<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Mon, 13 Jul 2026 15:20:21 +0000</lastBuildDate><pubDate>Mon, 13 Jul 2026 15:20:21 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Como proteger os alimentos no verão e evitar desperdícios com estratégias simples e eficazes]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-proteger-os-alimentos-no-verao-e-evitar-desperdicios-com-estrategias-simples-e-eficazes.html</link><pubDate>Mon, 13 Jul 2026 14:45:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas elevadas aceleram a deterioração de legumes, frutas e lácteos. Conhecer práticas de conservação ajuda a reduzir perdas e a proteger o orçamento durante os meses quentes.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/como-proteger-os-alimentos-no-verao-e-evitar-desperdicios-com-estrategias-simples-e-eficazes-1783946375826.jpg" data-image="ybj78qmiq815" alt="Frutas e copo de leite" title="Frutas e copo de leite"><figcaption>Durante uma onda de calor, a velocidade da deterioração alimentar pode duplicar ou triplicar. Foto: Jan Photo/Pixabay</figcaption></figure><p>O verão traz consigo temperaturas elevadas que aceleram a <strong>deterioração dos alimentos</strong> e tornam mais difícil preservar produtos frescos. A ciência confirma esta tendência através do Princípio Q10, que demonstra como um <strong>aumento de 10°C</strong> pode duplicar ou triplicar a velocidade das reações que degradam a comida. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Este efeito é particularmente relevante em Portugal, onde cada pessoa desperdiça cerca de 184 quilos de alimentos por ano, segundo dados do Parlamento Europeu. O país ocupa a quarta posição no ranking europeu, com um total anual de 1,9 milhões de toneladas de comida perdida.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Durante o verão, esta pressão intensifica-se. Dados da Too Good To Go mostram que 28 por cento dos consumidores portugueses admitem desperdiçar mais alimentos nos meses quentes. A <strong>fruta lidera as perdas</strong>, seguida dos legumes e dos produtos lácteos, que têm menor resistência ao calor. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/como-proteger-os-alimentos-no-verao-e-evitar-desperdicios-com-estrategias-simples-e-eficazes-1783946452405.jpg" data-image="e7lanyexxzec" alt="Frigorífico aberto" title="Frigorífico aberto"><figcaption>Pequenos gestos, como reorganizar o espaço no frigorífico, fazem a diferença na conservação dos alimentos e poupança de energia. Foto: difisher/Pixabay</figcaption></figure><p>Para muitas famílias, este desperdício representa um prejuízo duplo. Além do custo do alimento estragado, há o consumo adicional de <strong>energia</strong> dos equipamentos de refrigeração que tentam compensar as temperaturas elevadas.</p><h2>Adaptar os hábitos de conservação ao calor</h2><p>Evitar perdas alimentares exige uma <strong>mudança prática na rotina doméstica</strong>. Pequenos gestos diários fazem diferença e ajudam a <strong>prolongar a vida útil dos produtos</strong> mais sensíveis. A Too Good To Go, empresa de impacto social responsável pela maior aplicação mundial dedicada ao combate ao desperdício alimentar, reuniu um conjunto de orientações que podem ser aplicadas por qualquer consumidor. </p><h2>Ative os sentidos antes de descartar</h2><p>O primeiro passo envolve a avaliação sensorial dos produtos perto do fim do prazo. O calor extremo altera frequentemente o aspeto visual de sumos ou iogurtes sem que estes se encontrem verdadeiramente estragados. Antes de os rejeitar, use o método de observar, cheirar e provar para verificar se a comida permanece própria para consumo.</p><h2>Garanta a frescura do seu frigorífico</h2><p>O bom funcionamento dos eletrodomésticos assume uma importância redobrada nos dias quentes. Os <strong>frigoríficos</strong> trabalham frequentemente em sobre-esforço com temperaturas externas elevadas, o que aumenta o <strong>consumo de eletricidade</strong> e o risco de avarias. Evite sobrecarregar o interior do equipamento para permitir a <strong>livre circulação do ar frio</strong> e limpe as bobinas traseiras com regularidade, mantendo o termómetro entre os zero e os quatro graus na zona mais fria.</p><h2>Separe os inimigos da conservação</h2><p>Frutas como <strong>bananas</strong>, <strong>maçãs</strong> e <strong>tomates</strong> libertam gás etileno, um composto natural que acelera o amadurecimento dos vegetais vizinhos. Sob uma vaga de calor, este processo torna-se ainda mais rápido. Separe estes alimentos e armazene as frutas de verão na <strong>gaveta inferior</strong> do frigorífico para travar a desidratação precoce. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="681629" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/sabe-interpretar-os-prazos-de-validade-dos-alimentos-a-maioria-dos-europeus-nao-e-capaz-de-os-distinguir.html" title="Sabe interpretar os prazos de validade dos alimentos? A maioria dos europeus não é capaz de os distinguir">Sabe interpretar os prazos de validade dos alimentos? A maioria dos europeus não é capaz de os distinguir</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/sabe-interpretar-os-prazos-de-validade-dos-alimentos-a-maioria-dos-europeus-nao-e-capaz-de-os-distinguir.html" title="Sabe interpretar os prazos de validade dos alimentos? A maioria dos europeus não é capaz de os distinguir"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sabe-interpretar-os-prazos-de-validade-a-maioria-dos-europeus-nao-e-capaz-de-os-distinguir-1730753420065_320.jpg" alt="Sabe interpretar os prazos de validade dos alimentos? A maioria dos europeus não é capaz de os distinguir"></a></article></aside><p>Pode também colocar <strong>rolhas de cortiça cortadas ao meio</strong> na fruteira, uma vez que este material absorve o excesso de humidade e reduz o aparecimento de bolor.</p><h2>Transforme os excedentes em refeições frescas</h2><p>Quando os <strong>tomates</strong> e <strong>pimentos</strong> amolecem devido ao sol, a sua concentração de açúcares naturais aumenta. Este é o momento ideal para os transformar num <strong>gaspacho</strong> fresco e hidratante. Da mesma forma, se notar que as <strong>bananas</strong> estão a ficar demasiado escuras, corte-as em rodelas e guarde-as no congelador. Mais tarde, basta triturá-las para obter um gelado caseiro e natural sem qualquer adição de açúcar.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/como-proteger-os-alimentos-no-verao-e-evitar-desperdicios-com-estrategias-simples-e-eficazes-1783946650881.jpg" data-image="q32qx25ayy07" alt="batido de morango" title="batido de morango"><figcaption>Há muitas formas de aproveitar frutas e legumes já amolecidos pelo calor, transformando-os em pratos, sumos ou gelados refrescantes. Foto: ExplorerBob/Pixabay</figcaption></figure><p>Frutas desidratadas, como morangos ou pedaços de pepino, servem também para criar <strong>águas</strong> <strong>aromatizadas</strong> refrescantes com gelo. Lembre-se ainda de preferir suportes ventilados em vez de caixas fechadas, de modo a evitar bolsas de calor.</p><h2>A tecnologia como boia de salvação no retalho</h2><p>As elevadas temperaturas não castigam apenas os lares, representando uma dor de cabeça constante para supermercados, restaurantes e mercearias. A quebra de stocks de produtos frescos dispara de forma linear no verão, exigindo ferramentas de resposta rápida para apoiar o tecido empresarial.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Too%20Good%20to%20Go" data-year="" data-title="Um%20ver%C3%A3o%20sem%20desperd%C3%ADcio" data-url="https%3A%2F%2Fwww.toogoodtogo.com%2Fpt%2Fpress%2Fverao-zerowaste">Too Good to Go. <a href="https://www.toogoodtogo.com/pt/press/verao-zerowaste" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Um verão sem desperdício</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-proteger-os-alimentos-no-verao-e-evitar-desperdicios-com-estrategias-simples-e-eficazes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mudanças no tempo em Portugal: estabilidade atmosférica regressará em breve e temperaturas voltam a subir]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-estabilidade-atmosferica-regressara-em-breve-e-temperaturas-voltam-a-subir.html</link><pubDate>Mon, 13 Jul 2026 13:25:21 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Ao longo dos próximos dias espera-se uma melhoria generalizada do estado de tempo e uma subida gradual das temperaturas máximas.</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/L6ktMi-Uv_g/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=L6ktMi-Uv_g" id="L6ktMi-Uv_g"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Esta semana arranca com alguma nebulosidade em Portugal Continental, mais especificamente no Norte do país, essencialmente no litoral, onde se espera ainda a <strong>ocorrência de chuva fraca e irregular no noroeste</strong>, ao longo das próximas horas.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p><strong>Esta tendência de chuva fraca poderá repetir-se amanhã</strong>, terça-feira, nas regiões Norte e Centro, ao longo do dia, devendo afetar inicialmente o litoral Centro e, com o passar das horas, afetar o Norte, também de forma irregular.</p><h2>Estabilidade atmosférica pode regressar em breve e temperaturas deverão subir</h2><p>No entanto, à medida que os dias avançam, espera-se que a estabilidade atmosférica comece a regressar, principalmente a partir de quarta-feira, dia 15, dando-se também uma <strong>recuperação das temperaturas em todo o país</strong>, já a partir de amanhã.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-estabilidade-atmosferica-podera-regressar-e-temperaturas-voltam-a-subir-1783945237371.png" data-image="sykmnxho1fw0" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>As temperaturas máximas podem começar a subir de forma gradual a partir de amanhã, terça-feira. No entanto, será a partir de sábado que todo o país deverá sentir esta subida com maior evidência, com os termómetros a aproximarem-se dos 40 ºC em alguns pontos do Sul.</figcaption></figure><p>É expectável que estas comecem a subir de forma gradual, com <strong>maior expressão ao longo da faixa interior e na região Sul</strong>, enquanto a faixa litoral, essencialmente Norte e Centro, deverá continuar a registar valores mais contidos. Contudo, este cenário poderá mudar a partir do fim de semana.</p><h2>A partir de sábado, dia 18, valores de 30 ºC ou mais devem cobrir Portugal Continental</h2><p> Segundo a mais recente atualização do nosso modelo de referência, espera-se que o<strong> fim de semana possa trazer valores acima dos 30 ºC</strong> na maior parte do território continental e que os valores continuem a subir nos dias seguintes. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778410" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intenso-em-portugal-preve-se-uma-mudanca-significativa-da-massa-de-ar-a-partir-de-19-de-julho.html" title="Calor intenso em Portugal: prevê-se uma mudança significativa da massa de ar a partir de 19 de julho">Calor intenso em Portugal: prevê-se uma mudança significativa da massa de ar a partir de 19 de julho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intenso-em-portugal-preve-se-uma-mudanca-significativa-da-massa-de-ar-a-partir-de-19-de-julho.html" title="Calor intenso em Portugal: prevê-se uma mudança significativa da massa de ar a partir de 19 de julho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intenso-em-portugal-preve-se-uma-mudanca-significativa-da-massa-de-ar-a-partir-de-19-de-julho-1783941528246_320.jpg" alt="Calor intenso em Portugal: prevê-se uma mudança significativa da massa de ar a partir de 19 de julho"></a></article></aside><p>Sábado, 18, poderá ser o primeiro dia de alguns dias consecutivos com temperaturas elevadas no nosso país. Neste dia, apenas as cidades costeiras deverão manter-se abaixo dos 30 ºC, enquanto <strong>algumas regiões do Sul poderão aproximar-se dos 40 ºC</strong>, como podemos observar no mapa acima. Com esta subida mais evidente, as anomalias térmicas positivas voltarão a cobrir a nossa geografia.</p><p>De acordo com os nossos mapas, <strong>o arranque da próxima semana deverá ser igualmente quente e poderá manter-se assim nos dias seguintes</strong>, no entanto, e tendo em conta a distância temporal, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-estabilidade-atmosferica-regressara-em-breve-e-temperaturas-voltam-a-subir.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calor intenso em Portugal: prevê-se uma mudança significativa da massa de ar a partir de 19 de julho]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intenso-em-portugal-preve-se-uma-mudanca-significativa-da-massa-de-ar-a-partir-de-19-de-julho.html</link><pubDate>Mon, 13 Jul 2026 13:15:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A partir de 19 de julho, uma massa de ar mais quente poderá instalar-se sobre Portugal continental, favorecendo uma subida gradual das temperaturas. O interior poderá voltar a superar os 40 ºC durante a próxima semana.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intenso-em-portugal-preve-se-uma-mudanca-significativa-da-massa-de-ar-a-partir-de-19-de-julho-1783941528246.jpg" data-image="6ey155184rhr" alt="Calor intenso poderá regressar a Portugal a partir de 19 de julho" title="Calor intenso poderá regressar a Portugal a partir de 19 de julho"><figcaption>As previsões apontam para a entrada progressiva de uma massa de ar muito quente sobre a Península Ibérica a partir de 19 de julho. O calor deverá intensificar-se ao longo da próxima semana, com temperaturas superiores a 40 ºC em várias regiões do interior de Portugal continental.</figcaption></figure><p>A partir de 19 de julho, prevê-se uma mudança significativa da massa de ar sobre a Península Ibérica, com a entrada de ar progressivamente mais quente que poderá conduzir a um <strong>episódio de calor em Portugal continental</strong>. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações</div><p>As previsões do modelo europeu apontam para um reforço gradual deste cenário durante a próxima semana, embora a intensidade e a duração do episódio permaneçam <strong>dependentes da evolução da circulação atmosférica</strong>.</p><h2>Uma massa de ar quente começa a instalar-se sobre a Península Ibérica</h2><p>Esta mudança deverá resultar do reforço de uma crista anticiclónica que se estenderá desde o Norte de África até à Península Ibérica. À medida que esta configuração se instala, a atmosfera tornar-se-á mais estável, favorecendo céu pouco nublado, <strong>maior exposição à radiação solar e aquecimento gradual do ar</strong>. Em simultâneo, uma massa de ar cada vez mais quente avançará sobre a Península, criando condições para uma subida progressiva das temperaturas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intenso-em-portugal-preve-se-uma-mudanca-significativa-da-massa-de-ar-a-partir-de-19-de-julho-1783940270220.jpg" data-image="68um0wspkb1j"><figcaption>A expansão de uma crista anticiclónica desde o Norte de África favorecerá a entrada de uma massa de ar muito quente sobre a Península Ibérica, criando as condições para uma subida gradual das temperaturas em Portugal continental a partir de 19 de julho.</figcaption></figure><p>Os primeiros sinais desta mudança deverão fazer-se sentir durante o sábado. No entanto, será a partir de domingo, 19 de julho, que a massa de ar quente começará a instalar-se sobre grande parte do território continental. As previsões do ECMWF apontam para <strong>anomalias da temperatura entre 8 e 12 ºC acima da média</strong> para esta época do ano em altitude, um indicador da intensidade da massa de ar prevista.</p><h2>Temperaturas superiores a 40 ºC poderão regressar ao interior</h2><p>À superfície, as temperaturas máximas deverão subir gradualmente em praticamente todo o país. <strong>O interior Norte, Centro e Sul deverá registar o aumento mais expressivo</strong>, com valores que poderão aproximar-se ou ultrapassar os 40 ºC, sobretudo no Alentejo, vale do Tejo e em alguns locais do interior Centro. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intenso-em-portugal-preve-se-uma-mudanca-significativa-da-massa-de-ar-a-partir-de-19-de-julho-1783940421402.jpg" data-image="p447o6g0hez0"><figcaption>Às 13h de domingo, 19 de julho, as temperaturas já deverão ultrapassar os 35 ºC em grande parte do interior, antes de atingirem os valores máximos durante a tarde.</figcaption></figure><p>No litoral, a influência do oceano continuará a moderar o aquecimento, embora também se espere uma subida das temperaturas, especialmente nas regiões Centro e Sul. O contraste entre o litoral e o interior poderá ultrapassar os 10 ºC nas horas de maior aquecimento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intenso-em-portugal-preve-se-uma-mudanca-significativa-da-massa-de-ar-a-partir-de-19-de-julho-1783940492897.jpg" data-image="95m3nve68jyr"><figcaption>O vento deverá permanecer, em geral, fraco no interior, favorecendo a acumulação de calor. No litoral, a circulação de oeste ou noroeste durante a tarde ajudará a moderar parcialmente as temperaturas, sobretudo junto à faixa costeira.</figcaption></figure><p><strong>O vento deverá soprar fraco no interior</strong>. Junto ao litoral, predominará a circulação do quadrante oeste ou noroeste durante a tarde, com velocidades entre 15 e 30 km/h, suficientes para moderar parcialmente as temperaturas costeiras, mas insuficientes para impedir o aquecimento do interior. A estabilidade prevista deverá limitar o desenvolvimento de trovoadas generalizadas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778411" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frescura-atlantica-e-chuva-fraca-persistem-em-portugal-mas-o-ecmwf-ja-aponta-uma-data-para-o-regresso-do-calor-intenso.html" title="Frescura atlântica e chuva fraca persistem em Portugal, mas o ECMWF já aponta uma data para o regresso do calor intenso">Frescura atlântica e chuva fraca persistem em Portugal, mas o ECMWF já aponta uma data para o regresso do calor intenso</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frescura-atlantica-e-chuva-fraca-persistem-em-portugal-mas-o-ecmwf-ja-aponta-uma-data-para-o-regresso-do-calor-intenso.html" title="Frescura atlântica e chuva fraca persistem em Portugal, mas o ECMWF já aponta uma data para o regresso do calor intenso"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frescura-atlantica-e-chuva-fraca-persistem-em-portugal-mas-o-ecmwf-ja-aponta-uma-data-para-o-regresso-do-calor-intenso-1783943562327_320.png" alt="Frescura atlântica e chuva fraca persistem em Portugal, mas o ECMWF já aponta uma data para o regresso do calor intenso"></a></article></aside><p>As simulações atuais sugerem que esta massa de ar quente poderá manter-se sobre a Península Ibérica pelo menos <strong>até 22 de julho</strong>. Ainda assim, trata-se de uma previsão com vários dias de antecedência, pelo que <strong>as próximas atualizações serão importantes para validar a intensidade e a duração deste episódio de calor</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intenso-em-portugal-preve-se-uma-mudanca-significativa-da-massa-de-ar-a-partir-de-19-de-julho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frescura atlântica e chuva fraca persistem em Portugal, mas o ECMWF já aponta uma data para o regresso do calor intenso]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frescura-atlantica-e-chuva-fraca-persistem-em-portugal-mas-o-ecmwf-ja-aponta-uma-data-para-o-regresso-do-calor-intenso.html</link><pubDate>Mon, 13 Jul 2026 11:59:01 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A persistência de ar fresco manterá as temperaturas abaixo do normal esta semana, bem como a possibilidade de chuva fraca. Mesmo assim, o modelo ECMWF já aponta uma data para o possível regresso do calor intenso a Portugal continental.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaouug6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaouug6.jpg" id="xaouug6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Deste modo, <strong>as temperaturas irão manter-se abaixo da média climatológica de referência para o mês de julho nestes próximos dias</strong>, embora se mantenha o contraste habitual entre um litoral mais fresco e um interior mais quente.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br> A influência do ar marítimo atlântico, transportado pela circulação associada a uma depressão isolada em altitude que se manterá praticamente estacionária a noroeste da Península Ibérica durante boa parte da presente semana, vai continuar a condicionar o tempo em quase todo o território de Portugal continental. São esperadas temperaturas abaixo do normal para o mês de julho e precipitação fraca e localizada.</div><p>Por causa do efeito de continentalidade, as temperaturas nas regiões do interior serão mais elevadas do que nas do litoral. Além disto, a circulação associada à referida baixa pressão produzirá a formação de<strong> pequenas superfícies ou ondulações frontais, responsáveis pela ocorrência de precipitação escassa, isolada e muito localizada</strong> em algumas zonas do nosso país, principalmente entre segunda (13) e terça-feira (14).</p><h2>Segunda e terça-feira com chuva fraca e localizada nestas regiões</h2><p>Esta segunda-feira (13) são expectáveis <strong>períodos de céu nublado nas Regiões Norte e Centro</strong>, especialmente a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela. A sul desta barreira orográfica, espera-se nebulosidade mais dispersa, alternando com boas abertas.</p><p><strong>Prevê-se ainda a possibilidade de ocorrência de chuva fraca ou chuvisco no Minho, nalgumas zonas do interior Norte e Centro e, pontualmente, no Douro Litoral e no litoral Centro</strong>. As temperaturas máximas vão variar entre 20 e 26 ºC no litoral e entre 25 e 31 ºC no interior. O vento soprará de rumos diferentes, apesar de surgir predominantemente de noroeste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frescura-atlantica-e-chuva-fraca-persistem-em-portugal-mas-o-ecmwf-ja-aponta-uma-data-para-o-regresso-do-calor-intenso-1783942705146.png" data-image="5jpaqviuij42"><figcaption>A chuva acumulada até às 23:00 de terça-feira, 14 de julho, será muito escassa, pouco intensa e terá uma distribuição muito irregular.</figcaption></figure><p><strong>Amanhã - terça-feira (14) - o estado do tempo sofrerá poucas alterações</strong>. A nebulosidade tenderá a diminuir progressivamente ao longo do dia, sendo menos provável quanto mais para sul. Persistirá a possibilidade de chuva fraca e localizada, especialmente até ao final da manhã na faixa costeira ocidental entre os distritos de Viana do Castelo e Setúbal.</p><p>Durante a tarde, a instabilidade residual progredirá para leste, podendo originar <strong>aguaceiros fracos e dispersos em zonas do interior Norte e Centro</strong>. Espera-se ainda uma subida das temperaturas diurnas, com o valor das máximas a situar-se entre 19 e 27 ºC no litoral e entre 27 e 34 ºC no interior, sendo o vale do Douro uma das regiões com os valores mais elevados.</p><h2>A partir de quarta-feira, temperaturas em subida e tempo ainda mais estável</h2><p><strong>Na quarta-feira (15) prevê-se um reforço da influência das altas pressões em Portugal continental</strong>. Como consequência disto, o tempo apresentar-se-á geralmente estável, seco e predominantemente soalheiro, sendo novamente marcado por uma subida das temperaturas diurnas, sobretudo no interior Centro e na região Sul. Deste modo, esperam-se 28 ºC na Guarda, 32 ºC em Castelo Branco e Portalegre e 33 ºC em Évora e Beja e 31 ºC em Faro. No litoral a influência marítima continuará a moderar a temperatura, mantendo as máximas entre 19 e 27 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frescura-atlantica-e-chuva-fraca-persistem-em-portugal-mas-o-ecmwf-ja-aponta-uma-data-para-o-regresso-do-calor-intenso-1783943146447.png" data-image="tlt5oly4nub5"><figcaption>No interior as temperaturas máximas estarão cada vez mais próximas do patamar dos 35 ºC à medida que a semana se for aproximando da sua reta final.</figcaption></figure><p> <strong>Para quinta-feira (16) espera-se que o estado do tempo se mantenha predominantemente seco e soalheiro em grande parte da geografia de Portugal continental</strong>. Ainda assim, a persistência de nebulosidade poderá traduzir-se na possibilidade de ocorrência de chuviscos fracos e isolados em alguns locais das Regiões Norte e Centro. Prevê-se igualmente uma nova e ligeira subida das temperaturas máximas, com valores entre 20 e 30 ºC no litoral e entre 27 e 35 ºC no interior. </p><p><strong>Na sexta-feira (17) as temperaturas máximas diminuirão ligeiramente, interrompendo-se temporariamente a recuperação térmica</strong>, sendo registada novamente mais uma jornada com temperaturas inferiores à média climatológica de referência para julho. Ainda assim, o domínio das altas pressões continuará a prevalecer, sendo provável a formação de nevoeiro matinal na faixa costeira ocidental e céu pouco nublado ou limpo durante o restante período diurno, subsistindo apenas a possibilidade de ocorrência de chuviscos isolados no Alto Minho.</p><h2>Mudança expressiva do tempo no fim de semana de 18 e 19 de julho. Estará à vista o regresso do calor intenso?</h2><p>De quinta para sexta-feira, dias 16 e 17 de julho, <strong>os mapas de referência da Meteored indicam que o sistema depressionário tenderá a ser progressivamente reabsorvido pela circulação principal</strong>, reduzindo a sua influência sobre as condições meteorológicas em Portugal continental. Consequentemente, o fluxo marítimo que tem mantido as temperaturas abaixo do normal para a época do ano perderá intensidade, fazendo com que Portugal continental deixe de ser um “oásis” de frescura na Europa Ocidental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frescura-atlantica-e-chuva-fraca-persistem-em-portugal-mas-o-ecmwf-ja-aponta-uma-data-para-o-regresso-do-calor-intenso-1783943363696.png" data-image="ryrxq3bpp2qq"><figcaption>Portugal é, por esta altura, um verdadeiro "oásis" de frescura na Europa Ocidental, contrastando com o calor intenso que outros países europeus vão enfrentando na presente época estival.</figcaption></figure><p>Em contraste, <strong>uma boa parte dos países da Europa Ocidental manter-se-á sob a influência de uma massa de ar muito quente</strong>, favorecida pela circulação associada ao sistema depressionário e pela presença de uma crista subtropical. Ao mesmo tempo, a probabilidade de ocorrência de precipitação será cada vez menor, embora esta já se apresente, geralmente, escassa e muito localizada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778209" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-saiba-como-vao-evoluir-a-chuva-e-as-temperaturas-entre-segunda-e-quarta-feira.html" title="Tempo em Portugal: saiba como vão evoluir a chuva e as temperaturas entre segunda e quarta-feira">Tempo em Portugal: saiba como vão evoluir a chuva e as temperaturas entre segunda e quarta-feira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-saiba-como-vao-evoluir-a-chuva-e-as-temperaturas-entre-segunda-e-quarta-feira.html" title="Tempo em Portugal: saiba como vão evoluir a chuva e as temperaturas entre segunda e quarta-feira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-saiba-como-vao-evoluir-a-chuva-e-as-temperaturas-entre-segunda-e-quarta-feira-1783855124155_320.png" alt="Tempo em Portugal: saiba como vão evoluir a chuva e as temperaturas entre segunda e quarta-feira"></a></article></aside><p>Apesar da elevada incerteza inerente a previsões cujo horizonte temporal é superior a 3 dias, mesmo assim, o modelo ECMWF continua a sinalizar uma <strong>subida significativa das temperaturas a partir do fim de semana de 18 e 19 de julho</strong>.</p><p>Esta evolução deverá ser ditada não só pelo afastamento do sistema depressionário, como também pela <strong>aproximação da crista subtropical e pela entrada de uma massa de ar tropical continental, quente e seco, proveniente do Norte de África</strong>. Caso este cenário se concretize, estaríamos diante do regresso de um estado do tempo consideravelmente mais quente a Portugal continental.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frescura-atlantica-e-chuva-fraca-persistem-em-portugal-mas-o-ecmwf-ja-aponta-uma-data-para-o-regresso-do-calor-intenso.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Após 12 anos, cientistas identificam nova espécie de planta na Mata Atlântica]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/apos-12-anos-cientistas-identificam-nova-especie-de-planta-na-mata-atlantica.html</link><pubDate>Mon, 13 Jul 2026 06:17:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Descoberta na Serra do Padre Ângelo, em Minas Gerais, a Oplonia doceana é o primeiro registo do género no Brasil e destaca a relevância do médio rio Doce para biodiversidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/apos-12-anos-cientistas-identificam-nova-especie-de-planta-na-mata-atlantica-1783806796537.jpg" data-image="oyp8ns2qw4ma" alt="A nova espécie representa o primeiro registro do gênero Oplonia no Brasil" title="A nova espécie representa o primeiro registro do gênero Oplonia no Brasil"><figcaption>A nova espécie representa o primeiro registo do género Oplonia no Brasil. Crédito: Paulo Gonella</figcaption></figure><p>Uma <strong>planta de flores vermelhas</strong> encontrada exclusivamente nos campos rupestres da Serra do Padre Ângelo, no médio rio Doce, em Minas Gerais, foi oficialmente reconhecida como uma <strong>nova espécie pela ciência após 12 anos de investigação</strong>. Batizada de <em>Oplonia doceana</em>, a planta representa o primeiro registo do género <em>Oplonia</em> no Brasil e amplia o conhecimento sobre a distribuição deste grupo de espécies na América do Sul. A descoberta foi publicada na revista científica <em>Plant Systematics and Evolution</em>.</p><p>A espécie ocorre entre os municípios de Conselheiro Pena e Alvarenga, numa região que tem vindo a destacar-se como<strong> um dos principais refúgios da biodiversidade da Mata Atlântica</strong>. Além de revelar uma planta inédita, o estudo reforça a relevância das montanhas do leste de Minas Gerais para a conservação de espécies raras e endémicas.</p><p>A história da descoberta começou em 2013, durante uma expedição científica à Serra do Padre Ângelo. Desde a primeira recolha, os investigadores perceberam que se tratava de uma <strong>planta incomum, mas a sua identificação mostrou-se um desafio</strong>.<strong> </strong>Durante mais de uma década, especialistas compararam exemplares, fizeram revisão de estudos e consultaram coleções botânicas até confirmar que se tratava de uma espécie ainda desconhecida.</p><h2>Parentesco inesperado amplia conhecimento sobre a flora sul-americana</h2><p>Segundo o botânico Paulo Gonella, investigador do <strong>Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA)</strong> e primeiro autor do estudo, a confirmação encerra um longo trabalho de investigação. "Desde a primeira recolha, eu sabia que aquela planta era diferente. Passei muitos anos a tentar descobrir a sua identidade. É muito gratificante ver este quebra-cabeças finalmente resolvido", afirma.</p><div class="texto-destacado">Além da novidade para a flora brasileira, <strong>o estudo</strong><strong> revelou um resultado inesperado</strong>. Embora seja exclusiva dos campos rupestres do médio rio Doce, a <em>Oplonia doceana</em> possui maior parentesco com uma espécie encontrada na Argentina e na Bolívia do que com qualquer planta conhecida no Brasil. </div><p>Até então, o género <em>Oplonia</em> era registado apenas em países andinos, nas Caraíbas, em Madagáscar e em partes da América Central e da América do Sul, sem ocorrências confirmadas em território brasileiro. Para os investigadores, este padrão de distribuição levanta novas questões sobre a evolução das plantas sul-americanas e pode ajudar a compreender<strong> como diferentes espécies se dispersaram ao longo da história do continente</strong>.</p><h2>Homenagem ao rio Doce e alerta para a conservação</h2><p>O nome da nova espécie faz <strong>referência à bacia do rio Doce, onde ela ocorre</strong>. A escolha procura valorizar uma região frequentemente lembrada pelos impactos ambientais, mas que continua a revelar uma riqueza biológica ainda pouco conhecida pela ciência.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777346" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-algas-nao-sao-plantas-factos-surpreendentes-sobre-a-vida-aquatica-que-precisa-de-saber.html" title="As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber">As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-algas-nao-sao-plantas-factos-surpreendentes-sobre-a-vida-aquatica-que-precisa-de-saber.html" title="As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/seaweeds-aren-t-plants-seven-surprising-facts-about-aquatic-life-1783270730480_320.jpg" alt="As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber"></a></article></aside><p>Nos últimos dez anos, <strong>mais de 40 novas espécies de plantas foram descritas na Serra do Padre Ângelo e em montanhas vizinhas</strong>, além de diversos insetos e outros animais exclusivos da região. Apesar deste património natural, grande parte da área ainda não possui proteção oficial e enfrenta ameaças como incêndios, desflorestação e espécies invasoras.</p><p>Os autores classificaram a <em>Oplonia doceana</em> como<strong> "Em Perigo de Extinção", de acordo com os critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN)</strong>. Restrita a poucas populações conhecidas, a planta vive em campos rupestres quartzíticos, um dos ecossistemas mais ameaçados e menos estudados da Mata Atlântica. Para Gonella, a descoberta demonstra que ainda existem muitas espécies desconhecidas e reforça a importância da investigação científica para orientar ações de conservação. "Só é possível proteger aquilo que conhecemos", conclui o investigador.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Instituto%20Nacional%20da%20Mata%20Atl%C3%A2ntica" data-year="2026" data-title="Ap%C3%B3s%2012%20anos%20de%20mist%C3%A9rio%2C%20cientistas%20identificam%20nova%20esp%C3%A9cie%20de%20planta%20na%20Mata%20Atl%C3%A2ntica" data-url="https%3A%2F%2Fwww.gov.br%2Finma%2Fpt-br%2Fassuntos%2Fnoticias%2Fapos-12-anos-de-misterio-cientistas-identificam-nova-especie-de-planta-na-mata-atlantica%3Fshem%3Ddsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4">Instituto Nacional da Mata Atlântica. (2026). <a href="https://www.gov.br/inma/pt-br/assuntos/noticias/apos-12-anos-de-misterio-cientistas-identificam-nova-especie-de-planta-na-mata-atlantica?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Após 12 anos de mistério, cientistas identificam nova espécie de planta na Mata Atlântica</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/apos-12-anos-cientistas-identificam-nova-especie-de-planta-na-mata-atlantica.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Água do mar a 29 °C? Esta piscina promete mudar os seus mergulhos em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/agua-do-mar-a-29-c-esta-piscina-promete-mudar-os-seus-mergulhos-em-portugal.html</link><pubDate>Mon, 13 Jul 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A poucos minutos do Porto, há uma piscina de água salgada aquecida que oferece mergulhos a 29 °C, sem ondas e de forma totalmente gratuita.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/agua-do-mar-a-29-c-esta-piscina-promete-mudar-os-seus-mergulhos-em-portugal-1783865254497.jpg" data-image="zlox3j4ip8f3" alt="Praia de Canide Norte" title="Praia de Canide Norte"><figcaption>Farto da água gelada? Esta piscina aquecida junto ao mar voltou a abrir no Norte. Foto: CM Gaia</figcaption></figure><p>No Norte de Portugal, a temperatura do mar costuma afastar até quem mais gosta de um mergulho. Aliás, há quem fique largos minutos à beira da água antes de ganhar coragem para entrar e quem acabe por desistir por causa do frio.</p><p>A pensar nisso, a <strong>Praia de Canide Norte</strong> disponibiliza uma alternativa mais confortável: uma<strong> piscina de água aquecida</strong>, ideal para quem quer aproveitar um banho sem enfrentar as águas geladas do Atlântico.</p><div class="texto-destacado">É verdade. O tanque de água salgada da Praia de Canide Norte, em Canidelo, Vila Nova de Gaia, voltou a abrir ao público no início de julho.</div><p>Instalada entre os bares Grão de Areia e Ar de Mar, tem uma profundidade máxima de um metro e <strong>a temperatura da água varia entre os 28 e 29 graus</strong>. O melhor é que é gratuita. </p><h2>Saiba tudo</h2><p>“A infraestrutura, que começou a funcionar em 2022, regressa depois de ter registado forte adesão nas épocas anteriores”, nota o ‘Postal’. “Nos últimos verões, o local tornou-se um ponto de passagem para dezenas de banhistas, com filas frequentes para entrar.”</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777479" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-praia-no-algarve-continua-a-escapar-as-multidoes-e-tem-das-aguas-mais-quentes-da-regiao.html" title="Esta praia no Algarve continua a escapar às multidões (e tem das águas mais quentes da região)">Esta praia no Algarve continua a escapar às multidões (e tem das águas mais quentes da região)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-praia-no-algarve-continua-a-escapar-as-multidoes-e-tem-das-aguas-mais-quentes-da-regiao.html" title="Esta praia no Algarve continua a escapar às multidões (e tem das águas mais quentes da região)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esta-praia-no-algarve-continua-a-escapar-as-multidoes-e-tem-das-aguas-mais-quentes-da-regiao-1783420777513_320.jpg" alt="Esta praia no Algarve continua a escapar às multidões (e tem das águas mais quentes da região)"></a></article></aside><p>E percebemos o motivo para ser tão procurada. Afinal, não é todos os dias que se pode dar um mergulho morno a poucos minutos do Porto. </p><div class="texto-destacado">A Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia descreve o local como “uma estrutura sustentável” e sublinha que oferece “conforto, segurança e sem ondulação”.</div><p>Não pense, contudo, que se trata de uma praia convencional. Aqui o cenário é outro. A piscina utiliza <strong>água do mar</strong>, sim, mas oferece uma experiência sem ondulação e com maior controlo das condições de utilização. Tudo graças a painéis solares.</p><h2>Uma piscina para todos</h2><p>É caso para dizer que nada ficou por pensar. Além de oferecer uma alternativa ao mar, a piscina foi concebida para proporcionar uma <strong>experiência confortável a visitantes de todas as idades</strong>. Para isso, a entrada faz-se de forma gradual, com um piso de inclinação suave que vai aumentando de profundidade até atingir cerca de um metro na zona mais funda.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/agua-do-mar-a-29-c-esta-piscina-promete-mudar-os-seus-mergulhos-em-portugal-1783865372218.jpg" data-image="zw9669cbymxf" alt="Praia de Canide Norte" title="Praia de Canide Norte"><figcaption>Tudo foi pensado ao detalhe. Foto: DR</figcaption></figure><p>“O declive é muito ligeiro e começa num patamar quase plano que vai aumentando gradualmente até aos 50 centímetros a meio da piscina”, acrescenta a ‘NiT’. “Depois, fica num máximo de <strong>um metro de profundidade </strong>na outra ponta. Ao redor, é possível estender a toalha para aproveitar o sol.”</p><div class="texto-destacado">Com 20 metros de largura por 25 de comprimento, dispõe ainda de barracas de apoio e de uma barreira que ajuda a reduzir o impacto do vento.</div><p>Para garantir a qualidade da água, todos os utilizadores devem passar pelo duche antes de entrar. O tempo de permanência também está <strong>limitado a 30 minutos</strong>, uma medida que permite gerir a elevada procura, especialmente nos dias em que o espaço recebe mais visitantes.</p><p>Desde a inauguração, a piscina tem despertado bastante interesse e, nas horas de maior movimento, as filas de espera já se tornaram habituais. Por questões de segurança, as crianças com menos de 12 anos só podem utilizar o espaço quando acompanhadas por um adulto.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777399" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/as-5-melhores-piscinas-de-portugal-para-conhecer-antes-do-alivio-termico.html" title="As “5 melhores piscinas de Portugal” para conhecer antes do alívio térmico">As “5 melhores piscinas de Portugal” para conhecer antes do alívio térmico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/as-5-melhores-piscinas-de-portugal-para-conhecer-antes-do-alivio-termico.html" title="As “5 melhores piscinas de Portugal” para conhecer antes do alívio térmico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-5-melhores-piscinas-de-portugal-para-conhecer-antes-do-alivio-termico-1783366312453_320.jpg" alt="As “5 melhores piscinas de Portugal” para conhecer antes do alívio térmico"></a></article></aside><p>E quando é que a pode visitar? Durante a época balnear, <strong>a piscina está aberta diariamente</strong>, entre as 9:30 e as 19:30, afirmando-se como uma opção para quem prefere desfrutar de um mergulho sem enfrentar a água fria do mar.</p><p>“Esta estrutura sustentável, aquecida através de painéis solares, mantém a água do mar a uma temperatura convidativa. É o espaço ideal para um mergulho com todo o conforto, segurança e sem ondulação”, diz a Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia. E acrescenta: “Venha aproveitar o nosso litoral único de uma forma diferente e dar o primeiro mergulho do verão.”</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Postal%2C%20Fraz%C3%A3o%20M" data-year="2026" data-title="Piscina%20gratuita%20de%20%C3%A1gua%20salgada%20acaba%20de%20abrir%20no%20meio%20de%20um%20areal%20portugu%C3%AAs%20e%20a%20%C3%A1gua%20chega%20aos%2029%20graus" data-url="https%3A%2F%2Fpostal.pt%2Fnacional%2Fpiscina-gratuita-de-agua-salgada-acaba-de-abrir-no-meio-de-um-areal-portugues-e-a-agua-chega-aos-29-graus%2F%23goog_rewarded">Postal, Frazão M. (2026). <a href="https://postal.pt/nacional/piscina-gratuita-de-agua-salgada-acaba-de-abrir-no-meio-de-um-areal-portugues-e-a-agua-chega-aos-29-graus/#goog_rewarded" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Piscina gratuita de água salgada acaba de abrir no meio de um areal português e a água chega aos 29 graus</a>.</cite><br><cite data-author="NiT%2C%20Oliveira%20E" data-year="2026" data-title="Piscina%20gratuita%20na%20praia%20de%20Vila%20Nova%20de%20Gaia%20j%C3%A1%20abriu.%20%C3%81gua%20chega%20aos%2029%20graus" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fna-cidade%2Fpiscina-gratuita-na-praia-de-vila-nova-de-gaia-ja-abriu-agua-chega-aos-29-graus">NiT, Oliveira E. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/piscina-gratuita-na-praia-de-vila-nova-de-gaia-ja-abriu-agua-chega-aos-29-graus" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Piscina gratuita na praia de Vila Nova de Gaia já abriu. Água chega aos 29 graus</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/agua-do-mar-a-29-c-esta-piscina-promete-mudar-os-seus-mergulhos-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo em Portugal: saiba como vão evoluir a chuva e as temperaturas entre segunda e quarta-feira]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-saiba-como-vao-evoluir-a-chuva-e-as-temperaturas-entre-segunda-e-quarta-feira.html</link><pubDate>Sun, 12 Jul 2026 11:55:12 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois de vários dias mais amenos, as temperaturas deverão recuperar gradualmente em Portugal continental, enquanto a chuva perde expressão e a estabilidade atmosférica se reforça, sobretudo a partir de terça-feira, na maior parte do território.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-saiba-como-vao-evoluir-a-chuva-e-as-temperaturas-entre-segunda-e-quarta-feira-1783854633403.jpg" data-image="ztutdpbk7azs" alt="Portugal entra numa fase de maior estabilidade: chuva perde expressão e temperaturas recuperam" title="Portugal entra numa fase de maior estabilidade: chuva perde expressão e temperaturas recuperam"><figcaption>Entre segunda e quarta-feira, a precipitação deverá perder expressão, restringindo-se ao litoral Norte e Centro. Ao mesmo tempo, as temperaturas voltarão a subir gradualmente e a atmosfera tornar-se-á mais estável na maior parte de Portugal continental.</figcaption></figure><p>Entre segunda e quarta-feira, Portugal continental deverá registar uma melhoria do estado do tempo, marcada pelo <strong>predomínio de tempo seco</strong>, maior estabilidade atmosférica e uma <strong>subida gradual das temperaturas</strong>. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações<br></div><p>A precipitação ficará limitada a alguns pontos do litoral Norte e Centro, enquanto <strong>o aquecimento será mais evidente nas regiões do interior</strong>. A influência do Atlântico continuará a manter o litoral mais fresco, acentuando o contraste térmico entre a faixa costeira e o interior.</p><h2>Influência anticiclónica traz maior estabilidade ao continente</h2><p>A melhoria das condições meteorológicas consolidar-se-á à medida que a influência anticiclónica se reforça sobre a Península Ibérica. Esta configuração favorecerá uma atmosfera mais estável, <strong>limitando a aproximação de superfícies frontais ao continente</strong>. A circulação de noroeste continuará a transportar humidade do Atlântico para o litoral Norte e Centro, onde a nebulosidade será mais frequente durante a manhã.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-saiba-como-vao-evoluir-a-chuva-e-as-temperaturas-entre-segunda-e-quarta-feira-1783855106345.png" data-image="z46zwiillyxc"><figcaption>Na manhã de segunda-feira, a nebulosidade deverá concentrar-se sobretudo no litoral Norte e Centro, acompanhada por períodos de chuva fraca. Ao longo dos dias seguintes, o tempo tenderá a tornar-se progressivamente mais estável.</figcaption></figure><p>Na segunda-feira, o céu deverá apresentar-se pouco nublado ou limpo, embora o litoral Norte e Centro possa registar maior nebulosidade durante a madrugada e manhã. Entre o <strong>Minho e Leiria poderão ocorrer períodos de chuva fraca ou chuvisco</strong>, com acumulados inferiores a 5 mm. As máximas deverão variar entre <strong>23 e 26 ºC no litoral e entre 28 e 31 ºC no interior</strong>. O vento soprará de norte ou noroeste, intensificando-se durante a tarde na faixa costeira, com rajadas até 45 km/h.</p><h2>Temperaturas sobem gradualmente até quarta-feira</h2><p>Na terça-feira, o estado do tempo sofrerá poucas alterações, mantendo-se o predomínio de céu pouco nublado e tempo seco. A possibilidade de precipitação continuará limitada ao litoral Norte e Centro. <strong>A subida das temperaturas será mais notória no interior Centro, Vale do Tejo e Alentejo</strong>, onde as máximas poderão atingir 30 a 33 ºC. No litoral, os valores deverão variar entre 23 e 27 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-saiba-como-vao-evoluir-a-chuva-e-as-temperaturas-entre-segunda-e-quarta-feira-1783855124155.png" data-image="dj7hic4m9oaj"><figcaption>Na quarta-feira, as temperaturas máximas deverão subir sobretudo no interior Centro e Sul, podendo atingir 33 a 35 ºC em zonas de Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja. No litoral, os valores permanecerão mais moderados devido à influência do Atlântico.</figcaption></figure><p>Na quarta-feira, a atmosfera manter-se-á estável, favorecendo céu pouco nublado ou limpo e <strong>precipitação inexistente</strong>. <strong>As temperaturas voltarão a subir</strong> no interior Centro e Sul, com Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja a poderem registar máximas entre 33 e 35 ºC. No litoral Norte e Centro, a influência marítima continuará a moderar a temperatura, mantendo as máximas entre 24 e 28 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-saiba-como-vao-evoluir-a-chuva-e-as-temperaturas-entre-segunda-e-quarta-feira-1783855139420.png" data-image="lv0kdalhqbc1"><figcaption>Apesar da subida das temperaturas até quarta-feira, grande parte de Portugal continental deverá continuar com valores próximos ou ligeiramente abaixo da média para a época, sobretudo no litoral, onde persistirão anomalias negativas entre 1 e 3 ºC.</figcaption></figure><p>Apesar da subida gradual das temperaturas ao longo da semana, os<strong> valores deverão manter-se próximos ou ligeiramente abaixo da média climatológica</strong> em grande parte do território, sobretudo nas regiões costeiras, onde persistirão anomalias negativas entre 1 e 3 ºC. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778189" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/instabilidade-regressa-este-domingo-chuva-e-trovoada-poderao-fazer-parte-deste-dia-eis-as-zonas-mais-afetadas.html" title="Instabilidade regressa este domingo: chuva e trovoada poderão fazer parte deste dia; eis as zonas mais afetadas">Instabilidade regressa este domingo: chuva e trovoada poderão fazer parte deste dia; eis as zonas mais afetadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/instabilidade-regressa-este-domingo-chuva-e-trovoada-poderao-fazer-parte-deste-dia-eis-as-zonas-mais-afetadas.html" title="Instabilidade regressa este domingo: chuva e trovoada poderão fazer parte deste dia; eis as zonas mais afetadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/instabilidade-regressa-este-domingo-chuva-e-trovoada-poderao-fazer-parte-deste-dia-eis-as-zonas-mais-afetadas-1783815393531_320.png" alt="Instabilidade regressa este domingo: chuva e trovoada poderão fazer parte deste dia; eis as zonas mais afetadas"></a></article></aside><p>No interior, essas anomalias tenderão a diminuir progressivamente até quarta-feira, refletindo uma <strong>aproximação aos valores habituais para esta época do ano</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-saiba-como-vao-evoluir-a-chuva-e-as-temperaturas-entre-segunda-e-quarta-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A onda de calor que afetou a Europa no passado junho provocou milhares de mortes]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-onda-de-calor-que-afetou-a-europa-no-passado-junho-provocou-milhares-de-mortes.html</link><pubDate>Sun, 12 Jul 2026 11:11:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Junho de 2026 foi o junho mais quente alguma vez registado na Europa Ocidental e o segundo mais quente em todo o planeta, mostram dados divulgados pelo Observatório Europeu Copernicus.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-onda-de-calor-que-afetou-a-europa-no-passado-junho-provocou-milhares-de-mortes-1783704299379.jpg" data-image="svxzv0lijikc" alt="Calor extremo" title="Calor extremo"><figcaption>Na onda de calor de junho de 2026 na Europa foram batidos recordes de temperatura anteriores.</figcaption></figure><p>Em junho, a onda de calor que atingiu grande parte da Europa levou as temperaturas a níveis recordes de junho, em vários países, atingindo-se mesmo em alguns locais <strong>os maiores valores de temperaturas máximas diárias de muitas séries históricas longas.</strong></p><p>O episódio ocorreu poucas semanas depois de outro período de calor intenso, registado em maio, e foi seguido por uma nova sequência de altas temperaturas no início de julho.</p><h2>Calor extremo mata</h2><p>De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) o stress térmico é uma das principais causas de mortes relacionadas com as condições meteorológicas e pode agravar doenças subjacentes, incluindo doenças cardiovasculares, diabetes, problemas de saúde mental e asma, além de poder aumentar o risco de acidentes e a transmissão de algumas doenças infeciosas. <strong>A insolação é uma emergência médica com uma elevada taxa de mortalidade.</strong></p><p>Em todas as regiões do mundo, o número de pessoas expostas ao calor extremo está a crescer exponencialmente devido às alterações climáticas. </p><div class="texto-destacado">Segundo dados da OMS, a mortalidade relacionada com o calor em pessoas com mais de 65 anos aumentou aproximadamente 85 % entre 2000–2004 e 2017–2021.</div><p>A Europa registou uma mortalidade significativa devido ao calor em verões anteriores mais notavelmente em 2003 e, mais recentemente, em 2022 e 2024.</p><p>A onda de calor de junho de 2026, que foi <strong>o fenómeno de calor mais extremo registado na Europa provocou impactos graves na saúde, com registos de mortes associadas às altas temperaturas.</strong></p><p>Ainda vão demorar alguns meses até que se confirme oficialmente o verdadeiro balanço da pior onda de calor de sempre na Europa, mas os investigadores podem estimar o número de mortos com base no número de pessoas que faleceram na Europa durante períodos de calor anteriores.</p><p>Christopher Callahan, da Universidade de Indiana (Paul H. O'Neill School of Public and Environmental Affairs) escreveu um artigo baseado num estudo, que a sua equipa publicou no ano passado, e apresentou uma estimativa do número de mortes provocado pela onda de calor de junho de 2026 na Europa.</p><p>Para esta estimativa <strong>os cientistas fizeram uma recolha de dados sobre a temperatura e a mortalidade em toda a Europa e estabeleceram uma correlação entre as temperaturas elevadas e as taxas de mortalidade excedentária</strong>. De seguida, utilizaram essa relação para inferir como uma determinada onda de calor afeta a mortalidade numa região como a Europa.</p><div class="texto-destacado">A conclusão de Callahan é que a onda de calor na Europa, entre 22 e 28 de junho de 2026, quando as temperaturas atingiram valores superiores a 40 <sup>0</sup>C em muitos países, terá causado a morte de aproximadamente 20 390 pessoas. </div><p>Estimou-se que a mortalidade mais elevada se registou em França, com 5 210, na Alemanha, 4 543, em Espanha, 3 163, e em Itália, 2 709.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-onda-de-calor-que-afetou-a-europa-no-passado-junho-provocou-milhares-de-mortes-1783704507499.jpg" data-image="fmtybhapxtos" alt="Onda de calor na Europa" title="Onda de calor na Europa"><figcaption>Taxas de mortalidade relacionadas com o calor específicas por região (mortes por cada 100 000 habitantes) na semana de 22 a 28 de junho. As regiões a branco são aquelas para as quais não existem dados contínuos de mortalidade (Fonte: Christopher Callahan, “Death toll exceeds 20 000 across Europe in June 2026 heat wave”)</figcaption></figure><p>Na Bélgica, a onda de calor, que decorreu de 18 de junho a 1 de julho de 2026 foi a mais mortífera da história com um aumento de 47,8 % na média de mortes, com mais 1 747 mortes estimadas do que o habitual para esta altura do ano.</p><p>Segundo um médico de urgências do hospital universitário na Bélgica, a situação durante o fim de semana de pico <strong>foi tão grave que a mortalidade excedente ultrapassou até mesmo a do pior fim de semana da pandemia da COVID-19.</strong></p><p>Em Portugal, na onda de calor, que se fez sentir em especial no início de julho, a Autoridade de Saúde estima que tenham ocorrido 125 mortes.</p><h2>Mitigar o efeito das ondas de calor</h2><p>Apesar destes números serem preliminares, Callahan alerta para a necessidade de investimentos rápidos em adaptação para evitar estes impactos no futuro.</p><p>As Nações Unidas, a partir de diferentes organismos, particularmente a OMS, bem como as Autoridades de Saúde de maior parte dos países divulgam constantemente medidas de autoproteção e adaptação para mitigar o efeito das ondas de calor, sempre que os Serviços Meteorológicos preveem um período de temperaturas extremas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A vulnerabilidade ao calor é determinada tanto por fatores fisiológicos, como a idade e o estado de saúde.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Como os impactos negativos do calor na saúde são previsíveis e, em grande medida, evitáveis através de políticas e intervenções específicas de saúde pública e <strong>multissetoriais é fundamental que as medidas de autoproteção e adaptação a serem tomadas sejam divulgadas à população.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776507" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cientistas-confirmam-a-nova-realidade-climatica-da-europa-diga-adeus-aos-veroes-sem-ondas-de-calor.html" title="Cientistas confirmam a nova realidade climática da Europa: diga adeus aos verões sem ondas de calor">Cientistas confirmam a nova realidade climática da Europa: diga adeus aos verões sem ondas de calor</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cientistas-confirmam-a-nova-realidade-climatica-da-europa-diga-adeus-aos-veroes-sem-ondas-de-calor.html" title="Cientistas confirmam a nova realidade climática da Europa: diga adeus aos verões sem ondas de calor"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-confirmam-a-nova-realidade-climatica-da-europa-diga-adeus-aos-veroes-sem-ondas-de-calor-1782841132393_320.jpg" alt="Cientistas confirmam a nova realidade climática da Europa: diga adeus aos verões sem ondas de calor"></a></article></aside><p>Já há uns anos atrás a OMS publicou orientações destinadas às instituições de saúde pública para identificar e gerir os riscos associados ao calor extremo. As medidas de combate às alterações climáticas, combinadas com uma preparação abrangente e uma gestão de riscos eficaz, podem salvar vidas agora e no futuro, nomeadamente atendendo aos fatores de exposição, dependendo da profissão e das condições socioeconómicas da população.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-onda-de-calor-que-afetou-a-europa-no-passado-junho-provocou-milhares-de-mortes-1783704696816.jpg" data-image="u5f39t74tguj" alt="Onda de calor" title="Onda de calor"><figcaption>As pessoas mais vulneráveis devem evitar o calor e manterem-se hidratadas.</figcaption></figure><p>Assim, em situações de onda de calor extremo, de entre outras recomendações, tais como hidratação, sugere-se <strong>tornar obrigatório o acesso a água potável gratuita em eventos públicos</strong>, garantir o acesso a espaços frescos ou climatizados dentro das cidades, como os museus, reforçar as medidas de proteção dos trabalhadores expostos ao calor, por exemplo, através do ajustamento dos horários de trabalho e garantir que as autoridades locais ou outros organismos relevantes estabeleçam contacto direto com as pessoas vulneráveis.</p><p>Os cientistas alertam que o sinal é claro: <strong>o calor é agora o risco meteorológico mais mortífero</strong> <strong>que se enfrenta</strong>, e a maioria destas mortes pode ser evitável pois já se conseguem prever estes eventos com considerável precisão.</p><p>Apesar de se terem melhorado algumas medidas de autoproteção e adaptação às ondas de calor, tais como sensibilização e alertas à população e aumento da instalação de sistemas de ar condicionado, ainda não se criaram os sistemas eficazes nas áreas da saúde, habitação, assistência social e transportes, por exemplo, que transformem uma previsão precisa em proteção efetiva. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A adaptação não está a acompanhar o ritmo do risco.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os governantes, as autoridades e a população em geral deve ter sempre em conta que o mais importante é evitar mais mortes à medida que o planeta continua a aquecer e o calor se torna mais extremo.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Callahan%2C%20C." data-year="2026" data-title="Death%20toll%20exceeds%2020%2C000%20across%20Europe%20in%20June%202026%20heat%20wave" data-url="https%3A%2F%2Fzenodo.org%2Frecords%2F21083733">Callahan, C.. (2026). <a href="https://zenodo.org/records/21083733" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Death toll exceeds 20,000 across Europe in June 2026 heat wave</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-onda-de-calor-que-afetou-a-europa-no-passado-junho-provocou-milhares-de-mortes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Há um planeta que sobreviveu à morte da sua estrela, e agora sabemos como é que conseguiu isso]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/existe-um-planeta-que-sobreviveu-a-morte-de-sua-estrela-e-agora-sabemos-como-ele-conseguiu-isso.html</link><pubDate>Sun, 12 Jul 2026 10:09:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O planeta gigante WD 1856 b, que sobreviveu a uma estrela morta, oferece pistas sobre atmosferas, migração orbital e o futuro distante do nosso Sistema Solar e dos seus planetas externos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/existe-un-planeta-que-sobrevivio-a-la-muerte-de-su-estrella-y-ahora-sabemos-como-lo-logro-1783268255182.png" data-image="x08qeajtgpeg"><figcaption>Ilustração artística do exoplaneta WD 1856 b e da sua estrela ao fundo. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>Em <strong>2020</strong>, os astrónomos descobriram um <strong>planeta </strong>do tamanho de Júpiter a orbitar uma <strong>anã branca</strong> — um remanescente estelar semelhante ao que o Sol se tornará daqui a alguns mil milhões de anos. No entanto, o <strong>WD 1856 b</strong> conta uma história um pouco diferente da nossa.</p><p>O<strong> caso é incomum</strong> porque, ao redor da anã branca (WD 1856+534), localizada a apenas 80 anos-luz da Terra, <strong>o planeta é maior do que a própria estrela</strong>, proporcionando uma visão rara: um mundo massivo a cruzar o disco de uma estrela com tamanho aproximado ao da Terra.</p><p>Graças a observações do <strong>Telescópio Espacial James Webb</strong>, os cientistas conseguiram <strong>examinar o sistema com uma precisão sem precedentes</strong>. Durante o trânsito — quando o planeta passa diante da estrela sob a nossa perspetiva —, os investigadores mediram sinais relacionados à sua massa, temperatura e composição atmosférica.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ryan MacDonald, autor principal do estudo, afirmou que isto oferece um vislumbre do destino de planetas gigantes — não se tratando apenas de um exoplaneta peculiar, mas de uma pista sobre sistemas semelhantes ao nosso após a morte das suas estrelas hospedeiras.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O <strong>planeta completa uma órbita ao redor da sua estrela a cada 34 horas</strong>, a uma distância inferior a 3 milhões de quilómetros da estrela — menos de 20 vezes a distância de Mercúrio em relação ao Sol. O aspeto notável é que, se ele estivesse lá durante a fase de gigante vermelha da estrela, provavelmente teria evaporado.</p><h2>Webb entra em cena</h2><p>O artigo científico descreve uma<strong> observação realizada com o espectrógrafo NIRSpec PRISM do Webb</strong>, capaz de decompor a luz infravermelha em diferentes comprimentos de onda. Utilizando este instrumento, a equipa analisou um espectro na faixa de 0,5 a 5,0 micrómetros durante o breve trânsito do planeta diante da estrela.</p><p>As observações indicam que <strong>a atmosfera apresenta sinais de hidrocarbonetos</strong>, sendo o metano o principal candidato,<strong> juntamente com aerossóis</strong> que atuam como partículas em suspensão. Também foi detetada a emissão térmica do lado noturno do planeta, um sinal fundamental para estimar o seu calor interno.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/existe-un-planeta-que-sobrevivio-a-la-muerte-de-su-estrella-y-ahora-sabemos-como-lo-logro-1783269906808.jpeg" data-image="mzdyujxhn69t"><figcaption>O Webb possui várias câmeras e instrumentos para estudar exoplanetas, entre outros alvos. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>Os modelos situam a<strong> massa do planeta entre quatro e onze vezes a de Júpiter</strong> e sua<strong> temperatura efetiva próxima de 400 Kelvin</strong>, superando em muito a temperatura de equilíbrio esperada — de cerca de 160 Kelvin — caso este recebesse energia apenas da atual anã branca.</p><p>Esta diferença aponta para uma história orbital complexa, e a explicação mais aceite é que <strong>o planeta não se formou na sua órbita atual</strong>. Em vez disso, este <strong>migrou em direção à anã branca muito mais tarde</strong>, aquecendo-se devido a interações gravitacionais e forças de maré à medida que se aproximava da estrela.</p><h3>Revelações atmosféricas</h3><p>As observações não esclarecem todos os detalhes, mas ajudam a elucidar o cenário ao confirmar que WD 1856 b não é apenas uma sombra a cruzar uma estrela morta. <strong>O planeta preserva uma atmosfera detetável, uma temperatura inesperada e uma memória térmica da sua migração orbital</strong>.</p><p>O estudo reconstitui a provável cronologia do evento de reaquecimento, situando-o <strong>entre 3,0 e 5,5 bilhões de anos após a estrela ter se tornado uma anã branca</strong>. Este intervalo de tempo favorece um cenário de migração tardia e descarta a hipótese de que o planeta tenha sobrevivido diretamente no interior da estrela em expansão durante a fase de gigante vermelha.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/existe-un-planeta-que-sobrevivio-a-la-muerte-de-su-estrella-y-ahora-sabemos-como-lo-logro-1783269869174.jpeg" data-image="953743dpnizk"><figcaption>Espectro de luz da estrela WD 1856; as quedas no brilho indicam a presença de um planeta. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>Para a astronomia de exoplanetas, o resultado abre um caminho promissor, pois <strong>as anãs brancas são pequenas e um planeta gigante pode bloquear uma fração significativa da sua luz</strong>, facilitando as medições atmosféricas em comparação com estrelas maiores.</p><p>A equipa já observou quatro trânsitos adicionais, e estas <strong>medições </strong>podem refinar a nossa compreensão da presença de metano, aerossóis e outras moléculas ainda incertas, além de testar modelos de nuvens, temperatura e circulação atmosférica profunda.</p><h3>Crónica de um destino anunciado</h3><p>Esta descoberta nos lembra que<strong> a morte de uma estrela nem sempre marca o fim dos seus planetas</strong>. Alguns mundos podem escapar da fase mais destrutiva, alterar as suas órbitas e manter uma atmosfera por milhares de milhões de anos depois disso.</p><p>Esta também <strong>serve como um alerta sobre o nosso próprio Sistema Solar</strong>. Quando o Sol se tornar uma gigante vermelha, os mundos internos enfrentarão um destino crítico, enquanto Júpiter, Saturno e os demais planetas externos poderão seguir trajetórias que permanecem incertas, mas que talvez já estejamos a começar a compreender.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/telescopio-james-webb-captura-exoplaneta-que-esta-evaporando-sob-o-calor-de-seu-proprio-sol.html" title="Telescópio James Webb captura exoplaneta que está a evaporar sob o calor do seu próprio sol">Telescópio James Webb captura exoplaneta que está a evaporar sob o calor do seu próprio sol</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/telescopio-james-webb-captura-exoplaneta-que-esta-evaporando-sob-o-calor-de-seu-proprio-sol.html" title="Telescópio James Webb captura exoplaneta que está a evaporar sob o calor do seu próprio sol"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-telescopio-james-webb-capta-un-exoplaneta-que-se-esta-evaporando-bajo-el-calor-de-su-propio-sol-1781789120425_320.jpg" alt="Telescópio James Webb captura exoplaneta que está a evaporar sob o calor do seu próprio sol"></a></article></aside><p>Embora não tenhamos observado diretamente o futuro do Sol, observamos um sistema que nos permite explorar esta questão com dados reais. A combinação de trânsitos, espectroscopia no infravermelho e modelos térmicos faz do <strong>WD 1856 b uma referência para o estudo de planetas ao redor de estrelas mortas</strong>.</p><p>Não há dúvida de que, com estes telescópios de nova geração, deixamos de olhar apenas para as nossas origens e começamos a vislumbrar futuros possíveis. E, embora ainda não tenhamos todas as respostas, agora sabemos que <strong>há sempre outra história planetária à espera de ser decifrada</strong>...</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/existe-um-planeta-que-sobreviveu-a-morte-de-sua-estrela-e-agora-sabemos-como-ele-conseguiu-isso.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Natureza mágica: uma avenida encantada que torna este parque na Alemanha único no mundo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/natureza-magica-uma-avenida-encantada-que-torna-este-parque-na-alemanha-unico-no-mundo.html</link><pubDate>Sun, 12 Jul 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Situado no coração da Baixa Saxónia, na Alemanha, escondido num magnífico jardim termal, encontra-se um espetáculo que parece ter saído diretamente de um conto de fadas; no entanto, na verdade, pode ser explicado por uma particularidade genética.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nicht-nur-rosen-eine-zauberallee-aus-hexenbaumen-macht-diesen-park-weltweit-einmalig-1779264937014.jpeg" data-image="cdoflmqt5ttt" alt="Avenida das Faias Retorcidas" title="Avenida das Faias Retorcidas"><figcaption>Natureza mágica: estas árvores são únicas no mundo.</figcaption></figure><p>Bad Nenndorf, localizada a 26 quilómetros a oeste de Hanôver, é conhecida principalmente como uma<strong> cidade termal que oferece banhos de turfa, minerais e termais</strong>. Já no início do século XIX, esta pequena cidade da Baixa Saxónia figurava entre os destinos termais mais populares da Alemanha.</p><p>No entanto, todo o resort que se preze possui um parque bem cuidado: um local para descansar, passear e conectar-se com a natureza.<strong> </strong></p><p> Bad Nenndorf, a cidade termal, <strong>alberga uma atração que deixa invariavelmente os visitantes sem palavras: a famosa Avenida das Faias de Süntel</strong>. Com os seus ramos retorcidos e troncos sinuosos, estas árvores extraordinárias parecem quase encantadas. Não é à toa que há muito que cativam a imaginação e inspiram lendas.</p><h2>Uma faia como nenhuma outra</h2><p>Esta rara variedade de faia europeia foi <strong>plantada há cerca de um século e continua a crescer em impressionantes padrões em ziguezague até aos dias de hoje</strong>. Embora estas árvores possam atingir alturas de até 20 metros, os seus ramos muitas vezes espalham-se amplamente pela paisagem, conferindo à avenida o seu carácter único.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="de" dir="ltr">Tour um Bad Nenndorf <br>Bärenbrüdet,Lore , Bro <a href="https://x.com/Osiwahn?ref_src=twsrc%5Etfw">@Osiwahn</a> und Kraterquelle. <a href="https://t.co/uiT3QPAIYR">pic.twitter.com/uiT3QPAIYR</a></p>— yerg (@istdochechtegal) <a href="https://x.com/istdochechtegal/status/1842899298998010087?ref_src=twsrc%5Etfw">October 6, 2024</a></blockquote></figure><p>Uma <strong>mutação genética é responsável por este padrão de crescimento invulgar</strong>; no entanto, a razão exata pela qual ocorreu permanece um mistério que ainda não foi completamente resolvido. Uma coisa, porém, é certa: não existe qualquer outra formação semelhante em qualquer outro lugar do mundo.</p><h3>Uma avenida mágica de "árvores de bruxas"</h3><p>Devido à sua aparência mística, estas faias em Süntel são frequentemente chamadas de "árvores das bruxas" ou "floresta das bruxas". No passado, <strong>algumas pessoas acreditavam mesmo que as árvores eram encantadas ou amaldiçoadas pelo diabo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nicht-nur-rosen-eine-zauberallee-aus-hexenbaumen-macht-diesen-park-weltweit-einmalig-1779265702896.jpeg" data-image="fu2n6r87ef68" alt="Bad Nenndorf" title="Bad Nenndorf"><figcaption>Um toque sulista: Bad Nenndorf é atraente mesmo fora do parque termal.</figcaption></figure><p>Hoje, esta avenida, que se estende por cerca de 300 metros, é um local popular para fotos e um dos destinos mais conhecidos para passeios de um dia na região de Hanôver. <strong>O parque termal está aberto ao público gratuitamente</strong> durante todo o ano, sendo regularmente oferecidas visitas guiadas. </p><p>Este ano, <strong>a Exposição Estadual de Jardinagem está a ser realizada no parque termal e vai manter-se patente até 18 de outubro</strong>. Durante este período, apenas os visitantes que comparecerem à exposição poderão passear pelo parque e admirar a alameda; é necessário bilhete para entrar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778063" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/parece-ter-saido-diretamente-de-um-conto-de-fadas-esta-aldeia-fascina-com-as-suas-mais-de-2-000-casas-de-enxaimel.html" title="Parece ter saído diretamente de um conto de fadas: esta aldeia fascina com as suas mais de 2.000 casas de enxaimel">Parece ter saído diretamente de um conto de fadas: esta aldeia fascina com as suas mais de 2.000 casas de enxaimel</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/parece-ter-saido-diretamente-de-um-conto-de-fadas-esta-aldeia-fascina-com-as-suas-mais-de-2-000-casas-de-enxaimel.html" title="Parece ter saído diretamente de um conto de fadas: esta aldeia fascina com as suas mais de 2.000 casas de enxaimel"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-sacado-de-un-cuento-de-hadas-este-pueblo-cautiva-con-sus-mas-de-2-000-casas-con-entramado-de-madera-y-encanto-1782387949422_320.png" alt="Parece ter saído diretamente de um conto de fadas: esta aldeia fascina com as suas mais de 2.000 casas de enxaimel"></a></article></aside><p>No verão, <strong>o belíssimo roseiral e os canteiros de flores estão entre as principais atrações</strong> do parque termal. Diversas estruturas históricas e elegantes pavilhões embelezam ainda mais o local, conferindo a toda a zona um ambiente romântico.</p><h2>Outono: uma estação de beleza singular</h2><p>No outono, <strong>a Alameda das Faias de Süntel emana uma aura particularmente mágica</strong>, com as copas das árvores a transformarem-se numa paleta de tons dourados e carmesins radiantes. Os padrões de crescimento invulgares das árvores criam perspetivas em constante mudança, que exercem um fascínio especial tanto sobre os fotógrafos como sobre os amantes da natureza.</p><strong><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="de" dir="ltr"><span id="selection-marker-start" class="redactor-selection-marker">​</span><span id="selection-marker-end" class="redactor-selection-marker">​</span>30 km rund um Bad Nenndorf mit dem Pedelec <br>Vom Belvederturm aus kann man leider nichts mehr sehen , da die Bäume zu hoch gewachsen sind . Und die Klosterkirche war zu <a href="https://t.co/t881Ouhpy7">pic.twitter.com/t881Ouhpy7</a></p>— yerg (@istdochechtegal) <a href="https://x.com/istdochechtegal/status/1903828422683484637?ref_src=twsrc%5Etfw">March 23, 2025</a></blockquote></figure></strong><p></p><p>A avenida, então, assemelha-se a um cenário de filme ou a uma floresta de conto de fadas saída diretamente de um sonho. Hoje, <strong>estas árvores únicas estão sob proteção</strong> para garantir que esta extraordinária avenida é preservada para as gerações futuras.</p><h3><em>Referência da notícia:</em> </h3><p><em>T-Online (01-05-2026). <a href="https://hannover.t-online.de/region/hannover/id_101244474/suentelbuchenallee-bad-nenndorf-magische-baeume-sind-beliebter-foto-spot.html">Mystische Hexenbäume im Kurpark sind weltweit einmalig</a>, </em><em>Von t-online , MAS</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/natureza-magica-uma-avenida-encantada-que-torna-este-parque-na-alemanha-unico-no-mundo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Edificios parecem "fazer chover" para combater as temperaturas extremas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/edificios-parecem-fazer-chover-para-combater-as-temperaturas-extremas.html</link><pubDate>Sun, 12 Jul 2026 08:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um projeto de engenharia inovador transforma edifícios em aliados contra o calor extremo, através de "chuva artificial" ajudando assim a refrescar as cidades.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/edificios-parecem-fazer-chover-para-combater-as-temperaturas-extremas-1783612535585.png" data-image="6m80bfdlo5qn" alt="Chuva artificial" title="Chuva artificial"><figcaption>Um sistema de chuva artificial utiliza milhões de gotículas de água que evaporam rapidamente, ajudando a reduzir a temperatura e a tornar os espaços urbanos mais frescos.</figcaption></figure><p><br>As ondas de calor estão a tornar-se cada vez mais <strong>frequentes e intensas em várias regiões do mundo</strong>, obrigando as cidades e os engenheiros a procurar <strong>novas formas de reduzir as temperaturas urbanas</strong>.</p><p>Na China, em Yucheng, uma <strong>solução pouco convencional está a despertar a atenção internacional</strong>, edifícios equipados com sistemas de nebulização que <strong>criam uma espécie de "chuva artificial"</strong> para arrefecer o ambiente.</p><h2>Tecnologia para combater o calor urbano</h2><p>A tecnologia foi implementada no complexo residencial Shichang Guobinfu, onde <strong>grandes nebulizadores instalados nos telhados libertam milhões de gotículas microscópicas de água</strong>.</p><p>Estas <strong>gotículas evaporam rapidamente antes de atingirem o solo</strong>, absorvendo o calor do ar e das superfícies circundantes através de um processo conhecido como arrefecimento evaporativo.</p><div class="texto-destacado">"<em><strong>O sistema consegue baixar a temperatura das superfícies dos edifícios entre 5ºC a 8ºC em poucos minutos." </strong>De acordo com o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Mao Ning.</em></div><p>Embora as imagens transmitam a sensação de uma verdadeira chuva a cair das fachadas, o objetivo não é molhar as ruas ou os edifícios, mas sim <strong>diminuir a temperatura nas áreas exteriores</strong>.</p><p>Segundo os responsáveis deste projeto, <strong>o sistema poderá reduzir significativamente a temperatura das superfícies expostas ao sol</strong>, tornando os pátios, jardins e zonas comuns mais confortáveis durante os dias de calor extremo.</p><h2>A ciência confirma o princípio</h2><p>O funcionamento desta tecnologia não é novo. <strong>O arrefecimento evaporativo é utilizado há décadas em diferentes contextos</strong>, desde estufas agrícolas até esplanadas e parques públicos.</p><p>Quando a água evapora, <strong>retira energia térmica do ambiente</strong>, provocando uma descida da temperatura.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773101" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/criam-tijolo-capaz-de-resfriar-cidades-em-ate-9-graus-e-isso-pode-mudar-a-forma-de-construir-predios.html" title="Criam tijolo capaz de arrefecer cidades em até 9 graus, e isso pode mudar a forma de construir prédios">Criam tijolo capaz de arrefecer cidades em até 9 graus, e isso pode mudar a forma de construir prédios</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/criam-tijolo-capaz-de-resfriar-cidades-em-ate-9-graus-e-isso-pode-mudar-a-forma-de-construir-predios.html" title="Criam tijolo capaz de arrefecer cidades em até 9 graus, e isso pode mudar a forma de construir prédios"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/crean-un-ladrillo-capaz-de-enfriar-las-ciudades-hasta-9-grados-y-podria-cambiar-la-forma-de-construir-edificios-1781028369111_320.png" alt="Criam tijolo capaz de arrefecer cidades em até 9 graus, e isso pode mudar a forma de construir prédios"></a></article></aside><p>Os resultados variam, uma vez que nem sempre é a temperatura do ar que diminui de forma mais significativa, <strong>em muitos casos, é a temperatura das superfícies e a sensação térmica que registam as maiores melhorias</strong>.</p><h2>Nem tudo são vantagens</h2><p>Apesar do potencial, a solução também levanta algumas questões pertinentes. Uma das principais preocupações prende-se com o <strong>consumo de água</strong>, sobretudo numa época em que muitas regiões enfrentam períodos prolongados de seca.</p><p>No projeto de Yuncheng, <strong>cada ativação do sistema pode consumir dezenas de toneladas de água, além da energia</strong> necessária para alimentar os equipamentos de alta pressão.</p><p>Há ainda <strong>custos relacionados com a manutenção, tratamento da água</strong> e substituição das centenas de bicos de pulverização utilizados.</p><p>Os especialistas alertam ainda que esta <strong>tecnologia funciona melhor em ambientes secos</strong>. Em locais com elevada humidade relativa, a evaporação torna-se menos eficiente, reduzindo a capacidade de arrefecimento e podendo aumentar a sensação de abafamento.</p><h2>Uma resposta às cidades cada vez mais quentes</h2><p>O crescimento das cidades contribui para o <strong>chamado efeito de ilha de calor urbana</strong>, fenómeno em que o betão, o asfalto e os edifícios acumulam calor durante o dia e o libertam lentamente durante a noite. Como consequência, <strong>os centros urbanos podem registar temperaturas com vários graus superiores</strong> às zonas rurais envolventes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/edificios-parecem-fazer-chover-para-combater-as-temperaturas-extremas-1783612583868.jpg" data-image="zhiqc9geybt1" alt="Jardins verticais" title="Jardins verticais"><figcaption>Jardim suspenso é alternativa para criar mais áreas verdes nas cidades. Fonte: Ecodesenvolvimento</figcaption></figure><p>As soluções como <strong>telhados verdes, fachadas vegetais, materiais refletivos, aumento das áreas arborizadas e sistemas de nebulização</strong> começam a fazer parte das estratégias de adaptação às alterações climáticas.</p><p>O objetivo não é substituir o ar condicionado no interior dos edifícios, mas <strong>reduzir a temperatura dos espaços públicos e melhorar o conforto dos cidadãos</strong>.</p><h2>Poderão estas infraestruturas funcionar em Portugal?</h2><p>Em teoria, algumas regiões portuguesas apresentam condições favoráveis à utilização deste tipo de tecnologia, especialmente durante os meses mais secos do verão. O <strong>clima quente e com baixa humidade do interior e de parte do sul do país</strong> favorece o arrefecimento evaporativo.</p><p>No entanto, a <strong>eventual implementação dependeria de vários fatores</strong>, incluindo o custo dos equipamentos, a disponibilidade de recursos hídricos, a eficiência energética e a regulamentação urbana.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="668796" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-anel-de-terras-rurais-ajudara-as-cidades-a-reduzir-o-efeito-de-ilha-de-calor-urbano-segundo-um-novo-estudo-adaptacao.html" title="Um anel de terras rurais ajudará as cidades a reduzir o efeito de ilha de calor urbano, segundo um novo estudo">Um anel de terras rurais ajudará as cidades a reduzir o efeito de ilha de calor urbano, segundo um novo estudo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-anel-de-terras-rurais-ajudara-as-cidades-a-reduzir-o-efeito-de-ilha-de-calor-urbano-segundo-um-novo-estudo-adaptacao.html" title="Um anel de terras rurais ajudará as cidades a reduzir o efeito de ilha de calor urbano, segundo um novo estudo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/un-anillo-de-vegetacion-ayudara-a-las-ciudades-a-reducir-el-efecto-isla-de-calor-urbano-segun-un-estudio-internacional-1722814743384_320.jpg" alt="Um anel de terras rurais ajudará as cidades a reduzir o efeito de ilha de calor urbano, segundo um novo estudo"></a></article></aside><p>Num país onde a <strong>escassez de água é uma preocupação crescente</strong>, qualquer solução deste género teria de garantir uma utilização sustentável deste recurso.</p><p>À medida que as temperaturas extremas deixam de ser exceção para se tornarem uma realidade cada vez mais frequente,<strong> a inovação tecnológica poderá desempenhar um papel importante na adaptação das cidades</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/edificios-parecem-fazer-chover-para-combater-as-temperaturas-extremas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Durante uma onda de calor, damos-lhe algumas dicas para otimizar a rega do seu jardim]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/durante-uma-onda-de-calor-damos-lhe-algumas-dicas-para-otimizar-a-rega-do-seu-jardim.html</link><pubDate>Sun, 12 Jul 2026 07:06:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Uma horta requer bastante manutenção no início. As dicas que se seguem oferecem formas de otimizar a rega das plantas, entre outras coisas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteo-caniculaire-voici-des-astuces-pour-optimiser-votre-arrosage-du-potager-nature-1783710747881.jpeg" data-image="qyk6kamo50g4" alt="Evite molhar a folhagem diretamente, pois pode causar doenças fúngicas, dependendo das condições meteorológicas." title="Evite molhar a folhagem diretamente, pois pode causar doenças fúngicas, dependendo das condições meteorológicas."><figcaption>Evite molhar a folhagem diretamente, pois pode causar doenças fúngicas, dependendo das condições meteorológicas.</figcaption></figure><p>Com as ondas de calor cada vez mais frequentes, a sua horta necessita de água em abundância. No entanto, podem existir restrições na sua região, pelo que recomendamos que consulte a câmara municipal local para verificar as normas em vigor. Abaixo,<strong> oferecemos algumas dicas para regar eficazmente sempre que permitido</strong>.</p><h2>A importância da água</h2><p>Para garantir que as suas plantas prosperam, sejam ornamentais ou destinadas à colheita,<strong> é essencial um fornecimento regular de água</strong>. Naturalmente, a quantidade necessária varia consoante o tipo de planta. Regra geral, ao plantar uma árvore ou arbusto, recomenda-se regá-lo pelo menos uma vez por semana com aproximadamente 5 a 10 litros de água.</p><p><strong>Durante períodos prolongados de seca, será necessário regar com maior frequência</strong>. A água ajuda as plantas a suportar o calor e promove um crescimento ideal.</p><p>As plantas jovens, em particular, necessitam de água suficiente para desenvolver o sistema radicular, bem como de um substrato de qualidade. A água também desempenha um papel crucial na horta. É<strong> aconselhável manter o solo coberto em redor das plantas; isto protege a terra da luz solar direta e do vento</strong>, reduz a evaporação e permite uma rega menos frequente.</p><h2>Diferentes sistemas de riego</h2><p><strong>A instalação de um sistema de rega é essencial, especialmente em regiões com verões quentes e secos</strong>. A água pode ser fornecida através de sistemas de rega gota-a-gota, embora o ideal seja que as plantas estejam localizadas perto dos emissores.</p><p>Uma alternativa é utilizar uma mangueira de jardim convencional. Para minimizar o impacto nas reservas de água subterrânea, <strong>o ideal é utilizar água da chuva</strong>, que pode ser facilmente recolhida em reservatórios colocados sob as caleiras.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteo-caniculaire-voici-des-astuces-pour-optimiser-votre-arrosage-du-potager-nature-1783711929549.jpeg" data-image="xd4c5hpy0m3a" alt="Cobrir o solo limitará a evaporação e, consequentemente, a sua secura." title="Cobrir o solo limitará a evaporação e, consequentemente, a sua secura."><figcaption>Cobrir o solo limitará a evaporação e, consequentemente, a sua secura.</figcaption></figure><p>Por fim, <strong>um dos métodos mais eficazes continua a ser a rega manual com um regador</strong>. Embora exija tempo, este método oferece uma grande precisão. Durante os períodos de calor seco, regar a cada dois ou três dias é suficiente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776938" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ainda-falta-para-o-halloween-mas-canha-ja-tem-uma-experiencia-de-terror-marcada-para-julho.html" title="Ainda falta para o Halloween, mas Canha já tem uma experiência de terror marcada para julho">Ainda falta para o Halloween, mas Canha já tem uma experiência de terror marcada para julho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ainda-falta-para-o-halloween-mas-canha-ja-tem-uma-experiencia-de-terror-marcada-para-julho.html" title="Ainda falta para o Halloween, mas Canha já tem uma experiência de terror marcada para julho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ainda-falta-para-o-halloween-mas-canha-ja-tem-uma-experiencia-de-terror-marcada-para-julho-1783078366139_320.jpg" alt="Ainda falta para o Halloween, mas Canha já tem uma experiência de terror marcada para julho"></a></article></aside><p>Este <strong>método de irrigação permite direcionar a água precisamente para a base das plantas</strong>. Se necessário, pode ser acrescentado um bico à saída do regador.</p><p>Por fim, a <strong>aplicação de uma camada espessa de cobertura morta</strong> (palha, folhas caídas, etc.) ajuda a formar uma camada de húmus cada vez mais densa ao longo das estações, além de reter melhor a humidade do solo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/durante-uma-onda-de-calor-damos-lhe-algumas-dicas-para-otimizar-a-rega-do-seu-jardim.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Instabilidade regressa este domingo: chuva e trovoada poderão fazer parte deste dia; eis as zonas mais afetadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/instabilidade-regressa-este-domingo-chuva-e-trovoada-poderao-fazer-parte-deste-dia-eis-as-zonas-mais-afetadas.html</link><pubDate>Sun, 12 Jul 2026 06:07:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[Esta semana encerra com o regresso da chuva a Portugal Continental. Esta deverá ocorrer de forma fraca e irregular e afetar vários pontos do país. Saiba quais!<figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaoi9m6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaoi9m6.jpg" id="xaoi9m6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Este domingo começa com períodos de céu muito nublado, especialmente ao longo da faixa litoral. Nas próximas horas já se poderá sentir a <strong>ocorrência de aguaceiros fracos e irregulares</strong> em alguns pontos das regiões Centro e Sul.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Entre as últimas horas da manhã e as primeiras da tarde, <strong>a área abrangida pela precipitação poderá ser maior</strong>, devendo esta ocorrer também na região Norte. À medida que as horas passam, esta ocorrência poderá concentrar-se ao longo da faixa litoral, essencialmente entre Viana do Castelo e Lisboa.</p><h2>Além da chuva, existe ainda a possibilidade de ocorrência de trovoada</h2><p>Apesar de a chuva poder fazer parte do dia de hoje em vários locais do país, especialmente nos acima mencionados, <strong>a acumulação esperada até ao final do dia não deverá ultrapassar os 5 mm</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/instabilidade-regressa-este-domingo-chuva-e-trovoada-poderao-fazer-parte-deste-dia-eis-as-zonas-mais-afetadas-1783815393531.png" data-image="pxz4si8ykj0l" alt="probabilidade de chuva" title="probabilidade de chuva"><figcaption>O Litoral Oeste deverá ser das regiões mais afetadas pela ocorrência de chuva. Ainda assim, não se esperam acumulados significativos.</figcaption></figure><p>Esta instabilidade deve-se à <strong>aproximação de uma depressão atlântica</strong> que trará consigo esta frente que irá afetar Portugal de forma pouco significativa. No entanto, para além da chuva, espera-se ainda a ocorrência de trovoada que, segundo a mais recente atualização dos nossos mapas, deverá ser fraca.</p><p>Ao que tudo indica, <strong>o período mais crítico desta possível trovoada poderá acontecer pelas 17h</strong>, com maior incidência no Nordeste Transmontano, ainda assim, não se descarta a possibilidade desta ocorrência noutras horas da tarde e noutros locais da Região Norte e interior Centro.</p><h2>Temperaturas também voltam a descer em todo o país</h2><p>Como referimos em previsões anteriores, <strong>as temperaturas também vão descer, especialmente ao longo da faixa interior</strong>, onde os valores se mantiveram elevados até ao dia de ontem, sábado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778069" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-8-c-abaixo-da-media-anomalias-termicas-negativas-cobrem-portugal-continental-no-domingo.html" title="Até 8 ºC abaixo da média: anomalias térmicas negativas cobrem Portugal Continental no domingo">Até 8 ºC abaixo da média: anomalias térmicas negativas cobrem Portugal Continental no domingo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-8-c-abaixo-da-media-anomalias-termicas-negativas-cobrem-portugal-continental-no-domingo.html" title="Até 8 ºC abaixo da média: anomalias térmicas negativas cobrem Portugal Continental no domingo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-8-c-abaixo-da-media-anomalias-termicas-negativas-cobrem-portugal-continental-no-domingo-1783717929530_320.png" alt="Até 8 ºC abaixo da média: anomalias térmicas negativas cobrem Portugal Continental no domingo"></a></article></aside><p>Com isto, esperam-se temperaturas máximas entre os 20 ºC em Viana do Castelo e os 30 ºC em Beja, devendo esta ser a <strong>única capital de distrito do país a registar este valor</strong>. A nível local, o Vale do Douro e a Beira Baixa também poderão chegar aos 30 ºC, esperando-se valores mais contidos na restante geografia. A região da Serra da Estrela deverá ser a mais fria, com máxima de 16 ºC. Com isto, as <strong>anomalias térmicas invertem-se completamente</strong>, apresentando valores abaixo da média em praticamente todo o território.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/instabilidade-regressa-este-domingo-chuva-e-trovoada-poderao-fazer-parte-deste-dia-eis-as-zonas-mais-afetadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Lisboa fechou refúgios do calor em plena onda de calor. Como se explica este paradoxo?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/lisboa-fechou-refugios-do-calor-em-plena-onda-de-calor-como-se-explica-este-paradoxo.html</link><pubDate>Sun, 12 Jul 2026 05:02:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Entre 3 e 6 de julho, a onda de calor levou milhares de lisboetas a procurar abrigo nos espaços verdes, mas vários parques estavam encerrados. Saiba o que aconteceu.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/lisboa-fechou-refugios-do-calor-em-plena-onda-de-calor-como-se-explica-este-paradoxo-1783594178234.jpg" data-image="yil14bl7wmlz" alt="Espaços Verdes Lisboa" title="Espaços Verdes Lisboa"><figcaption>Calor extremo, parques fechados: porque é que Lisboa bloqueou alguns dos seus Refúgios Climáticos? Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>À primeira vista, parece um contrassenso: Lisboa a ‘ferver’, os termómetros a rondar os 40 ºC, a Câmara a recomendar Refúgios Climáticos, e, ao mesmo tempo, a fechar alguns dos espaços verdes onde seria mais natural procurar sombra. </p><p>“Neste sábado de manhã, uma criança pedia incessantemente à mãe para entrar na Quinta das Conchas, como se a mãe tivesse a chave do portão”, começa por escrever o ‘LPP’. “Os portões deste parque no coração do Lumiar, em Lisboa, foram encerrados na sexta-feira pela Câmara de Lisboa. E assim vão permanecer até ao final do dia 6.”</p><p>“Além da Quinta das Conchas, outros <strong>12 parques urbanos de Lisboa foram fechados</strong>, como Monsanto, o Parque Silva Porto, a Tapada das Necessidades e o Vale do Silêncio. Apesar de constarem na lista de<strong> Refúgios Climáticos de Lisboa</strong> e de a cidade estar numa onda de calor, a permanência e circulação nestes locais não é permitida.”</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777575" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-41-c-ipma-mantem-sete-distritos-sob-aviso-laranja-esta-quarta-feira-8-de-julho-saiba-quais-sao.html" title="Até 41 ºC: IPMA mantém sete distritos sob aviso laranja esta quarta-feira, 8 de julho; saiba quais são">Até 41 ºC: IPMA mantém sete distritos sob aviso laranja esta quarta-feira, 8 de julho; saiba quais são</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-41-c-ipma-mantem-sete-distritos-sob-aviso-laranja-esta-quarta-feira-8-de-julho-saiba-quais-sao.html" title="Até 41 ºC: IPMA mantém sete distritos sob aviso laranja esta quarta-feira, 8 de julho; saiba quais são"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-41-c-ipma-mantem-sete-distritos-sob-aviso-laranja-esta-quarta-feira-8-de-julho-saiba-quais-sao-1783464475861_320.png" alt="Até 41 ºC: IPMA mantém sete distritos sob aviso laranja esta quarta-feira, 8 de julho; saiba quais são"></a></article></aside><p>Nos últimos dias, a discussão foi grande e, entre os portugueses, a pergunta que se impôs foi uma: afinal, <strong>porque é que a Câmara Municipal de Lisboa encerrou vários parques da cidade</strong> precisamente nos dias em que eles faziam mais falta?</p><p>A resposta curta é simples. Porque uma parte desses parques, apesar de funcionarem como locais de frescura e descanso, está legalmente classificada como <strong>espaço florestal</strong>. E, quando o Governo decreta situação de alerta devido ao calor extremo e ao agravamento do risco de incêndio rural, entram em vigor medidas excecionais que limitam o acesso, a circulação e a permanência nesses locais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lisboa-fechou-refugios-do-calor-em-plena-onda-de-calor-como-se-explica-este-paradoxo-1783594384210.jpg" data-image="vownvyj89gaj" alt="Espaços florestais Lisboa" title="Espaços florestais Lisboa"><figcaption>Vários espaços florestais já podem ser visitados. Foto: Câmara de Lisboa</figcaption></figure><p>Foi precisamente o que aconteceu em Lisboa entre <strong>3 e 6 de julho</strong>. Durante esses dias, <strong>a Câmara fechou 13 parques e espaços verdes </strong>com regime florestal, entre os quais alguns que também integram a rede municipal de Refúgios Climáticos. </p><div class="texto-destacado">A decisão abrangeu espaços muito conhecidos da cidade, como o Parque Florestal de Monsanto, a Quinta das Conchas e dos Lilases, a Tapada das Necessidades, o Parque da Bela Vista, o Parque do Vale do Silêncio e o Parque Silva Porto. </div><p>A medida surgiu na sequência da situação de alerta decretada pelo Governo para o território continental, no contexto da onda de calor e do aumento do perigo de incêndio.</p><h2>O que levou ao encerramento dos parques?</h2><p>A lógica da decisão não foi “fechar parques porque está calor”, mas sim aplicar as restrições previstas para<strong> zonas florestais </strong>em dias de risco elevado de incêndio. Na prática, estes espaços ficaram abrangidos por regras semelhantes às que se aplicam a áreas florestais fora da cidade, precisamente por terem mata, arvoredo denso, vegetação combustível ou uma combinação desses elementos. Em alguns casos, isso é fácil de compreender, como acontece em Monsanto. Noutros, a discussão é menos linear.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777704" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/arvores-gigantes-desafiam-limites-fisicos-para-transportar-agua-e-resistir-a-seca-revela-estudo.html" title=" Árvores gigantes desafiam limites físicos para transportar água e resistir à seca, revela estudo"> Árvores gigantes desafiam limites físicos para transportar água e resistir à seca, revela estudo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/arvores-gigantes-desafiam-limites-fisicos-para-transportar-agua-e-resistir-a-seca-revela-estudo.html" title=" Árvores gigantes desafiam limites físicos para transportar água e resistir à seca, revela estudo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/arvores-gigantes-desafiam-limites-fisicos-para-transportar-agua-e-resistir-a-seca-revela-estudo-1783463049011_320.jpg" alt=" Árvores gigantes desafiam limites físicos para transportar água e resistir à seca, revela estudo"></a></article></aside><p>É aqui que a questão deixa de ser apenas técnica e passa a ser também urbana. Muitos dos parques afetados não correspondem, no imaginário de quem os frequenta, à ideia de “mata” no sentido clássico. São <strong>espaços de uso quotidiano</strong>, com percursos pedonais, zonas relvadas, bancos de jardim, lagos, sombra abundante e famílias à procura de algum alívio em dias difíceis. </p><p>A <strong>Quinta das Conchas</strong> tornou-se o exemplo mais evidente desta contradição. Embora tenha uma área de mata, grande parte do parque funciona como jardim urbano e como eixo de passagem para quem vive no Lumiar. Nos dias de maior calor, é também um dos espaços mais procurados da zona norte da cidade.</p><h2>O paradoxo dos Refúgios Climáticos</h2><p>Por isso mesmo, este encerramento voltou a lançar um debate que já não é novo: fará sentido tratar a totalidade de certos parques como uma única mancha florestal, sem distinguir as zonas de maior risco das áreas mais urbanas e seguras? </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lisboa-fechou-refugios-do-calor-em-plena-onda-de-calor-como-se-explica-este-paradoxo-1783594075743.jpg" data-image="nhefhf1rdxo2" alt="Quinta das Conchas" title="Quinta das Conchas"><figcaption>A Quinta das Conchas tornou-se o exemplo mais evidente desta contradição. Foto: Wikimedia // Vitor Oliveira</figcaption></figure><p>A Junta de Freguesia do Lumiar voltou a defender, nos últimos dias, uma <strong>reavaliação da classificação da Quinta das Conchas</strong>, argumentando que a nave central do parque, isto é, uma zona ampla, sombreada e muito usada pela população, não deveria ficar sujeita ao mesmo regime da área de mata. </p><p>“Esta não é a primeira vez que a Junta de Freguesia do Lumiar levanta esta questão junto da Câmara de Lisboa”, nota o <em>site</em> ‘LPP’. “Já em agosto de 2025, o Lumiar tinha alertado para o facto de a classificação como zona florestal, aplicada à totalidade da Quinta das Conchas, não refletir a diferenciação interna do espaço, propondo uma segmentação técnica que excluísse a nave central da Quinta das Conchas do regime aplicável às zonas florestais.”</p><div class="texto-destacado">A posição da junta é clara: prevenir incêndios é essencial, mas isso não devia impedir que a população pudesse usar, em segurança, as partes do parque que funcionam como abrigo em episódios de calor extremo.</div><p>“A Junta de Freguesia do Lumiar diz compreender e apoiar a necessidade de medidas rigorosas de prevenção do risco de incêndio, reconhecendo que o encerramento foi feito em conformidade com a classificação em vigor. Mas defende ser essa classificação – 'desatualizada e desajustada à realidade físico-ecológica do espaço' – que precisa de ser corrigida.”</p><p>No fundo, o problema está no choque entre <strong>duas necessidades legítimas</strong>. Por um lado, existe a obrigação de reduzir o risco de incêndio em dias particularmente críticos. Por outro, existe a necessidade de proteger a população do calor, sobretudo idosos, crianças, pessoas com doenças crónicas e quem vive em casas pouco frescas. Quando um mesmo espaço é simultaneamente uma potencial zona de risco florestal e um refúgio climático, as políticas públicas entram em tensão.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="23472" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-refugio-no-meio-de-nenhures-para-estudar-as-alteracoes-climaticas.html" title="Um refúgio no meio de nenhures para estudar as alterações climáticas">Um refúgio no meio de nenhures para estudar as alterações climáticas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-refugio-no-meio-de-nenhures-para-estudar-as-alteracoes-climaticas.html" title="Um refúgio no meio de nenhures para estudar as alterações climáticas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/um-refugio-no-meio-de-nenhures-para-estudar-as-alteracoes-climaticas-23472-5_320.jpg" alt="Um refúgio no meio de nenhures para estudar as alterações climáticas"></a></article></aside><p>Essa tensão ficou especialmente visível em Lisboa porque a cidade tem vindo a reforçar a comunicação em torno dos Refúgios Climáticos, uma rede que inclui não só parques e jardins, mas também bibliotecas, museus, equipamentos culturais e outros <strong>espaços onde é possível encontrar temperaturas mais amenas</strong>. O problema é que alguns dos espaços verdes mais apelativos dessa rede coincidem com áreas sujeitas às restrições aplicadas em contexto de alerta. </p><p>O resultado foi simples e, para muitos lisboetas, frustrante: em plena vaga de calor, encontraram portões fechados em locais que, no papel, serviriam precisamente para escapar ao calor.</p><h2>E, agora, o que muda?</h2><p>A boa notícia é que<strong> a situação foi temporária</strong>. Com o fim da situação de alerta em Lisboa, a Câmara Municipal reabriu os parques florestais da cidade no dia 7 de julho. Isso significa que, à data de publicação deste artigo, os espaços já se encontram novamente abertos ao público.</p><p>Ainda assim, o episódio deixa uma pergunta importante no ar:<strong> estará Lisboa preparada para conciliar o combate ao risco de incêndio com a necessidade crescente de oferecer abrigo à população durante ondas de calor?</strong> Tudo indica que este tipo de situação pode repetir-se. </p><div class="texto-destacado">As vagas de calor estão a tornar-se mais frequentes, mais intensas e mais prolongadas, e as cidades terão de aprender a responder a vários riscos ao mesmo tempo. </div><p>Não basta ter uma lista de Refúgios Climáticos; é preciso garantir que esses refúgios continuam disponíveis precisamente quando são mais necessários.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="LPP" data-year="2026" data-title="Porque%20%C3%A9%20que%20a%20CML%20encerrou%20alguns%20Ref%C3%BAgios%20Clim%C3%A1ticos%20em%20plena%20onda%20de%20calor%3F" data-url="https%3A%2F%2Flisboaparapessoas.pt%2F2026%2F07%2F05%2Fespacos-florestais-refugios-climaticos-lisboa-quinta-das-conchas%2F">LPP. (2026). <a href="https://lisboaparapessoas.pt/2026/07/05/espacos-florestais-refugios-climaticos-lisboa-quinta-das-conchas/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Porque é que a CML encerrou alguns Refúgios Climáticos em plena onda de calor?</a>.</cite><br><cite data-author="Time%20Out%2C%20Barbedo%2C%20R" data-year="2026" data-title="C%C3%A2mara%20ordena%20fecho%20de%2013%20espa%C3%A7os%20verdes%20em%20Lisboa%2C%20de%20Monsanto%20%C3%A0%20Quinta%20das%20Conchas" data-url="https%3A%2F%2Fwww.timeout.pt%2Flisboa%2Fpt%2Fnoticias%2Fcamara-ordena-fecho-de-13-espacos-verdes-em-lisboa-de-monsanto-a-quinta-das-conchas-070326">Time Out, Barbedo, R. (2026). <a href="https://www.timeout.pt/lisboa/pt/noticias/camara-ordena-fecho-de-13-espacos-verdes-em-lisboa-de-monsanto-a-quinta-das-conchas-070326" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Câmara ordena fecho de 13 espaços verdes em Lisboa, de Monsanto à Quinta das Conchas</a>.</cite><br><cite data-author="Di%C3%A1rio%20de%20Not%C3%ADcias%2C%20Henriques%2C%20S" data-year="2026" data-title="Lisboa%20reabre%20parques%20florestais%20com%20o%20fim%20de%20situa%C3%A7%C3%A3o%20de%20alerta" data-url="https%3A%2F%2Fwww.dn.pt%2Fsociedade%2Flisboa-reabre-parques-florestais-com-o-fim-de-situao-de-alerta%23goog_rewarded">Diário de Notícias, Henriques, S. (2026). <a href="https://www.dn.pt/sociedade/lisboa-reabre-parques-florestais-com-o-fim-de-situao-de-alerta#goog_rewarded" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Lisboa reabre parques florestais com o fim de situação de alerta</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/lisboa-fechou-refugios-do-calor-em-plena-onda-de-calor-como-se-explica-este-paradoxo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A importância da pausa para hidratação no Mundial da FIFA 2026]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-importancia-da-pausa-para-hidratacao-no-mundial.html</link><pubDate>Sat, 11 Jul 2026 11:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O futebol em quatro partes: como as pausas para hidratação revolucionaram a tática no Mundial. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-importancia-da-pausa-para-hidratacao-no-mundial-1783332535882.png" data-image="xy06e39thwxr"><figcaption>A FIFA mudou radicalmente as regras: todos os 104 jogos têm pausas obrigatórias, independentemente de estar frio, calor, ou de o estádio ser totalmente climatizado.</figcaption></figure><p>No Mundial 2026 temos tido as paragens para hidratação e estas têm estado no centro do debate. Embora a medida divida adeptos e analistas, a sua relevância deve ser avaliada caso a caso, levando em consideração as condições climáticas no momento do apito inicial e a própria estrutura do estádio, quer seja aberto ou climatizado.</p><h2> A complexidade meteorológica: além do termómetro </h2><p>Um dos pontos centrais abordados neste texto reside na desmistificação de que a temperatura absoluta do ar, aquela medida estritamente pelos termómetros, seja a única referência para o desgaste físico. <strong>A meteorologia desportiva estuda um ecossistema complexo de variáveis: a humidade relativa do ar, a velocidade do vento, a radiação solar direta e o próprio horário em que o encontro se realiza.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-importancia-da-pausa-para-hidratacao-no-mundial-1783332644021.png" data-image="god2mqg76hhb"><figcaption>Cada paragem dura exatamente três minutos. Para garantir a integridade do tempo útil de jogo, esses seis minutos totais são obrigatoriamente somados ao tempo de compensação no final de cada parte.</figcaption></figure><p>Um jogo disputado a <strong>28°C com humidade atmosférica muito elevada e vento fraco pode ser substancialmente mais desgastante</strong> do que uma partida realizada a 32°C num ambiente seco. Enquanto a radiação solar direta no período vespertino intensifica drasticamente o esforço corporal, as partidas noturnas, livres do sol, mantêm-se sufocantes se a humidade não permitir a circulação de ar.</p><h2>Fisiologia humana e o stress térmico</h2><p>Durante os noventa minutos de jogo, <strong>a atividade física de alta intensidade (composta por acelerações, saltos e disputas constantes) </strong>faz com que o organismo dos jogadores produza uma enorme quantidade de calor interno. Para manter a estabilidade térmica corporal, o corpo humano recorre principalmente à evaporação do suor.</p><div class="texto-destacado">Contudo, quando a humidade relativa do ar está severamente alta, o ambiente encontra-se saturado de vapor, impedindo que o suor evapore de forma eficaz. </div><p>Consequentemente, <strong>o mecanismo natural de refrigeração falha, originando o denominado stress térmico</strong>. Esta sobrecarga cardiovascular resulta numa perda de água e sais minerais que, se não for compensada, traduz-se em fadiga precoce, perda drástica de rendimento, aumento de passes falhados e, em cenários extremos, sérios riscos médicos.</p><h2>O impacto estratégico no ritmo de jogo </h2><p>Além da óbvia salvaguarda da saúde, as pausas para hidratação introduzem uma componente tática imprevista. Ocorrendo a meio de cada parte da partida, estas paragens de escassos minutos transformam-se em autênticos "mini-intervalos". </p><div class="texto-destacado">Se, por um lado, quebram o ímpeto de uma equipa que se encontre a dominar e a pressionar o adversário, por outro oferecem um balão de oxigénio vital para conjuntos desgastados. </div><p>Paralelamente, conferem <strong>aos treinadores uma janela de oportunidade única para retificar posicionamentos, ajustar estratégias e transmitir diretrizes urgentes sem a necessidade de esperar pelo intervalo regulamentar. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-importancia-da-pausa-para-hidratacao-no-mundial-1783332888008.png" data-image="di0o7kc35vkt"><figcaption>A FIFA estreou oficialmente as pausas para hidratação no Mundial de 2014, no Brasil, quando as temperaturas superavam os 32°C.</figcaption></figure><p>Finalmente, salienta-se que o impacto do clima não se confina às quatro linhas do relvado. <strong>Os adeptos presentes nos estádios, zonas de lazer (<em>fan zones</em>) ou recintos ao ar livre partilham do mesmo stress climatérico e devem precaver-se igualmente através da ingestão regular de líquidos, para além das paragens para publicadade televisiva altamente lucrativa.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771425" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-as-mudancas-climaticas-afetarao-a-copa-do-mundo-fifa-de.html" title="Como as alterações climáticas afetarão o Mundial de Futebol da FIFA de 2026?">Como as alterações climáticas afetarão o Mundial de Futebol da FIFA de 2026?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-as-mudancas-climaticas-afetarao-a-copa-do-mundo-fifa-de.html" title="Como as alterações climáticas afetarão o Mundial de Futebol da FIFA de 2026?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/how-will-climate-change-affect-the-fifa-world-cup-1779806921106_320.jpg" alt="Como as alterações climáticas afetarão o Mundial de Futebol da FIFA de 2026?"></a></article></aside><p>Em suma, o <em>hydration time</em> serve como um aviso de que a meteorologia desempenha um papel ativo no desporto contemporâneo, funcionando como um pilar de sustentabilidade e segurança para atletas e espetadores, vamos é aguardar se vai ser uma medida para ficar com critério ou sem.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Suganuma%2C%20V." data-year="" data-title="Pausa%20para%20hidrata%C3%A7%C3%A3o%20na%20Copa%20do%20Mundo%3A%20entenda%20por%20que%20ela%20%C3%A9%20importante" data-url="https%3A%2F%2Fwww.climatempo.com.br%2Fnoticia%2Fcopa-do-mundo%2Fpausa-para-hidratacao-na-copa-do-mundo-entenda-por-que-ela-e-importante">Suganuma, V.. <a href="https://www.climatempo.com.br/noticia/copa-do-mundo/pausa-para-hidratacao-na-copa-do-mundo-entenda-por-que-ela-e-importante" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Pausa para hidrata��ão na Copa do Mundo: entenda por que ela é importante</a>.</cite></p></section><h3><br></h3>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-importancia-da-pausa-para-hidratacao-no-mundial.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calor continua no interior este sábado, mas domingo traz temperaturas mais baixas e regresso da chuva a algumas regiões]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-continua-no-interior-este-sabado-mas-domingo-traz-temperaturas-mais-baixas-e-regresso-da-chuva-a-algumas-regioes.html</link><pubDate>Sat, 11 Jul 2026 10:19:17 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O fim de semana será marcado por duas fases distintas em Portugal continental. O sábado continuará quente, sobretudo no interior Norte e Centro, enquanto o domingo deverá trazer temperaturas mais baixas, maior nebulosidade e alguns aguaceiros, devido à aproximação de uma superfície frontal pelo Atlântico.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaocci2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaocci2.jpg" id="xaocci2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois de vários dias marcados pelo tempo quente, <strong>Portugal continental</strong> deverá atravessar um fim de semana de mudança gradual. O <strong>sábado</strong> ainda será dominado pelas temperaturas elevadas no interior, enquanto o <strong>domingo</strong> ficará marcado por uma descida térmica, aumento da nebulosidade e possibilidade de chuva em algumas regiões, especialmente do Norte e Centro.</p><h2>Interior continuará mais quente do que o litoral este sábado</h2><p>O contraste entre o litoral e o interior continuará a ser um dos aspetos mais evidentes do estado do tempo durante o sábado. A influência marítima deverá manter as temperaturas mais contidas junto à costa, enquanto no interior Norte e Centro os valores poderão voltar a aproximar-se ou ultrapassar os <strong>30 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-continua-no-interior-este-sabado-mas-domingo-traz-temperaturas-mais-baixas-e-regresso-da-chuva-a-algumas-regioes-1783757294287.png" data-image="hmhi827oh69e" alt="Temperatura (sábado, 16h)" title="Temperatura (sábado, 16h)"><figcaption>O contraste térmico entre o litoral e o interior será evidente durante a tarde de sábado, com os valores mais elevados a registarem-se no Nordeste Transmontano e Beira Interior.</figcaption></figure><p>Os distritos de <strong>Bragança</strong> e <strong>Guarda</strong> continuam sob <strong>aviso amarelo do IPMA devido ao tempo quente</strong>, pelo menos até ao final da tarde de sábado, refletindo a persistência de temperaturas elevadas nestas regiões.</p><h2>Domingo deverá trazer uma descida das temperaturas e mais nebulosidade</h2><p>A partir de domingo, a aproximação de uma <strong>superfície frontal atlântica</strong> deverá alterar gradualmente o estado do tempo em Portugal continental. O aumento da nebulosidade será acompanhado por uma <strong>descida generalizada das temperaturas</strong>, particularmente nas regiões Norte e Centro.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778069" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-8-c-abaixo-da-media-anomalias-termicas-negativas-cobrem-portugal-continental-no-domingo.html" title="Até 8 ºC abaixo da média: anomalias térmicas negativas cobrem Portugal Continental no domingo">Até 8 ºC abaixo da média: anomalias térmicas negativas cobrem Portugal Continental no domingo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-8-c-abaixo-da-media-anomalias-termicas-negativas-cobrem-portugal-continental-no-domingo.html" title="Até 8 ºC abaixo da média: anomalias térmicas negativas cobrem Portugal Continental no domingo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-8-c-abaixo-da-media-anomalias-termicas-negativas-cobrem-portugal-continental-no-domingo-1783717929530_320.png" alt="Até 8 ºC abaixo da média: anomalias térmicas negativas cobrem Portugal Continental no domingo"></a></article></aside><p>Apesar desta redução térmica, o ambiente continuará a ser tipicamente estival, sem uma quebra significativa do calor.</p><h2>Chuva regressa no domingo, sobretudo ao Norte e Centro</h2><p>Além da descida das temperaturas, o domingo deverá ficar marcado pelo aumento da nebulosidade e pelo regresso da chuva a algumas regiões. Os modelos meteorológicos indicam a possibilidade de <strong>aguaceiros</strong>, sobretudo no litoral Norte e Centro e em algumas zonas montanhosas do interior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-continua-no-interior-este-sabado-mas-domingo-traz-temperaturas-mais-baixas-e-regresso-da-chuva-a-algumas-regioes-1783757445169.png" data-image="9dihunazcmvn" alt="Nuvens, chuva e neve (domingo, 18h)" title="Nuvens, chuva e neve (domingo, 18h)"><figcaption>A aproximação da superfície frontal deverá aumentar a nebulosidade e favorecer a ocorrência de aguaceiros em várias regiões do Norte e Centro.</figcaption></figure><p>A precipitação deverá<strong> ocorrer de forma irregular</strong>, alternando com períodos de abertas, sem indicação de fenómenos meteorológicos severos.</p><h2>Acumulados deverão ser pouco significativos</h2><p>Os mapas do <strong>ECMWF</strong> indicam que a precipitação prevista para domingo deverá apresentar, de forma geral, <strong>acumulados reduzidos</strong>. Ainda assim, será suficiente para proporcionar um ambiente mais fresco e interromper temporariamente o tempo seco em diversas regiões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-continua-no-interior-este-sabado-mas-domingo-traz-temperaturas-mais-baixas-e-regresso-da-chuva-a-algumas-regioes-1783757522665.png" data-image="usvdvkl2mx8z" alt="Precipitação acumulada (domingo)" title="Precipitação acumulada (domingo)"><figcaption>Os acumulados previstos para domingo deverão ser, em geral, reduzidos, embora localmente mais expressivos no litoral Norte e Centro.</figcaption></figure><p>Assim, o fim de semana ficará marcado por um <strong>sábado mais quente</strong>, sobretudo no interior, e por um <strong>domingo mais fresco</strong>, com aumento da nebulosidade e regresso da chuva a algumas regiões de Portugal continental.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-continua-no-interior-este-sabado-mas-domingo-traz-temperaturas-mais-baixas-e-regresso-da-chuva-a-algumas-regioes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Parece ter saído diretamente de um conto de fadas: esta aldeia fascina com as suas mais de 2.000 casas de enxaimel]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/parece-ter-saido-diretamente-de-um-conto-de-fadas-esta-aldeia-fascina-com-as-suas-mais-de-2-000-casas-de-enxaimel.html</link><pubDate>Sat, 11 Jul 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Situada no sopé norte das montanhas Harz, encontra-se uma das mais belas cidades da Alemanha. O seu centro histórico é Património Mundial da UNESCO, sendo um destino ideal para uma viagem de um dia ou um fim de semana relaxante.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sacado-de-un-cuento-de-hadas-este-pueblo-cautiva-con-sus-mas-de-2-000-casas-con-entramado-de-madera-y-encanto-1782387949422.png" data-image="06dvpmvi6yjx" alt="pequena aldeia na Alemanha" title="pequena aldeia na Alemanha"><figcaption>As casas de enxaimel com 800 anos fazem de Quedlinburg, nas montanhas Harz, um lugar único.</figcaption></figure><p>Poucas cidades na Alemanha conseguem concentrar tanta história, arquitetura e charme num espaço tão pequeno como Quedlinburg.</p><p>Hoje, vivem ali cerca de 23.000 pessoas, mas a cidade tem mais de mil anos de história. É particularmente famosa pelas suas <strong>mais de 2.100 casas de estilo enxaimel, construídas ao longo de oito séculos</strong>.</p><p>Por detrás destas fachadas de madeira cuidadosamente restauradas encontram-se cafés acolhedores, lojas de artesanato e característicos pátios interiores.</p><h2>Uma atmosfera mágica ao cair da noite</h2><p>Ao pôr-do-sol, a cidade revela todo o seu encanto. Quando os edifícios históricos são banhados por uma luz quente, as suas ruas estreitas ganham um ar de conto de fadas. Não admira, por isso, que <strong>Quedlinburg seja considerada uma das mais belas cidades da Alemanha</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sacado-de-un-cuento-de-hadas-este-pueblo-cautiva-con-sus-mas-de-2-000-casas-con-entramado-de-madera-y-encanto-1782388023175.png" data-image="5qtgi2bi827m"><figcaption>À noite, a iluminação acolhedora cria uma atmosfera particularmente romântica.</figcaption></figure><p>A combinação de história e cultura faz de Quedlinburg um destino ideal para uma viagem de um dia ou para um fim de semana relaxante. <strong>As suas românticas ruas empedradas são ladeadas por magníficos edifícios renascentistas, barrocos, rococós e neoclássicos</strong>.</p><p>Um castelo, juntamente com catorze igrejas e capelas, completa este extraordinário complexo histórico.</p><h3>Um tesouro medieval e um museu dedicado às casas de enxaimel</h3><p>Entre os<strong> pontos turísticos imperdíveis estão a cidade velha com as suas casas em estilo enxaimel</strong>, a praça do mercado com a câmara municipal e a estátua de Roland, bem como a colina do castelo e a igreja colegiada de São Servácio (Stiftskirche St. Servatii), que domina toda a paisagem.</p><p>Juntamente com o centro histórico e o castelo, <strong>esta igreja é Património Mundial da UNESCO</strong>. No seu interior, alberga um precioso tesouro medieval, considerado um dos mais importantes tesouros eclesiásticos da Alemanha.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/wie-im-marchen-diese-stadt-im-harz-bezaubert-mit-2-100-fachwerkhausern-1781004095849.jpeg" data-image="h4ke1s2wupfm" alt="igreja" title="igreja"><figcaption>A igreja colegiada de São Servácio começou a ser construída em 1070, em Castle Hill. Foto: Adobe Stock.</figcaption></figure><p>Vale a pena também reservar algum tempo para descobrir Münzenberg, com a <strong>igreja do antigo mosteiro de Santa Maria</strong> e o museu de casas em enxaimel instalado no Ständerbau.</p><h2>Uma cidade que é protagonista no grande ecrã</h2><p>Graças ao seu <strong>património medieval excecional e perfeitamente preservado</strong>, Quedlinburg é frequentemente escolhida como cenário para produções cinematográficas e televisivas.</p><p>Para além dos seus tesouros históricos e culturais,<strong> a cidade oferece inúmeros espaços verdes</strong>. Com quinze hectares, o Parque Brühl é o maior de Quedlinburg e, graças às suas árvores centenárias, faz parte do Projeto de Paisagismo de Jardins da Saxónia-Anhalt.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="673720" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/conhece-a-vila-portuguesa-que-parece-ter-saido-de-um-conto-de-fadas.html" title="Conhece a vila portuguesa que parece “ter saído de um conto de fadas”?">Conhece a vila portuguesa que parece “ter saído de um conto de fadas”?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/conhece-a-vila-portuguesa-que-parece-ter-saido-de-um-conto-de-fadas.html" title="Conhece a vila portuguesa que parece “ter saído de um conto de fadas”?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ha-uma-vila-portuguesa-que-parece-ter-saido-de-um-conto-de-fadas-1726002128268_320.jpg" alt="Conhece a vila portuguesa que parece “ter saído de um conto de fadas”?"></a></article></aside><p>Entre o rio Brühl e a colina do castelo encontra-se o <strong>histórico jardim da abadia</strong>, que sofreu um importante projeto de remodelação há cerca de vinte anos.</p><p>Por fim, o<strong> bairro de Münzenberg também merece uma visita</strong>, com a igreja do antigo mosteiro de Santa Maria e o museu de casas em enxaimel, instalado no histórico edifício Ständerbau.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"> <h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3> <p class="article-reference__body"><cite data-author="Christel Grommel" data-year="2026" data-title="Diese Stadt im Harz ist weltberühmt: Märchenhafte Altstadt mit 2.100 Fachwerkhäusern" data-url="https://www.landundforst.de/niedersachsen/region-goettingen-northeim-harz/diese-stadt-harz-weltberuehmt-maerchenhafte-altstadt-2100-fachwerkhaeusern-575580">Christel Grommel. (2026). <a href="https://www.landundforst.de/niedersachsen/region-goettingen-northeim-harz/diese-stadt-harz-weltberuehmt-maerchenhafte-altstadt-2100-fachwerkhaeusern-575580" target="_blank">Diese Stadt im Harz ist weltberühmt: Märchenhafte Altstadt mit 2.100 Fachwerkhäusern</a>.</cite></p> </section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/parece-ter-saido-diretamente-de-um-conto-de-fadas-esta-aldeia-fascina-com-as-suas-mais-de-2-000-casas-de-enxaimel.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Serão os fogos de artifício prejudiciais para a qualidade do ambiente? A Ciência diz que sim!]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/serao-os-fogos-de-artificio-prejudiciais-para-a-qualidade-do-ambiente-a-ciencia-diz-que-sim.html</link><pubDate>Sat, 11 Jul 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Por detrás de um espetáculo de luz e cor, os fogos de artifício escondem impactos ambientais que a ciência tem vindo a revelar nos últimos anos. Venha descobir mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/serao-os-fogos-de-artificios-prejudiciais-para-a-qualidade-do-ambiente-a-ciencia-diz-que-sim-1783408830082.jpg" data-image="4avmpmtnpql9" alt="Fogo de artifício" title="Fogo de artifício"><figcaption>As explosões de luz e cor dos fogos de artifício libertam partículas finas e compostos químicos que podem degradar temporariamente a qualidade do ar.</figcaption></figure><p>São poucos os elementos que estão tão associados às grandes celebrações como os <strong>fogos de artifício</strong>. Seja na passagem de ano, em festas populares ou em eventos desportivos, as explosões de luz e cor continuam a atrair milhares de pessoas.</p><p>No entanto, aquilo que dura apenas alguns minutos <strong>pode ter efeitos que se prolongam muito para além do fim do espetáculo</strong>.</p><p>De acordo com um estudo publicado na revista científica <em>Environmental Science & Technology</em>, <strong>os fogos de artifício são responsáveis pela emissão de partículas finas e de diversos compostos químicos</strong> que afetam temporariamente a qualidade do ar.</p><p>As cores características dos espetáculos pirotécnicos resultam da <strong>combustão de diferentes sais metálicos</strong>. O estrôncio produz tons avermelhados, o bário gera o verde, o cobre é utilizado para obter o azul e o sódio cria tonalidades amarelas.</p><h2>O que fica no ar após um espectáculo?</h2><p>Quando estes compostos entram em combustão, nem todo o material é consumido. <strong>Parte transforma-se em partículas microscópicas que permanecem suspensas na atmosfera</strong> antes de se depositarem no solo ou na água.</p><p>Este estudo refere que, <strong>durante e imediatamente após grandes espetáculos pirotécnicos, as concentrações de partículas finas (PM2,5) podem aumentar significativamente</strong>. Estas partículas apresentam um diâmetro inferior a 2,5 micrómetros, o que lhes permite penetrar profundamente nos pulmões e, em alguns casos, entrar na corrente sanguínea.</p><p>Embora os episódios de poluição associados aos fogos de artifício sejam geralmente de curta duração, os <strong>especialistas alertam que estes picos podem representar um risco acrescido para pessoas mais vulneráveis</strong>, como as crianças, os idosos ou indivíduos com doenças respiratórias ou cardiovasculares.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Em dias de grande utilização de pirotecnia, como a noite de passagem de ano, <strong>os níveis de partículas registados em algumas cidades chegam a multiplicar-se </strong>várias vezes relativamente aos valores habituais.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Para além do material com particulas, os investigadores identificaram a <strong>presença de metais utilizados na produção das cores e dos efeitos luminosos</strong>.</p><h2>Grande fonte de poluição </h2><p>Apesar de um único espetáculo libertar quantidades relativamente reduzidas destes elementos, <strong>a repetição frequente de eventos pirotécnicos pode contribuir para a acumulação de contaminantes em determinadas áreas</strong>, sobretudo quando não existem condições meteorológicas favoráveis à dispersão dos poluentes.</p><p><strong>Os impactos não se limitam à qualidade do ar</strong>. O ruído intenso provocado pelas explosões constitui outra das principais preocupações ambientais.</p><p><strong>Animais domésticos e espécies selvagens reagem frequentemente com elevados níveis de stress</strong>, alterando comportamentos de alimentação, reprodução e deslocação. Em certas aves, por exemplo, o susto provocado pelos rebentamentos pode levar ao abandono temporário dos locais de nidificação.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="685593" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/alteracoes-climaticas-ameacam-aumento-da-temperatura-e-taxas-de-mortalidade-devido-a-poluicao-do-ar-segundo-novo-estudo.html" title="Alterações climáticas ameaçam aumento da temperatura e taxas de mortalidade devido à poluição do ar, segundo novo estudo">Alterações climáticas ameaçam aumento da temperatura e taxas de mortalidade devido à poluição do ar, segundo novo estudo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/alteracoes-climaticas-ameacam-aumento-da-temperatura-e-taxas-de-mortalidade-devido-a-poluicao-do-ar-segundo-novo-estudo.html" title="Alterações climáticas ameaçam aumento da temperatura e taxas de mortalidade devido à poluição do ar, segundo novo estudo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/climate-change-threatens-a-rise-in-temperature-and-air-pollution-mortality-rates-says-new-study-1732473186439_320.jpg" alt="Alterações climáticas ameaçam aumento da temperatura e taxas de mortalidade devido à poluição do ar, segundo novo estudo"></a></article></aside><p>Outro aspeto frequentemente esquecido é a <strong>quantidade de resíduos produzidos após cada espetáculo</strong>. Restos de papel, plástico, cartão e outros materiais utilizados na construção dos dispositivos acabam espalhados nas ruas, jardins, rios e zonas costeiras, exigindo operações de limpeza para evitar que permaneçam no ambiente.</p><p>Apesar destes efeitos, os investigadores recordam que <strong>os fogos de artifício não constituem a principal fonte de poluição atmosférica nas cidades</strong>.</p><p>O tráfego rodoviário, juntamente com a indústria e os sistemas de aquecimento continuam a representar uma contribuição muito superior ao longo do ano. Ainda assim, <strong>os espetáculos pirotécnicos provocam episódios de poluição intensa num curto espaço de tempo</strong>, razão pela qual têm despertado um interesse crescente por parte da comunidade científica.</p><h2>Alternativas mais sustentáveis </h2><p>Nos últimos anos começaram também a surgir alternativas mais sustentáveis. Algumas empresas desenvolveram <strong>fogos de baixo fumo</strong>, enquanto vários eventos internacionais passaram a recorrer a <strong>espetáculos com drones equipados com luzes LED</strong>, capazes de criar figuras e animações no céu sem explosões nem emissões significativas de partículas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/serao-os-fogos-de-artificios-prejudiciais-para-a-qualidade-do-ambiente-a-ciencia-diz-que-sim-1783408882522.jpg" data-image="uiretne2in0w" alt="Espetáculos sustentáveis" title="Espetáculos sustentáveis"><figcaption>Atualmente já são várias as cidades que optam por oferecer espetáculos com drones luminosos e fogos de baixo fumo como alternativa mais sustentável, reduzindo a poluição atmosférica e sonora sem perder o efeito visual.</figcaption></figure><p>Em muitos casos, estas <strong>soluções são complementadas com projeções de luz e efeitos multimédia</strong>, reduzindo o impacto ambiental sem eliminar o caráter festivo das celebrações.</p><p>O conhecimento científico hoje disponível não pretende acabar com os fogos de artifício, mas sim <strong>compreender melhor os seus efeitos e incentivar a adoção de soluções</strong> mais equilibradas.</p><p>A inovação tecnológica demonstra que <strong>é possível continuar a celebrar momentos especiais, conciliando tradição, entretenimento e uma maior preocupação </strong>com a proteção da saúde pública e do ambiente.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Guan-Lin%20Chen%2C%20Meng%20Du%2C%20Chen%20Qian%2C%20Han-Qing%20Yu" data-year="2026" data-title="Molecular-Level%20Perturbations%20of%20Dissolved%20Organic%20Matter%20Driven%20by%20Episodic%20Firecracker%20Residue%20Leaching" data-url="https%3A%2F%2Fpubs.acs.org%2Fdoi%2F10.1021%2Facs.est.6c01478%3F__cf_chl_f_tk%3Dzhl0MOSx98bbr8Wn0eVfB8E32GNIWwZS_13SpmcrqXk-1783321853-1.0.1.1-ouCsoNvOEXhCy.R4N4r1qUWP6cnCzsisOVehfeG.k5I">Guan-Lin Chen, Meng Du, Chen Qian, Han-Qing Yu. (2026). <a href="https://pubs.acs.org/doi/10.1021/acs.est.6c01478?__cf_chl_f_tk=zhl0MOSx98bbr8Wn0eVfB8E32GNIWwZS_13SpmcrqXk-1783321853-1.0.1.1-ouCsoNvOEXhCy.R4N4r1qUWP6cnCzsisOVehfeG.k5I" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Molecular-Level Perturbations of Dissolved Organic Matter Driven by Episodic Firecracker Residue Leaching</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/serao-os-fogos-de-artificio-prejudiciais-para-a-qualidade-do-ambiente-a-ciencia-diz-que-sim.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Primeiro vertebrado a conquistar ambiente terrestre pode ter crescido sem fase larval, revela estudo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/primeiro-vertebrado-a-conquistar-ambiente-terrestre-pode-ter-crescido-sem-fase-larval-revela-estudo.html</link><pubDate>Sat, 11 Jul 2026 08:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Fósseis raros de animais recém-nascidos desafiam hipótese tradicional sobre a evolução dos primeiros tetrápodes e indicam que estes se desenvolviam diretamente, sem passar por metamorfose semelhante à dos anfíbios modernos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/primeiro-vertebrado-a-conquistar-ambiente-terrestre-pode-ter-crescido-sem-fase-larval-revela-estudo-1783027459240.jpg" data-image="zthwfb9q2ahm" alt="evolução" title="evolução"><figcaption>Um estudo sugere que os embolómeros e outros animais terrestres quadrúpedes primitivos eram seres de desenvolvimento direto, crescendo de versões menores para versões maiores de si mesmos na fase adulta. Crédito: Gabriel Ugueto.</figcaption></figure><p>Os <strong>primeiros vertebrados</strong> a explorar o ambiente terrestre podem ter seguido um <strong>caminho evolutivo diferente</strong> do que os cientistas imaginaram durante décadas. Um estudo publicado na revista <em>Science</em> apresenta evidências de que os primeiros tetrápodes (grupo que deu origem aos anfíbios, répteis, aves e mamíferos) provavelmente cresciam por desenvolvimento direto, sem passar por uma fase larval semelhante à dos girinos dos anfíbios atuais.</p><p>A conclusão foi alcançada por investigadores do <strong>Museu Field de História Natura</strong>l, nos Estados Unidos, após a análise de fósseis excecionalmente preservados de recém-nascidos de embolómeros. Estes predadores, que lembram<strong> uma combinação entre crocodilos e enguias, viveram entre 350 milhões e 280 milhões de anos atrás </strong>e tiveram os seus restos encontrados no sítio paleontológico de Mazon Creek, no estado norte-americano de Illinois.</p><p>Até agora, a hipótese mais aceite era a de que os primeiros tetrápodes passavam por uma metamorfose semelhante à observada em sapos e salamandras modernos. Os novos fósseis, no entanto,<strong> indicam que estes animais já nasciam com uma estrutura corporal muito próxima à dos adultos</strong>, crescendo apenas em tamanho até atingir a maturidade reprodutiva.</p><h2>Novas pistas sobre a conquista da terra firme</h2><p>Os primeiros tetrápodes surgiram durante o período<strong> Devoniano, entre aproximadamente 419 milhões e 359 milhões de anos atrás</strong>, quando alguns vertebrados começaram a abandonar gradualmente os ambientes aquáticos. Esta transição representou um dos momentos mais importantes da história da vida, abrindo caminho para a diversificação dos animais terrestres.</p><div class="texto-destacado">Durante muito tempo, os investigadores utilizaram os anfíbios modernos como modelo para compreender esta etapa da evolução. Como os sapos e salamandras passam por uma fase larval aquática antes de se tornarem adultos terrestres, acreditava-se que os seus ancestrais também tivessem seguido esse padrão.</div><p>Entretanto, ao examinarem os fósseis juvenis dos embolómeros, os cientistas não encontraram sinais de guelras externas nem de outras estruturas típicas de larvas aquáticas. Segundo o investigador Jason Pardo, coautor do estudo<strong>, os exemplares oferecem um raro registo dos primeiros estágios da vida destes animais.</strong> "Estes são detalhes íntimos dos primeiros momentos da vida desses animais. Nunca vimos isso antes para toda essa parte da árvore evolutiva", afirmou ao portal Live Science.</p><h2>Desenvolvimento direto muda interpretação da evolução</h2><p>No desenvolvimento direto, o organismo nasce com a<strong> mesma estrutura básica que manterá na fase adulta</strong>, passando apenas por crescimento e amadurecimento. Os seres humanos, por exemplo, seguem esse padrão, sem sofrer transformações corporais radicais ao longo da vida.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/primeiro-vertebrado-a-conquistar-ambiente-terrestre-pode-ter-crescido-sem-fase-larval-revela-estudo-1783027595079.jpg" data-image="njvf0pt9tf9l" alt="Fósseis raros indicam nascimento sem fase larval facilitando a exploração terrestre." title="Fósseis raros indicam nascimento sem fase larval facilitando a exploração terrestre."><figcaption>Fósseis raros indicam nascimento sem fase larval facilitando a exploração terrestre. Crédito: Revista Galileu</figcaption></figure><p>Já no<strong> desenvolvimento indireto</strong>, comum entre muitos anfíbios, o animal nasce numa forma larval adaptada ao ambiente aquático e posteriormente passa por uma metamorfose. Os resultados do estudo indicam que os primeiros tetrápodes analisados se aproximavam do primeiro modelo, e não do segundo.</p><p>Além dos embolómeros, a equipa investigou fósseis de outros grupos relacionados, como <strong>peixes megalictídeos e aistópodes</strong>, animais alongados e sem membros que viveram durante a transição entre a água e a terra. Em todos os casos, as evidências apontaram para um padrão de desenvolvimento direto.</p><h2>Descoberta reforça importância de revisar hipóteses científicas</h2><p>Embora os autores reconheçam que a evolução dos primeiros vertebrados terrestres seja mais complexa do que uma única estratégia de desenvolvimento, os resultados desafiam uma<strong> interpretação amplamente difundida sobre a origem dos tetrápodes.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/peixe-que-desafia-a-evolucao-sobrevive-ha-100-mil-anos-sem-machos.html" title="Peixe que desafia a evolução sobrevive há 100 mil anos sem machos">Peixe que desafia a evolução sobrevive há 100 mil anos sem machos</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/peixe-que-desafia-a-evolucao-sobrevive-ha-100-mil-anos-sem-machos.html" title="Peixe que desafia a evolução sobrevive há 100 mil anos sem machos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/peixe-que-desafia-a-evolucao-sobrevive-ha-100-mil-anos-sem-machos-1781103140859_320.jpg" alt="Peixe que desafia a evolução sobrevive há 100 mil anos sem machos"></a></article></aside><p>Segundo Pardo, a ideia de que <strong>a metamorfose era uma etapa obrigatória na conquista do ambiente terrestre</strong> persistiu por muitos anos por falta de evidências diretas sobre os estágios iniciais da vida destes animais. Os fósseis encontrados em Mazon Creek ajudam a preencher essa lacuna e sugerem que diferentes estratégias de desenvolvimento coexistiram ao longo da evolução.</p><p>Para Arjan Mann, curador assistente do Museu Field de História Natural e coautor do trabalho, a investigação também demonstra <strong>a importância de reavaliar teorias consolidadas à medida que novos registos fósseis são descobertos.</strong> "A principal mensagem deste estudo é que devemos sempre questionar o conhecimento convencional na ciência, especialmente quando estas ideias antigas não têm respaldo substancial", conclui.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Revista%20Galileu" data-year="2026" data-title="Primeiro%20vertebrado%20a%20conquistar%20ambiente%20terrestre%20n%C3%A3o%20era%20como%20cientistas%20imaginavam" data-url="https%3A%2F%2Frevistagalileu.globo.com%2Fciencia%2Fnoticia%2F2026%2F06%2Fprimeiro-vertebrado-a-conquistar-ambiente-terrestre-nao-era-como-cientistas-imaginavam.ghtml">Revista Galileu. (2026). <a href="https://revistagalileu.globo.com/ciencia/noticia/2026/06/primeiro-vertebrado-a-conquistar-ambiente-terrestre-nao-era-como-cientistas-imaginavam.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Primeiro vertebrado a conquistar ambiente terrestre não era como cientistas imaginavam</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/primeiro-vertebrado-a-conquistar-ambiente-terrestre-pode-ter-crescido-sem-fase-larval-revela-estudo.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Pendurar folhas de louro nas janelas do quarto: os especialistas explicam porque é útil e se vale a pena]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/pendurar-folhas-de-louro-nas-janelas-do-quarto-os-especialistas-explicam-porque-e-util-e-se-vale-a-pena.html</link><pubDate>Sat, 11 Jul 2026 07:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Pendurar folhas de louro na janela do quarto tornou-se um dos remédios caseiros mais falados. Mas será que traz realmente algum benefício? Os especialistas explicam os possíveis efeitos e se se trata apenas de superstição.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/colgar-hojas-de-laurel-en-las-ventanas-del-dormitorio-los-expertos-explican-para-que-sirve-y-si-vale-la-pena-1782857597054.jpg" data-image="rpnfjxh4lrbf"><figcaption>Ciência ou superstição? Vamos descobrir o que está por detrás do costume de pendurar folhas de louro perto de portas e janelas.</figcaption></figure><p>As folhas de louro (<em>Laurus nobilis</em>) fazem parte da cozinha mediterrânica há séculos. Desde há algum tempo, <strong>são também utilizadas em diversos remédios caseiros para o bem-estar doméstico</strong>. Um dos mais populares consiste em pendurar algumas folhas na janela do quarto para melhorar o ambiente, promover o descanso ou até mesmo repelir certos insetos.</p><p>Esta prática tornou-se viral nas redes sociais, com milhares de pessoas a afirmarem ter notado benefícios após incorporarem este gesto simples na sua rotina. No entanto, <strong>é importante distinguir entre os benefícios que têm uma base genuína e aqueles que derivam unicamente da tradição ou da crença popular</strong>.</p><h2>Porque é recomendado colocar folhas de louro na janela?</h2><p>O principal motivo para colocar folhas de louro perto de uma janela é aproveitar o aroma libertado pelos seus óleos essenciais. Quando existe uma brisa leve, o aroma característico, devido a compostos como o cineol e o eugenol, espalha-se pelo ambiente, proporcionando uma <strong>sensação natural de frescura sem necessidade de desodorizantes químicos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/colgar-hojas-de-laurel-en-las-ventanas-del-dormitorio-los-expertos-explican-para-que-sirve-y-si-vale-la-pena-1782857734810.jpg" data-image="k97xiple0nbl"><figcaption>O loureiro, originário da região mediterrânica, é um arbusto muito resistente e apreciado pelo aroma intenso das suas folhas.</figcaption></figure><p>Estes compostos despertaram o interesse tanto da medicina tradicional como de inúmeros estudos sobre os óleos essenciais. No entanto, <strong>é importante lembrar que os efeitos dependem da concentração utilizada </strong>e não devem ser confundidos com propriedades terapêuticas que não podem ser obtidas simplesmente pendurando algumas folhas numa divisão.</p><h2>Um possível aliado contra alguns insetos</h2><p>Outra das razões mais frequentemente apontadas é o seu <strong>alegado efeito repelente</strong>. Muitos especialistas em jardinagem e controlo de pragas domésticas explicam que o aroma intenso das folhas de louro pode ser desagradável para alguns insetos, como as traças e as baratas. Por este motivo, muitas pessoas colocam folhas perto de portas, janelas ou armários como medida preventiva.</p><div class="texto-destacado">A eficácia do louro contra infestações é muito limitada. Nestas situações, o melhor é utilizar um tratamento específico para eliminar o problema.</div><p>No entanto, os especialistas salientam que este remédio caseiro tem limitações importantes.</p><p>O principal problema é que a sua eficácia é modesta e nunca substitui um tratamento específico quando existe uma infestação. Por outras palavras, pode ser um <strong>pequeno complemento à manutenção doméstica</strong>, mas não uma solução permanente.</p><h2>Ajuda-o realmente a dormir melhor?</h2><p>Uma das afirmações mais comuns é que dormir com folhas de louro perto da cama promove um sono melhor. É melhor ter cautela quanto a isso. <strong>Não existem evidências científicas sólidas que comprovem que pendurar folhas de louro à janela melhore diretamente a qualidade do sono</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/colgar-hojas-de-laurel-en-las-ventanas-del-dormitorio-los-expertos-explican-para-que-sirve-y-si-vale-la-pena-1782857866434.jpg" data-image="uu21128g1wtc"><figcaption>O óleo essencial de louro é muito apreciado pelas suas propriedades relaxantes.</figcaption></figure><p>Alguns especialistas reconhecem que <strong>um ambiente agradável e bem ventilado pode promover o relaxamento antes de dormir</strong>. Se o aroma do louro for agradável para quem dorme no quarto, pode contribuir indiretamente para uma sensação de bem-estar, assim como outros aromas naturais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776670" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/impulso-de-nutrientes-para-plantas-que-consomem-muito-como-o-acucar-e-a-levedura-aceleram-o-crescimento-dos-tomates.html" title="Impulso de nutrientes para plantas que consomem muito: como o açúcar e a levedura aceleram o crescimento dos tomates">Impulso de nutrientes para plantas que consomem muito: como o açúcar e a levedura aceleram o crescimento dos tomates</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/impulso-de-nutrientes-para-plantas-que-consomem-muito-como-o-acucar-e-a-levedura-aceleram-o-crescimento-dos-tomates.html" title="Impulso de nutrientes para plantas que consomem muito: como o açúcar e a levedura aceleram o crescimento dos tomates"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/naehrstoffschub-fur-grosse-fresser-wie-zucker-und-hefe-das-tomatenwachstum-beschleunigen-1782401310772_320.jpeg" alt="Impulso de nutrientes para plantas que consomem muito: como o açúcar e a levedura aceleram o crescimento dos tomates"></a></article></aside><p>No entanto, este efeito depende muito da preferência pessoal e <strong>não deve ser considerado um tratamento para a insónia </strong>ou outros distúrbios do sono, que requerem um diagnóstico médico e uma terapêutica adequada.</p><h2>O forte valor simbólico do louro</h2><p>Para além das suas propriedades aromáticas, o louro possui um importante significado cultural. Desde a Grécia e Roma antigas que ele é um <strong>símbolo de vitória, sabedoria e sucesso</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/colgar-hojas-de-laurel-en-las-ventanas-del-dormitorio-los-expertos-explican-para-que-sirve-y-si-vale-la-pena-1782858642265.jpg" data-image="18ax9z37wkoe"><figcaption>Algumas pessoas afirmam que queimar folhas de louro ou usá-las como incenso antes de dormir ajuda a melhorar a qualidade do sono.</figcaption></figure><p>Ao longo dos séculos, tem sido também associada à <strong>proteção do lar e à prosperidade</strong>. Por esta razão, em muitas tradições populares, as folhas de louro são colocadas perto de portas e janelas como símbolo de boa sorte ou para atrair energia positiva.</p><p>Estas crenças ainda estão difundidas em disciplinas como o Feng Shui e em diversos rituais domésticos, embora <strong>pertençam à esfera das tradições culturais</strong> e não estejam comprovadas por evidências científicas.</p><h2>Como posicionar as folhas corretamente</h2><p>Se quiser experimentar este remédio caseiro simples, é aconselhável utilizar <strong>folhas limpas e completamente secas</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">¿Se ha fijado que su abuela siempre usaba laurel en los guisos?<br><br>La sabiduría heredada de las abuelas tiene un profundo fundamento científico y observacional. El laurel no es solo un condimento, es un verdadero tesoro medicinal transmitido de generación en generación.<br><br>El laurel <a href="https://t.co/N4NZCCX7YO">pic.twitter.com/N4NZCCX7YO</a></p>— Karim A Nesr (@karimanesr) <a href="https://x.com/karimanesr/status/2015832881973608916?ref_src=twsrc%5Etfw">January 26, 2026</a></blockquote></figure><p>Normalmente, junta algumas, ata-as com um fio ou coloca-as num pequeno saco de tecido respirável e pendura-as perto de uma janela com alguma circulação de ar. <strong>Isto permite que o aroma se espalhe mais facilmente pelo ambiente</strong>.</p><p>É também aconselhável substituí-los a cada poucas semanas, pois perdem gradualmente a intensidade aromática com o tempo.</p><h2>Vale mesmo a pena fazer isto?</h2><p>Neste caso, <strong>a resposta depende das suas expectativas</strong>: se o seu objetivo é desfrutar de um aroma natural, reduzir ligeiramente a presença de determinados insetos ou acrescentar um elemento decorativo com valor simbólico, pendurar folhas de louro à janela pode ser uma solução simples, barata e completamente inofensiva.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776804" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/com-limao-alecrim-e-louro-cinco-dicas-para-perfumar-a-tua-casa-com-ingredientes-que-quase-sempre-acabam-no-lixo.html" title="Com limão, alecrim e louro: cinco dicas para perfumar a tua casa com ingredientes que quase sempre acabam no lixo">Com limão, alecrim e louro: cinco dicas para perfumar a tua casa com ingredientes que quase sempre acabam no lixo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/com-limao-alecrim-e-louro-cinco-dicas-para-perfumar-a-tua-casa-com-ingredientes-que-quase-sempre-acabam-no-lixo.html" title="Com limão, alecrim e louro: cinco dicas para perfumar a tua casa com ingredientes que quase sempre acabam no lixo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/con-limon-romero-y-laurel-cinco-trucos-para-perfumar-tu-casa-con-ingredientes-que-casi-siempre-terminan-en-la-basura-1782772967087_320.jpg" alt="Com limão, alecrim e louro: cinco dicas para perfumar a tua casa com ingredientes que quase sempre acabam no lixo"></a></article></aside><p>No entanto, se espera obter benefícios para a saúde, melhorar significativamente o sono ou eliminar uma infestação, os <strong>especialistas concordam que não existem provas científicas que sustentem estes efeitos</strong>.</p><p>Por outras palavras, o louro pode adicionar um aroma agradável ao quarto e ajudar a criar uma atmosfera acolhedora, mas <strong>deve ser considerado um complemento e não uma solução milagrosa</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"> <h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3> <p class="article-reference__body"><cite data-author="Tua Saúde" data-year="2026" data-title="Alloro (Laurus nobilis): proprietà, benefici e come utilizzarlo" data-url="https://www.tuasaude.com/es/laurel/">Tua Saúde. (2026). <a href="https://www.tuasaude.com/es/laurel/" target="_blank">Alloro (Laurus nobilis): proprietà, benefici e come utilizzarlo</a>.</cite></p> </section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/pendurar-folhas-de-louro-nas-janelas-do-quarto-os-especialistas-explicam-porque-e-util-e-se-vale-a-pena.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 8 ºC abaixo da média: anomalias térmicas negativas cobrem Portugal Continental no domingo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-8-c-abaixo-da-media-anomalias-termicas-negativas-cobrem-portugal-continental-no-domingo.html</link><pubDate>Sat, 11 Jul 2026 06:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Domingo, dia 12 de julho, Portugal Continental poderá contar com temperaturas abaixo da média em todo o território. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xao86aa"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xao86aa.jpg" id="xao86aa"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As <strong>temperaturas continuam a descer</strong> e apesar de ainda haver dois avisos amarelos em vigor para os distritos de Bragança e Guarda, até às 18h de hoje, de acordo com o IPMA, mesmos estes contarão com uma descida dos valores nas horas seguintes.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Como mencionamos anteriormente, aqui na Meteored Portugal, <strong>todo o país deverá registar uma descida térmica ao longo do dia de amanhã</strong>. Desta forma, são esperados valores máximos entre os 20 ºC em Viana do Castelo e os 30 ºC em Beja, devendo esta ser a única capital de distrito a alcançar este valor, segundo a mais recente atualização do nosso modelo de referência, ECMWF.</p><h2>Anomalias térmicas negativas ganham terreno no domingo</h2><p>O dia de hoje, sábado, será marcado por um <strong>contraste de anomalias no país</strong>, onde a maior parte do território se encontrará sob valores dentro ou abaixo da normal climatológica de referência. Em contrapartida, a área onde os distritos de Bragança e Guarda se inserem deverá registar valores acima da média, podendo esta anomalia positiva ser de até 8 ºC, especialmente no distrito de Bragança.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-8-c-abaixo-da-media-anomalias-termicas-negativas-cobrem-portugal-continental-no-domingo-1783717942494.png" data-image="2d20c4qcdbzz" alt="anomalias térmicas" title="anomalias térmicas"><figcaption>Com a descida das temperaturas, as anomalias térmicas negativas voltam a cobrir a nossa geografia. Alguns locais podem contar com temperaturas até 8 ºC abaixo da média, pelas 16h de domingo.</figcaption></figure><p>No entanto, este cenário irá mudar no domingo, essencialmente a partir das primeiras horas da tarde, onde <strong>as anomalias térmicas negativas deverão cobrir todo o território</strong>, com algumas pequenas exceções, das quais uma parte do litoral centro e um pequeno ponto do Sotavento Algarvio, tal como podemos observar no mapa acima.</p><p>As <strong>anomalias térmicas negativas mais pronunciadas poderão ser de até 8 ºC</strong> abaixo do expectável para a época e esperam-se em parte do distrito de Vila Real, na região da Serra da Estrela e entre o Baixo Alentejo e o Algarve. <strong>No restante território estas anomalias poderão variar entre 1 ºC a 6 ºC abaixo da média</strong>.</p><h2>Temperaturas deverão manter-se abaixo da média</h2><p>Ao longo dos próximos dias é esperado que esta tendência se mantenha, ainda que com algumas variações. <strong>Apesar de se esperarem valores abaixo da média, estes não serão tão pronunciados como no domingo</strong>. Inclusive podem começar a surgir valores dentro da normal climatológica ou um pouco acima, à medida que os dias avançam.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778012" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/este-domingo-preve-se-nova-queda-das-temperaturas-eis-as-unicas-capitais-distritais-com-maximas-perto-dos-30-c.html" title="Este domingo prevê-se nova queda das temperaturas: eis as únicas capitais distritais com máximas perto dos 30 ºC">Este domingo prevê-se nova queda das temperaturas: eis as únicas capitais distritais com máximas perto dos 30 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/este-domingo-preve-se-nova-queda-das-temperaturas-eis-as-unicas-capitais-distritais-com-maximas-perto-dos-30-c.html" title="Este domingo prevê-se nova queda das temperaturas: eis as únicas capitais distritais com máximas perto dos 30 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/este-domingo-preve-se-nova-queda-das-temperaturas-eis-as-unicas-capitais-distritais-com-maximas-perto-dos-30-c-1783694708826_320.png" alt="Este domingo prevê-se nova queda das temperaturas: eis as únicas capitais distritais com máximas perto dos 30 ºC"></a></article></aside><p><strong>Esta recuperação das temperaturas deverá acontecer do interior para o litoral</strong>, podendo notar-se inicialmente no interior Norte, precisamente na região transmontana e Beira Alta. Porém, e tendo em conta a variabilidade destes fatores, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações em <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/" target="_blank" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">tempo.pt</a>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-8-c-abaixo-da-media-anomalias-termicas-negativas-cobrem-portugal-continental-no-domingo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Esta praia no Algarve continua a escapar às multidões (e tem das águas mais quentes da região)]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-praia-no-algarve-continua-a-escapar-as-multidoes-e-tem-das-aguas-mais-quentes-da-regiao.html</link><pubDate>Sat, 11 Jul 2026 05:03:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Acessível apenas por barco, esta praia combina quilómetros de areal quase vazio, paisagem protegida e água mais quente do que é habitual na região.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-praia-no-algarve-continua-a-escapar-as-multidoes-e-tem-das-aguas-mais-quentes-da-regiao-1783420777513.jpg" data-image="g0e7c66pdjeb" alt="Praia da Barreta" title="Praia da Barreta"><figcaption>A praia algarvia onde o verão sabe melhor: pouca gente, muito areal e água mais quente. Foto: CM Faro</figcaption></figure><p>Quem é que disse que, no <strong>Algarve</strong>, já não há praias onde ainda se consegue estender a toalha sem levar com areia ou pés a tentar abrir caminho até à água? Quem o fizer provavelmente ainda não chegou àquele que é<strong> um dos areais menos concorridos da região</strong>. Como se isso não bastasse, há outro detalhe que o torna ainda mais apelativo: é também uma das praias com <strong>a água mais quente do Algarve</strong>, o que a transforma num verdadeiro achado para quem gosta de mar sem arrepios logo no primeiro mergulho.</p><p>Do que é que estamos a falar? Da <strong>Praia da Barreta</strong>, considerada por muitos o melhor segredo, se não do país, pelo menos, do Algarve.</p><p>“A Praia da Barreta é uma das mais bem conservadas e menos frequentadas praias do Algarve”, garante a autarquia.</p><h2>Onde fica a Praia da Barreta?</h2><p>Também conhecida como <strong>Praia da Ilha Deserta</strong>, fica na Ilha da Barreta, uma das ilhas-barreira do Parque Natural da Ria Formosa, em Faro. Aqui espere encontrar um daqueles cenários que parecem fazer um favor ao sistema nervoso. É que tudo parece fazer jus ao nome, mas já lá vamos.</p><p>“Enquanto as praias mais famosas do Algarve fervilham de atividades e multidões, esta praia deserta mantém-se como um refúgio de tranquilidade”, nota o ‘Idealista’.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774017" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/com-temperaturas-a-subir-ha-algo-que-deve-verificar-na-praia-antes-de-entrar-na-agua.html" title="Com temperaturas a subir, há algo que deve verificar na praia antes de entrar na água">Com temperaturas a subir, há algo que deve verificar na praia antes de entrar na água</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/com-temperaturas-a-subir-ha-algo-que-deve-verificar-na-praia-antes-de-entrar-na-agua.html" title="Com temperaturas a subir, há algo que deve verificar na praia antes de entrar na água"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/com-temperaturas-a-subir-ha-algo-que-deve-verificar-na-praia-antes-de-entrar-na-agua-1781543794748_320.jpg" alt="Com temperaturas a subir, há algo que deve verificar na praia antes de entrar na água"></a></article></aside><p>Não conte, porém, chegar lá de forma improvisada, de chinelos no acelerador e toalha ao ombro. <strong>A Praia da Barreta só é acessível por barco</strong>, o que, em vez de ser um incómodo, acaba por funcionar como filtro natural contra a enchente típica do verão. </p><p>“O acesso faz-se exclusivamente por barco, a partir do Cais das Portas do Mar, em Faro”, explica a ‘Versa’. “Durante o verão, existem <em>ferries </em>(cerca de 5€ por viagem) e <em>shuttles</em> (cerca de 10€ por viagem) que fazem a ligação entre Faro e a Ilha Deserta, com partidas a partir das 09h30.”</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-praia-no-algarve-continua-a-escapar-as-multidoes-e-tem-das-aguas-mais-quentes-da-regiao-1783420710483.jpg" data-image="124a4yy5nm6z" alt="Praia da Barreta" title="Praia da Barreta"><figcaption>Já conhece a praia algarvia que continua fora do radar? Foto: CM Faro</figcaption></figure><p>E acredite quando lhe dissemos que a travessia já faz parte do passeio. Pelo percurso, a paisagem muda de registo, já que aparecem canais, zonas de sapal, bancos de areia e, com alguma atenção, várias aves que encontram na Ria Formosa um<em> <strong>habitat </strong></em><strong>privilegiado</strong>. “Pelo caminho há que prestar também atenção às diversas aves que por aqui se alimentam”, lê-se no <em>site </em>da Câmara Municipal de Faro.</p><p>Ao desembarcar, perceberá rapidamente porque é que tanta gente a descreve como um pequeno refúgio algarvio.</p><h2>Um “paraíso no coração do Algarve”</h2><p>A praia estende-se por vários quilómetros de areal claro e amplo (cerca de 11, se quisermos ser mais explícitos), com espaço mais do que suficiente para estender a toalha sem negociar centímetros quadrados com o vizinho do lado. A <strong>ausência de urbanização pesada </strong>ajuda a preservar o ambiente quase intocado do lugar. </p><div class="texto-destacado">Aqui não há prédios a disputar a vista, nem uma fila de bares de praia em modo maratona. Há dunas, vegetação adaptada ao litoral, mar aberto e uma paz que, em julho e agosto, vale quase tanto como a sombra.</div><p>Mas a Barreta não vive apenas da tranquilidade. Há outro detalhe que lhe dá fama e que costuma conquistar quem lá chega: a <strong>temperatura da água</strong>. </p><h2>Tem das águas “mais quentes do país”</h2><p>Esta é frequentemente apontada como uma das praias com a água mais quente do Algarve e até do país, com médias de verão que costumam rondar os <strong>20 ºC a 24 ºC</strong>. O próprio <em>site </em>‘Visit Faro’ destaca precisamente a temperatura da água, que descreve como quente, como uma das grandes atrações deste destino.</p><div class="texto-destacado">Para quem já desenvolveu a técnica de “molhar os tornozelos durante 15 minutos antes do mergulho”, esta praia pode ser uma agradável surpresa.</div><p>E a localização ajuda a explicar parte do encanto. A Praia da Barreta situa-se junto à <strong>Barra Nova</strong>, também conhecida como Barra Faro-Olhão, e ocupa o extremo sul da Ilha da Barreta, apontado por várias fontes turísticas como o ponto mais meridional de Portugal continental. O mar surge aqui com tons claros, muitas vezes entre o azul e o verde, e o areal parece prolongar a ideia de espaço aberto sem interrupções. Mesmo nos meses mais procurados, continua a ter uma sensação de praia “respirável”, coisa cada vez mais valiosa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-praia-no-algarve-continua-a-escapar-as-multidoes-e-tem-das-aguas-mais-quentes-da-regiao-1783421013389.jpg" data-image="1whjhxot3pvt" alt="Praia da Barreta" title="Praia da Barreta"><figcaption>Já a conhece? Foto: CM Faro</figcaption></figure><p>Se gosta de praias com mais do que a clássica combinação toalha-sol-mergulho, há ainda outros motivos para explorar um pouco a ilha. Existe um percurso ambiental com passadiço de madeira junto à zona da ria, pensado para dar a conhecer a <strong>fauna e a flora locais </strong>sem estragar aquilo que ali se quer preservar. Esta é uma boa forma de observar o cordão dunar, a vegetação típica e algumas espécies de aves que fazem desta área protegida um ponto importante para a biodiversidade. </p><div class="texto-destacado">A Ria Formosa, aliás, é um dos sistemas lagunares mais relevantes do país, e isso sente-se no tipo de paisagem que envolve toda a experiência.</div><p>“Com um vasto areal e um mar de águas límpidas, o ponto mais a sul de Portugal — a Ilha da Barreta — é um verdadeiro paraíso que oferece a possibilidade de praticar atividades como a vela,<em> windsurf </em>e passeios de barco”, acrescenta também o<em> site </em>‘Visit Portugal'.</p><p>Agora que já deve ter percebido o porquê de dizermos que o cenário faz jus ao nome, temos de explicar melhor. </p><p>É que, apesar do nome “Deserta”, convém esclarecer: <strong>a ilha não é um cenário de sobrevivência </strong>onde tem de pescar o almoço com as próprias mãos. Existe, sim, apoio de praia e há um restaurante muito conhecido no local, o Estaminé, que funciona como ponto de apoio para quem quer passar o dia inteiro sem levar a casa às costas. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772557" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-melhor-praia-da-europa-fica-mesmo-em-portugal.html" title="A melhor praia da Europa fica mesmo em Portugal">A melhor praia da Europa fica mesmo em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-melhor-praia-da-europa-fica-mesmo-em-portugal.html" title="A melhor praia da Europa fica mesmo em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-melhor-praia-da-europa-fica-mesmo-em-portugal-1780733980402_320.jpg" alt="A melhor praia da Europa fica mesmo em Portugal"></a></article></aside><p>Ainda assim, a Barreta continua a ser um destino mais virado <strong>para quem procura natureza, descanso e mar</strong>, e menos para quem precisa de animação constante, música aos berros ou uma agenda social montada à beira-água.</p><p>Outro pormenor importante é que numa zona do areal, a poente do passadiço, <strong>existe uma área associada à prática de naturismo</strong>. Isto não significa que a praia inteira funcione assim, mas é um dado útil para quem prefere saber ao que vai.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Versa%2C%20Teixeira%20I" data-year="2026" data-title="Farto%20de%20mergulhos%20em%20%C3%A1gua%20fria%3F%20Esta%20praia%20portuguesa%20escondida%20tem%20%C3%A1gua%20azul-turquesa%E2%80%A6%20e%20das%20mais%20quentes%20do%20pa%C3%ADs" data-url="https%3A%2F%2Fversa.iol.pt%2Fpraia-da-barreta%2Fpraia-deserta%2Ffarto-de-mergulhos-em-agua-fria-esta-praia-portuguesa-escondida-tem-agua-azul-turquesa-e-das-mais-quentes-do-pais%2F20260629%2F6a3ec04cd34edcee7c65bf5a">Versa, Teixeira I. (2026). <a href="https://versa.iol.pt/praia-da-barreta/praia-deserta/farto-de-mergulhos-em-agua-fria-esta-praia-portuguesa-escondida-tem-agua-azul-turquesa-e-das-mais-quentes-do-pais/20260629/6a3ec04cd34edcee7c65bf5a" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Farto de mergulhos em água fria? Esta praia portuguesa escondida tem água azul-turquesa… e das mais quentes do país</a>.</cite><br><cite data-author="CM%20Faro" data-year="2026" data-title="Praia%20da%20Ilha%20Deserta" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cm-faro.pt%2Fpt%2F1533%2Fpraia-da-ilha-deserta.aspx">CM Faro. (2026). <a href="https://www.cm-faro.pt/pt/1533/praia-da-ilha-deserta.aspx" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Praia da Ilha Deserta</a>.</cite><br><cite data-author="Idealista%2C%20Galv%C3%A3o%2C%20M" data-year="2025" data-title="A%20praia%20com%20%C3%A1gua%20mais%20quente%20do%20Algarve%20fica%20em%20Faro%20e%20s%C3%B3%20se%20chega%20de%20barco" data-url="https%3A%2F%2Fwww.idealista.pt%2Fnews%2Fferias%2Fturismo%2F2025%2F05%2F15%2F67793-a-praia-com-agua-mais-quente-do-algarve-fica-em-faro-e-so-se-chega-de-barco">Idealista, Galvão, M. (2025). <a href="https://www.idealista.pt/news/ferias/turismo/2025/05/15/67793-a-praia-com-agua-mais-quente-do-algarve-fica-em-faro-e-so-se-chega-de-barco" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A praia com água mais quente do Algarve fica em Faro e só se chega de barco</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-praia-no-algarve-continua-a-escapar-as-multidoes-e-tem-das-aguas-mais-quentes-da-regiao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os vegetais que devíamos plantar para sobreviver a um colapso do planeta]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/os-vegetais-que-deviamos-plantar-para-sobreviver-a-um-colapso-do-planeta.html</link><pubDate>Fri, 10 Jul 2026 17:13:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Um estudo calculou a quantidade exata de terra e os alimentos essenciais para manter viva a população de uma cidade de média dimensão, em dois cenários extremos de colapso global.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/autosuficiencia-revelan-que-vegetales-deberiamos-plantar-para-sobrevivir-a-un-colapso-del-planeta-1783342419045.jpg" data-image="ql3kjf1o4jz3" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Um estudo identificou quais são as únicas culturas capazes de evitar a fome no caso de um colapso global.</figcaption></figure><p><strong>Já pensaste alguma vez como farias para sobreviver se amanhã o mundo parasse?</strong> Num cenário de colapso global — uma tempestade solar, uma pandemia extrema ou uma guerra —, as cadeias de abastecimento desapareceriam em poucos dias e os supermercados ficariam vazios.</p><p>Nesse contexto, a diferença entre passar fome ou sobreviver <strong>dependeria do que fôssemos capazes de cultivar </strong>no nosso próprio ambiente. Mas, de quanto terreno é preciso? O que convém plantar?</p><p>Cientistas da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, <strong>investigaram quais as condições necessárias para uma comunidade</strong> sobreviver graças aos alimentos produzidos no seu próprio ambiente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/autosuficiencia-revelan-que-vegetales-deberiamos-plantar-para-sobrevivir-a-un-colapso-del-planeta-1783342646470.jpg" data-image="ixon0aq1xivu" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Os cientistas afirmam que a agricultura em parques e varandas urbanas constitui a primeira linha de defesa caso o comércio entre em colapso.</figcaption></figure><p>Para a investigação, recolheram os dados geográficos, demográficos e relativos aos solos da cidade de Palmerston North, com 90 000 habitantes, situada a 140 km de Wellington.</p><div class="texto-destacado">A partir desse modelo, calcularam a quantidade exata de calorias e proteínas necessárias para manter viva toda a população, utilizando apenas recursos locais.</div><p>Uma das contribuições mais interessantes do estudo é o <strong>cálculo do espaço físico real de que cada habitante necessita</strong>. O modelo matemático determinou que, em condições climáticas normais, cada pessoa necessita de aproximadamente <strong>115 metros quadrados</strong> de cultivo periurbano para satisfazer as suas necessidades nutricionais básicas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/autosuficiencia-revelan-que-vegetales-deberiamos-plantar-para-sobrevivir-a-un-colapso-del-planeta-1783342806558.jpg" data-image="bgvf6nhk4ajn" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>De acordo com o estudo, uma cidade de média dimensão tem capacidade para alimentar todos os seus habitantes se aproveitar os seus próprios terrenos.</figcaption></figure><p>Segundo os investigadores, se esta escala for transposta para uma cidade de tamanho médio, um município necessitaria de um anel agrícola periférico com pouco mais de 1 100 hectares. Este número demonstra que <strong>a autossuficiência é geograficamente possível, desde que os governos locais protejam os solos</strong> férteis em torno dos centros urbanos e evitem que sejam absorvidos pela construção de habitações ou complexos industriais.</p><p>Para chegar a estas conclusões, os especialistas conduziram a sua análise dividindo a resposta em <strong>dois cenários climáticos específicos com os quais trabalharam</strong> ao longo de toda a investigação.</p><h2>Cenário 1: o colapso do comércio com condições meteorológicas normais</h2><p>Se a catástrofe paralisar os transportes, mas o clima se mantiver estável, o estudo defende que a estratégia ideal deve dividir-se em duas frentes coordenadas: <strong>o centro urbano e as zonas periféricas</strong>.</p><p><strong>No coração da cidade (ervilhas)</strong>: os parques, jardins e varandas urbanas devem ser cobertos de ervilhas. De acordo com o relatório, estas são uma excelente fonte de proteínas, fixam azoto no solo de forma natural e aproveitam muito bem os espaços reduzidos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/autosuficiencia-revelan-que-vegetales-deberiamos-plantar-para-sobrevivir-a-un-colapso-del-planeta-1783342993537.jpg" data-image="jqjcllzmasb8" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>As ervilhas secas forneceriam as proteínas necessárias para fazer face ao isolamento alimentar nas cidades.</figcaption></figure><p>Os cientistas esclarecem que a ideia é consumi-las secas (como ervilhas partidas), o que facilita o seu armazenamento a longo prazo. No entanto, o espaço urbano é limitado. O estudo calcula que, <strong>mesmo utilizando-o a 100%, só seria possível alimentar 20% dos cidadãos</strong>.</p><p>Na periferia, batatas: <strong>para os restantes 80% da população, os autores determinaram que a solução se encontra nos limites da cidade</strong>. O anel agrícola exterior deveria dedicar-se inteiramente à batata, apontada pela investigação como a cultura com maior rendimento calórico por hectare.</p><h2>Cenário 2: o inverno nuclear (frio e escuridão)</h2><p>O segundo cenário hipotético <strong>prevê que o desastre bloqueie a luz solar e faça as temperaturas descerem drasticamente</strong>. Num contexto de inverno permanente, as batatas e as ervilhas morrem devido às geadas.</p><p>As prioridades agrícolas, portanto, transformam-se completamente.</p><p>Dentro da cidade: devem ser priorizados vegetais de folha e raiz resistentes ao frio extremo, <strong>especificamente os espinafres e a beterraba forrageira</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/autosuficiencia-revelan-que-vegetales-deberiamos-plantar-para-sobrevivir-a-un-colapso-del-planeta-1783343236193.jpg" data-image="s1x411b8q2zr" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>O trigo e a beterraba sacarina completam a ração básica necessária para sobreviver a um colapso global.</figcaption></figure><p>Nos arredores: a sobrevivência dependeria de uma combinação matemática exata que os autores calcularam. <strong>97% da área periférica deveria ser destinada ao trigo para garantir a base calórica</strong>. Os restantes 3% são reservados para a cenoura, essencial para fornecer a vitamina A de que o corpo necessita.</p><h2>O fim da pecuária tradicional</h2><p>A investigação analisa também o que aconteceria aos animais de criação num contexto de isolamento total. A conclusão dos cientistas é categórica: <strong>manter gado para a produção de carne ou leite é inviável</strong>. Segundo o relatório, os animais consomem demasiados recursos e convertem a energia vegetal em calorias para consumo humano de forma muito ineficiente.</p><p>Numa situação de emergência, o estudo conclui que as pastagens teriam de ser imediatamente reconvertidas em zonas de cultivo agrícola direto. <strong>A dieta humana passaria a ser estritamente vegetariana</strong>, uma vez que o solo disponível deve ser utilizado exclusivamente para produzir alimentos que vão diretamente do sulco para o prato, sem intermediários de quatro patas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/autosuficiencia-revelan-que-vegetales-deberiamos-plantar-para-sobrevivir-a-un-colapso-del-planeta-1783343460207.jpg" data-image="3stcunyn2acc" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>O estudo identificou quais são as únicas culturas capazes de evitar a fome no caso de um colapso global.</figcaption></figure><p>O estudo esclarece que <strong>a teoria é perfeita no papel, mas a prática apresenta desafios gigantescos</strong> numa crise real. Segundo os investigadores, a transição para uma agricultura de emergência requer planeamento prévio.</p><p>O sucesso dependerá da constituição de bancos de sementes locais e da previsão de alternativas energéticas, como pequenas culturas de colza para biocombustível, que permitam fazer funcionar a maquinaria caso haja escassez de petróleo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776209" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/as-fazendas-na-amazonia-que-desafiam-a-agricultura-moderna-e-reforcam-conservacao-da-floresta.html" title="As 'fazendas' na Amazónia que desafiam a agricultura moderna e reforçam a conservação da floresta">As 'fazendas' na Amazónia que desafiam a agricultura moderna e reforçam a conservação da floresta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/as-fazendas-na-amazonia-que-desafiam-a-agricultura-moderna-e-reforcam-conservacao-da-floresta.html" title="As 'fazendas' na Amazónia que desafiam a agricultura moderna e reforçam a conservação da floresta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-fazendas-na-amazonia-que-desafiam-a-agricultura-moderna-e-reforcam-conservacao-da-floresta-1782680920449_320.jpg" alt="As 'fazendas' na Amazónia que desafiam a agricultura moderna e reforçam a conservação da floresta"></a></article></aside><p>Fatores como <strong>a degradação do solo urbano</strong> ou as dificuldades na distribuição de água quando a rede elétrica está em falha são variáveis críticas que a análise destaca.</p><p>Ainda assim, esta investigação demonstra que <strong>as cidades têm um potencial de resiliência muito maior do que imaginamos</strong>. Aprender a cuidar de alguns vasos de plantas hoje é o primeiro passo para construir um futuro mais autossuficiente.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Boyd%20M%2C%20Wilson%20N" data-year="2025" data-title="Resilience%20to%20abrupt%20global%20catastrophic%20risks%20disrupting%20trade%3A%20Combining%20urban%20and%20near-urban%20agriculture%20in%20a%20quantified%20case%20study%20of%20a%20globally%20median-sized%20city" data-url="https%3A%2F%2Fwww.researchgate.net%2Fpublication%2F391525019_Resilience_to_abrupt_global_catastrophic_risks_disrupting_trade_Combining_urban_and_near-urban_agriculture_in_a_quantified_case_study_of_a_globally_median-sized_city">Boyd M, Wilson N. (2025). <a href="https://www.researchgate.net/publication/391525019_Resilience_to_abrupt_global_catastrophic_risks_disrupting_trade_Combining_urban_and_near-urban_agriculture_in_a_quantified_case_study_of_a_globally_median-sized_city" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Resilience to abrupt global catastrophic risks disrupting trade: Combining urban and near-urban agriculture in a quantified case study of a globally median-sized city</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/os-vegetais-que-deviamos-plantar-para-sobreviver-a-um-colapso-do-planeta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como a cidade de Beja vai desafiar o calor e criar uma rede pioneira de abrigos climáticos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-a-cidade-de-beja-vai-desafiar-o-calor-e-criar-uma-rede-pioneira-de-abrigos-climaticos.html</link><pubDate>Fri, 10 Jul 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Partindo de escassos dois por cento de área verde, a capital do Baixo Alentejo alia-se ao Fundo Ambiental para acelerar uma rede de refúgios térmicos.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/como-a-cidade-de-beja-vai-desafiar-o-calor-e-criar-uma-rede-pioneira-de-abrigos-climaticos-1783687512992.jpg" data-image="85mou7pre5cm" alt="Cidade de Beja" title="Cidade de Beja"><figcaption>A escassa cobertura arbórea agrava o stress térmico em Beja, tornando urgente a criação de refúgios verdes contra o calor. Foto: Vítor Oliveira, de Torres Vedras, Portugal, CC BY-SA 2.0, Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>Quem cresceu nas planícies do <strong>Baixo Alentejo</strong> conhece bem o silêncio pesado que se instala quando o termómetro ultrapassa os 40 graus. Os residentes de <strong>Beja</strong> desenvolveram, ao longo de gerações, uma resiliência cultural única, forçosamente condicionada por <strong>verões tórridos</strong> que fazem parte da sua própria identidade. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O aquecimento global, no entanto, alterou as regras do jogo. Os picos térmicos tornaram-se mais agressivos e a resistência histórica dos habitantes já não basta para proteger uma comunidade cada vez mais envelhecida, na qual grande parte dos habitantes supera os 65 anos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Para proteger a população, são necessárias respostas imediatas que não se compadecem com demoras burocráticas. A estratégia para mudar este destino ganhou forma esta semana através de um protocolo assinado entre a autarquia, o Fundo Ambiental e a Agência para o Clima. </p><p>O objetivo consiste na instalação acelerada de uma <strong>rede de abrigos climáticos</strong> que servirá de <strong>modelo</strong> para o resto do país. Beja assume o desafio de converter as suas debilidades num caso de estudo, mostrando que a adaptação ecológica pode avançar sem o peso da lentidão administrativa.</p><h2>A ilha de calor na malha urbana</h2><p>O ponto de partida deste plano contrasta fortemente com o objetivo final. Beja apresenta um indicador crítico que fundamenta a urgência da intervenção. O seu <strong>coberto arbóreo</strong> urbano não vai além de escassos <strong>dois por cento</strong>. Este número situa-se <strong>cinco vezes abaixo do limiar mínimo</strong> de dez por cento exigido pelo Regulamento Europeu do Restauro da Natureza. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Sem copas de árvores suficientes para criar sombras contínuas ou arrefecer o solo, o asfalto retém a radiação solar e transforma a cidade numa imensa ilha de calor.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Beja irá partir praticamente do zero para inverter a escassez de vegetação. A autarquia prepara a <strong>plantação imediata de 270 novas árvores</strong>, às quais se somam dezenas de exemplares a instalar em caldeiras atualmente desprovidas de arvoredo. A meta consiste em desimpermeabilizar os solos, recuperar a circulação da água e devolver a biodiversidade ao tecido urbano diário.</p><h2>O rigor da meta nórdica no Alentejo</h2><p>A estratégia assenta na célebre <strong>regra 3-30-300</strong>, desenvolvida pelo especialista norueguês Cecil Konijnendijk em 2021. A fórmula estabelece diretrizes simples para promover comunidades mais saudáveis. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A partir de qualquer janela residencial devem avistar-se pelo menos três árvores, a área envolvente precisa de manter 30 por cento de coberto vegetal e nenhum cidadão deve morar a mais de 30 metros de um parque.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Adaptar este modelo internacional à realidade alentejana representa um esforço de engenharia verde sem precedentes. A implementação da rede prevê <strong>corredores pedonais</strong> <strong>sombreados</strong>, o reforço da <strong>arborização em praças e avenidas</strong> e o acompanhamento próximo dos cidadãos idosos em situação de isolamento social.</p><h2>Um corredor de frescura à escala humana</h2><p>O coração pulsante deste projeto reside na requalificação do Jardim Público da cidade. A intervenção pretende dotar o espaço de vegetação densa, superfícies permeáveis, pontos de água e mobiliário construído com materiais não condutores de calor. O objetivo técnico é alcançar uma <strong>redução da temperatura ambiente em até cinco graus</strong> no interior do parque em comparação com o resto da mancha urbana.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/como-a-cidade-de-beja-vai-desafiar-o-calor-e-criar-uma-rede-pioneira-de-abrigos-climaticos-1783687922020.jpg" data-image="ht7uhcw6sj76" alt="Jardim Puúblico de Beja" title="Jardim Puúblico de Beja"><figcaption>O Jardim Público de Beja será intervencionado com nova vegetação e sombreamento para reduzir a temperatura em cinco graus. Foto: Município de Beja</figcaption></figure><p>Além da intervenção no jardim central, a empreitada estende-se ao longo de 12 hectares de espaço natural e contempla a recuperação de dois quilómetros e meio do <strong>Barranco Poço dos Frangos</strong>, uma linha de água vital que cruza o concelho. A <strong>climatização de edifícios públicos, como bibliotecas e centros culturais</strong>, garante igualmente pontos de alívio térmico acessíveis durante as horas de maior calor.</p><h2>Um modelo de rápida execução para o país</h2><p>A iniciativa impulsionada na capital do Baixo Alentejo ambiciona servir de <strong>modelo replicável </strong>para outros municípios portugueses que enfrentam o agravamento do clima. O plano pretende demonstrar que a falta histórica de áreas verdes pode ser revertida com <strong>planeamento focado e vontade política</strong>, sem exigir décadas de espera para gerar impacto real na vida das pessoas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="669621" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-recorrencia-de-fenomenos-meteorologicos-extremos-esta-a-mudar-as-nossas-vidas-abrigos-e-refugiados-climaticos-eventos-extremos.html" title="A recorrência de fenómenos meteorológicos extremos está a mudar as nossas vidas: abrigos e refugiados climáticos">A recorrência de fenómenos meteorológicos extremos está a mudar as nossas vidas: abrigos e refugiados climáticos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-recorrencia-de-fenomenos-meteorologicos-extremos-esta-a-mudar-as-nossas-vidas-abrigos-e-refugiados-climaticos-eventos-extremos.html" title="A recorrência de fenómenos meteorológicos extremos está a mudar as nossas vidas: abrigos e refugiados climáticos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/refugios-y-refugiados-climaticos-1722195524644_320.jpg" alt="A recorrência de fenómenos meteorológicos extremos está a mudar as nossas vidas: abrigos e refugiados climáticos"></a></article></aside><p>Adaptar as cidades à nova realidade meteorológica tornou-se um imperativo de saúde pública. Ao querer transformar ruas expostas à radiação solar em caminhos sombreados e edifícios em refúgios, <strong>Beja pretende provar que é possível mudar o destino</strong> de um concelho e garantir que a população continua a habitar o espaço público com qualidade de vida, segurança e frescura.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="R%C3%A1dio%20Vidigueira" data-year="" data-title="Beja%20vai%20ter%20ref%C3%BAgio%20clim%C3%A1tico" data-url="https%3A%2F%2Fradiovidigueira.pt%2Fbeja-vai-ter-refugio-climatico%2F">Rádio Vidigueira. <a href="https://radiovidigueira.pt/beja-vai-ter-refugio-climatico/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Beja vai ter refúgio climático</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-a-cidade-de-beja-vai-desafiar-o-calor-e-criar-uma-rede-pioneira-de-abrigos-climaticos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Astrofísico Zeus Valtierra explica o que são os asteroides troianos e porque orbitam ao lado dos planetas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astrofisico-zeus-valtierra-explica-o-que-sao-os-asteroides-troianos-e-porque-orbitam-ao-lado-dos-planetas.html</link><pubDate>Fri, 10 Jul 2026 15:37:18 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Os asteroides troianos pertencem ao cinturão principal de asteroides, situado entre Marte e Júpiter. Devido à gravidade de Júpiter, estes asteroides acompanham o planeta, tanto à sua frente como atrás dele, atuando como "pastores", explicou Zeus Valtierra, especialista da Meteored.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-son-los-asteroides-troyanos-y-por-que-viajan-con-los-planetas-1782796744243.jpg" data-image="6j2fkzoiklym" alt="Most asteroids have irregular shapes, although some are nearly spherical and often feature pits or craters." title="Most asteroids have irregular shapes, although some are nearly spherical and often feature pits or craters."><figcaption>A maioria dos asteroides tem formas irregulares, embora alguns sejam quase esféricos e apresentem frequentemente depressões ou crateras.</figcaption></figure><p>Hoje, vamos explorar um dos maiores mistérios do cosmos com o <strong>especialista espacial da Meteored,</strong> <strong>Zeus Valtierra</strong>, astrofísico da UNAM, para explicar um fenómeno fascinante que pode parecer ficção científica, mas que, na verdade, faz parte do delicado equilíbrio do nosso sistema solar: os asteroides troianos.</p><p>Mas, primeiro, vamos falar sobre os próprios asteroides. De acordo com a NASA, os asteroides, por vezes chamados de planetas menores, são <strong>vestígios rochosos e sem atmosfera que sobraram da formação inicial do nosso sistema solar</strong>, há cerca de 4,6 mil milhões de anos.</p><div class="texto-destacado">A maioria orbita o Sol entre Marte e Júpiter, dentro do cinturão principal de asteroides, e variam muito em tamanho. Enquanto o maior, Vesta, tem cerca de 530 quilómetros de diâmetro, outros têm menos de 10 metros de diâmetro. A massa combinada de todos os asteroides é ainda menor do que a da Lua da Terra.</div><p>Por vezes, os asteroides e os cometas são empurrados para a vizinhança da Terra pela gravidade de planetas próximos. <strong>Estes objetos são conhecidos como Objetos Próximos da Terra (NEO, sigla em inglês)</strong>. Cerca de 99 por cento de todos os NEO's são asteroides. A sua aproximação máxima ao Sol é inferior a 1,3 vezes a distância da Terra ao Sol.</p><h2>De que são feitos os asteroides?</h2><p><strong>A maioria dos asteroides tem formas irregulares, embora alguns sejam quase esféricos e apresentem frequentemente cavidades ou crateras de impacto</strong>. À medida que percorrem órbitas elípticas em torno do Sol, os asteroides também rodam, por vezes de forma bastante caótica, girando sobre si próprios enquanto se deslocam pelo espaço.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ao longo dos anos, inúmeros filmes retrataram impactos catastróficos de asteroides e até mesmo o fim do mundo. Na realidade, porém, é extremamente improvável que um asteroide suficientemente grande para causar danos generalizados atinja a Terra nos próximos 100 anos — ou mais.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Esta conclusão provém de cientistas do Centro de Estudos de Objetos Próximos da Terra (CNEOS) da NASA, no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), no sul da Califórnia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-son-los-asteroides-troyanos-y-por-que-viajan-con-los-planetas-1782796264303.jpg" data-image="qvce91dbanqp" alt="As astronomers continue discovering asteroids hidden in Jupiter's Lagrange points, they name them after heroes of the Trojan War." title="As astronomers continue discovering asteroids hidden in Jupiter's Lagrange points, they name them after heroes of the Trojan War."><figcaption>À medida que os astrónomos continuam a descobrir asteroides escondidos nos pontos de Lagrange de Júpiter, dão-lhes nomes de heróis da Guerra de Tróia.</figcaption></figure><p>A maioria dos objetos que entram na atmosfera terrestre tem <strong>apenas pouco mais de um metro de diâmetro</strong> e entra na atmosfera terrestre várias vezes por ano sem causar quaisquer danos.</p><h2>Zeus Valtierra explica os asteroides troianos</h2><p><strong>Estes asteroides pertencem ao cinturão principal de asteroides, situado entre Marte e Júpiter</strong>. Devido à gravidade de Júpiter, eles viajam ao lado do planeta gigante, tanto à sua frente como atrás dele, atuando como "pastores", explicou o astrofísico Zeus Valtierra, da Meteored.</p><p>Agora, um pouco de história. Segundo a NASA, <strong>a 22 de fevereiro de 1906, o</strong> <strong>astrofotógrafo alemão Max Wolf</strong> ajudou a redefinir, mais uma vez, a nossa compreensão do sistema solar. Ele descobriu um <strong>asteroide com uma órbita particularmente invulgar</strong>. À medida que Júpiter se movia em torno do Sol, o asteroide permanecia à frente do planeta gigante, como se estivesse, de alguma forma, preso na órbita de Júpiter.</p><p>O astrónomo alemão Adolf Berberich reparou que o asteroide se encontrava quase 60 graus à frente de Júpiter. Essa posição específica lembrou ao astrónomo sueco Carl Charlier <strong>um comportamento invulgar previsto mais de um século antes</strong> pelo matemático ítalo-francês Joseph-Louis Lagrange.</p><p>Lagrange propôs que, <strong>se um pequeno corpo, como um asteroide, fosse colocado num dos dois pontos estáveis da órbita de um planeta em torno do Sol</strong> — conhecidos como pontos de Lagrange L4 e L5 —, permaneceria numa posição estável em relação ao planeta devido às forças gravitacionais combinadas do planeta e do Sol.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Assim que três destes asteroides, que ocupavam os pontos de Lagrange, foram descobertos, os astrónomos começaram a questionar-se sobre como lhes dar um nome.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Naquela época, à maioria dos asteroides eram atribuídos nomes de mulheres da mitologia grega ou romana, a menos que as suas órbitas fossem especialmente invulgares. Uma vez que estes objetos se enquadravam certamente nessa descrição, o astrónomo austríaco Johann Palisa sugeriu batizá-los de <strong>Aquiles, Pátroclo e Heitor, em homenagem às personagens da <em>Ilíada</em> de Homero</strong>.</p><p>Aquiles era o herói grego quase invencível (exceto pelo seu famoso calcanhar), enquanto Pátroclo era o seu companheiro mais próximo. Heitor, o príncipe troiano, acabou por matar Pátroclo, e Aquiles vingou o seu amigo matando Heitor. <strong>Os asteroides recém-descobertos receberiam todos nomes inspirados na Ilíada</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769999" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-novo-el-dorado-esta-no-espaco-os-asteroides-troianos-e-a-corrida-pelos-recursos.html" title="O novo 'El Dorado' está no espaço: os asteroides troianos e a corrida pelos recursos">O novo "El Dorado" está no espaço: os asteroides troianos e a corrida pelos recursos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-novo-el-dorado-esta-no-espaco-os-asteroides-troianos-e-a-corrida-pelos-recursos.html" title="O novo 'El Dorado' está no espaço: os asteroides troianos e a corrida pelos recursos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/il-nuovo-el-dorado-e-nello-spazio-gli-asteroidi-troiani-e-la-corsa-alle-risorse-1776847932395_320.jpeg" alt="O novo 'El Dorado' está no espaço: os asteroides troianos e a corrida pelos recursos"></a></article></aside><p>À medida que os astrónomos continuavam a descobrir <strong>asteroides escondidos nos pontos de Lagrange de Júpiter</strong>, deram-lhes <strong>nomes de heróis da Guerra de Tróia</strong>, tendo-se tornado conhecidos como<strong> "asteroides troianos"</strong>.</p><p>O termo "asteroides troianos" acabou por passar a designar os asteroides que ocupam os pontos de Lagrange estáveis de qualquer planeta, embora os nomes da Ilíada continuem reservados para os asteroides troianos de Júpiter.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astrofisico-zeus-valtierra-explica-o-que-sao-os-asteroides-troianos-e-porque-orbitam-ao-lado-dos-planetas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item></channel></rss>