<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Thu, 13 Aug 2026 16:00:30 +0000</lastBuildDate><pubDate>Thu, 13 Aug 2026 16:00:30 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Derretimento do gelo impulsiona um processo natural até agora desconhecido que dá origem à formação de nuvens no Ártico]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/derretimento-do-gelo-impulsiona-um-processo-natural-ate-agora-desconhecido-que-da-origem-a-formacao-de-nuvens-no-artico.html</link><pubDate>Thu, 13 Aug 2026 15:43:42 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um processo até agora desconhecido que estimula a formação de nuvens sobre o Ártico é impulsionado pelo derretimento do gelo marinho, mas que efeito poderá ter nas futuras alterações climáticas?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/melting-sea-ice-drives-previously-unknown-natural-process-that-seeds-cloud-formation-in-the-arctic-1786459079152.jpeg" data-image="mder7z80p5e0" alt="Melting sea ice drives previously unknown natural process that seeds cloud formation in the Arctic" title="Melting sea ice drives previously unknown natural process that seeds cloud formation in the Arctic"><figcaption>Os investigadores descobriram um novo processo que poderá ter impacto no clima, ao alterar a cobertura de nuvens, a reflexão da luz solar e as futuras alterações climáticas. Imagem: Adobe.</figcaption></figure><p>À medida que as alterações climáticas derretem o gelo do Ártico, as suas margens expostas estão a revelar um processo natural até então desconhecido que <strong>está a aumentar o número de partículas formadoras de nuvens na região</strong>.</p><p>Estas partículas poderão ter um <strong>impacto significativo no clima</strong>, alterando a cobertura de nuvens, a reflexão da luz solar e as futuras alterações climáticas.</p><h2>O derretimento do gelo do Ártico liberta partículas que servem de "sementes" para a formação de nuvens</h2><p>Liderado pela Universidade de Birmingham, o estudo apresenta a primeira evidência no mundo real de que, na zona de transição entre o gelo marinho do Ártico e o oceano aberto, a vida marinha e a luz solar se combinam para libertar <strong>uma mistura química que "semeia" o céu com partículas formadoras de nuvens</strong>.</p><p>Uma mistura de iodo, enxofre e compostos orgânicos de origem natural é libertada, dando origem a novas partículas atmosféricas. Perto da borda do gelo, o número de partículas capazes de formar gotículas de nuvem <strong>aumentou cinquenta vezes num dia</strong>.</p><div class="texto-destacado">"As nossas descobertas constituem a primeira validação no mundo real de um mecanismo de química atmosférica recentemente identificado, que envolve oxoácidos de iodo e ácido sulfúrico", afirmou o Dr. James Brean, professor assistente de Química Atmosférica em Birmingham. "Até agora, este processo só tinha sido demonstrado em experiências laboratoriais na câmara CLOUD do CERN".</div><p>E à medida que as temperaturas mais quentes continuam a derreter o gelo, uma parte cada vez maior da orla do gelo fica exposta e são libertadas mais partículas, <strong>o que pode alterar a cobertura de nuvens e afetar o equilíbrio radiativo da Terra</strong>.</p><h2>Descoberto novo composto atmosférico</h2><p>Foram também descobertas <strong>moléculas orgânicas oxigenadas contendo iodo (I-OOMs)</strong>. Esta nova classe de compostos atmosféricos parece desempenhar um papel importante ao ajudar as partículas recém-formadas a crescerem o suficiente para influenciar as nuvens.</p><p>Brean acrescentou: "Estes compostos recém-identificados ajudam as partículas pequenas a transformarem-se em partículas maiores, capazes de servir de sementes para as nuvens — acreditamos que esta seja<strong> a primeira vez que tais moléculas são observadas, o que sugere novas e importantes vias para a química do iodo.</strong><strong>"</strong></p><p>Estas novas partículas formavam-se normalmente em maior quantidade em dias de sol, quando os compostos emitidos para a atmosfera sofrem transformações químicas sob a luz solar, <strong>o que sugere que o processo é comum nesta parte do Ártico</strong>. Incluem uma combinação de compostos de iodo libertados pelo oceano, pelo gelo marinho e pelas zonas costeiras; dimetilsulfureto proveniente de plantas marinhas e algas; e compostos orgânicos libertados naturalmente pelo oceano ou pela terra.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/melting-sea-ice-drives-previously-unknown-natural-process-that-seeds-cloud-formation-in-the-arctic-1786459437569.jpeg" data-image="upv21r2ndo37" alt="Melting sea ice drives previously unknown natural process that seeds cloud formation in the Arctic" title="Melting sea ice drives previously unknown natural process that seeds cloud formation in the Arctic"><figcaption>As nuvens desempenham um papel fundamental na determinação da quantidade de calor que é retida ou refletida: nuvens mais numerosas ou mais espessas podem acelerar o derretimento do gelo, ao mesmo tempo que arrefecem o oceano aberto. Imagem: Adobe.</figcaption></figure><p>Zongbo Shi, professor de Biogeoquímica Atmosférica em Birmingham, afirmou que a descoberta é importante "porque estas novas partículas podem influenciar as nuvens, que desempenham um papel fundamental na determinação da quantidade de calor retida ou refletida. A presença de <strong>mais nuvens ou de nuvens mais densas na estação de aquecimento poderá potencialmente acelerar o derretimento do gelo</strong>, ao mesmo tempo que arrefece o oceano aberto."</p><p>Acrescentou ainda: "O Ártico aqueceu mais de três vezes mais depressa do que a média global nos últimos 40 anos, tornando-se uma das regiões mais sensíveis da Terra às alterações climáticas.<strong> Compreender como as emissões naturais influenciam as nuvens é fundamental para prever as alterações climáticas nesta região</strong>. A nossa descoberta ajudará os modelos climáticos a compreender melhor como as alterações climáticas estão a afetar o Ártico e como a própria região influencia o clima global."</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775445" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/frequencia-de-ondas-de-calor-marinhas-no-artico-duplica-o-ritmo-global-desde-a-decada-de.html" title="Frequência de ondas de calor marinhas no Ártico duplica o ritmo global desde a década de 1980">Frequência de ondas de calor marinhas no Ártico duplica o ritmo global desde a década de 1980</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/frequencia-de-ondas-de-calor-marinhas-no-artico-duplica-o-ritmo-global-desde-a-decada-de.html" title="Frequência de ondas de calor marinhas no Ártico duplica o ritmo global desde a década de 1980"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frequencia-de-ondas-de-calor-marinhas-no-artico-duplica-o-ritmo-global-desde-a-decada-de-1782826286901_320.png" alt="Frequência de ondas de calor marinhas no Ártico duplica o ritmo global desde a década de 1980"></a></article></aside><p>Os efeitos mais marcantes foram observados na zona marginal de gelo, <strong>uma faixa estreita onde o oceano aberto se encontra com o gelo marinho em derretimento </strong>e onde as algas marinhas são mais produtivas. À medida que o gelo marinho do Ártico recua, esta faixa está a tornar-se mais larga.</p><p>E como este processo não está contemplado nos modelos climáticos atuais, <strong>a sua influência na região ainda não é tida em conta nas projeções</strong>, pelo que a equipa está agora a trabalhar para incluir este aspeto.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Mao%2C%20D.%2C%20et%20al" data-year="2026" data-title="Arctic%20cloud%20condensation%20nuclei%20enhanced%20by%20iodine%2C%20sulfur%20and%20organic%20precursors" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41561-026-02062-6">Mao, D., et al. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41561-026-02062-6" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Arctic cloud condensation nuclei enhanced by iodine, sulfur and organic precursors</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/derretimento-do-gelo-impulsiona-um-processo-natural-ate-agora-desconhecido-que-da-origem-a-formacao-de-nuvens-no-artico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal com chuva no horizonte: o primeiro golpe na seca chegará entre 17 e 31 de agosto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-com-chuva-no-horizonte-o-primeiro-golpe-na-seca-chegara-entre-17-e-31-de-agosto.html</link><pubDate>Thu, 13 Aug 2026 15:29:29 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A previsão a longo prazo indica a possibilidade de chuva acima da média nas últimas semanas do mês de agosto, de acordo com o modelo ECMWF. Confira aqui a previsão!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-com-chuva-no-horizonte-o-primeiro-golpe-na-seca-chegara-entre-17-e-31-de-agosto-1786623753875.jpg" data-image="ief5wa11ofkl" alt="chuva em agosto" title="chuva em agosto"><figcaption>A última quinzena de agosto poderá contar com chuva acima da média. Primeiro no Sul, depois no restante país.</figcaption></figure><p><strong>Agosto tem sido um mês seco e soalheiro e com temperaturas típicas de verão, com algumas exceções</strong>, onde alguns distritos contaram e contam com aviso amarelo de tempo quente, tal como o arquipélago da Madeira, e outros contam com temperaturas um pouco abaixo da média, especialmente no litoral Norte e Centro.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Além das exceções nas temperaturas, houve ainda a <strong>ocorrência de aguaceiros fracos e dispersos também no Norte e Centro do país</strong>, sendo esperado que o mesmo volte a acontecer já a partir de amanhã, nas mesmas regiões, mantendo o resto do território sob condições mais estáveis.</p><h2>Segunda quinzena de agosto com mais chuva que o normal</h2><p>A mais recente atualização do modelo europeu, ECMWF, aposta numa <strong>anomalia positiva de precipitação para as duas últimas semanas deste mês</strong> de agosto. O que é que isto significa?</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-com-chuva-no-horizonte-o-primeiro-golpe-na-seca-chegara-entre-17-e-31-de-agosto-1786624038596.jpg" data-image="jg33su0zoo04" alt="anomalia de precipitação" title="anomalia de precipitação"><figcaption>A última semana de agosto poderá contar com ocorrência de chuva acima da média em boa parte do território português.</figcaption></figure><p>Como já explicamos em previsões anteriores, uma anomalia de precipitação não significa que, por si só, vai chover mais ou menos. <strong>As anomalias são desvios da média de um determinado fator</strong>. Neste caso, analisamos a precipitação, face à sua média e respetivos desvios.</p><p>Ao que tudo indica, a<strong> semana entre 17 a 24 de agosto</strong> contará com valores de precipitação normais (dentro da média) nas regiões Norte e Centro e no Grupo Oriental dos Açores. No entanto, na região Sul do continente, assim como no arquipélago da Madeira, os valores indicam a <strong>possibilidade de precipitação acima da média</strong>, com uma probabilidade de até 10%. Já nos restantes grupos dos Açores (Ocidental e Central), esta anomalia será negativa, indicando valores abaixo da média, também com uma probabilidade de até 10%.</p><h2>Mais chuva na última semana do mês?</h2><p>Segundo os dados atuais para a semana compreendida entre os dias 24 e 31 de agosto, demonstrados no mapa acima, <strong>uma boa parte do continente português, assim como o arquipélago da Madeira, contarão com uma anomalia de precipitação positiva</strong>, com possibilidade de chuva acima da média de até 10%. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783495" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-persiste-ate-sabado-em-4-distritos-de-portugal-mas-trovoadas-podem-comecar-a-estalar-em-breve-no-nosso-pais.html" title="Calor persiste até sábado em 4 distritos de Portugal, mas trovoadas podem começar a “estalar” em breve no nosso país">Calor persiste até sábado em 4 distritos de Portugal, mas trovoadas podem começar a “estalar” em breve no nosso país</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-persiste-ate-sabado-em-4-distritos-de-portugal-mas-trovoadas-podem-comecar-a-estalar-em-breve-no-nosso-pais.html" title="Calor persiste até sábado em 4 distritos de Portugal, mas trovoadas podem começar a “estalar” em breve no nosso país"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-persiste-ate-sabado-em-4-distritos-de-portugal-mas-trovoadas-podem-comecar-a-estalar-em-breve-no-nosso-pais-1786622991295_320.png" alt="Calor persiste até sábado em 4 distritos de Portugal, mas trovoadas podem começar a “estalar” em breve no nosso país"></a></article></aside><p> Apenas uma <strong>pequena porção do território continental no Alentejo poderá contar com valores dentro da média, assim como o Grupo Oriental dos Açores</strong>. Ainda neste arquipélago, os restantes grupos podem contar com valores abaixo da média, com possibilidade de chuva até menos 10%.</p><p>Estas<strong> anomalias deverão ser menos evidentes nas semanas seguintes</strong>, no entanto, e tendo em conta a distância temporal, aconselhamos que se mantenho atento às próximas atualizações em tempo.pt.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-com-chuva-no-horizonte-o-primeiro-golpe-na-seca-chegara-entre-17-e-31-de-agosto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tendências a 10 dias em Portugal: calor perto dos 40 ºC, trovoadas fortes e chuva poderão marcar os próximos dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-a-10-dias-em-portugal-calor-perto-dos-40-c-trovoadas-fortes-e-chuva-poderao-marcar-os-proximos-dias.html</link><pubDate>Thu, 13 Aug 2026 14:15:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os próximos 10 dias prometem fortes contrastes em Portugal. O calor poderá levar os termómetros aos 40 ºC, mas haverá também trovoadas e, mais tarde, uma descida das temperaturas acompanhada por possíveis períodos de chuva.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-calor-perto-dos-40-c-trovoadas-fortes-e-chuva-poderao-marcar-os-proximos-dias-1786618716612.jpg" data-image="pdoq4chhavzk" alt="1o dias de contrastes meteorológicos" title="1o dias de contrastes meteorológicos"> <figcaption>Portugal prepara-se para 10 dias de fortes contrastes meteorológicos. O calor poderá levar os termómetros aos 40 ºC, mas as trovoadas também vão marcar presença. Na reta final, a tendência aponta para um arrefecimento generalizado e para o regresso da chuva a algumas regiões.</figcaption></figure><p><strong>Os próximos 10 dias prometem várias mudanças no estado do tempo em Portugal continental. </strong>O calor intenso continuará a dominar em alguns períodos, mas a instabilidade também ganhará protagonismo, com trovoadas já no fim de semana, sinais de chuva e descida das temperaturas na reta final do periodo de previsão.</p><h2>Quinta e sexta-feira haverá calor intenso, sobretudo no interior</h2><p>Nesta <strong>quinta-feira, dia 13, e sexta-feira, dia 14</strong>, as temperaturas mantêm-se elevadas em grande parte do país. As anomalias positivas serão particularmente expressivas no interior Norte, sobretudo nos distritos de <strong>Bragança e Vila Real</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-calor-perto-dos-40-c-trovoadas-fortes-e-chuva-poderao-marcar-os-proximos-dias-1786617547810.png" data-image="5io7ysh8v59g" alt="Anomalia da Temperatura" title="Anomalia da Temperatura"><figcaption>O calor destaca-se esta quinta-feira, com anomalias positivas muito expressivas no interior Norte. Em algumas zonas de Bragança e Vila Real, as temperaturas poderão ficar vários graus acima do normal para esta altura do ano.</figcaption></figure><p>Hoje (13), as máximas poderão atingir <strong>39 ºC em Beja e Castelo Branco</strong> e cerca de <strong>38 ºC no Vale do Tejo</strong>. Em contrapartida, distritos como Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria e Santarém apresentarão, durante as horas de maior calor, valores mais próximos do habitual para agosto.</p><h2>Uma depressão traz trovoadas no fim de semana</h2><p>A partir de sexta-feira, uma <strong>depressão com ar mais frio em altitude</strong> deverá desenvolver-se sobre a Península Ibérica. A interação com o ar muito quente presente nas camadas inferiores da atmosfera criará condições favoráveis ao desenvolvimento de <strong>aguaceiros e trovoadas, localmente fortes</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-calor-perto-dos-40-c-trovoadas-fortes-e-chuva-poderao-marcar-os-proximos-dias-1786617715080.png" data-image="d7zvl4i45lh5" alt="Densidade de raios (#/km^2)" title="Densidade de raios (#/km^2)"><figcaption>A instabilidade aumenta no sábado, com condições favoráveis à formação de trovoadas no Norte e Centro. O Nordeste Transmontano poderá concentrar os núcleos mais ativos, com densidades superiores a 20 raios/km² em alguns pontos.</figcaption></figure><p>A atividade deverá concentrar-se sobretudo nas tardes de sexta-feira, sábado e domingo. O <strong>Nordeste Transmontano</strong> surge como uma das regiões mais expostas. A previsão da Meteored prevê núcleos com densidade superior a <strong>20 raios/km² por hora</strong>. No domingo, a instabilidade deverá tornar-se mais dispersa, podendo alcançar também algumas áreas do Sul.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Durante o fim-de-semana (15 e 16), as temperaturas descem no interior, afastando-se temporariamente dos 39–40 ºC, enquanto o litoral poderá aquecer ligeiramente.</p><h2>Segunda-feira volta a aproximar os termómetros dos 40 ºC</h2><p>A pausa no calor intenso poderá ser curta. Na <strong>segunda-feira, dia 17</strong>, as temperaturas voltam a subir, com vários locais a aproximarem-se dos <strong>39–40 ºC</strong>, especialmente no distrito de Santarém e no Vale do Tejo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-calor-perto-dos-40-c-trovoadas-fortes-e-chuva-poderao-marcar-os-proximos-dias-1786617861821.png" data-image="5suo2k2gctqz" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O calor deverá intensificar-se novamente na segunda-feira. O Vale do Tejo surge entre as regiões mais quentes, com alguns locais a poderem aproximar-se dos 39 a 40 ºC durante a tarde.</figcaption></figure><p>Este novo período muito quente poderá prolongar-se até <strong>quarta-feira, dia 19</strong>, embora a incerteza aumente progressivamente com o horizonte temporal.</p><h2>De 20 a 23 de agosto: arrefecimento e possível regresso da chuva</h2><p>A partir de <strong>quinta-feira, dia 20</strong>, as atuais tendências apontam para uma mudança. As temperaturas deverão descer de forma generalizada, aproximando-se progressivamente dos <strong>valores normais para esta fase de agosto</strong>, sem indicação, por agora, de frio anómalo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-calor-perto-dos-40-c-trovoadas-fortes-e-chuva-poderao-marcar-os-proximos-dias-1786617945609.jpg" data-image="i6zfclmb3x3a" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>A partir de quinta-feira poderá começar uma mudança no padrão atmosférico, com descida generalizada das temperaturas e possibilidade de precipitação em algumas regiões do interior. A tendência de maior instabilidade poderá prolongar-se nos dias seguintes.</figcaption></figure><p>Esta transição poderá também ser acompanhada por maior instabilidade. O ECMWF sinaliza <strong>possibilidade de precipitação no interior já no dia 20</strong>, mantendo algum sinal de chuva nos dias <strong>22 e 23</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783356" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alivio-termico-na-semana-de-17-a-23-de-agosto-podera-haver-dias-com-temperaturas-ideais-para-a-epoca-do-ano.html" title="Alívio térmico: na semana de 17 a 23 de agosto poderá haver dias com temperaturas 'ideais' para a época do ano">Alívio térmico: na semana de 17 a 23 de agosto poderá haver dias com temperaturas "ideais" para a época do ano</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alivio-termico-na-semana-de-17-a-23-de-agosto-podera-haver-dias-com-temperaturas-ideais-para-a-epoca-do-ano.html" title="Alívio térmico: na semana de 17 a 23 de agosto poderá haver dias com temperaturas 'ideais' para a época do ano"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alivio-termico-na-semana-de-17-a-23-de-agosto-havera-dias-com-temperaturas-baixas-para-a-epoca-do-ano-1786538550486_320.jpg" alt="Alívio térmico: na semana de 17 a 23 de agosto poderá haver dias com temperaturas 'ideais' para a época do ano"></a></article></aside><p>A esta distância, porém, não é possível definir com rigor a localização ou intensidade da precipitação. Ainda assim, a tendência desenha uma sequência dinâmica até dia 23: <strong>calor intenso, trovoadas, novo pico térmico e, finalmente, possível arrefecimento acompanhado por chuva.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-a-10-dias-em-portugal-calor-perto-dos-40-c-trovoadas-fortes-e-chuva-poderao-marcar-os-proximos-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Trovoadas entre sexta 14 e domingo 16: as zonas mais expostas à passagem de uma perturbação]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/trovoadas-entre-sexta-14-e-domingo-16-as-zonas-mais-expostas-a-passagem-de-uma-perturbacao.html</link><pubDate>Thu, 13 Aug 2026 13:11:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os dias secos e soalheiros podem ter as horas contadas em Portugal Continental. A formação de uma cavado poderá resultar em episódios localizados de trovoada e chuva. Saiba onde!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaxe9vi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaxe9vi.jpg" id="xaxe9vi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal Continental poderá contar com alguma <strong>instabilidade atmosférica</strong> a partir de amanhã, sexta-feira, devido à <strong>formação de um cavado</strong>, como é percetível no mapa animado acima, que poderá resultar na ocorrência de trovoada e chuva no Norte e Centro do país.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Ainda assim, a chuva é esperada apenas para sábado e essencialmente para o Nordeste Transmontano. Já <strong>a trovoada poderá abranger mais áreas</strong>, como podemos observar no mapa abaixo.</p><h2>Sexta-feira sem previsão de chuva, mas trovoada pode ocorrer</h2><p>Entre as 12h e as 20h de amanhã, sexta-feira, poderá dar-se a <strong>ocorrência de trovoada nas regiões Norte e Centro</strong>, especialmente nas cidades do interior. Esta instabilidade atmosférica dever-se-á à formação de um cavado pouco profundo, como referimos acima, que atravessará parte da nossa geografia entre sexta e sábado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/trovoadas-entre-sexta-14-e-domingo-16-as-zonas-mais-expostas-a-passagem-de-uma-perturbacao-1786618699291.png" data-image="3nx8s6rk9gw5" alt="densidade de raios; trovoada" title="densidade de raios; trovoada"><figcaption>Entre sexta-feira e sábado espera-se a ocorrência de trovoada em vários pontos das regiões Norte e Centro, com maior expressão no Nordeste Transmontano, onde no sábado poderá ocorrer ainda chuva forte.</figcaption></figure><p>No entanto, e apesar desta previsão de trovoada, não há previsão de chuva para este dia, ocorrendo, assim, <strong>trovoada seca em ambas as regiões</strong>, podendo esta contribuir para a elevação do risco de incêndio.</p><h2>No sábado poderá dar-se um agravamento do estado do tempo no Nordeste Transmontano</h2><p>No sábado dar-se-á um aumento da nebulosidade em boa parte do país e alguns aguaceiros fracos e dispersos poderão surgir no Norte e Centro do país, <strong>concentrando-se de forma mais expressiva no Nordeste Transmontano ao longo da tarde</strong>, especialmente entre Argozelo e Rio Frio, onde os episódios deverão ser mais intensos.</p><p>Esta chuva será acompanhada de trovoada forte, na mesma zona. O mapa acima mostra que <strong>o distrito de Bragança poderá ser o mais afetado por esta perturbação</strong>, no entanto, no noroeste, a trovoada também poderá ser evidente, assim como noutras zonas a oeste da Barreira de Condensação.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783495" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-persiste-ate-sabado-em-4-distritos-de-portugal-mas-trovoadas-podem-comecar-a-estalar-em-breve-no-nosso-pais.html" title="Calor persiste até sábado em 4 distritos de Portugal, mas trovoadas podem começar a “estalar” em breve no nosso país">Calor persiste até sábado em 4 distritos de Portugal, mas trovoadas podem começar a “estalar” em breve no nosso país</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-persiste-ate-sabado-em-4-distritos-de-portugal-mas-trovoadas-podem-comecar-a-estalar-em-breve-no-nosso-pais.html" title="Calor persiste até sábado em 4 distritos de Portugal, mas trovoadas podem começar a “estalar” em breve no nosso país"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-persiste-ate-sabado-em-4-distritos-de-portugal-mas-trovoadas-podem-comecar-a-estalar-em-breve-no-nosso-pais-1786622991295_320.png" alt="Calor persiste até sábado em 4 distritos de Portugal, mas trovoadas podem começar a “estalar” em breve no nosso país"></a></article></aside><p>No <strong>domingo, a instabilidade poderá permanecer</strong>, com previsão de ocorrência de chuva fraca e irregular e com possibilidade de trovoada também no Norte e Centro, ainda que a <strong>Guarda possa registar uma maior densidade de raios por km</strong>.</p><p>Este tipo de fenómenos é bastante variável pelo que <strong>as áreas indicadas no mapa poderão variar, assim como a intensidade</strong>. Com isto, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações em tempo.pt.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/trovoadas-entre-sexta-14-e-domingo-16-as-zonas-mais-expostas-a-passagem-de-uma-perturbacao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calor persiste até sábado em 4 distritos de Portugal, mas trovoadas podem começar a “estalar” em breve no nosso país]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-persiste-ate-sabado-em-4-distritos-de-portugal-mas-trovoadas-podem-comecar-a-estalar-em-breve-no-nosso-pais.html</link><pubDate>Thu, 13 Aug 2026 12:13:31 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O tempo em Portugal continental nos próximos dias será geralmente estável, seco e predominantemente soalheiro. Não obstante, haverá um aumento da tendência para trovoadas em algumas zonas, bem como persistência do aviso amarelo de tempo quente em 4 distritos.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaxesae"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaxesae.jpg" id="xaxesae"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A atual situação sinóptica está a ser marcada pela presença de uma região anticiclónica, que se estende aos Açores e à Madeira, e por uma depressão térmica no interior da Península Ibérica.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp.</a></strong> Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Esta configuração mantém o tempo quente, sobretudo nas regiões do interior e no Algarve esta <strong>quinta-feira (13), estando o aviso amarelo em vigor para 9 distritos: Vila Real, Viseu, Bragança, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora, Beja e Faro</strong> devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima.</p><h2>O estado do tempo vai alterar-se gradualmente nos próximos dias</h2><p><strong>O estado do tempo em Portugal continental até sábado (15) será geralmente caracterizado por céu pouco nublado ou limpo</strong>, embora com períodos de maior nebulosidade no litoral ocidental durante as manhãs, podendo persistir localmente a norte do Cabo Raso.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-persiste-ate-sabado-em-4-distritos-de-portugal-mas-trovoadas-podem-comecar-a-estalar-em-breve-no-nosso-pais-1786622255191.png" data-image="zxmafnejiwzb"><figcaption>Atual configuração sinóptica que proporciona tempo geralmente estável, seco e soalheiro a Portugal continental.</figcaption></figure><p>Prevê-se que o vento sopre geralmente fraco a moderado do quadrante norte, rodando temporariamente para oeste durante as tardes, podendo ser pontualmente forte na faixa costeira ocidental e nas terras altas. Adicionalmente, prevê-se ainda a formação de nevoeiro matinal, especialmente no litoral ocidental.</p><p>De acordo com os mapas de referência da Meteored, entre sexta-feira (14) e sábado (15), uma ondulação mais pronunciada do escoamento associado ao jato polar poderá alterar progressivamente a situação sinóptica, permitindo a <strong>aproximação de um cavado pouco profundo isolado em altitude</strong>, que deslizará pelo flanco oriental da região anticiclónica: a sua formação torna-se evidente nas ao observarmos as camadas de vento e geopotencial a 300 hPa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-persiste-ate-sabado-em-4-distritos-de-portugal-mas-trovoadas-podem-comecar-a-estalar-em-breve-no-nosso-pais-1786621804368.png" data-image="76eillkuutmg"><figcaption>Observa-se um cavado pouco profundo mas suficientemente pronunciado para produzir um aumento da instabilidade atmosférica, especialmente no sábado (15), sobre várias regiões da Península Ibérica, incluindo em Portugal continental.</figcaption></figure><p>A entrada de ar relativamente mais frio em altitude, sobre uma camada inferior ainda quente, irá contribuir para um aumento da instabilidade atmosférica. Assim, na tarde de sexta-feira (14) prevê-se um aumento temporário da nebulosidade no <strong>interior Norte, com possibilidade de aguaceiros e trovoadas, sobretudo nas serras e montanhas setentrionais</strong>.</p><p>Os nossos mapas indicam ainda que <strong>no sábado (15) a instabilidade deverá estender-se também ao interior Centro, com possibilidade de aguaceiros e trovoadas, embora algumas possam ser localmente fortes e não se excluindo o risco de queda de granizo</strong>. Refira-se ainda a possibilidade de algumas células convectivas afetarem zonas a oeste ou a sul do principal foco de instabilidade (que consiste nos distritos de Vila Real, Viseu, Bragança e Guarda e outras zonas montanhosas do Norte e Centro).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-persiste-ate-sabado-em-4-distritos-de-portugal-mas-trovoadas-podem-comecar-a-estalar-em-breve-no-nosso-pais-1786622043332.png" data-image="eb0pijntlzka"><figcaption>Possível distribuição das descargas elétricas atmosféricas às 15:00 do próximo sábado, 15 de agosto.</figcaption></figure><p><strong>O modelo de maior confiança da Meteored - o ECMWF - prevê uma descida das temperaturas máximas entre sexta-feira (14) e sábado (15)</strong>, acompanhada por uma redução da área geográfica abrangida pelos valores mais elevados.</p><p>Não obstante, algumas zonas do interior vão continuar a registar temperaturas suficientemente elevadas para justificar a manutenção do aviso de tempo quente. <strong>A mais recente atualização do IPMA mantém para sábado (15) o aviso amarelo em 4 distritos: Vila Real, Bragança, Guarda e Castelo Branco</strong>.</p><h2>Aviso amarelo de tempo quente prolonga-se até sábado, 15 de agosto, em 4 distritos</h2><p>Na tabela abaixo pode-se observar a evolução prevista dos valores de temperatura máxima para sexta-feira (14) e sábado (15) nas capitais distritais e principais localidades dos distritos sob aviso amarelo de tempo quente.</p><table><thead><tr><th>Cidade, vila ou povoação</th><th>Temperatura Máxima Sexta-feira, 14 de agosto</th><th>Temperatura Máxima Sábado, 15 de agosto</th></tr></thead><tbody><tr><td>Bragança</td><td>35 ºC</td><td>30 ºC</td></tr><tr><td>Mirandela</td><td>39 ºC</td><td>35 ºC</td></tr><tr><td>Macedo de Cavaleiros</td><td>36</td><td>32 ºC</td></tr><tr><td>Vila Real</td><td>33 ºC</td><td>33 ºC</td></tr><tr><td>Peso da Régua</td><td>34 ºC</td><td>36 ºC</td></tr><tr><td>Chaves</td><td>36 ºC</td><td>34 ºC</td></tr><tr><td>Guarda</td><td>32 ºC</td><td>30 ºC</td></tr><tr><td>Figueira de Castelo Rodrigo</td><td>36 ºC</td><td>34 ºC</td></tr><tr><td>Mêda</td><td>35 ºC</td><td>32 ºC</td></tr><tr><td>Castelo Branco</td><td>36 ºC</td><td>33 ºC</td></tr><tr><td>Covilhã</td><td>35 ºC</td><td>32 ºC</td></tr><tr><td>Fundão</td><td>36 ºC</td><td>33 ºC</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Fonte: Mapas da Meteored.</td></tr></tbody></table><p>Verifica-se, entre sexta-feira (14) e sábado (15), na grande maioria das localidades analisadas uma <strong>descida significativa dos valores das temperaturas máximas, geralmente entre 2 e 5 ºC</strong>, apesar da evolução variar conforme fatores como a altitude, exposição, circulação atmosférica e características orográficas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783404" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/fim-de-semana-com-tempo-variavel-nos-acores-e-madeira-chuva-regressa-e-temperaturas-chegam-aos-28-c.html" title="Fim de semana com tempo variável nos Açores e Madeira: chuva regressa e temperaturas chegam aos 28 ºC">Fim de semana com tempo variável nos Açores e Madeira: chuva regressa e temperaturas chegam aos 28 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/fim-de-semana-com-tempo-variavel-nos-acores-e-madeira-chuva-regressa-e-temperaturas-chegam-aos-28-c.html" title="Fim de semana com tempo variável nos Açores e Madeira: chuva regressa e temperaturas chegam aos 28 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-com-tempo-variavel-nos-acores-e-madeira-chuva-regressa-e-temperaturas-chegam-aos-28-c-1786561785312_320.png" alt="Fim de semana com tempo variável nos Açores e Madeira: chuva regressa e temperaturas chegam aos 28 ºC"></a></article></aside><p>Destacam-se Vila Real, que deverá manter os 33 ºC de máxima em ambas as jornadas, e Peso da Régua, onde a máxima poderá subir de 34 para 36 ºC, seguindo um rumo contrário ao da tendência dominante.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-persiste-ate-sabado-em-4-distritos-de-portugal-mas-trovoadas-podem-comecar-a-estalar-em-breve-no-nosso-pais-1786622116553.png" data-image="7k164zag98rt"><figcaption>Para sexta-feira (14) ainda se prevê que muitas zonas do país registem temperaturas máximas iguais ou superiores a 35 ºC.</figcaption></figure><p>Ainda no que toca à evolução das temperaturas, a passagem do cavado sobre a geografia da Península Ibérica e a entrada de ar relativamente mais frio em altitude ajudam a explicar <strong>a descida das temperaturas e o aumento da instabilidade no interior</strong>. Mesmo assim, esta alteração no panorama meteorológico não será suficiente para dissipar o tempo quente em todas as áreas abrangidas pelos avisos.</p><p><strong>A continuidade do aviso amarelo nos 4 distritos é resultante da previsão de persistência de temperaturas máximas elevadas em determinadas áreas</strong>. A distribuição térmica poderá ser muito condicionada pela altitude, exposição das vertentes, formato dos vales e grau de abrigo relativamente ao vento. Deste modo, algumas zonas irão continuar a alcançar valores elevados apesar da tendência generalizada para uma maior frescura do tempo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-persiste-ate-sabado-em-4-distritos-de-portugal-mas-trovoadas-podem-comecar-a-estalar-em-breve-no-nosso-pais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tigre-siberiano é solto na natureza no Cazaquistão quase 80 anos após extinção]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tigre-siberiano-e-solto-na-natureza-no-cazaquistao-quase-80-anos-apos-extincao.html</link><pubDate>Thu, 13 Aug 2026 07:33:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Fêmea chamada Umit foi libertada em reserva no sul do país após meses de adaptação; projeto procura reconstruir população selvagem e recuperar ecossistema histórico da Ásia Central.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tigre-siberiano-e-solto-na-natureza-no-cazaquistao-quase-80-anos-apos-extincao-1786286424049.jpg" data-image="i1qjyei6mfrt" alt="Tigre-siberiano chamado Umit foi solto na natureza no Cazaquistão quase 80 anos após espécie ser declarada extinta Imagem: Divulgação/Governo do Cazaquistão… - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2026/08/07/cazaquistao-solta-tigre-na-natureza-quase-80-anos-apos-especie-ser-extinta.ghtm?shem=dsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4&cmpid=copiaecola" title="Tigre-siberiano chamado Umit foi solto na natureza no Cazaquistão quase 80 anos após espécie ser declarada extinta Imagem: Divulgação/Governo do Cazaquistão… - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2026/08/07/cazaquistao-solta-tigre-na-natureza-quase-80-anos-apos-especie-ser-extinta.ghtm?shem=dsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4&cmpid=copiaecola"><figcaption> Tigre-siberiano chamado Umit foi solto na natureza no Cazaquistão quase 80 anos após a espécie ser declarada extinta. Crédito: Divulgação/Governo do Cazaquistão</figcaption></figure><p>Quase 80 anos após a extinção do tigre no país, <strong>o Cazaquistão voltou a registar a presença do animal no seu habitat natural</strong>. Uma fêmea de<strong> tigre-siberiano</strong> foi solta na Reserva Natural de Ile-Balkhash, no sul do território, como parte de um programa governamental de reintrodução da espécie.</p><p>Chamada<strong> Umit, a tigresa foi transferida da Rússia para o Cazaquistão em maio</strong>. Desde então, permaneceu sob acompanhamento de especialistas, que avaliaram a sua capacidade de sobreviver de forma independente. O animal recebeu uma coleira de rastreamento com tecnologia GPS/GSM e será monitorizado 24 horas por dia por satélite e armadilhas fotográficas.</p><p>Os últimos registos confirmados de <strong>tigres no Cazaquistão datam de 1948</strong>. Agora, as autoridades esperam que um macho, também trazido da Rússia, seja libertado em breve. Outros dois animais deverão ser soltos aproximadamente dentro de um ano.</p><h2>Projeto procura recuperar população selvagem da espécie</h2><p>Segundo o ministro da Ecologia e Recursos Naturais do Cazaquistão, Yerlan Nyssanbayev, a <strong>libertação</strong><strong> é o resultado de mais de uma década de trabalho</strong> a envolver órgãos do governo, cientistas, especialistas russos e parceiros internacionais.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>“Temos um grande trabalho pela frente na monitorização dos tigres e na formação de uma população sustentável, mas hoje demos o primeiro e mais importante passo”, afirmou o ministro.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Se o projeto for bem-sucedido, <strong>o Cazaquistão poderá tornar-se o primeiro país do mundo a restabelecer com sucesso uma população de tigres selvagens</strong> numa região onde esses animais tinham sido completamente extintos.</p><h2>Reserva foi escolhida por características do habitat</h2><p>A <strong>Reserva Natural Estadual de Ile-Balkhash </strong>foi escolhida devido às suas características ambientais. A região fazia parte do habitat histórico do tigre-do-cáspio, um dos maiores predadores da Ásia Central e pertencente à mesma subespécie do tigre-siberiano.</p><p>As matas de galeria da região e a disponibilidade de presas ofereciam<strong> condições favoráveis para a sobrevivência dos grandes felinos</strong>.<strong> </strong>Porém, a partir de meados do século XX, a caça, a destruição do habitat e a redução da população de presas contribuíram para o desaparecimento dos tigres no país.</p><h2>Preparação levou mais de uma década</h2><p>A reintrodução exigiu uma <strong>série de medidas para preparar o ambiente e garantir a adaptação dos animais</strong>. Entre elas estão a criação da reserva, a recuperação da base alimentar e a construção de recintos destinados ao abrigo e à adaptação dos tigres.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tigre-siberiano-e-solto-na-natureza-no-cazaquistao-quase-80-anos-apos-extincao-1786286557334.jpg" data-image="rc9736fe7xla" alt="A região foi, historicamente, o ecossistema natural do tigre-do-cáspio, um dos maiores predadores da Ásia Central… - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2026/08/07/cazaquistao-solta-tigre-na-natureza-quase-80-anos-apos-especie-ser-extinta.ghtm?shem=dsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4&cmpid=copiaecola" title="A região foi, historicamente, o ecossistema natural do tigre-do-cáspio, um dos maiores predadores da Ásia Central… - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2026/08/07/cazaquistao-solta-tigre-na-natureza-quase-80-anos-apos-especie-ser-extinta.ghtm?shem=dsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4&cmpid=copiaecola"><figcaption> A região foi, historicamente, o ecossistema natural do tigre-do-cáspio, um dos maiores predadores da Ásia Central. Crédito: Divulgação/Governo do Cazaquistão</figcaption></figure><p>O país também investiu na infraestrutura necessária para o projeto e na implantação de um <strong>sistema permanente de monitorização científica</strong>. A estratégia é acompanhar de perto os animais e avaliar a sua adaptação ao ambiente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764103" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-emotivo-resgate-de-sona-o-ultimo-tigre-de-circo-de-portugal-inicia-agora-a-sua-recuperacao-em-espanha.html" title="O emotivo resgate de Sona, o último tigre de circo de Portugal: inicia agora a sua recuperação em Espanha">O emotivo resgate de Sona, o último tigre de circo de Portugal: inicia agora a sua recuperação em Espanha</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-emotivo-resgate-de-sona-o-ultimo-tigre-de-circo-de-portugal-inicia-agora-a-sua-recuperacao-em-espanha.html" title="O emotivo resgate de Sona, o último tigre de circo de Portugal: inicia agora a sua recuperação em Espanha"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-emotivo-resgate-de-sona-o-ultimo-tigre-de-circo-de-portugal-inicia-agora-a-sua-recuperacao-em-espanha-1776266701600_320.jpg" alt="O emotivo resgate de Sona, o último tigre de circo de Portugal: inicia agora a sua recuperação em Espanha"></a></article></aside><p>Com a chegada de novos indivíduos, as autoridades esperam formar<strong> uma população capaz de se reproduzir e sobreviver de maneira sustentável</strong>.<strong> </strong>O sucesso da iniciativa dependerá, entre outros fatores, da disponibilidade de presas, da preservação do habitat e do acompanhamento contínuo dos tigres.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="UOL" data-year="2026" data-title="Cientistas%20soltam%20tigre-siberiano%20na%20natureza%20quase%2080%20anos%20ap%C3%B3s%20extin%C3%A7%C3%A3o" data-url="https%3A%2F%2Fnoticias.uol.com.br%2Fmeio-ambiente%2Fultimas-noticias%2Fredacao%2F2026%2F08%2F07%2Fcazaquistao-solta-tigre-na-natureza-quase-80-anos-apos-especie-ser-extinta.ghtm%3Fshem%3Ddsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4">UOL. (2026). <a href="https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2026/08/07/cazaquistao-solta-tigre-na-natureza-quase-80-anos-apos-especie-ser-extinta.ghtm?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Cientistas soltam tigre-siberiano na natureza quase 80 anos após extinção</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tigre-siberiano-e-solto-na-natureza-no-cazaquistao-quase-80-anos-apos-extincao.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Fim de semana com tempo variável nos Açores e Madeira: chuva regressa e temperaturas chegam aos 28 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/fim-de-semana-com-tempo-variavel-nos-acores-e-madeira-chuva-regressa-e-temperaturas-chegam-aos-28-c.html</link><pubDate>Thu, 13 Aug 2026 06:11:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os próximos dias serão marcados por alguma variabilidade nos arquipélagos portugueses. O ECMWF antecipa períodos de chuva nos Açores e na Madeira, embora de forma irregular, num cenário acompanhado por temperaturas amenas a quentes e diferenças importantes entre ilhas e vertentes.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xax86si"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xax86si.jpg" id="xax86si"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os dois arquipélagos portugueses vão atravessar os próximos dias sob condições meteorológicas distintas, mas com um elemento em comum: <strong>a influência do Atlântico continuará a favorecer mudanças relativamente rápidas no estado do tempo</strong>.</p><p>As projeções do modelo ECMWF mostram períodos mais estáveis intercalados com passagens de nebulosidade e precipitação, enquanto as temperaturas se mantêm globalmente agradáveis. A distribuição da chuva será, contudo, bastante irregular, pelo que nem todas as ilhas serão afetadas da mesma forma.</p><h2>Açores: tempo relativamente tranquilo, mas com chuva a aparecer de forma irregular</h2><p>Na <strong>quinta-feira (13)</strong>, o arquipélago dos Açores deverá apresentar condições relativamente estáveis durante boa parte do dia. As temperaturas durante a tarde rondarão <strong>25 ºC em Ponta Delgada, 26 ºC em Angra do Heroísmo e 27 ºC na Horta</strong>, de acordo com o ECMWF.</p><p>Apesar do ambiente relativamente ameno, a circulação atlântica continuará presente e poderá transportar períodos de maior nebulosidade e alguns aguaceiros para determinadas ilhas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-com-tempo-variavel-nos-acores-e-madeira-chuva-regressa-e-temperaturas-chegam-aos-28-c-1786561595851.png" data-image="ac519yzgsyyw" alt="A chuva poderá atingir algumas ilhas dos Açores durante a sexta-feira" title="A chuva poderá atingir algumas ilhas dos Açores durante a sexta-feira"><figcaption>Precipitação prevista pelo modelo ECMWF para os Açores na sexta-feira, dia 14, pelas 13h. Fonte: Meteored.</figcaption></figure><p>A precipitação deverá apresentar uma distribuição bastante irregular, podendo afetar algumas ilhas enquanto outras permanecem praticamente sem chuva no mesmo período.</p><p>Na <strong>sexta-feira (14)</strong>, o cenário torna-se ligeiramente mais instável. O modelo mostra precipitação a alcançar sobretudo setores do Grupo Central, embora sem indicar, nestes mapas, um episódio generalizado ou particularmente intenso.</p><p>As temperaturas deverão variar pouco. Durante a tarde, a Horta poderá continuar próxima dos <strong>27 ºC</strong>, enquanto Angra do Heroísmo deverá rondar os <strong>25 ºC</strong> e Ponta Delgada igualmente cerca de <strong>25 ºC</strong>.</p><h2>Anticiclone ganha influência durante o fim de semana nos Açores</h2><p>A evolução prevista para sábado mostra um reforço da influência anticiclónica sobre a região. O ECMWF coloca um centro de altas pressões, com valores próximos dos <strong>1026 hPa</strong>, nas proximidades do arquipélago.</p><p>Esta configuração deverá contribuir para períodos de maior estabilidade, embora isso não signifique necessariamente céu completamente limpo em todas as ilhas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-com-tempo-variavel-nos-acores-e-madeira-chuva-regressa-e-temperaturas-chegam-aos-28-c-1786561686773.png" data-image="9i5mryb2a83j" alt="As temperaturas continuarão elevadas nos Açores durante o fim de semana" title="As temperaturas continuarão elevadas nos Açores durante o fim de semana"><figcaption>Temperaturas previstas pelo modelo ECMWF para os Açores no sábado, dia 15, pelas 16h. Fonte: Meteored.</figcaption></figure><p>Apesar da maior influência anticiclónica, as diferenças entre os vários grupos de ilhas continuarão a ser importantes, tanto na nebulosidade como na possibilidade de ocorrência de precipitação.</p><p>No sábado, a <strong>Horta poderá atingir cerca de 27 ºC</strong>, enquanto Angra do Heroísmo deverá ficar próxima dos <strong>25 ºC</strong> e Ponta Delgada dos <strong>24 ºC</strong>.</p><p>No domingo, o cenário térmico mantém-se semelhante, sem sinais de alterações muito acentuadas. Assim, o fim de semana deverá decorrer com temperaturas agradáveis e alguns períodos de maior estabilidade, embora num contexto tipicamente atlântico, onde a nebulosidade pode variar rapidamente.</p><h2>Madeira: temperaturas sobem e podem chegar aos 28 ºC</h2><p>Na Madeira, o calor terá maior expressão do que nos Açores. Já durante a tarde de quinta-feira, o ECMWF aponta para valores próximos dos <strong>26 ºC no Funchal e na Calheta</strong>, cerca de <strong>25 ºC em Porto Moniz</strong>, 24 ºC em Machico e 23 ºC em Santana.</p><p>Em Porto Santo, Vila Baleira deverá registar aproximadamente <strong>24 ºC</strong>.</p><p>A situação torna-se particularmente interessante entre sexta-feira e sábado, quando as temperaturas poderão subir ligeiramente em alguns setores da ilha.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-com-tempo-variavel-nos-acores-e-madeira-chuva-regressa-e-temperaturas-chegam-aos-28-c-1786561785312.png" data-image="li1k4mdxry3i" alt="Temperaturas poderão atingir os 28 ºC na Madeira no sábado" title="Temperaturas poderão atingir os 28 ºC na Madeira no sábado"><figcaption>Temperaturas previstas pelo modelo ECMWF para o arquipélago da Madeira no sábado, dia 15, pelas 16h. Fonte: Meteored.</figcaption></figure><p>O sudoeste da ilha deverá destacar-se pelos valores mais elevados, enquanto as áreas de maior altitude e alguns setores da costa norte permanecerão mais frescos.</p><p>No sábado, a diferença provocada pela <strong>orografia da Madeira</strong> torna-se bastante evidente. Enquanto a Calheta poderá chegar aos <strong>28 ºC</strong> e o Funchal aos <strong>27 ºC</strong>, Santana deverá ficar próxima dos <strong>23 ºC</strong>. Porto Moniz rondará 24 ºC e Machico aproximadamente 23 ºC.</p><p>Esta diferença térmica em poucos quilómetros é característica da Madeira, onde a altitude, a exposição das vertentes e a circulação atmosférica condicionam fortemente a distribuição das temperaturas.</p><h2>A chuva também poderá marcar presença na Madeira</h2><p>Apesar das temperaturas relativamente elevadas, nem todo o período será seco. O ECMWF sugere a ocorrência de precipitação em alguns momentos, sobretudo entre sexta-feira e domingo.</p><p>Na <strong>sexta-feira</strong>, aparecem sinais de chuva essencialmente sobre setores do norte e do interior da ilha, enquanto outras áreas poderão permanecer secas.</p><p> No sábado, a precipitação prevista apresenta uma distribuição bastante fragmentada, com o relevo madeirense a poder favorecer diferenças significativas entre vertentes. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-com-tempo-variavel-nos-acores-e-madeira-chuva-regressa-e-temperaturas-chegam-aos-28-c-1786561940138.png" data-image="kgsmh0tx8mom" alt="A chuva poderá atingir sobretudo o oeste e o interior da Madeira no domingo" title="A chuva poderá atingir sobretudo o oeste e o interior da Madeira no domingo"><figcaption>Precipitação prevista pelo modelo ECMWF para a Madeira no domingo, dia 16, pelas 13h. Fonte: Meteored.</figcaption></figure><p>O cenário reforça o caráter localizado da precipitação, com diferenças significativas entre vertentes e possibilidade de algumas zonas permanecerem praticamente secas.</p><p>No domingo, as temperaturas deverão baixar ligeiramente em relação a sábado. O ECMWF aponta para cerca de <strong>27 ºC na Calheta, 25 ºC no Funchal, 23 ºC em Porto Moniz, 22 ºC em Machico e 21 ºC em Santana</strong>. Em Vila Baleira, Porto Santo, são esperados aproximadamente <strong>22 ºC</strong>.</p><h2>Vento será outro elemento a acompanhar</h2><p>A circulação do vento deverá permanecer presente nos dois arquipélagos, algo habitual devido à sua exposição oceânica. Na Madeira, os mapas do ECMWF mostram diferenças consideráveis provocadas pelo relevo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783335" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-de-tempo-quente-prolonga-se-ate-sexta-feira-em-tres-distritos-antes-da-eclosao-de-aguaceiros-e-trovoadas.html" title="Aviso amarelo de tempo quente prolonga-se até sexta-feira em três distritos antes da “eclosão” de aguaceiros e trovoadas">Aviso amarelo de tempo quente prolonga-se até sexta-feira em três distritos antes da “eclosão” de aguaceiros e trovoadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-de-tempo-quente-prolonga-se-ate-sexta-feira-em-tres-distritos-antes-da-eclosao-de-aguaceiros-e-trovoadas.html" title="Aviso amarelo de tempo quente prolonga-se até sexta-feira em três distritos antes da “eclosão” de aguaceiros e trovoadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aviso-amarelo-de-tempo-quente-prolonga-se-ate-sexta-feira-em-tres-distritos-antes-da-eclosao-de-aguaceiros-e-trovoadas-1786533788167_320.jpg" alt="Aviso amarelo de tempo quente prolonga-se até sexta-feira em três distritos antes da “eclosão” de aguaceiros e trovoadas"></a></article></aside><p>Em alguns momentos, setores mais expostos poderão registar vento moderado, enquanto áreas protegidas pelo maciço montanhoso apresentarão velocidades claramente inferiores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-com-tempo-variavel-nos-acores-e-madeira-chuva-regressa-e-temperaturas-chegam-aos-28-c-1786561991077.png" data-image="y37qfxck5bv4" alt="O relevo da Madeira condicionará fortemente a intensidade do vento" title="O relevo da Madeira condicionará fortemente a intensidade do vento"><figcaption>Velocidade e circulação do vento previstas pelo modelo ECMWF para a Madeira no domingo, dia 16, pelas 13h. Fonte: Meteored.</figcaption></figure><p>A distribuição prevista evidencia o efeito do relevo madeirense, com diferenças acentuadas entre zonas abrigadas e setores mais expostos à circulação atlântica.</p><p> Assim, apesar de não se antecipar uma mudança brusca e generalizada do estado do tempo, <strong>Açores e Madeira terão algumas mudanças ao longo dos próximos dias</strong>, com períodos de maior nebulosidade e possibilidade de precipitação localizada. A chuva deverá surgir sobretudo de forma irregular, alternando com períodos secos. </p><p>As temperaturas permanecerão agradáveis nos Açores e serão mais elevadas na Madeira, onde poderão chegar aos <strong>28 ºC no sábado</strong>. Quem tenha atividades ao ar livre deverá, por isso, acompanhar a evolução das previsões, sobretudo devido à distribuição muito localizada da precipitação nas ilhas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/fim-de-semana-com-tempo-variavel-nos-acores-e-madeira-chuva-regressa-e-temperaturas-chegam-aos-28-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um simples fungo pode ajudar a construir uma base em Marte? A ciência portuguesa acredita que sim]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-simples-fungo-pode-ajudar-a-construir-uma-base-em-marte-a-ciencia-portuguesa-acredita-que-sim.html</link><pubDate>Thu, 13 Aug 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Investigação de Isabel Santos de Sousa, distinguida pela comunidade científica ibérica, mostra como os microrganismos poderão tornar futuras missões espaciais muito mais autónomas e sustentáveis.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/um-simples-fungo-pode-ajudar-a-construir-uma-base-em-marte-a-ciencia-portuguesa-acredita-que-sim-1786532940282.jpg" data-image="w8reuteqvho3" alt="Ilustração digital: base em Marte" title="Ilustração digital: base em Marte"><figcaption>Uma missão de longa duração a Marte terá de produzir localmente parte dos recursos essenciais à sobrevivência humana. Imagem gerada por IA: Adobe Stock</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Levar os <strong>humanos</strong> até <strong>Marte</strong> é um desafio extraordinário. Mantê-los vivos durante meses ou anos poderá ser ainda mais difícil. Cada <strong>missão espacial</strong> depende de uma enorme quantidade de alimentos, medicamentos, ferramentas, materiais e consumíveis transportados a partir da Terra. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Quanto maior for a distância, mais caro, pesado e complexo se torna enviar tudo aquilo de que uma tripulação precisa para sobreviver.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Uma das grandes perguntas da exploração espacial, por isso, já não é apenas como chegar a lugares distantes do nosso planeta. É como <strong>permanecer</strong> lá durante <strong>longos períodos</strong> sem depender constantemente de reabastecimentos vindos da Terra.</p><h2>Autonomia longe da Terra</h2><p>Uma dissertação desenvolvida na <strong>Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto</strong> (FEUP) acaba de mostrar que parte dessa resposta poderá estar num organismo tão discreto quanto improvável. Um <strong>fungo</strong>.</p><p>O trabalho de Isabel Santos de Sousa, recentemente distinguido com o Pedro Nunes Award – Best Iberian Master's Thesis in Planetary Sciences & Exploration 2025, atribuído pela comunidade Europlanet Iberia, demonstra que o <strong><em>Aspergillus niger</em></strong> consegue crescer recorrendo a recursos que, em teoria, poderão existir numa futura base na Lua ou em Marte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/um-simples-fungo-pode-ajudar-a-construir-uma-base-em-marte-a-ciencia-portuguesa-acredita-que-sim-1786533057256.jpg" data-image="ag45iz8ay7yh" alt="Isabel Santos de Sousa, FEUP" title="Isabel Santos de Sousa, FEUP"><figcaption>A investigação de Isabel Santos de Sousa mostra que os fungos podem juntar-se a plantas e cianobactérias na construção de sistemas de suporte de vida para futuras bases espaciais. Foto: FEUP</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Mais do que um resultado laboratorial, trata-se de uma <strong>prova de conceito</strong> que poderá ajudar a reduzir drasticamente a quantidade de materiais enviados da Terra, preparando o caminho para <strong>sistemas de suporte de vida</strong> muito mais autónomos.</p><h2>Produzir em vez de transportar</h2><p>Depois de décadas dedicadas sobretudo a colocar <strong>sondas</strong>, <strong>satélites</strong> e <strong>astronautas</strong> em <strong>órbita</strong> ou na superfície de outros mundos, a exploração espacial entrou numa nova fase. Organizações como a NASA e a Agência Espacial Europeia estudam a possibilidade de estabelecer <strong>presenças</strong> <strong>humanas</strong> cada vez mais <strong>prolongadas</strong> na <strong>Lua</strong> e, numa etapa seguinte, em <strong>Marte</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Mas é impossível transportar indefinidamente tudo aquilo de que uma comunidade humana necessitará para viver a centenas de milhões de quilómetros da Terra.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Cada quilograma enviado implica <strong>custos elevados</strong>, <strong>limitações técnicas</strong> e um aumento significativo da complexidade das missões. Quanto maior for a autonomia dessas futuras bases, maiores serão também as possibilidades de sucesso.</p><h2>Uma viragem na abordagem</h2><p>É aqui que entra a biotecnologia. Em vez de depender exclusivamente de cargueiros espaciais, a investigação procura desenvolver organismos capazes de produzir localmente<strong> alimentos, biomateriais, compostos químicos ou outras substâncias essenciais</strong> utilizando os recursos disponíveis nesses ambientes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781457" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/ciencia-portuguesa-descobre-uma-nova-forma-de-ler-marte-e-ajuda-a-preparar-futuras-missoes-humanas.html" title="Ciência portuguesa descobre uma nova forma de ler Marte e ajuda a preparar futuras missões humanas">Ciência portuguesa descobre uma nova forma de ler Marte e ajuda a preparar futuras missões humanas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/ciencia-portuguesa-descobre-uma-nova-forma-de-ler-marte-e-ajuda-a-preparar-futuras-missoes-humanas.html" title="Ciência portuguesa descobre uma nova forma de ler Marte e ajuda a preparar futuras missões humanas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ciencia-portuguesa-descobre-uma-nova-forma-de-ler-marte-e-ajuda-a-preparar-futuras-missoes-humanas-1785503968142_320.jpg" alt="Ciência portuguesa descobre uma nova forma de ler Marte e ajuda a preparar futuras missões humanas"></a></article></aside><p>Até agora, grande parte destes estudos concentrava-se em <strong>plantas e cianobactérias</strong>. A dissertação premiada pela comunidade científica ibérica acrescenta agora uma nova peça a esse sistema.</p><h2>Um novo habitante marciano</h2><p>O protagonista da investigação é o <strong><em>Aspergillus niger</em></strong>, um fungo amplamente conhecido pela ciência e utilizado há décadas em processos industriais. Isabel Santos de Sousa procurou perceber se este organismo conseguiria integrar um sistema biológico pensado para futuras bases espaciais.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os resultados mostram que o fungo foi capaz de crescer alimentando-se de biomassa produzida por cianobactérias e utilizando minerais semelhantes aos que poderão existir na Lua ou em Marte.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Pode parecer, à primeira vista, apenas mais uma experiência de microbiologia, mas é algo bastante mais amplo. Em vez de estudar um organismo isolado, a investigação aproxima-se da lógica de um <strong>pequeno ecossistema</strong>, onde diferentes <strong>microrganismos colaboram entre si</strong> para transformar recursos simples em materiais úteis para assegurar a sobrevivência humana.</p><p>A pergunta deixa de ser apenas se um fungo consegue sobreviver fora da Terra. Passa a ser outra, muito mais ambiciosa: que papel poderá desempenhar para<strong> ajudar </strong>os seres humanos a <strong>viver num outro</strong><strong> planeta</strong>?</p><h2>Um aliado para futuras missões</h2><p>Os resultados da dissertação mostram que o <em>Aspergillus niger</em> pode ser muito mais do que um simples organismo capaz de sobreviver em condições semelhantes às de Marte ou da Lua. O fungo poderá integrar <strong>sistemas biológicos</strong> concebidos para produzir localmente <strong>recursos indispensáveis</strong> à vida humana.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Entre as aplicações estudadas encontram-se a produção de biomateriais, compostos químicos e ingredientes alimentares, bem como a reciclagem de nutrientes e resíduos. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A investigação aponta ainda para o potencial destes organismos na criação de materiais capazes de contribuir para a<strong> proteção</strong><strong> contra a radiação</strong>, um dos maiores desafios enfrentados pelos astronautas em missões de longa duração.</p><p>A principal novidade está na forma como estas capacidades se articulam. Em vez de imaginar uma sucessão de processos independentes, o estudo propõe que diferentes <strong>microrganismos</strong> possam <strong>colaborar entre si</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/um-simples-fungo-pode-ajudar-a-construir-uma-base-em-marte-a-ciencia-portuguesa-acredita-que-sim-1786533739608.jpg" data-image="zv9tawfitf06" alt="fungo Aspergillus niger" title="fungo Aspergillus niger"><figcaption>O fungo Aspergillus niger conseguiu crescer utilizando biomassa produzida por cianobactérias e minerais semelhantes aos da Lua e de Marte. Imagem: Adobe Stock</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>As <strong>cianobactérias</strong> captam recursos simples e produzem biomassa. O <strong>fungo</strong> utiliza essa biomassa para gerar novos produtos de interesse. Aos poucos, começa a desenhar-se um sistema capaz de <strong>reutilizar matéria</strong>, <strong>reduzir desperdícios</strong> e diminuir a dependência de abastecimentos vindos da Terra.</p><p>É uma lógica muito próxima da dos ecossistemas naturais, onde cada organismo ocupa um lugar específico e contribui para manter o equilíbrio do conjunto.</p><h2>Uma visão com várias áreas da ciência</h2><p>Foi precisamente esta abordagem interdisciplinar que distinguiu o trabalho de Isabel Santos de Sousa. A dissertação não se limita à microbiologia. Liga a <strong>biotecnologia</strong> à <strong>engenharia</strong> <strong>química</strong> e <strong>biológica</strong>, aos <strong>sistemas de suporte de vida</strong> e à <strong>exploração planetária</strong>, procurando responder a uma questão muito concreta. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Como poderá uma futura base espacial produzir parte dos recursos de que necessita utilizando aquilo que tem à sua disposição?<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Embora ainda se trate de uma prova de conceito, os resultados mostram que <strong>os fungos merecem um lugar</strong> <strong>destacado</strong> na investigação dedicada à exploração espacial. Até agora, plantas e cianobactérias concentravam grande parte da atenção científica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781450" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-experiencia-mais-extrema-da-nasa-a-agencia-procura-voluntarios-para-um-ano-em-isolamento-simulando-missao-a-marte.html" title="A experiência mais extrema da NASA: a agência procura voluntários para um ano em isolamento, simulando missão a Marte">A experiência mais extrema da NASA: a agência procura voluntários para um ano em isolamento, simulando missão a Marte</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-experiencia-mais-extrema-da-nasa-a-agencia-procura-voluntarios-para-um-ano-em-isolamento-simulando-missao-a-marte.html" title="A experiência mais extrema da NASA: a agência procura voluntários para um ano em isolamento, simulando missão a Marte"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-experimento-mas-extremo-de-la-nasa-busca-voluntarios-para-pasar-un-ano-aislados-simulando-una-mision-a-marte-1784302642498_320.jpg" alt="A experiência mais extrema da NASA: a agência procura voluntários para um ano em isolamento, simulando missão a Marte"></a></article></aside><p>Este trabalho sugere que outros microrganismos poderão desempenhar funções igualmente importantes na construção de sistemas de sobrevivência autónomos. O reconhecimento atribuído pela comunidade Europlanet Iberia reflete precisamente essa capacidade de <strong>abrir uma nova linha de investigação</strong> num domínio estratégico para o futuro da exploração humana do Sistema Solar.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Faculdade%20de%20Engenharia%20da%20Universidade%20do%20Porto%20(FEUP)" data-year="" data-title="Doutoranda%20da%20FEUP%20distinguida%20com%20pr%C3%A9mio%20ib%C3%A9rico%20para%20a%20melhor%20tese%20de%20mestrado%20em%20Ci%C3%AAncias%20Planet%C3%A1rias" data-url="https%3A%2F%2Fnoticias.up.pt%2Ffeup%2Fdoutoranda-da-feup-distinguida-com-premio-iberico-para-a-melhor-tese-de-mestrado-em-ciencias-planetarias%2F">Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP). <a href="https://noticias.up.pt/feup/doutoranda-da-feup-distinguida-com-premio-iberico-para-a-melhor-tese-de-mestrado-em-ciencias-planetarias/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Doutoranda da FEUP distinguida com prémio ibérico para a melhor tese de mestrado em Ciências Planetárias</a>.</cite><br><cite data-author="Isabel%20Santos%20de%20Sousa" data-year="" data-title="Sustainable%20Space%20Habitats%3A%20Cyanobacterial%20Biomass%20as%20Feedstock%20for%20Fungal%20Biotechnology.%20Universidade%20do%20Porto" data-url="https%3A%2F%2Frepositorio-aberto.up.pt%2Fbitstream%2F10216%2F169989%2F2%2F745878.pdf">Isabel Santos de Sousa. <a href="https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/169989/2/745878.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Sustainable Space Habitats: Cyanobacterial Biomass as Feedstock for Fungal Biotechnology. Universidade do Porto</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-simples-fungo-pode-ajudar-a-construir-uma-base-em-marte-a-ciencia-portuguesa-acredita-que-sim.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Deitaram 65 000 litros de químicos ao mar para travar o aquecimento global: a experiência que preocupa os cientistas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/deitaram-65-000-litros-de-quimicos-ao-mar-para-travar-o-aquecimento-global-a-experiencia-que-preocupa-os-cientistas.html</link><pubDate>Wed, 12 Aug 2026 16:17:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A geoengenharia climática volta a estar no centro do debate, na sequência de uma experiência controversa que libertou milhares de litros de substâncias químicas no oceano com o objetivo de capturar carbono.</p><ul></ul><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/arrojaron-65-000-litros-de-quimicos-al-mar-para-frenar-el-calentamiento-global-el-experimento-que-alarma-a-cientificos-1773583704642.jpg" data-image="n67dkp8bbeff" alt="Geoingenieria en el mar" title="Geoingenieria en el mar"><figcaption>Numa experiência controversa de geoengenharia, foram lançados 65 000 litros de produtos químicos ao mar para que este pudesse absorver mais CO₂. Segundo os investigadores, o processo permitiu eliminar até 10 toneladas de dióxido de carbono da atmosfera sem causar danos à fauna selvagem.</figcaption></figure><p><strong>As alterações climáticas estão a levar a ciência a explorar soluções cada vez mais ousadas</strong>. Algumas delas parecem saídas da ficção científica: modificar a atmosfera, refletir a luz solar ou alterar quimicamente o oceano para absorver dióxido de carbono. Este conjunto de ideias é conhecido como <strong>geoengenharia</strong> e suscita tanta esperança quanto preocupação.</p><p>Neste contexto, uma experiência recente gerou uma intensa polémica: <strong>cerca de 65 000 litros de produtos químicos foram despejados no oceano</strong> com o objetivo de aumentar a capacidade da água para absorver dióxido de carbono (CO₂). O raciocínio é relativamente simples: se o mar conseguir capturar mais carbono da atmosfera, poderá ajudar a travar o aquecimento global.</p><p>Mas o oceano é um sistema extremamente complexo. Intervir na sua química pode ser comparável a <strong>adicionar um ingrediente desconhecido a uma receita gigantesca que alimenta todo o planeta</strong>.</p><h2>Um antiácido para o oceano</h2><p>Os oceanos já desempenham um papel crucial no equilíbrio climático: absorvem <strong>cerca de 25% do dióxido de carbono emitido pelas atividades humanas</strong>. Sem essa função natural, o aquecimento global seria ainda mais intenso.</p><p>O problema é que esta «esponja de carbono» tem um limite. <strong>Quando o mar absorve demasiado CO₂, a água torna-se mais ácida</strong>, o que afeta organismos marinhos como os corais, os moluscos e o plâncton.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Pouring 65,000 litres of sodium hydroxide into the Gulf of Maine removed up to 10 tonnes of carbon dioxide from the atmosphere without harming wildlife, according to the researchers behind an ocean alkalinity enhancement test <a href="https://t.co/gS4zziOzoC">https://t.co/gS4zziOzoC</a></p>— New Scientist (@newscientist) <a href="https://twitter.com/newscientist/status/2027448427441737868?ref_src=twsrc%5Etfw">February 27, 2026</a></blockquote></figure><p>A experiência procurou intervir nesse processo. A estratégia consiste em <strong>adicionar substâncias alcalinas à água</strong>, o que permitiria aumentar a capacidade do oceano para capturar carbono sem aumentar tanto a sua acidez... <strong>algo como dar um Alka Seltzer ao mar</strong>.</p><p>Segundo os investigadores, a vida marinha não foi colocada em risco... o problema é que <strong>o oceano não é um estômago de laboratório</strong>, mas sim um sistema dinâmico que regula as correntes, a biodiversidade e os ciclos químicos globais.</p><h2>Os riscos desconhecidos de intervir no oceano</h2><p>Muitos cientistas alertam que este tipo de intervenções poderá gerar <strong>efeitos em cadeia difíceis de prever</strong>. Alterar a composição química da água poderá afetar as comunidades de microrganismos, modificar as cadeias alimentares ou afetar os processos biogeoquímicos que sustentam a vida marinha.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="758786" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-detetam-aceleracao-repentina-no-aquecimento-global.html" title="Cientistas detetam aceleração repentina no aquecimento global">Cientistas detetam aceleração repentina no aquecimento global</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-detetam-aceleracao-repentina-no-aquecimento-global.html" title="Cientistas detetam aceleração repentina no aquecimento global"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-detetam-aceleracao-repentina-no-aquecimento-global-1773406325326_320.jpg" alt="Cientistas detetam aceleração repentina no aquecimento global"></a></article></aside><p>Além disso, existe uma preocupação crescente: a geoengenharia poderá tornar-se uma <strong>"solução tecnológica tentadora" que reduza a pressão para diminuir as emissões de gases com efeito de estufa</strong>.</p><p>Alguns investigadores comparam esta estratégia a <strong>tomar analgésicos para uma doença grave</strong>. A dor pode diminuir temporariamente, mas o problema de fundo continua presente.</p><p>O debate é também político e ético. Os oceanos pertencem a todos os países e a nenhuma nação em particular. Por isso, <strong>a realização de experiências no mar levanta questões sobre a governação global e a regulamentação internacional</strong>.</p><h2>Entre a urgência climática e os riscos planetários</h2><p>Esta experiência resume um dos grandes dilemas da era climática. Por um lado, o planeta precisa de reduzir rapidamente o dióxido de carbono atmosférico. Por outro lado, <strong>intervir diretamente nos sistemas naturais do planeta poderá desencadear efeitos que ainda não compreendemos totalmente</strong>.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/arrojaron-65-000-litros-de-quimicos-al-mar-para-frenar-el-calentamiento-global-el-experimento-que-alarma-a-cientificos-1773583986880.jpg" data-image="rbaii2fi04gk" alt="Riesgos de la geoingeniería" title="Riesgos de la geoingeniería"><figcaption>A geoengenharia pode ser uma faca de dois gumes: pode ajudar-nos tanto a melhorar como a piorar o estado do planeta. Seria como brincar aos deuses com o ambiente...</figcaption></figure><p>A geoengenharia apresenta-se como uma possível ferramenta de emergência. No entanto, muitos especialistas concordam num ponto fundamental: <strong>nenhuma tecnologia poderá substituir a redução drástica das emissões</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782949" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-sonda-cassini-revela-um-oceano-efervescente-escondido-sob-o-gelo-de-saturno.html" title="A sonda Cassini revela um oceano efervescente escondido sob o gelo de Saturno">A sonda Cassini revela um oceano efervescente escondido sob o gelo de Saturno</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-sonda-cassini-revela-um-oceano-efervescente-escondido-sob-o-gelo-de-saturno.html" title="A sonda Cassini revela um oceano efervescente escondido sob o gelo de Saturno"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/c-e-un-oceano-ribollente-sotto-il-ghiaccio-la-sonda-cassini-e-i-segreti-della-luna-di-saturno-1784712022983_320.jpeg" alt="A sonda Cassini revela um oceano efervescente escondido sob o gelo de Saturno"></a></article></aside><p>Em suma, <strong>alterar o clima do planeta</strong> pode ser a <strong>intervenção mais arriscada que a humanidade alguma vez tenha tentado</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Michael%20Le%20Page" data-year="2026" data-title="Ocean%20geoengineering%20trial%20finds%20no%20evidence%20of%20harm%20to%20marine%20life" data-url="https%3A%2F%2Fwww.newscientist.com%2Farticle%2F2517171-ocean-geoengineering-trial-finds-no-evidence-of-harm-to-marine-life%2F%3Futm_term%3DAutofeed%26utm_campaign%3Dechobox%26utm_medium%3Dsocial%26utm_source%3DTwitter%23Echobox%3D1772205061">Michael Le Page. (2026). <a href="https://www.newscientist.com/article/2517171-ocean-geoengineering-trial-finds-no-evidence-of-harm-to-marine-life/?utm_term=Autofeed&utm_campaign=echobox&utm_medium=social&utm_source=Twitter#Echobox=1772205061" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Ocean geoengineering trial finds no evidence of harm to marine life</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/deitaram-65-000-litros-de-quimicos-ao-mar-para-travar-o-aquecimento-global-a-experiencia-que-preocupa-os-cientistas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como funciona a previsão de eclipses: é assim que os astrónomos calculam o dia, a hora e até onde a sombra chegará]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/como-funciona-a-previsao-de-eclipses-e-assim-que-os-astronomos-calculam-o-dia-a-hora-e-ate-onde-a-sombra-chegara.html</link><pubDate>Wed, 12 Aug 2026 14:57:18 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A previsão de eclipses permite saber com grande precisão quando o Sol, a Lua e a Terra estarão alinhados e quais as zonas a partir das quais será possível observar o fenómeno.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-saben-los-cientificos-exactamente-cuando-habra-un-eclipse-1786443267086.jpg" data-image="bvd8f9youej2" alt="Eclipse de Sol" title="Eclipse de Sol"><figcaption>Os astrónomos conseguem prever os eclipses com precisão ao calcular as órbitas do Sol, da Lua e da Terra, bem como a trajetória da sombra lunar.</figcaption></figure><p>Os eclipses não ocorrem por acaso. <strong>A sua ocorrência depende de uma combinação específica de movimentos celestes que os astrónomos podem estudar através de modelos matemáticos</strong>. A Lua orbita a Terra em 27,3 dias, mas a sua órbita apresenta uma inclinação de cerca de 5 graus em relação ao plano da eclíptica. Por isso, uma lua nova ou uma lua cheia não provocam automaticamente um eclipse. Só quando a Lua atravessa determinados pontos do seu percurso é que pode ocorrer o alinhamento necessário.</p><p>Esta explicação permite também compreender por que razão os cientistas conseguem antecipar tanto o momento do fenómeno como a zona da Terra a partir da qual será visível. Para tal, têm em conta as órbitas, as distâncias entre os corpos celestes, o tamanho aparente do Sol e da Lua e o movimento da sombra lunar. <strong>Nos eclipses totais, além disso, é possível calcular a faixa específica do planeta a partir da qual o Sol ficará completamente oculto</strong>.</p><h2>Previsão de eclipses: a inclinação da Lua determina quando podem ocorrer</h2><p><strong>Um eclipse solar ocorre quando a Lua se situa entre o nosso planeta e o Sol e bloqueia parte ou toda a luz proveniente da estrela</strong>. A zona que fica dentro da umbra pode observar um eclipse total, enquanto quem se encontra na penumbra observa apenas uma parte do disco solar. A posição exata de cada observador em relação a essa sombra determina o tipo de eclipse que poderá ver.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/-9EvyA_qJME/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=-9EvyA_qJME" id="-9EvyA_qJME"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>No caso de um eclipse lunar, a disposição muda: <strong>a Terra coloca-se entre o Sol e a Lua e projeta a sua sombra sobre o satélite</strong>. A Lua não desaparece completamente, mas pode adquirir uma tonalidade avermelhada. A atmosfera terrestre desvia e filtra parte da radiação solar, dispersando especialmente a luz azul e permitindo que chegue à superfície lunar uma maior proporção de luz vermelha.</p><p>A inclinação de cerca de 5 graus da órbita lunar em relação à eclíptica explica por que razão estes fenómenos não ocorrem todos os meses. <strong>Duas vezes por ano, dão-se as condições</strong> para que a trajetória da Lua cruze o plano da órbita terrestre nos chamados nós lunares. É em torno desses pontos que se abre uma janela de cerca de 35 dias, durante a qual pode ocorrer um ou até vários eclipses.</p><h2>Previsão de eclipses: 173,3 dias separam os nós lunares</h2><p>Esse período é designado por "época de eclipses" e <strong>tem duração suficiente para que, normalmente, coincidam um eclipse solar e um eclipse lunar</strong>. Como os 35 dias excedem ligeiramente os 27,3 dias que a Lua demora a completar uma volta à volta da Terra, por vezes pode ocorrer um terceiro eclipse dentro da mesma época.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-saben-los-cientificos-exactamente-cuando-habra-un-eclipse-1786443064865.jpeg" data-image="i8ztsruj4jt9" alt="Eclipse de Sol" title="Eclipse de Sol"><figcaption>Os eclipses solares são previstos através do cálculo preciso das órbitas da Lua e da Terra, para se saber quando estas coincidirão com o Sol.</figcaption></figure><p>Esse momento também segue um padrão relacionado com a órbita lunar. O intervalo temporal entre dois nós é de aproximadamente 173,3 dias, enquanto <strong>o chamado "ano de eclipses" atinge os 346,6 dias</strong>. Este valor é inferior aos 365,25 dias de um ano solar. Além disso, a órbita da Lua apresenta uma rotação lenta, conhecida como precessão, que faz com que as estações se antecipem entre duas e três semanas por ano.</p><p>Estes dados permitem até mesmo fazer uma estimativa simples sem dispor de todos os cálculos astronómicos. <strong>Uma referência aproximada consiste em contar 173 dias a partir de um eclipse para localizar o próximo período relacionado com os nós</strong>. No entanto, saber quando o fenómeno ocorrerá não garante que possa ser observado a partir de um local específico: a visibilidade depende também da posição geográfica e das condições meteorológicas.</p><h2>Como é que os astrónomos calculam a trajetória e a hora exata</h2><p>A mecânica celeste fornece a base para realizar os cálculos. Os astrónomos trabalham com modelos que descrevem o movimento da Terra em torno do Sol e o da Lua em torno da Terra, <strong>tendo em conta tanto a inclinação da órbita lunar como a forma elíptica de ambas as trajetórias</strong>. Com esses dados, conseguem determinar quando ocorrerá o alinhamento necessário para que a sombra apareça.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-saben-los-cientificos-exactamente-cuando-habra-un-eclipse-1786442541136.jpg" data-image="ws6uw8tr0j0q" alt="Eclipse de Sol" title="Eclipse de Sol"><figcaption>As previsões astronómicas não só nos vão permitir maravilhar-nos com o eclipse total de Sol de hoje, como também foram fundamentais para organizar uma observação segura e bem-sucedida em todo o mundo.</figcaption></figure><p><strong>Outro recurso utilizado para relacionar eclipses separados no tempo é o ciclo de Saros</strong>, cuja duração aproximada é de 18 anos, 11 dias e 8 horas. Após esse intervalo, o Sol, a Terra e a Lua voltam a ocupar posições relativas muito semelhantes. Os astrónomos babilónicos já utilizavam este padrão há milhares de anos para antecipar eclipses.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782826" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quer-fotografar-o-eclipse-com-o-telemovel-estes-cuidados-podem-salvar-a-sua-camara.html" title="Quer fotografar o eclipse com o telemóvel? Estes cuidados podem salvar a sua câmara">Quer fotografar o eclipse com o telemóvel? Estes cuidados podem salvar a sua câmara</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quer-fotografar-o-eclipse-com-o-telemovel-estes-cuidados-podem-salvar-a-sua-camara.html" title="Quer fotografar o eclipse com o telemóvel? Estes cuidados podem salvar a sua câmara"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quer-fotografar-o-eclipse-com-o-telemovel-estes-cuidados-podem-salvar-a-camara-1786310278202_320.jpg" alt="Quer fotografar o eclipse com o telemóvel? Estes cuidados podem salvar a sua câmara"></a></article></aside><p>Os cálculos atuais permitem ir muito mais longe. Para determinar a faixa de totalidade de um eclipse solar, é necessário ter em conta a rotação da Terra, a distância entre a Lua e a Terra e a velocidade a que a sombra se desloca sobre a superfície. <strong>Os dados provenientes de satélites, observatórios espaciais, programas informáticos e modelos matemáticos</strong> permitem estabelecer a hora do eclipse com uma precisão de segundos e determinar as zonas terrestres que ficarão dentro da sombra total.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/como-funciona-a-previsao-de-eclipses-e-assim-que-os-astronomos-calculam-o-dia-a-hora-e-ate-onde-a-sombra-chegara.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Alívio térmico: na semana de 17 a 23 de agosto poderá haver dias com temperaturas "ideais" para a época do ano]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alivio-termico-na-semana-de-17-a-23-de-agosto-podera-haver-dias-com-temperaturas-ideais-para-a-epoca-do-ano.html</link><pubDate>Wed, 12 Aug 2026 14:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A semana de 17 a 24 de agosto poderá trazer contrastes térmicos a Portugal continental. Com um início marcado por calor intenso e valores próximos dos 40 ºC. Mas uma mudança na circulação atmosférica deverá trazer um alívio.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/alivio-termico-na-semana-de-17-a-23-de-agosto-havera-dias-com-temperaturas-baixas-para-a-epoca-do-ano-1786538550486.jpg" data-image="041g5vvm5the" alt="Temperaturas semana de 17 a 24 de agosto" title="Temperaturas semana de 17 a 24 de agosto"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-955156">A semana começa com calor intenso e anomalias térmicas muito positivas, com valores localmente próximos dos 40 ºC. A partir de quinta-feira, o cenário muda, as temperaturas descem e o fim da semana deverá trazer um ambiente mais ameno e muito mais próximo do normal para agosto.</figcaption></figure><p>A semana de 17 a 24 de agosto ficará marcada por um <strong>forte contraste térmico em Portugal continental</strong>. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>O início da semana será marcado por calor intenso e temperaturas muito acima do normal, mas uma mudança na circulação atmosférica deverá proporcionar um alívio térmico, sobretudo a partir de quinta-feira (20).</p><h2>Segunda-feira arranca com calor intenso</h2><p>Na <strong>segunda-feira, dia 17</strong>, as previsões do modelo ECMWF apontam para temperaturas elevadas em grande parte do território. No litoral Norte e Centro, a influência marítima deverá limitar a subida dos termómetros: são previstas máximas próximas dos <strong>21 ºC na Póvoa de Varzim e 24 ºC nas Caldas da Rainha e Figueira da Foz</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alivio-termico-na-semana-de-17-a-23-de-agosto-havera-dias-com-temperaturas-baixas-para-a-epoca-do-ano-1786537085605.png" data-image="siixjtriep57" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O calor será intenso no arranque da semana, sobretudo no interior, onde várias regiões ultrapassarão os 30 ºC e o Vale do Tejo poderá aproximar-se dos 40 ºC. Junto ao litoral Norte e Centro, a influência atlântica manterá valores bastante mais amenos.</figcaption></figure><p>Contudo, à medida que avançamos para o interior, o cenário muda significativamente. Grande parte destas regiões deverá ultrapassar os <strong>30 ºC</strong>, enquanto no <strong>Vale do Tejo os termómetros poderão aproximar-se dos 40 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alivio-termico-na-semana-de-17-a-23-de-agosto-havera-dias-com-temperaturas-baixas-para-a-epoca-do-ano-1786537118547.png" data-image="ui2hfw545ja1" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-934153">Segunda-feira (17) poderá ser um dos dias mais quentes da semana. Grande parte de Portugal apresenta desvios positivos, que localmente poderão atingir entre 6 e 10 ºC acima do habitual.</figcaption></figure><p>O mapa de anomalias para a tarde de segunda-feira evidencia bem este cenário, com desvios positivos generalizados e, localmente, temperaturas entre <strong>6 e 10 ºC acima do habitual</strong>.</p><h2>Uma semana acima da média não significa calor todos os dias</h2><p>O ECMWF prevê que a <strong>temperatura média da semana de 17 a 24 de agosto fique acima da média climatológica</strong> em Portugal. No entanto, este mapa representa uma média de todo o período e não significa que todos os dias serão anormalmente quentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alivio-termico-na-semana-de-17-a-23-de-agosto-havera-dias-com-temperaturas-baixas-para-a-epoca-do-ano-1786537191493.jpg" data-image="vx7gqtasl2vi" alt="Anomalia média semanal da temperatura (17 a 24 de agosto)" title="Anomalia média semanal da temperatura (17 a 24 de agosto)"><figcaption>Apesar do alívio previsto para o final da semana, o ECMWF projeta uma temperatura média semanal acima do normal em Portugal. Os dias de calor intenso no início do período serão suficientes para elevar a média dos sete dias.</figcaption></figure><p>Para calcular a anomalia semanal são considerados diferentes momentos do dia ao longo dos sete dias. Assim, podem ocorrer noites mais frescas ou mesmo dias com temperaturas próximas ou abaixo do habitual, enquanto alguns episódios de calor mais intenso são suficientes para puxar a média semanal para valores positivos.</p><p>Até <strong>quarta-feira, dia 19</strong>, o calor deverá continuar a marcar presença, embora com diferenças importantes entre o litoral e o interior.</p><h2>A partir de quinta-feira chega o alívio térmico</h2><p>A tendência muda a partir de <strong>quinta-feira, dia 20</strong>, com uma descida progressiva das temperaturas. Para sexta-feira, dia 21, o ECMWF já projeta muitos locais com valores entre <strong>22 e 28 ºC</strong>, enquanto algumas zonas do Centro e interior poderão permanecer entre os <strong>28 e 34 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alivio-termico-na-semana-de-17-a-23-de-agosto-havera-dias-com-temperaturas-baixas-para-a-epoca-do-ano-1786537281412.jpg" data-image="1h7desbqsf1k" alt="Geopotencial e temperatura 925 hPa" title="Geopotencial e temperatura 925 hPa"><figcaption>A chegada de uma massa de ar menos quente à Península Ibérica favorecerá a descida das temperaturas. A circulação em níveis baixos da atmosfera ajuda a explicar a mudança do padrão térmico prevista para o final da semana.</figcaption></figure><p>Esta mudança estará associada a uma <strong>ondulação da corrente de jato</strong>, que favorecerá a descida de ar relativamente mais frio em altitude sobre a Europa Ocidental e Península Ibérica. Esta configuração deverá dificultar temporariamente a entrada das massas de ar muito quente provenientes do Norte de África.</p><h2>Fim de semana com temperaturas mais próximas do normal</h2><p>No <strong>sábado, dia 22</strong>, a anomalia da temperatura aos 850 hPa deverá aproximar-se dos <strong>0 ºC em grande parte de Portugal</strong>, indicando uma massa de ar com características próximas do normal climatológico. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alivio-termico-na-semana-de-17-a-23-de-agosto-havera-dias-com-temperaturas-baixas-para-a-epoca-do-ano-1786538130472.jpg" data-image="a964f7gpwf55" alt="Anomalia da temperatura aos 850 hPa, dia 22" title="Anomalia da temperatura aos 850 hPa, dia 22"><figcaption>No sábado, grande parte de Portugal deverá apresentar temperaturas em altitude próximas da média climatológica. Depois dos valores excecionalmente elevados do início da semana, a diferença será sentida como um claro alívio térmico.</figcaption></figure><p><strong>Não significa que fará frio!</strong> Em pleno agosto, as temperaturas continuarão agradáveis ou mesmo quentes em algumas regiões. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783335" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-de-tempo-quente-prolonga-se-ate-sexta-feira-em-tres-distritos-antes-da-eclosao-de-aguaceiros-e-trovoadas.html" title="Aviso amarelo de tempo quente prolonga-se até sexta-feira em três distritos antes da “eclosão” de aguaceiros e trovoadas">Aviso amarelo de tempo quente prolonga-se até sexta-feira em três distritos antes da “eclosão” de aguaceiros e trovoadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-de-tempo-quente-prolonga-se-ate-sexta-feira-em-tres-distritos-antes-da-eclosao-de-aguaceiros-e-trovoadas.html" title="Aviso amarelo de tempo quente prolonga-se até sexta-feira em três distritos antes da “eclosão” de aguaceiros e trovoadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aviso-amarelo-de-tempo-quente-prolonga-se-ate-sexta-feira-em-tres-distritos-antes-da-eclosao-de-aguaceiros-e-trovoadas-1786533788167_320.jpg" alt="Aviso amarelo de tempo quente prolonga-se até sexta-feira em três distritos antes da “eclosão” de aguaceiros e trovoadas"></a></article></aside><p>Contudo, <strong>depois do calor intenso do início da semana, o final poderá trazer um alívio térmico bastante percetível</strong>, com condições muito mais próximas do habitual para a época.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alivio-termico-na-semana-de-17-a-23-de-agosto-podera-haver-dias-com-temperaturas-ideais-para-a-epoca-do-ano.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ana Palma avisa sobre as próximas duas semanas em Portugal: "vai notar-se a aproximação do outono climatológico"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ana-palma-avisa-sobre-as-proximas-duas-semanas-em-portugal-vai-notar-se-a-aproximacao-do-outono-climatologico.html</link><pubDate>Wed, 12 Aug 2026 12:15:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois do calor que continuará a marcar agosto, o cenário poderá começar a mudar antes da chegada de setembro. As previsões a duas semanas apontam para alterações no padrão meteorológico em Portugal continental.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ana-palma-avisa-sobre-as-proximas-duas-semanas-em-portugal-vai-notar-se-a-aproximacao-do-outono-climatologico-1786531244082.jpg" data-image="6upi7ktkv6ir" alt="Últimas semanas do verão climatológico" title="Últimas semanas do verão climatológico"><figcaption>O verão continuará a fazer-se sentir nas próximas semanas, mas os modelos começam a mostrar sinais de mudança no final de agosto, com o calor a perder intensidade e a precipitação a poder ganhar maior expressão.</figcaption></figure><p>As próximas duas semanas deverão trazer uma mudança no padrão meteorológico em Portugal continental. Depois de um período marcado por temperaturas acima do habitual, <strong>o calor deverá perder expressão na última semana de agosto, enquanto se mantém um sinal de precipitação acima do habitual.</strong> </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações</div><p>Esta evolução coincide com a aproximação do outono climatológico, que começa a 1 de setembro, depois de o verão climatológico terminar a 31 de agosto.</p><h2>Calor acima da média entre 17 e 24 de agosto</h2><p>Entre 17 e 24 de agosto, o verão continuará bem presente. As previsões do ECMWF apontam para <strong>temperaturas médias semanais acima dos valores habituais em todo o território</strong>, com diferenças geralmente entre 1 e 3 ºC relativamente à média climatológica. O desvio deverá ser mais expressivo no Norte e Centro e menor no Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ana-palma-avisa-sobre-as-proximas-duas-semanas-em-portugal-vai-notar-se-a-aproximacao-do-outono-climatologico-1786530087007.jpg" data-image="x6hky0ozfr7d"><figcaption>As temperaturas deverão manter-se acima do habitual entre 17 e 24 de agosto, com anomalias positivas mais expressivas no Norte e Centro de Portugal continental e progressivamente menores em direção ao Sul.</figcaption></figure><p>Esta situação estará relacionada com a circulação atmosférica prevista em altitude, com uma dorsal a dominar parte do Atlântico Norte. <strong>Esta configuração favorece maior estabilidade nas áreas sob influência da dorsal</strong>, enquanto Portugal deverá permanecer na sua periferia, num contexto compatível com a <strong>persistência de temperaturas elevadas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783212" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-persiste-em-portugal-aviso-amarelo-alargado-para-9-distritos-ate-esta-data-com-temperaturas-proximas-dos-40-c.html" title="Calor persiste em Portugal: aviso amarelo alargado para 9 distritos até esta data, com temperaturas próximas dos 40 ºC">Calor persiste em Portugal: aviso amarelo alargado para 9 distritos até esta data, com temperaturas próximas dos 40 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-persiste-em-portugal-aviso-amarelo-alargado-para-9-distritos-ate-esta-data-com-temperaturas-proximas-dos-40-c.html" title="Calor persiste em Portugal: aviso amarelo alargado para 9 distritos até esta data, com temperaturas próximas dos 40 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-persiste-em-portugal-aviso-amarelo-alargado-para-9-distritos-ate-esta-data-com-temperaturas-proximas-dos-40-c-1786458830640_320.png" alt="Calor persiste em Portugal: aviso amarelo alargado para 9 distritos até esta data, com temperaturas próximas dos 40 ºC"></a></article></aside><p>Apesar do calor, a semana poderá ser mais húmida do que é habitual em agosto. O modelo apresenta um sinal de precipitação acima da média em Portugal, genericamente entre 0 e 30 mm. <strong>Isto não significa chuva persistente nem que estes sejam os acumulados previstos</strong>: como agosto é climatologicamente seco, alguns episódios de precipitação podem ser suficientes para superar os valores habituais.</p><h2>A aproximação do outono climatológico começa a notar-se</h2><p>A mudança torna-se mais evidente entre 24 e 31 de agosto, precisamente na última semana do verão climatológico. <strong>As temperaturas deverão aproximar-se dos valores habituais para a época</strong>, com a média semanal a situar-se, na generalidade do país, entre valores próximos do normal e cerca de 1 ºC acima do habitual.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ana-palma-avisa-sobre-as-proximas-duas-semanas-em-portugal-vai-notar-se-a-aproximacao-do-outono-climatologico-1786530135527.jpg" data-image="4lu9uj3psui4"><figcaption>Entre 24 e 31 de agosto, a configuração prevista em altitude mostra Portugal afastado do núcleo das principais anomalias de geopotencial, num cenário de menor domínio de uma estrutura atmosférica persistente sobre a Europa Ocidental.</figcaption></figure><p>A circulação atmosférica deverá apresentar diferenças. A dorsal atlântica perde influência junto da Europa Ocidental e aumenta a incerteza sobre a configuração da circulação, com vários cenários a ganharem expressão nas previsões. Na prática, isto traduz uma atmosfera menos dominada por um único padrão e <strong>poderá deixar Portugal mais exposto à aproximação de perturbações</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ana-palma-avisa-sobre-as-proximas-duas-semanas-em-portugal-vai-notar-se-a-aproximacao-do-outono-climatologico-1786530144101.jpg" data-image="rpdtch84dlq9"><figcaption>Na última semana de agosto, o ECMWF sinaliza precipitação acima da média em Portugal e numa extensa área da Europa Ocidental. Este sinal representa um desvio face ao habitual para a época e não os acumulados de chuva previstos.</figcaption></figure><p>É neste contexto que o sinal de precipitação acima da média se mantém entre 24 e 31 de agosto, não apenas em Portugal, mas numa extensa área da Europa Ocidental. Ainda é cedo para determinar quando e onde poderá chover, uma vez que <strong>previsões a esta distância permitem identificar tendências semanais</strong>, mas não antecipar com rigor a evolução do estado do tempo em cada dia.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ana-palma-avisa-sobre-as-proximas-duas-semanas-em-portugal-vai-notar-se-a-aproximacao-do-outono-climatologico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aviso amarelo de tempo quente prolonga-se até sexta-feira em três distritos antes da “eclosão” de aguaceiros e trovoadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-de-tempo-quente-prolonga-se-ate-sexta-feira-em-tres-distritos-antes-da-eclosao-de-aguaceiros-e-trovoadas.html</link><pubDate>Wed, 12 Aug 2026 11:23:52 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O estado do tempo em Portugal continental manter-se-á geralmente estável, seco e predominantemente soalheiro até à "intromissão" de uma perturbação em altitude. Vêm aí aguaceiros e trovoadas, saiba em que zonas e as datas a reter.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xax4gfq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xax4gfq.jpg" id="xax4gfq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Após esta quarta-feira (12) de eclipse solar</strong>, com céu pouco nublado ou limpo na generalidade da geografia de Portugal continental a favorecer uma boa observação do fenómeno, exceto nalgumas zonas da faixa costeira a norte do Cabo Raso devido à formação de nebulosidade baixa, <strong>há novidades meteorológicas à espreita para os dias que se avizinham</strong>.</p><h2>Calor persiste nalgumas zonas do interior até sexta-feira, 14 de agosto</h2><p><strong>Entre quinta-feira (13) e sábado (15) o estado do tempo será caracterizado por céu pouco nublado ou limpo</strong>, embora com períodos de maior nebulosidade no litoral ocidental durante as manhãs, podendo persistir localmente a norte do Cabo Raso. Prevê-se que o vento sopre geralmente fraco a moderado do quadrante norte, rodando temporariamente para oeste durante as tardes e pontualmente forte na faixa costeira ocidental e nas terras altas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aviso-amarelo-de-tempo-quente-prolonga-se-ate-sexta-feira-em-tres-distritos-antes-da-eclosao-de-aguaceiros-e-trovoadas-1786527882426.png" data-image="hfw7fgb84fwr"><figcaption>Nos próximos dias alguns locais do interior, como por exemplo no Baixo Alentejo, poderão atingir 40 ou 41 ºC de temperatura máxima.</figcaption></figure><p>Adicionalmente, espera-se ainda a formação de <strong>nevoeiro matinal, especialmente no litoral ocidental</strong>. Para o Algarve prevê-se uma ligeira subida das temperaturas máximas já amanhã, dia 13.</p><p>O atual cenário de estabilidade atmosférica resulta da influência de uma extensa <strong>região anticiclónica</strong>, que se prolonga desde a Madeira até ao Norte da Europa, em conjugação com uma <strong>depressão térmica </strong>sobre o interior da Península Ibérica. Esta configuração será favorável à persistência do calor diurno, sobretudo no <strong>interior e no Algarve, onde as temperaturas máximas poderão atingir, nalguns locais, 40 a 41 ºC</strong>.</p><h2>Aguaceiros e trovoadas à vista nalgumas zonas do país nestas datas</h2><p>No entanto, entre sexta (14) e sábado (15), uma ondulação mais pronunciada do jato polar poderá alterar a situação sinóptica, permitindo <strong>a aproximação de uma perturbação em altitude pelo flanco oriental do anticiclone</strong>.</p><p>A maior instabilidade consequente poderá traduzir-se num aumento temporário da nebulosidade durante a tarde de sexta-feira (14) no interior Norte e, no sábado (15), no interior Norte e Centro, com <strong>condições favoráveis à ocorrência de aguaceiros e trovoadas dispersos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aviso-amarelo-de-tempo-quente-prolonga-se-ate-sexta-feira-em-tres-distritos-antes-da-eclosao-de-aguaceiros-e-trovoadas-1786528028833.png" data-image="0icmein064fh"><figcaption>Para sábado, 15 de agosto, verifica-se a possibilidade das descargas elétricas atmosféricas se concentrarem sobretudo no interior Norte e Centro, distribuindo-se tendencialmente pelos distritos de Vila Real, Bragança, Viseu e Guarda.</figcaption></figure><p>De acordo com os mapas de referência da Meteored, <strong>a atividade convectiva deverá ser mais provável e algo mais intensa no sábado (15)</strong>, apesar da incerteza quanto à trajetória da perturbação e à distribuição espacial dos fenómenos.</p><p>A tendência atual, plasmada pelo modelo de maior confiança da Meteored - o ECMWF -, aponta para uma <strong>maior probabilidade de trovoadas no interior Norte e Centro, sobretudo nos distritos de Bragança, Vila Real, Viseu e Guarda</strong>, não descartando a possibilidade de ocorrência noutras áreas a oeste ou a sul do principal foco de instabilidade.</p><p>Tendo em conta a volatilidade típica deste tipo de sistemas, é bem<strong> provável que a localização e intensidade dos</strong> <strong>aguaceiros, trovoadas e possível queda de granizo</strong> (precipitação do tipo convectivo)<strong> possam sofrer ajustes nas próximas atualizações</strong> dos mapas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783246" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/eclipse-solar-nos-acores-esta-quarta-feira-o-tempo-vai-permitir-observar-o-fenomeno.html" title="Eclipse solar nos Açores esta quarta-feira: o tempo vai permitir observar o fenómeno?">Eclipse solar nos Açores esta quarta-feira: o tempo vai permitir observar o fenómeno?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/eclipse-solar-nos-acores-esta-quarta-feira-o-tempo-vai-permitir-observar-o-fenomeno.html" title="Eclipse solar nos Açores esta quarta-feira: o tempo vai permitir observar o fenómeno?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/eclipse-solar-nos-acores-esta-quarta-feira-o-tempo-vai-permitir-observar-o-fenomeno-1786469859949_320.png" alt="Eclipse solar nos Açores esta quarta-feira: o tempo vai permitir observar o fenómeno?"></a></article></aside><p>Adicionalmente, corroborando oficialmente um cenário hipotético avançado pela Meteored em previsões anteriores, o IPMA prolongou para <strong>sexta-feira (14) o aviso amarelo de tempo quente nos distritos de Bragança, Guarda e Castelo Branco</strong>, o que confirma a persistência das temperaturas elevadas para além de quinta-feira (13), embora numa área geográfica substancialmente mais restrita. </p><p>O número de distritos sob aviso amarelo de tempo quente passará de nove na quinta-feira (13) para <strong>apenas três na sexta-feira (14)</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-de-tempo-quente-prolonga-se-ate-sexta-feira-em-tres-distritos-antes-da-eclosao-de-aguaceiros-e-trovoadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Míldio da videira: porque é que uma trovoada de agosto pode reacender a doença ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/mildio-da-videira-porque-e-que-uma-trovoada-de-agosto-pode-reacender-a-doenca-entrada-depois-de-um-verao-seco-parece.html</link><pubDate>Wed, 12 Aug 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Depois de um verão seco, parece que a doença desapareceu da vinha. Basta uma tarde de trovoada a poucas semanas da vindima para o fungo voltar a trabalhar, e desta vez o prejuízo é maior.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mildio-da-videira-porque-e-que-uma-trovoada-de-agosto-pode-reacender-a-doenca-entrada-depois-de-um-verao-seco-parece-1786450874972.png" data-image="ym2c8d9v7d0w"><figcaption>Nas folhas adultas, os ataques tardios aparecem como manchas irregulares que se confundem com o envelhecimento normal.</figcaption></figure><p>Em agosto, a vinha costuma dar descanso a quem a trata. As uvas estão a mudar de cor, o calor aperta e há semanas que ninguém vê uma mancha nova numa folha. É natural pensar que o míldio ficou para trás, lá na primavera.</p><p>Só que o fungo não desapareceu. Ficou apenas à espera de água, e uma trovoada de fim de tarde chega para lhe dar tudo aquilo de que precisa, seja em Peso da Régua, em Amarante ou em Anadia.</p><h2>Porque é que a doença parece adormecer no verão</h2><p>O míldio não pede muito, mas é exigente na ordem das coisas. Precisa de água líquida sobre a folha durante várias horas seguidas e de temperaturas moderadas enquanto isso dura. É a chuva que lhe abre a porta e é a humidade da noite que lhe permite continuar o trabalho.</p><p>Num agosto normal falta-lhe exatamente isso. Não chove, as noites são secas e as tardes passam facilmente dos 35 ºC, valores a que os esporos se degradam depressa. O fungo não morre. Fica parado, dentro dos tecidos que já infetou, à espera da próxima oportunidade.</p><div class="texto-destacado">Regra dos três dez- É a forma clássica de prever o arranque do míldio na primavera. As primeiras infeções tornam-se prováveis quando se juntam três condições: rebentos com pelo menos dez centímetros, temperatura acima de dez graus e uma chuvada de pelo menos dez milímetros.</div><p>O que quase nunca se diz é que a mesma lógica se aplica em pleno verão. Se a chuva voltar e a temperatura descer para valores amenos, o ciclo recomeça, esteja-se em maio ou em agosto.</p><h2>O que uma trovoada traz consigo</h2><p>Uma trovoada de verão não é só chuva. É um conjunto de mudanças que, juntas, criam a janela perfeita para uma nova infeção. Na tabela abaixo é possível analisar os principais impactos da trovoada na vinha.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>O que a trovoada traz</p></th><th scope="col"><p>O que provoca na vinha</p></th><th scope="col"><p>Quando se nota</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Chuva forte</p></td><td><p>Água livre na folha, indispensável à infeção</p></td><td><p>Nas horas seguintes</p></td></tr><tr><td><p>Descida da temperatura</p></td><td><p>Aproxima o ambiente do ideal do fungo</p></td><td><p>Um a três dias depois</p></td></tr><tr><td><p>Noites húmidas</p></td><td><p>Favorecem a esporulação na página inferior da folha</p></td><td><p>Quatro a cinco dias depois</p></td></tr><tr><td><p>Granizo</p></td><td><p>Feridas nos bagos, porta aberta a podridões</p></td><td><p>De imediato</p></td></tr><tr><td><p>Lavagem dos tratamentos</p></td><td><p>Retira a proteção aplicada antes da chuva</p></td><td><p>Acima de 20 a 25 mm</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Impactos da trovoada na vinha. Fonte: elaboração própria</td></tr></tbody></table><p>Com temperaturas entre os 20 e os 25 ºC, o período que vai da infeção ao aparecimento dos sintomas é curto, à volta de quatro a cinco dias. Ou seja, aquilo que uma trovoada de sábado provoca só se torna visível na quarta ou na quinta-feira seguinte. Quem só olha para a vinha no dia a seguir à chuva conclui que não aconteceu nada.</p><h2>Onde procurar, e o que se vê nesta altura do ano</h2><p>Os sintomas de agosto não são iguais aos da primavera. Nas folhas adultas já não aparece aquela mancha de óleo bem redonda, mas sim um mosaico de manchas pequenas e angulosas, limitadas pelas nervuras, com um aspeto amarelado que se confunde facilmente com envelhecimento normal.</p><p>O sítio certo para olhar são as folhas novas dos netos, aqueles rebentos secundários que crescem no topo. São tecidos jovens, tenros e desprotegidos, porque nasceram depois do último tratamento, e é aí que o fungo se instala primeiro.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As netas são folhas novas nascidas depois do último tratamento. É por isso que a doença aparece sempre no topo da planta e não em baixo.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mildio-da-videira-porque-e-que-uma-trovoada-de-agosto-pode-reacender-a-doenca-entrada-depois-de-um-verao-seco-parece-1786451072427.png" data-image="ctgc17pnbzzl"><figcaption>Uma videira que perde a folhagem antes do tempo deixa de alimentar os cachos e chega ao inverno sem reservas. </figcaption></figure><p>Nos cachos, o cenário muda com a fase. Depois do pintor, o bago em si torna-se muito mais resistente à infeção direta. O que continua vulnerável é o engaço, a estrutura que segura os bagos. Se o fungo entra por aí, os bagos secam e murcham a partir do pedúnculo, sem qualquer mancha à superfície, o que costuma deixar toda a gente sem perceber a causa.</p><h2>O prejuízo maior pode não ser nesta colheita</h2><p>Uma vinha que perde as folhas em agosto deixa de ter fábrica para acabar o trabalho. As uvas ficam com menos açúcar, amadurecem de forma desigual e o vinho ressente-se.</p><p>Mas o problema mais sério aparece só no ano seguinte. É nesta fase final do ciclo que a planta acumula reservas nas raízes e no lenho, e que os sarmentos amadurecem para aguentar o inverno. Uma desfolha precoce corta esse processo a meio, e o resultado vê-se na primavera seguinte, num abrolhamento fraco e desigual.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="645633" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-e-o-choro-da-videira-saiba-tudo-sobre-este-fenomeno-uva.html" title="O que é o 'choro' da videira? Saiba tudo sobre este fenómeno">O que é o "choro" da videira? Saiba tudo sobre este fenómeno</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-e-o-choro-da-videira-saiba-tudo-sobre-este-fenomeno-uva.html" title="O que é o 'choro' da videira? Saiba tudo sobre este fenómeno"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-lloro-de-la-vid-cuando-empieza-y-a-que-se-debe-1708886694375_320.jpg" alt="O que é o 'choro' da videira? Saiba tudo sobre este fenómeno"></a></article></aside><p>Se decidir tratar, há um cuidado que se sobrepõe a tudo o resto nesta altura: o intervalo de segurança. Faltando poucas semanas para a vindima, só se pode usar aquilo que respeite o prazo entre a aplicação e a colheita. É informação obrigatória no rótulo, e não é negociável.</p><p>E antes disso, olhe para a previsão. Depois de uma trovoada, vale a pena acompanhar a humidade e as mínimas dos dias seguintes. Se as noites ficarem húmidas e as temperaturas amenas, o ciclo vai completar-se. Se voltar o calor seco de agosto, provavelmente ficou por ali.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/mildio-da-videira-porque-e-que-uma-trovoada-de-agosto-pode-reacender-a-doenca-entrada-depois-de-um-verao-seco-parece.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Eclipse solar nos Açores esta quarta-feira: o tempo vai permitir observar o fenómeno?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/eclipse-solar-nos-acores-esta-quarta-feira-o-tempo-vai-permitir-observar-o-fenomeno.html</link><pubDate>Wed, 12 Aug 2026 06:09:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O eclipse solar parcial desta quarta-feira, 12 de agosto, poderá ocultar até 77% do disco solar nos Açores. Depois de uma manhã com chuva fraca, o tempo deverá melhorar durante a tarde, mas a nebulosidade poderá condicionar a observação em algumas ilhas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xawy0wy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xawy0wy.jpg" id="xawy0wy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O eclipse solar desta quarta-feira, 12 de agosto, será parcialmente visível em todo o arquipélago dos Açores. Apesar da passagem de uma superfície frontal durante as primeiras horas do dia, as previsões apontam para uma melhoria gradual do estado do tempo durante a tarde, precisamente antes do início do fenómeno.</p><h2>Eclipse parcial poderá ocultar até 77% do disco solar nos Açores</h2><p>Esta quarta-feira, dia 12, os Açores terão a oportunidade de observar um dos fenómenos astronómicos mais aguardados do ano. No arquipélago, o eclipse será <strong>parcial, com uma ocultação do disco solar entre 74% e 77%</strong>, dependendo da ilha.</p><p>De acordo com a informação divulgada pelo IPMA, o fenómeno terá início aproximadamente <strong>às 17h30</strong>, atingindo o máximo entre <strong>as 18h35 e as 18h37</strong>. O eclipse terminará entre <strong>as 19h32 e as 19h35</strong>.</p><p>Assim, serão sobretudo as condições de nebulosidade entre o final da tarde e o início da noite que determinarão a qualidade da observação.</p><h2>Uma frente fria atravessará os Açores antes do eclipse</h2><p>O estado do tempo durante a primeira metade desta quarta-feira será influenciado por uma <strong>superfície frontal fria, pouco ativa e em processo de dissipação</strong>, responsável por alguma instabilidade no arquipélago.</p><p>A precipitação deverá ser geralmente fraca e mais frequente nas ilhas do <strong>Grupo Central</strong>, principalmente durante a madrugada e a manhã.</p><p>Pelas 06h, o modelo coloca precipitação nas proximidades do Faial e Pico, enquanto durante a manhã surgem ainda alguns núcleos dispersos sobre ou nas proximidades de diferentes ilhas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/eclipse-solar-nos-acores-esta-quarta-feira-o-tempo-vai-permitir-observar-o-fenomeno-1786469859949.png" data-image="issu5idksk5v" alt="Chuva às 09h de quarta-feira" title="Chuva às 09h de quarta-feira"><figcaption>A passagem de uma superfície frontal fria de fraca atividade poderá provocar chuva ou aguaceiros durante a madrugada e manhã desta quarta-feira, sobretudo no Grupo Central.</figcaption></figure><p> <strong>A precipitação deverá perder expressão ao longo da manhã</strong>, à medida que a superfície frontal enfraquece, deixando um cenário diferente para o período do eclipse. </p><h2>A melhoria chega precisamente antes do eclipse</h2><p>Depois da instabilidade das primeiras horas do dia, <strong>a frente deverá continuar a perder atividade e as condições meteorológicas deverão melhorar progressivamente durante a tarde</strong>.</p><p>Às <strong>18h</strong>, já dentro do período de observação, o modelo praticamente não representa precipitação sobre o arquipélago. O cenário mantém-se semelhante pelas <strong>19h</strong>, embora não seja possível excluir algum aguaceiro fraco e muito localizado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783168" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-eclipse-solar-e-ja-amanha-como-estarao-as-condicoes-de-visibilidade-em-portugal-continental-saiba-aqui.html" title="O eclipse solar é já amanhã: como estarão as condições de visibilidade em Portugal Continental? Saiba aqui!">O eclipse solar é já amanhã: como estarão as condições de visibilidade em Portugal Continental? Saiba aqui!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-eclipse-solar-e-ja-amanha-como-estarao-as-condicoes-de-visibilidade-em-portugal-continental-saiba-aqui.html" title="O eclipse solar é já amanhã: como estarão as condições de visibilidade em Portugal Continental? Saiba aqui!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-eclipse-solar-e-ja-amanha-como-estarao-as-condicoes-de-visibilidade-em-portugal-continental-saiba-aqui-1786448929640_320.jpg" alt="O eclipse solar é já amanhã: como estarão as condições de visibilidade em Portugal Continental? Saiba aqui!"></a></article></aside><p>Existe uma probabilidade próxima dos <strong>20% de ocorrência de aguaceiros fracos nos grupos Central e Oriental</strong>, especialmente nas zonas de maior altitude.</p><p>Ou seja, <strong>a chuva não parece ser o principal obstáculo à observação do eclipse. A grande incógnita será a nebulosidade</strong>.</p><h2>Haverá nuvens durante o eclipse? Estes são os locais onde o cenário parece mais favorável</h2><p> Entre as 17h e as 18h, o ECMWF prevê <strong>nebulosidade geralmente pouco significativa em vários pontos dos grupos Ocidental e Central, com boas abertas</strong>. No Grupo Oriental, o cenário poderá ser mais variável, sobretudo em São Miguel, onde Ponta Delgada poderá rondar os 30% de nebulosidade, enquanto no Nordeste os valores poderão aproximar-se dos 64%. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/eclipse-solar-nos-acores-esta-quarta-feira-o-tempo-vai-permitir-observar-o-fenomeno-1786469977805.png" data-image="1kf695wt2oxg" alt="Nebulosidade às 18h de quarta-feira" title="Nebulosidade às 18h de quarta-feira"><figcaption>Durante o eclipse, o ECMWF prevê períodos com boas abertas em várias ilhas dos Açores. A quantidade de nebulosidade poderá, contudo, variar significativamente entre diferentes pontos do arquipélago.</figcaption></figure><p> <strong>A distribuição prevista das nuvens mostra que não haverá um cenário uniforme.</strong> Enquanto algumas ilhas poderão beneficiar de boas abertas, noutras a passagem temporária de nuvens poderá dificultar a observação. </p><h2>No momento máximo do eclipse haverá boas abertas em várias ilhas</h2><p>É entre as <strong>18h35 e as 18h37 </strong>que ocorrerá o máximo do eclipse nos Açores. O mapa das 19h é, por isso, particularmente útil para perceber as condições previstas próximo desse momento.</p><p>Nesse horário, o ECMWF continua a mostrar <strong>valores relativamente reduzidos de nebulosidade em vários pontos do Grupo Central</strong>.</p><p>São previstos aproximadamente <strong>14% nas Flores, 35% na Horta, 31% nas Velas, 16% nas Lajes do Pico e 13% no Topo</strong>. Angra do Heroísmo apresenta cerca de 33%.</p><p>No Grupo Oriental, Ponta Delgada surge com aproximadamente <strong>30% de nebulosidade</strong>, enquanto no Nordeste de São Miguel o valor sobe para cerca de <strong>70%</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/eclipse-solar-nos-acores-esta-quarta-feira-o-tempo-vai-permitir-observar-o-fenomeno-1786470096864.png" data-image="ppgoic06391l" alt="Nebulosidade às 19h de quarta-feira" title="Nebulosidade às 19h de quarta-feira"><figcaption>Próximo do momento máximo do eclipse, o modelo ECMWF sugere boas abertas em várias ilhas, embora a nebulosidade possa ser mais significativa em alguns setores, particularmente em São Miguel.</figcaption></figure><p> Pequenas alterações na posição das nuvens poderão determinar se o fenómeno será ou não visível num determinado local. </p><h2>Temperaturas entre os 23 e os 28 ºC durante o fenómeno</h2><p>Além da nebulosidade, as temperaturas permanecerão bastante agradáveis durante a observação.</p><p> Segundo o ECMWF, pelas 19h desta quarta-feira, as temperaturas deverão variar aproximadamente entre os 23 e os 28 ºC nas localidades representadas, com os valores mais elevados nas Flores e em São Miguel. O vento deverá soprar em geral fraco a moderado, embora localmente possa apresentar maior intensidade. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/eclipse-solar-nos-acores-esta-quarta-feira-o-tempo-vai-permitir-observar-o-fenomeno-1786470191403.png" data-image="p4lg6stunyii" alt="Temperatura às 19h de quarta-feira" title="Temperatura às 19h de quarta-feira"><figcaption>As temperaturas deverão manter-se amenas a elevadas durante o eclipse, com valores geralmente entre os 23 e os 28 ºC nas localidades representadas pelo modelo ECMWF.</figcaption></figure><p> <strong>A temperatura e o vento não deverão constituir os principais condicionamentos meteorológicos durante a observação</strong>, estando as atenções sobretudo centradas na nebulosidade. </p><h2> E depois do eclipse? Tempo variável até sábado</h2><p>Nos dias seguintes, <strong>o estado do tempo deverá continuar variável nos Açores</strong>, mas sem sinais de precipitação generalizada. Na quinta-feira poderão ocorrer alguns aguaceiros dispersos, sobretudo nos grupos Central e Oriental.</p><p>Na sexta-feira e no sábado deverá manter-se um cenário de <strong>nebulosidade variável, boas abertas e possibilidade de aguaceiros pontuais</strong>, com diferenças entre as várias ilhas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/eclipse-solar-nos-acores-esta-quarta-feira-o-tempo-vai-permitir-observar-o-fenomeno-1786470842797.png" data-image="v0u9bqwgkx0a" alt="Chuva de sábado nos Açores às 12h" title="Chuva de sábado nos Açores às 12h"><figcaption>No sábado, o tempo continuará variável nos Açores, com diferenças significativas de nebulosidade entre as ilhas e possibilidade de alguns aguaceiros localizados.</figcaption></figure><p> A evolução até sábado não sugere, para já, um episódio de precipitação generalizada no arquipélago. </p><h2>Afinal, o tempo vai permitir observar o eclipse nos Açores?</h2><p>Neste momento, <strong>o cenário é moderadamente favorável à observação do eclipse</strong>, embora as condições não sejam uniformes em todo o arquipélago.</p><p>A precipitação prevista durante a madrugada e manhã deverá perder expressão ao longo do dia. Quando o eclipse começar, pelas 17h30 UTC, <strong>a chuva deverá ser escassa e muito localizada, sendo a nebulosidade o principal fator a acompanhar</strong>.</p><p>Por isso, será importante acompanhar as atualizações da previsão até às horas imediatamente anteriores ao fenómeno.</p><p>Independentemente das condições meteorológicas, a observação deverá ser feita <strong>apenas com proteção ocular adequada e certificada para observação solar</strong>, nunca olhando diretamente para o Sol sem equipamento apropriado.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/eclipse-solar-nos-acores-esta-quarta-feira-o-tempo-vai-permitir-observar-o-fenomeno.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Super El Niño prestes a alcançar intensidade muito forte e NOAA aumenta escala para 8 °C]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-alcancara-intensidade-muito-forte-em-breve-e-noaa-aumenta-escala-para-8-c.html</link><pubDate>Wed, 12 Aug 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O Pacífico continua a aquecer num ritmo acelerado e o Super El Niño está prestes a alcançar uma intensidade muito forte. A bolha de água quente abaixo da superfície é tão intensa que a NOAA precisou de aumentar a escala de um gráfico clássico.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-alcancara-intensidade-muito-forte-em-breve-e-noaa-aumenta-escala-para-8-c-1786405094530.png" data-image="fkkayz289gig"><figcaption>Anomalias diárias (09/10/2026) mostram uma extensa área com anomalias superiores a 3 °C no Pacífico Central e Leste. Créditos: Meteored/Adaptado de NASA worldview.</figcaption></figure><p>A <strong>região de monitorização do El Niño</strong>, conhecida como Niño 3.4, registou <strong>+1,8°C de anomalia relativa </strong>de temperatura da superfície do mar (TSM) na última semana segundo a NOAA, deixando o <strong>Super El Niño 2026-2027 prestes a alcançar </strong>a categoria <strong>“muito forte”</strong>, definida pelo limiar de +2 °C. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg> O aquecimento também chama a atenção abaixo da superfície do oceano. Na atualização mais recente, a NOAA ampliou para 8 °C o limite máximo da escala utilizada no mapa de anomalias de temperatura .<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Apesar de as anomalias absolutas já terem alcançado +2,6 °C, elas incluem o aquecimento de fundo dos oceanos, que é descontado no cálculo das anomalias relativas. <strong>Nos próximos dias</strong>, prevê-se que um pulso da<strong> Oscilação Madden-Julian</strong> (MJO) se desloque pelo Oceano Pacífico, o que deve <strong>favorecer</strong> um <strong>novo aquecimento</strong>, fazendo com que o El Niño alcance o patamar de +2 °C em breve. Confira os detalhes.</p><h2>Super El Niño está prestes a alcançar intensidade muito forte</h2><p>Enquanto a <strong>anomalia relativa </strong>da semana centrada em <strong>29 de julho </strong>foi de<strong> +1,5 °C</strong>, colocando o El Niño na categoria de um<strong> evento forte</strong>, a <strong>última semana</strong> registou um<strong> novo aumento </strong>de 0,3 °C, levando o Niño 3.4 a<strong> +1,8°C</strong>. </p><p>Com isto, <strong>faltam apenas 0,2 °C</strong> para que o fenómeno alcance oficialmente o patamar de +2 °C, utilizado para caracterizar um<strong> El Niño muito forte</strong>, embora o <strong>pico</strong> do fenómeno esteja previsto para acontecer <strong>entre outubro e dezembro</strong>. Enquanto isso, a região<strong> Niño 1+2</strong>, na costa do Peru, já alcança <strong>3,3 °C</strong> de anomalia relativa, um valor excecional. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-alcancara-intensidade-muito-forte-em-breve-e-noaa-aumenta-escala-para-8-c-1786405160781.png" data-image="uih7hclp1pfs" alt="Atualizações semanais do boletim El Niño pela NOAA, com o retângulo vermelho destacando o aumento da escala para 8°C. Créditos: Meteored/Adaptado de NOAA." title="Atualizações semanais do boletim El Niño pela NOAA, com o retângulo vermelho destacando o aumento da escala para 8°C. Créditos: Meteored/Adaptado de NOAA."><figcaption>Atualizações semanais do boletim El Niño pela NOAA, com o retângulo vermelho a destacar o aumento da escala para 8 °C. Créditos: Meteored/Adaptado de NOAA.</figcaption></figure><p>O <strong>aquecimento</strong> também chama a atenção<strong> abaixo da superfície</strong> do oceano. Na atualização mais recente, a <strong>NOAA ampliou para 8 °C o limite máximo da escala</strong> utilizada no mapa de anomalias de temperatura subsuperficial, que representa as condições nos primeiros 300 metros do oceano. A <strong>mudança evidencia </strong>a <strong>magnitude</strong> das anomalias observadas na chamada<strong> bolha de água quente</strong>, que ocupa atualmente parte do Pacífico equatorial central e leste.</p><p>De acordo com a NOAA, as temperaturas subsuperficiais acima da média fortaleceram-se nos últimos dois meses no Pacífico central e leste. <strong>Este calor acumulado abaixo da superfície é</strong> particularmente <strong>importante</strong> para a evolução do El Niño, pois <strong>alimentará</strong> o <strong>aquecimento</strong> da superfície<strong> nos próximos meses</strong>. Aliás, o aquecimento do Pacífico pode receber um novo impulso nas próximas semanas.</p><h2>Oscilação intrasazonal pode impulsionar novo aquecimento</h2><p>A <strong>Oscilação Madden-Julian</strong> (MJO), uma variabilidade intrasazonal da atmosfera tropical que ocorre em escalas de aproximadamente 30 a 60 dias, está <strong>prevista para avançar pelo Pacífico Oeste e, posteriormente, pelo Pacífico Central</strong>. A previsão atual indica uma reorganização da MJO e a sua propagação para leste nas próximas semanas, numa evolução que pode<strong> interagir de forma construtiva </strong>com o <strong>El Niño</strong> e <strong>contribuir para a sua intensificação</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-alcancara-intensidade-muito-forte-em-breve-e-noaa-aumenta-escala-para-8-c-1786405194508.png" data-image="wyea8mxilpzj" alt="Previsão da propagação da Oscilação Madden-Julian (MJO) pelo Pacífico, representada pela linha preta. Créditos: NCICS." title="Previsão da propagação da Oscilação Madden-Julian (MJO) pelo Pacífico, representada pela linha preta. Créditos: NCICS."><figcaption>Previsão da propagação da Oscilação Madden-Julian (MJO) pelo Pacífico, representada pela linha preta. Créditos: NCICS.</figcaption></figure><p>A<strong> MJO é um pulso de convecção</strong> que <strong>se desloca de oeste para leste</strong> e pode provocar importantes variações nos ventos tropicais. Durante a sua passagem pelo Pacífico, o <strong>enfraquecimento dos ventos de leste</strong> pode favorecer a formação de uma <strong>onda de Kelvin oceânica</strong>, que também se propaga para leste ao longo do equador. Na sua fase quente, essa onda está associada ao <strong>downwelling</strong>, um movimento que aprofunda a termoclina e <strong>aumenta o conteúdo de calor na camada superior do oceano</strong>, reduzindo a influência das águas frias que normalmente chegam à superfície.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="184092" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-ninos-do-clima.html" title="Os 'Niños' do clima">Os 'Niños' do clima</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-ninos-do-clima.html" title="Os 'Niños' do clima"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-ninos-do-clima-184092-5_320.jpg" alt="Os 'Niños' do clima"></a></article></aside><p>A onda de Kelvin também pode transportar para leste o calor acumulado abaixo da superfície, favorecendo o aquecimento do Pacífico central e leste. <strong>Este mecanismo é particularmente importante no cenário atual</strong>, já que existe atualmente uma <strong>grande quantidade de calor armazenada abaixo da superfície</strong>, e a possível atuação favorável da MJO pode ajudar a transferir parte dessa energia para a superfície. Com o Niño 3.4 já em +1,8 °C, este mecanismo pode ser importante para que o El Niño ultrapasse o limiar de +2 °C nas próximas semanas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-alcancara-intensidade-muito-forte-em-breve-e-noaa-aumenta-escala-para-8-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O impacto da seca extrema: como a extração de água do subsolo está a deslocar o eixo de rotação da Terra]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-impacto-da-seca-extrema-como-a-extracao-de-agua-do-subsolo-esta-a-deslocar-o-eixo-de-rotacao-da-terra.html</link><pubDate>Tue, 11 Aug 2026 18:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A extração de água subterrânea está a deslocar ligeiramente o eixo de rotação da Terra: os cientistas explicam por que razão este fenómeno ocorre e desmontam o mito de uma inversão dos pólos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-peso-de-la-sequia-extrema-como-bombear-agua-del-subsuelo-esta-desplazando-el-eje-de-rotacion-terrestre-1786091476285.jpeg" data-image="tbp8emo49rjv"><figcaption>As medições por satélite demonstraram que a extração massiva de águas subterrâneas altera ligeiramente a distribuição da massa do planeta, deslocando o eixo geográfico alguns centímetros por ano.</figcaption></figure><p>O eixo da Terra é um tema muito recorrente nas redes sociais e em fóruns especializados, uma vez que é comum falar-se dele e de um possível deslocamento do mesmo em direção aos pólos. No entanto, <strong>a realidade científica é muito mais interessante e, ao mesmo tempo, muito menos dramática</strong>.</p><p>Várias investigações demonstraram que <strong>a captação intensiva de águas subterrâneas está a alterar ligeiramente a distribuição da massa terrestre</strong>. Deslocando alguns centímetros por ano o eixo de rotação geográfico do nosso planeta.</p><p>No entanto, <strong>este fenómeno não tem absolutamente nada a ver com uma inversão dos pólos magnéticos</strong> nem representa um risco para a estabilidade do planeta. </p><h2>Por que é que a extração de água pode deslocar o eixo da Terra?</h2><p><strong>A Terra gira como um enorme pião, e qualquer redistribuição significativa da sua massa altera ligeiramente o seu equilíbrio</strong>, tal como acontece quando um patinador altera a posição dos braços durante uma pirueta. </p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">️ La ESA publica el Aterrador Sonido de la Inversión del Campo Magnético de la Tierra.<br>Hace 41.000 años se produjo el Evento de Laschamp, una breve inversión del Campo Magnético Terrestre. Ahora un equipo de científicos recrea en sonido aquel evento. Te lo explico. Abro Hilo <a href="https://t.co/kEFiIAEhqB">pic.twitter.com/kEFiIAEhqB</a></p>— EXOPLANETAS Noticias de Ciencia y Tecnología (@ExoPlanetascom) <a href="https://x.com/ExoPlanetascom/status/1844838246213468594?ref_src=twsrc%5Etfw">October 11, 2024</a></blockquote></figure><p><strong>Quando se extraem grandes quantidades de água dos aquíferos</strong> para abastecimento urbano, agricultura ou indústria, <strong>essa massa deixa de ficar armazenada no subsolo e acaba por ser redistribuída pelo sistema hidrológico</strong>, chegando finalmente aos oceanos, rios ou à atmosfera através da evaporação.</p><p>Tudo isto pode parecer insignificante, mas <strong>a movimentação de milhares de milhões de toneladas de água por ano tem efeitos mensuráveis</strong> graças aos modernos satélites de observação da Terra. </p><h2>O eixo geográfico muda, mas apenas alguns centímetros</h2><p>Por um lado, <strong>existe o polo geográfico</strong>, que corresponde ao ponto onde o eixo de rotação corta a superfície terrestre. Este eixo não permanece completamente imóvel, mas <strong>sofre pequenos deslocamentos contínuos devido ao movimento do gelo, da água</strong>, da atmosfera ou mesmo a processos geológicos.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">El Polo norte magnético de la Tierra fue descubierto por el cosmógrafo español Martín Cortés de Albacar, constatando la declinación magnética y la existencia de un polo magnético distinto del geográfico. <a href="https://t.co/I09hPtfD9B">pic.twitter.com/I09hPtfD9B</a></p>— La América española (@javierleoncio49) <a href="https://x.com/javierleoncio49/status/1959150244190433782?ref_src=twsrc%5Etfw">August 23, 2025</a></blockquote></figure><p>De acordo com estudos recentes, a captação mundial de águas subterrâneas entre 1993 e 2010 <strong>provocou um deslocamento do eixo geográfico de aproximadamente 4 centímetros por ano</strong>.</p><p>Pode parecer um deslocamento significativo, mas, na realidade, trata-se de uma variação extremamente pequena que<strong> só pode ser detetada através de instrumentos científicos de grande precisão</strong>.</p><h2>Então, por que se fala numa inversão dos pólos?</h2><p>Grande parte da confusão deve-se ao facto de existirem dois pólos completamente diferentes: <strong>o primeiro é o pólo geográfico</strong>, relacionado com a rotação da Terra; e <strong>o segundo é o pólo magnético</strong>, gerado pelo movimento do ferro líquido no núcleo externo do planeta, a quase 3 000 quilómetros de profundidade.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="748899" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-polo-norte-magnetico-abranda-e-muda-de-direcao-teremos-de-mudar-as-nossas-bussolas-e-gps.html" title="O pólo norte magnético abranda e muda de direção: teremos de mudar as nossas bússolas e GPS?">O pólo norte magnético abranda e muda de direção: teremos de mudar as nossas bússolas e GPS?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-polo-norte-magnetico-abranda-e-muda-de-direcao-teremos-de-mudar-as-nossas-bussolas-e-gps.html" title="O pólo norte magnético abranda e muda de direção: teremos de mudar as nossas bússolas e GPS?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-polo-norte-magnetico-abranda-e-muda-de-direcao-teremos-de-mudar-as-nossas-bussolas-e-gps-1768326294651_320.jpg" alt="O pólo norte magnético abranda e muda de direção: teremos de mudar as nossas bússolas e GPS?"></a></article></aside><p> Os pólos magnéticos mudaram de posição muitas vezes ao longo da história geológica da Terra, tendo <strong>a última inversão completa</strong> ocorrido há aproximadamente <strong>780 000 anos</strong>. Por outro lado, há cerca de 41 000 anos ocorreu o chamado <strong>evento Laschamp</strong>, uma alteração temporária do campo magnético que posteriormente voltou ao seu estado habitual. </p><h3>O núcleo terrestre dita as regras</h3><p><strong>O campo magnético terrestre tem origem no núcleo externo</strong>, onde enormes correntes de ferro fundido geram o chamado efeito dínamo.</p><p>Trata-se de um sistema extremamente complexo que os cientistas ainda estão a investigar. Embora, nos últimos anos, o campo magnético se tenha enfraquecido ligeiramente, <strong>não há indícios de que estejamos à beira de uma nova inversão magnética</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Así es como el campo magnético de la Tierra protege al planeta de la radiación cósmica y las partículas cargadas emitidas por nuestro sol<br><br> <a href="https://t.co/z1AjWtoqym">pic.twitter.com/z1AjWtoqym</a></p>— Ciencia y tecnología (@CienciaTecg) <a href="https://x.com/CienciaTecg/status/1768591663662874695?ref_src=twsrc%5Etfw">March 15, 2024</a></blockquote></figure><p>E, acima de tudo, <strong>nenhum cientista associa esse comportamento à atividade humana</strong> na superfície terrestre.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Thibault%20Renard" data-year="2026" data-title="Can%20pumping%20groundwater%20really%20flip%20Earth%E2%80%99s%20poles%3F%20An%20expert%20explains" data-url="https%3A%2F%2Ftheconversation.com%2Fcan-pumping-groundwater-really-flip-earths-poles-an-expert-explains-288719">Thibault Renard. (2026). <a href="https://theconversation.com/can-pumping-groundwater-really-flip-earths-poles-an-expert-explains-288719" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Can pumping groundwater really flip Earth’s poles? An expert explains</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-impacto-da-seca-extrema-como-a-extracao-de-agua-do-subsolo-esta-a-deslocar-o-eixo-de-rotacao-da-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O astrofísico especializado Zeus Valtierra explica-nos o que aconteceria à Terra se a Lua desaparecesse]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-astrofisico-especializado-zeus-valtierra-explica-nos-o-que-aconteceria-a-terra-se-a-lua-desaparecesse.html</link><pubDate>Tue, 11 Aug 2026 16:47:25 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Imagina um céu noturno perpetuamente escuro e um clima mergulhado no caos absoluto. Sem o nosso satélite, a vida enfrentaria desafios extremos que transformariam o destino da humanidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-astrofisico-especializado-zeus-valtierra-nos-dice-que-le-pasaria-a-la-tierra-si-la-luna-desapareciera-1786239227583.jpg" data-image="8sqytyelkz23"><figcaption>O sistema Terra-Lua foi o que criou as condições necessárias para a vida na Terra.</figcaption></figure><p>Há alguns dias, toda a humanidade tinha os olhos postos no nosso satélite natural, à espera de um estágio do foguetão Falcon 9 que iria colidir com a superfície lunar com a precisão de um dardo envenenado, o que deixaria mais dúvidas do que certezas.</p><p>E é que <strong>o nosso novo vilão NÃO favorito, Elon Musk</strong> está totalmente fora de controlo, não só poluindo com os seus satélites a luz das estrelas, como também deitando os seus resíduos no <strong>Golfo do México</strong> e apropriando-se do espaço que, em princípio, pertence a toda a humanidade.</p><p>Se ao menos tivesse o charme do Gru, provavelmente poderíamos redimi-lo no final da história. No entanto, parece mais o fim da humanidade, a cargo desta personagem, do que o início da nossa emancipação rumo às estrelas.</p><div class="texto-destacado">Para efeitos práticos, a Lua sempre esteve lá para nós, o que permitiu, entre outras coisas, a estabilidade no seu eixo de rotação, o que proporciona um clima agradável para algo chamado vida.</div><p>Se desaparecesse de repente, a Terra começaria a mover-se caoticamente, algo que a Pixar não contemplou. <strong>Sem o efeito de ancoragem, a obliquidade da órbita terrestre poderia variar violentamente entre 0 e 85 graus</strong>, provocando alterações climáticas que seriam catastróficas, para dizer o mínimo.</p><h2>A atração gravitacional</h2><p>Estudos indicam que<strong> a nossa configuração orbital evita encontros ressonantes perigosos que poderiam desestabilizar o eixo</strong>. Esta harmonia foi estabelecida há milhares de milhões de anos, provavelmente durante o grande impacto que deu origem à nossa companheira noturna.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-astrofisico-especializado-zeus-valtierra-nos-dice-que-le-pasaria-a-la-tierra-si-la-luna-desapareciera-1786239749632.jpeg" data-image="5decygu4ms9z"><figcaption>A teoria mais aceite sobre a formação da Lua é a do impacto de um corpo contra o planeta.</figcaption></figure><p>Compreender esta dinâmica revela-nos que a Lua é o motor fundamental que determina as forças das marés. A interação gravitacional entre ambos os mundos gera a subida e descida rítmica dos oceanos a que chamamos maré, as quais, por sua vez, provocam um afastamento lento, mas certo.</p><p>Este fenómeno ocorre porque <strong>a atração da Lua é mais forte nas zonas próximas, elevando ligeiramente o nível do mar em frente às suas costas</strong>. As protuberâncias de água percorrem o globo, encontrando massas de terra no seu caminho.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772455" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-holandeses-revelam-como-a-gravidade-da-lua-manteve-a-terra-a-ferver-para-criar-vida.html" title="Astrónomos holandeses revelam como a gravidade da Lua manteve a Terra a ferver para criar vida">Astrónomos holandeses revelam como a gravidade da Lua manteve a Terra a ferver para criar vida</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-holandeses-revelam-como-a-gravidade-da-lua-manteve-a-terra-a-ferver-para-criar-vida.html" title="Astrónomos holandeses revelam como a gravidade da Lua manteve a Terra a ferver para criar vida"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-la-gravedad-de-la-luna-mantuvo-a-la-tierra-hirviendo-para-crear-vida-1780610354883_320.png" alt="Astrónomos holandeses revelam como a gravidade da Lua manteve a Terra a ferver para criar vida"></a></article></aside><p>Este choque funciona como um travão natural, que dissipa energia e faz com que a rotação do nosso planeta abrande. <strong>Há eons, o dia durava 6 horas; graças à influência lunar, agora dura pouco mais de 24</strong>. Ao mesmo tempo, a troca de energia afasta-a de nós a um ritmo de cerca de 4 centímetros por ano.</p><h3>Um mundo raro </h3><p>Num mundo sem Lua, <strong>as únicas variações oceânicas proviriam do Sol, representando apenas um terço da força atual</strong>. Sem a gravitação lunar, os dias seriam muito mais curtos e os ventos soprariam com uma fúria constante, ultrapassando os 100 km/h.</p><p>Sem o nosso satélite, existiria um planeta hipotético chamado Solón, um mundo em que a vida teria demorado muito mais tempo a emergir dos oceanos primitivos. Devido à ausência de forças das marés, a biologia das espécies estaria adaptada a ciclos de luz e escuridão com 8 horas de duração.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-astrofisico-especializado-zeus-valtierra-nos-dice-que-le-pasaria-a-la-tierra-si-la-luna-desapareciera-1786239985630.jpg" data-image="1001reo801uf"><figcaption>Se a Terra não tivesse o seu satélite natural, as condições seriam muito diferentes das que vivemos hoje em dia.</figcaption></figure><p>Os animais teriam relógios biológicos muito diferentes dos nossos, uma vez que o nascer do sol reiniciaria os seus instintos com uma frequência muito maior. Além disso, <strong>os ventos condicionariam a evolução das plantas e dos animais, favorecendo organismos baixos, largos e com raízes extremamente profundas</strong>.</p><p>A ausência da Lua alteraria ecossistemas inteiros, uma vez que numerosas espécies perderiam uma referência essencial para se reproduzirem, orientarem-se e caçarem. Além disso, mudariam as condições ambientais que moldam a vida terrestre: algumas plantas não prosperariam e os animais precisariam de um cérebro maior.</p><h3>Quem é o dono do espaço?</h3><p>Recentemente, <strong>o mundo voltou o seu olhar para o nosso satélite após o impacto de um estágio do foguetão Falcon 9</strong>. Este evento, protagonizado pelo lixo espacial de Elon Musk, atingiu a superfície lunar a mais de 8 000 quilómetros por hora, formando um cratera de dimensões consideráveis.</p><p>Embora este choque não tenha representado um perigo direto para a Terra, despertou preocupações quanto à gestão de resíduos. A colisão gerou uma coluna de gás de sódio e lítio visível para os astrónomos, demonstrando o quão vulnerável é o ambiente lunar face à nossa atividade humana.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777406" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-alertam-o-espaco-esta-se-esgotando-milhoes-de-satelites-ameacam-apagar-as-estrelas.html" title="Astrónomos alertam: 'O espaço está a esgotar-se, milhões de satélites ameaçam apagar as estrelas'">Astrónomos alertam: "O espaço está a esgotar-se, milhões de satélites ameaçam apagar as estrelas"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-alertam-o-espaco-esta-se-esgotando-milhoes-de-satelites-ameacam-apagar-as-estrelas.html" title="Astrónomos alertam: 'O espaço está a esgotar-se, milhões de satélites ameaçam apagar as estrelas'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/los-astronomos-advierten-el-espacio-se-queda-sin-espacio-millones-de-satelites-amenazan-con-apagar-las-estrellas-1783258355034_320.jpg" alt="Astrónomos alertam: 'O espaço está a esgotar-se, milhões de satélites ameaçam apagar as estrelas'"></a></article></aside><p>Atualmente, <strong>existem preocupações jurídicas crescentes sobre quem deve responder por estes impactos acidentais na superfície da Lua</strong>. Embora não existam leis que proíbam estritamente estas colisões, os tratados internacionais salientam a necessidade de minimizar os riscos gerados pelos detritos espaciais.</p><p>A monitorização constante é crucial para proteger futuras missões científicas e preservar o património celeste. Enquanto os especialistas debatem novas regulamentações, <strong>o satélite continua a receber os resíduos da nossa ambição tecnológica, lembrando-nos que a sua existência é vital para a nossa...</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Laskar%2C%20J.%2C%20Joutel%2C%20F.%20%26%20Robutel%2C%20P" data-year="1993" data-title="Stabilization%20of%20the%20Earth's%20obliquity%20by%20the%20Moon" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2F361615a0">Laskar, J., Joutel, F. & Robutel, P. (1993). <a href="https://www.nature.com/articles/361615a0" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Stabilization of the Earth's obliquity by the Moon</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-astrofisico-especializado-zeus-valtierra-explica-nos-o-que-aconteceria-a-terra-se-a-lua-desaparecesse.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A agricultura em Portugal está a perder as aves que sempre ajudaram a mantê-la viva]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-agricultura-em-portugal-esta-a-perder-as-aves-que-sempre-ajudaram-a-mante-la-viva.html</link><pubDate>Tue, 11 Aug 2026 15:33:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Novos dados mostram um declínio persistente das espécies associadas às culturas agrícolas. Não é apenas um problema de biodiversidade; é um sinal preocupante sobre a saúde dos ecossistemas rurais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-agricultura-em-portugal-esta-a-perder-as-aves-que-sempre-ajudaram-a-mante-la-viva-1786459518991.jpg" data-image="5iaeu3rwwqe3"><figcaption>Os arrozais da Lezíria Grande produzem alimento e oferecem refúgio a aves aquáticas que hoje dependem destes ecossistemas agrícolas. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>Há muitas formas de avaliar o estado da agricultura de um país. Mede-se a produtividade, a qualidade dos solos, a disponibilidade de água ou a área cultivada. Os investigadores sabem, porém, que existe outro indicador igualmente revelador: as <strong>aves</strong> que habitam os <strong>campos cultivados</strong>. Quando elas desaparecem, raramente é um problema apenas das aves.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É esse o principal alerta do mais recente Relatório do Censo de Aves Comuns, divulgado pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA). <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Ao analisar mais de <strong>duas décadas de monitorização</strong>, entre 2004 e 2025, o estudo conclui que as populações de várias <strong>espécies associadas aos meios agrícolas</strong> <strong>continuam em declínio</strong>, revelando um agravamento do estado ecológico destes ecossistemas. Em contraste, os indicadores relativos aos <strong>meios florestais</strong> mantêm uma <strong>evolução positiva</strong> e, pela primeira vez, o relatório apresenta também um indicador para os ambientes urbanos, igualmente favorável.</p><h2>O termómetro dos campos de cultivo</h2><p>A conclusão vai muito além da conservação da natureza. As aves comuns são <strong>sentinelas ambientais</strong>. A sua abundância, diversidade e distribuição refletem alterações profundas na qualidade dos habitats onde vivem. Quando deixam de encontrar alimento, locais de nidificação ou condições para sobreviver, estão também a revelar <strong>transformações </strong>que afetam o <strong>equilíbrio ecológico</strong> dos próprios <strong>campos agrícolas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-agricultura-em-portugal-esta-a-perder-as-aves-que-sempre-ajudaram-a-mante-la-viva-1786459602092.jpg" data-image="35p4ulg1cvd1"><figcaption>A Lezíria Grande é uma das mais importantes zonas húmidas da Europa para as aves aquáticas, com cerca de 200 espécies registadas. imagem: FENAREG</figcaption></figure><p>Por outras palavras, medir a agricultura pelo canto das aves pode parecer uma imagem poética. Mas é, acima de tudo, um dos <strong>métodos científicos</strong> mais eficazes para avaliar a <strong>saúde da agricultura</strong>.</p><h2>Um declínio com duplo impacto</h2><p>Pode parecer que o desaparecimento de aves diz apenas respeito à biodiversidade. Na prática, as consequências estendem-se muito para além da conservação das espécies.</p><p>Muitas das aves que habitam os campos desempenham <strong>funções ecológicas essenciais</strong>. Alimentam-se de insetos que atacam culturas agrícolas, ajudam a controlar naturalmente algumas pragas, dispersam sementes e contribuem para o equilíbrio das cadeias alimentares. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A sua presença reduz a necessidade de recorrer a pesticidas e ajuda a manter ecossistemas mais resilientes.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Quando estas populações diminuem durante décadas consecutivas, o problema deixa de ser exclusivamente ambiental. A <strong>agricultura perde aliados naturais</strong> que desempenham gratuitamente funções fundamentais para o funcionamento dos ecossistemas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="747868" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mais-de-80-das-aves-de-rapina-que-sobrevoam-os-ceus-de-portugal-estao-contaminadas-com-veneno-para-roedores.html" title="Mais de 80% das aves de rapina que sobrevoam os céus de Portugal estão contaminadas com veneno para roedores">Mais de 80% das aves de rapina que sobrevoam os céus de Portugal estão contaminadas com veneno para roedores</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mais-de-80-das-aves-de-rapina-que-sobrevoam-os-ceus-de-portugal-estao-contaminadas-com-veneno-para-roedores.html" title="Mais de 80% das aves de rapina que sobrevoam os céus de Portugal estão contaminadas com veneno para roedores"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mais-de-80-das-aves-de-rapina-que-sobrevoam-os-ceus-de-portugal-estao-contaminadas-com-veneno-para-roedores-1767797462828_320.jpg" alt="Mais de 80% das aves de rapina que sobrevoam os céus de Portugal estão contaminadas com veneno para roedores"></a></article></aside><p>É precisamente por isso que os indicadores produzidos pelo <strong>Censo de Aves Comuns</strong> são hoje utilizados como ferramentas para avaliar a qualidade ambiental dos diferentes habitats. O relatório combina a <strong>evolução de dezenas de espécies </strong>características dos <strong>meios agrícolas</strong>, <strong>florestais</strong> e <strong>urbanos</strong>, produzindo índices multiespecíficos que permitem acompanhar o estado de saúde destes ecossistemas ao longo do tempo.</p><p>Mais do que contar aves, o que estes indicadores procuram medir é a capacidade da paisagem para continuar a sustentar vida. E, nos campos portugueses, os <strong>sinais</strong> continuam a ser <strong>motivo de preocupação</strong>.</p><h2>As espécies comuns estão a deixar de o ser</h2><p>Os dados recolhidos pela SPEA mostram que o declínio não se limita a uma ou duas espécies particularmente vulneráveis. Afeta <strong>aves</strong> que, durante décadas, <strong>fizeram parte da paisagem rural portuguesa</strong> e que continuam profundamente associadas aos meios agrícolas.</p><p>Entre os <strong>casos mais preocupantes</strong> encontram-se a <strong>andorinha-das-chaminés</strong>, o <strong>mocho-galego</strong> e o <strong>abelharuco</strong>, espécies cuja tendência populacional continua a ser negativa. A elas juntam-se a rola-brava, o cuco e o picanço-barreteiro, aves que também apresentam um declínio continuado ao longo de mais de duas décadas de monitorização. Entre as espécies cuja avaliação regular ainda não é possível, os investigadores destacam igualmente a diminuição da perdiz e da laverca. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-agricultura-em-portugal-esta-a-perder-as-aves-que-sempre-ajudaram-a-mante-la-viva-1786459638387.jpg" data-image="05dif24wlvdp"><figcaption>Entre as plantas de arroz, as garças recordam que estes campos são também um importante habitat para a biodiversidade. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>Nenhuma destas aves era considerada rara. Pelo contrário. Eram <strong>espécies</strong> <strong>comuns</strong>, familiares para quem vive ou trabalha no meio rural. O seu desaparecimento gradual mostra que a <strong>alteração dos ecossistemas agrícolas</strong> deixou de afetar apenas as espécies mais sensíveis e começou a atingir aquelas que sempre fizeram parte da paisagem portuguesa. É precisamente por isso que os investigadores olham para estas tendências com preocupação. Quando as espécies comuns deixam de o ser, é a própria <strong>normalidade ecológica</strong> que <strong>começa a mudar</strong>.</p><h2>Nem todas as notícias são más</h2><p>O retrato traçado pelo relatório está longe de ser uniforme. Enquanto os indicadores dos meios agrícolas continuam a revelar uma evolução negativa, os <strong>ecossistemas florestais</strong> apresentam uma <strong>tendência positiva</strong> desde o início da monitorização. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Pela primeira vez, o Censo de Aves Comuns inclui também um indicador para os meios urbanos, igualmente positivo, sugerindo que diferentes habitats respondem de forma distinta às alterações ocorridas nas últimas duas décadas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Estas diferenças reforçam uma ideia de que o <strong>declínio das aves agrícolas não é inevitável nem resulta apenas de fatores naturais</strong>. Pelo contrário, reflete transformações específicas dos ecossistemas onde estas espécies vivem, se alimentam e se reproduzem. Ao mesmo tempo, demonstram que, quando existem condições favoráveis, as populações de aves conseguem manter-se estáveis ou até recuperar.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="SPEA" data-year="" data-title="Relat%C3%B3rio%20do%20Censo%20de%20Aves%20Comuns" data-url="https%3A%2F%2Fspea.pt%2Fwp-content%2Fuploads%2F2020%2F03%2Frelatorio_CAC2026.pdf">SPEA. <a href="https://spea.pt/wp-content/uploads/2020/03/relatorio_CAC2026.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Relatório do Censo de Aves Comuns</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-agricultura-em-portugal-esta-a-perder-as-aves-que-sempre-ajudaram-a-mante-la-viva.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Padrão atmosférico para a segunda metade de agosto: “crista atlântica poderá impor-se” — consulte os efeitos em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/padrao-atmosferico-para-a-segunda-metade-de-agosto-crista-atlantica-podera-impor-se-consulte-os-efeitos-em-portugal.html</link><pubDate>Tue, 11 Aug 2026 14:41:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p> A segunda metade de agosto poderá ser marcada por uma maior influência da Crista Atlântica sobre a região euro-atlântica. Em Portugal, a tendência aponta para períodos de estabilidade, embora algumas perturbações possam interromper temporariamente esse cenário.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/padrao-atmosferico-para-a-segunda-metade-de-agosto-crista-atlantica-podera-impor-se-consulte-os-efeitos-em-portugal-1786450495995.jpg" data-image="zerpfma8tg62" alt="Segunda quinzena de agosto" title="Segunda quinzena de agosto"><figcaption>A segunda metade de agosto poderá oscilar entre episódios de instabilidade e períodos prolongados de sol e estabilidade. A possível imposição da Crista Atlântica será determinante para perceber qual destes dois cenários ganhará maior protagonismo em Portugal.</figcaption></figure><p>A segunda metade de agosto poderá trazer um padrão atmosférico relativamente estável a Portugal. As últimas tendências do modelo europeu apontam para uma <strong>maior influência da</strong> <strong>Crista Atlântica</strong>, <strong>embora algumas perturbações possam interromper temporariamente este cenário</strong>.</p><h2>A 15 de agosto um bloqueio ainda domina o padrão europeu</h2><p>No arranque da segunda quinzena, o padrão atmosférico será ainda marcado por uma configuração de <strong>bloqueio (Bloqueio Escandinavo)</strong>, associada à presença persistente de altas pressões sobre a Escandinávia e parte do leste europeu.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Este tipo de configuração perturba a circulação habitual de oeste para leste, desviando a trajetória das depressões e sistemas frontais. Contudo, estes regimes representam a configuração atmosférica de grande escala e não impedem a formação de depressões isoladas ou fenómenos meteorológicos regionais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/padrao-atmosferico-para-a-segunda-metade-de-agosto-crista-atlantica-podera-impor-se-consulte-os-efeitos-em-portugal-1786448308427.png" data-image="mfyz2l0eu8tx" alt="Chuva, pressão atmosférica" title="Chuva, pressão atmosférica"><figcaption>Apesar do padrão de bloqueio em grande escala, uma depressão isolada sobre a Península Ibérica poderá trazer alguma chuva ao interior Norte e trovoadas mais dispersas.</figcaption></figure><p>É precisamente o que poderá acontecer no dia <strong>15 de agosto</strong>. Uma depressão isolada, localizada sobre a Península Ibérica poderá favorecer alguma precipitação no interior Norte e Centro de Portugal, além da possibilidade de <strong>trovoadas com uma distribuição mais abrangente</strong>.</p><h2>A partir de dia 17, a Crista Atlântica poderá ganhar terreno</h2><p>As tendências do ECMWF apontam posteriormente para uma mudança de regime, com a <strong>Crista Atlântica (Atlantic Ridge — ATR)</strong> a ganhar maior expressão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/padrao-atmosferico-para-a-segunda-metade-de-agosto-crista-atlantica-podera-impor-se-consulte-os-efeitos-em-portugal-1786448397666.jpg" data-image="1t9egnj0eg5x" alt="Regimes atmosféricos Euro-Atlânticos" title="Regimes atmosféricos Euro-Atlânticos"><figcaption>As previsões sub-sazonais do ECMWF apontam para uma transição do bloqueio escandinavo para uma possível predominância da Crista Atlântica durante a segunda metade de agosto.</figcaption></figure><p>Este padrão caracteriza-se pela expansão de uma zona de altas pressões sobre o Atlântico Norte, formando uma espécie de “barreira” à progressão habitual das depressões atlânticas em direção à Europa Ocidental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/padrao-atmosferico-para-a-segunda-metade-de-agosto-crista-atlantica-podera-impor-se-consulte-os-efeitos-em-portugal-1786449140164.jpg" data-image="wukzr2vg54ve" alt="Pressão e chuva" title="Pressão e chuva"><figcaption>A partir de dia 17, as altas pressões poderão ganhar maior expressão no Atlântico Norte, numa configuração compatível com o regime de Crista Atlântica e com maior estabilidade em Portugal.</figcaption></figure><p>Por volta de <strong>17 de agosto</strong>, esta configuração já poderá ser visível, com as altas pressões posicionadas mais a norte sobre o Atlântico. Para Portugal, isto tende a traduzir-se em <strong>tempo mais estável e menor exposição direta às perturbações atlânticas</strong>, particularmente no litoral.</p><h2>Uma breve mudança poderá chegar ao Sul no dia 18</h2><p>Apesar da tendência geral para a estabilidade, o cenário não será necessariamente linear. No dia <strong>18</strong>, algumas regiões do Sul poderão registar um <strong>arrefecimento temporário</strong>, acompanhado pela possibilidade de alguma precipitação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/padrao-atmosferico-para-a-segunda-metade-de-agosto-crista-atlantica-podera-impor-se-consulte-os-efeitos-em-portugal-1786449575396.jpg" data-image="wfzl0d8o4abf" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O Sul poderá registar um arrefecimento temporário no dia 18, acompanhado por alguma possibilidade de precipitação. A tendência, no entanto, aponta para uma recuperação rápida das temperaturas nos dias seguintes.</figcaption></figure><p>Contudo, de acordo com as atuais projeções, esta alteração deverá ter curta duração. As temperaturas poderão recuperar logo posteriormente, mantendo-se até cerca de <strong>21 de agosto uma tendência para condições geralmente estáveis</strong>.</p><h2>E até ao final de agosto?</h2><p>A maior incógnita surge precisamente na última semana do mês. As atuais projeções sub-sazonais continuam a atribuir relevância à <strong>Crista Atlântica durante a segunda metade de agosto</strong>, o que, caso se confirme, poderá favorecer períodos prolongados de estabilidade em Portugal.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783192" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/perturbacao-a-caminho-da-peninsula-iberica-saiba-quando-podera-chegar-e-as-zonas-de-portugal-mais-afetadas.html" title="Perturbação a caminho da Península Ibérica: saiba quando poderá chegar e as zonas de Portugal mais afetadas">Perturbação a caminho da Península Ibérica: saiba quando poderá chegar e as zonas de Portugal mais afetadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/perturbacao-a-caminho-da-peninsula-iberica-saiba-quando-podera-chegar-e-as-zonas-de-portugal-mais-afetadas.html" title="Perturbação a caminho da Península Ibérica: saiba quando poderá chegar e as zonas de Portugal mais afetadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/perturbacao-a-caminho-da-peninsula-iberica-saiba-quando-podera-chegar-e-as-zonas-de-portugal-mais-afetadas-1786451732839_320.png" alt="Perturbação a caminho da Península Ibérica: saiba quando poderá chegar e as zonas de Portugal mais afetadas"></a></article></aside><p>Ainda assim, nesta escala temporal falamos de <strong>tendências e probabilidades, não de uma previsão determinística</strong>. Os gráficos dos regimes atmosféricos podem sofrer alterações consideráveis entre atualizações. Será, por isso, importante acompanhar as próximas saídas do modelo europeu para perceber se a Crista Atlântica conseguirá realmente manter a sua influência até ao final de agosto.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/padrao-atmosferico-para-a-segunda-metade-de-agosto-crista-atlantica-podera-impor-se-consulte-os-efeitos-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calor persiste em Portugal: aviso amarelo alargado para 9 distritos até esta data, com temperaturas próximas dos 40 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-persiste-em-portugal-aviso-amarelo-alargado-para-9-distritos-ate-esta-data-com-temperaturas-proximas-dos-40-c.html</link><pubDate>Tue, 11 Aug 2026 14:35:37 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O aviso amarelo de tempo quente foi alargado a mais cinco distritos de Portugal continental, sendo agora nove o total de regiões com previsão de persistência de valores elevados da temperatura máxima. Consulte todos os pormenores aqui!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaww8iu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaww8iu.jpg" id="xaww8iu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Esta terça-feira (11) há quatro distritos de Portugal continental (Vila Real, Viseu, Bragança e Guarda) sob aviso amarelo de tempo quente devido à previsão de persistência de valores elevados da temperatura máxima.<strong> A grande novidade prende-se precisamente com o alargamento do aviso a mais distritos e com a extensão da sua duração</strong>.</p><p>O IPMA acabou por <strong>corroborar oficialmente um cenário hipotético avançado anteriormente pela Meteored nas previsões que publicámos</strong>, nas quais referíamos a possibilidade de o aviso amarelo de tempo quente não só se prolongar para além de quarta-feira (12), como também ser alargado a outros distritos do interior Centro e da região Sul.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Assim, o aviso, que inicialmente abrangia apenas quatro distritos, estará também em vigor na quinta-feira (13) - até às 18:00 - e <strong>passa a abranger Castelo Branco, Portalegre, Évora, Beja e Faro</strong>. Desta forma, entre quarta e quinta-feira, dias 12 e 13 de agosto, são já nove os distritos de Portugal continental sob aviso amarelo devido ao tempo quente.</p><h2>Eis o que gerará a subida das temperaturas máximas nestas regiões de Portugal nos próximos dias</h2><p>Durante grande parte da presente semana o estado do tempo em Portugal continental será marcado pela presença de uma<strong> região anticiclónica</strong> que se estende entre o Norte da Europa e o arquipélago da Madeira, combinando-se com uma <strong>depressão térmica</strong> centrada sobre o interior da Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-persiste-em-portugal-aviso-amarelo-alargado-para-9-distritos-ate-esta-data-com-temperaturas-proximas-dos-40-c-1786457933585.png" data-image="bs6e21bqqsj6"><figcaption>Esta é a configuração sinóptica prevista para quarta-feira, 12 de agosto.</figcaption></figure><p>Acresce ainda o papel desempenhado pela <strong>subsidência anticiclónica, a elevada disponibilidade de radiação solar, a previsão de pouca nebulosidade</strong> - exceto de forma temporária em algumas zonas do litoral Norte e Centro - e o efeito de continentalidade no interior. Além disto, a circulação nos baixos níveis da troposfera contribuirá para a entrada de ar mais quente na Península Ibérica.</p><p>Todos estes fatores, em conjunto, <strong>favorecerão a subida das temperaturas máximas</strong>, cujos valores serão persistentemente elevados nos 9 distritos referidos, justificando-se a emissão de aviso amarelo.</p><h2>Temperaturas máximas previstas em algumas das principais localidades sob aviso amarelo</h2><p>Na tabela abaixo consta a evolução das temperaturas máximas prevista para <strong>algumas das principais localidades dos 9 distritos</strong> de Portugal continental que estarão sob aviso amarelo de tempo quente na quarta e quinta-feira, dias 12 e 13 de agosto.</p><p>Analisando os dados presentes nos mapas de referência da Meteored, verifica-se uma <strong>tendência de continuidade das temperaturas máximas entre quarta (12) e quinta-feira (13)</strong>, refletindo a persistência do calor diurno, sobretudo nas regiões do interior e no Algarve.</p><table><thead><tr><th>Cidade, vila ou povoação</th><th>Temperatura Máxima Quarta-feira, 12 de agosto</th><th>Temperatura Máxima Quinta-feira, 13 de agosto</th></tr></thead><tbody><tr><td>Vila Real</td><td>34 ºC</td><td>34 ºC</td></tr><tr><td>Chaves</td><td>37 ºC</td><td>37 ºC</td></tr><tr><td>Viseu</td><td>34 ºC</td><td>34 ºC</td></tr><tr><td>Lamego</td><td>33 ºC</td><td>32 ºC</td></tr><tr><td>Bragança</td><td>35 ºC</td><td>35 ºC</td></tr><tr><td>Mirandela</td><td>39 ºC</td><td>39 ºC</td></tr><tr><td>Guarda</td><td>33 ºC</td><td>33 ºC</td></tr><tr><td>Figueira de Castelo Rodrigo</td><td>37 ºC</td><td>37 ºC</td></tr><tr><td>Castelo Branco</td><td>36 ºC</td><td>36 ºC</td></tr><tr><td>Covilhã</td><td>35 ºC</td><td>36 ºC</td></tr><tr><td>Portalegre</td><td>35 ºC</td><td>35 ºC</td></tr><tr><td>Campo Maior</td><td>38 ºC</td><td>38 ºC</td></tr><tr><td>Évora</td><td>36 ºC</td><td>36 ºC</td></tr><tr><td>Estremoz</td><td>35 ºC</td><td>35 ºC</td></tr><tr><td>Beja</td><td>36 ºC</td><td>37 ºC</td></tr><tr><td>Moura</td><td>38 ºC</td><td>38 ºC</td></tr><tr><td>Faro</td><td>28 ºC</td><td>28 ºC</td></tr><tr><td>Portimão</td><td>29 ºC</td><td>30 ºC</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Fonte: Mapas da Meteored</td></tr></tbody></table><p><strong>É, portanto, a manutenção das temperaturas elevadas o que mais se realça na evolução prevista entre os dias 12 e 13 de agosto</strong>. Em algumas das localidades do interior analisadas, os termómetros poderão aproximar-se dos 40 ºC: são disso exemplo Mirandela (39 ºC de temperatura máxima em ambos os dias); e Moura e Campo Maior, ambas com valores na ordem dos 38 ºC durante o período em análise.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-persiste-em-portugal-aviso-amarelo-alargado-para-9-distritos-ate-esta-data-com-temperaturas-proximas-dos-40-c-1786457778171.png" data-image="jyi7kk3um9id"><figcaption>Temperaturas elevadas manter-se-ão na quinta-feira, 13 de agosto, pelo que o aviso amarelo de tempo quente durará em 9 distritos de Portugal continental por, pelo menos, mais um dia.</figcaption></figure><p>Deitando já um primeiro olhar sobre o que é expectável para <strong>sexta-feira (14)</strong>, a previsão atualmente disponibilizada pelo modelo de confiança da Meteored - o ECMWF - sugere que a área geográfica afetada pelo calor poderá diminuir ligeiramente. Ainda assim, é possível que os valores de temperatura máxima previstos continuem a ser suficientemente elevados para <strong>justificar um eventual prolongamento do aviso amarelo de tempo quente para esse dia</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783192" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/perturbacao-a-caminho-da-peninsula-iberica-saiba-quando-podera-chegar-e-as-zonas-de-portugal-mais-afetadas.html" title="Perturbação a caminho da Península Ibérica: saiba quando poderá chegar e as zonas de Portugal mais afetadas">Perturbação a caminho da Península Ibérica: saiba quando poderá chegar e as zonas de Portugal mais afetadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/perturbacao-a-caminho-da-peninsula-iberica-saiba-quando-podera-chegar-e-as-zonas-de-portugal-mais-afetadas.html" title="Perturbação a caminho da Península Ibérica: saiba quando poderá chegar e as zonas de Portugal mais afetadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/perturbacao-a-caminho-da-peninsula-iberica-saiba-quando-podera-chegar-e-as-zonas-de-portugal-mais-afetadas-1786451732839_320.png" alt="Perturbação a caminho da Península Ibérica: saiba quando poderá chegar e as zonas de Portugal mais afetadas"></a></article></aside><p>Caso esse cenário se confirme, é possível, contudo, que o aviso não se mantenha nos nove distritos, podendo abranger <strong>somente aquelas regiões onde o calor persistir com maior intensidade</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-persiste-em-portugal-aviso-amarelo-alargado-para-9-distritos-ate-esta-data-com-temperaturas-proximas-dos-40-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Perturbação a caminho da Península Ibérica: saiba quando poderá chegar e as zonas de Portugal mais afetadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/perturbacao-a-caminho-da-peninsula-iberica-saiba-quando-podera-chegar-e-as-zonas-de-portugal-mais-afetadas.html</link><pubDate>Tue, 11 Aug 2026 12:35:47 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O tempo estável, seco e soalheiro pode ter os dias contados em algumas zonas de Portugal continental. A última atualização dos mapas da Meteored avança com a possibilidade de uma perturbação trazer aguaceiros e trovoadas. Saiba quando e onde.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xawvbaa"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xawvbaa.jpg" id="xawvbaa"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Entre hoje - terça-feira, 11 de agosto - e a próxima sexta-feira, 14 de agosto - o estado do tempo não irá sofrer alterações muito significativas em Portugal continental. De facto, <strong>a grande novidade da semana prende-se com a observação do fenómeno astronómico do eclipse solar que decorrerá já amanhã - quarta-feira, 12 de agosto</strong> - e com as condições meteorológicas que se deverão verificar para a observação do fenómeno.</p><h2>Tempo para a observação do eclipse solar e a evolução até sexta-feira, 14 de agosto</h2><p>As mais recentes atualizações do modelo ECMWF apontam para condições geralmente favoráveis à observação do eclipse solar, com céu pouco nublado ou limpo em grande parte do território continental. O eclipse será parcialmente visível em praticamente todo o país, <strong>atingindo a totalidade apenas numa pequena faixa do extremo do Nordeste Transmontano</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/perturbacao-a-caminho-da-peninsula-iberica-saiba-quando-podera-chegar-e-as-zonas-de-portugal-mais-afetadas-1786450719503.png" data-image="9iba61bpv83f"><figcaption>É possível que amanhã, 12 de agosto, surjam nuvens a baixa altitude em várias zonas da faixa costeira a norte do Cabo Raso, situação que poderá dificultar localmente a visualização do eclipse solar, que decorrerá aproximadamente entre as 18:30 e as 20:25, dependendo da localização, com o máximo a ocorrer, de forma geral, entre as 19:30 e as 19:40.</figcaption></figure><p>Para o resto da semana prevê-se que impere um panorama meteorológico geralmente marcado por <strong>céu pouco nublado ou limpo em grande parte da geografia de Portugal continental</strong>. Não obstante, poderão ocorrer períodos de nebulosidade baixa ou nevoeiro em alguns setores do litoral ocidental durante as manhãs destes próximos dias. <strong> </strong><strong>A nebulosidade poderá ser localmente persistente em alguns locais da faixa costeira a norte dos Cabos Carvoeiro ou Raso</strong>.</p><div class="texto-destacado">Quanto à variação das temperaturas, é expectável uma ligeira subida das temperaturas máximas, sobretudo hoje, terça-feira (11) e amanhã quarta-feira (12) nas regiões do interior. Para quinta-feira (13) espera-se uma pequena subida das máximas no Algarve.</div><p>Estas condições de <strong>estabilidade atmosférica generalizada, acompanhadas por uma ligeira e gradual intensificação do calor diurno</strong>, sobretudo no interior - onde estão previstos até 40 ou 41 ºC nalgumas zonas nestes próximos dias - vão sendo proporcionadas pela combinação entre uma vasta região anticiclónica que “une” a Madeira aos países do Norte da Europa e uma depressão térmica posicionada no interior da Península Ibérica.</p><h2>Mudança de tempo no sábado, 15 de agosto. Perturbação poderá trazer aguaceiros e trovoadas </h2><p>Porém, de acordo com os cenários projetados pelos mapas de referência da Meteored, poderá ocorrer uma gradual alteração do tempo entre quinta (13) e sexta-feira (14), associada a uma modificação da atual configuração anticiclónica: <strong>uma ondulação mais pronunciada do jato polar poderá dividir o domínio das altas pressões em duas áreas distintas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/perturbacao-a-caminho-da-peninsula-iberica-saiba-quando-podera-chegar-e-as-zonas-de-portugal-mais-afetadas-1786450778175.png" data-image="n0askek2vm8i"><figcaption>Uma ondulação mais pronunciada do jato polar poderá permitir a aproximação e passagem de uma pequena perturbação em altitude sobre a Península Ibérica no próximo sábado, 15 de agosto.</figcaption></figure><p>O centro de ação anticiclónico que atualmente se estende até à Madeira poderá sofrer um desvio para norte, enquanto <strong>uma perturbação poderá desprender-se da circulação dominante e deslocar-se pelo flanco oriental do referido centro de altas pressões</strong>, intrometendo-se em altitude sobre a Península Ibérica.</p><p>Caso este cenário se confirme, a instabilidade atmosférica deverá aumentar, surgindo condições favoráveis ao desenvolvimento de <strong>aguaceiros e trovoadas</strong>, sobretudo durante o período de maior aquecimento diurno de sábado (15).</p><h2>Em que zonas de Portugal será mais provável a ocorrência de chuva e trovoada?</h2><p>Segundo as atuais projeções do nosso modelo de maior confiança,<strong> os aguaceiros serão, caso ocorram, geralmente dispersos e intermitentes, assumindo uma distribuição irregular pela nossa geografia</strong>. Mas nem isso impede a possibilidade de alguns deles serem localmente fortes e até mesmo assumirem ocasionalmente a forma de granizo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/perturbacao-a-caminho-da-peninsula-iberica-saiba-quando-podera-chegar-e-as-zonas-de-portugal-mais-afetadas-1786450516396.png" data-image="ri7k9508jo9f"><figcaption>A distribuição da precipitação acumulada prevista para sábado, 15 de agosto, denuncia um padrão de espacial típico da precipitação do tipo convectivo.</figcaption></figure><p>Os mapas intuem uma maior probabilidade de ocorrência de precipitação convectiva no interior Norte e Centro do país, saltando à vista os distritos de Vila Real, Bragança, Viseu e Guarda e em particular as áreas montanhosas destes distritos. Não obstante, tendo em conta a natureza convectiva destes fenómenos e o ainda distante horizonte temporal da previsão, <strong>é preciso encarar esta previsão com alguma prudência</strong>.</p><p>Quanto à distribuição das <strong>descargas elétricas atmosféricas, estas poderão acompanhar os aguaceiros</strong> ou ocorrer em situações de precipitação pouco significativa à superfície, por exemplo, no caso de se desenvolverem células convectivas cuja precipitação evapore antes de atingir o solo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/perturbacao-a-caminho-da-peninsula-iberica-saiba-quando-podera-chegar-e-as-zonas-de-portugal-mais-afetadas-1786450362634.png" data-image="989stwp7usxc"><figcaption>Caso a previsão para sábado, 15 de agosto, se concretize, uma grande parte da atividade elétrica poderá concentrar-se nos distritos de Vila Real, Viseu, Bragança e Guarda.</figcaption></figure><p>Os nossos mapas antecipam a possibilidade da atividade elétrica se desenrolar a partir do meio-dia de <strong>sábado, 15 de agosto, podendo durar até ao início da noite, com o pico das trovoadas a poder ocorrer entre as 16:00 e as 20:00</strong> e a concentrar-se também, maioritariamente, nos quatro distritos acima referidos e possivelmente noutras áreas do interior Norte e Centro.</p><p>Ainda de acordo com os nossos mapas, <strong>algumas células convectivas poderão surgir noutros pontos mais a oeste ou a sul do principal foco de instabilidade</strong>. Assim, neste momento, não se descarta a possibilidade de as zonas mais interiores de distritos como os de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra e ainda algumas áreas mais a sul, como os distritos de Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja poderem vir a registar a ocorrência de aguaceiros e trovoadas dispersos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783168" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-eclipse-solar-e-ja-amanha-como-estarao-as-condicoes-de-visibilidade-em-portugal-continental-saiba-aqui.html" title="O eclipse solar é já amanhã: como estarão as condições de visibilidade em Portugal Continental? Saiba aqui!">O eclipse solar é já amanhã: como estarão as condições de visibilidade em Portugal Continental? Saiba aqui!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-eclipse-solar-e-ja-amanha-como-estarao-as-condicoes-de-visibilidade-em-portugal-continental-saiba-aqui.html" title="O eclipse solar é já amanhã: como estarão as condições de visibilidade em Portugal Continental? Saiba aqui!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-eclipse-solar-e-ja-amanha-como-estarao-as-condicoes-de-visibilidade-em-portugal-continental-saiba-aqui-1786448929640_320.jpg" alt="O eclipse solar é já amanhã: como estarão as condições de visibilidade em Portugal Continental? Saiba aqui!"></a></article></aside><p>Tendo em conta a volatilidade típica deste tipo de perturbações isoladas, quer no que toca à trajetória quer no que toca à probabilidade de ocorrência dos fenómenos a si associados, <strong>é muito provável que a atual previsão ainda venha a sofrer ajustes temporais e espaciais</strong>, em particular no que concerne à localização das zonas mais favoráveis à atividade elétrica e à distribuição e intensidade da precipitação convectiva.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/perturbacao-a-caminho-da-peninsula-iberica-saiba-quando-podera-chegar-e-as-zonas-de-portugal-mais-afetadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O eclipse solar é já amanhã: como estarão as condições de visibilidade em Portugal Continental? Saiba aqui!]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-eclipse-solar-e-ja-amanha-como-estarao-as-condicoes-de-visibilidade-em-portugal-continental-saiba-aqui.html</link><pubDate>Tue, 11 Aug 2026 11:58:37 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Já tem os seus óculos para observar o eclipse solar de amanhã? Portugal Continental contará com boas condições de observação na maior parte do território.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xawuqjm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xawuqjm.jpg" id="xawuqjm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como temos vindo a avançar, as condições atmosféricas esperadas para amanhã, dia 12 de agosto, onde acontecerá um eclipse solar, deverão ser <strong>favoráveis para a observação do mesmo</strong>, na maior parte do continente português.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No entanto, <strong>há alguns locais onde esta observação poderá ficar comprometida</strong>, devido ao aumento da nebulosidade costeira. Segundo a mais recente atualização dos nossos mapas, há uma pequena fatia do território que poderá contar com uma visibilidade mais baixa.</p><h2>Litoral Norte e Centro poderá contar com uma visibilidade mais baixa, assim como os Açores</h2><p>Para quem vive nas cidades costeiras do litoral Norte e Centro, <strong>especialmente entre os distritos de Viana do Castelo e Aveiro, poderá ter alguma dificuldade na observação do eclipse</strong>, uma vez que se espera um aumento da nebulosidade nesta área a partir das primeiras horas da tarde. Contudo, a boa notícia é que, para quem quer ver este fenómeno, <strong>poderá deslocar-se para as cidades mais próximas</strong>, afastadas do mar, <strong>onde as condições de visibilidade já serão mais favoráveis</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-eclipse-solar-e-ja-amanha-como-estarao-as-condicoes-de-visibilidade-em-portugal-continental-saiba-aqui-1786446470882.png" data-image="jfinu0pv0v8x" alt="visibilidade" title="visibilidade"><figcaption>A faixa litoral Norte poderá ganhar alguma nebulosidade a partir das primeiras horas da tarde de amanhã. Pela hora do eclipse, espera-se visibilidade reduzida em algumas cidades costeiras.</figcaption></figure><p>Ainda que apenas uma pequena porção do continente possa contar com um <strong>eclipse total, em Rio de Onor e Guardamil</strong>, em Bragança, a percentagem mais baixa do eclipse no território continental será de 93% em Faro. Nas ilhas, a percentagem é mais baixa.</p><p>Nos <strong>Açores, o eclipse será parcial</strong>, contando com uma percentagem de ocultação de cerca de 74% a 77%. No entanto, as <strong>condições de visibilidade neste arquipélago poderão ser mais restritas</strong>. Há possibilidade de céu nublado na maior parte das ilhas, na hora do eclipse, devendo a nebulosidade contar com alguns intervalos de céu limpo.</p><p>Já<strong> na Madeira, onde o eclipse também será parcial</strong>, com uma percentagem de ocultação na ordem dos 76%, as <strong>condições de observação serão favoráveis</strong>, pois espera-se céu limpo em todo o arquipélago.</p><h2>Tudo o que precisa de saber em relação a este eclipse solar</h2><p>Estima-se que a duração deste eclipse seja de <strong>aproximadamente duas horas</strong>, com início aproximado às 18:30h e fim às 20:30h, onde o máximo será atingido perto das 19:30h e cuja totalidade poderá durar cerca de 26 segundos. Com isto, e tendo em conta que o Sol estará já mais baixo no horizonte, é aconselhado que se desloque para locais com visão desobstruída, longe de edifícios.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782940" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-meteorologista-ana-palma-avisa-ha-boas-noticias-para-quem-pretende-observar-o-eclipse-solar-esta-quarta-feira.html" title="A meteorologista Ana Palma avisa: “Há boas notícias para quem pretende observar o eclipse solar esta quarta-feira'">A meteorologista Ana Palma avisa: “Há boas notícias para quem pretende observar o eclipse solar esta quarta-feira"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-meteorologista-ana-palma-avisa-ha-boas-noticias-para-quem-pretende-observar-o-eclipse-solar-esta-quarta-feira.html" title="A meteorologista Ana Palma avisa: “Há boas notícias para quem pretende observar o eclipse solar esta quarta-feira'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-meteorologista-ana-palma-avisa-ha-boas-noticias-para-quem-pretende-observar-o-eclipse-solar-esta-quarta-feira-1786369739981_320.jpg" alt="A meteorologista Ana Palma avisa: “Há boas notícias para quem pretende observar o eclipse solar esta quarta-feira'"></a></article></aside><p>O <strong>principal cuidado a ter é usar a proteção ocular</strong>, com ISO certificado, para evitar danos irreversíveis nos olhos. Os seus <strong>óculos de sol habituais não servem para este efeito</strong>. Caso pretenda observar a partir de um telescópio ou queira filmar ou fotografar, é aconselhado o uso de filtros específicos, pois caso contrário, poderá danificar os equipamentos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-eclipse-solar-e-ja-amanha-como-estarao-as-condicoes-de-visibilidade-em-portugal-continental-saiba-aqui.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Madeira enfrenta aviso amarelo de tempo quente pelo menos até quinta-feira: 27 ºC à vista nestas zonas do arquipélago]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/madeira-enfrenta-aviso-amarelo-de-tempo-quente-pelo-menos-ate-quinta-feira-27-c-a-vista-nestas-zonas-do-arquipelago.html</link><pubDate>Tue, 11 Aug 2026 06:09:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A persistência de temperaturas máximas elevadas colocou grande parte do arquipélago da Madeira sob aviso amarelo. O aviso do IPMA prolonga-se, pelo menos, até quinta-feira, 13 de agosto.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xawikpq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xawikpq.jpg" id="xawikpq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O calor continuará a marcar o estado do tempo na Madeira nos próximos dias, com temperaturas persistentemente elevadas nas zonas costeiras e em Porto Santo.</p><h2> Aviso amarelo mantém-se até quarta-feira, 12 de agosto</h2><p>De acordo com o IPMA, o aviso amarelo de tempo quente encontra-se em vigor na <strong>Costa Norte, Costa Sul e Porto Santo</strong>, devido à <strong>“persistência de valores elevados da temperatura máxima”</strong>.</p><p>Segundo a mais recente informação, o aviso prolonga-se <strong>até às 18:00 </strong><strong>de quinta-feira, 13 de agosto</strong>, abrangendo assim os próximos dias de temperaturas persistentemente elevadas. As <strong>Regiões Montanhosas permanecem fora do aviso</strong>, refletindo as diferenças térmicas provocadas pela altitude e pelo relevo acidentado da ilha.</p><h2> O que está a provocar a persistência do calor na Madeira? </h2><p>A manutenção das temperaturas elevadas está associada à <strong>circulação atmosférica sobre a região subtropical do Atlântico</strong>, que continuará a favorecer condições relativamente quentes sobre o arquipélago.</p><p>A circulação prevista mantém a Madeira inserida numa massa de ar suficientemente quente para impedir uma descida significativa das temperaturas, sobretudo nas áreas costeiras. Ao mesmo tempo, o relevo da ilha introduzirá diferenças importantes entre as várias vertentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/madeira-enfrenta-aviso-amarelo-de-tempo-quente-pelo-menos-ate-quinta-feira-27-c-a-vista-nestas-zonas-do-arquipelago-1786403786252.png" data-image="zcscsfu2tsza"><figcaption>Região anticiclónica estendida até ao arquipélago da Madeira.</figcaption></figure><p>Nas zonas de maior altitude, as temperaturas serão naturalmente inferiores, enquanto determinados setores costeiros poderão registar valores mais elevados, particularmente durante as horas de maior aquecimento.</p><p>O vento continuará também a desempenhar um papel importante na distribuição espacial das temperaturas. A exposição das diferentes vertentes ao fluxo dominante e os efeitos locais provocados pelo relevo poderão favorecer <strong>diferenças térmicas significativas entre localidades relativamente próximas</strong>.</p><h2> Temperaturas próximas dos 25 ºC durante os próximos dias </h2><p>De acordo com os mapas do modelo ECMWF, as temperaturas durante as tardes de segunda e terça-feira deverão manter-se geralmente entre os <strong>22 e os 26 ºC</strong> nas localidades representadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/madeira-enfrenta-aviso-amarelo-de-tempo-quente-27-c-a-vista-nestas-zonas-do-arquipelago-1786381525682.png" data-image="0emvkyx33gzg" alt="Temperatura (terça-feira, 11 de agosto, 16h)" title="Temperatura (terça-feira, 11 de agosto, 16h)"><figcaption>Temperatura prevista para as 16h de terça-feira. Os valores deverão permanecer elevados nas zonas costeiras da Madeira e em Porto Santo, mantendo-se inferiores nas áreas de maior altitude.</figcaption></figure><p>Na terça-feira, dia 11, não são esperadas alterações significativas. Funchal e Calheta deverão rondar os <strong>24 ºC</strong>, com aproximadamente 23 ºC em Porto Moniz, Machico e Vila Baleira e cerca de 22 ºC em Santana.</p><p><strong>A distribuição das temperaturas evidencia também o contraste provocado pelo relevo da Madeira</strong>, com valores mais baixos no interior e nas áreas de maior altitude e temperaturas superiores junto de alguns setores costeiros. </p><h2> Quinta-feira, 13 de agosto, marca o último dia do aviso, ainda sujeito a possíveis alterações</h2><p>Na quarta-feira, dia 12, <strong>as temperaturas deverão continuar elevadas</strong>. Pelas 16h, o modelo aponta para cerca de <strong>25 ºC no Funchal</strong>, enquanto Porto Moniz, Calheta e Vila Baleira poderão atingir aproximadamente 24 ºC. Santana e Machico deverão rondar os 23 ºC.</p><p>As anomalias de temperatura mostram igualmente valores ligeiramente superiores ao habitual em algumas áreas. Na tarde de quarta-feira, surgem desvios positivos próximos de <strong>+1 a +2 ºC em alguns setores</strong>, embora existam diferenças consideráveis dentro da própria ilha.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/madeira-enfrenta-aviso-amarelo-de-tempo-quente-27-c-a-vista-nestas-zonas-do-arquipelago-1786381621172.png" data-image="l2et6bsa6wxh" alt="Temperatura (quarta-feira, 12 de agosto, 16h)" title="Temperatura (quarta-feira, 12 de agosto, 16h)"><figcaption>Temperaturas previstas para a tarde de quarta-feira, 12 de agosto. O Funchal poderá atingir cerca de 25 ºC, mantendo-se valores elevados em várias zonas costeiras.</figcaption></figure><p>O relevo da Madeira é particularmente importante neste contexto. A altitude e a orientação das vertentes condicionam fortemente a temperatura, razão pela qual os valores previstos podem variar significativamente em distâncias relativamente curtas.</p><p>Já na <strong>quinta-feira, 13 de agosto</strong>, o modelo aponta para uma subida em algumas localidades. O Funchal poderá atingir cerca de <strong>27 ºC</strong>, com 26 ºC na Calheta, 25 ºC em Porto Moniz, 24 ºC em Machico e Vila Baleira e aproximadamente 23 ºC em Santana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/madeira-enfrenta-aviso-amarelo-de-tempo-quente-27-c-a-vista-nestas-zonas-do-arquipelago-1786381948386.png" data-image="i83efz174u3q" alt="Temperatura (quinta-feira, 13 de agosto, 16h)" title="Temperatura (quinta-feira, 13 de agosto, 16h)"><figcaption>Temperatura prevista para as 16h de quinta-feira, 13 de agosto. O Funchal poderá atingir cerca de 27 ºC, com valores igualmente elevados noutros pontos da costa da Madeira.</figcaption></figure><p>Na sexta-feira, dia 14, os valores continuam elevados: a Calheta poderá alcançar cerca de <strong>27 ºC</strong>, enquanto o Funchal deverá rondar os 26 ºC. Porto Moniz, Machico e Vila Baleira poderão atingir aproximadamente 24 ºC, não sendo de descartar a emissão de novo aviso amarelo de tempo quente para este dia por parte do IPMA.</p><p> Os mapas de anomalia térmica reforçam esta tendência. Tanto na quinta como na sexta-feira surgem <strong>anomalias positivas próximas de 1 a 2 ºC em alguns setores da Madeira</strong>, além de desvios positivos sobre Porto Santo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/madeira-enfrenta-aviso-amarelo-de-tempo-quente-27-c-a-vista-nestas-zonas-do-arquipelago-1786382020611.png" data-image="4ue2zmvg5imf" alt="Anomalia de temperatura (sexta-feira, 14 de agosto, 16h)" title="Anomalia de temperatura (sexta-feira, 14 de agosto, 16h)"><figcaption>Anomalia da temperatura prevista para a tarde de sexta-feira. O modelo ECMWF mantém desvios positivos em vários setores do arquipélago, reforçando a persistência de temperaturas acima do habitual depois do período atualmente abrangido pelo aviso.</figcaption></figure><p> <strong>Ainda assim, existem diferenças importantes entre as várias zonas da Madeira</strong>, com o relevo, a altitude e a exposição das vertentes a influenciarem fortemente o comportamento local da temperatura. </p><h2>Poderá o IPMA prolongar o aviso amarelo?</h2><p>A evolução prevista para sexta-feira, 14 de agosto, deixa aberta essa possibilidade, embora <strong>não seja possível antecipar uma eventual decisão do IPMA</strong>.</p><p>O facto de as temperaturas permanecerem elevadas depois das 18h00 de quinta-feira 13, e até poderem subir em algumas zonas costeiras, significa que <strong>as condições meteorológicas responsáveis pelo atual episódio de calor não desaparecerão imediatamente com o fim do período atualmente abrangido pelo aviso</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782940" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-meteorologista-ana-palma-avisa-ha-boas-noticias-para-quem-pretende-observar-o-eclipse-solar-esta-quarta-feira.html" title="A meteorologista Ana Palma avisa: “Há boas notícias para quem pretende observar o eclipse solar esta quarta-feira'">A meteorologista Ana Palma avisa: “Há boas notícias para quem pretende observar o eclipse solar esta quarta-feira"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-meteorologista-ana-palma-avisa-ha-boas-noticias-para-quem-pretende-observar-o-eclipse-solar-esta-quarta-feira.html" title="A meteorologista Ana Palma avisa: “Há boas notícias para quem pretende observar o eclipse solar esta quarta-feira'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-meteorologista-ana-palma-avisa-ha-boas-noticias-para-quem-pretende-observar-o-eclipse-solar-esta-quarta-feira-1786369739981_320.jpg" alt="A meteorologista Ana Palma avisa: “Há boas notícias para quem pretende observar o eclipse solar esta quarta-feira'"></a></article></aside><p>Contudo, a emissão ou prolongamento de um aviso não depende apenas da temperatura prevista para uma determinada hora ou localidade, sendo considerada a persistência do fenómeno e os critérios meteorológicos definidos pelo IPMA para cada região.</p><p>Assim, <strong>as previsões justificam acompanhar eventuais atualizações dos avisos bem como dos mapas de referência da Meteored</strong>, sobretudo para a Costa Sul, Costa Norte e Porto Santo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/madeira-enfrenta-aviso-amarelo-de-tempo-quente-pelo-menos-ate-quinta-feira-27-c-a-vista-nestas-zonas-do-arquipelago.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Rio Danúbio atinge mínimos históricos: uma central nuclear entra em crise e um jovem mamute emerge das águas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/rio-danubio-atinge-minimos-historicos-uma-usina-nuclear-entra-em-crise-e-um-jovem-mamute-emerge-das-aguas.html</link><pubDate>Tue, 11 Aug 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Seca e emergência nuclear na Hungria: o esvaziamento do Rio Danúbio reduziu a sua vazão a um nível historicamente baixo, prejudicou a operação da central de Paks e expôs restos fósseis de um jovem mamute na Bulgária, bem como embarcações nazis naufragadas na Sérvia.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/danubio-ai-minimi-storici-la-centrale-nucleare-ungherese-va-in-crisi-e-dalle-secche-riemerge-un-giovane-mammut-1785952374984.jpg" data-image="tezrjceo1ddt" alt="Rio Danúbio baixo" title="Rio Danúbio baixo"><figcaption>A sucessão excecional de ondas de calor que caracterizou o verão de 2026, combinada com a seca prolongada em várias partes da Europa Central e Oriental, fez com que o nível da água do rio Danúbio atingisse mínimos históricos, desencadeando uma crise energética e industrial no país.</figcaption></figure><p>A sucessão excecional de ondas de calor que caracterizou o verão de 2026 provocou uma<strong> seca prolongada</strong> em várias áreas da <strong>Europa</strong> Central e Oriental, bem como na Europa Ocidental e Mediterrânea.</p><div class="texto-destacado">O Danúbio atingiu níveis historicamente baixos, com a sua vazão reduzida a aproximadamente um terço da média sazonal — uma situação que gerou repercussões noutras áreas e desencadeou uma crise energética e industrial.</div><p>No entanto, o <strong>baixo nível das águas do rio Danúbio </strong>exerce um efeito duplo ao longo do seu curso: compromete a segurança da infraestrutura energética e, ao mesmo tempo, revela vestígios extraordinários do passado.</p><h2>Emergência energética: central de Paks opera com capacidade reduzida</h2><p>O<strong> trecho húngaro do rio Danúbio</strong> registou um nível historicamente baixo de -107 cm em relação ao nível de referência (nível zero), acompanhado por um aumento drástico na temperatura da água. Esta situação<strong> afetou a operação da central nuclear de Paks </strong>— um ativo energético estratégico para a Hungria que supre mais de 40% das necessidades de eletricidade do país.</p><p>Devido às temperaturas elevadas e à capacidade insuficiente, as autoridades foram recentemente forçadas a<strong> interromper temporariamente o funcionamento da central pela primeira vez nos seus 44 anos de operação</strong>, causando interrupções no fornecimento de energia para a indústria e o transporte ferroviário. A água do Danúbio é necessária para arrefecer os reatores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/danubio-ai-minimi-storici-la-centrale-nucleare-ungherese-va-in-crisi-e-dalle-secche-riemerge-un-giovane-mammut-1785952397498.jpg" data-image="jkn3zi9q2h75"><figcaption>A central nuclear teve de ser desligada temporariamente pela primeira vez nos seus 44 anos de operação.</figcaption></figure><p>Até ao momento, observou-se uma melhoria parcial em relação às semanas recentes, com um leve aumento na vazão do rio. Isto permitiu que a última turbina fosse recolocada em operação, embora sob rigorosas medidas de segurança. Consequentemente, a <strong>central </strong>continua a <strong>operar com capacidade reduzida</strong>.</p><p>Paralelamente, a <strong>Comissão Europeia lançou um sistema de monitorização de emergência </strong>para avaliar a estabilidade da rede elétrica dos Bálcãs, em estreita coordenação com a Hungria, a Roménia e a Bulgária.</p><div class="texto-destacado">A causa principal parece ser a temperatura excessivamente elevada da água reintroduzida no rio no ponto de descarga da central. Considerando as temperaturas já elevadas da água de captação, isto poderia resultar numa temperatura incompatível com o ecossistema do rio (conforme regulamentado pelas leis de proteção ambiental).</div><p>A <strong>temperatura da água</strong> pode influenciar indiretamente a capacidade de geração de energia de uma central nuclear — não tanto devido à temperatura da água do rio utilizada (que seria fria o suficiente para arrefecer os reatores) ou apenas devido à redução da vazão.</p><p>Se a água que entra no sistema estiver mais fria do que o normal, as temperaturas de descarga podem exceder os limites estabelecidos para proteger o ecossistema — especialmente considerando a diluição reduzida causada pela baixa vazão do rio.</p><h2>Um mamute da Era do Gelo emerge do leito seco do rio</h2><p>A queda drástica do nível da água — que baixou a um ponto crítico — também levou a uma <strong>descoberta paleontológica</strong> inesperada perto da vila de Ryahovo, no <strong>norte da Bulgária (na fronteira com a Roménia)</strong>. Um morador local avistou restos fossilizados a emergir da lama nas margens do rio.</p><p>Especialistas do Museu Ecológico de Ruse e do Museu Regional de História intervieram prontamente e recuperaram uma <strong>mandíbula</strong> bem preservada, duas presas, partes de uma <strong>escápula</strong>, um <strong>fémur </strong>e <strong>várias costelas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782523" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/seca-historica-no-reino-unido-transforma-paisagens-e-afeta-milhoes-de-pessoas.html" title="Seca histórica no Reino Unido transforma paisagens e afeta milhões de pessoas">Seca histórica no Reino Unido transforma paisagens e afeta milhões de pessoas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/seca-historica-no-reino-unido-transforma-paisagens-e-afeta-milhoes-de-pessoas.html" title="Seca histórica no Reino Unido transforma paisagens e afeta milhões de pessoas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/seca-historica-no-reino-unido-transforma-paisagens-e-afeta-milhoes-de-pessoas-1785955403011_320.jpg" alt="Seca histórica no Reino Unido transforma paisagens e afeta milhões de pessoas"></a></article></aside><p>Análises preliminares indicam que os restos pertencem a um <strong>exemplar jovem de mamute-lanoso</strong> (<em>Mammuthus primigenius</em>). Arqueólogos concluíram a primeira etapa de proteção dos fósseis para evitar a deterioração causada pela exposição direta ao ar.</p><p>Caso o nível da água do Danúbio continue a baixar nas próximas semanas, estão previstas novas expedições de escavação para recuperar o resto do esqueleto, que permanece enterrado.</p><h2>Riscos à navegação e destroços de naufrágios nazis</h2><p>Além de vestígios que remontam ao Paleolítico, a seca recorde trouxe à tona um testemunho dramático do século passado. <strong>Perto da cidade portuária de Prahovo, na Sérvia</strong>, a queda do nível do rio expôs dezenas de <strong>navios de guerra nazis</strong> que tinham sido <strong>afundados em 1944</strong>.</p><div class="texto-destacado">Naquele ano, unidades da frota da Wehrmacht afundaram cerca de 200 embarcações — incluindo navios de guerra e barcos — com o objetivo estratégico de bloquear o avanço do Exército Vermelho soviético.</div><p>Os destroços, pertencentes à Frota do Mar Negro e<strong> presos ao leito do rio há 80 anos</strong>, representam atualmente um risco grave. De facto, muitas das embarcações que vieram à tona ainda contêm toneladas de munição e explosivos, constituindo um perigo potencial para a segurança e o meio ambiente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/danubio-ai-minimi-storici-la-centrale-nucleare-ungherese-va-in-crisi-e-dalle-secche-riemerge-un-giovane-mammut-1785952423660.jpg" data-image="0c9q2wuofsof" alt="Rio Danúbio" title="Rio Danúbio"><figcaption>O rio Danúbio no seu curso pela Hungria. (Foto de arquivo)</figcaption></figure><p>Além de<strong> estreitar drasticamente o canal navegável </strong>e <strong>bloquear a passagem de barcos comerciais e navios de cruzeiro fluvial</strong>, a presença desses destroços exigiu a implementação de um plano complexo de resposta a emergências. O governo sérvio e a União Europeia iniciaram operações delicadas para remover e recuperar os destroços, visando restaurar a navegabilidade do rio Danúbio.</p><p>Estes eventos — mesmo antes da recolha de dados meteorológicos definitivos no final do verão — evidenciam a gravidade das ondas de calor que castigaram o nosso continente nesta estação. Também realçam a vulnerabilidade do continente, que não está habituado a fenómenos climáticos extremos nem devidamente preparado para enfrentá-los.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Amidst a major drought, the Danube fell so low in Budapest that the bodies of two Wehrmacht MIA, and military equipmenta motorcycle, gas canisters, and AT mines, were discovered in the riverbed very near to the Parliament building. Theyd lain there undisturbed for 81 years. <a href="https://t.co/L5c8OZS5Kj">pic.twitter.com/L5c8OZS5Kj</a></p>— Bohunk Supremacist (@BohunkSupremacy) <a href="https://x.com/BohunkSupremacy/status/2085669275394527289?ref_src=twsrc%5Etfw">August 7, 2026</a></blockquote></figure><p><span style="letter-spacing: 0.03em;"></span>Portanto, um plano abrangente de<strong> adaptação às alterações climáticas</strong> figurará entre os desafios prioritários do continente, com o objetivo de tornar a infraestrutura europeia mais resiliente.<span style="letter-spacing: 0.03em;"></span></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/rio-danubio-atinge-minimos-historicos-uma-usina-nuclear-entra-em-crise-e-um-jovem-mamute-emerge-das-aguas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item></channel></rss>