<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Tempo.pt - Meteored</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Sun, 21 Jun 2026 19:00:23 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sun, 21 Jun 2026 19:00:23 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Tempo.pt - Meteored</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Semana de calor intenso em Portugal marcada por aguaceiros e trovoadas: eis as regiões mais afetadas e até quando]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-de-calor-intenso-em-portugal-marcada-por-aguaceiros-e-trovoadas-eis-as-regioes-mais-afetadas-e-ate-quando.html</link><pubDate>Sun, 21 Jun 2026 16:29:23 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal continental deverá registar uma semana marcada por calor intenso, embora com aguaceiros e trovoadas em várias regiões do interior, devido à instabilidade atmosférica que condiciona o estado do tempo ao longo dos próximos dias.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xahlx7q"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xahlx7q.jpg" id="xahlx7q"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os próximos dias deverão ser marcados por aguaceiros e trovoadas durante a tarde, sobretudo nas regiões do interior de Portugal continental, enquanto <strong>o calor continuará a fazer-se sentir em grande parte do território</strong>. A presença de ar mais instável sobre a Península Ibérica, em conjugação com o forte aquecimento diurno, deverá favorecer a formação de nuvens de grande desenvolvimento vertical, responsáveis pelos episódios de precipitação mais intensa.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Durante a tarde deste domingo, preveem-se aguaceiros no interior Norte e Centro e nas zonas montanhosas, localmente fortes e <strong>acompanhados por trovoada</strong>. No litoral ocidental, estes fenómenos deverão ser menos frequentes devido à influência do Atlântico, embora não se exclua a ocorrência de aguaceiros isolados. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-calor-intenso-em-portugal-continental-marcada-por-aguaceiros-e-trovoadas-1782052121247.png" data-image="7j4dxx1gnz7w"><figcaption>A aproximação de instabilidade a partir do Atlântico deverá marcar o início de uma alteração do padrão atmosférico em Portugal continental, com o aparecimento de aguaceiros no litoral e condições progressivamente mais favoráveis ao desenvolvimento de trovoadas no interior ao longo da tarde.</figcaption></figure><p>O vento deverá soprar fraco a moderado, tornando-se por vezes forte, no litoral oeste e nas terras altas durante a tarde. As temperaturas máximas deverão atingir os <strong>40 ºC</strong> <strong>no interior do Alentejo e no vale do Guadiana</strong>, enquanto grande parte do restante interior deverá registar valores entre <strong>32 e 38 ºC</strong>.</p><h2>Segunda-feira deverá concentrar o maior risco de aguaceiros e trovoadas</h2><p><strong>A segunda-feira deverá concentrar a maior probabilidade de ocorrência de aguaceiros e trovoadas</strong>, sobretudo no interior Norte e Centro e nas zonas montanhosas. Os aguaceiros poderão ser localmente fortes, acompanhados por trovoada, não se excluindo a sua ocorrência pontual noutras áreas do interior. O vento manter-se-á fraco a moderado, intensificando-se temporariamente até <strong>40 km/h</strong> no litoral oeste e nas terras altas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-calor-intenso-em-portugal-continental-marcada-por-aguaceiros-e-trovoadas-1782052143985.png" data-image="k3t78z7b06u2"><figcaption>O forte aquecimento da superfície, associado à presença de instabilidade em altitude, favorece nesta segunda-feira o desenvolvimento de convecção mais intensa em Portugal continental. Este cenário potencia a formação de aguaceiros e trovoadas mais organizadas, especialmente no interior Norte e Centro.</figcaption></figure><p>As temperaturas máximas poderão atingir ou <strong>ultrapassar localmente os </strong><strong>40 ºC</strong> no Baixo Alentejo e nos vales do Tejo e do Guadiana.</p><h2>Instabilidade deverá manter-se até ao final da semana</h2><p>A partir de terça-feira, <strong>a instabilidade deverá persistir durante as tardes</strong>, sobretudo no interior Norte e Centro e nas zonas montanhosas, <strong>com desenvolvimento de aguaceiros e trovoadas </strong>que poderão ser localmente intensos e pontualmente acompanhados por precipitação forte. O vento deverá manter-se, em geral, fraco a moderado. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-calor-intenso-em-portugal-continental-marcada-por-aguaceiros-e-trovoadas-1782052196784.png" data-image="hz6k5819f6wb"><figcaption>A massa de ar quente deverá manter-se sobre a Península Ibérica, ainda que com tendência para uma ligeira descida face aos dias anteriores. As temperaturas deverão permanecer elevadas, sobretudo no interior, onde o aquecimento será mais expressivo devido ao menor efeito de moderação marítima.</figcaption></figure><p>A <strong>partir de quarta-feira, deverá registar-se uma ligeira descida das temperaturas</strong> máximas. Na sexta-feira, os valores deverão variar entre 28 e 33 ºC no litoral, enquanto no interior mais quente, em particular no Baixo Alentejo e nos vales do Tejo e do Guadiana as máximas deverão situar-se entre 32 e 35 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774864" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-42-c-episodio-de-tempo-quente-atingira-o-seu-pico-entre-hoje-e-terca-feira-23-nestas-zonas-de-portugal-continental.html" title="Até 42 ºC: episódio de tempo quente atingirá o seu pico entre hoje e terça-feira 23 nestas zonas de Portugal continental">Até 42 ºC: episódio de tempo quente atingirá o seu pico entre hoje e terça-feira 23 nestas zonas de Portugal continental</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-42-c-episodio-de-tempo-quente-atingira-o-seu-pico-entre-hoje-e-terca-feira-23-nestas-zonas-de-portugal-continental.html" title="Até 42 ºC: episódio de tempo quente atingirá o seu pico entre hoje e terça-feira 23 nestas zonas de Portugal continental"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-42-c-episodio-de-tempo-quente-atingira-o-seu-pico-entre-hoje-e-terca-feira-23-nestas-zonas-de-portugal-continental-1782041609585_320.png" alt="Até 42 ºC: episódio de tempo quente atingirá o seu pico entre hoje e terça-feira 23 nestas zonas de Portugal continental"></a></article></aside><p>Por se tratar de uma previsão a médio prazo, aconselha-se o acompanhamento da atualização das previsões, uma vez que a localização e a intensidade dos aguaceiros e trovoadas poderão sofrer ajustes ao longo da semana.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-de-calor-intenso-em-portugal-marcada-por-aguaceiros-e-trovoadas-eis-as-regioes-mais-afetadas-e-ate-quando.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Foram descobertas dezenas de novas espécies animais em Angola: um tesouro de biodiversidade ainda por explorar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/foram-descobertas-dezenas-de-novas-especies-animais-em-angola-um-tesouro-de-biodiversidade-ainda-por-explorar.html</link><pubDate>Sun, 21 Jun 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Apesar de a ação humana pôr diariamente em risco a biodiversidade, ainda existem regiões do mundo praticamente inexploradas onde vivem espécies nunca antes observadas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nuove-specie-animali-scoperte-in-angola-un-tesoro-di-biodiversita-ancora-inesplorato-1780583702214.jpg" data-image="cltqz3q33oav"><figcaption>A víbora arborícola é uma espécie que vive na África Central, mas é rara em Angola.</figcaption></figure><p><strong>Grilos blindados, aranhas fluorescentes e uma "lagarta acobreada" com uma coloração peculiar que ainda não foi oficialmente descrita</strong> são apenas alguns dos animais extraordinários que uma expedição do Wilderness Project acaba de descobrir.</p><div class="texto-destacado">Até à data, existem mais de setenta espécies novas, mas os investigadores recolheram dezenas de amostras biológicas que poderão levar à identificação de outras espécies nos próximos meses.</div><p>O projeto, cujo objetivo é salvaguardar o imenso património de biodiversidade de África, centrou-se, nesta ocasião, num <strong>planalto remoto de Angola, que se mantinha praticamente inacessível aos cientistas há décadas</strong>.</p><h2>Num recanto de África, um património de biodiversidade</h2><p>Sabe-se agora até que ponto a biodiversidade do planeta está em perigo devido às atividades humanas e que o risco é grave. <strong>Desde o século XVI até hoje, extinguiram-se oitocentas espécies e muitas outras irão extinguir-se nas próximas décadas</strong>, com perdas preocupantes em termos de recursos alimentares, recursos médicos, qualidade da água, etc.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nuove-specie-animali-scoperte-in-angola-un-tesoro-di-biodiversita-ancora-inesplorato-1780584128880.jpg" data-image="epo8r3ragwuu"><figcaption>O grilo blindado, com o seu típico exoesqueleto dotado de espinhos.</figcaption></figure><p><strong>Neste cenário catastrófico, surge um pequeno raio de esperança das zonas mais remotas do planeta, neste caso o planalto de Lisima</strong>, banhado pelo rio Cassai, no leste de Angola. É daí que provém a água que sustenta ecossistemas e comunidades humanas a milhares de quilómetros de distância. Entre elas encontra-se, por exemplo, o delta do Okavango, Património Mundial da UNESCO.</p><p>Caberá, portanto, questionar por que razão uma zona tão importante permaneceu praticamente inexplorada.<strong> Décadas de guerra civil no país e as dificuldades de acesso ao planalto</strong> fizeram com que Lysima permanecesse, durante muito tempo, praticamente inacessível às expedições científicas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772149" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/okavango-o-rio-que-morre-no-deserto-para-dar-vida-a-africa.html" title="Okavango, o rio que morre no deserto para dar vida a África">Okavango, o rio que morre no deserto para dar vida a África</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/okavango-o-rio-que-morre-no-deserto-para-dar-vida-a-africa.html" title="Okavango, o rio que morre no deserto para dar vida a África"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/okavango-el-rio-que-muere-en-el-desierto-para-dar-vida-a-africa-1780399566520_320.jpeg" alt="Okavango, o rio que morre no deserto para dar vida a África"></a></article></aside><p>Como resultado, as espécies animais que habitam esta zona, apesar da desflorestação e da ameaça constante representada pela indústria do diamante, podem chegar às centenas. <strong>É provável que algumas delas sejam endémicas desta parte do mundo</strong>.</p><h2>Lisima: o paraíso oculto de espécies desconhecidas</h2><p>Graças à expedição de 2026 ao planalto de Lisima, foi possível identificar <strong>algumas dezenas de espécies potencialmente novas para a ciência</strong>.</p><p>Entre elas, contam-se cerca de <strong>sessenta novas espécies de borboletas e traças</strong>, oito novas espécies de libélulas e três espécies de gafanhotos que nunca antes tinham sido observadas.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">Cientistas descobriram dezenas de novas espécies na Serra do Lisima, incluindo uma aranha azul brilhante e novas espécies de insectos e borboletas. Mais uma prova da riqueza natural de Angola. <a href="https://x.com/hashtag/angola?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#angola</a> <a href="https://t.co/fZ5pUfPh4T">pic.twitter.com/fZ5pUfPh4T</a></p>— Daily Angola (@dailyangola) <a href="https://x.com/dailyangola/status/2065452268330029481?ref_src=twsrc%5Etfw">June 12, 2026</a></blockquote></figure><p><strong> A estas juntam-se um novo grilo predador</strong>, uma nova borboleta, também observada na fase de lagarta, e duas novas aranhas muito peculiares.</p><p><strong>O número definitivo será confirmado assim que as análises e a catalogação estiverem concluídas</strong>, mas a descoberta continua a ser, em qualquer caso, extraordinária pelo número e variedade de espécies. </p><h3>As espécies mais espetaculares de Angola</h3><p>O que torna a descoberta em Angola ainda mais fascinante são as características verdadeiramente únicas de alguns dos animais observados. <strong>Entre os que mais surpreendem e despertam a imaginação encontra-se a aranha tecelã de teias orbiculares, capaz de imitar a aparência das joaninhas</strong>. Esta é a estratégia da aranha para confundir os seus predadores e, assim, evitar ser devorada.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="en" dir="ltr">Scientists discover a glowing blue spider among dozens of potential new species<br><br>Researchers exploring Angola's remote Lisima Plateau uncovered dozens of potentially new species, including a crowned crab spider that glows blue under ultraviolet light. The expedition also revealed <a href="https://t.co/T2dV6cbj56">pic.twitter.com/T2dV6cbj56</a></p>— Nature is Amazing ️ (@AMAZlNGNATURE) <a href="https://x.com/AMAZlNGNATURE/status/2062454885099151408?ref_src=twsrc%5Etfw">June 4, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>Ainda mais misteriosa é a aranha-caranguejo, que emite uma fluorescência azul visível sob luz ultravioleta</strong>. Esta aranha ainda não tem um nome científico oficial e desconhece-se a função desta característica.</p><p><strong>O grilo predador com armadura observado em Angola é também uma espécie nova. É um caçador muito hábil</strong>, e igualmente eficiente na autodefesa. Não só está protegido por uma armadura de espinhos, como, se se sentir ameaçado, pode pulverizar a sua própria hemolinfa — ou seja, o equivalente ao sangue — contra outros insetos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="657451" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/truques-utilizados-por-serpente-para-fugir-aos-predadores-fauna.html" title="Truques utilizados por serpente para fugir aos predadores">Truques utilizados por serpente para fugir aos predadores</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/truques-utilizados-por-serpente-para-fugir-aos-predadores-fauna.html" title="Truques utilizados por serpente para fugir aos predadores"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/truques-utilizado-por-serpente-para-fugir-aos-predadores-1716359036382_320.jpg" alt="Truques utilizados por serpente para fugir aos predadores"></a></article></aside><p><strong>A víbora arborícola, embora não seja uma espécie nova, a sua descoberta revela-se surpreendente </strong>devido à raridade deste animal em Angola. A hipótese é que a víbora tenha chegado após percorrer quilómetros através das florestas congolesas.</p><p>Igualmente surpreendente foi<strong> a descoberta de oito espécies de libélulas</strong>, um número invulgarmente elevado para uma única expedição.</p><h3><em>Referência da notícia<br></em></h3><p><em>Tim Cocks - <a href="https://www.reuters.com/business/environment/scientists-find-new-species-dragonfly-grasshopper-fluorescent-spider-2026-06-03/" target="_blank">Scientists find new species of dragonfly, grasshopper and a fluorescent spider.</a> Reuters /Junio 2026)</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/foram-descobertas-dezenas-de-novas-especies-animais-em-angola-um-tesouro-de-biodiversidade-ainda-por-explorar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma corrente marinha mudou de local há 13 000 anos: porque os cientistas temem que isso esteja a acontecer novamente]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/uma-corrente-marinha-mudou-de-local-ha-13-000-anos-porque-os-cientistas-temem-que-isso-esteja-a-acontecer-novamente.html</link><pubDate>Sun, 21 Jun 2026 13:03:33 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um novo estudo revelou que, durante uma crise climática repentina no passado, o Atlântico Norte não reagiu de forma uniforme. Algumas correntes enfraqueceram, outras intensificaram-se e a Corrente do Golfo mudou de posição. Por que é que isto nos interessa hoje?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/una-corriente-marina-cambio-de-lugar-hace-13-000-ano-por-que-los-cientificos-temen-que-este-pasando-otra-vez-1781267695567.jpg" data-image="grogshqh1v66" alt="AMOC" title="AMOC"><figcaption>Enquanto a Gronelândia congelava, com uma descida de 10 °C em poucas décadas, a Corrente do Golfo desviou-se centenas de quilómetros para norte.</figcaption></figure><p>Durante o Dryas Recente, um dos episódios de alterações climáticas mais abruptas da história recente da Terra, a Europa voltou a enfrentar condições quase glaciais. Os glaciares voltaram a avançar sobre a Escócia, o gelo marinho expandiu-se pelo Atlântico Norte e a Gronelândia <strong>registou um arrefecimento de até 10 °C em apenas algumas décadas</strong>. No entanto, a cerca de 800 quilómetros a <strong>leste de Nova Iorque</strong>, aconteceu algo completamente diferente.</p><p><strong>Enquanto grande parte do Atlântico Norte arrefecia, as águas ao largo da Nova Escócia, no Canadá, aumentaram a sua temperatura entre 4 e 5 °C</strong>. Essa aparente contradição intrigou os cientistas durante anos. Agora, uma investigação publicada na <em>Nature Communications </em>apresenta uma explicação que poderá ter implicações muito para além da reconstrução do clima do passado.</p><p>Os resultados indicam que <strong>a Corrente do Golfo se deslocou centenas de quilómetros para norte</strong>, em resposta a uma reorganização da circulação oceânica atlântica. O mais relevante é que essa resposta coincide com o que numerosos modelos climáticos projetam para um cenário futuro de enfraquecimento da Circulação Meridional de Capotamento do Atlântico (AMOC).</p><h2>O sistema não falha de forma uniforme</h2><p><strong>A AMOC é frequentemente descrita como uma gigantesca correia transportadora oceânica que redistribui o calor dos trópicos para as latitudes mais altas do Atlântico</strong>. O seu funcionamento depende de uma interação complexa entre correntes superficiais e profundas.</p><div class="texto-destacado"><strong>Fala-se frequentemente de um eventual enfraquecimento da AMOC como se se tratasse de um mecanismo único. O novo estudo mostra que a realidade pode ser bastante mais complexa</strong>.</div><p>A partir da análise de sedimentos extraídos do leito marinho ao largo da costa canadiana, <strong>os investigadores reconstruíram com grande detalhe as mudanças ocorridas durante o Dryas Recente</strong>. Para tal, combinaram indicadores de temperatura obtidos a partir de microfósseis marinhos com medições do tamanho das partículas sedimentares, que permitem estimar a intensidade das correntes profundas.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="en" dir="ltr">The Gulf is open for business! <br><br>Copious amounts of moisture will stream northward into the United States over the next few weeks, benefiting drought-affected areas.<br><br>However, this will also increase the risk of flooding and severe weather in the Plains and Midwest. <a href="https://t.co/Zw95cq8sJZ">pic.twitter.com/Zw95cq8sJZ</a></p>— Ben Noll (@BenNollWeather) <a href="https://x.com/BenNollWeather/status/2038247301840589000?ref_src=twsrc%5Etfw">March 29, 2026</a></blockquote></figure><p>Os registos mostram que um dos ramos profundos da circulação atlântica, conhecido como Lower North Atlantic Deep Water, perdeu força. Paralelamente, outro ramo mais superficial, o Upper North Atlantic Deep Water, <strong>aumentou a sua intensidade em cerca de 32%</strong>.</p><p>Por outras palavras, <strong>o sistema reorganizou-se</strong>.</p><h2>Primeiro mudou o oceano, depois a atmosfera</h2><p>Uma das descobertas mais marcantes do estudo é a <strong>sequência temporal</strong> dos acontecimentos.</p><p>Os investigadores constataram que o enfraquecimento das correntes profundas ocorreu primeiro. Em consequência, <strong>a Corrente do Golfo começou a deslocar-se para norte</strong>, aproximando águas subtropicais mais quentes da costa atlântica canadiana.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="en" dir="ltr">A fascinating ocean current loop can be seen as warm waters from the Caribbean Sea flow into the Gulf Stream.<br><br>Over the last couple of months, the Gulf of Mexico has seen warming sea surface temperatures as summer draws near. <a href="https://t.co/8DuYP4QXwX">pic.twitter.com/8DuYP4QXwX</a></p>— CIRA (@CIRA_CSU) <a href="https://x.com/CIRA_CSU/status/1795968983205581234?ref_src=twsrc%5Etfw">May 30, 2024</a></blockquote></figure><p>Décadas mais tarde, surgiram <strong>outras respostas </strong>no seio do sistema. De acordo com as reconstruções do estudo, <strong>o reforço da circulação profunda superior ocorreu aproximadamente 58 anos depois </strong>da alteração inicial. A reorganização atmosférica surgiu ainda mais tarde, cerca de 84 anos após o início do processo.</p><p>O resultado é importante porque demonstra que <strong>os sinais precoces de transformação podem surgir primeiro no oceano</strong> e, várias décadas depois, manifestar-se claramente na atmosfera.</p><h2>Diferente, mas não tanto</h2><p>Os autores esclarecem que o Dryas Recente ocorreu em <strong>condições muito diferentes das atuais</strong>. Grandes camadas de gelo ainda cobriam vastas regiões da América do Norte e da Europa, e o nível do mar era consideravelmente mais baixo. Ainda assim, os <strong>mecanismos físicos</strong> que ligam as diferentes partes do sistema atlântico continuam a ser os mesmos.</p><p>É por isso que os investigadores consideram que este episódio <strong>constitui um laboratório natural</strong> excecional para compreender como a circulação oceânica responde a perturbações significativas.</p><div class="texto-destacado"><strong>A principal lição é que a mudança não se apresenta necessariamente como um arrefecimento ou aquecimento uniforme. Pode manifestar-se como um conjunto de respostas regionais aparentemente contraditórias.</strong></div><p>De facto, <strong>alguns padrões observados atualmente assemelham-se aos identificados no estudo</strong>. Enquanto uma região a sul da Gronelândia apresenta uma tendência relativamente fria em relação ao aquecimento global médio, as áreas associadas à influência da Corrente do Golfo apresentam um aquecimento mais acelerado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767915" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ha-2-mil-anos-ja-ocorreu-uma-anomalia-geomagnetica-semelhante-a-atual-anomalia-do-atlantico-sul.html" title="Há 2 mil anos, já ocorreu uma anomalia geomagnética semelhante à atual Anomalia do Atlântico Sul">Há 2 mil anos, já ocorreu uma anomalia geomagnética semelhante à atual Anomalia do Atlântico Sul</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ha-2-mil-anos-ja-ocorreu-uma-anomalia-geomagnetica-semelhante-a-atual-anomalia-do-atlantico-sul.html" title="Há 2 mil anos, já ocorreu uma anomalia geomagnética semelhante à atual Anomalia do Atlântico Sul"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/hace-dos-mil-anos-anomalia-geomagnetica-1778042212418_320.png" alt="Há 2 mil anos, já ocorreu uma anomalia geomagnética semelhante à atual Anomalia do Atlântico Sul"></a></article></aside><p><strong>O estudo não indica que a AMOC esteja prestes a entrar em colapso</strong>, mas apresenta evidências de que as reorganizações da circulação atlântica podem ocorrer em escalas temporais surpreendentemente curtas, da ordem das décadas. Além disso, destaca a importância de <strong>identificar quais sinais convém observar hoje </strong>para detetar, com antecedência suficiente, transformações que possam influenciar o clima global durante a vida das gerações atuais.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Zhu%2C%20F.%2C%20Carter-Champion%2C%20A.%2C%20Wharton%2C%20J.H.%20et%20al." data-year="" data-title="Co-ordinated%20shifts%20in%20deep-water%20formation%20and%20Gulf%20Stream%20migration%20during%20abrupt%20climate%20changes" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41467-026-73832-4">Zhu, F., Carter-Champion, A., Wharton, J.H. et al.. <a href="https://www.nature.com/articles/s41467-026-73832-4" target="_blank" rel="">Co-ordinated shifts in deep-water formation and Gulf Stream migration during abrupt climate changes</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/uma-corrente-marinha-mudou-de-local-ha-13-000-anos-porque-os-cientistas-temem-que-isso-esteja-a-acontecer-novamente.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 42 ºC: episódio de tempo quente atingirá o seu pico entre hoje e terça-feira 23 nestas zonas de Portugal continental]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-42-c-episodio-de-tempo-quente-atingira-o-seu-pico-entre-hoje-e-terca-feira-23-nestas-zonas-de-portugal-continental.html</link><pubDate>Sun, 21 Jun 2026 11:49:02 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Até terça-feira, 23 de junho, Portugal continental enfrentará temperaturas elevadas, acima dos 40 ºC nalgumas zonas, noites tropicais e poeiras do Saara. A presença de uma gota fria poderá ainda provocar aguaceiros e trovoadas. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xahkxn6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xahkxn6.jpg" id="xahkxn6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Entre <strong>hoje - domingo, 21 de junho - e terça-feira, 23 de junho</strong>, Portugal continental estará exposto à ocorrência de um episódio de tempo quente, resultante da interação entre uma <strong>crista anticiclónica</strong> instalada sobre a Península Ibérica e uma <strong>depressão isolada em altitude (ou gota fria)</strong> posicionada a oeste da nossa geografia.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>A configuração sinóptica acima descrita será favorável ao transporte de uma massa de ar tropical continental, quente e seco, procedente do Norte de África, que provocará uma subida generalizada das temperaturas.</div><p>De acordo com as mais recentes atualizações dos modelos de referência da Meteored, os dias mais quentes deste período de calor intenso serão hoje (21 de junho) e a próxima terça-feira (23 de junho).<strong> Prevê-se que as temperaturas máximas variem entre os 30 e os 42 ºC, estando os valores mais elevados previstos para as regiões do interior</strong>. Quanto à faixa costeira ocidental, espera-se que a influência marítima limite as máximas a valores geralmente entre os 22 e os 30 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-42-c-episodio-de-tempo-quente-atingira-o-seu-pico-entre-hoje-e-terca-feira-23-nestas-zonas-de-portugal-continental-1782041315519.png" data-image="ajttogkgsbgw"><figcaption>Haverá noites tropicais numa grande extensão da geografia luso-continental, estando previstas temperaturas mínimas iguais ou superiores a 20 ºC.</figcaption></figure><p>O período noturno também será fortemente marcado pela subida das temperaturas. <strong>Numa parte significativa do território de Portugal continental, as temperaturas mínimas irão manter-se acima dos 20 ºC</strong>, especialmente na primeira metade da semana vindoura. Isto traduzir-se-á na ocorrência das chamadas <strong>noites tropicais </strong>(quando a temperatura mínima é igual ou superior a 20 ºC durante toda a noite), que poderão reduzir substancialmente o conforto térmico.</p><h2>Estas serão as zonas mais quentes do país nos próximos dias</h2><p>Neste momento está ativo <strong>o aviso laranja de tempo quente</strong> <strong>nos distritos de Vila Real, Bragança e Guarda</strong>, todos situados no interior Norte e Centro, uma vez que as atuais previsões apontam para valores próximos de recordes históricos nalgumas estações meteorológicas do interior Norte (especialmente nas localidades inseridas nos vales dos rios Tua, Sabor e Douro).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-42-c-episodio-de-tempo-quente-atingira-o-seu-pico-entre-hoje-e-terca-feira-23-nestas-zonas-de-portugal-continental-1782041609585.png" data-image="csm6z3rz3b3a"><figcaption>O Nordeste Transmontano é uma das regiões do país onde se preveem os valores mais elevados da temperatura máxima nas próximas horas e dias.</figcaption></figure><p>Em todas estas áreas do interior Norte e Centro, e ainda na Beira Baixa (distrito de Castelo Branco), bem como em vastas zonas dos distritos de Portalegre, Évora e Beja preveem-se os valores de temperatura diurna mais elevados dos próximos dias, <strong>com os nossos mapas a insistirem em máximas compreendidas entre os 36 e os 42 ºC </strong>(Ponte de Sor, Mora, Idanha-a-Nova, Vila Velha de Ródão, Figueira de Castelo Rodrigo, Vila Nova de Foz Côa, Torre de Moncorvo, Alfandega da Fé, Mogadouro, Mirandela, Miranda do Douro e Chaves, entre muitas outras).</p><h2>Poeiras do Saara mantêm-se e haverá risco para uma nova vaga de aguaceiros e trovoadas</h2><p>Além do calor intenso, o estado do tempo em Portugal continental terá outros protagonistas, tais como a presença de <strong>poeiras em suspensão levantadas desde o deserto do Saara</strong> e transportadas pelo fluxo de sul e sudeste associados à entrada da massa de ar africana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-42-c-episodio-de-tempo-quente-atingira-o-seu-pico-entre-hoje-e-terca-feira-23-nestas-zonas-de-portugal-continental-1782041742376.png" data-image="6h7qro5fop8l"><figcaption>Em simultâneo com o calor intenso, prevê-se uma intrusão de poeiras do Saara em Portugal continental. Estas partículas em suspensão na atmosfera estarão contidas no transporte de ar quente e seco procedente do Norte de África.</figcaption></figure><p><strong>As partículas terão a particularidade de conferirem ao céu um aspeto mais esbranquiçado ou amarelado</strong>, podendo degradar temporariamente a qualidade do ar ao espalharem-se por todo o país. Os seus níveis serão, em certos momentos, temporariamente mais elevados no interior Centro e Sul e mais tarde na Região Norte.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774800" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-aquece-ate-terca-feira-dia-23-mas-a-noite-de-sao-joao-devera-ser-agradavel-no-porto.html" title="Portugal aquece até terça-feira, dia 23, mas a noite de São João deverá ser agradável no Porto">Portugal aquece até terça-feira, dia 23, mas a noite de São João deverá ser agradável no Porto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-aquece-ate-terca-feira-dia-23-mas-a-noite-de-sao-joao-devera-ser-agradavel-no-porto.html" title="Portugal aquece até terça-feira, dia 23, mas a noite de São João deverá ser agradável no Porto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-aquece-ate-terca-feira-dia-23-mas-a-noite-de-sao-joao-devera-ser-agradavel-no-porto-1781958709239_320.jpg" alt="Portugal aquece até terça-feira, dia 23, mas a noite de São João deverá ser agradável no Porto"></a></article></aside><p>Ao mesmo tempo, a aproximação da <strong>gota fria</strong> deverá desencadear um aumento da instabilidade meteorológica entre hoje e amanhã, dias 21 e 22 de junho, promovendo <strong>a formação de nuvens convectivas de evolução diurna</strong>. Assim, a partir do meio-dia e durante toda a tarde, não se descarta a potencial ocorrência de <strong>aguaceiros e trovoadas localizadas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-42-c-episodio-de-tempo-quente-atingira-o-seu-pico-entre-hoje-e-terca-feira-23-nestas-zonas-de-portugal-continental-1782041561934.png" data-image="td23xxc9cbrs"><figcaption>O contraste entre o ar quente à superfície e o ar frio em altitude criará condições favoráveis à formação de células convectivas, não se excluindo a ocorrência de aguaceiros localmente intensos, atividade elétrica frequente e até mesmo queda de granizo. Por outro lado, a presença de poeiras em suspensão poderá inibir ou atenuar parcialmente a atividade das nuvens de trovoada.</figcaption></figure><p>Devido à trajetória errática da gota fria, <strong>a intensidade e distribuição da precipitação convectiva mantém-se muito incerta</strong>, apesar dos mapas de descargas elétricas da Meteored atribuírem uma <strong>maior probabilidade de distribuição geográfica nos distritos de Vila Real, Bragança, Viseu e Guarda</strong>. Ainda assim, não se descarta que surjam pontualmente em áreas do interior dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra e por vezes também em zonas a sul do rio Tejo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-42-c-episodio-de-tempo-quente-atingira-o-seu-pico-entre-hoje-e-terca-feira-23-nestas-zonas-de-portugal-continental.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Moragueiros com flor mas sem fruto? Um mistério simples de resolver]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/moragueiros-com-flor-mas-sem-fruto-um-misterio-simples-de-resolver.html</link><pubDate>Sun, 21 Jun 2026 08:45:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Quando um morangueiro floresce e não dá frutos, o erro pode estar onde menos se espera, junto às raízes da planta. Descubra aqui mais sobre este mistério!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/moragueiros-com-flor-mas-sem-fruto-um-misterio-simples-de-resolver-1781595036943.jpg" data-image="7durznze2hos" alt="Morangueiro" title="Morangueiro"><figcaption>Por vezes o morangueiro cresce, floresce mas não dá fruto, mas o problema pode estar na base da planta.</figcaption></figure><p>Para quem cultiva morangos certamente já passou por uma das maiores frustrações do jardim, <strong>o morangueiro cresce forte, enche-se de flores, parece prometer uma colheita abundante mas no final os frutos nunca aparecem</strong>.</p><p>Muitas vezes, a tendência é culpar a variedade da planta, o clima ou a falta de fertilizante. No entanto, <strong>um simples detalhe, muitas vezes ignorado</strong>, pode estar na origem do problema, área junto ao pé do morangueiro.</p><p>Já diziam os antigos que <strong>uma planta saudável começava pela observação da base</strong>, pois é ali que se encontram as condições que determinam o desenvolvimento das raízes, a circulação de água e o equilíbrio da planta.</p><p>O morangueiro não é apenas uma planta que precisa de sol e rega. Ele <strong>necessita de um ambiente específico para transformar flores em frutos. </strong>Quando esse processo falha, geralmente existe um desequilíbrio que começa no solo.</p><h2>Espaço para respirar </h2><p>De acordo com um artigo avançado pelo <em>Maison Minutes</em>, um dos erros mais comuns é deixar o “coração” do morangueiro, ou seja, a parte central onde nascem as folhas novas e as flores, <strong>demasiado enterrado ou coberto</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="503961" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-poder-dos-morangos-potencial-protecao-contra-o-alzheimer-saude-alimentacao.html" title="O poder dos morangos: potencial proteção contra o Alzheimer">O poder dos morangos: potencial proteção contra o Alzheimer</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-poder-dos-morangos-potencial-protecao-contra-o-alzheimer-saude-alimentacao.html" title="O poder dos morangos: potencial proteção contra o Alzheimer"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-poder-dos-morangos-potencial-protecao-contra-o-alzheimer-saude-alimentacao-1686395821118_320.jpg" alt="O poder dos morangos: potencial proteção contra o Alzheimer"></a></article></aside><p>Este detalhe é extremamente importante, <strong>se ficar abafada por terra, folhas mortas ou excesso de matéria orgânica húmida</strong>, a planta pode continuar viva e até florescer, mas terá dificuldade em frutificar.</p><p>O morangueiro precisa de respirar, dessa forma, <strong>a base da planta deve ficar protegida, mas não sufocada</strong>. O contacto constante com humidade excessiva pode enfraquecer os tecidos, favorecer fungos e impedir que a energia da planta seja direcionada para a formação dos frutos.</p><h2>A importância dos insetos na transformação do morangueiro </h2><p>Outro fator essencial é a <strong>polinização</strong>. Uma flor de morangueiro não se transforma automaticamente num morango perfeito, ela precisa que o pólen seja transferido corretamente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/moragueiros-com-flor-mas-sem-fruto-um-misterio-simples-de-resolver-1781595086938.png" data-image="yz0qjijkiqoe" alt="Plantação" title="Plantação"><figcaption>Desde a escolha do local até à preparação da terra, cada detalhe influencia o crescimento, a floração e a qualidade dos morangos.</figcaption></figure><p><strong>Em jardins com pouca presença de insetos polinizadores, muitas flores podem abrir e depois secar sem formar fruto</strong>. Abelhas, abelhões e outros pequenos visitantes têm um papel fundamental neste processo.</p><p>Contudo, <strong>a inexistência de frutos pode estar no excesso de vigor da planta</strong>. Quando o morangueiro recebe demasiado azoto, por exemplo, tende a produzir muitas folhas e rebentos, ficando exuberante por fora, mas com menos energia disponível para criar frutos.</p><h2>O excesso de estolhos e rebentos</h2><p>Também é importante <strong>prestar atenção aos estolhos</strong>, aqueles ramos compridos que o morangueiro lança para criar novas plantas. Embora sejam uma forma natural de multiplicação, em excesso podem roubar força à planta principal. Quando o objetivo é colher morangos grandes e doces, é importante controlar esses rebentos.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A renovação das plantas através dos estolhos é uma técnica tradicional usada há gerações precisamente para manter uma produção saudável.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A solução passa muitas vezes por <strong>limpar a base da planta, retirar as folhas velhas, afastar o excesso de terra acumulada junto ao centro e garantir que as raízes permanecem húmidas</strong>, mas nunca encharcadas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="727486" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-historia-do-morango-e-um-romance-policial-e-so-a-paciencia-de-um-chines-conseguiu-desvenda-la.html" title="A história do morango é um romance policial e só a paciência de um chinês conseguiu desvendá-la">A história do morango é um romance policial e só a paciência de um chinês conseguiu desvendá-la</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-historia-do-morango-e-um-romance-policial-e-so-a-paciencia-de-um-chines-conseguiu-desvenda-la.html" title="A história do morango é um romance policial e só a paciência de um chinês conseguiu desvendá-la"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-historia-do-morango-e-um-romance-policial-e-so-a-paciencia-de-um-chines-se-conseguiu-desvenda-la-1756812980238_320.jpg" alt="A história do morango é um romance policial e só a paciência de um chinês conseguiu desvendá-la"></a></article></aside><p>Uma <strong>camada leve de cobertura vegetal</strong> pode ajudar a conservar a humidade e proteger os frutos do contacto direto com o solo, mas deve ser aplicada sem esconder o coração do morangueiro.</p><p>Também é importante reforçar que <strong>os morangueiros têm ciclos naturais</strong>. Uma planta jovem pode precisar de tempo para se estabelecer, enquanto uma planta envelhecida pode perder produtividade.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/moragueiros-com-flor-mas-sem-fruto-um-misterio-simples-de-resolver.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Sol, mar e preços baixos? Estes 4 destinos europeus provam que ainda é possível]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/sol-mar-e-precos-baixos-estes-4-destinos-europeus-provam-que-ainda-e-possivel.html</link><pubDate>Sun, 21 Jun 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Da Albânia à Grécia: conheça alguns dos destinos de praia mais económicos da Europa para visitar este verão.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sol-mar-e-precos-baixos-estes-4-destinos-europeus-provam-que-ainda-e-possivel-1781881832132.jpg" data-image="glgzz707z426" alt="Kalymnos, Grécia" title="Kalymnos, Grécia"><figcaption>Enquanto os preços das férias disparam, estes 4 destinos de praia na Europa continuam surpreendentemente baratos. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Combinar<strong> descanso, sol e mar</strong>, com <strong>segurança e orçamentos controlados</strong>. Parece que há cada vez mais viajantes com um sonho em comum… mas, será que é assim tão fácil encontrar sugestões que respondam a estas necessidades?</p><p>A verdade é que é cada vez mais difícil encontrar destinos de praia na Europa que não obriguem a gastar uma pequena fortuna. </p><div class="texto-destacado">A hotelaria e os voos a partir de Portugal permanecem elevados. O segredo? Escolher destinos mais acessíveis. </div><p>Se não sabe por onde começar, temos boas notícias para si. A 'Travel Off Path', <em>site</em> especializado em viagens e turismo, acaba de divulgar uma lista com <strong>quatro destinos europeus</strong> onde continua a ser possível aproveitar férias à beira-mar por valores mais acessíveis do que aqueles praticados nos tradicionais destinos turísticos da época alta. Esta seleção foi mencionada pelo jornal ‘Notícias ao Minuto’.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773421" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/atravessar-meia-europa-sem-trocar-de-comboio-ja-e-possivel.html" title="Atravessar meia Europa sem trocar de comboio? Já é possível">Atravessar meia Europa sem trocar de comboio? Já é possível</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/atravessar-meia-europa-sem-trocar-de-comboio-ja-e-possivel.html" title="Atravessar meia Europa sem trocar de comboio? Já é possível"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/atravessar-meia-europa-sem-trocar-de-comboio-ja-e-possivel-1781192372396_320.jpg" alt="Atravessar meia Europa sem trocar de comboio? Já é possível"></a></article></aside><p>Entre ilhas gregas menos conhecidas, cidades costeiras do Mar Negro e recantos surpreendentes dos Balcãs, estas sugestões podem ser uma<strong> excelente alternativa</strong> para quem procura sol e descanso sem gastar demasiado.</p><p>Sim, porque, apesar de o verão ser tradicionalmente a época mais cara para viajar, estes quatro destinos demonstram que ainda existem opções na Europa capazes de<strong> combinar praias deslumbrantes, boa gastronomia e alojamento acessível</strong>. O truque passa por olhar para além dos destinos mais populares e descobrir locais que continuam a oferecer experiências memoráveis sem exigir um orçamento de luxo.</p><h2>Sarandë, Albânia</h2><p>“Apesar de não ser o destino ideal para quem procura fugir às multidões de turistas (sobretudo alemães), oferece uma estadia com <strong>excelente relação qualidade/preço</strong>”, garante o <em>site</em>.</p><p>Nos últimos anos, a costa albanesa deixou de ser um segredo bem guardado. Sarandë, localizada no sul do país e virada para o Mar Jónico, tornou-se um dos destinos mais procurados da região graças às suas águas cristalinas e aos preços que continuam, em muitos casos, abaixo dos praticados em países vizinhos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sol-mar-e-precos-baixos-estes-4-destinos-europeus-provam-que-ainda-e-possivel-1781881139629.jpg" data-image="cj7crxhr5oda"><figcaption>Pode ser uma boa sugestão. Foto: Wikimedia // Anna</figcaption></figure><p>A poucos quilómetros encontra-se<strong> Ksamil</strong>, uma das praias mais famosas da Albânia, frequentemente comparada a destinos mediterrânicos bastante mais caros. O melhor é que, apesar da crescente popularidade, ainda é possível encontrar <strong>serviços de praia e refeições a preços relativamente moderados</strong>. </p><p>“Em Ksamil, uma das praias mais conhecidas da região, ainda é possível alugar um pacote de espreguiçadeiras — um chapéu de sol e 2 cadeiras de praia — por 10 euros/dia”, acrescentam. “No centro de Sarandë, zona à beira-mar, um kebab custa 5 euros. Já refeições completas variam entre os 40/50 euros para duas pessoas.”</p><div class="texto-destacado">Restaurantes locais servem peixe fresco, marisco e pratos tradicionais albaneses por valores bastante competitivos quando comparados com outras zonas costeiras da Europa.</div><p>O alojamento também continua a ser um dos grandes atrativos. Existem opções simples e económicas no centro da cidade, mas também hotéis modernos com vista para o mar para quem pretende um pouco mais de conforto sem ultrapassar demasiado o orçamento.</p><p>“Poderá ficar no centro por apenas 20 euros por noite (no caso de um hotel de 2 estrela ou pousada mais económica). Se preferir uma estadia mais luxuosa, os preços sobem para 120 euros por noite.”</p><h2>Chipre do Norte</h2><p>Poucos destinos são tão intrigantes quanto este. Situada na parte norte da ilha de Chipre, esta região é conhecida pelas suas <strong>praias praticamente intocadas</strong>, <strong>pequenas aldeias piscatórias</strong> e <strong>paisagens naturais preservadas</strong>.</p><p>“O Chipre do Norte tem uma administração à parte da República do Chipre, pelo que tudo difere, inclusive os preços.”</p><p>Ao contrário de outras zonas da ilha, aqui o ritmo é mais calmo e<strong> os preços tendem a ser mais acessíveis</strong>. Muitas unidades de alojamento familiares permitem desfrutar de estadias confortáveis sem custos excessivos, enquanto os restaurantes locais servem pratos inspirados na cozinha cipriota e turca a preços convidativos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769891" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ue-quer-expandir-agricultura-biologica-ate-25-das-terras-agricolas-chipre-aumentou-em-250-o-apoio-aos-agricultores.html" title="UE quer expandir agricultura biológica até 25% das terras agrícolas. Chipre quer atingir 11 mil hectares (9%) até 2027">UE quer expandir agricultura biológica até 25% das terras agrícolas. Chipre quer atingir 11 mil hectares (9%) até 2027</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ue-quer-expandir-agricultura-biologica-ate-25-das-terras-agricolas-chipre-aumentou-em-250-o-apoio-aos-agricultores.html" title="UE quer expandir agricultura biológica até 25% das terras agrícolas. Chipre quer atingir 11 mil hectares (9%) até 2027"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ue-quer-expandir-agricultura-biologica-ate-25-das-terras-agricolas-chipre-aumentou-em-250-o-apoio-aos-agricultores-1779313918078_320.jpg" alt="UE quer expandir agricultura biológica até 25% das terras agrícolas. Chipre quer atingir 11 mil hectares (9%) até 2027"></a></article></aside><p> “Uma das zonas mais indicadas para os turistas será a Península de Karpas, que encanta pelas pitorescas vilas à beira mar e estadias que variam entre os 40 e os 70 euros por dia (dependendo das áreas).” </p><p>Ainda assim, deixamos o aviso: quem visitar a região deve informar-se previamente sobre as<strong> condições de entrada e circulação </strong>entre as diferentes áreas da ilha. Isto porque existem controlos específicos para atravessar a linha que separa o norte e o sul de Chipre.</p><h2>Varna, Bulgária</h2><p>Quando se fala em férias de praia na Bulgária,<strong> Varna</strong> surge frequentemente entre as melhores opções. Conhecida como a <strong>"capital marítima" do país</strong>, esta cidade está localizada na costa do Mar Negro e combina praias extensas, uma animada vida urbana e preços bastante competitivos.</p><p>“Ao contrário de Sofia, destino de divide os visitantes, Varna situa-se na costa do Mar Negro da Bulgária, no qual os verões assemelham-se aos do Mediterrâneo, com praias a perder de vista.”</p><div class="texto-destacado">Durante o verão, as temperaturas são agradáveis e as praias enchem-se de visitantes que procuram uma alternativa mais económica aos destinos mediterrânicos tradicionais. </div><p>Nas proximidades encontram-se as<strong> famosas Golden Sands</strong>, uma das principais zonas balneares da Bulgária, onde abundam hotéis, resorts e atividades para toda a família.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sol-mar-e-precos-baixos-estes-4-destinos-europeus-provam-que-ainda-e-possivel-1781881549800.jpg" data-image="7xrdwpzxz3ku" alt="Varna, Bulgária" title="Varna, Bulgária"><figcaption>Os verões assemelham-se aos do Mediterrâneo. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Além das praias, Varna oferece<strong> parques, museus, passeios marítimos</strong> e uma interessante<strong> herança histórica</strong>. A gastronomia local é outro ponto forte, com especial destaque para pratos de peixe, sopas tradicionais e especialidades balcânicas que permitem refeições completas a preços geralmente inferiores aos praticados em muitos países da Europa Ocidental.</p><p>“Uma refeição, normalmente composta por sopa, prato principal e sobremesa, poderá variar entre os 40 e os 60 euros para duas pessoas.”</p><h2>Kalymnos, Grécia</h2><p>Quando se pensa em ilhas gregas, nomes como Santorini ou Mykonos costumam dominar as pesquisas. No entanto, <strong>Kalymnos</strong> prova que existem alternativas igualmente encantadoras e muito mais amigas da carteira.</p><p>Situada no arquipélago do Dodecaneso, entre Kos e Leros, esta ilha combina praias de águas transparentes, pequenas enseadas, aldeias tradicionais e uma atmosfera genuinamente grega. </p><div class="texto-destacado">Ao contrário dos destinos mais mediáticos, aqui é possível encontrar um ambiente mais tranquilo, longe das multidões que caracterizam algumas das ilhas mais famosas do país.</div><p>Aliás, esta sugestão é, segundo a publicação, “a <strong>personificação de Mamma Mia</strong>, com praias paradisíacas, vilas de pescadores e portos em tons de pastel, mas sem os preços exorbitantes de Santorini”. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="720105" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/esta-e-a-praia-mais-estranha-e-hipnotizante-da-grecia.html" title="Esta é a praia mais estranha (e hipnotizante) da Grécia">Esta é a praia mais estranha (e hipnotizante) da Grécia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/esta-e-a-praia-mais-estranha-e-hipnotizante-da-grecia.html" title="Esta é a praia mais estranha (e hipnotizante) da Grécia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esta-e-a-praia-mais-estranha-e-hipnotizante-da-grecia-1752687698690_320.jpg" alt="Esta é a praia mais estranha (e hipnotizante) da Grécia"></a></article></aside><p>Nas tabernas locais não faltam especialidades gregas, marisco fresco, queijos regionais e vinhos produzidos na região. Quanto ao alojamento, predominam pequenas pensões, apartamentos turísticos e hotéis familiares que oferecem uma <strong>boa relação entre qualidade e preço</strong>.</p><p>“A nível de gastronomia, um camarão saganaki, acompanhado de batatas fritas e tzatziki, e vinho local, custa em média 20 euros por pessoa”, acrescentam. </p><p>“Os resorts não são muito comuns em Kalymnos, mas existem muitas pousadas acessíveis, cujos preços variam entre os 60 e os 80 euros por noite.”</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Not%C3%ADcias%20ao%20Minutos%3A%20Direito%20Rodrigues%2C%20M" data-year="2026" data-title="4%20destinos%20de%20praia%20baratos%20na%20Europa%20para%20visitar%20este%20ver%C3%A3o" data-url="https%3A%2F%2Fwww.noticiasaominuto.com%2Flifestyle%2F3003762%2F4-destinos-de-praia-baratos-na-europa-para-visitar-este-verao">Notícias ao Minutos: Direito Rodrigues, M. (2026). <a href="https://www.noticiasaominuto.com/lifestyle/3003762/4-destinos-de-praia-baratos-na-europa-para-visitar-este-verao" target="_blank">4 destinos de praia baratos na Europa para visitar este verão</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/sol-mar-e-precos-baixos-estes-4-destinos-europeus-provam-que-ainda-e-possivel.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Arquitetura de vanguarda, calor a bombar: o fiasco térmico da estação de Nantes]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/arquitetura-de-vanguarda-calor-a-bombar-o-fiasco-termico-da-estacao-de-nantes.html</link><pubDate>Sun, 21 Jun 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Estação de Nantes: nova galeria suspensa de 37 milhões de euros transforma-se em "forno" e é encerrada devido ao calor extremo. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/arquitetura-de-vanguarda-calor-de-rachar-o-fiasco-termico-da-estacao-de-nantes-1781601541617.png" data-image="b0ajr3hdyiiz"><figcaption>O arquiteto do projeto, Rudy Ricciotti, é o mesmo que desenhou o famoso e aclamado Museu das Civilizações (Mucem) em Marselha.</figcaption></figure><p>Quem já foi, por exemplo, ao Centro Comercial Vasco da Gama, em Lisboa, certamente reparou na água que escorre pelo teto,<strong> uma solução para arrefecer a infraestrutura e evitar o efeito de estufa</strong>. Já em Nantes, França, um episódio insólito e problemático afetou a principal estação ferroviária. Apenas cinco anos após uma renovação profunda e dispendiosa, a grande <strong>galeria suspensa teve de ser temporariamente encerrada ao público </strong></p><div class="texto-destacado">O motivo? A infraestrutura transformou-se num autêntico "forno", atingindo temperaturas perigosamente altas durante um intenso período de onda de calor (canícula) que afetou a região.</div><p> O incidente ocorreu na segunda-feira, 30 de junho de 2025, dia em que a zona de Loire-Atlantique se encontrava sob alerta laranja devido ao calor extremo. </p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-align="center" data-lang="pt"> <a href="https://x.com/peakaustria/status/2065337281607532921"></a> </blockquote></figure><p>Com os termómetros no interior da passagem envidraçada a registarem valores sufocantes que, segundo os passageiros,<strong> chegaram a ultrapassar os 42 °C e 43 °C debaixo da enorme cobertura de vidro</strong>, a direção da SNCF (Sociedade Nacional dos Caminhos de Ferro Franceses) viu-se obrigada a agir. Para preservar a saúde e garantir a segurança dos clientes, funcionários e comerciantes locais, o acesso a esta área foi interditado durante o início da tarde.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arquitetura-de-vanguarda-calor-de-rachar-o-fiasco-termico-da-estacao-de-nantes-1781602870579.png" data-image="5ixq9jfg5683"><figcaption>O efeito de estufa da estrutura envidraçada fez a temperatura interna ultrapassar os 43 °C, sendo muito mais alta do que na rua.</figcaption></figure><p>Esta decisão repentina gerou um impacto imediato na logística do local: <strong>provocou uma enorme aglomeração e um congestionamento invulgar no átrio principal da estação histórica</strong> e nas passagens subterrâneas de acesso às plataformas de embarque. Ao final da tarde, precisamente por motivos de gestão de multidões e para evitar problemas de segurança no piso inferior, a empresa viu-se forçada a reabrir o espaço.</p><h2> O paradoxo de uma obra...de 37 milhões de euros </h2><p>O grande paradoxo que tem alimentado a polémica reside na juventude e no custo elevado desta infraestrutura, inaugurada no ano de 2020. Este novo átrio superior <strong>demorou três anos a ser construído e implicou um investimento de 37,5 milhões de euros.</strong> Trata-se de uma imponente "rua suspensa" de 160 metros de comprimento e 4.000 metros quadrados, que liga as secções norte e sul da estação. A obra foi concebida pelo prestigiado arquiteto Rudy Ricciotti, galardoado com o Grande Prémio Nacional de Arquitetura em França (2006).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arquitetura-de-vanguarda-calor-de-rachar-o-fiasco-termico-da-estacao-de-nantes-1781603417274.png" data-image="3sj2mv4h539b"><figcaption>Ironicamente, apenas as lojas da galeria têm ar condicionado, deixando os passageiros na zona de circulação expostos ao calor sufocante.</figcaption></figure><p>Na altura da inauguração, os responsáveis garantiram que o projeto estava preparado para o calor. <strong>Os amplos vidros teriam recebido um tratamento especial para assegurar uma "forte proteção contra o sol", e o teto é sustentado por 18 grandes pilares em forma de árvore</strong>, cujas copas (feitas de betão de ultra-alto desempenho) funcionariam como sombras artificiais. Contudo, perante as altas temperaturas, estes dispositivos de proteção térmica atingiram o seu limite e revelaram-se totalmente ineficazes, sendo que apenas as lojas no local dispõem de ar condicionado.</p><h2> Erro de conceção face ao aquecimento global </h2><p>A situação gerou fortes críticas locais, entre as quais, denunciou-se o que classifica como um "erro de conceção manifesto", criticando o facto de uma obra pública tão recente <strong>parecer ter ignorado completamente a realidade inegável do aquecimento global</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="451761" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/rumo-a-eficiencia-energetica-novo-material-ajuda-a-arrefecer-edificios-energia.html" title="Rumo à eficiência energética: novo material ajuda a arrefecer edifícios">Rumo à eficiência energética: novo material ajuda a arrefecer edifícios</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/rumo-a-eficiencia-energetica-novo-material-ajuda-a-arrefecer-edificios-energia.html" title="Rumo à eficiência energética: novo material ajuda a arrefecer edifícios"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/rumo-a-eficiencia-energetica-novo-material-que-ajuda-a-arrefecer-edificios-1668356669680_320.jpeg" alt="Rumo à eficiência energética: novo material ajuda a arrefecer edifícios"></a></article></aside><p>Entretanto, a SNCF já avisou os utentes de que o espaço poderá voltar a ser encerrado preventivamente sempre que as temperaturas disparem, não havendo, por enquanto, o anúncio de soluções ou alterações estruturais para contornar o problema crónico desta moderna cobertura.</p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><a href="https://www.batiactu.com/edito/cinq-apres-sa-renovation-partie-gare-nantes-fermee-71807.php" target="_blank"><em>https://www.batiactu.com/edito/cinq-apres-sa-renovation-partie-gare-nantes-fermee-71807.php</em></a></p><p><a href="https://www.lefigaro.fr/nantes/tout-juste-refaite-la-gare-de-nantes-s-avere-etre-une-fournaise-en-periode-de-canicule-20250701" target="_blank"><em>https://www.lefigaro.fr/nantes/tout-juste-refaite-la-gare-de-nantes-s-avere-etre-une-fournaise-en-periode-de-canicule-20250701</em></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/arquitetura-de-vanguarda-calor-a-bombar-o-fiasco-termico-da-estacao-de-nantes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cientistas encontram um mineral fundamental da Terra numa rocha de Marte (algo nunca antes visto)]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cientistas-encontram-um-mineral-fundamental-da-terra-em-uma-rocha-de-marte-algo-nunca-antes-visto.html</link><pubDate>Sun, 21 Jun 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Cientistas encontraram granada (ou granate) numa rocha marciana pela primeira vez. A descoberta fornece novas pistas sobre a evolução geológica de Marte e os processos que moldaram a sua superfície há milhares de milhões de anos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-hallan-un-mineral-clave-de-la-tierra-en-una-roca-de-marte-algo-nunca-antes-visto-1781904236798.jpg" data-image="szjt243u8h0v" alt="Marte" title="Marte"><figcaption>O estudo detetou, pela primeira vez, a presença de granada numa amostra do Planeta Vermelho.</figcaption></figure><p>Uma equipa internacional de investigadores identificou<strong> </strong>um tipo de rocha totalmente novo em Marte e, pela primeira vez, detetou a <strong>presença de granada numa amostra do Planeta Vermelho</strong>. Esta descoberta representa um avanço significativo na compreensão da história geológica marciana e pode ajudar a reconstruir processos ocorridos há mais de 4,5 mil milhões de anos.</p><p>O estudo envolveu especialistas do Canadá, do Reino Unido e da Itália, incluindo James Darling, professor de Ciências da Terra e Planetárias na Universidade de Portsmouth. Segundo os cientistas, a identificação deste <strong>mineral </strong>abre uma nova frente de estudo sobre a evolução interna de Marte e os fenómenos que transformaram a sua crosta num passado remoto.</p><p><strong>Na Terra, a granada é valorizada tanto como pedra preciosa quanto pela sua importância científica</strong>. Conhecida pela sua distinta cor vermelho-escura, esta pedra era muito apreciada por civilizações antigas, como a egípcia e a romana; hoje, serve como uma ferramenta essencial para geólogos, pois<strong> preserva informações sobre as temperaturas, pressões e processos que moldaram as rochas</strong>.</p><h2>O meteorito que escondia o segredo</h2><p>A história começou quando a investigadora Tanya Kizovski, professora assistente de Ciências da Terra na Universidade Brock, no Canadá, analisou um<strong> pequeno fragmento do meteorito marciano NWA 8171</strong>, que faz parte do acervo do Museu Real de Ontário. </p><p>O objetivo inicial era identificar os minerais presentes e estudar a sua composição química. No entanto, algo rapidamente chamou a atenção dos investigadores. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/astronomos-detectam-contaminantes-terrestres-em-meteoritos-analisados-na-terra-e-propoem-novos-protocolos.html" title="Astrónomos detetam contaminantes terrestres em meteoritos analisados na Terra e propõem novos protocolos">Astrónomos detetam contaminantes terrestres em meteoritos analisados na Terra e propõem novos protocolos</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/astronomos-detectam-contaminantes-terrestres-em-meteoritos-analisados-na-terra-e-propoem-novos-protocolos.html" title="Astrónomos detetam contaminantes terrestres em meteoritos analisados na Terra e propõem novos protocolos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/los-astronomos-detectan-contaminantes-terrestres-en-meteoritos-analizados-en-la-tierra-proponen-nuevos-protocolos-1776959149287_320.jpg" alt="Astrónomos detetam contaminantes terrestres em meteoritos analisados na Terra e propõem novos protocolos"></a></article></aside><p>“Esta pequena parte do meteorito parecia muito interessante, e a <strong>sua composição química era um tanto incomum</strong>”, explicou Kizovski. Inicialmente, a equipe acreditava tratar-se de piroxénio, um mineral muito comum na Terra e em outros corpos do sistema solar. No entanto, decidiram realizar análises mais aprofundadas. </p><p> Os resultados surpreenderam todos. Utilizando equipamentos de microscopia eletrónica e tecnologia laser especializada, os cientistas confirmaram que o <strong>fragmento continha granada, um mineral que nunca tinha sido identificado em Marte</strong>.</p><h2>Como é que a granada marciana se formou?</h2><p>Após confirmarem a descoberta, os investigadores tentaram reconstruir a origem da rocha. <strong>Na Terra, o granada é tipicamente encontrado em rochas metamórficas</strong>, que se formam quando materiais preexistentes são submetidos a temperaturas extremamente elevadas, pressão imensa ou à ação de fluidos quentes.</p><p>Segundo Kizovski, <strong>Marte pode ter experienciado condições semelhantes em certos momentos da sua história</strong>. Uma hipótese sugere que o calor e a pressão necessários para gerar o granada podem ter sido causados pelo impacto de um grande meteorito na superfície marciana. Outra possibilidade é que estejam relacionados com a ascensão de magma do interior do planeta. Ambos os processos podem até ter atuado em conjunto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-hallan-un-mineral-clave-de-la-tierra-en-una-roca-de-marte-algo-nunca-antes-visto-1781904261952.jpg" data-image="xli9731pthq4" alt="Marte" title="Marte"><figcaption>Uma hipótese sugere que o calor e a pressão necessários para gerar granada podem ter sido causados pelo impacto de um grande meteorito na superfície de Marte.</figcaption></figure><p>Para os cientistas, qualquer um destes cenários forneceria <strong>informações valiosas</strong> sobre a atividade geológica que Marte experienciou no passado, quando era um mundo muito mais dinâmico do que o que observamos hoje.</p><h2>Um mistério que permanece sem solução</h2><p>Apesar da importância da descoberta, os investigadores alertam que<strong> ainda há perguntas sem respostas</strong>. A principal delas é determinar se a rocha realmente se formou em Marte ou se chegou ao planeta como parte de um meteorito proveniente de outro corpo celeste.</p><div class="texto-destacado">Desvendar este mistério exigirá a análise das assinaturas isotópicas da granada, especialmente aquelas relacionadas com o oxigénio. Estas medições permitiriam uma determinação mais precisa da origem do material.</div><p>No entanto, existe uma desvantagem significativa: realizar este tipo de análise exigiria a destruição de parte da amostra. Devido à extrema raridade da descoberta, os investigadores decidiram evitar este procedimento por enquanto.</p><p>“Não queremos correr riscos desnecessários, pois esta pode ser a única rocha marciana que contém granada disponível para estudo”, observou Kizovski.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773058" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-descobriram-que-marte-possui-uma-camada-protetora-que-bloqueia-as-particulas-e-a-radiacao-destrutivas-do-sol.html" title="Astrónomos descobriram que Marte possui uma camada protetora que bloqueia as partículas e a radiação destrutivas do Sol">Astrónomos descobriram que Marte possui uma camada protetora que bloqueia as partículas e a radiação destrutivas do Sol</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-descobriram-que-marte-possui-uma-camada-protetora-que-bloqueia-as-particulas-e-a-radiacao-destrutivas-do-sol.html" title="Astrónomos descobriram que Marte possui uma camada protetora que bloqueia as partículas e a radiação destrutivas do Sol"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/los-astronomos-descubren-que-marte-tiene-una-armadura-para-frenar-las-particulas-y-la-radiacion-destructivas-del-sol-1780700182135_320.jpg" alt="Astrónomos descobriram que Marte possui uma camada protetora que bloqueia as partículas e a radiação destrutivas do Sol"></a></article></aside><p>Enquanto isto, <strong>a equipa continua a investigar o fragmento e a comparar os resultados com dados obtidos por sondas orbitais e veículos exploradores </strong>que operam em Marte. Os especialistas estão confiantes de que estudos futuros permitirão uma melhor compreensão da origem deste mineral e do papel que ele desempenhou na complexa história geológica do Planeta Vermelho.</p><p>Os resultados do estudo foram publicados a 16 de junho na revista científica <em>Geochemical Perspectives Letters</em>, onde os autores enfatizam que esta descoberta expande significativamente a diversidade geológica conhecida de Marte e abre uma nova janela para explorar os segredos do seu passado.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Kizovski%2C%20et%20al" data-year="2026" data-title="Expanding%20Mars%E2%80%99%20lithologic%20diversity%3A%20discovery%20of%20a%20garnet-bearing%20clast%20in%20NWA%208171" data-url="https%3A%2F%2Fwww.geochemicalperspectivesletters.org%2Farticle2619%2F">Kizovski, et al. (2026). <a href="https://www.geochemicalperspectivesletters.org/article2619/" target="_blank">Expanding Mars’ lithologic diversity: discovery of a garnet-bearing clast in NWA 8171</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cientistas-encontram-um-mineral-fundamental-da-terra-em-uma-rocha-de-marte-algo-nunca-antes-visto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Porque é que os locais místicos estão a atrair cada vez mais turistas?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/porque-e-que-os-locais-misticos-estao-a-atrair-cada-vez-mais-turistas.html</link><pubDate>Sat, 20 Jun 2026 13:09:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Num mundo cada vez mais conectado, muitos de nós optamos por nos desligar por algum tempo para descobrir locais repletos de misticismo. Longe das redes sociais e da Internet, procuramos entrar em contacto com a nossa espiritualidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/lieux-mystiques-tourisme-stonehenge-nazca-voyage-1780984937800.jpg" data-image="0jobqrva43mj" alt="América Latina tiene muchos lugares considerados espirituales." title="América Latina tiene muchos lugares considerados espirituales."><figcaption>A América Latina tem muitos locais considerados espirituais.</figcaption></figure><p><strong>Espiritualidade e turismo</strong><strong>: este tipo de viagem está a tornar-se cada vez mais popular</strong>. É possível encontrá-los a percorrer o Caminho de Santiago, a contemplar as pedras de Stonehenge ou a seguir os trilhos até Machu Picchu.</p><p>Num mundo hiperconectado, onde nos custa afastarmo-nos dos smartphones e das redes sociais, há quem <strong>deseje desligar-se completamente e visitar locais famosos pela sua natureza misteriosa</strong> <strong>— ou mesmo mística</strong>. </p><h2>Jardins místicos: uma via de fuga do mundo hiperconectado J</h2><p><strong>Jeffrey Kripal</strong>, autor de <em>How to Think Impossibly</em>, explica que, apesar da sociedade em que vivemos, esta ligação com a espiritualidade é essencial para os seres humanos. O objetivo é viver uma experiência que transcenda o eu.</p><p><strong>Os seres humanos concebem o sagrado como uma energia que habita locais ou edifícios específicos</strong>. Além disso, salienta-se que "o regresso a estes locais sagrados é uma qualidade inata da natureza humana; enquanto seres humanos, sentimos uma necessidade inexplicável por eles".</p><h3>A necessidade de nos reconectarmos com nós próprios, longe do materialismo omnipresente</h3><p>Quer se trate de edifícios, estruturas construídas pelo homem ou maravilhas da Mãe Natureza, <strong>a beleza do mundo comove-nos profundamente</strong>. Na verdade, sentimos um desejo de nos aproximarmos dela, como explica a antropóloga Susannah Crockford.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766985" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-ceu-noturno-sob-duas-perspetivas-o-astroturismo-sob-ambos-os-olhos.html" title="O céu noturno sob duas perspetivas: o astroturismo sob 'ambos os olhos'">O céu noturno sob duas perspetivas: o astroturismo sob "ambos os olhos"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-ceu-noturno-sob-duas-perspetivas-o-astroturismo-sob-ambos-os-olhos.html" title="O céu noturno sob duas perspetivas: o astroturismo sob 'ambos os olhos'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-ceu-noturno-sob-duas-perspetivas-o-astroturismo-sob-ambos-os-olhos-1777839671074_320.png" alt="O céu noturno sob duas perspetivas: o astroturismo sob 'ambos os olhos'"></a></article></aside><p>"As montanhas, os grandes corpos de água e os desfiladeiros inspiram frequentemente este sentimento de reverência." Nas suas palavras: "As catedrais, os templos e as mesquitas são construídos para criar essa sensação de ligação com algo maior do que nós próprios." <strong>Então, o que procuram estes viajantes quando buscam esta experiência transcendente? </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lieux-mystiques-tourisme-stonehenge-nazca-voyage-1780984986991.jpg" data-image="lsh1seblsn3i" alt="Stonehenge es especialmente popular entre los turistas." title="Stonehenge es especialmente popular entre los turistas."><figcaption>Stonehenge é especialmente popular entre os turistas.</figcaption></figure><p>Segundo os especialistas, a resposta depende de quem se pergunta. "Não existe uma resposta única que defina a natureza sagrada destes espaços. Quando alguém responde a esta pergunta, a resposta revela mais sobre a pessoa do que sobre o próprio local", afirma <strong>Susannah Crockford</strong>.</p><p>Desde as Linhas de Nazca, no Peru, até à Ilha da Páscoa, no Chile, e ao Vale dos Reis, no Egito, as pessoas visitam estes locais por diversas razões. <strong>Algumas dirigem-se a locais de culto porque acreditam em Deus</strong>.</p><p><strong>Outras desejam absorver a energia do local, talvez na esperança de se ligarem ao divino</strong>. Para Jeffrey Kripal, o mais importante é a ligação poderosa entre o local e o visitante. "Suspeito que se trate de uma relação entre a pessoa e o local", observa ele.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lieux-mystiques-tourisme-stonehenge-nazca-voyage-1780985070526.jpg" data-image="rkwuddghvys2" alt="Las Líneas de Nazca representan el misticismo del Perú." title="Las Líneas de Nazca representan el misticismo del Perú."><figcaption>As Linhas de Nazca representam o misticismo do Peru.</figcaption></figure><p>Por isso, é difícil explicar o efeito que isto pode ter em alguém que não está a passar pela mesma experiência, simplesmente porque se trata de momentos profundamente pessoais.</p><p><strong>Susannah Crockford</strong> explica: "Estas experiências são pessoais e individuais. Não existe uma experiência única e concreta que possa ser reproduzida para provar que tal encontro ocorreu. Mas isso não significa que não tenham acontecido."</p><h3><i>Referência da notícia</i></h3><p><em><em>Tiffany Nieslanik, June 2, 2026. </em><a href="https://www.nationalgeographic.fr/voyage/culture-traditions-stonehenge-sedona-pourquoi-les-lieux-mystiques-sacres-nous-attirent-ils" target="_blank">Stonehenge, Sedona, why do we lieux mystiques nous attirent-ils autant ?</a> , National Geographic</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/porque-e-que-os-locais-misticos-estao-a-atrair-cada-vez-mais-turistas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal aquece até terça-feira, dia 23, mas a noite de São João deverá ser agradável no Porto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-aquece-ate-terca-feira-dia-23-mas-a-noite-de-sao-joao-devera-ser-agradavel-no-porto.html</link><pubDate>Sat, 20 Jun 2026 13:00:28 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal continuará sob influência de uma massa de ar muito quente até meados da próxima semana. Apesar do calor intenso no interior, a noite de São João no Porto deverá decorrer com temperaturas amenas, pouco vento e condições favoráveis aos festejos</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-aquece-ate-terca-feira-dia-23-mas-a-noite-de-sao-joao-devera-ser-agradavel-no-porto-1781958709239.jpg" data-image="8ygoav31r35l" alt="Noite de são João" title="Noite de são João"> <figcaption>Atenção ao calor até terça-feira! Mas a noite de São João no Porto traz boas notícias: temperaturas entre 20 e 21 ºC e vento fraco.</figcaption></figure><p>Entre este sábado (20) e domingo (21), Portugal Continental continuará sob influência de uma massa de ar muito quente, com temperaturas elevadas em grande parte do território.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No domingo, o calor deverá deslocar-se mais para o Interior Norte e Centro, deixando de estar tão concentrado no Alentejo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-aquece-ate-terca-feira-dia-23-mas-a-noite-de-sao-joao-devera-ser-agradavel-no-porto-1781956999343.png" data-image="iwhlq28kthrr" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-943396">Domingoirá continuar um dia quente quente, com máximas próximas dos 40 ºC no Interior Centro e Vale do Douro, enquanto o litoral continuará bastante mais fresco devido à influência marítima.</figcaption></figure><p>Nesse dia, poderão ser registados valores próximos dos <strong>40 ºC</strong> no interior do distrito de <strong>Castelo Branco</strong> e na região do <strong>Vale do Douro</strong>. No litoral, o ambiente será bastante mais moderado, devido à influência marítima. Apesar do calor, o domingo poderá voltar a trazer instabilidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-aquece-ate-terca-feira-dia-23-mas-a-noite-de-sao-joao-devera-ser-agradavel-no-porto-1781957065644.png" data-image="60snup672qda" alt="Densidade de raios" title="Densidade de raios"><figcaption>Apesar do calor intenso, a tarde de domingo poderá ser marcada pela formação de aguaceiros e trovoadas localizadas no Norte e Centro, com possibilidade de descargas elétricas moderadas a fortes.</figcaption></figure><p>A partir das <strong>13h</strong>, poderão formar-se aguaceiros e trovoadas, com intensidade variável, afetando sobretudo os distritos do Norte e parte do Centro. Ao longo da tarde, a instabilidade poderá estender-se também a <strong>Santarém</strong> e <strong>Portalegre</strong>.</p><h2>Segunda-feira: poeiras do Saara, calor e céu baço</h2><p>Na segunda-feira (22) de manhã, a concentração de poeiras em suspensão provenientes do Saara deverá intensificar-se, sobretudo no <strong>Algarve</strong> e no <strong>interior alentejano</strong>. Este fenómeno poderá deixar o céu mais baço, mesmo em zonas onde não se espera nebulosidade significativa.</p><p>O calor irá persistir, mas o foco das <strong>temperaturas mais elevadas</strong> deverá continuar a deslocar-se para norte, com destaque para o <strong>Vale do Douro</strong>, onde são esperados os valores mais altos do dia. Além das poeiras e do calor, a instabilidade deverá manter-se em grande parte do Norte e Centro, com possibilidade de trovoadas ao longo do dia.</p><h2>Terça-feira haverá um possível pico do calor no Interior Norte e Centro</h2><p>A terça-feira (23) poderá ser o dia mais quente deste episódio de calor. Durante a tarde, os modelos apontam para temperaturas muito elevadas no Interior Norte e Centro, com a continuação de valores próximos dos <strong>40 ºC</strong> na região do <strong>Douro</strong> e em zonas interiores adjacentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-aquece-ate-terca-feira-dia-23-mas-a-noite-de-sao-joao-devera-ser-agradavel-no-porto-1781957366533.png" data-image="08nw8yp8mv9q" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Terça-feira poderá ser o dia mais quente deste episódio, com várias localidades do Vale do Douro e Interior Norte a aproximarem-se dos 40 ºC, contrastando com um litoral muito mais ameno.</figcaption></figure><p>No Porto, porém, o cenário será bastante diferente. A <strong>máxima prevista ronda os</strong> <strong>26 ºC</strong>, muito abaixo dos valores esperados no interior, graças ao efeito moderador do Atlântico. Este contraste térmico será particularmente importante para as celebrações do São João.</p><h2>Noite de São João com ambiente agradável no Porto</h2><p>As Festas de São João do Porto decorrem na noite de <strong>23 para 24 de junho</strong>, e a previsão aponta para condições favoráveis aos festejos.</p><p>Entre as <strong>22h de terça-feira e a 1h da manhã de quarta-feira</strong>, as temperaturas deverão variar entre <strong>20 e 21 ºC</strong>, criando uma noite amena, sem frio significativo e sem calor excessivo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774796" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/avisos-amarelo-e-laranja-do-ipma-castelo-branco-e-outras-8-capitais-distritais-que-amanha-registarao-entre-35-e-40-c.html" title="Avisos amarelo e laranja do IPMA: Castelo Branco e outras 8 capitais distritais que amanhã registarão entre 35 e 40 ºC">Avisos amarelo e laranja do IPMA: Castelo Branco e outras 8 capitais distritais que amanhã registarão entre 35 e 40 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/avisos-amarelo-e-laranja-do-ipma-castelo-branco-e-outras-8-capitais-distritais-que-amanha-registarao-entre-35-e-40-c.html" title="Avisos amarelo e laranja do IPMA: Castelo Branco e outras 8 capitais distritais que amanhã registarão entre 35 e 40 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/avisos-amarelo-e-laranja-do-ipma-castelo-branco-e-outras-8-capitais-distritais-que-amanha-registarao-entre-35-e-40-c-1781954668915_320.jpg" alt="Avisos amarelo e laranja do IPMA: Castelo Branco e outras 8 capitais distritais que amanhã registarão entre 35 e 40 ºC"></a></article></aside><p> Embora as temperaturas possam levar algumas pessoas a optar por um agasalho leve durante a madrugada, o ambiente festivo e o calor humano típico das celebrações de São João serão, muito provavelmente, o melhor "casaco" para quem sair à rua e aproveitar uma das noites mais emblemáticas do ano. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-aquece-ate-terca-feira-dia-23-mas-a-noite-de-sao-joao-devera-ser-agradavel-no-porto-1781957438996.png" data-image="pws7nf6d6e3q" alt="Rajada de vento" title="Rajada de vento"><figcaption>Durante a noite de São João, no Porto, o vento deverá manter-se fraco, com rajadas inferiores a 20 km/h, favorecendo condições agradáveis para os festejos ao ar livre.</figcaption></figure><p>O vento também deverá ser fraco durante o período principal dos festejos, entre as <strong>20h e as 4h</strong>, com vento médio em torno de <strong>4 km/h</strong> e rajadas inferiores a <strong>20 km/h</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-aquece-ate-terca-feira-dia-23-mas-a-noite-de-sao-joao-devera-ser-agradavel-no-porto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cientistas avisam: uma chuva invisível de substâncias químicas persistentes está a cair sobre o planeta]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-avisam-uma-chuva-invisivel-de-substancias-quimicas-persistentes-esta-a-cair-sobre-o-planeta.html</link><pubDate>Sat, 20 Jun 2026 11:50:24 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Os refrigerantes e gases introduzidos para proteger a camada de ozono têm vindo a gerar, de forma silenciosa, uma substância química persistente e "eterna" chamada TFA, que agora está a ser detetada em todo o lado.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/draft-an-invisible-rain-of-forever-chemical-is-falling-across-the-planet-uk-scientists-1781614446259.png" data-image="0zglu596dtox" alt="Los investigadores han descubierto que las sustancias químicas sustitutivas introducidas para proteger la capa de ozono han generado grandes cantidades de un compuesto PFAS persistente que ahora se está acumulando en todo el medio ambiente a escala mundial." title="Los investigadores han descubierto que las sustancias químicas sustitutivas introducidas para proteger la capa de ozono han generado grandes cantidades de un compuesto PFAS persistente que ahora se está acumulando en todo el medio ambiente a escala mundial."><figcaption>Os investigadores descobriram que as substâncias químicas alternativas introduzidas para proteger a camada de ozono geraram grandes quantidades de um composto PFAS persistente que se está agora a acumular em todo o ambiente à escala mundial. Imagem criada com IA</figcaption></figure><p>Quando os CFC foram gradualmente eliminados ao abrigo do Protocolo de Montreal, devido ao facto de destruírem a camada de ozono, os produtos químicos que os substituíram foram aclamados como um sucesso retumbante. Os HCFC e os HFC, como são conhecidos, passaram a ser utilizados em frigoríficos, sistemas de ar condicionado e processos industriais em todo o mundo, e <strong>a camada de ozono começou a recuperar</strong>. Parecia que tudo tinha corrido bem.</p><p>Um estudo recente, liderado pela Universidade de Lancaster, revelou que <strong>esses produtos químicos de substituição podem não ter sido assim tão benéficos para o ambiente</strong>. Os cientistas que conduziram a investigação descobriram que, na realidade, estavam a criar um problema próprio.</p><h2>Para onde vai a substância química</h2><p>Os investigadores descobriram que, ao decomporem-se na atmosfera, os HCFC e os HFC produzem ácido trifluoroacético (TFA), que pertence à família de substâncias químicas sintéticas PFAS. <strong>São frequentemente designadas por "substâncias químicas eternas" porque resistem à degradação e persistem no ambiente</strong> durante períodos extremamente longos.</p><p>Os investigadores estimam que os substitutos dos CFC e de certos gases anestésicos<strong> tenham depositado cerca de 335 500 toneladas de TFA na superfície terrestre entre 2000 e 2022</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/draft-an-invisible-rain-of-forever-chemical-is-falling-across-the-planet-uk-scientists-1781614484505.png" data-image="9h3jmctj8hwl" alt="Los científicos han determinado que los depósitos de ácido trifluoroacético presentes en el hielo del Ártico proceden de gases refrigerantes que pueden recorrer miles de kilómetros a través de la atmósfera antes de descomponerse y volver a la Tierra." title="Los científicos han determinado que los depósitos de ácido trifluoroacético presentes en el hielo del Ártico proceden de gases refrigerantes que pueden recorrer miles de kilómetros a través de la atmósfera antes de descomponerse y volver a la Tierra."><figcaption>Os cientistas determinaram que os depósitos de ácido trifluoroacético presentes no gelo do Ártico provêm de gases refrigerantes que podem percorrer milhares de quilómetros através da atmosfera antes de se decomporem e regressarem à Terra. Imagem criada com IA.</figcaption></figure><p>A equipa utilizou modelos de transporte químico para acompanhar a forma como estes gases se deslocam pela atmosfera, reagem com outros compostos e, por fim, <strong>regressam à Terra através da chuva ou da deposição direta</strong>. Em seguida, compararam os seus resultados com dados reais, incluindo medições da água da chuva e amostras de gelo do Ártico.</p><p>As descobertas no Ártico foram particularmente notáveis. Os modelos revelaram que praticamente <strong>todo o TFA detetado no gelo remoto do Ártico provinha de produtos químicos que substituem os CFC</strong>, apesar de a região se situar a milhares de quilómetros de qualquer local onde esses gases sejam utilizados.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764800" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-inimigo-domestico-a-inalacao-de-microplasticos.html" title="O inimigo doméstico: a inalação de microplásticos">O inimigo doméstico: a inalação de microplásticos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-inimigo-domestico-a-inalacao-de-microplasticos.html" title="O inimigo doméstico: a inalação de microplásticos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-inimigo-domestico-a-inalacao-de-microplasticos-1776676035683_320.png" alt="O inimigo doméstico: a inalação de microplásticos"></a></article></aside><p>"Os substitutos dos CFC <strong>têm uma longa vida útil e podem ser transportados na atmosfera desde o seu ponto de emissão até regiões remotas como o Ártico, onde podem decompor-se para formar TFA"</strong>, afirmou a autora principal do estudo, Lucy Hart, investigadora de doutoramento em Lancaster.</p><p>"Os nossos resultados fornecem a primeira evidência conclusiva de que praticamente <strong>todos estes depósitos podem ser explicados pela ação destes gases.</strong>"</p><h2> Um problema que continua a agravar-se</h2><p>Nos últimos anos, também foi detetado TFA no sangue e na urina humanos, e o Instituto Federal Alemão de Substâncias Químicas propôs recentemente classificá-lo como <strong>potencialmente tóxico para a reprodução humana</strong>. A Agência Europeia de Substâncias Químicas já o classifica como nocivo para a vida aquática, e algumas agências afirmam que os níveis atuais estão abaixo dos limiares de risco. No entanto, <strong>é preocupante que o TFA continue a acumular-se e que, uma vez presente no ambiente, a sua eliminação seja praticamente impossível</strong>.</p><p>Uma vez que alguns dos compostos químicos de substituição permanecem na atmosfera durante décadas, a produção de TFA proveniente destas fontes ainda não atingiu o seu pico; <strong>os investigadores estimam que tal possa ocorrer entre 2025 e 2100</strong>. Além disso, existe uma fonte mais recente que contribui para o total. O HFO-1234yf, um refrigerante comercializado como uma alternativa amiga do clima e agora amplamente utilizado nos sistemas de ar condicionado dos veículos, também produz TFA ao decompor-se.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">: Scientists Say a Forever Chemical Is Building Up Across the Entire Planet ️️<br><br>A study led by Lancaster University estimates that more than 335,000 metric tonnes of trifluoroacetic acid (TFA) have been deposited worldwide since 2000.<br><br>Researchers found that many chemicals <a href="https://t.co/g6yBK6QDgx">pic.twitter.com/g6yBK6QDgx</a></p>— CurioSphere (@CurioSphereX) <a href="https://x.com/CurioSphereX/status/2067630920635666765?ref_src=twsrc%5Etfw">June 18, 2026</a></blockquote></figure><p>"Os HFO são a última geração de refrigerantes sintéticos comercializados como <strong>alternativas respeitadoras do clima aos HFC</strong>", afirmou o professor Ryan Hossaini, coautor do estudo.</p><p>"Sabe-se que vários HFOs são formadores de TFA, e a utilização crescente destas substâncias químicas nos sistemas de ar condicionado dos automóveis na Europa e noutros locais <strong>acrescenta incerteza quanto aos níveis futuros de TFA no nosso ambiente."</strong></p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p> <em>An invisible forever chemical rain is falling across the planet, published by <a href="https://www.sciencedaily.com/releases/2026/06/260609025509.htm" target="_blank">Lancaster University</a>, June 2026.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-avisam-uma-chuva-invisivel-de-substancias-quimicas-persistentes-esta-a-cair-sobre-o-planeta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Avisos amarelo e laranja do IPMA: Castelo Branco e outras 8 capitais distritais que amanhã registarão entre 35 e 40 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/avisos-amarelo-e-laranja-do-ipma-castelo-branco-e-outras-8-capitais-distritais-que-amanha-registarao-entre-35-e-40-c.html</link><pubDate>Sat, 20 Jun 2026 11:28:01 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Começa este fim de semana um novo episódio de tempo quente, estando à vista valores elevados de temperatura máxima, vários avisos e um início de verão astronómico particularmente abrasador, especialmente nalgumas zonas do interior de Portugal continental. </p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xahe8s6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xahe8s6.jpg" id="xahe8s6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A partir deste fim de semana, não só arrancará o verão astronómico (domingo, 21 de junho às 09:24), como também se assistirá a um <strong>novo episódio de tempo quente</strong> em Portugal continental, influenciado pela presença de uma <strong>crista anticiclónica</strong> sobre a Península Ibérica e por uma <strong>gota fria a oeste do nosso país</strong>.</p><p>Em conjunto, estes dois centros de ação promoverão o transporte de uma <strong>massa de ar tropical continental, quente e seca</strong>, com origem no norte de África, até à Península Ibérica, o que resultará numa <strong>subida gradual e generalizada das temperaturas</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>As temperaturas vão subir nos próximos dias, atingindo valores muito elevados em várias zonas do país, sobretudo no interior.</div><p><strong>Para amanhã, domingo 21 de junho</strong>, as mais recentes previsões do modelo de referência da Meteored insistem em valores elevados em quase todo o território de Portugal continental, <strong>com temperaturas que atingirão ou ultrapassarão facilmente os 35 ºC em várias zonas, podendo alcançar até um máximo de 41 ºC nalguns locais do interior</strong>.</p><p>Este cenário levou o IPMA a emitir<strong> aviso amarelo para 11 distritos e aviso laranja para 3 distritos</strong>, num dia marcado pelo calor intenso que dará início à nova estação.</p><h2>De Trás-os-Montes ao Baixo Alentejo: várias capitais distritais irão atingir ou ultrapassar os 35 ºC</h2><p>Como referido anteriormente,<strong> entre hoje e amanhã - domingo, 21 de junho</strong> - prevê-se que o aviso amarelo de tempo quente se alargue a mais regiões do país, passando a cobrir 11 distritos do Continente, e também <strong>uma intensificação do calor, com o</strong> <strong>aviso laranja de tempo quente já emitido para 3 distritos</strong>.</p><p>Espera-se então uma persistência de valores elevados da temperatura máxima nos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Viseu, Coimbra, Castelo Branco, Portalegre, Évora, Beja, Santarém e Setúbal e <strong>uma persistência de valores muito elevados da temperatura máxima nos distritos de Vila Real, Bragança e Guarda</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/avisos-amarelo-e-laranja-do-ipma-castelo-branco-e-outras-8-capitais-distritais-que-amanha-registarao-entre-35-e-40-c-1781954039137.png" data-image="kbslmt1kefcx"><figcaption>O patamar dos 40 ºC poderá ser atingido ou ultrapassado nalgumas zonas do país, destacando-se os vales dos rios Douro, Tejo, a Beira Baixa e algumas zonas do Alentejo.</figcaption></figure><p><strong>O novo episódio de tempo quente começa hoje - sábado, 20 - e deverá durar até quarta-feira (24)</strong>. Amanhã - domingo, 21 - a temperatura subirá em relação a hoje e além disso, o calor alastrar-se-á por mais regiões do país, fazendo com que os termómetros registem valores iguais ou superiores a 35 ºC em muitas zonas.</p><p><strong>Várias capitais distritais irão atingir e ultrapassar o patamar dos 35 ºC, podendo, algumas delas, inclusive tocar os 40 ºC</strong>. A capital de distrito de Castelo Branco espera uma temperatura máxima de 40 ºC durante a tarde de domingo (21), um valor bastante elevado. Cidades como Setúbal e Guarda ficarão muito perto dos 35 ºC, estando previstas temperaturas máximas de 34 ºC para ambas as capitais de distrito.</p><table><thead><tr><th>Capitais de distrito</th><th>Temperatura Máxima prevista para domingo, 21 de junho</th></tr></thead><tbody><tr><td>Castelo Branco</td><td>40 ºC</td></tr><tr><td>Évora </td><td>39 ºC</td></tr><tr><td>Bragança</td><td>38 ºC</td></tr><tr><td>Portalegre</td><td>38 ºC</td></tr><tr><td>Vila Real</td><td>37 ºC</td></tr><tr><td>Santarém</td><td>37 ºC</td></tr><tr><td>Viseu</td><td>36 ºC</td></tr><tr><td>Braga</td><td>35 ºC</td></tr><tr><td>Lisboa</td><td>35 ºC</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="2">Fonte: Meteored - ECMWF.</td></tr></tbody></table><p>Neste contexto de tempo quente, sobressaem algumas áreas da geografia de Portugal continental, tais como os <strong>vales dos rios Douro e Tejo e ainda algumas zonas das regiões do Alentejo e Beira Baixa</strong>, onde estão previstas <strong>máximas de até 40/41 ºC em várias localidades</strong>, tais como Mirandela, Idanha-a-Nova, Fundão, Abrantes, Constância, Coruche, Entroncamento, Sardoal, Tomar, Mora, Ponte de Sor, Alter do Chão e Nisa, entre outras.</p><h2>Amanhã 9 capitais distritais atingirão entre 35 e 40 ºC em Portugal continental</h2><p>As temperaturas mais elevadas concentrar-se-ão nos vales dos grandes rios, tanto no norte, como no centro-sul do país. <strong>Castelo Branco será a capital de distrito mais quente de Portugal continental </strong>ao longo de domingo, 21 de junho, com uma temperatura máxima prevista de até 40 ºC, enquanto <strong>Évora atingirá os 39 ºC e Bragança e Portalegre poderão alcançar os 38 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/avisos-amarelo-e-laranja-do-ipma-castelo-branco-e-outras-8-capitais-distritais-que-amanha-registarao-entre-35-e-40-c-1781954326205.png" data-image="swx5w3ckdavr"><figcaption>Amanhã preveem-se temperaturas entre 8 e 12 ºC acima do normal em grande parte do território de Portugal continental.</figcaption></figure><p><strong>A barreira dos 35 ºC será atingida ou ultrapassada noutras cinco capitais distritais</strong>, dando justificação à emissão de aviso amarelo e/ou laranja de tempo quente. Vila Real, Santarém, Viseu, Braga e Lisboa rondarão ou superarão este valor, o que refletirá a extensão da massa de ar muito quente que abrangerá grande parte da Península Ibérica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774688" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproximam-se-tardes-de-trovoadas-que-irao-atenuar-o-impacto-do-episodio-de-calor-intenso-em-portugal.html" title="Aproximam-se tardes de trovoadas que irão atenuar o impacto do episódio de calor intenso em Portugal">Aproximam-se tardes de trovoadas que irão atenuar o impacto do episódio de calor intenso em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproximam-se-tardes-de-trovoadas-que-irao-atenuar-o-impacto-do-episodio-de-calor-intenso-em-portugal.html" title="Aproximam-se tardes de trovoadas que irão atenuar o impacto do episódio de calor intenso em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aproximam-se-tardes-de-trovoadas-que-irao-atenuar-o-impacto-do-episodio-de-calor-intenso-em-portugal-1781878784108_320.jpg" alt="Aproximam-se tardes de trovoadas que irão atenuar o impacto do episódio de calor intenso em Portugal"></a></article></aside><p><strong>No total serão nove as capitais distritais que atingirão entre 35 e 40 ºC no segundo dia do episódio de tempo quente</strong>. No entanto, algumas outras cidades do país ficarão próximas dos 35 ºC, como mencionado anteriormente acerca de Guarda e Setúbal. A combinação de insolação forte, típica da época (afinal de contas, amanhã é o dia mais longo do ano), a estabilidade atmosférica e uma massa de ar bastante quente serão favoráveis às temperaturas elevadas a que assistiremos neste arranque da estação estival.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/avisos-amarelo-e-laranja-do-ipma-castelo-branco-e-outras-8-capitais-distritais-que-amanha-registarao-entre-35-e-40-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Telescópio James Webb captura exoplaneta que está a evaporar sob o calor do seu próprio sol]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/telescopio-james-webb-captura-exoplaneta-que-esta-evaporando-sob-o-calor-de-seu-proprio-sol.html</link><pubDate>Sat, 20 Jun 2026 08:43:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Observações do Telescópio James Webb mostram que HD 80606 b, um gigante gasoso com uma órbita extrema, passa por picos de temperatura e mudanças químicas surpreendentes que podem ajudar-nos a compreender melhor outros exoplanetas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-telescopio-james-webb-capta-un-exoplaneta-que-se-esta-evaporando-bajo-el-calor-de-su-propio-sol-1781789120425.jpg" data-image="sdddvkwcwkn0"><figcaption>Esta imagem concetual mostra o exoplaneta HD 80606 b a ser "assado" à medida que a sua órbita se aproxima do periastro, o ponto de maior proximidade com a sua estrela hospedeira. Crédito: NASA, ESA, CSA, Joseph Olmsted (STScI)</figcaption></figure><p>Entre os milhares de <strong>exoplanetas </strong>descobertos até ao momento, poucos são tão impressionantes quanto o <strong>HD 80606 b</strong>. Este mundo, situado fora do Sistema Solar e com quatro vezes a massa de Júpiter, voltou a atrair a atenção da comunidade científica graças a <strong>novas observações</strong> realizadas pelo <strong>Telescópio Espacial James Webb</strong>, da NASA.</p><div class="texto-destacado">Os resultados preliminares do estudo foram apresentados durante a 248ª reunião da Sociedade Astronómica Americana (AAS), realizada em Pasadena, Califórnia, e revelam que o planeta sofre variações de temperatura muito mais extremas do que o esperado ao aproximar-se da sua estrela.</div><p>Conforme explicado por Tiffany Kataria, autora principal do estudo do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA, o <strong>HD 80606 b destaca-se mesmo entre os exemplos mais incomuns dos chamados "Júpiteres quentes" </strong>— uma categoria de gigantes gasosos que orbitam muito perto das suas estrelas e atingem temperaturas abrasadoras.</p><p>No entanto, este planeta apresenta uma diferença fundamental:<strong> a sua órbita é extraordinariamente elíptica</strong>. Em vez de manter uma distância relativamente constante, ele passa longos períodos longe da sua estrela e, então, mergulha em direção a ela numa aproximação extrema que transforma radicalmente as suas condições atmosféricas.</p><h2>Um aumento inesperado da temperatura</h2><p>Observações do telescópio James Webb mostram que, durante esta <strong>aproximação máxima</strong> — conhecida como periastro —, a<strong> temperatura do planeta sofre um aumento abrupto</strong> de aproximadamente 1.100 graus Fahrenheit (o equivalente a mais de 600 graus Celsius).</p><p>Cientistas já suspeitavam que este fenómeno poderia causar <strong>mudanças significativas na atmosfera do exoplaneta</strong>. Estudos anteriores tinham demonstrado que flutuações bruscas de temperatura podem alterar a composição química destes mundos e até mesmo afetar a formação e a dissipação de nuvens em questão de horas.</p><p>Agora, <strong>novos dados obtidos pelo Webb permitem observar estes processos com um nível de detalhe sem precedentes</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-telescopio-james-webb-capta-un-exoplaneta-que-se-esta-evaporando-bajo-el-calor-de-su-propio-sol-1781789357952.jpg" data-image="fh40o3uh4imi"><figcaption>Estas imagens simuladas mostram a evolução de fenómenos meteorológicos extremos no exoplaneta HD 80606b — que possui uma órbita altamente excêntrica — durante os dias seguintes à sua máxima aproximação da estrela hospedeira. Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCSC.</figcaption></figure><p>Laura C. Mayorga, astrónoma especializada em exoplanetas e coautora do estudo, destacou que a<strong> órbita singular de HD 80606 b transforma o planeta num verdadeiro laboratório natural</strong>. Graças a estas mudanças extremas, os investigadores podem analisar como uma atmosfera reage a condições térmicas variáveis durante uma única campanha de observação.</p><p>Estas informações, observou ela, poderiam ajudar-nos a compreender melhor não apenas outros Júpiteres quentes, mas também uma grande variedade de exoplanetas descobertos nos últimos anos.</p><h2>O poder do Telescópio James Webb</h2><p>Para estudar o planeta, a equipa utilizou uma técnica conhecida como <strong>espectroscopia</strong>, que consiste em decompor a luz nas suas cores constituintes para identificar as características físicas e químicas dos objetos observados.</p><p>Neste caso, os investigadores utilizaram o <strong>MIRI </strong>(<em>Mid-Infrared Instrument</em>) do Telescópio James Webb. As observações foram realizadas antes, durante e depois do periastro, incluindo o momento em que o planeta passou atrás da sua estrela do ponto de vista do telescópio — um fenómeno conhecido como eclipse secundário.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772491" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/telescopio-james-webb-detecta-altas-concentracoes-de-metano-no-cometa-interestelar-3i-atlas.html" title="Telescópio James Webb deteta altas concentrações de metano no cometa interestelar 3I/ATLAS">Telescópio James Webb deteta altas concentrações de metano no cometa interestelar 3I/ATLAS</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/telescopio-james-webb-detecta-altas-concentracoes-de-metano-no-cometa-interestelar-3i-atlas.html" title="Telescópio James Webb deteta altas concentrações de metano no cometa interestelar 3I/ATLAS"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/james-webb-metano-3i-atlas-1780372106136_320.png" alt="Telescópio James Webb deteta altas concentrações de metano no cometa interestelar 3I/ATLAS"></a></article></aside><p>O planeamento desta campanha exigiu anos de preparação. O HD 80606 b tem um período orbital de 111 dias, e a sua <strong>alta excentricidade</strong> faz com que os momentos mais interessantes para observá-lo sejam relativamente breves. Somam-se a isso as limitações operacionais do próprio Webb, que só pode apontar para regiões específicas do céu dependendo da posição da Terra em relação ao Sol.</p><h2>Um tesouro de dados a ser decifrado</h2><p>Embora a análise tenha começado recentemente, os investigadores afirmam que os resultados já são extraordinários. Uma das descobertas mais marcantes é que <strong>o aquecimento registado foi ainda mais intenso do que o previsto </strong>com base em observações anteriores feitas com o Telescópio Espacial Spitzer, que foi aposentado em 2020.</p><div class="texto-destacado">Não é por acaso que HD 80606 b ganhou o apelido de "exoplaneta tostado". De facto, ele ficou tão famoso que foi destaque num dos posteres educativos criados pela NASA para apresentar mundos exóticos descobertos além do Sistema Solar.</div><p>Graças à sensibilidade do telescópio James Webb, os cientistas agora podem começar a <strong>distinguir sinais químicos específicos — incluindo metano e dióxido de carbono</strong> —, que são elementos fundamentais para compreender a dinâmica atmosférica do planeta.</p><p>Para os investigadores, a vasta quantidade de dados obtidos representa apenas o começo. Cada nova análise promete fornecer pistas sobre como as atmosferas de gigantes gasosos evoluem sob condições extremas, ao mesmo tempo que oferece uma melhor compreensão da diversidade de mundos na nossa <strong>galáxia</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/telescopio-james-webb-captura-exoplaneta-que-esta-evaporando-sob-o-calor-de-seu-proprio-sol.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Com temperaturas a subir, há algo que deve verificar na praia antes de entrar na água]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/com-temperaturas-a-subir-ha-algo-que-deve-verificar-na-praia-antes-de-entrar-na-agua.html</link><pubDate>Sat, 20 Jun 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Da verde à axadrezada: nem todas as bandeiras na praia indicam o estado do mar. Conheça os seus verdadeiros significados.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/com-temperaturas-a-subir-ha-algo-que-deve-verificar-na-praia-antes-de-entrar-na-agua-1781543794748.jpg" data-image="53ok97gmval3" alt="Bandeiras praia" title="Bandeiras praia"><figcaption>Vai à praia nos próximos dias? Conheça o significado de todas as bandeiras antes de entrar no mar. Foto: Pexels</figcaption></figure><p>O calor está aí, a época balnear está aberta, mas é precisamente nesta altura que se coloca uma grande questão: <strong>será que conhece todas as bandeiras que podem aparecer na praia</strong>?</p><p>Embora estejam presentes em praticamente todas as praias vigiadas, muitas pessoas continuam sem saber exatamente o que cada bandeira significa. E a verdade é que estas sinalizações funcionam como um sistema simples e eficaz para informar os banhistas sobre as <strong>condições de segurança do mar </strong>e da própria <strong>praia</strong>.</p><p>Conhecer o significado das bandeiras pode fazer toda a diferença entre um dia tranquilo e uma situação de risco.</p><h2>Conheça as bandeiras hasteadas no areal</h2><p>Quanto à <strong>bandeira verde</strong>, apostamos que não há dúvidas. Esta é aquela que todos esperam ver ao chegar à praia. Significa que as condições do mar são favoráveis e que<strong> é seguro tomar banho</strong>.</p><p>Naturalmente, isto não quer dizer que o mar esteja completamente isento de perigos. Correntes, mudanças repentinas do estado do tempo ou distrações continuam a exigir prudência. Ainda assim, quando a bandeira é verde, as condições são consideradas adequadas para nadar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772557" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-melhor-praia-da-europa-fica-mesmo-em-portugal.html" title="A melhor praia da Europa fica mesmo em Portugal">A melhor praia da Europa fica mesmo em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-melhor-praia-da-europa-fica-mesmo-em-portugal.html" title="A melhor praia da Europa fica mesmo em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-melhor-praia-da-europa-fica-mesmo-em-portugal-1780733980402_320.jpg" alt="A melhor praia da Europa fica mesmo em Portugal"></a></article></aside><p>Já a <strong>amarela </strong>significa que não é 100% seguro entrar no mar. Aliás, quando esta bandeira está hasteada, é sinal de que o mar exige <strong>atenção redobrada</strong>.</p><p>Os banhos são permitidos, sim, mas não é aconselhável nadar para longe da margem. Isto porque pode haver correntes mais fortes, agitação marítima ou outras condições que aumentem o risco para os banhistas.</p><div class="texto-destacado">Nestes casos, o melhor é permanecer em zonas pouco profundas e evitar aventuras mais ousadas, mesmo para quem sabe nadar bem.</div><p>Depois, há a tão temida cor<strong> vermelha</strong>. Ninguém gosta de chegar à praia e encontrá-la, mas a mensagem é clara: <strong>a entrada na água é proibida</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/com-temperaturas-a-subir-ha-algo-que-deve-verificar-na-praia-antes-de-entrar-na-agua-1781541285401.jpg" data-image="ei4e2xnrhptb" alt="Bandeira vermelha" title="Bandeira vermelha"><figcaption>A bandeira vermelha indica proibição total de entrar na água. Imagem: Unsplash</figcaption></figure><p>Esta sinalização surge quando as condições do mar representam um perigo significativo, seja devido a forte ondulação, correntes intensas ou outros fatores que possam colocar em risco a segurança dos banhistas.</p><div class="texto-destacado">Ignorar uma bandeira vermelha não é apenas imprudente. Pode obrigar à intervenção dos meios de socorro e colocar vidas em perigo.</div><p>Mas, e quando a bandeira que encontra não é verde, amarela nem vermelha? Sim, isso pode acontecer. Há mais cores além das três mais comuns. E conhecê-las é realmente fundamental.</p><h3>A bandeira aos quadrados pretos e brancos</h3><p>Esta é, provavelmente,<strong> uma das bandeiras que gera mais dúvidas</strong>. Se não a conhece, não se preocupe, nós ajudamos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768412" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-sao-conhecidas-as-praias-com-bandeira-azul-em.html" title="Já são conhecidas as praias com Bandeira Azul em 2026">Já são conhecidas as praias com Bandeira Azul em 2026</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-sao-conhecidas-as-praias-com-bandeira-azul-em.html" title="Já são conhecidas as praias com Bandeira Azul em 2026"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ja-sao-conhecidas-as-praias-com-bandeira-azul-em-1778573948671_320.jpg" alt="Já são conhecidas as praias com Bandeira Azul em 2026"></a></article></aside><p>A bandeira axadrezada, composta por quadrados pretos e brancos, indica que <strong>a praia está temporariamente sem vigilância</strong>. Ou seja, naquele momento não existe um nadador-salvador em funções.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/com-temperaturas-a-subir-ha-algo-que-deve-verificar-na-praia-antes-de-entrar-na-agua-1781541766813.jpg" data-image="5dfaq7iqntgf" alt="Bandeira" title="Bandeira"><figcaption>A bandeira que mais confunde os portugueses nas praias tem um significado importante. Foto: Pxhere</figcaption></figure><p>Muitas pessoas pensam que esta bandeira está relacionada com o estado do mar, mas não é esse o seu significado. O mar pode até parecer calmo; a questão é que, se ocorrer uma emergência, não existe vigilância permanente para prestar assistência imediata.</p><p>Por isso, sempre que vir esta bandeira, deve aumentar os cuidados, sobretudo se estiver acompanhado por crianças ou pessoas com menor experiência no mar.</p><h3>Vermelha e amarela</h3><p>Além das bandeiras principais, existem também duas bandeiras vermelha e amarela colocadas na areia, normalmente em pares.</p><div class="texto-destacado">Mesmo quando o mar parece tranquilo, é aconselhável permanecer dentro destes limites.</div><p>Estas sinalizam a <strong>zona recomendada para os banhistas entrarem e permanecerem na água</strong>. Trata-se da área vigiada pelos nadadores-salvadores e considerada mais segura naquele momento.</p><h3>Bandeira de medusas</h3><p>Em algumas praias poderá encontrar uma bandeira de alerta para a <strong>presença de medusas, alforrecas ou caravelas-portuguesas</strong>. Dependendo da praia, esta sinalização pode surgir numa bandeira roxa ou numa bandeira branca com o símbolo de uma medusa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="520272" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-prevenir-e-reagir-a-uma-picada-de-medusa-alforreca.html" title="Como prevenir e reagir a uma picada de medusa">Como prevenir e reagir a uma picada de medusa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-prevenir-e-reagir-a-uma-picada-de-medusa-alforreca.html" title="Como prevenir e reagir a uma picada de medusa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-prevenir-y-actuar-ante-la-picadura-de-una-medusa-1689194374546_320.jpeg" alt="Como prevenir e reagir a uma picada de medusa"></a></article></aside><p>A sua presença não implica necessariamente a proibição de banhos, mas serve de aviso para que os banhistas tenham especial cuidado. O contacto com estes organismos pode provocar queimaduras, irritações e reações alérgicas.</p><h3>Bandeira Azul</h3><p>Ao contrário das restantes, a <strong>Bandeira Azul </strong>não indica o estado do mar. Em vez disso, trata-se de uma <strong>distinção internacional </strong>atribuída a praias que cumprem critérios exigentes de qualidade da água, gestão ambiental, segurança, acessibilidade e serviços de apoio aos visitantes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/com-temperaturas-a-subir-ha-algo-que-deve-verificar-na-praia-antes-de-entrar-na-agua-1781544137456.jpg" data-image="4rqw50uwgaxa" alt="Bandeira Azul" title="Bandeira Azul"><figcaption>A bandeira azul da praia é um selo de qualidade ambiental atribuído a praias que cumprem critérios rigorosos de segurança, limpeza e sustentabilidade. Foto: CM Almada</figcaption></figure><p>Quando encontrar esta bandeira, saiba que está numa praia reconhecida pelas suas boas práticas ambientais.</p><h3>Bandeira Preta</h3><p>A<strong> bandeira preta </strong>sinaliza que <strong>a praia está interditada</strong>, seja por condições meteorológicas extremas, poluição da água ou falta de segurança. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771622" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/verdade-ou-mentira-praia-da-rocha-estara-interdita-este-verao.html" title="Verdade ou mentira? Praia da Rocha estará interdita este verão?">Verdade ou mentira? Praia da Rocha estará interdita este verão?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/verdade-ou-mentira-praia-da-rocha-estara-interdita-este-verao.html" title="Verdade ou mentira? Praia da Rocha estará interdita este verão?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/verdade-ou-mentira-praia-da-rocha-estara-interdita-este-verao-1780255321444_320.jpg" alt="Verdade ou mentira? Praia da Rocha estará interdita este verão?"></a></article></aside><p>“Quando esta bandeira é hasteada, a permanência na água e, em alguns casos, até na areia, pode estar proibida”, explica o <em>site</em> ‘Imazu’. </p><h3>Outras bandeiras que pode encontrar</h3><p>Existem ainda algumas distinções e sinalizações menos conhecidas. A bandeira de <strong>Praia Acessível</strong>, por exemplo, identifica praias preparadas para receber pessoas com mobilidade reduzida, disponibilizando acessos e equipamentos adaptados.</p><p>Já a distinção <strong>Qualidade de Ouro</strong>, atribuída pela associação ambiental Quercus, destaca praias que apresentam um histórico de excelência na qualidade da água balnear.</p><h2>Pequenas regras que fazem uma grande diferença</h2><p>Não se esqueça, contudo, que, apesar de as bandeiras serem uma ajuda valiosa, não substituem o bom senso.</p><p>O Governo recomenda que, sempre que possível, escolha praias vigiadas e siga as indicações dos nadadores-salvadores. Evite entrar na água sozinho, vigie permanentemente as crianças e entre no mar de forma gradual, sobretudo em dias muito quentes, para reduzir o risco de choque térmico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/com-temperaturas-a-subir-ha-algo-que-deve-verificar-na-praia-antes-de-entrar-na-agua-1781544368986.jpg" data-image="mrzotb8q67yz" alt="Praia de São Rafael, Albufeira" title="Praia de São Rafael, Albufeira"><figcaption>Com o arranque da época balnear, o Governo voltou a divulgar recomendações de segurança, saúde e proteção ambiental. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Tenha especial atenção aos próximos dias. Porquê? Porque, a partir de<strong> 21 de junho</strong>, Portugal Continental poderá entrar num episódio de <strong>calor muito intenso</strong>, segundo as mais recentes previsões dos modelos meteorológicos ECMWF (europeu) e GFS (americano).</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a>.</strong> Siga-nos e ative as notificações.<br></div><p>Apesar de ainda faltar cerca de uma semana e de poderem ocorrer ajustes na previsão<strong>, ambos os modelos convergem na possibilidade de uma massa de ar muito quente proveniente do Norte de África</strong> atingir o território nacional, podendo dar origem a temperaturas excecionais”,<a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-cupula-de-calor-sobre-portugal-dentro-de-7-dias-os-modelos-europeu-e-gfs-apontam-para-temperaturas-muito-elevadas.html" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext"> avisa</a> Marta Godinho.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773989" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-cupula-de-calor-sobre-portugal-dentro-de-7-dias-os-modelos-europeu-e-gfs-apontam-para-temperaturas-muito-elevadas.html" title="Uma cúpula de calor sobre Portugal dentro de 7 dias: os modelos europeu e GFS apontam para temperaturas muito elevadas">Uma cúpula de calor sobre Portugal dentro de 7 dias: os modelos europeu e GFS apontam para temperaturas muito elevadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-cupula-de-calor-sobre-portugal-dentro-de-7-dias-os-modelos-europeu-e-gfs-apontam-para-temperaturas-muito-elevadas.html" title="Uma cúpula de calor sobre Portugal dentro de 7 dias: os modelos europeu e GFS apontam para temperaturas muito elevadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/uma-onda-de-calor-sobre-portugal-dentro-de-7-dias-os-modelos-europeu-e-gfs-apontam-para-temperaturas-extremas-1781527559059_320.jpg" alt="Uma cúpula de calor sobre Portugal dentro de 7 dias: os modelos europeu e GFS apontam para temperaturas muito elevadas"></a></article></aside><p>Tendo em conta estas condições, é também importante manter-se hidratado, utilizar protetor solar adequado e evitar as horas de maior intensidade solar, normalmente entre as 11:00 h e as 16:00 horas.</p><p>Outro cuidado frequentemente esquecido diz respeito às arribas. Em muitas praias portuguesas existem zonas sujeitas a derrocadas, pelo que não deve instalar-se junto à base das falésias nem permanecer em áreas assinaladas como perigosas.</p><p>“Em caso de emergência, <strong>a recomendação é clara</strong>: não entrar na água para tentar efetuar um salvamento”, acrescenta o <em>site</em> ‘Away’. “Em vez disso, deve chamar imediatamente o nadador-salvador e alertar as autoridades competentes.”</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Away" data-year="2026" data-title="O%20que%20significa%20uma%20bandeira%20aos%20quadrados%20na%20praia%3F" data-url="https%3A%2F%2Faway.iol.pt%2Fbandeira-preta-e-branca%2Fpraia%2Fo-que-significa-uma-bandeira-aos-quadrados-na-praia%2F20260608%2F6a268830d34e28842c84ec6f">Away. (2026). <a href="https://away.iol.pt/bandeira-preta-e-branca/praia/o-que-significa-uma-bandeira-aos-quadrados-na-praia/20260608/6a268830d34e28842c84ec6f" target="_blank">O que significa uma bandeira aos quadrados na praia?</a>.</cite><br><cite data-author="Imazu%2C%20Nu%C3%B1ez%20Rolo%2C%20R" data-year="2025" data-title="Bandeiras%20da%20praia%3A%20conhe%C3%A7a%20os%20significados%20e%20cores%20no%20litoral" data-url="https%3A%2F%2Fwww.imazu.pt%2Fbandeiras-da-praia%2F">Imazu, Nuñez Rolo, R. (2025). <a href="https://www.imazu.pt/bandeiras-da-praia/" target="_blank">Bandeiras da praia: conheça os significados e cores no litoral</a>.</cite></p></section><h3><br></h3>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/com-temperaturas-a-subir-ha-algo-que-deve-verificar-na-praia-antes-de-entrar-na-agua.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Algoritmos e drones vão defender a floresta contra vagas de insetos destrutivos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/algoritmos-e-drones-vao-defender-a-floresta-contra-vagas-de-insetos-destrutivos.html</link><pubDate>Sat, 20 Jun 2026 06:17:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Cientistas portugueses recorrem a voos de vigilância tecnológica e sensores avançados para identificar ameaças biológicas nos pinhais antes que os primeiros sintomas visíveis apareçam nas árvores.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/algoritmos-e-drones-vao-defender-a-floresta-contra-vagas-de-insetos-destrutivos-1781871737899.jpg" data-image="37t65gfk56aa" alt="Drone sobrevoa a floresta" title="Drone sobrevoa a floresta"><figcaption>Drones equipados com sensores avançados vão captar dados vitais para detetar precocemente pragas e proteger a floresta. Imagem: Valentin J-W/Pixabay</figcaption></figure><p>Os ecossistemas florestais europeus contam agora com uma nova <strong>linha de defesa tecnológica operada a partir de Portugal</strong>. Uma equipa de cientistas do Centro de Estudos Florestais do Instituto Superior de Agronomia está a desenvolver metodologias pioneiras que combinam <strong>aviação não tripulada e sistemas de inteligência artificial</strong> para monitorizar e antecipar o avanço de organismos nocivos que ameaçam a biodiversidade e a economia. </p><p>A nova abordagem tem como intuito transformar a gestão ambiental através de dados obtidos em tempo real, fornecendo <strong>ferramentas digitais</strong> acessíveis a <strong>municípios</strong>, <strong>engenheiros</strong> e <strong>proprietários rurais</strong> que cuidam do património florestal.</p><h2>O combate ao inimigo microscópico da madeira</h2><p>Uma das maiores preocupações dos silvicultores nacionais prende-se com o <strong>nemátodo da madeira do pinheiro</strong>, um espécime microscópico que entrou no território nacional em finais do século passado e dizimou extensas áreas de pinheiro-bravo.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/algoritmos-e-drones-vao-defender-a-floresta-contra-vagas-de-insetos-destrutivos-1781871815017.jpg" data-image="ym7txh434xsq" alt="Floresta de pinheiros" title="Floresta de pinheiros"><figcaption>Os povoamentos de pinheiro-bravo são um dos ecossistemas florestais vitais que os cientistas procuram proteger com tecnologia. Foto: Helga Kattinger/Pixabay</figcaption></figure><p>O impacto desta patologia ultrapassou a perda ecológica, provocando a <strong>falência de várias empresas de serração</strong> que não conseguiram investir na modernização necessária ao tratamento térmico das matérias-primas, resultando no desemprego de centenas de operários no setor, como relembra o comunicado do Instituto Superior de Agronomia.</p><h2>Uma abordagem aérea e remota mais eficaz</h2><p>Para travar o avanço desta praga, os investigadores integraram o consórcio europeu Forsaied, que reúne 10 países e 17 parceiros institucionais focados na proteção vegetal.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os especialistas concluíram que o mapeamento aéreo remoto garante uma eficácia muito superior e custos consideravelmente mais baixos do que as vistorias tradicionais realizadas a pé. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Sobrevoando os pinhais com aeronaves autónomas dotadas de <strong>sensores óticos</strong>, torna-se possível detetar os <strong>primeiros sinais de declínio na folhagem</strong>, permitindo intervenções cirúrgicas e localizadas que evitam o contágio de povoamentos vizinhos.</p><p>Paralelamente à vigilância aérea, são utilizadas <strong>técnicas moleculares avançadas</strong> através da recolha de amostras de ADN ambiental obtidas nos fluidos das armadilhas de campo. Esta análise laboratorial permite certificar a presença biológica do verme e do inseto que atua como vetor de transmissão, garantindo diagnósticos de elevada fiabilidade técnica.</p><h2>Aparelhos inteligentes na vigilância urbana e rural</h2><p>Outro organismo com repercussões graves na saúde pública e na rentabilidade dos pinhais é a <strong>lagarta do pinheiro</strong>, cujos pelos urticantes invadem frequentemente os parques urbanos e as áreas de lazer na primavera. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769789" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/icnf-vai-formar-500-profissionais-para-travar-pragas-que-ameacam-a-floresta-portuguesa.html" title="ICNF vai formar 500 profissionais para travar pragas que ameaçam a floresta portuguesa">ICNF vai formar 500 profissionais para travar pragas que ameaçam a floresta portuguesa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/icnf-vai-formar-500-profissionais-para-travar-pragas-que-ameacam-a-floresta-portuguesa.html" title="ICNF vai formar 500 profissionais para travar pragas que ameaçam a floresta portuguesa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/icnf-vai-formar-500-profissionais-para-travar-pragas-que-ameacam-a-floresta-portuguesa-1779282930192_320.jpg" alt="ICNF vai formar 500 profissionais para travar pragas que ameaçam a floresta portuguesa"></a></article></aside><p>O instituto universitário testou dispositivos equipados com câmaras <strong>fotográficas digitais</strong> e <strong>algoritmos analíticos</strong> que registam imagens automáticas das capturas. O sistema processa a contagem dos exemplares de forma autónoma e transmite os dados recolhidos diretamente para uma aplicação acessível através de smartphones.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Esta monitorização contínua elimina a necessidade de deslocações constantes dos técnicos aos locais de amostragem, otimizando o tempo de trabalho das equipas camarárias. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os ensaios experimentais desta metodologia decorrem atualmente numa zona habitacional da cidade de<strong> Lisboa </strong>e nos terrenos florestais da <strong>Companhia das Lezírias</strong>, na <strong>bacia hidrográfica do Ribatejo</strong>. O fluxo contínuo de informação ajuda a correlacionar o comportamento das colónias com as <strong>variações meteorológicas diárias</strong>, indicando o momento exato para aplicar os tratamentos biológicos.</p><h2>A antecipação de ameaças nas fronteiras nacionais</h2><p>O plano estratégico europeu dá especial atenção à contenção de dez espécies biológicas reguladas pela União Europeia, incluindo <strong>fungos e insetos perfuradores</strong>. Entre os perigos iminentes surge a <strong>broca do freixo</strong>, um escaravelho invasor que tem devastado as árvores nas zonas urbanas da Rússia e da Ucrânia. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As projeções oficiais das autoridades fitossanitárias apontam para a entrada deste organismo no espaço comunitário ainda este ano, o que motivou a criação antecipada de mecanismos matemáticos para a sua identificação automática.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os mentores do projeto pretendem que estes dispositivos equipados com sensores óticos auxiliem as <strong>equipas de inspeção aduaneira</strong> localizadas em <strong>portos</strong> e <strong>aeroportos comerciais</strong>, travando a introdução involuntária de cargas infetadas oriundas de outros continentes. </p><h2>Modelos matemáticos combatem o cancro resinoso</h2><p>Em cooperação com laboratórios estatais, a academia desenvolve também modelos matemáticos que analisam a interação da luz infravermelha com as moléculas das plantas para diagnosticar o<strong> cancro</strong><strong> resinoso do </strong><strong>pinheiro </strong>antes que surjam alterações visíveis no tronco.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/algoritmos-e-drones-vao-defender-a-floresta-contra-vagas-de-insetos-destrutivos-1781872052255.jpg" data-image="c1s6tmub86o2" alt="escaravelho boca de freixo" title="escaravelho boca de freixo"><figcaption>O escaravelho broca-do-freixo é uma séria ameaça para as árvores urbanas. Imagem: Pennsylvania Department of Conservation and Natural Resources - Forestry Archive - Forestry Images, CC BY 3.0 us, Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>A <strong>relevância </strong><strong>global </strong>destas iniciativas reflete-se nos prejuízos avultados provocados pelas espécies invasoras, gerando quebras financeiras superiores a <strong>600 mil milhões de </strong><strong>euros </strong>no último meio século, afetando severamente a produção agroalimentar, a silvicultura e as atividades piscatórias.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Instituto%20Superior%20de%20Agronomia" data-year="" data-title="Investigadores%20do%20ISA%20usam%20IA%20e%20drones%20para%20dete%C3%A7%C3%A3o%20precoce%20e%20vigil%C3%A2ncia%20de%20pragas%20florestais" data-url="https%3A%2F%2Fwww.isa.ulisboa.pt%2Fnoticia%2Finvestigadores-do-isa-usam-ia-e-drones-para-detecao-precoce-e-vigilancia-de-pragas">Instituto Superior de Agronomia. <a href="https://www.isa.ulisboa.pt/noticia/investigadores-do-isa-usam-ia-e-drones-para-detecao-precoce-e-vigilancia-de-pragas" target="_blank">Investigadores do ISA usam IA e drones para deteção precoce e vigilância de pragas florestais</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/algoritmos-e-drones-vao-defender-a-floresta-contra-vagas-de-insetos-destrutivos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Conferência “O Nosso Oceano” 2026 junta governos de todo o mundo no Quénia. Há 338,35 milhões da UE para os oceanos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/conferencia-o-nosso-oceano-2026-junta-governos-de-todo-o-mundo-no-quenia-ha-338-35-milhoes-da-ue-para-os-oceanos.html</link><pubDate>Sat, 20 Jun 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A União Europeia vai dedicar 338,35 milhões de euros para apoiar a conservação dos oceanos, a pesca sustentável e a segurança marítima, revelou Costas Kadis, comissário europeu responsável pela pasta das Pescas e Oceanos, em Mombaça (Quénia).</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/conferencia-o-nosso-oceano-2026-junta-governos-de-todo-o-mundo-no-quenia-ha-338-35-milhoes-da-ue-para-os-oceanos-1781907009996.jpg" data-image="r5h6e1oqp7cy" alt="Peixe" title="Peixe"><figcaption>A União Europeia vai dedicar 338,35 milhões de euros para apoiar a conservação dos oceanos, a pesca sustentável e a segurança marítima, foi anunciado na conferência “O Nosso Oceano”, no Quénia.</figcaption></figure><p>Em <strong>2025, a conferência do Oceano das Nações Unidas teve lugar na cidade de Nice (França</strong>), de 9 a 13 de junho. Foi co-organizada pelos Governos da França e da Costa Rica.</p><p>No seguimento desse encontro, foram lançadas as bases para o<strong> Tratado do Alto-Mar, que acabou por ficar pronto em finais de setembro</strong> de 2025 para começar a vigorar em janeiro de 2026. Os Estados Unidos e a Rússia ficaram de fora.</p><p>Ainda assim, foram conseguidos alguns avanços, entre eles o <strong>acordo “Peixe1”, que visa erradicar a pesca ilegal e não declarada</strong> e acabar com a sobrepesca, assim como acabar com os subsídios a estas atividades. Na votação, 103 países ratificaram este acordo.</p><p>Também foi anunciado um <strong>montante de 8,7 mil milhões de euros, proveniente de investidores privados e de bancos públicos</strong>, com vista a financiar a regeneração sustentável do oceano durante os próximos cinco anos. Outra das boas notícias da conferência de 2025 foi a fixação de uma moratória à mineração no mar profundo.</p><h2>«Os nossos oceanos, (...) nosso futuro» </h2><p>Este ano (2026), a conferência “O Nosso Oceano” teve lugar entre os <strong>dias 18 e 19 de junho em Mombaça, no Quénia</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/conferencia-o-nosso-oceano-2026-junta-governos-de-todo-o-mundo-no-quenia-ha-338-35-milhoes-da-ue-para-os-oceanos-1781907077122.jpg" data-image="pl52abvh6o1c" alt="Pescador" title="Pescador"><figcaption>A conferência das Nações Unidas de 2026 teve como lema «Os nossos oceanos, nosso património, nosso futuro» e juntou governos, sociedade civil e representantes do setor de todo o mundo.</figcaption></figure><p>É a primeira vez que um país africano acolhe este importante evento anual das Nações Unidas, que este ano esteve centrado na abordagem de <strong>questões críticas relacionadas com os oceanos, incluindo as alterações climáticas</strong>, a biodiversidade e a poluição.</p><p>O <strong>ex-secretário de Estado norte-americano John Kerry</strong>, que interveio na sessão de abertura da mesa-redonda dos ministros dos Oceanos da <strong><em>Commonwealth</em></strong>, afirmou que o <strong>Tratado do Alto-Mar</strong>, que entrou em vigor em janeiro deste ano após a ratificação por 60 países, <strong>marcou "um ponto de viragem histórico</strong>", ao criar, pela primeira vez, um mecanismo jurídico para estabelecer áreas protegidas em águas internacionais. </p><div class="texto-destacado">A outra boa notícia surgiu no final do evento pela voz de <strong>Costas Kadis, comissário europeu responsável pela pasta das Pescas e Oceanos</strong>, quando anunciou um financiamento da União Europeia (UE), no valor de <strong>338,35 milhões de euros, com vista a apoiar a conservação dos oceanos</strong>, a pesca sustentável e a segurança marítima. E que contribuirá para que os oceanos sejam seguros, limpos, saudáveis e geridos de forma sustentável a nível mundial.</div><p>A conferência das Nações Unidas deste ano, no Quénia, teve como lema «<strong>Os nossos oceanos, nosso património, nosso futuro</strong>». </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770440" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/incrivel-foram-descobertas-mais-de-1000-novas-especies-no-fundo-dos-nossos-oceanos.html" title="Incrível: foram descobertas mais de 1000 novas espécies no fundo dos nossos oceanos!">Incrível: foram descobertas mais de 1000 novas espécies no fundo dos nossos oceanos!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/incrivel-foram-descobertas-mais-de-1000-novas-especies-no-fundo-dos-nossos-oceanos.html" title="Incrível: foram descobertas mais de 1000 novas espécies no fundo dos nossos oceanos!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/incroyable-plus-de-1-000-nouvelles-especes-ont-ete-decouvertes-au-fond-de-nos-oceans-1779458452083_320.jpeg" alt="Incrível: foram descobertas mais de 1000 novas espécies no fundo dos nossos oceanos!"></a></article></aside><p>O evento juntou governos, sociedade civil e representantes do setor de todo o mundo, com o objetivo de apoiar as comunidades, a cultura e o património costeiros formatados pelos mares.</p><h2>Centenas de delegados de África, EUA e UE</h2><p> Centenas de delegados de <strong>África, dos Estados Unidos, da União Europeia e de países insulares das Caraíbas e do Pacífico vulneráveis às alterações climáticas </strong>participaram no evento. O objetivo destes líderes mundiais é também posicionar África como uma força motriz na governação global dos oceanos. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Estes responsáveis <strong>apelaram a um compromisso comum que assegure a resiliência, a utilização justa e a prosperidade dos oceanos</strong> para as gerações futuras. Um desígnio que está em consonância com a Estratégia da UE para as Comunidades Costeiras, que foi recentemente adotada pela Comissão Europeia. Visa equilibrar a proteção do ambiente com a sustentabilidade económica e social nas regiões costeiras. O financiamento da UE foi preparado para reforçar a sustentabilidade dos oceanos e a segurança marítima a nível mundial através de uma série de iniciativas com finalidades específicas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Entre essas iniciativas específicas está o o <strong>reforço do Sistema Global de Observação dos Oceanos</strong> e a melhoria da tomada de decisões baseadas em dados concretos no domínio das políticas do mar, através da Iniciativa de Observação dos Oceanos (<strong><em>OceanEye</em></strong>) da Comissão Europeia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="719337" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/parlamento-europeu-quer-combater-praticas-de-pesca-nao-sustentaveis-por-paises-terceiros-novas-regras-aprovadas.html" title="Parlamento Europeu quer combater práticas de pesca não sustentáveis por países terceiros. Novas regras aprovadas">Parlamento Europeu quer combater práticas de pesca não sustentáveis por países terceiros. Novas regras aprovadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/parlamento-europeu-quer-combater-praticas-de-pesca-nao-sustentaveis-por-paises-terceiros-novas-regras-aprovadas.html" title="Parlamento Europeu quer combater práticas de pesca não sustentáveis por países terceiros. Novas regras aprovadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/parlamento-europeu-quer-combater-praticas-de-pesca-nao-sustentaveis-por-paises-terceiros-novas-regras-aprovadas-1752244296418_320.jpg" alt="Parlamento Europeu quer combater práticas de pesca não sustentáveis por países terceiros. Novas regras aprovadas"></a></article></aside><p>A par disso, haverá um <strong>reforço da segurança marítima mediante o combate à pirataria e à insegurança da navegação </strong>no mar Vermelho Meridional, no Corno de África e no Golfo de Áden, revela a Comissão Europeia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/conferencia-o-nosso-oceano-2026-junta-governos-de-todo-o-mundo-no-quenia-ha-338-35-milhoes-da-ue-para-os-oceanos-1781907174849.jpg" data-image="7fe5a71q69nw" alt="Sardinhas" title="Sardinhas"><figcaption>Os fundos da UE anunciados na Conferência visam apoiar o combate à poluição marinha através da redução dos plásticos, dos produtos químicos e do escoamento de nutrientes.</figcaption></figure><p>A <strong>promoção da economia sustentável dos oceanos e das zonas costeiras de África </strong>é outra das iniciativas com finalidades específicas. Haverá parcerias entre investidores e empresários para a expansão de projetos de grande impacto no âmbito do<strong> fundo <em>BlueInvest Africa</em></strong>.</p><p>E o <strong>combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada mantém-se </strong>no quadro de medidas suplementares financiadas pela UE, assim como a promoção da gestão sustentável dos recursos costeiros e marinhos.</p><p>Os fundos da UE anunciados na conferência visam igualmente <strong>apoiar o combate à poluição marinha através da redução dos plásticos</strong>, dos produtos químicos e do escoamento de nutrientes, restaurando também os ecossistemas vulneráveis.</p><p>O grande objetivo é a e<strong>xpansão das zonas marinhas protegidas, o aprofundamento da compreensão científica da biodiversidade</strong> dos fundos marinhos e o reforço das metas mundiais de conservação dos oceanos.<br> </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/conferencia-o-nosso-oceano-2026-junta-governos-de-todo-o-mundo-no-quenia-ha-338-35-milhoes-da-ue-para-os-oceanos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O que acontece às baleias quando morrem?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-acontece-as-baleias-quando-morrem.html</link><pubDate>Fri, 19 Jun 2026 17:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A pergunta pode parecer invulgar. No entanto, foram de facto descobertos restos de baleias, alguns dos quais com 5,3 milhões de anos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-deviennent-les-baleines-quand-elles-meurent-cimetiere-australie-squelettes-ocean-pacifique-1781527396971.jpeg" data-image="rqj10lrn9wqw" alt="Baleine Mer Animal marin Biodiversité" title="Baleine Mer Animal marin Biodiversité"><figcaption>Quando a carcaça de uma baleia não é levada até à costa, acaba por afundar-se e torna-se uma fonte de alimento para as espécies do fundo do mar.</figcaption></figure><p>Quando uma baleia morre em mar aberto, a sua história está longe de terminar. A sua enorme carcaça pode tornar-se uma verdadeira ilha de vida no fundo do mar, servindo de alimento a uma infinidade de espécies durante décadas. Este fenómeno, conhecido como <strong>"whale fall"</strong>, tem fascinado os cientistas há várias décadas.</p><p>Uma descoberta recente no Oceano Índico <strong>alterou drasticamente a nossa compreensão</strong> destes ecossistemas únicos.</p><p>Uma equipa internacional liderada pelo investigador Xiaotong Peng, da Academia Chinesa de Ciências, descobriu o que é agora considerado <strong>o maior e mais antigo cemitério de baleias alguma vez encontrado</strong>. As descobertas foram publicadas na revista <em>Nature</em> em junho de 2026.</p><h2>A morte de uma baleia marca o início de um novo ecossistema</h2><p>Após a morte, uma baleia fica frequentemente a flutuar à superfície durante vários dias ou mesmo semanas. <strong>Tubarões, peixes e outros necrófagos consomem parte dos seus tecidos</strong>. Gradualmente, a carcaça torna-se mais pesada e acaba por afundar-se nas profundezas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-deviennent-les-baleines-quand-elles-meurent-cimetiere-australie-squelettes-ocean-pacifique-1781527496390.jpeg" data-image="cl6vi69ruxa5" alt="Carcasse Animal Marin Baleine Dauphin Sable" title="Carcasse Animal Marin Baleine Dauphin Sable"><figcaption>Aqui, a carcaça de um animal marinho — um golfinho ou uma baleia?</figcaption></figure><p>Assim que chega ao fundo do oceano, torna-se uma <strong>fonte excecional de alimento</strong> num ambiente que é normalmente pobre em matéria orgânica.</p><p>Os cientistas distinguem <strong>várias fases de decomposição</strong>: primeiro, grandes necrófagos; depois, organismos oportunistas; seguidos por espécies especializadas, capazes de explorar os lípidos contidos nos ossos.</p><p>Estas comunidades podem incluir vermes perfuradores de ossos do género <em>Osedax</em>, moluscos, estrelas-do-mar, ofiuras e bivalves que sobrevivem através da quimiosíntese. <strong>As carcaças de baleias são, por isso, consideradas verdadeiros oásis de biodiversidade nas profundezas do mar</strong>.</p><p><strong> </strong></p><h2>Um vasto cemitério descoberto perto da Austrália</h2><p>A equipa de Xiaotong Peng explorou a região de Diamantina, no sudeste do Oceano Índico, entre a Austrália e a Antártida. Utilizando o submersível tripulado <em>Fendouzhe</em>, os investigadores realizaram 32 mergulhos a profundidades que variaram entre os 4 616 e os 7 001 metros.</p><h3>Uma descoberta única</h3><p>A sua descoberta é notável: <strong>um corredor submarino com cerca de 1 200 km de comprimento, contendo 476 fósseis de cetáceos</strong>, bem como cinco carcaças recentes de baleias ainda associadas a comunidades biológicas vivas. Segundo os autores, trata-se do maior sítio deste tipo alguma vez identificado.</p><p>As análises isotópicas revelam que estes depósitos se acumularam ao longo de, pelo menos, <strong>5,3 milhões de anos</strong>. Os investigadores identificaram também uma nova espécie fóssil de baleia-bicuda, denominada <em><strong>Pterocetus diamantinae</strong>.</em></p><p>"O fóssil mais antigo, juntamente com numerosos crânios mais recentes, demonstra que<strong> as carcaças de baleias se têm acumulado continuamente neste local há, pelo menos, cinco milhões de anos"</strong>, afirmou o paleontólogo norte-americano Stephen Godfrey, que não participou no estudo.</p><h3>Por que razão se encontram tantas baleias no mesmo local?</h3><p>A razão para esta concentração extraordinária continua a ser objeto de debate. Os cientistas propuseram várias explicações. A geografia invulgar da zona, <strong>uma vasta fratura oceânica em forma de V</strong>, pode ter favorecido a acumulação de carcaças.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-deviennent-les-baleines-quand-elles-meurent-cimetiere-australie-squelettes-ocean-pacifique-1781527659875.jpeg" data-image="doxhftrhwykd" alt="Cadavre baleine plage sable mer" title="Cadavre baleine plage sable mer"><figcaption>Aqui está a carcaça de uma baleia fêmea jovem.</figcaption></figure><p>As baixas taxas de sedimentação e determinadas condições químicas podem também <strong>ter permitido que os ossos permanecessem excecionalmente bem preservados durante milhões de anos</strong>. Os investigadores sugerem ainda que esta região possa ter sido, no passado, um corredor migratório para as baleias, o que explicaria o elevado número de restos mortais aí encontrados.</p><h2>Uma descoberta importante para a biodiversidade das profundezas marinhas</h2><p>Segundo os autores do estudo, esta "necrópole de baleias" altera profundamente a nossa compreensão dos ecossistemas associados às carcaças de baleias. Até agora, os locais conhecidos de "whale-fall" eram raros e fragmentados.</p><p><strong>A descoberta na região de Diamantina demonstra que estes podem formar verdadeiras redes ecológicas à escala de todo o oceano</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770731" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-sinais-de-autoconsciencia-em-baleias-beluga.html" title="Cientistas descobrem sinais de autoconsciência em baleias-beluga">Cientistas descobrem sinais de autoconsciência em baleias-beluga</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-sinais-de-autoconsciencia-em-baleias-beluga.html" title="Cientistas descobrem sinais de autoconsciência em baleias-beluga"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-descobrem-sinais-de-autoconsciencia-em-baleias-beluga-1779780708249_320.png" alt="Cientistas descobrem sinais de autoconsciência em baleias-beluga"></a></article></aside><p>O estudo também alarga os limites conhecidos destes ecossistemas. Embora já tivessem sido observados<strong> restos de baleias a profundidades de cerca de 4 200 metros</strong>, os investigadores identificaram-nos aqui a quase 7 000 metros, estabelecendo um novo recorde.</p><p>Tal como a equipa de investigação observou, o local oferece uma<strong> "perspetiva única sobre a história evolutiva, a paleoecologia e a dinâmica populacional das baleias antigas"</strong>.</p><p><strong> </strong></p><h3><i>Referências da notícia</i></h3><p><em>Libération avec AFP, (11/06/2026),<a href="https://www.liberation.fr/environnement/biodiversite/dune-importance-majeure-pour-comprendre-leur-evolution-un-cimetiere-de-pres-de-500-baleines-decouvert-au-fond-de-locean-indien-20260611_RRZZYUVNABAIHGLGVRZX7WJXUE/" target="_blank"> «D’une importance majeure pour comprendre leur évolution» : un cimetière de près de 500 baleines découvert au fond de l’océan Indien</a></em></p><p><em>Peng, X., Zhou, P., Song, X. et al.<a href="https://www.nature.com/articles/s41586-026-10546-z?utm_source=chatgpt.com#citeas" target="_blank"> A 5.3-million-year-old deep-sea whale necropolis in the Diamantina Zone.</a> Nature (2026).</em></p><p><em>Stephen J. Godfrey, Nature, (10/06/2026), <a href="https://www.nature.com/articles/d41586-026-01581-x?utm_source=chatgpt.com" target="_blank">A vast whale necropolis has been found</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-acontece-as-baleias-quando-morrem.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Dia mais longo de 2026 acontece este fim de semana com o solstício de verão]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/dia-mais-longo-de-2026-acontece-este-fim-de-semana-com-o-solsticio-de-verao.html</link><pubDate>Fri, 19 Jun 2026 16:32:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O solstício de verão marca o início do verão astronómico e o dia mais longo do ano no Hemisfério Norte. Neste 2026 ocorrerá a 21 de junho, assinalando o regresso de uma das estações mais apreciadas do ano.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/dia-mais-longo-de-2026-acontece-este-fim-de-semana-com-o-solsticio-de-verao-1781882091831.jpg" data-image="ccsqksbkndyq"><figcaption>O dia do solstício de verão não é apenas uma simples data. O fenómeno astronómico demonstra a extraordinária geometria que rege a relação entre a Terra e o Sol.</figcaption></figure><p>Todos os anos, na reta final de junho, o Hemisfério Norte vive um dos momentos astronómicos mais marcantes do ano: <strong>o solstício de verão. Trata-se do instante em que o Sol atinge a sua maior altura aparente no céu ao meio-dia e em que se regista o dia com mais horas de luz do ano</strong>.</p><h2>De onde é proveniente a designação solstício de verão?</h2><p>À primeira vista, pode parecer que as estações do ano dependem da distância entre os dois astros. Contudo, a explicação possui outros contornos mais elegantes. <strong>A Terra descreve uma órbita em torno do Sol ao longo de 365 dias, mas é sobretudo a inclinação do seu eixo de rotação (aproximadamente 23,5 graus) que determina a alternância das estações</strong>.</p><p>No solstício de verão, o Polo Norte encontra-se inclinado na direção do Sol, permitindo que os seus raios incidam mais diretamente sobre o Hemisfério Norte e durante mais tempo.</p><div class="texto-destacado"><strong>A palavra “solstício” deriva do latim solsticium, combinação de sol e sistere, que significa “parar”. Esta designação nasceu com base na impressão de que o Sol interrompe temporariamente o seu movimento aparente ao longo do horizonte antes de inverter gradualmente a sua trajetória sazonal.</strong></div><p>Nesse instante os raios solares atingem perpendicularmente o Trópico de Câncer, concentrando mais energia por unidade de superfície. O resultado traduz-se num <strong>aumento da duração do dia e uma maior disponibilidade da radiação solar</strong>, elementos que contribuem para as temperaturas típicas da estação estival.</p><p>Curiosamente, o verão do Hemisfério Norte ocorre quando a Terra está relativamente próxima do afélio, o ponto da órbita em que se encontra mais distante do Sol. Isto revela que <strong>a distância ao astro-rei desempenha um papel secundário na definição das estações</strong>. </p><h3>Eis quando irá ocorrer o solstício de verão em 2026 em Portugal</h3><p><strong>Em 2026, o solstício de verão terá lugar no domingo, 21 de junho, às 09:24 em Portugal continental e Arquipélago da Madeira (08:24 no arquipélago dos Açores</strong>. O solstício marca o arranque do verão astronómico, uma estação que terá uma duração aproximada de 94 dias.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774685" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vem-ai-um-fim-de-semana-recheado-de-avisos-do-ipma-e-joana-campos-avisa-temperaturas-ultrapassarao-os-40-c.html" title="Vem aí um fim de semana recheado de avisos do IPMA, e Joana Campos avisa: 'temperaturas ultrapassarão os 40 ºC'">Vem aí um fim de semana recheado de avisos do IPMA, e Joana Campos avisa: "temperaturas ultrapassarão os 40 ºC"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vem-ai-um-fim-de-semana-recheado-de-avisos-do-ipma-e-joana-campos-avisa-temperaturas-ultrapassarao-os-40-c.html" title="Vem aí um fim de semana recheado de avisos do IPMA, e Joana Campos avisa: 'temperaturas ultrapassarão os 40 ºC'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vem-ai-um-fim-de-semana-recheado-de-avisos-do-ipma-e-joana-campos-avisa-temperaturas-ultrapassarao-os-40-c-1781873048384_320.png" alt="Vem aí um fim de semana recheado de avisos do IPMA, e Joana Campos avisa: 'temperaturas ultrapassarão os 40 ºC'"></a></article></aside><p>Após este momento, os dias começam gradualmente a encurtar, apesar de essa mudança ser algo impercetível na sua fase inicial. <strong>O verão durará até 23 de setembro</strong>, data em que ocorrerá o equinócio de outono e terá início a nova estação.</p><h2>Tradições associadas ao solstício de verão</h2><p>Ao longo da História este acontecimento astronómico assumiu um significado muito maior do que a sua mera existência. Inúmeras civilizações, <strong>dos Celtas aos Maias, passando ainda pelos Egípcios e Romanos, atribuíram-lhe significados espirituais e simbólicos</strong> relacionados com a fertilidade, a abundância e a renovação da vida.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dia-mais-longo-de-2026-acontece-este-fim-de-semana-com-o-solsticio-de-verao-1781881958145.jpg" data-image="r3by4sr8e24x"><figcaption> Monumentos como o Stonehenge (Reino Unido) são testemunha da importância que os povos da antiguidade davam aos ciclos celestes, alinhando as suas construções com o nascer do sol no dia do solstício.</figcaption></figure><p>O <strong>arranque do verão em Portugal</strong> está ainda tradicionalmente associado a festividades populares, sendo uma das mais conhecidas a <strong>noite de São João</strong>, celebrada na<strong> noite de 23 para 24 de junho</strong>. Neste evento milhares de pessoas participam em festas e tradições populares que incluem fogueiras, música e celebrações ao ar livre para comemorar a chegada da nova estação.</p><p>Atualmente, apesar da compreensão dos mecanismos científicos que explicam este fenómeno do solstício, <strong>o mesmo continua a despertar um enorme fascínio no ser humano</strong>.</p><p>Este evento astronómico é capaz de nos recordar que a Terra e o Sol possuem uma relação de notável precisão geométrica, que regula ritmos naturais, influencia ecossistemas e molda a própria experiência humana do tempo. Afinal de contas, <strong>cada verão que começa é uma demonstração silenciosa da harmonia cósmica que sustenta a vida no nosso planeta</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/dia-mais-longo-de-2026-acontece-este-fim-de-semana-com-o-solsticio-de-verao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Não os deites fora: por que razão os resíduos de relva são mais valiosos do que pensas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/nao-os-deites-fora-por-que-razao-os-residuos-de-relva-sao-mais-valiosos-do-que-pensas.html</link><pubDate>Fri, 19 Jun 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Depois de cortar a relva, muitas pessoas colocam os resíduos em sacos para que sejam recolhidos pelos serviços de recolha de resíduos de jardim; no entanto, os especialistas afirmam que isto representa uma oportunidade perdida para melhorar a saúde do solo e favorecer o crescimento das plantas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/don-t-bag-it-why-your-grass-clippings-are-more-valuable-than-you-think-1781641212009.jpg" data-image="aoltcsrh6g3j"><figcaption>Mãos de um jardineiro a recolher a relva recém-cortada depois de cortar a relva.</figcaption></figure><p>Em vez de considerarem os resíduos de relva como lixo, os proprietários podem reciclá-los diretamente nos seus jardins, onde proporcionam importantes <strong>benefícios para a saúde do solo e o crescimento das plantas</strong>.</p><p>Ao decomporem-se rapidamente, os resíduos de relva <strong>devolvem nutrientes valiosos ao solo, ajudam a reter a humidade e reduzem a necessidade de fertilizantes sintéticos</strong>. Esta prática simples também pode diminuir os resíduos do jardim e tornar o cuidado do relvado mais eficiente e sustentável a longo prazo.</p><h2>Repensar a utilização dos resíduos de relva</h2><p>Os resíduos de relva são ricos em nutrientes essenciais, como <strong>azoto, fósforo e potássio</strong>, os mesmos ingredientes-chave que se encontram em muitos fertilizantes comerciais. Deixá-los no relvado ou reutilizá-los noutro local pode ajudar a melhorar a qualidade do solo, reduzir a necessidade de fertilizantes sintéticos e até poupar tempo e dinheiro na manutenção do jardim.</p><p>Os resíduos de relva recém-cortados são compostos principalmente por <strong>água</strong>, que constitui <strong>entre 80% e 90% do seu peso</strong>. Devido à sua rápida decomposição, decompõem-se facilmente e libertam nutrientes para o solo, alimentando a relva de forma natural à medida que se deterioram.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/don-t-bag-it-why-your-grass-clippings-are-more-valuable-than-you-think-1781641322147.jpg" data-image="8as1tblf7gug"><figcaption>Relvado.</figcaption></figure><p>Para além do seu valor nutricional, os resíduos de relva oferecem <strong>várias vantagens adicionais aos proprietários</strong>. Se forem deixados no local ou reutilizados de forma adequada, podem melhorar a estrutura do solo, ajudar a reter a humidade, reduzir os resíduos de jardim que vão para os aterros e promover práticas mais sustentáveis de manutenção do relvado. No entanto, há uma advertência importante:</p><div class="texto-destacado">Se o relvado tiver sido tratado recentemente com herbicidas ou contiver uma grande quantidade de ervas daninhas, os resíduos devem ser utilizados com precaução.</div><p>Os resíduos de herbicidas podem afetar as plantas sensíveis, e as sementes de ervas daninhas podem propagar-se pelas áreas ajardinadas se não forem controladas adequadamente. Uma das soluções mais simples consiste<strong> em deixar os resíduos de relva diretamente sobre o relvado após o corte</strong>, uma prática conhecida como reciclagem de relva.</p><p>Para obter os melhores resultados, os especialistas em manutenção de relvados recomendam seguir a regra do terço, ou seja, <strong>nunca cortar mais do que um terço da folha da relva de cada vez</strong>. Isto ajuda a garantir um relvado mais saudável e aparas mais finas que se decompõem mais rapidamente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/don-t-bag-it-why-your-grass-clippings-are-more-valuable-than-you-think-1781640535541.jpg" data-image="mnt1e45q0awm"><figcaption>Máquina a cortar a relva.</figcaption></figure><p>Os resíduos de relva também funcionam bem como <strong>cobertura morta natural para hortas, canteiros de flores e arbustos</strong>. Aplicados numa camada com uma espessura entre dois e cinco centímetros, ajudam a controlar as ervas daninhas, a reter a humidade do solo, a regular a sua temperatura e a libertar nutrientes lentamente à medida que se decompõem.</p><p>Para obter os melhores resultados, recomenda-se deixar os <strong>resíduos secarem ligeiramente antes de os utilizar</strong>. Os resíduos frescos e húmidos podem compactar-se e impedir que a água chegue ao solo. Embora possam afetar temporariamente o aspeto dos canteiros, muitos jardineiros consideram que os benefícios a longo prazo compensam o inconveniente visual. Também se pode adicionar uma <strong>camada fina de palha ou casca de árvore para obter um aspeto mais limpo</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773676" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/7-plantas-trepadeiras-ideais-para-dar-altura-cor-e-um-toque-de-elegancia-ao-seu-jardim.html" title="7 plantas trepadeiras ideais para dar altura, cor e um toque de elegância ao seu jardim">7 plantas trepadeiras ideais para dar altura, cor e um toque de elegância ao seu jardim</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/7-plantas-trepadeiras-ideais-para-dar-altura-cor-e-um-toque-de-elegancia-ao-seu-jardim.html" title="7 plantas trepadeiras ideais para dar altura, cor e um toque de elegância ao seu jardim"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/7-trepadoras-ideales-para-sumar-altura-color-y-un-toque-de-elegancia-sin-danar-paredes-ni-estructuras-1777848355944_320.jpg" alt="7 plantas trepadeiras ideais para dar altura, cor e um toque de elegância ao seu jardim"></a></article></aside><p>Os resíduos de relva são um<strong> excelente material verde para a compostagem</strong> devido ao seu elevado teor de azoto. Para obter um composto saudável, devem ser misturados com materiais castanhos, como<strong> folhas secas, papel triturado, palha ou pequenos ramos</strong>.</p><p>Adicionar demasiados restos de poda frescos de uma só vez<strong> pode compactar o solo e gerar odores desagradáveis</strong>, pelo que o equilíbrio é fundamental. Uma pilha de composto bem misturada decompõe-se de forma mais eficiente e produz solo rico em nutrientes para utilização futura.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/nao-os-deites-fora-por-que-razao-os-residuos-de-relva-sao-mais-valiosos-do-que-pensas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aproximam-se tardes de trovoadas que irão atenuar o impacto do episódio de calor intenso em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproximam-se-tardes-de-trovoadas-que-irao-atenuar-o-impacto-do-episodio-de-calor-intenso-em-portugal.html</link><pubDate>Fri, 19 Jun 2026 14:19:59 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A mesma configuração atmosférica que irá intensificar o episódio de calor intenso em Portugal continental também favorecerá o desenvolvimento de trovoadas durante várias tardes, atenuando localmente o impacto das temperaturas mais elevadas. </p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xah898q"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xah898q.jpg" id="xah898q"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O episódio de calor intenso previsto para os próximos dias em Portugal continental não deverá evoluir de forma completamente estável. <strong>Entre sábado e quarta-feira,</strong> <strong>as temperaturas continuarão a subir</strong>, mas as tardes poderão ser marcadas pelo <strong>desenvolvimento de trovoadas</strong>, sobretudo nas regiões do<strong> interior</strong>. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p><strong>A mesma configuração atmosférica que irá reforçar a entrada de ar muito quente sobre a Península Ibérica também favorecerá a instabilidade</strong>, criando condições para trovoadas que poderão atenuar localmente o impacto do calor.</p><h2>Calor aumenta, mas a instabilidade também</h2><p>A evolução do estado do tempo será condicionada por uma<strong> gota fria posicionada a oeste da Península Ibérica</strong>. A circulação em torno deste sistema <strong>irá reforçar</strong> a entrada de uma massa de ar muito quente proveniente do Norte de África, especialmente entre segunda e terça-feira. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproximam-se-tardes-de-trovoadas-que-irao-atenuar-o-impacto-da-onda-de-calor-em-portugal-1781876467798.png" data-image="gmdd9f33ivxe"><figcaption>A terça-feira deverá corresponder ao pico do episódio de calor, com temperaturas entre 38 e 42 ºC em grande parte do interior, podendo registar-se valores localmente superiores em vales de rios nortenhos e da região Centro. No litoral ocidental, a influência marítima continuará a limitar as máximas, que deverão oscilar entre 28 e 35 ºC.</figcaption></figure><p><strong>As temperaturas máximas</strong> <strong>atingirão</strong> <strong>35 a 40 ºC</strong> em grande parte do interior, <strong>podendo ultrapassar os</strong> <strong>40 ºC</strong> em alguns locais do vale do Tejo, Alentejo e Nordeste Transmontano. <strong>No litoral</strong>, a influência do oceano continuará a moderar os valores, embora muitas localidades do Centro e Sul possam registar máximas entre <strong>28 e 35 ºC</strong>.</p><p><strong>Ao mesmo tempo</strong>, o ar mais frio em altitude associado à gota fria, combinado com o forte aquecimento da superfície ao longo do dia, favorecerá o desenvolvimento de trovoadas de evolução diurna. Os modelos <strong>indicam maior probabilidade </strong>destes fenómenos entre sábado e quarta-feira, sobretudo no interior Norte e Centro, podendo ocorrer pontualmente noutras regiões do interior. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproximam-se-tardes-de-trovoadas-que-irao-atenuar-o-impacto-da-onda-de-calor-em-portugal-1781876544159.png" data-image="n0eb6x5zaipm"><figcaption>Na tarde de segunda-feira, a instabilidade deverá intensificar-se no interior Norte e Centro, favorecendo o desenvolvimento de trovoadas localmente frequentes. As maiores densidades de descargas elétricas deverão concentrar-se junto às zonas montanhosas, enquanto o litoral e grande parte do Sul permanecerão com menor probabilidade de ocorrência.</figcaption></figure><p>As trovoadas deverão desenvolver-se durante a tarde, quando o aquecimento da superfície é mais intenso. <strong>Estas condições deverão repetir-se diariamente, com intensidade variável </strong>entre regiões e dias consecutivos.</p><h2>Menos trovoadas, mais calor na terça-feira</h2><p><strong>A terça-feira deverá ser a exceção</strong>. Apesar de ser o dia mais quente da semana, os modelos apontam para uma <strong>diminuição da atividade convectiva</strong>, permitindo que o calor se estenda a uma área mais vasta do território. Nas restantes tardes, as trovoadas poderão limitar temporariamente a subida das temperaturas nas regiões afetadas, sem impedir que a massa de ar quente continue a dominar grande parte de Portugal continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproximam-se-tardes-de-trovoadas-que-irao-atenuar-o-impacto-da-onda-de-calor-em-portugal-1781876576223.png" data-image="459frbxu2v2m"><figcaption>A terça-feira deverá registar uma diminuição da atividade convectiva em Portugal continental, apesar da persistência de condições favoráveis ao calor intenso. As trovoadas deverão tornar-se mais isoladas e concentrar-se sobretudo no interior Norte e Centro.</figcaption></figure><p><strong>A partir de quarta-feira</strong>, a aproximação da gota fria voltará a favorecer o desenvolvimento de trovoadas durante a tarde, sobretudo no Norte e Centro. Ao mesmo tempo, <strong>as temperaturas máximas deverão começar a descer</strong> nestas regiões, enquanto o Centro e o Sul continuarão sob o domínio da massa de ar quente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774690" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-44-c-em-portugal-a-combinacao-perfeita-para-o-calor-extremo-podera-ocorrer-na-terca-feira-23-de-junho.html" title="Até 44 ºC em Portugal: a “combinação perfeita” para o calor extremo poderá ocorrer na terça-feira, 23 de junho">Até 44 ºC em Portugal: a “combinação perfeita” para o calor extremo poderá ocorrer na terça-feira, 23 de junho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-44-c-em-portugal-a-combinacao-perfeita-para-o-calor-extremo-podera-ocorrer-na-terca-feira-23-de-junho.html" title="Até 44 ºC em Portugal: a “combinação perfeita” para o calor extremo poderá ocorrer na terça-feira, 23 de junho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-44-c-em-portugal-a-combinacao-perfeita-para-o-calor-extremo-podera-ocorrer-na-terca-feira-23-de-junho-1781876539954_320.png" alt="Até 44 ºC em Portugal: a “combinação perfeita” para o calor extremo poderá ocorrer na terça-feira, 23 de junho"></a></article></aside><p>A posição e evolução deste sistema serão determinantes para definir a distribuição das trovoadas e a evolução das temperaturas no restante território.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproximam-se-tardes-de-trovoadas-que-irao-atenuar-o-impacto-do-episodio-de-calor-intenso-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 44 ºC em Portugal: a “combinação perfeita” para o calor extremo poderá ocorrer na terça-feira, 23 de junho]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-44-c-em-portugal-a-combinacao-perfeita-para-o-calor-extremo-podera-ocorrer-na-terca-feira-23-de-junho.html</link><pubDate>Fri, 19 Jun 2026 13:47:36 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Durante os próximos dias Portugal continental testemunhará uma subida gradual das temperaturas, tanto máximas, como mínimas, para valores bem acima da média. O auge do episódio de calor intenso está previsto para a próxima terça-feira, 23 de junho.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xah8a6u"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xah8a6u.jpg" id="xah8a6u"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A partir deste fim de semana uma <strong>massa de ar de origem tropical continental, muito quente e seca e associada a uma crista anticiclónica</strong>, irá registar um aquecimento sobre a nossa geografia devido ao processo de subsidência, e ao aparecimento de uma gota fria a oeste de Portugal continental que reforçará a entrada de ar quente.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong>Uma massa de ar muito quente irá espalhar-se por Portugal, Espanha, França e vários outros países europeus, onde se poderá registar a primeira onda de calor deste verão.</div><p>A persistência de céu pouco nublado ou limpo (apesar das trovoadas nalgumas zonas) e de insolação solar elevada coincidirá precisamente com os dias mais longos do ano (o verão astronómico arranca no próximo domingo, 21 de junho, com o solstício), fazendo com que os próximos dias sejam especialmente quentes, com valores que ultrapassarão os 40 ºC em várias zonas do país. <strong>A conjugação de todos estes fatores poderá mesmo fazer com que os termómetros disparem para valores até 42-44 ºC na próxima semana</strong>.</p><h2>É expectável uma subida gradual das temperaturas e algumas zonas rondarão os 40 ºC</h2><p>A subida térmica será gradual e praticamente generalizada nos próximos dias, embora na faixa costeira ocidental entre Caminha e Cascais a influência marítima e a nortada produzam um abrandamento na intensificação do calor, deixando valores mais contidos do que no interior. Este <strong>sábado (20)</strong> as temperaturas máximas irão subir em grande parte do território nacional, atingindo <strong>valores entre os 35 e os 38 ºC em zonas do vale do Douro, Beira Baixa e Alentejo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-44-c-em-portugal-a-combinacao-perfeita-para-o-calor-extremo-podera-ocorrer-na-terca-feira-23-de-junho-1781875388381.png" data-image="4a6z8d9unw50"><figcaption>No domingo (21) já é expectável que algumas zonas do interior da nossa geografia registem temperaturas máximas superiores a 40 ºC.</figcaption></figure><p><strong>No domingo, 21 de junho, espera-se uma nova intensificação do calor</strong>. As temperaturas máximas voltarão a subir em vastas zonas do interior de Portugal continental, especialmente no interior Norte e Centro, no vale do Tejo e no Alentejo, regiões onde se preveem valores entre os<strong> 37 e os 41 ºC na maioria das localidades</strong>. Na <strong>segunda-feira (22)</strong> prevê-se que o calor atenue ligeiramente, mas será mais uma jornada marcada pela<strong> persistência de valores elevados da temperatura máxima</strong>, sobretudo nas regiões do interior.</p><h3>Avisos amarelos ativos devido ao tempo quente</h3><p>Os valores previstos pelo <strong>IPMA</strong>, que corroboram as previsões plasmadas nos mapas de referência da<strong> Meteored</strong>, desencadearam a emissão de <strong>aviso amarelo de tempo quente</strong> <strong>neste fim de semana de 20 e 21 de junho em 7 distritos de Portugal continental</strong><strong>: Vila Real, Bragança, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja</strong>.</p><p>É provável que o aviso se repita nos dias seguintes e se alastre para mais distritos do país. <strong>Este episódio de tempo quente representa um risco para a população mais exposta</strong>, em particular no grupo de pessoas mais vulneráveis (idosos, crianças, pessoas com doenças crónicas e trabalhadores expostos ao exterior).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-44-c-em-portugal-a-combinacao-perfeita-para-o-calor-extremo-podera-ocorrer-na-terca-feira-23-de-junho-1781875677791.png" data-image="dijhi4d1udaj"><figcaption>Este domingo, 21 de junho, o distrito de Castelo Branco poderá viver uma noite tórrida (quando a temperatura mínima não baixa dos 25 ºC).</figcaption></figure><p>Nem mesmo durante o período noturno haverá tréguas dado que <strong>as temperaturas mínimas também irão registar subidas em grande parte do país, com valores entre 20 e 25 ºC durante a maior parte das próximas noites</strong>, o que dará origem às chamadas noites tropicais. As exceções serão a área da faixa costeira ocidental entre o Porto e Cascais e alguns pontos do litoral alentejano e do Barlavento Algarvio, onde, mesmo assim, são expectáveis valores entre os 17 e 19 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774685" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vem-ai-um-fim-de-semana-recheado-de-avisos-do-ipma-e-joana-campos-avisa-temperaturas-ultrapassarao-os-40-c.html" title="Vem aí um fim de semana recheado de avisos do IPMA, e Joana Campos avisa: 'temperaturas ultrapassarão os 40 ºC'">Vem aí um fim de semana recheado de avisos do IPMA, e Joana Campos avisa: "temperaturas ultrapassarão os 40 ºC"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vem-ai-um-fim-de-semana-recheado-de-avisos-do-ipma-e-joana-campos-avisa-temperaturas-ultrapassarao-os-40-c.html" title="Vem aí um fim de semana recheado de avisos do IPMA, e Joana Campos avisa: 'temperaturas ultrapassarão os 40 ºC'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vem-ai-um-fim-de-semana-recheado-de-avisos-do-ipma-e-joana-campos-avisa-temperaturas-ultrapassarao-os-40-c-1781873048384_320.png" alt="Vem aí um fim de semana recheado de avisos do IPMA, e Joana Campos avisa: 'temperaturas ultrapassarão os 40 ºC'"></a></article></aside><p>A acumulação de calor será inclusive favorável ao aparecimento daquilo que se designa por <strong>noites tórridas (quando o termómetro não baixa dos 25 ºC)</strong>, com particular destaque para a <strong>região da Beira Baixa (distrito de Castelo Branco) na noite de sábado (21) para domingo (22)</strong>.</p><h2>Para terça-feira, 23 de junho, prevê-se o auge do episódio de calor: máximas de até 44 ºC nalguns locais</h2><p><strong>Caso as previsões atuais se confirmem, terça-feira (23) será o dia mais quente deste episódio de calor intenso</strong>. A combinação de uma poderosa crista subtropical, uma massa de ar excecionalmente quente e alguns dias consecutivos de forte insolação irá favorecer o registo de temperaturas bem superiores ao que é habitual para finais de junho. </p><div class="texto-destacado">Não obstante, a incerteza na duração, intensidade e distribuição geográfica ainda não permite classificar este evento meteorológico como uma onda de calor, embora seja provável que ganhe essa designação em várias zonas do interior do país.</div><p>Ainda assim, é um facto que <strong>o tempo quente não deixará de ser uma realidade, especialmente na terça-feira, 23 de junho</strong>, quando se preveem temperaturas máximas muito elevadas e claramente acima da média, destacando-se neste dia o facto de o calor extremo ser generalizado e não somente restrito ao interior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-44-c-em-portugal-a-combinacao-perfeita-para-o-calor-extremo-podera-ocorrer-na-terca-feira-23-de-junho-1781876102358.png" data-image="d945kfkt4i5i"><figcaption>Na próxima terça-feira, 23 de junho, há zonas do país que poderão registar temperaturas até 15 ºC acima dos valores médios de referência, o que nem mesmo no verão é considerado normal.</figcaption></figure><p><strong>Os valores mais elevados da próxima terça-feira (23)</strong> são esperados em diversas regiões de Portugal continental, com máximas entre 40 e 43 ºC, podendo pontualmente alcançar os 44 ºC. Na Região Norte esses registos estão previstos para as localidades inseridas nos vales dos <strong>rios Vez, Lima, Ave, Vizela, Sousa, Tua, Sabor e Douro (entre 40 e 44 ºC)</strong>.</p><p> Quanto à <strong>Região Centro, o patamar dos 40-43 ºC </strong>deverá ser atingido nalgumas zonas, destacando-se a <strong>bacia hidrográfica do rio Mondego, o planalto Beirão e as franjas da Serra da Estrela e o distrito de Castelo Branco</strong>. Por fim, no sul, salientam-se algumas zonas do Alentejo, em particular o distrito de Portalegre e algumas áreas fronteiriças dos distritos de Évora e Beja (entre 40 e 42 ºC). </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-44-c-em-portugal-a-combinacao-perfeita-para-o-calor-extremo-podera-ocorrer-na-terca-feira-23-de-junho-1781876046757.png" data-image="mh6jbhvdc2rw"><figcaption>Para terça-feira (23) prevê-se o pico do episódio de calor intenso em Portugal continental.</figcaption></figure><p>No que concerne às principais cidades, tampouco escaparão à intensificação do calor, sendo que durante a tarde de terça-feira (23) estão previstas<strong> temperaturas máximas entre os 35 e os 40 ºC em 12 das 18 capitais de distrito de Portugal continental</strong>. Nas restantes seis - Viana do Castelo, Porto, Aveiro, Lisboa, Setúbal e Faro - estão previstos valores entre os 26 e os 30 º C.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-44-c-em-portugal-a-combinacao-perfeita-para-o-calor-extremo-podera-ocorrer-na-terca-feira-23-de-junho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vem aí um fim de semana recheado de avisos do IPMA, e Joana Campos avisa: "temperaturas ultrapassarão os 40 ºC"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vem-ai-um-fim-de-semana-recheado-de-avisos-do-ipma-e-joana-campos-avisa-temperaturas-ultrapassarao-os-40-c.html</link><pubDate>Fri, 19 Jun 2026 13:11:53 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Entre as 9h de amanhã, sábado, e as 18h de domingo, sete distritos estarão sob aviso amarelo de tempo quente, de acordo com o IPMA. Saiba quais!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xah7yui"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xah7yui.jpg" id="xah7yui"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As temperaturas estão a subir em todo o país e assim devem continuar nos próximos dias, adivinhando-se um <strong>fim de semana quente</strong>, especialmente ao longo da faixa interior.</p><div class="texto-destacado"><a href="https://twitter.com/share?url=https%3A%2F%2Fwww.tempo.pt%2Fnoticias%2Fprevisao%2Fsubida-dos-termometros-entre-sexta-e-domingo-temperaturas-elevadas-e-noites-tropicais-saiba-onde.html&via=MeteoredPT&text=Subida+dos+term%C3%B3metros+entre+sexta+e+domingo%3A+temperaturas+elevadas+e+noites+tropicais%3B+saiba+onde" data-type="2" aria-label="twitter_in" rel="me"></a>Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Tendo isto em conta, o IPMA emitiu <strong>aviso amarelo de tempo quente para sete distritos</strong>, em vigor entre as 9h de amanhã e as 18h de domingo. Os distritos em questão são: Vila Real, Bragança, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja.</p><h2>Domingo poderá registar temperaturas acima dos 40 ºC em alguns locais do interior do país</h2><p>Ainda que entre hoje e amanhã já se denote uma subida generalizada das temperaturas, é expectável que seja no <strong>domingo que os termómetros ultrapassem os 40 ºC em alguns locais</strong>, especialmente nos vales, onde habitualmente é mais quente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vem-ai-um-fim-de-semana-recheado-de-avisos-do-ipma-e-joana-campos-avisa-temperaturas-ultrapassarao-os-40-c-1781872991171.png" data-image="np981wqyn9sy" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>No domingo, vários locais do interior do país poderão ultrapassar os 40 ºC.</figcaption></figure><p>No entanto, para amanhã, esperam-se valores entre os 22 ºC em Viana do Castelo e os 37 ºC em Évora e Beja. Localmente, <strong>no Baixo Alentejo e Beira Baixa, os termómetros poderão alcançar os 39 ºC</strong>. O litoral Norte e Centro continuará a registar valores mais contidos face ao resto do território.</p><p>Como referimos acima, os 40 ºC ou mais poderão ser alcançados no domingo, onde se esperam máximas compreendidas entre os 23 ºC em Viana do Castelo e os 38 ºC em Évora. A nível local, especialmente no Vale do Douro e na Beira Baixa, como podemos observar no mapa acima, <strong>estes valores poderão chegar aos 41 ºC, esperando-se um dia e uma noite quentes</strong>, com temperaturas na ordem dos 28 ºC nas regiões citadas, assim como no Alentejo, pelas 23h.</p><h2>Temperaturas podem continuar a subir depois de domingo</h2><p>Além deste fim de semana que se espera quente, é esperada uma <strong>continuação desta tendência de subida dos termómetros</strong>, onde entre segunda e quarta-feira, se esperam valores idênticos ou superiores aos de domingo, especialmente na terça-feira, onde os 43 ºC poderão ser atingidos em vários locais do interior, levando também várias cidades do litoral a registar valores acima da média.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774547" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/onda-de-calor-em-portugal-o-modelo-europeu-alterou-a-localizacao-do-fenomeno-o-que-intensificara-o-episodio-de-calor.html" title="Onda de calor em Portugal: o modelo europeu alterou a localização do fenómeno, o que intensificará o episódio de calor">Onda de calor em Portugal: o modelo europeu alterou a localização do fenómeno, o que intensificará o episódio de calor</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/onda-de-calor-em-portugal-o-modelo-europeu-alterou-a-localizacao-do-fenomeno-o-que-intensificara-o-episodio-de-calor.html" title="Onda de calor em Portugal: o modelo europeu alterou a localização do fenómeno, o que intensificará o episódio de calor"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/onda-de-calor-em-portugal-o-modelo-europeu-alterou-a-localizacao-do-fenomeno-o-que-intensificara-o-episodio-de-calor-1781788872842_320.jpg" alt="Onda de calor em Portugal: o modelo europeu alterou a localização do fenómeno, o que intensificará o episódio de calor"></a></article></aside><p>Com isto, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações e que, acima de tudo, siga as recomendações da DGS em relação a episódios de calor, especialmente se fizer parte de um grupo vulnerável.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vem-ai-um-fim-de-semana-recheado-de-avisos-do-ipma-e-joana-campos-avisa-temperaturas-ultrapassarao-os-40-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Agricultura familiar é a forma predominante de produção agrícola no mundo. CNA organiza 10º congresso em Vila Real]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/agricultura-familiar-e-a-forma-predominante-de-producao-agricola-em-todo-o-mundo-cna-organiza-congresso-em-vila-real.html</link><pubDate>Fri, 19 Jun 2026 08:43:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O 10º Congresso da CNA e da Agricultura Familiar vai-se realizar no dia 15 de novembro no Teatro Municipal de Vila Real, reunindo centenas de agricultores de todo o país e convidados nacionais e internacionais. “Produção. Alimentação. Soberania” é o lema do encontro.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/agricultura-familiar-e-a-forma-predominante-de-producao-agricola-em-todo-o-mundo-cna-organiza-congresso-em-vila-real-1781801326268.jpg" data-image="qhdqi4ogjaka" alt="Tomates" title="Tomates"><figcaption>A agricultura familiar é uma organização da produção agrícola que é gerida pela família e que depende maioritariamente do trabalho da mão de obra familiar. Abrange 90% da agricultura mundial - 94% em Portugal.</figcaption></figure><p>A <strong>agricultura familiar</strong> é uma organização da produção agrícola que é gerida pela família e que depende maioritariamente do trabalho da mão de obra familiar. <strong>Abrange 90% da agricultura mundial - 94% em Portuga</strong>l - e é uma realidade, tanto em países desenvolvidos como em desenvolvimento. </p><p>A Assembleia Geral da ONU proclamou <strong>2019-2028 como a “Década da Agricultura Familiar”</strong> das Nações Unidas (UNDFF). </p><p>A <strong>ONU convidou todos os países a desenvolverem planos de ação nacionais</strong>, tendo em conta que esta é uma das principais atividades impulsionadoras do desenvolvimento sustentável.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="738349" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/conselho-economico-e-social-pede-mais-dotacao-orcamental-para-a-agricultura-familiar-e-a-estrategia-agua-que-une.html" title="Conselho Económico e Social pede mais dotação orçamental para a agricultura familiar e a estratégia “Água que Une”">Conselho Económico e Social pede mais dotação orçamental para a agricultura familiar e a estratégia “Água que Une”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/conselho-economico-e-social-pede-mais-dotacao-orcamental-para-a-agricultura-familiar-e-a-estrategia-agua-que-une.html" title="Conselho Económico e Social pede mais dotação orçamental para a agricultura familiar e a estratégia “Água que Une”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/conselho-economico-e-social-pede-mais-dotacao-orcamental-para-a-agricultura-familiar-e-a-estrategia-agua-que-une-1762539015088_320.jpg" alt="Conselho Económico e Social pede mais dotação orçamental para a agricultura familiar e a estratégia “Água que Une”"></a></article></aside><p>Em Portugal, em junho de 2022 foi estabelecida uma <strong>parceria entre a ACTUAR, uma organização não governamental (ONG) que defende o Direito Humano à Alimentação Saudável</strong>, a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), a Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR) e a Escola Superior Agrária do Politécnico de Viseu.</p><h2>10º Congresso da CNA em Vila Real</h2><p>No seguimento desse ritmo, <strong>foi elaborada uma proposta de “Plano de Ação para a Década da Agricultura Familiar em Portuga</strong><strong>l</strong>”, envolvendo agricultores, especialistas, entidades governamentais e instituições com responsabilidade no campo da agricultura familiar em Portugal.</p><div class="texto-destacado">No próximo dia <strong>15 de novembro, a CNA – Confederação Nacional da Agricultura vai realizar o seu 10º Congresso</strong>. O evento terá lugar no <strong>Teatro Municipal de Vila Real</strong> e promete reunir “<strong>centenas de agricultores de todo o país</strong>” e delegados das associações da Confederação. Também estão presentes convidados nacionais e internacionais, incluindo organizações camponesas filiadas na ECVC – <strong>Coordenadora Europeia Via Campesina</strong> , da qual a CNA é membro. </div><p><br>A CNA explica, em comunicado, que este congresso será <strong>um “espaço de afirmação da agricultura familiar como imprescindível para aumentar a produção</strong> nacional, garantir o Direito Humano à Alimentação Adequada e construir a soberania alimentar do país”.</p><h2> “Produção. Alimentação. Soberania.” <br></h2><p>O lema do congresso assenta em <strong>três pilares: “Produção. Alimentação. Soberania</strong>.”</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/agricultura-familiar-e-a-forma-predominante-de-producao-agricola-em-todo-o-mundo-cna-organiza-congresso-em-vila-real-1781801369103.jpg" data-image="0qjdcxaymzyo" alt="Cebolas" title="Cebolas"><figcaption>No próximo dia 15 de novembro, a CNA – Confederação Nacional da Agricultura vai realizar o seu 10º Congresso e também o congresso da agricultura familiar. O evento terá lugar no Teatro Municipal de Vila Real.</figcaption></figure><p>No que diz respeito à Produção, a CNA faz notar que a <strong>agricultura familiar é “uma forma predominante de produção agrícola em todo o mundo (90%</strong>), garantindo parte substancial de todos os alimentos produzidos e consumidos”.</p><p>Com muitos agricultores e explorações diversificadas, a <strong>agricultura familiar “promove a biodiversidade, protege os recursos naturais</strong> e sustenta o desenvolvimento e a vitalidade do mundo rural”, diz a Confederação. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Já no que diz respeito à Alimentação, “os agricultores familiares asseguram, de forma sustentável, uma vasta gama de produtos agrícolas e pecuários, são, culturalmente adequados e acessíveis à população”, lembra a CNA. E privilegiando os circuitos curtos agroalimentares, o que faz reduzir o número de intermediários e promover a justiça nas relações entre produtores e consumidores. A Soberania é outro ponto-chave. Com uma produção orientada essencialmente para o mercado interno e menos dependente de fatores de produção externos, a agricultura familiar é “pedra basilar na construção da soberania alimentar nacional”.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Essa soberania alimentar permite a cada país - e a Portugal - tornar-se “<strong>mais resistente às crises e constrangimentos</strong>” que são cada vez mais frequentes nas cadeias de abastecimento internacionais.</p><h2>"Um ano difícil para os agricultores"</h2><p>“Apesar desta relação ser ampla e oficialmente reconhecida, a <strong>agricultura familiar continua a enfrentar políticas públicas que, não só são desadequadas</strong> , como são adversários e retidos para a destruição de milhares de pequenas e médias explorações”, acusa a Confederação. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/agricultura-familiar-e-a-forma-predominante-de-producao-agricola-em-todo-o-mundo-cna-organiza-congresso-em-vila-real-1781801461677.jpg" data-image="pmy2p9jzcz9y" alt="Produção agrícola" title="Produção agrícola"><figcaption>A CNA sublinha que a agricultura familiar é “pedra basilar na construção da soberania alimentar nacional”, permitindo ao país tornar-se “mais resistente às crises e constrangimentos”.</figcaption></figure><p>A CNA adverte, aliás, que, “ao mesmo tempo [que se dá a destruição de destruição de milhares de pequenas e médias explorações], <strong>o grande agronegócio avança”, ou que gera “elevados custos negativos</strong> para o meio ambiente e a sociedade”.</p><p>O 10º Congresso da CNA acontece “num <strong>ano particularmente difícil para os agricultores”, que enfrenta “avultados prejuízos</strong> causados por intempéries, aumento galopante dos custos de produção e preços à produção que não acompanham essa subida”.</p><p>E ainda são <strong>vítimas da “predação da terra – incluindo os baldios – pelo capital financeiro</strong>” e, “muitas vezes para fins não agrícolas”, o que, segundo a CNA, não deve melhorar com a nova Política Agrícola Comum (<strong>PAC 2028-2034), que “promete ser ainda mais compressora</strong> para as pequenas e médias explorações”.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/agricultura-familiar-e-a-forma-predominante-de-producao-agricola-em-todo-o-mundo-cna-organiza-congresso-em-vila-real.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cientistas do Porto criam tinta ecológica que imita a natureza contra cracas nos cascos dos navios]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-do-porto-criam-tinta-ecologica-que-imita-a-natureza-contra-cracas-nos-cascos-dos-navios.html</link><pubDate>Fri, 19 Jun 2026 07:29:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma nova geração de tintas biológicas para embarcações promete eliminar a libertação de metais pesados que contaminam o ecossistema oceânico.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-do-porto-criam-tinta-ecologica-que-imita-a-natureza-contra-cracas-nos-cascos-dos-navios-1781784940255.jpg" data-image="djepsicuhgzx" alt="Incrustação marinha" title="Incrustação marinha"><figcaption>A rápida colonização de cracas e algas nos cascos dos navios gera avultados prejuízos ambientais e económicos. Foto: Picryl/domínio público</figcaption></figure><p>Nas profundezas dos oceanos, uma batalha silenciosa trava-se contra o metal das embarcações. Mal entram na água, os cascos dos navios sofrem a colonização imediata de <strong>algas</strong>, <strong>mexilhões</strong> e <strong>cracas</strong>. Conhecido no meio científico como <strong>bioincrustação marinha</strong>, este fenómeno natural asfixia a frota global. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O peso e o atrito destes pequenos hóspedes aumentam o consumo de combustível, elevam as emissões poluentes e aceleram a dispersão de espécies invasoras pelos portos mundiais. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Para combater este flagelo, a indústria naval recorre a <strong>químicos agressivos</strong> que envenenam a fauna marítima. Mas uma equipa da Universidade do Porto lidera agora uma <strong>alternativa inovadora</strong>, capaz de proteger as embarcações sem destruir a vida oceânica.</p><h2>O veneno letal das tintas convencionais</h2><p>As soluções convencionais assentam na <strong>lixiviação</strong>, um processo de libertação contínua de <strong>substâncias tóxicas</strong> diretamente no meio aquático. Embora mantenham as superfícies limpas, estes biocidas falham na seleção dos alvos, afetando gravemente espécies inofensivas. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os químicos prejudicam o fitoplâncton essencial e travam a reprodução do zooplâncton, gerando anomalias no crescimento de bivalves e ouriços-do-mar.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Metais pesados de uso corrente, como o <strong>cobre</strong> e o <strong>zinco</strong>, revelam-se incapazes de uma decomposição rápida no ambiente. Ao se acumularem nos sedimentos dos fundos marinhos, envenenam os ecossistemas bentónicos, que têm uma função vital na reciclagem de nutrientes e decomposição de matéria orgânica.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-do-porto-criam-tinta-ecologica-que-imita-a-natureza-contra-cracas-nos-cascos-dos-navios-1781785062943.jpg" data-image="l7ukb8hcnhbu" alt="Investigadores da Universidade do Porto" title="Investigadores da Universidade do Porto"><figcaption>A equipa da U.Porto é liderada pela docente e investigadora Marta Correia da Silva (à esquerda), da FFUP e do CIIMAR. Foto: Universidade do Porto</figcaption></figure><p>A <strong>contaminação</strong> progride pela <strong>cadeia alimentar, </strong>depositando-se nos tecidos de peixes pequenos até atingir os predadores de topo e os humanos. Para agravar a situação, diversas <strong>macroalgas</strong> desenvolveram já <strong>imunidade ao cobre</strong>, reduzindo drasticamente a eficácia destes revestimentos poluentes.</p><h2>A resposta tecnológica inspirada nos oceanos</h2><p>O projeto <strong>NanoBioEscudo </strong>surge para quebrar este ciclo destrutivo. A iniciativa reúne a Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto e o Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A coordenação cabe à cientista Marta Correia da Silva, cuja equipa patenteou moléculas inspiradas nos mecanismos de defesa da própria natureza. Estes novos aditivos combinam alta eficácia no combate à fixação de organismos com uma excelente biodegradabilidade.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os primeiros ensaios laboratoriais revelaram um obstáculo físico importante, associado à dissolução precoce das moléculas na água do mar. A parceria científica resolveu a limitação através da <strong>engenharia molecular</strong>, imobilizando os componentes em nanomateriais inteligentes criados pela empresa Smallmatek. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="719752" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-cagarro-e-oficialmente-o-mais-recente-bioindicador-de-poluicao-marinha-por-plasticos.html" title="O cagarro é oficialmente o mais recente bioindicador de poluição marinha por plásticos!">O cagarro é oficialmente o mais recente bioindicador de poluição marinha por plásticos!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-cagarro-e-oficialmente-o-mais-recente-bioindicador-de-poluicao-marinha-por-plasticos.html" title="O cagarro é oficialmente o mais recente bioindicador de poluição marinha por plásticos!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-cagarro-e-oficialmente-o-mais-recente-bioindicador-de-poluicao-marinha-por-plasticos-1752490502399_320.jpg" alt="O cagarro é oficialmente o mais recente bioindicador de poluição marinha por plásticos!"></a></article></aside><p>O processo conta ainda com o apoio de micromateriais biogénicos produzidos na Universidade de Aveiro. O sistema inovador assegura uma <strong>libertação controlada do produto, alargando a durabilidade da proteção</strong> e minimizando o impacto ambiental.</p><h2>Da escala laboratorial para a rota industrial</h2><p>A transição da bancada do laboratório para os estaleiros navais exige uma capacidade de produção robusta. O financiamento europeu obtido através do programa Compete 2030 viabilizou a compra de um <strong>reator avançado de síntese química</strong>. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O equipamento permitiu multiplicar por 100 a capacidade de fabrico das substâncias ecológicas, elevando a fasquia das escassas miligramas iniciais para lotes de dez gramas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Este <strong>salto quantitativo representa</strong> o marco decisivo para aproximar a descoberta científica da verdadeira <strong>escala industrial</strong>. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-do-porto-criam-tinta-ecologica-que-imita-a-natureza-contra-cracas-nos-cascos-dos-navios-1781785264432.jpg" data-image="q0hb1dp582ou" alt="Cargueiro" title="Cargueiro"><figcaption>A incrustação de organismos marinhos nos cascos das embarcações, além de aumentar o consumo de combustível, acelera a dispersão de espécies invasoras pelos portos mundiais. Foto: Stefan Brending / Licença: Creative Commons CC-BY-SA-3.0 de</figcaption></figure><p>Os testes de validação prosseguem agora em ambiente real, abrindo caminho para uma nova era na sustentabilidade da marinha mercante. O sucesso desta tecnologia nacional demonstra que o futuro do comércio marítimo global depende diretamente do equilíbrio e da preservação do meio biológico.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Universidade%20do%20Porto" data-year="" data-title="FFUP%20refor%C3%A7a%20produ%C3%A7%C3%A3o%20de%20solu%C3%A7%C3%B5es%20sustent%C3%A1veis%20contra%20a%20bioincrusta%C3%A7%C3%A3o%20marinha" data-url="https%3A%2F%2Fnoticias.up.pt%2F2026%2F05%2F29%2Fffup-reforca-producao-de-solucoes-sustentaveis-contra-a-bioincrustacao-marinha%2F">Universidade do Porto. <a href="https://noticias.up.pt/2026/05/29/ffup-reforca-producao-de-solucoes-sustentaveis-contra-a-bioincrustacao-marinha/" target="_blank">FFUP reforça produção de soluções sustentáveis contra a bioincrustação marinha</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-do-porto-criam-tinta-ecologica-que-imita-a-natureza-contra-cracas-nos-cascos-dos-navios.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Meteorologista Teresa Abrantes apresenta o clima de maio de 2026 no continente, com base nos dados do IPMA]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/meteorologista-teresa-abrantes-apresenta-o-clima-de-maio-de-2026-no-continente-com-base-nos-dados-do-ipma.html</link><pubDate>Fri, 19 Jun 2026 06:05:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O mês de maio de 2026, em Portugal continental, classificou-se, do ponto de vista climatológico, como um mês quente em relação à temperatura do ar e seco em relação à precipitação.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologista-teresa-abrantes-apresenta-o-clima-de-maio-de-2026-no-continente-com-base-nos-dados-do-ipma-1781790409619.jpg" data-image="52tc0mmw9bwq" alt="Maio" title="Maio"><figcaption>Maio de 2026 foi um mês quente e seco.</figcaption></figure><p>Em maio, o estado do tempo em Portugal continental foi condicionado por situações depressionárias com sistemas frontais associados que deram origem a alguma precipitação, que ocorreu sobretudo nas regiões Norte e Centro. No entanto, ao longo do mês, <strong>durante dois períodos prolongados uma região anticiclónica influenciou o estado do tempo</strong>, que foi mais estável, sem precipitação e com temperaturas relativamente altas para o mês de maio. </p><h2>Temperatura média acima dos valores normais para esta altura do ano</h2><p>De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, IPMA, em Portugal continental, no mês de maio, o valor médio da temperatura média do ar, 17,85 °C, foi 1,00 °C superior ao valor da normal 1991-2020.</p><p>Maio de 2026 foi o 10º maio mais quente desde 2000, tendo o mais quente ocorrido em 2022, com 19,20 °C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologista-teresa-abrantes-apresenta-o-clima-de-maio-de-2026-no-continente-com-base-nos-dados-do-ipma-1781790568562.jpg" data-image="p4rjxesekxbe" alt="Anomalias da temperatura" title="Anomalias da temperatura"><figcaption>Anomalias da temperatura média do ar no mês de maio, em Portugal continental, em relação aos valores médios no período 1991-2020. Fonte: IPMA</figcaption></figure><p>O <strong>valor médio da temperatura máxima do ar, 24,15 °C</strong>, foi 1,63 °C acima do valor médio no período 1991-2020 e foi a 10ª mais alta desde 2000 para o mês de maio. </p><p>No ano 2022 registou-se o maio mais quente no Continente, com 25,87 °C.</p><p>O <strong>valor médio da temperatura mínima do ar, 11,54 °C, </strong>registou uma anomalia de 0,36°C superior ao valor normal, sendo o 9º valor mais alto desde 2000. O valor mais alto, 13.13 °C, registou.se em 2011.</p><p>O maior valor da temperatura máxima do ar foi 40,3 °C, que se registou em Mora, no dia 27 e o menor valor da temperatura mínima do ar, 0,7 °C, ocorreu em Carrazeda de Ansiães, no dia 6 e em Lamas de Mouro, no dia 18.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761660" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/previsao-sazonal-para-o-trimestre-de-abril-maio-e-junho-no-globo-anomalias-da-temperatura-e-precipitacao.html" title="Previsão sazonal para o trimestre de abril, maio e junho no globo – anomalias da temperatura e precipitação">Previsão sazonal para o trimestre de abril, maio e junho no globo – anomalias da temperatura e precipitação</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/previsao-sazonal-para-o-trimestre-de-abril-maio-e-junho-no-globo-anomalias-da-temperatura-e-precipitacao.html" title="Previsão sazonal para o trimestre de abril, maio e junho no globo – anomalias da temperatura e precipitação"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-sazonal-para-o-trimestre-de-abril-maio-e-junho-no-globo-anomalias-da-temperatura-e-precipitacao-1774967441759_320.jpg" alt="Previsão sazonal para o trimestre de abril, maio e junho no globo – anomalias da temperatura e precipitação"></a></article></aside><p><strong>Ao longo do mês identificam-se dois períodos distintos da temperatura média do ar.</strong> Um primeiro período frio, de 1 a 19 de maio, com valores diários da temperatura média do ar abaixo do valor médio mensal e de 20 a 31 um segundo período extremamente quente com valores de temperatura média muito acima do normal.</p><div class="texto-destacado">As maiores anomalias, acima dos 10,0 °C, em relação ao valor médio, verificaram-se no período quente nos valores da temperatura máxima nos dias 22, 26 e 27.</div><p>Em maio registou-se uma onda de calor extensa no Alentejo e vale do Tejo, estendendo-se mais tarde também às regiões do interior Norte e Centro. A duração máxima desta onda de calor foi de 13 dias, que se registou nas estações meteorológicas de Castelo Branco e de Mértola.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Esta onda de calor é a segunda mais longa para o mês de maio, com 9,5 dias, tendo a mais longa, de 9,7 dias, ocorrido em 1964.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Durante o mês de maio, no período de 26 a 28, registaram-se novos ou igualaram-se recordes da temperatura máxima em 25 estações e no dia 27 foram ainda registados quatro novos extremos nos maiores valores de temperatura mínima.</p><h2>A precipitação em maio foi inferior ao valor normal </h2><p>De acordo com o IPMA, o mês de maio de 2026, registou um total de precipitação mensal de <strong>46,4 mm, com uma anomalia de -15.5 mm, muito inferior ao valor médio 1991-2020.</strong></p><p>Valores de precipitação inferiores ao deste mês ocorreram em 40% dos anos desde 1931.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologista-teresa-abrantes-apresenta-o-clima-de-maio-de-2026-no-continente-com-base-nos-dados-do-ipma-1781791199080.jpg" data-image="k4o7cubes9m4" alt="Anomalias da precipitação" title="Anomalias da precipitação"><figcaption>Anomalias da quantidade de precipitação, no mês de maio, em Portugal continental, em relação aos valores médios no período 1991-2020. Fonte: IPMA</figcaption></figure><p>Ao longo do mês verificou-se a ocorrência de precipitação mais significativa, entre os dias 2 e 4 nas regiões do Norte e Centro, e entre 8 e 12 em todo o território.</p><div class="texto-destacado">O valor normal de precipitação para maio foi ultrapassado em 23% das estações meteorológicas, destacando-se as estações do litoral oeste, Cabo Carvoeiro, cerca de 2 vezes o valor médio e Sagres, cerca de 1,5 vezes o valor médio.</div><p>Em maio, o maior valor da quantidade de precipitação em 24 horas, 38,9 mm, registou-se em Lisboa / Tapada da Ajuda, no dia 9.</p><h2>Monitorização da Seca – Índice PDSI</h2><p>O valor da quantidade de precipitação acumulada no ano hidrológico 2025/2026 (1 de outubro de 2025 a 30 setembro de 2026), até final de maio, foi de 1040.2 mm, corresponde a 142% do valor normal 1991-2020.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Este ano hidrológico (o período de 1 outubro a 31 maio) é o 17º mais chuvoso desde 1931 e o 2º mais chuvoso desde 2000, depois de 2001, com 1275,2 mm.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Neste mês de maio, a região Norte registou um total mensal de cerca de 60% em relação ao valor médio, enquanto a região Sul registou apenas 30%.</p><p>Em maio de 2026 verificou-se <strong>uma diminuição generalizada da água disponível no solo</strong> na camada dos 0–100 cm. A redução foi mais acentuada nas regiões do interior Centro e Sul, em particular no Alentejo e Algarve, onde aumentaram as áreas com menores valores de humidade do solo.</p><div class="texto-destacado">De acordo com o Índice Meteorológico de Seca, PDSI, índice meteorológico de seca calculado pelo IPMA para monitorização da situação de seca, a 31 de maio mantém-se a ausência de seca meteorológica em Portugal Continental, apesar de se ter verificado uma diminuição das condições húmidas do solo.</div><p>A distribuição percentual por classes do índice PDSI no território continental, no final de maio é a seguinte: <strong>54.7% na classe normal, 42.1% na classe de chuva fraca, 3.3% na classe de chuva moderada.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/meteorologista-teresa-abrantes-apresenta-o-clima-de-maio-de-2026-no-continente-com-base-nos-dados-do-ipma.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item></channel></rss>