<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Thu, 01 Oct 2026 23:00:23 +0000</lastBuildDate><pubDate>Thu, 01 Oct 2026 23:00:23 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Depois da Lua, dois astronautas da missão Artemis II dão início a um novo capítulo da NASA, moldando as futuras missões]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/depois-da-lua-dois-astronautas-da-missao-artemis-ii-dao-inicio-a-um-novo-capitulo-da-nasa-moldando-as-futuras-missoes.html</link><pubDate>Thu, 01 Oct 2026 18:11:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Depois de terem orbitado a Lua na missão Artemis II, Victor Glover e Reid Wiseman assumem agora funções eméritas na NASA, aproveitando a sua experiência e liderança para ajudar a orientar a próxima fase dos voos espaciais tripulados.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/after-the-moon-two-artemis-ii-astronauts-begin-a-new-nasa-chapter-shaping-future-missions-1790546236332.jpg" data-image="gqtlb6e15ejd" alt="SLS Space Rocket." title="SLS Space Rocket."><figcaption>Os astronautas da NASA Victor Glover e Reid Wiseman ajudaram a liderar a Artemis II, a primeira missão tripulada a orbitar a Lua em mais de 50 anos.</figcaption></figure><p><strong>Victor Glover </strong>e<strong> Reid Wiseman</strong> alcançaram um marco histórico ao tornarem-se a primeira tripulação a ser lançada no SLS (Space Launch System) da NASA. A missão, que os levou a contornar a Lua, marcou uma<strong> nova fase nos voos espaciais tripulados, ao enviar astronautas de volta à região lunar pela primeira vez em mais de 50 anos</strong>. A experiência adquirida nesse voo continuará a influenciar as futuras ações da NASA no que diz respeito à Lua.</p><h2>Um novo cargo após uma missão histórica</h2><p>Os astronautas da NASA <strong>Victor Glover </strong>e<strong> Reid Wiseman</strong> passam a ter o <strong>estatuto de</strong> <strong>eméritos</strong> no Centro Espacial Johnson da agência, em Houston. Esta função permite que o pessoal experiente da NASA se mantenha ligado à agência, partilhando simultaneamente os seus conhecimentos.</p><p>Neste novo capítulo, Glover e Wiseman irão utilizar a sua experiência para orientar astronautas e aconselhar as equipas da NASA que se preparam para o que se segue. <strong>A sua experiência ajudará astronautas, engenheiros, controladores de voo e equipas de missão a prepararem-se para as próximas missões Artemis</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Following their landmark Artemis II mission earlier this year, distinguished NASA astronauts Victor Glover and Reid Wiseman are transitioning in September to emeritus status at the agencys Johnson Space Center in Houston. <a href="https://t.co/FDj3jA9fCS">https://t.co/FDj3jA9fCS</a> <a href="https://t.co/xLdMSIKcQj">pic.twitter.com/xLdMSIKcQj</a></p>— Avid Space (@LabPadre) <a href="https://x.com/LabPadre/status/2097735218274750690?ref_src=twsrc%5Etfw">September 9, 2026</a></blockquote></figure><p>Ambos os astronautas desempenharam papéis fundamentais na missão Artemis II, no início deste ano. Wiseman comandou a missão, enquanto Glover desempenhou as funções de piloto durante o voo tripulado à volta da Lua.</p><h2>A sua experiência poderá ajudar futuras missões lunares</h2><p>A importância do momento não deve ser subestimada, à medida que a NASA avança com a Artemis III e futuras missões à Lua. Dado o seu conhecimento da nave espacial Orion e dos seus sistemas,<strong> Glover</strong> poderá revelar-se especialmente útil à medida que as equipas levam a cabo os seus preparativos para as<strong> próximas fases das viagens ao espaço profundo</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>"À medida que me adapto a esta nova função, a NASA e os voos espaciais continuam a ser uma parte significativa da minha trajetória de serviço", afirmou Glover.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Wiseman</strong> traz também anos de experiência em <strong>liderança</strong>, incluindo o seu trabalho a bordo da Estação Espacial Internacional e o seu <strong>período como</strong> <strong>astronauta-chefe</strong>. Os responsáveis da NASA afirmaram que ambos deixam um forte legado de tomada de decisões serena, dedicação ao serviço e competência operacional.</p><h2>A Artemis II contribuiu para dar início à próxima fase</h2><p><strong>Glover</strong> e <strong>Wiseman</strong> voaram na missão Artemis II juntamente com a astronauta da NASA <strong>Christina Koch</strong> e o astronauta da Agência Espacial Canadiana <strong>Jeremy Hansen</strong>. A missão levou os astronautas a<strong> contornar a Lua pela primeira vez em mais de 50 anos</strong> e contribuiu para <strong>testar a nave espacial Orion da NASA</strong> e o<strong> foguetão Space Launch System com tripulação a bordo</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790840" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nasa-investiga-como-o-espaco-transforma-o-corpo-humano.html" title="NASA investiga como o espaço transforma o corpo humano">NASA investiga como o espaço transforma o corpo humano</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nasa-investiga-como-o-espaco-transforma-o-corpo-humano.html" title="NASA investiga como o espaço transforma o corpo humano"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nasa-investiga-como-o-espaco-transforma-o-corpo-humano-1790666504358_320.jpg" alt="NASA investiga como o espaço transforma o corpo humano"></a></article></aside><p>A tripulação regressou em segurança após a missão de 10 dias, trazendo consigo <strong>lições que irão moldar os voos futuros</strong>. A NASA afirma que esse conhecimento irá apoiar a campanha Artemis em geral, à medida que a agência trabalha no sentido de enviar astronautas de volta à superfície lunar.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/depois-da-lua-dois-astronautas-da-missao-artemis-ii-dao-inicio-a-um-novo-capitulo-da-nasa-moldando-as-futuras-missoes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[De que forma o tempo tropical influencia a queda de neve na Antártida Ocidental? Um novo estudo traz as respostas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/de-que-forma-o-tempo-tropical-influencia-a-queda-de-neve-na-antartida-ocidental-um-novo-estudo-traz-as-respostas.html</link><pubDate>Thu, 01 Oct 2026 17:47:14 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma equipa de cientistas da Universidade do Utah descobriu que o que acontece nos trópicos, especialmente nos oceanos Pacífico e Índico, determina a quantidade de neve que cai na Antártida Ocidental.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/how-does-tropical-weather-influence-snowfall-in-west-antarctica-a-new-study-has-the-answers-1790790852459.jpg" data-image="njoz6tppwm98" alt="Antarctic Weather" title="Antarctic Weather"><figcaption>Um novo estudo revela como os padrões climáticos tropicais influenciam a quantidade de neve que cai na Antártida.</figcaption></figure><p>Uma nova investigação da Universidade do Utah revela que <strong>as condições tropicais, bem como os oceanos, influenciam as camadas de gelo da Antártida</strong>. A equipa analisou amostras de gelo da Camada de Gelo da Antártida Ocidental (WAIS) e dados meteorológicos do século XX.</p><h2>Nova investigação</h2><p><strong>Padrões climáticos tropicais</strong>, como o <strong>El Niño</strong> ou a <strong>Oscilação de Madden-Julian (MJO)</strong>, enviam ondulações conhecidas como <strong>Ondas de Rossby</strong> em direção à <strong>Antártida</strong>. As ondas de Rossby alteram os padrões de vento e as trajetórias das tempestades, bem como a quantidade de humidade que chega à Antártida. Recebem este nome em homenagem ao <strong>meteorologista Carl-Gustaf Rossby</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Ella Hunter</strong>, estudante de pós-graduação em ciências atmosféricas e primeira autora do artigo publicado no <em><strong>Journal of Geophysical Research: Atmospheres</strong></em>, afirma: "A nossa principal conclusão foi a influência dos trópicos na queda de neve na Antártida. As ondas de Rossby podem afetar a temperatura, os ventos e a precipitação em todo o globo. A convecção tropical ou o aquecimento nos trópicos, resultante das temperaturas da superfície do mar, <strong>pode criar tempestades que propagam estas ondas de Rossby. E estas são realmente eficazes no transporte de calor e humidade até à camada de gelo antártica</strong>."</div><p><strong>Summer Rupper</strong>, da Faculdade de Ambiente, Sociedade e Sustentabilidade da Universidade do Utah, <strong>especialista na criosfera da Terra e coautora do artigo</strong>, afirma: "O que torna este estudo único é o facto de reunir todas estas amostras de gelo para analisar mais detalhadamente os fatores que determinam a <strong>variabilidade</strong>, e não apenas as tendências. Temos tendência para nos concentrarmos nas tendências, mas <strong>a variabilidade é extremamente importante para a estabilidade da camada de gelo</strong>."</p><p><strong>O gelo constitui um registo das condições climáticas e atmosféricas do passado</strong>. A equipa analisou 25 amostras de gelo que registaram acumulações de neve entre 1900 e 1999, bem como conjuntos de dados históricos, a fim de compreender como o <strong>balanço de massa superficial (SMB) da camada de gelo</strong> se alterou ao longo do tempo. O SMB corresponde ao ganho ou perda líquida de gelo à superfície, devido principalmente à queda de neve e à redistribuição pelo vento.</p><h2>O que o gelo nos revela</h2><p>Cada núcleo de gelo tem 5 cm de diâmetro, é cortado em comprimentos de 1 m e tem sido alvo de estudos exaustivos desde a sua extração, em 2010 e 2011. Os núcleos superficiais são essenciais para reconstruir os padrões meteorológicos das últimas décadas. <strong>"[…] estes núcleos superficiais estão, essencialmente, a preencher as lacunas das estações meteorológicas. Sem eles, não teríamos qualquer conhecimento sobre o clima desse sistema. Os núcleos de gelo não conseguem registar as mesmas coisas que uma estação meteorológica registaria, mas dispomos de indicadores"</strong>, afirma Ruppert.</p><p>O WAIS abrange 1.968.391 quilómetros quadrados com uma espessura média de gelo de 1036 metros. <strong>Se tudo isto derretesse, o nível global do mar subiria mais de 4,5 metros</strong>. A Antártida não se comporta como um sistema único; tanto a Antártida Ocidental como a Antártida Oriental respondem de forma diferente às influências climáticas. A Antártida Oriental recebeu o dobro da neve por ano do que o WAIS, de acordo com os núcleos de gelo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781704" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/antartica-a-base-franco-italiana-concordia-registrou-84-1-c-a-temperatura-mais-baixa-do-planeta-em-14-anos.html" title="Antártida: A base franco-italiana Concordia registou -84,1 °C, a temperatura mais baixa do planeta em 14 anos">Antártida: A base franco-italiana Concordia registou -84,1 °C, a temperatura mais baixa do planeta em 14 anos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/antartica-a-base-franco-italiana-concordia-registrou-84-1-c-a-temperatura-mais-baixa-do-planeta-em-14-anos.html" title="Antártida: A base franco-italiana Concordia registou -84,1 °C, a temperatura mais baixa do planeta em 14 anos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/antartida-la-base-italiana-concordia-marco-84-1-c-el-registro-mas-frio-del-planeta-en-catorce-anos-1785629561012_320.jpg" alt="Antártida: A base franco-italiana Concordia registou -84,1 °C, a temperatura mais baixa do planeta em 14 anos"></a></article></aside><p>O estudo revelou variações ano a ano na acumulação e identificou uma ligação com o clima tropical. <strong>A acumulação apresentou uma tendência de aumento na parte oriental e de diminuição na parte ocidental da camada de gelo</strong>. O facto de a queda de neve ser mais intensa em algumas zonas da <strong>Antártida Ocidental</strong> está associado a uma <strong>alta pressão</strong>.</p><p>O líder da equipa de investigação, Court Strong, professor de ciências atmosféricas, afirma: "A Ella realizou um trabalho de investigação verdadeiramente útil ao analisar diferentes níveis da atmosfera. Descobriu o padrão na camada inferior, mostrando essencialmente que <strong>os sistemas de tempestades que se dirigem para a região acabam por ser desviados para o interior por essa crista de alta pressão</strong>. É isso que provoca <strong>uma maior queda de neve nessa parte da Antártida Ocidental</strong>."</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Ella%20K.%20Hunter%20et%20al." data-year="" data-title="Tropical%20Controls%20on%20West%20Antarctic%20Ice%20Sheet%20Surface%20Mass%20Balance%20Interannual%20Variability%20in%20the%20Twentieth%20Century" data-url="https%3A%2F%2Fagupubs.onlinelibrary.wiley.com%2Fdoi%2F10.1029%2F2025JD045664">Ella K. Hunter et al.. <a href="https://agupubs.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1029/2025JD045664" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Tropical Controls on West Antarctic Ice Sheet Surface Mass Balance Interannual Variability in the Twentieth Century</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/de-que-forma-o-tempo-tropical-influencia-a-queda-de-neve-na-antartida-ocidental-um-novo-estudo-traz-as-respostas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A IA já ajuda o IPMA a prever o tempo, mas o meteorologista continua a decidir o que importa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-ia-ja-ajuda-o-ipma-a-prever-o-tempo-mas-o-meteorologista-continua-a-decidir-o-que-importa.html</link><pubDate>Thu, 01 Oct 2026 16:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Por trás de cada previsão há milhões de cálculos, modelos em paralelo e especialistas a avaliar cenários, incertezas e consequências antes de emitir informação oficial.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-ia-ja-ajuda-o-ipma-a-prever-o-tempo-mas-o-meteorologista-continua-a-decidir-o-que-importa-1790856740110.jpg" data-image="uy2547k6ex9o" alt="nuvem e trovoada" title="nuvem e trovoada"><figcaption>A IA j�� ajuda o IPMA a processar grandes quantidades de informação e a reconhecer padrões atmosféricos com maior celeridade. Foto: Felix-Mittermeier/Pixabay</figcaption></figure><p>A previsão meteorológica está a entrar numa nova era. No Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a inteligência artificial já começa a integrar processos de análise e previsão, <strong>acelerando cálculos</strong> e acrescentando uma fonte de informação aos modelos tradicionais. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Mas há uma etapa que continua a depender dos humanos. Interpretar resultados, confrontar cenários e decidir quando o risco justifica um aviso oficial é uma função que ainda não pode ser delegada às máquinas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O IPMA já utiliza resultados de<strong> modelos</strong><strong> numéricos, </strong>como o ECMWF e o AROME, complementados por observações de estações meteorológicas de superfície e por pós-processamento estatístico. </p><p>Desde janeiro de 2025, este sistema passou a incluir um novo <strong>algoritmo</strong> destinado a <strong>reduzir erros </strong>nas previsões automáticas. O próprio instituto alerta, contudo, que estas estimativas podem divergir da previsão descritiva elaborada pelos meteorologistas, que dispõem de informação adicional e mais atualizada. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-ia-ja-ajuda-o-ipma-a-prever-o-tempo-mas-o-meteorologista-continua-a-decidir-o-que-importa-1790856938337.jpg" data-image="lxpmfflwki6j" alt="Imagem de satélite meteorológico" title="Imagem de satélite meteorológico"><figcaption>Os modelos de IA aprendem com dados acumulados ao longo de décadas. Foto: StockSnap/Pixabay</figcaption></figure><p>O que a inteligência artificial faz é acrescentar agora um outro nível de análise de dados. Em vez de substituir os modelos físicos que descrevem a atmosfera através de equações, <strong>processa grandes quantidades de dados, reconhecendo padrões muito rapidamente</strong>. A utilidade está sobretudo em complementar a informação disponível e ajudar os especialistas a comparar hipóteses.</p><h2>A máquina aprende com décadas de tempo</h2><p>O salto tecnológico, embora recente, <strong>recorre ao passado</strong> para aprender e <strong>aprimorar a previsão</strong>. O Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo (ECMWF), principal parceiro internacional do IPMA, colocou em funcionamento o seu Artificial Intelligence Forecasting System (AIFS) em 2025. </p><p>O sistema passou a operar em paralelo com o modelo físico<strong> Integrated Forecasting System, </strong>ou Sistema de Previsão Integrado (IFS), que foi atualizado em maio de 2026. Para aprender como evolui a atmosfera, estes modelos recorrem a décadas de reanálises meteorológicas. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A base ERA5, desenvolvida pelo ECMWF no âmbito do programa Copernicus, fornece um registo global consistente das condições atmosféricas, terrestres e oceânicas. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Para a aprendizagem automática, o Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo disponibiliza dados desde 1979, recorrendo também a períodos de informação operacional do IFS para aperfeiçoar os modelos. É uma espécie de <strong>memória atmosférica, em escala planetária,</strong> em que a máquina aprende padrões estatísticos a partir de milhares de situações já observadas.</p><h2>Entre a física e a inteligência artificial</h2><p>Os sistemas mais avançados não são apenas enormes bases de dados. O Artificial Intelligence Forecasting System combina <strong>redes neuronais em grafos</strong> com uma <strong>arquitetura Transformer</strong> para representar a atmosfera e calcular a sua evolução. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791168" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-os-conflitos-armados-rompem-a-rede-meteorologica-e-colocam-o-planeta-em-risco.html" title="Como os conflitos armados rompem a rede meteorológica e colocam o planeta em risco">Como os conflitos armados rompem a rede meteorológica e colocam o planeta em risco</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-os-conflitos-armados-rompem-a-rede-meteorologica-e-colocam-o-planeta-em-risco.html" title="Como os conflitos armados rompem a rede meteorológica e colocam o planeta em risco"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-los-conflictos-armados-rompen-la-red-meteorologica-y-ponen-en-riesgo-el-planeta-1790443911107_320.png" alt="Como os conflitos armados rompem a rede meteorológica e colocam o planeta em risco"></a></article></aside><p>Há, contudo, uma diferença fundamental em relação a uma IA generativa. Uma previsão meteorológica não pode produzir qualquer resultado plausível. Tem de respeitar limites físicos. O modelo incorpora, por isso, mecanismos que <strong>restringem determinadas variáveis a valores fisicamente possíveis</strong>, como precipitação ou cobertura de nuvens. </p><p>A <strong>velocidade</strong> é outra vantagem. O ECMWF indica que o Artificial Intelligence Forecasting System pode<strong> produzir</strong><strong> previsões muito mais </strong><strong>rapidamente </strong>e com um<strong> consumo</strong><strong> energético bastante </strong><strong>inferior </strong>ao dos sistemas numéricos tradicionais, embora os dois tipos de modelos continuem a ser executados em paralelo. É neste espaço que entra o trabalho do meteorologista.</p><h2>O último passo continua a ser humano</h2><p>A atmosfera é um sistema caótico. <strong>Pequenas diferenças nas condições iniciais podem conduzir a resultados diferentes</strong>, sobretudo quando estão em causa fenómenos locais ou extremos. Mesmo quando os modelos coincidem, é preciso interpretar essa informação num território concreto.</p><p>Um sistema automático pode apresentar vários cenários. Cabe ao especialista avaliar a consistência entre modelos, observar os dados mais recentes, identificar situações em que as previsões divergem e traduzir essa incerteza para quem precisa tomar decisões.</p><p>Trata-se, no fundo, de uma solução particularmente útil para a emissão de avisos. <strong>Um alerta amarelo, laranja ou vermelho não é apenas o resultado de um número gerado por um algoritmo.</strong> Envolve a avaliação conjunta da probabilidade de um fenómeno, da sua intensidade e dos impactos esperados sobre pessoas e bens.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-ia-ja-ajuda-o-ipma-a-prever-o-tempo-mas-o-meteorologista-continua-a-decidir-o-que-importa-1790857651763.jpg" data-image="plarqhmgp4vd" alt="trovoada" title="trovoada"><figcaption>Os modelos inteligentes produzem previsões muito mais rapidamente e com um consumo energético bastante inferior ao dos sistemas convencionais. Foto: Infinity-Pixels/Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>O IPMA tem vindo a integrar <strong>inteligência artificial</strong> e <strong>aprendizagem automática</strong> nas suas ferramentas e sistemas de monitorização, mantendo em simultâneo a previsão meteorológica assente numa combinação entre modelos, observações e análise especializada. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769636" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/uma-viagem-ao-coracao-da-fabrica-de-satelites-o-novo-meteosat-que-vai-revolucionar-as-previsoes-meteorologicas.html" title="Uma viagem ao coração da fábrica de satélites: o novo Meteosat que vai revolucionar as previsões meteorológicas">Uma viagem ao coração da fábrica de satélites: o novo Meteosat que vai revolucionar as previsões meteorológicas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/uma-viagem-ao-coracao-da-fabrica-de-satelites-o-novo-meteosat-que-vai-revolucionar-as-previsoes-meteorologicas.html" title="Uma viagem ao coração da fábrica de satélites: o novo Meteosat que vai revolucionar as previsões meteorológicas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/un-viaje-al-corazon-de-la-fabrica-de-satelites-el-nuevo-meteosat-que-revolucionara-las-predicciones-meteorologicas-1779184195976_320.jpeg" alt="Uma viagem ao coração da fábrica de satélites: o novo Meteosat que vai revolucionar as previsões meteorológicas"></a></article></aside><p>A meteorologia está, assim, a ganhar uma nova ferramenta. A mudança mais importante consiste em fornecer ao especialista<strong> mais</strong><strong> informação e mais depressa</strong>, para que possa interpretar melhor o comportamento da atmosfera em tempo real. </p><p>A inteligência artificial pode calcular em minutos o que antes exigia recursos muito maiores. Decidir o que esses resultados significam continua, por enquanto, a ser uma tarefa humana.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Jornal%20Expresso" data-year="" data-title="IA%20supera%20humanos%20em%20previs%C3%B5es%20meteorol%C3%B3gicas%2C%20mas%20IPMA%20garante%20que%20os%20analistas%20e%20meteorologistas%20ainda%20s%C3%A3o%20essenciais" data-url="https%3A%2F%2Fexpresso.pt%2Fsociedade%2Ftecnologia%2F2026-09-21-ia-supera-humanos-em-previsoes-meteorologicas-mas-ipma-garante-que-os-analistas-e-meteorologistas-ainda-sao-essenciais-26081927">Jornal Expresso. <a href="https://expresso.pt/sociedade/tecnologia/2026-09-21-ia-supera-humanos-em-previsoes-meteorologicas-mas-ipma-garante-que-os-analistas-e-meteorologistas-ainda-sao-essenciais-26081927" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">IA supera humanos em previsões meteorológicas, mas IPMA garante que os analistas e meteorologistas ainda são essenciais</a>.</cite><br><cite data-author="Instituto%20Portugu%C3%AAs%20do%20Mar%20e%20da%20Atmosfera" data-year="" data-title="IPMA%20lan%C3%A7a%20DataClima" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ipma.pt%2Fpt%2Fmedia%2Fnoticias%2Fnews.detail.jsp%3Fy%3D2025%26f%3DDataclima.html">Instituto Português do Mar e da Atmosfera. <a href="https://www.ipma.pt/pt/media/noticias/news.detail.jsp?y=2025&f=Dataclima.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">IPMA lança DataClima</a>.</cite><br><cite data-author="Instituto%20Portugu%C3%AAs%20do%20Mar%20e%20da%20Atmosfera%20(IPMA)" data-year="" data-title="Novo%20algoritmo%20do%20sistema%20previs%C3%A3o%20autom%C3%A1tica" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ipma.pt%2Fpt%2Fmedia%2Fnoticias%2Fdocumentos%2F2025%2FNovo_algoritmo_previsao_tempo_jan2025.pdf">Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). <a href="https://www.ipma.pt/pt/media/noticias/documentos/2025/Novo_algoritmo_previsao_tempo_jan2025.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Novo algoritmo do sistema previsão automática</a>.</cite><br><cite data-author="Centro%20Europeu%20de%20Previs%C3%B5es%20Meteorol%C3%B3gicas%20a%20M%C3%A9dio%20Prazo" data-year="" data-title="AIFS%3A%20a%20new%20ECMWF%20forecasting%20system" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ecmwf.int%2Fen%2Fnewsletter%2F178%2Fnews%2Faifs-new-ecmwf-forecasting-system">Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo. <a href="https://www.ecmwf.int/en/newsletter/178/news/aifs-new-ecmwf-forecasting-system" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">AIFS: a new ECMWF forecasting system</a>.</cite><br><cite data-author="arXiv" data-year="" data-title="AI%20and%20physics-based%20weather%20forecasting%3A%20A%20comparative%20study" data-url="https%3A%2F%2Farxiv.org%2Fabs%2F2606.02508">arXiv. <a href="https://arxiv.org/abs/2606.02508" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">AI and physics-based weather forecasting: A comparative study</a>.</cite><br><cite data-author="Centro%20Europeu%20de%20Previs%C3%B5es%20Meteorol%C3%B3gicas%20a%20M%C3%A9dio%20Prazo" data-year="" data-title="Farewell%20to%20the%20external%20AI%20models" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ecmwf.int%2Fen%2Fabout%2Fmedia-centre%2Faifs-blog%2F2026%2Ffarewell-external-ai-models">Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo. <a href="https://www.ecmwf.int/en/about/media-centre/aifs-blog/2026/farewell-external-ai-models" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Farewell to the external AI models</a>.</cite><br><cite data-author="Centro%20Europeu%20de%20Previs%C3%B5es%20Meteorol%C3%B3gicas%20a%20M%C3%A9dio%20Prazo" data-year="" data-title="ECMWF%20AIFS%20Weather%20Model%3A%202026%20Upgrades%20%26%20Energy%20Trading" data-url="https%3A%2F%2Fjua.ai%2Farticles%2Faifs-weather-model-comparison%2F">Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo. <a href="https://jua.ai/articles/aifs-weather-model-comparison/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">ECMWF AIFS Weather Model: 2026 Upgrades & Energy Trading</a>.</cite><br><cite data-author="Centro%20Europeu%20de%20Previs%C3%B5es%20Meteorol%C3%B3gicas%20a%20M%C3%A9dio%20Prazo" data-year="" data-title="Machine%20learning%20opens%20new%20opportunities%20for%20global%20reanalysis" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ecmwf.int%2Fen%2Fabout%2Fmedia-centre%2Fnews%2F2026%2Fmachine-learning-opens-new-opportunities-global-reanalysis">Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo. <a href="https://www.ecmwf.int/en/about/media-centre/news/2026/machine-learning-opens-new-opportunities-global-reanalysis" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Machine learning opens new opportunities for global reanalysis</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-ia-ja-ajuda-o-ipma-a-prever-o-tempo-mas-o-meteorologista-continua-a-decidir-o-que-importa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuva e trovoada entre sábado, 3, e domingo, 4: eis as zonas potencialmente mais expostas ao tempo adverso]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-e-trovoada-entre-sabado-3-e-domingo-4-eis-as-zonas-potencialmente-mais-expostas-ao-tempo-adverso.html</link><pubDate>Thu, 01 Oct 2026 15:01:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O modelo europeu indica a possibilidade de chuva, acompanhada de trovoada, durante o próximo fim de semana, em Portugal Continental. Conheça as zonas mais afetadas!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbfuxpi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbfuxpi.jpg" id="xbfuxpi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Outubro começou ameno em Portugal Continental, com o primeiro dia a contar com céu pouco nublado ou limpo na maior parte do território. Esta tendência será <strong>"sol de pouca dura"</strong>, uma vez que para amanhã, sexta-feira, já se prevê a ocorrência de alguma chuva fraca no Centro e Sul do país.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No entanto, importa frisar que o <strong>tempo adverso mais evidente deverá chegar no sábado</strong>, o primeiro do mês, com <strong>chuva mais intensa</strong> e persistente e ainda possibilidade de ocorrência de <strong>trovoada</strong> em vários pontos de Norte a Sul, como podemos observar no mapa abaixo.</p><h2>Sábado poderá ser um dos dias mais adversos da semana, do ponto de vista atmosférico</h2><p>Após um arranque de semana chuvoso, <strong>é esperado que a reta final da mesma seja idêntica</strong>. Ainda assim, deverão haver diferenças entre sábado e domingo, segundo a mais recente atualização dos nossos mapas de previsão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-e-trovoada-entre-sabado-26-e-domingo-27-eis-as-zonas-afetadas-pelo-tempo-adverso-1790852553921.jpg" data-image="o7gr3jj23w1j" alt="densidade de raios prevista" title="densidade de raios prevista"><figcaption>Entre sábado e domingo há possibilidade de ocorrência de trovoadas, como referimos em previsões anteriores, podendo estas serem mais abrangentes ao longo da tarde de sábado.</figcaption></figure><p>O dia 3, sábado, poderá contar com chuva fraca e dispersa em alguns pontos do interior Centro e Sul do país, durante as primeiras horas da madrugada, devendo a mesma c<strong>omeçar a ganhar expressão após as 12h</strong>, também no interior da região Centro, sobretudo. Nas horas seguintes, a <strong>chuva deverá estender-se a uma boa parte do Centro e Norte do país</strong>, podendo ainda ganhar algum terreno no Sul, especialmente no Alentejo, ainda que de forma fraca a moderada.</p><p><strong>Entre as 15h e as 17h, a região Centro, mais concretamente o Ribatejo, poderá contar com períodos de chuva forte</strong>, com cerca de 10 mm de chuva por hora. No Alto Alentejo, este valor poderá ultrapassar os 5 mm por hora, devendo estas serem as regiões mais críticas do dia. Voltamos a frisar que<strong> é possível que a trovoada acompanhe a precipitação</strong>, como mostra o mapa acima. Espera-se, ainda, uma melhoria do estado do tempo nas últimas horas do dia.</p><h2>No domingo a chuva deverá concentrar-se no Norte do país</h2><p>Durante a madrugada de domingo, <strong>a chuva não deverá deixar totalmente o país, ainda que se torne mais dispersa/irregular</strong>. Assim sendo, o Centro e o Sul do país poderão registar a ocorrência da mesma nesse período do dia. Ao longo do dia, não se descartam aguaceiros fracos em vários pontos destas regiões, mas <strong>a partir das 15h, a chuva poderá tornar-se mais evidente e persistente no Norte</strong> do país.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791384" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-20-mm-outubro-comeca-com-chuva-em-portugal-consulte-as-regioes-potencialmente-mais-afetadas.html" title="Até 20 mm: outubro começa com chuva em Portugal; consulte as regiões potencialmente mais afetadas">Até 20 mm: outubro começa com chuva em Portugal; consulte as regiões potencialmente mais afetadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-20-mm-outubro-comeca-com-chuva-em-portugal-consulte-as-regioes-potencialmente-mais-afetadas.html" title="Até 20 mm: outubro começa com chuva em Portugal; consulte as regiões potencialmente mais afetadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-20-mm-outubro-comeca-com-chuva-em-portugal-continental-confira-as-regioes-potencialmente-mais-afetadas-1790848964089_320.jpg" alt="Até 20 mm: outubro começa com chuva em Portugal; consulte as regiões potencialmente mais afetadas"></a></article></aside><p>O<strong> noroeste poderá registar períodos de chuva forte entre as 16h e as 17h. Pelas 18h também o Porto poderá registar um episódio de chuva mais intensa</strong>. Será também nesta zona do país onde a trovoada se poderá tornar mais expressiva, ainda que os mapas indiquem uma dissipação generalizada da chuva na mesma área até ao final do dia de domingo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-e-trovoada-entre-sabado-3-e-domingo-4-eis-as-zonas-potencialmente-mais-expostas-ao-tempo-adverso.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As temperaturas em Portugal continental poderão registar fortes contrastes na semana de 5 a 11 de outubro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/as-temperaturas-em-portugal-continental-poderao-registar-fortes-contrastes-na-semana-de-5-a-11-de-outubro.html</link><pubDate>Thu, 01 Oct 2026 14:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal continental prepara-se para vários contrastes térmicos nos próximos dias. Depois de um fim de semana quente e instável, as temperaturas deverão manter-se elevadas no início da próxima semana, antes de uma descida gradual a partir de dia 7.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbfw5l6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbfw5l6.jpg" id="xbfw5l6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois de um início de outubro ainda marcado por temperaturas elevadas para a época, <strong>Portugal continental deverá atravessar uma mudança gradual do padrão térmico ao longo da próxima semana</strong>. O calor fora de época deverá coexistir inicialmente com chuva e trovoadas, antes de os termómetros começarem a apresentar valores progressivamente mais típicos de outono.</p><h2>Fim de semana ainda quente, mas marcado pela instabilidade</h2><p>No <strong>sábado, dia 3</strong>, as temperaturas continuarão relativamente elevadas para a época do ano em várias regiões. Segundo o mapa da Meteored, <strong>Alcácer do Sal poderá aproximar-se dos 30 ºC</strong>, enquanto cidades como Lisboa, Braga e Beja deverão rondar os 28 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-temperaturas-em-portugal-continental-poderao-registar-contrastes-na-semana-de-5-a-11-de-outubro-1790853621998.jpg" data-image="3l6198hpk6kr" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-765180">Apesar da instabilidade, o ambiente continuará quente para outubro. As máximas poderão aproximar-se dos 30 ºC em alguns pontos, enquanto que, durante a passagem da chuva ficarão bastante mais contidas.</figcaption></figure><p>O cenário será diferente nas terras altas do Norte e Centro, onde alguns locais poderão não ultrapassar os <strong>20 ºC durante as horas mais quentes do dia</strong>.</p><p>Esta distribuição das temperaturas estará também condicionada pela instabilidade atmosférica. Ao longo da tarde poderão desenvolver-se <strong>aguaceiros e trovoadas, localmente moderadas</strong>, aumentando temporariamente a nebulosidade e provocando descidas da temperatura nas regiões afetadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-temperaturas-em-portugal-continental-poderao-registar-contrastes-na-semana-de-5-a-11-de-outubro-1790853645579.jpg" data-image="igsvcrq9zvw2" alt="Precipitação" title="Precipitação"><figcaption>A instabilidade deverá marcar o sábado, com aguaceiros em várias regiões do território continental e possibilidade de trovoadas durante a tarde.</figcaption></figure><p>O <strong>domingo, dia 4</strong>, deverá manter características semelhantes, com temperaturas amenas ou relativamente elevadas para a época, mas novamente acompanhadas por períodos de precipitação e possibilidade de trovoada.</p><h2>Segunda-feira: duas massas de ar muito diferentes perto de Portugal</h2><p>A configuração atmosférica torna-se particularmente interessante na <strong>segunda-feira, dia 5</strong>. A oeste de Portugal deverá permanecer um <strong>centro de baixas pressões isolado</strong>, associado a ar relativamente mais frio em altitude.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-temperaturas-em-portugal-continental-poderao-registar-contrastes-na-semana-de-5-a-11-de-outubro-1790853697655.jpg" data-image="n34qu0g06klg" alt="Anomalia da Temperatura" title="Anomalia da Temperatura"><figcaption>Uma massa de ar anormalmente quente avança sobre a Península Ibérica, enquanto uma depressão com ar mais frio permanece a oeste de Portugal, criando um forte contraste térmico em altitude.</figcaption></figure><p>Em simultâneo, uma massa de <strong>ar mais quente de origem subtropical</strong> deverá avançar para norte, alcançando a Península Ibérica.</p><p>O contraste é particularmente evidente no mapa das anomalias de temperatura a 850 hPa, um nível situado aproximadamente a 1500 metros de altitude. Enquanto a região depressionária apresenta ar relativamente mais frio, sobre a Península destaca-se uma extensa massa de ar <strong>anormalmente quente para a época</strong>, com anomalias positivas que poderão rondar vários graus.</p><p>Esta proximidade entre <strong>massas de ar com características distintas contribuirá para manter uma atmosfera instável</strong>.</p><h2>Calor, chuva e trovoadas poderão coexistir entre os dias 5 e 6</h2><p>Na <strong>segunda e terça-feira, dias 5 e 6</strong>, o ambiente poderá ser simultaneamente relativamente quente e instável. Continuará a existir possibilidade de <strong>aguaceiros e trovoadas</strong>, enquanto as temperaturas permanecerão elevadas para o início de outubro em várias regiões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-temperaturas-em-portugal-continental-poderao-registar-contrastes-na-semana-de-5-a-11-de-outubro-1790854019518.jpg" data-image="whithq0jz8qu" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>A passagem da instabilidade deverá condicionar as temperaturas na segunda-feira (5), com valores mais contidos no Norte e Centro e mais elevados nas regiões menos afetadas pela precipitação.</figcaption></figure><p>A combinação entre temperaturas relativamente altas e maior disponibilidade de humidade poderá traduzir-se numa <strong>sensação de tempo abafado</strong>, apesar da presença de precipitação. A influência da instabilidade será evidente na distribuição das temperaturas. </p><div class="texto-destacado"><strong>Ao comparar os mapas de precipitação e temperatura previstos para segunda-feira (5) à mesma hora (15h), observa-se que as regiões sob a passagem da chuva apresentam valores mais contidos</strong>, sobretudo no Norte e Centro. Em contrapartida, nas áreas onde a precipitação deverá estar ausente ou ser menos provável, os termómetros conseguem subir mais, aproximando-se localmente dos 30 ºC. <strong>Este padrão poderá criar contrastes térmicos bastante marcados entre regiões relativamente próximas</strong>, dependendo da presença de nebulosidade e precipitação.</div><p>Assim, apesar da presença de uma massa de ar relativamente quente, a instabilidade poderá impedir uma subida mais expressiva das temperaturas em algumas zonas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-temperaturas-em-portugal-continental-poderao-registar-contrastes-na-semana-de-5-a-11-de-outubro-1790854062757.jpg" data-image="p939ibqsykwy" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>A chuva deverá afetar sobretudo o Norte e Centro durante a segunda-feira (5), contribuindo para acentuar os contrastes térmicos entre regiões próximas.</figcaption></figure><p>Importa, contudo, acompanhar as próximas atualizações. <strong>A posição exata do núcleo depressionário será determinante para perceber onde se desenvolverão os principais núcleos de instabilidade</strong> e, consequentemente, também poderá condicionar as temperaturas registadas à superfície.</p><h2>A partir de dia 7, os termómetros deverão começar a baixar</h2><p>A mudança mais evidente poderá começar a ocorrer a partir de <strong>quarta-feira, dia 7</strong>. O cenário atualmente previsto pelo ECMWF aponta para uma <strong>descida gradual das temperaturas</strong>, acompanhada por uma redução da instabilidade.</p><p>As diferenças entre Norte e Sul deverão tornar-se progressivamente mais evidentes. O <strong>Norte ficará mais fresco</strong>, enquanto as regiões meridionais continuarão a apresentar valores um pouco mais elevados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-temperaturas-em-portugal-continental-poderao-registar-contrastes-na-semana-de-5-a-11-de-outubro-1790853912132.jpg" data-image="2qfgmqs5k4yb" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption>A partir de dia 7, os termómetros deverão descer gradualmente. Para dia 10, o ECMWF já projeta um padrão mais típico de outono, com o Norte mais fresco e temperaturas progressivamente mais amenas em dire��ão ao Sul.</figcaption></figure><p> As noites e madrugadas também deverão começar a tornar-se mais frias, aproximando-se de um ambiente mais característico do outono. Entre <strong>8 e 10 de outubro</strong>, o sinal de precipitação é atualmente bastante reduzido, embora este cenário ainda possa sofrer alterações. </p><p>Para <strong>sábado, dia 10</strong>, a distribuição das temperaturas prevista pelo ECMWF apresenta já um padrão bastante diferente daquele esperado no início do período: máximas mais baixas no Norte e valores progressivamente mais elevados em direção ao Sul, onde, ainda assim, muitas regiões poderão ficar <strong>abaixo dos 25 ºC</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791384" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-20-mm-outubro-comeca-com-chuva-em-portugal-consulte-as-regioes-potencialmente-mais-afetadas.html" title="Até 20 mm: outubro começa com chuva em Portugal; consulte as regiões potencialmente mais afetadas">Até 20 mm: outubro começa com chuva em Portugal; consulte as regiões potencialmente mais afetadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-20-mm-outubro-comeca-com-chuva-em-portugal-consulte-as-regioes-potencialmente-mais-afetadas.html" title="Até 20 mm: outubro começa com chuva em Portugal; consulte as regiões potencialmente mais afetadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-20-mm-outubro-comeca-com-chuva-em-portugal-continental-confira-as-regioes-potencialmente-mais-afetadas-1790848964089_320.jpg" alt="Até 20 mm: outubro começa com chuva em Portugal; consulte as regiões potencialmente mais afetadas"></a></article></aside><p>A aproximação ao <strong>dia 11</strong> implica, contudo, um aumento considerável da incerteza. Nesta altura do ano, com o outono a começar a impor-se e a circulação atmosférica a tornar-se mais dinâmica, pequenas alterações na posição das depressões e massas de ar podem modificar significativamente a previsão com vários dias de antecedência.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/as-temperaturas-em-portugal-continental-poderao-registar-fortes-contrastes-na-semana-de-5-a-11-de-outubro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aproxima-se uma gota fria que deixará aguaceiros e trovoadas em Portugal entre 4 e 6 de outubro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-uma-gota-fria-que-deixara-aguaceiros-e-trovoadas-em-portugal-entre-4-e-6-de-outubro.html</link><pubDate>Thu, 01 Oct 2026 13:31:30 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Não se deixe enganar. O sol deste primeiro dia de outubro é promissor, mas será de "pouca dura". De ondulações à influência de uma gota fria, saiba o que esperar do tempo em Portugal continental até terça-feira, 6 de outubro.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbfxjna"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbfxjna.jpg" id="xbfxjna"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>O tempo voltou a estabilizar na unidade territorial do Continente nesta quinta-feira, 1 de outubro</strong>, imperando um panorama geralmente seco e com pouca nebulosidade.</p><div class="texto-destacado"> Agora que entramos em outubro - o primeiro mês verdadeiramente outonal - é normal que comecemos a assistir a uma grande variabilidade de estados do tempo, típicos da dinâmica atmosférica e da irregularidade que caracterizam esta estação do ano. </div><p>Nas imagens de satélite do meio-dia de hoje (1) é visível a ausência de perturbações sobre a nossa geografia,<strong> visualizando-se somente algumas nuvens a ‘povoar’ o céu</strong>.</p><p> No entanto, o estado do<strong> tempo caracterizado por condições anticiclónicas será “sol de pouca dura” no nosso país</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-uma-gota-fria-que-deixara-aguaceiros-e-trovoadas-em-portugal-entre-4-e-6-de-outubro-1790857551673.jpg" data-image="tqidpk96vtbc"><figcaption>A camada de cor natural da imagem de satélite EUMETSAT-Meteored evidencia uma quinta-feira, 1 de outubro caracterizada por condições anticiclónicas em Portugal continental.</figcaption></figure><p>É na sequência disto que, para os<strong> próximos dias </strong>se prevê uma maior <strong>instabilidade </strong>e <strong>variabilidade </strong>de estados de tempo, primeiro devido à passagem de <strong>ondulações</strong>, e posteriormente por causa da influência de uma<strong> gota fria</strong>.</p><h2>Antes da influência da gota fria, isto é o que poderá esperar na sexta e no sábado </h2><p>Na sexta-feira e no sábado, dias 2 e 3 de outubro, é a passagem de ondulações em altitude que estará na origem do panorama algo mais instável previsto. Para amanhã - sexta-feira (2) - o céu já se apresentará muito nublado em grande parte da nossa geografia, <strong>prevendo-se a possibilidade de aguaceiros dispersos no interior das regiões Centro e Sul durante a tarde</strong>. A possibilidade de trovoada é reduzida.</p><div class="texto-destacado"><strong>Nota importante para o leitor: </strong>Entre sexta (2) e terça-feira (6) é preciso que fique bem claro que não só não estará sempre a chover durante o período em análise, como também haverá <strong>alternância de períodos de céu nublado e abertas com a precipitação convectiva (aguaceiros, trovoadas e possível queda de granizo)</strong>, geralmente irregular e intermitente. Importa ainda sublinhar que o grau de incerteza na previsão é relativamente elevado e que a mesma se mantém sujeita a ajustes significativos.</div><p>No <strong>sábado (3)</strong> o céu apresentar-se-á, de novo, nublado, com tendência a um incremento gradual da nebulosidade e instabilidade. De acordo com os mapas da Meteored, baseados no modelo ECMWF, <strong>os aguaceiros, potencialmente acompanhados de trovoada, poderão inicialmente desenrolar-se no interior das regiões Centro e Sul</strong>, podendo posteriormente deslocar-se para nor-nordeste, rumando ao <strong>interior das regiões Centro e Norte</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-uma-gota-fria-que-deixara-aguaceiros-e-trovoadas-em-portugal-entre-4-e-6-de-outubro-1790858911398.jpg" data-image="ygxrwtgrcbfn"><figcaption>No sábado, 3 de outubro, os primeiros sinais sugerem que a instabilidade surgirá inicialmente no Sul e Centro do país, espalhando-se posteriormente para o Norte.</figcaption></figure><p><strong>Embora a instabilidade seja mais provável durante a tarde de sábado (3)</strong>, é possível que nalguns locais já surjam aguaceiros na madrugada e manhã. É importante ainda referir que algumas células podem vir a alcançar zonas do litoral e relativamente próximas ao oceano.</p><h2>Há uma gota fria a caminho de Portugal: o que é, como se formará e datas a reter</h2><p>Analisando as cartas sinópticas dos dois principais modelos meteorológicos à escala global disponíveis na Meteored - Europeu (ECMWF) e Americano (GFS) - percebe-se que continuam ambos a prever a possibilidade de formação da <strong>primeira depressão isolada em altitude potencialmente relevante deste outono entre domingo e terça-feira, dias 4 e 6 de outubro</strong>.</p><p> Por outras palavras, para essas datas, prevê-se que se forme sobre o Atlântico e a oeste de Portugal continental uma <strong>gota fria</strong> - sistema depressionário originado a partir de uma 'língua' de ar frio que se desprende do jato polar e, que pode evoluir para uma circulação algo mais organizada, com um <strong>núcleo de ar frio, mais ou menos fechado e isolado em altitude</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-uma-gota-fria-que-deixara-aguaceiros-e-trovoadas-em-portugal-entre-4-e-6-de-outubro-1790859132304.jpg" data-image="yt7dklk242wb"><figcaption>De momento, tanto sábado, como segunda, dias 3 e 5 de outubro, parecem ser as datas onde existe um maior potencial para a ocorrência de descargas elétricas atmosféricas.</figcaption></figure><p>O contraste do ar frio em altitude, aprisionado no núcleo da depressão isolada, com o ar relativamente quente à superfície é <strong>o mecanismo termodinâmico </strong>que acarreta o potencial para desencadear a formação de nuvens e células convectivas de forte desenvolvimento vertical e trovoadas mais fortes.</p><p>Nas zonas potencialmente mais afetadas, os efeitos previstos são <strong>aguaceiros, por vezes fortes, com granizo e acompanhados de trovoadas</strong>, que poderão ser intensas em alguns locais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-uma-gota-fria-que-deixara-aguaceiros-e-trovoadas-em-portugal-entre-4-e-6-de-outubro-1790859325489.jpg" data-image="dd186jut1toc"><figcaption>É bem provável que a previsão de chuva acumulada sofra alterações significativas. Porém, os primeiros sinais presentes nos mapas sugerem que é no Norte e Centro onde tenderá a chover mais.</figcaption></figure><p> Fruto da natureza caótica deste tipo de centros de baixas pressões, gerada essencialmente pela trajetória altamente incerta que estes sistemas assumem, <strong>torna-se muito difícil para os modelos a tarefa de localizar as zonas potencialmente mais expostas aos fenómenos convectivos</strong>, bem como de determinar com precisão a intensidade e distribuição da precipitação e da atividade elétrica possivelmente associada. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-uma-gota-fria-que-deixara-aguaceiros-e-trovoadas-em-portugal-entre-4-e-6-de-outubro-1790859641366.jpg" data-image="a1ywt7tle9lt"><figcaption>As temperaturas ainda se apresentam relativamente quentes à superfície, e o contraste das mesmas com o ar mais frio em altitude pode potenciar a génese de nuvens de forte desenvolvimento vertical, capazes de descarregar aguaceiros, por vezes sob a forma de granizo, e frequentemente acompanhados de descargas elétricas atmosféricas (trovoada).</figcaption></figure><p> Tendo isto em conta, tanto os acumulados de precipitação, como as descargas elétricas atmosféricas assumem uma distribuição bastante irregular, pelo que <strong>a cada saída dos modelos, os valores projetados alteram-se significativamente</strong>. </p><h2>Possível evolução da gota fria entre domingo e terça, efeitos previstos e zonas potencialmente mais expostas</h2><p><strong>No domingo (4) prevê-se novamente céu muito nublado</strong>. Tal como referido em previsões anteriormente lançadas pela Meteored Portugal, e já com a gota fria perfeitamente visível nos mapas a aproximadamente 5500 metros de altitude, a probabilidade de instabilidade será novamente mais elevada durante a tarde, período em que se poderão desencadear <strong>aguaceiros, potencialmente acompanhados de trovoada, no interior das regiões Norte e Centro</strong>. Isso, no entanto, não exclui a possibilidade de aguaceiros matinais dispersos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791311" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/remanescentes-de-hanna-vao-afetar-os-acores-ecmwf-preve-quase-80-mm-de-chuva-e-trovoadas-nestas-ilhas.html" title="Remanescentes de Hanna vão afetar os Açores: ECMWF prevê quase 80 mm de chuva e trovoadas nestas ilhas">Remanescentes de Hanna vão afetar os Açores: ECMWF prevê quase 80 mm de chuva e trovoadas nestas ilhas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/remanescentes-de-hanna-vao-afetar-os-acores-ecmwf-preve-quase-80-mm-de-chuva-e-trovoadas-nestas-ilhas.html" title="Remanescentes de Hanna vão afetar os Açores: ECMWF prevê quase 80 mm de chuva e trovoadas nestas ilhas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/remanescentes-de-hanna-vao-afetar-os-acores-ecmwf-preve-quase-80-mm-de-chuva-e-trovoadas-nestas-ilhas-1790790349231_320.jpg" alt="Remanescentes de Hanna vão afetar os Açores: ECMWF prevê quase 80 mm de chuva e trovoadas nestas ilhas"></a></article></aside><p><strong>Quanto a segunda-feira, 5 de outubro</strong>, o modelo europeu continua a antecipar a probabilidade de este ser um dos dias mais condicionados pela instabilidade atmosférica. De momento, os nossos mapas intuem a possibilidade de aguaceiros e trovoadas, com <strong>maior probabilidade de ocorrência nas Regiões Norte e Centro, embora possam surgir também em algumas zonas do Alentejo</strong>.</p><p>Por fim, importa ainda acrescentar que, para <strong>terça-feira, dia 6</strong>, o ambiente poderá manter-se propício à ocorrência de precipitação no país, com os mapas a anteciparem uma <strong>probabilidade mais elevada para as Regiões Norte e Centro</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-uma-gota-fria-que-deixara-aguaceiros-e-trovoadas-em-portugal-entre-4-e-6-de-outubro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 20 mm: outubro começa com chuva em Portugal; consulte as regiões potencialmente mais afetadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-20-mm-outubro-comeca-com-chuva-em-portugal-consulte-as-regioes-potencialmente-mais-afetadas.html</link><pubDate>Thu, 01 Oct 2026 12:01:20 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os primeiros dias de outubro serão marcados pela ocorrência de chuva nos arquipélagos e, mais tarde, no continente português. Saiba quais as áreas mais afetadas do país!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbftula"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbftula.jpg" id="xbftula"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Outubro já começou e trouxe consigo a chuva. Ainda que neste momento, apenas os arquipélagos possam contar com esta, é<strong> expectável que nos próximos dias a mesma chegue ao continente </strong>português, ainda que de forma menos expressiva, face ao arquipélago dos Açores, por exemplo.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>A atual previsão indica <strong>valores elevados de precipitação acumulada para o arquipélago açoriano</strong>, com a ilha de Santa Maria a poder registar cerca de 100 mm até às últimas horas de domingo, dia 4. Na Madeira o cenário será diferente, com menos chuva e uma acumulação de até 15 mm no mesmo período. E como será no continente?</p><h2>Portugal Continental poderá contar com pouca chuva até amanhã, sexta-feira</h2><p>O dia de hoje, quinta-feira, amanheceu com "melhor cara", onde o céu pouco nublado ou limpo deverá dominar o resto do dia, <strong>não havendo chuva prevista</strong>. Quanto às temperaturas máximas, estas deverão manter-se entre os 19 ºC em Viana do Castelo e os 27 ºC em Beja. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-20-mm-outubro-comeca-com-chuva-em-portugal-continental-confira-as-regioes-potencialmente-mais-afetadas-1790850752560.jpg" data-image="hgj4geuo8pdh" alt="chuva prevista" title="chuva prevista"><figcaption>A tarde de sexta-feira poderá contar com chuva fraca e irregular nas regiões Centro e Sul do país.</figcaption></figure><p>Amanhã, sexta-feira, prevê-se uma subida térmica generalizada, onde os termómetros poderão chegar aos 30 ºC em algumas capitais de distrito. Para além disto, é <strong>esperada a ocorrência de chuva fraca em algumas regiões</strong>, a partir das primeiras horas da tarde. </p><p>De acordo com os nossos mapas, <strong>esta chuva deverá afetar as regiões Centro e Sul, de forma irregular</strong>, mas possivelmente mais concentrada ao longo da faixa interior. Assim, esperam-se acumulados máximos na ordem dos 2 mm até ao final do dia, tanto no distrito da Guarda como no distrito de Beja.</p><h2>Primeiro fim de semana de outubro trará mais chuva ao continente</h2><p>A madrugada de sábado poderá contar com chuva fraca no Sul do país, sendo provável que, à medida que a manhã chega, <strong>a chuva comece a ganhar terreno de Sul para Norte</strong>. Pelas primeiras horas da tarde, é esperada uma generalização da ocorrência de precipitação no continente, onde várias cidades da região Centro, principalmente, poderão contar com períodos de chuva forte. <strong>Esta chuva poderá ainda ser acompanhada de trovoada</strong>. Com isto, esperam-se acumulados até 15 mm até às últimas horas do dia, nos distritos de Santarém e Portalegre.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-20-mm-outubro-comeca-com-chuva-em-portugal-continental-confira-as-regioes-potencialmente-mais-afetadas-1790848964089.jpg" data-image="a708ds65fkk1" alt="precipitação acumulada" title="precipitação acumulada"><figcaption>Até às últimas horas de domingo, é expectável que os valores de precipitação acumulada alcancem cerca de 20 mm no distrito de Portalegre.</figcaption></figure><p>No domingo, também se esperam episódios de chuva fraca e irregular ao longo da madrugada, em alguns pontos do Centro e Sul do país, ainda que ao longo do dia esta se possa concentrar e intensificar no Norte do país. <strong>Viana do Castelo, Braga e Porto são os distritos onde poderão ocorrer alguns períodos de chuva forte, acompanhados de trovoada</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791311" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/remanescentes-de-hanna-vao-afetar-os-acores-ecmwf-preve-quase-80-mm-de-chuva-e-trovoadas-nestas-ilhas.html" title="Remanescentes de Hanna vão afetar os Açores: ECMWF prevê quase 80 mm de chuva e trovoadas nestas ilhas">Remanescentes de Hanna vão afetar os Açores: ECMWF prevê quase 80 mm de chuva e trovoadas nestas ilhas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/remanescentes-de-hanna-vao-afetar-os-acores-ecmwf-preve-quase-80-mm-de-chuva-e-trovoadas-nestas-ilhas.html" title="Remanescentes de Hanna vão afetar os Açores: ECMWF prevê quase 80 mm de chuva e trovoadas nestas ilhas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/remanescentes-de-hanna-vao-afetar-os-acores-ecmwf-preve-quase-80-mm-de-chuva-e-trovoadas-nestas-ilhas-1790790349231_320.jpg" alt="Remanescentes de Hanna vão afetar os Açores: ECMWF prevê quase 80 mm de chuva e trovoadas nestas ilhas"></a></article></aside><p>Com isto, e como podemos verificar no mapa acima, até às últimas horas de domingo, dia 4 de outubro, <strong>os valores de precipitação acumulada em Portugal Continental deverão alcançar os 20 mm </strong>no distrito de Portalegre, sendo expectável que o dia de chuva mais persistente possa ser o sábado. No entanto, aconselhamos que se mantenha atento às próximas previsões aqui na Meteored Portugal.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-20-mm-outubro-comeca-com-chuva-em-portugal-consulte-as-regioes-potencialmente-mais-afetadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Remanescentes de Hanna vão afetar os Açores: ECMWF prevê quase 80 mm de chuva e trovoadas nestas ilhas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/remanescentes-de-hanna-vao-afetar-os-acores-ecmwf-preve-quase-80-mm-de-chuva-e-trovoadas-nestas-ilhas.html</link><pubDate>Thu, 01 Oct 2026 06:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Hanna não atingirá diretamente os Açores, mas os remanescentes do sistema pós-tropical vão agravar o tempo. Chuva forte, trovoadas e vento deverão marcar sobretudo sexta-feira e sábado.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbfduvm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbfduvm.jpg" id="xbfduvm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A ex-tempestade tropical Hanna perdeu intensidade de forma substancial no Atlântico nas últimas horas de setembro e primeiras de outubro. Ainda assim, <strong>os remanescentes deste sistema pós-tropical deverão condicionar significativamente o estado do tempo no arquipélago</strong> nos próximos dias.</p><h2>Vento intensifica-se já na quinta-feira</h2><p>Os primeiros efeitos deverão começar a fazer-se sentir no final desta quinta-feira, 1 de outubro. Prevê-se que os efeitos cheguem primeiro aos <strong>Grupos Ocidental e Central</strong>, alcançando posteriormente o Grupo Oriental, onde poderão prolongar-se durante mais tempo.</p><p>As projeções mais recentes do modelo europeu (ECMWF) mostram um reforço do vento durante a tarde e noite. Pelas 18:00 estão previstas rajadas próximas dos <strong>50</strong><strong> km/h na Horta</strong> e<strong> </strong>em torno de 40 km/h em Angra do Heroísmo e Ponta Delgada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/remanescentes-de-hanna-vao-afetar-os-acores-ecmwf-preve-quase-80-mm-de-chuva-e-trovoadas-nestas-ilhas-1790790071235.jpg" data-image="v0lhr5nh7c5q" alt="O vento intensifica-se nos Açores durante a tarde de quinta-feira" title="O vento intensifica-se nos Açores durante a tarde de quinta-feira"><figcaption>O ECMWF projeta rajadas próximas a rondar os 40/50 km/h no Grupo Central durante a tarde de quinta-feira à medida que os efeitos dos remanescentes de Hanna começam a fazer-se sentir.</figcaption></figure><p>Durante a noit, o corredor de vento mais intenso deverá continuar a atravessar sobretudo o Grupo Central. Contudo, <strong>o principal impacto deste episódio deverá ser a precipitação</strong>, que ganhará expressão a partir do final de quinta-feira e, sobretudo, durante sexta-feira.</p><h2>Sexta-feira será marcada por chuva forte</h2><p>O agravamento torna-se mais evidente na sexta-feira, quando uma extensa área de precipitação atravessar os Açores. Pelas 18:00 o ECMWF coloca chuva sobre grande parte dos Grupos Central e Oriental, com alguns núcleos de maior intensidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/remanescentes-de-hanna-vao-afetar-os-acores-ecmwf-preve-quase-80-mm-de-chuva-e-trovoadas-nestas-ilhas-1790790201221.jpg" data-image="qznpjcgwt9dx" alt="Chuva ganha intensidade nos Açores durante a tarde de sexta-feira" title="Chuva ganha intensidade nos Açores durante a tarde de sexta-feira"><figcaption>Os remanescentes do sistema pós-tropical deverão favorecer períodos de chuva moderada a forte na sexta-feira, sobretudo nos Grupos Central e Oriental.</figcaption></figure><p>Os nossos mapas preveem <strong>chuva, por vezes forte, e potencialmente acompanhada de trovoada</strong> entre o final de quinta-feira e a manhã de sábado. O IPMA já emitiu avisos amarelos, embora realce a possibilidade de agravamento para aviso laranja caso a evolução meteorológica o justifique.</p><h2>Trovoadas poderão acompanhar a precipitação</h2><p>Além da chuva, a atmosfera deverá apresentar condições favoráveis ao desenvolvimento de <strong>trovoadas localizadas</strong>. O sinal torna-se particularmente evidente durante a noite de sexta-feira para sábado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/remanescentes-de-hanna-vao-afetar-os-acores-ecmwf-preve-quase-80-mm-de-chuva-e-trovoadas-nestas-ilhas-1790790262606.jpg" data-image="55kjtoi3gb5p" alt="Trovoadas poderão atingir sobretudo os Grupos Central e Oriental" title="Trovoadas poderão atingir sobretudo os Grupos Central e Oriental"><figcaption>O ECMWF sinaliza atividade elétrica junto às ilhas durante a noite de sexta-feira, com maior expressão nas proximidades do Grupo Central.</figcaption></figure><p>A previsão mostra núcleos convectivos junto à Terceira e outras ilhas do Grupo Central durante a noite, deslocando-se posteriormente para leste. Já pelas primeiras horas de sábado, <strong>o sinal de trovoada torna-se mais evidente nas proximidades de São Miguel</strong>, acompanhando a progressão da instabilidade para o Grupo Oriental.</p><h2>Quase 80 mm poderão acumular-se em Ponta Delgada até domingo</h2><p>As projeções atuais mostram também uma alteração relevante relativamente às previsões anteriores. Os valores superiores a 100 mm que chegaram a ser projetados diminuíram nas atualizações mais recentes, embora os acumulados continuem significativos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791272" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/hanna-mantem-a-trajetoria-para-os-acores-ja-como-sistema-pos-tropical-podera-deixar-estes-efeitos-nos-proximos-dias.html" title="Hanna mantém a trajetória para os Açores: já como sistema pós-tropical poderá deixar estes efeitos nos próximos dias">Hanna mantém a trajetória para os Açores: já como sistema pós-tropical poderá deixar estes efeitos nos próximos dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/hanna-mantem-a-trajetoria-para-os-acores-ja-como-sistema-pos-tropical-podera-deixar-estes-efeitos-nos-proximos-dias.html" title="Hanna mantém a trajetória para os Açores: já como sistema pós-tropical poderá deixar estes efeitos nos próximos dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/hanna-mantem-a-trajetoria-para-os-acores-ja-como-sistema-pos-tropical-deixara-estes-efeitos-nos-proximos-dias-1790778216720_320.jpg" alt="Hanna mantém a trajetória para os Açores: já como sistema pós-tropical poderá deixar estes efeitos nos próximos dias"></a></article></aside><p>Até às 22h de domingo, o ECMWF projeta aproximadamente <strong>80</strong><strong> mm em Ponta Delgada</strong>, cerca de <strong>60 mm em Angra do Heroísmo</strong> e perto de <strong>40</strong><strong> mm na Horta</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/remanescentes-de-hanna-vao-afetar-os-acores-ecmwf-preve-quase-80-mm-de-chuva-e-trovoadas-nestas-ilhas-1790790349231.jpg" data-image="mjgh8s1d9h4e" alt="Ponta Delgada poderá acumular quase 80 mm de precipitação até domingo" title="Ponta Delgada poderá acumular quase 80 mm de precipitação até domingo"><figcaption>A previsão atual do ECMWF aponta para cerca de 80 mm em Ponta Delgada, 60 mm em Angra do Heroísmo e 40 mm na Horta até ao final de domingo.</figcaption></figure><p>Estes valores evidenciam também a distribuição desigual do episódio. <strong>O Grupo Oriental deverá terminar com os acumulados mais elevados</strong>, enquanto o Grupo Central continuará igualmente exposto a precipitação significativa.</p><p>No domingo, a instabilidade deverá tornar-se mais localizada, embora ainda possam ocorrer aguaceiros, sobretudo no Grupo Oriental. A tendência aponta, assim, para uma melhoria gradual depois do período mais adverso entre sexta-feira e a primeira parte de sábado. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/remanescentes-de-hanna-vao-afetar-os-acores-ecmwf-preve-quase-80-mm-de-chuva-e-trovoadas-nestas-ilhas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como os conflitos armados rompem a rede meteorológica e colocam o planeta em risco]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-os-conflitos-armados-rompem-a-rede-meteorologica-e-colocam-o-planeta-em-risco.html</link><pubDate>Thu, 01 Oct 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Uma guerra também pode silenciar as estações que monitorizam as condições meteorológicas. Casos como os do Sudão e do Iémen mostram como a perda de dados enfraquece as previsões e os alertas que protegem vidas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-los-conflictos-armados-rompen-la-red-meteorologica-y-ponen-en-riesgo-el-planeta-1790443911107.png" data-image="ocaf9dy7xip1"><figcaption>Segundo a UNDRR (Estratégia Internacional das Nações Unidas para a Redução de Desastres), dos 25 países mais vulneráveis ao clima, 19 também enfrentam fragilidade, conflitos ou violência.</figcaption></figure><p><strong>No meio de uma guerra</strong>, o silêncio de um termómetro ou de um pluviómetro parece insignificante diante da violência. No entanto, pode deixar comunidades inteiras com menos tempo para se prepararem para uma inundação. E o que deixa de ser medido hoje tampouco poderá ser recuperado amanhã com a mesma precisão.</p><div class="texto-destacado">A Organização Meteorológica Mundial (OMM) alertou, em agosto de 2026, que persistem lacunas nas observações da Terra e que aumenta a pressão sobre as redes que monitorizam o planeta. Casos como o do Sudão e do Iémen mostram como uma guerra pode agravar essas falhas.</div><p>Uma estação meteorológica pode continuar de pé e, ainda assim, deixar de fornecer dados. Basta uma falha na eletricidade, uma interrupção nas comunicações ou a impossibilidade da equipa chegar até ela. <strong>Numa zona de guerra, realizar medições torna-se uma tarefa ainda mais difícil de manter</strong>. E, sem a circulação das observações, surge um ponto cego numa rede que depende da cooperação internacional.</p><h2>Fazer previsões no meio de conflitos<br></h2><p>O <strong>Sudão </strong>é um primeiro exemplo. Em abril de <strong>2023</strong>, o início do conflito no país tornou inacessíveis as instalações da sua autoridade meteorológica em Cartum. Parte da equipa teve de se deslocar. Para manter o serviço, foram organizadas equipas em Porto Sudão, no Cairo e em Nairobi, enquanto as observações de 29 estações eram recolhidas manualmente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-los-conflictos-armados-rompen-la-red-meteorologica-y-ponen-en-riesgo-el-planeta-1790444856826.png" data-image="e58b0qzmabcj"><figcaption>Em fevereiro de 2023, o serviço ucraniano relatava cerca de vinte instalações hidrometeorológicas danificadas pela guerra. Imagens divulgadas pelo Centro Hidrometeorológico da Ucrânia.</figcaption></figure><p>E, apesar das dificuldades, os especialistas sudaneses conseguiram emitir um alerta de inundação através de uma plataforma digital e das redes sociais. Um exemplo que nos lembra que um sistema de alerta não se resume aos instrumentos; ele precisa de especialistas que analisem dados, elaborem previsões e comuniquem o risco em tempo hábil.</p><div class="texto-destacado">Outro exemplo é a Ucrânia: desde o início da invasão russa em 2022, a guerra danificou instalações hidrometeorológicas e interrompeu as observações em territórios ocupados. O serviço ucraniano alerta que estas lacunas afetam os dados utilizados tanto nas suas previsões quanto nas de centros europeus.</div><p>Quando estas pessoas são deslocadas, toda a cadeia se torna mais frágil. A <strong>previsão </strong>pode continuar graças à cooperação regional. No entanto, mantê-la <strong>exige recursos, comunicações e pessoal disponível todos os dias</strong>.</p><h2>Quando a guerra deixa o campo sem alerta</h2><p>No <strong>Iémen</strong> a guerra destruiu subestações que recebiam informações da agência meteorológica em Sanaa. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) documentou danos em distritos como Dhamar, Mukalla, Lahj, Al Dhale'e e Taiz.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="740547" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ucrania-reclama-44-mil-milhoes-de-dolares-a-russia-por-danos-climaticos-da-guerra.html" title="Ucrânia reclama 44 mil milhões de dólares à Rússia por danos climáticos da guerra">Ucrânia reclama 44 mil milhões de dólares à Rússia por danos climáticos da guerra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ucrania-reclama-44-mil-milhoes-de-dolares-a-russia-por-danos-climaticos-da-guerra.html" title="Ucrânia reclama 44 mil milhões de dólares à Rússia por danos climáticos da guerra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ucrania-reclama-44-mil-milhoes-de-dolares-a-russia-por-danos-climaticos-da-guerra-1763731927088_320.png" alt="Ucrânia reclama 44 mil milhões de dólares à Rússia por danos climáticos da guerra"></a></article></aside><p>Com <strong>apoio internacional</strong>, foram reabilitadas instalações e criadas outras novas para fornecer alertas sobre chuvas intensas, inundações e geadas. Alguns agricultores recebem estas informações pelo WhatsApp para decidir quando plantar ou proteger as suas culturas. Para eles, um aviso oportuno pode significar a diferença entre salvar uma colheita e perdê-la.</p><h2>Uma rede sem fronteiras</h2><p>Porque é que deveríamos preocupar-nos com uma estação que pára de transmitir <strong>dados a milhares de quilómetros de distância</strong>? Porque a atmosfera não reconhece fronteiras. Os modelos meteorológicos precisam de conhecer as condições iniciais em diferentes pontos do planeta. Para construir essa imagem, eles combinam medições partilhadas de estações terrestres, balões, navios, boias, aviões e satélites.</p><div class="texto-destacado">A rede mundial coordenada pela OMM reúne cerca de 16.300 estações meteorológicas terrestres.</div><p>A<strong> perda isolada de uma estação</strong> não significa que uma previsão do outro lado do mundo vá falhar. No entanto, a acumulação de lacunas<strong> reduz as informações disponíveis</strong> sobre determinadas regiões e <strong>pode afetar a precisão dos modelos</strong>. O problema é especialmente grave para quem vive perto das estações que deixam de fazer medições e depende de alertas locais.</p><h2>Mais do que perdemos</h2><p>Os satélites ajudam a monitorizar grandes extensões, inclusive onde é impossível manter uma estação. No entanto, não substituem todas as medições realizadas no solo. E são essas medições que permitem verificar e ajustar os dados de satélite, além de captar condições locais importantes para antecipar alguns perigos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-los-conflictos-armados-rompen-la-red-meteorologica-y-ponen-en-riesgo-el-planeta-1790443998833.png" data-image="ca3t16vxh5z1"><figcaption>Cerca de 9000 estações terrestres fazem parte da rede básica que sustenta o intercâmbio internacional de dados.</figcaption></figure><p><strong>A perda não afeta apenas a previsão para o dia seguinte</strong>. Uma série de dados de temperatura ou chuva registada ao longo de décadas permite identificar mudanças e avaliar riscos. Se o registo for interrompido ou perdido, torna-se mais difícil reconstruir o que aconteceu, mesmo após o fim da guerra.</p><p>O Sudão e o Iémen demonstram que proteger a observação meteorológica também significa proteger vidas. Manter estações, preservar registos, apoiar especialistas e garantir que os alertas cheguem àqueles que precisam de agir são <strong>medidas vitais</strong>. Numa rede global, cada dado conta. E, numa emergência, cada minuto de antecedência também é fundamental.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="OMM" data-year="2026" data-title="Connecting%20the%20dots%3A%20bringing%20climate%20data%20together%20for%20action" data-url="https%3A%2F%2Fwmo.int%2Fmedia%2Fproject-update%2Fconnecting-dots-bringing-climate-data-together-action">OMM. (2026). <a href="https://wmo.int/media/project-update/connecting-dots-bringing-climate-data-together-action" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Connecting the dots: bringing climate data together for action</a>.</cite><br><cite data-author="FAO%20Regional%20Office%20for%20Near%20East%20and%20North%20Africa" data-year="2024" data-title="Early%20Warning%20System%20Protects%20Crops%20and%20Farmers%20in%20Yemen" data-url="https%3A%2F%2Fwww.fao.org%2Fneareast%2Fnews%2Fstories%2Fdetails%2Fearly-warning-system-protects-crops-and-farmers-in-yemen%2F">FAO Regional Office for Near East and North Africa. (2024). <a href="https://www.fao.org/neareast/news/stories/details/early-warning-system-protects-crops-and-farmers-in-yemen/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Early Warning System Protects Crops and Farmers in Yemen</a>.</cite><br><cite data-author="OMM" data-year="2024" data-title="Sudan%20Meteorological%20Authority%20on%20the%20Climate%20Action%20Frontline" data-url="https%3A%2F%2Fpublic.wmo.int%2Fresources%2Fmeteoworld%2Fmeteoworld-march-2024%2Fsudan-meteorological-authority-climate-action-frontline">OMM. (2024). <a href="https://public.wmo.int/resources/meteoworld/meteoworld-march-2024/sudan-meteorological-authority-climate-action-frontline" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Sudan Meteorological Authority on the Climate Action Frontline</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-os-conflitos-armados-rompem-a-rede-meteorologica-e-colocam-o-planeta-em-risco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um avião caça-furacões da NOAA penetrou no olho do devastador furacão Polo e o vídeo é impressionante]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-aviao-caca-furacoes-da-noaa-penetrou-no-olho-do-devastador-furacao-polo-e-o-video-e-impressionante.html</link><pubDate>Wed, 30 Sep 2026 18:23:11 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Acompanhe o NOAA Corps enquanto o alferes Josh Murdock voa diretamente para o olho do furacão Polo. Testemunhe as intensas estruturas em nuvem e as condições atmosféricas deste poderoso ciclone sobre o Oceano Pacífico.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbc99ta"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbc99ta.jpg" id="xbc99ta"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Quando pensamos num furacão de categoria 5, imaginamos ventos violentos, chuva torrencial e um céu em caos. Mas, do outro lado da parede do olho, o cenário muda repentinamente. <strong>Surge um claro de céu azul rodeado por torres de nuvens que se elevam até onde a vista não alcança</strong>. Era assim que se via o olho do furacão Polo a partir de um avião caça-furacões da NOAA.</p><div class="texto-destacado">A 22 de setembro, quando um avião da NOAA investigou o Polo, o Centro Nacional de Furacões (NHC) informou que o ciclone, na altura um furacão de categoria 5, apresentava ventos máximos sustentados próximos dos 285 quilómetros por hora e uma pressão central de 892 hectopascais.</div><p>Em torno dessa zona de calma, local e momentânea, o furacão continua a girar. <strong>A parede do olho envolve-o como um anel de tempestades onde se concentram alguns dos ventos mais intensos do sistema</strong>. E para chegar à relativa quietude do centro, os aviões de reconhecimento têm de atravessar essa zona de nebulosidade e turbulência.</p><h2>A calma no meio da tempestade</h2><p><strong>O olho é a região central de um furacão</strong>. Aí, as condições podem ser relativamente calmas e até permitir ver parte do céu. Mas essa calma tem um limite muito claro. À sua volta encontra-se a parede do olho, que, vista de um avião, parece torres de poderosas nuvens de tempestade que se elevam.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-avion-cazahuracanes-de-la-noaa-se-adentro-en-el-ojo-del-devastador-huracan-polo-y-el-video-es-soprendente-1790695862751.png" data-image="z789f65z58xl" alt="ciclon tropical; meteorologia; ciencia; pared" title="ciclon tropical; meteorologia; ciencia; pared"><figcaption>Os furacões muito intensos costumam ter olhos pequenos e bem definidos, mas o tamanho do olho, por si só, não indica a sua força.</figcaption></figure><p><strong>O contraste ajuda a compreender por que razão a imagem é tão impressionante</strong>. A imagem captada pela câmara é um momento de pausa num sistema que continua em movimento.</p><h2>O que procuravam os caçadores de furacões no Polo?</h2><p><strong>A missão decorreu enquanto Polo atingia a sua máxima intensidade sobre o Pacífico mexicano</strong>. Os caçadores de furacões entram nestas tempestades para medir o que se passa por baixo das suas nuvens, para além do que uma imagem de satélite consegue mostrar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788382" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ciclone-furacao-ou-tufao-afinal-qual-e-a-diferenca.html" title="Ciclone, furacão ou tufão: afinal, qual é a diferença?">Ciclone, furacão ou tufão: afinal, qual é a diferença?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ciclone-furacao-ou-tufao-afinal-qual-e-a-diferenca.html" title="Ciclone, furacão ou tufão: afinal, qual é a diferença?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-furacao-ou-tufao-afinal-qual-e-a-diferenca-1789233366376_320.jpg" alt="Ciclone, furacão ou tufão: afinal, qual é a diferença?"></a></article></aside><p><strong>Os seus instrumentos registam a estrutura do ciclone e a tripulação lança sondas que recolhem dados sobre o vento, a pressão, a temperatura e a humidade à medida que descem</strong>. Essas informações ajudam os meteorologistas a avaliar a sua intensidade e a melhorar as previsões.</p><h2>Um furacão que mudava por dentro</h2><p>No caso de Polo, as medições permitiram acompanhar uma mudança que não era evidente apenas pela beleza das imagens. <strong>Durante a tarde de 22 de setembro, o NHC identificou indícios da formação de uma segunda parede em torno da primeira parede do olho</strong>. Horas depois, indicou que o Polo se encontrava num ciclo de substituição da parede.</p><div class="texto-destacado">Durante a substituição, uma nova parede circunda e substitui a original. O furacão costuma enfraquecer temporariamente, embora possa recuperar força posteriormente.</div><p><strong>O vídeo de Murdock permite-nos ver a dimensão dessa paisagem de nuvens a partir do interior do ciclone</strong>. Os dados recolhidos durante o voo contam a outra parte da história. Enquanto o avião sobrevoava o olho, o Polo continuava a reorganizar-se.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Oficina%20de%20Operaciones%20Marinas%20y%20Aviaci%C3%B3n%20de%20la%20NOAA" data-year="2026" data-title="Lockheed%20WP-3D%20Orion" data-url="https%3A%2F%2Fwww.omao.noaa.gov%2Faircraft-operations%2Faircraft%2Flockheed-wp-3d-orion">Oficina de Operaciones Marinas y Aviación de la NOAA. (2026). <a href="https://www.omao.noaa.gov/aircraft-operations/aircraft/lockheed-wp-3d-orion" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Lockheed WP-3D Orion</a>.</cite><br><cite data-author="Centro%20Nacional%20de%20Huracanes" data-year="2026" data-title="Hurricane%20Polo%20Advisory%20Number%20%20%209" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nhc.noaa.gov%2Farchive%2F2026%2Fep17%2Fep172026.public.009.shtml">Centro Nacional de Huracanes. (2026). <a href="https://www.nhc.noaa.gov/archive/2026/ep17/ep172026.public.009.shtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Hurricane Polo Advisory Number 9</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-aviao-caca-furacoes-da-noaa-penetrou-no-olho-do-devastador-furacao-polo-e-o-video-e-impressionante.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Dracónidas 2026: o pico da chuva de estrelas cadentes aproxima-se. Quando é que se podem observar a partir de Portugal?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/draconidas-2026-o-pico-da-chuva-de-estrelas-cadentes-aproxima-se-quando-e-que-se-podem-observar-a-partir-de-portugal.html</link><pubDate>Wed, 30 Sep 2026 18:15:36 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>As Dracónidas regressam entre 6 e 10 de outubro: o pico desta chuva de estrelas cadentes está previsto para a noite de 8 para 9 de outubro. Este ano, a Lua quase nova proporcionará um céu escuro, facilitando a observação a partir de Portugal, nos locais menos expostos à poluição luminosa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/draconidi-2026-si-avvicina-il-picco-della-pioggia-di-stelle-cadenti-quando-vederle-dall-italia-1790667524205.jpg" data-image="399gt4k79mx8" alt="La pluie d’étoiles filantes des Draconides sera visible depuis la France du 6 au 10 octobre, avec un pic dans la nuit du 8 au 9 octobre." title="La pluie d’étoiles filantes des Draconides sera visible depuis la France du 6 au 10 octobre, avec un pic dans la nuit du 8 au 9 octobre."><figcaption>A chuva de estrelas cadentes das Draconídeas será visível a partir de Portugal, de 6 a 10 de outubro, com um pico na noite de 8 para 9 de outubro.</figcaption></figure><p>O mês de outubro vai começar oferecendo-nos o espetáculo da <strong>chuva de estrelas cadentes das Dracónidas</strong>. Ao contrário de outros enxames famosos, geralmente bem visíveis no meio da noite, <strong>as Dracónidas serão mais fáceis de observar no início da noite</strong>, logo após o fim do crepúsculo.</p><p>Este ano, não se prevê nenhuma verdadeira "tempestade" de meteoros, mas este enxame é precisamente conhecido pela sua imprevisibilidade. Além disso, a quase ausência da Lua facilitará a sua observação.</p><h2>Quando ocorrerá o pico das Dracónidas de 2026?</h2><p>De acordo com a International Meteor Organization (IMO), <strong>as Draconídeas serão visíveis de 6 a 10 de outubro, com um pico previsto na noite de 9 para 10 de outubro</strong>, precisamente por volta das 2 da manhã, hora de Portugal continental.</p><div class="texto-destacado">A Organização Internacional de Meteoros (IMO) é uma associação científica internacional fundada em 1988 para estudar os meteoros, recolhendo e analisando observações de chuvas de estrelas cadentes e de bólidos.</div><p>O radiante deste enxame, ou seja, o ponto do céu de onde parecem provir os rastos luminosos,<strong> situa-se na constelação do Dragão, que lhe dá o nome</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O pico das Dracónidas está previsto para a noite de 8 para 9 de outubro.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A parte setentrional desta constelação, que ocupa uma área muito extensa no céu, já estará bem visível após o crepúsculo.</p><p>Por isso, não será necessário esperar pela hora do pico para começar a observar as Dracónidas. A partir de Portugal, poderá observá-las logo no início da noite, assim que o crepúsculo terminar, e continuar a observação ao longo das horas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As Dracónidas serão visíveis a partir de Portugal logo após o fim do crepúsculo.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O radiante situa-se nas proximidades das estrelas <strong>Eltanin e Rastaban</strong>, que representam os "olhos" do Dragão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/draconidi-2026-si-avvicina-il-picco-della-pioggia-di-stelle-cadenti-quando-vederle-dall-italia-1790668749816.png" data-image="0smg3gaa4v3s" alt="Position du radiant des Draconides dans la constellation du Dragon. Crédit : Stellarium Web." title="Position du radiant des Draconides dans la constellation du Dragon. Crédit : Stellarium Web."><figcaption>Posição do radiante das Dracónidas na constelação do Dragão. Crédito: Stellarium Web.</figcaption></figure><p>A partir da Portugal continental, esta parte da constelação é quase circumpolar, ou seja, permanece visível praticamente toda a noite. No sul do país, o radiante desce, no entanto, mais para perto do horizonte durante a segunda parte da noite.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790920" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/calendario-astronomico-de-outubro-saturno-em-oposicao-as-orionidas-e-a-ocultacao-das-pleiades.html" title="Calendário astronómico de outubro: Saturno em oposição, as Oriónidas e a ocultação das Plêiades">Calendário astronómico de outubro: Saturno em oposição, as Oriónidas e a ocultação das Plêiades</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/calendario-astronomico-de-outubro-saturno-em-oposicao-as-orionidas-e-a-ocultacao-das-pleiades.html" title="Calendário astronómico de outubro: Saturno em oposição, as Oriónidas e a ocultação das Plêiades"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calendario-astronomico-de-octubre-saturno-en-oposicion-las-orionidas-y-ocultacion-de-las-pleyades-1790477423716_320.jpeg" alt="Calendário astronómico de outubro: Saturno em oposição, as Oriónidas e a ocultação das Plêiades"></a></article></aside><p>Por esta razão, nomeadamente no sul do país, um período interessante poderá ser entre as 19:00 e as 23:00 do dia 8 de outubro, quando a constelação do Dragão ainda se encontra relativamente alta no céu.</p><h2>Quantas estrelas cadentes iremos ver e por que razão 2026 é um ano propício?</h2><p>Para quantificar a atividade de um enxame meteórico, utiliza-se o <strong>ZHR, ou taxa horária zenital</strong>. Corresponde ao número de estrelas cadentes que um observador poderia ver numa hora em condições ideais: um céu perfeitamente escuro e um radiante situado no zénite, ou seja, mesmo por cima da sua cabeça.</p><div class="texto-destacado"><strong>O número de estrelas cadentes efetivamente observáveis em condições menos favoráveis é sempre inferior ao ZHR</strong>.</div><p><strong>A IMO anuncia para as Dracónidas de 2026 um ZHR relativamente modesto, de cerca de 5 meteoros por hora</strong>. No entanto, a lua nova de 10 de outubro proporcionará um céu particularmente escuro: a luz lunar não irá, portanto, interferir nas observações.</p><p>Outra vantagem em relação a outros enxames: <strong>a baixa velocidade a que os meteoróides penetram na atmosfera terrestre. É de cerca de 20 km/s</strong>, contra 59 km/s para as Perseidas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786426" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-segredo-escondido-num-meteorito-antartico-o-magnetismo-que-moldou-o-nosso-sistema-solar-ha-4600-milhoes-de-anos.html" title="O segredo escondido num meteorito antártico: o magnetismo que moldou o nosso sistema solar há 4600 milhões de anos">O segredo escondido num meteorito antártico: o magnetismo que moldou o nosso sistema solar há 4600 milhões de anos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-segredo-escondido-num-meteorito-antartico-o-magnetismo-que-moldou-o-nosso-sistema-solar-ha-4600-milhoes-de-anos.html" title="O segredo escondido num meteorito antártico: o magnetismo que moldou o nosso sistema solar há 4600 milhões de anos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-secreto-oculto-en-un-meteorito-antartico-el-magnetismo-que-moldeo-nuestro-sistema-solar-hace-4-600-millones-de-anos-1788047155688_320.jpg" alt="O segredo escondido num meteorito antártico: o magnetismo que moldou o nosso sistema solar há 4600 milhões de anos"></a></article></aside><p>Esta baixa velocidade permite ao observador detetar, por vezes pelo canto do olho, a formação de um rasto luminoso e ter tempo para virar a cabeça para o admirar melhor.</p><h2>La comète Giacobini-Zinner et comment observer les Draconides depuis la France</h2><p>O enxame das Dracónidas tem origem <strong>no cometa periódico 21P/Giacobini-Zinner</strong>. Ao longo das suas órbitas, este cometa deixa no seu rasto poeira e pequenos detritos. Todos os anos, em outubro, a Terra atravessa uma parte dessa zona. Algumas partículas penetram então na atmosfera, aquecem-se e produzem os rastos luminosos característicos das estrelas cadentes.</p><div class="texto-destacado">O cometa 21P/Giacobini-Zinner foi descoberto a 20 de dezembro de 1900 por Michel Giacobini, em Nice, e redescoberto em 1913 por Ernst Zinner.</div><p>O seu período orbital, ou seja, o tempo necessário para completar uma volta em torno do Sol, é de cerca de 6 a 7 anos. A sua última passagem mais próxima do Sol ocorreu em março de 2025.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790610" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/em-1984-a-nasa-enviou-3301-abelhas-para-o-espaco-para-realizar-uma-experiencia-invulgar.html" title="Em 1984, a NASA enviou 3301 abelhas para o espaço para realizar uma experiência invulgar">Em 1984, a NASA enviou 3301 abelhas para o espaço para realizar uma experiência invulgar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/em-1984-a-nasa-enviou-3301-abelhas-para-o-espaco-para-realizar-uma-experiencia-invulgar.html" title="Em 1984, a NASA enviou 3301 abelhas para o espaço para realizar uma experiência invulgar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/en-1984-la-nasa-mando-3-301-abejas-al-espacio-para-realizar-un-insolito-experimento-1789813339648_320.jpg" alt="Em 1984, a NASA enviou 3301 abelhas para o espaço para realizar uma experiência invulgar"></a></article></aside><p><strong>Para observar o espetáculo, não são necessários nem telescópio nem binóculos</strong>. Basta escolher um local afastado das luzes da cidade, e, se possível, um horizonte desimpedido em direção ao norte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/draconidi-2026-si-avvicina-il-picco-della-pioggia-di-stelle-cadenti-quando-vederle-dall-italia-1790667872204.png" data-image="guwt9im1huhw" alt="La comète Giacobini-Zinner photographiée par le télescope de 0,9 mètre de Kitt Peak le 31 octobre 1998. Crédit : N. A. Sharp/NOAO/AURA/NSF." title="La comète Giacobini-Zinner photographiée par le télescope de 0,9 mètre de Kitt Peak le 31 octobre 1998. Crédit : N. A. Sharp/NOAO/AURA/NSF."><figcaption> O cometa Giacobini-Zinner fotografado pelo telescópio de 0,9 metros de Kitt Peak, a 31 de outubro de 1998. Crédito: N. A. Sharp/NOAO/AURA/NSF.</figcaption></figure><p>Como os rastos luminosos são relativamente longos, <strong>não é necessário fixar diretamente a constelação do Dragão</strong>. É preferível observar uma vasta porção do céu, mesmo a várias dezenas de graus do radiante, onde os rastos podem parecer mais longos. Como já referimos, a sua baixa velocidade dá tempo suficiente para os localizar e acompanhá-los com o olhar.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/draconidas-2026-o-pico-da-chuva-de-estrelas-cadentes-aproxima-se-quando-e-que-se-podem-observar-a-partir-de-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Campo magnético milhares de vezes mais forte que o da Terra: captam, pela primeira vez, sinais de rádio de um exoplaneta]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/campo-magnetico-milhares-de-vezes-mais-forte-que-o-da-terra-captam-pela-primeira-vez-sinais-de-radio-de-um-exoplaneta.html</link><pubDate>Wed, 30 Sep 2026 17:41:52 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Pela primeira vez, os astrónomos detetaram diretamente emissões de rádio provenientes de um planeta situado para além do nosso Sistema Solar. Contamos-lhe aqui as principais novidades desta descoberta científica!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/campo-magnetico-milhares-de-vezes-mais-forte-que-o-da-terra-captam-pela-primeira-vez-sinais-de-radio-de-um-exoplaneta-1790789511734.jpg" data-image="09m56qzkzzeo"><figcaption>Representação artística que mostra como poderá ser o exoplaneta gigante gasoso no interior do disco de Beta Pictoris. Crédito da imagem: Luís Calçada - ESO.</figcaption></figure><p>Descoberto em 2008 com o Very Large Telescope da ESO, <strong>Beta Pictoris b é um jovem gigante gasoso com uma massa estimada entre 9 e 13 vezes a de Júpiter</strong>. Percorre a sua órbita a cerca de 8 vezes a distância que separa a Terra do Sol, completando uma volta à estrela Beta Pictoris em aproximadamente 24 anos.</p><p>A cerca de 63 anos-luz de distância, na constelação de Pictor, este sistema planetário <strong>tem apenas cerca de 23 milhões de anos, sendo por isso, extremamente jovem à escala cósmica</strong>. Além de albergar pelo menos outros dois planetas, Beta Pictoris possui um extenso disco de gás e poeira que poderá, no futuro, originar um torus de corpos gelados semelhante ao cinturão de Kuiper do Sistema Solar.</p><h2>Um sinal que revela o magnetismo de “outro mundo”</h2><p>Com o conjunto de<strong> radiotelescópios MeerKAT, na África do Sul</strong>, os astrónomos detetaram rajadas de rádio aurorais provenientes diretamente de Beta Pictoris b. Trata-se da <strong>primeira emissão de rádio</strong> <strong>inequivocamente associada a um exoplaneta</strong> <strong><em>per se</em></strong>, e não à sua estrela-anfitriã.</p><div class="texto-destacado">“O planeta mais massivo do sistema, o Beta Pictoris b, atinge uma separação angular de até 0,55’’ ao longo da sua órbita de 24 anos, e a estrela anfitriã é magneticamente tranquila, tornando o sistema um alvo ideal para observações de rádio”, afirmaram <strong>Kevin Ortiz Ceballos</strong>, do Centro de Astrofísica de Harvard e do Smithsonian, e os seus colegas.</div><p>Segundo os investigadores, <strong>a origem do sinal está num mecanismo conhecido como “instabilidade maser de ciclotrónica de eletrões”</strong> - ECMI, em inglês), o mesmo processo responsável pela emissão de rajadas de rádio aurorais de Júpiter, da Terra, de Saturno, de Urano e de Neptuno, bem como de algumas anãs castanhas frias semelhantes a planetas.</p><h2>Uma “janela” que nos revela o interior de um mundo distante </h2><p><strong>A frequência máxima deste tipo de emissão </strong>está diretamente dependente da<strong> intensidade do campo magnético</strong> que as produz.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/campo-magnetico-milhares-de-vezes-mais-forte-que-o-da-terra-captam-pela-primeira-vez-sinais-de-radio-de-um-exoplaneta-1790789703427.jpg" data-image="bhebtggquipf"><figcaption>Radiotelescópios MeerKAT, localizados na África do Sul. Crédito da imagem: © Square Kilometre Array Organisation (SKAO) / South African Radio Astronomy Observatory (SARAO)</figcaption></figure><p>Esta observação permitiu aos cientistas calcular, pela primeira vez de forma direta, o magnetismo de um exoplaneta: <strong>Beta Pictoris b terá um campo magnético em torno dos 1,25 kilogauss, milhares de vezes mais intenso do que o campo magnético da Terra</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786976" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-dia-em-que-o-sol-desligar-o-seu-dinamo-o-que-aconteceria-a-terra-se-a-nossa-estrela-perdesse-o-seu-campo-magnetico.html" title="O dia em que o Sol desligar o seu dínamo: o que aconteceria à Terra se a nossa estrela perdesse o seu campo magnético?">O dia em que o Sol desligar o seu dínamo: o que aconteceria à Terra se a nossa estrela perdesse o seu campo magnético?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-dia-em-que-o-sol-desligar-o-seu-dinamo-o-que-aconteceria-a-terra-se-a-nossa-estrela-perdesse-o-seu-campo-magnetico.html" title="O dia em que o Sol desligar o seu dínamo: o que aconteceria à Terra se a nossa estrela perdesse o seu campo magnético?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-dia-que-el-sol-apague-su-dinamo-que-ocurriria-con-la-tierra-si-nuestra-estrella-pierde-su-campo-magnetico-1788029602068_320.jpg" alt="O dia em que o Sol desligar o seu dínamo: o que aconteceria à Terra se a nossa estrela perdesse o seu campo magnético?"></a></article></aside><p><strong>“Isto constitui a primeira medição direta da intensidade do campo magnético de um exoplaneta</strong> e está em consonância com as previsões de escala dinâmica para um planeta gigante jovem e massivo”, afirmaram os astrónomos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Ceballos%2C%20K.%20N.%20O.%2C%20Berger%2C%20E.%2C%20%26%20Cendes%2C%20Y." data-year="2026" data-title="Discovery%20of%20radio%20emission%20from%20the%20exoplanet%20%CE%B2%20Pictoris%20b" data-url="https%3A%2F%2Farxiv.org%2Fabs%2F2609.16720">Ceballos, K. N. O., Berger, E., & Cendes, Y.. (2026). <a href="https://arxiv.org/abs/2609.16720" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Discovery of radio emission from the exoplanet β Pictoris b</a>.</cite><br><cite data-author="Enrico%20de%20Lazaro" data-year="2026" data-title="Astronomers%20Detect%20Radio%20Signal%20from%20Beta%20Pictoris%20b" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sci.news%2Fastronomy%2Fbeta-pictoris-b-radio-signal-15095.html">Enrico de Lazaro. (2026). <a href="https://www.sci.news/astronomy/beta-pictoris-b-radio-signal-15095.html" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Astronomers Detect Radio Signal from Beta Pictoris b</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/campo-magnetico-milhares-de-vezes-mais-forte-que-o-da-terra-captam-pela-primeira-vez-sinais-de-radio-de-um-exoplaneta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O novo ano hidrológico começa a 1 de outubro. Prepare a sua casa para as primeiras chuvas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-novo-ano-hidrologico-comeca-a-1-de-outubro-prepare-a-sua-casa-para-as-primeiras-chuvas.html</link><pubDate>Wed, 30 Sep 2026 15:45:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Com a chegada do outono, várias autarquias lançam avisos à população. Saiba o que é este calendário da água e que precauções deve tomar.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-novo-ano-hidrologico-comeca-a-1-de-outubro-prepare-a-sua-casa-para-as-primeiras-chuvas-1790770203135.jpg" data-image="d25n44rf3z78" alt="folha de outono à chuva" title="folha de outono à chuva"><figcaption>O outono abre as portas ao novo calendário da água num período em que os solos endurecidos enfrentam as primeiras chuvas. Foto: Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A terra ainda conserva o calor de um verão longo, mas o céu começa a mudar de tom. Para a maioria das pessoas, este é apenas o<strong> início do outono</strong>. Para cientistas, engenheiros e equipas de proteção civil, no entanto, o dia <strong>1 de outubro</strong> marca o novo ciclo. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É nesta data que o país dá as boas-vindas ao ano hidrológico, o calendário técnico que rege a gestão da água em Portugal.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A escolha deste momento não é um mero marco temporal. O outono representa o período em que as bacias hidrográficas saem do seu estado mais seco e começam a <strong>receber a chuva que vai abastecer as reservas subterrâneas e as albufeiras</strong>. Mas a transição entre as estações costuma ser abrupta. </p><p>Os primeiros aguaceiros, muitas vezes acompanhados de vento forte, encontram <strong>solos endurecidos e canais de escoamento entupidos</strong> por detritos acumulados ao longo dos meses de calor. Para evitar os habituais cenários de ruas alagadas, várias autarquias, de norte a sul do país, já começaram a emitir avisos preventivos à população.</p><h2>O papel de cada cidadão dentro de portas</h2><p>A prevenção contra as inundações urbanas não depende apenas das grandes obras públicas. O<strong> </strong><strong>comportamento individual </strong>desempenha um papel crucial na segurança coletiva. </p><p>As frentes de chuva intensa conseguem<strong> acumular</strong><strong> grandes volumes de água em poucos minutos</strong>, desafiando a capacidade de vazão das redes públicas. Se os caminhos particulares estiverem obstruídos, o risco de inundação aumenta.<br></p><table><thead><tr><th>Medidas preventivas</th><th>O que fazer em casa antes das primeiras chuvas</th></tr></thead><tbody><tr><td><strong>Desobstruir</strong></td><td>sistemas de escoamento de águas pluviais dos quintais, terraços ou varandas</td></tr><tr><td><strong>Remover</strong></td><td>folhas secas, areias e pequenos lixos acumulados junto aos ralos domésticos</td></tr><tr><td><strong>Limpar</strong></td><td>minuciosamente as sarjetas, os algerozes e as caleiras dos telhados das habitações</td></tr><tr><td><strong>Fixar ou recolher</strong></td><td>estruturas móveis, vasos e objetos soltos devido ao risco de vento forte</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="2">Fonte: Elaboração própria com base nos avisos municipais</td></tr></tbody></table><p> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></p><p>Os serviços municipais recomendam que cada proprietário faça uma <strong>inspeção minuciosa à sua habitação antes que o tempo piore</strong>. É fundamental limpar os quintais, as varandas e os terraços, garantindo que os ralos estejam desobstruídos.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As folhas caídas, os sedimentos trazidos pelo vento e o pequeno lixo devem ser recolhidos e colocados no contentor. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Outro ponto crítico são os <strong>telhados</strong>. Limpar as <strong>sarjetas</strong>, os <strong>algerozes</strong> e as <strong>caleiras</strong> evita que a água transborde para o interior das residências ou danifique as fachadas dos prédios.</p><h2>A limpeza municipal que evita o caos nas ruas</h2><p>Fora dos limites das propriedades privadas, a responsabilidade passa para as equipas camarárias. Durante a estação seca, as <strong>valetas</strong> e os <strong>sumidouros</strong> acumulam pedras, lixo e resíduos vegetais. Sem uma <strong>intervenção planeada</strong>, estes materiais são arrastados pelas águas pluviais, originando verdadeiras rolhas nos sistemas de drenagem.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788396" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/vermelho-amarelo-laranja-ou-castanho-o-que-explica-a-danca-de-cores-nas-folhas-das-nossas-arvores-no-outono.html" title="Vermelho, amarelo, laranja ou castanho: o que explica a “dança” de cores nas folhas das nossas árvores no outono?">Vermelho, amarelo, laranja ou castanho: o que explica a “dança” de cores nas folhas das nossas árvores no outono?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/vermelho-amarelo-laranja-ou-castanho-o-que-explica-a-danca-de-cores-nas-folhas-das-nossas-arvores-no-outono.html" title="Vermelho, amarelo, laranja ou castanho: o que explica a “dança” de cores nas folhas das nossas árvores no outono?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vermelho-amarelo-laranja-ou-castanho-o-que-explica-a-danca-de-cores-nas-folhas-das-nossas-arvores-no-outono-1789239100730_320.jpg" alt="Vermelho, amarelo, laranja ou castanho: o que explica a “dança” de cores nas folhas das nossas árvores no outono?"></a></article></aside><p>Os trabalhos de manutenção corretiva incluem a <strong>desobstrução de sarjetas</strong> nas estradas e a verificação dos sistemas de escoamento. Além disso, as autarquias realizam vistorias visuais a <strong>diques </strong>e <strong>aterros</strong> que protegem os terrenos marginais.</p><p>O objetivo é assegurar que a água da chuva flua sem obstáculos até ao seu destino final, reduzindo a probabilidade de cortes nas vias de comunicação e o alagamento dos pisos mais baixos dos edifícios.</p><h2>Rios livres para evitar cheias precoces</h2><p>O perigo aumenta quando o foco se desloca para as linhas de água de maior caudal. O <strong>transbordo de rios e ribeiras</strong> é potenciado pelo arrastamento de materiais sólidos que diminuem a profundidade dos leitos. </p><p>Pontes, aquedutos e pontões são locais especialmente vulneráveis, onde os troncos e os ramos costumam ficar retidos, criando <strong>diques artificiais</strong> perigosos.<br></p><table><thead><tr><th>Ações</th><th>Sinais de alerta nas encostas e taludes</th></tr></thead><tbody><tr><td><strong>Observar</strong></td><td>fendas abertas na terra ou abatimentos no pavimento das estradas</td></tr><tr><td><strong>Vigiar</strong></td><td>a inclinação invulgar de postes de eletricidade, árvores ou muros de suporte</td></tr><tr><td><strong>Detetar</strong></td><td>pequenas quedas de pedras ou lama que possam anteceder deslizamentos maiores</td></tr><tr><td><strong>Prestar</strong> <strong>atenção especial</strong></td><td>a blocos de rocha instáveis em zonas fustigadas por fogos</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="2">Fonte: Elaboração própria com base em avisos municipais</td></tr></tbody></table><p><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></p><p>As medidas de precaução nestas zonas implicam <strong>remover resíduos sólidos urbanos e desimpedir cursos de água assoreados</strong>. A recolha de detritos provenientes das atividades agrícolas e florestais nas margens assume igual relevância. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-novo-ano-hidrologico-comeca-a-1-de-outubro-prepare-a-sua-casa-para-as-primeiras-chuvas-1790771090177.jpg" data-image="z9ssov3gd81k" alt="Caminhar à beira mar no outono" title="Caminhar à beira mar no outono"><figcaption>O início do ano hidrológico traz fenómenos meteorológicos típicos que exigem cuidados redobrados na via pública e o esforço conjunto de toda a comunidade. Foto: Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Ao mesmo tempo, os técnicos municipais monitorizam as margens para detetar e reparar <strong>desmoronamentos recentes</strong>, identificando novos <strong>pontos críticos</strong> que possam colocar em risco aglomerados populacionais ou estradas.</p><h2>O perigo que espreita nos solos ardidos</h2><p>Os <strong>incêndios rurais</strong> deixam marcas que se prolongam muito além do fim do fogo. A destruição da cobertura vegetal expõe o solo diretamente à força da chuva, acelerando a erosão. Sem as raízes das plantas para segurar o solo, a água infiltra-se mais facilmente, originando a <strong>instabilidade</strong> das vertentes.<br></p><table><thead><tr><th>Ações</th><th>Cuidados a duplicar na estrada</th></tr></thead><tbody><tr><td><strong>Reduzir</strong></td><td>a velocidade de circulação para evitar a aquaplanagem em lençóis de água</td></tr><tr><td><strong>Aumentar</strong></td><td>a distância de segurança face ao veículo da frente para garantir uma travagem segura</td></tr><tr><td><strong>Evitar</strong></td><td>atravessar zonas inundadas onde a altura da água impeça a visibilidade do pavimento</td></tr><tr><td><strong>Redobrar a atenção</strong></td><td>à presença de ramos, lixo ou outras estruturas arrastadas pelo vento forte</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="2">Fonte: Elaboração própria com base em avisos municipais</td></tr></tbody></table><p><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></p><p>Esta realidade exige vigilância redobrada em taludes rochosos e em encostas de terra com grande inclinação. Podem ocorrer deslizamentos e derrocadas que ameaçam linhas ferroviárias e rodoviárias. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As recomendações técnicas apontam para a necessidade de recolher ou triturar os restos de madeira ardida junto dos rios, evitando o seu arrastamento. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Há também o risco de contaminação das fontes de água potável por inertes e cinzas transportados pelas enxurradas. Caso detete fendas estranhas em taludes ou muros deformados, deve contactar de imediato o Serviço Municipal de Proteção Civil.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Munic%C3%ADpio%20de%20Faro" data-year="" data-title="In%C3%ADcio%20do%20ano%20hidrol%C3%B3gico%3A%20medidas%20de%20preven%C3%A7%C3%A3o%20e%20autoprote%C3%A7%C3%A3o%20face%20ao%20risco%20de%20inunda%C3%A7%C3%B5es" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cm-faro.pt%2Fupload_files%2Fclient_id_1%2Fwebsite_id_1%2FDestaques_homepage%2FProte%25C3%25A7%25C3%25A3o_Civil%2FAviso%252012_2026%2520-%2520IN%25C3%258DCIO%2520DO%2520ANO%2520HIDROL%25C3%2593GICO.pdf">Município de Faro. <a href="https://www.cm-faro.pt/upload_files/client_id_1/website_id_1/Destaques_homepage/Prote%C3%A7%C3%A3o_Civil/Aviso%2012_2026%20-%20IN%C3%8DCIO%20DO%20ANO%20HIDROL%C3%93GICO.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Início do ano hidrológico: medidas de prevenção e autoproteção face ao risco de inundações</a>.</cite><br><cite data-author="Munic%C3%ADpio%20de%20Vila%20Franca%20de%20Xira" data-year="" data-title="Ano%20Hidrol%C3%B3gico%202026%2F27%20%E2%80%93%20medidas%20preventivas" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cm-vfxira.pt%2Fmunicipio%2Fcamara-municipal%2Fcomunicacao%2Fnoticias%2Fnoticia%2Fano-hidrologico-medidas-preventivas">Município de Vila Franca de Xira. <a href="https://www.cm-vfxira.pt/municipio/camara-municipal/comunicacao/noticias/noticia/ano-hidrologico-medidas-preventivas" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Ano Hidrológico 2026/27 – medidas preventivas</a>.</cite><br><cite data-author="Munic%C3%ADpio%20de%20Ferreira%20do%20Alentejo" data-year="" data-title="Aviso%20%C3%A0%20popula%C3%A7%C3%A3o%20%E2%80%93%20ano%20hidrol%C3%B3gico%202026%2F27" data-url="https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fmuncmfa%2Fposts%2F%25EF%25B8%258F-o-servi%25C3%25A7o-de-prote%25C3%25A7%25C3%25A3o-civil-deixa-o-alerta-e-conselhos-a-ter-em-conta-com-a-ch%2F1425343666403346%2F">Município de Ferreira do Alentejo. <a href="https://www.facebook.com/muncmfa/posts/%EF%B8%8F-o-servi%C3%A7o-de-prote%C3%A7%C3%A3o-civil-deixa-o-alerta-e-conselhos-a-ter-em-conta-com-a-ch/1425343666403346/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Aviso à população – ano hidrológico 2026/27</a>.</cite><br><cite data-author="Munic%C3%ADpio%20de%20Almada" data-year="" data-title="Almada%20prepara-se%20para%20novo%20ano%20hidrol%C3%B3gico%20e%20lan%C3%A7a%20alerta%20%C3%A0%20popula%C3%A7%C3%A3o" data-url="https%3A%2F%2Fsapo.pt%2Fartigo%2Falmada-prepara-se-para-novo-ano-hidrologico-e-lanca-alerta-a-populacao-69009d0da3a03e944d48c8a0">Município de Almada. <a href="https://sapo.pt/artigo/almada-prepara-se-para-novo-ano-hidrologico-e-lanca-alerta-a-populacao-69009d0da3a03e944d48c8a0" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Almada prepara-se para novo ano hidrológico e lança alerta à população</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-novo-ano-hidrologico-comeca-a-1-de-outubro-prepare-a-sua-casa-para-as-primeiras-chuvas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tendência inesperada em Portugal: uma nova massa de ar subtropical avançará entre 5 e 7 de outubro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencia-inesperada-em-portugal-uma-nova-massa-de-ar-subtropical-avancara-entre-5-e-7-de-outubro.html</link><pubDate>Wed, 30 Sep 2026 14:53:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A temperatura será a variável meteorológica em destaque nesta previsão para Portugal. Depois de alguns dias mais amenos, uma massa de ar subtropical deverá avançar sobre a Península Ibérica entre 5 e 7 de outubro.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbf8q4m"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbf8q4m.jpg" id="xbf8q4m"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois da passagem de uma frente fria pelo território continental, as temperaturas deverão permanecer relativamente contidas nos próximos dias. Contudo, as previsões do modelo ECMWF apontam para uma mudança no início da próxima semana, com a chegada de uma <strong>massa de ar mais quente de origem subtropical</strong>. Em algumas regiões, os termómetros poderão voltar a aproximar-se ou mesmo atingir os <strong>30 ºC</strong>.</p><h2>Até quinta-feira, temperaturas mais contidas após a passagem da frente</h2><p>Esta <strong>quarta-feira, dia 30 de setembro</strong>, será ainda marcada pelos efeitos da frente fria que atravessa Portugal continental. A presença de maior nebulosidade, precipitação e a entrada de ar mais fresco contribuirão para manter as temperaturas máximas relativamente contidas.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Na <strong>quinta-feira, 1 de outubro</strong>, não são esperadas alterações muito significativas do ponto de vista térmico. O ambiente deverá continuar mais ameno do que aquele que se fará sentir posteriormente, embora as temperaturas mínimas permaneçam relativamente elevadas para esta altura do ano em várias regiões.</p><h2>Sexta-feira traz uma subida acentuada das temperaturas</h2><p>A primeira mudança relevante deverá ocorrer na <strong>sexta-feira, dia 2</strong>, com uma subida generalizada das temperaturas máximas, particularmente nas regiões Centro e Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-inesperada-em-portugal-uma-nova-massa-de-ar-subtropical-avancara-entre-5-e-7-de-outubro-1790768042923.jpg" data-image="ul8rn8mm7cn1" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>As temperaturas máximas sobem de forma significativa na sexta-feira, com valores próximos ou iguais a 30 ºC em vários locais das regiões Centro e Sul.</figcaption></figure><p>Segundo os mapas da Meteored, vários locais dos distritos de <strong>Beja, Évora, Lisboa, Santarém, Leiria, Coimbra e Castelo Branco</strong> poderão aproximar-se ou atingir os <strong>30 ºC</strong>. No litoral Norte, os valores serão mais moderados, enquanto no interior Centro e Sul o ambiente voltará a tornar-se bastante quente para o início de outubro.</p><p>Este aumento das máximas será, contudo, relativamente breve. <strong>Durante o fim de semana e pelo menos até segunda-feira, as temperaturas diurnas deverão voltar a baixar</strong>.<strong> </strong>Há, porém, outro dado importante, as noites e madrugadas continuarão relativamente mais quentes que o normal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-inesperada-em-portugal-uma-nova-massa-de-ar-subtropical-avancara-entre-5-e-7-de-outubro-1790768183516.jpg" data-image="7ohe5o6kzede" alt="Anomalia da Temperatura" title="Anomalia da Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-245789">Apesar da descida posterior das máximas, as madrugadas continuarão anormalmente amenas. Por exemplo, no sábado, às 06h, grande parte do território poderá registar temperaturas 3 a 5 ºC acima da média para a época.</figcaption></figure><p>Na madrugada de <strong>sábado, dia 3</strong>, grande parte de Portugal continental poderá registar temperaturas cerca de <strong>3 a 5 ºC acima dos valores habituais para esta época do ano</strong>. Assim, apesar da descida das máximas, as mínimas ainda estarão longe de apresentar um comportamento tipicamente mais fresco de outono, pelo menos até segunda-feira (5).</p><h2>Uma massa de ar subtropical aproxima-se a partir de dia 5</h2><p>É a partir de <strong>segunda-feira, dia 5</strong>, que a configuração atmosférica se torna particularmente interessante. Uma <strong>massa de ar quente de origem subtropical deverá avançar em altitude em direção à Península Ibérica</strong>, favorecendo uma nova tendência de subida das temperaturas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-inesperada-em-portugal-uma-nova-massa-de-ar-subtropical-avancara-entre-5-e-7-de-outubro-1790768258549.jpg" data-image="7pyfb40zwtep" alt="Geopotencial e temperatura 500 hPa" title="Geopotencial e temperatura 500 hPa"><figcaption>Uma massa de ar mais quente de origem subtropical começa a alcançar a Península Ibérica, enquanto uma região depressionária permanece a oeste de Portugal, criando um forte contraste na configuração atmosférica.</figcaption></figure><p>Ao mesmo tempo, o ECMWF prevê a presença de uma <strong>região depressionária a oeste de Portugal</strong>, associada a ar mais frio em altitude <strong>(possível formação de gota fria)</strong>. Este contraste entre duas massas de ar com características térmicas distintas será determinante para o estado do tempo nos dias seguintes.</p><p>Por um lado, a advecção de ar subtropical poderá fazer subir novamente os termómetros, por outro, a presença de ar mais frio em altitude poderá aumentar a instabilidade atmosférica.</p><h2>Entre 5 e 7 de outubro, os 30 ºC poderão regressar, mas com instabilidade</h2><p>Entre <strong>segunda-feira, dia 5, e quarta-feira, dia 7</strong>, as temperaturas deverão voltar a subir em várias regiões. O cenário atual admite <strong>máximas próximas dos 30 ºC em alguns locais, sobretudo no Sul</strong>, uma tendência que poderá mesmo prolongar-se até dia 8.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-inesperada-em-portugal-uma-nova-massa-de-ar-subtropical-avancara-entre-5-e-7-de-outubro-1790768332794.jpg" data-image="dt9fuxjv814h" alt="Temperatura a 2m" title="Temperatura a 2m"><figcaption>O avanço do ar mais quente deverá traduzir-se numa nova subida das temperaturas, com os valores mais elevados previstos no interior Centro e Sul e possibilidade de máximas próximas dos 30 ºC.</figcaption></figure><p>Contudo, não estamos perante uma situação de tempo necessariamente seco e estável. A proximidade da região depressionária e o contraste térmico em altitude poderão criar condições favoráveis ao desenvolvimento de <strong>aguaceiros e eventualmente trovoadas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-inesperada-em-portugal-uma-nova-massa-de-ar-subtropical-avancara-entre-5-e-7-de-outubro-1790768429703.jpg" data-image="l93nsxm4u06d" alt="Chuva" title="Chuva"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-545229">O aumento das temperaturas não será necessariamente sinónimo de estabilidade. A interação entre o ar subtropical mais quente e o ar frio associado à região depressionária poderá favorecer aguaceiros e eventualmente trovoadas entre os dias 5 e 7 de outubro.</figcaption></figure><p>Este período entre dia 5 e 7, destaca-se também pela possibilidade de maior instabilidade. O ECMWF sugere precipitação em várias regiões do território, localmente com maior intensidade. Assim, <strong>poderão coexistir temperaturas relativamente elevadas com um ambiente atmosférico instável,</strong> algo perfeitamente possível quando existe ar quente e potencialmente húmido nas camadas inferiores e ar relativamente mais frio em altitude.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791259" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-especialista-alfredo-graca-anuncia-chuva-entre-domingo-e-segunda-preve-se-a-primeira-gota-fria-relevante-do-outono.html" title="O especialista Alfredo Graça anuncia chuva: 'entre domingo e segunda prevê-se a primeira gota fria relevante do outono'">O especialista Alfredo Graça anuncia chuva: "entre domingo e segunda prevê-se a primeira gota fria relevante do outono"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-especialista-alfredo-graca-anuncia-chuva-entre-domingo-e-segunda-preve-se-a-primeira-gota-fria-relevante-do-outono.html" title="O especialista Alfredo Graça anuncia chuva: 'entre domingo e segunda prevê-se a primeira gota fria relevante do outono'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-especialista-alfredo-graca-anuncia-chuva-entre-domingo-e-segunda-preve-se-a-primeira-gota-fria-relevante-do-outono-1790773366613_320.jpg" alt="O especialista Alfredo Graça anuncia chuva: 'entre domingo e segunda prevê-se a primeira gota fria relevante do outono'"></a></article></aside><p>Importa, contudo, sublinhar que <strong>a previsão entre os dias 5 e 7 ainda se encontra a médio prazo</strong>. Pequenas alterações na posição da depressão a oeste de Portugal poderão modificar significativamente a distribuição da chuva, a possibilidade de trovoadas e até a magnitude da subida das temperaturas. As próximas atualizações dos modelos serão, por isso, essenciais para perceber com maior precisão como evoluirá este episódio.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencia-inesperada-em-portugal-uma-nova-massa-de-ar-subtropical-avancara-entre-5-e-7-de-outubro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Hanna mantém a trajetória para os Açores: já como sistema pós-tropical poderá deixar estes efeitos nos próximos dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/hanna-mantem-a-trajetoria-para-os-acores-ja-como-sistema-pos-tropical-podera-deixar-estes-efeitos-nos-proximos-dias.html</link><pubDate>Wed, 30 Sep 2026 14:38:03 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Hanna aproxima-se dos Açores já como sistema pós-tropical, mas continuará a provocar instabilidade. Chuva forte, trovoada e rajadas de vento deverão afetar o arquipélago, com maior expressão nos grupos Central e Oriental nos próximos dias.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/hanna-mantem-a-trajetoria-para-os-acores-ja-como-sistema-pos-tropical-deixara-estes-efeitos-nos-proximos-dias-1790778216720.jpg" data-image="8o39x2veb59g" alt="Tempestade tropical Hanna deverá provocar chuva intensa nos Açores" title="Tempestade tropical Hanna deverá provocar chuva intensa nos Açores"><figcaption>Hanna deverá chegar aos Açores bem mais debilitada já como um sistema pós-tropical, provocando períodos de chuva moderada a forte, trovoada e rajadas pontualmente intensas nos próximos dias.</figcaption></figure><p>A tempestade tropical Hanna mantém a trajetória em direção aos Açores, <strong>onde deverá chegar já como sistema pós-tropical, após um enfraquecimento gradual</strong>. No entanto, a perda de intensidade não impedirá um agravamento das condições meteorológicas nos próximos dias, com períodos de chuva moderada a forte, trovoada e rajadas pontualmente intensas, tal como alertou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Esta evolução estará relacionada com a passagem de Hanna sobre águas progressivamente mais frias, reduzindo o fornecimento de energia que sustenta a sua estrutura tropical. Consequentemente, <strong>o sistema deverá perder intensidade, passando da categoria de tempestade tropical para depressão tropical, antes de adquirir características pós-tropicais</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hanna-mantem-a-trajetoria-para-os-acores-ja-como-sistema-pos-tropical-deixara-estes-efeitos-nos-proximos-dias-1790774715145.jpg" data-image="dfxohie4cmab"><figcaption>A previsão de superfície da AEMET posiciona Hanna a sudoeste dos Açores, evidenciando a circulação depressionária associada ao sistema e a configuração atmosférica prevista para as primeiras horas de quinta-feira.</figcaption></figure><p>Ainda assim, a circulação associada continuará a favorecer condições de instabilidade atmosférica na região.</p><h2>Vento intensifica-se na quinta-feira, sobretudo no Grupo Central</h2><p>De acordo com as últimas projeções do modelo europeu (ECMWF), quinta-feira (1) deverá ficar marcada pelo aumento gradual da intensidade do vento, particularmente durante a tarde e início da noite.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hanna-mantem-a-trajetoria-para-os-acores-ja-como-sistema-pos-tropical-deixara-estes-efeitos-nos-proximos-dias-1790773441299.jpg" data-image="xw2d6mmvxv31"><figcaption>O campo de rajadas previsto pelo ECMWF evidencia um corredor de vento mais intenso sobre o Grupo Central, particularmente entre as ilhas de São Jorge, Pico e Terceira, com valores localmente próximos dos 60 km/h.</figcaption></figure><p>O Grupo Central deverá concentrar as rajadas mais intensas, que poderão ultrapassar os<strong> 55 km/h em São Jorge </strong>e rondar os<strong> 50 km/h na Graciosa e no Pico. </strong>No Grupo Ocidental, a intensificação do vento deverá ocorrer mais cedo, enquanto em São Miguel as rajadas poderão aproximar-se dos 40 km/h durante a noite.</p><h2>Sexta-feira marca o agravamento da precipitação</h2><p><strong>A partir de sexta-feira, a precipitação poderá ganhar intensidade, com períodos de chuva moderada a forte e possibilidade de trovoada</strong>, sobretudo nos grupos Central e Oriental. A instabilidade deverá prolongar-se pela madrugada de sábado, embora com diferenças significativas entre as ilhas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hanna-mantem-a-trajetoria-para-os-acores-ja-como-sistema-pos-tropical-deixara-estes-efeitos-nos-proximos-dias-1790773470890.jpg" data-image="3uw5ily9fo6c"><figcaption>A precipitação deverá ser mais expressiva em São Miguel, Terceira e Pico, com acumulados significativamente superiores aos previstos para as ilhas das Flores e do Corvo até sábado à noite.</figcaption></figure><p><strong>São Miguel deverá concentrar os acumulados de precipitação mais elevados</strong>, com o ECMWF a prever cerca de <strong>60 mm em Ponta Delgada</strong> e 45 mm no Nordeste até sábado. No Grupo Central, destacam-se a Terceira e o Pico, com valores próximos dos 40 a 45 mm, enquanto Flores e Corvo deverão registar quantidades bastante inferiores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hanna-mantem-a-trajetoria-para-os-acores-ja-como-sistema-pos-tropical-deixara-estes-efeitos-nos-proximos-dias-1790773605281.jpg" data-image="2es6i6m4xmq3"><figcaption>A distribuição da precipitação evidencia uma faixa mais ativa a sul do arquipélago, com núcleos de maior intensidade sobre o Atlântico e aguaceiros isolados nas proximidades das ilhas centrais.</figcaption></figure><p><strong>A madrugada de sábado poderá ainda ser marcada por núcleos de precipitação intensa</strong>, sobretudo nas áreas marítimas a sul dos grupos Central e Oriental. Nas ilhas, a chuva deverá apresentar uma distribuição irregular, com <strong>possibilidade de aguaceiros na Terceira, no Pico e em São Jorge, perdendo gradualmente intensidade e abrangência territorial durante a tarde</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791129" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-revela-quanto-se-aproximara-hanna-dos-acores-a-partir-de-quinta-1-preve-se-100-mm-de-chuva-nestas-ilhas.html" title="Alfredo Graça revela quanto se aproximará Hanna dos Açores a partir de quinta 1: prevê-se 100 mm de chuva nestas ilhas">Alfredo Graça revela quanto se aproximará Hanna dos Açores a partir de quinta 1: prevê-se 100 mm de chuva nestas ilhas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-revela-quanto-se-aproximara-hanna-dos-acores-a-partir-de-quinta-1-preve-se-100-mm-de-chuva-nestas-ilhas.html" title="Alfredo Graça revela quanto se aproximará Hanna dos Açores a partir de quinta 1: prevê-se 100 mm de chuva nestas ilhas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-revela-quanto-se-aproximara-hanna-dos-acores-a-partir-de-quinta-1-preve-se-100-mm-de-chuva-nestas-ilhas-1790703405879_320.png" alt="Alfredo Graça revela quanto se aproximará Hanna dos Açores a partir de quinta 1: prevê-se 100 mm de chuva nestas ilhas"></a></article></aside><p><strong>No domingo, a instabilidade deverá tornar-se mais localizada</strong>, embora ainda possam ocorrer aguaceiros no Grupo Oriental, particularmente no Nordeste de São Miguel. A evolução prevista pelo ECMWF aponta para uma diminuição da precipitação sobre grande parte do arquipélago, após um período de maior atividade meteorológica entre sexta-feira e sábado.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/hanna-mantem-a-trajetoria-para-os-acores-ja-como-sistema-pos-tropical-podera-deixar-estes-efeitos-nos-proximos-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O especialista Alfredo Graça anuncia chuva: "entre domingo e segunda prevê-se a primeira gota fria relevante do outono"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-especialista-alfredo-graca-anuncia-chuva-entre-domingo-e-segunda-preve-se-a-primeira-gota-fria-relevante-do-outono.html</link><pubDate>Wed, 30 Sep 2026 13:35:04 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Outubro iniciará estável meteorologicamente. Porém, os aguaceiros e trovoadas não tardarão a regressar entre sexta (2) e segunda (5), sendo uma gota fria formada a oeste de Portugal continental no domingo (4) uma das possíveis responsáveis da continuidade da instabilidade.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbfa576"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbfa576.jpg" id="xbfa576"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Entre domingo e segunda-feira, dias 4 e 5 de outubro, prevê-se a formação da primeira depressão com expressão em altitude (ou gota fria) potencialmente relevante do outono</strong>. Relevante? Como assim? Significará isto que vai chover seriamente em Portugal? E quando? E onde?</p><p>Todas estas questões são aquelas que costumam surgir quando nos remetemos somente aos títulos das notícias e que, intuitivamente ou não, acabam por distorcer o conteúdo que realmente importa numa previsão do tempo: <strong>relembramos que é essencial ler para além dos títulos e </strong> <strong>que uma previsão não é uma exatidão (!)</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Em primeiro lugar importa esclarecer que, após a fase final da passagem da frente fria nesta quarta-feira (30) pelo nosso território - pois ainda estão previstos alguns períodos de chuva nalgumas zonas do país nas próximas horas - <strong>o estado do tempo voltará a estabilizar na quinta-feira, 1 de outubro, esperando-se um dia geralmente anticiclónico em Portugal continental</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-especialista-alfredo-graca-anuncia-chuva-entre-domingo-e-segunda-preve-se-a-primeira-gota-fria-relevante-do-outono-1790771693331.jpg" data-image="8awkkggymmrb"><figcaption>Quinta-feira, 1 de outubro, com períodos de céu nublado, mas ainda estável e anticiclónico. Aproveite este dia para realizar atividades ao ar livre ou pendurar a roupa. </figcaption></figure><p> Amanhã, dia 1, espera-se céu pouco nublado ou limpo, embora com aumento temporário da nebulosidade nas regiões do interior durante a tarde. Prevê-se ainda uma ligeira subida das temperaturas máximas, especialmente no interior Norte e Centro. <strong>As máximas mais elevadas estão previstas para cidades como Évora, Beja e Faro (28 ºC)</strong>. </p><p>Quanto à depressão isolada em altitude… já lá vamos. Primeiro, falemos das <strong>condições meteorológicas previstas para os dias que antecedem a sua formação</strong>.</p><h2>Na sexta e no sábado o tempo voltará a ficar instável</h2><p><strong>Para sexta-feira e sábado, dias 2 e 3 de outubro</strong>, prevê-se céu geralmente muito nublado. Além disto, nestes dois dias a passagem de ondulações poderá desencadear períodos de <strong>aguaceiros, geralmente muito irregulares e dispersos, e potencialmente acompanhados de trovoadas</strong>, sendo, como já é habitual em episódios de precipitação convectiva, difícil localizar com precisão as áreas potencialmente mais expostas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-especialista-alfredo-graca-anuncia-chuva-entre-domingo-e-segunda-preve-se-a-primeira-gota-fria-relevante-do-outono-1790772096214.jpg" data-image="1f56roq2xnxl"><figcaption>Previsão de nebulosidade e precipitação para as 16:00 de sábado, 3 de outubro.</figcaption></figure><p>No entanto, em traços gerais, os mapas da Meteored parecem assinalar <strong>as regiões do interior </strong>de Portugal continental como as mais expostas, não se descartando que surja alguma célula convectiva de forma ocasional em zonas do litoral.</p><h2>Entre domingo e segunda é possível que se forme uma gota fria</h2><p>O modelo europeu (ECMWF) prevê a entrada de ar frio nos níveis médios e altos da troposfera sobre o noroeste da Península Ibérica nos próximos dias, com a <strong>possível formação de uma depressão com expressão em altitude a partir de domingo (4)</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791146" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/variacao-das-temperaturas-em-portugal-entre-hoje-e-domingo-4-de-outubro-esta-e-a-evolucao-prevista.html" title="Variação das temperaturas em Portugal entre hoje e domingo, 4 de outubro: esta é a evolução prevista">Variação das temperaturas em Portugal entre hoje e domingo, 4 de outubro: esta é a evolução prevista</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/variacao-das-temperaturas-em-portugal-entre-hoje-e-domingo-4-de-outubro-esta-e-a-evolucao-prevista.html" title="Variação das temperaturas em Portugal entre hoje e domingo, 4 de outubro: esta é a evolução prevista"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/variacao-das-temperaturas-em-portugal-entre-hoje-e-domingo-4-de-outubro-esta-e-a-evolucao-prevista-1790706594574_320.jpg" alt="Variação das temperaturas em Portugal entre hoje e domingo, 4 de outubro: esta é a evolução prevista"></a></article></aside><p>De acordo com as últimas simulações do modelo ECMWF, <strong>a gota fria irá separar-se do jato polar a partir de domingo, 4 de outubro, situando-se a oeste de Portugal continental</strong>. De momento, existe uma elevada incerteza quanto à sua evolução posterior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-especialista-alfredo-graca-anuncia-chuva-entre-domingo-e-segunda-preve-se-a-primeira-gota-fria-relevante-do-outono-1790772297569.jpg" data-image="w2swgu5qelnz"><figcaption>Posição da gota fria prevista pelo modelo europeu para segunda-feira (5). É possível identificar a gota fria a oeste de Portugal continental através do movimento ciclónico do vento a aproximadamente 9000 metros de altitude.</figcaption></figure><p>Como referido anteriormente, tudo indica que esta bolsa de ar frio irá posicionar-se a oeste de Portugal continental. É importante esclarecer que <strong>qualquer pequena variação na posição da gota fria pode alterar radicalmente a previsão!</strong></p><h2>Modelos ECMWF e GFS coincidem na formação do sistema, mas a sua evolução mantém-se incerta na próxima semana</h2><p>O modelo GFS (americano) apresenta semelhanças com o cenário projetado pelo modelo ECMWF (europeu), <strong>coincidindo quanto ao desprendimento da bolsa de ar frio do jato polar a partir de domingo (4)</strong> e situando-a em pleno Atlântico, a oeste de Portugal continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-especialista-alfredo-graca-anuncia-chuva-entre-domingo-e-segunda-preve-se-a-primeira-gota-fria-relevante-do-outono-1790772886168.jpg" data-image="isjqv28kqkwm"><figcaption>Uma gota fria é uma depressão que se isola nos níveis superiores da troposfera, separando-se da corrente de jato polar. Estas perturbações depressionárias são acompanhadas por um núcleo de ar frio na troposfera média e superior, frequentemente bem visíveis nos mapas de 500 hPa.</figcaption></figure><p><strong>A concordância entre os dois principais modelos meteorológicos à escala global quanto à formação do sistema é relevante</strong>, sobretudo porque as gotas frias costumam ser muito difíceis de prever.</p><h2>Efeitos expectáveis em Portugal… Ainda é difícil dizer quando e onde, mas…</h2><p>Caso a previsão atualmente disponível do modelo Europeu se concretize, poderão ocorrer <strong>aguaceiros e trovoadas irregulares</strong>, ainda muito difíceis de quantificar e determinar quanto à sua intensidade e distribuição, <strong>tanto no domingo 4, como na segunda-feira 5 de outubro</strong> (e especialmente mais prováveis durante a tarde deste dois dias, embora não se descarte que surjam noutros momentos dos dias).</p><div class="texto-destacado">Importa ainda clarificar: Não só <strong>não estará sempre a chover</strong> nas datas em análise, como também haverá <strong>alternância de períodos de céu nublado e abertas com a precipitação convectiva</strong>, que é geralmente irregular na distribuição geográfica e possui um carácter intermitente.</div><p><strong>Os mapas de probabilidade da Meteored - baseados no ECMWF - situam a instabilidade convectiva intermitente como mais provável de surgir nas Regiões Norte e Centro</strong>. O modelo GFS reforça esta previsão ao sugerir também uma probabilidade mais ou menos significativa de ocorrência da instabilidade convectiva no Norte e no Centro.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-especialista-alfredo-graca-anuncia-chuva-entre-domingo-e-segunda-preve-se-a-primeira-gota-fria-relevante-do-outono.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[NASA investiga como o espaço transforma o corpo humano]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nasa-investiga-como-o-espaco-transforma-o-corpo-humano.html</link><pubDate>Wed, 30 Sep 2026 08:45:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A NASA vai estudar como a microgravidade transforma o corpo humano, procurando respostas que poderão ser essenciais para futuras viagens à Lua e a Marte. Venha descobrir mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nasa-investiga-como-o-espaco-transforma-o-corpo-humano-1790666364960.jpg" data-image="fvbt2vrbsqjl" alt="Missão no espaço" title="Missão no espaço"><figcaption>A bordo da Estação Espacial Internacional, os astronautas ajudam a estudar como a microgravidade altera o organismo humano, fornecendo dados essenciais para preparar futuras missões espaciais de longa duração.</figcaption></figure><p>Viajar para o espaço não significa apenas enfrentar a ausência de gravidade. Para o corpo humano, permanecer durante meses em órbita representa uma <strong>transformação profunda</strong>, com efeitos na circulação sanguínea, visão, equilíbrio e desempenho físico.</p><p>É precisamente para compreender melhor essas alterações que a NASA vai aproveitar a <strong>missão Crew-13</strong> para realizar uma série de <strong>estudos médicos a bordo</strong> da Estação Espacial Internacional.</p><p>Prevista para levar quatro astronautas até à estação, a missão inclui uma <strong>investigação conjunta entre a NASA e a Agência Espacial Europeia (ESA)</strong> dedicada à circulação do sangue e à formação de coágulos.</p><p>O estudo, denominado <em>Venous Haemostasis</em>, procura compreender de que forma a <strong>microgravidade altera o fluxo sanguíneo</strong> e porque é que alguns astronautas poderão ser mais vulneráveis do que outros.</p><h2>O sangue comporta-se de outra forma no espaço</h2><p>Segundo um artigo publicado na revista online <em>PHYSORGN</em>, na Terra, a <strong>gravidade ajuda a manter os fluidos corporais distribuídos pelo organismo</strong>. Em microgravidade, essa dinâmica muda, o sangue e outros líquidos podem deslocar-se em direção à parte superior do corpo, alterando o funcionamento normal do sistema circulatório.</p><p>Para acompanhar estas mudanças, os astronautas serão submetidos, <strong>antes, durante e depois da missão, a exames</strong> como ressonâncias magnéticas, ecografias da veia jugular, medições da pressão arterial e análises ao sangue.</p><p>Os dados poderão <strong>ajudar a identificar fatores de risco e a desenvolver medidas preventivas</strong> para futuras missões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nasa-investiga-como-o-espaco-transforma-o-corpo-humano-1790666414986.jpg" data-image="a4c570uf1b1j" alt="Saúde no espaço" title="Saúde no espaço"><figcaption>A astronauta da NASA Anne McClain auxilia o astronauta Jonny Kim durante uma ecografia a bordo da Estação Espacial Internacional. Fonte: NASA</figcaption></figure><p>A investigação poderá ainda ter consequências muito para além da exploração espacial. Os cientistas esperam que o <strong>conhecimento adquirido sobre os coágulos sanguíneos </strong>possa contribuir para compreender melhor a sua prevenção e tratamento também na Terra.</p><h2>O regressar à Terra é também um desafio</h2><p>Um outro estudo vai <strong>analisar uma capacidade que pode ser decisiva durante uma aterragem</strong>, pilotar uma nave depois de passar longos períodos em microgravidade.</p><div class="texto-destacado"><strong>"No espaço, a ausência de peso pode perturbar o fluxo normal do sangue nas veias dos astronautas?"</strong><br>Jason Lytle, um dos principais investigadores do estudo e investigador cardiovascular no Johnson Space Center da NASA, em Houston. </div><p>Os astronautas irão <strong>realizar simulações de aterragem lunar</strong> para avaliar a forma como as alterações nos sistemas sensoriais, na orientação e no controlo dos movimentos podem afetar a tomada de decisões.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="729162" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/como-o-fisico-dos-astronautas-muda-apos-voltar-do-espaco-nasa-explica-os-efeitos-da-microgravidade.html" title="Como o físico dos astronautas muda após voltar do espaço: NASA explica os efeitos da microgravidade">Como o físico dos astronautas muda após voltar do espaço: NASA explica os efeitos da microgravidade</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/como-o-fisico-dos-astronautas-muda-apos-voltar-do-espaco-nasa-explica-os-efeitos-da-microgravidade.html" title="Como o físico dos astronautas muda após voltar do espaço: NASA explica os efeitos da microgravidade"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-cambia-el-fisico-de-los-astronautas-tras-regresar-del-espacio-la-nasa-explica-los-efectos-de-la-microgravedad-1757512629031_320.jpg" alt="Como o físico dos astronautas muda após voltar do espaço: NASA explica os efeitos da microgravidade"></a></article></aside><p>Os investigadores querem perceber se sessões de treino realizadas pouco antes da aterragem podem <strong>ajudar a recuperar essas capacidades</strong>.</p><h2>Proteger os olhos e manter o corpo ativo</h2><p>A visão também está no centro da investigação. A NASA continuará o estudo <em>B-Complex</em>, que procura determinar se a <strong>toma diária de vitaminas do complexo B pode ajudar a reduzir os efeitos da chamada síndrome neuro-ocular </strong>associada aos voos espaciais, uma condição que pode provocar alterações na estrutura dos olhos durante missões prolongadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nasa-investiga-como-o-espaco-transforma-o-corpo-humano-1790666504358.jpg" data-image="4ra9lvr25f1e" alt="Crew-13" title="Crew-13"><figcaption>Os membros da missão SpaceX Crew-13, vestidos com os seus fatos pressurizados, estão sentados no interior de uma réplica da nave Dragon durante uma sessão de treino antes do voo, na sede da empresa, em Hawthorne, na Califórnia. Fonte:PHYSORGN </figcaption></figure><p>Ao mesmo tempo, os investigadores vão comparar diferentes rotinas de exercício físico. Um dos estudos pretende perceber <strong>que impacto tem a utilização da passadeira na saúde e no desempenho dos astronautas</strong>, informação particularmente importante para futuras missões em que o espaço disponível poderá limitar a utilização de equipamentos de exercício.</p><h2>Preparar o caminho para a Lua e Marte</h2><p>Por detrás de todas estas experiências existe um objetivo maior que passa por <strong>descobrir como manter seres humanos saudáveis durante viagens cada vez mais longas</strong> e distantes da Terra.</p><p>A NASA considera estes estudos importantes para <strong>preparar as futuras missões</strong> <em>Artemis</em>, a permanência humana na Lua e, mais tarde, possíveis expedições a Marte. Quanto maior for a distância, menor será a possibilidade de recorrer rapidamente a equipas médicas na Terra.</p><p>A Crew-13 mostra, assim, que para explorar o espaço também é necessário <strong>compreender profundamente o organismo humano e descobrir como protegê-lo </strong>quando a gravidade, o ambiente e as condições de vida deixam de ser os mesmos que conhecemos no nosso planeta.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Monica%20Edwards" data-year="2026" data-title="NASA%20to%20study%20human%20health%20and%20performance%20during%20Crew-13%20mission" data-url="https%3A%2F%2Fphys.org%2Fnews%2F2026-09-nasa-human-health-crew-mission.html">Monica Edwards. (2026). <a href="https://phys.org/news/2026-09-nasa-human-health-crew-mission.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">NASA to study human health and performance during Crew-13 mission</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nasa-investiga-como-o-espaco-transforma-o-corpo-humano.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vernalização: o frio de que algumas plantas precisam para florir]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/vernalizacao-o-frio-de-que-algumas-plantas-precisam-para-florir.html</link><pubDate>Wed, 30 Sep 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Semeou cenouras cedo de mais e, em vez de raiz, apareceu uma haste com flores. Não foi azar nem má semente. A planta contou o frio que passou e decidiu que já era primavera.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/vernalizacao-o-frio-de-que-algumas-plantas-precisam-para-florir-1790350118748.png" data-image="p6onixburb5w"><figcaption>Couve coberta de geada, uma das culturas que precisa de semanas de frio para chegar a florir.</figcaption></figure><p>Há uma coisa que quem tem horta observa todos os anos sem lhe saber o nome. Certas plantas, por muito bem tratadas que sejam, <strong>recusam-se a florir enquanto não passarem um inverno</strong>. E outras, se apanharem frio na altura errada, florescem quando menos nos convém.</p><p><strong>É o mesmo mecanismo nos dois casos</strong>, e tem tudo a ver com a forma como a planta mede o tempo que passa.</p><h2>O frio funciona como calendário</h2><p>Uma planta que dependesse da temperatura de um dia qualquer para decidir quando florir enganava-se com facilidade, porque há sempre dias quentes no inverno e dias frescos no verão. Por isso, várias espécies usam um sinal muito mais fiável: <strong>o frio acumulado ao longo de semanas seguidas</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong> Vernalização-</strong> Período prolongado de frio que algumas plantas precisam de viver para ficarem aptas a florir. Tipicamente são quatro a oito semanas com temperaturas entre os zero e os dez graus, consoante a espécie e a variedade. Sem esse frio, a planta continua a crescer em folha e nunca sobe a flor.</div><p>O nome vem do latim e refere-se justamente à primavera. A ideia é essa: o frio não faz a planta florir de imediato, <strong>faz com que ela fique preparada para florir quando os dias voltarem a aquecer e a alongar</strong>.</p><h2>Não confundir com as horas de frio das árvores</h2><p><strong>Esta é a confusão mais comum, e vale a pena arrumá-la de vez</strong>.</p><p>As macieiras, as cerejeiras e os pessegueiros também precisam de frio no inverno, mas por outro motivo. Estão sem folhas, paradas, e o frio serve para as acordar do repouso. Chama-se a isso necessidade em horas de frio e diz respeito à quebra da dormência.</p><p><strong>A vernalização é outra coisa</strong>. Acontece em plantas que estão vivas e em folha, e não serve para as acordar, serve para lhes dar autorização para florir.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Nas árvores, o frio serve para acordar a planta. Nas hortícolas, serve para lhe dar autorização para florir. São mecanismos diferentes.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><h2>Quem precisa de frio, e para quê</h2><p>As culturas da horta têm necessidades de temperatura diferentes e essa informação deve estar presente na sua mente antes de decidir o que cultivar. <strong>Na tabela abaixo</strong> pode encontrar as necessidades de cada cultura relativamente à temperatura, efeitos na cultura e "eventos" seguintes.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Cultura</p></th><th scope="col"><p>Frio necessário</p></th><th scope="col"><p>O que acontece depois</p></th><th scope="col"><p>Interessa-nos?</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Cenoura</p></td><td><p>Várias semanas abaixo de 10 ºC</p></td><td><p>Sobe a semente na primavera</p></td><td><p>Só para guardar semente</p></td></tr><tr><td><p>Beterraba</p></td><td><p>Semelhante à cenoura</p></td><td><p>Sobe a semente</p></td><td><p>Só para semente</p></td></tr><tr><td><p>Cebola</p></td><td><p>Frio com a planta já desenvolvida</p></td><td><p>Sobe a semente e o bolbo não presta</p></td><td><p>Nunca</p></td></tr><tr><td><p>Couve-flor de inverno</p></td><td><p>Período de frio moderado</p></td><td><p>Forma a inflorescência que se come</p></td><td><p>Sempre</p></td></tr><tr><td><p>Couves para semente</p></td><td><p>Um inverno completo</p></td><td><p>Florescem no segundo ano</p></td><td><p>Sim, para semente</p></td></tr><tr><td><p>Centeio e trigo de inverno</p></td><td><p>Quatro a oito semanas de frio</p></td><td><p>Espigam na primavera seguinte</p></td><td><p>Sempre</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="4">Valores indicativos de exigências de frio de algumas culturas da horta. Fonte: elaboração própria.</td></tr></tbody></table><p><strong>Repare na coluna da direita</strong>. Nas plantas de que comemos a raiz ou o bolbo, a floração é o pior que pode acontecer, porque a planta passa a investir tudo na semente e a parte que nos interessa fica fibrosa e sem qualidade. Nas couves-flor e nos cereais de inverno, é exatamente o contrário: sem frio não há colheita nenhuma.</p><h2>Quando o frio se torna um problema</h2><p>Aqui está a parte prática que explica muitos fracassos de horta.</p><p>Se semear cenouras, beterrabas ou cebolas demasiado cedo, as plantas chegam ao inverno já crescidas. Apanham o frio todo, ficam vernalizadas, e na primavera seguinte fazem o que a natureza manda: <strong>sobem a flor em vez de engrossar</strong>.</p><p>O mesmo acontece com as couves plantadas cedo de mais, que em vez de repolhar sobem a semente logo em março.</p><h2>A data de sementeira é que decide tudo</h2><p>E porque é que umas plantas vernalizam e outras não, se todas passaram o mesmo inverno? <strong>Porque não basta o frio, é preciso que a planta tenha tamanho para o sentir</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vernalizacao-o-frio-de-que-algumas-plantas-precisam-para-florir-1790350227351.png" data-image="79ja1hgkkdrx"><figcaption>Plantas ainda pequenas de mais para registarem o frio, a razão pela qual as datas de sementeira contam.</figcaption></figure><p><strong>Existe uma fase inicial de vida em que a planta é simplesmente incapaz de responder ao frio, por muito que ele seja</strong>. Só a partir de um certo desenvolvimento, que nas cebolas corresponde a um caule com meio centímetro de espessura e nas couves a um valor parecido, é que o sinal começa a ser registado.</p><p>É por isso que as datas de sementeira, que parecem tradição sem explicação, são afinal cálculo puro. <strong>Semeia-se numa altura que deixe a planta pequena de mais para vernalizar antes do frio chegar</strong>, mas com tempo suficiente para crescer depois dele.</p><h2>E o frio também se pode perder</h2><p>Fica para o fim o pormenor que menos se conhece e que mais depende do tempo que fizer.</p><p><strong>O frio acumulado não é definitivo</strong>. Se, a meio do processo, vier uma semana de temperaturas altas, parte desse frio é anulado e a contagem recua. Chama-se a isso <strong>desvernalização</strong>, e explica porque é que em invernos irregulares, com períodos amenos pelo meio, <strong>algumas culturas se comportam de forma inesperada</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790028" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/espinafres-e-rucula-as-folhas-que-preferem-o-frio-ao-calor.html" title="Espinafres e rúcula: as folhas que preferem o frio ao calor">Espinafres e rúcula: as folhas que preferem o frio ao calor</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/espinafres-e-rucula-as-folhas-que-preferem-o-frio-ao-calor.html" title="Espinafres e rúcula: as folhas que preferem o frio ao calor"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/espinafres-e-rucula-as-folhas-que-preferem-o-frio-ao-calor-1790147244895_320.png" alt="Espinafres e rúcula: as folhas que preferem o frio ao calor"></a></article></aside><p>Tem também uma <strong>consequência geográfica</strong>. Em zonas de inverno frio e constante, como a <strong>Guarda ou Bragança</strong>, o frio acumula-se sem interrupções e as plantas <strong>vernalizam sem dificuldade</strong>. No Algarve, em <strong>Faro</strong>, há invernos em que certas variedades nunca chegam a reunir frio suficiente, e é por isso que ali se escolhem <strong>variedades com exigências mais baixas</strong>.</p><p>A partir de agora, comece a reparar nas<strong> temperaturas mínimas</strong> da previsão da sua zona. Não é o frio de uma noite que conta, é a soma de semanas seguidas, e é isso que as suas plantas estão a contabilizar em silêncio.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/vernalizacao-o-frio-de-que-algumas-plantas-precisam-para-florir.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Variação das temperaturas em Portugal entre hoje e domingo, 4 de outubro: esta é a evolução prevista]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/variacao-das-temperaturas-em-portugal-entre-hoje-e-domingo-4-de-outubro-esta-e-a-evolucao-prevista.html</link><pubDate>Wed, 30 Sep 2026 06:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal continental terá vários altos e baixos térmicos nos próximos dias. O ar pós-frontal mais fresco dará lugar a uma subida das temperaturas até sexta-feira, antes de um novo arrefecimento no domingo.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbes3ru"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbes3ru.jpg" id="xbes3ru"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois da passagem da frente fria que trouxe chuva, vento e uma mudança do estado do tempo sobretudo às regiões Norte e Centro, <strong>Portugal continental entra agora num período marcado por oscilações significativas das temperaturas</strong>.</p><p>A evolução prevista pelo modelo europeu (ECMWF) mostra um cenário bastante dinâmico entre esta quarta-feira, 30 de setembro, e domingo, 4 de outubro. O <strong>ar pós-frontal mais fresco</strong> dominará inicialmente, mas será substituído por uma massa de ar mais quente nos dias seguintes. No fim de semana, a tendência volta a inverter-se.</p><h2>O ar pós-frontal fará baixar as temperaturas esta quarta-feira</h2><p>A frente fria que atravessou Portugal já praticamente se terá dissipado a partir do início da manhã desta quarta-feira. Contudo, <strong>não é propriamente a frente que está na origem das temperaturas mais baixas</strong>, mas sim a massa de ar mais fresco transportada na sua retaguarda. Simultaneamente, sobre o Atlântico, uma extensa região anticiclónica abrange os Açores e encontra-se associada a ar significativamente mais frio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/variacao-das-temperaturas-em-portugal-entre-hoje-e-domingo-4-de-outubro-esta-e-a-evolucao-prevista-1790706594574.jpg" data-image="z2e5xjfei1id" alt="Ar pós-frontal mais fresco alcançará Portugal esta quarta-feira" title="Ar pós-frontal mais fresco alcançará Portugal esta quarta-feira"><figcaption>Após a passagem da frente, uma massa de ar mais fresco deverá abranger Portugal continental, enquanto uma extensa região anticiclónica se estabelece sobre o Atlântico e os Açores.</figcaption></figure><p>À superfície, os efeitos desta configuração serão evidentes durante a tarde. Pelas 16h, o ECMWF projeta cerca de <strong>20 ºC no Porto, 25 ºC em Lisboa, 21 ºC em Braga e Vila Real e 19 ºC na Guarda</strong>.</p><p>Coimbra deverá rondar os 23 ºC, Castelo Branco os 24 ºC e Évora os 25 ºC. O contraste com algumas áreas do interior espanhol será significativo, onde as temperaturas serão bastante mais elevadas.</p><p>Este cenário, porém, terá pouca duração. <strong>A partir de quinta-feira e, sobretudo, na sexta-feira, as temperaturas voltarão a subir de forma expressiva em grande parte do território</strong>.</p><h2>De 20 para 25 ºC no Norte: sexta-feira trará uma subida significativa</h2><p>A recuperação térmica tornar-se-á bastante evidente na sexta-feira, dia 2. O mapa das 16h mostra temperaturas claramente superiores às registadas à mesma hora de quarta-feira em grande parte do país, sobretudo no Norte e interior.</p><p>No Porto, por exemplo, os valores passarão de cerca de <strong>20 ºC na quarta para 21 ºC na sexta</strong>, mas a subida será bastante mais expressiva noutras regiões. Braga passará de aproximadamente <strong>20 para 25 ºC</strong>, Vila Real de <strong>21 para 25 ºC</strong> e Viseu de <strong>21 para 25 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/variacao-das-temperaturas-em-portugal-entre-hoje-e-domingo-4-de-outubro-esta-e-a-evolucao-prevista-1790706744099.jpg" data-image="rrukjkuta3sc" alt="Sexta-feira poderá trazer 28 a 29 ºC a várias regiões do Centro e Sul" title="Sexta-feira poderá trazer 28 a 29 ºC a várias regiões do Centro e Sul"><figcaption>O ECMWF projeta uma subida generalizada das temperaturas até sexta-feira, com cerca de 28 ºC em Lisboa e Santarém e 29 ºC em Évora e Beja.</figcaption></figure><p>Também no Centro e Sul a subida será evidente. Lisboa poderá atingir cerca de <strong>28 ºC</strong>, tal como Santarém e Castelo Branco, enquanto Évora e Beja deverão rondar os <strong>29 ºC</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791129" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-revela-quanto-se-aproximara-hanna-dos-acores-a-partir-de-quinta-1-preve-se-100-mm-de-chuva-nestas-ilhas.html" title="Alfredo Graça revela quanto se aproximará Hanna dos Açores a partir de quinta 1: prevê-se 100 mm de chuva nestas ilhas">Alfredo Graça revela quanto se aproximará Hanna dos Açores a partir de quinta 1: prevê-se 100 mm de chuva nestas ilhas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-revela-quanto-se-aproximara-hanna-dos-acores-a-partir-de-quinta-1-preve-se-100-mm-de-chuva-nestas-ilhas.html" title="Alfredo Graça revela quanto se aproximará Hanna dos Açores a partir de quinta 1: prevê-se 100 mm de chuva nestas ilhas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-revela-quanto-se-aproximara-hanna-dos-acores-a-partir-de-quinta-1-preve-se-100-mm-de-chuva-nestas-ilhas-1790703405879_320.png" alt="Alfredo Graça revela quanto se aproximará Hanna dos Açores a partir de quinta 1: prevê-se 100 mm de chuva nestas ilhas"></a></article></aside><p>A evolução das anomalias térmicas reforça esta tendência. Na tarde de sexta-feira, grande parte de Portugal continental poderá apresentar <strong>temperaturas superiores ao habitual para a época</strong>, refletindo a substituição do ar pós-frontal mais fresco por uma massa de ar significativamente mais quente.</p><h2>Até 5 ºC acima da média: o calor volta a ganhar terreno na sexta-feira</h2><p>A diferença relativamente ao início do período será particularmente evidente no Norte e Centro. O ECMWF projeta na sexta-feira anomalias positivas de aproximadamente <strong>5 ºC em Viseu, 4 ºC em Braga e Castelo Branco e 3 ºC em Vila Real, Santarém e Lisboa</strong>.</p><p>Évora e Beja também surgem com cerca de <strong>3 ºC acima da média</strong>, mostrando que esta recuperação térmica deverá abranger grande parte do território.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/variacao-das-temperaturas-em-portugal-entre-hoje-e-domingo-4-de-outubro-esta-e-a-evolucao-prevista-1790706839533.jpg" data-image="s2w4owzyuvtp" alt="Temperaturas poderão ficar até 5 ºC acima da média na sexta-feira" title="Temperaturas poderão ficar até 5 ºC acima da média na sexta-feira"><figcaption>A massa de ar mais quente favorecerá anomalias térmicas positivas em grande parte de Portugal, localmente próximas dos +5 ºC no interior Norte e Centro.</figcaption></figure><p>A distribuição das anomalias mostra bem a rapidez desta mudança. Em apenas dois dias, algumas regiões passarão de um ambiente influenciado por ar pós-frontal mais fresco para <strong>temperaturas vários graus superiores à média climatológica</strong>.</p><p>Mas esta subida não será sinónimo de estabilidade atmosférica. Precisamente a partir de sexta-feira, <strong>os aguaceiros poderão regressar a algumas regiões</strong>, acompanhados localmente por trovoada.</p><h2>Domingo trará uma nova descida: até 10 ºC de diferença face a sexta-feira</h2><p>Depois do pico térmico de sexta-feira, a tendência inverter-se-á novamente. No domingo, dia 4, o ECMWF projeta temperaturas bastante mais baixas em grande parte do Norte e Centro.</p><p>Às 16h, o Porto deverá rondar apenas <strong>20 ºC</strong>, Viseu 21 ºC, Coimbra 21 ºC e Castelo Branco 21 ºC. Na Guarda, o modelo projeta apenas cerca de <strong>15 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/variacao-das-temperaturas-em-portugal-entre-hoje-e-domingo-4-de-outubro-esta-e-a-evolucao-prevista-1790707019561.jpg" data-image="0m92cmm5fomw" alt="Uma nova descida térmica marcará o domingo em Portugal" title="Uma nova descida térmica marcará o domingo em Portugal"><figcaption>O ECMWF projeta apenas 15 ºC na Guarda e cerca de 20 a 21 ºC em várias cidades do Norte e Centro na tarde de domingo, após o aquecimento de sexta-feira.</figcaption></figure><p>A descida será particularmente expressiva quando comparada com sexta-feira. Castelo Branco poderá passar de cerca de <strong>28 para 21 ºC</strong>, enquanto Évora descerá de aproximadamente <strong>29 para 20 ºC</strong>. Em Santarém, a diferença poderá rondar os 6 ºC, passando de 28 para 22 ºC.</p><p>Em Évora, portanto, a diferença entre sexta-feira e domingo poderá aproximar-se dos <strong>9 ºC</strong> à mesma hora. Isto ilustra bem a amplitude das oscilações térmicas previstas num intervalo de apenas alguns dias.</p><p>No Sul, a descida também será sentida, embora Beja ainda possa rondar os <strong>26 ºC</strong>. Lisboa deverá ficar próxima dos 25 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/variacao-das-temperaturas-em-portugal-entre-hoje-e-domingo-4-de-outubro-esta-e-a-evolucao-prevista.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como funciona um radar de chuvas? O que é que emite?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-funciona-um-radar-de-chuvas-o-que-ele-emite.html</link><pubDate>Wed, 30 Sep 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Sabe como funciona um radar meteorológico e como este deteta a precipitação? Explicamos-lhe aqui os segredos desta ferramenta de observação indispensável para os meteorologistas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-funciona-un-radar-de-precipitaciones-que-es-lo-que-emite-1730976245972.jpg" data-image="ol5jzle06bfh"><figcaption>Como funciona um radar meteorológico? Quais são os tipos? Aqui vamos responder a estas questões.</figcaption></figure><p>A meteorologia, ciência responsável por estudar e prever o tempo, baseia-se numa tecnologia essencial para detetar e medir precipitação: os <strong>radares meteorológicos</strong>.</p><p>Estes dispositivos, presentes em todo o mundo, são fundamentais para compreender fenómenos atmosféricos e acompanhar a evolução de certos eventos meteorológicos. Como funcionam estes radares? Que tipo de tecnologia utilizam e quais são as suas limitações?</p><p><strong> </strong></p><h2>Funcionamento de radares: ativos e passivos</h2><p>Existem dois tipos principais de radares meteorológicos: ativos e passivos.</p><p>Os<strong> radares ativos</strong>, como os radares de precipitação, <strong>emitem ondas de rádio que são refletidas ao colidir com partículas em suspensão </strong>— como gotas de chuva ou neve — e regressam ao radar. Este eco permite calcular a distância, a intensidade e o tipo de precipitação, oferecendo uma imagem precisa em tempo real.</p><p>Já os<strong> radares passivos não emitem ondas</strong>; apenas captam a radiação natural emitida pelos objetos. Embora sejam úteis para medir temperaturas da superfície ou das nuvens, não são utilizados para a deteção de precipitação.</p><h2>Quais são os seus componentes?</h2><p>Um radar meteorológico possui componentes básicos essenciais para o seu funcionamento. A <strong>antena </strong>é o elemento principal, responsável por emitir e captar ondas de rádio. Esta antena geralmente está situada numa estrutura giratória para ampliar a sua cobertura e captar informações de diferentes direções.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-funciona-un-radar-de-precipitaciones-que-es-lo-que-emite-1730977054848.jpg" data-image="njjrg2k4e3sf"><figcaption>Exemplo de radar meteorológico coberto pelo domo de proteção ("radome").</figcaption></figure><p>Outro componente fundamental é o <strong>transmissor</strong>, que gera os pulsos de rádio que são lançados para o espaço; o recetor, que recolhe o sinal de regresso; e o processador, que converte essas informações em gráficos e imagens de fácil leitura para os meteorologistas.</p><p>Estes elementos geralmente são cobertos por um "<strong>radome</strong>" (radar + dome), uma cúpula protetora que permite que as ondas passem por ela sem interferência, mantendo a antena protegida contra fenómenos climáticos adversos.</p><h2>Como é que o radar deteta as chuvas?</h2><p>A capacidade do radar de detetar as chuvas depende da intensidade do eco que as partículas refletem.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">️Las herramientas de teledetección como los radares y satélites son indispensables en la predicción a corto plazo, observación y en diferentes estudios climáticos y meteorológicos, ¿cómo funcionan? Lo explicamos en este hilo. <a href="https://t.co/SOZKXQItTH">pic.twitter.com/SOZKXQItTH</a></p>— AEMET Divulga (@AEMET_Divulga) <a href="https://twitter.com/AEMET_Divulga/status/1851958010840510925?ref_src=twsrc%5Etfw">October 31, 2024</a></blockquote></figure><p><strong>Ao receber esses ecos, o radar calcula o volume de precipitação com base na energia refletida</strong>: gotas grandes, como as de uma chuva intensa, devolvem sinais fortes, enquanto partículas pequenas, como as de um chuvisco (gotícula) ou neve leve, refletem sinais fracos.</p><p>Estas informações são representadas em<strong> imagens codificadas por cores</strong>, nas quais tons intensos ou quentes indicam chuvas fortes ou trovoadas, e tons suaves ou frios sinalizam precipitação fraca.</p><h2>Tipos de radares meteorológicos<br></h2><p>Existem diferentes tipos de radares meteorológicos, cada um adequado para situações específicas.</p><h3>Radares Doppler</h3><p>Eles não detetam apenas a precipitação, mas medem também o movimento das partículas em direção ao radar ou afastando-se dele, graças ao efeito Doppler. Isto é especialmente <strong>útil para detetar ventos fortes, trovoadas e fenómenos perigosos, como tornados</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Not all velocity couplets on Doppler Radar mean the same thing. This infographic that I made illustrates the importance of a velocity couplet's orientation on its physical meaning. <a href="https://t.co/6brBNdKLa6">pic.twitter.com/6brBNdKLa6</a></p>— Sam Brandt (@sambrandt99) <a href="https://twitter.com/sambrandt99/status/1675942875530424344?ref_src=twsrc%5Etfw">July 3, 2023</a></blockquote></figure><h3>Radares de dupla polarização</h3><p>Estes radares<strong> emitem ondas em dois planos — vertical e horizontal </strong>—, o que permite <strong>distinguir entre tipos de precipitação</strong>, como chuva, neve ou granizo. Desta forma, obtém-se uma interpretação mais detalhada das condições meteorológicas.</p><h3>Radares de banda C e banda S</h3><p>São<strong> utilizados em função da distância de cobertura e da precisão</strong>. Os radares de banda C são ideais para áreas menores (a rede da AEMET opera nesta banda), enquanto os de banda S cobrem grandes distâncias e são eficazes em zonas extensas ou abertas.</p><ol></ol><h2>Quais são os problemas mais comuns?<br></h2><p>Sim, os radares meteorológicos enfrentam algumas limitações. Obstáculos como <strong>montanhas ou grandes edifícios podem bloquear as ondas e criar "sombras"</strong> nas quais o radar não capta informações. Além disso, interferências eletromagnéticas podem gerar "ruído" que distorce o sinal.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">El radar de Valencia, clave para la vigilancia meteorológica, ha estado funcionando desde la mañana del 28 de octubre de manera ininterrumpida.<br><br>Un rayo dañó la línea eléctrica que lo alimenta, pero se pone en marcha en situaciones de emergencia.<a href="https://twitter.com/hashtag/StopBulos?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#StopBulos</a> <a href="https://t.co/iuLoZZtlhh">pic.twitter.com/iuLoZZtlhh</a></p>— AEMET (@AEMET_Esp) <a href="https://twitter.com/AEMET_Esp/status/1851555105075515820?ref_src=twsrc%5Etfw">October 30, 2024</a></blockquote></figure><p>Outro desafio é a <strong>deteção de precipitação leve ou partículas pequenas</strong>, que refletem pouca energia e são difíceis de captar a grandes distâncias. Além disso, o alcance efetivo de um radar costuma ser limitado a cerca de 200 a 300 km e, além dessa faixa, a sua precisão diminui.</p><div class="texto-destacado">Um radar meteorológico não é uma ferramenta de previsão como um modelo, mas sim de observação, assim como as imagens fornecidas pelos satélites.</div><p>Também é preciso levar em conta os<strong> problemas elétricos associados a trovoadas </strong>— como ocorreu com o radar de Valência, que foi ativado com um sistema de alimentação provisória a tempo para esta última DANA (Depressão Isolada em Níveis Altos) tão devastadora. Apesar dessas dificuldades, a tecnologia de radares evoluiu muito, e as suas contribuições para a meteorologia são inquestionáveis.</p><h2>Quantos radares existem em Espanha e que área eles podem cobrir?</h2><p>Em Espanha a Agência Estatal de Meteorologia (AEMET) opera atualmente uma rede de <strong>15 radares distribuídos pelo país</strong>, estrategicamente localizados para cobrir a maior parte do território.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Nos interesa cubrir especialmente bien las zonas a las que los radares de la red actual no llegan suficientemente bien. En el mapa puedes ver el mosaico actual de la red sobre Península y Baleares. Las zonas rojas es donde la cobertura es mala por lejanía o bloqueos de montañas. <a href="https://t.co/nA13ENL6IY">pic.twitter.com/nA13ENL6IY</a></p> AEMET (@AEMET_Esp) <a href="https://twitter.com/AEMET_Esp/status/1650383622669492227?ref_src=twsrc%5Etfw">April 24, 2023</a></blockquote></figure><p>Estes radares são projetados para<strong> sobrepor as suas áreas de influência e minimizar possíveis lacunas na cobertura</strong>. Cada radar tem um alcance aproximado de 200 a 300 km, permitindo que a rede, no seu conjunto, monitorize as condições meteorológicas em quase todo o território peninsular e nas ilhas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="251981" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-maioria-das-pessoas-nao-apercebe-verdadeira-forma-gotas-de-chuva.html" title="Maioria de nós não se apercebe da verdadeira forma das gotas de chuva">Maioria de nós não se apercebe da verdadeira forma das gotas de chuva</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-maioria-das-pessoas-nao-apercebe-verdadeira-forma-gotas-de-chuva.html" title="Maioria de nós não se apercebe da verdadeira forma das gotas de chuva"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/most-people-don-t-realise-the-shape-of-raindrops-250271-2_320.jpeg" alt="Maioria de nós não se apercebe da verdadeira forma das gotas de chuva"></a></article></aside><p>Graças a esta rede, <strong>a Espanha dispõe de uma cobertura que possibilita a obtenção de dados em tempo real </strong>sobre chuva, trovoadas e outros fenómenos atmosféricos. Além disso, está prevista a ampliação e a melhoria da rede para cobrir áreas que permanecem em zonas de sombra ou que não estão bem cobertas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-funciona-um-radar-de-chuvas-o-que-ele-emite.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Arnold Schwarzenegger doou 16 hectares das suas melhores terras na Califórnia e ajudou a salvar um ecossistema único]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/arnold-schwarzenegger-doou-16-hectares-das-suas-melhores-terras-na-california-e-ajudou-a-salvar-um-ecossistema-unico.html</link><pubDate>Tue, 29 Sep 2026 18:45:03 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O ator, juntamente com Betty Weider, doou uma valiosa propriedade privada que se revelou fundamental para a conclusão de um corredor ecológico histórico perto de Los Angeles.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/arnold-schwarzenegger-dono-16-hectareas-de-su-privilegiado-campo-en-california-y-contribuyo-a-salvar-un-ecosistema-unico-1790127064050.jpg" data-image="w74ium2j81vp" alt="arnold" title="arnold"><figcaption>Arnold Schwarzenegger numa cena de «Terminator: Dark Fate» (2019), onde voltou a interpretar o T-800, uma das personagens mais icónicas da sua carreira.</figcaption></figure><p>À primeira vista, eram apenas 16 hectares numa vasta paisagem de montanhas, desfiladeiros e vegetação selvagem. Mas a sua localização tornava-os difíceis de substituir: <strong>sem aquele terreno, faltava ainda uma peça a um projeto de conservação que a Califórnia vinha a desenvolver há décadas</strong>.</p><p>A propriedade situava-se no Zuma Canyon, nas Montanhas de Santa Mónica, e era propriedade conjunta de Arnold Schwarzenegger e da empresária do setor do fitness Betty Weider. <strong>Os dois decidiram doá-la, impedindo que o terreno, avaliado em mais de 500 000 dólares e passível de desenvolvimento imobiliário, fosse transformado de forma permanente</strong>. </p><h2>Por que razão estes hectares eram tão importantes</h2><p><strong>A propriedade abrangia o equivalente a pouco mais de 16 hectares, e estava estrategicamente localizada ao longo do Backbone Trail</strong>. Este trilho contínuo estende-se por aproximadamente 108 quilómetros através das Montanhas de Santa Mónica, entre o Parque Histórico Estadual Will Rogers e o Parque Estadual Point Mugu.</p><div class="texto-destacado">Mas não se trata simplesmente de um trilho para caminhadas, ciclismo ou passeios a cavalo. O seu percurso atravessa desfiladeiros, chaparral, bosques de carvalhos e áreas selvagens que sobrevivem a pouca distância de uma das maiores concentrações urbanas dos Estados Unidos.</div><p>A conclusão do percurso demorou mais de quatro décadas, porque os terrenos estavam divididos entre parques, terrenos públicos e inúmeras propriedades privadas. <strong>A criação de uma trilha contínua exigiu a incorporação de mais de 180 parcelas, avaliadas coletivamente em mais de 100 milhões de dólares</strong>, de acordo com o Serviço Nacional de Parques dos EUA (NPS).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789803" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-parque-e-considerado-o-mais-bonito-do-oeste-saiba-porque.html" title="Este parque é considerado o “mais bonito do Oeste”. Saiba porquê">Este parque é considerado o “mais bonito do Oeste”. Saiba porquê</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-parque-e-considerado-o-mais-bonito-do-oeste-saiba-porque.html" title="Este parque é considerado o “mais bonito do Oeste”. Saiba porquê"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/este-parque-e-considerado-o-mais-bonito-do-oeste-saiba-porque-1790026003014_320.jpg" alt="Este parque é considerado o “mais bonito do Oeste”. Saiba porquê"></a></article></aside><p>A contribuição de Schwarzenegger e Weider foi especialmente significativa: <strong>o NPS descreveu-a como a maior doação de terrenos privados, num único ato, feita para concluir o Backbone Trail</strong>. O trilho foi finalmente concluído em 2016.</p><h3>Um ecossistema rodeado por estradas e urbanização</h3><p>As Montanhas de Santa Mónica formam uma espécie de ilha natural junto a Los Angeles, onde a expansão urbana tem vindo a invadir cada vez mais os habitats que ainda abrigam uma diversidade significativa de fauna e flora. Neste contexto, <strong>manter as áreas naturais interligadas é tão importante quanto proteger parcelas individuais</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arnold-schwarzenegger-dono-16-hectareas-de-su-privilegiado-campo-en-california-y-contribuyo-a-salvar-un-ecosistema-unico-1790127173110.jpg" data-image="lf6j0tz4901v" alt="zuma" title="zuma"><figcaption>O Zuma Canyon faz parte de um importante corredor natural que liga áreas protegidas e facilita a circulação da fauna selvagem.</figcaption></figure><p>Uma autoestrada, um empreendimento imobiliário ou mesmo alguns edifícios podem fragmentar a paisagem e alterar não só o cenário, mas também a circulação dos animais. Foi precisamente por isso que <strong>a propriedade de Zuma Canyon foi considerada uma prioridade pelas autoridades</strong><strong>: estava disponível para desenvolvimento e ocupava uma secção sensível do corredor</strong>.</p><p>A doação assumiu, portanto, um significado mais amplo. Não se tratou simplesmente de 16 hectares de terreno que deixaram de ser propriedade privada, mas sim de<strong> uma ligação que ajudou a manter um corredor natural muito maior contínuo</strong>.</p><h2>O envolvimento de Schwarzenegger nas questões ambientais não começou aí</h2><p>Esse gesto também não foi um episódio isolado na carreira da estrela de <em>Terminator</em>. <strong>Durante o seu mandato como governador da Califórnia, de 2003 a 2011, Schwarzenegger fez da política climática uma das questões abordadas pela sua administração</strong>, embora as medidas tivessem surgido de processos legislativos e institucionais mais amplos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arnold-schwarzenegger-dono-16-hectareas-de-su-privilegiado-campo-en-california-y-contribuyo-a-salvar-un-ecosistema-unico-1790127266927.jpg" data-image="kdj9gwjy2zpc" alt="santa monica" title="santa monica"><figcaption>A paisagem de Santa Mónica combina encostas áridas, vegetação mediterrânica e vales que descem em direção à costa do Pacífico.</figcaption></figure><p><strong>Em 2006, assinou a Lei de Soluções para o Aquecimento Global da Califórnia, conhecida como AB 32</strong>, que exigia que o estado reduzisse as suas emissões de gases com efeito de estufa para os níveis de 1990 até 2020. O Conselho de Recursos Atmosféricos da Califórnia considera esta legislação um momento decisivo na política climática do estado.</p><p>O seu envolvimento ambiental continuou após deixar o cargo. Através da <strong>Iniciativa Climática Schwarzenegger, promoveu campanhas e a Cimeira Mundial da Áustria, que realizou a sua décima edição em junho de 2026</strong> com uma mensagem forte centrada na redução da poluição e na aceleração da utilização de energias renováveis.</p><h2>Quando 16 hectares podem mudar muito mais do que uma paisagem</h2><p><strong>A história do Zuma Canyon destaca um pormenor que explica o verdadeiro valor dessa decisão</strong>. Na conservação ambiental, a extensão do terreno nem sempre é tão importante quanto a sua localização.</p><p>O terreno detido em conjunto por Schwarzenegger e Weider situava-se exatamente onde era necessário. A sua incorporação ajudou a completar um percurso de quase 108 quilómetros e <strong>garantiu que esta secção da paisagem permanecesse protegida, em vez de ficar vulnerável a futuros projetos de desenvolvimento</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="742633" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-aves-soam-o-alarme-a-remocao-de-barreiras-naturais-compromete-a-resiliencia-dos-ecossistemas.html" title="As aves soam o alarme: a remoção de barreiras naturais compromete a resiliência dos ecossistemas">As aves soam o alarme: a remoção de barreiras naturais compromete a resiliência dos ecossistemas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-aves-soam-o-alarme-a-remocao-de-barreiras-naturais-compromete-a-resiliencia-dos-ecossistemas.html" title="As aves soam o alarme: a remoção de barreiras naturais compromete a resiliência dos ecossistemas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/birds-sound-the-alarm-removing-natural-buffers-erodes-ecosystem-resilience-1764678166649_320.jpeg" alt="As aves soam o alarme: a remoção de barreiras naturais compromete a resiliência dos ecossistemas"></a></article></aside><p>Após décadas a adquirir terrenos, a negociar parcelas e a interligar espaços públicos, faltavam apenas algumas peças para completar o Backbone Trail.<strong> Uma delas estava, por acaso, nas mãos de uma das figuras mais conhecidas de Hollywood</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/arnold-schwarzenegger-doou-16-hectares-das-suas-melhores-terras-na-california-e-ajudou-a-salvar-um-ecossistema-unico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA["O mito de pôr música para as plantas": um especialista dá uma resposta científica aos amantes da jardinagem]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-mito-de-por-musica-para-as-plantas-um-especialista-da-uma-resposta-cientifica-aos-amantes-da-jardinagem.html</link><pubDate>Tue, 29 Sep 2026 18:35:09 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Ouvir música faz realmente com que as plantas cresçam melhor? A botânica oferece uma resposta científica a uma das crenças mais difundidas entre os entusiastas da jardinagem doméstica.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-mito-de-poner-musica-a-las-plantas-un-experto-en-botanica-da-respuesta-cientifica-a-los-amantes-de-la-jardineria-1790626829523.jpeg" data-image="4bvwxmannxp0" alt="Imagen 1" title="Imagen 1"><figcaption>Música e plantas: a crença e a ciência sobre como o som afeta o desenvolvimento vegetal.</figcaption></figure><p><strong>Pôr música para as plantas</strong> tornou-se uma prática curiosa entre muitos entusiastas da jardinagem. Uma prática que vai desde quem deixa a rádio ligada durante o dia até quem reproduz música clássica junto aos seus vasos; a ideia parte de uma pergunta simples: <strong>será que as plantas conseguem ouvir e beneficiar-se dos sons?</strong></p><p>A resposta científica é bastante mais complexa do que sugerem algumas experiências populares. As plantas não têm ouvidos nem um sistema nervoso como o dos animais, pelo que não ouvem uma canção da mesma forma que uma pessoa. No entanto, <strong>isso não significa que sejam completamente indiferentes às vibrações e aos estímulos mecânicos do seu ambiente</strong>.</p><h2>As plantas conseguem perceber vibrações</h2><p>Estudos sobre mecanobiologia vegetal demonstraram que <strong>as plantas conseguem detetar determinados estímulos mecânicos</strong>. O vento, o contacto de um inseto, a chuva ou mesmo certas vibrações podem provocar respostas fisiológicas nos tecidos vegetais.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">El mismo día en que se levantaba el confinamiento por la pandemia, periódicos y televisiones de medio mundo, una audiencia estimada de 250 millones de personas, se hacían eco de un insólito concierto en el Liceo de Barcelona. La sorpresa residía en que en las butacas del coliseo <a href="https://t.co/aJZPF5tXND">pic.twitter.com/aJZPF5tXND</a></p>— TendenciasdelArte (@TendenciasArte) <a href="https://x.com/TendenciasArte/status/1739202583896453501?ref_src=twsrc%5Etfw">December 25, 2023</a></blockquote></figure><p>Isto tem alimentado o interesse científico em estudar o que acontece quando as plantas são expostas a sons. Alguns trabalhos experimentais observaram que <strong>se verificam alterações em determinados processos, como a expressão de alguns genes, a produção de compostos defensivos ou o comportamento das raízes</strong>, dependendo da frequência, intensidade e duração do estímulo.</p><p>Mas existe <strong>uma diferença fundamental entre observar uma resposta biológica e demonstrar que uma planta "aprecia" a música</strong> ou que esta faz com que cresça melhor.</p><h2>Música e crescimento: não existe uma fórmula universal</h2><p>Um dos principais problemas desta crença é que <strong>costumam ser apresentados determinados géneros musicais como benéficos para as plantas</strong>.</p><div class="texto-destacado">A música clássica é frequentemente associada a um suposto crescimento mais rápido, enquanto outras experiências populares atribuem efeitos negativos ao rock ou a sons intensos.</div><p><strong>A ciência não permite estabelecer uma regra tão simples</strong>, uma vez que não existem provas sólidas que permitam afirmar que ouvir Mozart, música clássica ou qualquer outro género musical, por si só, torne uma planta mais vigorosa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-mito-de-poner-musica-a-las-plantas-un-experto-en-botanica-da-respuesta-cientifica-a-los-amantes-de-la-jardineria-1790627816551.jpeg" data-image="er1jtlieic4c" alt="Imagen 2" title="Imagen 2"><figcaption>Música clássica para as plantas.</figcaption></figure><p>Além disso, <strong>muitas experiências que circulam na Internet e em vários fóruns não controlam adequadamente fatores fundamentais</strong>, como a quantidade de luz, a temperatura, a humidade, a disponibilidade de água, a fertilização, a variedade vegetal ou a duração da exposição sonora.</p><p>Sem estas condições controladas, <strong>resulta muito difícil atribuir as diferenças exclusivamente à música</strong>.</p><h2>O volume pode, de facto, ser importante</h2><p>Embora a música não seja um fertilizante sonoro, isso também não significa que qualquer nível de ruído seja completamente inofensivo.<strong> As vibrações mecânicas intensas e prolongadas podem constituir um estímulo ambiental capaz de gerar respostas de stress</strong> em determinados organismos vegetais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788067" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/fotoperiodo-como-as-plantas-sabem-que-o-verao-acabou.html" title="Fotoperíodo: como as plantas sabem que o verão acabou">Fotoperíodo: como as plantas sabem que o verão acabou</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/fotoperiodo-como-as-plantas-sabem-que-o-verao-acabou.html" title="Fotoperíodo: como as plantas sabem que o verão acabou"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fotoperiodo-como-as-plantas-sabem-que-o-verao-acabou-1789063896844_320.jpeg" alt="Fotoperíodo: como as plantas sabem que o verão acabou"></a></article></aside><p>Se um entusiasta da jardinagem quiser ter música perto das suas plantas, o mais sensato é <strong>evitar volumes excessivamente altos e vibrações constantes</strong>. A reprodução de música a um volume normal não deve constituir motivo de preocupação num ambiente doméstico.</p><p><strong>O segredo está em não confundir uma possível resposta fisiológica</strong> às vibrações com a capacidade das plantas de «ouvir» músicas.</p><h2>O que as plantas realmente precisam</h2><p>Além das experiências musicais, <strong>existem fatores cuja importância para o desenvolvimento vegetal está comprovada</strong>.</p><ul><li>Iluminação adequada.</li><li>Rega adaptada a cada espécie.</li><li>Substrato com boas condições físicas.</li><li>Nutrientes disponíveis.</li><li>Temperaturas adequadas.</li><li>Ventilação correta.</li></ul><p>Também é essencial conhecer as necessidades específicas de cada planta. <strong>Um cacto não precisa das mesmas condições que uma hortênsia</strong>, enquanto um tomate cultivado num terraço terá necessidades diferentes das de uma planta de interior.</p><p>Por conseguinte,<strong> falar com uma planta, pôr-lhe música</strong> ou mantê-la num ambiente tranquilo pode fazer parte da relação pessoal que cada amante de plantas estabelece com as suas culturas, mas <strong>não deve substituir os cuidados agronómicos básicos</strong>.</p><div class="texto-destacado">O verdadeiro interesse científico deste fenómeno reside na compreensão de como as plantas percebem as vibrações e respondem aos estímulos mecânicos.</div><p>Trata-se de um campo de investigação ainda em aberto que pode fornecer informações interessantes sobre a extraordinária capacidade de adaptação dos vegetais. Por enquanto, no entanto, <strong>a música continua a ser muito mais necessária para desfrutar do jardim do que para fazer crescer as suas plantas</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-mito-de-por-musica-para-as-plantas-um-especialista-da-uma-resposta-cientifica-aos-amantes-da-jardinagem.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Do exercício à cultura, médicos de família de Valongo, Porto e Maia passam a prescrever saúde fora do consultório]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/do-exercicio-a-cultura-medicos-de-familia-de-valongo-porto-e-maia-passam-a-prescrever-saude-fora-do-consultorio.html</link><pubDate>Tue, 29 Sep 2026 18:09:16 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A abordagem articula cuidados clínicos e recursos locais, como o exercício físico e as atividades culturais e de convívio social, reforçando a prevenção, o bem-estar e a participação na vida da comunidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-exercicio-a-cultura-medicos-de-familia-de-valongo-porto-e-maia-passam-a-prescrever-saude-fora-do-consultorio-1790685094695.jpg" data-image="37ckc7j39prs" alt="Passeios de bicicleta no campo" title="Passeios de bicicleta no campo"><figcaption>Além de medicamentos, os médicos de família da ULS podem encaminhar pacientes para atividades que promovam o bem-estar mental, físico e social. Foto: Zachtleven/Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Há idas ao médico em que a consulta não termina com a prescrição de uma receita ou de um exame. Pode passar também por fazer exercício, <strong>sair de casa com mais frequência</strong>, aprender a cozinhar ou retomar o contacto com outras pessoas. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A partir de outubro, essas respostas poderão deixar de ser apenas recomendações feitas durante uma consulta. Na Unidade Local de Saúde (ULS) São João, médicos de família poderão encaminhar os utentes para atividades disponíveis na comunidade através de um novo projeto-piloto de prescrição comunitária.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A iniciativa arranca a 1 de outubro em três Unidades de Saúde Familiar, em <strong>Valongo</strong>, no <strong>Porto</strong> e na <strong>Maia</strong>. Numa primeira fase, abrangerá dez áreas de intervenção, incluindo atividade física, alimentação saudável, cultura, saúde mental, integração na comunidade, prevenção do isolamento social e do declínio cognitivo. A proposta dirige-se a adultos com patologias estabilizadas para os quais uma intervenção comunitária possa complementar o acompanhamento clínico.</p><h2>Uma receita que não é aviada na farmácia</h2><p>A diferença está menos na atividade escolhida do que na forma como ela passa a ser integrada nos cuidados. Um médico pode entender que determinado utente beneficiaria de <strong>exercício físico</strong> e encaminhá-lo para uma modalidade adequada. Outro poderá precisar <strong>recuperar rotinas sociais</strong> ou encontrar uma atividade que ajude a combater o isolamento.</p><p>Em vez de ficar apenas na recomendação, o processo passa para uma <strong>equipa dedicada</strong>, que apresenta opções existentes na comunidade. A prescrição fica registada numa <strong>plataforma informática integrada no processo clínico</strong>, permitindo acompanhar e avaliar a intervenção e o seu impacto. A ULS São João pretende, assim, criar um percurso semelhante ao de outros atos prescritivos, mas aplicado a respostas não farmacológicas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-exercicio-a-cultura-medicos-de-familia-de-valongo-porto-e-maia-passam-a-prescrever-saude-fora-do-consultorio-1790685476266.jpg" data-image="dlqh82n9l74f" alt="Paciente com o médico e com a enfermeira" title="Paciente com o médico e com a enfermeira"><figcaption>O piloto na região do Porto inclui uma equipa de especialistas que encaminha o utente para uma atividade disponível na sua área de residência. Foto: Ayajiw/Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A mudança assenta na ideia de que a saúde não acontece apenas dentro de uma unidade de cuidados. As <strong>relações sociais</strong>, os hábitos de vida, a <strong>atividade física</strong>, o <strong>acesso à cultura</strong> e as condições do território também influenciam o bem-estar. </p><p>É precisamente essa ligação entre cuidados de saúde e recursos locais que a prescrição social procura desenvolver. A Organização Mundial da Saúde descreve-a como uma forma de encaminhar pessoas para <strong>atividades e apoios comunitários</strong> capazes de responder a necessidades sociais, emocionais e práticas que afetam a saúde.</p><h2>Portugal já está a experimentar</h2><p>A experiência da ULS São João surge num momento em que esta abordagem está a ganhar escala. A Escola Nacional de Saúde Pública lançou, em 2024, a rede <strong>Prescrição Social Portugal</strong> e o primeiro manual dedicado ao tema. </p><div class="texto-destacado">A ENSP NOVA indica que já existem mais de uma dezena de iniciativas no país, envolvendo mais de 100 parceiros e mais de 1500 pessoas referenciadas.</div><p>Em <strong>Lisboa</strong>, a prescrição social é desenvolvida desde 2018 em unidades de saúde familiar e tem sido acompanhada pela academia. Também em <strong>Cascais</strong> foi lançado um projeto-piloto em parceria com a ENSP NOVA, com foco na integração entre respostas de saúde e sociais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="700674" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/dancar-pode-ser-o-melhor-exercicio-para-ajudar-na-saude-mental-e-cognitiva-afirma-estudo.html" title="Dançar pode ser o melhor exercício para ajudar na saúde mental e cognitiva, afirma estudo">Dançar pode ser o melhor exercício para ajudar na saúde mental e cognitiva, afirma estudo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/dancar-pode-ser-o-melhor-exercicio-para-ajudar-na-saude-mental-e-cognitiva-afirma-estudo.html" title="Dançar pode ser o melhor exercício para ajudar na saúde mental e cognitiva, afirma estudo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/dancar-pode-ser-o-melhor-exercicio-para-ajudar-na-saude-mental-e-cognitiva-afirma-estudo-1741546704696_320.jpg" alt="Dançar pode ser o melhor exercício para ajudar na saúde mental e cognitiva, afirma estudo"></a></article></aside><p>A cultura é outra das portas que começam a abrir-se. Na <strong>Universidade do Porto</strong>, um projeto-piloto desenvolvido na <strong>Faculdade de Medicina</strong> está a avaliar o impacto da participação em atividades culturais na saúde mental e no bem-estar dos estudantes.</p><h2>Do Reino Unido ao resto da Europa</h2><p>A ideia já tem uma história mais longa noutros países. O <strong>Reino Unido</strong> foi pioneiro na integração da prescrição social no sistema nacional de saúde. Os chamados<em> </em><em>workers </em>recebem os encaminhamentos dos profissionais de saúde e ajudam cada utente a encontrar respostas na comunidade, desde <strong>grupos de caminhada</strong> até atividades artísticas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A abordagem está igualmente a ganhar espaço noutras partes da Europa. O projeto europeu Culture on Prescription reuniu organizações de Portugal, Alemanha, Irlanda, Bélgica, Países Baixos e Roménia para testar respostas culturais dirigidas sobretudo a pessoas em situação de isolamento e solidão.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><br>A própria Organização Mundial da Saúde assinala um crescimento rápido deste tipo de iniciativas na Europa. Em março de 2026, a organização destacou vários exemplos que articulam as unidades de saúde às iniciativas <span style="margin: 0px; padding: 0px;">como<strong> caminhadas</strong></span>, <strong>voluntariado</strong>, <strong>programas </strong><span style="margin: 0px; padding: 0px;"><strong>artísticos </strong>e</span> outros recursos comunitários.<figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-exercicio-a-cultura-medicos-de-familia-de-valongo-porto-e-maia-passam-a-prescrever-saude-fora-do-consultorio-1790685815413.jpg" data-image="iiu79dmiuqgi" alt="aula de ioga no jardim" title="aula de ioga no jardim"><figcaption>Aulas de ginástica, cursos de culinária ou voluntariado são algumas atividades que passaram a fazer parte das prescrições médicas. Foto: ua_Bob_Dmyt_ua/Pixabay</figcaption></figure><p>Os projetos europeus ou nacionais, como o da ULS São João, não pretendem substituir medicamentos, consultas ou tratamentos clínicos. O intuito é, acima de tudo, <strong>acrescentar outras possibilidades</strong>, escolhidas de acordo com as necessidades de cada utente e com o que existe à sua volta. É nessa resposta, articulada entre <strong>centros de saúde</strong>, <strong>autarquias</strong> e <strong>ofertas comunitárias</strong>, que a prescrição comunitária começa agora a ganhar forma.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Portal%20de%20Not%C3%ADcias%20da%20ULS%20S%C3%A3o%20Jo%C3%A3o" data-year="" data-title="ULS%20S%C3%A3o%20Jo%C3%A3o%20e%20Munic%C3%ADpios%20da%20Maia%2C%20Porto%20e%20Valongo%20assinalam%20o%20in%C3%ADcio%20do%20Projeto-Piloto%20de%20Prescri%C3%A7%C3%A3o%20Comunit%C3%A1ria" data-url="https%3A%2F%2Fportal-chsj.min-saude.pt%2Fnoticia%2Fuls-sao-joao-e-municipios-da-maia-porto-e-valongo-assinalam-o-inicio-do-projeto-piloto-de-prescricao-comunitaria">Portal de Notícias da ULS São João. <a href="https://portal-chsj.min-saude.pt/noticia/uls-sao-joao-e-municipios-da-maia-porto-e-valongo-assinalam-o-inicio-do-projeto-piloto-de-prescricao-comunitaria" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">ULS São João e Municípios da Maia, Porto e Valongo assinalam o início do Projeto-Piloto de Prescrição Comunitária</a>.</cite><br><cite data-author="SPLS" data-year="" data-title="Prescri%C3%A7%C3%A3o%20Social%20%E2%80%94%20SPLS%20e%20Parceiros%20avan%C3%A7am%20em%20passos%20firmes" data-url="https%3A%2F%2Fsplsportugal.com%2Fevents%2Fprescricao-social-spls-e-parceiros-avancam-em-passos-firmes%2F">SPLS. <a href="https://splsportugal.com/events/prescricao-social-spls-e-parceiros-avancam-em-passos-firmes/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Prescrição Social — SPLS e Parceiros avançam em passos firmes</a>.</cite><br><cite data-author="Euronews" data-year="" data-title="Natureza%2C%20arte%20e%20desporto%20podem%20curar%3F%20Por%20dentro%20do%20crescente%20movimento%20europeu%20de%20prescri%C3%A7%C3%A3o%20social" data-url="https%3A%2F%2Fpt.euronews.com%2F2025%2F08%2F10%2Fnatureza-arte-e-desporto-podem-curar-por-dentro-do-crescente-movimento-europeu-de-prescric">Euronews. <a href="https://pt.euronews.com/2025/08/10/natureza-arte-e-desporto-podem-curar-por-dentro-do-crescente-movimento-europeu-de-prescric" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Natureza, arte e desporto podem curar? Por dentro do crescente movimento europeu de prescrição social</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/do-exercicio-a-cultura-medicos-de-familia-de-valongo-porto-e-maia-passam-a-prescrever-saude-fora-do-consultorio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Alfredo Graça revela quanto se aproximará Hanna dos Açores a partir de quinta 1: prevê-se 100 mm de chuva nestas ilhas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-revela-quanto-se-aproximara-hanna-dos-acores-a-partir-de-quinta-1-preve-se-100-mm-de-chuva-nestas-ilhas.html</link><pubDate>Tue, 29 Sep 2026 17:39:26 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A atual tempestade tropical Hanna, nomeada pelo NHC, não vai afetar diretamente os Açores. Não obstante, o sistema pós-tropical trará chuva, vento e trovoada ao arquipélago a partir de quinta-feira, 1 de outubro. Veja a previsão.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbeqvrm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbeqvrm.jpg" id="xbeqvrm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Que fique bem claro desde já o seguinte: <strong>a atual tempestade tropical Hanna NÃO vai, de modo algum, atingir diretamente o arquipélago dos Açores!</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-revela-quanto-se-aproximara-hanna-dos-acores-a-partir-de-quinta-1-preve-se-100-mm-de-chuva-nestas-ilhas-1790701366188.jpg" data-image="1wej02ar1ht4"><figcaption>Nesta imagem de satélite da EUMETSAT - Meteored podemos observar alguns dos dados atualmente previstos para as 12:00 de quinta-feira, 1 de outubro, em relação à futura depressão tropical Hanna. Primeiro rodopiará para es-sudeste e posteriormente para es-nordeste, numa trajetória que deverá levá-la em direção aos Açores.</figcaption></figure><p>Atualmente, o sistema de baixas pressões - designado Hanna pelo NHC (Centro Nacional de Furacões dos EUA) - está em circulação em pleno Atlântico, rodopiando apenas sobre um corpo de água oceânico e cuja temperatura à superfície, ao longo das próximas horas, será baixa o suficiente para o deixar de alimentar,<strong> sendo este um dos mecanismos físicos responsáveis pela sua perda de força e diminuição de categoria de tempestade tropical para depressão tropical</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Prevê-se que a tempestade tropical Hanna perca força entre a meia-noite e o meio-dia de quinta-feira, 1 de outubro, diminuindo de categoria e transformando-se numa depressão tropical.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>De acordo com o mais recente rastreio observável na secção de ‘Furacões’ disponibilizada pela Meteored, <strong>a tempestade tropical Hanna exibe, nesta terça-feira, 29 de setembro, um vento máximo sustentado de 64 km/h e uma pressão central mínima de 1004 hPa</strong>. Como já foi referido anteriormente, dentro das próximas 36 horas perderá força, convertendo-se numa pequena depressão tropical.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-revela-quanto-se-aproximara-hanna-dos-acores-a-partir-de-quinta-1-preve-se-100-mm-de-chuva-nestas-ilhas-1790701497361.jpg" data-image="k0ktutwg6bzw"><figcaption>A ainda tempestade tropical Hanna situa-se, atualmente, a aproximadamente 1350 km a sudoeste da ilha das Flores - Grupo Ocidental dos Açores. Fonte: elaboração própria a partir de dados da NASA Worldview.</figcaption></figure><p>Atualmente, a tempestade tropical Hanna situa-se, tal como visível na imagem de satélite acima, <strong>a cerca de 1350 km a sudoeste da ilha das Flores</strong> (Grupo Ocidental dos Açores.</p><h2>Sistema frontal associado à depressão tropical Hanna deixará estes efeitos indiretos nos Açores</h2><p>De acordo com as projeções atualmente disponíveis do modelo ECMWF,<strong> as linhas de instabilidade e frentes presentes num sistema associado à ex-Hanna</strong> - remanescentes da antiga tempestade e depressão tropical - produzirão inúmeros e frequentes períodos de chuva ou aguaceiros - pelo menos - entre quinta e domingo, dias 1 a 4 de outubro.</p><p>Prevê-se que, no período correspondente aos <strong>primeiros quatro dias de outubro, </strong><strong>a chuva oscile entre intensidades fraca a moderada, apresentando períodos temporariamente fortes e potencialmente acompanhados de</strong> <strong>trovoada</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-revela-quanto-se-aproximara-hanna-dos-acores-a-partir-de-quinta-1-preve-se-100-mm-de-chuva-nestas-ilhas-1790702134367.jpg" data-image="x35sh75o62h3"><figcaption>Previsão da chuva acumulada no arquipélago dos Açores até às 22:00 de domingo, 4 de outubro.</figcaption></figure><p>Adicionalmente, não se exclui a possibilidade da precipitação associada a este sistema <strong>se estender para o início da próxima semana nos Açores</strong>, mas o horizonte temporal da previsão - superior a 5 dias - não permite avançar com detalhes mais concretos. </p><p>De acordo com os mapas de referência da Meteored, <strong>a precipitação acumulada poderá ultrapassar os 100 mm nos locais mais expostos de algumas das ilhas dos Grupos Central e Oriental</strong> - os potencialmente mais afetados - sobressaindo-se, segundo a previsão atual, as ilhas do <strong>Pico, Terceira e São Miguel</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791060" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-especialista-entre-sexta-feira-e-domingo-portugal-contara-com-aguaceiros-acompanhados-de-trovoadas.html" title="Joana Campos, especialista: 'entre sexta-feira e domingo Portugal contará com aguaceiros acompanhados de trovoadas'">Joana Campos, especialista: "entre sexta-feira e domingo Portugal contará com aguaceiros acompanhados de trovoadas"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-especialista-entre-sexta-feira-e-domingo-portugal-contara-com-aguaceiros-acompanhados-de-trovoadas.html" title="Joana Campos, especialista: 'entre sexta-feira e domingo Portugal contará com aguaceiros acompanhados de trovoadas'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/joana-campos-especialista-entre-sexta-feira-e-domingo-portugal-contara-com-aguaceiros-acompanhados-de-trovoadas-1790687377888_320.jpg" alt="Joana Campos, especialista: 'entre sexta-feira e domingo Portugal contará com aguaceiros acompanhados de trovoadas'"></a></article></aside><p>Caso a atual trajetória prevista se cumpra, <strong>o Grupo Ocidental passará praticamente à margem deste episódio</strong>, estando previstos acumulados de chuva muito mais modestos no mesmo período de tempo (em torno de 5/10 mm).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-revela-quanto-se-aproximara-hanna-dos-acores-a-partir-de-quinta-1-preve-se-100-mm-de-chuva-nestas-ilhas-1790702184781.jpg" data-image="k6fp9xk38xw1"><figcaption>Em certos períodos dos primeiros dias de outubro o vento produzirá rajadas fortes nos Açores, nalgumas ocasiões potencialmente superiores a 50 km/h.</figcaption></figure><p><strong>O vento também poderá registar rajadas temporariamente acima dos 50 km/h durante os primeiros 4 dias de outubro</strong> em certos períodos e determinados locais das ilhas açorianas , sendo, de momento, os Grupos Central e Oriental, aqueles onde se perspetiva uma maior exposição.</p><div class="texto-destacado"><strong>Importa, contudo, clarificar o seguinte: é bem provável que a atual previsão venha a sofrer ajustes na chuva e no vento, quer em termos de intensidade, quer em termos de distribuição geográfica, uma vez que os efeitos previstos dependerão da trajetória da futura depressão tropical Hanna.</strong></div><p>Ao que tudo indica, quando o sistema que foi Hanna estiver próximo de condicionar o estado do tempo nos Açores, <strong>já terá perdido a intensidade e as características tropicais suficientes para continuar a ser classificado como um sistema de baixas pressões de índole tropical</strong>, não deixando, ainda assim, de ser uma baixa pressão com linhas de instabilidade e frentes associadas suficientemente significativas para trazer chuva e vento outonais ao arquipélago, em particular às ilhas centrais e orientais.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-revela-quanto-se-aproximara-hanna-dos-acores-a-partir-de-quinta-1-preve-se-100-mm-de-chuva-nestas-ilhas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Joana Campos, especialista: "entre sexta-feira e domingo Portugal contará com aguaceiros acompanhados de trovoadas"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-especialista-entre-sexta-feira-e-domingo-portugal-contara-com-aguaceiros-acompanhados-de-trovoadas.html</link><pubDate>Tue, 29 Sep 2026 14:45:27 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O primeiro fim de semana de outubro poderá contar com ocorrência de chuva e possibilidade de trovoada em vários pontos do país. Confira aqui a previsão!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbeln7i"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbeln7i.jpg" id="xbeln7i"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois de um fim de setembro marcado por alguma instabilidade, os próximos dias deverão continuar a trazer condições favoráveis à<strong> ocorrência de aguaceiros e trovoadas</strong> em várias regiões de Portugal Continental. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Entre sexta-feira e domingo, os nossos mapas apontam para a presença de energia disponível para o <strong>desenvolvimento de convecção</strong>, embora as áreas mais favoráveis à atividade elétrica possam variar ao longo do fim de semana.</p><h2>Aquecimento à superfície deverá favorecer a formação de nuvens de tempestade</h2><p>Na sexta-feira, dia 2, a atmosfera deverá apresentar energia potencial disponível para o desenvolvimento de convecção, particularmente em <strong>áreas do interior</strong>. O aquecimento acumulado ao longo do dia (valores até 30 ºC, como podemos observar no mapa abaixo) contribuirá para <strong>aumentar a instabilidade nas camadas inferiores da atmosfera</strong>, mas a presença desta energia não significa, por si só, que venham a formar-se trovoadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/joana-campos-especialista-entre-sexta-feira-e-domingo-portugal-ficara-repleto-de-trovoadas-1790684920698.jpg" data-image="grcls8m47xu0" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Na sexta-feira, as temperaturas máximas poderão, localmente, alcançar os 30 ºC.</figcaption></figure><p>De facto, apesar de os valores de energia potencial convectiva (CAPE) aumentarem durante o dia em várias zonas do interior, os mapas de densidade de raios mostram atividade elétrica apenas para o final da tarde, a partir das 17h, e <strong>de forma muito localizada</strong>, essencialmente junto à fronteira com Espanha, e possivelmente algures entre os distritos de Bragança e Beja.</p><div class="texto-destacado"><strong>Algo importante a reter acerca desta previsão</strong>: fruto da incerteza inerente a este tipo de fenómenos de precipitação convectiva, cuja previsão é deveras complexa,<strong> é muito difícil definir a localização exata dos mesmos</strong>, existindo a possibilidade de em tempo real os fenómenos observados variarem significativamente em relação aos fenómenos previstos, quer na distribuição geográfica, quer na intensidade.</div><h2>No sábado o cenário poderá ser mais incerto</h2><p>No sábado, dia 3, esta instabilidade deverá ser menos evidente, do ponto de vista da atividade elétrica. Pois apesar do mapa de energia potencial convectiva mostrar valores significativos durante a tarde em várias regiões do território (mapa abaixo), os mapas de densidade de raios não mostram valores expressivos, pelo que <strong>poderão não estar reunidas as restantes condições necessárias para desencadear convecção profunda</strong>, que é o processo que permite o desenvolvimento das nuvens de tempestade (<em>cumulonimbus</em>).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/joana-campos-especialista-entre-sexta-feira-e-domingo-portugal-ficara-repleto-de-trovoadas-1790685737769.jpg" data-image="hbpmuca4tzl9" alt="CAPE" title="CAPE"><figcaption>Apesar de o mapa de energia potencial convectiva mostrar valores significativos ao longo do dia de sábado, há outros fatores que contribuem para a formação de trovoadas que poderão não se verificar. Daí os nossos mapas de densidade de raios não mostrarem valores significativos de trovoada para este dia.</figcaption></figure><p>Ainda assim, neste dia <strong>esperam-se aguaceiros fracos a moderados em vários pontos de Norte a Sul do país</strong>, sendo esperado que estes ocorram de forma irregular. Quanto à possibilidade de trovoada, caso esta ocorra, deverá ser semelhante à de sexta-feira: ao longo da faixa interior, ainda que menos significativa, de acordo com a atual previsão.</p><h2>No domingo, as trovoadas poderão atingir o litoral</h2><p>No domingo, dia 4, a configuração atmosférica deverá sofrer algumas alterações. Os valores mais elevados de energia potencial convectiva passam a concentrar-se junto à faixa litoral, <strong>coincidindo com as áreas onde os mapas apontam para maior densidade de descargas elétricas</strong>. A precipitação deverá igualmente tornar-se mais abrangente, nomeadamente nas regiões Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/joana-campos-especialista-entre-sexta-feira-e-domingo-portugal-contara-com-aguaceiros-acompanhados-de-trovoadas-1790687377888.jpg" data-image="lupe7robc4fi" alt="densidade de raios" title="densidade de raios"><figcaption>No domingo, ao contrário do que se espera para os dias anteriores, é esperada a ocorrência de trovoadas ao longo da faixa litoral.</figcaption></figure><p>Assim, até ao final do dia de domingo, espera-se que <strong>várias localidades do país registem a ocorrência de chuva e trovoada</strong>, devendo esta chegar ao Sul nas últimas horas do dia. No entanto, as regiões Norte e Centro poderão contar com uma maior densidade de raios por km/².</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791076" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-porto-que-se-prepare-a-partir-das-18-00-espera-se-chuva-forte-segundo-os-mapas-da-meteored.html" title="O Porto que se prepare: a partir das 18:00 espera-se chuva forte segundo os mapas da Meteored">O Porto que se prepare: a partir das 18:00 espera-se chuva forte segundo os mapas da Meteored</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-porto-que-se-prepare-a-partir-das-18-00-espera-se-chuva-forte-segundo-os-mapas-da-meteored.html" title="O Porto que se prepare: a partir das 18:00 espera-se chuva forte segundo os mapas da Meteored"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-porto-que-se-prepare-a-partir-das-18-00-espera-se-chuva-forte-segundo-os-mapas-da-meteored-1790688641578_320.png" alt="O Porto que se prepare: a partir das 18:00 espera-se chuva forte segundo os mapas da Meteored"></a></article></aside><p>De acordo com o primeiro mapa deste artigo (vídeo), podemos ainda observar que <strong>entre as últimas horas de domingo e as primeiras de segunda poderá dar-se o desprendimento de uma bolsa de ar frio</strong>, a oeste da Península Ibérica, que, mais tarde poderá influenciar o estado de tempo na nossa geografia. Contudo, esta previsão apresenta um grau de incerteza elevado, pelo que aconselhamos que se mantenha atento às próximas previsões.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-especialista-entre-sexta-feira-e-domingo-portugal-contara-com-aguaceiros-acompanhados-de-trovoadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item></channel></rss>