<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Tue, 28 Apr 2026 17:10:11 +0000</lastBuildDate><pubDate>Tue, 28 Apr 2026 17:10:11 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Ribatejo e Lisboa em risco: as trovoadas mais fortes estão previstas entre as 07:00 e as 12:00]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ribatejo-e-lisboa-em-risco-as-trovoadas-mais-fortes-estao-previstas-entre-as-07-00-e-as.html</link><pubDate>Tue, 28 Apr 2026 15:05:31 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Entre hoje e amanhã a instabilidade aumentará em probabilidade, frequência e intensidade através de aguaceiros acompanhados de trovoadas. Saiba o que esperar do tempo em Portugal continental para as próximas horas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa7bmum"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa7bmum.jpg" id="xa7bmum"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Nas próximas horas uma bolsa de ar frio em altitude deslizará sobre a Península Ibérica. O ar frio aí contido irá reforçar uma <strong>área de baixas pressões já instalada sobre a geografia ibérica, tornando-a mais organizada e ativa</strong><strong>. Amanhã (29)</strong>, além do arrefecimento do estado do tempo em Portugal continental, prevê-se precipitação relativamente persistente ao longo do dia, apesar do seu carácter tendencialmente convectivo (aguaceiros irregulares em intensidade, distribuição e frequência, acompanhados de trovoada).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ribatejo-e-lisboa-em-risco-as-trovoadas-mais-fortes-estao-previstas-entre-as-07-00-e-as-1777386908700.png" data-image="tbyuypocmfgr"><figcaption>A chegada de ar frio em altitude será responsável por provocar um aumento da instabilidade na quarta-feira, 29 de abril. À superfície isto traduzir-se-á numa descida térmica acentuada e na ocorrência de aguaceiros acompanhados de trovoadas, sendo por vezes localmente fortes e sob a forma de granizo.</figcaption></figure><p>A precipitação das últimas horas de terça (28) no interior Norte e Centro prolongar-se-á pela madrugada e manhã de quarta (29) nestas mesmas regiões, períodos durante os quais também se espalhará para várias outras zonas de Portugal continental. Prevê-se que os aguaceiros se repitam durante a tarde, podendo manter-se nalgumas zonas até à noite. <strong>Os mapas apontam para precipitação mais provável, frequente e forte nas regiões situadas a norte do Tejo</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>É importante salientar que não estará sempre a chover. A precipitação gerada por este tipo de baixas pressões é <strong>muito variável quanto à intensidade e bastante irregular quanto à distribuição</strong>: num local pode estar a “chover a cântaros” e noutro local muito próximo “nem uma gota cair”.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ribatejo-e-lisboa-em-risco-as-trovoadas-mais-fortes-estao-previstas-entre-as-07-00-e-as-1777387004712.png" data-image="lvjoomcia4un"><figcaption>Regiões a norte do rio Tejo terão propensão a registar os valores mais elevados de precipitação acumulada, evidenciando-se a faixa do território desde Mirandela (distrito de Bragança) até Vila Nova de Foz Côa (distrito da Guarda).</figcaption></figure><p>Os mapas de previsão estimam que até ao final de quarta-feira (29) os distritos mais afetados sejam os de Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Viseu, Bragança, Guarda, Porto, Aveiro, Coimbra, Castelo Branco, Santarém, Lisboa, Portalegre e Évora, com <strong>valores a oscilar entre 20 e 50 mm de precipitação acumulada</strong>,<strong> </strong>salientando-se de forma evidente a faixa do território entre Mirandela e Vila Nova de Foz Côa. Não obstante, <strong>é muito provável que ocorram ajustes de última hora na previsão, sujeita a uma incerteza elevada</strong> devido à trajetória errática que estes sistemas depressionários tipicamente assumem.</p><h2>Quarta-feira 29 com risco de trovoadas fortes neste intervalo horário em Lisboa e Santarém</h2><p><strong>Os aguaceiros, ocasionalmente assumindo a forma de granizo, poderão ser acompanhados por trovoada amanhã (29)</strong>. Nas primeiras horas da madrugada algumas nuvens de trovoada surgirão de forma dispersa por locais do interior Centro, porém, as células convectivas rapidamente tenderão a deslocar-se para oeste, afetando principalmente o litoral Norte, Centro e Oeste, mas também zonas do interior dos distritos banhados pelo mar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766213" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-7-c-mais-baixos-amanha-havera-uma-queda-acentuada-de-temperatura-em-7-distritos-de-portugal-continental.html" title="Até 7 ºC mais baixos: amanhã haverá uma queda acentuada de temperatura em 7 distritos de Portugal continental">Até 7 ºC mais baixos: amanhã haverá uma queda acentuada de temperatura em 7 distritos de Portugal continental</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-7-c-mais-baixos-amanha-havera-uma-queda-acentuada-de-temperatura-em-7-distritos-de-portugal-continental.html" title="Até 7 ºC mais baixos: amanhã haverá uma queda acentuada de temperatura em 7 distritos de Portugal continental"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-7-c-mais-baixos-amanha-havera-uma-queda-acentuada-de-temperatura-em-7-distritos-do-norte-e-centro-de-portugal-1777375000743_320.png" alt="Até 7 ºC mais baixos: amanhã haverá uma queda acentuada de temperatura em 7 distritos de Portugal continental"></a></article></aside><p>De acordo com os mapas de referência da Meteored, as trovoadas poderão destacar-se nos <strong>distritos de Santarém e Lisboa, onde se prevê uma maior concentração de descargas elétricas, especialmente entre as 07:00 da manhã e as 12:00 (meio-dia)</strong>, com localidades como Rio Maior, Tremês, Fráguas e Romeira, Lourinhã, Cadaval e Torres Vedras em evidência.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ribatejo-e-lisboa-em-risco-as-trovoadas-mais-fortes-estao-previstas-entre-as-07-00-e-as-1777387062321.png" data-image="ca42c1ywq7tj"><figcaption>Algumas das localidades mais expostas às nuvens de desenvolvimento vertical na quarta-feira, 29 de abril. Mapa de previsão de densidade de raios para as 10:00 da manhã.</figcaption></figure><p>Durante <strong>a tarde de amanhã, 29 de abril, espera-se um deslocamento progressivo da instabilidade para norte</strong>, bem como uma diminuição gradual da sua intensidade, o que se traduzirá na ocorrência de trovoadas mais dispersas nessas regiões.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ribatejo-e-lisboa-em-risco-as-trovoadas-mais-fortes-estao-previstas-entre-as-07-00-e-as.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 7 ºC mais baixos: amanhã haverá uma queda acentuada de temperatura em 7 distritos de Portugal continental]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-7-c-mais-baixos-amanha-havera-uma-queda-acentuada-de-temperatura-em-7-distritos-de-portugal-continental.html</link><pubDate>Tue, 28 Apr 2026 13:21:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A atmosfera prepara-se para uma mudança em Portugal continental. Depois de um dia ainda quente esta terça-feira, a entrada de uma massa de ar mais frio irá provocar uma descida das temperaturas, acompanhada por chuva persistente e trovoadas na quarta-feira.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa7asv2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa7asv2.jpg" id="xa7asv2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Durante a tarde desta terça-feira, o tempo mantém-se claramente quente para a época. As <strong>temperaturas máximas continuam acima da média climatológica,</strong> com valores entre 25 e 26 ºC em distritos como Lisboa, Santarém e Leiria.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Localmente, o calor será mais expressivo,<strong> Alcácer do Sal e Coruche</strong> poderão atingir os<strong> 27 ºC</strong>, enquanto o <strong>Vale do Douro se aproxima dos 28 ºC</strong>. Este será, no entanto, o último dia com temperaturas tipicamente primaveris elevadas antes de uma mudança significativa.</p><h2>Noite de terça para quarta: entrada de ar frio e instabilidade</h2><p>A partir da noite, uma massa de ar mais frio em altitude (bem visível no nível dos 700 hPa) começa a descer sobre a Península Ibérica. Este ar frio irá reforçar uma região de baixas pressões já instalada, <strong>tornando-a mais organizada e ativa</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-7-c-mais-baixos-amanha-havera-uma-queda-acentuada-de-temperatura-em-7-distritos-do-norte-e-centro-de-portugal-1777375000743.png" data-image="8w93zr6t4yvv" alt="Temperatura 700 hPa" title="Temperatura 700 hPa"><figcaption>Entrada de ar mais frio em altitude (700 hPa), responsável pela instabilidade e pela descida acentuada das temperaturas à superfície.</figcaption></figure><p>A quarta-feira (29) será o dia mais instável desta sequência. A descida das temperaturas será generalizada, mas particularmente acentuada no Norte e Centro. Distritos como <strong>Braga, Vila Real, Porto, Aveiro, Viseu, Guarda e Castelo Branco poderão registar uma queda entre 6 e 7 ºC nas temperaturas máximas</strong> face ao dia anterior. No Sul, a descida será mais moderada, entre 1 e 3 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-7-c-mais-baixos-amanha-havera-uma-queda-acentuada-de-temperatura-em-7-distritos-do-norte-e-centro-de-portugal-1777375029652.png" data-image="6bcxlry9rv8k" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Queda generalizada das temperaturas na quarta-feira, com o Norte e Centro a registarem os maiores contrastes térmicos face ao dia anterior.</figcaption></figure><p>Além do arrefecimento, a chuva será persistente ao longo de praticamente todo o dia. A precipitação inicia-se durante a madrugada e prolonga-se até à noite, <strong>sendo mais intensa no Norte e Centro,</strong> onde poderá ser localmente forte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-7-c-mais-baixos-amanha-havera-uma-queda-acentuada-de-temperatura-em-7-distritos-do-norte-e-centro-de-portugal-1777375061052.png" data-image="8r1o9fziukal" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>Chuva persistente desde a madrugada de quarta-feira, com maior intensidade no Norte e Centro, onde poderão ocorrer períodos localmente fortes.</figcaption></figure><p>Os distritos mais afetados incluem Évora, Santarém, Coimbra, Aveiro, Porto, Braga, Vila Real e<strong> Bragança, sendo este último o que poderá acumular mais precipitação, com valores próximos dos 48 mm</strong>.</p><h2>Trovoadas e períodos de maior intensidade</h2><p>As trovoadas também estarão presentes durante quarta-feira (29). Durante a madrugada, o litoral será a zona mais afetada, enquanto ao longo do dia<strong> o destaque vai para o distrito de Santarém,</strong> onde se prevê maior concentração de descargas elétricas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-7-c-mais-baixos-amanha-havera-uma-queda-acentuada-de-temperatura-em-7-distritos-do-norte-e-centro-de-portugal-1777375238971.png" data-image="ttmgom12qydc" alt="Densidade de Raios" title="Densidade de Raios"><figcaption>Trovoadas durante a madrugada no litoral, com deslocação para o interior ao longo do dia e maior incidência no distrito de Santarém.</figcaption></figure><p>Durante a tarde, a instabilidade desloca-se progressivamente para Norte, podendo surgir trovoadas mais dispersas nessas regiões.</p><h2>Quinta e sexta-feira haverá uma estabilização gradual</h2><p>Após uma quarta-feira marcada por instabilidade, os dias seguintes trazem alguma melhoria. Quinta e sexta-feira deverão ser dias maioritariamente nublados, mas com <strong>b</strong><strong>aixa probabilidade de precipitação</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766228" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-tempo-em-maio-vai-ser-energico-em-portugal-sera-uma-mistura-de-trovoadas-fortes-e-calor-intenso.html" title="O tempo em maio vai ser enérgico em Portugal: será uma mistura de trovoadas fortes e calor intenso">O tempo em maio vai ser enérgico em Portugal: será uma mistura de trovoadas fortes e calor intenso</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-tempo-em-maio-vai-ser-energico-em-portugal-sera-uma-mistura-de-trovoadas-fortes-e-calor-intenso.html" title="O tempo em maio vai ser enérgico em Portugal: será uma mistura de trovoadas fortes e calor intenso"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-tempo-em-maio-vai-ser-energico-em-portugal-sera-uma-mistura-de-trovoadas-fortes-e-calor-intenso-1777377652503_320.jpg" alt="O tempo em maio vai ser enérgico em Portugal: será uma mistura de trovoadas fortes e calor intenso"></a></article></aside><p>As temperaturas recuperam ligeiramente, embora se mantenham mais contidas quando comparadas com os valores registados no início da semana.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-7-c-mais-baixos-amanha-havera-uma-queda-acentuada-de-temperatura-em-7-distritos-de-portugal-continental.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os 330 milhões de anos do Algarvensis entraram na rede mundial de geoparques da UNESCO]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-330-milhoes-de-anos-do-algarvensis-entraram-na-rede-mundial-de-geoparques-da-unesco.html</link><pubDate>Tue, 28 Apr 2026 12:25:07 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A distinção internacional coloca o sul português no centro científico e turístico, valorizando paisagens moldadas por forças antigas e promovendo novas formas de descobrir o Algarve além de sol e praia.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-330-milhoes-de-anos-do-algarvensis-entraram-na-rede-mundial-de-geoparques-da-unesco-1777378002528.jpg" data-image="mkn5xrve4z3r" alt="Praia dos Arrifes em Albufeira" title="Praia dos Arrifes em Albufeira"><figcaption>Na Praia dos Arrifes, em Albufeira, as rochas esculpidas pelo mar revelam milhões de anos de história. Foto: Vasco Célio/UNESCO</figcaption></figure><p>O reconhecimento do Geoparque <strong>Algarvensis</strong> como integrante da <strong>Rede Mundial de Geoparques</strong> projeta o Algarve para uma dimensão em que o tempo se mede em milhões de anos. </p><p>A decisão da UNESCO, oficializada este mês, coloca a região do Algarve ao lado de novos espaços classificados em vários continentes, reforçando uma rede que soma <strong>213 áreas protegidas</strong> em 48 países.</p><div class="texto-destacado">O Algarvensis está no mapa global da geologia, juntamente com 12 novos geoparques localizados na China, França, Grécia, Irlanda, Japão, Malásia, Rússia, Tunísia e Uruguai. As aprovações foram decididas pelo Conselho Executivo da UNESCO após avaliação por especialistas internacionais do Conselho Global de Geoparques.</div><p>Mais do que um selo institucional, a distinção confirma a relevância de um geossítio onde as rochas são autênticas páginas abertas da história do planeta. Ao longo de mais de <strong>330 milhões de anos</strong>, o Geoparque <strong>Algarvensis</strong> guardou sinais de transformações profundas, desde <strong>movimentos tectónicos</strong> até à <strong>atividade</strong> <strong>vulcânica</strong>, passando por processos sedimentares que esculpiram paisagens e ecossistemas.</p><h2>Um território onde a Terra conta a sua história</h2><p>O Algarvensis estende-se por <strong>Loulé</strong>, <strong>Silves</strong> e <strong>Albufeira</strong>, cobrindo uma vasta área que liga serra, barrocal e litoral, incluindo ainda uma componente marinha de grande relevância científica. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Esta diversidade geográfica resulta num arquivo natural, onde cada camada narra episódios distintos da evolução terrestre.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Entre os momentos registados encontram-se vestígios da <strong>formação da Pangeia</strong> e da <strong>abertura do Atlântico</strong>, acontecimentos que redefiniram continentes e oceanos. A paisagem atual, com 2.427 km², reflete essa longa sequência de mudanças, fazendo deste ponto um testemunho vivo do património natural e humano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-330-milhoes-de-anos-do-algarvensis-entraram-na-rede-mundial-de-geoparques-da-unesco-1777378112767.jpg" data-image="ymp8xp210z29" alt="Mina de sal de gema de Loulé" title="Mina de sal de gema de Loulé"><figcaption>Na Mina de Sal Gema de Loulé, galerias profundas conservam no subsolo a longa história geológica do Geoparque Algarvensis. Foto: Vasco Célio/UNESCO</figcaption></figure><p>Há, por isso, uma panóplia de elementos concretos que ilustram a sua história geológica. Os depósitos de tsunami na <strong>Lagoa dos Salgados</strong> preservam marcas do terramoto de 1755, como se o impacto ecoasse ainda no solo. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A Mina de Sal de Loulé oferece uma descida às profundezas, revelando estruturas subterrâneas que testemunham séculos de exploração humana e a própria dinâmica geológica. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os <strong>campos de lapiás</strong> e <strong>sistemas cársicos do Barrocal algarvio</strong> – visíveis em zonas como a Serra de Loulé – resultam da dissolução lenta de rochas calcárias pela água da chuva ao longo de milhões de anos, criando superfícies recortadas, fendas profundas e cavidades subterrâneas.</p><h2>Entre natureza, cultura e vida quotidiana</h2><p>A singularidade do geoparque, no entanto, não se esgota na geologia. Abundante em ecossistemas mediterrânicos bem preservados e num ambiente marinho diversificado, este local destaca-se pelo equilíbrio harmonioso entre a terra e o oceano. A presença humana deixou, ao mesmo tempo, marcas profundas, visíveis em monumentos megalíticos, vestígios de escrita antiga e heranças romana e islâmica.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A paisagem cultural complementa a beleza e história naturais. Aldeias tradicionais, práticas artesanais e uma gastronomia ligada à dieta mediterrânica reforçam a identidade local diluída no quotidiano.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Para a UNESCO, este <strong>cruzamento entre natureza e cultura</strong> é o que transforma o geoparque num espaço vivo, onde ciência e tradição coexistem. A geografia torna-se, assim, mais rica, permitindo compreender não apenas a evolução da Terra, mas também a <strong>adaptação das comunidades</strong> ao longo do tempo.</p><h2>Um novo olhar sobre o Algarve</h2><p>A integração na rede mundial surge ainda como uma resposta a desafios regionais. O Algarve é conhecido sobretudo pelo <strong>turismo balnear</strong>, concentrado no litoral e intensificado durante os meses de verão. Esse padrão criou <strong>desequilíbrios demográficos e económicos</strong>, deixando o interior mais vulnerável.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="737968" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/arrabida-ja-era-um-tesouro-nacional-mas-agora-tambem-e-reserva-da-biosfera-da-unesco.html" title="Arrábida já era um tesouro nacional, mas agora também é Reserva da Biosfera da UNESCO">Arrábida já era um tesouro nacional, mas agora também é Reserva da Biosfera da UNESCO</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/arrabida-ja-era-um-tesouro-nacional-mas-agora-tambem-e-reserva-da-biosfera-da-unesco.html" title="Arrábida já era um tesouro nacional, mas agora também é Reserva da Biosfera da UNESCO"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/arrabida-ja-era-um-tesouro-nacional-mas-agora-tambem-e-reserva-da-biosfera-da-unesco-1762361549516_320.jpg" alt="Arrábida já era um tesouro nacional, mas agora também é Reserva da Biosfera da UNESCO"></a></article></aside><p>O Algarvensis propõe, portanto, um caminho alternativo. Ao valorizar o património geológico e natural, incentiva a <strong>exploração de zonas menos visitadas</strong> e promove um turismo mais distribuído ao longo do ano. A geologia passa a ser motor económico, atraindo visitantes interessados em ciência, paisagem e autenticidade.</p><p>O projeto resulta de um esforço conjunto entre autarquias, instituições públicas e privadas e academia, especialmente da Universidade do Algarve. O modelo colaborativo visou, acima de tudo, refletir uma visão que coloca as <strong>comunidades no centro</strong>, assegurando que o desenvolvimento respeita o território e a sua identidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-330-milhoes-de-anos-do-algarvensis-entraram-na-rede-mundial-de-geoparques-da-unesco-1777378288809.jpg" data-image="1hm18tw038qe" alt="Ecossistemas marinhos do Geoparque Algarvensis" title="Ecossistemas marinhos do Geoparque Algarvensis"><figcaption>No Geoparque Algarvensis, a vida marinha expõe um ecossistema moldado ao longo de milhões de anos, onde a diversidade de espécies reflete a evolução do litoral algarvio. Foto: Vasco Célio/UNESCO</figcaption></figure><p>Com a entrada do Algarvensis, Portugal passa a somar sete Geoparques Mundiais oficializados pela UNESCO. O percurso começou em 2006 com o <strong>Naturtejo</strong> Geopark, que abrange municípios como Castelo Branco e Idanha-a-Nova. Três anos depois, foi a vez do <strong>Arouca Geopark</strong>, conhecido principalmente pelas pedras parideiras e trilobites gigantes. </p><p>Em 2013, o reconhecimento chegou ao <strong>Geoparque dos Açores</strong>, incluindo as nove ilhas e a área marinha envolvente, seguido, em 2014, pelo <strong>Terras de Cavaleiros Geopark</strong>. Já na década seguinte, juntaram-se o <strong>Estrela Geopark</strong>, em 2020, e o <strong>Oeste Geopark</strong>, em 2024. É neste conjunto que o Algarvensis se inscreve, afirmando-se como um lugar que <strong>desafia a imagem mais imediata do Algarve</strong> e propõe uma leitura mais profunda da sua paisagem.</p><h3><em>Referências do artigo</em></h3><p><em><a href="https://www.unesco.org/en/articles/unesco-names-12-new-global-geoparks" target="_blank">UNESCO names 12 new Global Geoparks</a>. UNESCO</em></p><p><em><a href="https://www.ualg.pt/geoparque-algarvensis-reconhecido-como-geoparque-mundial-da-unesco" target="_blank">Geoparque Algarvensis reconhecido como Geoparque Mundial da UNESCO</a>. Universidade do Algarve</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-330-milhoes-de-anos-do-algarvensis-entraram-na-rede-mundial-de-geoparques-da-unesco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O tempo em maio vai ser enérgico em Portugal: será uma mistura de trovoadas fortes e calor intenso]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-tempo-em-maio-vai-ser-energico-em-portugal-sera-uma-mistura-de-trovoadas-fortes-e-calor-intenso.html</link><pubDate>Tue, 28 Apr 2026 12:09:33 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O modelo europeu acaba de atualizar as suas tendências meteorológicas para o mês de maio em Portugal: saiba se as trovoadas fortes se irão manter nas próximas semanas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-tempo-em-maio-vai-ser-energico-em-portugal-sera-uma-mistura-de-trovoadas-fortes-e-calor-intenso-1777377652503.jpg" data-image="9vr2a6bfmwzg"><figcaption>As trovoadas são um típico fenómeno atmosférico do mês de maio.</figcaption></figure><p>O final de abril em Portugal será marcado por uma situação meteorológica muito dinâmica. A presença de um bloqueio anticiclónico irá favorecer a aproximação de várias bolsas de ar frio à nossa geografia (tanto continental, como insular), o que dará origem a <strong>trovoadas fortes em várias regiões durante o resto da semana</strong>. A isto acrescem as<strong> temperaturas</strong>, que em muitas zonas estão a ser <strong>invulgarmente elevadas para a época do ano</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>É precisamente o contraste deste calor à superfície com o ar frio em altitude que confere energia extra às trovoadas, provocando aguaceiros fortes, e por vezes queda de granizo e fortes rajadas de vento.<strong> Irá esta dinâmica instável manter-se em maio em Portugal?</strong></p><h2>Como é normalmente o mês de maio?</h2><p>Primeiro, começaremos por ser analisado o comportamento atmosférico do quinto mês do ano, segundo a Climatologia. <strong>A temperatura média da máxima em maio já ronda os 24/25 ºC no Alentejo Central, Baixo Alentejo e em algumas zonas do Ribatejo e dos vales do Tejo e do Sado</strong>.</p><p>As geadas são muito localizadas e pouco frequentes, surgindo habitualmente no interior Norte e Centro. Nestas regiões, maio ainda pode registar várias noites frescas ou frias. Por outro lado, em muitas áreas do <strong>litoral Norte e Centro a média situa-se em torno dos 20 ºC</strong>. No Funchal e em Ponta Delgada registam-se valores médios de máxima em torno dos 22 ºC e 20 ºC, respetivamente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-tempo-em-maio-vai-ser-energico-em-portugal-sera-uma-mistura-de-trovoadas-fortes-e-calor-intenso-1777377514485.jpg" data-image="d08f02ddsni6"><figcaption>Em maio, último mês da primavera climatológica, torna-se mais frequente o registo de temperaturas aproximadas aos valores que costumam surgir na época estival.</figcaption></figure><p>Apesar de em Portugal continental e Arquipélagos dos Açores e da Madeira se verificar um decréscimo generalizado na média da precipitação total de abril para maio, <strong>o quinto mês do ano ainda possui um peso relativamente importante na precipitação anual em várias regiões</strong>.</p><p>Por exemplo, na área geográfica a oeste da Barreira de Condensação, o registo de chuva média acumulada em maio é igual ou superior a 75 mm, e nalgumas zonas do Noroeste até se aproxima ou ultrapassa os 100 mm. Nesta altura do ano,<strong> a precipitação convectiva (aguaceiros e trovoadas) começa claramente a ganhar terreno em relação à do tipo frontal</strong>.</p><h2>O modelo Europeu é explícito quanto às temperaturas</h2><p>Colocando agora o foco da atenção em <strong>maio de 2026</strong>, de momento a tendência do modelo europeu é bastante robusta para as temperaturas das próximas semanas. Existe uma probabilidade elevada de os valores térmicos se situarem <strong>entre 0,5 e 1,5 ºC acima da média para a época em grande parte de Portugal continental, embora com altos e baixos</strong>. Em toda a faixa do litoral (o que inclui na íntegra os distritos de Leiria, Lisboa, Setúbal) e em quase toda a região do Algarve poderá sentir-se de forma mais evidente alguns períodos temporários de arrefecimento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-tempo-em-maio-vai-ser-energico-em-portugal-sera-uma-mistura-de-trovoadas-fortes-e-calor-intenso-1777377257120.jpg" data-image="o210qtjdksyf"><figcaption>O modelo Europeu antecipa valores de temperatura acima da média em maio no interior de Portugal continental, com particular destaque para as zonas raianas (que fazem fronteira com Espanha).</figcaption></figure><p><strong>As anomalias térmicas poderão ser mais moderadas na faixa do litoral e nos arquipélagos dos Açores e da Madeira</strong> devido ao efeito termorregulador do oceano Atlântico, mas, em algumas semanas do mês, as temperaturas nas zonas referidas podem também ser <strong>até 1 ºC mais elevadas</strong> no que diz respeito à média de maio.</p><h2>Irão as trovoadas fortes surgir com mais frequência em Portugal nas próximas semanas?</h2><p>No que concerne à <strong>precipitação</strong>, a análise torna-se mais complexa. Como se sabe, nesta época do ano, os <strong>aguaceiros e as trovoadas tendem a predominar e são extremamente irregulares</strong>, tanto na intensidade como na distribuição geográfica. Os primeiros sinais exibidos pelos modelos indicam que os padrões meteorológicos das próximas semanas não serão muito persistentes, sendo por isso de esperar um estado do <strong>tempo muito variável</strong>, decorrente de uma atmosfera muito dinâmica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766195" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/trovoadas-em-portugal-os-15-distritos-com-avisos-para-esta-terca-feira-28-de-abril.html" title="Trovoadas em Portugal: os 15 distritos com avisos para esta terça-feira, 28 de abril">Trovoadas em Portugal: os 15 distritos com avisos para esta terça-feira, 28 de abril</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/trovoadas-em-portugal-os-15-distritos-com-avisos-para-esta-terca-feira-28-de-abril.html" title="Trovoadas em Portugal: os 15 distritos com avisos para esta terça-feira, 28 de abril"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/trovoadas-em-portugal-os-15-distritos-com-avisos-para-esta-terca-feira-28-de-abril-1777373041017_320.jpg" alt="Trovoadas em Portugal: os 15 distritos com avisos para esta terça-feira, 28 de abril"></a></article></aside><p>Para a <strong>primeira quinzena de maio, os mapas insistem em precipitação acima da média para a época em Portugal continental, arquipélago da Madeira e em algumas ilhas dos Açores</strong> - especialmente na semana de 4 a 11, período durante o qual se vislumbram anomalias positivas particularmente acentuadas no arquipélago madeirense e no interior Centro (+10 a +30 mm). Mais tarde, já em meados do mês, o panorama tenderia a normalizar-se. Deste modo, <strong>maio poderá terminar com um tempo tendencialmente mais estável e seco</strong>, com precipitação escassa na reta final devido ao possível predomínio das altas pressões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-tempo-em-maio-vai-ser-energico-em-portugal-sera-uma-mistura-de-trovoadas-fortes-e-calor-intenso-1777377116273.jpg" data-image="5rbn6p6v7ajp"><figcaption>A primeira quinzena de maio poderá ser muito instável devido à ocorrência de aguaceiros e trovoadas em quase toda a geografia de Portugal, tanto continental como insular.</figcaption></figure><p>É de realçar o carácter extremamente irregular da chuva nesta época do ano: isto significa que num local pode não estar a chover, mas que noutro local a poucos km de distância esteja a chover “a cântaros”, o que torna a previsão muito difícil. Para já, a curto e médio prazo, mantém-se o cenário relativo à provável chegada de <strong>bolsas de ar frio que permitirão a ocorrência de aguaceiros fortes acompanhados de trovoada</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-tempo-em-maio-vai-ser-energico-em-portugal-sera-uma-mistura-de-trovoadas-fortes-e-calor-intenso.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Trovoadas em Portugal: os 15 distritos com avisos para esta terça-feira, 28 de abril]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/trovoadas-em-portugal-os-15-distritos-com-avisos-para-esta-terca-feira-28-de-abril.html</link><pubDate>Tue, 28 Apr 2026 10:50:52 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Esta terça-feira poderá contar com instabilidade atmosférica crescente ao longo das próximas horas. O IPMA já emitiu avisos amarelos de chuva e trovoada para 15 distritos. Confira aqui a previsão!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa7ahv0"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa7ahv0.jpg" id="xa7ahv0"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Vários locais do país já registam um <strong>aumento da nebulosidade</strong>, adivinhando uma crescente instabilidade atmosférica. <strong>Os avisos emitidos</strong> pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) <strong>já cobrem a maior parte do país</strong>, onde 15 distritos estão sob aviso amarelo de chuva e trovoada desde as 10h e deverão permanecer até às 21h.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Em relação às temperaturas, estas esperam-se agradáveis, ainda que se possa denotar uma <strong>descida das mesmas face ao dia de ontem</strong>. Desta forma, é expectável que os valores máximos se mantenham entre os 20 ºC na Guarda e os 26 ºC em Lisboa e Santarém. Os nossos mapas indicam ainda a possibilidade de alguns locais poderem registar descidas mais abruptas de uma hora para a outra, tendo em conta esta instabilidade crescente. <strong>A cidade da Guarda poderá registar uma descida de 5 ºC entre as 15h e as 16h</strong>, podendo voltar a subir ligeiramente na hora seguinte.</p><h2>Avisos amarelos cobrem boa parte do continente hoje e amanhã continuam em alguns distritos</h2><p>Segundo a mais recente atualização dos mapas da Meteored, é esperado que<strong> a partir das 12h a chuva possa começar a ganhar mais expressão no Norte</strong> do país, dando-se nas horas seguintes, uma expansão da mesma pelo continente. Ao que tudo indica, o período mais crítico da chuva e, consequentemente, da trovoada, poderá ser entre as 15h e as 17h, contando com períodos de chuva forte e persistente em vários pontos de Norte a Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/trovoadas-em-portugal-os-15-distritos-com-avisos-para-esta-terca-feira-28-de-abril-1777371909816.png" data-image="97zw9nas376l" alt="densidade de raios" title="densidade de raios"><figcaption>O dia de hoje poderá ficar marcado pela trovoada em boa parte do país.</figcaption></figure><p>Todos os distritos de Portugal Continental, à <strong>exceção de Lisboa, Setúbal e Faro</strong>, encontram-se sob aviso amarelo de chuva e trovoada até às 21h de hoje. Para <strong>amanhã</strong>, quarta-feira, espera-se que os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Vila Real, Viseu, Bragança, Guarda e Coimbra <strong>também contem com os mesmos avisos entre as 6h e as 21h</strong>.</p><h2>Instabilidade mantém-se na quarta-feira, dia 29 de abril</h2><p>Já com avisos emitidos, como mencionamos acima, o dia de amanhã poderá dar tréguas apenas à região Sul, onde se esperam apenas alguns períodos de chuva fraca a moderada nos distritos de Évora e Portalegre. Já nas restantes regiões, esperam-se <strong>períodos de chuva forte, especialmente durante a madrugada e início da manhã</strong>. Neste período espera-se a ocorrência de trovoada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765971" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-e-trovoadas-localmente-intensas-entre-terca-e-quarta-darao-lugar-a-uma-subida-termica-na-segunda-metade-da-semana.html" title="Chuva e trovoadas localmente intensas entre terça e quarta darão lugar a uma subida térmica na segunda metade da semana">Chuva e trovoadas localmente intensas entre terça e quarta darão lugar a uma subida térmica na segunda metade da semana</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-e-trovoadas-localmente-intensas-entre-terca-e-quarta-darao-lugar-a-uma-subida-termica-na-segunda-metade-da-semana.html" title="Chuva e trovoadas localmente intensas entre terça e quarta darão lugar a uma subida térmica na segunda metade da semana"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-chuva-e-trovoadas-localmente-intensas-entre-terca-e-quarta-feira-1777297717719_320.png" alt="Chuva e trovoadas localmente intensas entre terça e quarta darão lugar a uma subida térmica na segunda metade da semana"></a></article></aside><p>No período da tarde espera-se um<strong> novo agravamento do estado de tempo</strong>, também no Norte e Centro do país, onde até às 18h se esperam episódios de chuva persistente e, por vezes, forte. A partir dessa hora, espera-se uma dissipação gradual da chuva, esperando-se que nas últimas horas do dia e primeiras horas de quinta-feira, o tempo se torne mais estável, sem precipitação.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/trovoadas-em-portugal-os-15-distritos-com-avisos-para-esta-terca-feira-28-de-abril.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O céu da Europa está cada vez mais vazio: os cientistas alertam que 600 milhões de aves desapareceram]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-ceu-da-europa-esta-cada-vez-mais-vazio-os-cientistas-alertam-que-600-milhoes-de-aves-desapareceram.html</link><pubDate>Tue, 28 Apr 2026 10:19:16 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Em apenas algumas décadas, o Velho Continente perdeu centenas de milhões de aves, um sinal alarmante da degradação ambiental. A ciência alerta: o desaparecimento em massa destas espécies afeta gravemente o equilíbrio ecológico e também a vida humana.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-cielo-de-europa-se-ha-vuelto-mas-vacio-600-millones-de-aves-han-desaparecido-1777326270180.jpg" data-image="2vcnex6j9o84"><figcaption>As aves comuns, como as andorinhas, são as que estão a sofrer as quedas mais acentuadas nas suas populações.</figcaption></figure><p><strong>O céu da Europa está cada vez mais vazio</strong>. Vários estudos científicos apontam para um número preocupante: <strong>cerca de 600 milhões de aves desapareceram</strong> no Velho Continente nas últimas três décadas. Não se trata de uma perceção subjetiva, mas sim de um fenómeno documentado que reflete uma profunda crise ecológica.</p><p>Porque esta perda maciça de aves é o <strong>sintoma de um problema maior</strong>: a deterioração acelerada dos ecossistemas. As aves atuam como <strong>guardiãs do ambiente</strong>, e o seu declínio está a alertar-nos de que algo não está a funcionar.</p><h2>Principais causas do desaparecimento</h2><p>O declínio das aves na Europa <strong>não se deve a uma única causa</strong>, mas sim a uma combinação de fatores que atuam simultaneamente.</p><ul><li><strong>Agricultura intensiva</strong>: o modelo agrícola moderno transformou profundamente a paisagem. A eliminação de espaços naturais e o uso de produtos químicos reduziram a biodiversidade, afetando diretamente os insetos e as sementes, que constituem a base da alimentação de muitas aves.</li><li><strong>Uso de pesticidas</strong>: os pesticidas não eliminam apenas pragas, mas também insetos benéficos. Isto provoca uma diminuição na disponibilidade de alimento, especialmente crítica durante a época de reprodução.</li></ul><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-cielo-de-europa-se-ha-vuelto-mas-vacio-600-millones-de-aves-han-desaparecido-1777325409171.jpg" data-image="oin6fblb2773"><figcaption>A expansão urbana tem contribuído para a perda de habitat de aves como os pardais.</figcaption></figure><ul><li><strong>Urbanização e perda de habitat</strong>: o crescimento urbano e a expansão das infraestruturas reduziram os espaços naturais. Muitas espécies não conseguem adaptar-se a estas mudanças, o que provoca o seu deslocamento ou desaparecimento.</li><li><strong>Alterações climáticas</strong>: as alterações nas temperaturas e nos ciclos sazonais afetam a migração, a reprodução e a disponibilidade de recursos. Algumas aves chegam tarde às suas zonas de nidificação ou encontram menos alimento do que o esperado.</li><li><strong>Poluição luminosa e sonora</strong>: fatores menos visíveis, como a luz artificial ou o ruído constante, também influenciam o comportamento e a sobrevivência das aves, alterando os seus padrões naturais.</li></ul><h2>Quais são as espécies mais afetadas?</h2><p>Embora a perda de biodiversidade afete muitas espécies, <strong>as aves comuns são as mais prejudicadas</strong>. Aquelas que antes eram comuns — como pardais, estorninhos ou cotovias — sofreram reduções especialmente acentuadas. Este dado é fundamental, uma vez que<strong> estas aves são indicadores diretos da saúde dos ecossistemas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-cielo-de-europa-se-ha-vuelto-mas-vacio-600-millones-de-aves-han-desaparecido-1777325634556.jpg" data-image="arhngil0ssjx"><figcaption>Um enorme bando de estorninhos, uma imagem cada vez menos comum nos céus europeus.</figcaption></figure><p>As aves de campo, em particular, têm sofrido quedas drásticas. A sua dependência das paisagens rurais torna-as especialmente vulneráveis às mudanças nas práticas agrícolas. A <strong>intensificação da agricultura, o uso massivo de pesticidas e o desaparecimento de sebes e margens naturais </strong>reduziram tanto o seu habitat como as suas fontes de alimento.</p><h2>Consequências ecológicas e sociais</h2><p>O desaparecimento em massa das aves tem <strong>implicações diretas no equilíbrio dos ecossistemas</strong> e, por extensão, na vida humana.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">La Ganga Ibérica forma parte del grupo de aves esteparias, catalogadas como las más amenazadas de Europa la perdida de hábitat es una de las causas por eso <a href="https://twitter.com/hashtag/QueremosEstepasVivas?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#QueremosEstepasVivas</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/EspNaturalesMur?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#EspNaturalesMur</a> <a href="https://twitter.com/aamm_murcia?ref_src=twsrc%5Etfw">@aamm_murcia</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/PorLaNaturaleza?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#PorLaNaturaleza</a> <a href="https://twitter.com/LopezMirasF?ref_src=twsrc%5Etfw">@LopezMirasF</a> <a href="https://twitter.com/JMVRUM?ref_src=twsrc%5Etfw">@JMVRUM</a> <a href="https://twitter.com/M_CruzFerreira?ref_src=twsrc%5Etfw">@M_CruzFerreira</a> <a href="https://t.co/lohYDjGCLQ">pic.twitter.com/lohYDjGCLQ</a></p>— Fernando Rico Rico (@elbuscalinces) <a href="https://twitter.com/elbuscalinces/status/1912014407753756923?ref_src=twsrc%5Etfw">April 15, 2025</a></blockquote></figure><p>As aves<strong> desempenham funções essenciais, como o controlo de pragas</strong> (um único andorinhão pode comer até 40 000 mosquitos e outros pequenos insetos voadores por dia), <strong>a dispersão de sementes e a polinização</strong>. O seu declínio pode provocar um aumento de insetos prejudiciais às culturas, uma menor regeneração vegetal e um desequilíbrio nas cadeias tróficas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="750283" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quantas-corujas-e-mochos-ha-em-portugal-participe-no-censo-das-aves-noturnas-para-descobrir-a-resposta.html" title="Quantas corujas e mochos há em Portugal? Participe no censo das aves noturnas para descobrir a resposta">Quantas corujas e mochos há em Portugal? Participe no censo das aves noturnas para descobrir a resposta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quantas-corujas-e-mochos-ha-em-portugal-participe-no-censo-das-aves-noturnas-para-descobrir-a-resposta.html" title="Quantas corujas e mochos há em Portugal? Participe no censo das aves noturnas para descobrir a resposta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quantas-corujas-e-mochos-ha-em-portugal-participe-no-censo-das-aves-noturnas-para-descobrir-a-resposta-1769000451077_320.jpg" alt="Quantas corujas e mochos há em Portugal? Participe no censo das aves noturnas para descobrir a resposta"></a></article></aside><p>Além disso, <strong>a sua perda tem também um impacto cultural e emocional</strong>. O silêncio em ambientes naturais ou urbanos, onde antes predominava o canto dos pássaros, reflete um empobrecimento do ambiente que afeta o bem-estar humano.</p><h2>Será possível reverter a situação?</h2><p>Apesar do panorama preocupante, os especialistas concordam que <strong>ainda é possível travar esta tendência</strong>. Para tal, é fundamental adotar medidas coordenadas a nível político, económico e social.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-cielo-de-europa-se-ha-vuelto-mas-vacio-600-millones-de-aves-han-desaparecido-1777325134463.jpg" data-image="ukb348si79la"><figcaption>A instalação de caixas-ninho é uma das medidas que podemos tomar a nível individual para promover a reprodução das aves em ambientes urbanos.</figcaption></figure><p>A promoção de uma <strong>agricultura mais sustentável</strong> é um dos pilares fundamentais. Reduzir o uso de pesticidas, recuperar espaços naturais e promover a biodiversidade em ambientes rurais pode fazer uma diferença significativa.</p><p>Da mesma forma, a criação de áreas protegidas, a restauração de habitats e o planeamento urbano respeitador do ambiente são ferramentas eficazes para <strong>favorecer a recuperação das populações de aves</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">En Lorca se revisan 25 cajas nido para vencejos y golondrinas, una medida que ayuda a prevenir plagas de mosquitos en primavera ante el aumento del calor y la humedad. <a href="https://t.co/npjp90s0ZA">pic.twitter.com/npjp90s0ZA</a></p>— Comarcal TV (@comarcaltv) <a href="https://twitter.com/comarcaltv/status/2043752190854992109?ref_src=twsrc%5Etfw">April 13, 2026</a></blockquote></figure><p>A <strong>nível individual</strong>, também há ações que podem contribuir: desde <strong>instalar caixas-ninho em janelas, terraços e jardins</strong>, até evitar o uso de produtos químicos nos jardins ou apoiar iniciativas de conservação.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-ceu-da-europa-esta-cada-vez-mais-vazio-os-cientistas-alertam-que-600-milhoes-de-aves-desapareceram.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os organismos subterrâneos que podem influenciar secretamente o tempo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-organismos-subterraneos-que-podem-influenciar-secretamente-o-tempo.html</link><pubDate>Tue, 28 Apr 2026 10:09:49 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>De acordo com uma nova investigação, os fungos enterrados no solo da floresta podem estar a absorver silenciosamente a chuva, e podem até estar a fazê-lo de forma mais eficiente.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/draft-the-underground-organisms-that-might-secretly-influence-the-weather-1776765657277.jpg" data-image="vg0yhjptehrs" alt="Researchers have uncovered how soil fungi have released specialised proteins into the environment, enabling ice formation at relatively mild sub-zero temperatures." title="Researchers have uncovered how soil fungi have released specialised proteins into the environment, enabling ice formation at relatively mild sub-zero temperatures."><figcaption>Os investigadores descobriram como os fungos do solo libertam proteínas especializadas para o ambiente, permitindo a formação de gelo a temperaturas relativamente modestas abaixo de zero.</figcaption></figure><p>A água na atmosfera <strong>pode permanecer no estado líquido a temperaturas bem abaixo do ponto de congelamento, por vezes até aos -40 °C</strong>. Isso acontece porque precisa de algo físico a que se agarre antes de se cristalizar em gelo e cair. O pó e a fuligem são levados para lá pelo vento e podem desempenhar essa função, mas é sabido que não são muito eficazes nisso.</p><p>Os cientistas sabem há décadas que certas bactérias são muito mais eficazes neste processo. Uma delas, chamada Pseudomonas syringae, produz proteínas que podem <strong>forçar a água a congelar a temperaturas tão altas quanto -2 °C</strong>, viajando das folhas das plantas para as nuvens e, basicamente, semeando a chuva a partir daí.</p><p>O que eles não sabiam até recentemente, porém, é que os <strong>fungos enterrados no solo da floresta podem estar a fazer a mesma coisa</strong> — e, de acordo com um estudo recente, podem até estar a fazê-lo de forma mais eficaz.</p><h2>Proteínas que sobrevivem aos fungos que as produzem</h2><p>Os fungos em questão pertencem <strong>às famílias Fusarium e Mortierella</strong>. Em vez de manterem as suas proteínas nucleadoras de gelo na superfície, como fazem as bactérias, eles secretam-nas diretamente para o solo circundante. Estas proteínas secretadas são solúveis em água e mais pequenas do que as versões bacterianas, e os investigadores descobriram que possuem uma elevada <strong>atividade de nucleação de gelo</strong>, o que as torna particularmente eficazes para induzir a formação de nuvens.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/draft-the-underground-organisms-that-might-secretly-influence-the-weather-1776765669451.jpg" data-image="n7mm5f0qhs2y" alt="The findings have shown that fungal proteins have persisted and circulated through ecosystems, helping drive a continuous cycle linking forest soils to atmospheric rainfall." title="The findings have shown that fungal proteins have persisted and circulated through ecosystems, helping drive a continuous cycle linking forest soils to atmospheric rainfall."><figcaption>Os resultados demonstraram que as proteínas fúngicas têm persistido e circulado pelos ecossistemas, contribuindo para impulsionar um ciclo contínuo que liga os solos florestais à precipitação atmosférica.</figcaption></figure><p>Os investigadores descrevem como isto cria uma espécie de ciclo de retroalimentação em que os fungos crescem no solo húmido da floresta e o vento transporta as suas proteínas para a atmosfera e — <strong>mesmo em nuvens a apenas alguns graus abaixo de zero</strong> — essas proteínas desencadeiam a formação de cristais de gelo.</p><p>Os cristais tornam-se pesados, caem, derretem ao passar pelo ar mais quente durante a descida e a chuva rega o solo da floresta — <strong>o que alimenta os fungos e reinicia todo o ciclo desde o início</strong>.</p><p>Estas proteínas são também extremamente resistentes e podem ser levadas para os riachos, secar e transformar-se em pó, ser sopradas para o céu e continuar a atuar no solo muito tempo depois de o fungo que as produziu ter desaparecido. O seu <strong>alcance estende-se muito além do organismo</strong> que as produziu, o que não é algo que se esperaria necessariamente de um micróbio do solo.</p><p>E, ao contrário das bactérias Pseudomonas, que utilizam a formação de gelo de forma quase agressiva para danificar as culturas e aceder aos nutrientes no seu interior, os fungos Mortierella são mais como aliados silenciosos das plantas à sua volta — criando o que os investigadores descrevem como um <strong>ambiente protetor em torno das raízes</strong>, em vez de causarem danos.</p><h2>Um truque genético que levou milhões de anos a desenvolver-se</h2><p>O mais estranho de tudo isto é talvez a forma como os fungos acabaram por adquirir essa capacidade. Quando a equipa analisou o código genético dos fungos da família Mortierellaceae, descobriu que a característica de nucleação do gelo não tinha evoluído de forma independente — tinha sido<strong> retirada diretamente do ADN bacteriano há milhões de anos</strong>, através da transferência horizontal de genes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763757" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/fungos-unicos-no-planeta-estao-esquecidos-e-em-vias-de-desaparecer-alerta-um-estudo-da-universidade-de-coimbra.html" title="Fungos únicos no planeta estão “esquecidos” e em vias de desaparecer, alerta um estudo da Universidade de Coimbra ">Fungos únicos no planeta estão “esquecidos” e em vias de desaparecer, alerta um estudo da Universidade de Coimbra </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/fungos-unicos-no-planeta-estao-esquecidos-e-em-vias-de-desaparecer-alerta-um-estudo-da-universidade-de-coimbra.html" title="Fungos únicos no planeta estão “esquecidos” e em vias de desaparecer, alerta um estudo da Universidade de Coimbra "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fungos-unicos-no-planeta-estao-esquecidos-e-em-vias-de-desaparecer-alerta-um-estudo-da-universidade-de-coimbra-1776099359838_320.jpg" alt="Fungos únicos no planeta estão “esquecidos” e em vias de desaparecer, alerta um estudo da Universidade de Coimbra "></a></article></aside><p>Segundo os investigadores, as implicações vão além da simples compreensão do funcionamento da chuva. Se os fungos do solo desempenham realmente um papel no desencadeamento das chuvas regionais, então <strong>a desflorestação das florestas e a devastação da terra podem estar a causar mais danos do que se pensava</strong> — potencialmente <strong>desmantelando um sistema biológico de geração de chuva</strong> do qual o ecossistema depende.</p><p>Há também um lado prático. Países como os Emirados Árabes Unidos e a China já semeiam nuvens artificialmente, mas utilizam iodeto de prata, um metal pesado que permanece no ambiente. As proteínas fúngicas são naturais e biodegradáveis, o que as torna candidatas óbvias para uma <strong>forma mais limpa de fazer o mesmo</strong> — e os investigadores sugerem que também poderiam ajudar na proteção contra geadas nas culturas e até na produção de neve mais eficiente, embora esse trabalho ainda esteja muito longe de ser concretizado.</p><h3><i>Referência da notícia</i></h3><p><em>How hidden soil fungi 'steal' bacterial DNA to control the rain, published by <a href="https://theconversation.com/how-hidden-soil-fungi-steal-bacterial-dna-to-control-the-rain-279618" target="_blank">The Conversation</a>, April 2026.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-organismos-subterraneos-que-podem-influenciar-secretamente-o-tempo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Crise global de desinformação em saúde é mais ampla do que se imaginava, aponta relatório]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/crise-global-de-desinformacao-em-saude-e-mais-ampla-do-que-se-imaginava-aponta-relatorio.html</link><pubDate>Tue, 28 Apr 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Levantamento internacional revela que a crença em mitos médicos é disseminada em diferentes perfis sociais, indicando queda na confiança em instituições e crescimento do uso de inteligência artificial na saúde.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/crise-global-de-desinformacao-em-saude-e-mais-ampla-do-que-se-imaginava-aponta-relatorio-1777054472544.jpg" data-image="vrrl9hi89jis" alt="A desinformação sobre saúde está cada vez mais global. (Getty Images)" title="A desinformação sobre saúde está cada vez mais global. (Getty Images)"><figcaption>A desinformação sobre saúde está cada vez mais global. Crédito: Getty Images</figcaption></figure><p>A<strong> crise de desinformação </strong>em saúde é muito mais abrangente do que especialistas acreditavam até recentemente. Um <a href="https://www.edelman.com/trust/2026/trust-barometer/special-report-health" target="_blank">novo levantamento global</a> indica que <strong>a maioria das pessoas no mundo aceita como verdade pelo menos um mito médico amplamente desacreditado</strong>.<strong> </strong>O dado desafia a ideia de que a desinformação estaria restrita a grupos específicos.</p><p>Durante anos, predominou a teoria de que crenças equivocadas sobre saúde estavam concentradas em parcelas limitadas da população, como indivíduos altamente polarizados politicamente ou com menor nível educacional. No entanto, essa <strong>perceção foi desmontada por uma investigação recente conduzida pela Edelman</strong>.</p><p>O relatório especial de 2026, baseado <strong>em respostas de mais de 16 mil pessoas em 16 países</strong>, aponta que <strong>sete em cada dez entrevistados acreditam em pelo menos uma entre seis afirmações falsas sobre saúde</strong>. Entre elas, estão ideias como a superioridade da proteína animal, os supostos riscos do flúor na água e teorias da conspiração a envolver vacinas.</p><h2>Mitos disseminados em todos os grupos sociais</h2><p>Os dados revelam que <strong>crenças equivocadas não se limitam a um perfil específico</strong>. Entre pessoas com ensino superior, 69% acreditam em pelo menos um dos mitos, praticamente o mesmo índice observado entre aqueles sem diploma universitário.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/crise-global-de-desinformacao-em-saude-e-mais-ampla-do-que-se-imaginava-aponta-relatorio-1777054985502.jpg" data-image="bdpdib8j6z7a" alt="Dados da Edelman sugerem que os pacientes cada vez mais consideram conselhos de IA, colegas e outras fontes não tradicionais junto com os dos clínicos" title="Dados da Edelman sugerem que os pacientes cada vez mais consideram conselhos de IA, colegas e outras fontes não tradicionais junto com os dos clínicos"><figcaption>Relatório sugere que pacientes cada vez mais consideram conselhos de IA, colegas e outras fontes não tradicionais. Crédito: Getty Images / Kateryna Kovarzh</figcaption></figure><p>A divisão política também não explica o fenómeno. Embora <strong>78% dos entrevistados com inclinação à direita</strong> partilhem pelo menos uma dessas crenças, <strong>o número permanece elevado entre os de esquerda, com 64%</strong>. O padrão repete-se em diferentes faixas etárias e regiões do mundo.</p><p>Além disso, <strong>o problema é ainda mais acentuado em países em desenvolvimento</strong>. Curiosamente, os Estados Unidos, frequentemente apontados como epicentro da desinformação em saúde, não aparecem entre os países com maiores índices na pesquisa.</p><h2>Erosão social e polarização alimentam desconfiança</h2><p>Especialistas envolvidos no estudo destacam que o avanço da desinformação está ligado a um <strong>processo contínuo de erosão social</strong>.<strong> </strong>Medos não resolvidos e a falta de respostas eficazes contribuem para o aumento da polarização.</p><div class="texto-destacado">Este cenário gera um ciclo preocupante: a polarização leva à paralisia, que alimenta ressentimentos e, por fim, reforça o isolamento entre grupos. Como consequência, cresce a dificuldade de confiar em pessoas com opiniões ou origens diferentes.</div><p>Este “endurecimento” das relações sociais <strong>intensifica o tribalismo</strong>, tornando cada vez mais difícil o diálogo e a construção de consensos, especialmente em temas complexos como saúde pública.</p><h2>Queda na confiança e excesso de informação</h2><p>Paralelamente, a crise de desinformação agrava outro problema: a queda na confiança das pessoas na sua própria capacidade de tomar decisões sobre saúde. Em apenas um ano, este índice caiu 10 pontos percentuais, atingindo 51%.</p><p>A <strong>confiança nos media </strong>para cobrir temas de saúde também<strong> permanece baixa,</strong> ainda abaixo dos níveis registados antes da pandemia de COVID-19. Para especialistas, o problema não é a falta de informação, mas o excesso dela.</p><p>Com tantas fontes disponíveis, muitas vezes contraditórias, <strong>o público encontra dificuldade em distinguir conteúdos confiáveis de informações enganosas</strong>. Este cenário cria um ambiente propício para a propagação de mitos.</p><h2>Inteligência artificial ganha espaço na saúde</h2><p>Neste contexto de incerteza, a<strong> inteligência artificial tem ocupado um papel crescente</strong>. Cerca de 35% dos entrevistados afirmam utilizar algum tipo de IA para gerir questões de saúde.</p><div class="texto-destacado">Além disso, 64% acreditam que pessoas com domínio desta tecnologia podem desempenhar tarefas médicas tão bem quanto profissionais treinados, incluindo diagnóstico e definição de tratamentos.</div><p>O uso da IA também está associado à <strong>perceção de falhas nos sistemas de saúde</strong>. Dificuldades de acesso, custos elevados e sensação de julgamento por parte de médicos levam muitos pacientes a procurar alternativas digitais.</p><h2>Novo papel dos médicos e caminhos possíveis</h2><p>Apesar do cenário preocupante, o estudo aponta um elemento de esperança: <strong>médicos continuam a ser a fonte mais confiável de informação em saúde</strong>.<strong> </strong>No entanto, os especialistas defendem uma mudança na forma como este relacionamento é conduzido.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="717566" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-uso-intensivo-de-chatbots-de-inteligencia-artificial-atrofia-o-cerebro-humano.html" title="O uso intensivo de chatbots de inteligência artificial atrofia o cérebro humano">O uso intensivo de chatbots de inteligência artificial atrofia o cérebro humano</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-uso-intensivo-de-chatbots-de-inteligencia-artificial-atrofia-o-cerebro-humano.html" title="O uso intensivo de chatbots de inteligência artificial atrofia o cérebro humano"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-uso-intensivo-de-chatbots-de-inteligencia-artificial-atrofia-o-cerebro-humano-1751289154479_320.jpg" alt="O uso intensivo de chatbots de inteligência artificial atrofia o cérebro humano"></a></article></aside><p>A <strong>comunicação científica</strong>, tradicionalmente focada em apresentar resultados, precisa de evoluir para explicar também os processos e motivações por trás das descobertas. Isto pode ajudar a reconstruir a confiança do público.</p><p>Mais do que autoridade, os<strong> pacientes procuram parceria</strong>.<strong> </strong>A recomendação dos investigadores é clara: menos imposição e mais diálogo. Em vez de figuras incontestáveis, os médicos devem atuar como guias, acompanhando as dúvidas e necessidades de cada indivíduo.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Edelman. <a href="https://www.edelman.com/trust/2026/trust-barometer/special-report-health" target="_blank">Special Report: Trust and Health</a>. 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/crise-global-de-desinformacao-em-saude-e-mais-ampla-do-que-se-imaginava-aponta-relatorio.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal Fresh investe 2,7 milhões de euros na promoção e internacionalização das frutas, legumes e flores até 2027]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-fresh-investe-2-7-milhoes-de-euros-na-promocao-e-internacionalizacao-das-frutas-legumes-e-flores-ate.html</link><pubDate>Tue, 28 Apr 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A Associação, que assinala 16 anos de atividade em 2026, vai lançar, em 2027, as bases de uma estrutura Interprofissional para agregar os principais agentes da cadeia de abastecimento alimentar: produção, transformação e distribuição.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-fresh-investe-2-7-milhoes-na-promocao-e-internacionalizacao-das-frutas-legumes-e-flores-ate-1777310798614.jpg" data-image="g264z2411l9o" alt="Frutos vermelhos" title="Frutos vermelhos"><figcaption>A Portugal Fresh vai alargar o seu raio de ação a mercados de elevado potencial económico, com ações de prospeção e promoção na China, nos Emirados Árabes Unidos e na Índia.</figcaption></figure><p>A <strong>Portugal Fresh - Associação para a Promoção das Frutas Legumes e Flores</strong> anunciou nesta segunda-feira, 27 de abril, um “<strong>investimento recorde de 2,7 milhões de euros até 2027</strong>” num novo plano estratégico de promoção e internacionalização para o setor.</p><p>A estrutura associativa, criada em dezembro de 2010 e que tem <strong>112 sócios que representam cerca de 5000 agricultores</strong>, olha para este plano como “o mais ambicioso e o de maior valor financeiro em 16 anos de história da associação”.</p><p>Trata-se de uma estratégia a dois anos para <strong>impulsionar crescimento das exportações e promoção internacional</strong>. Nos planos da Portugal Fresh está também a criação da Interprofissional do setor hortofrutícola, foi agora anunciado.</p><div class="texto-destacado">As <strong>organizações interprofissionais do setor agroalimentar são constituídas por estruturas representativas da produção, transformação ou comercialização</strong> de produtos agroalimentares, especializadas por produto ou grupo de produtos agroalimentares afins, e ainda por representantes dos consumidores. Essas organizações interprofissionais devem reunir <strong>representantes de, pelo menos, 20% dos agentes económicos ligados à produção, transformação e/ou comercialização.</strong></div><p>E devem ainda abranger, no mínimo, 20% do volume da produção, transformação e/ou comercialização do(s) produto(s) em causa na região onde exercem a sua atividade.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="754083" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/exportacoes-de-frutas-legumes-e-flores-atingiram-os-2-6-mil-milhoes-de-euros-em-2025-espanha-e-o-principal-mercado.html" title="Exportações de frutas, legumes e flores atingiram os 2,6 mil milhões de euros em 2025. Espanha é o principal mercado">Exportações de frutas, legumes e flores atingiram os 2,6 mil milhões de euros em 2025. Espanha é o principal mercado</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/exportacoes-de-frutas-legumes-e-flores-atingiram-os-2-6-mil-milhoes-de-euros-em-2025-espanha-e-o-principal-mercado.html" title="Exportações de frutas, legumes e flores atingiram os 2,6 mil milhões de euros em 2025. Espanha é o principal mercado"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/exportacoes-de-frutas-legumes-e-flores-atingiram-os-2-6-mil-milhoes-de-euros-em-2025-espanha-e-o-principal-mercado-1771011825590_320.jpg" alt="Exportações de frutas, legumes e flores atingiram os 2,6 mil milhões de euros em 2025. Espanha é o principal mercado"></a></article></aside><p>Voltemos, porém, ao novo plano estratégico de promoção e internacionalização das frutas, legumes e flores até 2027. <strong>Nos próximos dois anos, a Portugal Fresh quer apostar nos mercados externos</strong> e garante que esse esforço se vai intensificar.</p><h2>Quatro feiras internacionais em 2026 e 2027</h2><p>Entre as metas que estão traçadas, conta uma agenda de presenças internacionais que incluem a participação em quatro feiras internacionais do setor: <strong>Fruit Attraction Madrid, Fruit Logistica Berlim, IPM Essen e Fruit Attraction São Paulo</strong>, nas edições de 2026 e 2027.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-fresh-investe-2-7-milhoes-na-promocao-e-internacionalizacao-das-frutas-legumes-e-flores-ate-1777310865913.jpg" data-image="pkl0g0em98md" alt="Mirtilos" title="Mirtilos"><figcaption>As exportações de frutas, legumes e flores cresceram 5% em 2025, para 2,6 mil milhões de euros, atingindo mais um recorde anual. </figcaption></figure><p>Está igualmente prevista a realização de <strong>duas missões empresariais de prospeção nos Estados Unidos da América e no Chile</strong>.</p><h2> China, Emirados Árabes e Índia </h2><p>A Portugal Fresh vai ainda <strong>alargar o seu raio de ação a mercados de elevado potencial económico</strong>, com ações de prospeção e promoção na <strong>China, nos Emirados Árabes Unidos e na Índia</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Gonçalo Santos Andrade, presidente da Portugal Fresh, não tem dúvidas de que, a estrutura que lidera dá, assim, “<strong>um passo fundamental para unir a fileira” em torno de um objetivo comum</strong>: promover o melhor que Portugal tem para oferecer dentro e fora de portas. Na mesma estratégia desenhada até 2027, que é cofinanciada pela União Europeia através dos programas Portugal 2030 e COMPETE 2030, será ainda dado um outro passo para a valorização do setor: a criação de uma estrutura Interprofissional capaz de “unir e fortalecer a fileira hortofrutícola”.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A Associação compromete-se, até 2027, a <strong>lançar as bases da Interprofissional, que irá integrar os principais agentes</strong> da cadeia de abastecimento alimentar, incluindo produção, transformação e distribuição.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-fresh-investe-2-7-milhoes-na-promocao-e-internacionalizacao-das-frutas-legumes-e-flores-ate-1777310900453.jpg" data-image="2uqs2kdf626o" alt="Morangos" title="Morangos"><figcaption>Portugal Fresh investe 2,7 milhões na promoção e internacionalização das frutas e legumes até 2027.</figcaption></figure><p>“Com esta estratégia estamos a<strong> preparar a Portugal Fresh para o futuro</strong>, construindo bases sólidas para que o setor continue a crescer, através da consolidação de parcerias comerciais que maximizem o valor acrescentado dos nossos produtos”, afirma Gonçalo Andrade.</p><h2> 2,6 mil milhões de exportações em 2025</h2><p>Desta forma, “reforçamos também o seu papel como um dos motores da economia portuguesa”, diz o presidente da Portugal Fresh.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764439" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/fruta-do-dragao-como-cultivar-a-pitaia-num-vaso-e-fazer-com-que-produza-frutos.html" title="Fruta do dragão: como cultivar a pitaia num vaso e fazer com que produza frutos">Fruta do dragão: como cultivar a pitaia num vaso e fazer com que produza frutos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/fruta-do-dragao-como-cultivar-a-pitaia-num-vaso-e-fazer-com-que-produza-frutos.html" title="Fruta do dragão: como cultivar a pitaia num vaso e fazer com que produza frutos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-fruta-del-dragon-como-cultivar-pitahaya-en-maceta-y-que-si-de-frutos-1775797878177_320.png" alt="Fruta do dragão: como cultivar a pitaia num vaso e fazer com que produza frutos"></a></article></aside><p>As <strong>exportações de frutas, legumes e flores cresceram 5% em 2025, para 2,6 mil milhões de euros</strong>, atingindo mais um recorde anual.</p><p>“<strong>Em 16 anos, triplicámos o valor das exportações</strong>. No seu conjunto, o setor agroalimentar já representa <strong>13% das exportações nacionais de bens</strong>. Assim, este plano é uma declaração de ambição para o setor e para o país”, sublinha Gonçalo Santos Andrade.</p><p>Sobre a criação da Interprofissional para o setor hortofrutícola, Gonçalo Santos Andrade explica que ela é “uma <strong>etapa crucial</strong> para aumentar a competitividade das nossas empresas”.</p><p>Para este responsável, essa nova estrutura “vai <strong>permitir que toda a fileira fale a uma só voz</strong>, com mais força e mais coesão no mercado nacional e internacional”.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-fresh-investe-2-7-milhoes-de-euros-na-promocao-e-internacionalizacao-das-frutas-legumes-e-flores-ate.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Escuteiros vão vigiar e cuidar do novo parque florestal na Serra de Sintra]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/escuteiros-vao-vigiar-e-cuidar-do-novo-parque-florestal-na-serra-de-sintra.html</link><pubDate>Mon, 27 Apr 2026 16:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Guardiões da Floresta é um novo modelo de gestão florestal que envolve os jovens na regeneração e proteção de uma área degradada do Parque Natural de Sintra-Cascais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/escuteiros-vao-vigiar-e-cuidar-do-novo-parque-florestal-na-serra-de-sintra-1777294047847.jpg" data-image="y68wffejye8z" alt="Parque dos Guardiões da Floresta Sintrense" title="Parque dos Guardiões da Floresta Sintrense"><figcaption>O Parque dos Guardiões da Floresta é a nova zona protegida da Serra de Sintra que será cuidada por associações de escuteiros. Foto: Município de Sintra</figcaption></figure><p>Na encosta nascente da <strong>Serra de Sintra</strong>, há uma nova zona protegida. Num terreno outrora degradado, nasceu o <strong>Parque dos Guardiões da Floresta Sintrense</strong>. O objetivo não é apenas aumentar a mancha florestal, mas também unir a conservação ambiental à participação juvenil num mesmo espaço.</p><p>Com mais de oito hectares, o parque integra uma <strong>lagoa </strong>e várias <strong>clareiras naturais</strong>, numa paisagem onde se irá recuperar o equilíbrio ecológico de uma área sensível do <strong>Parque Natural de Sintra-Cascais</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A gestão do espaço será assegurada por 20 associações de escuteiros, escoteiros e guias do concelho, que passam a assumir um papel ativo na preservação daquele território.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A iniciativa da Câmara Municipal de Sintra propõe mais do que uma intervenção ambiental pontual. O intuito é criar um modelo de gestão florestal, que cruza <strong>responsabilidade cívica</strong> com contacto direto com a natureza.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/escuteiros-vao-vigiar-e-cuidar-do-novo-parque-florestal-na-serra-de-sintra-1777294178768.jpg" data-image="pnulxzlbqu9j" alt="Escuteiros em ações de plantação no Parque dos Guardiões da Floresta Sintrense" title="Escuteiros em ações de plantação no Parque dos Guardiões da Floresta Sintrense"><figcaption>Os escuteiros estão envolvidos na plantação de espécies autóctones, como salgueiro negro, sanguinho da água e ulmeiros. Foto: Município de Sintra</figcaption></figure><p>Os jovens foram desafiados a envolverem-se num processo contínuo de cuidado e vigilância. A expectativa é que o contacto com a realidade florestal incentive comportamentos sustentáveis. A ideia, no fundo, passa por <strong>reforçar a presença humana</strong> numa zona onde a <strong>prevenção de incêndios</strong> é uma preocupação constante, sobretudo nos meses mais quentes do ano.</p><h2>Um modelo assente na participação</h2><p>Cada associação terá a seu cargo uma <strong>área destinada a acampamento</strong>, promovendo uma gestão descentralizada, mas assente no <strong>compromisso coletivo</strong>. A abordagem visa, acima de tudo, criar uma relação de proximidade entre os utilizadores e o espaço natural, incentivando uma lógica de corresponsabilização.</p><p>A autarquia de Sintra tem uma ambição ainda maior e espera que este projeto venha a ser <strong>reconhecido como um exemplo a nível nacional</strong>. A proposta é que seja replicado num modelo de gestão colaborativa, assente na responsabilidade partilhada, no voluntariado e na cidadania ativa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="749130" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-passeio-em-sintra-leva-o-a-conhecer-a-rota-dos-monges.html" title="Este passeio em Sintra leva-o a conhecer a Rota dos Monges ">Este passeio em Sintra leva-o a conhecer a Rota dos Monges </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-passeio-em-sintra-leva-o-a-conhecer-a-rota-dos-monges.html" title="Este passeio em Sintra leva-o a conhecer a Rota dos Monges "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/este-passeio-leva-o-a-conhecer-a-rota-dos-monges-na-serra-de-sintra-1768427747970_320.jpg" alt="Este passeio em Sintra leva-o a conhecer a Rota dos Monges "></a></article></aside><p>A presença regular destes grupos resultará, na prática, como um <strong>fator dissuasor de comportamentos de risco</strong>, contribuindo para a vigilância informal da serra. O contacto regular com o ambiente florestal permitirá, ao mesmo tempo, desenvolver competências ligadas à sustentabilidade e ao respeito pelos ecossistemas.</p><p>O <strong>município</strong> mantém a <strong>responsabilidade pela conceção e manutenção geral </strong>do parque, garantindo as condições necessárias ao seu funcionamento. Os jovens envolvidos, do outro lado, comprometem-se a preservar o local e a atuar na sua proteção, num equilíbrio que procura conciliar gestão institucional com participação comunitária.</p><h2>Recuperação ecológica em curso</h2><p>A requalificação do espaço inclui a plantação de <strong>20 espécies autóctones</strong>, escolhidas pela sua adaptação ao clima e pelo contributo para a biodiversidade. Entre elas encontram-se o salgueiro negro, o sanguinho de água, ulmeiros e aderno de folha larga, que ajudarão a restabelecer a vegetação característica da região.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/escuteiros-vao-vigiar-e-cuidar-do-novo-parque-florestal-na-serra-de-sintra-1777294386098.jpg" data-image="2yhj0kn29bgg" alt="Parque dos Guardiões da Floresta Sintrense" title="Parque dos Guardiões da Floresta Sintrense"><figcaption>A autarquia sintrense quer que o modelo de gestão do parque, partilhado com jovens escuteiros, se torne num exemplo nacional. Foto: Município de Sintra</figcaption></figure><p>A intervenção ficará a cargo das associações de escuteiros e prevê ainda a remoção de <strong>espécies invasoras</strong> e a <strong>proteção da lagoa</strong>, elementos considerados essenciais para a regeneração do ecossistema local. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Serão introduzidas ainda cameleiras, numa referência histórica à ação de D. Fernando II na transformação paisagística da serra.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Este conjunto de medidas procura não apenas restaurar a área, mas também criar um <strong>espaço resiliente face às alterações climáticas</strong>, capaz de manter a sua diversidade ao longo do tempo.</p><h2>Um projeto com margem para crescer</h2><p>Apesar do parecer favorável ao projeto, por parte do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, há algumas <strong>questões em aberto</strong> quanto às <strong>atividades </strong>que poderão ser <strong>desenvolvidas </strong>no local. Falta, em particular, definir que iniciativas poderão ter lugar no anfiteatro natural existente, um ponto que poderá influenciar a dinâmica futura do parque.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/escuteiros-vao-vigiar-e-cuidar-do-novo-parque-florestal-na-serra-de-sintra-1777294486097.jpg" data-image="4z3aaturhemt" alt="Escuteiros no Parque Guardiões da Floresta, em Sintra" title="Escuteiros no Parque Guardiões da Floresta, em Sintra"><figcaption>O intuito da iniciativa Guardiões da Floresta é preservar a floresta e reforçar a presença humana, sobretudo no verão, para reduzir o risco de incêndio. Foto: Município de Sintra</figcaption></figure><p>Para quem quiser visitar esta nova zona protegida, será importante saber que fica localizada nas proximidades da <strong>Avenida Cascais</strong>, com ligação rodoviária entre o Ramalhão e o Autódromo do Estoril. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O acesso ao espaço faz-se por um caminho de cerca de um quilómetro e à entrada, um pórtico assinala a presença das 20 associações envolvidas, simbolizadas pelas respetivas bandeiras.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Inserido na estratégia municipal de promoção da educação ambiental, o Parque dos Guardiões da Floresta Sintrense apresenta-se como uma experiência que cruza território, comunidade e aprendizagem. O seu impacto dependerá agora da capacidade de <strong>manter vivo o compromisso assumido</strong> por todos os intervenientes.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em><a href="https://cm-sintra.pt/atualidade/noticias-institucional/sintra-inaugurou-parque-dos-guardioes-da-floresta" target="_blank">Sintra inaugurou Parque dos Guardiões da Floresta</a>. Município de Sintra</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/escuteiros-vao-vigiar-e-cuidar-do-novo-parque-florestal-na-serra-de-sintra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuva e trovoadas localmente intensas entre terça e quarta darão lugar a uma subida térmica na segunda metade da semana]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-e-trovoadas-localmente-intensas-entre-terca-e-quarta-darao-lugar-a-uma-subida-termica-na-segunda-metade-da-semana.html</link><pubDate>Mon, 27 Apr 2026 14:01:05 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A aproximação de uma depressão em altitude vai trazer instabilidade a Portugal, com aguaceiros e trovoadas mais prováveis no início da semana, seguidos de uma gradual estabilização das condições meteorológicas nos dias seguintes.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa761s8"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa761s8.jpg" id="xa761s8"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As condições meteorológicas em Portugal continental vão sofrer uma mudança ao longo desta semana, com o regresso da instabilidade após um período mais estável. Entre terça e quarta-feira, <strong>são esperados aguaceiros e trovoadas, que poderão ser localmente intensos, sobretudo nas regiões Norte e Centro,</strong> antes de uma melhoria gradual a partir de quinta-feira.</p><h2>Instabilidade atmosférica marca o início da semana</h2><p>Esta alteração está relacionada com a <strong>aproximação de um cavado em altitude</strong> sobre a Península Ibérica. Trata-se de uma estrutura que favorece a subida do ar e, quando <strong>combinada com uma corrente de jato ativa</strong>, cria um ambiente propício ao desenvolvimento de <strong>nuvens de grande desenvolvimento vertical</strong>. Ao mesmo tempo, os valores de energia convectiva aumentam a probabilidade de formação de aguaceiros e trovoadas, sobretudo durante a tarde.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-chuva-e-trovoadas-localmente-intensas-entre-terca-e-quarta-feira-1777297630430.png" data-image="5mg4vh626agd"><figcaption>Durante a tarde de terça-feira, começam a surgir aguaceiros dispersos em várias regiões do território, sobretudo no interior Norte e Centro. Este primeiro sinal de instabilidade está associado à aproximação de um cavado em altitude, favorecendo o desenvolvimento de núcleos convectivos irregulares, ainda com distribuição muito localizada.</figcaption></figure><p>Na terça-feira, a instabilidade começa a ganhar expressão. <strong>Ao longo da tarde, deverão formar-se aguaceiros</strong>, por vezes intensos e acompanhados de trovoada, sobretudo no interior Norte e Centro. A precipitação poderá atingir 10 a 20 mm em poucas horas, com valores pontualmente superiores. As temperaturas máximas deverão variar entre <strong>20 e 25 °C no litoral e entre 26 e 29 °C no interior</strong>. O vento será, em geral, fraco a moderado, com rajadas até 50–60 km/h, mais prováveis nas zonas expostas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-chuva-e-trovoadas-localmente-intensas-entre-terca-e-quarta-feira-1777297717719.png" data-image="m5881wfol8lz"><figcaption>Na quarta-feira, a instabilidade torna-se mais organizada e abrangente, com aguaceiros mais frequentes e localmente intensos, especialmente no interior Norte e Centro. A presença de ar frio em altitude e maior energia disponível contribui para o desenvolvimento de trovoadas, podendo originar acumulados significativos em curtos períodos.</figcaption></figure><p>Na quarta-feira, a instabilidade deverá ser mais generalizada. A combinação entre o cavado, o suporte dinâmico em altitude e a energia ainda disponível favorece <strong>aguaceiros e trovoadas, por vezes localmente intensos</strong>. A precipitação acumulada poderá atingir valores localmente elevados, sendo superior no interior Norte e Centro. <strong>As temperaturas descem de forma acentuada</strong>, com máximas entre 16 e 22 °C. O vento poderá apresentar rajadas até 60–70 km/h, sobretudo no litoral e nas terras altas.</p><h2>Diminuição da instabilidade e subida térmica na segunda metade da semana</h2><p>A partir de quinta-feira, a <strong>instabilidade perde força</strong>. Ainda poderão ocorrer aguaceiros dispersos, mais prováveis no Norte e em zonas montanhosas, com acumulados geralmente inferiores a 5–10 mm. <strong>As temperaturas mantêm-se contidas e o vento moderado</strong>, com rajadas até 40–50 km/h.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-chuva-e-trovoadas-localmente-intensas-entre-terca-e-quarta-feira-1777297614981.png" data-image="zlz0u26tohnm"><figcaption>No sábado, observa-se uma clara estabilização da atmosfera, com predomínio de tempo seco e subida das temperaturas, mais evidente no interior. A diminuição da nebulosidade e o enfraquecimento da circulação perturbada permitem uma recuperação térmica gradual, aproximando os valores de um padrão mais típico para a época.</figcaption></figure><p>Na sexta-feira, o padrão torna-se mais estável, com precipitação residual. No sábado, o tempo será seco, com céu pouco nublado e <strong>subida das temperaturas, com máximas entre 23 e 26 °C</strong>. O vento deverá soprar, em geral, fraco a moderado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765970" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/trovoadas-em-portugal-os-11-distritos-sob-vigilancia-esta-terca-feira-28-de-abril.html" title="Trovoadas em Portugal: os 11 distritos sob vigilância esta terça-feira, 28 de abril">Trovoadas em Portugal: os 11 distritos sob vigilância esta terça-feira, 28 de abril</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/trovoadas-em-portugal-os-11-distritos-sob-vigilancia-esta-terca-feira-28-de-abril.html" title="Trovoadas em Portugal: os 11 distritos sob vigilância esta terça-feira, 28 de abril"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/trovoadas-em-portugal-os-11-distritos-sob-vigilancia-esta-terca-feira-28-de-abril-1777297337086_320.jpg" alt="Trovoadas em Portugal: os 11 distritos sob vigilância esta terça-feira, 28 de abril"></a></article></aside><p>Por se tratar de uma previsão de médio prazo, aconselha-se o acompanhamento das atualizações meteorológicas, devido à possível variabilidade na distribuição e intensidade dos fenómenos convectivos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-e-trovoadas-localmente-intensas-entre-terca-e-quarta-darao-lugar-a-uma-subida-termica-na-segunda-metade-da-semana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Trovoadas em Portugal: os 11 distritos sob vigilância esta terça-feira, 28 de abril]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/trovoadas-em-portugal-os-11-distritos-sob-vigilancia-esta-terca-feira-28-de-abril.html</link><pubDate>Mon, 27 Apr 2026 13:51:59 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O estado de tempo em Portugal irá sofrer uma mudança nas próximas horas, onde vários distritos já se encontram sob aviso amarelo, segundo o IPMA. Confira aqui a previsão.</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/418EFhXSVFE/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=418EFhXSVFE" id="418EFhXSVFE"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A semana que hoje se inicia, trará algumas <strong>mudanças no padrão atmosférico</strong>, desde chuva quase generalizada, podendo ser acompanhada de trovoada, a uma descida das temperaturas, causada pela aproximação de uma massa de ar frio.</p><h2>IPMA já emitiu novos avisos meteorológicos</h2><p>Esta semana arrancou com aviso amarelo de chuva, que poderá ser acompanhada de trovoada, <strong>em vigor a partir das 12h e até às 18h de hoje</strong>, nos distritos de Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Bragança, Porto, Aveiro e Viseu, segundo a mais recente atualização do IPMA. Destes sete distritos, os primeiros três contam também com <strong>aviso amarelo de trovoada</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No entanto, para amanhã, dia 28 de abril, espera-se um <strong>agravamento do estado de tempo</strong>, tendo o IPMA emitido outros avisos que se deverão estender, no total, a 11 distritos, cobrindo o Norte, Centro e Sul do país, especialmente ao longo da faixa interior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/trovoadas-em-portugal-os-11-distritos-sob-vigilancia-esta-terca-feira-28-de-abril-1777297192877.png" data-image="pgghs6dy68m3" alt="densidade de raios" title="densidade de raios"><figcaption>O momento mais crítico da trovoada poderá ser a tarde de terça-feira, dia 28 de abril, onde várias regiões poderão ficar expostas a este fenómeno, assim como à chuva.</figcaption></figure><p>Os distritos em questão são Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Coimbra, Santarém, Portalegre e Évora, cujos avisos de chuva e trovoada deverão <strong>permanecer em vigor entre as 12h e as 21h</strong>.</p><p>É expectável que a partir das primeiras horas da tarde de terça-feira a precipitação, que também poderá ser acompanhada de trovoada, <strong>possa começar a estender-se a praticamente todo o continente</strong>, contando com períodos de chuva por vezes forte.</p><h2>Apesar de uma pequena melhoria, quarta-feira contará com chuva e temperaturas mais baixas</h2><p>Ainda assim, espera-se uma melhoria gradual ao final do dia, devendo<strong> alguns núcleos instáveis manterem-se durante a madrugada e dia de quarta-feira, dia 29</strong>. No entanto, ao longo deste dia, espera-se que as regiões Norte e Centro contem com chuva persistente, e com alguns episódios de chuva forte, devendo ao final do dia esta instabilidade perder força e concentrar-se no Norte do país.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765873" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/de-junho-a-agosto-revelamos-as-primeiras-tendencias-para-o-verao-em-portugal.html" title="De junho a agosto: revelamos as primeiras tendências para o verão em Portugal">De junho a agosto: revelamos as primeiras tendências para o verão em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/de-junho-a-agosto-revelamos-as-primeiras-tendencias-para-o-verao-em-portugal.html" title="De junho a agosto: revelamos as primeiras tendências para o verão em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/de-junho-a-agosto-revelamos-as-primeiras-tendencias-para-o-verao-em-portugal-1777247465687_320.jpg" alt="De junho a agosto: revelamos as primeiras tendências para o verão em Portugal"></a></article></aside><p>Para além disto, espera-se uma <strong>diminuição das temperaturas máximas a partir de amanhã</strong>, terça-feira, que deverá ser sentida com maior expressão também na quarta-feira, tal como referimos em previsões anteriores, devido à aproximação de uma massa de ar frio. Para esse dia, esperam-se valores entre os 13 ºC na Guarda e os 21 ºC em Lisboa e Santarém.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/trovoadas-em-portugal-os-11-distritos-sob-vigilancia-esta-terca-feira-28-de-abril.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O MIT confirma: as plantas ouvem as gotas a cair e germinam até 40% mais depressa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-mit-confirma-as-plantas-ouvem-as-gotas-a-cair-e-germinam-ate-40-mais-depressa.html</link><pubDate>Mon, 27 Apr 2026 11:45:17 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Engenheiros do MIT demonstraram que as sementes de arroz aceleram a sua germinação ao ouvir o som das gotas de chuva a cair. Esta descoberta abre uma nova perspetiva sensorial sobre o mundo vegetal.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-mit-lo-confirma-las-plantas-oyen-caer-las-gotas-y-germinan-hasta-40-mas-rapido-1777036934448.jpg" data-image="8h7z0lqcadyt" alt="Se trata de la primera evidencia directa de que el reino vegetal tiene una especie de oído." title="Se trata de la primera evidencia directa de que el reino vegetal tiene una especie de oído."><figcaption>Trata-se da primeira prova direta de que o reino vegetal possui uma espécie de audição.</figcaption></figure><p>Será que um grão de arroz enterrado na lama consegue perceber que começou a chover? A pergunta parece tola, mas acaba de receber uma resposta num dos laboratórios mais conhecidos do mundo.<strong> Uma equipa do MIT expôs cerca de 8 000 sementes de arroz a um gotejar contínuo de chuva simulada</strong> e observou algo difícil de acreditar: germinaram até 40% mais rápido do que as do grupo de controlo.</p><p><strong>Este dado não é uma curiosidade de laboratório. Trata-se da primeira evidência direta de que o reino vegetal possui uma espécie de ouvido</strong>, um canal sensorial até agora subestimado que permite a uma planta perceber o tempo sem olhos nem tímpanos.</p><p>Se o efeito se confirmar noutras culturas, a botânica perderá para sempre essa imagem de <strong>plantas surdas a tudo o que se passa à sua volta</strong>.</p><h2>Como é que uma semente consegue «ouvir» uma tempestade?</h2><p><strong>A chave está em uns grânulos microscópicos de amido chamados estatolitos</strong>. São densos, pesados e encontram-se no interior de certas células da semente. A sua função original é agir como uma bússola vertical: caem por gravidade para o fundo da célula e indicam ao rebento na direção em que a raiz deve crescer.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-mit-lo-confirma-las-plantas-oyen-caer-las-gotas-y-germinan-hasta-40-mas-rapido-1777037276663.jpg" data-image="91r7xtnhwd8a" alt="Campos de arroz" title="Campos de arroz"><figcaption>As culturas de arroz utilizam um sistema de rega por inundação, criando barreiras ou diques para manter o nível da água. É precisamente essa água que permite que o arroz "ouça" a chuva a cair.</figcaption></figure><p>O que os investigadores descobriram foi que, quando uma gota atinge uma poça ou o solo molhado, <strong>a onda de pressão que se propaga debaixo de água chega a agitar esses estatólitos</strong>. E esse movimento funciona como um sinal de ativação.</p><p>Para dar uma ideia da magnitude do fenómeno, convém olhar para os números. Uma semente submersa a poucos centímetros de profundidade, com uma gota a cair nas proximidades, fica exposta a uma pressão sonora da ordem daquela que nós receberíamos se estivéssemos ao lado da turbina de um avião. A água, por ser muito mais densa do que o ar, amplifica o ruído de forma tremenda. <strong>Para a planta, não é música relaxante: é um alarme a todo o volume</strong>.</p><h2>O que muda se as plantas ouvirem</h2><p>As consequências são enormes. Se a sensibilidade acústica for uma estratégia evolutiva partilhada por várias espécies, <strong>abre-se uma nova perspetiva na agricultura</strong>.</p><p><strong>Estimular a germinação com sons controlados</strong> poderia melhorar os rendimentos em zonas com chuvas cada vez mais irregulares, algo crucial para a Argentina, onde a variabilidade pluviométrica define campanhas inteiras e determina o destino de colheitas completas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764688" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-fim-do-arroz-apos-9-000-anos-de-cultivo-nos-ultimos-200-anos-o-alimento-basico-do-mundo-atingiu-seu-limite-termico.html" title="O fim do arroz? Após 9.000 anos de cultivo, nos últimos 200 anos o alimento básico do mundo atingiu o seu limite térmico">O fim do arroz? Após 9.000 anos de cultivo, nos últimos 200 anos o alimento básico do mundo atingiu o seu limite térmico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-fim-do-arroz-apos-9-000-anos-de-cultivo-nos-ultimos-200-anos-o-alimento-basico-do-mundo-atingiu-seu-limite-termico.html" title="O fim do arroz? Após 9.000 anos de cultivo, nos últimos 200 anos o alimento básico do mundo atingiu o seu limite térmico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fin-del-arroz-tras-9000-anos-de-cultivo-en-los-ultimos-200-anos-el-alimento-del-mundo-alcanzo-su-limite-termico-1776374449283_320.jpg" alt="O fim do arroz? Após 9.000 anos de cultivo, nos últimos 200 anos o alimento básico do mundo atingiu o seu limite térmico"></a></article></aside><p>Há, além disso, uma camada poética que se insinua. Os japoneses intuíram isso há séculos: uma das suas microestações tradicionais chama-se, numa tradução livre,<strong> "a chuva que cai desperta o solo".</strong> O que a ciência só agora confirma, a poesia já o tinha escrito. Talvez as plantas nunca tenham sido esses seres passivos que pensávamos. Talvez estivéssemos apenas demasiado distraídos para as ouvir ouvir.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Makris, N.C. & Navarro, C. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41598-026-44444-1" target="_blank">Seeds accelerate germination at beneficial planting depths by sensing the sound of rain</a>. Scientific Reports. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-mit-confirma-as-plantas-ouvem-as-gotas-a-cair-e-germinam-ate-40-mais-depressa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[NASA confirma a passagem do meteorito Apophis: "uma das aproximações à Terra mais próximas de sempre registadas"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nasa-confirma-a-passagem-do-meteorito-apophis-uma-das-aproximacoes-a-terra-mais-proximas-de-sempre-registadas.html</link><pubDate>Mon, 27 Apr 2026 11:37:15 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A 13 de abril de 2029, um colossal visitante rochoso atravessará o céu noturno a uma distância inferior à dos nossos próprios satélites artificiais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-confirma-la-fecha-el-asteroide-apophis-pasara-mas-cerca-que-nuestros-satelites-1776843667249.jpeg" data-image="ykry9l8zykj3" alt="Meteorito Apophis" title="Meteorito Apophis"><figcaption>A NASA esclarece como será a próxima visita do asteroide Apophis, uma massa rochosa que atravessará o nosso céu e que pode ser vista sem telescópio.</figcaption></figure><p>A vigilância espacial tem em vista uma data muito específica no calendário. <strong>O trânsito de Apophis, uma massa pétrea cuja dimensão e proximidade captaram a atenção dos centros de vigilância de todo o mundo</strong>, está cada vez mais próximo. Embora o seu nome nos remeta para divindades antigas associadas à destruição, os dados atuais oferecem uma perspetiva muito mais calma e excitante para os amantes do cosmos.</p><p><strong>Trata-se, segundo a NASA, de “uma das maiores aproximações à Terra jamais registadas”</strong>. A magnitude deste corpo, que ultrapassa largamente as medidas de monumentos como a Torre Eiffel, permitirá a sua deteção sem necessidade de binóculos ou telescópios a partir de várias zonas do planeta. A comunidade científica aguarda com grande expetativa a chegada desta data para pôr à prova todos os seus instrumentos de medição noturna.</p><h2>Trajetória do meteorito Apophis e aproximação à Terra</h2><p>O calendário astronómico tem assinalada a vermelho a data de <strong>sexta-feira, 13 de abril de 2029</strong>. Nesse momento, <strong>o objeto 99942, ou Apophis, estará a apenas 32 000 quilómetros da superfície terrestre</strong>. Trata-se de uma distância realmente reduzida, se considerarmos as escalas do universo. É uma distância menor do que a que se encontra entre alguns dos satélites que gerem os nossos sinais digitais. Nunca antes a humanidade teve a oportunidade de documentar um acontecimento como este com a tecnologia moderna.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">NASA confirms: The "God of Chaos" asteroid will streak visibly across the night sky in 2029 no threat to Earth, but an unforgettable show!In just three years, on April 13, 2029, the asteroid 99942 Apophis named after the ancient Egyptian god of chaos, darkness, and <a href="https://t.co/KbCzMMUQ6P">pic.twitter.com/KbCzMMUQ6P</a></p>— Black Hole (@konstructivizm) <a href="https://twitter.com/konstructivizm/status/2044684033972453659?ref_src=twsrc%5Etfw">April 16, 2026</a></blockquote></figure><p>Os especialistas confirmam que <strong>esta rocha com 375 metros de diâmetro realizará uma passagem que não colocará a Terra em perigo</strong>. Apesar de a sua descoberta inicial em 2004 ter suscitado algum alarme devido a possíveis colisões futuras, as novas análises dissiparam todas as dúvidas. <strong>Não haverá impacto nem nesta década nem no próximo século</strong>. A tranquilidade é absoluta entre os especialistas que monitorizam cada movimento desta estrutura fóssil que viaja pelo sistema solar.</p><p>O mais fascinante desta visita é a visibilidade que proporcionará aos habitantes do hemisfério oriental nessa noite. Se as nuvens não o impedirem, os residentes da Europa, África e algumas zonas da Ásia poderão observar um ponto luminoso a atravessar o céu. Será um evento único para toda uma geração que poderá ver, a olho nu, um vestígio primordial da criação planetária. <strong>Nunca um objeto tão volumoso tinha passado tão perto sem representar um risco direto para as nossas cidades</strong>.</p><h2>Objetivos da NASA para o encontro com o asteroide Apophis</h2><p>Para a comunidade científica, esta aproximação representa uma oportunidade de ouro que classificam como totalmente sem precedentes. A atração do nosso mundo exercerá uma pressão física sobre a rocha enquanto esta atravessa as nossas imediações. <strong>Esperam-se alterações no seu ritmo de rotação e talvez pequenos tremores na sua crosta</strong>. Este laboratório natural permitirá compreender melhor a formação dos planetas. Cada dado recolhido será vital para decifrar a história do sistema onde residimos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-confirma-la-fecha-el-asteroide-apophis-pasara-mas-cerca-que-nuestros-satelites-1776843890811.jpeg" data-image="3xg3mnjub207" alt="Meterorito y planeta Tierra" title="Meterorito y planeta Tierra"><figcaption>O asteroide Apophis passará a apenas 32 000 quilómetros do nosso planeta no próximo dia 13 de abril de 2029. A NASA confirma que este espetáculo astronómico será totalmente seguro e visível a olho nu no céu noturno.</figcaption></figure><p>Este objeto, que alguns comparam à forma de um amendoim gigante, é um verdadeiro arquivo histórico de material antigo. Ao estudar a sua composição, <strong>os especialistas podem obter pistas sobre elementos que existem há milhões de anos</strong>. A colaboração entre diferentes agências garante que não se perca informação durante as horas que dura a passagem. É a ocasião ideal para analisar a resistência dos materiais que compõem estes antigos vestígios do sistema solar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="756852" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/recursos-minerais-de-asteroides-rumo-a-uma-guerra-espacial-como-regulamentar-a-extracao-mineral.html" title="Recursos minerais de asteroides: rumo a uma guerra espacial? Como regulamentar a extração mineral?">Recursos minerais de asteroides: rumo a uma guerra espacial? Como regulamentar a extração mineral?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/recursos-minerais-de-asteroides-rumo-a-uma-guerra-espacial-como-regulamentar-a-extracao-mineral.html" title="Recursos minerais de asteroides: rumo a uma guerra espacial? Como regulamentar a extração mineral?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ressources-minieres-des-asteroides-nouvelle-guerre-spatiale-encadrer-l-extraction-des-minerais-astronomie-droit-lithium-cuivre-1772106340707_320.jpeg" alt="Recursos minerais de asteroides: rumo a uma guerra espacial? Como regulamentar a extração mineral?"></a></article></aside><p>Para além da observação passiva, existem algumas propostas a nível mundial para acompanhar o viajante na sua trajetória pelo espaço. A ideia é observar de perto como se deforma ou se sofre desagregações devido à atração gravitacional da Terra. Estas manobras são fundamentais para a defesa planetária no futuro. <strong>Conhecer a densidade e a estrutura interna destes visitantes permitirá conceber as melhores estratégias de segurança</strong>.</p><h2>Grande expectativa em torno deste evento astronómico</h2><p>O interesse que este acontecimento suscita ultrapassa as paredes dos laboratórios e chega a toda a sociedade. <strong>Milhares de pessoas já se preparam para acompanhar as transmissões em direto que serão oferecidas pelos centros de investigação</strong>. Embora o risco de colisão seja inexistente, a mística que rodeia este meteorito, apelidado de divindade, continua a alimentar a imaginação. É um lembrete da nossa posição num universo dinâmico e repleto de objetos em movimento.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/t_unhCzbolY/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=t_unhCzbolY" id="t_unhCzbolY"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p><strong>Após a sua passagem em 2029, a enorme massa rochosa iniciará a sua órbita solar para voltar a visitar-nos em 2036</strong>. No entanto, esse encontro ocorrerá a uma distância muito maior e não terá o mesmo impacto visual. Por isso, todos os esforços estão centrados em aproveitar ao máximo este encontro desta década. Os melhores telescópios já estão reservados para captar cada detalhe da sua silhueta contra as estrelas, e cada fotografia aproximar-nos-á um pouco mais da compreensão do cosmos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nasa-confirma-a-passagem-do-meteorito-apophis-uma-das-aproximacoes-a-terra-mais-proximas-de-sempre-registadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A força invisível que move o mar: como a Lua e o Sol criam marés extremas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-forca-invisivel-que-move-o-mar-como-a-lua-e-o-sol-criam-mares-extremas.html</link><pubDate>Mon, 27 Apr 2026 08:43:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O que faz o nível do mar subir e descer diariamente? A resposta está na Lua e no Sol. Por trás de cada maré, há uma delicada dança gravitacional que molda o nível do mar.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-fuerza-invisible-que-mueve-el-mar-como-la-luna-y-el-sol-crean-mareas-extremas-1776747223504.png" data-image="paaokqr0ngs4" alt="maré; nível do mar; Terra; gravidade; costa" title="maré; nível do mar; Terra; gravidade; costa"><figcaption>Durante a maré baixa, rochas e áreas ficam expostas, com o oceano a cobri-las novamente horas depois.</figcaption></figure><p>O mar não se move aleatoriamente. Nem as <strong>marés </strong>são simplesmente uma questão de "subir e descer". A chave? A gravidade. Este fluxo e refluxo é o <strong>resultado de um delicado equilíbrio entre a Terra, o Sol e a Lua</strong>. Uma dança cuja sincronia determina como os oceanos do nosso planeta se movem. Bem... os oceanos e também as suas partes sólidas e gasosas, mas essa é outra história.</p><p>Primeiro, vamos falar sobre a <strong>gravidade</strong>. Esta força com que dois corpos se atraem depende das suas massas e da distância entre eles. Quanto maior a massa, mais forte a atração. Mas quanto mais distantes estiverem, mais fraca ela se torna. E é precisamente isto que <strong>define o quanto o Sol e a Lua podem influenciar os nossos mares</strong>.</p><p><strong> </strong></p><div class="texto-destacado">As marés são um fenómeno periódico que, na maioria das costas, segue um ciclo semi-diurno: ocorrem duas marés altas e duas marés baixas ao longo de um dia lunar, com duração aproximada de 24 horas e 50 minutos.</div><p><br>A <strong>Lua é a principal responsável pelas marés</strong>. A sua <strong>proximidade </strong>confere-lhe uma vantagem, tornando a sua <strong>força gravitacional mais forte</strong>. Mas o fator importante não é a intensidade desta força, e sim o facto de ela ser<strong> exercida de forma desigual em todo o planeta</strong>. Esta diferença gera um campo de força (força de maré) que estica o oceano, criando duas protuberâncias: uma no lado voltado para a Lua e outra no lado oposto.</p><p>À medida que a Terra gira, todos os pontos do planeta passam por estas áreas onde o nível do oceano está ligeiramente mais alto. E neste movimento, percebemos a alternância entre a maré alta e a maré baixa. Na maioria das costas, este ciclo ocorre duas vezes por dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-fuerza-invisible-que-mueve-el-mar-como-la-luna-y-el-sol-crean-mareas-extremas-1776745778955.png" data-image="vyagzsip4so8"><figcaption>Na Baía de Fundy (Canadá), as marés podem ultrapassar os 15 metros. A faixa escura indica a altura que a água atinge regularmente.</figcaption></figure><p><strong>O Sol, apesar da sua enorme massa, tem menos influência devido à sua distância</strong>. Mas o seu efeito não é desprezível. Pode ser responsável por aproximadamente 40% a 50% do efeito lunar. No entanto, a questão relevante aqui é o que acontece quando as suas forças se combinam.</p><h2>A união faz a força</h2><p>Primeiramente, vamos esclarecer algo. <strong>As marés não implicam que a água se mova como uma onda a atravessar o oceano</strong>. Como vimos, elas resultam de um equilíbrio entre as forças gravitacionais, a rotação da Terra e a capacidade do oceano de redistribuir a sua massa. Este é um exemplo de como a Terra interage com o seu ambiente astronómico.</p><p>Agora, <strong>quando os três corpos celestes (Sol, Terra e Lua) se alinham, as suas forças gravitacionais reforçam-se mutuamente</strong>. É exatamente isto que acontece durante a Lua Nova e a Lua Cheia, quando os três corpos formam uma linha quase reta. Este alinhamento dá origem às marés vivas.</p><p>A <strong>atração combinada da Lua e do Sol intensifica o "estiramento" do oceano</strong>. Mesmo que puxem em direções opostas durante a Lua Cheia, os seus efeitos não se anulam. Ambos puxam a Terra em duas direções, criando as duas áreas onde o nível do oceano está mais alto. E é nesta dupla deformação que as marés se sobrepõem.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/como-a-lua-afeta-as-mares-a-explicacao-cientifica.html" title="Como a Lua afeta as marés: a explicação científica">Como a Lua afeta as marés: a explicação científica</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/como-a-lua-afeta-as-mares-a-explicacao-cientifica.html" title="Como a Lua afeta as marés: a explicação científica"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-influye-la-luna-en-las-mareas-la-explicacion-cientifica-1760989610478_320.jpeg" alt="Como a Lua afeta as marés: a explicação científica"></a></article></aside><p>Esta é a chave. <strong>Não se trata de a atração ser mais forte, mas sim de como essa gravidade é distribuída de forma desigual pelo planeta</strong>. Isto reforça as deformações do oceano. As marés altas ficam mais altas e as marés baixas ficam mais baixas. Por outras palavras, a amplitude das marés aumenta.</p><p>Por outro lado, durante as <strong>fases </strong>de <strong>q</strong><strong>uarto crescente</strong> e<strong> quarto minguante </strong>da Lua, a Lua e o Sol formam um ângulo próximo a 90° em relação à Terra. Nestas condições, ocorrem marés de quadratura, nas quais <strong>a diferença entre a maré alta e a maré baixa (a sua amplitude) é menor</strong>.</p><h2>Da região<br></h2><p>Ao contrário da maioria dos lugares, <strong>alguns apresentam um padrão diurno, com uma única maré alta e baixa por dia</strong>, enquanto <strong>outros exibem um padrão misto</strong>. Estas variações resultam da interação entre o forçamento astronómico e as condições locais.</p><p>Sim, o <strong>alinhamento astronómico </strong>determina o ritmo, mas a intensidade real das marés varia de lugar para lugar em redor do mundo. Depende de fatores locais como:</p><ul></ul><ul><li>Forma da costa </li><li>Profundidade do fundo marinho </li><li>Geometria das bacias (baías, golfos, estuários)</li></ul><p>Existem regiões onde a configuração geográfica favorece a ressonância, quando o tempo que a água leva para oscilar dentro de uma baía ou golfo coincide com o ritmo da maré. Nestes locais, a água acumula-se de forma mais eficiente, resultando em marés excecionalmente altas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-fuerza-invisible-que-mueve-el-mar-como-la-luna-y-el-sol-crean-mareas-extremas-1776745798716.png" data-image="uc0h83cjxkqg"><figcaption>As ondas de tempestade ou marés altas estão associadas a sistemas meteorológicos intensos, como ciclones tropicais.</figcaption></figure><p>Por outro lado, <strong>em costas abertas ou extensas plataformas continentais, a energia das marés é distribuída de forma mais uniforme</strong> e as variações do nível do mar tendem a ser mais subtis. É por isso que, em alguns lugares, as marés atingem vários metros (como na Baía de Fundy, no Canadá, ou no Estuário dos Sete Rios, no Reino Unido), enquanto noutros são quase impercetíveis.</p><h2>Nem tudo o que sobe é maré</h2><p>Outros fenómenos, como <strong>ventos, chuvas, cheias de rios, ciclones e tsunamis, frequentemente causam alterações no nível do mar</strong>. Mas essas variações, assim como os fenómenos que as causam, são ocasionais. E <strong>não podem ser classificadas como marés</strong>. Porquê? Porque não são causadas pela gravidade, nem possuem periodicidade.</p><p>As <strong>marés são processos astronómicos regulares e previsíveis</strong>. Não, elas não dependem das condições climáticas. Mas interagem com elas e podem amplificar os seus efeitos na costa. Compreender isto é fundamental. Quando coincidem com tempestades ou eventos extremos, podem aumentar o risco de inundações. Porque o nível do mar não parte do zero.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-forca-invisivel-que-move-o-mar-como-a-lua-e-o-sol-criam-mares-extremas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A “melhor maneira de conhecer Dubrovnik”? Numa bicicleta suspensa a 300 metros de altura]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-melhor-maneira-de-conhecer-dubrovnik-numa-bicicleta-suspensa-a-300-metros-de-altura.html</link><pubDate>Mon, 27 Apr 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Na Croácia, há uma nova experiência radical que desafia os mais corajosos: pedalar numa bicicleta suspensa a 300 metros de altura, com vistas únicas sobre a cidade e o Adriático.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-melhor-maneira-de-conhecer-dubrovnik-numa-bicicleta-suspensa-a-300-metros-de-altura-1777105359834.jpg" data-image="tcpq7963gldw" alt="Sky Bike" title="Sky Bike"><figcaption>Pode parecer improvável, mas a experiência existe e já conquistou Dubrovnik. Foto: Sky Bike Dubrovnik</figcaption></figure><p>Não se deixe enganar. Não precisa de passar horas no ginásio para obter benefícios para a saúde. Aliás, bastam 10 minutos numa bicicleta estática para conseguir melhorias relevantes para o organismo. </p><p>Segundo uma investigação citada pelo <em>site </em>‘El Cronista’, sessões compostas por <em>sprints</em> de 4 segundos, intercalados com breves períodos de descanso entre 15 e 30 segundos, podem ser suficientes para <strong>gerar adaptações positivas</strong> quando realizadas de forma consistente. </p><p>Depois deste método ser aplicado ao longo de oito semanas, com sessões realizadas três vezes por semana, os resultados mostraram <strong>melhorias na capacidade pulmona</strong><strong>r</strong>, assim como <strong>aumentos na resistência aeróbica e anaeróbica</strong>.</p><p>Agora, imagine os benefícios que terá ao pedalar a<strong> 300 metros de altura</strong>. Sim, a experiência é real e já é viral na Croácia. </p><p>A 16 de março, a Sky Bike regressou a <strong>Dubrovnik </strong>para desafiar os mais corajosos. </p><h2>300 metros acima de Dubrovnik</h2><p>Seria capaz de andar de bicicleta num<strong> cabo suspenso a 300 metros de altura</strong>? Quem aceita o desafio é recompensado com toda a beleza da localidade. Isto porque, ao longo dos cerca de 150 metros de percurso, é possível ver a cidade, considerada um dos núcleos medievais mais bem conservados da Europa, com muralhas erguidas sobretudo entre os séculos XIII e XVI. Ao mesmo tempo, sobressaem as paisagens sobre a Ilha de Lokrum, uma área protegida localizada a aproximadamente 600 metros da linha costeira.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-melhor-maneira-de-conhecer-dubrovnik-numa-bicicleta-suspensa-a-300-metros-de-altura-1777105469482.jpg" data-image="fdehbfrtetgx" alt="Sky Bike" title="Sky Bike"><figcaption>Pedalar a 300 metros de altura? Esta experiência radical já chegou a Dubrovnik. Foto:Sky Bike Dubrovnik </figcaption></figure><p>Esta é, assumidamente, “<strong>a melhor maneira de descobrir a beleza da região de Dubrovnik</strong>.” </p><p>“Proporciona vistas panorâmicas da paisagem circundante e uma incrível descarga de adrenalina”, lê-se no<em> site</em>.</p><div class="texto-destacado">A sensação “é semelhante a flutuar, enquanto se pedala suavemente através do ar, muitas vezes acompanhado pela brisa natural proveniente do Adriático”, acrescentam os responsáveis.</div><p>E, claro, que <strong>a segurança é sempre garantida</strong>. As bicicletas incluem assentos ergonómicos, sistemas de arnês robustos e mecanismos de propulsão (para quando as pernas deixarem de funcionar devido ao medo). </p><h2>Combinar um desporto radical com a beleza da natureza</h2><p>Como é que terá aparecido esta ideia? Segundo os responsáveis, a experiência surgiu como uma ideia para combinar a emoção dos desportos radicais “com a beleza da natureza, proporcionando uma aventura única e inesquecível para todas as idades”. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="673864" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/prepare-se-para-o-desafio-ja-pode-pedalar-na-ciclovia-que-liga-8-paises-dos-balcas.html" title="Prepare-se para o desafio: já pode pedalar na ciclovia que liga 8 países dos Balcãs">Prepare-se para o desafio: já pode pedalar na ciclovia que liga 8 países dos Balcãs</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/prepare-se-para-o-desafio-ja-pode-pedalar-na-ciclovia-que-liga-8-paises-dos-balcas.html" title="Prepare-se para o desafio: já pode pedalar na ciclovia que liga 8 países dos Balcãs"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/prepare-se-para-o-desafio-ja-pode-pedalar-na-ciclovia-que-liga-8-paises-dos-balcas-1726084232087_320.jpg" alt="Prepare-se para o desafio: já pode pedalar na ciclovia que liga 8 países dos Balcãs"></a></article></aside><p>“A nossa missão é permitir que as pessoas <strong>explorem a natureza</strong> a partir de uma <strong>perspetiva totalmente nova</strong>, criando memórias que perdurarão para toda a vida”, garantem.</p><p>Quanto às reservas, estas podem ser feitas<em> online </em>e custam<strong> 35€</strong>. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-melhor-maneira-de-conhecer-dubrovnik-numa-bicicleta-suspensa-a-300-metros-de-altura.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O papel dos satélites na meteorologia: como observamos o tempo a partir do espaço]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-papel-dos-satelites-na-meteorologia-como-observamos-o-tempo-a-partir-do-espaco.html</link><pubDate>Mon, 27 Apr 2026 06:21:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Os satélites meteorológicos são fundamentais para prever o estado do tempo. A partir do espaço, observam nuvens, temperatura e humidade, permitindo acompanhar tempestades em tempo real e melhorar a precisão das previsões.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-papel-dos-satelites-na-meteorologia-como-observamos-o-tempo-a-partir-do-espaco-1777043131263.jpg" data-image="rdeblmgcx8y0" alt="Satélites" title="Satélites"><figcaption>Geoestacionários ou polares, com sensores visíveis, infravermelhos e micro-ondas: descubra como os satélites observam a atmosfera e porque são essenciais para a previsão do tempo moderna.</figcaption></figure><p>Quando consultamos imagens de nuvens ou acompanhamos a evolução de uma tempestade, raramente pensamos na tecnologia por trás dessas observações. No entanto,<strong> a meteorologia depende fortemente de satélites que orbitam a Terra e monitorizam continuamente a atmosfera.</strong> Sem estes sistemas, seria impossível acompanhar fenómenos à escala global ou alimentar os modelos numéricos que utilizamos diariamente nas previsões do tempo.</p><h2> Porque são os satélites essenciais na meteorologia?</h2><p>A atmosfera não tem fronteiras e grande parte do planeta, como os oceanos ou regiões remotas, não dispõe de estações meteorológicas. Os satélites permitem ultrapassar essa limitação, oferecendo uma visão global e contínua da Terra. <strong>Atualmente existem 322 satélites de observação da Terra em órbita, operados por 93 agências espaciais e organizações em todo o mundo,</strong> que fornecem dados essenciais para monitorizar o estado da atmosfera em tempo real.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/o-papel-dos-satelites-na-meteorologia-como-observamos-o-tempo-a-partir-do-espaco-1777043357847.jpg" data-image="2iiciktgi9l5" alt="Satélite" title="Satélite"><figcaption>O primeiro satélite meteorológico, TIROS-1.</figcaption></figure><p>O primeiro satélite meteorológico, o TIROS-1, foi lançado em 1960, marcando o início de uma nova era na observação do tempo.</p><h2> Satélites geoestacionários e Satélites de órbita polar </h2><p> Existem dois tipos principais de satélites meteorológicos, que se distinguem pela forma como orbitam a Terra. Os<strong> satélites geoestacionários</strong> permanecem aparentemente fixos sobre a mesma região, orbitando à mesma velocidade de rotação do planeta. Esta característica permite uma monitorização contínua, sendo particularmente útil para acompanhar a evolução de tempestades em tempo quase real. No entanto, essa posição mais distante implica uma menor resolução espacial.</p><p>Por outro lado, os <strong>satélites de órbita polar </strong>percorrem o planeta de polo a polo, cobrindo toda a superfície terrestre ao longo do tempo. Embora não observem continuamente o mesmo ponto, oferecem imagens com maior detalhe, sendo fundamentais para análises mais precisas da atmosfera e da superfície terrestre. </p><p>De forma simples, pode dizer-se que os<strong> satélites geoestacionários privilegiam a continuidade, enquanto os polares oferecem maior detalhe. </strong></p><h2> Mas afinal, como é que os satélites “veem” a atmosfera?</h2><p>Ao contrário do olho humano, estes sistemas não captam apenas imagens visíveis. Em vez disso, <strong>medem radiação eletromagnética emitida ou refletida pela Terra e pela atmosfera, em diferentes comprimentos de onda.</strong></p><div class="texto-destacado">De forma geral, existem sensores passivos, que recebem a radiação natural emitida ou refletida pelo sistema Terra-atmosfera, e sensores ativos, que emitem a sua própria radiação eletromagnética e analisam o sinal de retorno. </div><p>Cada um destes métodos, bem como os <strong>diferentes comprimentos de onda utilizados, fornecem informação distinta e complementar sobre o estado do sistema atmosférico. </strong></p><p> A <strong>luz visível</strong> permite observar as nuvens de forma semelhante a uma fotografia, sendo especialmente útil para identificar estruturas atmosféricas e sistemas meteorológicos à superfície. No entanto, esta observação depende da luz solar e, por isso,<strong> só está disponível durante o dia. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-papel-dos-satelites-na-meteorologia-como-observamos-o-tempo-a-partir-do-espaco-1777042587125.png" data-image="27cotn8103k0" alt="Luz visível" title="Luz visível"><figcaption>Nas imagens visíveis, quanto mais branca for a nuvem, maior é a sua refletividade e, geralmente, a sua espessura. Nuvens muito brilhantes estão frequentemente associadas a sistemas mais ativos, como frentes ou áreas de convecção. Já as zonas mais acinzentadas ou difusas correspondem a nuvens mais finas. O contraste entre terra, oceano e nuvens permite também perceber a organização dos sistemas atmosféricos com bastante detalhe.</figcaption></figure><p>Já o<strong> infravermelho</strong> mede a energia térmica emitida pelos objetos, permitindo estimar a temperatura das nuvens e observar a atmosfera tanto de dia como de noite. Esta capacidade é essencial para<strong> identificar nuvens altas e tempestades intensas, associadas a sistemas convectivos.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-papel-dos-satelites-na-meteorologia-como-observamos-o-tempo-a-partir-do-espaco-1777042468079.png" data-image="yziq9gsz8rwh" alt="Infravermelho" title="Infravermelho"><figcaption>Ao contrário do visível, o infravermelho funciona de dia e de noite. Nuvens muito frias (cores mais intensas) são geralmente mais altas e estão frequentemente associadas a tempestades ou convecção ativa. Por outro lado, áreas mais escuras indicam temperaturas mais elevadas, correspondendo à superfície terrestre ou oceânica ou a nuvens baixas. Este tipo de imagem é essencial para identificar sistemas convectivos e avaliar a intensidade potencial de uma tempestade.</figcaption></figure><p>Existe ainda um canal específico dedicado ao <strong>vapor de água</strong>, que permite acompanhar a<strong> humidade na atmosfera média e alta</strong> e identificar padrões de circulação, como os rios atmosféricos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-papel-dos-satelites-na-meteorologia-como-observamos-o-tempo-a-partir-do-espaco-1777044234356.png" data-image="pfox37e6mmja" alt="Vapor de água" title="Vapor de água"><figcaption>As imagens de vapor de água permitem observar o movimento do ar em altitude, destacando estruturas como cavados, cristas e correntes de jato. Regiões mais claras indicam ar húmido e frequentemente ascendente, enquanto zonas escuras correspondem a ar seco e descendente. Este canal é particularmente útil para identificar a dinâmica atmosférica que está “por trás” da formação de nuvens e sistemas meteorológicos.</figcaption></figure><p>Por sua vez, os<strong> sensores de micro-ondas</strong> conseguem penetrar através das nuvens, fornecendo informação sobre precipitação e estrutura interna dos sistemas meteorológicos, algo que outros comprimentos de onda não conseguem captar. </p><div class="texto-destacado"> Cada um destes “olhares” sobre a atmosfera funciona como um conjunto de lentes diferentes para construir uma visão mais completa e tridimensional da atmosfera. </div><p> Os dados recolhidos por estes sensores são fundamentais para a previsão do tempo, sendo integrados no processo de assimilação de dados que alimenta os modelos meteorológicos. Estes dados permitem <strong>definir o estado inicial da atmosfera com elevada precisão,</strong> o que é essencial para a qualidade das previsões.</p><p>É a partir desta base que modelos como o europeu conseguem simular a evolução do tempo, prever tempestades, acompanhar ciclones ou identificar rios atmosféricos.<strong> O satélite, por si só, não faz a previsão, mas sem ele o modelo não consegue funcionar de forma eficaz. </strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-papel-dos-satelites-na-meteorologia-como-observamos-o-tempo-a-partir-do-espaco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[De junho a agosto: revelamos as primeiras tendências para o verão em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/de-junho-a-agosto-revelamos-as-primeiras-tendencias-para-o-verao-em-portugal.html</link><pubDate>Mon, 27 Apr 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O modelo europeu atualizou a sua previsão para o verão em Portugal. Além do calor, estão em perspetiva possíveis surpresas, com trovoadas no interior e mais chuva do que o normal nos Arquipélagos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/de-junho-a-agosto-revelamos-as-primeiras-tendencias-para-o-verao-em-portugal-1777247465687.jpg" data-image="g3pjn71gbiif"><figcaption>Análise às primeiras tendências para o verão 2026 em Portugal. Das temperaturas à precipitação, saiba o que revela o modelo de referência da Meteored.</figcaption></figure><p>A primavera climatológica ainda tem pouco mais de 1 mês diante de si. Recordemos que, do ponto de vista climatológico, a estação primaveril termina a 31 de maio. No entanto, para os portugueses e estrangeiros que já estão a planear as viagens que farão nas férias de verão pelo nosso país, <strong>importa saber as primeiras tendências do tempo que os poderá esperar na estação estival</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Para a Climatologia, o verão arranca a 1 de junho e termina a 31 de agosto</strong>. Neste período de três meses são registadas as temperaturas mais elevadas do ano e a precipitação tende a ser bastante escassa em praticamente todo o país. Ainda assim, há anos em que ocorrem surpresas...</div><p><strong>O modelo sazonal do ECMWF, no seu sistema SEAS5, atualizou as suas primeiras tendências para o verão climatológico de 2026 na Europa</strong>. A previsão é concebida a partir de um conjunto de 51 ensembles relativos ao período climatológico de referência entre 1993 e 2016 e fornece uma primeira aproximação no que concerne ao possível comportamento da atmosfera ao longo deste próximo trimestre estival.</p><h2>Camadas médias da troposfera: qual a dinâmica expectável?</h2><p>Uma das variáveis meteorológicas que melhores pistas oferece neste tipo de análises é o <strong>geopotencial a 500 hPa, ou seja, a altitude a que se teria de subir na atmosfera </strong>para atingir este valor de pressão.<strong> Valores elevados </strong>deste parâmetro demonstram que a troposfera, nas camadas médias (em média a 5500 m) <strong>expande-se</strong>, o que está diretamente relacionado com<strong> sistemas de altas pressões à superfície</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/de-junho-a-agosto-revelamos-as-primeiras-tendencias-para-o-verao-em-portugal-1777246454975.jpg" data-image="eg5qoyfxpu2l"><figcaption>Mapa sazonal do modelo Europeu em relação às anomalias do geopotencial a 500 hPa à escala global para o próximo trimestre estival.</figcaption></figure><p>Na imagem acima constata-se que existe uma <strong>probabilidade de cerca de 60 a 70% de que, em Portugal continental, o valor médio do geopotencial 500 hPa para o próximo trimestre de verão (JJA) seja superior ao tercil superior</strong> do registo estabelecido no período 1993-2016, o que sugere a ideia de que na nossa geografia haveria uma probabilidade elevada de uma maior prevalência de tempo anticiclónico.</p><p>Todavia, <strong>observa-se uma certa redução desta probabilidade nos Arquipélagos dos Açores e da Madeira, com valores que, por vezes, rondam os 50-60%</strong>, o que poderá indicar um domínio um pouco menos evidente do tempo estável nestas regiões insulares portuguesas durante o próximo verão, embora isso ainda tenha de ser confirmado mais adiante.</p><h2>Um verão abrasador e com risco de trovoadas?</h2><p>Em relação à <strong>temperatura à superfície</strong>, vislumbra-se uma<strong> probabilidade média-alta de os valores serem mais elevados </strong>do que o período climatológico de referência em<strong> grande parte de Portugal continental </strong>e Arquipélago dos <strong>Açores</strong>, destacando-se no Continente as Regiões <strong>Norte, Centro e Alto Alentejo</strong>.</p><p>No arquipélago da <strong>Madeira observa-se uma probabilidade ligeiramente mais reduzida</strong> do que nas outras duas unidades territoriais portuguesas, mas mesmo assim considerável. Por último, verifica-se uma <strong>maior incerteza</strong> no extremo sul de Portugal continental (região do <strong>Algarve</strong>),<strong> onde não existe uma tendência definida</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/de-junho-a-agosto-revelamos-as-primeiras-tendencias-para-o-verao-em-portugal-1777246720470.jpg" data-image="zuuq7ccmzww8"><figcaption>Observando somente o mapa de anomalia térmica de junho 2026, o Norte, o Centro e várias zonas do Alentejo poderão registar temperaturas acima do habitual nesse mês, o que converge, em grande medida, com a tendência para o período estival (trimestre junho-julho-agosto) salientada pelo modelo ECMWF, e analisada nos parágrafos acima.</figcaption></figure><p>Centrando agora a atenção na <strong>chuva</strong>, o modelo europeu revela uma probabilidade de cerca de<strong> 50 a 60% de que, nalgumas ilhas dos Açores (Grupo Oriental) e no Arquipélago da Madeira</strong>, os valores de precipitação se situem <strong>acima do tercil superior</strong> do período climático de referência. Nos Grupos Central e Ocidental a probabilidade observada ronda os 40-50%.</p><p><strong>A possibilidade de que o estado do tempo nestes territórios insulares possa ser ligeiramente mais húmido do que o habitual</strong> poderá estar relacionado com a probabilidade mais reduzida de nestas área se registar valores elevados do geopotencial 500 hPa, tal como descrito alguns parágrafos acima. <strong>De norte a sul de Portugal continental predomina a incerteza</strong>, mas recordemo-nos que, de acordo com os dados climatológicos,<strong> as trovoadas de verão surgem com alguma frequência na faixa do interior</strong>, por exemplo em distritos como os de Vila Real, Bragança, Guarda e/ou Beja (entre outros).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765797" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-tempo-em-portugal-vai-mudar-a-corrente-de-jato-polar-vai-estar-muito-ondulada-na-proxima-semana-alerta-ana-palma.html" title="O tempo em Portugal vai mudar: 'a corrente de jato polar vai estar muito ondulada na próxima semana', alerta Ana Palma">O tempo em Portugal vai mudar: "a corrente de jato polar vai estar muito ondulada na próxima semana", alerta Ana Palma</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-tempo-em-portugal-vai-mudar-a-corrente-de-jato-polar-vai-estar-muito-ondulada-na-proxima-semana-alerta-ana-palma.html" title="O tempo em Portugal vai mudar: 'a corrente de jato polar vai estar muito ondulada na próxima semana', alerta Ana Palma"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-tempo-em-portugal-vai-mudar-a-corrente-de-jato-polar-vai-estar-muito-ondulada-na-proxima-semana-alerta-ana-palma-1777204173347_320.png" alt="O tempo em Portugal vai mudar: 'a corrente de jato polar vai estar muito ondulada na próxima semana', alerta Ana Palma"></a></article></aside><p>Em suma, as primeiras projeções sugerem um<strong> verão de 2026 com um sinal quente bastante consistente em vastas áreas de Portugal, especialmente no Norte, Centro e Alto Alentejo</strong>. A possibilidade de uma maior prevalência de situações anticiclónicas nas imediações da Península Ibérica reforça esta tendência, embora com nuances em algumas zonas do Continente e nos Arquipélagos dos Açores e da Madeira.</p><p>Contudo, a incerteza continua a ser muito significativa, pelo que há que <strong>acompanhar a próxima atualização desta previsão a fim de se poder confirmar, ou descartar, a sua consolidação</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/de-junho-a-agosto-revelamos-as-primeiras-tendencias-para-o-verao-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A linguagem humana é bem mais antiga do que pensávamos ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-linguagem-humana-e-bem-mais-antiga-do-que-pensavamos.html</link><pubDate>Sun, 26 Apr 2026 13:34:29 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Novas evidências científicas indicam que os neandertais partilhavam connosco bases genéticas da linguagem, sugerindo que a comunicação complexa pode ter surgido muito antes do Homo sapiens.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-linguagem-humana-e-bem-mais-antiga-do-que-pensavamos-1777209596756.jpg" data-image="myuqi06weoyx" alt="Neandertais" title="Neandertais"><figcaption>Estudo genético sugere que a base da linguagem já existia antes da separação entre humanos modernos e neandertais.</figcaption></figure><p>A capacidade de linguagem é uma das características mais <strong>distintivas do ser humano moderno</strong>.</p><p>Durante décadas, cientistas debateram quando e como essa habilidade surgiu e, sobretudo, se os <em>neandertais</em>, <strong>os nossos parentes evolutivos mais próximos, eram capazes de falar</strong>.</p><p>Um novo estudo publicado na revista <em>Science Advances</em>, juntamente com análises recentes divulgadas na imprensa científica, está a reformular profundamente essa questão.</p><h2>O papel inesperado da genética</h2><p>O estudo centra-se em regiões específicas do genoma chamadas <strong>HAQERs</strong> (<em>Human Ancestor Quickly Evolved Regions</em>).</p><p>Estas regiões não são genes no sentido tradicional, mas sim <strong>sequências reguladoras que funcionam como “interruptores” ou “botões de volume”</strong> que controlam a atividade de outros genes ligados à linguagem. </p><p>Apesar de representarem menos de 0,1% do genoma humano, estas regiões têm um <strong>impacto desproporcional na capacidade linguística</strong>, até centenas de vezes superior ao de outras partes do ADN. </p><p>O dado mais surpreendente é que estas estruturas genéticas <strong>não são exclusivas do <em>Homo sapiens</em></strong>.</p><p>Pelo contrário, <strong>já existiam antes da separação evolutiva</strong> entre humanos modernos e <em>neandertais</em>, há centenas de milhares de anos. </p><h2>Um estudo baseado em crianças modernas</h2><p>Para chegar a estas conclusões, os investigadores <strong>analisaram dados genéticos e linguísticos</strong> de centenas de crianças.</p><p>Ao correlacionar diferenças no ADN com capacidades linguísticas individuais, <strong>conseguiram identificar quais as regiões genéticas mais relevantes para o desenvolvimento da linguagem. </strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="370711" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/clima-subartico-para-o-primeiro-homo-sapiens-na-europa-adaptacao.html" title="Clima subártico para o primeiro Homo sapiens na Europa">Clima subártico para o primeiro Homo sapiens na Europa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/clima-subartico-para-o-primeiro-homo-sapiens-na-europa-adaptacao.html" title="Clima subártico para o primeiro Homo sapiens na Europa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/clima-subartico-para-o-primeiro-homo-sapiens-na-europa-370711-3_320.png" alt="Clima subártico para o primeiro Homo sapiens na Europa"></a></article></aside><p>Este método é particularmente importante porque <strong>permite ligar diretamente genética e comportamento, algo raro em estudos evolutivos</strong>. A partir daí, os cientistas rastrearam a origem dessas regiões no tempo evolutivo, descobrindo que são muito mais antigas do que se pensava.</p><p>A conclusão mais impactante é que <strong>os <em>neandertais</em> possuíam, provavelmente, a base biológica necessária para a linguagem</strong>. Ou seja, tinham a genética essencial, ainda que a complexidade cultural e cognitiva pudesse ser diferente. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Alguns destes elementos genéticos podem ter sido até mais frequentes nos <em>neandertais</em> do que nos humanos atuais.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Isso sugere que <strong>a capacidade para linguagem não surgiu de forma abrupta nos humanos modernos</strong>, mas sim como resultado de um processo evolutivo gradual e partilhado.</p><h2>Para além do gene FOXP2</h2><p>Durante anos, o <strong>gene FOXP2</strong> foi considerado a chave da linguagem humana.</p><p>No entanto, este novo estudo mostra que ele <strong>é apenas uma peça de um sistema muito mais complexo</strong>. Em vez de um único “gene da linguagem”, existe uma rede de elementos reguladores que trabalham em conjunto para moldar essa capacidade. </p><p>Este avanço <strong>ajuda a explicar por que a linguagem é tão sofisticada</strong> e difícil de reduzir a um único fator biológico.</p><h2>Evidências complementares: cultura e comportamento</h2><p>Há muito que arqueólogos apontam que os <em>neandertais</em> exibiam comportamentos complexos, como <strong>produção de ferramentas, arte simbólica e organização social</strong>, que provavelmente exigiriam algum tipo de comunicação avançada. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-linguagem-humana-e-bem-mais-antiga-do-que-pensavamos-1777209616717.jpg" data-image="ez11m5l3oii0" alt="Comunicação" title="Comunicação"><figcaption>Representação de neandertais destaca a possibilidade de utilizarem formas complexas de comunicação semelhantes às dos humanos modernos.</figcaption></figure><p>Além disso, estudos anteriores sugerem que eles <strong>possuíam características anatómicas e neurológicas compatíveis com a fala</strong>, embora talvez com limitações em relação aos humanos modernos. </p><p>No seu conjunto, <strong>estas descobertas desafiam a ideia tradicional de que a linguagem é uma inovação exclusiva e recente </strong>do <em>Homo sapiens</em>. Em vez disso, apontam para uma origem muito mais antiga, enraizada em ancestrais comuns aos humanos e neandertais.</p><p>Isto não significa necessariamente que os neandertais falassem como nós, com gramática complexa e vocabulário rico, mas sugere que tinham <strong>capacidades comunicativas muito mais avançadas do que se pensava</strong>.</p><h3><em>Referência do artigo:</em></h3><p><em>Lucas G. Casten, Tanner Koomar, Taylor R. Thomas, Jin-Young Koh, "<a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.aed5260#tab-contributors">Ancient regulatory evolution shapes individual language abilities in present-day humans</a>". Science Advances, 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-linguagem-humana-e-bem-mais-antiga-do-que-pensavamos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O tempo em Portugal vai mudar: "a corrente de jato polar vai estar muito ondulada na próxima semana", alerta Ana Palma]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-tempo-em-portugal-vai-mudar-a-corrente-de-jato-polar-vai-estar-muito-ondulada-na-proxima-semana-alerta-ana-palma.html</link><pubDate>Sun, 26 Apr 2026 12:00:34 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A corrente de jato polar mais ondulada deverá condicionar o tempo em Portugal continental, trazendo um início de semana com temperaturas elevadas e uma mudança progressiva a partir de quarta-feira, com entrada de ar mais fresco e maior influência atlântica.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-tempo-em-portugal-vai-mudar-a-corrente-de-jato-polar-vai-estar-muito-ondulada-na-proxima-semana-alerta-ana-palma-1777204278902.png" data-image="shmz50p51460" alt="Corrente de jato polar ondulada sobre o Atlântico e Europa Ocidental" title="Corrente de jato polar ondulada sobre o Atlântico e Europa Ocidental"><figcaption>Mapa de vento a cerca de 300 hPa (nível da atmosfera em altitude, onde circula a corrente de jato) para quarta-feira à tarde evidencia uma corrente de jato polar fortemente ondulada sobre o Atlântico e a Europa Ocidental, com um cavado a oeste da Península Ibérica, associado à mudança do tempo em Portugal.</figcaption></figure><p>O padrão atmosférico sobre o Atlântico Norte e a Europa Ocidental deverá apresentar maior ondulação da corrente de jato polar, influenciando o tempo em Portugal continental na próxima semana. Esta configuração em altitude traduz-se numa <strong>circulação mais irregular, com cavados e cristas bem definidos,</strong> responsável por uma mudança do estado do tempo ao longo dos próximos dias.</p><h2>Início da semana marcado por circulação de sul e subida da temperatura</h2><p>Entre segunda e terça-feira, o território estará sob influência de uma circulação de sul a sudoeste em altitude, associada a uma depressão posicionada a oeste dos Açores. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Este padrão favorece o transporte de ar mais quente para a Península Ibérica, conduzindo a uma subida acentuada da temperatura, sobretudo no interior. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-tempo-em-portugal-vai-mudar-a-corrente-de-jato-polar-vai-estar-muito-ondulada-na-proxima-semana-alerta-ana-palma-1777202576656.png" data-image="d5nzze7k3wl8"><figcaption>Mapa de temperatura à superfície para segunda-feira à tarde evidencia valores elevados em grande parte do território, com maior intensidade no interior, refletindo o transporte de ar mais quente associado ao fluxo de sul.</figcaption></figure><p>As máximas deverão atingir 26 a 30 °C no Alentejo, vale do Tejo e interior Centro, enquanto no litoral variam entre 20 e 24 °C, com vento fraco a moderado e ambiente seco.</p><h2>Ondulação da corrente de jato traz mudança e maior influência atlântica</h2><p>A partir de quarta-feira, <strong>a ondulação da corrente de jato torna-se mais evidente, permitindo a aproximação de um cavado atlântico e o reforço da influência marítima</strong>. A temperatura desce de forma clara, com valores entre 17 e 22 °C no interior e ligeiramente superiores no Sul. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-tempo-em-portugal-vai-mudar-a-corrente-de-jato-polar-vai-estar-muito-ondulada-na-proxima-semana-alerta-ana-palma-1777202640911.png" data-image="on4ay98lsovz"><figcaption>Ao longo da tarde de quarta-feira, a nebulosidade aumenta e surgem aguaceiros dispersos, sobretudo no Norte e Centro, num contexto de maior instabilidade associado à aproximação de um cavado atlântico.</figcaption></figure><p>O<strong> vento passa a predominar do quadrante oeste</strong> e ganha intensidade durante a tarde, aumentando a nebulosidade e a humidade do ar. Poderão ocorrer aguaceiros fracos a moderados e dispersos, mais prováveis nas regiões a norte do Tejo.</p><p>Entre quinta e sexta-feira, o fluxo de oeste instala-se de forma mais persistente, consolidando um regime mais fresco e variável. As temperaturas mantêm-se moderadas, com máximas entre 18 e 22 °C e <strong>menor amplitude térmica diária</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-tempo-em-portugal-vai-mudar-a-corrente-de-jato-polar-vai-estar-muito-ondulada-na-proxima-semana-alerta-ana-palma-1777202514614.png" data-image="6fwcimab97cf"><figcaption>Ao longo da tarde de sexta-feira, persiste a influência atlântica, com céu variável e ocorrência de aguaceiros fracos e dispersos, sobretudo no Norte e Centro.</figcaption></figure><p><strong>O céu apresenta períodos de maior nebulosidade, alternando com abertas, e persistem condições para aguaceiros ocasionais</strong>, sobretudo durante a tarde nas regiões do Norte e Centro. O vento sopra moderado, por vezes com rajadas no litoral e terras altas, contribuindo para uma sensação térmica mais fresca, sobretudo junto ao litoral e durante a tarde.</p><h2>Fluxo de noroeste mantém ambiente mais fresco e estável</h2><p>Durante o fim de semana, o padrão mantém-se condicionado por esta circulação ondulada, com domínio de fluxo de noroeste e valores térmicos estáveis. As temperaturas não deverão sofrer alterações significativas, enquanto a <strong>nebulosidade será variável e a probabilidade de precipitação tende a diminuir</strong>, embora não se excluam aguaceiros pontuais no Norte.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765695" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-grande-massa-de-ar-frio-vai-espalhar-se-pela-europa-na-quarta-feira-dia-29-o-que-vai-acontecer-em-portugal.html" title="Uma grande massa de ar frio vai espalhar-se pela Europa na quarta-feira, dia 29: o que vai acontecer em Portugal?">Uma grande massa de ar frio vai espalhar-se pela Europa na quarta-feira, dia 29: o que vai acontecer em Portugal?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-grande-massa-de-ar-frio-vai-espalhar-se-pela-europa-na-quarta-feira-dia-29-o-que-vai-acontecer-em-portugal.html" title="Uma grande massa de ar frio vai espalhar-se pela Europa na quarta-feira, dia 29: o que vai acontecer em Portugal?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/uma-grande-massa-de-ar-frio-vai-espalhar-se-pela-europa-na-quarta-feira-dia-29-o-que-vai-acontecer-em-portugal-1777158309347_320.jpg" alt="Uma grande massa de ar frio vai espalhar-se pela Europa na quarta-feira, dia 29: o que vai acontecer em Portugal?"></a></article></aside><p>Esta evolução reflete o impacto de uma corrente de jato polar mais ondulada, que <strong>impede a persistência de condições estáveis</strong> e favorece a alternância entre períodos mais quentes e fases de maior influência atlântica.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-tempo-em-portugal-vai-mudar-a-corrente-de-jato-polar-vai-estar-muito-ondulada-na-proxima-semana-alerta-ana-palma.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Astrónomos detetam contaminantes terrestres em meteoritos analisados ​​na Terra e propõem novos protocolos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/astronomos-detectam-contaminantes-terrestres-em-meteoritos-analisados-na-terra-e-propoem-novos-protocolos.html</link><pubDate>Sun, 26 Apr 2026 10:02:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma equipa da Universidade do País Basco detetou contaminantes, incluindo tinta, em meteoritos marcianos. A descoberta coloca em xeque algumas análises anteriores e exige protocolos mais rigorosos para futuras missões de recolha de amostras.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-astronomos-detectan-contaminantes-terrestres-en-meteoritos-analizados-en-la-tierra-proponen-nuevos-protocolos-1776959149287.jpg" data-image="5p6c7pixyfbw" alt="Marte, amostras" title="Marte, amostras"><figcaption>Os compostos detetados pertencem realmente ao meteorito ou são produto do procedimento laboratorial?</figcaption></figure><p>A análise de meteoritos marcianos acaba de revelar um alerta crucial para a ciência planetária. Um grupo de investigação da Universidade do País Basco (EHU) identificou a <strong>presença de contaminantes — incluindo vestígios de tinta — em amostras provenientes de Marte</strong>. Longe de ser um detalhe insignificante, a descoberta levanta questões sobre a precisão de alguns estudos e ressalta a <strong>necessidade de fortalecer os protocolos de laboratório</strong>.</p><p>Estes fragmentos extraterrestres são peças fundamentais para a compreensão da história geológica de outros corpos do sistema solar. A sua composição química e mineralógica permite reconstruir processos que ocorreram há milhões de anos, mesmo em planetas onde estudos diretos aprofundados ainda não foram possíveis. Mas, se essas amostras forem alteradas,<strong> o risco de interpretação errónea dos dados aumenta consideravelmente</strong>.</p><h2>O desafio de estudar materiais alterados</h2><p>Desde 2014, o grupo IBeA da EHU trabalha em colaboração com a NASA através de um acordo com o Centro Espacial Johnson, que lhes fornece meteoritos para análise. Sob a direção do Professor Juan Manuel Madariaga, a equipa especializa-se em<strong> química analítica aplicada em materiais extraterrestres</strong> e também mantém a sua própria coleção de amostras.</p><p>O processo de estudo não é simples. Quando os meteoritos entram na atmosfera da Terra, sofrem transformações intensas devido às altas temperaturas e pressões. Como resultado, desenvolvem uma crosta externa alterada que não reflete com precisão a sua composição original. Para evitar esse problema, os <strong>cientistas trabalham com o interior das rochas, o que envolve cortar, polir e preparar sub-amostras</strong>.</p><p>E é aí que está o desafio.</p><h2>Contaminação invisível, mas decisiva</h2><p>Durante a preparação dessas sub-amostras, são utilizadas <strong>ferramentas, solventes e materiais que, em alguns casos, podem deixar resíduos difíceis de remover</strong>. Como explicou a investigadora Leire Coloma, estes contaminantes podem interferir nas análises a ponto de gerar interpretações erróneas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-astronomos-detectan-contaminantes-terrestres-en-meteoritos-analizados-en-la-tierra-proponen-nuevos-protocolos-1776959220209.jpg" data-image="kjo0swhgxzdg"><figcaption>Leire Coloma, investigadora de pré-doutoramento na Universidade do País Basco (EHU), a mostrar uma amostra de meteorito. Crédito: Egoi Markaida - EHU</figcaption></figure><p>No estudo, a equipa utilizou espectroscopia Raman, uma técnica comum para analisar materiais extraterrestres. Os resultados revelaram dois tipos principais de contaminação: de um lado,<strong> resíduos gerados durante o próprio processo de preparação</strong> — como partículas de diamante utilizadas no corte e polimento — e, de outro, contaminantes resultantes do manuseio, incluindo<strong> tinta azul de diversas origens</strong>.</p><p>A presença destes elementos levanta uma questão fundamental: <strong>os compostos detetados pertencem, de facto, ao meteorito ou são produto do procedimento laboratorial?</strong></p><h2>Ajustar protocolos, uma urgência científica</h2><p>Com base nestas descobertas, o grupo IBeA propôs uma série de<strong> medidas corretivas </strong>com o objetivo de minimizar a contaminação em investigações futuras. Estas medidas incluíram a <strong>substituição de certos materiais e solventes usados na preparação das amostras</strong>.</p><p>O <strong>objetivo</strong> é claro: <strong>garantir que as análises reflitam a composição original dos meteoritos com a maior precisão possível</strong>. Numa área onde cada detalhe importa, até mesmo a menor alteração pode mudar completamente as conclusões.</p><h2>Olhos voltados para Marte</h2><p>A importância deste trabalho vai muito além do laboratório. Atualmente, o<strong> rover Perseverance — parte da missão<em> Mars 2020</em> — está a recolher amostras da superfície marciana </strong>com a expectativa de que, no futuro, estas possam ser trazidas de volta à Terra.</p><p>Neste cenário, <strong>protocolos robustos de manuseio e análise serão cruciais</strong>. A capacidade de prevenir a contaminação desde o primeiro contacto com as amostras pode significar a diferença entre descobertas inovadoras e conclusões erróneas.</p><p>O grupo IBeA está entre os candidatos a receber parte deste material. Portanto, enquanto continuam a analisar os meteoritos disponíveis, também estão a aprimorar metodologias para um desafio maior: <strong>estudar Marte sem margem para erros</strong>.</p><p>Como conclui Coloma, o trabalho atual não só permite identificar contaminantes, como também<strong> melhorar cada etapa do processo</strong>. Uma tarefa silenciosa, porém essencial, para garantir que, quando as amostras marcianas chegarem à Terra, a ciência esteja à altura do desafio.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/astronomos-detectam-contaminantes-terrestres-em-meteoritos-analisados-na-terra-e-propoem-novos-protocolos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cidade a 45 minutos de Lisboa atrai estrangeiros, mas não convence portugueses]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/cidade-a-45-minutos-de-lisboa-atrai-estrangeiros-mas-nao-convence-portugueses.html</link><pubDate>Sun, 26 Apr 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Praias, natureza e boa gastronomia fazem deste destino um dos mais procurados pelos estrangeiros. Já os portugueses parecem continuar a olhar para o lado.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cidade-a-45-minutos-de-lisboa-atrai-estrangeiros-mas-nao-convence-portugueses-1776980082665.jpg" data-image="gfjtpxg5wcou" alt="Setúbal" title="Setúbal"><figcaption>A 45 minutos de Lisboa há um paraíso — e não são os portugueses que o estão a aproveitar Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>“O problema de <strong>Setúbal </strong>não é o que oferece, mas sim o que os portugueses insistem em não ver quando está mesmo ao lado.”</p><p>Os estrangeiros já o descobriram, mas parece que, para os portugueses, a história é outra. </p><p>A apenas <strong>45 minutos de Lisboa</strong>, com o Estuário do Sado, a Serra da Arrábida e alguns dos melhores peixes do país, Setúbal continua sem receber o reconhecimento que merece.</p><div class="texto-destacado">Já há quem o faça, é verdade. Só não é quem mais deveria fazê-lo.</div><p>“Há uma cidade na costa portuguesa que os portugueses ignoram e os estrangeiros já descobriram”, escrevem os autores do<em> blog</em> de viagens ‘Volto Já’.</p><p>E percebe-se porquê. Cada vez mais, <strong>Setúbal afirma-se como destino alternativo</strong> em Portugal para quem chega de fora. Porquê? Porque combina preços mais acessíveis a um património natural e gastronómico que não passa despercebido. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="754032" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/qual-e-o-segredo-da-cidade-de-setubal-para-ter-sido-poupada-destas-inundacoes.html" title="Qual é o segredo da cidade de Setúbal para ter sido poupada destas inundações?">Qual é o segredo da cidade de Setúbal para ter sido poupada destas inundações?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/qual-e-o-segredo-da-cidade-de-setubal-para-ter-sido-poupada-destas-inundacoes.html" title="Qual é o segredo da cidade de Setúbal para ter sido poupada destas inundações?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/qual-e-o-segredo-da-cidade-de-setubal-para-ter-sido-poupada-destas-inundacoes-1770997402028_320.jpg" alt="Qual é o segredo da cidade de Setúbal para ter sido poupada destas inundações?"></a></article></aside><p>Segundo o mesmo<em> site</em>, esta mistura traduz-se num conjunto de experiências pouco comum: tanto dá para explorar trilhos em plena natureza como, pouco depois, mergulhar em praias de águas surpreendentemente cristalinas, graças às suas características geológicas.</p><h2>Procura controlada e natureza protegida</h2><p>Nos meses mais quentes, a procura dispara e a natureza pede equilíbrio. Por isso, <strong>o Parque Natural da Arrábida limita o acesso durante o verão</strong>, controlando o número de visitantes para proteger este cenário único. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cidade-a-45-minutos-de-lisboa-atrai-estrangeiros-mas-nao-convence-portugueses-1776980515589.jpg" data-image="gzo2gd7xv83w" alt="Arrábida" title="Arrábida"><figcaption>Há muito para descobrir. Foto: CM Setúbal</figcaption></figure><p>“É simultaneamente uma proteção ambiental e uma razão para visitar em setembro ou outubro, quando a água ainda está quente e as praias estão acessíveis sem reserva”, lê-se.</p><div class="texto-destacado">Praias como Praia dos Galapinhos, Praia de Galapos e Portinho da Arrábida continuam a brilhar em <em>rankings</em> internacionais. Mas, atenção, porque a melhor altura para as aproveitar pode ser fora da época alta.</div><p>Ali ao lado, o Estuário do Sado acrescenta outro encanto: golfinhos residentes e salinas que atraem quem gosta de observar aves.</p><h2>Do mar para a mesa</h2><p>E há outro argumento difícil de ignorar: o <strong>peixe</strong>. “O peixe é o segundo argumento, e é um que os habitantes de Setúbal levam com um orgulho que a cidade de Lisboa deveria ter de encomenda.”</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764531" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ate-30-c-este-fim-de-semana-ha-uma-piscina-gratuita-perto-de-lisboa-a-sua-espera.html" title="Até 30 °C este fim de semana? Há uma piscina gratuita perto de Lisboa à sua espera">Até 30 °C este fim de semana? Há uma piscina gratuita perto de Lisboa à sua espera</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ate-30-c-este-fim-de-semana-ha-uma-piscina-gratuita-perto-de-lisboa-a-sua-espera.html" title="Até 30 °C este fim de semana? Há uma piscina gratuita perto de Lisboa à sua espera"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-32-c-este-fim-de-semana-ha-uma-piscina-gratuita-perto-de-lisboa-a-sua-espera-1776499065095_320.jpg" alt="Até 30 °C este fim de semana? Há uma piscina gratuita perto de Lisboa à sua espera"></a></article></aside><p>Aqui, o mar não é só paisagem. É parte da vida (e dita as regras). A pesca continua a marcar o ritmo da cidade e chega diretamente à mesa. O clássico <strong>choco frito</strong> é presença obrigatória: fresco, saboroso e difícil de encontrar com a mesma qualidade fora da região, especialmente em Lisboa.</p><p>No <strong>Mercado do Livramento</strong>, a lógica é a mesma: vende-se o que chega naquele dia. “A espécies disponíveis variam com a maré e com a temporada, o que é a definição de gastronomia antes de se chamar gastronomia.”</p><h2>Cultura tranquila e preços simpáticos</h2><p>Setúbal não vive de multidões, e isso também se nota na <strong>cultura</strong>. Há espaço para eventos como o Festival Internacional de Cinema de Setúbal, galerias e museus que se exploram sem pressa. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/cidade-a-45-minutos-de-lisboa-atrai-estrangeiros-mas-nao-convence-portugueses-1776980588211.jpg" data-image="otxvuucjyyc2" alt="Setúbal" title="Setúbal"><figcaption>Perto, autêntica e (ainda) fora do radar de muitos portugueses. Foto: Wikimedia // Filipe Rocha</figcaption></figure><p>E depois há um detalhe que ajuda: os <strong>preços</strong>. Entre refeições acessíveis e alojamento mais em conta do que em Lisboa, fica fácil aproveitar tudo isto sem grandes complicações.</p><p>“No <strong>mês de agosto</strong>, a estadia de uma noite para duas pessoas no Hotel Ibis de Setúbal custa <strong>89€</strong>”, acrescenta o<em> site</em> ‘Postal’.</p><p>“No que toca a restaurantes, os preços podem variar consoante aquilo que procurar, mas o comum é encontrar refeições por 15€. No restaurante Tasca da Esquina, por exemplo, pode comer choco frito, o prato típico desta cidade, por 14,50€. Este preço pode sempre baixar, caso reserve a sua mesa através da aplicação do The Fork.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/cidade-a-45-minutos-de-lisboa-atrai-estrangeiros-mas-nao-convence-portugueses.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A nova Atlântida? Uma cidade submersa com 2.400 anos descoberta na Turquia]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-nova-atlantida-uma-cidade-submersa-com-2-400-anos-descoberta-na-turquia.html</link><pubDate>Sun, 26 Apr 2026 08:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A descida do nível da água numa barragem na Turquia revelou uma cidade antiga quase intacta, com casas, túmulos e edifícios religiosos que surpreenderam os arqueólogos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nueva-atlantida-descuben-una-antigua-ciudad-sumergida-hace-2-400-anos-1776384270417.png" data-image="c86crr926sle" alt="Cidade submersa Turquia" title="Cidade submersa Turquia"><figcaption>Em Dicle, na Turquia, a descida do nível da água numa barragem revelou estruturas com mais de 2000 anos. Foto: anatolianarchaeology.net</figcaption></figure><p>Uma descida inesperada do nível da água revelou uma descoberta que parece saída de uma lenda. Sob a superfície de um lago na Turquia, <strong>emergiu uma cidade antiga com mais de 2.400 anos</strong>, uma descoberta que surpreendeu até os especialistas mais experientes.</p><p><strong> A descoberta foi feita no reservatório da barragem de Dicle, no sudeste do país</strong>, onde os vestígios de um povoado inteiro permaneceram escondidos durante décadas. No entanto, o que emergiu não foi uma estrutura isolada, mas sim <strong>bairros inteiros, casas, edifícios religiosos e sagrados, e até mesmo áreas agrícolas</strong>! </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nueva-atlantida-descuben-una-antigua-ciudad-sumergida-hace-2-400-anos-1776384515913.png" data-image="x9aecolz1f7p" alt="Cidade submersa, Turquia" title="Cidade submersa, Turquia"><figcaption>Bairros inteiros, locais religiosos e até áreas agrícolas foram descobertos. Foto: anatolianarchaeology.net</figcaption></figure><p>Esta descoberta chamou imediatamente a atenção da comunidade científica e reacendeu o <strong>interesse pelo potencial dos sítios arqueológicos submersos</strong>, muitos dos quais permanecem inexplorados em diferentes partes do mundo.</p><h2>Uma cidade parada no tempo (e submersa)</h2><p>O que mais impressionou os investigadores não foi apenas a idade do sítio arqueológico, mas também o seu<strong> impressionante estado de conservação</strong>. Apesar de terem permanecido submersas durante décadas, as estruturas mantêm uma notável integridade estrutural.</p><p>Segundo a Universidade de Dicle, <strong>as condições ambientais desempenharam um papel fundamental nesta notável preservação</strong>. A tranquilidade da água, a mínima intervenção humana e a camada de sedimentos funcionaram como uma cápsula do tempo, preservando estruturas que nos permitem reconstruir como era a vida neste local há quase dois mil e quinhentos anos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nueva-atlantida-descuben-una-antigua-ciudad-sumergida-hace-2-400-anos-1776384334584.png" data-image="o30q8dkeglwr" alt="Cidade submersa, Turquia" title="Cidade submersa, Turquia"><figcaption>Apesar de estarem submersas há décadas, as estruturas mantêm uma integridade estrutural notável. Foto: anatolianarchaeology.net</figcaption></figure><p>“As imagens mostram que muitas destas estruturas históricas ainda estão de pé e em bom estado de conservação”, explicou a equipa de investigação, que já está a trabalhar na documentação do local.</p><h2>A água recuou, revelando a cidade submersa</h2><p>A <strong>construção da barragem no local, em 1990, deixou a cidade completamente submersa (e escondida)</strong>. No entanto, uma série de falhas técnicas nas comportas e fortes chuvas fizeram com que o nível da água baixasse, revelando as ruínas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="724248" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cidade-submersa-em-cuba-intriga-ha-25-anos-e-segue-sem-explicacoes-oficiais.html" title="Cidade submersa em Cuba intriga há 25 anos e segue sem explicações oficiais">Cidade submersa em Cuba intriga há 25 anos e segue sem explicações oficiais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cidade-submersa-em-cuba-intriga-ha-25-anos-e-segue-sem-explicacoes-oficiais.html" title="Cidade submersa em Cuba intriga há 25 anos e segue sem explicações oficiais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cidade-submersa-em-cuba-intriga-ha-25-anos-e-segue-sem-explicacoes-oficiais-1754751379446_320.jpg" alt="Cidade submersa em Cuba intriga há 25 anos e segue sem explicações oficiais"></a></article></aside><p>Este tipo de<strong> fenómeno tem vindo a ser cada vez mais frequente em diferentes partes do mundo</strong>, permitindo o acesso a paisagens arqueológicas escondidas. No entanto, também apresenta o risco iminente de deterioração resultante da exposição repentina.</p><h2>78 habitações, civilizações diferentes</h2><p>Os trabalhos arqueológicos preliminares identificaram pelo menos 78 habitações, <strong>sugerindo uma comunidade bastante desenvolvida</strong>. Além disso, foram encontrados vestígios de cemitérios, uma mesquita, uma escola religiosa e áreas relacionadas com a produção agrícola.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nueva-atlantida-descuben-una-antigua-ciudad-sumergida-hace-2-400-anos-1776384392353.png" data-image="h36q4ydha2xp" alt="Cidade submersa, Turquia" title="Cidade submersa, Turquia"><figcaption>A tranquilidade da água, a mínima intervenção humana e a camada de sedimentos funcionaram como uma cápsula do tempo, preservando a cidade. Foto: anatolianarchaeology.net</figcaption></figure><p>Situada perto do rio Tigre, <strong>esta cidade fazia parte de um território historicamente estratégico </strong>que testemunhou uma verdadeira encruzilhada de culturas e impérios ao longo dos séculos. De facto, algumas estruturas da zona datam do século V a.C., reforçando a sua importância histórica.</p><p>Este sítio arqueológico em particular pode ser uma <strong>peça fundamental para compreendermos como as sociedades evoluíram</strong> numa região crucial para a história da humanidade.</p><h2>O próximo desafio para a arqueologia</h2><p>A impressionante descoberta também levanta questões e desafios para o futuro. <strong>A nova e iminente exposição das ruínas</strong> a fatores como a erosão, a movimentação de sedimentos e as flutuações do nível da água — agora que foram descobertas — <strong>pode comprometer a sua preservação</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="449122" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/uma-atlantida-vulcanica-esconde-se-no-fundo-do-oceano-das-ilhas-canarias-geologia.html" title="Uma 'Atlântida' vulcânica esconde-se no fundo do oceano das Ilhas Canárias">Uma "Atlântida" vulcânica esconde-se no fundo do oceano das Ilhas Canárias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/uma-atlantida-vulcanica-esconde-se-no-fundo-do-oceano-das-ilhas-canarias-geologia.html" title="Uma 'Atlântida' vulcânica esconde-se no fundo do oceano das Ilhas Canárias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-lecho-oceanico-de-canarias-esconde-grandiosos-templos-1666355173250_320.jpg" alt="Uma 'Atlântida' vulcânica esconde-se no fundo do oceano das Ilhas Canárias"></a></article></aside><p>Por isso, os especialistas insistem na<strong> necessidade de avançar rapidamente nos estudos de arqueologia subaquática</strong>, cruciais para documentar, mapear e proteger o sítio antes que este seja novamente submerso ou sofra danos irreversíveis.</p><h2>Entre a história e o mito</h2><p>O paralelo com a Atlântida surgiu rapidamente, até mesmo entre os investigadores. Embora longe de ser uma civilização mítica, <strong>a recente descoberta partilha com a lenda aquele ar de mistério que envolve as cidades subaquáticas perdidas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nueva-atlantida-descuben-una-antigua-ciudad-sumergida-hace-2-400-anos-1776384460306.png" data-image="vc5a036n3j2i" alt="Cidade submersa, Turquia" title="Cidade submersa, Turquia"><figcaption>A cidade descoberta possui 78 habitações, um cemitério e áreas que eram utilizadas para a produção agrícola. Foto: anatolianarchaeology.net</figcaption></figure><p>Para além do alvoroço mediático, <strong>esta descoberta abre verdadeiramente uma janela fascinante para o passado</strong>. Oferece a oportunidade de observar, quase sem filtros, como era a vida numa cidade parada no tempo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-nova-atlantida-uma-cidade-submersa-com-2-400-anos-descoberta-na-turquia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma grande massa de ar frio vai espalhar-se pela Europa na quarta-feira, dia 29: o que vai acontecer em Portugal?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-grande-massa-de-ar-frio-vai-espalhar-se-pela-europa-na-quarta-feira-dia-29-o-que-vai-acontecer-em-portugal.html</link><pubDate>Sun, 26 Apr 2026 07:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal poderá ser afetado indiretamente pela aproximação de uma massa de ar mais frio, contribuindo para uma descida momentânea dos termómetros em alguns locais, na quarta-feira, dia 29.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa70w04"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa70w04.jpg" id="xa70w04"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O arranque da próxima semana espera-se bastante agradável, do ponto de vista térmico, onde, para amanhã, segunda-feira, se espera que as temperaturas máximas possam variar entre os 21 ºC em Viana do Castelo e Aveiro e os 29 ºC em Coimbra, Santarém e Lisboa, podendo, <strong>localmente, os valores alcançar os 30 ºC, especialmente no Ribatejo</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No entanto, no dia seguinte, terça-feira, já se denotará uma <strong>descida generalizada dos valores máximos de temperatura</strong>, esperando-se uma oscilação entre os 20 ºC em Vila Real e os 25 ºC em Santarém e Lisboa. A nível local, na região do Ribatejo, poderão registar-se até 27 ºC de máxima.</p><h2>Na quarta-feira, 29 de abril, a aproximação de uma massa de ar frio irá contribuir para nova descida dos termómetros</h2><p><strong>A descida sentida na terça-feira poderá prolongar-se e acentuar-se na quarta-feira</strong>, onde se esperam temperaturas máximas compreendidas entre os 15 ºC em Bragança e os 23 ºC em Santarém. <strong>A região mais afetada por esta massa de ar mais frio será o Norte</strong>, no entanto, espera-se uma descida generalizada em todo o país, com maior expressão no litoral, como podemos observar no mapa abaixo onde os valores não devem ultrapassar os 20 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-grande-massa-de-ar-frio-vai-espalhar-se-pela-europa-na-quarta-feira-dia-29-o-que-vai-acontecer-em-portugal-1777158338220.png" data-image="54l474re3pn0" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Uma massa de ar mais frio irá contribuir para uma descida dos termómetros mais significativa no Norte do país, onde algumas cidades poderão registar uma descida de até 7 ºC, como o caso de Braga.</figcaption></figure><p>Esta massa de ar frio também deverá contribuir para uma<strong> descida das temperaturas mínimas </strong>na madrugada seguinte, dia 30 de abril. Ainda assim, <strong>não se esperam valores negativos</strong>, sendo esperado que o valor mais baixo seja de 2 ºC nas cotas mais elevadas da Serra da Estrela. <strong>Guarda e Bragança poderão ser as cidades com as mínimas mais baixas, devendo registar 7 ºC</strong>; já Lisboa, com 14 ºC de mínima, poderá ser a cidade mais quente na madrugada de quinta-feira.</p><h2>A partir de quinta-feira as temperaturas começam a recuperar gradualmente</h2><p>Ainda que a madrugada deste dia possa ser mais fria, à medida que as horas passam,<strong> poderemos denotar um aumento das temperaturas</strong>, ainda que de forma gradual. Esta subida poderá sentir-se mais no Norte, região que também deverá ser mais afetada pela descida. Com isto, esperam-se <strong>temperaturas máximas entre os 17 ºC em Viana do Castelo e os 23 ºC em Coimbra e Beja</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765712" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/preve-se-outro-pico-de-calor-entre-segunda-e-terca-feira-em-portugal-continental.html" title="Prevê-se outro pico de calor entre segunda e terça-feira em Portugal Continental">Prevê-se outro pico de calor entre segunda e terça-feira em Portugal Continental</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/preve-se-outro-pico-de-calor-entre-segunda-e-terca-feira-em-portugal-continental.html" title="Prevê-se outro pico de calor entre segunda e terça-feira em Portugal Continental"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/preve-se-outro-pico-de-calor-entre-segunda-e-terca-feira-em-portugal-continental-1777123210141_320.png" alt="Prevê-se outro pico de calor entre segunda e terça-feira em Portugal Continental"></a></article></aside><p>Esta <strong>tendência de recuperação das temperaturas máximas poderá manter-se na sexta-feira</strong>, dia 1 de maio, onde o Ribatejo e o Sul do país poderão ser as zonas mais quentes do continente, podendo alcançar valores entre os 24 ºC e os 26 ºC. Para contrastar, o Noroeste do país poderá ser a zona mais fresca, com valores máximos prováveis entre os 18 ºC e os 20 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-grande-massa-de-ar-frio-vai-espalhar-se-pela-europa-na-quarta-feira-dia-29-o-que-vai-acontecer-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A água como arma de guerra: porque é que o recurso mais básico se tornou também o mais perigoso?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-agua-como-arma-de-guerra-porque-e-que-o-recurso-mais-basico-se-tornou-tambem-o-mais-perigoso.html</link><pubDate>Sun, 26 Apr 2026 06:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A água deixou de ser apenas um recurso vital: tornou-se um gatilho, uma vítima e uma arma de guerra. Os dados mais recentes confirmam que este tipo de conflito não é coisa do futuro; já está a acontecer.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-agua-como-arma-de-guerra-porque-e-que-o-recurso-mais-basico-se-tornou-tambem-o-mais-perigoso-1777113201863.jpg" data-image="ek3bxo9sdwk2"><figcaption>O leito seco do rio Khoshk, em Shiraz, no Irão, simboliza o resultado de cinco anos consecutivos de seca e de utilização insustentável da água. A sua escassez, e a consequente crise, foi um dos fatores subjacentes que precederam o conflito de 2026. O mesmo padrão tinha sido observado anos antes na Síria.</figcaption></figure><p><strong>Apenas 0,5% da água da Terra é doce, utilizável e está disponível</strong>. Este número, tão pequeno que é difícil de acreditar, é o que sustenta toda a civilização humana. E hoje está <strong>sob uma pressão sem precedentes</strong>. </p><p><strong>Mais de 2,2 mil milhões de pessoas não têm acesso a água potável</strong>. Metade do planeta enfrenta uma grave escassez de água durante pelo menos uma parte do ano. Esta não é uma projeção para o futuro. É o presente.</p><p>O que talvez seja menos discutido é que a escassez de água não é apenas um problema ambiental ou humanitário: é também um problema de segurança. <strong>Quando a água é escassa, os conflitos intensificam-se</strong>. Primeiro entre vizinhos, depois entre regiões e, por fim, entre estados. </p><p><strong>O caso mais recente e mais brutal ocorre no Médio Oriente</strong>, onde a guerra e a crise da água se alimentam mutuamente num ciclo que parece não ter uma saída fácil.</p><h2>Quando a água jorra, é ao mesmo tempo vítima e arma</h2><p>O <em>Pacific Institute</em>, um centro de investigação global sobre a água com sede nos EUA, monitoriza os conflitos relacionados com a água em todo o mundo há décadas. A sua mais recente atualização registou <strong>844 novos incidentes de violência associados a recursos ou sistemas hídricos só em 2024</strong>, um aumento de 20% em relação ao ano anterior. Para se ter uma ideia da dimensão do problema: entre 2000 e 2009, apenas foram documentados 213 conflitos ao longo de toda a década. O salto é impressionante.</p><div class="texto-destacado"> Em 2024, os conflitos intra-estatais — dentro do mesmo país — representaram 63% dos acontecimentos, ultrapassando largamente os conflitos entre nações diferentes. </div><p>Os investigadores classificam estes casos em três categorias: a água como gatilho para conflitos, como arma deliberada ou como dano colateral da violência. <strong>Ataques que destruíram poços, oleodutos e estações de tratamento foram documentados em Gaza, Cisjordânia, Síria, Líbano e Iémen</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-agua-como-arma-de-guerra-por-que-el-recurso-mas-basico-se-volvio-el-mas-peligroso-1776377222611.jpg" data-image="4pdpv4g05guy"><figcaption>O Complexo de Energia e Dessalinização de Jebel Ali, localizado no Dubai, Emirados Árabes Unidos, é um dos maiores projetos de infraestruturas de serviços públicos do mundo. Foi um dos alvos militares identificados pelo Irão em resposta ao ultimato do presidente Trump.</figcaption></figure><p><strong> </strong><strong>O caso do Irão talvez ilustre melhor o funcionamento deste ciclo</strong>. O país já estava à beira de uma crise hídrica após cinco anos consecutivos de seca e décadas de utilização insustentável da água, com reservas que cobriam apenas 12% da sua capacidade em momentos críticos. O conflito que começou em 2016 agravou ainda mais esta situação: os<strong> relatos indicam danos em centrais de dessalinização tanto no Irão como no Bahrein</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762653" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quando-o-gps-falha-em-alto-mar-a-guerra-invisivel-que-impede-os-navios-de-saberem-onde-estao.html" title="Quando o GPS falha em alto mar: a guerra invisível que impede os navios de saberem onde estão">Quando o GPS falha em alto mar: a guerra invisível que impede os navios de saberem onde estão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quando-o-gps-falha-em-alto-mar-a-guerra-invisivel-que-impede-os-navios-de-saberem-onde-estao.html" title="Quando o GPS falha em alto mar: a guerra invisível que impede os navios de saberem onde estão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cuando-el-gps-falla-en-alta-mar-la-guerra-invisible-que-hace-que-los-barcos-no-sepan-donde-estan-1775154850466_320.jpeg" alt="Quando o GPS falha em alto mar: a guerra invisível que impede os navios de saberem onde estão"></a></article></aside><p>Numa região onde 83% da população já está exposta a um stress hídrico extremo, a <strong>destruição das infraestruturas hídricas não é um dano colateral</strong>. É uma devastação em cadeia.<strong> </strong></p><h2>A água não espera por um cessar-fogo</h2><p><strong>A escassez de água já desalojou milhões de pessoas no Irão</strong>, reduziu a produção de alimentos e provocou cortes de energia devido à perda de capacidade hidroelétrica. </p><p><strong>Os agricultores que saíram à rua para protestar pela água foram recebidos com violenta repressão</strong>. Este descontentamento acumulado, tal como documentado pelos analistas internacionais, foi um dos factores subjacentes que precederam o conflito armado. É precisamente o padrão observado na Síria anos antes, onde a seca prolongada e o colapso rural alimentaram a espiral que culminaria em guerra civil.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-agua-como-arma-de-guerra-por-que-el-recurso-mas-basico-se-volvio-el-mas-peligroso-1776377603361.jpg" data-image="0ll9tesf7qg1" alt="guerra na Síria" title="guerra na Síria"><figcaption>Uma seca prolongada provocou uma crise hídrica e o colapso das comunidades rurais, o que gerou descontentamento e foi o ponto de partida do que acabaria por se tornar uma guerra civil sem tréguas na Síria.</figcaption></figure><p>Quando uma região é assolada por uma guerra, qualquer intervenção na infraestrutura hídrica torna-se praticamente impossível. <strong>A crise da água agrava-se antes mesmo de começar a melhorar</strong>. E as soluções estruturais — dessalinização, reciclagem da água, gestão eficiente — exigem paz, investimento e tempo. Nenhum destes três elementos está prontamente disponível em áreas de conflito ativo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-agua-como-arma-de-guerra-porque-e-que-o-recurso-mais-basico-se-tornou-tambem-o-mais-perigoso-1777113580562.jpg" data-image="7lah4wdogy6o" alt="Número de conflitos hídricos anuais entre 2010 e 2024. O aumento dos conflitos na última década é claramente visível. Fonte: Pacific Institute (2025)" title="Número de conflitos hídricos anuais entre 2010 e 2024. O aumento dos conflitos na última década é claramente visível. Fonte: Pacific Institute (2025)"><figcaption>Número de conflitos hídricos anuais entre 2010 e 2024. O aumento dos conflitos na última década é claramente visível. Fonte: Pacific Institute (2025)</figcaption></figure><p>O ciclo é tão claro quanto perturbador: a <strong>escassez de água cria instabilidade</strong>, a instabilidade destrói os sistemas hídricos e a destruição desses sistemas agrava a escassez. </p><div class="texto-destacado">Na Ucrânia, a barragem do rio Dnieper foi atacada no Dia Mundial da Água, causando graves danos e poluição tóxica a jusante. </div><p>Enquanto as alterações climáticas continuarem a reduzir os recursos hídricos disponíveis e a procura global continuar a crescer, <strong>este ciclo não se interromperá por si só</strong>. A água não é o conflito do futuro. Ela tem sido o conflito do presente durante anos, e ninguém no mundo se pode dar ao luxo de a ignorar.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p>Brown, S. (2026, 20 de marzo). <a href="https://www.wri.org/insights/iran-war-water-crisis-middle-east" target="_blank">Iran War Could Worsen Middle East's Water Woes</a>. World Resources Institute (WRI). </p><p> Pacific Institute (2025). <em><a href="https://pacinst.org/wp-content/uploads/2025/11/Water-Conflict-Chronology_fact-sheet_2025_final.pdf" target="_blank">Water Conflict Chronology — 2024 Update</a></em>. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-agua-como-arma-de-guerra-porque-e-que-o-recurso-mais-basico-se-tornou-tambem-o-mais-perigoso.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item></channel></rss>