<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Tempo.pt - Meteored</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Sat, 23 May 2026 17:00:21 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sat, 23 May 2026 17:00:21 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Tempo.pt - Meteored</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Previsão do tempo para o fim de semana em Vila Real: quando é mais provável que chova?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-do-tempo-para-o-fim-de-semana-em-vila-real-quando-e-mais-provavel-que-chova.html</link><pubDate>Sat, 23 May 2026 13:48:39 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O fim de semana em Vila Real será marcado por instabilidade significativa, com trovoadas intensas no sábado ao final da tarde e novos episódios no domingo, após uma pausa temporária durante a manhã, mantendo-se o risco de fenómenos localmente fortes.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaaxxts"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaaxxts.jpg" id="xaaxxts"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>O</strong><strong> distrito de Vila Real será um dos mais afetados pela instabilidade associada à aproximação de uma gota fria neste fim de semana.</strong> A interação entre uma massa de ar muito quente e o ar mais frio em altitude irá criar condições ideais para o desenvolvimento de aguaceiros e trovoadas, com períodos bem definidos de maior intensidade.</p><h2> Sábado a instabilidade cresce ao longo do dia e atinge pico ao final da tarde </h2><p>Durante a manhã de sábado, já se registam aguaceiros e trovoadas dispersas, refletindo uma atmosfera progressivamente instável. Contudo, será durante a tarde que a situação se agrava de forma significativa. A partir das 15h, a precipitação torna-se mais frequente e abrangente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-do-tempo-para-o-fim-de-semana-em-vila-real-quando-e-mais-provavel-que-chova-1779539101280.png" data-image="9y55dmhqjdvo" alt="Chuva" title="Chuva"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-110835">Ao final da tarde de sábado, a precipitação torna-se mais generalizada em Vila Real, com acumulados horários moderados e maior impacto na região central do distrito.</figcaption></figure><p><strong>O momento mais crítico está previsto para o final da tarde, por volta das 19h,</strong> quando a instabilidade atinge o seu pico. Neste período, a região de Vila Real deverá registar chuva moderada, com valores próximos dos 5 mm, acompanhada por trovoadas intensas e uma elevada densidade de descargas elétricas, que poderá ultrapassar os 20 raios por quilómetro quadrado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-do-tempo-para-o-fim-de-semana-em-vila-real-quando-e-mais-provavel-que-chova-1779539127908.png" data-image="6vzjmr9rc8yo" alt="Densidade de raios" title="Densidade de raios"><figcaption>Pico de instabilidade pelas 19h de sábado, com trovoadas intensas e densidade de raios superior a 20/km² na região de Vila Real.</figcaption></figure><p>Estas condições indicam trovoadas potencialmente perigosas, capazes de provocar localizados de precipitação mais intensa. Simultaneamente, verifica-se uma descida acentuada da temperatura face ao resto do país, consequência direta da influência da gota fria sobre esta região.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-do-tempo-para-o-fim-de-semana-em-vila-real-quando-e-mais-provavel-que-chova-1779539177192.png" data-image="a47e0uollaxd" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Temperaturas mais baixas em Vila Real durante o pico de instabilidade contrastam com o calor persistente no restante território.</figcaption></figure><p>Após este pico, durante a noite de sábado, a instabilidade perde gradualmente intensidade, mas não desaparece. São ainda esperados períodos de chuva fraca durante algumas horas, especialmente na região noroeste do distrito, mantendo-se um ambiente húmido e instável.</p><h2> Domingo terá uma madrugada longa com trovoadas e novo pico matinal </h2><p>Já durante a madrugada de domingo, o distrito de Vila Real continua sob influência desta massa de ar instável. Entre a meia-noite e o final da manhã, aproximadamente até às 10h,<strong> prevê-se um período prolongado de trovoadas,</strong> menos intensas do que as de sábado ao final da tarde, mas mais persistentes. Trata-se de um episódio caracterizado mais pela duração do que pela severidade.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Ainda assim, deverá ocorrer um novo momento de maior <strong>atividade elétrica durante a manhã de domingo, entre as 06h-08h,</strong> sobretudo entre os concelhos de Sabrosa e Alijó, onde a densidade de descargas elétricas poderá atingir valores próximos dos 13 raios por quilómetro quadrado.</p><p> Após este período, prevê-se uma <strong>pausa relativa na instabilidade entre as 10h e as 14h</strong>, com diminuição significativa das trovoadas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-do-tempo-para-o-fim-de-semana-em-vila-real-quando-e-mais-provavel-que-chova-1779539692216.png" data-image="fy1dl0w61zre" alt="Densidade de raios" title="Densidade de raios"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-190084">Durante a tarde de domingo, persistem trovoadas gerais no Norte e Centro, que poderão ser localmente fortes.</figcaption></figure><p>No entanto, durante a tarde, a instabilidade poderá voltar a reorganizar-se, dando origem a <strong>novos episódios de trovoadas dispersas e mais generalizadas em toda a região Norte</strong>, embora tendencialmente menos intensas do que nos períodos anteriores. </p><h2> Balanço do episódio: muita trovoada, mas chuva sem caráter extremo </h2><p>No balanço final do episódio, o distrito de Vila Real deverá registar acumulados de precipitação entre<strong> 20 e 25 mm, sendo uma das regiões mais afetadas a nível nacional.</strong> Apesar destes valores serem relevantes, não se trata de um evento extremo de chuva. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-do-tempo-para-o-fim-de-semana-em-vila-real-quando-e-mais-provavel-que-chova-1779539721171.png" data-image="6u8lx4qmp0f6" alt="Precipitação acumulada" title="Precipitação acumulada"><figcaption>No total do episódio, Vila Real destaca-se como uma das regiões com maior precipitação acumulada, com valores próximos dos 25 mm.</figcaption></figure><p><strong>O principal destaque vai para a frequência e intensidade das trovoadas,</strong> que serão mais incomuns para esta época do ano e exigem alguma precaução nas áreas mais afetadas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770319" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-34-c-alfredo-graca-indica-os-horarios-em-que-se-deve-evitar-o-esforco-fisico-em-beja-evora-lisboa-e-santarem.html" title="Até 34 ºC: Alfredo Graça indica os horários em que se deve evitar o esforço físico em Beja, Évora, Lisboa e Santarém">Até 34 ºC: Alfredo Graça indica os horários em que se deve evitar o esforço físico em Beja, Évora, Lisboa e Santarém</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-34-c-alfredo-graca-indica-os-horarios-em-que-se-deve-evitar-o-esforco-fisico-em-beja-evora-lisboa-e-santarem.html" title="Até 34 ºC: Alfredo Graça indica os horários em que se deve evitar o esforço físico em Beja, Évora, Lisboa e Santarém"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-34-c-alfredo-graca-indica-os-horarios-em-que-se-deve-evitar-o-esforco-fisico-em-beja-evora-lisboa-e-santarem-1779543980414_320.jpg" alt="Até 34 ºC: Alfredo Graça indica os horários em que se deve evitar o esforço físico em Beja, Évora, Lisboa e Santarém"></a></article></aside><p>Em suma, o período mais crítico ocorrerá ao final da tarde de sábado, sendo esse o momento em que a instabilidade atmosférica poderá ter maior impacto na região.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-do-tempo-para-o-fim-de-semana-em-vila-real-quando-e-mais-provavel-que-chova.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 34 ºC: Alfredo Graça indica os horários em que se deve evitar o esforço físico em Beja, Évora, Lisboa e Santarém]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-34-c-alfredo-graca-indica-os-horarios-em-que-se-deve-evitar-o-esforco-fisico-em-beja-evora-lisboa-e-santarem.html</link><pubDate>Sat, 23 May 2026 13:46:39 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A crista africana vai continuar a intensificar-se em Portugal continental este fim de semana, provocando temperaturas elevadas em Beja, Évora, Lisboa e Santarém, com riscos para algumas atividades ao ar livre.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaay1w0"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaay1w0.jpg" id="xaay1w0"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A massa de ar quente e seco, de origem tropical continental, vai continuar a instalar-se durante o fim de semana na Península Ibérica, provocando temperaturas claramente acima da média de referência para a época do ano. A isto acresce a fraca circulação do ar provocada pelo anticiclone e a forte insolação característica desta época do ano. Esta combinação de fatores dará origem a uma situação de <strong>“cúpula de calor” em Portugal continental, que poderá prolongar-se durante grande parte da próxima semana</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>Anomalias de temperatura previstas à superfície para os próximos dias. A anomalia representa o desvio da temperatura em relação aos valores médios para a época do ano. Neste caso serão positivas, estando previstos valores entre +4 e +9 ºC acima da média climatológica para esta época do ano.</div><p>O mapa de anomalias do modelo europeu antecipa uma semana tórrida em Portugal na despedida do mês de maio. Em Portugal continental, <strong>entre 25 de maio e 1 de junho, as anomalias da temperatura média oscilarão entre +6 e +10 ºC no interior Norte e Centro e em algumas zonas do interior alentejano</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-34-c-alfredo-graca-indica-os-horarios-em-que-se-deve-evitar-o-esforco-fisico-em-beja-evora-lisboa-e-santarem-1779542762726.png" data-image="drnxryj7gnse"><figcaption>Apesar do ligeiro alívio térmico previsto para algumas regiões amanhã, mesmo assim, no domingo 24 de maio continuam a prever-se anomalias térmicas positivas de norte a sul de Portugal continental, podendo ser registadas temperaturas até 9 ºC acima do normal.</figcaption></figure><p>Esta situação dará origem às primeiras noites tropicais, a calor intenso com risco para a saúde nas horas centrais do dia e ainda a um elevado risco de incêndios.</p><h2>Tempo veranil este fim de semana em Santarém, Lisboa, Évora e Beja</h2><p><strong>Este sábado, 23 de maio, o calor concentra-se particularmente nos vales do Tejo, Sado e Guadiana</strong>. O vento soprará de es-sudeste em grande parte da geografia do Continente (exceto nas regiões do litoral), impulsionando o calor para o interior dos referidos vales, onde se preveem máximas entre 31 e 36 ºC. Por ordem, estas serão as temperaturas máximas previstas nas quatro capitais de distrito, ordenadas da mais elevada para a mais baixa.</p><ul><li><strong>Beja</strong>: 34 ºC entre as 16:00 e as 18:00.</li><li><strong>Évora</strong>: 31 ºC entre as 15:00 e as 18:00.</li><li><strong>Lisboa</strong>: 31 ºC entre as 15:00 e as 16:00.</li><li><strong>Santarém</strong>: 31 ºC entre as 15:00 e as 16:00.</li></ul><p><strong>Os valores mais elevados à sombra ocorrerão nas cidades de Beja e Évora, com maior intensidade do calor em Beja e maior persistência do mesmo em Évora</strong>. Recomenda-se evitar a prática de desporto ao ar livre nestes horários ou outras atividades que impliquem exposição às temperaturas elevadas para pessoas vulneráveis (crianças e idosos). Em Lisboa e Santarém, a temperatura será algo mais moderada, pelo que o risco também será ligeiramente menor.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-34-c-alfredo-graca-indica-os-horarios-em-que-se-deve-evitar-o-esforco-fisico-em-beja-evora-lisboa-e-santarem-1779542389638.png" data-image="vrtw5xrkl3qh"><figcaption>Este sábado, 24 de maio, será o dia em que se registarão as temperaturas mais elevadas deste fim de semana, com destaque para a região do Baixo Alentejo.</figcaption></figure><p><strong>Domingo (24) será um dia quente. Haverá uma subida de 1 ºC ou até mesmo 2 ºC em várias zonas do interior,</strong> embora não se excluam descidas térmicas localizadas, inclusive nas áreas habitualmente mais quentes, como é o caso de Beja. Em Lisboa o termómetro registará uma ligeira descida e em Santarém e Évora deverá manter-se.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770194" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/norte-e-centro-sob-uma-gota-fria-saiba-a-que-horas-comecarao-as-trovoadas-fortes-com-granizo.html" title="Norte e Centro sob uma gota fria: saiba a que horas começarão as trovoadas fortes com granizo">Norte e Centro sob uma gota fria: saiba a que horas começarão as trovoadas fortes com granizo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/norte-e-centro-sob-uma-gota-fria-saiba-a-que-horas-comecarao-as-trovoadas-fortes-com-granizo.html" title="Norte e Centro sob uma gota fria: saiba a que horas começarão as trovoadas fortes com granizo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/norte-e-centro-sob-uma-gota-fria-a-que-horas-comecarao-as-trovoadas-fortes-com-granizo-1779464858886_320.png" alt="Norte e Centro sob uma gota fria: saiba a que horas começarão as trovoadas fortes com granizo"></a></article></aside><p><strong>As temperaturas mais elevadas estão previstas entre as 14:00 e as 18:00</strong>, horário em que será necessário redobrar as precauções ao ar livre, especialmente em atividades que impliquem um esforço físico intenso.</p><ul><li><strong>Beja</strong>: 32 ºC entre as 16:00 e as 17:00</li><li><strong>Évora</strong>: 31 ºC entre as 15:00 e as 17:00</li><li><strong>Santarém</strong>: 31 ºC entre as 15:00 e as 17:00</li><li><strong>Lisboa</strong>: 29 ºC entre as 14:00 e as 17:00</li></ul><p>Embora haja algum risco durante o dia, à noite o ambiente tornar-se-á algo mais fresco. Após uma madrugada de sábado (23) com mínimas quase tropicais em Beja (ficou-se pelos 19 ºC), tudo indica que a noite de sábado (23) para domingo (24) será ligeiramente mais fresca.<strong> As mínimas previstas para domingo (24) ficarão pelos 18 ºC na cidade de Beja, 17 ºC em Évora, 16 ºC em Lisboa e 15 ºC em Santarém</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-34-c-alfredo-graca-indica-os-horarios-em-que-se-deve-evitar-o-esforco-fisico-em-beja-evora-lisboa-e-santarem.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Será que a arte ajuda a retardar o envelhecimento humano?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/sera-que-a-arte-ajuda-a-retardar-o-envelhecimento-humano.html</link><pubDate>Sat, 23 May 2026 12:21:05 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Ir ao museu para viver mais tempo? É essa a tese defendida por vários estudos que estabelecem uma correlação entre a arte e o bem-estar. No mais recente estudo, publicado no passado dia 11 de maio, cientistas do University College de Londres demonstram que uma atividade artística ou cultural regular pode retardar o envelhecimento biológico.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/l-art-permet-il-de-ralentir-le-vieillissement-humain-1779182067205.jpeg" data-image="os00z9oul443" alt="Une grand-mère et sa petite-fille au musée - un partage qui aide à mieux vieillir." title="Une grand-mère et sa petite-fille au musée - un partage qui aide à mieux vieillir."><figcaption>Uma avó e a sua neta no museu — uma experiência partilhada que ajuda a envelhecer melhor.</figcaption></figure><p> Já em 2019, <strong>a OMS</strong> confirmava num relatório <strong>os efeitos positivos da arte na saúde mental e física</strong>. Embora vários trabalhos de investigação tenham vindo corroborar esse relatório, um novo estudo britânico publicado na revista <em>Innovation in Aging</em> sugere que uma atividade artística ou cultural semanal poderia retardar o ritmo do envelhecimento, tal como uma atividade física semanal. </p><h2>Um estudo realizado com mais de 3500 pessoas </h2><p>Para chegar às suas conclusões, os investigadores analisaram os dados de saúde de mais de 3500 adultos no Reino Unido, medindo simultaneamente a frequência da sua participação em atividades artísticas ou culturais, como a visita a um <strong>museu</strong>, a uma <strong>exposição de arte</strong> ou a uma <strong>biblioteca</strong>, ou ainda a participação num <strong>oficina de bricolage</strong>, de <strong>canto</strong> ou de <strong>pintura</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/l-art-permet-il-de-ralentir-le-vieillissement-humain-1779182389945.jpeg" data-image="ddnmpgwloqt9" alt="Participer à un atelier artistique régulièrement permet de garder le sourire." title="Participer à un atelier artistique régulièrement permet de garder le sourire."><figcaption>Participar regularmente num workshop artístico ajuda a manter o sorriso.</figcaption></figure><p>Em seguida, utilizaram "relógios epigenéticos" (um teste bioquímico que mede a acumulação de grupos metilo no ADN), o que permitiu determinar a idade biológica dessas pessoas. De um modo geral, <strong>os participantes no estudo que praticavam pelo menos uma vez por semana uma das atividades</strong> acima referidas apresentavam <strong>sinais de envelhecimento menos acentuados </strong>do que aqueles com uma vida cultural menos diversificada.</p><h2>Um abrandamento de, em média, um ano biológico</h2><p>De acordo com o relógio PhenoAge, as suas idades biológicas eram, em média, um ano mais jovens do que as das pessoas que não praticavam atividades artísticas. O relógio DunedinPACE, que mede o ritmo do envelhecimento, indica, por sua vez, <strong>um abrandamento de 4% para uma prática semanal</strong>. O relatório indica que <strong>as atividades artísticas reduzem o stress, a inflamação e melhoram o risco de doenças cardiovasculares</strong>, ou seja, benefícios semelhantes aos da atividade física.</p><p>"Estes resultados provam que a prática artística e cultural deve ser reconhecida como um comportamento benéfico para a saúde, tal como o exercício físico", sublinha Daisy Fancourt, epidemiologista e autora principal do estudo, que estuda os benefícios da arte para a saúde na UCL há quase dez anos. Daí a <strong>necessidade de a integrar nas políticas de saúde pública</strong>.</p><h2>O Museu por receita médica </h2><p>Há um ano que o <strong>Departamento de Yvelines</strong> vem a experimentar o "Museu por receita médica", um programa que permite aos profissionais de saúde oferecer aos seus pacientes uma visita gratuita ao museu. "A prescrição museológica situa-se na interseção entre os cuidados de saúde e o acompanhamento social", pode ler-se no site do Departamento de Yvelines. "Sem ser uma ferramenta curativa, <strong>insere-se numa abordagem de bem-estar global da pessoa</strong>." Criado no Quebeque em 2018 pelo Museu de Belas Artes de Montreal, este programa está a expandir-se rapidamente, nomeadamente na Bélgica, na Suíça e em França.</p><h4><em>Referência da notícia:</em></h4><p><a href="https://www.geo.fr/voyage/aller-au-musee-chaque-semaine-ralentirait-le-vieillissement-humain-selon-la-science-232064" title="https://www.geo.fr/voyage/aller-au-musee-chaque-semaine-ralentirait-le-vieillissement-humain-selon-la-science-232064" target="_blank"><em>Aller au musée chaque semaine ralentirait le vieillissement humain, selon la science, Jeanne Martin, le 18 mai 2026</em></a><a href="https://www.geo.fr/voyage/aller-au-musee-chaque-semaine-ralentirait-le-vieillissement-humain-selon-la-science-232064"></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/sera-que-a-arte-ajuda-a-retardar-o-envelhecimento-humano.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Que espécie de dinossauro recém-descoberta é esta, ainda maior do que o diplodocus?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/que-especie-de-dinossauro-recem-descoberta-e-esta-ainda-maior-do-que-o-diplodocus.html</link><pubDate>Sat, 23 May 2026 12:11:26 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Pode ver uma réplica em tamanho real deste gigante no Museu Thainosaur, em Banguecoque, na Tailândia, onde os fósseis foram descobertos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/quelle-est-cette-nouvelle-espece-de-dinosaure-decouverte-encore-plus-grande-que-le-diplodocus-thailande-nagatitan-paleontologie-1779118539570.jpeg" data-image="xm1yl47h3p17" alt="Dinosaure Paléontologie Diplodocus" title="Dinosaure Paléontologie Diplodocus"><figcaption>Aqui, uma representação dos diplodocos, os dinossauros com o pescoço comprido característico da espécie.</figcaption></figure><p><strong>A Tailândia conta agora com um novo gigante</strong> na sua história pré-histórica. Descrito em 2026 por uma equipa internacional de investigadores, o Nagatitan chaiyaphumensis é considerado <strong>o maior dinossauro conhecido até à data no Sudeste Asiático</strong>.</p><p>Este dinossauro <strong>viveu há cerca de 110 a 120 milhões de anos</strong>, durante o Cretáceo Inferior, uma época em que os dinossauros ainda dominavam os ecossistemas terrestres. Tal como os famosos <em>Diplodocus </em>ou<em> Brachiosaurus</em>, o <em>Nagatitan</em> <strong>pertencia ao grupo dos saurópodes</strong><strong>: imensos dinossauros herbívoros de pescoço longo</strong>, cauda longa e corpo robusto.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Scientists have discovered a new gigantic long-necked dinosaur species in Thailand<br><br>Named the "Nagatitan" it is estimated to have measured 27 meters long and weighed around 60,000 pounds (27,000 kg) <a href="https://t.co/ZVuSeQGM63">pic.twitter.com/ZVuSeQGM63</a></p>— Dexerto (@Dexerto) <a href="https://twitter.com/Dexerto/status/2055325479989596210?ref_src=twsrc%5Etfw">May 15, 2026</a></blockquote></figure><p>Os seus fósseis foram <strong>descobertos na província de Chaiyaphum, na Tailândia</strong>, numa formação rochosa chamada Khok Kruat. Este sítio já é conhecido pelos paleontólogos pela <strong>sua riqueza em fósseis datados do final do Mesozóico</strong>. </p><p>Embora os investigadores <strong>não tenham encontrado um esqueleto completo</strong>, foram desenterrados vários ossos importantes, nomeadamente<strong> vértebras, costelas, ossos da pelve e ossos longos dos membros</strong>. Um dos vestígios mais impressionantes é um úmero — o osso do braço — com cerca de <strong>1,78 m de comprimento</strong>, revela Thitiwoot Sethapanichsakul, autor do estudo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="755078" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-fossil-vivo-da-amazonia-descoberta-planta-que-sobreviveu-a-era-dos-dinossauros.html" title="O fóssil vivo da Amazónia: descoberta planta que sobreviveu à era dos dinossauros">O fóssil vivo da Amazónia: descoberta planta que sobreviveu à era dos dinossauros</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-fossil-vivo-da-amazonia-descoberta-planta-que-sobreviveu-a-era-dos-dinossauros.html" title="O fóssil vivo da Amazónia: descoberta planta que sobreviveu à era dos dinossauros"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-fossil-vivo-da-amazonia-descoberta-planta-que-sobreviveu-a-era-dos-dinossauros-1771631982950_320.png" alt="O fóssil vivo da Amazónia: descoberta planta que sobreviveu à era dos dinossauros"></a></article></aside><p>Graças a estes vestígios, os cientistas conseguiram estimar as dimensões do animal. <strong>O <em>Nagatitan chaiyaphumensis</em> teria atingido cerca de 27 m de comprimento</strong>, o equivalente a um prédio de vários andares deitado no chão. A sua <strong>massa é estimada entre 25 e 28 toneladas</strong>, o que corresponde a vários elefantes africanos juntos.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O nosso dinossauro é objetivamente enorme: provavelmente pesava pelo menos mais 10 toneladas do que o Dippy, o diplodocus.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O seu nome não foi escolhido ao acaso. <strong>“Naga” faz referência às criaturas serpentinas</strong> presentes em muitas tradições do Sudeste Asiático, enquanto “titan” evoca naturalmente <strong>o tamanho colossal do dinossauro</strong>. O nome da espécie, chaiyaphumensis, <strong>presta homenagem à província tailandesa</strong> onde foi descoberto.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="fr" dir="ltr"> NOUVEAU DINOSAURE <br><br>Des scientifiques en Thaïlande ont identifié le Nagatitan, un immense dinosaure herbivore découvert en Asie du Sud-Est. <br><br>Il pesait près de 60 000 livres et passait la majorité de son temps à se nourrir de végétation, sans comportement prédateur <a href="https://t.co/jIrHFzMS5t">pic.twitter.com/jIrHFzMS5t</a></p>— Neural Space (@NeuralSpace_) <a href="https://twitter.com/NeuralSpace_/status/2055645260714328378?ref_src=twsrc%5Etfw">May 16, 2026</a></blockquote></figure><p>Mas o interesse desta descoberta não reside apenas nas suas dimensões impressionantes. Ao estudarem atentamente a forma dos ossos, os investigadores identificaram<strong> várias características anatómicas únicas, suficientemente distintas para confirmar que se tratava</strong>, de facto, de uma espécie até então desconhecida.</p><p>As análises mostram que o <em>Nagatitan </em>pertencia a um grupo de grandes <strong>saurópodes asiáticos chamados Euhelopodidae</strong>. Estes dinossauros viveram na Ásia durante parte do Cretáceo, mas a sua história evolutiva ainda não é totalmente compreendida.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766069" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/mais-que-um-mito-ciencia-confirma-polvo-gigante-de-19-metros-que-dominava-os-oceanos-na-era-dos-dinossauros.html" title="Mais que um mito: ciência confirma polvo gigante de 19 metros que dominava os oceanos na era dos dinossauros">Mais que um mito: ciência confirma polvo gigante de 19 metros que dominava os oceanos na era dos dinossauros</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/mais-que-um-mito-ciencia-confirma-polvo-gigante-de-19-metros-que-dominava-os-oceanos-na-era-dos-dinossauros.html" title="Mais que um mito: ciência confirma polvo gigante de 19 metros que dominava os oceanos na era dos dinossauros"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mas-que-un-mito-la-ciencia-confirma-un-pulpo-gigante-de-19-metros-que-dominaba-los-oceanos-en-la-era-de-los-dinosaurios-1777038975522_320.jpg" alt="Mais que um mito: ciência confirma polvo gigante de 19 metros que dominava os oceanos na era dos dinossauros"></a></article></aside><p>Esta descoberta acrescenta, assim, mais uma peça a um quebra-cabeças científico muito mais vasto: <strong>como é que os dinossauros gigantes se diversificaram e se adaptaram em diferentes regiões do mundo</strong>. Lembra também que o Sudeste Asiático continua a ser um território importante para a paleontologia.</p><p>Durante muito tempo, os grandes dinossauros foram associados sobretudo a países como os Estados Unidos, a Argentina ou a China. No entanto, <strong>a Tailândia também possui um património fóssil notável, que continua a revelar novas espécies</strong>. Uma réplica em tamanho real pode ser vista no museu Thainosaur, em Banguecoque, na Tailândia.</p><h3><em>Referências da notícia:</em></h3><p><em>20Minutes avec AFP, (15/05/2026), <a href="https://www.20minutes.fr/monde/4223636-20260515-thailande-nagatitan-nouveau-dinosaure-plus-grand-diplodocus" target="_blank">Thaïlande : Qu’est-ce que le nagatitan, ce nouveau dinosaure plus grand que le diplodocus ?</a></em></p><p><em>Sethapanichsakul, T., Khansubha, SO., Manitkoon, S. et al. <a href="https://www.nature.com/articles/s41598-026-47482-x?utm_source=chatgpt.com#citeas" target="_blank">The first sauropod dinosaur from the Lower Cretaceous Khok Kruat Formation of Thailand enriches the diversity of somphospondylan titanosauriforms in southeast Asia.</a> Sci Rep <strong>16</strong>, 12467 (2026). </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/que-especie-de-dinossauro-recem-descoberta-e-esta-ainda-maior-do-que-o-diplodocus.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A catástrofe invisível: como peixes invasores estão a transformar os rios mediterrânicos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-catastrofe-invisivel-como-peixes-invasores-estao-a-transformar-os-rios-mediterranicos.html</link><pubDate>Sat, 23 May 2026 08:45:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A urgência de políticas transnacionais e vigilância precoce para conter o avanço dos peixes exóticos. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-catastrofe-invisivel-como-peixes-invasores-estao-a-transformar-os-rios-mediterranicos-1779183890106.png" data-image="e2gcojzlc7x0"><figcaption>As alterações climáticas e as secas extremas vão prejudicar gravemente os peixes nativos, mas criarão o habitat ideal para espécies tropicais invasoras como as tilápias.</figcaption></figure><p>A bacia <strong>circum-mediterrânica é reconhecida internacionalmente como um ponto crítico (<em>hotspot</em>) de biodiversidade global</strong>, albergando uma fauna de água doce altamente endémica e singular, da qual mais de metade se encontra atualmente sob ameaça de extinção.</p><div class="texto-destacado">Os diversos estudos alertam para uma "catástrofe invisível": o impacto severo e crescente das invasões biológicas por peixes não-nativos nestes ecossistemas vulneráveis. </div><p>Em cenários extremos, como o rio Segura em Espanha ou o lago Pamvotis na Grécia, a proporção de <strong>peixes exóticos já supera os 70% e 80% de toda a comunidade aquícola</strong>, respetivamente, transformando drasticamente a composição original destas comunidades.</p><h2>Inventário das espécies e distribuição geográfica</h2><p>Com base num levantamento exaustivo de dados atualizados até janeiro de 2025, os investigadores registaram um total de <strong>151 espécies de peixes não-nativos nas águas interiores da região</strong>. Deste total, 106 espécies encontram-se plenamente estabelecidas com populações autossustentáveis na natureza, enquanto 45 estão presentes mas não estabelecidas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-catastrofe-invisivel-como-peixes-invasores-estao-a-transformar-os-rios-mediterranicos-1779183757334.png" data-image="xdogv79sg2jo"><figcaption>Em casos extremos, como o rio Segura e o lago Pamvotis, os peixes invasores representam mais de 70% e 80% da fauna.</figcaption></figure><p>Países europeus como Itália, Espanha, França, Bósnia e Herzegovina e Croácia lideram a lista com o maior número de espécies exóticas estabelecidas.</p><div class="texto-destacado">Os denominados "suspeitos habituais" mais amplamente disseminados são a gambésia (Gambusia holbrooki), estabelecida em 21 países, a carpa comum (Cyprinus carpio), presente em 20, e a perca-sol (Lepomis gibbosus), registada em 16 países. </div><p>Estas espécies dominantes partilham traços biológicos comuns, como uma <strong>elevada capacidade reprodutiva</strong>, ampla tolerância ambiental e grande competitividade ecológica face às populações nativas isoladas.</p><h2>Origens e vias de introdução<br></h2><p>A análise biogeográfica revela que a maioria das introduções tem origem na <strong>própria Europa (58 espécies), seguida pela Ásia (39) e pela América do Norte (24)</strong>. Ocorre um fenómeno notável de "homogeneização faunística" devido ao intercâmbio contínuo de espécies entre nações europeias vizinhas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-catastrofe-invisivel-como-peixes-invasores-estao-a-transformar-os-rios-mediterranicos-1779183837913.png" data-image="ldi8dq3mslio"><figcaption>A gambésia e a carpa-comum são os invasores mais bem-sucedidos, estando estabelecidas em 21 e 20 países da bacia mediterrânica.</figcaption></figure><p>Relativamente às vias de dispersão, os escapes de confinamento constituem o vetor principal (105 espécies), <strong>associados de perto à expansão do comércio de aquariofilia e à aquicultura comercial de espécies de rápido crescimento como a truta-arco-íris ou as tilápias</strong>. Em segundo lugar, destacam-se as libertações intencionais (57 espécies), motivadas quer pela promoção da pesca desportiva (como o siluro ou o lúcio) quer pelo controlo biológico de pragas de mosquitos (caso da gambésia).</p><h2>Determinantes socioeconómicos e ambientais<br></h2><p>O estudo demonstra que as invasões não ocorrem ao acaso, <strong>estando correlacionadas com a atividade humana e a disponibilidade de habitat.</strong> Verificou-se uma forte correlação positiva entre a riqueza de peixes exóticos e o Produto Interno Bruto (PIB) nacional, dado que países com maior capacidade económica geram mais comércio internacional e desenvolvimento de atividades como a aquicultura ou a pesca recreativa. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-catastrofe-invisivel-como-peixes-invasores-estao-a-transformar-os-rios-mediterranicos-1779184023516.png" data-image="r42cngghysr9"><figcaption>As barragens funcionam como autênticos ímanes de invasões, criando águas estáveis que favorecem peixes exóticos face às espécies nativas.</figcaption></figure><p>Adicionalmente, <strong>o número de barragens atua como uma "porta de entrada" fundamental: as albufeiras criam ambientes profundamente alterados e estáveis que beneficiam os invasores</strong>, os quais se encontram mais aptos a colonizar estes habitats do que as espécies nativas adaptadas a rios correntes. </p><p>A precipitação anual e a área geográfica sob clima mediterrânico também <strong>influenciam positivamente esta riqueza</strong>. Em oposição, a temperatura média apresenta uma correlação negativa, explicada pela presença de grandes extensões desérticas áridas em países quentes e populosos (como Argélia, Líbia e Egito) que inviabilizam a sobrevivência de organismos aquáticos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-catastrofe-invisivel-como-peixes-invasores-estao-a-transformar-os-rios-mediterranicos-1779184269316.png" data-image="ubarfmz063j6"><figcaption>Por exemplo os países da antiga Jugoslávia partilham hoje exatamente as mesmas espécies invasoras devido a políticas e práticas de gestão ambiental partilhadas no passado</figcaption></figure><p><strong>As alterações climáticas em curso e o aumento da aridez na bacia mediterrânica poderão desfavorecer as espécies nativas </strong>e abrir novas oportunidades para peixes exóticos termofílicos (como as tilápias do género Oreochromis) expandirem o seu território.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="760321" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/estudo-internacional-alerta-para-a-ameaca-exponencial-de-especies-invasoras.html" title="Estudo internacional alerta para a ameaça exponencial de espécies invasoras">Estudo internacional alerta para a ameaça exponencial de espécies invasoras</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/estudo-internacional-alerta-para-a-ameaca-exponencial-de-especies-invasoras.html" title="Estudo internacional alerta para a ameaça exponencial de espécies invasoras"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-internacional-alerta-para-a-ameaca-exponencial-de-especies-invasoras-1774278118017_320.jpg" alt="Estudo internacional alerta para a ameaça exponencial de espécies invasoras"></a></article></aside><p>Uma vez que o controlo e a erradicação de populações estabelecidas se revelam extremamente complexos e dispendiosos, a distinção clara entre espécies apenas introduzidas e espécies já estabelecidas é vital. Neste sentido, são recomendados três prioridades regionais urgentes: <strong>a aplicação de protocolos estritos de biossegurança no comércio internacional de espécies; o desenvolvimento de avaliações de risco preditivas; e o reforço de redes de monitorização e vigilância precoce focadas em focos críticos de invasão, como as albufeiras artificiais.</strong></p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><em> Cano-Barbacil, C., García-Berthou, E., Ribeiro, F. et al. Patterns and correlates of non-native inland fishes in the circum-Mediterranean region. Hydrobiologia (2026). <a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s10750-026-06221-z" target="_blank">https://doi.org/10.1007/s10750-026-06221-z</a> </em></p><p><em><a href="https://theconversation.com/catastrofe-invisible-peces-invasores-en-los-rios-mediterraneos-282245">https://theconversation.com/catastrofe-invisible-peces-invasores-en-los-rios-mediterraneos-282245</a></em></p><ul></ul>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-catastrofe-invisivel-como-peixes-invasores-estao-a-transformar-os-rios-mediterranicos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As alterações climáticas obrigam famílias a separarem-se: quem decide quem migra e quem fica nos ambientes extremos?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-alteracoes-climaticas-obrigam-familias-a-separarem-se-quem-decide-quem-migra-e-quem-fica-nos-ambientes-extremos.html</link><pubDate>Sat, 23 May 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>No Bangladesh, Butão, Índia e Nepal, muitas pessoas migram das zonas rurais para cidades devido a ciclones, tempestades, inundações e secas, que ameaçam ou destroem casas e meios de subsistência, aumentando a migração climática.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-alteracoes-climaticas-obrigam-familias-a-separarem-se-quem-decide-quem-migra-e-quem-fica-nos-ambientes-extremos-1779468533399.jpg" data-image="hhtfqtuvwms2" alt="migração; imagem ilustrativa" title="migração; imagem ilustrativa"><figcaption>Milhares de pessoas migram todos os anos devido às alterações climáticas.</figcaption></figure><p>A maioria dos estudos anteriores centrou-se na migração de homens que se mudam em busca de emprego e na forma como isso afeta as mulheres e as famílias que deixam para trás. Mas <strong>muitas mulheres também migram como resultado de eventos climáticos extremos</strong>.</p><p>Os núcleos familiares de migrantes assumem muitas formas. Um novo estudo envolveu a recolha de dados através de questionários e entrevistas a cerca de <strong>1.200 famílias nestes países</strong>, revelando um quadro complexo.</p><h2>Impacto mais evidente na Ásia</h2><p>Na Índia, no Nepal e no Bangladesh, as <strong>mulheres tendem a envolver-se mais na agricultura e na criação de animais</strong>. Os <strong>homens migram para as cidades para trabalhar na construção civil ou em fábricas</strong>, regressando frequentemente a casa para visitas anuais, ou com maior frequência se estiverem mais perto de casa. Mas no Butão, <strong>é mais comum as mulheres se mudarem para trabalhar, sozinhas ou com as suas famílias</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-alteracoes-climaticas-obrigam-familias-a-separarem-se-quem-decide-quem-migra-e-quem-fica-nos-ambientes-extremos-1779468646747.jpg" data-image="hexov2n0hjmq" alt="mulher a carregar lenha; Bangladesh" title="mulher a carregar lenha; Bangladesh"><figcaption>Na Índia, no Nepal e no Bangladesh, as mulheres tendem a envolver-se mais na agricultura e na criação de animais. </figcaption></figure><p>O <strong>Butão e o Nepal são regiões montanhosas propensas a inundações e deslizamentos de terra</strong>. A recolha de água tem sido tradicionalmente uma tarefa feminina. Mas os sistemas de <strong>água canalizada fornecidos pelo Estado tornaram o abastecimento de água mais fiável e acessível</strong>. Posto isto, outras tarefas domésticas e de cuidados, como cozinhar, cuidar dos filhos e dos familiares idosos, continuam a ser da responsabilidade das mulheres. Isto deixa-lhes pouco tempo para outras atividades.</p><h2>Alterações climáticas e as migrações</h2><p> As <strong>pressões climáticas aprofundam algumas desigualdades de género</strong> e intergeracionais já existentes. Por exemplo, os eventos climáticos extremos podem <strong>aumentar a carga de trabalho das mulheres </strong>sem necessariamente melhorar a sua posse de bens, o controlo financeiro ou a liderança comunitária. </p><p>Mas esta investigação mostra como as <strong>pressões climáticas têm influências complexas na migração e na adaptação</strong>. A migração climática pode levar a uma renegociação das relações familiares – isto depende de quem se muda e de quem fica. Outros fatores incluem as condições materiais e os recursos disponíveis para a família, as dinâmicas sociais e o apoio recebido, bem como as normas de género em torno dos papéis, responsabilidades e expectativas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-alteracoes-climaticas-obrigam-familias-a-separarem-se-quem-decide-quem-migra-e-quem-fica-nos-ambientes-extremos-1779468825582.jpg" data-image="xremm62h4nib" alt="mulheres; Bangladesh" title="mulheres; Bangladesh"><figcaption>A migração climática está a mudar as responsabilidades de género nos cuidados domésticos e no trabalho dentro das famílias. </figcaption></figure><p>No Nepal, os especialistas observaram, de um modo geral, um <strong>movimento no sentido da construção de relações mais recíprocas</strong>. Isto permite aos pais contribuir conjuntamente para o seu futuro e ajudar a construir um futuro mais estável para os seus filhos.</p><p>O Butão reflete uma <strong>continuidade das vantagens culturais em termos de equidade económica e social</strong>, embora esta esteja a ser, em certa medida, afetada pela migração. Atualmente, há uma ênfase na construção da unidade e da coesão comunitária nas zonas rurais, que testemunham um rápido despovoamento. <strong>Na Índia e no Bangladesh, as mulheres estão a assumir maiores responsabilidades na gestão das propriedades rurais</strong>, na gestão das finanças e na participação em cooperativas agrícolas ou grupos de poupança, muitas vezes sem controlo ou liderança.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="716532" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/migracao-climatica-60-pessoas-fogem-a-cada-minuto-e-as-mulheres-sofrem-mais-do-que-nunca.html" title="Migração climática: 60 pessoas fogem a cada minuto e as mulheres sofrem mais do que nunca">Migração climática: 60 pessoas fogem a cada minuto e as mulheres sofrem mais do que nunca</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/migracao-climatica-60-pessoas-fogem-a-cada-minuto-e-as-mulheres-sofrem-mais-do-que-nunca.html" title="Migração climática: 60 pessoas fogem a cada minuto e as mulheres sofrem mais do que nunca"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/migrations-climatiques-chaque-minute-60-personnes-fuient-et-les-femmes-en-souffrent-plus-que-jamais-impacts-changement-climatique-1750426996582_320.jpeg" alt="Migração climática: 60 pessoas fogem a cada minuto e as mulheres sofrem mais do que nunca"></a></article></aside><p> Salários e condições de trabalho justos são essenciais. Mas, além disso, <strong>a migração climática está a mudar as responsabilidades de género nos cuidados domésticos e no trabalho dentro das famílias</strong>. Afeta também quem detém a propriedade e o controlo das finanças e da terra, e influencia a forma como as famílias tomam decisões. Para apoiar as famílias à medida que esta dinâmica se altera, é importante<strong> reforçar os direitos fundiários das mulheres</strong>, melhorar o acesso a serviços financeiros e apoiar instituições coletivas que possibilitem uma participação e liderança significativas. </p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Stephanie Leder, Rachana Upadhyaya, Kees van der Geest, Yuvika Adhikari, Matthias Büttner. <a href="https://doi.org/10.1016/j.worlddev.2024.106544" target="_blank">Rural out-migration and water governance: Gender and social relations mediate and sustain irrigation systems in Nepal</a>. World Development (2024).</em></p><p><em><a href="https://clareprogramme.org/project/successful-intervention-pathways-for-migration-as-adaptation-success/" target="_blank">SUCCESS – Successful intervention pathways for migration as adaptation</a><br></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-alteracoes-climaticas-obrigam-familias-a-separarem-se-quem-decide-quem-migra-e-quem-fica-nos-ambientes-extremos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Sem eletricidade, sem vizinhos e sem saída fácil: a aldeia fantasma que intriga Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/sem-eletricidade-sem-vizinhos-e-sem-saida-facil-a-aldeia-fantasma-que-intriga-portugal.html</link><pubDate>Sat, 23 May 2026 06:17:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Escondida na Serra da Freita, Drave está abandonada há quase duas décadas e continua a atrair aventureiros. Há quem diga que é “um dos lugares mais míticos de Portugal”.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sem-eletricidade-sem-vizinhos-e-sem-saida-facil-a-aldeia-fantasma-que-intriga-portugal-1779359499056.jpg" data-image="0nuxqgxk8k6s" alt="Drave" title="Drave"><figcaption>Sem estradas, luz ou habitantes há quase 20 anos. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>Não tem estradas, eletricidade, água canalizada, saneamento, gás, nem correio. A rede de telemóvel pode ser escassa. E o acesso? Nada facilitado. Situada no concelho de Arouca, <strong>Drave</strong> é muitas vezes referida como a aldeia mais isolada de Portugal, e percebemos o motivo.</p><p>Nesta aldeia <strong>não há quem viva há quase duas décadas</strong>. Não há ruído de carros, nem vizinhos, nem qualquer sinal de vida moderna. “Só ruínas, silêncio e vestígios de uma comunidade que um dia ali floresceu”, lê-se no ‘Idealista’.</p><h2>Uma aldeia desabitada há quase 20 anos</h2><p>Esta não é uma aldeia “pouco habitada”. Em vez disso, poderá dizer-se mesmo que é um <strong>lugar completamente vazio</strong>. Um onde “o tempo parece ter parado e onde o único som é o da natureza a ocupar o espaço deixado pelo ser humano.” Ainda assim, há quem garanta tratar-se de “<strong>um dos lugares mais míticos de Portugal</strong>”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="743610" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-aldeia-historica-de-viseu-estava-ao-abandono-agora-foi-comprada-por-2-35-milhoes-de-euros.html" title="Esta aldeia histórica de Viseu estava ao abandono. Agora foi comprada por 2,35 milhões de euros">Esta aldeia histórica de Viseu estava ao abandono. Agora foi comprada por 2,35 milhões de euros</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-aldeia-historica-de-viseu-estava-ao-abandono-agora-foi-comprada-por-2-35-milhoes-de-euros.html" title="Esta aldeia histórica de Viseu estava ao abandono. Agora foi comprada por 2,35 milhões de euros"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esta-aldeia-historica-de-viseu-estava-ao-abandono-agora-foi-comprada-por-2-35-milhoes-de-euros-1765530637353_320.jpg" alt="Esta aldeia histórica de Viseu estava ao abandono. Agora foi comprada por 2,35 milhões de euros"></a></article></aside><p>“Drave foi habitada até ao início deste século, mas só em 1993 é que o telefone chegou ali, como pudemos ler numa placa afixada na igreja de Drave. <strong>Hoje Drave não tem qualquer habitante permanente</strong>. No entanto, o seu carácter, a sua localização, e a mística de Drave fazem com que esta aldeia não tivesse ficado esquecida e são cada vez mais aqueles que visitam Drave e se deixam encantar por ela. Talvez a vida esteja lentamente a voltar a Drave”, nota o blogue ‘Viajar entre Viagens’.</p><h2>Como chegar a Drave?</h2><p>Escondida no coração da Serra da Freita, no concelho de Arouca, a aldeia de Drave é um lugar fantasma, <strong>desabitado desde 2009</strong>. Sem estradas acessíveis, eletricidade ou serviços básicos, só é possível chegar por <strong>trilhos de montanha</strong>. </p><div class="texto-destacado">Feitas as contas, aliás, é preciso fazer uma caminhada de quatro quilómetros em trilhos. No final, contudo, as vistas recompensam os mais aventureiros. </div><p>“Se a aldeia de xisto é mágica, o percurso pedestre para lá chegar não lhe fica atrás. O trilho de acesso à aldeia de Drave arranca da vizinha aldeia de Regoufe e tem aproximadamente 4 km de extensão (8 km ida e volta)”, informam os autores do blogue ‘Vaga Mundos’.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sem-eletricidade-sem-vizinhos-e-sem-saida-facil-a-aldeia-fantasma-que-intriga-portugal-1779359158546.jpg" data-image="ak3g6ia85w9u" alt="Drave" title="Drave"><figcaption>Já conhece a a aldeia fantasma escondida nas montanhas de Arouca? Foto: Wikimedia // João Nuno Brochado</figcaption></figure><p>“E, acredite, que chegar a Drave depois desta caminhada é algo verdadeiramente mágico. É difícil descrever o que se sente ao observar pela primeira vez o casario de xisto da aldeia, pontilhado pela branquinha capela, e ao escutar o barulho das cristalinas águas da ribeira de Palhais.”</p><div class="texto-destacado"> “O esforço é recompensado com um cenário impressionante – mas também com uma sensação desconcertante: a de estar num lugar que já não pertence a este tempo.” </div><p>Sim, porque, apesar da ausência total de habitantes ou de infraestruturas modernas, ainda é possível encontrar alguns vestígios da vida que a aldeia teve em tempo. <strong>As casas de xisto</strong> em diferentes estados de ruína são alguns deles.</p><p>Há também "uma pequena capela que continua preservada"; alguns "elementos tradicionais como as pias de pedra, muros, lagares e espigueiros"; sem esquecer "os trilhos e vistas incríveis sobre o vale", acrescenta o ‘Idealista’.</p><h2>Como uma aldeia inteira se tornou um lugar fantasma?</h2><p>Não se deixe enganar. Esta aldeia não se tornou um lugar fantasma de um dia para o outro. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="746428" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/foi-um-dos-destinos-de-ferias-mais-populares-de-espanha-hoje-e-uma-cidade-fantasma.html" title="Foi um dos destinos de férias mais populares de Espanha. Hoje, é uma cidade fantasma">Foi um dos destinos de férias mais populares de Espanha. Hoje, é uma cidade fantasma</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/foi-um-dos-destinos-de-ferias-mais-populares-de-espanha-hoje-e-uma-cidade-fantasma.html" title="Foi um dos destinos de férias mais populares de Espanha. Hoje, é uma cidade fantasma"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/foi-um-dos-destinos-de-ferias-mais-populares-de-espanha-hoje-e-uma-cidade-fantasma-1767023742036_320.jpg" alt="Foi um dos destinos de férias mais populares de Espanha. Hoje, é uma cidade fantasma"></a></article></aside><p>Tal como muitas outras aldeias do interior, <strong>Drave foi perdendo população gradualmente</strong>. Os jovens emigraram, os mais velhos foram falecendo, e as condições de vida tornaram-se insustentáveis.</p><div class="texto-destacado">O acesso extremamente difícil, a ausência de infraestruturas modernas e o desinteresse político e institucional ao longo de décadas são alguns dos principais motivos que levaram ao abandono da aldeia. </div><p>Ainda assim, pode-se dizer que Drave não foi totalmente esquecida. “Escuteiros de várias regiões utilizam a aldeia como campo de atividades e têm ajudado a manter algumas estruturas em pé.”</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/sem-eletricidade-sem-vizinhos-e-sem-saida-facil-a-aldeia-fantasma-que-intriga-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os primeiros superpredadores do oceano podem ter sido polvos gigantes]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-primeiros-superpredadores-do-oceano-podem-ter-sido-polvos-gigantes.html</link><pubDate>Sat, 23 May 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Cientistas descobriram fósseis que comprovam que os polvos antigos eram predadores de topo, enormes e inteligentes e dotados de uma mordida poderosa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/the-ocean-s-first-super-predators-may-have-been-giant-octopuses-1779279473023.png" data-image="xd1hoxibnhqx"><figcaption>Imagem de uma reconstrução do polvo gigante. Crédito: Yohei Utsuki, Departamento de Ciências da Terra e Planetárias, Universidade de Hokkaido.</figcaption></figure><p>Um <strong>novo estudo publicado na revista </strong><em><strong>Science</strong> </em>revela que os primeiros parentes do polvo podem ter desempenhado um papel mais predatório em ecossistemas antigos.</p><p>O estudo, liderado por investigadores da Universidade de Hokkaido, descobriu que <strong>os primeiros polvos conhecidos eram predadores gigantes que caçavam no topo da cadeia alimentar</strong>, ao lado de grandes vertebrados marinhos.</p><p>Os polvos têm corpos moles, o que significa que raramente fossilizam bem, dificultando o rastreamento da sua história evolutiva. No estudo, os investigadores usaram <strong>mandíbulas fossilizadas de polvos primitivos </strong>— uma parte do corpo que fossiliza facilmente — para reconstruir a sua história.</p><h2>Use ferramentas digitais para encontrar fósseis</h2><p>Utilizando<strong> tomografia de alta resolução e um modelo de inteligência artificial (IA)</strong>, cientistas descobriram <strong>mandíbulas fossilizadas em amostras de rochas do Cretáceo Superior, datadas de 100 a 72 milhões de anos atrás</strong>. Os fósseis, escavados no Japão e na Ilha de Vancouver, estavam bem preservados em sedimentos marinhos calmos, com minúsculas marcas de desgaste revelando como se alimentavam.</p><p>Os<strong> fósseis pertencem a um grupo extinto de polvos com nadadeiras chamado <em>Cirrata</em></strong>. Ao analisar a forma, o tamanho e o desgaste das mandíbulas, a equipa descobriu que eles<strong> eram predadores ativos, esmagando as suas presas com uma mordida poderosa</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/mais-que-um-mito-ciencia-confirma-polvo-gigante-de-19-metros-que-dominava-os-oceanos-na-era-dos-dinossauros.html" title="Mais que um mito: ciência confirma polvo gigante de 19 metros que dominava os oceanos na era dos dinossauros">Mais que um mito: ciência confirma polvo gigante de 19 metros que dominava os oceanos na era dos dinossauros</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/mais-que-um-mito-ciencia-confirma-polvo-gigante-de-19-metros-que-dominava-os-oceanos-na-era-dos-dinossauros.html" title="Mais que um mito: ciência confirma polvo gigante de 19 metros que dominava os oceanos na era dos dinossauros"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mas-que-un-mito-la-ciencia-confirma-un-pulpo-gigante-de-19-metros-que-dominaba-los-oceanos-en-la-era-de-los-dinosaurios-1777038975522_320.jpg" alt="Mais que um mito: ciência confirma polvo gigante de 19 metros que dominava os oceanos na era dos dinossauros"></a></article></aside><p>"As nossas descobertas sugerem que <strong>os primeiros polvos eram predadores gigantescos que ocupavam o topo da cadeia alimentar marinha no período Cretáceo</strong>", disse o professor Yasuhiro Iba, da Universidade de Hokkaido.</p><p>"A partir de mandíbulas fossilizadas excecionalmente bem preservadas, demonstramos que estes animais <strong>atingiam comprimentos totais de até quase 20 metros, o que poderia ter superado o tamanho dos maiores répteis marinhos da mesma época</strong>", acrescentou.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/the-ocean-s-first-super-predators-may-have-been-giant-octopuses-1779279749779.jpg" data-image="awinobe3lmdm"><figcaption>Fotografia de um polvo. Crédito: Pixabay.</figcaption></figure><p>“Talvez a descoberta mais surpreendente tenha sido o grau de desgaste nas mandíbulas”, disse Iba. <strong>O fóssil apresentava desgaste extenso, incluindo lascas e rachaduras, indicando uma força de mordida poderosa</strong>.</p><p>“Em espécimes bem desenvolvidos, até 10% da ponta da mandíbula, em relação ao seu comprimento total, tinha-se desgastado — uma percentagem maior do que a observada em cefalópodes modernos que se alimentam de presas com casca dura. Isto indica interações repetidas e vigorosas com as suas presas, revelando uma estratégia alimentar inesperadamente agressiva”.</p><p>As descobertas sugerem que <strong>os polvos antigos eram caçadores poderosos e ativos que consumiam grandes quantidades de presas</strong>.</p><h2>Como é que esta descoberta afeta a sua história evolutiva?</h2><p>As descobertas alteram a compreensão dos cientistas sobre a história inicial dos polvos. <strong>Os novos fósseis recuam o registo mais antigo conhecido de polvos com barbatanas em cerca de 15 milhões de anos </strong><strong>e o registo geral de polvos em cerca de 5 milhões de anos</strong>, situando-os aproximadamente há 100 milhões de anos.</p><p>Uma descoberta incomum foi o desgaste desigual nas mandíbulas. Em ambas as espécies examinadas, um lado da mandíbula estava mais desgastado, sugerindo que elas preferiam usar esse lado. Este comportamento é chamado de lateralização e está associado a animais modernos com processamento neural avançado. Estas descobertas sugerem que<strong> os primeiros polvos podem ter exibido comportamentos complexos e inteligentes</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/revelacao-genetica-o-polvo-que-previu-a-catastrofe-glaciar-clima.html" title="Revelação genética: o polvo que previu a catástrofe glaciar!">Revelação genética: o polvo que previu a catástrofe glaciar!</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/revelacao-genetica-o-polvo-que-previu-a-catastrofe-glaciar-clima.html" title="Revelação genética: o polvo que previu a catástrofe glaciar!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/revelation-genetique-la-pieuvre-qui-predit-la-catastrophe-glaciaire-1704606862538_320.jpeg" alt="Revelação genética: o polvo que previu a catástrofe glaciar!"></a></article></aside><p>Anteriormente, os cientistas acreditavam que os ecossistemas marinhos antigos eram dominados por predadores vertebrados, enquanto os invertebrados eram considerados como estando num nível inferior da cadeia alimentar. As novas descobertas sugerem que os polvos gigantes podem ter sido uma exceção, ascendendo ao topo da cadeia alimentar e<strong> competindo com grandes vertebrados</strong>.</p><p>“<strong>Este estudo fornece a primeira evidência direta de que os invertebrados poderiam evoluir para predadores gigantes e inteligentes </strong>em ecossistemas que foram dominados por vertebrados por cerca de 400 milhões de anos. As nossas descobertas demonstram que mandíbulas poderosas e a perda do esqueleto superficial — características comuns tanto a polvos quanto a vertebrados marinhos — foram essenciais para se tornarem predadores marinhos enormes e inteligentes”, disse Iba.</p><p>A investigação reforça a necessidade de reconstruir ecossistemas antigos inteiros com maior detalhe. Utilizando mineração digital de fósseis e inteligência artificial, a equipa espera descobrir muitos outros fósseis escondidos.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.science.org/doi/10.1126/science.aea6285" target="_blank">Earliest octopuses were giant top predators in Cretaceous oceans</a>. 23 de abril, 2026. Ikegami, et al.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-primeiros-superpredadores-do-oceano-podem-ter-sido-polvos-gigantes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O cenário mais inquietante do cosmos: um universo que arrefece até desaparecer]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-cenario-mais-inquietante-do-cosmos-um-universo-que-arrefece-ate-desaparecer.html</link><pubDate>Fri, 22 May 2026 18:05:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O universo talvez não tenha um fim explosivo, mas sim um muito mais silencioso: um arrefecimento. O Big Freeze imagina um futuro em que a energia se esgota gradualmente, até que tudo fique em silêncio.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-escenario-mas-inquietante-del-cosmos-un-universo-que-se-enfria-hasta-apagarse-1775333735524.jpg" data-image="k5x6az37dtnk" alt="evolución del universo" title="evolución del universo"><figcaption>É um grande mistério: a evolução do universo depende da energia escura, mas... o que é que isso significa?</figcaption></figure><p>O destino do universo continua a ser <strong>um dos grandes mistérios da ciência</strong>. Entre as teorias mais inquietantes está o <strong>Big Freeze</strong>, um cenário em que o cosmos não termina com uma explosão espetacular, mas sim com um lento e silencioso apagamento.</p><div class="texto-destacado">Embora durante anos se tenha pensado que <strong>a expansão do universo</strong> está a acelerar, novos estudos chegam mesmo a pôr em dúvida se este processo continuará da mesma forma.</div><p><strong>Consegues imaginar um universo que simplesmente arrefece até ficar sem vida?</strong> É isso, essencialmente, que o Big Freeze — também chamado de <strong>morte térmica</strong> — propõe: um futuro em que toda a atividade cósmica desaparece gradualmente.</p><h2>O que é o Big Freeze e porque é motivo de preocupação?</h2><p>O <strong>Big Freeze</strong> descreve um universo que, ao longo de escalas de tempo quase impossíveis de imaginar,<strong> arrefece até ficar praticamente inert</strong><strong>e</strong>. À medida que o espaço se expande, as galáxias afastam-se umas das outras, dificultando a formação de novas estrelas e esgotando gradualmente as fontes de energia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-escenario-mas-inquietante-del-cosmos-un-universo-que-se-enfria-hasta-apagarse-1775335704125.jpg" data-image="iv93s446rbao" alt="línea temporal universo" title="línea temporal universo"><figcaption>Linha do tempo do universo rumo ao Big Freeze, um dos seus possíveis finais. Imagem criada com IA</figcaption></figure><p>Com o tempo, as estrelas<strong> esgotam o seu combustível e apagam-se</strong>, as galáxias ficam isoladas e a radiação dispersa-se. Até as estruturas mais pequenas acabam por <strong>degradar-se</strong>. O resultado é um <strong>universo escuro, frio e sem processos ativos</strong>: um lugar onde já nada acontece.</p><p>Grande parte deste cenário explica-se pela <strong>energia escura</strong>, uma forma misteriosa de energia que constitui cerca de <strong>70% do conteúdo do universo</strong>. Acredita-se que seja responsável pelo facto de a expansão cósmica estar a acelerar, empurrando tudo cada vez mais para longe e diluindo a energia disponível.</p><h2>Entropia: a "desordem" que marca o fim</h2><p>Para compreender por que razão o universo tende para este destino, é fundamental falar de <strong>entropia</strong>. Em termos simples, a entropia mede<strong> a desordem de um sistema</strong> e a quantidade de energia que já não pode ser aproveitada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-escenario-mas-inquietante-del-cosmos-un-universo-que-se-enfria-hasta-apagarse-1775333645993.jpg" data-image="g4otmluxee5l" alt="ejemplo entropía" title="ejemplo entropía"><figcaption>Ao derreter, o gelo passa de uma estrutura ordenada para outra mais desordenada: é nisso que consiste a entropia, na quantificação da energia não utilizável para realizar trabalho, de acordo com o seu conceito na termodinâmica.</figcaption></figure><p>Um exemplo do quotidiano deixa isso claro: quando um cubo de gelo derrete, passa de uma estrutura ordenada (sólido) para uma mais desordenada (líquido). Essa mudança implica um <strong>aumento da entropia</strong>. No universo ocorre algo semelhante, mas numa escala gigantesca.</p><div class="texto-destacado">De acordo com a segunda lei da termodinâmica, <strong>a entropia aumenta sempre</strong>. À medida que o universo se expande, a energia dispersa-se e torna-se cada vez menos útil. <br><br>Este processo conduz, inevitavelmente, a um estado de equilíbrio térmico máximo: a chamada <strong>morte térmica</strong>.</div><p>Nesse ponto, já não haverá diferenças de temperatura nem energia disponível para gerar mudanças. Tudo continuará a existir, mas sem atividade: um<strong> equilíbrio total</strong>… e estéril.</p><h2>Será que o universo está realmente a expandir-se cada vez mais depressa?</h2><p>Um dos pilares da teoria do Big Freeze é a <strong>expansão do universo</strong>, medida através da <strong>constante de Hubble</strong>. Graças a observações de supernovas do tipo Ia, os cientistas descobriram que as galáxias não só se afastam, como o fazem cada vez mais depressa.</p><p>Esta <strong>expansão acelerada</strong> implica que a matéria e a energia se dispersam progressivamente, tornando cada vez mais difícil a formação de novas estruturas. Por outras palavras, o universo arrefece e esvazia-se pouco a pouco.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767719" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/vasco-goncalves-deu-um-passo-determinante-para-compreender-a-memoria-do-universo.html" title="Vasco Gonçalves deu um passo determinante para compreender a memória do Universo">Vasco Gonçalves deu um passo determinante para compreender a memória do Universo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/vasco-goncalves-deu-um-passo-determinante-para-compreender-a-memoria-do-universo.html" title="Vasco Gonçalves deu um passo determinante para compreender a memória do Universo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vasco-goncalves-deu-um-passo-determinante-para-compreender-a-memoria-do-universo-1778159416067_320.jpg" alt="Vasco Gonçalves deu um passo determinante para compreender a memória do Universo"></a></article></aside><p>No entanto, nos últimos anos, surgiram investigações que questionam esta ideia. Alguns estudos sugerem que <strong>a expansão poderá não estar a acelerar tanto quanto se pensava</strong>, e até que poderá começar a abrandar.</p><p>Por enquanto, a maioria das evidências continua a apoiar a expansão acelerada, o que mantém <strong>o Big Freeze como um dos cenários mais prováveis</strong>. Ainda assim, o destino final do universo permanece em aberto, lembrando-nos que, mesmo à escala cósmica, ainda há muito por descobrir.</p><h3><em>Referências da notícia:</em></h3><p><em> Live Science: <a href="https://www.livescience.com/physics-mathematics/dark-energy/the-universe-may-end-in-a-big-freeze-holographic-model-of-the-universe-suggests" target="_blank">El universo podría terminar en un "Gran Congelamiento"</a></em></p><p><em> National Geographic: </em><a href="https://www.nationalgeographic.com.es/ciencia/descubre-verdadero-significado-entropia-mas-alla-caos_21521#google_vignette" target="_blank"><em>Descubre el verdadero significado de la entropía más allá del caos</em></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-cenario-mais-inquietante-do-cosmos-um-universo-que-arrefece-ate-desaparecer.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aves marinhas subantárticas estão contaminadas: cientistas de Coimbra explicam os riscos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/aves-marinhas-subantarticas-estao-contaminadas-cientistas-de-coimbra-explicam-os-riscos.html</link><pubDate>Fri, 22 May 2026 17:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Aves marinhas subantárticas, mesmo em ilhas remotas, acumulam microplásticos e disruptores endócrinos transportados por oceanos, atmosfera e cadeias alimentares. Isto revela a contaminação global que o estudo liderado pela Universidade de Coimbra quantifica em sete espécies da Geórgia do Sul.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/aves-marinhas-subantarticas-estao-contaminadas-cientistas-de-coimbra-explicam-os-riscos-1779464679639.jpg" data-image="rj7rstdua6fu"><figcaption>Até mesmo ecossistemas remotos são alcançados pela poluição gerada por microplásticos e contaminantes químicos, revelam investigadores de um estudo liderado pela Universidade de Coimbra, que detetaram estas substâncias em aves marinhas que se reproduzem em regiões subantárticas, como a Geórgia do Sul. Imagem: © Universidade de Coimbra</figcaption></figure><p>Um estudo internacional liderado pelo Centre for Functional Ecology (CFE) da Universidade de Coimbra revelou <strong>a presença de microplásticos e de compostos químicos associados ao plásticos em aves marinhas que se reproduzem em regiões subantárticas (Geórgia do Sul</strong>, por exemplo), evidenciando que a poluição por plásticos e substâncias associadas consegue até mesmo alcançar ecossistemas remotos.</p><h2>A maioria das partículas identificadas nas aves marinhas subantárticas era de origem sintética</h2><p>Publicado na revista <em>Journal of Hazardous Materials</em>, o trabalho analisou <strong>sete espécies de aves marinhas</strong>, incluindo algumas classificadas como “vulneráveis” ou em “risco de extinção”. Nos espécimes estudados foram identificadas <strong>1275 partículas de origem antropogénica</strong> no trato gastrointestinal, correspondendo a uma média de cerca de<strong> 17 partículas por ave</strong>.</p><p>“As análises revelaram que<strong> a maioria das partículas identificadas era de origem sintética (59%), em particular plástico</strong>. Foram também identificadas partículas de origem natural, como celulose e algodão, mas de origem industrial, podendo conter compostos adicionais, como corantes, que podem persistir no ambiente”, explica <strong>Joana Fragão</strong>, aluna de doutoramento em <strong>Biociências da FCTUC</strong> e do <strong>British Antarctic Survey</strong>, no <strong>Reino Unido</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aves-marinhas-subantarticas-estao-contaminadas-cientistas-de-coimbra-explicam-os-riscos-1779465051761.jpg" data-image="40jwcq2dup9g"><figcaption>Segundo Joana Fragão, autora do estudo, 59% das partículas identificadas no trato gastrointestinal das aves marinhas possuía origem sintética, destacando-se o plástico, o que denuncia a grande influência antropogénica, inclusive em ecossistemas remotos.</figcaption></figure><p>Para além dos microplásticos ingeridos, os investigadores <strong>detetaram no fígado e no músculo das aves vários compostos químicos</strong> com potencial de interferência endócrina (os chamados <strong>disruptores endócrinos</strong>), incluindo retardadores de chama, com concentrações particularmente elevadas no fígado. Estes compostos são conhecidos pelo seu <strong>potencial para afetar o funcionamento hormonal dos organismos</strong>.</p><h2>Demonstrada a coexistência de microplásticos e poluentes químicos em aves marinhas de regiões remotas</h2><p>Segundo Filipa Bessa, coautora do estudo, “os resultados evidenciam a presença simultânea de microplásticos e destes compostos em aves marinhas de regiões remotas<strong>, não tendo sido ainda estabelecida uma relação direta entre ambos nem avaliados os seus efeitos biológicos”</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769991" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-cegonhas-aprendem-a-viver-dos-residuos-estudo-da-universidade-do-porto-descodifica-comportamento.html" title="As cegonhas aprendem a viver dos resíduos, estudo da Universidade do Porto descodifica comportamento">As cegonhas aprendem a viver dos resíduos, estudo da Universidade do Porto descodifica comportamento</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-cegonhas-aprendem-a-viver-dos-residuos-estudo-da-universidade-do-porto-descodifica-comportamento.html" title="As cegonhas aprendem a viver dos resíduos, estudo da Universidade do Porto descodifica comportamento"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-cegonhas-aprendem-a-viver-dos-residuos-estudo-da-universidade-do-porto-descodifica-comportamento-1779365387522_320.jpg" alt="As cegonhas aprendem a viver dos resíduos, estudo da Universidade do Porto descodifica comportamento"></a></article></aside><p>De qualquer das formas, os investigadores sublinham que estas descobertas são cruciais para a compreensão da pressão crescente de diferentes tipos de poluentes sobre a fauna marinha e reforçam a necessidade de <strong>políticas internacionais mais robustas para a proteção da biodiversidade </strong>e redução da poluição marinha por plásticos e substâncias químicas persistentes.</p><p>Medidas como a <strong>implementação de programas de monitorização contínua de plásticos e poluentes químicos devem ser consideradas</strong>, incluindo em ecossistemas considerados isolados, tais como as regiões polares e subantárticas.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Joana Fragão, Clara Manno, Richard A. Phillips, Sara C. Cunha, José O. Fernandes, Luís A.E. Batista de Carvalho, Maria Paula M. Marques, José C. Xavier, Filipa Bessa, Co-occurrence of microplastics and endocrine-disrupting chemicals in subantarctic seabirds, Journal of Hazardous Materials, Volume 509, 2026, 142018, ISSN 0304-3894, <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0304389426009969?via%3Dihub" target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.jhazmat.2026.142018</a>.</em></p><p><em><a href="https://noticias.uc.pt/artigos/estudo-liderado-pela-uc-deteta-microplasticos-e-contaminantes-quimicos-em-aves-marinhas-subantarticas/" target="_blank">Estudo liderado pela UC deteta microplásticos e contaminantes químicos em aves marinhas subantárticas</a>. FCTUC. 4 de maio de 2026.<br></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/aves-marinhas-subantarticas-estao-contaminadas-cientistas-de-coimbra-explicam-os-riscos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A planta que vive em água salgada já pode ser cultivada em casa: veja como criar um mini-mangue]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-planta-que-vive-em-agua-salgada-ja-pode-ser-cultivada-em-casa-veja-como-criar-um-mini-mangue.html</link><pubDate>Fri, 22 May 2026 16:39:04 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Enquanto muitas espécies morrem com apenas um pouco de sal na água, existe uma árvore capaz de viver literalmente entre as marés, o lodo e a água salobra, e agora também pode ser cultivada em casa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-planta-que-vive-en-agua-salada-ya-se-cultiva-en-casa-asi-puedes-crear-un-mini-manglar-1778190448040.png" data-image="74loyh42dxzm"><figcaption>O mangue-preto consegue expelir parte do sal através das suas folhas, algo que poucas plantas fazem com tanta eficiência.</figcaption></figure><p>Pensar em mangues é pensar em praias tropicais, litorais e paisagens repletas de raízes estranhas a emergir da água. Durante anos, pareciam ecossistemas impossíveis de reproduzir fora da natureza, mas, aos poucos, isso tem vindo a mudar graças ao boom dos terrários tropicais e dos ecossistemas fechados ornamentais.</p><p>Hoje, espécies como a <em>Avicennia germinans</em>, mais conhecida como <strong>mangue preto ou mangue salgado</strong>, já podem ser cultivadas dentro de casa como peças decorativas. O <strong>mangue preto é considerado o mangue mais tolerante à salinidade do planeta</strong>, capaz de sobreviver desde água doce até concentrações salinas próximas dos 100 ppt.</p><div class="texto-destacado">Na natureza, costuma desenvolver-se melhor entre 30 e 60 ppt, embora para cultivo ornamental possa manter-se perfeitamente entre 15 e 35 ppt, algo muito mais fácil de gerir em ambientes interiores.</div><p>Esta espécie desenvolveu adaptações para sobreviver em solos alagados e com pouco oxigénio. Uma das mais notáveis são <strong>os neumatóforos, raízes verticais que parecem pequenos lápis a sair do substrato</strong> e que funcionam como tubos de respiração, permitindo que a planta obtenha oxigénio mesmo quando o solo está alagado.</p><p>Os mangais <strong>funcionam como barreiras naturais contra tempestades e erosão costeira</strong>, ajudam a filtrar contaminantes da água e servem de refúgio para peixes, crustáceos e aves. De facto, muitos ecossistemas pesqueiros dependem diretamente dos mangais para manter as suas populações saudáveis.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-planta-que-vive-en-agua-salada-ya-se-cultiva-en-casa-asi-puedes-crear-un-mini-manglar-1778190487011.png" data-image="nl8ojrp1n22i"><figcaption>Em alguns aquários marinhos avançados, utilizam-se mangues para ajudar a filtrar os nitratos da água.</figcaption></figure><p>Muitas pessoas sentiram-se inspiradas a recriar um pequeno mangue em miniatura dentro de casa. E, embora pareça complicado, o sistema funciona bem quando se conhecem alguns truques e segredos, como o controlo da salinidade, o tipo de recipiente e a gestão adequada da humidade.</p><h2>Como funciona um mini mangue ornamental em casa</h2><p>A razão pela qual a <em>Avicennia germinans</em> <strong>pode ser cultivada em ambientes interiores é porque tolera ambientes húmidos e estáveis</strong>. Um terrário fechado reproduz muito bem o microclima tropical onde esta espécie vive. Nestes sistemas, a água evapora-se, condensa-se no vidro e volta a cair no substrato.</p><div class="texto-destacado">A temperatura ideal para estas plantas mantém-se entre 24 e 28 °C, e é importante evitar que desça abaixo dos 18 °C, uma vez que isso pode travar significativamente o seu crescimento.</div><p>O recipiente ideal costuma ser um <strong>frasco ou terrário de vidro transparente com tampa hermética</strong>, semelhante aos chamados "ecossistemas fechados" ou bottle gardens. O importante é que não tenha drenagem, uma vez que a água deve permanecer no interior para conservar a humidade.</p><p>O substrato também é importante. Recomenda-se utilizar uma mistura de <strong>50% de areia de quartzo ou areia de praia lavada e 50 % de terra orgânica ou substrato argiloso</strong>. A profundidade deve situar-se entre <strong>8 e 15 centímetros</strong>, o suficiente para que a planta desenvolva raízes e neumatóforos corretamente.</p><p>Embora muitas pessoas acreditem que as plantas tropicais precisam de sol direto intenso, colocá-las dentro de um vidro pode transformá-lo num forno. Para evitar isso, <strong>é melhor colocar o terrário perto de uma janela luminosa ou usar luzes LED de crescimento</strong>.</p><p>O ponto mais importante para manter um mini-mangue saudável é a salinidade. Embora a planta suporte condições extremas, para o cultivo ornamental é aconselhável manter níveis moderados entre <strong>15 e 35 ppt</strong>, o que equivale aproximadamente a <strong>15-35 gramas de sal marinho por litro de água</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-planta-que-vive-en-agua-salada-ya-se-cultiva-en-casa-asi-puedes-crear-un-mini-manglar-1778190523564.png" data-image="u8g7ne9uhju0"><figcaption>Um mini-mangue bem estabelecido pode manter-se estável durante anos com muito pouca manutenção.</figcaption></figure><p>Não adicione o sal que usa para cozinhar, porque nem todo o sal serve; o ideal é utilizar <strong>sal para aquários marinhos</strong>, uma vez que não contém iodo nem aditivos que possam alterar o sistema. Para medir a concentração, recomenda-se um <strong>hidrómetro ou refratómetro de aquário</strong>, ferramentas atualmente acessíveis.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A água deve ter um pH ligeiramente alcalino, entre 7,5 e 8,5, algo comum em ambientes costeiros.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O nível da água deve ser mantido constantemente húmido ou <strong>até com 1 a 3 centímetros de água sobre o substrato</strong>, mas deixando os neumatóforos expostos para que respirem.<strong> A água deve ter um pH ligeiramente alcalino, entre 7,5 e 8,5, algo comum em ambientes costeiros</strong>.</p><p>No início, é normal que apareçam algas ou pequenos fungos enquanto o ecossistema se estabiliza. <strong>Isto costuma diminuir entre 4 a 8 semanas</strong>. Além disso, é importante lembrar que esta espécie está protegida em muitas regiões, pelo que nunca deve ser colhida diretamente de mangais naturais.</p><p>Os propágulos, que praticamente germinam diretamente da árvore, têm uma taxa de sucesso bastante elevada. <strong>Antes de os plantar, é aconselhável mergulhá-los em água doce durante cerca de 24 horas</strong>. Posteriormente, coloque-os no substrato húmido com a ponta virada para cima para facilitar o seu enraizamento.</p><p>Cultivar um mini-mangue em casa pode parecer estranho no início, mas é uma forma divertida de compreender como funcionam os ecossistemas costeiros. Embora exija paciência no início, assim que o sistema se estabiliza, transforma-se num pequeno ecossistema tropical autossuficiente que chama muito a atenção.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-planta-que-vive-em-agua-salgada-ja-pode-ser-cultivada-em-casa-veja-como-criar-um-mini-mangue.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Norte e Centro sob uma gota fria: saiba a que horas começarão as trovoadas fortes com granizo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/norte-e-centro-sob-uma-gota-fria-saiba-a-que-horas-comecarao-as-trovoadas-fortes-com-granizo.html</link><pubDate>Fri, 22 May 2026 16:05:17 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O fim de semana ficará marcado por aguaceiros fortes, trovoadas frequentes e possibilidade de granizo no Norte e Centro, com os fenómenos mais intensos previstos para as tardes de sábado e domingo nas regiões do interior.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaattwm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaattwm.jpg" id="xaattwm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma depressão isolada em altitude deverá agravar o estado do tempo em Portugal continental entre esta sexta-feira, 22 de maio, e domingo, 24 de maio, com <strong>previsão de aguaceiros localmente fortes, trovoada frequente, queda de granizo e rajadas pontualmente intensas nas regiões Norte e Centro</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>O episódio começou a ganhar expressão a partir das 13:00/14:00 desta sexta-feira, altura em que os modelos de densidade de raios começam a indicar um aumento significativo da atividade elétrica sobre o interior Norte e Centro.</p><h2>Distritos do interior Norte e Centro deverão concentrar os fenómenos mais intensos</h2><p>Os distritos mais suscetíveis aos fenómenos mais intensos deverão ser <strong>Braga, Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda, Castelo Branco e Coimbra</strong>, sobretudo nas zonas montanhosas e do interior. Durante a tarde e início da noite desta sexta-feira, os aguaceiros poderão assumir carácter torrencial e ser acompanhados por granizo de pequenas dimensões e rajadas convectivas entre <strong>35 e 50 km/h</strong>, especialmente nas células mais organizadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/norte-e-centro-sob-uma-gota-fria-a-que-horas-comecarao-as-trovoadas-fortes-com-granizo-1779464858886.png" data-image="z2vc4d4xu0v5"><figcaption>A densidade de raios prevista para a tarde de sábado destaca um aumento significativo da atividade elétrica no interior Norte e Centro. As trovoadas mais intensas poderão desenvolver-se sobretudo nas regiões montanhosas de Trás-os-Montes, Beira Alta e Beira Interior.</figcaption></figure><p>A instabilidade deverá prolongar-se durante o sábado, embora de forma mais dispersa e irregular. Ainda assim, os modelos continuam a apontar para novas trovoadas durante a tarde, novamente com maior probabilidade nas regiões do interior Norte e Centro. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/norte-e-centro-sob-uma-gota-fria-a-que-horas-comecarao-as-trovoadas-fortes-com-granizo-1779464943783.png" data-image="rb5ehy0ew85u"><figcaption>O mapa de precipitação acumulada previsto para a madrugada de domingo mostra os maiores acumulados concentrados no Norte e Centro, especialmente nas zonas montanhosas e do interior, onde os aguaceiros poderão ser localmente fortes e persistentes.</figcaption></figure><p>Os <strong>acumulados de precipitação poderão variar entre 5 a 20 mm em poucas horas</strong> em alguns locais mais afetados pelas células convectivas persistentes, aumentando o risco de inundações rápidas em meio urbano e enxurradas localizadas. Em alguns setores do Minho e da Beira Alta, a atividade elétrica poderá tornar-se particularmente frequente durante os períodos mais instáveis.</p><h2>Domingo continuará instável com aguaceiros, granizo e trovoada frequente</h2><p>No domingo, a gota fria deverá continuar a favorecer aguaceiros e trovoadas, sobretudo durante a tarde e início da noite. <strong>O período mais instável deverá ocorrer entre as 12:00 e as 20:00</strong>, especialmente nas regiões montanhosas do Norte e Centro, onde o aquecimento diurno, aliado ao ar frio em altitude e à humidade disponível, poderá potenciar o rápido desenvolvimento de células convectivas localmente intensas, capazes de produzir chuva forte, granizo e trovoada frequente, sobretudo nas áreas do interior e junto às principais serras.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/norte-e-centro-sob-uma-gota-fria-a-que-horas-comecarao-as-trovoadas-fortes-com-granizo-1779464881039.png" data-image="q864gqdieypd"><figcaption>As rajadas de vento poderão intensificar-se durante a tarde de domingo nas regiões do interior Norte e Centro, sobretudo durante a passagem das células convectivas mais organizadas. Os valores mais elevados deverão ocorrer em áreas montanhosas e expostas.</figcaption></figure><p><strong>A temperatura máxima deverá manter-se relativamente elevada para a época</strong>, especialmente no interior Centro e Nordeste Transmontano, contribuindo para reforçar a instabilidade e o desenvolvimento rápido das células convectivas durante a tarde.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770159" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-cupula-de-calor-que-afeta-portugal-atingira-o-seu-pico-entre-os-dias-25-e.html" title="A 'cúpula de calor' que afeta Portugal atingirá o seu pico entre os dias 25 e 27">A "cúpula de calor" que afeta Portugal atingirá o seu pico entre os dias 25 e 27</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-cupula-de-calor-que-afeta-portugal-atingira-o-seu-pico-entre-os-dias-25-e.html" title="A 'cúpula de calor' que afeta Portugal atingirá o seu pico entre os dias 25 e 27"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-cupula-de-calor-que-afeta-portugal-atingira-o-seu-pico-entre-os-dias-25-e-1779457204916_320.jpg" alt="A 'cúpula de calor' que afeta Portugal atingirá o seu pico entre os dias 25 e 27"></a></article></aside><p>Devido à natureza irregular e localizada deste tipo de situações meteorológicas, <strong>recomenda-se o acompanhamento frequente das previsões e avisos meteorológicos</strong> ao longo dos próximos dias.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/norte-e-centro-sob-uma-gota-fria-saiba-a-que-horas-comecarao-as-trovoadas-fortes-com-granizo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal lidera ranking mundial da resiliência alimentar elaborado pela The Economist]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-lidera-ranking-mundial-da-resiliencia-alimentar-elaborado-pela-the-economist.html</link><pubDate>Fri, 22 May 2026 15:09:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Qualidade da alimentação, segurança dos alimentos e acesso a dietas saudáveis colocaram o nosso país no topo do índice internacional que avaliou 60 economias.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-lidera-ranking-mundial-da-resiliencia-alimentar-elaborado-pela-the-economist-1779455847118.jpg" data-image="wljdd605c57u" alt="campo agrícola e trator" title="campo agrícola e trator"><figcaption>O índice da The Economist avalia a resiliência das cadeias de abastecimento alimentar em períodos de instabilidade. Imagem: Hans-Dirk Reinartz/Pixabay</figcaption></figure><p><strong>Portugal</strong> tem o <strong>sistema alimentar e agrícola mais resiliente do mundo</strong>, segundo a edição de 2026 do <em>Resilient Food Systems Index</em> (RFSI), desenvolvido pela plataforma Economist Impact, ligada ao grupo <em>The Economist</em>. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O país lidera um ranking de 60 países com uma pontuação global de 76,83, superando, por margem reduzida, a França e o Reino Unido, que ocupam os lugares seguintes.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A classificação resulta da análise de quatro grandes áreas relacionadas com a <strong>capacidade dos países de garantir alimentos</strong> suficientes, acessíveis, seguros e disponíveis mesmo em <strong>períodos de instabilidade</strong> económica, climática ou geopolítica.</p><h2>Os pontos fortes da agricultura portuguesa</h2><p>O estudo conclui que Portugal reúne um conjunto raro de indicadores positivos, sobretudo na <strong>qualidade</strong> da alimentação, na <strong>segurança</strong> alimentar e no <strong>acesso</strong> a dietas saudáveis.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O melhor desempenho português surge precisamente no pilar da “Qualidade e Segurança”, onde alcança 88,53 pontos em 100. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O relatório destaca a elevada <strong>diversidade alimentar</strong>, a <strong>forte presença de proteína</strong> de qualidade na dieta e os <strong>padrões nutricionais</strong> rigorosos aplicados no país. A <strong>segurança alimentar</strong> surge igualmente entre os indicadores mais robustos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-lidera-ranking-mundial-da-resiliencia-alimentar-elaborado-pela-the-economist-1779455955211.jpg" data-image="nvaqnafl6wrk" alt="Mapa do RFSI mostra as regiões com melhor e pior resiliência alimentar" title="Mapa do RFSI mostra as regiões com melhor e pior resiliência alimentar"><figcaption>Portugal lidera o grupo de países que revelaram maior resiliência dos seus sistemas alimentares. Imagem: RFSI</figcaption></figure><p>A avaliação atribui pontuação máxima à qualidade proteica disponível na alimentação dos portugueses. O país obtém ainda classificações acima dos 80 pontos na <strong>acessibilidade de uma dieta saudável </strong>para os<strong> grupos mais vulneráveis</strong>, na <strong>gestão de catástrofes</strong>, na segurança alimentar e na qualificação da mão-de-obra agrícola.</p><h2>Sistema alimentar resiste melhor à internacional</h2><p>O índice parte da ideia central de que a grande questão já não é apenas produzir alimentos suficientes, mas garantir que os sistemas alimentares conseguem resistir a <strong>choques prolongados</strong>, interrupções logísticas, eventos climáticos extremos ou instabilidade política.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A Economist Impact lembra que os sistemas alimentares globais atravessam uma fase de pressão crescente, marcada por alterações climáticas, tensões geopolíticas, inflação, crises energéticas e perturbações nas cadeias de abastecimento.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p> O relatório sublinha ainda a forte concentração da produção alimentar mundial. Apenas <strong>15 países produzem cerca de 70% dos alimentos</strong> consumidos no planeta e 11 deles concentram mais de três quintos das exportações globais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-lidera-ranking-mundial-da-resiliencia-alimentar-elaborado-pela-the-economist-1779456080937.jpg" data-image="76tuc2r95zqb" alt="Legumes e frutas sobre a mesa" title="Legumes e frutas sobre a mesa"><figcaption>Portugal destacou-se na diversidade alimentar, na qualidade proteica da dieta e na aplicação de padrões nutricionais. Foto: Matthias Böckel/Pixabay</figcaption></figure><p>Neste quadro internacional, Portugal destaca-se pela combinação entre acesso aos alimentos, estabilidade da oferta e eficiência das cadeias agroalimentares. O país apresenta bons resultados na <strong>produtividade agrícola</strong>, no comércio internacional do setor e na estabilidade dos preços médios dos alimentos.</p><p>A análise identifica também desempenhos positivos nos programas de apoio alimentar, no acesso a recursos agrícolas e nos compromissos políticos ligados à segurança alimentar.</p><h2>Alterações climáticas continuam a ser o principal desafio</h2><p>Apesar da liderança global, o relatório identifica fragilidades no sistema português. A principal está relacionada com a <strong>resposta aos riscos climáticos</strong>, o pilar em que Portugal obtém a classificação mais baixa, com 69,41 pontos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769891" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ue-quer-expandir-agricultura-biologica-ate-25-das-terras-agricolas-chipre-aumentou-em-250-o-apoio-aos-agricultores.html" title="UE quer expandir agricultura biológica até 25% das terras agrícolas. Chipre quer atingir 11 mil hectares (9%) até 2027">UE quer expandir agricultura biológica até 25% das terras agrícolas. Chipre quer atingir 11 mil hectares (9%) até 2027</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ue-quer-expandir-agricultura-biologica-ate-25-das-terras-agricolas-chipre-aumentou-em-250-o-apoio-aos-agricultores.html" title="UE quer expandir agricultura biológica até 25% das terras agrícolas. Chipre quer atingir 11 mil hectares (9%) até 2027"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ue-quer-expandir-agricultura-biologica-ate-25-das-terras-agricolas-chipre-aumentou-em-250-o-apoio-aos-agricultores-1779313918078_320.jpg" alt="UE quer expandir agricultura biológica até 25% das terras agrícolas. Chipre quer atingir 11 mil hectares (9%) até 2027"></a></article></aside><p>A Economist Impact considera que o país continua exposto a riscos físicos associados às alterações climáticas, incluindo secas, fenómenos extremos e pressão sobre os recursos naturais. O documento defende um <strong>reforço das estratégias de mitigação e adaptação</strong> para aumentar a capacidade de resposta do setor agrícola.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Outra das fragilidades identificadas é o investimento público em investigação e desenvolvimento agrícola, área em que Portugal regista uma das pontuações mais baixas do índice.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Ainda assim, o estudo assinala que muitos países, incluindo Portugal, têm vindo a apostar em <strong>práticas agrícolas sustentáveis</strong> e em inovação de baixas emissões. O desafio passa agora por acelerar a aplicação dessas medidas em larga escala e adaptá-las às especificidades de cada setor produtivo.</p><h2>Um retrato global marcado por desigualdades</h2><p>O RFSI resulta de mais de uma década de investigação da Economist Impact sobre agricultura e sistemas alimentares. O índice avaliou 71 indicadores quantitativos e qualitativos distribuídos por quatro pilares, cruzando dados sobre acessibilidade, disponibilidade, qualidade e resposta climática.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A diferença entre os países mais resilientes e os mais vulneráveis continua, no entanto, a ser expressiva. Enquanto Portugal lidera o ranking, a República Democrática do Congo surge na última posição, com uma distância superior a 42 pontos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Essa desigualdade mostra que a resiliência alimentar depende menos da existência de soluções inéditas e mais da capacidade de integrar políticas públicas, tecnologia, financiamento e regulação numa estratégia coerente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-lidera-ranking-mundial-da-resiliencia-alimentar-elaborado-pela-the-economist-1779457102784.jpg" data-image="nx1cu4cvtc8v" alt="campo agrícola afetado pela seca" title="campo agrícola afetado pela seca"><figcaption>Os eventos meteorológicos extremos e a adaptação climática do setor agrícola português são os pontos fracos apontados no índice da The Economist. Foto: Gianni Crestani/Pixabay</figcaption></figure><p>Muitos dos instrumentos necessários já existem, relembram os autores. O desafio está em ligar essas peças e garantir que os sistemas resistam aos vários tipos de pressão que ameaçam a segurança alimentar.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em><a href="https://assets.ctfassets.net/9crgcb5vlu43/4owmZlUX8hThA5C0CGw05O/3926a860219671c045a00b26bf752f4b/Resilient_Food_Systems_Index_Global_Report.pdf" target="_blank">Resilient Food Systems Index: Global Report (2026)</a> – Economist Impact</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-lidera-ranking-mundial-da-resiliencia-alimentar-elaborado-pela-the-economist.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A "cúpula de calor" que afeta Portugal atingirá o seu pico entre os dias 25 e 27]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-cupula-de-calor-que-afeta-portugal-atingira-o-seu-pico-entre-os-dias-25-e.html</link><pubDate>Fri, 22 May 2026 13:41:05 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma "cúpula de calor", resultante de um anticiclone na Europa Central e de uma crista no Norte de África, vai transportando ar quente e seco até Portugal continental, com o pico do tempo quente previsto entre 25 e 27 de maio.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaati9u"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaati9u.jpg" id="xaati9u"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A combinação entre um anticiclone localizado na Europa Central e uma crista que se estende desde o norte de África até à Península Ibérica está a provocar o transporte de uma <strong>massa de ar tropical continental, muito quente e seca</strong>, até à geografia de Portugal continental.</p><div class="texto-destacado">Esta configuração sinóptica é responsável pelo episódio de tempo quente, com <strong>temperaturas acima da média para a época do ano</strong>, bem como pelo levantamento de poeiras do Saara.</div><p>Não obstante, o domínio da crista africana será parcialmente enfraquecido no <strong>fim de semana de 23 e 24 de maio</strong> devido à presença de uma depressão isolada em altitude (ou <strong>gota fria</strong>) sobre o Noroeste da Península Ibérica.</p><p>Esta pequena baixa pressão provocará condições de instabilidade atmosférica e desenvolvimento convectivo, prevendo-se a ocorrência de <strong>aguaceiros localizados nas Regiões Norte e Centro </strong>(por vezes também no Alto Alentejo), <strong>onde serão pontualmente fortes, de granizo e potencialmente acompanhados de trovoada</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-cupula-de-calor-que-afeta-portugal-atingira-o-seu-pico-entre-os-dias-25-e-1779453194692.png" data-image="piuidvjvptmd"><figcaption>Prevê-se a ocorrência de descargas elétricas localmente severas nas Região Norte, Centro e Alto Alentejo este sábado, 23 de maio, com destaque para a área entre Braga e Porto e em particular durante a tarde.</figcaption></figure><p>Embora no sábado (23) e domingo (24) a influência da gota fria se traduza numa <strong>pequena descida das temperaturas máximas</strong><strong>, especialmente no litoral</strong>, é <strong>possível</strong> que a persistência de temperaturas máximas elevadas, com valores claramente acima da média climatológica de referência para a época do ano, dê origem a uma <strong>onda de calor </strong>em grande parte da geografia de Portugal continental.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Isto porque o episódio de tempo invulgarmente quente para um mês de maio, que teve início no passado dia 20, irá estender-se<strong> pelo menos até à próxima quarta-feira, dia 27</strong>.</p><h2>Cúpula de calor: pico do episódio de tempo quente previstos entre 25 e 27 de maio</h2><p><strong>Entre segunda e quarta-feira, dias 25 a 27 de maio, prevê-se o auge </strong>deste episódio de calor intenso, enquadrado numa configuração sinóptica que por vezes é divulgada nos meios de comunicação social como uma “<strong>cúpula” ou “domo” de calor</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-cupula-de-calor-que-afeta-portugal-atingira-o-seu-pico-entre-os-dias-25-e-1779453428618.png" data-image="6k34f5y1m56p"><figcaption>A previsão para meados da próxima semana indica anomalias térmicas positivas bastante expressivas (até +13 ºC).</figcaption></figure><p>Na generalidade do território de Portugal continental as temperaturas máximas deverão variar aproximadamente entre 30 e 35 ºC. Porém, <strong>nos primeiros três dias da próxima semana, há várias regiões onde o calor ainda será mais intenso</strong>.</p><h3>O que é uma cúpula de calor?</h3><p>Uma “cúpula” ou “domo” de calor, termo frequentemente divulgado nos <em>media</em> em situações de calor intenso e persistente, ocorre quando uma <strong>crista anticiclónica muito persistente, também associada a um anticiclone de bloqueio, atua como uma “tampa” atmosférica sobre uma vasta região</strong>. A subsidência faz o ar descer, comprimindo-o e aquecendo-o gradualmente nas camadas inferiores da atmosfera.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-cupula-de-calor-que-afeta-portugal-atingira-o-seu-pico-entre-os-dias-25-e-1779453796894.jpg" data-image="jah7ntshid1z"><figcaption>Imagem explicativa do fenómeno "cúpula de calor". Fonte: https://www.washingtonpost.com/</figcaption></figure><p>Este mecanismo <strong>retém o calor junto à superfície, dificultando a renovação da massa de ar, e favorecendo temperaturas muito elevadas</strong>, por vezes recorde. Quando o anticiclone permanece estável durante vários dias ou semanas, o calor intenso prolonga-se, aumentando a duração e severidade dos episódios de tempo excecionalmente quente.</p><h2>Regiões portuguesas mais afetadas pela cúpula de calor entre segunda, 25 e quarta, 27</h2><p>No interior Norte e Centro destacam-se claramente <strong>o vale do Douro e a Beira Baixa</strong>; em Lisboa e Vale do Tejo destacam-se <strong>o Oeste e vale do Tejo e a Península de Setúbal</strong> e no Alentejo destacam-se<strong> os vales do Sado e Guadiana</strong>, com<strong> temperaturas máximas entre 36 e 40 ºC</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769969" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-anomalo-em-portugal-por-mais-6-dias-indice-efi-alerta-para-evento-extremo.html" title="Calor anómalo em Portugal por mais 6 dias: Índice EFI alerta para evento extremo">Calor anómalo em Portugal por mais 6 dias: Índice EFI alerta para evento extremo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-anomalo-em-portugal-por-mais-6-dias-indice-efi-alerta-para-evento-extremo.html" title="Calor anómalo em Portugal por mais 6 dias: Índice EFI alerta para evento extremo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-anomalo-em-portugal-por-mais-6-dias-indice-efi-alerta-para-evento-extremo-1779364027213_320.jpg" alt="Calor anómalo em Portugal por mais 6 dias: Índice EFI alerta para evento extremo"></a></article></aside><p>De acordo com a atual previsão dos mapas da Meteored, <strong>quarta-feira, 27 de maio, será o dia mais quente em termos de intensidade e área geográfica abrangida</strong>. Além disto, preveem-se anomalias térmicas positivas muito acentuadas (máximas entre 9 a 13 ºC acima do normal).</p><p> No mesmo período de três dias, em forte contraste com este cenário de calor intenso, estará uma grande parte da <strong>faixa costeira do litoral Norte e Centro</strong>, onde se preveem temperaturas máximas entre<strong> 20 e 25 ºC</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-cupula-de-calor-que-afeta-portugal-atingira-o-seu-pico-entre-os-dias-25-e-1779453570837.png" data-image="ib6s9bxdio6c"><figcaption>Para quarta-feira, 27 de maio, preveem-se temperaturas máximas muito próximas dos 40 ºC no vale do Guadiana, onde se destacará particularmente a localidade de Mértola.</figcaption></figure><p>É provável que a vasta crista anticiclónica formada a partir do Norte de África e abrangendo a Península Ibérica se prolongue por mais dias, <strong>mantendo-se para lá de 27 de maio e, por isso, durante toda a última semana de maio</strong>.</p><p>Além disto, espera-se que intensifique e alargue para nordeste, abrangendo grande parte do <strong>oeste e do centro da Europa</strong>, com o <strong>domínio da cúpula de calor</strong> a estender-se geograficamente.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-cupula-de-calor-que-afeta-portugal-atingira-o-seu-pico-entre-os-dias-25-e.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O projeto HAARP existe: não controla furacões, mas pode influenciar a atmosfera]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-projeto-haarp-existe-ele-nao-controla-furacoes-mas-pode-influenciar-a-atmosfera.html</link><pubDate>Fri, 22 May 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Este projeto científico tem entre os seus objetivos o estudo do comportamento atmosférico, particularmente a interação entre as camadas superiores, o espaço onde vivemos, e o vácuo do espaço.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-proyecto-haarp-si-existe-no-controla-huracanes-pero-puede-influir-en-la-atmosfera-1779306509192.jpg" data-image="0rm1y1nc7xfi"><figcaption>Esta ferramenta possibilitou um estudo mais aprofundado da ionosfera e da sua interação com o espaço.</figcaption></figure><p>O <strong>programa de investigação</strong> é financiado pela Marinha e Força Aérea dos EUA, pela Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA) e pela Universidade do Alasca. Frequentemente, é associado a<strong> teorias da conspiração sobre intenções de dominar o mundo ou atacar outra nação utilizando o clima</strong>.</p><p>Um dos principais <strong>objetivos </strong>deste projeto é <strong>investigar as propriedades da ionosfera para desenvolver e aprimorar tecnologias</strong> que utilizem estas propriedades para a <strong>transmissão de comunicações por rádio</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O programa de investigação é financiado pela Marinha e pela Força Aérea dos Estados Unidos, bem como pela Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA) e pela Universidade do Alasca.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>É importante mencionar que a <strong>sua utilização abrange sistemas de vigilância estratégica, incluindo segurança nacional e ferramentas de deteção de mísseis</strong>. Uma área específica da ionosfera é analisada utilizando um conjunto de sofisticados instrumentos científicos.</p><p>O <strong>Programa <em>High-frequency Active Auroral Research Program</em></strong> (<strong>HAARP</strong>) é um projeto científico cujo objetivo é <strong>estudar as propriedades e o comportamento da alta atmosfera (ionosfera)</strong>, que se estende de 80 a 640 quilómetros acima da superfície da Terra.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-proyecto-haarp-si-existe-no-controla-huracanes-pero-puede-influir-en-la-atmosfera-1779306648195.jpg" data-image="0wb6yu1yi5nj"><figcaption>Várias teorias da conspiração surgiram em torno deste projeto.</figcaption></figure><p><strong>Além da atmosfera superior, o estudo inclui as interações entre a atmosfera terrestre (onde respiramos e vivemos) e o espaço sideral</strong>. A 11 de agosto de 2015, foram tomadas providências para a transferência do Centro de Investigação HAARP da Força Aérea dos Estados Unidos para a Universidade do Alasca Fairbanks.</p><p>Isto garantiu que o projeto HAARP continuasse a sua <strong>exploração da ionosfera </strong>através de um acordo de investigação e desenvolvimento colaborativo. O HAARP é um transmissor de alta potência e alta frequência, uma das tecnologias mais avançadas do mundo para o estudo da atmosfera externa.</p><h2>Observação dos processos físicos que ocorrem na área de estudo</h2><p>Este estudo tem como objetivo <strong>desenvolver uma instalação de investigação ionosférica de última geração</strong>. Ela opera numa faixa de alta frequência. Este Instrumento de Investigação Ionosférica (IRI) é usado para estimular uma área limitada da ionosfera para fins científicos.</p><p>Ao analisar os processos resultantes do uso controlado do IRI, os cientistas têm a oportunidade de compreender melhor os processos que ocorrem sob estimulação solar natural.</p><h3>Início das operações em 1993</h3><p>A <strong>Estação HAARP começou a operar em 1993. O projeto atual está em operação desde 2007</strong>. Somente em 2008, aproximadamente US$ 250 milhões foram investidos em tecnologia, financiados pelos contribuintes para despesas operacionais, construção e comissionamento.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A estação HAARP começou a operar em 1993. O projeto atual está em operação desde 2007. Somente em 2008, aproximadamente US$ 250 milhões foram investidos em tecnologia.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O <strong>sistema transmissor de alta frequência é capaz de gerar 3,5 megawatts na faixa de radiofrequência</strong>. Para atingir esta potência, os transmissores operam com 45% da sua capacidade total. Especialistas indicam que, embora tenhamos aprendido a utilizar as propriedades da ionosfera, ainda há muito a aprender sobre a sua composição, física e influência solar.</p><h3>Vários usos e aplicações científicas</h3><p>Os instrumentos científicos instalados no Observatório HAARP também podem ser utilizados em vários projetos de investigação que não exigem o uso do IRI (Índice de Ressonância de Radioastronomia). Exemplos incluem<strong> descrições da ionosfera baseadas em satélite, observações telescópicas da estrutura fina das auroras e documentação de mudanças na camada de ozono</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769636" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/uma-viagem-ao-coracao-da-fabrica-de-satelites-o-novo-meteosat-que-vai-revolucionar-as-previsoes-meteorologicas.html" title="Uma viagem ao coração da fábrica de satélites: o novo Meteosat que vai revolucionar as previsões meteorológicas">Uma viagem ao coração da fábrica de satélites: o novo Meteosat que vai revolucionar as previsões meteorológicas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/uma-viagem-ao-coracao-da-fabrica-de-satelites-o-novo-meteosat-que-vai-revolucionar-as-previsoes-meteorologicas.html" title="Uma viagem ao coração da fábrica de satélites: o novo Meteosat que vai revolucionar as previsões meteorológicas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/un-viaje-al-corazon-de-la-fabrica-de-satelites-el-nuevo-meteosat-que-revolucionara-las-predicciones-meteorologicas-1779184195976_320.jpeg" alt="Uma viagem ao coração da fábrica de satélites: o novo Meteosat que vai revolucionar as previsões meteorológicas"></a></article></aside><p>Este projeto oferece a oportunidade de<strong> trabalho coordenado n</strong><strong>outros estudos relacionados com a física de rádio e espaço</strong>. Investigadores interessados em equipamentos de diagnóstico — recetores de radar e rádio —, imageadores ópticos, interferómetros ou espectrómetros são convidados a entrar em contacto com a equipa do HAARP.</p><h2>Grande quantidade de críticas</h2><p>Em meados da década de <strong>1990</strong>, este projeto<strong> tornou-se alvo de intenso debate</strong> devido a preocupações de que as <strong>antenas da estação pudessem ser usadas como armas</strong>. Em 2002, a tecnologia HAARP foi levantada como uma questão crítica no Parlamento russo, com um comunicado de imprensa emitido pelas comissões de defesa e de relações internacionais do país.</p><p>O documento afirmava: “Os Estados Unidos estão a criar novas armas geofísicas e de geoengenharia capazes de influenciar a troposfera com ondas de rádio de baixa frequência. Este novo tipo de arma difere de qualquer outro conhecido”.</p><p>Técnicos americanos explicam que há pouca informação disponível sobre o assunto e sobre o amplo potencial científico do projeto.<strong> Vários especialistas minimizaram estas teorias da conspiração</strong>, satirizando a posição de muitos deles.</p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><blockquote><em>Content. <a href="https://haarp.gi.alaska.edu/" title="About HAARP" target="_blank">About HAARP</a>. University of Alaska Fairbanks. 2026.</em></blockquote>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-projeto-haarp-existe-ele-nao-controla-furacoes-mas-pode-influenciar-a-atmosfera.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Neandertais já tratavam cáries com ferramentas de pedra há 60 mil anos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/neandertais-ja-tratavam-caries-com-ferramentas-de-pedra-ha-60-mil-anos.html</link><pubDate>Fri, 22 May 2026 06:13:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Segundo um grupo de cientistas foi encontrado um molar na Sibéria que sugere que os neandertais realizavam tratamentos dentários primitivos. Fique aqui a saber mais sobre esta descoberta!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/neandertais-ja-tratavam-caries-com-ferramentas-de-pedra-ha-60-mil-anos-1779226076842.jpg" data-image="7wrfc0iqfu5r" alt="Gruta na Sibéria" title="Gruta na Sibéria"><figcaption>Escavações na gruta de Chagyrskaya ajudaram investigadores a descobrir um dos mais antigos tratamentos dentários conhecidos. Fonte: Military Reviews</figcaption></figure><p>Durante décadas, os neandertais foram retratados como <strong>humanos primitivos</strong>, limitados nas suas capacidades técnicas e intelectuais.</p><p>No entanto, uma nova investigação científica vem reforçar uma ideia cada vez mais aceite pela arqueologia moderna: <strong>os neandertais eram muito mais sofisticados do que se pensava</strong>.</p><p>Um estudo recente publicado na revista científica <em>PLOS One</em> revelou evidências de que estes hominídeos <strong>realizavam tratamentos dentários complexos há cerca de 59 mil anos</strong>. </p><h2>O molar encontrado na Sibéria </h2><p>A descoberta baseia-se num molar encontrado na <strong>gruta de Chagyrskaya, na Sibéria</strong>, pertencente a um neandertal adulto.</p><p>O dente apresentava uma <strong>cavidade profunda e invulgar</strong>, localizada na zona afetada por uma infeção dentária severa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="700362" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/arqueologos-espanhois-descobrem-as-primeiras-facas-da-humanidade-feitas-pelo-homo-erectus-ha-1-5-milhoes-de-anos.html" title="Arqueólogos espanhóis descobrem as primeiras facas da humanidade feitas pelo “Homo erectus” há 1,5 milhões de anos">Arqueólogos espanhóis descobrem as primeiras facas da humanidade feitas pelo “Homo erectus” há 1,5 milhões de anos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/arqueologos-espanhois-descobrem-as-primeiras-facas-da-humanidade-feitas-pelo-homo-erectus-ha-1-5-milhoes-de-anos.html" title="Arqueólogos espanhóis descobrem as primeiras facas da humanidade feitas pelo “Homo erectus” há 1,5 milhões de anos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/arqueologos-espanhois-descobrem-as-primeiras-facas-da-humanidade-feitas-pelo-homo-erectus-ha-1-5-milhoes-de-anos-1741364185972_320.jpg" alt="Arqueólogos espanhóis descobrem as primeiras facas da humanidade feitas pelo “Homo erectus” há 1,5 milhões de anos"></a></article></aside><p>À primeira vista, os investigadores pensaram tratar-se de uma fratura natural. Contudo, análises microscópicas revelaram algo surpreendente, <strong>marcas paralelas e sulcos em forma de “V”</strong>, típicos da utilização deliberada de ferramentas de pedra rotativas. </p><p>Segundo os autores do estudo, estas marcas indicam que <strong>o dente terá sido perfurado intencionalmente para remover tecido afetado pela cárie</strong> e aliviar a dor causada pela infeção.</p><h2>Conhecimento de procedimentos médicos </h2><p>Para confirmar a hipótese, os cientistas <strong>reproduziram a técnica utilizando pequenas ferramentas de jaspe semelhantes</strong> às encontradas no mesmo sítio arqueológico. O resultado foi praticamente idêntico às marcas observadas no molar original. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/neandertais-ja-tratavam-caries-com-ferramentas-de-pedra-ha-60-mil-anos-1779225561512.jpg" data-image="z892e7vc7xhw" alt="Ferramenta dentária" title="Ferramenta dentária"><figcaption>Os cientistas acreditam que estas pequenas ferramentas de pedra eram usadas em tratamentos dentários primitivos. Fonte: Alisa V. Zubova et al.</figcaption></figure><p>Os testes demonstraram ainda que o <strong>procedimento não seria simples</strong>. Perfurar um dente humano com instrumentos de pedra exigia coordenação motora fina, precisão e bastante tempo.</p><p>Em alguns casos, os investigadores estimam que <strong>o processo poderia durar entre 35 e 50 minutos</strong>, tudo isto sem qualquer tipo de anestesia. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O achado é considerado revolucionário uma vez que recua em mais de 40 mil anos, a evidência mais antiga conhecida de medicina dentária invasiva.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Até agora, o exemplo mais antigo pertencia a <strong>humanos modernos que viveram em Itália há cerca de 14 mil anos</strong>.</p><h2>Descoberta da Pré-história </h2><p>A nova descoberta sugere que <strong>os neandertais já dominavam práticas médicas muito antes do aparecimento dessas técnicas </strong>em populações de <em>Homo sapiens</em>. </p><p>Os investigadores acreditam que este tratamento não era apenas uma ação improvisada. O facto de a cavidade apresentar sinais de manipulação cuidadosa indica que os neandertais <strong>compreendiam a origem da dor dentária e procuravam soluções concretas para a aliviar</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/neandertais-ja-tratavam-caries-com-ferramentas-de-pedra-ha-60-mil-anos-1779225614537.jpg" data-image="xoyzqicae80k" alt="Molar" title="Molar"><figcaption>O dente fossilizado encontrado na gruta tornou-se uma das evidências mais antigas de medicina dentária na Pré-História. Fonte: Alisa V. Zubova et al.</figcaption></figure><p>Além disso, <strong>o indivíduo parece ter sobrevivido algum tempo após a intervenção,</strong> o que sugere que o procedimento teve algum sucesso. </p><p>Esta descoberta junta-se a outras evidências que têm vindo a <strong>alterar profundamente a imagem tradicional dos neandertais</strong>.</p><p>Nos últimos anos, estudos arqueológicos mostraram que <strong>produziam ferramentas complexas, utilizavam pigmentos, cuidavam de indivíduos feridos</strong> e possivelmente recorriam a plantas medicinais.</p><h2>A arqueológia continua a reescrever a história humana</h2><p>Alguns investigadores defendem até que tinham <strong>formas de pensamento simbólico </strong>e estruturas sociais organizadas. </p><p>A existência de tratamentos dentários tão antigos levanta também novas questões sobre <strong>transmissão de conhecimento dentro destas comunidades</strong>.</p><p>Uma intervenção deste tipo exigiria <strong>experiência, observação </strong>e talvez até aprendizagem entre gerações.</p><p>Embora seja impossível saber exatamente como o procedimento era realizado, os cientistas admitem que pode ter havido indivíduos com <strong>funções específicas relacionadas com cuidados de saúde</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="650552" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/alguma-vez-se-perguntou-porque-e-que-os-humanos-modernos-substituiram-os-neandertais-evolucao.html" title="Alguma vez se perguntou porque é que os humanos modernos substituíram os Neandertais?">Alguma vez se perguntou porque é que os humanos modernos substituíram os Neandertais?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/alguma-vez-se-perguntou-porque-e-que-os-humanos-modernos-substituiram-os-neandertais-evolucao.html" title="Alguma vez se perguntou porque é que os humanos modernos substituíram os Neandertais?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alguma-vez-se-perguntou-porque-e-que-os-humanos-modernos-substituiram-os-neandertais-evolucao-1712006888228_320.jpg" alt="Alguma vez se perguntou porque é que os humanos modernos substituíram os Neandertais?"></a></article></aside><p>Mais do que um simples detalhe arqueológico, <strong>o molar de Chagyrskaya ajuda a reescrever parte da história da medicina humana.</strong></p><p>A ideia de que apenas o <em>Homo sapiens</em> desenvolveu capacidades técnicas avançadas está a perder força perante <strong>evidências cada vez mais sólidas de inteligência e adaptação entre os neandertais</strong>.</p><h3><em>Referência do artigo:</em></h3><p><em>Alisa V. Zubova, Lydia V. Zotkina, John W. Olsen, Alexander M. Kulkov, Vyacheslav G. Moiseyev, Anna A. Malyutina, Roman V. Davydov, Sergey V. Markin, Eugene A. Maksimovskiy, Pavel V. Chistyakov, Andrey I. Krivoshapkin, Ksenia A. Kolobova "<a href="https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0347662" target="_blank">Earliest evidence for invasive mitigation of dental caries by Neanderthals</a>" PLOS ONE, 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/neandertais-ja-tratavam-caries-com-ferramentas-de-pedra-ha-60-mil-anos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O megatsunami de Tracy Arm: como o recuo glaciar desencadeou uma onda de 481 metros no Alasca]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-megatsunami-de-tracy-arm-como-o-recuo-glaciar-desencadeou-uma-onda-de-481-metros-no-alasca.html</link><pubDate>Fri, 22 May 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Quando a montanha cai: o segundo maior tsunami da história moderna sacode o Alasca. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-megatsunami-de-tracy-arm-como-o-recuo-glaciar-desencadeou-uma-onda-de-481-metros-no-alasca-1779091405604.png" data-image="8mu1edlm8b3u"><figcaption>Com 481 metros de inundação vertical, este tsunami foi o segundo maior alguma vez registado na história moderna.</figcaption></figure><p>Nas primeiras horas do dia 10 de agosto de 2025, <strong>o fiorde Tracy Arm, situado no Alasc</strong><strong>a</strong>, foi palco de um desastre natural de proporções históricas.</p><div class="texto-destacado">Um colossal deslizamento de terra rochosa atingiu a água e gerou um megatsunami com uma altura máxima de inundação de 481 metros na encosta oposta. </div><p>Este fenómeno constitui o <strong>segundo maior tsunami documentado na história moderna</strong>, sendo superado apenas pelo tsunami de Lituya Bay em 1958, que alcançou os 530 metros.</p><h2>As causas e fatores desencadeantes </h2><p>A derrocada foi precondicionada pelo acelerado recuo e adelgaçamento do Glaciar South Sawyer. Investigações de atribuição climática demonstram que as temperaturas de verão na região registaram um aumento de 1,1 °C desde o início da era industrial (~1875), sendo este aquecimento de origem inteiramente antropogénica. </p><div class="texto-destacado">Este aquecimento elevou a linha de neve e destabilizou as encostas costreiras. O degelo acelerado removeu o suporte mecânico da encosta rochosa, deixando as íngremes paredes do fiorde vulneráveis. </div><p>O volume de rocha subaérea inicialmente mobilizado foi de, pelo menos, 64 milhões de metros cúbicos, embora análises da força sísmica indiquem que a massa total em movimento — incluindo material submarino e água deslocada — possa ter ascendido a cerca de 142 milhões de metros cúbicos. </p><h2>Consequências ambientais e relatos de testemunhas </h2><p>A onda inicial propagou-se pelo fiorde a uma velocidade superior a 70 m/s, destruindo completamente a vegetação e criando uma linha de demarcação permanente visível do espaço, descrita pelos cientistas como um "anel de banheira" ao redor do fiorde. </p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/xZbaPL7hAyU/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=xZbaPL7hAyU" id="xZbaPL7hAyU"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A Ilha Sawyer, situada a 9 km de distância do colapso, <strong>foi quase totalmente desprovida da sua floresta, sobrevivendo apenas um pequeno reduto de árvores na zona mais alta.</strong> Apesar de a região ser intensamente frequentada por navios de cruzeiro, o evento não causou vítimas mortais, configurando um "quase acidente" de extrema gravidade. </p><p>Ainda assim, os impactos locais foram severos: <strong>um grupo de canoístas acampado na Ilha Harbor (a 55 km do local) viu os seus caiaques e equipamentos serem levados pela inundação</strong>, enquanto barcos turísticos nas proximidades testemunharam correntes violentas e subidas abruptas de até 3 metros no nível da água. </p><h2>Propagação sísmica e a oscilação</h2><p>O impacto gerou ondas sísmicas detetadas globalmente, <strong>equivalentes a um sismo de magnitude 5,4</strong>. Adicionalmente, a energia do deslizamento gerou uma oscilação contínua e rítmica da massa de água retida no interior do fiorde que persistiu por cerca de 36 horas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-megatsunami-de-tracy-arm-como-o-recuo-glaciar-desencadeou-uma-onda-de-481-metros-no-alasca-1779091608066.png" data-image="16r9j012cn88"><figcaption>Os modelos climáticos confirmaram que o aumento de 1,1 °C na temperatura daquela região desde 1875 é 100% culpa da atividade humana.</figcaption></figure><p>Esta ressonância de longo período (~66 segundos) atuou como uma força oscilatória contínua, marcando apenas a segunda vez na história que a ciência regista um seiche gerado por deslizamento capaz de produzir um sinal sísmico global com dias de duração (à semelhança do evento de Dickson Fjord, na Gronelândia, em 2023). </p><h2>Perspetivas futuras e monitorização </h2><p>O turismo de cruzeiros no Alasca expandiu de forma acentuada, com o número anual de passageiros a saltar de <strong>aproximadamente 1 milhão em 2016 para 1,6 milhões em 2025. </strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="729568" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conheca-o-guardian-a-tecnologia-da-nasa-para-detecao-em-tempo-real-de-tsunamis.html" title="Conheça o GUARDIAN: a tecnologia da NASA para deteção em tempo real de tsunamis">Conheça o GUARDIAN: a tecnologia da NASA para deteção em tempo real de tsunamis</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conheca-o-guardian-a-tecnologia-da-nasa-para-detecao-em-tempo-real-de-tsunamis.html" title="Conheça o GUARDIAN: a tecnologia da NASA para deteção em tempo real de tsunamis"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/guardian-a-tecnologia-da-nasa-para-deteccao-em-tempo-real-de-tsunamis-1757951526672_320.png" alt="Conheça o GUARDIAN: a tecnologia da NASA para deteção em tempo real de tsunamis"></a></article></aside><p>Uma vez que as alterações climáticas tornam estes colapsos de encostas mais prováveis, os cientistas sugerem o uso de algoritmos de monitorização sísmica de banda estreita para identificar respostas harmónicas nos fiordes. Esta técnica surge como uma via promissora para o desenvolvimento de sistemas automatizados de alerta precoce em tempo real para proteger navios e comunidades costeiras</p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><em>Dan H. Shugar et al., A 481-meter-high landslide-tsunami in a cruise ship–frequented Alaska fjord. Science 0, eaec3187 DOI:<a href="https://doi.org/10.1126/science.aec3187" target="_blank">10.1126/science.aec3187</a></em></p><p><a href="https://www.universetoday.com/articles/before-and-after-the-2025-tsunami-in-alaska" target="_blank"><em>https://www.universetoday.com/articles/before-and-after-the-2025-tsunami-in-alaska</em></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-megatsunami-de-tracy-arm-como-o-recuo-glaciar-desencadeou-uma-onda-de-481-metros-no-alasca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O novo "El Dorado" está no espaço: os asteroides troianos e a corrida pelos recursos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-novo-el-dorado-esta-no-espaco-os-asteroides-troianos-e-a-corrida-pelos-recursos.html</link><pubDate>Thu, 21 May 2026 17:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Os asteroides troianos estão a revelar-se novas fronteiras na mineração espacial: ricos em água e materiais preciosos, combinam estabilidade orbital com valor estratégico, abrindo possibilidades reais para uma futura economia extraterrestre sustentável.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-nuovo-el-dorado-e-nello-spazio-gli-asteroidi-troiani-e-la-corsa-alle-risorse-1776847932395.jpeg" data-image="06eyzkzfxgm4" alt="El Dorado" title="El Dorado"><figcaption>Os asteroides troianos são considerados fontes potenciais de água e minerais preciosos.</figcaption></figure><p>A procura cada vez maior por matérias-primas está a direcionar a atenção para a possibilidade de explorar os recursos existentes no espaço. As agências espaciais e, sobretudo, as empresas privadas estão a avaliar seriamente a <strong>extração de materiais de asteroides</strong>.</p><p>Isto já não é ficção científica, mas sim uma possibilidade real. Entre os locais candidatos à extração, os mais promissores são os asteroides troianos, atualmente considerados <strong>o potencial "Novo El Dorado" do espaço</strong>.</p><h2>Asteroides troianos: minas primitivas suspensas no espaço</h2><p><strong>Os asteroides troianos são corpos celestes que seguem ou precedem um planeta ao longo da sua órbita, num ângulo de aproximadamente 60 graus</strong>. Ocupam posições de equilíbrio gravitacional conhecidas como pontos de Lagrange. Os mais numerosos são os que acompanham Júpiter, embora também existam asteroides troianos associados a Marte e à Terra.</p><div class="texto-destacado">Os asteroides troianos recebem este nome porque, por tradição, <strong>são batizados em homenagem a heróis da Guerra de Tróia. O primeiro descoberto na órbita de Júpiter, em 1906, foi batizado de Aquiles.</strong></div><p>Estes corpos são verdadeiros <strong>fósseis do Sistema Solar</strong>: rochas que se formaram durante a sua infância e que permaneceram praticamente inalteradas desde então. Como resultado, <strong>sofreram alterações mínimas e preservam materiais extremamente antigos</strong>, tornando-os inestimáveis não só para a ciência, mas também para a indústria de recursos espaciais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-nuovo-el-dorado-e-nello-spazio-gli-asteroidi-troiani-e-la-corsa-alle-risorse-1776848078090.jpg" data-image="s8e49rf4wz57" alt="Jupiter Trojans" title="Jupiter Trojans"><figcaption>O diagrama mostra a posição dos troianos em relação a Júpiter, bem como a trajetória da Lucy, que irá explorar sistematicamente alguns desses asteroides. Crédito: Southwest Research Institute.</figcaption></figure><p>Estudos espectroscópicos indicam que os troianos têm um albedo muito baixo, o que significa que são <strong>corpos escuros e ricos em carbono</strong>. No entanto, para além do seu conteúdo em recursos minerais, os troianos são também altamente acessíveis graças às suas órbitas particularmente estáveis.</p><p>Em particular, os troianos de Marte podem ser alcançados através de missões espaciais que <strong>exigem custos energéticos relativamente baixos</strong> em comparação com outros destinos de asteroides.</p><h2>Água e metais: recursos mais valiosos do que o ouro</h2><p>Se tivéssemos de classificar os recursos mais importantes encontrados no interior dos asteroides troianos,<strong> a água ocuparia, sem dúvida, o primeiro lugar</strong>. Não só é essencial para a manutenção da vida, como também pode ser transformada em combustível para foguetões através da separação do hidrogénio e do oxigénio. Trata-se, portanto, de um recurso estratégico, não tanto para utilização na Terra, mas sim para apoiar qualquer futura infraestrutura espacial.</p><p>Por exemplo, é possível que os troianos associados a Júpiter se tenham formado para além da chamada "linha de neve"; consequentemente, poderiam <strong>conter quantidades significativas de gelo, talvez escondidas sob as suas superfícies</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769093" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-nasa-consegue-um-avanco-crucial-rumo-a-marte-uma-nave-espacial-experimental-rompe-a-barreira-do-som.html" title="A NASA consegue um avanço crucial rumo a Marte: uma nave espacial experimental rompe a barreira do som">A NASA consegue um avanço crucial rumo a Marte: uma nave espacial experimental rompe a barreira do som</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-nasa-consegue-um-avanco-crucial-rumo-a-marte-uma-nave-espacial-experimental-rompe-a-barreira-do-som.html" title="A NASA consegue um avanço crucial rumo a Marte: uma nave espacial experimental rompe a barreira do som"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-logra-un-avance-clave-hacia-marte-una-nave-experimental-ya-rompe-la-barrera-del-sonido-1778881283081_320.jpg" alt="A NASA consegue um avanço crucial rumo a Marte: uma nave espacial experimental rompe a barreira do som"></a></article></aside><p>O candidato mais promissor em termos de abundância de gelo é o <strong>sistema binário Patroclus-Menoetius</strong>: um par de asteroides que orbitam um ao outro com densidades muito baixas, o que reforça a hipótese de uma composição rica em gelo.</p><p>No entanto, não é apenas a água que atrai a atenção e o interesse comercial; os metais preciosos também o fazem. Vários estudos indicam que os asteroides, em geral, contêm <strong>metais do grupo da platina: elementos cuja raridade na Terra os torna altamente valiosos e essenciais para a indústria tecnológica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-nuovo-el-dorado-e-nello-spazio-gli-asteroidi-troiani-e-la-corsa-alle-risorse-1776850222333.jpeg" data-image="v7r5cjb9rzaw" alt="Asteroid mining" title="Asteroid mining"><figcaption>A mineração de asteroides requer tecnologias diferentes e a possibilidade de utilizar os recursos extraídos no local.</figcaption></figure><p>No entanto, para sermos precisos, não existem amostras de meteoritos que possam ser claramente associadas a estes corpos — meteoritos que tenham caído na Terra e que sejam originários da população troiana — que permitam aos cientistas estudar a sua composição química. A sua abundância de metais preciosos continua a ser, por enquanto, apenas uma inferência; a única certeza, e, por conseguinte,<strong> a verdadeira "riqueza" dos troianos, continua a ser a água</strong>.</p><h2>Os desafios da mineração espacial</h2><p>Os <strong>desafios tecnológicos, económicos e logísticos</strong> envolvidos no estabelecimento de operações de mineração in situ realistas são <strong>verdadeiramente formidáveis</strong>.</p><p>Do ponto de vista científico, o conhecimento direto continua a ser limitado. No entanto, já existe uma missão espacial — <strong>a missão Lucy da NASA, lançada em 2021 — cujo objetivo é a exploração sistemática e de perto de vários troianos</strong>, estudando a sua composição, estrutura e propriedades superficiais. Os dados esperados nos próximos anos serão cruciais para determinar até que ponto estes corpos celestes são realmente exploráveis.</p><p>Em condições de <strong>microgravidade</strong>, radicalmente diferentes das que se encontram habitualmente na superfície da Terra,<strong> a tecnologia de mineração requer soluções completamente diferentes</strong>: a utilização de maquinaria autónoma e sistemas de ancoragem, bem como processos de refinação adaptados a ambientes extremos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764819" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/ate-5-asteroides-poderao-embater-na-terra-durante-este-seculo-astronomos-revelam-quando-podera-acontecer.html" title="Até 5 asteroides poderão embater na Terra durante este século: astrónomos revelam quando poderá acontecer">Até 5 asteroides poderão embater na Terra durante este século: astrónomos revelam quando poderá acontecer</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/ate-5-asteroides-poderao-embater-na-terra-durante-este-seculo-astronomos-revelam-quando-podera-acontecer.html" title="Até 5 asteroides poderão embater na Terra durante este século: astrónomos revelam quando poderá acontecer"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cinco-asteroides-amenazan-la-tierra-este-siglo-que-que-podria-pasar-segun-los-cientificos-1775771034501_320.jpeg" alt="Até 5 asteroides poderão embater na Terra durante este século: astrónomos revelam quando poderá acontecer"></a></article></aside><p>Os custos associados ao transporte de minerais de volta à Terra também seriam consideráveis. A solução mais realista aponta para a utilização in situ; ou seja, <strong>utilizar os recursos diretamente no espaço para reabastecer estações orbitais, missões com destino a Marte ou futuras infraestruturas</strong>.</p><p>O novo <em>El Dorado</em> espacial não é, nem nunca será, feito de barras de ouro para serem trazidas de volta para casa. Trata-se, antes, de uma <strong>rede de recursos no espaço, onde a água, o gelo e os materiais primordiais constituem a base de uma economia extraterrestre</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-novo-el-dorado-esta-no-espaco-os-asteroides-troianos-e-a-corrida-pelos-recursos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As cegonhas aprendem a viver dos resíduos, estudo da Universidade do Porto descodifica comportamento]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-cegonhas-aprendem-a-viver-dos-residuos-estudo-da-universidade-do-porto-descodifica-comportamento.html</link><pubDate>Thu, 21 May 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Num estudo publicado no final de abril, investigadores da Universidade do Porto (U. Porto) concluíram que as cegonhas aprendem a explorar aterros sanitários para procurar alimento e, com a idade, tornam-se mais eficientes. Saiba mais aqui.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-cegonhas-aprendem-a-viver-dos-residuos-estudo-da-universidade-do-porto-descodifica-comportamento-1779365754757.jpg" data-image="wauqp15tvmj4"><figcaption>As cegonhas-brancas aprendem, ao longo dos primeiros anos de vida, a explorar aterros sanitários em busca de alimentos de origem humana, tornando-se mais eficientes com a idade. Imagem: Inês Catry</figcaption></figure><p>O estudo conduzido pelo CIBIO-BIOPOLIS (Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da U.Porto) chegou à conclusão de que <strong>“a experiência adquirida nos primeiros anos de vida molda a forma como espécies oportunistas exploram os aterros sanitários</strong>, aproveitando a abundante disponibilidade de recursos provenientes do desperdício alimentar humano”, tal como referem em comunicado os cientistas.</p><p>A pesquisa científica, publicada na revista científica <em>Proceedings of the Royal Society B</em>, <strong>“demonstra que as cegonhas-brancas aprendem, ao longo dos primeiros anos de vida, a explorar os recursos alimentares disponíveis nestes locais de forma cada vez mais eficiente”</strong>, de acordo com o CIBIO-BIOPOLIS.</p><h2>218 cegonhas-brancas monitorizadas em seis anos. Aves mais jovens aprendem progressivamente</h2><p>Recorrendo a dados de seguimento por GPS, os cientistas vigiaram o comportamento, trajetória e a forma de aprendizagem de exploração dos aterros por parte de <strong>71 cegonhas-brancas adultas e 147 juvenis <em>(Ciconia ciconia)</em> entre 2016 e 2021</strong>, tendo observado “mudanças claras no comportamento alimentar em aterros sanitários ao longo do tempo”.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-cegonhas-aprendem-a-viver-dos-residuos-estudo-da-universidade-do-porto-descodifica-comportamento-1779365387522.jpg" data-image="qeosnynqkkod"><figcaption>De acordo com a equipa de investigadores, o uso de alimentos de origem humana tem o potencial de modificar profundamente o comportamento das espécies, influenciando as suas estratégias de alimentação, sobrevivência, padrões migratórios e ainda a dinâmica das populações.</figcaption></figure><p>Inicialmente, as aves mais jovens exploram uma grande variedade de habitats, mas ao adquirirem experiência <strong>“passam a visitar os aterros sanitários com mais frequência”</strong>, conseguindo alcançar mais vezes as <strong>“zonas com maior disponibilidade de resíduos orgânicos"</strong>, o que se traduz numa diminuição do <strong>“esforço energético associado à alimentação”</strong>.</p><div class="texto-destacado">A instituição realça que<strong> “a partir do segundo ano de vida, estas melhorias tornam-se particularmente evidentes, indicando um processo de aprendizagem progressiva</strong>. Os resultados mostram que esta especialização resulta sobretudo de <strong>melhorias individuais ao longo do tempo</strong>, e não da sobrevivência dos indivíduos mais aptos a explorar estes recursos”.</div><p>Bruno Herlander Martins, investigador do CIBIO-BIOPOLIS e primeiro autor do estudo, refere em comunicado que <strong>“compreender os mecanismos que permitem a estas espécies explorar novos recursos alimentares </strong>é fundamental para antecipar mudanças ecológicas em paisagens humanizadas e apoiar estratégias de conservação baseadas em evidência científica”.</p><h2>Possível encerramento ou transformação dos aterros torna estas conclusões muito relevantes</h2><p>De acordo com Inês Catry, coordenadora do estudo, “as conclusões são particularmente relevantes num contexto de mudanças nas políticas europeias de gestão de resíduos, que deverão <strong>reduzir significativamente a disponibilidade de alimento em aterros sanitários nas próximas décadas”</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766192" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-ceu-da-europa-esta-cada-vez-mais-vazio-os-cientistas-alertam-que-600-milhoes-de-aves-desapareceram.html" title="O céu da Europa está cada vez mais vazio: os cientistas alertam que 600 milhões de aves desapareceram">O céu da Europa está cada vez mais vazio: os cientistas alertam que 600 milhões de aves desapareceram</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-ceu-da-europa-esta-cada-vez-mais-vazio-os-cientistas-alertam-que-600-milhoes-de-aves-desapareceram.html" title="O céu da Europa está cada vez mais vazio: os cientistas alertam que 600 milhões de aves desapareceram"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-cielo-de-europa-se-ha-vuelto-mas-vacio-600-millones-de-aves-han-desaparecido-1777326270180_320.jpg" alt="O céu da Europa está cada vez mais vazio: os cientistas alertam que 600 milhões de aves desapareceram"></a></article></aside><p>Deste modo, tendo em conta o possível encerramento ou transformação dos aterros, torna-se essencial<strong> compreender como as aves ajustam as suas decisões</strong> face à evolução futura destas populações selvagens. </p><p>Este estudo enquadra-se na tese de doutoramento de <strong>Bruno Herlander Martins</strong>, desenvolvida na Faculdade de Ciências da <strong>Universidade do Porto</strong> e na School of Environmental Sciences da <strong>University of East Anglia</strong>.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Bruno Herlander Martins, Aldina M. A. Franco, Andrea Soriano-Redondo, Marta Acácio, Inês Catry; From inexperience to proficiency: age-related improvements shape the use of novel anthropogenic food subsidies in a long-lived bird. Proc Biol Sci 1 April 2026; 293 (2069): 20251884. <a href="https://wilder.pt/historias/cegonhas-aprendem-a-explorar-melhor-os-aterros-sanitarios-a-medida-que-crescem" target="_blank">https://doi.org/10.1098/rspb.2025.1884</a></em></p><p><em><a href="https://wilder.pt/historias/cegonhas-aprendem-a-explorar-melhor-os-aterros-sanitarios-a-medida-que-crescem" target="_blank">Cegonhas aprendem a explorar melhor os aterros sanitários, à medida que crescem</a>. Wilder. Inês Sequeira. 29 de abril de 2026.</em></p><p><em><a href="https://greensavers.sapo.pt/investigadores-da-u-porto-mostram-que-cegonhas-aprendem-a-explorar-aterros/" target="_blank">Investigadores da U.Porto mostram que cegonhas aprendem a explorar aterros</a>. GreenSavers com Lusa. 27 de abril de 2026.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-cegonhas-aprendem-a-viver-dos-residuos-estudo-da-universidade-do-porto-descodifica-comportamento.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Évora e Beja recebem jardins urbanos para aliviar calor extremo no verão]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/evora-e-beja-recebem-jardins-urbanos-para-aliviar-calor-extremo-no-verao.html</link><pubDate>Thu, 21 May 2026 15:29:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Cinco cidades portuguesas vão ganhar novas áreas verdes e espelhos de água para melhorar o conforto térmico de residentes e visitantes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/evora-e-beja-recebem-jardins-urbanos-para-aliviar-calor-extremo-no-verao-1779368371739.jpg" data-image="c37xxgnyfn14" alt="Obras a área do Rossio de São Brás, Évora, para construir novo espaço verde" title="Obras a área do Rossio de São Brás, Évora, para construir novo espaço verde"><figcaption>Évora será a cidade pioneira que irá requalificar a área do Rossio de São Brás para dar lugar a um espaço verde amplo para acolher a cerimónia inaugural da Capital Europeia da Cultura 2027. Foto: Município de Évora</figcaption></figure><p>Quem passa os meses de verão no Alentejo conhece bem o impacto das temperaturas elevadas nas rotinas diárias. Para responder a esse fenómeno, Évora e Beja foram escolhidas para integrar um <strong>projeto-piloto nacional</strong> que aposta na criação de <strong>jardins urbanos e zonas verdes</strong> capazes de reduzir o calor nas cidades.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A iniciativa, promovida pelo Ministério do Ambiente, prevê a instalação de espaços verdes, árvores e espelhos de água em cinco municípios do continente. Além das duas cidades alentejanas, o programa inclui ainda Leiria, São João da Madeira e Vila Real. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O intuito é diminuir o efeito das ilhas de calor e tornar os espaços urbanos mais confortáveis durante os episódios de temperaturas extremas. O financiamento já está assegurado através do Fundo Ambiental, que disponibiliza <strong>5,5 milhões de euros</strong> para o desenvolvimento destas intervenções. As autarquias ficarão responsáveis pela execução dos projetos após a assinatura dos contratos com o fundo estatal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/evora-e-beja-recebem-jardins-urbanos-para-aliviar-calor-extremo-no-verao-1779368472403.jpg" data-image="151i7zpgwl90" alt="Vila Real" title="Vila Real"><figcaption>Vila Real está entre as cinco cidades portuguesas selecionadas para integrar o piloto nacional que visa combater o calor urbano. Foto: Vitor Oliveira, de Torres Vedras, CC BY-SA 2.0, Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>As orientações definidas pelo Governo apontam para soluções assentes em <strong>princípios ambientais</strong> e de adaptação às alterações climáticas. A criação de sombra, o reforço da vegetação e a presença de água deverão contribuir para baixar a temperatura sentida e melhorar a qualidade de vida nas áreas urbanas.</p><h2>Évora acelera obras para cumprir prazo europeu</h2><p>Em Évora, a cidade pioneira desta experiência, a intervenção vai concentrar-se no <strong>Rossio de São </strong><strong>Brás</strong>, um espaço descampado que acolherá a cerimónia inaugural da Capital Europeia da Cultura 2027.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A requalificação daquela zona já arrancou com a adjudicação da primeira fase da obra no final de abril. O investimento ascende a 4,1 milhões de euros e conta com apoio do Plano de Recuperação e Resiliência. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Na assinatura do contrato, o presidente da Câmara de Évora, Carlos Zorrinho, garantiu que os trabalhos estarão <strong>concluídos até agosto</strong>, prazo necessário para assegurar o financiamento comunitário.</p><p>A urgência em finalizar a intervenção em menos de oito meses fará com que Évora receba uma fatia mais significativa da verba disponível. Nas <strong>restantes cidades</strong> abrangidas pelo programa, incluindo Beja, os jardins e zonas de redução térmica poderão apenas ficar <strong>concluídos em 2027</strong>.</p><h2>Investigadores procuram cidades mais frescas</h2><p>A aposta em soluções verdes para enfrentar o calor coincide com outros estudos que estão a ser desenvolvidos no país. Investigadores da Universidade de Coimbra participam atualmente no <strong>projeto internacional Cool Noons</strong>, dedicado a tornar as cidades mediterrânicas mais frescas e resistentes às ondas de calor.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/evora-e-beja-recebem-jardins-urbanos-para-aliviar-calor-extremo-no-verao-1779368627754.jpg" data-image="2agrig71nnz7" alt="Lago do jardim do Campo Grande, Lisboa" title="Lago do jardim do Campo Grande, Lisboa"><figcaption>O projeto Cool Noons quer identificar estratégias de arrefecimento em cidades mediterrânicas, como Lisboa, frequentemente afetadas por ondas de calor. Foto: Paulo Juntas, CC BY-SA 3.0, Creative Commons</figcaption></figure><p>Além de <strong>Lisboa</strong>, a iniciativa envolve <strong>Budva</strong>, no Montenegro, <strong>Dubrovnik</strong>, na <strong>Croácia</strong>, <strong>Imola</strong>, em Itália, e <strong>Marselha</strong>, em França. O trabalho procura reduzir a exposição de residentes e turistas às temperaturas extremas através de novos percursos urbanos mais frescos e sombreados.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="379092" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-calor-urbano-mortifero-triplicou-nas-ultimas-decadas-ilhas-de-calor.html" title="O calor urbano mortífero triplicou nas últimas décadas">O calor urbano mortífero triplicou nas últimas décadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-calor-urbano-mortifero-triplicou-nas-ultimas-decadas-ilhas-de-calor.html" title="O calor urbano mortífero triplicou nas últimas décadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-calor-urbano-tornou-se-3-vezes-mais-mortal-nas-ultimas-decadas-ilhas-de-calor-1636157291214_320.jpg" alt="O calor urbano mortífero triplicou nas últimas décadas"></a></article></aside><p>Nos últimos meses, os investigadores recolheram dados sobre o impacto do calor em diferentes zonas da capital portuguesa. A equipa encontra-se agora a avaliar os <strong>benefícios de intervenções estratégicas</strong> para melhorar o conforto térmico na cidade.</p><p>Entre as medidas estudadas estão a criação de zonas pedonais sem tráfego automóvel, instalação de toldos de sombra, plantação de árvores e colocação de áreas de descanso protegidas do sol. A identificação de <strong>percursos urbanos mais frescos</strong> faz igualmente parte da estratégia para adaptar as cidades a verões cada vez mais quentes.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em><a href="https://oalentejo.pt/evora-sera-a-primeira-cidade-a-receber-jardins-urbanos-para-combater-o-calor-beja-tambem-integra-projeto-do-governo/" target="_blank">Évora será a primeira cidade a receber jardins urbanos para combater o calor. Beja também integra projeto do Governo</a> - oalentejo.pt</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/evora-e-beja-recebem-jardins-urbanos-para-aliviar-calor-extremo-no-verao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estudo de Oxford: a IA amigável comete erros para se tornar mais próxima de si]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/estudo-de-oxford-a-ia-amigavel-comete-erros-para-se-tornar-mais-proxima-de-si.html</link><pubDate>Thu, 21 May 2026 14:57:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Será que o chatbot com IA é um bom companheiro para ti? Dá-te bons conselhos de saúde, compreende-te e faz com que te sintas feliz? Ao que parece, consegue tudo isso sem te dizer a verdade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ai-chatbots-make-errors-when-designed-for-warmth-1779260167105.jpg" data-image="5o2v39ah3i2q" alt="chatbot" title="chatbot"><figcaption>Embora os chatbots com IA sejam desenvolvidos para parecerem mais simpáticos, não são sinceros contigo.</figcaption></figure><p>Hitler fugiu de Berlim durante a Segunda Guerra Mundial? O homem chegou à Lua no âmbito das missões Apollo? <strong>As respostas a estas perguntas dependem do grau de simpatia dos chatbots com inteligência artificial (IA)</strong>. Os mais cordiais e simpáticos entre eles não hesitam em distorcer os factos para se tornarem populares junto de si, como revelou um estudo da Universidade de Oxford.</p><h2>Chatbots com IA em todo o lado</h2><p>Com o surgimento repentino dos sistemas de IA, <strong>os chatbots tornaram-se omnipresentes</strong>. Desde o banco, passando pelo serviço de entrega de comida e pelas pesquisas na Internet, até às aplicações de saúde no seu smartphone – em todo o lado, um chatbot com IA tenta ser o seu assistente pessoal.</p><p>Como já deve ter notado, estes chatbots existem em todas as variantes e tons de voz possíveis, e tentam ajudá-lo da forma mais simpática possível.<strong> Mas será que, na sua ânsia de parecerem simpáticos, não se tornam também um pouco subservientes?</strong> Será que concordam simplesmente consigo, mesmo que cometa um erro factual?</p><p><strong>Investigadores do Oxford Internet Institute quiseram descobrir isso e desenvolveram uma versão "mais calorosa" ou "mais simpática" para cinco modelos diferentes de IA</strong>, utilizando um processo de treino que as empresas aplicam para tornar os seus chatbots mais simpáticos. Depois de gerarem mais de 400 000 respostas, os investigadores compararam as respostas dos chatbots de IA a pedidos de conselhos médicos, teorias da conspiração e desinformação.</p><h2>Qual foi a conclusão do estudo? </h2><p>O estudo revelou que<strong> as versões "mais calorosas" dos chatbots cometeram até 30% mais erros do que os chatbots originais </strong>ao dar conselhos médicos ou ao desmentir teorias da conspiração. Estes chatbots concordavam com as crenças erradas dos seus utilizadores com uma probabilidade 40% maior, e a taxa de erros aumentava ainda mais quando os utilizadores expressavam a sua vulnerabilidade.</p><p>Enquanto o chatbot original, por exemplo, refutava a alegação de que Adolf Hitler teria fugido para a Argentina em 1945, o chatbot "mais caloroso" afirmava que muitos concordariam com essa opinião, apesar de não haver provas conclusivas para tal. Os investigadores de Oxford <strong>chamam a atenção do público para esta questão, uma vez que cada vez mais chatbots de IA estão a ser treinados para serem calorosos, amigáveis e empáticos</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="717566" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-uso-intensivo-de-chatbots-de-inteligencia-artificial-atrofia-o-cerebro-humano.html" title="O uso intensivo de chatbots de inteligência artificial atrofia o cérebro humano">O uso intensivo de chatbots de inteligência artificial atrofia o cérebro humano</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-uso-intensivo-de-chatbots-de-inteligencia-artificial-atrofia-o-cerebro-humano.html" title="O uso intensivo de chatbots de inteligência artificial atrofia o cérebro humano"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-uso-intensivo-de-chatbots-de-inteligencia-artificial-atrofia-o-cerebro-humano-1751289154479_320.jpg" alt="O uso intensivo de chatbots de inteligência artificial atrofia o cérebro humano"></a></article></aside><p>À medida que milhões de utilizadores se registam, os chatbots de IA estão rapidamente a tornar-se sistemas nos quais as pessoas confiam para obter aconselhamento médico, apoio emocional e até mesmo companhia. Como os utilizadores estabelecem laços unilaterais com os seus chatbots, <strong>é mais provável que o seu design caloroso e amigável reforce ainda mais as convicções dos utilizadores e o seu pensamento delirante</strong>.</p><p>Estes problemas vieram à tona quando a OpenAI, a criadora do ChatGPT, lançou versões mais fáceis de usar dos seus chatbots e teve de as retirar devido à pressão pública. No entanto, <strong>à medida que a concorrência no setor da IA se torna cada vez mais acirrada, as empresas irão introduzir cada vez mais funcionalidades deste tipo para atrair utilizadores – mesmo que isso seja à custa da verdade e da realidade</strong>. Encontrar o equilíbrio entre simpatia e precisão pode ser um exercício de equilíbrio, mas é um caminho que tem de ser percorrido.</p><p>Os investigadores apelam a uma análise mais sistemática, mesmo de pequenas alterações que, à primeira vista, parecem ser apenas de natureza cosmética num chatbot. O <strong>estudo é relevante não só para os utilizadores de chatbots, mas também para as autoridades reguladoras, os criadores e outros investigadores</strong> que ainda tentam compreender as mudanças repentinas que a onda da IA trouxe consigo.</p><h3><i>Referência da notícia:</i></h3><p><em>Ibrahim, L., Hafner, F.S. & Rocher, L. Training language models to be warm can reduce accuracy and increase sycophancy. Nature 652, 1159–1165 (2026). <a href="https://doi.org/10.1038/s41586-026-10410-0" target="_blank">https://doi.org/10.1038/s41586-026-10410-0</a></em> </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/estudo-de-oxford-a-ia-amigavel-comete-erros-para-se-tornar-mais-proxima-de-si.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[UE quer expandir agricultura biológica até 25% das terras agrícolas. Chipre quer atingir 11 mil hectares (9%) até 2027]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ue-quer-expandir-agricultura-biologica-ate-25-das-terras-agricolas-chipre-aumentou-em-250-o-apoio-aos-agricultores.html</link><pubDate>Thu, 21 May 2026 12:41:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Em 2024, a agricultura biológica abrangia 17,7 milhões de hectares na UE e representava 10,9% do total das terras agrícolas. O objetivo é chegar aos 25% em 2030. O Chipre, que assume a presidência rotativa do Conselho da UE até junho, quer chegar aos 11 mil hectares (9%) em modo biológico até 2027.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ue-quer-expandir-agricultura-biologica-ate-25-das-terras-agricolas-chipre-aumentou-em-250-o-apoio-aos-agricultores-1779313918078.jpg" data-image="ik481ky1d538" alt="Vinha em Troodos" title="Vinha em Troodos"><figcaption>O Commandaria é o vinho com o nome mais antigo do mundo ainda em produção. As suas origens remontam aos séculos XII e XIII. É conhecido em todo o mundo, com DOP reconhecida pela UE.</figcaption></figure><p>A <strong>presidência cipriota do Conselho da União Europeia</strong> (UE) assumiu como grandes prioridades para o <strong>primeiro semestre de 2026 a agricultura e as pescas</strong>, considerados “motores económicos vitais que sustentam as comunidades rurais e costeiras da Europa”.</p><p>A agricultura e as pescas asseguram igualmente a <strong>estabilidade do abastecimento de alimentos seguros e de elevada qualidade para todos os cidadãos</strong>.</p><p>Isto, ao mesmo tempo que a atividade agrícola e piscatória contribuem para a <strong>autonomia estratégica da União, para a gestão ambiental</strong> e para a resiliência das regiões de cada Estado-membro.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg><strong>Maria Panayiotou, ministra da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e do Ambiente de Chipre</strong>, assumiu desde o primeiro dia que o Chipre quer “promover um setor primário justo, competitivo e sustentável”, ao mesmo tempo que se compromete com uma “abordagem abrangente sobre o futuro da política agrícola comum (PAC) e da política comum das pescas (PCP)”. No domínio agrícola, a ministra cipriota destaca a agricultura biológica como sendo “um ativo estratégico para os sistemas alimentares, para a biodiversidade e para as zonas rurais da Europa”. Maria Panayiotou reconhece, contudo, que “os Estados-membros querem regras mais simples, claras e que se adaptem melhor à realidade no terreno”.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A UE definiu como meta atingir <strong>pelo menos 25% das terras agrícolas dedicadas à agricultura biológica até 2030</strong>, no âmbito do projeto Horizonte Europa OrganicTargets4EU (2022-2026). </p><p>Em <strong>Portugal, a agricultura biológica tem vindo a crescer e representa já (dados de 2024) 22,3%</strong> da superfície agrícola utilizada (SAU).</p><h2>Chipre: 9% em agricultura biológica em 2027</h2><p>E o <strong>Chipre</strong>, que assume a presidência rotativa do Conselho da UE no primeiro semestre de 2026, está igualmente comprometido com esse crescimento. O seu PEPAC (Plano Estratégico da Política Agrícola Comum 2023-2027) prevê um <strong>aumento em 250% da área de agricultura biológica apoiada</strong><strong>, com vista a chegar aos 11 mil hectares (9%)</strong> em modo biológico até 2027. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ue-quer-expandir-agricultura-biologica-ate-25-das-terras-agricolas-chipre-aumentou-em-250-o-apoio-aos-agricultores-1779314236965.jpg" data-image="0f8lrrz7retn" alt="Serra de Troodos, Chipre." title="Serra de Troodos, Chipre."><figcaption>O vinho Commandaria, Denominação de Origem Protegida (DOP), agrega 500 viticultores em toda a ilha de Chipre, que cultivam 419 hectares com uma média de produção de 6500 quilos/hectare. </figcaption></figure><p>Em <strong>2004, o Chipre tinha apenas 867 hectares de terras cultivadas em modo biológico</strong>. Em<strong> 2024 passou para 7.749 hectares</strong> de terras nesse modo de produção e <strong>para o ano 2027 a meta está traçada: 11 mil hectares (9%) da superfície agrícola utilizada</strong>. </p><p>As culturas que mais cresceram em modo de produção biológico no Chipre nos últimos anos foram a <strong>horticultura (100%), o olival (60%), a fruticultura (33%) e a viticultura (33%)</strong>.</p><h2>Commandaria: o nome mais antigo do mundo </h2><p>A comprovar esse crescimento da agricultura biológica na ilha de Chipre estão vários produtores agrícolas que um <strong>grupo de 15 jornalistas da UE visitou esta semana, a convite da Direção-Geral da Agricultura e do Desenvolvimento Rural da Comissão Europeia</strong> (DG AGRI).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="747117" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/producao-de-vinho-em-portugal-continua-em-queda-campanha-2025-2026-trouxe-um-decrescimo-de-14-face-ao-ano-anterior.html" title="Produção de vinho em Portugal continua em queda. Campanha 2025/2026 trouxe um decréscimo de 14% face ao ano anterior">Produção de vinho em Portugal continua em queda. Campanha 2025/2026 trouxe um decréscimo de 14% face ao ano anterior</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/producao-de-vinho-em-portugal-continua-em-queda-campanha-2025-2026-trouxe-um-decrescimo-de-14-face-ao-ano-anterior.html" title="Produção de vinho em Portugal continua em queda. Campanha 2025/2026 trouxe um decréscimo de 14% face ao ano anterior"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/producao-de-vinho-em-portugal-continua-em-queda-campanha-2025-2026-trouxe-um-decrescimo-de-14-face-ao-ano-anterior-1767370981692_320.jpg" alt="Produção de vinho em Portugal continua em queda. Campanha 2025/2026 trouxe um decréscimo de 14% face ao ano anterior"></a></article></aside><p>Na <strong>vila de Agios Konstantinos, na vertente sudeste do Monte Papoutsa, Andreas Evangelou, um viticultor de quarta geração</strong> que se formou em Agricultura na Universidade de Tessalónica (Grécia), iniciou a sua própria pequena vinha biológica em 2018, onde trabalha sete hectares a uma altitude entre os 820-920 metros. </p><p>Andreas Evangelou recebeu os jornalistas na sua vinha para lhes explicar como produz exclusivamente o <strong>vinho Commandaria, uma Denominação de Origem Protegida (DOP)</strong> que só pode ser produzida em algumas aldeias da <strong>Serra de Troodos</strong>.</p><div class="texto-destacado">O <strong>Commandaria é o vinho com o nome mais antigo do mundo ainda em produção</strong>. As suas origens remontam aos <strong>séculos XII e XIII</strong>. É conhecido em todo o mundo, com DOP reconhecida pela Comissão Europeia e a sua tradição secular de produção foi <strong>reconhecida pela UNESCO em 2023</strong> como património cultural imaterial. </div><p>Andreas Evangelou <strong>planta as videiras a 50 centímetros de profundidade, para as preservar do calor e da secura dos solos</strong>. Este ano de 2026 a pluviosidade tem ajudado, mas o viticultor não esquece os <strong>anos de seca registados nos anos 2020 a 2022</strong>. Daí a necessidade de também desenvolver novas variedades mais resistentes às alterações climáticas.</p><p>O vinho Commandaria (DOP) agrega <strong>500 viticultores em toda a ilha de Chipre, que cultivam 419 hectares com uma média de produção de 6500 quilos/hectare</strong>. A produção média é de 3000 hectolitros.</p><h2>Projeto Bio-Solea: apicultura sustentável</h2><p>Em Temvria, Chrysanthos Hatziyiannis fundou em 2017 o projeto Bio-Solea, de produção de mel e outras culturas e que combina o cultivo biológico certificado de frutas e legumes com a apicultura sustentável e focada na biodiversidade nas Montanhas Troodos, no Chipre. A empresa foi formalmente constituída em 2017 e a primeira produção saiu para o mercado em 2021.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ue-quer-expandir-agricultura-biologica-ate-25-das-terras-agricolas-chipre-aumentou-em-250-o-apoio-aos-agricultores-1779315133252.jpg" data-image="s5jzl3mpv2aj" alt="Mel" title="Mel"><figcaption>Em Temvria, Chrysanthos Hatziyiannis fundou em 2017 o projeto Bio-Solea, de produção de mel e outras culturas e que combina o cultivo biológico certificado de frutas e legumes com a apicultura sustentável e focada na biodiversidade nas Montanhas Troodos, no Chipre.</figcaption></figure><p>No coração desta quinta que os jornalistas visitaram está um <strong>parque botânico com 10 hectares onde estão plantadas milhares de espécies de flores</strong>, que apoiam os polinizadores e promovem a biodiversidade. </p><p>O projeto vai muito além da produção do <strong>mel biológico Apianthos</strong>. Na Bio-Solea, onde trabalham 13 pessoas, estamos perante <strong>um ecossistema integrado que combina agricultura biológica com apicultura, investigação</strong>, educação e práticas sustentáveis.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="734727" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/as-abelhas-sao-o-garante-da-biodiversidade-no-planeta-universidade-de-coimbra-lanca-guia-de-polinizadores-de-portugal.html" title="As abelhas são o garante da biodiversidade no planeta. Universidade de Coimbra lança “Guia de Polinizadores de Portugal”">As abelhas são o garante da biodiversidade no planeta. Universidade de Coimbra lança “Guia de Polinizadores de Portugal”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/as-abelhas-sao-o-garante-da-biodiversidade-no-planeta-universidade-de-coimbra-lanca-guia-de-polinizadores-de-portugal.html" title="As abelhas são o garante da biodiversidade no planeta. Universidade de Coimbra lança “Guia de Polinizadores de Portugal”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-abelhas-sao-o-garante-da-biodiversidade-no-planeta-universidade-de-coimbra-lanca-guia-de-polinizadores-de-portugal-1760697223513_320.jpg" alt="As abelhas são o garante da biodiversidade no planeta. Universidade de Coimbra lança “Guia de Polinizadores de Portugal”"></a></article></aside><p>Seguindo uma <strong>abordagem holística e prática</strong>, a quinta produz o mel biológico cru e não filtrado <strong>Apianthos</strong>, <strong>totalmente rastreável da flor ao frasco</strong>, refletindo a flora sazonal única do Chipre, que obteve reconhecimento internacional nos últimos anos.</p><h2>Dia Mundial das Abelhas: 20 de maio</h2><p>Em 2025, a <strong>produção total apenas atingiu 2,5 toneladas de mel, devido à seca e às poeiras</strong>. Uma produção muito abaixo das cerca de cinco toneladas noutros anos e da meta que pretendem atingir: 10 toneladas.</p><div class="texto-destacado">Nesta quarta-feira, <strong>20 de maio, assinalou-se o Dia Mundial das Abelhas</strong>, que estão cada vez mais <strong>ameaçadas pela perda de <em>habitat</em>, por práticas agrícolas insustentáveis, pelas alterações climáticas e pela poluição</strong>. A efeméride foi proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) para lembrar a importância da polinização para o desenvolvimento sustentável do planeta. Atualmente reconhecem-se mais de 200 000 de espécies animais polinizadores, a grande maioria das quais são selvagens, e que incluem borboletas, aves, morcegos e mais de 20 mil espécies de abelhas. </div><p>E por falar em desenvolvimento sustentável do planeta a <strong>Kot-Kot é uma iniciativa inovadora de economia circular em Akaki Grove, na vila de Akaki</strong>, também na ilha de Chipre, liderada por <strong>Elena Christoforos</strong>, no olival e laranjal que herdou do avô e que possui <strong>certificação biológica desde 2022</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ue-quer-expandir-agricultura-biologica-ate-25-das-terras-agricolas-chipre-aumentou-em-250-o-apoio-aos-agricultores-1779315974670.jpg" data-image="lz8ly17pgr3w" alt="Permacultura" title="Permacultura"><figcaption>A Kot-Kot é um projeto inovador de economia circular em Akaki Grove, na vila de Akaki, liderada por Elena Christoforos, no olival e laranjal que herdou do avô. Possui certificação biológica desde 2022. </figcaption></figure><p>A propriedade tem <strong>10 hectares de área, onde estão plantadas oliveiras (1000 árvores em 44 mil metros quadrados), laranjeiras </strong>(1200 árvores em 36 mil metros quadrados) e alguns limoeiros. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767910" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/fao-alerta-que-a-escassez-de-fertilizantes-vai-impactar-nas-proximas-colheitas-e-no-abastecimento-de-alimentos.html" title="FAO alerta que a escassez de fertilizantes vai impactar nas próximas colheitas e no abastecimento de alimentos">FAO alerta que a escassez de fertilizantes vai impactar nas próximas colheitas e no abastecimento de alimentos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/fao-alerta-que-a-escassez-de-fertilizantes-vai-impactar-nas-proximas-colheitas-e-no-abastecimento-de-alimentos.html" title="FAO alerta que a escassez de fertilizantes vai impactar nas próximas colheitas e no abastecimento de alimentos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fao-alerta-que-a-escassez-de-fertilizantes-vai-impactar-nas-proximas-colheitas-e-no-abastecimento-de-alimentos-1778265779193_320.jpg" alt="FAO alerta que a escassez de fertilizantes vai impactar nas próximas colheitas e no abastecimento de alimentos"></a></article></aside><p>E qual é a inovação introduzida por <strong>Elena Christoforos, licenciada em Geografia no Reino Unido</strong> e com formação em Antropologia e Psicologia?</p><h2>Recolha de resíduos alimentares</h2><p>Uma das suas vocações é a <strong>permacultura, um modo de produção que deriva da expressão “agricultura permanente</strong>”. Priviliegia práticas culturais e técnicas que protegem e regeneram o ambiente, nomeadamente através da <strong>utilização de fertilizantes orgânicos, do aproveitamento de resíduos, da promoção da diversidade de culturas</strong>, da redução das mobilizações do solo, da utilização do pastoreio e dos sistemas agro-florestais.</p><p>Após vários anos a estudar e a pensar o projeto, <strong>Elena Christoforos estabeleceu protocolos com as escolas locais e com empresas, onde recolhe os resíduos alimentares</strong>, que são depois utilizados para alimentar centenas de galinhas poedeiras em fim de ciclo de postura de ovos.</p><p>Elena Christoforos explica que <strong>as galinhas “aposentam-se no olival”, onde circulam livremente e fertilizam o solo de forma natural</strong>, auxiliando no controlo de pragas e melhorando o agro-ecossistema. </p><p>Através deste modelo prático, <strong>a Kot-Kot reduz o desperdício alimentar e as emissões de gases </strong>com efeito de estufa, ao mesmo tempo que promove a sustentabilidade ambiental. </p><p>Em paralelo, na exploração <strong>produziu 40 toneladas de azeite em 2024</strong> e 22 toneladas em 2025, devido às condições climáticas adversas.</p><h3><em>Nota Importante</em></h3><p><strong><em>* A jornalista Teresa Silveira (Portugal) viajou para o Chipre a convite da Comissão Europeia.</em></strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ue-quer-expandir-agricultura-biologica-ate-25-das-terras-agricolas-chipre-aumentou-em-250-o-apoio-aos-agricultores.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calor anómalo em Portugal por mais 6 dias: Índice EFI alerta para evento extremo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-anomalo-em-portugal-por-mais-6-dias-indice-efi-alerta-para-evento-extremo.html</link><pubDate>Thu, 21 May 2026 12:37:36 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal entra num período de calor anómalo e persistente até ao início da próxima semana, com temperaturas muito acima do normal para maio. O índice EFI destaca este episódio como potencialmente extremo, com valores raros para a época.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-anomalo-em-portugal-por-mais-6-dias-indice-efi-alerta-para-evento-extremo-1779362038628.png" data-image="wx07ma8kecwu" alt="Núvem de Poeiras (AOD)" title="Núvem de Poeiras (AOD)"><figcaption>Quinta-feira à noite marcada por forte intrusão de poeiras do Norte de África, cobrindo grande parte do território e degradando a qualidade do ar.</figcaption></figure><p> A tarde desta quinta-feira, 21 de maio, fica marcada por temperaturas elevadas em praticamente todo o território continental, acompanhadas por céu mais nublado do que o habitual. A principal novidade é a <strong>intensificação da intrusão de poeiras do Norte de África,</strong> que se torna mais evidente ao final do dia e durante a noite. </p><p>Esta nuvem de poeira cobre grande parte do país, contribuindo para uma <strong>degradação da qualidade do ar,</strong> que poderá atingir níveis “moderados”.</p><h2>Sexta-feira haverá calor generalizado e valores muito elevados de temperatura</h2><p>Na sexta-feira, o calor torna-se a variável dominante. As poeiras ainda persistem, mas com menor impacto, enquanto as temperaturas sobem para valores muito elevados para a época.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-anomalo-em-portugal-por-mais-6-dias-indice-efi-alerta-para-evento-extremo-1779362086612.png" data-image="uxkghxgi6ktv" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-872167">Sexta-feira com calor muito intenso: temperaturas acima dos 30 ºC em quase todo o país e picos próximos dos 36 ºC no interior Norte e Sul.</figcaption></figure><p><strong>Grande parte do território continental ultrapassa os 30 ºC,</strong> com exceção do litoral oeste e da costa algarvia, onde a influência atlântica mantém os valores mais contidos. No interior, especialmente no Alentejo e no vale do Douro, os termómetros poderão atingir os 35 a 36 ºC, valores claramente invulgares para o final de maio.</p><h2>Sábado e domingo o calor mantém-se, mas surge instabilidade</h2><p>Durante o fim de semana, o padrão atmosférico torna-se mais complexo. Uma uma <strong>bolsa de ar frio isolada em altitude (gota fria),</strong> destacada da corrente de jato polar, aproxima-se da costa noroeste da Península Ibérica. A interação entre esta massa de ar frio em altitude e o ar muito quente à superfície cria condições favoráveis à instabilidade atmosférica.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Como resultado,<strong> prevê-se a formação de aguaceiros e trovoadas,</strong> especialmente nas regiões Norte e Centro. Os acumulados de precipitação poderão ser localmente significativos, com valores superiores a 30 mm em pouco mais de 24 horas em zonas do Norte, como Montalegre.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-anomalo-em-portugal-por-mais-6-dias-indice-efi-alerta-para-evento-extremo-1779362563589.png" data-image="rvxgo3tp7878" alt="Precipitação acumulada" title="Precipitação acumulada"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-332669">Precipitação acumulada até domingo com destaque para áreas montanhosas como Montalegre.</figcaption></figure><p>Já a<strong> densidade de descargas elétricas poderá atingir níveis elevados,</strong> sobretudo nos distritos de Viana do Castelo, Braga e Bragança. Na região mais a norte de Vila real, durante a madrugada de domingo, haverá uma altura mais intensa onde a <strong>densidade dos raios poderá ultrapassar os 24 raios/km²</strong>. Um sinal de trovoadas potencialmente intensas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-anomalo-em-portugal-por-mais-6-dias-indice-efi-alerta-para-evento-extremo-1779362237795.png" data-image="h9jjbdetjlsc" alt="Densidade de Raios" title="Densidade de Raios"><figcaption>Sábado à tarde com elevada densidade de raios no Norte e Centro, sinal de trovoadas potencialmente fortes.</figcaption></figure><p>Apesar desta instabilidade, o calor não desaparece, apenas se torna mais contido no Norte e Centro, onde a influência da gota fria será mais direta.</p><p>Com o afastamento da instabilidade, <strong>o início da próxima semana traz novamente uma subida das temperaturas no Norte e Centro</strong>. Segunda e terça-feira deverão voltar a apresentar valores elevados de forma mais homogénea em todo o território.</p><h2>EFI confirma caráter extremo do episódio</h2><p><strong>O mapa EFI (Extreme Forecast Index) reforça a excecionalidade deste evento</strong>. Este índice compara a previsão atual com o histórico climatológico da região, permitindo identificar situações anómalas ou extremas.</p><div class="texto-destacado">Os valores variam entre -1 e +1: Próximo de 0 significa condições dentro da normalidade. Entre 0.5 e 0.8 sugere situação incomum. E acima de 0.8 indica um evento fora do comum ou extremo </div><ul> </ul><p>No caso de Portugal, <strong>os valores previstos aproximam-se ou ultrapassam 0.8 em várias regiões, indicando um episódio de calor raro para esta época do ano,</strong> potencialmente entre os mais intensos registados no histórico recente para finais de maio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-anomalo-em-portugal-por-mais-6-dias-indice-efi-alerta-para-evento-extremo-1779362420099.jpg" data-image="v4kcgx4a916d" alt="EFI 2 m temperature" title="EFI 2 m temperature"><figcaption>Mapa EFI indica calor extremo em Portugal, com valores acima de 0.8, raros para a época e persistentes ao longo de vários dias.</figcaption></figure><p> Importa ainda referir que este mapa EFI <strong>foi calculado para um período de 7 dias, entre 20 e 27 de maio (até quarta-feira)</strong>, reforçando a persistência e duração deste evento anómalo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769968" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/primeiras-tendencias-para-o-inicio-do-verao-climatologico-em-portugal-os-mapas-pintam-tudo-de-vermelho.html" title="Primeiras tendências para o início do verão climatológico em Portugal: os mapas pintam tudo de vermelho">Primeiras tendências para o início do verão climatológico em Portugal: os mapas pintam tudo de vermelho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/primeiras-tendencias-para-o-inicio-do-verao-climatologico-em-portugal-os-mapas-pintam-tudo-de-vermelho.html" title="Primeiras tendências para o início do verão climatológico em Portugal: os mapas pintam tudo de vermelho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/primeiras-tendencias-para-o-inicio-do-verao-climatologico-em-portugal-os-mapas-pintam-tudo-de-vermelho-1779362018803_320.png" alt="Primeiras tendências para o início do verão climatológico em Portugal: os mapas pintam tudo de vermelho"></a></article></aside><p>Este tipo de ferramenta é essencial para antecipar eventos de elevado impacto, como ondas de calor, permitindo uma melhor preparação face a condições meteorológicas fora do habitual.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-anomalo-em-portugal-por-mais-6-dias-indice-efi-alerta-para-evento-extremo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Gota fria confirmada: entre sexta-feira e domingo estes 9 distritos poderão ser afetados]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/gota-fria-confirmada-entre-sexta-feira-e-domingo-estes-9-distritos-poderao-ser-afetados.html</link><pubDate>Thu, 21 May 2026 11:35:10 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A gota fria prevista para os próximos dias, deverá resultar em ocorrência de chuva e trovoada. Esta última poderá afetar vários distritos do Norte e Centro do país.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intenso-e-poeiras-africanas-marcam-a-semana-mas-sabado-traz-trovoadas-e-chuva-ao-norte-e-centro.html" target="_blank">Calor intenso e poeiras africanas marcam a semana, mas sábado traz trovoadas e chuva ao Norte e Centro</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaanf26"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaanf26.jpg" id="xaanf26"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como já mencionamos em previsões anteriores aqui na Meteored Portugal, os próximos dias contarão com uma <strong>interferência na estabilidade atmosférica</strong>, especialmente no Norte e Centro do país, devido a uma gota fria.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Esta gota fria, que deverá incidir com maior relevância no Norte do país, também afetará o estado de tempo na região Centro, com <strong>períodos de chuva fraca e trovoada</strong>. Esta última poderá ser bastante significativa em vários distritos.</p><h2>Trovoadas podem acontecer já amanhã, sexta-feira</h2><p>Amanhã, sexta-feira, espera-se um <strong>aumento gradual da nebulosidade em boa parte do país</strong>, não se descartando a possibilidade de aguaceiros fracos no distrito de Coimbra. A partir das primeiras horas da tarde, espera-se a <strong>ocorrência de trovoada </strong>nos distritos de Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Viseu, Coimbra, Castelo Branco e Guarda, dissipando-se a partir do final da tarde.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gota-fria-confirmada-entre-sexta-feira-e-domingo-9-distritos-poderao-ser-afetados-1779358985891.png" data-image="wxxqvphamw3g" alt="densidade de raios" title="densidade de raios"><figcaption>Segundo a atual previsão, no sábado a área afetada pelas trovoadas poderá ser maior, chegando a vários distritos do Norte e Centro.</figcaption></figure><p>No sábado, a chuva, acompanhada de <strong>trovoada, poderá regressar ao noroeste do país</strong>, nas primeiras horas da madrugada, afetando os distritos de Viana do Castelo, Braga e Porto. Nas horas seguintes, poderá estender-se para Este, afetando o distrito de Vila Real. Já a partir das primeiras horas da tarde, poderá dar-se uma <strong>intensificação da trovoada, podendo esta estender-se a uma área maior</strong>, como podemos observar no mapa acima. Quanto à chuva, é esperada nas mesmas zonas, mas de forma pouco significativa.</p><h2>No domingo, o Norte será a região mais afetada</h2><p>Nas últimas horas de sábado, tanto a chuva como a trovoada deverão concentrar-se no Norte do país, especialmente nos distritos de Vila Real e Bragança. Ao longo da madrugada de domingo, estes dois distritos, mas principalmente Vila Real, poderá registar episódios de<strong> trovoada forte, acompanhada de chuva igualmente intensa</strong>, dando-se, assim, um<strong> agravamento significativo do estado de tempo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gota-fria-confirmada-entre-sexta-feira-e-domingo-9-distritos-poderao-ser-afetados-1779362369605.png" data-image="kkah001wg15o" alt="densidade de raios; trovoada" title="densidade de raios; trovoada"><figcaption>O distrito de Vila Real poderá registar trovoadas mais intensas na madrugada de domingo, dia 24.</figcaption></figure><p>Ao amanhecer, tanto a chuva como a trovoada deverão perder força. No entanto, espera-se que <strong>a partir das primeiras horas da tarde a chuva regresse</strong>, de forma pouco expressiva, à mesma região, <strong>acompanhada por trovoada</strong>, que poderá ser mais relevante no Nordeste Transmontano, ainda que não tanto como durante a madrugada. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769968" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/primeiras-tendencias-para-o-inicio-do-verao-climatologico-em-portugal-os-mapas-pintam-tudo-de-vermelho.html" title="Primeiras tendências para o início do verão climatológico em Portugal: os mapas pintam tudo de vermelho">Primeiras tendências para o início do verão climatológico em Portugal: os mapas pintam tudo de vermelho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/primeiras-tendencias-para-o-inicio-do-verao-climatologico-em-portugal-os-mapas-pintam-tudo-de-vermelho.html" title="Primeiras tendências para o início do verão climatológico em Portugal: os mapas pintam tudo de vermelho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/primeiras-tendencias-para-o-inicio-do-verao-climatologico-em-portugal-os-mapas-pintam-tudo-de-vermelho-1779362018803_320.png" alt="Primeiras tendências para o início do verão climatológico em Portugal: os mapas pintam tudo de vermelho"></a></article></aside><p>Ainda assim, a<strong> trovoada poderá abranger uma área superior à área abrangida pela chuva</strong>, podendo afetar, até ao final da tarde, os distritos de Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Bragança e Guarda. É expectável que esta instabilidade se dissipe totalmente nas últimas horas da tarde de segunda-feira, ainda que neste dia, possa ser quase impercetível.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/gota-fria-confirmada-entre-sexta-feira-e-domingo-estes-9-distritos-poderao-ser-afetados.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Primeiras tendências para o início do verão climatológico em Portugal: os mapas pintam tudo de vermelho]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/primeiras-tendencias-para-o-inicio-do-verao-climatologico-em-portugal-os-mapas-pintam-tudo-de-vermelho.html</link><pubDate>Thu, 21 May 2026 11:25:11 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O verão climatológico está mesmo a “bater à porta” e o melhor modelo meteorológico de previsão já fornece as primeiras tendências para conhecer a possível evolução do tempo em Portugal.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/primeiras-tendencias-para-o-inicio-do-verao-climatologico-em-portugal-os-mapas-pintam-tudo-de-vermelho-1779361522516.jpg" data-image="qw44neot3i46"><figcaption>O modelo europeu sugere que o calor intenso irá persistir no arranque do verão climatológico.</figcaption></figure><p>Nestes próximos dias Portugal continental voltará a testemunhar um novo episódio de temperaturas elevadas para a época do ano. Em breve, <strong>várias regiões poderão atingir temperaturas de 36 ºC ou até mesmo 37 ºC</strong>, não se excluindo a possibilidade de algumas localidades poderem vir a registar valores próximos aos recordes históricos absolutos de temperaturas máximas registadas num mês de maio.</p><p><strong>Falta cada vez menos tempo para o início do verão climatológico, cujo arranque no calendário se irá assinalar na segunda-feira, 1 de junho</strong>. Devido às primeiras tendências antecipadas pelo modelo meteorológico global mais credível, o ECMWF, será analisada de seguida a possível evolução do tempo em Portugal ao longo da primeira semana do período meteorológico estival que se aproxima.</p><h2>Tudo aponta para um domínio das altas pressões, embora subsista alguma incerteza</h2><p>Ao contrário da precisão do modelo europeu na definição do regime de <strong>bloqueio escandinavo que dominará a Europa nos próximos dias</strong>, surgem dúvidas quanto ao padrão sinóptico que poderá prevalecer sobre o continente europeu no arranque do verão climatológico. Para a fase inicial da nova estação surgem <strong>sinais tímidos de um possível domínio do padrão de crista atlântica</strong>, que mais tarde poderá novamente evoluir para um padrão de bloqueio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/primeiras-tendencias-para-o-inicio-do-verao-climatologico-em-portugal-os-mapas-pintam-tudo-de-vermelho-1779362074456.jpg" data-image="uf5xiqd8j2bz"><figcaption>Segundo o modelo europeu, uma vasta área geográfica que se estende desde os Açores até à Europa mais ocidental poderá ser condicionada pela presença de massas de ar mais quentes na primeira semana de junho.</figcaption></figure><p>Ao analisar o mapa semanal de anomalias do geopotencial a 500 hPa, deteta-se <strong>uma grande faixa de valores positivos</strong> que se estende desde os Açores até à Europa mais ocidental. Isto indica que poderá existir<strong> a possibilidade </strong>de esta região ficar sob a influência de <strong>massas de ar mais quentes</strong>, devido à sua maior expansão na troposfera.</p><div class="texto-destacado"><strong>Porém, as dúvidas na previsão quanto ao cenário dominante surgem </strong>na comparação entre os mapas de geopotencial a 500 hPa (altitude) com os mapas de pressão média ao nível do mar (superfície).</div><p>Analisando o que se reflete à superfície em termos de pressão atmosférica (pressão média ao nível do mar), o ECMWF aponta para um possível predomínio de altas pressões nessa mesma zona geográfica, mas com a exceção de que agora haveria <strong>uma área marcada por anomalias negativas abrangendo quase todo o território de Portugal continental e até mesmo o arquipélago da Madeira</strong>, algo que sugere a possibilidade de pequenas depressões isoladas em altitude (ou bolsas de ar frio/gotas frias) circularem por essa zona.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/primeiras-tendencias-para-o-inicio-do-verao-climatologico-em-portugal-os-mapas-pintam-tudo-de-vermelho-1779362230712.jpg" data-image="94jhtgenu9on"><figcaption>O modelo europeu antevê para a primeira semana de junho uma área marcada por anomalias negativas de pressão atmosférica (tons azuis), o que sugere a possibilidade de pequenas bolsas de ar frio circularem nas imediações da nossa geografia, embora nesta época do ano isto nem sempre seja sinónimo de instabilidade meteorológica.</figcaption></figure><p>Não obstante, é importante recordar que, nesta época do ano, isto nem sempre corresponde a instabilidade meteorológica, podendo antes ser depressões térmicas, típicas do verão.</p><h2>O modelo europeu não deixa margem para dúvidas: Portugal continuará pintado de vermelho</h2><p><strong>Tudo indica que o nosso território irá enfrentar, durante várias semanas consecutivas, temperaturas invulgarmente elevadas para esta época do ano</strong>. Os mapas insistem em revelar Portugal e grande parte da Europa sob uma faixa de tons avermelhados. Estes tons avermelhados expressam <strong>anomalias térmicas positivas</strong>, que se geram quando a temperatura do ar medida num determinado local e período exibe <strong>valores superiores à média climatológica de referência</strong> para essas mesmas datas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/primeiras-tendencias-para-o-inicio-do-verao-climatologico-em-portugal-os-mapas-pintam-tudo-de-vermelho-1779361920704.jpg" data-image="7f6vvqqqc1om"><figcaption>De acordo com o modelo europeu, Portugal irá manter-se pintado de vermelho pelo menos até ao arranque do verão climatológico, com as temperaturas em crescendo.</figcaption></figure><p>No arranque do verão climatológico, o modelo Europeu prevê que <strong>o tempo seja mais quente do que o habitual em toda a geografia continental portuguesa</strong>. As exceções observadas prendem-se, talvez, e de forma muito localizada, na ilha da Madeira (anomalia térmica negativa localizada).</p><p>Para o arquipélago dos Açores não se verificam desvios em relação à média, pelo que, em princípio, as temperaturas irão registar valores enquadrados na normal climatológica de referência. <strong>As regiões do interior de Portugal continental, com destaque para o interior Norte, seriam as que sentiriam de forma mais acentuada</strong> <strong>estas anomalias térmicas</strong> tão expressivas para o início do mês de junho.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769765" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intenso-e-poeiras-africanas-marcam-a-semana-mas-sabado-traz-trovoadas-e-chuva-ao-norte-e-centro.html" title="Calor intenso e poeiras africanas marcam a semana, mas sábado traz trovoadas e chuva ao Norte e Centro">Calor intenso e poeiras africanas marcam a semana, mas sábado traz trovoadas e chuva ao Norte e Centro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intenso-e-poeiras-africanas-marcam-a-semana-mas-sabado-traz-trovoadas-e-chuva-ao-norte-e-centro.html" title="Calor intenso e poeiras africanas marcam a semana, mas sábado traz trovoadas e chuva ao Norte e Centro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intenso-e-poeiras-africanas-marcam-a-semana-mas-sabado-traz-trovoadas-e-chuva-ao-norte-e-centro-1779276427024_320.png" alt="Calor intenso e poeiras africanas marcam a semana, mas sábado traz trovoadas e chuva ao Norte e Centro"></a></article></aside><p>No que toca à precipitação, verifica-se uma certa coerência com o que o modelo europeu apresentava anteriormente em termos de anomalias da pressão à superfície. <strong>Uma pequena faixa do litoral Norte e o arquipélago dos Açores podem vir a registar um estado de tempo mais seco do que o normal</strong>, enquanto o interior Norte, as Regiões Centro e Sul de Portugal continental e o arquipélago da Madeira manteriam valores a rondar a média.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/primeiras-tendencias-para-o-inicio-do-verao-climatologico-em-portugal-os-mapas-pintam-tudo-de-vermelho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item></channel></rss>