<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Fri, 07 Aug 2026 19:40:18 +0000</lastBuildDate><pubDate>Fri, 07 Aug 2026 19:40:18 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Chuva, vento e mar agitado nos Açores contrastam com tempo estável na Madeira até quarta-feira, 12 de agosto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-vento-e-mar-agitado-nos-acores-contrastam-com-tempo-estavel-na-madeira-ate-quarta-feira-12-de-agosto.html</link><pubDate>Fri, 07 Aug 2026 16:16:45 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A evolução da circulação atmosférica no Atlântico Norte deverá colocar os arquipélagos portugueses sob cenários distintos nos próximos dias, com os Açores mais expostos à passagem de perturbações e a Madeira sob maior influência anticiclónica.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xavseae"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xavseae.jpg" id="xavseae"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O estado do tempo nos arquipélagos portugueses será condicionado, nos próximos dias, pela evolução dos principais centros de ação no Atlântico Norte. Entre 8 e 12 de agosto, a posição destes sistemas e as alterações na circulação atmosférica terão um papel determinante nas condições previstas para os Açores e para a Madeira.</p><h2>Depressão aumenta a instabilidade nos Açores, com chuva, vento e mar agitado</h2><p>Nos Açores, o enfraquecimento da influência anticiclónica dará lugar à <strong>aproximação de uma depressão, aumentando a instabilidade sobretudo nos grupos Ocidental e Central</strong>. No sábado, os primeiros efeitos serão pouco expressivos, com precipitação fraca e irregular em São Miguel e aguaceiros pontuais no Grupo Central, aproximando-se do Ocidental ao final do dia. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-vento-e-mar-agitado-nos-acores-contrastam-com-tempo-estavel-na-madeira-ate-quarta-feira-1786117598550.png" data-image="k8s5k7r90bqh"><figcaption>A chuva deverá ganhar expressão nos Açores durante o domingo, atingindo sobretudo os grupos Ocidental e Central. Faial e Pico estarão entre as ilhas mais afetadas, com aguaceiros ao longo do dia.</figcaption></figure><p><strong>No domingo, a situação agravar-se-á</strong>, com chuva inicialmente mais expressiva nas Flores e Corvo, estendendo-se depois ao Grupo Central e, ao final do dia, a São Miguel. O vento intensificar-se-á, com <strong>rajadas até 70 km/h nas Flores, 55 km/h no Corvo e 64 km/h no Pico</strong>, e ondas de cerca de 5 metros junto às Flores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-vento-e-mar-agitado-nos-acores-contrastam-com-tempo-estavel-na-madeira-ate-quarta-feira-1786117500845.png" data-image="5j7q03fdt6bj"><figcaption>A instabilidade deverá persistir na quarta-feira, com a precipitação a concentrar-se sobretudo no Grupo Central. São Jorge, Faial, Pico e Terceira poderão registar aguaceiros, localmente mais intensos.</figcaption></figure><p>Na segunda-feira, sob maior influência da circulação depressionária, os aguaceiros poderão atingir os três grupos. <strong>A partir de terça-feira, a precipitação tornar-se-á mais dispersa</strong>, alternando com abertas e afetando pontualmente a Terceira e São Miguel. Na quarta-feira, os aguaceiros deverão incidir principalmente no Grupo Central. Até ao final do período, os acumulados poderão aproximar-se de 34 mm na Horta, 23 mm nas Flores e 29 mm nas Lajes do Pico.</p><h2>Dorsal anticiclónica mantém a Madeira estável, apesar de alguma chuva pontual</h2><p>Na Madeira, uma dorsal anticiclónica persistente deverá manter o arquipélago protegido das perturbações atlânticas, favorecendo <strong>tempo estável e maioritariamente seco.</strong> No sábado, prevê-se bastante nebulosidade e possibilidade de chuva fraca e localizada na vertente sul ao final do dia. Ponta do Sol poderá atingir 27 ºC, enquanto o Funchal, São Vicente e Paul do Mar deverão alcançar 26 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-vento-e-mar-agitado-nos-acores-contrastam-com-tempo-estavel-na-madeira-ate-quarta-feira-1786117701365.png" data-image="wva2pqb3d8d3"><figcaption>Temperatura prevista para o arquipélago da Madeira às 16:00 de sábado, 8 de agosto.</figcaption></figure><p>No domingo, a precipitação continuará pouco expressiva e será mais provável nas zonas montanhosas, enquanto Ponta do Sol poderá voltar a atingir 27 ºC. Na segunda-feira, a possibilidade de chuva diminuirá, com máximas entre 23 e 26 ºC.</p><p>Na terça-feira, <strong>uma perturbação a norte poderá reforçar a nebulosidade nos setores norte e nordeste, sem alterar significativamente o tempo.</strong> Na quarta-feira, deverá continuar a predominar o tempo seco, com São Vicente a atingir 27 ºC. O vento permanecerá, em geral, fraco a moderado. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782468" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-a-proxima-semana-em-portugal-temperaturas-voltam-a-subir-maximas-na-ordem-dos-40-c-regressam-ao-continente.html" title="Tempo para a próxima semana em Portugal: temperaturas voltam a subir; máximas na ordem dos 40 ºC regressam ao continente">Tempo para a próxima semana em Portugal: temperaturas voltam a subir; máximas na ordem dos 40 ºC regressam ao continente</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-a-proxima-semana-em-portugal-temperaturas-voltam-a-subir-maximas-na-ordem-dos-40-c-regressam-ao-continente.html" title="Tempo para a próxima semana em Portugal: temperaturas voltam a subir; máximas na ordem dos 40 ºC regressam ao continente"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/antevisao-do-tempo-para-a-proxima-semana-em-portugal-continental-1786098214395_320.png" alt="Tempo para a próxima semana em Portugal: temperaturas voltam a subir; máximas na ordem dos 40 ºC regressam ao continente"></a></article></aside><p>Em Porto Santo, as temperaturas deverão ser ligeiramente mais baixas, enquanto o interior montanhoso registará valores mais frescos, sobretudo durante a madrugada.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-vento-e-mar-agitado-nos-acores-contrastam-com-tempo-estavel-na-madeira-ate-quarta-feira-12-de-agosto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal está a perder costa mais depressa, mas ainda vamos a tempo de mudar esse destino]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-esta-a-perder-costa-mais-depressa-mas-ainda-vamos-a-tempo-de-mudar-esse-destino.html</link><pubDate>Fri, 07 Aug 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>As tempestades tornam a erosão mais evidente, mas o recuo da linha de costa acontece todos os dias. O relatório da Greenpeace revela onde o problema se agravou e por quê.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-esta-a-perder-costa-mais-depressa-mas-ainda-vamos-a-tempo-de-mudar-esse-destino-1786108840997.jpg" data-image="issd57fftvqp" alt="enchimento artificial de areal na praia" title="enchimento artificial de areal na praia"><figcaption>Mais de 25% da costa portuguesa está a recuar e a pressão urbanística agrava a erosão. Foto: APA</figcaption></figure><p>Quase sempre, depois de uma sucessão de tempestades, chegam as imagens de <strong>praias destruídas</strong>, de arribas desmoronadas ou de passadiços suspensos sobre o vazio. Olhamos para a paisagem e concluímos que o <strong>mar voltou a avançar</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A realidade, porém, é menos repentina do que parece. Enquanto as tempestades expõem as feridas, a erosão trabalha todos os dias. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Centímetro a centímetro, o oceano remodela uma costa que nunca foi imóvel. O que hoje parece uma transformação brusca resulta, muitas vezes, de um <strong>processo</strong> <strong>lento</strong> que se prolonga há décadas.</p><p>É precisamente essa mudança de escala que o relatório <strong><em>Destruição a Toda a Costa – Retrato de um litoral português em risco</em></strong>, da Greenpeace, torna evidente. Ao reunir dados científicos, informação oficial e uma análise das zonas mais vulneráveis do país, o estudo mostra que mais de <strong>um quarto da costa continental portuguesa está em recuo</strong>. Em alguns locais, a linha costeira perde vários metros por ano.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-esta-a-perder-costa-mais-depressa-mas-ainda-vamos-a-tempo-de-mudar-esse-destino-1786108933121.jpg" data-image="z7hahjsf7pha" alt="Praia da Rainha, Cascais" title="Praia da Rainha, Cascais"><figcaption>O nível médio do mar subiu 9,7 centímetros nos últimos 25 anos em Cascais. Foto: Município de Cascais</figcaption></figure><p>Mais do que quantificar um fenómeno conhecido, o relatório responde a uma pergunta decisiva. Porque é que <strong>algumas praias conseguem resistir melhor</strong> do que outras? A resposta não está apenas nas alterações climáticas.</p><h2>A costa não perdeu apenas areia</h2><p>Os registos do <strong>marégrafo de Cascais</strong> ajudam a perceber a dimensão da mudança. Nos últimos 25 anos, o nível médio do mar subiu 9,7 centímetros e, em 2024, atingiu o valor mais elevado desde que existem medições naquele local.</p><p>O <strong>aumento do nível do mar</strong> acelera a erosão e agrava o impacto das tempestades. Ainda assim, o relatório sustenta que a vulnerabilidade da costa portuguesa resulta também de <strong>escolhas feitas </strong>ao longo de várias décadas. Em muitas zonas, as dunas foram ocupadas, os sistemas naturais fragmentados e a construção aproximou-se demasiado da linha de água. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O turismo intensivo e a expansão urbana reduziram o espaço disponível para que praias, arribas e estuários evoluíssem naturalmente.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A consequência torna-se evidente sempre que chegam os temporais. Onde existiam dunas capazes de absorver parte da energia das ondas ou zonas húmidas que amorteciam o impacto do mar, surgem hoje <strong>estradas</strong>, <strong>edifícios</strong> ou <strong>infraestruturas</strong> muito mais vulneráveis.</p><p>Em muitos locais, o problema não está apenas no facto do mar ganhar terreno. Está também na forma como a <strong>ocupação humana</strong> retirou à costa a capacidade de responder às mudanças.</p><h2>Um retrato de norte a sul</h2><p>Os exemplos distribuem-se praticamente por todo o país. No Norte, a praia de <strong>Viana do Castelo</strong> perdeu cerca de 30% da sua largura desde 1990. Em <strong>Espinho</strong>, entre 2010 e 2023, a linha de costa recuou, em média, 5,2 metros por ano. Na Costa Nova, no município de <strong>Ílhavo</strong>, o avanço do mar manteve um ritmo semelhante ao longo das últimas cinco décadas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="743668" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-custo-da-erosao-e-uma-grande-emergencia-pelo-que-so-pode-ser-combatido-com-solucoes-naturais.html" title="O custo da erosão é uma grande emergência, pelo que só pode ser combatido com soluções naturais">O custo da erosão é uma grande emergência, pelo que só pode ser combatido com soluções naturais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-custo-da-erosao-e-uma-grande-emergencia-pelo-que-so-pode-ser-combatido-com-solucoes-naturais.html" title="O custo da erosão é uma grande emergência, pelo que só pode ser combatido com soluções naturais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/l-erosione-costiera-e-diventata-una-grande-emergenza-ma-si-puo-combattere-solo-con-soluzioni-naturali-1737390776885_320.jpg" alt="O custo da erosão é uma grande emergência, pelo que só pode ser combatido com soluções naturais"></a></article></aside><p>Mais a sul, a <strong>Península de Setúbal</strong> surge como um dos casos mais evidentes da pressão exercida pela urbanização e pelo turismo sobre ecossistemas costeiros particularmente sensíveis.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O Algarve enfrenta um dos cenários mais preocupantes. Segundo a Greenpeace, sem medidas urgentes, cerca de 40% das praias naturais poderão desaparecer até ao final do século. Numa região onde o turismo constitui um dos principais motores económicos, os prejuízos anuais poderão ultrapassar os 200 milhões de euros.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Também as regiões autónomas enfrentam desafios distintos. Na <strong>Madeira</strong>, o risco estende-se às infraestruturas costeiras e às espécies endémicas. Nos <strong>Açores</strong>, a <strong>acidificação dos oceanos</strong> e as <strong>ondas de calor marinhas</strong> já afetam habitats de elevado valor ecológico, incluindo comunidades de corais negros e linhas de maré alta e maré baixa, chamadas de zonas intertidais.</p><h2>Como devolver espaço ao mar</h2><p>O relatório não apresenta a destruição do litoral como um destino inevitável, mas como uma trajetória que ainda pode ser alterada. A primeira prioridade passa por <strong>reduzir as emissões de gases com efeito de estufa</strong> para limitar a subida do nível médio do mar e o agravamento dos fenómenos extremos. Mas os autores lembram que essa resposta, por si só, não chega.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É igualmente necessário recuperar a capacidade natural da costa para enfrentar tempestades e a erosão.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Essa recuperação começa pela <strong>proteção e restauro</strong> de dunas, sapais e outros ecossistemas costeiros, capazes de dissipar a energia das ondas, reter sedimentos e amortecer o impacto das marés. O estudo defende também a <strong>renaturalização de áreas degradadas</strong> e uma revisão do modelo de ocupação do litoral, travando novas construções em zonas particularmente vulneráveis.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-esta-a-perder-costa-mais-depressa-mas-ainda-vamos-a-tempo-de-mudar-esse-destino-1786109135713.jpg" data-image="rfyz2inxbxyh" alt="Ponta da Piedade, Lagos" title="Ponta da Piedade, Lagos"><figcaption>Cerca de 40% das praias do Algarve podem desaparecer até ao fim deste século. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>Em alguns casos, a solução poderá mesmo passar por uma decisão difícil. Em vez de insistir na permanência de infraestruturas expostas ao avanço do mar, será necessário planear a sua <strong>relocalização</strong> para locais mais seguros.</p><p>Os autores defendem ainda a revisão de planos municipais desatualizados, a <strong>suspensão de novos licenciamentos em áreas sensíveis</strong> e a remoção de barreiras físicas que limitam o acesso público às praias.</p><h2>Adaptar sem deixar ninguém para trás</h2><p>Adaptar a costa às alterações climáticas não significa apenas proteger o território. Significa <strong>proteger as pessoas</strong> que dele dependem. Comunidades piscatórias, mariscadores, pequenos empresários, moradores e utilizadores tradicionais do litoral deverão participar nas decisões que irão transformar a costa das próximas décadas. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A adaptação, defendem os autores, terá de ser socialmente justa e assegurar que os custos da transformação não recaem sobre quem vive e trabalha nestes territórios.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Ao mesmo tempo, a Greenpeace propõe uma <strong>moratória para novos projetos </strong>turísticos, imobiliários e infraestruturas em zonas de risco de erosão, inundação ou instabilidade de arribas, defendendo que a prevenção continua a ser muito menos dispendiosa do que reparar os danos provocados pelas tempestades.</p><h2>Uma fronteira que nunca esteve imóvel</h2><p>Há uma tendência a imaginar a linha de costa como um limite permanente entre a terra e o mar. O relatório lembra que essa <strong>fronteira</strong> sempre esteve <strong>em movimento</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="741611" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/camaras-de-videovigilancia-monitorizam-a-erosao-costeira-e-antecipam-tsunamis-na-costa-da-caparica.html" title="Câmaras de videovigilância monitorizam a erosão costeira e antecipam tsunamis na Costa da Caparica">Câmaras de videovigilância monitorizam a erosão costeira e antecipam tsunamis na Costa da Caparica</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/camaras-de-videovigilancia-monitorizam-a-erosao-costeira-e-antecipam-tsunamis-na-costa-da-caparica.html" title="Câmaras de videovigilância monitorizam a erosão costeira e antecipam tsunamis na Costa da Caparica"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/camaras-de-videovigilancia-monitorizam-a-erosao-costeira-e-antecipam-tsunamis-na-costa-da-caparica-1764339233961_320.jpg" alt="Câmaras de videovigilância monitorizam a erosão costeira e antecipam tsunamis na Costa da Caparica"></a></article></aside><p>Durante muito tempo, procurámos fixá-la através de estradas, edifícios, paredões e outras infraestruturas. Em muitos casos, essa estratégia <strong>reduziu precisamente a capacidade de adaptação</strong> <strong>dos sistemas naturais</strong> que protegiam o litoral.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O desafio não passa por impedir a evolução da costa. Passa por lhe devolver espaço para continuar a progredir sem comprometer a nossa segurança.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>As praias, as dunas, os sapais e as arribas não são apenas paisagens. São também parte <strong>da proteção natural</strong> de um país com mais de 2.500 quilómetros de costa. O mar continuará a moldar o litoral, como sempre fez. A diferença est�� em saber se continuaremos a ocupar o espaço de que ele precisa ou se iremos aprender a partilhar essa fronteira em constante transformação.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Greenpeace" data-year="" data-title="Destrui%C3%A7%C3%A3o%20a%20toda%20a%20costa" data-url="https%3A%2F%2Fwww.greenpeace.pt%2Fwp-content%2Fuploads%2F2026%2F07%2FDestruicao-a-Toda-a-Costa-Relatorio-GPPT_2026.pdf">Greenpeace. <a href="https://www.greenpeace.pt/wp-content/uploads/2026/07/Destruicao-a-Toda-a-Costa-Relatorio-GPPT_2026.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Destruição a toda a costa</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-esta-a-perder-costa-mais-depressa-mas-ainda-vamos-a-tempo-de-mudar-esse-destino.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Descubra estes 5 factos interessantes que talvez não saiba sobre a planta do café]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/descubra-estes-5-factos-interessantes-que-talvez-nao-saiba-sobre-a-planta-do-cafe.html</link><pubDate>Fri, 07 Aug 2026 15:27:08 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Por trás de cada chávena de café há uma planta com características específicas e, muitas vezes, pouco conhecidas. A seguir, apresentamos-te cinco curiosidades para saberes mais sobre a origem de uma das bebidas mais consumidas do mundo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/non-solo-chicchi-5-curiosita-che-forse-non-conosci-sulla-pianta-del-caffe-1785421191887.jpeg" data-image="knjrdmss2yzs" alt="5 datos interesantes que quizás no sepas sobre la planta del café." title="5 datos interesantes que quizás no sepas sobre la planta del café."><figcaption>5 factos interessantes que talvez não saibas sobre a planta do café.</figcaption></figure><p>Para milhões de pessoas em todo o mundo, o café é um hábito diário: um ritual que acompanha o despertar, as pausas no trabalho ou o final de uma refeição. No entanto, por trás de cada chávena esconde-se uma história longa e complexa, <strong>que muitas vezes começa a milhares de quilómetros de distância do local onde o café é realmente consumido</strong>.</p><p>Segundo uma famosa lenda etíope, foram os pastores locais que primeiro repararam nos efeitos estimulantes que o fruto da planta produzia nos seus animais. Desde então, <strong>o café atravessou continentes, culturas e séculos de história, tornando-se um dos produtos agrícolas mais comercializados do mundo</strong>.</p><p>E, no entanto, a maioria dos consumidores sabe muito pouco sobre a planta do café em si: <strong>a origem de tudo</strong>. A seguir, apresentamos cinco factos que oferecem uma nova perspetiva sobre o café.</p><h2>1. É um arbusto tropical de folha perene </h2><p>A planta do café pertence ao género <em>Coffea</em>, que inclui mais de cem espécies; no entanto, as variedades cultivadas em grande escala são principalmente a <em>Coffea arabica </em>e a<em> Coffea canephora </em>(conhecida vulgarmente como Robusta).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/non-solo-chicchi-5-curiosita-che-forse-non-conosci-sulla-pianta-del-caffe-1785421126064.jpeg" data-image="032gkxah47j1" alt="Es un arbusto tropical de hoja perenne." title="Es un arbusto tropical de hoja perenne."><figcaption>É um arbusto tropical de folha perene.</figcaption></figure><p>É um arbusto tropical de folha perene, originário de África, caracterizado pelas suas folhas brilhantes, coriáceas e de cor verde intensa.<strong> No estado selvagem, pode atingir um tamanho considerável, mas, em cultivo, mantém-se mais baixo através da poda, para facilitar a colheita e o manejo da copa</strong>.</p><h2>2. Produz bagas que contêm os chamados "grãos" de café</h2><p><strong>O que normalmente chamamos de grãos de café não são frutos, mas sim sementes</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/non-solo-chicchi-5-curiosita-che-forse-non-conosci-sulla-pianta-del-caffe-1785421209023.jpeg" data-image="f5u8uj65odx3" alt="Produce bayas que contienen los llamados &quot;granos&quot; de café." title="Produce bayas que contienen los llamados &quot;granos&quot; de café."><figcaption>Produz bagas que contêm os chamados "grãos" de café.</figcaption></figure><p><strong>A planta produz bagas pequenas e carnudas, frequentemente vermelhas quando amadurecem, que costumam conter duas sementes dispostas uma ao lado da outra</strong>; são precisamente estes os "grãos" que, após a colheita, o processamento e a torrefação, se transformam no produto que consumimos diariamente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773203" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-utilizar-borras-de-cafe-para-enriquecer-o-solo-do-jardim-e-das-plantas-em-vasos.html" title="Como utilizar borras de café para enriquecer o solo do jardim e das plantas em vasos">Como utilizar borras de café para enriquecer o solo do jardim e das plantas em vasos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-utilizar-borras-de-cafe-para-enriquecer-o-solo-do-jardim-e-das-plantas-em-vasos.html" title="Como utilizar borras de café para enriquecer o solo do jardim e das plantas em vasos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-utilizar-borras-de-cafe-para-enriquecer-o-solo-do-jardim-e-das-plantas-em-vasos-1781096433809_320.jpg" alt="Como utilizar borras de café para enriquecer o solo do jardim e das plantas em vasos"></a></article></aside><p>Em alguns casos, o fruto contém uma única semente arredondada, conhecida como "caracolillo" (peaberry).</p><h2>3. As suas flores têm um aroma a jasmim</h2><p>A planta do café produz pequenas flores brancas agrupadas em cachos que exalam uma fragrância intensa, mas delicada, <strong>muitas vezes comparada à do jasmim</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/non-solo-chicchi-5-curiosita-che-forse-non-conosci-sulla-pianta-del-caffe-1785421225111.jpeg" data-image="k4bay3by0vra" alt="Sus flores huelen a jazmín." title="Sus flores huelen a jazmín."><figcaption>As suas flores cheiram a jasmim.</figcaption></figure><p>A floração <strong>por vezes muito abundante</strong>, transforma a copa da árvore, durante alguns dias, numa massa branca e perfumada, a partir da qual se desenvolverá posteriormente o fruto destinado à produção de café.</p><h2>4. Produz cafeína como defesa natural</h2><p>A cafeína é, acima de tudo,<strong> um mecanismo de defesa química desenvolvido pela planta para se proteger de certos insetos herbívoros e outros organismos potencialmente nocivos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/non-solo-chicchi-5-curiosita-che-forse-non-conosci-sulla-pianta-del-caffe-1785421239773.jpeg" data-image="2gdn6jjv0n9o"><figcaption>Produz cafeína como mecanismo de defesa natural.</figcaption></figure><p>Nos seres humanos, no entanto, <strong>esta substância atua sobre o sistema nervoso central com um efeito estimulante</strong>, o que tem desempenhado um papel decisivo na popularidade do café como bebida quotidiana em todo o mundo.</p><h2>5. É cultivada em ambientes interiores como planta ornamental</h2><p>A planta do café encontra condições ideais de cultivo em casa, <strong>onde é apreciada sobretudo pelo seu folhagem elegante, brilhante e perene, que confere um toque exótico aos interiores</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/non-solo-chicchi-5-curiosita-che-forse-non-conosci-sulla-pianta-del-caffe-1785421254127.jpeg" data-image="3oz5rta93006" alt="Se cultiva en interiores como planta ornamental." title="Se cultiva en interiores como planta ornamental."><figcaption>É cultivada em ambientes interiores como planta ornamental.</figcaption></figure><p>As sementes e as plântulas estão disponíveis no mercado e esta planta é considerada uma planta ornamental de interior.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763014" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/do-classico-ao-moderno-as-capitais-europeias-do-cafe.html" title="Do clássico ao moderno: as capitais europeias do café">Do clássico ao moderno: as capitais europeias do café</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/do-classico-ao-moderno-as-capitais-europeias-do-cafe.html" title="Do clássico ao moderno: as capitais europeias do café"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/do-classico-ao-moderno-as-capitais-europeias-do-cafe-1775814931459_320.jpg" alt="Do clássico ao moderno: as capitais europeias do café"></a></article></aside><p><strong>Requer muita luz, mas sem sol direto, temperaturas amenas, um bom substrato para plantas verdes</strong>, enriquecido com um pouco de perlita e com um nível de humidade adequado.</p><h2>A essência do café</h2><p>Por trás de uma chávena de café estão os grãos torrados, mas, antes ainda disso, estão as sementes, os frutos carnudos, as flores perfumadas e o arbusto tropical que os produziu. Esta é a essência do café,<strong> que, no final de uma longa viagem, transforma cada gole numa experiência universal de aromas, sabores e tradições</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/descubra-estes-5-factos-interessantes-que-talvez-nao-saiba-sobre-a-planta-do-cafe.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As imagens mais detalhadas do Sol alguma vez observadas revelam redemoinhos de energia magnética]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/as-imagens-mais-detalhadas-do-sol-alguma-vez-observadas-revelam-redemoinhos-de-energia-magnetica.html</link><pubDate>Fri, 07 Aug 2026 15:03:19 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Imagens sem precedentes captadas pelo telescópio solar mais potente do planeta mostram redemoinhos magnéticos na superfície do Sol que ajudam a explicar a origem do clima espacial e os seus efeitos na Terra.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-imagenes-mas-detalladas-del-sol-jamas-vistas-revelan-remolinos-de-energia-magnetica-1786029044314.png" data-image="71ik6yb7svkp" alt="Telescopio solar Inouye capta remolinos inéditos en el" title="Telescopio solar Inouye capta remolinos inéditos en el"><figcaption>As novas observações foram possíveis graças ao Telescópio Solar Daniel K. Inouye. Crédito: NSF/NSO/AURA/MPS</figcaption></figure><p>O Sol acaba de revelar um dos seus segredos mais bem guardados. Graças ao telescópio solar mais potente do mundo, uma equipa internacional de cientistas conseguiu observar, com um nível de detalhe sem precedentes, <strong>enormes redemoinhos de gás quente que distorcem os campos magnéticos da nossa estrela e alimentam as violentas erupções</strong> que, por vezes, chegam a afetar a tecnologia na Terra.</p><p>As imagens, que foram publicadas juntamente com um estudo na revista científica <em>Nature</em>, <strong>permitem ver, pela primeira vez, estruturas extremamente pequenas na superfície solar que, até agora, permaneciam fora do alcance da observação</strong>. Os investigadores consideram que este avanço representa um passo importante para compreender como se gera o chamado clima espacial e melhorar a sua previsão.</p><h2>Redemoinhos invisíveis que impulsionam a atividade do Sol</h2><p><strong>As novas observações foram possíveis graças ao Telescópio Solar Daniel K. Inouye</strong>, situado no cume do vulcão Haleakalā, no Havai. A sua localização, acima de grande parte da atmosfera terrestre e numa zona com céus excecionalmente desobstruídos, permite obter imagens com uma nitidez inigualável.</p><p>Ao ampliar a superfície do Sol, os investigadores identificaram uma<strong> rede complexa de redemoinhos que se formam quando enormes massas de gás extremamente quente se deslocam umas junto às outras</strong>. Esse movimento distorce e reorganiza continuamente o intenso campo magnético solar, armazenando enormes quantidades de energia.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/eGglhp9uLFY/sddefault.jpg" alt="youtube video id=eGglhp9uLFY" id="eGglhp9uLFY"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>"O Sol é a fonte de toda essa energia e do clima espacial que observamos", explicou David Boboltz, investigador do Observatório Solar Nacional (NSO) dos Estados Unidos. Segundo o especialista, dispor de imagens com este nível de resolução permitirá<strong> compreender melhor a física que rege a estrela e, a longo prazo, melhorar a capacidade de antecipar episódios de atividade solar intensa</strong>.</p><h2>A instabilidade que explica a origem das tempestades solares</h2><p>O fenómeno identificado é designado por <strong>instabilidade de Kelvin-Helmholtz</strong>, um processo físico conhecido há muito tempo na dinâmica dos fluidos, mas que agora pôde ser observado diretamente com um nível de detalhe excecional na superfície solar.</p><p><strong>Esta instabilidade surge quando duas correntes de um fluido se deslocam a velocidades diferentes</strong>. As pequenas perturbações iniciais crescem progressivamente até se transformarem em grandes vórtices. Um mecanismo semelhante também pode ser observado nos oceanos terrestres, onde ajuda a explicar como pequenas ondulações evoluem até se tornarem ondas muito maiores e mais energéticas.</p><div class="texto-destacado"><strong><strong>No caso do Sol, estes vórtices funcionam como verdadeiros motores de transferência de energia para as camadas superiores da atmosfera solar.</strong></strong></div><p>David Kuridze, também membro do NSO, explicou que esses <strong>movimentos de torção geram energia magnética</strong> que pode acumular-se durante algum tempo antes de ser libertada de forma explosiva.</p><h2>Um elemento fundamental para compreender o clima espacial</h2><p>Os cientistas defendem que estes processos ajudam a explicar a origem das fulgurações solares e das ejeções de massa coronal, <strong>dois dos fenómenos mais energéticos do sistema solar</strong>.</p><p>Quando uma grande quantidade de energia fica armazenada nas camadas superiores da atmosfera solar, pode ser libertada repentinamente através de uma explosão potente. Se esse material for expelido na direção da Terra, pode alterar o ambiente espacial do planeta e <strong>desencadear tempestades geomagnéticas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-imagenes-mas-detalladas-del-sol-jamas-vistas-revelan-remolinos-de-energia-magnetica-1786029213027.png" data-image="d6mffflty4bi" alt="Telescopio solar Inouye capta remolinos inéditos en el" title="Telescopio solar Inouye capta remolinos inéditos en el"><figcaption>O Sol continua a ser um laboratório natural excecional. Crédito: NASA/SDO.</figcaption></figure><p>Estes episódios têm a capacidade de <strong>afetar o funcionamento de satélites, sistemas de navegação e comunicações por rádio, além de provocar perturbações nas redes elétricas</strong>. Em situações extremas, representam mesmo um risco adicional para os astronautas que se encontram fora da proteção do campo magnético terrestre.</p><p>Compreender com maior precisão como essa energia se acumula e é libertada é fundamental para desenvolver modelos capazes de <strong>antecipar estes eventos com maior exatidão</strong>.</p><h2>Muito mais do que proteger a tecnologia terrestre</h2><p>Para além das suas aplicações práticas, os investigadores salientam que<strong> o Sol continua a ser um laboratório natural excecional</strong> para estudar as leis fundamentais da física.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782321" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/sera-que-a-terra-sobrevivera-ao-sol-moribundo-a-ciencia-reescreve-o-ultimo-dia-do-nosso-planeta.html" title="Será que a Terra sobreviverá ao Sol moribundo? A ciência reescreve o último dia do nosso planeta">Será que a Terra sobreviverá ao Sol moribundo? A ciência reescreve o último dia do nosso planeta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/sera-que-a-terra-sobrevivera-ao-sol-moribundo-a-ciencia-reescreve-o-ultimo-dia-do-nosso-planeta.html" title="Será que a Terra sobreviverá ao Sol moribundo? A ciência reescreve o último dia do nosso planeta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-terra-sopravvivera-al-sole-morente-la-scienza-riscrive-l-ultimo-giorno-del-nostro-pianeta-1785253730206_320.png" alt="Será que a Terra sobreviverá ao Sol moribundo? A ciência reescreve o último dia do nosso planeta"></a></article></aside><p>Com este novo avanço, os cientistas não só obtêm uma imagem inédita da dinâmica da nossa estrela, como também <strong>abrem uma nova janela para compreender os processos físicos que ocorrem em todo o universo</strong>. Cada detalhe captado pelo telescópio Inouye aproxima um pouco mais a comunidade científica do objetivo de compreender como funciona o Sol e como a sua atividade influencia a Terra e o resto do sistema solar.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Kuridze%2C%20D.%2C%20W%C3%B6ger%2C%20F.%2C%20van%20Noort%2C%20M.%20et%20al." data-year="2026" data-title="Ubiquitous%20Kelvin%E2%80%93Helmholtz%20instabilities%20driving%20plasma%20mixing%20on%20the%20Sun" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41586-026-10871-3">Kuridze, D., Wöger, F., van Noort, M. et al.. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41586-026-10871-3" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Ubiquitous Kelvin–Helmholtz instabilities driving plasma mixing on the Sun</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/as-imagens-mais-detalhadas-do-sol-alguma-vez-observadas-revelam-redemoinhos-de-energia-magnetica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo para a próxima semana em Portugal: temperaturas voltam a subir; máximas na ordem dos 40 ºC regressam ao continente]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-a-proxima-semana-em-portugal-temperaturas-voltam-a-subir-maximas-na-ordem-dos-40-c-regressam-ao-continente.html</link><pubDate>Fri, 07 Aug 2026 11:35:09 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Entre segunda, dia 10, e domingo, dia 16, as temperaturas deverão subir em todo o território continental, levando os termómetros a aproximarem-se dos 40 ºC, especialmente ao longo da faixa interior.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xavq2oy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xavq2oy.jpg" id="xavq2oy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As temperaturas vão descer ligeiramente até domingo, resultando em valores máximos de até 33 ºC nas capitais de distrito mais quentes. No entanto, esta descida será de pouca duração, pois o <strong>arranque da próxima semana deverá trazer uma recuperação dos valores</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Para além da subida das temperaturas, a a<strong>tmosfera deverá ser dominada por altas pressões</strong>, mantendo os dias secos, apenas com alguma nebulosidade no litoral, no período da manhã.</p><h2>Valores voltam a aproximar-se dos 40 ºC no interior do país</h2><p>A partir de segunda-feira espera-se uma <strong>subida das temperaturas ao longo da faixa interior</strong>, onde os valores máximos deverão manter-se entre os 29 ºC na Guarda e os 33 ºC em Castelo Branco, Évora e Beja. A nível local, no Baixo Alentejo e Beira Baixa, os valores podem alcançar os 35 ºC, e no Vale do Douro podem chegar aos 36 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/antevisao-do-tempo-para-a-proxima-semana-em-portugal-continental-1786097960817.png" data-image="3csy1h5d4hs6" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>As temperaturas voltam a subir a partir de segunda-feira, devendo voltar a registar valores próximos dos 40 ºC na faixa interior do país. Também o litoral poderá registar uma subida térmica a partir de quarta-feira.</figcaption></figure><p>Na <strong>terça-feira, esperam-se máximas entre os 31 ºC na Guarda e os 34 ºC em Castelo Branco, Évora e Beja</strong>, esperando-se valores locais até 36 ºC também no Baixo Alentejo e Beira Baixa, e até 38 ºC no Vale do Douro. Até este dia, as temperaturas no litoral deverão manter-se mais contidas.</p><p>Na quarta-feira dar-se-á uma nova subida, onde as <strong>máximas no interior dever��o manter-se entre os 33 ºC na Guarda e os 38 ºC em Beja</strong>, devendo esta ser a capital de distrito mais quente do país. Localmente, os vales do Douro e Guadiana poderão registar 40 ºC, como podemos observar no mapa acima. A Beira Baixa poderá registar até 38 ºC. Neste dia, esperam-se anomalias térmicas positivas entre 7 a 8 ºC no Nordeste Transmontano e no Baixo Alentejo.</p><h2>Previsão de noites quentes no interior e subida térmica no litoral</h2><p>Ainda na quarta-feira espera-se uma subida dos valores em alguns distritos do litoral, ainda que esta subida se reflita em concelhos do interior dos mesmos, devendo os valores ultrapassarem os 30 ºC em várias cidades. É esperado que esta tendência de<strong> subida se mantenha até domingo, dia 16, e que possa chegar a cidades mais costeiras</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782486" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-hoje-e-amanha-poeiras-do-saara-invadem-portugal-enquanto-aumenta-o-risco-de-trovoadas-no-norte-e-centro.html" title="Entre hoje e amanhã poeiras do Saara “invadem” Portugal enquanto aumenta o risco de trovoadas no Norte e Centro">Entre hoje e amanhã poeiras do Saara “invadem” Portugal enquanto aumenta o risco de trovoadas no Norte e Centro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-hoje-e-amanha-poeiras-do-saara-invadem-portugal-enquanto-aumenta-o-risco-de-trovoadas-no-norte-e-centro.html" title="Entre hoje e amanhã poeiras do Saara “invadem” Portugal enquanto aumenta o risco de trovoadas no Norte e Centro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/entre-hoje-e-amanha-poeiras-do-saara-invadem-portugal-enquanto-aumenta-o-risco-de-trovoadas-no-norte-e-centro-1786102126350_320.png" alt="Entre hoje e amanhã poeiras do Saara “invadem” Portugal enquanto aumenta o risco de trovoadas no Norte e Centro"></a></article></aside><p>Em relação às noites mais quentes, estas serão <strong>registadas ao longo da faixa interior a partir de segunda-feira</strong>, com valores acima dos 20 ºC nas capitais de distrito nessa mesma noite, devendo aumentar à medida que os dias passam. <strong>Na noite de quarta-feira</strong>, pelas 22h, <strong>esperam-se temperaturas entre os 23 ºC na Guarda e os 29 ºC em Beja</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-a-proxima-semana-em-portugal-temperaturas-voltam-a-subir-maximas-na-ordem-dos-40-c-regressam-ao-continente.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Entre hoje e amanhã poeiras do Saara “invadem” Portugal enquanto aumenta o risco de trovoadas no Norte e Centro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-hoje-e-amanha-poeiras-do-saara-invadem-portugal-enquanto-aumenta-o-risco-de-trovoadas-no-norte-e-centro.html</link><pubDate>Fri, 07 Aug 2026 11:29:29 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Sexta e sábado, 7 e 8 de agosto, marcados pela intrusão de poeiras saarianas. Ao mesmo tempo, espera-se um aumento do risco de aguaceiros e trovoadas no Norte e Centro. Saiba em que intervalo horário e as zonas mais expostas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xavqf2y"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xavqf2y.jpg" id="xavqf2y"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como foi sucessivamente referido nas nossas últimas previsões, é expectável <strong>uma mudança do estado do tempo significativa em Portugal continental entre hoje</strong> - sexta-feira, 7 de agosto - e<strong> amanhã</strong> - sábado, dia 8, tornando-se mais evidente ao longo deste último dia.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>As alterações incidirão sobretudo em dois aspetos: <strong>a aparência do céu</strong> e o <strong>aumento da instabilidade atmosférica</strong> em algumas regiões do país.</p><h2>A configuração que está na origem desta situação meteorológica</h2><p>A lenta deslocação para es-nordeste de uma depressão atlântica, atualmente centrada a oes-noroeste da Península Ibérica, irá alterar progressivamente <strong>o padrão de circulação atmosférica sobre o nosso país nas próximas horas e dias</strong>. </p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo<br></strong>Entre hoje (7) e segunda-feira (10) a interação entre a depressão atlântica e uma região de altas pressões estendida entre a Madeira e o Norte de África irá contribuir para o transporte de uma extensa pluma de poeiras provenientes do deserto do Saara para a Península Ibérica. Estas partículas estarão presentes no seio de uma massa de ar quente, dando ao céu um aspeto progressivamente mais baço, turvo e esbranquiçado, por vezes com tonalidades acastanhadas. </div><p>Ao mesmo tempo, a depressão irá estimular condições de <strong>instabilidade atmosférica sobre o Norte e Centro</strong> de Portugal continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entre-hoje-e-amanha-poeiras-do-saara-invadem-portugal-enquanto-aumenta-o-risco-de-trovoadas-no-norte-e-centro-1786100917339.png" data-image="pekyperxe1pw"><figcaption>Trata-se da mesma depressão que provocou aguaceiros e forte atividade elétrica na madrugada de quarta (5) para quinta-feira (6) nos Açores, especialmente na ilha Terceira.</figcaption></figure><p>Apesar de o núcleo estar distante da nossa geografia, <strong>algumas linhas de instabilidade poderão afetar marginalmente o território</strong>, originando períodos de chuva fraca ou chuvisco nalgumas regiões e gerando condições favoráveis ao desenvolvimento de aguaceiros convectivos e trovoadas no interior.</p><h2>Concentração de poeiras saarianas aumentará durante esta sexta-feira, atingindo o pico no sábado</h2><p>A mais recente projeção do modelo CAMS continua a indicar a passagem de uma extensa pluma de poeiras em suspensão, estendendo-se desde o Norte de África até à <strong>Península Ibérica e prolongando-se nos próximos dias para latitudes mais setentrionais da Europa</strong> (por exemplo, Amesterdão no domingo, dia 9).</p><p>Olhando para os mapas de referência da Meteored, no nosso país a presença destas partículas começará a ser percetível ainda nas últimas horas da manhã desta sexta-feira (7), embora ainda de forma pouco significativa. Todavia, é sobretudo <strong>a partir do final da tarde e durante a noite que os mapas sugerem um aumento gradual da concentração de poeiras na atmosfera</strong>, tornando-se mais evidente a alteração da tonalidade do céu.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entre-hoje-e-amanha-poeiras-do-saara-invadem-portugal-enquanto-aumenta-o-risco-de-trovoadas-no-norte-e-centro-1786100981333.png" data-image="ktzpyzuwvtro"><figcaption>Caso em algum momento a precipitação coincida com as poeiras em suspensão, as gotículas poderão incorporar partículas minerais durante a sua queda, originando de forma ocasional o fenómeno conhecido como “chuva de lama” nalguns locais.</figcaption></figure><p>De acordo com as mais recentes projeções do CAMS, <strong>prevê-se que entre a meia-noite e o meio-dia de sábado (8) as poeiras atinjam o pico da sua concentração</strong>, tanto em termos de concentração na atmosfera como de extensão geográfica, abrangendo a totalidade do território de Portugal continental.</p><p>A partir do início da tarde de sábado (8), à medida que a circulação responsável pelo transporte destas partículas se deslocar para nordeste, a concentração diminuirá gradualmente, <strong>dissipando-se por completo sobre os céus portugueses durante as primeiras horas de domingo (9)</strong>.</p><h2>Eis onde poderá chover amanhã</h2><p>No que concerne à precipitação, o modelo de maior confiança da Meteored - o ECMWF - <strong>mantém a aposta em acumulados escassos durante o dia de amanhã, 8 de agosto</strong>. A chuva fraca ou chuvisco será mais provável em pontos do Alto Minho, pertencentes ao distrito de Viana do Castelo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entre-hoje-e-amanha-poeiras-do-saara-invadem-portugal-enquanto-aumenta-o-risco-de-trovoadas-no-norte-e-centro-1786101072406.png" data-image="xnvzzdb1ch7f"><figcaption>Atual projeção da probabilidade de precipitação na Península Ibérica para as 16:00 de amanhã, sábado 8 de agosto.</figcaption></figure><p>Porém, para as restantes regiões do Norte e Centro onde existe possibilidade de precipitação, nomeadamente nos distritos de Braga, Vila Real, Bragança, Guarda e Viseu, <strong>a ocorrência será bem mais irregular, associada sobretudo a aguaceiros convectivos localizados</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782315" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-em-portugal-de-10-a-16-de-agosto-ecmwf-preve-calor-mas-o-atlantico-podera-travar-os-extremos-de-40-c.html" title="Temperaturas em Portugal de 10 a 16 de agosto: ECMWF prevê calor, mas o Atlântico poderá travar os extremos de 40°C">Temperaturas em Portugal de 10 a 16 de agosto: ECMWF prevê calor, mas o Atlântico poderá travar os extremos de 40°C</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-em-portugal-de-10-a-16-de-agosto-ecmwf-preve-calor-mas-o-atlantico-podera-travar-os-extremos-de-40-c.html" title="Temperaturas em Portugal de 10 a 16 de agosto: ECMWF prevê calor, mas o Atlântico poderá travar os extremos de 40°C"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-em-portugal-de-10-a-16-de-agosto-ecmwf-preve-de-calor-mas-o-atlantico-podera-travar-os-extremos-de-40-c-1786020143803_320.jpg" alt="Temperaturas em Portugal de 10 a 16 de agosto: ECMWF prevê calor, mas o Atlântico poderá travar os extremos de 40°C"></a></article></aside><p>Segundo os atuais cenários do modelo ECMWF, a probabilidade de ocorrência de precipitação deverá variar na maioria das regiões entre 5 e 30%, <strong>podendo aproximar-se dos 50% em alguns pontos do Alto Minho</strong>.</p><h2>Prevê-se que amanhã sejam estas as zonas potencialmente expostas à trovoada</h2><p>Os nossos mapas persistem na previsão de condições favoráveis ao desenvolvimento de <strong>aguaceiros acompanhados por trovoada entre as 12:00 e as 17:00 de amanhã, sábado 8 de agosto</strong>, sobretudo no interior Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entre-hoje-e-amanha-poeiras-do-saara-invadem-portugal-enquanto-aumenta-o-risco-de-trovoadas-no-norte-e-centro-1786101189725.png" data-image="kn1xl7z8536f"><figcaption>Espera-se que a atividade convectiva se concentre preferencialmente nos distritos de Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda e Castelo Branco, onde a probabilidade de ocorrência e a frequência de descargas elétricas será mais elevada.</figcaption></figure><p>Mesmo assim, <strong>não se descarta a possibilidade de algumas células convectivas se aproximarem pontualmente de zonas mais ocidentais</strong>, podendo ocorrer aguaceiros isolados ou trovoadas de fraca expressão em setores interiores dos distritos do Porto, Aveiro, Coimbra e Leiria, entre outros.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-hoje-e-amanha-poeiras-do-saara-invadem-portugal-enquanto-aumenta-o-risco-de-trovoadas-no-norte-e-centro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O mapa geográfico da segurança para quem viaja sozinho: dos refúgios europeus aos destinos de maior risco]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-mapa-geografico-da-seguranca-para-quem-viaja-sozinho-dos-refugios-europeus-aos-destinos-de-maior-risco.html</link><pubDate>Fri, 07 Aug 2026 07:35:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Segurança, saúde e infraestruturas: o guia completo dos destinos mais recomendados e dos locais a evitar numa aventura a solo. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-mapa-geografico-da-seguranca-para-quem-viaja-sozinho-dos-refugios-europeus-aos-destinos-de-maior-risco-1786049219176.png" data-image="dj4knfeqnl2d"><figcaption>Viajar vai muito além de mudar de localização geográfica ou acumular carimbos no passaporte. É, acima de tudo, um processo de transformação interior e de desconstrução.</figcaption></figure><p>Viajar sozinho é uma experiência incrivelmente libertadora, mas que exige um planeamento minucioso e cuidados redobrados, especialmente no que toca à escolha do destino. </p><div class="texto-destacado">Segundo um estudo recente levado a cabo pela plataforma de seguros de viagem Squaremouth, que analisou 113 países, existem enormes disparidades globais no que respeita à segurança para quem decide explorar o mundo sem companhia. </div><p>Esta avaliação minuciosa baseou-se em três pilares fundamentais: <strong>a segurança pública, a qualidade das infraestruturas locais e o acesso a cuidados de saúde</strong>. A cada país foi atribuída uma pontuação de risco numa escala de zero a dez, em que os valores mais altos correspondem a um grau de perigo mais elevado.</p><h2> Os destinos de maior risco </h2><p> Nesta análise, o <strong>grupo dos destinos mais perigosos para os viajantes a solo é largamente dominado por países da América do Sul e das Caraíbas</strong><sup></sup>. A <strong>Venezuela</strong> surge no topo desta lista pouco desejável, atingindo a preocupante pontuação de risco de 9,74<sup></sup>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-mapa-geografico-da-seguranca-para-quem-viaja-sozinho-dos-refugios-europeus-aos-destinos-de-maior-risco-1786049311833.png" data-image="dpz6eylr5ug2"><figcaption>Apesar de ser o país mais perigoso, a Venezuela abriga o Salto Ángel, a cascata mais alta do mundo, e o Lago Maracaibo, famoso pelos seus incríveis relâmpagos quase perpétuos.</figcaption></figure><p><strong>Mas quais as razões para a Venezuela estar em primeiro lugar?</strong> Este primeiro lugar deve-se a uma confluência de fatores profundamente negativos, nomeadamente <strong>os elevados índices de criminalidade urbana</strong>, uma vez que menos de 10% dos habitantes se sentem seguros a caminhar durante a noite.</p><div class="texto-destacado">A este cenário junta-se uma grave instabilidade política, infraestruturas bastante degradadas e uma forte propensão para desastres naturais<sup></sup>. </div><p>Em segundo lugar surge o <strong>Peru</strong>, com 8,87 pontos, onde a <strong>violência urbana contínua a ser um problema crónico e as infraestruturas de telecomunicações deficientes</strong> dificultam qualquer pedido de ajuda ou comunicação em caso de emergência. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-mapa-geografico-da-seguranca-para-quem-viaja-sozinho-dos-refugios-europeus-aos-destinos-de-maior-risco-1786049415564.png" data-image="wfmvtnipr894"><figcaption>Antes dos Incas, o Peru já albergava civilizações avançadas (como os Caral, Moche e Nasca). Mais tarde, tornou-se o centro do Império Inca.</figcaption></figure><p>A fechar o pódio do risco encontra-se o <strong>Gabão, na África Central</strong>, onde a principal preocupação recai na <strong>extrema fragilidade do sistema de saúde e na falta de camas hospitalares</strong>, particularmente fora das grandes cidades<sup></sup>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-mapa-geografico-da-seguranca-para-quem-viaja-sozinho-dos-refugios-europeus-aos-destinos-de-maior-risco-1786049525830.png" data-image="vmkq0hu19bqj"><figcaption>Gabão é um país com mais de 80% de floresta tropical, sendo mundialmente famoso pelos raros hipopótamos que nadam nas praias do Atlântico.</figcaption></figure><p>Esta lista de maior risco fica completa com a <strong>presença da Colômbia, Bolívia, Jamaica, Guiana, Equador, Trindade e Tobago e África do Sul</strong>, destinos que, segundo o estudo, requerem uma enorme cautela por parte dos aventureiros solitários. </p><h2> Os destinos com maior segurança</h2><p>No espetro oposto, <strong>o continente europeu destaca-se por dominar quase por completo a lista dos locais mais seguros</strong> para explorar a solo, oferecendo grande estabilidade, infraestruturas de excelência e baixíssimos índices de criminalidade. </p><div class="texto-destacado">San Marino, um pequeno microestado encravado no território italiano, lidera a tabela como o país mais seguro do mundo para quem viaja sozinho, ostentando um impressionante índice de risco de apenas 0,78. </div><p>Neste local idílico, a esmagadora maioria da população relata sentir-se <strong>totalmente segura a qualquer hora do dia</strong>, beneficiando ainda de um baixo risco ambiental e de excelentes cuidados de saúde. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-mapa-geografico-da-seguranca-para-quem-viaja-sozinho-dos-refugios-europeus-aos-destinos-de-maior-risco-1786049619218.png" data-image="gguh61wpou1l"><figcaption>É a república mais antiga do mundo ainda existente e possui a curiosa particularidade de ter mais veículos do que habitantes.</figcaption></figure><p>Logo a seguir, na segunda posição, encontra-se <strong>Andorra</strong>, outro microestado pacífico situado nos Pirenéus, que se destaca pelo seu desempenho irrepreensível em todas as categorias avaliadas e por uma forte sensação generalizada de proteção entre os seus habitantes. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-mapa-geografico-da-seguranca-para-quem-viaja-sozinho-dos-refugios-europeus-aos-destinos-de-maior-risco-1786049683441.png" data-image="zaw7rynt4jqq"><figcaption>É o único país do mundo com o catalão como língua oficial e não possui qualquer aeroporto ou rede de comboios</figcaption></figure><p><strong>Singapura, sendo a única exceção não europeia </strong>a figurar nos dez primeiros lugares, assegura a terceira posição da tabela. Esta dinâmica cidade-estado asiática é <strong>sobejamente reconhecida a nível mundial por aliar tecnologia de ponta na área da saúde a padrões de segurança pública</strong> extremamente rigorosos. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-mapa-geografico-da-seguranca-para-quem-viaja-sozinho-dos-refugios-europeus-aos-destinos-de-maior-risco-1786049769547.png" data-image="m03xw3p7cm4f"><figcaption>Esta cidade-estado futurista é composta por 64 ilhas e proíbe a venda de pastilha elástica para manter as ruas limpas</figcaption></figure><p>O leque dos dez destinos mais indicados e protegidos para viagens a solo fica assim completo com países como <strong>a Áustria, a República Checa, o Catar, a Estónia, o Brunei, a Dinamarca e a Eslovénia. </strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="757248" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/estes-sao-os-10-paises-mais-seguros-do-mundo-em-caso-de-um-conflito-global.html" title="Estes são os 10 países mais seguros do mundo em caso de um conflito global">Estes são os 10 países mais seguros do mundo em caso de um conflito global</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/estes-sao-os-10-paises-mais-seguros-do-mundo-em-caso-de-um-conflito-global.html" title="Estes são os 10 países mais seguros do mundo em caso de um conflito global"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/questi-sono-i-10-paesi-piu-sicuri-al-mondo-in-caso-di-conflitto-globale-1772453163685_320.jpg" alt="Estes são os 10 países mais seguros do mundo em caso de um conflito global"></a></article></aside><p>Em suma, o estudo evidencia que, embora o mundo seja vasto e fascinante para descobrir de forma autónoma, <strong>a escolha ponderada e informada do destino é o primeiro passo essencial para garantir uma aventura plenamente segura e memorável.</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Samuel%20Amaral" data-year="2026" data-title="Os%2010%20pa%C3%ADses%20mais%20perigosos%20para%20quem%20viaja%20sozinho%20-%20e%20os%2010%20mais%20seguros" data-url="https%3A%2F%2Fviagemeturismo.abril.com.br%2Fmanual-do-viajante%2Fos-10-paises-mais-perigosos-para-quem-viaja-sozinho-e-os-10-mais-seguros%2F">Samuel Amaral. (2026). <a href="https://viagemeturismo.abril.com.br/manual-do-viajante/os-10-paises-mais-perigosos-para-quem-viaja-sozinho-e-os-10-mais-seguros/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Os 10 países mais perigosos para quem viaja sozinho - e os 10 mais seguros</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-mapa-geografico-da-seguranca-para-quem-viaja-sozinho-dos-refugios-europeus-aos-destinos-de-maior-risco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Há uma nova praia fluvial para descobrir no Algarve (e é a única da região com Bandeira Azul)]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ha-uma-nova-praia-fluvial-para-descobrir-no-algarve-e-e-a-unica-da-regiao-com-bandeira-azul.html</link><pubDate>Fri, 07 Aug 2026 06:17:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Após anos de espera, a Praia Fluvial de Odeleite abriu a tempo do verão. Além de um cenário bem diferente do habitual, este destino traz ao interior algarvio piscinas flutuantes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ago-ha-uma-nova-praia-fluvial-para-descobrir-no-algarve-e-e-a-unica-da-regiao-com-bandeira-azul-1783446974309.jpg" data-image="ttnet2cf53um" alt="Praia de Odeleite" title="Praia de Odeleite"><figcaption>Depois de anos de espera, abriu a única praia fluvial com Bandeira Azul do Algarve. Foto: CM Castro Marim</figcaption></figure><p>Demorou mais do que muitos esperavam, mas lá chegou. Aquela que é a <strong>única praia fluvial com Bandeira Azul do Algarve</strong> foi inaugurada a tempo da época balnear.</p><p>A abertura oficial aconteceu a 26 de junho, depois de vários adiamentos causados pelos anos de seca que afetaram o sotavento algarvio e, em particular, a Barragem de Odeleite. Só com a recuperação dos níveis de água, graças às chuvas do último inverno, ficaram reunidas as condições para avançar com a inauguração deste espaço balnear, há muito aguardado pela população local e por quem conhece o potencial desta zona menos óbvia do Algarve.</p><p>“É <strong>grande a expetativa entre a população d</strong>esta região interior do município de Castro Marim, no sotavento algarvio”, escreveu o jornal ‘Expresso’ na semana da abertura oficial. “Os anos de seca atrasaram a abertura, mas com as chuvas de inverno ficaram garantidas todas as condições para a inauguração.”</p><h2>Uma novidade com muito para descobrir</h2><p>"Esta nova praia destaca-se pela tranquilidade da albufeira e pela sua paisagem natural preservada, com uma<strong> água de qualidade boa e temperatura amena</strong>, que inclui duas piscinas flutuantes que garantem condições acrescidas de segurança", explica a autarquia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768412" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-sao-conhecidas-as-praias-com-bandeira-azul-em.html" title="Já são conhecidas as praias com Bandeira Azul em 2026">Já são conhecidas as praias com Bandeira Azul em 2026</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-sao-conhecidas-as-praias-com-bandeira-azul-em.html" title="Já são conhecidas as praias com Bandeira Azul em 2026"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ja-sao-conhecidas-as-praias-com-bandeira-azul-em-1778573948671_320.jpg" alt="Já são conhecidas as praias com Bandeira Azul em 2026"></a></article></aside><p>Podemos mesmo dizer que este destino surge como uma alternativa tranquila às praias de mar cheias de toalhas, chapéus de sol e filas para estacionar. Isto porque, aqui,<strong> o cenário muda</strong>: em vez da rebentação, há a calma da albufeira; em vez de um areal sem fim, há um enquadramento serrano, vegetação mediterrânica e uma sensação muito mais sossegada de verão. </p><p>Mas não se pense que esta estreia chega “em bruto” ou sem condições. A nova praia fluvial foi preparada para funcionar com uma estrutura de apoio completa durante a época balnear, que decorre até 30 de setembro (segundo avança o ‘Expresso’). </p><div class="texto-destacado">O espaço conta com vigilância assegurada por nadadores-salvadores, bar com esplanada, zonas de sombra, instalações sanitárias, áreas de lazer e estacionamento. </div><p>“O complexo também abriga um Centro de Atividades Náuticas Não Poluentes, reforçando a proposta de incentivar o lazer aliado à preservação ambiental”, nota ainda a ‘Revista EntreRios’.</p><p>A grande novidade, porém, está mesmo na água: foi instalada uma<strong> plataforma flutuante</strong> com cerca de 20 metros de comprimento por 10 de largura, onde se encontram duas piscinas (uma para adultos e outra para crianças) pensadas para reforçar a segurança e tornar os banhos mais confortáveis.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ago-ha-uma-nova-praia-fluvial-para-descobrir-no-algarve-e-e-a-unica-da-regiao-com-bandeira-azul-1783446878144.jpg" data-image="amhezzfgoo7k" alt="Praia de Odeleite" title="Praia de Odeleite"><figcaption>A grande novidade. Foto: SeanBenevides // CM Castro Marim</figcaption></figure><p>Na prática, o que é que isto significa? Que esta solução permite que<strong> a praia funcione de forma mais controlada e acessível</strong>, sem perder a integração com a paisagem envolvente. </p><p>“Esta solução oferece uma área de banho segura, confortável e integrada na paisagem natural envolvente, com acesso facilitado através de dois passadiços flutuantes e uma ponte”, justifica a autarquia.</p><p>E quanto ao acesso à plataforma? Este faz-se por passadiços flutuantes e por uma ponte. Além disso, há também uma zona de solário, que se desenvolve em patamares, acompanhando o terreno. O resultado é um <strong>espaço balnear diferente</strong> do habitual, mas precisamente por isso mais curioso.</p><h2>A única praia fluvial do Algarve com Bandeira Azul</h2><p>A distinção com<strong> Bandeira Azul </strong>não é apenas um selo bonito. Significa, sim, que a Praia Fluvial de Odeleite cumpre critérios exigentes em áreas como a qualidade da água, segurança, serviços, gestão ambiental, informação ao público e sensibilização ecológica. No caso de Odeleite, esse reconhecimento ganha ainda mais peso por se tratar de uma <strong>estreia absoluta no contexto algarvio</strong>. Sim, porque nunca uma praia fluvial da região tinha alcançado este galardão.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777346" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-algas-nao-sao-plantas-factos-surpreendentes-sobre-a-vida-aquatica-que-precisa-de-saber.html" title="As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber">As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-algas-nao-sao-plantas-factos-surpreendentes-sobre-a-vida-aquatica-que-precisa-de-saber.html" title="As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/seaweeds-aren-t-plants-seven-surprising-facts-about-aquatic-life-1783270730480_320.jpg" alt="As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber"></a></article></aside><p>E a verdade é que o enquadramento ajuda a perceber o entusiasmo. Odeleite é uma das aldeias mais pitorescas do interior de Castro Marim, marcada pelo casario branco que desce em direção à ribeira e por uma paisagem onde a água da barragem se tornou protagonista. É também aqui que nasce uma das imagens mais curiosas do Algarve: vista do alto, a ribeira de Odeleite ficou conhecida como o<strong> “Rio do Dragão Azul”</strong>, graças ao desenho sinuoso que faz ao atravessar a serra. O nome pegou, e percebe-se porquê.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ago-ha-uma-nova-praia-fluvial-para-descobrir-no-algarve-e-e-a-unica-da-regiao-com-bandeira-azul-1783447279398.jpg" data-image="5kxhyepw7d6r" alt="Praia de Odeleite" title="Praia de Odeleite"><figcaption>A ribeira que alimenta a albufeira é conhecida como "Rio do Dragão Azul". Foto: CM Castro Marim</figcaption></figure><p>Para quem gosta de juntar banho com passeio, esta é também <strong>uma zona com muito para explorar</strong> para lá da toalha estendida. A aldeia serve de ponto de partida para percursos pedestres, como o PR4 “De Perto e de Longe”, que acompanha a ribeira e passa por pequenos lugares da serra. Ou seja, a visita pode começar com um mergulho e acabar num passeio ao final da tarde.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Expresso" data-year="2026" data-title="Conhe%C3%A7a%20a%20%C3%BAnica%20praia%20fluvial%20do%20Algarve%20com%20Bandeira%20Azul" data-url="https%3A%2F%2Fexpresso.pt%2Fboa-cama-boa-mesa%2Fnatureza-bem-estar%2F2026-06-22-conheca-a-unica-praia-fluvial-do-algarve-com-bandeira-azul-36a4443a">Expresso. (2026). <a href="https://expresso.pt/boa-cama-boa-mesa/natureza-bem-estar/2026-06-22-conheca-a-unica-praia-fluvial-do-algarve-com-bandeira-azul-36a4443a" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Conheça a única praia fluvial do Algarve com Bandeira Azul</a>.</cite><br><cite data-author="Algarve%20Primeiro" data-year="2026" data-title="Algarve%20tem%20uma%20praia%20fluvial%20com%20Bandeira%20Azul" data-url="https%3A%2F%2Fwww.algarveprimeiro.com%2Fd%2Falgarve-tem-uma-praia-fluvial-com-bandeira-azul%2F67157-85">Algarve Primeiro. (2026). <a href="https://www.algarveprimeiro.com/d/algarve-tem-uma-praia-fluvial-com-bandeira-azul/67157-85" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Algarve tem uma praia fluvial com Bandeira Azul</a>.</cite><br><cite data-author="Revista%20EntreRios%2C%20Baldioti%20F" data-year="2026" data-title="Praia%20fluvial%20in%C3%A9dita%20no%20Algarve%20abre%20para%20o%20ver%C3%A3o%3B%20veja%20o%20que%20ela%20oferece" data-url="https%3A%2F%2Fsapo.pt%2Fartigo%2Fpraia-fluvial-inedita-no-algarve-abre-para-o-verao-veja-o-que-ela-oferece-6a3b9e6797fd6ae31f395ea3">Revista EntreRios, Baldioti F. (2026). <a href="https://sapo.pt/artigo/praia-fluvial-inedita-no-algarve-abre-para-o-verao-veja-o-que-ela-oferece-6a3b9e6797fd6ae31f395ea3" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Praia fluvial inédita no Algarve abre para o verão; veja o que ela oferece</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ha-uma-nova-praia-fluvial-para-descobrir-no-algarve-e-e-a-unica-da-regiao-com-bandeira-azul.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Acaso ou alteração climática: a fórmula matemática que revela se uma tempestade extrema já não é natural]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/acaso-ou-mudanca-climatica-a-formula-matematica-que-revela-se-uma-tempestade-extrema-ja-nao-e-natural.html</link><pubDate>Fri, 07 Aug 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A culpa foi realmente das alterações climáticas? Veja como a ciência responde a essa pergunta após um evento extremo. A resposta não é um simples "sim" ou "não".</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/azar-o-cambio-climatico-la-formula-matematica-que-revela-si-una-tormenta-extrema-ya-no-es-natural-1785582998641.png" data-image="ogyzhctwc409"><figcaption>Estudos de atribuição comparam como um evento extremo ter-se-ia desenrolado no clima atual em relação a um mundo sem o aquecimento causado por atividades humanas.</figcaption></figure><p>Após qualquer desastre ou<strong> evento climático extremo</strong>, as redes sociais são inundadas de alegações. Alguns insistem que tudo isto é consequência das <strong>alterações</strong><strong> climáticas</strong>, enquanto outros sustentam que tais fenómenos sempre existiram. No entanto, a realidade é muito mais interessante.</p><div class="texto-destacado">A disciplina conhecida como atribuição de eventos extremos combina observações e modelos climáticos para estimar em que medida as alterações climáticas influenciaram um fenómeno meteorológico.</div><p>Vamos começar com uma ideia clara. <strong>As alterações climáticas não "criam" fenómenos naturais — pois, justamente, eles são naturais</strong>. Uma onda de calor, uma tempestade intensa ou uma inundação podem ocorrer devido à variabilidade inerente do clima. O que interessa aos cientistas? Saber se um <strong>planeta mais quente tornou aquele evento específico mais intenso, mais duradouro</strong> ou mais provável de ocorrer.</p><h2>Comparar dois mundos para compreender um</h2><p>Um evento extremo raramente tem uma causa única. Por isso, estes estudos procuram quantificar a influência do aquecimento global no meio de um conjunto de fatores que atuam simultaneamente. Para tal, partem da seguinte pergunta: <strong>como teria sido este mesmo evento num mundo que não tivesse sofrido aquecimento decorrente das emissões de gases com efeito de estufa?</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/azar-o-cambio-climatico-la-formula-matematica-que-revela-si-una-tormenta-extrema-ya-no-es-natural-1785582569535.png" data-image="xc1ommvclpes"><figcaption>Avanços nos modelos climáticos e nas observações tornam possível realizar estudos de atribuição poucos dias após a ocorrência de um evento extremo.</figcaption></figure><p>Para responder a isto, o <strong>evento é recriado utilizando modelos climáticos sob dois cenários diferentes</strong>. Primeiramente, <strong>simulam-se as condições reais</strong> do planeta, incluindo o aquecimento causado por atividades humanas. Em seguida, realiza-se outra <strong>simulação de um mundo hipotético</strong> onde tal aquecimento não existisse. Dessa forma, recria-se o mesmo evento milhares de vezes.</p><div class="texto-destacado">O nível de confiança na atribuição de eventos extremos às alterações climáticas varia de acordo com o fenómeno e o conhecimento científico disponível.</div><p>Ao comparar os resultados de ambos os cenários, analisa-se como o comportamento do fenómeno se alterou. Determina-se se o evento foi mais intenso, durou mais tempo ou teve maior probabilidade de ocorrer devido às alterações climáticas. Não se trata de uma previsão perfeita, mas de uma <strong>comparação baseada em diversas simulações e na compreensão do funcionamento do sistema climático</strong>.</p><h2>Alguns eventos deixam uma "marca" mais clara</h2><p><strong>Nem todos os fenómenos extremos respondem ao aquecimento global da mesma forma</strong>; consequentemente, o sinal é mais evidente em alguns casos do que em outros. As ondas de calor são um dos exemplos mais claros: à medida que a temperatura média do planeta aumenta, também cresce a probabilidade de ocorrência de episódios de calor excecional.</p><p>Um padrão semelhante aplica-se às <strong>chuvas intensas</strong>. Uma atmosfera mais quente consegue reter mais vapor de água, favorecendo precipitações mais volumosas quando surgem as condições adequadas. Da mesma forma, <strong>temperaturas mais elevadas</strong> na superfície do mar podem fornecer energia adicional a certos ciclones tropicais, aumentando a sua intensidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/azar-o-cambio-climatico-la-formula-matematica-que-revela-si-una-tormenta-extrema-ya-no-es-natural-1785582272236.png" data-image="9pqbhm7h9bl6"><figcaption>A ciência pode atribuir a influência das alterações climáticas nas ondas de calor e nas chuvas extremas com maior confiança do que em tempestades altamente localizadas. Imagem extraída de National Academies of Sciences, Engineering, and Medicine (2016).</figcaption></figure><p>Em contrapartida, <strong>outros fenómenos são mais difíceis de analisar</strong>. <strong>Tornados, tempestades de granizo ou tempestades altamente localizadas</strong> ocorrem em escalas que variam de 1 a 10 quilómetros. Estas escalas ainda representam um desafio para os modelos climáticos atuais. Consequentemente, há maior incerteza ao avaliar a influência das alterações climáticas em escalas menores.</p><h2>Uma ciência que também reconhece os seus limites</h2><p>Embora tenha havido avanços significativos na última década, estes estudos não oferecem respostas absolutas. De facto, os modelos climáticos evoluíram, mas ainda apresentam<strong> limitações na representação de certos processos atmosféricos</strong> ou na reprodução de padrões regionais específicos de precipitação e circulação atmosférica.</p><div class="texto-destacado">Cada estudo de atribuição inclui uma avaliação das incertezas e do grau de confiança nos seus resultados.</div><p><strong>Longe de ser uma fraqueza, esta transparência faz parte do método científico</strong>. Além disso, ela permite que os resultados sejam interpretados com o nível adequado de certeza.</p><h2>Compreender o presente para se preparar para o futuro</h2><p><strong>Determinar em que medida as alterações climáticas influenciaram um desastre</strong> vai além de simplesmente aprimorar a nossa compreensão do evento. Isto fornece informações valiosas para o planeamento de cidades mais resilientes, a atualização de normas de construção, a criação de sistemas de alerta precoce e o fortalecimento de estratégias de adaptação climática diante de eventos extremos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781506" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estudo-analisa-os-impactos-das-alteracoes-climaticas-na-acessibilidade-da-agua-incluindo-nas-respetivas-faturas.html" title="Estudo analisa os impactos das alterações climáticas na acessibilidade da água, incluindo nas respetivas faturas">Estudo analisa os impactos das alterações climáticas na acessibilidade da água, incluindo nas respetivas faturas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estudo-analisa-os-impactos-das-alteracoes-climaticas-na-acessibilidade-da-agua-incluindo-nas-respetivas-faturas.html" title="Estudo analisa os impactos das alterações climáticas na acessibilidade da água, incluindo nas respetivas faturas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-analisa-os-impactos-das-alteracoes-climaticas-na-acessibilidade-da-agua-incluindo-nas-respetivas-faturas-1785528106788_320.jpg" alt="Estudo analisa os impactos das alterações climáticas na acessibilidade da água, incluindo nas respetivas faturas"></a></article></aside><p>Além disso, esta área da ciência começou a avançar um passo além. Estudos recentes não se limitam a analisar como um fenómeno se alterou, mas também <strong>como essa mudança pode ter-se traduzido em maiores prejuízos económicos, danos à infraestrutura ou impactos na saúde</strong>.</p><p>Agora podemos responder com maior precisão o quanto as alterações climáticas contribuíram para intensificá-lo. Num planeta que continua a aquecer, essa informação não só amplia o conhecimento científico, mas também nos prepara para o futuro.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="National%20Academies%20of%20Sciences%2C%20Engineering%20and%20Medicine" data-year="2026" data-title="Attribution%20of%20Extreme%20Weather%20and%20Climate%20Events%20and%20Their%20Impacts" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nationalacademies.org%2Fprojects%2FDELS-BASCPR-23-02%2Fpublication%2F28590">National Academies of Sciences, Engineering and Medicine. (2026). <a href="https://www.nationalacademies.org/projects/DELS-BASCPR-23-02/publication/28590" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Attribution of Extreme Weather and Climate Events and Their Impacts</a>.</cite><br><cite data-author="Smiley%2C%20K.T%2C%20Singh%2C%20D.%2C%20Marion%2C%20J.%20y%20Hurrell%2C%20J" data-year="2026" data-title="How%20do%20scientists%20know%20if%20climate%20change%20made%20a%20heat%20wave%2C%20extreme%20storm%20or%20wildfire%20worse%3F" data-url="https%3A%2F%2Ftheconversation.com%2Fhow-do-scientists-know-if-climate-change-made-a-heat-wave-extreme-storm-or-wildfire-worse-288232">Smiley, K.T, Singh, D., Marion, J. y Hurrell, J. (2026). <a href="https://theconversation.com/how-do-scientists-know-if-climate-change-made-a-heat-wave-extreme-storm-or-wildfire-worse-288232" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">How do scientists know if climate change made a heat wave, extreme storm or wildfire worse?</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/acaso-ou-mudanca-climatica-a-formula-matematica-que-revela-se-uma-tempestade-extrema-ja-nao-e-natural.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Novo mapa digital prevê risco de incêndio florestal na Península Ibérica durante ondas de calor]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/novo-mapa-digital-preve-risco-de-incendio-florestal-na-peninsula-iberica-durante-ondas-de-calor.html</link><pubDate>Thu, 06 Aug 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Solução digital monitoriza o stress hídrico das matas em tempo real, fornecendo alertas cruciais para antecipar a propagação do fogo nos dias com temperaturas elevadas.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/novo-mapa-digital-preve-risco-de-incendio-florestal-na-peninsula-iberica-durante-ondas-de-calor-1786023325422.jpg" data-image="pe9t7p97cysj" alt="Incêndio florestal (coluna de fumo)" title="Incêndio florestal (coluna de fumo)"><figcaption>Ao contrário dos modelos tradicionais, que apenas avaliavam o risco de incêndio florestal com base na matéria orgânica morta, a nova abordagem analisa também o grau de humidade das plantas vivas. Foto: Seaq68/Pixabay</figcaption></figure><p>Os parques florestais são os melhores refúgios climáticos que a natureza oferece em dias de <strong>calor extremo</strong>. À superfície, as <strong>árvores</strong> parecem resistir bem, mas, na realidade, sob a sua sombra decorre uma autêntica batalha pela <strong>sobrevivência hídrica</strong>. Embora impercetível aos nossos olhos, esse é o combate que determinará a fronteira entre a segurança e a catástrofe.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Até agora, prever exatamente quais zonas florestais são mais vulneráveis às chamas era uma tarefa complexa. Uma nova tecnologia promete transformar a gestão do risco no território ibérico. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A plataforma <strong>ForestDrought</strong> atualiza diariamente o estado hídrico das florestas e a quantidade de água no solo através de mapas digitais de acesso livre.</p><h2>O segredo está na vegetação viva</h2><p>O sistema foi desenvolvido na <strong>Catalunha</strong> pelo Centro de Investigação Ecológica e Aplicações Florestais. A grande inovação científica assenta num estudo publicado na revista New Phytologist. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Pela primeira vez, os modelos de risco incluem a humidade das plantas vivas e não apenas da matéria orgânica morta.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os dados recolhidos revelam dinâmicas fundamentais para a proteção das matas. As <strong>árvores de grande porte utilizam raízes profundas e fecham os poros para conservar a água disponível</strong>. Os arbustos do sub-bosque, em contrapartida, secam com enorme rapidez. Esta diferença explica por que duas áreas florestais vizinhas, submetidas ao mesmo clima, têm comportamentos de fogo totalmente distintos.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/novo-mapa-digital-preve-risco-de-incendio-florestal-na-peninsula-iberica-durante-ondas-de-calor-1786023574339.jpg" data-image="ifysmu2gi2o7" alt="Bombeiro atua no rescaldo de incêndio florestal" title="Bombeiro atua no rescaldo de incêndio florestal"><figcaption>Com humidade inferior a 80%, o stress hídrico crítico acelera o fogo nas copas. O sistema também avalia o mato para alertar as equipas de bombeiros. Foto: Beeki/Pixabay</figcaption></figure><p>Quando a <strong>humidade vegetal desce abaixo dos 80%, a vegetação entra em stress hídrico crítico</strong>. Esse estado facilita a inflamação e acelera a propagação das chamas pelas copas das árvores. Além deste indicador, o sistema avalia a probabilidade de ignição do mato, gerando alertas para as equipas de sapadores.</p><h2>Resposta à severidade meteorológica</h2><p>A inovação chega num momento vital para Portugal. Basta lembrar, aliás, que <strong>2025 ficou marcado como o quinto período com pior severidade meteorológica do século</strong>. O país enfrentou nesse ano 29 dias consecutivos sob perigo máximo ou extremo de incêndio, uma realidade que fustigou com particular violência as regiões Norte e Centro.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766572" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/radici-e-a-nova-plataforma-que-ajuda-a-escolher-arvores-certas-para-cada-territorio-do-pais.html" title="Radici é a nova plataforma que ajuda a escolher árvores certas para cada freguesia do país">Radici é a nova plataforma que ajuda a escolher árvores certas para cada freguesia do país</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/radici-e-a-nova-plataforma-que-ajuda-a-escolher-arvores-certas-para-cada-territorio-do-pais.html" title="Radici é a nova plataforma que ajuda a escolher árvores certas para cada freguesia do país"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/radici-e-a-nova-plataforma-que-ajuda-a-escolher-arvores-certas-para-cada-territorio-do-pais-1777553660341_320.jpg" alt="Radici é a nova plataforma que ajuda a escolher árvores certas para cada freguesia do país"></a></article></aside><p>O balanço resultou em cerca de <strong>271 mil hectares de área ardida</strong>, o dobro da extensão registada no ano anterior e quase a totalidade da meta de proteção planeada pelas autoridades nacionais até ao final da década. Monitorizar o território com ferramentas dinâmicas tornou-se, por isso, uma prioridade estratégica para <strong>reverter o ciclo de destruição</strong>.</p><h2>Uma solução partilhada no território nacional</h2><p>Embora o modelo matemático tenha sido desenhado em Espanha, a sua <strong>base científica ajusta-se perfeitamente à realidade portuguesa</strong>. Os dois países partilham ecossistemas semelhantes, caracterizados pela forte presença de pinheiros e sobreiros.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ao introduzir dados geográficos e climáticos específicos de Portugal, a plataforma simula a secura das florestas automaticamente. O algoritmo cruza informações detalhadas sobre a estrutura das matas, o relevo e o tipo de solo.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Sendo mapas digitais de acesso livre e gratuito, qualquer <strong>proprietário florestal</strong>, <strong>associação local, investigador universitário ou cidadão</strong> em Portugal pode consultar os dados diariamente para avaliar o risco no seu território.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/novo-mapa-digital-preve-risco-de-incendio-florestal-na-peninsula-iberica-durante-ondas-de-calor-1786023844078.jpg" data-image="8k9c2yjgk2ts" alt="Copa de sobreiro" title="Copa de sobreiro"><figcaption>Árvores de raízes profundas conservam água, mas arbustos secam rapidamente. A dinâmica explica por que florestas vizinhas sob o mesmo clima ardem de formas distintas. Foto: Derguen/Pixabay</figcaption></figure><p>A integração de dados contínuos permite antecipar com elevada fiabilidade onde a vegetação se encontra em <strong>rutura</strong>. Esta precisão em tempo real reforça a capacidade de resposta operacional, garantindo uma <strong>vigilância</strong> mais assertiva precisamente nas fases em que as <strong>ondas de calor</strong> ameaçam o país.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="CREAF%20-%20Centro%20de%20Investiga%C3%A7%C3%A3o%20Ecol%C3%B3gica%20e%20Aplica%C3%A7%C3%B5es%20Florestais%20da%20Catalunha" data-year="" data-title="A%20new%20CREAF%20tool%20provides%20real-time%20vegetation%20moisture%20data%20across%20Spain%20and%20Portugal%20to%20improve%20wildfire%20prevention" data-url="https%3A%2F%2Fwww.creaf.cat%2Fen%2Farticles%2Fnew-creaf-tool-provides-real-time-vegetation-moisture-data-across-spain-improve-wildfire-prevention">CREAF - Centro de Investigação Ecológica e Aplicações Florestais da Catalunha. <a href="https://www.creaf.cat/en/articles/new-creaf-tool-provides-real-time-vegetation-moisture-data-across-spain-improve-wildfire-prevention" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A new CREAF tool provides real-time vegetation moisture data across Spain and Portugal to improve wildfire prevention</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/novo-mapa-digital-preve-risco-de-incendio-florestal-na-peninsula-iberica-durante-ondas-de-calor.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Será que a Terra sobreviverá ao Sol moribundo? A ciência reescreve o último dia do nosso planeta]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/sera-que-a-terra-sobrevivera-ao-sol-moribundo-a-ciencia-reescreve-o-ultimo-dia-do-nosso-planeta.html</link><pubDate>Thu, 06 Aug 2026 15:40:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Novos modelos sugerem que a Terra poderá evitar ser engolida pelo Sol quando este se expandir e se tornar uma gigante vermelha. A vida, no entanto, desaparecerá muito antes disso, deixando o planeta como um mundo estéril a orbitar uma anã branca.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-terra-sopravvivera-al-sole-morente-la-scienza-riscrive-l-ultimo-giorno-del-nostro-pianeta-1785253730206.png" data-image="kvgiejpz7s0e" alt="The end of Earth" title="The end of Earth"><figcaption>Representação artística de uma Terra queimada e sem oceanos, que sobreviveu à fase de gigante vermelha do Sol.</figcaption></figure><p>A ciência é clara quanto a uma coisa: <strong>o fim da Terra </strong>não ocorrerá num único momento dramático. Em vez disso, desenrolar-se-á como parte de uma <strong>transformação extraordinariamente lenta </strong>que se estenderá por milhões — ou mesmo dezenas de milhões — de anos.</p><p>Ao longo desse tempo, o Sol tornar-se-á gradualmente mais brilhante, expandindo-se depois para se tornar uma gigantesca gigante vermelha, antes de, por fim, encolher <strong>até se tornar uma pequena anã branca</strong>.</p><div class="texto-destacado">Contrariamente ao que os cientistas acreditavam anteriormente, um estudo publicado em junho de 2026 sugere que a Terra poderá evitar ser engolida durante as fases finais do Sol como gigante vermelha.</div><p>Isso não significa que irá conservar os seus oceanos, a sua atmosfera ou a vida. A biosfera da Terra desaparecerá muito antes de o Sol chegar ao fim da sua vida.</p><h2>A vida terminará muito antes de o Sol se tornar uma gigante vermelha</h2><p>Hoje, o Sol encontra-se na fase mais estável da sua evolução. Com cerca de 4,5 mil milhões de anos, está a fundir hidrogénio em hélio de forma constante no seu núcleo, produzindo a energia constante que permitiu que a vida florescesse na Terra.<strong> Mas esse equilíbrio não durará para sempre</strong>.</p><p>À medida que o Sol esgota gradualmente o hidrogénio no seu núcleo, as temperaturas no interior da estrela irão aumentar, empurrando a fusão nuclear para as camadas exteriores. <strong>O resultado será um aumento constante do brilho do Sol</strong>. Ao longo de centenas de milhões de anos, a crescente produção de energia alterará drasticamente o clima da Terra.</p><p>De acordo com um estudo publicado na <em>Nature</em>, prevê-se que a atmosfera da Terra permaneça rica em oxigénio durante cerca de 1,08 ± 0,14 mil milhões de anos. Depois disso, o aumento da radiação solar irá fixar cada vez mais dióxido de carbono nas rochas, removendo-o gradualmente da atmosfera. Embora isso possa inicialmente parecer benéfico, dadas as preocupações atuais com os gases de efeito estufa, <strong>traz consigo uma consequência grave</strong>.</p><p>As plantas acabarão por ser privadas do dióxido de carbono de que necessitam para a fotossíntese. <strong>A produtividade biológica entrará em colapso</strong> e os níveis de oxigénio acabarão por cair para menos de 1% da concentração atual.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O aumento do brilho do Sol reduzirá o oxigénio atmosférico, evaporará os oceanos da Terra e porá fim à biosfera.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O aumento das temperaturas fará com que os oceanos se evaporem gradualmente, libertando enormes quantidades de vapor de água para a atmosfera. À medida que esse vapor atingir altitudes mais elevadas, intensificará o <strong>efeito de estufa</strong> — uma vez que o vapor de água é, por si só, um poderoso gás com efeito de estufa — e permitirá que o hidrogénio escape para o espaço.</p><p>Os oceanos não desaparecerão da noite para o dia. Em vez disso, irão desaparecer lentamente ao longo do tempo. Quando o Sol começar a transformar-se numa gigante vermelha, <strong>a Terra já será um mundo árido</strong>.</p><h2>Será que o Sol, quando se tornar uma gigante vermelha, irá realmente engolir a Terra?</h2><p>Daqui a cerca de cinco mil milhões de anos, à medida que o núcleo do Sol se contrair e as suas camadas exteriores se expandirem drasticamente, o Sol tornar-se-á uma <strong>gigante vermelha, muito maior e mais brilhante do que é hoje</strong>. Mercúrio e Vénus estão quase certamente condenados — serão engolidos.</p><p>Estudos anteriores sugeriam que o destino da Terra dependeria de uma competição entre dois efeitos opostos. Por um lado, as forças de maré iriam drenar a energia orbital, puxando a Terra para dentro. Por outro lado, o Sol perderia massa através de poderosos ventos estelares, enfraquecendo a sua atração gravitacional e fazendo com que a órbita da Terra se expandisse.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-terra-sopravvivera-al-sole-morente-la-scienza-riscrive-l-ultimo-giorno-del-nostro-pianeta-1785345788835.png" data-image="0u3f68nb3grw" alt="An example of the planetary nebula the Sun will eventually become, with a white dwarf at its center." title="An example of the planetary nebula the Sun will eventually become, with a white dwarf at its center."><figcaption>Um exemplo da nebulosa planetária que se prevê que o Sol venha a formar após a sua fase de gigante vermelha, com uma anã branca no seu centro.</figcaption></figure><p>Um modelo de 2008 concluiu que o movimento para fora não seria suficiente. As interações das marés acabariam por puxar a Terra para o envelope exterior em expansão do Sol.</p><p>Um novo estudo de Mats Esseldeurs, Stéphane Mathis e Leen Decin, publicado em 2026 na revista <em>Astronomy & Astrophysics</em>, utiliza modelos atualizados de dissipação das forças de maré e conclui que<strong> existe uma maior probabilidade de a Terra sobreviver à fase de gigante vermelha do Sol, permanecendo em órbita em vez de ser engolida</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Investigação recente sugere que é mais provável que a Terra sobreviva à fase de gigante vermelha do Sol. Pode não ser engolida — mas continuará a tornar-se um mundo sem vida.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os investigadores observam que, se o Sol perder massa com rapidez suficiente, <strong>a órbita da Terra expandir-se-ia o suficiente para garantir a sua provável sobrevivência</strong> — embora não com certeza absoluta.</p><h2>Uma Terra morta em órbita de uma anã branca</h2><p>No final da sua fase de gigante vermelha, o Sol irá libertar as suas camadas exteriores para formar uma nebulosa planetária, <strong>deixando para trás uma anã branca rodeada de gás e poeira</strong>.</p><div class="texto-destacado">Uma anã branca é um remanescente estelar extremamente denso, com aproximadamente o tamanho da Terra, onde a fusão nuclear cessou e que passará milhares de milhões de anos a arrefecer lentamente.</div><p>Se a Terra sobreviver à fase de gigante vermelha do Sol, continuará a orbitar essa anã branca — <strong>mas sem oceanos e, provavelmente, sem qualquer atmosfera significativa</strong>.</p><p>Observações de outros sistemas planetários sugerem que ambos os resultados são possíveis.</p><p>Os astrónomos já observaram casos de <strong>"canibalismo" estelar</strong>, em que estrelas envelhecidas consomem os seus próprios planetas. Um desses eventos, detetado em 2023, revelou que as forças de maré e a expansão estelar estavam a destruir um planeta próximo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-terra-sopravvivera-al-sole-morente-la-scienza-riscrive-l-ultimo-giorno-del-nostro-pianeta-1785345844934.png" data-image="rgivzwwxx2k9" alt="The Sun's evolution" title="The Sun's evolution"><figcaption>Ilustração que mostra a evolução do Sol, desde a sua formação até à sua fase final como anã branca.</figcaption></figure><p>Por outro lado, em 2024, os astrónomos descobriram um planeta com cerca de 1,9 vezes a massa da Terra a orbitar uma anã branca a uma distância de pouco mais de duas unidades astronómicas. Ao reconstruir a história do sistema, os investigadores sugeriram que o planeta poderá ter orbitado, em tempos, a cerca de uma unidade astronómica — semelhante à distância atual da Terra em relação ao Sol.<strong> Isto sugere que o planeta sobreviveu à fase de gigante vermelha da sua estrela</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781127" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-sucessor-do-james-webb-ja-esta-em-desenvolvimento-este-e-o-megatelescopio-da-nasa-concebido-para-procurar-outra-terra.html" title="O sucessor do James Webb já está em desenvolvimento: este é o megatelescópio da NASA concebido para procurar outra Terra">O sucessor do James Webb já está em desenvolvimento: este é o megatelescópio da NASA concebido para procurar outra Terra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-sucessor-do-james-webb-ja-esta-em-desenvolvimento-este-e-o-megatelescopio-da-nasa-concebido-para-procurar-outra-terra.html" title="O sucessor do James Webb já está em desenvolvimento: este é o megatelescópio da NASA concebido para procurar outra Terra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-sucesor-de-james-webb-ya-esta-en-marcha-este-es-el-megatelescopio-de-la-nasa-disenado-para-buscar-otra-tierra-1785270499023_320.jpg" alt="O sucessor do James Webb já está em desenvolvimento: este é o megatelescópio da NASA concebido para procurar outra Terra"></a></article></aside><p>Não há dúvida de que a Terra se tornará um planeta estéril e inabitável dentro de cerca de mil milhões de anos. Mesmo assim, poderá acabar por sobreviver à morte do Sol,<strong> continuando a orbitar a anã branca como uma relíquia árida durante períodos de tempo inimagináveis</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"> <h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3> <p class="article-reference__body"> <cite data-author="Esseldeurs, M., Mathis, S., and Decin, L." data-year="2026" data-title="The fate of Earth during the Sun's giant phases: New constraints from ab initio tidal modelling and AGB mass loss" data-url="https://arxiv.org/abs/2606.19575">Esseldeurs, M., Mathis, S., & Decin, L. (2026). <a href="https://arxiv.org/abs/2606.19575" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The fate of Earth during the Sun's giant phases: New constraints from ab initio tidal modelling and AGB mass loss</a>.</cite><br> <cite data-author="De, K. et al." data-year="2023" data-title="An infrared transient from a star engulfing a planet" data-url="https://www.nature.com/articles/s41586-023-05842-x.pdf">De, K. et al. (2023). <a href="https://www.nature.com/articles/s41586-023-05842-x.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">An infrared transient from a star engulfing a planet</a>.</cite><br> <cite data-author="Zhang, K. et al." data-year="2024" data-title="An Earth-mass planet and a brown dwarf in orbit around a white dwarf" data-url="https://www.nature.com/articles/s41550-024-02375-9">Zhang, K. et al. (2024). <a href="https://www.nature.com/articles/s41550-024-02375-9" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">An Earth-mass planet and a brown dwarf in orbit around a white dwarf</a>.</cite> </p> </section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/sera-que-a-terra-sobrevivera-ao-sol-moribundo-a-ciencia-reescreve-o-ultimo-dia-do-nosso-planeta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As cascas de ovo podem ter uma segunda vida no seu jardim: eis como as utilizar corretamente com as suas plantas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-cascas-de-ovo-podem-ter-uma-segunda-vida-no-seu-jardim-eis-como-as-utilizar-corretamente-com-as-suas-plantas.html</link><pubDate>Thu, 06 Aug 2026 14:57:59 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Com um pouco de conhecimento sobre como limpá-los, triturá-los e aplicá-los de acordo com as necessidades específicas das suas plantas, as sobras do pequeno-almoço podem tornar-se um aliado valioso no seu jardim.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-cascaras-de-huevo-pueden-tener-una-segunda-vida-en-el-jardin-asi-puedes-utilizarlas-correctamente-con-tus-plantas-1785289357185.png" data-image="37ve8ja8yrrp"><figcaption>As cascas de ovo não substituem um bom fertilizante, nem conseguem, por si só, resolver todos os problemas relacionados com o cálcio.</figcaption></figure><p>Os ovos são um alimento básico em muitas cozinhas e, assim que são partidos, as cascas vão normalmente direitas para o lixo. Mas <strong>o que parece ser desperdício ainda pode ser bem aproveitado nos seus vasos, horta ou canteiros</strong> de flores.</p><p>Com um pouco de preparação, <strong>as cascas de ovo</strong> podem ganhar uma segunda vida e tornar-se<strong> um aliado valioso para as suas plantas</strong>.<strong> </strong>Reutilizá-las é também uma forma fácil de reduzir o lixo doméstico.</p><p>As cascas de ovo são bem conhecidas na jardinagem por fornecerem <strong>cálcio de libertação lenta e por funcionarem como uma barreira natural contra lesmas e caracóis</strong>. No entanto, não basta simplesmente esmagá-las e espalhá-las pelo solo. O tamanho dos pedaços faz toda a diferença.</p><div class="texto-destacado"><strong>Se o seu objetivo for adicionar cálcio ao solo, as cascas devem ser moídas até se tornarem um pó muito fino. Se quiser criar uma barreira protetora, pedaços maiores, secos e irregulares funcionam muito melhor.</strong></div><p>Para compreender por que razão são úteis, é importante saber de que são feitas. Cerca de 95% de uma casca de ovo é constituída por <strong>carbonato de cálcio</strong>, juntamente com pequenas quantidades de <strong>magnésio e outros minerais</strong>.</p><h2>As cascas de ovo, por si só, não são suficientes</h2><p>É importante lembrar que <strong>as cascas de ovo não são um fertilizante completo</strong>. Contêm apenas quantidades mínimas de azoto, fósforo e potássio, pelo que não podem substituir o composto, os dejetos de minhocas ou um fertilizante equilibrado.</p><p>Funcionam melhor como um aditivo mineral suplementar que se decompõe gradualmente no solo. Por outras palavras, podem dar um impulso útil, <strong>mas as suas plantas continuam a precisar de uma fonte de nutrição mais completa</strong>.</p><h2>Como preparar cascas de ovo para as suas plantas</h2><p>Antes de as levar para o jardim, <strong>lave bem as cascas para remover quaisquer resíduos de clara ou gema</strong>. Embora este passo possa parecer insignificante, ajuda a evitar odores desagradáveis, bolor e insetos indesejados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-cascaras-de-huevo-pueden-tener-una-segunda-vida-en-el-jardin-asi-puedes-utilizarlas-correctamente-con-tus-plantas-1785289566244.png" data-image="egbplqwzh7i0"><figcaption>Triture as cascas até obterem um pó fino e misture-as no solo para que as suas plantas possam absorver gradualmente o cálcio.</figcaption></figure><p><strong>Deixe-as secar durante um dia inteiro num local bem ventilado</strong>. Se quiser acelerar o processo, leve-as ao forno durante 10 a 15 minutos a baixa temperatura, até ficarem completamente secas e quebradiças.</p><p>Quando estiverem prontas, guarde-as num frasco seco até ter recolhido uma boa quantidade. Para tornar o cálcio disponível para as plantas, <strong>triture as cascas até obter um pó tão fino como farinha</strong>.</p><p>Pode usar um almofariz e um pilão, colocá-las num saco resistente e esmagá-las com um rolo de massa, ou triturá-las num liquidificador. <strong>Quanto mais fino for o pó, mais facilmente se misturará com o solo</strong>.</p><div class="texto-destacado">O facto de a casca ser branca ou castanha depende da genética da galinha. Não existe uma diferença significativa no teor de cálcio entre as duas.</div><p>Isto é importante porque os fragmentos grandes de casca demoram muito tempo a decompor-se. Na verdade, podem ainda estar visíveis após vários meses — ou mesmo anos. <strong>Moê-los até se tornarem pó aumenta o seu contacto com a humidade, os microrganismos e os ácidos naturais do solo, acelerando o processo</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781494" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/ar-condicionado-natural-plantas-que-ajudam-a-deixar-o-ambiente-mais-fresco-e-melhoram-o-isolamento-termico.html" title="Ar-condicionado natural: plantas que ajudam a deixar o ambiente mais fresco e melhoram o isolamento térmico">Ar-condicionado natural: plantas que ajudam a deixar o ambiente mais fresco e melhoram o isolamento térmico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/ar-condicionado-natural-plantas-que-ajudam-a-deixar-o-ambiente-mais-fresco-e-melhoram-o-isolamento-termico.html" title="Ar-condicionado natural: plantas que ajudam a deixar o ambiente mais fresco e melhoram o isolamento térmico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aire-acondicionado-natural-las-plantas-que-pueden-ayudar-a-crear-un-hogar-mas-fresco-y-mejorar-el-aislamiento-termico-1785413309225_320.jpeg" alt="Ar-condicionado natural: plantas que ajudam a deixar o ambiente mais fresco e melhoram o isolamento térmico"></a></article></aside><p>Não é necessário cobrir o vaso com pó de casca de ovo. Comece por<strong> espalhar uma ou duas colheres de chá à volta da base da planta e misture-o suavemente na camada superior do solo</strong>. Também pode adicionar um pouco ao buraco de plantação ao transplantar ou misturá-lo diretamente no seu composto.</p><h3>Como utilizar cascas de ovo contra lesmas e caracóis</h3><p>Se o seu objetivo for proteger as suas plantas de lesmas e caracóis, prepare as cascas de forma diferente. Em vez de pó, <strong>utilize pedaços grandes, secos e irregulares, aproximadamente do tamanho de um grão de café</strong>. Disponha-os num anel com cerca de duas a três polegadas (5–8 cm) de largura à volta da planta.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-cascaras-de-huevo-pueden-tener-una-segunda-vida-en-el-jardin-asi-puedes-utilizarlas-correctamente-con-tus-plantas-1785289670978.png" data-image="qguufrb0enra" alt="Break the shells into small pieces and spread them around your plants to create a barrier that helps keep slugs and snails away." title="Break the shells into small pieces and spread them around your plants to create a barrier that helps keep slugs and snails away."><figcaption>Partam as conchas em pedaços pequenos e espalhem-nas à volta das vossas plantas para criar uma barreira que ajude a afastar as lesmas e os caracóis.</figcaption></figure><p><strong>A ideia é que a superfície rugosa e as arestas afiadas tornem desconfortável a passagem de lesmas e caracóis</strong>. Mesmo assim, esta barreira pode ajudar, mas nem sempre os impedirá completamente. Certifique-se de que o anel é contínuo e evite que as folhas toquem no chão fora da barreira, pois as pragas podem usá-las como ponte.</p><p>Após chuva forte ou rega, terá de deixar as conchas secarem, reposicioná-las ou substituí-las. Também é uma boa ideia <strong>remover folhas caídas, tábuas, pedras e outros esconderijos húmidos</strong> onde estas pragas costumam refugiar-se durante o dia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780709" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-plantas-que-te-podem-ajudar-a-transformar-uma-pequena-varanda-num-mini-jardim.html" title="As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda num mini-jardim">As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda num mini-jardim</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-plantas-que-te-podem-ajudar-a-transformar-uma-pequena-varanda-num-mini-jardim.html" title="As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda num mini-jardim"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/las-plantas-que-pueden-ayudarte-a-transformar-un-balcon-pequeno-en-un-mini-jardin-1784951323175_320.png" alt="As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda num mini-jardim"></a></article></aside><p>Se tiver cascas de ovo a mais, esmague-as bem e adicione-as à sua pilha de composto. A regra de ouro é simples: <strong>triture as cascas de ovo até ficarem em pó fino se as for utilizar como fonte de cálcio</strong>, ou deixe-as em pedaços maiores se quiser criar uma barreira contra lesmas e caracóis.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-cascas-de-ovo-podem-ter-uma-segunda-vida-no-seu-jardim-eis-como-as-utilizar-corretamente-com-as-suas-plantas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Temperaturas em Portugal de 10 a 16 de agosto: ECMWF prevê calor, mas o Atlântico poderá travar os extremos de 40°C]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-em-portugal-de-10-a-16-de-agosto-ecmwf-preve-calor-mas-o-atlantico-podera-travar-os-extremos-de-40-c.html</link><pubDate>Thu, 06 Aug 2026 14:35:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal deverá registar temperaturas acima da média entre 10 e 17 de agosto, mas sem os extremos previstos para grande parte da Europa. O calor poderá intensificar-se nos dias 14 e 15, sobretudo no interior.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-em-portugal-de-10-a-16-de-agosto-ecmwf-preve-de-calor-mas-o-atlantico-podera-travar-os-extremos-de-40-c-1786020143803.jpg" data-image="h1q5ethfrs5c" alt="Oceano Atlântico" title="Oceano Atlântico"><figcaption>O Atlântico continua a desempenhar um papel decisivo no estado do tempo em Portugal, suavizando o calor que domina grande parte da Europa. A influência marítima deverá impedir, pelo menos numa primeira fase, que o país registe temperaturas tão extremas como as previstas em Espanha.</figcaption></figure><p>Enquanto uma nova cúpula de calor se instala sobre grande parte da Europa, Portugal deverá permanecer numa posição privilegiada. O modelo europeu ECMWF prevê temperaturas acima da média, mas <strong>a influência do Atlântico continuará a limitar os valores mais extremos durante boa parte da semana</strong>.</p><h2>Portugal aquece, mas menos do que o resto da Europa</h2><p>Antes de analisar a evolução diária, importa olhar para a <strong>anomalia média semanal da temperatura</strong>, um produto do ECMWF que representa a média das temperaturas previstas ao longo de toda a semana, considerando <strong>todas as horas do dia e da noite</strong>. Por isso, este mapa não mostra os picos de calor, mas sim a tendência térmica global.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Mesmo que ocorram dias muito quentes, a existência de madrugadas mais frescas ou de dias ligeiramente abaixo da média reduz o valor final desta anomalia semanal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-em-portugal-de-10-a-16-de-agosto-ecmwf-preve-de-calor-mas-o-atlantico-podera-travar-os-extremos-de-40-c-1786018529199.jpg" data-image="uhyj36gsb3o0" alt="Anomalia da temperatura semanal" title="Anomalia da temperatura semanal"><figcaption>Anomalia média semanal da temperatura prevista entre 10 e 17 de agosto. Portugal deverá registar temperaturas ligeiramente acima da média climatológica, mas com desvios menos significativos do que em grande parte da Europa Central.</figcaption></figure><p>Para a semana de <strong>10 a 17 de agosto</strong>, Portugal surge com temperaturas <strong>entre 1 e 3 °C acima da média climatológica</strong>, mas com uma anomalia relativamente modesta quando comparada com grande parte da Europa Central, onde os desvios positivos poderão ultrapassar os <strong>6 °C</strong>.</p><h2>Segunda-feira, dia 10 marca o início da cúpula de calor na Europa</h2><p>A partir de <strong>segunda-feira, 10 de agosto</strong>, uma extensa região de altas pressões irá dominar grande parte do continente europeu, favorecendo a instalação da cúpula de calor. Ao mesmo tempo, o Atlântico Norte permanecerá bastante ativo, com depressões profundas a circularem a oeste das Ilhas Britânicas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-em-portugal-de-10-a-16-de-agosto-ecmwf-preve-de-calor-mas-o-atlantico-podera-travar-os-extremos-de-40-c-1786018639641.png" data-image="qevbh5yy0d7j" alt="Pressão e chuva" title="Pressão e chuva"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-793723">Uma depressão ativa permanece no Atlântico Norte, enquanto uma extensa área de altas pressões domina a Europa. Em Portugal, o Atlântico continua a limitar o aquecimento.</figcaption></figure><p>Apesar da presença de uma depressão bem organizada no Atlântico, esta deverá ser desviada para norte, afetando sobretudo o Reino Unido. Assim, Portugal permanecerá protegido da sua influência direta, embora continue a beneficiar da circulação marítima atlântica.</p><p>Embora a <strong>cúpula de calor</strong> tenha tendência para se instalar sobre grande parte da Europa a partir de 10 de agosto e Espanha já apresente previsões de temperaturas superiores a <strong>40 °C</strong> em algumas regiões, Portugal deverá registar um aquecimento mais moderado. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-em-portugal-de-10-a-16-de-agosto-ecmwf-preve-de-calor-mas-o-atlantico-podera-travar-os-extremos-de-40-c-1786018689931.png" data-image="a41tsz6duri1" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Em Portugal, o Atlântico continua a limitar o aquecimento, contrastando com o calor intenso previsto para o interior da Península Ibérica.</figcaption></figure><p>As temperaturas máximas poderão atingir <strong>35 a 36 °C</strong> no interior Norte e Centro, enquanto o litoral oeste, entre Viana do Castelo e Lisboa, deverá manter um ambiente bastante mais ameno, com máximas geralmente entre <strong>21 e 26 °C</strong>.</p><h2>Terça-feira evidenciará o contraste entre litoral e interior</h2><p>Na <strong>terça-feira, 11 de agosto</strong>, o mapa de anomalias de temperatura da tarde mostra que grande parte do país apresentará valores próximos da normalidade. O maior desvio positivo deverá ocorrer no interior Norte, onde as temperaturas poderão situar-se cerca de <strong>5 °C acima da média</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-em-portugal-de-10-a-16-de-agosto-ecmwf-preve-de-calor-mas-o-atlantico-podera-travar-os-extremos-de-40-c-1786018816909.png" data-image="f1z9wipidmk0" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"><figcaption>Na tarde de terça-feira, 11 de agosto, as anomalias positivas concentram-se sobretudo no interior Norte, enquanto grande parte do litoral apresenta temperaturas próximas dos valores normais para a época.</figcaption></figure><p>Já durante a madrugada, verifica-se outro cenário. Grande parte do território poderá registar <strong>anomalias negativas entre 1 e 3 °C</strong>, sinal de noites relativamente frescas para a época, sobretudo no Centro e Sul. Este comportamento demonstra a forte influência do Atlântico, permitindo um arrefecimento noturno muito mais eficiente do que no interior da Península Ibérica.</p><h2>O calor poderá intensificar-se no final da semana</h2><p>Os modelos continuam a indicar que <strong>sexta-feira, 14 de agosto, e sábado, 15 de agosto</strong>, poderão ser os dias mais quentes deste episódio.</p><p>O mapa de <strong>geopotencial e temperatura a 850 hPa</strong> (cerca de <strong>1500 metros de altitude</strong>) mostra que a massa de ar muito quente proveniente do Norte de África se expandirá progressivamente até abranger praticamente todo o território continental. Este aquecimento em altitude cria condições favoráveis para um aumento das temperaturas à superfície.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-em-portugal-de-10-a-16-de-agosto-ecmwf-preve-de-calor-mas-o-atlantico-podera-travar-os-extremos-de-40-c-1786019025445.jpg" data-image="5sxq4gjk1pzs" alt="Geopotencial e temperatura a 850 hPa" title="Geopotencial e temperatura a 850 hPa"><figcaption>Na sexta-feira, 14 de agosto, a massa de ar quente proveniente do Norte de África deverá expandir-se sobre a Península Ibérica. O aumento da temperatura em altitude favorece um agravamento do calor à superfície nos dias seguintes.</figcaption></figure><p>Caso esta tendência se confirme, <strong>o interior poderá aproximar-se dos 40 °C</strong>.<strong> </strong>Importa, contudo, recordar que estas datas pertencem ainda ao <strong>médio prazo da previsão meteorológica</strong>. Embora a tendência para calor mais intenso seja consistente nas últimas atualizações do modelo europeu, os valores exatos das temperaturas e a distribuição das regiões mais afetadas poderão ainda sofrer ajustes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782299" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-39-c-e-noites-tropicais-entre-hoje-e-sabado-so-havera-1-distrito-de-portugal-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente.html" title="Até 39 ºC e noites tropicais: entre hoje e sábado só haverá 1 distrito de Portugal sob aviso amarelo de tempo quente">Até 39 ºC e noites tropicais: entre hoje e sábado só haverá 1 distrito de Portugal sob aviso amarelo de tempo quente</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-39-c-e-noites-tropicais-entre-hoje-e-sabado-so-havera-1-distrito-de-portugal-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente.html" title="Até 39 ºC e noites tropicais: entre hoje e sábado só haverá 1 distrito de Portugal sob aviso amarelo de tempo quente"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-39-c-e-noites-tropicais-entre-hoje-e-sabado-so-havera-1-distrito-de-portugal-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-1786020315245_320.png" alt="Até 39 ºC e noites tropicais: entre hoje e sábado só haverá 1 distrito de Portugal sob aviso amarelo de tempo quente"></a></article></aside><p>Para já, o cenário mais provável aponta para uma semana claramente quente em Portugal, <strong>mas ainda bastante menos extrema do que aquela que poderá verificar-se em vários países da Europa Central</strong>, onde a cúpula de calor deverá atingir a sua maior intensidade.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-em-portugal-de-10-a-16-de-agosto-ecmwf-preve-calor-mas-o-atlantico-podera-travar-os-extremos-de-40-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até sábado, 8, estas são as três capitais distritais do interior onde se preveem máximas iguais ou superiores a 35 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-sabado-8-estas-sao-as-tres-capitais-distritais-do-interior-onde-se-preveem-maximas-iguais-ou-superiores-a-35-c.html</link><pubDate>Thu, 06 Aug 2026 13:17:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas continuam contidas, de forma geral, em Portugal Continental. No entanto, há três capitais de distrito que se deverão destacar nos próximos dias. Saiba quais!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xave8zi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xave8zi.jpg" id="xave8zi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal Continental continua a registar temperaturas típicas de verão na maior parte do território, no entanto, há<strong> locais cujos valores estão abaixo do expectável, enquanto outros locais registam valores um pouco acima da média</strong>, entre sexta-feira e sábado.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Os <strong>locais que estão mais frios que o habitual para a época</strong> do ano são o litoral Norte e Centro e a região da Serra da Estrela, com anomalias térmicas negativas de até 2 ºC. Uma boa parte do continente regista valores dentro da média ou pouco acima da mesma, com anomalias positivas de até 2 ºC. Já o <strong>Nordeste Transmontano e o Algarve (Sotavento) dominam as anomalias positivas</strong>, com valores até 5 ºC e 8 ºC acima da média, respetivamente.</p><h2>Sexta-feira poderá ser um dos dias mais quentes da semana, no interior do país</h2><p>Hoje, quinta-feira, os valores de temperatura máxima mais elevados deverão ser de <strong>36 ºC para Castelo Branco e Beja e de 35 ºC para Évora</strong>. A nível local, poderão registar-se até 38 ºC tanto no Alentejo como na Beira Baixa e o Vale do Douro, assim como o Algarve, poderão contar com 37 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-sabado-8-estas-sao-as-tres-capitais-distritais-do-interior-onde-se-preveem-maximas-iguais-ou-superiores-a-35-c-1786016900326.png" data-image="qdu6tkhwu37k" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Entre sexta e sábado, algumas zonas do país deverão registar 35 ºC ou mais. Todas elas serão ao longo da faixa interior, que continua a destacar-se, como é habitual, em relação às temperaturas mais elevadas.</figcaption></figure><p>Para amanhã, sexta-feira, espera-se uma <strong>manutenção destes valores</strong>, onde as mesmas capitais de distrito supracitadas deverão voltar a atingir 35 ºC ou mais, com Castelo Branco a sobressair (36 ºC), seguido de Beja e Évora com 35 ºC. Mais uma vez o <strong>Vale do Douro e o Algarve poderão contar com valores na ordem dos 37 ºC</strong> a nível local, enquanto as regiões onde se inserem as três capitais citadas também poderão manter os 38 ºC localmente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782299" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-39-c-e-noites-tropicais-entre-hoje-e-sabado-so-havera-1-distrito-de-portugal-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente.html" title="Até 39 ºC e noites tropicais: entre hoje e sábado só haverá 1 distrito de Portugal sob aviso amarelo de tempo quente">Até 39 ºC e noites tropicais: entre hoje e sábado só haverá 1 distrito de Portugal sob aviso amarelo de tempo quente</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-39-c-e-noites-tropicais-entre-hoje-e-sabado-so-havera-1-distrito-de-portugal-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente.html" title="Até 39 ºC e noites tropicais: entre hoje e sábado só haverá 1 distrito de Portugal sob aviso amarelo de tempo quente"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-39-c-e-noites-tropicais-entre-hoje-e-sabado-so-havera-1-distrito-de-portugal-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-1786020315245_320.png" alt="Até 39 ºC e noites tropicais: entre hoje e sábado só haverá 1 distrito de Portugal sob aviso amarelo de tempo quente"></a></article></aside><p>No sábado, dia 8 de agosto, espera-se uma descida dos valores, ainda que<strong> a capital distrital Beja continue a registar temperaturas máximas de 35 ºC</strong>. Ao que tudo indica, esta será a única a atingir este valor nesse dia. Contudo, localmente, esperam-se 35 ºC no Vale do Douro e na Beira Baixa, enquanto no Baixo Alentejo e Algarve, os termómetros podem alcançar os 37 ºC.</p><h2>A partir de domingo dar-se-á uma ligeira descida dos valores</h2><p>Esta <strong>tendência de descida na faixa interior deverá manter-se nos dias seguintes ainda que com pouca expressão</strong>, visto que se esperam valores na ordem dos 33 ºC, pelo menos até terça-feira. Já no litoral, as temperaturas também deverão manter-se sem grandes oscilações térmicas, podendo variar entre 1 a 2 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-sabado-8-estas-sao-as-tres-capitais-distritais-do-interior-onde-se-preveem-maximas-iguais-ou-superiores-a-35-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 39 ºC e noites tropicais: entre hoje e sábado só haverá 1 distrito de Portugal sob aviso amarelo de tempo quente]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-39-c-e-noites-tropicais-entre-hoje-e-sabado-so-havera-1-distrito-de-portugal-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente.html</link><pubDate>Thu, 06 Aug 2026 12:50:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Neste momento apenas 1 distrito de Portugal continental está sob aviso amarelo. Esta região do país enfrentará a persistência de valores elevados da temperatura máxima, com algumas localidades a poderem registar até 39 ºC, e também a ocorrência de noites tropicais.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xavev22"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xavev22.jpg" id="xavev22"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma robusta crista subtropical continua a estimular o transporte de uma massa de ar tropical continental, muito quente e seca, desde o Norte de África para a Península Ibérica, afetando sobretudo Espanha.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Em Portugal continental esta massa de ar exercerá apenas uma influência marginal, restringindo-se essencialmente ao interior e ao Sul do país, destacando-se sobretudo a Beira Baixa, o Baixo Alentejo e o Sotavento Algarvio, onde se esperam os valores mais elevados da temperatura. Neste artigo será analisada ao detalhe <strong>a evolução prevista para o distrito de Faro, a única região da geografia continental atualmente sob aviso amarelo de tempo quente</strong>.</p><h2>Distrito de Faro enfrenta aviso amarelo de tempo quente pelo menos até sábado, 8 de agosto</h2><p><strong>A influência periférica da massa de ar quente será mais evidente no Algarve, sobretudo no Sotavento Algarvio e nas zonas interiores do distrito de Faro</strong>, onde se incluem o barrocal e a serra algarvia. Também algumas áreas do litoral, em especial no Sotavento, deverão registar temperaturas significativamente acima da média climatológica para a época do ano.</p><div class="texto-destacado"> Perante este cenário meteorológico o IPMA emitiu aviso amarelo para todo o distrito de Faro devido à previsão da persistência de valores elevados da temperatura máxima. <strong>O aviso estará em vigor entre as 09:00 desta quinta-feira, 6 de agosto e as 18:00 de sábado, 8 de agosto</strong>. </div><p>A combinação da <strong>massa de ar quente e seco</strong>, da <strong>subsidência</strong> associada ao anticiclone, da <strong>reduzida nebulosidade e </strong>da forte<strong> radiação solar</strong> típica do verão criará condições favoráveis a um aquecimento muito eficiente da superfície.</p><p>A estas condições juntam-se características específicas do relevo algarvio. <strong>A serra do Caldeirão</strong>, que opera frequentemente como barreira orográfica, <strong>limitando a influência moderadora do oceano</strong> nas zonas interiores e favorecendo um <strong>aquecimento adicional do ar por subsidência</strong> e compressão adiabática na vertente de sotavento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-39-c-e-noites-tropicais-entre-hoje-e-sabado-so-havera-1-distrito-de-portugal-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-1786020187848.png" data-image="0bycvzlxpbp4"><figcaption>Para amanhã, sexta-feira 7 de agosto, evidenciam-se anomalias térmicas positivas bastante significativas no Sotavento Algarvio, variando entre 4 e 5 ºC na maior parte do território em análise, e podendo ser registadas temperaturas entre 6 e 8 ºC acima da média nalguns locais.</figcaption></figure><p>Por sua vez, <strong>o vale do Guadiana</strong>, sobretudo no que diz respeito à vila de Alcoutim (localizada na margem esquerda do rio Guadiana), apresenta uma<strong> maior continentalidade</strong> relativamente ao litoral, o que em conjunto com o seu <strong>relevo de encaixe, acaba por permitir uma rápida intensificação do calor diurno</strong>, potenciando o registo de algumas das temperaturas mais elevadas do Algarve durante este episódio de tempo quente.</p><h2>Vêm aí noites tropicais. Eis como as temperaturas evoluirão nas principais localidades algarvias</h2><p>Além das temperaturas máximas elevadas, prevê-se a persistência de noites quentes em várias localidades do Algarve, com <strong>temperaturas mínimas iguais ou superiores a 20 ºC, valor que corresponde à definição climatológica de noite tropical</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-39-c-e-noites-tropicais-entre-hoje-e-sabado-so-havera-1-distrito-de-portugal-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-1786019633124.png" data-image="j2dey5g96i8r"><figcaption>A metade oriental do distrito de Faro (Sotavento) e as áreas interiores da região algarvia destacar-se-ão entre hoje e sábado, 8 de agosto, pela previsão de persistência de valores elevados da temperatura máxima. Em várias localidades é expectável ainda a ocorrência de noites tropicais.</figcaption></figure><p>Segundo as mais recentes projeções do modelo de maior confiança da Meteored, o ECMWF, várias localidades algarvias irão registar temperaturas mínimas iguais ou superiores a 20 ºC ao longo das próximas noites. <strong>A persistência do calor noturno constitui um dos parâmetros considerados pelo IPMA na avaliação do episódio de tempo quente</strong>, contribuindo para a manutenção do aviso amarelo no distrito de Faro.</p><p><strong>Na tabela seguinte </strong>pode-se verificar ao pormenor a evolução prevista das temperaturas máximas e mínimas em<strong> 13 localidades do Algarve</strong> entre hoje - quinta-feira, 6 de agosto - e o próximo sábado, 8 de agosto. A temperatura máxima mais elevada<strong> (39 ºC) está prevista para a vila de Alcoutim</strong>.</p><table><thead><tr><th>Cidade, vila ou povoação</th><th>Temperatura Máxima Quinta-feira, 6 de agosto</th><th>Temperatura Mínima Quinta-feira, 6 de agosto</th><th>Temperatura Máxima Sexta-feira, 7 de agosto</th><th>Temperatura Mínima Sexta-feira, 7 de agosto</th><th>Temperatura Máxima Sábado, 8 de agosto</th><th>Temperatura Mínima Sábado, 8 de agosto</th></tr></thead><tbody><tr><td>Faro</td><td>35 ºC</td><td>20 ºC</td><td>35 ºC</td><td>21 ºC</td><td>35 ºC</td><td>22 ºC</td></tr><tr><td>Olhão</td><td>35 ºC</td><td>21 ºC</td><td>34 ºC</td><td>23 ºC</td><td>34 ºC</td><td>24 ºC</td></tr><tr><td>Tavira</td><td>36 ºC</td><td>21 ºC</td><td>36 ºC</td><td>22 ºC</td><td>36 ºC</td><td>23 ºC</td></tr><tr><td>São Brás de Alportel</td><td>36 ºC</td><td>18 ºC</td><td>36 ºC</td><td>19 ºC</td><td>36 ºC</td><td>21 ºC</td></tr><tr><td>Vila Real de Santo António</td><td>35 ºC</td><td>20 ºC</td><td>35 ºC</td><td>21 ºC</td><td>35 ºC</td><td>22 ºC</td></tr><tr><td>Alcoutim</td><td>39 ºC</td><td>18 ºC</td><td>39 ºC</td><td>19 ºC</td><td>39 ºC</td><td>20 ºC</td></tr><tr><td>Odeleite</td><td>38 ºC</td><td>19 ºC</td><td>38 ºC</td><td>20 ºC</td><td>38 ºC</td><td>21 ºC</td></tr><tr><td>Albufeira</td><td>36 ºC</td><td>18 ºC</td><td>36 ºC</td><td>20 ºC</td><td>35 ºC</td><td>22 ºC</td></tr><tr><td>Castro Marim</td><td>36 ºC</td><td>20 ºC</td><td>36 ºC</td><td>20 ºC</td><td>36 ºC</td><td>21 ºC</td></tr><tr><td>Lagoa</td><td>36 ºC</td><td>18 ºC</td><td>36 ºC</td><td>18 ºC</td><td>36 ºC</td><td>19 ºC</td></tr><tr><td>Loulé</td><td>37 ºC</td><td>18 ºC</td><td>37 ºC</td><td>19 ºC</td><td>36 ºC</td><td>21 ºC</td></tr><tr><td>Portimão</td><td>36 ºC</td><td>18 ºC</td><td>36 ºC</td><td>19 ºC</td><td>36 ºC</td><td>20 ºC</td></tr><tr><td>Silves</td><td>38 ºC</td><td>15 ºC</td><td>37 ºC</td><td>16 ºC</td><td>37 ºC</td><td>17 ºC</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="7">Fonte: Mapas da Meteored e IPMA</td></tr></tbody></table><p>Adicionalmente, os dados evidenciam, para a totalidade das localidades algarvias analisadas, uma intensificação gradual do calor noturno durante as próximas jornadas. Espera-se que <strong>Faro, Olhão, Tavira, Vila Real de Santo António e Castro Marim</strong>, todas situadas no Sotavento Algarvio,<strong> registem temperaturas mínimas sempre iguais ou superiores a 20 ºC</strong><strong>, podendo alcançar até 24 ºC</strong>, e mantendo condições de noite tropical durante todo o período analisado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782298" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/poeiras-aguaceiros-e-trovoadas-afetarao-portugal-entre-sexta-e-domingo-horas-mais-criticas-e-zonas-mais-expostas.html" title="Poeiras, aguaceiros e trovoadas afetarão Portugal entre sexta e domingo: horas mais críticas e zonas mais expostas">Poeiras, aguaceiros e trovoadas afetarão Portugal entre sexta e domingo: horas mais críticas e zonas mais expostas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/poeiras-aguaceiros-e-trovoadas-afetarao-portugal-entre-sexta-e-domingo-horas-mais-criticas-e-zonas-mais-expostas.html" title="Poeiras, aguaceiros e trovoadas afetarão Portugal entre sexta e domingo: horas mais críticas e zonas mais expostas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/poeiras-aguaceiros-e-trovoadas-afetarao-portugal-entre-sexta-e-domingo-horas-mais-criticas-e-zonas-mais-expostas-1786015298207_320.png" alt="Poeiras, aguaceiros e trovoadas afetarão Portugal entre sexta e domingo: horas mais críticas e zonas mais expostas"></a></article></aside><p>O aviso amarelo manter-se-á ativo até sábado, 8 de agosto. <strong>A partir de domingo (9), os mapas de referência da Meteored apontam para uma descida generalizada das temperaturas máximas no Algarve</strong> e no restante território continental, pelo que à partida não se antevê a necessidade de prolongar o aviso de tempo quente para o distrito de Faro.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-39-c-e-noites-tropicais-entre-hoje-e-sabado-so-havera-1-distrito-de-portugal-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Poeiras, aguaceiros e trovoadas afetarão Portugal entre sexta e domingo: horas mais críticas e zonas mais expostas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/poeiras-aguaceiros-e-trovoadas-afetarao-portugal-entre-sexta-e-domingo-horas-mais-criticas-e-zonas-mais-expostas.html</link><pubDate>Thu, 06 Aug 2026 11:27:36 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A partir das últimas horas de sexta-feira o cenário atmosférico em Portugal Continental poderá mudar. Primeiro chegam as poeiras do Saara, depois espera-se ocorrência de chuva e trovoada.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xavdpoi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xavdpoi.jpg" id="xavdpoi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Esta semana tem sido bastante tranquila em relação à estabilidade atmosférica, apesar de uma segunda e terça-feira um pouco mais instáveis, especialmente no litoral Norte e Centro.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br><br>Uma "língua" de poeiras saarianas deverá invadir o território português a partir das últimas horas de sexta-feira. Segundo a mais recente atualização dos nossos mapas, a maior concentração será no sábado.</div><p>No entanto, é esperado que nos próximos dias este cenário volte a mudar, com o regresso das <strong>poeiras do saara, da chuva e, ainda, a possibilidade de trovoada</strong>.</p><h2>Últimas horas de sexta-feira trazem as poeiras do Saara de volta a Portugal</h2><p>Como avançamos em previsões anteriores, uma "língua" de poeira irá atravessar Portugal Continental. Ainda que esta possa chegar ao nosso território a partir das últimas horas da manhã de sexta-feira, <strong>é expectável que a sua concentração se torne mais evidente a partir das últimas horas do dia</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/poeiras-aguaceiros-e-trovoadas-afetarao-portugal-entre-sexta-e-domingo-horas-mais-criticas-e-zonas-mais-expostas-1786012907736.png" data-image="ml7ke7dvtdra" alt="névoa seca; poeiras" title="névoa seca; poeiras"><figcaption>A concentração de poeiras será mais elevada ao longo do dia de sábado, especialmente durante a madrugada.</figcaption></figure><p>Durante a madrugada de sábado, e tal como podemos observar no mapa acima, a<strong> concentração destas poeiras será mais expressiva</strong>, em praticamente todo o continente, ainda que permaneça elevada nas horas seguintes. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>De acordo com a mais recente atualização, esta língua de poeiras poderá começar a mover-se de noroeste para nordeste, à medida que as horas passam, sendo expectável que ao final do dia de sábado a Região Norte possa contar com um horizonte mais limpo, livre de poeiras. <strong>Até ao meio-dia de domingo, mais ou menos, as poeiras saarianas deverão afastar-se de toda a nossa geografia</strong>.</p><h2>Chuva e trovoada poderão fazer parte desta mudança de tempo</h2><p>A passagem de uma depressão a noroeste de Portugal Continental poderá resultar em<strong> ocorrência de chuva fraca e ainda na possibilidade de trovoada</strong>, essencialmente nas regiões Norte e Centro, também no sábado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/poeiras-aguaceiros-e-trovoadas-afetarao-portugal-entre-sexta-e-domingo-horas-mais-criticas-e-zonas-mais-expostas-1786015247018.png" data-image="mjbrixwi5vdq" alt="densidade de raios; trovoada" title="densidade de raios; trovoada"><figcaption>Além da chuva prevista, também se espera a ocorrência de trovoada em vários pontos do Norte e Centro do país.</figcaption></figure><p>É esperado que <strong>a partir das 12h de sábado a chuva comece a ocorrer no noroeste do país</strong>, de forma fraca, devendo estender-se a outras zonas do litoral Norte e Centro nas horas seguintes.Também o Nordeste Transmontano e a Beira Alta poderão registar ocorrência de chuva e trovoada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782216" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/7-ilhas-acorianas-sob-aviso-amarelo-e-laranja-de-chuva-e-vento-saiba-as-horas-mais-criticas-desta-quinta-6-de-agosto.html" title="7 ilhas açorianas sob aviso amarelo e laranja de chuva e vento: saiba as horas mais críticas desta quinta, 6 de agosto">7 ilhas açorianas sob aviso amarelo e laranja de chuva e vento: saiba as horas mais críticas desta quinta, 6 de agosto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/7-ilhas-acorianas-sob-aviso-amarelo-e-laranja-de-chuva-e-vento-saiba-as-horas-mais-criticas-desta-quinta-6-de-agosto.html" title="7 ilhas açorianas sob aviso amarelo e laranja de chuva e vento: saiba as horas mais críticas desta quinta, 6 de agosto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/7-ilhas-acorianas-sob-aviso-amarelo-e-laranja-de-chuva-e-vento-saiba-as-horas-mais-criticas-desta-quinta-feira-1785950076100_320.png" alt="7 ilhas açorianas sob aviso amarelo e laranja de chuva e vento: saiba as horas mais críticas desta quinta, 6 de agosto"></a></article></aside><p>Ao que tudo indica,<strong> entre as 14h e as 18h, dar-se-á o período mais "crítico" da ocorrência de chuva</strong>, ainda que não devam haver situações de risco. Em relação à trovoada, esta poderá ocorrer com maior frequência e intensidade entre as 13h e as 17h, devendo incidir, principalmente, em zonas do interior do país. No domingo, não se descarta a possibilidade de aguaceiros fracos e dispersos no noroeste do país, até ao início da tarde.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/poeiras-aguaceiros-e-trovoadas-afetarao-portugal-entre-sexta-e-domingo-horas-mais-criticas-e-zonas-mais-expostas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[7 ilhas açorianas sob aviso amarelo e laranja de chuva e vento: saiba as horas mais críticas desta quinta, 6 de agosto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/7-ilhas-acorianas-sob-aviso-amarelo-e-laranja-de-chuva-e-vento-saiba-as-horas-mais-criticas-desta-quinta-6-de-agosto.html</link><pubDate>Thu, 06 Aug 2026 06:09:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Sete ilhas dos Açores estarão sob avisos amarelo e laranja esta quinta-feira devido à chuva por vezes forte e ao vento, com os períodos mais críticos concentrados entre a madrugada e o início da tarde.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xav4ug2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xav4ug2.jpg" id="xav4ug2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os Açores deverão enfrentar esta <strong>quinta-feira, 6 de agosto</strong>, um agravamento do estado do tempo devido à passagem de uma <strong>área de instabilidade</strong> associada a uma <strong>depressão atlântica</strong>. O <strong>IPMA </strong>colocou <strong>sete ilhas</strong> sob <strong>avisos meteorológicos amarelo e laranja</strong> por <strong>chuva </strong>e <strong>vento</strong>, prevendo períodos de precipitação por vezes forte, que poderá ser acompanhada de trovoada, e rajadas moderadas a fortes em alguns locais.</p><p> Ao todo, os avisos abrangem sete ilhas do arquipélago açoriano: Terceira, Graciosa, São Jorge, Pico e Faial, no Grupo Central, e São Miguel e Santa Maria, no Grupo Oriental. As ilhas das Flores e do Corvo, pertencentes ao Grupo Ocidental, permanecem sem avisos meteorológicos em vigor. </p><h2>Grupo Central estará sob aviso laranja durante a manhã</h2><p>Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), as ilhas do <strong>Grupo Central</strong> (Terceira, Graciosa, São Jorge, Pico e Faial) estarão sob <strong>aviso laranja para precipitação</strong> entre as <strong>21h00 desta quarta-feira e as 12h00 de quinta-feira</strong>. Durante o mesmo período vigorará igualmente <strong>aviso amarelo para vento</strong>.</p><p>Nas ilhas do <strong>Grupo Oriental</strong> (São Miguel e Santa Maria), o <strong>aviso laranja</strong> para precipitação estará em vigor entre a <strong>meia-noite e as 21h00 de quinta-feira</strong>, sendo igualmente acompanhado por <strong>aviso amarelo para vento</strong> durante esse intervalo.</p><p> Esta diferença nos horários dos avisos reflete a deslocação gradual da área de instabilidade de oeste para leste ao longo do dia. Assim, enquanto as ilhas do Grupo Central deverão sentir primeiro os efeitos mais intensos da precipitação, o Grupo Oriental continuará exposto durante um período mais prolongado. </p><p>No <strong>Grupo Ocidental</strong> (Flores e Corvo) <strong>não existem, para já, avisos meteorológicos</strong> em vigor.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-ilhas-acorianas-sob-aviso-amarelo-e-laranja-de-chuva-e-vento-saiba-as-horas-mais-criticas-desta-quinta-feira-1785950076100.png" data-image="376f5r16kwzx" alt="Chuva (quinta-feira, 6 de agosto, 12h)" title="Chuva (quinta-feira, 6 de agosto, 12h)"><figcaption>Chuva prevista para as 12h de quinta-feira. Os períodos de precipitação mais persistentes deverão concentrar-se sobretudo nas ilhas dos grupos Central e Oriental, coincidindo com o período de vigência dos avisos do IPMA.</figcaption></figure><p> Em vários momentos, os <strong>aguaceiros </strong>poderão assumir <strong>intensidade moderada a forte</strong>, sobretudo quando as células de precipitação atravessarem as <strong>ilhas mais expostas</strong> ao fluxo dominante de oeste. Ainda assim, a intensidade da chuva poderá variar bastante entre localidades próximas, característica habitual deste tipo de situação meteorológica. </p><p> Ao longo da madrugada, a chuva deverá afetar sobretudo o <strong>Grupo Central</strong>. Durante a manhã, a área de precipitação tenderá a deslocar-se gradualmente para leste, atingindo também o <strong>Grupo Oriental</strong>, onde poderão ocorrer os <strong>períodos mais persistentes de chuva</strong>. </p><h2>Acumulados poderão ultrapassar os 70 mm em São Miguel</h2><p>Os mapas de precipitação acumulada evidenciam diferenças significativas entre os vários grupos de ilhas. Enquanto no Grupo Central os valores previstos rondam geralmente os <strong>20 a 40 mm</strong>, em <strong>São Miguel</strong> os acumulados poderão aproximar-se dos <strong>75 mm</strong>, sobretudo em zonas mais expostas ao relevo.</p><p>No Faial, os valores previstos aproximam-se dos <strong>40 mm</strong>, enquanto na Terceira deverão situar-se perto dos <strong>20 mm</strong>, refletindo a deslocação progressiva da área de precipitação ao longo do dia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782151" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-ate-39-c-poeiras-do-saara-e-possivel-chuva-de-lama-estas-sao-as-datas-a-reter-em-portugal.html" title="Calor até 39 ºC, poeiras do Saara e possível chuva de lama: estas são as datas a reter em Portugal">Calor até 39 ºC, poeiras do Saara e possível chuva de lama: estas são as datas a reter em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-ate-39-c-poeiras-do-saara-e-possivel-chuva-de-lama-estas-sao-as-datas-a-reter-em-portugal.html" title="Calor até 39 ºC, poeiras do Saara e possível chuva de lama: estas são as datas a reter em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-ate-39-c-poeiras-do-saara-e-possivel-chuva-de-lama-estas-sao-as-datas-a-reter-em-portugal-1785933550745_320.jpg" alt="Calor até 39 ºC, poeiras do Saara e possível chuva de lama: estas são as datas a reter em Portugal"></a></article></aside><p> Embora os maiores acumulados estejam previstos para <strong>São Miguel</strong>, a precipitação deverá distribuir-se de forma relativamente <strong>generalizada </strong>pelas ilhas abrangidas pelos avisos. Em <strong>locais de maior altitude</strong> ou mais expostos ao relevo, os valores poderão ser localmente superiores aos previstos à escala regional. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-ilhas-acorianas-sob-aviso-amarelo-e-laranja-de-chuva-e-vento-saiba-as-horas-mais-criticas-desta-quinta-feira-1785950179810.png" data-image="msc5teqp98uh" alt="Precipitação acumulada (quinta-feira, 6 de agosto, 23h)" title="Precipitação acumulada (quinta-feira, 6 de agosto, 23h)"><figcaption>Precipitação acumulada prevista até às 23h de quinta-feira. Os maiores acumulados deverão ocorrer em São Miguel, enquanto o Grupo Central também poderá registar valores significativos.</figcaption></figure><p> Este cenário explica a manutenção dos avisos emitidos pelo <strong>IPMA</strong>, uma vez que a <strong>precipitação persistente</strong> ao longo de várias horas aumenta o potencial para <strong>acumulações significativas</strong>, especialmente nas ilhas onde os aguaceiros forem mais frequentes. </p><p>Esta distribuição acompanha a evolução da <strong>depressão atlântica</strong>, que continuará a transportar <strong>ar muito húmido</strong> sobre o arquipélago, favorecendo <strong>precipitação persistente</strong> e localmente intensa nas ilhas sob aviso.</p><h2>Rajadas de vento e céu muito nublado irão acompanhar a instabilidade</h2><p>Além da chuva, o <strong>vento </strong>deverá soprar moderado, por vezes forte nas zonas mais expostas. os mapas apontam para <strong>rajadas próximas dos 40 km/h</strong> em parte do <strong>Grupo Central</strong>, justificando os <strong>avisos amarelos</strong> emitidos pelo IPMA.</p><p>Ao mesmo tempo, a <strong>nebulosidade </strong>deverá manter-se <strong>muito elevada</strong> ao longo de praticamente todo o dia, reduzindo significativamente os <strong>períodos de abertas</strong>.</p><p> A circulação atmosférica associada à depressão continuará a favorecer a entrada de <strong>ar muito húmido</strong> sobre o arquipélago, mantendo o <strong>céu geralmente muito nublado</strong> e limitando a ocorrência de períodos prolongados de sol durante esta quinta-feira. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-ilhas-acorianas-sob-aviso-amarelo-e-laranja-de-chuva-e-vento-saiba-as-horas-mais-criticas-desta-quinta-feira-1785950252946.png" data-image="hble1qns2vv0" alt="Rajadas de vento (quinta-feira, 6 de agosto, 12h)" title="Rajadas de vento (quinta-feira, 6 de agosto, 12h)"><figcaption>Rajadas previstas para as 12h de quinta-feira. O vento deverá intensificar-se sobretudo nas ilhas dos grupos Central e Oriental, acompanhando a passagem da área de instabilidade.</figcaption></figure><p>À medida que a depressão se afaste para leste, espera-se uma diminuição gradual da atividade convectiva nas ilhas do <strong>Grupo Central</strong>. No entanto, o <strong>Grupo Oriental</strong> continuará mais exposto à passagem das últimas bandas de precipitação durante <strong>parte da tarde</strong> e <strong>início da noite</strong>. </p><p> Apesar da instabilidade prevista, a situação deverá evoluir gradualmente para melhoria durante a segunda metade do dia nas ilhas do Grupo Central. No Grupo Oriental, contudo, a precipitação poderá persistir durante mais horas, prolongando o período de maior risco até ao início da noite, em linha com os <strong>avisos </strong>atualmente <strong>emitidos pelo IPMA</strong>. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/7-ilhas-acorianas-sob-aviso-amarelo-e-laranja-de-chuva-e-vento-saiba-as-horas-mais-criticas-desta-quinta-6-de-agosto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nuvens de fogo, rajadas de calor e raios: o perigoso fenómeno meteorológico gerado por mega-incêndios]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nuvens-de-fogo-rajadas-de-calor-e-raios-o-perigoso-fenomeno-meteorologico-gerado-por-mega-incendios.html</link><pubDate>Thu, 06 Aug 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Grandes incêndios florestais não só se propagam rapidamente. Quando atingem intensidade extrema, podem alterar a própria atmosfera, tornando ainda mais difíceis os esforços de combate ao fogo — como ocorreu em Espanha nos últimos dias.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nubes-de-fuego-reventones-termicos-y-rayos-el-peligroso-fenomeno-meteorologico-que-generen-los-megaincendios-1785311920477.png" data-image="p1w8xq7rqtxw"><figcaption>Tempestades de fogo formam-se quando um grande incêndio florestal altera a atmosfera e produz nuvens pirocúmulos. Este fenómeno pode modificar o comportamento das chamas e torná-las muito mais difíceis de controlar.</figcaption></figure><p>Os<strong> incêndios florestais </strong>que assolaram a <strong>Espanha </strong>nas últimas semanas voltaram a chamar a atenção para um fenómeno que preocupa especialmente os especialistas: as chamadas<strong> tempestades de fogo</strong>.</p><p>Segundo o <em>Copernicus</em>, o programa europeu de observação e monitorização da Terra, os maiores incêndios consumiram mais de 127.000 hectares e afetaram cerca de 92.000 pessoas, sendo as províncias de Ávila, Madrid e Castellón as mais atingidas. Alguns destes <strong>incêndios </strong>foram classificados como de<strong> "sexta geração"</strong>, <strong>caracterizados por um comportamento muito mais difícil de prever e controlar</strong>.</p><p>Quando um<strong> incêndio florestal atinge intensidade extrema</strong>, ele deixa de ser impulsionado apenas pela temperatura, pelo vento ou pela humidade. O<strong> calor intenso libertado altera o ar em redor e pode modificar as condições meteorológicas sobre o próprio incêndio</strong>, criando, essencialmente, o seu próprio clima. Isto explica porque é que alguns incêndios aceleram repentinamente, mudam de direção em questão de minutos ou apresentam comportamentos que tornam as operações de combate muito mais desafiantes.</p><h2>Nuvens pirocúmulos e como as tempestades de fogo alteram o clima local</h2><p>O<strong> enorme calor libertado pelas chamas</strong> faz com que o ar suba rapidamente, transportando fumo, cinzas e vapor de água a vários quilómetros de altitude na atmosfera. Este forte movimento ascendente favorece a formação de <strong>nuvens </strong>imponentes conhecidas como <strong>pirocúmulos</strong>, cuja presença geralmente indica que um incêndio florestal atingiu um estágio de extrema intensidade.</p><p>O meteorologista da <em>Meteored Espanha</em>, Samuel Biener, explica que estas nuvens se formam quando as correntes de ar quente geradas pelo incêndio encontram ar mais frio nas camadas superiores da atmosfera. O resultado é uma estrutura de nuvem <strong>capaz de crescer rapidamente e alterar o comportamento do próprio incêndio</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-terra-arde-em-chamas-dias-com-incendios-simultaneos-triplicaram-devido-ao-aquecimento-global.html" title="A Terra arde em chamas: dias com incêndios simultâneos triplicaram devido ao aquecimento global">A Terra arde em chamas: dias com incêndios simultâneos triplicaram devido ao aquecimento global</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-terra-arde-em-chamas-dias-com-incendios-simultaneos-triplicaram-devido-ao-aquecimento-global.html" title="A Terra arde em chamas: dias com incêndios simultâneos triplicaram devido ao aquecimento global"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-planeta-arde-al-mismo-tiempo-los-dias-extremos-de-incendios-se-han-triplicado-por-el-calentamiento-global-1771976728588_320.jpg" alt="A Terra arde em chamas: dias com incêndios simultâneos triplicaram devido ao aquecimento global"></a></article></aside><p>Durante os eventos mais intensos,<strong> nuvens pirocúmulos podem produzir raios capazes de iniciar novos incêndios florestais </strong>longe da frente principal do fogo. Além disso, quando essas nuvens colapsam, podem gerar rajadas de vento potentes que alimentam ainda mais as chamas e favorecem uma propagação rápida e imprevisível do fogo.</p><p>Segundo Biener, alguns especialistas também apontam que, se um grande incêndio florestal coincidir com uma faixa de chuva fraca, podem ocorrer <strong>"rajadas de calor"</strong> (<em>heat bursts</em>). À medida que a chuva evapora no <strong>calor intenso</strong> do incêndio, as <strong>correntes descendentes</strong> resultantes espalham-se em todas as direções ao atingir o solo, produzindo, por vezes, ventos de<strong> 80 a 100 km/h</strong>, o que <strong>aumenta consideravelmente a dificuldade de conter o fogo</strong>.</p><h2>Incêndios florestais de sexta geração: porque é que são tão difíceis de controlar</h2><p>A situação torna-se ainda mais perigosa quando vários fatores meteorológicos ocorrem simultaneamente.<strong> Temperaturas elevadas, vegetação extremamente seca e ventos persistentes</strong> criam condições ideais para a rápida propagação do fogo. No caso de incêndios florestais de sexta geração, estas condições podem superar a capacidade de resposta das equipas de combate a incêndios.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tormentas-de-fuego-por-que-los-megaincendios-crean-su-propio-tiempo-y-multiplican-el-riesgo-con-vientos-y-rayos-1785232264947.jpeg" data-image="fsgglxuzxjcu" alt="Incêndio florestal" title="Incêndio florestal"><figcaption>Megaincêndios podem gerar rajadas de vento intensas e raios ao produzir nuvens pirocúmulos. Estas condições podem desencadear novos incêndios e aumentar significativamente o perigo durante as operações de combate ao fogo.</figcaption></figure><p>Biener também observou que<strong> inversões térmicas ocorreram durante os incêndios florestais em Madrid, Toledo, Ávila e Castellón</strong> nas noites recentes. Nessas situações, o ar mais frio e o fumo ficam retidos no fundo dos vales, enquanto uma camada de ar mais quente acima atua como uma tampa. Se essa camada estável se rompe repentinamente, o comportamento do fogo pode mudar em questão de minutos e intensificar-se rapidamente.</p><p>Por este motivo, <strong>grandes incêndios florestais não são mais avaliados apenas pela área que consomem</strong>. Cientistas também estudam os processos atmosféricos gerados por eles, uma vez que essas alterações podem provocar novos focos de incêndio, mudar a direção do fogo e aumentar os riscos para as equipas de emergência que atuam em solo.</p><h2>Tempestades de fogo: o que acontece durante e após o incêndio florestal</h2><p>Os efeitos de um grande incêndio florestal não se limitam à área diretamente atingida pelas chamas. O<strong> fumo pode percorrer dezenas de quilómetros, degradando a qualidade do ar a grande distância</strong> do foco do incêndio. Nos últimos dias, isto foi observado em locais bastante afastados dos principais incêndios, incluindo partes de Alicante.</p><p><strong>Grandes plumas de fumo também alteram a quantidade de radiação solar</strong> que chega à superfície. Elas reduzem a luz solar direta e aumentam a luz difusa, à medida que as partículas espalham a radiação pela atmosfera, conferindo frequentemente ao céu uma aparência avermelhada. O fumo pode limitar o aquecimento diurno e, à noite, ajudar a reter o calor por mais tempo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tormentas-de-fuego-por-que-los-megaincendios-crean-su-propio-tiempo-y-multiplican-el-riesgo-con-vientos-y-rayos-1785232294420.jpeg" data-image="87h59omqh2f3" alt="Helicóptero combatendo um incêndio florestal" title="Helicóptero combatendo um incêndio florestal"><figcaption>Segundo o Copernicus, mais de 87.000 hectares foram afetados por grandes incêndios florestais em Espanha. Tempestades de fogo ajudam a explicar porque é que alguns incêndios são capazes de gerar o seu próprio clima.</figcaption></figure><p><strong>Uma vez extinto um incêndio florestal, estes efeitos atmosféricos desaparecem gradualmente</strong>. Samuel Biener observa que não há evidências de que os padrões climáticos mudem permanentemente após um grande incêndio, embora possam ocorrer alterações localizadas relacionadas com a perda de cobertura florestal.</p><p>As consequências mais significativas surgem depois de as chamas serem apagadas. Sem a proteção da vegetação, o solo torna-se muito mais vulnerável à erosão. Chuvas que anteriormente tinham pouco impacto podem arrastar cinzas e detritos para rios, reservatórios e aquíferos; ao mesmo tempo, a perda de cobertura florestal eleva as temperaturas do solo e pode levar a pequenas alterações na formação de neblina local, à medida que a humidade antes retida pela vegetação desaparece.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nuvens-de-fogo-rajadas-de-calor-e-raios-o-perigoso-fenomeno-meteorologico-gerado-por-mega-incendios.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[“Língua” de poeiras do Saara aproxima-se a toda a velocidade de Portugal: poderá trazer chuva de lama, explica Ana Palma]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/lingua-de-poeiras-do-saara-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-de-portugal-podera-trazer-chuva-de-lama-explica-ana-palma.html</link><pubDate>Wed, 05 Aug 2026 18:13:18 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal continental ficará sob a influência de uma extensa pluma de poeiras do Saara, que poderá tornar o céu mais opaco, reduzir a visibilidade e deteriorar a qualidade do ar, sobretudo entre sexta-feira e sábado.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xav4qr6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xav4qr6.jpg" id="xav4qr6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma faixa de poeiras provenientes do Saara deverá alcançar Portugal continental na manhã da próxima sexta-feira, 7 de agosto. <strong>A intrusão atingirá o pico entre a madrugada e o meio-dia de sábado</strong>, embora as concentrações permaneçam elevadas no Algarve durante a tarde, tornando o céu mais turvo e reduzindo a transparência atmosférica.</p><h2>Circulação de sudoeste conduz as poeiras do Norte de África até Portugal</h2><p>O episódio resulta de uma circulação persistente de sul e sudoeste, estabelecida entre o Norte de África, o Atlântico oriental e a Península Ibérica. <strong>A configuração dos centros de pressão e o escoamento em altitude, onde o vento ultrapassará os 70 km/h, favorecem o transporte das partículas das regiões desérticas para noroeste e depois nordeste</strong>. A corrente contorna a costa marroquina e conduz a pluma em direção ao território português. A expressão “língua de poeiras” deve-se à forma estreita, alongada e curva que a nuvem apresenta ao aproximar-se da costa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lingua-de-poeiras-do-saara-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-de-portugal-podera-trazer-chuva-de-lama-explica-ana-palma-1785948695644.png" data-image="3z0rv9cyndo1"><figcaption>A pluma de poeiras do Saara deverá alcançar o litoral ocidental durante a manhã de sexta-feira, avançando gradualmente para o interior. Ao meio-dia, a presença de partículas já será mais evidente na região de Lisboa.</figcaption></figure><p>A chegada de poeiras começará a notar-se na manhã de sexta-feira, inicialmente junto ao litoral ocidental. Durante a tarde, a pluma tornar-se-á mais densa e avançará para o interior, afetando o Norte, o Centro e a região de Lisboa. Ao início da noite, os valores de profundidade ótica dos aerossóis aproximar-se-ão de 0,25, <strong>podendo atingir 0,29 na região de Viseu</strong>. No interior alentejano e no Algarve, a presença de poeiras será menos expressiva.</p><h2>Pico previsto para sábado poderá coincidir com aguaceiros e originar chuva de lama</h2><p>Entre o final de sexta-feira e a madrugada de sábado, a pluma alargar-se-á a todo o território continental. <strong>Os valores mais elevados, entre 0,28 e 0,29, deverão registar-se nas regiões de Coimbra, Santarém, Castelo Branco e Guarda</strong>. Lisboa e parte do Norte permanecerão sob uma carga significativa. Durante a tarde, as concentrações diminuirão no Norte e no Centro, enquanto no Algarve continuarão elevadas, próximas de 0,27 ao final do dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lingua-de-poeiras-do-saara-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-de-portugal-podera-trazer-chuva-de-lama-explica-ana-palma-1785949066615.png" data-image="9rc35mzxsg9s"><figcaption>Na madrugada de sábado, as poeiras deverão abranger praticamente todo o território continental, com valores mais elevados no Centro e no interior, onde a profundidade ótica dos aerossóis poderá aproximar-se de 0,29.</figcaption></figure><p>Os efeitos mais visíveis serão o tom esbranquiçado ou amarelado do céu, a menor nitidez da paisagem e a deposição de poeira em automóveis, janelas e outras superfícies. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lingua-de-poeiras-do-saara-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-de-portugal-podera-trazer-chuva-de-lama-explica-ana-palma-1785949141462.png" data-image="g2opk460ftgk"><figcaption>A probabilidade de aguaceiros será mais elevada em Vila Real, podendo atingir 40%, e rondará 20% em Braga, Viseu e Coimbra. A coincidência da precipitação com poeiras ainda presentes poderá originar chuva de lama de forma localizada.</figcaption></figure><p><strong>No sábado, estão previstos aguaceiros fracos e dispersos no Norte e no Centro</strong>. Ao atravessarem uma atmosfera com poeiras, as gotas poderão captar as partículas e transportá-las até à superfície, <strong>originando chuva de lama</strong>. O fenómeno deverá ser localizado, devido à fraca intensidade e à distribuição irregular dos aguaceiros.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782151" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-ate-39-c-poeiras-do-saara-e-possivel-chuva-de-lama-estas-sao-as-datas-a-reter-em-portugal.html" title="Calor até 39 ºC, poeiras do Saara e possível chuva de lama: estas são as datas a reter em Portugal">Calor até 39 ºC, poeiras do Saara e possível chuva de lama: estas são as datas a reter em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-ate-39-c-poeiras-do-saara-e-possivel-chuva-de-lama-estas-sao-as-datas-a-reter-em-portugal.html" title="Calor até 39 ºC, poeiras do Saara e possível chuva de lama: estas são as datas a reter em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-ate-39-c-poeiras-do-saara-e-possivel-chuva-de-lama-estas-sao-as-datas-a-reter-em-portugal-1785933550745_320.jpg" alt="Calor até 39 ºC, poeiras do Saara e possível chuva de lama: estas são as datas a reter em Portugal"></a></article></aside><strong>A intrusão perderá expressão no final de sábado</strong>, quando a pluma avançar para leste e se concentrar sobre Espanha. Simultaneamente, a entrada de ar atlântico favorecerá a renovação da massa de ar sobre Portugal.]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/lingua-de-poeiras-do-saara-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-de-portugal-podera-trazer-chuva-de-lama-explica-ana-palma.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Durante décadas ninguém percebeu que o coelho ibérico era uma espécie diferente e isso muda tudo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/durante-decadas-ninguem-percebeu-que-o-coelho-iberico-era-uma-especie-diferente-e-isso-muda-tudo.html</link><pubDate>Wed, 05 Aug 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Investigação internacional revela que Portugal alberga uma espécie distinta, cuja proteção poderá ser decisiva para preservar o equilíbrio dos ecossistemas mediterrânicos.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/durante-decadas-ninguem-percebeu-que-o-coelho-iberico-era-uma-especie-diferente-e-isso-muda-tudo-1785935264600.jpg" data-image="gezfhs1rett7" alt="Coelho Ibérico" title="Coelho Ibérico"><figcaption>O coelho ibérico foi, durante décadas, confundido com o coelho-comum. A ciência finalmente devolveu-lhe a sua identidade biológica. Foto: Universidade do Porto</figcaption></figure><p>O coelho ibérico sempre esteve à vista de todos, mas, durante décadas, foi tratado como uma variante do coelho europeu. O equívoco acabou por esconder o <strong>declínio de uma espécie única</strong> e atrasou uma resposta adaptada à realidade que, finalmente, a ciência acaba de revelar.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Um estudo internacional, publicado na revista <em>Biological Conservation</em>, concluiu que a Península Ibérica alberga duas espécies distintas de coelho e não apenas uma, como era aceite até agora. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A investigação contou com a participação de cientistas da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (BIOPOLIS-CIBIO), que defendem o <strong>reconhecimento formal do coelho ibérico </strong>(<em>Oryctolagus algirus</em>) como uma espécie distinta do coelho europeu (<em>Oryctolagus cuniculus</em>).</p><p>A conclusão vai muito além de uma mera revisão taxonómica. Ao identificar duas espécies com histórias evolutivas e estados de conservação distintos, o trabalho abre caminho para <strong>estratégias de proteção</strong> de um animal essencial no equilíbrio dos ecossistemas mediterrânicos.</p><h2>Um nome que escondia duas histórias</h2><p>Durante muito tempo, a gestão das populações de coelhos na Península Ibérica partiu do pressuposto de que existia apenas uma espécie, distribuída por diferentes regiões.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os investigadores demonstram agora que essa leitura não corresponde à realidade. As duas linhagens separaram-se há cerca de dois milhões de anos e permaneceram isoladas ao longo da sua evolução.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>No decurso desse processo de adaptação, acumularam <strong>diferenças genéticas</strong>, <strong>biológicas</strong>, <strong>ecológicas</strong> e <strong>reprodutivas</strong> suficientemente consistentes para justificar o reconhecimento de duas espécies distintas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="701953" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/investigadores-portugueses-demonstram-o-grande-potencial-da-bolota-para-as-economias-mediterranicas.html" title="Investigadores portugueses demonstram o grande potencial da bolota para as economias mediterrânicas">Investigadores portugueses demonstram o grande potencial da bolota para as economias mediterrânicas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/investigadores-portugueses-demonstram-o-grande-potencial-da-bolota-para-as-economias-mediterranicas.html" title="Investigadores portugueses demonstram o grande potencial da bolota para as economias mediterrânicas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-portugueses-demonstram-o-grande-potencial-da-bolota-para-as-economias-mediterranicas-1742304684860_320.jpg" alt="Investigadores portugueses demonstram o grande potencial da bolota para as economias mediterrânicas"></a></article></aside><p>A equipa chegou a esta conclusão após reunir evidências recolhidas ao longo de várias décadas. A análise integrou informação detalhada proveniente de populações distribuídas por toda a Península Ibérica, permitindo construir um <strong>retrato mais completo</strong> da evolução destes animais.</p><h2>Quando uma classificação influencia a conservação</h2><p>As consequências desta descoberta são vastas e ultrapassam a esfera da taxonomia. Enquanto o <strong>coelho europeu</strong> ocupa sobretudo o <strong>norte e o leste da Península Ibérica</strong> e apresenta populações estáveis ou em expansão, o <strong>coelho ibérico</strong> encontra-se limitado a <strong>Portugal</strong> e ao <strong>sudoeste de Espanha</strong>, onde o número de indivíduos tem diminuído acentuadamente. Ao serem avaliadas como uma única espécie, estas diferenças ficaram diluídas numa visão global mais favorável. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Se fosse analisado de forma independente, o coelho ibérico reuniria critérios para ser classificado como "Em Perigo", ao passo que o coelho europeu seria considerado uma espécie de "Pouco Preocupante".<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Durante décadas, o coelho ibérico viveu, assim, com uma identidade emprestada. E essa designação comum <strong>ocultou a situação particularmente delicada</strong> de uma espécie cuja distribuição é muito mais limitada e vulnerável.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/durante-decadas-ninguem-percebeu-que-o-coelho-iberico-era-uma-especie-diferente-e-isso-muda-tudo-1785935415963.jpg" data-image="lvjjwqfiijo4" alt="Coelho europeu" title="Coelho europeu"><figcaption>O coelho comum, ou europeu, tem um estatuto de conservação considerado pouco preocupante. Foto: Paulo Costa, trabalho do próprio, CC BY-SA 3.0, Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>Os investigadores identificaram discrepâncias coerentes entre as duas espécies. O coelho ibérico é, em geral, mais <strong>pequeno</strong> e mais <strong>escuro</strong>, apresenta um comportamento menos social, vive em densidades populacionais inferiores, <strong>atinge mais cedo a maturidade sexual</strong> e produz ninhadas menos numerosas. Estas características refletem uma trajetória evolutiva própria e reforçam a necessidade de avaliá-la de forma independente.</p><h2>Uma peça vital dos ecossistemas mediterrânicos</h2><p>A revisão científica justifica-se, sobretudo, pela sua importância para a sustentabilidade dos habitats selvagens. O coelho ibérico ocupa uma <strong>posição central na cadeia alimentar</strong> dos ecossistemas mediterrânicos, constituindo uma das principais presas de espécies emblemáticas, como o lince-ibérico e a águia-imperial-ibérica. O seu declínio pode, por isso, desencadear efeitos que se estendem a todo o equilíbrio ecológico da região.</p><div class="texto-destacado"><strong>"Já não é possível gerir as populações de coelhos na Península Ibérica como se constituíssem uma única entidade biológica. Reconhecer estas duas espécies é fundamental para desenvolver medidas de conservação adequadas e evitar que uma linhagem evolutiva única continue o seu declínio."</strong> <br>Nuno Ferrand, professor catedrático da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e diretor do BIOPOLIS-CIBIO.</div><p>A equipa defende ainda uma <strong>r</strong><strong>eavaliação</strong><strong> das políticas de gestão da fauna na Península Ibérica</strong>, incluindo o ajustamento dos períodos e das quotas de caça, a redefinição dos programas de translocação entre regiões e o desenvolvimento de métodos que permitam distinguir as duas espécies no terreno e delimitar com maior precisão a sua distribuição.</p><h2>Quatro décadas para chegar a uma resposta</h2><p>A conclusão agora publicada resulta de cerca de <strong>40 anos de investigação</strong>. Ao longo desse período, sucessivas evidências revelaram que a diversidade do coelho selvagem na Península Ibérica era maior do que se imaginava. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Só a combinação de dados genómicos, morfológicos, reprodutivos e ecológicos permitiu reunir a robustez científica necessária para propor o reconhecimento formal do coelho ibérico como uma espécie distinta.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Para Nuno Ferrand, ver este conhecimento traduzir-se em <strong>consequências concretas para a conservação</strong> representa um marco particularmente significativo. Além de acrescentar uma nova espécie à classificação científica, o estudo altera a forma como este animal passa a ser compreendido e protegido.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="722399" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/por-que-a-biodiversidade-e-tao-importante-para-evitar-a-extincao-humana.html" title="Porque é que a biodiversidade é tão importante para evitar a extinção humana?">Porque é que a biodiversidade é tão importante para evitar a extinção humana?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/por-que-a-biodiversidade-e-tao-importante-para-evitar-a-extincao-humana.html" title="Porque é que a biodiversidade é tão importante para evitar a extinção humana?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/perche-l-importanza-della-biodiversita-e-fondamentale-per-evitare-l-estinzione-dell-uomo-1738427441497_320.jpg" alt="Porque é que a biodiversidade é tão importante para evitar a extinção humana?"></a></article></aside><p>A ciência validou agora formalmente a <strong>identidade biológica</strong> do coelho ibérico. O novo enquadramento poderá ser o <strong>primeiro passo para assegurar o futuro</strong> de uma espécie que sempre fez parte da nossa paisagem, mas cuja singularidade só agora foi plenamente reconhecida.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Universidade%20do%20Porto" data-year="" data-title="Docentes%20da%20FCUP%20publicam%20estudo%20que%20poder%C3%A1%20ajudar%20a%20proteger%20o%20coelho%20ib%C3%A9rico" data-url="https%3A%2F%2Fnoticias.up.pt%2Ffcup%2Fdocentes-da-fcup-publicam-estudo-que-podera-ajudar-a-proteger-o-coelho-iberico%2F">Universidade do Porto. <a href="https://noticias.up.pt/fcup/docentes-da-fcup-publicam-estudo-que-podera-ajudar-a-proteger-o-coelho-iberico/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Docentes da FCUP publicam estudo que poderá ajudar a proteger o coelho ibérico</a>.</cite><br><cite data-author="Rafael%20Villafuerte%2C%20Paulo%20C.%20Alves%2C%20Miguel%20Carneiro%2C%20Francisca%20Castro%2C%20Pedro%20J.%20Esteves%2C%20Julia%20E.%20Fa%2C%20Nuno%20Ferrand%2C%20Vicente%20Piorno%2C%20Jo%C3%A3o%20Queiros%2C%20Carlos%20Rouco%2C%20Patricia%20H.%20Vaquerizas%2C%20Miguel%20Delibes-Mateos" data-year="" data-title="When%20taxonomy%20lags%20behind%20evolution%3A%20Conservation%20implications%20of%20cryptic%20diversity%20in%20the%20Iberian%20rabbit.%20Biological%20Conservation" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedirect.com%2Fscience%2Farticle%2Fpii%2FS0006320726003137">Rafael Villafuerte, Paulo C. Alves, Miguel Carneiro, Francisca Castro, Pedro J. Esteves, Julia E. Fa, Nuno Ferrand, Vicente Piorno, João Queiros, Carlos Rouco, Patricia H. Vaquerizas, Miguel Delibes-Mateos. <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0006320726003137" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">When taxonomy lags behind evolution: Conservation implications of cryptic diversity in the Iberian rabbit. Biological Conservation</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/durante-decadas-ninguem-percebeu-que-o-coelho-iberico-era-uma-especie-diferente-e-isso-muda-tudo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A Organização Meteorológica Mundial confirma: "O El Niño atinge uma intensidade sem precedentes desde há vários anos"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-organizacao-meteorologica-mundial-confirma-o-el-nino-atinge-uma-intensidade-sem-precedentes-desde-ha-varios-anos.html</link><pubDate>Wed, 05 Aug 2026 15:17:27 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A OMM confirmou que o fenómeno El Niño continuará a intensificar-se até se tornar um fenómeno forte entre agosto e outubro, com impactos nas temperaturas e nas precipitações em várias regiões do planeta.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-organizacion-meteorologica-mundial-confirma-el-nino-alcanza-una-fuerza-no-vista-en-anos-1785833605061.png" data-image="x1c5ns9vlq0r" alt="El Niño OMM ENSO NOAA" title="El Niño OMM ENSO NOAA"><figcaption>O oceano caminha para um aquecimento acentuado das águas superficiais no Pacífico central e oriental.</figcaption></figure><p>O fenómeno do El Niño continua a ganhar força no oceano Pacífico equatorial e tudo indica que <strong>será um dos principais fatores que irão moldar o comportamento do clima mundial nos próximos meses</strong>. Foi o que confirmou a Organização Meteorológica Mundial (OMM), que prevê que o fenómeno atinja uma intensidade forte durante o trimestre de agosto a outubro de 2026.</p><p>De acordo com a última Atualização Climática Sazonal Global da organização, os diversos modelos climáticos internacionais coincidem na previsão de um <strong>aquecimento acentuado</strong> das águas superficiais do Pacífico central e oriental.</p><div class="texto-destacado"><strong><strong>As anomalias da temperatura do mar poderão ultrapassar os 2,9 °C nas regiões de referência utilizadas para monitorizar o fenómeno, um sinal claro de que o El Niño continuará a intensificar-se.</strong></strong></div><p>Mas este não será o único fator em jogo. Os especialistas também antecipam o <strong>desenvolvimento de uma fase positiva do Dipolo do Oceano Índico</strong>, a par de temperaturas oceânicas acima do normal no Atlântico tropical. A combinação destes padrões climáticos tem o potencial de <strong>alterar a circulação atmosférica à escala planetária</strong> e intensificar eventos extremos em numerosas regiões.</p><h2>Um cenário propício a temperaturas recorde e alterações nos padrões de precipitação</h2><p>De acordo com a OMM, as probabilidades de se registarem <strong>temperaturas superiores aos valores normais</strong> são muito elevadas em grande parte das áreas continentais do planeta.</p><p>Os sinais mais evidentes surgem na África, <strong>no sul da Europa</strong>, na Península Arábica, no subcontinente indiano, no leste da Ásia, na América Central, nas Caraíbas, na África Austral, em grande parte da América do Sul e na Nova Zelândia. Paralelamente, o Oceano Pacífico equatorial continuará a refletir a influência marcante do reforço do fenómeno El Niño.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-organizacion-meteorologica-mundial-confirma-el-nino-alcanza-una-fuerza-no-vista-en-anos-1785833663168.jpg" data-image="709s12h7bb2q" alt="El Niño OMM ENSO NOAA" title="El Niño OMM ENSO NOAA"><figcaption>Probabilidades relativas à intensidade do fenómeno ENOS para os próximos trimestres consecutivos, de acordo com a atualização de julho de 2026. Fonte: CPC-NOAA.</figcaption></figure><p>No que diz respeito às precipitações, o padrão previsto corresponde ao comportamento clássico associado a um episódio intenso do fenómeno. <strong>Preveem-se chuvas acima das médias </strong>habituais no Grande Corno de África, em zonas da Ásia Central, no sul da Europa, no oeste da América do Norte — a sul dos 45° de latitude norte — e no <strong>sudeste da América do Sul</strong>.</p><p>Em contrapartida, aumentam as <strong>probabilidades de condições mais secas do que o normal</strong> no subcontinente indiano, no sul e leste da Austrália, em parte da América Central, nas Caraíbas, <strong>no noroeste da América do Sul</strong> e no norte da Europa.</p><p>No entanto, a OMM recorda que <strong>estas previsões representam probabilidades e não certezas absolutas</strong>. Além disso, os impactos podem variar significativamente entre diferentes regiões e até mesmo dentro de um mesmo país.</p><h2>A OMM apela à preparação antes que os impactos se façam sentir</h2><p>O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, alertou que o reforço do fenómeno El Niño ocorre num contexto particularmente preocupante, marcado por <strong>oceanos excecionalmente quentes e uma tendência sustentada para o aumento da temperatura global</strong>.</p><p>Segundo ele, este fenómeno climático atua como um <strong>fator adicional</strong> que pode intensificar as ondas de calor, favorecer incêndios florestais de grande magnitude e aumentar a ocorrência de outros eventos extremos, num planeta que já enfrenta níveis recorde de aquecimento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-organizacion-meteorologica-mundial-confirma-el-nino-alcanza-una-fuerza-no-vista-en-anos-1785833645528.jpg" data-image="rji86u2279j5" alt="El Niño OMM ENSO NOAA" title="El Niño OMM ENSO NOAA"><figcaption>As inundações podem tornar-se mais frequentes em diferentes regiões do planeta durante um fenómeno El Niño.</figcaption></figure><p>Por seu lado, a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, salientou que a utilidade das previsões não reside apenas em antecipar o comportamento do clima, mas também em permitir que os governos, as organizações humanitárias e as comunidades vulneráveis <strong>adotem medidas preventivas antes que os impactos se concretizem</strong>.</p><p>A responsável salientou que este episódio do El Niño decorre num <strong>cenário sem precedentes de temperaturas oceânicas muito elevadas</strong>, o que torna a informação climática uma ferramenta fundamental para reduzir riscos e reforçar a capacidade de resposta.</p><h2>Um fenómeno natural, mas com consequências de âmbito global</h2><p>O El Niño constitui a fase quente do fenómeno conhecido como El Niño-Oscilação do Sul (ENOS), um dos principais motores da variabilidade climática interanual do planeta. <strong>Caracteriza-se por um aquecimento anómalo das águas superficiais do Pacífico equatorial central e oriental</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779581" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-historico-nova-previsao-reforca-previsao-de-aquecimento-acima-de-xx-c-no-pacifico.html" title="Urgente: nova previsão reforça Super El Niño histórico com aquecimento acima de 3 °C">Urgente: nova previsão reforça Super El Niño histórico com aquecimento acima de 3 °C</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-historico-nova-previsao-reforca-previsao-de-aquecimento-acima-de-xx-c-no-pacifico.html" title="Urgente: nova previsão reforça Super El Niño histórico com aquecimento acima de 3 °C"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-historico-nova-previsao-reforca-previsao-de-aquecimento-acima-de-xx-c-no-pacifico-1784567519056_320.png" alt="Urgente: nova previsão reforça Super El Niño histórico com aquecimento acima de 3 °C"></a></article></aside><p>Estes episódios ocorrem normalmente a cada dois a sete anos, têm uma duração aproximada de nove a doze meses e atingem a sua intensidade máxima entre novembro e fevereiro. No entanto, <strong>os seus efeitos sobre a temperatura média global costumam fazer-se sentir com maior intensidade durante o ano seguinte ao seu desenvolvimento</strong>.</p><p>A OMM recorda ainda que <strong>nem todos os fenómenos de El Niño produzem exatamente os mesmos efeitos, uma vez que o seu impacto depende tanto da sua intensidade como da interação com outros padrões climáticos</strong>. Por esse motivo, a organização continua a reforçar os seus sistemas de monitorização, os serviços de informação climática e a coordenação internacional, para que os países possam antecipar os riscos e minimizar as suas consequências.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-organizacao-meteorologica-mundial-confirma-o-el-nino-atinge-uma-intensidade-sem-precedentes-desde-ha-varios-anos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O que provocou a praga de gafanhotos na Rússia? As causas do gigantesco enxame que invadiu o Daguestão]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-provocou-a-praga-de-gafanhotos-na-russia-as-causas-do-gigantesco-enxame-que-invadiu-o-daguestao.html</link><pubDate>Wed, 05 Aug 2026 15:07:35 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um aumento exponencial da população de gafanhotos surpreendeu o sul da Rússia, onde um enorme enxame invadiu o Daguestão e causou danos às culturas. Que fatores climáticos e ambientais favoreceram o surgimento desta praga?</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xauw9y2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xauw9y2.jpg" id="xauw9y2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Um <strong>enxame maciço de gafanhotos</strong> foi filmado a sobrevoar estradas e campos no distrito rural de Kizlyar, a norte do Daguestão. A localidade situa-se muito perto da fronteira com a Chechénia, numa zona de <strong>zonas húmidas e estepes num delta do rio Terek</strong>.</p><p>As características do solo e do clima tornam a região <strong>um local propício à proliferação de espécies como o gafanhoto migratório </strong><em>(Locusta migratoria</em>), que, segundo os meios de comunicação locais, já tinha sido identificado na zona desde meados de julho e onde as autoridades teriam iniciado o controlo da infestação.</p><h2>Os fatores que contribuem para a explosão demográfica do gafanhoto</h2><p>As imagens do vídeo mostram a extensão e a densidade de um destes enxames. O aumento da população de gafanhotos <strong>tem vindo a ser acompanhado pelo Ministério da Agricultura e Alimentação do Daguestão</strong> há várias semanas.</p><p>Os gafanhotos reproduziram-se e desenvolveram-se principalmente em reservas naturais, onde o controlo biológico não é permitido pela legislação local. No entanto, ao abandonarem as zonas protegidas, <strong>as autoridades retomaram as medidas para conter o avanço dos enxames</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os enxames de gafanhotos não são classificados como um fenómeno invulgar e surgem quando as condições meteorológicas e ambientais são favoráveis ao seu desenvolvimento.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Em condições normais, os gafanhotos são insetos solitários. No entanto, quando um período de seca é seguido por chuvas abundantes, a disponibilidade de vegetação aumenta e a população atinge densidades elevadas; estes insetos alteram o seu comportamento, <strong>formam enxames gigantes e podem deslocar-se por longas distâncias</strong>, devastando a vegetação natural e as culturas pelo seu caminho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-provoco-la-plaga-de-langostas-en-rusia-las-causas-del-gigantesco-enjambre-que-invadio-daguestan-1785931729070.png" data-image="kgcftlvs95j8" alt="langosta" title="langosta"><figcaption>A <em>locusta migratória </em>é a espécie identificada em Kislyar.</figcaption></figure><p>O facto de Kizlyar se situar numa zona de estepes e zonas húmidas no norte do Daguestão é um dos principais fatores que favoreceu o desenvolvimento deste gafanhoto, dada<strong> a disponibilidade de alimento e as condições climáticas que favorecem o crescimento explosivo da população</strong>.</p><p>A monitorização local tinha identificado focos de elevada densidade da espécie, com <strong>mais de 100 insetos por metro quadrado</strong>, condição que leva estes insetos a sofrer alterações fisiológicas e comportamentais, desencadeando agrupamentos e a subsequente deslocação sob a forma de enxames.</p><h2>A vigilância mantém-se</h2><p>Embora as autoridades do Daguestão continuem a realizar ações de vigilância e controlo para conter a praga, <strong>a evolução do surto dependerá em grande medida das condições meteorológicas nas próximas semanas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="748296" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/essas-duas-plantas-repelem-insetos-e-ajudam-a-manter-o-solo-saudavel-e-livre-de-pragas.html" title="Estas duas plantas repelem insetos e ajudam a manter o solo saudável e livre de pragas">Estas duas plantas repelem insetos e ajudam a manter o solo saudável e livre de pragas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/essas-duas-plantas-repelem-insetos-e-ajudam-a-manter-o-solo-saudavel-e-livre-de-pragas.html" title="Estas duas plantas repelem insetos e ajudam a manter o solo saudável e livre de pragas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estas-dos-plantas-repelen-insectos-y-ayudan-a-mantener-el-suelo-del-jardin-saludable-y-libre-de-plagas-1767618959583_320.jpg" alt="Estas duas plantas repelem insetos e ajudam a manter o solo saudável e livre de pragas"></a></article></aside><p>A combinação de temperatura, humidade e disponibilidade de vegetação continuará a ser determinante para a sobrevivência e dispersão dos gafanhotos, pelo que <strong>a monitorização precoce continuará a ser a principal ferramenta</strong> para prevenir novos enxames capazes de afetar vastas áreas agrícolas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="RIA%20Dagestan" data-year="" data-title="Aerial%20Treatment%20Against%20Locusts%20Carried%20Out%20on%204%2C000%20Hectares%20of%20Farmland%20in%20Dagestan" data-url="https%3A%2F%2Friadagestan.com%2Fnews%2Fbusiness%2Faerial_treatment_against_locusts_carried_out_on_4_000_hectares_of_farmland_in_dagestan%3Futm_source%3Dchatgpt.com">RIA Dagestan. <a href="https://riadagestan.com/news/business/aerial_treatment_against_locusts_carried_out_on_4_000_hectares_of_farmland_in_dagestan?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Aerial Treatment Against Locusts Carried Out on 4,000 Hectares of Farmland in Dagestan</a>.</cite><br><cite data-author="Wikipedia" data-year="" data-title="Langosta" data-url="https%3A%2F%2Fes.wikipedia.org%2Fwiki%2FLangosta_%2528insecto%2529%3Futm_source%3Dchatgpt.com">Wikipedia. <a href="https://es.wikipedia.org/wiki/Langosta_%28insecto%29?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Langosta</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-provocou-a-praga-de-gafanhotos-na-russia-as-causas-do-gigantesco-enxame-que-invadiu-o-daguestao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calor até 39 ºC, poeiras do Saara e possível chuva de lama: estas são as datas a reter em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-ate-39-c-poeiras-do-saara-e-possivel-chuva-de-lama-estas-sao-as-datas-a-reter-em-portugal.html</link><pubDate>Wed, 05 Aug 2026 12:51:56 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O calor em Portugal continental intensificará até sexta-feira, sobretudo no interior onde se preveem máximas de até 39 ºC. Mas a novidade do tempo dos próximos dias prende-se com a intrusão de poeiras do Saara e a possível ocorrência de chuva nalgumas zonas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xav2twi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xav2twi.jpg" id="xav2twi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Hoje - quarta-feira (5) - a influência do anticiclone já será notável, não só por favorecer tempo seco, estável e maioritariamente soalheiro, como também por contribuir para a <strong>subida da temperatura máxima</strong>, sobretudo nas regiões do interior. Amanhã - quinta-feira (6) - prevê-se que a subida térmica seja mais acentuada no Sul de Portugal continental.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>É expectável que quinta e sexta-feira (6 e 7 de agosto) sejam os dias mais quentes da semana, estando previstas máximas entre 35 e 37 ºC no interior e Sul, <strong>podendo atingir os 38 ºC ou 39 ºC nalguns locais da Beira Baixa, Baixo Alentejo e Sotavento Algarvio</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-ate-39-c-poeiras-do-saara-e-possivel-chuva-de-lama-estas-sao-as-datas-a-reter-em-portugal-1785929387245.png" data-image="ikzfmliob9oo"><figcaption>Entre quinta e sexta-feira, dias 6 e 7 de agosto, prevê-se a possibilidade de algumas localidades beirãs, alentejanas ou algarvias registarem uma temperatura máxima de 38 ou 39 ºC.</figcaption></figure><p>Durante todo este período, as <strong>regiões do litoral</strong> manterão temperaturas mais amenas devido à influência da brisa marítima, embora também registem uma tendência de subida, com <strong>máximas entre 24 ºC e 31 ºC</strong>. Nestes dias, o vento soprará tendencialmente de oes-noroeste, exceto no Algarve, onde soprará de sudoeste.</p><h2>Sexta e sábado: dias 7 e 8 de agosto marcados por uma possível “invasão” de poeiras do Saara</h2><p>A lenta e gradual deslocação para es-nordeste de uma depressão atlântica, atualmente situada a norte do arquipélago dos Açores, irá fazer com que, nos próximos dias,<strong> ocorra o transporte de uma “língua” de poeiras do Saara para a Península Ibérica</strong>.</p><p>Estas partículas, integradas numa massa de ar quente associada à circulação entre uma região de altas pressões estendida entre a Madeira e o Norte de África e a referida depressão atlântica, provocarão uma <strong>alteração da tonalidade do céu, que deverá adquirir tons mais esbranquiçados ou acastanhados</strong> <strong>a partir de sexta-feira (7) de agosto</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-ate-39-c-poeiras-do-saara-e-possivel-chuva-de-lama-estas-sao-as-datas-a-reter-em-portugal-1785929118334.png" data-image="fiwnm4om1bs9"><figcaption>Uma pluma de poeiras do Saara irá "invadir" a Península Ibérica dentro de poucos dias. Portugal continental estará exposto a esta intrusão de partículas especialmente durante os dias de sexta e sábado, 7 e 8 de agosto.</figcaption></figure><p>Segundo os mapas de referência da Meteored, é expectável que durante o dia de <strong>sábado (8) as poeiras atinjam o pico da sua concentração</strong>, tanto em termos de concentração na atmosfera como de extensão geográfica, abrangendo praticamente todo o território de Portugal continental.</p><p>Este episódio de intrusão de poeiras saarianas, para além de provocar a <strong>deposição de poeiras em superfícies como ruas, veículos e infraestruturas</strong>, motivo pelo qual se desaconselha a lavagem de automóveis ou a secagem de roupa no exterior, poderá também produzir outro impacto no estado do tempo em Portugal continental: a chamada "chuva de lama".</p><h2>No sábado 8 não se exclui a possibilidade do fenómeno “chuva de lama”</h2><p>Analisando o modelo de maior confiança da Meteored - o ECMWF - constata-se a possibilidade de ocorrência, em algumas regiões e em determinados momentos do dia de <strong>sábado (8), de períodos de chuva fraca ou aguaceiros, mais prováveis no Norte e Centro</strong> (especialmente em zonas montanhosas), associados à passagem de uma frente de fraca atividade e em fase de dissipação e das linhas de instabilidade que a acompanham.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782063" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressoes-mantem-tempo-instavel-nos-acores-ate-domingo-dia-9-enquanto-a-madeira-continuara-sob-dominio-do-anticiclone.html" title="Depressões mantêm tempo instável nos Açores até domingo, dia 9, enquanto a Madeira continuará sob domínio do anticiclone">Depressões mantêm tempo instável nos Açores até domingo, dia 9, enquanto a Madeira continuará sob domínio do anticiclone</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressoes-mantem-tempo-instavel-nos-acores-ate-domingo-dia-9-enquanto-a-madeira-continuara-sob-dominio-do-anticiclone.html" title="Depressões mantêm tempo instável nos Açores até domingo, dia 9, enquanto a Madeira continuará sob domínio do anticiclone"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/depressoes-mantem-tempo-instavel-nos-acores-ate-domingo-dia-9-enquanto-a-madeira-continuara-sob-dominio-do-anticiclone-1785885020412_320.png" alt="Depressões mantêm tempo instável nos Açores até domingo, dia 9, enquanto a Madeira continuará sob domínio do anticiclone"></a></article></aside><p><strong>Caso em algum momento a precipitação coincida com as poeiras em suspensão</strong>, as gotículas poderão incorporar partículas minerais durante a sua queda, originando de forma ocasional o fenómeno conhecido como <strong>“chuva de lama”</strong>, sobretudo em algumas zonas do Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-ate-39-c-poeiras-do-saara-e-possivel-chuva-de-lama-estas-sao-as-datas-a-reter-em-portugal-1785929085156.png" data-image="4qr78rpc3hks"><figcaption>Embora a probabilidade de ocorrência de chuva seja relativamente baixa no sábado (8), a possibilidade existe. Caso a precipitação coincida com as poeiras saarianas em suspensão, há locais onde poderá gerar-se o fenómeno conhecido como "chuva de lama".</figcaption></figure><p>Por último, outro dos aspetos a realçar para sábado (8) é uma nova variação das temperaturas, sendo expectável uma <strong>pequena descida térmica</strong><strong>, especialmente nas regiões do interior Norte e Centro</strong>.</p><p>A tendência de descida das temperaturas poderá prolongar-se para domingo (9). Refira-se ainda que, para o dia <strong>9 de agosto, os mapas já não indicam a presença de poeiras em suspensão</strong> nos céus de Portugal continental.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-ate-39-c-poeiras-do-saara-e-possivel-chuva-de-lama-estas-sao-as-datas-a-reter-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma nova cúpula de calor na Europa a partir de 10 de agosto: Marta Godinho aponta os possíveis efeitos em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-nova-cupula-de-calor-na-europa-a-partir-de-10-de-agosto-marta-godinho-aponta-os-possiveis-efeitos-em-portugal.html</link><pubDate>Wed, 05 Aug 2026 12:13:22 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma nova cúpula de calor poderá instalar-se sobre grande parte da Europa na próxima semana. Em Portugal, a influência do Atlântico poderá limitar o calor extremo, sobretudo no litoral, apesar das temperaturas continuarem acima da média.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-nova-cupula-de-calor-na-europa-a-partir-de-10-de-agosto-marta-godinho-aponta-os-possiveis-efeitos-em-portugal-1785930864486.jpg" data-image="xeuhnxektzqk" alt="Cúpula de calor" title="Cúpula de calor"><figcaption>ECMWF prevê possível instalação de uma cúpula de calor sobre a Europa na próxima semana: saiba porque Portugal poderá sentir menos os seus efeitos. Imagem gerada por IA.</figcaption></figure><p>Uma nova <strong>massa de ar muito quente poderá instalar-se sobre grande parte da Europa</strong> durante a próxima semana. Embora a Península Ibérica venha a integrar esta circulação, os modelos sugerem que Portugal poderá voltar a beneficiar da influência moderadora do Atlântico, reduzindo a probabilidade de calor extremo e persistente no litoral.</p><h2>Uma cúpula de calor poderá instalar-se sobre grande parte da Europa</h2><p>A partir de <strong>10 de agosto</strong><strong>, os modelos do ECMWF indicam a subida de uma massa de ar muito quente proveniente do Norte de África em direção à Península Ibérica</strong>, e chegando também a vários países da Europa Central, como França, República Checa, Eslováquia e Hungria e outros.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No mapa de <strong>geopotencial e temperatura a 850 hPa</strong> (cerca de <strong>1500 metros de altitude</strong>) observa-se uma vasta região de ar muito quente, representada pelos tons rosa e roxo, associada a uma extensa área de altas pressões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-nova-cupula-de-calor-na-europa-a-partir-de-10-de-agosto-marta-godinho-aponta-os-possiveis-efeitos-em-portugal-1785929332785.jpg" data-image="vu6ki1mvlhon" alt="Geopotencial e temperatura 850hPa" title="Geopotencial e temperatura 850hPa"><figcaption>A massa de ar quente proveniente do Norte de África poderá expandir-se para grande parte da Europa durante a próxima semana. O mapa evidencia uma extensa área de altas pressões associada à possível formação de uma cúpula de calor.</figcaption></figure><p>Esta configuração atmosférica favorece a formação de uma <strong>cúpula de calor</strong>, um fenómeno em que o anticiclone atua como uma "tampa", dificultando a renovação do ar e permitindo a acumulação de calor durante vários dias.</p><h2>Portugal poderá sentir o calor, mas com influência do Atlântico</h2><p>Apesar da possível instalação desta cúpula sobre a grande parte da Europa, <strong>Portugal poderá escapar aos seus efeitos mais severos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-nova-cupula-de-calor-na-europa-a-partir-de-10-de-agosto-marta-godinho-aponta-os-possiveis-efeitos-em-portugal-1785929462116.jpg" data-image="y7u9pzm4odkb" alt="Pressão e chuva" title="Pressão e chuva"><figcaption>Apesar do calor previsto, a atividade depressionária no Atlântico poderá continuar a influenciar Portugal, permitindo a aproximação de algumas frentes.</figcaption></figure><p>Os modelos continuam a indicar uma forte atividade depressionária no Atlântico Norte, com várias depressões a circularem nas proximidades. Embora nenhuma deva atingir diretamente Portugal Continental, algumas frentes associadas poderão aproximar-se do território, aumentando temporariamente a nebulosidade e contribuindo para manter o litoral relativamente mais fresco.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-nova-cupula-de-calor-na-europa-a-partir-de-10-de-agosto-marta-godinho-aponta-os-possiveis-efeitos-em-portugal-1785929573087.jpg" data-image="9sxves227ppm" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-222772">A influência marítima deverá manter as temperaturas do litoral inferiores.</figcaption></figure><p> Assim, o contraste entre litoral e interior deverá manter-se. Enquanto o interior poderá ultrapassar localmente os <strong>36 °C</strong>, sobretudo no Alentejo e no interior Centro, as regiões costeiras deverão continuar sob influência marítima, limitando a subida das temperaturas.</p><p>Outro indicador favorável é a previsão das temperaturas noturnas. Enquanto em várias zonas do interior de Espanha poderão verificar-se temperaturas superiores a <strong>30 °C durante a noite</strong>, grande parte de Portugal continuará a conseguir arrefecer durante a noite, especialmente no litoral e nas regiões Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-nova-cupula-de-calor-na-europa-a-partir-de-10-de-agosto-marta-godinho-aponta-os-possiveis-efeitos-em-portugal-1785929670352.jpg" data-image="p3dtrt58lrr0" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Durante a noite, Portugal deverá continuar a beneficiar da influência moderadora do Atlântico, com temperaturas significativamente mais baixas do que em Espanha.</figcaption></figure><p> Apenas algumas áreas do interior poderão registar noites mais quentes.</p><h2>Depois das frentes, o litoral também poderá aquecer</h2><p>Caso as frentes previstas para o início da semana se confirmem, a tendência aponta para uma <strong>recuperação gradual das temperaturas entre os dias 14 e 15 de agosto</strong>. Com uma menor influência direta do Atlântico, o litoral poderá aquecer de forma mais significativa, reduzindo temporariamente o contraste térmico face ao interior.</p><p>Ainda assim, esta evolução dependerá da posição das altas pressões e do trajeto das depressões atlânticas, fatores que continuam a apresentar alguma incerteza.</p><h2>Tendência semanal mantém temperaturas acima da média de 10 a 17 de agosto</h2><p>O mapa de <strong>anomalias médias semanais da temperatura a 2 metros</strong>, calculado pelo ECMWF para o período entre <strong>10 e 17 de agosto</strong>, reforça esta tendência. Grande parte da Europa surge com temperaturas médias <strong>acima da climatologia</strong>, incluindo Portugal, embora as anomalias mais expressivas se concentrem no centro do continente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-nova-cupula-de-calor-na-europa-a-partir-de-10-de-agosto-marta-godinho-aponta-os-possiveis-efeitos-em-portugal-1785929782474.jpg" data-image="ogfnw0gltckz" alt="Anomalias semanais da temperatura (10 a 17 de agosto)" title="Anomalias semanais da temperatura (10 a 17 de agosto)"><figcaption>A previsão sub-sazonal do ECMWF aponta para temperaturas acima da média climatológica em grande parte da Europa durante a semana de 10 a 17 de agosto. Em Portugal, a tendência é de calor acima do normal, embora com anomalias menos expressivas do que nas regiões mais continentais da Europa.</figcaption></figure><p>Para Portugal, este cenário sugere uma <strong>maior probabilidade de temperaturas acima da média para a época</strong>, mas sem indicar, para já, uma situação generalizada de calor extremo como a prevista para países mais continentais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782004" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intensificara-em-portugal-antes-de-mudanca-do-tempo-no-sabado-8-de-agosto-modelo-ecmwf-preve-regresso-da-chuva.html" title="Calor intensificará em Portugal antes de mudança do tempo no sábado, 8 de agosto (modelo ECMWF prevê regresso da chuva)">Calor intensificará em Portugal antes de mudança do tempo no sábado, 8 de agosto (modelo ECMWF prevê regresso da chuva)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intensificara-em-portugal-antes-de-mudanca-do-tempo-no-sabado-8-de-agosto-modelo-ecmwf-preve-regresso-da-chuva.html" title="Calor intensificará em Portugal antes de mudança do tempo no sábado, 8 de agosto (modelo ECMWF prevê regresso da chuva)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intensificara-em-portugal-antes-de-mudanca-do-tempo-no-sabado-8-de-agosto-modelo-ecmwf-preve-regresso-da-chuva-1785847643818_320.png" alt="Calor intensificará em Portugal antes de mudança do tempo no sábado, 8 de agosto (modelo ECMWF prevê regresso da chuva)"></a></article></aside><p>Importa recordar que se trata de uma previsão <strong>a longo prazo</strong>, baseada em ensembles, pelo que a posição das depressões atlânticas e a intensidade da influência marítima poderão ainda sofrer alterações nos próximos dias.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-nova-cupula-de-calor-na-europa-a-partir-de-10-de-agosto-marta-godinho-aponta-os-possiveis-efeitos-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Reservas das barragens descem para 82%: três bacias terminam julho abaixo da média]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/reservas-das-barragens-descem-para-82-tres-bacias-terminam-julho-abaixo-da-media.html</link><pubDate>Wed, 05 Aug 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>As barragens portuguesas terminaram julho com 82% da capacidade total, apesar da descida sazonal das reservas. Doze bacias mantêm níveis acima da média, enquanto Lima, Vouga e Mondego apresentam valores inferiores ao habitual para julho.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/reservas-das-barragens-descem-para-82-tres-bacias-terminam-julho-abaixo-da-media-1785767269054.jpg" data-image="l3x0978m44mn" alt="Barragem de Castelo de Bode com reservas elevadas no final de julho" title="Barragem de Castelo de Bode com reservas elevadas no final de julho"><figcaption>A Barragem de Castelo de Bode integra a bacia hidrográfica do Tejo, que terminou julho com 81,3% de armazenamento, acima da média do mês. A nível nacional, as reservas desceram para 82% da capacidade monitorizada.</figcaption></figure><p>As reservas de água armazenadas nas barragens portuguesas continuaram a diminuir durante julho, acompanhando a evolução habitual desta fase do verão. Ainda assim, <strong>o país terminou o mês com níveis globalmente elevados</strong> e 12 das 15 bacias hidrográficas acima das respetivas médias, mantendo uma situação favorável durante o período de maior pressão sobre os recursos hídricos.</p><h2>Reservas diminuíram 710 hm³ durante o mês de julho</h2><p>Segundo o boletim semanal da Agência Portuguesa do Ambiente, a 27 de julho estavam armazenados 10 762 hm³ de água, correspondentes a 82% da capacidade total monitorizada. No final de junho, o volume ascendia a 11 472 hm³, equivalente a 87%. <strong>Em quatro semanas,</strong> <strong>as reservas diminuíram aproximadamente 710 hm³</strong>, traduzindo-se numa descida de cinco pontos percentuais. <strong>A redução coincide com o período de maior consumo anual </strong>em Portugal continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/reservas-das-barragens-descem-para-82-tres-bacias-terminam-julho-abaixo-da-media-1785766548516.jpg" data-image="qgpylng9b5gk"><figcaption>As barragens portuguesas terminaram julho com 10 762 hm³ de água armazenada, correspondentes a 82% da capacidade monitorizada. Apesar da descida de 129 hm³ na última semana, 12 das 15 bacias hidrográficas mantinham reservas acima da média do mês. Fonte: APA/SNIRH.</figcaption></figure><p>A perda foi particularmente expressiva na última semana analisada. Entre 20 e 27 de julho, as barragens perderam 129 hm³, com descidas em 14 bacias hidrográficas. <strong>A única exceção foram as Ribeiras do Oeste</strong>, onde o volume armazenado na albufeira de São Domingos aumentou de 7,4 para 8,1 hm³. Embora corresponda a apenas 0,7 hm³, esta subida permitiu que a bacia passasse de 94% para 100%, devido à sua reduzida capacidade total.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/reservas-das-barragens-descem-para-82-tres-bacias-terminam-julho-abaixo-da-media-1785766578765.jpg" data-image="q55cl5v4kmpc"><figcaption>Entre 20 e 27 de julho, as Ribeiras do Oeste foram a única bacia hidrográfica onde o armazenamento aumentou, passando de 94% para 100%. O acréscimo concentrou-se na albufeira de São Domingos, enquanto o Tejo desceu de 82% para 81%. Fonte: APA/SNIRH.</figcaption></figure><p>Apesar da descida, <strong>49% das albufeiras monitorizadas apresentavam disponibilidades superiores a 80%</strong> e nenhuma se encontrava abaixo dos 40%. Entre as restantes bacias, destacavam-se o Mira, com 94,6%, e as Ribeiras do Barlavento, com 87,4%.</p><h2>Lima, Vouga e Mondego terminaram julho abaixo da média</h2><p>As diferenças regionais tornam-se mais evidentes à medida que o verão avança. Lima, Vouga e Mondego terminaram julho abaixo das respetivas médias históricas. <strong>A situação mais desfavorável verificava-se no Lima</strong>, com 54,5%, perante uma média de 65,7%. No Mondego, o armazenamento situava-se em 76,1%, ligeiramente abaixo dos 78,2% habituais, enquanto o Vouga apresentava 82,8%, praticamente em linha com a média de 82,9%.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações<br></div><p>A descida ocorre depois de um junho muito quente e muito seco. Nesse mês, <strong>a precipitação média em Portugal continental ficou pelos 6,9 mm</strong>, enquanto as temperaturas elevadas favoreceram a evapotranspiração e reduziram a água disponível no solo, sobretudo no Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/reservas-das-barragens-descem-para-82-tres-bacias-terminam-julho-abaixo-da-media-1785766413160.jpg" data-image="621zz2d5a93p"><figcaption>Junho de 2026 registou apenas 6,9 mm de precipitação em Portugal continental, um défice de 14,4 mm face à normal 1991–2020. Foi o 14.º junho mais seco desde 1931 e o sétimo mais seco desde 2000. Fonte: IPMA</figcaption></figure><p>No entanto, <strong>as reservas continuam a refletir um ano hidrológico chuvoso</strong>. Entre outubro e junho, a precipitação acumulada atingiu 1047,1 mm, <strong>139% do valor normal e o segundo maior total desde 2000</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780871" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/agosto-em-portugal-anticiclone-reforca-se-no-inicio-do-mes-mas-tendencia-a-longo-prazo-do-ecmwf-vislumbra-mudancas.html" title="Agosto em Portugal: anticiclone reforça-se no início do mês, mas tendência a longo prazo do ECMWF vislumbra mudanças">Agosto em Portugal: anticiclone reforça-se no início do mês, mas tendência a longo prazo do ECMWF vislumbra mudanças</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/agosto-em-portugal-anticiclone-reforca-se-no-inicio-do-mes-mas-tendencia-a-longo-prazo-do-ecmwf-vislumbra-mudancas.html" title="Agosto em Portugal: anticiclone reforça-se no início do mês, mas tendência a longo prazo do ECMWF vislumbra mudanças"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/agosto-em-portugal-anticiclone-reforca-se-no-inicio-do-mes-mas-tendencia-a-longo-prazo-do-ecmwf-vislumbra-mudancas-1785233861437_320.png" alt="Agosto em Portugal: anticiclone reforça-se no início do mês, mas tendência a longo prazo do ECMWF vislumbra mudanças"></a></article></aside><p>Esta reposição explica a robustez atual das albufeiras, embora a ausência de precipitação significativa, a evaporação e o aumento dos consumos devam continuar a favorecer uma diminuição gradual durante agosto.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/reservas-das-barragens-descem-para-82-tres-bacias-terminam-julho-abaixo-da-media.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item></channel></rss>