<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Sun, 03 May 2026 12:00:15 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sun, 03 May 2026 12:00:15 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Tempo torna-se mais instável na primeira semana de maio: saiba o que esperar da chuva e em que regiões terá mais impacto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-torna-se-mais-instavel-na-primeira-semana-de-maio-saiba-o-que-esperar-da-chuva-e-em-que-regioes-tera-mais-impacto.html</link><pubDate>Sun, 03 May 2026 11:09:47 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A chuva deverá tornar-se mais frequente em Portugal continental ao longo da semana, com maior expressão no Norte e Centro, sobretudo entre quinta e sexta-feira, quando se esperam os acumulados mais elevados e períodos de precipitação mais persistente. </p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa7xnpm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa7xnpm.jpg" id="xa7xnpm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Nos próximos dias, o estado do tempo em Portugal continental será influenciado pela <strong>aproximação de uma depressão em altitude</strong>, que irá aumentar gradualmente a instabilidade atmosférica e favorecer períodos de chuva mais frequentes e por vezes persistentes no Norte e Centro, com maior incidência nas regiões do litoral e zonas montanhosas, onde se esperam os acumulados mais elevados entre quinta e sexta-feira.</p><h2>Alteração do padrão atmosférico com influência de uma depressão em altitude</h2><p>Entre segunda e terça-feira, o tempo mantém-se relativamente estável. O território encontra-se sob a influência de vento de oeste a sudoeste, transportando ar marítimo húmido e moderado. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>As temperaturas máximas deverão variar entre <strong>15 e 19 °C no litoral</strong> e entre <strong>18 e 23 °C no interior</strong>, com mínimas entre <strong>8 e 12 °C</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-com-tempo-mais-instavel-em-portugal-continental-saiba-o-que-esperar-1777804496435.png" data-image="u25y0le8100c"><figcaption>Nebulosidade abundante sobre Portugal continental na tarde de segunda-feira, com ocorrência de aguaceiros fracos e dispersos, sobretudo no Norte e Centro. A circulação de oeste favorece o transporte de ar húmido do Atlântico, mantendo o céu geralmente encoberto e a precipitação pouco expressiva nesta fase.</figcaption></figure><p>O céu apresentar-se-á pouco nublado ou com períodos de <strong>maior nebulosidade</strong>, sobretudo no litoral, e a precipitação será praticamente inexistente, com acumulados inferiores a 2 mm. </p><p>Na quarta-feira, o estado do tempo mantém-se relativamente estável, apesar de uma ligeira alteração das condições atmosféricas. Poderão ocorrer <strong>aguaceiros fracos e localizados</strong>, sobretudo no interior Norte e Centro durante a tarde, sem expressão significativa no conjunto do território. Os acumulados deverão situar-se geralmente <strong>abaixo dos 5 mm</strong>, podendo ser pontualmente superiores em zonas montanhosas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-com-tempo-mais-instavel-em-portugal-continental-saiba-o-que-esperar-1777804548220.png" data-image="he0r5cms8tvk"><figcaption>Temperaturas mais elevadas na tarde de quarta-feira, com valores a aproximarem-se dos 24 °C no interior e acima dos 20 °C em grande parte do território. O contraste entre litoral e interior mantém-se, refletindo a influência marítima e a circulação de oeste.</figcaption></figure><p>As temperaturas mantêm-se relativamente estáveis, com máximas entre <strong>17 e 22 °C no litoral e entre 20 e 24 °C no interior</strong>. O vento soprará fraco a moderado, podendo intensificar-se ligeiramente no litoral durante a tarde.</p><h2>Chuva mais frequente e descida da temperatura no final da semana</h2><p>Na quinta e sexta-feira, a depressão deverá consolidar-se sobre a Península Ibérica, reforçando os mecanismos de instabilidade. Na quinta-feira, esperam-se <strong>períodos de chuva mais irregulares</strong>, especialmente no Norte e Centro, com acumulados que poderão atingir 10 a 20 mm, sendo inferiores na generalidade do território. Na sexta-feira, a precipitação deverá tornar-se mais frequente e organizada, com acumulados entre 15 e 30 mm, localmente até <strong>40 mm no Minho e em áreas de relevo</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-com-tempo-mais-instavel-em-portugal-continental-saiba-o-que-esperar-1777804671763.png" data-image="or09by6ka0zk"><figcaption>Acumulados de precipitação até ao final de sexta-feira evidenciam maior concentração no Norte e Centro, com valores localmente elevados em áreas de relevo, enquanto o Sul regista quantidades significativamente mais reduzidas e distribuição irregular.</figcaption></figure><p>No Sul, a precipitação será mais irregular e menos significativa, com valores geralmente inferiores a 5 a 10 mm. <strong>As temperaturas deverão manter-se mais elevadas na quinta-feira, com máximas até 24 °C no interior, descendo na sexta-feira para valores próximos de 20 a 21 °C</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766821" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/madeira-com-chuva-persistente-e-acumulados-elevados-ate-dia-7-enquanto-os-acores-mantem-estabilidade-relativa.html" title="Madeira com chuva persistente e acumulados elevados até dia 7, enquanto os Açores mantêm estabilidade relativa">Madeira com chuva persistente e acumulados elevados até dia 7, enquanto os Açores mantêm estabilidade relativa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/madeira-com-chuva-persistente-e-acumulados-elevados-ate-dia-7-enquanto-os-acores-mantem-estabilidade-relativa.html" title="Madeira com chuva persistente e acumulados elevados até dia 7, enquanto os Açores mantêm estabilidade relativa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/madeira-com-chuva-persistente-e-acumulados-elevados-ate-dia-7-enquanto-os-acores-mantem-estabilidade-relativa-1777726385852_320.png" alt="Madeira com chuva persistente e acumulados elevados até dia 7, enquanto os Açores mantêm estabilidade relativa"></a></article></aside><p>Tratando-se de uma previsão a médio prazo, associada à evolução de uma depressão e de estruturas atmosféricas ainda em deslocamento, poderão ocorrer ajustes na localização e intensidade da precipitação, bem como na evolução do vento e da temperatura. Por esse motivo, é aconselhável acompanhar as atualizações mais recentes.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-torna-se-mais-instavel-na-primeira-semana-de-maio-saiba-o-que-esperar-da-chuva-e-em-que-regioes-tera-mais-impacto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma análise genómica revela as mudanças que marcaram os europeus durante a queda do Império Romano]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/uma-analise-genomica-revela-as-mudancas-que-marcaram-os-europeus-durante-a-queda-do-imperio-romano.html</link><pubDate>Sun, 03 May 2026 08:45:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Durante séculos, ao longo de toda a fronteira norte do Império Romano, os habitantes locais coexistiram com os cidadãos romanos e os seus escravos, bem como com os legionários que guardavam o limes, a fronteira imperial.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-analise-genomica-revela-as-mudancas-que-marcaram-os-europeus-durante-a-queda-do-imperio-romano-1777635700233.jpg" data-image="vlbsqh8q4kqt" alt="Palatino; imagem ilustrativa" title="Palatino; imagem ilustrativa"><figcaption>O aparecimento de novas estruturas políticas e sociais na Europa Ocidental e Central durante a transição da Antiguidade para a Idade Média tem sido atribuído, desde há muito, a migrações em grande escala.</figcaption></figure><p>Esta investigação, destaca a presença de famílias nucleares monogâmicas com regras de parentesco influenciadas pelo cristianismo durante o período conhecido como Idade das Trevas. Além disso, <strong>em vez das migrações em grande escala, estas ocorreram em grupos mais pequenos</strong>, baseados em laços familiares ou de parentesco.</p><p> Na Europa Central, <strong>após o colapso do Império Romano do Ocidente, observaram-se mudanças demográficas significativas nas estruturas familiares</strong>. Esta era testemunhou o surgimento de novas sociedades através da fusão de grupos geneticamente distintos, processo que moldou um panorama genético semelhante ao que existe hoje na mesma região. </p><h2>A herança romana predomina na fase inicial do período medieval</h2><p> Um novo estudo, publicado na revista Nature, analisa <strong>258 genomas dos períodos romano tardio e medieval inicial</strong> (400-700 d.C.) de antigos sítios funerários no sul da Alemanha. Os resultados mostram que, durante o período romano tardio, a região albergava dois grupos geneticamente distintos: <strong>as pessoas de ascendência nórdica e os habitantes dos povoados romanos</strong>. </p><p> Este último grupo exibiu uma <strong>grande diversidade genética</strong>, com antepassados de toda a Europa e até da Ásia. O colapso do Estado romano, que levou a uma maior mobilidade de muitos grupos, <strong>deu origem a novas sociedades</strong>. Apesar da sua diversidade genética, os diferentes grupos locais misturaram-se e partilharam a mesma cultura material. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-analise-genomica-revela-as-mudancas-que-marcaram-os-europeus-durante-a-queda-do-imperio-romano-1777635862499.jpg" data-image="5v4a09im12zx" alt="A imagem mostra três irmãos, desenterrados em Ergoldsbach, na Baviera, uma cidade do início da Idade Média." title="A imagem mostra três irmãos, desenterrados em Ergoldsbach, na Baviera, uma cidade do início da Idade Média."><figcaption>Foram analisados 258 genomas antigos da antiga fronteira romana do sul da Alemanha, que analisámos juntamente com 2.500 genomas antigos e 379 genomas modernos. Crédito imagem: Kreisarchäologie Landshut, Richter</figcaption></figure><p> Um dos autores, Joachim Burger, da Universidade Johannes Gutenberg de Mainz (Alemanha), destaca à SINC o aspeto mais surpreendente da descoberta: “As narrativas tradicionais descrevem uma<strong> ‘Idade das Trevas’ em que as tribos germânicas apagaram a cultura romana</strong>. Os nossos dados revelam a presença de famílias nucleares monogâmicas, sem levirato ou casamentos entre primos, e com regras de parentesco influenciadas pelo cristianismo, idênticas às práticas do final da Idade Média.” </p><p> Burger explica que o aspeto mais relevante é que não se trata apenas do social, “mas também do genético; <strong>a herança romana predomina na fase inicial do período medieval</strong>”. </p><h2> Mitos desmistificados </h2><p> Entre os séculos IV e VII d.C., a Europa Central passou da Antiguidade Tardia para o início da Idade Média. Esta transição foi caracterizada por acontecimentos sociais marcantes, como a queda do Império Romano do Ocidente e a disseminação do cristianismo, bem como por mudanças no panorama político da região. No entanto, <strong>pouco se sabe sobre a vida do cidadão comum durante este período</strong>. </p><p> Os autores verificaram que <strong>a esperança de vida era de 43,3 anos para os homens e de 39,8 anos para as mulheres</strong>, e que o parto era um fator de risco significativo para a morte prematura nas mulheres. Contudo, <strong>a maioria das crianças (81,8%) da região cresceu com pelo menos um avô ou avó</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="747981" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/do-minho-ao-algarve-onde-descobrir-o-legado-do-imperio-romano-em-portugal.html" title="Do Minho ao Algarve: onde descobrir o legado do Império Romano em Portugal">Do Minho ao Algarve: onde descobrir o legado do Império Romano em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/do-minho-ao-algarve-onde-descobrir-o-legado-do-imperio-romano-em-portugal.html" title="Do Minho ao Algarve: onde descobrir o legado do Império Romano em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/do-minho-ao-algarve-onde-descobrir-o-legado-do-imperio-romano-em-portugal-1767902055194_320.jpg" alt="Do Minho ao Algarve: onde descobrir o legado do Império Romano em Portugal"></a></article></aside><p> Segundo Burger, <strong>a investigação desmistifica a ideia de invasões tribais coordenadas</strong>: “Os grupos do norte migraram séculos antes da queda do império; não como ‘hordas’ no século V, mas como indivíduos ou famílias que se estabeleceram ao longo das fronteiras”.</p><p>O especialista sublinha que <strong>esta ancestralidade nórdica já fazia parte da sociedade romana</strong> e tinha adotado o seu modo de vida, não sendo considerada “invasora externa”. Os <strong>movimentos foram graduais e localizados</strong>. Grupos como os alamanos (uma confederação de tribos germânicas) emergiram de vazios de poder negociados, e não de invasões em massa. </p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Blöcher, J., Vallini, L., Velte, M. et al. <a href="https://doi.org/10.1038/s41586-026-10437-3" target="_blank">Demography and life histories across the Roman frontier in Germany 400–700 ce</a>. Nature (2026).</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/uma-analise-genomica-revela-as-mudancas-que-marcaram-os-europeus-durante-a-queda-do-imperio-romano.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Esta nova ponte promete mudar tudo entre Portugal e Espanha]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-nova-ponte-promete-mudar-tudo-entre-portugal-e-espanha.html</link><pubDate>Sun, 03 May 2026 07:33:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A nova travessia sobre o rio Sever vai ligar Montalvão a Cedillo, reduzir 85 quilómetros e cortar cerca de uma hora nas deslocações entre os dois países.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-nova-ponte-promete-mudar-tudo-entre-portugal-e-espanha-1777620235674.jpg" data-image="wdubzizbabm4" alt="Ponte" title="Ponte"><figcaption>Nova ponte entre Portugal e Espanha vai poupar uma hora nas viagens. Imagem ilustrativa. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Vai ser construída uma<strong> nova ponte entre Portugal e Espanha</strong>. Sobre o rio Sever, esta ligará os dois territórios por <strong>Cedillo</strong>, do lado espanhol, e <strong>Montalvão</strong>, do lado português.</p><div class="texto-destacado">O projeto já está a ser pensado há vários anos e promete diminuir a distância entre as duas margens em 85 quilómetros. </div><p>A boa notícias é que, em breve, pode finalmente sair do papel. Sim, parece que Portugal e Espanha deram mesmo um passo decisivo para reforçar a ligação entre os dois países.</p><p><strong>O objetivo é claro</strong>: melhorar a circulação de pessoas e bens, reduzir distâncias em cerca de uma hora de viagem, e impulsionar o desenvolvimento económico de duas regiões historicamente afastadas.</p><h2>Uma megaestrutura</h2><p>A nova construção foi partilhada no Diário Oficial do Estado (DOE) e citada pelo jornal espanhol ‘20minutos’. Conforme o documento, <strong>o financiamento será dividido entre o Governo Regional da Extremadura</strong> (com um orçamento estimado de 5,1 milhões de euros) e a Câm<strong>ara Municipal de Nisa</strong> (com cerca de 19,2 milhões de euros). </p><div class="texto-destacado">Feitas as contas, irá custar mais de 24 milhões de euros. </div><p>E quanto a dimensões? A ponte terá cerca de<strong> 160 metros</strong> e será composta por duas faixas de 3,5 metros cada. Além disso, incluirá bermas e passeios com “um toque distintivo que refletirá o caráter português da infraestrutura”, lê-se num comunicado partilhado pela Câmara de Nisa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="709272" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/entre-portugal-e-espanha-ha-um-destino-que-nao-passa-despercebido-a-imprensa-internacional.html" title="Entre Portugal e Espanha há um destino que não passa despercebido à imprensa internacional">Entre Portugal e Espanha há um destino que não passa despercebido à imprensa internacional</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/entre-portugal-e-espanha-ha-um-destino-que-nao-passa-despercebido-a-imprensa-internacional.html" title="Entre Portugal e Espanha há um destino que não passa despercebido à imprensa internacional"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/entre-portugal-e-espanha-ha-um-destino-que-nao-passa-despercebido-a-imprensa-internacional-1746547711866_320.jpg" alt="Entre Portugal e Espanha há um destino que não passa despercebido à imprensa internacional"></a></article></aside><p>A megaestrutura vai incluir também dois arcos gémeos de betão. Isto para evitar a colocação de pilares no leito do rio. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-nova-ponte-promete-mudar-tudo-entre-portugal-e-espanha-1777620516291.jpg" data-image="1kocbgpme424" alt="Rio Sever" title="Rio Sever"><figcaption>As obras do lado português vão arrancar em breve. Foto: Wikimedia // Caligatus</figcaption></figure><p>As obras vão incluir ainda a criação de um novo corredor de cerca de 700 metros na margem portuguesa do rio Sever, que ligará a Estrada Municipal 1139 à plataforma do futuro viaduto.</p><h2>Um pedido antigo que irá facilitar as deslocações</h2><p>Esta estrutura é já um <strong>pedido antigo dos residentes</strong>, que se deslocam com frequência entre estes dois países. Além de oferecer uma ligação mais rápida entre Montalvão e Cedillo, a ponta<strong> irá facilitar as deslocações diárias </strong>e o acesso a serviços.</p><div class="texto-destacado">Sim, porque, com a nova ponte, o trajeto será muito mais rápido e direto, facilitando o dia a dia de residentes, trabalhadores e empresas.</div><p>No fundo, a redução significativa do tempo de viagem, a maior circulação de pessoas e mercadorias, o estímulo ao comércio local e turismo e o reforço da ligação entre Lisboa e Madrid por via rodoviária, estão entre os<strong> principais benefícios</strong> desta obra.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="699303" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-ponte-internacional-mais-pequena-do-mundo-apenas-6-metros-entre-portugal-e-espanha.html" title="A ponte internacional mais pequena do mundo: apenas 6 metros entre Portugal e Espanha">A ponte internacional mais pequena do mundo: apenas 6 metros entre Portugal e Espanha</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-ponte-internacional-mais-pequena-do-mundo-apenas-6-metros-entre-portugal-e-espanha.html" title="A ponte internacional mais pequena do mundo: apenas 6 metros entre Portugal e Espanha"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-ponte-internacional-mais-pequena-do-mundo-apenas-6-metros-entre-portugal-e-espanha-1740770390227_320.jpg" alt="A ponte internacional mais pequena do mundo: apenas 6 metros entre Portugal e Espanha"></a></article></aside><p>Apesar de não se saber ainda quando é que a ponte internacional ficará completa, o jornal espanhol avança que <strong>as obras do lado português deverão começar “em breve”</strong>, após a adjudicação do contrato.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-nova-ponte-promete-mudar-tudo-entre-portugal-e-espanha.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Barragens em Portugal com 92% de armazenamento, mas níveis já começam a descer]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/barragens-em-portugal-com-92-de-armazenamento-mas-niveis-ja-comecam-a-descer.html</link><pubDate>Sun, 03 May 2026 06:17:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>As barragens em Portugal mantêm níveis elevados no final de abril, após um inverno muito chuvoso. Ainda assim, os dados mais recentes indicam uma inversão da tendência, com o início de uma descida gradual dos volumes armazenados.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/barragens-em-portugal-com-92-de-armazenamento-mas-niveis-ja-comecam-a-descer-1777719323861.jpeg" data-image="cj2xascj6ywf" alt="Barragens mantêm níveis elevados após inverno chuvoso" title="Barragens mantêm níveis elevados após inverno chuvoso"><figcaption>Barragem com níveis elevados de armazenamento após um inverno excecionalmente chuvoso. Apesar deste cenário, os dados do final de abril evidenciam já o início de uma descida dos volumes armazenados, marcando a transição para o período mais seco.</figcaption></figure><p>Após vários meses marcados pela subida dos níveis de armazenamento, impulsionada por um inverno excecionalmente chuvoso, o <strong>final de abril marca uma mudança de tendência</strong>: as barragens em Portugal começam a registar uma diminuição dos volumes armazenados.</p><p>De acordo com o boletim semanal de albufeiras, a 27 de abril o volume total armazenado atingia cerca de <strong>12 101 hm³</strong>, correspondente a <strong>92% da capacidade total</strong>, registando uma diminuição de 21 hm³ face à semana anterior, com <strong>descidas em 10 bacias hidrográficas</strong>. Esta variação semanal, embora pouco expressiva, representa um sinal consistente de inversão face ao padrão dominante dos meses anteriores.</p><h2>Fim da fase de enchimento dá lugar a uma descida gradual dos níveis</h2><p>Esta evolução assinala o fim da fase de reposição associada à precipitação invernal e a entrada num período em que passam a dominar as <strong>perdas naturais e o consumo</strong>. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Após vários meses de subida contínua, as barragens começam a dar sinais de inversão. A descida agora observada marca a transição para uma fase dominada pela menor precipitação e pelo aumento das perdas naturais. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Nas últimas semanas, a menor frequência de sistemas frontais atlânticos reduziu a ocorrência de precipitação significativa, enquanto a subida das temperaturas começa a intensificar os processos de <strong>evaporação e evapotranspiração,</strong> contribuindo para a diminuição gradual dos volumes armazenados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/barragens-em-portugal-com-92-de-armazenamento-mas-niveis-ja-comecam-a-descer-1777710649928.jpg" data-image="378pd9noee7d"><figcaption>Armazenamento por bacia hidrográfica a 27 de abril evidencia níveis elevados em todo o território, com a maioria das regiões acima da média para a época. Destacam-se, no entanto, diferenças regionais, com algumas bacias a apresentar valores inferiores ao habitual, num contexto de início de descida dos volumes armazenados. Fonte: APA/SNIRH.</figcaption></figure><p>Ainda assim, <strong>o nível global de armazenamento mantém-se elevado</strong>, refletindo a acumulação dos meses anteriores, com a maioria das albufeiras acima dos 80% da capacidade total e nenhuma abaixo dos 40%, o que coloca o país numa posição confortável à entrada do período seco.</p><h2>Diferenças regionais persistem apesar do elevado armazenamento</h2><p>Apesar deste cenário globalmente favorável, a <strong>distribuição da água não é homogénea</strong>. Algumas bacias hidrográficas, como o Ave e o Mondego, apresentam <strong>valores abaixo da média para esta altura do ano</strong>, refletindo uma recuperação menos expressiva.</p><p>Ao nível local, estas diferenças tornam-se mais evidentes, com albufeiras como Fronhas, com cerca de 47%, ou Torrão, em torno de 70%, a contrastar com outras próximas da capacidade máxima. Estas assimetrias <strong>tendem a ganhar importância nas próximas semanas</strong>, já que os sistemas com menor armazenamento inicial respondem mais rapidamente à ausência de precipitação prolongada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766728" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/maquinas-no-terreno-aceleram-limpeza-de-rios-para-evitar-novas-cheias-no-inverno.html" title="Máquinas no terreno aceleram limpeza de rios para evitar novas cheias no inverno">Máquinas no terreno aceleram limpeza de rios para evitar novas cheias no inverno</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/maquinas-no-terreno-aceleram-limpeza-de-rios-para-evitar-novas-cheias-no-inverno.html" title="Máquinas no terreno aceleram limpeza de rios para evitar novas cheias no inverno"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/maquinas-no-terreno-aceleram-limpeza-de-rios-para-evitar-novas-cheias-no-inverno-1777640586760_320.jpg" alt="Máquinas no terreno aceleram limpeza de rios para evitar novas cheias no inverno"></a></article></aside><p>Ao mesmo tempo, <strong>o aumento da procura de água, sobretudo no setor agrícola, começa a ter maior peso na evolução das reservas disponíveis</strong>. Ao longo do mês de maio, a evolução deverá refletir condições mais estáveis, com menor frequência de precipitação significativa, sendo expectável uma <strong>descida gradual dos níveis armazenados</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/barragens-em-portugal-com-92-de-armazenamento-mas-niveis-ja-comecam-a-descer-1777719389436.jpeg" data-image="a3ozplye88zt"><figcaption>A rega agrícola ganha maior expressão nesta fase da primavera, num contexto de menor precipitação e subida das temperaturas, fatores que contribuem para a diminuição gradual das reservas armazenadas.</figcaption></figure><p>Trata-se de um comportamento típico desta altura do ano, associado à redução do contributo da precipitação e ao aumento das perdas, reforçando <strong>a importância de uma gestão eficiente dos recursos hídricos</strong>, especialmente durante períodos de maior exigência e menor disponibilidade hídrica.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/barragens-em-portugal-com-92-de-armazenamento-mas-niveis-ja-comecam-a-descer.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cometa interestelar 3I/ATLAS está cheio de água: revelam que veio de um lugar mais frio que o Sistema Solar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cometa-interestelar-3i-atlas-esta-cheio-de-agua-revelam-que-ele-veio-de-um-lugar-mais-frio-que-o-sistema-solar.html</link><pubDate>Sun, 03 May 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Análises recentes do cometa interestelar 3I/ATLAS revelaram concentrações extraordinárias de líquidos pesados. Estas métricas sugerem uma origem gélida e muito distante, desafiando a nossa compreensão da formação planetária além do Sol.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/agua-de-otro-mundo-el-cometa-interestelar-3i-atlas-revela-un-origen-gelido-y-extrano-fuera-de-nuestro-sistema-solar-1777281520902.jpeg" data-image="q677i0fbjksy" alt="Cometa interestelar 3I/ATLAS" title="Cometa interestelar 3I/ATLAS"><figcaption>Cientistas descobriram níveis sem precedentes de água pesada no cometa 3I/ATLAS. Um enigma químico que revela como os planetas nascem no frio galáctico.</figcaption></figure><p>Examinar corpos celestes de fora da nossa vizinhança cósmica é fascinante para compreendermos a grandeza do universo. Este é o caso do <strong>cometa interestelar 3I/ATLAS</strong>. Este corpo errante passou perto do Sol, permitindo aos cientistas recolher dados sem precedentes sobre a sua composição química. Os astrónomos aproveitaram uma breve janela de oportunidade para examinar o seu <strong>interior congelado</strong>, mas ninguém esperava encontrar medições tão inconsistentes com os registos usuais.</p><p>Esta investigação revela<strong> abundâncias surpreendentes de componentes primordiais</strong>. As moléculas detetadas agem como cápsulas do tempo, guardando segredos sobre lugares remotos envoltos em frio extremo. Tal descoberta levanta uma série de questões profundas sobre como outros mundos nascem. Claramente,<strong> o ambiente de onde este objeto visitante emergiu difere significativamente do disco de poeira quente que moldou a Terr</strong><strong>a</strong>.</p><h2>Primeira análise do cometa com radiotelescópios</h2><p>Uma equipa científica da Universidade de Michigan realizou este levantamento detalhado apenas seis dias após a maior aproximação do corpo celeste ao Sol. Utilizaram as poderosas antenas do <strong><em>Atacama Large Millimeter/submillimeter Array</em> (ALMA)</strong>, superando obstáculos visuais que impedem a visualização de outros instrumentos. Este observatório chileno capta frequências milimétricas específicas, revelando traços químicos ocultos sob a intensa luz das estrelas e capturando a <strong>assinatura espectral única do corpo celeste</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr"><a href="https://twitter.com/hashtag/BreakingNews?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#BreakingNews</a> ️The interstellar comet 3I/ATLAS contains 40 times more semi-heavy water than Earth's oceans Demonstrating that its system of origin formed under extreme conditions.<br><br>First measurement of HDO in an interstellar object!<a href="https://t.co/jY6eyNbN3M">https://t.co/jY6eyNbN3M</a> <a href="https://t.co/rk0LmqbxjR">pic.twitter.com/rk0LmqbxjR</a></p>— ALMA Observatory (@almaobs) <a href="https://twitter.com/almaobs/status/2047308325352559059?ref_src=twsrc%5Etfw">April 23, 2026</a></blockquote></figure><p>Identificar as proporções moleculares exatas exige tecnologia de alta precisão. A substituição de um átomo de hidrogénio por deutério cria uma assinatura distinta, embora rara. De acordo com Salazar Manzano, investigador e astrónomo da Universidade de Michigan, "Estas observações mostram que <strong>as condições sob as quais o nosso sistema solar se formou são muito diferentes daquelas de outros sistemas planetários na galáxia</strong>". O forte contraste entre estas duas realidades celestes é evidente.</p><p>Observar diretamente a nossa estrela central representa um risco tecnológico considerável para as lentes tradicionais. Teresa Paneque-Carreño, especialista no uso do ALMA, também destacou o papel fundamental deste telescópio: "A maioria dos instrumentos não consegue apontar para o Sol, mas radiotelescópios como o ALMA conseguem. Fomos capazes de estudar o cometa logo após o seu periélio, o que nos permitiu medir estas moléculas de uma forma impossível com outros instrumentos".</p><h2>Contrastes na água deuterada do cometa 3I/ATLAS</h2><p>Frequentemente descritos como massas de gelo empoeiradas, <strong>estes corpos errantes carregam gelos inalterados desde a sua formação inicial</strong>. Nessa mistura, líquidos comuns coexistem com variantes semi-pesadas. Medições de rotina na nossa vizinhança revelam proporções minúsculas, com uma partícula modificada a aparecer a cada 10.000 partículas normais. Esta escassez torna qualquer tentativa de deteção remota utilizando espectroscopia astronómica básica extremamente difícil, exigindo recetores ultrassensíveis para obter leituras confiáveis.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/agua-de-otro-mundo-el-cometa-interestelar-3i-atlas-revela-un-origen-gelido-y-extrano-fuera-de-nuestro-sistema-solar-1777281584223.jpeg" data-image="wwzikdt3rjrd" alt="Cometa interestelar 3I/ATLAS" title="Cometa interestelar 3I/ATLAS"><figcaption>O cometa 3I/ATLAS contém 30 vezes mais água pesada do que objetos próximos, indicando uma origem em sistemas gelados. Esta descoberta, feita com o telescópio ALMA, confirma que o cometa nasceu em ambientes muito mais frios do que o nosso Sol.</figcaption></figure><p>Os<strong> resultados obtidos superaram todas as expectativas anteriores da equipa de investigação</strong>. As leituras confirmaram quantidades 30 vezes maiores que a média local e também 40 vezes superiores à concentração registada nos oceanos da Terra. Tal abundância aponta para um processo de formação muito diferente das teorias convencionais aplicadas localmente. É inegável que estamos a lidar com um <strong>material formado sob parâmetros termodinâmicos completamente estranhos ao nosso ambiente</strong> atualmente conhecido.</p><p>A relação entre estas minúsculas partículas subatómicas remonta aos primórdios do cosmos. Compreender esta distribuição específica ajuda a traçar a evolução da matéria após o Big Bang. Cada partícula pesada atua como uma testemunha silenciosa dos tempos antigos, fornecendo pistas vitais sobre a química primitiva.</p><h2>Uma origem distante e fria, marcada por frio extremo</h2><p>Aumentar a presença de partículas pesadas exige temperaturas extremamente baixas durante as fases de formação. Modelos teóricos sugerem que <strong>temperaturas abaixo de -243 °C</strong> são necessárias para alcançar esse enriquecimento molecular específico.</p><p>Estas<strong> temperaturas verdadeiramente congelantes garantem a fixação do deutério nos minúsculos cristais nascentes</strong>. Tudo indica que este misterioso objeto errante tomou forma em regiões escuras, longe do calor das estrelas.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/sd8364I7vzw/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=sd8364I7vzw" id="sd8364I7vzw"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A<strong><strong> </strong></strong>manutenção dessa composição intacta ao longo de uma longa jornada cósmica demonstra a notável estabilidade do enigmático cometa interestelar 3I/ATLAS. <strong>Ejetado do seu local de nascimento original por estranhas forças gravitacionais, ele vagueou pelo denso vazio interestelar, preservando a sua delicada estrutura interna</strong>. Salazar Manzano resume isto da seguinte forma: “Sabemos que o sistema onde 3I/ATLAS nasceu devia ser extremamente frio e muito diferente do nosso”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="733532" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/rochas-gelo-e-estrelas-cadentes-desvendamos-a-diferenca-entre-asteroides-cometas-e-meteoros.html" title="Rochas, gelo e estrelas cadentes: desvendamos a diferença entre asteroides, cometas e meteoros">Rochas, gelo e estrelas cadentes: desvendamos a diferença entre asteroides, cometas e meteoros</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/rochas-gelo-e-estrelas-cadentes-desvendamos-a-diferenca-entre-asteroides-cometas-e-meteoros.html" title="Rochas, gelo e estrelas cadentes: desvendamos a diferença entre asteroides, cometas e meteoros"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/piedras-hielo-y-estrellas-fugaces-desvelamos-la-diferencia-entre-asteroides-cometas-y-meteoros-1760036484846_320.jpeg" alt="Rochas, gelo e estrelas cadentes: desvendamos a diferença entre asteroides, cometas e meteoros"></a></article></aside><p>Recuperar estes vestígios antigos é fundamental para a exploração astronómica moderna. Paneque-Carreño acrescenta: "Cada cometa interestelar carrega consigo uma parte da sua história, como fósseis. Ainda não sabemos exatamente de onde vêm, mas instrumentos como o ALMA permitem-nos começar a reconstruir esta origem e compará-la com a do nosso sistema solar". <strong>Lentamente, a humanidade está a decifrar os profundos mistérios do imenso cosmos</strong>.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Luis E. Salazar Manzano et al., <a href="https://www.nature.com/articles/s41550-026-02850-5" target="_blank">Water D/H in 3I/ATLAS as a probe of formation conditions in another planetary system, Nature Astronomy</a> (2026) Nature Astronomy.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cometa-interestelar-3i-atlas-esta-cheio-de-agua-revelam-que-ele-veio-de-um-lugar-mais-frio-que-o-sistema-solar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Este é o plano da NASA para instalar uma estrutura multimilionária, num passo decisivo rumo à colonização lunar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/este-e-o-plano-da-nasa-para-instalar-uma-estrutura-multimilionaria-num-passo-decisivo-rumo-a-colonizacao-lunar.html</link><pubDate>Sat, 02 May 2026 15:37:06 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Descubra como a NASA planeia fornecer energia ao Polo Sul lunar através de reatores nucleares, painéis solares verticais e redes elétricas inteligentes, lançando as bases tecnológicas para a futura colonização do Planeta Vermelho.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-es-el-plan-de-la-nasa-para-instalar-una-estructura-millonaria-en-un-paso-decisivo-hacia-la-colonizacion-lunar-1777147384223.png" data-image="3flh52fsamtv"><figcaption>Representação artística de um sistema de energia de fissão na superfície lunar. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p> Um aspeto extremamente importante para a nova corrida espacial, especialmente para a missão Artemis, é <strong>a eletricidade</strong> — energia, luz, "corrente", como alguns diriam. Pois, ao planear missões de longa duração, este será um componente vital, sobretudo no local a que pretendem chegar: <strong>o Polo Sul lunar</strong>. </p><div class="texto-destacado"> Esta região apresenta desafios ambientais extremos, escuridão quase contínua, temperaturas gélidas e um terreno acidentado onde a luz solar incide num ângulo muito baixo, tornando extremamente difícil a dependência exclusiva de painéis solares convencionais.</div><p>As primeiras missões serão completamente autossuficientes na sua geração de energia, mas para missões mais longas e complexas, a NASA irá implementar uma estratégia de<strong> energia externa que permitirá aos módulos de aterragem reduzir o seu peso</strong>, libertando espaço crítico para transportar instrumentos científicos.</p><p>Esta estratégia requer o desenvolvimento de infraestruturas flexíveis capazes de suportar operações em várias regiões lunares. A Agência tem um objetivo claro: <strong>preparar o terreno para futuras missões tripuladas ambiciosas a Marte</strong>, em conjunto com o Departamento de Energia dos EUA.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-es-el-plan-de-la-nasa-para-instalar-una-estructura-millonaria-en-un-paso-decisivo-hacia-la-colonizacion-lunar-1777147729871.jpg" data-image="b6puhwow5ia9"><figcaption>O Secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, e o Administrador da NASA, Jared Isaacman. Foto: NASA/John Kraus.</figcaption></figure><p>A verdade é que <strong>o sucesso da Artemis depende</strong> desta evolução da independência para a interligação, e é aqui que a Lua se tornará o primeiro mundo além da Terra com uma rede elétrica funcional, permitindo à humanidade dar o próximo grande salto para o espaço.</p><h2>Energia de fissão e painéis solares</h2><p>A NASA está a desenvolver o Projeto de Energia de Fissão de Superfície, um modelo híbrido que combina <strong>reatores nucleares com tecnologia solar avançada</strong>, no âmbito do qual planeia implantar reatores autónomos até 2030, com sistemas que fornecerão energia contínua e fiável, operando sem intervenção humana. </p><p>Para atingir este objetivo, os projetos incluem reatores leves com menos de seis toneladas, com unidades que devem gerar pelo menos 40 quilowatts — <strong>o equivalente ao consumo de energia de 30 casas ao longo de uma década</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764438" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/quando-a-terra-ilumina-a-lua-o-fenomeno-da-luz-cinzenta-e-como-observa-lo.html" title="Quando a Terra ilumina a Lua: o fenómeno da luz cinzenta e como observá-lo">Quando a Terra ilumina a Lua: o fenómeno da luz cinzenta e como observá-lo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/quando-a-terra-ilumina-a-lua-o-fenomeno-da-luz-cinzenta-e-como-observa-lo.html" title="Quando a Terra ilumina a Lua: o fenómeno da luz cinzenta e como observá-lo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cuando-la-tierra-ilumina-la-luna-el-fenomeno-de-la-luz-cenicienta-y-como-observarlo-1775553188481_320.jpeg" alt="Quando a Terra ilumina a Lua: o fenómeno da luz cinzenta e como observá-lo"></a></article></aside><p>Para missões de menor dimensão, estão a ser estudados <strong>sistemas radioisotópicos capazes de funcionar em áreas permanentemente na sombra</strong>, garantindo que a exploração não seja interrompida durante as longas noites lunares, com a vantagem de uma independência total em relação aos ciclos de luz e escuridão.</p><p>Além disso, estão a ser considerados <strong>painéis solares verticais para captar luz no terreno complexo do Polo Sul</strong>, e estes serão fabricados utilizando material lunar. Esta técnica de utilização de recursos in situ reduzirá a dependência de suprimentos provenientes da Terra, um passo crítico para alcançar uma presença humana verdadeiramente sustentável.</p><h3>A Rede Lunar</h3><p>A distribuição evoluirá de microrredes locais para uma rede complexa de serviços públicos. Para longas distâncias, a transmissão de corrente alternada de alta tensão reduzirá o peso dos cabos, permitindo <strong>maior eficiência energética na transferência de eletricidade entre habitats e centros de mineração</strong>.</p><p>O desenvolvimento do <strong>Conversor de Interface Modular Universal</strong> será a peça central desta conectividade. Este dispositivo padronizará o acesso à energia para todos os utilizadores da rede, permitindo que diferentes naves espaciais e equipamentos se liguem à infraestrutura sem adaptadores complexos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-es-el-plan-de-la-nasa-para-instalar-una-estructura-millonaria-en-un-paso-decisivo-hacia-la-colonizacion-lunar-1777147506275.png" data-image="e6hkvwteuzg9"><figcaption>Representação artística de um sistema de energia de fissão na superfície lunar. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>Também estão a ser estudadas tecnologias de transmissão sem fios, utilizando lasers para superar as barreiras do terreno acidentado da Lua. A "transmissão de energia" é<strong> ideal para fornecer energia a crateras profundas onde é impossível instalar cabos</strong>, ajudando a explorar as áreas mais remotas do polo.</p><p>Um aspeto importante é que <strong>a infraestrutura física deve resistir ao pó lunar abrasivo e às flutuações térmicas extremas do ambiente</strong>. Para tal, estão a ser concebidos cabos e conectores com materiais avançados para evitar falhas catastróficas durante o funcionamento.</p><h3>Armazenamento de energia e o caminho para Marte</h3><p>Tal como acontece com os nossos telemóveis, <strong>o armazenamento de energia é absolutamente necessário, mas as baterias são frequentemente demasiado caras ou pesadas</strong> — especialmente as atuais baterias de lítio. Basta olhar para os carros da Tesla, onde a maior parte do peso (e do custo) provém delas. Para sobreviver, serão necessárias células recarregáveis leves.</p><p>Como mencionado anteriormente, as baterias tradicionais de iões de lítio são demasiado pesadas, razão pela qual a NASA está a investir em <strong>processos químicos inovadores que maximizam a densidade energética por quilograma</strong>. Estas soluções permitirão que os rovers operem durante períodos muito mais longos e seguros.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765459" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-forca-invisivel-que-move-o-mar-como-a-lua-e-o-sol-criam-mares-extremas.html" title="A força invisível que move o mar: como a Lua e o Sol criam marés extremas">A força invisível que move o mar: como a Lua e o Sol criam marés extremas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-forca-invisivel-que-move-o-mar-como-a-lua-e-o-sol-criam-mares-extremas.html" title="A força invisível que move o mar: como a Lua e o Sol criam marés extremas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-fuerza-invisible-que-mueve-el-mar-como-la-luna-y-el-sol-crean-mareas-extremas-1776747223504_320.png" alt="A força invisível que move o mar: como a Lua e o Sol criam marés extremas"></a></article></aside><p><strong>Todo este desenvolvimento é extrapolável para Marte</strong>, permitindo que estas tecnologias sejam testadas primeiro na Lua; e, com a experiência operacional adquirida com este tipo de rede modular, os riscos no Planeta Vermelho serão drasticamente reduzidos.</p><p>Reduzir os riscos operacionais aqui é o passo prévio necessário antes de finalmente colonizar o tão desejado Planeta Vermelho. <strong>Ao dominar a energia num ambiente de baixa gravidade, garantimos o sucesso da nossa espécie</strong> — e é assim que o caminho para Marte passará pela criação (e domínio) de uma rede elétrica lunar eficiente.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/este-e-o-plano-da-nasa-para-instalar-uma-estrutura-multimilionaria-num-passo-decisivo-rumo-a-colonizacao-lunar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Porque é que a água molha? A ciência explica como as moléculas interagem ao entrar em contacto com uma superfície]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/porque-e-que-a-agua-molha-a-ciencia-explica-como-as-moleculas-interagem-ao-entrar-em-contacto-com-uma-superficie.html</link><pubDate>Sat, 02 May 2026 15:27:04 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Descubra como a química molecular e a temperatura interagem para criar a sensação de humidade que sentimos diariamente ao entrar em contacto com a água.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-el-agua-moja-explicacion-cientifica-1777587572296.png" data-image="449xjg5zlwqs"><figcaption>A ciência revela que a água nos molha devido à adesão dos seus ímanes moleculares e ao processo térmico de evaporação. Esta interação elétrica entre o líquido e as superfícies explica porque é que as roupas se colam umas às outras e sentimos frio.</figcaption></figure><p>Caminhar sob um céu cinzento e ser surpreendido por uma chuva repentina é uma experiência comum que todos já vivemos alguma vez na vida. Nesse instante, a roupa começa inevitavelmente a absorver a água, transformando a leveza das peças num fardo pesado colado ao corpo. <strong>Esta transformação obedece a leis físicas que ditam o comportamento da matéria líquida</strong>.</p><p>Não é preciso ser um especialista dedicado a estudar os segredos do clima e da dinâmica atmosférica para saber que a água é protagonista da física terrestre. Não importa se falamos de uma grande tempestade ou da humidade contida no ar de uma floresta, o comportamento hídrico é constante. <strong>A chave reside na interação das partículas minúsculas com os objetos que as rodeiam no dia a dia</strong>.</p><h2>O segredo da adesão e da polaridade molecular: porque é que a água molha?</h2><p>O conceito de molhado manifesta-se <strong>quando o fluido se espalha por uma superfície em vez de se manter como uma esfera fechada</strong>. Notará que o tecido escurece e adere à pele devido a uma propriedade química chamada adesão forte. As moléculas de água sentem uma ligação poderosa por outros corpos, procurando estabelecer um contacto físico com os materiais circundantes que é difícil de quebrar sem aplicar calor.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">¿Por qué el agua moja? <a href="https://twitter.com/hashtag/MiSe%C3%B1al?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#MiSeñal</a> tiene la respuesta. <a href="https://twitter.com/hashtag/LaCienciaCuenta?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#LaCienciaCuenta</a> <a href="https://t.co/OCLer8WCbp">pic.twitter.com/OCLer8WCbp</a></p>— Señal Colombia (@SenalColombia) <a href="https://twitter.com/SenalColombia/status/794245264676556800?ref_src=twsrc%5Etfw">November 3, 2016</a></blockquote></figure><p>Cada uma das partículas que compõem uma gota funciona de forma semelhante a um íman microscópico com extremidades carregadas de eletricidade. Possuem uma zona com carga negativa e outra com carga positiva, <strong>o que as torna elementos muito reativos face ao seu ambiente imediato</strong>. Materiais comuns como o vidro ou as fibras de uma camisa apresentam esta natureza elétrica polarizada. Ao entrarem em contacto, as cargas opostas atraem-se intensamente.</p><p>Esta forte atração mútua é responsável pelo facto de o fluido se deslocar pelos poros da matéria com uma facilidade surpreendente e se espalhar. Ao contrário do mercúrio, cujas partículas preferem permanecer unidas entre si formando bolas isoladas, o H2O procura a companhia externa. <strong>A sensação de estar encharcado depende do tempo que o líquido consegue manter-se ligado à superfície cutânea</strong>. Se não se agarrassem assim, a chuva escorregaria.</p><h2>Arrefecimento por evaporação e a razão física da sensação de frio</h2><p>Após o contacto com o líquido, <strong>sentimos uma descida brusca da nossa temperatura corporal</strong>, especialmente na zona afetada. Este fenómeno de arrefecimento requer uma transferência de energia específica para que as moléculas mudem de estado físico. Para que as partículas abandonem o estado líquido e se transformem em gás, precisam de se separar das suas vizinhas através deste processo energético natural.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-el-agua-moja-explicacion-cientifica-1777449763147.jpg" data-image="ocqqk9f1c8p9" alt="A medida que aumenta la temperatura, la adhesión entre moléculas disminuye" title="A medida que aumenta la temperatura, la adhesión entre moléculas disminuye"><figcaption>À medida que a temperatura aumenta, a adesão entre as moléculas diminui. Imagem: OpenStax, CC BY-SA</figcaption></figure><p>O calor necessário para esta transformação é extraído diretamente do ambiente mais próximo, que, no caso da roupa húmida, é a nossa própria pele. <strong>É esta perda de energia térmica que gera o arrepio característico que sentimos</strong>, mesmo em dias em que o sol brilha. O nosso sistema nervoso associa tanto esta relação térmica que, por vezes, confundimos a baixa temperatura com a presença de líquido real. Tocar em algo gelado pode dar-nos essa impressão.</p><p>Esta capacidade de absorver calor é uma ferramenta muito útil que a física utiliza para equilibrar condições na vida quotidiana. Observamo-lo claramente ao aplicar álcool sobre uma ferida, sentindo um frescor instantâneo porque esse produto evapora-se com grande rapidez. Da mesma forma, <strong>o mecanismo da transpiração depende desta troca de energia para arrefecer o nosso organismo</strong> e evitar sobreaquecimentos prejudiciais à saúde.</p><h2>Humidade atmosférica e o paradoxo do vapor de água no fogo</h2><p>Existe um tipo de humidade que não conseguimos ver a olho nu, mas que influencia a forma como percebemos o ambiente. <strong>O ar funciona como um recipiente limitado que só pode conter uma quantidade máxima de vapor de água em suspensão</strong>. Quando este limite é atingido, o processo de evaporação dos líquidos pára, fazendo com que nos sintamos desconfortáveis e pegajosos, mesmo sem estar a chover diretamente sobre nós.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/0mY2TIauUwc/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=0mY2TIauUwc" id="0mY2TIauUwc"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A capacidade de armazenamento da atmosfera varia consoante a temperatura indicada pelo termómetro em cada momento. Enquanto as massas de ar quentes conseguem reter grandes volumes de vapor sem chegar à saturação, <strong>as zonas frias atingem esse estado com facilidade.</strong> Por este motivo, os recantos escuros de uma casa apresentam frequentemente um ambiente com um nível de humidade muito mais elevado. Ao não receber calor, o líquido não consegue transformar-se em gás.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="756367" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/lagos-de-agua-negra-na-bacia-do-congo-libertam-carbono-ancestral-para-a-atmosfera.html" title="Lagos de água negra na bacia do Congo libertam carbono ancestral para a atmosfera">Lagos de água negra na bacia do Congo libertam carbono ancestral para a atmosfera</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/lagos-de-agua-negra-na-bacia-do-congo-libertam-carbono-ancestral-para-a-atmosfera.html" title="Lagos de água negra na bacia do Congo libertam carbono ancestral para a atmosfera"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/lagos-de-agua-negra-na-bacia-do-congo-libertam-carbono-ancestral-para-a-atmosfera-1772235697444_320.jpg" alt="Lagos de água negra na bacia do Congo libertam carbono ancestral para a atmosfera"></a></article></aside><p>É fascinante que, em situações de calor extremo, como as que se verificam em torno de um grande incêndio florestal, sejam libertadas imensas nuvens de vapor. Embora associemos as chamas à secura absoluta, <strong>a combustão gera uma grande quantidade de vapor de água que se eleva em direção ao ar quente</strong>. Como o ambiente está a uma temperatura elevada, este vapor não forma gotas visíveis, permitindo que a roupa seque rapidamente.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/porque-e-que-a-agua-molha-a-ciencia-explica-como-as-moleculas-interagem-ao-entrar-em-contacto-com-uma-superficie.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Madeira com chuva persistente e acumulados elevados até dia 7, enquanto os Açores mantêm estabilidade relativa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/madeira-com-chuva-persistente-e-acumulados-elevados-ate-dia-7-enquanto-os-acores-mantem-estabilidade-relativa.html</link><pubDate>Sat, 02 May 2026 13:25:04 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Enquanto os Açores beneficiam de um período relativamente estável até meados da semana, a Madeira prepara-se para vários dias marcados por precipitação frequente e acumulados elevados, num padrão atmosférico tipicamente atlântico.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa7uzdc"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa7uzdc.jpg" id="xa7uzdc"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O arquipélago dos Açores inicia este período sob a influência de um<strong> anticiclone robusto, responsável por um tempo relativamente estável entre sábado (2) e quarta-feira (6)</strong>. Esperam-se períodos de céu muito nublado, alternando com abertas, sem precipitação significativa na maioria das ilhas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/madeira-com-chuva-persistente-e-acumulados-elevados-ate-dia-7-enquanto-os-acores-mantem-estabilidade-relativa-1777726064283.png" data-image="dfju80wolq5y" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>Circulação atmosférica no Atlântico Norte evidencia um anticiclone robusto a oeste dos Açores, responsável pela estabilidade no arquipélago, enquanto sistemas depressionários e cavados influenciam a Madeira</figcaption></figure><p>As temperaturas mantêm-se dentro do padrão climatológico, com <strong>anomalia próxima de 0°C</strong>, ou seja, valores normais para a época do ano, sem desvios relevantes acima ou abaixo da média.</p><p>O vento será um elemento constante, com intensidade moderada. Durante o fim de semana, as ilhas das Flores e Corvo estarão mais expostas, com rajadas que poderão ultrapassar pontualmente os <strong>55 km/h</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/madeira-com-chuva-persistente-e-acumulados-elevados-ate-dia-7-enquanto-os-acores-mantem-estabilidade-relativa-1777726088881.png" data-image="1y7v7e5eb30h" alt="Rajada de vento" title="Rajada de vento"><figcaption>Rajadas de vento moderadas nos Açores durante a madrugada de domingo, com maior exposição nas ilhas do grupo ocidental e central, onde se registam os valores mais elevados.</figcaption></figure><p>Na terça-feira, o vento tende a reforçar-se no grupo central e nas ilhas do setor sudeste.</p><h2>Mudança nos Açores a partir de quinta-feira dia 7</h2><p>A partir de quinta-feira (7), o cenário começa a alterar-se com a aproximação de um centro de baixas pressões. Esta evolução deverá trazer o regresso da precipitação ao arquipélago, ainda que sem sinais, para já, de eventos extremos.</p><h2>Na Madeira, influência atlântica traz vários dias de chuva</h2><p>Ao contrário dos Açores, <strong>a Madeira encontra-se sob uma configuração atmosférica mais dinâmica</strong>, com influência de cavados e circulação atlântica ativa. Apesar da presença de um anticiclone próximo, este não é suficientemente forte para bloquear a entrada de sistemas instáveis.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766820" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-em-braga-nas-proximas-36-horas-em-que-intervalo-horario-sera-mais-provavel-hoje-e-no-dia-da-mae.html" title="Chuva em Braga nas próximas 36 horas: em que intervalo horário será mais provável hoje e no Dia da Mãe?">Chuva em Braga nas próximas 36 horas: em que intervalo horário será mais provável hoje e no Dia da Mãe?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-em-braga-nas-proximas-36-horas-em-que-intervalo-horario-sera-mais-provavel-hoje-e-no-dia-da-mae.html" title="Chuva em Braga nas próximas 36 horas: em que intervalo horário será mais provável hoje e no Dia da Mãe?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-em-braga-nas-proximas-36-horas-em-que-intervalo-horario-sera-mais-provavel-hoje-e-no-dia-da-mae-1777727243748_320.jpg" alt="Chuva em Braga nas próximas 36 horas: em que intervalo horário será mais provável hoje e no Dia da Mãe?"></a></article></aside><p>Durante o fim de semana (2 e 3 de maio), a precipitação será ainda irregular e, na maioria do tempo, fraca. No entanto, há maior probabilidade de chuva durante a noite de domingo, sobretudo nas vertentes <strong>norte, noroeste e oeste</strong> da ilha.</p><h2>Terça-feira será o dia mais chuvoso</h2><p>A situação agrava-se a partir de segunda-feira, com destaque para terça-feira (5), que será o dia mais instável. <strong>Espera-se precipitação persistente durante várias horas, </strong>com períodos de intensidade moderada em grande parte da ilha.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/madeira-com-chuva-persistente-e-acumulados-elevados-ate-dia-7-enquanto-os-acores-mantem-estabilidade-relativa-1777726350421.png" data-image="733u1z5fube4" alt="Chuva" title="Chuva"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-767470">O mapa da Meteored demonstra instabilidade prevista para o arquipélago no dia 5 de maio, pelas 09:00. Santana e Machico deverão ser as zonas mais afetadas, com acumulados de 6,5 mm e 5,4 mm, respetivamente, enquanto o Funchal apresenta valores mais moderados de 3,1 mm.</figcaption></figure><p>Até ao final de quinta-feira (7), os acumulados de precipitação poderão ser significativos, sobretudo nas zonas montanhosas e expostas aos fluxos húmidos. As regiões entre <strong>São Vicente e Santana</strong> surgem como as mais afetadas, com valores que poderão <strong>ultrapassar os 80 mm</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/madeira-com-chuva-persistente-e-acumulados-elevados-ate-dia-7-enquanto-os-acores-mantem-estabilidade-relativa-1777726385852.png" data-image="9jduz7rckntd" alt="Precipitação acumulada" title="Precipitação acumulada"><figcaption>Precipitação acumulada até quinta-feira poderá ultrapassar os 80 mm em áreas montanhosas da Madeira, com destaque para as vertentes norte entre São Vicente e Santana.</figcaption></figure><p>As temperaturas na Madeira manter-se-ão estáveis ao longo de todo o período. Nas zonas costeiras, as máximas deverão variar entre <strong>18 °C e 20 °C</strong>, enquanto no interior e zonas de maior altitude os valores serão naturalmente mais baixos, entre<strong> 13 e 15 °C</strong> . Não se preveem oscilações térmicas relevantes.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/madeira-com-chuva-persistente-e-acumulados-elevados-ate-dia-7-enquanto-os-acores-mantem-estabilidade-relativa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuva em Braga nas próximas 36 horas: em que intervalo horário será mais provável hoje e no Dia da Mãe?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-em-braga-nas-proximas-36-horas-em-que-intervalo-horario-sera-mais-provavel-hoje-e-no-dia-da-mae.html</link><pubDate>Sat, 02 May 2026 13:11:23 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O primeiro fim de semana de maio em Portugal continental será marcado por aguaceiros irregulares em intensidade e distribuição, por vezes acompanhados de trovoada. Uma das cidades mais expostas será Braga. Saiba o que esperar.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa7uy7u"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa7uy7u.jpg" id="xa7uy7u"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Após um período matinal marcado pelo regresso da precipitação convectiva a Portugal continental, a instabilidade proporcionou tréguas momentâneas. Não obstante, as nuvens vão aproveitando este período para crescer, prevendo-se, <strong>para as restantes horas deste sábado, 2 de maio, uma segunda ‘investida’ da precipitação</strong>, especialmente durante a tarde.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>As frentes e linhas de instabilidade, relativamente desorganizadas mas ativas, vão sendo geradas por uma <strong>depressão reabsorvida na circulação do jato polar e inserida numa região mais alongada de baixas pressões</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>Evolução da precipitação e nebulosidade em Portugal continental, Açores e Madeira para as próximas horas e dias, de acordo com o modelo Europeu, referência da Meteored.</div><p>Uma porção significativa do território de Portugal continental estará à mercê, <strong>tanto hoje (2), como amanhã (3), dos aguaceiros, que poderão ocasionalmente assumir a forma de granizo e ser acompanhados de trovoada</strong> (descargas elétricas mais prováveis no interior Norte nos dias 2 e 3 de maio em distritos como os de Vila Real e Bragança).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-em-braga-nas-proximas-36-horas-em-que-intervalo-horario-sera-mais-provavel-hoje-e-no-dia-da-mae-1777725848332.png" data-image="k0ukngcrvkzs"><figcaption>Esta é a previsão da distribuição da chuva acumulada em Portugal continental até às 23:00 de domingo, 3 de maio. A área de baixas pressões, já integrada na circulação do jato polar, favorecerá a presença de ar frio em altitude. Este fator, combinado com o aquecimento diurno à superfície, contribuirá para o aumento da instabilidade atmosférica e para a formação de células convectivas (aguaceiros, por vezes de granizo e potencialmente acompanhados de trovoada). </figcaption></figure><p>No entanto, nesta previsão será analisada ao detalhe uma das cidades portuguesas mais populosas e que estará mais exposta à precipitação deste fim de semana, tanto em termos de duração como em termos de probabilidade: <strong>Braga</strong>.</p><p>É preciso ter em conta que, no conjunto da unidade territorial do Continente, <strong>a precipitação assumirá um carácter intermitente, o que resultará numa intensidade variável e numa distribuição bastante irregular </strong>dos aguaceiros pela nossa geografia, como já é habitual na estação primaveril.</p><h2>Quando será mais provável a chuva em Braga nas restantes horas deste sábado e no Dia da Mãe?</h2><p>Para este sábado, 2 de maio, prevê-se que volte a chover a seguir à hora do almoço na <strong>cidade de Braga</strong>. A probabilidade de precipitação será baixa a moderada até às 15:00. Porém, <strong>a partir das 15:00 e até às 23:00, é muito provável que necessite de recorrer ao guarda-chuva</strong> se, por algum motivo, tiver de realizar atividades no exterior da sua habitação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-em-braga-nas-proximas-36-horas-em-que-intervalo-horario-sera-mais-provavel-hoje-e-no-dia-da-mae-1777726185777.png" data-image="86l00d8qcct2"><figcaption>Probabilidade elevada de chuva às 17:00 deste sábado, 2 de maio, em Braga.</figcaption></figure><p>Os mapas denunciam uma probabilidade elevada (superior a 60%) de ocorrência de precipitação neste período da tarde e da noite, <strong>destacando-se de forma expressiva o período entre as 16:00 e as 19:00 (70 a 80%)</strong>.</p><div class="texto-destacado">Com a previsão a indicar 70 a 80% de probabilidade de chuva entre as 16:00 e as 19:00 em Braga, isto significa que existe uma <strong>probabilidade de pelo menos 70% de que qualquer ponto fixo da <em>Cidade dos Arcebispos</em> receba pelo menos 0,01 mm de precipitação neste intervalo de tempo</strong>.</div><p>Quanto a <strong>amanhã, domingo, 3 de maio e Dia da Mãe</strong>, os mapas de referência da Meteored antecipam uma nova fase de instabilidade, sob a forma de precipitação fraca e dispersa, nas Regiões Norte e Centro.</p><p>A observação dos mapas traduz uma evolução da instabilidade de oeste para leste, com <strong>os aguaceiros a serem mais prováveis e frequentes até ao final da manhã no litoral e até ao final da tarde no interior</strong>. No interior Norte não se exclui a ocorrência de trovoada durante a tarde. A sul do rio Tejo espera-se que a precipitação seja residual e pouco provável.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-em-braga-nas-proximas-36-horas-em-que-intervalo-horario-sera-mais-provavel-hoje-e-no-dia-da-mae-1777726220915.png" data-image="1sogorylcct2"><figcaption>Probabilidade elevada de chuva às 07:00 da manhã de domingo, 3 de maio, em Braga.</figcaption></figure><p>No que diz respeito à cidade de Braga, prevê-se que <strong>ocorra precipitação em qualquer período entre a meia-noite e as 15:00 de amanhã, 3 de maio</strong>, com a probabilidade a variar neste intervalo de tempo entre 30% (baixa) e pouco mais de 70% (elevada).</p><p>Todavia, <strong>a partir do meio da tarde de domingo (3), pode esperar uma melhoria substancial das condições meteorológicas em Braga</strong> - os mapas revelam que a probabilidade de ocorrência de precipitação diminuirá significativamente das 16:00 em diante (probabilidade inferior a 20%).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766700" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/descida-de-ate-3-graus-este-fim-de-semana-as-cidades-que-se-manterao-abaixo-dos-20-c.html" title="Descida de até 3 graus este fim de semana: as cidades que se manterão abaixo dos 20 ºC">Descida de até 3 graus este fim de semana: as cidades que se manterão abaixo dos 20 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/descida-de-ate-3-graus-este-fim-de-semana-as-cidades-que-se-manterao-abaixo-dos-20-c.html" title="Descida de até 3 graus este fim de semana: as cidades que se manterão abaixo dos 20 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/descida-de-ate-3-graus-este-fim-de-semana-as-cidades-que-se-manterao-abaixo-dos-20-c-1777645381271_320.png" alt="Descida de até 3 graus este fim de semana: as cidades que se manterão abaixo dos 20 ºC"></a></article></aside><p>Ainda de acordo com os mapas da Meteored, o período em que<strong> a probabilidade de chuva será mais elevada em Braga</strong> (entre 60 e 80%), decorrerá entre as 03:00 da madrugada e as 09:00 da manhã, com <strong>particular destaque para o intervalo horário entre as 06:00 e as 08:00</strong>, período durante o qual se prevê uma probabilidade de ocorrência de precipitação muito próxima dos <strong>75%</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-em-braga-nas-proximas-36-horas-em-que-intervalo-horario-sera-mais-provavel-hoje-e-no-dia-da-mae.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Super El Niño pode estar mais próximo do que se pensava]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-pode-estar-mais-proximo-do-que-se-pensava.html</link><pubDate>Sat, 02 May 2026 08:43:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A evolução do aquecimento do Pacífico equatorial indica que o El Niño está cada vez mais próximo. A comparação com eventos passados reforça a possibilidade de um episódio intenso.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-pode-estar-mais-proximo-do-que-se-pensava-1777573196190.jpg" data-image="xg3qdchhbk6x" alt="Super El Niño" title="Super El Niño"><figcaption>A rápida evolução do aquecimento no Pacífico equatorial reacende o alerta para um possível El Niño intenso nos próximos meses.</figcaption></figure><p>Nos últimos meses, a <strong>previsão de El Niño</strong> voltou ao centro das discussões entre especialistas e nos media, principalmente diante da possibilidade de um evento muito intenso, chamado por alguns de<strong> “Super El Niño”</strong> ou até <strong>“El Niño Godzilla”</strong>.</p><p>Se antes era precipitado afirmar este cenário, a evolução da temperatura do Oceano Pacífico equatorial indica que o <strong>fenómeno está cada vez mais próximo</strong> de se consolidar, e pode alcançar<strong> intensidade comparável a episódios históricos</strong>.<strong> </strong>A seguir, entenda como o mês de abril poderia marcar o início do El Niño e como as condições do Pacífico têm vindo a evoluir para um evento intenso.</p><h2>Evolução das condições e diferenças metodológicas: El Niño em abril?</h2><p><strong>Desde fevereiro de 2026</strong>, a NOAA passou a adotar uma<strong> nova forma de monitorizar</strong> o <strong>ENSO</strong> (El Niño-Oscilação Sul, composto por El Niño, La Niña e neutralidade). A principal mudança é que os <strong>cálculos</strong> agora <strong>consideram</strong> o <strong>aquecimento global</strong>, ajustando as anomalias da temperatura da superfície do mar (TSM) em relação ao aquecimento médio dos oceanos tropicais, e não apenas à climatologia histórica.</p><div class="texto-destacado">Na prática, esta abordagem tende a reduzir anomalias quentes e intensificar as frias, tornando eventos de El Niño menos intensos e episódios de La Niña mais evidentes.</div><p>Apesar disto, os<strong> sinais de aquecimento </strong>no Pacífico são <strong>claros</strong>. Segundo o boletim mais recente da NOAA, os setores leste e oeste do Pacífico equatorial já apresentam anomalias de pelo menos +0,5 °C. A <strong>região central </strong>(Niño 3.4) usada para monitorizar o fenómeno ainda está em <strong>neutralidade</strong> (+0,2 °C),<strong> mas aquece </strong>de forma consistente <strong>desde meados de março</strong>, quando deixou o padrão de La Niña.</p><p>Quando analisamos os dados pela<strong> metodologia tradicional </strong>(anomalias absolutas), o <strong>aquecimento</strong> é ainda <strong>mais expressivo</strong> e, neste cenário, <strong>abril poderia tornar-se </strong>o <strong>primeiro mês</strong> com características de<strong> El Niño </strong>no ciclo 2026/2027. O <strong>gráfico </strong>abaixo mostra a evolução recente das <strong>anomalias de TSM</strong> na região Niño 3.4. Em <strong>vermelho</strong> está a anomalia absoluta (<strong>método antigo</strong>) e, em <strong>amarelo</strong>, a anomalia relativa (<strong>método novo</strong>).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-pode-estar-mais-proximo-do-que-se-pensava-1777557251029.png" data-image="kryqzf1aseqa" alt="Evolução recente (abril/2026) das anomalias de TSM na região do Niño 3.4 considerando as anomalias absolutas (vermelho) e relativas (amarelo) utilizando dados do CPC/NOAA." title="Evolução recente (abril/2026) das anomalias de TSM na região do Niño 3.4 considerando as anomalias absolutas (vermelho) e relativas (amarelo) utilizando dados do CPC/NOAA."><figcaption>Evolução recente (abril/2026) das anomalias de TSM na região do Niño 3.4 considerando as anomalias absolutas (vermelho) e relativas (amarelo) utilizando dados do CPC/NOAA.</figcaption></figure><p>Em ambos os casos há aquecimento, mas com diferenças importantes: enquanto a<strong> anomalia relativa</strong> ainda indica <strong>neutralidade</strong>, a <strong>absoluta </strong>já atingiu o <strong>limiar de El Niño</strong> (+0,5 °C) na semana de<strong> 15 de abril</strong>, chegando a +0,7 °C na semana mais recente.</p><p>Um evento El Niño é declarado pela NOAA quando as condições de um mês alcançam +0,5 °C e há confiança de persistência do aquecimento nos próximos meses.<strong> De acordo com a metodologia antiga</strong>, portanto,<strong> se a semana centrada em 29 de abril </strong>alcançar uma anomalia de<strong> +1,0 °C</strong>, o mês de <strong>abril alcançaria anomalia </strong>de <strong>+0,5 °C</strong>, ou seja, o <strong>primeiro mês com condições de El Niño</strong>. Considerando que as anomalias têm vindo a aumentar cerca de 0,2 °C por semana, não é impossível que evolua de +0,7 °C para +1,0 °C nos próximos dias.</p><p>No entanto,<strong> esta metodologia já não é mais utilizada oficialmente </strong>e só é exposta aqui para fins de comparação. Hoje, centros meteorológicos em redor do mundo seguem abordagens semelhantes à da NOAA, que consideram o aquecimento global, o que tende a adiar a consolidação formal do fenómeno.</p><h2>Bolha de água quente e comparação histórica</h2><p>O<strong> El Niño</strong> faz parte de um<strong> ciclo natural </strong>do Oceano Pacífico equatorial, no qual períodos de<strong> arrefecimento</strong> e <strong>aquecimento</strong> se <strong>alternam</strong> ao longo dos anos. Este processo está diretamente <strong>ligado</strong> <strong>à dinâmica das águas abaixo da superfície</strong>: grandes volumes de água mais quente ou mais fria deslocam-se na camada subsuperficial e, quando atingem a superfície, dão origem aos fenómenos La Niña ou El Niño.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766548" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-se-desenvolve-o-fenomeno-el-nino-um-meteorologista-italiano-analisa-o-papel-fundamental-das-ondas-equatoriais.html" title="Como se desenvolve o fenómeno El Niño? Um meteorologista italiano analisa o papel fundamental das ondas equatoriais">Como se desenvolve o fenómeno El Niño? Um meteorologista italiano analisa o papel fundamental das ondas equatoriais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-se-desenvolve-o-fenomeno-el-nino-um-meteorologista-italiano-analisa-o-papel-fundamental-das-ondas-equatoriais.html" title="Como se desenvolve o fenómeno El Niño? Um meteorologista italiano analisa o papel fundamental das ondas equatoriais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-se-produce-el-fenomeno-de-el-nino-un-meteorologo-italiano-revela-el-papel-fundamental-de-las-ondas-ecuatoriales-1776942010049_320.png" alt="Como se desenvolve o fenómeno El Niño? Um meteorologista italiano analisa o papel fundamental das ondas equatoriais"></a></article></aside><p>Atualmente, uma<strong> intensa bolha de água quente</strong> na <strong>camada subsuperficial</strong> (a 300 metros de profundidade) está a subir em direção à superfície. As anomalias nessa região chegam a<strong> 6 °C a 8 °C acima da média</strong>, um sinal claro de forte acúmulo de calor no oceano. </p><p>Quando esta massa de água emergir no Pacífico central, o El Niño irá consolidar-se. Como <strong>antecipado pela Meteored </strong>em várias oportunidades, isso <strong>deverá ocorrer</strong> entre o<strong> final da primavera e o início do verão boreal</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-pode-estar-mais-proximo-do-que-se-pensava-1777557308597.png" data-image="hnv6qpk9bdh7" alt="Evolução da anomalia de TSM nas regiões do Niño (esquerda) e das anomalias da temperatura das águas subsuperficiais (direita). Créditos: Elaborado por Meteored/Fonte: CPC/NOAA." title="Evolução da anomalia de TSM nas regiões do Niño (esquerda) e das anomalias da temperatura das águas subsuperficiais (direita). Créditos: Elaborado por Meteored/Fonte: CPC/NOAA."><figcaption>Evolução da anomalia de TSM nas regiões do Niño (esquerda) e das anomalias da temperatura das águas subsuperficiais (direita). Créditos: Elaborado por Meteored/Fonte: CPC/NOAA.</figcaption></figure><p>Esta <strong>estrutura</strong> não apenas indica a formação do fenómeno, mas também <strong>sugere</strong> a sua possível <strong>intensidade</strong>. A evolução das<strong> temperaturas subsuperficiais </strong>no Pacífico central (entre 180°W e 100°W) já coloca o oceano em <strong>níveis comparáveis </strong>aos observados durante o <strong>El Niño de 2023/2024</strong>, que contribuiu para recordes globais inéditos de temperatura do ar. Caso o aquecimento continue nesse ritmo, o evento 2026/2027<strong> pode-se aproximar dos episódios</strong> <strong>mais</strong> <strong>intensos </strong>já registados, como os de <strong>1982/83, 1997/98 e 2015/16</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">Inspirado por um comentário do <a href="https://twitter.com/luisbrudna?ref_src=twsrc%5Etfw">@luisbrudna</a> (e com uma ajudinha da sempre bem informada <a href="https://twitter.com/ampereiranunes?ref_src=twsrc%5Etfw">@ampereiranunes</a> ahaha) fiz um gráfico das anomalias de temperatura do mar subsuperficiais desde 1979 até hoje, entre as longitudes 180°W-100°W, dados da <a href="https://twitter.com/NOAA?ref_src=twsrc%5Etfw">@NOAA</a> <br>Vamos acompanhando!! <a href="https://t.co/Eg2UQzl4GR">pic.twitter.com/Eg2UQzl4GR</a></p> Luiz, o dos ciclones (@wxluizfelippe) <a href="https://twitter.com/wxluizfelippe/status/2049259116770525212?ref_src=twsrc%5Etfw">April 28, 2026</a></blockquote></figure><p>Embora<strong> </strong>a <strong>intensidade</strong> do aquecimento do oceano <strong>não </strong><strong>esteja</strong><strong> linearmente relacionada à magnitude dos impactos</strong>, por si só, o El Niño afeta diferentes regiões do planeta. No Brasil, o padrão típico inclui <strong>chuvas acima da média</strong> no <strong>Sul</strong>, aumentando o <strong>risco de cheias</strong> e <strong>eventos extremos</strong>, enquanto a <strong>Amazónia</strong> tende a enfrentar <strong>períodos secos prolongados</strong>. </p><p>Em<strong> escala global</strong>, o El Niño costuma <strong>elevar a temperatura média do planeta</strong> e intensificar<strong> eventos extremo</strong><strong>s</strong>,<strong> </strong>tanto de <strong>calor</strong> quanto de <strong>precipitação</strong>, ampliando os desafios relacionados a desastres e variabilidade climática.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-pode-estar-mais-proximo-do-que-se-pensava.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estudo revela que o calor das profundezas oceânicas está a aproximar-se da Antártida]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estudo-revela-que-o-calor-das-profundezas-oceanicas-esta-a-aproximar-se-da-antartida.html</link><pubDate>Sat, 02 May 2026 07:33:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um estudo de décadas com dados oceanográficos fornece a primeira evidência de que o calor das profundezas oceânicas se aproximou da Antártida, ameaçando as frágeis plataformas de gelo que rodeiam o continente.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-revela-que-o-calor-das-profundezas-oceanicas-esta-a-aproximar-se-da-antartida-1777632727061.jpg" data-image="usgow302io5p" alt="iceberg; Antártida" title="iceberg; Antártida"><figcaption>A ressurgência de Água Profunda Circumpolar quente é um processo fundamental para o sistema climático global que transporta calor, nutrientes e carbono em direção aos polos e em direção às plataformas de gelo da Antártida.</figcaption></figure><p>Um estudo, liderado pela Universidade de Cambridge com colaboradores da Universidade da Califórnia, compilou <strong>medições oceânicas de longo prazo recolhidas por navios e dispositivos robóticos flutuantes </strong>para mostrar que uma massa quente chamada água profunda circumpolar se expandiu e deslocou em direção à plataforma continental antártica nos últimos 20 anos. Anteriormente, <strong>os cientistas não tinham observações oceânicas suficientes para detetar a tendência de aquecimento</strong>. </p><h2>A importância das plataformas de gelo e a mudança iminente</h2><p>As plataformas de gelo desempenham um <strong>papel importante na contenção das calotes polares e dos glaciares da Antártida</strong>, que, em conjunto, armazenam água doce suficiente para elevar o nível do mar em cerca de 58 metros.</p><p> É a <strong>primeira vez que os cientistas observam a mudança no calor das profundezas oceânicas em todo o Oceano Antártico</strong>. As observações anteriores do Oceano Antártico, que rodeia a Antártida, limitavam-se a transectos registados por navios aproximadamente uma vez por década. Esta informação, recolhida no âmbito de um programa internacional de longa duração, forneceu instantâneos detalhados da temperatura, salinidade e nutrientes em toda a coluna de água, mas <strong>sem dados contínuos, os cientistas tinham mais incertezas sobre as alterações</strong> a longo prazo na distribuição do calor. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-revela-que-o-calor-das-profundezas-oceanicas-esta-a-aproximar-se-da-antartida-1777633303609.jpg" data-image="dhwyky9ccveu" alt="antártida" title="antártida"><figcaption>Neste estudo, os cientistas investigaram propriedades físicas e químicas da água do mar, obtidas a partir de observações repetidas realizadas a partir de navios, para classificar as massas de água do Oceano Austral e demonstrar as alterações na abundância de água quente a sul da Corrente Circumpolar Antártica nas últimas duas décadas.</figcaption></figure><p><strong>Para colmatar as lacunas no registo</strong>, os investigadores, incluindo cientistas da <em>Scripps Institution of Oceanography</em> e da UCLA, <strong>complementaram as medições dos navios com dados disponíveis publicamente</strong>, recolhidos por uma rede global de flutuadores autónomos que derivam através da camada superior do oceano. Estes flutuadores, chamados Argo, fornecem instantâneos contínuos do oceano, mas o programa não está em curso há tanto tempo como os navios têm vindo a recolher secções hidrográficas detalhadas.</p><h2>Combinação de dados das boias Argo e dos navios</h2><p> Utilizando a aprendizagem automática, os investigadores combinaram os dados da boia Argo com padrões de longo prazo extraídos de medições de navios para <strong>construir um novo registo que captura instantâneos mensais detalhados ao longo das últimas quatro décadas</strong>, permitindo-lhes descobrir a mudança nas águas quentes. </p><p class="texto-destacado"><strong>“No passado, as camadas de gelo estavam protegidas por uma camada de água fria, impedindo a sua fusão. Agora parece que a circulação oceânica mudou, e é quase como se alguém tivesse aberto a torneira de água quente e agora a banheira estivesse a aquecer!”</strong><br>Sarah Purkey, professora e uma das autoras principais do estudo da <em>Scripps Institution of Oceanography</em>. </p><p>Faz sentido que esta massa de água quente esteja a expandir-se, disse Purkey. Mais de 90% do excesso de calor do aquecimento global é armazenado no oceano, sendo que <strong>o Oceano Antártico absorve a maior parte do calor antropogénico</strong>.</p><h2>Estas alterações podem afetar todo o globo e não só a Antártida</h2><p>As descobertas não têm apenas implicações para o degelo da Antártida e para a subida do nível do mar, disse o professor Ali Mashayek, um dos autores principais do estudo do Departamento de Ciências da Terra de Cambridge. “<strong>O Oceano Antártico desempenha um papel fundamental na regulação do armazenamento global de calor e carbono</strong>, pelo que as alterações na distribuição de calor nesta região têm implicações mais amplas para o sistema climático global.”</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-revela-que-o-calor-das-profundezas-oceanicas-esta-a-aproximar-se-da-antartida-1777633758088.jpg" data-image="kp3st5d7341u" alt="Estas alterações sugerem um aumento do fluxo de calor em direção à plataforma antártica, com implicações para o degelo da base da plataforma de gelo e para a subida do nível do mar." title="Estas alterações sugerem um aumento do fluxo de calor em direção à plataforma antártica, com implicações para o degelo da base da plataforma de gelo e para a subida do nível do mar."><figcaption>Estas alterações sugerem um aumento do fluxo de calor em direção à plataforma antártica, com implicações para o degelo da base da plataforma de gelo e para a subida do nível do mar.</figcaption></figure><p> Nas águas gélidas em redor dos pólos, forma-se água extremamente fria e densa que se afunda até às profundezas do oceano. <strong>À medida que a água se afunda, absorve calor, carbono e nutrientes, pondo em marcha uma “passadeira” global de correntes</strong>, incluindo a Circulação Meridional de Revolvimento do Atlântico (AMOC), que transporta água em torno do Atlântico. </p><p>Os modelos climáticos, incluindo os utilizados pelo IPCC, indicam que <strong>o aumento da temperatura do ar e o aporte de água doce proveniente do degelo estão a reduzir a formação desta água densa </strong>no Atlântico Norte, o que pode levar a um enfraquecimento da AMOC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="759330" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/por-que-a-antartica-esta-ficando-verde-as-imagens-que-surpreendem-os-especialistas.html" title="Porque a Antártida está a 'ficar verde': as imagens que surpreendem os especialistas">Porque a Antártida está a "ficar verde": as imagens que surpreendem os especialistas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/por-que-a-antartica-esta-ficando-verde-as-imagens-que-surpreendem-os-especialistas.html" title="Porque a Antártida está a 'ficar verde': as imagens que surpreendem os especialistas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-la-antartida-se-esta-volviendo-verde-las-imagenes-que-desconciertan-a-los-expertos-1773622905541_320.png" alt="Porque a Antártida está a 'ficar verde': as imagens que surpreendem os especialistas"></a></article></aside><p> Mudanças semelhantes foram recentemente previstas para o Oceano Antártico. Os modelos climáticos sugerem que <strong>a produção de água fria e densa irá diminuir na Antártida</strong>, fazendo com que a água profunda circumpolar mais quente se desloque em direção ao continente para ocupar o espaço deixado pela redução da água fria. </p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Lanham, J., Purkey, S., Srinivasan, K. et al. <a href="https://doi.org/10.1038/s43247-026-03426-x" target="_blank">Poleward migration of warm Circumpolar Deep Water towards Antarctica</a>. Communications Earth & Environment (2026).</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estudo-revela-que-o-calor-das-profundezas-oceanicas-esta-a-aproximar-se-da-antartida.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Primavera em flor: o encanto das rosas em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/primavera-em-flor-o-encanto-das-rosas-em-portugal.html</link><pubDate>Sat, 02 May 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Em Portugal, as rosas prosperam graças ao clima mediterrânico, com primaveras luminosas e temperaturas amenas, criando condições ideais para uma floração abundante e perfumada. Venha saber mais sobre esta flor aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/primavera-em-flor-o-encanto-das-rosas-em-portugal-1777670508119.jpg" data-image="h0cbv44ki3e6" alt="Rosa" title="Rosa"><figcaption>As rosas em plena floração são símbolo de beleza, perfume e da harmonia entre clima e natureza em Portugal.</figcaption></figure><p>As rosas têm uma presença marcante em Portugal, tanto na <strong>paisagem natural como na tradição cultural</strong>.</p><p>Cultivadas há séculos em jardins, quintas e espaços urbanos, destacam-se pela <strong>diversidade de cores, aromas e formas, sendo uma das flores mais apreciadas no país</strong>.</p><p>A sua popularidade está diretamente ligada ao <strong>contexto climático português</strong>, que oferece condições bastante favoráveis ao seu desenvolvimento.</p><h2>Um clima mediterrânico, as condições ideais</h2><p>O clima de Portugal é <strong>maioritariamente mediterrânico</strong>, com verões quentes e secos e invernos suaves e húmidos.</p><p>Este padrão climático é particularmente adequado para as rosas, que <strong>necessitam de boa exposição solar, temperaturas moderadas e solos bem drenados</strong>.</p><p><strong>A luz abundante durante a primavera estimula a floração</strong>, enquanto os invernos amenos permitem que muitas variedades mantenham um ciclo vegetativo saudável ao longo do ano.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="708625" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/hoje-celebra-se-o-dia-das-maias-conheca-a-emblematica-tradicao-que-portugal-celebra-no-arranque-de-maio.html" title="Hoje celebra-se o Dia das Maias: conheça a emblemática tradição que Portugal celebra no arranque de maio">Hoje celebra-se o Dia das Maias: conheça a emblemática tradição que Portugal celebra no arranque de maio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/hoje-celebra-se-o-dia-das-maias-conheca-a-emblematica-tradicao-que-portugal-celebra-no-arranque-de-maio.html" title="Hoje celebra-se o Dia das Maias: conheça a emblemática tradição que Portugal celebra no arranque de maio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/hoje-celebra-se-o-dia-das-maias-conheca-a-emblematica-tradicao-que-portugal-celebra-no-arranque-de-maio-1746099726314_320.jpg" alt="Hoje celebra-se o Dia das Maias: conheça a emblemática tradição que Portugal celebra no arranque de maio"></a></article></aside><p>No litoral, <strong>a influência do Oceano Atlântico</strong> contribui para temperaturas mais estáveis e níveis de humidade relativamente equilibrados.</p><p>Estas condições ajudam no crescimento das roseiras, embora possam favorecer o <strong>aparecimento de doenças fúngicas se não houver ventilação suficiente</strong> entre as plantas.</p><p>Já nas regiões do interior, onde os verões são mais quentes e secos, as rosas tendem a <strong>desenvolver flores mais intensas e resistentes</strong>, desde que haja rega adequada para compensar a falta de precipitação.</p><h2>A época de ouro - A Primavera </h2><p>A primavera é, sem dúvida, o <strong>período mais importante para as rosas </strong>em Portugal.</p><p>Em maio, as <strong>condições de temperatura, luz e humidade atingem um equilíbrio ideal</strong>, resultando numa floração abundante e de grande qualidade.</p><p>É nesta altura que os <strong>jardins públicos e privados se enchem de cor e perfume</strong>, tornando-se pontos de atração tanto para residentes como para visitantes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/primavera-em-flor-o-encanto-das-rosas-em-portugal-1777670529998.jpg" data-image="1tj9wvwntwbt" alt="Roseiras" title="Roseiras"><figcaption>As roseiras de Portugal, adaptadas ao clima mediterrânico, florescem com vigor, refletindo tradição, resistência e a riqueza natural da paisagem portuguesa.</figcaption></figure><p>Além do valor ornamental, as rosas têm também um <strong>papel relevante na cultura portuguesa</strong>.</p><p>Historicamente, eram <strong>cultivadas em jardins conventuais</strong>, onde eram utilizadas tanto para fins decorativos como medicinais.</p><p>Ainda hoje, encontram-se <strong>aplicações na produção de águas aromáticas, perfumes e até na gastronomia</strong>, como em compotas ou infusões.</p><h2>Variedades tradicionais e a biodiversidade </h2><p>Outro aspeto importante é a <strong>preservação de variedades antigas</strong>, muitas delas adaptadas ao clima local ao longo de gerações.</p><p>Estas roseiras tradicionais são valorizadas não só pela sua resistência, mas também pelo seu <strong>contributo para a biodiversidade e para a conservação do património botânico nacional.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="654465" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-girassol-a-flor-da-felicidade-no-mes-de-maio-culturas.html" title="O girassol: a flor da felicidade no mês de maio">O girassol: a flor da felicidade no mês de maio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-girassol-a-flor-da-felicidade-no-mes-de-maio-culturas.html" title="O girassol: a flor da felicidade no mês de maio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-girassol-a-flor-da-felicidade-no-mes-de-maio-1714520659474_320.jpg" alt="O girassol: a flor da felicidade no mês de maio"></a></article></aside><p>Apesar das condições geralmente favoráveis, <strong>o cultivo de rosas em Portugal enfrenta alguns desafios associados às alterações climáticas</strong>.</p><p>O aumento das temperaturas, a irregularidade da precipitação e a maior frequência de fenómenos extremos podem <strong>afetar o ciclo das plantas </strong>e exigir novas estratégias de rega e manutenção.</p><p>A <strong>escolha de variedades mais resistentes e a adoção de práticas sustentáveis</strong> tornam-se, assim, cada vez mais relevantes.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/primavera-em-flor-o-encanto-das-rosas-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Prepare-se para se arrepiar (e não é só pela descida da temperatura) ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/prepare-se-para-se-arrepiar-e-nao-e-so-pela-descida-da-temperatura.html</link><pubDate>Sat, 02 May 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Com a descida das temperaturas a instalar-se, há uma nova experiência em Lisboa que promete arrepiar ainda mais: um convento histórico transforma relatos reais em momentos de puro terror.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/prepare-se-para-se-arrepiar-e-nao-e-so-pela-descida-da-temperatura-1777672800136.jpg" data-image="lkhapuaktt3c" alt="Medo" title="Medo"><figcaption>É melhor vestir um casaco. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>Não é mais uma descida de temperaturas, mas também promete assombrar. Depois de chegarem notícias sobre as <strong>reduções nos termómetros</strong>, que fazem com que as máximas se mantenham<strong> abaixo dos 20 °C</strong> em algumas cidades, chega outra que promete deixar até os mais corajosos a olhar por cima do ombro.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766700" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/descida-de-ate-3-graus-este-fim-de-semana-as-cidades-que-se-manterao-abaixo-dos-20-c.html" title="Descida de até 3 graus este fim de semana: as cidades que se manterão abaixo dos 20 ºC">Descida de até 3 graus este fim de semana: as cidades que se manterão abaixo dos 20 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/descida-de-ate-3-graus-este-fim-de-semana-as-cidades-que-se-manterao-abaixo-dos-20-c.html" title="Descida de até 3 graus este fim de semana: as cidades que se manterão abaixo dos 20 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/descida-de-ate-3-graus-este-fim-de-semana-as-cidades-que-se-manterao-abaixo-dos-20-c-1777645381271_320.png" alt="Descida de até 3 graus este fim de semana: as cidades que se manterão abaixo dos 20 ºC"></a></article></aside><p>Estamos a falar de “<strong>Assombrações</strong>”, uma<strong> nova experiência de terror</strong> que nasce, nada mais, nada menos, do que num dos espaços mais carregados de história de Lisboa. </p><p>Tudo acontece no<strong> Convento da Encarnação</strong>, um edifício do século XVII que, só por si, já impõe respeito. Desta vez, porém, não é apenas a arquitetura ou o passado religioso que captam a atenção. A nova proposta do Projeto Casa Assombrada, liderado por Michel Simeão, inspira-se em relatos reais, daqueles que começam por parecer coincidências e acabam a provocar arrepios.</p><h2>“Avistamentos” que acabam em novos projetos</h2><p>Segundo avança a revista ‘NiT’, a origem desta experiência remonta a episódios ocorridos durante iniciativas anteriores no mesmo local. Um dos momentos mais comentados envolveu um ator que julgou ter encontrado uma visitante numa zona interdita. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/prepare-se-para-se-arrepiar-e-nao-e-so-pela-descida-da-temperatura-1777672587339.jpg" data-image="8cw0w7xipl81" alt="Convento da Encarnação" title="Convento da Encarnação"><figcaption>Tudo acontece no Convento da Encarnação. Foto: Câmara Municipal de Lisboa</figcaption></figure><p>A lógica dizia que alguém se tinha perdido. O problema? O grupo de participantes estava completo. E não foi caso único. </p><div class="texto-destacado">Outras pessoas relataram visões semelhantes, sempre descritas com um detalhe inquietante.</div><p>“O primeiro pensamento que todos tiveram foi que, provavelmente, se tratava de um ocupa que estava a viver no convento”, lê-se no artigo. Durante dias, exploraram cada canto à procura de provas. Nada. Nem sinais, nem pertences, nem respostas.</p><p>Com o tempo, começaram a surgir relatos de participantes. Pessoas habituadas a experiências imersivas, garantiam ter visto algo que não encaixava em nenhuma encenação. Até que uma chamada veio adensar ainda mais o mistério.</p><p>“O antigo diretor do Convento entrou em contacto com o projeto a dizer que tinha muitas histórias para contar sobre o tempo em que trabalhou no espaço. Nesta altura, Simeão aproveitou para contar o avistamento da tal mulher.”</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="453732" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/1899-e-a-nova-serie-de-terror-da-netflix-com-inspiracao-numa-historia-real-tempo-severo.html" title="1899 é a nova série de terror da Netflix com inspiração numa história real">1899 é a nova série de terror da Netflix com inspiração numa história real</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/1899-e-a-nova-serie-de-terror-da-netflix-com-inspiracao-numa-historia-real-tempo-severo.html" title="1899 é a nova série de terror da Netflix com inspiração numa história real"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/1899-e-nova-serie-de-terror-da-netflix-com-inspiracao-numa-historia-real-1669200742529_320.png" alt="1899 é a nova série de terror da Netflix com inspiração numa história real"></a></article></aside><p>“Ele pediu para eu descrever o local onde ela tinha sido vista e quando descrevi, ele disse que era uma <strong>condessa que tinha o apelido de Ferraguda </strong>e que sempre aparece naquele sítio”, recorda Simeão, citado pela ‘NiT’. </p><p>É precisamente a partir deste cruzamento entre história, testemunhos e imaginação que nasce “Assombrações”. Mas não pense que aqui apenas se assiste.</p><p>Ao contrário das outras experiências, a novidade<strong> promete mostrar “muito mais do Convento”</strong>.</p><h2>Tudo sobre a experiência</h2><p>A experiência foi pensada para <strong>duas pessoas</strong> e funciona quase como um<strong> jogo imersivo</strong>. Durante cerca de 85 minutos, os participantes terão de percorrer várias zonas do convento (e, não, não serão só as áreas mais conhecidas), incluindo dependências e zonas exteriores. </p><div class="texto-destacado">Ao longo do percurso, um audioguia vai orientando cada passo, quase como se estivesse dentro de um videojogo.</div><p>“Com este novo projeto, vamos sair das zonas nobres e dos salões principais do Convento para mostrar outras coisas, principalmente porque fomos descobrindo muitas histórias reais de assombrações.”</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/prepare-se-para-se-arrepiar-e-nao-e-so-pela-descida-da-temperatura-1777672944839.jpg" data-image="8m0d78a4id46" alt="Assombrações" title="Assombrações"><figcaption>Uma experiência imersiva. Foto: Facebook // Projecto Casa Assombra (Na foto @miigueldosantos; Foto de @guilherme.gouveia7)</figcaption></figure><p>O objetivo é simples de explicar, mas não necessariamente fácil de cumprir: <strong>encontrar pistas</strong>, <strong>resolver desafios</strong> e, claro, <strong>tentar sair dali</strong>. Pelo caminho, há encontros inesperados, momentos de tensão e situações que testam os nervos. </p><p>A presença de atores, que estarão espalhados por diferentes pontos, garante que <strong>nenhuma experiência é igual à anterior</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="735495" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/estes-sao-os-lugares-mais-assombrados-de-portugal-principalmente-este-mes.html" title="Estes são os lugares mais assombrados de Portugal (principalmente este mês)">Estes são os lugares mais assombrados de Portugal (principalmente este mês)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/estes-sao-os-lugares-mais-assombrados-de-portugal-principalmente-este-mes.html" title="Estes são os lugares mais assombrados de Portugal (principalmente este mês)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estes-sao-os-lugares-mais-assombrados-de-portugal-principalmente-este-mes-1761119783228_320.jpg" alt="Estes são os lugares mais assombrados de Portugal (principalmente este mês)"></a></article></aside><p>Aliás, um dos detalhes mais curiosos é que cada dupla começa num ponto diferente, o que cria percursos distintos e aumenta o fator surpresa. Ou seja, mesmo que alguém lhe conte como foi, dificilmente será exatamente igual ao que vai viver.</p><p>Já está curioso? É melhor despachar-se a comprar os bilhetes. Desde o anúncio, o interesse tem sido elevado e<strong> várias datas já esgotaram</strong>. Ainda assim, existem sessões disponíveis nos próximos meses, com horários ao final da noite.</p><div class="texto-destacado"> “Assombrações” chega ao monumento em maio e metade dos bilhetes já esgotaram. No entanto, ainda há opções para junho e julho. </div><p>“As sessões de maio já estão esgotadas, mas ainda vai a tempo de comprar para os dias 26 de junho e 3, 4, 10, 11, 17, 18, 24 e 25 de julho em dois horários: 21:h10 ou 22:55”, nota a mesma revista. “Os bilhetes custam <strong>64,43€ </strong>e são válidos para duas pessoas (desde que cheguem ao mesmo tempo). Podem ser comprados <em>online</em>.”</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/prepare-se-para-se-arrepiar-e-nao-e-so-pela-descida-da-temperatura.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Descida de até 3 graus este fim de semana: as cidades que se manterão abaixo dos 20 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/descida-de-ate-3-graus-este-fim-de-semana-as-cidades-que-se-manterao-abaixo-dos-20-c.html</link><pubDate>Fri, 01 May 2026 14:36:51 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas vão registar uma ligeira descida em Portugal continental ao longo do fim de semana, com reduções que poderão atingir os 3 ºC em algumas regiões. No litoral e Norte, várias cidades deverão manter máximas abaixo dos 20 ºC, num ambiente mais fresco.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa7r0ig"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa7r0ig.jpg" id="xa7r0ig"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A aproximação de uma massa de ar mais fresco ao território continental deverá traduzir-se numa descida das temperaturas máximas ao longo deste fim de semana, após uma sexta-feira ainda relativamente amena em grande parte do país. <strong>A diminuição começa a sentir-se a partir de sábado e prolonga-se no domingo, sendo, no entanto, pouco expressiva na maioria das regiões</strong>. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.<br></div><p>Ainda assim, <strong>poderá atingir até 3 ºC de forma localizada</strong>, sobretudo no interior sul, onde os valores de sexta-feira são mais elevados e permitem uma maior margem de descida térmica, de forma gradual ao longo do território.</p><h2>Mudança do vento e entrada de ar marítimo limitam a subida das temperaturas</h2><p>Esta evolução está associada à alteração do padrão de circulação atmosférica, com rotação do<strong> vento de sudoeste no sábado para oeste e noroeste no domingo</strong>. Este regime favorece a entrada de ar marítimo mais fresco, limitando a subida das temperaturas à superfície. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/descida-de-ate-3-graus-este-fim-de-semana-as-cidades-que-se-manterao-abaixo-dos-20-c-1777645350170.png" data-image="pg28mguroblx"><figcaption>Previsão de rajadas de vento para a tarde de sábado, com valores entre 40 e 50 km/h no litoral e terras altas, associados a fluxo de sudoeste, contribuindo para limitar a subida das temperaturas e reforçar a influência marítima.</figcaption></figure><p>O vento deverá soprar moderado, com rajadas até 40 a 50 km/h, em especial no litoral oeste e nas terras altas. E<strong>ste padrão contribui para conter o aquecimento diurno e manter as temperaturas mais estáveis ao longo do fim de semana</strong>, sobretudo nas regiões mais expostas à influência direta do Atlântico e ao longo da faixa costeira ocidental durante a tarde.</p><h2>Interior sul com descidas mais evidentes</h2><p>A descida mais evidente deverá observar-se no interior sul. Em <strong>Beja</strong>, as máximas passam de cerca de 25 ºC na sexta-feira para <strong>valores próximos de 22 ºC no sábado e domingo, traduzindo uma redução de cerca de 3 ºC</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/descida-de-ate-3-graus-este-fim-de-semana-as-cidades-que-se-manterao-abaixo-dos-20-c-1777645368141.png" data-image="75remwpmb4sd"><figcaption>Mapa de temperatura à superfície para a tarde de sábado, marcando o início da descida térmica, com valores já mais baixos no litoral e regiões do Norte, contrastando com o interior sul, onde o ar mais quente ainda persiste parcialmente.</figcaption></figure><p>Também em <strong>Lisboa</strong>, a descida deverá ser perceptível, com valores a passarem de cerca de 23 ºC na sexta-feira para 21 a 22 ºC no fim de semana, ilustrando uma diminuição próxima dos <strong>2 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/descida-de-ate-3-graus-este-fim-de-semana-as-cidades-que-se-manterao-abaixo-dos-20-c-1777645381271.png" data-image="wqfzytcu1blx"><figcaption>Distribuição da temperatura à superfície durante a tarde de domingo, evidenciando valores mais contidos no litoral e no Norte, em muitos casos abaixo dos 20 ºC, enquanto o interior sul mantém registos ligeiramente superiores, ainda assim inferiores aos de sexta-feira.</figcaption></figure><p>No litoral e no Norte, a variação térmica será menos significativa, mas ainda assim enquadrada nesta tendência de descida. <strong>Em cidades como Porto e Viana do Castelo, as máximas mantêm-se próximas dos 17 a 19 ºC ao longo dos três dias, sem alterações relevantes</strong>. No litoral Centro, Aveiro, Figueira da Foz e Leiria deverão registar valores entre 18 e 20 ºC, mantendo-se relativamente estáveis.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766699" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-as-trovoadas-mais-fortes-crescerao-a-partir-das-11-00-entre-os-distritos-de-vila-real-e-braganca.html" title="Amanhã as trovoadas mais fortes crescerão a partir das 11:00 entre os distritos de Vila Real e Bragança">Amanhã as trovoadas mais fortes crescerão a partir das 11:00 entre os distritos de Vila Real e Bragança</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-as-trovoadas-mais-fortes-crescerao-a-partir-das-11-00-entre-os-distritos-de-vila-real-e-braganca.html" title="Amanhã as trovoadas mais fortes crescerão a partir das 11:00 entre os distritos de Vila Real e Bragança"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-as-trovoadas-mais-fortes-crescerao-a-partir-das-11-00-entre-os-distritos-de-vila-real-e-braganca-1777635775390_320.jpg" alt="Amanhã as trovoadas mais fortes crescerão a partir das 11:00 entre os distritos de Vila Real e Bragança"></a></article></aside><p>Na região de Lisboa, a variação será também reduzida. Na capital, as máximas deverão passar de cerca de 23 ºC na sexta-feira para 21 a 22 ºC no fim de semana, enquanto em locais como Sintra e Cascais os valores se mantêm entre 18 e 20 ºC, evidenciando a influência do oceano e condições de maior nebulosidade ocasional.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/descida-de-ate-3-graus-este-fim-de-semana-as-cidades-que-se-manterao-abaixo-dos-20-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Máquinas no terreno aceleram limpeza de rios para evitar novas cheias no inverno]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/maquinas-no-terreno-aceleram-limpeza-de-rios-para-evitar-novas-cheias-no-inverno.html</link><pubDate>Fri, 01 May 2026 13:21:47 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>As autarquias de norte a sul do país iniciaram intervenções em vários cursos de água para remover sedimentos, reparar danos e reduzir o risco de novas inundações.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/maquinas-no-terreno-aceleram-limpeza-de-rios-para-evitar-novas-cheias-no-inverno-1777640586760.jpg" data-image="pzg0wnrod6xa" alt="Operações de limpeza no rio Cértima, em Águeda" title="Operações de limpeza no rio Cértima, em Águeda"><figcaption>Remoção de sedimentos, limpeza e desobstrução do leito são intervenções que já estão a ocorrer no rio Cértima, em Águeda. Foto: Município de Águeda.</figcaption></figure><p>Escavadoras hidráulicas avançam pelo leito do <strong>rio Águeda</strong>, mergulhando longos braços mecânicos na água para <strong>remover sedimentos acumulados</strong>. Ao lado, dragas de sucção recolhem lodo e areias, depositando os resíduos nas margens. O barulho das máquinas substitui agora o som das correntes que, há poucos meses, transbordaram e ocuparam zonas ribeirinhas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os trabalhos repetem-se em muitos outros pontos do país e não apenas no Águeda. Em dezenas de rios portugueses, equipas no terreno procuram devolver a normalidade aos cursos de água, alterados por sucessivas tempestades no inverno. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026, períodos prolongados de chuva intensa provocaram a <strong>rápida subida dos caudais</strong> em várias bacias hidrográficas. Os rios saíram do leito habitual, <strong>invadiram</strong> <strong>zonas agrícolas</strong>, <strong>áreas urbanas</strong> e infraestruturas críticas. A acumulação de sedimentos agravou a situação, com a deposição de areia a diminuir a profundidade dos canais e a dificultar o escoamento da água.</p><p>O mau tempo expôs <strong>fragilidades crónicas</strong> na gestão das linhas de água. Em vários concelhos, a <strong>ausência de manutenção regular</strong> agravou os impactos das cheias, tornando mais difícil a resposta da proteção civil e das autarquias aos danos provocados. De norte a sul, multiplicam-se agora intervenções para recuperar a capacidade de escoamento e reduzir o risco de novos episódios de inundação.</p><h2>Intervenções urgentes nos rios Águeda, Vouga e Cértima</h2><p>No final de janeiro, o <strong>rio Águeda</strong> subiu cerca de oito metros e inundou toda a margem esquerda no centro da cidade. Nos últimos dias, o caudal mais baixo tem permitido o funcionamento de várias máquinas. As <strong>intervenções mais urgentes</strong> já começaram em vários locais, para retirar a areia depositada, num investimento que chega quase a um milhão de euros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/maquinas-no-terreno-aceleram-limpeza-de-rios-para-evitar-novas-cheias-no-inverno-1777640689403.jpg" data-image="zl2a3e5j5lb1" alt="Cheias em Abrantes" title="Cheias em Abrantes"><figcaption>Abrantes enfrentou, em fevereiro, uma das cheias mais graves das últimas décadas, com o Tejo a atingir níveis históricos. Foto: Município de Abrantes</figcaption></figure><p>As operações estendem-se também ao <strong>Vouga</strong> e ao <strong>Cértima</strong>, que estão a ser alvo de remoção de sedimentos para devolver capacidade de escoamento ao sistema fluvial. Intervenções semelhantes estão previstas em municípios como <strong>Aveiro</strong>, <strong>Albergaria-a-Velha</strong>, <strong>Coimbra</strong> e <strong>Leiria</strong>, numa resposta alargada aos impactos das chuvas intensas.</p><h2>A recuperação do Sizandro, em Torres Vedras</h2><p>Em março de 2026, a Câmara Municipal de <strong>Torres Vedras</strong> avançou também com uma intervenção no rio Sizandro, orçada em cerca de 200 mil euros. As cheias provocaram danos a habitações, terrenos agrícolas e infraestruturas, evidenciando debilidades em diversos trechos do curso de água.</p><p>A operação incide sobretudo entre a <strong>Ponte do Rol e a foz</strong>, uma zona identificada como crítica após avaliação técnica. A remoção de sedimentos, vegetação excessiva e resíduos acumulados procura restabelecer o fluxo natural da água e reduzir a probabilidade de novas inundações.</p><h2>A manutenção contínua em Sátão</h2><p>No concelho de <strong>Sátão</strong>, as obras arrancaram ainda em janeiro com um plano abrangente de <strong>limpeza e desobstrução</strong> de vários canais. A intervenção não se concentra num único rio, mas numa rede de ribeiras e valas que desempenham um papel essencial na drenagem do território.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763221" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/sensores-que-antecipam-cheias-em-cidades-portuguesas-vao-chegar-a-europa-e-aos-eua.html" title="Sensores que anticipam cheias em cidades portuguesas estão a chegar à Europa e aos EUA">Sensores que anticipam cheias em cidades portuguesas estão a chegar à Europa e aos EUA</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/sensores-que-antecipam-cheias-em-cidades-portuguesas-vao-chegar-a-europa-e-aos-eua.html" title="Sensores que anticipam cheias em cidades portuguesas estão a chegar à Europa e aos EUA"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sensores-que-antecipam-cheias-em-cidades-portuguesas-vao-chegar-a-europa-e-aos-eua-1775829391820_320.jpg" alt="Sensores que anticipam cheias em cidades portuguesas estão a chegar à Europa e aos EUA"></a></article></aside><p>Entre os cursos intervencionados encontram-se a ribeira de Sátão, a ribeira de Ferreira de Aves, a ribeira de Mioma, a ribeira de Águas Boas e outras linhas que servem zonas agrícolas e florestais. A remoção de obstáculos naturais e artificiais visa garantir o <strong>escoamento regular</strong> durante períodos de precipitação intensa e evitar transbordos repentinos.</p><p>No sul do país, o município de <strong>Mértola</strong> assegurou um financiamento de cerca de 2,8 milhões de euros para intervir no <strong>rio Guadiana</strong>. O projeto inclui desassoreamento, consolidação de orlas ribeirinhas e recuperação ecológica de áreas degradadas, com o intuito de melhorar o escoamento e minimizar o risco de cheias em zonas urbanizadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/maquinas-no-terreno-aceleram-limpeza-de-rios-para-evitar-novas-cheias-no-inverno-1777640764605.jpg" data-image="zgga8g4xptdy" alt="Operações de limpeza no rio Roda, Moura" title="Operações de limpeza no rio Roda, Moura"><figcaption>As operações de limpeza e regularização das margens do Roda, em Moura, vão prolongar-se até outubro. Foto: Município de Moura </figcaption></figure><p>A intervenção no <strong>Roda</strong>, em <strong>Moura</strong>, arrancou em finais de abril. Com investimento de quase 300 mil euros, a empreitada envolve limpeza, regularização e estabilização de margens no rio. À semelhança de outros rios, os procedimentos visam melhorar as condições de escoamento hidráulico e reforçar a estabilidade das margens.</p><h2>Tejo em operações de maior escala</h2><p>Mas é na <strong>bacia do Tejo</strong> que as intervenções assumem uma escala mais ampla, com um conjunto de 26 contratos-programa, formalizados em meados de abril. O investimento global ronda os 9,4 milhões de euros e destina-se a intervenções urgentes em <strong>rios</strong>, <strong>valas</strong> e <strong>diques</strong> de quase três dezenas de municípios, como Santarém, Benavente, Abrantes, Golegã, Vila Nova da Barquinha ou Azambuja.</p><p>As operações incluem limpeza de leitos, remoção de sedimentos e reforço de estruturas de contenção, num esforço articulado entre autarquias e a Agência Portuguesa do Ambiente para restaurar um total de <strong>153 quilómetros de linhas de água</strong>.</p><h2>Equilíbrio entre prevenção e reação</h2><p>As intervenções agora em curso procuram responder aos danos mais imediatos, mas também <strong>recuperar a capacidade dos rios para lidar com novos episódios extremos</strong>. Este conjunto de operações, no entanto, pode representar mais do que uma resposta pontual.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="751006" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/sistema-inteligente-antecipa-risco-de-cheias-rapidas-na-estrada-nacional-entre-seixal-e-sesimbra.html" title="Sistema inteligente antecipa risco de cheias rápidas na estrada nacional entre Seixal e Sesimbra">Sistema inteligente antecipa risco de cheias rápidas na estrada nacional entre Seixal e Sesimbra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/sistema-inteligente-antecipa-risco-de-cheias-rapidas-na-estrada-nacional-entre-seixal-e-sesimbra.html" title="Sistema inteligente antecipa risco de cheias rápidas na estrada nacional entre Seixal e Sesimbra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sistema-inteligente-antecipa-risco-de-cheias-rapidas-na-estrada-nacional-entre-seixal-e-sesimbra-1769436691215_320.jpg" alt="Sistema inteligente antecipa risco de cheias rápidas na estrada nacional entre Seixal e Sesimbra"></a></article></aside><p>O que se espera, no fundo, é que seja o início de uma mudança de paradigma, em que a prevenção assume um peso maior do que a reação tardia. Em causa está a forma como o país se prepara para fenómenos que tendem a repetir-se com maior frequência, exigindo estratégias duradouras.</p><h3><strong><em>Referências do artigo</em></strong></h3><p><em><a href="https://www.cm-moura.pt/2026/04/23/intervencao-no-rio-da-roda-ja-se-encontra-em-curso/?utm_source=chatgpt.com" target="_blank">Intervenção no Rio da Roda já se encontra em curso</a>. Município de Moura</em></p><p><em><a href="https://www.radioeste.pt/16/04/2026/municipio-de-torres-vedras-limpa-rio-sizandro-para-evitar-inundacoes-no-proximo-inverno/" target="_blank">Município de Torres Vedras limpa Rio Sizandro para evitar inundações no próximo inverno</a>. RádioOeste</em></p><p><em><a href="https://www.cm-satao.pt/noticias/noticia/edital-n-1-2026-relativo-as-acoes-de-limpeza-desobstrucao-e-manutencao-de-linhas-de-agua?utm_source=chatgpt.com" target="_blank">Edital n.º 1/2026, relativo às ações de limpeza, desobstrução e manutenção de linhas de água</a>. Município de Satão</em></p><p><em><a href="https://www.facebook.com/municipio.mertola/photos/-guadiana-em-recupera%C3%A7%C3%A3o-m%C3%A9rtola-garante-28-milh%C3%B5es-para-desassoreamento-e-recup/1398054055696536/" target="_blank">Mértola garante 2,8 milhões para desassoreamento e recuperação das margens do Rio Guadiana</a>. Município de Mértola</em></p><p><em><a href="https://eco.sapo.pt/2026/03/31/mau-tempo-ministerio-do-ambiente-disponibiliza-apoios-de-50-milhoes-de-euros-para-obras-urgentes/?utm_source=chatgpt.com" target="_blank">Ministério do Ambiente disponibiliza apoios de 50 milhões de euros para obras urgentes</a>. ECO</em></p><p><em><a href="https://www.antenalivre.pt/saude/ministra-assinou-contratos-programa-para-obras-em-rios-e-diques-do-tejo?utm_source=chatgpt.com" target="_blank">Ministra assinou contratos-programa para obras em rios e diques do Tejo</a>. Antena Livre</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/maquinas-no-terreno-aceleram-limpeza-de-rios-para-evitar-novas-cheias-no-inverno.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Relatório revela que os fenómenos extremos estão a aumentar na Europa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/relatorio-revela-que-os-fenomenos-extremos-estao-a-aumentar-na-europa.html</link><pubDate>Fri, 01 May 2026 13:03:05 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um Relatório recente elaborado pela Organização Meteorológica Mundial, OMM, e pelo Serviço Copernicus para as Alterações Climáticas da UE, implementado pelo ECMWF, Centro Europeu de Previsão do Tempo a Médio Prazo, chegou a conclusões surpreendentes sobre o estado do clima em 2025 na Europa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/relatorio-revela-que-os-fenomenos-extremos-estao-a-aumentar-na-europa-1777598320902.jpg" data-image="ujfly30zzaet" alt="Europa" title="Europa"><figcaption>Relatório da OMM e Copernicus revela o estado do clima na Europa, em 2025. </figcaption></figure><p>O relatório fornece uma visão abrangente das principais alterações nos indicadores climáticos do continente, incluindo ambientes frios, ecossistemas marinhos, rios e lagos, risco de incêndios florestais e muito mais.</p><h2>Subida das temperaturas e intensificação dos incêndios florestais</h2><p>De acordo com o referido relatório, pelo menos 95 % da Europa registou temperaturas anuais acima da média em 2025. O Reino Unido, a Noruega e a Islândia viveram o ano mais quente de que há registo.</p><div class="texto-destacado">Desde 1980, a Europa tem aquecido duas vezes mais rápido do que a média global, tornando-se o continente que mais rapidamente aquece na Terra.</div><p>Em 2025, as ondas de calor afetaram grande parte da Europa, desde o Mediterrâneo até ao Ártico, incluindo a segunda onda de calor mais intensa de que há registo na Europa e em julho, na Fennoscândia, região da Finlândia, da Noruega e da Suécia subárticas, a onda de calor mais intensa e longa, com duração de 3 semanas, <strong>com temperaturas a atingirem os 30 °C dentro do Círculo Polar Ártico.</strong></p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As ondas de calor estão a tornar-se mais frequentes e severas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Na Turquia, as temperaturas atingiram os 50 °C pela primeira vez em julho, enquanto 85% da população grega foi afetada por temperaturas extremas próximas ou superiores aos 40 °C.</p><p>Grande parte da Europa Ocidental e Meridional foram atingidas por duas ondas de calor significativas em junho, incluindo a maior parte em Espanha, Portugal, França e as regiões meridionais da Grã-Bretanha.</p><p>Uma terceira <strong>grande onda de calor atingiu Portugal, Espanha e França</strong> em agosto.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="730203" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/clima-de-agosto-no-continente-meteorologista-teresa-abrantes-fala-em-onda-de-calor-excecional-e-tempo-muito-seco.html" title="Clima de agosto no Continente: meteorologista Teresa Abrantes fala em 'onda de calor excecional e tempo muito seco'">Clima de agosto no Continente: meteorologista Teresa Abrantes fala em "onda de calor excecional e tempo muito seco"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/clima-de-agosto-no-continente-meteorologista-teresa-abrantes-fala-em-onda-de-calor-excecional-e-tempo-muito-seco.html" title="Clima de agosto no Continente: meteorologista Teresa Abrantes fala em 'onda de calor excecional e tempo muito seco'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologista-teresa-abrantes-apresenta-o-clima-de-agosto-no-continente-com-base-nos-dados-do-ipma-1758249053943_320.jpg" alt="Clima de agosto no Continente: meteorologista Teresa Abrantes fala em 'onda de calor excecional e tempo muito seco'"></a></article></aside><p><strong>A Europa e o resto do mundo poderão enfrentar outro verão extremamente quente</strong>, uma vez que se prevê que o fenómeno meteorológico El Niño, que levou as temperaturas globais a níveis recorde em 2024, regresse em meados do ano.</p><p>O calor excessivo, juntamente com as situações de seca na Europa criaram as condições propícias à ocorrência e propagação de incêndios florestais.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Em 2025 os incêndios florestais na Europa consumiram 1,034 milhões de hectares, a maior área total anual de que há registo. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Registaram-se <strong>incêndios florestais particularmente graves e de grandes dimensões em toda a Península Ibérica.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/relatorio-revela-que-os-fenomenos-extremos-estao-a-aumentar-na-europa-1777599324136.jpg" data-image="d7x6b70tc9ow" alt="Incêndios florestais" title="Incêndios florestais"><figcaption>As projeções do Sexto Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas (IPCC) mostram que as ameaças de incêndios florestais deverão aumentar em todas as regiões da Europa</figcaption></figure><p>Em vários países, incluindo Espanha, Chipre, Alemanha, Países Baixos e até mesmo o Reino Unido, as emissões dos incêndios florestais atingiram níveis recorde, impulsionadas em parte pela interação entre a seca e o calor.</p><p>Temperaturas acima da média e precipitação abaixo da média levaram a <strong>uma perda significativa da cobertura de neve e gelo na Europa, no último ano.</strong></p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Em março de 2025, a área coberta de neve na Europa ficou cerca de 1,32 milhões de quilómetros quadrados, 31 %, abaixo da média.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os glaciares também sofreram uma perda líquida de massa, com <strong>a Islândia a registar a sua segunda maior perda de massa glaciar de sempre e a camada de gelo da Gronelândia a perder 139 mil milhões de toneladas de gelo,</strong> cerca de 1,5 vezes o volume armazenado em todos os glaciares dos Alpes europeus.</p><p>No mar, tal como em terra, as temperaturas da superfície nas águas europeias atingiram máximos históricos pelo quarto ano consecutivo.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As ondas de calor marinhas foram generalizadas em 2025, afetando 86% da região oceânica da Europa.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>As ondas de calor marinhas foram também mais intensas, <strong>com 36% da região a registar condições graves ou extremas,</strong> a proporção mais elevada de que há registo.</p><p>Os cientistas alertam que estas ondas de calor marinhas ameaçam a biodiversidade, incluindo os prados de ervas marinhas do Mediterrâneo, que servem de habitats vitais e barreiras costeiras naturais.</p><h2>Seca e recursos hídricos na Europa</h2><p>Embora algumas regiões da Europa tenham sofrido tempestades e inundações, 2025 foi, em média, um ano seco.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O ano 2025 ficou entre os três anos mais secos da Europa em termos de humidade do solo desde 1992.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Estas tendências de seca, no entanto, não são uniformes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/relatorio-revela-que-os-fenomenos-extremos-estao-a-aumentar-na-europa-1777599761509.jpg" data-image="k2rxwzge4w0n" alt="Seca" title="Seca"><figcaption>Em maio, cerca de metade da Europa (53 %) foi afetada por condições de seca</figcaption></figure><p>Uma vasta faixa que vai do noroeste ao leste da Europa registou precipitação abaixo da média. Em determinado momento em maio, <strong>35% da Europa encontrava-se em situação de seca agrícola extrema.</strong></p><div class="texto-destacado">O impacto nos rios foi igualmente grave. 70 % dos rios europeus registaram caudais anuais abaixo da média, com os níveis dos rios a permanecerem baixos durante 11 meses do ano.</div><p>O relatório destaca contrastes hidrológicos significativos, com chuvas intensas em algumas regiões e secas prolongadas noutras, tornando a gestão dos recursos hídricos mais complexa e crítica.</p><p>Embora as precipitações extremas e as inundações tenham sido menos generalizadas em 2025 do que nos últimos anos, <strong>o seu impacto continuou a ser significativo.</strong></p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Tempestades e inundações causaram pelo menos 21 mortes, afetaram mais de 14 500 pessoas e deixaram as comunidades a lidar com danos e perturbações.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Prevê-se que a Europa registe alguns dos maiores aumentos do risco de inundações a nível global nas próximas décadas.</p><p>No relatório ficou confirmado que <strong>2025 foi um ano de fenómenos climáticos extremos sem precedentes em toda a Europa</strong>, com ondas de calor, incêndios florestais e temperaturas da superfície do mar a bateram recordes.</p><p>Os cientistas alertam que estas tendências evidenciam riscos urgentes para os ecossistemas, as economias e a saúde pública, uma vez que a Europa continua a ser o continente que mais rapidamente aquece.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/relatorio-revela-que-os-fenomenos-extremos-estao-a-aumentar-na-europa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um estudo científico demonstra que o Etna é um vulcão com características únicas no mundo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-estudo-cientifico-demonstra-que-o-etna-e-um-vulcao-com-caracteristicas-unicas-no-mundo.html</link><pubDate>Fri, 01 May 2026 12:43:04 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O Etna é o vulcão mais ativo da Europa e um dos mais monitorizados do mundo, mas até à data nenhum modelo geológico explica como se formou. Apresentamos-vos aqui os detalhes desta nova descoberta.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/uno-studio-scientifico-dimostra-come-l-etna-sia-un-vulcano-con-caratteristiche-uniche-al-mondo-1776182242504.jpg" data-image="t4gkx5bzo3px" alt="Etna." title="Etna."><figcaption>O Etna é o vulcão mais ativo da Europa e um dos mais vigiados do mundo, mas, até à data, nenhum modelo geológico existente explica completamente como se formou.</figcaption></figure><p>Agora é oficial: a origem do Etna poderá ser única. De acordo com um novo e detalhado estudo científico publicado na <strong>revista Journal of Geophysical Research</strong> pela Universidade de Lausana, <strong>o mecanismo é semelhante ao que gera pequenos vulcões submarinos</strong>, mas envolve um sistema de grandes dimensões cuja atividade teve início há aproximadamente 500 000 anos. De facto, este vulcão, que entra em erupção várias vezes por ano, eleva-se atualmente a mais de 3.000 metros acima do nível do mar.</p><p>Esta descoberta lança mais luz sobre a dinâmica das erupções invulgarmente frequentes do Etna e abre caminho para que os investigadores do INGV avaliem melhor o risco vulcânico.</p><h2>Um dos vulcões mais ativos do mundo</h2><p>O Etna é o vulcão mais ativo da Europa e um dos mais monitorizados do mundo, mas até à data nenhum modelo geológico existente explica completamente a sua formação. <strong>Não se enquadra em nenhum dos três principais mecanismos que regem a formação dos vulcões terrestres</strong>. Também não se encontra na fronteira entre duas placas tectónicas.</p><p>Também não se trata de <strong>um vulcão explosivo formado ao longo de uma zona de subducção</strong> (onde uma placa mergulha sob outra), como o monte Fuji no Japão. Nem se situa num ponto quente (ascensão de material do manto muito quente), como acontece no centro das placas tectónicas (ilhas oceânicas como o Havai ou a Reunião).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uno-studio-scientifico-dimostra-come-l-etna-sia-un-vulcano-con-caratteristiche-uniche-al-mondo-1776182279061.jpg" data-image="tb1l0n17cgwq" alt="Etna." title="Etna."><figcaption>De acordo com os dados disponíveis, descobriu-se que o Etna se alimenta de pequenas quantidades de magma já presentes no manto superior, a cerca de 80 quilómetros abaixo da superfície.</figcaption></figure><p>Na verdade, encontra-se perto de uma zona de subducção, mas a sua composição química é semelhante à dos vulcões de ponto quente, embora<strong> não existam estruturas deste tipo nas suas proximidades</strong>.</p><h2>O ponto de viragem no estudo das amostras de lava</h2><p> Posteriormente, os investigadores analisaram as amostras de lava para avaliar a evolução química desde a formação do vulcão, <strong>há aproximadamente 500 000 anos, até aos dias de hoje</strong>. Descobriram que o material expelido se manteve praticamente inalterado ao longo do tempo, apesar da evolução do regime tectónico. </p><div class="texto-destacado">Segundo<strong> </strong>os dados disponíveis, descobriu-se que o Etna se alimenta de pequenas quantidades de magma já presentes no manto superior, a cerca de 80 quilómetros abaixo da superfície. </div><p>Estes magmas são transportados esporadicamente para a superfície por movimentos tectónicos complexos, devidos fundamentalmente<strong> à colisão entre as placas africana e euro-asiática</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763562" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-gigantesco-vulcao-da-caldeira-do-japao-esta-a-encher-se-de-novo-7-300-anos-depois-como-esta-a-faze-lo.html" title="O gigantesco vulcão da caldeira do Japão está a encher-se de novo 7.300 anos depois: como está a fazê-lo?">O gigantesco vulcão da caldeira do Japão está a encher-se de novo 7.300 anos depois: como está a fazê-lo?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-gigantesco-vulcao-da-caldeira-do-japao-esta-a-encher-se-de-novo-7-300-anos-depois-como-esta-a-faze-lo.html" title="O gigantesco vulcão da caldeira do Japão está a encher-se de novo 7.300 anos depois: como está a fazê-lo?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/caldera-de-japon-se-esta-volviendo-a-llenar-1774764763285_320.jpg" alt="O gigantesco vulcão da caldeira do Japão está a encher-se de novo 7.300 anos depois: como está a fazê-lo?"></a></article></aside><p>"O vulcão siciliano poderá, portanto, pertencer a uma quarta categoria de vulcões pouco conhecida: os chamados<strong> vulcões</strong><strong> “petit-spot”</strong>, descritos pela primeira vez em 2006 por geólogos japoneses", observa <strong>Sébastien Pilet</strong>, professor da Faculdade de Geociências e Ambiente da Universidade de Lausana.</p><p>Esta descoberta abre novas perspetivas para compreender como outros sistemas vulcânicos, com características comuns às do Etna, <strong>podem formar-se em todo o mundo</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-estudo-cientifico-demonstra-que-o-etna-e-um-vulcao-com-caracteristicas-unicas-no-mundo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um estudo invulgar: como reage o arroz à chuva]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/um-estudo-invulgar-como-reage-o-arroz-a-chuva.html</link><pubDate>Fri, 01 May 2026 12:31:03 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>O que para nós soa a relaxamento é um sinal de crescimento para as plantas: os sons da chuva podem fazer com que as sementes de arroz germinem mais rapidamente. É o que demonstra um novo estudo realizado nos Estados Unidos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/verruckte-studie-wie-reis-auf-regen-reagiert-1777276715100.jpeg" alt="Para el arroz, el sonido de las gotas de lluvia es particularmente significativo." title="Para el arroz, el sonido de las gotas de lluvia es particularmente significativo."><figcaption>Para o arroz, o som das gotas de chuva é particularmente significativo. Foto: Adobe Stock.</figcaption></figure><p>Para muitas pessoas, o som da chuva tem um efeito tranquilizador. Para as sementes de arroz, no entanto, parece funcionar como um sinal de partida. Investigadores norte-americanos descobriram que <strong>as vibrações acústicas produzidas apenas pelas gotas de chuva podem ser suficientes para acelerar significativamente o processo de germinação</strong>.</p><p>É claro que as plantas não ouvem no sentido clássico, <strong>mas as suas células são altamente sensíveis às ondas sonoras</strong>. Esta descoberta oferece uma visão fascinante de quão intimamente as plantas estão ligadas ao seu ambiente.</p><h2>Uma experiência com milhares de sementes de arroz </h2><p>Para o estudo, publicado na revista<em> Scientific Reports</em>, engenheiros do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) <strong>analisaram cerca de 8 000 sementes de arroz</strong>. Estas foram colocadas em recipientes com pouca água para simular as condições naturais da forma mais realista possível.</p><p>Utilizando um microfone subaquático, <strong>os investigadores registaram as vibrações acústicas geradas quando as gotas de chuva atingem a água</strong>. Compararam estas medições com gravações reais feitas em poças, lagoas e solo durante episódios de chuva.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764688" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-fim-do-arroz-apos-9-000-anos-de-cultivo-nos-ultimos-200-anos-o-alimento-basico-do-mundo-atingiu-seu-limite-termico.html" title="O fim do arroz? Após 9.000 anos de cultivo, nos últimos 200 anos o alimento básico do mundo atingiu o seu limite térmico">O fim do arroz? Após 9.000 anos de cultivo, nos últimos 200 anos o alimento básico do mundo atingiu o seu limite térmico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-fim-do-arroz-apos-9-000-anos-de-cultivo-nos-ultimos-200-anos-o-alimento-basico-do-mundo-atingiu-seu-limite-termico.html" title="O fim do arroz? Após 9.000 anos de cultivo, nos últimos 200 anos o alimento básico do mundo atingiu o seu limite térmico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fin-del-arroz-tras-9000-anos-de-cultivo-en-los-ultimos-200-anos-el-alimento-del-mundo-alcanzo-su-limite-termico-1776374449283_320.jpg" alt="O fim do arroz? Após 9.000 anos de cultivo, nos últimos 200 anos o alimento básico do mundo atingiu o seu limite térmico"></a></article></aside><p>Posteriormente, expuseram deliberadamente um subconjunto das sementes ao gotejar da água, embora sem qualquer contacto físico direto. A abordagem, portanto,<strong> centrou-se exclusivamente nos sons e nas vibrações resultantes</strong>.</p><p>Os resultados foram inequívocos: <strong>as sementes expostas ao som da chuva germinaram entre 30 e 40 por cento mais rapidamente do que o grupo de controlo</strong>. Este efeito foi particularmente pronunciado nas sementes situadas perto da superfície da água, uma vez que estas conseguiram perceber as vibrações com maior intensidade.</p><h3>Como as ondas sonoras influenciam o crescimento</h3><p>A explicação dos cientistas é tão simples quanto surpreendente. <strong>Quando uma gota de chuva atinge a água ou o solo, gera ondas sonoras que se propagam pelo ambiente circundante</strong>. Estas ondas põem as sementes de arroz em movimento.</p><p>Dentro das células das sementes existem partículas minúsculas conhecidas como <strong>estatolitos</strong>, que são sensíveis à gravidade. <strong>As vibrações provocam o deslocamento dessas partículas, o que desencadeia um sinal que ativa o processo de germinação</strong>.</p><p>O efeito é mais intenso do que se poderia imaginar. Segundo o autor do estudo, <strong>Nicholas Makris</strong>, professor de engenharia mecânica no MIT, <strong>as gotas de chuva geram ondas sonoras particularmente intensas debaixo de água</strong>. Para uma semente, este som pode chegar a ser comparável até ao rugido de um motor a reação. Este "ruído" atua como um sinal de alerta, dando início ao processo de germinação.</p><h2>Um mecanismo natural de sobrevivência</h2><p>Os investigadores consideram que isto constitui uma vantagem evolutiva. A chuva é um indício de condições favoráveis ao crescimento; mais concretamente, da presença de água suficiente e de um ambiente propício. As sementes que respondem a esses sinais têm maiores probabilidades de germinar e sobreviver.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="756991" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/investigadores-portugueses-criam-metodo-para-detetar-fraudes-na-comercializacao-do-arroz.html" title="Investigadores portugueses criam método para detetar fraudes na comercialização do arroz">Investigadores portugueses criam método para detetar fraudes na comercialização do arroz</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/investigadores-portugueses-criam-metodo-para-detetar-fraudes-na-comercializacao-do-arroz.html" title="Investigadores portugueses criam método para detetar fraudes na comercialização do arroz"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-portugueses-criam-metodo-para-detetar-fraudes-na-comercializacao-do-arroz-1772543448013_320.jpg" alt="Investigadores portugueses criam método para detetar fraudes na comercialização do arroz"></a></article></aside><p>A capacidade de perceber ondas sonoras não é, portanto, uma mera coincidência, mas sim um mecanismo natural complexo. <strong>As plantas utilizam estímulos acústicos para adaptar de forma ideal o seu desenvolvimento ao ambiente</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/um-estudo-invulgar-como-reage-o-arroz-a-chuva.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Amanhã as trovoadas mais fortes crescerão a partir das 11:00 entre os distritos de Vila Real e Bragança]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-as-trovoadas-mais-fortes-crescerao-a-partir-das-11-00-entre-os-distritos-de-vila-real-e-braganca.html</link><pubDate>Fri, 01 May 2026 11:43:19 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Amanhã, 2 de maio, a chegada de uma região depressionária vinda do Atlântico traduzir-se-á num agravamento significativo do estado do tempo. Grande parte de Portugal continental estará à mercê da chuva e nalguns distritos prevê-se trovoada.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-as-trovoadas-mais-fortes-crescerao-a-partir-das-11-00-entre-os-distritos-de-vila-real-e-braganca-1777635599117.jpg" data-image="71cqnmnpeykf"><figcaption>Este sábado (2) esperam-se condições favoráveis à ocorrência de trovoadas em algumas regiões do Continente. Contamos-lhe onde e quando na análise que segue abaixo.</figcaption></figure><p>Neste momento a leitura das cartas sinópticas revela a presença de um <strong>centro de baixas pressões posicionado sobre o Atlântico, a oeste de Portugal continental</strong>, e a menos de 24 horas de distância da nossa geografia.</p><p>Entre hoje e sábado (2) esta depressão irá interagir com o jato polar ondulante, e ao ser reabsorvido pelo mesmo, passará a integrar a circulação principal, <strong>evoluindo para uma região mais alongada de baixas pressões, que se estenderá desde a Irlanda até à Península Ibérica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-as-trovoadas-mais-fortes-crescerao-a-partir-das-11-00-entre-os-distritos-de-vila-real-e-braganca-1777634110212.png" data-image="kkaoaof71h5t"><figcaption>A meio da tarde de sábado, 2 de maio, a depressão atlântica já terá sido reabsorvida pela corrente de jato polar, estando plenamente inserida numa região mais alongada de baixas pressões (vale depressionário) estabelecida entre a Irlanda e a Península Ibérica.</figcaption></figure><p>Hoje - <strong>sexta-feira 1 de maio e feriado do Dia do Trabalhador</strong> - o céu apresentar-se-á geralmente muito nublado em Portugal continental, com possibilidade de <strong>aguaceiros fracos e dispersos nas próximas horas </strong>em pontos do Norte e Centro, sendo mais prováveis nas áreas montanhosas dos distritos de Viana do Castelo, Aveiro, Vila Real e Viseu.</p><p>Hoje as temperaturas máximas irão oscilar desde 13 ºC nas montanhas do Alto Minho até 27 ºC no Baixo Alentejo. O vento soprará geralmente fraco do quadrante Oeste, aumentando temporariamente de intensidade durante a tarde.</p><h2>No sábado, 2 de maio, dar-se-á o pico de instabilidade do episódio de tempo adverso</h2><p>Na madrugada de sábado (2) o céu ficará muito nublado com a aproximação desta área de instabilidade meteorológica, surgindo os primeiros aguaceiros, fracos e dispersos no interior Norte e Centro, em particular nas áreas montanhosas. <strong>A depressão começará a perder organização a partir do início da manhã de sábado (2), mas manter-se-á muito ativa</strong> ao ser reabsorvida para uma região mais alongada de baixas pressões, entrando na fase de gerar precipitação na nossa geografia.</p><p><strong>Durante a manhã</strong> preveem-se períodos de chuva ou aguaceiros no litoral entre Caminha e Sesimbra, com destaque para o<strong> Noroeste Minhoto</strong> e para a<strong> Área Metropolitana de Lisboa</strong>, onde poderá chover com mais intensidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-as-trovoadas-mais-fortes-crescerao-a-partir-das-11-00-entre-os-distritos-de-vila-real-e-braganca-1777634457244.png" data-image="bpxlf7wozpmm"><figcaption>À tarde espera-se um alastramento e intensificação da precipitação.</figcaption></figure><p><strong>Entre o final da manhã (11:00) e o final da tarde (19:00)</strong>, devido à lenta deslocação da região depressionária para nordeste, espera-se um agravamento da instabilidade meteorológica, não só em termos de intensidade como em termos de área geográfica abrangida (será maior). <strong>A precipitação intensificará, espalhando-se para o interior Norte e Centro </strong>e repetindo-se numa área mais abrangente do litoral. Não se exclui o risco de <strong>queda de granizo</strong>.</p><p>Grande parte das regiões a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela será afetada pela precipitação. Cerca das <strong>21:00/22:00 a precipitação tenderá a cessar</strong>,<strong> </strong>dissipando-se do nosso território através das localidades raianas do extremo Norte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-as-trovoadas-mais-fortes-crescerao-a-partir-das-11-00-entre-os-distritos-de-vila-real-e-braganca-1777634471467.png" data-image="lrmfn3tntxl5"><figcaption>Os aguaceiros terão uma intensidade variável e uma distribuição muito irregular pelo território de Portugal continental. Nem sempre estará a chover, havendo previsão de abertas ocasionais.</figcaption></figure><p><strong>Os registos mais elevados de precipitação acumulada</strong> estão previstos para os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Bragança, Aveiro, Viseu, Coimbra e Guarda <strong>(5 a 15 mm)</strong>. Mesmo assim, há zonas do interior onde a precipitação se situará entre 2 e 5 mm. Nos restantes distritos onde choverá, a precipitação acumulada variará entre 1 e 5 mm.</p><p>Para algumas zonas da Beira Baixa e em grande parte do Alentejo e do Algarve não se prevê chuva, porém, <strong>a última atualização do modelo Europeu antecipa uma probabilidade de ocorrência de precipitação (30-50%) nalgumas localidades alentejanas e algarvias</strong>, numa faixa do território sentido nordeste-sudoeste entre Arronches (Portalegre) e Vila do Bispo (Faro).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766559" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/adeus-ao-tempo-ameno-uma-massa-de-ar-polar-vai-invadir-a-europa-entre-2-e-5-de-maio.html" title="Adeus ao tempo ameno: uma massa de ar polar vai invadir a Europa entre 2 e 5 de maio">Adeus ao tempo ameno: uma massa de ar polar vai invadir a Europa entre 2 e 5 de maio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/adeus-ao-tempo-ameno-uma-massa-de-ar-polar-vai-invadir-a-europa-entre-2-e-5-de-maio.html" title="Adeus ao tempo ameno: uma massa de ar polar vai invadir a Europa entre 2 e 5 de maio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/adeus-ao-clima-morno-uma-massa-de-ar-polar-vai-invadir-a-europa-entre-4-e-7-de-maio-1777550290308_320.jpg" alt="Adeus ao tempo ameno: uma massa de ar polar vai invadir a Europa entre 2 e 5 de maio"></a></article></aside><p>Mesmo dentro de um determinado distrito haverá uma distribuição muito desigual da precipitação entre locais próximos. Na primavera é muito comum que a precipitação convectiva resulte nesta grande disparidade: <strong>pode “chover a cântaros” num lugar e noutro muito próximo “nem gota cair”</strong>.</p><h2>Onde e em que intervalo horário serão mais prováveis as trovoadas de sábado, 2 de maio?</h2><p>O contraste (gradiente térmico vertical) entre o calor diurno e o ar mais frio em altitude <strong>fomentará o risco de trovoadas</strong>. Este fenómeno poderá acompanhar a precipitação ocasionalmente e de forma localizada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-as-trovoadas-mais-fortes-crescerao-a-partir-das-11-00-entre-os-distritos-de-vila-real-e-braganca-1777634562651.png" data-image="by4yb6zvm1i7"><figcaption>A mais recente atualização do mapa de densidade de raios da Meteored baseado no modelo ECMWF prevê uma maior probabilidade, intensidade e frequência de descargas elétricas em zonas entre os distritos de Vila Real e Bragança, sendo que amanhã, além destes dois, observa-se risco de trovoadas ocasionais também nos distritos de Aveiro e Guarda. A atividade elétrica poderá começar pelas 11:00 terminando por volta das 17:00.</figcaption></figure><p>O mapa baseado no modelo Europeu sugere que <strong>as descargas elétricas terão tendência a concentrar-se em zonas pertencentes aos distritos de Vila Real e Bragança entre as 11:00 e as 17:00</strong>. Não obstante, neste mesmo período, as trovoadas poderão ser dispersas e surgir de forma pontual em locais dos distritos de Aveiro e Guarda.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-as-trovoadas-mais-fortes-crescerao-a-partir-das-11-00-entre-os-distritos-de-vila-real-e-braganca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[21,3% dos peixes na Amazónia estão contaminados por mercúrio, aponta MPF]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/21-3-dos-peixes-na-amazonia-estao-contaminados-por-mercurio-aponta-mpf.html</link><pubDate>Fri, 01 May 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Relatório enviado à CIDH aponta contaminação alarmante por mercúrio em peixes amazónicos, afetando populações vulneráveis, ampliando riscos sanitários e expondo falhas estruturais no controlo da mineração ilegal no Brasil.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/21-3-dos-peixes-na-amazonia-estao-contaminados-por-mercurio-aponta-mpf-1777385275189.jpg" data-image="gun42em6xe4c" alt="A exposição afeta de forma desproporcional mulheres e crianças (© Marizilda Cruppe / Greenpeace)" title="A exposição afeta de forma desproporcional mulheres e crianças (© Marizilda Cruppe / Greenpeace)"><figcaption>A exposição afeta de forma desproporcional mulheres e crianças. Crédito: Marizilda Cruppe/Greenpeace</figcaption></figure><p>Um diagnóstico enviado pelo <strong>Ministério Público Federal </strong>à Comissão Interamericana de Direitos Humanos revela<strong> níveis alarmantes de contaminação por mercúrio na Amazónia brasileira</strong>. O documento indica que<strong> 21,3% dos peixes</strong> comercializados em seis estados apresentam índices acima do limite estabelecido pela Organização Mundial da Saúde.</p><p>Os dados fazem parte de um relatório submetido à Relatoria Especial sobre Direitos Económicos, Sociais, Culturais e Ambientais e<strong> apontam situações ainda mais graves em estados como Amazonas e Roraima</strong>, onde a contaminação pode atingir até 50% e 40% dos peixes analisados, respetivamente.</p><p>A análise técnica classifica o cenário como uma <strong>emergência sanitária sistémica, diretamente associada ao avanço da mineração ilegal</strong>. O documento reúne evidências científicas e jurídicas que indicam falhas estruturais do Estado brasileiro no controlo da atividade.</p><h2>Contaminação desigual e efeitos nas populações</h2><p>A distribuição da contaminação não é homogénea, atingindo com maior intensidade determinadas regiões e populações. Municípios do Amazonas, como <strong>Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira</strong>, registaram <strong>índices de até 50% de peixes contaminados</strong>, enquanto no Acre o percentual chegou a 35,9%.</p><div class="texto-destacado">Entre populações indígenas, a situação é ainda mais crítica. Na Terra Indígena Yanomami, estudos mostram que todos os participantes analisados apresentaram contaminação por mercúrio. Parte significativa das amostras apresentou níveis considerados elevados, com impactos diretos na saúde coletiva.</div><p><strong>Mulheres e crianças</strong> estão entre os grupos mais afetados. O relatório indica que mulheres em idade fértil consomem até nove vezes mais mercúrio do que o recomendado, enquanto <strong>crianças pequenas chegam a ingerir até 31 vezes acima do limite seguro</strong>, ampliando riscos de danos neurológicos e desenvolvimento comprometido.</p><h2>Bioacumulação e risco alimentar crescente</h2><p>Outro fator preocupante é o <strong>fenómeno da bioacumulação</strong>, que aumenta a concentração de mercúrio ao longo da cadeia alimentar. Peixes carnívoros, amplamente consumidos na região, apresentam níveis até 14 vezes superiores aos de espécies herbívoras.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/21-3-dos-peixes-na-amazonia-estao-contaminados-por-mercurio-aponta-mpf-1777385689269.jpg" data-image="2pp8l9ox6ro5" alt="A mortandade de peixes em áreas de rios poluídos pelos elementos químicos oriundos de minas;" title="A mortandade de peixes em áreas de rios poluídos pelos elementos químicos oriundos de minas;"><figcaption>A mortandade de peixes em áreas de rios poluídos pelo mercúrio de mineração é um risco à segurança alimentar dos povos da região. Crédito: Divulgação Igui Ecologia</figcaption></figure><p>Em comunidades ribeirinhas do <strong>Rio Madeira</strong>, análises apontaram <strong>contaminação em 85% das amostras de cabelo humano</strong>, além da presença do metal em água e alimentos cultivados localmente. Modelagens indicam que a poluição intensifica ao longo dos rios, especialmente em áreas próximas ao garimpo.</p><p>O relatório também destaca o uso crescente de outras substâncias tóxicas, como o cianeto, que<strong> potencializa os impactos ambientais e sanitários</strong> da atividade mineradora ilegal.</p><h2>Fluxo ilegal e falhas no controlo estatal</h2><p>Segundo o documento, o Brasil não produz mercúrio, e todo o material utilizado no <strong>garimpo ilegal entra no país por contrabando</strong>, principalmente via Bolívia e Guiana. Entre 2018 e 2022, cerca de 185 toneladas de origem desconhecida foram consumidas.</p><div class="texto-destacado">A investigação também aponta<strong> esquemas de lavagem de minérios extraídos ilegalmente</strong>, inseridos no mercado formal com documentação fraudulenta. O Ministério Público Federal destaca falhas na atuação de órgãos como a Agência Nacional de Mineração e o Banco Central, especialmente na rastreabilidade da origem dos recursos.</div><p>No campo jurídico, há conflito entre a Convenção de Minamata, ratificada pelo Brasil, e normas antigas que ainda permitem o uso de mercúrio, dificultando ações de fiscalização por órgãos como o Ibama.</p><h2>Avanço do garimpo e desafios institucionais</h2><p>Apesar de operações recentes terem reduzido significativamente o <strong>garimpo em áreas como a Terra Indígena Yanomami</strong>, a atividade tem migrado para outras regiões, mantendo a pressão sobre territórios protegidos.</p><p>Casos como o do Rio Madeira evidenciam <strong>a rápida recomposição das estruturas ilegais</strong>, com novas embarcações a surgirem pouco tempo após operações de repressão. Isto demonstra a capacidade de adaptação das redes criminosas envolvidas.</p><p>O cenário ocorre em paralelo a discussões no Supremo Tribunal Federal sobre a regulamentação da mineração em terras indígenas. Para o MPF, o avanço destas pautas num contexto de fragilidade institucional <strong>agrava ainda mais os riscos ambientais e sanitários na Amazónia</strong>.</p><h3><em>Referências da notícia</em><strong><em><br></em></strong></h3><p><em>Revista Cenarium. <a href="https://revistacenarium.com.br/213-dos-peixes-na-amazonia-estao-contaminados-por-mercurio-aponta-mpf/" target="_blank">21,3% dos peixes na Amazônia estão contaminados por mercúrio, aponta MPF</a>. 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/21-3-dos-peixes-na-amazonia-estao-contaminados-por-mercurio-aponta-mpf.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O eco do passado: porque o canto dos chapins de Paris continua agudo em ruas mais calmas?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-eco-do-passado-porque-o-canto-dos-chapins-de-paris-continua-agudo-em-ruas-mais-calmas.html</link><pubDate>Fri, 01 May 2026 06:15:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A persistência das frequências elevadas no canto das aves urbanas de Paris após vinte anos de declínio da poluição sonora. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-eco-do-passado-por-que-o-canto-dos-chapins-de-paris-continua-agudo-em-ruas-mais-calmas-1777472514148.png" data-image="mbbqv3ffwywn"><figcaption>O chapim-real vive em média 1,9 anos, o que significa que muitas gerações passaram entre os anos de 2003 e 2023</figcaption></figure><p>O estudo analisa a resposta vocal do chapim-real à poluição sonora urbana em Paris, França. É amplamente conhecido que as aves urbanas cantam em frequências mais altas para evitar que os seus sinais sejam mascarados pelo ruído de baixa frequência do tráfego. </p><div class="texto-destacado">Paris, uma das cidades mais densas do mundo, implementou nas últimas décadas uma "guerra contra o ruído", através de medidas como a criação de ciclovias, pavimentos redutores de som, limites de velocidade reduzidos e a introdução de veículos elétricos. </div><p>O objetivo principal desta investigação foi <strong>verificar se estes esforços de redução de ruído seriam suficientes para que as aves voltassem a cantar em frequências mais baixas, semelhantes às das populações florestais. </strong></p><h2>Cantos de chapins-reais de 2003 e de 2023 foram comparados</h2><p>Os investigadores compararam gravações de cantos de chapins-reais recolhidas em dois períodos distintos, com 20 anos de intervalo: 2003 e 2023. </p><div class="texto-destacado">As gravações foram feitas em locais urbanos ruidosos em Paris e em locais florestais silenciosos em Fontainebleau. </div><p>Para avaliar a evolução do ruído, a equipa utilizou medições de campo com sonómetros calibrados e analisou dados históricos de monitorização de longo prazo da agência francesa Bruitparif.</p><h2>Paris tornou-se significativamente mais silenciosa</h2><p><strong>Os dados revelaram que Paris se tornou significativamente mais silenciosa.</strong> Entre 2008 e 2023, houve uma diminuição média de 3,1 decibéis no ruído antropogénico, o que significa que a intensidade do som foi reduzida para cerca de metade do que era anteriormente. Contrariamente às previsões, apesar da redução do ruído, <strong>as aves urbanas não baixaram a frequência mínima</strong> dos seus cantos entre 2003 e 2023. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-eco-do-passado-por-que-o-canto-dos-chapins-de-paris-continua-agudo-em-ruas-mais-calmas-1777472575821.png" data-image="jyqzu76uqpzr"><figcaption>Devido à escala logarítmica, uma redução de 3,1 decibéis significa que o ruído em Paris caiu para metade em 2023.</figcaption></figure><p>Os chapins de Paris continuam a cantar em <strong>frequências mínimas significativamente mais altas do que os seus congéneres na floresta de Fontainebleau. </strong>Em 2023, as aves urbanas registaram uma frequência mínima média de aproximadamente 3535 Hz, enquanto as aves florestais registaram cerca de 3256 Hz. O estudo confirmou que as <strong>aves cantam em frequências mais altas em locais onde o ruído ambiente instantâneo é superior,</strong> validando a hipótese do ruído urbano. </p><h2>Recuperação do comportamento animal após redução da poluição sonora é um processo muito lento</h2><p>Os autores concluem que, embora os <strong>esforços de redução de ruído em Paris tenham tido sucesso técnico, os níveis atuais ainda são cerca de 15 dB superiores aos das áreas florestais</strong>, o que pode manter a pressão seletiva sobre as aves. </p><div class="texto-destacado">Além disso, a persistência do canto em frequências altas pode dever-se à transmissão cultural. </div><p>Como as aves aprendem os seus cantos através de tutores adultos, se os tutores que cantam em frequências baixas desapareceram da cidade devido ao ruído histórico, as gerações atuais podem não ter modelos para reaprender as frequências naturais da espécie. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="653918" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ruido-humano-tem-implicacoes-nos-passaros-recem-nascidos-poluicao-sonora.html" title="Ruído humano tem implicações nos pássaros recém-nascidos">Ruído humano tem implicações nos pássaros recém-nascidos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ruido-humano-tem-implicacoes-nos-passaros-recem-nascidos-poluicao-sonora.html" title="Ruído humano tem implicações nos pássaros recém-nascidos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ruido-humano-tem-implicacoes-nos-passaros-recem-nascidos-poluicao-sonora-australia-1714127510057_320.jpg" alt="Ruído humano tem implicações nos pássaros recém-nascidos"></a></article></aside><p>Em suma, o estudo demonstra que a recuperação do comportamento animal natural após a redução da poluição sonora <strong>pode ser um processo muito mais lento do que a própria mitigação do ruído,</strong> exigindo possivelmente reduções ainda mais drásticas para que ocorra uma mudança evolutiva ou cultural visível.</p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><em> Daniel J Mennill, Hans Slabbekoorn, Acoustic differences persist in urban Parus major (Great Tit) over two decades of declining anthropogenic noise in Paris, France, Ornithological Applications, 2026; DOI: <a href="https://doi.org/10.1093/ornithapp/duag020" data-google-interstitial="false" target="_blank">https://doi.org/10.1093/ornithapp/duag020</a> </em></p><p><em><a href="https://theconversation.com/paris-has-successfully-cut-noise-pollution-but-urban-birds-still-cant-sing-at-their-natural-pitch-280229" target="_blank">https://theconversation.com/paris-has-successfully-cut-noise-pollution-but-urban-birds-still-cant-sing-at-their-natural-pitch-280229</a></em></p><p><em><a href="https://phys.org/news/2026-04-paris-successfully-noise-pollution-urban.html" target="_blank">https://phys.org/news/2026-04-paris-successfully-noise-pollution-urban.html</a></em><em></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-eco-do-passado-porque-o-canto-dos-chapins-de-paris-continua-agudo-em-ruas-mais-calmas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Governo adapta o PRTT à estratégia «Água que Une» e chama Macário Correia para liderar a nova empresa AQUA, S.A.]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/governo-adapta-o-prtt-a-estrategia-agua-que-une-e-chama-macario-correia-para-liderar-a-nova-empresa-aqua-s-a.html</link><pubDate>Fri, 01 May 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira, 30 de abril, em Beja, à margem da feira Ovibeja, uma resolução que desenvolve e adapta ao PTRR - Plano de Transformação, Recuperação e Resiliência a estratégia «Água que Une». Macário Correia vai liderar a nova empresa AQUA, S.A.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/governo-adapta-o-prtt-a-estrategia-agua-que-une-e-chama-macario-correia-para-liderar-a-nova-empresa-aqua-s-a-1777588792144.jpg" data-image="z5gek7e8c7u5" alt="Sistema de rega" title="Sistema de rega"><figcaption>O ex-secretário de Estado do Ambiente e ex-autarca de Tavira e de Faro, Macário Correia, foi nomeado pelo Governo como presidente da AQUA, S.A.</figcaption></figure><p>O <strong>ex-secretário de Estado do Ambiente (entre 1987 e 1991) e ex-autarca de Tavira e de Faro, Macário Correia</strong>, foi nomeado pelo Governo esta quinta-feira, em Beja, no fim da reunião do Conselho de Ministros que ali decorreu dedicada à agricultura, como <strong>presidente da AQUA</strong>, S.A.</p><p>Macário Correia vai liderar esta <strong>nova empresa, criada no âmbito do grupo Águas de Portugal</strong> para gerir todos os investimentos públicos no domínio da água ao longo dos próximos anos, nomeadamente os investimentos que estão previstos no âmbito da estratégia ‘Agua que Une’ – apresentada pelo Governo a 10 de março de 2025.</p><p>De acordo com o Governo, o decreto-lei aprovado esta quinta-feira em Conselho de Ministros definiu <strong>poderes para que a AdP AQUA - Gestão Ambiental de Recursos Hídricos, S. A. possa executar e coordenar a política hídrica </strong>e de resiliência climática prevista na estratégia «Água que Une». </p><div class="texto-destacado">Esta nova empresa AQUA, S.A. visa <strong>garantir “uma atuação integrada do Estado na segurança hídrica, resiliência climática e uso eficiente da água </strong>para consumo humano, agricultura e indústria”. Uma solução que também “permite <strong>acelerar investimentos em infraestruturas de fins múltiplos, reutilização de água</strong> e soluções de digitalização”, refere o Governo no comunicado do Conselho de Ministros divulgado no final da reunião.</div><p>A reunião de Conselho de Ministros aconteceu um dia depois da apresentação pública, em Lisboa, pelo Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, da <strong>PTRR - Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="700786" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/estrategia-agua-que-une-vai-precisar-de-5000-milhoes-ate-2030-e-quer-destinar-mais-30-de-agua-para-a-agricultura.html" title="Estratégia “Água que Une” vai precisar de 5000 milhões até 2030 e quer destinar mais 30% de água para a agricultura">Estratégia “Água que Une” vai precisar de 5000 milhões até 2030 e quer destinar mais 30% de água para a agricultura</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/estrategia-agua-que-une-vai-precisar-de-5000-milhoes-ate-2030-e-quer-destinar-mais-30-de-agua-para-a-agricultura.html" title="Estratégia “Água que Une” vai precisar de 5000 milhões até 2030 e quer destinar mais 30% de água para a agricultura"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estrategia-agua-que-une-vai-precisar-de-5000-milhoes-ate-2030-e-quer-destinar-mais-30-de-agua-para-a-agricultura-1741636410724_320.jpg" alt="Estratégia “Água que Une” vai precisar de 5000 milhões até 2030 e quer destinar mais 30% de água para a agricultura"></a></article></aside><p>Uma <strong>estratégia com um horizonte temporal de oito anos - até 2034 - que “surge de uma tragédia coletiva</strong> que marcou profundamente o país” entre finais de janeiro e início de fevereiro de 2026, lembrou Luís Montenegro. Uma sucessão de fenómenos meteorológicos extremos atingiu Portugal continental com intensidade e duração excecionais. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/governo-adapta-o-prtt-a-estrategia-agua-que-une-e-chama-macario-correia-para-liderar-a-nova-empresa-aqua-s-a-1777588888516.jpg" data-image="9z0ge15cwcnf" alt="Sistema de rega" title="Sistema de rega"><figcaption>A nova empresa AQUA - Gestão Ambiental de Recursos Hídricos, S. A. vai poder executar e coordenar a política hídrica e de resiliência climática prevista na estratégia «Água que Une».</figcaption></figure><p>As intempéries provocaram a <strong>perda de vidas humanas, danos extensos em infraestruturas vitais e ecossistemas naturais</strong>, bem como a destruição de milhares de habitações e a perturbação de múltiplos setores da atividade económica.</p><h2> 500 milhões de prejuízos na agricultura</h2><p>Entre esses setores, está a <strong>agricultura, as florestas e as pescas e aquacultura. Só o setor agrícola declarou cerca de 500 milhões de euros de prejuízos </strong>provocados pelas depressões <em>Kristin</em>, Leonardo e Marta. </p><p>Três meses depois, o <strong>Governo apresentou o PTRR como sendo um conjunto de medidas </strong>para promover a transição para sistemas de produção sustentáveis e resilientes, integrando práticas agronómicas adaptadas às alterações climáticas com tecnologias avançadas. </p><p>O <strong>PTRR prevê ações dos setores público - Estado, regiões e municípios - privado e social</strong>, a concretizar num horizonte de nove anos, dividido entre o curto, médio e longo prazo. </p><h2>PTRR: 22,6 mil milhões de euros até 2024</h2><p>Este Plano mobiliza um <strong>montante global de 22,6 mil milhões de euros, entre fundos públicos nacionais (37%), financiamento privado (34%</strong>) e fundos europeus (19%). Tem como objetivo ser executado nos próximos oito anos - até 2034.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="758496" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ministro-da-agricultura-visita-pombal-apos-a-tempestade-kristin-ha-40-milhoes-do-prr-para-recuperar-a-floresta.html" title="Ministro da Agricultura visita Pombal após a tempestade Kristin. Há 40 milhões do PRR para recuperar a floresta">Ministro da Agricultura visita Pombal após a tempestade Kristin. Há 40 milhões do PRR para recuperar a floresta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ministro-da-agricultura-visita-pombal-apos-a-tempestade-kristin-ha-40-milhoes-do-prr-para-recuperar-a-floresta.html" title="Ministro da Agricultura visita Pombal após a tempestade Kristin. Há 40 milhões do PRR para recuperar a floresta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ministro-da-agricultura-visita-pombal-apos-a-tempestade-kristin-ha-40-milhoes-do-prr-para-recuperar-a-floresta-1773261031940_320.jpg" alt="Ministro da Agricultura visita Pombal após a tempestade Kristin. Há 40 milhões do PRR para recuperar a floresta"></a></article></aside><p>As medidas e <strong>ações do PTRR estão organizadas em três pilares e 15 domínios</strong>:</p><p><strong>I.</strong> Recuperar - <strong>dezenas ações de reconstrução e de apoios às pessoas, empresas e instituições sociais</strong> face aos prejuízos de 5,3 mil milhões euros causados pelas tempestades de janeiro-fevereiro de 2026, em infraestruturas, equipamentos públicos, capacidade produtiva, habitações e ativos naturais. Incluem-se medidas já em execução desde fevereiro, e outras a concretizar no curto prazo; </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/governo-adapta-o-prtt-a-estrategia-agua-que-une-e-chama-macario-correia-para-liderar-a-nova-empresa-aqua-s-a-1777588980932.jpg" data-image="n7v6d9jcv8ud" alt="Barragem" title="Barragem"><figcaption>O PTRR tem um horizonte temporal de oito anos - até 2034 - e “surge de uma tragédia coletiva que marcou profundamente o país” entre finais de janeiro e início de fevereiro de 2026.</figcaption></figure><p><strong>II.</strong> Proteger - <strong>61 reformas e investimentos que robustecem e tornam mais resilientes perante eventos extremos, as comunidades, os territórios, as empresas</strong>, as infraestruturas, os equipamentos e as redes de serviços essenciais (energia, comunicações, água) e a floresta, num montante global de cerca de 15 mil milhões de euros, distribuído entre curto, médio e longo prazo; </p><p><strong>III. </strong>Responder - <strong>24 de reformas e investimentos para melhorar a resposta de emergência e apoios perante catástrofes</strong> e alterar o modelo de cobertura de riscos, atuando ao nível das pessoas, das comunicações e das infraestruturas, com <strong>investimentos previstos de 2,3 mil milhões de euros</strong>, a desenvolver sobretudo no médio prazo. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>No domínio da agricultura, foi anunciada a construção de barragens consideradas “estruturantes”, assim como “centenas de charcas e pequenos aproveitamentos hidroagrícolas” no âmbito da estratégia “Água que Une”, que já tinha sido apresentado pelo Governo em 10 de março de 2025. Outra das medidas passa pela criação de “reservas estratégicas, silos alimentares e rede de frio”. Está igualmente prevista a “defesa costeira contra a erosão e criação de um sistema de radares oceânicos”, assim como, da área florestal, a “redução estrutural da carga combustível nas florestas e proteção das aldeias”.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A <strong>Confederação Nacional da Agricultura (CNA) já veio alertar</strong> que os números revelados pelo ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, na Assembleia da República, a 15 de abril, sobre <strong>valores já recebidos ou em candidatura, “estão muito aquém da real dimensão dos prejuízos</strong> e da resposta necessária”. </p><h2>Baixo número de candidaturas aos apoios</h2><p>E a CNA avisa que o motivo que justifica esse baixo número de candidaturas “não é o desinteresse dos agricultores”, mas sim “o <strong>desajustamento das medidas e as exclusões que determinam</strong>”.</p><p>“Muitos agricultores com <strong>culturas destruídas, de milho ou hortícolas</strong>, por exemplo, são obrigados a candidatar-se ao ‘Restabelecimento do Potencial Produtivo’, a medida C.4.1.3. do PEPAC - Plano Estratégico da Política Agrícola Comum 2023-2027”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763728" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/investigadores-do-politecnico-de-leiria-estudam-as-sequelas-da-tempestade-kristin-na-populacao.html" title="Investigadores do Politécnico de Leiria estudam as sequelas da tempestade Kristin na população">Investigadores do Politécnico de Leiria estudam as sequelas da tempestade Kristin na população</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/investigadores-do-politecnico-de-leiria-estudam-as-sequelas-da-tempestade-kristin-na-populacao.html" title="Investigadores do Politécnico de Leiria estudam as sequelas da tempestade Kristin na população"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-do-politecnico-de-leiria-estudam-as-sequelas-da-tempestade-kristin-na-populacao-1776084926914_320.jpg" alt="Investigadores do Politécnico de Leiria estudam as sequelas da tempestade Kristin na população"></a></article></aside><p>O problema, diz a CNA, é que <strong>muitos agricultores “não se enquadram nos critérios de elegibilidade”, como, por exemplo, o terem prejuízos superiores a 30% da sua capacidade produtiva</strong> e acima dos 5.000 euros. </p><p>E, por essa razão, “<strong>ficam sem qualquer apoio”, o que é uma “situação injusta</strong>”, que deve ser “rapidamente corrigida, com a inclusão destas culturas na ajuda simplificada”.</p><p>Também o <strong>presidente da CAP - Confederação dos Agricultores de Portugal mostrou insatisfação</strong>, numa entrevista à rádio Observador na última segunda-feira, 27 de abril.</p><p>Álvaro Mendonça e Moura foi taxativo, dizendo que "nós [CAP] <strong>passámos de uma situação no mundo agrícola e florestal de alguma perplexidade em relação à não atuação do Governo</strong>, para uma situação de profundo descontentamento que começa a chegar ao nível da revolta".</p><p>O presidente da CAP explicou que <strong>em Portugal "tivemos um fenómeno climático extremo, que o próprio Governo reconhece como sendo extremo</strong> e, até hoje, no terreno, segundo declarações do Ministro da Agricultura há dias no Parlamento, o que <strong>chegaram foi 3,3 milhões de euros para pessoas que perderam tudo</strong>" e quando os prejuízos foram contabilizados em centenas de milhões de euros. (...) Não se percebe".</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/governo-adapta-o-prtt-a-estrategia-agua-que-une-e-chama-macario-correia-para-liderar-a-nova-empresa-aqua-s-a.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quer tomates com sabor a tomate? Siga estes conselhos antes de colocar as mãos na terra]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/quer-tomates-com-sabor-a-tomate-siga-estes-conselhos-antes-de-colocar-as-maos-na-terra.html</link><pubDate>Thu, 30 Apr 2026 17:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Deseja cultivar tomates com sabor autêntico na sua horta ou jardim? Siga os conselhos dos peritos para desfrutar de uma colheita abundante e suculenta para adicionar às suas saladas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/quer-tomates-com-sabor-a-tomate-siga-estes-conselhos-antes-de-colocar-as-maos-na-terra-1777564010823.jpg" data-image="c8fo2l2ll437"><figcaption> Observe atentamente a cor das folhas da planta do tomateiro. Se estiverem amareladas ou murchas, não é bom sinal...</figcaption></figure><p>Os tomates são ricos em vitaminas C, A e K, antioxidantes como o licopeno e fibras. <strong>Ajudam a proteger o coração, reduzem inflamações, melhoram a saúde da pele e fortalecem o sistema imunitário</strong>. Contribuem para a prevenção de alguns cancros e promovem uma digestão mais saudável.</p><p>Possuem um <strong>reduzido teor calórico, hidratam e constituem um alimento versátil para a alimentação do dia-a-dia</strong>. Além disto, são um fruto famoso por ajudar no controlo do peso, muito utilizado por quem quer manter ou perder peso. Entre as variedades mais conhecidas deste fruto estão o <strong>tomate chucha, tomate cereja, tomate maçã ou coração de boi</strong>.</p><h2>Regar em excesso no final da estação leva a frutos sem sabor</h2><p>A frequência da rega da planta do tomate depende das condições locais e da fase da estação. Se o tomateiro estiver a ser plantado a partir das sementes, a fase inicial precisa de regas frequentes e superficiais, para manter a superfície ligeiramente húmida. <strong>Se não fizer uma rega frequente no início, “(...) forma-se uma crosta e as pequenas plântulas não conseguem atravessá-la”</strong>, refere <strong>Brenna Aegerter</strong>, consultora agrícola da Cooperative Extension Farm da Universidade da Califórnia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quer-tomates-com-sabor-a-tomate-siga-estes-conselhos-antes-de-colocar-as-maos-na-terra-1777564084683.jpg" data-image="kzcn1x23m7c5"><figcaption>Promova uma rega adequada do tomateiro.</figcaption></figure><p>Assim que as plantas estiverem bem enraizadas, <strong>o ideal é regar com menos frequência, mas em profundidade</strong>, para manter o solo uniformemente húmido, sem ficar encharcado.</p><p><strong>Joe Masabni</strong>, professor e especialista em horticultura no Texas A&M AgriLife Research and Extension Center, salienta o cuidado a ter no final da estação com a eventualidade de uma rega excessiva: <strong>os frutos podem ganhar um sabor insípido e uma textura mole</strong>. Para aprimorar o sabor, Masabni recomenda regar em profundidade uma vez por semana, mesmo que a planta pareça stressada ou o solo esteja seco.</p><h2>Folhas amareladas ou murchas na parte inferior do tomateiro são sintoma de doença</h2><p>Quando as folhas não se mantêm verdes ao longo da estação, são sinal de que uma <strong>doença estará a instalar-se no tomateiro (míldio e murcha de verticílio entre as mais comuns)</strong>. As plantas dos tomateiros devem estar <strong>verdes desde o solo até ao topo</strong> durante toda a estação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quer-tomates-com-sabor-a-tomate-siga-estes-conselhos-antes-de-colocar-as-maos-na-terra-1777563937156.jpg" data-image="y3efhfvohnk0"><figcaption> Não tem de esperar que o tomate fique completamente vermelho para o colher. O fruto atinge a maturidade fisiológica assim que está verde com um ligeiro tom rosado.</figcaption></figure><p>Para evitar o aparecimento e espalhamento das doenças que danificam a planta do tomateiro, Masabni recomenda uma <strong>pulverização regular com produtos orgânicos</strong>.</p><p>O perito em horticultura enfatiza que <strong>essa pulverização depende das condições climáticas do local em que reside</strong>. Se residir numa zona mais seca basta aplicar a cada duas semanas ou dez dias. Mas se vive numa zona chuvosa e húmida, a pulverização deve ser mais frequente, de cinco em cinco ou de sete em sete dias.</p><h2>Não tem de esperar até que o tomate esteja completamente vermelho</h2><p>Segundo Masabni, a investigação científica já foi capaz de comprovar que <strong>“assim que o fruto atinge a maturidade fisiológica, ou seja, quando está verde com um ligeiro tom rosado, já pode ser colhido”</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="642679" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/incrivel-na-islandia-estao-a-cultivar-tomates-e-bananas-agricultura.html" title="Incrível! Na Islândia estão a cultivar tomates e... bananas!">Incrível! Na Islândia estão a cultivar tomates e... bananas!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/incrivel-na-islandia-estao-a-cultivar-tomates-e-bananas-agricultura.html" title="Incrível! Na Islândia estão a cultivar tomates e... bananas!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/incroyable-en-islande-ils-font-pousser-des-tomates-et-des-bananes-agriculture-geothermie-environnement-1707045728517_320.jpeg" alt="Incrível! Na Islândia estão a cultivar tomates e... bananas!"></a></article></aside><p>“O sabor e o perfil nutricional são os mesmos que se o deixasse amadurecer até ficar vermelho na planta”. Porém, preste atenção: <strong>espere sempre que o tom rosado apareça nos tomates antes de os colher</strong>, pois os tomates totalmente verdes não amadurecem adequadamente depois de serem colhidos.</p><h2>A poda, a sucção e o espaçamento corretos aumentam o rendimento das plantas</h2><p>Masabni realça o cuidado a ter com demasiado espaço entre os tomateiros, recomendando que as plante a 60 cm de distância umas das outras. <strong>Uma poda regular das folhas inferiores faz com que obtenha mais plantas por espaço e promove uma boa circulação do ar</strong>. Para tal comece por:</p><ul><li><strong>Remover</strong> <strong>os primeiros quatro a sete ramos laterais </strong>abaixo do primeiro cacho de flores.</li><li>Surgem frequentemente num ângulo de 45 graus, absorvendo água e nutrientes e <strong>demoram muito tempo a produzir frutos, retirando energia </strong>aos ramos produtivos que dão frutos.</li><li><strong>Remova os ramos sem flores na parte inferior da planta e as folhas doentes</strong>.</li><li>Os níveis de humidade noturnos começam a aumentar no fim da época da colheita. Quando faltarem três semana a um mês para essa altura, considere <strong>cortar a parte superior das plantas</strong>.</li></ul><p>Quando ocorre um aumento da humidade noturna, esta tende a provocar um aborto das flores. Masabni explica que “ao remover os ramos e folhas mais altos, <strong>a energia alimentar que a planta produz vai ajudar os frutos existentes a ficarem maiores e mais saborosos</strong>, em vez de ir para as flores mais jovens que podem nunca se desenvolver”.</p><h2>Cascas de ovo podem prevenir a deficiência de cálcio</h2><p><strong>Os tomates podem sofrer de podridão apical, causada por uma deficiência de cálcio no solo</strong>. Para evitar que os tomates fiquem impróprios para consumo, Masabni recomenda guardar as cascas de ovo. “Seque-as, triture-as e coloque o equivalente em pó de uma casca de ovo por planta no fundo do buraco que cavar para a planta”, afirma o perito.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quer-tomates-com-sabor-a-tomate-siga-estes-conselhos-antes-de-colocar-as-maos-na-terra-1777563706327.jpg" data-image="lqdv38hg9p6u"><figcaption>Cascas de ovo reforçam eventuais deficiências de cálcio no solo, que são absorvidas pelas raízes da planta do tomateiro. </figcaption></figure><p><strong>As raízes da planta absorvem o cálcio dissolvido</strong>. Como alternativa, dissolva as cascas de ovo em vinagre e verta a mistura no solo uma ou duas semanas após o transplante, para um <strong>reforço instantâneo de cálcio</strong>.</p><h2>Não faça rotação de tomates com outras solanáceas</h2><p>Seja prudente quanto à rotação de culturas e ao <strong>plantio de tomates ao lado ou após outras plantas</strong> da família das solanáceas, como <strong>beringelas, pimentos ou batatas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="733605" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/investigadores-americanos-criam-tomate-inteligente-que-muda-de-cor-para-alertar-da-falta-de-nutrientes-no-solo.html" title="Investigadores americanos criam tomate “inteligente” que muda de cor para alertar da falta de nutrientes no solo">Investigadores americanos criam tomate “inteligente” que muda de cor para alertar da falta de nutrientes no solo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/investigadores-americanos-criam-tomate-inteligente-que-muda-de-cor-para-alertar-da-falta-de-nutrientes-no-solo.html" title="Investigadores americanos criam tomate “inteligente” que muda de cor para alertar da falta de nutrientes no solo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-americanos-criam-tomate-inteligente-que-muda-de-cor-para-alertar-da-falta-de-nutrientes-no-solo-1760099339354_320.jpg" alt="Investigadores americanos criam tomate “inteligente” que muda de cor para alertar da falta de nutrientes no solo"></a></article></aside><p>Brenna Aegerter refere que estas plantas são frequentemente suscetíveis às mesmas doenças e que por isso <strong>é melhor escolher plantar os tomateiros ao lado de plantas da família da mostarda ou da alface</strong>. Ainda assim, explica a especialista, “isso não significa que não existam algumas doenças que se transmitam entre famílias, mas é menos provável”.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.medis.pt/mais-medis/dieta-e-nutricao/beneficios-do-tomate-porque-o-deve-mesmo-consumir/" target="_blank">Benefícios do tomate: porque o deve mesmo consumir?</a> Médis.pt. 11 de junho de 2019.</em></p><p><em><a href="https://www.thespruce.com/things-to-know-before-growing-tomatoes-11951270" target="_blank">Pro Gardeners Share 6 Lessons They Learned the Hard Way When Growing Tomatoes for the First Time</a>. Gemma Johnstone. 24 de abril de 2026.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/quer-tomates-com-sabor-a-tomate-siga-estes-conselhos-antes-de-colocar-as-maos-na-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A vida invisível que habita na fossa de Atacama]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-vida-invisivel-que-habita-na-fossa-de-atacama.html</link><pubDate>Thu, 30 Apr 2026 16:57:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um grupo de cientista descobriu, nas profundezas da fossa de Atacama, microrganismos que sobrevivem sem luz solar, sustentados por reações químicas baseadas em compostos de enxofre, desafiando os limites da vida.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-vida-invisivel-que-habita-na-fossa-de-atacama-1777506343120.jpg" data-image="1k1vpcocvsp8" alt="Pepino do mar" title="Pepino do mar"><figcaption>Oceanógrafos descem até 8 quilómetros de profundidade na Fossa de Atacama, onde encontram Holotúrias, uma espécie de pepino do mar. Fonte: BBC</figcaption></figure><p>Nas regiões mais profundas do oceano, onde a <strong>luz solar não penetra e a pressão é esmagadora</strong>, a vida parece improvável.</p><p>No entanto, <strong>a fossa de Atacama, localizada no oceano Pacífico</strong> ao largo do Chile, revela precisamente o contrário.</p><p>Este ambiente extremo, que <strong>ultrapassa vários milhares de metros de profundidade</strong>, continua a surpreender a ciência ao demonstrar que a vida consegue adaptar-se a condições aparentemente inóspitas.</p><h2>Uma descoberta científica inesperada</h2><p>Uma recente investigação, publicada na revista <em>Nature</em>, trouxe à luz um ecossistema microbiano singular que vive nos <strong>sedimentos marinhos</strong> desta região.</p><p>Os cientistas identificaram <strong>comunidades de microrganismos que prosperam sem depender da luz sola</strong>r, baseando o seu metabolismo em reações químicas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="734048" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-1-600-metros-de-profundidade-os-cientistas-tentam-abrir-a-porta-para-o-lado-oculto-do-universo.html" title="A 1600 metros de profundidade, os cientistas tentam abrir a porta para o lado oculto do universo">A 1600 metros de profundidade, os cientistas tentam abrir a porta para o lado oculto do universo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-1-600-metros-de-profundidade-os-cientistas-tentam-abrir-a-porta-para-o-lado-oculto-do-universo.html" title="A 1600 metros de profundidade, os cientistas tentam abrir a porta para o lado oculto do universo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-1-600-metros-bajo-tierra-cientificos-intentan-abrir-la-puerta-al-lado-oculto-del-universo-1760286530691_320.jpg" alt="A 1600 metros de profundidade, os cientistas tentam abrir a porta para o lado oculto do universo"></a></article></aside><p>A descoberta ocorreu numa área conhecida como “<em>cold seep</em>”, onde <strong>gases e fluidos emergem lentamente do subsolo oceânico</strong>, criando condições únicas para o desenvolvimento de vida.</p><h2>O papel central do enxofre</h2><p>Ao contrário da maioria dos ecossistemas da Terra, que dependem da fotossíntese, estas <strong>comunidades vivem graças ao ciclo do enxofre</strong>.</p><p>Na superfície dos sedimentos, os <strong>microrganismos oxidam os compostos de enxofre para obter energia</strong>.</p><p>Já nas camadas mais profundas, outros organismos reduzem sulfatos, completando um ciclo químico essencial para a sobrevivência do ecossistema. Este <strong>processo substitui o papel da luz solar como fonte primária de energia</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Um dos aspetos mais intrigantes desta descoberta é a ausência quase total de metano. Em muitos ambientes semelhantes, este gás desempenha um papel fundamental como fonte de energia para microrganismos especializados. </strong>Segundo os cientistas chilenos Ulloa e Escribano</div><h2>Diversidade escondida no fundo do mar</h2><p>A análise genética das amostras recolhidas revelou uma <strong>diversidade surpreendente de vida microbiana</strong>.</p><p>Estes organismos participam em ciclos biogeoquímicos essenciais, envolvendo <strong>não apenas o enxofre, mas também o carbono e o azoto</strong>.</p><p>Além disso, <strong>foram identificadas relações simbióticas com organismos mais complexos</strong>, como alguns moluscos, que dependem destas bactérias para sobreviver em condições tão extremas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-vida-invisivel-que-habita-na-fossa-de-atacama-1777505980505.jpg" data-image="0f98mx4sm66w" alt="Mapa batimetrico" title="Mapa batimetrico"><figcaption>Mapa batimétrico com a localização dos pontos de amostragem ao longo do eixo da Fossa de Atacama. Fonte: SINC</figcaption></figure><p>Esta descoberta não é relevante apenas para a biologia marinha. Ambientes como o da fossa de Atacama são <strong>considerados análogos de possíveis habitats fora da Terra</strong>.</p><p>Os oceanos subterrâneos em luas geladas do Sistema Solar podem apresentar condições semelhantes, sem luz mas com fontes de energia química. Assim, <strong>compreender estes ecossistemas pode ajudar a orientar a procura de vida extraterrestre</strong>.</p><h2>A surpreendente resiliência da vida</h2><p>No fundo, este estudo reforça uma ideia fundamental, <strong>a vida é extraordinariamente adaptável</strong>.</p><p>Mesmo nos ambientes mais extremos do planeta, onde a energia solar está ausente, <strong>os organismos conseguem encontrar alternativas para sobreviver</strong>.</p><p>A fossa de Atacama torna-se, assim, mais do que um local remoto, é um <strong>laboratório natural que desafia os limites</strong> do que consideramos possível para a vida.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em>Arribas Tiemblo, M., Azua-Bustos, A., Sánchez-España, J. et al. "<a href="https://doi.org/10.1038/s41467-026-70869-3" target="_blank">Carbon, nitrogen, and sulfur cycling unveil deep-sea microbial niches in the Atacama Trench.</a>" Nat Commun (2026). </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-vida-invisivel-que-habita-na-fossa-de-atacama.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Adeus ao tempo ameno: uma massa de ar polar vai invadir a Europa entre 2 e 5 de maio]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/adeus-ao-tempo-ameno-uma-massa-de-ar-polar-vai-invadir-a-europa-entre-2-e-5-de-maio.html</link><pubDate>Thu, 30 Apr 2026 14:29:54 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A aproximação de uma massa de ar polar a Portugal Continental irá contribuir para uma descida dos termómetros, especialmente no Norte e Centro do país.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa7ldly"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa7ldly.jpg" id="xa7ldly"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Não só de chuva será constituído o padrão atmosférico em Portugal nos próximos dias. Também<strong> as temperaturas vão diminuir</strong>, ainda mais, visto que já denotamos uma descida das mesmas nos últimos dias, principalmente no Norte e Centro do país.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Esta descida dos termómetros deve-se à aproximação de uma massa de ar polar, que contribuirá também para uma <strong>inversão das anomalias térmicas</strong> em boa parte do território continental.</p><h2>Até sábado, as temperaturas podem registar altos e baixos</h2><p>O dia de hoje, quinta-feira, 30 de abril, amanheceu cinzento em boa parte do país, e com temperaturas mais frescas no Norte e Centro, sendo esperadas <strong>máximas entre os 16 ºC em Leiria e os 22 ºC em Lisboa e Beja</strong>. Ainda assim, os mapas de anomalia, mostram anomalias positivas no Norte do país, indicando valores acima da média, negativas no Centro, indicando valores abaixo da média e mostra-nos uma região Sul dividida entre valores abaixo da média no Barlavento Algarvio e valores acima da média no Baixo Alentejo (junto à faixa interior). A restante região regista valores dentro do esperado para a época do ano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/adeus-ao-clima-morno-uma-massa-de-ar-polar-vai-invadir-a-europa-entre-4-e-7-de-maio-1777551081540.png" data-image="jb1nqu7ssn6d" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Sexta-feira, dia 1 de maio, as temperaturas máximas poderão ser bastante agradáveis em boa parte do país.</figcaption></figure><p>Para amanhã,<strong> sexta-feira</strong>, espera-se uma <strong>subida dos valores</strong>, esperando-se uma variação entre os 16 ºC em Viana do Castelo e os 25 ºC em Évora. Assim, as anomalias térmicas para o momento em que se registam as temperaturas mais elevadas do dia, mostram-se positivas em praticamente todo o território, com exceção da faixa litoral Norte e Centro que apresenta valores dentro do expectável, e com exceção do Barlavento Algarvio e uma parte da Costa Vicentina que mostram valores abaixo da normal climatológica.</p><h2>A descida das temperaturas começa a denotar-se no sábado, dia 2</h2><p>Para o próximo sábado, esperam-se temperaturas máximas entre os 15 ºC na Guarda e os 22 ºC em Beja e Lisboa, resultando num <strong>mapa de anomalias térmicas negativas em vários locais das regiões Norte e Centro</strong>. No domingo, dia 3, esta tendência intensifica-se, sendo esperadas <strong>anomalias térmicas negativas em todo o país</strong>, com valores de temperatura máxima esperados entre os 14 ºC na Guarda e os 22 ºC em Lisboa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/adeus-ao-clima-morno-uma-massa-de-ar-polar-vai-invadir-a-europa-entre-4-e-7-de-maio-1777550301500.png" data-image="lkdp84xaag6d" alt="anomalia térmica negativa a azul; nula a branco; positiva a vermelho" title="anomalia térmica negativa a azul; nula a branco; positiva a vermelho"><figcaption>Na segunda-feira, dia 4 de maio, esperam-se valores de anomalia térmica negativos em boa parte do continente português.</figcaption></figure><p>No arranque da próxima semana, <strong>dia 4, as temperaturas deverão continuar a descer de forma gradual</strong>, esperando-se valores máximos entre os 13 ºC na Guarda e os 22 ºC em Lisboa. Como podemos observar no mapa acima, as anomalias térmicas negativas deverão cobrir toda a geografia continental, com valores até 6 ºC abaixo da média. Apenas uma parte do Sotavento Algarvio poderá registar valores acima da média.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766554" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-veja-como-vai-chover-em-portugal-entre-4-e-10-de-maio.html" title="Previsão de precipitação a médio prazo: veja como vai chover em Portugal entre 4 e 10 de maio">Previsão de precipitação a médio prazo: veja como vai chover em Portugal entre 4 e 10 de maio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-veja-como-vai-chover-em-portugal-entre-4-e-10-de-maio.html" title="Previsão de precipitação a médio prazo: veja como vai chover em Portugal entre 4 e 10 de maio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-veja-como-vai-chover-em-portugal-entre-4-e-10-de-maio-1777549066833_320.jpg" alt="Previsão de precipitação a médio prazo: veja como vai chover em Portugal entre 4 e 10 de maio"></a></article></aside><p>Os nossos mapas indicam que <strong>na terça-feira, dia 5, já se poderá dar uma ligeira recuperação das temperaturas máximas</strong>, sendo esperados valores entre os 14 ºC na Guarda e os 24ºC em Faro, resultando num mapa de anomalias térmicas mais suavizado quanto aos valores abaixo da média. Ou seja, <strong>esperam-se valores abaixo da média, até 3 ºC, essencialmente no Norte e Centro do país</strong>.</p><p>Ao que tudo indica, <strong>nos dias seguintes, a tendência será de subida</strong>, denotando-se com maior expressão na quinta-feira, dia 7, onde vários locais do Centro e Sul do país podem registar até 26 ºC. Ainda assim, espera-se uma nova descida dos valores no dia 8.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/adeus-ao-tempo-ameno-uma-massa-de-ar-polar-vai-invadir-a-europa-entre-2-e-5-de-maio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item></channel></rss>