<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Mon, 19 Oct 2026 17:20:19 +0000</lastBuildDate><pubDate>Mon, 19 Oct 2026 17:20:19 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Aos 91 anos, Maria Agalantina saiu da sua aldeia para ver o mar pela primeira vez]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/aos-91-anos-maria-agalantina-saiu-da-sua-aldeia-para-ver-o-mar-pela-primeira-vez.html</link><pubDate>Mon, 19 Oct 2026 13:41:03 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A iniciativa da Fundação INATEL levou moradores da Póvoa de São Cosme a conhecer Lisboa e a descobrir lugares que muitos só conheciam pela televisão.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/aos-91-anos-maria-agalantina-viu-o-mar-pela-primeira-vez-numa-viagem-desde-a-sua-aldeia-1792413837106.jpg" data-image="ccsrodyyg8g9" alt="molhar os pés à beira-mar" title="molhar os pés à beira-mar"><figcaption>Maria Agalantina descobriu o mar aos 91 anos. Foto: Fundação INATEL</figcaption></figure><p>O sol ainda não se tinha levantado e os habitantes da <strong>Aldeia da Póvoa de São Cosme</strong>, em Oliveira do Hospital, já estavam numa roda-viva. Não era a lufa-lufa típica das grandes cidades, em que se corre todos os dias contra o relógio para pôr as crianças na escola e chegar a horas ao escritório.</p><p>O dia começou cedo, nesta povoação rural, como quase sempre. Mas, desta vez, não era apenas por causa das hortas regadas antes do calor ou dos rebanhos que era preciso alimentar. Um autocarro da <strong>Fundação INATEL </strong>aguardava um grande grupo de moradores para uma longa viagem de quase 300 quilómetros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aos-91-anos-maria-agalantina-viu-o-mar-pela-primeira-vez-numa-viagem-desde-a-sua-aldeia-1792413934484.jpg" data-image="6vusdvkitn4h" alt="Iniciativa Aldeia de Sonho/INATEL" title="Iniciativa Aldeia de Sonho/INATEL"><figcaption>Os habitantes de Póvoa de São Cosme partiram de madrugada para Lisboa. Foto: Fundação INATEL</figcaption></figure><p><strong>Lisboa</strong> foi o destino desta excursão. Pode parecer algo banal para quem vive no litoral ou viaja com frequência pelo país. Para as <strong>povoações isoladas</strong> no interior, é uma rara oportunidade de verem, com os seus próprios olhos, o que apenas viram nas imagens transmitidas na televisão.</p><h2>O desejo de Maria</h2><p>Todos os momentos mereciam ficar registados. A tradicional fotografia de grupo assinalou a partida, mas havia mais uma história a merecer especial atenção.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>“Quero ir à praia, entrar na água e molhar os pés”, contou Maria Agalantina, antes de entrar no autocarro.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O desejo ficou registado no documentário "<strong>Póvoa de São Cosme: Festa na Aldeia</strong>", da Fundação INATEL, e acabaria por ser um dos momentos mais comoventes da viagem. Maria Agalantina tem 91 anos e nunca esteve perto do mar. O autocarro partiu, ainda de madrugada, com cautela na autoestrada, mas com a pressa de cumprir o seu desejo.</p><h2>Do interior ao litoral</h2><p>A povoação da freguesia de Ervedal da Beira foi eleita, este ano, a <strong>Aldeia dos Sonhos</strong>. Desde 2014, a Fundação INATEL, em parceria com o Turismo de Portugal, escolhe uma localidade do interior com 100 habitantes ou menos para levá-los a conhecer um grande centro urbano do país.</p><p><strong>Ouguela</strong>, em Campo Maior, foi a primeira que se estreou, há 12 anos, nesta iniciativa, passando um fim de semana em Lisboa, com direito a uma visita aos bastidores do <strong>Estádio da Luz</strong> e um passeio nas águas do <strong>rio Tejo</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769962" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/sem-eletricidade-sem-vizinhos-e-sem-saida-facil-a-aldeia-fantasma-que-intriga-portugal.html" title="Sem eletricidade, sem vizinhos e sem saída fácil: a aldeia fantasma que intriga Portugal">Sem eletricidade, sem vizinhos e sem saída fácil: a aldeia fantasma que intriga Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/sem-eletricidade-sem-vizinhos-e-sem-saida-facil-a-aldeia-fantasma-que-intriga-portugal.html" title="Sem eletricidade, sem vizinhos e sem saída fácil: a aldeia fantasma que intriga Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sem-eletricidade-sem-vizinhos-e-sem-saida-facil-a-aldeia-fantasma-que-intriga-portugal-1779359499056_320.jpg" alt="Sem eletricidade, sem vizinhos e sem saída fácil: a aldeia fantasma que intriga Portugal"></a></article></aside><p>Desde então, outras aldeias do interior, como<strong> Barranha</strong>, <strong>Candal</strong>, <strong>Penhaforte </strong>ou<strong> Rio</strong><strong> de Mel</strong>, também saíram da rotina para conhecer monumentos, museus, parques e praias das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto.</p><h2>Lisboa pela janela</h2><p>O programa da Aldeia de Sonho, no fim de semana, entre 9 e 14 de outubro, foi intenso. Incluiu uma visita guiada à <strong>Assembleia da República</strong>, uma passagem pelo Quarke – Museu do Terramoto e uma paragem pelo Oceanário de Lisboa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aos-91-anos-maria-agalantina-viu-o-mar-pela-primeira-vez-numa-viagem-desde-a-sua-aldeia-1792414120677.jpg" data-image="5bper65bhh82" alt="Escadarias da Assembleia da República, em Lisboa" title="Escadarias da Assembleia da República, em Lisboa"><figcaption>O programa da Aldeia de Sonho incluiu os espaços da Assembleia da República. Foto: Fundação INATEL</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>O próprio percurso do autocarro atravessou o centro da cidade, mostrando os lugares emblemáticos da capital, como o Rossio, a <strong>Praça do Saldanha</strong>, os jardins do <strong>Campo Grande</strong> ou a travessia da <strong>Ponte 25 de Abril</strong>. </p><p>A passagem pela <strong>Avenida da Liberdade</strong> acabou por despertar memórias antigas de <strong>Celestino Ventura</strong>, outro nonagenário da aldeia, que, quando jovem, viveu em Lisboa. “Quando subia ao <strong>Parque Eduardo VII,</strong> apanhava ameixas brancas e comia-as naqueles bancos que havia lá”, recordou à equipa de reportagem da Fundação INATEL.</p><h2>O Atlântico no horizonte</h2><p>A viagem esteve carregada de emoções, mas nenhuma tão forte como a chegada do grupo de excursionistas à <strong>Costa da Caparica</strong>, em Almada. Maria Agalantina desceu do autocarro com a ajuda da bengala e contemplou o Atlântico, agora sem o ecrã da televisão pelo meio. Arregaçou as calças, descalçou as sapatilhas e avançou até à beira-mar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aos-91-anos-maria-agalantina-viu-o-mar-pela-primeira-vez-numa-viagem-desde-a-sua-aldeia-1792414205594.jpg" data-image="1s7qkv6mn29p" alt="Excursão da INATEL à Costa da Caparica" title="Excursão da INATEL à Costa da Caparica"><figcaption>O mar da Caparica trouxe emoções fortes aos moradores de Póvoa de São Cosme. Foto: Fundação INATEL</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>O que sentiu quando a água lhe tocou os pés, só ela saberá. Nenhuma imagem conseguiria traduzir o silêncio com que observou o horizonte. Mas não são precisas palavras para saber que os moradores de Póvoa de São Cosme regressaram a casa com a viagem cumprida.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Funda%C3%A7%C3%A3o%20Inatel" data-year="" data-title="P%C3%B3voa%20de%20S%C3%A3o%20Cosme%3A%20Festa%20na%20Aldeia" data-url="https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fwatch%2F%3Fv%3D1069788906055967">Fundação Inatel. <a href="https://www.facebook.com/watch/?v=1069788906055967" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Póvoa de São Cosme: Festa na Aldeia</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/aos-91-anos-maria-agalantina-saiu-da-sua-aldeia-para-ver-o-mar-pela-primeira-vez.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Morte do Sol: eis o que poderá acontecer à Terra daqui a cinco mil milhões de anos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/morte-do-sol-eis-o-que-podera-acontecer-a-terra-daqui-a-cinco-mil-milhoes-de-anos.html</link><pubDate>Mon, 19 Oct 2026 12:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O Sol acabará por se transformar numa gigante vermelha, processo que deverá levar ao desaparecimento de Mercúrio e Vénus. Mas o destino da Terra permanece incerto. O nosso planeta poderia, no final de contas, escapar a um destino cataclísmico, embora se torne inabitável muito antes disso.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mort-du-soleil-voici-ce-qui-pourrait-arriver-a-la-terre-dans-cinq-milliards-d-annees-1792080159368.jpeg" data-image="egk4soynjsap" alt="Morte do sol" title="Morte do sol"><figcaption>O Sol iniciará a sua transição para gigante vermelha daqui a 5 mil milhões de anos, engolindo vários planetas no processo.</figcaption></figure><p>O Sol, nascido há cerca de 4,6 mil milhões de anos, encontra-se hoje a meio da sua vida. No entanto, daqui a quase cinco mil milhões de anos, <strong>a nossa estrela transformar-se-á numa gigante vermelha</strong>, alterando profundamente o sistema solar.</p><p>Será, então, a Terra engolida pelo Sol, ou poderá escapar a esse destino?</p><h2>O Sol, uma estrela com 4,6 mil milhões de anos</h2><p>O Sol e os planetas do nosso sistema solar formaram-se há cerca de 4,6 mil milhões de anos a partir de uma vasta nuvem de gás e poeira. Sob o efeito da gravidade, <strong>uma parte desta matéria colapsou gradualmente sobre si própria</strong>, concentrando-se no centro para dar origem ao jovem Sol. À sua volta, os restantes materiais organizaram-se num disco de matéria em rotação.</p><p>Com o passar do tempo, <strong>as partículas de poeira presentes neste disco aglomeraram-se para formar corpos cada vez maiores</strong>, dando origem aos planetas, asteroides e outros objetos que constituem o sistema solar. A formação da Terra e dos restantes planetas estendeu-se, portanto, por várias dezenas de milhões de anos, através de colisões e da acumulação de matéria. Há cerca de 4,5 mil milhões de anos, o nosso planeta foi adquirindo, gradualmente, a sua forma atual.</p><div class="texto-destacado">Atualmente, o Sol é uma estrela de tipo espectral G2V, vulgarmente designada por anã amarela. Composto principalmente por hidrogénio e hélio, gera a sua energia através da fusão nuclear que ocorre no seu núcleo, onde o hidrogénio se transforma progressivamente em hélio. Este processo liberta a energia que nos chega sob a forma de luz e calor, permitindo que a nossa estrela brilhe há milhares de milhões de anos.</div><p>Atualmente, o Sol encontra-se numa <strong>fase relativamente estável da sua existência</strong>, denominada sequência principal. Mas esta estabilidade não será eterna. À medida que as reservas de hidrogénio no seu núcleo se esgotam, este contrairá e aquecerá, enquanto as camadas exteriores do Sol se expandirão gradualmente. A nossa estrela tornar-se-á, então, uma gigante vermelha — uma <strong>evolução que transformará profundamente o sistema solar</strong> tal como o conhecemos hoje.</p><h2>O Sol devorará a Terra?</h2><p>Esta transformação terá <strong>consequências importantes para os planetas mais próximos do Sol</strong>. Durante a sua conversão em gigante vermelha, o diâmetro do Sol aumentará consideravelmente, chegando a atingir uma dimensão potencialmente comparável à distância atual entre o Sol e a Terra. Esta expansão fará, provavelmente, com que <strong>Mercúrio e Vénus sejam engolidos</strong>, mas o destino do nosso planeta continua a ser, por enquanto, mais incerto.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790145" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-planeta-vermelho-nao-e-assim-tao-vermelho-as-misteriosas-rochas-roxas-encontradas-em-marte-que-deixam-a-nasa-perplexa.html" title="O planeta vermelho não é assim tão vermelho: as misteriosas rochas roxas encontradas em Marte que deixam a NASA perplexa">O planeta vermelho não é assim tão vermelho: as misteriosas rochas roxas encontradas em Marte que deixam a NASA perplexa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-planeta-vermelho-nao-e-assim-tao-vermelho-as-misteriosas-rochas-roxas-encontradas-em-marte-que-deixam-a-nasa-perplexa.html" title="O planeta vermelho não é assim tão vermelho: as misteriosas rochas roxas encontradas em Marte que deixam a NASA perplexa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-planeta-rojo-no-es-tan-rojo-las-misteriosas-rocas-purpuras-halladas-en-marte-que-desconciertan-a-la-nasa-1790108561910_320.jpg" alt="O planeta vermelho não é assim tão vermelho: as misteriosas rochas roxas encontradas em Marte que deixam a NASA perplexa"></a></article></aside><p>Até há pouco tempo, os cientistas consideravam que a Terra tinha poucas hipóteses de escapar à expansão do Sol, tal como Mercúrio e Vénus. Ao expandirem-se, <strong>as camadas exteriores do Sol poderiam chegar a atingir a órbita terrestre</strong>, enquanto as interações de maré entre ambos os corpos celestes tenderiam a aproximar o nosso planeta do Sol. Portanto, este cenário parecia, até agora, o mais provável, embora a evolução da órbita terrestre ainda estivesse sujeita a certas incertezas.</p><p>No entanto, um estudo publicado em junho de 2026 na revista <em>Astronomy & Astrophysics</em> veio questionar esta hipótese. Ao refinar os modelos sobre a perda de massa do Sol e os efeitos das interações de maré, <strong>os investigadores demonstraram que a Terra poderia, afinal, evitar um fim catastrófico</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mort-du-soleil-voici-ce-qui-pourrait-arriver-a-la-terre-dans-cinq-milliards-d-annees-1792081470884.jpeg" data-image="ojdtlpgbez4e" alt="Vários planetas no sistema" title="Vários planetas no sistema"><figcaption>A Terra poderá permanecer, em grande medida, fora da superfície do Sol durante a transição deste para gigante vermelha, mas as condições necessárias para a manutenção da vida já terão desaparecido da sua superfície há muito tempo.</figcaption></figure><p>Ao perder massa, o Sol exercerá uma menor atração gravitacional, o que poderá permitir que a órbita terrestre se amplie e, portanto, que <strong>o nosso planeta se afaste o suficiente da superfície da nossa estrela para sobreviver</strong> à sua transição para uma gigante vermelha. No entanto, este cenário permanece incerto e dependerá, em grande medida, da quantidade de matéria que a nossa estrela perder no final da sua vida.</p><p>Seja como for, <strong>é muito provável que a Terra tenha perdido toda a forma de vida à sua superfície muito antes desta transformação</strong>. O aumento progressivo da luminosidade solar poderá tornar o nosso planeta um lugar inabitável dentro de cerca de mil milhões de anos, ao alterar o seu ciclo da água e propiciar, a longo prazo, o desaparecimento dos oceanos. Consequentemente, embora a Terra consiga evitar ser engolida — podendo, assim, continuar a existir daqui a 5 mil milhões de anos —, <strong>tornar-se-ia um mundo estéril, orbitando um Sol transformado em anã branca</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="NASA" data-year="2026" data-title="Sun%3A%20Facts" data-url="https%3A%2F%2Fscience.nasa.gov%2Fsun%2Ffacts%2F">NASA. (2026). <a href="https://science.nasa.gov/sun/facts/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Sun: Facts</a>.</cite><br><cite data-author="CEA" data-year="2026" data-title="La%20Terre%20survivra-t-elle%20%C3%A0%20la%20fin%20du%20Soleil%20%3F" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cea.fr%2Fparis-saclay%2FPages%2FActualites%2FScientifique%2F2026%2Fla-Terre-survivra-t-elle-a-la-fin-du-Soleil.aspx">CEA. (2026). <a href="https://www.cea.fr/paris-saclay/Pages/Actualites/Scientifique/2026/la-Terre-survivra-t-elle-a-la-fin-du-Soleil.aspx" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">La Terre survivra-t-elle à la fin du Soleil ?</a>.</cite><br><cite data-author="M.%20Esseldeurs1%2C%20S.%20Mathis%20%26%20L.%20Decin1" data-year="2026" data-title="The%20fate%20of%20Earth%20during%20the%20Sun%E2%80%99s%20giant%20phases" data-url="https%3A%2F%2Fwww.aanda.org%2Farticles%2Faa%2Ffull_html%2F2026%2F06%2Faa60576-26%2Faa60576-26.html">M. Esseldeurs1, S. Mathis & L. Decin1. (2026). <a href="https://www.aanda.org/articles/aa/full_html/2026/06/aa60576-26/aa60576-26.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The fate of Earth during the Sun’s giant phases</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/morte-do-sol-eis-o-que-podera-acontecer-a-terra-daqui-a-cinco-mil-milhoes-de-anos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo em Portugal esta semana: máximas não deverão ultrapassar os 20 ºC em grande parte do país e há chuva à vista]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-maximas-nao-deverao-ultrapassar-os-20-c-em-grande-parte-do-pais-e-ha-chuva-a-vista.html</link><pubDate>Mon, 19 Oct 2026 10:54:37 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas desceram e já se denota em boa parte das regiões Norte e Centro, onde esta descida é mais acentuada. O Sul pode contar com alguma chuva neste início de semana e também registará uma descida dos termómetros.</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/XmMUI44hUZ4/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=XmMUI44hUZ4" id="XmMUI44hUZ4"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A semana arranca com <strong>tempo estável na maior parte da geografia continental</strong>, onde apenas a região algarvia e o Baixo Alentejo poderão registar a ocorrência de aguaceiros fracos durante a tarde de hoje. O IPMA emitiu <strong>aviso amarelo de trovoada para Beja e Faro</strong>, em vigor entre as 12h e as 18h. Este aviso indica, segundo o mesmo instituto: "<em>Condições favoráveis para ocorrência de <strong>fenómenos meteorológicos localizados</strong>, como: trovoada; precipitação localmente forte, com acumulação entre 10 a 20 mm em 1 h; granizo com diâmetro inferior a 2 cm; rajadas entre 70 e 90 km/h</em>".</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Esta tendência de estabilidade atmosférica, no restante território, poderá manter-se, ainda que com algumas nuances, pois a <strong>nebulosidade poderá regressar amanhã</strong>, terça-feira e manter-se, de forma variável, até à reta final da semana. É expectável que esta possa incidir mais sobre o Norte e o Centro do país.</p><h2>Chuva há vista para dois dias desta semana</h2><p>Além do que mencionamos acima, espera-se que <strong>na quarta e na sexta-feira a passagem de duas frentes desorganizadas possa trazer alguns aguaceiros fracos</strong>, especialmente ao Norte e Centro do país. Na quarta, o noroeste poderá ser a zona mais afetada, logo nas primeiras horas da madrugada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-esta-semana-maximas-nao-deverao-ultrapassar-os-20-c-em-grande-parte-do-pais-e-ha-chuva-a-vista-1792402780659.jpg" data-image="n2mk813esh5c" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Ao longo desta semana a maior parte das capitais de distrito das regiões Norte e Centro não deverão alcançar os 20 ºC de temperatura máxima.</figcaption></figure><p>Já na sexta-feira, também na transição de quinta para sexta, a<strong> chuva deve regressar ao noroeste</strong>, devendo, posteriormente, estender-se até Leiria, e mais tarde, pode chegar a Santarém. Ainda assim, esperam-se aguaceiros fracos e irregulares em ambos os episódios, sendo que os maiores acumulados de precipitação devem registar-se no noroeste, com valores na ordem dos 10 mm.</p><h2>Temperaturas deverão manter-se mais baixas face à semana passada</h2><p>Já em relação às temperaturas, esta semana será muito diferente da anterior, onde os termómetros registam já uma descida acentuada dos valores também com maior expressão no Norte e Centro. Esta descida traz uma inversão das anomalias térmicas, onde <strong>grande parte da nossa geografia continental deverá contar com valores abaixo da média</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794093" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quando-voltara-a-chover-em-portugal-o-ecmwf-revela-as-tendencias-de-precipitacao-ate-sexta-feira-23-de-outubro.html" title="Quando voltará a chover em Portugal? O ECMWF revela as tendências de precipitação até sexta-feira, 23 de outubro">Quando voltará a chover em Portugal? O ECMWF revela as tendências de precipitação até sexta-feira, 23 de outubro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quando-voltara-a-chover-em-portugal-o-ecmwf-revela-as-tendencias-de-precipitacao-ate-sexta-feira-23-de-outubro.html" title="Quando voltará a chover em Portugal? O ECMWF revela as tendências de precipitação até sexta-feira, 23 de outubro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quando-voltara-a-chover-em-portugal-o-ecmwf-revela-as-tendencias-de-precipitacao-ate-sexta-feira-23-de-outubro-1792395463753_320.jpg" alt="Quando voltará a chover em Portugal? O ECMWF revela as tendências de precipitação até sexta-feira, 23 de outubro"></a></article></aside><p><strong>Este cenário deverá manter-se até ao fim de semana</strong>, onde as máximas mais elevadas, na ordem dos 20 ºC, deverão registar-se no Sul, enquanto nas restantes regiões, a maior parte das cidades não deverá ultrapassar os 18 ºC, como podemos observar no mapa acima. As cidades mais próximas do mar deverão registar valores mais amenos, na ordem dos 17/19 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-maximas-nao-deverao-ultrapassar-os-20-c-em-grande-parte-do-pais-e-ha-chuva-a-vista.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Pela primeira vez, o Japão e a NASA lançam, hoje, a nave espacial que trará à Terra um pedaço de uma lua de Marte]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/pela-primeira-vez-o-japao-e-a-nasa-lancam-hoje-a-nave-espacial-que-trara-a-terra-um-pedaco-de-uma-lua-de-marte.html</link><pubDate>Mon, 19 Oct 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A missão MMX, do Japão, explorará Fobos e Deimos, as duas luas de Marte, e trará amostras de Fobos para a Terra em 2031. A NASA fornecerá instrumentos científicos, tecnologia de recolha e apoio às comunicações.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-primera-vez-japon-y-la-nasa-lanzan-el-19-de-octubre-la-nave-que-traera-a-la-tierra-un-trozo-de-una-luna-de-marte-1792143421785.jpg" data-image="908ruboy470t" alt="Marte, Fobos, Deimos, sonda MMX, NASA, Japão" title="Marte, Fobos, Deimos, sonda MMX, NASA, Japão"><figcaption>A sonda MMX tem previsão de chegar a Marte em agosto de 2027. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>A exploração de Marte ganha um <strong>novo capítulo com a participação da NASA na missão MMX</strong> (Martian Moons eXploration), liderada pela Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA). O objetivo é<strong> estudar a fundo Fobos e Deimos</strong>, as duas pequenas luas do Planeta Vermelho, determinar como se formaram e trazer para a Terra amostras de material da sua superfície. </p><div class="texto-destacado">O lançamento está previsto ocorrer a partir do Centro Espacial de Tanegashima, no Japão, esta segunda-feira, 19 de outubro de 2026, às 15h41, hora do Leste dos Estados Unidos (EDT) — o que equivale às 4h41 de terça-feira, 20, no Japão.</div><p>A participação norte-americana inclui<strong> instrumentos científicos, tecnologia para recolher material e assistência para as comunicações e a navegação da nave espacial</strong>. Além disso, investigadores financiados pela NASA trabalharão em conjunto com especialistas internacionais para analisar os dados obtidos pela missão.</p><p>Segundo Nicky Fox, responsável pela Direção de Missões Científicas da NASA, as <strong>amostras poderão trazer descobertas fundamentais sobre o sistema marciano</strong> nas próximas décadas, num contexto em que a agência também prepara futuras missões tripuladas ao planeta.</p><h2>De onde vêm Fobos e Deimos?</h2><p>A <strong>origem das duas luas marcianas continua a ser uma incógnita</strong>. Os cientistas trabalham com duas hipóteses principais que a missão MMX procurará colocar à prova.</p><p>A primeira sustenta que <strong>ambas poderão ser remanescentes de um impacto gigantesco</strong> ocorrido em Marte. A colisão terá ejetado grandes quantidades de material para o espaço, que, posteriormente, permaneceram a orbitar o planeta e acabaram por se aglomerar até formarem os seus satélites naturais.</p><p>A segunda possibilidade é que<strong> Fobos e Deimos sejam antigos asteroides</strong> que foram capturados pela gravidade marciana há milhares de milhões de anos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785831" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-colisao-que-quase-destruiu-deimos-como-um-asteroide-de-300-metros-remodelou-completamente-a-lua-marciana.html" title="“A colisão que quase destruiu Deimos”: como um asteroide de 300 metros remodelou completamente a lua marciana">“A colisão que quase destruiu Deimos”: como um asteroide de 300 metros remodelou completamente a lua marciana</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-colisao-que-quase-destruiu-deimos-como-um-asteroide-de-300-metros-remodelou-completamente-a-lua-marciana.html" title="“A colisão que quase destruiu Deimos”: como um asteroide de 300 metros remodelou completamente a lua marciana"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-colisao-que-quase-destruiu-deimos-como-um-asteroide-de-300-metros-remodelou-completamente-a-lua-marciana-1787843233726_320.jpg" alt="“A colisão que quase destruiu Deimos”: como um asteroide de 300 metros remodelou completamente a lua marciana"></a></article></aside><p>Distinguir entre estes cenários ajudaria a reconstruir as <strong>primeiras etapas da história do sistema solar</strong>. Durante este período, a Terra e os restantes planetas rochosos interiores sofreram processos de formação e receberam materiais que puderam contribuir para o aporte de água e compostos orgânicos.</p><p>Por isso, o estudo destas pequenas luas não interessa apenas a quem investiga Marte: pode também fornecer pistas sobre as condições que favoreceram a <strong>evolução do nosso próprio planeta</strong>.</p><h2>Os instrumentos da NASA que vão analisar Fobos</h2><p>Uma das <strong>contribuições centrais dos Estados Unidos será o espectrómetro MEGANE</strong>, desenvolvido pelo Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins.</p><p>O<strong> instrumento irá medir neutrões e raios gama </strong>emitidos a partir da superfície de Fobos. Com base nestes sinais, os investigadores poderão determinar a composição química elementar da lua e obter informações fundamentais para esclarecer a sua origem.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-primera-vez-japon-y-la-nasa-lanzan-el-19-de-octubre-la-nave-que-traera-a-la-tierra-un-trozo-de-una-luna-de-marte-1792143692756.jpg" data-image="395q5uady9b1" alt="Marte, Fobos, Deimos, sonda MMX, NASA, Japão" title="Marte, Fobos, Deimos, sonda MMX, NASA, Japão"><figcaption>A sonda MMX tem previsão de chegar a Marte em agosto de 2027. A partir daí, começará a estudar as duas luas, com especial atenção a Fobos.</figcaption></figure><p>A NASA irá também disponibilizar o sistema de amostragem pneumática P-Sampler, desenvolvido pela Honeybee Robotics, empresa pertencente à Blue Origin. Instalado numa das pernas de aterragem da nave espacial, <strong>o dispositivo utilizará jatos de nitrogénio de alta pressão para recolher material da superfície</strong>.</p><p>Este mecanismo irá <strong>complementar o C-Sampler da JAXA</strong>, concebido para extrair amostras de camadas situadas a poucos centímetros de profundidade. A combinação permitirá estudar materiais provenientes de diferentes níveis do terreno.</p><p>Assim que as amostras chegarem à Terra, a <strong>NASA receberá e conservará aproximadamente 15% do material recolhido </strong>no laboratório de astromateriais do Centro Espacial Johnson, em Houston. Aí, estará disponível para investigação durante décadas.</p><h3>O regresso das amostras está previsto para 2031</h3><p>A sonda MMX tem previsão de <strong>chegar a Marte em agosto de 2027</strong>. A partir daí, começará a estudar as duas luas, com especial atenção a Fobos, antes de realizar a manobra de recolha, prevista para não antes de dezembro de 2028.</p><div class="texto-destacado">O regresso das amostras à Terra está previsto para 2031. A sua análise permitirá comparar as medições realizadas no espaço com estudos laboratoriais muito mais detalhados.</div><p>A missão contará ainda com o apoio da Rede do Espaço Profundo da NASA, fundamental para<strong> manter as comunicações com a nave espacial a grandes distâncias</strong>. Toda a contribuição norte-americana ocorre no âmbito do Programa Discovery da agência.</p><p>Para além dos seus resultados imediatos, a MMX poderá<strong> transformar a compreensão científica das luas marcianas e da evolução inicial dos planetas rochosos</strong>. Determinar se Fobos e Deimos surgiram de um impacto ou se são asteroides capturados ajudaria a reconstruir uma etapa remota do sistema solar que ainda guarda inúmeras incógnitas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/pela-primeira-vez-o-japao-e-a-nasa-lancam-hoje-a-nave-espacial-que-trara-a-terra-um-pedaco-de-uma-lua-de-marte.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quando voltará a chover em Portugal? O ECMWF revela as tendências de precipitação até sexta-feira, 23 de outubro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quando-voltara-a-chover-em-portugal-o-ecmwf-revela-as-tendencias-de-precipitacao-ate-sexta-feira-23-de-outubro.html</link><pubDate>Mon, 19 Oct 2026 08:56:24 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A chuva poderá marcar presença pontualmente em Portugal continental nos próximos dias, mas sem atingir todas as regiões. O ECMWF antecipa precipitação dispersa e possíveis alterações até sexta-feira, 23 de outubro.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbphxki"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbphxki.jpg" id="xbphxki"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois de um início de semana com condições relativamente estáveis em grande parte de Portugal continental, a evolução do estado do tempo até sexta-feira, dia 23, poderá trazer <strong>alguns episódios de precipitação</strong>. Contudo, a distribuição da chuva deverá ser irregular, com diferenças entre regiões e períodos do dia.</p><p>De acordo com os mapas do <strong>modelo europeu (ECMWF)</strong>, a precipitação prevista não deverá afetar todo o território de forma simultânea. A evolução das áreas de instabilidade sobre o Atlântico será determinante para perceber onde poderá chover.</p><h2>Terça-feira deverá manter-se maioritariamente seca</h2><p>Durante a tarde de terça-feira, dia 20, a precipitação deverá ser <strong>pouco significativa em grande parte de Portugal continental</strong>.</p><p>Segundo o ECMWF, às 16h poderão ocorrer alguns episódios muito localizados de chuva, sobretudo em áreas do interior, enquanto a generalidade do território deverá permanecer sem precipitação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-voltara-a-chover-em-portugal-o-ecmwf-revela-as-tendencias-de-precipitacao-ate-sexta-feira-23-de-outubro-1792394874318.jpg" data-image="ntporqsy9jm7" alt="Terça-feira deverá ser marcada pela ausência de chuva na maior parte do país" title="Terça-feira deverá ser marcada pela ausência de chuva na maior parte do país"><figcaption>O ECMWF prevê precipitação muito localizada durante a tarde de terça-feira, com grande parte de Portugal continental sem chuva.</figcaption></figure><p>A circulação atmosférica representada nos mapas não evidencia, para esta altura, uma <strong>faixa organizada de precipitação</strong> a atravessar Portugal continental.</p><p>Ainda assim, a ausência de chuva generalizada não exclui a ocorrência de <strong>aguaceiros pontuais</strong>, cuja localização exata poderá variar entre atualizações do modelo.</p><h2>Quarta-feira poderá trazer chuva dispersa a algumas regiões</h2><p>Na quarta-feira, dia 21, a previsão apresenta alguns sinais de <strong>maior instabilidade</strong>, embora sem indicar uma passagem frontal com precipitação generalizada sobre o continente.</p><p>Durante a manhã, por volta das 10h, o ECMWF projeta <strong>pequenas áreas de precipitação em pontos do Norte e Centro</strong>, nomeadamente nas proximidades de Coimbra, Guarda e do interior Norte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-voltara-a-chover-em-portugal-o-ecmwf-revela-as-tendencias-de-precipitacao-ate-sexta-feira-23-de-outubro-1792394928261.jpg" data-image="9liavyyyq9xn" alt="Chuva poderá surgir de forma localizada no Norte e Centro durante a manhã" title="Chuva poderá surgir de forma localizada no Norte e Centro durante a manhã"><figcaption>O modelo europeu identifica pequenas áreas de precipitação no Norte e Centro, enquanto outras regiões deverão permanecer sem chuva.</figcaption></figure><p>Durante a tarde, o cenário mantém-se relativamente semelhante, com <strong>precipitação pouco expressiva e limitada a áreas isoladas</strong>.</p><p>Às 16h, o mapa já não apresenta uma faixa organizada de chuva sobre Portugal continental, sugerindo que qualquer precipitação poderá ser <strong>passageira e bastante localizada</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794041" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-e-madeira-semana-de-mudancas-no-estado-do-tempo-eis-o-que-dizem-os-modelos.html" title="Açores e Madeira: semana de mudanças no estado do tempo? Eis o que dizem os modelos">Açores e Madeira: semana de mudanças no estado do tempo? Eis o que dizem os modelos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-e-madeira-semana-de-mudancas-no-estado-do-tempo-eis-o-que-dizem-os-modelos.html" title="Açores e Madeira: semana de mudanças no estado do tempo? Eis o que dizem os modelos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/acores-e-madeira-semana-de-mudancas-no-estado-do-tempo-eis-o-que-dizem-os-modelos-1792361269401_320.jpg" alt="Açores e Madeira: semana de mudanças no estado do tempo? Eis o que dizem os modelos"></a></article></aside><p>Esta evolução exige alguma prudência: <strong>não é possível confirmar uma passagem frontal significativa apenas com os campos de precipitação apresentados</strong>.</p><h2>Quinta-feira poderá trazer uma pausa na precipitação</h2><p>Na quinta-feira, dia 22, a previsão aponta para um período <strong>predominantemente seco em Portugal continental</strong>.</p><p>O ECMWF não identifica precipitação significativa sobre o território às 16h, enquanto as isóbaras sugerem a influência de uma região de <strong>pressão relativamente elevada</strong> sobre a Península Ibérica e o Atlântico próximo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-voltara-a-chover-em-portugal-o-ecmwf-revela-as-tendencias-de-precipitacao-ate-sexta-feira-23-de-outubro-1792395128314.jpg" data-image="24feivcz612j" alt="Quinta-feira poderá ser um dos dias mais secos da semana" title="Quinta-feira poderá ser um dos dias mais secos da semana"><figcaption>O ECMWF não prevê precipitação significativa sobre Portugal continental durante a tarde de quinta-feira, num contexto de pressão relativamente elevada.</figcaption></figure><p>Este cenário favorece a manutenção de <strong>condições geralmente estáveis</strong>, embora não permita excluir por completo a ocorrência de precipitação fraca noutros momentos do dia.</p><p>A atenção começa, entretanto, a centrar-se na evolução das <strong>áreas de precipitação presentes no Atlântico</strong>, a oeste e sudoeste da Península Ibérica.</p><h2>Sexta-feira: haverá uma nova aproximação da chuva?</h2><p>Na sexta-feira, dia 23, os mapas mostram <strong>áreas de precipitação sobre o oceano</strong>, sobretudo a sudoeste de Portugal continental.</p><p>Durante a manhã, às 10h, a chuva permanece essencialmente ao largo da costa, <strong>sem atingir de forma significativa o território continental</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-voltara-a-chover-em-portugal-o-ecmwf-revela-as-tendencias-de-precipitacao-ate-sexta-feira-23-de-outubro-1792395252973.jpg" data-image="eppjjou8njo5" alt="Áreas de precipitação surgem no Atlântico, mas permanecem afastadas da costa" title="Áreas de precipitação surgem no Atlântico, mas permanecem afastadas da costa"><figcaption>Na manhã de sexta-feira, o ECMWF prevê núcleos de precipitação a sudoeste de Portugal continental, ainda sem expressão significativa em terra.</figcaption></figure><p>Às 16h, o modelo continua a apresentar <strong>condições predominantemente secas no continente</strong>, com a precipitação concentrada sobre o Atlântico.</p><p>Assim, a <strong>previsão disponível não permite confirmar uma segunda passagem frontal com chuva generalizada na sexta-feira</strong>. A evolução das áreas de precipitação deverá continuar a ser acompanhada nas próximas atualizações.</p><h2>Onde poderá acumular-se mais precipitação até 23 de outubro?</h2><p>O mapa de precipitação acumulada apresentado para o final de sexta-feira evidencia <strong>diferenças importantes entre as regiões portuguesas</strong>.</p><p>Os valores mais expressivos surgem em áreas do <strong>Norte, particularmente no noroeste e em alguns setores do interior</strong>, enquanto grande parte do Centro e Sul apresenta acumulados reduzidos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-voltara-a-chover-em-portugal-o-ecmwf-revela-as-tendencias-de-precipitacao-ate-sexta-feira-23-de-outubro-1792395463753.jpg" data-image="im288fitlkvf" alt="Norte destaca-se nos acumulados de precipitação apresentados pelo ECMWF" title="Norte destaca-se nos acumulados de precipitação apresentados pelo ECMWF"><figcaption>O mapa do ECMWF mostra acumulados superiores no Norte e quantidades geralmente reduzidas no Centro e Sul, até ao horário apresentado.</figcaption></figure><p>Apesar destas diferenças, importa salientar que os <strong>acumulados representam a precipitação somada ao longo do período definido pelo produto meteorológico</strong>, não apenas a chuva prevista para sexta-feira.</p><p>No conjunto, a tendência aponta para <strong>precipitação irregular e pouco expressiva em grande parte de Portugal continental</strong>, com algumas exceções no Norte. A possibilidade de alterações permanece, sobretudo à medida que os modelos forem atualizando a posição e evolução das áreas de instabilidade atlântica.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quando-voltara-a-chover-em-portugal-o-ecmwf-revela-as-tendencias-de-precipitacao-ate-sexta-feira-23-de-outubro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ponto de orvalho: o dado escondido na previsão que anuncia doenças nas plantas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/ponto-de-orvalho-o-dado-escondido-na-previsao-que-anuncia-doencas-nas-plantas.html</link><pubDate>Mon, 19 Oct 2026 08:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Aparece em todas as previsões horárias, logo ao lado da humidade, e quase ninguém sabe para que serve. É provavelmente o número mais útil da nossa página para quem tem plantas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ponto-de-orvalho-o-dado-escondido-na-previsao-que-anuncia-doencas-nas-plantas-1792184704909.png" data-image="i6pkq6ut7gx9"><figcaption>Madrugada de nevoeiro sobre um prado, com a vegetação molhada sem ter caído qualquer chuva.</figcaption></figure><p><strong>Há previsões que dão dez ou doze valores para cada hora do dia. </strong>Olhamos para a temperatura, para a chuva e talvez para o vento, e passamos ao lado de um número que explica metade do que acontece às plantas durante a noite.</p><p><strong>Esse número é o ponto de orvalho, e vale a pena perceber o que faz.</strong></p><h2>O que é, e porque é melhor do que a humidade relativa</h2><p><strong>Ponto de orvalho</strong>: temperatura a que o ar teria de arrefecer para que o vapor de água que já transporta comece a condensar. É uma medida direta da quantidade de água no ar, e <strong>não muda quando a temperatura muda</strong>, ao contrário da humidade relativa.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A humidade relativa diz a que percentagem o ar está cheio. O ponto de orvalho diz quanta água lá está mesmo.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p> Esta diferença é mais importante do que parece. Dizer que o ar está a 80 por cento de humidade não diz quanta água lá está, porque 80 por cento num dia de 30 graus é muitíssima mais água do que 80 por cento num dia de 8 graus.<strong> A humidade relativa diz a que percentagem o depósito está cheio, sem dizer o tamanho do depósito</strong>. </p><h2>A conta que prevê folhas molhadas</h2><p>Aqui está a aplicação prática, e é simples.</p><p><strong>Durante a noite a temperatura desce.</strong> Se descer até ao ponto de orvalho, o vapor condensa nas superfícies mais frias, que são precisamente as folhas. E as folhas amanhecem molhadas sem ter caído uma gota de chuva.</p><p>Isto importa porque a maioria dos fungos que atacam as plantas precisa de várias horas seguidas de folha molhada para conseguir infectar. Não é a chuva que os traz, é a duração do molhamento, e o orvalho conta tanto como a chuva.</p><p><strong>Basta então comparar dois números da previsão, a temperatura mínima prevista e o ponto de orvalho para essa noite. </strong>A tabela seguinte traduz essa diferença no que se pode esperar encontrar ao amanhecer.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Diferença entre a mínima e o ponto de orvalho</p></th><th scope="col"><p>O que esperar de manhã</p></th><th scope="col"><p>Risco de doença</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Mais de 5 ºC</p></td><td><p>Folhas secas</p></td><td><p>Baixo</p></td></tr><tr><td><p>3 a 5 ºC</p></td><td><p>Orvalho ligeiro, seca cedo</p></td><td><p>Moderado</p></td></tr><tr><td><p>1 a 3 ºC</p></td><td><p>Orvalho marcado, folhas molhadas várias horas</p></td><td><p>Alto</p></td></tr><tr><td><p>Mínima igual ou abaixo do ponto de orvalho</p></td><td><p>Orvalho forte ou nevoeiro prolongado</p></td><td><p>Muito alto</p></td></tr><tr><td><p>Ponto de orvalho negativo e mínima a atingi-lo</p></td><td><p>Geada em vez de orvalho</p></td><td><p>Risco de queima pelo frio</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Relação entre a temperatura mínima prevista, o ponto de orvalho e o estado das folhas ao amanhecer. Os limiares são indicativos e o molhamento dura mais em locais abrigados, em vales e em plantas densas, onde o ar circula menos. Fonte: elaboração própria.</td></tr></tbody></table><h2>Onde isto muda decisões concretas</h2><p><strong>Quando a mínima e o ponto de orvalho andam encostados, não regue por aspersão nem pulverize ao fim do dia.</strong> Vai acrescentar horas de molhamento a uma noite que já ia estar húmida.</p><p>Quando andam afastados, o ar está seco e o risco de doença é baixo, mas aparece outro problema: pulverizar com ar muito seco faz as gotas evaporarem antes de chegarem à folha, e aumenta a deriva. Nesses dias, trate de manhã cedo, quando o ar ainda tem alguma humidade.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="672743" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-coletores-de-neblina-podem-ser-a-solucao-para-combater-a-escassez-de-agua-potavel-no-mundo.html" title="Podem os coletores de neblina ser a solução para combater a escassez de água potável no mundo?">Podem os coletores de neblina ser a solução para combater a escassez de água potável no mundo?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-coletores-de-neblina-podem-ser-a-solucao-para-combater-a-escassez-de-agua-potavel-no-mundo.html" title="Podem os coletores de neblina ser a solução para combater a escassez de água potável no mundo?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pueden-los-atrapanieblas-ser-la-solucion-para-combatir-la-escasez-de-agua-potable-en-el-mundo-1725332841592_320.jpg" alt="Podem os coletores de neblina ser a solução para combater a escassez de água potável no mundo?"></a></article></aside><p><strong>E para colher aromáticas ou folhosas, espere que o orvalho seque. </strong>Folha molhada apodrece no frigorífico em dois dias.</p><p>Há também uma leitura geográfica. No litoral, em Aveiro, o ponto de orvalho mantém-se alto quase todo o ano, porque o ar vem do mar carregado de humidade, e por isso há orvalho com muita frequência. No interior, em Bragança ou em Évora, o ar é bem mais seco e há noites em que a temperatura desce muito sem nunca chegar ao ponto de orvalho.</p><h2>O mesmo número também prevê geada</h2><p>Se o ponto de orvalho estiver abaixo de zero e a temperatura chegar lá, em vez de orvalho forma-se gelo directamente sobre as folhas. <strong>É a geada branca</strong>.</p><p>Por isso, uma previsão de mínima de 1 ºC com ponto de orvalho de menos 4 ºC é um aviso muito mais sério do que uma mínima de 1 ºC com ponto de orvalho de 1 ºC, apesar de o número da temperatura ser o mesmo nos dois casos.</p><h2>Porque é que um ar húmido protege do frio</h2><p>Fica para o fim a parte que mais surpreende, e que explica noites que parecem contrariar a previsão.</p><p><strong>Quando o vapor de água condensa, liberta calor. </strong>É o mesmo calor que foi preciso para o evaporar, devolvido ao ambiente. Isso significa que, assim que a temperatura chega ao ponto de orvalho, a condensação começa e passa a travar o arrefecimento. A temperatura deixa de cair com a mesma facilidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ponto-de-orvalho-o-dado-escondido-na-previsao-que-anuncia-doencas-nas-plantas-1792184830331.png" data-image="p0fojz2dw4is"><figcaption>Condensação numa cobertura de plástico, o mesmo fenómeno que molha as folhas durante a noite.</figcaption></figure><p>É por isso que, com um ponto de orvalho alto, é raro a temperatura descer muito abaixo dele. E é por isso que duas noites com a mesma mínima prevista podem acabar de maneiras completamente diferentes: a que tem ar seco atravessa esse valor sem travão nenhum e continua a descer, a que tem ar húmido fica ali presa.</p><p>Daqui sai um gesto prático que se usa há muito tempo e que agora faz sentido. Numa noite de risco de geada, regue o solo ao fim da tarde. <strong>A água que evapora durante a noite sobe o ponto de orvalho junto às plantas e cria esse travão,</strong> e o solo húmido guarda e devolve mais calor do que o solo seco. São uns poucos graus, mas são muitas vezes os graus que decidem.</p><p>A partir de agora, quando abrir a previsão horária da sua zona, repare nesse número ao lado da humidade. Está lá todos os dias e conta-lhe o que vai acontecer durante a noite.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/ponto-de-orvalho-o-dado-escondido-na-previsao-que-anuncia-doencas-nas-plantas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Pesca industrial: centenas de milhares de salmões são capturados acidentalmente no Alasca]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pesca-industrial-centenas-de-milhares-de-salmoes-sao-capturados-acidentalmente-no-alasca.html</link><pubDate>Mon, 19 Oct 2026 07:02:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A pesca do polaca-do-alasca — um peixe amplamente utilizado por redes de fast-food — custa caro a outras espécies e, sobretudo, ao salmão, cujas populações estão em colapso.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/peche-industrielle-des-centaines-de-milliers-de-saumons-captures-par-accident-en-alaska-biodiversite-poisson-1791974561332.jpeg" data-image="yghm8d24j42c"><figcaption>Por trás dos palitos de peixe, esconde-se uma pesca industrial que gera debate no Alasca.</figcaption></figure><p>Raias, salmões, caranguejos — à medida que as redes de <strong>navios pesqueiros</strong> gigantes são içadas para o convés, a constatação é sempre a mesma. Inúmeras espécies, muitas vezes já em declínio, acabam presas nas águas do <strong>Alasca</strong>.</p><h2>O peixe polaca-do-alasca no centro de uma controvérsia</h2><p>Muitos conhecem o <strong>peixe polaca-do-alasca </strong>(<em>Gadus chalcogrammus</em>), ou merluza-do-alasca, seja na forma de palitos de peixe panado, em sanduíches de redes de <em>fast-food</em> ou sob o nome de surimi. Este é pescado em grandes quantidades através da técnica de arrasto, na qual redes imensas são puxadas pela água para capturar os peixes.</p><p>O <strong>problema</strong>, no entanto, é que<strong> a captura não é seletiva</strong>: as redes trazem à tona também espécies que não eram o alvo, incluindo salmões que já se encontram fortemente ameaçados. "É uma técnica de pesca indiscriminada; acaba-se por capturar espécies que não eram o objetivo", explica o capitão de uma das embarcações. "É o preço a pagar para poder comer peixe", acrescenta.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/peche-industrielle-des-centaines-de-milliers-de-saumons-captures-par-accident-en-alaska-biodiversite-poisson-1791975411449.jpeg" data-image="xj5jstaq8kii"><figcaption>O polaca-do-alasca, um peixe pescado em quantidades muito grandes e utilizado em palitos de peixe panado.</figcaption></figure><p>Segundo a agência de notícias americana AP, nos últimos dez anos, os traineiros no Estreito de Bering capturaram, em média, cerca de 18 mil salmões-reais e 288 mil outros salmões por ano — principalmente salmões-keta.</p><h2>Salmões em declínio, comunidades privadas da pesca</h2><p>No Alasca, cresce o descontentamento — especialmente entre comunidades indígenas e pescadores locais — diante dos danos ecológicos causados pela pesca industrial, que se somam às alterações nas condições oceânicas e ao aquecimento da água.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764203" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-abriram-latas-de-salmao-com-40-anos-para-verificar-a-saude-dos-oceanos-e-encontraram-algo-inesperado.html" title="Cientistas abriram latas de salmão com 40 anos para verificar a saúde dos oceanos - e encontraram algo inesperado">Cientistas abriram latas de salmão com 40 anos para verificar a saúde dos oceanos - e encontraram algo inesperado</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-abriram-latas-de-salmao-com-40-anos-para-verificar-a-saude-dos-oceanos-e-encontraram-algo-inesperado.html" title="Cientistas abriram latas de salmão com 40 anos para verificar a saúde dos oceanos - e encontraram algo inesperado"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/scientists-opened-40-year-old-cans-of-salmon-to-check-on-ocean-health-and-found-something-unexpected-inside-1776182397734_320.png" alt="Cientistas abriram latas de salmão com 40 anos para verificar a saúde dos oceanos - e encontraram algo inesperado"></a></article></aside><p>No oeste do Alasca, <strong>várias populações de salmão sofreram uma redução acentuada</strong>. Ao longo do rio Yukon, foi inclusive estabelecida, em 2024, uma proibição à pesca do salmão-real (também chamado de salmão-chinook ou <em>Oncorhynchus tshawytscha</em>) com duração de sete anos, visando dar à espécie uma chance de se recuperar.</p><h2>É possível limitar o impacto da pesca industrial?</h2><p>Já existem <strong>regras que regulamentam as capturas acidentais</strong>, mas a sua eficácia e aplicação continuam no centro do debate. Os <strong>pescadores tentam evitar áreas onde os salmões se concentram</strong>, e certos dispositivos permitem que alguns peixes escapem das redes; contudo, a eficácia destes mecanismos está longe de ser total.</p><p><strong>Os críticos argumentam que as capturas acidentais podem ser controladas </strong>mais facilmente do que outras causas de declínio, e que mesmo pequenas perdas são relevantes quando se trata de espécies altamente ameaçadas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/peche-industrielle-des-centaines-de-milliers-de-saumons-captures-par-accident-en-alaska-biodiversite-poisson-1791976403745.jpeg" data-image="aaenjdceymhh"><figcaption>Para as comunidades indígenas, o salmão é muito mais do que um recurso comercial: desempenha um papel essencial na alimentação, nas tradições e na vida cultural.</figcaption></figure><p>"Cada peixe é essencial para as comunidades que vivem ao longo do rio Yukon", afirma Andrew Seitz, professor da área de pesca na Universidade do Alasca em Fairbanks.</p><p>O dilema, portanto, persiste: manter a pesca industrial para abastecer o planeta com pescado, ou preservar os ecossistemas e os meios de subsistência das comunidades locais.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Annika%20Hammerschlag" data-year="2026" data-title="The%20fish%20behind%20America%E2%80%99s%20fish%20sticks%20is%20fueling%20a%20fight%20over%20trawling%20in%20Alaska" data-url="https%3A%2F%2Fapnews.com%2Farticle%2Falaska-fish-sticks-trawling-salmon-bc01f5b40583ff75b49b01ada1b10e86">Annika Hammerschlag. (2026). <a href="https://apnews.com/article/alaska-fish-sticks-trawling-salmon-bc01f5b40583ff75b49b01ada1b10e86" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The fish behind America’s fish sticks is fueling a fight over trawling in Alaska</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pesca-industrial-centenas-de-milhares-de-salmoes-sao-capturados-acidentalmente-no-alasca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Açores e Madeira: semana de mudanças no estado do tempo? Eis o que dizem os modelos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-e-madeira-semana-de-mudancas-no-estado-do-tempo-eis-o-que-dizem-os-modelos.html</link><pubDate>Mon, 19 Oct 2026 06:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nos próximos dias, os arquipélagos dos Açores e da Madeira poderão registar episódios de precipitação fraca e dispersa, alternando com períodos de estabilidade ao longo da semana, aponta o ECMWF.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbpekhq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbpekhq.jpg" id="xbpekhq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A evolução meteorológica nos arquipélagos de Portugal revelará algumas nuances ao longo dos próximos dias. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong> nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>De acordo com as mais recentes projeções do modelo europeu de referência (ECMWF), <strong>prevê-se a passagem de superfícies frontais de fraca atividade e bolsas de humidade que poderão trazer aguaceiros pontuais aos Açores e à Madeira</strong>, sem perspetiva de fenómenos severos.</p><h2>Arquipélago dos Açores: aguaceiros pontuais no início da semana e estabilidade posterior</h2><p>Para esta segunda-feira, dia 19 de outubro, os mapas do ECMWF indicam a possibilidade de <strong>ocorrência de aguaceiros fracos e dispersos no Grupo Ocidental (ilhas das Flores e do Corvo) entre as 15:00 e as 21:00</strong>. Nas restantes ilhas dos grupos Central e Oriental, a probabilidade de precipitação poderá ser bastante mais reduzida durante o dia de hoje. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-e-madeira-semana-de-mudancas-no-estado-do-tempo-eis-o-que-dizem-os-modelos-1792361057962.jpg" data-image="wkrz0171j7iw" alt="Previsão de precipitação e nebulosidade no Arquipélago dos Açores" title="Previsão de precipitação e nebulosidade no Arquipélago dos Açores"><figcaption>Previsão de precipitação e nebulosidade no Arquipélago dos Açores para segunda-feira, 19 de outubro, às 17:00. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>Na terça-feira, dia 20, o cenário sugere a travessia de uma linha de instabilidade de fraca expressão, podendo originar <strong>aguaceiros fracos e distribuídos de forma irregular por todo o arquipélago açoriano</strong>. A partir de quarta-feira, dia 21, e ao longo de quinta-feira, dia 22, os modelos apontam para um gradual reforço da estabilidade atmosférica, <strong>não se prevendo a ocorrência de precipitação significativa em nenhuma das nove ilhas</strong>.</p><h2>Arquipélago da Madeira: chuva fraca intercalada com períodos secos</h2><p>No Arquipélago da Madeira, o início da semana será igualmente acompanhado pela presença de humidade. Para esta segunda-feira, <strong>dia 19 de outubro, prevê-se a ocorrência de aguaceiros fracos durante a manhã nas vertentes Norte da ilha da Madeira e na ilha de Porto Santo</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793861" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/evolucao-da-chuva-e-das-temperaturas-em-portugal-continental-ate-quarta-feira-21-segundo-o-ecmwf.html" title="Evolução da chuva e das temperaturas em Portugal Continental até quarta-feira, 21, segundo o ECMWF">Evolução da chuva e das temperaturas em Portugal Continental até quarta-feira, 21, segundo o ECMWF</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/evolucao-da-chuva-e-das-temperaturas-em-portugal-continental-ate-quarta-feira-21-segundo-o-ecmwf.html" title="Evolução da chuva e das temperaturas em Portugal Continental até quarta-feira, 21, segundo o ECMWF"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/evolucao-da-chuva-e-das-temperaturas-em-portugal-continental-ate-quarta-feira-21-segundo-o-ecmwf-1792272403099_320.jpg" alt="Evolução da chuva e das temperaturas em Portugal Continental até quarta-feira, 21, segundo o ECMWF"></a></article></aside><p><strong>Pelas 17:00 de hoje, a precipitação fraca poderá estender-se à maior parte da ilha da Madeira, afetando concelhos de Santana, Funchal e Porto Moniz</strong>, enquanto em Porto Santo a probabilidade de chuva tenderá a diminuir substancialmente ao final da tarde. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-e-madeira-semana-de-mudancas-no-estado-do-tempo-eis-o-que-dizem-os-modelos-1792361269401.jpg" data-image="4pjs1mj0pd37" alt="Previsão de chuva e nebulosidade na ilha da Madeira e Porto Santo" title="Previsão de chuva e nebulosidade na ilha da Madeira e Porto Santo"><figcaption>Previsão de chuva e nebulosidade na ilha da Madeira e Porto Santo para segunda-feira, 19 de outubro, às 17:00. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>Na terça-feira, dia 20, os mapas sinalizam a possibilidade <strong>de aguaceiros fracos durante a manhã no sudoeste da Madeira,</strong> podendo afetar também o noroeste da ilha durante o período da tarde. <strong>Para quarta-feira, dia 21, prevê-se que a ilha da Madeira registe episódios de chuva fraca de forma mais continuada ao longo do dia</strong>. Na quinta-feira, dia 22, perspetiva-se apenas a ocorrência de aguaceiros fracos no sudoeste da ilha durante a tarde.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-e-madeira-semana-de-mudancas-no-estado-do-tempo-eis-o-que-dizem-os-modelos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Pedro Carneiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Destinos europeus inesquecíveis para descobrir no Outono]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/destinos-europeus-inesqueciveis-para-descobrir-no-outono.html</link><pubDate>Mon, 19 Oct 2026 05:04:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Destinos imperdíveis de Outono: descubra como cidades europeias se transformam com tons quentes, gastronomia típica e um ambiente acolhedor. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/destinos-europeus-inesqueciveis-para-descobrir-no-outono-1791751497840.png" data-image="307pmnzi2nw5"><figcaption>No equinócio de outono, o dia e a noite têm exatamente a mesma duração em todo o planeta.</figcaption></figure><p>O outono é a <strong>época ideal para explorar a Europa</strong>. Com a partida das multidões do verão, as cidades ganham uma tranquilidade, as temperaturas tornam-se amenas e as <strong>paisagens transformam-se com uma paleta de tons dourados e acastanhados</strong>. </p><h2>Quais os destino a escolher?</h2><p>Se procura umas pequenas férias memoráveis, estas cinco cidades oferecem a combinação perfeita de beleza cénica, riqueza cultural e experiências acolhedoras.</p><h3>Praga (Chéquia)</h3><p>A <strong>capital checa parece desenhada à medida para esta estação</strong>. A neblina matinal sobre a Ponte Carlos, aliada às copas douradas dos parques em redor do Castelo de Praga, confere à cidade uma atmosfera romântica e quase poética. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/destinos-europeus-inesqueciveis-para-descobrir-no-outono-1791751017242.png" data-image="4ovebg2i5m8y"><figcaption>A 11 de novembro às 11:11, abre-se o primeiro vinho da colheita, servido tradicionalmente com ganso assado.</figcaption></figure><p>O outono é o momento perfeito para percorrer os becos da Cidade Velha a pé, terminar a tarde num café histórico e saborear a gastronomia reconfortante da Europa Central.</p><h3>Edimburgo (Escócia)</h3><p><strong>Poucos cenários se adequam tanto ao outono como a capital escocesa</strong>. A arquitetura gótica e os edifícios em pedra negra ganham um dramatismo singular sob a luz suave desta época. Passeie pelos Princes Street Gardens cobertos por folhas secas, suba ao Arthur’s Seat para observar a cidade vestida de tons acobreados e refugie-se ao final do dia num pub tradicional junto a uma lareira.</p><h3>Amsterdão (Países Baixos)</h3><p>No outono, os famosos canais de Amsterdão transformam-se em túneis de folhagem amarela e alaranjada que se refletem na água. <strong>Explorar a cidade de bicicleta ou fazer um passeio de barco ao fim da tarde ganha um encanto único</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/destinos-europeus-inesqueciveis-para-descobrir-no-outono-1791751293237.png" data-image="wcbp31o1a8g9"><figcaption>Na Museumnacht, em novembro, mais de 50 museus abrem durante a noite com festas, DJs e arte.</figcaption></figure><p> A estação traz também a oportunidade de visitar museus de classe mundial, como o Rijksmuseum ou o Museu Van Gogh, sem as longas filas dos meses de verão.</p><h3>Florença (Itália)</h3><p>A capital da Toscânia brilha no outono não só pelas temperaturas agradáveis, mas sobretudo pela gastronomia. Esta é a <strong>época da vindima, da colheita de trufas e do azeite novo</strong>, transformando os restaurantes locais num paraíso para os amantes da boa mesa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/destinos-europeus-inesqueciveis-para-descobrir-no-outono-1791751398228.png" data-image="yfy3tzjn9imd"><figcaption>Nas medievais Buchette del Vino, ainda pode pedir um copo de vinho servido diretamente para a rua.</figcaption></figure><p> Sem a afluência massiva do verão, é possível contemplar a Galeria Uffizi ou subir à cúpula de Brunelleschi com muito mais serenidade.</p><h3>Porto (Portugal)</h3><p>O <strong>outono no Porto oferece uma luz acolhedora e uma névoa sobre o rio Douro que tornam a cidade invicta irresistível</strong>. As fachadas de azulejos ganham um brilho especial ao pôr do sol, enquanto o aroma a castanhas assadas invade as ruas do centro histórico. Uma caminhada pela zona da Ribeira seguida de uma visita com prova de vinhos às caves de Gaia é o plano perfeito para uma tarde de outono.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791860" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/neste-outono-os-portugueses-estao-a-descobrir-um-novo-lado-de-portugal.html" title="Neste outono, os portugueses estão a descobrir um novo lado de Portugal">Neste outono, os portugueses estão a descobrir um novo lado de Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/neste-outono-os-portugueses-estao-a-descobrir-um-novo-lado-de-portugal.html" title="Neste outono, os portugueses estão a descobrir um novo lado de Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/neste-outono-os-portugueses-estao-a-descobrir-um-novo-lado-de-portugal-1791140420660_320.jpg" alt="Neste outono, os portugueses estão a descobrir um novo lado de Portugal"></a></article></aside><p><strong> Viajar durante o outono é, sem dúvida, uma das formas mais gratificantes e inteligentes de descobrir a Europa</strong>. Para além da vantagem evidente de encontrar preços mais apelativos em alojamento e viagens, a acentuada redução do turismo de massas permite vivenciar o quotidiano local com genuína tranquilidade, explorando monumentos e museus sem a azáfama do verão. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Mar%C3%ADa%20Bel%C3%A9n%20Archetto%20%2C%20Clara%20Valles%20y%20Marta%20Sahelices" data-year="2026" data-title="20%20ciudades%20europeas%20a%20las%20que%20les%20sienta%20muy%20bien%20el%20oto%C3%B1o" data-url="https%3A%2F%2Fwww.traveler.es%2Fgalerias%2Fciudades-europeas-para-visitar-en-otono">María Belén Archetto , Clara Valles y Marta Sahelices. (2026). <a href="https://www.traveler.es/galerias/ciudades-europeas-para-visitar-en-otono" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">20 ciudades europeas a las que les sienta muy bien el otoño</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/destinos-europeus-inesqueciveis-para-descobrir-no-outono.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Falso alarme no Japão: agência anuncia por engano um terramoto de magnitude 9,9]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/falso-alarme-no-japao-agencia-anuncia-por-engano-um-terramoto-de-magnitude.html</link><pubDate>Sun, 18 Oct 2026 12:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A Agência Meteorológica do Japão pediu desculpa após emitir, por engano, um alerta para um terramoto de magnitude 9,9, que teria superado o maior sismo alguma vez registado. Venha saber mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/falso-alarme-no-japao-agencia-anuncia-por-engano-um-terramoto-de-magnitude-1792233761933.jpg" data-image="yfe4mzmhx4wc" alt="Sismo no Japão" title="Sismo no Japão"><figcaption>No Japão, onde os terramotos fazem parte dos riscos naturais, a rapidez e a precisão da informação são fundamentais para proteger a população e evitar alarmes desnecessários.</figcaption></figure><p>A emissão errada de um <strong>alerta de emergência para um sismo de magnitude 9,9</strong> levou a Agência Meteorológica do Japão a apresentar desculpas, num <strong>incidente que evidencia os desafios de comunicar riscos sísmicos </strong>num dos países mais preparados do mundo para enfrentar terramotos.</p><p>De acordo com a Agência Meteorológica do Japão, o <strong>alerta terá sido emitido após um sismo de magnitude 6,9 junto à península de Kamchatka</strong>, na região do extremo oriente russo.</p><p>Segundo a informação divulgada, o abalo real ocorreu cerca de três horas antes do relato do incidente. A falha terá levado à <strong>indicação de uma magnitude muito superior à registada</strong>, criando assim um falso alarme de consequências potencialmente graves.</p><p>Porém, a diferença entre os dois valores ainda é significativa. Enquanto um sismo de magnitude 6,9 pode provocar danos consideráveis, dependendo da profundidade, da distância a zonas habitadas e das características do solo e das construções, <strong>um terramoto de magnitude 9,9 representaria um acontecimento de proporções gigantescas</strong>.</p><h2>Um erro que gerou um alarme</h2><p>A Agência Meteorológica do Japão, responsável pela monitorização da atividade sísmica e pela emissão de alertas, reconheceu o erro e pediu desculpa. <strong>A ocorrência levanta questões sobre a fiabilidade dos sistemas de deteção e divulgação de informação de emergência</strong>, sobretudo num país onde os avisos rápidos podem ser decisivos para salvar vidas.</p><p>O Japão está localizado no chamado <strong>Anel de Fogo do Pacífico</strong>, uma vasta região marcada por intensa atividade tectónica, onde se concentram numerosos sismos e vulcões.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="743274" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/por-que-ocorrem-tantos-sismos-no-japao-a-geologia-explica-esta-forca-invisivel.html" title="Por que ocorrem tantos sismos no Japão? A geologia explica esta força invisível">Por que ocorrem tantos sismos no Japão? A geologia explica esta força invisível</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/por-que-ocorrem-tantos-sismos-no-japao-a-geologia-explica-esta-forca-invisivel.html" title="Por que ocorrem tantos sismos no Japão? A geologia explica esta força invisível"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-ocorrem-tantos-sismos-no-japao-a-geologia-explica-esta-forca-invisivel-1765404520114_320.png" alt="Por que ocorrem tantos sismos no Japão? A geologia explica esta força invisível"></a></article></aside><p>Por esse motivo, <strong>o país desenvolveu sistemas de monitorização e alerta que procuram transmitir informações à população e às autoridades no menor tempo possível</strong>. No entanto, a rapidez necessária para emitir avisos pode tornar particularmente importante a validação dos dados antes da sua divulgação.</p><h2>Um alerta cancelado em apenas oito minutos</h2><p>Segundo a imprensa japonesa, o aviso foi divulgado pelas 12h40, hora local, e retirado cerca de oito minutos depois, às 12h48, dia 16 de outubro, sexta-feira. <strong>Durante esse intervalo, foram previstas intensidades sísmicas máximas na escala japonesa</strong>, levando à emissão de alertas para várias regiões do país.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/falso-alarme-no-japao-agencia-anuncia-por-engano-um-terramoto-de-magnitude-1792225778900.jpg" data-image="gvlkjvdo543y" alt="Alerta de sismo" title="Alerta de sismo"><figcaption>Mapa da Agência Meteorológica do Japão assinala o epicentro do sismo que atingiu a região ao largo da península de Kamchatka, na tarde de sexta-feira, dia 16 de Outubro. Fonte: The Japan times</figcaption></figure><p>A agência explicou que a <strong>magnitude do sismo tinha sido sobrestimada e que estava a investigar a origem da falha informática</strong>. Na conferência de imprensa, afastou a hipótese de um ciberataque, apontando para um possível problema no processamento dos dados pelo sistema.</p><p>Apesar do susto, o sismo real provocou apenas uma <strong>intensidade sísmica de nível 1 na cidade japonesa</strong> de Hakodate, em Hokkaido. Não foi emitido qualquer alerta de tsunami associado ao incidente.</p><h2>Um sismo de magnitude 9,9 seria possível?</h2><p>O valor anunciado por engano <strong>ultrapassaria o maior terramoto alguma vez registado por instrumentos científicos</strong>, o sismo de Valdivia, no Chile, em 22 de maio de 1960, com magnitude 9,5. O abalo provocou um tsunami que atravessou o Pacífico e causou vítimas e destruição em vários países.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/falso-alarme-no-japao-agencia-anuncia-por-engano-um-terramoto-de-magnitude-1792234182284.jpg" data-image="g6cgca4hrq63" alt="Agência Meteorológica do Japão" title="Agência Meteorológica do Japão"><figcaption>A Agência Meteorológica do Japão identificou incorretamente a magnitude do sismo ocorrido junto a Kamchatka, desencadeando um alerta de emergência que acabou por ser retirado. Fonte: The Japan Times</figcaption></figure><p>De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), <strong>não é conhecido qualquer sistema de falhas suficientemente extenso para produzir um terramoto de magnitude 10 </strong>ou superior. Um evento de magnitude 9,9 seria, por isso, extraordinariamente improvável segundo o conhecimento geológico atual.</p><p>O incidente no Japão demonstra como <strong>um erro num sistema de alerta pode ter consequências que vão muito além de uma simples incorreção numérica</strong>. Num país habituado a preparar a população para terramotos e tsunamis, a confiança nas informações oficiais é essencial.</p><p>A rapidez dos avisos continua a ser indispensável, mas este episódio recorda que a precisão dos dados e a capacidade de corrigir erros são igualmente fundamentais.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/falso-alarme-no-japao-agencia-anuncia-por-engano-um-terramoto-de-magnitude.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas: "aproximamo-nos cada vez mais de um mundo inabitável"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/antonio-guterres-secretario-geral-das-nacoes-unidas-aproximamo-nos-cada-vez-mais-de-um-mundo-inabitavel.html</link><pubDate>Sun, 18 Oct 2026 11:02:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A perda de biodiversidade, a poluição e as alterações climáticas estão a empurrar o planeta para um cenário cada vez mais perigoso. António Guterres alerta que mais de um milhão de espécies enfrentam o risco de extinção e exige medidas urgentes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/antonio-guterres-secretario-general-de-naciones-unidas-nos-acercamos-cada-vez-mas-a-un-mundo-inhabitable-1792191204372.jpg" data-image="3pq0p0u30g3b"><figcaption>O planeta enfrenta uma tripla ameaça: as consequências das alterações climáticas, a perda de biodiversidade e a poluição.</figcaption></figure><p>"Estamos a aproximar-nos cada vez mais de um mundo inabitável". Com este grave alerta, António Guterres procura sensibilizar para uma <strong>crise ambiental </strong>que vai muito para além do aumento das temperaturas. </p><p>Aproveitando a Cimeira de Líderes sobre Biodiversidade realizada esta semana em Yerevan, na Arménia, na véspera da Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade (COP17), o Secretário-Geral das Nações Unidas apelou mais uma vez a <strong>medidas urgentes para proteger a biodiversidade</strong>, numa altura em que mais de um milhão de espécies correm o risco de desaparecer.</p><p>Na sua mensagem, Guterres lembrou que <strong>a natureza fornece recursos essenciais para a sobrevivência humana</strong>: desde os alimentos e a água ao ar que respiramos. No entanto, as atividades humanas estão a deteriorar os ecossistemas que sustentam esta rede de vida. </p><h2>Uma tripla crise planetária</h2><p>O dirigente da ONU apontou<strong> três ameaças ao planeta que estão intimamente relacionadas: as alterações climáticas, a perda de biodiversidade e a poluição</strong>. Esta chamada tripla crise planetária não atua de forma isolada. A degradação dos ecossistemas pode agravar os efeitos do aquecimento global, enquanto a poluição e a destruição de habitats reduzem a capacidade de recuperação da natureza.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/antonio-guterres-secretario-general-de-naciones-unidas-nos-acercamos-cada-vez-mas-a-un-mundo-inhabitable-1792190997603.jpg" data-image="n2708xcitcvb"><figcaption>Na Europa, entre 20% e 35% das populações de abelhas, indispensáveis para a polinização, desaparecem todos os anos.</figcaption></figure><p>O número que acompanha o aviso de Guterres reflete a magnitude do problema: <strong>mais de um milhão de espécies animais e vegetais estão ameaçadas de extinção</strong>, de acordo com as estimativas científicas utilizadas pelas Nações Unidas. </p><p>O desaparecimento de espécies não representa apenas uma perda de património natural: pode também <strong>alterar processos ecológicos</strong> dos quais dependem a agricultura, a disponibilidade de água e a estabilidade dos ecossistemas.</p><p>Entre os fatores que impulsionam esta crise estão a <strong>alteração do uso do solo, a destruição de habitats, a sobrepesca, o sobrepastoreio e a expansão de espécies invasoras</strong>. A estas pressões junta-se o uso excessivo de fertilizantes e pesticidas, os plásticos e os metais pesados, que contaminam os ambientes terrestres e aquáticos.</p><h2>Os compromissos internacionais não avançam ao ritmo necessário</h2><p><strong>A COP17</strong>, prevista para decorrer de 19 a 30 de outubro de 2026 em Yerevan, <strong>constitui um momento decisivo para avaliar os avanços do Marco Global de Biodiversidade</strong> de Kunming-Montreal, acordado em 2022. O plano estabelece metas internacionais para travar e reverter a perda da natureza, incluindo a proteção de 30% das terras e dos mares do planeta até 2030.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792154" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/angelina-jolie-adquiriu-39-hectares-no-camboja-e-protegeu-uma-floresta-1-500-vezes-maior-contra-a-caca-ilegal.html" title="Angelina Jolie adquiriu 39 hectares no Camboja e protegeu uma floresta 1.500 vezes maior contra a caça ilegal">Angelina Jolie adquiriu 39 hectares no Camboja e protegeu uma floresta 1.500 vezes maior contra a caça ilegal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/angelina-jolie-adquiriu-39-hectares-no-camboja-e-protegeu-uma-floresta-1-500-vezes-maior-contra-a-caca-ilegal.html" title="Angelina Jolie adquiriu 39 hectares no Camboja e protegeu uma floresta 1.500 vezes maior contra a caça ilegal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/angelina-jolie-adquirio-39-hectareas-en-camboya-y-protegio-un-bosque-1-500-veces-mayor-frente-a-la-caza-furtiva-1791242502109_320.png" alt="Angelina Jolie adquiriu 39 hectares no Camboja e protegeu uma floresta 1.500 vezes maior contra a caça ilegal"></a></article></aside><p>Desde a aprovação do acordo, <strong>cerca de 90% dos países participantes na convenção internacional sobre biodiversidade estabeleceram metas nacionais</strong>. No entanto, as Nações Unidas alertam que persistem lacunas importantes na sua implementação, especialmente em questões relacionadas com o financiamento e a cooperação entre países. </p><p>Com efeito, um relatório da ONU publicado no passado dia 15 de outubro alerta que<strong> menos de metade das metas nacionais destinadas a proteger plantas, animais e ecossistemas está em vias de ser cumprida</strong>. Um diagnóstico que evidencia a distância entre os compromissos políticos e as medidas que estão a ser executadas na prática. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/antonio-guterres-secretario-general-de-naciones-unidas-nos-acercamos-cada-vez-mas-a-un-mundo-inhabitable-1792191563874.jpg" data-image="nopays9kw8go"><figcaption>O lince-ibérico é um dos felinos mais ameaçados do mundo. A sua população tem vindo a recuperar graças aos programas de conservação, mas ainda permanece vulnerável.</figcaption></figure><p>Por isso, para Guterres, o acordo internacional constitui um ponto de partida, mas <strong>não basta estabelecer metas</strong>. Os governos devem acelerar as ações, mobilizar recursos económicos e garantir que as medidas adotadas se traduzem em resultados verificáveis.</p><h2>Proteger a natureza para garantir o futuro</h2><p>O alerta sobre um mundo inabitável levanta também uma questão de<strong> justiça social</strong>. As comunidades mais vulneráveis costumam dispor de menos recursos para enfrentar as consequências da degradação ambiental, embora nem sempre sejam as principais responsáveis por causá-la. <strong>A perda de colheitas, a escassez de água e a destruição dos meios de subsistência podem agravar as desigualdades existentes </strong>e aumentar a pressão sobre as populações que já vivem em condições difíceis.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/antonio-guterres-secretario-general-de-naciones-unidas-nos-acercamos-cada-vez-mas-a-un-mundo-inhabitable-1792191928104.jpg" data-image="rjqyapz8yxoi"><figcaption>Estudos recentes elevam para mais de 4,4 mil milhões o número de pessoas no mundo que não têm acesso a água potável segura.</figcaption></figure><p> A resposta exige, portanto, o <strong>envolvimento dos governos, das empresas e dos cidadãos</strong>. A conservação dos espaços naturais, a restauração de ecossistemas degradados, uma agricultura mais sustentável e a redução da poluição fazem parte das soluções. É também essencial rever os auxílios e incentivos que favoreçam as atividades prejudiciais ao ambiente. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793754" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/nao-podemos-controlar-as-alteracoes-climaticas-mas-o-microclima-a-estrategia-para-salvar-as-florestas-mediterranicas.html" title="'Não podemos controlar as alterações climáticas, mas o microclima': a estratégia para salvar as florestas mediterrânicas">"Não podemos controlar as alterações climáticas, mas o microclima": a estratégia para salvar as florestas mediterrânicas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/nao-podemos-controlar-as-alteracoes-climaticas-mas-o-microclima-a-estrategia-para-salvar-as-florestas-mediterranicas.html" title="'Não podemos controlar as alterações climáticas, mas o microclima': a estratégia para salvar as florestas mediterrânicas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/no-podemos-controlar-el-cambio-climatico-pero-si-el-microclima-la-estrategia-para-salvar-los-bosques-mediterraneos-1792080935916_320.png" alt="'Não podemos controlar as alterações climáticas, mas o microclima': a estratégia para salvar as florestas mediterrânicas"></a></article></aside><p>O secretário-geral das Nações Unidas resumiu a urgência do momento com uma ideia clara: <strong>ainda é possível mudar de rumo, mas é preciso mais ação, rapidez e vontade política</strong>. A COP17 deverá avaliar até que ponto os países estão dispostos a transformar as suas promessas em políticas eficazes, antes que ocorram danos irreversíveis.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Naciones%20Unidas" data-year="2026" data-title="Guterres%20insta%20a%20acelerar%20las%20medidas%20y%20la%20financiaci%C3%B3n%20para%20detener%20la%20p%C3%A9rdida%20de%20biodiversidad" data-url="https%3A%2F%2Fnews.un.org%2Fen%2Fstory%2F2026%2F10%2F1168610">Naciones Unidas. (2026). <a href="https://news.un.org/en/story/2026/10/1168610" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Guterres insta a acelerar las medidas y la financiación para detener la pérdida de biodiversidad</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/antonio-guterres-secretario-geral-das-nacoes-unidas-aproximamo-nos-cada-vez-mais-de-um-mundo-inabitavel.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como um canto da Patagónia argentina passou de 40.000 ovelhas e abandono a um santuário de vida selvagem]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/como-um-canto-da-patagonia-argentina-passou-de-40-000-ovelhas-e-abandono-a-um-santuario-de-vida-selvagem.html</link><pubDate>Sun, 18 Oct 2026 10:04:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Durante décadas, foi uma vasta quinta de ovelhas. Hoje, este recanto de Santa Cruz, na Argentina, protege milhares de pinguins, guanacos, raposas e outras espécies ao longo da costa atlântica.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tuvo-40-000-ovejas-y-quedo-abandonada-increible-transformacion-del-rincon-patagonico-que-reabrio-como-santuario-1790021868513.png" data-image="nylrxegzun6u" alt="Parque Nacional Monte León" title="Parque Nacional Monte León"><figcaption>Há um século, o Parque Nacional de Monte León era uma quinta em atividade. Hoje, é uma área natural protegida que alberga pinguins, guanacos e outros animais selvagens. Foto: X @ParquesOficial</figcaption></figure><p>Num recanto remoto da Patagónia argentina, onde a vasta estepe se encontra com o mar, <strong>ocorreu uma transformação extraordinária</strong>. A mesma terra que, outrora, albergava dezenas de milhares de ovelhas tornou-se um santuário para a vida selvagem.</p><p>Trata-se do Parque Nacional Monte León, localizado na província de Santa Cruz. Com uma extensão de mais de 62.000 hectares e aproximadamente 30 quilómetros de costa, <strong>o parque reúne ecossistemas marinhos e terrestres que albergam uma notável diversidade de espécies</strong>.</p><p>Antes de se tornarem uma área protegida, estes terrenos funcionaram como uma <strong>grande exploração de ovinos durante uma boa parte do século XX</strong>.</p><h2>De 40.000 ovelhas a terras protegidas</h2><p>Lá em 1920, há mais de um século, a Estância Monte León contava com exatamente <strong>40.535 ovelhas, 300 cavalos, oito vacas e um touro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tuvo-40-000-ovejas-y-quedo-abandonada-increible-transformacion-del-rincon-patagonico-que-reabrio-como-santuario-1790022073725.png" data-image="i45qezn3qm6i" alt="Parque Nacional Monte León" title="Parque Nacional Monte León"><figcaption>O Parque Nacional Monte León, em Santa Cruz, abrange 62.000 hectares e 30 quilómetros de costa, onde coexistem ecossistemas marinhos e terrestres. Foto: X @argentinapatago</figcaption></figure><p>Durante décadas, <strong>a criação de ovelhas garantiu o sustento das pessoas que viviam e trabalhavam na quinta</strong>. Com o passar do tempo, no entanto, o número de animais diminuiu. Entre as décadas de 1970 e o ano 2000, o efetivo ovino da exploração oscilou entre as 11.000 e as 20.000 cabeças. <strong>No final de 2001, todas as ovelhas tinham sido retiradas da propriedade</strong>.</p><p>Foi então que a Fundación Vida Silvestre Argentina, com recurso a fundos disponibilizados pelo Patagonia Land Trust, adquiriu a propriedade. <strong>Em 2004, foi oficialmente criado o Parque Nacional Monte León</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tuvo-40-000-ovejas-y-quedo-abandonada-increible-transformacion-del-rincon-patagonico-que-reabrio-como-santuario-1790021975643.png" data-image="0vh2ldxv3vfh" alt="Parque Nacional Monte León" title="Parque Nacional Monte León"><figcaption>Em 1920, a Estância Monte León albergava 40.000 ovelhas. Hoje, a área é o lar de 40.000 casais reprodutores de pinguins-de-magalhães, além de muitas outras espécies. Foto: X @inconsilio</figcaption></figure><p>Desde então, a principal finalidade da área passou a ser a <strong>preservação dos habitats naturais e a proteção das espécies</strong> que habitam este troço da costa da Patagónia.</p><h2>De 40.000 ovelhas a 40.000 casais de pinguins</h2><p>Segundo a Administração dos Parques Nacionais (APN) da Argentina, Monte León alberga<strong> uma das mais importantes colónias de pinguins-de-magalhães do país</strong>, com mais de 40 mil casais reprodutores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tuvo-40-000-ovejas-y-quedo-abandonada-increible-transformacion-del-rincon-patagonico-que-reabrio-como-santuario-1790022111070.png" data-image="euq179clawnf" alt="Parque Nacional Monte León" title="Parque Nacional Monte León"><figcaption>Até à data, foram registadas 134 espécies de aves e 28 espécies de mamíferos no Parque Nacional de Monte León. Foto: X @argentinapatago</figcaption></figure><p>Mas os pinguins não são os únicos animais que prosperam aqui. A proteção e a recuperação dos habitats naturais também ajudaram a conservar uma grande variedade da fauna patagónica. Os investigadores registaram <strong>134 espécies de aves e 28 espécies de mamíferos dentro do parque</strong>.</p><p>Entre eles estão <strong>alguns dos animais mais icónicos da região</strong>, incluindo guanacos, raposas, leões-marinhos e pumas.</p><h2>Trazer a natureza de volta</h2><p>O Parque Nacional de Monte León tornou-se um exemplo vivo de <strong>como uma paisagem pode mudar para melhor</strong> quando a atividade humana intensiva chega ao fim.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tuvo-40-000-ovejas-y-quedo-abandonada-increible-transformacion-del-rincon-patagonico-que-reabrio-como-santuario-1790021779728.png" data-image="j9ilcmpxjy5n" alt="Parque Nacional Monte León" title="Parque Nacional Monte León"><figcaption>A área protegida combina estepe patagónica, habitats costeiros e ambientes marinhos. Foto: X @ProbaPatagonia</figcaption></figure><p>Durante os anos em que a criação de ovinos dominava a paisagem, a presença dos animais esteve intimamente ligada à atividade económica. Com a criação do parque nacional, porém, o<strong> foco voltou-se para a conservação dos ecossistemas e para a proteção da biodiversidade</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786832" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/recifes-artificiais-ajudam-a-preservar-biodiversidade-na-madeira-mas-nao-substituem-os-naturais.html" title="Recifes artificiais ajudam a preservar biodiversidade na Madeira, mas não substituem os naturais">Recifes artificiais ajudam a preservar biodiversidade na Madeira, mas não substituem os naturais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/recifes-artificiais-ajudam-a-preservar-biodiversidade-na-madeira-mas-nao-substituem-os-naturais.html" title="Recifes artificiais ajudam a preservar biodiversidade na Madeira, mas não substituem os naturais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/recifes-artificiais-ajudam-a-preservar-biodiversidade-na-madeira-mas-nao-substituem-os-naturais-1788368458273_320.jpg" alt="Recifes artificiais ajudam a preservar biodiversidade na Madeira, mas não substituem os naturais"></a></article></aside><p>Hoje, os mais de 62 mil hectares do parque abrangem vastas extensões de estepe, habitats costeiros e ambientes marinhos, fazendo deste recanto da Patagónia um <strong>santuário notável </strong>para a conservação da natureza e da vida selvagem.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/como-um-canto-da-patagonia-argentina-passou-de-40-000-ovelhas-e-abandono-a-um-santuario-de-vida-selvagem.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Este animal mexicano pode passar anos debaixo da terra e sair apenas quando chega a chuva]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/este-animal-mexicano-pode-passar-anos-debaixo-da-terra-e-sair-apenas-quando-chegam-as-chuvas.html</link><pubDate>Sun, 18 Oct 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Passar anos debaixo da terra à espera de uma chuva forte? Para o sapo-de-esporas, esta é uma estratégia de sobrevivência. Descubra como resiste à seca e como a chuva coloca a sua vida em movimento.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-animal-mexicano-puede-pasar-anos-bajo-tierra-y-salir-unicamente-cuando-llegan-las-lluvias-1792079702979.png" data-image="vksazc04erqu"><figcaption>De hábitos noturnos, o sapo-de-esporas-de-Couch emerge após as fortes chuvas de verão.</figcaption></figure><p>Há quem espere pela <strong>chuva </strong>para pegar o guarda-chuva ou ficar em casa. E há animais que a esperam justamente para sair. Mesmo que a sua casa fique debaixo da terra e a espera possa durar até dois anos. Para eles, <strong>uma boa chuva é o sinal de que chegou o momento de comer</strong>, procurar um parceiro e aproveitar a água enquanto esta durar.</p><div class="texto-destacado">Estes sapos ajudam a regular as populações de insetos e servem de alimento para outros animais do deserto.</div><p>Trata-se do <strong>sapo-de-esporas-de-Couch</strong> (<em>Scaphiopus couchii</em>), uma <strong>espécie que habita o México e os Estados Unidos</strong>. Este pequeno anfíbio ocorre em estados como Sonora, Chihuahua, Sinaloa e partes da região central. Uma presença que demonstra que até mesmo paisagens secas podem abrigar anfíbios.</p><h2>Especialista em desaparecer debaixo da terra</h2><p>O seu nome vem de uma ferramenta que ele traz incorporada. Trata-se de uma <strong>estrutura escura e endurecida presente em cada pata traseira</strong>. Essas "<strong>esporas</strong>", feitas de queratina, permitem que ele remova o solo e se enterre movendo-se para trás. E é assim que este anfíbio carrega o seu equipamento de escavação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-animal-mexicano-puede-pasar-anos-bajo-tierra-y-salir-unicamente-cuando-llegan-las-lluvias-1792079790345.png" data-image="hfb2vojpni8i"><figcaption>O “esporão” endurecido nas patas traseiras funciona como uma ferramenta de escavação e enterro. Imagem retirada do folheto informativo do <em>Arizona-Sonora Desert Museum</em>.</figcaption></figure><p><strong>Debaixo da terra, encontra proteção contra o calor e a seca</strong>. <strong>Pode permanecer oculto por até 10 meses</strong> por ano, podendo estender este período até dois anos. Isto, no entanto, é uma possibilidade, e não uma rotina que todos os exemplares precisem de seguir.</p><p>Como consegue resistir tanto tempo sem sair para comer? Entra em estivação, um estado de repouso que reduz o gasto energético durante os períodos de seca. A sua<strong> respiração e o seu ritmo cardíaco diminuem, enquanto o animal utiliza, principalmente, as suas reservas de gordura</strong>. É algo semelhante a um "modo de economia", mas muito mais eficaz do que apenas diminuir o brilho da tela do celular.</p><h2>O que põe a sua vida em movimento</h2><p>E quem os avisa de que começou a chover? Bem, eles recebem o aviso através de <strong>vibrações</strong>. São os sons e as vibrações de baixa frequência,<strong> associados à chuva e aos trovões</strong>, que podem estimular a sua saída.</p><p>É por isso que, após uma tempestade, estes sapos parecem surgir de repente em locais onde, antes, não se via nenhum. Na verdade, eles já estavam lá; só que fora da nossa vista.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-animal-mexicano-puede-pasar-anos-bajo-tierra-y-salir-unicamente-cuando-llegan-las-lluvias-1792079921665.png" data-image="jijvm3sp7gv1"><figcaption>O seu habitat preferido são planícies áridas ou semiáridas até altitudes de 1.800 m.</figcaption></figure><p>Uma vez do lado de fora,<strong> aproveitam-se de insetos como os cupins, que também surgem com as chuvas</strong> de verão. Alimentar-se é fundamental para recuperar as reservas antes do próximo período sob a terra. Se as tempestades formarem poças grandes o suficiente, tem início também a reprodução.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/animal-raro-este-mamifero-nao-sente-dor-nao-tem-sangue-quente-e-envelhece-pouco.html" title="Animal raro: este mamífero não sente dor, não tem sangue quente e envelhece pouco">Animal raro: este mamífero não sente dor, não tem sangue quente e envelhece pouco</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/animal-raro-este-mamifero-nao-sente-dor-nao-tem-sangue-quente-e-envelhece-pouco.html" title="Animal raro: este mamífero não sente dor, não tem sangue quente e envelhece pouco"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/animal-raro-este-mamifero-nao-sente-dor-nao-tem-sangue-quente-e-envelhece-pouco-1750271425305_320.jpg" alt="Animal raro: este mamífero não sente dor, não tem sangue quente e envelhece pouco"></a></article></aside><p>Os <strong>machos atraem as fêmeas com um canto semelhante ao balido de uma ovelha</strong>. Elas podem pôr até 3.000 ovos que, em água a uma temperatura próxima de 30°C, eclodem em cerca de 15 horas. Mas as crias têm o tempo contado. Os girinos completam a metamorfose num período que varia de nove dias a duas semanas. O desafio? Precisam de sair da água antes que a poça seque.</p><h2>Um primo também mexicano, com costumes parecidos</h2><p>O<strong> sapo-de-esporas mexicano </strong>(<em>Spea multiplicata</em>) é outra espécie presente no México e no sudoeste dos Estados Unidos. Este também passa grande parte do ano enterrado e emerge durante algumas semanas para se alimentar e se reproduzir em poças formadas pelas chuvas.</p><div class="texto-destacado">Possui a sua própria ferramenta de escavação, mas a sua serenata é diferente, lembrando o som de passar uma unha pelos dentes de um pente. Cada espécie tem os seus recursos para conseguir um parceiro.</div><p>Para estes animais, <strong>importa o quanto chove e por quanto tempo a água permanece acumulada</strong>. Em anos muito secos, o sapo-de-esporas pode não se reproduzir. Quando a estação chuvosa termina, ele regressa ao seu refúgio, e assim começa a espera até a próxima chuva forte.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Museo%20del%20Desierto%20Arizona-Sonora" data-year="2026" data-title="Couch's%20Spadefoot" data-url="https%3A%2F%2Fwww.desertmuseum.org%2Fkids%2Ffacts%2F%3Fanimal%3DCouch%2527s%2BSpadefoot">Museo del Desierto Arizona-Sonora. (2026). <a href="https://www.desertmuseum.org/kids/facts/?animal=Couch%27s+Spadefoot" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Couch's Spadefoot</a>.</cite><br><cite data-author="Lemos%20Espinal%2C%20J.A" data-year="2007" data-title="Informe%20final*%20del%20Proyecto%20CE002%20Anfibios%20y%20reptiles%20de%20la%20porci%C3%B3n%20oeste%20del%20estado%20de%20Coahuila" data-url="https%3A%2F%2Fdem.colmex.mx%2Frepository%2Fpdfs%2FCargas%2FInf%2520CE002.cleaned.pdf">Lemos Espinal, J.A. (2007). <a href="https://dem.colmex.mx/repository/pdfs/Cargas/Inf%20CE002.cleaned.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Informe final* del Proyecto CE002 Anfibios y reptiles de la porción oeste del estado de Coahuila</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/este-animal-mexicano-pode-passar-anos-debaixo-da-terra-e-sair-apenas-quando-chegam-as-chuvas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Solo ainda quente, ar já frio: porque é que outubro é o melhor mês para plantar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/solo-ainda-quente-ar-ja-frio-porque-e-que-outubro-e-o-melhor-mes-para-plantar.html</link><pubDate>Sun, 18 Oct 2026 08:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>A primavera parece a altura óbvia para plantar, e é por isso que tanta gente planta nessa altura. Só que, em Portugal, quem planta no outono costuma ter plantas melhores e com menos trabalho.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/solo-ainda-quente-ar-ja-frio-porque-e-que-outubro-e-o-melhor-mes-para-plantar-1792185724633.png" data-image="4u93nxnx5y6l"><figcaption>Em outubro, a terra ainda guarda o calor do verão, e é isso que faz as raízes crescerem. Aproveite para incorporar matéria orgânica ao solo como estrume</figcaption></figure><p>Pergunte a dez pessoas quando se planta uma árvore e nove dizem que é na primavera. A ideia faz sentido, porque é a estação em que tudo rebenta e cresce.</p><p>Acontece que a parte da planta que mais precisa de se instalar não está à vista, e <strong>essa trabalha segundo outro calendário</strong>.</p><h2>A terra não arrefece ao mesmo tempo que o ar</h2><p>O ar muda de temperatura em horas. A terra demora semanas, porque é uma massa enorme que absorveu calor durante todo o verão e o liberta devagar.</p><div class="texto-destacado"><strong>Inércia térmica do solo:</strong><br><br>Capacidade que o solo tem de resistir a mudanças de temperatura. Aquece devagar na primavera e arrefece devagar no outono, pelo que anda sempre atrasado em relação ao ar. É por isso que, em outubro, podemos ter noites já frias sobre uma terra que ainda guarda o calor de agosto.</div><p>Em boa parte do país, <strong>o solo a dez centímetros de profundidade </strong>ainda anda tipicamente pelos 15 a 18 ºC em outubro, enquanto as mínimas do ar já descem bastante abaixo disso. Esse desencontro dura algumas semanas e é a razão de ser de todo o calendário de plantação de outono.</p><h2>Raízes e rebentos não obedecem ao mesmo sinal</h2><p>Aqui está o mecanismo que explica tudo.</p><p><strong>A parte aérea da planta responde sobretudo à luz e à temperatura do ar.</strong> Com dias curtos e noites frescas, abranda e prepara-se para parar. A raiz responde à temperatura do solo, e continua a crescer enquanto a terra estiver morna.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Em outubro, a parte de cima da planta já adormeceu e a de baixo continua a trabalhar. É essa diferença que faz o mês.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>O resultado é que tudo o que a planta tem para investir vai para baixo.</strong> Passa o outono e o inverno a construir raiz, sem gastar nada em folha, e chega à primavera com um sistema radicular já instalado.</p><p><strong>Quem planta em março faz o contrário</strong>. A planta tem de criar folhas e raízes ao mesmo tempo, com os dois a competir, e chega ao primeiro verão com uma raiz pequena para sustentar uma copa grande. É aí que começa a dependência da mangueira.</p><p>A janela não é igual em todo o lado, porque depende da rapidez com que o solo arrefece. A tabela seguinte dá uma ideia de como ela se fecha de norte para sul.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Região</p></th><th scope="col"><p>Janela de plantação</p></th><th scope="col"><p>Fecha quando</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Interior norte e terras altas</p></td><td><p>Outubro a meados de novembro</p></td><td><p>O solo desce abaixo dos 10 ºC</p></td></tr><tr><td><p>Interior centro</p></td><td><p>Outubro a final de novembro</p></td><td><p>Com as primeiras geadas firmes</p></td></tr><tr><td><p>Litoral norte e centro</p></td><td><p>Outubro a dezembro</p></td><td><p>Raramente fecha por frio</p></td></tr><tr><td><p>Sul e Algarve</p></td><td><p>Outubro a janeiro</p></td><td><p>Praticamente não fecha</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Períodos aproximados em que o solo mantém temperatura suficiente para as raízes crescerem, por grandes regiões de Portugal continental. A janela varia com a altitude, a exposição e o ano, e encurta em solos encharcados, onde a falta de oxigénio trava o enraizamento mesmo com calor. Fonte: elaboração própria.</td></tr></tbody></table><h2>O que plantar nesta janela</h2><p>Tudo o que seja perene e resistente ao frio aproveita. Árvores e arbustos, fruteiras, sebes, roseiras, aromáticas perenes como o alecrim e a lavanda, morangueiro, alho, bolbos de primavera e adubos verdes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790032" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/solo-compactado-o-que-uma-chuvada-forte-faz-a-uma-terra-descoberta.html" title="Solo compactado: o que uma chuvada forte faz a uma terra descoberta">Solo compactado: o que uma chuvada forte faz a uma terra descoberta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/solo-compactado-o-que-uma-chuvada-forte-faz-a-uma-terra-descoberta.html" title="Solo compactado: o que uma chuvada forte faz a uma terra descoberta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/solo-compactado-o-que-uma-chuvada-forte-faz-a-uma-terra-descoberta-1790148931635_320.jpeg" alt="Solo compactado: o que uma chuvada forte faz a uma terra descoberta"></a></article></aside><p>O que não entra nesta lista são as culturas sensíveis à geada. Um tomateiro ou uma courgette plantados agora não têm qualquer vantagem, porque não vão sobreviver ao inverno.</p><p>Em Bragança convém não deixar passar outubro. Em Coimbra há folga até ao fim de novembro, e em Faro a janela estende-se praticamente por todo o inverno.</p><h2>A chuva faz metade do trabalho</h2><p>Há uma vantagem prática que se soma a tudo isto e que muita gente subestima.</p><p><strong>Uma planta posta na terra em outubro vai ter cinco ou seis meses de chuva natural para se instalar. </strong>Uma planta posta em março tem seis semanas de primavera e depois entra directamente no verão.</p><p>Isso traduz-se em menos regas, menos stress e, sobretudo, numa planta que chega a julho capaz de ir buscar água em profundidade em vez de depender do que lhe damos à superfície.</p><h2>O erro que estraga uma boa plantação</h2><p>Fica para o fim aquele que se comete com a melhor das intenções e que estraga o que o outono dá de graça.</p><p>Quando se planta uma árvore, é natural querer dar-lhe o melhor, e enche-se a cova com terra de compra, composto e adubo. <strong>O problema é que se cria assim um bolso de terra rica e fofa no meio de um terreno vulgar</strong>. A raiz encontra tudo o que precisa ali dentro e não tem motivo nenhum para sair. Fica a girar dentro da cova, como se estivesse num vaso enterrado, e anos depois a árvore tomba ao primeiro vendaval.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/solo-ainda-quente-ar-ja-frio-porque-e-que-outubro-e-o-melhor-mes-para-plantar-1792185799236.png" data-image="ixvy1fdolicm"><figcaption>Canteiro de outono com couves, morangueiros e cenoura, culturas que aproveitam o solo ainda morno.</figcaption></figure><p><strong>A cova faz-se larga, </strong>para a terra estar solta à volta, mas enche-se com a terra do próprio sítio. Se quiser melhorar o solo, melhore uma área grande e pouco, em vez de uma área pequena e muito. É a diferença entre uma planta que se agarra ao terreno e uma que fica ali de visita.</p><p>Para escolher o dia,<strong> veja a previsão da sua zona e procure a terra húmida mas trabalhável</strong>, alguns dias depois de chuva e não na véspera de mais. E repare nas mínimas: enquanto se mantiverem acima dos dez graus, o solo ainda está a trabalhar a seu favor.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/solo-ainda-quente-ar-ja-frio-porque-e-que-outubro-e-o-melhor-mes-para-plantar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Evolução da chuva e das temperaturas em Portugal Continental até quarta-feira, 21, segundo o ECMWF]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/evolucao-da-chuva-e-das-temperaturas-em-portugal-continental-ate-quarta-feira-21-segundo-o-ecmwf.html</link><pubDate>Sun, 18 Oct 2026 07:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Entre domingo e quarta-feira, dia 21, a chuva regressará a Portugal Continental, afetando inicialmente o Baixo Alentejo e o Algarve e posteriormente o Litoral Norte e Centro, acompanhada de um ambiente tipicamente outonal.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/evolucao-da-chuva-e-das-temperaturas-em-portugal-continental-ate-quarta-feira-21-segundo-o-ecmwf-1792272266247.jpg" data-image="7fylrsq99v1z" alt="Probabilidade de ocorrência de chuva em Portugal Continental este domingo" title="Probabilidade de ocorrência de chuva em Portugal Continental este domingo"><figcaption>Probabilidade de ocorrência de chuva em Portugal Continental este domingo, 18 de outubro, às 17:00. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>Após um período de tempo estável, a <strong>circulação atmosférica sobre Portugal Continental trará novidades</strong> ao longo dos próximos dias. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong> nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações</div><p> Segundo os dados mais recentes do modelo europeu de referência (ECMWF), a <strong>precipitação estará de regresso a partir deste domingo</strong>, focando-se numa primeira fase no Sul do país. </p><h2>Chuva no Sul entre domingo e segunda-feira: instabilidade concentrada no Baixo Alentejo e Algarve</h2><p>Este domingo, dia 18 de outubro, é marcado pela chegada de precipitação fraca à Região Sul a partir das 12:00. O <strong>período de maior incidência poderá ocorrer no final da tarde, nomeadamente entre as 17:00 e as 18:00</strong>, afetando com maior expressão o Algarve e o Baixo Alentejo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/evolucao-da-chuva-e-das-temperaturas-em-portugal-continental-ate-quarta-feira-21-segundo-o-ecmwf-1792272403099.jpg" data-image="rm4yffavbsk6" alt="Precipitação e nebulosidade previstas para domingo" title="Precipitação e nebulosidade previstas para domingo"><figcaption>Precipitação e nebulosidade previstas para domingo, 18 de outubro, às 17:00 no Sul do país. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>Pelas 17:00 de domingo, a probabilidade de precipitação no Algarve situar-se-á entre os 20% (em Faro e Tavira) e os 60% em Aljezur. No <strong>Baixo Alentejo, os valores de probabilidade sobem significativamente</strong>, oscilando entre 60% e 70%, destacando-se Odemira com 60% e Serpa com 70% de probabilidade de chuva.</p><p>Para segunda-feira, dia 19, <strong>prevê-se a continuidade de chuva fraca </strong>no Algarve entre as 12:00 e as 18:00, registando-se uma probabilidade de precipitação na ordem dos 60% entre as 13:00 e as 18:00 nas zonas possivelmente mais afetadas. </p><h2>Terça e quarta-feira: regresso da chuva ao Litoral Norte e estabilidade térmica</h2><p>Na terça-feira, dia 20 de outubro, o cenário de precipitação mudará de foco geográfico. <strong>A chuva deverá regressar ao Litoral Norte a partir das 21:00</strong>, começando por afetar os distritos de Viana do Castelo e Braga, progredindo ao longo da noite em direção ao Litoral Centro.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793803" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/data-definida-para-o-retorno-dos-ventos-atlanticos-a-portugal-trarao-frentes-frias-com-chuvas-de-oeste-para-leste.html" title="Data definida para o retorno dos ventos atlânticos a Portugal: trarão frentes frias com chuvas, de oeste para leste">Data definida para o retorno dos ventos atlânticos a Portugal: trarão frentes frias com chuvas, de oeste para leste</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/data-definida-para-o-retorno-dos-ventos-atlanticos-a-portugal-trarao-frentes-frias-com-chuvas-de-oeste-para-leste.html" title="Data definida para o retorno dos ventos atlânticos a Portugal: trarão frentes frias com chuvas, de oeste para leste"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/data-definida-para-o-retorno-dos-ventos-atlanticos-a-portugal-trarao-frentes-frias-com-chuvas-de-oeste-para-leste-1792238804780_320.jpg" alt="Data definida para o retorno dos ventos atlânticos a Portugal: trarão frentes frias com chuvas, de oeste para leste"></a></article></aside><p>Tanto na terça como na quarta-feira, dia 21, o céu poderá apresentar-se muito nublado em praticamente todo o território de Portugal Continental.</p><h2>Evolução das temperaturas e arrefecimento noturno no Interior Norte e Centro</h2><p>Quanto ao comportamento térmico, as temperaturas máximas diurnas vão oscilar de forma geral entre os 14 ºC e os 26 ºC em Portugal Continental. <strong>No início da semana, o arrefecimento será bastante visível no Norte e Centro</strong>, com a tarde de segunda-feira a registar apenas 4 ºC na Guarda, 6 ºC em Bragança e Vila Real, 11 ºC no Porto e 17 ºC em Lisboa e Faro. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/evolucao-da-chuva-e-das-temperaturas-em-portugal-continental-ate-quarta-feira-21-segundo-o-ecmwf-1792273175386.jpg" data-image="jku5so2vn1cu" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Previsão da temperatura do ar para segunda-feira, 19 de outubro, às 16:00 em Portugal Continental. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>Em Bragança e na Guarda, as noites frias consolidarão a atmosfera tipicamente outonal, enquanto <strong>nas restantes regiões as temperaturas mínimas e máximas se manterão dentro dos parâmetros</strong> esperados, ou um pouco abaixo da média, para a segunda metade de outubro.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/evolucao-da-chuva-e-das-temperaturas-em-portugal-continental-ate-quarta-feira-21-segundo-o-ecmwf.html</guid><dc:creator><![CDATA[Pedro Carneiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 7 ºC abaixo da média: a próxima semana arranca com descida das temperaturas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-7-c-abaixo-da-media-a-proxima-semana-arranca-com-descida-das-temperaturas.html</link><pubDate>Sun, 18 Oct 2026 06:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Ao longo dos próximos dias, e devido à aproximação de uma massa de ar polar, as temperaturas vão descer, especialmente no Norte e Centro do país. Com isto, os valores de anomalia negativa regressam.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbp5rba"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbp5rba.jpg" id="xbp5rba"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O ECMWF continua a prever dias mais frescos, principalmente a partir de amanhã, segunda-feira. Até lá, o dia de hoje, domingo, poderá contar com temperaturas máximas compreendidas entre os 15 ºC na Guarda e os 26 ºC em Lisboa, <strong>denotando-se já uma descida no interior Norte e Centro</strong>, sendo esta mais expressiva nas cotas mais elevadas.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No entanto, e apesar da descida nestas regiões, o nosso mapas de anomalias, ou valores com desvio da normal climatológica, indica valores até 1 ºC abaixo da média em apenas alguns pontos do Nordeste Transmontano e Beira Alta, enquanto<strong> a maior parte do território continental deverá apresentar valores entre 3 ºC a 5 ºC acima da média</strong>. Contudo, este cenário também mudará em breve.</p><h2>A partir de segunda-feira, 19, anomalias negativas ganham expressão no território</h2><p>Amanhã é esperado que a descida das temperaturas seja mais evidente também no Norte e Centro de Portugal e especialmente nas últimas horas da madrugada e primeiras da manhã. Pelas 8h da manhã, o nosso mapa indica que <strong>praticamente todo o país registe temperaturas abaixo da média</strong>, à exceção das capitais de distrito Beja e Faro, cuja anomalia será nula, indicando valores normais para a época do ano. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-7-c-abaixo-da-media-a-proxima-semana-arranca-com-descida-das-temperaturas-1792269825409.jpg" data-image="yig0dzxglaer" alt="anomalia térmica" title="anomalia térmica"><figcaption>Como temos vindo a avançar, as temperaturas deverão descer a partir do início da próxima semana, ou seja, já a partir de amanhã, segunda-feira. Com esta descida, as anomalias térmicas negativas, ou valores abaixo da média, deverão regressar ao país.</figcaption></figure><p> A cidade da Guarda, com até 6 ºC abaixo do expectável, poderá ser a<strong> cidade com a anomalia térmica negativa mais pronunciada do país</strong>; Bragança e Vila Real vêm de seguida com até 5 ºC abaixo do esperado. Nas horas seguintes, as anomalias positivas, ou valores acima da média, ainda poderão persistir em algumas zonas do Centro e Sul do país, ainda que de forma menos pronunciada face aos últimos dias.</p><h2>Entre terça e quinta-feira os valores de anomalia negativa deverão ser dominantes na nossa geografia</h2><p>Ainda que entre terça-feira, 20, e quinta-feira, 22, ainda possam surgir algumas anomalias positivas, ou valores entre 1 ºC e 3 ºC acima da média, a mais recente atualização do ECMWF indica que, <strong>na maior parte deste período, Portugal Continental apresentará valores abaixo da média</strong>, podendo ainda haver alguns pontos do Centro e Sul que apresentem valores normais para a época.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-7-c-abaixo-da-media-a-proxima-semana-arranca-com-descida-das-temperaturas-1792273800049.jpg" data-image="d5s2zxg5dgfy" alt="anomalia térmica" title="anomalia térmica"><figcaption>Na sexta-feira, dia 23, os valores de anomalia térmica positiva poderão regressar ao Norte e Centro.</figcaption></figure><p>Ainda de acordo com o mesmo modelo de previsão, é <strong>esperado que a manhã de quinta-feira, dia 22, possa ser uma das mais frias da semana</strong> na maior parte do território continental, onde 12 capitais de distritos deverão registar valores até 5 ºC abaixo da média, pelas 7h. As restantes poderão contar com anomalia negativa de 4 ºC, como podemos observar no primeiro mapa desta previsão.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793803" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/data-definida-para-o-retorno-dos-ventos-atlanticos-a-portugal-trarao-frentes-frias-com-chuvas-de-oeste-para-leste.html" title="Data definida para o retorno dos ventos atlânticos a Portugal: trarão frentes frias com chuvas, de oeste para leste">Data definida para o retorno dos ventos atlânticos a Portugal: trarão frentes frias com chuvas, de oeste para leste</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/data-definida-para-o-retorno-dos-ventos-atlanticos-a-portugal-trarao-frentes-frias-com-chuvas-de-oeste-para-leste.html" title="Data definida para o retorno dos ventos atlânticos a Portugal: trarão frentes frias com chuvas, de oeste para leste"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/data-definida-para-o-retorno-dos-ventos-atlanticos-a-portugal-trarao-frentes-frias-com-chuvas-de-oeste-para-leste-1792238804780_320.jpg" alt="Data definida para o retorno dos ventos atlânticos a Portugal: trarão frentes frias com chuvas, de oeste para leste"></a></article></aside><p>No entanto, <strong>é expectável que no dia seguinte, sexta-feira, as anomalias positivas possam regressar</strong>, especialmente ao Norte e Centro do país, como podemos vser no mapa acima, no entanto, tendo em conta a distância temporal desta previsão, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-7-c-abaixo-da-media-a-proxima-semana-arranca-com-descida-das-temperaturas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Parece “saído de um conto de fadas”, mas este lago europeu existe mesmo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/parece-saido-de-um-conto-de-fadas-mas-este-lago-europeu-existe-mesmo.html</link><pubDate>Sun, 18 Oct 2026 05:04:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>É um dos lagos mais bonitos da Europa e pode descobri-lo de comboio ou de barco. O melhor? “É lindo em qualquer estação.”</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/parece-saido-de-um-conto-de-fadas-mas-este-lago-europeu-existe-mesmo-1792092845751.jpg" data-image="il97algdi5jx" alt="Lago Maggiore" title="Lago Maggiore"><figcaption>Este destino europeu tem palácios sobre a água e paisagens que mudam com as estações. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Há quem diga que esta é “uma viagem de sonho”. Outros garantem ser “uma viagem lindíssima para se fazer seja de carro ou de comboio”. “E ir saltando de vilarejo em vilarejo”, acrescenta uma das viajantes que por lá já passou. </p><p>Do que é que estamos a falar? Do<strong> Lago Maggiore</strong>. Sim, porque este destino tem uma particularidade: numa só viagem, pode visitar um palácio barroco, almoçar numa antiga aldeia piscatória e acabar o dia a passear junto à água, com os Alpes à vista. </p><div class="texto-destacado">Entre Itália e Suíça, este lago reúne paisagens de montanha, pequenas localidades e alguns dos jardins históricos mais conhecidos do norte de Itália.</div><p>Não nos surpreende, portanto, saber que a revista NiT o descreve como <strong>um “destino europeu que parece saído de um conto de fadas”</strong>. Basta olhar para as ilhas que ficam ao largo de Stresa para perceber de onde vem a comparação. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782626" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/da-polonia-a-italia-a-pe-este-novo-trilho-atravessa-seis-paises-europeus.html" title="Da Polónia a Itália a pé: este novo trilho atravessa seis países europeus">Da Polónia a Itália a pé: este novo trilho atravessa seis países europeus</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/da-polonia-a-italia-a-pe-este-novo-trilho-atravessa-seis-paises-europeus.html" title="Da Polónia a Itália a pé: este novo trilho atravessa seis países europeus"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/da-polonia-a-italia-a-pe-este-novo-trilho-atravessa-seis-paises-europeus-1786189300686_320.jpg" alt="Da Polónia a Itália a pé: este novo trilho atravessa seis países europeus"></a></article></aside><p>Aqui há residências históricas, esculturas, fontes e caminhos rodeados de plantas, mas também ruas estreitas, casas coloridas e restaurantes onde o peixe do lago faz parte da ementa.</p><p>Com cerca de <strong>65 quilómetros de comprimento</strong>, o Lago Maggiore é o segundo maior lago de Itália. Estende-se pelas regiões italianas do Piemonte e da Lombardia e chega ao cantão suíço do Ticino. O mais cativante para quem o visita é que <strong>a paisagem muda ao longo das margens</strong>, entre encostas montanhosas, jardins e povoações que merecem mais do que uma paragem rápida para fotografias.</p><p>"Muito antes de os turistas chegarem às margens do Lago Maggiore em busca de paisagens bonitas, a região já tinha uma história para contar. Ao longo da sua extensão, que vai desde Itália até à Suíça, há pequenas aldeias, palácios históricos, jardins, ilhas e <em>villas</em> elegantes que marcaram os últimos séculos", lê-se na publicação da revista.</p><h2>As ilhas que fizeram a fama do Lago Maggiore</h2><p>Ainda assim, há quem lá chegue por um motivo: explorar as <strong>Ilhas Borromeias</strong>, um arquipélago ligado à família Borromeo, que começou a investir nesta zona a partir do século XVII. Esta é mesmo uma das visitas mais conhecidas. </p><p>E entre todas, a<strong> Isola Bella</strong> é a que mais chama a atenção. O Palazzo Borromeo ocupa uma parte importante da ilha e conserva salas decoradas, coleções artísticas e espaços que mostram como vivia uma das famílias aristocráticas com maior influência na região. No exterior, os jardins barrocos distribuem-se por terraços, com esculturas, fontes e vegetação aparada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/parece-saido-de-um-conto-de-fadas-mas-este-lago-europeu-existe-mesmo-1792093130417.jpg" data-image="ru9dfrighkh6" alt="Isola Bella" title="Isola Bella"><figcaption>A Isola Bella não passa despercebida. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>A <strong>Isola Madre</strong> tem outro ambiente. É conhecida pelo jardim botânico, com plantas de diferentes partes do mundo, e pelo palácio histórico. Já a <strong>Isola dei Pescatori </strong>é uma povoação habitada, com ruas estreitas, casas tradicionais e restaurantes junto ao pequeno porto. </p><div class="texto-destacado">A ligação à pesca continua presente, embora o turismo tenha hoje um papel importante na economia local.</div><p><strong>As três ilhas podem ser visitadas de barco</strong>, com partidas a partir de Stresa. Siga o nosso conselho: vale a pena reservar tempo para conhecer pelo menos duas, em vez de tentar percorrê-las todas à pressa. Mas atenção, se a ideia é entrar nos palácios e passear pelos jardins, <strong>confirme os horários antes de viajar</strong>. Além disso, é melhor apressar-se. Porquê? Porque a temporada de 2026 das principais atrações das Ilhas Borromeias decorre até 8 de novembro.</p><h2>De Stresa a Locarno, há muito para ver nas margens</h2><p><strong>Stresa é uma das melhores bases para conhecer o lago</strong>. Os grandes hotéis e os edifícios históricos junto à marginal lembram a época em que a localidade começou a atrair visitantes abastados, sobretudo nos séculos XIX e XX. Atualmente, continua a ser um ponto de partida prático para as ilhas e um bom lugar para passear ao final do dia.</p><p>"A beleza das montanhas, o clima mais ameno e as paisagens junto à água começaram a atrair viajantes, escritores e membros da aristocracia europeia. Desde o início, <strong>Stresa tornou-se numa das localidades mais procuradas</strong> e foi precisamente ali que começaram a nascer os grandes hotéis e <em>villas</em> de luxo."</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="683308" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/italia-sobre-carris-descubra-o-glamour-e-a-cultura-do-pais-no-la-dolce-vita-orient-express.html" title="Itália sobre carris: descubra o glamour e a cultura do país no La Dolce Vita Orient Express">Itália sobre carris: descubra o glamour e a cultura do país no La Dolce Vita Orient Express</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/italia-sobre-carris-descubra-o-glamour-e-a-cultura-do-pais-no-la-dolce-vita-orient-express.html" title="Itália sobre carris: descubra o glamour e a cultura do país no La Dolce Vita Orient Express"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/italia-sobre-carris-descubra-o-glamour-e-a-cultura-do-pais-no-la-dolce-vita-orient-express-1731657522909_320.jpg" alt="Itália sobre carris: descubra o glamour e a cultura do país no La Dolce Vita Orient Express"></a></article></aside><p>A norte,<strong> Cannobio </strong>conserva um centro histórico com casas coloridas e ruas que desembocam junto à água. Perto dali fica Cannero Riviera, conhecida pelo clima ameno e pelas vistas sobre os Castelos de Cannero, cujas ruínas se erguem sobre pequenos ilhéus no lago.</p><p>Em<strong> Verbania</strong>, os Jardins Botânicos de Villa Taranto são outra paragem a considerar. O espaço reúne plantas de várias origens, tendo começado a ser desenvolvido em 1931 por iniciativa de Neil McEacharn, um escocês apaixonado por jardinagem. </p><div class="texto-destacado">É uma visita interessante para quem gosta de natureza, mas também para quem procura um passeio diferente dos habituais centros históricos.</div><p><strong>A viagem pode continuar até à Suíça</strong>. Ascona tem uma marginal com esplanadas e edifícios coloridos, enquanto Locarno combina a proximidade do lago com praças, monumentos e uma oferta cultural diversificada. </p><h2>Quando ir e como organizar a viagem</h2><p>Quem já lá foi não tem dúvidas: “<strong>vale muito a pena seja em que altura for</strong>, porque a beleza mantém-se em todas as estações do ano”.</p><p>A primavera, por exemplo, é uma boa altura para visitar os jardins, enquanto o verão convida a passeios de barco e a atividades ao ar livre. No outono, as encostas ganham tons diferentes e há menos movimento do que nos meses de maior procura. Já no inverno, a região fica mais tranquila, mas algumas atrações encerram ou reduzem os horários.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/parece-saido-de-um-conto-de-fadas-mas-este-lago-europeu-existe-mesmo-1792093447941.jpg" data-image="bpp50pdxeplw" alt="Cannobio" title="Cannobio"><figcaption>Cannobio conserva um centro histórico com casas coloridas e ruas que desembocam junto à água. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>E como é que pode explorar este destino? Para percorrer as margens, <strong>pode alugar um carro ou combinar o comboio com os barcos </strong>que ligam várias localidades. Stresa tem estação ferroviária e ligações lacustres, o que facilita a organização de visitas às ilhas.</p><p>Se quiser conhecer os principais pontos de interesse, três ou quatro dias são um bom ponto de partida. Com uma semana, já consegue incluir a margem suíça e fazer mais paragens pelo caminho.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="NiT%2C%20Pincelli%2C%20I" data-year="2026" data-title="Entre%20ilhas%2C%20pal%C3%A1cios%20e%20jardins%2C%20este%20destino%20europeu%20parece%20sa%C3%ADdo%20de%20um%20conto%20de%20fadas" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fviagens%2Fentre-ilhas-palacios-e-jardins-este-destino-europeu-parece-saido-de-um-conto-de-fadas%3Ffbclid%3DIwY2xjawU9_lFleHRuA2FlbQIxMABwZG9mBWJyaWQRMTNrTlBNSklSUGZvYXAxcHBzcnRjBmFwcF9pZBAyMjIwMzkxNzg4MjAwODkyAAEePvqGIaViM5We4xgFoVQekVqE8adJJlKYBNCU3nPMUCthK732C6miFh8dzRg_aem_U4Huh1vgCxJLwsmH1JSAPw">NiT, Pincelli, I. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/viagens/entre-ilhas-palacios-e-jardins-este-destino-europeu-parece-saido-de-um-conto-de-fadas?fbclid=IwY2xjawU9_lFleHRuA2FlbQIxMABwZG9mBWJyaWQRMTNrTlBNSklSUGZvYXAxcHBzcnRjBmFwcF9pZBAyMjIwMzkxNzg4MjAwODkyAAEePvqGIaViM5We4xgFoVQekVqE8adJJlKYBNCU3nPMUCthK732C6miFh8dzRg_aem_U4Huh1vgCxJLwsmH1JSAPw" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Entre ilhas, palácios e jardins, este destino europeu parece saído de um conto de fadas</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/parece-saido-de-um-conto-de-fadas-mas-este-lago-europeu-existe-mesmo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Data definida para o retorno dos ventos atlânticos a Portugal: trarão frentes frias com chuvas, de oeste para leste]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/data-definida-para-o-retorno-dos-ventos-atlanticos-a-portugal-trarao-frentes-frias-com-chuvas-de-oeste-para-leste.html</link><pubDate>Sat, 17 Oct 2026 12:35:53 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois de um fim de semana marcado por instabilidade, trovoadas e vento, o padrão atmosférico deverá manter-se. A partir de dia 21, o Atlântico ganha protagonismo, com duas frentes a poderem trazer chuva ao território.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbp2hzu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbp2hzu.jpg" id="xbp2hzu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><br>Depois de várias semanas em que o Atlântico teve dificuldade em fazer chegar frentes organizadas a Portugal continental, os mapas começam finalmente a mostrar uma mudança no padrão atmosférico. Antes disso, <strong>este fim de semana ainda será marcado por instabilidade, trovoadas e vento, seguindo-se um arrefecimento acentuado das noites.</strong></p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>A partir de quarta-feira, dia 21, o fluxo atlântico deverá ganhar maior protagonismo, permitindo a aproximação de sistemas frontais ao território português.</p><h2>Sábado com chuva, trovoadas e possibilidade de granizo</h2><p>A tarde deste sábado, dia 17, será bastante instável em algumas regiões. Os aguaceiros deverão concentrar-se sobretudo no interior, podendo ser localmente fortes e acompanhados por <strong>trovoada, rajadas intensas e possibilidade de granizo</strong> devido ao desenvolvimento de células convectivas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/data-definida-para-o-retorno-dos-ventos-atlanticos-a-portugal-trarao-frentes-frias-com-chuvas-de-oeste-para-leste-1792238747475.jpg" data-image="131rupkx94pf" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>A instabilidade marca este sábado, com aguaceiros e trovoadas sobretudo no interior do país. Algumas células convectivas poderão ainda ser acompanhadas por granizo e rajadas fortes.</figcaption></figure><p>O interior Centro estará entre as regiões a acompanhar com maior atenção durante as primeiras horas da tarde, embora a instabilidade também possa afetar outros pontos do interior Norte e do Alentejo.</p><div class="texto-destacado">Para este sábado, o IPMA colocou <strong>Vila Real, Bragança, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja sob aviso amarelo devido à possibilidade de trovoada</strong>.Tratando-se de precipitação convectiva, a sua distribuição espacial pode ser bastante irregular, enquanto numa determinada localidade pode ocorrer um aguaceiro intenso, a poucos quilómetros a precipitação poderá ser reduzida ou inexistente. </div><p>O <strong>radar de chuva da Meteored será, por isso, uma ferramenta importante </strong>para acompanhar praticamente em tempo real a formação e o percurso destas células.</p><h2>Domingo mantém alguma instabilidade, mas o vento ganha protagonismo</h2><p>No domingo, dia 18, a instabilidade deverá persistir, embora de forma mais localizada. Os mapas atuais sugerem alguns períodos de precipitação sobretudo no Sul, com destaque para áreas dos distritos de <strong>Évora e Beja</strong>, onde ainda poderão surgir algumas trovoadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/data-definida-para-o-retorno-dos-ventos-atlanticos-a-portugal-trarao-frentes-frias-com-chuvas-de-oeste-para-leste-1792238804780.jpg" data-image="615ughum81nn" alt="Rajada de vento" title="Rajada de vento"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-569678">O vento ganha protagonismo no domingo, especialmente no Norte e Centro, onde as rajadas poderão ultrapassar localmente os 60 a 65 km/h.</figcaption></figure><p>Contudo, um dos elementos meteorológicos mais relevantes do dia será o <strong>vento</strong>. No Norte e Centro, este deverá intensificar-se logo durante a manhã, com rajadas que poderão <strong>ultrapassar localmente os 60 a 65 km/h</strong>, mantendo-se a sensação de tempo ventoso durante grande parte do dia.</p><h2>As madrugadas arrefecem antes da chegada da primeira frente</h2><p>Entre domingo e terça-feira, a descida das temperaturas tornar-se-á bastante evidente, sobretudo durante a noite e início da manhã.</p><p>O arrefecimento será mais acentuado no interior Norte e Centro. Em Trás-os-Montes, assim como em zonas dos distritos de Braga, Vila Real e Viseu, poderão registar-se <strong>temperaturas inferiores a 8 ºC</strong>, com alguns locais do interior a aproximarem-se mesmo dos <strong>3 a 5 ºC</strong> durante as horas mais frias. Será, portanto, uma mudança significativa relativamente ao ambiente anormalmente quente que marcou vários dias desta primeira metade de outubro.</p><h2>Quarta-feira, dia 21: os ventos atlânticos regressam e chega a primeira frente</h2><p>A mudança de padrão começa a tornar-se mais evidente na <strong>madrugada de quarta-feira, dia 21</strong>. O fluxo de oeste deverá facilitar a aproximação de uma primeira frente atlântica a Portugal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/data-definida-para-o-retorno-dos-ventos-atlanticos-a-portugal-trarao-frentes-frias-com-chuvas-de-oeste-para-leste-1792238858495.jpg" data-image="78npll2glqp2" alt="Precipitação" title="Precipitação"><figcaption>A primeira frente atlântica deverá alcançar Portugal na madrugada de quarta-feira, trazendo chuva sobretudo ao Noroeste. Para já, os modelos não antecipam uma passagem chuvosa significativa por todo o território.</figcaption></figure><p>Contudo, esta primeira passagem<strong> não parece, para já, particularmente expressiva.</strong> A precipitação deverá atingir sobretudo o <strong>Noroeste e parte do litoral Norte</strong>, e os atuais mapas não sugerem que a frente consiga atravessar todo o território com chuva significativa. Ainda assim, será um primeiro sinal de uma atmosfera mais dinâmica e de uma maior abertura da circulação atlântica em direção à Península Ibérica.</p><h2>Uma segunda frente poderá ser mais ativa entre os dias 22 e 23</h2><p>A situação torna-se mais interessante na passagem de <strong>quinta-feira, dia 22, para sexta-feira, dia 23</strong>. Uma <strong>depressão bastante cavada</strong>, prevista nas proximidades das Ilhas Britânicas, deverá impulsionar uma nova frente para sul. Nas atuais projeções, a precipitação começaria novamente pelo Noroeste português, mas esta segunda frente apresenta potencial para ser <strong>mais ativa e trazer maiores quantidades de chuva</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/data-definida-para-o-retorno-dos-ventos-atlanticos-a-portugal-trarao-frentes-frias-com-chuvas-de-oeste-para-leste-1792238929331.jpg" data-image="3mfczv3e7y0k" alt="Precipitação" title="Precipitação"><figcaption>Uma depressão bastante cavada nas proximidades das Ilhas Britânicas deverá impulsionar uma segunda frente em direção a Portugal. Esta poderá ser mais ativa e trazer maiores quantidades de precipitação, embora o cenário ainda possa sofrer alterações.</figcaption></figure><p>Desta vez, existe também maior possibilidade de a precipitação avançar progressivamente <strong>de oeste para leste</strong>, atingindo outras regiões do território.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793758" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-15-mm-a-partir-das-7-horas-de-hoje-a-chuva-e-trovoada-podem-afetar-o-pais-ipma-emite-aviso-amarelo-em-5-distritos.html" title="Até 15 mm: a partir das 7 horas de hoje a chuva e trovoada podem afetar o país; IPMA emite aviso amarelo em 5 distritos">Até 15 mm: a partir das 7 horas de hoje a chuva e trovoada podem afetar o país; IPMA emite aviso amarelo em 5 distritos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-15-mm-a-partir-das-7-horas-de-hoje-a-chuva-e-trovoada-podem-afetar-o-pais-ipma-emite-aviso-amarelo-em-5-distritos.html" title="Até 15 mm: a partir das 7 horas de hoje a chuva e trovoada podem afetar o país; IPMA emite aviso amarelo em 5 distritos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-15-mm-a-partir-das-7-horas-de-hoje-a-chuva-e-trovoada-podem-afetar-o-pais-ipma-emite-aviso-amarelo-em-5-distritos-1792190078816_320.png" alt="Até 15 mm: a partir das 7 horas de hoje a chuva e trovoada podem afetar o país; IPMA emite aviso amarelo em 5 distritos"></a></article></aside><p>Ainda estamos, contudo, a vários dias deste cenário. Pequenas alterações na posição e profundidade da depressão poderão modificar significativamente a trajetória da frente, os horários e os acumulados de precipitação. Até dia 24, a tendência mais importante é clara: <strong>o Atlântico começa finalmente a recuperar protagonismo no estado do tempo em Portugal.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/data-definida-para-o-retorno-dos-ventos-atlanticos-a-portugal-trarao-frentes-frias-com-chuvas-de-oeste-para-leste.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Dois dos melhores resorts da Europa ficam em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/dois-dos-melhores-resorts-da-europa-ficam-em-portugal.html</link><pubDate>Sat, 17 Oct 2026 12:05:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Estes dois resorts portugueses estão entre os melhores da Europa. Contudo, não são para todas as carteiras. Veja quanto custa uma noite em cada um deles.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/dois-dos-melhores-resorts-da-europa-ficam-em-portugal-1791927549766.jpg" data-image="kioayfexoknw" alt="Vila Vita Parc" title="Vila Vita Parc"><figcaption>Descubra quais são. Foto: Vila Vita Parc.</figcaption></figure><p>Piscinas para crianças e adultos, algumas até nos quartos. Spa, restaurantes dignos de estrela Michelin, bar aberto ou campos de padel e de golfe. Internacionalmente, há<em> resorts </em>para todos os gostos, mas não precisamos de sair da Europa para conhecer alguns dos melhores. </p><p>A pensar nisso, a Condé Nast Traveler pediu aos leitores que dessem uma nota aos sítios onde dormiram. O resultado? Aquilo a que chamam os <strong>Readers’ Choice Awards</strong>, isto é, uma iniciativa que <strong>distingue hotéis e resorts </strong>com base nas opiniões dos próprios hóspedes.</p><div class="texto-destacado">As listas dividem-se por categorias e regiões e são feitas exclusivamente a partir das avaliações de quem lá esteve.</div><p>A edição deste ano foi revelada a 6 de outubro e, à semelhança de outros anos, inclui a lista dos 20 melhores <em>resorts</em> da Europa.</p><h2>Os 20 melhores resorts da Europa</h2><p>O primeiro lugar do <em>ranking</em> foi para o <strong>Six Senses Crans-Montana</strong>. Na Suíça, esta unidade alcançou um total de 99,43 pontos em 100. Seguem-se o <strong>Hôtel Royal Evian</strong>, em França, e o<strong> Verdura Resort</strong>, na Sicília. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="661636" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nao-se-distraia-neste-pais-os-resorts-tem-os-seus-proprios-horarios-turismo.html" title="Não se distraia: neste país, os resorts têm os seus próprios horários">Não se distraia: neste país, os resorts têm os seus próprios horários</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nao-se-distraia-neste-pais-os-resorts-tem-os-seus-proprios-horarios-turismo.html" title="Não se distraia: neste país, os resorts têm os seus próprios horários"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nao-se-distraia-neste-pais-os-resorts-tem-os-seus-proprios-horarios-1718736250703_320.jpg" alt="Não se distraia: neste país, os resorts têm os seus próprios horários"></a></article></aside><p>A <strong>Irlanda </strong>destaca-se como o país mais representado no<em> top</em> 20, com cinco <em>resorts</em> na lista, três dos quais funcionam em castelos. Uma preferência que sugere o fascínio dos leitores norte-americanos por alojamentos históricos durante as férias na Europa. </p><p>Já<strong> Espanha</strong> conta com apenas um representante: o Finca Cortesin, situado em Casares, que ocupa o 20.º lugar.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/dois-dos-melhores-resorts-da-europa-ficam-em-portugal-1791929166275.jpg" data-image="7mb0421hhov2" alt="Finca Cortesin" title="Finca Cortesin"><figcaption>O Finca Cortesin, em Espanha, ficou em 20.º lugar. Foto: Finca Cortesin</figcaption></figure><p>No meio de tantos nomes e destinos, há dois que podem surpreender. Ou não. Porquê? Porque são bem conhecidos para os portugueses. Estamos a falar do <strong>Vila Vita Parc e do Hotel Quinta do Lago</strong>. </p><p>É verdade. Na lista dos 20 melhores <em>resorts </em>da Europa há dois nomes portugueses, <strong>ambos do Algarve</strong>. O primeiro, o Vila Vita Parc, fica em Porches e ocupa a 6.º posição do ranking. Quanto ao Hotel Quinta do Lago, em Almancil, ficou em 19.º.</p><h2>Quanto custa ficar num dos melhores resorts da Europa?</h2><p>Será que conhece algum dos dois? Sabe, aliás, <strong>quanto custa passar uma noite </strong>num deles? A revista MAGG fez uma pesquisa e obteve essa informação. Saiba tudo. </p><h3>Vila Vita Parc</h3><p>Apesar de ter ficado em <strong>6.º lugar</strong>, faltou pouco para o Vila Vita Parc chegar ao pódio. Estamos a falar de pouco mais do que um ponto. </p><p>Com <strong>98,25 pontos</strong>, este <em>resort </em>cativa os viajantes pelas seis piscinas, pelo Spa by Sisley Paris, pelos campos de ténis e padel e até por um estúdio de Reformer Pilates. “A mais recente novidade”, nota a revista MAGG. </p><div class="texto-destacado">O resort fica nas falésias entre Porches e Armação de Pera e é membro da The Leading Hotels of the World.</div><p>Aqui pode passar uma semana sem que tenha de repetir uma refeição no mesmo restaurante. Porquê? Porque <strong>o espaço tem 13 restaurantes</strong>, entre eles o Ocean, com duas estrelas Michelin. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dois-dos-melhores-resorts-da-europa-ficam-em-portugal-1791928637742.jpg" data-image="yq8t3wug1mlw" alt="Vila Vita Parc" title="Vila Vita Parc"><figcaption>O Vila Vita Parc ficou em 6.º lugar. Foto: Vila Vita Parc</figcaption></figure><p>“A Cave de Vinhos guarda aquela que o <em>resort</em> apresenta como a maior coleção privada de vinhos do País”, acrescenta a mesma revista. </p><p>E agora o mais importante? Quanto custa, afinal, passar uma noite neste <em>resort</em>? <strong>“Uma noite de 30 para 31 de outubro custa a partir de 490€</strong>.”</p><h3>Hotel Quinta do Lago</h3><p>Em<strong> 19.º lugar</strong>, o Hotel Quinta do Lago (Quinta do Lago Resort), somou <strong>96,2 pontos</strong>. Ainda assim, é o mais dispendioso dos dois. </p><p>“<strong>Uma noite de 30 para 31 de outubro custa a partir de 1009€</strong>, mais do dobro do Vila Vita Parc, que ficou 13 lugares acima. Nos <em>rankings</em>, como nas férias, o preço e a classificação nem sempre andam juntos.”</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791860" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/neste-outono-os-portugueses-estao-a-descobrir-um-novo-lado-de-portugal.html" title="Neste outono, os portugueses estão a descobrir um novo lado de Portugal">Neste outono, os portugueses estão a descobrir um novo lado de Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/neste-outono-os-portugueses-estao-a-descobrir-um-novo-lado-de-portugal.html" title="Neste outono, os portugueses estão a descobrir um novo lado de Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/neste-outono-os-portugueses-estao-a-descobrir-um-novo-lado-de-portugal-1791140420660_320.jpg" alt="Neste outono, os portugueses estão a descobrir um novo lado de Portugal"></a></article></aside><p>E o que é que este valor inclui? Quartos entre 45 e 50 m², com vista para o jardim, para o mar ou para a ria. “No topo da tabela está a Suite Royal, com 370 a 430 m².” </p><p>O hotel tem ainda duas piscinas exteriores aquecidas entre abril e outubro, uma piscina interior aquecida todo o ano, dois campos de ténis e 37.500 m² de jardins. </p><p>Além disso, conta com vários campos de golfe a poucos minutos e um <em>spa</em> com quatro salas de massagem, banho turco, sauna, jacúzi exterior e ginásio. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dois-dos-melhores-resorts-da-europa-ficam-em-portugal-1791929017635.jpg" data-image="8k6eipx7gavb" alt="Hotel Quinta do Lago" title="Hotel Quinta do Lago"><figcaption>O Hotel Quinta do Lago ficou em 19.º lugar na tabela. Foto: Hotel Quinta do Lago</figcaption></figure><p>“Nos restaurantes, o Brisa do Mar serve cozinha portuguesa e internacional, com esplanada virada para a ria. O Ca’ d’Oro, só para jantares, junta gastronomia portuguesa a uma decoração de inspiração veneziana. Para o fim de tarde há o Laguna Bar.”</p><div class="texto-destacado">Este é o único hotel à beira-mar dentro do empreendimento da Quinta do Lago. </div><p>Mesmo por isso, a publicação explica que “o que se paga aqui é sobretudo a localização”. </p><p>“É o único hotel à beira-mar dentro do empreendimento da Quinta do Lago, em Almancil, junto ao Parque Natural da Ria Formosa. <strong>Para chegar à praia, os hóspedes atravessam a ria por uma ponte pedonal de madeira</strong> e encontram do outro lado uma zona de areal reservada. O hotel é membro da The Leading Hotels of the World desde 1988.”</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Cond%C3%A9%20Nast%20Traveler" data-year="2026" data-title="Top%2020%20Resorts%20in%20Europe%3A%20Readers%E2%80%99%20Choice%20Awards%202026" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cntraveler.com%2Fgallery%2Feurope-top-resorts">Condé Nast Traveler. (2026). <a href="https://www.cntraveler.com/gallery/europe-top-resorts" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Top 20 Resorts in Europe: Readers’ Choice Awards 2026</a>.</cite><br><cite data-author="MAGG%2C%20Costa%2C%20R" data-year="2026" data-title="H%C3%A1%20dois%20resorts%20portugueses%20entre%20os%20melhores%20da%20Europa.%20Saiba%20quanto%20custa%20l%C3%A1%20ficar" data-url="https%3A%2F%2Ftravelmagg.sapo.pt%2Fnoticias%2Fartigos%2Fha-dois-resorts-portugueses-entre-os-melhores-da-europa-saiba-quanto-custa-la-ficar%2F">MAGG, Costa, R. (2026). <a href="https://travelmagg.sapo.pt/noticias/artigos/ha-dois-resorts-portugueses-entre-os-melhores-da-europa-saiba-quanto-custa-la-ficar/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Há dois resorts portugueses entre os melhores da Europa. Saiba quanto custa lá ficar</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/dois-dos-melhores-resorts-da-europa-ficam-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA["Não podemos controlar as alterações climáticas, mas o microclima": a estratégia para salvar as florestas mediterrânicas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/nao-podemos-controlar-as-alteracoes-climaticas-mas-o-microclima-a-estrategia-para-salvar-as-florestas-mediterranicas.html</link><pubDate>Sat, 17 Oct 2026 11:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>As alterações climáticas não podem ser interrompidas de um dia para o outro, mas é possível mitigar as suas consequências; a manutenção dos microclimas das florestas mediterrânicas é disso um bom exemplo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/no-podemos-controlar-el-cambio-climatico-pero-si-el-microclima-la-estrategia-para-salvar-los-bosques-mediterraneos-1792071132239.jpg" data-image="d6f19xukdzww"><figcaption>A equipa do CIDE revê o plano de amostragem no Parque Natural de Sot de Chera-Chera, Valência. / Alejandro Muñoz.</figcaption></figure><p>O aumento das temperaturas e as secas cada vez mais extremas põem à prova a <strong>capacidade de resistência da vegetação</strong>, deixando muitas florestas numa situação crítica, sobretudo na região mediterrânica.</p><p>Perante este problema, <strong>a ciência procura novas estratégias para que os ecossistemas resistam melhor ao calor extremo</strong>. Tudo isto com o principal objetivo de modificar as condições locais, de forma a dar uma oportunidade às espécies que ainda podem sobreviver.</p><h2>Um microclima, um refúgio contra o calor extremo</h2><p><strong>Uma floresta não apresenta as mesmas condições em todas as suas áreas</strong>, uma vez que, sob a sombra de árvores e arbustos ou numa parte húmida do solo, a temperatura e a disponibilidade de água podem ser muito diferentes das que se encontram numa área exposta ao sol direto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/no-podemos-controlar-el-cambio-climatico-pero-si-el-microclima-la-estrategia-para-salvar-los-bosques-mediterraneos-1792080935916.png" data-image="b3kkmqqjlmke"><figcaption>Carrascar de la Font Roja, entre Alcoy e Ibi (Alicante), um dos melhores exemplos de floresta mista mediterrânica.</figcaption></figure><p>Estas <strong>pequenas diferenças constituem um microclima</strong>, um conjunto de condições ambientais muito localizadas que podem ser determinantes para a sobrevivência das plantas, fungos e outros organismos. </p><p>Lembramos que <strong>a vegetação reduz a radiação solar que atinge o solo</strong>, modifica a circulação do ar e, sobretudo, ajuda a conservar a humidade do solo.</p><h3>Plantas-mãe, aliadas contra a seca</h3><p><strong>Algumas espécies de plantas atuam como verdadeiras plantas-mãe sob a sua cobertura</strong>, pois outras plantas surgem ao encontrarem proteção contra a radiação solar, temperaturas menos extremas e melhores condições para se desenvolverem.</p><p>Durante décadas, <strong>muitos projetos de reflorestação em Espanha optaram pelos pinheiros</strong>, uma espécie valorizada pela sua utilização madeireira e pela sua capacidade de crescer em diferentes condições. </p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Ricardo Codorníu: El visionario Ingeniero de Montes que transformó Sierra Espuña https://t.co/npCWBgJemK La figura del ingeniero de montes Ricardo Codorníu y Stárico (Cartagena, 1846 Murcia, 1923) emerge como un pionero en la ciencia forestal en España. https://t.co/23ZqqZhplU</p>— Ingeniería de Montes (@ingdemontes) <a href="https://x.com/ingdemontes/status/1706609776895967546?ref_src=twsrc%5Etfw">September 26, 2023</a></blockquote></figure><p>O problema surge quando as árvores que antes ofereciam sombra e proteção <strong>começam a deteriorar-se devido à falta de água</strong>, afetando não só as próprias árvores, mas também prejudicando as plantas que dependem delas para sobreviver, ou seja, a vegetação rasteira.</p><h2>Uma montanha mais “africanizada”</h2><p>Uma das tendências que preocupa os cientistas é o <strong>avanço progressivo da vegetação rasteira em certas paisagens mediterrânicas</strong>, uma vez que, com o aumento da aridez, algumas espécies de árvores podem perder terreno para plantas mais pequenas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791818" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/pinguins-de-humboldt-em-perigo-super-el-nino-ameaca-uma-colonia-no-peru-que-ja-perdeu-80-dos-seus-individuos.html" title="Pinguins de Humboldt em perigo: super El Niño ameaça uma colónia no Peru que já perdeu 80% dos seus indivíduos">Pinguins de Humboldt em perigo: super El Niño ameaça uma colónia no Peru que já perdeu 80% dos seus indivíduos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/pinguins-de-humboldt-em-perigo-super-el-nino-ameaca-uma-colonia-no-peru-que-ja-perdeu-80-dos-seus-individuos.html" title="Pinguins de Humboldt em perigo: super El Niño ameaça uma colónia no Peru que já perdeu 80% dos seus indivíduos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pinguinos-de-humboldt-en-peligro-super-el-nino-amenaza-a-una-colonia-de-peru-que-ha-perdido-el-80-de-sus-ejemplares-1791064975975_320.png" alt="Pinguins de Humboldt em perigo: super El Niño ameaça uma colónia no Peru que já perdeu 80% dos seus indivíduos"></a></article></aside><p>O título desta secção do artigo não significa que todas as florestas se transformarão em desertos, mas sim que<strong> a composição da vegetação poderá mudar</strong> à medida que as condições climáticas se tornarem mais semelhantes às das regiões atualmente mais quentes e secas.</p><h3>Calblaque: um exemplo desta mudança</h3><p>Um dos <strong>exemplos desta estratégia encontra-se no Parque Regional de Calblanque, na Região de Múrcia</strong>. Aí, episódios de seca extrema causaram uma mortalidade significativa do pinheiro-de-alepo em algumas áreas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/no-podemos-controlar-el-cambio-climatico-pero-si-el-microclima-la-estrategia-para-salvar-los-bosques-mediterraneos-1792071296663.jpeg" data-image="6l3dmyn9hwjc"><figcaption>Parque Natural de Calblanque (Região de Múrcia).</figcaption></figure><p>O projeto europeu LIFE Tetraclinis, desenvolvido entre 2014 e 2019, <strong>promoveu ações que visam melhorar o habitat</strong> desta espécie com medidas como a redução do pinheiro-de-alepo.</p><p>Isto permitiu que o zimbro-fenício e outras plantas mais bem adaptadas ocupassem determinadas áreas, demonstrando uma das chaves para a adaptação florestal: não existe uma receita única para todos os terrenos. <strong>A topografia, o solo, a disponibilidade de água e a vegetação existente determinam quais as intervenções que serão mais adequadas</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Centro%20de%20Investigaciones%20sobre%20Desertificaci%C3%B3n%20(CIDE%2C%20CSIC-UV-GVA)" data-year="2026" data-title="En%20busca%20de%20nuevos%20aliados%20para%20adaptarse%20al%20cambio%20microclim%C3%A1tico" data-url="https%3A%2F%2Fwww.agenciasinc.es%2FReportajes%2FEn-busca-de-nuevos-aliados-para-adaptarse-al-cambio-microclimatico">Centro de Investigaciones sobre Desertificación (CIDE, CSIC-UV-GVA). (2026). <a href="https://www.agenciasinc.es/Reportajes/En-busca-de-nuevos-aliados-para-adaptarse-al-cambio-microclimatico" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">En busca de nuevos aliados para adaptarse al cambio microclimático</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/nao-podemos-controlar-as-alteracoes-climaticas-mas-o-microclima-a-estrategia-para-salvar-as-florestas-mediterranicas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Use a água no seu jardim de forma eficiente: como recolher e armazenar para reutilização]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/use-a-agua-em-seu-jardim-de-forma-eficiente-como-coletar-e-armazenar-para-reutilizacao.html</link><pubDate>Sat, 17 Oct 2026 10:01:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Irrigar os nossos jardins — e fazê-lo de maneira ética, tendo em conta o meio ambiente e as condições climáticas variáveis — significa preservar o que temos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/get-water-wise-about-your-garden-collecting-and-storing-water-for-reuse-1788972257757.jpg" data-image="uvrvbedwc5ad"><figcaption>Economize água e reutilize-a de forma sensata, instalando um sistema de captação e armazenamento.</figcaption></figure><p>Agora que sabemos que o fenómeno El Niño se estabeleceu, devemos refletir sobre o valor da <strong>água </strong>— um recurso precioso — e garantir que a<strong> utilizemos de forma sensata</strong>.</p><p>A <strong>captação</strong>, o<strong> armazenamento</strong> e o uso da água da chuva são um excelente método para revitalizar os nossos jardins, especialmente ao nos prepararmos para os períodos de seca do próximo ano. Portanto, <strong>como podemos armazenar a água da chuva</strong> e de quais recursos precisamos para montar um sistema de captação e armazenamento?</p><h2>Recolha de água através de recipientes</h2><p>Primeiramente, precisará de <strong>um ou mais recipientes grandes</strong>, tipo tambor; é possível comprá-los online em diversos formatos e tamanhos, adequados ao sistema que planeia montar.</p><p>Além dos recipientes, precisará de um<strong> kit de captação de água</strong> da chuva, uma serra para metal, uma furadeira, um nível de bolha e materiais como tijolos ou blocos de concreto para construir uma base para o recipiente, o que facilitará o enchimento de baldes ou regadores.</p><p>Procure um<strong> cano de descida pluvial em sua casa </strong>ou noutra construção no seu terreno, como um celeiro ou um galpão de jardim. Limpe a área, removendo equipamentos e obstáculos, e certifique-se de que o solo está nivelado.</p><p>Use um nível de bolha para verificar o solo e, se estiver nivelado o suficiente, disponha os tijolos ou blocos. Coloque o recipiente sobre essa base, certificando-se de que este fique alto o bastante para que possa posicionar um regador por baixo com facilidade.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/2jk0lstsu5o/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=2jk0lstsu5o" id="2jk0lstsu5o"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Fixe o desviador de água da chuva (incluído no kit) no tubo de descida, posicionando-o <strong>aproximadamente na altura em que ficará a entrada do reservatório de água</strong>. Marque o local com um marcador ou giz para servir como ponto de referência.</p><p>Corte o cano de descida, seguindo as instruções do desviador, utilizando uma serra para metal (geralmente, remove-se um trecho de alguns centímetros). Instale o desviador no tubo de descida cortado e, em seguida, faça um<strong> furo na parte superior do reservatório </strong>(caso ele ainda não possua um furo pré-existente).</p><p>Insira o tubo do desviador na abertura que você acabou de fazer. Pronto! O desviador está conectado e pronto para captar a preciosa água da chuva.</p><p>Coloque a <strong>tampa no recipiente</strong> para evitar a entrada de folhas, outros materiais orgânicos, mosquitos e insetos. Em seguida, teste o sistema passando água — com o auxílio de uma mangueira — pela calha e pelo tubo de descida. O desviador deve conduzir a água do tubo de descida para o recipiente, garantindo, ao mesmo tempo, que o excesso de água siga o seu fluxo habitual.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789092" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-plantas-podem-estar-a-desenvolver-caracteristicas-inadequadas-para-um-mundo-em-aquecimento.html" title="As plantas podem estar a desenvolver características inadequadas para um mundo em aquecimento">As plantas podem estar a desenvolver características inadequadas para um mundo em aquecimento</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-plantas-podem-estar-a-desenvolver-caracteristicas-inadequadas-para-um-mundo-em-aquecimento.html" title="As plantas podem estar a desenvolver características inadequadas para um mundo em aquecimento"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-plantas-podem-estar-a-desenvolver-caracteristicas-inadequadas-para-um-mundo-em-aquecimento-1789597708472_320.jpg" alt="As plantas podem estar a desenvolver características inadequadas para um mundo em aquecimento"></a></article></aside><p>Certifique-se de<strong> limpar bem o recipiente antes da instalação</strong>: utilize uma mistura de bicarbonato de sódio e água para formar uma pasta, auxiliando-se de uma escova; em seguida, aplique uma solução de vinagre branco e água (na proporção de 1:1) para desinfetar o recipiente e eliminar bactérias e mofo.</p><p>Recomenda-se verificar e limpar o recipiente regularmente, utilizando a água recolhida para regar plantas já estabelecidas — mas não mudas recém-plantadas, pois estas são mais suscetíveis aos micróbios e esporos de fungos presentes na água.</p><h2>Águas cinzas: o que são e quando são utilizadas?</h2><p>Outra forma de economizar água e utilizá-la de maneira responsável é o aproveitamento de águas cinzas. Trata-se de <strong>águas residuais provenientes de fontes domésticas</strong>, como chuveiros, banheiras, pias e máquinas de lavar.</p><p>Esta prática é ideal <strong>para plantas ornamentais já estabelecidas, árvores, relvados e arbustos</strong> durante a estação seca ou em períodos de estivagem. Não é recomendada a sua utilização em plantas destinadas ao consumo humano. Para preservar a saúde do solo, evite utilizar água que contenha produtos químicos agressivos, alvejantes ou sais para máquinas de lavar louça.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/use-a-agua-em-seu-jardim-de-forma-eficiente-como-coletar-e-armazenar-para-reutilizacao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mudança da hora: o que muda na horta quando anoitece uma hora mais cedo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/mudanca-da-hora-o-que-muda-na-horta-quando-anoitece-uma-hora-mais-cedo.html</link><pubDate>Sat, 17 Oct 2026 08:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>No último domingo de outubro, o relógio atrasa uma hora e de repente é noite ao fim da tarde. Para as plantas não muda rigorosamente nada. Para quem trata delas, muda quase tudo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-da-hora-o-que-muda-na-horta-quando-anoitece-uma-hora-mais-cedo-1791561807853.png" data-image="wdk57md8ujji"><figcaption>No último domingo de outubro o relógio atrasa uma hora, mas o sol mantém o mesmo horário</figcaption></figure><p><strong>A 25 de outubro</strong>, às duas da manhã, os relógios recuam para a uma. No dia seguinte ainda é dia às oito da manhã, mas às seis da tarde já está escuro, e a sensação é a de que o outono chegou de um dia para o outro.</p><p>Convém começar por desfazer uma ideia. <strong>As plantas não reagem a isto de maneira nenhuma.</strong></p><h2>O sol não sabe que mudámos os relógios</h2><p>No dia 25 o sol nasce e põe-se exactamente como no dia 24. A duração do dia é praticamente a mesma, a trajectória é a mesma, a energia que chega às folhas é a mesma. O que mudou foi apenas o número que o relógio mostra quando isso acontece.</p><div class="texto-destacado">Hora solar e hora legal- A hora solar é dada pela posição real do sol, e o meio-dia solar é o instante em que ele está mais alto. A hora legal é a convenção que usamos nos relógios. No horário de inverno, em Portugal continental, as duas andam relativamente próximas, com diferenças de poucos minutos a cerca de meia hora conforme a região e a época.</div><p>Isto tem uma consequência prática que compensa. <strong>No horário de inverno, quando o relógio marca meio-dia, o sol está mesmo perto do ponto mais alto. </strong>Ou seja, as horas de maior radiação voltam a corresponder ao que o nome diz, ao contrário do que acontece no verão.</p><h2>O que muda mesmo é a sua rotina</h2><p>Aquela janela de trabalho ao fim da tarde, depois do emprego, desaparece de um dia para o outro. E não volta até fevereiro.</p><p><strong>A consequência é que todas as tarefas que costumava fazer às seis ou às sete da tarde passam a ter de ser feitas de manhã ou ao fim de semana.</strong> Vale a pena rever a lista com atenção, porque algumas não se limitam a mudar de hora, mudam de lógica.</p><p>A tabela seguinte reúne as tarefas mais comuns da horta e mostra como se devem deslocar a partir do dia da mudança, assumindo um dia útil normal.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Tarefa</p></th><th scope="col"><p>Até 25 de outubro</p></th><th scope="col"><p>A partir de 25 de outubro</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Regar</p></td><td><p>Manhã cedo ou fim da tarde</p></td><td><p>Só de manhã</p></td></tr><tr><td><p>Pulverizar</p></td><td><p>Fim da tarde, sem vento</p></td><td><p>Meio da manhã, depois do orvalho secar</p></td></tr><tr><td><p>Abrir a estufa</p></td><td><p>Por volta das 10h</p></td><td><p>Por volta das 10h</p></td></tr><tr><td><p>Fechar a estufa</p></td><td><p>Perto das 19h</p></td><td><p>Perto das 16h30</p></td></tr><tr><td><p>Colher folhosas e aromáticas</p></td><td><p>Fim da tarde</p></td><td><p>Meio da manhã</p></td></tr><tr><td><p>Transplantar</p></td><td><p>Fim da tarde</p></td><td><p>Meio da manhã ou início da tarde</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Horários indicativos para Portugal continental em finais de outubro, pensados para quem trabalha durante o dia. As horas variam com a região e vão recuando ao longo do inverno, à medida que o pôr do sol antecipa. Fonte: elaboração própria.</td></tr></tbody></table><h2>Porque é que regar ao fim da tarde deixa de servir</h2><p><strong>Esta é a mudança de lógica mais importante, e não tem a ver com a escuridão.</strong></p><p>Com o arrefecimento das noites, a humidade do ar sobe muito depois do pôr do sol. Água posta nas folhas às seis da tarde já não tem sol nem calor para secar, e fica lá a noite inteira. </p><p><strong>Horas seguidas de folha molhada</strong> são exactamente o que a maioria dos fungos precisa para se instalar.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>No verão, regar ao fim da tarde poupava água. No outono, regar ao fim da tarde é convidar as doenças a entrar.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O mesmo vale para a estufa. Fechar às sete da tarde, como se fazia, passa a significar fechar muito depois do sol se pôr, com o ar já húmido e frio lá dentro. Feche enquanto ainda há sol, para guardar calor seco em vez de humidade.</p><h2>Onde o país não anda todo ao mesmo tempo</h2><p>Há um pormenor geográfico que se nota mais nesta altura do ano.</p><p><strong>Portugal continental tem a mesma hora de uma ponta à outra, mas o sol não.</strong> No interior nordeste, em Bragança, o sol põe-se perto de um quarto de hora mais cedo do que no litoral oeste, à mesma hora de relógio. Quem vive lá tem ainda menos tarde do que quem vive em Lisboa, e isso soma-se a um anoitecer que já é curto.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="702305" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mudanca-de-hora-a-vista-o-horario-de-inverno-chega-ao-fim-este-mes-em-portugal.html" title="Mudança de hora à vista: o horário de inverno chega ao fim este mês em Portugal">Mudança de hora à vista: o horário de inverno chega ao fim este mês em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mudanca-de-hora-a-vista-o-horario-de-inverno-chega-ao-fim-este-mes-em-portugal.html" title="Mudança de hora à vista: o horário de inverno chega ao fim este mês em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-de-hora-a-vista-o-horario-de-inverno-chega-ao-fim-este-mes-em-portugal-1742501507938_320.jpg" alt="Mudança de hora à vista: o horário de inverno chega ao fim este mês em Portugal"></a></article></aside><p>Os Açores, por sua vez, mudam a hora na mesma noite, mas mantêm sempre uma hora de diferença em relação ao continente.</p><h2>O que realmente devia estar a acompanhar</h2><p>Fica para o fim o que importa mesmo, porque a mudança da hora é um acontecimento de um dia e isto é um processo que já vem de junho.</p><p>Desde o solstício que o dia encurta, e <strong>nesta altura perdem-se cerca de dois a três minutos de luz por dia</strong>. Ao fim de um mês é mais de uma hora. A mudança de relógio não acrescenta nem tira nada a essa conta, apenas torna a perda subitamente visível.</p><p>É por isso que <strong>vale mais olhar para a hora do nascer e do pôr do sol na previsão da sua zona do que para o relógio</strong>. Esses valores dizem-lhe quando pode realmente trabalhar, quando é seguro regar, e a que horas começa a janela em que o orvalho já secou.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-da-hora-o-que-muda-na-horta-quando-anoitece-uma-hora-mais-cedo-1791561902022.png" data-image="tiib3ehy0eh4"><figcaption>O relógio muda duas vezes por ano, em março e em outubro, e só a nossa rotina se altera.</figcaption></figure><p>E há um número que passa a merecer atenção a partir de agora. <strong>À medida que o nascer do sol atrasa, a hora mais fria da noite empurra-se também para mais tarde, </strong>e a janela em que pode haver geada vai-se alargando semana a semana. Quando as mínimas começarem a aproximar-se de zero, é essa hora, e não o relógio, que lhe diz quando cobrir as plantas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/mudanca-da-hora-o-que-muda-na-horta-quando-anoitece-uma-hora-mais-cedo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O oceano tem memória: padrões semelhantes ao El Niño podem durar centenas de anos, alertam climatologistas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-oceano-tem-memoria-padroes-semelhantes-ao-el-nino-podem-durar-centenas-de-anos-alertam-climatologistas.html</link><pubDate>Sat, 17 Oct 2026 07:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um novo estudo alerta que as alterações nas temperaturas dos oceanos, nos ventos e no regime de chuvas em todo o Pacífico tropical podem persistir durante séculos, mesmo que as emissões de dióxido de carbono cessem. Alcançar a neutralidade carbónica o mais rapidamente possível reduziria este risco.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/climatologos-explican-que-el-oceano-tiene-memoria-el-cambio-hacia-un-patron-tipo-el-nino-podria-durar-cientos-de-anos-1791981175279.jpg" data-image="f2u0qv166vfj" alt="El Niño e alterações climáticas" title="El Niño e alterações climáticas"><figcaption>O oceano retém uma espécie de memória das emissões passadas de gases com efeito de estufa.</figcaption></figure><p>O aquecimento global pode alterar o<strong> comportamento habitual do Oceano Pacífico</strong> durante muito mais tempo do que se pensava. </p><div class="texto-destacado">Mesmo que o mundo conseguisse travar as emissões de dióxido de carbono, algumas das alterações que afetam esta região poderiam persistir durante séculos, com consequências para os fenómenos El Niño e La Niña e para os padrões climáticos em diferentes partes do planeta.</div><p>Este é o alerta trazido por uma nova investigação liderada por cientistas da Universidade de Melbourne e do Centro de Excelência ARC para o Clima do Século XXI, na Austrália. O estudo, publicado na revista científica <em>Communications Earth & Environment</em>, analisou <strong>como evoluiria o Pacífico tropical durante o aquecimento global e o que aconteceria caso as emissões cessassem</strong>.</p><p>A principal conclusão é que alcançar emissões líquidas zero é essencial, mas isso não significa que o <strong>sistema climático regressará imediatamente às condições que existiam antes da era industrial</strong>.</p><h2>O oceano tem memória do aquecimento global</h2><p>Uma das chaves para compreender estas descobertas reside na <strong>enorme capacidade do oceano para armazenar calor</strong>. Enquanto a atmosfera e as camadas superiores do mar podem responder de forma relativamente rápida às alterações das condições meteorológicas, o oceano profundo absorve e liberta energia ao longo de centenas ou mesmo milhares de anos.</p><p>Aditya Sengupta, investigador da Universidade de Melbourne e autor principal do estudo, explicou que esta diferença nos tempos de resposta significa que<strong> o oceano retém uma espécie de memória</strong> das emissões passadas de gases com efeito de estufa.</p><p>Por esta razão, mesmo que a humanidade deixasse de emitir dióxido de carbono, o <strong>calor acumulado nas profundezas continuaria a influenciar a evolução do Pacífico</strong> tropical. As alterações nas temperaturas da água, na circulação dos ventos e na distribuição das chuvas poderão persistir durante séculos.</p><p>Os investigadores realçam que <strong>algumas destas transformações podem tornar-se praticamente irreversíveis em escalas de tempo humanas</strong>. Quanto mais tempo as emissões continuarem, mais calor o sistema climático acumulará e, consequentemente, maior será o risco de alterações persistentes.</p><h2>Um Pacífico cada vez mais semelhante a condições de El Niño</h2><p>O estudo identificou ainda um sinal importante para a compreensão do futuro do fenómeno El Niño-Oscilação Sul (ENOS) — o sistema climático que alterna entre as fases de El Niño, La Niña e uma fase neutra.</p><p>O ENOS é um dos principais fatores das variações climáticas de um ano para o outro em muitas regiões do mundo. Os seus efeitos podem contribuir para secas, inundações, ondas de calor e condições propícias a incêndios florestais, tanto na Austrália como noutras partes do planeta.</p><p>De acordo com as simulações analisadas, o aquecimento global tenderia a deslocar as condições médias no Pacífico tropical para um padrão mais semelhante ao do El Niño.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/climatologos-explican-que-el-oceano-tiene-memoria-el-cambio-hacia-un-patron-tipo-el-nino-podria-durar-cientos-de-anos-1791981322651.jpg" data-image="v7du8mz8fzu8" alt="El Niño e alterações climáticas" title="El Niño e alterações climáticas"><figcaption>Durante um evento de El Niño, as águas superficiais quentes estendem-se para leste ao longo do Pacífico equatorial.</figcaption></figure><p><strong>Isto não significa que o oceano permanecerá permanentemente num evento El Niño</strong>. A diferença é mais subtil: o contraste habitual entre as águas mais quentes do Pacífico ocidental e as águas relativamente mais frias do Pacífico oriental diminuiria.</p><p>Durante um evento de El Niño, as águas superficiais quentes estendem-se para leste, a ressurgência de águas frias diminui e os padrões de precipitação sofrem alterações em grandes regiões. As descobertas sugerem que <strong>algumas destas características poderão, gradualmente, passar a integrar as condições médias do oceano</strong>, mesmo fora dos eventos em si.</p><p><strong>Isto poderá alterar o contexto climático em que os eventos de El Niño e La Niña se desenvolvem</strong>; no entanto, o estudo não sugere que algum destes fenómenos vá desaparecer e, por si só, não é capaz de prever como será cada evento futuro.</p><h2>Mil anos de simulações para compreender o futuro</h2><p>Para avaliar estes processos, a equipa científica analisou, em primeiro lugar, simulações provenientes de nove modelos do sistema terrestre. De seguida, utilizou o modelo australiano ACCESS para estudar a evolução do Pacífico tropical ao longo dos 1.000 anos posteriores à interrupção das emissões, <strong>considerando diferentes momentos do século XXI em que este estádio poderia ser atingido</strong>.</p><p>Os resultados mostraram que a redução rápida das emissões <strong>limita as alterações que se acumulam no oceano </strong>e diminui o risco de deixar, para as gerações futuras, um Pacífico tropical substancialmente diferente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/climatologos-explican-que-el-oceano-tiene-memoria-el-cambio-hacia-un-patron-tipo-el-nino-podria-durar-cientos-de-anos-1791981459714.jpg" data-image="uvp5i8ovvwg9" alt="El Niño e alterações climáticas" title="El Niño e alterações climáticas"><figcaption>Alcançar emissões líquidas zero é essencial.</figcaption></figure><p>Andrew King, coautor do estudo e investigador da Universidade de Melbourne, salientou que <strong>atingir a neutralidade das emissões numa data mais próxima oferece benefícios claros</strong>, ao reduzir a magnitude das mudanças persistentes.</p><p>A conclusão vai além da necessidade de reduzir as emissões. Os investigadores defendem que<strong> a mitigação das alterações climáticas deve avançar paralelamente ao planeamento para a adaptação às suas consequências</strong>, mesmo após o alcance da neutralidade das emissões.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792315" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/analise-de-corais-nos-galapagos-alerta-para-a-intensificacao-do-el-nino-nao-so-este-ano-mas-tambem-no-futuro.html" title="Análise de corais nos Galápagos alerta para a intensificação do El Niño, não só este ano, mas também no futuro">Análise de corais nos Galápagos alerta para a intensificação do El Niño, não só este ano, mas também no futuro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/analise-de-corais-nos-galapagos-alerta-para-a-intensificacao-do-el-nino-nao-so-este-ano-mas-tambem-no-futuro.html" title="Análise de corais nos Galápagos alerta para a intensificação do El Niño, não só este ano, mas também no futuro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/analise-de-corais-nos-galapagos-alerta-para-a-intensificacao-do-el-nino-nao-so-este-ano-mas-tambem-no-futuro-1791387844895_320.jpg" alt="Análise de corais nos Galápagos alerta para a intensificação do El Niño, não só este ano, mas também no futuro"></a></article></aside><p><strong>O desafio é duplo</strong>: evitar que o aquecimento intensifique ainda mais as alterações no sistema climático e preparar-se para viver com aquelas que já podem persistir durante séculos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Sengupta%2C%20A.%2C%20King%2C%20A.D.%2C%20Brown%2C%20J.R.%20et%20al." data-year="2026" data-title="Ocean%20thermal%20inertia%20sustains%20a%20tropical%20Pacific%20mean%20state%20shift%20under%20net%20zero" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs43247-026-04082-x">Sengupta, A., King, A.D., Brown, J.R. et al.. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s43247-026-04082-x" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Ocean thermal inertia sustains a tropical Pacific mean state shift under net zero</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-oceano-tem-memoria-padroes-semelhantes-ao-el-nino-podem-durar-centenas-de-anos-alertam-climatologistas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 15 mm: a partir das 7 horas de hoje a chuva e trovoada podem afetar o país; IPMA emite aviso amarelo em 5 distritos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-15-mm-a-partir-das-7-horas-de-hoje-a-chuva-e-trovoada-podem-afetar-o-pais-ipma-emite-aviso-amarelo-em-5-distritos.html</link><pubDate>Sat, 17 Oct 2026 06:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O IPMA emitiu aviso amarelo de trovoada para cinco distritos de Portugal Continental. Saiba quais!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xboquty"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xboquty.jpg" id="xboquty"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>O IPMA emitiu aviso amarelo de trovoada para cinco distritos</strong> do interior de Portugal, dos quais: Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja. O aviso deverá manter-se em vigor entre as 12h e 21h, de acordo com a última atualização deste instituto, aquando a redação desta previsão.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Ainda segundo a mesma informação, o IPMA adverte para "<em>Condições favoráveis para ocorrência de<strong> f</strong><strong>enómenos meteorológicos</strong><strong> localizados</strong>: trovoada; precipitação localmente forte, com acumulação entre 10 a 20 mm em 1 h; granizo com diâmetro inferior a 2 cm</em>". Confira abaixo o que dizem os mapas da Meteored.</p><h2>Chuva e trovoada poderão persistir ao longo das próximas horas</h2><p>É importante frisar que "fenómenos meteorológicos localizados" significam que é <strong>mais difícil prever exatamente onde estes ocorrem e que podem ocorrer em determinados locais</strong>, abrangendo apenas uma pequena porção de território. Por exemplo, pode haver previsão de chuva para uma freguesia ou concelho e chover apenas em determinados sítios dos mesmos, por vezes "ao lado" do que era esperado. Ainda assim, faremos a análise do que os mapas indicam.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-15-mm-a-partir-das-7-horas-de-hoje-a-chuva-e-trovoada-podem-afetar-o-pais-ipma-emite-aviso-amarelo-em-5-distritos-1792190017382.jpg" data-image="3qdkx3tp21cn" alt="probabilidade de chuva" title="probabilidade de chuva"><figcaption>Ao longo das próximas horas a chuva poderá ocorrer em vários locais do país, devendo ser acompanhada de trovada, especialmente ao longo da faixa interior.</figcaption></figure><p>Por esta hora é possível que alguns pontos da região Norte possam estar a registar ou já tenham registado ocorrência de chuva, sendo esperada que esta se mova para leste, afetando o Nordeste Transmontano em breve. O nosso mapa de densidade de raios indica ainda a <strong>possibilidade desta chuva poder ser acompanhada de trovoada</strong>.</p><p>Nas próximas horas, entre o final da manhã e o início da tarde, espera-se uma <strong>deslocação para Sul dos núcleos convectivos</strong>, sendo esperada ocorrência de chuva e trovoada ao longo da faixa interior, coincidindo com a previsão do IPMA. O nosso mapa de rajadas de vento indica ainda um aumento da velocidade das mesmas, ainda que para valores pouco significativos, na ordem dos 40 km/h.</p><h2>A partir das últimas horas de hoje poderá dar-se uma melhoria no estado de tempo</h2><p>Ainda assim, é <strong>esperado que a partir das 20h de hoje a chuva comece a dissipar-se do continente</strong>. Como referidos anteriormente, pode acontecer de chover noutros locais/distritos que não estejam mencionados neste artigo, assim como a previsão de chuva/trovoada pode falhar para os locais mencionados, devido à enorme dificuldade de previsão destes fenómenos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793616" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-regressa-nas-proximas-horas-a-portugal-continental-eis-os-10-distritos-possivelmente-afetados.html" title="Chuva regressa nas próximas horas a Portugal Continental: eis os 10 distritos possivelmente afetados">Chuva regressa nas próximas horas a Portugal Continental: eis os 10 distritos possivelmente afetados</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-regressa-nas-proximas-horas-a-portugal-continental-eis-os-10-distritos-possivelmente-afetados.html" title="Chuva regressa nas próximas horas a Portugal Continental: eis os 10 distritos possivelmente afetados"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-regressa-nas-proximas-horas-a-portugal-continental-eis-os-10-distritos-possivelmente-afetados-1792103238136_320.jpg" alt="Chuva regressa nas próximas horas a Portugal Continental: eis os 10 distritos possivelmente afetados"></a></article></aside><p>Em relação a domingo, os nossos mapas mostram que <strong>a chuva poderá ocorrer de forma menos evidente, afetando o interior da região Centro</strong>, especialmente durante a madrugada, devendo dissipar-se pela manhã desse mesmo dia.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-15-mm-a-partir-das-7-horas-de-hoje-a-chuva-e-trovoada-podem-afetar-o-pais-ipma-emite-aviso-amarelo-em-5-distritos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cientistas chegam a uma conclusão inesperada em relação ao comportamento do Oceano Antártico no futuro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-chegam-a-uma-conclusao-inesperada-em-relacao-ao-comportamento-do-oceano-antartico-no-futuro.html</link><pubDate>Sat, 17 Oct 2026 05:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Atendendo às alterações climáticas, os oceanos desempenham um papel fundamental para a regulação climática global, visto serem os maiores sumidouros naturais de carbono da atmosfera.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-chegam-a-uma-conclusao-inesperada-em-relacao-ao-comportamento-do-oceano-antartico-no-futuro-1791470853030.jpg" data-image="2mxfv848uypf" alt="Oceano Antártico" title="Oceano Antártico"><figcaption>O Oceano Antártico é um grande sumidouro de carbono da atmosfera.</figcaption></figure><p>Estima-se que os oceanos do mundo tenham absorvido cerca de 30% das emissões de dióxido de carbono provocadas pela atividade humana, sendo que <strong>o Oceano Antártico representa cerca de 40% a 50% dessa absorção. </strong></p><h2>Oceano Antártico de sumidouro de carbono para emissor de carbono</h2><p>O Oceano Antártico é o oceano que absorve mais dióxido de carbono, o que se justifica, pois, as águas mais frias dissolvem gases com maior facilidade que as águas mais quentes. Além disso, é um oceano rico em nutrientes que alimentam o fitoplâncton existente, organismos microscópios que fazem fotossíntese, que por seu lado consome o carbono.</p><p>Os esforços para limitar o aumento da temperatura global a 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais <strong>dependem da obtenção de emissões líquidas nulas, quando o dióxido de carbono (CO2) atmosférico regressa aos níveis iniciais, e, em muitos casos, da remoção ativa de CO<sub>2</sub> da atmosfera. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-chegam-a-uma-conclusao-inesperada-em-relacao-ao-comportamento-do-oceano-antartico-no-futuro-1791470996217.jpg" data-image="vo8i1wje7riz" alt="Emissões de CO2" title="Emissões de CO2"><figcaption>As emissões de CO2 devido à atividade humana tem contribuído para a subida da temperatura global da atmosfera</figcaption></figure><p>Embora isto ajude a limitar os eventos climáticos extremos, como a subida do nível do mar, a perda de ecossistemas e o risco de desencadear pontos de inflexão climáticos irreversíveis, um novo estudo, publicado na revista Science Advances, revela que a redução dos níveis de CO2 pode ter um efeito inesperado.</p><div class="texto-destacado">Os autores do estudo investigaram o que aconteceria no Oceano Antártico num cenário de mitigação das alterações climáticas, quando as emissões caírem para zero líquido e até se tornarem negativas.</div><p>A equipa executou<strong> dois cenários idealizados de emissões </strong>a longo prazo para testar a resposta do Oceano Antártico. O primeiro cenário atinge emissões líquidas nulas até meados do século, enquanto o segundo continua para além desse ponto com emissões negativas sustentadas através de tecnologias de captura direta do ar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="481982" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/regresso-de-el-nino-pode-acelerar-aquecimento-do-oceano-antartico-teleconexao.html" title="Regresso de El Niño pode acelerar aquecimento do Oceano Antártico">Regresso de El Niño pode acelerar aquecimento do Oceano Antártico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/regresso-de-el-nino-pode-acelerar-aquecimento-do-oceano-antartico-teleconexao.html" title="Regresso de El Niño pode acelerar aquecimento do Oceano Antártico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/regresso-de-el-nino-pode-acelerar-aquecimento-do-oceano-antartico-1680209435783_320.jpg" alt="Regresso de El Niño pode acelerar aquecimento do Oceano Antártico"></a></article></aside><p>Foram comparadas 10 simulações para cada cenário e confirmou-se a absorção recente de CO<sub>2</sub> pelo oceano, segundo o modelo, em relação às estimativas baseadas em observações.</p><div class="texto-destacado">As simulações climáticas utilizadas sugerem que o Oceano Antártico, em redor da Antártida, pode deixar de ser um importante sumidouro de carbono para se tornar uma fonte produtiva de carbono.</div><p>Esta alteração persiste mesmo só com a redução do CO<sub>2</sub> atmosférico. Os investigadores afirmam que, uma vez reduzidas as emissões de CO2, <strong>a absorção de CO2 no Oceano Antártico diminui rapidamente e depois transforma-se gradualmente numa fonte líquida de CO2.</strong></p><div class="texto-destacado">As simulações mostram emissões finais de CO2 de cerca de 8,6 gramas de carbono por metro quadrado por ano na simulação de emissões líquidas zero e 8,5 gramas de carbono por metro quadrado por ano na simulação de emissões negativas. É de referir que, em 2001, o Oceano Antártico absorvia cerca de 2,8 gramas de carbono por metro quadrado por ano.</div><p>De acordo com o estudo, a evolução temporal do fluxo médio global de CO2 entre o ar e o mar é caracterizada por uma maior absorção oceânica de CO2 até que o pico de emissões seja atingido (aproximadamente em 2050), seguida por uma absorção reduzida à medida que as emissões diminuem. </p><h2>Causas da inversão</h2><p>Esta inversão deve-se a dois fatores desencadeantes: <strong>o aquecimento persistente das águas superficiais do Oceano Antártico</strong>, que retêm menos dióxido de carbono dissolvido, visto estarem mais quentes (água mais quentes retêm menos CO<sub>2</sub>), <strong>e um declínio generalizado da alcalinidade da água do mar</strong>, o que enfraquece a capacidade química da água para absorver o carbono.</p><p>Ambos os fatores elevam a pressão interna de dióxido de carbono no oceano até que esta exceda a da atmosfera, invertendo o fluxo ar-mar, de modo a que o oceano liberte dióxido de carbono em vez de o absorver. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-chegam-a-uma-conclusao-inesperada-em-relacao-ao-comportamento-do-oceano-antartico-no-futuro-1791471241478.jpg" data-image="vqoog6ow1hei" alt="Mar" title="Mar"><figcaption>Com o aquecimento da atmosfera também a temperatura da água dos oceanos sobe</figcaption></figure><p>Existem ainda muitas incógnitas e estas simulações carecem frequentemente de detalhes que possam afetar o resultado. Neste caso, as projeções da química do carbono no Oceano Antártico diferem entre os modelos, sendo que o estudo utiliza apenas um. </p><p>Os autores também referem que o estudo se baseia num único modelo climático e que este omite a camada de gelo da Antártida, que poderá afetar os processos regionais de água doce e oceânica. </p><p><strong>Alertam ainda que é necessária uma monitorização contínua e de várias décadas da química dos carbonatos no Oceano Antártico, incluindo a alcalinidade, para reduzir as incertezas atuais dos modelos</strong> e confirmar a eficácia duradoura das estratégias de mitigação climática.</p><p>Os autores defendem que a redução das emissões continua a ser essencial, mas que o sistema climático pode responder com longos atrasos que complicam a recuperação.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Lee%2C%20H.%2C%20Kug%2C%20J.%20et%20al." data-year="2006" data-title="Enhanced%20carbon%20loss%20in%20the%20Southern%20Ocean%20under%20mitigation%20scenarios" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1126%2Fsciadv.aee9228">Lee, H., Kug, J. et al.. (2006). <a href="https://doi.org/10.1126/sciadv.aee9228" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Enhanced carbon loss in the Southern Ocean under mitigation scenarios</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-chegam-a-uma-conclusao-inesperada-em-relacao-ao-comportamento-do-oceano-antartico-no-futuro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item></channel></rss>