<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Wed, 30 Sep 2026 12:00:12 +0000</lastBuildDate><pubDate>Wed, 30 Sep 2026 12:00:12 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[NASA investiga como o espaço transforma o corpo humano]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nasa-investiga-como-o-espaco-transforma-o-corpo-humano.html</link><pubDate>Wed, 30 Sep 2026 08:45:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A NASA vai estudar como a microgravidade transforma o corpo humano, procurando respostas que poderão ser essenciais para futuras viagens à Lua e a Marte. Venha descobrir mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nasa-investiga-como-o-espaco-transforma-o-corpo-humano-1790666364960.jpg" data-image="fvbt2vrbsqjl" alt="Missão no espaço" title="Missão no espaço"><figcaption>A bordo da Estação Espacial Internacional, os astronautas ajudam a estudar como a microgravidade altera o organismo humano, fornecendo dados essenciais para preparar futuras missões espaciais de longa duração.</figcaption></figure><p>Viajar para o espaço não significa apenas enfrentar a ausência de gravidade. Para o corpo humano, permanecer durante meses em órbita representa uma <strong>transformação profunda</strong>, com efeitos na circulação sanguínea, visão, equilíbrio e desempenho físico.</p><p>É precisamente para compreender melhor essas alterações que a NASA vai aproveitar a <strong>missão Crew-13</strong> para realizar uma série de <strong>estudos médicos a bordo</strong> da Estação Espacial Internacional.</p><p>Prevista para levar quatro astronautas até à estação, a missão inclui uma <strong>investigação conjunta entre a NASA e a Agência Espacial Europeia (ESA)</strong> dedicada à circulação do sangue e à formação de coágulos.</p><p>O estudo, denominado <em>Venous Haemostasis</em>, procura compreender de que forma a <strong>microgravidade altera o fluxo sanguíneo</strong> e porque é que alguns astronautas poderão ser mais vulneráveis do que outros.</p><h2>O sangue comporta-se de outra forma no espaço</h2><p>Segundo um artigo publicado na revista online <em>PHYSORGN</em>, na Terra, a <strong>gravidade ajuda a manter os fluidos corporais distribuídos pelo organismo</strong>. Em microgravidade, essa dinâmica muda, o sangue e outros líquidos podem deslocar-se em direção à parte superior do corpo, alterando o funcionamento normal do sistema circulatório.</p><p>Para acompanhar estas mudanças, os astronautas serão submetidos, <strong>antes, durante e depois da missão, a exames</strong> como ressonâncias magnéticas, ecografias da veia jugular, medições da pressão arterial e análises ao sangue.</p><p>Os dados poderão <strong>ajudar a identificar fatores de risco e a desenvolver medidas preventivas</strong> para futuras missões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nasa-investiga-como-o-espaco-transforma-o-corpo-humano-1790666414986.jpg" data-image="a4c570uf1b1j" alt="Saúde no espaço" title="Saúde no espaço"><figcaption>A astronauta da NASA Anne McClain auxilia o astronauta Jonny Kim durante uma ecografia a bordo da Estação Espacial Internacional. Fonte: NASA</figcaption></figure><p>A investigação poderá ainda ter consequências muito para além da exploração espacial. Os cientistas esperam que o <strong>conhecimento adquirido sobre os coágulos sanguíneos </strong>possa contribuir para compreender melhor a sua prevenção e tratamento também na Terra.</p><h2>O regressar à Terra é também um desafio</h2><p>Um outro estudo vai <strong>analisar uma capacidade que pode ser decisiva durante uma aterragem</strong>, pilotar uma nave depois de passar longos períodos em microgravidade.</p><div class="texto-destacado"><strong>"No espaço, a ausência de peso pode perturbar o fluxo normal do sangue nas veias dos astronautas?"</strong><br>Jason Lytle, um dos principais investigadores do estudo e investigador cardiovascular no Johnson Space Center da NASA, em Houston. </div><p>Os astronautas irão <strong>realizar simulações de aterragem lunar</strong> para avaliar a forma como as alterações nos sistemas sensoriais, na orientação e no controlo dos movimentos podem afetar a tomada de decisões.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="729162" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/como-o-fisico-dos-astronautas-muda-apos-voltar-do-espaco-nasa-explica-os-efeitos-da-microgravidade.html" title="Como o físico dos astronautas muda após voltar do espaço: NASA explica os efeitos da microgravidade">Como o físico dos astronautas muda após voltar do espaço: NASA explica os efeitos da microgravidade</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/como-o-fisico-dos-astronautas-muda-apos-voltar-do-espaco-nasa-explica-os-efeitos-da-microgravidade.html" title="Como o físico dos astronautas muda após voltar do espaço: NASA explica os efeitos da microgravidade"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-cambia-el-fisico-de-los-astronautas-tras-regresar-del-espacio-la-nasa-explica-los-efectos-de-la-microgravedad-1757512629031_320.jpg" alt="Como o físico dos astronautas muda após voltar do espaço: NASA explica os efeitos da microgravidade"></a></article></aside><p>Os investigadores querem perceber se sessões de treino realizadas pouco antes da aterragem podem <strong>ajudar a recuperar essas capacidades</strong>.</p><h2>Proteger os olhos e manter o corpo ativo</h2><p>A visão também está no centro da investigação. A NASA continuará o estudo <em>B-Complex</em>, que procura determinar se a <strong>toma diária de vitaminas do complexo B pode ajudar a reduzir os efeitos da chamada síndrome neuro-ocular </strong>associada aos voos espaciais, uma condição que pode provocar alterações na estrutura dos olhos durante missões prolongadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nasa-investiga-como-o-espaco-transforma-o-corpo-humano-1790666504358.jpg" data-image="4ra9lvr25f1e" alt="Crew-13" title="Crew-13"><figcaption>Os membros da missão SpaceX Crew-13, vestidos com os seus fatos pressurizados, estão sentados no interior de uma réplica da nave Dragon durante uma sessão de treino antes do voo, na sede da empresa, em Hawthorne, na Califórnia. Fonte:PHYSORGN </figcaption></figure><p>Ao mesmo tempo, os investigadores vão comparar diferentes rotinas de exercício físico. Um dos estudos pretende perceber <strong>que impacto tem a utilização da passadeira na saúde e no desempenho dos astronautas</strong>, informação particularmente importante para futuras missões em que o espaço disponível poderá limitar a utilização de equipamentos de exercício.</p><h2>Preparar o caminho para a Lua e Marte</h2><p>Por detrás de todas estas experiências existe um objetivo maior que passa por <strong>descobrir como manter seres humanos saudáveis durante viagens cada vez mais longas</strong> e distantes da Terra.</p><p>A NASA considera estes estudos importantes para <strong>preparar as futuras missões</strong> <em>Artemis</em>, a permanência humana na Lua e, mais tarde, possíveis expedições a Marte. Quanto maior for a distância, menor será a possibilidade de recorrer rapidamente a equipas médicas na Terra.</p><p>A Crew-13 mostra, assim, que para explorar o espaço também é necessário <strong>compreender profundamente o organismo humano e descobrir como protegê-lo </strong>quando a gravidade, o ambiente e as condições de vida deixam de ser os mesmos que conhecemos no nosso planeta.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Monica%20Edwards" data-year="2026" data-title="NASA%20to%20study%20human%20health%20and%20performance%20during%20Crew-13%20mission" data-url="https%3A%2F%2Fphys.org%2Fnews%2F2026-09-nasa-human-health-crew-mission.html">Monica Edwards. (2026). <a href="https://phys.org/news/2026-09-nasa-human-health-crew-mission.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">NASA to study human health and performance during Crew-13 mission</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nasa-investiga-como-o-espaco-transforma-o-corpo-humano.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vernalização: o frio de que algumas plantas precisam para florir]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/vernalizacao-o-frio-de-que-algumas-plantas-precisam-para-florir.html</link><pubDate>Wed, 30 Sep 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Semeou cenouras cedo de mais e, em vez de raiz, apareceu uma haste com flores. Não foi azar nem má semente. A planta contou o frio que passou e decidiu que já era primavera.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/vernalizacao-o-frio-de-que-algumas-plantas-precisam-para-florir-1790350118748.png" data-image="p6onixburb5w"><figcaption>Couve coberta de geada, uma das culturas que precisa de semanas de frio para chegar a florir.</figcaption></figure><p>Há uma coisa que quem tem horta observa todos os anos sem lhe saber o nome. Certas plantas, por muito bem tratadas que sejam, <strong>recusam-se a florir enquanto não passarem um inverno</strong>. E outras, se apanharem frio na altura errada, florescem quando menos nos convém.</p><p><strong>É o mesmo mecanismo nos dois casos</strong>, e tem tudo a ver com a forma como a planta mede o tempo que passa.</p><h2>O frio funciona como calendário</h2><p>Uma planta que dependesse da temperatura de um dia qualquer para decidir quando florir enganava-se com facilidade, porque há sempre dias quentes no inverno e dias frescos no verão. Por isso, várias espécies usam um sinal muito mais fiável: <strong>o frio acumulado ao longo de semanas seguidas</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong> Vernalização-</strong> Período prolongado de frio que algumas plantas precisam de viver para ficarem aptas a florir. Tipicamente são quatro a oito semanas com temperaturas entre os zero e os dez graus, consoante a espécie e a variedade. Sem esse frio, a planta continua a crescer em folha e nunca sobe a flor.</div><p>O nome vem do latim e refere-se justamente à primavera. A ideia é essa: o frio não faz a planta florir de imediato, <strong>faz com que ela fique preparada para florir quando os dias voltarem a aquecer e a alongar</strong>.</p><h2>Não confundir com as horas de frio das árvores</h2><p><strong>Esta é a confusão mais comum, e vale a pena arrumá-la de vez</strong>.</p><p>As macieiras, as cerejeiras e os pessegueiros também precisam de frio no inverno, mas por outro motivo. Estão sem folhas, paradas, e o frio serve para as acordar do repouso. Chama-se a isso necessidade em horas de frio e diz respeito à quebra da dormência.</p><p><strong>A vernalização é outra coisa</strong>. Acontece em plantas que estão vivas e em folha, e não serve para as acordar, serve para lhes dar autorização para florir.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Nas árvores, o frio serve para acordar a planta. Nas hortícolas, serve para lhe dar autorização para florir. São mecanismos diferentes.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><h2>Quem precisa de frio, e para quê</h2><p>As culturas da horta têm necessidades de temperatura diferentes e essa informação deve estar presente na sua mente antes de decidir o que cultivar. <strong>Na tabela abaixo</strong> pode encontrar as necessidades de cada cultura relativamente à temperatura, efeitos na cultura e "eventos" seguintes.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Cultura</p></th><th scope="col"><p>Frio necessário</p></th><th scope="col"><p>O que acontece depois</p></th><th scope="col"><p>Interessa-nos?</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Cenoura</p></td><td><p>Várias semanas abaixo de 10 ºC</p></td><td><p>Sobe a semente na primavera</p></td><td><p>Só para guardar semente</p></td></tr><tr><td><p>Beterraba</p></td><td><p>Semelhante à cenoura</p></td><td><p>Sobe a semente</p></td><td><p>Só para semente</p></td></tr><tr><td><p>Cebola</p></td><td><p>Frio com a planta já desenvolvida</p></td><td><p>Sobe a semente e o bolbo não presta</p></td><td><p>Nunca</p></td></tr><tr><td><p>Couve-flor de inverno</p></td><td><p>Período de frio moderado</p></td><td><p>Forma a inflorescência que se come</p></td><td><p>Sempre</p></td></tr><tr><td><p>Couves para semente</p></td><td><p>Um inverno completo</p></td><td><p>Florescem no segundo ano</p></td><td><p>Sim, para semente</p></td></tr><tr><td><p>Centeio e trigo de inverno</p></td><td><p>Quatro a oito semanas de frio</p></td><td><p>Espigam na primavera seguinte</p></td><td><p>Sempre</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="4">Valores indicativos de exigências de frio de algumas culturas da horta. Fonte: elaboração própria.</td></tr></tbody></table><p><strong>Repare na coluna da direita</strong>. Nas plantas de que comemos a raiz ou o bolbo, a floração é o pior que pode acontecer, porque a planta passa a investir tudo na semente e a parte que nos interessa fica fibrosa e sem qualidade. Nas couves-flor e nos cereais de inverno, é exatamente o contrário: sem frio não há colheita nenhuma.</p><h2>Quando o frio se torna um problema</h2><p>Aqui está a parte prática que explica muitos fracassos de horta.</p><p>Se semear cenouras, beterrabas ou cebolas demasiado cedo, as plantas chegam ao inverno já crescidas. Apanham o frio todo, ficam vernalizadas, e na primavera seguinte fazem o que a natureza manda: <strong>sobem a flor em vez de engrossar</strong>.</p><p>O mesmo acontece com as couves plantadas cedo de mais, que em vez de repolhar sobem a semente logo em março.</p><h2>A data de sementeira é que decide tudo</h2><p>E porque é que umas plantas vernalizam e outras não, se todas passaram o mesmo inverno? <strong>Porque não basta o frio, é preciso que a planta tenha tamanho para o sentir</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vernalizacao-o-frio-de-que-algumas-plantas-precisam-para-florir-1790350227351.png" data-image="79ja1hgkkdrx"><figcaption>Plantas ainda pequenas de mais para registarem o frio, a razão pela qual as datas de sementeira contam.</figcaption></figure><p><strong>Existe uma fase inicial de vida em que a planta é simplesmente incapaz de responder ao frio, por muito que ele seja</strong>. Só a partir de um certo desenvolvimento, que nas cebolas corresponde a um caule com meio centímetro de espessura e nas couves a um valor parecido, é que o sinal começa a ser registado.</p><p>É por isso que as datas de sementeira, que parecem tradição sem explicação, são afinal cálculo puro. <strong>Semeia-se numa altura que deixe a planta pequena de mais para vernalizar antes do frio chegar</strong>, mas com tempo suficiente para crescer depois dele.</p><h2>E o frio também se pode perder</h2><p>Fica para o fim o pormenor que menos se conhece e que mais depende do tempo que fizer.</p><p><strong>O frio acumulado não é definitivo</strong>. Se, a meio do processo, vier uma semana de temperaturas altas, parte desse frio é anulado e a contagem recua. Chama-se a isso <strong>desvernalização</strong>, e explica porque é que em invernos irregulares, com períodos amenos pelo meio, <strong>algumas culturas se comportam de forma inesperada</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790028" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/espinafres-e-rucula-as-folhas-que-preferem-o-frio-ao-calor.html" title="Espinafres e rúcula: as folhas que preferem o frio ao calor">Espinafres e rúcula: as folhas que preferem o frio ao calor</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/espinafres-e-rucula-as-folhas-que-preferem-o-frio-ao-calor.html" title="Espinafres e rúcula: as folhas que preferem o frio ao calor"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/espinafres-e-rucula-as-folhas-que-preferem-o-frio-ao-calor-1790147244895_320.png" alt="Espinafres e rúcula: as folhas que preferem o frio ao calor"></a></article></aside><p>Tem também uma <strong>consequência geográfica</strong>. Em zonas de inverno frio e constante, como a <strong>Guarda ou Bragança</strong>, o frio acumula-se sem interrupções e as plantas <strong>vernalizam sem dificuldade</strong>. No Algarve, em <strong>Faro</strong>, há invernos em que certas variedades nunca chegam a reunir frio suficiente, e é por isso que ali se escolhem <strong>variedades com exigências mais baixas</strong>.</p><p>A partir de agora, comece a reparar nas<strong> temperaturas mínimas</strong> da previsão da sua zona. Não é o frio de uma noite que conta, é a soma de semanas seguidas, e é isso que as suas plantas estão a contabilizar em silêncio.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/vernalizacao-o-frio-de-que-algumas-plantas-precisam-para-florir.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Variação das temperaturas em Portugal entre hoje e domingo, 4 de outubro: esta é a evolução prevista]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/variacao-das-temperaturas-em-portugal-entre-hoje-e-domingo-4-de-outubro-esta-e-a-evolucao-prevista.html</link><pubDate>Wed, 30 Sep 2026 06:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal continental terá vários altos e baixos térmicos nos próximos dias. O ar pós-frontal mais fresco dará lugar a uma subida das temperaturas até sexta-feira, antes de um novo arrefecimento no domingo.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbes3ru"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbes3ru.jpg" id="xbes3ru"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois da passagem da frente fria que trouxe chuva, vento e uma mudança do estado do tempo sobretudo às regiões Norte e Centro, <strong>Portugal continental entra agora num período marcado por oscilações significativas das temperaturas</strong>.</p><p>A evolução prevista pelo modelo europeu (ECMWF) mostra um cenário bastante dinâmico entre esta quarta-feira, 30 de setembro, e domingo, 4 de outubro. O <strong>ar pós-frontal mais fresco</strong> dominará inicialmente, mas será substituído por uma massa de ar mais quente nos dias seguintes. No fim de semana, a tendência volta a inverter-se.</p><h2>O ar pós-frontal fará baixar as temperaturas esta quarta-feira</h2><p>A frente fria que atravessou Portugal já praticamente se terá dissipado a partir do início da manhã desta quarta-feira. Contudo, <strong>não é propriamente a frente que está na origem das temperaturas mais baixas</strong>, mas sim a massa de ar mais fresco transportada na sua retaguarda. Simultaneamente, sobre o Atlântico, uma extensa região anticiclónica abrange os Açores e encontra-se associada a ar significativamente mais frio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/variacao-das-temperaturas-em-portugal-entre-hoje-e-domingo-4-de-outubro-esta-e-a-evolucao-prevista-1790706594574.jpg" data-image="z2e5xjfei1id" alt="Ar pós-frontal mais fresco alcançará Portugal esta quarta-feira" title="Ar pós-frontal mais fresco alcançará Portugal esta quarta-feira"><figcaption>Após a passagem da frente, uma massa de ar mais fresco deverá abranger Portugal continental, enquanto uma extensa região anticiclónica se estabelece sobre o Atlântico e os Açores.</figcaption></figure><p>À superfície, os efeitos desta configuração serão evidentes durante a tarde. Pelas 16h, o ECMWF projeta cerca de <strong>20 ºC no Porto, 25 ºC em Lisboa, 21 ºC em Braga e Vila Real e 19 ºC na Guarda</strong>.</p><p>Coimbra deverá rondar os 23 ºC, Castelo Branco os 24 ºC e Évora os 25 ºC. O contraste com algumas áreas do interior espanhol será significativo, onde as temperaturas serão bastante mais elevadas.</p><p>Este cenário, porém, terá pouca duração. <strong>A partir de quinta-feira e, sobretudo, na sexta-feira, as temperaturas voltarão a subir de forma expressiva em grande parte do território</strong>.</p><h2>De 20 para 25 ºC no Norte: sexta-feira trará uma subida significativa</h2><p>A recuperação térmica tornar-se-á bastante evidente na sexta-feira, dia 2. O mapa das 16h mostra temperaturas claramente superiores às registadas à mesma hora de quarta-feira em grande parte do país, sobretudo no Norte e interior.</p><p>No Porto, por exemplo, os valores passarão de cerca de <strong>20 ºC na quarta para 21 ºC na sexta</strong>, mas a subida será bastante mais expressiva noutras regiões. Braga passará de aproximadamente <strong>20 para 25 ºC</strong>, Vila Real de <strong>21 para 25 ºC</strong> e Viseu de <strong>21 para 25 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/variacao-das-temperaturas-em-portugal-entre-hoje-e-domingo-4-de-outubro-esta-e-a-evolucao-prevista-1790706744099.jpg" data-image="rrukjkuta3sc" alt="Sexta-feira poderá trazer 28 a 29 ºC a várias regiões do Centro e Sul" title="Sexta-feira poderá trazer 28 a 29 ºC a várias regiões do Centro e Sul"><figcaption>O ECMWF projeta uma subida generalizada das temperaturas até sexta-feira, com cerca de 28 ºC em Lisboa e Santarém e 29 ºC em Évora e Beja.</figcaption></figure><p>Também no Centro e Sul a subida será evidente. Lisboa poderá atingir cerca de <strong>28 ºC</strong>, tal como Santarém e Castelo Branco, enquanto Évora e Beja deverão rondar os <strong>29 ºC</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791129" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-revela-quanto-se-aproximara-hanna-dos-acores-a-partir-de-quinta-1-preve-se-100-mm-de-chuva-nestas-ilhas.html" title="Alfredo Graça revela quanto se aproximará Hanna dos Açores a partir de quinta 1: prevê-se 100 mm de chuva nestas ilhas">Alfredo Graça revela quanto se aproximará Hanna dos Açores a partir de quinta 1: prevê-se 100 mm de chuva nestas ilhas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-revela-quanto-se-aproximara-hanna-dos-acores-a-partir-de-quinta-1-preve-se-100-mm-de-chuva-nestas-ilhas.html" title="Alfredo Graça revela quanto se aproximará Hanna dos Açores a partir de quinta 1: prevê-se 100 mm de chuva nestas ilhas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-revela-quanto-se-aproximara-hanna-dos-acores-a-partir-de-quinta-1-preve-se-100-mm-de-chuva-nestas-ilhas-1790703405879_320.png" alt="Alfredo Graça revela quanto se aproximará Hanna dos Açores a partir de quinta 1: prevê-se 100 mm de chuva nestas ilhas"></a></article></aside><p>A evolução das anomalias térmicas reforça esta tendência. Na tarde de sexta-feira, grande parte de Portugal continental poderá apresentar <strong>temperaturas superiores ao habitual para a época</strong>, refletindo a substituição do ar pós-frontal mais fresco por uma massa de ar significativamente mais quente.</p><h2>Até 5 ºC acima da média: o calor volta a ganhar terreno na sexta-feira</h2><p>A diferença relativamente ao início do período será particularmente evidente no Norte e Centro. O ECMWF projeta na sexta-feira anomalias positivas de aproximadamente <strong>5 ºC em Viseu, 4 ºC em Braga e Castelo Branco e 3 ºC em Vila Real, Santarém e Lisboa</strong>.</p><p>Évora e Beja também surgem com cerca de <strong>3 ºC acima da média</strong>, mostrando que esta recuperação térmica deverá abranger grande parte do território.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/variacao-das-temperaturas-em-portugal-entre-hoje-e-domingo-4-de-outubro-esta-e-a-evolucao-prevista-1790706839533.jpg" data-image="s2w4owzyuvtp" alt="Temperaturas poderão ficar até 5 ºC acima da média na sexta-feira" title="Temperaturas poderão ficar até 5 ºC acima da média na sexta-feira"><figcaption>A massa de ar mais quente favorecerá anomalias térmicas positivas em grande parte de Portugal, localmente próximas dos +5 ºC no interior Norte e Centro.</figcaption></figure><p>A distribuição das anomalias mostra bem a rapidez desta mudança. Em apenas dois dias, algumas regiões passarão de um ambiente influenciado por ar pós-frontal mais fresco para <strong>temperaturas vários graus superiores à média climatológica</strong>.</p><p>Mas esta subida não será sinónimo de estabilidade atmosférica. Precisamente a partir de sexta-feira, <strong>os aguaceiros poderão regressar a algumas regiões</strong>, acompanhados localmente por trovoada.</p><h2>Domingo trará uma nova descida: até 10 ºC de diferença face a sexta-feira</h2><p>Depois do pico térmico de sexta-feira, a tendência inverter-se-á novamente. No domingo, dia 4, o ECMWF projeta temperaturas bastante mais baixas em grande parte do Norte e Centro.</p><p>Às 16h, o Porto deverá rondar apenas <strong>20 ºC</strong>, Viseu 21 ºC, Coimbra 21 ºC e Castelo Branco 21 ºC. Na Guarda, o modelo projeta apenas cerca de <strong>15 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/variacao-das-temperaturas-em-portugal-entre-hoje-e-domingo-4-de-outubro-esta-e-a-evolucao-prevista-1790707019561.jpg" data-image="0m92cmm5fomw" alt="Uma nova descida térmica marcará o domingo em Portugal" title="Uma nova descida térmica marcará o domingo em Portugal"><figcaption>O ECMWF projeta apenas 15 ºC na Guarda e cerca de 20 a 21 ºC em várias cidades do Norte e Centro na tarde de domingo, após o aquecimento de sexta-feira.</figcaption></figure><p>A descida será particularmente expressiva quando comparada com sexta-feira. Castelo Branco poderá passar de cerca de <strong>28 para 21 ºC</strong>, enquanto Évora descerá de aproximadamente <strong>29 para 20 ºC</strong>. Em Santarém, a diferença poderá rondar os 6 ºC, passando de 28 para 22 ºC.</p><p>Em Évora, portanto, a diferença entre sexta-feira e domingo poderá aproximar-se dos <strong>9 ºC</strong> à mesma hora. Isto ilustra bem a amplitude das oscilações térmicas previstas num intervalo de apenas alguns dias.</p><p>No Sul, a descida também será sentida, embora Beja ainda possa rondar os <strong>26 ºC</strong>. Lisboa deverá ficar próxima dos 25 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/variacao-das-temperaturas-em-portugal-entre-hoje-e-domingo-4-de-outubro-esta-e-a-evolucao-prevista.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como funciona um radar de chuvas? O que é que emite?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-funciona-um-radar-de-chuvas-o-que-ele-emite.html</link><pubDate>Wed, 30 Sep 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Sabe como funciona um radar meteorológico e como este deteta a precipitação? Explicamos-lhe aqui os segredos desta ferramenta de observação indispensável para os meteorologistas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-funciona-un-radar-de-precipitaciones-que-es-lo-que-emite-1730976245972.jpg" data-image="ol5jzle06bfh"><figcaption>Como funciona um radar meteorológico? Quais são os tipos? Aqui vamos responder a estas questões.</figcaption></figure><p>A meteorologia, ciência responsável por estudar e prever o tempo, baseia-se numa tecnologia essencial para detetar e medir precipitação: os <strong>radares meteorológicos</strong>.</p><p>Estes dispositivos, presentes em todo o mundo, são fundamentais para compreender fenómenos atmosféricos e acompanhar a evolução de certos eventos meteorológicos. Como funcionam estes radares? Que tipo de tecnologia utilizam e quais são as suas limitações?</p><p><strong> </strong></p><h2>Funcionamento de radares: ativos e passivos</h2><p>Existem dois tipos principais de radares meteorológicos: ativos e passivos.</p><p>Os<strong> radares ativos</strong>, como os radares de precipitação, <strong>emitem ondas de rádio que são refletidas ao colidir com partículas em suspensão </strong>— como gotas de chuva ou neve — e regressam ao radar. Este eco permite calcular a distância, a intensidade e o tipo de precipitação, oferecendo uma imagem precisa em tempo real.</p><p>Já os<strong> radares passivos não emitem ondas</strong>; apenas captam a radiação natural emitida pelos objetos. Embora sejam úteis para medir temperaturas da superfície ou das nuvens, não são utilizados para a deteção de precipitação.</p><h2>Quais são os seus componentes?</h2><p>Um radar meteorológico possui componentes básicos essenciais para o seu funcionamento. A <strong>antena </strong>é o elemento principal, responsável por emitir e captar ondas de rádio. Esta antena geralmente está situada numa estrutura giratória para ampliar a sua cobertura e captar informações de diferentes direções.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-funciona-un-radar-de-precipitaciones-que-es-lo-que-emite-1730977054848.jpg" data-image="njjrg2k4e3sf"><figcaption>Exemplo de radar meteorológico coberto pelo domo de proteção ("radome").</figcaption></figure><p>Outro componente fundamental é o <strong>transmissor</strong>, que gera os pulsos de rádio que são lançados para o espaço; o recetor, que recolhe o sinal de regresso; e o processador, que converte essas informações em gráficos e imagens de fácil leitura para os meteorologistas.</p><p>Estes elementos geralmente são cobertos por um "<strong>radome</strong>" (radar + dome), uma cúpula protetora que permite que as ondas passem por ela sem interferência, mantendo a antena protegida contra fenómenos climáticos adversos.</p><h2>Como é que o radar deteta as chuvas?</h2><p>A capacidade do radar de detetar as chuvas depende da intensidade do eco que as partículas refletem.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">️Las herramientas de teledetección como los radares y satélites son indispensables en la predicción a corto plazo, observación y en diferentes estudios climáticos y meteorológicos, ¿cómo funcionan? Lo explicamos en este hilo. <a href="https://t.co/SOZKXQItTH">pic.twitter.com/SOZKXQItTH</a></p>— AEMET Divulga (@AEMET_Divulga) <a href="https://twitter.com/AEMET_Divulga/status/1851958010840510925?ref_src=twsrc%5Etfw">October 31, 2024</a></blockquote></figure><p><strong>Ao receber esses ecos, o radar calcula o volume de precipitação com base na energia refletida</strong>: gotas grandes, como as de uma chuva intensa, devolvem sinais fortes, enquanto partículas pequenas, como as de um chuvisco (gotícula) ou neve leve, refletem sinais fracos.</p><p>Estas informações são representadas em<strong> imagens codificadas por cores</strong>, nas quais tons intensos ou quentes indicam chuvas fortes ou trovoadas, e tons suaves ou frios sinalizam precipitação fraca.</p><h2>Tipos de radares meteorológicos<br></h2><p>Existem diferentes tipos de radares meteorológicos, cada um adequado para situações específicas.</p><h3>Radares Doppler</h3><p>Eles não detetam apenas a precipitação, mas medem também o movimento das partículas em direção ao radar ou afastando-se dele, graças ao efeito Doppler. Isto é especialmente <strong>útil para detetar ventos fortes, trovoadas e fenómenos perigosos, como tornados</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Not all velocity couplets on Doppler Radar mean the same thing. This infographic that I made illustrates the importance of a velocity couplet's orientation on its physical meaning. <a href="https://t.co/6brBNdKLa6">pic.twitter.com/6brBNdKLa6</a></p>— Sam Brandt (@sambrandt99) <a href="https://twitter.com/sambrandt99/status/1675942875530424344?ref_src=twsrc%5Etfw">July 3, 2023</a></blockquote></figure><h3>Radares de dupla polarização</h3><p>Estes radares<strong> emitem ondas em dois planos — vertical e horizontal </strong>—, o que permite <strong>distinguir entre tipos de precipitação</strong>, como chuva, neve ou granizo. Desta forma, obtém-se uma interpretação mais detalhada das condições meteorológicas.</p><h3>Radares de banda C e banda S</h3><p>São<strong> utilizados em função da distância de cobertura e da precisão</strong>. Os radares de banda C são ideais para áreas menores (a rede da AEMET opera nesta banda), enquanto os de banda S cobrem grandes distâncias e são eficazes em zonas extensas ou abertas.</p><ol></ol><h2>Quais são os problemas mais comuns?<br></h2><p>Sim, os radares meteorológicos enfrentam algumas limitações. Obstáculos como <strong>montanhas ou grandes edifícios podem bloquear as ondas e criar "sombras"</strong> nas quais o radar não capta informações. Além disso, interferências eletromagnéticas podem gerar "ruído" que distorce o sinal.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">El radar de Valencia, clave para la vigilancia meteorológica, ha estado funcionando desde la mañana del 28 de octubre de manera ininterrumpida.<br><br>Un rayo dañó la línea eléctrica que lo alimenta, pero se pone en marcha en situaciones de emergencia.<a href="https://twitter.com/hashtag/StopBulos?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#StopBulos</a> <a href="https://t.co/iuLoZZtlhh">pic.twitter.com/iuLoZZtlhh</a></p>— AEMET (@AEMET_Esp) <a href="https://twitter.com/AEMET_Esp/status/1851555105075515820?ref_src=twsrc%5Etfw">October 30, 2024</a></blockquote></figure><p>Outro desafio é a <strong>deteção de precipitação leve ou partículas pequenas</strong>, que refletem pouca energia e são difíceis de captar a grandes distâncias. Além disso, o alcance efetivo de um radar costuma ser limitado a cerca de 200 a 300 km e, além dessa faixa, a sua precisão diminui.</p><div class="texto-destacado">Um radar meteorológico não é uma ferramenta de previsão como um modelo, mas sim de observação, assim como as imagens fornecidas pelos satélites.</div><p>Também é preciso levar em conta os<strong> problemas elétricos associados a trovoadas </strong>— como ocorreu com o radar de Valência, que foi ativado com um sistema de alimentação provisória a tempo para esta última DANA (Depressão Isolada em Níveis Altos) tão devastadora. Apesar dessas dificuldades, a tecnologia de radares evoluiu muito, e as suas contribuições para a meteorologia são inquestionáveis.</p><h2>Quantos radares existem em Espanha e que área eles podem cobrir?</h2><p>Em Espanha a Agência Estatal de Meteorologia (AEMET) opera atualmente uma rede de <strong>15 radares distribuídos pelo país</strong>, estrategicamente localizados para cobrir a maior parte do território.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Nos interesa cubrir especialmente bien las zonas a las que los radares de la red actual no llegan suficientemente bien. En el mapa puedes ver el mosaico actual de la red sobre Península y Baleares. Las zonas rojas es donde la cobertura es mala por lejanía o bloqueos de montañas. <a href="https://t.co/nA13ENL6IY">pic.twitter.com/nA13ENL6IY</a></p> AEMET (@AEMET_Esp) <a href="https://twitter.com/AEMET_Esp/status/1650383622669492227?ref_src=twsrc%5Etfw">April 24, 2023</a></blockquote></figure><p>Estes radares são projetados para<strong> sobrepor as suas áreas de influência e minimizar possíveis lacunas na cobertura</strong>. Cada radar tem um alcance aproximado de 200 a 300 km, permitindo que a rede, no seu conjunto, monitorize as condições meteorológicas em quase todo o território peninsular e nas ilhas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="251981" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-maioria-das-pessoas-nao-apercebe-verdadeira-forma-gotas-de-chuva.html" title="Maioria de nós não se apercebe da verdadeira forma das gotas de chuva">Maioria de nós não se apercebe da verdadeira forma das gotas de chuva</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-maioria-das-pessoas-nao-apercebe-verdadeira-forma-gotas-de-chuva.html" title="Maioria de nós não se apercebe da verdadeira forma das gotas de chuva"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/most-people-don-t-realise-the-shape-of-raindrops-250271-2_320.jpeg" alt="Maioria de nós não se apercebe da verdadeira forma das gotas de chuva"></a></article></aside><p>Graças a esta rede, <strong>a Espanha dispõe de uma cobertura que possibilita a obtenção de dados em tempo real </strong>sobre chuva, trovoadas e outros fenómenos atmosféricos. Além disso, está prevista a ampliação e a melhoria da rede para cobrir áreas que permanecem em zonas de sombra ou que não estão bem cobertas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-funciona-um-radar-de-chuvas-o-que-ele-emite.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Arnold Schwarzenegger doou 16 hectares das suas melhores terras na Califórnia e ajudou a salvar um ecossistema único]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/arnold-schwarzenegger-doou-16-hectares-das-suas-melhores-terras-na-california-e-ajudou-a-salvar-um-ecossistema-unico.html</link><pubDate>Tue, 29 Sep 2026 18:45:03 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O ator, juntamente com Betty Weider, doou uma valiosa propriedade privada que se revelou fundamental para a conclusão de um corredor ecológico histórico perto de Los Angeles.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/arnold-schwarzenegger-dono-16-hectareas-de-su-privilegiado-campo-en-california-y-contribuyo-a-salvar-un-ecosistema-unico-1790127064050.jpg" data-image="w74ium2j81vp" alt="arnold" title="arnold"><figcaption>Arnold Schwarzenegger numa cena de «Terminator: Dark Fate» (2019), onde voltou a interpretar o T-800, uma das personagens mais icónicas da sua carreira.</figcaption></figure><p>À primeira vista, eram apenas 16 hectares numa vasta paisagem de montanhas, desfiladeiros e vegetação selvagem. Mas a sua localização tornava-os difíceis de substituir: <strong>sem aquele terreno, faltava ainda uma peça a um projeto de conservação que a Califórnia vinha a desenvolver há décadas</strong>.</p><p>A propriedade situava-se no Zuma Canyon, nas Montanhas de Santa Mónica, e era propriedade conjunta de Arnold Schwarzenegger e da empresária do setor do fitness Betty Weider. <strong>Os dois decidiram doá-la, impedindo que o terreno, avaliado em mais de 500 000 dólares e passível de desenvolvimento imobiliário, fosse transformado de forma permanente</strong>. </p><h2>Por que razão estes hectares eram tão importantes</h2><p><strong>A propriedade abrangia o equivalente a pouco mais de 16 hectares, e estava estrategicamente localizada ao longo do Backbone Trail</strong>. Este trilho contínuo estende-se por aproximadamente 108 quilómetros através das Montanhas de Santa Mónica, entre o Parque Histórico Estadual Will Rogers e o Parque Estadual Point Mugu.</p><div class="texto-destacado">Mas não se trata simplesmente de um trilho para caminhadas, ciclismo ou passeios a cavalo. O seu percurso atravessa desfiladeiros, chaparral, bosques de carvalhos e áreas selvagens que sobrevivem a pouca distância de uma das maiores concentrações urbanas dos Estados Unidos.</div><p>A conclusão do percurso demorou mais de quatro décadas, porque os terrenos estavam divididos entre parques, terrenos públicos e inúmeras propriedades privadas. <strong>A criação de uma trilha contínua exigiu a incorporação de mais de 180 parcelas, avaliadas coletivamente em mais de 100 milhões de dólares</strong>, de acordo com o Serviço Nacional de Parques dos EUA (NPS).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789803" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-parque-e-considerado-o-mais-bonito-do-oeste-saiba-porque.html" title="Este parque é considerado o “mais bonito do Oeste”. Saiba porquê">Este parque é considerado o “mais bonito do Oeste”. Saiba porquê</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-parque-e-considerado-o-mais-bonito-do-oeste-saiba-porque.html" title="Este parque é considerado o “mais bonito do Oeste”. Saiba porquê"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/este-parque-e-considerado-o-mais-bonito-do-oeste-saiba-porque-1790026003014_320.jpg" alt="Este parque é considerado o “mais bonito do Oeste”. Saiba porquê"></a></article></aside><p>A contribuição de Schwarzenegger e Weider foi especialmente significativa: <strong>o NPS descreveu-a como a maior doação de terrenos privados, num único ato, feita para concluir o Backbone Trail</strong>. O trilho foi finalmente concluído em 2016.</p><h3>Um ecossistema rodeado por estradas e urbanização</h3><p>As Montanhas de Santa Mónica formam uma espécie de ilha natural junto a Los Angeles, onde a expansão urbana tem vindo a invadir cada vez mais os habitats que ainda abrigam uma diversidade significativa de fauna e flora. Neste contexto, <strong>manter as áreas naturais interligadas é tão importante quanto proteger parcelas individuais</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arnold-schwarzenegger-dono-16-hectareas-de-su-privilegiado-campo-en-california-y-contribuyo-a-salvar-un-ecosistema-unico-1790127173110.jpg" data-image="lf6j0tz4901v" alt="zuma" title="zuma"><figcaption>O Zuma Canyon faz parte de um importante corredor natural que liga áreas protegidas e facilita a circulação da fauna selvagem.</figcaption></figure><p>Uma autoestrada, um empreendimento imobiliário ou mesmo alguns edifícios podem fragmentar a paisagem e alterar não só o cenário, mas também a circulação dos animais. Foi precisamente por isso que <strong>a propriedade de Zuma Canyon foi considerada uma prioridade pelas autoridades</strong><strong>: estava disponível para desenvolvimento e ocupava uma secção sensível do corredor</strong>.</p><p>A doação assumiu, portanto, um significado mais amplo. Não se tratou simplesmente de 16 hectares de terreno que deixaram de ser propriedade privada, mas sim de<strong> uma ligação que ajudou a manter um corredor natural muito maior contínuo</strong>.</p><h2>O envolvimento de Schwarzenegger nas questões ambientais não começou aí</h2><p>Esse gesto também não foi um episódio isolado na carreira da estrela de <em>Terminator</em>. <strong>Durante o seu mandato como governador da Califórnia, de 2003 a 2011, Schwarzenegger fez da política climática uma das questões abordadas pela sua administração</strong>, embora as medidas tivessem surgido de processos legislativos e institucionais mais amplos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arnold-schwarzenegger-dono-16-hectareas-de-su-privilegiado-campo-en-california-y-contribuyo-a-salvar-un-ecosistema-unico-1790127266927.jpg" data-image="kdj9gwjy2zpc" alt="santa monica" title="santa monica"><figcaption>A paisagem de Santa Mónica combina encostas áridas, vegetação mediterrânica e vales que descem em direção à costa do Pacífico.</figcaption></figure><p><strong>Em 2006, assinou a Lei de Soluções para o Aquecimento Global da Califórnia, conhecida como AB 32</strong>, que exigia que o estado reduzisse as suas emissões de gases com efeito de estufa para os níveis de 1990 até 2020. O Conselho de Recursos Atmosféricos da Califórnia considera esta legislação um momento decisivo na política climática do estado.</p><p>O seu envolvimento ambiental continuou após deixar o cargo. Através da <strong>Iniciativa Climática Schwarzenegger, promoveu campanhas e a Cimeira Mundial da Áustria, que realizou a sua décima edição em junho de 2026</strong> com uma mensagem forte centrada na redução da poluição e na aceleração da utilização de energias renováveis.</p><h2>Quando 16 hectares podem mudar muito mais do que uma paisagem</h2><p><strong>A história do Zuma Canyon destaca um pormenor que explica o verdadeiro valor dessa decisão</strong>. Na conservação ambiental, a extensão do terreno nem sempre é tão importante quanto a sua localização.</p><p>O terreno detido em conjunto por Schwarzenegger e Weider situava-se exatamente onde era necessário. A sua incorporação ajudou a completar um percurso de quase 108 quilómetros e <strong>garantiu que esta secção da paisagem permanecesse protegida, em vez de ficar vulnerável a futuros projetos de desenvolvimento</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="742633" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-aves-soam-o-alarme-a-remocao-de-barreiras-naturais-compromete-a-resiliencia-dos-ecossistemas.html" title="As aves soam o alarme: a remoção de barreiras naturais compromete a resiliência dos ecossistemas">As aves soam o alarme: a remoção de barreiras naturais compromete a resiliência dos ecossistemas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-aves-soam-o-alarme-a-remocao-de-barreiras-naturais-compromete-a-resiliencia-dos-ecossistemas.html" title="As aves soam o alarme: a remoção de barreiras naturais compromete a resiliência dos ecossistemas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/birds-sound-the-alarm-removing-natural-buffers-erodes-ecosystem-resilience-1764678166649_320.jpeg" alt="As aves soam o alarme: a remoção de barreiras naturais compromete a resiliência dos ecossistemas"></a></article></aside><p>Após décadas a adquirir terrenos, a negociar parcelas e a interligar espaços públicos, faltavam apenas algumas peças para completar o Backbone Trail.<strong> Uma delas estava, por acaso, nas mãos de uma das figuras mais conhecidas de Hollywood</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/arnold-schwarzenegger-doou-16-hectares-das-suas-melhores-terras-na-california-e-ajudou-a-salvar-um-ecossistema-unico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA["O mito de pôr música para as plantas": um especialista dá uma resposta científica aos amantes da jardinagem]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-mito-de-por-musica-para-as-plantas-um-especialista-da-uma-resposta-cientifica-aos-amantes-da-jardinagem.html</link><pubDate>Tue, 29 Sep 2026 18:35:09 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Ouvir música faz realmente com que as plantas cresçam melhor? A botânica oferece uma resposta científica a uma das crenças mais difundidas entre os entusiastas da jardinagem doméstica.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-mito-de-poner-musica-a-las-plantas-un-experto-en-botanica-da-respuesta-cientifica-a-los-amantes-de-la-jardineria-1790626829523.jpeg" data-image="4bvwxmannxp0" alt="Imagen 1" title="Imagen 1"><figcaption>Música e plantas: a crença e a ciência sobre como o som afeta o desenvolvimento vegetal.</figcaption></figure><p><strong>Pôr música para as plantas</strong> tornou-se uma prática curiosa entre muitos entusiastas da jardinagem. Uma prática que vai desde quem deixa a rádio ligada durante o dia até quem reproduz música clássica junto aos seus vasos; a ideia parte de uma pergunta simples: <strong>será que as plantas conseguem ouvir e beneficiar-se dos sons?</strong></p><p>A resposta científica é bastante mais complexa do que sugerem algumas experiências populares. As plantas não têm ouvidos nem um sistema nervoso como o dos animais, pelo que não ouvem uma canção da mesma forma que uma pessoa. No entanto, <strong>isso não significa que sejam completamente indiferentes às vibrações e aos estímulos mecânicos do seu ambiente</strong>.</p><h2>As plantas conseguem perceber vibrações</h2><p>Estudos sobre mecanobiologia vegetal demonstraram que <strong>as plantas conseguem detetar determinados estímulos mecânicos</strong>. O vento, o contacto de um inseto, a chuva ou mesmo certas vibrações podem provocar respostas fisiológicas nos tecidos vegetais.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">El mismo día en que se levantaba el confinamiento por la pandemia, periódicos y televisiones de medio mundo, una audiencia estimada de 250 millones de personas, se hacían eco de un insólito concierto en el Liceo de Barcelona. La sorpresa residía en que en las butacas del coliseo <a href="https://t.co/aJZPF5tXND">pic.twitter.com/aJZPF5tXND</a></p>— TendenciasdelArte (@TendenciasArte) <a href="https://x.com/TendenciasArte/status/1739202583896453501?ref_src=twsrc%5Etfw">December 25, 2023</a></blockquote></figure><p>Isto tem alimentado o interesse científico em estudar o que acontece quando as plantas são expostas a sons. Alguns trabalhos experimentais observaram que <strong>se verificam alterações em determinados processos, como a expressão de alguns genes, a produção de compostos defensivos ou o comportamento das raízes</strong>, dependendo da frequência, intensidade e duração do estímulo.</p><p>Mas existe <strong>uma diferença fundamental entre observar uma resposta biológica e demonstrar que uma planta "aprecia" a música</strong> ou que esta faz com que cresça melhor.</p><h2>Música e crescimento: não existe uma fórmula universal</h2><p>Um dos principais problemas desta crença é que <strong>costumam ser apresentados determinados géneros musicais como benéficos para as plantas</strong>.</p><div class="texto-destacado">A música clássica é frequentemente associada a um suposto crescimento mais rápido, enquanto outras experiências populares atribuem efeitos negativos ao rock ou a sons intensos.</div><p><strong>A ciência não permite estabelecer uma regra tão simples</strong>, uma vez que não existem provas sólidas que permitam afirmar que ouvir Mozart, música clássica ou qualquer outro género musical, por si só, torne uma planta mais vigorosa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-mito-de-poner-musica-a-las-plantas-un-experto-en-botanica-da-respuesta-cientifica-a-los-amantes-de-la-jardineria-1790627816551.jpeg" data-image="er1jtlieic4c" alt="Imagen 2" title="Imagen 2"><figcaption>Música clássica para as plantas.</figcaption></figure><p>Além disso, <strong>muitas experiências que circulam na Internet e em vários fóruns não controlam adequadamente fatores fundamentais</strong>, como a quantidade de luz, a temperatura, a humidade, a disponibilidade de água, a fertilização, a variedade vegetal ou a duração da exposição sonora.</p><p>Sem estas condições controladas, <strong>resulta muito difícil atribuir as diferenças exclusivamente à música</strong>.</p><h2>O volume pode, de facto, ser importante</h2><p>Embora a música não seja um fertilizante sonoro, isso também não significa que qualquer nível de ruído seja completamente inofensivo.<strong> As vibrações mecânicas intensas e prolongadas podem constituir um estímulo ambiental capaz de gerar respostas de stress</strong> em determinados organismos vegetais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788067" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/fotoperiodo-como-as-plantas-sabem-que-o-verao-acabou.html" title="Fotoperíodo: como as plantas sabem que o verão acabou">Fotoperíodo: como as plantas sabem que o verão acabou</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/fotoperiodo-como-as-plantas-sabem-que-o-verao-acabou.html" title="Fotoperíodo: como as plantas sabem que o verão acabou"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fotoperiodo-como-as-plantas-sabem-que-o-verao-acabou-1789063896844_320.jpeg" alt="Fotoperíodo: como as plantas sabem que o verão acabou"></a></article></aside><p>Se um entusiasta da jardinagem quiser ter música perto das suas plantas, o mais sensato é <strong>evitar volumes excessivamente altos e vibrações constantes</strong>. A reprodução de música a um volume normal não deve constituir motivo de preocupação num ambiente doméstico.</p><p><strong>O segredo está em não confundir uma possível resposta fisiológica</strong> às vibrações com a capacidade das plantas de «ouvir» músicas.</p><h2>O que as plantas realmente precisam</h2><p>Além das experiências musicais, <strong>existem fatores cuja importância para o desenvolvimento vegetal está comprovada</strong>.</p><ul><li>Iluminação adequada.</li><li>Rega adaptada a cada espécie.</li><li>Substrato com boas condições físicas.</li><li>Nutrientes disponíveis.</li><li>Temperaturas adequadas.</li><li>Ventilação correta.</li></ul><p>Também é essencial conhecer as necessidades específicas de cada planta. <strong>Um cacto não precisa das mesmas condições que uma hortênsia</strong>, enquanto um tomate cultivado num terraço terá necessidades diferentes das de uma planta de interior.</p><p>Por conseguinte,<strong> falar com uma planta, pôr-lhe música</strong> ou mantê-la num ambiente tranquilo pode fazer parte da relação pessoal que cada amante de plantas estabelece com as suas culturas, mas <strong>não deve substituir os cuidados agronómicos básicos</strong>.</p><div class="texto-destacado">O verdadeiro interesse científico deste fenómeno reside na compreensão de como as plantas percebem as vibrações e respondem aos estímulos mecânicos.</div><p>Trata-se de um campo de investigação ainda em aberto que pode fornecer informações interessantes sobre a extraordinária capacidade de adaptação dos vegetais. Por enquanto, no entanto, <strong>a música continua a ser muito mais necessária para desfrutar do jardim do que para fazer crescer as suas plantas</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-mito-de-por-musica-para-as-plantas-um-especialista-da-uma-resposta-cientifica-aos-amantes-da-jardinagem.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Do exercício à cultura, médicos de família de Valongo, Porto e Maia passam a prescrever saúde fora do consultório]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/do-exercicio-a-cultura-medicos-de-familia-de-valongo-porto-e-maia-passam-a-prescrever-saude-fora-do-consultorio.html</link><pubDate>Tue, 29 Sep 2026 18:09:16 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A abordagem articula cuidados clínicos e recursos locais, como o exercício físico e as atividades culturais e de convívio social, reforçando a prevenção, o bem-estar e a participação na vida da comunidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-exercicio-a-cultura-medicos-de-familia-de-valongo-porto-e-maia-passam-a-prescrever-saude-fora-do-consultorio-1790685094695.jpg" data-image="37ckc7j39prs" alt="Passeios de bicicleta no campo" title="Passeios de bicicleta no campo"><figcaption>Além de medicamentos, os médicos de família da ULS podem encaminhar pacientes para atividades que promovam o bem-estar mental, físico e social. Foto: Zachtleven/Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Há idas ao médico em que a consulta não termina com a prescrição de uma receita ou de um exame. Pode passar também por fazer exercício, <strong>sair de casa com mais frequência</strong>, aprender a cozinhar ou retomar o contacto com outras pessoas. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A partir de outubro, essas respostas poderão deixar de ser apenas recomendações feitas durante uma consulta. Na Unidade Local de Saúde (ULS) São João, médicos de família poderão encaminhar os utentes para atividades disponíveis na comunidade através de um novo projeto-piloto de prescrição comunitária.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A iniciativa arranca a 1 de outubro em três Unidades de Saúde Familiar, em <strong>Valongo</strong>, no <strong>Porto</strong> e na <strong>Maia</strong>. Numa primeira fase, abrangerá dez áreas de intervenção, incluindo atividade física, alimentação saudável, cultura, saúde mental, integração na comunidade, prevenção do isolamento social e do declínio cognitivo. A proposta dirige-se a adultos com patologias estabilizadas para os quais uma intervenção comunitária possa complementar o acompanhamento clínico.</p><h2>Uma receita que não é aviada na farmácia</h2><p>A diferença está menos na atividade escolhida do que na forma como ela passa a ser integrada nos cuidados. Um médico pode entender que determinado utente beneficiaria de <strong>exercício físico</strong> e encaminhá-lo para uma modalidade adequada. Outro poderá precisar <strong>recuperar rotinas sociais</strong> ou encontrar uma atividade que ajude a combater o isolamento.</p><p>Em vez de ficar apenas na recomendação, o processo passa para uma <strong>equipa dedicada</strong>, que apresenta opções existentes na comunidade. A prescrição fica registada numa <strong>plataforma informática integrada no processo clínico</strong>, permitindo acompanhar e avaliar a intervenção e o seu impacto. A ULS São João pretende, assim, criar um percurso semelhante ao de outros atos prescritivos, mas aplicado a respostas não farmacológicas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-exercicio-a-cultura-medicos-de-familia-de-valongo-porto-e-maia-passam-a-prescrever-saude-fora-do-consultorio-1790685476266.jpg" data-image="dlqh82n9l74f" alt="Paciente com o médico e com a enfermeira" title="Paciente com o médico e com a enfermeira"><figcaption>O piloto na região do Porto inclui uma equipa de especialistas que encaminha o utente para uma atividade disponível na sua área de residência. Foto: Ayajiw/Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A mudança assenta na ideia de que a saúde não acontece apenas dentro de uma unidade de cuidados. As <strong>relações sociais</strong>, os hábitos de vida, a <strong>atividade física</strong>, o <strong>acesso à cultura</strong> e as condições do território também influenciam o bem-estar. </p><p>É precisamente essa ligação entre cuidados de saúde e recursos locais que a prescrição social procura desenvolver. A Organização Mundial da Saúde descreve-a como uma forma de encaminhar pessoas para <strong>atividades e apoios comunitários</strong> capazes de responder a necessidades sociais, emocionais e práticas que afetam a saúde.</p><h2>Portugal já está a experimentar</h2><p>A experiência da ULS São João surge num momento em que esta abordagem está a ganhar escala. A Escola Nacional de Saúde Pública lançou, em 2024, a rede <strong>Prescrição Social Portugal</strong> e o primeiro manual dedicado ao tema. </p><div class="texto-destacado">A ENSP NOVA indica que já existem mais de uma dezena de iniciativas no país, envolvendo mais de 100 parceiros e mais de 1500 pessoas referenciadas.</div><p>Em <strong>Lisboa</strong>, a prescrição social é desenvolvida desde 2018 em unidades de saúde familiar e tem sido acompanhada pela academia. Também em <strong>Cascais</strong> foi lançado um projeto-piloto em parceria com a ENSP NOVA, com foco na integração entre respostas de saúde e sociais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="700674" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/dancar-pode-ser-o-melhor-exercicio-para-ajudar-na-saude-mental-e-cognitiva-afirma-estudo.html" title="Dançar pode ser o melhor exercício para ajudar na saúde mental e cognitiva, afirma estudo">Dançar pode ser o melhor exercício para ajudar na saúde mental e cognitiva, afirma estudo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/dancar-pode-ser-o-melhor-exercicio-para-ajudar-na-saude-mental-e-cognitiva-afirma-estudo.html" title="Dançar pode ser o melhor exercício para ajudar na saúde mental e cognitiva, afirma estudo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/dancar-pode-ser-o-melhor-exercicio-para-ajudar-na-saude-mental-e-cognitiva-afirma-estudo-1741546704696_320.jpg" alt="Dançar pode ser o melhor exercício para ajudar na saúde mental e cognitiva, afirma estudo"></a></article></aside><p>A cultura é outra das portas que começam a abrir-se. Na <strong>Universidade do Porto</strong>, um projeto-piloto desenvolvido na <strong>Faculdade de Medicina</strong> está a avaliar o impacto da participação em atividades culturais na saúde mental e no bem-estar dos estudantes.</p><h2>Do Reino Unido ao resto da Europa</h2><p>A ideia já tem uma história mais longa noutros países. O <strong>Reino Unido</strong> foi pioneiro na integração da prescrição social no sistema nacional de saúde. Os chamados<em> </em><em>workers </em>recebem os encaminhamentos dos profissionais de saúde e ajudam cada utente a encontrar respostas na comunidade, desde <strong>grupos de caminhada</strong> até atividades artísticas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A abordagem está igualmente a ganhar espaço noutras partes da Europa. O projeto europeu Culture on Prescription reuniu organizações de Portugal, Alemanha, Irlanda, Bélgica, Países Baixos e Roménia para testar respostas culturais dirigidas sobretudo a pessoas em situação de isolamento e solidão.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><br>A própria Organização Mundial da Saúde assinala um crescimento rápido deste tipo de iniciativas na Europa. Em março de 2026, a organização destacou vários exemplos que articulam as unidades de saúde às iniciativas <span style="margin: 0px; padding: 0px;">como<strong> caminhadas</strong></span>, <strong>voluntariado</strong>, <strong>programas </strong><span style="margin: 0px; padding: 0px;"><strong>artísticos </strong>e</span> outros recursos comunitários.<figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-exercicio-a-cultura-medicos-de-familia-de-valongo-porto-e-maia-passam-a-prescrever-saude-fora-do-consultorio-1790685815413.jpg" data-image="iiu79dmiuqgi" alt="aula de ioga no jardim" title="aula de ioga no jardim"><figcaption>Aulas de ginástica, cursos de culinária ou voluntariado são algumas atividades que passaram a fazer parte das prescrições médicas. Foto: ua_Bob_Dmyt_ua/Pixabay</figcaption></figure><p>Os projetos europeus ou nacionais, como o da ULS São João, não pretendem substituir medicamentos, consultas ou tratamentos clínicos. O intuito é, acima de tudo, <strong>acrescentar outras possibilidades</strong>, escolhidas de acordo com as necessidades de cada utente e com o que existe à sua volta. É nessa resposta, articulada entre <strong>centros de saúde</strong>, <strong>autarquias</strong> e <strong>ofertas comunitárias</strong>, que a prescrição comunitária começa agora a ganhar forma.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Portal%20de%20Not%C3%ADcias%20da%20ULS%20S%C3%A3o%20Jo%C3%A3o" data-year="" data-title="ULS%20S%C3%A3o%20Jo%C3%A3o%20e%20Munic%C3%ADpios%20da%20Maia%2C%20Porto%20e%20Valongo%20assinalam%20o%20in%C3%ADcio%20do%20Projeto-Piloto%20de%20Prescri%C3%A7%C3%A3o%20Comunit%C3%A1ria" data-url="https%3A%2F%2Fportal-chsj.min-saude.pt%2Fnoticia%2Fuls-sao-joao-e-municipios-da-maia-porto-e-valongo-assinalam-o-inicio-do-projeto-piloto-de-prescricao-comunitaria">Portal de Notícias da ULS São João. <a href="https://portal-chsj.min-saude.pt/noticia/uls-sao-joao-e-municipios-da-maia-porto-e-valongo-assinalam-o-inicio-do-projeto-piloto-de-prescricao-comunitaria" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">ULS São João e Municípios da Maia, Porto e Valongo assinalam o início do Projeto-Piloto de Prescrição Comunitária</a>.</cite><br><cite data-author="SPLS" data-year="" data-title="Prescri%C3%A7%C3%A3o%20Social%20%E2%80%94%20SPLS%20e%20Parceiros%20avan%C3%A7am%20em%20passos%20firmes" data-url="https%3A%2F%2Fsplsportugal.com%2Fevents%2Fprescricao-social-spls-e-parceiros-avancam-em-passos-firmes%2F">SPLS. <a href="https://splsportugal.com/events/prescricao-social-spls-e-parceiros-avancam-em-passos-firmes/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Prescrição Social — SPLS e Parceiros avançam em passos firmes</a>.</cite><br><cite data-author="Euronews" data-year="" data-title="Natureza%2C%20arte%20e%20desporto%20podem%20curar%3F%20Por%20dentro%20do%20crescente%20movimento%20europeu%20de%20prescri%C3%A7%C3%A3o%20social" data-url="https%3A%2F%2Fpt.euronews.com%2F2025%2F08%2F10%2Fnatureza-arte-e-desporto-podem-curar-por-dentro-do-crescente-movimento-europeu-de-prescric">Euronews. <a href="https://pt.euronews.com/2025/08/10/natureza-arte-e-desporto-podem-curar-por-dentro-do-crescente-movimento-europeu-de-prescric" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Natureza, arte e desporto podem curar? Por dentro do crescente movimento europeu de prescrição social</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/do-exercicio-a-cultura-medicos-de-familia-de-valongo-porto-e-maia-passam-a-prescrever-saude-fora-do-consultorio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Alfredo Graça revela quanto se aproximará Hanna dos Açores a partir de quinta 1: prevê-se 100 mm de chuva nestas ilhas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-revela-quanto-se-aproximara-hanna-dos-acores-a-partir-de-quinta-1-preve-se-100-mm-de-chuva-nestas-ilhas.html</link><pubDate>Tue, 29 Sep 2026 17:39:26 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A atual tempestade tropical Hanna, nomeada pelo NHC, não vai afetar diretamente os Açores. Não obstante, o sistema pós-tropical trará chuva, vento e trovoada ao arquipélago a partir de quinta-feira, 1 de outubro. Veja a previsão.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbeqvrm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbeqvrm.jpg" id="xbeqvrm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Que fique bem claro desde já o seguinte: <strong>a atual tempestade tropical Hanna NÃO vai, de modo algum, atingir diretamente o arquipélago dos Açores!</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-revela-quanto-se-aproximara-hanna-dos-acores-a-partir-de-quinta-1-preve-se-100-mm-de-chuva-nestas-ilhas-1790701366188.jpg" data-image="1wej02ar1ht4"><figcaption>Nesta imagem de satélite da EUMETSAT - Meteored podemos observar alguns dos dados atualmente previstos para as 12:00 de quinta-feira, 1 de outubro, em relação à futura depressão tropical Hanna. Primeiro rodopiará para es-sudeste e posteriormente para es-nordeste, numa trajetória que deverá levá-la em direção aos Açores.</figcaption></figure><p>Atualmente, o sistema de baixas pressões - designado Hanna pelo NHC (Centro Nacional de Furacões dos EUA) - está em circulação em pleno Atlântico, rodopiando apenas sobre um corpo de água oceânico e cuja temperatura à superfície, ao longo das próximas horas, será baixa o suficiente para o deixar de alimentar,<strong> sendo este um dos mecanismos físicos responsáveis pela sua perda de força e diminuição de categoria de tempestade tropical para depressão tropical</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Prevê-se que a tempestade tropical Hanna perca força entre a meia-noite e o meio-dia de quinta-feira, 1 de outubro, diminuindo de categoria e transformando-se numa depressão tropical.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>De acordo com o mais recente rastreio observável na secção de ‘Furacões’ disponibilizada pela Meteored, <strong>a tempestade tropical Hanna exibe, nesta terça-feira, 29 de setembro, um vento máximo sustentado de 64 km/h e uma pressão central mínima de 1004 hPa</strong>. Como já foi referido anteriormente, dentro das próximas 36 horas perderá força, convertendo-se numa pequena depressão tropical.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-revela-quanto-se-aproximara-hanna-dos-acores-a-partir-de-quinta-1-preve-se-100-mm-de-chuva-nestas-ilhas-1790701497361.jpg" data-image="k0ktutwg6bzw"><figcaption>A ainda tempestade tropical Hanna situa-se, atualmente, a aproximadamente 1350 km a sudoeste da ilha das Flores - Grupo Ocidental dos Açores. Fonte: elaboração própria a partir de dados da NASA Worldview.</figcaption></figure><p>Atualmente, a tempestade tropical Hanna situa-se, tal como visível na imagem de satélite acima, <strong>a cerca de 1350 km a sudoeste da ilha das Flores</strong> (Grupo Ocidental dos Açores.</p><h2>Sistema frontal associado à depressão tropical Hanna deixará estes efeitos indiretos nos Açores</h2><p>De acordo com as projeções atualmente disponíveis do modelo ECMWF,<strong> as linhas de instabilidade e frentes presentes num sistema associado à ex-Hanna</strong> - remanescentes da antiga tempestade e depressão tropical - produzirão inúmeros e frequentes períodos de chuva ou aguaceiros - pelo menos - entre quinta e domingo, dias 1 a 4 de outubro.</p><p>Prevê-se que, no período correspondente aos <strong>primeiros quatro dias de outubro, </strong><strong>a chuva oscile entre intensidades fraca a moderada, apresentando períodos temporariamente fortes e potencialmente acompanhados de</strong> <strong>trovoada</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-revela-quanto-se-aproximara-hanna-dos-acores-a-partir-de-quinta-1-preve-se-100-mm-de-chuva-nestas-ilhas-1790702134367.jpg" data-image="x35sh75o62h3"><figcaption>Previsão da chuva acumulada no arquipélago dos Açores até às 22:00 de domingo, 4 de outubro.</figcaption></figure><p>Adicionalmente, não se exclui a possibilidade da precipitação associada a este sistema <strong>se estender para o início da próxima semana nos Açores</strong>, mas o horizonte temporal da previsão - superior a 5 dias - não permite avançar com detalhes mais concretos. </p><p>De acordo com os mapas de referência da Meteored, <strong>a precipitação acumulada poderá ultrapassar os 100 mm nos locais mais expostos de algumas das ilhas dos Grupos Central e Oriental</strong> - os potencialmente mais afetados - sobressaindo-se, segundo a previsão atual, as ilhas do <strong>Pico, Terceira e São Miguel</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791060" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-especialista-entre-sexta-feira-e-domingo-portugal-contara-com-aguaceiros-acompanhados-de-trovoadas.html" title="Joana Campos, especialista: 'entre sexta-feira e domingo Portugal contará com aguaceiros acompanhados de trovoadas'">Joana Campos, especialista: "entre sexta-feira e domingo Portugal contará com aguaceiros acompanhados de trovoadas"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-especialista-entre-sexta-feira-e-domingo-portugal-contara-com-aguaceiros-acompanhados-de-trovoadas.html" title="Joana Campos, especialista: 'entre sexta-feira e domingo Portugal contará com aguaceiros acompanhados de trovoadas'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/joana-campos-especialista-entre-sexta-feira-e-domingo-portugal-contara-com-aguaceiros-acompanhados-de-trovoadas-1790687377888_320.jpg" alt="Joana Campos, especialista: 'entre sexta-feira e domingo Portugal contará com aguaceiros acompanhados de trovoadas'"></a></article></aside><p>Caso a atual trajetória prevista se cumpra, <strong>o Grupo Ocidental passará praticamente à margem deste episódio</strong>, estando previstos acumulados de chuva muito mais modestos no mesmo período de tempo (em torno de 5/10 mm).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-revela-quanto-se-aproximara-hanna-dos-acores-a-partir-de-quinta-1-preve-se-100-mm-de-chuva-nestas-ilhas-1790702184781.jpg" data-image="k6fp9xk38xw1"><figcaption>Em certos períodos dos primeiros dias de outubro o vento produzirá rajadas fortes nos Açores, nalgumas ocasiões potencialmente superiores a 50 km/h.</figcaption></figure><p><strong>O vento também poderá registar rajadas temporariamente acima dos 50 km/h durante os primeiros 4 dias de outubro</strong> em certos períodos e determinados locais das ilhas açorianas , sendo, de momento, os Grupos Central e Oriental, aqueles onde se perspetiva uma maior exposição.</p><div class="texto-destacado"><strong>Importa, contudo, clarificar o seguinte: é bem provável que a atual previsão venha a sofrer ajustes na chuva e no vento, quer em termos de intensidade, quer em termos de distribuição geográfica, uma vez que os efeitos previstos dependerão da trajetória da futura depressão tropical Hanna.</strong></div><p>Ao que tudo indica, quando o sistema que foi Hanna estiver próximo de condicionar o estado do tempo nos Açores, <strong>já terá perdido a intensidade e as características tropicais suficientes para continuar a ser classificado como um sistema de baixas pressões de índole tropical</strong>, não deixando, ainda assim, de ser uma baixa pressão com linhas de instabilidade e frentes associadas suficientemente significativas para trazer chuva e vento outonais ao arquipélago, em particular às ilhas centrais e orientais.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-revela-quanto-se-aproximara-hanna-dos-acores-a-partir-de-quinta-1-preve-se-100-mm-de-chuva-nestas-ilhas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Joana Campos, especialista: "entre sexta-feira e domingo Portugal contará com aguaceiros acompanhados de trovoadas"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-especialista-entre-sexta-feira-e-domingo-portugal-contara-com-aguaceiros-acompanhados-de-trovoadas.html</link><pubDate>Tue, 29 Sep 2026 14:45:27 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O primeiro fim de semana de outubro poderá contar com ocorrência de chuva e possibilidade de trovoada em vários pontos do país. Confira aqui a previsão!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbeln7i"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbeln7i.jpg" id="xbeln7i"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois de um fim de setembro marcado por alguma instabilidade, os próximos dias deverão continuar a trazer condições favoráveis à<strong> ocorrência de aguaceiros e trovoadas</strong> em várias regiões de Portugal Continental. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Entre sexta-feira e domingo, os nossos mapas apontam para a presença de energia disponível para o <strong>desenvolvimento de convecção</strong>, embora as áreas mais favoráveis à atividade elétrica possam variar ao longo do fim de semana.</p><h2>Aquecimento à superfície deverá favorecer a formação de nuvens de tempestade</h2><p>Na sexta-feira, dia 2, a atmosfera deverá apresentar energia potencial disponível para o desenvolvimento de convecção, particularmente em <strong>áreas do interior</strong>. O aquecimento acumulado ao longo do dia (valores até 30 ºC, como podemos observar no mapa abaixo) contribuirá para <strong>aumentar a instabilidade nas camadas inferiores da atmosfera</strong>, mas a presença desta energia não significa, por si só, que venham a formar-se trovoadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/joana-campos-especialista-entre-sexta-feira-e-domingo-portugal-ficara-repleto-de-trovoadas-1790684920698.jpg" data-image="grcls8m47xu0" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Na sexta-feira, as temperaturas máximas poderão, localmente, alcançar os 30 ºC.</figcaption></figure><p>De facto, apesar de os valores de energia potencial convectiva (CAPE) aumentarem durante o dia em várias zonas do interior, os mapas de densidade de raios mostram atividade elétrica apenas para o final da tarde, a partir das 17h, e <strong>de forma muito localizada</strong>, essencialmente junto à fronteira com Espanha, e possivelmente algures entre os distritos de Bragança e Beja.</p><div class="texto-destacado"><strong>Algo importante a reter acerca desta previsão</strong>: fruto da incerteza inerente a este tipo de fenómenos de precipitação convectiva, cuja previsão é deveras complexa,<strong> é muito difícil definir a localização exata dos mesmos</strong>, existindo a possibilidade de em tempo real os fenómenos observados variarem significativamente em relação aos fenómenos previstos, quer na distribuição geográfica, quer na intensidade.</div><h2>No sábado o cenário poderá ser mais incerto</h2><p>No sábado, dia 3, esta instabilidade deverá ser menos evidente, do ponto de vista da atividade elétrica. Pois apesar do mapa de energia potencial convectiva mostrar valores significativos durante a tarde em várias regiões do território (mapa abaixo), os mapas de densidade de raios não mostram valores expressivos, pelo que <strong>poderão não estar reunidas as restantes condições necessárias para desencadear convecção profunda</strong>, que é o processo que permite o desenvolvimento das nuvens de tempestade (<em>cumulonimbus</em>).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/joana-campos-especialista-entre-sexta-feira-e-domingo-portugal-ficara-repleto-de-trovoadas-1790685737769.jpg" data-image="hbpmuca4tzl9" alt="CAPE" title="CAPE"><figcaption>Apesar de o mapa de energia potencial convectiva mostrar valores significativos ao longo do dia de sábado, há outros fatores que contribuem para a formação de trovoadas que poderão não se verificar. Daí os nossos mapas de densidade de raios não mostrarem valores significativos de trovoada para este dia.</figcaption></figure><p>Ainda assim, neste dia <strong>esperam-se aguaceiros fracos a moderados em vários pontos de Norte a Sul do país</strong>, sendo esperado que estes ocorram de forma irregular. Quanto à possibilidade de trovoada, caso esta ocorra, deverá ser semelhante à de sexta-feira: ao longo da faixa interior, ainda que menos significativa, de acordo com a atual previsão.</p><h2>No domingo, as trovoadas poderão atingir o litoral</h2><p>No domingo, dia 4, a configuração atmosférica deverá sofrer algumas alterações. Os valores mais elevados de energia potencial convectiva passam a concentrar-se junto à faixa litoral, <strong>coincidindo com as áreas onde os mapas apontam para maior densidade de descargas elétricas</strong>. A precipitação deverá igualmente tornar-se mais abrangente, nomeadamente nas regiões Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/joana-campos-especialista-entre-sexta-feira-e-domingo-portugal-contara-com-aguaceiros-acompanhados-de-trovoadas-1790687377888.jpg" data-image="lupe7robc4fi" alt="densidade de raios" title="densidade de raios"><figcaption>No domingo, ao contrário do que se espera para os dias anteriores, é esperada a ocorrência de trovoadas ao longo da faixa litoral.</figcaption></figure><p>Assim, até ao final do dia de domingo, espera-se que <strong>várias localidades do país registem a ocorrência de chuva e trovoada</strong>, devendo esta chegar ao Sul nas últimas horas do dia. No entanto, as regiões Norte e Centro poderão contar com uma maior densidade de raios por km/².</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791076" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-porto-que-se-prepare-a-partir-das-18-00-espera-se-chuva-forte-segundo-os-mapas-da-meteored.html" title="O Porto que se prepare: a partir das 18:00 espera-se chuva forte segundo os mapas da Meteored">O Porto que se prepare: a partir das 18:00 espera-se chuva forte segundo os mapas da Meteored</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-porto-que-se-prepare-a-partir-das-18-00-espera-se-chuva-forte-segundo-os-mapas-da-meteored.html" title="O Porto que se prepare: a partir das 18:00 espera-se chuva forte segundo os mapas da Meteored"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-porto-que-se-prepare-a-partir-das-18-00-espera-se-chuva-forte-segundo-os-mapas-da-meteored-1790688641578_320.png" alt="O Porto que se prepare: a partir das 18:00 espera-se chuva forte segundo os mapas da Meteored"></a></article></aside><p>De acordo com o primeiro mapa deste artigo (vídeo), podemos ainda observar que <strong>entre as últimas horas de domingo e as primeiras de segunda poderá dar-se o desprendimento de uma bolsa de ar frio</strong>, a oeste da Península Ibérica, que, mais tarde poderá influenciar o estado de tempo na nossa geografia. Contudo, esta previsão apresenta um grau de incerteza elevado, pelo que aconselhamos que se mantenha atento às próximas previsões.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-especialista-entre-sexta-feira-e-domingo-portugal-contara-com-aguaceiros-acompanhados-de-trovoadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O Porto que se prepare: a partir das 18:00 espera-se chuva forte segundo os mapas da Meteored]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-porto-que-se-prepare-a-partir-das-18-00-espera-se-chuva-forte-segundo-os-mapas-da-meteored.html</link><pubDate>Tue, 29 Sep 2026 13:51:33 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Está cada vez mais próxima do território de Portugal continental a frente fria que trará precipitação temporariamente forte ao Norte e Centro, especialmente no litoral. O Porto é uma das zonas mais expostas. Saiba o que esperar da evolução da chuva nas últimas horas desta terça-feira (29). </p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbemztm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbemztm.jpg" id="xbemztm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Nesta terça-feira, 29 de setembro, já são bem evidentes os sinais da mudança no estado do tempo em Portugal continental, precursores da iminente entrada de uma frente fria que ‘varrerá’ grande parte da nossa geografia entre hoje (29) e amanhã (30): <strong>as temperaturas baixaram, as nuvens ‘povoam’ quase por inteiro o céu e o vento de Sul/Sudoeste é o elemento climático que mais se destaca</strong> <strong>neste momento</strong> ao produzir rajadas relativamente frequentes de moderada a forte intensidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-porto-que-se-prepare-a-partir-das-18-00-espera-se-chuva-forte-segundo-os-mapas-da-meteored-1790688300618.jpg" data-image="2azoyvlzgz2g"><figcaption>No mapa de previsão das 18:00 desta terça-feira, 29 de setembro, observa-se a frente fria a entrar pelo noroeste do território de Portugal continental, associada a uma depressão em processo de ciclogénese explosiva em pleno Atlântico Norte e cujo núcleo se posicionará a oes-noroeste da Irlanda.</figcaption></figure><p>Esta mudança da situação meteorológica é sobretudo aplicável quando fazemos uma leitura da alteração verificada no estado do tempo no litoral Norte e Centro, zonas do país a partir das quais, <strong>neste artigo de previsão, focaremos sobretudo no distrito do Porto e no município que lhe dá nome</strong>.</p><h2>Saiba o que esperar da evolução da chuva no Porto nas próximas horas</h2><p>O corpo principal da precipitação gerada pela frente fria irá entrar a partir do meio/fim da tarde desta terça-feira (29) pelo noroeste, através do Minho, alastrando-se gradualmente para sul e leste nas horas seguintes. <strong>Por volta das 18 horas de hoje, espera-se que a frente acabe por alcançar o Porto (distrito)</strong> e áreas adjacentes, dando início a um <strong>período de 6 horas caracterizado pela concentração de volumes relativamente elevados de precipitação </strong>acumulada.</p><div class="texto-destacado">É importante, contudo, clarificar que <strong>antes das 18:00 já poderá "chover algo" no Porto</strong>, embora sem a expressão significativa que a precipitação ganhará nas últimas horas do dia.<br></div><p>Inicialmente, o episódio de chuva ainda será fraco no distrito do Porto, porém, com o correr das horas os mapas revelam a passagem da precipitação a um regime de intensidade moderada. <strong>A fase mais agreste está prevista para o início da noite (cerca das 21 horas), altura em que poderá desencadear-se a ocorrência de precipitação forte na cidade do Porto</strong> e em várias zonas deste distrito nortenho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-porto-que-se-prepare-a-partir-das-18-00-espera-se-chuva-forte-segundo-os-mapas-da-meteored-1790688107669.jpg" data-image="sq348s3t9ao8"><figcaption>O Porto poderá acumular pouco mais de 35 mm de chuva em somente 6 horas.</figcaption></figure><p> De acordo com o ECMWF, um dos principais modelos de referência utilizados aqui na Meteored Portugal, <strong>em torno das 21:00 poderão registar-se acumulados horários entre 10 e 15 mm </strong>em alguns pontos do distrito do<strong> Porto</strong>. </p><p>Ainda de acordo com as projeções atualmente disponíveis nos nossos mapas, prevê-se, para as duas horas seguintes - <strong>entre as 22:00 e a meia-noite - que a chuva perca intensidade de forma gradual no distrito do Porto</strong>, passando de um regime forte a moderado para um regime moderado a fraco.</p><p>No total, em apenas 6 horas, <strong>e</strong><strong>ntre as 18:00 de terça-feira (29) e a meia-noite de quarta-feira (30)</strong>, são esperados acumulados de<strong> precipitação superiores a 35 mm na cidade do Porto</strong> e <strong>acima dos 40 mm</strong> noutros municípios do distrito do Porto, tais como os da <strong>Maia, Ermesinde </strong>e<strong> Santo Tirso</strong>.</p><p> Para que tenhamos uma noção mais clara da importância do episódio pluviométrico iminente, <strong>só nas últimas 6 horas de terça-feira, 29 de setembro, é possível que se concentre no Porto um valor equivalente à metade da média de precipitação total para um mês de setembro </strong>nesta cidade, tendo em conta os valores da normal climatológica 1991-2020. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791059" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/onde-se-preve-chuva-em-portugal-tendencias-previstas-pelo-ecmwf-ate-12-de-outubro.html" title="Onde se prevê chuva em Portugal: tendências previstas pelo ECMWF até 12 de outubro">Onde se prevê chuva em Portugal: tendências previstas pelo ECMWF até 12 de outubro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/onde-se-preve-chuva-em-portugal-tendencias-previstas-pelo-ecmwf-ate-12-de-outubro.html" title="Onde se prevê chuva em Portugal: tendências previstas pelo ECMWF até 12 de outubro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/onde-se-preve-chuva-em-portugal-tendencias-previstas-pelo-ecmwf-ate-12-de-outubro-1790679974130_320.jpg" alt="Onde se prevê chuva em Portugal: tendências previstas pelo ECMWF até 12 de outubro"></a></article></aside><p>Nas primeiras horas da<strong> madrugada de quarta-feira, 30 de setembro, ainda poderá chuviscar ocasionalmente </strong>no Porto, embora com cada vez menos intensidade e frequência.</p><h2>Outros impactos previstos e medidas preventivas do risco de inundação para o tecido urbano do município do Porto</h2><p>À medida que a frente fria for percorrendo o nosso território - com o “grosso” da mesma a percorrer o território nacional entre a tarde de terça-feira (29) e o início da tarde de quarta-feira (30) - não se exclui <strong>a possibilidade da precipitação ser pontualmente acompanhada de trovoadas isoladas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-porto-que-se-prepare-a-partir-das-18-00-espera-se-chuva-forte-segundo-os-mapas-da-meteored-1790688818531.jpg" data-image="clq10nsrfujv"><figcaption>Para o Porto são expectáveis rajadas máximas de até 70 km/h.</figcaption></figure><p>Além disto, é importante referir que a precipitação no Porto será acompanhada por <strong>rajadas de vento relativamente frequentes e fortes do vento de sul/sudoeste, na ordem dos 50 a 70 km/h</strong>.</p><div class="texto-destacado">Quando ocorrem episódios de precipitação com acumulados relativamente elevados no espaço e no tempo (em torno de 30/40 mm em apenas 6 horas) como o que está previsto para as últimas horas desta terça-feira, 29 de setembro, é altamente recomendável - senão mesmo imperativo - <strong>tomar medidas de prevenção que permitam na medida do possível evitar, ou pelo menos mitigar, o risco de inundações rápidas e localizadas</strong>.</div><p>As áreas historicamente mais vulneráveis de tecidos urbanos em municípios como o do Porto devem ser preparadas para enfrentar a precipitação forte, regendo-se pelas orientações habitualmente definidas pela Proteção Civil em situações como estas: <strong>desobstruir escoamentos, proteger acessos, proceder à segurança de bens e à fixação de estruturas</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-porto-que-se-prepare-a-partir-das-18-00-espera-se-chuva-forte-segundo-os-mapas-da-meteored.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Onde se prevê chuva em Portugal: tendências previstas pelo ECMWF até 12 de outubro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/onde-se-preve-chuva-em-portugal-tendencias-previstas-pelo-ecmwf-ate-12-de-outubro.html</link><pubDate>Tue, 29 Sep 2026 12:31:03 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A chuva regressa em força a Portugal na reta final de setembro. Uma frente fria atravessará o território entre os dias 29 e 30, antes de novos episódios de instabilidade já em outubro.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbekp0a"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbekp0a.jpg" id="xbekp0a"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A reta final de setembro será marcada pelo regresso da chuva a Portugal continental, com a passagem de uma frente fria que deverá deixar precipitação localmente intensa, sobretudo no Norte e Centro.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Depois de uma breve pausa, outubro poderá arrancar com novos episódios de instabilidade.<strong> A médio prazo, o ECMWF não antecipa grandes desvios face à precipitação habitual para a época</strong>.</p><h2>A chuva já está a chegar, mas o período mais intenso será esta noite</h2><p>Esta <strong>terça-feira, dia 29</strong>, a nebulosidade já é abundante e ocorrem períodos de precipitação fraca e dispersa em alguns pontos do território. No entanto, será a partir do final da tarde que a situação meteorológica se tornará mais relevante, com a aproximação e passagem de uma <strong>frente fria bastante bem organizada</strong>.</p><p>A precipitação deverá entrar pelo extremo noroeste e avançar progressivamente para sul e leste. Por volta das <strong>18 horas</strong>, a frente deverá alcançar a região do Porto, mas será mais tarde que a chuva ganhará maior intensidade. Segundo o modelo ECMWF, perto das <strong>21 horas poderão registar-se acumulados horários em torno dos 15 mm em alguns pontos do distrito do Porto</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/onde-se-preve-chuva-em-portugal-tendencias-previstas-pelo-ecmwf-ate-12-de-outubro-1790679927261.jpg" data-image="g8xcvruuvazs" alt="Precipitação" title="Precipitação"><figcaption>A frente fria começará a atravessar Portugal pelo noroeste durante a tarde, trazendo chuva que ganhará intensidade ao longo da noite, sobretudo nas regiões Norte e Centro.</figcaption></figure><p>Ao aproximarmo-nos da meia-noite, a faixa de precipitação continuará a deslocar-se para sul. Entre a última hora de terça-feira e o início de quarta-feira, destacam-se áreas entre <strong>Figueira da Foz e Coimbra</strong> e entre <strong>Torres Vedras e Caldas da Rainha</strong>, onde pontualmente poderão ocorrer acumulados superiores a <strong>10 mm numa hora</strong>.</p><h2>Quarta-feira, dia 30: a frente atravessa o território</h2><p>A madrugada de <strong>quarta-feira, dia 30</strong>, continuará a ser marcada pela passagem da frente fria. O corpo principal de precipitação irá progredir para leste, atravessando gradualmente o território continental.</p><p>Apesar de poderem surgir alguns núcleos localmente mais intensos, a tendência será para uma <strong>perda gradual de intensidade da precipitação ao longo da manhã</strong>, depois do episódio mais expressivo entre a noite de dia 29 e a madrugada de dia 30.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/onde-se-preve-chuva-em-portugal-tendencias-previstas-pelo-ecmwf-ate-12-de-outubro-1790679974130.jpg" data-image="hzgyu0ycnj7z" alt="Precipitação acumulada" title="Precipitação acumulada"><figcaption>O Noroeste deverá concentrar os maiores acumulados de precipitação até ao final de quarta-feira, com valores superiores a 40 mm em algumas áreas e pontualmente acima de 50 mm.</figcaption></figure><p>Até ao final de quarta-feira, os acumulados previstos pelo ECMWF evidenciam claramente um gradiente norte-sul. O <strong>Noroeste deverá ser a região mais chuvosa</strong>, com valores que poderão ultrapassar os <strong>40 mm em redor do Porto</strong> e atingir ou superar localmente os <strong>50 mm no extremo noroeste</strong>. No Centro os acumulados serão também relevantes, enquanto no Alentejo e Algarve deverão ser bastante inferiores ou mesmo nulos.</p><h2>Outubro começa com uma pausa, mas a chuva poderá regressar rapidamente</h2><p>Na <strong>quinta-feira, 1 de outubro</strong>, prevê-se uma pausa temporária na precipitação. O céu deverá continuar bastante nublado, embora possam surgir abertas, sobretudo no Sul e, ao final do dia, também em setores do litoral Norte e Centro.</p><p>Esta melhoria deverá, contudo, ser breve. Na <strong>sexta-feira, dia 2</strong>, o ECMWF volta a sinalizar possibilidade de precipitação, desta vez tendencialmente <strong>fraca a moderada</strong>, com maior incidência prevista em regiões próximas da fronteira com Espanha, de norte a sul. Já no <strong>domingo, dia 4</strong>, o cenário volta a tornar-se mais instável.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/onde-se-preve-chuva-em-portugal-tendencias-previstas-pelo-ecmwf-ate-12-de-outubro-1790680050006.jpg" data-image="ku1vuccgj1nz" alt="Precipitação" title="Precipitação"><figcaption>Depois de uma breve pausa, a instabilidade poderá regressar no início de outubro. No domingo, dia 4, uma área de baixas pressões favorecerá novos períodos de precipitação, sobretudo no Norte e Centro.</figcaption></figure><p>O desenvolvimento de uma área de <strong>baixas pressões sobre a Península Ibérica</strong> poderá favorecer períodos mais prolongados e organizados de precipitação, sobretudo nas regiões Norte e Centro. Tratando-se de uma previsão a vários dias, a distribuição e intensidade da chuva poderão ainda sofrer alterações.</p><h2>E entre 5 e 12 de outubro? ECMWF antecipa uma semana próxima do normal</h2><p>Para horizontes temporais mais longos é necessário mudar a forma como interpretamos a previsão. O mapa semanal de anomalias de precipitação do ECMWF para o período de <strong>5 a 12 de outubro</strong> não indica quando irá chover, mas permite perceber se a quantidade total prevista tende a ficar acima ou abaixo da climatologia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/onde-se-preve-chuva-em-portugal-tendencias-previstas-pelo-ecmwf-ate-12-de-outubro-1790680135491.jpg" data-image="gahaunhvims6" alt="Anomalia semanal da precipitação" title="Anomalia semanal da precipitação"><figcaption>Entre 5 e 12 de outubro, o ECMWF prevê precipitação próxima do normal em grande parte de Portugal, com algumas áreas fronteiriças a apresentarem um ligeiro sinal acima da média para a época.</figcaption></figure><p>Em grande parte de Portugal continental predominam <strong>valores próximos do normal para a época do ano</strong>. Existem alguns setores, sobretudo junto à fronteira, onde surge um sinal de precipitação <strong>ligeiramente acima da média</strong>, enquanto noutras áreas aparecem sinais ligeiramente abaixo do habitual.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790941" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-o-norte-e-o-centro-registarao-uma-descida-de-temperatura-de-ate-6-c-estas-serao-as-regioes-onde-mais-arrefecera.html" title="Amanhã o Norte e o Centro registarão uma descida de temperatura de até 6 ºC: estas serão as regiões onde mais arrefecerá">Amanhã o Norte e o Centro registarão uma descida de temperatura de até 6 ºC: estas serão as regiões onde mais arrefecerá</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-o-norte-e-o-centro-registarao-uma-descida-de-temperatura-de-ate-6-c-estas-serao-as-regioes-onde-mais-arrefecera.html" title="Amanhã o Norte e o Centro registarão uma descida de temperatura de até 6 ºC: estas serão as regiões onde mais arrefecerá"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-o-norte-e-o-centro-registarao-uma-descida-de-temperatura-de-ate-6-c-estas-serao-as-regioes-onde-mais-arrefecera-1790618108963_320.jpg" alt="Amanhã o Norte e o Centro registarão uma descida de temperatura de até 6 ºC: estas serão as regiões onde mais arrefecerá"></a></article></aside><p>Assim, depois de uma entrada de outubro relativamente dinâmica, <strong>não existe atualmente um sinal generalizado de uma semana excecionalmente seca ou chuvosa entre os dias 5 e 12</strong>. A tendência aponta antes para quantidades de precipitação próximas das normais em grande parte do país, embora a evolução sinóptica dos próximos dias permita afinar esta previsão.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/onde-se-preve-chuva-em-portugal-tendencias-previstas-pelo-ecmwf-ate-12-de-outubro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ruas limpas, mas sem caixotes: o curioso modelo japonês que surpreende os turistas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ruas-limpas-mas-sem-caixotes-o-curioso-modelo-japones-que-surpreende-os-turistas.html</link><pubDate>Tue, 29 Sep 2026 08:45:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>No Japão os caixotes do lixo são raros nas ruas, mas o país mantém uma limpeza exemplar graças a hábitos, educação e responsabilidade individual. Venha saber mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ruas-limpas-mas-sem-caixotes-o-curioso-modelo-japones-que-surpreende-os-turistas-1790322228194.jpg" data-image="cy10vh8b166i" alt="Japonesas e o lixo" title="Japonesas e o lixo"><figcaption>No Japão, em vez de procurar um recipiente, grande parte da população guarda as embalagens consigo e levam o lixo para casa.</figcaption></figure><p>No Japão, <strong>encontrar um caixote do lixo na rua pode ser surpreendentemente difícil.</strong> Para quem visita o país pela primeira vez, a situação parece contraditória, pois como podem cidades tão movimentadas permanecer tão limpas sem recipientes para depositar resíduos?</p><p>A resposta está numa combinação de <strong>acontecimentos históricos, políticas públicas, hábitos sociais</strong> e uma relação particular com o lixo. </p><div class="texto-destacado">Segundo um artigo publicado na BBC, o Japão nem sempre teve tão poucos caixotes nas ruas. Uma das principais mudanças aconteceu em <strong>1995, depois do ataque com gás sarin levado a cabo pela seita Aum Shinrikyō no metro de Tóquio</strong>. Por razões de segurança, muitos recipientes foram retirados ou selados. </div><p>Embora a ameaça terrorista tenha contribuído para essa transformação, não explica, por si só, a situação atual. Ao longo dos anos, os <strong>custos de manutenção e problemas relacionados com a utilização indevida dos caixotes</strong> levaram algumas cidades a reduzir ainda mais o seu número.</p><p>Em Quioto, por exemplo, a quantidade de caixotes públicos foi reduzida para menos de metade a partir de 2011. Segundo Aya Yoshida, do <em>National Institute for Environmental Studies</em>, havia <strong>problemas com pessoas que depositavam resíduos domésticos nos contentores públicos</strong> e com lixo acumulado à sua volta. </p><h2>A responsabilidade começa antes de o lixo chegar à rua</h2><p>O que torna o caso japonês particularmente interessante é que <strong>a ausência de caixotes não parece resultar simplesmente numa maior quantidade de lixo abandonado</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ruas-limpas-mas-sem-caixotes-o-curioso-modelo-japones-que-surpreende-os-turistas-1790322008090.jpg" data-image="big8krtawmqv" alt="Ruas limpas" title="Ruas limpas"><figcaption>Nas ruas japonesas, os caixotes do lixo são raros, mas a limpeza continua a fazer parte da paisagem urbana.</figcaption></figure><p>Durante décadas, os municípios investiram em <strong>campanhas contra o abandono de resíduos, educação ambiental, limpeza das ruas e medidas de planeamento urbano </strong>destinadas a desencorajar comportamentos de <em>littering</em>. Ou seja, a <strong>limpeza das cidades é também resultado de políticas continuadas </strong>e não apenas de uma suposta característica cultural. </p><p>Ao mesmo tempo, existem normas sociais que influenciam o comportamento quotidiano. Uma delas é a <strong>ideia de meiwaku o kakenai</strong>, que pode ser entendida como evitar causar incómodo aos outros. <strong>Levar o próprio lixo consigo enquadra-se naturalmente nessa lógica</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="713751" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tendencias-de-bem-estar-natural-do-japao-que-sao-faceis-de-integrar-na-vida-quotidiana.html" title="Tendências de bem-estar natural do Japão que são fáceis de integrar na vida quotidiana">Tendências de bem-estar natural do Japão que são fáceis de integrar na vida quotidiana</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tendencias-de-bem-estar-natural-do-japao-que-sao-faceis-de-integrar-na-vida-quotidiana.html" title="Tendências de bem-estar natural do Japão que são fáceis de integrar na vida quotidiana"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nature-conscious-wellness-trends-from-japan-that-are-easy-to-bring-into-daily-life-1748949481898_320.jpeg" alt="Tendências de bem-estar natural do Japão que são fáceis de integrar na vida quotidiana"></a></article></aside><p>Há ainda um hábito que ajuda a explicar a menor produção de resíduos nas ruas. <strong>Comer enquanto se caminha ou dentro dos transportes públicos não é uma prática tão comum como em muitas outras cidades</strong>. Para quem vive no Japão, grande parte do lixo produzido durante o dia acaba por regressar a casa. </p><h2>Um desafio maior para quem visita o país</h2><p><strong>Para os turistas, contudo, a experiência pode ser bastante diferente</strong>. Depois de comprar uma bebida, um lanche numa loja de conveniência ou uma refeição para levar, é possível passar horas sem encontrar onde colocar a embalagem.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ruas-limpas-mas-sem-caixotes-o-curioso-modelo-japones-que-surpreende-os-turistas-1790322029188.jpg" data-image="cw391j4nac2t" alt="Cultura e políticas" title="Cultura e políticas"><figcaption>Para os turistas, a ausência de caixotes pode surpreender, no entanto para o Japão, é o resultado de décadas de hábitos, educação e responsabilidade coletiva.</figcaption></figure><p>Alguns caixotes continuam disponíveis, sobretudo em <strong>estações ferroviárias</strong>, frequentemente junto às zonas de bilheteira e em locais onde podem ser monitorizados. Também existem <strong>recipientes associados a algumas máquinas de venda automática e outros pontos específicos</strong>. </p><p>Agora, Tóquio está a experimentar uma solução particularmente invulgar, <strong>na estação de Shinjuku começaram a ser testados robôs-caixote que circulam pelo espaço recolhendo resíduos dos passageiros</strong>. </p><p>Assim a questão que devemos colocar é: e se uma cidade pudesse funcionar com menos contentores do lixo?<em> </em>Esta resposta japonesa assenta numa <strong>combinação de responsabilidade individual, políticas públicas e hábitos quotidianos </strong>que transformaram a ausência de caixotes numa parte quase invisível da paisagem urbana.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Michelle%20Gross" data-year="2026" data-title="Japan%20is%20famous%20for%20its%20spotless%20streets.%20So%20why%20are%20public%20rubbish%20bins%20so%20hard%20to%20find%3F" data-url="https%3A%2F%2Fwww.bbc.com%2Ftravel%2Farticle%2F20260921-why-are-there-so-few-rubbish-bins-in-japan">Michelle Gross. (2026). <a href="https://www.bbc.com/travel/article/20260921-why-are-there-so-few-rubbish-bins-in-japan" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Japan is famous for its spotless streets. So why are public rubbish bins so hard to find?</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ruas-limpas-mas-sem-caixotes-o-curioso-modelo-japones-que-surpreende-os-turistas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estufa caseira e túneis: o que montar em setembro para colher no inverno]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/estufa-caseira-e-tuneis-o-que-montar-em-setembro-para-colher-no-inverno.html</link><pubDate>Tue, 29 Sep 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Montar uma cobertura em dezembro, com o frio já instalado, chega tarde de mais. O que decide a colheita de inverno é aquilo que estiver de pé e plantado nas próximas semanas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/estufa-caseira-e-tuneis-o-que-montar-em-setembro-para-colher-no-inverno-1790599249147.jpeg" data-image="xe4hscn7cnju"><figcaption>Uma estufa caseira montada no outono permite manter culturas vivas e colhíveis durante todo o inverno.</figcaption></figure><p>Há uma ideia muito difundida sobre<strong> estufas caseiras</strong> que convém corrigir logo de início: a de que servem para <strong>proteger as plantas do frio </strong>quando ele chegar.</p><p>Servem para isso, <strong>mas não é aí que está o essencial</strong>. O essencial é que uma cobertura montada agora permite que as plantas cresçam durante mais algumas semanas, e é esse avanço, e não o abrigo em si, que enche a mesa em dezembro e janeiro.</p><h2>O que uma estufa sem aquecimento faz mesmo</h2><p>Convém perceber o que se está a comprar antes de investir seja no que for.</p><div class="texto-destacado"><strong> Estufa fria</strong>- Estrutura coberta sem qualquer sistema de aquecimento, que funciona apenas com a energia do sol. Durante o dia deixa entrar a radiação e retém o calor no ar e no solo. Durante a noite, atrasa a perda desse calor para o céu. Não produz calor nenhum, apenas o guarda durante mais tempo.</div><p>Na prática, isso traduz-se num ganho de alguns graus nas temperaturas mínimas. Parece pouco, mas é a diferença entre uma alface que congela e uma alface que se colhe. Na <strong>tabela abaixo</strong>, consegue encontrar algumas soluções para minimizar o impacto das baixas temperaturas nas culturas da horta.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Uma cobertura simples vale duas a três semanas de atraso no inverno. É como mudar a horta algumas centenas de quilómetros para sul.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><table><thead><tr><th scope="col"><p>Solução</p></th><th scope="col"><p>Ganho típico na mínima</p></th><th scope="col"><p>Custo</p></th><th scope="col"><p>Melhor para</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Manta térmica sobre as plantas</p></td><td><p>2 a 3 ºC</p></td><td><p>Muito baixo</p></td><td><p>Folhosas em canteiro</p></td></tr><tr><td><p>Túnel baixo com arcos</p></td><td><p>3 a 5 ºC</p></td><td><p>Baixo</p></td><td><p>Alfaces, espinafres, rabanetes</p></td></tr><tr><td><p>Túnel alto onde se entra</p></td><td><p>4 a 6 ºC</p></td><td><p>Médio</p></td><td><p>Couves, favas, aromáticas</p></td></tr><tr><td><p>Manta dentro do túnel</p></td><td><p>Até 7 ou 8 ºC</p></td><td><p>Baixo, acumulado</p></td><td><p>Noites de geada forte</p></td></tr><tr><td><p>Garrafa cortada sobre a planta</p></td><td><p>2 a 4 ºC</p></td><td><p>Quase nulo</p></td><td><p>Plantas isoladas</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="4">Principais soluções para proteger as culturas das baixas temperaturas. Fonte: elaboração própria</td></tr></tbody></table><p>Valores indicativos. O ganho real depende muito da noite: <strong>é maior em noites limpas e sem vento, e bastante menor em noites ventosas</strong>.</p><h2>Três erros que estragam o investimento</h2><p><strong>O primeiro é não ventilar</strong>. Parece contraditório num artigo sobre proteger do frio, mas num dia de sol de dezembro um túnel fechado passa facilmente dos 30 ºC lá dentro. E, pior do que o calor, é a humidade que fica presa. Um túnel permanentemente fechado é uma câmara húmida, e as doenças de folha instalam-se muito mais depressa do que o frio faria estragos. Abra nos dias de sol e feche a meio da tarde, para guardar calor antes da noite.</p><p><strong>O segundo é subestimar o vento</strong>. A maior parte dos túneis caseiros não se perde por frio, perde-se numa noite de vendaval. Em zonas expostas, como no litoral de Aveiro, a ancoragem importa mais do que a qualidade do plástico. Enterre bem os bordos, use varões que entrem fundo e prenda o filme com fio cruzado por cima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estufa-caseira-e-tuneis-o-que-montar-em-setembro-para-colher-no-inverno-1790599339925.jpeg" data-image="09j6xx2vu8wq"><figcaption>Porta aberta num dia de sol, para renovar o ar e evitar a humidade que traz as doenças.</figcaption></figure><p><strong>O terceiro é a orientação</strong>. No inverno o sol anda baixo no céu. Um túnel baixo orientado no sentido nascente-poente apanha muito mais luz do que um orientado no sentido norte-sul, porque oferece o lado comprido à trajetória do sol.</p><h2>O que faz sentido pôr lá dentro</h2><p>Não vale a pena tentar cultivar de tudo. As culturas que compensam são as que já toleram frio e a que a cobertura dá o empurrão final.</p><div class="texto-destacado"><strong>Alfaces de inverno, espinafres, rúcula, agriões, rabanetes, nabiças e aromáticas como a salsa e os coentros são as apostas seguras</strong>. As couves e as favas dispensam cobertura em boa parte do país, mas em zonas frias como Bragança agradecem-na.</div><p>O que não faz sentido é tentar manter tomate, pimento ou feijão. Não é o frio que os impede, é a falta de luz, e isso nenhuma cobertura resolve.</p><h2>O limite do inverno não é o frio, é a luz</h2><p><strong>Fica para o fim a razão pela qual este artigo sai em setembro e não em novembro</strong>.</p><p>Entre meados de novembro e o início de fevereiro, em quase todo o país, os dias têm<strong> menos de dez horas de luz</strong>. Abaixo desse valor, <strong>o crescimento das hortícolas praticamente para</strong>, por muito abrigadas e aquecidas que estejam. As plantas não morrem, ficam simplesmente em suspenso, <strong>à espera que os dias voltem a alongar</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="724792" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/ideias-inovadoras-de-jardinagem-com-garrafas-de-plastico-desde-mini-estufas-a-comedouros.html" title="Ideias inovadoras de jardinagem com garrafas de plástico: desde mini estufas a comedouros">Ideias inovadoras de jardinagem com garrafas de plástico: desde mini estufas a comedouros</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/ideias-inovadoras-de-jardinagem-com-garrafas-de-plastico-desde-mini-estufas-a-comedouros.html" title="Ideias inovadoras de jardinagem com garrafas de plástico: desde mini estufas a comedouros"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ideias-inovadoras-de-jardinagem-com-garrafas-de-plastico-desde-mine-estufas-a-comedouros-1755296742803_320.jpg" alt="Ideias inovadoras de jardinagem com garrafas de plástico: desde mini estufas a comedouros"></a></article></aside><p>Isto muda completamente a forma de pensar a horta de inverno. <strong>A cobertura </strong>não serve para fazer crescer em dezembro. <strong>Serve para conservar vivo e colhível aquilo que já cresceu antes</strong>.</p><p>E é por isso que<strong> as próximas semanas decidem tudo. As plantas têm de atingir um tamanho próximo do de colheita até meados de novembro</strong>, porque a partir daí quase não progridem. Quem semeia em dezembro, mesmo dentro de uma estufa, colhe em março.</p><p>Nas próximas semanas, acompanhe<strong> as mínimas na previsão</strong> da sua zona e repare em duas coisas. Quando começarem a aparecer valores <strong>abaixo dos 5 ºC, é altura de ter a cobertura pronta a fechar</strong>. E nas noites limpas e sem vento, que são as de geada, é quando a proteção rende mais. Em noites de vento, mesmo com temperaturas parecidas, o ganho é bastante menor, e vale mais confiar nas culturas resistentes do que no plástico. Já no sul, em Faro, a cobertura serve menos para proteger e mais para adiantar colheitas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/estufa-caseira-e-tuneis-o-que-montar-em-setembro-para-colher-no-inverno.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Amanhã o Norte e o Centro registarão uma descida de temperatura de até 6 ºC: estas serão as regiões onde mais arrefecerá]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-o-norte-e-o-centro-registarao-uma-descida-de-temperatura-de-ate-6-c-estas-serao-as-regioes-onde-mais-arrefecera.html</link><pubDate>Tue, 29 Sep 2026 06:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A chegada de uma frente atlântica vai baixar significativamente as temperaturas nesta quarta-feira em Portugal continental. No Norte e no Centro, algumas cidades poderão registar 6 ºC a menos que na tarde de terça-feira.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbe5qs2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbe5qs2.jpg" id="xbe5qs2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Após várias semanas marcadas por temperaturas relativamente <strong>elevadas para a época</strong>, Portugal continental <strong>tem vindo a registar </strong>uma gradual mudança do estado do tempo nos últimos dias de setembro. A aproximação e passagem de uma frente atlântica favorecerá o aumento da nebulosidade, o <strong>regresso da precipitação</strong> a várias regiões e, sobretudo, uma <strong>descida das temperaturas</strong>.</p><p>A alteração será particularmente evidente nas regiões Norte e Centro, onde o modelo europeu (ECMWF) projeta diferenças significativas entre as temperaturas registadas durante as tardes de terça e quarta-feira. No Sul, pelo contrário, o arrefecimento deverá ser bastante menos expressivo.</p><h2>Terça-feira ainda terá temperaturas próximas dos 30 ºC em várias regiões</h2><p>Durante a tarde desta terça-feira, dia 29, as temperaturas <strong>manter-se-ão relativamente elevadas</strong> em boa parte de Portugal continental. Apesar de o calor dos últimos dias já ter perdido intensidade, várias localidades do Centro e Sul continuarão próximas dos 28 ºC.</p><p>Às 16h, o ECMWF projeta cerca de <strong>28 ºC em Coimbra, Santarém, Évora e Beja</strong>, enquanto Leiria poderá alcançar 27 ºC e Castelo Branco 26 ºC. Mais a norte, os valores serão mais baixos, rondando 24 ºC em Viseu, 23 ºC no Porto e Vila Real e 21 ºC em Braga.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-o-norte-e-o-centro-registarao-uma-descida-de-temperatura-de-ate-6-c-estas-serao-as-regioes-onde-mais-arrefecera-1790617902061.jpg" data-image="8qs2glxi4qmu" alt="Terça-feira ainda terá temperaturas próximas dos 30 ºC em várias regiões" title="Terça-feira ainda terá temperaturas próximas dos 30 ºC em várias regiões"><figcaption>O ECMWF prevê cerca de 28 ºC em Coimbra, Santarém, Évora e Beja durante a tarde de terça-feira, enquanto o Norte apresentará valores mais baixos.</figcaption></figure><p>O contraste térmico entre o litoral e o interior permanecerá igualmente visível. Lisboa deverá rondar os <strong>25 ºC</strong>, enquanto várias zonas do interior Centro e Sul permanecerão claramente mais quentes.</p><p>Será, contudo, um cenário de curta duração. Nas horas seguintes, a aproximação de uma estrutura frontal pelo Atlântico permitirá a entrada de ar mais fresco e húmido, iniciando uma descida térmica que será particularmente evidente durante quarta-feira.</p><h2>Amanhã os termómetros poderão baixar cerca de 6 ºC em algumas cidades</h2><p>A diferença torna-se evidente quando se compara a mesma hora dos dois dias. Às 16h de quarta-feira, Coimbra deverá passar de cerca de <strong>28 para 22 ºC</strong>, correspondendo a uma descida de aproximadamente 6 ºC.</p><p>Em Santarém, o cenário é semelhante: dos 28 ºC previstos para terça-feira, o termómetro deverá passar para aproximadamente <strong>22 ºC na tarde de quarta-feira</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-o-norte-e-o-centro-registarao-uma-descida-de-temperatura-de-ate-6-c-estas-serao-as-regioes-onde-mais-arrefecera-1790617955260.jpg" data-image="7cngrbv0f8xk" alt="A descida da temperatura será evidente no Norte e Centro esta quarta-feira" title="A descida da temperatura será evidente no Norte e Centro esta quarta-feira"><figcaption>Na tarde de quarta-feira, o ECMWF projeta apenas 22 ºC em Coimbra e Santarém, cerca de 6 ºC abaixo dos valores previstos no mesmo horário de terça-feira.</figcaption></figure><p> Também haverá uma descida em várias outras cidades. Viseu passará de aproximadamente <strong>24 para 20 ºC</strong>, Guarda de <strong>20 para 17 ºC</strong>, Leiria de <strong>27 para 22 ºC</strong> e Castelo Branco de <strong>26 para 24 ºC</strong>.</p><table><thead><tr><th> <table><thead><tr><th>Capital de Distrito</th></tr></thead></table> </th><th>Terça-feira, 29 de setembro</th><th>Quarta-feira, 30 de setembro</th><th>Variação térmica das máximas</th></tr></thead><tbody><tr><td>Aveiro</td><td>26 ºC</td><td>21 ºC</td><td>-5 ºC </td></tr><tr><td>Beja </td><td>28 ºC </td><td>29 ºC </td><td>+1 ºC </td></tr><tr><td> Braga </td><td>21 ºC </td><td>21 ºC </td><td>0 ºC </td></tr><tr><td> Bragança </td><td>22 ºC </td><td>20 ºC </td><td>-2 ºC </td></tr><tr><td> Castelo Branco </td><td>26 ºC </td><td>24 ºC </td><td>-2 ºC </td></tr><tr><td> Coimbra </td><td>28 ºC </td><td>22 ºC </td><td>-6 ºC </td></tr><tr><td> Évora </td><td>28 ºC </td><td>27 ºC </td><td>-1 ºC </td></tr><tr><td> Faro </td><td> — </td><td> — </td><td> — </td></tr><tr><td> Guarda </td><td>20 ºC </td><td>17 ºC </td><td>-3 ºC </td></tr><tr><td> Leiria </td><td>27 ºC </td><td>22 ºC </td><td>-5 ºC </td></tr><tr><td> Lisboa </td><td>25 ºC </td><td>23 ºC </td><td>-2 ºC </td></tr><tr><td> Portalegre </td><td>24 ºC </td><td>22 ºC </td><td>-2 ºC </td></tr><tr><td> Porto </td><td>23 ºC </td><td>20 ºC </td><td>-3 ºC </td></tr><tr><td> Santarém </td><td>28 ºC </td><td>22 ºC </td><td>-6 ºC </td></tr><tr><td> Setúbal </td><td> — </td><td> — </td><td> — </td></tr><tr><td> Viana do Castelo </td><td> — </td><td> — </td><td> — </td></tr><tr><td> Vila Real </td><td>23 ºC </td><td>21 ºC </td><td>-2 ºC </td></tr><tr><td> Viseu </td><td>24 ºC </td><td>20 ºC </td><td>-4 ºC </td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="4">Fonte: Mapas Meteored baseados no modelo ECMWF.</td></tr></tbody></table><p> O comportamento será bastante diferente no Sul. Évora deverá passar de 28 para 27 ºC, enquanto Beja surge com 29 ºC às 16h de quarta-feira, contra 28 ºC à mesma hora de terça-feira. <strong>Isto mostra que a entrada do ar mais fresco não ocorrerá simultaneamente nem com a mesma intensidade em todo o território</strong>. </p><h2>De temperaturas acima da média para valores até 3 ºC abaixo do habitual</h2><p>A mudança torna-se ainda mais clara quando analisamos as anomalias térmicas. Na terça-feira, uma parte considerável do território continuará a apresentar <strong>temperaturas acima do normal para esta época do ano</strong>, embora já existam algumas exceções no extremo Norte e no interior.</p><p>O ECMWF projeta desvios positivos de aproximadamente <strong>3 ºC em Coimbra e Viseu, 4 ºC em Aveiro e 2 ºC em Santarém, Leiria, Évora e Beja</strong> durante a tarde.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-o-norte-e-o-centro-registarao-uma-descida-de-temperatura-de-ate-6-c-estas-serao-as-regioes-onde-mais-arrefecera-1790618048379.jpg" data-image="nel8z04166an" alt="Terça-feira ainda será mais quente que o normal em várias regiões" title="Terça-feira ainda será mais quente que o normal em várias regiões"><figcaption>Antes da queda mais acentuada, o ECMWF projeta temperaturas de até 3 a 4 ºC acima da média em alguns pontos do Norte e do Centro durante a tarde de terça-feira.</figcaption></figure><p>Esta distribuição mostra que a descida de quarta-feira não acontece a partir de um cenário particularmente frio. Pelo contrário, algumas regiões partirão de <strong>temperaturas ainda superiores à média climatológica</strong>, acentuando a sensação de mudança entre os dois dias.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790877" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-80-mm-ja-se-dirige-para-portugal-a-frente-fria-que-provocara-uma-mudanca-brusca-de-tempo.html" title="Até 80 mm de chuva: já se dirige para Portugal a frente fria que provocará uma mudança brusca de tempo">Até 80 mm de chuva: já se dirige para Portugal a frente fria que provocará uma mudança brusca de tempo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-80-mm-ja-se-dirige-para-portugal-a-frente-fria-que-provocara-uma-mudanca-brusca-de-tempo.html" title="Até 80 mm de chuva: já se dirige para Portugal a frente fria que provocará uma mudança brusca de tempo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-80-mm-ja-se-dirige-para-portugal-a-frente-fria-que-provocara-uma-mudanca-brusca-de-tempo-1790601381972_320.jpg" alt="Até 80 mm de chuva: já se dirige para Portugal a frente fria que provocará uma mudança brusca de tempo"></a></article></aside><p>A alteração da massa de ar e o aumento da influência atlântica farão desaparecer grande parte destas anomalias positivas no Norte e Centro.</p><h2>Quarta-feira poderá ficar até 3 ºC abaixo da média no Centro</h2><p>Na quarta-feira, o mapa muda significativamente. Grande parte do Norte e Centro ficará abrangida por <strong>anomalias negativas</strong>, contrastando de forma evidente com o Sul e, sobretudo, com grande parte de Espanha.</p><p>O ECMWF aponta para valores aproximadamente <strong>3 ºC abaixo da média em Coimbra, Guarda e Santarém</strong>, 2 ºC abaixo em Braga, Viseu, Leiria e Portalegre e cerca de 1 ºC abaixo em Bragança e Castelo Branco.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-o-norte-e-o-centro-registarao-uma-descida-de-temperatura-de-ate-6-c-estas-serao-as-regioes-onde-mais-arrefecera-1790618108963.jpg" data-image="7tydghcsz73e" alt="Norte e Centro poderão ficar até 3 ºC abaixo da média" title="Norte e Centro poderão ficar até 3 ºC abaixo da média"><figcaption>O ECMWF projeta anomalias negativas em grande parte do Norte e Centro na tarde de quarta-feira, localmente próximas dos -3 ºC.</figcaption></figure><p>No Sul, o comportamento será novamente diferente. <strong>Évora e Beja poderão registar temperaturas cerca de 2 ºC e 3 ºC acima da média, respetivamente</strong>, evidenciando o forte contraste térmico que se estabelecerá entre o Norte/Centro e o extremo sul do território.</p><div class="texto-destacado">A entrada de ar pós-frontal, mais fresco e injetado posteriormente à passagem da frente, estará na origem da descida das temperaturas.</div><p>Desta forma, quarta-feira não representará apenas uma descida relativamente ao dia anterior. Em algumas regiões, significará também <strong>a passagem de temperaturas acima do habitual para valores inferiores à média climatológica</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-o-norte-e-o-centro-registarao-uma-descida-de-temperatura-de-ate-6-c-estas-serao-as-regioes-onde-mais-arrefecera.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O El Niño já atingiu uma intensidade recorde e nem sequer chegou ao seu pico: porque é que 2027 preocupa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-el-nino-ja-atingiu-uma-intensidade-recorde-e-nem-sequer-chegou-ao-seu-pico-por-que-2027-preocupa.html</link><pubDate>Tue, 29 Sep 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O El Niño já está a atingir uma intensidade sem precedentes, embora o seu pico habitual ainda não tenha chegado. E os seus efeitos poderiam ser sentidos com maior força ainda em 2027.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-atteint-un-niveau-jamais-vu-si-tot-dans-l-annee-decouvrez-pourquoi-2027-est-deja-dans-le-viseur-changement-climatique-1790501080024.jpeg" data-image="keh81bxl2rxh" alt="El Niño" title="El Niño"><figcaption>O fenómeno El Niño pode alterar os padrões de chuva e aumentar o risco de seca em várias regiões do mundo.</figcaption></figure><p>A<strong> 21 de setembro</strong> de 2026, a anomalia diária da temperatura da superfície na <strong>região Niño 3.4</strong> atingiu <strong>3,11 °C</strong>, superando o recorde anterior de 3,08 °C, registado a 18 de novembro de 2015, durante o fenómeno El Niño de 2015-2016.</p><h2>Um recorde batido vários meses antes do pico</h2><p>A<strong> região Niño 3.4 localiza-se no Pacífico tropical central</strong>. A sua anomalia de temperatura mede a diferença entre a temperatura da superfície do mar e uma média de referência.</p><p>O aspeto mais notável é a data do registo. Os<strong> episódios mais intensos de El Niño costumam atingir o seu pico em novembro ou dezembro</strong>. No entanto, no início de setembro, a anomalia já ultrapassava 3 °C, em comparação com aproximadamente 1,9 °C na mesma época em 1997 e 2015.</p><p>Os dados mensais confirmam essa <strong>tendência</strong>. Em agosto de 2026, a anomalia Niño 3.4 atingiu aproximadamente 2,45 °C, superando o pico de quase todos os episódios anteriores, com exceção de 2015-2016 (2,75 °C) e 1877-1878 (aproximadamente 2,7 °C) — um valor reconstruído a partir de dados marítimos muito menos frequentes.</p><h2>Uma intensidade extraordinária, mas ainda com certo grau de incerteza</h2><p>Os cientistas também utilizam o<strong> RONI</strong>, um <strong>índice </strong>que leva mais em conta o aquecimento geral dos oceanos tropicais. Em meados de <strong>setembro</strong>, atingiu aproximadamente<strong> 2,5 °C</strong>, um recorde para essa época do ano, mas ainda 0,7 °C abaixo do recorde diário de 1982, registado no final de dezembro.</p><p>Quanto ao futuro, 14 modelos sazonais e 674 simulações projetam uma temperatura máxima mensal em torno de 4,1 °C. Em <strong>80% das simulações, o pico situa-se entre 3,4 °C e 4,6 °C</strong>. Todas superam a temperatura máxima mensal de 2015-2016, com uma diferença projetada de aproximadamente 1,3 °C.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789920" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-previsao-de-setembro-reforca-pico-excepcional-de-3-5-c.html" title="Super El Niño: previsão de setembro reforça pico excecional de 3,5 °C">Super El Niño: previsão de setembro reforça pico excecional de 3,5 °C</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-previsao-de-setembro-reforca-pico-excepcional-de-3-5-c.html" title="Super El Niño: previsão de setembro reforça pico excecional de 3,5 °C"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-previsao-de-setembro-reforca-pico-excepcional-de-3-5-c-1790031405703_320.png" alt="Super El Niño: previsão de setembro reforça pico excecional de 3,5 °C"></a></article></aside><p>No entanto, essa projeção deve ser considerada com cautela: <strong>nenhum sistema de previsão sazonal foi testado ainda num evento dessa magnitude</strong>. Além disso, os modelos sobrestimaram ligeiramente as temperaturas de agosto, uma vez que as observações ficaram cerca de 0,3 °C abaixo do previsto.</p><p>Eventos passados servem como ponto de referência: todos os eventos fortes de El Niño observados até agora continuaram a intensificar-se após meados de setembro. <strong>Os modelos concordam que o fenómeno atingirá o seu pico entre novembro de 2026 e janeiro de 2027</strong>.</p><h2>Porque é que já temos o ano de 2027 na mira?</h2><p>A influência do El Niño na temperatura média global não é imediatamente evidente. O aquecimento do Oceano Pacífico geralmente precede o seu efeito nas temperaturas globais em vários meses.</p><p> <strong>Se o pico ocorrer de facto entre novembro e janeiro, grande parte da sua influência será sentida em 2027, em vez de 2026</strong>. Este marco chega num momento em que 2026 já se desenha como o ano mais quente — ou o segundo mais quente — já registado, segundo as análises mais recentes. </p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="fr" dir="ltr">Le super El Niño de cette année devrait entraîner 451 000 décès dus aux fortes chaleurs dici février 2027 sans compter les conséquences des sécheresses, incendies de forêt et inondations attendues avec la hausse des T°C et les modifications des régimes de précipitations https://t.co/tgvwB9tijU</p>— Mystere Météo (@MystereMeteo) <a href="https://x.com/MystereMeteo/status/2102800775990718554?ref_src=twsrc%5Etfw">September 23, 2026</a></blockquote></figure><p>O El Niño é um fenómeno natural, mas atualmente ocorre num clima já aquecido pela atividade humana. Portanto, <strong>o recorde alcançado em setembro é apenas um primeiro passo</strong>.</p><p>Os próximos meses revelarão se essa intensidade excecional se irá manter durante o inverno e que impacto ela terá nas temperaturas globais em 2027.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Zeke%20Hausfather" data-year="2026" data-title="Analysis%3A%20%E2%80%98Super%20El%20Ni%C3%B1o%E2%80%99%20breaks%20%E2%80%98remarkable%E2%80%99%20all-time%20record" data-url="https%3A%2F%2Fwww.carbonbrief.org%2Fanalysis-super-el-nino-reaches-remarkable-all-time-record">Zeke Hausfather. (2026). <a href="https://www.carbonbrief.org/analysis-super-el-nino-reaches-remarkable-all-time-record" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Analysis: ‘Super El Niño’ breaks ‘remarkable’ all-time record</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-el-nino-ja-atingiu-uma-intensidade-recorde-e-nem-sequer-chegou-ao-seu-pico-por-que-2027-preocupa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Semana com vários períodos de instabilidade nos Açores e na Madeira: veja como o tempo irá evoluir até 3 de outubro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-com-varios-periodos-de-instabilidade-nos-acores-e-na-madeira-veja-como-o-tempo-ira-evoluir-ate-3-de-outubro.html</link><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 17:15:48 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A instabilidade vai marcar o tempo nos Açores e na Madeira esta semana, com períodos de chuva intensa e vento forte. Os acumulados poderão superar os 100 mm nos Açores e aproximar-se dos 50 mm na Madeira.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-grande-instabilidade-nos-acores-e-na-madeira-veja-como-o-tempo-vai-evoluir-nos-proximos-dias-1790615374117.jpg" data-image="iyzw4ix1n1jt"><figcaption>A previsão do modelo europeu para o tempo nos Açores e na Madeira durante esta semana aponta para vários períodos de instabilidade, com chuva intensa, vento forte e acumulados significativos nalgumas zonas.</figcaption></figure><p><strong>Esta semana será marcada por um estado do tempo variável nos arquipélagos</strong>, sobressaindo-se a instabilidade, com períodos de chuva e vento temporariamente mais intensos. Nos Açores, as condições mais adversas deverão ocorrer nos primeiros dias da presente semana, enquanto na Madeira a precipitação ganhará maior expressão a meio da semana, na quarta-feira (30).</p><h2>Açores: chuva volta a intensificar-se e acumulados poderão superar os 100 mm</h2><p><strong>Uma depressão atlântica continua a influenciar o estado do tempo nos Açores,</strong><strong> trazendo chuva forte, trovoada e vento intenso nesta segunda-feira.</strong> A precipitação mais significativa deverá atingir inicialmente o Grupo Central, deslocando-se depois para o Oriental, à medida que o sistema atravessa a região e se aprofunda sobre o Atlântico.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p><strong>Entre terça e quarta-feira, a chuva deverá tornar-se mais fraca e dispersa</strong>, enquanto as temperaturas deverão descer, sobretudo no Grupo Central. Na quarta-feira, as máximas poderão ficar pelos 19 ºC em Angra do Heroísmo, Velas e Lajes do Pico. <strong>A partir de quinta-feira, as temperaturas deverão voltar a subir</strong>, podendo alcançar 27 ºC nas Flores na sexta-feira e 26 ºC na Horta no sábado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-grande-instabilidade-nos-acores-e-madeira-veja-como-o-tempo-vai-evoluir-nos-proximos-dias-1790611060688.jpg" data-image="j989qsnafm9f"><figcaption>A chuva prevista ao longo da semana deverá deixar acumulados muito elevados nos Açores, superando os 100 mm em São Miguel e aproximando-se dos 90 mm no Pico. O contraste será acentuado com Flores e Corvo, onde deverão ficar abaixo dos 10 mm.</figcaption></figure><p>A chuva deverá voltar a intensificar-se entre sexta-feira e sábado. No sábado, <strong>os acumulados poderão superar os 100 mm em São Miguel, com cerca de 112 mm em Ponta Delgada e 84 mm no Nordeste</strong>. No Grupo Central, os valores poderão aproximar-se dos 90 mm no Pico, 75 mm na Terceira e 60 mm no Faial, enquanto Flores e Corvo deverão ficar abaixo dos 10 mm.</p><h2>Madeira: chuva e vento intensificam-se na quarta-feira</h2><p>Na Madeira, a segunda-feira deverá decorrer com tempo maioritariamente seco, embora possa ocorrer precipitação fraca e pontual nas vertentes norte. Na terça-feira, a chuva deverá continuar localizada, sobretudo nas zonas montanhosas e nas vertentes norte e oeste. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790871" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-muda-em-portugal-chuva-regressa-esta-segunda-feira-28-e-devera-ganhar-intensidade-nos-proximos-dias.html" title="Tempo muda em Portugal: chuva regressa esta segunda-feira 28 e deverá ganhar intensidade nos próximos dias">Tempo muda em Portugal: chuva regressa esta segunda-feira 28 e deverá ganhar intensidade nos próximos dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-muda-em-portugal-chuva-regressa-esta-segunda-feira-28-e-devera-ganhar-intensidade-nos-proximos-dias.html" title="Tempo muda em Portugal: chuva regressa esta segunda-feira 28 e deverá ganhar intensidade nos próximos dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-chuva-regressa-esta-segunda-feira-e-devera-ganhar-intensidade-nos-proximos-dias-1790598498448_320.png" alt="Tempo muda em Portugal: chuva regressa esta segunda-feira 28 e deverá ganhar intensidade nos próximos dias"></a></article></aside><p><strong>Na quarta-feira, a instabilidade deverá aumentar</strong>. A chuva deverá começar durante a madrugada, tornando-se mais frequente e intensa ao longo da manhã, sobretudo nas vertentes norte e nordeste e nas regiões montanhosas. O vento também deverá intensificar-se, com <strong>rajadas superiores a 40 km/h em Porto Santo, Gaula, Machico, Ponta do Pargo e Porto Moniz</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-grande-instabilidade-nos-acores-e-madeira-veja-como-o-tempo-vai-evoluir-nos-proximos-dias-1790611631606.jpg" data-image="gmwhzav4gzgy"><figcaption>O vento deverá intensificar-se durante a tarde de quarta-feira, com rajadas superiores a 40 km/h em várias zonas da Madeira e em Porto Santo, atingindo 46 km/h na Gaula e 44 km/h em Machico.</figcaption></figure><p>Durante a tarde, a precipitação deverá enfraquecer, embora possa persistir até à manhã de quinta-feira. O vento deverá manter-se intenso nas primeiras horas de quinta-feira, com <strong>rajadas próximas dos 50 km/h em Porto Santo</strong>. Entre sexta-feira e domingo, deverão predominar períodos de tempo seco mais prolongados, acompanhados por uma subida gradual das temperaturas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-grande-instabilidade-nos-acores-e-madeira-veja-como-o-tempo-vai-evoluir-nos-proximos-dias-1790611244817.jpg" data-image="2gqfelwttvk2"><figcaption>A distribuição da chuva deverá ser bastante desigual na Madeira, com os maiores acumulados concentrados nas vertentes norte. Até sábado à noite, poderão atingir 46 mm em Santana e 43 mm em São Vicente, contrastando com cerca de 8 mm no Funchal.</figcaption></figure><p>Até sábado, <strong>os acumulados poderão atingir 45 mm em Santana e até 40 mm em São Vicente</strong>, aproximando-se dos 25 mm em Porto Moniz e dos 20 mm no Curral das Freiras. No Funchal, deverão ser inferiores a 10 mm.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-com-varios-periodos-de-instabilidade-nos-acores-e-na-madeira-veja-como-o-tempo-ira-evoluir-ate-3-de-outubro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calendário astronómico de outubro: Saturno em oposição, as Oriónidas e a ocultação das Plêiades]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/calendario-astronomico-de-outubro-saturno-em-oposicao-as-orionidas-e-a-ocultacao-das-pleiades.html</link><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 17:09:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Outubro oferece um espetáculo noturno fascinante com chuvas de estrelas cadentes, a máxima aproximação de Saturno e fenómenos lunares, ideais para os amantes da astronomia e da observação noturna.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/calendario-astronomico-de-octubre-saturno-en-oposicion-las-orionidas-y-ocultacion-de-las-pleyades-1790477423716.jpeg" data-image="zv738d25745v"><figcaption>Geralmente, a Lua Cheia de outubro ocupa um lugar especial no imaginário coletivo devido à sua beleza.</figcaption></figure><p>O outono (no hemisfério norte) é, sem dúvida alguma, o início da «época» ideal para explorar o céu noturno. Nos próximos dias, a escuridão prolongada e o ar fresco proporcionarão as condições necessárias para apreciar os fenómenos que irão ocorrer na abóbada celeste.</p><p>Esta época do ano constitui <strong>uma das últimas oportunidades para contemplar a faixa brilhante do centro galáctico da Via Láctea</strong>. O seu brilho característico revela-se após o anoitecer, proporcionando uma perspetiva única de milhões de estrelas e do pó do disco da nossa galáxia.</p><div class="texto-destacado">Ao longo do mês, ocorrerão duas chuvas de meteoros capazes de surpreender a todos. Os clarões terão lugar em datas em que a luz da lua será mínima e, por isso, poderão ser apreciados de melhor forma.</div><p>Os grandes planetas do sistema solar ocuparão posições privilegiadas em relação às constelações tradicionais.<strong> Saturno, Marte e Júpiter apresentarão alinhamentos que permitirão distinguir detalhes</strong>, mesmo a olho nu ou através de instrumentos astronómicos simples.</p><p>A seguir, detalhamos os eventos mais notáveis que poderão ser apreciados em outubro e as informações necessárias para que não perca nenhum deles e saiba como apreciar a Lua de outubro.</p><h2>Saturno em oposição e desfile planetário</h2><p>O quarto dia do mês oferece-nos a melhor oportunidade do ano para contemplar o planeta Saturno em todo o seu esplendor noturno. <strong>O gigante gasoso atingirá o ponto mais próximo da Terra</strong>, exibindo um brilho dourado inconfundível e permanecendo visível durante toda a noite.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calendario-astronomico-de-octubre-saturno-en-oposicion-las-orionidas-y-ocultacion-de-las-pleyades-1790477594721.jpeg" data-image="fj58ky7cy03h"><figcaption>Quando Saturno se encontra em oposição (do outro lado do Sol), é também quando está mais próximo da Terra.</figcaption></figure><p>Em termos astronómicos, <strong>este fenómeno é conhecido como oposição, que ocorre quando um corpo celeste se encontra exatamente oposto ao Sol, em relação à Terra</strong>. Este alinhamento permite que os anéis de Saturno reflitam a luz solar com uma intensidade excecional.</p><p>Para apreciar a estrutura delicada dos seus anéis de gelo e rocha, recomenda-se a utilização de binóculos ou de um pequeno telescópio. Por volta da meia-noite, o astro atingirá uma posição bastante elevada no céu, facilitando uma observação verdadeiramente nítida e impressionante.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790487" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/fora-do-comum-o-telescopio-espacial-roman-da-nasa-ja-esta-a-superar-as-expectativas.html" title="Fora do comum: o Telescópio Espacial Roman da NASA já está a superar as expectativas">Fora do comum: o Telescópio Espacial Roman da NASA já está a superar as expectativas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/fora-do-comum-o-telescopio-espacial-roman-da-nasa-ja-esta-a-superar-as-expectativas.html" title="Fora do comum: o Telescópio Espacial Roman da NASA já está a superar as expectativas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/out-of-this-world-nasa-s-roman-space-telescope-is-already-exceeding-expectations-1790280972468_320.jpeg" alt="Fora do comum: o Telescópio Espacial Roman da NASA já está a superar as expectativas"></a></article></aside><p>Além disso, durante <strong>as primeiras horas do dia 5 de outubro, a Lua em fase minguante fará figura com Marte</strong>. Além disso, muito perto destes dois corpos celestes, os observadores equipados com binóculos poderão avistar o aglomerado da Manjedoura, situado a 600 anos-luz de nós.</p><h3>As Oriónidas e o legado do Halley</h3><p>A atividade de meteoros atingirá o seu auge <strong>entre as noites de 21 e 22 de outubro, com a chegada das Oriónidas</strong>. Esta conhecida chuva de meteoros oferecerá até 20 traços por hora, que atravessarão o céu pouco antes do amanhecer.</p><p>A origem desta chuva remonta aos detritos deixados pelo cometa Halley na sua extensa órbita solar. Quando a Terra atravessa esta densa nuvem de poeira cósmica, os fragmentos desintegram-se a grande velocidade, produzindo os rastros luminosos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calendario-astronomico-de-octubre-saturno-en-oposicion-las-orionidas-y-ocultacion-de-las-pleyades-1790477975143.jpeg" data-image="1agocxtyiagy"><figcaption>As chuvas de meteoros ocorrem quando a Terra, na sua órbita em torno do Sol, atravessa os resíduos do cometa Halley.</figcaption></figure><p>Nesta ocasião, <strong>a Lua desaparecerá algumas horas antes do amanhecer</strong>, garantindo um céu noturno devidamente escuro. Como sempre, a sugestão é procurar locais afastados da poluição luminosa e olhar para a sua radiante, ou seja, Orion.</p><p>Como prelúdio a este espetáculo,<strong> as Dracónidas proporcionarão brilhos subtis durante as primeiras noites do mês</strong>. Ao coincidir com uma Lua quase nova, o fraco brilho lunar permitirá detetar até mesmo os traços mais ténues perto de Saturno.</p><h3>Lua do Caçador e ocultação das Plêiades</h3><p>A reta final do mês será dominada pela<strong> Lua do Caçador, que atingirá o seu máximo brilho a 26 de outubro</strong>. Esta famosa lua cheia deve o seu nome histórico aos preparativos ancestrais de colheita e caça que antecediam o gélido inverno do norte.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789768" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/foi-descoberta-uma-nova-cratera-na-lua-um-acontecimento-pouco-comum.html" title="Foi descoberta uma nova cratera na Lua, um acontecimento pouco comum!">Foi descoberta uma nova cratera na Lua, um acontecimento pouco comum!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/foi-descoberta-uma-nova-cratera-na-lua-um-acontecimento-pouco-comum.html" title="Foi descoberta uma nova cratera na Lua, um acontecimento pouco comum!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/un-nouveau-cratere-a-ete-decouvert-sur-la-lune-un-evenement-rare-1789741048151_320.jpeg" alt="Foi descoberta uma nova cratera na Lua, um acontecimento pouco comum!"></a></article></aside><p>Ao surgir no horizonte oriental após o pôr-do-sol, <strong>o disco lunar apresentará um tamanho aparente imponente e estará acompanhado por um tom alaranjado</strong>. Este efeito visual torna-o num dos momentos fotográficos mais esperados do nosso calendário.</p><p>Apenas uma noite depois, <strong>a 27 de outubro, o nosso satélite será protagonista de um belo evento de ocultação lunar </strong>junto ao aglomerado estelar das Plêiades. Durante várias horas, a face brilhante da Lua passará diretamente à frente de algumas estrelas deste famoso aglomerado.</p><div class="texto-destacado">Entende-se por <strong>ocultação lunar</strong> a transição em que o nosso satélite bloqueia temporariamente a visão e a luz de um objeto celeste situado no fundo do espaço.</div><p>Sem dúvida alguma, este alinhamento fascinante encerrará em grande estilo um mês extraordinário para a astronomia e a observação noturna para os amantes do céu.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/calendario-astronomico-de-outubro-saturno-em-oposicao-as-orionidas-e-a-ocultacao-das-pleiades.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O que nos vai matar primeiro: a IA ou as alterações climáticas?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-nos-vai-matar-primeiro-a-ia-ou-as-alteracoes-climaticas.html</link><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 16:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Tecnologias como a Inteligência Artificial (IA) prometem, numa primeira fase, resolver problemas como as alterações climáticas, mas acabam por agravá-los ainda mais, ao agravar a situação com outros problemas para os quais não temos soluções.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/what-will-kill-us-first-ai-or-climate-change-1790274359016.jpg" data-image="s6mnxvckiybb" alt="Climate change versus AI" title="Climate change versus AI"><figcaption>O que nos vai matar primeiro: a IA ou as alterações climáticas? Não temos uma resposta clara.</figcaption></figure><p>Alguns dos especialistas que trabalham na área da inteligência artificial (IA) alertaram-nos de que <strong>a superinteligência criada nos próximos anos poderá, potencialmente, acabar com a humanidade</strong>. Os líderes do setor descartaram estes comentários como alarmismo, mas há outra ameaça que se avizinha com força: <strong>as alterações climáticas</strong>. Assim, a humanidade parece estar condenada por ambos os lados. Se uma não nos atingir, a outra fá-lo-á. Então, o que nos matará primeiro?</p><h2>O que se passa com a IA? </h2><p>O advento dos chatbots com IA facilitou-nos, sem dúvida, a vida. Anteriormente, quando tínhamos uma dúvida, digitávamo-la como uma consulta e obtínhamos 100 resultados de pesquisa que tínhamos de analisar para encontrar a resposta certa. <strong>A IA, por outro lado, faz essa análise por nós e dá-nos uma resposta quase completa</strong>.</p><p>Se isto é verdadeira inteligência ou apenas uma previsão precisa de texto, é algo que está aberto a debate. No entanto, os especialistas em IA não estão de todo preocupados com isso. Estão a alertar para o tipo de IA que as empresas estão a desenvolver neste momento, que ainda não foi divulgada ao público, mas que <strong>tem o potencial de se auto-aperfeiçoar e acabar por se tornar mais inteligente do que nós</strong>.</p><p><strong>Jacob Coxon</strong>, que trabalhou na OpenAI e na Anthropic, criadoras do ChatGPT e do Claude, respetivamente, afirmou numa publicação nas redes sociais que a IA que está a ser desenvolvida poderia <strong>"invadir qualquer sistema, revolucionar áreas da noite para o dia e adquirir poder e recursos reais" para nos matar a todos até ao final da década</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">I resigned from Anthropic today. I spent the last three years doing pretraining research at both OpenAI and Anthropic. Neither company is acting responsibly. They are racing straight to self-improving superintelligence and gambling with our lives. More thoughts below.</p>— Jacob Coxon (@hilbertspaess) <a href="https://x.com/hilbertspaess/status/2097476196791709843?ref_src=twsrc%5Etfw">September 9, 2026</a></blockquote></figure><p>Embora os investigadores seniores e os principais executivos tenham conhecimento disto, <strong>não desejam recuar devido ao receio de que, se o fizerem, outra empresa possa chegar lá primeiro</strong>.</p><p>Esta situação pode ser facilmente resolvida se o governo estabelecer algumas medidas de proteção e solicitar às empresas que <strong>parem de desenvolver tais produtos</strong> que possam potencialmente conduzir a uma crise existencial. Mas há outra crise existencial que já se avizinha.</p><h2>São as alterações climáticas um problema mais grave? </h2><p>As temperaturas recorde registadas no verão nos últimos três anos demonstraram que <strong>o impacto das alterações climáticas se torna cada vez mais real a cada dia que passa</strong>. Fenómenos meteorológicos extremos, como secas e inundações, estão a afetar o abastecimento de água e a reduzir o rendimento das colheitas em todo o mundo.</p><p>As temperaturas globais também estão a aumentar de forma constante e, embora isso possa não ser sentido de imediato, está a afetar a produtividade e os meios de subsistência em locais distantes e em toda a parte. Isto pode não ter um impacto imediato, <strong>mas os efeitos podem acumular-se gradualmente e desestabilizar as sociedades rapidamente</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788914" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/relatorio-da-onu-apresenta-os-beneficios-que-existem-ao-combater-as-alteracoes-climaticas-e-a-poluicao-em-conjunto.html" title="Relatório da ONU apresenta os benefícios que existem ao combater as alterações climáticas e a poluição, em conjunto">Relatório da ONU apresenta os benefícios que existem ao combater as alterações climáticas e a poluição, em conjunto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/relatorio-da-onu-apresenta-os-beneficios-que-existem-ao-combater-as-alteracoes-climaticas-e-a-poluicao-em-conjunto.html" title="Relatório da ONU apresenta os benefícios que existem ao combater as alterações climáticas e a poluição, em conjunto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/relatorio-da-onu-apresenta-os-beneficios-que-existem-ao-combater-as-alteracoes-climaticas-e-a-poluicao-em-conjunto-1789513645372_320.jpg" alt="Relatório da ONU apresenta os benefícios que existem ao combater as alterações climáticas e a poluição, em conjunto"></a></article></aside><p><strong>O aumento da implementação da IA está também a agravar ainda mais os efeitos das alterações climáticas</strong>, uma vez que os centros de dados consomem grandes quantidades de água e são alimentados por combustíveis fósseis que aumentam ainda mais as emissões para a atmosfera e aquecem o planeta.</p><p>Muitos tinham anteriormente sugerido que tecnologias como a IA poderiam ajudar-nos a resolver as alterações climáticas e a implementar medidas para evitar um colapso social. A tecnologia atual está longe disso e, <strong>na verdade, está a acelerar o declínio e a empurrar-nos, de uma forma ou de outra, para um colapso</strong>.</p><p>A única forma de travar este processo é <strong>procurar soluções reais</strong>, em vez de esperar que uma tecnologia futurista possa reverter os problemas que enfrentamos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-nos-vai-matar-primeiro-a-ia-ou-as-alteracoes-climaticas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nomes das tempestades em Portugal para 2026-2027: a lista completa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nomes-das-tempestades-em-portugal-para-2026-2027-a-lista-completa.html</link><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 15:11:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>No início deste mês de setembro foi anunciada a nova lista de nomes das tempestades extratropicais da temporada 2026/2027. Consulte-a e saiba porque é que se atribuem nomes a depressões, bem como algumas curiosidades.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nomes-das-tempestades-em-portugal-para-2026-2027-a-lista-completa-1790605498772.jpg" data-image="wicc1xcnkd1y"><figcaption>Se uma tempestade tropical formada no oceano Atlântico for nomeada pelo National Hurricane Center (NHC) dos EUA e sofrer uma transformação nas suas características termodinâmicas - tornando-se uma tempestade de características extratropicais - manterá o nome atribuído originalmente pelo NHC na comunicação dos serviços meteorológicos europeus, incluindo o IPMA. Porém, as típicas depressões atlânticas, se cumprirem com os critérios de 'grande impacto', receberão um dos nomes da lista para 2025/2026.</figcaption></figure><p>No primeiro dia deste mês de setembro teve início a nova época de nomeação de tempestades extratropicais 2026/2027 na Europa. <strong>Terminará a 31 de agosto de 2027</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>A cada dia 1 de setembro, data que assinala o início do outono climatológico e de uma nova temporada de tempestades extratropicais (e de grande impacto) na Europa, ‘nasce’ uma nova lista de nomes em diferentes grupos europeus.</strong></div><p><strong>Portugal pertence ao Grupo Sudoeste e é representado pelo IPMA</strong>. A lista de nomes para a temporada 2026/2027 foi aprovada e difundida ao público no início deste mês de setembro. Consulte a lista completa na imagem abaixo.</p><h2>Atribuir nomes às tempestades é eficaz na comunicação de fenómenos com potenciais riscos para pessoas e bens</h2><p>Segundo o IPMA,<strong> “a nomeação de tempestades tem-se mostrado eficaz na comunicação da ocorrência destes fenómenos meteorológicos que trazem associadas situações de risco potencial para as vidas e bens dos cidadãos”</strong>.</p><p>Além disto, proporciona <strong>fluidez na comunicação entre os Serviços Meteorológicos de diferentes países e as estruturas de Proteção Civil</strong>. Por último, este método revela uma maior facilidade em identificar e estudar as depressões durante o seu percurso pela Europa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nomes-das-tempestades-em-portugal-para-2026-2027-a-lista-completa-1790605539673.jpg" data-image="ijy0pwcgfxlf"><figcaption>Quando uma tempestade reúne os critérios para a sua nomeação, recorre-se à lista previamente definida por todos os países do Grupo Sudoeste, constituída por 21 nomes, de A a Z, e que alterna entre nomes masculinos e femininos. Segundo o IPMA, “algumas letras foram excluídas pela dificuldade de encontrar nomes percetíveis por todos os parceiros do grupo”. Imagem: AEMET</figcaption></figure><p>Uma tempestade só é nomeada quando certos critérios previamente determinados se cumprem. Entre eles, incluem-se <strong>os impactos e a emissão de avisos de nível laranja ou vermelho</strong>, enquadrados no sistema internacional de avisos meteorológicos (na Europa é o<strong> MeteoAlarm</strong>).</p><div class="texto-destacado"><strong>O vento é o principal elemento meteorológico que contribui para a nomeação de uma tempestade</strong>. No entanto, têm sido sempre tidos em conta outros elementos meteorológicos na nomeação de tempestades, por exemplo a precipitação, desde que o seu impacto tenha potencial para ser severo.</div><p>A rede EUMETNET reúne 33 serviços meteorológicos à escala europeia e foi sob a sua égide que se fundou o projeto conjunto de atribuição de nomes a tempestades por parte dos serviços meteorológicos da Europa.</p><p>O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (<strong>IPMA</strong>) é, como o próprio nome indica, o serviço meteorológico de <strong>Portugal</strong> e pertence ao <strong>Grupo Sudoeste</strong>, no qual se incluem também os serviços meteorológicos de <strong>Espanha (AEMET)</strong>, de <strong>França (Météo-France)</strong>, do <strong>Luxemburgo (MeteoLux)</strong>, da Bélgica (<strong>RMI</strong>) e de <strong>Andorra (Servei Meteorològic Nacional do Principado de Andorra)</strong>.</p><h2>Curiosidades sobre os nomes atribuídos aos centros de ação atmosférica</h2><p>A primeira das curiosidades é que,<strong> na Alemanha, a tradição de atribuir nomes a depressões (centros de baixas pressões) e até mesmo a anticiclones (centros de altas pressões) é antiga</strong>. Desde 1954, o Instituto de Meteorologia da Universidade Livre de Berlim atribui nomes a centros de ação que influenciam o clima na Europa central.</p><p><strong>Inicialmente eram atribuídos nomes femininos às depressões e nomes masculinos aos anticiclones</strong>, tendo sido pré-definidas dez listas de nomes masculinos e dez listas de nomes femininos num total de 260 nomes femininos e 260 nomes masculinos. Quando os nomes esgotavam, começava-se de novo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790872" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/apos-as-tempestades-portugal-prepara-um-plano-de-energia-e-comunicacoes-para-este-inverno.html" title="Após as tempestades, Portugal prepara um plano de energia e comunicações para este inverno">Após as tempestades, Portugal prepara um plano de energia e comunicações para este inverno</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/apos-as-tempestades-portugal-prepara-um-plano-de-energia-e-comunicacoes-para-este-inverno.html" title="Após as tempestades, Portugal prepara um plano de energia e comunicações para este inverno"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/apos-as-tempestades-portugal-prepara-um-plano-de-energia-e-comunicacoes-para-este-inverno-1790596799056_320.jpg" alt="Após as tempestades, Portugal prepara um plano de energia e comunicações para este inverno"></a></article></aside><p>Outra curiosidade prende-se com a entrada em vigor -<strong> a partir do dia 1 de dezembro de 2017 - do atual sistema de atribuição de nomes a depressões e que foi acordado entre os Serviços Meteorológicos de Portugal, Espanha e França</strong> (na altura, apenas estes países pertenciam ao Grupo Sudoeste, só posteriormente é que os Serviços Meteorológicos de Bélgica (2019), Luxemburgo (2021) e Andorra (2025) se juntaram).</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nomes-das-tempestades-em-portugal-para-2026-2027-a-lista-completa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Após as tempestades, Portugal prepara um plano de energia e comunicações para este inverno]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/apos-as-tempestades-portugal-prepara-um-plano-de-energia-e-comunicacoes-para-este-inverno.html</link><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 14:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Governo lança respostas para assegurar eletricidade e internet em territórios vulneráveis, enquanto Exército desenvolve solução móvel autónoma de apoio ao socorro.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/apos-as-tempestades-portugal-prepara-um-plano-de-energia-e-comunicacoes-para-este-inverno-1790596799056.jpg" data-image="wbrqu12rn4px" alt="Trabalhos de limpeza e reconstrução após a tempestade Kristin" title="Trabalhos de limpeza e reconstrução após a tempestade Kristin"><figcaption>A depressão Kristin destruiu mais de seis mil quilómetros de redes elétricas em todo o país. Foto: Município de Coimbra</figcaption></figure><p>No fim de janeiro, bastaram poucas horas para deixar uma parte do país sem uma das condições mais básicas da vida quotidiana. No pico da depressão Kristin, cerca de <strong>um milhão de clientes ficaram sem eletricidade e mais de seis mil quilómetros de rede foram afetados</strong>. Leiria concentrou uma parte particularmente severa dos cortes.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A sucessão de Kristin, Leonardo e Marta mostrou também que uma falha elétrica pode arrastar outras. O acesso às comunicações ficou comprometido em várias zonas e, quase seis meses após a primeira tempestade, ainda havia cerca de 1600 clientes sem serviços fixos de comunicações, sobretudo na região de Leiria.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>É a pensar nesse intervalo entre a ocorrência e a recuperação definitiva que o Governo prepara um <strong>plano de contingência para infraestruturas críticas</strong> na região Centro. </p><p>O objetivo é proteger populações que continuam a viver com redes em consolidação e garantir respostas mesmo perante episódios meteorológicos menos extremos. Paulo Fernandes, coordenador da <strong>Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro</strong>, explicou recentemente no Parlamento que a prioridade é reduzir situações que possam ocorrer durante um inverno considerado normal.</p><h2>Rede de reserva enquanto a reconstrução continua</h2><p>A solução visa criar alternativas em que as redes convencionais ainda podem falhar. Estão previstos <strong>geradores</strong> e <strong>equipamentos Starlink</strong>, capazes de assegurar ligação à internet por satélite em locais sem conectividade terrestre.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/apos-as-tempestades-portugal-prepara-um-plano-de-energia-e-comunicacoes-para-este-inverno-1790596908408.jpg" data-image="q131zpysoaww" alt="Destruição após a tempestade Kristin em Ourém" title="Destruição após a tempestade Kristin em Ourém"><figcaption>Para evitar falhas de eletricidade e de comunicação, o governo prevê distribuição de geradores e outros equipamentos nas zonas mais afetadas por tempestades. Foto: Município de Ourém</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A resposta passa também por aproximar os serviços das populações. As viaturas móveis avançadas do <strong>Balcão do Cidadão</strong> terão percursos e posições redefinidos, com deslocações frequentes para acompanhar os locais mais vulneráveis. A estes meios junta-se o <strong>roaming nacional</strong>, permitindo que um telemóvel aceda à rede de outra operadora caso a sua ligação habitual fique indisponível.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768496" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/regiao-de-leiria-cria-rede-propria-de-emergencia-para-evitar-falhas-como-as-ocorridas-na-tempestade-kristin.html" title="Região de Leiria cria rede própria de emergência para evitar falhas como as ocorridas na tempestade Kristin">Região de Leiria cria rede própria de emergência para evitar falhas como as ocorridas na tempestade Kristin</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/regiao-de-leiria-cria-rede-propria-de-emergencia-para-evitar-falhas-como-as-ocorridas-na-tempestade-kristin.html" title="Região de Leiria cria rede própria de emergência para evitar falhas como as ocorridas na tempestade Kristin"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/regiao-de-leiria-cria-rede-propria-de-emergencia-para-evitar-falhas-como-as-de-1778592059118_320.jpg" alt="Região de Leiria cria rede própria de emergência para evitar falhas como as ocorridas na tempestade Kristin"></a></article></aside><p>O modelo está a ser articulado com a E-REDES, com a ANACOM, com as Comunidades Intermunicipais e com os municípios. A estrutura pretende ter o <strong>programa plenamente preparado para o inverno de 2026/2027</strong>, enquanto a recuperação das infraestruturas continua. Segundo Paulo Fernandes, há trabalhos de consolidação com calendários diferentes e alguns poderão prolongar-se para lá dos próximos meses.</p><h2>Exército prepara mais uma resposta</h2><p>É neste mesmo problema, a necessidade de comunicar quando as redes civis deixam de estar disponíveis, que surge mais uma iniciativa. O Exército desenvolveu, com a MEO, uma <strong>Rede Móvel Tática 4G/5G</strong>, num investimento de cerca de 587 mil euros, destinada ao Apoio Militar de Emergência.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A tecnologia cria uma rede autónoma capaz de assegurar voz, dados, vídeo e geolocalização no próprio terreno. Pode ainda recorrer a um satélite para estabelecer ligação ao exterior e interligar-se com outros sistemas, incluindo a rede telefónica pública.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Há duas configurações previstas no modelo a implementar. Uma versão <strong>ManPack </strong>permite transportar rapidamente o equipamento. Outra é montada num atrelado com <strong>gerador próprio</strong> e maior <strong>autonomia energética</strong>. O Exército admite replicar o sistema e interligar diferentes unidades, criando futuras “bolhas em rede”. </p><h2>A lição deixada pelo inverno</h2><p>As duas iniciativas partem de necessidades distintas, mas respondem ao mesmo problema. Numa tempestade de grande escala, recuperar infraestruturas pode demorar dias ou semanas. Até lá, a energia, a conectividade e a capacidade de coordenação não podem depender de uma única rede.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/apos-as-tempestades-portugal-prepara-um-plano-de-energia-e-comunicacoes-para-este-inverno-1790597063382.jpg" data-image="nnfmqhfz8zq8" alt="Destruição após tempestade Kristin em Ansião" title="Destruição após tempestade Kristin em Ansião"><figcaption>O Exército investiu cerca de meio milhão de euros numa rede móvel destinada a apoiar as operações militares de emergência. Foto: Município de Ansião</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp" style="visibility: visible !important; display: contents; --rem: 16;"></superhuman-go-underlines></figure><p>A resposta que agora está a ser preparada pretende criar<strong> alternativas antes de a falha acontecer</strong>, para que o próximo temporal não obrigue o país a começar a reconstruir também as comunicações no preciso momento em que mais precisa delas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Jornal%20P%C3%BAblico" data-year="" data-title="Estrutura%20de%20Miss%C3%A3o%20quer%20planos%20de%20conting%C3%AAncia%20no%20Inverno%20para%20infra-estruturas%20cr%C3%ADticas" data-url="https%3A%2F%2Fwww.publico.pt%2F2026%2F09%2F23%2Fpolitica%2Fnoticia%2Festrutura-missao-quer-planos-contingencia-inverno-infraestruturas-criticas-2189046">Jornal Público. <a href="https://www.publico.pt/2026/09/23/politica/noticia/estrutura-missao-quer-planos-contingencia-inverno-infraestruturas-criticas-2189046" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Estrutura de Missão quer planos de contingência no Inverno para infra-estruturas críticas</a>.</cite><br><cite data-author="Jornal%20Expresso" data-year="" data-title="%E2%80%9CNas%20zonas%20afetadas%20por%20tempestades%2C%20vamos%20ter%20no%20inverno%20um%20plano%20de%20conting%C3%AAncia%20para%20energia%20e%20comunica%C3%A7%C3%B5es%22%2C%20avan%C3%A7a%20Paulo%20Fernandes" data-url="https%3A%2F%2Fexpresso.pt%2Feconomia%2Feconomia_energia%2F2026-09-23-nas-zonas-afetadas-por-tempestades-vamos-ter-no-inverno-um-plano-de-contingencia-para-energia-e-comunicacoes-avanca-paulo-fernandes-1e501969">Jornal Expresso. <a href="https://expresso.pt/economia/economia_energia/2026-09-23-nas-zonas-afetadas-por-tempestades-vamos-ter-no-inverno-um-plano-de-contingencia-para-energia-e-comunicacoes-avanca-paulo-fernandes-1e501969" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">“Nas zonas afetadas por tempestades, vamos ter no inverno um plano de contingência para energia e comunicações", avança Paulo Fernandes</a>.</cite><br><cite data-author="Jornal%20de%20Not%C3%ADcias" data-year="" data-title="Ex%C3%A9rcito%20cria%20rede%20m%C3%B3vel%204G%2F5G%20de%20587%20mil%20euros%20para%20garantir%20comunica%C3%A7%C3%B5es%20em%20cat%C3%A1strofes" data-url="https%3A%2F%2Fwww.jn.pt%2Fnacional%2Fartigo%2Fexercito-cria-rede-movel-4g5g-de-587-mil-euros-para-garantir-comunicacoes-em-catastrofes%2F18129855">Jornal de Notícias. <a href="https://www.jn.pt/nacional/artigo/exercito-cria-rede-movel-4g5g-de-587-mil-euros-para-garantir-comunicacoes-em-catastrofes/18129855" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Exército cria rede móvel 4G/5G de 587 mil euros para garantir comunicações em catástrofes</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/apos-as-tempestades-portugal-prepara-um-plano-de-energia-e-comunicacoes-para-este-inverno.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo muda em Portugal: chuva regressa esta segunda-feira 28 e deverá ganhar intensidade nos próximos dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-muda-em-portugal-chuva-regressa-esta-segunda-feira-28-e-devera-ganhar-intensidade-nos-proximos-dias.html</link><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 13:47:28 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A instabilidade prevista para a semana que arranca hoje já levou o IPMA a emitir uma série de avisos amarelos de chuva e trovoada. Confira aqui a previsão!</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/qIyNi8WFSFk/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=qIyNi8WFSFk" id="qIyNi8WFSFk"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A semana arranca cinzenta na maior parte do continente português, sendo esperado o regresso da chuva já nas próximas horas. Esta chuva dever-se-á à presença de um vale depressionário, que deverá resultar ainda na <strong>ocorrência de trovoada e numa descida térmica</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>De acordo com os mapas da Meteored, a <strong>precipitação deverá tornar-se mais expressiva a partir das 15h </strong>de hoje, sendo esperados vários episódios de chuva forte, especialmente no interior Centro e Sul do país. O IPMA emitiu<strong> aviso amarelo de trovoada</strong> para os distritos de Bragança, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora, Beja e Faro, em vigor entre as 12h e as 21h de hoje.</p><h2>Frente fria chega amanhã: estão 5 distritos sob aviso amarelo de chuva</h2><p>Amanhã, terça-feira, com a chegada de uma frente fria, a chuva poderá regressar também a partir das primeiras horas da tarde, devendo contar com maior expressão no noroeste do país, com <strong>previsão de até 20 mm de chuva por hora</strong>, devendo estender-se pelas regiões Norte e Centro, ainda que com menos intensidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-chuva-regressa-esta-segunda-feira-e-devera-ganhar-intensidade-nos-proximos-dias-1790598220705.jpg" data-image="jsg823k2s0cf" alt="chuva prevista" title="chuva prevista"><figcaption>A chegada de uma frente fria prevista para amanhã, terça-feira, levou o IPMA a emitir aviso amarelo de chuva para 5 distritos.</figcaption></figure><p>O<strong> IPMA emitiu aviso amarelo de precipitação para os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real e Aveiro</strong>, em vigor entre as 15h de amanhã e a meia-noite de quarta-feira para os primeiros três, sendo que nos últimos dois, o aviso entra em vigor às 21h de amanhã e manter-se-á até às 3h de quarta-feira, dia 30.</p><h2>Chuva deverá permanecer até ao fim de semana, apesar de uma breve pausa</h2><p>Na quarta-feira, desde a madrugada até às 18h, esperam-se vários períodos de chuva forte, especialmente no Centro do país, ainda que <strong>a mesma se deva dissipar à medida que as horas passam</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790877" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-80-mm-ja-se-dirige-para-portugal-a-frente-fria-que-provocara-uma-mudanca-brusca-de-tempo.html" title="Até 80 mm de chuva: já se dirige para Portugal a frente fria que provocará uma mudança brusca de tempo">Até 80 mm de chuva: já se dirige para Portugal a frente fria que provocará uma mudança brusca de tempo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-80-mm-ja-se-dirige-para-portugal-a-frente-fria-que-provocara-uma-mudanca-brusca-de-tempo.html" title="Até 80 mm de chuva: já se dirige para Portugal a frente fria que provocará uma mudança brusca de tempo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-80-mm-ja-se-dirige-para-portugal-a-frente-fria-que-provocara-uma-mudanca-brusca-de-tempo-1790601381972_320.jpg" alt="Até 80 mm de chuva: já se dirige para Portugal a frente fria que provocará uma mudança brusca de tempo"></a></article></aside><p>Assim, e até à tarde de sexta-feira, dar-se-á uma pausa na chuva, ainda que a nebulosidade se deva manter. No entanto, <strong>é expectável que a partir das 16h de sexta a chuva regresse</strong>, de forma fraca a moderada, devendo ser mais expressiva no interior do país, mas<strong> não se descartando a possibilidade de ocorrência ao longo da faixa litoral</strong>. Esta tendência de dias chuvosos deverá manter-se no fim de semana.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-muda-em-portugal-chuva-regressa-esta-segunda-feira-28-e-devera-ganhar-intensidade-nos-proximos-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 80 mm de chuva: já se dirige para Portugal a frente fria que provocará uma mudança brusca de tempo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-80-mm-ja-se-dirige-para-portugal-a-frente-fria-que-provocara-uma-mudanca-brusca-de-tempo.html</link><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 13:20:21 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Entre amanhã (29) e quarta-feira (30) um rio atmosférico irá intensificar a chuva associada à frente fria que afetará diretamente o Norte e Centro de Portugal e em particular o Minho: nesta região preveem-se até 80 mm.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbdzz8e"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbdzz8e.jpg" id="xbdzz8e"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Estamos prestes a assistir à tão falada<strong> mudança de tempo</strong> após um mês de setembro que foi predominantemente quente, seco e soalheiro.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>O panorama meteorológico vai sofrer uma alteração drástica: um <strong>vale depressionário</strong> muito amplo estender-se-á sobre o Atlântico e, à superfície, formar-se-ão vários centros de baixas pressões, entre os quais uma <strong>depressão que se intensificará de forma explosiva</strong>.</p><h2>A chuva gerada pela frente fria de terça e quarta-feira será reforçada por um rio atmosférico</h2><p>Como explicámos em previsões anteriormente lançadas na Meteored Portugal, um<strong> </strong>vale depressionário irá já nesta <strong>segunda-feira (28)</strong> provocar a ocorrência de<strong> </strong>períodos de<strong> chuva ou aguaceiros irregulares</strong>, por vezes moderados ou fortes e potencialmente acompanhados de<strong> trovoadas, especialmente durante a tarde</strong>, quando se prevê uma maior frequência dos mesmos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-80-mm-ja-se-dirige-para-portugal-a-frente-fria-que-provocara-uma-mudanca-brusca-de-tempo-1790600473809.jpg" data-image="f8hi38h1uuj0"><figcaption>Situação sinóptica desta segunda-feira, 28 de setembro. Uma vasta circulação depressionária que contém várias estruturas frontais associadas: um centro de baixas pressões posicionado a oeste de Portugal continental e que passou pelos Açores entre ontem e hoje, um outro a noroeste da Irlanda e, por fim, entre a Península Ibérica e França, o vale depressionário que nos traz chuva e trovoadas nesta tarde de segunda-feira (28).</figcaption></figure><p>A precipitação, de carácter convectivo e com distribuição e intensidades geralmente irregulares, <strong>terá uma probabilidade maior no interior do distrito de Faro </strong>e em distritos do interior tais como<strong> Évora, Beja, Portalegre, Castelo Branco, Guarda e Bragança, todos sob aviso amarelo emitido pelo IPMA</strong>. Porém, não se exclui que surjam algumas células de instabilidade em zonas mais próximas ao litoral.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-80-mm-ja-se-dirige-para-portugal-a-frente-fria-que-provocara-uma-mudanca-brusca-de-tempo-1790600349005.jpg" data-image="dm252o11th8d"><figcaption>Frente fria a percorrer a geografia de Portugal continental de noroeste para sudeste entre terça (29) e quarta-feira (30).</figcaption></figure><p> No entanto, <strong>é a partir da tarde de terça-feira (29) que será preciso estar atento ao Norte e Centro de Portugal continental, em especial ao Minho</strong> (distritos de Viana do Castelo e Braga), região do Noroeste do país onde se prevê chuva mais intensa devido à chegada de um rio atmosférico. </p><p>De acordo com as últimas previsões do modelo europeu (ECMWF), é a <strong>depressão que passou entre ontem (27) e hoje (28) pelos Açores</strong> que na sua rápida deslocação para nordeste sobre o Atlântico <strong>conduzirá este rio de humidade para a metade ocidental da Península Ibérica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-80-mm-ja-se-dirige-para-portugal-a-frente-fria-que-provocara-uma-mudanca-brusca-de-tempo-1790600257657.jpg" data-image="vdxew2ix8vqs"><figcaption>A depressão que passou pelos Açores, vinda de sul, irá transportar um elevado teor de vapor de água até à Península Ibérica, com esta humidade subtropical a reforçar a chuva da frente fria associada à depressão muito profunda que se formará mais a norte na terça-feira (29).</figcaption></figure><p> Para que o panorama fique todo mais claro: o centro de baixas pressões que passou pelos Açores irá fundir-se com outro mais a norte, dando origem a<strong> uma só depressão que intensificará de forma explosiva sobre o Atlântico Norte e a oeste da Irlanda durante terça-feira (29)</strong>. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É a partir da depressão que veio de sul que será canalizada a humidade subtropical (rio atmosférico) que reforçará a chuva da frente fria associada à depressão muito profunda que ‘nascerá’ mais a norte na terça-feira (29).<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>O rio de humidade intensificará a chuva de terça-feira (29) no Minho</strong>, onde poderá ser localmente forte, estendendo-se posteriormente a outras zonas do Norte e Centro do país.</p><h2>A frente fria avançará pelo Norte e Centro entre terça e quarta, a sul do Tejo prevê-se chuva pouco significativa</h2><p>Embora na manhã de terça-feira (29) já exista a possibilidade de chuva pré-frontal nalgumas zonas do país, <strong>as horas mais adversas estão previstas a partir do início/meio da tarde do dia 29 de setembro</strong>.</p><p>Os nossos mapas sugerem que até ao final do episódio de precipitação gerado pela passagem da frente fria em Portugal continental, previsto até ao fim da tarde de quarta-feira (30), <strong>a chuva acumulada atinja entre 50 e 80 mm no Minho</strong>, destacando-se especificamente algumas<strong> áreas de vale e montanha</strong> do distrito de Viana do Castelo, tais como<strong> Soajo, Arcos de Valdevez e Ponte da Barca</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-80-mm-ja-se-dirige-para-portugal-a-frente-fria-que-provocara-uma-mudanca-brusca-de-tempo-1790600111869.jpg" data-image="qz13h9migs3x"><figcaption>A mais recente atualização do modelo europeu antecipa até 80 mm de chuva acumulada nas zonas mais expostas do Alto Minho.</figcaption></figure><p>Com o passar das horas, <strong>especialmente durante a noite de terça-feira (29) e madrugada e manhã de quarta (30), a chuva tenderá a alastrar-se para sul e para leste</strong>, abrangendo outras regiões de Portugal continental onde será pontualmente abundante (distritos de Vila Real, Bragança, Porto, Guarda, Aveiro, Viseu, Coimbra, Leiria, Lisboa, Castelo Branco), mas onde o rio atmosférico não incidirá de forma tão direta.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790712" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-trovoada-vento-e-descida-das-temperaturas-assim-evoluira-o-tempo-em-portugal-ate-quarta-feira-30-de-setembro.html" title="Chuva, trovoada, vento e descida das temperaturas: assim evoluirá o tempo em Portugal até quarta-feira, 30 de setembro">Chuva, trovoada, vento e descida das temperaturas: assim evoluirá o tempo em Portugal até quarta-feira, 30 de setembro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-trovoada-vento-e-descida-das-temperaturas-assim-evoluira-o-tempo-em-portugal-ate-quarta-feira-30-de-setembro.html" title="Chuva, trovoada, vento e descida das temperaturas: assim evoluirá o tempo em Portugal até quarta-feira, 30 de setembro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-trovoada-vento-e-descida-das-temperaturas-assim-evoluira-o-tempo-em-portugal-ate-quarta-feira-30-de-setembro-1790525855645_320.jpg" alt="Chuva, trovoada, vento e descida das temperaturas: assim evoluirá o tempo em Portugal até quarta-feira, 30 de setembro"></a></article></aside><p>As projeções atuais do ECMWF insistem numa <strong>distribuição pouco uniforme pelo Norte e pelo Centro, com os acumulados a variarem desde 10 até cerca de 40 mm</strong> nestas zonas. Somente no Minho os valores serão localmente superiores a este patamar, como já foi anteriormente analisado.</p><p>Ainda de acordo com os mapas de referência para a Meteored, <strong>a sul do rio Tejo a precipitação será geralmente pouco significativa (entre 5 e 10 mm), ou até mesmo inexistente </strong>nalgumas áreas do Baixo Alentejo e em boa parte do Algarve.</p><h2>Atenção ainda às rajadas fortes previstas para amanhã, 29 de setembro</h2><p>A passagem da frente fria pela nossa geografia continental virá acompanhada de vento forte do quadrante Sul. <strong>O período mais adverso está previsto para a tarde de terça-feira (29)</strong>, altura em que as rajadas poderão atingir velocidades compreendidas entre<strong> 60 e 80 km/h nas zonas mais expostas</strong>, a maioria delas situada a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela, tanto no litoral como no interior. </p><p>Porém, há zonas do país - como as <strong>áreas montanhosas do Alto Minho</strong> - onde já se poderá registar <strong>vento forte ainda durante a manhã</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-80-mm-ja-se-dirige-para-portugal-a-frente-fria-que-provocara-uma-mudanca-brusca-de-tempo-1790599977540.jpg" data-image="tqmdj8eal57z"><figcaption>O mapa revela que algumas serras do extremo noroeste de Portugal continental, inseridas no Alto Minho e no Alto Tâmega e Barroso, são as zonas onde se prevê as rajadas mais fortes nesta terça-feira, 29 de setembro, com velocidades estimadas de até 85 km/h. Nas zonas dos distritos do Porto e de Viseu mais expostas aos ventos do quadrante Sul prevê-se a possibilidade de serem registadas rajadas de até 75 km/h.</figcaption></figure><p>Este cenário de vento intenso deverá prolongar-se <strong>até ao final da noite de terça-feira (29)</strong>, persistindo apenas nalguns locais durante a madrugada de quarta-feira (30).</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-80-mm-ja-se-dirige-para-portugal-a-frente-fria-que-provocara-uma-mudanca-brusca-de-tempo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A Europa quer menos turistas, mas está a construir aeroportos para receber mais]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-europa-quer-menos-turistas-mas-esta-a-construir-aeroportos-para-receber-mais.html</link><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 08:41:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A Europa enfrenta uma contradição crescente, tenta aliviar a pressão turística sobre as cidades, enquanto investe em aeroportos capazes de trazer ainda mais visitantes. Fique aqui a saber mais sobre este assunto!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-europa-quer-menos-turistas-mas-esta-a-construir-aeroportos-para-receber-mais-1790064344616.jpeg" data-image="2guidfkos6gp" alt="Aeroporto" title="Aeroporto"><figcaption>O aumento do turismo em destinos europeus está a colocar uma pressão crescente sobre cidades, aeroportos e comunidades locais.</figcaption></figure><p>A Europa enfrenta um paradoxo cada vez mais difícil de ignorar, enquanto várias cidades procuram <strong>limitar os efeitos do turismo excessivo</strong>, muitos dos seus <strong>aeroportos estão a preparar-se para receber ainda mais passageiros</strong>.</p><p>Esta contradição coloca em cima da mesa uma questão essencial, <strong>até onde pode crescer o turismo sem ultrapassar os limites das cidades e do próprio planeta?</strong></p><h2>Mais visitantes num continente já pressionado</h2><p>O problema do chamado <em>overtourism</em> <strong>deixou de ser uma preocupação exclusiva de destinos como Veneza ou Barcelona</strong>. Em várias regiões europeias, o número crescente de visitantes tem provocado <strong>pressão sobre a habitação, os transportes, os espaços públicos e os recursos naturais</strong>.</p><p>Ao mesmo tempo, a resposta dada pelas infraestruturas aeroportuárias aponta numa direção diferente. <strong>Grandes aeroportos europeus estão a preparar novas pistas</strong>, terminais ou outras ampliações para acompanhar o crescimento previsto do tráfego aéreo.</p><div class="texto-destacado">É precisamente esta contradição que está no centro da discussão levantada pelo <em>The New York Times</em> num artigo publicado a 18 de setembro de 2026 sobre a <strong>expansão dos aeroportos europeus num momento em que várias cidades tentam controlar o excesso de turismo</strong>.</div><p>A questão torna-se ainda mais complexa porque os aeroportos não funcionam isoladamente. <strong>Cada nova ligação aérea pode facilitar a chegada de milhares ou milhões de </strong><strong>visitantes</strong>, enquanto os custos dessa pressão, desde o congestionamento à subida dos preços da habitação, são sobretudo sentidos pelas populações locais.</p><h2>Um crescimento com custos ambientais</h2><p>Um recente estudo da organização <em>Transport & Environment</em> analisou os planos de expansão e as previsões de tráfego de 20 dos maiores aeroportos europeus, distribuídos por dez países.</p><p>Segundo a análise, <strong>todos os aeroportos estudados ultrapassariam o respetivo orçamento de carbono compatível com um cenário de aquecimento global de 1,7 °C</strong>. Mesmo considerando aviões mais eficientes e uma maior utilização de combustíveis sustentáveis, os autores concluem que os ganhos tecnológicos não seriam suficientes para compensar o aumento previsto do tráfego.</p><div class="texto-destacado"><strong>“O setor da aviação não pode continuar a crescer sem comprometer os objetivos climáticos da Europa.” </strong><br>De acordo com a Transport & Environment.</div><p>A <em>T&E</em> estima que os planos de expansão analisados acrescentariam cerca de <strong>225 milhões de toneladas de CO₂ </strong>às emissões associadas à capacidade aeroportuária atual até 2050.</p><p>O estudo aponta ainda que <strong>a aviação europeia poderá esgotar o seu orçamento de carbono compatível com 1,5 °C já em 2026</strong> e o correspondente a 1,7 °C em 2033, segundo a metodologia utilizada pela organização.</p><h2>Portugal surge entre os casos mais preocupantes</h2><p>De acordo com a <em>T&E</em>, <strong>os aeroportos de Lisboa e Porto apresentam, entre os 20 aeroportos analisados, um dos maiores níveis de ultrapassagem do orçamento de carbono, </strong>2,8 vezes o valor atribuído no cenário de 1,7 °C.</p><p>A organização calcula ainda que estes dois aeroportos representam aproximadamente<strong> 80% das emissões</strong> da aviação portuguesa.</p><p>A situação torna-se especialmente relevante perante o <strong>projeto de construção de um novo aeroporto para Lisboa e os planos de desenvolvimento da capacidade aeroportuária nacional</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-europa-quer-menos-turistas-mas-esta-a-construir-aeroportos-para-receber-mais-1790064377515.jpeg" data-image="a6np2cm4pqaq" alt="Aumento de passageiros" title="Aumento de passageiros"><figcaption>Mais visitantes significam mais movimento e receitas, mas também podem trazer congestionamento, pressão sobre a habitação e desgaste dos espaços turísticos.</figcaption></figure><p>Segundo a <em>T&E</em>, o novo aeroporto de Lisboa poderá representar <strong>mais 18 milhões de toneladas de CO₂ face ao cenário considerado no estudo </strong>uma quantidade equivalente, na comparação apresentada pela organização, a cerca de metade das emissões anuais de toda a economia portuguesa.</p><h2>Espanha prepara uma grande expansão</h2><p>A discussão não se limita a Portugal.<br>Em Espanha, estão previstas intervenções em 12 dos aeroportos mais movimentados do país, incluindo Madrid, Barcelona, Palma de Maiorca e Málaga. A <em>T&E</em> calcula que estes <strong>quatro aeroportos foram responsáveis por 66% das emissões associadas às partidas em Espanha em 2025</strong>.</p><p>As expansões surgem num país onde algumas das principais cidades e destinos turísticos enfrentam simultaneamente <strong>problemas relacionados com a concentração de visitantes</strong>.</p><p>Palma de Maiorca é um <strong>exemplo particularmente evidente desta tensão</strong>. A ilha depende fortemente do turismo, mas enfrenta também preocupações relacionadas com habitação, mobilidade, pressão sobre os serviços e capacidade dos espaços públicos.</p><h2>A promessa da tecnologia</h2><p>Os defensores da expansão aeroportuária argumentam que o futuro da aviação será mais eficiente. <strong>Aviões com menor consumo de combustível, combustíveis de aviação sustentáveis e novas tecnologias </strong>deverão permitir transportar mais passageiros com menos emissões por viagem.</p><p>A <em>T&E</em>, contudo, contesta que esses ganhos sejam suficientes para acompanhar o crescimento previsto. Na sua análise, <strong>o aumento do número de voos anula</strong> grande parte das melhorias obtidas através da eficiência dos aviões e da utilização de combustíveis sustentáveis.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="755782" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-esta-entre-os-paises-que-mais-podem-reduzir-o-aquecimento-global-causado-pela-aviacao.html" title="Portugal está entre os países que mais podem reduzir o aquecimento global causado pela aviação">Portugal está entre os países que mais podem reduzir o aquecimento global causado pela aviação</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-esta-entre-os-paises-que-mais-podem-reduzir-o-aquecimento-global-causado-pela-aviacao.html" title="Portugal está entre os países que mais podem reduzir o aquecimento global causado pela aviação"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-esta-entre-os-paises-que-mais-podem-reduzir-o-aquecimento-global-causado-pela-aviacao-1771937442533_320.jpg" alt="Portugal está entre os países que mais podem reduzir o aquecimento global causado pela aviação"></a></article></aside><p>Isto cria um dos principais dilemas da discussão, uma viagem individual pode tornar-se progressivamente menos poluente, mas o <strong>impacto total pode continuar a aumentar se o número de viagens crescer</strong> ainda mais depressa.</p><h2>Turismo: crescimento ou limite?</h2><p>O debate sobre os aeroportos é, por isso, também um <strong>debate sobre o próprio modelo turístico europeu</strong>. O turismo representa uma <strong>importante fonte de emprego, receitas e atividade económica</strong> para numerosas regiões. Ao mesmo tempo, a concentração excessiva de visitantes pode aumentar a <strong>pressão sobre a habitação e os serviços e alterar profundamente a vida das comunidades locais</strong>.</p><p>Para a <em>T&E</em>, os <strong>benefícios económicos da expansão aeroportuária também precisam de ser avaliados com maior cuidado</strong>. A organização cita uma investigação realizada com a <em>New Economics Foundation</em> segundo a qual o crescimento da conectividade aérea impulsiona diretamente o <strong>crescimento económico em apenas 37% das regiões europeias analisadas</strong>.</p><p>Assim, construir mais capacidade aeroportuária não significa necessariamente que <strong>todos os territórios beneficiarão da mesma forma</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Abend%2C%20Lisa" data-year="2026" data-title="Europe%E2%80%99s%20Overtourism%20Problem%20Is%20Getting%20Worse.%20Airports%20Are%20Expanding" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nytimes.com%2F2026%2F09%2F18%2Ftravel%2Feurope-overtourism-airport-expansion.html">Abend, Lisa. (2026). <a href="https://www.nytimes.com/2026/09/18/travel/europe-overtourism-airport-expansion.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Europe’s Overtourism Problem Is Getting Worse. Airports Are Expanding</a>.</cite><br><cite data-author="Miele%2C%20Giacomo" data-year="2026" data-title="Overshoot%3A%20How%20expansion%20plans%20break%20European%20airports%E2%80%99%20carbon%20limits" data-url="https%3A%2F%2Fwww.transportenvironment.org%2Farticles%2Fovershoot-how-expansion-plans-break-european-airports-carbon-limits%3Futm_source%3Dchatgpt.com">Miele, Giacomo. (2026). <a href="https://www.transportenvironment.org/articles/overshoot-how-expansion-plans-break-european-airports-carbon-limits?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Overshoot: How expansion plans break European airports’ carbon limits</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-europa-quer-menos-turistas-mas-esta-a-construir-aeroportos-para-receber-mais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Roedores e pássaros: porque atacam a horta no início do outono]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/roedores-e-passaros-porque-atacam-a-horta-no-inicio-do-outono.html</link><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>De um dia para o outro aparecem sementeiras revolvidas, frutos bicados e galerias junto aos canteiros. Não é coincidência. Setembro é o mês em que a horta passa a ser o melhor restaurante da zona.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/roedores-e-passaros-porque-atacam-a-horta-no-inicio-do-outono-1790349005528.png" data-image="mgu7sa3swthw"><figcaption>Com o arrefecimento das noites, os roedores procuram abrigo e comida junto a construções e hortas.</figcaption></figure><p><strong>Passa-se sempre a mesma coisa por esta altura</strong>. A horta esteve tranquila o verão inteiro e, de repente, semeia-se um canteiro de couves e no dia seguinte está revirado. A fruta que faltava colher aparece bicada. E junto ao muro surgem buracos que não estavam ali na semana passada.</p><p>Não foi a horta que mudou. Foi tudo o resto à volta.</p><h2>O campo está no seu ponto mais pobre do ano</h2><p><strong>Setembro é, em boa parte de Portugal, o fim de cinco ou seis meses sem chuva a sério</strong>. Os cereais foram colhidos em junho, as ervas secaram, os frutos silvestres acabaram e ainda faltam semanas para as primeiras chuvas darem verde novo ao campo.</p><p>Ao mesmo tempo, a horta continua regada, verde e cheia de raízes, folhas e frutos prontos. Num raio de centenas de metros, <strong>é muitas vezes o único sítio onde há água e comida ao mesmo tempo</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Não é a horta que se tornou mais apetecível. É o campo à volta que, nesta altura do ano, deixou de ter o que oferecer.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Depois chegam as primeiras chuvadas e o cenário muda outra vez, mas não para melhor</strong>. O solo amolece, e escavar galerias, que em agosto era trabalho para uma terra dura como cimento, passa a ser fácil.</p><h2>E há visitas que só aparecem agora</h2><p>Parte dos pássaros que começa a dar problemas no outono simplesmente não andava por cá em agosto.</p><div class="texto-destacado"><strong>Migração pós-nupcial-</strong> Deslocação que muitas aves fazem no fim do verão e no outono, depois da época de criação, das zonas onde nidificaram para as zonas onde vão passar o inverno. É por isso que Portugal recebe nesta altura bandos de tordos e de estorninhos vindos do norte e do centro da Europa.</div><p><strong>Um bando de estorninhos pode ter centenas de aves e limpa uma oliveira ou uma figueira numa manhã</strong>. Os tordos preferem fruta madura e olival. Nenhum deles andava pela sua horta em julho, e é por isso que o problema parece surgir do nada.</p><h2>Ler os estragos antes de agir</h2><p>Antes de montar seja o que for, vale a pena perceber quem está a fazer o quê. Os sinais são bastante distintos. Na<strong> tabela abaixo</strong> encontra alguns possíveis sinais de presença de roedores e pássaros na sua horta.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Sinal</p></th><th scope="col"><p>Provável responsável</p></th><th scope="col"><p>O que fazer</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Sementeira revolvida e sementes desaparecidas</p></td><td><p>Pombos e pardais</p></td><td><p>Tapar até à emergência</p></td></tr><tr><td><p>Frutos bicados numa só face</p></td><td><p>Melros e tordos</p></td><td><p>Rede de malha fina</p></td></tr><tr><td><p>Planta que abana e raiz roída por baixo</p></td><td><p>Rato-cego</p></td><td><p>Barreira enterrada</p></td></tr><tr><td><p>Galerias com terra remexida à entrada</p></td><td><p>Ratazana</p></td><td><p>Fechar abrigos e acessos</p></td></tr><tr><td><p>Casca roída na base de árvores jovens</p></td><td><p>Roedores</p></td><td><p>Protetor no tronco</p></td></tr><tr><td><p>Montículos de terra sem plantas danificadas</p></td><td><p>Toupeira</p></td><td><p>Não é preciso fazer nada</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Principais sinais da presença de roedores e pássaros na sua horta. Fonte: Elaboração própria</td></tr></tbody></table><p>Aquela última linha desfaz um mal-entendido antigo. <strong>A toupeira não come raízes</strong>. Alimenta-se de minhocas, larvas e insetos do solo, e a única coisa que faz de mal é <strong>levantar montículos e descalçar alguma planta ao escavar</strong>. Se as raízes estão efetivamente roídas, o responsável é outro animal, que muitas vezes aproveita as galerias já feitas.</p><h2>O que resulta e o que não resulta</h2><p>Comecemos pelo que não resulta, porque poupa dinheiro e desilusões.</p><p><strong>Espantalhos, fitas brilhantes, garrafas penduradas e aparelhos de som funcionam durante três ou quatro dias e deixam de funcionar</strong>. As aves habituam-se muito depressa a qualquer coisa que não represente perigo real, e ao fim de uma semana pousam-lhes em cima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/roedores-e-passaros-porque-atacam-a-horta-no-inicio-do-outono-1790349120543.png" data-image="1vtt9qewbi6a"><figcaption>Espantalhos num campo cultivado, a proteção mais antiga contra aves e uma das menos eficazes.</figcaption></figure><p>O que resulta é a barreira física. Uma <strong>rede de malha fina sobre os canteiros recém-semeados, até as plantas nascerem, resolve praticamente todo o problema das sementeiras</strong>. Em fruteiras pequenas, uma rede bem presa em toda a volta vale mais do que qualquer outra medida.</p><p><strong>Contra os roedores, o trabalho é sobretudo de arrumação</strong>. Retire montes de lenha, palha e entulho encostados às construções, que são abrigo garantido para o inverno. Feche o compostor por baixo com uma rede metálica. Não deixe fruta caída no chão nem sacos de ração ou de sementes ao alcance. E guarde as colheitas de raiz num sítio seco e fechado, porque é isso que atrai a visita à arrecadação.</p><h2>Em vez de combater, dê trabalho a quem já o faz</h2><p>Fica para o fim a medida que menos se ouve falar e que mais efeito tem a médio prazo.</p><p>Uma coruja-das-torres captura vários roedores por noite, e ainda mais quando está a alimentar crias. Um bando de gralhas ou um peneireiro fazem o mesmo de dia. O problema é que, numa horta ou num terreno limpo, essas aves não têm de onde vigiar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773152" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/codigo-da-comunicacao-entre-ratos-e-decifrado-por-cientistas.html" title="Código da comunicação entre ratos é decifrado por cientistas">Código da comunicação entre ratos é decifrado por cientistas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/codigo-da-comunicacao-entre-ratos-e-decifrado-por-cientistas.html" title="Código da comunicação entre ratos é decifrado por cientistas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/codigo-da-comunicacao-entre-ratos-e-decifrado-por-cientistas-1780942920375_320.jpg" alt="Código da comunicação entre ratos é decifrado por cientistas"></a></article></aside><p>Um simples poste com uma travessa no topo, com dois ou três metros de altura, resolve isso. Chama-se <strong>poleiro de caça e é usado há décadas em agricultura, porque dá às aves de rapina um posto de observação sobre o terreno</strong>. Colocado no outono, costuma começar a ser usado nas semanas seguintes, quando os roedores estão mais ativos.</p><p>Nas próximas semanas, acompanhe as<strong> mínimas</strong> na previsão da sua zona. Quando as noites começarem a descer para<strong> valores de um dígito</strong>, em Chaves ou em Abrantes mais cedo do que em Elvas, é o sinal de que a procura de abrigo vai acelerar. <strong>É essa a altura de fechar acessos</strong>, e não depois de já os ter cá dentro.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/roedores-e-passaros-porque-atacam-a-horta-no-inicio-do-outono.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Será que a violência doméstica também pode estar relacionada com as alterações climáticas?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/sera-que-a-violencia-domestica-tambem-pode-estar-relacionada-com-as-alteracoes-climaticas.html</link><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>À medida que os impactos climáticos se intensificam e eventos como a perda de meios de subsistência, escassez de água, fome, insegurança alimentar e a subnutrição se tornam mais frequentes, são agravadas as vulnerabilidades das pessoas mais impactadas, ou seja, das mulheres.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sera-que-a-violencia-domestica-tambem-pode-estar-relacionada-com-as-alteracoes-climaticas-1790364773920.jpg" data-image="mt53kovwez7l" alt="Seca" title="Seca"><figcaption>As populações mais vulneráveis na África Subsariana são as mulheres e as crianças.</figcaption></figure><p>Para melhor compreender <strong>a escala dos impactos climáticos</strong> nestas questões e designadamente, também na <strong>violência doméstica</strong>, têm-se desenvolvido, em particular nos últimos anos, diversos estudos científicos.</p><h2>Qual o impacto do calor extremo na violência doméstica</h2><p><strong>Os riscos climáticos são particularmente elevados na África Subsariana</strong>, onde as populações estão expostas a uma série de perigos e são altamente vulneráveis aos seus impactos.</p><p>O aumento das temperaturas e do nível do mar, a alteração dos padrões de precipitação e a ocorrência de eventos climáticos extremos ameaçam a saúde e a segurança, a segurança alimentar e hídrica e o desenvolvimento socioeconómico na região.</p><p>Estas ameaças impactam negativamente nas vidas humanas, ecossistemas e economias, com amplas implicações sociais. <strong>Algumas destas implicações podem permanecer invisíveis para o público e para os decisores políticos, como é o caso dos efeitos sobre a violência doméstica</strong>, que ocorre frequentemente num contexto doméstico.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Um estudo recente, desenvolveu mais uma investigação nas ligações entre as alterações climáticas, subida da temperatura, e a violência doméstica na África Subsariana. Os impactos climáticos podem afetar o risco de violência através de múltiplos canais diretos e indiretos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O estudo, publicado na revista<em> Global Environmental Change</em>, reuniu investigadores de instituições da Áustria, Nova Zelândia e África do Sul e baseia-se em dados de 61 Inquéritos Demográficos e de Saúde realizados <strong>entre 2003 e 2024 junto de mulheres dos 15 aos 49 anos em 31 países da África Subsariana</strong>. </p><p>Os investigadores examinaram<strong> a relação entre condições meteorológicas excecionalmente quentes e relatos de violência, e exploraram como o número e a proporção de mulheres afetadas podem mudar até 2050 sob diferentes cenários climáticos e socioeconómicos</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os resultados indicam que condições meteorológicas excecionalmente quentes aumentam o risco de violência por parte do parceiro íntimo, particularmente violência emocional e física. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os autores do estudo não encontraram evidências claras de um efeito na violência sexual, mas verificaram que são<strong> as mulheres das zonas rurais com o ensino primário ou inferior aquelas que são mais afetadas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sera-que-a-violencia-domestica-tambem-pode-estar-relacionada-com-as-alteracoes-climaticas-1790365062891.jpg" data-image="81qk6f17bxui" alt="Violência doméstica" title="Violência doméstica"><figcaption>Apesar dos esforços globais contínuos para eliminar a violência doméstica, incluindo os liderados pelas Nações Unidas (FNUAP, 2024), esta continua muito elevada em muitos países.</figcaption></figure><p>Foram utilizados modelos de efeitos fixos, estimando-se inicialmente os efeitos históricos das anomalias de temperatura, das características individuais e do desenvolvimento socioeconómico regional na violência doméstica.</p><p>De seguida, os autores do estudo <strong>alargaram estas estimativas projetando a prevalência da violência doméstica até 2050 em três cenários climáticos futuros</strong>, considerando as alterações no perigo, na exposição e na vulnerabilidade como elementos do risco para as mulheres.</p><div class="texto-destacado">Em todos os cenários futuros, o número absoluto de mulheres afetadas pela violência doméstica aumenta, principalmente devido ao crescimento populacional, enquanto a proporção diminui devido às alterações na composição populacional e ao desenvolvimento económico.</div><p>No cenário climático mais otimista, com forte ação climática e melhoria das condições socioeconómicas, o estudo mostra que a proporção de mulheres afetados pela violência doméstica na África Subsariana <strong>será 10% inferior em 2060 do que no cenário mais pessimista</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>No cenário mais pessimista, o número de mulheres que sofrem violência deverá aumentar em mais de 90 milhões a partir de agora até 2060.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os resultados do estudo sugerem que, embora a redução das emissões globais seja necessária para limitar o risco futuro de violência doméstica relacionada com a temperatura, <strong>as maiores e mais imediatas reduções na violência doméstica provavelmente virão de políticas que reduzam a exposição e a vulnerabilidade, particularmente investimentos na educação feminina, adiamento do casamento e capacitação económica das mulheres</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="716532" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/migracao-climatica-60-pessoas-fogem-a-cada-minuto-e-as-mulheres-sofrem-mais-do-que-nunca.html" title="Migração climática: 60 pessoas fogem a cada minuto e as mulheres sofrem mais do que nunca">Migração climática: 60 pessoas fogem a cada minuto e as mulheres sofrem mais do que nunca</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/migracao-climatica-60-pessoas-fogem-a-cada-minuto-e-as-mulheres-sofrem-mais-do-que-nunca.html" title="Migração climática: 60 pessoas fogem a cada minuto e as mulheres sofrem mais do que nunca"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/migrations-climatiques-chaque-minute-60-personnes-fuient-et-les-femmes-en-souffrent-plus-que-jamais-impacts-changement-climatique-1750426996582_320.jpeg" alt="Migração climática: 60 pessoas fogem a cada minuto e as mulheres sofrem mais do que nunca"></a></article></aside><p>É de referir que os dados históricos de casos de violência doméstica são sempre inferiores à realidade devido ao estigma e medo associados, mas o estudo também conclui que as mulheres mais jovens e com menor escolaridade são as mais propensas a reportar violência doméstica.</p><h2>Necessidade de medidas de mitigação das alterações climáticas</h2><p>Estas descobertas do estudo servem como um<strong> claro apelo à ação</strong>. Se não se fizer um esforço conjunto para reduzir as desigualdades, reforçar as medidas de adaptação e diminuir as emissões de carbono, será necessário ampliar significativamente os esforços para proteger as mulheres e as raparigas da violência.</p><div class="texto-destacado">O estudo demonstra também como <strong>o aumento dos esforços de adaptação e mitigação, bem como o desenvolvimento socioeconómico, podem reduzir conjuntamente a vulnerabilidade e proteger as mulheres e as raparigas.</strong></div><p>Além disso, destaca<strong> o papel crucial da educação</strong> na geração de benefícios diretos e indiretos, ao melhorar o estatuto das mulheres e ao aumentar a sua resiliência ao stress climático.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sera-que-a-violencia-domestica-tambem-pode-estar-relacionada-com-as-alteracoes-climaticas-1790365311924.jpg" data-image="w577h0xzidjh" alt="Emissões" title="Emissões"><figcaption>A redução das emissões de dióxido de carbono é essencial para travar o aquecimento global e estabilizar o clima do planeta.</figcaption></figure><p>O estudo fornece mais evidências do crescente impacto das alterações climáticas nas mulheres e raparigas, enfatizando a <strong>necessidade urgente de alargar o financiamento e as ações para enfrentar estes desafios.</strong></p><p>Os autores referem ainda a importância de se desenvolverem cada vez mais estudos nesta área para complementar as descobertas a que chegaram sobre a <strong>violência doméstica na África Subsariana sob as alterações climáticas e as trajetórias socioeconómicas</strong>.</p><p>Alertam ainda que os resultados sugerem que condições meteorológicas excecionalmente quentes podem agravar os riscos existentes de violência doméstica, <strong>mas a temperatura é apenas uma parte de um quadro muito mais complexo. </strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Peisker%2C%20J.%2C%20Hoffmann%2C%20R.%2C%20et%20al." data-year="2026" data-title="Intimate%20partner%20violence%20in%20sub-Saharan%20Africa%20under%20climate%20change%20and%20socioeconomic%20scenarios" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedirect.com%2Fscience%2Farticle%2Fpii%2FS0959378026001135%3Fvia%253Dihub">Peisker, J., Hoffmann, R., et al.. (2026). <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0959378026001135?via%3Dihub" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Intimate partner violence in sub-Saharan Africa under climate change and socioeconomic scenarios</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/sera-que-a-violencia-domestica-tambem-pode-estar-relacionada-com-as-alteracoes-climaticas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item></channel></rss>