<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Tempo.pt - Meteored</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Tue, 09 Jun 2026 18:00:25 +0000</lastBuildDate><pubDate>Tue, 09 Jun 2026 18:00:25 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Tempo.pt - Meteored</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Andor da Senhora da Pena com mais de vinte metros e três toneladas já é Património Cultural Imaterial]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/andor-da-senhora-da-pena-com-mais-de-vinte-metros-e-tres-toneladas-ja-e-patrimonio-cultural-imaterial.html</link><pubDate>Tue, 09 Jun 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A monumental estrutura religiosa de Mouçós, em Vila Real, recebeu a classificação oficial que protege um saber ancestral transmitido entre gerações.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/andor-da-senhora-da-pena-com-mais-de-vinte-metros-e-tres-toneladas-ja-e-patrimonio-cultural-imaterial-1781009677336.jpg" data-image="pj1lf1s81d99" alt="Andor da Senhora da Pena" title="Andor da Senhora da Pena"><figcaption>O monumental Andor da Senhora da Pena, com 20 metros de altura, é carregado por mais de uma centena de pessoas organizadas em turnos rotativos. Foto: www.patrimoniocultural.gov.pt</figcaption></figure><p>No <strong>segundo domingo de setembro</strong>, milhares de romeiros convergem para a <strong>freguesia de Mouçós</strong>, no município de Vila Real. Vindos de toda a região transmontana, os devotos reúnem-se no recinto do santuário para testemunhar a saída de uma torre de madeira revestida a tecidos e flores.</p><p>O <strong>Andor da Senhora da Pena</strong> impõe-se na paisagem com uma <strong>altura</strong> descomunal que atinge os <strong>23 metros</strong>. Erguido unicamente pela força humana, este gigante com cerca de <strong>três toneladas</strong> acaba de conquistar um lugar na identidade oficial do país. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A sua inscrição no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial foi publicada no Diário da República, coroando séculos de dedicação comunitária no concelho de Vila Real.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O anúncio oficial realça o papel desta manifestação na matriz identitária transmontana. A classificação protege as dinâmicas de <strong>transmissão de conhecimentos</strong> práticos desenvolvidos pelos moradores ao longo de <strong>várias gerações</strong>. A decisão surge como uma medida para salvaguardar um património humano raro, perpetuando uma <strong>celebração que remonta ao século XVIII</strong>.</p><h2>A reinvenção anual de uma obra minuciosa</h2><p>A preparação da estrutura começa <strong>dois meses antes da grande romaria</strong>. O processo exige um trabalho artesanal minucioso dos habitantes, que reconstroem os ornamentos quase inteiramente a partir do zero. São utilizados mais de <strong>mil metros de tecidos</strong> variados e <strong>dezenas de quilos de alfinetes</strong> para cobrir a base de madeira. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Essa dedicação garante que o elemento central da festa exiba anualmente novas formas, cores e texturas surpreendentes.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O peso final do conjunto atinge o seu auge no dia da procissão solene. A engenharia empírica dos carpinteiros locais permite que a estrutura vertical resista às oscilações da marcha. O <strong>equilíbrio exige uma enorme precisão coletiva, transformando a preparação física e material num ato de profunda reverência coletiva</strong>.</p><h2>O ritual de passagem no ombro dos homens</h2><p>O transporte da pesada armação mobiliza mais de <strong>uma centena de pessoas</strong> em rotação alternada para evitar esforços físicos extremos. O percurso circular estende-se por <strong>650 metros </strong>em redor do espaço sagrado. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Para os jovens das aldeias, carregar este peso representa um momento de afirmação social e de passagem simbólica para a vida adulta.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O costume transmite-se de pais para filhos, gerando um forte <strong>sentimento de orgulho</strong> e superação pessoal. Toda a organização do evento, aliás, possui <strong>características etnográficas e antropológicas</strong> muito <strong>particulares</strong>. O transporte fica sempre sob a responsabilidade dos habitantes da povoação encarregados de preparar a festividade no ano seguinte. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="756359" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ue-atribui-selo-de-patrimonio-europeu-ao-abrigo-do-lagar-velho-em-leiria.html" title="UE atribui Selo de Património Europeu ao Abrigo do Lagar Velho em Leiria">UE atribui Selo de Património Europeu ao Abrigo do Lagar Velho em Leiria</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ue-atribui-selo-de-patrimonio-europeu-ao-abrigo-do-lagar-velho-em-leiria.html" title="UE atribui Selo de Património Europeu ao Abrigo do Lagar Velho em Leiria"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ue-atribui-selo-de-patrimonio-europeu-a-abrigo-do-lagar-velho-em-leiria-1772198629605_320.jpg" alt="UE atribui Selo de Património Europeu ao Abrigo do Lagar Velho em Leiria"></a></article></aside><p>Esse ato simboliza uma <strong>passagem de testemunho ritualizada entre as onze aldeias</strong> que integram a freguesia. O esforço partilhado consolida os laços de solidariedade e a entreajuda entre vizinhos.</p><h2>A apoteose final junto ao monumento barroco</h2><p>A caminhada culmina num momento de grande espetáculo em frente à Capela da Senhora da Pena, um belo exemplar da arquitetura barroca da região de Trás-os-Montes.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/andor-da-senhora-da-pena-com-mais-de-vinte-metros-e-tres-toneladas-ja-e-patrimonio-cultural-imaterial-1781009948414.jpg" data-image="35oxfvth8fcq" alt="Andor da Senhora da Pena" title="Andor da Senhora da Pena"><figcaption>A romaria da Senhora da Pena atrai todos os anos milhares de devotos, sobretudo da região transmontana. Foto: Município de Vila Real</figcaption></figure><p>Nesse local, os carregadores elevam repetidamente a enorme peça com movimentos coordenados numa coreografia designada como a <strong>dança do andor</strong>. O movimento encerra as celebrações sob aplausos entusiásticos da multidão. </p><h2>A proteção de uma tradição secular</h2><p>A candidatura foi submetida pelo município de Vila Real no final de 2023. Na apresentação do Andor da Senhora da Pena ao património imaterial, o então presidente do município, Rui Santos, relembrou o longo <strong>processo de investigação</strong> de mais de um ano, coordenado pelo historiador Vítor Nogueira.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ao longo de 13 meses, foram recolhidos testemunhos orais dos aldeões, realizadas pesquisas documentais no Arquivo da Arquidiocese de Braga e selecionados registos audiovisuais do processo de montagem da estrutura.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>“Esta candidatura obrigou-nos a aprofundar a nossa história, permitindo globalizar e perpetuar no tempo este <strong>saber </strong><span style="margin: 0px; padding: 0px;"><strong>ancestral </strong>que</span>, claramente, valoriza o nosso património cultural e humano”, rematou o autarca durante a cerimónia. O reconhecimento nacional garante agora que a <strong>memória</strong> deste <strong>esforço</strong> <strong>coletivo</strong> permaneça protegida contra o esquecimento.</p><h3><em>Referências do artigo</em></h3><p><em><a href="https://www.patrimoniocultural.gov.pt/2026/06/patrimonio-cultural-i-p-aprova-o-registo-da-manifestacao-andor-da-senhora-da-pena-no-inventario-nacional-do-patrimonio-cultural-imaterial/" target="_blank">Património Cultural, I.P. aprova o registo da manifestação “Andor da Senhora da Pena” no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial</a>. <a href="http://www.patrimoniocultural.gov.pt">patrimoniocultural.gov.pt</a></em></p><p><em><a href="https://www.cm-vilareal.pt/index.php/component/content/article/andor-da-senhora-da-pena-inscrito-no-inventario-nacional-do-patrimonio-cultural-imaterial?catid=8&Itemid=101" target="_blank">Andor da Senhora da Pena inscrito no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial</a>. Município de Vila Real</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/andor-da-senhora-da-pena-com-mais-de-vinte-metros-e-tres-toneladas-ja-e-patrimonio-cultural-imaterial.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os microrganismos do solo que alimentam as suas plantas e porque deve protegê-los se não quiser que entrem em declínio]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/os-microrganismos-do-solo-que-alimentam-as-suas-plantas-e-porque-deve-protege-los-se-nao-quiser-que-entrem-em-declinio.html</link><pubDate>Tue, 09 Jun 2026 15:33:08 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Por baixo de cada planta existe uma rede viva que permanece invisível, mas que determina se as suas raízes estão bem nutridas, se resistem ao stress ou se começam a enfraquecer gradualmente.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/los-microorganismos-del-suelo-que-alimentan-tus-plantas-y-que-debes-cuidar-si-no-quieres-que-mueran-lentamente-1780628189702.png" data-image="b7mwnqo95sh6" alt="The smell of wet soil is linked to geosmin, a compound associated with the scent of the ground after rainfall." title="The smell of wet soil is linked to geosmin, a compound associated with the scent of the ground after rainfall."> <figcaption>O cheiro da terra molhada está associado à geosmina, um composto relacionado com o aroma do solo após a chuva.</figcaption> </figure><p>Quando uma planta amarelece, cresce com dificuldade ou deixa de responder ao fertilizante, quase sempre culpamos as folhas, a rega ou os nutrientes. Mas, em muitos casos,<strong> o problema começa abaixo da superfície, na parte que raramente vemos: o solo</strong>. Grande parte da saúde de uma planta é determinada ali.</p><p>Na agricultura e na jardinagem, enfrentamos um grande problema: <strong>o uso generalizado de lavoura intensiva, monocultura e agroquímicos em excesso</strong> fez com que muitos solos perdessem a sua estrutura, matéria orgânica e vida microbiana.</p><div class="texto-destacado">A FAO reconhece que a biodiversidade do solo sustenta processos essenciais relacionados com a fertilidade e a saúde das plantas.</div><p>O microbioma do solo é composto por bactérias, fungos, actinomicetos, protozoários, nemátodos benéficos e muitos outros organismos microscópicos. Para se ter uma ideia, <strong>um único grama de solo saudável pode conter quase um bilhão de bactérias e milhares de espécies bacterianas</strong>.</p><p>Esses microrganismos não são apenas habitantes passivos. Alguns decompõem resíduos orgânicos, outros libertam nutrientes retidos, alguns protegem as raízes e outros ajudam a formar agregados do solo, as estruturas semelhantes a migalhas que permitem que o ar e a água circulem pelo solo. É por isso que <strong>um solo saudável tem um cheiro agradável, desintegra-se facilmente e não se transforma numa massa dura após a rega</strong>.</p><p>A realidade é simples: o verdadeiro motor da fertilidade do solo não é o fertilizante químico, mas sim <strong>o microbioma do solo</strong>. Os fertilizantes podem dar um impulso, mas é esta comunidade invisível que recicla, transforma e fornece nutrientes disponíveis para as plantas às raízes. Se o cuidares, a planta colabora contigo; se o destruíres, cada época de cultivo exigirá mais intervenção.</p><h2>Simbiose: a parceria subterrânea que alimenta as plantas</h2><p>O exemplo mais famoso é a <strong>micorriza arbuscular</strong>, uma parceria entre as raízes das plantas e fungos benéficos. A planta fornece açúcares produzidos através da fotossíntese e, em troca, o fungo fornece água, fósforo, zinco e outros micronutrientes.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/los-microorganismos-del-suelo-que-alimentan-tus-plantas-y-que-debes-cuidar-si-no-quieres-que-mueran-lentamente-1780628212571.png" data-image="godhtj6en4rs" alt="An inoculant cannot compensate for degraded soil. Without organic matter, moisture, and living roots, many introduced microorganisms struggle to establish themselves." title="An inoculant cannot compensate for degraded soil. Without organic matter, moisture, and living roots, many introduced microorganisms struggle to establish themselves."> <figcaption>Um inoculante não consegue compensar a degradação do solo. Sem matéria orgânica, humidade e raízes vivas, muitos dos microrganismos introduzidos têm dificuldade em estabelecer-se.</figcaption> </figure><p>Isto ajuda a explicar por que razão <strong>uma planta micorrízica é frequentemente mais resistente à seca, à salinidade, ao choque de transplante e a solos pobres</strong>. Os fungos micorrízicos também melhoram a absorção de água e de minerais, reforçando o crescimento e aumentando a tolerância ao stress ambiental. </p><p>Existem também <strong>bactérias benéficas</strong>. O Rhizobium forma nódulos em leguminosas como o feijão, a soja e a alfafa, onde converte o azoto atmosférico numa forma que a planta pode utilizar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771904" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-plantas-espiam-e-cheiram-as-suas-vizinhas-para-competir-pela-luz-e-determinar-o-seu-crescimento.html" title="As plantas 'espiam' e cheiram as suas vizinhas para competir pela luz e determinar o seu crescimento">As plantas "espiam" e cheiram as suas vizinhas para competir pela luz e determinar o seu crescimento</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-plantas-espiam-e-cheiram-as-suas-vizinhas-para-competir-pela-luz-e-determinar-o-seu-crescimento.html" title="As plantas 'espiam' e cheiram as suas vizinhas para competir pela luz e determinar o seu crescimento"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/las-plantas-espian-y-huelen-a-sus-vecinas-para-competir-por-la-luz-y-determinar-su-crecimiento-1780090464786_320.jpg" alt="As plantas 'espiam' e cheiram as suas vizinhas para competir pela luz e determinar o seu crescimento"></a></article></aside><p>Outras bactérias, incluindo algumas espécies de <em><strong>Pseudomonas</strong></em>, podem <strong>solubilizar o fósforo através de ácidos orgânicos</strong>, libertando nutrientes que já estavam presentes no solo, mas que não estavam disponíveis para as plantas.</p><h3>Como a vida do solo é prejudicada — e como restaurá-la</h3><p>O microbioma do solo enfraquece quando removemos as suas fontes de alimento e destruímos o seu habitat. O uso excessivo de fertilizantes altamente solúveis, fungicidas de amplo espectro, herbicidas mal geridos, solo descoberto e a falta de matéria orgânica <strong>reduzem a atividade biológica</strong>.</p><div class="texto-destacado">O PNUA alerta que o uso excessivo de fertilizantes pode perturbar o equilíbrio de nutrientes, enquanto os pesticidas podem prejudicar os organismos benéficos do solo.</div><p><strong>Como podemos reconhecer o problema?</strong> Muitas vezes manifesta-se através de plantas amareladas, raízes curtas ou escuras com odores desagradáveis, solos que se compactam rapidamente, doenças nas raízes e rendimentos em declínio ano após ano. O mesmo acontece em vasos: misturas de envasamento que se tornam biologicamente inativas e nunca são renovadas com composto acabam por depender quase inteiramente de fertilizantes líquidos.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/los-microorganismos-del-suelo-que-alimentan-tus-plantas-y-que-debes-cuidar-si-no-quieres-que-mueran-lentamente-1780628245729.png" data-image="f6pbvn060bbh" alt="Glomalin, produced by mycorrhizal fungi, helps bind soil particles together and improves aggregate stability." title="Glomalin, produced by mycorrhizal fungi, helps bind soil particles together and improves aggregate stability."> <figcaption>A glomalina, produzida por fungos micorrízicos, ajuda a aglomerar as partículas do solo e melhora a estabilidade dos agregados.</figcaption> </figure><p>Para regenerar o solo, comece pelo básico: <strong>adicione composto maduro, vermicomposto, resíduos de culturas triturados ou cobertura morta orgânica</strong>. Adote práticas como a rotação de culturas, o cultivo com lavoura reduzida e a manutenção de raízes vivas no solo.</p><p>Para avaliar a atividade biológica, experimente o <strong>teste da pá</strong>: desenterre um bloco de solo e examine o seu cheiro, a presença de minhocas, as raízes finas e a estrutura. Outro método simples consiste em enterrar uma tira de tecido 100% algodão durante um mês. Quanto mais se decompor, maior será a probabilidade de atividade biológica. Esta técnica é frequentemente utilizada como uma avaliação simples no terreno da decomposição microbiana.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772454" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-aproveitar-garrafas-usadas-para-cuidar-das-suas-plantas-5-ideias-simples-para-regar-proteger-e-decorar-o-jardim.html" title="Como aproveitar garrafas usadas para cuidar das suas plantas: 5 ideias simples para regar, proteger e decorar o jardim">Como aproveitar garrafas usadas para cuidar das suas plantas: 5 ideias simples para regar, proteger e decorar o jardim</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-aproveitar-garrafas-usadas-para-cuidar-das-suas-plantas-5-ideias-simples-para-regar-proteger-e-decorar-o-jardim.html" title="Como aproveitar garrafas usadas para cuidar das suas plantas: 5 ideias simples para regar, proteger e decorar o jardim"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-aprovechar-las-botellas-usadas-para-cuidar-tus-plantas-5-ideas-simples-para-regar-proteger-y-decorar-el-jardin-1780517991242_320.jpg" alt="Como aproveitar garrafas usadas para cuidar das suas plantas: 5 ideias simples para regar, proteger e decorar o jardim"></a></article></aside><p>O solo não é um meio de cultivo inerte; é um sistema vivo. Não é necessário transformar todo o seu jardim ou quinta da noite para o dia. Comece por <strong>adicionar mais matéria orgânica e reduzir o uso de produtos químicos num único canteiro</strong>, em alguns vasos ou numa secção do terreno. Se o solo recuperar, as suas plantas irão rapidamente demonstrar o seu agradecimento.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/os-microrganismos-do-solo-que-alimentam-as-suas-plantas-e-porque-deve-protege-los-se-nao-quiser-que-entrem-em-declinio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Astrónomos descobriram que Marte possui uma camada protetora que bloqueia as partículas e a radiação destrutivas do Sol]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-descobriram-que-marte-possui-uma-camada-protetora-que-bloqueia-as-particulas-e-a-radiacao-destrutivas-do-sol.html</link><pubDate>Tue, 09 Jun 2026 15:25:10 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Uma descoberta feita pela missão MAVEN da NASA demonstra que Marte possui um mecanismo de defesa contra o vento solar que, até agora, se pensava ser exclusivo dos planetas com magnetosfera.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-astronomos-descubren-que-marte-tiene-una-armadura-para-frenar-las-particulas-y-la-radiacion-destructivas-del-sol-1780700182135.jpg" data-image="vgldpty8bsi3" alt="Marte planeta rojo" title="Marte planeta rojo"><figcaption>Até agora, o efeito Zwan-Wolf tinha sido estudado principalmente na Terra e noutros planetas dotados de fortes campos magnéticos.</figcaption></figure><p>Durante décadas, os cientistas consideraram que <strong>a presença de um campo magnético global era uma condição essencial para proteger um planeta da radiação e das partículas carregadas emitidas pela sua estrela</strong>. A Terra é o exemplo mais conhecido: a sua magnetosfera desvia grande parte do vento solar e impede que a atmosfera seja progressivamente erodida.</p><p><strong>Sem essa proteção, o nosso planeta teria seguido um destino semelhante ao de Marte</strong>, que perdeu grande parte da sua atmosfera há milhares de milhões de anos e acabou por se tornar um mundo frio e árido.</p><div class="texto-destacado">No entanto, uma nova investigação acaba de demonstrar que a realidade pode ser mais complexa. Uma equipa de cientistas detetou pela primeira vez em Marte <strong>um fenómeno denominado efeito Zwan-Wolf, um mecanismo que ajuda a desviar partículas solares mesmo num planeta que carece de um campo magnético global</strong>.</div><p>O trabalho <strong>foi publicado na revista Nature Communications</strong> e foi liderado por Christopher Fowler, investigador da Universidade da Virgínia Ocidental.</p><h2>A chave estava na atmosfera marciana</h2><p>A descoberta foi possível graças aos <strong>dados obtidos pela sonda MAVEN (Mars Atmosphere and Volatile Evolution) da NASA</strong>, cuja missão se prolongou por mais de onze anos a estudar a atmosfera superior de Marte e os processos responsáveis pela sua evolução.</p><p>Até agora, o <strong>efeito Zwan-Wolf</strong> tinha sido estudado principalmente na Terra e noutros planetas dotados de fortes campos magnéticos. Aí, as partículas carregadas do vento solar colidem com as linhas do campo magnético e <strong>são</strong> <strong>obrigadas a contornar o planeta, reduzindo significativamente o seu impacto</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771370" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/missao-psyche-da-nasa-rumo-a-cintura-de-asteroides-ganha-impulso-com-a-aproximacao-a-marte.html" title="Missão Psyche da NASA rumo à Cintura de Asteroides ganha impulso com a aproximação a Marte">Missão Psyche da NASA rumo à Cintura de Asteroides ganha impulso com a aproximação a Marte</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/missao-psyche-da-nasa-rumo-a-cintura-de-asteroides-ganha-impulso-com-a-aproximacao-a-marte.html" title="Missão Psyche da NASA rumo à Cintura de Asteroides ganha impulso com a aproximação a Marte"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nasa-s-psyche-mission-toward-the-asteroid-belt-gains-speed-from-mars-flyby-1779921273156_320.jpg" alt="Missão Psyche da NASA rumo à Cintura de Asteroides ganha impulso com a aproximação a Marte"></a></article></aside><p>O que é surpreendente é que <strong>Marte não possui uma magnetosfera semelhante à da Terra</strong>.</p><p>Os investigadores descobriram que, na ausência de um campo magnético global, a própria ionosfera marciana — uma camada atmosférica eletricamente carregada pela radiação solar — <strong>pode gerar condições capazes de produzir este fenómeno</strong>.</p><p>Segundo os autores, o efeito ocorre provavelmente de forma contínua, embora <strong>normalmente seja demasiado fraco para ser detetado pelos instrumentos disponíveis</strong>.</p><h2>Uma tempestade solar permitiu observar o fenómeno</h2><p>A oportunidade surgiu em dezembro de 2023, quando uma <strong>poderosa ejeção de massa coronal proveniente do Sol atingiu Marte</strong>.</p><p>Esse evento extremo alterou profundamente o ambiente espacial que rodeia o planeta e <strong>amplificou o efeito Zwan-Wolf até níveis observáveis</strong>.</p><p>Fowler compara o processo à água de um riacho que contorna uma rocha. A diferença é que, no espaço, as partículas praticamente não colidem entre si. Em vez das interações físicas habituais, <strong>são as forças eletromagnéticas que controlam o movimento e o desvio das partículas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-astronomos-descubren-que-marte-tiene-una-armadura-para-frenar-las-particulas-y-la-radiacion-destructivas-del-sol-1780701756639.jpg" data-image="tipxziwg3vrx" alt="Marte planeta rojo" title="Marte planeta rojo"><figcaption>Em dezembro de 2023 uma poderosa ejeção de massa coronal proveniente do Sol atingiu Marte.</figcaption></figure><p>Durante a tempestade solar, os cientistas observaram a formação de grandes estruturas magnéticas em torno de Marte. Estas configurações funcionavam como <strong>barreiras temporárias que desviavam o fluxo de plasma solar à volta do planeta</strong>.</p><p>As medições revelaram <strong>mudanças evidentes na direção do movimento do plasma precisamente nas bordas dessas estruturas magnéticas</strong>, um sinal inequívoco de que o efeito estava a ocorrer.</p><h2>Uma proteção mais importante do que se pensava</h2><p>A investigação revelou também que a ionosfera marciana gera uma espécie de <strong>magnetosfera induzida</strong>. Embora muito mais fraca do que a terrestre, esta estrutura cria linhas de campo magnético que envolvem o lado iluminado do planeta e ajudam a atenuar parte do impacto do vento solar.</p><p>Até agora, acreditava-se que o efeito Zwan-Wolf só se pudesse desenvolver em regiões situadas acima da atmosfera de um planeta. <strong>Detetá-lo diretamente dentro da ionosfera de Marte representa uma novidade científica significativa</strong>.</p><p>Os investigadores chegaram mesmo a encontrar evidências de que <strong>o fenómeno atinge altitudes muito baixas</strong>. Os sinais foram registados até aos níveis mais profundos explorados pela MAVEN, a cerca de 125 quilómetros da superfície marciana.</p><h2>Implicações para todo o Sistema Solar</h2><p><strong>Esta descoberta poderá ter consequências que vão muito além de Marte</strong>. Os cientistas consideram que processos semelhantes poderão estar a ocorrer noutros corpos celestes sem campo magnético global, como Vénus, alguns cometas e até mesmo Titã, a maior lua de Saturno.</p><p>Compreender como o Sol interage com estes mundos ajudará a aperfeiçoar os modelos sobre a evolução atmosférica planetária e sobre os efeitos do clima espacial em diferentes ambientes do sistema solar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771036" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-heliopausa-e-a-barreira-invisivel-do-sistema-solar-a-fronteira-que-protege-a-terra-do-espaco-interestelar.html" title="A heliopausa é a 'barreira' invisível do Sistema Solar: a fronteira que protege a Terra do espaço interestelar">A heliopausa é a "barreira" invisível do Sistema Solar: a fronteira que protege a Terra do espaço interestelar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-heliopausa-e-a-barreira-invisivel-do-sistema-solar-a-fronteira-que-protege-a-terra-do-espaco-interestelar.html" title="A heliopausa é a 'barreira' invisível do Sistema Solar: a fronteira que protege a Terra do espaço interestelar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-heliopausa-es-el-muro-invisible-del-sistema-solar-la-frontera-que-protege-a-la-tierra-del-espacio-interestelar-1779029796945_320.jpg" alt="A heliopausa é a 'barreira' invisível do Sistema Solar: a fronteira que protege a Terra do espaço interestelar"></a></article></aside><p>Além disso, este tipo de investigação tem aplicações práticas. Compreender o comportamento das tempestades solares é fundamental para p<strong>roteger futuras missões robóticas e tripuladas, bem como os satélites e sistemas tecnológicos</strong> dos quais depende a vida moderna na Terra.</p><p>O que começou como a observação de uma poderosa tempestade solar acabou por revelar que <strong>Marte possui uma forma inesperada de se defender</strong>. Embora não possua o poderoso escudo magnético terrestre, o planeta vermelho parece dispor de mecanismos próprios que, silenciosamente, continuam a enfrentar a influência do Sol.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.nasa.gov/news-release/nasa-says-farewell-to-maven-mars-mission-hosts-media-call-today/" target="_blank">NASA Says Farewell to MAVEN Mars Mission, Hosts Media Call Today</a> - NASA</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-descobriram-que-marte-possui-uma-camada-protetora-que-bloqueia-as-particulas-e-a-radiacao-destrutivas-do-sol.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Duas capitais distritais das Regiões Norte e Centro passarão dos 24 aos 36 ºC de temperatura máxima em três dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/duas-capitais-distritais-das-regioes-norte-e-centro-passarao-dos-24-aos-36-c-de-temperatura-maxima-em-tres-dias.html</link><pubDate>Tue, 09 Jun 2026 13:55:22 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Entre quarta e sexta-feira, dias 10 a 12 de junho, Portugal continental enfrentará uma subida generalizada e acentuada das temperaturas máximas. Algumas cidades do litoral enfrentarão uma subida igual ou superior a 10 ºC em apenas três dias.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xae6hie"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xae6hie.jpg" id="xae6hie"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Nesta <strong>tarde de terça-feira (9) a nortada</strong> irá manter-se suficientemente forte para provocar desconforto nas regiões mais próximas à faixa costeira, produzindo <strong>rajadas até 70/80 km/h</strong> nalguns locais do litoral entre os distritos de Viana do Castelo e Lisboa e ainda em alguns pontos da extremidade ocidental do Barlavento Algarvio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/duas-capitais-distritais-das-regioes-norte-e-centro-passarao-dos-24-c-aos-36-c-de-temperatura-maxima-em-tres-dias-1781012069068.png" data-image="rapokhjva551"><figcaption>Nortada forte na tarde desta terça-feira, 9 de junho em diversas áreas da faixa costeira ocidental.</figcaption></figure><p>Não obstante, o forte contraste térmico irá manter-se à escala regional, com o interior do país a apresentar hoje, dia 9, temperaturas significativamente mais elevadas - várias localidades a superarem os 30 ºC - <strong>ao passo que em várias zonas do litoral as máximas permanecem mais contidas, entre 19 e 23 ºC</strong>.</p><h2>Num espaço de três dias as temperaturas subirão mais de 10 ºC nestas duas cidades do litoral Norte e Centro </h2><p><strong>No feriado de quarta-feira, 10 de junho e dia de Portugal, o tempo manter-se-á estável, seco e predominantemente soalheiro</strong>. A nortada manter-se-á no litoral, mas as temperaturas iniciarão uma subida gradual de cerca de 2 a 3 ºC relativamente a hoje (9). </p><p>É também ao longo de quarta-feira (10) que <strong>uma massa de ar quente, associada a uma região anticiclónica e aos ventos de leste - já a soprar sobre o interior e a influenciar decisivamente a subida das máximas</strong> - começará a deslocar-se sobre a Península Ibérica, substituindo progressivamente a massa de ar mais fresca que tem vindo a influenciar Portugal nos últimos dias.</p><div class="texto-destacado">A alteração da circulação atmosférica - em que o vento Leste e a massa de ar quente começarão lentamente a predominar sobre a geografia de Portugal continental a partir de quarta-feira (10) e inicialmente apenas no interior mais próximo a Espanha - <strong>será o ponto de partida para um episódio de calor mais expressivo, cujo pico está previsto para sexta-feira, 12 de junho, tanto em intensidade, como em termos de área geográfica abrangida</strong>.</div><p><strong>Na quinta-feira (11)</strong> a influência da massa de ar quente e do vento Leste já será evidente em praticamente todo o país, esperando-se uma nova subida generalizada das temperaturas, inclusive em várias cidades do litoral Norte, Centro e Oeste, onde se preveem <strong>máximas iguais ou superiores a 30 ºC, como o Porto (30 ºC), Leiria (33 ºC) e Lisboa (31 ºC)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/duas-capitais-distritais-das-regioes-norte-e-centro-passarao-dos-24-c-aos-36-c-de-temperatura-maxima-em-tres-dias-1781012263043.png" data-image="t4k45obmdqc2"><figcaption>Nos próximos 3 dias, entre quarta-feira (10) e sexta-feira (12), duas capitais distritais do litoral das Regiões Norte e Centro - Porto e Leiria - registarão uma subida das temperaturas máximas igual ou superior a 10 ºC, passando dos 24/25 ºC para 35/36 ºC. </figcaption></figure><p><strong>Grande parte do território continental deverá registar temperaturas máximas entre os 30 e os 35 ºC neste dia, podendo Coimbra atingir os 36 ºC</strong>. No entanto, preveem-se 5 exceções em termos de capital distrital, com temperatura máxima inferior a 30 ºC: Viana do Castelo (23 ºC), Aveiro (26 ºC), Faro (28 ºC), Bragança e Guarda (29 ºC).</p><h2>Na sexta-feira, 12 de junho, prevê-se o pico do episódio de calor</h2><p><strong>Para sexta-feira (12) os mapas de referência da Meteored continuam a insistir numa intensificação do calor à escala continental</strong>, pelo que este dia ainda será mais quente do que o anterior. Prevê-se que as cidades do Porto e Leiria registem uma temperatura máxima de 35 ºC e 36 ºC, respetivamente, com Aveiro também a assinalar um aumento impressionante (33 ºC).</p><table><thead><tr><th>Cidade</th><th>Temperatura Máxima Prevista na Quarta-feira, 10 de junho (ºC)</th><th>Temperatura Máxima Prevista na Quinta-feira, 11 de junho (ºC)</th><th>Temperatura Máxima Prevista na Sexta-feira, 12 de junho (ºC)</th></tr></thead><tbody><tr><td>Braga</td><td>27</td><td>32</td><td>36</td></tr><tr><td>Porto</td><td>24</td><td>32</td><td>35</td></tr><tr><td>Aveiro</td><td>21</td><td>27</td><td>33</td></tr><tr><td>Viseu</td><td>28</td><td>32</td><td>35</td></tr><tr><td>Coimbra</td><td>27</td><td>36</td><td>38</td></tr><tr><td>Leiria</td><td>25</td><td>34</td><td>36</td></tr><tr><td>Lisboa</td><td>26</td><td>32</td><td>34</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="4">Fonte: Mapas da Meteored</td></tr></tbody></table><p><strong>No resto de Portugal continental</strong> - em capitais distritais como Lisboa, Coimbra, Bragança, Vila Real, Viseu, Santarém, Castelo Branco, Beja, Portalegre e Évora, entre muitas outras - preveem-se temperaturas <strong>máximas entre 30 e 38 ºC</strong>. Somente em Faro (26 ºC) e Viana do Castelo (28 ºC) é que o termómetro registará máximas mais amenas e inferiores a 30 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773005" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-modelos-coincidem-entre-sabado-e-terca-feira-uma-gota-fria-deixara-trovoadas-fortes-em-portugal-continental.html" title="Os modelos coincidem: entre sábado e terça-feira uma gota fria deixará trovoadas fortes em Portugal continental">Os modelos coincidem: entre sábado e terça-feira uma gota fria deixará trovoadas fortes em Portugal continental</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-modelos-coincidem-entre-sabado-e-terca-feira-uma-gota-fria-deixara-trovoadas-fortes-em-portugal-continental.html" title="Os modelos coincidem: entre sábado e terça-feira uma gota fria deixará trovoadas fortes em Portugal continental"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-modelos-coincidem-entre-sabado-e-terca-feira-uma-gota-fria-deixara-trovoadas-fortes-em-portugal-continental-1781001209303_320.jpg" alt="Os modelos coincidem: entre sábado e terça-feira uma gota fria deixará trovoadas fortes em Portugal continental"></a></article></aside><p>O forte fluxo de Leste vindo do interior de Espanha, aliado ao reforço das altas pressões e à forte insolação diária que já existe nesta época do ano, serão os fatores responsáveis por esta abrupta e generalizada intensificação do calor.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/duas-capitais-distritais-das-regioes-norte-e-centro-passarao-dos-24-aos-36-c-de-temperatura-maxima-em-tres-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um fluxo de massas de ar quente está a aproximar-se de Portugal, o que causará máximas de 38 °C em diversas localidades]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/um-fluxo-de-massas-de-ar-quente-esta-a-aproximar-se-de-portugal-o-que-causara-maximas-de-38-c-em-diversas-localidades.html</link><pubDate>Tue, 09 Jun 2026 12:27:31 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal prepara-se para um episódio de calor que terá início na quinta-feira dia 11, com temperaturas até 39 °C e anomalias térmicas superiores a 10 °C nas primeiras horas da manhã.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xae60r2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xae60r2.jpg" id="xae60r2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Esta terça-feira (9) vai continuar a ser marcada pelo<strong> vento moderado a forte em grande parte do litoral ocidental,</strong> com especial incidência na Grande Lisboa e na região Centro-Oeste, onde as rajadas poderão atingir os 70 km/h.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Desde o distrito de Viana do Castelo até Lisboa, o fluxo de norte vai continuar a soprar com intensidade suficiente para provocar <strong>desconforto junto à faixa costeira e agravar a agitação marítima</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/um-fluxo-de-massas-de-ar-quente-esta-a-aproximar-se-de-portugal-o-que-causara-maximas-de-38-c-em-diversas-localidades-1781005049158.png" data-image="2ik15yb805xx" alt="Rajada de Vento" title="Rajada de Vento"><figcaption>O vento continua a dominar esta terça-feira, com rajadas até 70 km/h na Grande Lisboa e Centro-Oeste. A faixa costeira mantém-se fresca pela influência atlântica.</figcaption></figure><p>Em contraste, <strong>o interior</strong> do país apresenta temperaturas significativamente mais elevadas, com <strong>diversas localidades a ultrapassarem os 30 °C</strong>, enquanto no litoral oeste as máximas permanecem mais contidas, entre os 19 e os 23 °C.</p><h2>Quarta-feira (10) traz o início da mudança</h2><p>No feriado de quarta-feira (10), dia de Portugal, o vento continuará presente ao longo do dia, embora as temperaturas iniciem uma subida gradual de cerca de 2 a 3 °C relativamente à terça-feira (9). Será também durante este dia que<strong> uma massa de ar quente vai começar a deslocar-se sobre a Península Ibérica,</strong> substituindo progressivamente a massa de ar mais fresca que tem vindo a influenciar Portugal nos últimos dias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/um-fluxo-de-massas-de-ar-quente-esta-a-aproximar-se-de-portugal-o-que-causara-maximas-de-38-c-em-diversas-localidades-1781005159279.jpg" data-image="1489ur522vv4" alt="Mapa Geopotêncial a 925 hPa" title="Mapa Geopotêncial a 925 hPa"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-477893">O mapa de geopotencial a 925 hPa evidencia a chegada gradual de uma massa de ar quente à Península Ibérica durante quarta-feira (10), iniciando a substituição do ar mais fresco que marcou os últimos dias.</figcaption></figure><p>Esta alteração da circulação atmosférica será o ponto de partida para um episódio de calor mais expressivo.</p><h2>Quinta-feira o calor instala-se em quase todo o território</h2><p>Na quinta-feira (11), a influência da massa de ar quente será já evidente em praticamente todo o país. Grande parte do território continental deverá registar <strong>temperaturas máximas entre os 30 e os 35 °C,</strong> enquanto a faixa costeira continuará a beneficiar da influência atlântica, mantendo valores ligeiramente inferiores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/um-fluxo-de-massas-de-ar-quente-esta-a-aproximar-se-de-portugal-o-que-causara-maximas-de-38-c-em-diversas-localidades-1781005202027.png" data-image="nbei04g5cpex" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-325060">Na quinta-feira (11), o calor intensifica-se em praticamente todo o território continental. Muitas regiões deverão atingir entre 30 e 35 °C, podendo o Vale do Tejo registar máximas de 38 °C.</figcaption></figure><p>Pontualmente, sobretudo na região do Vale do Tejo, <strong>algumas localidades poderão atingir os 37 ou 38 °C</strong>. Simultaneamente, o vento deverá perder intensidade, contribuindo para uma sensação térmica ainda mais elevada.</p><h2>Sexta-feira poderá começar com temperaturas excecionalmente elevadas</h2><p>Na sexta-feira (12), o calor deverá intensificar-se novamente, há previsão de temperaturas máximas a chegar aos <strong>39 - 40 °C</strong>.</p><p><strong>Um dos aspetos mais invulgares será a temperatura prevista para as primeiras horas da manhã,</strong> com várias localidades do Norte e Centro a poderem registar entre 25 e 27 °C por volta das 08:00.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/um-fluxo-de-massas-de-ar-quente-esta-a-aproximar-se-de-portugal-o-que-causara-maximas-de-38-c-em-diversas-localidades-1781005238333.png" data-image="chk4sb35suft" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Sexta-feira poderá começar com temperaturas invulgarmente elevadas para a hora, com várias localidades do Norte e Centro a registarem entre 25 e 27 °C logo pelas 08:00.</figcaption></figure><p>O mapa de anomalia térmica indica valores médios entre 10 e 11 °C acima do normal para a época em diversas regiões do país, principalmente no Centro.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772999" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-a-toda-a-velocidade-uma-crista-anticiclonica-com-ar-quente-vem-ai-muito-calor-avanca-joana-campos.html" title="Aproxima-se a toda a velocidade uma crista anticiclónica com ar quente: 'vem aí muito calor', avança Joana Campos">Aproxima-se a toda a velocidade uma crista anticiclónica com ar quente: "vem aí muito calor", avança Joana Campos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-a-toda-a-velocidade-uma-crista-anticiclonica-com-ar-quente-vem-ai-muito-calor-avanca-joana-campos.html" title="Aproxima-se a toda a velocidade uma crista anticiclónica com ar quente: 'vem aí muito calor', avança Joana Campos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-a-toda-a-velocidade-uma-crista-anticiclonica-com-ar-quente-vem-ai-muito-calor-avanca-joana-campos-1780999480068_320.png" alt="Aproxima-se a toda a velocidade uma crista anticiclónica com ar quente: 'vem aí muito calor', avança Joana Campos"></a></article></aside><p><strong>Na Sertã, por exemplo, são previstos cerca de 27 °C às 08:00</strong>, quando a média climatológica ronda apenas os 17 °C para as primeiras horas da manhã.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/um-fluxo-de-massas-de-ar-quente-esta-a-aproximar-se-de-portugal-o-que-causara-maximas-de-38-c-em-diversas-localidades-1781005273839.png" data-image="gyto7q7xmoy2" alt="Anomalia da Temperatura" title="Anomalia da Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-734034">A manhã de sexta-feira poderá apresentar anomalias térmicas muito expressivas, com temperaturas até 10 ou 11 °C acima da média climatológica em várias regiões do país, um cenário pouco habitual para as manhãs de junho.</figcaption></figure><p>Este episódio deverá culminar com um ambiente bastante quente em praticamente todo o território, confirmando a chegada de uma massa de ar significativamente mais quente sobre Portugal Continental que estará a vir do interior de Espanha.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/um-fluxo-de-massas-de-ar-quente-esta-a-aproximar-se-de-portugal-o-que-causara-maximas-de-38-c-em-diversas-localidades.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aproxima-se a toda a velocidade uma crista anticiclónica com ar quente: "vem aí muito calor", avança Joana Campos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-a-toda-a-velocidade-uma-crista-anticiclonica-com-ar-quente-vem-ai-muito-calor-avanca-joana-campos.html</link><pubDate>Tue, 09 Jun 2026 10:42:06 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Entre quarta-feira e sábado, vários locais do país poderão registar temperaturas máximas próximas dos 40 ºC, devido a uma crista anticiclónica com ar quente.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xae55my"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xae55my.jpg" id="xae55my"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os dias vão aquecer em todo o país, entre quarta-feira e sábado, devido à <strong>influência de uma crista anticiclónica e de uma massa de ar quente</strong>, que poderão levar os termómetros a registar valores muito acima do expectável para a época. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>É esperado que este aumento das temperaturas resulte em dias bastante quentes, <strong>principalmente entre quinta e sexta-feira</strong>, onde vários locais de Norte a Sul do país podem alcançar valores próximos dos 40 ºC, traduzindo-se em muito calor.</p><h2>A partir de quarta-feira este aquecimento começará a sentir-se em praticamente todo o país</h2><p>Amanhã, quarta-feira, marca o início da subida acentuada das temperaturas em Portugal Continental. Como avançamos em previsões anteriores, o feriado irá trazer valores já típicos de verão em várias cidades do país. Ainda assim, <strong>estas temperaturas mais elevadas deverão sentir-se com maior expressão no interior Centro e Sul</strong>, onde os termómetros poderão chegar aos 35 ºC, especialmente no Baixo Alentejo. Ainda assim, não se esperam valores inferiores a 30 ºC nessas regiões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-a-toda-a-velocidade-uma-crista-anticiclonica-com-ar-quente-vem-ai-muito-calor-avanca-joana-campos-1780999837305.png" data-image="jeccqhkztmwg" alt="temperatura do ar à superfície; anticiclone" title="temperatura do ar à superfície; anticiclone"><figcaption>Uma crista anticiclónica associada a uma massa de ar quente favorecerá tempo estável e uma subida das temperaturas, resultando em valores acima da média.</figcaption></figure><p>No Norte, à exceção das cidades costeiras que deverão registar temperaturas mais contidas, na ordem dos 20 ºC, como Viana do Castelo, <strong>as capitais de distrito deverão registar máximas entre 24 ºC</strong>, no Porto, <strong>e 28 ºC</strong> em Vila Real. Alguns locais do Vale do Douro podem registar até 31 ºC.</p><p>Na quinta-feira, espera-se uma <strong>subida acentuada no litoral Norte e Centro do país</strong>, onde Viana do Castelo com 23 ºC e Aveiro com 26 ºC deverão ser as capitais de distrito mais frescas. Para além destas, apenas Bragança e Guarda deverão registar valores abaixo dos 30 ºC, com 29 ºC previstos. <strong>Todas as cidades restantes destas poderão ultrapassar os 30 ºC</strong>. A Sul, também Faro deverá registar máxima de 28 ºC. Coimbra poderá ser a capital de distrito mais quente, com 36 ºC.</p><h2>O pico do calor poderá acontecer na sexta-feira, dia 12</h2><p>Depois de uma quinta-feira quente, estima-se que possa surgir uma sexta-feira ainda mais quente. <strong>Pelas 13h espera-se que as cidades do Porto e Leiria registem 35 ºC de máxima</strong>, seguidas de Braga e Aveiro que poderão registar até 33 ºC e Viana do Castelo poderá contar com 28 ºC. Desta forma, por esta hora, o <strong>litoral contará com temperaturas superiores ao interior</strong>, cuja máxima esperada é de 34 ºC para Castelo Branco e Beja.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772863" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-temperaturas-aproximam-se-dos-40-c-nestas-zonas-saiba-em-que-datas.html" title="Tempo em Portugal esta semana: temperaturas aproximam-se dos 40 °C nestas zonas; saiba em que datas">Tempo em Portugal esta semana: temperaturas aproximam-se dos 40 °C nestas zonas; saiba em que datas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-temperaturas-aproximam-se-dos-40-c-nestas-zonas-saiba-em-que-datas.html" title="Tempo em Portugal esta semana: temperaturas aproximam-se dos 40 °C nestas zonas; saiba em que datas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-temperaturas-podem-aproximar-se-dos-40-c-saiba-onde-1780924635665_320.jpg" alt="Tempo em Portugal esta semana: temperaturas aproximam-se dos 40 °C nestas zonas; saiba em que datas"></a></article></aside><p>À medida que as horas passam, os valores poderão atenuar ligeiramente no litoral, ainda que se mantenham elevados, e aquecerão no interior, levando os termómetros a registar cerca de 38 ºC em alguns locais do Vale do Douro, na Beira Baixa, no Ribatejo e no Baixo Alentejo. <strong>Grândola poderá ser um dos locais mais quentes do país, com 39 ºC</strong>.</p><p>No <strong>sábado, o dia espera-se igualmente quente</strong>, contando apenas com um <strong>pequeno alívio do calor no litoral Norte e Centro</strong>, ainda que as máximas esperadas possam permanecer elevadas com 24 ºC para Viana do Castelo, 28 ºC para o Porto e 27 ºC para Aveiro. No resto do país, o cenário poderá ser idêntico ao dia anterior, com valores locais entre os 35 ºC e os 38 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-a-toda-a-velocidade-uma-crista-anticiclonica-com-ar-quente-vem-ai-muito-calor-avanca-joana-campos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os modelos coincidem: entre sábado e terça-feira uma gota fria deixará trovoadas fortes em Portugal continental]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-modelos-coincidem-entre-sabado-e-terca-feira-uma-gota-fria-deixara-trovoadas-fortes-em-portugal-continental.html</link><pubDate>Tue, 09 Jun 2026 10:37:13 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O modelo europeu sugere que, a partir deste sábado, 13 de junho, uma gota fria poderá atravessar Portugal continental. Caso a previsão se concretize, poderão surgir aguaceiros, trovoadas fortes, queda de granizo e fenómenos extremos de vento.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xae5bxa"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xae5bxa.jpg" id="xae5bxa"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A segunda semana de junho está a ser marcada por dias mais amenos, condicionados por uma forte presença da nortada, especialmente nas regiões do litoral. Não obstante, de um modo geral, <strong>espera-se que as temperaturas subam de forma gradual em todo o país nos próximos dias, estando previsto que os dias mais quentes sejam quinta e sexta-feira, dias 11 e 12 de junho</strong>, quando as temperaturas máximas serão superiores a 35 ºC em várias zonas, podendo inclusive aproximar-se dos 40 ºC.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>Os modelos indicam a possibilidade de um pequeno vale depressionário (ou ‘língua’ de ar frio em altitude) separar-se da circulação geral, dando origem a uma <strong>gota fria que poderá afetar Portugal continental sob a forma de trovoadas fortes a partir deste fim de semana de 13 e 14 de junho</strong>. </div><p>O estado do tempo em Portugal continental nestes próximos 3/4 dias tornar-se-á cada vez mais quente, apresentando-se predominantemente estável, seco e soalheiro. Contudo, aqui na <strong>Meteored Portugal, estamos atentos ao possível desenvolvimento de uma gota fria que, a partir do fim de semana</strong>, poderá trazer mudanças mais significativas às condições meteorológicas.</p><h2>Uma gota fria poderá gerar trovoadas fortes a partir de sábado</h2><p>Como referido nas últimas previsões da Meteored Portugal, para os próximos dias continua a estar previsto um cenário no qual <strong>as altas pressões deslocar-se-ão gradualmente para es-nordeste, dando lugar a um tempo mais estável e a uma subida generalizada das temperaturas</strong>. Entre quarta (10) e quinta-feira (11) as altas pressões já estarão mais deslocadas para o norte da Península Ibérica e, durante o fim de semana, prevê-se que o anticiclone se situe sobre o centro da Europa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-modelos-coincidem-entre-sabado-e-terca-feira-uma-gota-fria-deixara-trovoadas-fortes-em-portugal-continental-1781000562781.png" data-image="2gfbg27wlvkk"><figcaption>A última atualização do modelo ECMWF indica que a gota fria passará pela Península Ibérica, mas a incerteza neste cenário permanece muito significativa.</figcaption></figure><p>Uma pequena ondulação do jato polar irá favorecer o aparecimento de um pequeno vale depressionário (uma ‘língua’ de ar frio em altitude) a oes-sudoeste da Península Ibérica a partir de sexta-feira, 12 de junho. A incerteza aumenta muito a partir daí, mas <strong>as últimas atualizações dos modelos indicam que esta bolsa de ar frio irá aproximar-se da nossa geografia, aproveitando o afastamento das altas pressões rumo à Europa</strong>.</p><p>A maioria dos cenários indica, neste momento, que o vale depressionário acabará por se separar do jato polar, gerando assim uma <strong>pequena gota fria próxima de Portugal continental</strong> e da Espanha peninsular. É importante recordar que grande parte da chuva que cai nos meses de verão é gerada pela passagem de pequenas bolsas de ar frio.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772863" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-temperaturas-aproximam-se-dos-40-c-nestas-zonas-saiba-em-que-datas.html" title="Tempo em Portugal esta semana: temperaturas aproximam-se dos 40 °C nestas zonas; saiba em que datas">Tempo em Portugal esta semana: temperaturas aproximam-se dos 40 °C nestas zonas; saiba em que datas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-temperaturas-aproximam-se-dos-40-c-nestas-zonas-saiba-em-que-datas.html" title="Tempo em Portugal esta semana: temperaturas aproximam-se dos 40 °C nestas zonas; saiba em que datas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-temperaturas-podem-aproximar-se-dos-40-c-saiba-onde-1780924635665_320.jpg" alt="Tempo em Portugal esta semana: temperaturas aproximam-se dos 40 °C nestas zonas; saiba em que datas"></a></article></aside><p>Para esclarecer o elevado grau de incerteza na previsão, há que revelar os distintos cenários atuais dos modelos. Há projeções que indicam que a gota fria atravessará o Estreito de Gibraltar entre domingo e terça-feira, <strong>outros que a fazem passar de sudoeste para nordeste pela Península Ibérica, e ainda existem aqueles que sugerem que ela se manterá no Atlântico</strong>.</p><h2>Alguns modelos apostam num episódio de trovoadas fortes</h2><p>Inicialmente, a baixa pressão arrastará ar quente e algumas poeiras saarianas em suspensão. Porém, se acabar por afetar Portugal continental, deixará pelo caminho uma <strong>situação de trovoadas mais generalizadas, não se excluindo a possibilidade de aguaceiros localmente fortes, por vezes sob a forma de granizo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-modelos-coincidem-entre-sabado-e-terca-feira-uma-gota-fria-deixara-trovoadas-fortes-em-portugal-continental-1781000959862.jpg" data-image="hsec4r4q1kgs"><figcaption>As cartas deterministas do modelo ECMWF sugerem que os aguaceiros e trovoadas poderão alastrar-se em termos de área geográfica abrangida a partir de sábado, podendo ser pontualmente fortes à escala local.</figcaption></figure><p><strong>Tampouco se descarta a hipótese de fenómenos extremos de vento</strong>. Não obstante, dada a <strong>elevada incerteza da previsão</strong>, é necessário continuar a monitorizar a evolução desta situação nos próximos dias.</p><p> Tudo dependerá da localização final que a gota fria vier a assumir nos próximos dias, <strong>pois pequenas alterações na sua trajetória ou no seu posicionamento, acabarão por ditar de forma decisiva a distribuição e intensidade dos fenómenos</strong> associados a esta baixa pressão em Portugal continental. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-modelos-coincidem-entre-sabado-e-terca-feira-uma-gota-fria-deixara-trovoadas-fortes-em-portugal-continental-1781000681887.png" data-image="ll2mcjh31y1f"><figcaption>Caso a atual previsão se concretize, domingo, 14 de junho, poderá ser um dia repleto de atividade atividade elétrica (relâmpagos e trovões), com alguns aguaceiros, especialmente durante o período da tarde e sobretudo nas Regiões Norte e Centro.</figcaption></figure><p>Por este motivo,<strong> o grau de impacto esperado em cada região continua sujeito a ajustamentos</strong>. De qualquer forma, continuaremos <strong>a atualizar a previsão </strong>aqui na Meteored Portugal nos próximos dias.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-modelos-coincidem-entre-sabado-e-terca-feira-uma-gota-fria-deixara-trovoadas-fortes-em-portugal-continental.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Fóssil de 415 milhões de anos revela maior escorpião já identificado na Terra]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/fossil-de-415-milhoes-de-anos-revela-maior-escorpiao-ja-identificado-na-terra.html</link><pubDate>Tue, 09 Jun 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Descoberta baseada em espécime canadiano redefine limites do tamanho de artrópodes pré-históricos e amplia a compreensão sobre a vida terrestre primitiva e os seus primeiros grandes predadores dominantes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/fossil-de-415-milhoes-de-anos-revela-maior-escorpiao-ja-identificado-na-terra-1780846873747.jpg" data-image="lwwcmh2u7yhk" alt="Representação de indivíduo da espécie Eramoscorpius na natureza - (crédito: Franz Anthony)" title="Representação de indivíduo da espécie Eramoscorpius na natureza - (crédito: Franz Anthony)"><figcaption>Representação de indivíduo da espécie Eramoscorpius na natureza. Crédito: Franz Anthony</figcaption></figure><p>Um <strong>fóssil com cerca de 415 milhões de anos </strong>foi identificado por cientistas como pertencente ao <strong>maior escorpião já registado na história da Terra</strong>. A descoberta foi confirmada em<a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/pala.70064" target="_blank"> estudo publicado recentemente na revista científica britânica Palaeontology</a>, trazendo novas informações sobre a fauna que habitava o planeta nos seus estágios iniciais de colonização terrestre.</p><p>Embora fósseis desta espécie já fossem conhecidos há mais de um século, a identidade exata do animal permanecia incerta. Estudos anteriores não tinham conseguido determinar com precisão a qual organismo pertenciam os vestígios encontrados. O novo estudo, no entanto, <strong>reuniu e analisou diferentes espécimes fósseis</strong>, permitindo uma classificação mais precisa.</p><p>A investigação concluiu que os fósseis pertencem ao género <strong>Eramoscorpius</strong>, um tipo de escorpião pré-histórico até então pouco compreendido. A análise detalhada das estruturas corporais preservadas foi fundamental para estabelecer essa identificação e esclarecer dúvidas que persistiam na comunidade científica.</p><h2>Fóssil canadiano foi peça-chave na descoberta</h2><p>Um dos elementos centrais da investigação foi <strong>um fóssil excecionalmente bem preservado, encontrado no Canadá</strong> em 2015. Este espécime destacou-se pelas suas dimensões impressionantes, ultrapassando um metro de comprimento total e apresentando pinças que chegavam a medir cerca de 16 centímetros.</p><div class="texto-destacado">Estas características permitiram aos investigadores confirmar que se trata do <strong>maior escorpião pré-histórico já identificado.</strong> O tamanho avantajado chama a atenção especialmente quando considerado o contexto evolutivo da época, em que a vida terrestre ainda estava nos seus estágios iniciais.</div><p>Naquele período geológico, poucos organismos tinham atingido dimensões comparáveis. A descoberta reforça a ideia de que certos artrópodes puderam crescer significativamente devido à <strong>ausência de predadores mais complexos ou competitivos</strong> em ambientes recém-colonizados.</p><h2>Predador dominante em ambientes primitivos</h2><p>Estudos indicam que este escorpião habitava regiões que hoje correspondem à <strong>Inglaterra e ao País de Gales</strong>. Com uma estrutura corporal robusta e adaptada, o animal provavelmente ocupava o topo da cadeia alimentar no seu ecossistema.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fossil-de-415-milhoes-de-anos-revela-maior-escorpiao-ja-identificado-na-terra-1780847184190.jpg" data-image="w086jngyn6m8" alt="O fóssil do animal possui cerca de 415 milhões de anos Leia mais em: https://veja.abril.com.br/coluna/almanaque-de-curiosidades/cientistas-identificam-maior-escorpiao-ja-encontrado/" title="O fóssil do animal possui cerca de 415 milhões de anos Leia mais em: https://veja.abril.com.br/coluna/almanaque-de-curiosidades/cientistas-identificam-maior-escorpiao-ja-encontrado/"><figcaption>Fóssil de escorpião possui cerca de 415 milhões de anos. Crédito: Dunlop & Garwood/PeerJ/Reprodução</figcaption></figure><p>A sua dieta era variada e incluía desde pequenos artrópodes até presas de maior porte. Evidências sugerem que ele podia transitar entre ambientes aquáticos e terrestres, o que ampliava as suas possibilidades de caça e reforçava o seu papel como predador dominante.</p><p>Segundo o investigador Richie Howard, curador de artrópodes fósseis do Museu de História Natural de Londres e autor principal do estudo, o <strong>contexto evolutivo foi determinante para o crescimento da espécie</strong>. Ele explica que, naquele momento, os ancestrais de répteis, mamíferos e aves ainda não tinham migrado para o ambiente terrestre.</p><h2>Descoberta amplia a compreensão da evolução terrestre</h2><p>A ausência de grandes predadores terrestres pode ter permitido que o Eramoscorpius alcançasse <strong>dimensões incomuns</strong>, dominando o seu ambiente com pouca concorrência. Este cenário ajuda a explicar o gigantismo observado em alguns artrópodes do período.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762862" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/origens-dos-animais-antigos-os-fosseis-recuam-a-cronologia-evolutiva-em-4-milhoes-de-anos.html" title="Origens dos animais antigos: os fósseis recuam a cronologia evolutiva em 4 milhões de anos">Origens dos animais antigos: os fósseis recuam a cronologia evolutiva em 4 milhões de anos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/origens-dos-animais-antigos-os-fosseis-recuam-a-cronologia-evolutiva-em-4-milhoes-de-anos.html" title="Origens dos animais antigos: os fósseis recuam a cronologia evolutiva em 4 milhões de anos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ancient-animal-origins-fossils-push-the-evolutionary-timeline-back-by-4-million-years-1775390180198_320.jpg" alt="Origens dos animais antigos: os fósseis recuam a cronologia evolutiva em 4 milhões de anos"></a></article></aside><p>Além de revelar um recordista em tamanho, a descoberta oferece pistas importantes sobre a <strong>colonização dos ambientes terrestres através de formas de vida complexas</strong>. Este processo é considerado um dos momentos mais decisivos na história evolutiva do planeta.</p><p>Os cientistas acreditam que estudos como este podem contribuir para a compreensão de como os ecossistemas terrestres se estruturaram ao longo do tempo. A <strong>análise de fósseis antigos </strong>continua a ser uma das principais ferramentas para reconstruir a trajetória da vida na Terra.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Correio Braziliense. <a href="https://www.correiobraziliense.com.br/ciencia-e-saude/2026/06/7434582-fossil-milenar-e-apontado-como-pertencente-ao-maior-escorpiao-ja-visto.html" target="_blank">Fóssil milenar é apontado como pertencente ao maior escorpião já visto</a>. 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/fossil-de-415-milhoes-de-anos-revela-maior-escorpiao-ja-identificado-na-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Este mês pode explorar Machu Picchu sem sair de Lisboa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-mes-pode-explorar-machu-picchu-sem-sair-de-lisboa.html</link><pubDate>Tue, 09 Jun 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A partir de 18 de junho, uma experiência de realidade virtual no Terreiro do Paço recria a cidade perdida dos Incas com tecnologia imersiva e narrativa envolvente.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-mes-pode-explorar-machu-picchu-sem-sair-de-lisboa-1780941769153.jpg" data-image="kf7oz9tvmgha" alt="Machu Picchu" title="Machu Picchu"><figcaption>Uma viagem ao Peru sem sair de Portugal? Esta nova experiência torna isso possível. Foto: machupicchuexp.com</figcaption></figure><p>O <strong>Peru está a chegar a Lisboa</strong>. É verdade. A partir de dia 18 de junho será muito mais fácil visitar Machu Picchu. O melhor é que não precisa de passaporte, nem de um avião. </p><p>Depois do sucesso de ‘Horizonte de Quéops: Viagem ao Antigo Egito’, chega agora à capital uma nova <strong>aventura imersiva</strong> que promete transportar os visitantes para um dos locais mais fascinantes do planeta. Afinal, este é um dos mais importantes patrimónios arqueológicos do mundo.</p><div class="texto-destacado">“Machu Picchu: Viagem à Cidade Perdida”, estreia a 18 de junho e promete ser uma experiência de realidade virtual que permite explorar o coração do antigo Império Inca sem sair da capital portuguesa.</div><p>"Mergulha na primeira expedição de VR totalmente livre a Machu Picchu — uma viagem à idade de ouro do Império Inca", convidam os responsáveis. "Explora templos sagrados, praças vibrantes e paisagens míticas, que ganham vida através de uma narrativa cinematográfica e tecnologia de ponta." Curioso?</p><h2>Uma experiência única</h2><p>A nova atração convida os participantes a embarcarem numa viagem virtual por <strong>templos sagrados, terraços agrícolas e caminhos incas antigos</strong>. Tudo recriado com elevado rigor técnico. "Não é apenas um olhar sobre o passado — é um portal", garante a organização.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="683831" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/vai-viajar-para-machu-picchu-tudo-o-que-precisa-de-saber-antes-de-levantar-voo.html" title="Vai viajar para Machu Picchu? Tudo o que precisa de saber antes de levantar voo">Vai viajar para Machu Picchu? Tudo o que precisa de saber antes de levantar voo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/vai-viajar-para-machu-picchu-tudo-o-que-precisa-de-saber-antes-de-levantar-voo.html" title="Vai viajar para Machu Picchu? Tudo o que precisa de saber antes de levantar voo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vai-viajar-para-machu-picchu-tudo-o-que-precisa-de-saber-antes-de-levantar-voo-1731967097388_320.jpg" alt="Vai viajar para Machu Picchu? Tudo o que precisa de saber antes de levantar voo"></a></article></aside><p>E onde é que pode encontrar tudo isto? Na <strong>sala subterrânea da Estação de Metro do Terreiro do Paço</strong>. </p><p>“A experiência foi desenvolvida pela Virtual Worlds, especialista em experiências imersivas de livre circulação, recorrendo a drones, tecnologia LiDAR e fotogrametria para reproduzir de forma detalhada um dos mais importantes sítios arqueológicos do mundo, classificado como Património Mundial da UNESCO”, lê-se no <em>site</em> ‘Vou Sair’.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-mes-pode-explorar-machu-picchu-sem-sair-de-lisboa-1780942251827.jpg" data-image="uzg510fgbcfg" alt="Machu Picchu" title="Machu Picchu"><figcaption>Uma experiência imersiva. Foto: machupicchuexp.com</figcaption></figure><p>Durante a interação, os visitantes têm a oportunidade de percorrer os céus dos Andes na companhia de condores, uma das maiores aves voadoras do planeta, descobrir monumentos emblemáticos e entrar numa antiga casa inca enquanto assistem a um raro eclipse solar. Tudo isto é apresentado através de uma narrativa envolvente que combina património histórico, tradições culturais e recursos tecnológicos inovadores.</p><p>O objetivo? <strong>Democratizar o acesso a lugares e patrimónios históricos de difícil acesso</strong>, utilizando tecnologia imersiva para criar novas formas de aprender, descobrir e viajar. </p><h2>Mais informações e detalhes</h2><p>As entradas são permitidas a partir dos dez anos (com acompanhante) na sala subterrânea da estação de metro do Terreiro do Paço, em Lisboa. A experiência dura <strong>45 minutos</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771330" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esqueca-os-centros-comerciais-este-cinema-fica-ao-ar-livre-e-no-topo-de-lisboa.html" title="Esqueça os centros comerciais: este cinema fica ao ar livre e no topo de Lisboa">Esqueça os centros comerciais: este cinema fica ao ar livre e no topo de Lisboa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esqueca-os-centros-comerciais-este-cinema-fica-ao-ar-livre-e-no-topo-de-lisboa.html" title="Esqueça os centros comerciais: este cinema fica ao ar livre e no topo de Lisboa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esqueca-os-centros-comerciais-este-cinema-fica-ao-ar-livre-e-no-topo-de-lisboa-1780052789529_320.jpg" alt="Esqueça os centros comerciais: este cinema fica ao ar livre e no topo de Lisboa"></a></article></aside><p>E quanto aos bilhetes? Os ingressos para “Machu Picchu: Viagem à Cidade Perdida” já estão disponíveis através da plataforma Fever e do<em> site</em> oficial da experiência. <strong>Custam a partir de 17,85€</strong> (adultos).</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://vousair.pt/ja-pode-visitar-machu-picchu-sem-sair-de-lisboa-e-a-experiencia-e-em-realidade-virtual/" target="_blank">Já pode visitar Machu Picchu sem sair de Lisboa — e a experiência é em realidade virtual</a>. Vou Sair. 29 de maio de 2026.</em></p><p><em>Rui Pedro Pereira. <a href="https://www.jn.pt/evasoes/artigo/ja-pode-subir-ao-machu-picchu-sem-se-cansar-basta-entrar-no-metro-de-lisboa/18093061" target="_blank">Já pode subir ao Machu Picchu sem se cansar. Basta entrar no metro de Lisboa</a>. Jornal de Notícias. 8 de junho de 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-mes-pode-explorar-machu-picchu-sem-sair-de-lisboa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Saídas dos contos de fadas, as casas suspensas de Vancouver surpreendem o mundo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/saidas-dos-contos-de-fadas-as-casas-suspensas-de-vancouver-surpreendem-o-mundo.html</link><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 19:02:23 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Na costa oeste do Canadá, na floresta de Vancouver, casas esféricas suspensas mostram como a inovação pode coexistir com a preservação ambiental.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/saidas-dos-contos-de-fadas-as-casas-suspensas-de-vancouver-surpreendem-o-mundo-1780929844580.jpg" data-image="7gk5r77uyc1k" alt="Casas esfera" title="Casas esfera"><figcaption>Suspensas por cabos entre árvores centenárias, as Free Spirit Spheres foram concebidas para minimizar o impacto ambiental e proporcionar uma experiência única de imersão na floresta canadiana. Fonte: FreeSpiritSphere</figcaption></figure><p><strong>No coração das florestas da Ilha de Vancouver</strong>, no Canadá, no município de Nanaimo, existe um lugar que parece ter saído de um conto de fadas.</p><p>Suspensas entre cedros e abetos centenários, <strong>pequenas esferas de madeira balançam suavemente ao sabor do vento</strong>, transformando a experiência de habitar na natureza numa forma completamente nova de arquitetura.</p><p>Conhecidas como <strong><em>Free Spirit Spheres</em></strong>, estas estruturas esféricas <strong>desafiam quer a arquitetura quer a própria engenharia, uma vez que não assentam sobre fundações</strong>, não ocupam espaço no solo e não procuram dominar a paisagem, pelo contrário, coexistem com ela.</p><h2>Arquitetura entre as árvores </h2><p>Srgundo a revista online <em>Viagem e Turismo</em>, o projeto das <em>Free Spirit Spheres</em> é da <strong>autoria do engenheiro construtor Tom Chudleigh, que concebeu a ideia e iniciou a construção da primeira esfera</strong>, chamada Eve, nos primeiros anos da década de 90.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767284" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-os-paises-estao-a-transformar-a-divida-em-florestas-para-combater-as-alteracoes-climaticas.html" title="Como os países estão a transformar a dívida em florestas para combater as alterações climáticas">Como os países estão a transformar a dívida em florestas para combater as alterações climáticas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-os-paises-estao-a-transformar-a-divida-em-florestas-para-combater-as-alteracoes-climaticas.html" title="Como os países estão a transformar a dívida em florestas para combater as alterações climáticas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/how-countries-are-turning-debt-into-forests-to-fight-climate-change-1777380286517_320.jpg" alt="Como os países estão a transformar a dívida em florestas para combater as alterações climáticas"></a></article></aside><p>Em 1999 foi construída a segunda esfera, Eryn, maior e mais sofisticada, contudo <strong>apenas em 2005, depois de começar a ganhar notoriedade internacional</strong>, é que as <em>Free Spirit Spheres </em>começaram a ser disponibilizadas para venda e alojamento turístico.</p><p>A premissa desta proposta passa pela <strong>oportunidade do ser humano em viver na floresta sem interromper o funcionamento natural da mesma</strong>.<br>O seu formato esferico remete para <strong>sementes, frutos ou ninhos</strong>, elementos que podemos encontrar facilmente na natureza.</p><h2>Inspiração na natureza</h2><p>Cada esfera está <strong>suspensa por um sistema de cabos ligados a várias árvores</strong>, criando uma estrutura estável, mas capaz de se mover ligeiramente com o vento.</p><p>Quem já usufruiu da experiência descreve uma sensação semelhante à de <strong>estar num barco ancorado num mar calmo, um balanço suave que reforça a ligação com o ambiente natural</strong>.</p><div class="texto-destacado">"<em><strong>Um equilíbrio mágico entre o artesanato e a física combinado com uma belezaque se funde na perfeição com as árvores e a natureza circundante." </strong></em>Comentário de Jake G. na página Free Spirit Spheres</div><p>Mas o verdadeiro fascínio destas construções não está apenas na sua aparência, mas na <strong>filosofia que representam</strong>. Vivemos numa época em que as cidades crescem continuamente e a presença humana avança sobre ecossistemas cada vez mais frágeis.</p><p>A arquitetura tradicional, mesmo quando sustentável, <strong>continua frequentemente a exigir alterações permanentes na paisagem</strong>.</p><h2>Sem qualquer impacto negativo para a sustentabilidade da floresta</h2><p>As esferas de Vancouver propõem um caminho diferente, pois <strong>como permanecem suspensas, deixam praticamente o solo da floresta intacto</strong>.</p><p>A vegetação continua a desenvolver-se por baixo delas, <strong>os ciclos naturais mantêm-se e o impacto ambiental é reduzido ao mínimo</strong>. Além da questão ecológica, existe uma dimensão psicológica particularmente interessante.</p><p>Estudos sobre bem-estar mostram que <strong>a proximidade com ambientes naturais reduz os níveis de stress, melhora a qualidade do sono e aumenta a sensação de equilíbrio emocional</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/saidas-dos-contos-de-fadas-as-casas-suspensas-de-vancouver-surpreendem-o-mundo-1780930355250.jpg" data-image="oaxx9iqzuea4" alt="Interior da espera Luna" title="Interior da espera Luna"><figcaption>Com madeira trabalhada, mobiliário sob medida e iluminação aconchegante, o interior das esferas são transformados num refúgio suspenso entre as copas das árvores. Fonte: FreeSpiritSphere</figcaption></figure><p>No seu interior, o espaço é um <strong>exemplo impressionante de eficiência</strong>.<br>Apesar das dimensões reduzidas, <strong>cada centímetro foi cuidadosamente planeado</strong>. As camas são retráteis, as mesas dobráveis, existem compartimentos ocultos e o mobiliário curvo permite criar um ambiente confortável sem desperdiçar espaço.</p><p>Muitas soluções foram inspiradas no <strong>design de embarcações, onde a otimização é essencial</strong>. Esta abordagem reflete uma tendência crescente na arquitetura contemporânea, a procura por habitações menores, mais inteligentes e mais conscientes dos recursos disponíveis.</p><p>Enquanto durante décadas a prosperidade foi associada a casas cada vez maiores, projetos como as <em>Free Spirit Spheres</em> sugerem uma mudança de paradigma, <strong>o luxo deixa de ser medido pela quantidade de metros quadrados e passa a ser definido pela qualidade</strong> da experiência proporcionada.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/saidas-dos-contos-de-fadas-as-casas-suspensas-de-vancouver-surpreendem-o-mundo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Terá Júpiter contribuído para uma Terra habitável? O gigante gasoso pode ter preservado ingredientes essenciais à vida]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/tera-jupiter-contribuido-para-uma-terra-habitavel-o-gigante-gasoso-pode-ter-preservado-ingredientes-essenciais-a-vida.html</link><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Um novo estudo sugere que Júpiter não trouxe diretamente os ingredientes da vida para a Terra, mas pode ter evitado que estes se perdessem no espaço. A sua formação precoce terá sido fundamental para que o nosso planeta conservasse água e compostos essenciais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/jupiter-ayudo-a-que-la-tierra-fuera-habitable-el-gigante-gaseoso-pudo-guardar-ingredientes-clave-para-la-vida-1780711955325.jpg" data-image="qd003zw3oxyn" alt="Júpiter." title="Júpiter."><figcaption>Júpiter, o gigante gasoso do Sistema Solar, pode ter desempenhado um papel fundamental na história primitiva da Terra: a sua enorme gravidade terá ajudado a reter, nas proximidades do planeta, os ingredientes essenciais à vida.</figcaption></figure><p>A Terra não se tornou habitável por acaso. Para que o nosso planeta pudesse tornar-se um mundo com oceanos, atmosfera e vida, foi necessário reunir <strong>uma</strong> <strong>combinação muito precisa de ingredientes químicos</strong>. Entre eles estão <strong>o azoto e o fósforo</strong>, dois elementos essenciais para a formação de moléculas biológicas.</p><p>Durante anos, uma das principais teorias científicas defendia que grande parte desses materiais chegou de zonas externas do Sistema Solar, transportados por asteróides e meteoritos que colidiram com a Terra primitiva. No entanto, um novo estudo apoiado pela NASA propõe uma história diferente, na qual <strong>Júpiter desempenha um papel inesperado</strong>. </p><h2>Os ingredientes da vida podem estar mais perto do que se pensava</h2><p>A investigação, publicada na Science Advances e liderada por cientistas da Universidade Rice, analisou a relação <strong>entre o fósforo e o azoto em meteoritos de ferro e condritos</strong>. Estes objetos funcionam como cápsulas do tempo, pois conservam informação química das primeiras fases do Sistema Solar.</p><div class="texto-destacado">O <b>azoto</b> é fundamental para o ADN, as proteínas e a atmosfera terrestre. O <strong>fósforo</strong>, por sua vez, faz parte do ADN, do ARN e das moléculas que armazenam energia nas células. Sem eles, a vida tal como a conhecemos teria muita dificuldade em compor a sua receita.</div><p>O interessante é que os investigadores descobriram que a Terra <strong>pôde obter grande parte destes elementos do interior do Sistema Solar</strong>, ou seja, da mesma região onde se formaram os planetas rochosos como Mercúrio, Vénus, a Terra e Marte. Isto desafia a ideia de que os ingredientes essenciais <strong>chegaram principalmente de regiões mais distantes e frias</strong>. </p><h2>Júpiter, o guardião gravitacional do Sistema Solar</h2><p>É aqui que entra <strong>Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar</strong>. À medida que se formava, a sua enorme massa começou a exercer uma influência gravitacional <strong>capaz de alterar o movimento dos materiais em torno do So</strong>l.</p><p>De acordo com o estudo, o crescimento de Júpiter pode ter limitado a transferência de fósforo e azoto <strong>do interior do Sistema Solar para regiões externas</strong>. Ao atuar como uma espécie de barreira gravitacional, o gigante gasoso teria ajudado a que estes elementos <strong>permanecessem disponíveis perto de onde a Terra se estava a formar</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/jupiter-ayudo-a-que-la-tierra-fuera-habitable-el-gigante-gaseoso-pudo-guardar-ingredientes-clave-para-la-vida-1780710225832.png" data-image="0xh6ktww3t1l" alt="La enorme gravedad de Júpiter habría actuado como una barrera en el joven Sistema Solar, ayudando a retener cerca de la Tierra primitiva elementos esenciales como fósforo y nitrógeno." title="La enorme gravedad de Júpiter habría actuado como una barrera en el joven Sistema Solar, ayudando a retener cerca de la Tierra primitiva elementos esenciales como fósforo y nitrógeno."> <figcaption>A enorme gravidade de Júpiter terá funcionado como uma barreira no jovem Sistema Solar, ajudando a reter perto da Terra primitiva elementos essenciais como o fósforo e o azoto. Imagem ilustrativa.</figcaption></figure><p>Isto não significa que Júpiter tenha "oferecido" diretamente os ingredientes da vida. Pelo contrário, <strong>teria impedido que uma parte deles se dispersasse para outras zonas do Sistema Solar</strong>. Foi menos um distribuidor e mais um porteiro cósmico: não organizou a festa, mas ajudou a garantir que os convidados importantes não fossem embora. </p><h2>Uma pista para a procura de mundos habitáveis fora do Sistema Solar</h2><p>Esta descoberta também pode alterar a forma como se estudam outros sistemas planetários. Se a presença e o crescimento de um planeta gigante como Júpiter <strong>influenciam a distribuição de elementos essenciais</strong>, então os astrónomos poderão analisar com maior atenção a estrutura completa dos sistemas onde procuram planetas habitáveis.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769701" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/estrelas-gigantes-que-engolem-planetas-a-descoberta-de-como-estes-sao-erodidos-camada-a-camada-pouco-a-pouco.html" title="Estrelas gigantes que engolem planetas: a descoberta de como estes são erodidos, camada a camada, pouco a pouco">Estrelas gigantes que engolem planetas: a descoberta de como estes são erodidos, camada a camada, pouco a pouco</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/estrelas-gigantes-que-engolem-planetas-a-descoberta-de-como-estes-sao-erodidos-camada-a-camada-pouco-a-pouco.html" title="Estrelas gigantes que engolem planetas: a descoberta de como estes são erodidos, camada a camada, pouco a pouco"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/e-cosi-che-le-stelle-divorano-i-pianeti-gioviani-a-piccoli-morsi-1779090796067_320.png" alt="Estrelas gigantes que engolem planetas: a descoberta de como estes são erodidos, camada a camada, pouco a pouco"></a></article></aside><p>Não basta encontrar um mundo rochoso à distância adequada da sua estrela. <strong>Também importa como se formou, que materiais tinha à disposição e que planetas gigantes o acompanharam</strong> durante os seus primeiros milhões de anos. </p><p>A investigação não resolve completamente o mistério de como a Terra se tornou habitável, mas<strong> acrescenta uma peça fascinante ao quebra-cabeças</strong>. O nosso planeta não dependia apenas de estar à distância certa do Sol. Também pode ter sido necessário que <strong>Júpiter crescesse no momento certo e no lugar certo</strong>. Na história da vida, até os gigantes distantes podem ter algo a dizer.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>NASA. <a href="https://science.nasa.gov/science-research/planetary-science/astrobiology/nasa-finds-new-way-earth-may-have-received-elements-needed-for-life/" target="_blank">La NASA descubre una nueva forma en que la Tierra pudo haber recibido los elementos necesarios para la vida.</a></em></p><p><em>Science. <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.aed8749" target="_blank">La sistemática de fósforo y nitrógeno de los planetesimales de primera generación limita el suministro de elementos esenciales para la vida a la Tierra.</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/tera-jupiter-contribuido-para-uma-terra-habitavel-o-gigante-gasoso-pode-ter-preservado-ingredientes-essenciais-a-vida.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo em Portugal esta semana: temperaturas aproximam-se dos 40 °C nestas zonas; saiba em que datas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-temperaturas-aproximam-se-dos-40-c-nestas-zonas-saiba-em-que-datas.html</link><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 14:24:10 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma massa de ar quente subtropical irá influenciar as temperaturas em Portugal Continental a partir de quarta-feira. Vários locais de Norte a Sul poderão registar valores próximos dos 40 ºC. Saiba quais!</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/_838isdQj5s/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=_838isdQj5s" id="_838isdQj5s"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Esta semana arranca seca e soalheira, contando com temperaturas máximas entre os 19 ºC em Viana do Castelo e os 29 ºC em Beja e Castelo Branco, reforçando o <strong>contraste térmico entre litoral e interior</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No entanto, <strong>espera-se que este cenário mude nos próximos dias</strong>, com a subida generalizada e acentuada dos termómetros.</p><h2>Massa de ar quente irá contribuir para a subida acentuada dos termómetros</h2><p>A partir de quarta-feira, dia 10, esta subida será mais expressiva, devido à aproximação de uma massa de ar quente, ainda que seja mais evidente no interior Centro e Sul, com valores máximos até 34 ºC. Neste dia, <strong>o contraste entre o Norte e o resto do país ainda será notório, esperando-se máximas de até 28 ºC nesta região</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-temperaturas-podem-aproximar-se-dos-40-c-saiba-onde-1780925254268.png" data-image="zmea2d2de3wt" alt="anomalia térmica positiva" title="anomalia térmica positiva"><figcaption>A partir de quarta-feira, dia 10, as anomalias térmicas positivas vão cobrir praticamente todo o território continental, à exceção do Algarve. Alguns locais poderão registar valores até 12 ºC acima da normal climatológica.</figcaption></figure><p>Todavia, será na quinta-feira, dia 11, que a região Norte também irá sentir esta subida acentuada, <strong>podendo registar-se até 35 ºC </strong>no Vale do Douro, 32 ºC em Braga e 30 ºC em Vila Real.</p><h2>Na sexta-feira, os termómetros podem chegar aos 39 ºC em diversas localidades de Norte a Sul</h2><p>Esta tendência de subida mantém-se na sexta-feira, podendo levar os <strong>termómetros a aproximarem-se dos 40 ºC nos Vales do Douro e Tejo, e em localidades mais a Sul como Alcácer do Sal e Grândola</strong>. </p><p>Neste dia, as <strong>capitais de distrito mais frescas</strong> deverão ser Aveiro e Viana do Castelo, contando com 27 ºC de máxima; seguidas do Porto e Guarda com 31 ºC. Já as <strong>capitais de distrito mais quentes </strong>deverão ser Braga, Beja e Évora com máximas esperadas de 36 ºC; seguidas de Santarém, Portalegre, Castelo Branco e Viseu, com previsão de 35 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772826" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/regresso-abrupto-do-calor-a-portugal-modelos-meteorologicos-definem-data-para-a-chegada-do-ar-subtropical.html" title="Regresso abrupto do calor a Portugal: modelos meteorológicos definem data para a chegada do ar subtropical">Regresso abrupto do calor a Portugal: modelos meteorológicos definem data para a chegada do ar subtropical</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/regresso-abrupto-do-calor-a-portugal-modelos-meteorologicos-definem-data-para-a-chegada-do-ar-subtropical.html" title="Regresso abrupto do calor a Portugal: modelos meteorológicos definem data para a chegada do ar subtropical"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/regresso-abrupto-do-calor-a-portugal-modelos-meteorologicos-apontam-para-a-chegada-de-ar-subtropical-ja-esta-semana-1780920643765_320.png" alt="Regresso abrupto do calor a Portugal: modelos meteorológicos definem data para a chegada do ar subtropical"></a></article></aside><p>Segundo a atual previsão, os mapas indicam um <strong>ligeiro alívio no calor no noroeste do país no sábado</strong>, dia 13, e ainda o regresso da chuva ao interior Norte ao final da tarde desse dia, assim como a possibilidade de trovoada no Norte e Centro. Ainda assim, as temperaturas máximas nesse dia deverão manter-se entre os 24 ºC em Viana do Castelo e os 36 ºC em Santarém e Beja.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-temperaturas-aproximam-se-dos-40-c-nestas-zonas-saiba-em-que-datas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Terramoto violento de magnitude 7,8 nas Filipinas: 14 mortos e um pequeno tsunami, o vídeo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/terramoto-violento-de-magnitude-7-8-nas-filipinas-14-mortos-e-um-pequeno-tsunami-o-video.html</link><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 13:13:04 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um forte terramoto de magnitude 7,8 atingiu a ilha filipina, causando danos materiais consideráveis e desencadeando uma vasta operação de emergência. Foi também registado um pequeno tsunami.</p><figure id="first-video" class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/h5FlVxPNm5Y/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=h5FlVxPNm5Y" id="h5FlVxPNm5Y"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A<strong> ilha de Mindanao, no sul das Filipinas</strong>, foi atingida há poucas horas por um <strong>forte terramoto de magnitude 7,8</strong>, o que levou à mobilização da Proteção Civil do país, que já <strong>elevou para 14 o número de vítimas confirmadas do sismo</strong>. O balanço oficial inclui ainda sete pessoas desaparecidas e mais de uma centena de feridos.</p><div class="texto-destacado">O forte abalo provocou o colapso de várias estruturas e <strong>causou enormes danos materiais numa área onde vivem cerca de 10 000 famílias</strong>. Equipas especializadas, bombeiros, pessoal de saúde e voluntários estão a trabalhar sem descanso para<strong> localizar eventuais sobreviventes sob os escombros</strong>.</div><p>Entretanto, as autoridades <strong>iniciaram inspeções técnicas para avaliar a real extensão dos danos causados pelo terramoto</strong>. Engenheiros e especialistas estão a inspecionar habitações, infraestruturas públicas, estradas e pontes para determinar quais podem continuar a ser utilizadas e quais representam, pelo contrário, um risco para a população.</p><h2>Confirmado um pequeno tsunami</h2><p>O terramoto, registado a <strong>cerca de 24 quilómetros da ilha de Burias, a uma profundidade de cerca de 55,2 quilómetros</strong>, provocou também um <strong>alerta de tsunami</strong> no arquipélago filipino, segundo informações do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) e do Governo das Filipinas.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="in" dir="ltr">Terkonfirmasi : Tsunami Tertinggi dampak Gempa M7.8 Davao terjadi di Kiamba, Sarangani, Filipina dengan ketinggian 1,48 Meter. Berikut video yang diabadikan oleh Maria Jay. <br><br>Mohon maaf sebelumnya mimin menarasikan video ini sebagai tsunami di Tarakan, Kalimantan Utara. <br><br>[Gempa <a href="https://t.co/Z1Gvmote9y">pic.twitter.com/Z1Gvmote9y</a></p>— Info Gempa Dunia (@infogempadunia) <a href="https://x.com/infogempadunia/status/2063896279764393984?ref_src=twsrc%5Etfw">June 8, 2026</a></blockquote></figure><p>O alerta diz respeito <strong>a várias províncias do sul do país</strong>, onde se preveem ondas com mais de um metro. Por enquanto, foi lançado um <strong>apelo aos habitantes das zonas costeiras</strong> das províncias filipinas de Davao Ocidental, Tawi-Tawi, Sarangani, Sulu, Basilan, Zamboanga do Sul, Zamboanga Sibugay, Sultan Kudarat e Cotabato do Sul, <strong>para que procedam à evacuação imediata</strong>.</p><p>Neste momento, <strong>foi confirmado que ocorreu um pequeno tsunami, filmado em várias ilhas das Filipinas e da Indonésia</strong>, aparentemente sem causar danos significativos.</p><h2>Os especialistas alertam para o risco de réplicas</h2><p>Outra das principais preocupações após o terramoto diz respeito às réplicas. Até ao momento, na zona afetada<strong> já foram registadas mais de 130 réplicas, uma das quais com magnitude 6,7</strong> e pelo menos outras quatro com magnitudes entre<strong> 5,8 e 6,4</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr"><a href="https://x.com/hashtag/%C3%9ALTIMAHORA?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#ÚLTIMAHORA</a> Así se sintió el <a href="https://x.com/hashtag/temblor?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#temblor</a> en Mindanao Terremoto de magnitud 7.8 Polomolok, Cotabato Sur, Filipinas · <a href="https://x.com/hashtag/temblor?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#temblor</a> <a href="https://x.com/hashtag/Tu?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Tu</a> <a href="https://x.com/hashtag/earthquake?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#earthquake</a>,<a href="https://x.com/hashtag/joshtve?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#joshtve</a> <a href="https://x.com/hashtag/Earthquakephilipines?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Earthquakephilipines</a> <a href="https://x.com/hashtag/joshtve?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#joshtve</a> <a href="https://x.com/hashtag/temblor?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#temblor</a> video 1 <a href="https://t.co/WRrWPNRcDq">pic.twitter.com/WRrWPNRcDq</a></p>— Joshtve_ (@Joshtve_) <a href="https://x.com/Joshtve_/status/2063789368616108207?ref_src=twsrc%5Etfw">June 8, 2026</a></blockquote></figure><p>Os especialistas mantêm uma monitorização constante da atividade sísmica e lembram que <strong>estas réplicas podem prolongar-se por horas, dias ou mesmo semanas</strong> após o sismo principal.</p><p>Por este motivo, as autoridades recomendam à população que se <strong>mantenha informada através dos canais oficiais</strong> e siga as orientações dos serviços de emergência, especialmente nas áreas onde existem edifícios danificados.</p><h3>As Filipinas, um dos países com maior atividade sísmica do mundo</h3><p><strong>As Filipinas situam-se numa zona caracterizada por intensa atividade tectónica, no interior do chamado Anel de Fogo do Pacífico</strong>, uma região onde convergem várias placas geológicas responsáveis pela elevada frequência de terramotos e fenómenos vulcânicos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770883" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/video-um-meteoro-verde-iluminou-a-erupcao-do-vulcao-mayon-nas-filipinas.html" title="Vídeo: um meteoro verde iluminou a erupção do vulcão Mayón nas Filipinas">Vídeo: um meteoro verde iluminou a erupção do vulcão Mayón nas Filipinas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/video-um-meteoro-verde-iluminou-a-erupcao-do-vulcao-mayon-nas-filipinas.html" title="Vídeo: um meteoro verde iluminou a erupção do vulcão Mayón nas Filipinas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mayon-y-meteorito-1779755535829_320.png" alt="Vídeo: um meteoro verde iluminou a erupção do vulcão Mayón nas Filipinas"></a></article></aside><p>Esta condição geográfica faz com que o país seja regularmente atingido por sismos de diversa intensidade. No entanto, quando ocorrem eventos de grande magnitude, como o registado em Mindanao, <strong>as consequências podem ser particularmente graves devido à vulnerabilidade de certas infraestruturas</strong> e à elevada densidade populacional de determinadas áreas.</p><p>Enquanto prosseguem as operações de socorro e as avaliações no terreno, a atenção mantém-se centrada na evolução da emergência e na <strong>possível ocorrência de novos réplicas que possam agravar ainda mais a situação</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/terramoto-violento-de-magnitude-7-8-nas-filipinas-14-mortos-e-um-pequeno-tsunami-o-video.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A Serra da Estrela é agora a 14ª Reserva da Biosfera portuguesa reconhecida pela UNESCO]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-serra-da-estrela-e-agora-a-14-reserva-da-biosfera-portuguesa-reconhecida-pela-unesco.html</link><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 12:35:19 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O selo mundial da Organização das Nações Unidas coloca o ponto mais alto de Portugal continental numa rede global que concilia a proteção ecológica com as atividades humanas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-serra-da-estrela-e-agora-a-14-reserva-da-biosfera-portuguesa-reconhecida-pela-unesco-1780919490593.jpg" data-image="jelvb6iy1qzg" alt="Serra da Estrela" title="Serra da Estrela"><figcaption>Rochas com 600 milhões de anos e vestígios de glaciações antigas moldam a geodiversidade única da Serra da Estrela. Foto: Alves Gaspar, obra do próprio, CC BY-SA 3.0, Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>As nuvens que galgam os cumes graníticos da cordilheira mais alta de Portugal Continental guardam agora um novo título internacional. A <strong>Serra da Estrela</strong> passou a integrar oficialmente a <strong>Rede Mundial de Reservas da Biosfera</strong> da UNESCO. </p><p>A distinção premeia uma geografia mítica que soube harmonizar a conservação da <strong>biodiversidade</strong> com a sobrevivência económica das <strong>populações</strong> de montanha. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É o 14º território português a alcançar este patamar de proteção, depois de a classificação ter sido atribuída à Serra da Arrábida, em 2025. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O reconhecimento representa uma alavanca estratégica para <strong>projetar além-fronteiras</strong> a riqueza ecológica, cultural e gastronómica de uma região que respira história e isolamento.</p><h2>O traçado de uma geografia tripartida</h2><p>O novo mapa da reserva, desenhado sob a aprovação da agência das Nações Unidas, cobre uma superfície superior a 2370 quilómetros quadrados. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A área geográfica estende-se pelos <strong>seis municípios</strong> que partilham a gestão do Parque Natural da Serra da Estrela, designadamente Seia, Gouveia, Celorico da Beira, Guarda, Manteigas e Covilhã. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Para assegurar o equilíbrio do projeto, o espaço divide-se em <strong>três zonas</strong> que se complementam mutuamente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-serra-da-estrela-e-agora-a-14-reserva-da-biosfera-portuguesa-reconhecida-pela-unesco-1780919619784.jpg" data-image="v1nup7rin7ve" alt="Planalto da Torre, Serra da Estrela" title="Planalto da Torre, Serra da Estrela"><figcaption>O planalto superior da Torre, coberto de neve, destaca-se como o ponto mais alto e emblemático da cordilheira. Foto: Roylindman, CC BY-SA 3.0, Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>A <strong>Zona Núcleo</strong> foca-se na proteção total dos valores naturais de altitude mais frágeis, ocupando uma parcela restrita do planalto superior. Em redor desta área surge a <strong>Zona Tampão</strong>, que assegura uma transição ecológica suave através de uma vigilância atenta. </p><h3>Reservas da Biosfera UNESCO em Portugal</h3><table><thead><tr><th>Ano</th><th>Reserva</th></tr></thead><tbody><tr><td>1981</td><td>Boquilobo, Ribatejo</td></tr><tr><td>2007</td><td>Corvo, Açores</td></tr><tr><td>2007</td><td>Graciosa, Açores</td></tr><tr><td>2009</td><td>Flores, Açores</td></tr><tr><td>2009</td><td>Reserva da Biosfera Transfronteiriça do Gerês –Xurés (Portugal/Espanha)</td></tr><tr><td>2011</td><td>Berlengas, Peniche</td></tr><tr><td>2011</td><td>Santana, Madeira</td></tr><tr><td>2015</td><td>Reserva da Biosfera Transfronteiriça Meseta Ibérica, Trás-Os-Montes (Portugal/Espanha)</td></tr><tr><td>2016</td><td>Fajãs de S. Jorge, Açores</td></tr><tr><td>2016</td><td>Reserva da Biosfera Transfronteiriça Tejo/Tajo Internacional (Portugal/Espanha)</td></tr><tr><td>2017</td><td>Castro Verde, Alentejo</td></tr><tr><td>2020</td><td>Porto Santo, Madeira</td></tr><tr><td>2025</td><td>Arrábida, Setúbal</td></tr><tr><td>2026</td><td>Serra da Estrela</td></tr></tbody></table><p> </p><p>Por fim, a <strong>Zona de Transição</strong> representa 62% da reserva total. Este último perímetro destina-se ao desenvolvimento das atividades socioeconómicas das <strong>comunidades locais</strong>, onde as comunidades locais assumem o papel de guardiãs do meio ambiente.</p><h2>A herança marcada pelo gelo e pelo isolamento</h2><p>A candidatura vitoriosa, submetida em 2024 pela Associação Geopark Estrela, resultou de um processo participativo que uniu autarquias, associações locais e cidadãos na defesa deste ecossistema que está entre as maiores áreas protegidas do país. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A história geológica da serra exibe rochas que alcançam os 600 milhões de anos de idade. As marcas da última glaciação criaram vales profundos, lagoas cristalinas e encostas acidentadas que começam nos 350 metros de altitude e culminam nos 1993 metros da Torre.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Este desnível acentuado retém os ventos húmidos do Atlântico e favorece habitats <em>únicos</em>. O relevo agreste e de difícil acesso serviu de refúgio natural para a fauna e a flora ao longo de várias gerações. </p><p>A montanha acolhe atualmente 70% das espécies de <strong>anfíbios</strong> e 75% dos <strong>morcegos</strong> registados no país. O planalto central destaca-se ainda por abrigar 110 espécies de briófitos e vários <strong>endemismos vegetais</strong> que não se encontram em mais nenhum ponto do planeta.</p><h2>O saber ancestral que definiu a paisagem</h2><p>A UNESCO também valoriza o trabalho humano que se ajustou à paisagem natural. O coração económico da serra bate ao ritmo da <strong>pastorícia tradicional e da transumância</strong>, a deslocação sazonal de rebanhos para os pastos de altitude durante o verão. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Este ciclo passado entre gerações assegura a matéria-prima para a produção artesanal do Queijo Serra da Estrela, uma joia gastronómica protegida que sustenta dezenas de famílias.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A <strong>lã das</strong> <strong>ovelhas nativas</strong> impulsionou ainda uma indústria têxtil histórica na Covilhã e em Manteigas. O artesanato local reinventou-se com o <strong>burel</strong>, um tecido de lã tradicional de alta resistência que ganhou nova vida no design contemporâneo e na arquitetura de interiores. </p><p>Nas zonas mais baixas dos vales fluviais, a <strong>agricultura de subsistência</strong> mantém a sua importância através do cultivo de centeio e da apanha da castanha.</p><h2>O novo fôlego na economia de montanha</h2><p>Os presidentes dos municípios abrangidos encaram o título mundial como um elemento central para <strong>fixar populações e atrair investimento ecológico</strong>. A chancela da UNESCO eleva o <strong>potencial turístico</strong> da região fora da época clássica de inverno. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="737968" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/arrabida-ja-era-um-tesouro-nacional-mas-agora-tambem-e-reserva-da-biosfera-da-unesco.html" title="Arrábida já era um tesouro nacional, mas agora também é Reserva da Biosfera da UNESCO">Arrábida já era um tesouro nacional, mas agora também é Reserva da Biosfera da UNESCO</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/arrabida-ja-era-um-tesouro-nacional-mas-agora-tambem-e-reserva-da-biosfera-da-unesco.html" title="Arrábida já era um tesouro nacional, mas agora também é Reserva da Biosfera da UNESCO"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/arrabida-ja-era-um-tesouro-nacional-mas-agora-tambem-e-reserva-da-biosfera-da-unesco-1762361549516_320.jpg" alt="Arrábida já era um tesouro nacional, mas agora também é Reserva da Biosfera da UNESCO"></a></article></aside><p>O território quer afirmar-se como um destino de excelência para o turismo de natureza <strong>durante todo o ano</strong>, potenciando atividades como o pedestrianismo, o ciclismo de montanha e a observação de fauna.</p><div class="texto-destacado">“<strong>Esta distinção vai colocar-nos numa rede restrita a nível mundial e vai trazer ainda mais curiosos, mais turistas, mais desenvolvimento sustentável, provavelmente investidores da economia verde também</strong>”. <br>Flávio Massano<strong>, </strong>presidente da Comissão de Cogestão do Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE) e presidente do Estrela Geopark Mundial da UNESCO</div><p>O grande desafio passa agora por traduzir o selo internacional em benefícios diretos para os residentes. A <strong>gestão integrada dos recursos</strong> humanos e financeiros pretende <strong>aproximar as comunidades rurais à área protegida</strong>.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/a-serra-da-estrela-e-agora-a-14-reserva-da-biosfera-portuguesa-reconhecida-pela-unesco-1780920456773.jpg" data-image="s414bc3iipor" alt="Covão dos Conchos, Serra da Estrela" title="Covão dos Conchos, Serra da Estrela"><figcaption>O Covão dos Conchos é uma lagoa artificial do Parque Natural da Serra da Estrela, construída em 1955, que se tornou num extraordinário reduto de biodiversidade. Foto: larahcv via Pixabay</figcaption></figure><p>Ao cruzar a<strong> investigação científica </strong>com a educação ambiental, a Reserva da Biosfera da Estrela ganha potencial para se transformar num<strong> laboratório</strong><strong> vivo</strong>. O sucesso deste estatuto poderá demonstrar que a proteção do património natural mais valioso de Portugal é capaz de caminhar lado a lado com a prosperidade das populações que habitam a montanha.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.facebook.com/icnf.oficial/posts/serra-da-estrela-aprovada-como-reserva-da-biosfera-da-unescoreconhecida-pelo-mun/1019077784396459/" target="_blank">Serra da Estrela aprovada como Reserva da Biosfera da UNESCO</a>. Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF)</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-serra-da-estrela-e-agora-a-14-reserva-da-biosfera-portuguesa-reconhecida-pela-unesco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Regresso abrupto do calor a Portugal: modelos meteorológicos definem data para a chegada do ar subtropical]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/regresso-abrupto-do-calor-a-portugal-modelos-meteorologicos-definem-data-para-a-chegada-do-ar-subtropical.html</link><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 12:13:40 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma massa de ar subtropical deverá provocar uma subida acentuada das temperaturas em Portugal continental a partir de quarta-feira, 10 de junho, estando previstos valores muito acima da média da época durante alguns dias.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xadym2a"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xadym2a.jpg" id="xadym2a"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois de um início de junho relativamente ameno, os modelos meteorológicos apontam para uma <strong>subida gradual das temperaturas em Portugal continental </strong>ao longo desta semana. A entrada de uma <strong>massa de ar subtropical</strong> deverá favorecer <strong>valores significativamente acima da média</strong> em várias regiões durante o próximo fim de semana. </p><h2>Ar subtropical deverá instalar-se sobre a Península Ibérica</h2><p>As mais recentes projeções meteorológicas indicam que uma massa de ar quente de origem subtropical começará a afetar Portugal continental durante a segunda metade desta semana.</p><p>A subida das temperaturas deverá tornar-se mais evidente <strong>a partir de quarta-feira</strong>, <strong>intensificando-se entre quinta e sexta-feira</strong>, quando o ar quente se espalhará por grande parte da Península Ibérica.</p><p>A situação deverá atingir o seu <strong>pico durante o próximo fim de semana</strong>, sobretudo no interior do território continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/regresso-abrupto-do-calor-a-portugal-modelos-meteorologicos-apontam-para-a-chegada-de-ar-subtropical-ja-esta-semana-1780918686455.png" data-image="400hlvxk0yza"><figcaption>O modelo europeu prevê temperaturas muito acima da média a cerca de 1500 metros de altitude durante o próximo fim de semana.</figcaption></figure><p>Os mapas de anomalia térmica a 850 hPa evidenciam uma <strong>extensa área de temperaturas acima da média</strong> sobre Portugal continental e Espanha, um sinal clássico da presença de uma massa de ar subtropical.</p><p>Em várias regiões, as anomalias poderão <strong>ultrapassar os 6 a 8 ºC</strong> relativamente aos valores climatologicamente normais para esta época do ano.</p><h2>Temperaturas poderão aproximar-se dos 40 ºC em algumas regiões</h2><p>A entrada de ar mais quente deverá refletir-se diretamente nas temperaturas máximas à superfície. Os modelos sugerem uma subida progressiva dos valores térmicos ao longo da semana, com o calor a tornar-se <strong>particularmente expressivo no interior Centro e Sul</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/regresso-abrupto-do-calor-a-portugal-modelos-meteorologicos-apontam-para-a-chegada-de-ar-subtropical-ja-esta-semana-1780912510419.png" data-image="stl58o5l673l" alt="Temperaturas máximas previstas para sexta-feira, 12 de junho" title="Temperaturas máximas previstas para sexta-feira, 12 de junho"><figcaption>Os valores poderão ultrapassar os 35 ºC em várias regiões do interior de Portugal continental.</figcaption></figure><p> Em algumas localidades do Alentejo e do vale do Tejo, as máximas poderão aproximar-se dos <strong>38 a 40 ºC</strong> durante o período mais quente do episódio. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772835" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vem-ai-mudancas-bruscas-de-tempo-em-portugal-quase-40-c-e-trovoadas-fortes-alfredo-graca-assinala-as-zonas-afetadas.html" title="Vêm aí mudanças bruscas de tempo em Portugal: 'quase 40 ºC e trovoadas fortes', Alfredo Graça assinala as zonas afetadas">Vêm aí mudanças bruscas de tempo em Portugal: "quase 40 ºC e trovoadas fortes", Alfredo Graça assinala as zonas afetadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vem-ai-mudancas-bruscas-de-tempo-em-portugal-quase-40-c-e-trovoadas-fortes-alfredo-graca-assinala-as-zonas-afetadas.html" title="Vêm aí mudanças bruscas de tempo em Portugal: 'quase 40 ºC e trovoadas fortes', Alfredo Graça assinala as zonas afetadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vem-ai-mudancas-bruscas-de-tempo-em-portugal-quase-40-c-e-trovoadas-fortes-alfredo-graca-assinala-as-zonas-afetadas-1780918180193_320.png" alt="Vêm aí mudanças bruscas de tempo em Portugal: 'quase 40 ºC e trovoadas fortes', Alfredo Graça assinala as zonas afetadas"></a></article></aside><p>Apesar de o calor ser mais intenso no interior, também o litoral deverá registar uma subida gradual das temperaturas, embora atenuada pela influência marítima.</p><h2>Calor deverá ficar muito acima da média para a época</h2><p>Além das temperaturas elevadas, os modelos destacam também a intensidade das anomalias térmicas previstas para este episódio.</p><p>Os valores projetados encontram-se <strong>significativamente acima da média climatológica</strong> para meados de junho, sobretudo no interior Centro e Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/regresso-abrupto-do-calor-a-portugal-modelos-meteorologicos-apontam-para-a-chegada-de-ar-subtropical-ja-esta-semana-1780913080563.png" data-image="kbcu208k297q" alt="Temperaturas poderão ficar até 10 ºC acima da média em algumas regiões" title="Temperaturas poderão ficar até 10 ºC acima da média em algumas regiões"><figcaption>Os modelos meteorológicos apontam para um episódio de calor significativamente acima dos valores habituais para a época.</figcaption></figure><p>Em diversas áreas do território continental, as temperaturas poderão situar-se <strong>entre 7 e 10 ºC acima da média</strong>, refletindo a intensidade da massa de ar quente prevista para estes dias.</p><p>Esta situação não configura, para já, uma onda de calor oficialmente estabelecida, mas evidencia um<strong> cenário claramente mais quente do que o habitual para a época do ano</strong>.</p><h2>Temperaturas a 850 hPa confirmam a intensidade da massa de ar quente</h2><p>Outro indicador relevante para avaliar a intensidade deste episódio é a temperatura prevista a cerca de 1500 metros de altitude.</p><p>Os modelos sugerem <strong>valores superiores a 22 ºC a 850 hPa</strong> em grande parte da Península Ibérica, um sinal frequentemente associado à ocorrência de temperaturas muito elevadas à superfície.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/regresso-abrupto-do-calor-a-portugal-modelos-meteorologicos-apontam-para-a-chegada-de-ar-subtropical-ja-esta-semana-1780913186387.png" data-image="i2f45zix8ypu" alt="Temperatura prevista a 850 hPa para sábado, 13 de junho" title="Temperatura prevista a 850 hPa para sábado, 13 de junho"><figcaption>A massa de ar subtropical poderá elevar os valores para 22 a 24 ºC a cerca de 1500 metros de altitude.</figcaption></figure><p>Estas temperaturas em altitude favorecerão uma maior acumulação de calor durante o dia, sobretudo nas regiões do interior, onde os efeitos moderadores do oceano serão menos evidentes.</p><h2> Tempo quente deverá persistir, mas a instabilidade poderá aumentar no fim de semana </h2><p> A influência anticiclónica continuará a favorecer <strong>tempo geralmente seco e quente</strong> em grande parte do território continental durante a segunda metade da semana. </p><p> Os modelos meteorológicos não preveem precipitação significativa para a maioria das regiões. Ainda assim, o forte aquecimento diurno poderá favorecer o desenvolvimento de <strong>instabilidade convectiva durante as tardes de sexta-feira e sábado</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/regresso-abrupto-do-calor-a-portugal-modelos-meteorologicos-apontam-para-a-chegada-de-ar-subtropical-ja-esta-semana-1780913496616.png" data-image="f20rfet567a7" alt="Tempo seco e estável previsto para sábado, 13 de junho" title="Tempo seco e estável previsto para sábado, 13 de junho"><figcaption>O tempo deverá manter-se maioritariamente seco, embora exista potencial para aguaceiros e trovoadas localizadas no interior entre sexta-feira e sábado.</figcaption></figure><p> A combinação entre forte <strong>aquecimento diurno</strong> e a presença de ar muito quente poderá favorecer o desenvolvimento de nuvens de evolução vertical durante as tardes de sexta-feira e sábado. </p><p> Embora a precipitação prevista seja escassa e muito localizada, não se exclui a ocorrência de <strong>aguaceiros e trovoadas pontualmente fortes</strong> em áreas do interior Norte e Centro. </p><p>Ainda assim, será importante acompanhar as próximas atualizações dos modelos meteorológicos para perceber a duração deste episódio e avaliar se o calor persistirá durante a segunda quinzena de junho.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/regresso-abrupto-do-calor-a-portugal-modelos-meteorologicos-definem-data-para-a-chegada-do-ar-subtropical.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vêm aí mudanças bruscas de tempo em Portugal: "quase 40 ºC e trovoadas fortes", Alfredo Graça assinala as zonas afetadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vem-ai-mudancas-bruscas-de-tempo-em-portugal-quase-40-c-e-trovoadas-fortes-alfredo-graca-assinala-as-zonas-afetadas.html</link><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 11:35:10 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Aproximam-se alterações abruptas no estado do tempo em Portugal continental. Além do calor intenso, responsável por temperaturas máximas próximas aos 40 ºC, prevê-se o risco de trovoadas fortes. Saiba quando e as zonas mais afetadas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xadyy7y"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xadyy7y.jpg" id="xadyy7y"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Após a pequena descida das temperaturas máximas que se registará nesta segunda-feira (8), são esperadas algumas variações na evolução térmica ao longo desta segunda semana de junho, com <strong>um período progressivamente mais quente e marcado pelo calor intenso entre quarta (10) e sexta-feira (12)</strong>, seguido de um período novamente mais fresco e coincidente com o fim de semana de 13 e 14 de junho.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>Uma crista subtropical - vasta região anticiclónica em crista que promoverá o transporte de ar quente e seco - provocará o regresso abrupto do calor a Portugal continental na segunda metade da semana, fazendo com que as temperaturas máximas disparem para valores acima dos 35 ºC em várias regiões, podendo atingir localmente os 40 ºC, principalmente na quinta e sexta-feira, dias 11 e 12 de junho.</div><p>De um modo geral, <strong>não se prevê a ocorrência de precipitação significativa durante esta segunda semana de junho</strong>. O estado do tempo em Portugal continental apresentar-se-á predominantemente estável, seco e soalheiro, apesar das novidades em perspetiva para a reta final da semana (<strong>risco de trovoada na sexta e sábado, 12 e 13 de junho</strong>).</p><h2>Anticiclone, massa de ar quente e seco e vento Leste intensificarão o calor, especialmente nestas datas </h2><p>À medida que a segunda semana de junho for avançando, entre terça (9) e sexta-feira (12) o estado do tempo manter-se-á estável e seco, mas cada vez mais quente em termos de intensidade e área geográfica abrangida. <strong>Na quarta-feira, 10 de junho e feriado do Dia de Portugal</strong>, já haverá um aquecimento generalizado, mas mais notório em vastas regiões do interior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vem-ai-mudancas-bruscas-de-tempo-em-portugal-quase-40-c-e-trovoadas-fortes-alfredo-graca-assinala-as-zonas-afetadas-1780917571310.png" data-image="f0t5vy7aohci"><figcaption>A nortada vai intensificar na tarde desta terça-feira, 9 de junho, registando-se rajadas até 80 km/h no litoral Centro e Oeste. Distritos de Leiria e Lisboa sob aviso amarelo de vento forte.</figcaption></figure><p>Na faixa interior que faz fronteira a leste com Espanha, o vento Leste começará a exercer lentamente a sua influência neste <strong>10 de junho</strong>, prevendo-se uma subida das temperaturas máximas até aos<strong> 35 ºC em diversas localidades do interior Centro e Sul, destacando-se a Beira Baixa, o Alentejo e o Sotavento Algarvio (entre 30 e 35 ºC)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-disparam-para-valores-proximos-a-40-c-nos-proximos-dias-risco-de-trovoada-na-sexta-e-sabado-nestas-zonas-1780915767729.png" data-image="gnawk47yvqf2"><figcaption>O anticiclone dos Açores, centrado atualmente sobre o arquipélago que lhe dá o nome, manter-se-á robusto e, em simultâneo, estender-se-á em crista à medida que se movimenta para leste, centrando-se posteriormente nas imediações da Península Ibérica e, na reta final da semana, já sobre o Noroeste de França e outros países da Europa Central.</figcaption></figure><p>No entanto, o vento de Noroeste manter-se-á dominante no resto de Portugal continental, especialmente na faixa do litoral. No Norte e Centro litoral as temperaturas não deverão registar grandes oscilações térmicas, <strong>registando-se máximas entre os 19 e 25 ºC e a continuidade de um ambiente ameno</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Entre quarta (10) e sexta-feira (12), a gradual influência da referida região anticiclónica será favorável a uma maior acumulação do calor diurno e isto, combinado com o transporte de uma massa de ar muito quente e seca, impulsionada pelo vento Leste, fará com que as temperaturas disparem em todo o território de Portugal continental, com destaque para as máximas, que serão muito elevadas.</strong></div><p>Para quinta-feira (11), como já foi anteriormente mencionado, é expectável uma subida generalizada e acentuada das temperaturas máximas, que serão elevadas ou muito elevadas em todo o país. O mapa de previsão de anomalia de temperatura para <strong>11 de junho já indica anomalias positivas muito significativas (entre 6 e 11 ºC acima da média em quase todo o país</strong>, exceto no Algarve onde as temperaturas estarão mais próximas do normal).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-disparam-para-valores-proximos-a-40-c-nos-proximos-dias-risco-de-trovoada-na-sexta-e-sabado-nestas-zonas-1780915866029.png" data-image="1cw6gr0md0jx"><figcaption>O calor intenso confirma-se para quinta-feira, 11 de junho. Preveem-se temperaturas entre 6 e 11 ºC acima da média em quase toda a geografia de Portugal continental, exceto no Algarve e em algumas zonas do litoral alentejano onde as anomalias de calor serão mais suaves ou inexistentes.</figcaption></figure><p>Grande parte das capitais distritais irá registar temperaturas máximas superiores a 30 ºC na <strong>q</strong><strong>uinta-feira (11), destacando-se os valores previstos mais elevados em Santarém, Évora e Beja (35 ºC) e em Castelo Branco, Portalegre e Lisboa (34 ºC)</strong>. As exceções deverão ser constituídas pelas cidades de Viana do Castelo, Porto, Aveiro, Bragança, Guarda, Setúbal e Faro, onde os termómetros marcarão valores iguais ou inferiores a 29 ºC.</p><p>De acordo com a mais recente atualização do modelo ECMWF, a tendência de subida continuará na <strong>sexta-feira (12), que será provavelmente o dia mais quente da semana</strong>, marcado por uma nova subida generalizada das temperaturas, estando em perspetiva um cenário de <strong>calor intenso de norte a sul de Portugal continental</strong>. Tanto o litoral, como o interior irão, por mais uma jornada, registar temperaturas máximas bem acima da média climatológica de referência.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772694" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nao-condicionara-o-tempo-em-portugal-na-segunda-semana-de-junho-eis-como-irao-evoluir-as-temperaturas-e-a-precipitacao.html" title="NAO+ condicionará o tempo em Portugal na segunda semana de junho: eis como irão evoluir as temperaturas e a precipitação">NAO+ condicionará o tempo em Portugal na segunda semana de junho: eis como irão evoluir as temperaturas e a precipitação</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nao-condicionara-o-tempo-em-portugal-na-segunda-semana-de-junho-eis-como-irao-evoluir-as-temperaturas-e-a-precipitacao.html" title="NAO+ condicionará o tempo em Portugal na segunda semana de junho: eis como irão evoluir as temperaturas e a precipitação"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nao-condicionara-o-tempo-em-portugal-na-segunda-semana-de-junho-eis-como-irao-evoluir-as-temperaturas-e-a-precipitacao-1780830014626_320.jpg" alt="NAO+ condicionará o tempo em Portugal na segunda semana de junho: eis como irão evoluir as temperaturas e a precipitação"></a></article></aside><p>Os mapas de referência da Meteored sugerem <strong>anomalias térmicas positivas em quase toda a geografia continental</strong>, estando previstas <strong>temperaturas entre 6 e 14 ºC acima da média</strong><strong>; exceto no Algarve</strong>, onde se prevê um mosaico térmico tripartido: zonas mais quentes do que o normal, zonas com temperaturas dentro do normal e zonas mais frescas do que o normal (anomalias térmicas a variar entre valores positivos +4 ºC e negativos -2 ºC).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-disparam-para-valores-proximos-a-40-c-nos-proximos-dias-risco-de-trovoada-na-sexta-e-sabado-nestas-zonas-1780916073409.png" data-image="qhfiz1c5e097"><figcaption>Na sexta-feira, 12 de junho, prevê-se que uma grande parte do país registe temperaturas máximas iguais ou superiores a 35 ºC.</figcaption></figure><p>Os mapas sugerem que quase todas as capitais distritais do país deverão registar máximas superiores a 30 ºC na <strong>sexta-feira (12)</strong>, exceto Viana do Castelo, Aveiro e Faro (26 ou 27 ºC). As cidades onde se prevê uma <strong>temperatura máxima igual ou superior a 35 ºC são: Braga, Viseu, Santarém, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja</strong>.</p><p>No Porto, Vila Real, Bragança, Guarda, Coimbra, Leiria e Setúbal são expectáveis máximas entre os 30 e os 35 ºC. Os termómetros chegarão mesmo <strong>a aproximar-se ou a tocar os 40 ºC nos vales do Douro e Tejo e em localidades mais a sul, como Alcácer do Sal e Grândola</strong>.</p><h2>Calor intenso potenciará o risco de trovoadas fortes nestas zonas na sexta e no sábado</h2><p>Quanto à precipitação para esta segunda semana de junho, o modelo europeu é muito explícito: <strong>a tendência aponta para um domínio claro do tempo seco</strong>, com uma anomalia negativa a cobrir todo o território de Portugal continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-disparam-para-valores-proximos-a-40-c-nos-proximos-dias-risco-de-trovoada-na-sexta-e-sabado-nestas-zonas-1780916222131.png" data-image="dmm5t36j3m9c"><figcaption>A precipitação acumulada prevista é escassa e muito localizada. Porém, nas zonas manchadas a azul, poderão surgir aguaceiros pontualmente fortes durante curtos períodos de tempo na tarde e noite de sábado, 13 de junho.</figcaption></figure><p> Porém, a mais recente atualização do modelo europeu revela <strong>novidades para as tardes e noites de sexta e sábado, dias 12 e 13 de junho: o forte aquecimento diurno poderá favorecer a formação de nuvens de trovoada</strong>, fomentando a ocorrência de trovoada vespertina e alguns aguaceiros.</p><p>Para<strong> sexta (12) </strong>a atividade elétrica ainda seria algo fraca e dispersa, com os mapas a sugerirem <strong>o interior Centro e Sul como as zonas onde se registariam trovoadas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-disparam-para-valores-proximos-a-40-c-nos-proximos-dias-risco-de-trovoada-na-sexta-e-sabado-nestas-zonas-1780916233813.png" data-image="j49hqtgxkwre"><figcaption>Risco de trovoada previsto para uma porção significativa da geografia continental no final da tarde de sábado, 13 de junho.</figcaption></figure><p>Já para sábado (13), tudo indica que as<strong> nuvens de evolução diurna irão crescer, favorecendo uma intensificação e expansão da atividade convectiva em termos de área geográfica abrangida</strong>. Durante a tarde de 13 de junho, é possível que as regiões <strong>Norte, Centro e Alto Alentejo</strong> registem um aumento da instabilidade meteorológica, que se traduzirá na ocorrência de relâmpagos e trovoadas. Estas poderão surgir de forma mais dispersa noutras zonas do país.</p><p>No entanto, em termos de <strong>precipitação</strong>, só estão previstos aguaceiros, por vezes fortes, no interior Norte e Centro, salientando-se os distritos de<strong> Bragança, Guarda e Vila Real</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vem-ai-mudancas-bruscas-de-tempo-em-portugal-quase-40-c-e-trovoadas-fortes-alfredo-graca-assinala-as-zonas-afetadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quanto polui uma pergunta ao ChatGPT? Estudo da ONU revela a enorme pegada ecológica da IA]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quanto-polui-uma-pergunta-ao-chatgpt-estudo-da-onu-revela-a-enorme-pegada-ecologica-da-ia.html</link><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Em menos de cinco anos, os centros de dados que sustentam o funcionamento da inteligência artificial consumirão mais energia do que a maioria dos países do mundo, milhares de quilómetros quadrados de terra e biliões de litros de água.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cuanto-contamina-una-pregunta-a-chatgpt-estudio-de-la-onu-destapa-la-millonaria-huella-ecologica-de-la-ia-1780477020302.jpg" data-image="xh14lkp7gbna" alt="chat gpt" title="chat gpt"><figcaption>O ChatGPT, o modelo de inteligência artificial mais utilizado, tem um alto impacto ambiental.</figcaption></figure><p><strong>Cada consulta feita a um chatbot de Inteligência Artificial (IA) ativa uma máquina invisível, porém voraz</strong>. Por trás dessa resposta quase instantânea, existem milhares de servidores e infraestruturas físicas massivas que processam milhões de pontos de dados em tempo real.</p><p>Os <strong>modelos de IA tão populares hoje em dia exigem um suprimento constante de recursos naturais</strong>. O seu<strong> impacto ambiental é enorme</strong> e vai muito além da sua pegada de carbono. A água e a terra que consomem também os colocam em evidência.</p><h2>Um "país virtual" pouco sustentável</h2><p>Um novo relatório da Universidade das Nações Unidas (UNU-INWEH) alerta que, <strong>em menos de cinco anos, os centros de dados que alimentam a IA consumirão mais energia do que a grande maioria das nações do planeta</strong>. Até 2030, essa pegada de carbono representará quase 3% da eletricidade mundial.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cuanto-contamina-una-pregunta-a-chatgpt-estudio-de-la-onu-destapa-la-millonaria-huella-ecologica-de-la-ia-1780477391226.png" data-image="qzeats2vg9y4" alt="centros de dados" title="centros de dados"><figcaption>Distribuição de centros de dados em todo o mundo. Crédito: UNU-INWEH com dados da Statista.</figcaption></figure><p>Se esse conjunto de servidores fosse um país, já seria o 11º maior consumidor de eletricidade do mundo, ultrapassando a Arábia Saudita e ficando atrás apenas da França. Em 2030, seria o sexto.</p><p><strong>Não se trata apenas de emissões de carbono</strong>: a <strong>quantidade de água doce</strong> necessária para arrefecer esses computadores gigantes e os vastos hectares de terra que ocupam estão a deixar uma<strong> pegada ecológica sem precedentes</strong>.</p><h2>A pegada da IA: carbono, água e terra</h2><p>A <strong>popularidade dos modelos de IA generativa</strong> — capazes de criar conteúdo novo do zero — é tão grande que se estima que o ChatGPT tenha recebido 2,5 mil milhões de consultas diárias somente no ano passado. Manter este ritmo representou um gasto anual equivalente ao fornecimento de eletricidade para 3 milhões de pessoas na África Subsaariana (aproximadamente 383 GWh).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cuanto-contamina-una-pregunta-a-chatgpt-estudio-de-la-onu-destapa-la-millonaria-huella-ecologica-de-la-ia-1780477199194.png" data-image="yu7xjcvqkos6" alt="IA" title="IA"><figcaption>A procura energética da IA aumenta em vários estágios. Inicialmente intensa por um curto período, ela é posteriormente distribuída por milhões de solicitações em tempo real. Crédito: UNU-INWEH</figcaption></figure><p>Mas isto não é tudo. O <strong>volume de buscas equivale a um consumo anual de água de 3,8 mil milhões de litros</strong> (mais de 1.500 piscinas olímpicas) e 5,9 km² de terra. <strong>Isto considerando apenas um dos modelos de IA</strong>.</p><p>A <strong>operação total dos data centers projetada para 2030</strong>, segundo o relatório, deixará uma <strong>pegada hídrica associada de 9,3 biliões de litros </strong>(mais de 3,7 milhões de piscinas). A infraestrutura necessária para gerar energia para esses data centers em todo o mundo ocupará mais de 14.500 km² de terra.</p><h2>O mito de que o gasto energético é maior durante o treino</h2><p><strong>A fase de treino de uma IA exige quantidades enormes de recursos</strong>. O GPT-4, por exemplo, necessitou de 50 a 70 GWh por dia durante 100 dias, o equivalente a cerca de 25.000 toneladas de gases com efeito de estufa (CO₂). Compensar apenas a pegada de carbono exigiria o plantio de 420.000 árvores ao longo de 10 anos, além de cerca de 600 milhões de litros de água.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cuanto-contamina-una-pregunta-a-chatgpt-estudio-de-la-onu-destapa-la-millonaria-huella-ecologica-de-la-ia-1780478609368.png" data-image="yvw2991uz38g" alt="gasto IA" title="gasto IA"><figcaption>Dados comparativos sobre o consumo médio de eletricidade por consulta em aplicações comuns de IA. Crédito: UNU-INWEH</figcaption></figure><p>No entanto, este não é o estágio com o maior impacto. Embora uma única consulta possa parecer insignificante (detalhes na imagem), a soma de mil milhões de interações diárias significa que<strong> o uso quotidiano de IA é responsável por 80% a 90% do consumo total de energia a longo prazo</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="708853" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-chatgpt-pode-passar-em-cursos-universitarios-um-novo-estudo-diz-que-sim-mas-ha-um-senao.html" title="O ChatGPT pode passar em cursos universitários? Um novo estudo diz que sim, mas há um senão">O ChatGPT pode passar em cursos universitários? Um novo estudo diz que sim, mas há um senão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-chatgpt-pode-passar-em-cursos-universitarios-um-novo-estudo-diz-que-sim-mas-ha-um-senao.html" title="O ChatGPT pode passar em cursos universitários? Um novo estudo diz que sim, mas há um senão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/can-chatgpt-pass-college-courses-a-new-study-says-yes-but-there-s-a-catch-1745844620925_320.jpeg" alt="O ChatGPT pode passar em cursos universitários? Um novo estudo diz que sim, mas há um senão"></a></article></aside><p><strong>O custo energético varia drasticamente dependendo da solicitação</strong>. Uma consulta de texto típica consome cerca de 200 vezes mais energia do que um filtro de spam automatizado. Mas gerar uma imagem requer quase 1.450 vezes mais eletricidade, enquanto criar um vídeo curto pode consumir tanta energia quanto processar 200.000 e-mails de spam simultaneamente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cuanto-contamina-una-pregunta-a-chatgpt-estudio-de-la-onu-destapa-la-millonaria-huella-ecologica-de-la-ia-1780477154977.jpg" data-image="55skx8cgoc6m"><figcaption>Os centros de dados que suportam a IA requerem grandes quantidades de energia, água e terra para operar.</figcaption></figure><p>A escolha do modelo, o tamanho da solicitação, o formato de saída e a resolução influenciam significativamente o consumo de energia. No entanto, a maioria destas decisões é tomada de forma invisível, através de configurações padrão do modelo que o utilizador nunca vê.</p><h2>Apelo ao uso responsável</h2><p>Os investigadores enfatizam que o relatório não é uma crítica à IA, que eles reconhecem como uma melhoria na vida de milhões de pessoas. O seu objetivo é defender o <strong>uso responsável da IA</strong> e abordar proativamente os seus impactos ambientais<strong> para garantir a sua sustentabilidade e equidade</strong>.</p><div class="texto-destacado">“Temos um prazo limitado para garantir que a base da revolução tecnológica da nossa era se desenvolva dentro dos limites planetários”, afirma Kaveh Madani, diretor da UNU-INWEH e líder da investigação.</div><p>O especialista destaca que é vital que as comunidades que fornecem os minerais essenciais para o avanço da IA, aquelas que abrigam a sua infraestrutura e gerem o lixo eletrónico, também beneficiem dela.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>United Nations University. Informe: <a href="http://dx.doi.org/10.53328/INR26RMA002" target="_blank">Carbon, Water and Land Footprints</a>.</em></p><p><em>United Nations University. Comunicado de prensa. <a href="https://www.eurekalert.org/news-releases/1130097" target="_blank">Rising emissions, depleting water and vanishing land—UN scientists: AI is threatening natural resources for billions.</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quanto-polui-uma-pergunta-ao-chatgpt-estudo-da-onu-revela-a-enorme-pegada-ecologica-da-ia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Conheça os melhores parques nacionais e os refúgios selvagens menos conhecidos da Europa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/conheca-os-melhores-parques-nacionais-e-os-refugios-selvagens-menos-conhecidos-da-europa.html</link><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Para lá dos roteiros turísticos: um guia pelos parques naturais mais secretos da Europa, com paragem obrigatória no Gerês. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-melhores-parques-nacionais-menos-conhecidos-da-europa-1780759883886.png" data-image="oraxai79dz2m"><figcaption>A Europa alberga mais de 400 parques nacionais, protegendo ecossistemas desde a tundra ártica até às ilhas vulcânicas do Mediterrâneo.</figcaption></figure><p>A Europa oferece paisagens intocadas e experiências únicas, perfeitos para quem procura explorar a natureza longe das grandes multidões turísticas de verão. </p><div class="texto-destacado">Embora a Europa conte com mais de 400 parques nacionais, desde os pântanos do sul até às montanhas florestais do norte, muitos destes impressionantes refúgios naturais continuam a passar despercebidos, revelando-se verdadeiros tesouros escondidos.</div><p>Um dos parques, é o <strong>Parque Nacional de Exmoor</strong>, em Inglaterra, famoso pela sua vida selvagem britânica e herança histórica como antiga floresta de caça real. </p><div class="texto-destacado">Exmoor é uma mistura de vales profundos, charnecas selvagens e possui a falésia costeira mais alta de Inglaterra. </div><p>Os visitantes podem observar veados-vermelhos, corujas e os raros póneis de Exmoor enquanto percorrem trilhos junto à costa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-melhores-parques-nacionais-menos-conhecidos-da-europa-1780759997221.png" data-image="v4qvicrhaw8t"><figcaption>É uma reserva internacional de céu escuro, onde a falta de poluição luminosa revela milhares de estrelas a olho nu.</figcaption></figure><p>Na Finlândia, o destaque vai para o <strong>Parque Nacional Linnansaari</strong>, ideal para atividades aquáticas. Localizado no vasto Lago Saimaa, este arquipélago de mais de 130 ilhas é um paraíso pitoresco para canoagem, <em>paddle</em> e natação, sendo também o refúgio de uma das espécies de focas mais raras do mundo: a foca-anelada-de-saimaa.</p><p>Para aventuras de alta montanha, o <strong>Parque Nacional de Mercantour</strong>, em França, oferece um charme alpino com lagos azuis cristalinos e picos imponentes. Fica perto de Nice, mas permanece calmo e subestimado, sendo excelente para caminhadas (onde se podem descobrir gravuras rupestres da Idade do Bronze), <em>canyoning</em> e escalada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-melhores-parques-nacionais-menos-conhecidos-da-europa-1780760136880.png" data-image="hgqulty0yetr"><figcaption>O seu "vale das maravilhas" esconde mais de 40 mil gravuras rupestres pré-históricas esculpidas diretamente nas rochas alpinas.</figcaption></figure><p>A Estónia apresenta o <strong>Parque Nacional de Matsalu</strong>, descrito como um dos melhores locais da Europa para a observação de aves. Com prados costeiros e sapais, o parque é um ponto crucial na rota de migração do Atlântico Este, recebendo milhões de aves migratórias na primavera e no outono.</p><p>Na Polónia, o <strong>Parque Nacional Słowiński</strong> surpreende com a sua inusitada paisagem "desértica". O parque caracteriza-se por dunas de areia móveis que chegam a atingir 40 metros de altura. Empurradas pelos ventos do Báltico, as dunas movem-se até 10 metros por ano, engolindo florestas antigas e criando um ecossistema costeiro fascinante para caminhadas e passeios de bicicleta.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-melhores-parques-nacionais-menos-conhecidos-da-europa-1780760304681.png" data-image="148qkjsmdtn8"><figcaption>As dunas polacas movem-se até 10 metros por ano, engolindo florestas inteiras e revelando troncos fossilizados antigos.</figcaption></figure><p>Em Espanha, a Ilha de La Gomera (Canárias) abriga o <strong>Parque Nacional de Garajonay</strong>. Classificado como Património Mundial da UNESCO, este local transporta os visitantes numa viagem de milhões de anos no tempo, graças à sua ancestral floresta de laurissilva. Com os seus vales envoltos em nevoeiro e uma imensa biodiversidade, oferece trilhos com uma atmosfera quase pré-histórica.</p><h2>E em Portugal?</h2><p><strong>Destaque para Portugal: o parque nacional da Peneda-Gerês</strong> A representação nacional é o Parque Nacional da Peneda-Gerês, destacado especificamente como o melhor destino para a "exploração cultural". </p><div class="texto-destacado">Sendo o único parque nacional de Portugal, situado no extremo norte do país, o Gerês protege não só maciços de granito, vales profundos e florestas verdejantes, mas também uma riquíssima herança histórica e humana.<br></div><p>É um território fascinante, atravessado por estradas romanas bem preservadas, rotas de peregrinos e túmulos megalíticos. Em termos de fauna, é um reduto vivo onde os visitantes têm a oportunidade de avistar cavalos selvagens (garranos), gado barrosão, íbex e o protegido lobo ibérico, fundindo natureza selvagem com a alma profunda do Portugal ancestral.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771901" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/vai-acampar-pela-primeira-vez-saiba-o-que-levar-e-como-se-preparar.html" title="Vai acampar pela primeira vez? Saiba o que levar e como se preparar">Vai acampar pela primeira vez? Saiba o que levar e como se preparar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/vai-acampar-pela-primeira-vez-saiba-o-que-levar-e-como-se-preparar.html" title="Vai acampar pela primeira vez? Saiba o que levar e como se preparar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/acampar-pela-primeira-vez-o-que-levar-e-como-se-preparar-1780416062539_320.png" alt="Vai acampar pela primeira vez? Saiba o que levar e como se preparar"></a></article></aside><p> Em suma, explorar estes refúgios <strong>permite aos viajantes</strong> afastar-se dos circuitos turísticos tradicionais e desfrutar da riqueza biológica, histórica e da tranquilidade que este lado oculto da Europa esconde. </p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><em><a href="https://www.nationalgeographic.com/travel/article/europes-best-lesser-known-national-parks-to-explore-this-summer" target="_blank">https://www.nationalgeographic.com/travel/article/europes-best-lesser-known-national-parks-to-explore-this-summer</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/conheca-os-melhores-parques-nacionais-e-os-refugios-selvagens-menos-conhecidos-da-europa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uns engenheiros revelam na Nature quantos quilómetros percorrem as partículas tóxicas dos incêndios florestais]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/uns-engenheiros-revelam-na-nature-quantos-quilometros-percorrem-as-particulas-toxicas-dos-incendios-florestais.html</link><pubDate>Sun, 07 Jun 2026 15:13:07 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Os incêndios florestais não terminam quando as chamas são extintas, uma vez que as partículas tóxicas ultrafinas podem permanecer no ar durante bastante tempo e deslocar-se vários quilómetros: aqui estão os detalhes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/hasta-donde-viajan-las-particulas-toxicas-de-los-incendios-forestales-las-nanoparticulas-permanencen-hasta-meses-depue-1780649645472.jpeg" data-image="ich0vp2szgt7"><figcaption>O fumo dos incêndios florestais contém partículas que são muito prejudiciais para a saúde e que permanecem no ar durante muito tempo. Além disso, estas partículas são transportadas com relativa facilidade.</figcaption></figure><p>Todos sabemos que, quando um grande incêndio florestal assola uma região, toda a atenção costuma centrar-se no avanço do fogo, nas evacuações e nos danos materiais, mas <strong>os impactos permanecem por muito mais tempo e, em muitos casos, não são visíveis</strong>, tal como comprovado por vários estudos recentes.</p><p>Um deles foi realizado por um grupo de engenheiros civis da Universidade da Califórnia, que conseguiram demonstrar como certas partículas tóxicas geradas após os incêndios <strong>podem permanecer suspensas no ar durante meses e deslocar-se muito mais longe do que se pensava inicialmente</strong>.</p><p>Neste caso, os cientistas <strong>analisaram a qualidade do ar após os incêndios devastadores que afetaram várias zonas da área de Los Angeles em 2025 </strong>e detetaram a presença prolongada de nanopartículas de cromo hexavalente, uma substância conhecida pelos seus efeitos nocivos para a saúde humana.</p><h2>O que são nanopartículas e por que preocupam os cientistas?</h2><p><strong>As nanopartículas são partículas extremamente pequenas, milhares de vezes mais finas do que um fio de cabelo humano </strong>e esse é o principal problema. Graças ao seu tamanho minúsculo, podem<strong> penetrar profundamente nos pulmões</strong> e até chegar à corrente sanguínea, distribuindo-se por diferentes órgãos do corpo.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">: 2025 wildfires were the costliest on record despite burning 16% less land.<br><br> 335 million hectares burned (16% below average)<br> Insured losses: 38% of ALL natural hazard losses globally<br> 300,000+ evacuations | 90+ deaths<br> Worst-hit: North America, Europe, South <a href="https://t.co/pIyGFtqFwN">pic.twitter.com/pIyGFtqFwN</a></p>— Insights | Integration️ (@con_nectinder) <a href="https://x.com/con_nectinder/status/2062561262672941304?ref_src=twsrc%5Etfw">June 4, 2026</a></blockquote></figure><p>Os investigadores encontraram partículas de crómio numa forma química particularmente preocupante, como é <strong>o crómio hexavalente, também conhecido como crómio-6</strong>, uma substância classificada como cancerígena e associada a doenças respiratórias.</p><h2>Estas partículas podem viajar até 15 quilómetros</h2><p>Os modelos atmosféricos utilizados pelos investigadores indicam que <strong>as</strong> <strong>nanopartículas puderam deslocar-se entre 10 e 15 quilómetros</strong> a partir das áreas afetadas pelos incêndios, pelo que locais situados relativamente longe do foco do incêndio poderão ter estado expostos a concentrações elevadas de poluentes sem que as pessoas tivessem consciência disso.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769748" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-luta-pela-sobrevivencia-da-borboleta-que-depende-dos-incendios-para-sobreviver.html" title="A luta pela sobrevivência da borboleta que depende dos incêndios para sobreviver">A luta pela sobrevivência da borboleta que depende dos incêndios para sobreviver</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-luta-pela-sobrevivencia-da-borboleta-que-depende-dos-incendios-para-sobreviver.html" title="A luta pela sobrevivência da borboleta que depende dos incêndios para sobreviver"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-luta-pela-sobrevivencia-da-borboleta-bartram-s-scrub-hairstreak-que-dependem-dos-incendios-para-sobreviver-1779277023688_320.png" alt="A luta pela sobrevivência da borboleta que depende dos incêndios para sobreviver"></a></article></aside><p>A capacidade destas partículas de permanecerem em suspensão durante longos períodos facilita <strong>o seu transporte pelo vento, alargando consideravelmente a área de influência de um incêndio</strong>.</p><h3>Permanecem no ar muito mais tempo do que o esperado</h3><p>Os cientistas detetaram níveis elevados destas partículas mesmo dois meses após os incêndios terem sido completamente extintos. Embora as concentrações tenham diminuído progressivamente com o passar do tempo, a investigação conclui que <strong>não regressaram aos níveis habituais até aproximadamente oito meses após o incêndio</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">¿Por qué la gestión forestal? Las emisiones extraordinarias de CO2 en España, consecuencia de los incendios forestales de este verano, han disparado los niveles de carbono de 2025 en nuestro país por encima de los 5,5 millones de toneladas, superando los de los últimos 20 años. <a href="https://t.co/hx3MbnfStN">pic.twitter.com/hx3MbnfStN</a></p>— Gabriel A. Gutiérrez Tejada (@Abies_gabriel) <a href="https://x.com/Abies_gabriel/status/1970697007871205510?ref_src=twsrc%5Etfw">September 24, 2025</a></blockquote></figure><p>Isto põe em evidência que os riscos ambientais associados a um incêndio florestal <strong>podem prolongar-se durante grande parte do ano seguinte ao evento</strong>.</p><h2>Os incêndios urbanos geram poluentes mais nocivos</h2><p>Vários estudos demonstram como os incêndios que afetam zonas onde coexistem áreas naturais e urbanas <strong>apresentam riscos adicionais e muito graves</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hasta-donde-viajan-las-particulas-toxicas-de-los-incendios-forestales-las-nanoparticulas-permanencen-hasta-meses-depue-1780649051547.jpeg" data-image="f9dnj93s6m4c"><figcaption>Os incêndios florestais transformam-se em incêndios de outra natureza quando afetam as infraestruturas.</figcaption></figure><p>Quando o fogo atinge habitações, instalações industriais ou diversas infraestruturas, <strong>a combustão gera uma libertação muito mais completa de substâncias químicas</strong> do que a gerada pela vegetação.</p><p>Tais como, <strong>metais pesados, compostos orgânicos tóxicos, hidrocarbonetos aromáticos ou outras substâncias perigosas</strong> que podem incorporar-se com extrema facilidade no fumo e, posteriormente, depositar-se sobre qualquer tipo de superfície.</p><h3>Os riscos para a saúde vão além do fumo</h3><p>A exposição prolongada a partículas tóxicas provenientes de incêndios florestais preocupa muito os especialistas em saúde pública, uma vez que o cromo hexavalente tem sido associado inúmeras vezes a problemas respiratórios como <strong>a asma, bronquites prolongadas ou repetidas e o potencial de desenvolvimento de cancro do pulmão</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771787" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cabras-algarvias-ajudam-a-proteger-o-parque-da-pena-contra-incendios.html" title="Cabras algarvias ajudam a proteger o Parque da Pena contra incêndios">Cabras algarvias ajudam a proteger o Parque da Pena contra incêndios</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cabras-algarvias-ajudam-a-proteger-o-parque-da-pena-contra-incendios.html" title="Cabras algarvias ajudam a proteger o Parque da Pena contra incêndios"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cabras-algarvias-ajudam-a-proteger-o-parque-da-pena-contra-incendios-1780328517837_320.jpg" alt="Cabras algarvias ajudam a proteger o Parque da Pena contra incêndios"></a></article></aside><p>As pessoas mais vulneráveis são as mesmas que, em caso de alerta: as crianças, <strong>os idosos, as mulheres grávidas e as pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares pré-existentes</strong>.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em> Kleeman, M.J., Cappa, C.D., Green, P.G. et al. Airborne hexavalent chromium nanoparticles detected around cleanup zones for the 2025 Los Angeles wildfires. Commun Earth Environ (2026). </em><a href="https://www.nature.com/articles/s43247-026-03591-z#citeas" target="_blank"><em>https://doi.org/10.1038/s43247-026-03591-z</em></a> </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/uns-engenheiros-revelam-na-nature-quantos-quilometros-percorrem-as-particulas-toxicas-dos-incendios-florestais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A paisagem mais famosa de Itália é uma gigantesca máquina natural que regula a humidade e a temperatura]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-paisagem-mais-famosa-de-italia-e-uma-gigantesca-maquina-natural-que-regula-a-humidade-e-a-temperatura.html</link><pubDate>Sun, 07 Jun 2026 14:59:13 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A natureza e a criatividade humana criaram um sistema capaz de influenciar positivamente a temperatura e a humidade. Numa das paisagens mais belas de Itália, o verão é muito menos opressivo.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/il-paesaggio-piu-famoso-d-italia-funge-da-gigantesca-macchina-naturale-per-regolare-l-umidita-e-la-temperatura-1780049309826.jpg" data-image="3z5wcm8n430o" alt="Cinque Terre" title="Cinque Terre"> <figcaption>Os Apeninos atrás de Vernazza.</figcaption> </figure><p>Onde se pode ir no verão para desfrutar do sol e do mar, fugindo ao calor mais intenso? A resposta está <strong>num dos destinos mais bonitos do Mediterrâneo</strong>, onde aldeias pitorescas e coloridas se situam entre o mar azul e as montanhas.</p><p>O trecho da costa da Ligúria conhecido como <strong>Cinque Terre</strong> oferece paisagens encantadoras que se tornam ainda mais agradáveis graças às temperaturas mais amenas, tanto no verão como no inverno. Aqui, desenvolveu-se uma sinergia única,<strong> criando um microclima sem igual</strong>.</p><h2>Um Património Mundial da UNESCO moldado pela natureza e pela criatividade humana</h2><p>Uma costa predominantemente rochosa, onde as montanhas mergulham diretamente no mar, pode parecer um ambiente inóspito. No entanto, ao longo dos séculos, <strong>as pessoas transformaram-na numa região de extraordinária beleza e encanto</strong>.</p><p>As pitorescas aldeias que compõem Cinque Terre — Monterosso al Mare, Vernazza, Corniglia, Manarola e Riomaggiore — <strong>alternam-se com encostas em socalcos que descem em cascata até ao mar</strong>, numa área que é hoje reconhecida como Património Mundial da UNESCO.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"> <p lang="it" dir="ltr">Cinque terre, Italy <a href="https://t.co/60V06eIZNX">pic.twitter.com/60V06eIZNX</a></p> — Ethereal Cities (@ForeverPhotos88) <a href="https://x.com/ForeverPhotos88/status/2062254176403681390?ref_src=twsrc%5Etfw">June 3, 2026</a> </blockquote></figure><p>O valor destes locais reside não só na sua beleza inegável, mas também na forma como os seres humanos e a natureza coexistem. Em Cinque Terre, quase parece que a própria paisagem retribuiu o favor, <strong>ajudando a criar um clima mais agradável, mesmo durante as ondas de calor do verão</strong>.</p><h2>Verões mais longos e um clima menos extremo</h2><p>Tal como o resto do mundo, a Ligúria é afetada pelas alterações climáticas e pelos fenómenos meteorológicos extremos que estas acarretam. No entanto, durante o verão, <strong>o sol em Cinque Terre parece um pouco menos intenso, o ar menos opressivo e a brisa marítima ajuda a tornar o calor mais suportável</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="752916" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mais-um-caso-para-acalmar-o-turismo-de-massas-o-exemplo-da-igreja-nas-dolomitas-italia.html" title="Mais um caso para acalmar o turismo de massas: o exemplo da igreja nas Dolomitas (Itália)">Mais um caso para acalmar o turismo de massas: o exemplo da igreja nas Dolomitas (Itália)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mais-um-caso-para-acalmar-o-turismo-de-massas-o-exemplo-da-igreja-nas-dolomitas-italia.html" title="Mais um caso para acalmar o turismo de massas: o exemplo da igreja nas Dolomitas (Itália)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mais-um-caso-para-acalmar-o-turismo-de-massas-o-exemplo-da-igreja-nas-dolomitas-italia-1770380567104_320.png" alt="Mais um caso para acalmar o turismo de massas: o exemplo da igreja nas Dolomitas (Itália)"></a></article></aside><p>O mar que banha as pequenas praias de seixos e as enseadas rochosas também mantém <strong>temperaturas amenas, que raramente descem abaixo dos 20 °C entre junho e outubro</strong>. Como retém o calor durante longos períodos, o mar em torno de Cinque Terre permite também nadar até bem avançado o outono.</p><h2>O mar: um regulador natural da temperatura</h2><p>Se o verão nas ruas estreitas de Vernazza ou ao longo dos famosos trilhos panorâmicos entre Monterosso e Manarola <strong>parece um pouco menos sufocante</strong>, o mérito deve-se ao maior regulador de temperatura de todos: o mar.</p><p><strong>Durante o verão, o mar absorve parte do calor do sol</strong>, evitando picos de temperatura repentinos e extremos ao longo da costa. Além disso, a sua <strong>lenta libertação de calor ajuda também a amenizar o frio do inverno</strong>.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/il-paesaggio-piu-famoso-d-italia-funge-da-gigantesca-macchina-naturale-per-regolare-l-umidita-e-la-temperatura-1780049550592.jpg" data-image="o8j0xgar7cq7" alt="Cinque Terre trekking" title="Cinque Terre trekking"> <figcaption>Um trilho acima da aldeia de Manarola, com vista para o mar</figcaption> </figure><p>Além disso, as brisas marítimas sopram regularmente pelas praias de Cinque Terre, tornando o ar mais fresco. <strong>As praias de Monterosso são particularmente populares entre quem procura ventos refrescantes</strong>. A poucos quilómetros além dos limites de Cinque Terre, as praias de Levanto e Bonassola também beneficiam de agradáveis brisas costeiras.</p><h2>Como as montanhas protegem Cinque Terre</h2><p>Tal como o mar, <strong>as montanhas desempenham um papel crucial na regulação do clima de Cinque Terre</strong>. Uma característica distintiva da região, os Apeninos da Ligúria descem abruptamente em direção à costa, criando paisagens espetaculares e forçando simultaneamente o ar húmido a subir rapidamente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="683308" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/italia-sobre-carris-descubra-o-glamour-e-a-cultura-do-pais-no-la-dolce-vita-orient-express.html" title="Itália sobre carris: descubra o glamour e a cultura do país no La Dolce Vita Orient Express">Itália sobre carris: descubra o glamour e a cultura do país no La Dolce Vita Orient Express</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/italia-sobre-carris-descubra-o-glamour-e-a-cultura-do-pais-no-la-dolce-vita-orient-express.html" title="Itália sobre carris: descubra o glamour e a cultura do país no La Dolce Vita Orient Express"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/italia-sobre-carris-descubra-o-glamour-e-a-cultura-do-pais-no-la-dolce-vita-orient-express-1731657522909_320.jpg" alt="Itália sobre carris: descubra o glamour e a cultura do país no La Dolce Vita Orient Express"></a></article></aside><p>Consequentemente, <strong>a brisa marítima arrefece e condensa-se, ajudando a preservar a humidade do solo mesmo durante o verão</strong>. Outra função essencial das montanhas que rodeiam Cinque Terre é a sua capacidade de proteger a costa dos ventos frios do norte.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"> <p lang="en" dir="ltr">Cinque Terre is what happens when villages cling to cliffs and somehow make it look effortless.<br><br>Colorful houses, steep vineyard terraces, fishing boats, salt air, and footpaths where every turn feels like it should be impossible. <a href="https://t.co/93YinoQWbK">pic.twitter.com/93YinoQWbK</a></p> — The Timeless Traveler (@TimelessTrvlr) <a href="https://x.com/TimelessTrvlr/status/2059978242769998252?ref_src=twsrc%5Etfw">May 28, 2026</a> </blockquote></figure><p>A prova mais evidente deste fenómeno pode ser encontrada nas paisagens de Cinque Terre. Ao longo de uma densa rede de 120 km de trilhos, os visitantes podem passear por uma <strong>vegetação exuberante composta por plantas aromáticas, urze, eufórbias e medronheiros</strong>, para não falar das culturas que deram origem a uma tradição culinária rica e aclamada.</p><h2>Socalcos e clima</h2><p>Se o património gastronómico das Cinque Terre é tão famoso, isso deve-se também às <strong>culturas tradicionais da região, em particular às vinhas e aos olivais</strong>. Isto leva-nos aos famosos socalcos (ou terraços agrícolas) que, há séculos, tornam possível o cultivo nestas encostas íngremes e que continuam a ser uma das características mais distintivas da região.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/il-paesaggio-piu-famoso-d-italia-funge-da-gigantesca-macchina-naturale-per-regolare-l-umidita-e-la-temperatura-1780049498051.jpg" data-image="dhulzf6dmvhz" alt="Cinque Terre" title="Cinque Terre"> <figcaption>As encostas montanhosas da Ligúria, cultivadas em socalcos.</figcaption> </figure><p>Para uma vista de perto das vinhas que se agarram às falésias, um dos percursos mais pitorescos é o que<strong> liga Riomaggiore a Corniglia, passando por Manarola</strong>.</p><p>As vistas ao longo deste percurso e de muitos outros são extraordinárias, embora nem todos se apercebam de que<strong> os socalcos agrícolas também ajudam a regular as temperaturas locais</strong>.</p><div class="texto-destacado">Concebidos para tornar a agricultura possível mesmo nas encostas mais íngremes, os característicos muros de pedra seca<strong> absorvem calor durante o dia e libertam-no lentamente à noite</strong>. Este processo reduz as flutuações bruscas de temperatura e também ajuda a limitar o escoamento da água da chuva.</div><p>Os muros de pedra seca <strong>promovem a drenagem natural, mantendo o solo húmido</strong> e <strong>evitando</strong>, ao mesmo tempo, <strong>a acumulação de água</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-paisagem-mais-famosa-de-italia-e-uma-gigantesca-maquina-natural-que-regula-a-humidade-e-a-temperatura.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo nos Açores e na Madeira até sexta, 12 de junho: anticiclone domina, mas haverá aguaceiros fracos nestas datas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-acores-e-na-madeira-ate-sexta-12-de-junho-anticiclone-domina-mas-havera-aguaceiros-fracos-nestas-datas.html</link><pubDate>Sun, 07 Jun 2026 13:01:14 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os Açores e a Madeira deverão ter uma semana maioritariamente estável até sexta-feira (12), sob influência do Anticiclone dos Açores. Ainda assim, poderá haver alguma nebulosidade, aguaceiros fracos e uma mudança atmosférica nos Açores no final da semana.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xadsayy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xadsayy.jpg" id="xadsayy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A próxima semana, deverá ser <strong>marcada pelo domínio do Anticiclone dos Açores,</strong> cujo núcleo permanecerá praticamente centrado sobre o arquipélago (Açores). Esta configuração atmosférica irá favorecer um período de estabilidade, com vento geralmente fraco, estado do mar relativamente calmo e ausência de episódios significativos de precipitação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/antevisao-ao-tempo-nos-arquipelagos-dos-acores-e-madeira-ate-sexta-feira-12-de-junho-1780830591269.png" data-image="ee5qp9q3t2i7" alt="Pressão, nuvens e chuva" title="Pressão, nuvens e chuva"><figcaption>O Anticiclone dos Açores encontra-se robusto e praticamente centrado sobre o arquipélago, estendendo também a sua influência à Madeira. Esta configuração favorece tempo estável, vento fraco a moderado e ausência de precipitação significativa.</figcaption></figure><p>Apesar do predomínio do tempo estável, <strong>não se exclui a ocorrência de alguma nebulosidade e de aguaceiros fracos e dispersos</strong>, típicos desta época do ano. Ainda assim, os acumulados previstos permanecem reduzidos, sem qualquer indicação de chuva moderada ou forte. <strong>O</strong> <strong>Pico será a ilha com o maior acumulado de chuva</strong>, porém, será apenas 10.8 mm desde este domingo (7) até sexta-feira (12), o que se considera um valor baixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/antevisao-ao-tempo-nos-arquipelagos-dos-acores-e-madeira-ate-sexta-feira-12-de-junho-1780830692298.png" data-image="u6flvq9u53u8" alt="Temperatura Açores" title="Temperatura Açores"><figcaption>Nos Açores, as temperaturas deverão manter-se bastante uniformes ao longo da semana, com máximas geralmente entre 20 e 23 ºC. Este padrão térmico está próximo da média climatológica para junho.</figcaption></figure><p>As <strong>temperaturas também deverão manter-se muito estáveis</strong> entre domingo e sexta-feira, oscilando pouco ao longo dos dias e permanecendo próximas da média climatológica para junho. O padrão esperado será, por isso, muito característico do início do verão açoriano.</p><h2>Sexta-feira poderá marcar uma ligeira mudança</h2><p>A estabilidade deverá prolongar-se até quinta-feira (11), mas na sexta-feira (12) os modelos sugerem a aproximação de um rio atmosférico proveniente de latitudes tropicais, <strong>capaz de enfraquecer parcialmente a influência anticiclónica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/antevisao-ao-tempo-nos-arquipelagos-dos-acores-e-madeira-ate-sexta-feira-12-de-junho-1780830738290.png" data-image="ysu9g6yrvqim" alt="Pressão e chuva" title="Pressão e chuva"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-888518">Na sexta-feira, a aproximação de um rio atmosférico tropical poderá aumentar o vento, a nebulosidade e a probabilidade de aguaceiros fracos, "quebrando" a estabilidade.</figcaption></figure><p>O primeiro sinal desta alteração <strong>deverá ser um aumento gradual do vento médio e da nebulosidade</strong>, embora, para já, não sejam esperados episódios de precipitação intensa ou condições meteorológicas adversas durante a sexta-feira (12).</p><h2>Madeira terá uma semana ainda mais estável</h2><p>Também o arquipélago da Madeira <strong>beneficiará da proteção exercida pelo Anticiclone dos Açores</strong>. Entre domingo e sexta-feira prevê-se uma sucessão de dias estáveis, <strong>c</strong><strong>om temperaturas bastante uniformes e variações diárias reduzidas</strong>, geralmente inferiores a 2 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/antevisao-ao-tempo-nos-arquipelagos-dos-acores-e-madeira-ate-sexta-feira-12-de-junho-1780830769758.png" data-image="w626bmk0nwim" alt="Temperatura Madeira" title="Temperatura Madeira"><figcaption>Na Madeira, as temperaturas deverão permanecer estáveis, com valores próximos dos 19 a 21 ºC nas zonas costeiras. A influência anticiclónica garante uma semana sem grandes alterações no estado do tempo.</figcaption></figure><p>Os valores deverão manter-se próximos dos <strong>20 ºC nas zonas costeiras</strong>, proporcionando condições muito agradáveis para atividades ao ar livre. </p><p>Os mapas da <strong>anomalia da temperatura</strong> indicam, contudo, que a ilha poderá apresentar temperaturas ligeiramente inferiores ao normal para esta época do ano, <strong>sobretudo durante as manhãs e nas vertentes norte e zonas montanhosas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/antevisao-ao-tempo-nos-arquipelagos-dos-acores-e-madeira-ate-sexta-feira-12-de-junho-1780830797304.png" data-image="vp2kxeb00bqd"></figure><p>Em algumas localidades do leste da ilha,<strong> as temperaturas deverão permanecer praticamente dentro da média climatológica</strong>.</p><h2>Chuva continuará pouco significativa</h2><p>Em termos de precipitação, <strong>a Madeira deverá apresentar uma semana ainda mais seca do que os Açores</strong>. Apenas na terça-feira existe possibilidade de ocorrência de chuva fraca em alguns pontos da ilha, com acumulados muito reduzidos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772694" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nao-condicionara-o-tempo-em-portugal-na-segunda-semana-de-junho-eis-como-irao-evoluir-as-temperaturas-e-a-precipitacao.html" title="NAO+ condicionará o tempo em Portugal na segunda semana de junho: eis como irão evoluir as temperaturas e a precipitação">NAO+ condicionará o tempo em Portugal na segunda semana de junho: eis como irão evoluir as temperaturas e a precipitação</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nao-condicionara-o-tempo-em-portugal-na-segunda-semana-de-junho-eis-como-irao-evoluir-as-temperaturas-e-a-precipitacao.html" title="NAO+ condicionará o tempo em Portugal na segunda semana de junho: eis como irão evoluir as temperaturas e a precipitação"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nao-condicionara-o-tempo-em-portugal-na-segunda-semana-de-junho-eis-como-irao-evoluir-as-temperaturas-e-a-precipitacao-1780830014626_320.jpg" alt="NAO+ condicionará o tempo em Portugal na segunda semana de junho: eis como irão evoluir as temperaturas e a precipitação"></a></article></aside><p>Na região de Santana, por exemplo, os valores previstos dificilmente ultrapassarão os 4 mm, <strong>não sendo esperados impactos relevantes</strong> associados à precipitação.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-acores-e-na-madeira-ate-sexta-12-de-junho-anticiclone-domina-mas-havera-aguaceiros-fracos-nestas-datas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[NAO+ condicionará o tempo em Portugal na segunda semana de junho: eis como irão evoluir as temperaturas e a precipitação]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nao-condicionara-o-tempo-em-portugal-na-segunda-semana-de-junho-eis-como-irao-evoluir-as-temperaturas-e-a-precipitacao.html</link><pubDate>Sun, 07 Jun 2026 11:01:57 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O estado do tempo em Portugal continental na segunda semana de junho continuará a ser influenciado pelo regime atmosférico NAO+. Analisamos a possibilidade de uma intensificação do calor e a evolução da precipitação.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xads182"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xads182.jpg" id="xads182"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Este domingo (7) ficará marcado por uma nova e pequena subida das temperaturas máximas nas regiões do interior de Portugal continental</strong>, com o interior Norte, Centro e Sul a registar um aumento nos termómetros entre 3 e 5 ºC. Várias localidades do interior Centro e do Alentejo voltarão a ultrapassar os 30 ºC durante a tarde.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Em contrapartida, espera-se que a faixa litoral entre Viana do Castelo e Lisboa mantenha valores semelhantes aos atuais, embora <strong>Lisboa possa baixar ligeiramente</strong>, rumo aos <strong>26 ºC</strong> (face aos 27 ºC registados ontem, dia 6).</p><h2>Ar temporariamente mais fresco chega esta segunda-feira, tempo seco e estável ganha terreno</h2><p>Com o jato polar algo mais ondulante, a circulação atmosférica voltará a favorecer a entrada de uma <strong>massa de ar mais fresco durante a madrugada e manhã de segunda-feira (8)</strong>, o que provocará uma maior variabilidade das temperaturas. </p><p>De acordo com os mapas de geopotencial, a chegada de ar mais fresco surgirá sobre o Norte e Centro de Portugal continental, sobretudo nas regiões costeiras. Por conseguinte, <strong>espera-se uma nova descida das temperaturas máximas na segunda-feira (8)</strong>, mas menos expressiva face à registada no início de junho. A região do<strong> litoral Norte e Centro</strong> será novamente a mais exposta a esta mudança.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nao-condicionara-o-tempo-em-portugal-na-segunda-semana-de-junho-eis-como-irao-evoluir-as-temperaturas-e-a-precipitacao-1780829041521.jpg" data-image="ebei2rjnl9b8"><figcaption>O gráfico sub-sazonal do ECMWF sugere que a NAO+ será o regime atmosférico dominante na Europa e Atlântico Norte, consolidando-se, deste modo, a tendência para um tempo predominantemente estável em Portugal continental.</figcaption></figure><p>A partir de terça-feira (9) e pelo menos até sexta-feira (12), com hipótese de se prolongar por mais alguns dias,<strong> a situação atmosférica continuará a ser dominada por um regime NAO+, pelo que o tempo apresentar-se-á predominantemente estável</strong>. O reforço e gradual influência para leste das altas pressões sobre a Península Ibérica será favorável a dias secos, com pouca nebulosidade e ausência de precipitação significativa.</p><h2>Calor poderá intensificar a partir de quinta-feira, 11 de junho</h2><p>A gradual robustez e influência da região anticiclónica será favorável a uma maior acumulação do calor diurno e isto, combinado com a possível chegada de uma massa de ar muito quente, <strong>fará com que na quinta-feira, dia 11, ocorra uma subida generalizada das temperaturas máximas em praticamente todo o território</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nao-condicionara-o-tempo-em-portugal-na-segunda-semana-de-junho-eis-como-irao-evoluir-as-temperaturas-e-a-precipitacao-1780828912830.png" data-image="etj73sury1yi"><figcaption>Segundo a mais recente atualização do modelo de referência para a Meteored, sexta-feira 12 de junho poderá ser o dia mais quente da segunda semana do presente mês, tanto em intensidade, como em área geográfica abrangida.</figcaption></figure><p>Até mesmo nas regiões do litoral, onde as temperaturas estiveram relativamente frescas ao longo dos últimos dias. Em alguns locais do distrito de Braga, os termómetros poderão aproximar-se dos 30 ºC. <strong>No Centro e Sul do país já haverá várias zonas a registar temperaturas máximas em torno dos 35 ºC</strong>.</p><p>No entanto, <strong>é na sexta-feira (12) que se prevê uma subida acentuada e generalizada das temperaturas, estando em perspetiva um cenário de calor intenso</strong> de norte a sul de Portugal continental. Tanto o litoral, como o interior podem vir a registar temperaturas máximas bem acima da média climatológica de referência.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nao-condicionara-o-tempo-em-portugal-na-segunda-semana-de-junho-eis-como-irao-evoluir-as-temperaturas-e-a-precipitacao-1780828712014.png" data-image="ssgh51h62lis"><figcaption>Para a sexta-feira, 12 de junho, a última saída do modelo Europeu revela um cenário de calor excessivo, com possibilidade de se registarem temperaturas entre 6 a 14 ºC acima da média em todo o território de Portugal continental. Mas atenção, estando a 5 dias de distância, esta previsão ainda pode vir a sofrer modificações.</figcaption></figure><p>De acordo com a saída atual do modelo ECMWF, quase todas as capitais distritais do país deverão registar máximas superiores a 30 ºC na <strong>sexta-feira (12)</strong>, com cidades como Porto, Braga e Leiria a poder alcançar 34/35 ºC, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja a rondar os 36/37 ºC, <strong>Santarém nos 38 ºC e algumas zonas do vale do Tejo e do Alto Alentejo a rondar os 39/40 ºC</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772562" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-para-junho-a-ultima-previsao-do-modelo-europeu-na-meteored.html" title="Mudanças no tempo para junho: a última previsão do modelo europeu na Meteored">Mudanças no tempo para junho: a última previsão do modelo europeu na Meteored</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-para-junho-a-ultima-previsao-do-modelo-europeu-na-meteored.html" title="Mudanças no tempo para junho: a última previsão do modelo europeu na Meteored"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-para-junho-a-ultima-previsao-do-modelo-europeu-na-meteored-1780741904727_320.jpg" alt="Mudanças no tempo para junho: a última previsão do modelo europeu na Meteored"></a></article></aside><p>Para sábado (13) e domingo (14) a incerteza na previsão é maior devido ao aumento do horizonte temporal, mas<strong> os primeiros sinais indicam que as temperaturas não se manterão tão elevadas como na sexta (12)</strong>, podendo ocorrer uma descida gradual das temperaturas rumo a valores mais amenos, sobretudo no dia 14.</p><h2>Anomalias de temperatura e precipitação para a segunda semana de junho</h2><p>Embora a primeira metade da segunda semana de junho seja marcada por um tempo mais ameno nas regiões do litoral e por uma lenta subida das temperaturas nas regiões do interior, tudo indica que o cenário meteorológico <strong>mudará drasticamente na segunda metade da semana (a partir de quinta-feira, 11), estando em perspetiva uma subida generalizada e acentuada das temperaturas</strong>.</p><p>Apesar dos possíveis altos e baixos das temperaturas em perspetiva para a próxima semana, os mapas sugerem um predomínio de anomalias térmicas positivas (isto é, temperaturas superiores à média para a época do ano), pelo que <strong>os períodos breves em que as massas de ar quente serão dominantes serão mais decisivos para a evolução das temperaturas</strong>,<strong> </strong>do que os períodos breves em que as massas de ar frescos serão dominantes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nao-condicionara-o-tempo-em-portugal-na-segunda-semana-de-junho-eis-como-irao-evoluir-as-temperaturas-e-a-precipitacao-1780829174836.jpg" data-image="68to4c3lgbz3"><figcaption>Para a segunda semana de junho o modelo europeu prevê temperaturas acima da média no Continente (anomalias positivas mais acentuadas nas regiões do interior) e no arquipélago dos Açores. O arquipélago da Madeira será a exceção, dado que se perspetiva uma anomalia térmica negativa neste território insular.</figcaption></figure><p>Quanto à precipitação, o modelo europeu é bastante explícito, observando-se <strong>uma tendência clara para o domínio do tempo seco, com uma anomalia negativa a cobrir todo o território português</strong>, abrangendo tanto Portugal continental, como os arquipélagos dos Açores e da Madeira. A anomalia negativa mais significativa é detetada para a Região Norte e para o Centro-norte (-30 mm).</p><p>Isto não exclui a possibilidade de em algum dos dias uma frente enfraquecida poder deixar chuviscos ou chuva fraca, quiçá nos arquipélagos ou em pontos isolados do Continente. Mesmo assim, <strong>tudo indica que na segunda semana de junho o tempo anticiclónico será “regra” em toda a geografia portuguesa</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nao-condicionara-o-tempo-em-portugal-na-segunda-semana-de-junho-eis-como-irao-evoluir-as-temperaturas-e-a-precipitacao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Telescópio James Webb deteta altas concentrações de metano no cometa interestelar 3I/ATLAS]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/telescopio-james-webb-detecta-altas-concentracoes-de-metano-no-cometa-interestelar-3i-atlas.html</link><pubDate>Sun, 07 Jun 2026 08:45:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O Telescópio Espacial James Webb, da NASA, ESA e CSA, detetou pela primeira vez a assinatura química do metano (CH4) num objeto interestelar durante a recente passagem do cometa 3I/ATLAS.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/james-webb-metano-3i-atlas-1780372106136.png" data-image="tddehkfc92ry"><figcaption>Imagem dos componentes do cometa 3I/ATLAS. Créditos: NASA, ESA, CSA, STScI, M. Belyakov (Caltech), I. Wong (STScI). Processamento de imagem: A. Pagan (STScI). Licença CC BY 4.0 INT ou Licença Padrão da ESA (o conteúdo pode ser usado sob qualquer uma das licenças).</figcaption></figure><p>Esta imagem do instrumento de infravermelho médio (MIRI) mostra o <strong>cometa interestelar 3I/ATLAS</strong> em três comprimentos de onda diferentes e destaca a distribuição dos<strong> diferentes gases </strong>no momento da observação.</p><h3>Observações sem precedentes com James Webb</h3><p>O <strong>vapor de água estende-se muito além do núcleo</strong>, pois grande parte dele é libertado pelos grãos de gelo na coma do cometa. Por outro lado, o <strong>dióxido de carbono e o metano estão mais concentrados perto do núcleo</strong>.</p><p>O <strong>Telescópio Espacial Webb </strong><strong>fez estas observações em duas datas diferentes</strong>, quando o cometa deixou o nosso sistema solar após a sua passagem em redor do Sol. A primeira observação ocorreu entre 15 e 16 de dezembro de 2025, quando o cometa estava a cerca de 330 milhões de quilómetros do Sol. Uma segunda observação foi feita a 27 de dezembro, quando ele estava a quase 380 milhões de quilómetros da nossa estrela.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="684129" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/revolucao-na-astronomia-imagens-3d-revelam-segredos-cosmicos.html" title="Revolução na astronomia: imagens 3D revelam segredos cósmicos">Revolução na astronomia: imagens 3D revelam segredos cósmicos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/revolucao-na-astronomia-imagens-3d-revelam-segredos-cosmicos.html" title="Revolução na astronomia: imagens 3D revelam segredos cósmicos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/revolution-in-der-astronomie-3d-bilder-enthullen-kosmische-geheimnisse-1731969752481_320.jpg" alt="Revolução na astronomia: imagens 3D revelam segredos cósmicos"></a></article></aside><p><strong>Pela primeira vez num visitante interestelar</strong>, <strong>o Telescópio Espacial Webb detetou diretamente gás metano</strong> (CH4).</p><p>Esta descoberta sugere que o <strong>metano estava enterrado sob a superfície do cometa</strong> 3I/ATLAS, onde permaneceu protegido da evaporação até que o calor gerado pela sua aproximação ao Sol atingisse as camadas mais profundas do seu envelope gelado.</p><p>A <strong>quantidade de metano</strong> detetada em relação à água é particularmente elevada e <strong>atinge um nível raramente observado no nosso sistema solar</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/james-webb-metano-3i-atlas-1780372581882.jpg" data-image="8rzsvinbovwd"><figcaption>O Telescópio Espacial Hubble da NASA observou novamente o cometa interestelar 3I/ATLAS a 30 de novembro, utilizando a sua Câmara de Campo Amplo 3. Créditos: NASA, ESA, STScI, D. Jewitt (UCLA), M.-T. Hui (Observatório Astronômico de Xangai). Processamento de imagem: J. DePasquale (STScI).</figcaption></figure><p>As observações de Webb também confirmaram que o <strong>cometa 3I/ATLAS permanece excecionalmente rico em dióxido de carbono</strong>, libertando uma quantidade muito maior em relação à água do que os cometas típicos do nosso Sistema Solar.</p><div class="texto-destacado">Estas duas descobertas sugerem um ambiente de formação e uma composição química muito diferentes da grande maioria dos cometas formados no nosso Sistema Solar.</div><p>O Telescópio Espacial Webb observou o cometa 3I/ATLAS utilizando o <strong>Espectrómetro de Média Resolução (MIRI) do MIRI</strong>, um instrumento poderoso projetado para decompor a luz infravermelha nos seus diferentes comprimentos de onda. Este espectrómetro fornece um espectro para cada ponto numa pequena porção do céu, permitindo que os investigadores meçam os gases presentes e visualizem a sua distribuição em redor do núcleo do cometa.</p><p>Os resultados foram publicados recentemente na revista científica <em>The Astrophysical Journal Letters</em>.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Matthew Belyakov et al 2026. The Volatile Inventory of 3I/ATLAS as Seen with JWST/MIRI. The Astrophysical Journal Letters, Volume 1001, Number 1<a href="https://iopscience.iop.org/article/10.3847/2041-8213/ae5700" target="_blank"><br>DOI 10.3847/2041-8213/ae5700</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/telescopio-james-webb-detecta-altas-concentracoes-de-metano-no-cometa-interestelar-3i-atlas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Suzanne Daveau: uma vida a estudar Portugal e o mundo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/suzanne-daveau-uma-vida-a-estudar-portugal-e-o-mundo.html</link><pubDate>Sun, 07 Jun 2026 07:33:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p> Suzanne Daveau é uma eminente geógrafa que dedicou mais de sete décadas ao estudo das paisagens, deixando um legado científico marcante em Portugal e no mundo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/suzanne-daveau-uma-vida-a-estudar-portugal-e-o-mundo-1780644361778.jpg" data-image="fzqs8jwlpbzy" alt="Suzanne Daveau" title="Suzanne Daveau"><figcaption>Geógrafa franco-portuguesa é uma referência nacional e internacional para todos aqueles que estudam o território. Fonte: Ciência viva</figcaption></figure><p>Suzanne Daveau traça o esboço de uma <strong>mulher aventureira que atravessa o século XX</strong>, até aos dias de hoje, guiada pela paixão da investigação geográfica.</p><p>Nascera em Paris, França, a 13 de julho de 1925, <strong>completando em 2025 o seu centenário</strong>.</p><h2>O estudo das paisagens</h2><p>Daveau é uma eminente geógrafa, <strong>conhecida internacionalmente através de quase todos os temas de geografia</strong>.</p><p>De personalidade rica, viva inteligência e curiosidade insaciável, <strong>possui outras qualidades artísticas</strong>, que a levaram desde muito cedo, a desenhar, pintar, fotografar e mais recentemente a realizar tapeçarias.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="750355" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/mulheres-humor-e-cinema-a-programacao-especial-que-chega-ao-porto.html" title="Mulheres, humor e cinema: a programação especial que chega ao Porto">Mulheres, humor e cinema: a programação especial que chega ao Porto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/mulheres-humor-e-cinema-a-programacao-especial-que-chega-ao-porto.html" title="Mulheres, humor e cinema: a programação especial que chega ao Porto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mulheres-humor-e-cinema-a-programacao-especial-que-chega-ao-porto-1769033918143_320.jpg" alt="Mulheres, humor e cinema: a programação especial que chega ao Porto"></a></article></aside><p>Segundo a revista F<em>inisterra</em>, <strong>estudou geografia na Universidade de Paris</strong>, foi professora dos ensinos primário, secundário e superior e realizou o seu doutoramento pela mesma Universidade.</p><p>Em <strong>1965</strong>, já depois de fazer carreira em França e na África Ocidental, <strong>estabeleceu-se em Portugal onde se dedicou a estudar, começando a percorrer o país com o seu marido Orlando Ribeiro</strong>, geógrafo português, uma das figuras mais influentes da geografia nacional. </p><h2>O seu olhar sobre o mundo</h2><p>Ao longo de décadas, Suzanne Daveau <strong>dedicou-se ao estudo da geomorfologia, do clima e da evolução das paisagens</strong>.</p><p>Os seus trabalhos ajudaram a compreender melhor a <strong>formação do relevo português e os processos naturais que moldam o território</strong>.</p><p>Porém, mais do que descrever montanhas ou rios, <strong>procurava perceber as histórias escondidas na superfície terrestre</strong>.</p><p>Cada vale, cada planalto e cada formação rochosa representavam <strong>capítulos de uma narrativa muito mais antiga do que a presença humana</strong>.</p><h2>O seu papel como professora</h2><p>Para além das inúmeras publicações em revistas e livros, <strong>Suzanne como cientista, inspirou muitas pessoas</strong>.</p><p>Muitos estudantes encontraram nas suas aulas <strong>uma forma diferente de olhar para o mundo</strong>, aprendendo que a geografia é muito mais do que localizar países num mapa.</p><p>É uma <strong>disciplina que ajuda a compreender a forma como vivemos</strong>, ocupamos o espaço e transformamos o ambiente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="758865" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-contributo-de-adelaide-cabete-para-os-direitos-das-mulheres.html" title="O contributo de Adelaide Cabete para os direitos das mulheres">O contributo de Adelaide Cabete para os direitos das mulheres</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-contributo-de-adelaide-cabete-para-os-direitos-das-mulheres.html" title="O contributo de Adelaide Cabete para os direitos das mulheres"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-contributo-de-adelaide-cabete-para-os-direitos-das-mulheres-1773505478195_320.png" alt="O contributo de Adelaide Cabete para os direitos das mulheres"></a></article></aside><p>Há ainda um aspeto particularmente admirável na sua vida: a capacidade de <strong>manter a curiosidade intelectual ao longo dos anos</strong>. </p><p>Num tempo em que a rapidez muitas vezes substitui a reflexão, <strong>o exemplo de Suzanne lembra-nos a importância da observação paciente</strong>.</p><p>Os seus trabalhos mostram que <strong>compreender verdadeiramente um lugar exige tempo, atenção e respeito</strong> pela complexidade dos fenómenos naturais.</p><h2>Uma vida dedicada à Geografia</h2><p>Hoje, <strong>o seu legado permanece vivo nos livros, nos artigos científicos, nos estudos sobre o território </strong>e na memória daqueles que tiveram a oportunidade de aprender com ela.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/suzanne-daveau-uma-vida-a-estudar-portugal-e-o-mundo-1780643804084.jpg" data-image="f7cdzpp5bwa3" alt="Atlas Suzanne Daveau" title="Atlas Suzanne Daveau"><figcaption>O Atlas Suzanne Daveau é o retrato, o mapa, a geografia de uma mulher incansável que procurou conhecer e transmitir a sabedoria humana que se revela da terra. Fonte: JP</figcaption></figure><p>Entre as obras mais conhecidas destacam-se <em><strong>O Ambiente Geográfico Natural: Aspectos Fundamentais</strong> (1976)</em>, uma das suas obras de referência sobre geografia física; <em><strong>Portugal Geográfico</strong> (1995)</em>, uma síntese acessível da geografia física e humana de Portugal; <em><strong>A Descoberta da África Ocidental: Ambiente Natural e Sociedades</strong> (1999)</em>, resultado do seu interesse pela geografia africana e os 4 volumes sobre a <strong><em>Geografia de Portugal</em></strong>, considerada uma obra fundamental para o estudo do território português.</p><p>Mais recentemente foi lançado o <em><strong>Atlas Suzanne Daveau</strong> (2022) </em>onde reúne fotografias captadas pela geógrafa ao longo de décadas de trabalho de campo e ainda um documentário/ longa letragem <strong><em>Suzanne Daveau</em></strong>, realizado por Luísa Homem, estreado internacionalmente em 2020 e exibido em Portugal a partir de 2022.</p><p>Com cerca de duas horas de duração, <strong>combina entrevistas, fotografias de arquivo e filmes familiares para retratar a vida da geógrafa</strong>, desde a juventude em França até ao trabalho científico em África e Portugal.</p><div class="texto-destacado"><strong>“Não há ciência, nem progresso no conhecimento, sem amor, sem paixão, sem identificação.” </strong>Segundo Suzanne Daveau no seu documentário<strong> </strong></div><p>Juntos, estes testemunhos revelam uma <strong>investigadora que fez da curiosidade, da observação e da paixão</strong> pelo conhecimento uma verdadeira forma de vida.</p><p>Suzanne Daveau ensinou-nos que <strong>a geografia não é apenas a ciência dos lugares; é também a ciência do olhar</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/suzanne-daveau-uma-vida-a-estudar-portugal-e-o-mundo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempestades em Portugal: mais de quatro meses depois, apenas 1% dos prejuízos já foi pago aos agricultores]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tempestades-em-portugal-mais-de-quatro-meses-depois-apenas-1-dos-prejuizos-ja-foi-pago-aos-agricultores.html</link><pubDate>Sun, 07 Jun 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Após a tempestade Kristin ter devastado a região Centro, "quando o ministro da Agricultura anunciou milhões de euros de apoios aos agricultores afetados, ninguém esperava que, passados mais de quatro meses, apenas 1% dos prejuízos tivesse sido pago", lamenta a CNA - Confederação Nacional da Agricultura.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempestades-em-portugal-mais-de-quatro-meses-depois-apenas-1-dos-prejuizos-ja-foi-pago-aos-agricultores-1780764306726.jpg" data-image="6ofdgux456q6" alt="Estufas destruídas" title="Estufas destruídas"><figcaption>Após a tempestade Kristin ter devastado a região Centro, apenas 1% dos prejuízos está pago, lamenta a CNA - Confederação Nacional da Agricultura.</figcaption></figure><p>Os dados divulgados esta semana pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e pelo Instituto de Financiamento de Agricultura e Pescas (IFAP) revelam “<strong>atrasos inaceitáveis” na análise, aprovação e pagamento das candidaturas</strong> submetidas pelos <strong>agricultores</strong> após as tempestades, afirma a CNA - Confederação Nacional da Agricultura.</p><p>A Confederação cita dados do INE e revela que <strong>foram apresentadas cerca de 7,7 mil candidaturas e declarações de prejuízo</strong>, correspondendo a <strong>danos declarados superiores a 550 milhões de euros </strong>(206 milhões de euros na região Centro, 167 milhões de euros em Lisboa e Vale do Tejo e 180 milhões de euros no Alentejo).</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Já quanto ao <strong>pagamento dos apoios</strong>, os últimos dados publicados pelo IFAP apontam para um total de 847 candidaturas que correspondem a <strong>5,6 milhões de euros de apoios, “valores muito aquém dos prejuízos reclamados</strong>”. A CNA fala, desde logo, de “<strong>falta de transparência”, que é “por demais evidente, tendo em conta que não há dados atualizados de forma regular</strong> do número de candidaturas submetidas, analisadas e pagas”. Para a Confederação, essa informação deve estar “acessível” e “com dados referentes a cada CCDR de forma aberta e de fácil consulta”.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A Confederação constata ainda que, “poucos dias depois de a tempestade <em>Kristin </em>ter devastado a região Centro”, quando o ministro da Agricultura anunciou milhões de euros de apoios para os agricultores afetados e que as candidaturas já estavam abertas, "<strong>ninguém esperaria que, passados mais de quatro meses, apenas 1% dos prejuízos tivesse sido alvo de apoio pago</strong>".</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769464" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tempestade-kristin-governo-firma-acordo-com-o-banco-de-fomento-para-financiar-a-remocao-de-material-lenhoso-da-floresta.html" title="Tempestade Kristin: Governo firma acordo com o Banco de Fomento para financiar a remoção de material lenhoso da floresta">Tempestade Kristin: Governo firma acordo com o Banco de Fomento para financiar a remoção de material lenhoso da floresta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tempestade-kristin-governo-firma-acordo-com-o-banco-de-fomento-para-financiar-a-remocao-de-material-lenhoso-da-floresta.html" title="Tempestade Kristin: Governo firma acordo com o Banco de Fomento para financiar a remoção de material lenhoso da floresta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempestade-kristin-governo-firma-acordo-com-o-banco-de-fomento-para-financiar-a-remocao-de-material-lenhoso-da-floresta-1779134495224_320.jpg" alt="Tempestade Kristin: Governo firma acordo com o Banco de Fomento para financiar a remoção de material lenhoso da floresta"></a></article></aside><p>Estes <strong>atrasos devem-se, desde logo, “à falta de meios, nomeadamente de recursos humanos </strong>das comissões de coordenação e desenvolvimento regional (CCDR), para avaliar as candidaturas apresentadas pelos agricultores”, aponta a CNA. </p><h2>"Prazos não estão a ser cumpridos"</h2><p>E recorda que a <strong>CCDR territorialmente competente “deve analisar e aprovar as candidaturas submetidas no prazo de 15 dias úteis após a respetiva submissão</strong>”. O problema, diz a CNA, é que “estes prazos não estão a ser cumpridos”.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempestades-em-portugal-mais-de-quatro-meses-depois-apenas-1-dos-prejuizos-ja-foi-pago-aos-agricultores-1780764384245.jpg" data-image="bhpgs9fbkmg1" alt="Cheias" title="Cheias"><figcaption>A sequência de tempestades que assolaram Portugal no final de janeiro e início de fevereiro de 2026 causaram prejuízos severos na suinicultura, avicultura, fruticultura e agropecuária.</figcaption></figure><p>Para a Confederação Nacional da Agricultura, estes dados agora vindos a público mostram que, <strong>em todo este processo, incluindo naquilo que não está a chegar aos agricultores,”há falta de vontade política </strong>para uma efetiva resposta à calamidade que atingiu milhares de agricultores”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772443" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/plano-nacional-conta-com-tres-milhoes-de-euros-para-recuperar-rios-mares-e-florestas-portuguesas.html" title="Plano nacional conta com três milhões de euros para recuperar rios, mares e florestas portuguesas">Plano nacional conta com três milhões de euros para recuperar rios, mares e florestas portuguesas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/plano-nacional-conta-com-tres-milhoes-de-euros-para-recuperar-rios-mares-e-florestas-portuguesas.html" title="Plano nacional conta com três milhões de euros para recuperar rios, mares e florestas portuguesas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/plano-nacional-conta-com-tres-milhoes-de-euros-para-recuperar-rios-mares-e-florestas-portuguesas-1780661474313_320.jpg" alt="Plano nacional conta com três milhões de euros para recuperar rios, mares e florestas portuguesas"></a></article></aside><p>Aliás, o que também se está a passar no setor da floresta comprova-o, com “<strong>indisfarçáveis atrasos na remoção da madeira e desobstrução de caminhos agrícolas e florestais</strong>”, que, quatro meses depois, “continuam em grande parte por concretizar”.</p><p>Recorde-se que a sequência de tempestades que assolaram Portugal no final de janeiro e início de fevereiro de 2026 causaram <strong>prejuízos severos na suinicultura, avicultura, fruticultura e agropecuária, que somaram perdas de largas centenas de milhões</strong> de euros. A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) chegou a falar de perdas “superiores a 775 milhões de euros na agricultura e na floresta”.</p><h2>Habitações: perto de 24 milhões de euros pagos</h2><p>As CCDR, sobretudo a da região Centro do país, tiveram as <strong>candidaturas abertas até 19 de maio, recebendo informação de reporte e inventariação de prejuízos</strong>, fundamentais para a avaliação dos impactos e eventual ativação de medidas de apoio, com vista à formalização da candidatura aos apoios simplificados até 10.000 euros.</p><div class="texto-destacado">Em paralelo, equipas técnicas das CCDR estiveram no terreno, em articulação com os municípios, a realizar uma primeira avaliação dos estragos e com a <strong>promessa de assegurar “um levantamento rigoroso das perdas registadas pelos agricultores</strong>”. Aliás, <strong>no dia 02 de fevereiro de 2026, ainda o país acordava aos poucos para o nível de devastação que tinha assolado o país, o Governo fez publicar um comunicado</strong> a garantir “o compromisso de atuar com rapidez, proximidade e eficácia no apoio aos agricultores afetados pela tempestade, assegurando uma resposta justa e adequada às perdas sofridas no terreno”. </div><p>Já no que respeita aos <strong>danos causados nas habitações pela tempestade <em>Kristin </em>e outras, perto de 24 milhões de euros de indemnizações já foram pagos </strong>na região Centro, anunciou na última sexta-feira, 06 de junho, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempestades-em-portugal-mais-de-quatro-meses-depois-apenas-1-dos-prejuizos-ja-foi-pago-aos-agricultores-1780764441113.jpg" data-image="9oouctomtuwv" alt="Árvores destruídas" title="Árvores destruídas"><figcaption>Os atrasos nos apoios devem-se, desde logo, “à falta de meios, nomeadamente de recursos humanos das comissões de coordenação e desenvolvimento regional (CCDR), para avaliar as candidaturas apresentadas pelos agricultores”, aponta a CNA. </figcaption></figure><p>Num ponto de situação feito no fim desta semana, o presidente da CCDR, José Ribau Esteves, referiu que <strong>há 6.237 candidaturas com indemnizações pagas, num valor total de 23.716.666,95 euros</strong>. </p><p>No total, <strong>foram apresentadas 25.728 candidaturas na região Centro, das quais 9.240 (35,9%) já estão decididas</strong>, referiu Ribau Esteves. Há ainda 14.168 em análise em 73 municípios e 2.320 na CCDR. </p><p>De acordo com o presidente da CCDR do Centro, <strong>dos 73 municípios com candidaturas apresentadas há oito em que todas já foram decididas</strong> e dez em que mais de 90% estão nessa situação. </p><p>Há 24 municípios que têm menos de 25% das candidaturas decididas. <strong>Leiria é aquele que apresentou mais candidaturas, um total de 10.808</strong>, estando decididas 3.721 (34,4%). </p><p>Seguem-se <strong>Marinha Grande (3.365 apresentadas e 243 decididas), Pombal (2.482 apresentadas e 1.318 decididas), Sertã (972 apresentadas</strong> e 373 decididas), Ansião (878 apresentadas e 475 decididas) e Coimbra (647 apresentadas e 110 decididas). </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tempestades-em-portugal-mais-de-quatro-meses-depois-apenas-1-dos-prejuizos-ja-foi-pago-aos-agricultores.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item></channel></rss>