<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Fri, 06 Nov 2026 16:40:12 +0000</lastBuildDate><pubDate>Fri, 06 Nov 2026 16:40:12 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Barragens da Serra da Estrela vão financiar rios, ecossistemas e prevenção de incêndios]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/barragens-da-serra-da-estrela-vao-financiar-rios-ecossistemas-e-prevencao-de-incendios.html</link><pubDate>Fri, 06 Nov 2026 14:31:04 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O fim de várias concessões hidroelétricas abre caminho a um modelo inédito que direcionará parte das receitas para projetos ambientais na montanha mais alta de Portugal continental.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/barragens-da-serra-da-estrela-vao-financiar-rios-ecossistemas-e-prevencao-de-incendios-1793972479642.jpg" data-image="442de5sryzbd" alt="Barragem da Lagoa Comprida, Serra da Estrela" title="Barragem da Lagoa Comprida, Serra da Estrela"><figcaption>A Barragem Marques da Silva, também conhecida como Lagoa Comprida, é o maior reservatório de água da Serra da Estrela. Foto: Juntas - Obra do próprio, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Durante décadas, as barragens da Serra da Estrela produziram eletricidade a partir da água que nasce nas encostas da montanha. Agora, pela primeira vez, <strong>parte da riqueza gerada</strong> por essas infraestruturas poderá <strong>regressar à </strong><strong>região </strong>na forma de investimento ambiental.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O Ministério do Ambiente lançou o programa Estrela + Natural, uma iniciativa que visa canalizar parte das receitas das futuras concessões hidroelétricas para a recuperação de ecossistemas, rios e recursos hídricos do Parque Natural da Serra da Estrela. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A medida surge numa fase em que várias <strong>concessões</strong> atribuídas há décadas se <strong>aproximam do fim</strong> e terão de voltar a concurso. A proposta representa uma mudança na forma como estas infraestruturas são geridas. Até agora, as concessões estavam sobretudo associadas à produção de energia. No futuro, poderão <strong>financiar a conservação da natureza</strong> e a adaptação às alterações climáticas nas regiões onde se encontram.</p><h2>Um momento raro na história das barragens portuguesas</h2><p>Grande parte das barragens nacionais foi construída nas décadas de 1950 e 1960. As concessões atribuídas nessa altura aproximam-se agora do seu termo, proporcionando uma <strong>oportunidade</strong> pouco comum para <strong>redefinir regras e prioridades</strong>.</p><div class="texto-destacado">Na Serra da Estrela, a Agência Portuguesa do Ambiente identificou 22 aproveitamentos hidroelétricos localizados dentro dos limites do parque natural. Destes, 14 terminam as respetivas concessões em 9 de outubro de 2028.</div><p>O Ministério do Ambiente pretende lançar, já em 2027, um<strong> novo concurso para estas explorações</strong>, preferencialmente de forma agregada. A novidade está no facto de os futuros contratos incluírem mecanismos que permitam direcionar parte das receitas para <strong>projetos de interesse ambiental e territorial</strong>.</p><p>O objetivo é garantir que uma parcela do valor gerado pela produção hidroelétrica seja reinvestida na própria serra, ajudando a proteger os recursos naturais que sustentam essa atividade.</p><h2>Quanto dinheiro chegará à serra?</h2><p>A resposta ainda não é conhecida. Um despacho da ministra do Ambiente, Maria Graça Carvalho, incumbiu a Agência Portuguesa do Ambiente de desenvolver um modelo capaz de definir como as <strong>rendas</strong> e as <strong>contrapartidas financeiras</strong> das futuras concessões poderão ser canalizadas para a recuperação ambiental do território.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A agência dispõe de 90 dias após a publicação do despacho para apresentar uma proposta que estabeleça as cláusulas ambientais e financeiras a incluir nos futuros concursos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>As verbas serão transferidas para o Fundo Ambiental e utilizadas em programas relacionados com a reabilitação dos recursos hídricos, a recuperação de ecossistemas, a <strong>conservação da natureza e a adaptação às alterações climáticas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/barragens-da-serra-da-estrela-vao-financiar-rios-ecossistemas-e-prevencao-de-incendios-1793972970447.jpg" data-image="hntlw1k0i99r" alt="Parque Natural da Serra da Estrela" title="Parque Natural da Serra da Estrela"><figcaption>O Estrela + Natural visa destinar parte das receitas das concessões hidroelétricas à recuperação de recursos hídricos do Parque Natural da Serra da Estrela. Foto: ICNF</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>O trabalho será desenvolvido em articulação com a Associação de Municípios do Parque Natural da Serra da Estrela, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, a comissão de cogestão do parque, a Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela e a Agência para o Clima. Segundo a tutela, o objetivo é assegurar que a <strong>riqueza gerada pelos recursos naturais</strong> da serra contribua diretamente para a <strong>valorização e resiliência</strong> do território.</p><h2>Água, rios e prevenção de incêndios entre as prioridades</h2><p>A Serra da Estrela é uma das áreas naturais mais importantes do país. Com cerca de <strong>89 mil hectares</strong>, abriga as nascentes de rios como o <strong>Mondego</strong>, o <strong>Zêzere</strong> e o <strong>Alva</strong>, desempenhando um papel vital no armazenamento e na regulação da água.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Por essa razão, uma parte importante dos futuros investimentos deverá incidir na reabilitação de linhas de água, na recuperação de habitats e no reforço da qualidade ecológica dos ecossistemas de montanha.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A redução do risco de incêndio é outra das prioridades identificadas pelo Governo. A preocupação está diretamente relacionada com o <strong>incêndio</strong> ocorrido no <strong>verão de 2022</strong>, um dos maiores registados na Serra da Estrela. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786622" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/barragem-de-castelo-do-bode-faz-75-anos-e-mantem-se-central-na-gestao-da-agua-e-energia.html" title="Barragem de Castelo do Bode faz 75 anos e mantém-se central na gestão da água e energia">Barragem de Castelo do Bode faz 75 anos e mantém-se central na gestão da água e energia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/barragem-de-castelo-do-bode-faz-75-anos-e-mantem-se-central-na-gestao-da-agua-e-energia.html" title="Barragem de Castelo do Bode faz 75 anos e mantém-se central na gestão da água e energia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/barragem-de-castelo-do-bode-faz-75-anos-e-mantem-se-central-na-gestao-da-agua-e-energia-1788265001976_320.jpg" alt="Barragem de Castelo do Bode faz 75 anos e mantém-se central na gestão da água e energia"></a></article></aside><p>O <strong>fogo consumiu um quarto da área do parque</strong> e acelerou processos de erosão e degradação ecológica que ainda hoje continuam a ser alvo de recuperação. O programa Estrela + Natural procura reforçar, portanto, a capacidade do território para enfrentar <strong>fenómenos extremos</strong> que tendem a tornar-se mais frequentes com as alterações climáticas.</p><h2>Uma estratégia além dos incêndios de 2022</h2><p>Apesar da ligação ao processo de recuperação da Serra da Estrela, o novo programa não substitui o <strong>plano de revitalização</strong> lançado após os incêndios. As duas iniciativas seguirão caminhos paralelos. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Enquanto a revitalização continua a apoiar diferentes projetos financiados por fundos de coesão, o foco do Estrela + Natural estará na conservação da natureza, nos recursos hídricos e nas infraestruturas ambientais do parque.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A serra integra ainda uma nova geração de Zonas Especiais de Conservação (ZEC). Segundo o Ministério do Ambiente, a ZEC da Serra da Estrela pretende <strong>conciliar a proteção dos valores naturais com atividades humanas</strong> compatíveis, incluindo habitação rural, pequenos negócios e infraestruturas de apoio à prevenção de incêndios.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/barragens-da-serra-da-estrela-vao-financiar-rios-ecossistemas-e-prevencao-de-incendios-1793973177444.jpg" data-image="otgizfmoukk8" alt="Serra da Estrela" title="Serra da Estrela"><figcaption>O modelo da Serra da Estrela poderá servir de exemplo para usar receitas hidroelétricas na recuperação ambiental noutras regiões. Foto: Município de Gouveia</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A região foi ainda identificada como uma das <strong>áreas prioritárias</strong> da iniciativa <strong>Re:Nature 2000</strong>, apoiada pelos EEA Grants. O programa deverá mobilizar cerca de 12 milhões de euros para projetos de restauro ecológico em diferentes regiões portuguesas, incluindo a Serra da Estrela.</p><h2>Um modelo que poderá chegar a outras regiões</h2><p>A Serra da Estrela servirá como projeto-piloto, ambicionando o Ministério do Ambiente<strong> aplicar</strong><strong> o modelo noutras </strong><strong>regiões </strong>à medida que novas concessões hidroelétricas terminem e regressem a concurso.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786683" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/agua-a-montante-incerteza-a-jusante-como-sao-geridos-os-rios-que-ligam-portugal-e-espanha.html" title="Água a montante, incerteza a jusante: como são geridos os rios que ligam Portugal e Espanha?">Água a montante, incerteza a jusante: como são geridos os rios que ligam Portugal e Espanha?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/agua-a-montante-incerteza-a-jusante-como-sao-geridos-os-rios-que-ligam-portugal-e-espanha.html" title="Água a montante, incerteza a jusante: como são geridos os rios que ligam Portugal e Espanha?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/agua-a-montante-incerteza-a-jusante-como-sao-geridos-os-rios-que-ligam-portugal-e-espanha-1788285546194_320.jpg" alt="Água a montante, incerteza a jusante: como são geridos os rios que ligam Portugal e Espanha?"></a></article></aside><p>Existe, aliás, um precedente no caso da<strong> barragem</strong><strong> do Cabril</strong>, no rio Zêzere. A sua concessão terminou em outubro e a revisão do contrato prevê recursos para financiar investimentos ligados à gestão da água nas bacias do Tejo e do Mondego.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A diferença é que, na Serra da Estrela, o objetivo passa por criar uma ligação direta entre a exploração das barragens e a recuperação do território que as acolhe.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Se o modelo avançar como previsto, os rios que alimentam as centrais hidroelétricas poderão vir a financiar a recuperação das margens, dos habitats, das florestas e das próprias cabeceiras onde essa água tem origem. Para uma região que continua a recuperar dos efeitos dos grandes incêndios e a adaptar-se às alterações climáticas, essa poderá ser uma<strong> nova</strong><strong> fonte de </strong><strong>investimento </strong>num património natural, que é uma das mais importantes reservas de água do país.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Portugal.Gov.pt" data-year="" data-title="Governo%20canaliza%20receitas%20de%20concess%C3%B5es%20hidroel%C3%A9tricas%20para%20recuperar%20Parque%20Natural%20da%20Serra%20da%20Estrela" data-url="https%3A%2F%2Fportugal.gov.pt%2Fgc25%2Fcomunicacao%2Fcomunicados%2Fgoverno-canaliza-receitas-de-concessoes-hidroeletricas-para-recuperar-parque-natural-da-serra-da-estrela">Portugal.Gov.pt. <a href="https://portugal.gov.pt/gc25/comunicacao/comunicados/governo-canaliza-receitas-de-concessoes-hidroeletricas-para-recuperar-parque-natural-da-serra-da-estrela" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Governo canaliza receitas de concessões hidroelétricas para recuperar Parque Natural da Serra da Estrela</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/barragens-da-serra-da-estrela-vao-financiar-rios-ecossistemas-e-prevencao-de-incendios.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempestade Bruna em Portugal: as chuvas mais fortes e persistentes vão começar este domingo, a partir das 13 horas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempestade-bruna-em-portugal-as-chuvas-mais-fortes-e-persistentes-vao-comecar-este-domingo-a-partir-das-13-horas.html</link><pubDate>Fri, 06 Nov 2026 12:02:23 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A instabilidade está de regresso a Portugal Continental. De acordo com a mais recente atualização do nosso modelo de confiança, ECMWF, a tempestade Bruna, nomeada pelo IPMA, chegará ao continente a partir de domingo, dia 8.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbu7eha"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbu7eha.jpg" id="xbu7eha"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Esta sexta-feira amanheceu cinzenta na generalidade do território, adivinhando a chuva que está prestes a chegar ao continente português. Depois de várias semanas sob influência anticiclónica, <strong>eis que a instabilidade atmosférica volta a instalar-se</strong>. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>O dia de hoje conta já com <strong>aviso amarelo de precipitação em oito distritos do litoral</strong>, segundo o IPMA. Este aviso cobre os distritos entre Viana do Castelo e Setúbal e estará em vigor entre as 15h de hoje e a meia-noite de amanhã. No entanto, a chuva não ficar por aqui.</p><h2>Tempestade Bruna chega ao continente no domingo, dia 8</h2><p>Depois do episódio de chuva de hoje, que deverá chegar a praticamente todo o país, com exceção do Algarve, espera-se uma breve trégua amanhã, sábado. Esta não será total, uma vez que se prevê a <strong>ocorrência de chuva fraca e irregular em alguns pontos do país</strong>, no decorrer do dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempestade-bruna-em-portugal-as-chuvas-mais-fortes-e-persistentes-vao-comecar-este-domingo-a-partir-das-13-horas-1793965009520.jpg" data-image="ik5sy83ei6xc" alt="chuva prevista" title="chuva prevista"><figcaption>As primeiras chuvas associadas à tempestade Bruna chegam nas primeiras horas da tarde de domingo, dia 8. É esperado que, à medida que as horas passem, a precipitação possa ganhar mais terreno e intensidade.</figcaption></figure><p>Após esta trégua, o nosso modelo aponta para que <strong>a partir das primeiras horas da tarde de domingo, mais especificamente a partir das 13h, comecem a surgir os primeiros aguaceiros</strong>, associados à tempestade Bruna. Ao que tudo indica, a chuva poderá dar entrada no território pelo Barlavento Algarvio e deverá ocorrer de forma fraca a moderada.</p><p>Nas horas seguintes, <strong>é expectável que esta se alastre de forma rápida ao restante território das regiões Sul e Centro</strong>, já com períodos de chuva, por vezes, forte. No Algarve, entre as 13h e as 23h, a acumulação de precipitação poderá ser de cerca de 20 a 25 mm, enquanto no Ribatejo estes valores possam rondar os 10 mm.</p><h2>Chuva deverá manter-se nos dias seguintes de forma persistente</h2><p>A atual previsão mostra que<strong> após domingo, a chuva deverá manter-se sobre Portugal Continental, ainda que de forma mais concentrada nas regiões Norte e Centro</strong>, especialmente no litoral Norte e Centro, onde até quarta-feira, dia 11, se esperam acumulados bastante significativos, como podemos observar no mapa abaixo. No entanto, fazemos ressalva de que<strong> estes valores poderão sofrer ajustes</strong> nas próximas atualizações do ECMWF.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempestade-bruna-em-portugal-as-chuvas-mais-fortes-e-persistentes-vao-comecar-este-domingo-a-partir-das-13-horas-1793965499053.jpg" data-image="3zzsgzinw5q1" alt="precipitação acumulada" title="precipitação acumulada"><figcaption>Tendo em conta a distância temporal, estes valores podem sofrer alterações nos próximos dias. No entanto, a atual previsão aponta para números elevados de acumulação de precipitação, especialmente no litoral Norte e Centro.</figcaption></figure><p>No nosso mapa de chuva prevista, vemos que entre segunda e quarta-feira, o noroeste do país, assim como as áreas abrangidas pelos distritos do Porto e Aveiro, poderão contar com <strong>chuva forte durante vários períodos de cada um destes dias</strong>, contribuindo para os valores elevados de acumulação previstos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="796794" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-de-9-a-15-de-novembro-chuva-acima-da-media-e-uma-depressao-atlantica-poderao-marcar-o-tempo-em-portugal.html" title="Semana de 9 a 15 de novembro: chuva acima da média e uma depressão atlântica poderão marcar o tempo em Portugal">Semana de 9 a 15 de novembro: chuva acima da média e uma depressão atlântica poderão marcar o tempo em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-de-9-a-15-de-novembro-chuva-acima-da-media-e-uma-depressao-atlantica-poderao-marcar-o-tempo-em-portugal.html" title="Semana de 9 a 15 de novembro: chuva acima da média e uma depressão atlântica poderão marcar o tempo em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-9-a-15-de-novembro-chuva-acima-da-media-e-uma-depressao-atlantica-poderao-marcar-o-tempo-em-portugal-1793883270012_320.jpg" alt="Semana de 9 a 15 de novembro: chuva acima da média e uma depressão atlântica poderão marcar o tempo em Portugal"></a></article></aside><p>Para já, o modelo europeu insiste na <strong>possibilidade de que a chuva se mantenha, de forma evidente, até à reta final da semana</strong>, devendo a estabilidade atmosférica começar a regressar entre sábado e domingo (14 e 15), com o regresso de altas pressões. Até lá, e mais uma vez, tendo em conta a variabilidade destes fenómenos, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempestade-bruna-em-portugal-as-chuvas-mais-fortes-e-persistentes-vao-comecar-este-domingo-a-partir-das-13-horas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[“Já se formou a depressão mais invulgar do outono 2026”: previsão de Pedro Carneiro para Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ja-se-formou-a-depressao-mais-invulgar-do-outono-2026-previsao-de-pedro-carneiro-para-portugal.html</link><pubDate>Fri, 06 Nov 2026 10:59:17 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A depressão Bruna traz a Portugal chuva persistente, vento forte no litoral e um rio atmosférico: o ECMWF aponta para mais de 100 mm no Norte e Centro até terça-feira.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbu2ooq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbu2ooq.jpg" id="xbu2ooq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Já tem nome a depressão que vai marcar o tempo nos próximos dias: o IPMA chamou-lhe Bruna</strong>. Não é um simples centro de baixas pressões, mas um sistema extenso, com ondulações frontais sucessivas, que traz chuva acima da média ao Norte e Centro.</p><div class="texto-destacado"><p>Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações</p></div><p><strong>Entre domingo e terça, prevê-se ainda a entrada de ar húmido e ameno das Caraíbas, que reforça a chuva (rio atmosférico carregado de humidade)</strong>. Os mapas de referência da Meteored, baseados no modelo ECMWF, mostram como o episódio evolui entre sexta-feira, 6, e terça-feira, 10.</p><h2> Sexta e sábado (6 e 7): a primeira frente </h2><p><strong>A primeira frente chega ao Norte e Centro na sexta-feira à tarde, com alívio no sábado, segundo a Meteored</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>O que é um</strong> r<strong>io atmosférico?</strong><br>Corredor estreito e alongado da atmosfera que transporta grandes quantidades de vapor de água dos trópicos para latitudes mais altas. Ao encontrar o litoral e o relevo, pode originar chuva intensa e persistente. </div><p>O IPMA coloca a depressão a norte dos Açores, com cerca de 988 hPa às 18:00 UTC de sábado, e prevê que <strong>a ondulação na costa ocidental suba de 1 a 2 metros, no sábado, para 4 a 5 metros no dia 9</strong>.</p><h2> Domingo e segunda (8 e 9): a frente avança e o vento atinge o pico </h2><p>Na manhã de domingo o continente deverá manter-se seco, com a chuva ainda ao largo, segundo o ECMWF. <strong>Prevê-se que a frente chegue ao litoral a partir do início da tarde, primeiro a Lisboa e ao Alentejo, com 1 a 5 mm por hora</strong>, e estenda-se ao Centro e ao Norte ao fim do dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ja-se-formou-a-depressao-mais-invulgar-do-outono-2026-previsao-de-pedro-carneiro-para-portugal-1793929470071.jpg" data-image="2janrvb0zr3w" alt="Rajadas de vento às 21:00 de domingo, 8 de novembro." title="Rajadas de vento às 21:00 de domingo, 8 de novembro."><figcaption>Rajadas de vento às 21:00 de domingo, 8 de novembro. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>O vento acompanha o avanço: podem registar-se rajadas de 45 a 50 km/h no litoral ao início da tarde, subindo para cerca de 60 km/h no litoral Centro à noite.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ja-se-formou-a-depressao-mais-invulgar-do-outono-2026-previsao-de-pedro-carneiro-para-portugal-1793929541489.jpg" data-image="rw5uvhziasa9" alt="Intensidade da precipitação (mm/h) às 21:00 de domingo, 8 de novembro." title="Intensidade da precipitação (mm/h) às 21:00 de domingo, 8 de novembro."><figcaption>Intensidade da precipitação (mm/h) às 21:00 de domingo, 8 de novembro. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>Na segunda-feira o vento mantém-se forte. <strong>As rajadas podem atingir o máximo ao meio-dia, com cerca de 60 km/h no Porto e em Coimbra</strong>, e descer para cerca de 45 km/h às 21:00.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ja-se-formou-a-depressao-mais-invulgar-do-outono-2026-previsao-de-pedro-carneiro-para-portugal-1793929670222.jpg" data-image="vu96zmak8u6l" alt="Rajadas de vento às 12:00 de segunda-feira, 9 de novembro." title="Rajadas de vento às 12:00 de segunda-feira, 9 de novembro."><figcaption>Rajadas de vento às 12:00 de segunda-feira, 9 de novembro. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>A chuva concentrar-se-á no Norte, podendo atingir intensidades fracas a moderadas no Porto ao fim da tarde, enquanto para o Algarve não se prevê chuva a partir do meio-dia.<em><br></em></p><h2><em></em>Terça (10): chuva mais intensa no Norte e acumulados acima dos 100 mm</h2><p><strong>Na terça-feira a chuva poderá ser mais intensa, com destaque para zonas como Porto e Bragança</strong>, estando prevista a possibilidade de rajadas de 50 a 60 km/h no litoral Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ja-se-formou-a-depressao-mais-invulgar-do-outono-2026-previsao-de-pedro-carneiro-para-portugal-1793929162246.jpg" data-image="iuwny611qfpx" alt="Precipitação acumulada entre a 01:00 de sexta-feira, 6, e as 21:00 de terça-feira, 10 de novembro." title="Precipitação acumulada entre a 01:00 de sexta-feira, 6, e as 21:00 de terça-feira, 10 de novembro."><figcaption>Precipitação acumulada entre a 01:00 de sexta-feira, 6, e as 21:00 de terça-feira, 10 de novembro, que poderá superar os 100 mm no litoral Norte e Centro. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored.</figcaption></figure><p><strong>Entre a 01:00 de sexta e as 21:00 de terça, o acumulado de precipitação poderá superar os 100 mm no litoral Norte e Centro, destacando-se a possibilidade de 125 mm previstos para a região de Aveiro, 120 mm no Porto</strong>, e ficar perto desse valor na zonas de Braga e Covilhã, por oposição a Faro, onde se prevê um valor substancialmente inferior, a rondar os 40 mm.</p><h2>Incertezas da previsão meteorológica</h2><p><strong>O comunicado do IPMA fala em chuva persistente, por vezes forte, com ondulações frontais sucessivas até dia 13</strong>. Prevê acumulados superiores a 200 mm nas zonas montanhosas até essa data e rajadas até 70 km/h no litoral oeste e nas terras altas. São valores de um período mais longo do que o dos mapas do ECMWF analisados aqui.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="796788" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-geografo-entre-domingo-e-terca-feira-preve-se-uma-invasao-de-ar-humido-e-ameno-das-caraibas.html" title="Alfredo Graça, geógrafo: “entre domingo e terça-feira prevê-se uma invasão de ar húmido e ameno das Caraíbas”">Alfredo Graça, geógrafo: “entre domingo e terça-feira prevê-se uma invasão de ar húmido e ameno das Caraíbas”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-geografo-entre-domingo-e-terca-feira-preve-se-uma-invasao-de-ar-humido-e-ameno-das-caraibas.html" title="Alfredo Graça, geógrafo: “entre domingo e terça-feira prevê-se uma invasão de ar húmido e ameno das Caraíbas”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-geografo-entre-domingo-e-terca-feira-preve-se-uma-invasao-de-ar-humido-e-ameno-das-caraibas-1793881591380_320.png" alt="Alfredo Graça, geógrafo: “entre domingo e terça-feira prevê-se uma invasão de ar húmido e ameno das Caraíbas”"></a></article></aside><p>Com estes acumulados, as zonas mais expostas do Norte e Centro poderão ter chuva forte e persistente, e o mar estará muito agitado no litoral oeste. Os valores são de um modelo e vão ser ajustados nas próximas atualizações, sobretudo para terça-feira, o dia mais distante e, por isso, com maior incerteza. Convém acompanhar as previsões e os avisos oficiais.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ja-se-formou-a-depressao-mais-invulgar-do-outono-2026-previsao-de-pedro-carneiro-para-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Pedro Carneiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Finlândia oferece viagens com tudo pago a solteiros]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/finlandia-oferece-viagens-com-tudo-pago-a-solteiros.html</link><pubDate>Fri, 06 Nov 2026 09:37:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>O país mais feliz do mundo procura 16 solteiros para uma viagem de quatro dias, com despesas pagas, experiências gastronómicas e jantares às cegas. Saiba como concorrer.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/finlandia-oferece-viagens-com-tudo-pago-a-solteiros-1793739672473.jpg" data-image="bie041ogrm2v" alt="Finlândia" title="Finlândia"><figcaption>Quer ser um dos sortudos? Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>Esqueça as aplicações de encontros e os primeiros cafés que acabam ao fim de meia hora. A Finlândia tem uma proposta diferente para quem está solteiro: fazer as malas, conhecer um dos países mais felizes do mundo e, pelo caminho, descobrir se há química com alguém. </p><div class="texto-destacado">Tudo isto com uma viagem paga e a gastronomia finlandesa como ponto de partida.</div><p>A iniciativa chama-se Finnish Dinner Date e é promovida pela Visit Finland, a organização responsável pela promoção turística do país. E qual é o objetivo? Simples: <strong>juntar viagens, sabores locais e encontros românticos</strong>.</p><p>E quando é que tudo vai acontecer? A aventura está marcada para<strong> fevereiro de 2027</strong>, precisamente no mês em que se celebra o Dia dos Namorados. </p><p>Ao todo, serão selecionados<strong> 16 participantes de diferentes países</strong>, que terão direito a uma estadia de quatro dias com todas as despesas pagas. Além disso, o programa inclui atividades, experiências gastronómicas e, claro, um jantar às cegas com solteiros finlandeses.</p><h2>Quatro dias na Finlândia com jantares às cegas</h2><p>A experiência vai decorrer em duas cidades: <strong>Helsínquia</strong>, a capital finlandesa, e <strong>Tampere</strong>, situada na região dos Lagos. Serão selecionados oito participantes para cada destino, mas há um pequeno detalhe que acrescenta alguma expectativa à aventura: só depois de confirmarem a participação é que os vencedores saberão qual será a cidade que os recebe.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/finlandia-oferece-viagens-com-tudo-pago-a-solteiros-1793739992355.jpg" data-image="vbl8gri09bgy" alt="Tampere, finland" title="Tampere, finland"><figcaption>Tampere, Finlândia. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>O ponto alto da viagem será um<strong> jantar de grupo</strong>, no qual cada participante terá a oportunidade de conhecer dois solteiros finlandeses. E não pense que será uma refeição qualquer, daquelas em que se escolhe o prato do dia e em que se tenta encontrar assunto entre duas garfadas.</p><p>Em Helsínquia, o menu será preparado por Adele Kinnunen, chef executiva do Café Savoy, que também participou no MasterChef Profissionais. Já em Tampere, a experiência gastronómica ficará a cargo de Henry Tikkanen, responsável pelo restaurante Gösta e antigo representante da Finlândia no concurso Bocuse d’Or.</p><div class="texto-destacado">As experiências vão decorrer entre 9 e 19 de fevereiro de 2027. </div><p>Antes do jantar, os participantes terão ainda oportunidade de conhecer melhor o destino através de um programa de atividades e degustações.</p><p>A ideia é que <strong>a comida seja o ponto de partida </strong>para conhecer a cultura local e, quem sabe, descobrir uma ligação especial. Afinal, se há coisa que um bom jantar pode fazer é quebrar o gelo. </p><h2>A gastronomia finlandesa quer conquistar os visitantes</h2><p>Aliás, a campanha pretende precisamente dar também maior visibilidade à <strong>cozinha finlandesa</strong>, que continua a ser pouco conhecida por muitos viajantes. Apesar de o país ser famoso pelas paisagens naturais, pelas saunas e pela qualidade de vida, há muito mais para descobrir à mesa.</p><div class="texto-destacado">A gastronomia local é marcada pelos ingredientes sazonais e pela ligação à natureza, com destaque para o peixe, a caça, os cogumelos e os frutos silvestres. </div><p>“Consegue nomear um prato finlandês? A maioria não consegue. É por isso que estamos a oferecer aos viajantes individuais uma forma única de descobrir um dos nossos segredos mais bem guardados: <strong>a última cozinha desconhecida da Europa</strong>”, escreveu a organização.</p><p>Entre os pratos tradicionais encontram-se a sopa cremosa de salmão, o peixe frito e a morcela de Tampere, habitualmente acompanhada por compota de arandos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/finlandia-oferece-viagens-com-tudo-pago-a-solteiros-1793740198207.jpg" data-image="amj1i3v6sm8y" alt="Helsinki, Finland" title="Helsinki, Finland"><figcaption>Helsínquia, Finlândia. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>O Finnish Dinner Date tem também uma inspiração curiosa: o fenómeno finlandês “Sinkkukori”, que se tornou viral. Do que é que estamos a falar? Em alguns supermercados do país, os solteiros podem pegar num cesto de compras cor-de-rosa para sinalizar que estão disponíveis para conhecer alguém. Uma espécie de aplicação de encontros, mas com corredores de mercearia e sem necessidade de deslizar o dedo pelo ecrã. Quase como a história da Mercadona e dos ananases. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="796183" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/na-antartida-contar-pinguins-pode-valer-2-500-por-mes.html" title="Na Antártida, contar pinguins pode valer 2.500€ por mês">Na Antártida, contar pinguins pode valer 2.500€ por mês</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/na-antartida-contar-pinguins-pode-valer-2-500-por-mes.html" title="Na Antártida, contar pinguins pode valer 2.500€ por mês"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/na-antartida-contar-pinguins-pode-valer-2-500-por-mes-1793523611181_320.jpg" alt="Na Antártida, contar pinguins pode valer 2.500€ por mês"></a></article></aside><p>A Visit Finland espera, então, que<strong> os visitantes se apaixonem pela cozinha</strong>, pelo destino ou, eventualmente, por alguém sentado do outro lado da mesa. Não, sabemos que não há garantias de que a viagem termine com um novo relacionamento. Mas há pelo menos a possibilidade de regressar a casa com boas histórias e uma experiência diferente.</p><h2>Como concorrer à viagem com tudo pago</h2><p>Se está solteiro e esta proposta lhe parece melhor do que mais um encontro marcado através de uma aplicação, <strong>ainda vai a tempo de se candidatar</strong>. Mas terá de mostrar alguma criatividade, porque a organização quer perceber o que serviria num jantar romântico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/finlandia-oferece-viagens-com-tudo-pago-a-solteiros-1793740526718.jpg" data-image="guufyxc5zkky" alt="Jantar romântico" title="Jantar romântico"><figcaption>Já pensou na sua resposta? Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Para participar, terá, assim, de <strong>gravar um pequeno vídeo</strong>, em inglês, a responder à pergunta: “O que serviria num jantar romântico e porquê?”. Depois, deve publicá-lo no Instagram, TikTok ou YouTube, utilizando a<em> hashtag</em> #FinnishDinnerDate e identificando a Visit Finland.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795104" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/qual-e-a-cidade-mais-feliz-do-mundo-para-passar-ferias-a-resposta-fica-em-portugal.html" title="Qual é a cidade mais feliz do mundo para passar férias? A resposta fica em Portugal">Qual é a cidade mais feliz do mundo para passar férias? A resposta fica em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/qual-e-a-cidade-mais-feliz-do-mundo-para-passar-ferias-a-resposta-fica-em-portugal.html" title="Qual é a cidade mais feliz do mundo para passar férias? A resposta fica em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/qual-e-a-cidade-mais-feliz-do-mundo-para-passar-ferias-a-resposta-fica-em-portugal-1792949294792_320.jpg" alt="Qual é a cidade mais feliz do mundo para passar férias? A resposta fica em Portugal"></a></article></aside><p>Quem optar pelo Instagram ou TikTok terá de manter o perfil público, para que a organização consiga ver a candidatura. No YouTube, existe a possibilidade de publicar o vídeo como não listado, permitindo que apenas quem tem o link o consiga consultar.</p><p>O segundo passo é preencher o formulário disponível no <em>site</em> oficial da iniciativa e incluir a ligação para o vídeo. </p><div class="texto-destacado">As candidaturas terminam a 10 de novembro de 2026, às 11:59, hora da Finlândia. </div><p><strong>Os 16 vencedores serão anunciados a 1 de dezembro</strong>, através das páginas da Visit Finland no Instagram e TikTok.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Visit%20Finland" data-year="2026" data-title="Finnish%20Dinner%20Date%20applications" data-url="https%3A%2F%2Fwww.visitfinland.com%2Fen%2Fhave-some-finnish%2Fapply-dinner-date%2F">Visit Finland. (2026). <a href="https://www.visitfinland.com/en/have-some-finnish/apply-dinner-date/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Finnish Dinner Date applications</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/finlandia-oferece-viagens-com-tudo-pago-a-solteiros.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aquíferos no limite: a relação entre irrigação intensiva e instabilidade geológica]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/aquiferos-no-limite-a-relacao-entre-irrigacao-intensiva-e-instabilidade-geologica.html</link><pubDate>Fri, 06 Nov 2026 08:25:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O preço da água e quando a agricultura sem sustentabilidade engole a própria terra. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/aquiferos-no-limite-a-relacao-rntre-irrigacao-intensiva-e-instabilidade-geologica-1793630110139.png" data-image="kkx93m73d3vl"><figcaption>Alguns algares na Turquia são tão antigos e profundos que formaram lagos permanentes, usados historicamente como reservatórios naturais. Imagem gerada por IA.</figcaption></figure><p>O planalto central da Anatólia, na Turquia, <strong>constitui uma das regiões agrícolas mais vitais do país</strong>, destacando-se no cultivo de trigo, milho e beterraba-sacarina. Contudo, o subsolo da bacia de Konya tornou-se gravemente instável. </p><div class="texto-destacado">Fenómenos conhecidos localmente como <em>obruks,</em> algares ou dolinas de colapso de grandes dimensões, por vezes com dezenas de metros de largura e profundidade estão a engolir terrenos agrícolas e a colocar em risco vias de comunicação e aglomerados populacionais. </div><p>Embora estes abatimentos resultem de processos geológicos com milhares de anos, a sua frequência disparou nas últimas décadas. A autoridade de gestão de catástrofes turca (AFAD) já catalogou 684 destas formações nas províncias de Konya, Karaman e Aksaray, transformando um risco natural numa crise ambiental e de segurança pública premente.</p><h2>Sobre-exploração hídrica e degradação cársica</h2><p>A multiplicação destas crateras está intrinsecamente ligada às secas persistentes e, sobretudo, à intensiva captação de águas subterrâneas. Como bacia hidrográfica fechada, Konya retém água no subsolo, em zonas húmidas ou liberta-a por evapotranspiração, sem qualquer escoamento para o mar. </p><p>Com índices de precipitação historicamente baixos e fora das épocas de cultivo,<strong> o setor agrícola recorre sistematicamente à bombagem dos aquíferos para sustentar culturas exigentes</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aquiferos-no-limite-a-relacao-rntre-irrigacao-intensiva-e-instabilidade-geologica-1793630483599.png" data-image="x85b1cgkvoyr"><figcaption>Muitos agricultores relatam ouvir estrondos semelhantes a trovões subterrâneos segundos antes de o terreno ceder e abrir crateras repentinas.</figcaption></figure><p>A procura ultrapassou a capacidade natural de recarga, registando perdas anuais estimadas em 3,4 centímetros de água subterrânea. <strong>A severa seca de 2025 acentuou a extração, reduzindo a pressão hidráulica interna que sustenta os sedimentos e acelerando o processo de carstificação</strong>, no qual a água dissolve as formações calcárias e cria vastos vazios estruturais.</p><h2>Mecânica do colapso e subsidência do solo</h2><p>À medida que o nível freático desce, o suporte mecânico diminui e os materiais superficiais cedem repentinamente para o interior dos vazios cársicos. Entre 2000 e 2019, a taxa de formação de algares subiu vertiginosamente de 3 para 32 por ano, recuando para cerca de 22 após 2020.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aquiferos-no-limite-a-relacao-rntre-irrigacao-intensiva-e-instabilidade-geologica-1793630603571.png" data-image="6l7ejusmpue2"><figcaption>O abatimento do solo é invisível ao olho humano, sendo detetado apenas por radares de satélite que medem milímetros anuais. Imagem gerada por IA.</figcaption></figure><p>Esta ligeira desaceleração recente não reflete uma recuperação hidrológica, mas antes o facto de muitas das cavidades subterrâneas mais vulneráveis já terem colapsado. Paralelamente às derrocadas abruptas, a região enfrenta o fenómeno gradual de subsidência do solo. <strong>Medições de satélite indicam que os terrenos estão a afundar até 90 milímetros por ano devido à compactação dos sedimentos desidratados, provocando fissuras estruturais em edifícios e estradas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aquiferos-no-limite-a-relacao-rntre-irrigacao-intensiva-e-instabilidade-geologica-1793630651384.png" data-image="7kouyhan3lmm"><figcaption>Sistemas de rega eficientes aumentam por vezes o consumo total, pois incentivam os agricultores a expandir a área cultivada. Imagem gerada por IA.</figcaption></figure><p> Esta crise coloca o Estado turco perante um dilema económico e ecológico complexo. Políticas históricas incentivaram a maximização da produtividade agrícola em detrimento da sustentabilidade hídrica. <strong>Limitar abruptamente as captações sem apoios compensatórios pode arruinar os agricultores e desestabilizar o abastecimento alimentar nacional</strong>, ao passo que a inação ameaça esgotar definitivamente os recursos que viabilizam a agricultura regional. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="743766" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-agua-que-nao-vemos-a-recarga-dos-aquiferos-subterraneos-enfrenta-um-futuro-critico-a-nivel-global.html" title="A água que não vemos: a recarga dos aquíferos subterrâneos enfrenta um futuro crítico a nível global">A água que não vemos: a recarga dos aquíferos subterrâneos enfrenta um futuro crítico a nível global</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-agua-que-nao-vemos-a-recarga-dos-aquiferos-subterraneos-enfrenta-um-futuro-critico-a-nivel-global.html" title="A água que não vemos: a recarga dos aquíferos subterrâneos enfrenta um futuro crítico a nível global"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-agua-que-no-vemos-la-recarga-subterranea-de-los-acuiferos-enfrenta-un-futuro-critico-a-nivel-global-1765441898696_320.jpg" alt="A água que não vemos: a recarga dos aquíferos subterrâneos enfrenta um futuro crítico a nível global"></a></article></aside><p><strong>A simples modernização dos sistemas de rega revela-se insuficiente se a poupança for usada para expandir a área cultivada.</strong> Torna-se imperativo implementar uma monitorização rigorosa dos níveis freáticos, fixar quotas de extração legais alinhadas com a disponibilidade real de água e aplicar planos de ordenamento baseados na deteção de riscos geológicos, encarando os aquíferos como bens finitos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Nima%20Shokri" data-year="2026" data-title="Massive%20sinkholes%20open%20up%20across%20Turkey%20as%20it%20struggles%20with%20drought%20and%20climate%20change" data-url="https%3A%2F%2Ftheconversation.com%2Fmassive-sinkholes-open-up-across-turkey-as-it-struggles-with-drought-and-climate-change-295123">Nima Shokri. (2026). <a href="https://theconversation.com/massive-sinkholes-open-up-across-turkey-as-it-struggles-with-drought-and-climate-change-295123" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Massive sinkholes open up across Turkey as it struggles with drought and climate change</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/aquiferos-no-limite-a-relacao-entre-irrigacao-intensiva-e-instabilidade-geologica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma onda recorde de 16,6 metros no Mediterrâneo: estudo na Nature reconstrói a força do ciclone Harry]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/uma-onda-recorde-de-16-6-metros-no-mediterraneo-estudo-na-nature-reconstroi-a-forca-do-ciclone-harry.html</link><pubDate>Fri, 06 Nov 2026 06:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O ciclone Harry, que atingiu o Mediterrâneo central entre 19 e 22 de janeiro de 2026, figura como um dos eventos meteorológicos e marinhos mais intensos já observados na região. Estudo na Nature revela os fatores que amplificam o risco costeiro.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/onde-record-nel-mediterraneo-uno-studio-svela-i-fattori-che-amplificano-il-rischio-costiero-1793709233823.jpeg" data-image="8fdexkts1iit" alt="ciclone Harry" title="ciclone Harry"><figcaption>Uma onda de 16,6 metros de altura — a maior já registada no Mar Mediterrâneo —, aliada a condições marinhas extremas e sinais detetáveis até mesmo por redes sísmicas: tudo isso foi causado pelo ciclone Harry.</figcaption></figure><p>Com uma<strong> onda de 16,6 metros</strong>, galgamentos costeiros excecionais e sinais detetados até mesmo por redes sísmicas, o <strong>ciclone Harry</strong> — que <strong>atingiu o Mediterrâneo central</strong> entre <strong>19 e 22 de janeiro</strong> de 2026 — foi um dos eventos meteorológicos e marítimos mais intensos já observados na região. Causou <strong>danos graves ao longo das costas da Sicília, Sardenha, Calábria e Malta</strong>. Os violentos galgamentos costeiros provocaram inundações, erosão das praias e prejuízos nas infraestruturas costeiras.</p><p>Agora, <strong>um novo estudo reconstrói a dinâmica desse evento</strong>, explicando porque é que, apesar de condições marítimas semelhantes, algumas áreas costeiras sofreram consequências muito mais graves do que outras.</p><p>A investigação, intitulada “<em>Unprecedented storm impact in the Mediterranean revealed by models and seismic noise during Cyclone Harry</em>”, foi publicada na <em>Communications Earth & Environment </em>(um segmento do portefólio da <em>Nature</em>) e coordenada por Giovanni Scicchitano, da Universidade de Bari Aldo Moro, e Andrea Cannata, da Universidade de Catânia.</p><p>A principal descoberta diz respeito ao <strong>papel da morfologia da costa e do leito marinho</strong>, fatores que podem amplificar os efeitos dos galgamentos costeiros e facilitar a penetração da água em direção ao interior.</p><h2>A onda de 16,6 metros registada no Estreito da Sicília</h2><p>Para reconstruir o evento, os investigadores integraram dados de satélite, observações provenientes de boias e marégrafos, levantamentos topográficos e batimétricos, inspeções no local e simulações numéricas de alta resolução.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Entre as descobertas mais significativas, destaca-se uma onda de 16,6 metros registada por uma boia da Rede Nacional de Medição de Ondas do ISPRA, no Estreito da Sicília — entre Portopalo di Capo Passero e Malta —, sendo a mais alta já medida no Mediterrâneo, segundo o estudo. Simulações também indicaram alturas de onda superiores a 10 metros no Mar Jónico.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Entre as descobertas mais significativas, destaca-se uma <strong>onda de 16,6 metros</strong> registada por uma boia da Rede Nacional de Medição de Ondas do ISPRA,<strong> no Estreito da Sicília </strong>— entre Portopalo di Capo Passero e Malta —, sendo<strong> a mais alta já medida no Mediterrâneo</strong>, segundo o estudo. Simulações também indicaram alturas de onda superiores a 10 metros no Mar Jónico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/onde-record-nel-mediterraneo-uno-studio-svela-i-fattori-che-amplificano-il-rischio-costiero-1793709129675.jpg" data-image="rlf0f5sh1abh"><figcaption>As consequências da histórica maré de tempestade provocada pelo ciclone Harry na região de Ognina (Siracusa, sudeste da Sicília). Blocos de grande porte foram empurrados pelas ondas até à própria estrada.</figcaption></figure><p>A análise permitiu reconstruir os processos que transformaram uma configuração atmosférica excecional em inundações costeiras, erosão e danos nas infraestruturas.</p><h2>A força do mar detetada por redes sísmicas</h2><p>A natureza excecional do ciclone também se manifesta nos <strong>dados sismológicos</strong>. À medida que a energia das ondas do mar era transferida para o solo, provocava um aumento acentuado no ruído microssísmico — isto é, vibrações geradas pela interação entre o mar e a Terra sólida.</p><p>Ao analisar dados de 55 estações sísmicas distribuídas pelo Mediterrâneo, os investigadores identificaram <strong>v</strong><strong>alores sem precedentes em muitos dos conjuntos de dados históricos referentes à região Jónica</strong>.</p><p>"Nesse contexto, os microssismos servem como uma ferramenta que complementa os sistemas tradicionais de monitorização das condições do mar; são úteis tanto para o rastreamento de galgamentos costeiros em tempo real como para reexaminar — através de séries históricas de dados — como os eventos extremos que presenciamos hoje se comparam aos do passado", explica Alfio Marco Borzì, investigador do Departamento de Ciências Biológicas, Geológicas e Ambientais da Universidade de Catânia.</p><h2>Porque é que algumas costas são mais vulneráveis</h2><p>Simulações realizadas em 19 locais costeiros na Sicília, Sardenha, Calábria e Malta demonstraram o papel significativo desempenhado pelas <strong>características do terreno local</strong>.</p><p><strong>Canhões submarinos, canais antigos, depressões situadas atrás de dunas e planícies aluviais podem facilitar a penetração da água do mar </strong>em direção ao interior e a sua acumulação. Durante o ciclone Harry, em alguns locais, as inundações avançaram mais de 500 metros a partir da linha da costa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772968" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-passado-secreto-do-eufrates-o-rio-que-nasceu-de-duas-correntes-que-desaguavam-num-mar-mediterraneo-desertico.html" title="O passado secreto do Eufrates: o rio que nasceu de duas correntes que desaguavam num mar Mediterrâneo desértico">O passado secreto do Eufrates: o rio que nasceu de duas correntes que desaguavam num mar Mediterrâneo desértico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-passado-secreto-do-eufrates-o-rio-que-nasceu-de-duas-correntes-que-desaguavam-num-mar-mediterraneo-desertico.html" title="O passado secreto do Eufrates: o rio que nasceu de duas correntes que desaguavam num mar Mediterrâneo desértico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-passado-secreto-do-eufrates-o-rio-que-nasceu-de-duas-correntes-que-desaguavam-num-mar-mediterraneo-desertico-1780994547654_320.png" alt="O passado secreto do Eufrates: o rio que nasceu de duas correntes que desaguavam num mar Mediterrâneo desértico"></a></article></aside><p>"O estudo mostra que a vulnerabilidade costeira depende não apenas da intensidade de uma maré de tempestade, mas também de <strong>fatores locais — 'amplificadores' </strong>— que podem ser identificados antes da ocorrência de um evento, através da integração de levantamentos de alta resolução, modelação e monitorização", explica Giovanni Scardino, investigador do INGV (Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia), secção de<em> Roma 2</em>. "Compreender estes fatores ajuda a orientar decisões de planeamento urbano, a definição de locais para infraestruturas e estratégias de adaptação", disse.</p><h2>Da investigação aos sistemas de alerta</h2><p>O estudo foi realizado como parte do <strong>WAVEGUARD </strong>— um projeto financiado pelo Programa Interreg Itália-Malta e coordenado pela Universidade de Catânia —, que visa melhorar a monitorização e a mitigação de riscos meteorológicos e marítimos no Estreito da Sicília. Investigadores do INGV, do CNR, das universidades de Palermo e de Malta, do ISPRA, da Universidade Estadual do Colorado e do Observatório Real da Bélgica contribuíram para o trabalho.</p><p>Os resultados também estão disponíveis através do <strong>ARCHIMEDE</strong>, uma plataforma Web-GIS que recolhe e partilha dados sobre ciclones no Mediterrâneo; que servirão, ainda, de base para o desenvolvimento de protótipos de sistemas de alerta precoce previstos pelo projeto.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Scardino%2C%20G.%2C%20Borz%C3%AC%2C%20A.M.%2C%20Alberti%2C%20T.%20et%20al." data-year="2026" data-title="Unprecedented%20storm%20impact%20in%20the%20Mediterranean%20revealed%20by%20models%20and%20seismic%20noise%20during%20Cyclone%20Harry.%20Commun%20Earth%20Environ%20(2026)." data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1038%2Fs43247-026-04187-3">Scardino, G., Borzì, A.M., Alberti, T. et al.. (2026). <a href="https://doi.org/10.1038/s43247-026-04187-3" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Unprecedented storm impact in the Mediterranean revealed by models and seismic noise during Cyclone Harry. Commun Earth Environ (2026).</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/uma-onda-recorde-de-16-6-metros-no-mediterraneo-estudo-na-nature-reconstroi-a-forca-do-ciclone-harry.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quem ignora a ciência renuncia ao progresso: a lição de Lockyer e o nascimento da revista Nature]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quem-ignora-a-ciencia-renuncia-ao-progresso-a-licao-de-lockyer-e-o-nascimento-da-revista-nature.html</link><pubDate>Thu, 05 Nov 2026 18:17:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A 4 de novembro de 1869 nasceu a Nature, destinada a tornar-se uma das revistas científicas mais prestigiadas do mundo. Após quase 160 anos de sucesso, a publicação continua a evoluir com novos desafios e novos projetos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/chi-trascura-la-scienza-rinuncia-al-progresso-la-lezione-di-lockyer-e-la-nascita-della-rivista-nature-1793804488714.jpg" data-image="h77xbvl74wv2" alt="Nature" title="Nature"><figcaption>A capa do primeiro número, que nunca chegou a ser publicado, da revista Nature.</figcaption></figure><p>Novembro é o mês em que <strong>uma das revistas científicas mais prestigiadas e antigas do mundo</strong> celebra o seu aniversário.</p><div class="texto-destacado">A revista Nature foi fundada a 4 de novembro de 1869 e, ao longo dos anos, tem dado um contributo extraordinário para a divulgação científica.</div><p>Apreciada tanto pelos académicos, que consideram a publicação nas suas páginas um objetivo cobiçado, como por aqueles que simplesmente se interessam pelo tema, a Nature é uma publicação criada precisamente para <strong>unir a comunidade científica e aproximar as pessoas do conhecimento</strong>.</p><h2> Como surgiu a revista Nature </h2><p>A ideia de fundar uma revista de divulgação científica, que fosse também uma publicação de referência, surgiu da iniciativa de <strong>quatro homens determinados a vencer um desafio que outros já tinham perdido</strong>.</p><div class="texto-destacado">Tudo começou com um encontro fortuito entre <strong>Alexander Macmillan</strong>, um editor de Cambridge que também organizava encontros para debater sobre arte, literatura e ciência, e o astrónomo <strong>J. Norman Lockyer</strong>, que já era editor de outra revista com pouco sucesso.</div><p>Na altura do seu primeiro encontro, Lockyer ainda era um amador, mas com o passar dos anos tornou-se um cientista de renome, em grande parte graças à <strong>descoberta do hélio</strong> através da análise da <strong>luz solar</strong>. Foi ideia sua lançar uma nova revista que explicasse as novas descobertas aos leitores, ao mesmo tempo que destacasse o trabalho dos cientistas da sua própria comunidade.</p><p>Em breve, juntaram-se à dupla o botânico <strong>Alfred W. Bennett e Thomas Huxley</strong>, um grande defensor das teorias de Darwin e avô de <strong>Aldous Huxley</strong>, o escritor que, algumas décadas mais tarde, publicaria o famoso romance <em>Admirável Mundo Novo</em>.</p><h2> Os pontos-chave de uma história com séculos de existência </h2><p>Nos seus quase 160 anos de atividade, houve muitos momentos importantes que conduziram a revista à sua <strong>fama atual</strong>.</p><p>Em 1896, por exemplo, a revista Nature começou a adotar uma abordagem mais internacional, <strong>traduzindo rapidamente para inglês a investigação de Wilhelm Röntgen sobre os raios X</strong>. O próprio Röntgen escreveu um dos dois artigos publicados na edição de 23 de janeiro desse mesmo ano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chi-trascura-la-scienza-rinuncia-al-progresso-la-lezione-di-lockyer-e-la-nascita-della-rivista-nature-1793804605111.jpg" data-image="0ah3yaks1ml6" alt="Revista Nature" title="Revista Nature"><figcaption>Uma das primeiras radiografias realizadas por Wilhelm Röntgen, o primeiro vencedor do Prémio Nobel da Física da história.</figcaption></figure><p>Na década de 1920, sob a direção editorial de Richard Gregory, a revista *Nature* começou a adquirir uma imagem moderna, com uma cobertura exaustiva e espaço dedicado a outros temas, como a política e a sociedade. Quase na mesma altura, a 17 de fevereiro de 1921, foi publicado o primeiro<strong> número especial</strong>, dedicado quase na totalidade a <strong>Einstein e à teoria da relatividade</strong>.</p><p>Algumas décadas mais tarde, na década de 1960, foi introduzido um sistema <strong>de revisão por pares </strong>mais rigoroso, semelhante ao atual. O objetivo era permitir uma avaliação mais minuciosa dos artigos submetidos e, assim, tornar a Nature uma fonte de notícias cada vez mais<strong> fiável e autorizada</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784166" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/qual-e-o-limite-maximo-para-a-previsao-do-tempo-a-ciencia-revela-o-numero-exato-de-dias.html" title="Qual é o limite máximo para a previsão do tempo? A ciência revela o número exato de dias">Qual é o limite máximo para a previsão do tempo? A ciência revela o número exato de dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/qual-e-o-limite-maximo-para-a-previsao-do-tempo-a-ciencia-revela-o-numero-exato-de-dias.html" title="Qual é o limite máximo para a previsão do tempo? A ciência revela o número exato de dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cual-es-el-limite-maximo-de-la-prediccion-del-tiempo-la-ciencia-revela-el-numero-exacto-de-dias-1786964305035_320.jpg" alt="Qual é o limite máximo para a previsão do tempo? A ciência revela o número exato de dias"></a></article></aside><p>A partir da década de 1980, a Nature tornou-se uma<strong> rede internacional</strong> e começaram a surgir várias revistas temáticas, formando uma espécie de grande família editorial. A primeira foi a<strong> Nature Biotechnology</strong>, à qual se juntaram posteriormente a <em>Nature Geoscience, a Nature Medicine, a Nature Physics</em> e assim por diante.</p><p>Atualmente, o grupo conta com<strong> sessenta e cinco revistas temáticas</strong>, para além da publicação original. As últimas adições, por ordem cronológica, são a <em>Nature Health e a Nature Sensors</em>, ambas lançadas em janeiro de 2026. </p><h2>Os projetos futuros da Nature</h2><p>Atualmente, a rede da Nature é extensa e complexa, mas não perdeu nada da sua ambição original. Com novos desafios em<strong> áreas emergentes</strong> e um impulso cada vez maior no sentido da <strong>interdisciplinaridade</strong>, não faltam, sem dúvida, planos para o futuro.</p><div class="texto-destacado">A <strong>divulgação do conhecimento científico</strong> continua a ser uma das missões mais importantes da Nature, tal como foi concebida por J. Norman Lockyer e pelos restantes fundadores.</div><p>Neste sentido, um dos desafios mais importantes para o futuro imediato é <strong>garantir que a revista seja economicamente sustentável</strong>, ao mesmo tempo que se facilita o acesso dos leitores ao seu conteúdo através de novas soluções que vão além do sistema tradicional de assinatura.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Nadia%20Chiaramoni" data-year="2026" data-title="As%C3%AD%20naci%C3%B3%20Nature%2C%20la%20revista%20que%20cuenta%20ciencia%20hace%20m%C3%A1s%20de%20un%20siglo" data-url="https%3A%2F%2Fagencia.unq.edu.ar%2F%3Fp%3D39111">Nadia Chiaramoni. (2026). <a href="https://agencia.unq.edu.ar/?p=39111" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Así nació Nature, la revista que cuenta ciencia hace más de un siglo</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quem-ignora-a-ciencia-renuncia-ao-progresso-a-licao-de-lockyer-e-o-nascimento-da-revista-nature.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[7 plantas de interior que se dão bem em vasos pequenos e como saber quando precisam de ser transplantadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/7-plantas-de-interior-que-se-dao-bem-em-vasos-pequenos-e-como-saber-quando-precisam-de-ser-transplantadas.html</link><pubDate>Thu, 05 Nov 2026 17:05:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Nem todas as plantas precisam de vasos grandes para crescerem saudáveis. Algumas toleram muito bem ter as raízes apertadas e podem permanecer anos no mesmo vaso. Que espécies escolher e que sinais indicam que está na hora de uma mudança.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-plantas-de-interior-que-son-felices-en-macetas-pequenas-y-como-saber-cuando-necesitan-un-trasplante-1793787329038.jpg" data-image="1w80e6imjgm7" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Algumas espécies crescem bem com as raízes contidas e requerem poucas mudanças de vaso.</figcaption></figure><p>Uma planta cresce e logo pensamos que precisa de um vaso maior. E, embora isto seja verdade para muitas espécies, não se aplica a todas. Algumas <strong>até preferem ter as raízes um pouco apertadas</strong> e podem passar muito tempo no mesmo vaso sem problemas.</p><p>Isto tem muito a ver com a água. Quando uma planta ocupa um vaso demasiado grande para o seu sistema radicular, <strong>fica muito substrato por explorar, que demora mais tempo a secar</strong>. Essa humidade prolongada pode favorecer o apodrecimento das raízes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-plantas-de-interior-que-son-felices-en-macetas-pequenas-y-como-saber-cuando-necesitan-un-trasplante-1793793466039.jpg" data-image="r6i8uet8dql8" alt="planta" title="planta"><figcaption>Antes de um transplante, é necessário avaliar o estado geral da planta e a rapidez com que o solo seca.</figcaption></figure><p>Por isso, escolher um vaso adequado ao tamanho da planta é tão importante como encontrar-lhe um bom local. <strong>Estas sete espécies são boas opções</strong> para quem quer desfrutar de plantas de interior sem ter de as transplantar constantemente.</p><h2>1. Laço-de-amor </h2><p>É uma das plantas de interior mais conhecidas e fáceis de cuidar. Além disso, <strong>produz pequenos rebentos que pendem de caules longos</strong>, o que permite multiplicá-la facilmente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-plantas-de-interior-que-son-felices-en-macetas-pequenas-y-como-saber-cuando-necesitan-un-trasplante-1793787519768.jpg" data-image="o0ex7cgbfb8e" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>A fita ou laço do amor produz caules longos com pequenos rebentos que podem ser separados e utilizados para obter novas plantas.</figcaption></figure><p><strong>Tolera bem ter as raízes um pouco apertadas e não precisa de um vaso enorme</strong>. É aconselhável transplantá-la quando as raízes ocupam praticamente todo o vaso, a planta perde vigor ou o substrato seca demasiado depressa.</p><h2>2. Violeta africana</h2><p>As suas pequenas flores dão um toque de cor durante grande parte do ano. <strong>É uma planta compacta</strong> que não precisa de muito espaço para desenvolver as suas raízes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-plantas-de-interior-que-son-felices-en-macetas-pequenas-y-como-saber-cuando-necesitan-un-trasplante-1793787604341.jpg" data-image="1b13y2ojicdz" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>É uma planta compacta que pode florescer durante grande parte do ano. Cresce bem em vasos pequenos, com luz abundante e indireta.</figcaption></figure><p><strong>Pode crescer e florescer bem em vasos relativamente pequenos</strong>. Necessita de luz abundante, mas indireta, e de um substrato arejado que retenha alguma humidade sem ficar encharcado. Embora tolere o espaço reduzido, é aconselhável renovar o substrato periodicamente e verificar se a planta mantém um crescimento saudável.</p><h2>3. Árvore de jade</h2><p>Esta suculenta de folhas carnudas e brilhantes é uma das favoritas para cultivar em espaços interiores luminosos. <strong>Tem um crescimento lento e armazena água nas suas folhas</strong> e caules, pelo que não necessita de regas frequentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-plantas-de-interior-que-son-felices-en-macetas-pequenas-y-como-saber-cuando-necesitan-un-trasplante-1793787684349.jpg" data-image="ioy30482s3o2" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>A árvore de jade tem um crescimento lento. Armazena água nas suas folhas carnudas. Necessita de boa drenagem e não tolera o excesso de humidade nas raízes.</figcaption></figure><p><strong>Adapta-se bem a vasos relativamente pequenos e prefere um substrato </strong>com excelente drenagem. Um vaso demasiado grande pode reter humidade durante mais tempo e aumentar o risco de apodrecimento. O melhor é deixar a terra secar bem antes de voltar a regar e mudar o vaso quando as raízes realmente precisarem.</p><h2>4. Flor de cera</h2><p>A flor de cera <strong>é uma planta trepadeira ou pendente com flores agrupadas</strong> em pequenas esferas. Os seus pétalos têm uma textura cerosa muito particular.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-plantas-de-interior-que-son-felices-en-macetas-pequenas-y-como-saber-cuando-necesitan-un-trasplante-1793792594654.jpg" data-image="35w9mxbniyza" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Destaca-se pelas suas flores agrupadas e de textura cerosa. Pode florescer melhor quando as suas raízes ocupam boa parte do vaso.</figcaption></figure><p>Algumas plantas da família das Hoyas florescem quando as raízes ocupam boa parte do vaso. Por isso, <strong>transferi-las para um recipiente muito maior não costuma ser aconselhável</strong>. Necessitam de boa luminosidade, um substrato arejado e rega moderada. A floração depende também da maturidade da planta e das condições de luz.</p><h2>5. Língua-da-sogra </h2><p>Resistente, de crescimento lento e com folhas rígidas e esculturais,<strong> é uma das plantas mais procuradas </strong>para decorar interiores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-plantas-de-interior-que-son-felices-en-macetas-pequenas-y-como-saber-cuando-necesitan-un-trasplante-1793787852541.jpg" data-image="7bbpom5pntty" alt="Plantas" title="Plantas"><figcaption>É resistente, precisa de pouca rega e pode permanecer bastante tempo no mesmo vaso.</figcaption></figure><p>As suas raízes e rizomas <strong>desenvolvem-se bem em vasos apertados</strong>. Além disso, o excesso de substrato húmido pode prejudicá-la, uma vez que é sensível ao apodrecimento radicular. Não necessita de mudanças frequentes de vaso, mas é preciso estar atento caso os rizomas deformem ou partam o vas</p><h2>6. Cacto de Natal</h2><p>Ao contrário dos cactos do deserto, esta espécie é originária de<strong> ambientes tropicais húmidos</strong> e cresce em árvores ou rochas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-plantas-de-interior-que-son-felices-en-macetas-pequenas-y-como-saber-cuando-necesitan-un-trasplante-1793788324221.jpg" data-image="wkelgm4i8b51" alt="PLantas" title="PLantas"><figcaption>Ao contrário dos cactos do deserto, necessita de um substrato arejado e de alguma humidade.</figcaption></figure><p><strong>Adapta-se bem a vasos relativamente pequenos e não necessita de muito espaço</strong> para as suas raízes. Os transplantes demasiado frequentes podem alterar o seu desenvolvimento e não favorecem necessariamente a floração.</p><p>É aconselhável utilizar um substrato arejado, <strong>com boa drenagem, e evitar tanto o encharcamento</strong> como a desidratação prolongada. Necessita de luz indireta e temperaturas moderadas para se desenvolver bem.</p><h2>7. Kalanchoe</h2><p>O seu tamanho compacto e o seu crescimento relativamente lento <strong>tornam-na uma excelente alternativa para mesas, prateleiras</strong> e parapeitos de janela.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-plantas-de-interior-que-son-felices-en-macetas-pequenas-y-como-saber-cuando-necesitan-un-trasplante-1793788019434.jpg" data-image="t54ugbu1j8q2" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Destaca-se pelos seus ramos de flores de várias cores. Necessita de boa luz e de um substrato com excelente drenagem.</figcaption></figure><p><strong>Prefere um substrato que permita eliminar rapidamente o excesso de água</strong>. Não necessita de transplantes frequentes: pode-se esperar até ao fim da floração para verificar se é necessário um vaso um pouco maior. Também necessita de boa luz para manter a sua forma compacta e favorecer o surgimento de novas flores.</p><h2>Como saber quando precisam de um vaso maior</h2><p>O facto de estas plantas tolerarem raízes apertadas<strong> não significa que possam viver eternamente no mesmo vaso</strong>. Alguns sinais ajudam a reconhecer quando chegou a altura de transplantar: </p><ul><li>Raízes que ficam compactadas dentro do vaso ou que saem pelos orifícios de drenagem.</li><li>Quando a água da rega atravessa o vaso demasiado depressa.</li><li>Quando o solo seca muito mais cedo do que o habitual.</li></ul><p>A recomendação é<strong> escolher um vaso apenas um pouco maior do que o anterior</strong>, sempre com orifícios de drenagem. Um aumento excessivo de tamanho pode ser contraproducente: mais terra não significa necessariamente mais crescimento.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="796213" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/10-plantas-e-flores-secas-perfeitas-para-decorar-a-casa-no-outono.html" title="10 plantas e flores secas perfeitas para decorar a casa no outono">10 plantas e flores secas perfeitas para decorar a casa no outono</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/10-plantas-e-flores-secas-perfeitas-para-decorar-a-casa-no-outono.html" title="10 plantas e flores secas perfeitas para decorar a casa no outono"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/10-piante-e-fiori-essiccati-perfetti-per-decorare-casa-in-autunno-1792965594900_320.jpeg" alt="10 plantas e flores secas perfeitas para decorar a casa no outono"></a></article></aside><p>O segredo está em respeitar <strong>as necessidades de cada espécie</strong>. Por vezes, a melhor forma de ajudar uma planta a crescer é evitar dar-lhe um espaço de que ela ainda não necessita.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/7-plantas-de-interior-que-se-dao-bem-em-vasos-pequenos-e-como-saber-quando-precisam-de-ser-transplantadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Previsão: cumprir-se-á este ano em Portugal o antigo provérbio relacionado com o Dia de São Martinho, 11 de novembro?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-cumprir-se-a-este-ano-em-portugal-o-antigo-proverbio-relacionado-com-o-dia-de-sao-martinho-11-de-novembro.html</link><pubDate>Thu, 05 Nov 2026 16:15:43 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O que é, afinal, o Verão de São Martinho? Haverá algum fundamento meteorológico e climático para este famoso e antigo ditado popular? Saiba quem foi São Martinho e o que se prevê para novembro 2026!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-este-ano-cumprir-se-a-em-portugal-o-antigo-proverbio-relacionado-com-o-dia-de-sao-martinho-11-de-novembro-1793894414189.jpg" data-image="y8t1c5uingc5"><figcaption>Será que o antigo provérbio popular do verão de São Martinho irá cumprir-se em Portugal em novembro 2026?</figcaption></figure><p>Em Portugal existem <strong>pelo menos dois ditados populares alusivos ao período novembrino e outonal, conhecido como Verão de São Martinho</strong>, e famoso pelas suas características meteorológicas, dado que fazem recordar aos portugueses uma espécie de pequeno veranico tardio.</p><div class="texto-destacado">O mais conhecido é <em><strong>“O Verão de São Martinho são três dias e mais um bocadinho”</strong>.</em> O outro é uma variante tradicional que divide a festa e os dias associados ao santo em três momentos:<em> <strong>“São Martinho, bispo; São Martinho, papa; São Martinho, rapa”</strong>, dizendo respeito, </em>respetivamente, à véspera, ao dia 11 e ao dia seguinte, 12 de novembro.</div><p><strong>No nosso país o Dia de São Martinho é celebrado anualmente a 11 de novembro</strong>. A origem desta estória prende-se com uma junção da sabedoria popular e da lenda, segundo as quais o sol e o tempo ameno que aparecem por volta desta altura do ano como uma <strong>breve pausa no frio do outono</strong>, fazem recordar a lenda em que o sol brilhou para aquecer o santo que rasgou a capa, num ato de altruísmo, para abrigar um mendigo do frio.</p><h2>Quem foi São Martinho?</h2><p>Há pelos menos duas possíveis estórias que tentam figurar na origem da lenda de São Martinho.</p><p>A primeira tem a ver com o que aconteceu no funeral de São Martinho. <strong>Reza a lenda que, no transporte do corpo de Martinho para o seu funeral, chovia torrencialmente na cidade de Tours. Subitamente, quando o corpo já estava próximo à cidade, parou de chover e o sol começou a brilhar intensamente</strong>. A brutal transição de estados de tempo terá sido tão forte que, de acordo com os peregrinos que acompanhavam o corpo, até mesmo as rosas floriram.</p><figure><a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/Category:Files_of_Wilfredor_by_Subject" target="_blank"><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-este-ano-cumprir-se-a-em-portugal-o-antigo-proverbio-relacionado-com-o-dia-de-sao-martinho-11-de-novembro-1793893591589.jpeg" data-image="gaz8z8y6texr"></a><figcaption>Embora tenha nascido numa família pagã, São Martinho foi um soldado romano e, posteriormente, quando tinha 40 anos, voltou-se para uma vida dedicada à religião, logrando alcançar a posição de bispo em Tours em 371 d.C. Pouco rigorosa e marcada por imprecisões, a sua biografia foi, no entanto, a inspiração para a lenda que atravessou tempos, fronteiras e muitíssimas gerações, dando origem ao culto que, em França, se destaca desde a Idade Média. É um dos primeiros Santos a não ser mártir da Igreja. Wikimedia Commons - Fotografado por Wilfredor; Pintura de François Guernon (1791)</figcaption></figure><p>Mas a estória mais famosa, e a que já todos escutámos alguma vez na vida, é a de quando São Martinho se deparou na estrada com um mendigo nu e cheio de frio, rasgando a sua capa a meio para lhe dar abrigo. Logo de imediato, diz a lenda, <strong>Deus recompensou o Santo com</strong> <strong>alguns dias de temperaturas quentes e agradáveis que colocaram um travão ao gélido frio de inverno</strong>.</p><h2>Há alguma explicação da climatologia e da meteorologia para o verão de São Martinho?</h2><p>De forma muito resumida: <strong>sim, há!</strong> Quando ocorre o período de transição entre o verão e o inverno (estação outonal), gera-se uma <strong>união do anticiclone subtropical do Atlântico Norte (o dos Açores), com o anticiclone da Sibéria</strong>. Ao longo deste processo, as condições meteorológicas costumam ser bastante variáveis, ao serem caracterizadas por passagens constantes da <strong>Frente Polar</strong>.</p><p>Ora, a lenda de <strong>São Martinho</strong>, indubitavelmente ligada ao tempo e ao clima, faz muita gente indagar se <strong>este evento climático</strong>, que se repete com grande frequência (quase todos os anos), tem <strong>alguma explicação científica por parte da meteorologia e da climatologia</strong>.</p><div class="texto-destacado">Normalmente, o<strong> verão de São Martinho coincide com algum momento dentro dos primeiros dez/quinze dias de novembro</strong>. Em média, ocorre um <strong>abrandamento </strong>e, até, uma inversão do fluxo zonal (de oeste) em altitude. Esta inversão resulta num enfraquecimento, ou <strong>bloqueio, da Frente Polar sobre o Sudoeste Europeu, zona geográfica onde Portugal se insere</strong>.</div><p>Com as condições acima descritas, é expectável então que o<strong> Verão de São Martinho seja caracterizado por um estado do tempo que costuma ser estável, seco e maioritariamente soalheiro</strong>, aparecendo algures no início do último mês do outono climatológico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-este-ano-cumprir-se-a-em-portugal-o-antigo-proverbio-relacionado-com-o-dia-de-sao-martinho-11-de-novembro-1793892597835.jpg" data-image="i8nqrvhlo393"><figcaption>O "Verão de São Martinho" costuma registar dias secos, soalheiros e com temperaturas amenas, que interrompem o frio outonal típico do mês de novembro.</figcaption></figure><p>Deste modo, o predomínio de dias com menos nebulosidade e menos precipitação tende a ser menor e ocorre, portanto, uma<strong> relativa melhoria do estado do tempo</strong>. O motivo pelo qual tal acontece deve-se também à influência do <strong>anticiclone</strong> que resulta em tempo estável e geralmente seco, com vento fraco.</p><h2>O que se prevê então para novembro de 2026? A resposta resumida é um “nim”!</h2><p>Não… Mas também sim! E então porquê?</p><p><strong>Neste ano de 2026 o dia 11 de novembro calha na quarta-feira da próxima semana</strong>. Tal como referido nas sucessivas previsões meteorológicas por nós lançadas ultimamente aqui na Meteored Portugal, o sol estará geralmente ausente uma vez que a configuração sinóptica que condicionará o tempo em Portugal continental <strong>irá produzir condições meteorológicas totalmente contrárias ao que é tipicamente o Verão de São Martinho</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-este-ano-cumprir-se-a-em-portugal-o-antigo-proverbio-relacionado-com-o-dia-de-sao-martinho-11-de-novembro-1793892672179.jpg" data-image="onawrv2886ft"><figcaption>Saída do modelo ECMWF para a chuva prevista às 06:00 da manhã de quarta-feira, 11 de novembro e Dia de São Martinho.</figcaption></figure><p>Deste modo, é seguro afirmarmos que <strong>o Verão de São Martinho, em 2026, de verão terá muito pouco</strong>, especialmente no que concerne ao sol. Com as várias frentes atlânticas associadas a uma depressão profunda que evoluirá de forma lenta e relativamente estacionária a oeste de Portugal continental, <strong>a nebulosidade e a precipitação estarão muito mais presentes</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="796794" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-de-9-a-15-de-novembro-chuva-acima-da-media-e-uma-depressao-atlantica-poderao-marcar-o-tempo-em-portugal.html" title="Semana de 9 a 15 de novembro: chuva acima da média e uma depressão atlântica poderão marcar o tempo em Portugal">Semana de 9 a 15 de novembro: chuva acima da média e uma depressão atlântica poderão marcar o tempo em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-de-9-a-15-de-novembro-chuva-acima-da-media-e-uma-depressao-atlantica-poderao-marcar-o-tempo-em-portugal.html" title="Semana de 9 a 15 de novembro: chuva acima da média e uma depressão atlântica poderão marcar o tempo em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-9-a-15-de-novembro-chuva-acima-da-media-e-uma-depressao-atlantica-poderao-marcar-o-tempo-em-portugal-1793883270012_320.jpg" alt="Semana de 9 a 15 de novembro: chuva acima da média e uma depressão atlântica poderão marcar o tempo em Portugal"></a></article></aside><p>Estão à vista <strong>vários episódios de precipitação persistente, e por vezes forte na terça-feira (10), quarta-feira (11) e quinta-feira (12) </strong>período que corresponde aos já referidos três dias de Verão de São Martinho. Acresce ainda que um fluxo ameno e muito húmido - rio atmosférico carregado de vapor de água - vindo das Caraíbas tornará todo este panorama ainda mais distante do que poderia potencialmente ser um pequeno veranico soalheiro e seco.</p><h2>A chuva por um lado… As temperaturas acima do normal pelo outro</h2><p>Não obstante, do ponto de vista térmico, <strong>a mesma massa de ar subtropical que tornará a chuva mais eficiente</strong> em Portugal continental, ao ser canalizada pelos ventos de Sudoeste, terá<strong> a capacidade de provocar uma subida das temperaturas nesse período</strong>, e inclusive para valores acima dos habituais para esta época do ano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-este-ano-cumprir-se-a-em-portugal-o-antigo-proverbio-relacionado-com-o-dia-de-sao-martinho-11-de-novembro-1793894129511.jpg" data-image="1w318w67s5sj"><figcaption>Na semana de 9 a 15 de novembro, período onde se inclui o famoso "verão de São Martinho", preveem-se temperaturas superiores aos valores médios de referência, estando em perspetiva anomalias térmicas positivas (+1 a +3 ºC acima do normal em Portugal continental).</figcaption></figure><p>Os mapas de referência do modelo ECMWF insistem, neste momento, no registo de <strong>anomalias térmicas positivas</strong> ao longo dos três dias de São Martinho - 10, 11 e 12 de novembro - ou seja, na ocorrência de valores de temperatura superiores à média climatológica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-este-ano-cumprir-se-a-em-portugal-o-antigo-proverbio-relacionado-com-o-dia-de-sao-martinho-11-de-novembro-1793893935965.jpg" data-image="lnr06gloxag0"><figcaption>Às 06:00 da manhã de quarta-feira, 11 de novembro e Dia de São Martinho, preveem-se temperaturas até 6 ºC acima dos valores climatológicos de referência. O panorama estará bem mais ameno nessa data do que tem estado nas madrugadas destes primeiros 4/5 dias de novembro.</figcaption></figure><p>Embora esteja previsto que os dias correspondentes ao Verão de São Martinho neste ano de 2026 sejam essencialmente caracterizados pela abundância de nebulosidade, chuva e humidade, pode-se dizer que quanto ao <strong>ambiente térmico </strong>- tanto de dia como de noite - aí sim, na variável da temperatura<strong> </strong><strong>estaríamos mais próximos do que pode ser considerado tempo ameno e temporariamente mais quente do que o normal</strong> para a época outonal.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-cumprir-se-a-este-ano-em-portugal-o-antigo-proverbio-relacionado-com-o-dia-de-sao-martinho-11-de-novembro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Semana de 9 a 15 de novembro: chuva acima da média e uma depressão atlântica poderão marcar o tempo em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-de-9-a-15-de-novembro-chuva-acima-da-media-e-uma-depressao-atlantica-poderao-marcar-o-tempo-em-portugal.html</link><pubDate>Thu, 05 Nov 2026 14:53:11 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A semana de 9 a 15 de novembro poderá trazer chuva frequente, vento forte e maior agitação marítima a Portugal. O ECMWF prevê precipitação acima da média, mas as temperaturas poderão continuar relativamente mais altas para a época do ano.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-9-a-15-de-novembro-chuva-acima-da-media-e-uma-depressao-atlantica-poderao-marcar-o-tempo-em-portugal-1793883270012.jpg" data-image="ysu4hutvavvw" alt="Chuva" title="Chuva"> <figcaption>A semana de 9 a 16 de novembro poderá ser marcada por um período particularmente chuvoso em Portugal continental. Segundo as tendências do ECMWF, a precipitação acumulada poderá superar significativamente a média climatológica, com vários dias de instabilidade e episódios de chuva por vezes intensa, associados à influência de uma depressão atlântica.</figcaption></figure><p>A segunda semana de novembro poderá ser marcada por um padrão meteorológico bastante instável em Portugal continental. Depois de um início de outono caracterizado por períodos prolongados de tempo seco e temperaturas relativamente elevadas, os modelos do Centro Europeu (ECMWF) apontam agora para uma semana<strong> potencialmente mais chuvosa do que o habitual</strong>, com a influência de uma depressão atlântica nas proximidades da Península Ibérica.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Além da precipitação, o vento e a agitação marítima poderão ganhar destaque, sobretudo no início da semana. Contudo, apesar deste cenário mais outonal, <strong>as temperaturas médias deverão permanecer acima</strong> dos valores climatológicos de novembro.</p><h2>Segunda-feira, 9 de novembro: depressão aproxima-se e vento poderá ultrapassar os 70 km/h</h2><p>A semana deverá começar ainda sob a influência de um sistema depressionário atlântico. Esta configuração irá favorecer a entrada de ar húmido e instável, com possibilidade de precipitação em várias regiões do país ao longo de segunda-feira. <strong>A chuva poderá apresentar intensidade fraca a moderada, alternando com períodos mais intensos e eventuais abertas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-9-a-15-de-novembro-chuva-acima-da-media-e-uma-depressao-atlantica-poderao-marcar-o-tempo-em-portugal-1793881748229.jpg" data-image="j20zplebhgxt" alt="Situação sinótica e chuva" title="Situação sinótica e chuva"><figcaption>Uma depressão atlântica, com pressão central próxima dos 984 hPa, poderá manter Portugal sob condições de instabilidade, favorecendo a ocorrência de chuva em várias regiões do continente.</figcaption></figure><p>O vento será outro elemento a acompanhar. Segundo os mapas do ECMWF, as rajadas poderão atingir valores entre 50 e 60 km/h em várias regiões, especialmente no litoral Norte e Centro. <strong>Pontualmente, no Norte, poderão superar os 70 km/h</strong>,<strong> </strong>sobretudo nas áreas mais expostas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-9-a-15-de-novembro-chuva-acima-da-media-e-uma-depressao-atlantica-poderao-marcar-o-tempo-em-portugal-1793881765204.jpg" data-image="cvqqbc8nhs1z" alt="Rajada de vento (km/h)" title="Rajada de vento (km/h)"><figcaption>A aproximação da depressão poderá intensificar o vento, sobretudo no litoral Norte e Centro. Em algumas zonas mais expostas do Norte, as rajadas poderão ultrapassar pontualmente os 70 km/h.</figcaption></figure><p>A aproximação da depressão poderá também contribuir para o <strong>agravamento da agitação marítima na costa ocidental</strong>, embora a intensidade deste agravamento dependa da trajetória e evolução do sistema.</p><h2>Terça e quarta-feira, a chuva poderá manter-se de norte a sul</h2><p>Na terça-feira, a circulação depressionária deverá continuar a condicionar o estado do tempo em Portugal continental. Os mapas sugerem <strong>a persistência de precipitação em grande parte do território</strong>, com possibilidade de chuva de norte a sul, embora com distribuição e intensidade variáveis.</p><p><strong> A meio da semana, o cenário previsto pelo ECMWF continua a favorecer condições de instabilidade atmosférica</strong>. O mapa sinóptico para quarta-feira, dia 11, mostra a depressão ainda nas proximidades de Portugal, com circulação favorável à ocorrência de precipitação em várias regiões do continente. A chuva poderá continuar a apresentar intensidade geralmente moderada, com episódios localmente fortes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-9-a-15-de-novembro-chuva-acima-da-media-e-uma-depressao-atlantica-poderao-marcar-o-tempo-em-portugal-1793882341162.jpg" data-image="pp4mfuj7adkl" alt="Situação sinótica" title="Situação sinótica"><figcaption>A meio da semana, a influência depressionária poderá continuar a favorecer a ocorrência de precipitação em Portugal, com períodos de chuva moderada e episódios localmente fortes.</figcaption></figure><p>Contudo, a esta distância temporal,<strong> não é possível determinar com rigor quais os acumulados horários de precipitação</strong>. Pequenas alterações na posição e trajetória do núcleo depressionário poderão modificar significativamente a distribuição da chuva.</p><h2>Uma semana potencialmente mais chuvosa do que o normal</h2><p>Para a segunda metade da semana, a incerteza aumenta, mas a tendência sub-sazonal do ECMWF continua a apresentar um sinal favorável à ocorrência de precipitação acima da média.</p><p><strong>O mapa de anomalias semanais, válido entre 9 e 16 de novembro, mostra desvios positivos de precipitação em grande parte de Portugal continental</strong>, com um sinal particularmente expressivo em algumas regiões do Norte e Centro. Este cenário sugere que a quantidade de chuva acumulada ao longo da semana poderá superar os valores climatológicos habituais para novembro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-9-a-15-de-novembro-chuva-acima-da-media-e-uma-depressao-atlantica-poderao-marcar-o-tempo-em-portugal-1793882445745.jpg" data-image="mt0p2t6b69zy" alt="Anomalia semanal da precipitação" title="Anomalia semanal da precipitação"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-783673">O ECMWF antecipa uma semana potencialmente mais chuvosa do que o habitual em Portugal continental, com anomalias positivas de precipitação particularmente expressivas em algumas regiões do Norte e interior Centro.</figcaption></figure><p>Um dos fatores que contribui ou "explica" grandes quantidades de precipitação é a presença de um <strong>rio atmosférico proveniente de latitudes subtropicais</strong>. </p><div class="texto-destacado">Este corredor em altitude que transporta humidade poderá alimentar as frentes associadas à depressão atlântica que nos irá afetar, fornecendo-lhes grandes quantidades de vapor de água e favorecendo episódios de chuva mais intensa e persistente. Além disso, por transportar ar relativamente ameno e húmido, este fenómeno <strong>poderá ajudar a explicar as temperaturas acima da média climatológica previstas para a semana</strong>. <br></div><p>Importa, no entanto, distinguir uma anomalia semanal positiva de uma previsão de chuva contínua. <strong>Poderão ocorrer períodos de menor instabilidade ou mesmo algumas abertas</strong>, sem que isso contrarie a tendência de uma semana globalmente mais chuvosa.</p><h2>Temperaturas acima da média para além de chuva acima da média</h2><p>Embora a semana possa ser marcada pela precipitação, o ECMWF prevê também anomalias positivas de temperatura em praticamente todo o território continental, geralmente entre +1 e +3 °C.<strong> Isto significa que, em média, as temperaturas poderão situar-se acima dos valores habituais para novembro, mas não implica a ocorrência de calor</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-9-a-15-de-novembro-chuva-acima-da-media-e-uma-depressao-atlantica-poderao-marcar-o-tempo-em-portugal-1793882529684.jpg" data-image="pwhsh4akw2t6" alt="Anomalia semanal da temperatura" title="Anomalia semanal da temperatura"><figcaption>Apesar da chuva e da instabilidade, as temperaturas médias poderão permanecer acima dos valores habituais para novembro. Contudo, as noites e madrugadas continuarão relativamente frias, sobretudo no interior Norte e Centro.</figcaption></figure><p>As noites e madrugadas poderão continuar relativamente frias, sobretudo no interior Norte e Centro. Ainda assim,<strong> a nebulosidade e o vento associados à instabilidade poderão limitar o arrefecimento noturno</strong>, evitando, em determinadas situações, descidas tão acentuadas das temperaturas mínimas como as registadas em noites de céu limpo e vento fraco.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="796788" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-geografo-entre-domingo-e-terca-feira-preve-se-uma-invasao-de-ar-humido-e-ameno-das-caraibas.html" title="Alfredo Graça, geógrafo: “entre domingo e terça-feira prevê-se uma invasão de ar húmido e ameno das Caraíbas”">Alfredo Graça, geógrafo: “entre domingo e terça-feira prevê-se uma invasão de ar húmido e ameno das Caraíbas”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-geografo-entre-domingo-e-terca-feira-preve-se-uma-invasao-de-ar-humido-e-ameno-das-caraibas.html" title="Alfredo Graça, geógrafo: “entre domingo e terça-feira prevê-se uma invasão de ar húmido e ameno das Caraíbas”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-geografo-entre-domingo-e-terca-feira-preve-se-uma-invasao-de-ar-humido-e-ameno-das-caraibas-1793881591380_320.png" alt="Alfredo Graça, geógrafo: “entre domingo e terça-feira prevê-se uma invasão de ar húmido e ameno das Caraíbas”"></a></article></aside><p>Em suma, <strong>a semana de 9 a 15 de novembro poderá trazer um ambiente tipicamente outonal, com chuva frequente, vento e maior agitação marítima, mas temperaturas médias relativamente amenas</strong>. A intensidade e distribuição da precipitação, sobretudo na segunda metade da semana, deverão ser confirmadas nas próximas atualizações do ECMWF.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-de-9-a-15-de-novembro-chuva-acima-da-media-e-uma-depressao-atlantica-poderao-marcar-o-tempo-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[App da Proteção Civil do Montijo ensina famílias a agir nas primeiras 72 horas de uma emergência]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/app-da-protecao-civil-do-montijo-ensina-familias-a-agir-nas-primeiras-72-horas-de-uma-emergencia.html</link><pubDate>Thu, 05 Nov 2026 13:15:51 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Nova ferramenta gratuita ajuda a preparar planos familiares, organizar kits de emergência e responder a situações como sismos, apagões ou incêndios.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/app-da-protecao-civil-do-montijo-ensina-familias-a-agir-nas-primeiras-72-horas-de-uma-emergencia-1793881106902.jpg" data-image="c4zu0zjblpba" alt="Kit de sobrevivência" title="Kit de sobrevivência"><figcaption>A aplicação desenvolvida pela Proteção Civil do Montijo orienta as famílias na preparação de kits de emergência para as primeiras 72 horas de uma crise. Foto: Adobe Stock</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Um sismo, um <strong>apagão</strong> prolongado, um <strong>incêndio</strong> urbano ou <strong>uma falha no abastecimento de água</strong> altera a rotina de uma família em poucos minutos. As autoridades repetem frequentemente que é preciso estar preparado antes da emergência acontecer. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O problema é que, entre saber o que fazer e transformar esse conhecimento em medidas concretas, há, muitas vezes, uma distância difícil de ultrapassar.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Foi para encurtar essa distância que a Proteção Civil do Montijo desenvolveu a aplicação <strong>K72 SMPC Montijo</strong>, uma nova ferramenta digital disponível gratuitamente para dispositivos Android e iOS. O intuito é ajudar cidadãos e famílias a organizarem-se para <strong>enfrentar as primeiras 72 horas</strong> de uma situação de crise, consideradas pelas autoridades o período mais crítico após uma emergência.</p><p>A apresentação pública da aplicação está marcada para esta quinta-feira, 5 de novembro, nos Paços do Concelho do Montijo, numa sessão que contará com a presença do secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha.</p><h2>Das recomendações à ação prática</h2><p>A preparação para emergências é um tema recorrente. Ao longo dos anos, os serviços de proteção civil têm divulgado orientações sobre reservas de água, alimentos, medicamentos ou contactos de emergência.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A diferença, segundo os promotores da iniciativa, está na forma como essa informação é apresentada e organizada.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Em vez de reunir apenas conselhos e recomendações, a aplicação foi concebida como um <strong>guia interativo</strong> que ajuda os utilizadores a traduzir a teoria em ações concretas. A proposta é levar cada pessoa a <strong>refletir sobre os riscos</strong> a que está mais exposta, definir prioridades e <strong>preparar um plano familiar</strong> capaz de responder a diferentes tipos de ocorrência.</p><p>A ferramenta foi desenvolvida por <strong>Carlos Batista</strong>, realizador de documentários e coordenador da <strong>Unidade Local de Proteção Civil do Montijo e Afonsoeiro</strong>, com acompanhamento do Serviço Municipal de Proteção Civil do Montijo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/app-da-protecao-civil-do-montijo-ensina-familias-a-agir-nas-primeiras-72-horas-de-uma-emergencia-1793881485493.jpg" data-image="uf379jyfy0bj" alt="Kit de emergência" title="Kit de emergência"><figcaption>Disponível gratuitamente, a K72 ajuda a criar planos familiares para situações como sismos, incêndios ou apagões. Ilustração: Adobe Stock</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Segundo o coordenador municipal da Proteção Civil, André Morais, o objetivo passa por ajudar os cidadãos a transformar o conhecimento em preparação concreta, incentivando-os a <strong>pensar antecipadamente</strong> em aspetos como formas de contacto entre familiares, pontos de encontro ou procedimentos a seguir em caso de emergência.</p><h2>Uma aplicação para organizar kits de emergência</h2><p>Uma das funcionalidades mais completas da K72 é a preparação de kits de sobrevivência. A aplicação permite criar <strong>listas para diferentes cenários</strong>, incluindo permanência em casa, abandono de edifícios, utilização em viaturas ou apoio a animais de companhia. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Em cada caso, os utilizadores encontram listas detalhadas de equipamentos e consumíveis, podendo assinalar os artigos já disponíveis e aqueles que ainda precisam de adquirir.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Entre os <strong>materiais recomendados</strong> encontram-se água, alimentos não perecíveis, medicamentos, lanternas, sistemas de comunicação, documentação essencial e fontes alternativas de energia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="704659" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/kit-de-emergencia-alarmismo-ou-senso-comum-inundacoes-neve-terramotos-ou-apagoes-preparacao-e-prevencao.html" title="Kit de emergência, alarmismo ou senso comum? Inundações, neve, terramotos ou apagões: preparação é prevenção">Kit de emergência, alarmismo ou senso comum? Inundações, neve, terramotos ou apagões: preparação é prevenção</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/kit-de-emergencia-alarmismo-ou-senso-comum-inundacoes-neve-terramotos-ou-apagoes-preparacao-e-prevencao.html" title="Kit de emergência, alarmismo ou senso comum? Inundações, neve, terramotos ou apagões: preparação é prevenção"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/kit-di-emergenza-allarmismo-o-buon-senso-blackout-alluvioni-nevicate-terremoti-prepararsi-e-prevenzione-1743452972519_320.jpeg" alt="Kit de emergência, alarmismo ou senso comum? Inundações, neve, terramotos ou apagões: preparação é prevenção"></a></article></aside><p>Alguns dos equipamentos sugeridos são menos conhecidos do público em geral, como <strong>filtros portáteis para tratamento de água</strong>, pastilhas de purificação, <strong>estações de energia portáteis</strong> ou sistemas de comunicação alternativos concebidos para situações em que as redes convencionais deixam de estar disponíveis.</p><p>A aplicação permite ainda manter um <strong>registo do conteúdo de cada kit</strong> e verificar os <strong>prazos de validade</strong> dos alimentos e dos medicamentos armazenados.</p><h2>Planos familiares e respostas rápidas</h2><p>A app K72 orienta ainda os utilizadores a desenvolver um <strong>plano familiar de emergência</strong>, ajudando-os a identificar <strong>contactos prioritários</strong>, <strong>locais seguros</strong> e <strong>estratégias de comunicação</strong> caso a família fique separada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/app-da-protecao-civil-do-montijo-ensina-familias-a-agir-nas-primeiras-72-horas-de-uma-emergencia-1793881791607.jpg" data-image="qfbp6oz7yvj7" alt="app K72 SMPC Montijo" title="app K72 SMPC Montijo"><figcaption>A nova ferramenta da Proteção Civil do Montijo pode ser utilizada sem internet e mantém os dados no telemóvel. Imagem: Município do Montijo</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>São igualmente fornecidas informações úteis sobre diferentes tipos de ocorrência. Em caso de emergência, é possível consultar instruções sobre como agir perante incêndios urbanos, presença de <strong>gases tóxicos</strong>, <strong>ondas de calor</strong>, <strong>vagas de frio</strong>, falhas prolongadas de eletricidade, falta de água, <strong>cheias</strong>, inundações ou sismos. A intenção é disponibilizar orientações claras num momento em que o acesso à informação fiável pode tornar-se mais difícil.</p><h2>Preparada para situações em que tudo falha</h2><p>Para garantir o funcionamento em cenários adversos, a aplicação K72 foi projetada para operar offline. Esta capacidade de<strong> funcionar</strong><strong> sem internet</strong>,<strong> </strong>desde que o dispositivo tenha bateria, responde diretamente a falhas prolongadas de energia ou interrupções nas redes de telecomunicações.</p><p>Os promotores destacam ainda que todos os dados introduzidos pelos utilizadores permanecem armazenados localmente no equipamento, sem recurso a bases de dados externas nem à partilha automática de informação.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="753316" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/instabilidade-mantem-se-em-portugal-saiba-como-preparar-o-kit-de-emergencia-recomendado-pela-gnr.html" title="Instabilidade mantém-se em Portugal: saiba como preparar o kit de emergência recomendado pela GNR">Instabilidade mantém-se em Portugal: saiba como preparar o kit de emergência recomendado pela GNR</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/instabilidade-mantem-se-em-portugal-saiba-como-preparar-o-kit-de-emergencia-recomendado-pela-gnr.html" title="Instabilidade mantém-se em Portugal: saiba como preparar o kit de emergência recomendado pela GNR"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/instabilidade-mantem-se-em-portugal-saiba-como-preparar-o-kit-de-emergencia-recomendado-pela-gnr-1770639617309_320.jpg" alt="Instabilidade mantém-se em Portugal: saiba como preparar o kit de emergência recomendado pela GNR"></a></article></aside><p>Embora criada pela Proteção Civil do Montijo, <strong>a aplicação foi concebida para ser utilizada em qualquer parte do país</strong>. A ambição dos seus responsáveis é, portanto, incentivar mais pessoas a prepararem-se antes de uma situação crítica. Porque, numa emergência, os primeiros minutos contam. E as primeiras 72 horas podem ser decisivas para a capacidade das famílias de responderem aos imprevistos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Munic%C3%ADpio%20do%20Montijo" data-year="" data-title="APP%20K72%20SMPC%20Montijo" data-url="https%3A%2F%2Fwww.mun-montijo.pt%2Fviver%2Fprotecao-civil%2Fapp-k72-smpc-montijo">Município do Montijo. <a href="https://www.mun-montijo.pt/viver/protecao-civil/app-k72-smpc-montijo" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">APP K72 SMPC Montijo</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/app-da-protecao-civil-do-montijo-ensina-familias-a-agir-nas-primeiras-72-horas-de-uma-emergencia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[IPMA emite aviso amarelo de chuva e vento para a Madeira: eis as horas mais críticas e regiões mais afetadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-emite-aviso-amarelo-de-chuva-e-vento-para-a-madeira-eis-as-horas-mais-criticas-e-regioes-mais-afetadas.html</link><pubDate>Thu, 05 Nov 2026 12:57:52 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O IPMA emitiu uma série de avisos amarelos para o arquipélago da Madeira, devido ao tempo adverso previsto, influenciado por uma frente e intensificada por um rio atmosférico. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbtvp0i"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbtvp0i.jpg" id="xbtvp0i"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A <strong>atual configuração atmosférica do Atlântico está a contribuir para a ocorrência de chuva</strong> nos arquipélagos portugueses. Tudo isto devido à presença de uma depressão a noroeste dos Açores, cuja frente, ainda que desorganizada, consegue alcançar a Madeira.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Com isto, o IPMA emitiu uma série de avisos amarelos de chuva e vento para este segundo arquipélago, em vigor nos próximos dias. No entanto, desde as 9h e até às 15h de hoje, as Regiões Montanhosas e a Costa Sul já se encontram sob <strong>aviso amarelo de precipitação, que poderá ser acompanhada de trovoada</strong>. As mesmas regiões contarão com novo aviso de chuva entre a meia-noite e as 15h de amanhã, dia 6.</p><h2>Estado do tempo deverá agravar-se no fim de semana</h2><p>Após a passagem desta frente, que será mais desorganizada e, por isso, menos impactante, espera-se que, no sábado, a<strong> chegada de um rio atmosférico desde as Caraíbas até à nossa geografia intensifique os efeitos do tempo adverso</strong>. Esta massa de humidade deverá contribuir para que uma nova frente, associada ao mesmo sistema depressionário, se torne mais expressiva e organizada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-emite-aviso-amarelo-de-chuva-e-vento-para-a-madeira-eis-as-horas-mais-criticas-e-regioes-mais-afetadas-1793880467309.jpg" data-image="1iw8gpug9102" alt="rio atmosférico" title="rio atmosférico"><figcaption>O rio atmosférico proveniente das Caraíbas irá reforçar a humidade da frente que vai impactar a Madeira no próximo sábado, dia 7.</figcaption></figure><p>Com isto, o <strong>IPMA reforçou os avisos meteorológicos para o arquipélago</strong>, onde a partir das 12h de sábado, dia 7, a Costa Sul, Costa Norte, Regiões Montanhosas e Porto Santo contarão com aviso amarelo de chuva e vento. O primeiro aviso deverá manter-se em vigor até às 3h de domingo, dia 8, enquanto o segundo deverá ser levantado logo após a meia-noite do mesmo dia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="796788" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-geografo-entre-domingo-e-terca-feira-preve-se-uma-invasao-de-ar-humido-e-ameno-das-caraibas.html" title="Alfredo Graça, geógrafo: “entre domingo e terça-feira prevê-se uma invasão de ar húmido e ameno das Caraíbas”">Alfredo Graça, geógrafo: “entre domingo e terça-feira prevê-se uma invasão de ar húmido e ameno das Caraíbas”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-geografo-entre-domingo-e-terca-feira-preve-se-uma-invasao-de-ar-humido-e-ameno-das-caraibas.html" title="Alfredo Graça, geógrafo: “entre domingo e terça-feira prevê-se uma invasão de ar húmido e ameno das Caraíbas”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-geografo-entre-domingo-e-terca-feira-preve-se-uma-invasao-de-ar-humido-e-ameno-das-caraibas-1793881591380_320.png" alt="Alfredo Graça, geógrafo: “entre domingo e terça-feira prevê-se uma invasão de ar húmido e ameno das Caraíbas”"></a></article></aside><p><strong>Todos os avisos de chuva reforçam a possibilidade de chuva, por vezes, forte, e ainda a possibilidade de ocorrência de trovoada</strong>. Já os avisos de vento, que será predominantemente de sudoeste, referem rajadas até 90 km/h em todas as regiões, à exceção das Regiões Montanhosas, cujo valor esperado poder ser de até 110 km/h, também de acordo com o mesmo instituto.</p><h3>Riscos associados</h3><p>Caso se verifique, a atual previsão poderá trazer alguns riscos em algumas zonas do arquipélago, nomeadamente<strong> risco de inundações ou deslizamentos de terra</strong>. O ECMWF indica que em cerca de 24h, os acumulados de precipitação podem alcançar os 60 mm, especialmente nas Regiões Montanhosas. Esta <strong>quantidade de chuva aliada ao vento forte previsto para a mesma área poderá incorrer em alguns perigos</strong>, pelo que aconselhamos cautela.</p><h2>Avisos do IPMA podem chegar ao continente?</h2><p>Ainda de acordo com o mesmo modelo de previsão, <strong>é esperado que esta configuração sinóptica possa afetar o continente português</strong> também nos próximos dias, tal como temos vindo a avançar noutras previsões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-emite-aviso-amarelo-de-chuva-e-vento-para-a-madeira-eis-as-horas-mais-criticas-e-regioes-mais-afetadas-1793881630718.jpg" data-image="zlea058022ns" alt="chuva prevista" title="chuva prevista"><figcaption>Os dias secos e soalheiros têm as horas contadas em Portugal Continental e será a partir de amanhã, sexta-feira, que a chuva poderá atingir este território.</figcaption></figure><p>Segundo a mais recente atualização, a chuva pode regressar amanhã, sexta-feira, devendo dar algumas tréguas no sábado. No entanto, <strong>entre domingo e o início do dia de quarta-feira, a quantidade de chuva prevista deverá ser superior</strong>, também devido ao mesmo rio atmosférico supracitado, pelo que não descartamos a possibilidade de o IPMA emitir avisos meteorológicos também para o continente. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-emite-aviso-amarelo-de-chuva-e-vento-para-a-madeira-eis-as-horas-mais-criticas-e-regioes-mais-afetadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Alfredo Graça, geógrafo: “entre domingo e terça-feira prevê-se uma invasão de ar húmido e ameno das Caraíbas”]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-geografo-entre-domingo-e-terca-feira-preve-se-uma-invasao-de-ar-humido-e-ameno-das-caraibas.html</link><pubDate>Thu, 05 Nov 2026 12:29:08 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O estado do tempo está à beira de registar uma mudança muito significativa. Um fluxo húmido e ameno vindo das Caraíbas tornará a chuva mais eficiente em Portugal continental. Entenda o fenómeno conhecido como rio atmosférico e veja a previsão!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbtwf6i"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbtwf6i.jpg" id="xbtwf6i"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>O estado do tempo em Portugal continental está prestes a mudar! </strong>Hoje - quinta-feira, 5 de novembro - é o último dia anticiclónico, com tempo seco e predominantemente soalheiro antes da mudança radical meteorológica que se avizinha.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br><strong>O que é um rio atmosférico?</strong> Os rios atmosféricos são faixas estreitas e alongadas na atmosfera que funcionam como verdadeiras “auto estradas de transporte de vapor de água”, deslocando grandes quantidades de humidade desde as zonas tropicais até às latitudes médias. Quando interagem com frentes frias ou massas de ar instáveis, ganham o potencial de gerar chuva forte, eficiente e persistente.</div><p><strong> É a partir da tarde de sexta-feira, 6 de novembro que se assinalará o regresso da chuva mais generalizada</strong>,<strong> </strong>após um longo período de ausência no nosso país, devido a uma primeira frente associada a uma depressão atlântica centrada a noroeste do arquipélago dos Açores. </p><h2>O que é afinal a "invasão" de ar ameno e húmido vindo das Caraíbas e quando ocorrerá? Perceba o fenómeno</h2><p>Esta sexta-feira, dia 6, será apenas <strong>o</strong><strong> primeiro de vários dias consecutivos de chuva, por vezes forte e persistente, potencialmente acompanhada de trovoadas ocasionais nalguns períodos</strong>, estando ainda previsto um agravamento do vento e da agitação marítima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-geografo-entre-domingo-e-terca-feira-preve-se-uma-invasao-de-ar-humido-e-ameno-das-caraibas-1793880251087.jpg" data-image="fb3swupb70ji"><figcaption>Chuva prevista a partir de sexta-feira, 6 de novembro. Neste mapa das 18:00 do dia 6, vê-se uma primeira frente quente a entrar pelo nosso país a partir do litoral, onde será mais abundante, perdendo intensidade à medida que se for deslocando para o interior.</figcaption></figure><p>Porém, o foco da nossa previsão do tempo centra-se <strong>no período </strong>em que se prevê ocorrer o <strong>“grosso” do temporal</strong>, sobretudo no que toca à chuva.</p><p>Em Portugal continental prevê-se que a fase mais agreste dos fenómenos meteorológicos adversos (<strong>chuva</strong>, vento e agitação marítima) gerados pela depressão atlântica, as suas frentes associadas e o fluxo muito húmido e ameno (também conhecido como <strong>rio atmosférico</strong>), canalizado pelos ventos de Sudoeste e incorporados na circulação da depressão, <strong>ocorra ao longo dos dias 8, 9 e 10 de novembro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-geografo-entre-domingo-e-terca-feira-preve-se-uma-invasao-de-ar-humido-e-ameno-das-caraibas-1793880196036.jpg" data-image="jlifzgki688x"><figcaption>Entre domingo e terça-feira, dias 8 a 10 de novembro, a chuva gerada em Portugal continental pelas sucessivas frentes, associadas a uma depressão atlântica de grande dimensão e com vários núcleos depressionários secundários, será reforçada pelo elevado teor de vapor de água contido no fluxo subtropical húmido e ameno conhecido como rio atmosférico.</figcaption></figure><p>Os mapas de referência da Meteored, alicerçados no modelo ECMWF (Europeu), têm insistido nas suas últimas simulações que é entre domingo (8) e terça-feira (10) que se dará uma grande<strong> invasão de ar temperado e muito húmido, proveniente da região das Caraíbas e impulsionado até Portugal continental,</strong> o que oferece uma<strong> maior robustez ao cenário previsto e aumenta o grau de confiança na previsão</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-geografo-entre-domingo-e-terca-feira-preve-se-uma-invasao-de-ar-humido-e-ameno-das-caraibas-1793879907837.jpg" data-image="pygsoz0k3erz"><figcaption>Extensa massa de ar húmida e amena vinda das Caraíbas servirá de "combustível" às frentes de chuva associadas à depressão centrada a oeste de Portugal continental (977 hPa), tal como se vê neste mapa de água precipitável de domingo, 8 de novembro, às 17:00.</figcaption></figure><p>O rio de humidade (ou <strong>rio atmosférico</strong>) é o fenómeno que <strong>aumentará o potencial de água precipitável</strong>, perfeitamente observável no mapa acima, e consequentemente <strong>a possibilidade de períodos de chuva mais eficientes</strong>, isto é, pontualmente fortes e com tendência a persistir, especialmente nas zonas mais expostas aos ventos de Sudoeste (ábregos).</p><h2>Possível distribuição da chuva acumulada entre os dias 8 e 10 de novembro em Portugal continental</h2><p>Como referido anteriormente, este grande rio de humidade procedente da região das Caraíbas, capaz de tornar a chuva mais eficiente, poderá dar origem a <strong>acumulados bastante significativos nas zonas da nossa geografia mais expostas aos ventos húmidos de Sudoeste (ou ábregos)</strong>, que deverão começarão a soprar com mais intensidade a partir de domingo, 8 de novembro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-geografo-entre-domingo-e-terca-feira-preve-se-uma-invasao-de-ar-humido-e-ameno-das-caraibas-1793879440947.jpg" data-image="bo06ro4remxo"><figcaption>Vai chover de norte a sul do país nos próximos dias. A precipitação terá tendência a ser mais abundante nas zonas do nosso território mais expostas ao fluxo húmido e ameno vindo de latitudes subtropicais e transportado pelos ventos de Sudoeste. Mais de 100 mm previstos nas áreas manchadas a vermelho, valores que são ainda acentuados por características geográficas locais, como a orientação e a orografia. Refira-se que a previsão ainda está sujeita a ajustes significativos.</figcaption></figure><p><strong>Não sendo ainda possível identificar detalhadamente quais as zonas potencialmente mais afetadas</strong>, uma vez que tudo dependerá da posição e trajetória da depressão e frentes associadas, bem como do rio atmosférico, os mapas de referência da Meteored - alicerçados no modelo ECMWF, merecedor da nossa máxima confiança - já vão projetando <strong>sinais interessantes no que toca à distribuição e à intensidade da precipitação</strong>, tal como se vê pelo mapa acima.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="796705" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atlantica-entre-sexta-feira-6-e-domingo-8-as-zonas-mais-afetadas-pelos-fenomenos-meteorologicos-adversos.html" title="Depressão atlântica entre sexta-feira 6 e domingo 8: as zonas mais afetadas pelos fenómenos meteorológicos adversos">Depressão atlântica entre sexta-feira 6 e domingo 8: as zonas mais afetadas pelos fenómenos meteorológicos adversos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atlantica-entre-sexta-feira-6-e-domingo-8-as-zonas-mais-afetadas-pelos-fenomenos-meteorologicos-adversos.html" title="Depressão atlântica entre sexta-feira 6 e domingo 8: as zonas mais afetadas pelos fenómenos meteorológicos adversos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atlantica-entre-sexta-feira-6-e-domingo-8-as-zonas-mais-afetadas-pelo-mau-tempo-1793819009992_320.jpg" alt="Depressão atlântica entre sexta-feira 6 e domingo 8: as zonas mais afetadas pelos fenómenos meteorológicos adversos"></a></article></aside><p>Ainda assim, os valores atualmente estimados pelos modelos meteorológicos devem ser <strong>encarados com cautela</strong>, uma vez que só até mais perto da data do início do “grosso” da precipitação prevista - <strong>entre domingo (8) e terça-feira (10)</strong> - é que haverá<strong> mais fiabilidade</strong> quanto aos acumulados, que ainda estão, de momento, sujeitos a ajustes significativos.</p><h3>Monitorização, prevenção e mitigação dos riscos</h3><p>Saliente-se ainda que <strong>não há motivo para “fazer tempestade num copo de água"</strong>!</p><p>Tomando-se <strong>medidas de prevenção e mitigação de risco</strong> associados aos impactos expectáveis no território, quer por parte das autoridades (Proteção Civil, entre outras) quer por parte da própria sociedade e tendo por base, a antecedência e a constante atualização das previsões meteorológicas, será possível preparar respostas que contemplem a salvaguarda de pessoas, bens e infraestruturas, bem como <strong>tomar decisões operacionais e políticas adequadas ao episódio de chuva que se avizinha</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-geografo-entre-domingo-e-terca-feira-preve-se-uma-invasao-de-ar-humido-e-ameno-das-caraibas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Depressão atlântica entre sexta-feira 6 e domingo 8: as zonas mais afetadas pelos fenómenos meteorológicos adversos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atlantica-entre-sexta-feira-6-e-domingo-8-as-zonas-mais-afetadas-pelos-fenomenos-meteorologicos-adversos.html</link><pubDate>Thu, 05 Nov 2026 07:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma extensa depressão atlântica deverá trazer chuva, nebulosidade e vento a Portugal continental entre sexta-feira, 6, e domingo, 8 de novembro. O Norte e Centro poderão ser as regiões mais afetadas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbtlyli"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbtlyli.jpg" id="xbtlyli"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal continental prepara-se para uma alteração significativa do estado do tempo, após um período prolongado de estabilidade atmosférica. Entre sexta-feira, 6, e domingo, 8 de novembro, <strong>a aproximação de um extenso sistema depressionário atlântico deverá favorecer o regresso da chuva, o aumento da nebulosidade e a intensificação do vento</strong>.</p><p>Segundo os mapas do modelo europeu (ECMWF), a evolução estará associada a uma depressão principal, com núcleos secundários e superfícies frontais que poderão atravessar o território em diferentes momentos. As regiões Norte e Centro deverão concentrar os efeitos mais expressivos da precipitação.</p><h2>Sexta-feira, 6: primeiras frentes anunciam o regresso da chuva</h2><p>Ao longo de sexta-feira, a influência anticiclónica deverá continuar a enfraquecer, permitindo a aproximação de perturbações atlânticas à Península Ibérica.</p><p>A oeste do território continental, prevê-se o desenvolvimento de uma extensa área de baixas pressões, com diferentes núcleos depressionários inseridos na sua circulação. <strong>As superfícies frontais associadas deverão favorecer o aumento progressivo da nebulosidade e o regresso da precipitação</strong>, sobretudo durante a tarde e noite.</p><p>O Norte e o Centro deverão ser as primeiras regiões afetadas, com a chuva a avançar do litoral para o interior. <strong>A probabilidade de precipitação deverá aumentar durante a tarde, tornando-se elevada em setores do litoral Norte e média em várias áreas do Centro</strong>. No interior e no Sul, a probabilidade será geralmente inferior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atlantica-entre-sexta-feira-6-e-domingo-8-as-zonas-mais-afetadas-pelo-mau-tempo-1793819009992.jpg" data-image="lfns8evmy26l" alt="Primeira superfície frontal aproxima-se de Portugal na sexta-feira" title="Primeira superfície frontal aproxima-se de Portugal na sexta-feira"><figcaption>O ECMWF prevê a aproximação de uma frente associada a um extenso sistema depressionário atlântico, favorecendo o regresso da precipitação às regiões Norte e Centro.</figcaption></figure><p>A disposição das isóbaras evidencia a influência crescente das baixas pressões atlânticas, associadas à aproximação das superfícies frontais que deverão condicionar o estado do tempo em Portugal continental.</p><h2> Sábado, 7: precipitação perde expressão ao longo do dia </h2><p>No sábado, a circulação depressionária deverá continuar a influenciar o estado do tempo em Portugal continental, embora a probabilidade de precipitação apresente uma diminuição ao longo do dia. <strong>Durante a manhã, será geralmente baixa a média em setores do Norte e Centro, tornando-se muito baixa em grande parte do território durante a noite.</strong></p><p>Os mapas de precipitação acumulada do ECMWF apontam para <strong>valores próximos dos 40 a 50 mm em alguns setores do litoral Norte até ao final de sábado</strong>, podendo ocorrer acumulados na ordem dos 30 a 35 mm na região de Coimbra.</p><p>Estes valores representam a precipitação acumulada até ao horário indicado, incluindo a chuva dos períodos anteriores, e não apenas a precipitação de sábado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atlantica-entre-sexta-feira-6-e-domingo-8-as-zonas-mais-afetadas-pelo-mau-tempo-1793819128599.jpg" data-image="2rsqg5hi779y" alt="Litoral Norte e Centro poderão concentrar os maiores acumulados" title="Litoral Norte e Centro poderão concentrar os maiores acumulados"><figcaption>O modelo europeu aponta para acumulados próximos dos 40 a 50 mm em alguns pontos do litoral Norte até ao final de sábado, com valores também significativos no litoral Centro.</figcaption></figure><p>O contraste territorial deverá ser evidente, com os maiores acumulados concentrados no Norte e Centro, sobretudo devido à precipitação prevista desde sexta-feira. <strong>No Alentejo e no Algarve, os totais deverão ser bastante inferiores</strong>.</p><p>A distribuição dependerá da posição das superfícies frontais e da circulação atmosférica associada à depressão, mantendo-se alguma incerteza quanto à localização dos máximos.</p><h2>Domingo, 8: depressão aproxima-se e vento ganha intensidade</h2><p>No domingo prevê-se que o sistema depressionário apresente uma organização mais complexa, com núcleos secundários inseridos na circulação da depressão principal.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="796685" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-geografo-portugal-deve-preparar-se-para-um-episodio-de-chuva-forte-e-persistente-com-ventos-abregos.html" title="Alfredo Graça, geógrafo: “Portugal deve preparar-se para um episódio de chuva forte e persistente, com ventos ábregos'">Alfredo Graça, geógrafo: “Portugal deve preparar-se para um episódio de chuva forte e persistente, com ventos ábregos"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-geografo-portugal-deve-preparar-se-para-um-episodio-de-chuva-forte-e-persistente-com-ventos-abregos.html" title="Alfredo Graça, geógrafo: “Portugal deve preparar-se para um episódio de chuva forte e persistente, com ventos ábregos'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-geografo-portugal-deve-preparar-se-para-um-episodio-de-chuva-forte-e-persistente-com-ventos-abregos-1793814814812_320.png" alt="Alfredo Graça, geógrafo: “Portugal deve preparar-se para um episódio de chuva forte e persistente, com ventos ábregos'"></a></article></aside><p>Os mapas do ECMWF sugerem a presença de um núcleo de baixas pressões a oeste de Portugal continental, com pressão central próxima dos <strong>993 hPa durante a noite</strong>. A sua aproximação poderá favorecer o reforço do vento e a passagem de novas bandas de precipitação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atlantica-entre-sexta-feira-6-e-domingo-8-as-zonas-mais-afetadas-pelo-mau-tempo-1793819263379.jpg" data-image="r4d33bpinn3r" alt="Núcleo depressionário aproxima-se da costa portuguesa no domingo" title="Núcleo depressionário aproxima-se da costa portuguesa no domingo"><figcaption>O ECMWF prevê um núcleo de baixas pressões próximo dos 993 hPa a oeste de Portugal, associado a um reforço do vento, sobretudo no litoral Centro e em zonas expostas.</figcaption></figure><p>O vento deverá intensificar-se ao longo de domingo, sobretudo nas regiões costeiras e em zonas expostas. <strong>Durante a tarde e a noite, as rajadas poderão atingir cerca de 60 a 75 km/h em alguns setores do litoral Centro</strong>, nomeadamente nas regiões de Coimbra e Leiria. Na região de Lisboa, poderão aproximar-se dos 65 a 70 km/h durante a noite.</p><h2>Onde poderá chover durante domingo?</h2><p>A precipitação deverá apresentar uma distribuição irregular durante domingo, com <strong>probabilidade geralmente baixa a média em várias regiões do Norte e Centro durante a manhã e a tarde</strong>, embora possam ocorrer diferenças significativas entre localidades próximas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atlantica-entre-sexta-feira-6-e-domingo-8-as-zonas-mais-afetadas-pelo-mau-tempo-1793819336702.jpg" data-image="ocqcphvuiem7" alt="Bandas de precipitação continuam a afetar o Norte e Centro" title="Bandas de precipitação continuam a afetar o Norte e Centro"><figcaption>A previsão do ECMWF indica precipitação dispersa em várias regiões do Norte e Centro durante a tarde de domingo, associada à circulação depressionária atlântica.</figcaption></figure><p>Durante a noite, <strong>a probabilidade de precipitação poderá aumentar em alguns setores do interior Centro</strong>, particularmente na região da Covilhã, onde poderá tornar-se elevada. Também se prevê uma probabilidade média a elevada em áreas do litoral Centro e do Ribatejo, bem como um aumento em partes do Alentejo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atlantica-entre-sexta-feira-6-e-domingo-8-as-zonas-mais-afetadas-pelo-mau-tempo-1793820795023.jpg" data-image="sltiezpex8of" alt="Probabilidade de precipitação aumenta em algumas regiões durante a noite de domingo" title="Probabilidade de precipitação aumenta em algumas regiões durante a noite de domingo"><figcaption>Segundo o ECMWF, a probabilidade de precipitação poderá tornar-se elevada em alguns setores do interior Centro durante a noite de domingo, com valores também significativos no litoral Centro, Ribatejo e Algarve.</figcaption></figure><p>A evolução do sistema depressionário poderá favorecer a passagem de novas bandas de precipitação durante a noite de domingo, sobretudo nas regiões mais expostas à circulação atlântica. <strong>A localização e a intensidade da chuva continuarão dependentes da trajetória dos núcleos depressionários e das superfícies frontais associadas</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atlantica-entre-sexta-feira-6-e-domingo-8-as-zonas-mais-afetadas-pelos-fenomenos-meteorologicos-adversos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Colapso da AMOC: a grande ameaça climática ausente nos planos de adaptação de quase todos os países]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/colapso-da-amoc-a-grande-ameaca-climatica-ausente-nos-planos-de-adaptacao-de-quase-todos-os-paises.html</link><pubDate>Thu, 05 Nov 2026 06:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Apenas dois dos 91 planos nacionais de adaptação analisados mencionam o risco de um colapso da AMOC. No entanto, este vasto sistema de correntes do Atlântico poderia alterar drasticamente as temperaturas e os índices pluviométricos em várias regiões em redor do mundo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/amoc-un-risque-de-bouleversement-climatique-largement-absent-des-plans-nationaux-d-adaptation-selon-une-etude-changement-climatique-1793493004679.jpeg" data-image="ukvhi57ou0iy"><figcaption>Compreender a circulação do Atlântico (AMOC) também significa estar mais bem preparado para futuros riscos climáticos.</figcaption></figure><p>Na Islândia as autoridades governamentais discutiram recentemente um cenário preocupante: <strong>o que aconteceria se o principal sistema de correntes do Atlântico desacelerasse significativamente ou até mesmo entrasse em colapso?</strong></p><p>Um estudo publicado na revista <em>Nature Sustainability </em>revela que apenas dois dos 91 planos nacionais de adaptação submetidos à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (UNFCCC) mencionam este risco. Nenhum destes dois planos inclui medidas concretas para lidar com um eventual colapso.</p><h2>O sistema de correntes que redistribui o calor em redor do mundo</h2><p>No centro desta preocupação está a <strong>AMOC</strong>, sigla em inglês para <strong>Circulação Meridional de Capotamento do Atlântico</strong> (<em>Atlantic Meridional Overturning Circulation</em>). Este sistema transporta águas superficiais quentes em direção a norte, para o Atlântico Norte, e, na sequência, conduz águas mais frias de volta para o sul, em maiores profundidades.</p><div class="texto-destacado"><p>Ao redistribuir o calor, a AMOC ajuda a regular o clima global e influencia as temperaturas e a precipitação muito além da bacia do Atlântico.</p></div><p>Um estudo recente projeta um <strong>enfraquecimento de 50% até ao final do século</strong>, considerando um cenário intermediário de emissões de gases com efeito de estufa (GEE's). Este número refere-se a uma redução projetada na intensidade da circulação, e não à probabilidade de um colapso. <strong>Um colapso total antes de 2100 ainda é considerado improvável</strong>.</p><p>A AMOC já passou por variações significativas no passado. Há cerca de 17.500 anos, sofreu uma interrupção quase completa, após o período mais frio da última era glacial.</p><h2>Possíveis consequências que se estendem muito além do Atlântico</h2><p>Uma desaceleração significativa — e, mais ainda, um colapso — alteraria a distribuição de calor e de chuvas em várias regiões. No <strong>noroeste da Europa</strong>, a redução do calor transportado a partir de regiões tropicais poderia contribuir para<strong> invernos muito mais frios</strong>.</p><p>Num cenário que envolva uma grande perturbação na AMOC, um estudo de modelação aponta que as <strong>temperaturas em Londres poderiam cair para -20 °C</strong>. Este resultado ilustra um cenário possível, e não uma previsão para um ano específico. </p><p>Regiões dependentes das chuvas de monções também ficariam expostas. Experiências de modelação, nos quais a AMOC é interrompida, indicam um <strong>enfraquecimento médio de 29% na monção da África Ocidental</strong> <strong>e de 19% na monção de verão da Índia</strong>.</p><p>Uma redução no volume de chuvas poderia colocar em risco os recursos hídricos e a segurança alimentar de populações que dependem dessas precipitações.</p><h2>Porque é que este risco é tão raramente incluído nas estratégias nacionais?</h2><p>Isto ocorre <strong>porque é difícil determinar a sua probabilidade e o momento em que poderia ocorrer</strong>. Contudo, o seu impacto potencial é considerável: algumas consequências poderiam contrariar as tendências atualmente priorizadas nas políticas de adaptação.</p><p>Um país que constrói um reservatório para lidar com chuvas mais irregulares pode acabar mal preparado caso a precipitação diminua ainda mais e a estação chuvosa se torne mais curta. Da mesma forma, investimentos em proteção costeira ou em sistemas agrícolas poderiam tornar-se menos adequados se as condições meteorológicas evoluírem de uma forma diferente do esperado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="726917" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-holandeses-alertam-o-colapso-da-amoc-pode-ser-mais-cedo-do-que-o-previsto.html" title="Cientistas holandeses alertam: o colapso da AMOC pode ser mais cedo do que o previsto">Cientistas holandeses alertam: o colapso da AMOC pode ser mais cedo do que o previsto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-holandeses-alertam-o-colapso-da-amoc-pode-ser-mais-cedo-do-que-o-previsto.html" title="Cientistas holandeses alertam: o colapso da AMOC pode ser mais cedo do que o previsto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-holandeses-alertam-o-colapso-da-corrente-do-golfo-pode-ser-mais-cedo-do-que-o-previsto-1756428376314_320.jpg" alt="Cientistas holandeses alertam: o colapso da AMOC pode ser mais cedo do que o previsto"></a></article></aside><p>O <strong>Brasil e a Irlanda estão entre os poucos países que mencionam este cenário</strong>. O plano do Brasil destaca o risco de a faixa de chuvas do Atlântico se deslocar para o sul, o que poderia representar uma ameaça à Amazónia. A Irlanda aponta as limitações da adaptação diante de um possível colapso, dada a sua dependência da AMOC para manter o seu clima temperado.</p><h2>Preparando investimentos para futuros possíveis</h2><p>Os investigadores propõem <strong>cinco abordagens</strong>: i) identificar os países e investimentos mais expostos ao risco; ii) testar a infraestrutura através de simulações que incorporem um enfraquecimento significativo da AMOC; iii) priorizar soluções flexíveis e escaláveis; iv) fortalecer a monitorização das correntes oceânicas; e v) reavaliar as projeções climáticas globais. A AMOC também influencia a quantidade de carbono absorvida pelos oceanos, o que poderia alterar as projeções de aquecimento futuro.</p><p>Antecipar este risco não significa prever a data de um colapso nem desviar recursos de crises que já estão a ser observadas.<strong> A redução rápida das emissões de gases com efeito de estufa continua a ser essencial</strong>. As decisões tomadas hoje, especialmente as que estão relacionadas com recursos hídricos, infraestrutura e proteção costeira, precisam de ser capazes de resistir a vários cenários climáticos possíveis.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Brenden%20Jongman%2C%20Jim%20Hall" data-year="2026" data-title="Key%20Atlantic%20currents%20could%20collapse%20this%20century%2C%20but%20the%20risk%20is%20missing%20from%20almost%20all%20national%20climate%20plans%20%E2%80%93%20new%20study" data-url="https%3A%2F%2Ftheconversation.com%2Fkey-atlantic-currents-could-collapse-this-century-but-the-risk-is-missing-from-almost-all-national-climate-plans-new-study-295234">Brenden Jongman, Jim Hall. (2026). <a href="https://theconversation.com/key-atlantic-currents-could-collapse-this-century-but-the-risk-is-missing-from-almost-all-national-climate-plans-new-study-295234" target="blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Key Atlantic currents could collapse this century, but the risk is missing from almost all national climate plans – new study</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/colapso-da-amoc-a-grande-ameaca-climatica-ausente-nos-planos-de-adaptacao-de-quase-todos-os-paises.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Seis organizações ambientais contestam pomar intensivo em Alcácer do Sal e alertam para crise da água]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/seis-organizacoes-ambientais-contestam-pomar-intensivo-em-alcacer-do-sal-e-alertam-para-crise-da-agua.html</link><pubDate>Wed, 04 Nov 2026 19:05:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Associações contestam a aprovação de projeto de citrinos de regadio intensivo e alertam para a pressão crescente sobre uma reserva subterrânea já considerada crítica.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/seis-organizacoes-ambientais-contestam-pomar-intensivo-em-alcacer-do-sal-e-alertam-para-crise-da-agua-1793798294626.jpg" data-image="gjgnh1hncuhj" alt="Pomar de citrinos" title="Pomar de citrinos"><figcaption>As associações ambientais contestam um pomar de 260 hectares que poderá consumir quase o dobro da água distribuída em Alcácer do Sal. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>A água que abastece milhares de habitantes, entre Alcácer do Sal, Grândola, Comporta e Melides, está mesmo debaixo dos pés de quem vive na região. Trata-se de uma <strong>reserva subterrânea</strong> que sustenta populações, explorações agrícolas e parte da atividade económica do litoral alentejano. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Esse mesmo reservatório está no centro de uma disputa que chegou aos tribunais. Seis organizações ambientais entregaram, esta semana, uma ação no Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja para contestar a aprovação de um projeto agrícola de cerca de 260 hectares de tangerinas de regadio intensivo nas Herdades da Murta e de Monte Novo, em Alcácer do Sal. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A iniciativa junta as associações Água & Sal, Dunas Livres, GEOTA, Quercus, SPEA e Zero, que pedem a anulação da Declaração de Impacte Ambiental favorável emitida pela CCDR Alentejo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/seis-organizacoes-ambientais-contestam-pomar-intensivo-em-alcacer-do-sal-e-alertam-para-crise-da-agua-1793798347140.jpg" data-image="dqzm44uditd6" alt="Alcácer do Sal" title="Alcácer do Sal"><figcaption>A sobre-exploração do aquífero da margem esquerda do Sado agrava-se com a seca e o aumento do regadio. Foto: Vitor Oliveira de Torres Vedras, PORTUGAL, CC BY-SA 2.0, Wikimedia Commons</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Na base da contestação está a quantidade de água prevista para alimentar o pomar. Segundo as organizações, o projeto poderá captar até <strong>1 740 milhões de litros por ano</strong> do aquífero da margem esquerda do Sado, um volume que corresponde a <strong>quase o dobro da água</strong> distribuída pela rede pública de Alcácer do Sal em 2023.</p><h2>Um aquífero que já perde mais água do que recebe</h2><p>A reserva subterrânea em causa, conhecida como aquífero da margem esquerda de Alcácer do Sal, ou T3, integra o sistema hidrogeológico Tejo-Sado e é a <strong>única fonte de abastecimento público</strong> de Alcácer do Sal e Grândola.</p><div class="texto-destacado">Segundo dados referidos pela Associação de Agricultores de Alcácer do Sal, as reservas disponíveis terão diminuído de cerca de 60 para 30 hectómetros cúbicos nas últimas duas décadas. O consumo anual já ultrapassa a recarga natural, gerando um défice estimado em três hectómetros cúbicos por ano.</div><p>As associações de defesa do ambiente alertam que novas captações de grande dimensão podem agravar o problema. O projeto foi desaconselhado pelo<strong> Laboratório</strong><strong> Nacional de Energia e Geologia </strong>(LNEG), que alertou para a sobre-exploração do aquífero, cuja perda de água já supera a recarga natural.</p><table><thead><tr><th>Indicador</th><th><strong>Valor / Informação</strong></th></tr></thead><tbody><tr><td>Área do projeto</td><td>Cerca de <strong>260 hectares</strong> de tangerinas em regadio intensivo</td></tr><tr><td>Água prevista para captação</td><td>Até <strong>1,74 mil milhões de litros por ano</strong></td></tr><tr><td>Captações previstas</td><td><strong>12 furos</strong> de águas subterrâneas</td></tr><tr><td>Profundidade máxima dos furos</td><td>Até <strong>288 metros</strong></td></tr><tr><td>Comparação com Alcácer do Sal</td><td>Consumo anual próximo do <strong>dobro da água distribuída pela rede pública</strong> do município em 2023</td></tr><tr><td>Estado do aquífero</td><td>Perde mais água do que aquela que recebe por recarga natural</td></tr><tr><td>Consumos existentes na zona</td><td>Cerca de <strong>18 milhões de m³/ano</strong> entre agricultura, abastecimento público e indústria</td></tr><tr><td>Participações na consulta pública</td><td><strong>384 das 387</strong> foram desfavoráveis ao projeto</td></tr><tr><td>Área protegida afetada</td><td>Inserida na <strong>ZEC Comporta-Galé</strong>, da Rede Natura 2000</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="2">Fonte: Declaração de Impacte Ambiental e documentação do processo de AIA</td></tr></tbody></table><p><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></p><p>A própria <strong>Declaração de Impacte Ambiental</strong>, aliás, classifica os <strong>efeitos</strong> sobre a <strong>água subterrânea</strong> como de «magnitude elevada, muito significativo e certo». O documento reconhece igualmente que cerca de <strong>18 milhões de metros cúbicos de consumos anuais</strong> já estão associados a explorações agrícolas, captações públicas e usos industriais nas imediações do projeto.</p><h2>O solo está a afundar-se em partes da região</h2><p>A preocupação das seis organizações não surge isoladamente. Em outubro de 2025, dados geoespaciais do programa europeu Copernicus revelaram que áreas do litoral de Alcácer do Sal e de Grândola registaram <strong>abatimentos do terreno</strong> de vários centímetros ao longo dos cinco anos anteriores.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="758439" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/aguas-residuais-vao-reforcar-as-reservas-subterraneas-do-aquifero-tejo-sado.html" title="Águas residuais vão reforçar as reservas subterrâneas do aquífero Tejo-Sado">Águas residuais vão reforçar as reservas subterrâneas do aquífero Tejo-Sado</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/aguas-residuais-vao-reforcar-as-reservas-subterraneas-do-aquifero-tejo-sado.html" title="Águas residuais vão reforçar as reservas subterrâneas do aquífero Tejo-Sado"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aguas-residuais-vao-reforcar-as-reservas-subterraneas-do-aquifero-o-tejo-sado-1773235383506_320.jpg" alt="Águas residuais vão reforçar as reservas subterrâneas do aquífero Tejo-Sado"></a></article></aside><p>O fenómeno coincide com a área abrangida pelo aquífero e já tinha sido previsto em estudos realizados pelo Laboratório Nacional de Energia e Geologia. Quando a extração de água excede persistentemente a reposição natural, os espaços subterrâneos anteriormente preenchidos por água podem colapsar gradualmente, provocando rebaixamentos da superfície.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os efeitos do abatimento do solo são particularmente relevantes em zonas onde se concentram campos de golfe, empreendimentos turísticos e explorações agrícolas de regadio intensivo.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p> Mesmo antes da instalação do novo pomar, as Herdades da Murta e Monte Novo já registavam o afundamento do solo (subsidência), um fenómeno assinalado pelo próprio parecer do LNEG, citado no processo de avaliação ambiental.</p><h2>Uma área protegida sob pressão</h2><p>A contestação das organizações ambientais, no entanto, não se esgota na água. O projeto localiza-se na Zona Especial de Conservação Comporta-Galé, integrada na Rede Natura 2000. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Segundo o Estudo de Impacte Ambiental, cerca de 88% da área analisada é ocupada por habitats de interesse comunitário, incluindo zimbrais associados a <em>Juniperus navicularis</em>, uma espécie rara e endémica de Portugal. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>As seis associações alegam que <strong>parte da plantação prevista incide sobre áreas classificadas</strong>, contrariando os objetivos de conservação estabelecidos no plano de gestão da zona protegida. Os ambientalistas defendem ainda que a <strong>utilização intensiva de fertilizantes e fitofármacos em solos arenosos</strong> poderá aumentar o risco de contaminação das águas subterrâneas e das zonas húmidas associadas ao sistema aquífero.</p><h2>Uma frente comum contra a exploração hídrica</h2><p>A oposição ao projeto não partiu apenas das associações ambientais. Durante a consulta pública, 384 das 387 participações submetidas manifestaram-se contra a proposta. O comunicado relembra ainda que a própria Câmara Municipal de Alcácer do Sal emitiu um parecer desfavorável. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/seis-organizacoes-ambientais-contestam-pomar-intensivo-em-alcacer-do-sal-e-alertam-para-crise-da-agua-1793798768146.jpg" data-image="94iv4pk4a2ww" alt="Açude da Murta, Alcácer do Sal" title="Açude da Murta, Alcácer do Sal"><figcaption>Na Rede Natura 2000, o Açude da Murta oferece refúgio e água doce a numerosas espécies, mas corre sério risco de secar pela pressão agrícola intensiva na região. Foto: GEOTA</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A autarquia considerou que não estava demonstrada a compatibilidade da exploração com os objetivos de conservação da área protegida, nem com os instrumentos de ordenamento do território. Também a Assembleia Municipal aprovou, por unanimidade, uma moção a solicitar a reapreciação de todo o processo.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As seis associações pedem agora que o tribunal reavalie a decisão e defendem a realização de um estudo independente sobre o aquífero antes da autorização de novas captações de grande dimensão.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A questão ultrapassa, porém, os limites deste projeto agrícola. O que está em causa, no fundo, é a capacidade de um <strong>território cada vez mais pressionado pela seca, pela expansão do regadio e pelas alterações do clima </strong>continuar a retirar água subterrânea a um ritmo superior ao da sua reposição natural. Para os promotores da ação judicial, a resposta definirá não apenas o futuro do aquífero, mas também a <strong>segurança hídrica de populações, agricultores e ecossistemas</strong> da região.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="A%20iniciativa%20das%20organiza%C3%A7%C3%B5es%20ambientais%20ser%C3%A1%20acompanhada%20por%20uma%20campanha%20de%20crowdfunding%2C%20destinada%20a%20apoiar%20os%20encargos%20jur%C3%ADdicos%2C%20processuais%20e%20t%C3%A9cnicos" data-year="" data-title="Para%20conhecer%20e%20apoiar%20a%20campanha%20%C2%ABA%20nossa%20%C3%A1gua%20tem%20limites%20%E2%80%93%20Proteger%20o%20aqu%C3%ADfero%20e%20a%20Rede%20Natura%20de%20Alc%C3%A1cer%20e%20Gr%C3%A2ndola%C2%BB%20consulte%20a%20plataforma%20Go%20Fund%20Me" data-url="https%3A%2F%2Fgofund.me%2F2b6649e0e">A iniciativa das organizações ambientais será acompanhada por uma campanha de crowdfunding, destinada a apoiar os encargos jurídicos, processuais e técnicos. <a href="https://gofund.me/2b6649e0e" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Para conhecer e apoiar a campanha «A nossa água tem limites – Proteger o aquífero e a Rede Natura de Alcácer e Grândola» consulte a plataforma Go Fund Me</a>.</cite><br><cite data-author="Quercus%20%E2%80%93%20Associa%C3%A7%C3%A3o%20Nacional%20de%20Conserva%C3%A7%C3%A3o%20da%20Natureza" data-year="" data-title="Seis%20organiza%C3%A7%C3%B5es%20levam%20a%20tribunal%20pomar%20intensivo%20que%20poder%C3%A1%20captar%20quase%20o%20dobro%20da%20%C3%A1gua%20consumida%20em%20Alc%C3%A1cer%20do%20Sal" data-url="https%3A%2F%2Fquercus.pt%2Fblog%2F2026%2F11%2F02%2Fseis-organizacoes-levam-a-tribunal-pomar-intensivo-que-podera-captar-quase-o-dobro-da-agua-consumida-em-alcacer-do-sal%2F">Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza. <a href="https://quercus.pt/blog/2026/11/02/seis-organizacoes-levam-a-tribunal-pomar-intensivo-que-podera-captar-quase-o-dobro-da-agua-consumida-em-alcacer-do-sal/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Seis organizações levam a tribunal pomar intensivo que poderá captar quase o dobro da água consumida em Alcácer do Sal</a>.</cite><br><cite data-author="Associa%C3%A7%C3%A3o%20de%20Agricultores%20de%20Alc%C3%A1cer%20do%20Sal" data-year="" data-title="O%20Aqu%C3%ADfero%20de%20Alc%C3%A1cer%20do%20Sal%20(Margem%20Esquerda)%2C%20fonte%20de%20vida%20para%20a%20nossa%20agricultura%2C%20est%C3%A1%20em%20colapso." data-url="https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Freel%2F1282630206679472">Associação de Agricultores de Alcácer do Sal. <a href="https://www.facebook.com/reel/1282630206679472" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">O Aquífero de Alcácer do Sal (Margem Esquerda), fonte de vida para a nossa agricultura, está em colapso.</a>.</cite><br><cite data-author="CCDR%20Alentejo" data-year="" data-title="Declara%C3%A7%C3%A3o%20de%20Impacte%20Ambiental%20de%203%20de%20agosto%20de%202026%20(procedimento%20de%20AIA%20n.%C2%BA%20565)" data-url="https%3A%2F%2Fsiaia.apambiente.pt%2FAIADOC%2FAIA3817%2F2026_06_26%2520rel%2520cp%2520reformula%25C3%25A7%25C3%25A3o%2520(2026)%2520do%2520projeto%2520agroflorestal%2520das%2520herdades%2520de%2520murta%2520e%2520monte%2520novo%2520(hm-mn-r)%2520ii%2520aia%2520565%2520_signed202662617275.pdf">CCDR Alentejo. <a href="https://siaia.apambiente.pt/AIADOC/AIA3817/2026_06_26%20rel%20cp%20reformula%C3%A7%C3%A3o%20(2026)%20do%20projeto%20agroflorestal%20das%20herdades%20de%20murta%20e%20monte%20novo%20(hm-mn-r)%20ii%20aia%20565%20_signed202662617275.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Declaração de Impacte Ambiental de 3 de agosto de 2026 (procedimento de AIA n.º 565)</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/seis-organizacoes-ambientais-contestam-pomar-intensivo-em-alcacer-do-sal-e-alertam-para-crise-da-agua.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O buraco negro que projeta sombra sobre o seu próprio disco: descoberto um surpreendente paradoxo cósmico]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-buraco-negro-que-projeta-sombra-sobre-o-seu-proprio-disco-descoberto-um-surpreendente-paradoxo-cosmico.html</link><pubDate>Wed, 04 Nov 2026 18:33:57 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Um buraco negro enfraquece, mas as regiões exteriores do seu disco recebem mais radiação. Um estudo sobre o MAXI J0637−430 revela um efeito surpreendente de auto-sombreamento que poderá alterar os modelos de acreção cósmica.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-buco-nero-che-fa-ombra-al-proprio-disco-scoperto-un-sorprendente-paradosso-cosmico-1793699747885.jpg" data-image="dkund3mg7qrs" alt="Buco nero" title="Buco nero"><figcaption>Os buracos negros encontram-se no centro das galáxias e alimentam-se de gás e poeira, que são atraídos pelo seu intenso campo gravitacional. Estão rodeados por um disco de acreção, constituído por material quente em rotação. Crédito: NOIRLab/AURA/NSF/P. Marenfeld</figcaption></figure><p><strong>A Natureza continua a apresentar novos desafios aos astrónomos</strong>, e estes aceitam-nos como novas oportunidades para conhecer mais profundamente a própria Natureza. Entre os desafios mais recentes está o de um buraco negro que, com o seu comportamento paradoxal, põe em causa os modelos atuais, incentivando a procura de modelos melhores.</p><h2>Um buraco negro que se alimenta de uma estrela companheira</h2><p><strong>O buraco negro MAXI J0637−430</strong> foi descoberto há relativamente pouco tempo, em 2019, graças a um telescópio, o telescópio MAXI, de onde deriva o seu nome, instalado na Estação Espacial Internacional (ISS).</p><div class="texto-destacado">A agência espacial japonesa JAXA obteve, em 2009, autorização para instalar o seu próprio telescópio na ISS, tendo este sido então transportado para lá pelo vaivém espacial Endeavour. Graças ao movimento orbital da estação, o telescópio japonês consegue efetuar uma varredura de raios X de toda a abóbada celeste em menos de 2 horas.</div><p>Os estudos posteriores à descoberta, realizados também com outros telescópios sensíveis à radiação X emitida pelos buracos negros, incluindo os telescópios espaciais Swift e nuSTAR, revelaram que <strong>se encontra a uma distância de cerca de 30 mil anos-luz do Sistema Solar, tem uma massa entre 5 e 10 massas solares</strong> e está ligado a uma estrela da qual está a retirar massa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-buco-nero-che-fa-ombra-al-proprio-disco-scoperto-un-sorprendente-paradosso-cosmico-1793700170409.png" data-image="zn8gz6six312" alt="MAXI" title="MAXI"><figcaption>O telescópio de raios X MAXI a bordo da Estação Espacial Internacional. Crédito: JAXA</figcaption></figure><p><strong>O MAXI J0637−430 é, portanto, um componente de um sistema binário</strong> cujo período de rotação em torno do seu centro de massa é de cerca de 2 horas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O buraco negro <strong>MAXI J0637−430</strong> forma um sistema binário com uma estrela da qual está a retirar massa.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Estudos recentes realizados no Instituto de Astrofísica das Canárias e coordenados pela astrónoma<strong> Montserrat Armas Padilla</strong> revelaram um comportamento interessante deste buraco negro, comportamento esse que está a revelar como a estrutura destes objetos é ainda mais complexa do que se pensava até agora.</p><h2>O comportamento (aparentemente) paradoxal do MAXI J0637−430</h2><p>Utilizando o espectrógrafo X-shooter instalado no Very Large Telescope da ESO, no Chile, <strong>os astrónomos observaram que, à medida que a luminosidade central do buraco negro diminuía, a das regiões externas do disco aumentava</strong>.</p><p><strong>Um aparente paradoxo</strong>, para o qual, no entanto, os astrónomos deram uma explicação.</p><div class="texto-destacado">Recorde-se que os buracos negros não permitem que a luz por eles emitida atravesse o chamado <strong>horizonte de eventos</strong>; por isso, são objetos invisíveis (daí o adjetivo «negros»). Este tipo de buracos negros é geralmente definido como «adormecido». Por outro lado, os buracos negros «ativos» são muito luminosos, uma vez que atraem estrelas e/ou gás, envolvendo a sua massa numa espécie de disco espiral. Esta massa, antes de cair na superfície, aquece-se a tal ponto que se torna extremamente brilhante, tornando o buraco negro visível a uma distância enorme.</div><p><strong>Quando o fluxo de massa que cai no buraco negro sofre, ocasionalmente, um aumento temporário, verifica-se um pico de luminosidade</strong>, denominado em inglês outburst. Segue-se então um regresso gradual do disco à sua luminosidade normal.</p><p>Paradoxalmente, <strong>o MAXI J0637−430, após um dos seus "outbursts"</strong>, ao regressar a um nível mais baixo de luminosidade,<strong> apresentou um aumento do brilho do disco exterior</strong>, um comportamento imprevisto e inicialmente inexplicável.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Após um "outburst", enquanto o buraco negro MAXI J0637−430 regressava à sua luminosidade normal, o disco exterior tornava-se mais brilhante.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A possível explicação <strong>é que a erupção aumente a espessura do disco nas regiões internas, impedindo que a radiação X alcance e aqueça até mesmo as partes mais externas, que, de alguma forma, ficam na sombra</strong>. Quando a erupção termina e o disco interno se torna mais fino, a radiação X, ainda elevada, consegue alcançar e aquecer o disco externo.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">A self-shadowing black hole accretion disk at sub-Eddington luminosities dlvr.it/TW1W08 ️ https://t.co/SFUiZWO5MK</p>— Nature Astronomy (@NatureAstronomy) <a href="https://x.com/NatureAstronomy/status/2113268516757594494?ref_src=twsrc%5Etfw">October 22, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>O que se observa, então, é que, enquanto a luminosidade global do buraco negro diminui, a luminosidade local do disco exterior aumenta</strong>.</p><p>O fenómeno assemelha-se ao de uma lâmpada protegida por um abajur. Se reduzirmos a potência da lâmpada, mas, ao mesmo tempo, retirarmos o abajur, algumas superfícies que antes estavam na sombra podem receber mais luz do que antes.</p><h2>Uma descoberta que poderá alterar os modelos dos buracos negros</h2><p><strong>A descoberta poderá influenciar vários aspetos da astrofísica dos buracos negros</strong>, a começar pela medição da sua velocidade de rotação, ou spin.</p><p>De acordo com os modelos atuais, o inchaço do disco ocorre quando a luminosidade atinge o limite de Eddington, ou seja, exerce uma pressão suficiente para contrariar a gravidade, que, de outra forma, manteria o disco fino.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778807" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/uma-fibra-otica-recria-o-horizonte-de-um-buraco-negro-e-mostra-como-surge-a-radiacao-de-hawking.html" title="Uma fibra ótica recria o horizonte de um buraco negro e mostra como surge a radiação de Hawking">Uma fibra ótica recria o horizonte de um buraco negro e mostra como surge a radiação de Hawking</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/uma-fibra-otica-recria-o-horizonte-de-um-buraco-negro-e-mostra-como-surge-a-radiacao-de-hawking.html" title="Uma fibra ótica recria o horizonte de um buraco negro e mostra como surge a radiação de Hawking"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/una-fibra-optica-recrea-el-horizonte-de-un-agujero-negro-y-muestra-como-nace-la-radiacion-de-hawking-1783806250931_320.jpeg" alt="Uma fibra ótica recria o horizonte de um buraco negro e mostra como surge a radiação de Hawking"></a></article></aside><p><strong>No caso do MAXI J0637−430, o inchaço do disco</strong>, que obscureceu a parte exterior do mesmo,<strong> ocorreu a valores de cerca de 10-20% do valor de Eddington.</strong></p><p>Os parâmetros dos discos dos buracos negros, tais como a rotação, dependem das hipóteses adotadas sobre a geometria das regiões mais internas do disco. Se este último se revelar mais espesso do que o previsto, algumas estimativas poderão necessitar de correções.</p><p>À medida que as técnicas de observação e análise de dados avançam e que se descobre uma variedade cada vez maior de objetos, <strong>os modelos simplificados revelam-se inadequados e são necessários novos esforços teóricos para modelar com cada vez maior fidelidade objetos e fenómenos extremamente complexos</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Armas%20Padilla%2C%20M.%20et%20al." data-year="2026" data-title="A%20self-shadowing%20black%20hole%20accretion%20disk%20at%20sub-Eddington%20luminosities" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41550-026-03005-2">Armas Padilla, M. et al.. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41550-026-03005-2" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A self-shadowing black hole accretion disk at sub-Eddington luminosities</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-buraco-negro-que-projeta-sombra-sobre-o-seu-proprio-disco-descoberto-um-surpreendente-paradoxo-cosmico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Alfredo Graça, geógrafo: “Portugal deve preparar-se para um episódio de chuva forte e persistente, com ventos ábregos"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-geografo-portugal-deve-preparar-se-para-um-episodio-de-chuva-forte-e-persistente-com-ventos-abregos.html</link><pubDate>Wed, 04 Nov 2026 17:57:10 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Um ou mais rios atmosféricos, fluxos húmidos e amenos vindos de latitudes subtropicais, serão transportados pelos ventos de Sudoeste reforçando a intensidade da chuva gerada por frentes associadas a uma depressão atlântica. Saiba o que esperar do tempo nos próximos dias em Portugal continental!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbtlfym"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbtlfym.jpg" id="xbtlfym"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como já foi sucessivamente referido nas últimas previsões lançadas aqui na Meteored Portugal, <strong>o padrão meteorológico vai alterar-se significativamente a partir de sexta-feira, 6 de novembro</strong>, com o Atlântico a merecer um olhar atento por parte do Sudoeste Europeu, onde se inclui Portugal continental. </p><p> Com o anticiclone progressivamente mais fraco e a deslocar-se das Ilhas Britânicas-Escandinávia para a Europa Central, <strong>“abre-se uma via” para as perturbações atmosféricas vindas de oeste</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>Uma <strong>extensa e profunda depressão</strong> nascerá sobre o Atlântico, com vários centros depressionários inseridos na sua circulação, bem como <strong>superfícies frontais associadas</strong>. Estes sistemas geradores de precipitação serão reforçados por rios de humidade, transportados pelos <strong>ventos de Sudoeste</strong><strong> (ventos ábregos)</strong>, tendo o potencial de provocar episódios de <strong>chuva forte e persistente em Portugal continental</strong>.</div><p>Amanhã, quinta-feira 5 de novembro, os mapas de referência da Meteored mostram-nos como uma área encerrada de baixas pressões situada a norte dos Açores <strong>irá cavar (ou aprofundar) rapidamente a partir de sexta-feira, 6 de novembro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-geografo-portugal-deve-preparar-se-para-um-episodio-de-chuva-forte-e-persistente-com-ventos-abregos-1793813676207.jpg" data-image="oycebuo74wns"><figcaption>Mapa de sexta-feira, 6 de novembro às 20:00. Tempestade plenamente formada no Atlântico, com 2 núcleos depressionários inseridos na sua circulação e uma frente associada a descarregar chuva a partir da tarde no território de Portugal continental.</figcaption></figure><p>A configuração sinóptica descrita prevê a génese de uma depressão cujos<strong> efeitos começarão a fazer-se a partir da tarde de sexta-feira (6)</strong> devido a uma primeira frente de chuva associada a este sistema de baixas pressões.</p><p><strong>Será a primeira de muitas outras frentes que irão distribuir precipitação abundante e persistente</strong> a partir da reta final da presente semana na unidade territorial do Continente, mas também nos Açores e na Madeira.</p><h2>Uma extensa e profunda depressão atlântica enviará várias frentes até à nossa geografia</h2><p>Ao longo do fim de semana e no início da próxima semana, à medida que se for deslocando para leste sobre o Atlântico e se aproximar da Península Ibérica, <strong>a depressão aprofundará, fazendo descer a pressão mínima central até aos 990 hPa na próxima segunda-feira, 9 de novembro, quando se prevê que esteja localizada a oes-noroeste do Minho e Douro Litoral</strong>. É de salientar também a presença de vários núcleos depressionários secundários, embebidos no sistema depressionário principal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-geografo-portugal-deve-preparar-se-para-um-episodio-de-chuva-forte-e-persistente-com-ventos-abregos-1793813925287.jpg" data-image="9irckxbvr3at"><figcaption>A "injeção" de humidade subtropical (rios atmosféricos) canalizada pelos ventos de Sudoeste será particularmente evidente entre domingo e terça-feira, dias 8 a 10 de novembro, período em que a chuva se deverá tornar mais eficiente, e por isso, potencialmente mais forte e persistente em diversas zonas de Portugal continental.</figcaption></figure><p>A partir dessa posição, a depressão irá gerar uma segunda frente muito ativa que descarregará chuva abundante em Portugal continental, dando origem a um forte temporal de sudoeste e a chuva forte e persistente, <strong>com acumulações significativas nas zonas mais expostas ao fluxo húmido canalizado pela depressão. Isto ocorrerá especialmente entre os dias 8, 9 e 10 de novembro - domingo a terça-feira</strong>.</p><p>Entretanto, nestes próximos dias, enquanto se mantém distante de terra firme, a depressão continuará a evoluir e a intensificar à medida que rodopia entre os Açores, Madeira, Portugal continental e noroeste da Galiza. <strong>Nos primeiros dias deste fase de tempo instável, os episódios de chuva bastante generalizados e acompanhados de vento serão mais adversos nos arquipélagos portugueses</strong>, desde 5 a 9 de novembro, mas com mais intensidade nos dias 6, 7 e 8, segundo o modelo ECMWF (europeu).</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>No território do Continente, o tempo, embora comece a tornar-se instável e húmido já na sexta-feira (6), o agravamento mais significativo está previsto para domingo (8), segunda (9) e terça (10).<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Posteriormente, já em meados da próxima semana</strong>, não se descarta a possibilidade que a depressão, ainda bastante intensa na sua área de influência - condicione o tempo em Portugal continental, algo que poderia aumentar <strong>o risco de novos fenómenos meteorológicos adversos</strong>. Mesmo assim, a incerteza para essas datas (a partir de quarta-feira, 11), já é mais elevada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-geografo-portugal-deve-preparar-se-para-um-episodio-de-chuva-forte-e-persistente-com-ventos-abregos-1793813244884.jpg" data-image="v5pijq5pu80s"><figcaption>Núcleo principal da depressão à esquerda (990 hPa) e secundário à direita (993 hPa). Este último estará muito próximo em altitude de Portugal continental.</figcaption></figure><p>Contudo, de momento, <strong>a depressão que ainda está em formação</strong> não possui nome. Ainda assim, é muito provável que lhe seja atribuído o segundo nome da lista de depressões de grande impacto da temporada 2026/2027. Caso tal aconteça, estaríamos perante a <strong>depressão Bruna</strong>.</p><h2>Chuva abundante à vista em Portugal continental</h2><p>Na reta final da presente semana e, especialmente na próxima semana - entre os dias 6 e 12 de novembro - <strong>a chuva fará manchete</strong>. A prolongada ausência de chuva em Portugal continental será amplamente compensada pela já referida depressão atlântica de grande envergadura, que deixará <strong>acumulações consideráveis nas zonas mais expostas aos ventos húmidos de Sudoeste (também conhecidos como ventos ábregos)</strong>, que começarão a soprar com mais intensidade a partir de domingo, 8 de novembro.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="796657" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/possivel-efeito-fujiwhara-entre-sabado-e-domingo-depois-vira-chuva-forte-para-portugal.html" title="Possível efeito Fujiwhara entre sábado e domingo: depois virá chuva forte para Portugal">Possível efeito Fujiwhara entre sábado e domingo: depois virá chuva forte para Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/possivel-efeito-fujiwhara-entre-sabado-e-domingo-depois-vira-chuva-forte-para-portugal.html" title="Possível efeito Fujiwhara entre sábado e domingo: depois virá chuva forte para Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/possivel-efeito-fujiwhara-entre-sabado-e-domingo-atentos-a-uma-depressao-complexa-que-podera-deixar-chuva-em-portugal-1793796836053_320.jpg" alt="Possível efeito Fujiwhara entre sábado e domingo: depois virá chuva forte para Portugal"></a></article></aside><p>As mais recentes saídas dos modelos projetam a possibilidade de um <strong>episódio com elevada eficiência da chuva</strong>, o que certamente fará com que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) emita avisos meteorológicos nas zonas potencialmente mais afetadas pela forte intensidade da precipitação, sujeitas a acumulados mais elevados e ao risco de inundações.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-geografo-portugal-deve-preparar-se-para-um-episodio-de-chuva-forte-e-persistente-com-ventos-abregos-1793813018977.jpg" data-image="fkhilv8rzt6v"><figcaption>Mapa de precipitação acumulada até às 06:00 de terça-feira, 10 de novembro. As próximas atualizações trarão mais detalhes quanto às zonas potencialmente mais afetadas. Esta é apenas uma primeira aproximação.</figcaption></figure><p>Ainda é precoce indicar quais serão as regiões mais afetadas na nossa geografia no período que se estende de 6 a 12 de novembro, porém, as primeiras estimativas do modelo ECMWF apontam para <strong>acumulados entre 90 e 120 mm no Noroeste e em zonas montanhosas do Norte e Centro do país</strong>. Isto diz respeito essencialmente a zonas como Minho, Douro Litoral, Região de Aveiro e Serra da Estrela.</p><p>Nas restantes zonas do país preveem-se acumulados de chuva menos significativos, já que a precipitação será condicionada pela direção tomada pelo vento e pela orientação do relevo local.</p><h3>Monitorização, prevenção e mitigação dos riscos</h3><p><strong>Importa, portanto, realçar que não há motivo para “perder o sono”</strong>. Tomando medidas adequadas de prevenção e mitigação de risco associados aos impactos expectáveis no território, quer por parte das autoridades (<strong>Proteção Civil</strong>, entre outras) quer por parte da <strong>própria sociedade</strong> e tendo por base, a antecedência e a constante atualização das previsões meteorológicas, será possível antecipar cenários, preparar respostas que contemplem a salvaguarda de pessoas, bens e infraestruturas, bem como tomar <strong>decisões operacionais e políticas adequadas ao episódio de chuva que se avizinha</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-geografo-portugal-deve-preparar-se-para-um-episodio-de-chuva-forte-e-persistente-com-ventos-abregos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Possível efeito Fujiwhara entre sábado e domingo: depois virá chuva forte para Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/possivel-efeito-fujiwhara-entre-sabado-e-domingo-depois-vira-chuva-forte-para-portugal.html</link><pubDate>Wed, 04 Nov 2026 15:39:27 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O regresso da chuva a Portugal poderá acontecer já esta sexta-feira, dia 6, mas é durante o fim de semana que a situação meteorológica poderá tornar-se mais complexa. O ECMWF prevê dois centros depressionários próximos no Atlântico, que terão uma interação interessante. </p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbtimry"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbtimry.jpg" id="xbtimry"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois de um período marcado pela escassez de precipitação, <strong>o regresso da chuva a Portugal continental está previsto acontecer já esta sexta-feira, 6 de novembro</strong>. As previsões do modelo europeu ECMWF apontam para a aproximação de um sistema depressionário atlântico, cuja evolução poderá tornar-se particularmente complexa durante o fim de semana, com a formação de dois centros de baixas pressões e a possibilidade de uma interação semelhante ao efeito Fujiwhara.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Entre sexta-feira e domingo, dia 8, poderão ocorrer pelo menos dois episódios de precipitação mais organizados, embora a distribuição e intensidade da chuva ainda estejam sujeitas a alterações nas próximas atualizações meteorológicas.</p><h2>Sexta-feira, 6 de novembro: primeira frente fria poderá trazer chuva ao Norte e Centro</h2><p>A partir do início da tarde de sexta-feira, uma frente fria associada a uma depressão atlântica poderá começar a atravessar Portugal continental, afetando inicialmente as regiões do litoral Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/possivel-efeito-fujiwhara-entre-sabado-e-domingo-atentos-a-uma-depressao-complexa-que-podera-deixar-chuva-em-portugal-1793796098889.jpg" data-image="kjdicoiy3wkq" alt="Chuva, sexta-feira" title="Chuva, sexta-feira"><figcaption>Uma depressão com cerca de 995 hPa, localizada no Atlântico, poderá enviar uma primeira frente fria em direção a Portugal continental, trazendo chuva sobretudo ao Norte e Centro.</figcaption></figure><p>Apesar de o núcleo principal da depressão se encontrar ainda bastante afastado da costa portuguesa, com uma pressão atmosférica prevista próxima dos 995 hPa, <strong>a sua circulação poderá favorecer a progressão de uma banda de precipitação em direção a Portugal continental</strong>.</p><p>Segundo o ECMWF, os acumulados de precipitação até ao final de sexta-feira poderão ser mais expressivos no litoral Norte e Centro, especialmente em setores dos distritos de Braga, Porto e Aveiro, onde poderão atingir localmente valores próximos dos 20 a 30 mm.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/possivel-efeito-fujiwhara-entre-sabado-e-domingo-atentos-a-uma-depressao-complexa-que-podera-deixar-chuva-em-portugal-1793796143113.jpg" data-image="1qy27x8dmq9f" alt="Precipitação acumulada" title="Precipitação acumulada"><figcaption>A primeira passagem frontal poderá deixar acumulados próximos dos 20 a 30 mm em alguns locais do litoral Norte e Centro, enquanto grande parte do Sul poderá escapar à precipitação.</figcaption></figure><p>Em contrapartida, à medida que avançamos para o <strong>interior, os acumulados previstos tendem a diminuir</strong>, enquanto grande parte do Sul poderá permanecer sem precipitação significativa durante esta primeira passagem frontal.</p><p>Estes valores representam <strong>estimativas do modelo </strong>e não devem ser interpretados como quantidades garantidas para cada localidade.</p><h2>Entre sexta-feira e sábado, dois centros depressionários poderão interagir no Atlântico</h2><p>A evolução atmosférica prevista para o final de sexta-feira apresenta uma característica particularmente interessante. Nas proximidades da depressão principal, <strong>o ECMWF sugere o desenvolvimento de um segundo mínimo de pressão, inicialmente próximo dos 1008 hPa, integrado numa área depressionária mais ampla, nas proximidades dos Açores</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/possivel-efeito-fujiwhara-entre-sabado-e-domingo-atentos-a-uma-depressao-complexa-que-podera-deixar-chuva-em-portugal-1793796218820.jpg" data-image="qsunx6oz1crv" alt="Situação sinótica" title="Situação sinótica"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-768545">Um segundo núcleo de baixa pressão, próximo dos 1008 hPa, desenvolve-se nas proximidades dos Açores, no contexto de uma circulação depressionária mais ampla. Poderá ser o início de uma configuração atmosférica mais complexa.</figcaption></figure><p>Ao longo das horas seguintes, este núcleo secundário poderá aprofundar-se e adquirir uma circulação mais individualizada. No sábado, 7 de novembro, pelas 15h, o modelo representa dois centros depressionários distintos, ambos com pressões centrais próximas dos 995 hPa.</p><p>Esta configuração levanta a possibilidade de uma <strong>interação atmosférica conhecida como efeito Fujiwhara</strong>.</p><h2>O que é o efeito Fujiwhara e poderá realmente acontecer?</h2><p><strong>O efeito Fujiwhara</strong> é um fenómeno meteorológico que ocorre quando dois vórtices depressionários suficientemente próximos começam a influenciar mutuamente as suas trajetórias, podendo rodar em torno de um centro comum.</p><div class="texto-destacado">Dependendo da intensidade relativa, dimensão e distância entre os sistemas, esta interação pode modificar as suas trajetórias, favorecer a aproximação dos centros ou, em determinadas circunstâncias, conduzir à sua fusão. No entanto, <strong>a presença de dois núcleos de baixa pressão próximos não confirma, por si só, a ocorrência do efeito Fujiwhara.</strong></div><p>No cenário apresentado pelo ECMWF, <strong>o segundo centro parece desenvolver-se no contexto da circulação depressionária principal,</strong> podendo posteriormente adquirir uma estrutura própria.</p><p>Embora esta evolução seja compatível com uma possível interação entre núcleos, seria necessário acompanhar a trajetória relativa dos dois centros em sucessivos momentos para identificar uma rotação mútua.</p><p>Por enquanto, a designação de <strong>depressão complexa</strong> é a mais prudente, uma vez que descreve a presença de dois núcleos de baixa pressão associados a uma estrutura depressionária mais ampla, sem pressupor a ocorrência de um fenómeno específico.</p><h2>Sábado, 7 de novembro, a instabilidade poderá persistir</h2><p>Durante sábado, o sistema depressionário poderá continuar a condicionar a circulação atmosférica no Atlântico Nordeste. Depois da passagem frontal de sexta-feira, poderão ocorrer períodos de instabilidade residual, sobretudo nas regiões Norte e Centro. Entretanto, <strong>uma nova estrutura frontal poderá organizar-se </strong>sobre o oceano,<strong> preparando a possibilidade de outro episódio de precipitação durante domingo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/possivel-efeito-fujiwhara-entre-sabado-e-domingo-atentos-a-uma-depressao-complexa-que-podera-deixar-chuva-em-portugal-1793796836053.jpg" data-image="21hrxrpeaqo4" alt="Situação sinótica" title="Situação sinótica"> <figcaption>Dois centros depressionários, ambos próximos dos 995 hPa, surgem individualizados no Atlântico. A sua proximidade levanta a hipótese de uma interação do tipo Fujiwhara, embora a rotação mútua ainda esteja sujeita a alterações.</figcaption></figure><p>A evolução dos dois centros depressionários será particularmente importante, uma vez que pequenas alterações nas suas posições poderão modificar a trajetória das frentes associadas.</p><h2>Domingo, 8 de novembro a segunda frente poderá trazer chuva mais generalizada</h2><p><strong>Para domingo, o ECMWF sugere a aproximação de uma segunda faixa de precipitação</strong>, associada à circulação do sistema depressionário atlântico. Ao contrário da primeira frente, que deverá afetar sobretudo o Norte e Centro, esta segunda passagem poderá apresentar uma distribuição geográfica mais abrangente, com possibilidade de chuva em grande parte do território continental, incluindo o Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/possivel-efeito-fujiwhara-entre-sabado-e-domingo-atentos-a-uma-depressao-complexa-que-podera-deixar-chuva-em-portugal-1793796766006.jpg" data-image="pp3bj8s9n3lm" alt="Precipitação" title="Precipitação"><figcaption>Uma nova faixa de precipitação poderá alcançar Portugal no domingo, trazendo chuva a várias regiões do território, incluindo o Sul. A intensidade e distribuição deste segundo episódio ainda poderão sofrer alterações.</figcaption></figure><p>O mapa previsto para as 18h de domingo representa precipitação em várias regiões do país, embora com diferenças na sua intensidade. Contudo, <strong>a localização das bandas mais ativas, os acumulados e o horário da sua passagem continuam sujeitos a alterações</strong>.</p><p><strong>A proximidade das estruturas depressionárias poderá também favorecer períodos de vento mais intenso e maior agitação marítima</strong>, especialmente nas zonas costeiras expostas, mas ainda não é possível determinar a magnitude destes efeitos apenas com os mapas analisados.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="796484" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/risco-de-chuva-forte-os-meteorologistas-de-portugal-estao-atentos-ao-grande-rio-atmosferico-de-segunda-feira-dia.html" title="Risco de chuva forte: os meteorologistas de Portugal estão atentos ao grande rio atmosférico de segunda-feira, dia 9">Risco de chuva forte: os meteorologistas de Portugal estão atentos ao grande rio atmosférico de segunda-feira, dia 9</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/risco-de-chuva-forte-os-meteorologistas-de-portugal-estao-atentos-ao-grande-rio-atmosferico-de-segunda-feira-dia.html" title="Risco de chuva forte: os meteorologistas de Portugal estão atentos ao grande rio atmosférico de segunda-feira, dia 9"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/risco-de-chuva-forte-os-meteorologistas-de-portugal-estao-atentos-ao-grande-rio-atmosferico-de-segunda-feira-dia-1793709666990_320.jpg" alt="Risco de chuva forte: os meteorologistas de Portugal estão atentos ao grande rio atmosférico de segunda-feira, dia 9"></a></article></aside><p>Em síntese, a tendência aponta para o regresso da chuva entre sexta-feira e domingo, possivelmente em dois episódios distintos. <strong>Quanto ao eventual efeito Fujiwhara, trata-se de uma hipótese meteorologicamente interessante</strong>, mas que permanece por averiguar. As próximas atualizações do ECMWF serão fundamentais para esclarecer a evolução dos centros depressionários e os impactos que poderão ter em Portugal.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/possivel-efeito-fujiwhara-entre-sabado-e-domingo-depois-vira-chuva-forte-para-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O que é um aquecimento súbito estratosférico (SSW) e como poderá afetar o tempo na Europa neste inverno?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-que-e-um-aquecimento-subito-estratosferico-ssw-e-como-podera-afetar-o-tempo-na-europa-neste-inverno.html</link><pubDate>Wed, 04 Nov 2026 11:09:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os modelos de previsão apontam para um evento de aquecimento súbito estratosférico, potencialmente histórico, neste início de novembro. Será que esta perturbação, que ocorre invulgarmente cedo nas altitudes do Ártico, poderá alterar o tempo na Europa antes mesmo do início do inverno?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/what-is-a-sudden-stratospheric-warming-ssw-and-how-could-it-affect-europe-s-weather-this-winter-1793546926669.jpeg" data-image="piywlxbvblux"><figcaption>Está previsto que, entre esta e a próxima semana, ocorra um SSW (siglas em inglês) ou ASE (siglas em português), de grande magnitude e precoce, um fenómeno sem precedentes, mas o que é que isto significará para o tempo na Europa durante o resto de novembro e para o inverno que se aproxima?</figcaption></figure><p>Pode estar a formar-se um <strong>importante fenómeno atmosférico sobre o Ártico</strong>, com as previsões a indicarem que os ventos que rodeiam o vórtice polar estratosférico deverão mudar de direção entre esta e a próxima semana.</p><p>Se ocorrer um aquecimento súbito estratosférico (SSW) de grande magnitude nesta altura do início de novembro, poderá ser <strong>cerca de três semanas mais cedo do que o evento mais precoce registado anteriormente</strong>.</p><h2>O que é um aquecimento súbito estratosférico?</h2><p><strong>Durante o outono e o inverno, as temperaturas na estratosfera acima do Ártico podem descer até cerca de -80 °C</strong>, ajudando a manter uma circulação de ventos fortes de oeste conhecida como<strong> </strong>vórtice polar estratosférico.</p><p><strong>Estes ventos ajudam normalmente a conter o ar extremamente frio sobre a região polar</strong>. No entanto, ondas atmosféricas que sobem a partir de níveis mais baixos podem perturbar o vórtice, fazendo com que os ventos enfraqueçam ou até invertam a direção.</p><div class="texto-destacado">No caso de Portugal as massas de ar muito frio de origem polar ou ártica têm mais dificuldade em chegar devido à nossa localização geográfica. Os modelos apontam, neste momento, para um predomínio de circulações atlânticas nas próximas semanas.</div><p>Quando os ventos mudam de direção, <strong>passando de oeste para leste a cerca de 30 quilómetros acima do Ártico, isso pode marcar um evento importante de aquecimento súbito estratosférico (ASE, em português)</strong>, acompanhado por um rápido aumento das temperaturas estratosféricas.</p><p>Apesar do nome, este aquecimento ocorre a grande altitude acima da superfície da Terra e <strong>não significa diretamente um tempo mais quente para a Europa</strong>.</p><h2>Porque é que o potencial fenómeno de novembro de 2026 é tão invulgar?</h2><p>As previsões do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo (ECMWF) indicam um <strong>elevado grau de confiança de que se verificará um enfraquecimento drástico dos ventos em altitude, o que desencadearia um grande ASE invulgarmente cedo na estação do inverno.</strong></p><p><strong>Os fenómenos importantes de ASE costumam ocorrer numa fase mais avançada do inverno</strong>, o que torna o momento em que este fenómeno poderá ocorrer especialmente invulgar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/what-is-a-sudden-stratospheric-warming-ssw-and-how-could-it-affect-europe-s-weather-this-winter-1793546509414.jpg" data-image="iwcrb6nf5nsu"><figcaption>Os conjuntos de modelos do ECMWF mostram que os ventos zonais a 10 hPa (na parte alta da estratosfera) descem abaixo dos 0 m/s durante a primeira semana de novembro, o que indica uma inversão dos ventos zonais de oeste para leste e constitui um importante ASE. 100% dos membros do conjunto mostram essa inversão até 17 de novembro</figcaption></figure><p><strong>O facto de se tratar de um fenómeno precoce introduz uma incerteza considerável</strong>, uma vez que existem relativamente poucos eventos comparáveis a partir dos quais se possa avaliar como a atmosfera poderá reagir.</p><p><strong>Apesar de o evento ser provável que ocorra durante a próxima semana, quaisquer impactos no tempo da Europa não seriam imediatos</strong>. Os impactos demoram normalmente entre três a seis semanas a manifestar-se, sendo o final de novembro e o mês de dezembro o período a ter em atenção.</p><h2>Significa isto que a Europa se encaminha para um inverno invulgarmente frio?</h2><p>Não necessariamente. Embora este potencial ASE possa aumentar a probabilidade de padrões meteorológicos de bloqueio e massas de ar frio, como a "Beast from the East", <strong>não garante temperaturas negativas nem neve generalizada</strong>.</p><p>Dependendo do local onde se formar o bloqueio de altas pressões, <strong>algumas regiões da Europa poderão, em vez disso, registar um tempo mais ameno e seco</strong>, enquanto o ar mais frio é canalizado para outras zonas. Este fenómeno está também a desenvolver-se num contexto em que se verifica, possivelmente, o El Niño mais intenso de que há registo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="796484" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/risco-de-chuva-forte-os-meteorologistas-de-portugal-estao-atentos-ao-grande-rio-atmosferico-de-segunda-feira-dia.html" title="Risco de chuva forte: os meteorologistas de Portugal estão atentos ao grande rio atmosférico de segunda-feira, dia 9">Risco de chuva forte: os meteorologistas de Portugal estão atentos ao grande rio atmosférico de segunda-feira, dia 9</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/risco-de-chuva-forte-os-meteorologistas-de-portugal-estao-atentos-ao-grande-rio-atmosferico-de-segunda-feira-dia.html" title="Risco de chuva forte: os meteorologistas de Portugal estão atentos ao grande rio atmosférico de segunda-feira, dia 9"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/risco-de-chuva-forte-os-meteorologistas-de-portugal-estao-atentos-ao-grande-rio-atmosferico-de-segunda-feira-dia-1793709666990_320.jpg" alt="Risco de chuva forte: os meteorologistas de Portugal estão atentos ao grande rio atmosférico de segunda-feira, dia 9"></a></article></aside><p>Historicamente, <strong>o El Niño favorece condições mais amenas, húmidas e ventosas durante a primeira parte do inverno</strong> em algumas regiões do oes-noroeste da Europa, com uma maior probabilidade de condições mais frias no final da estação.</p><p>Um ASE significativo e precoce poderia potencialmente complicar esse padrão, aumentando a probabilidade de se formar um bloqueio mais cedo do que o esperado. <strong>As próximas semanas serão decisivas para determinar se</strong> esta perturbação atmosférica, invulgarmente precoce, <strong>virá a ter uma influência significativa no tempo da Europa</strong> durante os primeiros meses do inverno.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-que-e-um-aquecimento-subito-estratosferico-ssw-e-como-podera-afetar-o-tempo-na-europa-neste-inverno.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Descubra como há animais que ajudam a obter dados de temperatura e salinidade das águas remotas do leste da Gronelândia]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/descubra-como-ha-animais-que-ajudam-a-obter-dados-de-temperatura-e-salinidade-das-aguas-remotas-do-leste-da-gronelandia.html</link><pubDate>Wed, 04 Nov 2026 09:45:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A leste da Gronelândia, a chamada Corrente da Gronelândia Oriental é uma corrente oceânica importante que corre para sul ao longo da costa e, devido à influência do Ártico, é uma corrente fria e de baixa salinidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/descubra-como-ha-animais-que-ajudam-a-obter-dados-de-temperatura-e-salinidade-das-aguas-remotas-do-leste-da-gronelandia-1792686668385.jpg" data-image="fc0z145tfjoo" alt="Gronelândia" title="Gronelândia"><figcaption>A Gronelândia fica na região do Ártico entre o oceano Glacial Ártico e o oceano Atlântico e é a maior ilha do mundo, sendo mais de 80% do seu território coberto por uma camada permanente de gelo.</figcaption></figure><p>Esta corrente transporta grandes volumes de gelo marinho e icebergs do Oceano Ártico em direção ao Oceano Atlântico, funcionando assim como <strong>uma das principais vias de exportação de gelo marinho do Ártico</strong>.</p><h2>Utilização de narvais para obtenção de dados em zonas inacessíveis</h2><p>Atendendo que é na região oceânica ao longo da costa leste da Gronelândia que se encontram as águas polares frias e a água doce proveniente dos glaciares e do gelo marinho com as águas atlânticas mais quentes e salgadas, <strong>é crucial obter dados de temperaturas e salinidade desta região oceânica</strong>. </p><div class="texto-destacado">No entanto, trata-se de uma área de difícil estudo devido ao seu isolamento, às suas condições ambientais com logística dispendiosa e com limitado incentivo económico.</div><p><strong>Durante séculos o gelo marinho denso impediu a entrada de navios nas zonas costeiras da Gronelândia Oriental </strong>e só em 1822 é que os primeiros navios avançaram mais que o habitual. Durante o século XIX, poucos navios conseguiram atravessar o gelo marinho da Gronelândia Oriental, o que só se alterou com a introdução das embarcações motorizadas no século XX.</p><p>Deste modo existe uma <strong>escassez </strong>de estudos e dados históricos<strong> </strong>desta região. Porém, à medida que a atenção global se volta para a compreensão da influência do Ártico nos sistemas climáticos globais, <strong>até mesmo as localidades mais inacessíveis estão a ganhar importância para estudo</strong>. Uma nova investigação, publicado na revista <em>Science Advances</em>, <strong>obteve dados únicos dos fiordes mais profundos do leste da Gronelândia, recorrendo a narvais</strong>, mais conhecidos por unicórnios-do-mar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/descubra-como-ha-animais-que-ajudam-a-obter-dados-de-temperatura-e-salinidade-das-aguas-remotas-do-leste-da-gronelandia-1792686890286.jpg" data-image="cdbc7akux9px" alt="Narvais" title="Narvais"><figcaption>O narval ou unicórnio-do-mar é um cetáceo de tamanho médio, com os maiores caninos do mundo, que vive durante todo o ano no Ártico e capaz de realizar mergulhos profundos regularmente.</figcaption></figure><p>Os autores do estudo utilizaram transmissores via satélite fixados diretamente em narvais para investigarem as condições oceanográficas ao longo da costa da Gronelândia Oriental.</p><div class="texto-destacado">Ao fixar os transmissores em narvais, uma espécie capaz de realizar mergulhos profundos regularmente, os autores recolheram informação sobre a temperatura e a salinidade em locais e profundidades em áreas anteriormente inacessíveis.</div><p>Este estudo teve como objetivo monitorizar a circulação e a respetiva influência das águas do Ártico e do Atlântico na circulação oceânica, <strong>para melhor compreender os impactos do aquecimento do Ártico</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789376" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/baleias-gigantes-invadem-a-gronelandia-apos-o-degelo-a-mudanca-ecologica-historica-que-alarma-os-biologos.html" title="Baleias gigantes invadem a Gronelândia após o degelo: a mudança ecológica histórica que alarma os biólogos">Baleias gigantes invadem a Gronelândia após o degelo: a mudança ecológica histórica que alarma os biólogos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/baleias-gigantes-invadem-a-gronelandia-apos-o-degelo-a-mudanca-ecologica-historica-que-alarma-os-biologos.html" title="Baleias gigantes invadem a Gronelândia após o degelo: a mudança ecológica histórica que alarma os biólogos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/baleias-gigantes-invadem-a-gronelandia-apos-o-degelo-a-mudanca-ecologica-historica-que-alarma-os-biologos-1789741060057_320.jpg" alt="Baleias gigantes invadem a Gronelândia após o degelo: a mudança ecológica histórica que alarma os biólogos"></a></article></aside><p>Os seis narvais monitorizados na região de Scoresby Sound, o maior sistema de fiordes do mundo, na costa leste da Gronelândia, recolheram dados de temperatura, de salinidade e da profundidade durante as suas deslocações naturais em toda a Gronelândia Oriental. </p><h2>Novos dados irão melhorar os modelos oceânicos e climáticos</h2><p>Os autores do estudo, investigadores da Universidade de Copenhaga, do Instituto de Recursos Naturais da Gronelândia e de outras instituições obtiveram assim, dados totalmente novos que seriam impossíveis de obter de outra forma.</p><div class="texto-destacado">Entre 2017 e 2020, produziram 2.060 perfis oceanográficos, alguns com mais de 1.500 metros de profundidade, incluindo observações de águas de difícil acesso para embarcações de investigação.</div><p>Os investigadores combinaram estas medições com mais de 2.200 perfis históricos da Base de Dados Mundial dos Oceanos. <strong>A análise indicou um aumento a longo prazo da influência da Água Intermédia Atlântica no sistema costeiro da Gronelândia Oriental.</strong></p><div class="texto-destacado">Na região estudada, as temperaturas a profundidades inferiores a 500 metros aumentaram a uma taxa estimada de 0,047 °C por ano, entre 1960 e 2021, o que mostra que a água mais quente do Atlântico está a penetrar profundamente nas águas costeiras da Gronelândia Oriental.</div><p>Massas de água mais quentes dominam a coluna de água abaixo dos 250 m e atingem bacias profundas em frente aos glaciares, até 300 km da costa. Esta descoberta, <strong>o facto de se poder demonstrar que há água do Atlântico muito distante da costa, é algo completamente novo.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/descubra-como-ha-animais-que-ajudam-a-obter-dados-de-temperatura-e-salinidade-das-aguas-remotas-do-leste-da-gronelandia-1792687219211.jpg" data-image="aqmh6by34vbm" alt="Fiordes" title="Fiordes"><figcaption>O estudo obteve dados únicos dos fiordes mais profundos do leste da Gronelândia</figcaption></figure><p>O estudo também concluiu que a camada de Água Intermédia Atlântica se tornou mais espessa, enquanto a camada de Água Polar sobrejacente se tornou mais fina.</p><div class="texto-destacado">Uma das conclusões importantes do estudo e que tem implicação no degelo submarino é o facto do calor de origem atlântica atingir agora bacias glaciares frontais a centenas de quilómetros da costa leste da Gronelândia.</div><p><strong>Confirmou-se que a água atlântica tem penetrado cada vez mais nas águas polares, processo conhecido como “atlantificação”</strong>. Este fenómeno também tem acelerado o degelo dos glaciares, resultante das alterações climáticas. </p><p>O degelo dos glaciares e da camada de gelo da Gronelândia é um fator importante na investigação climática. Quando os glaciares derretem, são libertados grandes volumes de água doce para o oceano, o que pode influenciar a circulação oceânica e os padrões climáticos muito para além do Ártico.</p><p>Os resultados deste estudo irão permitir aos investigadores obter estimativas mais precisas do degelo dos glaciares e incorporar dados de uma região do oceano, que antes não existiam,<strong> nos modelos oceanográficos e modelos climáticos e deste modo melhorar a previsão das alterações climáticas futuras.</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Heide-J%C3%B8rgensen%2C%20M.%2C%20Chambault%2C%20P.%20et.al." data-year="2026" data-title="Narwhals%20document%20atlantification%20of%20East%20Greenland" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1126%2Fsciadv.adr1424">Heide-Jørgensen, M., Chambault, P. et.al.. (2026). <a href="https://doi.org/10.1126/sciadv.adr1424" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Narwhals document atlantification of East Greenland</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/descubra-como-ha-animais-que-ajudam-a-obter-dados-de-temperatura-e-salinidade-das-aguas-remotas-do-leste-da-gronelandia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Madeira sob impacto de depressão atlântica e rio atmosférico: chuva forte e temporal de vento a caminho]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/madeira-sob-impacto-de-depressao-atlantica-e-rio-atmosferico-chuva-forte-e-temporal-de-vento-a-caminho.html</link><pubDate>Wed, 04 Nov 2026 08:19:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Entre 4 e 9 de novembro o tempo no arquipélago da Madeira será marcado pela aproximação de uma depressão atlântica e de um rio atmosférico, trazendo precipitação e vento forte.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbtbtya"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbtbtya.jpg" id="xbtbtya"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>A Região Autónoma da Madeira estará sob o impacto direto de um grande rio atmosférico vindo das Caraíbas</strong>. </p><div class="texto-destacado"> A depressão atua como o motor do vento no Atlântico, bombeando uma massa de ar tropical abafada e carregada de humidade. </div><p>Ao ser impulsionado pelo vento de Sudoeste contra a orografia da ilha, este fluxo ativa um severo forçamento orográfico, favorecendo a ocorrência de precipitação abundante e excecionalmente eficiente.</p><h2> Quarta e quinta-feira, dias 4 e 5: entrada de chuva no Norte e presença no Sul </h2><p>Na quarta-feira, 4 de novembro, a chuva poderá atingir a vertente norte e os pontos mais elevados da Madeira a partir das 13:00, progredindo por toda a ilha até às 18:00.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/madeira-sob-impacto-de-depressao-atlantica-e-rio-atmosferico-chuva-forte-e-temporal-de-vento-1793748564418.jpg" data-image="dzv141k9thzy" alt="Previsão de precipitação para a Madeira às 15:00 de quarta-feira, 4 de novembro, com chuva fraca na vertente Norte." title="Previsão de precipitação para a Madeira às 15:00 de quarta-feira, 4 de novembro, com chuva fraca na vertente Norte."><figcaption>Previsão de precipitação para a Madeira às 15:00 de quarta-feira, 4 de novembro, com chuva fraca na vertente Norte. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>O vento soprará fraco a moderado de Noroeste (entre 5 e 10 km/h), intensificando-se no Porto Santo ao início da noite perto dos <strong>20</strong><strong> km/h</strong>. As máximas situar-se-ão nos <strong>22 ºC</strong> na Calheta, <strong>21 ºC</strong> no Porto Moniz e <strong>20 ºC</strong> no Funchal.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Para quinta-feira, 5 de novembro, prevê-se que a chuva fraca afete o Porto Santo de madrugada, regressando à Madeira pelas 07:00 com foco no Sul e zonas altas até ao meio-dia. <strong>A partir das 20:00, a massa húmida de Sudoeste atingirá a costa sul e oeste</strong>. </p><p>O vento de Sudoeste impulsionará o forçamento orográfico na encosta montanhosa, canalizando a chuva em locais como Ponta do Pargo e Machico.</p><h2> Sexta-feira, 6 de novembro: frente fria traz chuva intensa e ambiente abafado</h2><p>A madrugada de sexta-feira trará chuva a Porto Santo. Na Madeira, a passagem da frente fria associada à depressão afetará a ilha com forte intensidade a partir das 07:00 da manhã.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/madeira-sob-impacto-de-depressao-atlantica-e-rio-atmosferico-chuva-forte-e-temporal-de-vento-1793748790840.jpg" data-image="eyqu1l57afr6" alt="Previsão da precipitação às 07:00 de sexta-feira, 6 de novembro, mostrando a frente fria a descarregar na Madeira." title="Previsão da precipitação às 07:00 de sexta-feira, 6 de novembro, mostrando a frente fria a descarregar na Madeira."><figcaption>Previsão da precipitação às 07:00 de sexta-feira, 6 de novembro, mostrando a frente fria a descarregar na Madeira. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored.</figcaption></figure><p><strong>Preveem-se picos horários de precipitação, entre os 5 e os 10 mm, nas serras centrais, Ponta do Pargo, Porto Moniz e Fajã da Ovelha</strong>. A chuva forte manter-se-á até às 10:00, passando a incursões pontuais ao final do dia. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/madeira-sob-impacto-de-depressao-atlantica-e-rio-atmosferico-chuva-forte-e-temporal-de-vento-1793748910210.jpg" data-image="sjzcfwqzrmy7" alt="Temperaturas quentes, sexta-feira, 6 de novembro, influência do fluxo tropical do rio atmosférico." title="Temperaturas quentes, sexta-feira, 6 de novembro, influência do fluxo tropical do rio atmosférico."><figcaption>Temperaturas quentes, sexta-feira, 6 de novembro, influência do fluxo subtropical do rio atmosférico. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p><strong>De madrugada, as rajadas do vento de Sudoeste manter-se-ão em torno dos 35 km/h no Porto Santo, de 25 km/h em Machico e 20 km/h na Ponta do Pargo</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="796499" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/as-chuvas-da-proxima-semana-em-portugal-continental-possibilidade-de-uma-profunda-depressao-de-988-hpa-a-caminho.html" title="As chuvas da próxima semana em Portugal continental: possibilidade de uma profunda depressão de 988 hPa a caminho">As chuvas da próxima semana em Portugal continental: possibilidade de uma profunda depressão de 988 hPa a caminho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/as-chuvas-da-proxima-semana-em-portugal-continental-possibilidade-de-uma-profunda-depressao-de-988-hpa-a-caminho.html" title="As chuvas da próxima semana em Portugal continental: possibilidade de uma profunda depressão de 988 hPa a caminho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-chuvas-da-proxima-semana-em-portugal-continental-possibilidade-de-uma-profunda-depressao-de-988-hpa-a-caminho-1793711001197_320.jpg" alt="As chuvas da próxima semana em Portugal continental: possibilidade de uma profunda depressão de 988 hPa a caminho"></a></article></aside><p>Preveem-se temperaturas máximas de <strong>23 ºC</strong> na Calheta, Ponta do Sol e Porto Moniz, e <strong>22 ºC</strong> no Funchal. </p><h2>Pico do temporal projetado para sábado, 7 de novembro, com possibilidade de acumulados superiores 80 mm </h2><p>No sábado é expectável que a chuva ganhe intensidade e persistência na Região Autónoma da Madeira, <strong>o que aumentará o risco de inundações e derrocadas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/madeira-sob-impacto-de-depressao-atlantica-e-rio-atmosferico-chuva-forte-e-temporal-de-vento-1793748991577.jpg" data-image="bhyv7prueda2" alt="Precipitação acumulada às 15:00 de sábado, 7 de novembro, com valores superiores a 88 mm na Calheta e Ponta do Sol." title="Precipitação acumulada às 15:00 de sábado, 7 de novembro, com valores superiores a 88 mm na Calheta e Ponta do Sol."><figcaption>Precipitação acumulada às 15:00 de sábado, 7 de novembro, com valores superiores a 88 mm na Calheta e Ponta do Sol. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>O mapa de precipitação acumulada às 15:00 demonstra o impacto severo da orografia, com a Ponta do Sol, Calheta, Fajã da Ovelha e Ponta do Pargo a acumularem valores entre 70 e algo mais de 80 mm.</p><h2> Domingo e segunda-feira: vento muito forte no arquipélago e rio atmosférico ativo </h2><p>No domingo, 8 de novembro, após uma madrugada com chuva na Madeira e trégua no Porto Santo, <strong>a precipitação poderá intensificar-se durante a tarde e noite, especialmente na Costa Sul e Regiões Montanhosas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/madeira-sob-impacto-de-depressao-atlantica-e-rio-atmosferico-chuva-forte-e-temporal-de-vento-1793749064765.jpg" data-image="ggoem0ya988c" alt="Pico de precipitação intensa, domingo, pelas 21h00." title="Pico de precipitação intensa, domingo, pelas 21h00."><figcaption>Pico de precipitação intensa, domingo, pelas 21h00. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>Nas primeiras horas de segunda-feira, 9 de novembro, <strong>prevê-se um temporário desagravamento da situação meteorológica na ilha da Madeira</strong>.</p><div class="texto-destacado"> <strong>Importa, contudo, esclarecer que tendo em conta o horizonte temporal da previsão, persiste uma incerteza relativamente significativa quanto aos valores de distribuição e intensidade de precipitação acumulada</strong>. </div><p>Apesar disso, os mapas não afastam a hipótese da chuva tornar-se mais intensa a partir do início da tarde de segunda-feira, dia 9.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/madeira-sob-impacto-de-depressao-atlantica-e-rio-atmosferico-chuva-forte-e-temporal-de-vento-a-caminho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Pedro Carneiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quinta-feira, 5 de novembro: último dia de sol antes da chuva: como vão variar as temperaturas em Portugal?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quinta-feira-5-de-novembro-ultimo-dia-de-sol-antes-da-chuva-como-vao-variar-as-temperaturas-em-portugal.html</link><pubDate>Wed, 04 Nov 2026 07:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Quinta-feira deve ser o último dia de tempo estável e soalheiro em Portugal continental antes do regresso da chuva. As temperaturas apresentarão contrastes regionais, especialmente entre o interior e o litoral.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbt9vgu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbt9vgu.jpg" id="xbt9vgu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal continental deve manter condições meteorológicas estáveis durante quinta-feira, 5 de novembro, num cenário marcado pelo predomínio de tempo seco e soalheiro. Segundo a previsão do modelo europeu (ECMWF), <strong>este pode ser o último dia de estabilidade antes do regresso da chuva, previsto a partir de sexta-feira, 6 de novembro</strong>.</p><p>Apesar do ambiente geralmente ameno durante a tarde, as temperaturas continuarão relativamente baixas durante a madrugada, especialmente no interior Norte e Centro.</p><h2>Anticiclone mantém tempo estável, mas o frio noturno persiste</h2><p>A estabilidade atmosférica estará associada à influência anticiclónica sobre a Península Ibérica, num contexto de circulação de ar polar continental sobre outras regiões europeias. Esta massa de ar frio, vinda do oeste da Rússia, contornará os flancos oriental e meridional de uma região anticiclónica localizada entre as Ilhas Britânicas e a Escandinávia. </p><p>Contudo, <strong>a sua influência em Portugal será bastante mais moderada</strong>, devido à trajetória percorrida e à modificação das características originais do ar. O arrefecimento noturno poderá favorecer a ocorrência de geadas localizadas em alguns setores do interior, especialmente nas zonas mais abrigadas e elevadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quinta-feira-5-de-novembro-ultimo-dia-de-sol-antes-da-chuva-como-vao-variar-as-temperaturas-em-portugal-1793734876766.jpg" data-image="0r8ucas9b42f" alt="Ar frio permanece sobre grande parte da Europa, com influência mais moderada em Portugal" title="Ar frio permanece sobre grande parte da Europa, com influência mais moderada em Portugal"><figcaption>O modelo ECMWF evidencia a presença de ar frio em altitude sobre várias regiões europeias, enquanto Portugal continental permanece afastado do núcleo mais frio.</figcaption></figure><p>Em território continental, a estabilidade atmosférica deverá favorecer períodos de céu pouco nublado ou limpo em grande parte do país. A evolução das temperaturas, porém, continuará a apresentar diferenças importantes entre as regiões.</p><h2>Como as temperaturas mínimas e máximas vão evoluir na quinta-feira?</h2><p><strong>A madrugada de quinta-feira deve continuar fria no interior do Norte e do Centro</strong>, embora algumas localidades possam registar valores um pouco maiores do que os previstos para quarta-feira.</p><p>De acordo com os mapas do ECMWF, <strong>Bragança poderá apresentar temperaturas próximas dos 2 ºC nas primeiras horas da manhã</strong> , enquanto Braga, Viseu e Coimbra devem registar valores entre 4 e 6 ºC. No litoral, a influência marítima continuará a atenuar o arrefecimento noturno.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quinta-feira-5-de-novembro-ultimo-dia-de-sol-antes-da-chuva-como-vao-variar-as-temperaturas-em-portugal-1793734956675.jpg" data-image="wam00ie2k773" alt="Interior Norte e Centro com temperaturas baixas na madrugada de quinta-feira" title="Interior Norte e Centro com temperaturas baixas na madrugada de quinta-feira"><figcaption>A previsão do ECMWF para as 06h mostra temperaturas próximas a 2 ºC em Bragança e valores geralmente mais elevados no litoral e nas regiões do sul.</figcaption></figure><p><strong>Ao longo da manhã, o aquecimento diurno deve permitir uma subida gradual das temperaturas</strong>. As diferenças entre os valores registados durante a madrugada e a tarde serão particularmente expressivas em algumas localidades do interior.</p><p> Em relação a quarta-feira, a expectativa é de recuperação das temperaturas mínimas em várias regiões. <strong>Na Guarda, por exemplo, os valores previstos para as primeiras horas de quinta-feira estão em torno de 2 ºC</strong>, ligeiramente acima dos cerca de 0 ºC previstos para a madrugada de quarta-feira, mostrando uma recuperação moderada das temperaturas mínimas.</p><table><thead><tr><th> Cidade </th><th>Temperatura prevista às 06h de quinta-feira, 5 de novembro</th><th>Temperatura prevista às 15h de quinta-feira, 5 de novembro</th></tr></thead><tbody><tr><td>Braga</td><td>4 ºC </td><td>16 ºC </td></tr><tr><td> Porto </td><td>7 ºC </td><td>15 ºC </td></tr><tr><td> Vila Real </td><td>5 ºC </td><td>15 ºC </td></tr><tr><td> Bragança </td><td>2 ºC </td><td>13 ºC </td></tr><tr><td> Viseu </td><td>4 ºC </td><td>15 ºC </td></tr><tr><td>Coimbra </td><td>5 ºC </td><td>17 ºC </td></tr><tr><td> Lisboa </td><td>12 ºC </td><td>20 ºC </td></tr><tr><td> Évora </td><td>7 ºC </td><td>19 ºC </td></tr><tr><td> Guarda </td><td>2 ºC </td><td>13 ºC </td></tr><tr><td> Faro </td><td><p>12 ºC</p> </td><td>20 ºC </td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Fonte: Mapas da Meteored (ECMWF)</td></tr></tbody></table><p>A tabela mostra um <strong>contraste térmico acentuado entre a madrugada e a tarde de quinta-feira</strong>. Em cidades como Braga, Coimbra e Évora, a diferença entre os valores previstos para 06h e 15h pode chegar a cerca de 12 ºC. Já Bragança e Guarda devem continuar entre as localidades mais frias, enquanto Lisboa e Faro apresentarão temperaturas mais amenas.</p><h2>Tarde de quinta-feira será mais amena, principalmente no litoral e no Sul</h2><p>Durante a tarde, as temperaturas devem apresentar uma recuperação significativa em relação à madrugada, com os mapas do ECMWF a apontar para <strong>valores entre 15 e 17 ºC em várias localidades do Norte e Centro</strong>.</p><p>Bragança poderá registar temperaturas próximas dos 13 ºC, enquanto Braga, Porto, Viseu e Coimbra devem apresentar valores geralmente entre 15 e 17 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="796487" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-e-rio-atmosferico-afetam-acores-e-madeira-como-podera-evoluir-a-chuva-nos-arquipelagos-ate-segunda-feira.html" title="Depressão e rio atmosférico afetam Açores e Madeira: como poderá evoluir a chuva nos arquipélagos até segunda-feira 9?">Depressão e rio atmosférico afetam Açores e Madeira: como poderá evoluir a chuva nos arquipélagos até segunda-feira 9?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-e-rio-atmosferico-afetam-acores-e-madeira-como-podera-evoluir-a-chuva-nos-arquipelagos-ate-segunda-feira.html" title="Depressão e rio atmosférico afetam Açores e Madeira: como poderá evoluir a chuva nos arquipélagos até segunda-feira 9?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-chuva-nos-acores-e-na-madeira-ate-domingo-8-ambos-os-arquipelagos-deverao-ser-afetados-por-depressoes-1793710016525_320.jpg" alt="Depressão e rio atmosférico afetam Açores e Madeira: como poderá evoluir a chuva nos arquipélagos até segunda-feira 9?"></a></article></aside><p>Mais a sul, o ambiente será relativamente mais ameno, com <strong>Lisboa a aproximar-se dos 20 ºC e Évora dos 18 a 19 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quinta-feira-5-de-novembro-ultimo-dia-de-sol-antes-da-chuva-como-vao-variar-as-temperaturas-em-portugal-1793735075822.jpg" data-image="aebsyo11hbtp" alt="Temperaturas recuperam durante a tarde, com maior amenidade no litoral e no Sul" title="Temperaturas recuperam durante a tarde, com maior amenidade no litoral e no Sul"><figcaption>O ECMWF prevê temperaturas próximas dos 15 a 17 ºC em várias localidades do Norte e Centro, enquanto Lisboa e Alentejo poderão aproximar-se dos 20 ºC.</figcaption></figure><p>Esta estabilidade deve começar a dar lugar a uma mudança nas condições meteorológicas a partir de sexta-feira, 6 de novembro, quando os modelos apontam para o possível regresso da precipitação, inicialmente às regiões Norte e Centro.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quinta-feira-5-de-novembro-ultimo-dia-de-sol-antes-da-chuva-como-vao-variar-as-temperaturas-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Novo estudo questiona a teoria de que os cometas semearam a vida na Terra]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/novo-estudo-questiona-a-teoria-de-que-os-cometas-semearam-a-vida-na-terra.html</link><pubDate>Wed, 04 Nov 2026 06:01:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Através de simulações, uma equipa de investigadores da Universidade de Cambridge determinou que a contribuição dos cometas, embora não possa ser descartada, é muito improvável.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nuevo-estudio-cuestiona-la-teoria-de-que-los-cometas-sembraron-la-vida-en-la-tierra-1793212302853.jpg" data-image="cdnjznjx9wzp" alt="cometa" title="cometa"><figcaption>A teoria de que os cometas trouxeram moléculas precursoras da vida para a Terra surgiu em meados do século XX.</figcaption></figure><p>Uma das <strong>teorias </strong>sobre a <strong>origem da vida na Terra</strong> sustenta que as moléculas orgânicas necessárias para impulsioná-la chegaram a bordo de <strong>cometas</strong>. Estes corpos celestes, compostos principalmente por gelo, poeira, rochas e gases, teriam colidido com o planeta e deixado moléculas como carbono, nitrogénio e aminoácidos, essenciais para a construção das primeiras estruturas celulares.</p><p>Agora, uma equipa liderada por investigadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, questiona essa possibilidade. Com base em simulações computacionais, apontam que <strong>é “extremamente improvável” que os impactos de cometas tenham trazido as moléculas que impulsionaram a vida</strong>.</p><h2>Porque é que os cometas não teriam sido impulsionadores da vida</h2><p>O estudo, publicado na revista <em>Scientific Reports</em>, sustenta que,<strong> embora não se possa descartar completamente a possibilidade </strong>de que cometas tenham trazido à Terra moléculas que sobreviveram intactas ao impacto, isso é "extremamente improvável" e, na melhor das hipóteses, uma "casualidade isolada".</p><p>As simulações concluíram que os cometas viajam rápido demais e com um ângulo muito agudo em relação à atmosfera terrestre para que as frágeis <strong>moléculas orgânicas</strong> sobrevivessem. As<strong> pressões e temperaturas extremas geradas no impacto tê-las-iam destruído</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nuevo-estudio-cuestiona-la-teoria-de-que-los-cometas-sembraron-la-vida-en-la-tierra-1793212148294.jpg" data-image="1o4rk9vy5y3b" alt="cometa" title="cometa"><figcaption>De acordo com as simulações, é improvável que, caso os cometas tenham conseguido impactar a Terra, as moléculas tenham sobrevivido.</figcaption></figure><p>De acordo com o estudo, a probabilidade de os cometas sobreviverem à entrada no Sistema Solar até chegarem à Terra era pequena; no caso dos <strong>cometas </strong>pequenos, <strong>a própria atmosfera terrestre primitiva tê-los-ia destruído</strong>.</p><p>Além disso, <strong>na época em que ocorreu a maior chegada de cometas, o planeta quase não apresentava massa continental exposta</strong>, de modo que a maioria dos impactos teria ocorrido no mar, diluindo o cianeto de hidrogénio (HCN) — a molécula prebiótica comumente encontrada nos cometas do Sistema Solar e sobre a qual se concentrou a análise.</p><h2>Se não foram os cometas, o que impulsionou a vida?</h2><p>Richard Anslow, investigador do Instituto de Astronomia de Cambridge e autor principal do estudo, afirmou que, historicamente, os cientistas acreditavam que os cometas eram importantes para a origem da vida na Terra, pois<strong> transportavam moléculas que continham carbono e nitrogénio</strong>.</p><p>“Eram quase como um salvo-conduto que trazia todas as moléculas de que um planeta precisaria para semear a vida”. No entanto, os resultados do estudo sugerem que “é muito improvável”, realçou Anslow.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nuevo-estudio-cuestiona-la-teoria-de-que-los-cometas-sembraron-la-vida-en-la-tierra-1793212467435.jpg" data-image="1db9cjslnguj" alt="asteroide" title="asteroide"><figcaption>Os asteroides também são apontados como um possível meio de transporte de moléculas prebióticas para a Terra.</figcaption></figure><p>Descartando os cometas, os investigadores sustentam que <strong>quem trouxe as moléculas precursoras da vida poderiam ter sido os asteroides</strong>, que colidem com a Terra com muito mais frequência do que os cometas. Ou, então, as moléculas ter-se-iam formado a partir de processos ocorridos na própria Terra, sem qualquer interferência externa, como aponta outra teoria.</p><h2>Divisão na comunidade científica</h2><p>O estudo, embora contundente, dividiu a comunidade científica. César Menor Salván, astrobiólogo e professor de Bioquímica na Universidade de Alcalá, alertou que “<strong>é preciso ter muito cuidado com interpretações exageradas</strong>”.</p><p>O especialista realçou que <strong>o trabalho se baseia em simulações computacionais e apresenta muitas limitações</strong>: foca-se apenas no HCN, por exemplo, mas “os cometas contêm uma grande diversidade de compostos orgânicos, e a sua contribuição para a evolução química da Terra não pode ser reduzida à sobrevivência de uma única molécula”, afirmou ao <em>Science Media Centre</em>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/impacto-de-meteorito-de-um-bilhao-de-anos-na-escocia-levanta-questoes-sobre-a-vida-na-terra.html" title="Impacto de meteorito há um bilião de anos na Escócia levanta questões sobre a vida na Terra">Impacto de meteorito há um bilião de anos na Escócia levanta questões sobre a vida na Terra</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/impacto-de-meteorito-de-um-bilhao-de-anos-na-escocia-levanta-questoes-sobre-a-vida-na-terra.html" title="Impacto de meteorito há um bilião de anos na Escócia levanta questões sobre a vida na Terra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/meteorito-mil-millones-de-anos-escocia-1745979587618_320.jpg" alt="Impacto de meteorito há um bilião de anos na Escócia levanta questões sobre a vida na Terra"></a></article></aside><p>Além disso, acrescenta, os impactos não são apenas processos destrutivos, uma vez que podem desencadear reações químicas e gerar ambientes hidrotermais e sistemas aquosos onde processos prebióticos poderiam continuar a desenvolver-se.</p><p>Jesús Martínez Frías, geólogo planetário e astrobiólogo do IGEO (CSIC-UCM), concorda que o estudo apresenta limitações importantes — "não tanto associadas à investigação realizada, baseada em modelos e simulações, a qual considero rigorosa, mas sim à sua extrapolação, excessivamente ampla, no que diz respeito às implicações decorrentes das suas <strong>conclusões</strong>", observou.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Anslow%2C%20R.J.%2C%20McDonald%2C%20C.H.%2C%20Bonsor%2C%20A.%20et%20al." data-year="2026" data-title="Cometary%20impacts%20an%20unlikely%20pathway%20towards%20the%20origins%20of%20life%20on%20Earth" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41598-026-74214-y">Anslow, R.J., McDonald, C.H., Bonsor, A. et al.. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41598-026-74214-y" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Cometary impacts an unlikely pathway towards the origins of life on Earth</a>.</cite><br><cite data-author="Universidad%20de%20Cambridge" data-year="2026" data-title="Comets%20didn%E2%80%99t%20seed%20life%20on%20Earth%20after%20all%2C%20new%20study%20suggests" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cam.ac.uk%2Fresearch%2Fnews%2Fcomets-didnt-seed-life-on-earth-after-all-new-study-suggests">Universidad de Cambridge. (2026). <a href="https://www.cam.ac.uk/research/news/comets-didnt-seed-life-on-earth-after-all-new-study-suggests" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Comets didn’t seed life on Earth after all, new study suggests</a>.</cite><br><cite data-author="Science%20Media%20Centre" data-year="2026" data-title="Un%20estudio%20cuestiona%20la%20teor%C3%ADa%20de%20que%20los%20cometas%20fueran%20clave%20en%20el%20origen%20de%20la%20vida%20en%20la%20Tierra" data-url="https%3A%2F%2Fsciencemediacentre.es%2Fun-estudio-cuestiona-la-teoria-de-que-los-cometas-fueran-clave-en-el-origen-de-la-vida-en-la-tierra">Science Media Centre. (2026). <a href="https://sciencemediacentre.es/un-estudio-cuestiona-la-teoria-de-que-los-cometas-fueran-clave-en-el-origen-de-la-vida-en-la-tierra" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Un estudio cuestiona la teoría de que los cometas fueran clave en el origen de la vida en la Tierra</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/novo-estudo-questiona-a-teoria-de-que-os-cometas-semearam-a-vida-na-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Esta sonda enviada pela humanidade estará em breve a um dia-luz da Terra!]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/esta-sonda-enviada-pela-humanidade-estara-em-breve-a-um-dia-luz-da-terra.html</link><pubDate>Tue, 03 Nov 2026 17:23:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Após quase cinquenta anos de viagem, a Voyager 1 está prestes a atingir uma distância simbólica: um dia-luz da Terra. Um verdadeiro recorde para esta sonda da NASA!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cette-sonde-envoyee-par-l-humanite-sera-bientot-a-un-jour-lumiere-de-la-terre-astronomie-voyager-1-espace-planete-1793616203310.jpeg" data-image="t1wog1cqoec0" alt="Voyager 1, sonda espacial, astronomía, planeta, día-luz" title="Voyager 1, sonda espacial, astronomía, planeta, día-luz"><figcaption>A sonda Voyager 1 estará em breve a um dia-luz da Terra, um recorde histórico para um objeto fabricado pelo homem e enviado para o espaço.</figcaption></figure><p>Enquanto nós seguimos com a nossa vida quotidiana, ela continua a sua viagem na escuridão. <strong>Lançada a 5 de setembro de 1977, a Voyager 1 é hoje o objeto mais distante criado e enviado pela humanidade a partir do nosso planeta</strong>.</p><p>Segundo a NASA, chegará <strong>a um dia-luz da Terra a 18 de novembro de 2026, a uma distância de aproximadamente 25.900 milhões de quilómetros</strong>. Mas o que representa realmente esta distância?</p><h2>O que significa um dia-luz?</h2><p>Apesar do nome, o dia-luz mede uma distância. Corresponde à <strong>distância que a luz percorre no vácuo em 24 horas</strong>. No entanto, a luz viaja a quase 300.000 quilómetros por segundo: num único dia, percorre aproximadamente <strong>26.000 milhões de quilómetros</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cette-sonde-envoyee-par-l-humanite-sera-bientot-a-un-jour-lumiere-de-la-terre-astronomie-voyager-1-espace-planete-1793616296089.jpeg" data-image="exvqvl7s1r77" alt="Voyager 1, sonda espacial, astronomía, planeta, día-luz" title="Voyager 1, sonda espacial, astronomía, planeta, día-luz"><figcaption>A Voyager 1 foi lançada a 5 de setembro de 1977, ou seja, 16 dias depois da sua gémea, a Voyager 2.</figcaption></figure><p>Para compreender esta magnitude, convém fazer algumas comparações.<strong> A luz demora aproximadamente 1,3 segundos a percorrer a distância entre a Terra e a Lua</strong>. A luz do Sol chega até nós em oito minutos e vinte segundos. <strong>Em breve, demorará um dia inteiro a viajar do nosso planeta até à sonda Voyager 1</strong>.</p><p>Atenção: isto não significa que a sonda viaje à velocidade da luz! <strong>Desloca-se a aproximadamente 61.000 km por hora</strong>. Demorou quase meio século a percorrer a distância que a luz percorre num único dia.</p><h3>Dois dias para obter uma resposta</h3><p>Esta distância exige uma paciência extraordinária por parte das equipas da NASA. <strong>A Voyager 1 comunica com a Terra através de ondas de rádio, que viajam à mesma velocidade que a luz.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cette-sonde-envoyee-par-l-humanite-sera-bientot-a-un-jour-lumiere-de-la-terre-astronomie-voyager-1-espace-planete-1793616346990.jpeg" data-image="95q3skcu0osw" alt="Voyager 1, sonda espacial, astronomía, planeta, día-luz" title="Voyager 1, sonda espacial, astronomía, planeta, día-luz"><figcaption>A Voyager 1 estará a um dia-luz da Terra no próximo dia 18 de novembro.</figcaption></figure><p>A esta distância, <strong>uma ordem enviada a partir do nosso planeta demorará aproximadamente 24 horas a chegar à sonda</strong>. Se a sonda responder imediatamente, a sua mensagem demorará o mesmo tempo a regressar. O resultado: <strong>cerca de 48 horas para uma viagem de ida e volta</strong>, sem contar com o tempo de processamento da ordem!</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795110" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-dia-em-que-a-nasa-sacrificou-instrumentos-da-voyager-1-para-manter-viva-a-sonda-historica.html" title="O dia em que a NASA sacrificou instrumentos da Voyager 1 para manter viva a sonda histórica">O dia em que a NASA sacrificou instrumentos da Voyager 1 para manter viva a sonda histórica</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-dia-em-que-a-nasa-sacrificou-instrumentos-da-voyager-1-para-manter-viva-a-sonda-historica.html" title="O dia em que a NASA sacrificou instrumentos da Voyager 1 para manter viva a sonda histórica"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alerte-la-nasa-choisit-de-sacrifier-des-mesures-pour-maintenir-voyager-1-en-vie-1777476674968_320.jpeg" alt="O dia em que a NASA sacrificou instrumentos da Voyager 1 para manter viva a sonda histórica"></a></article></aside><p><strong>Por isso, é impossível pilotar a Voyager 1 como se fosse um carro telecomandado</strong>. Os engenheiros têm de antecipar as suas intervenções e aguardar para verificar os seus efeitos. <strong>Este atraso torna cada diagnóstico particularmente delicado</strong> quando surge um problema a bordo.</p><h2> Uma sonda que já se encontra no espaço interestelar</h2><p>Inicialmente, <strong>a</strong><strong> missão da Voyager 1 consistia em estudar Júpiter e Saturno</strong>, planetas que sobrevoou em 1979 e 1980, respetivamente. Posteriormente, a sua aventura<strong> estendeu-se muito para além destes planetas gigantes</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cette-sonde-envoyee-par-l-humanite-sera-bientot-a-un-jour-lumiere-de-la-terre-astronomie-voyager-1-espace-planete-1793616455878.jpeg" data-image="g86b73zizv9f" alt="Voyager 1, sonda espacial, astronomía, planeta, día-luz" title="Voyager 1, sonda espacial, astronomía, planeta, día-luz"><figcaption>Por conseguinte, serão necessárias 24 horas para que a Voyager 1 possa receber uma mensagem enviada pelos cientistas da NASA. E o mesmo tempo para receber uma resposta dela!</figcaption></figure><p><strong>Em agosto de 2012, entrou no espaço interestelar</strong> após atravessar a heliopausa. Este limite marca o extremo da grande bolha formada pelo vento solar, essa corrente de partículas emitidas pela nossa estrela.</p><p>Isto não significa, no entanto, que tenha percorrido todos os territórios do sistema solar. <strong>A distante Nuvem de Oort, um vasto reservatório de corpos gelados ligados ao Sol, ainda se encontra à sua frente</strong>. De acordo com as estimativas da NASA, a Voyager 1 poderá <strong>demorar aproximadamente 300 anos a atingir as suas regiões mais internas</strong>.</p><p>Alcançar um marco de dias-luz não desencadeará nenhum evento específico em torno da sonda: não há barreiras a ultrapassar nem mudanças repentinas a bordo. <strong>Este marco é, acima de tudo, um indicador humano</strong>. Serve como lembrete de que uma máquina concebida na década de 1970 continua a sua viagem, a uma distância em que até a luz demora um dia a chegar até nós.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Eric%20Durand%2C%20SpaceXFrance" data-year="01%2F11%2F2026" data-title="Voyager%201%20va%20atteindre%20un%20jour-lumi%C3%A8re%20de%20la%20Terre%20%3A%20le%20record%20du%2018%20novembre" data-url="https%3A%2F%2Fwww.spacexfrance.com%2Fvoyager-1-jour-lumiere%2F">Eric Durand, SpaceXFrance. (01/11/2026). <a href="https://www.spacexfrance.com/voyager-1-jour-lumiere/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Voyager 1 va atteindre un jour-lumière de la Terre : le record du 18 novembre</a>.</cite><br><cite data-author="Cit%C3%A9%20de%20l'Espace" data-year="15%2F10%2F2026" data-title="Voyager%201%20%C3%A0%20un%20jour-lumi%C3%A8re%20de%20la%20Terre" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cite-espace.com%2Factualites-spatiales%2Fvoyager-1-a-une-journee-lumiere-de-la-terre%2F">Cité de l'Espace. (15/10/2026). <a href="https://www.cite-espace.com/actualites-spatiales/voyager-1-a-une-journee-lumiere-de-la-terre/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Voyager 1 à un jour-lumière de la Terre</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/esta-sonda-enviada-pela-humanidade-estara-em-breve-a-um-dia-luz-da-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item></channel></rss>