<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Thu, 08 Oct 2026 18:20:13 +0000</lastBuildDate><pubDate>Thu, 08 Oct 2026 18:20:13 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[O calor regressa ao Alentejo na próxima semana: esperam-se até 33 ºC, de acordo com o modelo europeu]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-calor-regressa-ao-alentejo-na-proxima-semana-esperam-se-ate-33-c-de-acordo-com-o-modelo-europeu.html</link><pubDate>Thu, 08 Oct 2026 12:34:06 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O fim de semana será ameno, mas o calor deverá ganhar força no início da próxima semana. Segundo o ECMWF, terça-feira poderá trazer máximas acima dos 30 ºC e alguns locais com 33 ºC no Alentejo.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbjvbu2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbjvbu2.jpg" id="xbjvbu2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois de um fim de semana que será marcado por temperaturas agradáveis e sem calor excessivo, <strong>os termómetros deverão voltar a subir de forma significativa no início da próxima semana</strong>. Segundo a previsão do modelo europeu (ECMWF), o Alentejo estará no centro desta subida, com várias localidades a ultrapassarem os 30 ºC na terça-feira, dia 13, e valores que poderão chegar aos 33 ºC.</p><h2>Fim de semana com temperaturas agradáveis e máximas abaixo dos 30 ºC</h2><p>No sábado, dia 10, as temperaturas máximas deverão manter-se relativamente elevadas para outubro, mas sem atingirem valores particularmente extremos. A previsão aponta para <strong>cerca de 28 ºC em localidades como Alcácer do Sal e Coruche</strong>, enquanto Évora e Beja poderão rondar os 26 a 27 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-calor-regressa-ao-alentejo-na-proxima-semana-esperam-se-ate-33-c-de-acordo-com-o-modelo-europeu-1791461673117.jpg" data-image="8lr6y3abe7si" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O fim de semana começa com temperaturas agradáveis e sem calor excessivo: várias regiões do Centro e Sul poderão superar os 25 ºC, com valores próximos dos 28 ºC em alguns locais.</figcaption></figure><p>No Norte e Centro, as máximas serão geralmente mais moderadas, embora possam aproximar-se dos 24 a 26 ºC em algumas regiões. Nas terras altas, nomeadamente nas áreas montanhosas, os valores serão naturalmente mais baixos, podendo ficar entre <strong>15 e 20 ºC</strong> nos locais de maior altitude. Também junto ao litoral algarvio o efeito moderador do Atlântico deverá fazer-se sentir, com máximas geralmente entre <strong>21 e 24 ºC</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Em relação ao estado do céu, o sábado poderá começar com alguma nebulosidade ou neblina em algumas regiões, que tenderá a dissipar-se ao longo do dia. O domingo deverá apresentar <strong>maior nebulosidade de forma mais generalizada</strong>, mas sem impedir a manutenção de um ambiente relativamente ameno.</p><h2>Madrugadas também ficam menos frias</h2><p>A subida das temperaturas não será visível apenas durante as tardes. As <strong>mínimas deverão recuperar durante o fim de semana</strong>, depois das madrugadas mais frias de quinta e sexta-feira.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-calor-regressa-ao-alentejo-na-proxima-semana-esperam-se-ate-33-c-de-acordo-com-o-modelo-europeu-1791461720336.jpg" data-image="5ifw0skhsewf" alt="Temperatura mínima" title="Temperatura mínima"> <figcaption>As noites também ficam menos frias. Depois das baixas temperaturas dos dias anteriores, as mínimas recuperam, com o Nordeste Transmontano a registar valores próximos dos 10 a 12 ºC.</figcaption></figure><p>Se na sexta-feira alguns pontos do Nordeste e do interior Centro poderão registar apenas <strong>5 a 7 ºC</strong>, na madrugada de domingo o cenário será bastante diferente. No Nordeste Transmontano, por exemplo, são esperados valores geralmente entre <strong>10 e 12 ºC</strong>, aproximando-se novamente do normal para esta altura do ano. Noutras regiões, as mínimas poderão rondar os 12 a 15 ºC, sendo ainda mais elevadas junto de alguns setores costeiros.</p><h2>Segunda-feira abre a porta a uma subida mais expressiva</h2><p>A partir de segunda-feira, dia 12, o aquecimento deverá tornar-se mais evidente, particularmente no interior Sul.</p><p>Várias localidades do Alentejo poderão aproximar-se dos <strong>29 ºC</strong>, enquanto Mértola poderá já alcançar os <strong>30 ºC</strong>. Será o primeiro sinal de uma subida térmica que deverá ganhar ainda mais expressão no dia seguinte.</p><h2>Terça-feira poderá trazer até 33 ºC ao Alentejo</h2><p>Será na terça-feira, dia 13, que o calor deverá atingir maior expressão. Segundo a previsão atual do ECMWF, <strong>grande parte do Alentejo poderá chegar ou ultrapassar os 30 ºC durante a tarde</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-calor-regressa-ao-alentejo-na-proxima-semana-esperam-se-ate-33-c-de-acordo-com-o-modelo-europeu-1791461794977.jpg" data-image="wyb4qf8y3jdw" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O calor intensifica-se na terça-feira: grande parte do Alentejo poderá alcançar ou superar os 30 ºC, com o ECMWF a apontar para até 33 ºC na região de Alcácer do Sal.</figcaption></figure><p>Beja, Serpa e Moura poderão rondar os <strong>31 ºC</strong>, Cuba e Ponte de Sor os <strong>32 ºC</strong>, enquanto na região de <strong>Alcácer do Sal poderão ser alcançados cerca de 33 ºC</strong>.</p><p>O calor deverá estender-se também a outras áreas do Centro. Tomar poderá chegar aos 30 ºC, Abrantes aos 31 ºC, enquanto Lisboa poderá aproximar-se dos 29 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792425" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-sobem-entre-sexta-9-e-domingo-11-eis-as-zonas-mais-quentes-de-portugal-continental.html" title="Temperaturas sobem entre sexta 9 e domingo 11: eis as zonas mais quentes de Portugal Continental">Temperaturas sobem entre sexta 9 e domingo 11: eis as zonas mais quentes de Portugal Continental</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-sobem-entre-sexta-9-e-domingo-11-eis-as-zonas-mais-quentes-de-portugal-continental.html" title="Temperaturas sobem entre sexta 9 e domingo 11: eis as zonas mais quentes de Portugal Continental"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-sobem-entre-sexta-9-e-domingo-11-eis-as-zonas-mais-quentes-de-portugal-continental-1791451966333_320.jpg" alt="Temperaturas sobem entre sexta 9 e domingo 11: eis as zonas mais quentes de Portugal Continental"></a></article></aside><p>Apesar de estarmos já em pleno outubro, teremos assim uma <strong>nova subida significativa das temperaturas</strong>, sobretudo no interior. Ainda assim, devido à distância temporal, os valores exatos poderão sofrer alguns ajustes nas próximas atualizações do modelo europeu.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-calor-regressa-ao-alentejo-na-proxima-semana-esperam-se-ate-33-c-de-acordo-com-o-modelo-europeu.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal registou o setembro mais quente desde 1931 após duas ondas de calor]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-registou-o-setembro-mais-quente-desde-1931-apos-duas-ondas-de-calor.html</link><pubDate>Thu, 08 Oct 2026 12:00:57 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Recordes de calor e falta de chuva transformaram o mês passado num dos mais extremos alguma vez registados no país.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-registou-o-setembro-mais-quente-desde-1931-apos-duas-ondas-de-calor-1791456564449.jpg" data-image="kfyw3mjvd4en" alt="Rapaz refresca-se numa fonte urbana" title="Rapaz refresca-se numa fonte urbana"><figcaption>As temperaturas muito acima do normal prolongaram-se durante grande parte de setembro, culminando no mês mais quente da série histórica iniciada em 1931. Foto: Adobe Stock</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p><strong>Setembro </strong>entrou para a história climatológica de Portugal como o <strong>mês mais </strong><strong>quente </strong>desde o início dos registos sistemáticos em 1931, marcado por<strong> duas</strong><strong> ondas de </strong><strong>calor </strong>e por escassez persistente de chuva, segundo o mais recente Boletim Climatológico do IPMA. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O instituto classificou setembro de 2026 como extremamente quente e muito seco. A temperatura média do ar atingiu 23,41 ºC, um valor 2,91 ºC acima da normal climatológica de 1991-2020 e o mais elevado alguma vez observado neste mês, ultrapassando o anterior recorde de 2018.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A <strong>média das</strong> <strong>temperaturas máximas</strong> também bateu recordes em setembro, atingindo os <strong>31,03 °C </strong>(mais 4,21 °C que o normal). A média das mínimas, por sua vez, fixou-se nos 15,79 °C, registando o quarto valor mais alto desde 1931.</p><h2>Alcácer do Sal chegou aos 44,2 °C</h2><p>Os recordes não ficaram apenas nas médias mensais. A <strong>3 de setembro</strong>, os termómetros atingiram os <strong>44,2 °C em Alcácer do Sal</strong>, a temperatura mais elevada registada no continente durante o mês. No extremo oposto do país, Lamas de Mouro registou 3 °C na madrugada de 25 de setembro.</p><table><thead><tr><th><strong>Setembro de 2026</strong></th><th>Valor</th></tr></thead><tbody><tr><td>Temperatura média</td><td><strong>23,41 ºC</strong></td></tr><tr><td>Desvio face à normal</td><td><strong>+2,91 ºC</strong></td></tr><tr><td>Temperatura máxima média</td><td><strong>31,03 ºC</strong></td></tr><tr><td>Desvio da máxima</td><td><strong>+4,21 ºC</strong></td></tr><tr><td>Temperatura máxima absoluta</td><td><strong>44,2 ºC</strong></td></tr><tr><td>Local do máximo</td><td><strong>Alcácer do Sal</strong></td></tr><tr><td>Precipitação acumulada</td><td><strong>12,7 mm</strong></td></tr><tr><td>Percentagem da precipitação normal</td><td><strong>30%</strong></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="2">Fonte: IPMA.<br></td></tr></tbody></table><p><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></p><p>Os valores extremos refletem um mês dominado pelo calor, mas não explicam, por si só, a dimensão do fenómeno. O que tornou setembro excecional foi a <strong>persistência das temperaturas elevadas</strong> ao longo de várias semanas.</p><h2>Duas ondas de calor marcaram o mês</h2><p>Duas ondas de calor distintas atravessaram o mês passado. A <strong>primeira</strong> ocorreu entre 2 e 7 de setembro e afetou sobretudo o<strong> Interior Norte</strong>. A <strong>segunda</strong>, entre os dias 18 e 27, revelou-se muito mais abrangente, sendo identificada em <strong>72% das estações meteorológicas do IPMA</strong> distribuídas pelo território continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-registou-o-setembro-mais-quente-desde-1931-apos-duas-ondas-de-calor-1791457686877.jpg" data-image="sm77mnq0pye0" alt="Alcácer do Sal" title="Alcácer do Sal"><figcaption>Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, atingiu 44,2 °C no setembro mais quente desde 1931. Foto: Adobe Stock</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>O impacto da<strong> segunda</strong><strong> fase de calor </strong><strong>prolongado </strong>refletiu-se diretamente nas médias mensais. Os valores muito acima do normal, registados consecutivamente em quase todo o território, foram decisivos para os recordes históricos alcançados. No total, foram estabelecidos <strong>33 novos recordes mensais</strong>, dos quais 18 relativos à temperatura mínima e 15 à temperatura máxima.</p><h2>Noites mais quentes limitaram o arrefecimento</h2><p>O calor persistente estendeu-se ao<strong> período</strong><strong> noturno</strong>. Com temperaturas a manterem-se altas durante a noite, o <strong>alívio </strong><strong>térmico </strong>entre o crepúsculo e a alvorada acabou por ser muito menor.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-registou-o-setembro-mais-quente-desde-1931-apos-duas-ondas-de-calor-1791458136700.jpg" data-image="yke9dn766e94" alt="Praia da Conceição, Cascais" title="Praia da Conceição, Cascais"><figcaption>Calor persistente e temperaturas invulgarmente altas marcaram a maior parte do mês de setembro. Foto: Município de Cascais</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Embora a temperatura mínima média não tenha atingido o valor mais elevado da série histórica, foi a quarta maior desde 1931 e a mais alta registada desde o ano 2000, confirmando a predominância de noites anormalmente quentes ao longo do mês.</p><h2>Quase não choveu</h2><p>Ao calor extremo juntou-se a <strong>falta de precipitação</strong>. Em setembro caíram apenas <strong>12,7 milímetros de chuva</strong> em Portugal continental, o equivalente a cerca de <strong>30% do valor normal</strong> para o período de referência 1991-2020.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg> Desde 2000, este foi o quinto setembro com menos chuva registado em Portugal. A fasquia mínima continua a pertencer a setembro de 2017, quando caíram apenas 2 milímetros de precipitação acumulada.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A falta de precipitação afetou diretamente a humidade da terra. No fecho do mês, o IPMA sinalizava uma <strong>quebra nas reservas de água</strong> do solo, com maior impacto nos territórios do Centro e do Oeste.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782325" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/novo-mapa-digital-preve-risco-de-incendio-florestal-na-peninsula-iberica-durante-ondas-de-calor.html" title="Novo mapa digital prevê risco de incêndio florestal na Península Ibérica durante ondas de calor">Novo mapa digital prevê risco de incêndio florestal na Península Ibérica durante ondas de calor</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/novo-mapa-digital-preve-risco-de-incendio-florestal-na-peninsula-iberica-durante-ondas-de-calor.html" title="Novo mapa digital prevê risco de incêndio florestal na Península Ibérica durante ondas de calor"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/novo-mapa-digital-preve-risco-de-incendio-florestal-na-peninsula-iberica-durante-ondas-de-calor-1786023325422_320.jpg" alt="Novo mapa digital prevê risco de incêndio florestal na Península Ibérica durante ondas de calor"></a></article></aside><p>A ausência de precipitação à escala nacional, ainda assim, não impediu a ocorrência de <strong>episódios localizados de chuva intensa</strong>. A 29 de setembro, Ponte de Lima acumulou 53,2 milímetros em apenas 24 horas. No mesmo dia, o Cabo da Roca registou uma rajada máxima de vento de 91,8 km/h.</p><h2>Um setembro fora do comum</h2><p>A análise do IPMA mostra que setembro de 2026 foi não só o mais quente da série histórica iniciada em 1931, como também um dos mais secos das últimas décadas. As temperaturas <strong>médias e máximas ficaram muito acima dos valores normais para o início do outono</strong>, enquanto a precipitação permaneceu muito abaixo do esperado, num mês considerado excecional tanto pelo calor como pela secura.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="IPMA" data-year="" data-title="Boletins%20Climatol%C3%B3gicos%20de%20Setembro" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ipma.pt%2Fpt%2Fmedia%2Fnoticias%2Fnews.detail.jsp%3Fy%3D2026%26f%3DBoletim_clima_setembro_2026.html">IPMA. <a href="https://www.ipma.pt/pt/media/noticias/news.detail.jsp?y=2026&f=Boletim_clima_setembro_2026.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Boletins Climatológicos de Setembro</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-registou-o-setembro-mais-quente-desde-1931-apos-duas-ondas-de-calor.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Temperaturas sobem entre sexta 9 e domingo 11: eis as zonas mais quentes de Portugal Continental]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-sobem-entre-sexta-9-e-domingo-11-eis-as-zonas-mais-quentes-de-portugal-continental.html</link><pubDate>Thu, 08 Oct 2026 11:35:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os mapas do ECMWF continuam a insistir numa subida generalizada das temperaturas em Portugal Continental para o fim de semana. Com isto, espera-se também uma intensificação das anomalias térmicas positivas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbjt27e"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbjt27e.jpg" id="xbjt27e"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os próximos dias em Portugal Continental esperam-se <strong>geralmente secos e soalheiros e deverão contar também com uma subida generalizada das temperaturas</strong>, que poderá intensificar-se mais ainda no arranque da próxima semana.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>O dia de hoje, quinta-feira, amanheceu soalheiro, com céu geralmente limpo em praticamente toda a geografia continental. Esta tendência deverá manter-se nos próximos dias, devido à <strong>influência do anticiclone dos A��ores</strong>.</p><h2>Temperaturas sobem e anomalias térmicas intensificam-se</h2><p>Hoje, as temperaturas máximas deverão manter-se entre os 21 ºC em Viana do Castelo e os 29 ºC em Lisboa. À semelhança da capital, <strong>vários locais do Alentejo poderão aproximar-se dos 30 ºC</strong>, ainda que as capitais de distrito da região não devam ultrapassar os 27 ºC. Com isto, tanto Lisboa como o Alentejo poderão apresentar valores acima da média até 4 ºC. Bragança e Guarda deverão ser os únicos distritos a registar anomalias negativas de até 2 ºC. <strong>O restante território mantém valores dentro ou pouco acima da média</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-sobem-entre-sexta-9-e-domingo-11-eis-as-zonas-mais-quentes-de-portugal-continental-1791451966333.jpg" data-image="hxw8emb8y6lf" alt="anomalias térmicas" title="anomalias térmicas"><figcaption>A subida esperada das temperaturas irá contribuir para uma intensificação das anomalias térmicas positivas, ou valores acima da normal climatológica de referência, nos próximos dias.</figcaption></figure><p>Amanhã, sexta-feira, as <strong>anomalias negativas ganham terreno ao longo da faixa interior</strong>. No entanto, o litoral e a região Sul deverão manter valores acima da média. Assim, esperam-se máximas compreendidas entre os 17 ºC na Guarda e os 27 ºC em Lisboa.</p><p>No sábado, a<strong> Região Norte poderá denotar uma subida dos valores</strong>. Braga poderá ser a capital distrital mais quente com máxima esperada de 24 ºC, Vila Real deverá contar com 23 ºC. Bragança e Porto podem registar até 22 ºC e Viana do Castelo pode chegar aos 20 ºC. As cidades mais quentes do país poderão ser Lisboa, Santarém e Beja, com 27 ºC previstos. Neste dia, não se esperam valores abaixo da média em nenhum local. <strong>As anomalias positivas podem variar entre 1 ºC e 5 ºC</strong>.</p><h2>Anomalias podem chegar aos 10 ºC acima da média no arranque da próxima semana</h2><p>O mapa de anomalias acima ilustrado refere-se às 14h de domingo. É possível observar um <strong>domínio dos valores acima da média em praticamente todo o território</strong>. Nesse dia, as anomalias mais pronunciadas podem alcançar os 6 ºC na região da Serra da Estrela. Desta forma, as temperaturas máximas esperadas para este dia podem variar entre os 19 ºC em Viana do Castelo e os 27 ºC em Santarém, Lisboa, Évora e Beja.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792366" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frente-fria-podera-atingir-os-acores-entre-domingo-11-e-segunda-feira-12-eis-os-possiveis-impactos.html" title="Frente fria poderá atingir os Açores entre domingo (11) e segunda-feira (12): eis os possíveis impactos">Frente fria poderá atingir os Açores entre domingo (11) e segunda-feira (12): eis os possíveis impactos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frente-fria-podera-atingir-os-acores-entre-domingo-11-e-segunda-feira-12-eis-os-possiveis-impactos.html" title="Frente fria poderá atingir os Açores entre domingo (11) e segunda-feira (12): eis os possíveis impactos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-podera-atingir-os-acores-entre-domingo-11-e-segunda-feira-12-eis-os-possiveis-impactos-1791410206788_320.png" alt="Frente fria poderá atingir os Açores entre domingo (11) e segunda-feira (12): eis os possíveis impactos"></a></article></aside><p>Este cenário de temperaturas acima da média deverá intensificar-se entre segunda e terça-feira, caso a atual previsão se confirme. Na <strong>terça-feira, esperam-se temperaturas até 10 ºC acima da média</strong>. O Alentejo poderá registar até 33 ºC de máxima e o Vale do Douro poderá registar até 30 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-sobem-entre-sexta-9-e-domingo-11-eis-as-zonas-mais-quentes-de-portugal-continental.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O limite que nunca deve ultrapassar nas redes sociais para proteger a sua saúde mental]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-limite-que-nunca-deve-ultrapassar-nas-redes-sociais-para-proteger-a-sua-saude-mental.html</link><pubDate>Thu, 08 Oct 2026 11:01:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Como seria de esperar, um novo estudo dos EUA associa o uso intensivo das redes sociais a um aumento dos casos de depressão reportados entre adultos. O ponto crítico parece situar-se em torno das duas horas e meia por dia.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/reseaux-sociaux-quelle-limite-ne-pas-depasser-pour-preserver-sa-sante-mentale-1790952738439.jpeg" data-image="zh566yiu2kvj" alt="O tempo passado nas redes sociais nem sempre é muito positivo para a saúde mental." title="O tempo passado nas redes sociais nem sempre é muito positivo para a saúde mental."><figcaption>O tempo passado nas redes sociais nem sempre é muito positivo para a saúde mental.</figcaption></figure><p>Já aconteceu a todos nós: num domingo à noite, sentindo-nos um pouco cansados, deitamo-nos no sofá com o telemóvel, abrimos o Facebook, o TikTok ou o Instagram e ficamos a fazer scroll no ecrã... até nos apercebermos que <strong>passámos mais de uma hora a navegar por conteúdos sobre assuntos de que gostamos mais ou menos</strong>, intercalados com uma boa dose de publicidade.</p><p>E sentimo-nos ainda mais exaustos depois de vaguear sem rumo desta forma, sem ter ganho grande coisa. <strong>Esta sensação de cansaço não surpreende quando consideramos que o tempo que passamos nas redes sociais pode ser prejudicial para a saúde mental</strong>, sobretudo entre os adolescentes — embora não apenas entre eles.</p><h2>Um grupo de 183.000 americanos acompanhado ao longo de 11 anos</h2><p>Em 2025, uma publicação no <em>European Journal of Health, Psychology and Education Research</em> concluiu que os <strong>sintomas depressivos poderiam ser reduzidos simplesmente diminuindo o tempo despendido nestas plataformas</strong>. Mas em que ponto é que as redes sociais podem afetar seriamente o nosso humor? Segundo o jornal <strong>Ouest-France</strong>, um estudo publicado na <em>NPJ Mental Health Research</em> traz novos dados para compreender esta questão.</p><div class="texto-destacado">Os investigadores, sediados nos Estados Unidos, basearam-se em onze inquéritos transversais, o que lhes permitiu analisar dados de 183.000 americanos com idades compreendidas entre os 18 e os 70 anos, ao longo de um período de onze anos.</div><p>Os participantes relataram os seus hábitos nas redes sociais e indicaram os seus problemas de saúde a partir de uma lista de 31 condições, incluindo a depressão. De salientar que <strong>estas informações foram autorrelatadas</strong>; não foram examinados por um médico para o estudo.</p><p>No entanto, graças a uma amostra desta dimensão, os cientistas encontraram uma <strong>associação significativa entre certas práticas digitais e a deterioração da saúde mental</strong>.</p><h2>Um maior aumento da depressão entre os adolescentes</h2><p>Primeira observação: o aumento da depressão auto-referida, que passou de 15% para 22% entre 2014 e 2024 na população em geral, e de 15% para 25% entre os jovens dos 18 aos 25 anos. Ao relacionar estes números com o tempo passado nas redes sociais, <strong>os investigadores associam cada hora adicional por dia nestas plataformas a um aumento de aproximadamente 17% no risco de reportar depressão</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="737734" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ecra-em-modo-escuro-protege-a-vista-ou-e-apenas-uma-tendencia-a-ciencia-explica.html" title="Ecrã em modo escuro: protege a vista ou é apenas uma tendência? A ciência explica">Ecrã em modo escuro: protege a vista ou é apenas uma tendência? A ciência explica</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ecra-em-modo-escuro-protege-a-vista-ou-e-apenas-uma-tendencia-a-ciencia-explica.html" title="Ecrã em modo escuro: protege a vista ou é apenas uma tendência? A ciência explica"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ecra-em-modo-escuro-protege-a-vista-ou-e-apenas-uma-tendencia-a-ciencia-explica-1762273765357_320.png" alt="Ecrã em modo escuro: protege a vista ou é apenas uma tendência? A ciência explica"></a></article></aside><p> O seu modelo estima que <strong>os sentimentos de depressão surjam após cerca de duas horas e meia de utilização diária das redes sociais</strong> — um limiar que, segundo os investigadores, requer uma análise mais aprofundada através de estudos complementares. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/reseaux-sociaux-quelle-limite-ne-pas-depasser-pour-preserver-sa-sante-mentale-1790953199907.jpeg" data-image="2t7v88uct3nu" alt="As crianças, as primeiras vítimas do vício das redes sociais." title="As crianças, as primeiras vítimas do vício das redes sociais."><figcaption>Crianças, as primeiras vítimas do vício das redes sociais.</figcaption></figure><p>No entanto, segundo os autores do estudo, <strong>o uso das redes sociais parece ser um melhor preditor de depressão do que outros fatores comuns</strong>, como a situação profissional, o nível de escolaridade ou atividades que envolvem ecrãs, como os videojogos, a navegação na internet ou a televisão.</p><div class="texto-destacado">As redes sociais são prejudiciais para pessoas de todas as idades.</div><p>No entanto, surgem questões. <strong>A depressão não levaria a uma utilização mais intensa destas plataformas?</strong> Para Hans Breiter, autor principal do estudo, a relação é suficientemente clara para servir de alerta: "<strong>As redes sociais são prejudiciais para pessoas de todas as idades</strong>", afirma o investigador. "Não nos devemos submeter a um produto que utiliza a ciência da adição para maximizar o nosso tempo de ecrã."</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="671496" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quanto-tempo-de-ecra-e-demasiado-como-fazer-com-que-a-tecnologia-e-as-redes-sociais-trabalhem-para-nos-saude-mental.html" title="Quanto tempo de ecrã é demasiado? Como fazer com que a tecnologia e as redes sociais trabalhem para nós">Quanto tempo de ecrã é demasiado? Como fazer com que a tecnologia e as redes sociais trabalhem para nós</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quanto-tempo-de-ecra-e-demasiado-como-fazer-com-que-a-tecnologia-e-as-redes-sociais-trabalhem-para-nos-saude-mental.html" title="Quanto tempo de ecrã é demasiado? Como fazer com que a tecnologia e as redes sociais trabalhem para nós"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/how-much-screen-time-is-too-much-how-to-make-tech-and-social-media-work-for-us-1723883980522_320.jpeg" alt="Quanto tempo de ecrã é demasiado? Como fazer com que a tecnologia e as redes sociais trabalhem para nós"></a></article></aside><p>No caso dos utilizadores mais jovens, a <strong>União Europeia está atualmente a estudar a possibilidade de proibir o acesso de crianças com menos de 13 anos às redes sociais</strong>, no âmbito da lei EU KIDS Act.</p><p>No mês passado, a <strong>Comissão Europeia aprovou legislação para reforçar a segurança online das crianças em toda a UE</strong>. A proposta iniciou o seu procedimento legislativo e espera-se que seja aprovada rapidamente.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="leditiondusoir" data-year="Martes%2C%2029%20de%20septiembre%20de%202026" data-title="Les%20r%C3%A9seaux%20sociaux%20peuvent-ils%20mener%20%C3%A0%20la%20d%C3%A9pression%20%3F%20Voici%20la%20limite%20qu%E2%80%99il%20ne%20faudrait%20pas%20d%C3%A9passer%20d%E2%80%99apr%C3%A8s%20une%20%C3%A9tude" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ouest-france.fr%2Fleditiondusoir%2F2026-09-29%2Fles-reseaux-sociaux-peuvent-ils-mener-a-la-depression-voici-la-limite-qu-il-ne-faudrait-pas-depasser-d-apres-une-etude-fdd196e3-a1c2-4837-a1fb-a552dbc954c5%3Futm_content%3D20260929%26utm_medium%3Demail%26utm_term%3D840015%26utm_source%3Dnewsletter_of_quotidienne%26utm_campaign%3Dprc_nl_parution_edition-du-soir%26vid%3D7101036%26mediego_euid%3D7101036">leditiondusoir. (Martes, 29 de septiembre de 2026). <a href="https://www.ouest-france.fr/leditiondusoir/2026-09-29/les-reseaux-sociaux-peuvent-ils-mener-a-la-depression-voici-la-limite-qu-il-ne-faudrait-pas-depasser-d-apres-une-etude-fdd196e3-a1c2-4837-a1fb-a552dbc954c5?utm_content=20260929&utm_medium=email&utm_term=840015&utm_source=newsletter_of_quotidienne&utm_campaign=prc_nl_parution_edition-du-soir&vid=7101036&mediego_euid=7101036" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Les réseaux sociaux peuvent-ils mener à la dépression ? Voici la limite qu’il ne faudrait pas dépasser d’après une étude</a>.</cite></p></section><p><em></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-limite-que-nunca-deve-ultrapassar-nas-redes-sociais-para-proteger-a-sua-saude-mental.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[ECMWF mantém sinal de pouca chuva em Portugal continental até ao final de outubro: o que mostram os mapas?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ecmwf-mantem-sinal-de-pouca-chuva-em-portugal-continental-ate-ao-final-de-outubro-o-que-mostram-os-mapas.html</link><pubDate>Thu, 08 Oct 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As previsões sub-sazonais do ECMWF apontam para uma mudança dos regimes atmosféricos ao longo de outubro. No entanto, há um sinal que persiste, a chuva poderá continuar abaixo do normal em Portugal até perto do final do mês.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbjosvy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbjosvy.jpg" id="xbjosvy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As previsões sub-sazonais do ECMWF apontam para mudanças importantes nos regimes euro-atlânticos ao longo das próximas semanas. Contudo, apesar da alteração do padrão dominante, <strong>Portugal poderá continuar com precipitação abaixo do normal até perto do final de outubro</strong>.</p><h2>NAO+ domina a primeira metade de outubro</h2><p>Até aproximadamente <strong>15 e 16 de outubro</strong>, o regime <strong>NAO+ (fase positiva da Oscilação do Atlântico Norte)</strong> apresenta uma probabilidade elevada de ocorrência. Este padrão está associado a uma circulação atlântica mais intensa em latitudes superiores, podendo favorecer o desvio das depressões e respetivas frentes para norte da Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ecmwf-mantem-sinal-de-pouca-chuva-em-portugal-ate-ao-final-de-outubro-o-que-mostram-os-mapas-1791418372210.jpg" data-image="l50474uh490j" alt="Regimes Euro-Atlânticos" title="Regimes Euro-Atlânticos"><figcaption>O ECMWF prevê alterações nos regimes euro-atlânticos nas próximas semanas: o NAO+ deverá dominar inicialmente, enquanto o Bloqueio Escandinavo ganha relevância na segunda metade de outubro.</figcaption></figure><p>Para Portugal, esta configuração deverá traduzir-se numa primeira metade do mês marcada sobretudo pela <strong>estabilidade atmosférica, temperaturas elevadas para a época e escassez de precipitação</strong>. A previsão para terça-feira, dia 13, ilustra esta situação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ecmwf-mantem-sinal-de-pouca-chuva-em-portugal-ate-ao-final-de-outubro-o-que-mostram-os-mapas-1791418424217.jpg" data-image="juqmw1xthwdd" alt="Temperatura e pressão" title="Temperatura e pressão"><figcaption>A influência das altas pressões deverá favorecer tempo estável e temperaturas elevadas para a época, com algumas regiões de Portugal a aproximarem-se dos 30 ºC.</figcaption></figure><p>Uma região de altas pressões, com cerca de <strong>1028 hPa</strong>, encontra-se posicionada no Atlântico, a oeste da Península Ibérica. Com a circulação depressionária mais afastada, algumas regiões portuguesas poderão aproximar-se dos <strong>30 ºC</strong>, valores bastante elevados para meados de outubro. O contraste na precipitação é igualmente evidente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ecmwf-mantem-sinal-de-pouca-chuva-em-portugal-ate-ao-final-de-outubro-o-que-mostram-os-mapas-1791418487648.jpg" data-image="sx3bc0ngyqdl" alt="Precipitação acumulada" title="Precipitação acumulada"><figcaption>Os acumulados de precipitação deverão permanecer muito reduzidos em grande parte de Portugal, contrastando com valores significativamente superiores noutras regiões da Europa.</figcaption></figure><p>Os acumulados de chuva previstos até dia 13 são <strong>praticamente nulos em grande parte de Portugal continental</strong>, enquanto várias regiões da Europa Ocidental e Central registam quantidades muito superiores.</p><h2>A partir de 17 e 18 de outubro, o padrão começa a mudar</h2><p>Na segunda metade do mês, o cenário torna-se mais complexo. A probabilidade do regime NAO+ diminui e ganha expressão o <strong>Scandinavian Blocking (Bloqueio Escandinavo)</strong>, enquanto em alguns períodos nenhum dos regimes euro-atlânticos surge claramente dominante.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Este regime caracteriza-se pela formação ou persistência de <strong>altas pressões sobre o norte e nordeste da Europa</strong>, capazes de bloquear ou modificar a circulação atmosférica habitual. Dependendo da localização exata do bloqueio e das depressões circundantes, pode favorecer descidas de ar mais frio ou trajetórias depressionárias distintas sobre a Europa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ecmwf-mantem-sinal-de-pouca-chuva-em-portugal-ate-ao-final-de-outubro-o-que-mostram-os-mapas-1791418565249.jpg" data-image="48e0gqdhnj56" alt="Configuração atmosférica" title="Configuração atmosférica"><figcaption>Na segunda metade do mês, o padrão atmosférico começa a mudar, com o desenvolvimento de um bloqueio no norte da Europa, enquanto as altas pressões continuam robustas no Atlântico, a noroeste de Portugal.</figcaption></figure><p>Por volta de <strong>17 de outubro</strong>, os mapas já sugerem o desenvolvimento de altas pressões no norte europeu. No entanto, há um detalhe particularmente importante para Portugal, <strong>as altas pressões continuam também bastante robustas no Atlântico, a noroeste do território continental</strong>.</p><p>Esta configuração poderá continuar a funcionar como obstáculo à aproximação das depressões atlânticas e das frentes que habitualmente trazem chuva ao país durante o outono.</p><h2>Mudam os regimes, mas a chuva poderá continuar abaixo do normal</h2><p>Por isso, uma mudança de regime atmosférico <strong>não significa necessariamente o regresso imediato da chuva</strong>. E é precisamente isso que a previsão sub-sazonal do ECMWF sugere.</p><p>Entre <strong>19 e 26 de outubro</strong>, o mapa de anomalia semanal da precipitação mantém um <strong>sinal negativo sobre Portugal</strong>, particularmente evidente em várias zonas do território. Isto significa que, no conjunto dessa semana, a quantidade de precipitação prevista poderá continuar abaixo da média climatológica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ecmwf-mantem-sinal-de-pouca-chuva-em-portugal-ate-ao-final-de-outubro-o-que-mostram-os-mapas-1791418656664.jpg" data-image="knzjlwmdo48z" alt="Anomalia da precipitação semanal" title="Anomalia da precipitação semanal"><figcaption>Apesar da mudança dos regimes atmosféricos, o ECMWF mantém um sinal de precipitação abaixo da média em Portugal entre 19 e 26 de outubro, prolongando a tendência de tempo mais seco.</figcaption></figure><p>Assim, apesar da transição de uma primeira metade do mês dominada sobretudo pelo NAO+ para uma segunda metade com maior influência do <strong>Bloqueio Escandinavo</strong>, existe alguma consistência num elemento da previsão: <strong>a dificuldade da chuva em chegar regularmente a Portugal</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792333" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-entra-numa-sequencia-de-dias-praticamente-sem-chuva-eis-o-que-preve-o-ecmwf-ate-domingo.html" title="Portugal entra numa sequência de dias praticamente sem chuva: eis o que prevê o ECMWF até domingo">Portugal entra numa sequência de dias praticamente sem chuva: eis o que prevê o ECMWF até domingo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-entra-numa-sequencia-de-dias-praticamente-sem-chuva-eis-o-que-preve-o-ecmwf-ate-domingo.html" title="Portugal entra numa sequência de dias praticamente sem chuva: eis o que prevê o ECMWF até domingo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-entra-numa-sequencia-de-dias-praticamente-sem-chuva-eis-o-que-preve-o-ecmwf-ate-domingo-1791408115437_320.jpg" alt="Portugal entra numa sequência de dias praticamente sem chuva: eis o que prevê o ECMWF até domingo"></a></article></aside><p>Importa, contudo, recordar que estamos perante uma <strong>previsão sub-sazonal</strong>. Estes mapas permitem identificar tendências e regimes atmosféricos mais prováveis, mas não determinam em que dias ou localidades irá chover. À medida que o final de outubro se aproxima, a incerteza aumenta e episódios pontuais de precipitação continuam perfeitamente possíveis.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ecmwf-mantem-sinal-de-pouca-chuva-em-portugal-continental-ate-ao-final-de-outubro-o-que-mostram-os-mapas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria poderá atingir os Açores entre domingo (11) e segunda-feira (12): eis os possíveis impactos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frente-fria-podera-atingir-os-acores-entre-domingo-11-e-segunda-feira-12-eis-os-possiveis-impactos.html</link><pubDate>Thu, 08 Oct 2026 08:04:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Ainda que durante a semana o estado de tempo se mantenha estável nos Açores, a deslocação do anticiclone para sudeste deverá permitir a passagem de uma frente fria pelo arquipélago a partir das últimas horas de domingo.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbjnlry"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbjnlry.jpg" id="xbjnlry"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como referimos em previsões anteriores aqui na Meteored Portugal, o estado de tempo nos Açores ao longo dos próximos dias deverá <strong>manter-se maioritariamente seco e soalheiro</strong>, não se descartando a possibilidade de ocorrência de aguaceiros fracos e dispersos.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Esta maior estabilidade deve-se à posição favorável do anticiclone, que impede a chegada de perturbações significativas a este arquipélago. No entanto, a deslocação deste sistema de altas pressões para sudeste deverá enfraquecer o "escudo", <strong>permitindo, assim, a chegada de uma frente fria</strong>, como podemos observar no mapa abaixo.</p><h2>Influência anticiclónica conseguirá manter a chuva afastada dos Açores até sábado</h2><p>De acordo com a mais recente atualização do ECMWF, o anticiclone deverá manter a sua posição sobre o arquipélago dos Açores, contribuindo para dias mais secos e soalheiros. Assim, <strong>entre hoje e sábado espera-se uma acumulação de precipitação máxima inferior a 5 mm</strong>, tanto no Grupo Ocidental como no Oriental. O Grupo Central não apresenta valores de acumulação até esse dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-podera-atingir-os-acores-entre-domingo-11-e-segunda-feira-12-eis-os-possiveis-impactos-1791410089178.jpg" data-image="fnxcx2qs6q7f" alt="chuva prevista; frente fria" title="chuva prevista; frente fria"><figcaption>Entre domingo e segunda-feira espera-se a chegada de uma frente fria ao arquipélago dos Açores.</figcaption></figure><p>No <strong>domingo, o cenário poderá mudar</strong>. Por volta das 16h esperam-se alguns aguaceiros fracos e irregulares no Grupo Central. Estes deverão manter-se nas horas seguintes. Nos restantes grupos, o dia manter-se-á tendencialmente seco e com céu pouco nublado.</p><h2>Frente fria atinge Grupo Ocidental na madrugada de segunda-feira, 12</h2><p>Pela 1h de segunda-feira, e para além da chuva no Grupo Central, espera-se que a mesma chegue ao Grupo Ocidental, sendo este o<strong> primeiro grupo a ser atingido pela frente fria de forma direta</strong>. Entre as 10h e as 13h esta deverá chegar ao Grupo Central, levando a chuva a todas as ilhas do grupo. Já entre as 16h e as 19h a mesma poderá chegar ao Grupo Oriental. Após este horário, é esperada uma dissipação da chuva.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-podera-atingir-os-acores-entre-domingo-11-e-segunda-feira-12-eis-os-possiveis-impactos-1791411548698.jpg" data-image="14fca8c8im7g" alt="rajadas de vento" title="rajadas de vento"><figcaption>O Grupo Ocidental poderá registar as rajadas de vento mais significativas deste evento, na ordem dos 80 km/h, no início da madrugada de segunda-feira.</figcaption></figure><p>Os <strong>acumulados de precipitação mais elevados poderão registar-se no Grupo Central</strong>, mais precisamente na Ilha do Pico, onde os valores poderão ser de cerca de 20 a 25 mm.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792300" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/apenas-3-capitais-de-distrito-registarao-minimas-abaixo-dos-10-c-nos-proximos-dias-saiba-quais.html" title="Apenas 3 capitais de distrito registarão mínimas abaixo dos 10 ºC nos próximos dias: saiba quais">Apenas 3 capitais de distrito registarão mínimas abaixo dos 10 ºC nos próximos dias: saiba quais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/apenas-3-capitais-de-distrito-registarao-minimas-abaixo-dos-10-c-nos-proximos-dias-saiba-quais.html" title="Apenas 3 capitais de distrito registarão mínimas abaixo dos 10 ºC nos próximos dias: saiba quais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/apenas-3-capitais-de-distrito-terao-minimas-abaixo-dos-10-c-nos-proximos-dias-saiba-quais-1791378379884_320.jpg" alt="Apenas 3 capitais de distrito registarão mínimas abaixo dos 10 ºC nos próximos dias: saiba quais"></a></article></aside><p>Para além da chuva também se espera um <strong>aumento da velocidade de rajada</strong>, onde o Grupo Ocidental deverá registar as<strong> rajadas mais significativas, na ordem dos 80 km/h</strong>. No Grupo Central, as rajadas mais fortes poderão aproximar-se dos 75 km/h, enquanto no Grupo Oriental as mesmas não devam ultrapassar os 55 km/h. O <strong>mar também se poderá tornar mais agitado</strong>, essencialmente no Grupo Ocidental.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frente-fria-podera-atingir-os-acores-entre-domingo-11-e-segunda-feira-12-eis-os-possiveis-impactos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Novas simulações ligam as primeiras estrelas do Universo a sinais visíveis ainda hoje]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/novas-simulacoes-ligam-as-primeiras-estrelas-do-universo-a-sinais-ainda-visiveis-hoje.html</link><pubDate>Thu, 08 Oct 2026 07:02:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>As primeiras estrelas e galáxias transformaram o Universo primordial, produzindo os elementos químicos que hoje compõem estrelas, planetas e a própria vida. Agora, simulações avançadas estão a reconstruir estes primeiros milhares de milhões de anos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/novas-simulacoes-ligam-as-primeiras-estrelas-do-universo-a-sinais-ainda-visiveis-hoje-1791107881970.png" data-image="bkorn5j7ktdx" alt="O projeto MEGATRON usa simulações cosmológicas para reproduzir a diversidade de espectros de galáxias do Universo jovem. Crédito: NASA" title="O projeto MEGATRON usa simulações cosmológicas para reproduzir a diversidade de espectros de galáxias do Universo jovem. Crédito: NASA"><figcaption>O projeto MEGATRON usa simulações cosmológicas para reproduzir a diversidade de espectros de galáxias do Universo jovem. Crédito: NASA</figcaption></figure><p><strong>O Universo primordial era muito diferente do atual, sem estrelas, galáxias ou elementos químicos mais pesados que o hidrogénio ou o hélio.</strong> As primeiras estrelas surgiram a partir do colapso gravitacional de nuvens de gás e foram responsáveis por produzir os primeiros elementos mais pesados.</p><p>Para entender esta evolução, investigadores desenvolveram o projeto MEGATRON, usando algumas das simulações mais detalhadas realizadas até hoje. <strong>Os modelos incorporam processos físicos para acompanhar a evolução das estruturas cósmicas. </strong>Desta forma, é possível reconstruir as primeiras fontes luminosas.</p><p>As simulações também permitem investigar como os elementos produzidos pelas primeiras estrelas foram dispersos pelo Universo e incorporados às gerações seguintes de estrelas. <strong>Ao comparar estes modelos com dados de telescópios como o James Webb (JWST), os investigadores podem testar quais cenários reproduzem o Universo jovem.</strong></p><h2>Rede cósmica </h2><p>A rede cósmica é a estrutura de larga escala que organiza a matéria do Universo numa espécie de teia, formada por filamentos de matéria que conectam regiões mais densas. A <strong>s</strong><strong>ua formação é determinada pela gravidade e pela distribuição de matéria escura que define como a matéria está distribuída.</strong></p><div class="texto-destacado">O gás bariónico acumula-se nestes filamentos e alimenta a formação e evolução das galáxias.</div><p><strong>Embora as primeiras galáxias tenham evoluído ao longo de milhares de milhões de anos, alguns sinais da sua existência podem permanecer observáveis atualmente.</strong> Estrelas muito antigas podem preservar na sua composição química elementos produzidos pelas primeiras gerações estelares.</p><h2>Projeto Megatron</h2><p>O projeto MEGATRON é um projeto de simulação computacional desenvolvido para investigar como surgiram e evoluíram as primeiras estrelas e galáxias do Universo. Este<strong> trabalho usa modelos cosmológicos de alta resolução para acompanhar a formação das primeiras estruturas luminosas</strong> e os processos físicos que transformaram o Universo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/novas-simulacoes-ligam-as-primeiras-estrelas-do-universo-a-sinais-ainda-visiveis-hoje-1791107827368.png" data-image="l9gywr7hj935" alt="As simulações combinam gravidade, hidrodinâmica e radiação para investigar como as primeiras galáxias evoluíram e modificaram o ambiente ao redor. Crédito: Katz et al. 2026" title="As simulações combinam gravidade, hidrodinâmica e radiação para investigar como as primeiras galáxias evoluíram e modificaram o ambiente ao redor. Crédito: Katz et al. 2026"><figcaption>As simulações combinam gravidade, hidrodinâmica e radiação para investigar como as primeiras galáxias evoluíram e modificaram o ambiente ao redor. Crédito: Katz et al. 2026</figcaption></figure><p><strong>Um dos objetivos é entender como as primeiras estrelas modificaram o meio ao seu redor e produziram os elementos químicos. </strong>As simulações permitem acompanhar essa evolução em detalhe e gerar previsões que podem ser comparadas às observações de telescópios como o JWST. </p><h2>Como as galáxias se formaram?</h2><p><strong>As simulações começam com gás primordial praticamente sem elementos pesados, reproduzindo as condições do Universo pouco depois do Big Bang.</strong> A partir desse material, os modelos acompanham o nascimento das primeiras estrelas, a radiação emitida por elas e as suas mortes em explosões de supernova. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cientistas-detetam-ecos-do-big-bang-de-ha-13-8-mil-milhoes-de-anos-apenas-com-uma-televisao.html" title="Cientistas detetam ecos do Big Bang de há 13,8 mil milhões de anos apenas com uma televisão">Cientistas detetam ecos do Big Bang de há 13,8 mil milhões de anos apenas com uma televisão</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cientistas-detetam-ecos-do-big-bang-de-ha-13-8-mil-milhoes-de-anos-apenas-com-uma-televisao.html" title="Cientistas detetam ecos do Big Bang de há 13,8 mil milhões de anos apenas com uma televisão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/los-cientificos-detectan-los-ecos-del-big-bang-de-hace-13-800-millones-de-anos-con-solo-una-tv-1770565187070_320.jpeg" alt="Cientistas detetam ecos do Big Bang de há 13,8 mil milhões de anos apenas com uma televisão"></a></article></aside><p><strong>Esse processo é fundamental para entender a origem dos elementos químicos presentes no Universo atual. </strong>Carbono, oxigénio, ferro e outros elementos foram produzidos por processos nucleares no interior das estrelas e posteriormente libertados para o meio interestelar. O projeto MEGATRON permite acompanhar este enriquecimento químico.</p><h2>Papel do James Webb</h2><p>O JWST é fundamental para estudar o Universo primordial porque observa principalmente nos comprimentos de onda infravermelhos, capazes de detetar a luz de galáxias extremamente distantes. <strong>Isto permite investigar galáxias formadas poucas centenas de milhões de anos após o Big Bang.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/novas-simulacoes-ligam-as-primeiras-estrelas-do-universo-a-sinais-ainda-visiveis-hoje-1791107905287.png" data-image="jc23uxd71szb" alt="Comparar as previsões do MEGATRON com dados do James Webb ajuda a testar modelos sobre a formação e evolução das primeiras galáxias. Crédito: NASA" title="Comparar as previsões do MEGATRON com dados do James Webb ajuda a testar modelos sobre a formação e evolução das primeiras galáxias. Crédito: NASA"><figcaption>Comparar as previsões do MEGATRON com dados do James Webb ajuda a testar modelos sobre a formação e evolução das primeiras galáxias. Crédito: NASA</figcaption></figure><p><strong>Além de detetar estas galáxias, o JWST consegue obter espectros que revelam propriedades físicas e químicas dos seus gases e estrelas. </strong>Estas informações permitem medir <em>redshifts</em>, identificar elementos e estimar taxas de formação estelar, fornecendo dados para testar modelos como os do MEGATRON.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Katz%20et%20al" data-year="2026" data-title="MEGATRON%3A%20Reproducing%20the%20Diversity%20of%20High-Redshift%20Galaxy%20Spectra%20with%20Cosmological%20Radiation%20Hydrodynamics%20Simulations" data-url="https%3A%2F%2Farxiv.org%2Fabs%2F2510.05201v2">Katz et al. (2026). <a href="https://arxiv.org/abs/2510.05201v2" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">MEGATRON: Reproducing the Diversity of High-Redshift Galaxy Spectra with Cosmological Radiation Hydrodynamics Simulations</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/novas-simulacoes-ligam-as-primeiras-estrelas-do-universo-a-sinais-ainda-visiveis-hoje.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal entra numa sequência de dias praticamente sem chuva: eis o que prevê o ECMWF até domingo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-entra-numa-sequencia-de-dias-praticamente-sem-chuva-eis-o-que-preve-o-ecmwf-ate-domingo.html</link><pubDate>Thu, 08 Oct 2026 06:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal continental deverá atravessar vários dias com pouca ou nenhuma precipitação. O ECMWF prevê tempo maioritariamente seco entre esta quinta-feira e domingo, embora possam surgir algumas exceções pontuais.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbjm3o2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbjm3o2.jpg" id="xbjm3o2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois de alguma instabilidade nos últimos dias, <strong>Portugal continental entra esta quinta-feira, 8 de outubro, numa sequência de dias marcada pela ausência de precipitação significativa</strong>. A previsão mais recente do modelo europeu (ECMWF) aponta para tempo predominantemente seco até domingo.</p><p>Quinta, sexta e sábado deverão decorrer praticamente sem chuva em todo o território. No domingo poderão surgir algumas áreas de precipitação nas proximidades de Portugal, sobretudo sobre o Atlântico, mas nesta atualização do modelo <strong>não deverão afetar de forma significativa o continente</strong>.</p><h2>Quinta-feira abre uma sequência de vários dias praticamente sem chuva</h2><p> Esta quinta-feira deverá decorrer sem precipitação significativa em Portugal continental. A configuração atmosférica prevista pelo ECMWF mostra <strong>pressões relativamente elevadas a norte e nordeste da Península Ibérica</strong>, com valores na ordem dos 1025 hPa. Neste contexto, <strong>não se prevê precipitação significativa no território continental</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-entra-numa-sequencia-de-dias-praticamente-sem-chuva-eis-o-que-preve-o-ecmwf-ate-domingo-1791407974743.jpg" data-image="sguo6nntxvzt" alt="Quinta-feira deverá decorrer praticamente sem chuva em Portugal" title="Quinta-feira deverá decorrer praticamente sem chuva em Portugal"><figcaption>O ECMWF não prevê precipitação significativa em Portugal continental durante esta quinta-feira, num cenário que deverá prolongar-se nos dias seguintes.</figcaption></figure><p>Este cenário deverá prolongar-se nas jornadas seguintes. <strong>Sexta-feira e sábado continuarão praticamente sem precipitação em Portugal continental</strong>, de acordo com os mapas analisados do ECMWF.</p><p>Não significa necessariamente ausência absoluta de qualquer precipitação durante todo o período, mas o sinal do modelo é claro: <strong>não se perspetiva a passagem de sistemas capazes de produzir chuva generalizada ou acumulados significativos no continente</strong>.</p><h2>Até domingo, a chuva acumulada será residual em grande parte do país</h2><p>É no mapa de precipitação acumulada que a dimensão desta sequência seca se torna mais evidente. Até às últimas horas de domingo, o ECMWF prevê <strong>menos de 5 mm em praticamente todo o território continental</strong>.</p><p>Em grande parte do interior Norte e Centro e, sobretudo, no Alentejo, os acumulados deverão ser <strong>residuais ou praticamente nulos</strong>. Mesmo nas áreas onde o modelo projeta alguma precipitação, os valores permanecem pouco expressivos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-entra-numa-sequencia-de-dias-praticamente-sem-chuva-eis-o-que-preve-o-ecmwf-ate-domingo-1791408115437.jpg" data-image="xyrkn3ogkf28" alt="Menos de 5 mm previstos em Portugal Continental" title="Menos de 5 mm previstos em Portugal Continental"><figcaption>O ECMWF prevê acumulados inferiores a 5 mm em praticamente todo o território continental até domingo, com muitas regiões a registarem precipitação residual ou praticamente nula.</figcaption></figure><p> O litoral e algumas zonas do Centro apresentam os acumulados ligeiramente mais elevados, mas <strong>continuam geralmente abaixo dos 5 mm</strong>. Em muitas regiões, os valores previstos ficam mesmo <strong>abaixo de 1 mm</strong>, reforçando o caráter pouco significativo da precipitação esperada. Não há, portanto, nesta atualização do ECMWF, sinal de um episódio de precipitação relevante até ao final do fim de semana.</p><p>Desta forma, Portugal deverá completar <strong>quatro dias consecutivos de tempo predominantemente seco</strong>, entre quinta-feira e domingo.</p><h2>Domingo traz alterações na configuração atmosférica, mas pouca chuva</h2><p>Apesar da persistência do tempo seco, <strong>a configuração atmosférica não permanecerá inalterada durante todo o período</strong>. No domingo, o ECMWF projeta uma área de baixas pressões, com cerca de 1016 hPa, sobre o sudoeste da Península Ibérica.</p><p>Esta alteração é importante porque mostra que o tempo seco de domingo <strong>não deve ser explicado simplesmente pela permanência do mesmo padrão observado na quinta-feira</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792300" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/apenas-3-capitais-de-distrito-registarao-minimas-abaixo-dos-10-c-nos-proximos-dias-saiba-quais.html" title="Apenas 3 capitais de distrito registarão mínimas abaixo dos 10 ºC nos próximos dias: saiba quais">Apenas 3 capitais de distrito registarão mínimas abaixo dos 10 ºC nos próximos dias: saiba quais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/apenas-3-capitais-de-distrito-registarao-minimas-abaixo-dos-10-c-nos-proximos-dias-saiba-quais.html" title="Apenas 3 capitais de distrito registarão mínimas abaixo dos 10 ºC nos próximos dias: saiba quais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/apenas-3-capitais-de-distrito-terao-minimas-abaixo-dos-10-c-nos-proximos-dias-saiba-quais-1791378379884_320.jpg" alt="Apenas 3 capitais de distrito registarão mínimas abaixo dos 10 ºC nos próximos dias: saiba quais"></a></article></aside><p> <strong>Apesar desta evolução, a previsão do ECMWF para domingo mantém praticamente todo o território continental sem precipitação.</strong> Algumas áreas de chuva poderão surgir sobre o Atlântico, a oeste da costa portuguesa, mas permanecem afastadas do continente no cenário atualmente previsto. </p><p> A evolução para domingo deverá, ainda assim, ser acompanhada nas próximas atualizações do modelo, <strong>uma vez que a incerteza aumenta à medida que se alarga o horizonte de previsão</strong>. Para já, o cenário mais provável mantém <strong>Portugal praticamente sem chuva até ao final do fim de semana</strong>. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-entra-numa-sequencia-de-dias-praticamente-sem-chuva-eis-o-que-preve-o-ecmwf-ate-domingo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[José David Díaz, agrónomo, explica porque não deve retirar todas as folhas secas das suas roseiras em outubro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/jose-david-diaz-agronomo-explica-porque-nao-deve-retirar-todas-as-folhas-secas-das-suas-roseiras-em-outubro.html</link><pubDate>Thu, 08 Oct 2026 05:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Em outubro, as roseiras começam a preparar-se para o inverno. José David Díaz, engenheiro agrónomo especialista, explica porque é que deixar algumas folhas secas pode favorecer a sua proteção e equilíbrio.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/jose-david-diaz-experto-agronomo-explica-por-que-no-deberias-quitar-todas-las-hojas-secas-de-tus-rosales-en-octubre-1791298032168.jpeg" data-image="8qpawxazdqlc" alt="Imagem 1" title="Imagem 1"><figcaption>Quanto às roseiras, é fundamental saber quando e como devem ser podadas.</figcaption></figure><p>Com a chegada de outubro,<strong> as roseiras começam a apresentar os primeiros sinais claros do outono</strong>. Nesta altura do ano, as temperaturas descem, as horas de luz baixam e algumas folhas começam a amarelecer, a perder a vitalidade e acabam por secar. </p><p>Perante esta situação, muitos jardineiros optam por retirar imediatamente todas as folhas deterioradas. No entanto, <strong>fazê-lo de forma indiscriminada nem sempre é recomendável</strong>.</p><p>A manutenção de uma roseira no outono deve ser seletiva, uma vez que <strong>nem todas as folhas que perderam parte da sua cor verde representam um problema</strong>; enquanto algumas ainda se mantêm funcionais, a planta pode continuar a tirar partido delas para realizar a fotossíntese e acumular reservas antes do período de repouso.</p><h2>As folhas não secam todas ao mesmo tempo</h2><p>O <strong>amarelecimento e a queda das folhas fazem parte do ciclo natural de muitas plantas durante o outono</strong>. No caso das roseiras, este processo ocorre progressivamente e não significa necessariamente que exista um problema fitossanitário.</p><div class="texto-destacado">Uma folha que começa a amarelecer pode continuar a realizar uma certa atividade fotossintética.</div><p>Por esta razão, removê-la demasiado cedo significa eliminar parte da superfície ativa da planta quando esta ainda pode estar em funcionamento. A recomendação é observar o estado geral da roseira e <strong>não utilizar a tesoura simplesmente porque algumas folhas mudaram de cor</strong>.</p><h2>Quando vale realmente a pena retirar as folhas?</h2><p>A <strong>situação altera-se quando as folhas apresentam sintomas claros de doença</strong>. Manchas negras, lesões irregulares, presença de bolor, deformações ou queda prematura acompanhada de desfolha podem indicar problemas que exigem uma abordagem diferente.</p><p>As folhas completamente secas também podem ser removidas, especialmente quando já não desempenham qualquer função e se soltam facilmente da planta. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O importante é diferenciar uma folha que está a envelhecer naturalmente de outra que apresenta sinais de deterioração provocada por um agente patogénico.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Esta distinção é especialmente importante no outono, uma vez que as folhas doentes que caem no solo podem tornar-se uma<strong> fonte de inóculo para a estação seguinte</strong>.</p><h2>Cuidado com as folhas doentes que ficam no chão</h2><p>Uma das tarefas mais importantes após a queda das folhas consiste em <strong>examinar o solo em redor da roseira</strong>. Se existirem folhas com manchas ou sintomas de doenças, convém recolhê-las e retirá-las das proximidades da planta.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786708" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/poda-das-roseiras-no-outono-quanto-se-pode-e-deve-cortar-antes-do-inverno.html" title="Poda das roseiras no outono: quanto se pode e deve cortar antes do inverno?">Poda das roseiras no outono: quanto se pode e deve cortar antes do inverno?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/poda-das-roseiras-no-outono-quanto-se-pode-e-deve-cortar-antes-do-inverno.html" title="Poda das roseiras no outono: quanto se pode e deve cortar antes do inverno?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/rosen-schneiden-im-herbst-wie-viel-rueckschnitt-vor-dem-winter-erlaubt-und-sinnvoll-ist-1787835147084_320.jpeg" alt="Poda das roseiras no outono: quanto se pode e deve cortar antes do inverno?"></a></article></aside><p>Deixá-las acumuladas sob a roseira pode<strong> favorecer a sobrevivência de certos fungos </strong>nos restos vegetais, fazendo com que voltem a afetar os novos rebentos quando chegar a primavera.</p><p>Portanto, não se trata de manter o solo completamente descoberto, mas sim de evitar que os restos vegetais doentes permaneçam em redor da planta.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/jose-david-diaz-experto-agronomo-explica-por-que-no-deberias-quitar-todas-las-hojas-secas-de-tus-rosales-en-octubre-1791298221452.jpeg" data-image="1wojpljbsz4b" alt="Imagem 2" title="Imagem 2"><figcaption>É aconselhável remover do solo as folhas doentes das roseiras.</figcaption></figure><h2>Outubro não é o momento para deixar a roseira completamente despida</h2><p>Outro <strong>erro frequente</strong> é pensar que eliminar todas as folhas em outubro ajuda a roseira a preparar-se para o inverno. Na verdade, uma desfolha completa e realizada de forma prematura pode ser desnecessária.</p><p>Enquanto as temperaturas e a luminosidade permitirem uma certa atividade vegetativa, <strong>as folhas que ainda se encontram saudáveis continuam a desempenhar a sua função</strong>. A roseira necessita de completar progressivamente o seu ciclo antes de entrar em repouso.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Mi querido rosal ha pasado un verano sobreviviendo con dos ramas llenas de hojas secas. Hace unos días apuntaba un brote que se va a convertir en breve en una perfumada rosa de fuego https://t.co/AkxENJIxqE</p> neus de nuria (@neus_nuri) <a href="https://x.com/neus_nuri/status/1691367480898228224?ref_src=twsrc%5Etfw">August 15, 2023</a></blockquote></figure><p>Por este motivo, <strong>uma limpeza excessiva pode ser mais prejudicial do que benéfica</strong>. Em vez de procurar uma roseira perfeitamente limpa, é mais adequado intervir apenas naquilo que realmente precisa de ser eliminado, pelos motivos anteriormente referidos.</p><h2>A regra: observar antes de cortar</h2><p>A <strong>manutenção das roseiras durante o mês de outubro deve basear-se na observação</strong>, pois, antes de retirar uma folha, convém verificar se esta se encontra completamente seca, se apresenta sintomas de doença ou se ainda mantém uma parte significativa da sua atividade.</p><div class="texto-destacado">As folhas saudáveis podem ser deixadas até caírem naturalmente. Já as folhas doentes ou visivelmente deterioradas devem ser removidas, evitando que se acumulem em redor da planta.</div><p>Em suma, a conclusão mais relevante é que <strong>nem todas as folhas secas ou amareladas devem ser eliminadas imediatamente em outubro</strong>. O outono é uma fase de transição em que a roseira se prepara progressivamente para o inverno. </p><p>Respeitar este processo, <strong>remover apenas as partes problemáticas e evitar intervenções desnecessárias</strong> permitirá que a planta atinja o período de repouso em melhores condições e enfrente a próxima primavera com maior vigor.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/jose-david-diaz-agronomo-explica-porque-nao-deve-retirar-todas-as-folhas-secas-das-suas-roseiras-em-outubro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Apenas 3 capitais de distrito registarão mínimas abaixo dos 10 ºC nos próximos dias: saiba quais]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/apenas-3-capitais-de-distrito-registarao-minimas-abaixo-dos-10-c-nos-proximos-dias-saiba-quais.html</link><pubDate>Wed, 07 Oct 2026 17:11:04 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As noites vão ficar mais frias em algumas regiões do país, com três capitais de distrito a registarem temperaturas mínimas inferiores a 10 ºC. Consulte a previsão!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbjiuaa"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbjiuaa.jpg" id="xbjiuaa"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As<strong> temperaturas mínimas vão baixar no interior Norte e Centro</strong> do país nos próximos dias. Há duas capitais distritais onde os valores abaixo de 10 ºC poderão persistir e uma que também poderá contar com uma descida equivalente na madrugada de sexta-feira.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Ainda assim, é esperado que as <strong>temperaturas máximas se mantenham agradáveis </strong>para a época do ano, mesmo nas regiões onde as mínimas vão descer, aumentando a amplitude térmica.</p><h2>Bragança e Guarda vão liderar as capitais distritais mais frias dos próximos dias</h2><p>Já na próxima madrugada (quinta-feira), ambas as cidades supracitadas registarão uma temperatura mínima na ordem dos<strong> 8 ºC para Bragança e 9 ºC para a Guarda</strong>. Já as máximas esperadas deverão ser de 19 ºC e 18 ºC, respetivamente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/apenas-3-capitais-de-distrito-terao-minimas-abaixo-dos-10-c-nos-proximos-dias-saiba-quais-1791378379884.jpg" data-image="m4odrr2whn5z" alt="temperaturas mínimas" title="temperaturas mínimas"><figcaption>Vila Real, Bragança e Guarda deverão registar valores abaixo de 10 ºC de temperatura mínima na madrugada de sexta-feira.</figcaption></figure><p>Na sexta-feira o<strong> arrefecimento noturno poderá ser mais evidente no Norte</strong> do país, levando outra cidade a registar temperaturas mínimas abaixo dos 10 ºC: Vila Real. Esta capital distrital poderá contar com 9 ºC, enquanto Bragança e Guarda deverão registar 6 ºC. Já as máximas deverão alcançar os 20 ºC, 19 ºC e 17 ºC, respetivamente.</p><p>No sábado, tanto <strong>Bragança como a Guarda deverão registar, mais uma vez, temperaturas mínimas baixas, na ordem dos 8 ºC</strong>. Esta poderá ser a última madrugada dos próximos dias com valores abaixo dos 10 ºC. Já as máximas previstas para a tarde deste dia, para as mesmas capitais distritais, são de 22 ºC e 20 ºC, respetivamente, resultando numa <strong>amplitude térmica elevad</strong>a.</p><h2>Temperaturas mínimas sobem a partir de domingo</h2><p>A área que abrange as cidades acima mencionadas irá contar com uma<strong> subida dos termómetros a partir de domingo</strong>. Tanto nos valores mínimos como máximos. Assim, as temperaturas mínimas deverão rondar os 12 ºC em ambas as cidades enquanto as máximas deverão manter-se idênticas às de sábado, rondando os 20 ºC/22 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792295" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-de-12-a-19-de-outubro-termometros-poderao-chegar-aos-30-c-em-portugal-com-temperaturas-acima-do-normal.html" title="Semana de 12 a 19 de outubro: termómetros poderão chegar aos 30 ºC em Portugal, com temperaturas acima do normal">Semana de 12 a 19 de outubro: termómetros poderão chegar aos 30 ºC em Portugal, com temperaturas acima do normal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-de-12-a-19-de-outubro-termometros-poderao-chegar-aos-30-c-em-portugal-com-temperaturas-acima-do-normal.html" title="Semana de 12 a 19 de outubro: termómetros poderão chegar aos 30 ºC em Portugal, com temperaturas acima do normal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-12-a-19-de-outubro-termometros-poderao-chegar-aos-30-c-em-portugal-com-temperaturas-acima-do-normal-1791374913888_320.jpg" alt="Semana de 12 a 19 de outubro: termómetros poderão chegar aos 30 ºC em Portugal, com temperaturas acima do normal"></a></article></aside><p>Na madrugada de segunda-feira as temperaturas poderão descer ligeiramente, <strong>devendo a Guarda contar com 10 ºC e Bragança com 11 ºC</strong>. Neste dia, as máximas voltam a subir, podendo a Guarda alcançar os 23 ºC enquanto Bragança deverá contar com 24 ºC, dando-se, assim, um novo aumento da amplitude térmica.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/apenas-3-capitais-de-distrito-registarao-minimas-abaixo-dos-10-c-nos-proximos-dias-saiba-quais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Semana de 12 a 19 de outubro: termómetros poderão chegar aos 30 ºC em Portugal, com temperaturas acima do normal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-de-12-a-19-de-outubro-termometros-poderao-chegar-aos-30-c-em-portugal-com-temperaturas-acima-do-normal.html</link><pubDate>Wed, 07 Oct 2026 12:21:11 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal deverá enfrentar uma semana mais quente e seca do que o habitual entre 12 e 19 de outubro. As temperaturas poderão atingir ou superar os 30 ºC no início da semana, enquanto a precipitação deverá ficar abaixo da média.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-12-a-19-de-outubro-termometros-poderao-chegar-aos-30-c-em-portugal-com-temperaturas-acima-do-normal-1791374913888.jpg" data-image="c70h866mjnav" alt="Outono" title="Outono"><figcaption>Apesar de o outono já estar instalado no calendário, o ambiente poderá fazer lembrar dias de verão em várias regiões de Portugal. A próxima semana promete ser mais quente e seca do que o habitual, com os termómetros a poderem alcançar os 30 ºC.</figcaption></figure><p>A semana de 12 a 19 de outubro deverá ser marcada por <strong>temperaturas superiores ao normal e pouca precipitação em Portugal continental</strong>. Logo no início da semana, os termómetros poderão alcançar ou ultrapassar localmente os 30 ºC, valores elevados para esta fase do outono.</p><h2>Segunda-feira (12) poderá trazer mais de 30 ºC a algumas regiões</h2><p>Apesar da distância temporal ainda exigir alguma cautela quanto aos valores exatos, os modelos apontam para um <strong>início de semana bastante quente para meados de outubro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-12-a-19-de-outubro-termometros-poderao-chegar-aos-30-c-em-portugal-com-temperaturas-acima-do-normal-1791373861835.jpg" data-image="o1q0wtkw554x" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O início da semana poderá trazer temperaturas invulgarmente elevadas para meados de outubro, com valores próximos ou superiores a 30 ºC em algumas zonas do Alentejo.</figcaption></figure><p>Na tarde de segunda-feira, dia 12, os mapas da Meteored preveem temperaturas próximas dos <strong>30 ºC em várias zonas do Alentejo</strong>, podendo mesmo atingir cerca de <strong>31 ºC no Alentejo Litoral, nomeadamente na região de Alcácer do Sal</strong>. Évora e Beja poderão aproximar-se dos 29 ºC, enquanto Lisboa poderá rondar os 28 ºC.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p><strong>O calor não ficará limitado ao Sul.</strong> No interior Centro, algumas localidades poderão aproximar-se dos 27 ºC, incluindo no distrito de Viseu. Em contrapartida, a faixa litoral, particularmente junto ao mar no Norte e Centro, deverá apresentar temperaturas mais contidas devido à influência atlântica.</p><p>Não se trata de um episódio comparável ao calor observado durante o verão, mas são <strong>temperaturas claramente elevadas para esta altura do calendário</strong>.</p><h2>Anomalias da temperatura poderão superar os 7 ºC: litoral será exceção</h2><p>Esta diferença torna-se ainda mais evidente quando comparamos as temperaturas previstas com aquelas que seriam normais para a época.</p><p>Na segunda-feira às 16h, o mapa de anomalias da temperatura mostra praticamente todo o território Portugês com temperaturas <strong>vários graus acima dos valores climatológicos</strong>. Em cidades como Bragança, Vila Real, Guarda, Castelo Branco e Portalegre surgem desvios próximos de +5 ºC, enquanto Évora e Beja poderão apresentar cerca de +6 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-12-a-19-de-outubro-termometros-poderao-chegar-aos-30-c-em-portugal-com-temperaturas-acima-do-normal-1791374027560.jpg" data-image="btd11spnznit" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"> <figcaption>As temperaturas poderão ficar vários graus acima do normal na tarde de segunda-feira, com anomalias de 5 a 8 ºC em várias regiões, enquanto junto ao litoral os desvios serão bastante menores.</figcaption></figure><p>Em Lisboa, a anomalia poderá rondar <strong>+7 ºC</strong>, existindo pontualmente desvios ainda superiores na região do Vale do Tejo.</p><p>O contraste com a faixa costeira é significativo. Junto ao Atlântico, sobretudo no litoral Norte e Centro, as anomalias são muito menores e, em alguns locais, as temperaturas poderão ficar próximas do habitual.</p><p>Importa também distinguir este mapa da tendência para o resto da semana. Estes valores representam apenas <strong>uma determinada hora de segunda-feira (16h)</strong>, e não a anomalia média dos sete dias.</p><h2>Não será apenas segunda-feira, a semana deverá ser mais quente que o normal</h2><p>Quando analisamos o período completo entre <strong>12 e 19 de outubro</strong>, o sinal quente permanece.</p><p>O mapa de anomalia média semanal do ECMWF coloca praticamente todo o território continental do lado positivo, com uma tendência genérica para temperaturas <strong>entre 1 ºC e 3 ºC acima da média</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-12-a-19-de-outubro-termometros-poderao-chegar-aos-30-c-em-portugal-com-temperaturas-acima-do-normal-1791374186868.jpg" data-image="yegsx0whuwo0" alt="Anomalia semanal da temperatura" title="Anomalia semanal da temperatura"><figcaption>O sinal quente não deverá limitar-se ao início da semana: entre 12 e 19 de outubro, a temperatura média deverá permanecer acima do normal em praticamente todo o território continental.</figcaption></figure><p>Isto significa que, mesmo depois de diluídos os períodos mais quentes de segunda-feira no cálculo dos sete dias, a semana continua a apresentar um sinal térmico superior ao normal. Não quer dizer que todas as tardes serão tão quentes como a de dia 12, mas indica uma <strong>persistência de condições relativamente quentes para meados de outubro</strong>.</p><h2>Além de quente, a semana deverá ser mais seca</h2><p>A temperatura não é a única variável a apresentar um sinal claro. O ECMWF também antecipa uma <strong>anomalia negativa da precipitação entre 12 e 19 de outubro</strong> em grande parte de Portugal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-12-a-19-de-outubro-termometros-poderao-chegar-aos-30-c-em-portugal-com-temperaturas-acima-do-normal-1791374240030.jpg" data-image="nc83jj5a2wg9" alt="Anomalia semanal da precipitação" title="Anomalia semanal da precipitação"><figcaption>A semana deverá ser mais seca do que o habitual em Portugal continental, com o ECMWF a prever precipitação abaixo da média, sobretudo nas regiões Norte e Centro.</figcaption></figure><p>A tendência para precipitação abaixo do normal é particularmente evidente no <strong>Norte e Centro</strong>, precisamente numa altura do ano em que a chuva começa climatologicamente a ganhar maior protagonismo.</p><p>Uma anomalia negativa não significa necessariamente ausência completa de precipitação durante os sete dias. No entanto, o sinal atual favorece <strong>um período predominantemente estável e seco</strong>, com acumulados inferiores aos que seriam habituais para esta semana de outubro.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792209" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-6-c-acima-da-media-as-temperaturas-deverao-subir-em-portugal-continental-a-partir-de-quinta-feira.html" title="Até 6 ºC acima da média: as temperaturas deverão subir em Portugal Continental a partir de quinta-feira (8)">Até 6 ºC acima da média: as temperaturas deverão subir em Portugal Continental a partir de quinta-feira (8)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-6-c-acima-da-media-as-temperaturas-deverao-subir-em-portugal-continental-a-partir-de-quinta-feira.html" title="Até 6 ºC acima da média: as temperaturas deverão subir em Portugal Continental a partir de quinta-feira (8)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-6-c-acima-da-media-as-temperaturas-deverao-subir-a-partir-de-quinta-feira-1791325797362_320.png" alt="Até 6 ºC acima da média: as temperaturas deverão subir em Portugal Continental a partir de quinta-feira (8)"></a></article></aside><p>Assim, embora ainda possam existir ajustes na previsão devido à distância temporal, os principais modelos apontam atualmente para uma tendência consistente: <strong>meados de outubro deverão trazer temperaturas acima do normal, possibilidade de 30 ºC ou mais no início da semana e pouca chuva em Portugal continental</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-de-12-a-19-de-outubro-termometros-poderao-chegar-aos-30-c-em-portugal-com-temperaturas-acima-do-normal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Seca no Tejo pode agravar-se em 2028, mas centros de dados em Abrantes gastariam 22 milhões de litros/dia]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/seca-no-tejo-pode-agravar-se-em-2028-mas-centros-de-dados-em-abrantes-gastariam-22-milhoes-de-litros-dia.html</link><pubDate>Wed, 07 Oct 2026 11:54:12 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Duas infraestruturas digitais de grande escala geram incerteza quanto à preservação dos recursos naturais, numa região que já enfrenta escassez de água.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/seca-no-tejo-pode-agravar-se-em-2028-mas-centros-de-dados-em-abrantes-gastariam-22-milhoes-de-litros-dia-1791367616257.jpg" data-image="t2p7i2j1pcqg" alt="Bacia do Tejo" title="Bacia do Tejo"><figcaption>A Agência Portuguesa do Ambiente prevê um agravamento da escassez hídrica na bacia do Tejo entre 2028 e 2033. Foto: Município de Abrantes</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A instalação de <strong>dois megacentros de dados em Abrantes</strong> colocou o município no centro de um debate que questiona o desenvolvimento tecnológico e a segurança ambiental. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Em causa estão as projeções de consumo de recursos para estas infraestruturas que, de acordo com estimativas do movimento proTEJO, poderão exigir até 22,2 milhões de litros de água por dia e uma potência energética combinada de 500 MW. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O volume exato de água dependerá da tecnologia de arrefecimento adotada. Mas a pressão sobre os recursos hídricos surge num momento crítico para a região.</p><h2>Escassez hídrica vai intensificar-se</h2><p>A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) antecipa um<strong> agravamento</strong><strong> da escassez hídrica na bacia do Tejo entre 2028 e 2033</strong>, coincidindo exatamente com a entrada em pleno funcionamento de ambos os empreendimentos.</p><ul></ul><p>Diante desta possibilidade, as associações Quercus e proTEJO exigem que os projetos não sejam licenciados de forma isolada, mas sim através de um <strong>Estudo de Impacte Ambiental </strong>(EIA) cumulativo que avalie o <strong>impacto conjunto no território</strong>, incluindo o consumo elétrico, o ruído, a ocupação do solo e a criação de ilhas de calor.</p><h2>Duas infraestruturas, uma pressão comum</h2><p>Os empreendimentos pertencem à EDC One e à Hyperion II Renewables Services. O primeiro está previsto para o <strong>Pego</strong> e representa um investimento anunciado de <strong>7 mil milhões de euros</strong>. A entrada em funcionamento está prevista para 2028. O projeto deverá criar 450 postos de trabalho diretos e 700 indiretos até 2030.</p><p>O segundo, da Hyperion, está previsto para a zona de <strong>Alvega</strong>. O pedido de informação prévia recebeu parecer favorável da câmara municipal em maio e prevê uma <strong>área de cerca de 15 hectares</strong>. O arranque está apontado para 2029.</p><table><thead><tr><th><strong>O que está em causa</strong></th><th><strong>Estimativa para os dois projetos</strong></th></tr></thead><tbody><tr><td><strong>Consumo de água</strong></td><td>3,6 a 22,2 milhões de litros por dia</td></tr><tr><td><strong>Potência combinada</strong></td><td>500 MW</td></tr><tr><td><strong>Consumo elétrico máximo</strong></td><td>4.380 GWh por ano</td></tr><tr><td><strong>Entrada prevista da EDC One</strong></td><td>2028</td></tr><tr><td><strong>Entrada prevista da da Hyperion</strong></td><td>2029</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="2">Fonte: proTEJO</td></tr></tbody></table><p><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></p><p>Os valores relativos à água são cálculos apresentados pelo movimento proTEJO e dependem <strong>do sistema de refrigeração</strong>. O movimento salienta que os promotores <strong>ainda não divulgaram qual a tecnologia</strong> prevista nem o respetivo consumo.</p><p>O proTEJO projeta que o teto máximo de consumo elétrico dos dois empreendimentos chegue a 4.380 GWh anuais — <strong>o equivalente a cerca de 29 vezes a eletricidade consumida no concelho de Abrantes</strong>. O movimento ressalva, contudo, que este número reflete uma estimativa de plena capacidade e não uma previsão de consumo contínuo.</p><ul></ul><h2>A água que arrefece a inteligência artificial</h2><p>Um centro de dados consiste, fundamentalmente, numa infraestrutura de computação em grande escala, em que o <strong>processamento contínuo dos servidores gera elevados níveis de calor</strong>, que exigem refrigeração constante para garantir a segurança dos equipamentos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/seca-no-tejo-pode-agravar-se-em-2028-mas-centros-de-dados-em-abrantes-gastariam-22-milhoes-de-litros-dia-1791368107168.jpg" data-image="rn2ce4mndup9" alt="Municícipio de Abrantes vista das margens do Tejo" title="Municícipio de Abrantes vista das margens do Tejo"><figcaption>O proTEJO prevê que o consumo máximo de eletricidade dos dois projetos possa equivaler a 29 vezes o consumo anual de eletricidade do concelho de Abrantes. Foto: Município de Abrantes </figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p> É aqui que a<strong> expansão</strong><strong> da inteligência artificial </strong><strong>generativa </strong>muda as regras do jogo. Ao requerer capacidade computacional massiva, tanto no treino como na utilização diária dos modelos, a tecnologia exige uma<strong> maior</strong><strong> densidade de servidores</strong>. O efeito imediato é a explosão da procura por sistemas de arrefecimento. </p><p>O problema não é exclusivo de Portugal, mas sim global. De acordo com projeções do <strong>Greenpeace</strong>, os centros de dados em todo o mundo consumiram cerca de<strong> 175</strong><strong> mil milhões de litros de água em 2023</strong>, <strong>um volume que deverá quase quadruplicar para 664 mil milhões em 203</strong><strong>0</strong>. A organização ambiental salienta, contudo, que os valores variam consoante o tipo de infraestrutura e as tecnologias de refrigeração adotadas. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="758439" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/aguas-residuais-vao-reforcar-as-reservas-subterraneas-do-aquifero-tejo-sado.html" title="Águas residuais vão reforçar as reservas subterrâneas do aquífero Tejo-Sado">Águas residuais vão reforçar as reservas subterrâneas do aquífero Tejo-Sado</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/aguas-residuais-vao-reforcar-as-reservas-subterraneas-do-aquifero-tejo-sado.html" title="Águas residuais vão reforçar as reservas subterrâneas do aquífero Tejo-Sado"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aguas-residuais-vao-reforcar-as-reservas-subterraneas-do-aquifero-o-tejo-sado-1773235383506_320.jpg" alt="Águas residuais vão reforçar as reservas subterrâneas do aquífero Tejo-Sado"></a></article></aside><p>O relatório <strong>Water Atlas 2025</strong>, da Fundação Heinrich Böll, utiliza outro indicador para ilustrar a escala. Segundo as estimativas citadas pela publicação, <strong>20 a 50 respostas do ChatGPT podem implicar cerca de meio litro de água associada ao arrefecimento dos centros de dados</strong>. O valor é uma estimativa média e não corresponde à água consumida diretamente por cada utilizador.</p><h2>O problema não é só a água</h2><p>A pressão sobre o território, porém, vai além dos recursos hídricos. A Quercus alerta para as consequências no<strong> uso</strong><strong> do solo</strong>, com potenciais repercussões em <strong>áreas</strong><strong> </strong><strong>agrícolas </strong>e<strong> florestais</strong>, além do ruído e das alterações na paisagem. A isto soma-se o desafio da infraestrutura elétrica. </p><p>Ambos os projetos partilham o mesmo ponto de ligação na <strong>Central do Pego</strong>, com os pedidos de reforço de capacidade ainda em avaliação. A magnitude desta procura demonstra, portanto, que os centros de dados ultrapassaram a esfera puramente tecnológica, assumindo-se como uma prioridade de <strong>ordenamento energético e do território</strong>.</p><figure style="letter-spacing: 0.03em;"><img src="https://services.meteored.com/img/article/seca-no-tejo-pode-agravar-se-em-2028-mas-centros-de-dados-em-abrantes-gastariam-22-milhoes-de-litros-dia-1791368284038.jpg" data-image="8orwypz2nve7" alt="Centro de dados" title="Centro de dados"><figcaption>Para acompanhar o advento da IA, os centros de dados tiveram de crescer em tamanho, complexidade e consumo energético. Foto: Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Portugal, ao mesmo tempo, posiciona-se para atrair estes investimentos. O <strong>Plano Nacional de Centros de Dados</strong>, aprovado em <strong>2026</strong>, assume estas infraestruturas como estratégicas para a economia e para a soberania digital.</p><p>O programa estabelece <strong>15 iniciativas </strong>para facilitar a <strong>expansão do setor</strong>, procurando equilibrar o desenvolvimento tecnológico, as exigências de sustentabilidade ambiental, a eficiência energética e o ordenamento do território.</p><h2>Crescer, mas com contas feitas</h2><p>É precisamente nessa tensão que se encontra a questão de Abrantes. Os centros de dados podem trazer investimento, emprego e capacidade computacional num momento em que Portugal quer afirmar-se como destino europeu para estas infraestruturas. Mas <strong>os benefícios económicos</strong> não eliminam a necessidade de calcular os <strong>custos ambientais.</strong></p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O proTEJO pede limites legais ao consumo de água e energia, divulgação pública dos sistemas de arrefecimento e dos níveis de eficiência alcançados. Quercus e proTEJO querem ainda que os dois projetos sejam avaliados em conjunto e que as populações de Alvega e de Concavada sejam ouvidas no processo.<br><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A discussão, no fundo, não é apenas sobre avaliar se Abrantes deve receber centros de dados. É determinar também quanto de água e energia o território pode disponibilizar para os alimentar, sobretudo quando a própria <strong>bacia hidrográfica</strong> se prepara para enfrentar <strong>anos de maior pressão</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Quercus" data-year="" data-title="Dois%20mega%20centros%20de%20dados%20em%20Abrantes%20poder%C3%A3o%20ultrapassar%20em%20quase%2030%20vezes%20o%20consumo%20energ%C3%A9tico%20anual%20do%20concelho" data-url="https%3A%2F%2Fquercus.pt%2Fblog%2F2026%2F08%2F26%2Fcentros-de-dados-abrantes%2F">Quercus. <a href="https://quercus.pt/blog/2026/08/26/centros-de-dados-abrantes/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Dois mega centros de dados em Abrantes poderão ultrapassar em quase 30 vezes o consumo energético anual do concelho</a>.</cite><br><cite data-author="Tinta%20Fresca" data-year="" data-title="proTEJO%20exige%20lei%20para%20impedir%20que%20centros%20de%20dados%20sequem%20o%20rio%20Tejo" data-url="https%3A%2F%2Ftintafresca.net%2Findex.php%2F2026%2F09%2F22%2Fprotejo-exige-lei-para-impedir-que-centros-de-dados-sequem-o-rio-tejo%2F">Tinta Fresca. <a href="https://tintafresca.net/index.php/2026/09/22/protejo-exige-lei-para-impedir-que-centros-de-dados-sequem-o-rio-tejo/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">proTEJO exige lei para impedir que centros de dados sequem o rio Tejo</a>.</cite><br><cite data-author="digitalGOV" data-year="" data-title="Plano%20Nacional%20de%20Centros%20de%20Dados%20%2F%202026" data-url="https%3A%2F%2Fdigital.gov.pt%2Fpt%2Festrategia-digital%2Fplano-nacional-de-centros-de-dados">digitalGOV. <a href="https://digital.gov.pt/pt/estrategia-digital/plano-nacional-de-centros-de-dados" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Plano Nacional de Centros de Dados / 2026</a>.</cite><br><cite data-author="Funda%C3%A7%C3%A3o%20Heinrich%20B%C3%B6ll" data-year="" data-title="Water%20Atlas%202025" data-url="https%3A%2F%2Feu.boell.org%2Fen%2FWaterAtlas">Fundação Heinrich Böll. <a href="https://eu.boell.org/en/WaterAtlas" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Water Atlas 2025</a>.</cite><br><cite data-author="Greenpeace" data-year="" data-title="Environmental%20Impacts%20of%20Artificial%20Intelligence" data-url="https%3A%2F%2Fwww.greenpeace.de%2Fpublikationen%2F20250514-greenpeace-studie-umweltauswirkungen-ki-eng.pdf">Greenpeace. <a href="https://www.greenpeace.de/publikationen/20250514-greenpeace-studie-umweltauswirkungen-ki-eng.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Environmental Impacts of Artificial Intelligence</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/seca-no-tejo-pode-agravar-se-em-2028-mas-centros-de-dados-em-abrantes-gastariam-22-milhoes-de-litros-dia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O Pacífico arde e o Atlântico não regista nenhum furacão: o mistério da temporada de furacões de 2026]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-pacifico-arde-e-o-atlantico-nao-registra-nenhum-furacao-o-misterio-da-temporada-de-furacoes-de.html</link><pubDate>Wed, 07 Oct 2026 09:47:01 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Oito tempestades tropicais e nenhum furacão: o Atlântico vive a sua temporada mais silenciosa desde o advento dos satélites, enquanto o Pacífico acumula monstros de categoria 5. O que está por trás desta situação inédita?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-pacifico-arde-y-el-atlantico-no-logra-ni-un-huracan-el-misterio-de-la-temporada-de-huracanes-1790983506552.jpg" data-image="x290uqxwvq8c" alt="Furacão Isabel (2003)" title="Furacão Isabel (2003)"><figcaption>Vista do furacão Isabel (2003) do espaço. A imagem foi feita por um membro da tripulação da Expedição 7 a bordo da Estação Espacial Internacional a 15 de setembro de 2003. (NASA)</figcaption></figure><p>Se alguém lhe dissesse, em junho, que chegaríamos a <strong>outubro </strong><strong>sem um único furacão no Atlântico</strong>, provavelmente teria encarado isso como uma piada de meteorologistas. Mas aqui estamos: a temporada de 2026 já originou oito tempestades tropicais, e nenhuma ultrapassou a marca de 119 km/h de velocidade do vento necessária para ser classificada como furacão.</p><div class="texto-destacado">Num ano normal, por esta altura já haveria registo de cerca de cinco furacões, dois deles de categoria 3 ou superior.</div><p>Por outro lado, o <strong>Pacífico </strong>vive uma festa de ciclones: 20 tempestades com nome e <strong>três furacões de categoria 5</strong>, o que empata o recorde. O Havai enfrentou Lala, Lowell e Nolo, e Polo atingiu ventos de 290 km/h ao largo da costa do México. Como pode um oceano "ferver" enquanto o outro permanece mudo?</p><h2>El Niño, o grande sabotador do Caribe</h2><p>O principal suspeito é o evento<strong> El Niño</strong> que promete ser o mais intenso já registado. Este Pacífico aquecido, com áreas até 5 °C mais quentes do que o normal, reorganiza a circulação atmosférica e impulsiona ventos fortes em grandes altitudes sobre as Caraíbas. É assim que surge o <strong>cisalhamento vertical</strong>: o vento muda de velocidade e direção conforme a altitude aumenta.</p><p><strong>Para um furacão, isto é letal.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-pacifico-arde-y-el-atlantico-no-logra-ni-un-huracan-el-misterio-de-la-temporada-de-huracanes-1790981435186.png" data-image="knpq20uckjdh" alt="Cisalhamento de furacão" title="Cisalhamento de furacão"><figcaption>O cisalhamento do vento é a mudança na velocidade ou na direção do vento em diferentes altitudes na atmosfera e atua como o fator mais crítico para controlar a formação ou a destruição de um furacão.</figcaption></figure><p>Desde julho, este cisalhamento foi o mais forte registado desde o início das medições, em 1979. E recordes foram quebrados: o<strong> primeiro mês de setembro sem furacões desde 1994 </strong>e a espera mais longa da era dos satélites pela chegada do primeiro furacão. Se o primeiro surgir após 8 de outubro, será o mais tardio desde 1905.</p><h2>A marca do aquecimento global</h2><p>O curioso é que sobra combustível: o Atlântico regista as suas segundas águas mais quentes da história. À poeira do Saara e ao ar seco soma-se uma pista climática: a <strong>alta troposfera aquece mais rapidamente do que as camadas inferiores</strong>, reduzindo o contraste térmico que impulsiona as tempestades.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-pacifico-arde-y-el-atlantico-no-logra-ni-un-huracan-el-misterio-de-la-temporada-de-huracanes-1790982844780.jpg" data-image="547o2ji5vowg"><figcaption>É a primeira vez na história moderna que nenhum furacão se formou no Atlântico até ao dia 21 de setembro.</figcaption></figure><p>Isto é semelhante ao que acontece com um balão de ar quente, que sobe porque o ar ao seu redor está mais frio; se o ar lá em cima também aquece, o balão para no meio do caminho. Este padrão tem vindo a ser detetado desde 2010 e pode estar a<strong> deslocar o pico da temporada para mais tarde</strong>.</p><h2>Calma não é sinónimo de segurança</h2><p><strong>Uma temporada sem furacões não é uma temporada sem danos</strong>. Arthur e Edouard, simples tempestades tropicais, provocaram inundações repentinas no Golfo do México, pois uma atmosfera mais quente retém mais humidade. Edouard atingiu a costa faltando apenas 23 km/h para se tornar um furacão.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/QuzGCZmVAio/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=QuzGCZmVAio" id="QuzGCZmVAio"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p><br>Em <strong>2025</strong>, a temporada transcorria tranquilamente até que Melissa, de categoria 5, atingiu a Jamaica e Cuba no final de outubro. Basta apenas um, e a categoria não mede impacto. </p><p>Há registos de apenas duas temporadas sem furacões: 1907 e 1914, ambas sem satélites para monitorizar o que acontece no oceano. As próximas semanas dirão se 2026 se juntará a essa lista. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/altantico-continua-sem-furacoes-um-recorde-em-60-anos-de-registos.html" title="Atlântico continua sem furacões: um recorde em 60 anos de registos">Atlântico continua sem furacões: um recorde em 60 anos de registos</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/altantico-continua-sem-furacoes-um-recorde-em-60-anos-de-registos.html" title="Atlântico continua sem furacões: um recorde em 60 anos de registos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/toujours-aucun-ouragan-sur-l-atlantique-un-record-en-60-ans-de-mesures-1789485480996_320.jpeg" alt="Atlântico continua sem furacões: um recorde em 60 anos de registos"></a></article></aside><p>O certo é que um aquecimento no Pacífico pode reescrever a agenda de tempestades a milhares de quilómetros de distância, e que o aquecimento global está a acrescentar regras que mal começamos a decifrar.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-pacifico-arde-e-o-atlantico-nao-registra-nenhum-furacao-o-misterio-da-temporada-de-furacoes-de.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Brian May, guitarrista da banda Queen e doutorado em astrofísica, colaborou com a NASA na sua primeira missão a Plutão]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/brian-may-guitarrista-da-banda-queen-e-doutorado-em-astrofisica-colaborou-com-a-nasa-na-sua-primeira-missao-a-plutao.html</link><pubDate>Wed, 07 Oct 2026 09:06:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O músico Brian May e a NASA mantêm uma colaboração científica que começou com Plutão e alcançou um dos seus principais trabalhos com a missão OSIRIS-REx no asteroide Bennu.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/brian-may-guitarrista-de-la-banda-queen-y-doctor-en-astrofisica-colaboro-con-la-nasa-en-su-primera-mision-a-pluton-1791189755670.jpg" data-image="4ea6b7ty7ze1" alt="Brian May, músico e astrofísico" title="Brian May, músico e astrofísico"><figcaption>Brian May iniciou a sua carreira científica em 1965, deixou a sua tese de lado por causa dos Queen e regressou ao Imperial College para a concluir em 2007. Imagem: New Horizons.</figcaption></figure><p>Brian May é conhecido pelo seu papel de guitarrista do famoso grupo Queen, mas a sua relação com a astronomia começou muito antes de a banda ter alcançado fama internacional. Durante os seus estudos de Física no Imperial College de Londres, já <strong>investigava a poeira interplanetária e as velocidades radiais das partículas da nuvem zodiacal</strong>.</p><p>A música interrompeu essa carreira académica durante décadas. May retomou a sua investigação em 2006 e apresentou a sua tese um ano depois. Desde então, <strong>a sua atividade científica levou-o a colaborar com investigadores da NASA</strong>, primeiro em relação a Plutão e depois com a OSIRIS-REx, a missão enviada a Bennu em setembro de 2016.</p><h2>Brian May e a NASA: dos Queen à investigação espacial</h2><p>A relação de Brian May com a NASA ganhou forma durante os trabalhos relacionados com a New Horizons. Em 2015, enquanto a sonda obtinha os primeiros resultados após se aproximar de Plutão, <strong>o guitarrista pôde estudar imagens e dados recebidos durante a missão</strong>. Alan Stern, investigador principal da New Horizons, acabou por incorporá-lo como colaborador científico.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/E-zurr9PHKg/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=E-zurr9PHKg" id="E-zurr9PHKg"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Aquele trabalho encaixava na formação que May iniciara décadas antes. Nascido em 1947 em Hampton, no Reino Unido, <strong>destacou-se desde jovem na matemática e na física</strong>. No Imperial College, conheceu Roger Taylor, e ambos formaram os Smile. Após a saída de Tim Staffel e a chegada de Freddie Mercury, aquele projeto acabaria por se transformar nos Queen em 1970.</p><p>O sucesso da banda levou May a abandonar temporariamente a sua investigação. No entanto, <strong>a astronomia continuou presente durante os anos de maior atividade musical</strong>. Em 2006, regressou ao Imperial College para retomar a sua investigação original e necessitou de um ano para atualizar os métodos utilizados no trabalho iniciado décadas antes.</p><h2>Brian May e o asteroide Bennu</h2><p>A colaboração ganhou outra dimensão com a OSIRIS-REx, a missão lançada em setembro de 2016 para estudar Bennu e recolher material da sua superfície. <strong>May participou na análise das imagens obtidas pela sonda</strong> e, juntamente com Claudia Manzoni, produziu representações estereoscópicas que permitiram observar o terreno com informação tridimensional.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/brian-may-guitarrista-de-la-banda-queen-y-doctor-en-astrofisica-colaboro-con-la-nasa-en-su-primera-mision-a-pluton-1791190227343.jpeg" data-image="febj72cyowo5" alt="Asteroide Bennu" title="Asteroide Bennu"><figcaption>Brian May colaborou com a missão OSIRIS-REx da NASA para estudar o asteroide Bennu através de imagens tridimensionais da sua superfície.</figcaption></figure><p>Estas <strong>imagens ajudaram os investigadores a selecionar uma área adequada para recolher as amostras</strong>. A missão tinha previsto regressar à Terra a 24 de setembro de 2023 com “material intocado de Bennu: rochas e poeira recolhidas da superfície do asteróide em 2020”. Segundo a NASA, este material poderia proporcionar “uma janela para há 4,5 mil milhões de anos, quando o Sol e os planetas se estavam a formar”.</p><p>Bennu também desperta interesse pelo risco que representa para o nosso planeta. A NASA classifica-o entre os asteroides potencialmente perigosos e aponta para uma <strong>possibilidade relativamente elevada de impacto no final do século XXII</strong>. Por isso, conhecer as suas características físicas e químicas “será fundamental no caso de se trabalhar para mitigar uma possível colisão”.</p><h2>O doutoramento de Brian May e o seu regresso à astrofísica</h2><p>A investigação de May sobre a nuvem de poeira zodiacal culminou numa tese intitulada “Uma análise das velocidades radiais na nuvem de poeira zodiacal”. O <strong>trabalho permitiu estudar a distribuição e o comportamento da poeira interplanetária dentro do Sistema Solar</strong>. Em 2007, obteve finalmente o doutoramento em Astrofísica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/brian-may-guitarrista-de-la-banda-queen-y-doctor-en-astrofisica-colaboro-con-la-nasa-en-su-primera-mision-a-pluton-1791189960467.jpg" data-image="t5b8e0umea4m" alt="Brian May" title="Brian May"><figcaption>Brian May, guitarrista dos Queen e doutorado em astrofísica, colaborou com a NASA nas missões a Plutão e ao asteroide Bennu. Imagem: Getty / NASA.</figcaption></figure><p><strong>A sua atividade científica não terminou com a obtenção do título</strong>. Juntamente com Dante Lauretta, especialista em ciências planetárias da Universidade do Arizona e investigador principal da OSIRIS-REx, <strong>p</strong><strong>reparou um livro dedicado a Bennu</strong>. A obra reúne imagens tridimensionais estereoscópicas e dados obtidos durante a missão, com o objetivo de apresentar o asteroide tanto a investigadores como a leitores sem formação científica.</p><p>Lauretta recordou a sua relação com May no prefácio: “O Brian e eu trocámos mensagens sobre a missão e a minha cidade natal, Tucson, no Arizona, onde ele tinha passado algum tempo”. A mesma explicou ainda: “Eu era, claro, uma grande fã da sua música, e o facto de ter contacto com um dos heróis da minha infância foi algo incrível”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767097" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/plutao-podera-recuperar-o-seu-estatuto-de-planeta-no-sistema-solar-o-diretor-da-nasa-reabre-o-debate.html" title="Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate">Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/plutao-podera-recuperar-o-seu-estatuto-de-planeta-no-sistema-solar-o-diretor-da-nasa-reabre-o-debate.html" title="Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pluton-podria-volver-a-ser-planeta-la-nasa-reabre-el-debate-1777885919279_320.jpeg" alt="Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate"></a></article></aside><p>A história de Brian May une, assim, dois caminhos que começaram a separar-se nos anos 70 e voltaram a encontrar-se décadas mais tarde.<strong> Os Queen marcaram a sua vida profissional, mas a física e a astronomia continuaram a fazer parte das suas atividades</strong>, levando-o a trabalhar com investigadores da NASA em Plutão e Bennu.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/brian-may-guitarrista-da-banda-queen-e-doutorado-em-astrofisica-colaborou-com-a-nasa-na-sua-primeira-missao-a-plutao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 6 ºC acima da média: as temperaturas deverão subir em Portugal Continental a partir de quinta-feira (8)]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-6-c-acima-da-media-as-temperaturas-deverao-subir-em-portugal-continental-a-partir-de-quinta-feira.html</link><pubDate>Wed, 07 Oct 2026 08:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Segundo a mais recente atualização dos nossos mapas, é expectável que as temperaturas voltem a subir a partir de amanhã, em boa parte do continente. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbj74gu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbj74gu.jpg" id="xbj74gu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As anomalias térmicas positivas, ou valores acima da média, deverão regressar ao país em breve. O dia de hoje, especialmente a tarde, deverá contar com <strong>valores entre 1 ºC a 2 ºC abaixo do expectável para a época na maior parte da nossa geografia continental</strong>. Os distritos de Braga, Vila Real e Faro deverão ser os únicos onde valores acima da média até 2 ºC são esperados. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Assim, a previsão atual indica temperaturas máximas entre os 18 ºC na Guarda e os 25 ºC em Lisboa. Estes <strong>valores deverão aumentar a partir de amanhã</strong>, quinta-feira.</p><h2>As anomalias térmicas positivas deverão intensificar-se à medida que os dias passam</h2><p>A<strong> subida dos termómetros esperada para amanhã já trará valores acima da média </strong>numa boa fatia do território continental, com <strong>exceção do Nordeste Transmontano e Beira Alta</strong>, onde as temperaturas poderão ser de até 3 ºC abaixo da média, de acordo com a normal climatológica de referência. Já os valores acima da média mais pronunciados poderão registar-se em Lisboa, com valores até 4 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-6-c-acima-da-media-as-temperaturas-deverao-subir-a-partir-de-quinta-feira-1791325378889.jpg" data-image="0luccomlbe38" alt="anomalia de temperatura" title="anomalia de temperatura"><figcaption>Até domingo, dia 11, as anomalias térmicas positivas deverão ganhar terreno em Portugal Continental. Além disso, poderão registar-se até 6 ºC acima da média. º</figcaption></figure><p>Na sexta, <strong>a área abrangida pelas anomalias térmicas positivas tornar-se-á menor, ainda que continue a prevalecer face à área de anomalias negativas</strong>. Neste dia, esperam-se temperaturas abaixo da média (até 2 ºC) ao longo da faixa interior, entre Bragança e Évora. O restante território contará com valores entre 1 ºC a 4 ºC acima da normal climatológica.</p><h2>Fim de semana poderá contar com valores acima da média em praticamente todo o país</h2><p>Sábado <strong>poderá registar uma subida das temperaturas mais abrangente, levando as anomalias térmicas positivas a ganharem terreno</strong>. Desta forma, esperam-se valores entre 1 ºC a 4 ºC acima da média em todo o continente, com exceção de uma pequena parcela da faixa litoral entre os distritos do Porto e Leiria, onde poderão registar-se temperaturas cerca de 1 ºC a 2 ºC abaixo da média.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792136" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-regressa-a-madeira-enquanto-o-anticiclone-domina-nos-acores-ate-ao-fim-de-semana-eis-a-previsao-para-as-ilhas.html" title="Chuva regressa à Madeira, enquanto o anticiclone domina nos Açores até ao fim de semana; eis a previsão para as ilhas">Chuva regressa à Madeira, enquanto o anticiclone domina nos Açores até ao fim de semana; eis a previsão para as ilhas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-regressa-a-madeira-enquanto-o-anticiclone-domina-nos-acores-ate-ao-fim-de-semana-eis-a-previsao-para-as-ilhas.html" title="Chuva regressa à Madeira, enquanto o anticiclone domina nos Açores até ao fim de semana; eis a previsão para as ilhas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-regressa-a-madeira-enquanto-o-anticiclone-domina-nos-acores-ate-ao-fim-de-semana-eis-a-previsao-para-as-ilhas-1791299213105_320.jpg" alt="Chuva regressa à Madeira, enquanto o anticiclone domina nos Açores até ao fim de semana; eis a previsão para as ilhas"></a></article></aside><p>No domingo, e tal como podemos observar no mapa acima, o cenário será idêntico ao de sábado, com apenas uma pequena porção do litoral a registar valores abaixo da média. No entanto,<strong> é esperado que os valores acima do esperado se intensifiquem, podendo chegar até aos 6 ºC de desvio positivo</strong>, face à temperatura esperada para a época do ano. Neste dia, as temperaturas máximas poderão ser compreendidas entre os 18 ºC em Viana do Castelo e os 27 ºC em Beja. No entanto, e tendo em conta a distância temporal, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-6-c-acima-da-media-as-temperaturas-deverao-subir-em-portugal-continental-a-partir-de-quinta-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Angelina Jolie adquiriu 39 hectares no Camboja e protegeu uma floresta 1.500 vezes maior contra a caça ilegal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/angelina-jolie-adquiriu-39-hectares-no-camboja-e-protegeu-uma-floresta-1-500-vezes-maior-contra-a-caca-ilegal.html</link><pubDate>Wed, 07 Oct 2026 07:04:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Em 2003, a atriz vencedora de um Óscar comprou uma propriedade no Camboja. Aquele terreno acabou por estar ligado a um projecto de conservação muito maior: a proteção de Samlaut, uma floresta de quase 61 mil hectares onde sobrevivem elefantes, pangolins e outras espécies ameaçadas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/angelina-jolie-adquirio-39-hectareas-en-camboya-y-protegio-un-bosque-1-500-veces-mayor-frente-a-la-caza-furtiva-1791242502109.png" data-image="qdlu1uh9tq4s"><figcaption>Angelina Jolie e o filho Maddox na zona florestal de Samlaut, no Camboja. Fundação Maddox.</figcaption></figure><p>A história de Angelina Jolie no Camboja começou com uma propriedade de dimensões relativamente modestas e acabou por estar ligada a um dos projetos de conservação mais ambiciosos da atriz. Em 2003, Jolie adquiriu uma casa rodeada por cerca de 39 hectares de terreno na província de Battambang, no noroeste do país. Anos mais tarde, <strong>a organização por ela criada assumiria um papel na proteção de uma área florestal quase 1.500 vezes maior</strong>.</p><p>Esse território é a Área de Uso Múltiplo de Samlout, uma<strong> extensa zona florestal que abrange atualmente cerca de 60.994 hectares </strong>entre as províncias de Battambang e Pailin, perto da fronteira com a Tailândia. Não é que Jolie tenha comprado esta floresta; aliás, a sua fundação — a Maddox Foundation — participa há anos na sua <strong>conservação em parceria com as autoridades e as comunidades locais</strong>. </p><h2>De Tomb Raider ao compromisso com o Camboja</h2><p>A relação de Angelina Jolie com o país asiático remonta ao ano 2000, quando viajou para lá para filmar <em>Lara Croft: Tomb Raider</em>. A experiência teve um impacto pessoal significativo. Um ano depois, <strong>regressou como parte do seu trabalho com o ACNUR e, em 2003, iniciou o projeto</strong> que mais tarde se tornaria a Maddox Foundation, em homenagem ao seu filho adotivo, nascido no Camboja.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/angelina-jolie-adquirio-39-hectareas-en-camboya-y-protegio-un-bosque-1-500-veces-mayor-frente-a-la-caza-furtiva-1791243769827.png" data-image="9bzlbavj1k1g"><figcaption>Capacitação dos apicultores locais nas florestas que rodeiam Samlaut. Fundação Maddox.</figcaption></figure><p>Nos seus primeiros anos, o projeto centrou-se nas comunidades rurais que ainda sofriam as consequências de décadas de conflito territorial com a Tailândia. Uma das prioridades foi a remoção de minas terrestres. À medida que esta ameaça diminuiu, <strong>o trabalho foi alargado para incluir a conservação ambiental, a educação, a saúde e o desenvolvimento de meios de subsistência sustentáveis</strong>.</p><p>Em 2006, ocorreu uma das grandes mudanças: a organização começou a assumir a responsabilidade de contribuir para a proteção da floresta de Samlaut; para tal, os <strong>moradores da região foram treinados e contratados como guardas-florestais</strong> para patrulhar o território e combater o abate ilegal de árvores e a caça furtiva. </p><h2>Elefantes, pangolins e uma biodiversidade ameaçada</h2><p>O interesse por Samlaut não se explica apenas pela sua extensão. A floresta <strong>preserva uma biodiversidade especialmente valiosa</strong>, com espécies ameaçadas como o elefante-asiático e o pangolim-malaio, além do dhole, do urso-negro-asiático e do gaur.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/angelina-jolie-adquirio-39-hectareas-en-camboya-y-protegio-un-bosque-1-500-veces-mayor-frente-a-la-caza-furtiva-1791243583811.jpg" data-image="5vcv7u8g6n6t"><figcaption>O pangolim, vítima da caça ilegal no Camboja, é uma das principais espécies ameaçadas do país asiático.</figcaption></figure><p>Um estudo realizado pela Fauna & Flora em parceria com o Ministério do Ambiente do Camboja, com o financiamento da fundação, utilizou <strong>câmaras e outros métodos para estudar a fauna da região</strong>. O trabalho permitiu documentar inúmeras espécies de mamíferos e aves e localizar animais especialmente difíceis de observar. </p><p><strong>A presença destes animais transforma a floresta num importante refúgio</strong> numa região onde a perda de habitat e a pressão humana continuam a ser graves ameaças.</p><h2>Milhares de armadilhas continuam a ameaçar a fauna</h2><p><strong>A caça ilegal no Camboja continua a ser um dos principais problemas para a conservação da fauna</strong>, especialmente a que é realizada com armadilhas de arame, que são difíceis de detetar e podem permanecer ocultas na vegetação, capturando animais de diferentes tamanhos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/angelina-jolie-adquirio-39-hectareas-en-camboya-y-protegio-un-bosque-1-500-veces-mayor-frente-a-la-caza-furtiva-1791243930933.jpg" data-image="1h5ubwv00y5y"><figcaption>Exemplar de um elefante-asiático numa floresta do Camboja.</figcaption></figure><p>A Fundação Maddox informa que as suas equipas de vigilância continuam a <strong>realizar patrulhamentos em conjunto com as autoridades cambojanas</strong>. Ao longo de 2025, segundo dados da organização, foram<strong> retirados aproximadamente 7.800 metros de arame utilizado em armadilhas</strong> durante as atividades de vigilância. </p><p>Os guardas florestais utilizam também câmaras para identificar quais as espécies que permanecem na floresta e <strong>detetar as áreas que necessitam de vigilância mais intensa</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786832" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/recifes-artificiais-ajudam-a-preservar-biodiversidade-na-madeira-mas-nao-substituem-os-naturais.html" title="Recifes artificiais ajudam a preservar biodiversidade na Madeira, mas não substituem os naturais">Recifes artificiais ajudam a preservar biodiversidade na Madeira, mas não substituem os naturais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/recifes-artificiais-ajudam-a-preservar-biodiversidade-na-madeira-mas-nao-substituem-os-naturais.html" title="Recifes artificiais ajudam a preservar biodiversidade na Madeira, mas não substituem os naturais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/recifes-artificiais-ajudam-a-preservar-biodiversidade-na-madeira-mas-nao-substituem-os-naturais-1788368458273_320.jpg" alt="Recifes artificiais ajudam a preservar biodiversidade na Madeira, mas não substituem os naturais"></a></article></aside><p>A própria fundação explica que trabalha atualmente com o governo para<strong> reforçar a aplicação da legislação ambiental</strong>, a educação das comunidades e a proteção dos recursos naturais. </p><h2>Proteger a floresta significa também proteger os seus habitantes</h2><p>Outro elemento que diferencia o projeto é a <strong>aposta em envolver as comunidades locais</strong>. Dificilmente a conservação se pode manter a longo prazo se aqueles que vivem em redor das áreas protegidas não dispuserem de alternativas económicas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/angelina-jolie-adquirio-39-hectareas-en-camboya-y-protegio-un-bosque-1-500-veces-mayor-frente-a-la-caza-furtiva-1791243410717.png" data-image="qgjt9ksa7a6c"><figcaption>Munichan Kung, diretor nacional da fundação, a realizar trabalhos de reflorestação. Fundação Maddox.</figcaption></figure><p>Por isso, a organização desenvolveu <strong>programas de agricultura sustentável, reflorestação e apicultura</strong>. O programa de produção de mel visa proporcionar rendimentos adicionais aos agricultores e reduzir determinadas práticas prejudiciais para o ambiente. </p><p>Em 2025, os <strong>apicultores ligados ao projeto produziram 1.392 litros de mel</strong>, segundo dados da fundação, o que contribuiu para a saúde da economia local.<br> </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Fundaci%C3%B3n%20Maddox" data-year="2026" data-title="Nuestra%20historia" data-url="https%3A%2F%2Fwww.maddox.foundation%2F">Fundación Maddox. (2026). <a href="https://www.maddox.foundation/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Nuestra historia</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/angelina-jolie-adquiriu-39-hectares-no-camboja-e-protegeu-uma-floresta-1-500-vezes-maior-contra-a-caca-ilegal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal prepara-se para uma recuperação das temperaturas: quinta-feira poderá trazer subidas de cerca de 4 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-prepara-se-para-uma-recuperacao-das-temperaturas-quinta-feira-podera-trazer-subidas-de-cerca-de-4-c.html</link><pubDate>Wed, 07 Oct 2026 06:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas deverão recuperar nos próximos dias em Portugal continental, sobretudo na quinta-feira. Em algumas regiões, os termómetros poderão subir cerca de 4 ºC, num cenário marcado também por amplitudes térmicas acentuadas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbj0w5m"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbj0w5m.jpg" id="xbj0w5m"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois de uma quarta-feira marcada por temperaturas relativamente frescas em várias regiões, sobretudo no Norte e Centro, <strong>os termómetros deverão recuperar nos próximos dias em Portugal continental</strong>. A subida será particularmente evidente durante a quinta-feira, segundo a previsão do modelo europeu (ECMWF).</p><p>Esta recuperação não será, contudo, uniforme em todo o território. Algumas regiões poderão registar diferenças de <strong>cerca de 4 ºC em apenas 24 horas</strong>, enquanto as manhãs relativamente frescas deverão favorecer amplitudes térmicas consideráveis.</p><h2>Quarta-feira ainda terá temperaturas relativamente frescas no Norte e Centro</h2><p>Durante a tarde desta quarta-feira, as temperaturas deverão ficar geralmente entre os <strong>20 e os 25 ºC</strong> em grande parte do território. No Norte e Centro, algumas áreas do interior poderão mesmo permanecer ligeiramente abaixo dos 20 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-temperaturas-vao-recuperar-em-portugal-termometros-poderao-subir-cerca-de-4-c-e-a-amplitude-termica-sera-acentuada-1791293196919.jpg" data-image="49yeo3ss5nry" alt="Quarta-feira ainda terá temperaturas relativamente frescas em várias regiões" title="Quarta-feira ainda terá temperaturas relativamente frescas em várias regiões"><figcaption>O ECMWF prevê temperaturas geralmente entre os 20 e os 25 ºC durante a tarde, com valores ligeiramente inferiores em algumas áreas do interior Norte e Centro.</figcaption></figure><p>O cenário será um pouco mais ameno junto ao vale do Tejo e no Sul, onde os valores deverão aproximar-se dos <strong>25 ºC</strong>. Ainda assim, será a partir de quinta-feira que a recuperação térmica se tornará mais evidente.</p><h2>Quinta-feira poderá trazer uma subida próxima dos 4 ºC</h2><p>Em apenas 24 horas, os termómetros deverão subir de forma significativa em algumas regiões. <strong>Coimbra, Leiria, Santarém e Lisboa</strong> surgem entre as zonas onde a recuperação será mais evidente, com diferenças próximas dos <strong>4 ºC</strong> relativamente à tarde anterior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-temperaturas-vao-recuperar-em-portugal-termometros-poderao-subir-cerca-de-4-c-e-a-amplitude-termica-sera-acentuada-1791293296943.jpg" data-image="co92ngipf3rx" alt="Quinta-feira trará uma recuperação evidente das temperaturas" title="Quinta-feira trará uma recuperação evidente das temperaturas"><figcaption>As temperaturas poderão aproximar-se dos 30 ºC no vale do Tejo, enquanto várias regiões do Centro deverão registar uma subida relativamente à tarde de quarta-feira.</figcaption></figure><p>No vale do Tejo, os termómetros poderão aproximar-se dos <strong>30 ºC</strong>, enquanto Coimbra e Leiria deverão rondar os <strong>25 ºC</strong>. No Norte, a recuperação será mais moderada, mantendo-se temperaturas geralmente pouco acima dos 20 ºC.</p><p>Esta subida estará associada a condições mais estáveis e à influência anticiclónica, favorecendo maior aquecimento durante o período diurno.</p><h2>Manhãs frescas vão contrastar com tardes bastante mais amenas</h2><p>Apesar da recuperação das temperaturas durante a tarde, as primeiras horas do dia continuarão relativamente frescas, sobretudo no interior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-temperaturas-vao-recuperar-em-portugal-termometros-poderao-subir-cerca-de-4-c-e-a-amplitude-termica-sera-acentuada-1791293346486.jpg" data-image="f1ckfbfok38f" alt="Quinta-feira começará fresca antes de uma subida acentuada dos termómetros" title="Quinta-feira começará fresca antes de uma subida acentuada dos termómetros"><figcaption>Durante a manhã, grande parte do território deverá registar valores entre aproximadamente 10 e 15 ºC, antes de uma subida expressiva durante a tarde.</figcaption></figure><p>Em zonas como <strong>Coimbra e Santarém</strong>, a diferença entre a manhã e a tarde poderá aproximar-se dos <strong>14 ºC</strong>. Também noutras regiões do interior deverão verificar-se amplitudes térmicas superiores a 10 ºC.</p><p>Será, portanto, um daqueles dias em que o ambiente relativamente fresco das primeiras horas dará lugar a uma tarde consideravelmente mais amena.</p><h2>Sexta-feira mantém temperaturas amenas, mas com algumas diferenças regionais</h2><p>Na sexta-feira, não deverá ocorrer uma nova subida generalizada. Pelo contrário, <strong>algumas regiões poderão registar uma ligeira descida relativamente a quinta-feira</strong>, embora as temperaturas permaneçam acima das previstas para quarta-feira em vários pontos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792123" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-das-tendencias-de-chuva-e-temperatura-ate-dezembro-em-portugal-mapas-das-anomalias-previstas-pelo-ecmwf.html" title="Previsão das tendências de chuva e temperatura até dezembro em Portugal: mapas das anomalias previstas pelo ECMWF ">Previsão das tendências de chuva e temperatura até dezembro em Portugal: mapas das anomalias previstas pelo ECMWF </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-das-tendencias-de-chuva-e-temperatura-ate-dezembro-em-portugal-mapas-das-anomalias-previstas-pelo-ecmwf.html" title="Previsão das tendências de chuva e temperatura até dezembro em Portugal: mapas das anomalias previstas pelo ECMWF "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-das-tendencias-de-chuva-e-temperatura-ate-dezembro-em-portugal-mapas-das-anomalias-previstas-pelo-ecmwf-1791290407681_320.jpg" alt="Previsão das tendências de chuva e temperatura até dezembro em Portugal: mapas das anomalias previstas pelo ECMWF "></a></article></aside><p>O padrão das anomalias mostra ainda um território dividido. Enquanto algumas <strong>áreas do litoral Centro e Sul deverão apresentar temperaturas acima do habitual</strong>, partes do interior permanecerão próximas ou ligeiramente abaixo da média climatológica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-temperaturas-vao-recuperar-em-portugal-termometros-poderao-subir-cerca-de-4-c-e-a-amplitude-termica-sera-acentuada-1791296351116.jpg" data-image="h1uswm01eb77" alt="Sexta-feira terá fortes contrastes nas anomalias de temperatura" title="Sexta-feira terá fortes contrastes nas anomalias de temperatura"><figcaption>Algumas zonas do litoral poderão registar temperaturas acima da média, enquanto no interior os valores deverão permanecer próximos ou ligeiramente abaixo do habitual.</figcaption></figure><p> A recuperação térmica dos próximos dias será, assim, <strong>mais evidente entre quarta e quinta-feira</strong>, sem representar um aquecimento uniforme em todo o país. As manhãs continuarão relativamente frescas, mantendo diferenças significativas entre as temperaturas matinais e as registadas durante a tarde. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-prepara-se-para-uma-recuperacao-das-temperaturas-quinta-feira-podera-trazer-subidas-de-cerca-de-4-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Neste outono, os portugueses estão a descobrir um novo lado de Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/neste-outono-os-portugueses-estao-a-descobrir-um-novo-lado-de-portugal.html</link><pubDate>Wed, 07 Oct 2026 05:02:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p> Adeus, praia? Guarda, Castelo Branco e Odemira estão entre os destinos que mais crescem nas pesquisas dos portugueses para o outono de 2026.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/neste-outono-os-portugueses-estao-a-descobrir-um-novo-lado-de-portugal-1791140420660.jpg" data-image="w70ztb02h4bv" alt="Portugal" title="Portugal"><figcaption>Conheça os destinos que estão a ganhar terreno nas viagens dos portugueses neste outono. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>O outono em Portugal começou marcado pela <strong>instabilidade</strong>. Ora tivemos dias de muito calor, ora a chuva e as trovoadas apareceram quando menos se esperava.</p><p>Seja qual for o estado do tempo, uma coisa parece não mudar: <strong>os portugueses continuam a ter vontade de sair de casa</strong> e de aproveitar os dias livres. Só que, desta vez, a tendência é outra.</p><p> Se, em tempos, a vontade da maioria era aproveitar os últimos raios de sol nas praias mais conhecidas, ou explorar as cidades mais movimentadas, a vontade mudou. </p><div class="texto-destacado">Depois de meses em que a palavra “férias” parece quase obrigatoriamente vir acompanhada de praia, o outono está a mudar o cenário. À medida que os dias ficam mais curtos e as temperaturas começam a baixar, os portugueses parecem estar mais interessados em trocar a toalha de praia por trilhos, casas de campo e fins de semana longe da confusão.</div><p>“Os dados internos da Airbnb sobre pesquisas para o outono de 2026 revelam uma <strong>vontade crescente entre os portugueses de explorar o país para lá do litoral e dos destinos mais tradicionais</strong>”, lê-se num artigo divulgado pela própria plataforma de reservas de alojamento. “O interior, da Guarda a Castelo Branco, passando pelo Alentejo, surge entre as regiões com maior crescimento de procura, ao lado de destinos já consolidados como o Algarve.”</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791805" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-gota-fria-ainda-vai-influenciar-portugal-chuva-e-trovoadas-antes-de-uma-mudanca-no-tempo-ate-sexta-feira.html" title="A gota fria ainda vai influenciar Portugal: chuva e trovoadas antes de uma mudança no tempo até sexta-feira">A gota fria ainda vai influenciar Portugal: chuva e trovoadas antes de uma mudança no tempo até sexta-feira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-gota-fria-ainda-vai-influenciar-portugal-chuva-e-trovoadas-antes-de-uma-mudanca-no-tempo-ate-sexta-feira.html" title="A gota fria ainda vai influenciar Portugal: chuva e trovoadas antes de uma mudança no tempo até sexta-feira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-gota-fria-ainda-vai-influenciar-portugal-chuva-e-trovoadas-antes-de-uma-mudanca-no-tempo-ate-sexta-feira-1791117302339_320.jpg" alt="A gota fria ainda vai influenciar Portugal: chuva e trovoadas antes de uma mudança no tempo até sexta-feira"></a></article></aside><p>“As tendências de viagem para este outono mostram o potencial do interior de Portugal: <strong>Guarda e Castelo Branco</strong> lideram o crescimento nas pesquisas, com Odemira a figurar entre os destinos que mais crescem tanto para a Geração Z como para os Millennials. Abrir estas regiões ao turismo é uma oportunidade de crescimento e descentralização que beneficia as economias locais ao mesmo tempo que alivia a pressão sobre os destinos mais procurados”, afirma Jaime Rodríguez de Santiago, Diretor-Geral para Espanha e Portugal da Airbnb Marketing Services SL, citado no mesmo comunicado.</p><p>A comparação feita pela plataforma considera as pesquisas realizadas no segundo trimestre de 2026 para <strong>estadias entre 1 de setembro e 30 de novembro</strong>, face às pesquisas do mesmo período de 2025 para estadias entre 2 de setembro e 1 de dezembro. Ou seja, não significa que três quartos dos portugueses tenham decidido ir para a Guarda ou Castelo Branco. Significa que <strong>o interesse por estes destinos cresceu mais de 75% na plataforma</strong>.</p><h2>O turismo rural regista o maior crescimento da época</h2><p>Falou-se de Guarda e de Castelo Branco, mas elas não estão sozinhas nesta subida. <strong>Portalegre, Viseu e Évora</strong> também aparecem entre os destinos rurais portugueses com maior crescimento de procura para os próximos meses. Beja junta-se ainda a esta tendência.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/neste-outono-os-portugueses-estao-a-descobrir-um-novo-lado-de-portugal-1791140589741.jpg" data-image="vwzqauo7327l" alt="Viseu" title="Viseu"><figcaption>Viseu faz parte dos destinos rurais em maior crescimento. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>A preferência por estes lugares encaixa numa mudança que já vinha a dar sinais de crescimento. Os dados oficiais do Turismo de Portugal mostram que o Turismo no Espaço Rural e o Turismo de Habitação registaram, em 2025, <strong>aumentos tanto na oferta como na procura</strong>. Nesse ano, esta modalidade recebeu cerca de 1,5 milhões de hóspedes, responsáveis por 3,3 milhões de dormidas. Face a 2024, o número de hóspedes cresceu 6,7% e as dormidas 6,9%.</p><div class="texto-destacado">Há, por isso, mais portugueses (e também visitantes estrangeiros) a descobrir que uma escapadinha não precisa de incluir filas para estacionar, praias cheias ou uma agenda com dez coisas para fazer antes do almoço.</div><p>Afinal, no interior, a proposta é outra. Há serras, aldeias, rios, percursos pedestres, gastronomia regional e alojamentos que permitem fazer precisamente aquilo que muitas vezes fica esquecido durante o resto do ano. O quê? Não fazer grande coisa.</p><p>E isso pode ser especialmente apelativo no outono. É que esta estação traz <strong>temperaturas geralmente mais agradáveis para caminhadas</strong> e passeios do que os meses mais quentes, enquanto a menor pressão turística permite conhecer alguns destinos com mais calma. A própria Airbnb tem identificado esta procura por viagens nacionais, rurais e de proximidade ao longo de 2026. </p><h2>Os mais novos querem natureza, mas o Algarve não sai de cena</h2><p>A geração mais jovem parece estar a contribuir para esta mudança. Entre a Geração Z portuguesa, <strong>Loulé (no Algarve) continua a ser o destino com maior crescimento</strong>, mas Odemira (no Alentejo), Terras de Bouro e Vieira do Minho (ambos em Braga) também aparecem entre os locais que mais despertam interesse.</p><div class="texto-destacado">Esta parece ser uma combinação curiosa: o Algarve continua a chamar, mas já não é preciso ficar junto à praia para ter uma escapadinha com sucesso. </div><p>Já Odemira, em particular, surge como um dos casos mais interessantes deste outono. O município aparece tanto entre os destinos em crescimento para a Geração Z como entre os que estão a ganhar força junto dos Millennials.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790160" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esqueca-os-destinos-de-sempre-estes-10-lugares-vao-dar-que-falar-em.html" title="Esqueça os destinos de sempre: estes 10 lugares vão dar que falar em 2027">Esqueça os destinos de sempre: estes 10 lugares vão dar que falar em 2027</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esqueca-os-destinos-de-sempre-estes-10-lugares-vao-dar-que-falar-em.html" title="Esqueça os destinos de sempre: estes 10 lugares vão dar que falar em 2027"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esqueca-os-destinos-de-sempre-estes-10-lugares-vao-dar-que-falar-em-1790191289558_320.jpg" alt="Esqueça os destinos de sempre: estes 10 lugares vão dar que falar em 2027"></a></article></aside><p>Aliás, estes últimos também continuam a olhar para o Algarve. Vila Real de Santo António e Portimão estão entre os destinos com maior crescimento de procura neste grupo, mas Odemira (Alentejo) e Alcobaça (Leiria) mostram que<strong> há vontade de experimentar alternativas</strong>.</p><p><strong>Nas famílias, a história é diferente</strong>. “Entre os viajantes portugueses que viajam com crianças, o Algarve continua a ser a escolha inequívoca para o outono”, nota a plataforma. “O distrito de Faro lidera com um crescimento muito acentuado da procura, confirmando a região como destino preferido para férias em família fora da época alta de verão.”</p><p>Parece que, apesar de as tendências mudarem, a possibilidade de prolongar uns dias de verão junto ao mar continua a ser difícil de ignorar.</p><h2>Uma escapadinha pode ser tudo o que é preciso</h2><p>Mais do que uma fuga definitiva dos destinos tradicionais, os dados parecem apontar para uma<strong> diversificação das viagens</strong>. E isso faz sentido numa altura em que as escapadinhas curtas ganham importância.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/neste-outono-os-portugueses-estao-a-descobrir-um-novo-lado-de-portugal-1791140861491.jpg" data-image="s9kugwauwgj0" alt="Portugal" title="Portugal"><figcaption>Faz parte desta tendência? Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Em vez de guardar os dias de férias todos para o verão, há cada vez mais espaço para aproveitar um fim de semana prolongado ou dois ou três dias para conhecer uma região diferente. </p><div class="texto-destacado">É uma forma de viajar que também permite escolher destinos mais próximos de casa e reduzir o tempo passado em deslocações.</div><p>O próprio Turismo de Portugal lançou este ano a campanha “Não Procures Mais Longe. Encontra o teu país”, precisamente com o objetivo de incentivar os portugueses a<strong> redescobrir destinos nacionais</strong> e experiências que estão mais perto do que muitas vezes se pensa.</p><p>E talvez seja essa a verdadeira tendência do outono de 2026: não deixar de ir para o Algarve, nem abandonar as cidades, mas perceber que Portugal tem muito mais opções quando chega a altura de marcar uma escapadinha.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Airbnb" data-year="2026" data-title="Portugueses%20procuram%20natureza%2C%20autenticidade%20e%20escapadinhas%20de%20outono" data-url="https%3A%2F%2Fnews.airbnb.com%2Fpt%2Fportugueses-procuram-natureza-autenticidade-e-escapadinhas-de-outono">Airbnb. (2026). <a href="https://news.airbnb.com/pt/portugueses-procuram-natureza-autenticidade-e-escapadinhas-de-outono" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Portugueses procuram natureza, autenticidade e escapadinhas de outono</a>.</cite><br><cite data-author="Turismo%20de%20Portugal" data-year="2026" data-title="Turismo%20no%20Espa%C3%A7o%20Rural%20e%20Turismo%20de%20Habita%C3%A7%C3%A3o%20registam%20crescimento%20em%202025" data-url="https%3A%2F%2Fwww.turismodeportugal.pt%2Fpt%2FNoticias%2FPaginas%2Fturismo-rural-habitacao-crescimento-2025.aspx%3Futm_source%3Dchatgpt.com">Turismo de Portugal. (2026). <a href="https://www.turismodeportugal.pt/pt/Noticias/Paginas/turismo-rural-habitacao-crescimento-2025.aspx?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Turismo no Espaço Rural e Turismo de Habitação registam crescimento em 2025</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/neste-outono-os-portugueses-estao-a-descobrir-um-novo-lado-de-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuva regressa à Madeira, enquanto o anticiclone domina nos Açores até ao fim de semana; eis a previsão para as ilhas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-regressa-a-madeira-enquanto-o-anticiclone-domina-nos-acores-ate-ao-fim-de-semana-eis-a-previsao-para-as-ilhas.html</link><pubDate>Tue, 06 Oct 2026 15:38:57 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Enquanto a Madeira deverá contar com alguns episódios de chuva nos próximos dias, os Açores ficarão maioritariamente sob influência do anticiclone, embora não se descarte a possibilidade de alguns aguaceiros.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbj0whm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbj0whm.jpg" id="xbj0whm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal Continental está a atravessar uns dias de maior instabilidade, da qual se espera ter um fim próximo devido ao reforço do anticiclone dos Açores nos próximos dias. Este reforço poderá ainda contribuir para uma <strong>semana mais estável no arquipélago açoriano</strong>. No entanto, na Madeira o cenário poderá ser diferente.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>A mais recente atualização dos nossos mapas indica uma <strong>semana mais seca nos Açores</strong>, enquanto a <strong>Madeira poderá registar ocorrência de chuva</strong> em vários dias. </p><h2>Madeira contará com chuva quase todos os dias até domingo, dia 11</h2><p>Entre hoje e domingo, o arquipélago madeirense contará com vários períodos de chuva fraca a moderada. O dia de amanhã, quarta-feira, poderá registar <strong>chuva fraca, mas persistente, ao longo de várias horas</strong>, especialmente na Costa Norte da Ilha da Madeira. A instabilidade prevista para este arquipélago estará associada à influência de um cavado em altitude, que deverá favorecer movimentos ascendentes e a formação de aguaceiros ao longo dos próximos dias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-regressa-a-madeira-enquanto-o-anticiclone-domina-nos-acores-ate-ao-fim-de-semana-eis-a-previsao-para-as-ilhas-1791299213105.jpg" data-image="5sm2vnen56gd" alt="temperatura a 300 hpa" title="temperatura a 300 hpa"><figcaption>Ao longo dos próximos dias o arquipélago da Madeira deverá registar ocorrência de chuva fraca a moderada, enquanto os Açores deverão manter-se mais protegidos pelo anticiclone. Neste mapa, percebemos o cavado mencionado anteriormente, que contribuirá para a instabilidade na Madeira.</figcaption></figure><p>Esta tendência deverá manter-se no dia seguinte, com a quinta-feira a registar, de forma semelhante, ocorrência persistente de chuva fraca a moderada, também com maior expressão na Costa Norte, onde se espera uma <strong>acumulação de precipitação de cerca de 25 mm até domingo</strong>. </p><p>Contudo, é esperada uma trégua na mesma, onde a partir da madrugada de sexta-feira esta se deverá dissipar, ainda que não totalmente, não se descartando a<strong> possibilidade de aguaceiros fracos e dispersos durante a tarde do mesmo dia</strong>. Ainda assim, espera-se que sábado o dia seja seco e possa contar com céu parcialmente nublado. No domingo, a chuva fraca pode regressar durante as primeiras horas da tarde, dissipando-se logo em seguida.</p><h2>O anticiclone irá proteger os Açores, mas até quando?</h2><p>A semana começa com o anticiclone a Norte dos Açores, sendo expectável que nas próximas horas e até sexta-feira o mesmo comece a deslocar-se, mantendo-se bastante próximo deste arquipélago, de forma a <strong>impedir que a instabilidade mais expressiva chegue até ao mesmo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-regressa-a-madeira-enquanto-o-anticiclone-domina-nos-acores-ate-ao-fim-de-semana-eis-a-previsao-para-as-ilhas-1791300750245.jpg" data-image="o0r7l1yvzqvw" alt="chuva prevista" title="chuva prevista"><figcaption>Entre domingo e segunda-feira, os Açores poderão ser atingidos por uma frente fria.</figcaption></figure><p>Ainda assim, a <strong>influência anticiclónica não significa ausência total de precipitação</strong>, uma vez que a presença de humidade e de pequenas perturbações na circulação poderá favorecer alguns aguaceiros pontuais, que é precisamente o que mostram os nossos mapas. No entanto, até ao início da tarde de domingo, as acumulações mais expressivas não deverão ultrapassar os 10 mm e podem registar-se no Grupo Ocidental.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792123" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-das-tendencias-de-chuva-e-temperatura-ate-dezembro-em-portugal-mapas-das-anomalias-previstas-pelo-ecmwf.html" title="Previsão das tendências de chuva e temperatura até dezembro em Portugal: mapas das anomalias previstas pelo ECMWF ">Previsão das tendências de chuva e temperatura até dezembro em Portugal: mapas das anomalias previstas pelo ECMWF </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-das-tendencias-de-chuva-e-temperatura-ate-dezembro-em-portugal-mapas-das-anomalias-previstas-pelo-ecmwf.html" title="Previsão das tendências de chuva e temperatura até dezembro em Portugal: mapas das anomalias previstas pelo ECMWF "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-das-tendencias-de-chuva-e-temperatura-ate-dezembro-em-portugal-mapas-das-anomalias-previstas-pelo-ecmwf-1791290407681_320.jpg" alt="Previsão das tendências de chuva e temperatura até dezembro em Portugal: mapas das anomalias previstas pelo ECMWF "></a></article></aside><p>Já na reta final da semana, entre domingo e segunda-feira, e como podemos observar no mapa acima, uma <strong>frente fria deverá alcançar os Açores</strong>, favorecida por uma configuração atmosférica que permitirá a progressão de sistemas frontais para latitudes mais baixas. A deslocação do anticiclone para sudeste contribuirá para deixar o arquipélago mais exposto à instabilidade atlântica. Desta forma, espera-se que <strong>até à madrugada de segunda-feira, os valores de acumulados de precipitação sejam bastante superiores</strong> aos do dia anterior, sendo que no <strong>Grupo Ocidental poderão ser de cerca de 45 a 50 mm</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-regressa-a-madeira-enquanto-o-anticiclone-domina-nos-acores-ate-ao-fim-de-semana-eis-a-previsao-para-as-ilhas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Borboletas mais bonitas recebem mais atenção, mas podem deixar outras espécies para trás]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/borboletas-mais-bonitas-recebem-mais-atencao-mas-podem-deixar-outras-especies-para-tras.html</link><pubDate>Tue, 06 Oct 2026 14:02:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Estudo internacional com participação de cientistas de Lisboa mostra que preferências estéticas humanas podem condicionar investigação e políticas de conservação.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/borboletas-mais-bonitas-recebem-mais-atencao-mas-podem-deixar-outras-especies-para-tras-1791291034257.jpg" data-image="wtwbyyx9lyxd" alt="borboleta-cauda-de-andorinha (Papilio machaon)" title="borboleta-cauda-de-andorinha (Papilio machaon)"><figcaption>A borboleta-cauda-de-andorinha (Papilio machaon), comum em Portugal, é avistada em parques, quintais e jardins urbanos. Foto: Dapporto et al., 2026 / Publicado originalmente em Current Biology</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Há <strong>borboletas</strong> que fazem parar quem passa. Outras podem partilhar o mesmo habitat e enfrentar ameaças semelhantes, recebendo, ainda assim, uma atenção mais reduzida. Isto não se deve a uma menor importância ecológica, mas sim ao facto de serem <strong>visualmente menos apelativas</strong> aos olhos humanos.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É esta preferência, aparentemente inofensiva, que um estudo internacional publicado na <em>Current Biology</em> identificou como um possível fator de enviesamento na investigação e na conservação das borboletas. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A investigação contou com a participação de <strong>Eduardo Marabuto</strong> e <strong>Tatiana Carina Moreira-Pinhal</strong>, investigadores do Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais (CE3C) da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/borboletas-mais-bonitas-recebem-mais-atencao-mas-podem-deixar-outras-especies-para-tras-1791291188373.jpg" data-image="34rkwpi0a20a" alt="borboleta azul-de-Chapman (Polyommatus thersites)" title="borboleta azul-de-Chapman (Polyommatus thersites)"><figcaption>O estado de conservação da borboleta azul-de-Chapman (Polyommatus thersites) é pouco preocupante na Lista Vermelha da IUCN. Foto: Dapporto et al., 2026 / Publicado originalmente em Current Biology</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A equipa cruzou resultados de um inquérito internacional sobre a perceção da beleza das borboletas europeias com dados sobre atenção pública, investigação científica e instrumentos de proteção da natureza. O inquérito reuniu mais de <strong>21 mil respostas </strong>provenientes de mais de <strong>100 países</strong>. </p><h2>A beleza no radar da ciência</h2><p>Os resultados apontam para uma <strong>associação consistente</strong> entre a beleza percecionada e a atenção dedicada a cada espécie. As borboletas consideradas mais bonitas tendem a ser mais <strong>observadas pelo público</strong> e mais <strong>estudadas pelos investigadores</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É aqui que surge o chamado <em>beauty bias</em>, ou enviesamento pela beleza. O termo descreve uma tendência segundo a qual as preferências estéticas humanas refletem-se, direta ou indiretamente, na forma como diferentes espécies são acompanhadas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O estudo não demonstra que ser bonita provoque automaticamente mais proteção. Mostra, sim, que a <strong>beleza está associada a padrões de atenção, investigação e conservação que se acumulam ao longo do tempo</strong>. Uma espécie muito fotografada gera mais observações. Uma espécie muito estudada gera mais conhecimento. Esse conhecimento pode, por sua vez, aumentar a probabilidade de continuar no centro das atenções.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="712252" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-ganham-as-borboletas-as-suas-cores-vamos-descobrir-o-que-nos-diz-a-ciencia.html" title="Como ganham as borboletas as suas cores? Vamos descobrir o que nos diz a ciência!">Como ganham as borboletas as suas cores? Vamos descobrir o que nos diz a ciência!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-ganham-as-borboletas-as-suas-cores-vamos-descobrir-o-que-nos-diz-a-ciencia.html" title="Como ganham as borboletas as suas cores? Vamos descobrir o que nos diz a ciência!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-ganham-as-borboletas-as-suas-cores-vamos-descobrir-o-que-nos-diz-a-ciencia-1748253523942_320.jpg" alt="Como ganham as borboletas as suas cores? Vamos descobrir o que nos diz a ciência!"></a></article></aside><p>A questão torna-se relevante porque a <strong>abundância de informação</strong> não coincide necessariamente com a <strong>urgência ecológica</strong>. Uma espécie pouco conhecida pode estar sujeita a riscos maiores sem despertar a mesma curiosidade.</p><h2>O efeito-borboleta nas regras de proteção</h2><p>Uma das conclusões mais surpreendentes surge quando os investigadores analisam instrumentos europeus de conservação. As <strong>espécies visualmente mais apelativas estão sobrerrepresentadas</strong> na Convenção de Berna e na Diretiva Habitats da União Europeia, dois mecanismos importantes para definir prioridades e orientar medidas de proteção. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os autores identificam aqui um padrão cumulativo. Decisões tomadas no passado podem influenciar a investigação e a conservação atuais. Se determinadas espécies entraram cedo nos instrumentos legais, passaram a atrair mais estudos, mais atenção e mais recursos, reforçando a sua posição.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O fenómeno ganha outra dimensão quando comparado com as <strong>Listas Vermelhas Europeias da IUCN</strong>. Nesse caso, os investigadores não encontraram uma representação desproporcionada das borboletas mais bonitas. Pelo contrário, espécies menos apelativas do ponto de vista visual também surgem entre as ameaçadas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/borboletas-mais-bonitas-recebem-mais-atencao-mas-podem-deixar-outras-especies-para-tras-1791291549454.jpg" data-image="c2ykjszkzwvk" alt="fritilária-mediterrânica (Euphydryas desfontainii)" title="fritilária-mediterrânica (Euphydryas desfontainii)"><figcaption>Apesar de, a nível global, a população da fritilária-mediterrânica (Euphydryas desfontainii) ser estável, em Portugal está em perigo.Foto: Dapporto et al., 2026 / Publicado originalmente em Current Biology</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A diferença sugere que avaliar o risco de desaparecimento com base em critérios ecológicos pode produzir uma imagem diferente daquela que resulta de <strong>prioridades históricas</strong> e preferências humanas.</p><h2>Também os dados têm olhos humanos</h2><p>Há outro problema escondido nas plataformas de ciência cidadã. Uma borboleta que chama a atenção tem maior probabilidade de ser fotografada, identificada e registada.</p><p>O iNaturalist é um dos exemplos apontados pelos autores. Os dados de plataformas semelhantes a esta são extremamente úteis para conhecer a distribuição das espécies, mas não devem ser encarados como isentos de subjetividade. Também <strong>refletem os lugares onde as pessoas vão, o que procuram </strong>e os organismos que despertam a sua curiosidade.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="347071" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-importancia-das-borboletas-na-natureza-ecossistema-alteracoes-climaticas.html" title="A importância das borboletas na natureza">A importância das borboletas na natureza</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-importancia-das-borboletas-na-natureza-ecossistema-alteracoes-climaticas.html" title="A importância das borboletas na natureza"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-importancia-das-borboletas-na-natureza-347071-1_320.png" alt="A importância das borboletas na natureza"></a></article></aside><p>Tatiana Carina Moreira-Pinhal alerta precisamente para este efeito. Os <strong>padrões de atenção </strong>dos utilizadores podem contaminar os dados que depois são usados em estudos científicos e em avaliações da evolução das populações.</p><p>Isso não significa que os <strong>registos</strong> sejam pouco fiáveis. Significa que precisam de ser <strong>interpretados com cuidado</strong>. A ausência de observações pode resultar de uma espécie ser difícil de encontrar ou simplesmente de despertar menos interesse.</p><h2>Usar a beleza para proteger mais</h2><p>Reconhecer este enviesamento não significa abandonar as espécies carismáticas. A <strong>beleza pode ser transformada numa ferramenta de conservação</strong>, desde que o seu alcance seja maior do que a própria espécie que desperta a atenção.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Uma borboleta muito apelativa pode tornar-se uma espécie-bandeira. Se partilhar habitat com outras, mais raras ou ameaçadas, proteger esse território pode beneficiar toda a comunidade.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A <strong>beleza</strong> deixa de ser apenas um critério de escolha. Pode ser uma <strong>porta de entrada</strong> para uma conservação mais abrangente. Não é preciso, portanto, escolher entre as borboletas que atraem o olhar e aquelas que mais precisam de proteção. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/borboletas-mais-bonitas-recebem-mais-atencao-mas-podem-deixar-outras-especies-para-tras-1791292100597.jpg" data-image="jlfh9tia4r6s" alt="Pseudochazara amymone" title="Pseudochazara amymone"><figcaption>A Pseudochazara amymone usa os tons castanhos para se camuflar em rochas calcárias e em solo seco. Está entre as espécies mais ameaçadas na Europa. Foto: Chris van Swaay/iNaturalist</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>O desafio está em fazer com que <strong>a atenção despertada pelas primeiras ajude a proteger também as segundas</strong>. E, para isso, é preciso começar por reconhecer que a natureza não vê a cara, mas sim o coração. Somos nós que o fazemos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Leonardo%20Dapporto%2C%20Nicolas%20Mouquet%2C%20Claudia%20Bruschini%2C%20Saad%20Arif%2C%20Simona%20Bonelli%2C%20Adele%20Bordoni%2C%20Federico%20Cappa%2C%20Tatiana%20Carina%20Moreira-Pinhal%2C%20Gioele%20Moro%2C%20et.%20al." data-year="" data-title="Beauty%20bias%20in%20butterfly%20research%20and%20conservation.%20Current%20Biology" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedirect.com%2Fscience%2Farticle%2Fpii%2FS0960982226009486%3Fvia%253Dihub">Leonardo Dapporto, Nicolas Mouquet, Claudia Bruschini, Saad Arif, Simona Bonelli, Adele Bordoni, Federico Cappa, Tatiana Carina Moreira-Pinhal, Gioele Moro, et. al.. <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0960982226009486?via%3Dihub" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Beauty bias in butterfly research and conservation. Current Biology</a>.</cite><br><cite data-author="Centro%20de%20Ecologia%2C%20Evolu%C3%A7%C3%A3o%20e%20Altera%C3%A7%C3%B5es%20Ambientais%20(CE3C)" data-year="" data-title="Why%20do%20we%20protect%20the%20most%20beautiful%20butterflies%3F" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ce3c.pt%2Fen%2Fmedia%2Fnews%2Fwhy-do-we-protect-the-most-beautiful-butterflies">Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais (CE3C). <a href="https://www.ce3c.pt/en/media/news/why-do-we-protect-the-most-beautiful-butterflies" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Why do we protect the most beautiful butterflies?</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/borboletas-mais-bonitas-recebem-mais-atencao-mas-podem-deixar-outras-especies-para-tras.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Previsão das tendências de chuva e temperatura até dezembro em Portugal: mapas das anomalias previstas pelo ECMWF ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-das-tendencias-de-chuva-e-temperatura-ate-dezembro-em-portugal-mapas-das-anomalias-previstas-pelo-ecmwf.html</link><pubDate>Tue, 06 Oct 2026 13:03:25 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As previsões sazonais do ECMWF apontam para mudanças significativas na chuva em Portugal até ao final do ano. Outubro poderá ser mais seco e quente do que o normal, enquanto novembro e dezembro apresentam uma tendência bastante mais chuvosa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-das-tendencias-de-chuva-e-temperatura-ate-dezembro-em-portugal-mapas-das-anomalias-previstas-pelo-ecmwf-1791290407681.jpg" data-image="nolhsn76s42r" alt="Previsão sazonal" title="Previsão sazonal"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-627458">As previsões sazonais do ECMWF apontam para uma mudança no padrão da precipitação nos últimos meses do ano. Novembro e dezembro poderão ser mais chuvosos do que o normal em grande parte de Portugal, com anomalias positivas particularmente expressivas em algumas regiões do norte.</figcaption></figure><p>As previsões sazonais do ECMWF antecipam mudanças importantes no comportamento da chuva em Portugal até ao final de 2026. Outubro poderá terminar mais seco e quente do que o habitual, mas novembro e dezembro apresentam um sinal praticamente oposto na precipitação, com tendência para meses mais chuvosos.</p><h2>O que significam estes mapas de anomalias?</h2><p>Antes de analisar a previsão, importa perceber o que representam estes mapas. Uma <strong>anomalia é a diferença entre o valor previsto e a média climatológica de referência</strong> para determinado período.</p><p>Por exemplo, uma anomalia de temperatura de +1,5 ºC significa que a <strong>temperatura média do mês</strong> poderá ficar 1,5 ºC acima do normal. Na precipitação, uma anomalia de -30 mm indica que o total mensal previsto poderá ficar cerca de 30 mm abaixo da média.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Estes mapas, portanto, <strong>não permitem prever o estado do tempo num determinado dia ou hora</strong>. Mostram tendências para o conjunto do mês e, tratando-se de uma previsão sazonal, a incerteza aumenta à medida que avançamos no horizonte temporal.</p><h2>Outubro poderá ser mais quente e seco</h2><p>Para outubro, o ECMWF prevê uma <strong>anomalia positiva da temperatura praticamente generalizada</strong>. Em grande parte do interior, a média mensal poderá situar-se cerca de <strong>1,5 ºC acima do normal</strong>, enquanto no litoral o desvio deverá ser geralmente mais moderado, próximo de +1 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-das-tendencias-de-chuva-e-temperatura-ate-dezembro-em-portugal-mapas-das-anomalias-previstas-pelo-ecmwf-1791289659209.jpg" data-image="e40lemn3e1uz" alt="Anomalia mensal da Temperatura" title="Anomalia mensal da Temperatura"><figcaption>Outubro apresenta uma tendência mais quente do que o normal em Portugal, com anomalias próximas de +1,5 ºC em várias regiões do interior.</figcaption></figure><p>Na precipitação, destaca-se um sinal contrário. Grande parte de Portugal apresenta tendência para um mês <strong>mais seco do que a média</strong>, sobretudo no Noroeste. Nas áreas representadas a castanho mais escuro, o défice mensal poderá aproximar-se dos <strong>20 a 30 mm</strong>, estendendo-se o sinal seco a grande parte do litoral.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-das-tendencias-de-chuva-e-temperatura-ate-dezembro-em-portugal-mapas-das-anomalias-previstas-pelo-ecmwf-1791289693970.jpg" data-image="nyuvnfwdbs1x" alt="Anomalia mensal da precipitação" title="Anomalia mensal da precipitação"><figcaption>A precipitação poderá ficar abaixo da média em outubro, sobretudo no Noroeste, onde o défice mensal poderá atingir cerca de 20 a 30 mm em algumas áreas.</figcaption></figure><p>Isto não significa, contudo, ausência de chuva, poderão ocorrer episódios de precipitação e, ainda assim, o acumulado no final do mês ficar abaixo do normal.</p><h2>Novembro traz uma inversão clara na tendência da chuva</h2><p>Em novembro, o cenário muda substancialmente. O ECMWF projeta <strong>anomalias positivas de precipitação em praticamente todo o território</strong>, sugerindo um mês tendencialmente mais chuvoso do que o habitual.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-das-tendencias-de-chuva-e-temperatura-ate-dezembro-em-portugal-mapas-das-anomalias-previstas-pelo-ecmwf-1791289794546.jpg" data-image="3h57z6ptlv9t" alt="Anomalia mensal da precipitação" title="Anomalia mensal da precipitação"><figcaption>Novembro poderá inverter completamente a tendência de outubro, com chuva acima da média em praticamente todo o país e anomalias superiores a +50 mm em partes do Noroeste.</figcaption></figure><p>O contraste será particularmente evidente no <strong>Noroeste</strong>, precisamente uma das regiões onde outubro apresenta maior défice. Em novembro, algumas áreas poderão acumular <strong>mais de 50 mm de precipitação acima da média climatológica</strong>.</p><p>Na temperatura, pelo contrário, as anomalias são pouco expressivas. Grande parte do país apresenta valores próximos ou ligeiramente acima do normal, geralmente entre <strong>+0,5 e +1 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-das-tendencias-de-chuva-e-temperatura-ate-dezembro-em-portugal-mapas-das-anomalias-previstas-pelo-ecmwf-1791289825794.jpg" data-image="go7ly7kn23xz" alt="Anomalia mensal da temperatura" title="Anomalia mensal da temperatura"><figcaption>As temperaturas deverão apresentar desvios pouco expressivos em novembro, com grande parte de Portugal próxima ou ligeiramente acima da média climatológica.</figcaption></figure><p>Uma anomalia mensal reduzida não significa, porém, temperaturas constantemente próximas da média. <strong>Períodos anormalmente frios e outros mais quentes podem compensar-se</strong>, resultando numa média mensal aparentemente pouco desviada da climatologia.</p><h2>Dezembro mantém o sinal chuvoso, mas poderá ser mais quente</h2><p>Para dezembro, o cenário de precipitação mantém algumas semelhanças com novembro. O ECMWF continua a favorecer <strong>precipitação acima da média em grande parte de Portugal</strong>, novamente com sinais mais expressivos em algumas regiões do Norte e Centro.</p><p>Nas temperaturas surge, contudo, uma diferença. A anomalia positiva volta a aumentar, sobretudo no <strong>interior</strong>, onde a temperatura média mensal poderá ficar aproximadamente <strong>1 a 1,5 ºC acima do normal</strong> em várias áreas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792044" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-instabilidade-persiste-em-portugal-ate-quarta-feira-mas-o-anticiclone-vai-impor-se-maximas-voltam-a-subir.html" title="A instabilidade persiste em Portugal até quarta-feira, mas o anticiclone vai impor-se: máximas voltam a subir">A instabilidade persiste em Portugal até quarta-feira, mas o anticiclone vai impor-se: máximas voltam a subir</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-instabilidade-persiste-em-portugal-ate-quarta-feira-mas-o-anticiclone-vai-impor-se-maximas-voltam-a-subir.html" title="A instabilidade persiste em Portugal até quarta-feira, mas o anticiclone vai impor-se: máximas voltam a subir"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-instabilidade-persiste-em-portugal-ate-quarta-feira-mas-o-anticiclone-vai-impor-se-maximas-voltam-a-subir-1791239911493_320.jpg" alt="A instabilidade persiste em Portugal até quarta-feira, mas o anticiclone vai impor-se: máximas voltam a subir"></a></article></aside><p>A tendência sazonal até ao final do ano apresenta, assim, duas fases distintas: <strong>um outubro tendencialmente mais seco, seguido por novembro e dezembro potencialmente mais chuvosos</strong>, enquanto as temperaturas deverão permanecer, no conjunto, próximas ou acima dos valores climatológicos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-das-tendencias-de-chuva-e-temperatura-ate-dezembro-em-portugal-mapas-das-anomalias-previstas-pelo-ecmwf.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cientistas descobrem o impacto da água da chuva ao arrastar o lixo acumulado nas cidades]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cientistas-descobrem-o-impacto-da-agua-da-chuva-ao-arrastar-o-lixo-acumulado-nas-cidades.html</link><pubDate>Tue, 06 Oct 2026 12:37:02 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A chuva pode transformar as ruas de uma cidade numa via direta para o fundo do mar, arrastando plásticos e outros resíduos até às zonas de pesca em apenas 2 a 5 semanas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-espanoles-descubren-que-ocurre-con-la-basura-de-las-ciudades-cuando-llueve-1790872586513.png" data-image="xayrb1b99uo0"><figcaption>Investigadores estabelecem a relação entre os episódios de precipitação e o acúmulo de resíduos nos fundos marinhos do noroeste do Mediterrâneo.</figcaption></figure><p>Quando <strong>chove </strong>numa cidade do litoral, a água não limpa apenas as ruas e calçadas. No seu percurso, também pode capturar<strong> plásticos, embalagens</strong> e outros resíduos que, através dos sistemas de drenagem e esgoto,<strong> acabam por chegar ao mar</strong>.</p><p>Agora, cientistas espanhóis conseguiram medir <strong>o que acontece depois com este lixo e quanto tempo o mesmo demora a alcançar o alto do mar</strong>, onde operam os barcos de pesca.</p><div class="texto-destacado">Um estudo liderado pelo Instituto de Ciências do Mar (ICM-CSIC), em conjunto com o ICATMAR, estabeleceu pela primeira vez uma relação quantitativa entre episódios de precipitação e o acúmulo de resíduos nos fundos marinhos do noroeste do Mediterrâneo.</div><p>A pesquisa, publicada na revista <em>Environmental Pollution</em>, revela ainda que o lixo nem sempre se comporta da mesma maneira: enquanto o escoamento proveniente das cidades favorece o seu acúmulo nas áreas de pesca poucas semanas após as chuvas, <strong>as cheias dos rios </strong>podem provocar o efeito contrário e <strong>transportá-lo para águas mais profundas</strong>.</p><h2>236 amostras para acompanhar o trajeto dos resíduos</h2><p>Para chegar a estas conclusões, os investigadores analisaram <strong>dados recolhidos entre 2019 e 2024 </strong>através de 236 amostras de pesca de arrasto realizadas pelo ICATMAR (Instituto Catalão de Pesquisa para a Governança do Mar) <strong>ao longo da costa catalã </strong>(leste da Espanha).</p><p>A equipa, composta por especialistas em geologia, física e biologia, estudou 54 combinações entre estações meteorológicas e áreas de pesca. Além disso, comparou <strong>períodos de 2 a 20 semanas após as precipitações</strong> e examinou como as variações na vazão dos rios influenciavam os resultados.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Las playas una vez pasado el temporal (bastante lluvia y viento).<br>La playa de la San Lorenzo está llena de muchísmo plastico de todo tipo, la de los Cárabos está menos afectada.<a href="https://x.com/hashtag/Melilla?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Melilla</a> <a href="https://x.com/hashtag/Playas?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Playas</a> <a href="https://x.com/hashtag/Temporal?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Temporal</a> <a href="https://x.com/hashtag/R%C3%ADoDeOro?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#RíoDeOro</a> <a href="https://x.com/hashtag/Desembocadura?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Desembocadura</a> <a href="https://x.com/hashtag/Plastico?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Plastico</a> <a href="https://x.com/hashtag/Basura?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Basura</a> <a href="https://t.co/qvauwj2CFA">pic.twitter.com/qvauwj2CFA</a></p>— Jose Linares (@UnodeMelilla) <a href="https://x.com/UnodeMelilla/status/1511494092940845071?ref_src=twsrc%5Etfw">April 6, 2022</a></blockquote></figure><p>Os resultados apontam as <strong>águas de escoamento urbano e os extravasores de esgoto</strong> como importantes<strong> vias de entrada de plásticos e outros resíduos no meio marinho</strong>. Esta investigação permite avançar um passo além do que se conhecia até agora.</p><p>Embora já estivesse documentado que as <strong>precipitações podem transportar lixo terrestre para o mar</strong>, era muito mais difícil determinar quantitativamente que parcela desses resíduos acaba por se acumular nos pesqueiros e em que prazo isso ocorre.</p><h2>O lixo pode chegar às zonas de pesca em poucas semanas</h2><p>Os cientistas identificaram duas dinâmicas diferentes. Nos chamados portos do tipo A, as precipitações sobre áreas urbanas provocam um aumento direto do lixo acumulado nas zonas de pesca.</p><p>O <strong>efeito máximo é geralmente detetado entre 2 e 5 semanas após as chuvas</strong>. Esta rapidez evidencia o papel desempenhado pelas redes de drenagem urbana e pelos sistemas de esgoto durante episódios de chuvas intensas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-espanoles-descubren-que-ocurre-con-la-basura-de-las-ciudades-cuando-llueve-1790863970824.jpg" data-image="khsrzaja1x77"><figcaption>Um aumento acentuado na vazão dos rios pode gerar um efeito de “limpeza” ou '<em>washout</em>'.</figcaption></figure><p>A situação muda nos portos classificados como tipo B, conectados a sistemas fluviais. Nestes casos, um aumento acentuado na vazão dos rios pode gerar um efeito de "limpeza" ou '<em>washout</em>'. Em vez de depositar mais lixo nas áreas de pesca habituais, <strong>a corrente arrasta os resíduos existentes para zonas mais profundas</strong>, afastando-os da área normalmente alcançada pelos barcos de pesca.</p><p>Em cinco dos seis portos conectados a rios estudados, as cheias reduziram entre 13% e 100% a presença de resíduos a cada aumento de 100 metros cúbicos por segundo na vazão. <em>Vilanova i la Geltrú</em> foi a exceção. Lá, os investigadores atribuem aproximadamente 12% do acúmulo ao transporte proveniente da foz do rio Llobregat e 88% às precipitações locais.</p><h2>Não basta medir quanto choveu</h2><p>O estudo revela também que nem todas as estações meteorológicas são igualmente adequadas para determinar a relação entre chuva e resíduos. Para um mesmo município, utilizar os registos de uma estação ou de outra podia resultar em estimativas que variavam de uma redução de 62% a um aumento de 88% na quantidade de resíduos para cada dez milímetros de precipitação.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779136" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pescas-biodiversidade-marinha-e-economia-azul-comissario-europeu-das-pescas-e-oceanos-visita-os-acores-e-a-madeira.html" title="Pescas, biodiversidade marinha e economia azul. Comissário Europeu das Pescas e Oceanos visita os Açores e a Madeira">Pescas, biodiversidade marinha e economia azul. Comissário Europeu das Pescas e Oceanos visita os Açores e a Madeira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pescas-biodiversidade-marinha-e-economia-azul-comissario-europeu-das-pescas-e-oceanos-visita-os-acores-e-a-madeira.html" title="Pescas, biodiversidade marinha e economia azul. Comissário Europeu das Pescas e Oceanos visita os Açores e a Madeira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pescas-biodiversidade-marinha-e-economia-azul-comissario-europeu-das-pescas-e-oceanos-visita-os-acores-e-a-madeira-1784313652162_320.jpg" alt="Pescas, biodiversidade marinha e economia azul. Comissário Europeu das Pescas e Oceanos visita os Açores e a Madeira"></a></article></aside><p>Isto demonstra que<strong> a estação geograficamente mais próxima não é necessariamente aquela que melhor representa a conexão </strong>hidrológica entre a chuva que cai em terra e os resíduos encontrados posteriormente no mar.</p><h2>Como evitar que o lixo chegue ao mar?</h2><p>Os resultados têm implicações para a<strong> gestão das cidades e do litoral</strong>. Os investigadores sustentam que as medidas devem ser adaptadas às características de cada zona, uma vez que os mecanismos de transporte de resíduos podem variar consideravelmente entre diferentes pontos da costa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-espanoles-descubren-que-ocurre-con-la-basura-de-las-ciudades-cuando-llueve-1790864137668.jpg" data-image="aqyq89kbl80a"><figcaption>Melhorar a infraestrutura de drenagem e a retenção de águas pluviais evitaria o acúmulo de resíduos.</figcaption></figure><p>Nos locais onde predomina o escoamento superficial urbano, <strong>melhorar a infraestrutura de drenagem e a retenção de águas pluviais</strong>, bem como controlar os extravasores da rede de esgoto, poderia reduzir a quantidade de plásticos e outros resíduos que chegam ao Mediterrâneo.</p><p>O estudo concentra-se, assim, num processo que começa a quilómetros de distância, no interior. O lixo descartado no ambiente urbano pode ser transportado por tempestades, entrar na rede de drenagem e acabar, poucas semanas depois, depositado no fundo do mar, onde atua a frota pesqueira.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Garcia%2C%20X.%2C%20Neukirch%2C%20M.%2C%20Iglesias%2C%20J.%2Cet%20al." data-year="2026" data-title="From%20rainfall%20to%20seafloor%3A%20Tracing%20riverine%20and%20urban%20stormwater%20litter%20transport%20in%20Mediterranean%20fishing%20grounds%20through%20systematic%20meteorological%20station%20testing." data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedirect.com%2Fscience%2Farticle%2Fpii%2FS0269749126013989">Garcia, X., Neukirch, M., Iglesias, J.,et al.. (2026). <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0269749126013989" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">From rainfall to seafloor: Tracing riverine and urban stormwater litter transport in Mediterranean fishing grounds through systematic meteorological station testing.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cientistas-descobrem-o-impacto-da-agua-da-chuva-ao-arrastar-o-lixo-acumulado-nas-cidades.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A instabilidade persiste em Portugal até quarta-feira, mas o anticiclone vai impor-se: máximas voltam a subir]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-instabilidade-persiste-em-portugal-ate-quarta-feira-mas-o-anticiclone-vai-impor-se-maximas-voltam-a-subir.html</link><pubDate>Tue, 06 Oct 2026 07:39:35 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A instabilidade ainda marcará o tempo em Portugal esta terça-feira, com chuva, trovoadas e risco de granizo, sobretudo no Centro. A partir de quarta-feira, o cenário muda gradualmente, com um anticiclone a trazer tempo estável.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbinnny"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbinnny.jpg" id="xbinnny"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal continental continuará sob a <strong>influência de um padrão instável durante esta terça-feira</strong> (6), com chuva, trovoadas e possibilidade de fenómenos localmente intensos.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>A partir de quarta-feira, porém, o cenário começa a mudar, a <strong>precipitação perde expressão e um anticiclone robusto deverá favorecer tempo estável </strong>e uma recuperação das temperaturas máximas.</p><h2>Terça-feira será o último dia de instabilidade mais significativa</h2><p>Esta terça-feira deverá continuar bastante instável de Norte a Sul, sendo <strong>a tarde o período mais favorável à ocorrência de aguaceiros e trovoadas</strong>. O ECMWF mostra precipitação bastante generalizada pelas 16h, embora a sua intensidade e distribuição possam variar significativamente entre regiões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-instabilidade-persiste-em-portugal-ate-quarta-feira-mas-o-anticiclone-vai-impor-se-maximas-voltam-a-subir-1791239679907.jpg" data-image="tjymnpydff9l" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>A tarde de terça-feira será marcada por instabilidade de Norte a Sul, com chuva e trovoadas. Coimbra, Guarda e Castelo Branco estarão sob aviso laranja devido ao risco meteorológico significativo.</figcaption></figure><p>A Meteored prevê aguaceiros por vezes fortes e acompanhados de trovoada, sobretudo durante a tarde. O <strong>IPMA emitiu novos avisos amarelos de trovoada, para 13 distritos</strong>, em vigor, no máximo até às 21h de hoje. Apenas Leiria, Santarém, Lisboa, Setúbal e Faro se encontram fora desta lista.</p><div class="texto-destacado">A natureza convectiva destes episódios torna particularmente difícil determinar com antecedência onde uma célula mais intensa se irá desenvolver. Assim, a hora exata de ocorrência de granizo, o seu tamanho ou a intensidade das rajadas apresentam uma elevada variabilidade espacial.</div><p>Por este motivo, será útil acompanhar a evolução através do <strong>radar de precipitação da Meteored</strong>, que permite observar praticamente em tempo real a localização, intensidade e deslocação dos núcleos de chuva.</p><h2>Quarta-feira a instabilidade começa finalmente a ceder</h2><p>Na quarta-feira (7) deverá tornar-se evidente uma <strong>acalmia do estado do tempo</strong>. Os mapas mostram apenas pequenos núcleos de precipitação, dispersos e pouco organizados, sobretudo no interior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-instabilidade-persiste-em-portugal-ate-quarta-feira-mas-o-anticiclone-vai-impor-se-maximas-voltam-a-subir-1791239876949.jpg" data-image="zwb1dzc2xut0" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>Na quarta-feira, a instabilidade começa a perder força, com a precipitação a tornar-se bastante residual, dispersa e pouco organizada.</figcaption></figure><p>A chuva prevista será, assim,<strong> bastante residual quando comparada com os dias anteriores</strong>. Este será um dia de transição, à medida que o padrão depressionário perde influência e a configuração sinóptica começa a reorganizar-se.</p><h2>Anticiclone robusto ganha terreno na quinta-feira, dia 8</h2><p>A mudança deverá consolidar-se na quinta-feira (8). Um <strong>centro de altas pressões robusto, próximo dos 1034 hPa no Atlântico</strong>, começará a exercer maior influência sobre Portugal, favorecendo subsidência atmosférica, menor nebulosidade e ausência generalizada de precipitação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-instabilidade-persiste-em-portugal-ate-quarta-feira-mas-o-anticiclone-vai-impor-se-maximas-voltam-a-subir-1791239911493.jpg" data-image="7uazzf8l78m8" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>A influência anticiclónica favorecerá tempo mais estável e uma subida das temperaturas máximas na quinta-feira, com valores elevados sobretudo no Centro e Sul.</figcaption></figure><p>Com menos nuvens, as temperaturas máximas também deverão recuperar. Pelas 15h, o modelo ECMWF aponta para valores que poderão aproximar-se dos <strong>27 ºC na região de Lisboa e Vale do Tejo e oeste alentejano</strong>, enquanto grande parte do litoral Norte e Centro continuará com temperaturas amenas. Apesar da subida das máximas, esta estabilização do tempo não significa necessariamente noites mais quentes.</p><h2>Sexta-feira começa fresca no interior, Manteigas poderá registar apenas 4 ºC</h2><p>Na madrugada e início da manhã de sexta-feira (9), a <strong>ausência de muita nebulosidade favorecerá uma maior perda de calor </strong>junto à superfície. O contraste será particularmente evidente no interior Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-instabilidade-persiste-em-portugal-ate-quarta-feira-mas-o-anticiclone-vai-impor-se-maximas-voltam-a-subir-1791240064224.jpg" data-image="9cnmyywvoqgq" alt="Temperaturas" title="Temperaturas"><figcaption>O interior Norte e Centro poderá registar temperaturas entre 6 e 8 ºC no início da manhã de sexta-feira, com Manteigas a poder descer até cerca de 4 ºC.</figcaption></figure><p>Grande parte destas regiões poderão acordar com <strong>6 a 8 ºC</strong>, enquanto nas áreas de maior altitude os termómetros poderão descer ainda mais. Segundo a previsão das temperaturas mínimas, <strong>Manteigas poderá registar cerca de 4 ºC pelas 07h</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792002" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aguaceiros-e-trovoadas-persistirao-nestas-zonas-mas-anticiclone-e-madrugadas-frias-ganham-terreno-a-partir-desta-data.html" title="Aguaceiros e trovoadas persistirão nestas zonas, mas anticiclone e madrugadas frias ganham terreno a partir desta data">Aguaceiros e trovoadas persistirão nestas zonas, mas anticiclone e madrugadas frias ganham terreno a partir desta data</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aguaceiros-e-trovoadas-persistirao-nestas-zonas-mas-anticiclone-e-madrugadas-frias-ganham-terreno-a-partir-desta-data.html" title="Aguaceiros e trovoadas persistirão nestas zonas, mas anticiclone e madrugadas frias ganham terreno a partir desta data"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aguaceiros-e-trovoadas-persistirao-nestas-zonas-mas-anticiclone-e-madrugadas-frias-ganham-terreno-a-partir-desta-data-1791225250947_320.jpg" alt="Aguaceiros e trovoadas persistirão nestas zonas, mas anticiclone e madrugadas frias ganham terreno a partir desta data"></a></article></aside><p>As anomalias térmicas ajudam a evidenciar esta diferença: no interior Norte e Centro, as temperaturas poderão situar-se localmente <strong>4 a 5 ºC abaixo da média</strong> para esta altura do ano e hora do dia. Em contrapartida, zonas como Aveiro, Leiria, Santarém, Lisboa, Évora e Beja deverão permanecer mais próximas dos valores climatologicamente habituais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-instabilidade-persiste-em-portugal-ate-quarta-feira-mas-o-anticiclone-vai-impor-se-maximas-voltam-a-subir-1791240116952.jpg" data-image="n9twuyn4ratr" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"><figcaption>Apesar da recuperação das máximas, a manhã de sexta-feira será mais fresca do que o habitual no interior Norte e Centro, com anomalias negativas que poderão atingir cerca de 4 a 5 ºC.</figcaption></figure><p>O final da semana ficará, assim, marcado por uma mudança clara: <strong>menos chuva e trovoadas, tardes novamente mais quentes, mas noites e manhãs progressivamente frescas</strong>, sobretudo no interior.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-instabilidade-persiste-em-portugal-ate-quarta-feira-mas-o-anticiclone-vai-impor-se-maximas-voltam-a-subir.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até -10 ºC no Norte do país: temperaturas descem de forma acentuada esta terça-feira (6)]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-10-c-no-norte-do-pais-temperaturas-descem-de-forma-acentuada-esta-terca-feira.html</link><pubDate>Tue, 06 Oct 2026 07:04:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>De acordo com a mais recente atualização do ECMWF, é esperado que a Região Norte registe uma descida bastante expressiva dos termómetros já hoje, terça-feira.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbilnme"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbilnme.jpg" id="xbilnme"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O outono começa a instalar-se, discretamente, em Portugal Continental. Entre ontem e hoje, terça-feira, <strong>as temperaturas poderão sofrer uma descida acentuada</strong>, especialmente na Região Norte do país, segundo a mais recente atualização dos nossos mapas, baseados no modelo europeu ECMWF.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Tal como podemos observar no mapa abaixo, <strong>a Região Norte será tomada por temperaturas abaixo dos 20 ºC, salvo algumas exceções</strong>. Abaixo, contamos-lhe quais as cidades onde esta descida será mais evidente.</p><h2>Descida térmica até 10 ºC no Norte: Braga lidera a lista de capitais distritais com descida mais acentuada</h2><p>O dia de hoje, terça-feira, poderá contar com temperaturas máximas entre os 16 ºC na Guarda e os 25 ºC em Lisboa e Beja, denotando-se uma <strong>descida generalizada destes valores</strong>. No entanto, esta será sentida com maior expressão no Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-10-c-no-norte-do-pais-temperaturas-maximas-descem-de-forma-acentuada-esta-terca-feira-1791233372724.jpg" data-image="cw514a36txmo" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Ao longo do dia de hoje a região Norte registará valores máximos de temperatura muito inferiores ao de ontem. Na cidade de Braga a diferença poderá ser de até 10 ºC, comparando o mesmo período do dia.</figcaption></figure><p><strong>Várias cidades registarão uma descida entre os 4 ºC e os 10 ºC</strong>. A maior descida, como já referimos, será registada no Norte, mais precisamente em Braga, onde ontem, segunda-feira, registou um valor de 27 ºC, pelas 16h, e hoje, no mesmo horário, esperam-se apenas 17 ºC. Consulte abaixo as temperaturas esperadas para as cidades com a maior descida:</p><table><thead><tr><th>Capitais de distrito</th><th>Segunda-feira<br>5 de outubro<br>16h</th><th>Terça-feira<br>6 de outubro<br>16h</th></tr></thead><tbody><tr><td>Viana do Castelo</td><td>23 ºC</td><td>18 ºC</td></tr><tr><td>Braga</td><td><strong>27 ºC</strong></td><td><strong>17 ºC</strong></td></tr><tr><td>Porto</td><td><strong>25 ºC</strong></td><td><strong>18 ºC</strong></td></tr><tr><td>Vila Real</td><td>24 ºC</td><td>19 ºC</td></tr><tr><td>Bragança</td><td>23 ºC</td><td>19 ºC</td></tr><tr><td>Viseu</td><td><strong>25 ºC</strong></td><td><strong>18 ºC</strong></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">A negrito estão as cidades com a diferença mais acentuada, <strong>no mesmo período do dia</strong>. Fonte: ECMWF.</td></tr></tbody></table><p>Ainda que se espere que nas primeiras horas da tarde algumas das cidades acima, como Braga e Porto, possam chegar aos 20 ºC de máxima, é <strong>expectável que os valores desçam logo de seguida </strong>para os que podemos observar na tabela acima. </p><h2>Na quarta-feira denotar-se-á uma recuperação dos valores</h2><p>Fazendo a mesma comparação, com o mesmo horário, entre hoje e amanhã espera-se uma<strong> ligeira recuperação dos valores</strong> onde, pelas 16h, apenas Viana do Castelo deverá manter-se abaixo dos 20 ºC (com 19 ºC). O Porto e Bragança podem registar 20 ºC, enquanto Braga e Vila Real podem chegar aos 22 ºC. Viseu deverá alcançar os 21 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791997" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ha-3-distritos-sob-aviso-laranja-de-trovoada-nas-proximas-horas-ipma-avisa-sobre-potenciais-fenomenos.html" title="Há 3 distritos sob aviso laranja de trovoada nas próximas horas: IPMA avisa sobre potenciais fenómenos">Há 3 distritos sob aviso laranja de trovoada nas próximas horas: IPMA avisa sobre potenciais fenómenos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ha-3-distritos-sob-aviso-laranja-de-trovoada-nas-proximas-horas-ipma-avisa-sobre-potenciais-fenomenos.html" title="Há 3 distritos sob aviso laranja de trovoada nas próximas horas: IPMA avisa sobre potenciais fenómenos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ha-3-distritos-sob-aviso-laranja-de-trovoada-nas-proximas-horas-ipma-avisa-sobre-potenciais-fenomenos-1791211249261_320.png" alt="Há 3 distritos sob aviso laranja de trovoada nas próximas horas: IPMA avisa sobre potenciais fenómenos"></a></article></aside><p>Na <strong>quinta-feira a faixa litoral Norte poderá registar nova subida</strong>, enquanto o Nordeste Transmontano poderá manter ou descer ligeiramente. Braga poderá ser a capital distrital do Norte mais quente, pelas 16h desse dia, com temperatura esperada de 24 ºC. Esta tendência deverá manter-se até ao fim de semana, no entanto, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-10-c-no-norte-do-pais-temperaturas-descem-de-forma-acentuada-esta-terca-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um planeta situado a 49 anos-luz pode ter atmosfera: porque é que o LHS 1140 b entusiasma os astrónomos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-planeta-situado-a-49-anos-luz-pode-ter-atmosfera-porque-e-que-o-lhs-1140-b-entusiasma-os-astronomos.html</link><pubDate>Tue, 06 Oct 2026 06:39:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A LHS 1140 b, uma super-Terra situada na zona habitável, está a perder o seu hélio. Esta descoberta permite estudar melhor a sua atmosfera, mas deixa ainda muitas questões em aberto sobre a sua composição, a presença de água e as condições à sua superfície.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/lhs-1140b-elio-in-fuga-dalla-super-terra-in-zona-abitabile-1790934462730.png" data-image="ewfoj5x587iu" alt="Representação artística de LHS 1140 b e da sua estrela. Crédito: ESO/spaceengine.org" title="Representação artística de LHS 1140 b e da sua estrela. Crédito: ESO/spaceengine.org"><figcaption>Representação artística de LHS 1140 b e da sua estrela. Crédito: ESO/spaceengine.org</figcaption></figure><p>Uma vez descoberto um planeta extrassolar, as investigações concentram-se na <strong>caracterização da sua atmosfera, da sua composição química e das suas propriedades físicas</strong>, especialmente quando se trata de um planeta rochoso situado na zona habitável.</p><p>Foi isso mesmo que se fez com a super-Terra LHS 1140 b, situada na zona habitável. Os investigadores descobriram, com surpresa, que a r<strong>adiação intensa da sua estrela hospedeira tinha provocado a evaporação das camadas superiores da sua atmosfera</strong>, agora desprovidas de hidrogénio e, mais recentemente, também de hélio.</p><p>O estudo deste exoplaneta constitui, assim, um caso importante para melhor <strong>compreender a evolução das atmosferas </strong>dos exoplanetas ao longo do tempo.</p><h2>Uma super-Terra na zona habitável</h2><p>A estrela LHS 1140 é classificada como uma <strong>anã vermelha</strong>, um tipo de estrela mais pequena e mais fria que o Sol.</p><p>Esta estrela está<strong> localizada a cerca de 49 anos-luz da Terra</strong> e possui um sistema planetário composto por dois planetas: LHS 1140 b, o primeiro a ser descoberto, e LHS 1140 c, descoberto posteriormente.</p><div class="texto-destacado"><p><strong>O nome desta estrela é composto pelo prefixo LHS e pelo número 1140. LHS significa "Luyten Half-Second" e refere-se a um catálogo elaborado pelo astrónomo Willem Jacob Luyten, que lista estrelas que apresentam um movimento aparente no céu — em relação às estrelas de fundo — superior a meio segundo de arco por ano. O número 1140 corresponde à posição desta estrela no catálogo.</strong></p></div><p>O planeta LHS 1140 b <strong>orbita a sua estrela hospedeira</strong> e completa uma volta em 24,7 dias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lhs-1140b-elio-in-fuga-dalla-super-terra-in-zona-abitabile-1790934262896.jpg" data-image="yd1urzd75ggn" alt="Embora a estrela LHS 1140 seja mais fria que o Sol, a sua radiação é suficientemente intensa para provocar a evaporação da atmosfera dos seus planetas. Crédito: ESO/spaceengine.org" title="Embora a estrela LHS 1140 seja mais fria que o Sol, a sua radiação é suficientemente intensa para provocar a evaporação da atmosfera dos seus planetas. Crédito: ESO/spaceengine.org"><figcaption>Embora a estrela LHS 1140 seja mais fria que o Sol, a sua radiação é suficientemente intensa para provocar a evaporação da atmosfera dos seus planetas. Crédito: ESO/spaceengine.org</figcaption></figure><p>Com uma massa estimada em cerca de 5,6 vezes a da Terra e um raio aproximadamente 1,73 vezes maior, <strong>este exoplaneta é classificado como uma super-Terra</strong>.</p><div class="texto-destacado"><p><strong>Por analogia com a Terra, as super-Terras são planetas rochosos que podem apresentar oceanos de água líquida, bem como uma atmosfera. No entanto, as suas características precisas podem variar consideravelmente de um planeta para outro.</strong></p> </div><p>O que torna o LHS 1140 b particularmente interessante é o facto de ser uma super-Terra que orbita na zona habitável da sua estrela, <strong>onde as condições poderiam permitir a presença de água líquida à sua superfície</strong>.</p><h2>O LHS 1140 b está a perder a sua atmosfera de hélio</h2><p>Quando um exoplaneta é descoberto — especialmente se for rochoso e estiver situado na zona habitável —, um dos principais objetivos dos astrónomos é <strong>determinar se possui uma atmosfera</strong> e, caso a possua, estudar a sua <strong>composição química e as suas propriedades físicas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791316" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/draconidas-2026-o-pico-da-chuva-de-estrelas-cadentes-aproxima-se-quando-e-que-se-podem-observar-a-partir-de-portugal.html" title="Dracónidas 2026: o pico da chuva de estrelas cadentes aproxima-se. Quando é que se podem observar a partir de Portugal?">Dracónidas 2026: o pico da chuva de estrelas cadentes aproxima-se. Quando é que se podem observar a partir de Portugal?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/draconidas-2026-o-pico-da-chuva-de-estrelas-cadentes-aproxima-se-quando-e-que-se-podem-observar-a-partir-de-portugal.html" title="Dracónidas 2026: o pico da chuva de estrelas cadentes aproxima-se. Quando é que se podem observar a partir de Portugal?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/draconidi-2026-si-avvicina-il-picco-della-pioggia-di-stelle-cadenti-quando-vederle-dall-italia-1790667524205_320.jpg" alt="Dracónidas 2026: o pico da chuva de estrelas cadentes aproxima-se. Quando é que se podem observar a partir de Portugal?"></a></article></aside><p>No caso de LHS 1140 b, os astrónomos tiveram sorte. De facto, este planeta — tal como LHS 1140 c — foi descoberto graças ao método de trânsito. Ao longo da sua órbita,<strong> o planeta passa diante do disco da sua estrela</strong>, provocando um pequeno eclipse observável que permitiu revelar a sua existência.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg><p><strong><em>O LHS 1140 b foi descoberto graças ao método de trânsito.</em></strong></p><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Nos últimos anos, os astrónomos desenvolveram uma técnica chamada espectroscopia de transmissão, que permite <strong>analisar a composição química da atmosfera de um exoplaneta</strong>.</p><div class="texto-destacado"><p><strong>A espectroscopia de transmissão consiste em comparar o espectro eletromagnético da estrela — que transporta a assinatura da composição química da sua superfície — com aquele que se observa no momento em que o planeta começa a transitar diante dela. Neste segundo caso, a luz da estrela atravessa também a atmosfera do planeta e, por isso, transporta tanto a assinatura química da estrela como a da atmosfera planetária.</strong></p></div><p>Graças a esta técnica, <strong>os astrónomos detetaram a presença de hélio</strong>. Mas não só: descobriram também que o planeta perde hélio a um ritmo estimado entre <strong>200 e 400 toneladas por segundo</strong>. Por outro lado, não foi detetado qualquer vestígio de hidrogénio.</p><p>Estas observações foram realizadas pela equipa liderada por Collin Cherubim, que estudou o sistema com o WINERED, um espectrógrafo de infravermelho próximo instalado no telescópio Magellan Clay, de 6,5 metros, no Observatório de Las Campanas, no Chile.</p><p>Cerca de um ano depois, o mesmo planeta foi novamente observado, mas, desta vez, <strong>não foi detetado qualquer vestígio de hélio</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg><strong><p><strong><em>A alta atmosfera de LHS 1140 b está a perder o seu hélio por evaporação, ou pode mesmo já o ter perdido completamente.</em></strong></p></strong><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Trata-se de um resultado particularmente importante, pois oferece um caso quase único que permite estudar não só a atmosfera de uma super-Terra, mas também a sua evolução ao longo do tempo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lhs-1140b-elio-in-fuga-dalla-super-terra-in-zona-abitabile-1790934099026.jpg" data-image="0qsfbw7mnjfl" alt="Neptuno fotografado pela Voyager 2 em 1989, com cores de contraste realçado. A comparação com os planetas do Sistema Solar ajuda a interpretar melhor mundos de tamanho intermédio, como as super-Terras. Crédito: NASA/JPL." title="Neptuno fotografado pela Voyager 2 em 1989, com cores de contraste realçado. A comparação com os planetas do Sistema Solar ajuda a interpretar melhor mundos de tamanho intermédio, como as super-Terras. Crédito: NASA/JPL."><figcaption>Neptuno fotografado pela Voyager 2 em 1989, com cores de contraste realçado. A comparação com os planetas do Sistema Solar ajuda a interpretar melhor mundos de tamanho intermédio, como as super-Terras. Crédito: NASA/JPL.</figcaption></figure><p>A hipótese levantada pelos astrónomos é a de que a <strong>intensa radiação recebida por este planeta a partir da sua estrela hospedeira teria provocado a evaporação completa do hidrogénio</strong>, pelo menos nas camadas superiores da sua atmosfera. Sendo o hidrogénio o elemento químico mais leve, é também aquele que consegue escapar mais facilmente à atração gravitacional do planeta.</p><p>Posteriormente, <strong>o planeta terá também perdido o seu hélio, o segundo elemento mais leve depois do hidrogénio</strong>. Ainda presente em 2024, o hélio da alta atmosfera já tinha desaparecido quase por completo por evaporação em 2025.</p><p>A <strong>ausência de deteção de hélio em 2025, no entanto, não "prova" com certeza que a atmosfera desapareceu</strong>, mas torna necessárias novas observações.</p><h3>O que se pode dizer sobre a água e a habitabilidade?</h3><p>Este estudo fornece muita informação, mas apenas sobre as camadas superiores da atmosfera de LHS 1140 b. Não descreve diretamente a atmosfera próxima da superfície, onde se poderiam concentrar elementos e moléculas mais pesados, como o oxigénio, o carbono e o azoto. <strong>A eventual presença de água poderia manter-se nas camadas inferiores graças à sua condensação em regiões mais frias</strong>: trata-se de uma possibilidade física, e não de uma detecção de água.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790840" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nasa-investiga-como-o-espaco-transforma-o-corpo-humano.html" title="NASA investiga como o espaço transforma o corpo humano">NASA investiga como o espaço transforma o corpo humano</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nasa-investiga-como-o-espaco-transforma-o-corpo-humano.html" title="NASA investiga como o espaço transforma o corpo humano"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nasa-investiga-como-o-espaco-transforma-o-corpo-humano-1790666504358_320.jpg" alt="NASA investiga como o espaço transforma o corpo humano"></a></article></aside><p>De acordo com este cenário, <strong>o outro planeta, LHS 1140 c </strong>— que se encontra mais próximo da sua estrela e recebe uma radiação cerca de dez vezes mais intensa —, não apresenta qualquer vestígio de hélio. <strong>Esta ausência pode indicar que a sua atmosfera é agora muito ténue ou, até mesmo, que desapareceu por completo</strong>.</p><p>Embora o hélio não seja uma bioassinatura, <strong>esta descoberta permite estudar a presença e a evolução de gases em torno de um pequeno planeta situado na zona habitável</strong>. Para melhor compreender o seu clima, serão necessárias novas medições de forma a melhorar o nosso conhecimento sobre a estrela e obter mais informações relativas à composição das camadas atmosféricas mais profundas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Cherubim%20and%20collaborators" data-year="2026" data-title="Helium%20escaping%20from%20the%20atmosphere%20of%20a%20nearby%20rocky%20exoplanet%20orbiting%20in%20a%20habitable%20zone" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fdoi%2F10.1126%2Fscience.aea9708">Cherubim and collaborators. (2026). <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/science.aea9708" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Helium escaping from the atmosphere of a nearby rocky exoplanet orbiting in a habitable zone</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-planeta-situado-a-49-anos-luz-pode-ter-atmosfera-porque-e-que-o-lhs-1140-b-entusiasma-os-astronomos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item></channel></rss>