<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Sun, 04 Oct 2026 13:00:19 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sun, 04 Oct 2026 13:00:19 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Já conhece esta 'cidade morta'? Fica em Portugal e pode ser visitada gratuitamente]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-conhece-esta-cidade-morta-fica-em-portugal-e-pode-ser-visitada-gratuitamente.html</link><pubDate>Sun, 04 Oct 2026 08:45:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>No Norte do País, há um antigo povoado onde ainda pode caminhar entre muralhas, casas e ruas com milhares de anos de história. O melhor? Não precisa de pagar entrada.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ja-conhece-esta-cidade-morta-fica-em-portugal-e-pode-ser-visitada-gratuitamente-1790762041527.jpg" data-image="0waw50cgjdmi" alt="Castro de Monte Mozinho" title="Castro de Monte Mozinho"><figcaption>A “cidade morta” de Portugal tem mais de dois mil anos e pode ser visitada de graça. Foto: CM Penafiel</figcaption></figure><p>O nome é dramático, mas a história é bem mais interessante. Em Penafiel, o <strong>Castro de Monte Mozinho</strong>, também conhecido como a<strong> Cidade Morta</strong>, guarda as ruínas de um povoado que começou a ser construído há mais de dois mil anos. E, sim, hoje ainda pode ser visitado. O melhor é que pode fazê-lo gratuitamente.</p><p>Sobre o nome, a explicação é bastante simples. É que o local foi habitado durante vários séculos, mas <strong>acabou por ser abandonado</strong>. Agora, em vez de moradores, há vestígios de casas, muralhas e outras estruturas que ajudam a perceber como era a vida naquele monte há cerca de dois mil anos.</p><p>“Num monte do concelho de Penafiel, a 408 metros de altitude, existe uma povoação escondida com mais de dois mil anos de história”, escreve a revista ‘NiT. “Já não vive lá ninguém e o que resta são muralhas de pedra e vestígios de antigas habitações que marcaram a região.”</p><p>A ocupar uma área de aproximadamente<strong> 22 hectares</strong> (o equivalente a 30 campos de futebol), Castro de Monte Mozinho fica distribuído pelas freguesias de Galegos, Oldrões e Valpedre. É, por isso, <strong>um dos maiores povoados fortificados de época romana no Norte de Portugal</strong>.</p><h2>Uma cidade com casas, muralhas e guerreiros de pedra</h2><p>Mas a narrativa do povoado começou muito antes. Mais precisamente entre o final do século I a.C. e o início do século I d.C., numa altura em que a presença romana começava a transformar o noroeste da Península Ibérica.</p><p>E não pense que Roma apagou tudo o que já existia. Pelo contrário. Os vestígios encontrados em Monte Mozinho mostram uma <strong>mistura entre tradições castrejas e novas influências romanas</strong>. </p><div class="texto-destacado">Entre as estruturas identificadas estão casas circulares, características de uma tradição mais antiga, mas também habitações de planta quadrada ou retangular.</div><p>Ao longo do tempo, o povoado foi crescendo e ganhou diferentes zonas, ruas e estruturas defensivas. Na parte superior, por exemplo, encontrava-se uma acrópole, delimitada por uma muralha, que terá servido para várias atividades comunitárias.</p><p>É também nesta parte mais elevada do castro que <strong>surgiram alguns dos vestígios mais conhecidos de Monte Mozinho</strong>. À entrada da muralha foram encontradas duas estátuas de guerreiros galaicos, esculpidas em granito. Hoje, quem quiser vê-las terá de passar pelo Museu Municipal de Penafiel, uma vez que as peças já não se encontram junto às ruínas.</p><h2>O que aconteceu à “Cidade Morta”?</h2><p>Apesar das mudanças que foi sofrendo, o povoado continuou ocupado durante vários séculos. Os vestígios arqueológicos apontam para uma <strong>ocupação que se prolongou até, pelo menos, ao século V</strong>.</p><p>Foi a partir dessa altura que o local começou a perder importância e a ser progressivamente abandonado. Não, este não terá sido um acontecimento repentino. Em vez disso, terá sido um processo gradual, com a população a procurar outros espaços para viver.</p><p>“Alguns habitantes terão procurado zonas mais baixas e abertas, enquanto outros terão deixado a região”, lê-se no site ‘Away’.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ja-conhece-esta-cidade-morta-fica-em-portugal-e-pode-ser-visitada-gratuitamente-1790762273714.jpg" data-image="7r0renyy3y52" alt="Castro de Monte Mozinho" title="Castro de Monte Mozinho"><figcaption>Existe também um Centro Interpretativo do Castro de Monte Mozinho, criado em 2004 para ajudar a explicar a história e a importância do sítio arqueológico. Foto: Museu de Penafiel</figcaption></figure><p>Durante muitos séculos, ficaram apenas as estruturas abandonadas no alto do monte. Só muito mais tarde é que o local voltaria a despertar o interesse de quem queria perceber o que ali tinha acontecido.</p><p>As primeiras investigações modernas remontam ao início do século XX, mas as escavações arqueológicas começaram oficialmente em 1943. Os trabalhos foram retomados décadas mais tarde e permitiram identificar <strong>casas, ruas, muralhas e outros vestígios</strong>, além de objetos como moedas e peças de cerâmica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781061" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mcdonald-s-preserva-estrada-romana-de-mais-de-2-mil-anos-e-transforma-restaurante-em-museu-na-italia.html" title="McDonald’s preserva estrada romana com mais de 2 mil anos e transforma restaurante em museu na Itália">McDonald’s preserva estrada romana com mais de 2 mil anos e transforma restaurante em museu na Itália</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mcdonald-s-preserva-estrada-romana-de-mais-de-2-mil-anos-e-transforma-restaurante-em-museu-na-italia.html" title="McDonald’s preserva estrada romana com mais de 2 mil anos e transforma restaurante em museu na Itália"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mcdonald-s-preserva-estrada-romana-de-mais-de-2-mil-anos-e-transforma-restaurante-em-museu-na-italia-1784665635789_320.jpg" alt="McDonald’s preserva estrada romana com mais de 2 mil anos e transforma restaurante em museu na Itália"></a></article></aside><p>É graças a essas descobertas que hoje é possível reconstruir, pelo menos em parte, a história das pessoas que viveram em Monte Mozinho. </p><h2>Uma visita gratuita em Penafiel</h2><p>A melhor parte é que <strong>não precisa de reservar uma visita guiada nem de comprar bilhete</strong> para conhecer o castro. O acesso ao sítio arqueológico é gratuito e a visita pode ser feita ao ar livre, seguindo a informação existente no local.</p><p>Para complementar o passeio, existe ainda o Centro Interpretativo do Castro de Monte Mozinho, criado em 2004 e ligado ao Museu Municipal de Penafiel. O espaço foi pensado para contextualizar os vestígios encontrados durante as escavações e ajudar a perceber a evolução do povoado.</p><div class="texto-destacado">“Embora possa visitar as ruínas a céu aberto, o museu encontra-se temporariamente encerrado”, avisa a ‘NiT’.</div><p>Nas proximidades existem também estacionamento e um parque de merendas, o que permite prolongar o passeio sem grande planeamento. Ainda assim, há uma regra simples que convém não esquecer: as ruínas são património arqueológico e não devem ser usadas como caminho, banco ou, muito menos, como parede de escalada improvisada.</p><p>“Para quem procura descobrir património português fora dos circuitos turísticos mais conhecidos, a ‘Cidade Morta’ é, assim, um daqueles lugares onde a história deixa de estar apenas nos livros e passa a estar literalmente debaixo dos nossos pés”, garante o site ‘Away’.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Museu%20de%20Penafiel" data-year="2026" data-title="O%20Castro%20de%20Monte%20Mozinho%20integra%20a%20Rede%20de%20Castros%20do%20Noroeste%20Peninsular" data-url="https%3A%2F%2Fwww.museudepenafiel.com%2Fos-nucleos%2Fgaleria">Museu de Penafiel. (2026). <a href="https://www.museudepenafiel.com/os-nucleos/galeria" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">O Castro de Monte Mozinho integra a Rede de Castros do Noroeste Peninsular</a>.</cite><br><cite data-author="NiT%2C%20Pincelli%2C%20I" data-year="2026" data-title="A%20%E2%80%9Ccidade%20morta%E2%80%9D%20com%20mais%20de%20dois%20mil%20anos%20em%20Portugal%20que%20pode%20visitar%20%C3%A0%20borla" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fna-cidade%2Fa-cidade-morta-com-mais-de-dois-mil-anos-em-portugal-que-pode-visitar-a-borla">NiT, Pincelli, I. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/a-cidade-morta-com-mais-de-dois-mil-anos-em-portugal-que-pode-visitar-a-borla" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A “cidade morta” com mais de dois mil anos em Portugal que pode visitar à borla</a>.</cite><br><cite data-author="Away" data-year="2026" data-title="Esta%20%E2%80%9Ccidade%20morta%E2%80%9D%20tem%20mais%20de%202%20mil%20anos%2C%20fica%20em%20Portugal%20e%20%C3%A9%20de%20entrada%20gratuita" data-url="https%3A%2F%2Faway.iol.pt%2Fcidade-morta%2Fcastro-de-monte-mozinho%2Festa-cidade-morta-tem-mais-de-2-mil-anos-fica-em-portugal-e-e-de-entrada-gratuita%2F20260921%2F6ab11a7a0cf23b0ed4fd9005">Away. (2026). <a href="https://away.iol.pt/cidade-morta/castro-de-monte-mozinho/esta-cidade-morta-tem-mais-de-2-mil-anos-fica-em-portugal-e-e-de-entrada-gratuita/20260921/6ab11a7a0cf23b0ed4fd9005" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Esta “cidade morta” tem mais de 2 mil anos, fica em Portugal e é de entrada gratuita</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-conhece-esta-cidade-morta-fica-em-portugal-e-pode-ser-visitada-gratuitamente.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Baleias gigantes invadem a Gronelândia após o degelo: a mudança ecológica histórica que alarma os biólogos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/baleias-gigantes-invadem-a-gronelandia-apos-o-degelo-a-mudanca-ecologica-historica-que-alarma-os-biologos.html</link><pubDate>Sun, 04 Oct 2026 07:33:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O recuo do gelo marinho na costa leste da Gronelândia está a abrir novas áreas às baleias gigantes, que avançam agora para águas antes inacessíveis.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/baleias-gigantes-invadem-a-gronelandia-apos-o-degelo-a-mudanca-ecologica-historica-que-alarma-os-biologos-1789741060057.jpg" data-image="i0tpfsj1j21b" alt="baleias" title="baleias"><figcaption>Até 2006 não havia registo de avistamento de baleia-jubarte nesta região e em 2024 foram registados 150.</figcaption></figure><p>O gelo marinho tem vindo a desaparecer da costa leste da Gronelândia, <strong>permitindo às baleias gigantes aproveitar a situação e deslocar-se para zonas anteriormente inacessíveis</strong>.</p><p>Esta é a conclusão de um estudo de décadas que <strong>registou e filmou centenas de algumas das maiores baleias do mundo</strong>, incluindo baleias-jubarte, baleias-anãs (minke) e baleias-comuns (fin), a alimentarem-se em águas livres de gelo ao longo da costa durante o verão. Historicamente, nenhum destes mamíferos marinhos se encontrava na região, pois o gelo impedia-os de aceder às águas costeiras. </p><p>Agora, <strong>com as alterações climáticas a aquecer o mar e a derreter esse gelo, adaptaram-se</strong>. Os cientistas descrevem o fenómeno como "festins alimentares" sazonais no Ártico, parte de uma grande mudança de regime no ambiente oceânico ao longo da costa leste da Gronelândia. </p><h2>Número de avistamentos aumentou drasticamente</h2><p>A mudança é drástica: os levantamentos realizados a partir de navios na região não registaram um único avistamento de baleia-jubarte até 2006. Em 2007, foram avistadas sete baleias-jubarte e,<strong> em 2024, foram contabilizados 150 avistamentos destas baleias gigantes a partir de embarcações</strong>. </p><p><strong>Os primeiros levantamentos aéreos sistemáticos de baleias de barbas</strong> (grupo que inclui as baleias-comuns, as baleias-anãs e as baleias-jubarte) na costa leste da Gronelândia <strong>foram realizados pelos investigadores durante os verões de 2015 e 2024</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/baleias-gigantes-invadem-a-gronelandia-apos-o-degelo-a-mudanca-ecologica-historica-que-alarma-os-biologos-1789741947259.jpg" data-image="5e2yr4flf3l5" alt="baleia" title="baleia"><figcaption>Quase 20 mil baleias poderão ter visitado o Mar da Gronelândia no verão de 2024.</figcaption></figure><p>Combinaram esta informação com os rastreios de 15 baleias monitorizadas por satélite e com relatos de caçadores inuit, construindo um panorama do que o investigador-chefe, Prof. Mads Peter Heide-Jørgensen, chamou-lhe uma "grande mudança de regime ecológico". <strong>Estima-se que 4.000 baleias-jubarte, 6.000 baleias-comuns e 6.000 baleias-anãs tenham visitado o Mar da Gronelândia no verão de 2024</strong>. </p><p>O Prof. Heide-Jørgensen, do Instituto de Recursos Naturais da Gronelândia, afirmou que as mudanças na região eram "<strong>provavelmente as mais radicais que podemos observar em qualquer lugar da zona subártica</strong>". Esta transformação é impulsionada pelo aumento das temperaturas do mar e pela disponibilidade de alimento.</p><p><strong>As baleias parecem estar a alimentar-se de peixes que migraram para as águas em aquecimento da costa leste da Gronelândia</strong>. Estimaram que as três espécies de baleias consumiriam pelo menos 800.000 toneladas de peixe e krill durante uma época de alimentação de verão. </p><h2>Adaptação ou benefício face às alterações climáticas</h2><p>Não é claro, a partir deste estudo, se a mudança reflete um aumento geral das populações destas espécies de baleias ou apenas uma redistribuição a partir de outras áreas. Outros especialistas manifestaram preocupação pelo facto de o estudo sugerir um fluxo de entrada destes animais vindos da Gronelândia Ocidental.</p><p>Esta é uma questão sensível na Gronelândia, um país onde se caçam algumas baleias. No entanto, os cientistas afirmaram que as suas descobertas sugerem que<strong> estas baleias de barbas "oportunistas" parecem estar a adaptar-se e podem até estar a beneficiar da mudança</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770731" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-sinais-de-autoconsciencia-em-baleias-beluga.html" title="Cientistas descobrem sinais de autoconsciência em baleias-beluga">Cientistas descobrem sinais de autoconsciência em baleias-beluga</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-sinais-de-autoconsciencia-em-baleias-beluga.html" title="Cientistas descobrem sinais de autoconsciência em baleias-beluga"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-descobrem-sinais-de-autoconsciencia-em-baleias-beluga-1779780708249_320.png" alt="Cientistas descobrem sinais de autoconsciência em baleias-beluga"></a></article></aside><p>Outras espécies do Ártico, contudo, estão "em apuros agora", explicou o Prof. Heide-Jørgensen. Animais como narvais e belugas estão a partilhar o habitat com, ou até mesmo a ser deslocados por, estas outras baleias. "<strong>Para algumas espécies, as alterações climáticas não são necessariamente um problema</strong>, pois abrem novas oportunidades", afirmou o Prof. Heide-Jørgensen, "mas outras espécies estão a perder o seu habitat". </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Heide-J%C3%B8rgensen%2C%20M.%2C%20Ditlevsen%2C%20S.%2C%20H%C3%BCllert%2C%20S.%2C%20et%20al" data-year="" data-title="Feeding%20frenzies%20of%20baleen%20whales%20along%20East%20Greenland" data-url="https%3A%2F%2Fwww.frontiersin.org%2Fjournals%2Fmarine-science%2Farticles%2F10.3389%2Ffmars.2026.1839547%2Ffull">Heide-Jørgensen, M., Ditlevsen, S., Hüllert, S., et al. <a href="https://www.frontiersin.org/journals/marine-science/articles/10.3389/fmars.2026.1839547/full" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Feeding frenzies of baleen whales along East Greenland</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/baleias-gigantes-invadem-a-gronelandia-apos-o-degelo-a-mudanca-ecologica-historica-que-alarma-os-biologos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Será que as alterações climáticas têm impacto no futuro do surf em muitas regiões da Terra?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/sera-que-as-alteracoes-climaticas-tem-impacto-no-futuro-do-surf-em-muitas-regioes-da-terra.html</link><pubDate>Sun, 04 Oct 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O surf ganhou importância cultural, social e económica ao longo do último século e hoje é globalmente relevante. Baseado no fenómeno natural da interação das ondas do oceano com a linha de costa, será que o futuro do surf está ameaçado pelas alterações climáticas?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sera-que-as-alteracoes-climaticas-tem-impacto-no-futuro-do-surf-em-muitas-regioes-da-terra-1790781320530.jpg" data-image="tvxzxrliauc1" alt="Surf" title="Surf"><figcaption>O surf é uma atividade desportiva muito dependente do estado do mar, mais especificamente das ondas que rebentam junto à costa.</figcaption></figure><p>A prática do surf, que ocorre em muitas zonas costeiras do globo, é importante para esses locais, pois, além de sustentar o lazer e o turismo, é muitas vezes um meio de subsistência para essas regiões.</p><h2>Os melhores picos de surf do mundo estão vulneráveis às alterações climáticas</h2><p>A comunidade ligada ao surf e ao oceano, é a primeira a perceber os impactos no ecossistema do surf, sejam eles causados pela deterioração da qualidade da água, pela perda de habitat, pela poluição por plástico e detritos marinhos e, cada vez mais, pelos impactos das alterações climáticas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sera-que-as-alteracoes-climaticas-tem-impacto-no-futuro-do-surf-em-muitas-regioes-da-terra-1791082048645.jpg" data-image="6biy9stfj0qv"><figcaption>Lixo provocado por turistas num conhecido 'spot' de surf nas Maldivas.</figcaption></figure><p>Embora os surfistas saibam intuitivamente que fatores como a subida do nível do mar e o aumento da atividade das tempestades afetarão as ondas, é também importante demonstrar cientificamente como as alterações climáticas irão moldar e alterar os ecossistemas do surf, de forma a que <strong>seja possível uma melhor preparação para as alterações que se avizinham e integrar a resiliência no planeamento costeiro</strong>.</p><p>Uma equipa de cientistas em parceria com a associação Save the Waves, organização internacional sem fins lucrativos que trabalha com diversas organizações dedicadas à proteção dos ecossistemas de surf e que tem como missão proteger os ecossistemas de surf em todo o mundo, desenvolveu um estudo para analisar a relação do surf e as alterações climáticas.</p><div class="texto-destacado">Este estudo mostra como as ondas dentro da rede de Reservas Mundiais de Surf serão afetadas pelas alterações climáticas de diferentes formas, dependendo de uma variedade de fatores, incluindo a sensibilidade da ondulação à altura do nível do mar, à composição do fundo do mar, à resiliência da linha costeira e muito mais.</div><p>Estando a resiliência da linha de costa relacionada com a degradação por construções, paredões e escassez de sedimentos, a sensibilidade ao nível do mar com o facto do aumento da profundidade da água alterar a quebra da onda e a composição do fundo do mar com o facto de serem os bancos de areia e recifes de corais que dão forma à onda.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sera-que-as-alteracoes-climaticas-tem-impacto-no-futuro-do-surf-em-muitas-regioes-da-terra-1790782059460.jpg" data-image="v2fohlkpmz29" alt="Recifes de corais" title="Recifes de corais"><figcaption>Os recifes de corais moldam o fundo do mar e criam algumas das ondas perfeitas para o surf</figcaption></figure><p>Neste estudo foram analisadas as vulnerabilidades de 57 picos de surf em 8 países, incluindo Portugal, Austrália, Peru, Brasil, EUA, Reino Unido, El Salvador e Costa Rica.</p><p>Estes locais foram selecionados por estarem incorporados na chamada Reserva Mundial de Surf, <strong>um estatuto solicitado pelos atores locais e designado pela associação Save the Waves, com base na importância cultural, histórica e ambiental de cada local para o surf</strong>.</p><p>O Dr. Dan Reineman, consultor e autor principal do estudo, utilizou uma ferramenta que desenvolveu, chamada SurfCAT, Ferramenta de Avaliação da Vulnerabilidade dos Picos de Surf às Alterações Climáticas, para analisar riscos diretos e indiretos.</p><p>Trata-se de uma série de questões, respondidas por 190 especialistas locais, das condições de surf, que gera uma avaliação dos fatores mais influenciados pelas alterações climáticas, <strong>criando-se assim uma base de dados única</strong>.</p><p>Esta ferramenta científica avalia múltiplas métricas de risco, incluindo a sensibilidade do pico de surf ao nível da maré e à subida do nível do mar, o transporte de sedimentos e composição do fundo do mar, a adaptabilidade da linha de costa e o corredor de ondulação, bem como a inclusão no planeamento da adaptação.</p><div class="texto-destacado">Uma das conclusões do estudo é que uma elevada proporção de picos de surf está em risco devido à resiliência da sua linha de costa (89% apresentam risco médio ou elevado), à sensibilidade à subida do nível do mar (79% apresentam risco médio ou elevado) e à composição do fundo marinho (75% apresentam risco médio ou elevado).</div><p>Assim, <strong>a maior parte dos picos de surf selecionados apresentam um risco médio ou elevado de perturbação devido às alterações climáticas.</strong></p><p>Enquanto a subida do nível do mar pode atuar em algumas regiões costeiras a longo prazo, as respostas humanas às alterações climáticas podem ter já um efeito a curto prazo.</p><h2>Além das alterações climáticas, há a intervenção humana a ter também impacto no surf </h2><p>As próprias respostas humanas às alterações climáticas, como, por exemplo, a construção de paredões que também representam ameaças existenciais e imediatas para a qualidade das ondas e a dinâmica de sedimentos.</p><div class="texto-destacado">Por exemplo, o que tem vindo a acontecer em Malibu ao longo dos anos é o resultado da intervenção humana, com a construção de barragens, diques e rios canalizados que privaram esta costa dos sedimentos que formam as suas praias. </div><p>Mas esta situação está a tornar-se rapidamente uma questão climática, porque uma costa desprovida das suas defesas naturais é uma costa sem nada que absorva o que está para vir, designadamente fortes tempestades. E nos próximos meses poderá ocorrer já um evento severo, atendendo ao grau de intensidade do atual El Niño.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790954" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-el-nino-ja-atingiu-uma-intensidade-recorde-e-nem-sequer-chegou-ao-seu-pico-por-que-2027-preocupa.html" title="O El Niño já atingiu uma intensidade recorde e nem sequer chegou ao seu pico: porque é que 2027 preocupa">O El Niño já atingiu uma intensidade recorde e nem sequer chegou ao seu pico: porque é que 2027 preocupa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-el-nino-ja-atingiu-uma-intensidade-recorde-e-nem-sequer-chegou-ao-seu-pico-por-que-2027-preocupa.html" title="O El Niño já atingiu uma intensidade recorde e nem sequer chegou ao seu pico: porque é que 2027 preocupa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-atteint-un-niveau-jamais-vu-si-tot-dans-l-annee-decouvrez-pourquoi-2027-est-deja-dans-le-viseur-changement-climatique-1790501080024_320.jpeg" alt="O El Niño já atingiu uma intensidade recorde e nem sequer chegou ao seu pico: porque é que 2027 preocupa"></a></article></aside><p>O Centro de Previsão Climática da NOAA emitiu um alerta El Niño e estima em <strong>mais de 90% a probabilidade de um evento muito forte na costa da Califórnia neste outono e inverno</strong>, pois a temperatura à superfície ultrapassou o recorde histórico para este fenómeno. </p><p>Malibu é apenas um exemplo visível de uma transformação que se desenrola ao longo de toda a costa da Califórnia, onde a areia que forma as praias foi cortada em quase todas as suas fontes: presa atrás de barragens nos rios que antes a forneciam e selada atrás de paredões nos penhascos que antes a depositavam.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sera-que-as-alteracoes-climaticas-tem-impacto-no-futuro-do-surf-em-muitas-regioes-da-terra-1790782634097.jpg" data-image="7w28oa6b2aut" alt="Praia em Malibu" title="Praia em Malibu"><figcaption>A faixa de areia de muitas praias da costa da Califórnia está a tornar-se mais estreita</figcaption></figure><p>Estima-se que em Malibu ao longo dos anos, desde que foi construída a barragem de Rindge e construídos paredões ao longo da costa <strong>a contribuição de areia do ribeiro para a costa, de aproximadamente 41.000 metros cúbicos por ano, foi reduzido para cerca de 14.000.</strong></p><div class="texto-destacado">Cerca de 596.300 metros cúbicos de sedimentos permanecem hoje atrás da barragem, aproximadamente metade será areia adequada para praias, de acordo com o Departamento de Parques Estaduais da Califórnia.</div><p>No entanto na Gold Coast, na Austrália, a resposta foi diferente. Não é renunciar à proteção rígida, mas enterrá-la sob uma praia que se compromete a manter, e <strong>incorporar os efeitos do surf no planeamento costeiro, chegando mesmo a projetar um recife artificial com o surf como "prioridade máxima".</strong></p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Conclui-se assim, que os melhores picos de surf do mundo estão vulneráveis às alterações climáticas e à intervenção humana na costa.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>No entanto, é de referir que, em algumas regiões, a intervenção humana na costa é desencadeada como medida de prevenção e proteção a futuros impactos de temporais junto à costa, que, como se sabe, devido às alterações climáticas estão a tornar-se mais intensos e frequentes.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Reineman%2C%20D.%2C%20Hodges%2C%20T.%2C%20Sancho-Gallegos%2C%20D." data-year="2026" data-title="Globally%20significant%20surf%20breaks%20are%20vulnerable%20to%20climate%20change" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1007%2Fs10584-026-04264-8">Reineman, D., Hodges, T., Sancho-Gallegos, D.. (2026). <a href="https://doi.org/10.1007/s10584-026-04264-8" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Globally significant surf breaks are vulnerable to climate change</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/sera-que-as-alteracoes-climaticas-tem-impacto-no-futuro-do-surf-em-muitas-regioes-da-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Energias renováveis ​​bateram recorde em 2025, mas o mundo ainda está longe da meta climática para 2030]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/energias-renovaveis-bateram-recorde-em-2025-mas-o-mundo-ainda-esta-longe-da-meta-climatica-para.html</link><pubDate>Sun, 04 Oct 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O mundo adicionou mais capacidade de energia renovável em 2025 do que nunca, mas, segundo um novo relatório da IRENA, o ritmo ainda está longe de ser suficiente para cumprir o compromisso assumido pelos países na COP28.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/draft-renewables-hit-a-record-in-2025-but-the-world-is-still-way-off-its-2030-climate-target-report-finds-1790677376803.png" data-image="6sn67idtz1cq"><figcaption>A capacidade global de energia renovável continuou a crescer a um ritmo recorde, mas os investigadores alertaram que a implementação ainda precisa quase dobrar para atingir a meta de triplicar a capacidade até 2030.</figcaption></figure><p>Na conferência do clima <strong>COP28</strong>, realizada em Dubai em 2023, mais de 100 países assinaram um compromisso de<strong> triplicar a capacidade global de energia renovável até 2030</strong>, ganhando destaque no noticiário mundial.</p><p>Esse foi um dos principais marcos das negociações e, a boa notícia é que a iniciativa parece ter funcionado até agora, já que as fontes renováveis continuaram a crescer desde então.</p><p>A informação consta num novo relatório elaborado pela Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), pela Presidência da COP31 e pela <em>Global Renewables Alliance</em>, indicando que<strong> o mundo adicionou um volume recorde de 690 gigawatts de capacidade de energia renovável em 2025</strong>. No entanto, o relatório também aponta que<strong> isso ainda não é suficiente</strong>.</p><h2>Ainda falta mais da metade do caminho</h2><p>O relatório constatou que, para realmente<strong> cumprir a meta</strong> de triplicar a capacidade de energia renovável, o <strong>mundo precisaria de instalar, em média, cerca de 1.200 GW de nova capacidade renovável a cada ano até 2030</strong>. Ou seja, basicamente, o ritmo atual precisa quase de dobrar.</p><p>A <strong>capacidade global total de energia renovável </strong>atingiu<strong> 5,15 terawatts no final de 2025</strong>, segundo o relatório. A meta necessária para cumprir o compromisso é de 11,2 TW, o que significa que o mundo ainda não chegou nem à metade do caminho, restando poucos anos para o prazo final.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/draft-renewables-hit-a-record-in-2025-but-the-world-is-still-way-off-its-2030-climate-target-report-finds-1790677417627.png" data-image="afyinf6p2a52"><figcaption>O relatório também destacou a necessidade de investimentos muito mais rápidos em redes elétricas, armazenamento e eficiência energética, para que a nova geração renovável possa ser utilizada de forma eficaz.</figcaption></figure><p>O relatório constatou que não são apenas as energias renováveis que estão a ficar para trás. A<strong> eficiência energética também está aquém do necessário</strong>: a intensidade energética deve melhorar cerca de 2% em 2025 — aproximadamente metade da taxa de 4% ao ano exigida para cumprir os compromissos de dobrar a eficiência.</p><p>"As energias renováveis ainda podem reduzir essa lacuna até 2030, mas a eficiência energética está atrasada, a <strong>procura</strong><strong> por eletricidade cresce mais rápido do que o previsto e a infraestrutura da rede não tem acompanhado esse ritmo</strong>", afirmou Francesco La Camera, diretor-geral da IRENA.</p><h2>O problema da rede</h2><p>A questão das redes elétricas é fundamental. Segundo o relatório, será <strong>necessário investir, em média, quase US$ 1 bilião por ano nas redes entre 2026 e 2030</strong> — valor quase duas vezes superior aos US$ 525 mil milhões gastos em 2025. Não faz muito sentido investir forte em energia solar e eólica se não houver como levar a eletricidade para onde ela é necessária.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/paineis-solares-que-nao-fazem-sombra-a-invencao-espanhola-que-revoluciona-a-convivencia-entre-agricultura-e-energia.html" title="'Painéis solares que não fazem sombra': a invenção espanhola que revoluciona a convivência entre agricultura e energia">"Painéis solares que não fazem sombra": a invenção espanhola que revoluciona a convivência entre agricultura e energia</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/paineis-solares-que-nao-fazem-sombra-a-invencao-espanhola-que-revoluciona-a-convivencia-entre-agricultura-e-energia.html" title="'Painéis solares que não fazem sombra': a invenção espanhola que revoluciona a convivência entre agricultura e energia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/paneles-solares-que-no-hacen-sombra-el-invento-espanol-que-revoluciona-la-convivencia-entre-agricultura-y-energia-1787827287539_320.jpeg" alt="'Painéis solares que não fazem sombra': a invenção espanhola que revoluciona a convivência entre agricultura e energia"></a></article></aside><p>Ben Backwell, presidente da <em>Global Renewables Alliance</em>, afirmou que os governos precisam de "tornar as energias renováveis uma prioridade económica nacional", o que inclui expandir as redes elétricas, ampliar a capacidade de armazenamento e eletrificar residências, transportes e a indústria.</p><p><em></em></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="IRENA%20via%20Reuters" data-year="September%202026" data-title="%E2%80%8BGlobal%20renewable%20deployment%20must%20double%20to%20hit%202030%20climate%20target%2C%20report%20says" data-url="https%3A%2F%2Fwww.reuters.com%2Fsustainability%2Fcop%2Fglobal-renewable-deployment-must-double-hit-2030-climate-target-report-says-2026-09-21%2F">IRENA via Reuters. (September 2026). <a href="https://www.reuters.com/sustainability/cop/global-renewable-deployment-must-double-hit-2030-climate-target-report-says-2026-09-21/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Global renewable deployment must double to hit 2030 climate target, report says</a>.</cite></p></section><p><em><br></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/energias-renovaveis-bateram-recorde-em-2025-mas-o-mundo-ainda-esta-longe-da-meta-climatica-para.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Se adoras a chuva, estes cinco países onde chove quase o ano inteiro vão cativar-te completamente]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/se-adoras-a-chuva-estes-cinco-paises-onde-chove-quase-o-ano-inteiro-vao-cativar-te-completamente.html</link><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 15:05:23 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Este recurso vital sustenta a vida e contribui para regular a temperatura do planeta. Se gostas de chuva, nestes países podes desfrutar dela praticamente durante todo o ano.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/si-eres-amante-de-las-lluvias-estos-5-paises-donde-llueve-casi-todo-el-ano-te-fascinaran-por-completo-1790624090585.jpg" data-image="4n381iqk670o" alt="Questo fenomeno meteorologico è ciò che guida in modo significativo la vita sul pianeta." title="Questo fenomeno meteorologico è ciò che guida in modo significativo la vita sul pianeta."><figcaption>Este fenómeno meteorológico é o que influencia de forma significativa a vida no planeta.</figcaption></figure><p><strong>Considerada o motor do ciclo hidrológico, a chuva é um recurso vital que sustenta a vida na Terra</strong>. Entre os seus importantes benefícios contam-se a regulação das temperaturas, a purificação do ambiente e um contributo significativo para o bem-estar humano e ambiental.</p><p><strong>Além de alimentar e repor as reservas de rios, lagos, lagoas e bacias, a água da chuva infiltra-se no solo, recarregando os aquíferos</strong>; além disso, atenua os efeitos das ilhas de calor nos espaços urbanos, refrescando o ambiente e reduzindo as temperaturas elevadas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Para quem gosta da chuva, o seu aroma é inconfundível e contribui para manter o bom humor.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Para quem gosta da chuva, o seu aroma é inconfundível e contribui para manter o bom humor</strong>. A chuva, de facto, liberta iões negativos no ar que, em concentrações elevadas, estimulam a produção de serotonina, promovendo um estado de relaxamento e bem-estar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/si-eres-amante-de-las-lluvias-estos-5-paises-donde-llueve-casi-todo-el-ano-te-fascinaran-por-completo-1790624388986.jpg" data-image="zolw3f3glxzg" alt="Per le sue condizioni orografiche, fisiche e climatiche, la Colombia è il Paese più piovoso." title="Per le sue condizioni orografiche, fisiche e climatiche, la Colombia è il Paese più piovoso."><figcaption>Devido às suas condições orográficas, físicas e climáticas, a Colômbia é o país mais chuvoso.</figcaption></figure><p>A chuva contribui, de certa forma, para purificar o ar; dependendo da quantidade e da intensidade, logo após a sua passagem pela região, chega ar de melhor qualidade, o que resulta numa melhoria das condições atmosféricas.<strong> Se gostas de ver a chuva e de te molhar, eis os cinco países onde chove praticamente durante todo o ano</strong>.</p><h2>1. Colômbia</h2><p>De acordo com os dados climatológicos, a Colômbia ocupa o primeiro lugar no ranking mundial dos países onde <strong>as precipitações ocorrem praticamente durante todo o ano, com uma média de 3240 milímetros por ano</strong>. A sua localização tropical e a convergência de ventos húmidos favorecem esta característica.</p><p>Embora existam dois períodos principais em que as precipitações são mais frequentes e intensas — de abril a junho e de setembro a novembro —, <strong>a região do Pacífico apresenta níveis extremos e constantes de chuva ao longo de todo o ano</strong>; na região das Caraíbas, por outro lado, as precipitações são mais curtas e variáveis. </p><h3>2. São Tomé e Príncipe</h3><p><strong>Situado muito perto do Equador e caracterizado por altas montanhas que intercetam os ventos húmidos provenientes do mar</strong>, São Tomé e Príncipe é uma pequena nação insular africana situada no Golfo da Guiné, numa zona muito quente onde a água evapora rapidamente, favorecendo a formação de nuvens praticamente todos os dias do ano.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>São Tomé e Príncipe é uma pequena nação insular africana situada no Golfo da Guiné, numa zona muito quente onde a água evapora rapidamente, favorecendo a formação de nuvens praticamente todos os dias do ano.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os ventos húmidos concentram-se nos altos picos montanhosos, como o Pico de São Tomé. Isto favorece a acumulação de humidade e precipitações intensas. <strong>Esta pequena nação insular africana regista cerca de 3 200 milímetros de chuva ao longo do ano</strong>. A temperatura média atinge os 27 °C nas zonas costeiras e a humidade do ar chega aos 80%. </p><h2>3. Papua-Nova Guiné</h2><p><strong>É um dos países menos explorados do ponto de vista cultural e geográfico pela comunidade científica</strong>; muitas das suas espécies de flora e fauna ainda estão por descobrir. Situa-se na Melanésia, no sudoeste do Pacífico, imediatamente a norte da Austrália.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/si-eres-amante-de-las-lluvias-estos-5-paises-donde-llueve-casi-todo-el-ano-te-fascinaran-por-completo-1790624601310.jpg" data-image="89i1kg8fuejk" alt="Con il suo impressionante Canale, anche a Panama piove per buona parte dell’anno." title="Con il suo impressionante Canale, anche a Panama piove per buona parte dell’anno."><figcaption>Com o seu impressionante Canal, também no Panamá chove durante grande parte do ano.</figcaption></figure><p><strong>Faz parte da Oceânia e regista uma média de mais de 3000 milímetros de precipitação por ano</strong>. As suas imponentes e altas cadeias montanhosas fazem com que os ventos carregados de humidade, ao depararem-se com elas, se condensem, formando nuvens orográficas e provocando chuvas torrenciais; além disso, o norte do país é influenciado pela Zona de Convergência Intertropical, que traz humidade durante grande parte do ano.</p><h3>4. Ilhas Salomão</h3><p>Neste arquipélago situado no sudoeste do Pacífico, próximo da zona equatorial e tropical, <strong>convergem correntes húmidas que transportam nebulosidade e precipitações abundantes</strong>. A região é também afetada pelos alísios de sudeste, que favorecem a formação de nuvens orográficas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788393" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-geografia-nao-estuda-somente-capitais-paises-e-mapas-descubra-o-fascinio-da-ciencia-da-encruzilhada.html" title="A geografia não estuda somente capitais, países e mapas. Descubra o fascínio da ciência da 'encruzilhada'!">A geografia não estuda somente capitais, países e mapas. Descubra o fascínio da ciência da "encruzilhada"!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-geografia-nao-estuda-somente-capitais-paises-e-mapas-descubra-o-fascinio-da-ciencia-da-encruzilhada.html" title="A geografia não estuda somente capitais, países e mapas. Descubra o fascínio da ciência da 'encruzilhada'!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-geografia-nao-estuda-somente-capitais-paises-e-mapas-descubra-o-fascinio-da-ciencia-da-encruzilhada-1789235926711_320.jpg" alt="A geografia não estuda somente capitais, países e mapas. Descubra o fascínio da ciência da 'encruzilhada'!"></a></article></aside><p>O ecossistema predominante é o da floresta tropical, com variações sazonais muito limitadas durante grande parte do ano. <strong>No que diz respeito às temperaturas, raramente se ultrapassam os 32 °C</strong>; o clima é tropical e as precipitações são frequentes.</p><h2>5. Panamá</h2><p> Este país da América Central regista uma média de cerca de 2 928 milímetros de precipitação por ano.<strong> Tem um clima tropical quente e húmido, com uma temperatura média superior a 26 °C</strong>; é um istmo estreito e montanhoso atravessado pelo Canal do Panamá, que liga os oceanos Pacífico e Atlântico.</p><p>A evaporação constante na região favorece uma elevada humidade relativa, o que contribui para a formação de nuvens imponentes com forte desenvolvimento vertical. <strong>A Cordilheira Central faz com que, durante a subida, os ventos húmidos arrefeçam, formando nebulosidade e precipitações intensas de tipo orográfico</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/se-adoras-a-chuva-estes-cinco-paises-onde-chove-quase-o-ano-inteiro-vao-cativar-te-completamente.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Descobrem um fóssil fundamental para a evolução dos anfíbios: dois estudantes batizam-no em homenagem às suas mães]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/descobrem-um-fossil-fundamental-para-a-evolucao-dos-anfibios-dois-estudantes-batizam-no-em-homenagem-as-suas-maes.html</link><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 14:53:14 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Atualmente, Mazon Creek alberga um dos melhores sítios fósseis do mundo, com fósseis que conservam vestígios de tecidos moles e detalhes minuciosos que normalmente se perdem.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/hallan-un-fosil-clave-en-la-evolucion-de-los-anfibios-dos-estudiantes-lo-nombran-en-honor-a-sus-madres-1790831037799.jpg" data-image="x6vt2ivkk9h2" alt="Lo fascinante de Mazon Creek es que conserva todos los detalles inusuales, como las almohadillas de los dedos y los contornos corporales." title="Lo fascinante de Mazon Creek es que conserva todos los detalles inusuales, como las almohadillas de los dedos y los contornos corporales."><figcaption>O que é fascinante em Mazon Creek é que conserva todos os detalhes invulgares, como as almofadas dos dedos e os contornos do corpo.</figcaption></figure><p>A zona em redor de Chicago <strong>há 309 milhões de anos era uma região pantanosa repleta dos primeiros habitantes terrestres</strong>, insetos gigantes e animais aquáticos estranhos. O que outrora foi um viveiro de novas formas de vida que floresceram e evoluíram, tornou-se um dos sítios fósseis do período Carbonífero mais ricos da atualidade.</p><p>Dois jovens estudantes de ciências do Museu Field <strong>acabaram de descrever o último animal descoberto neste local</strong>, e batizaram-no com o nome das suas mães, ambas chamadas Jean.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Trata-se do Jeanerpeton mazonensis, que significa "o réptil de Jean do ribeiro Mazon". A descoberta foi publicada na revista Journal of Vertebrate Paleontology; o J. mazonensis é um antepassado primitivo dos anfíbios atuais. É muito semelhante a uma salamandra, mas um pouco mais rechonchudo, como um sapo gordinho.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A receita perfeita para a fossilização foi a zona pantanosa, onde o sedimento se depositou rapidamente sobre animais e plantas mortos. Atualmente, o Mazon Creek alberga um dos melhores sítios fósseis do mundo, com fósseis que conservam registos de tecidos moles e detalhes finos que normalmente se perdem.</p><p><strong>O que é fascinante em Mazon Creek é que conserva todos os detalhes invulgares, como as almofadas dos dedos</strong> e os contornos corporais, explicou Allison Sefcovic, coautora principal do artigo e bolseira do programa "Mulheres na Ciência 2025" no Field.</p><h2>Descrição do fóssil</h2><p>Neste fóssil descrito por elas, o Jeanerpeton, é possível observar algumas escamas nas costas e pequenas costelas abdominais, denominadas gastralias.</p><p><strong>O reestudo deste fóssil, com especial atenção dedicada ao crânio dorsal e lateral e ao esqueleto axial, revelou diferenças distintivas</strong> em relação aos anfibamiformes contemporâneos e a outros do Permi-Carbonífero, o que permite a designação do novo táxon Jeanerpeton mazonensis, gen. et sp. nov.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hallan-un-fosil-clave-en-la-evolucion-de-los-anfibios-dos-estudiantes-lo-nombran-en-honor-a-sus-madres-1790830378337.jpg" data-image="hxvrtc6jbras" alt="Es similar a una salamandra, pero un poco más gordita, como una regordeta rana. Publicación tomada de la revista de Paleontología de Vertebrados." title="Es similar a una salamandra, pero un poco más gordita, como una regordeta rana. Publicación tomada de la revista de Paleontología de Vertebrados."><figcaption>É semelhante a uma salamandra, mas um pouco mais gordinha, como um sapo rechonchudo. Artigo retirado da revista "Paleontologia dos Vertebrados".</figcaption></figure><p>Estes fósseis são tão surpreendentes que é possível ver até as impressões dos olhos. <strong>Estas descobertas apontam para uma origem há 309 milhões de anos</strong> das características clássicas que observamos nas rãs e salamandras atuais.</p><p>O espécime holótipo do <em>Jeanerpeton mazonensis</em> <strong>consiste num esqueleto bem conservado, quase completo, e numa impressão parcial dos tecidos moles do corpo,</strong> bem como na sua contraparte conservada numa concreção de siderite.</p><p><strong>O fóssil foi descoberto há muitos anos por um colecionador amador e doado ao Museu Field</strong>. À primeira vista, o fóssil foi classificado como pertencente a outra espécie com presença bem estabelecida na região, a Amphibamus grandiceps.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777681" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/novas-descobertas-fosseis-aproximam-os-neandertais-dos-humanos-modernos.html" title="Novas descobertas fósseis aproximam os neandertais dos humanos modernos">Novas descobertas fósseis aproximam os neandertais dos humanos modernos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/novas-descobertas-fosseis-aproximam-os-neandertais-dos-humanos-modernos.html" title="Novas descobertas fósseis aproximam os neandertais dos humanos modernos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/new-fossil-evidence-brings-neanderthals-closer-to-modern-humans-1783444355580_320.jpg" alt="Novas descobertas fósseis aproximam os neandertais dos humanos modernos"></a></article></aside><p>As coautoras principais do estudo, Payton Kohlberg e Allison Sefcovic, fizeram <strong>parte da turma do ano passado do programa de bolsas de estudo para mulheres do Field Museum</strong>, um programa que incentiva as jovens a seguirem carreiras na ciência e nos museus.</p><p>Elas, juntamente com So, fazem parte do grupo de investigação de Arjan Mann, conservador adjunto de peixes fósseis e tetrápodes primitivos do Field Museum, no Centro de Investigação Integrativa Negaunee.</p><p><strong>Esta descoberta e a sua descrição abrem novas perspetivas para os investigadores que continuam a documentar a biodiversidade que outrora habitou o Mazon Creek</strong>. Estas descobertas demonstram a grande variedade de vida que existia em Illinois há mais de 300 milhões de anos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Allison%20J.%20Sefcovic%2C%20Payton%20J.%20Kohlberg%20%2CCalvino%2C%20Arjan%20Mann" data-year="2026" data-title="Jeanerpeton%20mazonensis%20%2C%20gen.%20et%20sp.%20nov.%3A%20un%20nuevo%20anfibamiforme%20del%20Carbon%C3%ADfero%20superior%2C%20excepcionalmente%20bien%20conservado%2C%20procedente%20del%20yacimiento%20arqueol%C3%B3gico%20de%20Mazon%20Creek%2C%20Illinois." data-url="https%3A%2F%2Fwww.tandfonline.com%2Fdoi%2Ffull%2F10.1080%2F02724634.2026.2698799%23abstract">Allison J. Sefcovic, Payton J. Kohlberg ,Calvino, Arjan Mann. (2026). <a href="https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/02724634.2026.2698799#abstract" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Jeanerpeton mazonensis , gen. et sp. nov.: un nuevo anfibamiforme del Carbonífero superior, excepcionalmente bien conservado, procedente del yacimiento arqueológico de Mazon Creek, Illinois.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/descobrem-um-fossil-fundamental-para-a-evolucao-dos-anfibios-dois-estudantes-batizam-no-em-homenagem-as-suas-maes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Avisos amarelos do IPMA em Portugal: trovoadas, chuva forte, granizo e rajadas marcam a tarde deste sábado, 3 de outubro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/avisos-amarelos-do-ipma-em-portugal-trovoadas-chuva-forte-granizo-e-rajadas-marcam-a-tarde-deste-sabado-3-de-outubro.html</link><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 13:07:06 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nove distritos estão sob aviso amarelo este sábado devido ao risco de trovoadas, aguaceiros localmente fortes, granizo e rajadas intensas. A instabilidade deverá atingir o pico durante a tarde, antes de perder força no domingo.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbh6p7q"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbh6p7q.jpg" id="xbh6p7q"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O primeiro fim de semana de outubro será marcado por <strong>forte instabilidade atmosférica em boa parte de Portugal continental</strong>, associada à presença de uma depressão isolada em altitude, frequentemente designada por gota fria. Este sábado (3) será o dia mais delicado, com possibilidade de aguaceiros localmente fortes, trovoadas, granizo e rajadas intensas.</p><h2>IPMA coloca nove distritos sob aviso amarelo</h2><p>O IPMA mantém este sábado <strong>avisos amarelos de trovoada em nove distritos: Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Guarda, Portalegre, Santarém, Vila Real e Viseu</strong>. Segundo o Instituto, estão reunidas condições para fenómenos meteorológicos localizados, incluindo precipitação de <strong>10 a 20 mm numa hora</strong>, granizo com diâmetro inferior a 2 cm e rajadas entre 70 e 90 km/h. Os avisos prolongam-se até às 22h em Portugal continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/avisos-amarelos-do-ipma-em-portugal-trovoadas-chuva-forte-granizo-e-rajadas-marcam-a-tarde-deste-sabado-1791029502476.jpg" data-image="06io5qzv585h" alt="Avisos Meteorológicos" title="Avisos Meteorológicos"><figcaption>Vários distritos de Portugal continental estão este sábado sob aviso amarelo devido à possibilidade de fenómenos convectivos localmente intensos.</figcaption></figure><p>A natureza convectiva desta situação significa, contudo, que <strong>nem todas as localidades abrangidas pelos avisos irão necessariamente registar estes fenómenos</strong>. Poderão existir diferenças significativas em poucos quilómetros.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Durante a tarde, a precipitação deverá ganhar expressão inicialmente no Nordeste Transmontano. De acordo com os mapas da Meteored, baseados no modelo ECMWF, por volta das 16h já poderão existir núcleos mais organizados entre Vila Real, Viseu e áreas próximas, com acumulados horários localmente próximos aos 10 mm.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/avisos-amarelos-do-ipma-em-portugal-trovoadas-chuva-forte-granizo-e-rajadas-marcam-a-tarde-deste-sabado-1791029534002.jpg" data-image="pagsoryfaorl" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>Durante a tarde, poderão formar-se núcleos de precipitação mais organizados, sobretudo no Norte e Centro, com chuva localmente forte num curto espaço de tempo.</figcaption></figure><p><strong>Na Guarda, o período entre aproximadamente as 17h e as 19h merece também atenção</strong>, uma vez que a persistência de alguns núcleos poderá resultar em acumulados expressivos num curto intervalo.<strong> Santarém poderá registar atividade convectiva mais intensa ao final da tarde</strong>.</p><h2>Porque podem ocorrer trovoadas, granizo e rajadas fortes?</h2><p>A presença de <strong>ar relativamente quente e húmido junto à superfície, combinada com ar mais frio em altitude</strong>, favorece a instabilidade. O ar mais quente ascende rapidamente, arrefece e condensa, dando origem a nuvens de grande desenvolvimento vertical.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/avisos-amarelos-do-ipma-em-portugal-trovoadas-chuva-forte-granizo-e-rajadas-marcam-a-tarde-deste-sabado-1791029579613.jpg" data-image="olii9yx30uiv" alt="Densidade de raios" title="Densidade de raios"><figcaption>As trovoadas deverão acompanhar alguns dos aguaceiros mais intensos, com maior atividade elétrica prevista em várias zonas do Norte e Centro.</figcaption></figure><p> Dentro destas nuvens formam-se fortes correntes ascendentes e descendentes. É este mecanismo que permite não apenas a ocorrência de chuva intensa e descargas elétricas, mas também a formação de <strong>granizo</strong>. Por sua vez, as correntes descendentes podem atingir rapidamente a superfície e espalhar-se horizontalmente, produzindo <strong>rajadas fortes e muito localizadas</strong>.</p><p> É precisamente o caráter localizado destes fenómenos que torna a previsão mais complexa, uma localidade pode receber um aguaceiro intenso acompanhado de trovoada, enquanto poucos quilómetros ao lado a precipitação poderá ser bastante mais fraca. </p><h2>Chuva e trovoadas perdem força durante a noite</h2><p>A partir do final da tarde e, sobretudo, depois das 21h, a atividade deverá começar gradualmente a diminuir. Os avisos atualmente emitidos pelo IPMA terminam às 22h locais, não existindo, à hora desta atualização, avisos de trovoada para domingo ou segunda-feira.</p><div class="texto-destacado">Apesar disso, <strong>domingo (4) ainda deverá ser um dia instável</strong>, embora bastante menos ativo. Continuam a ser possíveis períodos de chuva e alguma trovoada, mas de forma mais dispersa e, em geral, menos intensa.</div><p>No Sul, Évora e Beja poderão estar entre as áreas onde a precipitação terá maior expressão, sobretudo durante a tarde, aproximadamente entre as 13h e as 19h. Ainda assim, deverá tratar-se maioritariamente de chuva fraca e irregular.</p><h2>Pouca chuva acumulada não elimina episódios intensos</h2><p>O mapa de precipitação acumulada mostra que, no conjunto do episódio, <strong>os valores previstos não são particularmente elevados na generalidade do território</strong>. Contudo, este dado pode esconder a principal característica das situações convectivas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/avisos-amarelos-do-ipma-em-portugal-trovoadas-chuva-forte-granizo-e-rajadas-marcam-a-tarde-deste-sabado-1791029674115.jpg" data-image="krj5rtnmarb5" alt="Precipitação acumulada" title="Precipitação acumulada"><figcaption>Apesar dos episódios localmente intensos, os acumulados previstos para o conjunto do episódio não deverão ser muito expressivos na generalidade do território.</figcaption></figure><p>Uma célula de trovoada pode descarregar uma quantidade significativa de água <strong>numa área muito pequena e em poucos minutos</strong>. Quando a intensidade da chuva ultrapassa temporariamente a capacidade de drenagem, podem ocorrer acumulações rápidas de água e inundações localizadas, mesmo que o total de precipitação de todo o episódio não seja elevado.</p><p>Nestes casos, o <strong>radar de precipitação da Meteored</strong> torna-se particularmente útil, permite acompanhar praticamente em tempo real onde estão os núcleos de chuva, a sua intensidade e a direção em que se deslocam.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791684" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-enfrentam-ultimos-remanescentes-da-depressao-pos-tropical-hanna-esta-ilha-ainda-podera-acumular-quase-70-mm.html" title="Açores enfrentam últimos remanescentes da depressão pós-tropical Hanna: esta ilha ainda poderá acumular quase 70 mm">Açores enfrentam últimos remanescentes da depressão pós-tropical Hanna: esta ilha ainda poderá acumular quase 70 mm</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-enfrentam-ultimos-remanescentes-da-depressao-pos-tropical-hanna-esta-ilha-ainda-podera-acumular-quase-70-mm.html" title="Açores enfrentam últimos remanescentes da depressão pós-tropical Hanna: esta ilha ainda poderá acumular quase 70 mm"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/acores-enfrentam-ultimos-remanescentes-da-depressao-pos-tropical-hanna-esta-ilha-ainda-podera-acumular-quase-70-mm-1791031448328_320.jpg" alt="Açores enfrentam últimos remanescentes da depressão pós-tropical Hanna: esta ilha ainda poderá acumular quase 70 mm"></a></article></aside><p>Na <strong>segunda-feira (5)</strong>, a instabilidade poderá continuar presente, mas a distribuição exata da precipitação dependerá da evolução e posicionamento da depressão, pelo que será importante acompanhar as próximas atualizações.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/avisos-amarelos-do-ipma-em-portugal-trovoadas-chuva-forte-granizo-e-rajadas-marcam-a-tarde-deste-sabado-3-de-outubro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Açores enfrentam últimos remanescentes da depressão pós-tropical Hanna: esta ilha ainda poderá acumular quase 70 mm]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-enfrentam-ultimos-remanescentes-da-depressao-pos-tropical-hanna-esta-ilha-ainda-podera-acumular-quase-70-mm.html</link><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 12:51:07 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O primeiro fim de semana de outubro corresponderá à fase final da passagem do sistema pós-tropical Hanna pelo arquipélago dos Açores. Apesar da lenta e gradual perda de intensidade da depressão, ainda persistirão aguaceiros, vento e possibilidade de trovoada, especialmente no Grupo Oriental.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbh6ure"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbh6ure.jpg" id="xbh6ure"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Nas últimas horas a<strong> instabilidade associada à ex-depressão tropical Hanna tem vindo a diminuir significativamente nos Açores</strong>, apesar de ainda estar prevista a sua influência sobre os Grupos Central e Oriental do arquipélago.</p><p> Ao início da tarde deste sábado, 3 de outubro, o radar de chuva mostrava que, tanto sobre o Grupo Ocidental, como o Grupo Central, já só restavam vestígios residuais. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-enfrentam-ultimos-remanescentes-da-depressao-pos-tropical-hanna-esta-ilha-ainda-podera-acumular-quase-70-mm-1791029837094.jpg" data-image="m71nsaemupjr"><figcaption>Radar revela em que áreas do arquipélago dos Açores estava a chover ao início da tarde deste sábado, 3 de outubro.</figcaption></figure><p>Aliás, é possível verificar que grande parte das bandas de<strong> nebulosidade e precipitação</strong>, com potencial para ocorrência de<strong> trovoadas, concentrava-se ao largo das ilhas mais orientais - São Miguel e Santa Maria - surgindo maioritariamente sobre o Atlântico</strong> e não tanto em terra firme.</p><h2>Como evoluirá a situação nos Açores na segunda metade deste sábado, 3 de outubro?</h2><p><strong>Na segunda metade deste sábado, 3 de outubro</strong>, as linhas de instabilidade associadas à antiga depressão tropical Hanna continuarão a rodopiar nas imediações dos Açores,<strong> prevendo-se que se desloquem sobretudo na metade mais oriental do arquipélago</strong>. Embora possam surgir períodos de céu muito nublado e boas abertas, ainda haverá espaço para a ocorrência de aguaceiros fracos nos Grupos Ocidental e Central.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-enfrentam-ultimos-remanescentes-da-depressao-pos-tropical-hanna-esta-ilha-ainda-podera-acumular-quase-70-mm-1791030004212.jpg" data-image="67gttfjsb2su"><figcaption>Previsão da distribuição de chuva acumulada até às 23:00 de domingo, 4 de outubro. Perspetiva-se que Santa Maria seja a ilha mais exposta à ocorrência de precipitação pontualmente forte, estimando-se acumulados de quase 70 mm desde a meia-noite de sábado (3) até à última hora de domingo (4).</figcaption></figure><p>Já nas <strong>2 ilhas mais orientais do arquipélago dos Açores</strong> - onde se espera que a instabilidade se prolongue durante mais horas - o cenário previsto aponta para <strong>uma maior frequência de períodos de chuva ou aguaceiros, potencialmente acompanhados de trovoadas</strong>. As condições meteorológicas adversas poderão durar praticamente até às últimas horas da noite deste sábado (3), sobretudo em <strong>Santa Maria - ilha onde se prevê os acumulados de precipitação mais elevados</strong>.</p><p>Ainda na tarde e noite deste sábado prevê-se que boa parte do Grupo Oriental dos Açores enfrente <strong>rajadas fortes de vento (superiores a 50 km/h e até 70 km/h) - sobretudo nas zonas orientais de São Miguel e Santa Maria</strong>. No Grupo Central, sobretudo nas ilhas da Terceira, Graciosa e São Jorge, também estão previstas rajadas pontualmente fortes, de até 50 km/h, nas últimas horas de hoje (3) e durante boa parte do dia de amanhã, 4 de outubro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-enfrentam-ultimos-remanescentes-da-depressao-pos-tropical-hanna-esta-ilha-ainda-podera-acumular-quase-70-mm-1791030287610.jpg" data-image="ni6izc11izrm"><figcaption>As rajadas mais fortes poderão atingir velocidades superiores a 50 km/h na tarde e noite deste sábado, 3 de outubro, sendo mais prováveis e frequentes no Grupo Oriental.</figcaption></figure><p>Esta intensificação temporária do vento estará associada à passagem pelos Açores dos restos da baixa pressão pós-tropical Hanna e ao gradiente de pressão que se estabelecerá entre este sistema e a crista anticiclónica posicionada a nordeste, <strong>forçando os remanescentes de instabilidade a deslocarem-se para oes-sudoeste</strong>.</p><h2>Aguaceiros persistem no domingo, 4 de outubro, alternando com céu muito nublado e boas abertas</h2><p> Deste modo - e da mesma forma que o anticiclone terá um papel importante na evolução da trajetória das linhas de instabilidade pelos Açores, intensificando temporariamente o gradiente de pressão e o vento - essa mesma<strong> região de altas pressões será a responsável por fazer com que o sistema pós-tropical Hanna perca gradualmente intensidade e organização ao longo de domingo (4) </strong>até se dissipar. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791584" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-avisa-entre-sabado-e-segunda-a-gota-fria-intensificara-aguaceiros-e-trovoada-no-interior-norte-e-centro.html" title="Alfredo Graça avisa: “Entre sábado e segunda a gota fria intensificará aguaceiros e trovoada no interior Norte e Centro'">Alfredo Graça avisa: “Entre sábado e segunda a gota fria intensificará aguaceiros e trovoada no interior Norte e Centro"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-avisa-entre-sabado-e-segunda-a-gota-fria-intensificara-aguaceiros-e-trovoada-no-interior-norte-e-centro.html" title="Alfredo Graça avisa: “Entre sábado e segunda a gota fria intensificará aguaceiros e trovoada no interior Norte e Centro'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-avisa-entre-sabado-e-segunda-a-gota-fria-intensificara-aguaceiros-e-trovoada-no-interior-norte-e-centro-1790957360415_320.jpg" alt="Alfredo Graça avisa: “Entre sábado e segunda a gota fria intensificará aguaceiros e trovoada no interior Norte e Centro'"></a></article></aside><p><strong>Assim, para domingo, 4 de outubro, prevê-se que alguns aguaceiros fracos e dispersos</strong>, gerados pela desagregação lenta e progressiva do sistema, ainda surjam pelos Açores, sendo, de acordo com a previsão atualmente disponível, <strong>mais prováveis durante a madrugada e primeiras horas da manhã no Grupo Oriental e ao longo do dia no Grupo Central</strong>. Já para o Grupo Ocidental espera-se um panorama estável, com períodos de céu muito nublado e boas abertas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-enfrentam-ultimos-remanescentes-da-depressao-pos-tropical-hanna-esta-ilha-ainda-podera-acumular-quase-70-mm.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O outono semeia a primavera: a história da fava em Portugal ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-outono-semeia-a-primavera-a-historia-da-fava-em-portugal.html</link><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 08:45:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>No outono, a terra portuguesa recebe as primeiras sementes de fava, uma cultura tradicional que atravessa o inverno e chega à primavera carregada de sabor e tradição. Descubra aqui mais sobre esta cultura!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-outono-semeia-a-primavera-a-historia-da-fava-em-portugal-1790925815941.jpg" data-image="gevfoi7kferf" alt="Favas no outono" title="Favas no outono"><figcaption>No outono, as sementes de fava encontram na terra portuguesa o início de um ciclo que atravessa os meses frios e culmina na primavera.</figcaption></figure><p>Quando os dias começam a ficar mais frescos e a terra recebe as primeiras chuvas de outono, é tempo de <strong>preparar muitas culturas para os meses seguintes</strong>.</p><p>Entre elas está a <strong>fava, uma leguminosa tradicional </strong>que encontra em Portugal condições favoráveis para crescer e que, apesar da sua simplicidade, continua a ter um <strong>lugar importante na agricultura e na gastronomia nacionais</strong>.</p><p>A fava (<em>Vicia faba</em>) é uma das <strong>leguminosas cultivadas há mais tempo pelo ser humano</strong>. Em Portugal, faz parte de uma agricultura marcada pela <strong>diversidade regional e por sistemas de cultivo </strong>onde as leguminosas desempenham um papel particularmente interessante, <strong>além de produzirem alimento, ajudam a enriquecer o solo </strong>através da associação das suas raízes com bactérias capazes de fixar azoto atmosférico.</p><h2>Uma cultura que começa no outono</h2><p>De acordo com o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV) em muitas regiões portuguesas, a fava pode ser <strong>semeada durante o outono, sobretudo entre outubro e novembro</strong>, embora a época adequada dependa das condições locais e da variedade utilizada. A instalação nesta altura permite que as plantas se desenvolvam durante os meses mais húmidos e frescos, ficando preparadas para a produção nos meses seguintes.</p><div class="texto-destacado"><strong>“A fava apresenta um elevado potencial para a sustentabilidade dos sistemas agrícolas, nomeadamente pela sua capacidade de fixação biológica de azoto.”</strong><br>Revista de Ciências Agrárias</div><p>A fava adapta-se relativamente bem ao clima português, embora não goste de solos encharcados. <strong>Prefere terrenos com boa drenagem e exposição solar</strong>, necessitando de água suficiente para se desenvolver, mas sem excesso de humidade junto às raízes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="675559" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/no-mes-de-outubro-a-rainha-e-a-abobora.html" title="No mês de outubro a rainha é a abóbora!">No mês de outubro a rainha é a abóbora!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/no-mes-de-outubro-a-rainha-e-a-abobora.html" title="No mês de outubro a rainha é a abóbora!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/no-mes-de-outubro-a-rainha-e-a-abobora-1727264099024_320.jpg" alt="No mês de outubro a rainha é a abóbora!"></a></article></aside><p><strong>Durante o inverno, a planta permanece em crescimento </strong>e vai formando uma estrutura robusta. Com a chegada de temperaturas mais amenas, surgem as flores, geralmente brancas com manchas escuras, que dão origem às características vagens.</p><h2>Da terra para a mesa</h2><p><strong>A colheita das favas ocorre normalmente na primavera</strong>, quando as vagens ainda estão tenras para consumo em fresco. Dependendo da finalidade, também podem ser deixadas amadurecer para obter sementes secas, que apresentam uma utilização culinária diferente e podem ser armazenadas durante mais tempo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-outono-semeia-a-primavera-a-historia-da-fava-em-portugal-1790925852471.jpg" data-image="jx2p32cskkkn" alt="Plantação" title="Plantação"><figcaption>Com flores delicadas e características vagens, a fava desenvolve-se durante os meses mais frescos antes de chegar à época de colheita.</figcaption></figure><p>Na cozinha portuguesa, as favas têm uma presença particularmente forte. <strong>Favas guisadas, acompanhadas por enchidos ou outras carnes</strong>, são um dos pratos mais conhecidos, mas esta leguminosa também pode ser utilizada em sopas, saladas, arrozes e preparações vegetarianas.</p><p>Além do seu interesse gastronómico, as favas <strong>fornecem proteína vegetal, fibra, vitaminas e minerais</strong>, tornando-se uma opção nutritiva numa alimentação diversificada.</p><h2>Uma aliada do solo</h2><p>O interesse da fava não termina na produção alimentar. Como acontece com outras leguminosas, <strong>a planta estabelece uma relação simbiótica com bactérias presentes nos nódulos das raízes</strong>. Estas bactérias ajudam a transformar o azoto atmosférico numa forma que a planta consegue utilizar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-outono-semeia-a-primavera-a-historia-da-fava-em-portugal-1790925876295.jpg" data-image="is0tbou7mgqa" alt="À mesa" title="À mesa"><figcaption>Frescas ou secas, as favas fazem parte da tradição gastronómica portuguesa e continuam a levar aos pratos o sabor de uma cultura ancestral.</figcaption></figure><p>Por essa razão, <strong>a fava pode integrar rotações de culturas</strong>, contribuindo para sistemas agrícolas mais diversificados e para uma utilização mais eficiente dos nutrientes do solo. Depois da cultura, os restos vegetais podem ainda contribuir para a matéria orgânica quando incorporados no terreno.</p><p>Num momento em que a agricultura procura soluções que conciliem <strong>produtividade, conservação do solo e diversificação das culturas</strong>, a fava mantém uma importância que vai muito além da tradição.</p><p>Semear favas no outono é, de certa forma, <strong>trabalhar para uma colheita que só chegará meses depois</strong>. A pequena semente enterrada na terra durante os primeiros dias frios dá <strong>início a um ciclo que atravessa o inverno e culmina na primavera,</strong> sendo um exemplo simples da ligação entre o calendário agrícola, o clima e a alimentação portuguesa.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Veloso%2C%20M.%20M.%2C%20Mateus%2C%20C.%20%26%20Suso%2C%20M.%20J." data-year="2016" data-title="Vicia%20faba%20na%20sustentabilidade%20dos%20ecossistemas%20e%20perspetivas%20para%20o%20seu%20melhoramento" data-url="10.19084%2FRCA16098">Veloso, M. M., Mateus, C. & Suso, M. J.. (2016). <a href="10.19084/RCA16098" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Vicia faba na sustentabilidade dos ecossistemas e perspetivas para o seu melhoramento</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-outono-semeia-a-primavera-a-historia-da-fava-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Conseguirá escapar desta mansão assombrada em Gaia?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/conseguira-escapar-desta-mansao-assombrada-em-gaia.html</link><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 07:39:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Durante três dias, uma experiência imersiva transforma uma casa de Vila Nova de Gaia num cenário de terror, com enigmas, atores, sustos e três vidas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/conseguira-escapar-desta-mansao-assombrada-em-gaia-1790679475371.jpg" data-image="04qlcpbkj9r5" alt="Mansão assombrada" title="Mansão assombrada"><figcaption>Nem todos conseguem sair da “Mansão Assombrada”. Foto: WOW</figcaption></figure><p>Outubro já chegou e todos sabemos o que isso significa: que comece o mês mais assustador do ano. </p><p>É verdade. Se, em alguns locais o <strong>Halloween</strong> dura apenas um dia, noutros contam-se vários dias de sustos. Em <strong>Vila Nova de Gaia</strong> são, pelo menos, três. </p><p>Durante três noites, o <strong>Museu Atkinson </strong>transforma-se no cenário de um jogo de terror onde há enigmas, atores, sustos e até três vidas para gastar. Tudo acontece entre 30 de outubro e 1 de novembro, entre as 16:00 horas e a 1:00 hora da manhã. </p><div class="texto-destacado">Se costuma gostar de filmes de terror, mas prefere estar dentro da história em vez de ficar sentado no sofá a assistir, esta experiência pode ser difícil de ignorar. Este Halloween, o Museu Atkinson, no WOW, em Vila Nova de Gaia, vai transformar-se numa mansão assombrada onde os visitantes deixam de ser meros espetadores e passam a fazer parte do jogo.</div><p>E quanto à narrativa? A história começa com um convite para um baile de máscaras na Casa Atkinson, propriedade do fictício Robert Atkinson, apresentado como um aristocrata e colecionador do século XVIII. O que parecia ser uma festa exclusiva depressa transforma, contudo, num verdadeiro pesadelo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="735495" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/estes-sao-os-lugares-mais-assombrados-de-portugal-principalmente-este-mes.html" title="Estes são os lugares mais assombrados de Portugal (principalmente este mês)">Estes são os lugares mais assombrados de Portugal (principalmente este mês)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/estes-sao-os-lugares-mais-assombrados-de-portugal-principalmente-este-mes.html" title="Estes são os lugares mais assombrados de Portugal (principalmente este mês)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estes-sao-os-lugares-mais-assombrados-de-portugal-principalmente-este-mes-1761119783228_320.jpg" alt="Estes são os lugares mais assombrados de Portugal (principalmente este mês)"></a></article></aside><p>“À medida que atravessa os seus corredores, a história ganha vida e o baile transforma-se num verdadeiro pesadelo”, lê-se na sinopse.</p><div class="texto-destacado">A experiência combina teatro imersivo, escape room, exploração e efeitos especiais. Dura cerca de 80 minutos e cada sessão pode receber até 15 participantes.</div><p>A partir daí, cabe aos participantes explorar a mansão, encontrar pistas, resolver desafios e interagir com as personagens que vão surgindo pelo caminho. As escolhas feitas durante o percurso podem ainda alterar o desenvolvimento da experiência, por isso não basta seguir o grupo e esperar pelo próximo susto.</p><h2>Há dois níveis de terror</h2><p>Uma das particularidades desta experiência é que cada participante pode escolher o <strong>grau de contacto físico antes de entrar na mansão</strong>. Para isso, existem dois colares diferentes e a escolha deve ser feita logo no início. O que é que isto significa?</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/conseguira-escapar-desta-mansao-assombrada-em-gaia-1790679783496.jpg" data-image="6y4yx6umw933" alt="Halloween" title="Halloween"><figcaption>Está pronto para a aventura? Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>O Colar Vermelho, correspondente ao “Terror Absoluto”, e é destinado a quem procura uma <strong>experiência mais intensa</strong>. Nesta modalidade, os atores podem tocar nos participantes, separá-los do grupo ou conduzi-los fisicamente em determinados momentos.</p><p>Para quem prefere manter alguma distância, existe o Colar Verde, associado ao “Terror Contido”. Neste caso, <strong>não há contacto físico</strong> por parte dos atores, mantendo-se a restante experiência e narrativa.</p><div class="texto-destacado">A experiência conta com mais de 30 atores distribuídos pelos diferentes espaços da Casa Atkinson e foi criada especificamente para este projeto.</div><p>Ao longo do percurso, cada jogador dispõe ainda de três vidas. A missão passa por chegar ao fim sem as perder todas, algo que poderá ser mais complicado do que parece quando há uma mansão escura, personagens misteriosas e vários desafios pelo caminho.</p><h2>Quando pode participar?</h2><p>A “Mansão Assombrada: Halloween Experience” acontece no Museu Atkinson, no WOW, em Vila Nova de Gaia, <strong>apenas durante três dias</strong>.</p><p>A 30 de outubro, as sessões começam às 18:00 horas. No dia 31 de outubro, há sessões a partir das 17:00 horas, enquanto a 1 de novembro começam às 16:00 horas.</p><div class="texto-destacado">Os bilhetes têm preços entre 25 e 40 euros, dependendo do dia e do horário escolhido. Os membros do Cartão WOW têm direito a 10% de desconto.</div><p>Avisamos, ainda assim, que a experiência é recomendada para <strong>maiores de 18 anos</strong>. E, se a ideia é participar no próprio Halloween, convém não deixar a compra para o último momento: <strong>algumas sessões já estão esgotadas</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="WOW" data-year="2026" data-title="MANS%C3%83O%20ASSOMBRADA%3A%20HALLOWEEN%20EXPERIENCE%20-%2030%2C%2031%20OUT%20e%201%20NOV" data-url="https%3A%2F%2Fwww.wow.pt%2Fpt%2Fhalloween-experience">WOW. (2026). <a href="https://www.wow.pt/pt/halloween-experience" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">MANSÃO ASSOMBRADA: HALLOWEEN EXPERIENCE - 30, 31 OUT e 1 NOV</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/conseguira-escapar-desta-mansao-assombrada-em-gaia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A escarpa gigante que apagou mil milhões de anos de história geológica no Grand Canyon]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-escarpa-gigante-que-apagou-mil-milhoes-de-anos-de-historia-geologica-no-grand-canyon.html</link><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 06:15:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Os cientistas encontraram provas de que uma escarpa colossal, que se estendia por milhares de quilómetros através da antiga América do Norte, pode ter exposto o núcleo do Grand Canyon quase mil milhões de anos antes de este ser esculpido pelo rio Colorado.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-penhasco-gigante-que-apagou-mil-milhoes-de-anos-de-historia-geologica-no-grand-canyon-1789740041477.jpg" data-image="ocv3wa9vxv5a" alt="Grand Canyon" title="Grand Canyon"><figcaption>O Grand Canyon abrange dois mil milhões de anos da história da Terra, mas mais de metade deste registo está ausente numa superfície de erosão de grande extensão regional, conhecida como a Grande Discordância (<em>Great Unconformity</em>).</figcaption></figure><p>O estudo, liderado pela Universidade de Southampton, no Reino Unido, propõe que uma vasta "grande escarpa" de penhascos rochosos íngremes se <strong>formou quando o supercontinente Rodínia se fragmentou</strong>, há 800 milhões de anos.</p><p>Os especialistas sugerem que os penhascos, com cerca de um quilómetro de altura, se estendiam por grande parte do oeste da América do Norte, <strong>impulsionando a erosão de enormes volumes de rocha e expondo o antigo embasamento cristalino </strong>que hoje é visível no Grand Canyon, no sul do Arizona.</p><h2>2 mil milhões de anos de história... ou mais!</h2><p>O autor principal, o professor de Ciências da Terra Thomas Gernon, de Southampton, afirmou que o <strong>Grand Canyon possui um registo geológico que abrange dois mil milhões de anos</strong>, mas que mais de metade do seu registo rochoso parece estar ausente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-penhasco-gigante-que-apagou-mil-milhoes-de-anos-de-historia-geologica-no-grand-canyon-1789740551199.jpg" data-image="501zairzojy5" alt="Grand Canyon" title="Grand Canyon"><figcaption>Esta "Grande Escarpa da Laurência" (<em>Great Escarpment of Laurentia</em>), formada há cerca de 800–750 milhões de anos, ocupava uma posição semelhante à de grandes escarpas originadas durante a fragmentação do Gondwana no Mesozóico e sofreu magnitudes de exumação semelhantes.</figcaption></figure><p>De acordo com as conclusões da investigação, esta antiga e imensa escarpa estendia-se por áreas que hoje correspondem aos estados do Arizona, Utah, Idaho, Wyoming, Colorado, Texas, Oklahoma, Arkansas, Missouri e Illinois. F<strong>oi nesta região que uma erosão intensa acabou por expor algumas das rochas mais antigas da América do Norte</strong>, sendo o Grand Canyon o exemplo mais famoso, afirmou o professor Gernon.</p><p>Os investigadores combinaram <strong>reconstruções da tectónica de placas com dados sobre a evolução da paisagem</strong> para recriar como a porção ocidental da América do Norte evoluiu durante a fragmentação do supercontinente Rodínia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="754033" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-grande-canhao-do-atlantico-como-as-placas-tectonicas-fraturaram-o-fundo-do-mar-e-formaram-fendas-profundas.html" title="O Grande Canhão do Atlântico: como as placas tectónicas fraturaram o fundo do mar e formaram fendas profundas">O Grande Canhão do Atlântico: como as placas tectónicas fraturaram o fundo do mar e formaram fendas profundas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-grande-canhao-do-atlantico-como-as-placas-tectonicas-fraturaram-o-fundo-do-mar-e-formaram-fendas-profundas.html" title="O Grande Canhão do Atlântico: como as placas tectónicas fraturaram o fundo do mar e formaram fendas profundas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-gran-canon-del-atlantico-como-las-placas-tectonicas-fracturaron-el-fondo-marino-y-formaron-profundas-fosas-1770748724465_320.jpeg" alt="O Grande Canhão do Atlântico: como as placas tectónicas fraturaram o fundo do mar e formaram fendas profundas"></a></article></aside><p>A análise mostrou que o Grand Canyon ocupava, em relação à antiga margem continental, uma posição semelhante à de muitas das grandes escarpas atuais da África do Sul e do Brasil. À medida que a escarpa recuava lentamente em direção ao interior do continente ao longo de dezenas de milhões de anos, <strong>estima-se que tenha removido até oito quilómetros de rocha em alguns locais</strong>. Os resultados corroboram as evidências de que a região sofreu uma erosão extraordinária, removendo entre cinco a dez quilómetros de rocha, <strong>muito antes da formação do atual desfiladeiro</strong>.</p><h2>Esta escarpa pode ter influenciado o rumo de outras coisas</h2><p>O estudo revela ainda que a antiga escarpa pode ter influenciado muito mais do que apenas o Grand Canyon. Ao criar uma orla montanhosa duradoura em torno da Laurentia ocidental, o antigo núcleo da América do Norte, <strong>pode ter determinado o curso dos rios, os locais de acumulação de sedimentos e os momentos em que a subida do nível do mar inundou o continente</strong> antes da chamada Explosão Cambriana, período em que a vida complexa se diversificou rapidamente.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Gernon%2C%20T.%2C%20Hincks%2C%20T.%2C%20Rugen%2C%20E.%2C%20et%20al" data-year="" data-title="Exhumation%20of%20Grand%20Canyon%E2%80%99s%20basement%20along%20the%20Great%20Escarpment%20of%20Laurentia" data-url="https%3A%2F%2Fpubs.geoscienceworld.org%2Fgsa%2Fgeology%2Farticle%2Fdoi%2F10.1130%2FG55133.1%2F734969%2FExhumation-of-Grand-Canyon-s-basement-along-the">Gernon, T., Hincks, T., Rugen, E., et al. <a href="https://pubs.geoscienceworld.org/gsa/geology/article/doi/10.1130/G55133.1/734969/Exhumation-of-Grand-Canyon-s-basement-along-the" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Exhumation of Grand Canyon’s basement along the Great Escarpment of Laurentia</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-escarpa-gigante-que-apagou-mil-milhoes-de-anos-de-historia-geologica-no-grand-canyon.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Factos, notícias 'fake' e desinformação: tudo o que precisa de saber sobre o “Super El Niño”]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/fatos-fakes-e-desinformacao-tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-o-super-el-nino-com-base-na-ciencia.html</link><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Existe mesmo um “Super” El Niño? A origem dele foi um terramoto no Japão? O ONI alcançou 3,1 °C na semana passada? E os modelos, "projetam" ou “preveem” uma intensificação do fenómeno até ao inverno? Vamos desvendar os termos que têm vindo a causar confusão - até mesmo entre os profissionais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/fatos-fakes-e-desinformacao-tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-o-super-el-nino-com-base-na-ciencia-1790867631236.png" data-image="nwg359e8ty47" alt="Na ciência, alguns termos são reservados para conceitos específicos, e embora estejam relacionados, não significam a mesma coisa. Na imagem, a anomalia de TSM do dia 29 de setembro de 2026. Créditos: NOAA Coral Reef." title="Na ciência, alguns termos são reservados para conceitos específicos, e embora estejam relacionados, não significam a mesma coisa. Na imagem, a anomalia de TSM do dia 29 de setembro de 2026. Créditos: NOAA Coral Reef."><figcaption>Na ciência, alguns termos são reservados para conceitos específicos e, embora possam estar relacionados, não significam a mesma coisa. Na imagem, a anomalia de TSM do dia 29 de setembro de 2026. Créditos: NOAA Coral Reef.</figcaption></figure><p>Desde meados de abril de 2026 o assunto do<strong> “Super El Niño” tomou conta dos media </strong>e das redes sociais. Nessa altura, os modelos climáticos começaram a indicar o desenvolvimento de um fenómeno muito forte, com possibilidade de se tornar o evento mais intenso da história dos registos. </p><div class="texto-destacado">Porém, juntamente com a popularização do “Super El Niño”, também crescem as <em>fake news </em>(notícias falsas) e a desinformação que, embora não seja exatamente uma informação falsa, ela chega à população de forma muito distorcida e sem rigor científico. </div><p>Sabia que <strong>o termo “Super” El Niño não existe na ciência</strong>? Que um terramoto no Japão não é capaz de gerar o aquecimento que estamos a observar no Oceano Pacífico? E, afinal, qual é a real intensidade atual do fenómeno,<strong> existe um ONI semanal? </strong>A seguir, tudo o que precisa de saber para combater a desinformação.</p><h2>O Super El Niño não existe?</h2><p>Não,<strong> cientificamente não existe uma categoria de “super” El Niño</strong>. O fenómeno El Niño é classificado de acordo com as anomalias de temperatura da superfície do mar (TSM) na região de monitorização denominada Niño 3.4, no Oceano Pacífico equatorial central:</p><ul><li><strong>Fraco:</strong> +0,5 °C ≤ anomalia trimestral &lt; +1,0 °C</li><li><strong>Moderado:</strong> +1,0 °C ≤ anomalia trimestral &lt; +1,5 °C</li><li><strong>Forte:</strong> +1,5 °C ≤ anomalia trimestral &lt; +2,0 °C<br></li><li><strong>Muito forte:</strong><strong> anomalia trimestral ≥ +2,0 °C</strong></li></ul><p>Ou seja, o que tem vindo a ser convencionado como<strong> “Super El Niño” é, na verdade, um evento “muito forte”</strong>. A mesma classificação vale para La Niña, mas com os limiares negativos. </p><h2>O El Niño foi causado por um terramoto no Japão?</h2><p>Não, o <strong>El Niño-Oscilação Sul</strong> (ENSO) é um <strong>fenómeno natural</strong> de variabilidade climática<strong> e cíclico</strong> que resulta da interação entre o oceano e a atmosfera no Pacífico tropical. Apresenta diferentes <strong>fases</strong> que <strong>se intercalam</strong>, sendo o <strong>El Niño</strong> a fase quente, a <strong>La Niña</strong> a fase fria e uma <strong>condição neutra</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fatos-fakes-e-desinformacao-tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-o-super-el-nino-com-base-na-ciencia-1790868679751.png" data-image="iv47hwt3zikb" alt="Representação esquemática das fases El Niño e La Niña, onde laranja representa aquecimento, azul resfriamento, as nuvens indicam maior convecção e as setas onde o ar desce, desfavorecendo nuvens e chuva. Créditos: NOAA." title="Representação esquemática das fases El Niño e La Niña, onde laranja representa aquecimento, azul resfriamento, as nuvens indicam maior convecção e as setas onde o ar desce, desfavorecendo nuvens e chuva. Créditos: NOAA."><figcaption>Representação esquemática das fases El Niño e La Niña, onde laranja representa aquecimento, azul arrefecimento, as nuvens indicam maior convecção e as setas onde o ar desce, desfavorecendo nuvens e chuva. Créditos: NOAA.</figcaption></figure><p>A sua evolução envolve mudanças nos ventos alísios, na circulação atmosférica, na temperatura da superfície do mar e na distribuição do calor armazenado no oceano.</p><div class="texto-destacado">Portanto, o aquecimento observado em 2026 na região do Pacífico central não está relacionado com um terramoto ocorrido no Japão em abril de 2026, ao contrário do que circula em algumas reportagens.</div><p>Terramotos submarinos podem provocar perturbações importantes no oceano, como tsunamis, por exemplo, mas não são o mecanismo responsável pela formação de um evento de El Niño.<strong> Os modelos já indicavam um cenário de El Niño antes mesmo do terramoto</strong>.</p><h2>Qual a diferença entre "previsão" e "projeção"?</h2><p>Os termos <strong>“previsão” e “projeção” não são sinónimos</strong> em meteorologia. Na ciência, alguns termos estão reservados para um conceito específico e, neste caso:</p><ul><li><strong>Previsão</strong>: é uma <strong>estimativa</strong> das<strong> condições meteorológicas</strong> futuras <strong>baseadas</strong> no <strong>estado atual do sistema </strong>e na sua evolução esperada</li><li><strong>Projeção</strong>: é uma <strong>estimativa</strong> <strong>condicionada</strong> a determinados<strong> cenários futuros</strong>, como diferentes trajetórias de emissões e concentrações de gases com efeito de estufa - como nas simulações do clima para o final do século, reportadas pelo IPCC.</li></ul><p>Portanto, quando falamos sobre a<strong> evolução do El Niño</strong> estamos a falar de <strong>previsões</strong>, e não de projeções.</p><h2>E o “ONI da semana passada”?</h2><p>Outra <strong>confusão</strong> que tem vindo a ganhar espaço em muitos sites é sobre a<strong> intensidade do El Niño</strong>. Até fevereiro de 2026, o índice o <strong>ONI</strong> (<em>Oceanic Niño Index</em>) era amplamente utilizado para classificar o ENOS, mas ele foi <strong>substituído</strong> pelo índice relativo <strong>RONI</strong> (<em>Relative Oceanic Niño Index</em>).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fatos-fakes-e-desinformacao-tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-o-super-el-nino-com-base-na-ciencia-1790869100823.png" data-image="deqxbejo85sz" alt="ONIRONI" title="ONIRONI"><figcaption>Diferença entre os índices ONI e RONI, utilizados pela NOAA, que realçam a alteração na classificação dos eventos El Niño e La Niña na última década. Créditos: Meteored/NOAA.</figcaption></figure><p>Enquanto o <strong>ONI</strong> utiliza as <strong>anomalias absolutas </strong>(diferença entre a TSM média na região e na sua climatologia) o <strong>RONI</strong> utiliza <strong>anomalias relativas</strong>, ou seja, além da diferença em relação à climatologia, ele também desconta o aquecimento médio dos oceanos tropicais, procurando isolar o sinal do El Niño do aquecimento global de fundo.</p><div class="texto-destacado">Tanto o ONI quanto o RONI representam uma média de 3 meses de anomalias de TSM na região Niño 3.4. </div><p>Recentemente, <strong>muitos portais têm vindo a associar anomalias absolutas de TSM com o ONI </strong>em afirmações como<strong> </strong>“o ONI alcançou 3,1 °C na última semana”. Este tipo de afirmação não faz sentido cientificamente, uma vez que o ONI é uma média de três meses, e não semanal. <strong>O que alcançou 3,1 °C na última semana foi a anomalia absoluta de TSM, e não o ONI</strong>. O último ONI (junho-julho-agosto) foi de 1,8 °C, e será atualizado em breve (julho-agosto-setembro).</p><p>Esta diferença importa, especialmente quando queremos caracterizar a intensidade de um El Niño e compará-lo com eventos históricos. Embora seja interessante acompanhar a evolução do ENSO “em tempo real” (anomalias diárias ou semanais), mas a <strong>intensidade final do fenómeno é dada pela média móvel de 3 meses </strong>(RONI ou ONI).</p><h2>A importância de combater a desinformação</h2><p>O <strong>Relatório de Riscos Globais 2026</strong>, elaborado pelo Fórum Económico Mundial, aponta a <strong>desinformação</strong> e a disseminação de notícias falsas entre os<strong> 4 principais riscos globais</strong> dos próximos 10 anos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/eventos-climaticos-extremos-assumem-o-topo-dos-riscos-globais-em-2036-segundo-o-forum-economico-mundial.html" title="Eventos climáticos extremos assumem o topo dos riscos globais em 2036, segundo o Fórum Económico Mundial">Eventos climáticos extremos assumem o topo dos riscos globais em 2036, segundo o Fórum Económico Mundial</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/eventos-climaticos-extremos-assumem-o-topo-dos-riscos-globais-em-2036-segundo-o-forum-economico-mundial.html" title="Eventos climáticos extremos assumem o topo dos riscos globais em 2036, segundo o Fórum Económico Mundial"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/eventos-climaticos-extremos-assumem-o-topo-dos-riscos-globais-em-2036-segundo-o-forum-economico-mundial-1768670040998_320.png" alt="Eventos climáticos extremos assumem o topo dos riscos globais em 2036, segundo o Fórum Económico Mundial"></a></article></aside><p><strong>Combater a desinformação</strong> não significa apenas identificar o que é falso. <strong>Significa</strong> também <strong>impedir</strong> que uma<strong> informação verdadeira </strong>seja <strong>transformada</strong> em <strong>algo que ela não é</strong>. E, na ciência, isso começa por uma coisa aparentemente simples: usar cada termo para aquilo que ele realmente significa.</p><p>Ter <strong>acesso a informações científicas de qualidade</strong> é <strong>fundamental</strong> para que a <strong>população compreenda os riscos</strong> associados aos fenómenos meteorológicos e à crise climática, <strong>participe</strong> de forma consciente <strong>nas discussões</strong> <strong>e possa cobrar dos seus governantes medidas efetivas</strong> para enfrentá-la. Para tal, a ciência precisa de ser não apenas comunicada com clareza, mas também com rigor.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/fatos-fakes-e-desinformacao-tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-o-super-el-nino-com-base-na-ciencia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Corrente de jato e ânsia por doces em dias cinzentos: neurociência explica a procura de comida de conforto com mau tempo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/corrente-de-jato-e-ansia-por-doces-em-dias-cinzentos-neurociencia-explica-a-procura-de-comida-de-conforto-com-mau-tempo.html</link><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 20:48:08 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Vês o céu cinzento e tudo o que o teu corpo quer é devorar uma taça de bolachas de chocolate? Não te preocupes, não é falta de força de vontade. Há uma explicação para isso e até tem um nome: a corrente de jato.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cielo-gris-apetece-manta-peli-y-dulces-la-neurociencia-detras-de-los-atracones-tiene-explicacion-el-jet-stream-1790869184171.png" data-image="56phvqr3cxjp"><figcaption>Os dias cinzentos dão-nos vontade de comer doces; o culpado tem um nome: a corrente de jato polar ou corrente de jato.</figcaption></figure><p><strong>Esquece a culpa, não estás a falhar como pessoa </strong>e não mereces castigar-te com um batido desintoxicante no dia seguinte. Trata-se de<strong> física atmosférica e neurociência</strong>.</p><p>Embora gostemos de nos considerar seres completamente independentes que tomam decisões lógicas e puramente racionais no nosso dia-a-dia, <strong>a nossa biologia continua intimamente ligada ao que se passa a milhares de quilómetros acima de nós</strong>, mais concretamente na corrente de jato (a famosa corrente de jato polar).</p><p><strong>Compreender esta ligação ajuda-nos a libertar-nos de culpas desnecessárias</strong> e a reconhecer que muitos dos nossos comportamentos alimentares sazonais são o <strong>resultado de um mecanismo evolutivo perfeitamente natural</strong>.</p><h2>O que é que a corrente de jato tem a ver com o teu frigorífico?</h2><p>Para compreender este ciclo outonal em que nos vemos envolvidos dia após dia, <strong>precisamos de olhar para o céu e deixar de procurar alguém a quem culpar</strong>. A corrente de jato é um canal estreito de ventos fortes que flui a grande altitude ao longo do Hemisfério Norte e atua como uma barreira invisível que separa o ar polar do ar tropical.</p><p>Quando este rio de ar abranda ou faz meandros, ocorrem os famosos padrões de bloqueio atmosférico, mantendo os padrões meteorológicos estagnados durante semanas. <strong>O que é que isto significa para o seu dia-a-dia?</strong></p><p>Períodos intermináveis de tempo estagnado, céus completamente cinzentos, humidade persistente, nevoeiro matinal ou sistemas de baixa pressão que parecem nunca mais se afastarem. E <strong>é precisamente aqui que a atmosfera começa a alterar as nossas prioridades nutricionais sem que nos apercebamos</strong>.</p><h2>Cérebro cinzento, frigorífico cheio: a armadilha da serotonina</h2><p>Quando o céu fica cinzento e os níveis de luz solar descem drasticamente — algo muito comum a meio do outono e durante períodos de alta pressão estagnada —, <strong>os nossos olhos deixam de enviar ao cérebro os sinais de luz necessários para manter níveis ótimos de serotonina</strong>, o neurotransmissor que regula o bem-estar, o humor e a sensação de saciedade.</p><p>À medida que os níveis de serotonina descem, <strong>o cérebro entra num estado subtil de alerta ou de melancolia ligeira que interpretamos como mau humor</strong>. E o que faz o corpo automaticamente para recuperar a felicidade que perdeu e acalmar o sistema nervoso?</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cielo-gris-apetece-manta-peli-y-dulces-la-neurociencia-detras-de-los-atracones-tiene-explicacion-el-jet-stream-1790695043962.jpg" data-image="z3cdkewkt8yk" alt="Comida" title="Comida"><figcaption>Sweet treats are almost inevitable during periods of grey skies</figcaption></figure><p><strong>Procure a glicose de libertação rápida</strong>, porque os alimentos ultraprocessados e os açúcares atuam no nosso cérebro como fogos de artifício: um pico de prazer instantâneo seguido, passado algum tempo, por uma queda vertiginosa.</p><p><strong>É aqui que entram em cena os famosos alimentos reconfortantes</strong>. O nosso corpo anseia por hidratos de carbono refinados e gorduras, porque representam o atalho mais rápido e barato para sintetizar triptofano e<strong> produzir serotonina</strong> <strong>à força</strong>.</p><p>O<strong> tempo estagnado</strong>, orquestrado pelas<strong> </strong>oscilações da <strong>corrente de jato</strong>, <strong>reprogramou temporariamente os nossos desejos</strong> para <strong>compensar a falta de luz no exterior</strong>.</p><h2>Como combater a "fome sazonal" com base na ciência e sem dramatismos</h2><p>A indústria alimentar conhece muito bem este mecanismo e, muitas vezes, aproveita-se das nossas fraquezas sazonais, mas também p<strong>odemos defender-nos com base na ciência e no bom senso, sem recorrer a restrições absurdas nem demonizar os alimentos</strong>. A chave está em antecipar os sinais ambientais de forma inteligente.</p><p>Uma excelente estratégia consiste em dar prioridade aos hidratos de carbono complexos de alta qualidade, em vez dos açúcares simples. Se o seu corpo estiver a pedir comida reconfortante, <strong>dê-lhe um pouco — da forma correta</strong>. Troque a farinha branca por <strong>batata-doce assada, abóbora assada, leguminosas da época ou cereais integrais</strong>. Estes alimentos irão manter os seus níveis de glicose no sangue estáveis e evitar o efeito rebote de um pico de açúcar, que só agrava a fome voraz.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cielo-gris-apetece-manta-peli-y-dulces-la-neurociencia-detras-de-los-atracones-tiene-explicacion-el-jet-stream-1790695153281.jpg" data-image="bk3rxrrrcykc" alt="dulce" title="dulce"><figcaption>Existem alternativas para satisfazer a vontade de comer algo doce, como fruta ou farinhas integrais.</figcaption></figure><p>É também essencial <strong>procurar a luz natural sempre que possível, saindo ao ar livre a meio do dia</strong>, mesmo que o céu esteja coberto por uma inversão térmica ou por uma área estagnada de baixa pressão; os níveis de luz ao ar livre continuam a ser consideravelmente mais elevados do que os de qualquer escritório com iluminação artificial,<strong> o que ajuda a conter essa fome emocional</strong>.</p><h2>Deixe a culpa ser levada pela chuva</h2><p><strong>Temos de parar de nos culpar</strong>: compreender que um apetite voraz em dias de mau tempo é um mecanismo de sobrevivência evolutivo ajuda-nos a tirar um pouco do drama da situação. <strong>O corpo está simplesmente a tentar proteger-se do frio e da escuridão lá fora</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775749" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/verao-saiba-porque-e-que-perdemos-o-apetite-em-dias-de-calor-intenso.html" title="Verão: saiba porque é que perdemos o apetite em dias de calor intenso">Verão: saiba porque é que perdemos o apetite em dias de calor intenso</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/verao-saiba-porque-e-que-perdemos-o-apetite-em-dias-de-calor-intenso.html" title="Verão: saiba porque é que perdemos o apetite em dias de calor intenso"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quando-o-calor-do-verao-nos-tira-o-apetite-1782546327023_320.jpg" alt="Verão: saiba porque é que perdemos o apetite em dias de calor intenso"></a></article></aside><p>Por isso, da próxima vez que a corrente de jato bloquear o tempo por cima da tua cabeça e sentires uma atração magnética pelo armário, lembra-te de que <strong>não tens um problema de autocontrolo</strong>; é simplesmente a atmosfera a dizer-te que <strong>hoje é um dia para cuidares de ti por dentro, enquanto os céus recuperam o seu ritmo natural</strong>.</p><ol></ol>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/corrente-de-jato-e-ansia-por-doces-em-dias-cinzentos-neurociencia-explica-a-procura-de-comida-de-conforto-com-mau-tempo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Guerra no espaço: os EUA confirmam, pela primeira vez, que destacaram armas para o espaço]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/guerra-no-espaco-os-eua-confirmam-pela-primeira-vez-que-destacaram-armas-para-o-espaco.html</link><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 20:36:25 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Os Estados Unidos reconheceram, pela primeira vez, que mantêm armas de controlo espacial em órbita, uma revelação que suscita novas questões sobre tecnologia militar, segurança de satélites, tratados internacionais e estabilidade global.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/guerra-en-el-espacio-exterior-ee-uu-confirma-por-primera-vez-que-ha-desplegado-armas-en-el-espacio-1790280628983.jpeg" data-image="u2h4juup3umf"><figcaption>Sem surpresa para ninguém, os EUA anunciaram que dispõem de armas espaciais colocadas em órbita, embora não tenham especificado de que tipo são.</figcaption></figure><p>Há alguns dias, <strong>a 14 de setembro, o secretário da Força Aérea dos Estados Unidos, Troy Meink</strong>, confirmou publicamente que o país dispõe de «armas de controlo espacial em órbita», capazes, segundo ele, de defender as suas forças contra ações hostis.</p><p>A declaração, proferida durante a<strong> Air Space and Cyber Conference em National Harbor, Maryland</strong>, foi relevante não porque ficámos a saber que essas implantações tinham começado, mas porque, pela primeira vez, um funcionário público do Pentágono reconheceu que tais sistemas já estão operacionais.</p><p>Meink não revelou quantas armas existem, quando foram lançadas, que órbitas ocupam nem como funcionam, o que deixa em aberto questões sobre se poderão ser sistemas físicos, eletrónicos ou de outro tipo, nem que alvos concretos poderão afetar.</p><div class="texto-destacado">Durante anos, Washington tinha falado de ameaças espaciais e do desenvolvimento de capacidades defensivas, mas evitava referir abertamente a existência de armas já posicionadas em órbita.</div><p>Esta confirmação não significa que os Estados Unidos tenham colocado pela primeira vez tecnologia militar no espaço. Na verdade, os satélites militares existem há décadas; o que é novo é o reconhecimento explícito de sistemas classificados como armas de "controlo espacial".</p><h2>O que quer dizer com "armas espaciais"?<br></h2><p>O termo pode sugerir projéteis ou lasers, mas as possibilidades são vastas. <strong>A própria Força Espacial dos Estados Unidos define as operações contraespaciais como atividades orbitais, eletromagnéticas e cibernéticas</strong> destinadas a obter ou preservar o controlo sobre o ambiente espacial.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guerra-en-el-espacio-exterior-ee-uu-confirma-por-primera-vez-que-ha-desplegado-armas-en-el-espacio-1790280925590.jpeg" data-image="xen3exnicdwh"><figcaption>O problema de destruir um objeto em órbita reside no facto de os seus destroços se transformarem em lixo espacial potencialmente perigoso.</figcaption></figure><p>Nesse contexto, uma capacidade não tem necessariamente de destruir um satélite; basta interferir nas comunicações, bloquear sinais, afetar sensores, alterar ligações de dados ou impedir temporariamente que uma nave adversária cumpra a sua missão.</p><p>Existem também <strong>opções cinéticas, capazes de causar danos físicos através de impactos ou intercetores</strong>. No entanto, a destruição de um objeto em órbita pode gerar milhares de fragmentos que continuam a viajar a grande velocidade, tornando-se perigosos para qualquer outro objeto na mesma órbita.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="643224" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-novo-telescopio-espacial-nancy-grace-roman-da-nasa-vai-medir-a-expansao-acelerada-do-universo-astronomia.html" title="O novo Telescópio Espacial Nancy Grace Roman da NASA vai medir a expansão acelerada do Universo">O novo Telescópio Espacial Nancy Grace Roman da NASA vai medir a expansão acelerada do Universo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-novo-telescopio-espacial-nancy-grace-roman-da-nasa-vai-medir-a-expansao-acelerada-do-universo-astronomia.html" title="O novo Telescópio Espacial Nancy Grace Roman da NASA vai medir a expansão acelerada do Universo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nuevo-telescopio-de-la-nasa-permitira-medir-la-expansion-acelerada-del-universo-astronomia-cosmologia-1707422154184_320.jpeg" alt="O novo Telescópio Espacial Nancy Grace Roman da NASA vai medir a expansão acelerada do Universo"></a></article></aside><p>Por enquanto, não há provas públicas que permitam identificar qual destas tecnologias corresponde ao sistema anunciado por Meink. Os especialistas têm referido bloqueadores e outras capacidades não cinéticas como possibilidades, mas estas continuam a ser meras especulações enquanto a informação permanecer confidencial.</p><h3>China, Rússia e uma competição que já tinha começado</h3><p>O anúncio surge depois de a Força Espacial ter <strong>adotado, em 2025, uma doutrina orientada para alcançar a "superioridade espacial"</strong> que contempla a guerra orbital, eletromagnética e cibernética, além de ações defensivas e ofensivas sob a direção de comandos de combate.</p><p>Washington defende que essa mudança responde ao crescimento das capacidades da China e da Rússia. A Força Espacial afirma que ambos os países desenvolvem sistemas capazes de prejudicar ou interromper serviços, incluindo bloqueadores, lasers terrestres e veículos capazes de manobrar perto de outros satélites.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guerra-en-el-espacio-exterior-ee-uu-confirma-por-primera-vez-que-ha-desplegado-armas-en-el-espacio-1790281903789.jpeg" data-image="ffj7kb9zj8yo"><figcaption>As operações com lasers podem ter consequências graves, uma vez que podem danificar a infraestrutura de outros satélites.</figcaption></figure><p>É importante distinguir essa avaliação norte-americana de um facto acordado internacionalmente. A China e a Rússia rejeitam que as suas políticas sejam utilizadas como justificação para uma expansão militar norte-americana e, na sequência do anúncio de Meink, ambos os governos apelaram para que se evitasse uma corrida ao armamento no espaço.</p><p>A dependência moderna dos satélites explica por que razão <strong>estas capacidades têm consequências que vão além das forças armadas</strong>. A navegação, as comunicações, a observação meteorológica, a sincronização financeira e inúmeros serviços civis utilizam infraestruturas orbitais, pelo que um conflito poderia ter efeitos indiretos em países inteiros.</p><h3>Um tratado espacial</h3><p><strong>O Tratado do Espaço Ultraterrestre de 1967 estabelece limites importantes</strong>, mas não proíbe todas as armas convencionais em órbita. O seu artigo IV impede a colocação de armas nucleares ou outras armas de destruição maciça à volta da Terra e proíbe atividades militares específicas em corpos celestes.</p><p>Trata-se de uma diferença jurídica muito importante, uma vez que a presença de armas convencionais em órbita não implica automaticamente uma violação do tratado, embora intensifique o debate sobre as normas aplicáveis às tecnologias modernas. Muitas das capacidades atuais nem sequer existiam quando <strong>o acordo foi redigido há quase seis décadas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="710182" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/lixo-espacial-detetado-com-infrassons-eis-como-os-cientistas-localizam-os-objetos-que-caem-do-espaco.html" title="Lixo espacial detetado com infrassons: eis como os cientistas localizam os objetos que caem do espaço">Lixo espacial detetado com infrassons: eis como os cientistas localizam os objetos que caem do espaço</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/lixo-espacial-detetado-com-infrassons-eis-como-os-cientistas-localizam-os-objetos-que-caem-do-espaco.html" title="Lixo espacial detetado com infrassons: eis como os cientistas localizam os objetos que caem do espaço"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/basura-espacial-detectada-con-infrasonidos-asi-rastrean-los-cientificos-los-objetos-que-caen-del-espacio-1746884144024_320.jpg" alt="Lixo espacial detetado com infrassons: eis como os cientistas localizam os objetos que caem do espaço"></a></article></aside><p>Outro risco é o dos detritos orbitais: um teste antissatélite russo realizado em 2021 destruiu um satélite do próprio país e criou milhares de fragmentos. As colisões subsequentes podem gerar ainda mais lixo espacial, aumentando o perigo para veículos que não têm nada a ver com isso nem o temem.</p><p>É assim que este anúncio abre uma fase de incerteza, na qual a doutrina norte-americana, com as suas operações ofensivas e defensivas, pode desencadear uma das piores catástrofes da era moderna.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/guerra-no-espaco-os-eua-confirmam-pela-primeira-vez-que-destacaram-armas-para-o-espaco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[IPMA mudou os avisos de trovoada e passou a considerar chuva intensa, granizo e vento forte]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-mudou-os-avisos-de-trovoada-e-passou-a-considerar-chuva-intensa-granizo-e-vento-forte.html</link><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 17:07:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A nova escala fornece uma leitura mais precisa do risco, facilitando decisões em casos de instabilidade atmosférica. Saiba quando o fenómeno é mais frequente e como se proteger.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-mudou-os-avisos-de-trovoada-e-passou-a-considerar-chuva-intensa-granizo-e-vento-forte-1790945182516.jpg" data-image="eodj1nkxk6zk" alt="Trovoada" title="Trovoada"><figcaption>Os novos critérios do IPMA para avisos de trovoada passam a incluir outros fenómenos meteorológicos associados com potencial impacto. Foto: Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Um <strong>aviso de trovoada</strong> já não significa apenas que há<strong> </strong><strong>relâmpagos </strong>a<strong> </strong>caminho. A partir da revisão recentemente feita pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o alerta passou a incluir também alguns dos fenómenos mais perigosos que podem acompanhar uma célula convectiva, como <strong>chuva muito</strong> <strong>intensa</strong>, <strong>granizo</strong> e <strong>rajadas fortes</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg> A alteração visa alinhar os avisos meteorológicos com o que as pessoas podem vir a enfrentar no terreno.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Até agora, a classificação assentava sobretudo nas previsões de ocorrência, frequência e distribuição das descargas elétricas. Os <strong>novos critérios</strong> <strong>cruzam essa informação com a intensidade de outros fenómenos associados</strong> e o potencial de impacto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-mudou-os-avisos-de-trovoada-e-passou-a-considerar-chuva-intensa-granizo-e-vento-forte-1790945571896.jpg" data-image="433puv9a7bfr" alt="Chuva intensa" title="Chuva intensa"><figcaption>A cor do aviso passou a refletir, além da frequência das descargas, perigos como chuva intensa, rajadas ou granizo. Foto: Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Isso também muda a forma de interpretar as três cores. Um aviso amarelo não significa simplesmente “alguns relâmpagos”. Pode indicar condições favoráveis a <strong>trovoadas acompanhadas de precipitação forte, granizo ou rajadas</strong> que já justificam cuidados maiores. Nos níveis superiores, a possibilidade de fenómenos severos ou extremos aumenta.</p><h2>O que passa a significar cada cor</h2><p>Os critérios definidos pelo IPMA para Portugal continental estabelecem três patamares. Os valores de chuva e vento ajudam a entender a dimensão do perigo associado a cada aviso.</p><table><thead><tr><th>Aviso</th><th>O que pode acontecer</th></tr></thead><tbody><tr><td><strong>Amarelo</strong></td><td>Trovoada localizada, 10 a 20 mm de chuva numa hora, granizo inferior a 2 cm e rajadas entre 70 e 90 km/h</td></tr><tr><td><strong>Laranja</strong></td><td>Trovoada severa localizada, 20 a 40 mm numa hora, granizo igual ou superior a 2 cm e rajadas a partir de 90 km/h</td></tr><tr><td><strong>Vermelho</strong></td><td>Trovoadas extremas localizadas, pelo menos 40 mm numa hora, granizo de grandes dimensões e rajadas muito destrutivas</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="2">Fonte: IPMA</td></tr></tbody></table><p><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></p><p>A mudança mais importante é a cor do aviso que passa a transmitir mais informação sobre <strong>o tipo de perigo esperado</strong>, e não apenas sobre a presença ou frequência de descargas elétricas. O IPMA enquadra esta revisão num processo mais amplo de modernização do sistema de avisos meteorológicos, que deverá continuar nos próximos meses. </p><h2>Mais do que um relâmpago</h2><p>A importância desta alteração percebe-se melhor olhando para o que será expectável durante uma <strong>trovoada intensa</strong>. Uma célula convectiva pode descarregar grande quantidade de chuva num curto período, provocar granizo e gerar rajadas capazes de derrubar ramos, árvores ou estruturas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A chuva intensa também pode provocar inundações rápidas em zonas urbanas, sobretudo se os sistemas de drenagem estiverem obstruídos. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A <strong>circulação rodoviária</strong> pode tornar-se perigosa devido à água acumulada e a Proteção Civil recomenda especial atenção em zonas historicamente vulneráveis e junto de linhas de água. O aviso deve ser lido, por isso, como uma indicação para adaptar comportamentos. Não é preciso esperar pelo primeiro trovão para começar a agir.</p><h2>O que fazer durante uma trovoada</h2><p>Quanto mais intensa for a situação prevista, mais importante é reduzir a exposição. O IPMA recomenda <strong>procurar abrigo numa casa ou num carro</strong> e afastar-se de árvores isoladas e locais elevados. Se não existir um refúgio próximo, deve manter-se uma posição baixa, sem se deitar no chão. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="8171" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/divulgacao/tempestades-como-se-formam-raios-e-trovoes-.html" title="Tempestades: Como se formam relâmpagos e trovões?">Tempestades: Como se formam relâmpagos e trovões?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/divulgacao/tempestades-como-se-formam-raios-e-trovoes-.html" title="Tempestades: Como se formam relâmpagos e trovões?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempestades-como-se-formam-raios-e-trovoes--8171-1_320.jpg" alt="Tempestades: Como se formam relâmpagos e trovões?"></a></article></aside><p>A Proteção Civil acrescenta outros cuidados, sobretudo diante de chuva intensa e vento. Entre as medidas estão <strong>desobstruir previamente os sistemas de escoamento de água</strong>, evitar zonas inundáveis e adotar uma condução defensiva. Também deve ser evitada a permanência junto de árvores ou de estruturas que possam cair. </p><table><thead><tr><th>Situação</th><th>O mais seguro é</th></tr></thead><tbody><tr><td>Está ao ar livre</td><td>Procurar abrigo num edifício ou veículo e afastar-se de árvores isoladas e zonas elevadas</td></tr><tr><td>Está a conduzir</td><td>Reduzir a velocidade, aumentar a atenção e evitar zonas com água acumulada</td></tr><tr><td>Há chuva intensa</td><td>Não atravessar zonas inundadas nem permanecer junto de linhas de água</td></tr><tr><td>Há vento forte</td><td>Manter distância de árvores, estruturas suspensas e elementos que possam cair</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="2">Fontes: IPMA e ANPEC</td></tr></tbody></table><p><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></p><p>A trovoada não é apenas um fenómeno típico dos dias quentes de verão. Os dados mais recentes do IPMA mostram uma forte variabilidade entre anos e estações. Em 2025, o outono concentrou 43,1% das descargas elétricas atmosféricas nuvem-solo e <strong>novembro</strong> foi o mês com maior número de descargas desde 2010. <strong>Abril</strong> e junho também estiveram entre os meses com mais ocorrências. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Em 2024, pelo contrário, o verão concentrou a maior parcela das descargas nuvem-solo, seguido da primavera. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Embora o aquecimento do solo possa favorecer trovoadas de verão, sobretudo no interior e durante a tarde, os episódios podem surgir noutras alturas e estar associados a sistemas depressionários e frentes. O próprio IPMA identifica a <strong>instabilidade atmosférica</strong>, a <strong>humidade</strong> e a <strong>ascensão do ar</strong> como ingredientes fundamentais para a formação destes fenómenos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-mudou-os-avisos-de-trovoada-e-passou-a-considerar-chuva-intensa-granizo-e-vento-forte-1790946549779.jpg" data-image="ei754qs9wk06" alt="relâmpagos" title="relâmpagos"><figcaption>Árvores isoladas e locais elevados são de evitar quando há trovoada. Foto: Pixabay</figcaption></figure><p>Há, por isso, uma mudança que vale a pena reter. <strong>Consultar um aviso de trovoada passa a ser também uma forma de saber o que pode vir com os relâmpagos</strong>. E essa informação pode ser decisiva para escolher entre continuar o caminho, mudar o percurso ou simplesmente procurar abrigo.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Instituto%20Portugu%C3%AAs%20do%20Mar%20e%20da%20Atmosfera" data-year="" data-title="IPMA%20atualiza%20crit%C3%A9rios%20do%20aviso%20meteorol%C3%B3gico%20de%20trovoada" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ipma.pt%2Fpt%2Fmedia%2Fnoticias%2Fnews.detail.jsp%3Fy%3D2026%26f%3DCriterios_aviso_trovoada.html">Instituto Português do Mar e da Atmosfera. <a href="https://www.ipma.pt/pt/media/noticias/news.detail.jsp?y=2026&f=Criterios_aviso_trovoada.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">IPMA atualiza critérios do aviso meteorológico de trovoada</a>.</cite><br><cite data-author="IPMA" data-year="" data-title="Crit%C3%A9rios%20de%20emiss%C3%A3o%20dos%20avisos%20meteorol%C3%B3gicos" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ipma.pt%2Fpt%2Fenciclopedia%2Fotempo%2Fsam%2Findex.html%3Fpage%3Dcriterios.xml">IPMA. <a href="https://www.ipma.pt/pt/enciclopedia/otempo/sam/index.html?page=criterios.xml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Critérios de emissão dos avisos meteorológicos</a>.</cite><br><cite data-author="Autoridade%20Nacional%20de%20Emerg%C3%AAncia%20e%20Prote%C3%A7%C3%A3o%20Civil" data-year="" data-title="Precipita%C3%A7%C3%A3o%20forte%2C%20vento%20e%20trovoada%20%E2%80%93%20medidas%20preventivas" data-url="https%3A%2F%2Fprociv.gov.pt%2Fmedia%2Fwkoa3jp4%2Faviso-%25C3%25A0-popula%25C3%25A7%25C3%25A3o-_-precipita%25C3%25A7%25C3%25A3o-forte-vento-e-trovoada-medidas-preventivas-_-06jun2024.pdf">Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil. <a href="https://prociv.gov.pt/media/wkoa3jp4/aviso-%C3%A0-popula%C3%A7%C3%A3o-_-precipita%C3%A7%C3%A3o-forte-vento-e-trovoada-medidas-preventivas-_-06jun2024.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Precipitação forte, vento e trovoada – medidas preventivas</a>.</cite><br><cite data-author="IPMA" data-year="" data-title="O%20que%20fazer%20quando%20somos%20surpreendidos%20por%20uma%20trovoada%20e%20nos%20encontramos%20no%20exterior%3F" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ipma.pt%2Fpt%2Feducativa%2Ffaq%2Fmeteorologia%2Fobservacao%2Ffaq_0001.html">IPMA. <a href="https://www.ipma.pt/pt/educativa/faq/meteorologia/observacao/faq_0001.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">O que fazer quando somos surpreendidos por uma trovoada e nos encontramos no exterior?</a>.</cite><br><cite data-author="IPMA" data-year="" data-title="Boletim%20Descargas%20el%C3%A9tricas%202024" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ipma.pt%2Fpt%2Fmedia%2Fnoticias%2Fdocumentos%2F2025%2FBoletim_anual_DEA_2024.pdf">IPMA. <a href="https://www.ipma.pt/pt/media/noticias/documentos/2025/Boletim_anual_DEA_2024.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Boletim Descargas elétricas 2024</a>.</cite><br><cite data-author="IPMA" data-year="" data-title="Boletim%20Descargas%20el%C3%A9tricas%202025" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ipma.pt%2Fpt%2Fmedia%2Fnoticias%2Fdocumentos%2F2026%2FBoletim_anual_DEA_2025.pdf">IPMA. <a href="https://www.ipma.pt/pt/media/noticias/documentos/2026/Boletim_anual_DEA_2025.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Boletim Descargas elétricas 2025</a>.</cite><br><cite data-author="IPMA" data-year="" data-title="%C3%81rea%20Educativa%20-%20Trovoadas" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ipma.pt%2Fpt%2Feducativa%2Ffenomenos.meteo%2Findex.jsp%3Fpage%3Ddea.trov.xml%26print%3Dtrue">IPMA. <a href="https://www.ipma.pt/pt/educativa/fenomenos.meteo/index.jsp?page=dea.trov.xml&print=true" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Área Educativa - Trovoadas</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-mudou-os-avisos-de-trovoada-e-passou-a-considerar-chuva-intensa-granizo-e-vento-forte.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Alfredo Graça avisa: “Entre sábado e segunda a gota fria intensificará aguaceiros e trovoada no interior Norte e Centro"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-avisa-entre-sabado-e-segunda-a-gota-fria-intensificara-aguaceiros-e-trovoada-no-interior-norte-e-centro.html</link><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 16:09:51 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Ao longo destes primeiros dias de outubro a influência de uma gota fria a oeste de Portugal continental conduzirá ao aumento da probabilidade de ocorrência de aguaceiros, por vezes fortes, trovoadas e possivelmente granizo. Saiba as zonas potencialmente mais expostas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbgpa3q"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbgpa3q.jpg" id="xbgpa3q"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Nesta tarde de sexta-feira (2) o tempo mantém-se geralmente estável em Portugal continental</strong>, apesar dos períodos de céu muito nublado. Embora a estabilidade atmosférica seja dominante, alguns locais do interior Norte e Centro e da Região Sul já vão sendo condicionados por aguaceiros dispersos e possíveis trovoadas, cuja distribuição irregular é típica da precipitação de carácter convectivo.</p><h2>Gota fria formar-se-á a oes-noroeste da Península Ibérica, eis como condicionará o tempo em Portugal continental</h2><p>Entre as últimas horas de sábado (3) e durante o dia de domingo (4) prevê-se que a presença de ar frio em altitude permita a formação de uma<strong> gota fria a oes-noroeste da Península Ibérica</strong>, a primeira mais relevante deste outono e que determinará a evolução do estado do tempo no nosso país nos dias seguintes. Não obstante, <strong>a instabilidade - sob a forma de aguaceiros e trovoadas - surgirá ainda durante sábado (3)</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>O que é uma gota fria?</strong><br>Também conhecida como depressão isolada em altitude, é originado a partir de uma 'língua' de ar frio que se desprende do jato polar e, que pode evoluir para uma circulação algo mais organizada, com um núcleo de ar frio, mais ou menos fechado, e normalmente a mais de 5000 metros de altitude.</div><p>Portanto, para <strong>sábado (3) </strong>prevê-se um céu novamente ‘povoado’ por muita nebulosidade, com os mapas da Meteored a anteciparem a ocorrência de <strong>aguaceiros, por vezes fortes</strong> e potencialmente acompanhados de <strong>trovoada</strong>. Não se descarta a possibilidade de parte da precipitação convectiva assumir a forma de <strong>granizo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-avisa-entre-sabado-e-segunda-a-gota-fria-intensificara-aguaceiros-e-trovoada-no-interior-norte-e-centro-1790956443412.jpg" data-image="qq906leepulx"><figcaption>A precipitação intermitente tenderá a aparecer com mais frequência no interior Norte e Centro.</figcaption></figure><p>Embora já possa chover em certas zonas do país na madrugada e manhã, como por exemplo no Sotavento Algarvio e Baixo Alentejo, a instabilidade atmosférica será mais provável e frequente durante a tarde, em particular no interior. Nesta parte do país, <strong>a última atualização do modelo europeu antevê uma maior probabilidade de ocorrência de aguaceiros e trovoadas no interior Norte e Centro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-avisa-entre-sabado-e-segunda-a-gota-fria-intensificara-aguaceiros-e-trovoada-no-interior-norte-e-centro-1790956259473.jpg" data-image="if993uj902x9"><figcaption>No domingo, 4 de outubro, a gota fria ganhará forma gradualmente. O movimento ciclónico do vento previsto a 9000 metros de altitude e gerado pela sua circulação já será especialmente visível nos mapas de segunda-feira, dia 5, a oeste de Portugal continental . </figcaption></figure><p><strong>Já para domingo (4) espera-se outra fase de condições meteorológicas instáveis, novamente mais prováveis no interior do nosso país e durante a tarde</strong>. A complexidade inerente à natureza caótica de centros de baixas pressões como as gotas frias, essencialmente devido à trajetória altamente incerta que assumem, não permite avançar com detalhes muito concretos em relação à distribuição e intensidade dos fenómenos convectivos associados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-avisa-entre-sabado-e-segunda-a-gota-fria-intensificara-aguaceiros-e-trovoada-no-interior-norte-e-centro-1790956477846.jpg" data-image="lbsu80euk7o2"><figcaption>Neste mapa de previsão horária da densidade de raios às 17:00 de domingo, 4 de outubro, observa-se uma maior predisposição para a concentração de descargas elétricas atmosféricas no Centro e no Sul do país. </figcaption></figure><p>Deste modo, as projeções atualmente disponíveis nos mapas da Meteored apontam para uma <strong>maior probabilidade e frequência dos aguaceiros e trovoadas nas faixas do território entre Mondego e Tejo e entre Tejo e Sado, bem como no interior Norte e Centro</strong> <strong>no domingo, 4 de outubro</strong>.</p><h2>A próxima semana começará com uma nova ‘leva’ de aguaceiros fortes, sobretudo nestas regiões do interior</h2><p>A continuidade da gota fria a oeste de Portugal continental manterá presente a instabilidade em certas zonas do país no início da próxima semana, nomeadamente na <strong>segunda-feira, 5 de outubro e feriado da Implantação da República</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791560" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mais-de-100-mm-entre-hoje-e-domingo-o-sistema-pos-tropical-hanna-deixara-chuva-e-trovoada-nos-acores.html" title="Mais de 100 mm: entre hoje e domingo o sistema pós-tropical Hanna deixará chuva e trovoada nos Açores">Mais de 100 mm: entre hoje e domingo o sistema pós-tropical Hanna deixará chuva e trovoada nos Açores</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mais-de-100-mm-entre-hoje-e-domingo-o-sistema-pos-tropical-hanna-deixara-chuva-e-trovoada-nos-acores.html" title="Mais de 100 mm: entre hoje e domingo o sistema pós-tropical Hanna deixará chuva e trovoada nos Açores"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mais-de-100-mm-entre-hoje-e-domingo-a-depressao-pos-tropical-hanna-deixara-chuva-e-trovoada-nos-acores-1790945581150_320.jpg" alt="Mais de 100 mm: entre hoje e domingo o sistema pós-tropical Hanna deixará chuva e trovoada nos Açores"></a></article></aside><p>Assim, para segunda-feira (5) continua a prever-se uma jornada novamente dominada por períodos de céu muito nublado, com uma maior probabilidade e frequência de <strong>aguaceiros e trovoadas nas Regiões Norte e Centro e especialmente no interior das mesmas</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Nota importante para o leitor</strong>: Adicionalmente, é importante ainda que fique bem claro que não só <strong>não estará sempre a chover</strong>, como haverá uma <strong>alternância</strong> deste tipo de precipitação - extremamente irregular no espaço e no tempo e em intensidade - com<strong> períodos de céu nublado e boas abertas</strong>.</div><p>Embora a previsão ainda esteja sujeita a alterações significativas, agora mesmo os nossos mapas destacam <strong>as zonas montanhosas do Alto Minho e Alto Tâmega e Barroso, bem como vastas zonas da Beira Alta, Beira Baixa, Nordeste Transmontano e algumas áreas dos distritos de Vila Real e Viseu </strong>como aquelas onde os períodos de instabilidade apresentam uma<strong> probabilidade de ocorrência mais elevada na tarde de segunda-feira (5)</strong>.</p><p>Ainda nesse dia, existe a possibilidade de diversas zonas do litoral também ficarem expostas ao impacto de fenómenos decorrentes da precipitação convectiva.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-avisa-entre-sabado-e-segunda-a-gota-fria-intensificara-aguaceiros-e-trovoada-no-interior-norte-e-centro-1790955974881.jpg" data-image="73hpf88n722q"><figcaption>Neste momento o modelo ECMWF coloca Castelo Branco como o distrito onde poderão ser registados os acumulados de precipitação mais significativos até às 23:00 de segunda-feira, 5 de outubro.</figcaption></figure><p>Tal como mencionado anteriormente pela Meteored Portugal, além da trajetória altamente incerta e irregular da gota fria, que não permite avançar com detalhes muito concretos quanto à localização exata dos fenómenos meteorológicos adversos decorrentes da sua influência, é importante ainda acrescentar que nas <strong>regiões do litoral de Portugal continental</strong> <strong>a frequência e impacto das células convectivas e trovoadas será substantivamente menor</strong><strong>, o que não significa que seja impossível</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-avisa-entre-sabado-e-segunda-a-gota-fria-intensificara-aguaceiros-e-trovoada-no-interior-norte-e-centro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mais de 100 mm: entre hoje e domingo o sistema pós-tropical Hanna deixará chuva e trovoada nos Açores]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mais-de-100-mm-entre-hoje-e-domingo-o-sistema-pos-tropical-hanna-deixara-chuva-e-trovoada-nos-acores.html</link><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 13:11:10 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma sexta-feira de aviso laranja de chuva nos Açores. O sistema pós-tropical Hanna continuará a trazer chuva, por vezes forte e acompanhada de trovoada, ao longo das próximas horas. A sua influência no arquipélago deverá manter-se até domingo, 4 de outubro.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbgm7yi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbgm7yi.jpg" id="xbgm7yi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Nas últimas horas a antiga tempestade e depressão tropical Hanna perdeu intensidade </strong>e organização de forma significativa, bem como as características tropicais que impedem de continuar a classificá-la como um sistema dessa índole. </p><p>Para essa redução da intensidade e perda de características tropicais contribuiu particularmente a temperatura da superfície do mar das <strong>águas relativamente mais frias, presentes na parte do Atlântico com que o sistema depressionário se cruzou quando se desviou para os Açores</strong>.</p><p> Ao deixar de ser alimentado por águas oceânicas mais quentes, era inevitável que Hanna acabasse por perder força. No entanto, apesar da sua passagem para uma categoria mais baixa, em que é essencialmente uma baixa pressão pós-tropical, <strong>não é por isso que as linhas de instabilidade associadas ao sistema e os efeitos meteorológicos daí decorrentes devam ser subestimados no arquipélago açoriano</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mais-de-100-mm-entre-hoje-e-domingo-a-depressao-pos-tropical-hanna-deixara-chuva-e-trovoada-nos-acores-1790945887495.jpg" data-image="62cgn0qe8fge"><figcaption>No canal de infravermelho desta imagem de satélite das 13:40 desta sexta-feira, 2 de outubro, pode-se observar a instabilidade associada à baixa pós-tropical Hanna a percorrer ativamente os Açores.</figcaption></figure><p>Tal como se pode observar na imagem acima, correspondente ao canal de infravermelho de uma imagem de satélite (EUMETSAT - Meteored),<strong> o sistema pós-tropical Hanna tem estado a afetar ativamente o estado do tempo no arquipélago dos Açores</strong>. Além disto, no último rastreio observável nos mapas disponibilizados pela Meteored, a baixa pós-tropical evidenciava uma pressão central mínima de 1017 hPa - ou seja, já bastante debilitada.</p><p>Ainda assim, prevê-se que ao longo das próximas horas e dias as linhas de instabilidade associadas ao sistema pós-tropical Hanna continuem a condicionar de maneira mais ou menos significativa o estado do tempo no arquipélago dos Açores, dando origem a períodos de<strong> chuva, por vezes forte, e potencialmente acompanhada de trovoada</strong>.</p><h2>Açores sob aviso laranja de chuva esta sexta-feira, 2 de outubro</h2><p>Devido aos fenómenos meteorológicos adversos previstos, por volta das <strong>08:00 da manhã desta sexta-feira (2) entrou em vigor o aviso laranja</strong> <strong>decretado pelo IPMA nos três Grupos insulares</strong>: Ocidental (Corvo e Flores), Central (Pico, Faial, São Jorge, Graciosa e Terceira) e Oriental (São Miguel e Santa Maria). Consultando o radar de chuva disponibilizado pela Meteored, constata-se que ao longo das últimas horas já foi chovendo com moderada a forte intensidade um pouco por todas as ilhas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mais-de-100-mm-entre-hoje-e-domingo-a-depressao-pos-tropical-hanna-deixara-chuva-e-trovoada-nos-acores-1790945710246.jpg" data-image="thlga62fpvuc"><figcaption>Bandas de nebulosidade e precipitação geradas pela instabilidade associada ao sistema pós-tropical Hanna. Mapa de previsão de chuva e nebulosidade desta sexta-feira, 2 de outubro às 14:00, segundo o modelo ECMWF.</figcaption></figure><p>De acordo com as projeções atualmente disponíveis nos mapas da Meteored, baseados no modelo europeu (ECMWF), <strong>a evolução da precipitação para as restantes horas de hoje será particularmente significativa nos Grupos Central e Oriental</strong><strong>, onde a mesma se manterá pontualmente forte</strong> e acompanhada de trovoada. Um cenário distinto está previsto para o Grupo Ocidental: prevê-se que a partir do meio da tarde de hoje as bandas de precipitação associadas ao sistema praticamente deixem de o atingir.</p><h2>Até domingo à noite preveem-se até 115 mm de chuva acumulada nos Açores: esta é a distribuição prevista</h2><p>Ainda de acordo com os nossos mapas, a precipitação persistirá nos Açores no sábado (3), distribuindo-se da seguinte forma: aguaceiros relativamente fracos e dispersos no Grupo Ocidental; e <strong>períodos de aguaceiros ou chuva, pontualmente fortes e possivelmente acompanhados de trovoada no Grupo Central - onde poderá durar com mais frequência até ao meio-dia - e no Grupo Oriental - onde poderá prolongar-se até à noite</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791463" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/confirmado-por-joana-campos-a-partir-das-7-horas-de-sabado-preveem-se-aguaceiros-e-trovoadas.html" title="Confirmado por Joana Campos: a partir das 7 horas de sábado preveem-se aguaceiros e trovoadas">Confirmado por Joana Campos: a partir das 7 horas de sábado preveem-se aguaceiros e trovoadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/confirmado-por-joana-campos-a-partir-das-7-horas-de-sabado-preveem-se-aguaceiros-e-trovoadas.html" title="Confirmado por Joana Campos: a partir das 7 horas de sábado preveem-se aguaceiros e trovoadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/confirmado-por-joana-campos-a-partir-das-7-horas-de-sabado-prevem-se-aguaceiros-e-trovoadas-1790891534847_320.png" alt="Confirmado por Joana Campos: a partir das 7 horas de sábado preveem-se aguaceiros e trovoadas"></a></article></aside><p>Este cenário ‘casa’ com o <strong>aviso amarelo de precipitação emitido pelo IPMA para as ilhas centrais e orientais do arquipélago no sábado, 3 de outubro</strong>, e com a inexistência de aviso meteorológico para as duas ilhas mais ocidentais.</p><div class="texto-destacado">Para domingo, 4 de outubro, prevê-se que subsistam algumas bandas de nebulosidade e precipitação associadas ao sistema pós-tropical Hanna, mas que tenderão a afastar-se do arquipélago dos Açores à medida que se forem deslocando para sudoeste sobre pleno Atlântico.</div><p><strong>Isto dará origem a mais uma leva de aguaceiros, sobretudo durante a primeira metade do dia 4 de outubro</strong>. Serão geralmente de fraca intensidade e prováveis em todas as ilhas, embora mais frequentes nos Grupos Central e Oriental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mais-de-100-mm-entre-hoje-e-domingo-a-depressao-pos-tropical-hanna-deixara-chuva-e-trovoada-nos-acores-1790945581150.jpg" data-image="fg1jaazjn09u"><figcaption>Prevê-se uma distribuição pluviométrica bastante desigual, com os acumulados mais elevados a poderem concentrar-se, sobretudo nas ilhas mais orientais do arquipélago - São Miguel e Santa Maria.</figcaption></figure><p><strong>Quanto à evolução da precipitação acumulada no arquipélago dos Açores, entre o meio-dia desta sexta-feira (2) e as 23:00 de domingo (4)</strong>, o cenário previsto pelos mapas da Meteored é bastante claro, antecipando uma distribuição bastante desigual entre Grupos insulares e inclusive entre ilhas do mesmo Grupo.</p><p>Como se pode observar no mapa acima são expectáveis entre <strong>20 e 30 mm no Grupo Ocidental, entre 15 e 80 mm no Grupo Central, com os acumulados mais elevados previstos para as ilhas do Pico e do Faial, e entre 60 e 115 mm no Grupo Oriental</strong>, aquele que se prevê ser o mais exposto à precipitação.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mais-de-100-mm-entre-hoje-e-domingo-o-sistema-pos-tropical-hanna-deixara-chuva-e-trovoada-nos-acores.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Treinar na cidade: as estratégias essenciais para proteger os pulmões da poluição]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/treinar-na-cidade-as-estrategias-essenciais-para-proteger-os-pulmoes-da-poluicao.html</link><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 08:39:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Do asfalto para a natureza: as estratégias essenciais para proteger os seus pulmões e respirar ar puro enquanto treina. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/treinar-na-cidade-as-estrategias-essenciais-para-proteger-os-pulmoes-da-poluicao-1790601025024.png" data-image="y0ur74epugl9"><figcaption>Afastar-se apenas 50 metros de uma estrada movimentada pode reduzir a inalação de gases tóxicos em quase metade.</figcaption></figure><p>Quem corre conhece bem a diferença entre a sensação de uma estrada movimentada e o alívio de um percurso em plena natureza. Embora os benefícios do exercício ao ar livre superem, por norma, os riscos da poluição, a atividade física intensa altera drasticamente a nossa fisiologia respiratória.</p><div class="texto-destacado">Durante o esforço, inalamos entre 10 a 20 vezes mais ar do que em repouso e passamos a respirar predominantemente pela boca. </div><p>Ao contornar a filtragem natural das fossas nasais, abrimos caminho para que poluentes tóxicos, como o dióxido de azoto, o monóxido de carbono, o ozono e as partículas finas (PM2.5), <strong>penetrem nas zonas mais profundas dos pulmões.</strong> </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/treinar-na-cidade-as-estrategias-essenciais-para-proteger-os-pulmoes-da-poluicao-1790680941654.png" data-image="5hr4xz8x6m5j"><figcaption>Ao correr, inalamos até 20 vezes mais ar do que em repouso, aumentando drasticamente a absorção de poluentes no organismo.</figcaption></figure><p>A inalação prolongada e profunda destes compostos causa inflamação pulmonar, prejudica o desenvolvimento respiratório e pode aumentar o risco de doenças neurológicas ou agravar condições como a asma.</p><h3> A importância da escolha do local, do horário e da intensidade </h3><p> Para mitigar estes riscos, a escolha do local e do horário de treino é a principal linha de defesa. <strong>Deve-se evitar praticar exercício durante as horas de ponta, dando preferência ao início da manhã</strong>, quando há menos tráfego, as temperaturas são mais baixas e os níveis de ozono estão reduzidos. </p><div class="texto-destacado">Afastar-se apenas 50 a 100 metros de uma estrada principal reduz drasticamente a inalação de toxinas. </div><p>É recomendável evitar cruzamentos e ruas ladeadas por edifícios altos que aprisionam os gases, optando sempre por parques, florestas ou vias residenciais calmas. Além disso, monitorizar o Índice de Qualidade do Ar (AQI) permite ajustar o ritmo:<strong> em dias críticos, reduzir a intensidade (optar por uma caminhada rápida em vez de uma corrida intensa)</strong> limita significativamente o volume de ar poluído inalado. </p><h3> Alternativas em recintos fechados e cuidados complementares </h3><p> Se o ar estiver severamente poluído,<strong> transferir o treino para um ambiente fechado (ginásio ou em casa) é a decisão mais segura</strong>. Contudo, ao treinar em casa, garanta que o espaço está bem ventilado, pois o dióxido de carbono exalado durante o esforço acumula-se rapidamente num quarto fechado, prejudicando o desempenho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/treinar-na-cidade-as-estrategias-essenciais-para-proteger-os-pulmoes-da-poluicao-1790681154610.png" data-image="i1d927e9a8an"><figcaption>Treinar bem cedo de manhã é ideal: há menos tráfego e os níveis de ozono estão no ponto mais baixo.</figcaption></figure><p>Quanto ao <strong>uso de máscaras (como as FFP2), embora filtrem partículas de forma eficaz, dificultam a respiração em esforços vigorosos,</strong> sendo mais adequadas para deslocações a ritmos moderados. Por fim, apostar numa dieta rica em antioxidantes e ómega-3 ajuda o organismo a combater a inflamação celular induzida pelos poluentes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="465951" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/adora-correr-descubra-qual-e-a-temperatura-perfeita-para-uma-corrida-desporto.html" title="Adora correr? Descubra qual é a temperatura perfeita para uma corrida!">Adora correr? Descubra qual é a temperatura perfeita para uma corrida!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/adora-correr-descubra-qual-e-a-temperatura-perfeita-para-uma-corrida-desporto.html" title="Adora correr? Descubra qual é a temperatura perfeita para uma corrida!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/adora-correr-descubra-qual-e-a-temperatura-perfeita-para-uma-corrida-desporto-1674238152280_320.jpg" alt="Adora correr? Descubra qual é a temperatura perfeita para uma corrida!"></a></article></aside><p>Com o devido planeamento estratégico, é perfeitamente possível manter-se ativo e colher os benefícios do desporto protegendo a saúde respiratória. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Hogenboom%2C%20Melissa" data-year="2026" data-title="How%20to%20minimise%20the%20amount%20of%20polluted%20air%20you%20inhale%20while%20exercising" data-url="https%3A%2F%2Fwww.bbc.com%2Ffuture%2Farticle%2F20260917-how-to-minimise-the-amount-of-polluted-air-you-inhale-while-exercising">Hogenboom, Melissa. (2026). <a href="https://www.bbc.com/future/article/20260917-how-to-minimise-the-amount-of-polluted-air-you-inhale-while-exercising" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">How to minimise the amount of polluted air you inhale while exercising</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/treinar-na-cidade-as-estrategias-essenciais-para-proteger-os-pulmoes-da-poluicao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Este parque de Sintra vai recuar mais de 100 anos por um dia]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-parque-de-sintra-vai-recuar-mais-de-100-anos-por-um-dia.html</link><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 07:25:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A 4 de outubro, o Parque da Pena vai recuperar os passatempos de D. Amélia, a última rainha de Portugal. Conte com ténis, pintura, piqueniques e cavalos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-parque-de-sintra-vai-recuar-mais-de-100-anos-por-um-dia-1790537846437.jpg" data-image="ehsoum47xnmq" alt="Parque da Pena" title="Parque da Pena"><figcaption>Parque da Pena vai transformar-se no recreio de D. Amélia por um dia. Foto: Wikimedia // Alina Chan</figcaption></figure><p>Atenção, apaixonados por história, arte e programas fora do habitual. O próximo domingo foi pensado para vocês. Anote na agenda: dia <strong>4 de outubro o Parque da Pena vai recuperar alguns dos passatempos da antiga Família Real</strong>.</p><div class="texto-destacado">Há dias em que visitar um palácio significa apenas percorrer salas, olhar para os móveis e tentar não perder o grupo da visita guiada. No Parque da Pena, a proposta para 4 de outubro é um pouco diferente. </div><p>Do que é que estamos a falar? Durante um dia, o espaço vai recuperar alguns dos hábitos de lazer associados à <strong>Rainha D. Amélia e à Família Real portuguesa</strong>. Sim, conte com atividades como ténis, pintura, um piquenique, uma visita encenada e até uma demonstração equestre.</p><p>A iniciativa chama-se “No Parque da Pena com a Rainha D. Amélia” e pretende <strong>recriar o ambiente vivido</strong> entre o final do século XIX e o início do século XX, época em que a Pena era também um espaço de residência e descanso dos monarcas. Aliás, D. Carlos e D. Amélia passavam ali parte dos verões e aproveitavam a Serra de Sintra para várias atividades, como jogar ténis, passear ou fazer piqueniques.</p><h2>Uma manhã com ténis e uma rainha</h2><p>A programação começa às 10:00 horas, no <strong>Picadeiro do Parque da Pena</strong>, mas não espere encontrar apenas uma demonstração para ver à distância. O <strong>ténis</strong> regressa simbolicamente ao local onde a Família Real praticava a modalidade há mais de um século e, depois da demonstração, haverá<strong> oportunidade para os visitantes experimentarem</strong> também.</p><div class="texto-destacado">A atividade conta com o apoio da Grow Tennis Academy e está pensada para crianças e adultos. </div><p>O melhor é que não é preciso ter experiência anterior nem levar raquete ou equipamento: a equipa estará disponível para acompanhar quem quiser experimentar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765969" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/escuteiros-vao-vigiar-e-cuidar-do-novo-parque-florestal-na-serra-de-sintra.html" title="Escuteiros vão vigiar e cuidar do novo parque florestal na Serra de Sintra">Escuteiros vão vigiar e cuidar do novo parque florestal na Serra de Sintra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/escuteiros-vao-vigiar-e-cuidar-do-novo-parque-florestal-na-serra-de-sintra.html" title="Escuteiros vão vigiar e cuidar do novo parque florestal na Serra de Sintra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/escuteiros-vao-vigiar-e-cuidar-do-novo-parque-florestal-na-serra-de-sintra-1777294178768_320.jpg" alt="Escuteiros vão vigiar e cuidar do novo parque florestal na Serra de Sintra"></a></article></aside><p>Às 11:30, a programação muda de ritmo. No <strong>Palácio Nacional da Pena</strong>, uma intérprete no papel de D. Amélia conduz uma visita encenada, numa experiência que junta história e representação para contar episódios relacionados com a última rainha de Portugal.</p><h2>Da toalha de piquenique aos pincéis</h2><p>Depois da história e do ténis, chega a hora de uma das atividades mais descontraídas do programa. Às 13:00 horas, a<strong> Abegoaria do Parque da Pena recebe um piquenique</strong>, recuperando uma das formas de convívio ao ar livre associadas aos períodos de lazer da Família Real.</p><p>Uma hora mais tarde, o mesmo espaço transforma-se num <em>atelier </em>improvisado. O <em>workshop</em> “Os Pincéis da Rainha D. Amélia” começa às 14:00 horas e convida os participantes a observar e pintar a paisagem da Pena através da aguarela.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-parque-de-sintra-vai-recuar-mais-de-100-anos-por-um-dia-1790538217115.jpg" data-image="v87p7ocypgym" alt="D. Amélia" title="D. Amélia"><figcaption>O programa inspira-se nos hobbies da Rainha D. Amélia. Foto: Wikimedia // Ernesto Ferreira Condeixa</figcaption></figure><p>A atividade é orientada pelo artista sintrense Bruno Bradell e não exige conhecimentos prévios de desenho ou pintura. Os materiais estão incluídos e o <em>workshop </em>decorre ao ar livre, entre a vegetação, os jardins e os diferentes elementos da paisagem do parque. A experiência tem cerca de duas horas e destina-se a maiores de 14 anos.</p><div class="texto-destacado">Para quem está a pensar juntar esta atividade à visita ao palácio, há um detalhe importante: o <em>workshop</em> tem bilhete próprio e este já inclui a entrada no Parque e o transporte entre a entrada e a Abegoaria.</div><p>O programa termina às 16:30, no <strong>Picadeiro</strong>, com uma <strong>demonstração de Monte à Amazona</strong> protagonizada pela Escola Portuguesa de Arte Equestre. A modalidade recupera uma forma tradicional de equitação feminina, em que a amazona montava lateralmente, e estabelece uma ligação com a presença de D. Amélia e com os costumes equestres da época.</p><h2>Mais informações e detalhes</h2><p>Num único domingo, o Parque da Pena transforma-se numa espécie d<strong>e recreio real do século XIX</strong>, mas com uma vantagem evidente para os visitantes atuais: não é preciso nascer numa família monárquica para participar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789803" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-parque-e-considerado-o-mais-bonito-do-oeste-saiba-porque.html" title="Este parque é considerado o “mais bonito do Oeste”. Saiba porquê">Este parque é considerado o “mais bonito do Oeste”. Saiba porquê</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-parque-e-considerado-o-mais-bonito-do-oeste-saiba-porque.html" title="Este parque é considerado o “mais bonito do Oeste”. Saiba porquê"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/este-parque-e-considerado-o-mais-bonito-do-oeste-saiba-porque-1790026003014_320.jpg" alt="Este parque é considerado o “mais bonito do Oeste”. Saiba porquê"></a></article></aside><p>A Parques de Sintra esclarece, ainda assim, que <strong>algumas das experiências necessitam de bilhete próprio</strong>, nomeadamente a visita encenada, o piquenique e o <em>workshop</em> de aguarela. </p><div class="texto-destacado">As informações e reservas estão disponíveis através da bilheteira <em>online</em> da Parques de Sintra.</div><p>"Mais do que recriar hábitos do passado, 'No Parque da Pena com a Rainha D. Amélia' propõe diferentes formas de olhar e viver este lugar: através da história, da arte, do desporto, da paisagem e das práticas de sociabilidade que fizeram do Parque da Pena um espaço privilegiado da vida da família real", lê-se no <em>site</em> 'Parques de Sintra'.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Parques%20de%20Sintra" data-year="2026" data-title="No%20Parque%20da%20Pena%20com%20a%20Rainha%20D.%20Am%C3%A9lia" data-url="https%3A%2F%2Fwww.parquesdesintra.pt%2Fpt%2Fsobre-nos%2Fnoticias%2Fno-parque-da-pena-com-a-rainha-d-amelia-4-outubro-2026%2F">Parques de Sintra. (2026). <a href="https://www.parquesdesintra.pt/pt/sobre-nos/noticias/no-parque-da-pena-com-a-rainha-d-amelia-4-outubro-2026/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">No Parque da Pena com a Rainha D. Amélia</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-parque-de-sintra-vai-recuar-mais-de-100-anos-por-um-dia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Confirmado por Joana Campos: a partir das 7 horas de sábado preveem-se aguaceiros e trovoadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/confirmado-por-joana-campos-a-partir-das-7-horas-de-sabado-preveem-se-aguaceiros-e-trovoadas.html</link><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 06:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O fim de semana poderá ser de chuva e trovoada em Portugal Continental, de acordo com a mais recente saída dos nossos mapas. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbg6tr2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbg6tr2.jpg" id="xbg6tr2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como mencionamos em previsões anteriores aqui na Meteored Portugal, o <strong>primeiro fim de semana de outubro poderá contar com vários momentos de instabilidade atmosférica</strong>, que resultarão em chuva e possível ocorrência de trovoada.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Ao que tudo indica, o dia de amanhã, sábado, poderá ser o mais crítico, embora <strong>este tipo de instabilidade seja bastante incerto e difícil de prever</strong>, tanto em termos de intensidade como da localização das áreas mais afetadas. Ainda assim, de seguida contamos-lhe mais acerca da previsão para este dia.</p><h2>A partir das primeiras horas da manhã de sábado, a chuva pode chegar ao continente</h2><p>Segundo a mais recente atualização do ECMWF, o mapa de chuva prevista indica que entre a meia-noite e as 6h da manhã de sábado, possa haver ocorrência de aguaceiros fracos e dispersos em alguns pontos das regiões Centro e Sul. No entanto, é expectável que<strong> a partir das 7h da manhã esta instabilidade ganhe expressão, devendo a chuva intensificar-se e ganhar terreno </strong>em Portugal Continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/confirmado-por-joana-campos-a-partir-das-7-horas-de-sabado-prevem-se-aguaceiros-e-trovoadas-1790891464051.jpg" data-image="rrugyaytfs5j" alt="chuva prevista" title="chuva prevista"><figcaption>O fim de semana poderá contar com chuva e possível trovoada. É esperado que o dia mais crítico possa ser amanhã, sábado.</figcaption></figure><p>Após esse horário, além do Centro e Sul do país, que poderão contar com mais áreas abrangidas pela chuva, também <strong>o Norte do território poderá contar com a sua ocorrência</strong>. Inclusive, entre as 10h e as 11h, o interior Norte, assim como uma parte da Beira Alta poderão contar com períodos de chuva mais forte, com os valores a poderem ultrapassar os 5 mm por hora.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791388" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-e-trovoada-entre-sabado-3-e-domingo-4-eis-as-zonas-potencialmente-mais-expostas-ao-tempo-adverso.html" title="Chuva e trovoada entre sábado, 3, e domingo, 4: eis as zonas potencialmente mais expostas ao tempo adverso">Chuva e trovoada entre sábado, 3, e domingo, 4: eis as zonas potencialmente mais expostas ao tempo adverso</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-e-trovoada-entre-sabado-3-e-domingo-4-eis-as-zonas-potencialmente-mais-expostas-ao-tempo-adverso.html" title="Chuva e trovoada entre sábado, 3, e domingo, 4: eis as zonas potencialmente mais expostas ao tempo adverso"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-e-trovoada-entre-sabado-3-e-domingo-4-eis-as-zonas-afetadas-pelo-tempo-adverso-1790852885435_320.png" alt="Chuva e trovoada entre sábado, 3, e domingo, 4: eis as zonas potencialmente mais expostas ao tempo adverso"></a></article></aside><p>Nas horas seguintes poderá dar-se uma ligeira melhoria do estado do tempo, no entanto, os mapas indicam que <strong>a partir das 15h a chuva poderá voltar a ganhar terreno</strong>, devendo ocorrer de forma mais intensa em vários pontos do Norte e Centro do país. No entanto, espera-se uma dissipação quase total da chuva até às 23h deste dia.</p><h2>Trovoada poderá acompanhar a chuva</h2><p>Ainda que este seja um<strong> fenómeno mais difícil de prever</strong>, uma vez que a sua ocorrência depende da conjugação de várias condições atmosféricas, os nossos mapas indicam a possibilidade de trovoada associada à precipitação. Assim, esta poderá ocorrer à medida que os aguaceiros se intensificarem, a partir das 7h da manhã de sábado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/confirmado-por-joana-campos-a-partir-das-7-horas-de-sabado-prevem-se-aguaceiros-e-trovoadas-1790892047756.jpg" data-image="unldd2u690hw" alt="densidade de raios" title="densidade de raios"><figcaption>A tarde de sábado poderá contar com uma maior expressão da trovoada, caso esta previsão se verifique.</figcaption></figure><p>Ainda de acordo com os mapas da Meteored, e tal como podemos verificar acima, espera-se que <strong>durante a tarde a abrangência da trovoada possa ser maior, tendo, possivelmente, um maior impacto das regiões Norte e Centro</strong>, mas mais evidente nesta última. Contudo, e frisando a incerteza face a esta previsão, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/confirmado-por-joana-campos-a-partir-das-7-horas-de-sabado-preveem-se-aguaceiros-e-trovoadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Meninas e meninos apresentam diferenças comportamentais poucas horas após o nascimento]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/meninas-e-meninos-apresentam-diferencas-comportamentais-poucas-horas-apos-o-nascimento.html</link><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Mesmo no primeiro dia de vida, as meninas recém-nascidas olham para rostos por mais tempo do que os meninos recém-nascidos, pelo menos em média. Um estudo com 130 recém-nascidos mostra diferenças na atenção facial, mas não permite prever o desenvolvimento individual. As razões para este fenómeno são desconhecidas atualmente.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/aufmerksamkeit-madchen-und-jungen-unterscheiden-sich-schon-wenige-stunden-nach-der-geburt-im-verhalten-1790259327750.jpg" alt="bebe" title="bebe"><figcaption>Cientistas descobriram que a capacidade de atenção de meninas e meninos difere logo após o nascimento. Imagem: Daniel Thomas/Unsplash</figcaption></figure><p>Um estudo recente da Universidade de Cambridge revelou que diferenças na atenção visual podem ser observadas em bebés logo após o nascimento. <strong>O estudo examinou 130 recém-nascidos saudáveis — 67 meninos e 63 meninas — aproximadamente 33 horas após o parto</strong>.</p><p>Os bebés conseguem ver desde o início, embora apenas imagens desfocadas, e com maior nitidez a uma distância de 20 a 30 centímetros. Na experiência, <strong>recém-nascidos foram solicitados para assistir a dois vídeos em movimento</strong>: um mostrava uma jovem mulher a manter contacto visual, movendo-se naturalmente e sorrindo ocasionalmente. O segundo vídeo mostrava um pêndulo de Newton, no qual bolas de metal balançavam ritmicamente umas contra as outras.</p><p>Uma câmera registava a direção do olhar, e observadores monitorizavam por quanto tempo cada indivíduo era observado. Para evitar viés, <strong>os observadores desconheciam o sexo de cada bebé</strong>, bem como o vídeo que era exibido em cada página.</p><h2>Diferenças precoces na atenção e no comportamento</h2><p>Ao comparar os sexos, observou-se uma clara diferença: o rosto não era o elemento preferido para todas as crianças. <strong>Os dados revelaram padrões distintos de atenção média</strong>. Em média, <strong>as meninas observaram o rosto durante 58,5%</strong> do tempo de observação,<strong> enquanto os meninos o fizeram durante 51,2%</strong>. Não foi detetada nenhuma preferência clara entre os meninos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aufmerksamkeit-madchen-und-jungen-unterscheiden-sich-schon-wenige-stunden-nach-der-geburt-im-verhalten-1790259336132.png" alt="experimento" title="experimento"><figcaption>Os recém-nascidos assistiram a dois vídeos: um de um rosto em movimento e outro de um jogo mecânico com bola. Imagem: Khan et al., 2026</figcaption></figure><p>“Este novo estudo demonstra que <strong>existem diferenças médias entre os sexos não apenas no cérebro, mas também na atenção e no comportamento</strong>”, afirma a líder do estudo, Yumnah Khan, doutoranda no Centro de Investigação do Autismo da Universidade de Cambridge. No entanto, os investigadores enfatizam que nenhuma causa biológica direta pode ser inferida a partir das descobertas.</p><p>“O facto de termos observado essas diferenças poucas horas após o nascimento, antes de qualquer experiência pós-natal significativa, <strong>sugere que fatores pré-natais desempenham um papel</strong>”, explica o Professor Sir Simon Baron-Cohen, diretor do Centro de Investigação do Autismo. Possíveis influências podem incluir genes ou hormonas sexuais, que, no entanto, não foram medidos na experiência. O resultado também pode ter sido influenciado pelo facto de os bebés terem passado apenas algumas horas fora do útero.</p><h2>Médias, não linhas de destino</h2><p>“As diferenças entre os sexos ao nascer são pontos de partida importantes”, afirma o Dr. Alex Tsompanidis, professor associado do centro de investigação, “mas devemos lembrar que elas não determinam completamente como as crianças aprendem e se desenvolvem posteriormente”. <strong>As influências biológicas e sociais atuam em conjunto</strong>.</p><p>A professora Carrie Allison, vice-diretora do centro, também destaca: “As diferenças que observamos não se aplicam a todos os bebés, sejam meninos ou meninas, e só aparecem quando comparamos grupos em média”. <strong>Os padrões individuais de olhar sobrepõem-se consideravelmente</strong>, portanto, não é possível tirar conclusões confiáveis sobre o desenvolvimento posterior de um recém-nascido a partir do seu comportamento visual.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="751607" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-ar-que-respiramos-e-o-cerebro-dos-nossos-bebes-estudo-usa-rastreio-ocular-para-medir-o-impacto-cognitivo.html" title="O ar que respiramos e o cérebro dos nossos bebés: estudo usa rastreio ocular para medir o impacto cognitivo">O ar que respiramos e o cérebro dos nossos bebés: estudo usa rastreio ocular para medir o impacto cognitivo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-ar-que-respiramos-e-o-cerebro-dos-nossos-bebes-estudo-usa-rastreio-ocular-para-medir-o-impacto-cognitivo.html" title="O ar que respiramos e o cérebro dos nossos bebés: estudo usa rastreio ocular para medir o impacto cognitivo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-ar-que-respiramos-e-o-cerebro-dos-nossos-bebes-1769766985586_320.png" alt="O ar que respiramos e o cérebro dos nossos bebés: estudo usa rastreio ocular para medir o impacto cognitivo"></a></article></aside><p>O desenho experimental também permite diversas explicações. O rosto e o pêndulo de Newton <strong>diferiam não apenas em significado social, mas também em forma, cor e padrões de movimento</strong>. Além disso, foram utilizados apenas um rosto feminino e um objeto mecânico. A avaliação manual também limita a generalização dos resultados.</p><p>Portanto, o estudo não demonstra conclusivamente que hormonas ou genes pré-natais sejam a causa das diferenças observadas.<strong> O significado destes padrões de olhar para o desenvolvimento posterior permanece</strong>, portanto, uma questão em aberto.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Khan%2C%20Y.%20T.%2C%20Tsompanidis%2C%20A.%2C%20Hymanson%2C%20E.%2C%20et%20al" data-year="2026" data-title="Sex%20differences%20in%20face%20looking%20preferences%20at%20birth.%20Biology%20of%20Sex%20Differences" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1186%2Fs13293-026-00976-9">Khan, Y. T., Tsompanidis, A., Hymanson, E., et al. (2026). <a href="https://doi.org/10.1186/s13293-026-00976-9" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Sex differences in face looking preferences at birth. Biology of Sex Differences</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/meninas-e-meninos-apresentam-diferencas-comportamentais-poucas-horas-apos-o-nascimento.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Depois da Lua, dois astronautas da missão Artemis II dão início a um novo capítulo da NASA, moldando as futuras missões]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/depois-da-lua-dois-astronautas-da-missao-artemis-ii-dao-inicio-a-um-novo-capitulo-da-nasa-moldando-as-futuras-missoes.html</link><pubDate>Thu, 01 Oct 2026 18:11:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Depois de terem orbitado a Lua na missão Artemis II, Victor Glover e Reid Wiseman assumem agora funções eméritas na NASA, aproveitando a sua experiência e liderança para ajudar a orientar a próxima fase dos voos espaciais tripulados.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/after-the-moon-two-artemis-ii-astronauts-begin-a-new-nasa-chapter-shaping-future-missions-1790546236332.jpg" data-image="gqtlb6e15ejd" alt="SLS Space Rocket." title="SLS Space Rocket."><figcaption>Os astronautas da NASA Victor Glover e Reid Wiseman ajudaram a liderar a Artemis II, a primeira missão tripulada a orbitar a Lua em mais de 50 anos.</figcaption></figure><p><strong>Victor Glover </strong>e<strong> Reid Wiseman</strong> alcançaram um marco histórico ao tornarem-se a primeira tripulação a ser lançada no SLS (Space Launch System) da NASA. A missão, que os levou a contornar a Lua, marcou uma<strong> nova fase nos voos espaciais tripulados, ao enviar astronautas de volta à região lunar pela primeira vez em mais de 50 anos</strong>. A experiência adquirida nesse voo continuará a influenciar as futuras ações da NASA no que diz respeito à Lua.</p><h2>Um novo cargo após uma missão histórica</h2><p>Os astronautas da NASA <strong>Victor Glover </strong>e<strong> Reid Wiseman</strong> passam a ter o <strong>estatuto de</strong> <strong>eméritos</strong> no Centro Espacial Johnson da agência, em Houston. Esta função permite que o pessoal experiente da NASA se mantenha ligado à agência, partilhando simultaneamente os seus conhecimentos.</p><p>Neste novo capítulo, Glover e Wiseman irão utilizar a sua experiência para orientar astronautas e aconselhar as equipas da NASA que se preparam para o que se segue. <strong>A sua experiência ajudará astronautas, engenheiros, controladores de voo e equipas de missão a prepararem-se para as próximas missões Artemis</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Following their landmark Artemis II mission earlier this year, distinguished NASA astronauts Victor Glover and Reid Wiseman are transitioning in September to emeritus status at the agencys Johnson Space Center in Houston. <a href="https://t.co/FDj3jA9fCS">https://t.co/FDj3jA9fCS</a> <a href="https://t.co/xLdMSIKcQj">pic.twitter.com/xLdMSIKcQj</a></p>— Avid Space (@LabPadre) <a href="https://x.com/LabPadre/status/2097735218274750690?ref_src=twsrc%5Etfw">September 9, 2026</a></blockquote></figure><p>Ambos os astronautas desempenharam papéis fundamentais na missão Artemis II, no início deste ano. Wiseman comandou a missão, enquanto Glover desempenhou as funções de piloto durante o voo tripulado à volta da Lua.</p><h2>A sua experiência poderá ajudar futuras missões lunares</h2><p>A importância do momento não deve ser subestimada, à medida que a NASA avança com a Artemis III e futuras missões à Lua. Dado o seu conhecimento da nave espacial Orion e dos seus sistemas,<strong> Glover</strong> poderá revelar-se especialmente útil à medida que as equipas levam a cabo os seus preparativos para as<strong> próximas fases das viagens ao espaço profundo</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>"À medida que me adapto a esta nova função, a NASA e os voos espaciais continuam a ser uma parte significativa da minha trajetória de serviço", afirmou Glover.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Wiseman</strong> traz também anos de experiência em <strong>liderança</strong>, incluindo o seu trabalho a bordo da Estação Espacial Internacional e o seu <strong>período como</strong> <strong>astronauta-chefe</strong>. Os responsáveis da NASA afirmaram que ambos deixam um forte legado de tomada de decisões serena, dedicação ao serviço e competência operacional.</p><h2>A Artemis II contribuiu para dar início à próxima fase</h2><p><strong>Glover</strong> e <strong>Wiseman</strong> voaram na missão Artemis II juntamente com a astronauta da NASA <strong>Christina Koch</strong> e o astronauta da Agência Espacial Canadiana <strong>Jeremy Hansen</strong>. A missão levou os astronautas a<strong> contornar a Lua pela primeira vez em mais de 50 anos</strong> e contribuiu para <strong>testar a nave espacial Orion da NASA</strong> e o<strong> foguetão Space Launch System com tripulação a bordo</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790840" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nasa-investiga-como-o-espaco-transforma-o-corpo-humano.html" title="NASA investiga como o espaço transforma o corpo humano">NASA investiga como o espaço transforma o corpo humano</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nasa-investiga-como-o-espaco-transforma-o-corpo-humano.html" title="NASA investiga como o espaço transforma o corpo humano"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nasa-investiga-como-o-espaco-transforma-o-corpo-humano-1790666504358_320.jpg" alt="NASA investiga como o espaço transforma o corpo humano"></a></article></aside><p>A tripulação regressou em segurança após a missão de 10 dias, trazendo consigo <strong>lições que irão moldar os voos futuros</strong>. A NASA afirma que esse conhecimento irá apoiar a campanha Artemis em geral, à medida que a agência trabalha no sentido de enviar astronautas de volta à superfície lunar.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/depois-da-lua-dois-astronautas-da-missao-artemis-ii-dao-inicio-a-um-novo-capitulo-da-nasa-moldando-as-futuras-missoes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[De que forma o tempo tropical influencia a queda de neve na Antártida Ocidental? Um novo estudo traz as respostas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/de-que-forma-o-tempo-tropical-influencia-a-queda-de-neve-na-antartida-ocidental-um-novo-estudo-traz-as-respostas.html</link><pubDate>Thu, 01 Oct 2026 17:47:14 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma equipa de cientistas da Universidade do Utah descobriu que o que acontece nos trópicos, especialmente nos oceanos Pacífico e Índico, determina a quantidade de neve que cai na Antártida Ocidental.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/how-does-tropical-weather-influence-snowfall-in-west-antarctica-a-new-study-has-the-answers-1790790852459.jpg" data-image="njoz6tppwm98" alt="Antarctic Weather" title="Antarctic Weather"><figcaption>Um novo estudo revela como os padrões climáticos tropicais influenciam a quantidade de neve que cai na Antártida.</figcaption></figure><p>Uma nova investigação da Universidade do Utah revela que <strong>as condições tropicais, bem como os oceanos, influenciam as camadas de gelo da Antártida</strong>. A equipa analisou amostras de gelo da Camada de Gelo da Antártida Ocidental (WAIS) e dados meteorológicos do século XX.</p><h2>Nova investigação</h2><p><strong>Padrões climáticos tropicais</strong>, como o <strong>El Niño</strong> ou a <strong>Oscilação de Madden-Julian (MJO)</strong>, enviam ondulações conhecidas como <strong>Ondas de Rossby</strong> em direção à <strong>Antártida</strong>. As ondas de Rossby alteram os padrões de vento e as trajetórias das tempestades, bem como a quantidade de humidade que chega à Antártida. Recebem este nome em homenagem ao <strong>meteorologista Carl-Gustaf Rossby</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Ella Hunter</strong>, estudante de pós-graduação em ciências atmosféricas e primeira autora do artigo publicado no <em><strong>Journal of Geophysical Research: Atmospheres</strong></em>, afirma: "A nossa principal conclusão foi a influência dos trópicos na queda de neve na Antártida. As ondas de Rossby podem afetar a temperatura, os ventos e a precipitação em todo o globo. A convecção tropical ou o aquecimento nos trópicos, resultante das temperaturas da superfície do mar, <strong>pode criar tempestades que propagam estas ondas de Rossby. E estas são realmente eficazes no transporte de calor e humidade até à camada de gelo antártica</strong>."</div><p><strong>Summer Rupper</strong>, da Faculdade de Ambiente, Sociedade e Sustentabilidade da Universidade do Utah, <strong>especialista na criosfera da Terra e coautora do artigo</strong>, afirma: "O que torna este estudo único é o facto de reunir todas estas amostras de gelo para analisar mais detalhadamente os fatores que determinam a <strong>variabilidade</strong>, e não apenas as tendências. Temos tendência para nos concentrarmos nas tendências, mas <strong>a variabilidade é extremamente importante para a estabilidade da camada de gelo</strong>."</p><p><strong>O gelo constitui um registo das condições climáticas e atmosféricas do passado</strong>. A equipa analisou 25 amostras de gelo que registaram acumulações de neve entre 1900 e 1999, bem como conjuntos de dados históricos, a fim de compreender como o <strong>balanço de massa superficial (SMB) da camada de gelo</strong> se alterou ao longo do tempo. O SMB corresponde ao ganho ou perda líquida de gelo à superfície, devido principalmente à queda de neve e à redistribuição pelo vento.</p><h2>O que o gelo nos revela</h2><p>Cada núcleo de gelo tem 5 cm de diâmetro, é cortado em comprimentos de 1 m e tem sido alvo de estudos exaustivos desde a sua extração, em 2010 e 2011. Os núcleos superficiais são essenciais para reconstruir os padrões meteorológicos das últimas décadas. <strong>"[…] estes núcleos superficiais estão, essencialmente, a preencher as lacunas das estações meteorológicas. Sem eles, não teríamos qualquer conhecimento sobre o clima desse sistema. Os núcleos de gelo não conseguem registar as mesmas coisas que uma estação meteorológica registaria, mas dispomos de indicadores"</strong>, afirma Ruppert.</p><p>O WAIS abrange 1.968.391 quilómetros quadrados com uma espessura média de gelo de 1036 metros. <strong>Se tudo isto derretesse, o nível global do mar subiria mais de 4,5 metros</strong>. A Antártida não se comporta como um sistema único; tanto a Antártida Ocidental como a Antártida Oriental respondem de forma diferente às influências climáticas. A Antártida Oriental recebeu o dobro da neve por ano do que o WAIS, de acordo com os núcleos de gelo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781704" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/antartica-a-base-franco-italiana-concordia-registrou-84-1-c-a-temperatura-mais-baixa-do-planeta-em-14-anos.html" title="Antártida: A base franco-italiana Concordia registou -84,1 °C, a temperatura mais baixa do planeta em 14 anos">Antártida: A base franco-italiana Concordia registou -84,1 °C, a temperatura mais baixa do planeta em 14 anos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/antartica-a-base-franco-italiana-concordia-registrou-84-1-c-a-temperatura-mais-baixa-do-planeta-em-14-anos.html" title="Antártida: A base franco-italiana Concordia registou -84,1 °C, a temperatura mais baixa do planeta em 14 anos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/antartida-la-base-italiana-concordia-marco-84-1-c-el-registro-mas-frio-del-planeta-en-catorce-anos-1785629561012_320.jpg" alt="Antártida: A base franco-italiana Concordia registou -84,1 °C, a temperatura mais baixa do planeta em 14 anos"></a></article></aside><p>O estudo revelou variações ano a ano na acumulação e identificou uma ligação com o clima tropical. <strong>A acumulação apresentou uma tendência de aumento na parte oriental e de diminuição na parte ocidental da camada de gelo</strong>. O facto de a queda de neve ser mais intensa em algumas zonas da <strong>Antártida Ocidental</strong> está associado a uma <strong>alta pressão</strong>.</p><p>O líder da equipa de investigação, Court Strong, professor de ciências atmosféricas, afirma: "A Ella realizou um trabalho de investigação verdadeiramente útil ao analisar diferentes níveis da atmosfera. Descobriu o padrão na camada inferior, mostrando essencialmente que <strong>os sistemas de tempestades que se dirigem para a região acabam por ser desviados para o interior por essa crista de alta pressão</strong>. É isso que provoca <strong>uma maior queda de neve nessa parte da Antártida Ocidental</strong>."</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Ella%20K.%20Hunter%20et%20al." data-year="" data-title="Tropical%20Controls%20on%20West%20Antarctic%20Ice%20Sheet%20Surface%20Mass%20Balance%20Interannual%20Variability%20in%20the%20Twentieth%20Century" data-url="https%3A%2F%2Fagupubs.onlinelibrary.wiley.com%2Fdoi%2F10.1029%2F2025JD045664">Ella K. Hunter et al.. <a href="https://agupubs.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1029/2025JD045664" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Tropical Controls on West Antarctic Ice Sheet Surface Mass Balance Interannual Variability in the Twentieth Century</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/de-que-forma-o-tempo-tropical-influencia-a-queda-de-neve-na-antartida-ocidental-um-novo-estudo-traz-as-respostas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A IA já ajuda o IPMA a prever o tempo, mas o meteorologista continua a decidir o que importa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-ia-ja-ajuda-o-ipma-a-prever-o-tempo-mas-o-meteorologista-continua-a-decidir-o-que-importa.html</link><pubDate>Thu, 01 Oct 2026 16:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Por trás de cada previsão há milhões de cálculos, modelos em paralelo e especialistas a avaliar cenários, incertezas e consequências antes de emitir informação oficial.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-ia-ja-ajuda-o-ipma-a-prever-o-tempo-mas-o-meteorologista-continua-a-decidir-o-que-importa-1790856740110.jpg" data-image="uy2547k6ex9o" alt="nuvem e trovoada" title="nuvem e trovoada"><figcaption>A IA j�� ajuda o IPMA a processar grandes quantidades de informação e a reconhecer padrões atmosféricos com maior celeridade. Foto: Felix-Mittermeier/Pixabay</figcaption></figure><p>A previsão meteorológica está a entrar numa nova era. No Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a inteligência artificial já começa a integrar processos de análise e previsão, <strong>acelerando cálculos</strong> e acrescentando uma fonte de informação aos modelos tradicionais. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Mas há uma etapa que continua a depender dos humanos. Interpretar resultados, confrontar cenários e decidir quando o risco justifica um aviso oficial é uma função que ainda não pode ser delegada às máquinas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O IPMA já utiliza resultados de<strong> modelos</strong><strong> numéricos, </strong>como o ECMWF e o AROME, complementados por observações de estações meteorológicas de superfície e por pós-processamento estatístico. </p><p>Desde janeiro de 2025, este sistema passou a incluir um novo <strong>algoritmo</strong> destinado a <strong>reduzir erros </strong>nas previsões automáticas. O próprio instituto alerta, contudo, que estas estimativas podem divergir da previsão descritiva elaborada pelos meteorologistas, que dispõem de informação adicional e mais atualizada. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-ia-ja-ajuda-o-ipma-a-prever-o-tempo-mas-o-meteorologista-continua-a-decidir-o-que-importa-1790856938337.jpg" data-image="lxpmfflwki6j" alt="Imagem de satélite meteorológico" title="Imagem de satélite meteorológico"><figcaption>Os modelos de IA aprendem com dados acumulados ao longo de décadas. Foto: StockSnap/Pixabay</figcaption></figure><p>O que a inteligência artificial faz é acrescentar agora um outro nível de análise de dados. Em vez de substituir os modelos físicos que descrevem a atmosfera através de equações, <strong>processa grandes quantidades de dados, reconhecendo padrões muito rapidamente</strong>. A utilidade está sobretudo em complementar a informação disponível e ajudar os especialistas a comparar hipóteses.</p><h2>A máquina aprende com décadas de tempo</h2><p>O salto tecnológico, embora recente, <strong>recorre ao passado</strong> para aprender e <strong>aprimorar a previsão</strong>. O Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo (ECMWF), principal parceiro internacional do IPMA, colocou em funcionamento o seu Artificial Intelligence Forecasting System (AIFS) em 2025. </p><p>O sistema passou a operar em paralelo com o modelo físico<strong> Integrated Forecasting System, </strong>ou Sistema de Previsão Integrado (IFS), que foi atualizado em maio de 2026. Para aprender como evolui a atmosfera, estes modelos recorrem a décadas de reanálises meteorológicas. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A base ERA5, desenvolvida pelo ECMWF no âmbito do programa Copernicus, fornece um registo global consistente das condições atmosféricas, terrestres e oceânicas. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Para a aprendizagem automática, o Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo disponibiliza dados desde 1979, recorrendo também a períodos de informação operacional do IFS para aperfeiçoar os modelos. É uma espécie de <strong>memória atmosférica, em escala planetária,</strong> em que a máquina aprende padrões estatísticos a partir de milhares de situações já observadas.</p><h2>Entre a física e a inteligência artificial</h2><p>Os sistemas mais avançados não são apenas enormes bases de dados. O Artificial Intelligence Forecasting System combina <strong>redes neuronais em grafos</strong> com uma <strong>arquitetura Transformer</strong> para representar a atmosfera e calcular a sua evolução. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791168" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-os-conflitos-armados-rompem-a-rede-meteorologica-e-colocam-o-planeta-em-risco.html" title="Como os conflitos armados rompem a rede meteorológica e colocam o planeta em risco">Como os conflitos armados rompem a rede meteorológica e colocam o planeta em risco</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-os-conflitos-armados-rompem-a-rede-meteorologica-e-colocam-o-planeta-em-risco.html" title="Como os conflitos armados rompem a rede meteorológica e colocam o planeta em risco"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-los-conflictos-armados-rompen-la-red-meteorologica-y-ponen-en-riesgo-el-planeta-1790443911107_320.png" alt="Como os conflitos armados rompem a rede meteorológica e colocam o planeta em risco"></a></article></aside><p>Há, contudo, uma diferença fundamental em relação a uma IA generativa. Uma previsão meteorológica não pode produzir qualquer resultado plausível. Tem de respeitar limites físicos. O modelo incorpora, por isso, mecanismos que <strong>restringem determinadas variáveis a valores fisicamente possíveis</strong>, como precipitação ou cobertura de nuvens. </p><p>A <strong>velocidade</strong> é outra vantagem. O ECMWF indica que o Artificial Intelligence Forecasting System pode<strong> produzir</strong><strong> previsões muito mais </strong><strong>rapidamente </strong>e com um<strong> consumo</strong><strong> energético bastante </strong><strong>inferior </strong>ao dos sistemas numéricos tradicionais, embora os dois tipos de modelos continuem a ser executados em paralelo. É neste espaço que entra o trabalho do meteorologista.</p><h2>O último passo continua a ser humano</h2><p>A atmosfera é um sistema caótico. <strong>Pequenas diferenças nas condições iniciais podem conduzir a resultados diferentes</strong>, sobretudo quando estão em causa fenómenos locais ou extremos. Mesmo quando os modelos coincidem, é preciso interpretar essa informação num território concreto.</p><p>Um sistema automático pode apresentar vários cenários. Cabe ao especialista avaliar a consistência entre modelos, observar os dados mais recentes, identificar situações em que as previsões divergem e traduzir essa incerteza para quem precisa tomar decisões.</p><p>Trata-se, no fundo, de uma solução particularmente útil para a emissão de avisos. <strong>Um alerta amarelo, laranja ou vermelho não é apenas o resultado de um número gerado por um algoritmo.</strong> Envolve a avaliação conjunta da probabilidade de um fenómeno, da sua intensidade e dos impactos esperados sobre pessoas e bens.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-ia-ja-ajuda-o-ipma-a-prever-o-tempo-mas-o-meteorologista-continua-a-decidir-o-que-importa-1790857651763.jpg" data-image="plarqhmgp4vd" alt="trovoada" title="trovoada"><figcaption>Os modelos inteligentes produzem previsões muito mais rapidamente e com um consumo energético bastante inferior ao dos sistemas convencionais. Foto: Infinity-Pixels/Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>O IPMA tem vindo a integrar <strong>inteligência artificial</strong> e <strong>aprendizagem automática</strong> nas suas ferramentas e sistemas de monitorização, mantendo em simultâneo a previsão meteorológica assente numa combinação entre modelos, observações e análise especializada. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769636" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/uma-viagem-ao-coracao-da-fabrica-de-satelites-o-novo-meteosat-que-vai-revolucionar-as-previsoes-meteorologicas.html" title="Uma viagem ao coração da fábrica de satélites: o novo Meteosat que vai revolucionar as previsões meteorológicas">Uma viagem ao coração da fábrica de satélites: o novo Meteosat que vai revolucionar as previsões meteorológicas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/uma-viagem-ao-coracao-da-fabrica-de-satelites-o-novo-meteosat-que-vai-revolucionar-as-previsoes-meteorologicas.html" title="Uma viagem ao coração da fábrica de satélites: o novo Meteosat que vai revolucionar as previsões meteorológicas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/un-viaje-al-corazon-de-la-fabrica-de-satelites-el-nuevo-meteosat-que-revolucionara-las-predicciones-meteorologicas-1779184195976_320.jpeg" alt="Uma viagem ao coração da fábrica de satélites: o novo Meteosat que vai revolucionar as previsões meteorológicas"></a></article></aside><p>A meteorologia está, assim, a ganhar uma nova ferramenta. A mudança mais importante consiste em fornecer ao especialista<strong> mais</strong><strong> informação e mais depressa</strong>, para que possa interpretar melhor o comportamento da atmosfera em tempo real. </p><p>A inteligência artificial pode calcular em minutos o que antes exigia recursos muito maiores. Decidir o que esses resultados significam continua, por enquanto, a ser uma tarefa humana.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Jornal%20Expresso" data-year="" data-title="IA%20supera%20humanos%20em%20previs%C3%B5es%20meteorol%C3%B3gicas%2C%20mas%20IPMA%20garante%20que%20os%20analistas%20e%20meteorologistas%20ainda%20s%C3%A3o%20essenciais" data-url="https%3A%2F%2Fexpresso.pt%2Fsociedade%2Ftecnologia%2F2026-09-21-ia-supera-humanos-em-previsoes-meteorologicas-mas-ipma-garante-que-os-analistas-e-meteorologistas-ainda-sao-essenciais-26081927">Jornal Expresso. <a href="https://expresso.pt/sociedade/tecnologia/2026-09-21-ia-supera-humanos-em-previsoes-meteorologicas-mas-ipma-garante-que-os-analistas-e-meteorologistas-ainda-sao-essenciais-26081927" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">IA supera humanos em previsões meteorológicas, mas IPMA garante que os analistas e meteorologistas ainda são essenciais</a>.</cite><br><cite data-author="Instituto%20Portugu%C3%AAs%20do%20Mar%20e%20da%20Atmosfera" data-year="" data-title="IPMA%20lan%C3%A7a%20DataClima" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ipma.pt%2Fpt%2Fmedia%2Fnoticias%2Fnews.detail.jsp%3Fy%3D2025%26f%3DDataclima.html">Instituto Português do Mar e da Atmosfera. <a href="https://www.ipma.pt/pt/media/noticias/news.detail.jsp?y=2025&f=Dataclima.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">IPMA lança DataClima</a>.</cite><br><cite data-author="Instituto%20Portugu%C3%AAs%20do%20Mar%20e%20da%20Atmosfera%20(IPMA)" data-year="" data-title="Novo%20algoritmo%20do%20sistema%20previs%C3%A3o%20autom%C3%A1tica" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ipma.pt%2Fpt%2Fmedia%2Fnoticias%2Fdocumentos%2F2025%2FNovo_algoritmo_previsao_tempo_jan2025.pdf">Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). <a href="https://www.ipma.pt/pt/media/noticias/documentos/2025/Novo_algoritmo_previsao_tempo_jan2025.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Novo algoritmo do sistema previsão automática</a>.</cite><br><cite data-author="Centro%20Europeu%20de%20Previs%C3%B5es%20Meteorol%C3%B3gicas%20a%20M%C3%A9dio%20Prazo" data-year="" data-title="AIFS%3A%20a%20new%20ECMWF%20forecasting%20system" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ecmwf.int%2Fen%2Fnewsletter%2F178%2Fnews%2Faifs-new-ecmwf-forecasting-system">Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo. <a href="https://www.ecmwf.int/en/newsletter/178/news/aifs-new-ecmwf-forecasting-system" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">AIFS: a new ECMWF forecasting system</a>.</cite><br><cite data-author="arXiv" data-year="" data-title="AI%20and%20physics-based%20weather%20forecasting%3A%20A%20comparative%20study" data-url="https%3A%2F%2Farxiv.org%2Fabs%2F2606.02508">arXiv. <a href="https://arxiv.org/abs/2606.02508" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">AI and physics-based weather forecasting: A comparative study</a>.</cite><br><cite data-author="Centro%20Europeu%20de%20Previs%C3%B5es%20Meteorol%C3%B3gicas%20a%20M%C3%A9dio%20Prazo" data-year="" data-title="Farewell%20to%20the%20external%20AI%20models" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ecmwf.int%2Fen%2Fabout%2Fmedia-centre%2Faifs-blog%2F2026%2Ffarewell-external-ai-models">Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo. <a href="https://www.ecmwf.int/en/about/media-centre/aifs-blog/2026/farewell-external-ai-models" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Farewell to the external AI models</a>.</cite><br><cite data-author="Centro%20Europeu%20de%20Previs%C3%B5es%20Meteorol%C3%B3gicas%20a%20M%C3%A9dio%20Prazo" data-year="" data-title="ECMWF%20AIFS%20Weather%20Model%3A%202026%20Upgrades%20%26%20Energy%20Trading" data-url="https%3A%2F%2Fjua.ai%2Farticles%2Faifs-weather-model-comparison%2F">Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo. <a href="https://jua.ai/articles/aifs-weather-model-comparison/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">ECMWF AIFS Weather Model: 2026 Upgrades & Energy Trading</a>.</cite><br><cite data-author="Centro%20Europeu%20de%20Previs%C3%B5es%20Meteorol%C3%B3gicas%20a%20M%C3%A9dio%20Prazo" data-year="" data-title="Machine%20learning%20opens%20new%20opportunities%20for%20global%20reanalysis" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ecmwf.int%2Fen%2Fabout%2Fmedia-centre%2Fnews%2F2026%2Fmachine-learning-opens-new-opportunities-global-reanalysis">Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo. <a href="https://www.ecmwf.int/en/about/media-centre/news/2026/machine-learning-opens-new-opportunities-global-reanalysis" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Machine learning opens new opportunities for global reanalysis</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-ia-ja-ajuda-o-ipma-a-prever-o-tempo-mas-o-meteorologista-continua-a-decidir-o-que-importa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuva e trovoada entre sábado, 3, e domingo, 4: eis as zonas potencialmente mais expostas ao tempo adverso]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-e-trovoada-entre-sabado-3-e-domingo-4-eis-as-zonas-potencialmente-mais-expostas-ao-tempo-adverso.html</link><pubDate>Thu, 01 Oct 2026 15:01:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O modelo europeu indica a possibilidade de chuva, acompanhada de trovoada, durante o próximo fim de semana, em Portugal Continental. Conheça as zonas mais afetadas!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbfuxpi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbfuxpi.jpg" id="xbfuxpi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Outubro começou ameno em Portugal Continental, com o primeiro dia a contar com céu pouco nublado ou limpo na maior parte do território. Esta tendência será <strong>"sol de pouca dura"</strong>, uma vez que para amanhã, sexta-feira, já se prevê a ocorrência de alguma chuva fraca no Centro e Sul do país.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No entanto, importa frisar que o <strong>tempo adverso mais evidente deverá chegar no sábado</strong>, o primeiro do mês, com <strong>chuva mais intensa</strong> e persistente e ainda possibilidade de ocorrência de <strong>trovoada</strong> em vários pontos de Norte a Sul, como podemos observar no mapa abaixo.</p><h2>Sábado poderá ser um dos dias mais adversos da semana, do ponto de vista atmosférico</h2><p>Após um arranque de semana chuvoso, <strong>é esperado que a reta final da mesma seja idêntica</strong>. Ainda assim, deverão haver diferenças entre sábado e domingo, segundo a mais recente atualização dos nossos mapas de previsão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-e-trovoada-entre-sabado-26-e-domingo-27-eis-as-zonas-afetadas-pelo-tempo-adverso-1790852553921.jpg" data-image="o7gr3jj23w1j" alt="densidade de raios prevista" title="densidade de raios prevista"><figcaption>Entre sábado e domingo há possibilidade de ocorrência de trovoadas, como referimos em previsões anteriores, podendo estas serem mais abrangentes ao longo da tarde de sábado.</figcaption></figure><p>O dia 3, sábado, poderá contar com chuva fraca e dispersa em alguns pontos do interior Centro e Sul do país, durante as primeiras horas da madrugada, devendo a mesma c<strong>omeçar a ganhar expressão após as 12h</strong>, também no interior da região Centro, sobretudo. Nas horas seguintes, a <strong>chuva deverá estender-se a uma boa parte do Centro e Norte do país</strong>, podendo ainda ganhar algum terreno no Sul, especialmente no Alentejo, ainda que de forma fraca a moderada.</p><p><strong>Entre as 15h e as 17h, a região Centro, mais concretamente o Ribatejo, poderá contar com períodos de chuva forte</strong>, com cerca de 10 mm de chuva por hora. No Alto Alentejo, este valor poderá ultrapassar os 5 mm por hora, devendo estas serem as regiões mais críticas do dia. Voltamos a frisar que<strong> é possível que a trovoada acompanhe a precipitação</strong>, como mostra o mapa acima. Espera-se, ainda, uma melhoria do estado do tempo nas últimas horas do dia.</p><h2>No domingo a chuva deverá concentrar-se no Norte do país</h2><p>Durante a madrugada de domingo, <strong>a chuva não deverá deixar totalmente o país, ainda que se torne mais dispersa/irregular</strong>. Assim sendo, o Centro e o Sul do país poderão registar a ocorrência da mesma nesse período do dia. Ao longo do dia, não se descartam aguaceiros fracos em vários pontos destas regiões, mas <strong>a partir das 15h, a chuva poderá tornar-se mais evidente e persistente no Norte</strong> do país.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791384" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-20-mm-outubro-comeca-com-chuva-em-portugal-consulte-as-regioes-potencialmente-mais-afetadas.html" title="Até 20 mm: outubro começa com chuva em Portugal; consulte as regiões potencialmente mais afetadas">Até 20 mm: outubro começa com chuva em Portugal; consulte as regiões potencialmente mais afetadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-20-mm-outubro-comeca-com-chuva-em-portugal-consulte-as-regioes-potencialmente-mais-afetadas.html" title="Até 20 mm: outubro começa com chuva em Portugal; consulte as regiões potencialmente mais afetadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-20-mm-outubro-comeca-com-chuva-em-portugal-continental-confira-as-regioes-potencialmente-mais-afetadas-1790848964089_320.jpg" alt="Até 20 mm: outubro começa com chuva em Portugal; consulte as regiões potencialmente mais afetadas"></a></article></aside><p>O<strong> noroeste poderá registar períodos de chuva forte entre as 16h e as 17h. Pelas 18h também o Porto poderá registar um episódio de chuva mais intensa</strong>. Será também nesta zona do país onde a trovoada se poderá tornar mais expressiva, ainda que os mapas indiquem uma dissipação generalizada da chuva na mesma área até ao final do dia de domingo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-e-trovoada-entre-sabado-3-e-domingo-4-eis-as-zonas-potencialmente-mais-expostas-ao-tempo-adverso.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item></channel></rss>