<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Sat, 19 Sep 2026 21:20:13 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sat, 19 Sep 2026 21:20:13 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Criadores da Guarda querem ver reconhecida a cabra jarmelista como raça autóctone]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/criadores-da-guarda-querem-ver-reconhecida-a-cabra-jarmelista-como-raca-autoctone.html</link><pubDate>Sat, 19 Sep 2026 11:04:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Associação local avança com trabalho técnico para garantir proteção oficial a uma linhagem caprina rara, resistente e ligada há gerações às serras da Beira Interior.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/criadores-da-guarda-querem-ver-reconhecida-a-cabra-jarmelista-como-raca-autoctone-1788356135815.jpg" data-image="du4km4mf7sz0" alt="Cabras jarmelistas" title="Cabras jarmelistas"><figcaption>O reconhecimento como raça pura pode dar aos criadores acesso a programas de conservação essenciais à sobrevivência da cabra jarmelista. Foto: Acriguarda</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Nas terras altas e frias do <strong>Jarmelo</strong>, onde o inverno condiciona a paisagem e a agricultura se faz de resistência, sobrevive uma das <strong>raças caprinas</strong> mais singulares do país. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A cabra jarmelista, de pelagem castanha e quase sempre sem cornos, é hoje guardada como um tesouro genético por um grupo de criadores que luta para que seja formalmente reconhecida como raça autóctone. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>À frente desse esforço está a <strong>Associação de Criadores de Ruminantes da Guarda (Acriguarda)</strong>, que considera que chegou o momento de transformar um ecótipo em raça pura, com identidade própria e proteção oficial.</p><h2>Travar o declínio de uma espécie em risco</h2><p>O reconhecimento não é apenas simbólico. Para os criadores, significa acesso a incentivos, apoio técnico e programas de conservação que poderão garantir a sobrevivência de uma população que não vai além de <strong>1.500 animais</strong>. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Num contexto em que raças exóticas, mais produtivas, dominam o mercado, a jarmelista corre o risco de desaparecer. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>É preciso compensar, portanto, quem protege este <strong>património genético</strong>, que não é só português, mas que enriquece também a biodiversidade global, defendem os criadores.</p><h2>Uma raça nascida na montanha</h2><p>A jarmelista é atualmente classificada como ecótipo da <strong>raça serrana</strong>, mas a sua história revela uma evolução própria. Descende dos <strong>caprinos selvagens</strong> que habitavam a Península Ibérica e, ao longo de séculos, foi-se adaptando às condições extremas da <strong>Beira Interior</strong>. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O seu berço é o Jarmelo, no concelho da Guarda, onde a seleção natural privilegiou a rusticidade, a resistência ao frio e a capacidade de aproveitar a vegetação arbustiva das serras, como a giesta, carqueja e a urze.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A dispersão geográfica da serrana originou, com o tempo, quatro ecótipos distintos: t<strong>ransmontano</strong>, r<strong>ibatejano</strong>, da <strong>Serra</strong> e <strong>jarmelista</strong>. Este último destaca-se pela cor castanha uniforme, pelo comprido e liso, e pela ausência de cornos – características que, segundo técnicos e investigadores, justificam plenamente o reconhecimento como raça independente.</p><h2>Um papel essencial nas comunidades rurais</h2><p>Durante gerações, a cabra jarmelista foi um <strong>pilar da economia familiar</strong>. Embora a serrana seja tradicionalmente uma raça de leite, no Jarmelo a <strong>produção de carne</strong>, sobretudo de cabrito, assumiu maior importância. O <strong>leite</strong> era consumido em casa ou transformado em <strong>queijo artesanal</strong>, enquanto a venda de cabritos garantia rendimento às famílias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/criadores-da-guarda-querem-ver-reconhecida-a-cabra-jarmelista-como-raca-autoctone-1788356349503.jpg" data-image="8ckag2rsjxuh" alt="Cabra jarmelista" title="Cabra jarmelista"><figcaption>Recolha de amostras para a caracterização genética da cabra serrana jarmelista. Foto: Acriguarda</figcaption></figure><p>O maneio sempre foi extensivo com os animais a percorrerem longos trajetos. Alimentam-se da vegetação espontânea, contribuindo para a <strong>limpeza dos terrenos</strong>, a <strong>fertilização natural do solo</strong> e a <strong>prevenção de incêndios</strong>. A jarmelista não é apenas um recurso económico; é, acima de tudo, parte integrante da gestão ecológica da paisagem.</p><h2>Projetos para salvar a raça</h2><p>A Acriguarda lidera agora um processo de <strong>elevação da jarmelista à raça pura</strong>, reunindo dados morfológicos, históricos e genéticos que sustentam a candidatura. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771787" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cabras-algarvias-ajudam-a-proteger-o-parque-da-pena-contra-incendios.html" title="Cabras algarvias ajudam a proteger o Parque da Pena contra incêndios">Cabras algarvias ajudam a proteger o Parque da Pena contra incêndios</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cabras-algarvias-ajudam-a-proteger-o-parque-da-pena-contra-incendios.html" title="Cabras algarvias ajudam a proteger o Parque da Pena contra incêndios"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cabras-algarvias-ajudam-a-proteger-o-parque-da-pena-contra-incendios-1780328517837_320.jpg" alt="Cabras algarvias ajudam a proteger o Parque da Pena contra incêndios"></a></article></aside><p>Estão a ser recolhidas <strong>amostras biológicas</strong> junto dos criadores para caracterizar definitivamente o perfil genético da raça. A Associação Nacional de Caprinicultores da Raça Serrana (ANCRAS) colabora na gestão do livro genealógico, garantindo que os animais registados preservem os traços identitários.</p><p>Este trabalho pretende assegurar a conservação das linhas puras e criar condições para que novos criadores se interessem pela raça. Mas o caminho está apenas no início.</p><h2>Desafios que ameaçam a sobrevivência</h2><p>O efetivo de caprinos autóctones tem vindo a diminuir em Portugal, e o ecótipo vizinho “da Serra” já se encontra em risco grave. A pressão comercial leva muitos produtores a optar por <strong>raças </strong><strong>exóticas </strong>mais produtivas, apesar de estas exigirem mais recursos e serem menos adaptadas ao clima da região. </p><p>A <strong>desertificação do interior</strong> agrava o problema, com a <strong>falta de jovens criadores</strong> e a <strong>perda de conhecimento</strong> sobre o pastoreio tradicional. Sem reconhecimento oficial, a jarmelista permanece vulnerável. E cada animal perdido representa uma perda irreversível de diversidade genética.</p><h2>A inspiração da vaca jarmelista</h2><p>A Acriguarda, no entanto, conhece bem o caminho da recuperação. Foi a mesma associaç��o que, há pouco mais de duas décadas, liderou o processo que salvou a <strong>vaca jarmelista</strong> da extinção. Nos anos 1950, restavam apenas <strong>23 animais</strong> com traços puros. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Graças ao levantamento morfológico e genético e ao empenho da comunidade local, a raça foi reconhecida oficialmente em 2007. Hoje, o efetivo ultrapassa os 400 animais e tornou-se um símbolo da Beira Interior.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A valorização comercial foi decisiva com a carne jarmelista a ganhar prestígio gastronómico e a entrar nos restaurantes da região. A vaca jarmelista passou a ser promovida na <strong>Feira Concurso do Jarmelo</strong> e a raça transformou-se num orgulho para a região.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/criadores-da-guarda-querem-ver-reconhecida-a-cabra-jarmelista-como-raca-autoctone-1788356528574.jpg" data-image="26kfg5rszyod" alt="Vacas jarmelistas" title="Vacas jarmelistas"><figcaption>Quase extinta, a vaca jarmelista recuperou graças ao trabalho dos criadores locais. Foto: Junta de Freguesia de Jarmelo São Pedro</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Os criadores acreditam que a cabra jarmelista pode seguir o mesmo caminho. Com reconhecimento oficial, apoio técnico e valorização económica, esta raça pode deixar de ser um vestígio do passado para se tornar um<strong> ativo</strong><strong> do futuro</strong>, preservando biodiversidade, reforçando a economia rural e mantendo viva a identidade das serras da Guarda.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Jornal%20O%20Interior" data-year="" data-title="Acriguarda%20avan%C3%A7a%20para%20reconhecimento%20da%20cabra%20jarmelista" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ointerior.pt%2Fregiao%2Facriguarda-avanca-para-reconhecimento-da-cabra-jarmelista%2F">Jornal O Interior. <a href="https://www.ointerior.pt/regiao/acriguarda-avanca-para-reconhecimento-da-cabra-jarmelista/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Acriguarda avança para reconhecimento da cabra jarmelista</a>.</cite><br><cite data-author="Portugalidade%20Magazine" data-year="" data-title="A%20Rainha%20das%20nossas%20Serras" data-url="https%3A%2F%2Fportugalidademagazine.pt%2Fa-rainha-das-nossas-serras%2F">Portugalidade Magazine. <a href="https://portugalidademagazine.pt/a-rainha-das-nossas-serras/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A Rainha das nossas Serras</a>.</cite><br><cite data-author="Junta%20de%20Freguesia%20de%20Jarmelo%20S%C3%A3o%20Pedro" data-year="" data-title="A%20Ra%C3%A7a%20Jarmelista" data-url="https%3A%2F%2Fwww.jf-jarmelosaopedro.pt%2Fpt_pt%2Fhistory%2FTradicoes">Junta de Freguesia de Jarmelo São Pedro. <a href="https://www.jf-jarmelosaopedro.pt/pt_pt/history/Tradicoes" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A Raça Jarmelista</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/criadores-da-guarda-querem-ver-reconhecida-a-cabra-jarmelista-como-raca-autoctone.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal começa a próxima semana com temperaturas até 13 ºC acima da média: estas serão as regiões mais anómalas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-comeca-a-proxima-semana-com-temperaturas-ate-13-c-acima-da-media-estas-serao-as-regioes-mais-anomalas.html</link><pubDate>Sat, 19 Sep 2026 10:37:11 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O calor intensifica-se no arranque da próxima semana em Portugal Continental. Na segunda e terça-feira, algumas regiões poderão registar temperaturas mais de 10 ºC acima da média, com desvios pontualmente próximos dos +13 ºC no Centro.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb9uysm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb9uysm.jpg" id="xb9uysm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><br>O calor volta a ganhar protagonismo em Portugal Continental neste final de semana e deverá intensificar-se no arranque da próxima. Na segunda e terça-feira, várias regiões poderão registar temperaturas mais de 10 ºC acima do normal para esta altura de setembro, <strong>com o Centro a destacar-se com anomalias pontualmente próximas dos +13 ºC.</strong></p><h2>Fim de semana traz uma nova subida das temperaturas</h2><p><strong>A subida das temperaturas começa a fazer-se sentir já este sábado, dia 19,</strong> com valores superiores a 30 ºC em vários distritos, incluindo algumas regiões do Norte e Centro. Contudo, junto à faixa costeira, a influência marítima deverá manter os termómetros mais contidos.</p><p>Bastará, em alguns casos, avançar poucos quilómetros para o interior para encontrar diferenças consideráveis. No distrito de Coimbra, por exemplo, algumas áreas mais interiores poderão aproximar-se dos <strong>35 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-comeca-a-proxima-semana-com-temperaturas-ate-13-c-acima-da-media-estas-serao-as-regioes-mais-anomalas-1789776575231.jpg" data-image="szaok9fg18og" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O calor intensifica-se no domingo, com máximas acima dos 30 ºC em grande parte do território e valores que poderão aproximar-se dos 35/36 ºC em algumas zonas do Centro.</figcaption></figure><p>No domingo, dia 20, o calor deverá intensificar-se, com uma nova subida de cerca de <strong>2 a 3 ºC em vários locais</strong>. Os mapas da Meteored projetam temperaturas próximas dos 36 ºC em Coimbra, 35 ºC em Leiria, 34 ºC em Santarém e valores entre 32 e 33 ºC em várias regiões do interior.</p><h2>Segunda-feira poderá trazer anomalias de +13 ºC no Centro</h2><p>Será, contudo, na segunda-feira, dia 21, que o contraste com a climatologia de setembro se tornará particularmente expressivo.<strong> E</strong><strong>ntre as 13h e as 14h poderão verificar-se anomalias positivas de 12 a 13 ºC em alguns locais do Centro</strong>, com destaque para áreas do distrito de Coimbra, nomeadamente nas proximidades de <strong>Montemor-o-Velho. </strong>Também grande parte da faixa litoral entre a Nazaré e o Porto poderá apresentar desvios superiores a <strong>+10 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-comeca-a-proxima-semana-com-temperaturas-ate-13-c-acima-da-media-estas-serao-as-regioes-mais-anomalas-1789776704325.jpg" data-image="4jbrriokow9m" alt="Anomalia da Temperatura" title="Anomalia da Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-76649">O Centro será uma das regiões mais anómalas na segunda-feira. Entre o litoral e o interior do distrito de Coimbra, os desvios poderão atingir +12 a +13 ºC face à climatologia desta altura do ano, durante as 13 e as 14h.</figcaption></figure><p>Uma anomalia de +13 ºC não significa que a temperatura será durante todo o dia 13 ºC mais quente. Neste caso, o mapa compara a temperatura prevista para o intrevalo de uma hora (entre as 13h e as 14h) com o valor climatológico de referência para essa mesma região e período do ano. É precisamente por isso que <strong>os locais mais quentes do país não têm necessariamente de ser os mais anómalos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-comeca-a-proxima-semana-com-temperaturas-ate-13-c-acima-da-media-estas-serao-as-regioes-mais-anomalas-1789778512802.jpg" data-image="tmi95spbk4lw" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption>O calor será generalizado na tarde de segunda-feira, com 36 ºC previstos em Coimbra e 35 ºC em Mora. Apesar dos valores semelhantes, a anomalia será superior no Centro devido às diferenças climatológicas entre as duas regiões.</figcaption></figure><p>A climatologia de cada região é diferente. O contraste entre Montemor-o-Velho e Mora é um bom exemplo. </p><div class="texto-destacado">Pelas 14h, a previsão aponta para cerca de 35 ºC em Montemor-o-Velho e 35 ºC em Mora. Apesar da igualdade na temperatura absoluta, durante este período, Mora deverá apresentar uma anomalia próxima de +9 ºC, enquanto o local do Centro poderá superar os +12 ºC.</div><p>Isto acontece porque, nesta altura de setembro, temperaturas tão elevadas são climatologicamente menos habituais em algumas zonas do Centro, relativamente próximas da influência atlântica, do que no interior alentejano.</p><h2>A noite também deverá ser anormalmente quente</h2><p>Depois do pôr do sol, os desvios positivos deverão diminuir, mas não desaparecer. <strong>A noite de segunda para terça-feira poderá permanecer bastante abafada</strong>, sobretudo no Alto Alentejo, Alentejo Central, Lezíria do Tejo e Área Metropolitana de Lisboa.</p><p>Em alguns locais, as temperaturas poderão continuar cerca de <strong>8 ºC acima dos valores climatológicos</strong> durante parte do período noturno.</p><h2>Terça-feira mantém o calor!</h2><p>Na terça-feira, dia 22, poucas alterações são esperadas. Durante as horas de maior calor, o padrão de anomalias deverá permanecer semelhante ao de segunda-feira. No Centro continuam a surgir desvios muito elevados, apontando por exemplo, para cerca de <strong>+12 ºC em Leiria, +11 ºC nas Caldas da Rainha e +10 ºC em Tomar</strong>, enquanto Santarém poderá rondar +8 ºC e várias localidades alentejanas entre +7 e +9 ºC.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-comeca-a-proxima-semana-com-temperaturas-ate-13-c-acima-da-media-estas-serao-as-regioes-mais-anomalas-1789777290670.jpg" data-image="lsy4zpqb04lc" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"><figcaption>As temperaturas continuarão muito acima da média na terça-feira, sobretudo no Centro e interior. O litoral algarvio será uma das exceções, com desvios bastante mais reduzidos e, pontualmente, valores próximos do normal para a época.</figcaption></figure><p>A principal exceção será o <strong>litoral algarvio</strong>, onde a proximidade do Atlântico deverá limitar o aquecimento. Em alguns pontos, as temperaturas poderão mesmo permanecer próximas da média climatológica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789349" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-chuva-continua-sem-conseguir-chegar-a-portugal-continental-por-quanto-tempo-podera-prolongar-se-este-bloqueio.html" title=" A chuva continua sem conseguir chegar a Portugal Continental: por quanto tempo poderá prolongar-se este bloqueio?"> A chuva continua sem conseguir chegar a Portugal Continental: por quanto tempo poderá prolongar-se este bloqueio?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-chuva-continua-sem-conseguir-chegar-a-portugal-continental-por-quanto-tempo-podera-prolongar-se-este-bloqueio.html" title=" A chuva continua sem conseguir chegar a Portugal Continental: por quanto tempo poderá prolongar-se este bloqueio?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-chuva-continua-sem-conseguir-chegar-a-portugal-continental-quanto-tempo-podera-prolongar-se-este-bloqueio-1789734216114_320.jpg" alt=" A chuva continua sem conseguir chegar a Portugal Continental: por quanto tempo poderá prolongar-se este bloqueio?"></a></article></aside><p>Assim, a poucos dias do equinócio de setembro, o ambiente em grande parte de Portugal Continental continuará muito distante daquele que habitualmente associamos à chegada do outono astronómico.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-comeca-a-proxima-semana-com-temperaturas-ate-13-c-acima-da-media-estas-serao-as-regioes-mais-anomalas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Painéis solares continuam a produzir eletricidade mesmo com nuvens: veja como o seu desempenho diminui em dias nublados]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/paineis-solares-continuam-a-produzir-eletricidade-mesmo-com-nuvens-veja-como-o-seu-desempenho-diminui-em-dias-nublados.html</link><pubDate>Sat, 19 Sep 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Os painéis solares continuam a gerar eletricidade mesmo em dias nublados, embora a quantidade obtida possa diminuir significativamente em função da cobertura de nuvens e da temperatura.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/placas-solares-con-nubes-cuanto-baja-su-produccion-y-cuando-el-calor-puede-afectar-mas-al-rendimiento-1789556260593.jpg" data-image="tlw6xcxcumow" alt="Painéis solares com céu nublado" title="Painéis solares com céu nublado"><figcaption>Os painéis solares e os dias nublados são compatíveis: mesmo sob forte cobertura de nuvens, podem gerar entre 10% e 25% da sua capacidade máxima. Imagem: IA.</figcaption></figure><p>Durante o inverno, as instalações fotovoltaicas enfrentam condições menos favoráveis para a produção de eletricidade. Os dias são mais curtos e as nuvens reduzem a radiação que chega aos módulos.<strong> Isto não significa que as células deixem de funcionar quando o sol está encoberto</strong>. A questão principal é que os painéis utilizam a luz solar para gerar eletricidade, e não calor. Enquanto houver luz, parte dessa radiação consegue atingir as células, mesmo com o céu nublado.</p><p>As nuvens bloqueiam parte da radiação direta, mas nem toda a luz desaparece. A radiação pode atravessar a cobertura de nuvens ou chegar de diferentes direções depois de ser dispersa.<strong> Este fenómeno é designado por radiação difusa e permite que os módulos mantenham alguma produção mesmo em dias nublados</strong>. A quantidade de eletricidade obtida dependerá, entre outros fatores, da densidade das nuvens, da tecnologia dos painéis e dos restantes componentes da instalação.</p><h2>Painéis solares: o que acontece quando o céu está nublado?</h2><p>Uma célula fotovoltaica transforma a luz solar recebida em corrente contínua (CC). Esta eletricidade passa depois para o inversor, que a converte em corrente alternada (CA) para uso doméstico típico. <strong>Quando a disponibilidade de luz solar diminui, a produção também diminui</strong>. Em dias com forte cobertura de nuvens, os painéis podem gerar aproximadamente 10% a 25% da sua capacidade máxima. Esta figura ilustra a diferença entre um céu completamente limpo e um céu nublado durante grande parte do dia.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Y un dato importante: demasiado calor puede incluso reducir su rendimiento.<br><br> Te contamos cómo funcionan cuando el sol parece esconderse.<a href="https://x.com/hashtag/Energ%C3%ADaSolar?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#EnergíaSolar</a> <a href="https://x.com/hashtag/Autoconsumo?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Autoconsumo</a> <a href="https://t.co/x7SZzrvwZC">pic.twitter.com/x7SZzrvwZC</a></p>— EREN (@EnergiaJCyL) <a href="https://x.com/EnergiaJCyL/status/2100148191396012238?ref_src=twsrc%5Etfw">September 16, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>Nem todas as nuvens têm o mesmo efeito nos painéis solares</strong>. As formações de nuvens baixas e densas, especialmente as de elevada opacidade, dificultam significativamente a chegada da radiação solar. <strong>As nuvens nimbostratus e stratus estão entre as que mais limitam o desempenho</strong>, enquanto o nevoeiro também reduz a quantidade de luz disponível. Por outro lado, uma cobertura de nuvens menos densa permite a passagem de mais radiação e pode manter uma produção superior à registada sob céus completamente nublados.</p><p>A tecnologia utilizada também afeta o resultado. O tamanho das células solares influencia a sua capacidade de captar luz, enquanto <strong>os painéis bifaciais podem aproveitar a radiação recebida de diferentes superfícies</strong>. Além disso, o funcionamento de uma instalação não depende apenas dos módulos. O inversor, a cablagem e a bateria (se existir) fazem parte do sistema que transforma, transmite e armazena a eletricidade gerada. Todos estes elementos contribuem para a energia que pode ser utilizada.</p><h2>Painéis solares e temperatura: diferenças entre o inverno e o verão</h2><p>A temperatura afeta o funcionamento dos painéis solares durante o inverno e o verão. Nos meses mais frios, <strong>a menor incidência de luz solar coincide com a maior frequência de nebulosidade, o que reduz a quantidade de eletricidade que pode ser gerada</strong>. As nuvens também não compensam esta redução, pois diminuem a radiação disponível e reduzem o tempo de produção de energia. Mesmo assim, os módulos continuam a funcionar enquanto receberem luz solar suficiente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/placas-solares-con-nubes-cuanto-baja-su-produccion-y-cuando-el-calor-puede-afectar-mas-al-rendimiento-1789556340793.jpg" data-image="pu9yjwgs58hs" alt="Painéis solares num dia nublado" title="Painéis solares num dia nublado"><figcaption>Os painéis solares também funcionam melhor a temperaturas moderadas, enquanto o calor excessivo prejudica a sua eficiência.</figcaption></figure><p>Com a chegada do verão, as condições podem mudar se as temperaturas ultrapassarem os 25°C. <strong>Temperaturas excessivamente elevadas podem reduzir a eficiência dos painéis solares</strong>, pelo que uma descida da temperatura pode, na realidade, melhorar o seu desempenho. Algumas nuvens brancas e leves podem ajudar a manter os módulos mais frescos e a evitar o sobreaquecimento. Neste caso, a temperatura mais baixa pode compensar parcialmente a perda de radiação direta.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785988" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/paineis-solares-que-nao-fazem-sombra-a-invencao-espanhola-que-revoluciona-a-convivencia-entre-agricultura-e-energia.html" title="'Painéis solares que não fazem sombra': a invenção espanhola que revoluciona a convivência entre agricultura e energia">"Painéis solares que não fazem sombra": a invenção espanhola que revoluciona a convivência entre agricultura e energia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/paineis-solares-que-nao-fazem-sombra-a-invencao-espanhola-que-revoluciona-a-convivencia-entre-agricultura-e-energia.html" title="'Painéis solares que não fazem sombra': a invenção espanhola que revoluciona a convivência entre agricultura e energia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/paneles-solares-que-no-hacen-sombra-el-invento-espanol-que-revoluciona-la-convivencia-entre-agricultura-y-energia-1787827287539_320.jpeg" alt="'Painéis solares que não fazem sombra': a invenção espanhola que revoluciona a convivência entre agricultura e energia"></a></article></aside><p>A cobertura de nuvens leves também pode alterar a forma como a luz atinge as células. Parte da radiação pode ser dispersa ou refletida pelas nuvens e atingir os painéis a partir de diferentes direções. Desta forma, os módulos podem receber radiação direta e indireta em simultâneo. <strong>Em determinados momentos, esta combinação pode gerar picos de produção superiores ao esperado</strong>. Esta é uma circunstância específica ligada a determinadas condições climáticas.</p><h2>Painéis solares com nuvens: o que acontece à produção?</h2><p>O aparecimento de nuvens não significa que a geração de eletricidade pare. Os painéis continuam a captar a luz solar difusa enquanto houver radiação suficiente para atingir as células. No entanto, quando a cobertura de nuvens é densa, a quantidade de eletricidade produzida diminui significativamente. <strong>O resultado depende da densidade das nuvens e da quantidade de radiação que consegue penetrá-las</strong>. Assim sendo, um céu parcialmente nublado e um céu completamente encoberto podem produzir quantidades de eletricidade muito diferentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/placas-solares-con-nubes-cuanto-baja-su-produccion-y-cuando-el-calor-puede-afectar-mas-al-rendimiento-1789555918395.jpg" data-image="b65abq70p02s" alt="Painéis solares" title="Painéis solares"><figcaption>Desempenho dos painéis solares sob sol, nuvens ou chuva.</figcaption></figure><p>Os picos potenciais associados a nuvens ligeiras não alteram o balanço geral do dia. <strong>Céus limpos ainda fornecem mais radiação e permitem uma maior geração de eletricidade no geral</strong>. O efeito benéfico de determinadas nuvens manifesta-se em momentos específicos, especialmente quando ajudam a evitar temperaturas excessivas nos módulos. Portanto, isto não significa que um dia nublado produzirá mais energia do que um dia ensolarado.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/dG7nafj4lqQ/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=dG7nafj4lqQ" id="dG7nafj4lqQ"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p><strong>No inverno, a combinação de menos horas de luz solar e maior cobertura de nuvens limita a produção disponível, enquanto no verão, as nuvens leves podem ajudar a reduzir o calor gerado pelos painéis</strong>. Mesmo quando a geração diminui, o sistema continua a produzir eletricidade enquanto houver luz solar. Esta produção pode suprir parte do consumo e reduzir a quantidade de energia que é necessário retirar da rede elétrica.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/paineis-solares-continuam-a-produzir-eletricidade-mesmo-com-nuvens-veja-como-o-seu-desempenho-diminui-em-dias-nublados.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O planeta está a aquecer mais rapidamente do que nos apercebemos?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-planeta-esta-a-aquecer-mais-rapidamente-do-que-nos-apercebemos.html</link><pubDate>Sat, 19 Sep 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>As medidas de combate às alterações climáticas não parecem estar a surtir o efeito desejado, uma vez que os verões mais quentes foram marcados por eventos climáticos extremos. Ou será que o planeta está a aquecer muito mais depressa do que imaginamos?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/is-the-planet-heating-faster-than-we-realise-1789650764237.jpg" data-image="s9iupydq8eo5" alt="Aquecimento global" title="Aquecimento global"><figcaption>O aumento da concentração de gases com efeito de estufa na atmosfera leva a um aquecimento mais rápido do planeta.</figcaption></figure><p>O <strong>verão que acaba de terminar é oficialmente o mais quente desde o início dos registos</strong>. Não só 2026, mas também os anos anteriores bateram recordes e, face ao fenómeno El Niño em curso, presume-se que 2027 também não trará alívio. Isto ocorre apesar de todos os esforços que empreendemos para migrar para fontes de energia e meios de transporte mais limpos e para reduzir o nosso consumo de forma consciente. Resta, então, a questão: <strong>estará o planeta a aquecer mais depressa do que nos apercebemos?</strong> </p><h3>Quando menos poluição leva a um aumento da temperatura</h3><p>Todos já ouvimos dizer que reduzir as nossas emissões de CO₂ ajuda a arrefecer o planeta. No entanto, abandonar os combustíveis fósseis também tem um efeito não intencional. O ar mais limpo que temos agora ainda contém as emissões de CO₂ que aquecem o planeta. O que falta, no entanto, são <strong>poluentes como o enxofre, que antes mascaravam o efeito de aquecimento</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785014" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-enfraquecimento-do-sistema-de-correntes-do-oceano-atlantico-a-amoc-podera-acelerar-o-aquecimento-global.html" title="Um enfraquecimento do sistema de correntes do Oceano Atlântico, a AMOC, poderá acelerar o aquecimento global">Um enfraquecimento do sistema de correntes do Oceano Atlântico, a AMOC, poderá acelerar o aquecimento global</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-enfraquecimento-do-sistema-de-correntes-do-oceano-atlantico-a-amoc-podera-acelerar-o-aquecimento-global.html" title="Um enfraquecimento do sistema de correntes do Oceano Atlântico, a AMOC, poderá acelerar o aquecimento global"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/un-debilitamiento-amoc-acelerar-el-calentamiento-global-1787033783062_320.jpg" alt="Um enfraquecimento do sistema de correntes do Oceano Atlântico, a AMOC, poderá acelerar o aquecimento global"></a></article></aside><p>Com os esforços dos governos para melhorar a qualidade do ar através da redução das emissões das centrais elétricas, o teor de enxofre na atmosfera diminuiu significativamente. O enxofre, libertado como dióxido de enxofre durante a combustão de gás e petróleo, <strong>forma minúsculos aerossóis de cor clara que refletem a luz solar, criando um efeito de arrefecimento</strong>.</p><div class="texto-destacado">Estes aerossóis também atuam como minúsculos núcleos em torno dos quais se podem formar nuvens. Mais nuvens na atmosfera também significam que menos luz solar chega aos oceanos, levando ao arrefecimento do nosso planeta. Como o teor de dióxido de enxofre na atmosfera diminuiu, estes efeitos de arrefecimento também desapareceram, resultando num aumento da temperatura. </div><p><strong>Será que é só isso que contribui para o aquecimento do planeta?</strong> Na verdade, não. </p><h2>O desequilíbrio energético da Terra</h2><p>Embora a falta de partículas de enxofre contribua para o aquecimento do planeta, <strong>a Terra, no seu todo, absorve mais energia do que emite</strong>, levando a um desequilíbrio energético. O enxofre não só não consegue desencadear a formação de nuvens, como o aquecimento dos oceanos é também responsável pela diminuição da cobertura de nuvens baixas. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786622" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/barragem-de-castelo-do-bode-faz-75-anos-e-mantem-se-central-na-gestao-da-agua-e-energia.html" title="Barragem de Castelo do Bode faz 75 anos e mantém-se central na gestão da água e energia">Barragem de Castelo do Bode faz 75 anos e mantém-se central na gestão da água e energia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/barragem-de-castelo-do-bode-faz-75-anos-e-mantem-se-central-na-gestao-da-agua-e-energia.html" title="Barragem de Castelo do Bode faz 75 anos e mantém-se central na gestão da água e energia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/barragem-de-castelo-do-bode-faz-75-anos-e-mantem-se-central-na-gestao-da-agua-e-energia-1788265001976_320.jpg" alt="Barragem de Castelo do Bode faz 75 anos e mantém-se central na gestão da água e energia"></a></article></aside><p>Como resultado, os oceanos mais escuros não só absorvem mais calor, como também se cria um <strong>ciclo vicioso em que o aquecimento oceânico leva a ainda menos nuvens e a uma absorção de calor ainda maior</strong>. De acordo com a Organização Meteorológica Mundial, os oceanos aqueceram mais do dobro nas últimas duas décadas, em comparação com o período entre 1960 e 2005. </p><p>Os cientistas têm dúvidas sobre o papel das nuvens nas emissões de gases com efeito de estufa, uma vez que são as mais difíceis de modelar em simulações computacionais. <strong>Os governos apresentaram planos para reduzir as emissões e limitar o aquecimento a 2,8°C até ao final do século</strong>. No entanto, as estimativas sugerem que o aquecimento pode chegar aos 3,5°C ao ritmo atual. </p><p>Os riscos das alterações climáticas – como secas, inundações, ondas de calor e incêndios florestais – aumentam a cada fração de grau de aquecimento. Portanto, <strong>se não queremos assistir a uma série de anos com temperaturas recorde, precisamos de reduzir as emissões ainda mais rapidamente</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-planeta-esta-a-aquecer-mais-rapidamente-do-que-nos-apercebemos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vermelho, amarelo, laranja ou castanho: o que explica a “dança” de cores nas folhas das nossas árvores no outono?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/vermelho-amarelo-laranja-ou-castanho-o-que-explica-a-danca-de-cores-nas-folhas-das-nossas-arvores-no-outono.html</link><pubDate>Sat, 19 Sep 2026 08:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Já toda a gente sabe que as folhas das árvores mudam de cor no outono. Mas afinal, qual é o curioso mecanismo que explica as alterações de tonalidade registadas pelas folhas das árvores na estação outonal?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/vermelho-amarelo-laranja-ou-castanho-o-que-explica-a-danca-de-cores-nas-folhas-das-nossas-arvores-no-outono-1789239100730.jpg" data-image="w2jb65npipmm"><figcaption>A chegada de dias mais frios e com pouca luz solar interfere na produção do pigmento clorofila, algo que acaba por refletir-se no mosaico de cores outonais que se observa nas árvores de folha caduca.</figcaption></figure><p><strong>No outono as árvores de folha caduca transformam-se num verdadeiro espetáculo de cores</strong>. O verde desaparece e dá lugar a uma paleta de <strong>amarelos, castanhos, vermelhos, laranjas e até roxos</strong>. Esta mudança de não só é bonita, como também consiste numa questão de química!</p><h2>O pigmento que pinta as folhas de verde</h2><p>A cor verde das folhas deve-se sobretudo à <strong>clorofila</strong>, um pigmento essencial à fotossíntese. As suas moléculas absorvem principalmente luz nas regiões do azul e do vermelho, refletindo a luz verde, que é aquela que os nossos olhos detetam.</p><p>No entanto, a clorofila não é uma molécula particularmente estável. <strong>Para manter as folhas verdes, as plantas precisam de a produzir continuamente, um processo que depende de luz e temperaturas favoráveis</strong>. Deste modo, quando chegam os dias mais curtos, frios e com menor intensidade luminosa, a produção de clorofila diminui e, gradualmente, o verde desvanece-se.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vermelho-amarelo-laranja-ou-castanho-o-que-explica-a-danca-de-cores-nas-folhas-das-nossas-arvores-no-outono-1789238941592.jpg" data-image="n77tzc2tmq73"><figcaption>Outros pigmentos que já estavam presentes nas folhas tornam-se visíveis, tais como os carotenos (grupo específico da grande família dos carotenoides, um tipo de pigmento natural), que absorvem luz azul e azul-esverdeada e refletem tons amarelos e alaranjados.</figcaption></figure><p>Isto faz com que, naturalmente,<strong> as cores escondidas comecem a revelar-se</strong>. Com o desaparecimento da clorofila, outros pigmentos que já estavam presentes nas folhas tornam-se visíveis. Entre eles encontram-se os <strong>carotenoides, como os carotenos, que absorvem luz azul e azul-esverdeada e refletem tons amarelos e alaranjados</strong>.</p><p>Como são mais estáveis do que a clorofila, podem permanecer nas folhas durante mais tempo, dando origem aos característicos tons amarelo-dourados do outono. <strong>Mas de onde vêm os vermelhos e roxos?</strong></p><h2>Açúcares que se transformam em vermelho<br></h2><p><strong>As cores vermelho e roxo estão associadas às antocianinas</strong>, pigmentos que absorvem luz nas regiões do azul e do verde, contribuindo para os tons vermelhos, púrpuras e arroxeados.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="739480" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-que-e-o-fotoperiodo-e-como-afeta-as-plantas-no-outono.html" title="O que é o fotoperíodo e como afeta as plantas no outono?">O que é o fotoperíodo e como afeta as plantas no outono?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-que-e-o-fotoperiodo-e-como-afeta-as-plantas-no-outono.html" title="O que é o fotoperíodo e como afeta as plantas no outono?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/que-es-el-fotoperiodo-y-como-afecta-a-las-plantas-en-otono-1763031494236_320.jpeg" alt="O que é o fotoperíodo e como afeta as plantas no outono?"></a></article></aside><p><strong>A sua produção está relacionada com a acumulação de açúcares nas folhas e pode ser estimulada ao longo do outono</strong>. Curiosamente, as antocianinas são também responsáveis pelas cores de muitos frutos vermelhos, uvas escuras e flores.</p><h2>Pode o estado do tempo também entrar em cena?</h2><p><strong>A intensidade das cores do outono depende, por conseguinte, também das condições meteorológicas</strong>. Dias luminosos e relativamente secos são favoráveis à acumulação de açúcares, ao passo que noites frias contribuem para a degradação da clorofila e podem desencadear a produção de antocianinas.</p><p>Portanto, quando as folhas dizem adeus ao verde, não estão meramente numa fase de mudança de cor... estão a revelar, recorrendo à química dos seus pigmentos, <strong>um dos mais fascinantes espetáculos da natureza</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/vermelho-amarelo-laranja-ou-castanho-o-que-explica-a-danca-de-cores-nas-folhas-das-nossas-arvores-no-outono.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ranking dos melhores aeroportos de 2026: vários são europeus e estão entre as primeiras posições]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ranking-dos-melhores-aeroportos-de-2026-varios-sao-europeus-e-estao-entre-as-primeiras-posicoes.html</link><pubDate>Sat, 19 Sep 2026 07:04:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Há muitos fatores que tornam um aeroporto melhor do que outro. O ranking que elegeu os melhores aeroportos de 2026 avaliou todos estes em conjunto para selecionar os 35 melhores aeroportos para viagens livres de stress.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-classifica-dei-migliori-aeroporti-del-2026-molti-scali-europei-occupano-le-prime-posizioni-1789481735801.jpg" data-image="w6pxd7riluc2"><figcaption>Os melhores aeroportos de 2026 foram selecionados com base em conexões, tempos de espera, serviços e infraestrutura.</figcaption></figure><p>Viajantes frequentes sabem que a conveniência de viajar de avião não depende apenas da aeronave em si. O <strong>aeroporto</strong> também faz a diferença, incluindo os seus serviços, tempos de espera, filas e a distância até ao centro da cidade. Também é preciso ter em conta o número de voos e companhias aéreas que operam no local, bem como se fecha durante a noite.</p><p>Com base em todos estes critérios, o <strong><em>ranking </em>independente do <em>Consumer Choice Center</em> </strong>elegeu os 35 melhores aeroportos de 2026.</p><p>A classificação divide os aeroportos em dois grupos: <strong>aeroportos de pequeno porte</strong>, que movimentam menos de 47,2 milhões de passageiros por ano, e <strong>aeroportos de grande porte</strong>, onde o número anual de passageiros é superior a este número.</p><h2>Os aeroportos na parte inferior do <em>ranking</em></h2><p>O transporte aéreo é particularmente conveniente devido à sua rapidez. Por isso, torna-se frustrante quando o aeroporto fica muito distante do centro da cidade e há escassez de transporte público ou até mesmo falta de táxis.</p><p>Se, além de tudo isto, os <strong>procedimentos de segurança</strong> forem lentos e houver uma elevada percentagem de voos atrasados, uma viagem de negócios ou de férias pode transformar-se num verdadeiro pesadelo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-maior-aeroporto-do-mundo-sera-inaugurado-em-2030-onde-ficara-e-qual-sera-o-aspeto-desta-aerotropole-deserto.html" title="O maior aeroporto do mundo será inaugurado em 2030: onde ficará e qual será o aspeto desta aerotrópole?">O maior aeroporto do mundo será inaugurado em 2030: onde ficará e qual será o aspeto desta aerotrópole?</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-maior-aeroporto-do-mundo-sera-inaugurado-em-2030-onde-ficara-e-qual-sera-o-aspeto-desta-aerotropole-deserto.html" title="O maior aeroporto do mundo será inaugurado em 2030: onde ficará e qual será o aspeto desta aerotrópole?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-aeropuerto-mas-grande-del-mundo-ya-esta-en-marcha-sera-toda-una-aerotropolis-con-seis-pistas-de-aterrizaje-1710022648890_320.jpeg" alt="O maior aeroporto do mundo será inaugurado em 2030: onde ficará e qual será o aspeto desta aerotrópole?"></a></article></aside><p>Nas <strong>últimas posições do ranking</strong> mundial de consumidores estão aeroportos que apresentam uma ou mais destas deficiências, mas com uma ressalva importante: todos estes, ainda assim, figuram entre os 35 melhores do mundo.</p><p>Entre os grandes aeroportos situados nas partes inferiores do ranking estão <strong>Frankfurt, Guangzhou Baiyun e Seattle-Tacoma</strong>. Entre os aeroportos menores, os três últimos colocados são<strong> Londres Stansted</strong>, <strong>Punta Cana</strong> (na República Dominicana) e<strong> Seul Gimpo</strong>.</p><h2>Os melhores aeroportos de pequeno porte de 2026</h2><p>Quem chega ou parte de aeroportos menores no Velho Continente costuma ter sorte. A <strong>Europa tem grande destaque </strong>no ranking de 2026 dos melhores aeroportos do mundo, especialmente no que diz respeito aos aeroportos de menor porte.</p><p>O <strong>Aeroporto de Copenhaga, na Dinamarca</strong>, ocupa o <strong>terceiro lugar</strong> graças à sua localização conveniente em relação ao centro da cidade, às suas conexões e ao número de voos que partem e chegam ao aeroporto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-classifica-dei-migliori-aeroporti-del-2026-molti-scali-europei-occupano-le-prime-posizioni-1789481817221.jpg" data-image="gy3igg4eboiz"><figcaption>A rapidez na segurança e no check-in é um dos detalhes que mais impactam a qualidade de um aeroporto.</figcaption></figure><p><strong>Em segundo lugar está o Aeroporto de Zurique, na Suíça</strong>, por motivos semelhantes. Em edições anteriores do ranking, este aeroporto também obteve excelentes resultados em serviços e infraestrutura. Em<strong> primeiro lugar está o Aeroporto de Düsseldorf, na Alemanha</strong>, que também conquista o título de melhor aeroporto no geral, apesar de não estar entre os maiores.</p><p>O que torna a experiência de viajar por este aeroporto particularmente descomplicada são os trajetos internos — rápidos e diretos —, a praticamente inexistente espera para check-in e controlos de segurança, e a sua ampla rede de conexões.</p><p><strong>A lista dos 10 melhores aeroportos de pequeno porte é composta quase inteiramente por aeroportos europeus</strong>, com apenas um localizado fora do continente: o Aeroporto Internacional de Vancouver (Canadá), em oitavo lugar.</p><h2>Os melhores grandes aeroportos do mundo</h2><p>O <strong>Aeroporto Internacional de Los Angeles ocupa o terceiro lugar</strong> mundial entre os aeroportos que movimentam mais de 47,2 milhões de passageiros por ano. Uma das principais portas de entrada para os Estados Unidos, conta com uma impressionante rede de conexões e uma infraestrutura capaz de lidar com um enorme fluxo de passageiros.</p><p>Em <strong>segundo lugar</strong>, talvez de forma um tanto surpreendente, está o <strong>Aeroporto de Roma-Fiumicino</strong>, que subiu nove posições em relação ao ano anterior graças a uma melhoria geral em todas as áreas.</p><p>Já em<strong> primeiro lugar </strong>está o <strong>Aeroporto Josep Tarradellas Barcelona-El Prat, na Espanha</strong>.</p><div class="texto-destacado">O melhor grande aeroporto de 2026 é o de Barcelona-El Prat, onde os passageiros aguardam, em média, apenas três minutos nos controlos de segurança e onde há uma maior variedade de destinos e conexões, por vezes a preços mais atraentes.</div><p>Os outros três principais aeroportos europeus entre os dez primeiros são Paris Charles de Gaulle, Londres Heathrow e Madri-Barajas, ocupando a quinta, a sétima e a oitava posição, respetivamente.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Dr.%20Emil%20Panzaru%2C%20Amjad%20Aun" data-year="2026" data-title="World%20Consumer%20Airport%20Index" data-url="https%3A%2F%2Fconsumerchoicecenter.org%2Fworld-consumer-airports-index-2026%2F">Dr. Emil Panzaru, Amjad Aun. (2026). <a href="https://consumerchoicecenter.org/world-consumer-airports-index-2026/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">World Consumer Airport Index</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ranking-dos-melhores-aeroportos-de-2026-varios-sao-europeus-e-estao-entre-as-primeiras-posicoes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Sábado ou domingo: qual será o dia mais quente do fim de semana em Portugal? Veja o que mostram os mapas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/sabado-ou-domingo-qual-sera-o-dia-mais-quente-do-fim-de-semana-em-portugal-veja-o-que-mostram-os-mapas.html</link><pubDate>Sat, 19 Sep 2026 06:04:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O último fim de semana do verão astronómico já arrancou e espera-se que o mesmo conte com valores acima da média para a época do ano em questão.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb9t8bi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb9t8bi.jpg" id="xb9t8bi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como temos vindo a avançar, <strong>Portugal Continental começa hoje a aquecer "a sério"</strong>, onde os termómetros, apesar de não registarem temperaturas extremamente elevadas, poderão registar valores acima dos 30 ºC na maior parte das capitais de distrito. As<strong> anomalias térmicas positivas, ou temperaturas acima da média, também começam a tornar-se mais expressivas</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>No entanto, e tal como mencionamos acima, <strong>hoje é o primeiro dia de vários onde as temperaturas se deverão manter elevadas para a época</strong>, sendo esperada uma subida gradual das temperaturas máximas nos próximos dias. Além disso, também as noites deverão aquecer, contrariando a tendência de noites mais frescas dos últimos dias.</p><h2>Qual será o dia mais quente do último fim de semana do verão?</h2><p>O dia de hoje, sábado, amanheceu soalheiro em toda a geografia continental e registará uma <strong>subida generalizada das temperaturas</strong>. Desta forma, esperam-se valores entre os 23 ºC em Viana do Castelo e os 34 ºC em Coimbra e Santarém. As anomalias térmicas positivas deverão manter-se entre os 3 ºC em Faro e os 7 ºC em Braga, Viseu, Coimbra, Leiria Santarém e Lisboa. Mais de metade das capitais de distrito deverão atingir ou ultrapassar os 30 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sabado-ou-domingo-qual-sera-o-dia-mais-quente-do-fim-de-semana-em-portugal-veja-o-que-mostram-os-mapas-1789771908710.jpg" data-image="4o2vi9z66ph1" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>O último fim de semana do verão astronómico será quente, sendo esperada uma subida das temperaturas generalizada já para hoje, sábado. No entanto, espera-se que o domingo seja ainda mais quente.</figcaption></figure><p>Ainda assim, e de acordo com a mais recente atualização dos nossos mapas, tudo indica que amanhã, <strong>domingo, será o dia mais quente deste fim de semana</strong>, onde os termómetros poderão variar entre os 25 ºC em Viana do Castelo e os 36 ºC em Coimbra. <strong>Faro contará com a anomalia positiva menos expressiva</strong> (3 ºC) e o <strong>Porto deverá ficar no topo da lista das cidades com a anomalia térmica mais significativa</strong>, com até 10 ºC acima da média, devendo registar uma temperatura máxima de 30 ºC. Além de Viana do Castelo, as cidades da Guarda e Faro também deverão ficar abaixo dos 30 ºC, devendo estas serem as capitais distritais mais frescas do país. </p><h2>Tendência de tempo quente mantém-se no arranque da próxima semana</h2><p>Na segunda-feira, os termómetros deverão registar temperaturas máximas entre os 27 ºC em Viana do Castelo e os 37 ºC em Coimbra. <strong>As anomalias positivas voltam a ganhar força, com valores entre os 8 ºC e os 12 ºC</strong>, sendo o Porto a cidade a poder registar a anomalia mais evidente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789253" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-preve-uma-possivel-onda-de-calor-em-grande-parte-de-portugal-continental-eis-o-que-mostram-os-mapas-da-meteored.html" title="IPMA prevê uma possível onda de calor em grande parte de Portugal Continental: eis o que mostram os mapas da Meteored">IPMA prevê uma possível onda de calor em grande parte de Portugal Continental: eis o que mostram os mapas da Meteored</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-preve-uma-possivel-onda-de-calor-em-grande-parte-de-portugal-continental-eis-o-que-mostram-os-mapas-da-meteored.html" title="IPMA prevê uma possível onda de calor em grande parte de Portugal Continental: eis o que mostram os mapas da Meteored"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-preve-uma-possivel-onda-de-calor-em-grande-parte-de-portugal-continental-eis-o-que-mostram-os-mapas-da-meteored-1789684481537_320.jpg" alt="IPMA prevê uma possível onda de calor em grande parte de Portugal Continental: eis o que mostram os mapas da Meteored"></a></article></aside><p>Na terça-feira os valores manter-se-ão idênticos aos de segunda-feira, podendo apenas denotar-se um<strong> ligeiro alívio nas cidades costeiras e uma pequena subida no interior da Região Centro</strong>, ainda que não deva ser significativa. Assim, esperam-se máximas entre os 25 ºC em Viana do Castelo e os 36 ºC em Coimbra. A anomalia mais expressiva deste dia deverá ser de até 13 ºC acima da média na cidade de Viseu. <strong>É esperado que nos dias seguintes esta tendência se mantenha</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/sabado-ou-domingo-qual-sera-o-dia-mais-quente-do-fim-de-semana-em-portugal-veja-o-que-mostram-os-mapas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Depois de cinco meses consecutivos secos a extremamente secos, IPMA revela que agosto foi um mês muito chuvoso]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/depois-de-cinco-meses-consecutivos-secos-a-extremamente-secos-ipma-revela-que-agosto-foi-um-mes-muito-chuvoso.html</link><pubDate>Sat, 19 Sep 2026 05:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O mês de agosto de 2026, em Portugal continental, classificou-se, do ponto de vista climatológico, como um mês normal em relação à temperatura do ar e muito chuvoso em relação à precipitação.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/depois-de-cinco-meses-consecutivos-secos-a-extremamente-secos-ipma-revela-que-agosto-foi-um-mes-muito-chuvoso-1789756461618.jpg" data-image="qx2ouh9fhndd" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>A precipitação em agosto foi muito acima do normal para este mês.</figcaption></figure><p>Em agosto, o estado do tempo em Portugal continental <strong>foi condicionado predominantemente pela ação de depressões ou sistemas frontais </strong>e que na sua passagem deram origem à ocorrência de precipitação e instabilidade em todo o território, mas em particular nas regiões do Norte e Centro. Em alguns dias do mês a ação do anticiclone dos Açores provocou céu pouco nublado ou limpo. </p><h2>Temperatura média esteve dentro dos valores normais para esta altura do ano</h2><p>De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, IPMA, em Portugal continental, no mês de agosto, o <strong>valor médio da temperatura média do ar, 23.07 °C, foi pouco superior, 0.16 °C, ao valor da normal 1991-2020.</strong></p><p>O agosto mais quente registou-se no ano 2003, com o valor médio da temperatura média a atingir 25.10 °C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depois-de-cinco-meses-consecutivos-secos-a-extremamente-secos-ipma-revela-que-agosto-foi-um-mes-muito-chuvoso-1789756578840.jpg" data-image="s1wc4ovfgy0j" alt="Anomalias da temperatura" title="Anomalias da temperatura"><figcaption>Anomalias da temperatura média do ar no mês de agosto, em Portugal continental, em relação aos valores médios no período 1991-2020 (Fonte: IPMA)</figcaption></figure><p>O <strong>valor médio da temperatura máxima do ar, 29.77 °C, </strong>foi 0.13 °C inferior ao valor médio no período 1991-2020. Desde 1931, valores mais elevados de temperatura máxima ocorreram em cerca de 30% dos anos.</p><p>O valor médio mais alto da temperatura máxima em agosto, 32.41 °C, registou-se no ano 2018. </p><p>O <strong>valor médio da temperatura mínima do ar, 16.38 °C, </strong>registou uma anomalia de 0.44 °C acima da normal, sendo o 8º valor mais alto desde 2000. O valor mais alto, 17.96 °C, registou-se em 2003.</p><p>O maior valor da temperatura máxima do ar foi 43.5 °C, que se registou no Pinhão, no dia 18, e o menor valor da temperatura mínima do ar, 6.0 °C, ocorreu em Lamas de Mouro no dia 31, enquanto o valor mais elevado da temperatura mínima, 25.0 °C, foi registado no dia 17 na estação de Proença-a-Nova.</p><div class="texto-destacado">Pode considerar-se que no mês de agosto ocorreram dois períodos distintos em relação à temperatura. O primeiro até ao dia 19, período quente, com valores diários da temperatura média do ar predominantemente superiores ao valor médio mensal e um período frio, de 20 até dia 31, com valores inferiores.</div><p>No período quente, as anomalias positivas em relação à normal chegaram a atingir um desvio de +6.2 °C na temperatura máxima, no dia 17. No período frio as anomalias negativas mais significativas, -7.4 °C e -8.3 °C, ocorreram na temperatura máxima nos dias 26 e 27, respetivamente.</p><p><strong>Registaram-se novos extremos absolutos</strong>, no maior valor da temperatura máxima, só na estação de Trancoso, no dia 18, com 40.4 °C, mas no menor valor da temperatura máxima, registaram-se novos extremos em cinco estações meteorológicas do IPMA, nomeadamente na estação de Évora com 21.8 °C no dia 26 agosto.</p><p>No maior valor da temperatura mínima do ar também se atingiu um novo extremo, 21.6 °C, no dia 14, em Alcobaça. </p><p>No período quente do mês registaram-se em algumas regiões desde dias extremamente quentes (temperatura máxima ≥ 40 °C), dias muito quentes (temperatura máxima ≥ 35 °C), dias quentes (temperatura máxima ≥ 30 °C) até noites tropicais (temperatura mínima ≥ 20 °C).</p><h2>A precipitação em agosto foi muito superior ao valor normal </h2><p>Ainda de acordo com o IPMA, o mês de agosto de 2026 registou <strong>um total de precipitação mensal de 35.6 mm, muito superior ao valor médio 1991-2020, com uma anomalia de 22.0 mm.</strong></p><div class="texto-destacado">A precipitação em agosto foi cerca de 2.6 vezes o valor médio 1991-2020, sendo o 6º agosto mais chuvoso desde 1931 e o 3º mais chuvoso desde 2000.</div><p>Foi no ano de 1976 que se registou o agosto mais chuvoso desde 1931, com uma anomalia cerca de 33 mm.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depois-de-cinco-meses-consecutivos-secos-a-extremamente-secos-ipma-revela-que-agosto-foi-um-mes-muito-chuvoso-1789757006540.jpg" data-image="zbhvfs50261r" alt="Anomalias da precipitação" title="Anomalias da precipitação"><figcaption>Anomalias da quantidade de precipitação, no mês de agosto, em Portugal continental, em relação aos valores médios no período 1991-2020 (Fonte: PMA)</figcaption></figure><p>Das estações da rede do IPMA analisadas, 92 % ultrapassaram o valor da normal climatológica (1991-2020) para agosto e cerca de 40 % choveu mais de três vezes o valor médio.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784701" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ipma-revela-que-o-mes-de-julho-de-2026-foi-o-julho-mais-seco-desde-2000-teresa-abrantes-apresenta-os-destaques-do-mes.html" title="IPMA revela que o mês de julho de 2026 foi o julho mais seco desde 2000: Teresa Abrantes apresenta os destaques do mês">IPMA revela que o mês de julho de 2026 foi o julho mais seco desde 2000: Teresa Abrantes apresenta os destaques do mês</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ipma-revela-que-o-mes-de-julho-de-2026-foi-o-julho-mais-seco-desde-2000-teresa-abrantes-apresenta-os-destaques-do-mes.html" title="IPMA revela que o mês de julho de 2026 foi o julho mais seco desde 2000: Teresa Abrantes apresenta os destaques do mês"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-revela-que-o-mes-de-julho-de-2026-foi-o-julho-mais-seco-desde-2000-teresa-abrantes-apresenta-os-destaques-do-mes-1787248180603_320.jpg" alt="IPMA revela que o mês de julho de 2026 foi o julho mais seco desde 2000: Teresa Abrantes apresenta os destaques do mês"></a></article></aside><p>Os maiores desvios diários da precipitação em agosto em relação ao valor médio 1991-2020 ocorreram entre os dias 23 e 28 de agosto, com registo de precipitação forte em especial na região de Lisboa, vale do Tejo e litoral entre Setúbal e Sines. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É de referir que a precipitação foi mais de 7 vezes o valor médio de agosto na região de Lisboa e mais de 6 vezes nas zonas de Alcácer do Sal, Coruche e Sines. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Foram registados novos extremos de precipitação diária para o mês de agosto em 17 estações meteorológicas do continente. Destacam-se os extremos das estações meteorológicas de Lisboa / I. Geofísico, 27.2 mm, e Lisboa / Tapada, 21.4 mm, <strong>séries com mais de 80 anos de dados</strong>.</p><div class="texto-destacado">Os valores de precipitação em agosto foram muito superiores ao valor normal 1991-2020 em grande parte do território continental, exceto nos concelhos do interior do baixo Alentejo e sotavento Algarvio. Alguns concelhos da região de Lisboa, do vale do Tejo e do distrito de Setúbal, registaram percentagens superiores a 500 %.</div><p>O maior valor da quantidade de precipitação em 24 horas, 58.2 mm, registou-se em Vila Nova de Cerveira, no dia 27.</p><h2>Monitorização da Seca – Índice PDSI</h2><p>O valor da quantidade de precipitação acumulada no ano hidrológico 2025/2026 (1 de outubro de 2025 a 30 setembro de 2026), até final de agosto, <strong>foi de 1083.5 mm, o que corresponde a 140% do valor de referência 1991-2020.</strong></p><p>Este ano hidrológico (o período de 1 outubro a 30 agosto), corresponde ao 17º mais chuvoso desde 1931 e ao 2º mais chuvoso desde 2000, depois de 2001, com 1312.5 mm.</p><div class="texto-destacado">A precipitação acumulada no ano hidrológico 2025/2026 supera o valor normal em todo o território continental, com totais acumulados entre 1,5 e 2 vezes o valor médio, em alguns concelhos do interior Norte, em grande parte da região Centro, no Litoral Sul e no Barlavento Algarvio.</div><p>No final de agosto verificou-se uma recuperação da água no solo mais expressiva no Norte e Centro do território, enquanto o Sul mantém níveis mais reduzidos.</p><div class="texto-destacado">No final de agosto verificou-se uma melhoria significativa das condições de seca meteorológica. A região Norte e Centro-norte do país, encontra-se quase toda na classe normal e a região Centro-sul diminuiu de intensidade estando agora na classe de seca fraca. </div><p>A distribuição percentual por classes do índice PDSI no território continental, no final de agosto é a seguinte: <strong>29.5% na classe normal, 54.1% na classe seca fraca, 9.2% na classe de seca moderada, 7.2% na classe de seca severa.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/depois-de-cinco-meses-consecutivos-secos-a-extremamente-secos-ipma-revela-que-agosto-foi-um-mes-muito-chuvoso.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O calor veio para ficar? Os mapas mostram quando poderão finalmente descer as temperaturas em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-calor-veio-para-ficar-os-mapas-mostram-quando-poderao-finalmente-descer-as-temperaturas-em-portugal.html</link><pubDate>Fri, 18 Sep 2026 14:12:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal continuará sob temperaturas muito acima do habitual durante vários dias, prolongando o atual episódio de calor. Os mapas começam, no entanto, a revelar uma possível mudança do padrão atmosférico a partir de dia 26.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-calor-veio-para-ficar-os-mapas-mostram-quando-poderao-finalmente-descer-as-temperaturas-em-portugal-1789736233506.jpg" data-image="b6bw910nax0h" alt="Calor deverá persistir em Portugal durante vários dias" title="Calor deverá persistir em Portugal durante vários dias"><figcaption>O calor deverá prolongar-se em Portugal durante a próxima semana, mas uma mudança da circulação atmosférica poderá favorecer uma descida das temperaturas a partir do dia 26 de setembro.</figcaption></figure><p>Portugal continental poderá continuar sob a influência de temperaturas muito acima do habitual para o final de setembro. Depois do episódio de calor previsto para este fim de semana, <strong>os modelos apontam para a persistência de valores elevados durante vários dias da próxima semana</strong>, sobretudo no interior. As previsões do ECMWF mantêm anomalias térmicas positivas entre 21 e 28 de setembro, embora a intensidade e duração deste cenário ainda possam sofrer alterações.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Esta persistência deverá resultar de uma configuração atmosférica favorável à presença de ar muito quente sobre a Península Ibérica. <strong>Uma dorsal em altitude deverá continuar a influenciar a região, dificultando a progressão de massas de ar mais frescas provenientes do Atlântico.</strong> A cerca de 1500 metros de altitude, o ECMWF prevê temperaturas elevadas e anomalias positivas durante vários dias, confirmando a presença de uma massa de ar anormalmente quente nos níveis baixos da atmosfera.</p><h2>Temperaturas muito acima do habitual persistem durante vários dias</h2><p>Na segunda e terça-feira, dias 21 e 22, o calor deverá continuar intenso, prolongando o episódio previsto para o fim de semana. <strong>As temperaturas poderão superar os 30 ºC em parte do território</strong>, com máximas entre 34 e 36 ºC sobretudo no interior Norte e Centro e no Alentejo. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-calor-veio-para-ficar-os-mapas-mostram-quando-poderao-finalmente-descer-as-temperaturas-em-portugal-1789734992311.jpg" data-image="c3cxny6i8suu"><figcaption>As temperaturas deverão permanecer muito acima do habitual na terça-feira, com anomalias que poderão atingir +12 ºC em Braga e Viseu e superar +10 ºC noutras áreas do Norte e Centro.</figcaption></figure><p><strong>As anomalias deverão ser expressivas no Norte e Centro, podendo atingir +12 ºC em Braga e Viseu</strong>. A partir de quarta-feira, a influência marítima deverá tornar-se mais evidente no litoral Norte e Centro, onde <strong>as temperaturas poderão descer cerca de 6 ºC </strong>face ao dia anterior. No interior, o calor deverá persistir, com máximas próximas dos 35 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-calor-veio-para-ficar-os-mapas-mostram-quando-poderao-finalmente-descer-as-temperaturas-em-portugal-1789735089330.jpg" data-image="8efppppv06qw"><figcaption>A influência marítima deverá favorecer uma descida acentuada das temperaturas no litoral Norte e Centro, com apenas 19 ºC em Aveiro e 24 ºC no Porto, enquanto no interior as máximas poderão continuar próximas dos 35 ºC.</figcaption></figure><p>Nos dias seguintes, o contraste entre o litoral e o interior deverá persistir. A previsão semanal do ECMWF para 21 a 28 de setembro coloca grande parte do interior Norte, Centro e Sul com anomalias médias entre 3 e 4 ºC, enquanto no litoral ocidental os desvios deverão ser inferiores. <strong>O ar quente deverá persistir sobretudo no nordeste transmontano, na Beira Interior e no Alentejo</strong>.</p><h2>Circulação atmosférica poderá mudar a partir de dia 26</h2><p>A partir de sábado, dia 26, os mapas começam a sugerir uma <strong>alteração da circulação atmosférica</strong>. A dorsal poderá começar a perder influência sobre Portugal, enquanto a descida dos geopotenciais, associada à chegada de ar mais frio em altitude pelo noroeste da Península Ibérica, deverá <strong>favorecer a aproximação de uma massa de ar menos quente proveniente do Atlântico</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789253" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-preve-uma-possivel-onda-de-calor-em-grande-parte-de-portugal-continental-eis-o-que-mostram-os-mapas-da-meteored.html" title="IPMA prevê uma possível onda de calor em grande parte de Portugal Continental: eis o que mostram os mapas da Meteored">IPMA prevê uma possível onda de calor em grande parte de Portugal Continental: eis o que mostram os mapas da Meteored</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-preve-uma-possivel-onda-de-calor-em-grande-parte-de-portugal-continental-eis-o-que-mostram-os-mapas-da-meteored.html" title="IPMA prevê uma possível onda de calor em grande parte de Portugal Continental: eis o que mostram os mapas da Meteored"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-preve-uma-possivel-onda-de-calor-em-grande-parte-de-portugal-continental-eis-o-que-mostram-os-mapas-da-meteored-1789684481537_320.jpg" alt="IPMA prevê uma possível onda de calor em grande parte de Portugal Continental: eis o que mostram os mapas da Meteored"></a></article></aside><p><strong>A descida das temperaturas deverá começar a sentir-se no Norte e tornar-se mais evidente no domingo</strong>, dia 27, sobretudo nas regiões Norte e Centro<strong>.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-calor-veio-para-ficar-os-mapas-mostram-quando-poderao-finalmente-descer-as-temperaturas-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Descubra por que o banco de sementes português é um dos melhores do mundo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/descubra-por-que-o-banco-de-sementes-portugues-e-um-dos-melhores-do-mundo.html</link><pubDate>Fri, 18 Sep 2026 13:41:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>No Banco Português de Germoplasma Vegetal semeia-se o futuro através da preservação de mais de 40 mil plantas tradicionais da agricultura portuguesa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/descubra-por-que-o-banco-de-sementes-portugues-e-um-dos-melhores-do-mundo-1788281932022.jpg" data-image="zqga5yj38s3v" alt="Banco Português de Germoplasma Vegetal, em Braga, está conservado um" title="Banco Português de Germoplasma Vegetal, em Braga, está conservado um"><figcaption>Nos dois andares do Banco Português de Germoplasma Vegetal, em Braga, guarda-se um valioso acervo de amostras de plantas da agricultura portuguesa. Foto: INIAV</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Na quinta de São José, em São Pedro de Merelim, no município de Braga, o edifício do <strong>Banco Português de Germoplasma Vegetal</strong> (BPGV) é discreto e indistinto. Por fora, nada o diferencia de outras instituições públicas. O seu interior, porém, conserva <strong>uma das mais</strong> <strong>valiosas coleções de espécies cultivadas do mundo, </strong>sendo o único lugar do país onde se preserva toda a história da agricultura portuguesa.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Entre variedades tradicionais, investigação científica e desafios climáticos, este autêntico cofre da diversidade agrícola portuguesa guarda cerca de 47 mil amostras de plantas que, há milhares de anos, são a base da alimentação humana. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Mais de <strong>150 espécies</strong> e 90 géneros de cereais, plantas aromáticas e medicinais, fibras, forragens, pastagens e culturas hortícolas estão aqui documentados, assegurando a <strong>variedade biológica</strong> e a produção agrícola sustentável, no presente e no futuro.</p><h2>Uma missão vital para a biodiversidade agrícola</h2><p>O BPGV foi criado em 1977 e está sob a responsabilidade do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), tutelado pelo Ministério da Agricultura. A sua missão passa por recolher, conservar, caracterizar, documentar e valorizar recursos genéticos, preservando espécies autóctones e contribuindo para políticas de proteção da biodiversidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/descubra-por-que-o-banco-de-sementes-portugues-e-um-dos-melhores-do-mundo-1788282087738.jpg" data-image="8enva1p3wrhj" alt="Coleção de pereiras portuguesas na câmara de crescimento" title="Coleção de pereiras portuguesas na câmara de crescimento"><figcaption>Coleção de pereiras portuguesas na câmara de crescimento. Foto: INIAV</figcaption></figure><p>Trata-se de uma das maiores infraestruturas de conservação de recursos genéticos do mundo. Distribuído por dois andares e 1 900 metros quadrados, o banco integra <strong>quatro câmaras de conservação e duas de conservação in vitro</strong>.</p><p>No total, reúne <strong>44 752 acessos</strong>, abrangendo 255 espécies e 143 géneros de plantas cultivadas, silvestres e seus parentes próximos, conservados sob a forma de sementes e propagação vegetativa.</p><p>É também aqui que se encontra a <strong>maior coleção de milho do mundo</strong>. O BPGV integra ainda o grupo restrito de cerca de 170 bancos com mais de 10 mil variedades conservadas, posicionando-se entre os 10% mais relevantes a nível global.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As condições de conservação variam conforme a espécie. Algumas requerem temperaturas de -18 °C, enquanto outras se mantêm entre 0 °C e 5 °C.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>As coleções resultam de <strong>missões de colheita realizadas junto dos agricultores ou na natureza</strong>. Mas é nos laboratórios do edifício que ocorre todo o processo de conservação das sementes e das plantas. </p><p>Os grãos, depois de recolhidos, são selecionados a dedo. A peneira manual é a única forma de descartar os embriões danificados. A triagem é minuciosa, ficando-se apenas com os melhores exemplares para aumentar as probabilidades de germinação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/descubra-por-que-o-banco-de-sementes-portugues-e-um-dos-melhores-do-mundo-1788282198508.jpg" data-image="vvu1sit3t4co" alt="Fases de germinação do centeio" title="Fases de germinação do centeio"><figcaption>As quatro fases de germinação do centeio. Foto: INIAV</figcaption></figure><p>Seguem-se a limpeza e a <strong>análise da humidade</strong> das sementes, que determinarão o tempo de seca necessário para garantir a conservação. Essas são as etapas que antecedem a <strong>pesagem</strong>, o <strong>embalamento</strong> e o percurso da semente até às câmaras de frio.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="713445" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conheca-o-maior-banco-de-dados-vivo-do-mundo-contem-quase-12-milhoes-de-registros-de-especies.html" title="Conheça o maior banco de dados vivo do mundo: contém quase 12 milhões de registos de espécies">Conheça o maior banco de dados vivo do mundo: contém quase 12 milhões de registos de espécies</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conheca-o-maior-banco-de-dados-vivo-do-mundo-contem-quase-12-milhoes-de-registros-de-especies.html" title="Conheça o maior banco de dados vivo do mundo: contém quase 12 milhões de registos de espécies"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/living-database-offers-unprecedented-insight-into-biodiversity-change-1747733780541_320.jpeg" alt="Conheça o maior banco de dados vivo do mundo: contém quase 12 milhões de registos de espécies"></a></article></aside><p>Mais tarde, no <strong>laboratório de biologia molecular</strong>, são avaliadas a integralidade e variabilidade genética das coleções. Trata-se, no fundo, de uma ferramenta usada para replicar o DNA das plantas. Aqui também se faz a <strong>melhoria genética das espécies</strong>, procurando garantir a sua adaptabilidade à seca e resiliência a pragas e doenças.</p><div class="texto-destacado">Portugal possui cerca de 960 variedades agrícolas tradicionais e adaptadas ao clima local, destacando-se as culturas mediterrânicas, como oliveira, vinha, amendoeira e figueira, além de hortícolas (couve-galega, tomate), cereais (milho, centeio) e frutos secos (noz, castanha, alfarroba). </div><p>Qualquer agricultor pode ter acesso a essas sementes geneticamente melhoradas. As <strong>amostras</strong> cedidas são sempre <strong>nativas</strong> da região onde vão ser cultivadas e as únicas condições exigidas são a obrigação de multiplicar a colheita e devolver ao banco igual quantidade de sementes que foram requisitadas.</p><h2>A delicadeza da conservação <em>in vitro</em></h2><p>Para espécies que não se conservam por sementes, o percurso é diferente. O laboratório de germinação está focado no controlo de qualidade da semente. Os grãos são lavados e desinfetados e colocados em caixas nas estufas até germinarem.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/descubra-por-que-o-banco-de-sementes-portugues-e-um-dos-melhores-do-mundo-1788282341577.jpg" data-image="mtsa0bso87g4" alt="Variedades de feijão" title="Variedades de feijão"><figcaption>Caixa de sementes de variedades de feijão. Foto: INIAV</figcaption></figure><p>As plântulas são depois conservadas <em>in vitro</em> em câmaras de crescimento, proporcionando as condições ideais para crescerem. Assim que atinge alguma dimensão, o meristema, tecido vegetal que permite à planta crescer, é isolado e conservado em <strong>criopreservação</strong> para assegurar a <strong>continuidade da espécie a longo prazo</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>No exterior, estão ainda os talhões agrícolas onde as espécies são cultivadas. As áreas são deliberadamente reduzidas e circunscritas a 20 plantas apenas para poderem ser estudadas ao detalhe.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A <strong>investigação</strong> é, portanto, um dos pilares do BPGV, sendo o trabalho desenvolvido nos laboratórios e em campo reconhecido internacionalmente. Não é por acaso que o Banco Português de Germoplasma Vegetal se tornou, inclusive, um dos principais <strong>doadores da Reserva Mundial de Sementes construída no Ártico</strong>, para fazer face a eventuais catástrofes nucleares ou ambientais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/descubra-por-que-o-banco-de-sementes-portugues-e-um-dos-melhores-do-mundo-1788282456471.jpg" data-image="9dt6u75rrhs7" alt="Campo de plantas aromáticas" title="Campo de plantas aromáticas"><figcaption>Coleção de campo de plantas aromáticas. Foto: INIAV</figcaption></figure><p>Ao longo de quase <strong>cinquenta anos</strong>, as instalações da quinta de São José desempenharam um papel crucial na manutenção da biodiversidade agrícola portuguesa. A conservação rigorosa das coleções genéticas permitiu que a diversidade de espécies cultivadas no país permanecesse intacta, assegurando o <strong>legado genético</strong> para as gerações futuras e contribuindo para a sustentabilidade da agricultura nacional.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Instituto%20Nacional%20de%20Investiga%C3%A7%C3%A3o%20Agr%C3%A1ria%20e%20Veterin%C3%A1ria%20(INIAV)" data-year="" data-title="Banco%20Portugu%C3%AAs%20de%20Germoplasma%20Vegetal" data-url="https%3A%2F%2Fwww.iniav.pt%2Fbpgv">Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV). <a href="https://www.iniav.pt/bpgv" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Banco Português de Germoplasma Vegetal</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/descubra-por-que-o-banco-de-sementes-portugues-e-um-dos-melhores-do-mundo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[ A chuva continua sem conseguir chegar a Portugal Continental: por quanto tempo poderá prolongar-se este bloqueio?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-chuva-continua-sem-conseguir-chegar-a-portugal-continental-por-quanto-tempo-podera-prolongar-se-este-bloqueio.html</link><pubDate>Fri, 18 Sep 2026 12:58:18 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A chuva deverá continuar afastada de Portugal nos próximos dias, e os mapas sugerem que o padrão atmosférico responsável poderá prolongar-se. Saiba até quando!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-chuva-continua-sem-conseguir-chegar-a-portugal-continental-quanto-tempo-podera-prolongar-se-este-bloqueio-1789734216114.jpg" data-image="m69xn90nesry" alt="dias de sol" title="dias de sol"><figcaption>Os mapas não mostram sinal de chuva para Portugal Continental num horizonte próximo.</figcaption></figure><p>De acordo com a mais recente atualização dos nossos mapas, <strong>a chuva deverá continuar praticamente ausente de Portugal Continental nos próximos dias</strong>. Até à primeira hora de quinta-feira, dia 24, os acumulados de precipitação previstos pelo modelo ECMWF deverão ser nulos em todo o continente, como será possível observar no último mapa deste artigo, prolongando-se assim o padrão de tempo seco.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Enquanto alguma precipitação poderá ocorrer em algumas regiões do norte de Espanha e sobre o Atlântico, bem como em áreas do Mediterrâneo ocidental, <strong>Portugal Continental deverá permanecer intacto face às principais zonas de instabilidade</strong>.</p><h2> O bloqueio atmosférico deverá ganhar protagonismo </h2><p> Esta persistência do tempo seco é justificada pela evolução dos regimes meteorológicos prevista pelo ECMWF (gráfico abaixo). Atualmente, o modelo mostra o predomínio de um regime de NAO+, o que provoca, em Portugal, tempo predominantemente estável, seco e com ausência de precipitação significativa, mas este <strong>cenário deverá sofrer alterações já no início da próxima semana</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-chuva-continua-sem-conseguir-chegar-a-portugal-continental-quanto-tempo-podera-prolongar-se-este-bloqueio-1789734639831.jpg" data-image="qaeyjl6n2ec5" alt="probabilidade de regimes" title="probabilidade de regimes"><figcaption>O ECMWF prevê um aumento significativo da probabilidade de bloqueio atmosférico no início da próxima semana, um padrão que poderá contribuir para manter a chuva afastada de Portugal.</figcaption></figure><p> A partir de segunda-feira, dia 21, <strong>aumenta significativamente a probabilidade de estabelecimento de um regime de bloqueio atmosférico</strong>, que deverá ganhar protagonismo nos dias seguintes. Surge também alguma representação do regime de <em>Atlantic Ridge</em> (crista atlântica), que também representa um bloqueio anticiclónico, no mesmo dia. </p><p> Embora um regime de bloqueio não implique necessariamente tempo seco em Portugal, uma vez que os seus efeitos dependem da localização das altas e baixas pressões, esta configuração é coerente com o facto de as perturbações atlânticas se manterem afastadas do território continental, <strong>dificultando a chegada de frentes capazes de produzir precipitação</strong>. </p><div class="texto-destacado">De acordo com a mais recente atualização do ECMWF, todos os regimes previstos para os próximos dias se traduzem em bloqueio, prolongando, assim, o tempo seco em Portugal Continental.</div><p> Desta forma, e apesar desta reorganização da circulação atmosférica prevista para o início da próxima semana, <strong>não deverá ocorrer, para já, uma mudança favorável ao regresso da chuva</strong>. Pelo contrário, o aumento da probabilidade de bloqueio poderá contribuir para prolongar este padrão seco durante vários dias. </p><h2>Até quando poderá prolongar-se este padrão?</h2><p>A partir do dia 24 de setembro, a previsão torna-se mais incerta. Ainda assim, o <strong>ECMWF continua a apostar numa representação considerável do regime de bloqueio</strong>, juntamente com a NAO+ e o <em>Altantic Ridge</em>, não mostrando, portanto, uma configuração favorável à chegada das depressões atlânticas a Portugal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-chuva-continua-sem-conseguir-chegar-a-portugal-continental-quanto-tempo-podera-prolongar-se-este-bloqueio-1789735593539.jpg" data-image="hvzv75r0o81i" alt="precipitação acumulada" title="precipitação acumulada"><figcaption>Pelo menos até ao início da madrugada de quinta-feira, dia 24, não há previsão de chuva no continente português.</figcaption></figure><p> À medida que nos aproximamos dos últimos dias de setembro, ainda de acordo com o gráfico acima, aumenta a dispersão entre os diferentes regimes, pelo que <strong>a confiança na previsão diminui progressivamente</strong>. Ainda assim, neste momento, não existe um sinal robusto que permita antecipar o regresso de precipitação significativa a Portugal Continental. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789253" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-preve-uma-possivel-onda-de-calor-em-grande-parte-de-portugal-continental-eis-o-que-mostram-os-mapas-da-meteored.html" title="IPMA prevê uma possível onda de calor em grande parte de Portugal Continental: eis o que mostram os mapas da Meteored">IPMA prevê uma possível onda de calor em grande parte de Portugal Continental: eis o que mostram os mapas da Meteored</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-preve-uma-possivel-onda-de-calor-em-grande-parte-de-portugal-continental-eis-o-que-mostram-os-mapas-da-meteored.html" title="IPMA prevê uma possível onda de calor em grande parte de Portugal Continental: eis o que mostram os mapas da Meteored"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-preve-uma-possivel-onda-de-calor-em-grande-parte-de-portugal-continental-eis-o-que-mostram-os-mapas-da-meteored-1789684481537_320.jpg" alt="IPMA prevê uma possível onda de calor em grande parte de Portugal Continental: eis o que mostram os mapas da Meteored"></a></article></aside><p>Desta forma,<strong> o tempo predominantemente seco poderá prolongar-se durante grande parte da próxima semana</strong>, sendo aconselhado acompanhar as próximas atualizações em <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/" target="_blank" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">tempo.pt</a>, para perceber se, nos últimos dias de setembro, a circulação atlântica conseguirá finalmente tornar-se mais favorável à aproximação de frentes e ao regresso da chuva. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-chuva-continua-sem-conseguir-chegar-a-portugal-continental-por-quanto-tempo-podera-prolongar-se-este-bloqueio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[É realmente útil cobrir os glaciares? Uma experiência inovadora com mantas de lã é lançada na Suíça]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/e-realmente-util-cobrir-os-glaciares-uma-experiencia-inovadora-com-mantas-de-la-e-lancada-na-suica.html</link><pubDate>Fri, 18 Sep 2026 10:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O verão de 2026 teve um forte impacto nos glaciares; para reduzir a perda de espessura e salvar a prática do esqui, estão a ser realizados testes até com mantas de lã de ovelha. Um projeto-piloto inovador está a ser implementado na Suíça.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/coprire-i-ghiacciai-serve-davvero-in-svizzera-al-via-una-sperimentazione-innovativa-con-coperte-di-lana-1789137461995.jpeg" data-image="s3k71vun3ckg" alt="O maciço do Monte Rosa visto de Gornergrat. Observa-se um glaciar. Também aqui, em Punta Indren, se praticava ski de verão no passado, mas agora isso já não é possível." title="O maciço do Monte Rosa visto de Gornergrat. Observa-se um glaciar. Também aqui, em Punta Indren, se praticava ski de verão no passado, mas agora isso já não é possível."><figcaption>O maciço do Monte Rosa visto de Gornergrat. Observa-se um glaciar. Também aqui, em Punta Indren, se praticava ski de verão no passado, mas agora isso já não é possível.</figcaption></figure><p>O verão de 2026 foi dramático para os glaciares alpinos. Mesmo os glaciares de grande altitude sofreram muito, pois a cota de congelação situou-se frequentemente acima dos 4.500 metros e, por vezes, atingiu os 5.000 metros. <strong>A neve do inverno desapareceu prematuramente devido ao calor precoce</strong> que surgiu no final de maio, e as repetidas ondas de calor fizeram o resto. </p><p>O <strong>impacto tem sido grave na paisagem, nos recursos hídricos, nos riscos hidrogeológicos e nivoglaciais, bem como no turismo desportivo</strong>. O setor do esqui de verão, em particular, tenta há anos mitigar os impactos das alterações climáticas com a técnica controversa de cobrir partes do glaciar com mantas de geotêxtil. Chega agora da Suíça a notícia de que estão a ser testadas mantas fabricadas com materiais naturais: lã. </p><h2>Glaciares cobertos: do que se trata?</h2><p>Há vários anos que alguns glaciares — ou, melhor dizendo, pequenas porções das áreas utilizadas para o ski alpino — são cobertos com grandes lonas especiais de materiais sintéticos denominados "geotêxteis", que são estendidas sobre o gelo durante o verão nas áreas não utilizadas para o ski de verão, com o objetivo de <strong>preservá-las para as aberturas de outono ou para a temporada seguinte</strong>. </p><div class="texto-destacado"><strong>Por serem lonas brancas e refletoras, aumentam o albedo, refletindo uma maior parte da radiação solar e, além disso, isolam termicamente a camada de neve. Desta forma, o derretimento é retardado sob as lonas. </strong></div><p>As <strong>primeiras aplicações remontam ao início do século XXI</strong>. Em Itália, o caso mais conhecido é o do glaciar Presena, onde antes se praticava ski de verão e que é coberto sazonalmente desde 2008. Agora, a prática estendeu-se também a <strong>outros glaciares italianos, bem como a França, Suíça e Áustria</strong>.</p><h2>O impacto dos tecidos geotêxteis</h2><p> No entanto, as <strong>mantas geotêxteis geram impactos e apresentam diversos problemas e limitações</strong> em termos de eficácia, custos, poluição e paisagem, para além de não salvarem realmente o glaciar, mas apenas pequenas porções para fins desportivos e turísticos. </p><p> Já escrevemos sobre a carta de 44 especialistas em clima e glaciares — em colaboração com organizações que monitorizam os glaciares italianos — na qual explicam porque é que <strong>cobrir os glaciares não é uma solução</strong>. </p><div class="texto-destacado"> Na carta, realçam que esta prática constitui também uma tentativa de <em>greenwashing</em> para apresentar uma intervenção de alto impacto como sustentável e até desejável. Entre os problemas críticos está a movimentação de motos de neve, escavadoras e até tratores de rastos, que causam impacto e geram emissões de gases com efeito de estufa.<br> </div><p>As<strong> lonas libertam grandes quantidades de fibras e microplásticos</strong>, que se depositam no glaciar, fluem para a água do degelo, acabam em ribeiros e rios e também se dispersam na atmosfera.</p><h2>A novidade: produtos à base de lã natural </h2><p> Conscientes do impacto ambiental das mantas geotêxteis, um grupo de estudantes da Universidade de Lausanne e a organização ambientalista Summit Foundation desenvolveram uma alternativa sustentável. Através do projeto "<em>Keep It Wool</em>", <strong>criaram mantas feitas de lã de ovelha para cobrir o gelo</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787344" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-glaciologista-alerta-para-o-impacto-das-alteracoes-climaticas-nos-desastres-glaciares-entre-o-nepal-e-o-tibete.html" title="Um glaciologista alerta para o impacto das alterações climáticas nos desastres glaciares entre o Nepal e o Tibete">Um glaciologista alerta para o impacto das alterações climáticas nos desastres glaciares entre o Nepal e o Tibete</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-glaciologista-alerta-para-o-impacto-das-alteracoes-climaticas-nos-desastres-glaciares-entre-o-nepal-e-o-tibete.html" title="Um glaciologista alerta para o impacto das alterações climáticas nos desastres glaciares entre o Nepal e o Tibete"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/un-glaciologo-mette-in-guardia-sull-impatto-dei-cambiamenti-climatici-nei-disastri-glaciali-tra-nepal-e-tibet-1788368902482_320.png" alt="Um glaciologista alerta para o impacto das alterações climáticas nos desastres glaciares entre o Nepal e o Tibete"></a></article></aside><p>O benefício seria duplo, dado que uma grande percentagem da lã hoje em dia se transforma em resíduos, incluindo resíduos que acabam em aterros sanitários.</p><p>As primeiras mantas glaciares de lã foram fabricadas pela empresa Fisolan e, em junho de 2026, <strong>foram estendidas sobre 200 metros quadrados do glaciar Tsanfleuron</strong>.</p><p>Os cientistas estão a analisar os resultados iniciais, que demonstram que <strong>a eficácia das mantas de lã é semelhante à dos geotêxteis sintéticos</strong>.</p><h2>Quanto de água poupam realmente os glaciares?</h2><p>Segundo os cientistas, esta medida é uma <strong>alternativa válida e sustentável</strong> para travar o degelo dos glaciares, mas não contraria verdadeiramente o impacto real do aquecimento global.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/coprire-i-ghiacciai-serve-davvero-in-svizzera-al-via-una-sperimentazione-innovativa-con-coperte-di-lana-1789137564601.jpeg" data-image="k8tb5862r01r" alt="Máquinas limpa-neves em ação para colocar lonas geotêxteis no glaciar Presena, no Passo do Tonale." title="Máquinas limpa-neves em ação para colocar lonas geotêxteis no glaciar Presena, no Passo do Tonale."><figcaption>Máquinas limpa-neves em ação para colocar lonas geotêxteis no glaciar Presena, no Passo do Tonale.</figcaption></figure><p>Em termos mais gerais, a técnica de instalação de lonas — sejam elas de geotêxtil ou de lã — não é propriamente utilizada para salvar os glaciares, mas sim para <strong>limitar os danos na pequena área destinada aos desportos de inverno</strong>. A superfície coberta é, de facto, uma parcela muito pequena da massa do glaciar; considere-se que o glaciar Tsanfleuron, objeto da experiência, tem uma área de aproximadamente 3,8 km². A parte coberta com lã representa, portanto, apenas 0,007% da sua superfície total.</p><p>Assim, <strong>resta o verdadeiro problema</strong>: as alterações climáticas.</p><p>A solução para o recuo dos glaciares não está nas lonas de cobertura, mas sim na <strong>redução drástica das emissões de gases com efeito de estufa de origem humana</strong>, provocadas sobretudo pela utilização de combustíveis fósseis.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Ali%20Rodr%C3%ADguez" data-year="" data-title="Cubrir%20los%20glaciares%20con%20mantas%20para%20que%20no%20se%20derritan%3A%20la%20acci%C3%B3n%20de%20Suiza%20para%20protegerlos%20del%20cambio%20clim%C3%A1tico" data-url="https%3A%2F%2Foem.com.mx%2Felsoldemexico%2Fciencia-y-salud%2Fcubrir-los-glaciales-con-mantas-para-que-no-se-derritan-la-accion-de-suiza-para-protegerlos-del-cambio-climatico-31947940">Ali Rodríguez. <a href="https://oem.com.mx/elsoldemexico/ciencia-y-salud/cubrir-los-glaciales-con-mantas-para-que-no-se-derritan-la-accion-de-suiza-para-protegerlos-del-cambio-climatico-31947940" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Cubrir los glaciares con mantas para que no se derritan: la acción de Suiza para protegerlos del cambio climático</a>.</cite></p></section><p><br><em></em></p><p><a href="https://www.montagna.tv/280308/dai-pascoli-alle-coperte-dei-ghiacciai-in-svizzera-si-sperimentano-i-teli-di-lana/"> </a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/e-realmente-util-cobrir-os-glaciares-uma-experiencia-inovadora-com-mantas-de-la-e-lancada-na-suica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Atlântico continua sem furacões: um recorde em 60 anos de registos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/altantico-continua-sem-furacoes-um-recorde-em-60-anos-de-registos.html</link><pubDate>Fri, 18 Sep 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Embora o pico climatológico da época dos furacões já tenha sido ultrapassado, o Atlântico continua excecionalmente calmo: ainda não se formou nenhum furacão em 2026, uma situação sem precedentes desde o início das observações por satélite.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/toujours-aucun-ouragan-sur-l-atlantique-un-record-en-60-ans-de-mesures-1789485480996.jpeg" data-image="7xf9aj5um17o" alt="furacão" title="furacão"><figcaption>Embora a formação de furacões nos trópicos seja uma preocupação nesta altura do ano, o Atlântico tem-se mostrado particularmente tranquilo há várias semanas.</figcaption></figure><p>Embora o pico de atividade da temporada de furacões tenha acabado de ser atingido, <strong>até à data não se formou nenhum furacão no Atlântico nesta temporada</strong> — um facto particularmente raro.</p><h2> Um recorde desde 1966! </h2><p>A temporada de furacões no Atlântico <strong>estende-se oficialmente de 1 de junho a 30 de novembro</strong>, período em que as condições são mais favoráveis à sua formação. As águas oceânicas atingem, então, uma temperatura suficientemente elevada, enquanto a atmosfera se torna mais propícia ao desenvolvimento dos sistemas tropicais.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">RECORD BROKEN! No Hurricanes have formed so far in the Atlantic this season, which is now a new record for the latest without one in the Satellite Era since 1966. We can thank the powerful El Nino and rounds of Saharan Dust for the quiest season to this point. Only 1907 and <a href="https://t.co/pI03yNTU14">pic.twitter.com/pI03yNTU14</a></p>— Matt Devitt (@MattDevittWX) <a href="https://x.com/MattDevittWX/status/2098753164392480815?ref_src=twsrc%5Etfw">September 12, 2026</a></blockquote></figure><p>A<strong> maior atividade ciclónica ocorre geralmente entre agosto e outubro</strong>, atingindo o seu pico, em média, por volta do dia 10 de setembro. Segundo a NOAA, quando se aproxima o dia 10 de setembro, já se formaram, em média, três furacões no Atlântico — um cenário bem diferente do observado este ano.</p><p>De facto, <strong>até 19 de setembro de 2026, não se formou qualquer furacão na bacia do Atlântico</strong> desde o início da época dos ciclones, algo inédito desde o início das observações por satélite em 1966.</p><div class="texto-destacado"> Até agora, o recorde de furacão formado mais tarde na temporada era partilhado pelo Gustav, em 2002, e pelo Humberto, em 2013 — tendo ambos atingido a categoria de furacão a 11 de setembro, um dia depois do pico climatológico de atividade, fixado a 10 de setembro.<br> </div><p>Antes da era dos satélites, algumas tempestades que se desenvolviam longe da costa podiam passar despercebidas, o que tornava os registos menos completos. No entanto, uma nova análise dos dados identificou um precedente em 1941, quando <strong>um furacão se tornou o primeiro da temporada apenas a 21 de setembro</strong>. Se não se formar nenhum furacão antes dessa data em 2026, este recorde histórico também poderá ser batido. </p><h2> É possível um ano sem furacões? </h2><p> Desde o início da temporada, <strong>formaram-se apenas cinco tempestades com nome na bacia do Atlântico, sendo que nenhuma delas atingiu ainda a categoria de furacão</strong>. As mais intensas, Bertha e Edward, atingiram um máximo de 50 nós — ou cerca de 93 km/h — de ventos sustentados, mantendo-se, assim, muito abaixo do limite de 119 km/h necessário para se transformarem em furacões. </p><p><strong>Uma temporada sem furacões continua a ser um acontecimento extremamente raro</strong>. Desde o início dos registos, em 1851, apenas em duas temporadas — 1907 e 1914 — não se registaram furacões no Atlântico. No entanto, é importante relembrar que, antes da era dos satélites, alguns furacões que se formavam em alto mar poderiam ter passado despercebidos e sem registo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788382" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ciclone-furacao-ou-tufao-afinal-qual-e-a-diferenca.html" title="Ciclone, furacão ou tufão: afinal, qual é a diferença?">Ciclone, furacão ou tufão: afinal, qual é a diferença?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ciclone-furacao-ou-tufao-afinal-qual-e-a-diferenca.html" title="Ciclone, furacão ou tufão: afinal, qual é a diferença?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-furacao-ou-tufao-afinal-qual-e-a-diferenca-1789233366376_320.jpg" alt="Ciclone, furacão ou tufão: afinal, qual é a diferença?"></a></article></aside><p>Esta<strong> baixa atividade deve-se sobretudo ao início do fenómeno El Niño</strong>, que pode atingir uma intensidade histórica este ano. Este fenómeno aumenta o cisalhamento do vento sobre o Atlântico, fator que dificulta o desenvolvimento dos sistemas tropicais e limita significativamente a sua intensificação.</p><p>A <strong>situação é muito diferente no Pacífico, onde o fenómeno favorece a formação e o fortalecimento dos sistemas tropicais</strong>. Desta forma, surge um contraste acentuado entre as duas bacias, com uma atividade ciclónica significativamente maior no Pacífico, enquanto o Atlântico se tem mantido excecionalmente tranquilo nos últimos meses.</p><p>No entanto, <strong>a época ainda não terminou e o Atlântico poderá voltar a estar ativo nas próximas semanas</strong>. Uma área no centro do oceano está atualmente sob observação especial do NHC, que lhe atribui uma probabilidade de 40% de se transformar numa depressão tropical ou tempestade tropical nomeada nos próximos sete dias.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">NHC kept development chances of this area of low pressure at 40% this morning. <br><br>General model thinking is no impacts to the US with this low developing and moving out into the Atlantic thanks to an approaching front. <a href="https://t.co/JnLWiiFCWI">pic.twitter.com/JnLWiiFCWI</a></p>— PC Weather Boy (@PC_WeatherBoy) <a href="https://x.com/PC_WeatherBoy/status/2099874940895781161?ref_src=twsrc%5Etfw">September 15, 2026</a></blockquote></figure><p>Resta saber se esta área se intensificará o suficiente para se tornar o primeiro furacão desta temporada invulgarmente tranquila de 2026, ou se o Atlântico permanecerá livre de furacões nas próximas semanas, o que resultaria numa <strong>temporada sem precedentes desde o início das observações modernas</strong>. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Jesse%20Ferrel" data-year="" data-title="Atlantic%20goes%20without%20a%20hurricane%20through%20Sept.%2012%2C%20breaking%2060-year%20record" data-url="https%3A%2F%2Fwww.accuweather.com%2Fen%2Fhurricane%2Fno-atlantic-hurricanes-by-sept-12-would-break-a-60-year-record%2F1932278">Jesse Ferrel. <a href="https://www.accuweather.com/en/hurricane/no-atlantic-hurricanes-by-sept-12-would-break-a-60-year-record/1932278" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Atlantic goes without a hurricane through Sept. 12, breaking 60-year record</a>.</cite></p></section><p><br> </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/altantico-continua-sem-furacoes-um-recorde-em-60-anos-de-registos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Paris quebra recorde de 154 anos com 100 dias de calor]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/paris-quebra-recorde-de-154-anos-com-100-dias-de-calor.html</link><pubDate>Fri, 18 Sep 2026 08:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Em 2026, Paris vive um marco climático sem precedentes, a capital francesa atingiu 100 dias acima dos 25 ºC, ultrapassando todos os registos desde 1872. Fique a saber mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/paris-quebra-recorde-de-154-anos-com-100-dias-de-calor-1789599496428.jpg" data-image="pi8n14jesebi" alt="100 dias" title="100 dias"><figcaption>A capital francesa vive em 2026 um ano de calor excecional, com temperaturas elevadas a prolongarem-se muito para além do verão.</figcaption></figure><p>Paris acaba de atingir <strong>um marco climático sem precedentes</strong>. Em 2026, a capital francesa registou, pela primeira vez desde o início dos registos há 154 anos, pelo menos <strong>100 dias com temperaturas máximas superiores a 25 ºC, </strong>de acordo com as agências oficiais, <em>Météo-France</em> e <em>Agence Parisienne du Climat</em>.</p><p>O número pode parecer modesto quando comparado com os valores extremos de uma onda de calor, mas <strong>revela uma transformação mais profunda</strong>, o calor está a tornar-se uma presença cada vez mais prolongada no calendário parisiense.</p><p>A marca dos 25 ºC corresponde a uma temperatura que, durante décadas, esteve associada sobretudo aos meses mais quentes do ano. Ultrapassá-la uma centena de vezes significa, porém, que <strong>os dias quentes deixaram de estar concentrados apenas no verão</strong> e passaram a surgir com maior frequência ao longo da primavera, do verão e até do início do outono.</p><p>A estação de <em>Paris-Montsouris</em>, uma das principais referências meteorológicas da capital francesa, tem permitido acompanhar a evolução do clima parisiense ao longo de muitas décadas. Segundo <em>a Agence Parisienne du Climat</em>, <strong>a primavera de 2026 foi já a mais quente alguma vez registada em Paris</strong>, com uma temperatura média sazonal de 14,4 ºC, cerca de 2,1 ºC acima da normal.</p><h2>Um ano marcado pelo calor extremo</h2><p>O novo recorde surge depois de uma sucessão de episódios de calor excecional em França. <strong>Em junho, o país viveu uma das ondas de calor mais intensas da sua história recente</strong>.</p><p>A <strong>23 de junho</strong>, a temperatura chegou aos 44,3 ºC em Pissos, no departamento das Landes, enquanto Bordéus atingiu 42,1 ºC. A <em>Météo-France</em> classificou esse dia como <strong>o mais quente desde o início das suas medições nacionais, em 1947</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>"Este número de 100 dias anuais está muito provavelmente longe de ser definitivo." </strong><br>De acordo com a Météo-France, citado pelo <em>HuffPost</em>.</div><p>Paris também sofreu os efeitos desse episódio. As temperaturas elevadas <strong>obrigaram a Torre Eiffel a encerrar mais cedo e levaram o Museu do Louvre a reduzir temporariamente o horário de </strong><strong>funcionamento</strong>. As autoridades da região de Île-de-France recomendaram ainda que, sempre que possível, <strong>as pessoas trabalhassem a partir de casa e evitassem deslocações desnecessárias </strong>durante os períodos de maior calor.</p><p>Mas o calor de 2026 não ficou limitado a algumas semanas. Já perto do término do verão, a França confirmou que viveu o <strong>verão mais quente desde o início das medições nacionais, com uma temperatura média de 24 ºC entre junho e agosto, </strong>3,6 ºC acima da média histórica. A estação foi também marcada por uma precipitação muito inferior ao normal e por condições de seca particularmente severas.</p><h2>Mais do que um recorde, um sinal de mudança</h2><p>Um único recorde não é suficiente para demonstrar uma alteração climática. O que chama mais a atenção é a <strong>acumulação de sinais</strong>.</p><p>O número de dias de calor estão a aumentar, as ondas de calor surgem mais cedo e prolongam-se por mais tempo e os episódios extremos atingem valores cada vez mais elevados. A própria <em>Météo-France</em> salienta que <strong>o aquecimento climático aumenta a frequência e a intensidade de fenómenos extremos</strong>, incluindo ondas de calor e secas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/paris-quebra-recorde-de-154-anos-com-100-dias-de-calor-1789599419010.jpg" data-image="fcgyfc9flhb1" alt="Temperaturas elevadas" title="Temperaturas elevadas"><figcaption>Durante os dias de calor intenso, os habitantes de Paris procuram refrescar-se nas fontes da cidade, transformadas em pequenos refúgios contra as temperaturas elevadas.</figcaption></figure><p>Para uma cidade densamente construída como Paris, esta evolução tem consequências particularmente importantes. <strong>O betão, o asfalto e os edifícios acumulam calor durante o dia e libertam-no lentamente durante a noite</strong>, dificultando o arrefecimento. Por isso, o problema não se resume à temperatura máxima registada durante a tarde, <strong>noites mais quentes podem também impedir que o corpo recupere adequadamente depois de um dia de calor</strong>.</p><p>A situação também coloca desafios à saúde pública, aos transportes, ao consumo de energia e à conservação do património. Durante a grande onda de calor de junho, por exemplo, as autoridades alertaram para o <strong>impacto das temperaturas elevadas na rede ferroviária</strong>, enquanto um reator da central nuclear de Golfech teve de ser desligado depois de a água utilizada para arrefecimento ultrapassar o limite de segurança previsto.</p><h2>Paris está a entrar numa nova realidade climática?</h2><p>A marca dos 100 dias acima dos 25 ºC <strong>não significa que Paris esteja a transformar-se numa cidade mediterrânica</strong>. O clima continua a ser temperado e os períodos frescos continuarão a fazer parte da realidade parisiense.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="705394" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-medida-que-as-temperaturas-globais-aumentam-ano-apos-ano-sera-que-o-acordo-de-paris-vai-falhar.html" title="À medida que as temperaturas globais aumentam ano após ano, será que o Acordo de Paris vai falhar?">À medida que as temperaturas globais aumentam ano após ano, será que o Acordo de Paris vai falhar?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-medida-que-as-temperaturas-globais-aumentam-ano-apos-ano-sera-que-o-acordo-de-paris-vai-falhar.html" title="À medida que as temperaturas globais aumentam ano após ano, será que o Acordo de Paris vai falhar?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-medida-que-as-temperaturas-globais-aumentam-ano-apos-ano-sera-que-o-acordo-de-paris-vai-falhar-1744320524259_320.jpg" alt="À medida que as temperaturas globais aumentam ano após ano, será que o Acordo de Paris vai falhar?"></a></article></aside><p>O que está a mudar é a <strong>frequência com que o calor aparece</strong> e a duração da época em que temperaturas consideradas elevadas se tornam possíveis.</p><p>Há 154 anos, quando começaram os registos que permitem estabelecer esta comparação, ninguém poderia imaginar uma capital francesa a acumular tantos dias quentes num único ano. Em 2026, esse cenário tornou-se realidade.</p><p>E o mais importante neste número não é apenas o facto de Paris ter atingido 100 dias acima dos 25 ºC. É aquilo que ele representa, ou seja, <strong>o que antes era excecional está progressivamente a tornar-se mais frequente </strong>e as cidades europeias estão a ser obrigadas a adaptar-se a um clima cada vez mais quente.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/paris-quebra-recorde-de-154-anos-com-100-dias-de-calor.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O maior iceberg do Ártico desde 2020 desprendeu-se da Gronelândia no mês passado e está em movimento]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-maior-iceberg-do-artico-desde-2020-se-desprendeu-da-groenlandia-no-mes-passado-e-esta-em-movimento.html</link><pubDate>Fri, 18 Sep 2026 07:02:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Em agosto, um enorme iceberg de mais de 76 km² desprendeu-se de uma das maiores plataformas de gelo da Gronelândia e, no seu trajeto, chocou contra uma pequena ilha rochosa, sem chegar a partir-se em blocos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/draft-the-biggest-arctic-iceberg-since-2020-broke-off-greenland-last-month-and-it-s-on-the-move-1789396733184.png" data-image="sa6n4w6i7gmq"><figcaption>Uma ilha de gelo gigante desprendeu-se da plataforma Petermann, na Gronelândia, o que constitui o maior desprendimento registado nesta região desde 2012.</figcaption></figure><p>O<strong> desprendimento de icebergs das plataformas da Gronelândia </strong>durante o verão é um fenómeno bastante comum que, segundo os especialistas, ocorre todos os anos e é uma parte "normal" do comportamento dos grandes sistemas de gelo.</p><div class="texto-destacado">No entanto, o iceberg que se desprendeu da plataforma <em>Petermann</em>, na costa noroeste, no início de agosto, foi — segundo os cientistas que o monitorizavam — consideravelmente maior do que qualquer outro que o Ártico tenha produzido nos últimos seis anos.</div><p>O <strong>iceberg </strong>— tecnicamente chamado de ilha de gelo devido ao seu tamanho e ao topo plano — media pouco mais de<strong> 76 quilómetros quadrados</strong> quando se desprendeu. Isto equivale aproximadamente ao tamanho de Saint Thomas, nas Ilhas Virgens Americanas, segundo os investigadores.</p><p>De acordo com a equipa, isto representou o maior desprendimento da plataforma Petermann desde 2012.</p><h2>Não foi a rutura que todos esperavam</h2><p>Um estudante de doutoramento da Universidade de Ottawa chamado Adam Garbo foi o primeiro a detetá-lo, em 4 de agosto, recorrendo a<strong> imagens de satélite </strong>da Agência Espacial Europeia.</p><p>Garbo e os seus colegas vinham a observar esta plataforma de perto porque se tinham formado várias fissuras importantes que, segundo eles, estavam prestes a atravessar a língua de gelo. No entanto, segundo Garbo, <strong>a plataforma rompeu-se a partir de uma fissura completamente diferente, à qual ninguém havia dado muita atenção</strong>.</p><p>"O que nos surpreendeu foi que o desprendimento ocorreu devido a uma fratura diferente, resultando numa ilha de gelo menor do que havíamos previsto inicialmente", disse.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/draft-the-biggest-arctic-iceberg-since-2020-broke-off-greenland-last-month-and-it-s-on-the-move-1789397135665.png" data-image="v6dkwypimg9o"><figcaption>O iceberg sobreviveu a uma colisão com a Ilha Joe e continuou à deriva em direção ao Estreito de Nares, onde se espera que as marés, as correntes e o degelo o fragmentem gradualmente.</figcaption></figure><p>A equipa também afirmou que estas fissuras originais ainda existem, e espera-se que duas delas libertem ilhas de gelo de aproximadamente 94 e 84 quilómetros quadrados, respetivamente, em algum momento — embora ninguém saiba dizer com certeza quando.</p><p><strong>Após se desprender, o iceberg desceu pelo fiorde Petermann em direção ao estreito de Nares a uma velocidade de cerca de três quilómetros por dia</strong>, segundo o glaciologista Mauri Pelto, do Nichols College, que o monitorizava através de imagens Landsat da NASA e do USGS. Em seguida, colidiu diretamente com a ilha Joe, um pequeno afloramento rochoso situado na saída do fiorde.</p><h2>Uma colisão que não deveria ter resistido</h2><p>Esta<strong> não é a primeira vez que um iceberg colide com a Ilha Joe</strong>. Em 2010, um bloco de gelo do mesmo glaciar atingiu a ilha e a partiu nitidamente em duas partes.</p><p>Além disso, segundo Pelto, os icebergs de Petermann costumam ser mais finos e frágeis do que aqueles que se desprendem de outros glaciares da Gronelândia; por isso, havia uma grande probabilidade de que este também se quebrasse.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="715851" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-se-sabe-sobre-o-misterioso-iceberg-negro-que-apareceu-flutuando-no-mar-do-labrador.html" title="O que se sabe sobre o misterioso iceberg negro que apareceu a flutuar no Mar do Labrador?">O que se sabe sobre o misterioso iceberg negro que apareceu a flutuar no Mar do Labrador?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-se-sabe-sobre-o-misterioso-iceberg-negro-que-apareceu-flutuando-no-mar-do-labrador.html" title="O que se sabe sobre o misterioso iceberg negro que apareceu a flutuar no Mar do Labrador?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/que-se-sabe-del-misterioso-iceberg-negro-que-aparecio-flotando-en-el-mar-de-labrador-1750155724289_320.jpg" alt="O que se sabe sobre o misterioso iceberg negro que apareceu a flutuar no Mar do Labrador?"></a></article></aside><p>No entanto, segundo Garbo, não foi bem assim. A equipa vinha "a observar atentamente" e ficou "impressionada pelo facto de este<strong> ter sobrevivido à interação sem se fragmentar ainda mais</strong>". Naquele momento, estimava-se que o iceberg tivesse menos de 150 metros de espessura.</p><p>As imagens de satélite mostraram que este girava, afastando-se da Ilha Joe e deslocando-se para sudoeste, entrando no Estreito de Nares.</p><p>Segundo os investigadores, ele <strong>enfraquecer-se-á gradualmente devido às marés, às correntes e ao degelo, até finalmente se partir em pedaços menores</strong> — alguns dos quais poderão percorrer longas distâncias pelas águas do Ártico e representar um risco para as embarcações.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="NASA%20Earth%20Observatory%2FScienceDaily" data-year="2026" data-title="Giant%20Greenland%20iceberg%20slams%20into%20Joe%20Island%20and%20survives" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedaily.com%2Freleases%2F2026%2F09%2F260904000316.htm">NASA Earth Observatory/ScienceDaily. (2026). <a href="https://www.sciencedaily.com/releases/2026/09/260904000316.htm" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Giant Greenland iceberg slams into Joe Island and survives</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-maior-iceberg-do-artico-desde-2020-se-desprendeu-da-groenlandia-no-mes-passado-e-esta-em-movimento.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[IPMA prevê uma possível onda de calor em grande parte de Portugal Continental: eis o que mostram os mapas da Meteored]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-preve-uma-possivel-onda-de-calor-em-grande-parte-de-portugal-continental-eis-o-que-mostram-os-mapas-da-meteored.html</link><pubDate>Fri, 18 Sep 2026 06:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Apesar de se esperarem máximas até 36 ºC, a persistência de anomalias térmicas elevadas poderá levar a que este episódio de tempo quente seja considerado uma onda de calor. Entenda porquê!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb97puu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb97puu.jpg" id="xb97puu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As temperaturas vão começar a subir a partir de hoje, de acordo com os nossos mapas, sendo expectável que esta subida se possa <strong>evidenciar já amanhã, sábado</strong>. Esta subida, que deverá continuar até meados da próxima semana irá resultar em valores de anomalia térmica positiva elevados, com <strong>desvios acentuados da normal climatológica de referência</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>O IPMA, num comunicado acerca desta previsão de subida térmica, <strong>não descarta a possibilidade de que este episódio de tempo quente possa ser considerado uma onda de calor</strong>, ainda que os valores não se aproximem dos 40 ºC, como acontece em pleno verão. Saiba mais abaixo!</p><h2>Quais são os requisitos necessários para se considerar uma onda de calor?</h2><p>De acordo com o mesmo comunicado deste instituto de meteorologia: "Considera-se uma onda de calor quando, <strong>num período de 6 dias consecutivos, a temperatura máxima do ar é superior em 5 °C ao valor médio </strong>das temperaturas máximas diárias, para um determinado período de referência."</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-preve-uma-possivel-onda-de-calor-em-grande-parte-de-portugal-continental-eis-o-que-mostram-os-mapas-da-meteored-1789684481537.jpg" data-image="599z6uitexfq" alt="anomalia térmica positiva" title="anomalia térmica positiva"><figcaption>Entre sexta e quarta-feira (18 e 23 de setembro), as anomalias térmicas positivas, ou valores acima da média, poderão ser bastante acentuados, especialmente durante o dia.</figcaption></figure><p>Tendo esta definição em conta, o IPMA caracteriza este episódio de tempo quente "com <strong>elevada probabilidade de vir a configurar uma onda de calor</strong> em grande parte do território", devido não só às anomalias esperadas, mas também à previsão de duração do mesmo, que se <strong>poderá estender, pelo menos, até à próxima quarta-feira</strong>, dia 23 de setembro, dia em que ocorrerá o equinócio de outono.</p><p>Além da duração, que poderá perfazer pelo menos seis dias (entre hoje e quarta-feira), temos as anomalias térmicas positivas que hoje, sexta-feira, poderão ser mais contidas, mas ainda assim, serem entre os 2 ºC e os 5 ºC acima da média, mas que a partir de amanhã, sábado, estes valores sobem significativamente para valores até 9 ºC acima do expectável. Esta <strong>anomalia mais expressiva poderá ser registada na faixa litoral</strong>.</p><h2>Anomalias deverão chegar aos 12 ºC na próxima semana</h2><p>À medida que os dias passam, as anomalias deverão tornar-se mais evidentes em todo o país, com<strong> valores até 12 ºC entre segunda e quarta-feira</strong>. Antes disso, no domingo, alguns locais poderão registar valores de até 11 ºC acima do esperado para a época. Ainda que durante a noite estas anomalias sejam menos expressivas, as temperaturas deverão permanecer acima do normal para a época. No entanto, é sobretudo a <strong>persistência das anomalias positivas das temperaturas máximas que sustenta a elevada probabilidade de configuração de uma onda de calor</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789169" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/noites-tropicais-em-setembro-onde-poderao-as-temperaturas-permanecer-acima-dos-20-c.html" title="Noites tropicais em setembro: onde poderão as temperaturas permanecer acima dos 20 ºC?">Noites tropicais em setembro: onde poderão as temperaturas permanecer acima dos 20 ºC?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/noites-tropicais-em-setembro-onde-poderao-as-temperaturas-permanecer-acima-dos-20-c.html" title="Noites tropicais em setembro: onde poderão as temperaturas permanecer acima dos 20 ºC?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/noites-tropicais-em-setembro-onde-poderao-as-temperaturas-permanecer-acima-dos-20-c-1789643502326_320.jpg" alt="Noites tropicais em setembro: onde poderão as temperaturas permanecer acima dos 20 ºC?"></a></article></aside><p>É importante referir que esta subida das temperaturas se deve à influência do anticiclone que se encontra localizado a norte dos Açores e que se entende em crista até ao Golfo da Biscaia, promovendo o <strong>transporte e a permanência de uma massa de ar de origem continental (quente e seco) sobre a Península Ibérica</strong>. Contudo, também frisamos que esta previsão pode sofrer alterações nos próximos dias, pelo que aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações em <a href="https://www.tempo.pt/" target="_blank" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">tempo.pt</a>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-preve-uma-possivel-onda-de-calor-em-grande-parte-de-portugal-continental-eis-o-que-mostram-os-mapas-da-meteored.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Esta calçada portuguesa é única no país. Agora vai ser protegida]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-calcada-portuguesa-e-unica-no-pais-agora-vai-ser-protegida.html</link><pubDate>Fri, 18 Sep 2026 05:02:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Nem todas as relíquias estão em museus. Esta fica no chão de uma praça de Lisboa por onde passam milhares de pessoas todos os dias.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-calcada-portuguesa-e-unica-no-pais-agora-vai-ser-protegida-1785862107009.jpg" data-image="e198n1ond8jl" alt="Calçada portuguesa" title="Calçada portuguesa"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-951013">Quase 200 anos depois, esta calçada portuguesa está prestes a fazer história. Foto ilustrativa: Pexels</figcaption></figure><p>Há pedaços de Lisboa que muitos pisam todos os dias sem imaginar que são únicos. A calçada portuguesa da <strong>Praça de São Paulo</strong>, na freguesia da Misericórdia, é um deles. A novidade é que está agora mais perto de ganhar um <strong>estatuto de proteção nacional</strong>. </p><p>Porquê? Porque a Património Cultural, I.P. abriu um procedimento de classificação do chamado Tapete de Pedra em Calçada Portuguesa. A proposta foi apresentada pela Associação da Calçada Portuguesa, que também integra a candidatura desta arte tradicional a Património Mundial da UNESCO.</p><div class="texto-destacado">Milhares de pessoas atravessam esta praça de Lisboa sem imaginar que estão a caminhar sobre uma verdadeira relíquia. O pavimento que cobre a Praça de São Paulo guarda quase 200 anos de história e prepara-se agora para receber um reconhecimento que poderá ajudar a garantir a sua preservação para as próximas gerações.</div><p>É caso para dizer que olhar para o chão nem sempre é mau sinal. Na Praça de São Paulo, aliás, basta baixar os olhos para descobrir<strong> uma das mais antigas e valiosas calçadas portuguesas do país</strong>. </p><h2>Um pavimento com quase dois séculos de história</h2><p>À primeira vista, pode parecer apenas mais um belo pavimento lisboeta. Mas basta olhar com atenção para perceber que ali existe um verdadeiro testemunho da história da cidade. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778841" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-erro-de-plantar-arvores-sem-pensar-nas-raizes-especies-que-podem-levantar-calcadas-e-danificar-tubulacoes.html" title="O erro de plantar árvores sem pensar nas raízes: espécies que podem levantar calçadas e danificar tubagens">O erro de plantar árvores sem pensar nas raízes: espécies que podem levantar calçadas e danificar tubagens</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-erro-de-plantar-arvores-sem-pensar-nas-raizes-especies-que-podem-levantar-calcadas-e-danificar-tubulacoes.html" title="O erro de plantar árvores sem pensar nas raízes: espécies que podem levantar calçadas e danificar tubagens"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-error-de-plantar-un-arbol-sin-pensar-en-sus-raices-las-especies-que-pueden-levantar-veredas-y-danar-canerias-1783721796593_320.jpg" alt="O erro de plantar árvores sem pensar nas raízes: espécies que podem levantar calçadas e danificar tubagens"></a></article></aside><p>O tapete de pedra da Praça de São Paulo<strong> foi construído em 1850</strong>, numa fase de profunda transformação urbana que se seguiu ao terramoto de 1755. Na altura, a praça tornou-se o terceiro grande espaço público de Lisboa a receber um grande empedrado artístico em calcário branco e basalto negro, uma solução que viria a tornar-se um dos maiores símbolos do país.</p><p>Ainda assim, o que torna este local ainda mais especial é o facto de conservar, até hoje, o desenho original. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-calcada-portuguesa-e-unica-no-pais-agora-vai-ser-protegida-1785862297376.jpg" data-image="6id97aynyjtl" alt="Calçada Praça de São Paulo" title="Calçada Praça de São Paulo"><figcaption>A calçada da Praça de São Paulo é um exemplar único. Foto: JF Misericórdia</figcaption></figure><p>É verdade. Embora não se conheça o autor do padrão, especialistas consideram que esta é a <strong>mais antiga calçada artística portuguesa preservada no seu estado inicial</strong>, um raro exemplo de continuidade patrimonial que atravessou quase dois séculos de história sem perder a sua identidade.</p><p>No centro da praça destaca-se também o Chafariz de São Paulo, uma obra do século XIX que foi alvo de uma profunda intervenção de restauro em 2019. A recuperação devolveu o funcionamento da estrutura hidráulica e valorizou um dos elementos arquitetónicos mais emblemáticos deste espaço, reforçando o seu interesse histórico e cultural.</p><p>A abertura do procedimento de classificação <strong>não significa, contudo, que o processo esteja concluído</strong>. Representa, sim, um passo importante para o reconhecimento oficial deste património. </p><div class="texto-destacado">Durante esta fase, o bem fica em vias de classificação enquanto decorrem as avaliações técnicas e administrativas que poderão conduzir à decisão final.</div><p>“A medida foi conhecida esta quarta-feira, 22 de julho, em que se assinalou pela primeira vez o Dia Nacional do Calceteiro e da Calçada Portuguesa”, nota a revista ‘Time Out’.</p><h2>Um património que precisa de ser preservado</h2><p>A notícia surge numa altura em que cresce a <strong>preocupação com o futuro da calçada portuguesa</strong>. Apesar de continuar a ser uma das imagens de marca de Lisboa e de muitas outras cidades do país, a manutenção deste património enfrenta dificuldades devido à escassez de calceteiros, uma profissão cada vez menos procurada pelas novas gerações. </p><p>"Nos anos de 1940, Lisboa tinha 400 calceteiros nos seus quadros, e atualmente tem 18. Se temos falta de profissionais, é inevitável que haja problemas na conservação da calçada", afirmou o presidente António Prôa à agência Lusa, citado pela ‘Time Out’.</p><div class="texto-destacado">A Associação da Calçada Portuguesa tem alertado que esta falta de profissionais pode comprometer a conservação de muitos dos pavimentos históricos existentes.</div><p>Recorde-se que Portugal começou, desde 22 de julho deste ano, a assinalar o <strong>Dia Nacional do Calceteiro e da Calçada Portuguesa</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="750722" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-cria-o-dia-nacional-do-calceteiro-e-da-calcada-portuguesa.html" title="Portugal cria o Dia Nacional do Calceteiro e da Calçada Portuguesa">Portugal cria o Dia Nacional do Calceteiro e da Calçada Portuguesa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-cria-o-dia-nacional-do-calceteiro-e-da-calcada-portuguesa.html" title="Portugal cria o Dia Nacional do Calceteiro e da Calçada Portuguesa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-cria-o-dia-nacional-do-calceteiro-e-da-calcada-portuguesa-1769247139953_320.jpg" alt="Portugal cria o Dia Nacional do Calceteiro e da Calçada Portuguesa"></a></article></aside><p>Portugal reforçou, assim, a importância da calçada enquanto património vivo. Um que não pertence apenas ao passado, mas que continua a moldar o espaço público e a experiência urbana contemporânea.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Junta%20de%20Freguesia%20Miseric%C3%B3rdia" data-year="2026" data-title="Cal%C3%A7ada%20da%20Pra%C3%A7a%20de%20S.%20Paulo%20ser%C3%A1%20classificada" data-url="https%3A%2F%2Fwww.jf-misericordia.pt%2Fviver%2Fcultura%2Fnoticias%2Fnoticia%2Fcalcada-da-praca-de-s-paulo-sera-classificada">Junta de Freguesia Misericórdia. (2026). <a href="https://www.jf-misericordia.pt/viver/cultura/noticias/noticia/calcada-da-praca-de-s-paulo-sera-classificada" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Calçada da Praça de S. Paulo será classificada</a>.</cite><br><cite data-author="Time%20Out%2C%20Barbedo%2C%20R" data-year="2026" data-title="Cal%C3%A7ada%20portuguesa%20da%20Pra%C3%A7a%20de%20S%C3%A3o%20Paulo%20vai%20ser%20classificada" data-url="https%3A%2F%2Fwww.timeout.pt%2Flisboa%2Fpt%2Fnoticias%2Fcalcada-portuguesa-da-praca-de-sao-paulo-vai-ser-classificada-072426">Time Out, Barbedo, R. (2026). <a href="https://www.timeout.pt/lisboa/pt/noticias/calcada-portuguesa-da-praca-de-sao-paulo-vai-ser-classificada-072426" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Calçada portuguesa da Praça de São Paulo vai ser classificada</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-calcada-portuguesa-e-unica-no-pais-agora-vai-ser-protegida.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Noites tropicais em setembro: onde poderão as temperaturas permanecer acima dos 20 ºC?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/noites-tropicais-em-setembro-onde-poderao-as-temperaturas-permanecer-acima-dos-20-c.html</link><pubDate>Thu, 17 Sep 2026 14:02:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os dias vão aquecer e as noites também! Parece que ainda é cedo para dizer adeus ao verão. Entre sábado e terça-feira, esperam-se noites tropicais em boa parte do país.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb8w1yy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb8w1yy.jpg" id="xb8w1yy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Com <strong>máximas até 36 ºC durante os próximos dias, as noites poderão aquecer, dando lugar a noites tropicais</strong>. Esta tendência deverá observar-se com maior evidência a partir da noite de sábado, onde as temperaturas esperadas pelas 23h deverão variar entre os 17 ºC em Bragança e os 25 ºC em Évora e Lisboa.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Já na madrugada de domingo, pelas 6h, onde as temperaturas mínimas são atingidas, esperam-se valores de 20 ºC ou mais nas cidades de Castelo Branco, Lisboa, Santarém, Portalegre, Beja e Faro. De acordo com a atual previsão, é <strong>esperado que as regiões Centro e Sul contem com as temperaturas mínimas mais elevadas do país nos próximos dias</strong>.</p><h2>Noites com temperaturas próximas dos 30 ºC</h2><p>Pelas <strong>22h de domingo, dia 20, as temperaturas deverão variar entre os 20 ºC em Bragança e os 27 ºC em Lisboa e Évora</strong>. A cidade do Porto poderá contar com 25 ºC, correspondendo a uma anomalia térmica positiva de 5 ºC, face à normal climatológica. Neste horário, as regiões do Ribatejo, Alentejo e Grande Lisboa poderão contar com anomalias até 7 ºC, sendo esta a mais expressiva desse dia e hora.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/noites-tropicais-em-setembro-onde-poderao-as-temperaturas-permanecer-acima-dos-20-c-1789643502326.jpg" data-image="495e5xebzfq2" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>A partir de sábado, dia 19, as noites deverão aquecer de forma expressiva em praticamente todo o continente.</figcaption></figure><p>Na madrugada de segunda-feira, pelas 7h, as temperaturas deverão manter-se entre os 15 ºC em Bragança e os 22 ºC em Faro.<strong> A cidade do Porto poderá ser das mais quentes neste horário, com 21 ºC esperados</strong>. O mapa de anomalias indica valores acima da média em todo o território.</p><p>O mapa acima mostra a distribuição das temperaturas às 22h de segunda-feira, onde localmente, os termómetros poderão registar até 28 ºC no Alentejo. As cidades de Lisboa, Évora e Beja podem contar com 27 ºC, enquanto Santarém deverá registar 26 ºC e o Porto e Portalegre 25 ºC,<strong> devendo estas serem as capitais distritais mais quentes nesse período</strong>.</p><h2>Valores mínimos deverão manter-se idênticos na terça-feira</h2><p>A<strong> madrugada de terça-feira contará com uma distribuição térmica entre os 15 ºC</strong> em Bragança e Guarda <strong>e os 21 ºC</strong> em Lisboa, Portalegre e Faro. Porto e Leiria poderão contar com 20 ºC, enquanto as restantes capitais deverão manter-se abaixo desse valor.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789097" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/madeira-e-acores-terao-um-cenario-diferente-enquanto-o-continente-aquece-esta-e-a-previsao-ate-domingo.html" title="Madeira e Açores terão um cenário diferente enquanto o Continente aquece: esta é a previsão até domingo">Madeira e Açores terão um cenário diferente enquanto o Continente aquece: esta é a previsão até domingo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/madeira-e-acores-terao-um-cenario-diferente-enquanto-o-continente-aquece-esta-e-a-previsao-ate-domingo.html" title="Madeira e Açores terão um cenário diferente enquanto o Continente aquece: esta é a previsão até domingo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/madeira-e-acores-terao-um-cenario-diferente-enquanto-o-continente-aquece-esta-e-a-previsao-ate-domingo-1789602133888_320.jpg" alt="Madeira e Açores terão um cenário diferente enquanto o Continente aquece: esta é a previsão até domingo"></a></article></aside><p><strong>Pelas 22h o cenário será semelhante ao de segunda-feira</strong>, com valores máximos de 27 ºC para Lisboa, de 26 ºC para Évora, Beja, Santarém e Portalegre e de 24 ºC para Coimbra e Porto, fazendo destas as cidades mais quentes dessa noite. Bragança poderá ser a cidade mais fresca, contando, ainda assim, com 20 ºC, sendo esperado que a noite seja quente em todo o país, à exceção das cotas mais elevadas do Norte e Centro, onde o arrefecimento noturno é mais evidente.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/noites-tropicais-em-setembro-onde-poderao-as-temperaturas-permanecer-acima-dos-20-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O outono chega a Portugal na próxima semana, mas os mapas mostram outra estação: eis o que prevê o ECMWF]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-outono-chega-a-portugal-na-proxima-semana-mas-os-mapas-mostram-outra-estacao-eis-o-que-preve-o-ecmwf.html</link><pubDate>Thu, 17 Sep 2026 13:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O outono astronómico chega a Portugal na próxima semana, mas os mapas do ECMWF mostram um cenário pouco outonal. Temperaturas muito acima da média, máximas superiores a 30 ºC e praticamente nenhuma chuva à vista.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/o-outono-chega-a-portugal-na-proxima-semana-mas-os-mapas-mostram-outra-estacao-eis-o-que-preve-o-ecmwf-1789647507262.jpg" data-image="0vixzjl96n5t" alt="Outono" title="Outono"><figcaption>O outono astronómico chega a Portugal na próxima semana, mas ainda terá sabor a verão. O ECMWF antecipa temperaturas bem acima do normal, com o calor a prolongar-se para lá da mudança de estação.</figcaption></figure><p><br>O calendário astronómico muda de estação na próxima semana, mas a atmosfera poderá não acompanhar essa transição. Entre 21 e 28 de setembro, o ECMWF prevê <strong>temperaturas persistentemente acima do normal em Portugal Continental</strong>, num cenário acompanhado por estabilidade atmosférica e, para já, praticamente sem chuva.</p><h2>Afinal, quando termina o verão?</h2><p>Existem duas formas diferentes de definir o início das estações. Para a meteorologia e climatologia, o <strong>verão meteorológico terminou a 31 de agosto</strong>, sendo setembro já considerado o primeiro mês do outono. Esta divisão em períodos completos de três meses facilita a comparação e análise dos dados climáticos.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Já segundo o critério astronómico, a mudança ocorre com o <strong>equinócio de setembro</strong>, que em 2026 acontece no dia 23. É nesta altura que o Sol cruza o equador celeste, assinalando o início do outono no Hemisfério Norte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-outono-chega-a-portugal-na-proxima-semana-mas-os-mapas-mostram-outra-estacao-eis-o-que-preve-o-ecmwf-1789647451941.jpg" data-image="phi8ohxvyx0j" alt="Estações do ano" title="Estações do ano"><figcaption>As estações astronómicas são determinadas pela posição da Terra na sua órbita em torno do Sol. O equinócio de setembro assinala o fim do verão e o início do outono no Hemisfério Norte.</figcaption></figure><p>Contudo, uma mudança de estação no calendário não implica necessariamente uma alteração imediata do estado do tempo, e a próxima semana será um bom exemplo disso.</p><h2>ECMWF prevê uma semana bastante mais quente do que o normal</h2><p>O mapa de anomalia média semanal da temperatura a 2 metros do ECMWF, válido entre os dias 21 e 28, apresenta praticamente todo o território continental português sob tons vermelhos.</p><p>Uma anomalia semanal não significa que, em determinado momento, estarão necessariamente mais 3, 6 ou 10 ºC do que o habitual. O cálculo compara a <strong>temperatura média prevista ao longo de toda a semana, incluindo diferentes dias e períodos do dia e da noite, com a média climatológica correspondente à mesma época do ano</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-outono-chega-a-portugal-na-proxima-semana-mas-os-mapas-mostram-outra-estacao-eis-o-que-preve-o-ecmwf-1789646925479.jpg" data-image="7jtwbte7tc4k" alt="Anomalia média semanal" title="Anomalia média semanal"><figcaption>Entre 21 e 28 de setembro, o ECMWF prevê temperaturas médias 3 a 6 ºC acima do normal em grande parte de Portugal, com desvios localmente entre 6 e 10 ºC no interior Centro.</figcaption></figure><p>Em grande parte de Portugal, o modelo aponta para uma média semanal entre <strong>3 e 6 ºC acima do normal</strong>. No interior Centro, próximo da fronteira com Espanha, surgem mesmo áreas onde o desvio poderá situar-se entre <strong>6 e 10 ºC</strong>. São valores expressivos para uma semana que marca precisamente a entrada no outono astronómico.</p><h2>No dia do equinócio, as altas pressões continuam sobre Portugal</h2><p>A configuração sinóptica prevista para quarta-feira, dia 23, ajuda a explicar este cenário. O ECMWF coloca Portugal sob valores de pressão à superfície aproximadamente entre <strong>1015 e 1020 hPa</strong>, num contexto de estabilidade atmosférica.</p><p>As altas pressões favorecem movimentos descendentes do ar e <strong>dificultam o desenvolvimento de sistemas de precipitação organizados</strong>. Além disso, ajudam a manter afastadas de Portugal as depressões e frentes atlânticas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-outono-chega-a-portugal-na-proxima-semana-mas-os-mapas-mostram-outra-estacao-eis-o-que-preve-o-ecmwf-1789646984804.jpg" data-image="0gnw56ise2pe" alt="Configuração atmosférica no equinócio" title="Configuração atmosférica no equinócio"><figcaption>No dia 23, quando começa o outono astronómico, Portugal deverá permanecer sob influência de pressões relativamente elevadas e tempo estável, enquanto depressões mais profundas afetam outras regiões da Europa.</figcaption></figure><p>O contraste com outras zonas da Europa é evidente. Enquanto Portugal permanece numa configuração relativamente estável, áreas do centro e norte do continente europeu surgem próximas de <strong>depressões bastante mais pronunciadas</strong>, associadas a maior instabilidade, nebulosidade e precipitação.</p><h2>Mais de 34 ºC já depois da entrada no outono?</h2><p>Na quinta-feira, dia 24, ou seja, <strong>já depois do equinócio</strong>, o cenário térmico continuará a ter muito pouco de outonal. A previsão do ECMWF para as 12h mostra temperaturas elevadas em praticamente todo o interior, com algumas áreas do Alentejo a poderem <strong>ultrapassar os 34 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-outono-chega-a-portugal-na-proxima-semana-mas-os-mapas-mostram-outra-estacao-eis-o-que-preve-o-ecmwf-1789647044614.jpg" data-image="g6ej5ue45wmk" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-14019">Já em pleno outono astronómico, o calor deverá persistir. Às 12h de dia 24, o ECMWF projeta mais de 34 ºC em alguns pontos do Alentejo, ainda antes do período habitualmente mais quente da tarde.</figcaption></figure><p><strong>E há um pormenor importante, </strong>o meio-dia não corresponde necessariamente ao momento mais quente do dia. Nesta fase do ano, e dependendo das condições locais, as temperaturas máximas podem ocorrer algumas horas mais tarde, durante a tarde. Assim, localmente, <strong>os valores poderão ainda aumentar face aos representados neste mapa.</strong></p><h2>E a chuva? Para já, sem sinais de uma mudança significativa</h2><p>Também neste parâmetro a chegada do outono astronómico não deverá traduzir-se numa alteração evidente. O mapa de precipitação acumulada soma toda a chuva prevista num período de <strong>240 horas, entre 17 e 27 de setembro</strong>. Portugal Continental aparece praticamente sem sinal de precipitação acumulada significativa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-outono-chega-a-portugal-na-proxima-semana-mas-os-mapas-mostram-outra-estacao-eis-o-que-preve-o-ecmwf-1789647101250.jpg" data-image="bxv6qrb6ahw8" alt="Precipitação acumulada" title="Precipitação acumulada"><figcaption>O ECMWF não antecipa, por enquanto, episódios significativos de chuva em Portugal Continental até dia 27, apesar de o horizonte mais distante da previsão apresentar maior incerteza.</figcaption></figure><p>Existem apenas pequenos sinais no extremo sul do território, associados sobretudo à possibilidade de precipitação no sábado, dia 19, enquanto outros episódios deverão permanecer sobre o Atlântico.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789097" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/madeira-e-acores-terao-um-cenario-diferente-enquanto-o-continente-aquece-esta-e-a-previsao-ate-domingo.html" title="Madeira e Açores terão um cenário diferente enquanto o Continente aquece: esta é a previsão até domingo">Madeira e Açores terão um cenário diferente enquanto o Continente aquece: esta é a previsão até domingo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/madeira-e-acores-terao-um-cenario-diferente-enquanto-o-continente-aquece-esta-e-a-previsao-ate-domingo.html" title="Madeira e Açores terão um cenário diferente enquanto o Continente aquece: esta é a previsão até domingo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/madeira-e-acores-terao-um-cenario-diferente-enquanto-o-continente-aquece-esta-e-a-previsao-ate-domingo-1789602133888_320.jpg" alt="Madeira e Açores terão um cenário diferente enquanto o Continente aquece: esta é a previsão até domingo"></a></article></aside><p>Tratando-se de uma previsão que se prolonga por vários dias, <strong>a incerteza aumenta substancialmente no final do período</strong>, pelo que novas atualizações poderão introduzir alterações. Ainda assim, os mapas disponíveis neste momento deixam uma mensagem clara. <strong>O</strong><strong> outono astronómico chega na próxima semana, mas o calor e a estabilidade atmosférica poderão fazer Portugal parecer ainda preso ao verão.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-outono-chega-a-portugal-na-proxima-semana-mas-os-mapas-mostram-outra-estacao-eis-o-que-preve-o-ecmwf.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O calor intensifica-se novamente: onde poderão ser atingidos os valores mais elevados?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-calor-intensifica-se-novamente-onde-poderao-ser-atingidos-os-valores-mais-elevados.html</link><pubDate>Thu, 17 Sep 2026 12:01:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas vão começar a subir de forma evidente entre sexta-feira e sábado, onde se esperam valores elevados em toda a geografia continental. Eis as capitais de distrito mais quentes dos próximos dias!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb8vhai"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb8vhai.jpg" id="xb8vhai"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>De acordo com a mais recente atualização do ECMWF, é provável que a próxima semana, <strong>semana de transição entre o verão e o outono astronómico</strong>, possa continuar quente, com valores muito acima do expectável para a época, tal como temos vindo a avançar.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Inclusive, e ainda que esta semana (14 a 21 de setembro) possa registar uma anomalia térmica evidente, especialmente no interior do país, o nosso modelo de confiança aponta para uma<strong> anomalia ainda mais expressiva para a semana entre 21 a 28 de setembro</strong>.</p><h2>Verão continuará em pleno nos próximos dias</h2><p>A subida dos termómetros terá início amanhã, sexta-feira, no entanto, <strong>espera-se que o calor se torne mais evidente no sábado</strong>, onde as temperaturas começarão a subir com maior expressão no Norte do país. Para esse dia, 19 de setembro, esperam-se valores máximos compreendidos entre os 22 ºC em Viana do Castelo e os 34 ºC em Coimbra e Santarém.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-calor-intensifica-se-novamente-onde-poderao-ser-atingidos-os-valores-mais-elevados-1789640262506.jpg" data-image="hj09t82b7bas" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>As mais recentes atualizações dos nossos mapas indicam uma persistência de temperaturas elevadas, pelo menos, até terça-feira, dia 22 de setembro.</figcaption></figure><p>No domingo, esta tendência de aquecimento continua e intensifica-se, especialmente no Norte, onde à exceção de Viana do Castelo, que espera máxima de 25 ºC, as restantes capitais de distrito deverão ultrapassar os 30 ºC. <strong>Braga deverá ser a mais quente da região, com 33 ºC</strong>. Vila Real e Porto poderão contar com 31 ºC, enquanto Bragança poderá registar 30 ºC. Coimbra poderá ser a capital de distrito mais quente do país, com previsão de 36 ºC. Santarém aparece de seguida, com 35 ºC esperados.</p><div class="texto-destacado">Ao que tudo indica, as cidades de Coimbra e Santarém poderão ser das mais quentes do país nos próximos dias.</div><p>Na segunda-feira o litoral Norte e Centro manter-se-á quente, com uma ligeira subida nesta segunda região, onde <strong>Aveiro poderá atingir os 30 ºC de máxima</strong>. Na região Norte os valores deverão manter-se pouco variáveis face a domingo. Mais uma vez, Coimbra e Santarém poderão ser as capitais de distrito mais quentes, com máxima esperada de até 35 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789071" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ultimo-fim-de-semana-do-verao-astronomico-que-tempo-esperar-em-portugal.html" title="Último fim de semana do verão astronómico: que tempo esperar em Portugal?">Último fim de semana do verão astronómico: que tempo esperar em Portugal?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ultimo-fim-de-semana-do-verao-astronomico-que-tempo-esperar-em-portugal.html" title="Último fim de semana do verão astronómico: que tempo esperar em Portugal?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ultimo-fim-de-semana-do-verao-astronomico-que-tempo-esperar-em-portugal-1789577494306_320.jpg" alt="Último fim de semana do verão astronómico: que tempo esperar em Portugal?"></a></article></aside><p>Como podemos observar no mapa acima, <strong>é expectável que os valores elevados persistam, pelo menos, até terça-feira, dia 22</strong>, onde Coimbra e Santarém poderão chegar aos 36 ºC. No Norte, a cidade do Porto poderá contar com máxima de 32 ºC, pelas 13h, e Braga e Vila Real com 33 ºC, devendo estas serem as cidades mais quentes da região. No Alentejo, Évora poderá ser a capital mais quente, com 35 ºC previstos.</p><h2>Anomalias térmicas diárias deverão alcançar os 12 ºC acima da normal climatológica de referência</h2><p>Como temos vindo a avançar noutras previsões, aqui na Meteored Portugal, as <strong>anomalias térmicas também vão acompanhar esta intensificação do calor</strong>, cobrindo o país de valores muito acima da média para a época do ano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-calor-intensifica-se-novamente-onde-poderao-ser-atingidos-os-valores-mais-elevados-1789642744758.jpg" data-image="pi8qrqpaaftz" alt="anomalia térmica" title="anomalia térmica"><figcaption>Os valores de anomalia térmica positiva (acima da média) deverão manter-se bastante elevados para a época. Na terça-feira, esta anomalia poderá alcançar os 12 ºC acima do expectável.</figcaption></figure><p>A partir de amanhã, essencialmente, os valores anormalmente quentes começam a ganhar expressão no território, acompanhando a tendência de subida das temperaturas, no entanto, <strong>entre domingo e terça-feira, são esperadas anomalias mais expressivas em todo o continente, entre os 8 ºC e os 12 ºC</strong>, à exceção de Faro, cuja anomalia será de 2 ºC acima da média. Para acompanhar todas as atualizações sobre o tempo em Portugal, visite o <a href="https://www.tempo.pt/" target="_blank" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">tempo.pt</a>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-calor-intensifica-se-novamente-onde-poderao-ser-atingidos-os-valores-mais-elevados.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Água lunar não chega para a cidade de milhões de habitantes de Elon Musk: estudo questiona planos a longo prazo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/agua-lunar-nao-chega-para-a-cidade-de-milhoes-de-habitantes-de-elon-musk-estudo-questiona-planos-a-longo-prazo.html</link><pubDate>Thu, 17 Sep 2026 11:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Um novo estudo questiona os ambiciosos planos de Elon Musk para uma cidade de um milhão de habitantes na Lua: não a energia, mas sobretudo a escassez de água, é que se tornará o factor limitante. Mesmo com uma reciclagem eficiente, seria possível abastecer tal quantidade de pessoas durante apenas cerca de um século.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mondwasser-reicht-nicht-fur-elon-musks-millionenstadt-studie-stellt-langfristige-plane-infrage-1789503838891.jpg" alt="Em fevereiro de 2026, Elon Musk anunciou que pretende construir uma cidade lunar para dezenas de milhares de pessoas. Imagem criada por IA." title="Em fevereiro de 2026, Elon Musk anunciou que pretende construir uma cidade lunar para dezenas de milhares de pessoas. Imagem criada por IA."><figcaption>Em fevereiro de 2026, Elon Musk anunciou que pretende construir uma cidade lunar para dezenas de milhares de pessoas. Imagem criada por IA.</figcaption></figure><p>Elon Musk planeia colonizar a Lua de forma permanente e construir uma cidade lunar – mas o projeto pode falhar devido à insuficiência de recursos. Um novo estudo conclui que <strong>as reservas de água não seriam suficientes a longo prazo para uma cidade de tamanha dimensão</strong>.</p><p>De acordo com os cálculos, <strong>um povoado com mais de um milhão de habitantes esgotaria a reserva de água prevista — sem reutilização — em apenas 2,4 anos</strong>. Mesmo uma taxa de reciclagem de 98%, como a que foi alcançada na Estação Espacial Internacional (ISS), resolveria o problema apenas temporariamente.</p><p>Uma metrópole poderia sobreviver com isto durante cerca de 100 anos. <strong>Com 100.000 habitantes, o período seria de aproximadamente 1.000 anos</strong>. Para um povoado de cerca de 1.000 pessoas, os autores vislumbram muito melhores perspetivas.</p><h2>Quanta água há?</h2><p>A <strong>maior incerteza diz respeito à dimensão das reservas de água disponíveis</strong>. Os especialistas estimam que a Lua contenha, ao todo, cerca de 34 milhões de toneladas de água. No entanto, para o estudo, os autores basearam-se inicialmente no valor de mil milhões de toneladas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mondwasser-reicht-nicht-fur-elon-musks-millionenstadt-studie-stellt-langfristige-plane-infrage-1789503851786.jpg" alt="Mesmo com um reprocessamento minucioso, a água poderia tornar-se escassa num período de tempo comparativamente curto. Imagem criada por IA." title="Mesmo com um reprocessamento minucioso, a água poderia tornar-se escassa num período de tempo comparativamente curto. Imagem criada por IA."><figcaption>Mesmo com um reprocessamento minucioso, a água poderia tornar-se escassa num período de tempo comparativamente curto. Imagem criada por IA.</figcaption></figure><p>"Uma aldeia lunar ou uma pequena cidade de 10 mil habitantes não ficará sem água durante milhares de anos", disse o coautor Martin Elvis à Forbes. Ao mesmo tempo, classificou a estimativa de mil milhões de toneladas como "generosa", referindo que <strong>a quantidade real poderia ser 20 a 30 vezes inferior</strong>.</p><p>Com uma taxa de recuperação de apenas 30%, uma cidade desta dimensão, segundo a estimativa de Elvis, duraria apenas cerca de 100 anos. "Obviamente, são necessárias explorações extensas antes de se iniciar a construção de uma cidade lunar", acrescentou. A<strong> NASA planeia várias missões a crateras permanentemente sombreadas</strong>, mas um levantamento fiável exigirá mais esforço.</p><h2>Depósitos valiosos nos pólos</h2><p>Quase toda a água lunar conhecida concentra-se nas regiões polares. Aí, existem áreas permanentemente sombreadas em crateras que não recebem luz solar direta há milhares de milhões de anos. <strong>Nestas armadilhas de frio, o gelo de água pode permanecer preservado durante longos períodos</strong>.</p><p>Ao mesmo tempo, as bordas das crateras oferecem <strong>condições favoráveis para a energia solar</strong>. Devido à pequena inclinação do eixo lunar, o Sol mantém-se baixo em relação ao horizonte na vizinhança dos pólos. As elevações expostas recebem iluminação durante períodos particularmente longos. Os sistemas fotovoltaicos poderiam gerar energia nesses locais e até ser fabricados <em>in loco</em> a partir do silício disponível.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="754640" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/elon-musk-quer-colocar-um-milhao-de-satelites-no-espaco-para-alimentar-centros-de-dados-de-ia.html" title="Elon Musk quer colocar um milhão de satélites no espaço para alimentar centros de dados de IA">Elon Musk quer colocar um milhão de satélites no espaço para alimentar centros de dados de IA</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/elon-musk-quer-colocar-um-milhao-de-satelites-no-espaco-para-alimentar-centros-de-dados-de-ia.html" title="Elon Musk quer colocar um milhão de satélites no espaço para alimentar centros de dados de IA"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/elon-musk-wants-to-put-a-million-satellites-in-space-to-power-ai-data-centers-1771314092469_320.jpg" alt="Elon Musk quer colocar um milhão de satélites no espaço para alimentar centros de dados de IA"></a></article></aside><p>Por conseguinte, <strong>o estudo não considera a eletricidade como um fator limitante decisivo</strong> para o tamanho da população. Embora a energia de fissão nuclear fosse necessária para servir vários milhões de pessoas, mesmo ela representa, na avaliação dos autores, apenas uma restrição menor. A água, por outro lado, continua a ser o recurso mais importante.</p><p>Para Musk, isto é relevante: <strong>o responsável da SpaceX anunciou, em fevereiro, a intenção de priorizar, num prazo de cinco a sete anos, a criação de uma "cidade que cresce por si" na Lua</strong>. Em julho, falou em "dezenas de milhares" de pessoas a viver numa metrópole totalmente autossuficiente. Jeff Bezos tem também planos para transferir a indústria pesada e os centros de dados para o espaço.</p><p>Ainda assim, os investigadores perspetivam possibilidades: uma reciclagem mais eficiente, métodos de poupança de água — como a agricultura vertical —, explorações adicionais e, eventualmente, a <strong>importação de água de asteróides poderão melhorar o balanço hídrico</strong>. No entanto, alertam que, sem sistemas de ciclo fechado muito mais eficientes ou reservas de água significativamente maiores, a colonização da Lua por milhões de pessoas a longo prazo não é viável, à luz dos conhecimentos atuais.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Elvis%2C%20M.%2C%20%26%20McDowell%2C%20J.%20C" data-year="2026" data-title="No%20cities%20on%20the%20Moon%3A%20a%20billion%20tons%20of%20water%20is%20not%20enough%20for%20sustainability.%20Frontiers%20in%20Space%20Technologies" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.3389%2Ffrspt.2026.1894104">Elvis, M., & McDowell, J. C. (2026). <a href="https://doi.org/10.3389/frspt.2026.1894104" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">No cities on the Moon: a billion tons of water is not enough for sustainability. Frontiers in Space Technologies</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/agua-lunar-nao-chega-para-a-cidade-de-milhoes-de-habitantes-de-elon-musk-estudo-questiona-planos-a-longo-prazo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Madeira e Açores terão um cenário diferente enquanto o Continente aquece: esta é a previsão até domingo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/madeira-e-acores-terao-um-cenario-diferente-enquanto-o-continente-aquece-esta-e-a-previsao-ate-domingo.html</link><pubDate>Thu, 17 Sep 2026 10:04:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Enquanto o Continente volta a aquecer, a Madeira e os Açores seguem um rumo diferente. Até domingo, os dois arquipélagos terão períodos de chuva, nebulosidade e temperaturas geralmente próximas da média climática.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb8qvq6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb8qvq6.jpg" id="xb8qvq6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Enquanto Portugal Continental se prepara para um fim de semana marcado por uma nova subida das temperaturas, o cenário será diferente nos arquipélagos. <strong>Açores e Madeira terão períodos de chuva e maior nebulosidade entre esta quinta-feira e domingo, dia 20, </strong>com temperaturas geralmente próximas ou ligeiramente abaixo dos valores habituais para setembro.</p><h2>Açores: a chuva estará presente, mas sem acumulados significativos</h2><p>Esta <strong>quinta-feira, dia 17</strong>, será marcada por alguns períodos de precipitação nos Açores. De acordo com as previsões da Meteored, a chuva deverá surgir na <strong>ilha Terceira a partir do final da manhã/início da tarde</strong>, podendo prolongar-se durante algumas horas e abranger uma parte considerável da ilha. Durante a tarde, <strong>Pico e São Miguel</strong> também poderão registar períodos de precipitação fraca, num cenário acompanhado por nebulosidade variável.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No que diz respeito às temperaturas, não são esperadas grandes surpresas. Durante as horas mais quentes, os termómetros deverão registar valores bastante próximos do normal para esta altura do ano. Em várias zonas costeiras poderão ser alcançados <strong>24 a 28 ºC</strong>, enquanto nas áreas de maior altitude o ambiente será naturalmente mais fresco.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/madeira-e-acores-terao-um-cenario-diferente-enquanto-o-continente-aquece-esta-e-a-previsao-ate-domingo-1789601978244.jpg" data-image="qkh5syeeawut" alt="Temperatura Açores" title="Temperatura Açores"><figcaption>As temperaturas mantêm-se próximas dos valores habituais para setembro nos Açores, com máximas geralmente entre os 22 e os 28 ºC e ambiente mais fresco nas zonas de maior altitude.</figcaption></figure><p>As anomalias térmicas serão até sábado, de uma forma geral, pouco expressivas, entre <strong>0 e +3 ºC</strong> durante parte do dia, podendo surgir desvios negativos de <strong>-3 a -4 ºC nas zonas montanhosas durante a noite</strong>. Domingo, haverá um geral e ligeiro aumento das temperaturas no arquipélago.</p><h2>Sexta-feira mantém o padrão, mas o fim de semana será mais chuvoso</h2><p>Na <strong>sexta-feira, dia 18</strong>, a situação não deverá sofrer alterações significativas. As ilhas do <strong>Pico e Terceira</strong> poderão voltar a registar períodos de chuva fraca durante a tarde, mantendo-se as temperaturas semelhantes às do dia anterior.</p><p>Já durante <strong>sábado e domingo</strong>, a precipitação deverá tornar-se mais frequente em diferentes pontos do arquipélago. Ainda assim, a intensidade horária deverá permanecer, em geral, entre <strong>fraca e moderada</strong>, sem indicação de um episódio particularmente significativo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/madeira-e-acores-terao-um-cenario-diferente-enquanto-o-continente-aquece-esta-e-a-previsao-ate-domingo-1789602133888.jpg" data-image="bw5q4xuyedyv" alt="Precipitação Açores" title="Precipitação Açores"><figcaption>A precipitação torna-se mais frequente durante o fim de semana nos Açores, embora de intensidade geralmente fraca a moderada e sem acumulados particularmente expressivos.</figcaption></figure><p>No conjunto destes quatro dias, o <strong>Pico poderá destacar-se nos acumulados</strong>, com alguns pontos da ilha a ultrapassarem os <strong>14 mm</strong>. Trata-se, contudo, de um valor muito pouco expressivo tendo em conta a climatologia açoriana.</p><p>Assim, até domingo, os Açores deverão ter um cenário bastante estável nas temperaturas, intercalado por nuvens e períodos de chuva em praticamente todas as ilhas. <strong>O vento deverá permanecer pouco intenso e não são esperadas condições marítimas particularmente adversas.</strong></p><h2>Madeira: chuva começa pelo norte nesta quinta-feira</h2><p>Na Madeira, esta <strong>quinta-feira</strong> também deverá trazer alguma precipitação. A formação de nuvens será inicialmente mais evidente na <strong>vertente norte da ilha</strong>, onde são esperados os primeiros períodos de chuva durante a manhã.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/madeira-e-acores-terao-um-cenario-diferente-enquanto-o-continente-aquece-esta-e-a-previsao-ate-domingo-1789602433020.jpg" data-image="c1w3pggj6xuh" alt="Precipitação Madeira" title="Precipitação Madeira"><figcaption>A chuva deverá começar pela vertente norte da Madeira, associada a maior nebulosidade, podendo alcançar outros pontos da ilha com o decorrer da tarde.</figcaption></figure><p>Com o decorrer das horas, sobretudo durante a tarde, a precipitação poderá estender-se a outros pontos da Madeira. Na <strong>sexta-feira</strong>, o padrão poderá repetir-se, maior desenvolvimento de nebulosidade no flanco norte e possibilidade de chuva que, pontualmente, poderá alcançar outras regiões. </p><p>A distribuição da precipitação numa ilha com uma orografia tão complexa pode variar consideravelmente em curtas distâncias, pelo que o <strong>radar de chuva da Meteored</strong> permitirá acompanhar a sua evolução praticamente em tempo real.</p><h2>Madeira ligeiramente mais fresca enquanto o Continente aquece</h2><p>Também nas temperaturas haverá um contraste interessante com Portugal Continental. Na quinta-feira, as regiões costeiras da Madeira deverão registar valores aproximadamente entre <strong>21 e 25 ºC</strong>, enquanto o interior montanhoso será mais fresco, com valores próximos dos <strong>18 ºC</strong> em alguns locais durante a tarde.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/madeira-e-acores-terao-um-cenario-diferente-enquanto-o-continente-aquece-esta-e-a-previsao-ate-domingo-1789602478954.jpg" data-image="9lfj5kas7qju" alt="Temperatura Madeira" title="Temperatura Madeira"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-364084">O relevo acentua os contrastes térmicos na Madeira. As zonas costeiras aproximam-se dos 25 ºC, enquanto nas regiões montanhosas do interior os valores ficam mais contidos.</figcaption></figure><p>Ao contrário do Continente, onde as temperaturas voltarão a subir de forma acentuada durante o fim de semana, <strong>a Madeira deverá permanecer com valores ligeiramente abaixo da média climática em várias zonas</strong>. Na quinta-feira, por exemplo, os desvios poderão atingir cerca de <strong>-4 ºC na vertente norte e em áreas montanhosas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/madeira-e-acores-terao-um-cenario-diferente-enquanto-o-continente-aquece-esta-e-a-previsao-ate-domingo-1789602527305.jpg" data-image="n9lmht4ubdte" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-103634">Grande parte da Madeira terá temperaturas ligeiramente abaixo do habitual (principalmente durante a noite), com anomalias negativas que poderão atingir cerca de -4 ºC na vertente norte.</figcaption></figure><p>As temperaturas deverão oscilar pouco até ao fim de semana, geralmente apenas <strong>2 ou 3 ºC entre dias</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789018" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-podera-ser-a-excecao-na-europa-a-chuva-continuara-ausente-nos-proximos-dias.html" title="Portugal Continental poderá ser a exceção na Europa: a chuva continuará ausente nos próximos dias">Portugal Continental poderá ser a exceção na Europa: a chuva continuará ausente nos próximos dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-podera-ser-a-excecao-na-europa-a-chuva-continuara-ausente-nos-proximos-dias.html" title="Portugal Continental poderá ser a exceção na Europa: a chuva continuará ausente nos próximos dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-podera-ser-a-excecao-na-europa-a-chuva-continuara-ausente-nos-proximos-dias-1789559636935_320.jpg" alt="Portugal Continental poderá ser a exceção na Europa: a chuva continuará ausente nos próximos dias"></a></article></aside><p>Contudo, no <strong>domingo, dia 20</strong>, poderá verificar-se uma ligeira subida, particularmente no norte, na zona de <strong>São Vicente, os termómetros poderão chegar aos 28 ºC</strong>, enquanto Funchal, Ponta do Sol e outros pontos costeiros deverão rondar os <strong>25 a 26 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/madeira-e-acores-terao-um-cenario-diferente-enquanto-o-continente-aquece-esta-e-a-previsao-ate-domingo-1789602548951.jpg" data-image="rn1a38pdpmdn" alt="Temperatura Madeira" title="Temperatura Madeira"><figcaption>No domingo prevê-se uma ligeira subida das temperaturas na Madeira, sobretudo na vertente norte, onde São Vicente poderá aproximar-se dos 28 ºC.</figcaption></figure><p>Desta forma, enquanto o Continente volta a sentir um ambiente marcadamente quente para a segunda metade de setembro, <strong>Madeira e Açores seguirão um caminho diferente, com temperaturas mais moderadas e alguns períodos de chuva até domingo</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/madeira-e-acores-terao-um-cenario-diferente-enquanto-o-continente-aquece-esta-e-a-previsao-ate-domingo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Barragem de Castelo do Bode faz 75 anos e mantém-se central na gestão da água e energia]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/barragem-de-castelo-do-bode-faz-75-anos-e-mantem-se-central-na-gestao-da-agua-e-energia.html</link><pubDate>Thu, 17 Sep 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Conheça a história e a importância de uma obra de engenharia que marcou a modernização do país e continua decisiva no planeamento dos recursos hídricos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/barragem-de-castelo-do-bode-faz-75-anos-e-mantem-se-central-na-gestao-da-agua-e-energia-1788264367276.jpg" data-image="ah5x1r1tezcv" alt="Albufeira de Castelo de Bode" title="Albufeira de Castelo de Bode"><figcaption>A albufeira de Castelo do Bode estende-se por 60 km e submergiu cerca de 3500 hectares ao longo do Zêzere. Foto: APA</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A Barragem de Castelo de Bode ergue-se no<strong> rio</strong><strong> Zêzere</strong>, entre Tomar e Abrantes, como uma das infraestruturas mais determinantes para o país. Produz energia, armazena água, regulariza caudais e responde a momentos críticos do sistema elétrico. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A sua história cruza-se com a evolução do próprio território, ganhando um novo significado quando se assinalam agora os 75 anos do início da sua construção, em 2026.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A sua importância estratégica começou a evidenciar-se muito antes de entrar em funcionamento. A construção ganhou prioridade em 1945, com a criação da <strong>Hidroeléctrica do Zêzere</strong>, num momento em que Portugal dava os primeiros passos na eletrificação. </p><p>As obras começaram em <strong>março de 1946</strong> e transformaram rapidamente o vale. Onde antes havia margens tranquilas, passou a existir um estaleiro em permanente azáfama.</p><h2>Estaleiro sem precedentes</h2><p>Durante cinco anos, o ritmo de trabalho foi intenso. Equipas técnicas, operários e engenheiros enfrentaram um desafio sem precedentes no país. Levantar uma barragem de betão com <strong>115 metros de altura</strong> exigiu soluções improvisadas, adaptações constantes e uma logística de grande complexidade.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Um dos episódios mais marcantes foi o transporte dos grupos geradores. O equipamento, com mais de 70 toneladas e nove metros de diâmetro, teve de percorrer o caminho entre Lisboa e Castelo do Bode num veículo especialmente construído para o efeito. Tinha oito eixos, vinte metros de comprimento e avançava a uma velocidade mínima.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p> A viagem durou cerca de um mês e teve um<strong> grande</strong><strong> impacto no país</strong>. As publicações da época relataram dezenas de excursões organizadas com o único propósito de ver as obras. Pessoas de todo o país quiseram assistir à passagem do camião, que avançava com extrema dificuldade por estradas estreitas e pouco preparadas. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787149" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/reservas-das-barragens-descem-para-77-em-agosto-apenas-duas-bacias-estao-abaixo-da-media.html" title="Reservas das barragens descem para 77% em agosto: apenas duas bacias estão abaixo da média">Reservas das barragens descem para 77% em agosto: apenas duas bacias estão abaixo da média</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/reservas-das-barragens-descem-para-77-em-agosto-apenas-duas-bacias-estao-abaixo-da-media.html" title="Reservas das barragens descem para 77% em agosto: apenas duas bacias estão abaixo da média"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/reservas-das-barragens-descem-para-77-em-agosto-apenas-duas-bacias-estao-abaixo-da-media-1788536085223_320.jpg" alt="Reservas das barragens descem para 77% em agosto: apenas duas bacias estão abaixo da média"></a></article></aside><p>Pelo caminho, foi necessário reforçar pisos, cortar árvores centenárias e adaptar pontes. O peso provocou avarias sucessivas e <strong>deixou marcas visíveis na paisagem</strong>, com muros derrubados e postes danificados.</p><h2>Terras submersas</h2><p>A construção da barragem não se limitou ao paredão de betão. A criação da albufeira implicou a <strong>submersão de uma vasta área ao longo do Zêzere</strong> e de várias ribeiras. O rio alargou o seu leito e ocupou terrenos agrícolas, habitações e estruturas ligadas à economia local.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/barragem-de-castelo-do-bode-faz-75-anos-e-mantem-se-central-na-gestao-da-agua-e-energia-1788265001976.jpg" data-image="56szbo908vdx" alt="Barragem de Castelo de Bode" title="Barragem de Castelo de Bode"><figcaption>A barragem de Castelo do Bode, no rio Zêzere, entre Tomar e Abrantes, produz energia, armazena água e regula caudais. Foto: APA</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Com a subida das águas<strong>, desapareceram aldeias inteiras</strong>, pontes e unidades produtivas. Só no concelho de Abrantes ficaram submersos mais de trinta azenhas e lagares. Em Vila de Rei, a perda foi ainda mais profunda. Parte significativa do território ficou debaixo de água, incluindo algumas das terras de cultivo mais férteis.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Cerca de 3.500 hectares foram expropriados, assim como mil edifícios e centenas de explorações agrícolas. Mais de mil proprietários receberam indemnizações e muitos acabaram por abandonar a região. O movimento de saída foi expressivo, alterando de forma duradoura a demografia local.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Quando, em 1950, a obra ficou concluída, a transformação foi imediata. A água começou a subir rapidamente, surpreendendo os habitantes que acompanhavam os trabalhos. A <strong>dimensão do lago estende-se por 60 km</strong> e, até à inauguração do Alqueva, em 2002, foi a maior reserva nacional de água destinada ao consumo.</p><h2>O símbolo da modernidade</h2><p>A inauguração teve lugar a <strong>21 de janeiro de 1951</strong>, com a presença das principais figuras do regime, entre as quais o chefe de governo, Oliveira Salazar, e o Presidente da República, Marechal Carmona. Nesse dia, a <strong>energia produzida em Castelo do Bode chegou a Lisboa em nove minutos</strong>, um feito que simbolizou um avanço decisivo na modernização do país.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/barragem-de-castelo-do-bode-faz-75-anos-e-mantem-se-central-na-gestao-da-agua-e-energia-1788265227306.jpg" data-image="kmhngzlupoej" alt="Esquema da Barragem de Castelo de Bode" title="Esquema da Barragem de Castelo de Bode"><figcaption>Com 115 metros de altura, a Barragem de Castelo de Bode revolucionou a gestão da água e da energia, tornando-se um marco na engenharia hidráulica em Portugal. Foto: APA</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A barragem assumiu imediatamente um papel central no abastecimento elétrico da capital, <strong>substituindo a antiga central térmica alimentada a carvão</strong>. A mudança teve repercussões não apenas na capacidade de produção, mas também na redução da poluição.</p><h2>De energia à água</h2><p>As funções ligadas a Castelo de Bode evoluíram ao longo das décadas. Inicialmente concebida para produzir eletricidade, passou a integrar também o sistema de <strong>abastecimento de água à Grande Lisboa</strong>. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Essa alteração ganhou forma nos anos de <strong>1980</strong>, quando a albufeira passou a ser utilizada como reserva estratégica para consumo humano.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p> Reconhecida pela excelente qualidade da sua água, a barragem tornou-se indispensável na gestão dos recursos hídricos. A sua operação adapta-se às necessidades de cada momento, seja para assegurar o abastecimento público, apoiar a agricultura ou mitigar períodos de escassez.</p><h2>Um ativo estratégico </h2><p>Hoje, a sua bacia hidrográfica ultrapassa os 3.900 quilómetros quadrados e permite regular o caudal do Tejo, contribuindo para travar a intrusão salina no verão e suportar as atividades agrícolas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>No plano energético, a barragem mantém ainda hoje a sua relevância. Entre 2020 e 2025, registou uma produção média anual superior a 300 gigawatt-hora, suficiente para abastecer 2,8 milhões de pessoas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p> O seu <strong>papel estratégico</strong> tornou-se especialmente visível durante <span style="margin: 0px; padding: 0px;">o<strong> apagão</strong></span><strong> ibérico de 28 de abril de 2025</strong>. Castelo de Bode foi, nesse momento, determinante na reposição da energia, permitindo reativar a rede na região de Abrantes e apoiar a recuperação gradual noutras zonas do país.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/barragem-de-castelo-do-bode-faz-75-anos-e-mantem-se-central-na-gestao-da-agua-e-energia-1788265699173.jpg" data-image="15ef1q20mdv7" alt="barragem de Castelo de Bode" title="barragem de Castelo de Bode"><figcaption>A Barragem de Castelo de Bode abastece mais de dois milhões de residentes na região da Grande Lisboa. Foto: Osvaldo Gago, CC BY-SA 2.0, Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>Setenta e cinco anos depois, a barragem continua a ser mais do que uma obra notável de engenharia. É uma infraestrutura que acompanha as necessidades do país, adaptando-se a diferentes necessidades e desafios. Entre a memória de um lugar submerso e a exigência de um sistema energético em transformação, mantém-se como um dos <strong>pilares da gestão de água e energia</strong> em Portugal.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Ag%C3%AAncia%20Portuguesa%20do%20Ambiente%20(APA)" data-year="" data-title="A%20maior%20origem%20de%20%C3%A1gua%20para%20abastecimento%20p%C3%BAblico" data-url="https%3A%2F%2Fapambiente.pt%2Fsites%2Fdefault%2Ffiles%2F_A_APA%2FComunicacao%2FMedia%2FNotasOCS2026%2Fnotaocs_006-2026_barragemdecastelodebodefazhoje75anos.pdf">Agência Portuguesa do Ambiente (APA). <a href="https://apambiente.pt/sites/default/files/_A_APA/Comunicacao/Media/NotasOCS2026/notaocs_006-2026_barragemdecastelodebodefazhoje75anos.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A maior origem de água para abastecimento público</a>.</cite><br><cite data-author="Jos%C3%A9%20Martinho%20Gaspar" data-year="" data-title="Barragem%20de%20Castelo%20do%20Bode%20inaugurada%20h%C3%A1%2070%20anos" data-url="https%3A%2F%2Fmediotejo.net%2Fbarragem-de-castelo-do-bode-inaugurada-ha-70-anos-por-jose-martinho-gaspar%2F%23%3A~%3Atext%3DAs%2520obras%2520da%2520Barragem%2520de%2520Castelo%2520de%2Cin%25C3%25ADcio%2520%25C3%25A0%2520coloca%25C3%25A7%25C3%25A3o%2520de%2520bet%25C3%25A3o%2520nas%2520obras">José Martinho Gaspar. <a href="https://mediotejo.net/barragem-de-castelo-do-bode-inaugurada-ha-70-anos-por-jose-martinho-gaspar/#:~:text=As%20obras%20da%20Barragem%20de%20Castelo%20de,in%C3%ADcio%20%C3%A0%20coloca%C3%A7%C3%A3o%20de%20bet%C3%A3o%20nas%20obras" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Barragem de Castelo do Bode inaugurada há 70 anos</a>.</cite><br><cite data-author="Albufeira%20de%20Castelo%20de%20Bode" data-year="" data-title="A%20Hist%C3%B3ria%20da%20Barragem" data-url="https%3A%2F%2Fcastelodebode.wordpress.com%2Fhistoria-da-barragem%2F">Albufeira de Castelo de Bode. <a href="https://castelodebode.wordpress.com/historia-da-barragem/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A História da Barragem</a>.</cite><br><cite data-author="Jornal%20de%20Abrantes" data-year="" data-title="Barragem%20come%C3%A7ou%20a%20ser%20constru%C3%ADda%20em%201946%20e%20foi%20inaugurada%20em%2021%20de%20janeiro%20de%201951." data-url="https%3A%2F%2Fjornaldeabrantes.sapo.pt%2Fsociedade%2Fbarragem-comecou-a-ser-construida-em-1946-e-foi-inaugurada-a-21-janeiro-de-1951">Jornal de Abrantes. <a href="https://jornaldeabrantes.sapo.pt/sociedade/barragem-comecou-a-ser-construida-em-1946-e-foi-inaugurada-a-21-janeiro-de-1951" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Barragem começou a ser construída em 1946 e foi inaugurada em 21 de janeiro de 1951.</a>.</cite><br><cite data-author="Museu%20da%20Presid%C3%AAncia%20da%20Rep%C3%BAblica" data-year="" data-title="A%20inaugura%C3%A7%C3%A3o%20da%20Barragem%20de%20Castelo%20de%20Bode" data-url="https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fmuseupr%2Fposts%2Fno-dia-21-de-janeiro-de-1951-foi-inaugurada-a-barragem-de-castelo-de-bode-no-rio%2F1323422449819255%2F">Museu da Presidência da República. <a href="https://www.facebook.com/museupr/posts/no-dia-21-de-janeiro-de-1951-foi-inaugurada-a-barragem-de-castelo-de-bode-no-rio/1323422449819255/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A inauguração da Barragem de Castelo de Bode</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/barragem-de-castelo-do-bode-faz-75-anos-e-mantem-se-central-na-gestao-da-agua-e-energia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O México é eleito o destino gastronómico número 1 do mundo no ranking global de 2026]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-mexico-e-eleito-o-destino-gastronomico-numero-1-do-mundo-no-ranking-global-de.html</link><pubDate>Thu, 17 Sep 2026 08:03:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>O México conquista o prémio à frente de outras nações, como Espanha, Itália, Índia ou Japão. A autenticidade dos seus sabores, a alta gastronomia e a experiência turística contribuíram para o reconhecimento.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mexico-es-nombrado-el-destino-gastronomico-numero-1-del-mundo-en-el-ranking-global-1789496869265.jpg" data-image="fcclclx86xe4" alt="O México destacou-se pela sua gastronomia regional e pelas suas bebidas." title="O México destacou-se pela sua gastronomia regional e pelas suas bebidas."><figcaption>O México destacou-se pela sua gastronomia regional e pelas suas bebidas.</figcaption></figure><p>O importante património culinário — composto pela comida de rua, pela alta gastronomia e pelos ingredientes de cada região, além das práticas de sustentabilidade, das bebidas e da experiência vivida em todo o território mexicano — <strong>conquistou a mais alta distinção mundial</strong>.</p><p>Numa recente avaliação realizada pelo ranking editorial da "Travel And Tour World", o <strong>México destacou-se na lista que analisou 50 destinos em todo o mundo</strong>. A competição pôs à prova a gastronomia e os destinos de países como o Japão, a Índia, a Espanha e a Itália.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg> A classificação deste ano aponta o México como o melhor destino gastronómico do mundo, demonstrando a extraordinária força das culturas culinárias. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A lista foi estudada, discutida, analisada e elaborada pelos especialistas desta prestigiada revista. A classificação deste ano aponta o México como o melhor destino gastronómico do mundo, demonstrando a <strong>extraordinária força das culturas culinárias</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mexico-es-nombrado-el-destino-gastronomico-numero-1-del-mundo-en-el-ranking-global-1789497066154.jpg" data-image="7nfrii3bmtci" alt="Além dos ingredientes, foram também consideradas as tradições e as experiências." title="Além dos ingredientes, foram também consideradas as tradições e as experiências."><figcaption>Além dos ingredientes, foram também consideradas as tradições e as experiências.</figcaption></figure><p>Além disso, é uma forma de reconhecer as tradições centenárias, os ingredientes autóctones, a diversidade regional e a influência que a gastronomia exerce em todo o mundo. <strong>Neste Top 50, destacam-se também destinos gastronómicos incríveis da Ásia-Pacífico, Europa, Américas, Médio Oriente, Caraíbas e África</strong>.</p><h2>Na lista, encontram-se as mais importantes capitais gastronómicas</h2><p>A lista teve também em conta a <strong>análise daqueles centros vibrantes de comida de rua</strong> (ou de calçada), destinos vinícolas, regiões costeiras famosas pelo marisco, culturas ricas em especiarias, potências culinárias emergentes, capitais gastronómicas lendárias e gastronomias insulares.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="686070" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/festival-do-azeite-novo-puxa-pela-gastronomia-e-o-turismo-evora-da-a-provar-o-ouro-liquido-deste-ano.html" title="Festival do Azeite Novo puxa pela gastronomia e o turismo. Évora dá a provar o ‘ouro líquido’ deste ano">Festival do Azeite Novo puxa pela gastronomia e o turismo. Évora dá a provar o ‘ouro líquido’ deste ano</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/festival-do-azeite-novo-puxa-pela-gastronomia-e-o-turismo-evora-da-a-provar-o-ouro-liquido-deste-ano.html" title="Festival do Azeite Novo puxa pela gastronomia e o turismo. Évora dá a provar o ‘ouro líquido’ deste ano"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/festival-do-azeite-novo-puxa-pela-gastronomia-e-o-turismo-evora-da-a-provar-o-ouro-liquido-deste-ano-1733257908421_320.jpg" alt="Festival do Azeite Novo puxa pela gastronomia e o turismo. Évora dá a provar o ‘ouro líquido’ deste ano"></a></article></aside><p>Nestas viagens incríveis e espetaculares, <strong>a comida já não é um mero detalhe, mas sim uma parte essencial da experiência</strong>. Para 2026, os viajantes não procuram apenas monumentos ou ruínas para explorar; procuram memórias de sabores, a tradição, o <em>terroir</em> e a alquimia do sabor.</p><h3>Homenagem às nações onde a gastronomia é um património comestível</h3><p>A lista dos 50 melhores destinos gastronómicos deste ano procura <strong>homenagear as nações onde a gastronomia é parte fundamental do património</strong>, e onde o respeito pela tradição caminha lado a lado com a inovação, o turismo responsável e o abastecimento sustentável.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg> A lista dos 50 melhores destinos gastronómicos para este ano procura prestar uma homenagem àquelas nações onde a gastronomia é parte fundamental do património.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O artigo refere que: “<strong>para conhecer verdadeiramente um país, é preciso primeiro saboreá-lo</strong>”. Nele, detalha-se que a Cidade do México ocupa a primeira posição devido à sua impressionante oferta gastronómica, que inclui restaurantes com estrelas Michelin e pratos como quesadillas, tamales e tacos.</p><h3>São 10 os destinos mexicanos que foram avaliados</h3><p>Oaxaca oferece o seu mezcal, o mole e as suculentas tlayudas. Em Guadalajara, pode apreciar a suculenta birria, as tortas ahogadas e a tequila. Mérida conta com a sua especial sopa de lima e a cochinita pibil. Por sua vez, Puebla é famosa pelo seu mole poblano, pelas suas cemitas, pelos seus mercados e sabores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mexico-es-nombrado-el-destino-gastronomico-numero-1-del-mundo-en-el-ranking-global-1789497254420.jpg" data-image="1cu1caxqqa8s" alt="A revista analisou receitas e alimentos de 50 nações de todo o mundo." title="A revista analisou receitas e alimentos de 50 nações de todo o mundo."><figcaption>A revista analisou receitas e alimentos de 50 nações de todo o mundo.</figcaption></figure><p>A lista continua com a Baja California, cujo menu inclui tacos de peixe, ceviche e vinhos locais. Em San Miguel de Allende, é imperdível a <em>barbacoa</em> aliada à alta gastronomia. Em Cancún, pode-se degustar marisco caribenho e lagosta. Tulum oferece tacos frescos e a <em>cochinita pibil</em>.</p><h2>Classificação editorial de turismo gastronómico</h2><p>É importante referir que este “<em>Top 50 Food Destination Around the World</em>” <strong>não se trata de uma condecoração oficial nem de uma análise científica global</strong>. Trata-se de uma classificação editorial de uma revista de turismo de renome, que valoriza as viagens e as experiências pelo mundo.</p><p>O prémio, segundo o critério da editora, reflete a<strong> opinião e a avaliação realizadas</strong> sobre: oferta gastronómica, bebidas, sustentabilidade, experiências dos viajantes, património, diversidade, ingredientes, riqueza cultural e tradições ancestrais.</p><p> Outras nações incluídas nesta distinção são: Índia, Estados Unidos, Japão, Espanha, Itália, Grécia, <strong>Portugal</strong>, China, Indonésia, França, Peru, Tailândia, Vietname, Coreia do Sul, Argentina, Líbano, Brasil, Turquia, Colômbia e Marrocos, para citar algumas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-mexico-e-eleito-o-destino-gastronomico-numero-1-do-mundo-no-ranking-global-de.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Sol pode ter engolido um planeta? Astrónomos procuram pistas escondidas no seu interior]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/sol-pode-ter-engolido-um-planeta-astronomos-procuram-pistas-escondidas-em-seu-interior.html</link><pubDate>Thu, 17 Sep 2026 07:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O Sol pode ter engolido uma super-Terra nos primeiros estágios da sua história. Um novo estudo sugere que esse evento teria deixado marcas detetáveis no interior da estrela. Se confirmadas, estas pistas poderiam revelar que um planeta foi incorporado pelo Sol há biliões de anos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sol-pode-ter-engolido-um-planeta-astronomos-procuram-pistas-escondidas-em-seu-interior-1789322149594.png" data-image="izkujkz9v5il" alt="O Sol pode ter engolido uma super-Terra quando o Sistema Solar ainda era jovem. O planeta teria sido incorporado à estrela durante seus primeiros milhões de anos." title="O Sol pode ter engolido uma super-Terra quando o Sistema Solar ainda era jovem. O planeta teria sido incorporado à estrela durante seus primeiros milhões de anos."><figcaption>O Sol pode ter engolido uma super-Terra quando o Sistema Solar ainda era jovem. O planeta teria sido incorporado à estrela durante os seus primeiros milhões de anos.</figcaption></figure><p><strong>O Sistema Solar formou-se há cerca de 4,6 biliões de anos a partir do colapso gravitacional de uma nuvem de gás e poeira.</strong> Nos primeiros milhões de anos, este ambiente era extremamente caótico, com planetesimais e protoplanetas a colidir, migrar e a trocar energia.</p><p><strong>Uma das hipóteses é que, no meio desse caos, o Sol tenha engolido um planeta rochoso de tamanho semelhante ao de uma super-Terra durante essa fase inicial.</strong> Forças gravitacionais e interações com o disco protoplanetário poderiam ter reduzido a sua órbita até que fosse destruído e incorporado à estrela. </p><p><strong>Um novo estudo propõe procurar possíveis “impressões digitais” dentro do Sol que teriam sido deixadas pelo planeta no processo de colisão.</strong> A ideia é identificar alterações na composição ou na estrutura da estrela que sejam compatíveis com a incorporação de material planetário. </p><h2>Caos no interior do Sistema Solar</h2><p>Nos primeiros milhões de anos após a formação do Sistema Solar, o ambiente era muito mais dinâmico e instável do que é atualmente. <strong>O disco protoplanetário continha inúmeros corpos que interagiam gravitacionalmente</strong>, com colisões e mudanças de órbita a ocorrer com frequência. </p><div class="texto-destacado">Interações gravitacionais podiam lançar objetos para outras regiões do sistema ou fazê-los colidir com planetas e até com o próprio Sol.</div><p>Um dos exemplos mais importantes é a hipótese do grande impacto entre a Terra e Theia, um protoplaneta aproximadamente do tamanho de Marte.<strong> O choque teria ocorrido há cerca de 4,5 mil milhões de anos e ejetado uma grande quantidade de material para a órbita terrestre.</strong> Esse material teria-se agregado posteriormente, dando origem à Lua. </p><h2>Encontrando digitais</h2><p>Outra hipótese é que o Sol tenha engolido um planeta que teria o tamanho de uma super-Terra. <strong>Investigadores procuram a possibilidade de isto tenha deixado uma assinatura no interior do Sol.</strong> A equipa modelou a evolução solar e comparou os resultados com observações da estrutura interna da estrela. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sol-pode-ter-engolido-um-planeta-astronomos-procuram-pistas-escondidas-em-seu-interior-1789322131416.png" data-image="2kzy2tonmnvj" alt="Mesmo desaparecido há bilhões de anos, o planeta pode ter deixado “digitais” no interior do Sol. Alterações químicas e estruturais poderiam revelar que esse evento realmente aconteceu. Crédito: NASA" title="Mesmo desaparecido há bilhões de anos, o planeta pode ter deixado “digitais” no interior do Sol. Alterações químicas e estruturais poderiam revelar que esse evento realmente aconteceu. Crédito: NASA"><figcaption>Mesmo desaparecido há vários milhares de milhões de anos, o planeta pode ter deixado “digitais” no interior do Sol. Alterações químicas e estruturais poderiam revelar que este evento realmente aconteceu. Crédito: NASA</figcaption></figure><p><strong>Os modelos indicam que uma super-Terra poderia ter deixado uma assinatura química nas camadas profundas do Sol. </strong>Esta alteração ajudaria a explicar algumas discrepâncias persistentes entre os modelos solares padrão e as observações. Entre as possíveis pistas está a baixa abundância de lítio observada no Sol.</p><h2>Engolindo uma super-Terra</h2><p>Os modelos desenvolvidos pelos investigadores apontam que o planeta incorporado pelo Sol provavelmente seria uma super-Terra, com massa entre cinco e dez vezes a da Terra. <strong>A equipa usou o código de evolução estelar MESA, simulando diferentes históricos de acreção e comparando os resultados.</strong></p><p></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786976" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-dia-em-que-o-sol-desligar-o-seu-dinamo-o-que-aconteceria-a-terra-se-a-nossa-estrela-perdesse-o-seu-campo-magnetico.html" title="O dia em que o Sol desligar o seu dínamo: o que aconteceria à Terra se a nossa estrela perdesse o seu campo magnético?">O dia em que o Sol desligar o seu dínamo: o que aconteceria à Terra se a nossa estrela perdesse o seu campo magnético?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-dia-em-que-o-sol-desligar-o-seu-dinamo-o-que-aconteceria-a-terra-se-a-nossa-estrela-perdesse-o-seu-campo-magnetico.html" title="O dia em que o Sol desligar o seu dínamo: o que aconteceria à Terra se a nossa estrela perdesse o seu campo magnético?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-dia-que-el-sol-apague-su-dinamo-que-ocurriria-con-la-tierra-si-nuestra-estrella-pierde-su-campo-magnetico-1788029602068_320.jpg" alt="O dia em que o Sol desligar o seu dínamo: o que aconteceria à Terra se a nossa estrela perdesse o seu campo magnético?"></a></article></aside><p>O cenário com uma super-Terra nessa faixa de massa apresentou a melhor concordância com diferentes propriedades do Sol. <strong>Se estas características previstas pelos modelos forem identificadas</strong>, poderiam fornecer uma forte evidência de que uma super-Terra foi incorporada ao Sol há milhares de milhões de anos.</p><h2>Qual é a probabilidade?</h2><p>A possibilidade de o Sol ter engolido uma super-Terra está ligada à dinâmica do Sistema Solar durante a sua formação. <strong>É plausível que planetas rochosos tenham se formado em regiões mais internas que a órbita atual de Mercúrio.</strong> Colisões e interações gravitacionais poderiam favorecer o crescimento de corpos com várias vezes a massa da Terra. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sol-pode-ter-engolido-um-planeta-astronomos-procuram-pistas-escondidas-em-seu-interior-1789322105467.png" data-image="ev0iypjug05r" alt="Uma super-Terra é um planeta com massa maior que a da Terra, mas menor que a dos gigantes gasosos. Esses mundos podem ser rochosos e ter algumas vezes a massa terrestre. Crédito: NASA" title="Uma super-Terra é um planeta com massa maior que a da Terra, mas menor que a dos gigantes gasosos. Esses mundos podem ser rochosos e ter algumas vezes a massa terrestre. Crédito: NASA"><figcaption>Uma super-Terra é um planeta com massa maior que a da Terra, mas menor que a dos gigantes gasosos. Estes mundos podem ser rochosos e ter algumas vezes a massa terrestre. Crédito: NASA</figcaption></figure><p>Alguns destes objetos poderiam perder estabilidade orbital e migrar para dentro, terminando incorporados à estrela. <strong>Estrelas jovens são cercadas por discos protoplanetários nos quais o material pode ser transferido entre o disco e a própria estrela. </strong>Embora não exista uma probabilidade determinada para o evento, o cenário é possível.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Silva%20et%20al" data-year="2026" data-title="A%20solution%20to%20the%20paradox%20of%20youth%20in%20the%20Galactic%20centre" data-url="https%3A%2F%2Fwww.aanda.org%2Farticles%2Faa%2Ffull_html%2F2026%2F08%2Faa60648-26%2Faa60648-26.html">Silva et al. (2026). <a href="https://www.aanda.org/articles/aa/full_html/2026/08/aa60648-26/aa60648-26.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A solution to the paradox of youth in the Galactic centre</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/sol-pode-ter-engolido-um-planeta-astronomos-procuram-pistas-escondidas-em-seu-interior.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item></channel></rss>