<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Sat, 08 Aug 2026 12:20:14 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sat, 08 Aug 2026 12:20:14 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[40 ºC à vista em algumas zonas de Portugal na próxima semana: calor intensificará a partir de quarta-feira, 12 de agosto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/40-c-a-vista-em-algumas-zonas-de-portugal-na-proxima-semana-calor-intensificara-a-partir-de-quarta-feira-12-de-agosto.html</link><pubDate>Sat, 08 Aug 2026 12:17:18 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Vem aí uma semana geralmente estável e com uma subida gradual das temperaturas, mais pronunciada a partir de quarta-feira (12). Prevê-se calor intenso no interior, com máximas a rondar os 40 ºC, e ainda a possibilidade de noites tropicais.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xavz4sy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xavz4sy.jpg" id="xavz4sy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Após o fim de semana de 8 e 9 de agosto, caracterizado por uma ligeira descida das temperaturas, <strong>prevê-se uma recuperação térmica progressiva ao longo da semana de 10 a 16 de agosto</strong>, associada ao reforço das altas pressões e da crista anticiclónica sobre a Península Ibérica.</p><p><strong>Espera-se que o estado do tempo se mantenha estável, seco e predominantemente soalheiro em Portugal continental</strong>, com céu pouco nublado ou limpo e alguma nebulosidade matinal na metade ocidental. O vento deverá soprar geralmente fraco, surgindo pontualmente moderado na faixa costeira durante as tardes.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p><strong>A intensificação do calor tornar-se-á mais evidente a partir de quarta-feira (12)</strong>, sobretudo nas regiões do interior, onde os valores das máximas poderão aproximar-se dos 40 ºC e, a nível local, atingir ou ultrapassar esse valor. No litoral a evolução será mais contida, embora também seja expectável uma subida térmica gradual durante a segunda metade da próxima semana.</p><p>Adicionalmente, prevê-se que as temperaturas mínimas também subam, estando à vista a ocorrência de <strong>noites tropicais</strong> em algumas regiões da geografia continental, para além do Algarve.</p><h2>Temperaturas máximas poderão tocar e inclusive ultrapassar os 40 ºC em alguns locais do interior do país</h2><p>A partir de segunda-feira, 10 de agosto, os mapas de referência da Meteored preveem uma subida das temperaturas ao longo da faixa interior, onde os valores máximos deverão situar-se <strong>entre os 29 ºC na Guarda e os 33 ºC em Castelo Branco, Évora e Beja</strong>.</p><p>No Baixo Alentejo, na Beira Baixa e no vale do Douro os valores poderão atingir os <strong>35 ºC a 36 ºC, destacando-se localidades como Mértola, Moura, Vila Velha de Ródão e Mirandela</strong>. Também no Sotavento Algarvio, merece referência a vila de Alcoutim, para a qual estão previstos 36 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/40-c-a-vista-em-algumas-zonas-de-portugal-na-proxima-semana-calor-intensificara-a-partir-de-quarta-feira-12-de-agosto-1786190019260.png" data-image="y2oftazqc866"><figcaption>Uma extensa região de altas pressões (crista anticiclónica) reforçará a sua influência sobre a Península Ibérica na semana de 10 a 16 de agosto, proporcionando estabilidade atmosférica persistente, acompanhada de uma gradual intensificação do calor diurno e noturno.</figcaption></figure><p>Na terça-feira, 11 de agosto, são expectáveis máximas entre os 32 ºC na Guarda e os 35 ºC em Castelo Branco e Beja, com os termómetros a poderem atingir <strong>valores de 37 ou 38 ºC, novamente em localidades como Mirandela, Vila Velha de Ródão, Mértola e Alcoutim</strong>. Até esta data, dia 11, prevê-se que persistam valores de temperatura máxima relativamente contidos no litoral, entre 20 e 26 ºC.</p><h3>Subida generalizada das temperaturas a partir de quarta-feira, 12 de agosto</h3><p><strong>Será então a partir de quarta-feira (12) que se prevê uma nova subida das temperaturas máximas, desta vez mais generalizada</strong>. No interior estão previstos valores entre os 33 ºC na Guarda e os 37 ºC em Évora e Beja, devendo estas duas capitais distritais estar entre as mais quentes do país.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/40-c-a-vista-em-algumas-zonas-de-portugal-na-proxima-semana-calor-intensificara-a-partir-de-quarta-feira-12-de-agosto-1786189949511.png" data-image="2g6jiva1drt3"><figcaption>A partir de quarta-feira, 12 de agosto, prevê-se uma subida generalizada das temperaturas máximas em Portugal continental. Algumas localidades poderão voltar a registar máximas iguais ou inclusive ligeiramente superiores ao patamar dos 40 ºC.</figcaption></figure><p>A nível local, há pontos dos vales do Douro e Guadiana que poderão registar 39 ou 40 ºC, <strong>podendo esta data - a do eclipse solar - marcar também o regresso dos 40 ºC ao país</strong>. A Beira Baixa poderá registar até 38 ºC em localidades como Rosmaninhal e Vila Velha de Ródão.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782551" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-vento-e-mar-agitado-nos-acores-contrastam-com-tempo-estavel-na-madeira-ate-quarta-feira-12-de-agosto.html" title="Chuva, vento e mar agitado nos Açores contrastam com tempo estável na Madeira até quarta-feira, 12 de agosto">Chuva, vento e mar agitado nos Açores contrastam com tempo estável na Madeira até quarta-feira, 12 de agosto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-vento-e-mar-agitado-nos-acores-contrastam-com-tempo-estavel-na-madeira-ate-quarta-feira-12-de-agosto.html" title="Chuva, vento e mar agitado nos Açores contrastam com tempo estável na Madeira até quarta-feira, 12 de agosto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-vento-e-mar-agitado-nos-acores-contrastam-com-tempo-estavel-na-madeira-ate-quarta-feira-1786117500845_320.png" alt="Chuva, vento e mar agitado nos Açores contrastam com tempo estável na Madeira até quarta-feira, 12 de agosto"></a></article></aside><p>Adicionalmente, ainda durante esta jornada, são esperadas anomalias térmicas positivas pronunciadas, entre 7 e 8 ºC acima dos valores médios de referência no Nordeste Transmontano e no Baixo Alentejo.</p><h2>Noites tropicais à vista em múltiplas zonas do país</h2><p>Como referido anteriormente, ainda na quarta-feira (12) <strong>espera-se uma subida dos valores da temperatura, que também se deverá estender a alguns distritos do litoral</strong>. No entanto, prevê-se que a tendência de recuperação térmica se reflita sobretudo em concelhos do interior desses distritos litorâneos, onde os valores poderão superar os 30 ºC em múltiplas cidades.</p><div class="texto-destacado">O modelo de maior confiança da Meteored - o ECMWF - indica que <strong>esta tendência de subida deverá persistir até domingo, 16 de agosto</strong>, alcançando inclusive cidades mais costeiras.</div><p> No que diz respeito às noites quentes, a ocorrência de temperaturas <strong>mínimas diárias iguais ou superiores a 20 ºC</strong> enquadra-se na definição climatológica de <strong>noite tropical</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/40-c-a-vista-em-algumas-zonas-de-portugal-na-proxima-semana-calor-intensificara-a-partir-de-quarta-feira-12-de-agosto-1786189771059.png" data-image="sinl6v5nkutt"><figcaption>Temperatura mínima em quase todo o território algarvio deverá encaixar na definição de noite tropical durante praticamente toda a próxima semana.</figcaption></figure><p>Deste modo, é expectável que estas possam desencadear-se ao longo da faixa interior e em quase todo o Algarve a partir de segunda-feira (10), com <strong>valores acima dos 20 ºC nas capitais de distrito nessa mesma noite</strong>, devendo a sua abrangência em termos de extensão geográfica aumentar à medida que os dias forem passando.</p><p>A título de exemplo, para a <strong>madrugada de quinta-feira, 13 de agosto, destaca-se praticamente toda a região do Algarve</strong>, com temperaturas noturnas entre 21 e 25 ºC, valores que se encaixam perfeitamente naquilo que é uma noite tropical.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/40-c-a-vista-em-algumas-zonas-de-portugal-na-proxima-semana-calor-intensificara-a-partir-de-quarta-feira-12-de-agosto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As florestas secretas de Taiwan guardam alguns dos maiores gigantes da Ásia]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-florestas-secretas-de-taiwan-guardam-alguns-dos-maiores-gigantes-da-asia.html</link><pubDate>Sat, 08 Aug 2026 08:45:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>De acordo com o resultado de uma série de expedições científicas foram encontradas, nas florestas ancestrais em Taiwan, árvores gigantes, de uma biodiversidade excecional e algumas das maiores reservas naturais de carbono da Ásia Oriental. Venha saber mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-florestas-secretas-de-taiwan-guardam-alguns-dos-maiores-gigantes-da-asia-1786142274067.jpg" data-image="4pfrbxk3vqy5" alt="Floresta em Taiwan" title="Floresta em Taiwan"><figcaption>As florestas ancestrais de Taiwan escondem árvores gigantes, algumas com mais de 80 metros de altura, que se destacam pela sua longevidade e importância ecológica.</figcaption></figure><p>Durante décadas, as <strong>montanhas de Taiwan</strong> guardaram um dos seus maiores <strong>segredos naturais</strong>. Escondidas em encostas íngremes e de difícil acesso, sobrevivem <strong>florestas ancestrais onde crescem algumas das árvores mais altas da Ásia Oriental</strong>.</p><p>Uma recente investigação revelou não apenas a existência destes gigantes, mas também confirmou que estes <strong>ecossistemas representam alguns dos maiores reservatórios naturais de carbono do mundo</strong>.</p><p>Esta descoberta é o resultado de mais de uma década de expedições realizadas por uma <strong>equipa multidisciplinar composta por ecólogos, especialistas em deteção remota, geólogos e escaladores de árvores</strong>, com o objetivo de localizar e medir as gigantescas árvores que permaneciam praticamente desconhecidas à ciência.</p><h2>Uma árvore que "toca a Lua"</h2><p>De acordo com o <em>Science Daily </em>e um artigo publicado na revista<em> Frontiers</em>, o principal foco da investigação foi a identificação de um exemplar de <em>Taiwania cryptomerioides</em>, conhecido como <strong>abeto-da-Taiwan, com impressionantes 84,1 metros de altura</strong>. Trata-se da árvore mais alta atualmente conhecida em toda a Ásia Oriental.</p><p>Entre o <strong>povo indígena Rukai</strong>, estas árvores possuem um nome poético: "<em>a árvore que toca a Lua</em>", uma designação que reflete a imponência destas gigantes da floresta.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="700835" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/as-cores-da-primavera-chegam-a-taiwan-veja-as-cerejeiras-em-flor-em-taichung.html" title="As cores da primavera chegam a Taiwan! Veja as cerejeiras em flor em Taichung">As cores da primavera chegam a Taiwan! Veja as cerejeiras em flor em Taichung</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/as-cores-da-primavera-chegam-a-taiwan-veja-as-cerejeiras-em-flor-em-taichung.html" title="As cores da primavera chegam a Taiwan! Veja as cerejeiras em flor em Taichung"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/los-colores-de-la-primavera-llegan-a-taiwan-asi-estan-los-cerezos-en-flor-en-taichung-1741474898844_320.png" alt="As cores da primavera chegam a Taiwan! Veja as cerejeiras em flor em Taichung"></a></article></aside><p>Para além desta árvore, a <strong>equipa de investigadores encontrou várias outras árvores com mais de 70 metros de altura, incluindo dois exemplares que ultrapassam os 80 metros</strong>, demonstrando que estas florestas preservam uma concentração excecional de árvores monumentais.</p><h2>Um património natural</h2><p>Taiwan reúne condições geográficas únicas para o crescimento de árvores desta dimensão. Apesar da sua área relativamente reduzida, <strong>a ilha possui centenas de montanhas acima dos 3.000 metros de altitude</strong>, criando uma enorme diversidade de climas e habitats.</p><div class="texto-destacado"><strong>"As comunidades locais conheciam estas três árvores há muitos anos, mas nunca tinham sido medidas com rigor nem documentadas cientificamente." </strong><br>Science Daily</div><p>Durante grande parte do século XX, muitas <strong>florestas primárias foram exploradas pela indústria madeireira</strong>. No entanto, as <strong>zonas mais escarpadas permaneceram praticamente inacessíveis, funcionando como um refúgio natural</strong> onde sobreviveram árvores centenárias e ecossistemas praticamente intactos.</p><p>Hoje, estima-se que <strong>cerca de 60% do território taiwanês continue coberto por florestas</strong>, oferecendo assim condições ideais para espécies de grande porte e elevada longevidade.</p><h2>Tecnologia aliada à ciência cidadã</h2><p>Os investigadores recorreram à <strong>tecnologia LiDAR</strong>, para a localização destas árvores gigantes que, através de feixes de laser transportados por aeronaves conseguem criar mapas tridimensionais extremamente detalhados da vegetação.</p><p>Depois de identificados os potenciais gigantes, as equipas deslocaram-se ao terreno para <strong>confirmar as medições, muitas vezes recorrendo à escalada para obter dados precisos sobre altura, estrutura e estado de conservação</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-florestas-secretas-de-taiwan-guardam-alguns-dos-maiores-gigantes-da-asia-1786142932893.jpg" data-image="742ysg69a82c" alt="Distribuição espacial" title="Distribuição espacial"><figcaption>Distribuição espacial das 941 árvores confirmadas em Taiwan, todas com mais de 65 metros de altura. O mapa mostra as árvores descobertas entre 2019 e 2022, destacando duas zonas com elevada concentração: a Área de Conservação de Chilan e Benyeshan. Fonte: Rebecca et al.</figcaption></figure><p>A investigação contou ainda com a <strong>colaboração de cidadãos, fotógrafos e amantes da natureza </strong>que partilharam informações sobre possíveis árvores de grandes dimensões, mostrando como a ciência cidadã pode contribuir para descobertas importantes.</p><h2>Verdadeiros templos de gigantes</h2><p>Um dos aspetos mais surpreendentes do estudo foi a descoberta de <strong>áreas onde dezenas de árvores gigantes crescem próximas umas das outras</strong>.</p><p>Os investigadores apelidaram estes locais de "templos de gigantes", uma vez que <strong>reunem concentrações excecionais de árvores monumentais num único espaço</strong>.</p><p>Estas florestas antigas apresentam características muito raras. <strong>Árvores enormes coexistem com vegetação densa, solos ricos em matéria orgânica e uma biodiversidade elevada</strong>, criando ecossistemas extremamente estáveis e resilientes.</p><h2>Uma grande influência no combate às alterações climáticas</h2><p>Além do seu enorme valor ecológico, estas árvores desempenham um <strong>papel fulcral no combate às alterações climáticas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="680027" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/podera-o-aumento-da-diversidade-vegetal-melhorar-a-captura-de-carbono-na-agricultura-e-o-que-dizem-os-especialistas.html" title="Poderá o aumento da diversidade vegetal melhorar a captura de carbono na agricultura? É o que dizem os especialistas">Poderá o aumento da diversidade vegetal melhorar a captura de carbono na agricultura? É o que dizem os especialistas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/podera-o-aumento-da-diversidade-vegetal-melhorar-a-captura-de-carbono-na-agricultura-e-o-que-dizem-os-especialistas.html" title="Poderá o aumento da diversidade vegetal melhorar a captura de carbono na agricultura? É o que dizem os especialistas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/podera-o-aumento-da-diversidade-vegetal-melhorar-a-captura-de-carbono-na-agricultura-e-o-que-dizem-os-especialistas-1729855745268_320.jpg" alt="Poderá o aumento da diversidade vegetal melhorar a captura de carbono na agricultura? É o que dizem os especialistas"></a></article></aside><p>Árvores de grande porte <strong>acumulam enormes quantidades de carbono </strong>ao longo de séculos de crescimento. Quando permanecem intactas, funcionam como <strong>importantes sumidouros naturais, retirando dióxido de carbono da atmosfera </strong>e armazenando-o na madeira e no solo.</p><p>Segundo os investigadores, <strong>estas florestas figuram entre os ecossistemas mais ricos em carbono alguma vez estudados</strong>, reforçando a importância da sua proteção para a mitigação das alterações climáticas.</p><h2>Um património a preservar</h2><p>A descoberta demonstra que ainda <strong>existem regiões do planeta capazes de surpreender a ciência</strong>. Mesmo num território relativamente pequeno e densamente povoado como Taiwan, permanecem <strong>ecossistemas praticamente intocados </strong>que escondem árvores monumentais e uma biodiversidade extraordinária.</p><p>Os investigadores defendem que <strong>proteger estas florestas antigas deverá ser uma prioridade</strong>, não apenas pelo seu valor científico e ecológico, mas também pelo papel que desempenham na conservação da natureza e na regulação do clima global.</p><p>À medida que as <strong>novas tecnologias permitem explorar áreas remotas com maior precisão</strong>, é possível que outras florestas desconhecidas venham ainda a revelar gigantes semelhantes, ajudando a compreender melhor a riqueza e a importância das últimas grandes florestas primárias do planeta.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Rebecca%20Chia-Chun%20Hsu%2C%20Chi-Kuei%20Wang%2C%20Chung-Cheng%20Lee" data-year="2026" data-title="The%20journey%20of%20finding%20the%20tallest%20tree%20in%20Formosa%20Taiwan" data-url="https%3A%2F%2Fwww.frontiersin.org%2Fjournals%2Fforests-and-global-change%2Farticles%2F10.3389%2Fffgc.2026.1746112%2Ffull">Rebecca Chia-Chun Hsu, Chi-Kuei Wang, Chung-Cheng Lee. (2026). <a href="https://www.frontiersin.org/journals/forests-and-global-change/articles/10.3389/ffgc.2026.1746112/full" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The journey of finding the tallest tree in Formosa Taiwan</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-florestas-secretas-de-taiwan-guardam-alguns-dos-maiores-gigantes-da-asia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Sementeiras de agosto em Portugal: as hortícolas que deve semear já para colher no outono]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/sementeiras-de-agosto-em-portugal-as-horticolas-que-deve-semear-ja-para-colher-no-outono.html</link><pubDate>Sat, 08 Aug 2026 07:35:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Ainda estamos a apanhar tomate e já é altura de pensar no outono. Agosto é o mês de semear as hortícolas de inverno, mas há um pormenor que faz falhar muita gente: o calor do solo.</p><figure id="first-image"><a href="Rego aberto em terra bem revolvida, o passo anterior a uma sementeira feita ao fim da tarde."><img src="https://services.meteored.com/img/article/sementeiras-de-agosto-em-portugal-as-horticolas-que-deve-semear-ja-para-colher-no-outono-1786104938058.png" data-image="t0zg29w2yc2f" alt="abuleiro de sementeira de couves preparado em agosto para transplante no início do outono" title="abuleiro de sementeira de couves preparado em agosto para transplante no início do outono"></a><figcaption>Pequeno rego aberto em terra bem revolvida, o passo anterior a uma sementeira feita ao fim da tarde.</figcaption></figure><p>Há uma coisa curiosa nas hortas. Enquanto andamos entretidos com o tomate e o pimento, a horta do outono já se está a decidir. <strong>O que se semeia agora é o que vai dar à mesa entre novembro e fevereiro</strong>. Quem deixa para setembro colhe menos, e colhe mais tarde.</p><p>E é aqui que entra o calor. Em Évora, Beja ou Castelo Branco, a terra descoberta e seca passa facilmente dos 45 ºC à superfície a meio da tarde. A semente sente isso. <strong>E há sementes que, com este calor, se recusam mesmo a nascer</strong>.</p><h2>As hortícolas que ainda vão a tempo este mês</h2><p><strong>As couves são as rainhas desta altura</strong>. O repolho, o brócolo, a couve-flor e a couve-galega semeiam-se em viveiro ao longo de todo o mês e vão para a terra quatro a cinco semanas depois, quando já têm quatro a seis folhas. Com elas seguem as alfaces, os nabos, as cenouras, as acelgas e, já no fim de agosto, os espinafres.</p><p>No litoral norte, de Viana do Castelo ao Porto, o calor é mais brando e há margem para semear durante todo o mês. No interior sul compensa esperar pela última semana. Em terras altas, como Bragança ou a Guarda, o outono chega cedo, e semear tarde de mais deixa as plantas sem tempo para crescer antes do frio.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Espécie</p></th><th scope="col"><p>Temperatura ideal da terra</p></th><th scope="col"><p>Deixa de nascer acima de</p></th><th scope="col"><p>Como semear em agosto</p></th><th scope="col"><p>Colheita</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Couves (repolho, brócolo, couve-flor)</p></td><td><p>20 a 30 ºC</p></td><td><p>35 ºC</p></td><td><p>Viveiro, todo o mês</p></td><td><p>Nov. a fev.</p></td></tr><tr><td><p>Alface</p></td><td><p>15 a 20 ºC</p></td><td><p>25 a 28 ºC (varia com a variedade)</p></td><td><p>Viveiro ou local, ao fim da tarde</p></td><td><p>Out. a dez.</p></td></tr><tr><td><p>Nabo</p></td><td><p>15 a 30 ºC</p></td><td><p>35 ºC</p></td><td><p>Direto no local</p></td><td><p>Out. a nov.</p></td></tr><tr><td><p>Cenoura</p></td><td><p>20 a 25 ºC</p></td><td><p>35 ºC</p></td><td><p>Direto, com a terra sempre húmida</p></td><td><p>Nov. a jan.</p></td></tr><tr><td><p>Acelga</p></td><td><p>15 a 25 ºC</p></td><td><p>30 ºC</p></td><td><p>Viveiro ou local</p></td><td><p>Out. a jan.</p></td></tr><tr><td><p>Espinafre</p></td><td><p>10 a 20 ºC</p></td><td><p>25 a 30 ºC</p></td><td><p>Direto, na última semana</p></td><td><p>Nov. a fev.</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="5">Fonte: Elaboração própria a partir de valores de referência para Portugal continental.</td></tr></tbody></table><p>Acima consta uma tabela com <strong>temperaturas referentes à terra, à profundidade a que fica a semente</strong>.</p><h2>Viveiro ou sementeira direta? A resposta está na raiz</h2><p>Esta é uma dúvida clássica de quem começa, e a resposta está debaixo da terra. <strong>As couves, as alfaces e as acelgas criam raízes novas com facilidade, por isso não se importam nada de mudar de casa</strong>. Ganham em ser criadas em viveiro, onde é bem mais fácil dar-lhes sombra e água nos primeiros dias.</p><p><strong>A cenoura, o nabo e o espinafre são outra história</strong>. Fazem uma raiz principal a direito, e é justamente essa raiz que vamos comer. Se ela se magoar no transplante, sai torta ou aos ramos, como toda a gente já viu acontecer às cenouras. Estas semeiam-se sempre no sítio onde vão ficar.</p><p>Vale ainda a pena semear aos poucos, em lotes de quinze em quinze dias. Assim, se uma vaga de calor estragar uma sementeira, a seguinte compensa.</p><h2>O calor da terra é o verdadeiro inimigo</h2><p>Quando olhamos para a previsão, o que lá está é a temperatura do ar, medida a cerca de dois metros do chão. A semente não vive lá em cima. <strong>Vive no primeiro centímetro de terra, onde o sol bate direto e onde os valores são bastante mais altos</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong> Termoinibição-</strong> É o nome que se dá ao que acontece à semente quando está calor a mais. Ela está viva e tem água, tem tudo o que precisa, mas não nasce enquanto a temperatura não descer. E se o calor se arrastar muitos dias, pode ficar bloqueada mesmo depois de arrefecer.</div><p><strong>Na alface isto começa entre os 25 e os 28 ºC</strong>, conforme a variedade, e há alfaces próprias para semear no verão que aguentam melhor o calor. Há ainda um pormenor pouco conhecido: a semente de alface precisa de luz para nascer. Com tempo fresco quase não se nota, mas com calor essa exigência aperta bastante.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="738208" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-solo-tem-memoria-e-se-recorda-das-condicoes-de-seca-diz-novo-estudo.html" title="O solo tem memória e recorda-se das condições de seca, diz novo estudo">O solo tem memória e recorda-se das condições de seca, diz novo estudo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-solo-tem-memoria-e-se-recorda-das-condicoes-de-seca-diz-novo-estudo.html" title="O solo tem memória e recorda-se das condições de seca, diz novo estudo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/soil-has-a-memory-and-remembers-drought-conditions-1762350829636_320.jpeg" alt="O solo tem memória e recorda-se das condições de seca, diz novo estudo"></a></article></aside><p>Uma semente enterrada a três centímetros numa terra quente junta as duas coisas que a impedem de nascer, o calor a mais e a escuridão. E é sempre por esta altura que se ouve a mesma frase: "estas sementes já não prestam". <strong>Quase sempre as sementes estavam boas. Errada estava a altura em que foram semeadas</strong>.</p><h2>Como semear com trinta graus e não perder as sementes</h2><p><strong>Semeie ao fim da tarde e regue bem o rego antes de lá deitar a semente</strong>. Não é superstição. A água aquece devagar e, ao evaporar, rouba calor à terra, por isso um solo húmido aquece menos durante o dia e arrefece mais depressa durante a noite.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A água aquece devagar e, ao evaporar, rouba calor à terra. Regar antes de semear é a forma mais barata que existe de arrefecer o solo.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Depois, tape. Uma rede de sombra, um pano fino ou uma camada leve de palha chegam para cortar o sol até as plantinhas romperem a terra.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sementeiras-de-agosto-em-portugal-as-horticolas-que-deve-semear-ja-para-colher-no-outono-1786105008840.png" alt="Rede de sombra sobre uma sementeira de verão, a proteger as sementes das horas de maior calor&quot;." title="Rede de sombra sobre uma sementeira de verão, a proteger as sementes das horas de maior calor&quot;."><figcaption>Criar as plantas em viveiro facilita o controlo da sombra e da rega nas primeiras semanas.</figcaption></figure><p> Há ainda o erro que mais se comete com as melhores intenções, que é enterrar a semente à procura de frescura. A regra é simples: a semente fica coberta com duas a três vezes a sua própria grossura, o que na alface e na cenoura dá meio centímetro. <strong>A frescura vem de tapar e de regar, nunca de enterrar</strong>. </p><h2>Quando o tempo não ajuda, dê a volta</h2><p>Se a semente não quer nascer com o calor que está lá fora, ponha-a a nascer dentro de casa. Sementes entre duas folhas de papel de cozinha húmido, tudo dentro de uma caixa fechada, num sítio fresco, com 15 a 18 ºC. <strong>Dois a três dias depois já se vê a primeira raiz a espreitar</strong>.</p><p>É nessa altura que vão para a terra, com jeito para não partir essa raiz, que ainda mal tem um ou dois milímetros. A parte difícil já aconteceu à temperatura certa.</p><p>Antes de marcar o dia, espreite a previsão para a sua zona e procure a janela com máximas mais baixas e algum céu encoberto. Três ou quatro graus a menos parecem pouco, mas <strong>na alface são a diferença entre um tabuleiro cheio e um tabuleiro às manchas</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/sementeiras-de-agosto-em-portugal-as-horticolas-que-deve-semear-ja-para-colher-no-outono.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Curaçau: a ilha das Caraíbas que o Mundial pôs no radar (e onde o bom tempo parece não falhar)]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/curacau-a-ilha-das-caraibas-que-o-mundial-pos-no-radar-e-onde-o-bom-tempo-parece-nao-falhar.html</link><pubDate>Sat, 08 Aug 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A estreia no Mundial de 2026 levou muitos a descobrir Curaçau, uma ilha colorida, quente quase todo o ano e com praias de água transparente longe das multidões.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ago-curacau-a-ilha-das-caraibas-que-o-mundial-pos-no-radar-e-onde-o-bom-tempo-parece-nao-falhar-1783590833634.jpg" data-image="g5purjsjm2bo" alt="Curaçau" title="Curaçau"><figcaption>Descubra porque Curaçau está a despertar tanta curiosidade. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Cabo Verde, Uzbequistão, entre outras. Se o Mundial de 2026 serviu para algo mais do que trazer ansiedade aos portugueses, foi para<strong> despertar a curiosidade por seleções improváveis</strong>. E é aí mesmo que entra <strong>Curaçau</strong>. Não por ter entrado no torneio como favorita, mas porque há equipas que, mesmo quando perdem, conseguem ganhar outra coisa: atenção, simpatia e um lugar no mapa mental de quem está a ver. </p><p>Foi isso que aconteceu com esta pequena ilha das Caraíbas, que se estreou num Campeonato do Mundo. Este é um daqueles casos em que, de repente, passou de “quem?” a destino que apetece pesquisar mal acaba o jogo. E percebe-se porquê. </p><h2>O pacote completo</h2><p>Curaçau tem aquele tipo de currículo turístico que parece inventado por um departamento de<em> marketing</em> particularmente inspirado. Estamos a falar de <strong>praias de água transparente</strong>, <strong>casas pintadas em tons pastel</strong>, mar quente quase todo o ano, recifes cheios de vida marinha e uma capital bastante fotogénica. </p><div class="texto-destacado">A diferença é que, ao contrário de outros destinos caribenhos já gastos de tanto aparecerem em <em>feeds</em> e catálogos, Curaçau continua a dar a sensação de descoberta. </div><p>Situada no sul das Caraíbas, a curta distância da costa da Venezuela, Curaçau integra o chamado grupo das ilhas ABC — Aruba, Bonaire e Curaçau — e é um país autónomo dentro do Reino dos Países Baixos desde 2010. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777171" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/uzbequistao-o-destino-da-asia-central-que-esta-a-surpreender-os-portugueses.html" title="Uzbequistão: o destino da Ásia Central que está a surpreender os portugueses">Uzbequistão: o destino da Ásia Central que está a surpreender os portugueses</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/uzbequistao-o-destino-da-asia-central-que-esta-a-surpreender-os-portugueses.html" title="Uzbequistão: o destino da Ásia Central que está a surpreender os portugueses"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/uzbequistao-o-destino-da-asia-central-que-esta-a-surpreender-os-portugueses-1783247906572_320.jpg" alt="Uzbequistão: o destino da Ásia Central que está a surpreender os portugueses"></a></article></aside><p>Isto significa o quê? Na prática, significa que tem governo e parlamento próprios para tratar dos assuntos internos, enquanto matérias como a defesa e parte da política externa permanecem ligadas ao reino neerlandês. E é precisamente esta mistura que é apontada como uma das características mais interessantes da ilha.</p><div class="texto-destacado">Em Curaçau, o legado neerlandês cruza-se com influências africanas, latino-americanas, sefarditas e caribenhas. O resultado vê-se em tudo, na língua, na comida, na arquitetura e até no ritmo do dia a dia.</div><p>Mas, afinal, que país é este? </p><h2>Uma história antiga</h2><p>A história da ilha começou muito antes dos hotéis e das excursões de catamarã. Antes da chegada dos europeus, Curaçau era habitada por povos arawak. Os espanhóis chegaram no final do século XV, mas foi sob domínio neerlandês, a partir de 1634, que a ilha ganhou<strong> peso estratégico no comércio atlântico</strong>. Durante séculos, funcionou como entreposto marítimo e comercial, o que deixou marcas profundas na sua composição social e cultural. </p><p>Essa herança está bem viva, por exemplo, no<strong> papiamentu</strong>, a língua mais identitária de Curaçau. </p><div class="texto-destacado">Embora o neerlandês continue a ser oficial e muito presente na administração e na educação, o papiamentu é o idioma do quotidiano e um dos grandes símbolos da ilha. </div><p>Esta é uma língua crioula com influências ibéricas muito visíveis (sim, incluindo portuguesas), além de contributos do espanhol, do neerlandês, do inglês e de línguas africanas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ago-curacau-a-ilha-das-caraibas-que-o-mundial-pos-no-radar-e-onde-o-bom-tempo-parece-nao-falhar-1783590957941.jpg" data-image="7y78brgrhd41" alt="Curaçau" title="Curaçau"><figcaption>É paradisíaco, sim, mas sem o ar de parque temático tropical onde toda a gente vai parar ao mesmo tempo. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Aliás, para ouvidos portugueses, há palavras e sonoridades que parecem familiares. Não o suficiente para uma conversa sem esforço, mas o bastante para criar aquela estranha sensação de “acho que percebi qualquer coisa”.</p><p>Quanto ao carácter ou identidade, dá para perceber porque tantos garantem que Curaçau, apesar de ser pequena em dimensão, não o é em personalidade. Com cerca de <strong>155 a 160 mil habitantes</strong>, dependendo da estimativa consultada, tornou-se um dos países mais pequenos a aparecer num Mundial. Ainda assim, não temos dúvidas de que é um dos mais curiosos para visitar. Mas, por onde começar? </p><h2>O que fazer em Curaçau?</h2><p>A capital, <strong>Willemstad</strong>, é o melhor sítio para começar a viagem. O centro histórico, classificado como Património Mundial da UNESCO, junta fachadas coloniais coloridas, ruas viradas para o mar e bairros com identidades muito próprias. De um lado está <strong>Punda</strong>, a zona mais antiga, com lojas, esplanadas e edifícios que parecem ter sido pintados a pensar em cartões-postais. Do outro está<strong> Otrobanda</strong>, que durante muito tempo foi vista como a irmã menos vistosa. Hoje, porém, tornou-se uma das áreas mais interessantes da cidade, com arte urbana, cafés e uma energia mais local. </p><div class="texto-destacado">A ligá-las está a famosa ponte flutuante Queen Emma, uma passadeira sobre a água que abre para deixar passar navios.</div><p>Mas sejamos honestos, por muito charmosa que seja Willemstad, a maior parte das pessoas chega a Curaçau com uma missão clara: encontrar mar azul. E a ilha não desilude. Há<strong> mais de três dezenas de praias</strong> e enseadas espalhadas pela costa, cada uma com a sua personalidade. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777070" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/onde-fica-e-o-que-fazer-em-cabo-verde-o-arquipelago-que-fez-furor-na-primeira-qualificacao-para-um-mundial-de-futebol.html" title="Onde fica e o que fazer em Cabo Verde: o arquipélago que fez furor na primeira qualificação para um Mundial de Futebol">Onde fica e o que fazer em Cabo Verde: o arquipélago que fez furor na primeira qualificação para um Mundial de Futebol</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/onde-fica-e-o-que-fazer-em-cabo-verde-o-arquipelago-que-fez-furor-na-primeira-qualificacao-para-um-mundial-de-futebol.html" title="Onde fica e o que fazer em Cabo Verde: o arquipélago que fez furor na primeira qualificação para um Mundial de Futebol"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/donde-queda-y-que-hacer-en-cabo-verde-archipielago-furor-primera-clasificacion-mundial-de-futbol-1782148318524_320.jpg" alt="Onde fica e o que fazer em Cabo Verde: o arquipélago que fez furor na primeira qualificação para um Mundial de Futebol"></a></article></aside><p><strong>Kenepa Grandi </strong>é talvez a imagem mais clássica de Curaçau. Aqui encontrará um areal bonito, encaixado entre falésias, com água tão transparente que quase parece editada. </p><p><strong>Cas Abao</strong> também costuma aparecer nas listas das praias mais bonitas da ilha e tem a vantagem de juntar beleza com boas infraestruturas. Já<strong> Playa Lagun</strong> é mais pequena, resguardada e ótima para quem gosta de nadar ou fazer <em>snorkel</em> sem grandes ondas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ago-curacau-a-ilha-das-caraibas-que-o-mundial-pos-no-radar-e-onde-o-bom-tempo-parece-nao-falhar-1783591350478.jpg" data-image="aj963xixymg0" alt="Willemstad" title="Willemstad"><figcaption>Sugerimos que comece a viagem pela capital. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p><strong>Playa Porto Mari</strong>, <strong>Mambo Beach</strong> e <strong>Klein Curaçau</strong>, também são boas sugestões. E, se gosta de <em>snorkel </em>ou mergulho, saiba que Curaçau também tem argumentos fortes. A ilha é conhecida pelos recifes de coral acessíveis a partir da costa, o que significa que não é preciso embarcar numa operação complexa para ver peixes tropicais, formações coralinas e águas incrivelmente límpidas. </p><div class="texto-destacado">Há dezenas de <em>spots </em>de mergulho e muitos deles ficam a poucos metros da praia. </div><p>Em zonas como<strong> Playa Piskadó</strong>, também conhecida por Playa Grandi, é comum ver tartarugas marinhas, embora a popularidade do local tenha levantado debates sobre a necessidade de proteger melhor os animais e o ecossistema. </p><h2>Bom tempo e boa comida</h2><p>Outro trunfo de Curaçau é o <strong>clima</strong>. A ilha fica fora do principal corredor de furacões das Caraíbas, o que a torna um <strong>destino relativamente estável ao longo do ano</strong>. </p><div class="texto-destacado">As temperaturas mantêm-se altas quase sempre, o mar é convidativo em qualquer mês e mesmo a época mais húmida tende a ser feita de aguaceiros curtos. </div><p>Na prática, isto significa que é um daqueles lugares para onde se pode fugir em várias alturas do ano.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767973" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/descubra-a-ilha-com-o-mar-mais-incrivel-do-mundo-para-nadar-em-aguas-turquesa.html" title="Descubra a ilha com o mar mais incrível do mundo para nadar em águas turquesa">Descubra a ilha com o mar mais incrível do mundo para nadar em águas turquesa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/descubra-a-ilha-com-o-mar-mais-incrivel-do-mundo-para-nadar-em-aguas-turquesa.html" title="Descubra a ilha com o mar mais incrível do mundo para nadar em águas turquesa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/descubre-la-isla-con-el-mar-mas-increible-del-mundo-para-nadar-en-aguas-turquesas-1778074327240_320.jpg" alt="Descubra a ilha com o mar mais incrível do mundo para nadar em águas turquesa"></a></article></aside><p>No entanto, o encanto de Curaçau não vive só da paisagem. Vive também da forma como a ilha consegue ser caribenha sem ser igual ao imaginário mais óbvio das Caraíbas. Aqui há uma<strong> identidade muito própria</strong>, feita de cruzamentos improváveis, e isso sente-se na gastronomia, por exemplo. </p><p>A cozinha local mistura referências africanas, latino-americanas, neerlandesas e crioulas. Vale a pena provar pratos como karni stobá, um estufado de carne reconfortante; kabritu stobá, feito com cabra; ou funchi, uma preparação à base de milho que lembra, em certa medida, a polenta. </p><div class="texto-destacado">O peixe e o marisco aparecem com frequência, tal como os sabores fortes, os guisados demorados e os acompanhamentos simples. </div><p>E depois há o inevitável <strong>Blue Curaçao</strong>, o licor azul-cobalto conhecido em bares do mundo inteiro, produzido a partir da casca de uma laranja amarga cultivada na ilha. </p><h2>Uma ilha autêntica</h2><p>Nos últimos anos, Curaçau tem crescido no turismo, mas ainda sem o peso esmagador de outros gigantes da região. Em 2024, a ilha recebeu 700.249 turistas em estadias, além de excursionistas e passageiros de cruzeiro, ultrapassando no total 1,57 milhões de chegadas turísticas. </p><div class="texto-destacado">É verdade que são números expressivos para uma ilha deste tamanho, mas continuam a colocá-la num patamar mais contido do que destinos caribenhos de turismo massificado. </div><p>Isso nota-se na experiência. É que há zonas mais animadas, claro, sobretudo junto aos <em>resorts</em> e ao porto, mas ainda é possível sentir que <strong>Curaçau se mantém autêntico</strong>. Há espaço para praias tranquilas, bairros com vida local e uma sensação de autenticidade que, noutras ilhas, por vezes se perde.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="NiT%2C%20Pincelli%2C%20I" data-year="2026" data-title="Cura%C3%A7au%3A%20o%20pa%C3%ADs%20das%20Cara%C3%ADbas%20com%20praias%20paradis%C3%ADacas%20(e%20sem%20multid%C3%B5es)%20que%20poucos%20conhecem" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fviagens%2Fcuracau-o-pais-das-caraibas-com-praias-paradisiacas-e-sem-multidoes-que-poucos-conhecem">NiT, Pincelli, I. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/viagens/curacau-o-pais-das-caraibas-com-praias-paradisiacas-e-sem-multidoes-que-poucos-conhecem" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Curaçau: o país das Caraíbas com praias paradisíacas (e sem multidões) que poucos conhecem</a>.</cite><br><cite data-author="Civitatis" data-year="2026" data-title="O%20que%20fazer%20em%20Cura%C3%A7ao%3A%20os%2015%20melhores%20planos%20na%20ilha" data-url="https%3A%2F%2Fwww.civitatis.com%2Fblog%2Fpt-br%2Fo-que-fazer-curacao%2F%3Fsrsltid%3DAfmBOoqnT4F9iv5qQxv9cZoaEN8JuBR94wgAuxCW66jCS9fwc0aNk17r">Civitatis. (2026). <a href="https://www.civitatis.com/blog/pt-br/o-que-fazer-curacao/?srsltid=AfmBOoqnT4F9iv5qQxv9cZoaEN8JuBR94wgAuxCW66jCS9fwc0aNk17r" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">O que fazer em Curaçao: os 15 melhores planos na ilha</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/curacau-a-ilha-das-caraibas-que-o-mundial-pos-no-radar-e-onde-o-bom-tempo-parece-nao-falhar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Seca histórica no Reino Unido transforma paisagens e afeta milhões de pessoas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/seca-historica-no-reino-unido-transforma-paisagens-e-afeta-milhoes-de-pessoas.html</link><pubDate>Sat, 08 Aug 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Serviços de emergência da Inglaterra e do País de Gales responderam a quase quatrocentas ocorrências de incêndio em julho, enquanto chamas históricas atingiam o Parque Nacional de Cairngorms na Escócia. </p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/seca-historica-no-reino-unido-transforma-paisagens-e-afeta-milhoes-de-pessoas-1785955403011.jpg" data-image="9wmlbxyueg2i" alt="Stonehenge, em Wiltshire, é uma das muitas paisagens verdes e gramadas ressecadas pelo calor extremo deste verão. Foto: Toby Melville/Reuters" title="Stonehenge, em Wiltshire, é uma das muitas paisagens verdes e gramadas ressecadas pelo calor extremo deste verão. Foto: Toby Melville/Reuters"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-348418">Stonehenge, em Wiltshire, é uma das muitas paisagens verdes e relvadas ressecadas pelo calor extremo deste verão. Foto: Toby Melville/Reuters </figcaption></figure><p>Metrópoles e áreas rurais da Inglaterra e do País de Gales enfrentam uma das piores secas da história recente. O mês de<strong> julho de 2026 caminha para ser o mais seco já registado nos dados oficiais</strong>, impulsionado por sucessivas ondas de calor que transformaram áreas tradicionalmente verdes em solos castanhos e ressecados.</p><p>A declaração oficial emitida pela Agência do Ambiente da Inglaterra e pela Natural Resources Wales atinge metade do território inglês e a totalidade do País de Gales. Trata-se do <strong>terceiro evento do tipo nos últimos cinco anos</strong>, provocado por quatro ondas de calor recordes desde o mês de maio.</p><h2>Impactos nos recursos hídricos e na agricultura</h2><p>Durante julho a Inglaterra registou apenas <strong>7% da média histórica de chuva</strong>, enquanto o sul obteve <strong>somente 1%</strong>. Com a estiagem, o rio Tamisa na altura de Reading atingiu o menor nível já registado. Embora o abastecimento de água potável não corra risco imediato, cerca de <strong>23 milhões de pessoas enfrentam restrições no uso das torneiras</strong>.</p><div class="texto-destacado">A agricultura sofre severamente com a falta de chuva e a subida das temperaturas. Produtores rurais aceleram colheitas para evitar a perda total das lavouras. Na propriedade Riverford Organic Farmers, localizada em Buckfastleigh, Devon, três dos quatro reservatórios secaram no início da colheita, evento inédito nos últimos 40 anos de operação.</div><p>Sobre as dificuldades no campo, <strong>Luke King</strong>, diretor técnico da quinta, declarou: "A escassez de água tornou-se um grande desafio para nós, mas o que complicou ainda mais foi o stress térmico nas plantas. O que temos atualmente já não é suficiente". O gestor realçou ainda <strong>a necessidade de priorizar cultivos diante da rápida evaporação</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/seca-historica-no-reino-unido-transforma-paisagens-e-afeta-milhoes-de-pessoas-1785955661607.jpg" data-image="jcj39aynopcb" alt="Uma ponte de pedra com dois arcos, que se acredita ser do ano 1800, no reservatório de Llwyn-onn, no vale de Taf Fawr, em Merthyr Tydfil, País de Gales, ficou exposta devido aos baixos níveis de água na semana passada. Foto: Matthew Horwood/Getty Images" title="Uma ponte de pedra com dois arcos, que se acredita ser do ano 1800, no reservatório de Llwyn-onn, no vale de Taf Fawr, em Merthyr Tydfil, País de Gales, ficou exposta devido aos baixos níveis de água na semana passada. Foto: Matthew Horwood/Getty Images"><figcaption>Uma ponte de pedra com dois arcos, que se acredita ser do ano 1800, no reservatório de Llwyn-onn, no vale de Taf Fawr, em Merthyr Tydfil, País de Gales, ficou exposta devido aos baixos níveis de água na semana passada. Foto: Matthew Horwood/Getty Images </figcaption></figure><p>Nos parques urbanos de Londres, <strong>como Greenwich Park e os campos de Blackheath, a seca castigou a vegetação</strong>. Autoridades municipais contam com a ajuda de voluntários para regar árvores e manter os espaços. O vereador Adel Khaireh destacou a gratidão aos habitantes que atuam na preservação das áreas verdes durante a estiagem extrema.</p><h2>Aumento dos incêndios e projeções climáticas</h2><p>O tempo seco contínuo facilitou a propagação de incêndios vegetais em várias regiões. Em julho, os <strong>bombeiros atenderam a 393 ocorrências de incêndios em Inglaterra e no País de Gales</strong>, tornando este o mês mais movimentado da história dos serviços de emergência. O avanço do fogo provocou a evacuação de centenas de pessoas das suas residências.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/seca-historica-no-reino-unido-transforma-paisagens-e-afeta-milhoes-de-pessoas-1785956027262.jpg" data-image="popntl5hhcmx" alt="Incêndios florestais eclodiram no parque nacional Cairngorms, na Escócia, no mês passado. Foto: RSPB Scotland/PA" title="Incêndios florestais eclodiram no parque nacional Cairngorms, na Escócia, no mês passado. Foto: RSPB Scotland/PA"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-960965">Incêndios florestais eclodiram no parque nacional Cairngorms, na Escócia, no mês passado. Foto: RSPB Scotland/PA </figcaption></figure><p>Áreas de conservação sofreram danos expressivos. O<strong> Parque Nacional de Cairngorms, na Escócia, registou os piores incêndios da sua história recente</strong>, enquanto o fumo na cordilheira de Rhinogydd foi vista do espaço. No Norte de Gales,<strong> </strong>o serviço de bombeiros contabilizou <strong>48 focos em junho</strong>, um aumento de <strong>47%</strong> em relação ao mesmo período de 2025.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779734" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/paises-baixos-declaram-oficialmente-situacao-de-escassez-de-agua-devido-a-seca-persistente.html" title="Países Baixos declaram oficialmente situação de escassez de água devido à seca persistente">Países Baixos declaram oficialmente situação de escassez de água devido à seca persistente</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/paises-baixos-declaram-oficialmente-situacao-de-escassez-de-agua-devido-a-seca-persistente.html" title="Países Baixos declaram oficialmente situação de escassez de água devido à seca persistente"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/netherlands-officially-declares-water-shortage-amid-persistent-drought-1784385991114_320.jpg" alt="Países Baixos declaram oficialmente situação de escassez de água devido à seca persistente"></a></article></aside><p>Estimativas do Met Office indicam que os verões britânicos podem ficar <strong>até 6 °C mais quentes e 60% mais secos até 2070</strong>. Curiosamente, o ressecamento do solo revelou sítios arqueológicos sob os campos, como construções da era romana em Conwy, trincheiras da Primeira Guerra Mundial e contornos de jardins do século XVII na Chatsworth House.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Bethan%20McKernan" data-year="2026" data-title="Julho%20caminha%20para%20ser%20o%20m%C3%AAs%20mais%20seco%20da%20hist%C3%B3ria%20na%20Inglaterra%20e%20no%20Pa%C3%ADs%20de%20Gales%20ap%C3%B3s%20ondas%20de%20calor%20devastadoras" data-url="https%3A%2F%2Fwww.theguardian.com%2Fenvironment%2F2026%2Faug%2F02%2Fjuly-set-to-be-driest-on-record-for-england-and-wales-after-relentless-heatwaves">Bethan McKernan. (2026). <a href="https://www.theguardian.com/environment/2026/aug/02/july-set-to-be-driest-on-record-for-england-and-wales-after-relentless-heatwaves" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Julho caminha para ser o mês mais seco da história na Inglaterra e no País de Gales após ondas de calor devastadoras</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/seca-historica-no-reino-unido-transforma-paisagens-e-afeta-milhoes-de-pessoas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuva, vento e mar agitado nos Açores contrastam com tempo estável na Madeira até quarta-feira, 12 de agosto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-vento-e-mar-agitado-nos-acores-contrastam-com-tempo-estavel-na-madeira-ate-quarta-feira-12-de-agosto.html</link><pubDate>Fri, 07 Aug 2026 16:16:45 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A evolução da circulação atmosférica no Atlântico Norte deverá colocar os arquipélagos portugueses sob cenários distintos nos próximos dias, com os Açores mais expostos à passagem de perturbações e a Madeira sob maior influência anticiclónica.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xavseae"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xavseae.jpg" id="xavseae"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O estado do tempo nos arquipélagos portugueses será condicionado, nos próximos dias, pela evolução dos principais centros de ação no Atlântico Norte. Entre 8 e 12 de agosto, a posição destes sistemas e as alterações na circulação atmosférica terão um papel determinante nas condições previstas para os Açores e para a Madeira.</p><h2>Depressão aumenta a instabilidade nos Açores, com chuva, vento e mar agitado</h2><p>Nos Açores, o enfraquecimento da influência anticiclónica dará lugar à <strong>aproximação de uma depressão, aumentando a instabilidade sobretudo nos grupos Ocidental e Central</strong>. No sábado, os primeiros efeitos serão pouco expressivos, com precipitação fraca e irregular em São Miguel e aguaceiros pontuais no Grupo Central, aproximando-se do Ocidental ao final do dia. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-vento-e-mar-agitado-nos-acores-contrastam-com-tempo-estavel-na-madeira-ate-quarta-feira-1786117598550.png" data-image="k8s5k7r90bqh"><figcaption>A chuva deverá ganhar expressão nos Açores durante o domingo, atingindo sobretudo os grupos Ocidental e Central. Faial e Pico estarão entre as ilhas mais afetadas, com aguaceiros ao longo do dia.</figcaption></figure><p><strong>No domingo, a situação agravar-se-á</strong>, com chuva inicialmente mais expressiva nas Flores e Corvo, estendendo-se depois ao Grupo Central e, ao final do dia, a São Miguel. O vento intensificar-se-á, com <strong>rajadas até 70 km/h nas Flores, 55 km/h no Corvo e 64 km/h no Pico</strong>, e ondas de cerca de 5 metros junto às Flores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-vento-e-mar-agitado-nos-acores-contrastam-com-tempo-estavel-na-madeira-ate-quarta-feira-1786117500845.png" data-image="5j7q03fdt6bj"><figcaption>A instabilidade deverá persistir na quarta-feira, com a precipitação a concentrar-se sobretudo no Grupo Central. São Jorge, Faial, Pico e Terceira poderão registar aguaceiros, localmente mais intensos.</figcaption></figure><p>Na segunda-feira, sob maior influência da circulação depressionária, os aguaceiros poderão atingir os três grupos. <strong>A partir de terça-feira, a precipitação tornar-se-á mais dispersa</strong>, alternando com abertas e afetando pontualmente a Terceira e São Miguel. Na quarta-feira, os aguaceiros deverão incidir principalmente no Grupo Central. Até ao final do período, os acumulados poderão aproximar-se de 34 mm na Horta, 23 mm nas Flores e 29 mm nas Lajes do Pico.</p><h2>Dorsal anticiclónica mantém a Madeira estável, apesar de alguma chuva pontual</h2><p>Na Madeira, uma dorsal anticiclónica persistente deverá manter o arquipélago protegido das perturbações atlânticas, favorecendo <strong>tempo estável e maioritariamente seco.</strong> No sábado, prevê-se bastante nebulosidade e possibilidade de chuva fraca e localizada na vertente sul ao final do dia. Ponta do Sol poderá atingir 27 ºC, enquanto o Funchal, São Vicente e Paul do Mar deverão alcançar 26 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-vento-e-mar-agitado-nos-acores-contrastam-com-tempo-estavel-na-madeira-ate-quarta-feira-1786117701365.png" data-image="wva2pqb3d8d3"><figcaption>Temperatura prevista para o arquipélago da Madeira às 16:00 de sábado, 8 de agosto.</figcaption></figure><p>No domingo, a precipitação continuará pouco expressiva e será mais provável nas zonas montanhosas, enquanto Ponta do Sol poderá voltar a atingir 27 ºC. Na segunda-feira, a possibilidade de chuva diminuirá, com máximas entre 23 e 26 ºC.</p><p>Na terça-feira, <strong>uma perturbação a norte poderá reforçar a nebulosidade nos setores norte e nordeste, sem alterar significativamente o tempo.</strong> Na quarta-feira, deverá continuar a predominar o tempo seco, com São Vicente a atingir 27 ºC. O vento permanecerá, em geral, fraco a moderado. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782468" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-a-proxima-semana-em-portugal-temperaturas-voltam-a-subir-maximas-na-ordem-dos-40-c-regressam-ao-continente.html" title="Tempo para a próxima semana em Portugal: temperaturas voltam a subir; máximas na ordem dos 40 ºC regressam ao continente">Tempo para a próxima semana em Portugal: temperaturas voltam a subir; máximas na ordem dos 40 ºC regressam ao continente</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-a-proxima-semana-em-portugal-temperaturas-voltam-a-subir-maximas-na-ordem-dos-40-c-regressam-ao-continente.html" title="Tempo para a próxima semana em Portugal: temperaturas voltam a subir; máximas na ordem dos 40 ºC regressam ao continente"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/antevisao-do-tempo-para-a-proxima-semana-em-portugal-continental-1786098214395_320.png" alt="Tempo para a próxima semana em Portugal: temperaturas voltam a subir; máximas na ordem dos 40 ºC regressam ao continente"></a></article></aside><p>Em Porto Santo, as temperaturas deverão ser ligeiramente mais baixas, enquanto o interior montanhoso registará valores mais frescos, sobretudo durante a madrugada.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-vento-e-mar-agitado-nos-acores-contrastam-com-tempo-estavel-na-madeira-ate-quarta-feira-12-de-agosto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal está a perder costa mais depressa, mas ainda vamos a tempo de mudar esse destino]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-esta-a-perder-costa-mais-depressa-mas-ainda-vamos-a-tempo-de-mudar-esse-destino.html</link><pubDate>Fri, 07 Aug 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>As tempestades tornam a erosão mais evidente, mas o recuo da linha de costa acontece todos os dias. O relatório da Greenpeace revela onde o problema se agravou e por quê.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-esta-a-perder-costa-mais-depressa-mas-ainda-vamos-a-tempo-de-mudar-esse-destino-1786108840997.jpg" data-image="issd57fftvqp" alt="enchimento artificial de areal na praia" title="enchimento artificial de areal na praia"><figcaption>Mais de 25% da costa portuguesa está a recuar e a pressão urbanística agrava a erosão. Foto: APA</figcaption></figure><p>Quase sempre, depois de uma sucessão de tempestades, chegam as imagens de <strong>praias destruídas</strong>, de arribas desmoronadas ou de passadiços suspensos sobre o vazio. Olhamos para a paisagem e concluímos que o <strong>mar voltou a avançar</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A realidade, porém, é menos repentina do que parece. Enquanto as tempestades expõem as feridas, a erosão trabalha todos os dias. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Centímetro a centímetro, o oceano remodela uma costa que nunca foi imóvel. O que hoje parece uma transformação brusca resulta, muitas vezes, de um <strong>processo</strong> <strong>lento</strong> que se prolonga há décadas.</p><p>É precisamente essa mudança de escala que o relatório <strong><em>Destruição a Toda a Costa – Retrato de um litoral português em risco</em></strong>, da Greenpeace, torna evidente. Ao reunir dados científicos, informação oficial e uma análise das zonas mais vulneráveis do país, o estudo mostra que mais de <strong>um quarto da costa continental portuguesa está em recuo</strong>. Em alguns locais, a linha costeira perde vários metros por ano.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-esta-a-perder-costa-mais-depressa-mas-ainda-vamos-a-tempo-de-mudar-esse-destino-1786108933121.jpg" data-image="z7hahjsf7pha" alt="Praia da Rainha, Cascais" title="Praia da Rainha, Cascais"><figcaption>O nível médio do mar subiu 9,7 centímetros nos últimos 25 anos em Cascais. Foto: Município de Cascais</figcaption></figure><p>Mais do que quantificar um fenómeno conhecido, o relatório responde a uma pergunta decisiva. Porque é que <strong>algumas praias conseguem resistir melhor</strong> do que outras? A resposta não está apenas nas alterações climáticas.</p><h2>A costa não perdeu apenas areia</h2><p>Os registos do <strong>marégrafo de Cascais</strong> ajudam a perceber a dimensão da mudança. Nos últimos 25 anos, o nível médio do mar subiu 9,7 centímetros e, em 2024, atingiu o valor mais elevado desde que existem medições naquele local.</p><p>O <strong>aumento do nível do mar</strong> acelera a erosão e agrava o impacto das tempestades. Ainda assim, o relatório sustenta que a vulnerabilidade da costa portuguesa resulta também de <strong>escolhas feitas </strong>ao longo de várias décadas. Em muitas zonas, as dunas foram ocupadas, os sistemas naturais fragmentados e a construção aproximou-se demasiado da linha de água. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O turismo intensivo e a expansão urbana reduziram o espaço disponível para que praias, arribas e estuários evoluíssem naturalmente.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A consequência torna-se evidente sempre que chegam os temporais. Onde existiam dunas capazes de absorver parte da energia das ondas ou zonas húmidas que amorteciam o impacto do mar, surgem hoje <strong>estradas</strong>, <strong>edifícios</strong> ou <strong>infraestruturas</strong> muito mais vulneráveis.</p><p>Em muitos locais, o problema não está apenas no facto do mar ganhar terreno. Está também na forma como a <strong>ocupação humana</strong> retirou à costa a capacidade de responder às mudanças.</p><h2>Um retrato de norte a sul</h2><p>Os exemplos distribuem-se praticamente por todo o país. No Norte, a praia de <strong>Viana do Castelo</strong> perdeu cerca de 30% da sua largura desde 1990. Em <strong>Espinho</strong>, entre 2010 e 2023, a linha de costa recuou, em média, 5,2 metros por ano. Na Costa Nova, no município de <strong>Ílhavo</strong>, o avanço do mar manteve um ritmo semelhante ao longo das últimas cinco décadas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="743668" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-custo-da-erosao-e-uma-grande-emergencia-pelo-que-so-pode-ser-combatido-com-solucoes-naturais.html" title="O custo da erosão é uma grande emergência, pelo que só pode ser combatido com soluções naturais">O custo da erosão é uma grande emergência, pelo que só pode ser combatido com soluções naturais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-custo-da-erosao-e-uma-grande-emergencia-pelo-que-so-pode-ser-combatido-com-solucoes-naturais.html" title="O custo da erosão é uma grande emergência, pelo que só pode ser combatido com soluções naturais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/l-erosione-costiera-e-diventata-una-grande-emergenza-ma-si-puo-combattere-solo-con-soluzioni-naturali-1737390776885_320.jpg" alt="O custo da erosão é uma grande emergência, pelo que só pode ser combatido com soluções naturais"></a></article></aside><p>Mais a sul, a <strong>Península de Setúbal</strong> surge como um dos casos mais evidentes da pressão exercida pela urbanização e pelo turismo sobre ecossistemas costeiros particularmente sensíveis.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O Algarve enfrenta um dos cenários mais preocupantes. Segundo a Greenpeace, sem medidas urgentes, cerca de 40% das praias naturais poderão desaparecer até ao final do século. Numa região onde o turismo constitui um dos principais motores económicos, os prejuízos anuais poderão ultrapassar os 200 milhões de euros.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Também as regiões autónomas enfrentam desafios distintos. Na <strong>Madeira</strong>, o risco estende-se às infraestruturas costeiras e às espécies endémicas. Nos <strong>Açores</strong>, a <strong>acidificação dos oceanos</strong> e as <strong>ondas de calor marinhas</strong> já afetam habitats de elevado valor ecológico, incluindo comunidades de corais negros e linhas de maré alta e maré baixa, chamadas de zonas intertidais.</p><h2>Como devolver espaço ao mar</h2><p>O relatório não apresenta a destruição do litoral como um destino inevitável, mas como uma trajetória que ainda pode ser alterada. A primeira prioridade passa por <strong>reduzir as emissões de gases com efeito de estufa</strong> para limitar a subida do nível médio do mar e o agravamento dos fenómenos extremos. Mas os autores lembram que essa resposta, por si só, não chega.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É igualmente necessário recuperar a capacidade natural da costa para enfrentar tempestades e a erosão.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Essa recuperação começa pela <strong>proteção e restauro</strong> de dunas, sapais e outros ecossistemas costeiros, capazes de dissipar a energia das ondas, reter sedimentos e amortecer o impacto das marés. O estudo defende também a <strong>renaturalização de áreas degradadas</strong> e uma revisão do modelo de ocupação do litoral, travando novas construções em zonas particularmente vulneráveis.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-esta-a-perder-costa-mais-depressa-mas-ainda-vamos-a-tempo-de-mudar-esse-destino-1786109135713.jpg" data-image="rfyz2inxbxyh" alt="Ponta da Piedade, Lagos" title="Ponta da Piedade, Lagos"><figcaption>Cerca de 40% das praias do Algarve podem desaparecer até ao fim deste século. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>Em alguns casos, a solução poderá mesmo passar por uma decisão difícil. Em vez de insistir na permanência de infraestruturas expostas ao avanço do mar, será necessário planear a sua <strong>relocalização</strong> para locais mais seguros.</p><p>Os autores defendem ainda a revisão de planos municipais desatualizados, a <strong>suspensão de novos licenciamentos em áreas sensíveis</strong> e a remoção de barreiras físicas que limitam o acesso público às praias.</p><h2>Adaptar sem deixar ninguém para trás</h2><p>Adaptar a costa às alterações climáticas não significa apenas proteger o território. Significa <strong>proteger as pessoas</strong> que dele dependem. Comunidades piscatórias, mariscadores, pequenos empresários, moradores e utilizadores tradicionais do litoral deverão participar nas decisões que irão transformar a costa das próximas décadas. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A adaptação, defendem os autores, terá de ser socialmente justa e assegurar que os custos da transformação não recaem sobre quem vive e trabalha nestes territórios.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Ao mesmo tempo, a Greenpeace propõe uma <strong>moratória para novos projetos </strong>turísticos, imobiliários e infraestruturas em zonas de risco de erosão, inundação ou instabilidade de arribas, defendendo que a prevenção continua a ser muito menos dispendiosa do que reparar os danos provocados pelas tempestades.</p><h2>Uma fronteira que nunca esteve imóvel</h2><p>Há uma tendência a imaginar a linha de costa como um limite permanente entre a terra e o mar. O relatório lembra que essa <strong>fronteira</strong> sempre esteve <strong>em movimento</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="741611" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/camaras-de-videovigilancia-monitorizam-a-erosao-costeira-e-antecipam-tsunamis-na-costa-da-caparica.html" title="Câmaras de videovigilância monitorizam a erosão costeira e antecipam tsunamis na Costa da Caparica">Câmaras de videovigilância monitorizam a erosão costeira e antecipam tsunamis na Costa da Caparica</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/camaras-de-videovigilancia-monitorizam-a-erosao-costeira-e-antecipam-tsunamis-na-costa-da-caparica.html" title="Câmaras de videovigilância monitorizam a erosão costeira e antecipam tsunamis na Costa da Caparica"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/camaras-de-videovigilancia-monitorizam-a-erosao-costeira-e-antecipam-tsunamis-na-costa-da-caparica-1764339233961_320.jpg" alt="Câmaras de videovigilância monitorizam a erosão costeira e antecipam tsunamis na Costa da Caparica"></a></article></aside><p>Durante muito tempo, procurámos fixá-la através de estradas, edifícios, paredões e outras infraestruturas. Em muitos casos, essa estratégia <strong>reduziu precisamente a capacidade de adaptação</strong> <strong>dos sistemas naturais</strong> que protegiam o litoral.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O desafio não passa por impedir a evolução da costa. Passa por lhe devolver espaço para continuar a progredir sem comprometer a nossa segurança.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>As praias, as dunas, os sapais e as arribas não são apenas paisagens. São também parte <strong>da proteção natural</strong> de um país com mais de 2.500 quilómetros de costa. O mar continuará a moldar o litoral, como sempre fez. A diferença est�� em saber se continuaremos a ocupar o espaço de que ele precisa ou se iremos aprender a partilhar essa fronteira em constante transformação.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Greenpeace" data-year="" data-title="Destrui%C3%A7%C3%A3o%20a%20toda%20a%20costa" data-url="https%3A%2F%2Fwww.greenpeace.pt%2Fwp-content%2Fuploads%2F2026%2F07%2FDestruicao-a-Toda-a-Costa-Relatorio-GPPT_2026.pdf">Greenpeace. <a href="https://www.greenpeace.pt/wp-content/uploads/2026/07/Destruicao-a-Toda-a-Costa-Relatorio-GPPT_2026.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Destruição a toda a costa</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-esta-a-perder-costa-mais-depressa-mas-ainda-vamos-a-tempo-de-mudar-esse-destino.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Descubra estes 5 factos interessantes que talvez não saiba sobre a planta do café]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/descubra-estes-5-factos-interessantes-que-talvez-nao-saiba-sobre-a-planta-do-cafe.html</link><pubDate>Fri, 07 Aug 2026 15:27:08 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Por trás de cada chávena de café há uma planta com características específicas e, muitas vezes, pouco conhecidas. A seguir, apresentamos-te cinco curiosidades para saberes mais sobre a origem de uma das bebidas mais consumidas do mundo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/non-solo-chicchi-5-curiosita-che-forse-non-conosci-sulla-pianta-del-caffe-1785421191887.jpeg" data-image="knjrdmss2yzs" alt="5 datos interesantes que quizás no sepas sobre la planta del café." title="5 datos interesantes que quizás no sepas sobre la planta del café."><figcaption>5 factos interessantes que talvez não saibas sobre a planta do café.</figcaption></figure><p>Para milhões de pessoas em todo o mundo, o café é um hábito diário: um ritual que acompanha o despertar, as pausas no trabalho ou o final de uma refeição. No entanto, por trás de cada chávena esconde-se uma história longa e complexa, <strong>que muitas vezes começa a milhares de quilómetros de distância do local onde o café é realmente consumido</strong>.</p><p>Segundo uma famosa lenda etíope, foram os pastores locais que primeiro repararam nos efeitos estimulantes que o fruto da planta produzia nos seus animais. Desde então, <strong>o café atravessou continentes, culturas e séculos de história, tornando-se um dos produtos agrícolas mais comercializados do mundo</strong>.</p><p>E, no entanto, a maioria dos consumidores sabe muito pouco sobre a planta do café em si: <strong>a origem de tudo</strong>. A seguir, apresentamos cinco factos que oferecem uma nova perspetiva sobre o café.</p><h2>1. É um arbusto tropical de folha perene </h2><p>A planta do café pertence ao género <em>Coffea</em>, que inclui mais de cem espécies; no entanto, as variedades cultivadas em grande escala são principalmente a <em>Coffea arabica </em>e a<em> Coffea canephora </em>(conhecida vulgarmente como Robusta).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/non-solo-chicchi-5-curiosita-che-forse-non-conosci-sulla-pianta-del-caffe-1785421126064.jpeg" data-image="032gkxah47j1" alt="Es un arbusto tropical de hoja perenne." title="Es un arbusto tropical de hoja perenne."><figcaption>É um arbusto tropical de folha perene.</figcaption></figure><p>É um arbusto tropical de folha perene, originário de África, caracterizado pelas suas folhas brilhantes, coriáceas e de cor verde intensa.<strong> No estado selvagem, pode atingir um tamanho considerável, mas, em cultivo, mantém-se mais baixo através da poda, para facilitar a colheita e o manejo da copa</strong>.</p><h2>2. Produz bagas que contêm os chamados "grãos" de café</h2><p><strong>O que normalmente chamamos de grãos de café não são frutos, mas sim sementes</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/non-solo-chicchi-5-curiosita-che-forse-non-conosci-sulla-pianta-del-caffe-1785421209023.jpeg" data-image="f5u8uj65odx3" alt="Produce bayas que contienen los llamados &quot;granos&quot; de café." title="Produce bayas que contienen los llamados &quot;granos&quot; de café."><figcaption>Produz bagas que contêm os chamados "grãos" de café.</figcaption></figure><p><strong>A planta produz bagas pequenas e carnudas, frequentemente vermelhas quando amadurecem, que costumam conter duas sementes dispostas uma ao lado da outra</strong>; são precisamente estes os "grãos" que, após a colheita, o processamento e a torrefação, se transformam no produto que consumimos diariamente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773203" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-utilizar-borras-de-cafe-para-enriquecer-o-solo-do-jardim-e-das-plantas-em-vasos.html" title="Como utilizar borras de café para enriquecer o solo do jardim e das plantas em vasos">Como utilizar borras de café para enriquecer o solo do jardim e das plantas em vasos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-utilizar-borras-de-cafe-para-enriquecer-o-solo-do-jardim-e-das-plantas-em-vasos.html" title="Como utilizar borras de café para enriquecer o solo do jardim e das plantas em vasos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-utilizar-borras-de-cafe-para-enriquecer-o-solo-do-jardim-e-das-plantas-em-vasos-1781096433809_320.jpg" alt="Como utilizar borras de café para enriquecer o solo do jardim e das plantas em vasos"></a></article></aside><p>Em alguns casos, o fruto contém uma única semente arredondada, conhecida como "caracolillo" (peaberry).</p><h2>3. As suas flores têm um aroma a jasmim</h2><p>A planta do café produz pequenas flores brancas agrupadas em cachos que exalam uma fragrância intensa, mas delicada, <strong>muitas vezes comparada à do jasmim</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/non-solo-chicchi-5-curiosita-che-forse-non-conosci-sulla-pianta-del-caffe-1785421225111.jpeg" data-image="k4bay3by0vra" alt="Sus flores huelen a jazmín." title="Sus flores huelen a jazmín."><figcaption>As suas flores cheiram a jasmim.</figcaption></figure><p>A floração <strong>por vezes muito abundante</strong>, transforma a copa da árvore, durante alguns dias, numa massa branca e perfumada, a partir da qual se desenvolverá posteriormente o fruto destinado à produção de café.</p><h2>4. Produz cafeína como defesa natural</h2><p>A cafeína é, acima de tudo,<strong> um mecanismo de defesa química desenvolvido pela planta para se proteger de certos insetos herbívoros e outros organismos potencialmente nocivos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/non-solo-chicchi-5-curiosita-che-forse-non-conosci-sulla-pianta-del-caffe-1785421239773.jpeg" data-image="2gdn6jjv0n9o"><figcaption>Produz cafeína como mecanismo de defesa natural.</figcaption></figure><p>Nos seres humanos, no entanto, <strong>esta substância atua sobre o sistema nervoso central com um efeito estimulante</strong>, o que tem desempenhado um papel decisivo na popularidade do café como bebida quotidiana em todo o mundo.</p><h2>5. É cultivada em ambientes interiores como planta ornamental</h2><p>A planta do café encontra condições ideais de cultivo em casa, <strong>onde é apreciada sobretudo pelo seu folhagem elegante, brilhante e perene, que confere um toque exótico aos interiores</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/non-solo-chicchi-5-curiosita-che-forse-non-conosci-sulla-pianta-del-caffe-1785421254127.jpeg" data-image="3oz5rta93006" alt="Se cultiva en interiores como planta ornamental." title="Se cultiva en interiores como planta ornamental."><figcaption>É cultivada em ambientes interiores como planta ornamental.</figcaption></figure><p>As sementes e as plântulas estão disponíveis no mercado e esta planta é considerada uma planta ornamental de interior.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763014" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/do-classico-ao-moderno-as-capitais-europeias-do-cafe.html" title="Do clássico ao moderno: as capitais europeias do café">Do clássico ao moderno: as capitais europeias do café</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/do-classico-ao-moderno-as-capitais-europeias-do-cafe.html" title="Do clássico ao moderno: as capitais europeias do café"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/do-classico-ao-moderno-as-capitais-europeias-do-cafe-1775814931459_320.jpg" alt="Do clássico ao moderno: as capitais europeias do café"></a></article></aside><p><strong>Requer muita luz, mas sem sol direto, temperaturas amenas, um bom substrato para plantas verdes</strong>, enriquecido com um pouco de perlita e com um nível de humidade adequado.</p><h2>A essência do café</h2><p>Por trás de uma chávena de café estão os grãos torrados, mas, antes ainda disso, estão as sementes, os frutos carnudos, as flores perfumadas e o arbusto tropical que os produziu. Esta é a essência do café,<strong> que, no final de uma longa viagem, transforma cada gole numa experiência universal de aromas, sabores e tradições</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/descubra-estes-5-factos-interessantes-que-talvez-nao-saiba-sobre-a-planta-do-cafe.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As imagens mais detalhadas do Sol alguma vez observadas revelam redemoinhos de energia magnética]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/as-imagens-mais-detalhadas-do-sol-alguma-vez-observadas-revelam-redemoinhos-de-energia-magnetica.html</link><pubDate>Fri, 07 Aug 2026 15:03:19 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Imagens sem precedentes captadas pelo telescópio solar mais potente do planeta mostram redemoinhos magnéticos na superfície do Sol que ajudam a explicar a origem do clima espacial e os seus efeitos na Terra.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-imagenes-mas-detalladas-del-sol-jamas-vistas-revelan-remolinos-de-energia-magnetica-1786029044314.png" data-image="71ik6yb7svkp" alt="Telescopio solar Inouye capta remolinos inéditos en el" title="Telescopio solar Inouye capta remolinos inéditos en el"><figcaption>As novas observações foram possíveis graças ao Telescópio Solar Daniel K. Inouye. Crédito: NSF/NSO/AURA/MPS</figcaption></figure><p>O Sol acaba de revelar um dos seus segredos mais bem guardados. Graças ao telescópio solar mais potente do mundo, uma equipa internacional de cientistas conseguiu observar, com um nível de detalhe sem precedentes, <strong>enormes redemoinhos de gás quente que distorcem os campos magnéticos da nossa estrela e alimentam as violentas erupções</strong> que, por vezes, chegam a afetar a tecnologia na Terra.</p><p>As imagens, que foram publicadas juntamente com um estudo na revista científica <em>Nature</em>, <strong>permitem ver, pela primeira vez, estruturas extremamente pequenas na superfície solar que, até agora, permaneciam fora do alcance da observação</strong>. Os investigadores consideram que este avanço representa um passo importante para compreender como se gera o chamado clima espacial e melhorar a sua previsão.</p><h2>Redemoinhos invisíveis que impulsionam a atividade do Sol</h2><p><strong>As novas observações foram possíveis graças ao Telescópio Solar Daniel K. Inouye</strong>, situado no cume do vulcão Haleakalā, no Havai. A sua localização, acima de grande parte da atmosfera terrestre e numa zona com céus excecionalmente desobstruídos, permite obter imagens com uma nitidez inigualável.</p><p>Ao ampliar a superfície do Sol, os investigadores identificaram uma<strong> rede complexa de redemoinhos que se formam quando enormes massas de gás extremamente quente se deslocam umas junto às outras</strong>. Esse movimento distorce e reorganiza continuamente o intenso campo magnético solar, armazenando enormes quantidades de energia.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/eGglhp9uLFY/sddefault.jpg" alt="youtube video id=eGglhp9uLFY" id="eGglhp9uLFY"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>"O Sol é a fonte de toda essa energia e do clima espacial que observamos", explicou David Boboltz, investigador do Observatório Solar Nacional (NSO) dos Estados Unidos. Segundo o especialista, dispor de imagens com este nível de resolução permitirá<strong> compreender melhor a física que rege a estrela e, a longo prazo, melhorar a capacidade de antecipar episódios de atividade solar intensa</strong>.</p><h2>A instabilidade que explica a origem das tempestades solares</h2><p>O fenómeno identificado é designado por <strong>instabilidade de Kelvin-Helmholtz</strong>, um processo físico conhecido há muito tempo na dinâmica dos fluidos, mas que agora pôde ser observado diretamente com um nível de detalhe excecional na superfície solar.</p><p><strong>Esta instabilidade surge quando duas correntes de um fluido se deslocam a velocidades diferentes</strong>. As pequenas perturbações iniciais crescem progressivamente até se transformarem em grandes vórtices. Um mecanismo semelhante também pode ser observado nos oceanos terrestres, onde ajuda a explicar como pequenas ondulações evoluem até se tornarem ondas muito maiores e mais energéticas.</p><div class="texto-destacado"><strong><strong>No caso do Sol, estes vórtices funcionam como verdadeiros motores de transferência de energia para as camadas superiores da atmosfera solar.</strong></strong></div><p>David Kuridze, também membro do NSO, explicou que esses <strong>movimentos de torção geram energia magnética</strong> que pode acumular-se durante algum tempo antes de ser libertada de forma explosiva.</p><h2>Um elemento fundamental para compreender o clima espacial</h2><p>Os cientistas defendem que estes processos ajudam a explicar a origem das fulgurações solares e das ejeções de massa coronal, <strong>dois dos fenómenos mais energéticos do sistema solar</strong>.</p><p>Quando uma grande quantidade de energia fica armazenada nas camadas superiores da atmosfera solar, pode ser libertada repentinamente através de uma explosão potente. Se esse material for expelido na direção da Terra, pode alterar o ambiente espacial do planeta e <strong>desencadear tempestades geomagnéticas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-imagenes-mas-detalladas-del-sol-jamas-vistas-revelan-remolinos-de-energia-magnetica-1786029213027.png" data-image="d6mffflty4bi" alt="Telescopio solar Inouye capta remolinos inéditos en el" title="Telescopio solar Inouye capta remolinos inéditos en el"><figcaption>O Sol continua a ser um laboratório natural excecional. Crédito: NASA/SDO.</figcaption></figure><p>Estes episódios têm a capacidade de <strong>afetar o funcionamento de satélites, sistemas de navegação e comunicações por rádio, além de provocar perturbações nas redes elétricas</strong>. Em situações extremas, representam mesmo um risco adicional para os astronautas que se encontram fora da proteção do campo magnético terrestre.</p><p>Compreender com maior precisão como essa energia se acumula e é libertada é fundamental para desenvolver modelos capazes de <strong>antecipar estes eventos com maior exatidão</strong>.</p><h2>Muito mais do que proteger a tecnologia terrestre</h2><p>Para além das suas aplicações práticas, os investigadores salientam que<strong> o Sol continua a ser um laboratório natural excecional</strong> para estudar as leis fundamentais da física.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782321" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/sera-que-a-terra-sobrevivera-ao-sol-moribundo-a-ciencia-reescreve-o-ultimo-dia-do-nosso-planeta.html" title="Será que a Terra sobreviverá ao Sol moribundo? A ciência reescreve o último dia do nosso planeta">Será que a Terra sobreviverá ao Sol moribundo? A ciência reescreve o último dia do nosso planeta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/sera-que-a-terra-sobrevivera-ao-sol-moribundo-a-ciencia-reescreve-o-ultimo-dia-do-nosso-planeta.html" title="Será que a Terra sobreviverá ao Sol moribundo? A ciência reescreve o último dia do nosso planeta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-terra-sopravvivera-al-sole-morente-la-scienza-riscrive-l-ultimo-giorno-del-nostro-pianeta-1785253730206_320.png" alt="Será que a Terra sobreviverá ao Sol moribundo? A ciência reescreve o último dia do nosso planeta"></a></article></aside><p>Com este novo avanço, os cientistas não só obtêm uma imagem inédita da dinâmica da nossa estrela, como também <strong>abrem uma nova janela para compreender os processos físicos que ocorrem em todo o universo</strong>. Cada detalhe captado pelo telescópio Inouye aproxima um pouco mais a comunidade científica do objetivo de compreender como funciona o Sol e como a sua atividade influencia a Terra e o resto do sistema solar.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Kuridze%2C%20D.%2C%20W%C3%B6ger%2C%20F.%2C%20van%20Noort%2C%20M.%20et%20al." data-year="2026" data-title="Ubiquitous%20Kelvin%E2%80%93Helmholtz%20instabilities%20driving%20plasma%20mixing%20on%20the%20Sun" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41586-026-10871-3">Kuridze, D., Wöger, F., van Noort, M. et al.. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41586-026-10871-3" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Ubiquitous Kelvin–Helmholtz instabilities driving plasma mixing on the Sun</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/as-imagens-mais-detalhadas-do-sol-alguma-vez-observadas-revelam-redemoinhos-de-energia-magnetica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo para a próxima semana em Portugal: temperaturas voltam a subir; máximas na ordem dos 40 ºC regressam ao continente]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-a-proxima-semana-em-portugal-temperaturas-voltam-a-subir-maximas-na-ordem-dos-40-c-regressam-ao-continente.html</link><pubDate>Fri, 07 Aug 2026 11:35:09 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Entre segunda, dia 10, e domingo, dia 16, as temperaturas deverão subir em todo o território continental, levando os termómetros a aproximarem-se dos 40 ºC, especialmente ao longo da faixa interior.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xavq2oy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xavq2oy.jpg" id="xavq2oy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As temperaturas vão descer ligeiramente até domingo, resultando em valores máximos de até 33 ºC nas capitais de distrito mais quentes. No entanto, esta descida será de pouca duração, pois o <strong>arranque da próxima semana deverá trazer uma recuperação dos valores</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Para além da subida das temperaturas, a a<strong>tmosfera deverá ser dominada por altas pressões</strong>, mantendo os dias secos, apenas com alguma nebulosidade no litoral, no período da manhã.</p><h2>Valores voltam a aproximar-se dos 40 ºC no interior do país</h2><p>A partir de segunda-feira espera-se uma <strong>subida das temperaturas ao longo da faixa interior</strong>, onde os valores máximos deverão manter-se entre os 29 ºC na Guarda e os 33 ºC em Castelo Branco, Évora e Beja. A nível local, no Baixo Alentejo e Beira Baixa, os valores podem alcançar os 35 ºC, e no Vale do Douro podem chegar aos 36 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/antevisao-do-tempo-para-a-proxima-semana-em-portugal-continental-1786097960817.png" data-image="3csy1h5d4hs6" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>As temperaturas voltam a subir a partir de segunda-feira, devendo voltar a registar valores próximos dos 40 ºC na faixa interior do país. Também o litoral poderá registar uma subida térmica a partir de quarta-feira.</figcaption></figure><p>Na <strong>terça-feira, esperam-se máximas entre os 31 ºC na Guarda e os 34 ºC em Castelo Branco, Évora e Beja</strong>, esperando-se valores locais até 36 ºC também no Baixo Alentejo e Beira Baixa, e até 38 ºC no Vale do Douro. Até este dia, as temperaturas no litoral deverão manter-se mais contidas.</p><p>Na quarta-feira dar-se-á uma nova subida, onde as <strong>máximas no interior dever��o manter-se entre os 33 ºC na Guarda e os 38 ºC em Beja</strong>, devendo esta ser a capital de distrito mais quente do país. Localmente, os vales do Douro e Guadiana poderão registar 40 ºC, como podemos observar no mapa acima. A Beira Baixa poderá registar até 38 ºC. Neste dia, esperam-se anomalias térmicas positivas entre 7 a 8 ºC no Nordeste Transmontano e no Baixo Alentejo.</p><h2>Previsão de noites quentes no interior e subida térmica no litoral</h2><p>Ainda na quarta-feira espera-se uma subida dos valores em alguns distritos do litoral, ainda que esta subida se reflita em concelhos do interior dos mesmos, devendo os valores ultrapassarem os 30 ºC em várias cidades. É esperado que esta tendência de<strong> subida se mantenha até domingo, dia 16, e que possa chegar a cidades mais costeiras</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782486" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-hoje-e-amanha-poeiras-do-saara-invadem-portugal-enquanto-aumenta-o-risco-de-trovoadas-no-norte-e-centro.html" title="Entre hoje e amanhã poeiras do Saara “invadem” Portugal enquanto aumenta o risco de trovoadas no Norte e Centro">Entre hoje e amanhã poeiras do Saara “invadem” Portugal enquanto aumenta o risco de trovoadas no Norte e Centro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-hoje-e-amanha-poeiras-do-saara-invadem-portugal-enquanto-aumenta-o-risco-de-trovoadas-no-norte-e-centro.html" title="Entre hoje e amanhã poeiras do Saara “invadem” Portugal enquanto aumenta o risco de trovoadas no Norte e Centro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/entre-hoje-e-amanha-poeiras-do-saara-invadem-portugal-enquanto-aumenta-o-risco-de-trovoadas-no-norte-e-centro-1786102126350_320.png" alt="Entre hoje e amanhã poeiras do Saara “invadem” Portugal enquanto aumenta o risco de trovoadas no Norte e Centro"></a></article></aside><p>Em relação às noites mais quentes, estas serão <strong>registadas ao longo da faixa interior a partir de segunda-feira</strong>, com valores acima dos 20 ºC nas capitais de distrito nessa mesma noite, devendo aumentar à medida que os dias passam. <strong>Na noite de quarta-feira</strong>, pelas 22h, <strong>esperam-se temperaturas entre os 23 ºC na Guarda e os 29 ºC em Beja</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-a-proxima-semana-em-portugal-temperaturas-voltam-a-subir-maximas-na-ordem-dos-40-c-regressam-ao-continente.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Entre hoje e amanhã poeiras do Saara “invadem” Portugal enquanto aumenta o risco de trovoadas no Norte e Centro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-hoje-e-amanha-poeiras-do-saara-invadem-portugal-enquanto-aumenta-o-risco-de-trovoadas-no-norte-e-centro.html</link><pubDate>Fri, 07 Aug 2026 11:29:29 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Sexta e sábado, 7 e 8 de agosto, marcados pela intrusão de poeiras saarianas. Ao mesmo tempo, espera-se um aumento do risco de aguaceiros e trovoadas no Norte e Centro. Saiba em que intervalo horário e as zonas mais expostas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xavqf2y"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xavqf2y.jpg" id="xavqf2y"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como foi sucessivamente referido nas nossas últimas previsões, é expectável <strong>uma mudança do estado do tempo significativa em Portugal continental entre hoje</strong> - sexta-feira, 7 de agosto - e<strong> amanhã</strong> - sábado, dia 8, tornando-se mais evidente ao longo deste último dia.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>As alterações incidirão sobretudo em dois aspetos: <strong>a aparência do céu</strong> e o <strong>aumento da instabilidade atmosférica</strong> em algumas regiões do país.</p><h2>A configuração que está na origem desta situação meteorológica</h2><p>A lenta deslocação para es-nordeste de uma depressão atlântica, atualmente centrada a oes-noroeste da Península Ibérica, irá alterar progressivamente <strong>o padrão de circulação atmosférica sobre o nosso país nas próximas horas e dias</strong>. </p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo<br></strong>Entre hoje (7) e segunda-feira (10) a interação entre a depressão atlântica e uma região de altas pressões estendida entre a Madeira e o Norte de África irá contribuir para o transporte de uma extensa pluma de poeiras provenientes do deserto do Saara para a Península Ibérica. Estas partículas estarão presentes no seio de uma massa de ar quente, dando ao céu um aspeto progressivamente mais baço, turvo e esbranquiçado, por vezes com tonalidades acastanhadas. </div><p>Ao mesmo tempo, a depressão irá estimular condições de <strong>instabilidade atmosférica sobre o Norte e Centro</strong> de Portugal continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entre-hoje-e-amanha-poeiras-do-saara-invadem-portugal-enquanto-aumenta-o-risco-de-trovoadas-no-norte-e-centro-1786100917339.png" data-image="pekyperxe1pw"><figcaption>Trata-se da mesma depressão que provocou aguaceiros e forte atividade elétrica na madrugada de quarta (5) para quinta-feira (6) nos Açores, especialmente na ilha Terceira.</figcaption></figure><p>Apesar de o núcleo estar distante da nossa geografia, <strong>algumas linhas de instabilidade poderão afetar marginalmente o território</strong>, originando períodos de chuva fraca ou chuvisco nalgumas regiões e gerando condições favoráveis ao desenvolvimento de aguaceiros convectivos e trovoadas no interior.</p><h2>Concentração de poeiras saarianas aumentará durante esta sexta-feira, atingindo o pico no sábado</h2><p>A mais recente projeção do modelo CAMS continua a indicar a passagem de uma extensa pluma de poeiras em suspensão, estendendo-se desde o Norte de África até à <strong>Península Ibérica e prolongando-se nos próximos dias para latitudes mais setentrionais da Europa</strong> (por exemplo, Amesterdão no domingo, dia 9).</p><p>Olhando para os mapas de referência da Meteored, no nosso país a presença destas partículas começará a ser percetível ainda nas últimas horas da manhã desta sexta-feira (7), embora ainda de forma pouco significativa. Todavia, é sobretudo <strong>a partir do final da tarde e durante a noite que os mapas sugerem um aumento gradual da concentração de poeiras na atmosfera</strong>, tornando-se mais evidente a alteração da tonalidade do céu.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entre-hoje-e-amanha-poeiras-do-saara-invadem-portugal-enquanto-aumenta-o-risco-de-trovoadas-no-norte-e-centro-1786100981333.png" data-image="ktzpyzuwvtro"><figcaption>Caso em algum momento a precipitação coincida com as poeiras em suspensão, as gotículas poderão incorporar partículas minerais durante a sua queda, originando de forma ocasional o fenómeno conhecido como “chuva de lama” nalguns locais.</figcaption></figure><p>De acordo com as mais recentes projeções do CAMS, <strong>prevê-se que entre a meia-noite e o meio-dia de sábado (8) as poeiras atinjam o pico da sua concentração</strong>, tanto em termos de concentração na atmosfera como de extensão geográfica, abrangendo a totalidade do território de Portugal continental.</p><p>A partir do início da tarde de sábado (8), à medida que a circulação responsável pelo transporte destas partículas se deslocar para nordeste, a concentração diminuirá gradualmente, <strong>dissipando-se por completo sobre os céus portugueses durante as primeiras horas de domingo (9)</strong>.</p><h2>Eis onde poderá chover amanhã</h2><p>No que concerne à precipitação, o modelo de maior confiança da Meteored - o ECMWF - <strong>mantém a aposta em acumulados escassos durante o dia de amanhã, 8 de agosto</strong>. A chuva fraca ou chuvisco será mais provável em pontos do Alto Minho, pertencentes ao distrito de Viana do Castelo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entre-hoje-e-amanha-poeiras-do-saara-invadem-portugal-enquanto-aumenta-o-risco-de-trovoadas-no-norte-e-centro-1786101072406.png" data-image="xnvzzdb1ch7f"><figcaption>Atual projeção da probabilidade de precipitação na Península Ibérica para as 16:00 de amanhã, sábado 8 de agosto.</figcaption></figure><p>Porém, para as restantes regiões do Norte e Centro onde existe possibilidade de precipitação, nomeadamente nos distritos de Braga, Vila Real, Bragança, Guarda e Viseu, <strong>a ocorrência será bem mais irregular, associada sobretudo a aguaceiros convectivos localizados</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782315" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-em-portugal-de-10-a-16-de-agosto-ecmwf-preve-calor-mas-o-atlantico-podera-travar-os-extremos-de-40-c.html" title="Temperaturas em Portugal de 10 a 16 de agosto: ECMWF prevê calor, mas o Atlântico poderá travar os extremos de 40°C">Temperaturas em Portugal de 10 a 16 de agosto: ECMWF prevê calor, mas o Atlântico poderá travar os extremos de 40°C</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-em-portugal-de-10-a-16-de-agosto-ecmwf-preve-calor-mas-o-atlantico-podera-travar-os-extremos-de-40-c.html" title="Temperaturas em Portugal de 10 a 16 de agosto: ECMWF prevê calor, mas o Atlântico poderá travar os extremos de 40°C"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-em-portugal-de-10-a-16-de-agosto-ecmwf-preve-de-calor-mas-o-atlantico-podera-travar-os-extremos-de-40-c-1786020143803_320.jpg" alt="Temperaturas em Portugal de 10 a 16 de agosto: ECMWF prevê calor, mas o Atlântico poderá travar os extremos de 40°C"></a></article></aside><p>Segundo os atuais cenários do modelo ECMWF, a probabilidade de ocorrência de precipitação deverá variar na maioria das regiões entre 5 e 30%, <strong>podendo aproximar-se dos 50% em alguns pontos do Alto Minho</strong>.</p><h2>Prevê-se que amanhã sejam estas as zonas potencialmente expostas à trovoada</h2><p>Os nossos mapas persistem na previsão de condições favoráveis ao desenvolvimento de <strong>aguaceiros acompanhados por trovoada entre as 12:00 e as 17:00 de amanhã, sábado 8 de agosto</strong>, sobretudo no interior Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entre-hoje-e-amanha-poeiras-do-saara-invadem-portugal-enquanto-aumenta-o-risco-de-trovoadas-no-norte-e-centro-1786101189725.png" data-image="kn1xl7z8536f"><figcaption>Espera-se que a atividade convectiva se concentre preferencialmente nos distritos de Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda e Castelo Branco, onde a probabilidade de ocorrência e a frequência de descargas elétricas será mais elevada.</figcaption></figure><p>Mesmo assim, <strong>não se descarta a possibilidade de algumas células convectivas se aproximarem pontualmente de zonas mais ocidentais</strong>, podendo ocorrer aguaceiros isolados ou trovoadas de fraca expressão em setores interiores dos distritos do Porto, Aveiro, Coimbra e Leiria, entre outros.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-hoje-e-amanha-poeiras-do-saara-invadem-portugal-enquanto-aumenta-o-risco-de-trovoadas-no-norte-e-centro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O mapa geográfico da segurança para quem viaja sozinho: dos refúgios europeus aos destinos de maior risco]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-mapa-geografico-da-seguranca-para-quem-viaja-sozinho-dos-refugios-europeus-aos-destinos-de-maior-risco.html</link><pubDate>Fri, 07 Aug 2026 07:35:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Segurança, saúde e infraestruturas: o guia completo dos destinos mais recomendados e dos locais a evitar numa aventura a solo. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-mapa-geografico-da-seguranca-para-quem-viaja-sozinho-dos-refugios-europeus-aos-destinos-de-maior-risco-1786049219176.png" data-image="dj4knfeqnl2d"><figcaption>Viajar vai muito além de mudar de localização geográfica ou acumular carimbos no passaporte. É, acima de tudo, um processo de transformação interior e de desconstrução.</figcaption></figure><p>Viajar sozinho é uma experiência incrivelmente libertadora, mas que exige um planeamento minucioso e cuidados redobrados, especialmente no que toca à escolha do destino. </p><div class="texto-destacado">Segundo um estudo recente levado a cabo pela plataforma de seguros de viagem Squaremouth, que analisou 113 países, existem enormes disparidades globais no que respeita à segurança para quem decide explorar o mundo sem companhia. </div><p>Esta avaliação minuciosa baseou-se em três pilares fundamentais: <strong>a segurança pública, a qualidade das infraestruturas locais e o acesso a cuidados de saúde</strong>. A cada país foi atribuída uma pontuação de risco numa escala de zero a dez, em que os valores mais altos correspondem a um grau de perigo mais elevado.</p><h2> Os destinos de maior risco </h2><p> Nesta análise, o <strong>grupo dos destinos mais perigosos para os viajantes a solo é largamente dominado por países da América do Sul e das Caraíbas</strong><sup></sup>. A <strong>Venezuela</strong> surge no topo desta lista pouco desejável, atingindo a preocupante pontuação de risco de 9,74<sup></sup>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-mapa-geografico-da-seguranca-para-quem-viaja-sozinho-dos-refugios-europeus-aos-destinos-de-maior-risco-1786049311833.png" data-image="dpz6eylr5ug2"><figcaption>Apesar de ser o país mais perigoso, a Venezuela abriga o Salto Ángel, a cascata mais alta do mundo, e o Lago Maracaibo, famoso pelos seus incríveis relâmpagos quase perpétuos.</figcaption></figure><p><strong>Mas quais as razões para a Venezuela estar em primeiro lugar?</strong> Este primeiro lugar deve-se a uma confluência de fatores profundamente negativos, nomeadamente <strong>os elevados índices de criminalidade urbana</strong>, uma vez que menos de 10% dos habitantes se sentem seguros a caminhar durante a noite.</p><div class="texto-destacado">A este cenário junta-se uma grave instabilidade política, infraestruturas bastante degradadas e uma forte propensão para desastres naturais<sup></sup>. </div><p>Em segundo lugar surge o <strong>Peru</strong>, com 8,87 pontos, onde a <strong>violência urbana contínua a ser um problema crónico e as infraestruturas de telecomunicações deficientes</strong> dificultam qualquer pedido de ajuda ou comunicação em caso de emergência. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-mapa-geografico-da-seguranca-para-quem-viaja-sozinho-dos-refugios-europeus-aos-destinos-de-maior-risco-1786049415564.png" data-image="wfmvtnipr894"><figcaption>Antes dos Incas, o Peru já albergava civilizações avançadas (como os Caral, Moche e Nasca). Mais tarde, tornou-se o centro do Império Inca.</figcaption></figure><p>A fechar o pódio do risco encontra-se o <strong>Gabão, na África Central</strong>, onde a principal preocupação recai na <strong>extrema fragilidade do sistema de saúde e na falta de camas hospitalares</strong>, particularmente fora das grandes cidades<sup></sup>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-mapa-geografico-da-seguranca-para-quem-viaja-sozinho-dos-refugios-europeus-aos-destinos-de-maior-risco-1786049525830.png" data-image="vmkq0hu19bqj"><figcaption>Gabão é um país com mais de 80% de floresta tropical, sendo mundialmente famoso pelos raros hipopótamos que nadam nas praias do Atlântico.</figcaption></figure><p>Esta lista de maior risco fica completa com a <strong>presença da Colômbia, Bolívia, Jamaica, Guiana, Equador, Trindade e Tobago e África do Sul</strong>, destinos que, segundo o estudo, requerem uma enorme cautela por parte dos aventureiros solitários. </p><h2> Os destinos com maior segurança</h2><p>No espetro oposto, <strong>o continente europeu destaca-se por dominar quase por completo a lista dos locais mais seguros</strong> para explorar a solo, oferecendo grande estabilidade, infraestruturas de excelência e baixíssimos índices de criminalidade. </p><div class="texto-destacado">San Marino, um pequeno microestado encravado no território italiano, lidera a tabela como o país mais seguro do mundo para quem viaja sozinho, ostentando um impressionante índice de risco de apenas 0,78. </div><p>Neste local idílico, a esmagadora maioria da população relata sentir-se <strong>totalmente segura a qualquer hora do dia</strong>, beneficiando ainda de um baixo risco ambiental e de excelentes cuidados de saúde. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-mapa-geografico-da-seguranca-para-quem-viaja-sozinho-dos-refugios-europeus-aos-destinos-de-maior-risco-1786049619218.png" data-image="gguh61wpou1l"><figcaption>É a república mais antiga do mundo ainda existente e possui a curiosa particularidade de ter mais veículos do que habitantes.</figcaption></figure><p>Logo a seguir, na segunda posição, encontra-se <strong>Andorra</strong>, outro microestado pacífico situado nos Pirenéus, que se destaca pelo seu desempenho irrepreensível em todas as categorias avaliadas e por uma forte sensação generalizada de proteção entre os seus habitantes. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-mapa-geografico-da-seguranca-para-quem-viaja-sozinho-dos-refugios-europeus-aos-destinos-de-maior-risco-1786049683441.png" data-image="zaw7rynt4jqq"><figcaption>É o único país do mundo com o catalão como língua oficial e não possui qualquer aeroporto ou rede de comboios</figcaption></figure><p><strong>Singapura, sendo a única exceção não europeia </strong>a figurar nos dez primeiros lugares, assegura a terceira posição da tabela. Esta dinâmica cidade-estado asiática é <strong>sobejamente reconhecida a nível mundial por aliar tecnologia de ponta na área da saúde a padrões de segurança pública</strong> extremamente rigorosos. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-mapa-geografico-da-seguranca-para-quem-viaja-sozinho-dos-refugios-europeus-aos-destinos-de-maior-risco-1786049769547.png" data-image="m03xw3p7cm4f"><figcaption>Esta cidade-estado futurista é composta por 64 ilhas e proíbe a venda de pastilha elástica para manter as ruas limpas</figcaption></figure><p>O leque dos dez destinos mais indicados e protegidos para viagens a solo fica assim completo com países como <strong>a Áustria, a República Checa, o Catar, a Estónia, o Brunei, a Dinamarca e a Eslovénia. </strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="757248" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/estes-sao-os-10-paises-mais-seguros-do-mundo-em-caso-de-um-conflito-global.html" title="Estes são os 10 países mais seguros do mundo em caso de um conflito global">Estes são os 10 países mais seguros do mundo em caso de um conflito global</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/estes-sao-os-10-paises-mais-seguros-do-mundo-em-caso-de-um-conflito-global.html" title="Estes são os 10 países mais seguros do mundo em caso de um conflito global"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/questi-sono-i-10-paesi-piu-sicuri-al-mondo-in-caso-di-conflitto-globale-1772453163685_320.jpg" alt="Estes são os 10 países mais seguros do mundo em caso de um conflito global"></a></article></aside><p>Em suma, o estudo evidencia que, embora o mundo seja vasto e fascinante para descobrir de forma autónoma, <strong>a escolha ponderada e informada do destino é o primeiro passo essencial para garantir uma aventura plenamente segura e memorável.</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Samuel%20Amaral" data-year="2026" data-title="Os%2010%20pa%C3%ADses%20mais%20perigosos%20para%20quem%20viaja%20sozinho%20-%20e%20os%2010%20mais%20seguros" data-url="https%3A%2F%2Fviagemeturismo.abril.com.br%2Fmanual-do-viajante%2Fos-10-paises-mais-perigosos-para-quem-viaja-sozinho-e-os-10-mais-seguros%2F">Samuel Amaral. (2026). <a href="https://viagemeturismo.abril.com.br/manual-do-viajante/os-10-paises-mais-perigosos-para-quem-viaja-sozinho-e-os-10-mais-seguros/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Os 10 países mais perigosos para quem viaja sozinho - e os 10 mais seguros</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-mapa-geografico-da-seguranca-para-quem-viaja-sozinho-dos-refugios-europeus-aos-destinos-de-maior-risco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Há uma nova praia fluvial para descobrir no Algarve (e é a única da região com Bandeira Azul)]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ha-uma-nova-praia-fluvial-para-descobrir-no-algarve-e-e-a-unica-da-regiao-com-bandeira-azul.html</link><pubDate>Fri, 07 Aug 2026 06:17:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Após anos de espera, a Praia Fluvial de Odeleite abriu a tempo do verão. Além de um cenário bem diferente do habitual, este destino traz ao interior algarvio piscinas flutuantes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ago-ha-uma-nova-praia-fluvial-para-descobrir-no-algarve-e-e-a-unica-da-regiao-com-bandeira-azul-1783446974309.jpg" data-image="ttnet2cf53um" alt="Praia de Odeleite" title="Praia de Odeleite"><figcaption>Depois de anos de espera, abriu a única praia fluvial com Bandeira Azul do Algarve. Foto: CM Castro Marim</figcaption></figure><p>Demorou mais do que muitos esperavam, mas lá chegou. Aquela que é a <strong>única praia fluvial com Bandeira Azul do Algarve</strong> foi inaugurada a tempo da época balnear.</p><p>A abertura oficial aconteceu a 26 de junho, depois de vários adiamentos causados pelos anos de seca que afetaram o sotavento algarvio e, em particular, a Barragem de Odeleite. Só com a recuperação dos níveis de água, graças às chuvas do último inverno, ficaram reunidas as condições para avançar com a inauguração deste espaço balnear, há muito aguardado pela população local e por quem conhece o potencial desta zona menos óbvia do Algarve.</p><p>“É <strong>grande a expetativa entre a população d</strong>esta região interior do município de Castro Marim, no sotavento algarvio”, escreveu o jornal ‘Expresso’ na semana da abertura oficial. “Os anos de seca atrasaram a abertura, mas com as chuvas de inverno ficaram garantidas todas as condições para a inauguração.”</p><h2>Uma novidade com muito para descobrir</h2><p>"Esta nova praia destaca-se pela tranquilidade da albufeira e pela sua paisagem natural preservada, com uma<strong> água de qualidade boa e temperatura amena</strong>, que inclui duas piscinas flutuantes que garantem condições acrescidas de segurança", explica a autarquia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768412" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-sao-conhecidas-as-praias-com-bandeira-azul-em.html" title="Já são conhecidas as praias com Bandeira Azul em 2026">Já são conhecidas as praias com Bandeira Azul em 2026</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-sao-conhecidas-as-praias-com-bandeira-azul-em.html" title="Já são conhecidas as praias com Bandeira Azul em 2026"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ja-sao-conhecidas-as-praias-com-bandeira-azul-em-1778573948671_320.jpg" alt="Já são conhecidas as praias com Bandeira Azul em 2026"></a></article></aside><p>Podemos mesmo dizer que este destino surge como uma alternativa tranquila às praias de mar cheias de toalhas, chapéus de sol e filas para estacionar. Isto porque, aqui,<strong> o cenário muda</strong>: em vez da rebentação, há a calma da albufeira; em vez de um areal sem fim, há um enquadramento serrano, vegetação mediterrânica e uma sensação muito mais sossegada de verão. </p><p>Mas não se pense que esta estreia chega “em bruto” ou sem condições. A nova praia fluvial foi preparada para funcionar com uma estrutura de apoio completa durante a época balnear, que decorre até 30 de setembro (segundo avança o ‘Expresso’). </p><div class="texto-destacado">O espaço conta com vigilância assegurada por nadadores-salvadores, bar com esplanada, zonas de sombra, instalações sanitárias, áreas de lazer e estacionamento. </div><p>“O complexo também abriga um Centro de Atividades Náuticas Não Poluentes, reforçando a proposta de incentivar o lazer aliado à preservação ambiental”, nota ainda a ‘Revista EntreRios’.</p><p>A grande novidade, porém, está mesmo na água: foi instalada uma<strong> plataforma flutuante</strong> com cerca de 20 metros de comprimento por 10 de largura, onde se encontram duas piscinas (uma para adultos e outra para crianças) pensadas para reforçar a segurança e tornar os banhos mais confortáveis.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ago-ha-uma-nova-praia-fluvial-para-descobrir-no-algarve-e-e-a-unica-da-regiao-com-bandeira-azul-1783446878144.jpg" data-image="amhezzfgoo7k" alt="Praia de Odeleite" title="Praia de Odeleite"><figcaption>A grande novidade. Foto: SeanBenevides // CM Castro Marim</figcaption></figure><p>Na prática, o que é que isto significa? Que esta solução permite que<strong> a praia funcione de forma mais controlada e acessível</strong>, sem perder a integração com a paisagem envolvente. </p><p>“Esta solução oferece uma área de banho segura, confortável e integrada na paisagem natural envolvente, com acesso facilitado através de dois passadiços flutuantes e uma ponte”, justifica a autarquia.</p><p>E quanto ao acesso à plataforma? Este faz-se por passadiços flutuantes e por uma ponte. Além disso, há também uma zona de solário, que se desenvolve em patamares, acompanhando o terreno. O resultado é um <strong>espaço balnear diferente</strong> do habitual, mas precisamente por isso mais curioso.</p><h2>A única praia fluvial do Algarve com Bandeira Azul</h2><p>A distinção com<strong> Bandeira Azul </strong>não é apenas um selo bonito. Significa, sim, que a Praia Fluvial de Odeleite cumpre critérios exigentes em áreas como a qualidade da água, segurança, serviços, gestão ambiental, informação ao público e sensibilização ecológica. No caso de Odeleite, esse reconhecimento ganha ainda mais peso por se tratar de uma <strong>estreia absoluta no contexto algarvio</strong>. Sim, porque nunca uma praia fluvial da região tinha alcançado este galardão.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777346" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-algas-nao-sao-plantas-factos-surpreendentes-sobre-a-vida-aquatica-que-precisa-de-saber.html" title="As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber">As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-algas-nao-sao-plantas-factos-surpreendentes-sobre-a-vida-aquatica-que-precisa-de-saber.html" title="As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/seaweeds-aren-t-plants-seven-surprising-facts-about-aquatic-life-1783270730480_320.jpg" alt="As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber"></a></article></aside><p>E a verdade é que o enquadramento ajuda a perceber o entusiasmo. Odeleite é uma das aldeias mais pitorescas do interior de Castro Marim, marcada pelo casario branco que desce em direção à ribeira e por uma paisagem onde a água da barragem se tornou protagonista. É também aqui que nasce uma das imagens mais curiosas do Algarve: vista do alto, a ribeira de Odeleite ficou conhecida como o<strong> “Rio do Dragão Azul”</strong>, graças ao desenho sinuoso que faz ao atravessar a serra. O nome pegou, e percebe-se porquê.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ago-ha-uma-nova-praia-fluvial-para-descobrir-no-algarve-e-e-a-unica-da-regiao-com-bandeira-azul-1783447279398.jpg" data-image="5kxhyepw7d6r" alt="Praia de Odeleite" title="Praia de Odeleite"><figcaption>A ribeira que alimenta a albufeira é conhecida como "Rio do Dragão Azul". Foto: CM Castro Marim</figcaption></figure><p>Para quem gosta de juntar banho com passeio, esta é também <strong>uma zona com muito para explorar</strong> para lá da toalha estendida. A aldeia serve de ponto de partida para percursos pedestres, como o PR4 “De Perto e de Longe”, que acompanha a ribeira e passa por pequenos lugares da serra. Ou seja, a visita pode começar com um mergulho e acabar num passeio ao final da tarde.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Expresso" data-year="2026" data-title="Conhe%C3%A7a%20a%20%C3%BAnica%20praia%20fluvial%20do%20Algarve%20com%20Bandeira%20Azul" data-url="https%3A%2F%2Fexpresso.pt%2Fboa-cama-boa-mesa%2Fnatureza-bem-estar%2F2026-06-22-conheca-a-unica-praia-fluvial-do-algarve-com-bandeira-azul-36a4443a">Expresso. (2026). <a href="https://expresso.pt/boa-cama-boa-mesa/natureza-bem-estar/2026-06-22-conheca-a-unica-praia-fluvial-do-algarve-com-bandeira-azul-36a4443a" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Conheça a única praia fluvial do Algarve com Bandeira Azul</a>.</cite><br><cite data-author="Algarve%20Primeiro" data-year="2026" data-title="Algarve%20tem%20uma%20praia%20fluvial%20com%20Bandeira%20Azul" data-url="https%3A%2F%2Fwww.algarveprimeiro.com%2Fd%2Falgarve-tem-uma-praia-fluvial-com-bandeira-azul%2F67157-85">Algarve Primeiro. (2026). <a href="https://www.algarveprimeiro.com/d/algarve-tem-uma-praia-fluvial-com-bandeira-azul/67157-85" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Algarve tem uma praia fluvial com Bandeira Azul</a>.</cite><br><cite data-author="Revista%20EntreRios%2C%20Baldioti%20F" data-year="2026" data-title="Praia%20fluvial%20in%C3%A9dita%20no%20Algarve%20abre%20para%20o%20ver%C3%A3o%3B%20veja%20o%20que%20ela%20oferece" data-url="https%3A%2F%2Fsapo.pt%2Fartigo%2Fpraia-fluvial-inedita-no-algarve-abre-para-o-verao-veja-o-que-ela-oferece-6a3b9e6797fd6ae31f395ea3">Revista EntreRios, Baldioti F. (2026). <a href="https://sapo.pt/artigo/praia-fluvial-inedita-no-algarve-abre-para-o-verao-veja-o-que-ela-oferece-6a3b9e6797fd6ae31f395ea3" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Praia fluvial inédita no Algarve abre para o verão; veja o que ela oferece</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ha-uma-nova-praia-fluvial-para-descobrir-no-algarve-e-e-a-unica-da-regiao-com-bandeira-azul.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Acaso ou alteração climática: a fórmula matemática que revela se uma tempestade extrema já não é natural]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/acaso-ou-mudanca-climatica-a-formula-matematica-que-revela-se-uma-tempestade-extrema-ja-nao-e-natural.html</link><pubDate>Fri, 07 Aug 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A culpa foi realmente das alterações climáticas? Veja como a ciência responde a essa pergunta após um evento extremo. A resposta não é um simples "sim" ou "não".</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/azar-o-cambio-climatico-la-formula-matematica-que-revela-si-una-tormenta-extrema-ya-no-es-natural-1785582998641.png" data-image="ogyzhctwc409"><figcaption>Estudos de atribuição comparam como um evento extremo ter-se-ia desenrolado no clima atual em relação a um mundo sem o aquecimento causado por atividades humanas.</figcaption></figure><p>Após qualquer desastre ou<strong> evento climático extremo</strong>, as redes sociais são inundadas de alegações. Alguns insistem que tudo isto é consequência das <strong>alterações</strong><strong> climáticas</strong>, enquanto outros sustentam que tais fenómenos sempre existiram. No entanto, a realidade é muito mais interessante.</p><div class="texto-destacado">A disciplina conhecida como atribuição de eventos extremos combina observações e modelos climáticos para estimar em que medida as alterações climáticas influenciaram um fenómeno meteorológico.</div><p>Vamos começar com uma ideia clara. <strong>As alterações climáticas não "criam" fenómenos naturais — pois, justamente, eles são naturais</strong>. Uma onda de calor, uma tempestade intensa ou uma inundação podem ocorrer devido à variabilidade inerente do clima. O que interessa aos cientistas? Saber se um <strong>planeta mais quente tornou aquele evento específico mais intenso, mais duradouro</strong> ou mais provável de ocorrer.</p><h2>Comparar dois mundos para compreender um</h2><p>Um evento extremo raramente tem uma causa única. Por isso, estes estudos procuram quantificar a influência do aquecimento global no meio de um conjunto de fatores que atuam simultaneamente. Para tal, partem da seguinte pergunta: <strong>como teria sido este mesmo evento num mundo que não tivesse sofrido aquecimento decorrente das emissões de gases com efeito de estufa?</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/azar-o-cambio-climatico-la-formula-matematica-que-revela-si-una-tormenta-extrema-ya-no-es-natural-1785582569535.png" data-image="xc1ommvclpes"><figcaption>Avanços nos modelos climáticos e nas observações tornam possível realizar estudos de atribuição poucos dias após a ocorrência de um evento extremo.</figcaption></figure><p>Para responder a isto, o <strong>evento é recriado utilizando modelos climáticos sob dois cenários diferentes</strong>. Primeiramente, <strong>simulam-se as condições reais</strong> do planeta, incluindo o aquecimento causado por atividades humanas. Em seguida, realiza-se outra <strong>simulação de um mundo hipotético</strong> onde tal aquecimento não existisse. Dessa forma, recria-se o mesmo evento milhares de vezes.</p><div class="texto-destacado">O nível de confiança na atribuição de eventos extremos às alterações climáticas varia de acordo com o fenómeno e o conhecimento científico disponível.</div><p>Ao comparar os resultados de ambos os cenários, analisa-se como o comportamento do fenómeno se alterou. Determina-se se o evento foi mais intenso, durou mais tempo ou teve maior probabilidade de ocorrer devido às alterações climáticas. Não se trata de uma previsão perfeita, mas de uma <strong>comparação baseada em diversas simulações e na compreensão do funcionamento do sistema climático</strong>.</p><h2>Alguns eventos deixam uma "marca" mais clara</h2><p><strong>Nem todos os fenómenos extremos respondem ao aquecimento global da mesma forma</strong>; consequentemente, o sinal é mais evidente em alguns casos do que em outros. As ondas de calor são um dos exemplos mais claros: à medida que a temperatura média do planeta aumenta, também cresce a probabilidade de ocorrência de episódios de calor excecional.</p><p>Um padrão semelhante aplica-se às <strong>chuvas intensas</strong>. Uma atmosfera mais quente consegue reter mais vapor de água, favorecendo precipitações mais volumosas quando surgem as condições adequadas. Da mesma forma, <strong>temperaturas mais elevadas</strong> na superfície do mar podem fornecer energia adicional a certos ciclones tropicais, aumentando a sua intensidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/azar-o-cambio-climatico-la-formula-matematica-que-revela-si-una-tormenta-extrema-ya-no-es-natural-1785582272236.png" data-image="9pqbhm7h9bl6"><figcaption>A ciência pode atribuir a influência das alterações climáticas nas ondas de calor e nas chuvas extremas com maior confiança do que em tempestades altamente localizadas. Imagem extraída de National Academies of Sciences, Engineering, and Medicine (2016).</figcaption></figure><p>Em contrapartida, <strong>outros fenómenos são mais difíceis de analisar</strong>. <strong>Tornados, tempestades de granizo ou tempestades altamente localizadas</strong> ocorrem em escalas que variam de 1 a 10 quilómetros. Estas escalas ainda representam um desafio para os modelos climáticos atuais. Consequentemente, há maior incerteza ao avaliar a influência das alterações climáticas em escalas menores.</p><h2>Uma ciência que também reconhece os seus limites</h2><p>Embora tenha havido avanços significativos na última década, estes estudos não oferecem respostas absolutas. De facto, os modelos climáticos evoluíram, mas ainda apresentam<strong> limitações na representação de certos processos atmosféricos</strong> ou na reprodução de padrões regionais específicos de precipitação e circulação atmosférica.</p><div class="texto-destacado">Cada estudo de atribuição inclui uma avaliação das incertezas e do grau de confiança nos seus resultados.</div><p><strong>Longe de ser uma fraqueza, esta transparência faz parte do método científico</strong>. Além disso, ela permite que os resultados sejam interpretados com o nível adequado de certeza.</p><h2>Compreender o presente para se preparar para o futuro</h2><p><strong>Determinar em que medida as alterações climáticas influenciaram um desastre</strong> vai além de simplesmente aprimorar a nossa compreensão do evento. Isto fornece informações valiosas para o planeamento de cidades mais resilientes, a atualização de normas de construção, a criação de sistemas de alerta precoce e o fortalecimento de estratégias de adaptação climática diante de eventos extremos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781506" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estudo-analisa-os-impactos-das-alteracoes-climaticas-na-acessibilidade-da-agua-incluindo-nas-respetivas-faturas.html" title="Estudo analisa os impactos das alterações climáticas na acessibilidade da água, incluindo nas respetivas faturas">Estudo analisa os impactos das alterações climáticas na acessibilidade da água, incluindo nas respetivas faturas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estudo-analisa-os-impactos-das-alteracoes-climaticas-na-acessibilidade-da-agua-incluindo-nas-respetivas-faturas.html" title="Estudo analisa os impactos das alterações climáticas na acessibilidade da água, incluindo nas respetivas faturas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-analisa-os-impactos-das-alteracoes-climaticas-na-acessibilidade-da-agua-incluindo-nas-respetivas-faturas-1785528106788_320.jpg" alt="Estudo analisa os impactos das alterações climáticas na acessibilidade da água, incluindo nas respetivas faturas"></a></article></aside><p>Além disso, esta área da ciência começou a avançar um passo além. Estudos recentes não se limitam a analisar como um fenómeno se alterou, mas também <strong>como essa mudança pode ter-se traduzido em maiores prejuízos económicos, danos à infraestrutura ou impactos na saúde</strong>.</p><p>Agora podemos responder com maior precisão o quanto as alterações climáticas contribuíram para intensificá-lo. Num planeta que continua a aquecer, essa informação não só amplia o conhecimento científico, mas também nos prepara para o futuro.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="National%20Academies%20of%20Sciences%2C%20Engineering%20and%20Medicine" data-year="2026" data-title="Attribution%20of%20Extreme%20Weather%20and%20Climate%20Events%20and%20Their%20Impacts" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nationalacademies.org%2Fprojects%2FDELS-BASCPR-23-02%2Fpublication%2F28590">National Academies of Sciences, Engineering and Medicine. (2026). <a href="https://www.nationalacademies.org/projects/DELS-BASCPR-23-02/publication/28590" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Attribution of Extreme Weather and Climate Events and Their Impacts</a>.</cite><br><cite data-author="Smiley%2C%20K.T%2C%20Singh%2C%20D.%2C%20Marion%2C%20J.%20y%20Hurrell%2C%20J" data-year="2026" data-title="How%20do%20scientists%20know%20if%20climate%20change%20made%20a%20heat%20wave%2C%20extreme%20storm%20or%20wildfire%20worse%3F" data-url="https%3A%2F%2Ftheconversation.com%2Fhow-do-scientists-know-if-climate-change-made-a-heat-wave-extreme-storm-or-wildfire-worse-288232">Smiley, K.T, Singh, D., Marion, J. y Hurrell, J. (2026). <a href="https://theconversation.com/how-do-scientists-know-if-climate-change-made-a-heat-wave-extreme-storm-or-wildfire-worse-288232" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">How do scientists know if climate change made a heat wave, extreme storm or wildfire worse?</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/acaso-ou-mudanca-climatica-a-formula-matematica-que-revela-se-uma-tempestade-extrema-ja-nao-e-natural.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Novo mapa digital prevê risco de incêndio florestal na Península Ibérica durante ondas de calor]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/novo-mapa-digital-preve-risco-de-incendio-florestal-na-peninsula-iberica-durante-ondas-de-calor.html</link><pubDate>Thu, 06 Aug 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Solução digital monitoriza o stress hídrico das matas em tempo real, fornecendo alertas cruciais para antecipar a propagação do fogo nos dias com temperaturas elevadas.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/novo-mapa-digital-preve-risco-de-incendio-florestal-na-peninsula-iberica-durante-ondas-de-calor-1786023325422.jpg" data-image="pe9t7p97cysj" alt="Incêndio florestal (coluna de fumo)" title="Incêndio florestal (coluna de fumo)"><figcaption>Ao contrário dos modelos tradicionais, que apenas avaliavam o risco de incêndio florestal com base na matéria orgânica morta, a nova abordagem analisa também o grau de humidade das plantas vivas. Foto: Seaq68/Pixabay</figcaption></figure><p>Os parques florestais são os melhores refúgios climáticos que a natureza oferece em dias de <strong>calor extremo</strong>. À superfície, as <strong>árvores</strong> parecem resistir bem, mas, na realidade, sob a sua sombra decorre uma autêntica batalha pela <strong>sobrevivência hídrica</strong>. Embora impercetível aos nossos olhos, esse é o combate que determinará a fronteira entre a segurança e a catástrofe.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Até agora, prever exatamente quais zonas florestais são mais vulneráveis às chamas era uma tarefa complexa. Uma nova tecnologia promete transformar a gestão do risco no território ibérico. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A plataforma <strong>ForestDrought</strong> atualiza diariamente o estado hídrico das florestas e a quantidade de água no solo através de mapas digitais de acesso livre.</p><h2>O segredo está na vegetação viva</h2><p>O sistema foi desenvolvido na <strong>Catalunha</strong> pelo Centro de Investigação Ecológica e Aplicações Florestais. A grande inovação científica assenta num estudo publicado na revista New Phytologist. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Pela primeira vez, os modelos de risco incluem a humidade das plantas vivas e não apenas da matéria orgânica morta.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os dados recolhidos revelam dinâmicas fundamentais para a proteção das matas. As <strong>árvores de grande porte utilizam raízes profundas e fecham os poros para conservar a água disponível</strong>. Os arbustos do sub-bosque, em contrapartida, secam com enorme rapidez. Esta diferença explica por que duas áreas florestais vizinhas, submetidas ao mesmo clima, têm comportamentos de fogo totalmente distintos.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/novo-mapa-digital-preve-risco-de-incendio-florestal-na-peninsula-iberica-durante-ondas-de-calor-1786023574339.jpg" data-image="ifysmu2gi2o7" alt="Bombeiro atua no rescaldo de incêndio florestal" title="Bombeiro atua no rescaldo de incêndio florestal"><figcaption>Com humidade inferior a 80%, o stress hídrico crítico acelera o fogo nas copas. O sistema também avalia o mato para alertar as equipas de bombeiros. Foto: Beeki/Pixabay</figcaption></figure><p>Quando a <strong>humidade vegetal desce abaixo dos 80%, a vegetação entra em stress hídrico crítico</strong>. Esse estado facilita a inflamação e acelera a propagação das chamas pelas copas das árvores. Além deste indicador, o sistema avalia a probabilidade de ignição do mato, gerando alertas para as equipas de sapadores.</p><h2>Resposta à severidade meteorológica</h2><p>A inovação chega num momento vital para Portugal. Basta lembrar, aliás, que <strong>2025 ficou marcado como o quinto período com pior severidade meteorológica do século</strong>. O país enfrentou nesse ano 29 dias consecutivos sob perigo máximo ou extremo de incêndio, uma realidade que fustigou com particular violência as regiões Norte e Centro.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766572" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/radici-e-a-nova-plataforma-que-ajuda-a-escolher-arvores-certas-para-cada-territorio-do-pais.html" title="Radici é a nova plataforma que ajuda a escolher árvores certas para cada freguesia do país">Radici é a nova plataforma que ajuda a escolher árvores certas para cada freguesia do país</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/radici-e-a-nova-plataforma-que-ajuda-a-escolher-arvores-certas-para-cada-territorio-do-pais.html" title="Radici é a nova plataforma que ajuda a escolher árvores certas para cada freguesia do país"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/radici-e-a-nova-plataforma-que-ajuda-a-escolher-arvores-certas-para-cada-territorio-do-pais-1777553660341_320.jpg" alt="Radici é a nova plataforma que ajuda a escolher árvores certas para cada freguesia do país"></a></article></aside><p>O balanço resultou em cerca de <strong>271 mil hectares de área ardida</strong>, o dobro da extensão registada no ano anterior e quase a totalidade da meta de proteção planeada pelas autoridades nacionais até ao final da década. Monitorizar o território com ferramentas dinâmicas tornou-se, por isso, uma prioridade estratégica para <strong>reverter o ciclo de destruição</strong>.</p><h2>Uma solução partilhada no território nacional</h2><p>Embora o modelo matemático tenha sido desenhado em Espanha, a sua <strong>base científica ajusta-se perfeitamente à realidade portuguesa</strong>. Os dois países partilham ecossistemas semelhantes, caracterizados pela forte presença de pinheiros e sobreiros.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ao introduzir dados geográficos e climáticos específicos de Portugal, a plataforma simula a secura das florestas automaticamente. O algoritmo cruza informações detalhadas sobre a estrutura das matas, o relevo e o tipo de solo.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Sendo mapas digitais de acesso livre e gratuito, qualquer <strong>proprietário florestal</strong>, <strong>associação local, investigador universitário ou cidadão</strong> em Portugal pode consultar os dados diariamente para avaliar o risco no seu território.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/novo-mapa-digital-preve-risco-de-incendio-florestal-na-peninsula-iberica-durante-ondas-de-calor-1786023844078.jpg" data-image="8k9c2yjgk2ts" alt="Copa de sobreiro" title="Copa de sobreiro"><figcaption>Árvores de raízes profundas conservam água, mas arbustos secam rapidamente. A dinâmica explica por que florestas vizinhas sob o mesmo clima ardem de formas distintas. Foto: Derguen/Pixabay</figcaption></figure><p>A integração de dados contínuos permite antecipar com elevada fiabilidade onde a vegetação se encontra em <strong>rutura</strong>. Esta precisão em tempo real reforça a capacidade de resposta operacional, garantindo uma <strong>vigilância</strong> mais assertiva precisamente nas fases em que as <strong>ondas de calor</strong> ameaçam o país.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="CREAF%20-%20Centro%20de%20Investiga%C3%A7%C3%A3o%20Ecol%C3%B3gica%20e%20Aplica%C3%A7%C3%B5es%20Florestais%20da%20Catalunha" data-year="" data-title="A%20new%20CREAF%20tool%20provides%20real-time%20vegetation%20moisture%20data%20across%20Spain%20and%20Portugal%20to%20improve%20wildfire%20prevention" data-url="https%3A%2F%2Fwww.creaf.cat%2Fen%2Farticles%2Fnew-creaf-tool-provides-real-time-vegetation-moisture-data-across-spain-improve-wildfire-prevention">CREAF - Centro de Investigação Ecológica e Aplicações Florestais da Catalunha. <a href="https://www.creaf.cat/en/articles/new-creaf-tool-provides-real-time-vegetation-moisture-data-across-spain-improve-wildfire-prevention" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A new CREAF tool provides real-time vegetation moisture data across Spain and Portugal to improve wildfire prevention</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/novo-mapa-digital-preve-risco-de-incendio-florestal-na-peninsula-iberica-durante-ondas-de-calor.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Será que a Terra sobreviverá ao Sol moribundo? A ciência reescreve o último dia do nosso planeta]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/sera-que-a-terra-sobrevivera-ao-sol-moribundo-a-ciencia-reescreve-o-ultimo-dia-do-nosso-planeta.html</link><pubDate>Thu, 06 Aug 2026 15:40:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Novos modelos sugerem que a Terra poderá evitar ser engolida pelo Sol quando este se expandir e se tornar uma gigante vermelha. A vida, no entanto, desaparecerá muito antes disso, deixando o planeta como um mundo estéril a orbitar uma anã branca.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-terra-sopravvivera-al-sole-morente-la-scienza-riscrive-l-ultimo-giorno-del-nostro-pianeta-1785253730206.png" data-image="kvgiejpz7s0e" alt="The end of Earth" title="The end of Earth"><figcaption>Representação artística de uma Terra queimada e sem oceanos, que sobreviveu à fase de gigante vermelha do Sol.</figcaption></figure><p>A ciência é clara quanto a uma coisa: <strong>o fim da Terra </strong>não ocorrerá num único momento dramático. Em vez disso, desenrolar-se-á como parte de uma <strong>transformação extraordinariamente lenta </strong>que se estenderá por milhões — ou mesmo dezenas de milhões — de anos.</p><p>Ao longo desse tempo, o Sol tornar-se-á gradualmente mais brilhante, expandindo-se depois para se tornar uma gigantesca gigante vermelha, antes de, por fim, encolher <strong>até se tornar uma pequena anã branca</strong>.</p><div class="texto-destacado">Contrariamente ao que os cientistas acreditavam anteriormente, um estudo publicado em junho de 2026 sugere que a Terra poderá evitar ser engolida durante as fases finais do Sol como gigante vermelha.</div><p>Isso não significa que irá conservar os seus oceanos, a sua atmosfera ou a vida. A biosfera da Terra desaparecerá muito antes de o Sol chegar ao fim da sua vida.</p><h2>A vida terminará muito antes de o Sol se tornar uma gigante vermelha</h2><p>Hoje, o Sol encontra-se na fase mais estável da sua evolução. Com cerca de 4,5 mil milhões de anos, está a fundir hidrogénio em hélio de forma constante no seu núcleo, produzindo a energia constante que permitiu que a vida florescesse na Terra.<strong> Mas esse equilíbrio não durará para sempre</strong>.</p><p>À medida que o Sol esgota gradualmente o hidrogénio no seu núcleo, as temperaturas no interior da estrela irão aumentar, empurrando a fusão nuclear para as camadas exteriores. <strong>O resultado será um aumento constante do brilho do Sol</strong>. Ao longo de centenas de milhões de anos, a crescente produção de energia alterará drasticamente o clima da Terra.</p><p>De acordo com um estudo publicado na <em>Nature</em>, prevê-se que a atmosfera da Terra permaneça rica em oxigénio durante cerca de 1,08 ± 0,14 mil milhões de anos. Depois disso, o aumento da radiação solar irá fixar cada vez mais dióxido de carbono nas rochas, removendo-o gradualmente da atmosfera. Embora isso possa inicialmente parecer benéfico, dadas as preocupações atuais com os gases de efeito estufa, <strong>traz consigo uma consequência grave</strong>.</p><p>As plantas acabarão por ser privadas do dióxido de carbono de que necessitam para a fotossíntese. <strong>A produtividade biológica entrará em colapso</strong> e os níveis de oxigénio acabarão por cair para menos de 1% da concentração atual.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O aumento do brilho do Sol reduzirá o oxigénio atmosférico, evaporará os oceanos da Terra e porá fim à biosfera.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O aumento das temperaturas fará com que os oceanos se evaporem gradualmente, libertando enormes quantidades de vapor de água para a atmosfera. À medida que esse vapor atingir altitudes mais elevadas, intensificará o <strong>efeito de estufa</strong> — uma vez que o vapor de água é, por si só, um poderoso gás com efeito de estufa — e permitirá que o hidrogénio escape para o espaço.</p><p>Os oceanos não desaparecerão da noite para o dia. Em vez disso, irão desaparecer lentamente ao longo do tempo. Quando o Sol começar a transformar-se numa gigante vermelha, <strong>a Terra já será um mundo árido</strong>.</p><h2>Será que o Sol, quando se tornar uma gigante vermelha, irá realmente engolir a Terra?</h2><p>Daqui a cerca de cinco mil milhões de anos, à medida que o núcleo do Sol se contrair e as suas camadas exteriores se expandirem drasticamente, o Sol tornar-se-á uma <strong>gigante vermelha, muito maior e mais brilhante do que é hoje</strong>. Mercúrio e Vénus estão quase certamente condenados — serão engolidos.</p><p>Estudos anteriores sugeriam que o destino da Terra dependeria de uma competição entre dois efeitos opostos. Por um lado, as forças de maré iriam drenar a energia orbital, puxando a Terra para dentro. Por outro lado, o Sol perderia massa através de poderosos ventos estelares, enfraquecendo a sua atração gravitacional e fazendo com que a órbita da Terra se expandisse.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-terra-sopravvivera-al-sole-morente-la-scienza-riscrive-l-ultimo-giorno-del-nostro-pianeta-1785345788835.png" data-image="0u3f68nb3grw" alt="An example of the planetary nebula the Sun will eventually become, with a white dwarf at its center." title="An example of the planetary nebula the Sun will eventually become, with a white dwarf at its center."><figcaption>Um exemplo da nebulosa planetária que se prevê que o Sol venha a formar após a sua fase de gigante vermelha, com uma anã branca no seu centro.</figcaption></figure><p>Um modelo de 2008 concluiu que o movimento para fora não seria suficiente. As interações das marés acabariam por puxar a Terra para o envelope exterior em expansão do Sol.</p><p>Um novo estudo de Mats Esseldeurs, Stéphane Mathis e Leen Decin, publicado em 2026 na revista <em>Astronomy & Astrophysics</em>, utiliza modelos atualizados de dissipação das forças de maré e conclui que<strong> existe uma maior probabilidade de a Terra sobreviver à fase de gigante vermelha do Sol, permanecendo em órbita em vez de ser engolida</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Investigação recente sugere que é mais provável que a Terra sobreviva à fase de gigante vermelha do Sol. Pode não ser engolida — mas continuará a tornar-se um mundo sem vida.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os investigadores observam que, se o Sol perder massa com rapidez suficiente, <strong>a órbita da Terra expandir-se-ia o suficiente para garantir a sua provável sobrevivência</strong> — embora não com certeza absoluta.</p><h2>Uma Terra morta em órbita de uma anã branca</h2><p>No final da sua fase de gigante vermelha, o Sol irá libertar as suas camadas exteriores para formar uma nebulosa planetária, <strong>deixando para trás uma anã branca rodeada de gás e poeira</strong>.</p><div class="texto-destacado">Uma anã branca é um remanescente estelar extremamente denso, com aproximadamente o tamanho da Terra, onde a fusão nuclear cessou e que passará milhares de milhões de anos a arrefecer lentamente.</div><p>Se a Terra sobreviver à fase de gigante vermelha do Sol, continuará a orbitar essa anã branca — <strong>mas sem oceanos e, provavelmente, sem qualquer atmosfera significativa</strong>.</p><p>Observações de outros sistemas planetários sugerem que ambos os resultados são possíveis.</p><p>Os astrónomos já observaram casos de <strong>"canibalismo" estelar</strong>, em que estrelas envelhecidas consomem os seus próprios planetas. Um desses eventos, detetado em 2023, revelou que as forças de maré e a expansão estelar estavam a destruir um planeta próximo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-terra-sopravvivera-al-sole-morente-la-scienza-riscrive-l-ultimo-giorno-del-nostro-pianeta-1785345844934.png" data-image="rgivzwwxx2k9" alt="The Sun's evolution" title="The Sun's evolution"><figcaption>Ilustração que mostra a evolução do Sol, desde a sua formação até à sua fase final como anã branca.</figcaption></figure><p>Por outro lado, em 2024, os astrónomos descobriram um planeta com cerca de 1,9 vezes a massa da Terra a orbitar uma anã branca a uma distância de pouco mais de duas unidades astronómicas. Ao reconstruir a história do sistema, os investigadores sugeriram que o planeta poderá ter orbitado, em tempos, a cerca de uma unidade astronómica — semelhante à distância atual da Terra em relação ao Sol.<strong> Isto sugere que o planeta sobreviveu à fase de gigante vermelha da sua estrela</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781127" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-sucessor-do-james-webb-ja-esta-em-desenvolvimento-este-e-o-megatelescopio-da-nasa-concebido-para-procurar-outra-terra.html" title="O sucessor do James Webb já está em desenvolvimento: este é o megatelescópio da NASA concebido para procurar outra Terra">O sucessor do James Webb já está em desenvolvimento: este é o megatelescópio da NASA concebido para procurar outra Terra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-sucessor-do-james-webb-ja-esta-em-desenvolvimento-este-e-o-megatelescopio-da-nasa-concebido-para-procurar-outra-terra.html" title="O sucessor do James Webb já está em desenvolvimento: este é o megatelescópio da NASA concebido para procurar outra Terra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-sucesor-de-james-webb-ya-esta-en-marcha-este-es-el-megatelescopio-de-la-nasa-disenado-para-buscar-otra-tierra-1785270499023_320.jpg" alt="O sucessor do James Webb já está em desenvolvimento: este é o megatelescópio da NASA concebido para procurar outra Terra"></a></article></aside><p>Não há dúvida de que a Terra se tornará um planeta estéril e inabitável dentro de cerca de mil milhões de anos. Mesmo assim, poderá acabar por sobreviver à morte do Sol,<strong> continuando a orbitar a anã branca como uma relíquia árida durante períodos de tempo inimagináveis</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"> <h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3> <p class="article-reference__body"> <cite data-author="Esseldeurs, M., Mathis, S., and Decin, L." data-year="2026" data-title="The fate of Earth during the Sun's giant phases: New constraints from ab initio tidal modelling and AGB mass loss" data-url="https://arxiv.org/abs/2606.19575">Esseldeurs, M., Mathis, S., & Decin, L. (2026). <a href="https://arxiv.org/abs/2606.19575" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The fate of Earth during the Sun's giant phases: New constraints from ab initio tidal modelling and AGB mass loss</a>.</cite><br> <cite data-author="De, K. et al." data-year="2023" data-title="An infrared transient from a star engulfing a planet" data-url="https://www.nature.com/articles/s41586-023-05842-x.pdf">De, K. et al. (2023). <a href="https://www.nature.com/articles/s41586-023-05842-x.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">An infrared transient from a star engulfing a planet</a>.</cite><br> <cite data-author="Zhang, K. et al." data-year="2024" data-title="An Earth-mass planet and a brown dwarf in orbit around a white dwarf" data-url="https://www.nature.com/articles/s41550-024-02375-9">Zhang, K. et al. (2024). <a href="https://www.nature.com/articles/s41550-024-02375-9" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">An Earth-mass planet and a brown dwarf in orbit around a white dwarf</a>.</cite> </p> </section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/sera-que-a-terra-sobrevivera-ao-sol-moribundo-a-ciencia-reescreve-o-ultimo-dia-do-nosso-planeta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As cascas de ovo podem ter uma segunda vida no seu jardim: eis como as utilizar corretamente com as suas plantas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-cascas-de-ovo-podem-ter-uma-segunda-vida-no-seu-jardim-eis-como-as-utilizar-corretamente-com-as-suas-plantas.html</link><pubDate>Thu, 06 Aug 2026 14:57:59 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Com um pouco de conhecimento sobre como limpá-los, triturá-los e aplicá-los de acordo com as necessidades específicas das suas plantas, as sobras do pequeno-almoço podem tornar-se um aliado valioso no seu jardim.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-cascaras-de-huevo-pueden-tener-una-segunda-vida-en-el-jardin-asi-puedes-utilizarlas-correctamente-con-tus-plantas-1785289357185.png" data-image="37ve8ja8yrrp"><figcaption>As cascas de ovo não substituem um bom fertilizante, nem conseguem, por si só, resolver todos os problemas relacionados com o cálcio.</figcaption></figure><p>Os ovos são um alimento básico em muitas cozinhas e, assim que são partidos, as cascas vão normalmente direitas para o lixo. Mas <strong>o que parece ser desperdício ainda pode ser bem aproveitado nos seus vasos, horta ou canteiros</strong> de flores.</p><p>Com um pouco de preparação, <strong>as cascas de ovo</strong> podem ganhar uma segunda vida e tornar-se<strong> um aliado valioso para as suas plantas</strong>.<strong> </strong>Reutilizá-las é também uma forma fácil de reduzir o lixo doméstico.</p><p>As cascas de ovo são bem conhecidas na jardinagem por fornecerem <strong>cálcio de libertação lenta e por funcionarem como uma barreira natural contra lesmas e caracóis</strong>. No entanto, não basta simplesmente esmagá-las e espalhá-las pelo solo. O tamanho dos pedaços faz toda a diferença.</p><div class="texto-destacado"><strong>Se o seu objetivo for adicionar cálcio ao solo, as cascas devem ser moídas até se tornarem um pó muito fino. Se quiser criar uma barreira protetora, pedaços maiores, secos e irregulares funcionam muito melhor.</strong></div><p>Para compreender por que razão são úteis, é importante saber de que são feitas. Cerca de 95% de uma casca de ovo é constituída por <strong>carbonato de cálcio</strong>, juntamente com pequenas quantidades de <strong>magnésio e outros minerais</strong>.</p><h2>As cascas de ovo, por si só, não são suficientes</h2><p>É importante lembrar que <strong>as cascas de ovo não são um fertilizante completo</strong>. Contêm apenas quantidades mínimas de azoto, fósforo e potássio, pelo que não podem substituir o composto, os dejetos de minhocas ou um fertilizante equilibrado.</p><p>Funcionam melhor como um aditivo mineral suplementar que se decompõe gradualmente no solo. Por outras palavras, podem dar um impulso útil, <strong>mas as suas plantas continuam a precisar de uma fonte de nutrição mais completa</strong>.</p><h2>Como preparar cascas de ovo para as suas plantas</h2><p>Antes de as levar para o jardim, <strong>lave bem as cascas para remover quaisquer resíduos de clara ou gema</strong>. Embora este passo possa parecer insignificante, ajuda a evitar odores desagradáveis, bolor e insetos indesejados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-cascaras-de-huevo-pueden-tener-una-segunda-vida-en-el-jardin-asi-puedes-utilizarlas-correctamente-con-tus-plantas-1785289566244.png" data-image="egbplqwzh7i0"><figcaption>Triture as cascas até obterem um pó fino e misture-as no solo para que as suas plantas possam absorver gradualmente o cálcio.</figcaption></figure><p><strong>Deixe-as secar durante um dia inteiro num local bem ventilado</strong>. Se quiser acelerar o processo, leve-as ao forno durante 10 a 15 minutos a baixa temperatura, até ficarem completamente secas e quebradiças.</p><p>Quando estiverem prontas, guarde-as num frasco seco até ter recolhido uma boa quantidade. Para tornar o cálcio disponível para as plantas, <strong>triture as cascas até obter um pó tão fino como farinha</strong>.</p><p>Pode usar um almofariz e um pilão, colocá-las num saco resistente e esmagá-las com um rolo de massa, ou triturá-las num liquidificador. <strong>Quanto mais fino for o pó, mais facilmente se misturará com o solo</strong>.</p><div class="texto-destacado">O facto de a casca ser branca ou castanha depende da genética da galinha. Não existe uma diferença significativa no teor de cálcio entre as duas.</div><p>Isto é importante porque os fragmentos grandes de casca demoram muito tempo a decompor-se. Na verdade, podem ainda estar visíveis após vários meses — ou mesmo anos. <strong>Moê-los até se tornarem pó aumenta o seu contacto com a humidade, os microrganismos e os ácidos naturais do solo, acelerando o processo</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781494" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/ar-condicionado-natural-plantas-que-ajudam-a-deixar-o-ambiente-mais-fresco-e-melhoram-o-isolamento-termico.html" title="Ar-condicionado natural: plantas que ajudam a deixar o ambiente mais fresco e melhoram o isolamento térmico">Ar-condicionado natural: plantas que ajudam a deixar o ambiente mais fresco e melhoram o isolamento térmico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/ar-condicionado-natural-plantas-que-ajudam-a-deixar-o-ambiente-mais-fresco-e-melhoram-o-isolamento-termico.html" title="Ar-condicionado natural: plantas que ajudam a deixar o ambiente mais fresco e melhoram o isolamento térmico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aire-acondicionado-natural-las-plantas-que-pueden-ayudar-a-crear-un-hogar-mas-fresco-y-mejorar-el-aislamiento-termico-1785413309225_320.jpeg" alt="Ar-condicionado natural: plantas que ajudam a deixar o ambiente mais fresco e melhoram o isolamento térmico"></a></article></aside><p>Não é necessário cobrir o vaso com pó de casca de ovo. Comece por<strong> espalhar uma ou duas colheres de chá à volta da base da planta e misture-o suavemente na camada superior do solo</strong>. Também pode adicionar um pouco ao buraco de plantação ao transplantar ou misturá-lo diretamente no seu composto.</p><h3>Como utilizar cascas de ovo contra lesmas e caracóis</h3><p>Se o seu objetivo for proteger as suas plantas de lesmas e caracóis, prepare as cascas de forma diferente. Em vez de pó, <strong>utilize pedaços grandes, secos e irregulares, aproximadamente do tamanho de um grão de café</strong>. Disponha-os num anel com cerca de duas a três polegadas (5–8 cm) de largura à volta da planta.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-cascaras-de-huevo-pueden-tener-una-segunda-vida-en-el-jardin-asi-puedes-utilizarlas-correctamente-con-tus-plantas-1785289670978.png" data-image="qguufrb0enra" alt="Break the shells into small pieces and spread them around your plants to create a barrier that helps keep slugs and snails away." title="Break the shells into small pieces and spread them around your plants to create a barrier that helps keep slugs and snails away."><figcaption>Partam as conchas em pedaços pequenos e espalhem-nas à volta das vossas plantas para criar uma barreira que ajude a afastar as lesmas e os caracóis.</figcaption></figure><p><strong>A ideia é que a superfície rugosa e as arestas afiadas tornem desconfortável a passagem de lesmas e caracóis</strong>. Mesmo assim, esta barreira pode ajudar, mas nem sempre os impedirá completamente. Certifique-se de que o anel é contínuo e evite que as folhas toquem no chão fora da barreira, pois as pragas podem usá-las como ponte.</p><p>Após chuva forte ou rega, terá de deixar as conchas secarem, reposicioná-las ou substituí-las. Também é uma boa ideia <strong>remover folhas caídas, tábuas, pedras e outros esconderijos húmidos</strong> onde estas pragas costumam refugiar-se durante o dia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780709" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-plantas-que-te-podem-ajudar-a-transformar-uma-pequena-varanda-num-mini-jardim.html" title="As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda num mini-jardim">As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda num mini-jardim</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-plantas-que-te-podem-ajudar-a-transformar-uma-pequena-varanda-num-mini-jardim.html" title="As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda num mini-jardim"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/las-plantas-que-pueden-ayudarte-a-transformar-un-balcon-pequeno-en-un-mini-jardin-1784951323175_320.png" alt="As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda num mini-jardim"></a></article></aside><p>Se tiver cascas de ovo a mais, esmague-as bem e adicione-as à sua pilha de composto. A regra de ouro é simples: <strong>triture as cascas de ovo até ficarem em pó fino se as for utilizar como fonte de cálcio</strong>, ou deixe-as em pedaços maiores se quiser criar uma barreira contra lesmas e caracóis.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-cascas-de-ovo-podem-ter-uma-segunda-vida-no-seu-jardim-eis-como-as-utilizar-corretamente-com-as-suas-plantas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Temperaturas em Portugal de 10 a 16 de agosto: ECMWF prevê calor, mas o Atlântico poderá travar os extremos de 40°C]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-em-portugal-de-10-a-16-de-agosto-ecmwf-preve-calor-mas-o-atlantico-podera-travar-os-extremos-de-40-c.html</link><pubDate>Thu, 06 Aug 2026 14:35:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal deverá registar temperaturas acima da média entre 10 e 17 de agosto, mas sem os extremos previstos para grande parte da Europa. O calor poderá intensificar-se nos dias 14 e 15, sobretudo no interior.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-em-portugal-de-10-a-16-de-agosto-ecmwf-preve-de-calor-mas-o-atlantico-podera-travar-os-extremos-de-40-c-1786020143803.jpg" data-image="h1q5ethfrs5c" alt="Oceano Atlântico" title="Oceano Atlântico"><figcaption>O Atlântico continua a desempenhar um papel decisivo no estado do tempo em Portugal, suavizando o calor que domina grande parte da Europa. A influência marítima deverá impedir, pelo menos numa primeira fase, que o país registe temperaturas tão extremas como as previstas em Espanha.</figcaption></figure><p>Enquanto uma nova cúpula de calor se instala sobre grande parte da Europa, Portugal deverá permanecer numa posição privilegiada. O modelo europeu ECMWF prevê temperaturas acima da média, mas <strong>a influência do Atlântico continuará a limitar os valores mais extremos durante boa parte da semana</strong>.</p><h2>Portugal aquece, mas menos do que o resto da Europa</h2><p>Antes de analisar a evolução diária, importa olhar para a <strong>anomalia média semanal da temperatura</strong>, um produto do ECMWF que representa a média das temperaturas previstas ao longo de toda a semana, considerando <strong>todas as horas do dia e da noite</strong>. Por isso, este mapa não mostra os picos de calor, mas sim a tendência térmica global.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Mesmo que ocorram dias muito quentes, a existência de madrugadas mais frescas ou de dias ligeiramente abaixo da média reduz o valor final desta anomalia semanal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-em-portugal-de-10-a-16-de-agosto-ecmwf-preve-de-calor-mas-o-atlantico-podera-travar-os-extremos-de-40-c-1786018529199.jpg" data-image="uhyj36gsb3o0" alt="Anomalia da temperatura semanal" title="Anomalia da temperatura semanal"><figcaption>Anomalia média semanal da temperatura prevista entre 10 e 17 de agosto. Portugal deverá registar temperaturas ligeiramente acima da média climatológica, mas com desvios menos significativos do que em grande parte da Europa Central.</figcaption></figure><p>Para a semana de <strong>10 a 17 de agosto</strong>, Portugal surge com temperaturas <strong>entre 1 e 3 °C acima da média climatológica</strong>, mas com uma anomalia relativamente modesta quando comparada com grande parte da Europa Central, onde os desvios positivos poderão ultrapassar os <strong>6 °C</strong>.</p><h2>Segunda-feira, dia 10 marca o início da cúpula de calor na Europa</h2><p>A partir de <strong>segunda-feira, 10 de agosto</strong>, uma extensa região de altas pressões irá dominar grande parte do continente europeu, favorecendo a instalação da cúpula de calor. Ao mesmo tempo, o Atlântico Norte permanecerá bastante ativo, com depressões profundas a circularem a oeste das Ilhas Britânicas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-em-portugal-de-10-a-16-de-agosto-ecmwf-preve-de-calor-mas-o-atlantico-podera-travar-os-extremos-de-40-c-1786018639641.png" data-image="qevbh5yy0d7j" alt="Pressão e chuva" title="Pressão e chuva"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-793723">Uma depressão ativa permanece no Atlântico Norte, enquanto uma extensa área de altas pressões domina a Europa. Em Portugal, o Atlântico continua a limitar o aquecimento.</figcaption></figure><p>Apesar da presença de uma depressão bem organizada no Atlântico, esta deverá ser desviada para norte, afetando sobretudo o Reino Unido. Assim, Portugal permanecerá protegido da sua influência direta, embora continue a beneficiar da circulação marítima atlântica.</p><p>Embora a <strong>cúpula de calor</strong> tenha tendência para se instalar sobre grande parte da Europa a partir de 10 de agosto e Espanha já apresente previsões de temperaturas superiores a <strong>40 °C</strong> em algumas regiões, Portugal deverá registar um aquecimento mais moderado. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-em-portugal-de-10-a-16-de-agosto-ecmwf-preve-de-calor-mas-o-atlantico-podera-travar-os-extremos-de-40-c-1786018689931.png" data-image="a41tsz6duri1" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Em Portugal, o Atlântico continua a limitar o aquecimento, contrastando com o calor intenso previsto para o interior da Península Ibérica.</figcaption></figure><p>As temperaturas máximas poderão atingir <strong>35 a 36 °C</strong> no interior Norte e Centro, enquanto o litoral oeste, entre Viana do Castelo e Lisboa, deverá manter um ambiente bastante mais ameno, com máximas geralmente entre <strong>21 e 26 °C</strong>.</p><h2>Terça-feira evidenciará o contraste entre litoral e interior</h2><p>Na <strong>terça-feira, 11 de agosto</strong>, o mapa de anomalias de temperatura da tarde mostra que grande parte do país apresentará valores próximos da normalidade. O maior desvio positivo deverá ocorrer no interior Norte, onde as temperaturas poderão situar-se cerca de <strong>5 °C acima da média</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-em-portugal-de-10-a-16-de-agosto-ecmwf-preve-de-calor-mas-o-atlantico-podera-travar-os-extremos-de-40-c-1786018816909.png" data-image="f1z9wipidmk0" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"><figcaption>Na tarde de terça-feira, 11 de agosto, as anomalias positivas concentram-se sobretudo no interior Norte, enquanto grande parte do litoral apresenta temperaturas próximas dos valores normais para a época.</figcaption></figure><p>Já durante a madrugada, verifica-se outro cenário. Grande parte do território poderá registar <strong>anomalias negativas entre 1 e 3 °C</strong>, sinal de noites relativamente frescas para a época, sobretudo no Centro e Sul. Este comportamento demonstra a forte influência do Atlântico, permitindo um arrefecimento noturno muito mais eficiente do que no interior da Península Ibérica.</p><h2>O calor poderá intensificar-se no final da semana</h2><p>Os modelos continuam a indicar que <strong>sexta-feira, 14 de agosto, e sábado, 15 de agosto</strong>, poderão ser os dias mais quentes deste episódio.</p><p>O mapa de <strong>geopotencial e temperatura a 850 hPa</strong> (cerca de <strong>1500 metros de altitude</strong>) mostra que a massa de ar muito quente proveniente do Norte de África se expandirá progressivamente até abranger praticamente todo o território continental. Este aquecimento em altitude cria condições favoráveis para um aumento das temperaturas à superfície.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-em-portugal-de-10-a-16-de-agosto-ecmwf-preve-de-calor-mas-o-atlantico-podera-travar-os-extremos-de-40-c-1786019025445.jpg" data-image="5sxq4gjk1pzs" alt="Geopotencial e temperatura a 850 hPa" title="Geopotencial e temperatura a 850 hPa"><figcaption>Na sexta-feira, 14 de agosto, a massa de ar quente proveniente do Norte de África deverá expandir-se sobre a Península Ibérica. O aumento da temperatura em altitude favorece um agravamento do calor à superfície nos dias seguintes.</figcaption></figure><p>Caso esta tendência se confirme, <strong>o interior poderá aproximar-se dos 40 °C</strong>.<strong> </strong>Importa, contudo, recordar que estas datas pertencem ainda ao <strong>médio prazo da previsão meteorológica</strong>. Embora a tendência para calor mais intenso seja consistente nas últimas atualizações do modelo europeu, os valores exatos das temperaturas e a distribuição das regiões mais afetadas poderão ainda sofrer ajustes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782299" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-39-c-e-noites-tropicais-entre-hoje-e-sabado-so-havera-1-distrito-de-portugal-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente.html" title="Até 39 ºC e noites tropicais: entre hoje e sábado só haverá 1 distrito de Portugal sob aviso amarelo de tempo quente">Até 39 ºC e noites tropicais: entre hoje e sábado só haverá 1 distrito de Portugal sob aviso amarelo de tempo quente</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-39-c-e-noites-tropicais-entre-hoje-e-sabado-so-havera-1-distrito-de-portugal-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente.html" title="Até 39 ºC e noites tropicais: entre hoje e sábado só haverá 1 distrito de Portugal sob aviso amarelo de tempo quente"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-39-c-e-noites-tropicais-entre-hoje-e-sabado-so-havera-1-distrito-de-portugal-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-1786020315245_320.png" alt="Até 39 ºC e noites tropicais: entre hoje e sábado só haverá 1 distrito de Portugal sob aviso amarelo de tempo quente"></a></article></aside><p>Para já, o cenário mais provável aponta para uma semana claramente quente em Portugal, <strong>mas ainda bastante menos extrema do que aquela que poderá verificar-se em vários países da Europa Central</strong>, onde a cúpula de calor deverá atingir a sua maior intensidade.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-em-portugal-de-10-a-16-de-agosto-ecmwf-preve-calor-mas-o-atlantico-podera-travar-os-extremos-de-40-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até sábado, 8, estas são as três capitais distritais do interior onde se preveem máximas iguais ou superiores a 35 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-sabado-8-estas-sao-as-tres-capitais-distritais-do-interior-onde-se-preveem-maximas-iguais-ou-superiores-a-35-c.html</link><pubDate>Thu, 06 Aug 2026 13:17:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas continuam contidas, de forma geral, em Portugal Continental. No entanto, há três capitais de distrito que se deverão destacar nos próximos dias. Saiba quais!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xave8zi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xave8zi.jpg" id="xave8zi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal Continental continua a registar temperaturas típicas de verão na maior parte do território, no entanto, há<strong> locais cujos valores estão abaixo do expectável, enquanto outros locais registam valores um pouco acima da média</strong>, entre sexta-feira e sábado.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Os <strong>locais que estão mais frios que o habitual para a época</strong> do ano são o litoral Norte e Centro e a região da Serra da Estrela, com anomalias térmicas negativas de até 2 ºC. Uma boa parte do continente regista valores dentro da média ou pouco acima da mesma, com anomalias positivas de até 2 ºC. Já o <strong>Nordeste Transmontano e o Algarve (Sotavento) dominam as anomalias positivas</strong>, com valores até 5 ºC e 8 ºC acima da média, respetivamente.</p><h2>Sexta-feira poderá ser um dos dias mais quentes da semana, no interior do país</h2><p>Hoje, quinta-feira, os valores de temperatura máxima mais elevados deverão ser de <strong>36 ºC para Castelo Branco e Beja e de 35 ºC para Évora</strong>. A nível local, poderão registar-se até 38 ºC tanto no Alentejo como na Beira Baixa e o Vale do Douro, assim como o Algarve, poderão contar com 37 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-sabado-8-estas-sao-as-tres-capitais-distritais-do-interior-onde-se-preveem-maximas-iguais-ou-superiores-a-35-c-1786016900326.png" data-image="qdu6tkhwu37k" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Entre sexta e sábado, algumas zonas do país deverão registar 35 ºC ou mais. Todas elas serão ao longo da faixa interior, que continua a destacar-se, como é habitual, em relação às temperaturas mais elevadas.</figcaption></figure><p>Para amanhã, sexta-feira, espera-se uma <strong>manutenção destes valores</strong>, onde as mesmas capitais de distrito supracitadas deverão voltar a atingir 35 ºC ou mais, com Castelo Branco a sobressair (36 ºC), seguido de Beja e Évora com 35 ºC. Mais uma vez o <strong>Vale do Douro e o Algarve poderão contar com valores na ordem dos 37 ºC</strong> a nível local, enquanto as regiões onde se inserem as três capitais citadas também poderão manter os 38 ºC localmente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782299" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-39-c-e-noites-tropicais-entre-hoje-e-sabado-so-havera-1-distrito-de-portugal-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente.html" title="Até 39 ºC e noites tropicais: entre hoje e sábado só haverá 1 distrito de Portugal sob aviso amarelo de tempo quente">Até 39 ºC e noites tropicais: entre hoje e sábado só haverá 1 distrito de Portugal sob aviso amarelo de tempo quente</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-39-c-e-noites-tropicais-entre-hoje-e-sabado-so-havera-1-distrito-de-portugal-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente.html" title="Até 39 ºC e noites tropicais: entre hoje e sábado só haverá 1 distrito de Portugal sob aviso amarelo de tempo quente"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-39-c-e-noites-tropicais-entre-hoje-e-sabado-so-havera-1-distrito-de-portugal-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-1786020315245_320.png" alt="Até 39 ºC e noites tropicais: entre hoje e sábado só haverá 1 distrito de Portugal sob aviso amarelo de tempo quente"></a></article></aside><p>No sábado, dia 8 de agosto, espera-se uma descida dos valores, ainda que<strong> a capital distrital Beja continue a registar temperaturas máximas de 35 ºC</strong>. Ao que tudo indica, esta será a única a atingir este valor nesse dia. Contudo, localmente, esperam-se 35 ºC no Vale do Douro e na Beira Baixa, enquanto no Baixo Alentejo e Algarve, os termómetros podem alcançar os 37 ºC.</p><h2>A partir de domingo dar-se-á uma ligeira descida dos valores</h2><p>Esta <strong>tendência de descida na faixa interior deverá manter-se nos dias seguintes ainda que com pouca expressão</strong>, visto que se esperam valores na ordem dos 33 ºC, pelo menos até terça-feira. Já no litoral, as temperaturas também deverão manter-se sem grandes oscilações térmicas, podendo variar entre 1 a 2 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-sabado-8-estas-sao-as-tres-capitais-distritais-do-interior-onde-se-preveem-maximas-iguais-ou-superiores-a-35-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 39 ºC e noites tropicais: entre hoje e sábado só haverá 1 distrito de Portugal sob aviso amarelo de tempo quente]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-39-c-e-noites-tropicais-entre-hoje-e-sabado-so-havera-1-distrito-de-portugal-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente.html</link><pubDate>Thu, 06 Aug 2026 12:50:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Neste momento apenas 1 distrito de Portugal continental está sob aviso amarelo. Esta região do país enfrentará a persistência de valores elevados da temperatura máxima, com algumas localidades a poderem registar até 39 ºC, e também a ocorrência de noites tropicais.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xavev22"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xavev22.jpg" id="xavev22"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma robusta crista subtropical continua a estimular o transporte de uma massa de ar tropical continental, muito quente e seca, desde o Norte de África para a Península Ibérica, afetando sobretudo Espanha.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Em Portugal continental esta massa de ar exercerá apenas uma influência marginal, restringindo-se essencialmente ao interior e ao Sul do país, destacando-se sobretudo a Beira Baixa, o Baixo Alentejo e o Sotavento Algarvio, onde se esperam os valores mais elevados da temperatura. Neste artigo será analisada ao detalhe <strong>a evolução prevista para o distrito de Faro, a única região da geografia continental atualmente sob aviso amarelo de tempo quente</strong>.</p><h2>Distrito de Faro enfrenta aviso amarelo de tempo quente pelo menos até sábado, 8 de agosto</h2><p><strong>A influência periférica da massa de ar quente será mais evidente no Algarve, sobretudo no Sotavento Algarvio e nas zonas interiores do distrito de Faro</strong>, onde se incluem o barrocal e a serra algarvia. Também algumas áreas do litoral, em especial no Sotavento, deverão registar temperaturas significativamente acima da média climatológica para a época do ano.</p><div class="texto-destacado"> Perante este cenário meteorológico o IPMA emitiu aviso amarelo para todo o distrito de Faro devido à previsão da persistência de valores elevados da temperatura máxima. <strong>O aviso estará em vigor entre as 09:00 desta quinta-feira, 6 de agosto e as 18:00 de sábado, 8 de agosto</strong>. </div><p>A combinação da <strong>massa de ar quente e seco</strong>, da <strong>subsidência</strong> associada ao anticiclone, da <strong>reduzida nebulosidade e </strong>da forte<strong> radiação solar</strong> típica do verão criará condições favoráveis a um aquecimento muito eficiente da superfície.</p><p>A estas condições juntam-se características específicas do relevo algarvio. <strong>A serra do Caldeirão</strong>, que opera frequentemente como barreira orográfica, <strong>limitando a influência moderadora do oceano</strong> nas zonas interiores e favorecendo um <strong>aquecimento adicional do ar por subsidência</strong> e compressão adiabática na vertente de sotavento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-39-c-e-noites-tropicais-entre-hoje-e-sabado-so-havera-1-distrito-de-portugal-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-1786020187848.png" data-image="0bycvzlxpbp4"><figcaption>Para amanhã, sexta-feira 7 de agosto, evidenciam-se anomalias térmicas positivas bastante significativas no Sotavento Algarvio, variando entre 4 e 5 ºC na maior parte do território em análise, e podendo ser registadas temperaturas entre 6 e 8 ºC acima da média nalguns locais.</figcaption></figure><p>Por sua vez, <strong>o vale do Guadiana</strong>, sobretudo no que diz respeito à vila de Alcoutim (localizada na margem esquerda do rio Guadiana), apresenta uma<strong> maior continentalidade</strong> relativamente ao litoral, o que em conjunto com o seu <strong>relevo de encaixe, acaba por permitir uma rápida intensificação do calor diurno</strong>, potenciando o registo de algumas das temperaturas mais elevadas do Algarve durante este episódio de tempo quente.</p><h2>Vêm aí noites tropicais. Eis como as temperaturas evoluirão nas principais localidades algarvias</h2><p>Além das temperaturas máximas elevadas, prevê-se a persistência de noites quentes em várias localidades do Algarve, com <strong>temperaturas mínimas iguais ou superiores a 20 ºC, valor que corresponde à definição climatológica de noite tropical</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-39-c-e-noites-tropicais-entre-hoje-e-sabado-so-havera-1-distrito-de-portugal-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-1786019633124.png" data-image="j2dey5g96i8r"><figcaption>A metade oriental do distrito de Faro (Sotavento) e as áreas interiores da região algarvia destacar-se-ão entre hoje e sábado, 8 de agosto, pela previsão de persistência de valores elevados da temperatura máxima. Em várias localidades é expectável ainda a ocorrência de noites tropicais.</figcaption></figure><p>Segundo as mais recentes projeções do modelo de maior confiança da Meteored, o ECMWF, várias localidades algarvias irão registar temperaturas mínimas iguais ou superiores a 20 ºC ao longo das próximas noites. <strong>A persistência do calor noturno constitui um dos parâmetros considerados pelo IPMA na avaliação do episódio de tempo quente</strong>, contribuindo para a manutenção do aviso amarelo no distrito de Faro.</p><p><strong>Na tabela seguinte </strong>pode-se verificar ao pormenor a evolução prevista das temperaturas máximas e mínimas em<strong> 13 localidades do Algarve</strong> entre hoje - quinta-feira, 6 de agosto - e o próximo sábado, 8 de agosto. A temperatura máxima mais elevada<strong> (39 ºC) está prevista para a vila de Alcoutim</strong>.</p><table><thead><tr><th>Cidade, vila ou povoação</th><th>Temperatura Máxima Quinta-feira, 6 de agosto</th><th>Temperatura Mínima Quinta-feira, 6 de agosto</th><th>Temperatura Máxima Sexta-feira, 7 de agosto</th><th>Temperatura Mínima Sexta-feira, 7 de agosto</th><th>Temperatura Máxima Sábado, 8 de agosto</th><th>Temperatura Mínima Sábado, 8 de agosto</th></tr></thead><tbody><tr><td>Faro</td><td>35 ºC</td><td>20 ºC</td><td>35 ºC</td><td>21 ºC</td><td>35 ºC</td><td>22 ºC</td></tr><tr><td>Olhão</td><td>35 ºC</td><td>21 ºC</td><td>34 ºC</td><td>23 ºC</td><td>34 ºC</td><td>24 ºC</td></tr><tr><td>Tavira</td><td>36 ºC</td><td>21 ºC</td><td>36 ºC</td><td>22 ºC</td><td>36 ºC</td><td>23 ºC</td></tr><tr><td>São Brás de Alportel</td><td>36 ºC</td><td>18 ºC</td><td>36 ºC</td><td>19 ºC</td><td>36 ºC</td><td>21 ºC</td></tr><tr><td>Vila Real de Santo António</td><td>35 ºC</td><td>20 ºC</td><td>35 ºC</td><td>21 ºC</td><td>35 ºC</td><td>22 ºC</td></tr><tr><td>Alcoutim</td><td>39 ºC</td><td>18 ºC</td><td>39 ºC</td><td>19 ºC</td><td>39 ºC</td><td>20 ºC</td></tr><tr><td>Odeleite</td><td>38 ºC</td><td>19 ºC</td><td>38 ºC</td><td>20 ºC</td><td>38 ºC</td><td>21 ºC</td></tr><tr><td>Albufeira</td><td>36 ºC</td><td>18 ºC</td><td>36 ºC</td><td>20 ºC</td><td>35 ºC</td><td>22 ºC</td></tr><tr><td>Castro Marim</td><td>36 ºC</td><td>20 ºC</td><td>36 ºC</td><td>20 ºC</td><td>36 ºC</td><td>21 ºC</td></tr><tr><td>Lagoa</td><td>36 ºC</td><td>18 ºC</td><td>36 ºC</td><td>18 ºC</td><td>36 ºC</td><td>19 ºC</td></tr><tr><td>Loulé</td><td>37 ºC</td><td>18 ºC</td><td>37 ºC</td><td>19 ºC</td><td>36 ºC</td><td>21 ºC</td></tr><tr><td>Portimão</td><td>36 ºC</td><td>18 ºC</td><td>36 ºC</td><td>19 ºC</td><td>36 ºC</td><td>20 ºC</td></tr><tr><td>Silves</td><td>38 ºC</td><td>15 ºC</td><td>37 ºC</td><td>16 ºC</td><td>37 ºC</td><td>17 ºC</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="7">Fonte: Mapas da Meteored e IPMA</td></tr></tbody></table><p>Adicionalmente, os dados evidenciam, para a totalidade das localidades algarvias analisadas, uma intensificação gradual do calor noturno durante as próximas jornadas. Espera-se que <strong>Faro, Olhão, Tavira, Vila Real de Santo António e Castro Marim</strong>, todas situadas no Sotavento Algarvio,<strong> registem temperaturas mínimas sempre iguais ou superiores a 20 ºC</strong><strong>, podendo alcançar até 24 ºC</strong>, e mantendo condições de noite tropical durante todo o período analisado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782298" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/poeiras-aguaceiros-e-trovoadas-afetarao-portugal-entre-sexta-e-domingo-horas-mais-criticas-e-zonas-mais-expostas.html" title="Poeiras, aguaceiros e trovoadas afetarão Portugal entre sexta e domingo: horas mais críticas e zonas mais expostas">Poeiras, aguaceiros e trovoadas afetarão Portugal entre sexta e domingo: horas mais críticas e zonas mais expostas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/poeiras-aguaceiros-e-trovoadas-afetarao-portugal-entre-sexta-e-domingo-horas-mais-criticas-e-zonas-mais-expostas.html" title="Poeiras, aguaceiros e trovoadas afetarão Portugal entre sexta e domingo: horas mais críticas e zonas mais expostas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/poeiras-aguaceiros-e-trovoadas-afetarao-portugal-entre-sexta-e-domingo-horas-mais-criticas-e-zonas-mais-expostas-1786015298207_320.png" alt="Poeiras, aguaceiros e trovoadas afetarão Portugal entre sexta e domingo: horas mais críticas e zonas mais expostas"></a></article></aside><p>O aviso amarelo manter-se-á ativo até sábado, 8 de agosto. <strong>A partir de domingo (9), os mapas de referência da Meteored apontam para uma descida generalizada das temperaturas máximas no Algarve</strong> e no restante território continental, pelo que à partida não se antevê a necessidade de prolongar o aviso de tempo quente para o distrito de Faro.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-39-c-e-noites-tropicais-entre-hoje-e-sabado-so-havera-1-distrito-de-portugal-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Poeiras, aguaceiros e trovoadas afetarão Portugal entre sexta e domingo: horas mais críticas e zonas mais expostas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/poeiras-aguaceiros-e-trovoadas-afetarao-portugal-entre-sexta-e-domingo-horas-mais-criticas-e-zonas-mais-expostas.html</link><pubDate>Thu, 06 Aug 2026 11:27:36 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A partir das últimas horas de sexta-feira o cenário atmosférico em Portugal Continental poderá mudar. Primeiro chegam as poeiras do Saara, depois espera-se ocorrência de chuva e trovoada.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xavdpoi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xavdpoi.jpg" id="xavdpoi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Esta semana tem sido bastante tranquila em relação à estabilidade atmosférica, apesar de uma segunda e terça-feira um pouco mais instáveis, especialmente no litoral Norte e Centro.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br><br>Uma "língua" de poeiras saarianas deverá invadir o território português a partir das últimas horas de sexta-feira. Segundo a mais recente atualização dos nossos mapas, a maior concentração será no sábado.</div><p>No entanto, é esperado que nos próximos dias este cenário volte a mudar, com o regresso das <strong>poeiras do saara, da chuva e, ainda, a possibilidade de trovoada</strong>.</p><h2>Últimas horas de sexta-feira trazem as poeiras do Saara de volta a Portugal</h2><p>Como avançamos em previsões anteriores, uma "língua" de poeira irá atravessar Portugal Continental. Ainda que esta possa chegar ao nosso território a partir das últimas horas da manhã de sexta-feira, <strong>é expectável que a sua concentração se torne mais evidente a partir das últimas horas do dia</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/poeiras-aguaceiros-e-trovoadas-afetarao-portugal-entre-sexta-e-domingo-horas-mais-criticas-e-zonas-mais-expostas-1786012907736.png" data-image="ml7ke7dvtdra" alt="névoa seca; poeiras" title="névoa seca; poeiras"><figcaption>A concentração de poeiras será mais elevada ao longo do dia de sábado, especialmente durante a madrugada.</figcaption></figure><p>Durante a madrugada de sábado, e tal como podemos observar no mapa acima, a<strong> concentração destas poeiras será mais expressiva</strong>, em praticamente todo o continente, ainda que permaneça elevada nas horas seguintes. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>De acordo com a mais recente atualização, esta língua de poeiras poderá começar a mover-se de noroeste para nordeste, à medida que as horas passam, sendo expectável que ao final do dia de sábado a Região Norte possa contar com um horizonte mais limpo, livre de poeiras. <strong>Até ao meio-dia de domingo, mais ou menos, as poeiras saarianas deverão afastar-se de toda a nossa geografia</strong>.</p><h2>Chuva e trovoada poderão fazer parte desta mudança de tempo</h2><p>A passagem de uma depressão a noroeste de Portugal Continental poderá resultar em<strong> ocorrência de chuva fraca e ainda na possibilidade de trovoada</strong>, essencialmente nas regiões Norte e Centro, também no sábado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/poeiras-aguaceiros-e-trovoadas-afetarao-portugal-entre-sexta-e-domingo-horas-mais-criticas-e-zonas-mais-expostas-1786015247018.png" data-image="mjbrixwi5vdq" alt="densidade de raios; trovoada" title="densidade de raios; trovoada"><figcaption>Além da chuva prevista, também se espera a ocorrência de trovoada em vários pontos do Norte e Centro do país.</figcaption></figure><p>É esperado que <strong>a partir das 12h de sábado a chuva comece a ocorrer no noroeste do país</strong>, de forma fraca, devendo estender-se a outras zonas do litoral Norte e Centro nas horas seguintes.Também o Nordeste Transmontano e a Beira Alta poderão registar ocorrência de chuva e trovoada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782216" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/7-ilhas-acorianas-sob-aviso-amarelo-e-laranja-de-chuva-e-vento-saiba-as-horas-mais-criticas-desta-quinta-6-de-agosto.html" title="7 ilhas açorianas sob aviso amarelo e laranja de chuva e vento: saiba as horas mais críticas desta quinta, 6 de agosto">7 ilhas açorianas sob aviso amarelo e laranja de chuva e vento: saiba as horas mais críticas desta quinta, 6 de agosto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/7-ilhas-acorianas-sob-aviso-amarelo-e-laranja-de-chuva-e-vento-saiba-as-horas-mais-criticas-desta-quinta-6-de-agosto.html" title="7 ilhas açorianas sob aviso amarelo e laranja de chuva e vento: saiba as horas mais críticas desta quinta, 6 de agosto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/7-ilhas-acorianas-sob-aviso-amarelo-e-laranja-de-chuva-e-vento-saiba-as-horas-mais-criticas-desta-quinta-feira-1785950076100_320.png" alt="7 ilhas açorianas sob aviso amarelo e laranja de chuva e vento: saiba as horas mais críticas desta quinta, 6 de agosto"></a></article></aside><p>Ao que tudo indica,<strong> entre as 14h e as 18h, dar-se-á o período mais "crítico" da ocorrência de chuva</strong>, ainda que não devam haver situações de risco. Em relação à trovoada, esta poderá ocorrer com maior frequência e intensidade entre as 13h e as 17h, devendo incidir, principalmente, em zonas do interior do país. No domingo, não se descarta a possibilidade de aguaceiros fracos e dispersos no noroeste do país, até ao início da tarde.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/poeiras-aguaceiros-e-trovoadas-afetarao-portugal-entre-sexta-e-domingo-horas-mais-criticas-e-zonas-mais-expostas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[7 ilhas açorianas sob aviso amarelo e laranja de chuva e vento: saiba as horas mais críticas desta quinta, 6 de agosto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/7-ilhas-acorianas-sob-aviso-amarelo-e-laranja-de-chuva-e-vento-saiba-as-horas-mais-criticas-desta-quinta-6-de-agosto.html</link><pubDate>Thu, 06 Aug 2026 06:09:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Sete ilhas dos Açores estarão sob avisos amarelo e laranja esta quinta-feira devido à chuva por vezes forte e ao vento, com os períodos mais críticos concentrados entre a madrugada e o início da tarde.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xav4ug2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xav4ug2.jpg" id="xav4ug2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os Açores deverão enfrentar esta <strong>quinta-feira, 6 de agosto</strong>, um agravamento do estado do tempo devido à passagem de uma <strong>área de instabilidade</strong> associada a uma <strong>depressão atlântica</strong>. O <strong>IPMA </strong>colocou <strong>sete ilhas</strong> sob <strong>avisos meteorológicos amarelo e laranja</strong> por <strong>chuva </strong>e <strong>vento</strong>, prevendo períodos de precipitação por vezes forte, que poderá ser acompanhada de trovoada, e rajadas moderadas a fortes em alguns locais.</p><p> Ao todo, os avisos abrangem sete ilhas do arquipélago açoriano: Terceira, Graciosa, São Jorge, Pico e Faial, no Grupo Central, e São Miguel e Santa Maria, no Grupo Oriental. As ilhas das Flores e do Corvo, pertencentes ao Grupo Ocidental, permanecem sem avisos meteorológicos em vigor. </p><h2>Grupo Central estará sob aviso laranja durante a manhã</h2><p>Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), as ilhas do <strong>Grupo Central</strong> (Terceira, Graciosa, São Jorge, Pico e Faial) estarão sob <strong>aviso laranja para precipitação</strong> entre as <strong>21h00 desta quarta-feira e as 12h00 de quinta-feira</strong>. Durante o mesmo período vigorará igualmente <strong>aviso amarelo para vento</strong>.</p><p>Nas ilhas do <strong>Grupo Oriental</strong> (São Miguel e Santa Maria), o <strong>aviso laranja</strong> para precipitação estará em vigor entre a <strong>meia-noite e as 21h00 de quinta-feira</strong>, sendo igualmente acompanhado por <strong>aviso amarelo para vento</strong> durante esse intervalo.</p><p> Esta diferença nos horários dos avisos reflete a deslocação gradual da área de instabilidade de oeste para leste ao longo do dia. Assim, enquanto as ilhas do Grupo Central deverão sentir primeiro os efeitos mais intensos da precipitação, o Grupo Oriental continuará exposto durante um período mais prolongado. </p><p>No <strong>Grupo Ocidental</strong> (Flores e Corvo) <strong>não existem, para já, avisos meteorológicos</strong> em vigor.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-ilhas-acorianas-sob-aviso-amarelo-e-laranja-de-chuva-e-vento-saiba-as-horas-mais-criticas-desta-quinta-feira-1785950076100.png" data-image="376f5r16kwzx" alt="Chuva (quinta-feira, 6 de agosto, 12h)" title="Chuva (quinta-feira, 6 de agosto, 12h)"><figcaption>Chuva prevista para as 12h de quinta-feira. Os períodos de precipitação mais persistentes deverão concentrar-se sobretudo nas ilhas dos grupos Central e Oriental, coincidindo com o período de vigência dos avisos do IPMA.</figcaption></figure><p> Em vários momentos, os <strong>aguaceiros </strong>poderão assumir <strong>intensidade moderada a forte</strong>, sobretudo quando as células de precipitação atravessarem as <strong>ilhas mais expostas</strong> ao fluxo dominante de oeste. Ainda assim, a intensidade da chuva poderá variar bastante entre localidades próximas, característica habitual deste tipo de situação meteorológica. </p><p> Ao longo da madrugada, a chuva deverá afetar sobretudo o <strong>Grupo Central</strong>. Durante a manhã, a área de precipitação tenderá a deslocar-se gradualmente para leste, atingindo também o <strong>Grupo Oriental</strong>, onde poderão ocorrer os <strong>períodos mais persistentes de chuva</strong>. </p><h2>Acumulados poderão ultrapassar os 70 mm em São Miguel</h2><p>Os mapas de precipitação acumulada evidenciam diferenças significativas entre os vários grupos de ilhas. Enquanto no Grupo Central os valores previstos rondam geralmente os <strong>20 a 40 mm</strong>, em <strong>São Miguel</strong> os acumulados poderão aproximar-se dos <strong>75 mm</strong>, sobretudo em zonas mais expostas ao relevo.</p><p>No Faial, os valores previstos aproximam-se dos <strong>40 mm</strong>, enquanto na Terceira deverão situar-se perto dos <strong>20 mm</strong>, refletindo a deslocação progressiva da área de precipitação ao longo do dia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782151" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-ate-39-c-poeiras-do-saara-e-possivel-chuva-de-lama-estas-sao-as-datas-a-reter-em-portugal.html" title="Calor até 39 ºC, poeiras do Saara e possível chuva de lama: estas são as datas a reter em Portugal">Calor até 39 ºC, poeiras do Saara e possível chuva de lama: estas são as datas a reter em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-ate-39-c-poeiras-do-saara-e-possivel-chuva-de-lama-estas-sao-as-datas-a-reter-em-portugal.html" title="Calor até 39 ºC, poeiras do Saara e possível chuva de lama: estas são as datas a reter em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-ate-39-c-poeiras-do-saara-e-possivel-chuva-de-lama-estas-sao-as-datas-a-reter-em-portugal-1785933550745_320.jpg" alt="Calor até 39 ºC, poeiras do Saara e possível chuva de lama: estas são as datas a reter em Portugal"></a></article></aside><p> Embora os maiores acumulados estejam previstos para <strong>São Miguel</strong>, a precipitação deverá distribuir-se de forma relativamente <strong>generalizada </strong>pelas ilhas abrangidas pelos avisos. Em <strong>locais de maior altitude</strong> ou mais expostos ao relevo, os valores poderão ser localmente superiores aos previstos à escala regional. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-ilhas-acorianas-sob-aviso-amarelo-e-laranja-de-chuva-e-vento-saiba-as-horas-mais-criticas-desta-quinta-feira-1785950179810.png" data-image="msc5teqp98uh" alt="Precipitação acumulada (quinta-feira, 6 de agosto, 23h)" title="Precipitação acumulada (quinta-feira, 6 de agosto, 23h)"><figcaption>Precipitação acumulada prevista até às 23h de quinta-feira. Os maiores acumulados deverão ocorrer em São Miguel, enquanto o Grupo Central também poderá registar valores significativos.</figcaption></figure><p> Este cenário explica a manutenção dos avisos emitidos pelo <strong>IPMA</strong>, uma vez que a <strong>precipitação persistente</strong> ao longo de várias horas aumenta o potencial para <strong>acumulações significativas</strong>, especialmente nas ilhas onde os aguaceiros forem mais frequentes. </p><p>Esta distribuição acompanha a evolução da <strong>depressão atlântica</strong>, que continuará a transportar <strong>ar muito húmido</strong> sobre o arquipélago, favorecendo <strong>precipitação persistente</strong> e localmente intensa nas ilhas sob aviso.</p><h2>Rajadas de vento e céu muito nublado irão acompanhar a instabilidade</h2><p>Além da chuva, o <strong>vento </strong>deverá soprar moderado, por vezes forte nas zonas mais expostas. os mapas apontam para <strong>rajadas próximas dos 40 km/h</strong> em parte do <strong>Grupo Central</strong>, justificando os <strong>avisos amarelos</strong> emitidos pelo IPMA.</p><p>Ao mesmo tempo, a <strong>nebulosidade </strong>deverá manter-se <strong>muito elevada</strong> ao longo de praticamente todo o dia, reduzindo significativamente os <strong>períodos de abertas</strong>.</p><p> A circulação atmosférica associada à depressão continuará a favorecer a entrada de <strong>ar muito húmido</strong> sobre o arquipélago, mantendo o <strong>céu geralmente muito nublado</strong> e limitando a ocorrência de períodos prolongados de sol durante esta quinta-feira. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-ilhas-acorianas-sob-aviso-amarelo-e-laranja-de-chuva-e-vento-saiba-as-horas-mais-criticas-desta-quinta-feira-1785950252946.png" data-image="hble1qns2vv0" alt="Rajadas de vento (quinta-feira, 6 de agosto, 12h)" title="Rajadas de vento (quinta-feira, 6 de agosto, 12h)"><figcaption>Rajadas previstas para as 12h de quinta-feira. O vento deverá intensificar-se sobretudo nas ilhas dos grupos Central e Oriental, acompanhando a passagem da área de instabilidade.</figcaption></figure><p>À medida que a depressão se afaste para leste, espera-se uma diminuição gradual da atividade convectiva nas ilhas do <strong>Grupo Central</strong>. No entanto, o <strong>Grupo Oriental</strong> continuará mais exposto à passagem das últimas bandas de precipitação durante <strong>parte da tarde</strong> e <strong>início da noite</strong>. </p><p> Apesar da instabilidade prevista, a situação deverá evoluir gradualmente para melhoria durante a segunda metade do dia nas ilhas do Grupo Central. No Grupo Oriental, contudo, a precipitação poderá persistir durante mais horas, prolongando o período de maior risco até ao início da noite, em linha com os <strong>avisos </strong>atualmente <strong>emitidos pelo IPMA</strong>. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/7-ilhas-acorianas-sob-aviso-amarelo-e-laranja-de-chuva-e-vento-saiba-as-horas-mais-criticas-desta-quinta-6-de-agosto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nuvens de fogo, rajadas de calor e raios: o perigoso fenómeno meteorológico gerado por mega-incêndios]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nuvens-de-fogo-rajadas-de-calor-e-raios-o-perigoso-fenomeno-meteorologico-gerado-por-mega-incendios.html</link><pubDate>Thu, 06 Aug 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Grandes incêndios florestais não só se propagam rapidamente. Quando atingem intensidade extrema, podem alterar a própria atmosfera, tornando ainda mais difíceis os esforços de combate ao fogo — como ocorreu em Espanha nos últimos dias.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nubes-de-fuego-reventones-termicos-y-rayos-el-peligroso-fenomeno-meteorologico-que-generen-los-megaincendios-1785311920477.png" data-image="p1w8xq7rqtxw"><figcaption>Tempestades de fogo formam-se quando um grande incêndio florestal altera a atmosfera e produz nuvens pirocúmulos. Este fenómeno pode modificar o comportamento das chamas e torná-las muito mais difíceis de controlar.</figcaption></figure><p>Os<strong> incêndios florestais </strong>que assolaram a <strong>Espanha </strong>nas últimas semanas voltaram a chamar a atenção para um fenómeno que preocupa especialmente os especialistas: as chamadas<strong> tempestades de fogo</strong>.</p><p>Segundo o <em>Copernicus</em>, o programa europeu de observação e monitorização da Terra, os maiores incêndios consumiram mais de 127.000 hectares e afetaram cerca de 92.000 pessoas, sendo as províncias de Ávila, Madrid e Castellón as mais atingidas. Alguns destes <strong>incêndios </strong>foram classificados como de<strong> "sexta geração"</strong>, <strong>caracterizados por um comportamento muito mais difícil de prever e controlar</strong>.</p><p>Quando um<strong> incêndio florestal atinge intensidade extrema</strong>, ele deixa de ser impulsionado apenas pela temperatura, pelo vento ou pela humidade. O<strong> calor intenso libertado altera o ar em redor e pode modificar as condições meteorológicas sobre o próprio incêndio</strong>, criando, essencialmente, o seu próprio clima. Isto explica porque é que alguns incêndios aceleram repentinamente, mudam de direção em questão de minutos ou apresentam comportamentos que tornam as operações de combate muito mais desafiantes.</p><h2>Nuvens pirocúmulos e como as tempestades de fogo alteram o clima local</h2><p>O<strong> enorme calor libertado pelas chamas</strong> faz com que o ar suba rapidamente, transportando fumo, cinzas e vapor de água a vários quilómetros de altitude na atmosfera. Este forte movimento ascendente favorece a formação de <strong>nuvens </strong>imponentes conhecidas como <strong>pirocúmulos</strong>, cuja presença geralmente indica que um incêndio florestal atingiu um estágio de extrema intensidade.</p><p>O meteorologista da <em>Meteored Espanha</em>, Samuel Biener, explica que estas nuvens se formam quando as correntes de ar quente geradas pelo incêndio encontram ar mais frio nas camadas superiores da atmosfera. O resultado é uma estrutura de nuvem <strong>capaz de crescer rapidamente e alterar o comportamento do próprio incêndio</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-terra-arde-em-chamas-dias-com-incendios-simultaneos-triplicaram-devido-ao-aquecimento-global.html" title="A Terra arde em chamas: dias com incêndios simultâneos triplicaram devido ao aquecimento global">A Terra arde em chamas: dias com incêndios simultâneos triplicaram devido ao aquecimento global</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-terra-arde-em-chamas-dias-com-incendios-simultaneos-triplicaram-devido-ao-aquecimento-global.html" title="A Terra arde em chamas: dias com incêndios simultâneos triplicaram devido ao aquecimento global"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-planeta-arde-al-mismo-tiempo-los-dias-extremos-de-incendios-se-han-triplicado-por-el-calentamiento-global-1771976728588_320.jpg" alt="A Terra arde em chamas: dias com incêndios simultâneos triplicaram devido ao aquecimento global"></a></article></aside><p>Durante os eventos mais intensos,<strong> nuvens pirocúmulos podem produzir raios capazes de iniciar novos incêndios florestais </strong>longe da frente principal do fogo. Além disso, quando essas nuvens colapsam, podem gerar rajadas de vento potentes que alimentam ainda mais as chamas e favorecem uma propagação rápida e imprevisível do fogo.</p><p>Segundo Biener, alguns especialistas também apontam que, se um grande incêndio florestal coincidir com uma faixa de chuva fraca, podem ocorrer <strong>"rajadas de calor"</strong> (<em>heat bursts</em>). À medida que a chuva evapora no <strong>calor intenso</strong> do incêndio, as <strong>correntes descendentes</strong> resultantes espalham-se em todas as direções ao atingir o solo, produzindo, por vezes, ventos de<strong> 80 a 100 km/h</strong>, o que <strong>aumenta consideravelmente a dificuldade de conter o fogo</strong>.</p><h2>Incêndios florestais de sexta geração: porque é que são tão difíceis de controlar</h2><p>A situação torna-se ainda mais perigosa quando vários fatores meteorológicos ocorrem simultaneamente.<strong> Temperaturas elevadas, vegetação extremamente seca e ventos persistentes</strong> criam condições ideais para a rápida propagação do fogo. No caso de incêndios florestais de sexta geração, estas condições podem superar a capacidade de resposta das equipas de combate a incêndios.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tormentas-de-fuego-por-que-los-megaincendios-crean-su-propio-tiempo-y-multiplican-el-riesgo-con-vientos-y-rayos-1785232264947.jpeg" data-image="fsgglxuzxjcu" alt="Incêndio florestal" title="Incêndio florestal"><figcaption>Megaincêndios podem gerar rajadas de vento intensas e raios ao produzir nuvens pirocúmulos. Estas condições podem desencadear novos incêndios e aumentar significativamente o perigo durante as operações de combate ao fogo.</figcaption></figure><p>Biener também observou que<strong> inversões térmicas ocorreram durante os incêndios florestais em Madrid, Toledo, Ávila e Castellón</strong> nas noites recentes. Nessas situações, o ar mais frio e o fumo ficam retidos no fundo dos vales, enquanto uma camada de ar mais quente acima atua como uma tampa. Se essa camada estável se rompe repentinamente, o comportamento do fogo pode mudar em questão de minutos e intensificar-se rapidamente.</p><p>Por este motivo, <strong>grandes incêndios florestais não são mais avaliados apenas pela área que consomem</strong>. Cientistas também estudam os processos atmosféricos gerados por eles, uma vez que essas alterações podem provocar novos focos de incêndio, mudar a direção do fogo e aumentar os riscos para as equipas de emergência que atuam em solo.</p><h2>Tempestades de fogo: o que acontece durante e após o incêndio florestal</h2><p>Os efeitos de um grande incêndio florestal não se limitam à área diretamente atingida pelas chamas. O<strong> fumo pode percorrer dezenas de quilómetros, degradando a qualidade do ar a grande distância</strong> do foco do incêndio. Nos últimos dias, isto foi observado em locais bastante afastados dos principais incêndios, incluindo partes de Alicante.</p><p><strong>Grandes plumas de fumo também alteram a quantidade de radiação solar</strong> que chega à superfície. Elas reduzem a luz solar direta e aumentam a luz difusa, à medida que as partículas espalham a radiação pela atmosfera, conferindo frequentemente ao céu uma aparência avermelhada. O fumo pode limitar o aquecimento diurno e, à noite, ajudar a reter o calor por mais tempo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tormentas-de-fuego-por-que-los-megaincendios-crean-su-propio-tiempo-y-multiplican-el-riesgo-con-vientos-y-rayos-1785232294420.jpeg" data-image="87h59omqh2f3" alt="Helicóptero combatendo um incêndio florestal" title="Helicóptero combatendo um incêndio florestal"><figcaption>Segundo o Copernicus, mais de 87.000 hectares foram afetados por grandes incêndios florestais em Espanha. Tempestades de fogo ajudam a explicar porque é que alguns incêndios são capazes de gerar o seu próprio clima.</figcaption></figure><p><strong>Uma vez extinto um incêndio florestal, estes efeitos atmosféricos desaparecem gradualmente</strong>. Samuel Biener observa que não há evidências de que os padrões climáticos mudem permanentemente após um grande incêndio, embora possam ocorrer alterações localizadas relacionadas com a perda de cobertura florestal.</p><p>As consequências mais significativas surgem depois de as chamas serem apagadas. Sem a proteção da vegetação, o solo torna-se muito mais vulnerável à erosão. Chuvas que anteriormente tinham pouco impacto podem arrastar cinzas e detritos para rios, reservatórios e aquíferos; ao mesmo tempo, a perda de cobertura florestal eleva as temperaturas do solo e pode levar a pequenas alterações na formação de neblina local, à medida que a humidade antes retida pela vegetação desaparece.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nuvens-de-fogo-rajadas-de-calor-e-raios-o-perigoso-fenomeno-meteorologico-gerado-por-mega-incendios.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[“Língua” de poeiras do Saara aproxima-se a toda a velocidade de Portugal: poderá trazer chuva de lama, explica Ana Palma]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/lingua-de-poeiras-do-saara-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-de-portugal-podera-trazer-chuva-de-lama-explica-ana-palma.html</link><pubDate>Wed, 05 Aug 2026 18:13:18 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal continental ficará sob a influência de uma extensa pluma de poeiras do Saara, que poderá tornar o céu mais opaco, reduzir a visibilidade e deteriorar a qualidade do ar, sobretudo entre sexta-feira e sábado.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xav4qr6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xav4qr6.jpg" id="xav4qr6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma faixa de poeiras provenientes do Saara deverá alcançar Portugal continental na manhã da próxima sexta-feira, 7 de agosto. <strong>A intrusão atingirá o pico entre a madrugada e o meio-dia de sábado</strong>, embora as concentrações permaneçam elevadas no Algarve durante a tarde, tornando o céu mais turvo e reduzindo a transparência atmosférica.</p><h2>Circulação de sudoeste conduz as poeiras do Norte de África até Portugal</h2><p>O episódio resulta de uma circulação persistente de sul e sudoeste, estabelecida entre o Norte de África, o Atlântico oriental e a Península Ibérica. <strong>A configuração dos centros de pressão e o escoamento em altitude, onde o vento ultrapassará os 70 km/h, favorecem o transporte das partículas das regiões desérticas para noroeste e depois nordeste</strong>. A corrente contorna a costa marroquina e conduz a pluma em direção ao território português. A expressão “língua de poeiras” deve-se à forma estreita, alongada e curva que a nuvem apresenta ao aproximar-se da costa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lingua-de-poeiras-do-saara-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-de-portugal-podera-trazer-chuva-de-lama-explica-ana-palma-1785948695644.png" data-image="3z0rv9cyndo1"><figcaption>A pluma de poeiras do Saara deverá alcançar o litoral ocidental durante a manhã de sexta-feira, avançando gradualmente para o interior. Ao meio-dia, a presença de partículas já será mais evidente na região de Lisboa.</figcaption></figure><p>A chegada de poeiras começará a notar-se na manhã de sexta-feira, inicialmente junto ao litoral ocidental. Durante a tarde, a pluma tornar-se-á mais densa e avançará para o interior, afetando o Norte, o Centro e a região de Lisboa. Ao início da noite, os valores de profundidade ótica dos aerossóis aproximar-se-ão de 0,25, <strong>podendo atingir 0,29 na região de Viseu</strong>. No interior alentejano e no Algarve, a presença de poeiras será menos expressiva.</p><h2>Pico previsto para sábado poderá coincidir com aguaceiros e originar chuva de lama</h2><p>Entre o final de sexta-feira e a madrugada de sábado, a pluma alargar-se-á a todo o território continental. <strong>Os valores mais elevados, entre 0,28 e 0,29, deverão registar-se nas regiões de Coimbra, Santarém, Castelo Branco e Guarda</strong>. Lisboa e parte do Norte permanecerão sob uma carga significativa. Durante a tarde, as concentrações diminuirão no Norte e no Centro, enquanto no Algarve continuarão elevadas, próximas de 0,27 ao final do dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lingua-de-poeiras-do-saara-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-de-portugal-podera-trazer-chuva-de-lama-explica-ana-palma-1785949066615.png" data-image="9rc35mzxsg9s"><figcaption>Na madrugada de sábado, as poeiras deverão abranger praticamente todo o território continental, com valores mais elevados no Centro e no interior, onde a profundidade ótica dos aerossóis poderá aproximar-se de 0,29.</figcaption></figure><p>Os efeitos mais visíveis serão o tom esbranquiçado ou amarelado do céu, a menor nitidez da paisagem e a deposição de poeira em automóveis, janelas e outras superfícies. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lingua-de-poeiras-do-saara-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-de-portugal-podera-trazer-chuva-de-lama-explica-ana-palma-1785949141462.png" data-image="g2opk460ftgk"><figcaption>A probabilidade de aguaceiros será mais elevada em Vila Real, podendo atingir 40%, e rondará 20% em Braga, Viseu e Coimbra. A coincidência da precipitação com poeiras ainda presentes poderá originar chuva de lama de forma localizada.</figcaption></figure><p><strong>No sábado, estão previstos aguaceiros fracos e dispersos no Norte e no Centro</strong>. Ao atravessarem uma atmosfera com poeiras, as gotas poderão captar as partículas e transportá-las até à superfície, <strong>originando chuva de lama</strong>. O fenómeno deverá ser localizado, devido à fraca intensidade e à distribuição irregular dos aguaceiros.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782151" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-ate-39-c-poeiras-do-saara-e-possivel-chuva-de-lama-estas-sao-as-datas-a-reter-em-portugal.html" title="Calor até 39 ºC, poeiras do Saara e possível chuva de lama: estas são as datas a reter em Portugal">Calor até 39 ºC, poeiras do Saara e possível chuva de lama: estas são as datas a reter em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-ate-39-c-poeiras-do-saara-e-possivel-chuva-de-lama-estas-sao-as-datas-a-reter-em-portugal.html" title="Calor até 39 ºC, poeiras do Saara e possível chuva de lama: estas são as datas a reter em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-ate-39-c-poeiras-do-saara-e-possivel-chuva-de-lama-estas-sao-as-datas-a-reter-em-portugal-1785933550745_320.jpg" alt="Calor até 39 ºC, poeiras do Saara e possível chuva de lama: estas são as datas a reter em Portugal"></a></article></aside><strong>A intrusão perderá expressão no final de sábado</strong>, quando a pluma avançar para leste e se concentrar sobre Espanha. Simultaneamente, a entrada de ar atlântico favorecerá a renovação da massa de ar sobre Portugal.]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/lingua-de-poeiras-do-saara-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-de-portugal-podera-trazer-chuva-de-lama-explica-ana-palma.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Durante décadas ninguém percebeu que o coelho ibérico era uma espécie diferente e isso muda tudo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/durante-decadas-ninguem-percebeu-que-o-coelho-iberico-era-uma-especie-diferente-e-isso-muda-tudo.html</link><pubDate>Wed, 05 Aug 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Investigação internacional revela que Portugal alberga uma espécie distinta, cuja proteção poderá ser decisiva para preservar o equilíbrio dos ecossistemas mediterrânicos.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/durante-decadas-ninguem-percebeu-que-o-coelho-iberico-era-uma-especie-diferente-e-isso-muda-tudo-1785935264600.jpg" data-image="gezfhs1rett7" alt="Coelho Ibérico" title="Coelho Ibérico"><figcaption>O coelho ibérico foi, durante décadas, confundido com o coelho-comum. A ciência finalmente devolveu-lhe a sua identidade biológica. Foto: Universidade do Porto</figcaption></figure><p>O coelho ibérico sempre esteve à vista de todos, mas, durante décadas, foi tratado como uma variante do coelho europeu. O equívoco acabou por esconder o <strong>declínio de uma espécie única</strong> e atrasou uma resposta adaptada à realidade que, finalmente, a ciência acaba de revelar.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Um estudo internacional, publicado na revista <em>Biological Conservation</em>, concluiu que a Península Ibérica alberga duas espécies distintas de coelho e não apenas uma, como era aceite até agora. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A investigação contou com a participação de cientistas da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (BIOPOLIS-CIBIO), que defendem o <strong>reconhecimento formal do coelho ibérico </strong>(<em>Oryctolagus algirus</em>) como uma espécie distinta do coelho europeu (<em>Oryctolagus cuniculus</em>).</p><p>A conclusão vai muito além de uma mera revisão taxonómica. Ao identificar duas espécies com histórias evolutivas e estados de conservação distintos, o trabalho abre caminho para <strong>estratégias de proteção</strong> de um animal essencial no equilíbrio dos ecossistemas mediterrânicos.</p><h2>Um nome que escondia duas histórias</h2><p>Durante muito tempo, a gestão das populações de coelhos na Península Ibérica partiu do pressuposto de que existia apenas uma espécie, distribuída por diferentes regiões.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os investigadores demonstram agora que essa leitura não corresponde à realidade. As duas linhagens separaram-se há cerca de dois milhões de anos e permaneceram isoladas ao longo da sua evolução.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>No decurso desse processo de adaptação, acumularam <strong>diferenças genéticas</strong>, <strong>biológicas</strong>, <strong>ecológicas</strong> e <strong>reprodutivas</strong> suficientemente consistentes para justificar o reconhecimento de duas espécies distintas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="701953" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/investigadores-portugueses-demonstram-o-grande-potencial-da-bolota-para-as-economias-mediterranicas.html" title="Investigadores portugueses demonstram o grande potencial da bolota para as economias mediterrânicas">Investigadores portugueses demonstram o grande potencial da bolota para as economias mediterrânicas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/investigadores-portugueses-demonstram-o-grande-potencial-da-bolota-para-as-economias-mediterranicas.html" title="Investigadores portugueses demonstram o grande potencial da bolota para as economias mediterrânicas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-portugueses-demonstram-o-grande-potencial-da-bolota-para-as-economias-mediterranicas-1742304684860_320.jpg" alt="Investigadores portugueses demonstram o grande potencial da bolota para as economias mediterrânicas"></a></article></aside><p>A equipa chegou a esta conclusão após reunir evidências recolhidas ao longo de várias décadas. A análise integrou informação detalhada proveniente de populações distribuídas por toda a Península Ibérica, permitindo construir um <strong>retrato mais completo</strong> da evolução destes animais.</p><h2>Quando uma classificação influencia a conservação</h2><p>As consequências desta descoberta são vastas e ultrapassam a esfera da taxonomia. Enquanto o <strong>coelho europeu</strong> ocupa sobretudo o <strong>norte e o leste da Península Ibérica</strong> e apresenta populações estáveis ou em expansão, o <strong>coelho ibérico</strong> encontra-se limitado a <strong>Portugal</strong> e ao <strong>sudoeste de Espanha</strong>, onde o número de indivíduos tem diminuído acentuadamente. Ao serem avaliadas como uma única espécie, estas diferenças ficaram diluídas numa visão global mais favorável. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Se fosse analisado de forma independente, o coelho ibérico reuniria critérios para ser classificado como "Em Perigo", ao passo que o coelho europeu seria considerado uma espécie de "Pouco Preocupante".<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Durante décadas, o coelho ibérico viveu, assim, com uma identidade emprestada. E essa designação comum <strong>ocultou a situação particularmente delicada</strong> de uma espécie cuja distribuição é muito mais limitada e vulnerável.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/durante-decadas-ninguem-percebeu-que-o-coelho-iberico-era-uma-especie-diferente-e-isso-muda-tudo-1785935415963.jpg" data-image="lvjjwqfiijo4" alt="Coelho europeu" title="Coelho europeu"><figcaption>O coelho comum, ou europeu, tem um estatuto de conservação considerado pouco preocupante. Foto: Paulo Costa, trabalho do próprio, CC BY-SA 3.0, Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>Os investigadores identificaram discrepâncias coerentes entre as duas espécies. O coelho ibérico é, em geral, mais <strong>pequeno</strong> e mais <strong>escuro</strong>, apresenta um comportamento menos social, vive em densidades populacionais inferiores, <strong>atinge mais cedo a maturidade sexual</strong> e produz ninhadas menos numerosas. Estas características refletem uma trajetória evolutiva própria e reforçam a necessidade de avaliá-la de forma independente.</p><h2>Uma peça vital dos ecossistemas mediterrânicos</h2><p>A revisão científica justifica-se, sobretudo, pela sua importância para a sustentabilidade dos habitats selvagens. O coelho ibérico ocupa uma <strong>posição central na cadeia alimentar</strong> dos ecossistemas mediterrânicos, constituindo uma das principais presas de espécies emblemáticas, como o lince-ibérico e a águia-imperial-ibérica. O seu declínio pode, por isso, desencadear efeitos que se estendem a todo o equilíbrio ecológico da região.</p><div class="texto-destacado"><strong>"Já não é possível gerir as populações de coelhos na Península Ibérica como se constituíssem uma única entidade biológica. Reconhecer estas duas espécies é fundamental para desenvolver medidas de conservação adequadas e evitar que uma linhagem evolutiva única continue o seu declínio."</strong> <br>Nuno Ferrand, professor catedrático da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e diretor do BIOPOLIS-CIBIO.</div><p>A equipa defende ainda uma <strong>r</strong><strong>eavaliação</strong><strong> das políticas de gestão da fauna na Península Ibérica</strong>, incluindo o ajustamento dos períodos e das quotas de caça, a redefinição dos programas de translocação entre regiões e o desenvolvimento de métodos que permitam distinguir as duas espécies no terreno e delimitar com maior precisão a sua distribuição.</p><h2>Quatro décadas para chegar a uma resposta</h2><p>A conclusão agora publicada resulta de cerca de <strong>40 anos de investigação</strong>. Ao longo desse período, sucessivas evidências revelaram que a diversidade do coelho selvagem na Península Ibérica era maior do que se imaginava. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Só a combinação de dados genómicos, morfológicos, reprodutivos e ecológicos permitiu reunir a robustez científica necessária para propor o reconhecimento formal do coelho ibérico como uma espécie distinta.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Para Nuno Ferrand, ver este conhecimento traduzir-se em <strong>consequências concretas para a conservação</strong> representa um marco particularmente significativo. Além de acrescentar uma nova espécie à classificação científica, o estudo altera a forma como este animal passa a ser compreendido e protegido.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="722399" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/por-que-a-biodiversidade-e-tao-importante-para-evitar-a-extincao-humana.html" title="Porque é que a biodiversidade é tão importante para evitar a extinção humana?">Porque é que a biodiversidade é tão importante para evitar a extinção humana?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/por-que-a-biodiversidade-e-tao-importante-para-evitar-a-extincao-humana.html" title="Porque é que a biodiversidade é tão importante para evitar a extinção humana?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/perche-l-importanza-della-biodiversita-e-fondamentale-per-evitare-l-estinzione-dell-uomo-1738427441497_320.jpg" alt="Porque é que a biodiversidade é tão importante para evitar a extinção humana?"></a></article></aside><p>A ciência validou agora formalmente a <strong>identidade biológica</strong> do coelho ibérico. O novo enquadramento poderá ser o <strong>primeiro passo para assegurar o futuro</strong> de uma espécie que sempre fez parte da nossa paisagem, mas cuja singularidade só agora foi plenamente reconhecida.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Universidade%20do%20Porto" data-year="" data-title="Docentes%20da%20FCUP%20publicam%20estudo%20que%20poder%C3%A1%20ajudar%20a%20proteger%20o%20coelho%20ib%C3%A9rico" data-url="https%3A%2F%2Fnoticias.up.pt%2Ffcup%2Fdocentes-da-fcup-publicam-estudo-que-podera-ajudar-a-proteger-o-coelho-iberico%2F">Universidade do Porto. <a href="https://noticias.up.pt/fcup/docentes-da-fcup-publicam-estudo-que-podera-ajudar-a-proteger-o-coelho-iberico/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Docentes da FCUP publicam estudo que poderá ajudar a proteger o coelho ibérico</a>.</cite><br><cite data-author="Rafael%20Villafuerte%2C%20Paulo%20C.%20Alves%2C%20Miguel%20Carneiro%2C%20Francisca%20Castro%2C%20Pedro%20J.%20Esteves%2C%20Julia%20E.%20Fa%2C%20Nuno%20Ferrand%2C%20Vicente%20Piorno%2C%20Jo%C3%A3o%20Queiros%2C%20Carlos%20Rouco%2C%20Patricia%20H.%20Vaquerizas%2C%20Miguel%20Delibes-Mateos" data-year="" data-title="When%20taxonomy%20lags%20behind%20evolution%3A%20Conservation%20implications%20of%20cryptic%20diversity%20in%20the%20Iberian%20rabbit.%20Biological%20Conservation" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedirect.com%2Fscience%2Farticle%2Fpii%2FS0006320726003137">Rafael Villafuerte, Paulo C. Alves, Miguel Carneiro, Francisca Castro, Pedro J. Esteves, Julia E. Fa, Nuno Ferrand, Vicente Piorno, João Queiros, Carlos Rouco, Patricia H. Vaquerizas, Miguel Delibes-Mateos. <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0006320726003137" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">When taxonomy lags behind evolution: Conservation implications of cryptic diversity in the Iberian rabbit. Biological Conservation</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/durante-decadas-ninguem-percebeu-que-o-coelho-iberico-era-uma-especie-diferente-e-isso-muda-tudo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item></channel></rss>