante quentes.</p><h2>Distritos do litoral Norte e Centro excluídos da lista</h2><p>Esta subida das temperaturas <strong>não será igualmente expressiva em todo o continente</strong>. Como é habitual, o litoral Norte e Centro poderá contar com valores mais contidos, ainda que registe um aumento dos mesmos face aos dias anteriores. Desta forma, <strong>o IPMA manteve os distritos da faixa entre Viana do Castelo e Leiria fora da lista de avisos, assim como o distrito de Faro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aviso-amarelo-de-calor-a-partir-das-09-00-de-quinta-feira-3-esperam-se-temperaturas-elevadas-nestes-11-distritos-1788257157496.jpg" data-image="jycersktuy9p" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>O IPMA emitiu aviso amarelo de tempo quente para 11 distritos, em vigor entre o dia 3 e 4 de setembro.</figcaption></figure><p>Os restantes, ou seja, <strong>Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Santarém, Lisboa, Setúbal, Portalegre, Évora e Beja são os distritos que se inserem nesta lista</strong> e que estão sob alerta, visto que os termómetros poderão alcançar ou ultrapassar os 40 ºC em vários locais.</p><h2>Calor intenso aproxima-se e há sítios que podem chegar aos 42 ºC</h2><p>Como podemos observar no mapa acima, alguns pontos, especialmente do Alentejo, <strong>podem registar até 42 ºC de máxima</strong>, na quinta-feira. No Ribatejo, a máxima esperada é de até 41 ºC, assim como na Beira Baixa. Mais a Norte, no Vale do Douro, os termómetros poderão registar até 38 ºC. <strong>Estes valores refletem-se em anomalias térmicas positivas de até 12 ºC</strong> (valores acima da média). Esta anomalia mais acentuada poderá ser registada no Alentejo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786436" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-40-c-na-quinta-feira-chegara-o-pico-maximo-do-calor-subtropical.html" title="Até 40 ºC: na quinta-feira chegará o pico máximo do calor subtropical">Até 40 ºC: na quinta-feira chegará o pico máximo do calor subtropical</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-40-c-na-quinta-feira-chegara-o-pico-maximo-do-calor-subtropical.html" title="Até 40 ºC: na quinta-feira chegará o pico máximo do calor subtropical"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-40-c-na-quinta-feira-chegara-o-pico-maximo-do-calor-subtropical-1788189143141_320.jpg" alt="Até 40 ºC: na quinta-feira chegará o pico máximo do calor subtropical"></a></article></aside><p><strong>A noite de quinta-feira também contará com valores elevados</strong>. Pelas 23h esperam-se temperaturas na ordem dos 30 ºC em Portalegre e Évora. Lisboa e Beja podem contar com 29 ºC, enquanto Castelo Branco deverá registar 27 ºC e Santarém 26 ºC, sendo estas as capitais de distrito mais quentes do país nessa noite. Apesar disto, espera-se um ligeiro alívio do calor nos dias seguintes, contudo, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações em <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/" target="_blank" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">tempo.pt</a>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-de-calor-a-partir-das-09-00-de-quinta-feira-3-esperam-se-temperaturas-elevadas-nestes-11-distritos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item></channel></rss>