<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Tue, 07 Jul 2026 23:00:23 +0000</lastBuildDate><pubDate>Tue, 07 Jul 2026 23:00:23 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Descobrem o segredo geológico que tornou o tsunami do Japão, em 2011, tão devastador]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/descobrem-o-segredo-geologico-que-tornou-o-tsunami-do-japao-em-2011-tao-devastador.html</link><pubDate>Tue, 07 Jul 2026 17:09:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um estudo identificou uma fina camada de argila sob a Fossa do Japão que permitiu um deslocamento excecional do fundo marinho durante o terramoto de 2011. Esta descoberta poderá melhorar a previsão de futuros megaterramotos e tsunamis.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/descubren-el-secreto-geologico-que-hizo-tan-devastador-el-tsunami-de-japon-en-1783381591408.jpg" data-image="xdvyi06yhkm7" alt="Japón terremoto tsunami 2011" title="Japón terremoto tsunami 2011"><figcaption>O estudo identificou uma camada com cerca de 30 metros de espessura, formada por argila pelágica, um sedimento extremamente fino e escorregadio.</figcaption></figure><p>Quinze anos após o terramoto e o tsunami que devastaram o nordeste do Japão, uma equipa internacional de cientistas descobriu um elemento fundamental para compreender por que razão aquele evento atingiu uma magnitude tão extraordinária. A investigação revelou que <strong>uma fina camada de argila, escondida sob o leito do Oceano Pacífico, foi determinante para que a ruptura sísmica atingisse o fundo do mar</strong> e desencadeasse um dos tsunamis mais destrutivos da história recente.</p><p>Os resultados, publicados na revista <em>Science</em>, mostram que esta camada, rica em argilas e extremamente mole, atuou como uma <strong>superfície de deslizamento quase perfeita durante o megaterramoto de 11 de março de 2011</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong><strong>Nesse dia, o fundo oceânico deslocou-se entre 40 e 60 metros em apenas seis minutos. Esse movimento excecional empurrou uma enorme massa de água e deu origem ao tsunami que devastou a costa japonesa, causou cerca de 20 000 mortes e gerou prejuízos económicos superiores a 200 000 milhões de dólares.</strong></strong></div><p>Christine Regalla, professora associada da Universidade do Norte do Arizona e uma das autoras do estudo, explicou que <strong>nunca antes se tinha observado um deslocamento de tal magnitude</strong> desde que a humanidade começou a monitorizar sismos.</p><p><strong>"É como se toda a região compreendida entre Los Angeles e São Francisco se deslocasse entre 40 e 60 metros em apenas seis minutos"</strong>, exemplificou a investigadora.</p><h2>Uma perfuração recorde permitiu encontrar as provas</h2><p>Para descobrir o que tornou o terramoto do Japão tão singular, os investigadores viajaram até à Fossa do Japão a bordo do navio científico <em>Chikyu</em>, equipado para realizar <strong>perfurações oceânicas de grande profundidade</strong>.</p><p><strong>A expedição perfurou cerca de 8 000 metros abaixo do nível do mar para recolher amostras de sedimentos</strong>, numa campanha que foi reconhecida pelo <em>Guinness World Records</em> como a perfuração científica mais profunda realizada no oceano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/descubren-el-secreto-geologico-que-hizo-tan-devastador-el-tsunami-de-japon-en-1783381626664.jpg" data-image="8olmd51c0gua" alt="Japón terremoto tsunami 2011" title="Japón terremoto tsunami 2011"><figcaption>Durante o terramoto de magnitude 9,1 no Japão, a ruptura teve início a cerca de 24 quilómetros de profundidade.</figcaption></figure><p>A análise dessas amostras permitiu<strong> identificar uma camada com cerca de 30 metros de espessura, formada por argila pelágica, um sedimento extremamente fino e escorregadio </strong>que se acumulou lentamente ao longo de milhões de anos a partir de partículas microscópicas que desceram até ao fundo do mar.</p><p>Essa argila ficou presa entre camadas de rocha muito mais resistentes. Segundo os investigadores,<strong> essa disposição geológica criou uma espécie de "linha de ruptura" natural que concentrou toda a ruptura sísmica numa superfície muito estreita e excepcionalmente frágil</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="476291" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/japao-11-de-marco-de-2011-uma-tragedia-em-tres-atos-fukushima.html" title="Japão, 11 de março de 2011: uma tragédia em três atos">Japão, 11 de março de 2011: uma tragédia em três atos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/japao-11-de-marco-de-2011-uma-tragedia-em-tres-atos-fukushima.html" title="Japão, 11 de março de 2011: uma tragédia em três atos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/japao-11-de-marco-de-2011-uma-tragedia-em-tres-atos-1678443144762_320.jpeg" alt="Japão, 11 de março de 2011: uma tragédia em três atos"></a></article></aside><p>Patrick Fulton, professor associado da Universidade de Cornell e coautor do estudo, salientou que <strong>a própria estrutura geológica da Fossa do Japão determina o local onde a falha se desenvolve</strong>.</p><p>Essa superfície tão frágil <strong>facilitou que a ruptura avançasse até atingir o fundo do oceano</strong>, algo que normalmente não ocorre na maioria dos grandes terramotos.</p><h2>Por que razão foi diferente dos restantes terramotos?</h2><p>Na maioria dos <strong>terramotos de grande magnitude</strong>, a fratura entre as placas tectónicas ocorre a <strong>dezenas de quilómetros de profundidade e não chega ao leito oceânico</strong>. Como exemplo, os investigadores referem o terramoto de Nisqually, registado no noroeste dos Estados Unidos em 2001, cuja ruptura teve início a cerca de 50 quilómetros abaixo do fundo do mar.</p><p>Em contrapartida, <strong>durante o terramoto no Japão, de magnitude 9,1, a ruptura iniciou-se a cerca de 24 quilómetros de profundidade e conseguiu propagar-se até à superfície do leito oceânico graças a essa fina camada de argila</strong>. Essa diferença foi suficiente para multiplicar o deslocamento do leito marinho e potenciar enormemente a formação do tsunami.</p><h2>Uma descoberta que poderá ajudar a antecipar futuros tsunamis</h2><p>Os cientistas acreditam que esta camada de argila se estende ao longo de centenas de quilómetros da Fossa do Japão, pelo que <strong>outras zonas com características semelhantes poderão ter uma maior capacidade para provocar terramotos superficiais e tsunamis de grande magnitude</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong><strong>Compreender onde existem estes materiais geológicos permitirá identificar com maior precisão quais as regiões que apresentam um risco elevado de gerar os terramotos mais destrutivos do planeta.</strong></strong></div><p><strong>Os autores salientam ainda que as consequências destes fenómenos não se limitam ao país onde ocorrem</strong>. Um grande tsunami originado ao largo do Japão pode atravessar todo o Oceano Pacífico e afetar regiões muito distantes, como o Havai ou mesmo outras costas americanas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/descubren-el-secreto-geologico-que-hizo-tan-devastador-el-tsunami-de-japon-en-1783381664853.jpg" data-image="xzxpl40rdobb" alt="Japón terremoto tsunami 2011" title="Japón terremoto tsunami 2011"><figcaption>Nunca antes se tinha observado um deslocamento de tal magnitude desde que a humanidade começou a monitorizar sismos.</figcaption></figure><p>Por essa razão, consideram que <strong>este novo conhecimento pode traduzir-se em melhores modelos de previsão</strong>, numa atualização dos mapas de risco, em normas de construção mais exigentes, em infraestruturas mais resistentes e em planos de evacuação melhor concebidos.</p><p>O Japão é considerado um dos países mais bem preparados do mundo para lidar com sismos e tsunamis. No entanto, <strong>a catástrofe de 2011 demonstrou que mesmo os sistemas de prevenção mais avançados podem ser ultrapassados quando a natureza revela mecanismos que até então permaneciam ocultos</strong>. Descobri-los representa um passo fundamental para reduzir o impacto de futuros megaterramotos e proteger milhões de pessoas que vivem nas costas do Oceano Pacífico.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="J.%20D.%20Kirkpatrick%20et%20al." data-year="2026" data-title="Extreme%20plate%20boundary%20localization%20promotes%20shallow%20earthquake%20slip%20at%20the%20Japan%20Trench" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fdoi%2F10.1126%2Fscience.ady0234">J. D. Kirkpatrick et al.. (2026). <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/science.ady0234" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Extreme plate boundary localization promotes shallow earthquake slip at the Japan Trench</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/descobrem-o-segredo-geologico-que-tornou-o-tsunami-do-japao-em-2011-tao-devastador.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Resíduos radioativos no mar, a 1000 km de Nantes: ainda é possível tomar banho no Atlântico?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/residuos-radioativos-no-mar-a-1000-km-de-nantes-ainda-e-possivel-tomar-banho-no-atlantico.html</link><pubDate>Tue, 07 Jul 2026 15:56:08 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Centenas de milhares de barris radioativos jazem no fundo do Atlântico, longe dos olhares. Uma vasta campanha científica liderada pelo CNRS procura agora avaliar o seu estado e os seus efeitos nos ecossistemas marinhos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/dechets-radioactifs-en-mer-a-1000-km-de-nantes-peut-on-encore-se-baigner-dans-l-atlantique-france-fut-ocean-ecosysteme-1783335859040.jpeg" data-image="b1inp6mfjold" alt="Déchets radioactif Fut Océan profondeur" title="Déchets radioactif Fut Océan profondeur"><figcaption>Mais de 200 000 barris contendo resíduos radioativos foram lançados ao Oceano Atlântico.</figcaption></figure><p>A descoberta de <strong>mais de 200 000 barris de resíduos radioativos submersos nas profundezas do Atlântico</strong> nordeste pode, com razão, suscitar preocupações. No entanto, esses resíduos encontram-se a<strong> cerca de 4 700 metros de profundidade</strong> e<strong> a aproximadamente 1 000 quilómetros da costa francesa</strong>, numa zona abissal muito distante das praias.</p><p>Hoje em dia, o principal desafio não é <strong>o banho na costa</strong>, mas sim a compreensão dos <strong>efeitos a longo prazo destes antigos depósitos nos ecossistemas marinhos profundos</strong>.</p><h2>Uma prática há muito considerada normal</h2><p>Entre <strong>os anos 1950 e 1990</strong>, vários países com indústria nuclear, entre os quais a França, o Reino Unido, a Bélgica e os Países Baixos, <strong>submergiram resíduos radioativos no oceano</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="756042" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-os-gatilhos-de-sismos-impossiveis-em-regioes-estaveis.html" title="Cientistas descobrem os gatilhos de sismos 'impossíveis' em regiões estáveis">Cientistas descobrem os gatilhos de sismos "impossíveis" em regiões estáveis</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-os-gatilhos-de-sismos-impossiveis-em-regioes-estaveis.html" title="Cientistas descobrem os gatilhos de sismos 'impossíveis' em regiões estáveis"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-descobrem-os-gatilhos-de-sismos-impossiveis-em-regioes-estaveis-1772050359885_320.png" alt="Cientistas descobrem os gatilhos de sismos 'impossíveis' em regiões estáveis"></a></article></aside><p>Na altura, esta prática era autorizada e até <strong>considerada uma solução segura</strong>: os barris eram depositados em planícies abissais, longe da costa e <strong>em zonas consideradas geologicamente estáveis</strong>.</p><p>Segundo o CNRS, <strong>mais de 200 000 barris</strong> foram depositados na principal zona de imersão do Atlântico Nordeste. Contêm essencialmente <strong>resíduos de baixa ou muito baixa atividade</strong>, provenientes, nomeadamente, de laboratórios, hospitais ou da indústria nuclear.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="fr" dir="ltr"><a href="https://x.com/hashtag/Communiqu%C3%A9?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Communiqué</a> ️ Menée par le CNRS, avec notamment l'<a href="https://x.com/Ifremer_fr?ref_src=twsrc%5Etfw">@Ifremer_fr</a> et l'<a href="https://x.com/ASNR_FR?ref_src=twsrc%5Etfw">@ASNR_FR</a>, cette campagne vise à mieux comprendre les interactions entre les 200 000 fûts de déchets radioactifs immergés et les écosystèmes de l'océan profond.<br><br> <a href="https://t.co/QNSxgwgzCa">https://t.co/QNSxgwgzCa</a> <a href="https://t.co/ymdPg8Gu2Y">pic.twitter.com/ymdPg8Gu2Y</a></p>— CNRS (@CNRS) <a href="https://x.com/CNRS/status/2072621827830993057?ref_src=twsrc%5Etfw">July 2, 2026</a></blockquote></figure><p>Os resíduos eram geralmente revestidos com <strong>betume, cimento ou resina</strong> antes de serem colocados em barris metálicos <strong>destinados a retardar a sua degradação</strong>. </p><p>Esta <strong>prática foi progressivamente posta em causa</strong> à medida que se foi adquirindo um melhor conhecimento dos impactos ambientais. <strong>A imersão de resíduos radioativos no mar está proibida desde 1993</strong>, na sequência da evolução da regulamentação internacional.</p><h2>Uma campanha científica sem precedentes</h2><p>Durante muito tempo, os cientistas sabiam da existência destes depósitos, mas a <strong>sua localização exata e o seu estado de conservação continuavam mal documentados</strong>. Os meios tecnológicos disponíveis não permitiam explorar facilmente <strong>profundidades superiores a 4 000 m</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dechets-radioactifs-en-mer-a-1000-km-de-nantes-peut-on-encore-se-baigner-dans-l-atlantique-france-fut-ocean-ecosysteme-1783335913245.jpeg" data-image="juypfitef7dz" alt="Déchet radioactif Ocean profondeur fût mer" title="Déchet radioactif Ocean profondeur fût mer"><figcaption>Naquela altura, essa prática era totalmente aceite e normal.</figcaption></figure><p>Para colmatar esta lacuna, o <strong>CNRS lidera o projeto NODSSUM</strong>, em parceria com o Ifremer, a Autoridade de Segurança Nuclear e Radioproteção (ASNR) e vários laboratórios franceses e europeus.</p><p>Uma primeira campanha oceanográfica, realizada em 2025, permitiu <strong>cartografar vários milhares de barris</strong> graças ao robô submarino autónomo UlyX, equipado com um sonar de alta resolução. Os investigadores também recolheram <strong>amostras de água, sedimentos e organismos marinhos </strong>a alguma distância dos barris, a fim de obter um primeiro balanço da situação.</p><h2>Observações inéditas bem junto aos barris</h2><p>Uma segunda missão, realizada <strong>entre maio e junho de 2026 </strong>a bordo do navio oceanográfico <em>Pourquoi Pas</em>?, foi muito mais longe. Desta vez, os cientistas utilizaram o <strong>submarino tripulado Nautile</strong> para efetuar <strong>20 mergulhos a cerca de 4 700 m de profundidade </strong>e observar diretamente vários barris.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777009" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-oceano-poderia-oferecer-mais-de-um-terco-da-solucao-para-o-clima-mas-recebe-menos-de-1-do-financiamento-climatico.html" title="O oceano poderia oferecer mais de um terço da solução para o clima, mas recebe menos de 1% do financiamento climático">O oceano poderia oferecer mais de um terço da solução para o clima, mas recebe menos de 1% do financiamento climático</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-oceano-poderia-oferecer-mais-de-um-terco-da-solucao-para-o-clima-mas-recebe-menos-de-1-do-financiamento-climatico.html" title="O oceano poderia oferecer mais de um terço da solução para o clima, mas recebe menos de 1% do financiamento climático"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/l-ocean-nous-offre-plus-d-un-tiers-de-la-solution-climatique-mais-recoit-moins-de-1-des-financements-pourquoi-ce-paradoxe-1782624838987_320.jpeg" alt="O oceano poderia oferecer mais de um terço da solução para o clima, mas recebe menos de 1% do financiamento climático"></a></article></aside><p> Os investigadores constataram que <strong>alguns barris se encontram num estado avançado de degradação</strong>, tendo-se verificado, em alguns casos, um derrame parcial do seu conteúdo sobre os sedimentos circundantes. </p><p> As medições realizadas no local <strong>confirmaram a presença de radionuclídeos</strong> característicos destes resíduos, <strong>a níveis superiores ao ruído de fundo natural desta zona</strong>, mantendo-se, no entanto, suficientemente baixos para permitir a manipulação das amostras sem restrições significativas em termos de proteção radiológica. </p><h3> Uma fauna abundante nas profundezas abissais</h3><p>A missão reservou também uma surpresa: <strong>as profundezas abissais abrigam uma biodiversidade muito mais rica do que se imaginava</strong> quando estes resíduos foram imersos. Peixes, anémonas, corais, esponjas e até crustáceos<strong> colonizam as imediações dos barris</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dechets-radioactifs-en-mer-a-1000-km-de-nantes-peut-on-encore-se-baigner-dans-l-atlantique-france-fut-ocean-ecosysteme-1783336039437.jpeg" data-image="vtzlg5vbfimh" alt="Fut Déchet radioactif toxique" title="Fut Déchet radioactif toxique"><figcaption>Esses mergulhos ocorreram entre 1950 e 1990. Só em 1993 é que a lei proibiu essa prática.</figcaption></figure><p>Os investigadores procuram agora compreender se a <strong>presença dos resíduos influencia estes ecossistemas</strong> e como é que os radionuclídeos podem circular neste ambiente profundo.</p><p>As numerosas amostras de água, sedimentos e organismos recolhidas serão submetidas a análises laboratoriais nos próximos meses. O objetivo é <strong>compreender melhor o destino da radioatividade no oceano profundo</strong>, um domínio ainda muito pouco estudado, e melhorar os conhecimentos sobre as <strong>interações entre estes antigos depósitos e os ecossistemas abissais</strong>.</p><h3>Atenção, é perigoso tomar banho? </h3><p><strong>A resposta é não</strong>. O CNRS e os seus parceiros não pretendem estudar os riscos da prática da natação para o público em geral. Mas sim <strong>observar os efeitos dos resíduos radioativos no ecossistema marinho circundante</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773259" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/importancia-do-sistema-global-de-observacao-dos-oceanos-riscos-que-enfrenta-e-consequencias-para-a-analise-do-clima.html" title="Importância do Sistema Global de Observação dos Oceanos, riscos que enfrenta e consequências para a análise do clima">Importância do Sistema Global de Observação dos Oceanos, riscos que enfrenta e consequências para a análise do clima</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/importancia-do-sistema-global-de-observacao-dos-oceanos-riscos-que-enfrenta-e-consequencias-para-a-analise-do-clima.html" title="Importância do Sistema Global de Observação dos Oceanos, riscos que enfrenta e consequências para a análise do clima"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/importancia-do-sistema-global-de-observacao-dos-oceanos-riscos-que-enfrenta-e-consequencias-para-a-analise-do-clima-1781129565536_320.jpg" alt="Importância do Sistema Global de Observação dos Oceanos, riscos que enfrenta e consequências para a análise do clima"></a></article></aside><p>Até ao momento, <strong>nada indica que estes resíduos radioativos representem um risco para a prática da natação</strong> nas costas atlânticas francesas. Tanto mais que os barris se encontram a 4 300 m de profundidade e <strong>a mais de 1 000 km das costas francesas mais próximas</strong>, recordam os investigadores.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="CNRS" data-year="2026" data-title="D%C3%A9chets%20radioactifs%20immerg%C3%A9s%20dans%20l'Atlantique%20%3A%20une%20mission%20scientifique%20pour%20documenter%20les%20interactions%20avec%20les%20%C3%A9cosyst%C3%A8mes" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cnrs.fr%2Ffr%2Fpresse%2Fdechets-radioactifs-immerges-dans-latlantique-une-mission-scientifique-pour-documenter-les">CNRS. (2026). <a href="https://www.cnrs.fr/fr/presse/dechets-radioactifs-immerges-dans-latlantique-une-mission-scientifique-pour-documenter-les" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Déchets radioactifs immergés dans l'Atlantique : une mission scientifique pour documenter les interactions avec les écosystèmes</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/residuos-radioativos-no-mar-a-1000-km-de-nantes-ainda-e-possivel-tomar-banho-no-atlantico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal lidera projetos de literacia do oceano, mas desconhece o seu impacto nas escolas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-lidera-projetos-de-literacia-do-oceano-mas-desconhece-o-seu-impacto-nas-escolas.html</link><pubDate>Tue, 07 Jul 2026 14:51:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Cientistas portuguesas alertam para a falta de dados sobre a eficácia das campanhas ambientais, propondo novos modelos participativos para aproximar os cidadãos da preservação marinha.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-lidera-projetos-de-literacia-do-oceano-mas-desconhece-o-seu-impacto-nas-escolas-1783427061199.jpg" data-image="eeexqa1o77wz" alt="Alunos e professor" title="Alunos e professor"><figcaption>Há um grande dinamismo na promoção da literacia do oceano, mas falta avaliar o efeito prático dos programas na população escolar. Foto: Pixabay</figcaption></figure><p>Portugal assume uma posição de destaque na <strong>proteção dos mares</strong> e é reconhecido internacionalmente pelo dinamismo com que promove a literacia do oceano. Há três décadas que o país multiplica projetos educativos, envolvendo <strong>milhares de alunos</strong> em iniciativas dedicadas à sustentabilidade das águas. </p><p>Esta liderança surge detalhada num novo livro global publicado pela prestigiada editora <strong>Springer Nature</strong>, que reúne cerca de <strong>250 autores de 42 países e regiões</strong>. Por trás do volume de atividades escolares, no entanto, esconde-se um paradoxo desconfortável que compromete o sucesso destas políticas públicas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O diagnóstico realizado por uma equipa de investigadoras das universidades de Évora, Lisboa e Porto revela que a esmagadora maioria das ações nunca foi avaliada de forma consistente. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Estima-se que apenas <strong>30 por cento dos programas</strong> tenham passado por algum tipo de <strong>controlo de eficácia</strong>. Sem dados concretos, será impossível saber se o conhecimento transmitido nas salas de aula se traduz em mudanças reais de comportamento na sociedade. O país produziu iniciativas em quantidade, mas falha no momento de medir o retorno prático desse esforço pedagógico.</p><h2>O perigo do conhecimento puramente teórico</h2><p>A análise centrada na realidade escolar recorda o sucesso de programas nacionais como a Escola Azul, O MARE Vai à Escola, CIIMAR na Escola, Educar para uma Geração Azul ou o Coastwatch. São alguns exemplos que demonstram a <strong>forte vitalidade das comunidades académicas </strong>no alinhamento com as metas das Nações Unidas. </p><p>O problema, contudo, reside na <strong>abordagem pedagógica</strong>, que tende a privilegiar a transmissão de conceitos abstratos em detrimento da ação direta. As autoras do estudo explicam que a <strong>falta de monitorização sistemática</strong> impede a consolidação de uma verdadeira consciência ecológica coletiva.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-lidera-projetos-de-literacia-do-oceano-mas-desconhece-o-seu-impacto-nas-escolas-1783427166973.jpg" data-image="5uieq1rns6hz" alt="Cartaz num protesto ambiental" title="Cartaz num protesto ambiental"><figcaption>A educação para participação cívica é a vertente menos desenvolvida dos programas de sensibilização ambiental em Portugal. Foto: domínio público, Pexels</figcaption></figure><p>A lacuna ganha relevância quando se analisa a dimensão do <strong>ativismo social</strong> nas escolas. O relatório aponta que a <strong>participação cívica ativa</strong> é a vertente menos desenvolvida nas dinâmicas educativas nacionais. </p><p>Ao afastar os estudantes da intervenção direta nas comunidades, a <strong>aprendizagem</strong> corre o risco sério de se transformar num <strong>exercício teórico estéril</strong>. As novas gerações acumulam informação sobre as ameaças marinhas, mas carecem de ferramentas práticas para liderar movimentos de contestação ou de conservação do litoral.</p><h2>Laboratórios vivos contra o desconhecimento</h2><p>A resposta para preencher este vazio entre a teoria e a prática pode passar por uma metodologia que começa a ganhar terreno na costa portuguesa. Os chamados <strong>laboratórios vivos</strong> surgem como ecossistemas de inovação aberta concebidos para testar soluções sustentáveis em cenários reais. </p><p>Estas plataformas têm como intuito unir cientistas, empresas locais, cidadãos e decisores políticos na criação conjunta de <strong>respostas para os problemas ambientais de cada região</strong>, potenciando o conhecimento empírico já existente.</p><h2>Saber tradicional esbarra na falta de ferramentas práticas</h2><p>Um segundo estudo sobre a realidade portuguesa avaliou o impacto deste modelo através da auscultação de dezenas de profissionais ligados às <strong>salinas artesanais</strong>, desde Aveiro até ao Algarve. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A recolha de testemunhos confirmou que as comunidades tradicionais possuem uma sabedoria profunda sobre os ecossistemas locais. No entanto, os atores locais enfrentam barreiras intransponíveis no acesso a metodologias que transformem esse saber tradicional em inovação económica sustentável. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Subsiste ainda uma enorme <strong>confusão sobre a verdadeira utilidade</strong> destas estruturas de cooperação, frequentemente confundidas com gabinetes de comunicação ou de resolução de problemas imediatos.</p><h2>Um novo modelo para ligar a ciência às comunidades</h2><p>A investigação conclui que estes centros partilhados assumem um papel fundamental na valorização sustentável da orla costeira nacional. Ao aproximar a ciência das preocupações imediatas das populações, o modelo opera como um <strong>catalisador para mitigar conflitos</strong> territoriais históricos entre a atividade económica e as metas de preservação. A cooperação direta permite desenhar políticas públicas mais próximas das necessidades reais de cada comunidade.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="647316" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-iliteracia-climatica-esta-a-aumentar-e-as-redes-sociais-sao-as-principais-responsaveis-pela-desinformacao-ciencia.html" title="A iliteracia climática está a aumentar e as redes sociais são as principais responsáveis pela desinformação">A iliteracia climática está a aumentar e as redes sociais são as principais responsáveis pela desinformação</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-iliteracia-climatica-esta-a-aumentar-e-as-redes-sociais-sao-as-principais-responsaveis-pela-desinformacao-ciencia.html" title="A iliteracia climática está a aumentar e as redes sociais são as principais responsáveis pela desinformação"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-iliteracia-climatica-esta-a-aumentar-e-as-redes-sociais-sao-as-principais-responsaveis-pela-desinformacao-1710008195104_320.jpeg" alt="A iliteracia climática está a aumentar e as redes sociais são as principais responsáveis pela desinformação"></a></article></aside><p>Desta forma, os laboratórios vivos oferecem a oportunidade ideal para converter o conhecimento em atitudes permanentes de proteção ambiental. A <strong>experiência acumulada</strong> nestes ecossistemas práticos serve de <strong>modelo para o debate</strong> internacional sobre o futuro dos oceanos. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-lidera-projetos-de-literacia-do-oceano-mas-desconhece-o-seu-impacto-nas-escolas-1783427321025.jpg" data-image="a5ivd40t4022" alt="colónia de pinguins" title="colónia de pinguins"><figcaption>Os estudantes acumulam informação sobre ameaças marinhas, mas faltam ferramentas práticas para liderar a conservação do litoral. Foto: Pixabay</figcaption></figure><p>Só através da monitorização dos resultados pedagógicos e do incentivo ao envolvimento cívico será possível garantir que a literacia do oceano deixa de ser um mero plano de intenções para passar a ditar a sobrevivência do litoral.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Zara%20Teixeira%2C%20Raquel%20L.%20Costa%2C%20Patr%C3%ADcia%20Concei%C3%A7%C3%A3o%2C%20Cl%C3%A1udia%20Faria%20%26%20Laura%20Guimar%C3%A3es" data-year="" data-title="Ocean%20Literacy%20in%20Portugal%3A%20Three%20Decades%20of%20Experience%20and%20Innovative%20Educational%20Initiatives%20Supporting%20the%20Ocean%20Decade.%20Ocean%20Literacy%3A%20The%20Foundation%20for%20the%20Success%20of%20the%20Ocean%20Decade%2C%20Volume%20III.%20Springer%20Nature" data-url="https%3A%2F%2Flink.springer.com%2Fchapter%2F10.1007%2F978-3-032-14477-5_16">Zara Teixeira, Raquel L. Costa, Patrícia Conceição, Cláudia Faria & Laura Guimarães. <a href="https://link.springer.com/chapter/10.1007/978-3-032-14477-5_16" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Ocean Literacy in Portugal: Three Decades of Experience and Innovative Educational Initiatives Supporting the Ocean Decade. Ocean Literacy: The Foundation for the Success of the Ocean Decade, Volume III. Springer Nature</a>.</cite><br><cite data-author="C%C3%A1tia%20Marques%2C%20Ana%20Cunha%20%26%20Zara%20Teixeira" data-year="" data-title="Living%20Labs%3A%20A%20Catalyst%20for%20Ocean%20Literacy%20and%20Sustainable%20Innovation.%20Ocean%20Literacy%3A%20The%20Foundation%20for%20the%20Success%20of%20the%20Ocean%20Decade%2C%20Volume%20II.%20Springer%20Nature" data-url="https%3A%2F%2Flink.springer.com%2Fchapter%2F10.1007%2F978-3-032-09453-7_4">Cátia Marques, Ana Cunha & Zara Teixeira. <a href="https://link.springer.com/chapter/10.1007/978-3-032-09453-7_4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Living Labs: A Catalyst for Ocean Literacy and Sustainable Innovation. Ocean Literacy: The Foundation for the Success of the Ocean Decade, Volume II. Springer Nature</a>.</cite><br><cite data-author="Marine%20And%20Environmental%20Sciences%20Centre%20(MARE)" data-year="" data-title="MARE%20contributes%20to%20the%20national%20debate%20on%20ocean%20literacy%20at%20the%202nd%20National%20Conference" data-url="https%3A%2F%2Fmare-centre.pt%2Fen%2Foceanliteracy_conference25">Marine And Environmental Sciences Centre (MARE). <a href="https://mare-centre.pt/en/oceanliteracy_conference25" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">MARE contributes to the national debate on ocean literacy at the 2nd National Conference</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-lidera-projetos-de-literacia-do-oceano-mas-desconhece-o-seu-impacto-nas-escolas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Última projeção do modelo ECMWF para Portugal: temperaturas mais frescas a partir de quinta-feira 9 e gota fria à vista]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ultima-projecao-do-modelo-ecmwf-para-portugal-temperaturas-mais-frescas-a-partir-de-quinta-feira-9-e-gota-fria-a-vista.html</link><pubDate>Tue, 07 Jul 2026 13:41:02 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Aproxima-se uma mudança significativa no estado do tempo em Portugal continental. Além da troca de massas de ar, a possível chegada de bolsas de ar frio em altitude provocará um aumento da instabilidade atmosférica. Saiba onde e quando. </p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xamfkxu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xamfkxu.jpg" id="xamfkxu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Está à vista uma<strong> mudança significativa no estado do tempo em Portugal continental</strong>, com as regiões do litoral a registar valores cada vez mais enquadrados nas temperaturas típicas do mês de julho, enquanto as regiões do interior manter-se-ão quentes, embora com um alívio evidente relativamente aos dias anteriores.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>Além da formação da depressão que se isolará em altitude ao largo da costa ocidental de Portugal continental e Galiza entre sexta-feira (10) e sábado (11), verifica-se, no mapa de temperatura a 500 hPa, a possível passagem de uma pequena bolsa de ar frio, também isolada em altitude, já na quinta-feira (9). Estas duas perturbações contribuirão não só para um alívio das temperaturas como também para o risco de ocorrência de aguaceiros e trovoadas.</div><p><strong>Entre quinta e sexta-feira, dias 9 e 10 de julho, ocorrerá a primeira etapa de um conjunto de dias marcados pela descida gradual das temperaturas</strong>, que será ainda mais significativa durante o fim de semana. Na sexta-feira (10) prevê-se que os termómetros registem valores de temperatura máxima compreendidos entre 19 e 26 ºC no litoral, enquanto o interior registará geralmente valores de máxima entre 30 e 35 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ultima-projecao-do-modelo-ecmwf-para-portugal-temperaturas-mais-frescas-a-partir-de-quinta-feira-9-e-gota-fria-a-vista-1783429819365.png" data-image="dmx9mdmwlyem"><figcaption>A ondulação mais pronunciada do jato polar vai permitir a descida do ar frio em latitude, e essa descida favorecerá o isolamento em altitude de uma depressão, enquadrando-se num processo atmosférico que dará origem à formação de uma gota fria ao largo da costa ocidental de Portugal continental e Galiza.</figcaption></figure><p>Mesmo assim, apesar do substancial alívio térmico, muito abrangente em termos geográficos, <strong>algumas localidades inseridas nos vales dos rios Douro e Guadiana poderão superar o patamar dos 35 ºC</strong>, atingindo ocasionalmente valores entre 36-39 ºC.</p><h2>Alteração na circulação atmosférica mudará o tempo, com massa de ar fresco e gota fria a caminho</h2><p>De acordo com as mais recentes projeções do modelo de confiança da Meteored - o ECMWF, a massa de ar extremamente quente associada à crista anticiclónica sofrerá um desvio para es-nordeste, passando a atingir de forma direta várias regiões espanholas, a França e outros países europeus. Deste modo, <strong>Portugal continental, situado na parte mais ocidental da Europa, ver-se-á à mercê de uma troca de massas de ar</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ultima-projecao-do-modelo-ecmwf-para-portugal-temperaturas-mais-frescas-a-partir-de-quinta-feira-9-e-gota-fria-a-vista-1783430376984.png" data-image="tmb75j1p7t4j"><figcaption>Neste mapa de previsão da temperatura a 500 hPa para sábado, 11 de julho, observa-se uma depressão isolada em altitude, também conhecida por gota fria, perfeitamente formada a oeste da Península Ibérica.</figcaption></figure><p>Isto porque, segundo os mapas de temperatura e vento a 1000 hPa, uma camada atmosférica relativamente próxima da superfície, <strong>verificar-se-á a entrada de uma massa de ar mais fresco proveniente do Atlântico Norte</strong>. Esta massa de ar, mais fresca e húmida, percorrerá uma trajetória desde latitudes setentrionais, próximas da Irlanda, até à costa portuguesa, impulsionada pela circulação atmosférica instalada sobre o Atlântico (ventos dos quadrantes Norte e Oeste).</p><p>Em simultâneo, entre sexta-feira (10) e sábado (11), uma ondulação mais pronunciada da corrente de jato polar será suficientemente intensa para gerar uma <strong>depressão isolada em altitude, que, ao desprender-se da circulação principal da atmosfera, transportará parte do ar frio responsável pelo alívio térmico</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ultima-projecao-do-modelo-ecmwf-para-portugal-temperaturas-mais-frescas-a-partir-de-quinta-feira-9-e-gota-fria-a-vista-1783430247791.png" data-image="84y1ttk3jzv5"><figcaption>Nas tardes de sexta e sábado, dias 10 e 11 de julho, poderá verificar-se um incremento na instabilidade meteorológica, com consequente desenvolvimento de atividade elétrica, geralmente localizada e por vezes forte, sobretudo no interior Norte e Centro. Poderá, ocasionalmente, surgir mais a sul, na Beira Baixa e no interior alentejano.</figcaption></figure><p>Este processo, com início na reta final da semana, manter-se-á presente durante o fim de semana. Como consequência, o calor intenso dará lugar a um <strong>ambiente gradualmente mais suportável em quase todas as regiões do interior, com o litoral a registar temperaturas substancialmente mais amenas</strong> e concordantes com a normal climatológica de julho.</p><p>Adicionalmente, o ar fresco contido em altitude no seio da depressão e associado à advecção de ar fresco proveniente do Atlântico Norte, será responsável pelo risco de gerar <strong>precipitação convectiva, geralmente isolada e irregularmente distribuída</strong>, embora com possibilidade de ser localmente forte. Esta será mais provável durante as <strong>tardes de sexta-feira e sábado, dias 10 e 11 de julho</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777485" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quinta-feira-9-de-julho-a-descida-mais-significativa-das-temperaturas-ocorrera-em-9-distritos-do-interior.html" title="Quinta-feira, 9 de julho, a descida mais significativa das temperaturas ocorrerá em 9 distritos do interior">Quinta-feira, 9 de julho, a descida mais significativa das temperaturas ocorrerá em 9 distritos do interior</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quinta-feira-9-de-julho-a-descida-mais-significativa-das-temperaturas-ocorrera-em-9-distritos-do-interior.html" title="Quinta-feira, 9 de julho, a descida mais significativa das temperaturas ocorrerá em 9 distritos do interior"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quinta-feira-9-de-julho-a-descida-mais-significativa-das-temperaturas-ocorrera-em-9-distritos-do-interior-1783425358370_320.png" alt="Quinta-feira, 9 de julho, a descida mais significativa das temperaturas ocorrerá em 9 distritos do interior"></a></article></aside><p>A instabilidade meteorológica, que possivelmente assumirá a forma de <strong>aguaceiros, trovoada e eventual queda de granizo</strong>, será desencadeada pelo forte gradiente térmico vertical: o ar frio em altitude associado à massa de ar fresco e à depressão isolada, com o ar quente ainda bastante presente à superfície devido ao forte aquecimento diurno e da elevada incidência de radiação solar. Além disto, haverá um acréscimo de <strong>humidade</strong>, que será fundamental para o desenvolvimento de nuvens de evolução diurna.</p><h2>Além do ambiente mais fresco, não se exclui o risco de ocorrência de trovoadas</h2><p>Deste modo, além da diminuição das temperaturas, que resultarão num ambiente substancialmente mais fresco ou ameno, tanto de dia como de noite e de forma mais acentuada no litoral de Portugal continental, <strong>prevê-se a ocorrência de trovoadas, muito irregulares e confinadas geralmente ao interior Norte e Centro</strong>, surgindo com menos frequência noutras zonas do país (Beira Baixa e Alentejo). </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ultima-projecao-do-modelo-ecmwf-para-portugal-temperaturas-mais-frescas-a-partir-de-quinta-feira-9-e-gota-fria-a-vista-1783430109524.png" data-image="rad3d08elywt"><figcaption>Como se pode verificar, é expectável que os aguaceiros tendam a distribuir-se pelo interior Norte e Centro, deixando acumulações entre 5 e 15 mm.</figcaption></figure><p>Os mapas de concentração de raios da Meteored detetam a possibilidade da atividade elétrica tender a aparecer a partir do meio-dia, expandindo-se durante a tarde principalmente sobre <strong>diversas localidades dos distritos de Vila Real, Bragança, Guarda e Castelo Branco</strong> e em áreas montanhosas do<strong> Minho</strong>.</p><p>Além disto, <strong>as acumulações pluviométricas terão tendência a ser escassas</strong> porque os aguaceiros convectivos apresentam, por norma, uma grande variabilidade espacial, algo típico da trajetória caótica dos episódios convectivos da época estival. Porém, são, por vezes, localmente fortes e potencialmente destruidores de culturas agrícolas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ultima-projecao-do-modelo-ecmwf-para-portugal-temperaturas-mais-frescas-a-partir-de-quinta-feira-9-e-gota-fria-a-vista.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quinta-feira, 9 de julho, a descida mais significativa das temperaturas ocorrerá em 9 distritos do interior]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quinta-feira-9-de-julho-a-descida-mais-significativa-das-temperaturas-ocorrera-em-9-distritos-do-interior.html</link><pubDate>Tue, 07 Jul 2026 12:17:23 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois de vários dias marcados por calor extremo, Portugal entra agora numa fase de transição. A partir de quinta-feira, 9 de julho, as temperaturas descem de forma significativa em nove distritos do interior.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xamf23y"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xamf23y.jpg" id="xamf23y"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois de vários dias marcados por calor extremo,<strong> Portugal continental inicia finalmente uma mudança gradual no estado do tempo.</strong> A descida das temperaturas já começou a fazer-se sentir no litoral e estender-se-á progressivamente ao interior, onde quinta-feira (9) deverá marcar o maior alívio térmico desde o início desta onda de calor.</p><h2>O litoral voltou a respirar durante a noite, mas o interior continua muito quente</h2><p>A madrugada desta terça-feira trouxe finalmente algum conforto às regiões costeiras. Distritos como <strong>Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa e Setúbal</strong> voltaram a registar temperaturas inferiores aos 20 ºC durante a noite, permitindo um arrefecimento noturno que não se verificava há vários dias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quinta-feira-9-de-julho-a-descida-mais-significativa-das-temperaturas-ocorrera-em-9-distritos-do-interior-1783424924003.png" data-image="29fkb9s9mift" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-147191">O litoral registou, durante a madrugada do dia de hoje (7) uma madrugada mais fresca, enquanto o interior ainda enfrenta temperaturas próximas dos 40 °C durante esta tarde.</figcaption></figure><p>Apesar disso, a tarde desta terça-feira (7) vai continuar quente no interior. Os <strong>40 ºC deixam de ser a regra para passarem a ser uma exceção</strong>, mas ainda poderão ser alcançados em alguns pontos do Vale do Douro junto à fronteira com Espanha e no Baixo Alentejo, sobretudo em concelhos como Moura, Serpa e Mértola. Porém, na faixa litoral entre Viana do Castelo e Torres Vedras, as <strong>máximas deverão permanecer abaixo dos 25 ºC graças à influência atlântica.</strong></p><h2>Quarta-feira começa mais próxima da normalidade, mas as tardes continuam quentes</h2><p>Na madrugada de quarta-feira, praticamente todo o território continental deverá apresentar temperaturas entre os 14 e os 20 ºC, aproximando-se dos <strong>valores considerados normais para esta época do ano.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quinta-feira-9-de-julho-a-descida-mais-significativa-das-temperaturas-ocorrera-em-9-distritos-do-interior-1783425082655.png" data-image="azk7wjenmjh9" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Na madrugada de quarta-feira, a maioria do território continental já apresenta temperaturas próximas da média climatológica para esta época do ano, sobretudo junto ao litoral.</figcaption></figure><p>Apenas o Algarve, parte do interior do distrito de Beja e alguns locais do interior Centro poderão manter temperaturas ligeiramente superiores. </p><p>Durante a tarde, contudo,<strong> o cenário altera-se pouco face a terça-feira.</strong> Persistirão máximas elevadas no interior e alguns locais poderão ainda aproximar-se dos 40 ºC.</p><h2>Quinta-feira marca a maior descida das temperaturas no interior</h2><p>Será na quinta-feira que se irá observar a alteração mais significativa deste episódio de calor.</p><p>O litoral regressará a temperaturas típicas de julho, enquanto o interior continuará quente, mas com um alívio evidente relativamente aos dias anteriores. Distritos como <strong>Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Santarém, Portalegre, Évora e Beja</strong>, bem como o interior algarvio, <strong>deixarão de apresentar valores pontuais entre os 39 e os 42 ºC.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quinta-feira-9-de-julho-a-descida-mais-significativa-das-temperaturas-ocorrera-em-9-distritos-do-interior-1783425243787.png" data-image="l72rcmxzmzqi" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Quinta-feira traz a descida mais significativa das temperaturas no interior, com nove distritos a deixarem de registar máximas próximas dos 40 °C.</figcaption></figure><p>As máximas passarão, na maioria destas regiões, para valores <strong>inferiores ou equivalentes a 38 ºC</strong>. Embora continuem a ser temperaturas elevadas, representam uma redução significativa quando comparadas com o calor extremo registado durante a primeira semana de julho.</p><h2>Uma massa de ar mais fresco irá substituir gradualmente o ar extremamente quente</h2><p>A explicação para esta mudança encontra-se na circulação atmosférica. Os mapas de temperatura e vento a <strong>1000 hPa</strong>,<strong> uma camada muito próxima da superfície</strong>, mostram a entrada de uma massa de ar mais fresco proveniente do Atlântico Norte. Esta massa de ar percorre uma trajetória desde latitudes próximas da Irlanda até à costa portuguesa, impulsionada pela circulação atmosférica instalada sobre o Atlântico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quinta-feira-9-de-julho-a-descida-mais-significativa-das-temperaturas-ocorrera-em-9-distritos-do-interior-1783425358370.png" data-image="or3oaw9vn0eh" alt="Temperatura e vento 1000 hPa" title="Temperatura e vento 1000 hPa"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-393192">A entrada de uma massa de ar mais fresco proveniente do Atlântico Norte será responsável pela descida gradual das temperaturas entre quinta-feira (9) e o fim de semana em Portugal continental.</figcaption></figure><p>Este processo inicia-se na quinta-feira e <strong>irá continuar presente entre sexta-feira e o fim de semana</strong>. Como consequência, o calor extremo dará lugar a um ambiente bastante mais suportável, sobretudo no litoral e, gradualmente, também em muitas regiões do interior.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777483" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mapa-dos-avisos-7-distritos-em-alerta-por-temperaturas-minimas-e-maximas-extremamente-elevadas-nos-dias-7-e-8-de-julho.html" title="Mapa dos avisos: 7 distritos em alerta por temperaturas mínimas e máximas extremamente elevadas nos dias 7 e 8 de julho">Mapa dos avisos: 7 distritos em alerta por temperaturas mínimas e máximas extremamente elevadas nos dias 7 e 8 de julho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mapa-dos-avisos-7-distritos-em-alerta-por-temperaturas-minimas-e-maximas-extremamente-elevadas-nos-dias-7-e-8-de-julho.html" title="Mapa dos avisos: 7 distritos em alerta por temperaturas mínimas e máximas extremamente elevadas nos dias 7 e 8 de julho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mapa-dos-avisos-7-distritos-em-alerta-por-temperaturas-minimas-e-maximas-extremamente-elevadas-nos-dias-7-e-8-de-julho-1783425016310_320.png" alt="Mapa dos avisos: 7 distritos em alerta por temperaturas mínimas e máximas extremamente elevadas nos dias 7 e 8 de julho"></a></article></aside><p>Apesar da descida prevista, o verão continuará bem presente em Portugal. As temperaturas manter-se-ão elevadas para a época em várias zonas do interior, mas o episódio de calor excecional que marcou os últimos dias deverá finalmente entrar numa fase de dissipação gradual.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quinta-feira-9-de-julho-a-descida-mais-significativa-das-temperaturas-ocorrera-em-9-distritos-do-interior.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mapa dos avisos: 7 distritos em alerta por temperaturas mínimas e máximas extremamente elevadas nos dias 7 e 8 de julho]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mapa-dos-avisos-7-distritos-em-alerta-por-temperaturas-minimas-e-maximas-extremamente-elevadas-nos-dias-7-e-8-de-julho.html</link><pubDate>Tue, 07 Jul 2026 11:51:05 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Hoje e quarta-feira, dias 7 e 8 de julho, há sete distritos de Portugal continental que se mantêm sob aviso laranja de tempo quente. Saiba onde persistem as temperaturas extremamente elevadas e quando será o fim da onda de calor.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xamev62"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xamev62.jpg" id="xamev62"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>A onda de calor está efetivamente na sua reta final em Portugal continental</strong>, persistindo apenas por mais um par de dias e somente nas regiões do interior.</p><p>As últimas projeções do modelo Europeu, organismo de confiança da Meteored, <strong>salientam a continuidade de temperaturas muito elevadas no interior até quinta-feira (9)</strong>, ao passo que o litoral já tem vindo a registar uma lenta e gradual descida térmica desde a passada segunda-feira (6). Nas zonas mais quentes do país, localizadas nalguns pontos do interior, os termómetros ainda poderão escalar até aos 41 ºC.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>À medida que a crista anticiclónica se movimenta para norte e perde influência sobre a nossa geografia, <strong>a massa de ar muito quente associada a esta região de altas pressões vai sendo progressivamente desviada para leste</strong>, rumo ao Mediterrâneo, fazendo com que as temperaturas elevadas desçam de forma lenta, gradual e faseada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mapa-dos-avisos-7-distritos-em-alerta-por-temperaturas-minimas-e-maximas-extremamente-elevadas-nos-dias-7-e-8-de-julho-1783424203543.png" data-image="x8cdd0kd4wug"><figcaption>Massa de ar muito quente sofrerá um desvio para es-nordeste à medida que a região de altas pressões se for deslocando para latitudes mais setentrionais.</figcaption></figure><p><strong>Primeiro nas regiões do litoral, onde a nortada e a proximidade ao efeito moderador do Atlântico potenciam a entrada de ar mais fresco</strong>, e, posteriormente, a partir de quinta-feira (9), também no interior, à medida que a massa de ar extremamente quente se afasta da geografia.</p><h2>Aviso laranja de tempo quente mantém-se em 7 distritos hoje e amanhã</h2><p>O IPMA corrobora as previsões plasmadas nos mapas de referência da Meteored, mantendo hoje - terça-feira, 7 de julho - e amanhã - quarta-feira, 8 de julho - 7 distritos de Portugal continental sob aviso laranja de tempo quente devido à persistência de temperaturas máximas e mínimas extremamente elevadas: <strong>Bragança, Castelo Branco, Guarda, Portalegre, Évora, Beja e Faro</strong>.</p><table><thead><tr><th>Capital distrital</th><th>Temperatura Máxima Terça-feira, 7 de julho</th><th>Temperatura Mínima Terça-feira, 7 de julho</th><th>Temperatura Máxima Quarta-feira, 8 de julho</th><th>Temperatura Mínima Quarta-feira, 8 de julho</th></tr></thead><tbody><tr><td>Bragança</td><td>37 ºC</td><td>20 ºC</td><td>37 ºC</td><td>18 ºC</td></tr><tr><td>Castelo Branco</td><td>39 ºC</td><td>21 ºC</td><td>39 ºC</td><td>19 ºC</td></tr><tr><td>Guarda</td><td>33 ºC</td><td>19 ºC</td><td>34 ºC</td><td>19 ºC</td></tr><tr><td>Portalegre</td><td>36 ºC</td><td>21 ºC</td><td>38 ºC</td><td>21 ºC</td></tr><tr><td>Évora</td><td>39 ºC</td><td>18 ºC</td><td>40 ºC</td><td>17 ºC</td></tr><tr><td>Beja</td><td>39 ºC</td><td>19 ºC</td><td>40 ºC</td><td>19 ºC</td></tr><tr><td>Faro</td><td>35 ºC</td><td>22 ºC</td><td>34 ºC</td><td>22 ºC</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="5">Fonte: Meteored e IPMA</td></tr></tbody></table><h2>Nortada e proximidade ao Atlântico amenizam substancialmente as temperaturas no litoral</h2><p>A influência do Atlântico está na origem desta evolução desigual e faseada das temperaturas. <strong>O ar marítimo, mais fresco e húmido, faz-se sentir primeiro na faixa costeira, exercendo um efeito termorregulador nas regiões mais próximas ao oceano</strong>. Mais para o interior, a massa de ar quente permanecerá durante mais algumas jornadas sobre a nossa geografia, com tardes muito quentes, mesmo quando o litoral já revela um ambiente mais ameno.</p><p>Entretanto, a progressiva desintensificação da massa de ar quente ocorrerá à medida que a mesma se for deslocando para leste, o<strong> que se traduzirá numa gradual descida das temperaturas no interior</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mapa-dos-avisos-7-distritos-em-alerta-por-temperaturas-minimas-e-maximas-extremamente-elevadas-nos-dias-7-e-8-de-julho-1783424278801.png" data-image="9j5vrfhva7um"><figcaption>O Vale do Guadiana poderá registar a temperatura máxima mais elevada na quarta-feira, 8 de julho, estando previstos 41 ºC.</figcaption></figure><p>Deste modo, já nesta terça-feira (7) o alívio térmico ficará mais evidente na faixa costeira ocidental, sobretudo no litoral Norte e Centro, estando prevista uma temperatura máxima de <strong>22 ºC no Porto, 23 ºC em Aveiro, 27 ºC em Leiria e 30 ºC em Coimbra</strong>.</p><p>Lisboa ainda permanecerá bastante quente, com 33 ºC, mas já ligeiramente menos quente do que nos últimos dias, convergindo com a tendência para um gradual alívio do calor. <strong>O interior manterá temperaturas elevadas, com as zonas mais quentes - entre Beira Baixa e Alentejo - a registarem valores de máxima em torno dos 39 ºC</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777461" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-a-10-dias-em-portugal-a-crista-anticiclonica-saira-disparada-para-norte-e-mudara-o-tempo.html" title="Tendências a 10 dias em Portugal: a crista anticiclónica sairá disparada para norte e mudará o tempo">Tendências a 10 dias em Portugal: a crista anticiclónica sairá disparada para norte e mudará o tempo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-a-10-dias-em-portugal-a-crista-anticiclonica-saira-disparada-para-norte-e-mudara-o-tempo.html" title="Tendências a 10 dias em Portugal: a crista anticiclónica sairá disparada para norte e mudará o tempo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-a-crista-anticiclonica-saira-disparada-para-norte-e-mudara-o-tempo-1783413608637_320.png" alt="Tendências a 10 dias em Portugal: a crista anticiclónica sairá disparada para norte e mudará o tempo"></a></article></aside><p>Para amanhã - quarta-feira, 8 de julho - prevê-se que o calor resista nas regiões do interior e possa até mesmo intensificar-se nalguns locais. Em capitais distritais como <strong>Santarém, o termómetro atingirá os 35 ºC, em Castelo Branco 39 ºC e Évora e Beja 40 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mapa-dos-avisos-7-distritos-em-alerta-por-temperaturas-minimas-e-maximas-extremamente-elevadas-nos-dias-7-e-8-de-julho-1783424354918.png" data-image="r36k7q26nd49"><figcaption>No interior as temperaturas continuarão a registar valores até 8 ºC acima dos valores médios de referência.</figcaption></figure><p>A partir de quinta-feira, 9 de julho, o alívio térmico já será mais abrangente geograficamente, com o interior também mais fresco. O<strong> aviso laranja de tempo quente só se manterá nos distritos de Bragança e Guarda</strong>, baixando para o nível amarelo nos distritos de Beja, Castelo Branco, Évora, Faro, Portalegre e Vila Real.</p><p>Mesmo assim, os mapas demonstram que haverá persistência de valores elevados de temperatura máxima em diversas zonas do interior - <strong>entre 35 e 39 ºC - em particular nalgumas áreas do Nordeste Transmontano (como o vale do Douro), a Beira Baixa, o Alentejo e o Sotavento Algarvio</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mapa-dos-avisos-7-distritos-em-alerta-por-temperaturas-minimas-e-maximas-extremamente-elevadas-nos-dias-7-e-8-de-julho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tendências a 10 dias em Portugal: a crista anticiclónica sairá disparada para norte e mudará o tempo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-a-10-dias-em-portugal-a-crista-anticiclonica-saira-disparada-para-norte-e-mudara-o-tempo.html</link><pubDate>Tue, 07 Jul 2026 10:07:35 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A partir de hoje, a crista anticiclónica que tem influenciado o cenário atmosférico em Portugal, irá começar a movimentar-se para norte. Quais serão os efeitos? Acompanhe aqui!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xamdkm2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xamdkm2.jpg" id="xamdkm2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Esta semana arrancou sob a influência de um anticiclone, no entanto, é expectável que o mesmo <strong>comece a afastar-se para norte</strong>, podendo levar à possibilidade de surgirem alguns centros de baixa pressão nos próximos dias.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br><br>É possível observar a movimentação da crista anticiclónica para norte. Ao longo dos próximos dias, poderão surgir centros de baixa pressão sobre a Península Ibérica.</div><p>Esta <strong>movimentação de altas e baixas pressões poderá resultar numa mudança no padrão atmosférico</strong> em Portugal. Um dos efeitos poderá ser a ocorrência de chuva em alguns pontos do país. Confira onde, abaixo!</p><h2>A partir de quinta-feira podem surgir centros de baixa pressão sobre a Península Ibérica</h2><p>Amanhã, quarta-feira, é expectável que o litoral, especialmente Norte e Centro, conte com uma<strong> maior nebulosidade</strong>, à medida que o anticiclone se afasta. Ainda assim, espera-se um dia seco e com temperaturas elevadas ao longo da faixa interior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-a-crista-anticiclonica-saira-disparada-para-norte-e-mudara-o-tempo-1783414265661.png" data-image="2vul4r4jijdl" alt="baixa pressão; chuva e nuvens" title="baixa pressão; chuva e nuvens"><figcaption>Até aos últimos dias da semana poderão surgir algumas depressões sobre a nossa geografia, podendo dar-se a possibilidade de ocorrência de chuva em alguns locais do país.</figcaption></figure><p>Esta tendência poderá repetir-se na quinta-feira, onde deverá <strong>surgir um centro de baixa pressão sobre a Península Ibérica</strong>, devendo resultar numa persistência da nebulosidade principalmente no Norte do país e no surgimento de alguns núcleos de chuva sobre a vizinha Espanha.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Na sexta-feira, a <strong>nebulosidade poderá tornar-se mais evidente </strong>e a chuva poderá chegar a alguns locais do continente, como podemos observar no mapa acima. Esta poderá surgir nas primeiras horas da tarde, devendo concentrar-se ao final da tarde no Nordeste Transmontano.</p><h2>Nos dias seguintes pode dar-se nova mudança</h2><p>No sábado, entre as 16h e as 19h não se descarta a possibilidade de ocorrência de chuva fraca no Norte do país, entre o noroeste e o nordeste, devido à continuação da influência da baixa pressão localizada sobre a península. No entanto, <strong>espera-se que no domingo, dia 12, o domínio das altas pressões regresse</strong>, trazendo a estabilidade de volta.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777396" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/38-c-previstos-em-castelo-branco-evora-e-beja-saiba-quais-serao-as-horas-de-maior-calor-entre-terca-e-quarta-feira.html" title="38 ºC previstos em Castelo Branco, Évora e Beja: saiba quais serão as horas de maior calor entre terça e quarta-feira">38 ºC previstos em Castelo Branco, Évora e Beja: saiba quais serão as horas de maior calor entre terça e quarta-feira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/38-c-previstos-em-castelo-branco-evora-e-beja-saiba-quais-serao-as-horas-de-maior-calor-entre-terca-e-quarta-feira.html" title="38 ºC previstos em Castelo Branco, Évora e Beja: saiba quais serão as horas de maior calor entre terça e quarta-feira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/38-c-previstos-em-castelo-branco-evora-e-beja-saiba-quais-serao-as-horas-de-maior-calor-entre-terca-e-quarta-feira-1783385231171_320.png" alt="38 ºC previstos em Castelo Branco, Évora e Beja: saiba quais serão as horas de maior calor entre terça e quarta-feira"></a></article></aside><p>Ainda assim, espera-se que ao longo da próxima semana, possam haver dias com maior nebulosidade e não se descarta a <strong>possibilidade de chuva fraca no noroeste na próxima segunda-feira</strong>, dia 13. Contudo, os nossos mapas mostram ainda a aproximação de uma frente com mais chuva no dia 16, pelo que aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações, em <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/" target="_blank" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">tempo.pt</a>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-a-10-dias-em-portugal-a-crista-anticiclonica-saira-disparada-para-norte-e-mudara-o-tempo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O ar condicionado tornou-se uma questão política na Europa: a onda de calor que mudou o debate]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-ar-condicionado-tornou-se-uma-questao-politica-na-europa-a-onda-de-calor-que-mudou-o-debate.html</link><pubDate>Tue, 07 Jul 2026 07:21:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Uma onda de calor histórica, com mais de 1.300 mortes registadas pela Organização Mundial da Saúde desde 21 de junho, trouxe à tona no debate público europeu uma questão que parecia resolvida: é necessário instalar mais aparelhos de ar condicionado?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-aire-acondicionado-se-volvio-tema-politico-en-europa-la-ola-de-calor-que-cambio-el-debate-1783239402108.jpg" data-image="mnlkar03yp8o" alt="debate sobre ar condicionado" title="debate sobre ar condicionado"><figcaption>O debate sobre o uso de ar condicionado em grande parte da Europa tornou-se uma questão política em decorrência das ondas de calor cada vez mais intensas. No sul, a Espanha é um dos países mais bem preparados para lidar com o calor.</figcaption></figure><p>Na Europa, mais de 1.300 pessoas morreram em pouco mais de uma semana devido ao calor extremo. O Diretor-Geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, informou que, desde 21 de junho,<strong> foram registadas mais de 1.300 mortes adicionais ligadas às temperaturas elevadas no continente</strong> e que 150 milhões de pessoas estão atualmente a viver em condições de calor extremo, segundo o jornal La Nación. Somente na França, as autoridades de saúde registaram quase 1.000 mortes a mais do que o esperado desde 24 de junho, a maioria delas entre pessoas com mais de 65 anos.</p><div class="texto-destacado"><p>Com mais de 1.300 mortes associadas ao calor extremo e milhões de pessoas expostas a temperaturas recordes, a Europa enfrenta um debate sem precedentes: como expandir os sistemas de refrigeração para salvar vidas sem agravar as alterações climáticas.</p></div><p>Neste contexto, uma questão resolvida há décadas noutras partes do mundo reaparece na agenda europeia: o ar condicionado. Segundo dados da Agência Internacional de Energia citados pela Euronews, <strong>apenas entre 19% e 20% dos lares europeus possuem este sistema, bem abaixo dos estimados 90% para os Estados Unidos ou o Japão</strong>. Um dos países europeus mais bem preparados para lidar com o calor é a Espanha, onde é evidente que o ar condicionado salva vidas.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/su0DBiIgkYU/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=su0DBiIgkYU" id="su0DBiIgkYU"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>O que chama a atenção não é apenas a diferença em si, mas o facto de que a discussão sobre como eliminá-la, ou mesmo se vale a pena eliminá-la, deixou de ser uma questão técnica ou uma decisão individual, <strong>tornando-se um grande debate político, com posições opostas até mesmo dentro da mesma esfera ideológica</strong>. Com as casas incapazes de manter temperaturas internas abaixo de 35 °C, este debate continua a intensificar-se.</p><h2>Um conjunto habitacional que nunca foi projetado para o calor</h2><p>A baixa penetração do ar condicionado na Europa não é apenas uma questão cultural: tem uma explicação estrutural. De acordo com um relatório de 2020 apoiado pelo Ministério da Transição Ecológica da França, apenas um quarto dos lares franceses possui ar condicionado. No Reino Unido, a proporção é ainda menor, em torno de 14%, segundo dados do The Guardian divulgados pela Radio-Canada.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="fr" dir="ltr">Cette animation est saisissante. Elle montre, en seulement quelques secondes, l'accélération spectaculaire de la fréquence des vagues de chaleur au cours des 126 dernières années en France.<br><br>Au cours des 10 dernières années (20172026), la France a connu 18 vagues de chaleur. À <a href="https://t.co/YJCwaaC8bJ">pic.twitter.com/YJCwaaC8bJ</a></p>— Dr. Serge Zaka (Dr. Zarge) (@SergeZaka) <a href="https://x.com/SergeZaka/status/2072741058216165747?ref_src=twsrc%5Etfw">July 2, 2026</a></blockquote></figure><p>Grande parte do parque habitacional europeu foi construído para reter calor durante o inverno, e <strong>não para dissipá-lo durante os verões cada vez mais extremos</strong>. Julien Hans, diretor de pesquisa e inovação do Centro Científico e Técnico da Construção (CSTB) da França, explicou à Euronews que aproximadamente metade das casas do país não está adaptada para suportar temperaturas tão elevadas quanto as registadas este ano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-aire-acondicionado-se-volvio-tema-politico-en-europa-la-ola-de-calor-que-cambio-el-debate-1783239468409.jpg" data-image="wczoqob9ua8j" alt="Calor e saúde" title="Calor e saúde"><figcaption>(A) Média anual de horas de risco por pessoa para stress térmico relacionado com a atividade física (atividades de intensidade moderada) por sub-região europeia por hora do dia para três períodos (1990–2000, 2001–11 e 2012–22). (B) Variação na taxa de mortalidade relacionada com o calor, expressa como o número de mortes por 100.000 habitantes entre 2003–12 e 2013–22 para homens e (C) para mulheres.</figcaption></figure><p>Esta discrepância entre as alterações climáticas e as construções existentes explica, em parte, o aumento nas procuras online: segundo dados do Google Trends citados pela Euronews, <strong>as pesquisas sobre a instalação de ar-condicionado em residências aumentaram 130% na França</strong> desde o início da elevação das temperaturas, um salto que se repetiu, com intensidade variável, noutros países europeus. Analistas do Boston Consulting Group, também citados pela Euronews, projetam que o número de unidades instaladas na União Europeia poderá ultrapassar 275 milhões até 2050, mais que o dobro do número registado em 2019.</p><h2>Da resistência ambiental à promessa eleitoral</h2><p>Na França, onde as eleições presidenciais serão realizadas em 2027, o ar-condicionado tornou-se um símbolo político. A líder da extrema-direita, Marine Le Pen, reiterou a sua promessa de uma "<strong>grande modernização do sistema de ar-condicionado</strong>" para todo o país, enquanto o líder da esquerda radical, Jean-Luc Mélenchon, adotou a posição oposta, chamando-o de "uma falsa solução que agrava o problema" e exigindo, em vez disso, melhores políticas de isolamento térmico para edifícios, segundo a Euronews.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/JROpU6ni2RE/sddefault.jpg" alt="youtube video id=JROpU6ni2RE" id="JROpU6ni2RE"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A novidade é que este mesmo debate começou a circular dentro do movimento ambientalista, tradicionalmente relutante em adotar o ar-condicionado devido ao seu impacto ambiental. Marine Tondelier, candidata nas primárias da Esquerda Unida para 2027, <strong>reconheceu a necessidade urgente de climatizar espaços públicos </strong>como escolas e hospitais, conforme noticiado pelo jornal La Tercera. A congressista Sandrine Rousseau, do mesmo movimento, admitiu algo semelhante numa entrevista na televisão.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774271" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-indice-de-calor-vai-alem-dos-termometros-a-humidade-multiplica-o-risco-durante-as-ondas-de-calor.html" title="O índice de calor vai além dos termómetros: a humidade multiplica o risco durante as ondas de calor">O índice de calor vai além dos termómetros: a humidade multiplica o risco durante as ondas de calor</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-indice-de-calor-vai-alem-dos-termometros-a-humidade-multiplica-o-risco-durante-as-ondas-de-calor.html" title="O índice de calor vai além dos termómetros: a humidade multiplica o risco durante as ondas de calor"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-indice-de-calor-vai-alem-dos-termometros-a-humidade-multiplica-o-risco-durante-as-ondas-de-calor-1781643749224_320.jpg" alt="O índice de calor vai além dos termómetros: a humidade multiplica o risco durante as ondas de calor"></a></article></aside><p>A nível da UE, a Comissão Europeia tem evitado, até agora, tomar uma posição definitiva. A sua principal porta-voz, Paula Pinho, <strong>descreveu a onda de calor como "sem precedentes" e não descartou a possibilidade de o uso de ar condicionado</strong> ser debatido a nível político, embora tenha salientado que a sua instalação depende de cada Estado-membro e das decisões individuais dos consumidores, conforme noticiado pelo ElNacional.cat. Uma nota para concluir: grande parte da Europa enfrenta atualmente outra onda de calor extrema, e o debate ameaça tornar-se recorrente.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-ar-condicionado-tornou-se-uma-questao-politica-na-europa-a-onda-de-calor-que-mudou-o-debate.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[38 ºC previstos em Castelo Branco, Évora e Beja: saiba quais serão as horas de maior calor entre terça e quarta-feira]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/38-c-previstos-em-castelo-branco-evora-e-beja-saiba-quais-serao-as-horas-de-maior-calor-entre-terca-e-quarta-feira.html</link><pubDate>Tue, 07 Jul 2026 06:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os mapas meteorológicos mostram que o calor continuará muito intenso no interior do país durante os dias 7 e 8 de julho. Explicamos em que horas do dia as temperaturas deverão atingir os valores máximos em Castelo Branco, Évora e Beja.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xam4ptu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xam4ptu.jpg" id="xam4ptu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois de vários dias consecutivos de temperaturas muito elevadas, o calor deverá continuar a fazer-se sentir em grande parte do interior de Portugal durante terça-feira (7) e quarta-feira (8). <strong>Castelo Branco, Évora e Beja</strong> voltam a surgir entre as cidades mais quentes do país, com máximas próximas dos <strong>38 ºC</strong> e um ambiente bastante quente durante grande parte da tarde.</p><h2>Castelo Branco, Évora e Beja voltam a aproximar-se dos 38 ºC</h2><p>Os mapas meteorológicos mostram que a massa de ar muito quente continuará instalada sobre a Península Ibérica, favorecendo temperaturas elevadas em praticamente todo o interior Centro e Sul.</p><p>Durante <strong>terça-feira</strong>, os valores deverão subir rapidamente ao longo da manhã, atingindo o período mais quente do dia <strong>entre as 16h e as 17h</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/38-c-previstos-em-castelo-branco-evora-e-beja-saiba-quais-serao-as-horas-de-maior-calor-entre-terca-e-quarta-feira-1783362530580.png" data-image="yntqzyh51zrt" alt="Terça-feira marcará o início de mais uma tarde de calor intenso no interior" title="Terça-feira marcará o início de mais uma tarde de calor intenso no interior"><figcaption>As temperaturas deverão aproximar-se dos 38 ºC em Castelo Branco, Évora e Beja durante a tarde de terça-feira, numa das fases mais quentes do dia.</figcaption></figure><p>Embora o aquecimento comece logo durante a manhã, será durante esse intervalo horário que os termómetros deverão registar os valores máximos nas três cidades, antes de iniciarem uma descida gradual ao final da tarde.</p><h2>Quarta-feira poderá repetir o cenário de calor intenso</h2><p>Na quarta-feira, a situação meteorológica deverá sofrer poucas alterações. O calor continuará persistente e o interior do território voltará a registar temperaturas muito elevadas.</p><p>Castelo Branco poderá aproximar-se dos <strong>39 ºC</strong>, enquanto Évora e Beja deverão voltar a atingir cerca de <strong>38 ºC</strong>, mantendo-se entre as cidades mais quentes de Portugal continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/38-c-previstos-em-castelo-branco-evora-e-beja-saiba-quais-serao-as-horas-de-maior-calor-entre-terca-e-quarta-feira-1783363095576.png" data-image="t69hj23zthal" alt="Quarta-feira poderá concentrar os valores mais elevados deste episódio de calor" title="Quarta-feira poderá concentrar os valores mais elevados deste episódio de calor"><figcaption>O período entre as 16h e as 17h deverá voltar a corresponder ao momento de maior aquecimento, com Castelo Branco perto dos 39 ºC e Évora e Beja próximas dos 38 ºC.</figcaption></figure><p>À semelhança do dia anterior, o período compreendido entre <strong>as 16h e as 17h</strong> deverá corresponder ao momento de maior aquecimento, altura em que a radiação solar acumulada e a persistência da massa de ar quente favorecem as temperaturas máximas.</p><h2>O calor mantém-se intenso também em altitude</h2><p>Os mapas previstos para cerca de <strong>1500 metros de altitude (850 hPa)</strong> confirmam que a massa de ar quente continuará muito bem estabelecida sobre Portugal e grande parte da Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/38-c-previstos-em-castelo-branco-evora-e-beja-saiba-quais-serao-as-horas-de-maior-calor-entre-terca-e-quarta-feira-1783363269156.png" data-image="8rwb5osud2fi" alt="A atmosfera continuará muito quente a cerca de 1500 metros de altitude" title="A atmosfera continuará muito quente a cerca de 1500 metros de altitude"><figcaption>A temperatura prevista a 850 hPa confirma que a massa de ar muito quente permanecerá instalada sobre Portugal, favorecendo máximas muito elevadas à superfície.</figcaption></figure><p>Este é um dos principais indicadores utilizados para avaliar a intensidade de episódios de calor, refletindo uma atmosfera muito quente desde os níveis médios até à superfície.</p><h2>Temperaturas continuam muito acima do normal para julho</h2><p>Os mapas de<strong> anomalia térmica a aproximadamente 1500 metros de altitude</strong> continuam igualmente a destacar valores bastante superiores ao habitual para esta época do ano.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777342" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-vermelho-por-calor-extremo-mantem-se-em-4-distritos-mas-o-tempo-vai-mudar-saiba-onde-havera-alivio-termico.html" title="Aviso vermelho por calor extremo mantém-se em 4 distritos, mas o tempo vai mudar: saiba onde haverá alívio térmico">Aviso vermelho por calor extremo mantém-se em 4 distritos, mas o tempo vai mudar: saiba onde haverá alívio térmico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-vermelho-por-calor-extremo-mantem-se-em-4-distritos-mas-o-tempo-vai-mudar-saiba-onde-havera-alivio-termico.html" title="Aviso vermelho por calor extremo mantém-se em 4 distritos, mas o tempo vai mudar: saiba onde haverá alívio térmico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aviso-vermelho-por-calor-extremo-mantem-se-em-4-distritos-mas-o-tempo-vai-mudar-saiba-onde-havera-alivio-termico-1783344159686_320.png" alt="Aviso vermelho por calor extremo mantém-se em 4 distritos, mas o tempo vai mudar: saiba onde haverá alívio térmico"></a></article></aside><p>Grande parte do território continental deverá permanecer entre <strong>6 e 8 ºC acima da média climatológica</strong>, confirmando que este episódio continua a apresentar uma intensidade pouco comum para o início de julho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/38-c-previstos-em-castelo-branco-evora-e-beja-saiba-quais-serao-as-horas-de-maior-calor-entre-terca-e-quarta-feira-1783363439750.png" data-image="mtlhpii4i2we" alt="As temperaturas continuarão vários graus acima da média climatológica" title="As temperaturas continuarão vários graus acima da média climatológica"><figcaption>Grande parte de Portugal continental deverá registar anomalias térmicas entre 6 e 8 ºC acima da média a 850 hpa (1500 metros de altitude), evidenciando a persistência deste episódio de calor.</figcaption></figure><p>Apesar de pequenas oscilações entre os dois dias, tudo indica que o calor continuará a dominar o estado do tempo durante boa parte da semana, sendo aconselhável evitar exposição prolongada ao sol nas horas de maior calor e manter uma boa hidratação.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/38-c-previstos-em-castelo-branco-evora-e-beja-saiba-quais-serao-as-horas-de-maior-calor-entre-terca-e-quarta-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mecanismo de Proteção Civil da UE foi ativado e já vieram 118 bombeiros de Espanha. Fogo de Vouzela está dominado]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mecanismo-de-protecao-civil-da-ue-foi-ativado-e-ja-vieram-118-bombeiros-de-espanha-fogo-de-vouzela-esta-dominado.html</link><pubDate>Tue, 07 Jul 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Os dados provisórios do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais revelam que, nos últimos cinco dias, os 4.592 incêndios florestais ocorridos este ano já geraram mais de 15 mil hectares de área ardida. Arderam 11.834 hectares só na região Norte.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mecanismo-de-protecao-civil-da-ue-foi-ativado-e-ja-vieram-118-bombeiros-de-espanha-fogo-de-vouzela-esta-dominado-1783356105158.jpg" data-image="dvci6ru73yck" alt="Incêndio" title="Incêndio"><figcaption>O Ministério da Administração Interna, tutelado por Luís Neves, acionou o mecanismo de cooperação bilateral com Espanha e Marrocos e o Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia.</figcaption></figure><p>O Governo de Portugal solicitou na passada sexta-feira, 6 de julho, o <strong>envio de quatro aviões Canadair e uma equipa da Unidade Militar de Emergências</strong>, com a indicação de que as aeronaves fossem de imediato integradas no Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios Rurais.</p><p>O Ministério da Administração Interna, tutelado por Luís Neves, acionou também mecanismo de cooperação bilateral com Espanha e Marrocos.</p><p>No final da última semana e nos próximos dias, Portugal continental vai enfrentar “uma onda de calor com previsões meteorológicas de grande adversidade”, assume o Governo.</p><p>Têm estado a ser <strong>registadas temperaturas máximas superiores a 40ºC, humidade relativa inferior a 20%, o que resulta numa seca extrema da vegetação </strong>e vento forte, com rajadas entre os 45 km/h e os 55 km/h.</p><p>Outra das decisões tomadas pelo Governo foi a de <strong>acionar do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia</strong>.</p><h2> 118 bombeiros e 45 veículos de Espanha</h2><p>O Executivo liderado por Luís Montenegro teve em conta “as previsões meteorológicas de grande adversidade”, com valores extremos que não se verificavam desde 2001.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mecanismo-de-protecao-civil-da-ue-foi-ativado-e-ja-vieram-118-bombeiros-de-espanha-fogo-de-vouzela-esta-dominado-1783356224023.jpg" data-image="lqyow50jqjen" alt="Avião Canadair" title="Avião Canadair"><figcaption>A Comissão Europeia fez saber que chegaram a Portugal “118 bombeiros e 45 veículos vindos de Espanha algumas horas após a ativação” e que “foram destacadas três aeronaves rescEU de combate a incêndios [oriundas] de Itália e Espanha”. </figcaption></figure><p>A decisão também se justificou devido aos “<strong>incêndios de elevada complexidade ativos no país e o número de ocorrências que se têm registado”, em particular o de Vouzela</strong> (distrito de Viseu), que deflagrou às 03:04 horas da passada quinta-feira, 2 de julho.</p><div class="texto-destacado"> A Comissão Europeia fez saber que <strong>chegaram a Portugal “118 bombeiros e 45 veículos vindos de Espanha algumas horas após a ativação</strong>” e que “foram destacadas <strong>três aeronaves rescEU de combate a incêndios</strong> [oriundas] de Itália e Espanha”. E os resultados já estão à vista. Ontem, domingo, o <strong>comandante dos Bombeiros Voluntários de Vouzela, Francisco Lima, adiantou que o incêndio</strong>, que começou em Tourelhe, freguesia de Cambra, e se propagou aos concelhos de Oliveira de Frades e Tondela, também no distrito de Viseu, e ao de Águeda, no distrito de Aveiro, <strong>estava dominado</strong>. </div><p>Isto, pese embora se tenham verificado <strong>alguns reacendimentos</strong>.</p><h2> 777 bombeiros de 14 países</h2><p>Este ano, a Comissão Europeia destacou um número recorde de bombeiros para combater os incêndios florestais na Europa.</p><p>E fez saber que “já se encontram ou estarão em breve estrategicamente <strong>posicionados em zonas de alto risco em Chipre, Grécia, Itália, França, Espanha e Portugal 777 bombeiros provenientes de 14 países</strong> europeus”. </p><p>Paralelamente, “<strong>22 aviões de combate a incêndios e cinco helicópteros da frota da UE estão prontos </strong>para apoiar os países sob pressão”.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Hadja Lahbib, comissária europeia com a pasta da Igualdade, Preparação para Crises e Gestão de Crises, assumiu que “Portugal e a França enfrentam uma ameaça extrema de incêndios florestais durante esta grave onda de calor”, pelo que “cada minuto é importante”. “Orgulho-me de ver o Mecanismo de Proteção Civil da UE prestar, uma vez mais, um apoio rápido quando este é mais necessário", disse a comissária, citada em comunicado.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>As aeronaves de combate a incêndios, as equipas terrestres e os veículos da Suécia, de Chipre, de Itália e de Espanha já estão a ajudar as equipas de emergência no terreno”, assegurou a comissária.</p><p>Hadja Lahbib deu a garantia de que “a Europa mantém-se unida” na “determinação em proteger vidas, comunidades, meios de subsistência e o nosso ambiente natural”.</p><h2>Cooperação entre países da UE e oito Estados</h2><p>Criado em Outubro de 2001, o <strong>M</strong><strong>ecanismo de Proteção Civil da União Europeia visa reforçar a cooperação entre os países da UE e oito Estados participantes</strong> em matéria de proteção civil. O objetivo é melhorar a prevenção, preparação e resposta a catástrofes.</p><p>Qualquer país do mundo pode pedir assistência através do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia, <strong>quando uma situação de emergência ultrapassa as suas capacidades de resposta </strong>a uma catástrofe.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mecanismo-de-protecao-civil-da-ue-foi-ativado-e-ja-vieram-118-bombeiros-de-espanha-fogo-de-vouzela-esta-dominado-1783356290415.jpg" data-image="qwlfmvpqcps8" alt="Combate a incêndio" title="Combate a incêndio"><figcaption>Em toda a região norte, a área ardida até ao momento totaliza este ano 11.834 hectares. Em relação ao mesmo período de 2025, a área ardida quase quadruplicou.</figcaption></figure><p>A Comissão Europeia desempenha aqui um<strong> papel fundamental na coordenação da resposta a catástrofes a nível mundial</strong>, contribuindo para, pelo menos, 75% dos custos de transporte e/ou custos operacionais dos destacamentos. O Centro de Coordenação de Resposta de Emergência (CCRE) é o coração do Mecanismo, funcionando 24 horas por dia, sete dias por semana.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777052" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-em-alerta-maximo-risco-extremo-de-incendios-florestais-deve-persistir-ate-12-de-julho.html" title="Portugal em alerta máximo: risco extremo de incêndios florestais deve persistir até 12 de julho">Portugal em alerta máximo: risco extremo de incêndios florestais deve persistir até 12 de julho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-em-alerta-maximo-risco-extremo-de-incendios-florestais-deve-persistir-ate-12-de-julho.html" title="Portugal em alerta máximo: risco extremo de incêndios florestais deve persistir até 12 de julho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-em-alerta-maximo-risco-extremo-de-incendios-florestais-deve-persistir-ate-12-de-julho-1783167061598_320.jpg" alt="Portugal em alerta máximo: risco extremo de incêndios florestais deve persistir até 12 de julho"></a></article></aside><p>Em Portugal, o Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais (<strong>SGIFR) é gerido pela Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF</strong>), a que preside Paulo Rainha Mateus desde meados de maio de 2026, que sucedeu a Tiago Oliveira, que estava no cargo desde 2017.</p><p>Os últimos dados, consultados pela agência Lusa, revelam que os <strong>incêndios registados este ano foram mais devastadores para a região Centro do país</strong>, onde ardeu um total de 14.244 hectares.</p><p>Só o fogo que deflagrou na madrugada do dia 2 de julho, em <strong>Vouzela</strong> (distrito de Viseu), e que apenas foi dominado esta segunda-feira, dia 6 de junho, foi <strong>grandemente responsável por estes números</strong>.</p><p>Em toda a região Norte, a <strong>área ardida até ao momento totaliza este ano 11.834 hectares. </strong>Em relação ao mesmo período de 2025, a <strong>área ardida quase quadruplicou</strong>, registando-se este ano a maior desde 2017, de acordo com os números do SGIFR.</p><p>Consultados pela agência Lusa, os dados do SGIFR indicam que <strong>os 4.592 incêndios florestais registados este ano provocaram 30.155 hectares de área queimada</strong> e mais de 15.000 arderam entre quarta-feira e domingo. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mecanismo-de-protecao-civil-da-ue-foi-ativado-e-ja-vieram-118-bombeiros-de-espanha-fogo-de-vouzela-esta-dominado.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[José Borges está a construir uma frota de drones que irá detetar perigos na costa de Matosinhos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/jose-borges-esta-a-construir-uma-frota-de-drones-que-ira-detetar-perigos-na-costa-de-matosinhos.html</link><pubDate>Mon, 06 Jul 2026 17:05:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A instalação de dispositivos autónomos em coberturas de edifícios municipais vai permitir alertar as autoridades marítimas sobre situações de emergência e focos de poluição nas praias nortenhas.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/jose-borges-esta-a-construir-uma-frota-de-drones-que-ira-detetar-perigos-na-costa-de-matosinhos-1783343093117.jpg" data-image="0ucqdzjkomyy" alt="vista aérea de areal na zona de rebentação de uma praia" title="vista aérea de areal na zona de rebentação de uma praia"><figcaption>O município de Matosinhos espera lançar no próximo ano drones que sobrevoam a costa e detetam focos de poluição e banhistas em perigo. Foto: Marco Bubbio/Pixabay</figcaption></figure><p>Imagine que está a caminhar na praia e, subitamente, avista um banhista aflito a lutar contra as correntes. Antes mesmo de agarrar no telemóvel e ligar ao 112, um <strong>equipamento voador deteta a ocorrência, aciona os meios de socorro</strong> e lança um flutuador de salvamento.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Este cenário futurista está prestes a tornar-se real na orla costeira de Matosinhos. A autarquia está a desenvolver uma rede de aeronaves não tripuladas que irá revolucionar a proteção civil e a monitorização ambiental.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O mentor por trás deste avanço tecnológico é <strong>José Borges</strong>, especialista em <strong>engenharia geoespacial </strong>formado na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Integrado no Gabinete de Informaç��o Estratégica do município, o investigador desenvolveu um modelo assente em bases fixas instaladas na cobertura de edifícios estratégicos. </p><p>A partir desses pontos elevados, os aparelhos irão descolar de forma autónoma para fazer <strong>rondas</strong> <strong>regulares</strong> e recolher informação visual detalhada em tempo real.</p><h2>O olho digital concentrado na segurança pública</h2><p>Os novos vigilantes do litoral contam com <strong>câmaras térmicas</strong>, <strong>projetores de iluminação</strong> e <strong>sistemas de som</strong> para interagir com o terreno. Os dados captados nas vistorias aéreas passam por uma triagem imediata através de inteligência artificial criada pela própria equipa municipal. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Quando o algoritmo identifica uma pessoa em perigo, acumulação de resíduos ou manchas poluentes, o sistema emite um sinal direto para as salas de controlo operacional.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A versatilidade da ferramenta estende-se muito além das zonas balneares. Os responsáveis planeiam aplicar as mesmas patrulhas robóticas no combate a fogos florestais e na monitorização de cheias urbanas. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774684" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/algoritmos-e-drones-vao-defender-a-floresta-contra-vagas-de-insetos-destrutivos.html" title="Algoritmos e drones vão defender a floresta contra vagas de insetos destrutivos">Algoritmos e drones vão defender a floresta contra vagas de insetos destrutivos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/algoritmos-e-drones-vao-defender-a-floresta-contra-vagas-de-insetos-destrutivos.html" title="Algoritmos e drones vão defender a floresta contra vagas de insetos destrutivos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/algoritmos-e-drones-vao-defender-a-floresta-contra-vagas-de-insetos-destrutivos-1781871737899_320.jpg" alt="Algoritmos e drones vão defender a floresta contra vagas de insetos destrutivos"></a></article></aside><p>Para maximizar o sucesso dos resgates aquáticos, os engenheiros recorreram à impressão tridimensional para conceber garras especiais capazes de transportar e largar boias de salvação diretamente junto dos banhistas em dificuldades.</p><h2>A evolução dos dados geográficos utilitários</h2><p>A abordagem reflete o percurso focado em utilidade pública que José Borges construiu desde que concluiu o mestrado em 2018. O cientista tem demonstrado que a análise espacial moderna superou a simples elaboração de mapas tradicionais. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ao longo da sua carreira na autarquia, desenvolveu plataformas informáticas essenciais para a gestão de crises complexas, incluindo a monitorização do território durante os surtos pandémicos da COVID-19.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A sua especialidade em cruzamento de <strong>dados </strong><strong>geométricos </strong>revelou-se útil até na descoberta do património histórico local. Através da criação de rotinas computacionais, que examinam o relevo do solo por fotografia aérea, o investigador conseguiu localizar<strong> estruturas</strong><strong> arqueológicas romanas </strong><strong>subterrâneas </strong>na região norte do concelho. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/jose-borges-esta-a-construir-uma-frota-de-drones-que-ira-detetar-perigos-na-costa-de-matosinhos-1783343457656.jpg" data-image="273bkys9bsox" alt="engenheiro geoespacial José Borges" title="engenheiro geoespacial José Borges"><figcaption>O engenheiro geoespacial José Borges é o mentor do projeto que utiliza inteligência artificial e drones para reforçar a segurança pública. Foto: FCUP</figcaption></figure><p>O trabalho demonstra como a programação avançada consegue extrair valor social do mapeamento digital, transformando dados brutos em serviços de proteção e de valor cultural.</p><h2>O futuro centro de inteligência urbana</h2><p>A introdução desta tecnologia aérea, planeada para <strong>entrar em pleno funcionamento operacional no próximo ano</strong>, marca apenas o início de uma reestruturação mais profunda na gestão do território. O programa estratégico da autarquia visa centralizar estas ferramentas num núcleo avançado de conhecimento municipal.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Este polo vai cruzar as imagens dos voos diários com previsões meteorológicas, sensores instalados nas ruas e dados de tráfego rodoviário. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O cruzamento massivo de variáveis vai permitir prever <strong>acidentes ambientais</strong> e otimizar o <strong>tempo de resposta</strong> das equipas de <strong>socorro</strong>. O projeto, no fundo, tem como intuito demonstrar como a inovação académica pode apoiar a resolução de problemas quotidianos, colocando a ciência aeroespacial ao serviço do bem-estar da população.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Faculdade%20de%20Ci%C3%AAncias%20da%20Universidade%20do%20Porto" data-year="" data-title="Engenheiro%20geoespacial%20da%20FCUP%20programa%20drones%20para%20apoiar%20situa%C3%A7%C3%B5es%20de%20emerg%C3%AAncia." data-url="https%3A%2F%2Fnoticias.up.pt%2F2026%2F06%2F05%2Fengenheiro-geoespacial-da-fcup-programa-drones-para-apoiar-situacoes-de-emergencia%2F">Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. <a href="https://noticias.up.pt/2026/06/05/engenheiro-geoespacial-da-fcup-programa-drones-para-apoiar-situacoes-de-emergencia/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Engenheiro geoespacial da FCUP programa drones para apoiar situações de emergência.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/jose-borges-esta-a-construir-uma-frota-de-drones-que-ira-detetar-perigos-na-costa-de-matosinhos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Telescópio Espacial James Webb pesa um buraco negro inativo e revela uma anomalia no Universo primitivo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/telescopio-espacial-james-webb-pesa-um-buraco-negro-inativo-e-revela-uma-anomalia-no-universo-primitivo.html</link><pubDate>Mon, 06 Jul 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O James Webb detetou um buraco negro com 6 mil milhões de massas solares numa galáxia que desafia a relação entre núcleos galácticos, estrelas e a evolução galáctica primitiva do Universo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/jwst-pesa-un-agujero-negro-inactivo-y-revela-una-anomalia-en-el-universo-joven-1783097876269.jpg" data-image="iqvsvrl381b8"><figcaption>Imagem composta do aglomerado de galáxias MACSJ 0138. Crédito: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/S. Dagnello (NRAO), STScI, K. Whitaker et al.</figcaption></figure><p>Normalmente, detetamos os buracos negros supermassivos devido ao excesso de luz nas suas imediações. No MRG-M0138, o objeto central quase não devora matéria, mas a sua gravidade deixa uma marca nas estrelas que se movem à sua volta, sem que isso se traduza num grande alvoroço luminoso.</p><p>Há pouco tempo, o telescópio espacial <strong>James Webb (JWST) observou uma galáxia com um desvio para o vermelho (redshift) </strong><strong>de 1,95</strong> numa fase inicial do Universo. Nessa altura, muitas galáxias massivas já tinham abrandado a sua formação estelar.</p><div class="texto-destacado">Durante décadas, nós, astrónomos, temos associado a massa dos buracos negros às propriedades das suas galáxias anfitriãs, como o núcleo central ou a velocidade das suas estrelas, mas há um problema: não sabemos desde quando essas relações existem.</div><p>As medições a grandes distâncias baseiam-se frequentemente em quásares ou núcleos ativos, onde <strong>o gás brilhante revela a presença do buraco negro</strong>, métodos que são úteis, mas dependem de linhas de emissão e luminosidades que podem introduzir incertezas muito grandes na massa calculada.</p><p>Por isso, um novo estudo seguiu outro caminho, "pesando" um buraco negro inativo através da dinâmica estelar. Em vez de observar o seu brilho, mediu-se a forma como a gravidade altera o movimento das estrelas, numa galáxia distante, pouco luminosa e difícil de estudar.</p><h2>Lentes gravitacionais: as novas balanças do Universo</h2><p>A chave foi uma <strong>lente gravitacional produzida pelo aglomerado MACS J0138.0–2155</strong>, situado à frente do MRG-M0138. Nesse local, a gravidade amplificou a galáxia cerca de 29 vezes, aumentando o seu brilho e tamanho aparente ao ponto de permitir explorar uma região central que, normalmente, seria inacessível aos telescópios atuais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/jwst-pesa-un-agujero-negro-inactivo-y-revela-una-anomalia-en-el-universo-joven-1783098132562.png" data-image="7cw7sl26idbj"><figcaption>Imagem captada pela câmara NIRCam do Webb, na qual se observam duas imagens da supernova. Crédito: NASA, ESA, CSA, STScI, Justin Pierel (STScI), Andrew Newman (CIS).</figcaption></figure><p>Combinando a espectroscopia de campo integral do<strong> instrumento NIRSpec com imagens da NIRCam do JWST e imagens do Hubble</strong>, reconstruiu-se a galáxia no seu plano original, corrigindo a distorção produzida pela lente gravitacional.</p><p>Ao reconstruir a galáxia, depararam-se com uma estrutura complexa: </p><ul><li>Um <strong>disco inclinado</strong> que contribui com a maior parte da luz e um bulbo compacto no centro.</li><li>As suas estrelas atingem uma dispersão de velocidades de 398 quilómetros por segundo, sinal de um n<strong>úcleo gravitacionalmente extremo e muito denso</strong>.</li></ul><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775450" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/ergosfera-a-regiao-extrema-onde-o-espaco-tempo-se-distorce-em-torno-de-um-buraco-negro-em-rotacao.html" title="Ergosfera, a região extrema onde o espaço-tempo se distorce em torno de um buraco negro em rotação">Ergosfera, a região extrema onde o espaço-tempo se distorce em torno de um buraco negro em rotação</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/ergosfera-a-regiao-extrema-onde-o-espaco-tempo-se-distorce-em-torno-de-um-buraco-negro-em-rotacao.html" title="Ergosfera, a região extrema onde o espaço-tempo se distorce em torno de um buraco negro em rotação"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ergoesfera-la-region-extrema-donde-el-espacio-tiempo-se-retuerce-alrededor-de-un-agujero-negro-en-rotacion-1781893753509_320.jpeg" alt="Ergosfera, a região extrema onde o espaço-tempo se distorce em torno de um buraco negro em rotação"></a></article></aside><p>Para converter esses movimentos em massa, foram utilizados<strong> modelos de dinâmica estelar denominados Jeans Anisotropic Modeling</strong>, além de se testarem combinações de estrelas, matéria escura, orientação, anisotropia e uma massa central compacta, até se reproduzir o mapa observado das velocidades estelares com a maior precisão física possível.</p><h3>O que revelam as observações</h3><p>O resultado principal é um valor de <strong>6 000 milhões de massas solares para o buraco negro central</strong>. A região onde a sua gravidade domina, denominada esfera de influência, mede cerca de 164 parsecs (~535 anos-luz) e foi marginalmente resolvida, algo excecional para uma galáxia tão distante, compacta e fraca.</p><p>Os sinais de atividade nuclear são muito fracos; de facto, <strong>não foi detetada qualquer emissão de raios X com o Chandra</strong>, e as linhas de hidrogénio limitam a acreção a uma razão de Eddington inferior a um centésimo de milésimo, típica de núcleos apagados próximos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/jwst-pesa-un-agujero-negro-inactivo-y-revela-una-anomalia-en-el-universo-joven-1783098612277.jpg" data-image="0u1v25wynecg"><figcaption>Aglomerado de galáxias MACSJ 0138, que ilustra a resolução que é possível alcançar graças às lentes gravitacionais. Crédito: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO).</figcaption></figure><p>A comparação com galáxias locais revelou uma discrepância significativa: o buraco negro tem uma massa cerca de 12 vezes superior à esperada para o bulbo e, ao mesmo tempo, coincide com a relação baseada na dispersão das velocidades estelares, que parece mais estável ao longo do tempo.</p><p>No futuro, <strong>a MRG-M0138 poderá tornar-se uma galáxia elíptica massiva através de fusões com baixo teor de gás</strong>. Essas colisões acrescentariam estrelas e fariam o bulbo crescer, mas alimentariam pouco o buraco negro, aproximando a galáxia de relações locais semelhantes às da Messier 87, de forma gradual e natural.</p><h3>Uma medição que muda a nossa forma de ver as coisas</h3><p>Esta medição demonstra que podemos estudar os buracos negros silenciosos e que<strong> a combinação do JWST com lentes gravitacionais reduz a nossa dependência dos quásares brilhantes</strong>, que dificultam a compreensão das populações de galáxias massivas nas fases iniciais do Universo.</p><p>Compreendemos agora que a coevolução entre galáxias e buracos negros não é uma sincronia perfeita. Em alguns sistemas, o buraco negro pode ter crescido primeiro, em episódios breves e intensos, enquanto a estrutura estelar só se reorganiza algum tempo depois, através de várias fusões.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="751078" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/apos-100-milhoes-de-anos-de-silencio-este-buraco-negro-volta-a-rugir-como-um-vulcao-no-espaco.html" title="Após 100 milhões de anos de silêncio, este buraco negro volta a rugir como um vulcão no espaço">Após 100 milhões de anos de silêncio, este buraco negro volta a rugir como um vulcão no espaço</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/apos-100-milhoes-de-anos-de-silencio-este-buraco-negro-volta-a-rugir-como-um-vulcao-no-espaco.html" title="Após 100 milhões de anos de silêncio, este buraco negro volta a rugir como um vulcão no espaço"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-agujero-negro-supermasivo-en-1007-3540-despierta-y-vuelve-a-rugir-1769123258579_320.png" alt="Após 100 milhões de anos de silêncio, este buraco negro volta a rugir como um vulcão no espaço"></a></article></aside><p>A semelhança com as galáxias próximas acrescenta mais uma peça ao quebra-cabeças, uma vez que <strong>estes objetos poderão ser descendentes, praticamente intactos, de galáxias primitivas como a MRG-M0138</strong>, que cessaram a sua formação estelar e evitaram fusões significativas durante milhares de milhões de anos após o início do Universo.</p><p>É importante esclarecer que esta descoberta não encerra o debate, mas altera a escala do que é mensurável. Enquanto continuarmos a encontrar mais galáxias ampliadas, poderemos reconstruir com maior precisão quando é que os primeiros buracos negros supermassivos cresceram e como transformaram as suas galáxias anfitriãs.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Andrew%20B.%20Newman%2C%20%20Meng%20Gu%2C%20Sirio%20Belli%2C%20et%20al" data-year="2026" data-title="A%20stellar%20dynamical%20mass%20measurement%20of%20an%20inactive%20black%20hole%20at%20redshift%202" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fdoi%2F10.1126%2Fscience.adx5816">Andrew B. Newman, Meng Gu, Sirio Belli, et al. (2026). <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/science.adx5816" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A stellar dynamical mass measurement of an inactive black hole at redshift 2</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/telescopio-espacial-james-webb-pesa-um-buraco-negro-inativo-e-revela-uma-anomalia-no-universo-primitivo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-algas-nao-sao-plantas-factos-surpreendentes-sobre-a-vida-aquatica-que-precisa-de-saber.html</link><pubDate>Mon, 06 Jul 2026 15:33:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Desde plantas carnívoras subaquáticas até algas gigantes que, na verdade, nem sequer são plantas, os cientistas afirmam que a flora aquática está repleta de surpresas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/seaweeds-aren-t-plants-seven-surprising-facts-about-aquatic-life-1783270730480.jpg" data-image="ejqm0phrsa7q" alt="Underwater view of a group of seabed with green seagrass." title="Underwater view of a group of seabed with green seagrass."><figcaption>Vista subaquática de uma zona do fundo do mar coberta de ervas marinhas verdes.</figcaption></figure><p>Quando a maioria das pessoas pensa em plantas, imagina florestas, jardins ou campos de flores silvestres. Mas, sob a superfície dos lagos, rios e oceanos, existe um <strong>mundo fascinante de vida aquática</strong> que desafia muitas das nossas suposições sobre o reino vegetal.</p><h2>As algas marinhas não são plantas</h2><p><strong>Um dos maiores equívocos é pensar que as algas marinhas são plantas</strong>. Embora realizem fotossíntese e se assemelhem às plantas terrestres, as algas marinhas pertencem, na verdade, a vários grupos diferentes de algas que evoluíram separadamente das plantas verdadeiras.</p><p>Ao contrário das plantas, <strong>não têm raízes, caules, folhas, flores nem sementes</strong>. As algas castanhas incluem as gigantescas florestas de kelp, as algas vermelhas são utilizadas para produzir alimentos como o nori e as algas verdes incluem espécies como a alface-do-mar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/seaweeds-aren-t-plants-seven-surprising-facts-about-aquatic-life-1783270629761.jpg" data-image="wcbbwu7ime33"><figcaption>As algas marinhas e outras algas que absorvem a luz solar debaixo de água.</figcaption></figure><p>Os cientistas descobriram também que as plantas regressaram aos ambientes aquáticos inúmeras vezes ao longo da evolução. Depois de as plantas terem colonizado a terra pela primeira vez há cerca de 500 milhões de anos, vários grupos evoluíram, de forma independente, de volta para habitats de água doce e marinhos.</p><div class="texto-destacado"><strong>Os investigadores estimam que esta transição tenha ocorrido mais de 100 vezes, dando origem a espécies aquáticas que vão desde os nenúfares até à lentilha-d'água e às ervas marinhas.</strong></div><p>A vida subaquática impulsionou algumas adaptações notáveis. <strong>Certas plantas aquáticas reduziram as suas raízes de forma tão drástica que estas quase não existem</strong>. A Wolffia, vulgarmente conhecida como "watermeal" (alga aquática), é a menor planta com flores do mundo e não possui raízes. Em vez disso, flutua livremente na superfície da água e absorve nutrientes diretamente da água circundante.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/seaweeds-aren-t-plants-seven-surprising-facts-about-aquatic-life-1783270938244.jpg" data-image="o3exd8902e4q"><figcaption>Algas aquáticas ("watermeal") em vários tons de verde a cobrir um lago.</figcaption></figure><p>Outras plantas aquáticas evoluíram para se tornarem predadores altamente eficientes. As utriculárias, por exemplo, são <strong>plantas carnívoras equipadas com minúsculas armadilhas subaquáticas capazes de capturar presas microscópicas numa fração de segundo</strong>.</p><div class="texto-destacado">Estas armadilhas rápidas permitem que as plantas obtenham nutrientes em águas onde os minerais essenciais são escassos.</div><p><strong>A reprodução também sofreu alterações drásticas sob a superfície da água</strong>. Enquanto muitas plantas terrestres dependem de insetos ou do vento para transportar o pólen, algumas plantas aquáticas recorrem, em vez disso, às correntes de água. Ao longo de milhões de anos, certas espécies marinhas chegaram mesmo a perder os genes responsáveis pela produção de aromas florais, uma vez que, debaixo de água, já não é necessário atrair polinizadores.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775214" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tecnologia-de-satelite-e-inteligencia-artificial-antecipam-mare-de-algas-invasoras-em-cascais.html" title="Tecnologia de satélite e inteligência artificial antecipam maré de algas invasoras em Cascais">Tecnologia de satélite e inteligência artificial antecipam maré de algas invasoras em Cascais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tecnologia-de-satelite-e-inteligencia-artificial-antecipam-mare-de-algas-invasoras-em-cascais.html" title="Tecnologia de satélite e inteligência artificial antecipam maré de algas invasoras em Cascais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tecnologia-de-satelite-e-inteligencia-artificial-antecipam-mare-de-algas-invasoras-em-cascais-1782214342466_320.jpg" alt="Tecnologia de satélite e inteligência artificial antecipam maré de algas invasoras em Cascais"></a></article></aside><p>Os cientistas também descobriram plantas aquáticas a prosperar em locais onde antes se pensava ser impossível a fotossíntese. Foram <strong>descobertos alguns musgos aquáticos a crescer a quase 140 metros abaixo da superfície em lagos excecionalmente límpidos</strong>, onde apenas pequenas quantidades de luz solar penetram. Estas descobertas demonstram a incrível adaptabilidade da vida aquática.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Para além da sua biologia fascinante, as plantas aquáticas desempenham um papel fundamental na proteção do planeta.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Os prados de ervas marinhas, as florestas de mangais e outros ecossistemas costeiros armazenam enormes quantidades de carbono</strong>, tanto nos seus tecidos como nos sedimentos subjacentes. Este "carbono azul" pode permanecer retido durante séculos ou mesmo milhares de anos, tornando estes ecossistemas em alguns dos sumidouros naturais de carbono mais eficazes da Terra e em<strong> valiosos aliados na luta contra as alterações climáticas</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-algas-nao-sao-plantas-factos-surpreendentes-sobre-a-vida-aquatica-que-precisa-de-saber.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aviso vermelho por calor extremo mantém-se em 4 distritos, mas o tempo vai mudar: saiba onde haverá alívio térmico]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-vermelho-por-calor-extremo-mantem-se-em-4-distritos-mas-o-tempo-vai-mudar-saiba-onde-havera-alivio-termico.html</link><pubDate>Mon, 06 Jul 2026 14:47:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Esta semana arranca quente em todo o país, mas há alívio térmico à vista. Primeiro no litoral Norte e Centro, mas em breve, em todo o continente. Confira aqui a previsão!</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/lxNQQrEDvrI/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=lxNQQrEDvrI" id="lxNQQrEDvrI"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Esta semana arranca com <strong>Bragança, Guarda, Castelo Branco e Portalegre sob aviso vermelho de tempo quente</strong>, em vigor até às 23h de hoje, no entanto já se denota alívio térmico em alguns locais do país, especialmente no litoral Norte e Centro. As máximas esperadas para hoje deverão manter-se entre os 22 ºC em Viana do Castelo e os 39 ºC em Castelo Branco, Évora e Beja. Localmente, esperam-se valores até 42 ºC no Vale do Douro, Beira Baixa, Ribatejo e Baixo Alentejo.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Apesar deste alívio sentido no litoral, os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto e Aveiro contarão com aviso amarelo também até às 23h de hoje. Já <strong>os restantes distritos contarão com o mesmo aviso e com aviso laranja até às 23h do dia 8, quarta-feira</strong>, de acordo com o IPMA. Até esse dia ainda se esperam valores na ordem dos 40 ºC em vários locais do país, especialmente ao longo da faixa interior.</p><h2>Alívio térmico sentido em todo o país a partir de quinta-feira, dia 9 de julho</h2><p>A partir de quinta-feira espera-se uma <strong>descida generalizada e gradual dos valores de temperatura máxima</strong>, pelo menos até ao arranque da próxima semana. Assim, para esse dia, os valores de temperatura máxima esperados deverão manter-se entre os 20 ºC em Viana do Castelo e os 37 ºC em Castelo Branco e Beja.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aviso-vermelho-por-calor-extremo-mantem-se-em-4-distritos-mas-o-tempo-vai-mudar-saiba-onde-havera-alivio-termico-1783344172985.png" data-image="sjaddh0x724u" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>A semana arranca com o país ainda coberto de avisos meteorológicos devido ao tempo quente, no entanto, estes deverão ser levantados até às 23h de quarta-feira, dia 8 de julho, pois o ECMWF prevê uma descida generalizada das temperaturas máximas e mínimas a partir de quinta-feira.</figcaption></figure><p>Esta <strong>tendência de arrefecimento deverá manter-se nos dias seguintes</strong>, sendo que as máximas esperadas para sexta-feira, segundo a atual previsão, deverão ser entre os 20 ºC em Viana do Castelo e os 34 ºC em Castelo Branco e Beja. Já no sábado, as máximas deverão ser entre os 20 ºC em Viana do Castelo e os 30 ºC em Bragança, devendo o <strong>Vale do Douro ser a região mais quente do país, com até 35 ºC</strong>, como podemos observar acima.</p><h2>Arrefecimento noturno já a partir de hoje, segunda-feira</h2><p>Além disso, espera-se ainda um <strong>arrefecimento noturno já a partir de hoje</strong>, com maior impacto no litoral Norte e Centro, mas com tendência a abranger o restante território nos próximos dias.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777343" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-onda-de-calor-persistira-em-portugal-ate-9-de-julho-com-maximas-de-41-c-no-interior.html" title="A onda de calor persistirá em Portugal até 9 de julho, com máximas de 41 ºC no interior">A onda de calor persistirá em Portugal até 9 de julho, com máximas de 41 ºC no interior</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-onda-de-calor-persistira-em-portugal-ate-9-de-julho-com-maximas-de-41-c-no-interior.html" title="A onda de calor persistirá em Portugal até 9 de julho, com máximas de 41 ºC no interior"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-onda-de-calor-persistira-em-portugal-ate-9-de-julho-com-maximas-de-41-c-no-interior-1783343851611_320.png" alt="A onda de calor persistirá em Portugal até 9 de julho, com máximas de 41 ºC no interior"></a></article></aside><p>Desta forma, esperam-se, geralmente, <strong>valores mínimos entre os 14 ºC e os 20 ºC</strong>, sendo que o <strong>contraste entre o litoral e o interior será evidente</strong>, com este último a registar valores mais elevados. A cidade de Faro deverá manter as mínimas mais elevadas do país, com valores até 25 ºC, sendo que apenas no sábado se deverá sentir esta descida, esperando-se uma mínima de 18 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-vermelho-por-calor-extremo-mantem-se-em-4-distritos-mas-o-tempo-vai-mudar-saiba-onde-havera-alivio-termico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A onda de calor persistirá em Portugal até 9 de julho, com máximas de 41 ºC no interior]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-onda-de-calor-persistira-em-portugal-ate-9-de-julho-com-maximas-de-41-c-no-interior.html</link><pubDate>Mon, 06 Jul 2026 13:37:12 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O interior de Portugal continuará sob calor muito intenso até 9 de julho, com temperaturas próximas dos 41 ºC, enquanto o litoral começa a beneficiar da influência atlântica e de uma descida gradual dos termómetros.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xam23cm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xam23cm.jpg" id="xam23cm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A onda de calor continuará a afetar Portugal durante os próximos dias, entrando agora na sua fase final. As previsões mais recentes do modelo europeu ECMWF indicam que o episódio <strong>deverá manter temperaturas muito elevadas no interior até 9 de julho</strong>, enquanto o litoral começa a beneficiar de uma descida gradual dos termómetros já a partir desta segunda-feira. Nas regiões mais quentes, as máximas poderão voltar a atingir os 41 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-onda-de-calor-persistira-em-portugal-ate-9-de-julho-com-maximas-de-41-c-no-interior-1783343851611.png" data-image="007atajaiikz"><figcaption>As temperaturas deverão atingir o pico da onda de calor durante a tarde de terça-feira, com valores próximos dos 40 ºC em várias regiões do interior, enquanto o litoral permanecerá mais ameno devido à influência do Atlântico.</figcaption></figure><p>Esta segunda-feira ainda será marcada por calor intenso em grande parte do território continental, com os valores mais elevados concentrados no interior centro e sul. Na terça-feira, <strong>o alívio tornar-se-á mais evidente na faixa costeira</strong>, sobretudo no litoral norte e centro, onde o Porto deverá rondar os 23 ºC, Leiria os 26 ºC e Coimbra cerca de 30 ºC. Lisboa continuará mais quente, perto dos 33 ºC, mas já abaixo dos valores previstos para o interior.</p><h2>A influência do Atlântico começa a moderar as temperaturas</h2><p>Na quarta-feira o calor deverá resistir nas regiões interiores, com Santarém perto dos 35 ºC, Castelo Branco e Évora em torno dos 38 ºC e Beja a aproximar-se dos 39 a 40 ºC. No dia 9, a descida começará a ganhar expressão, mas ainda <strong>deverão persistir máximas elevadas no interior</strong>, entre 35 e 38 ºC em vários pontos do Alentejo, da Beira Baixa e do Nordeste Transmontano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-onda-de-calor-persistira-em-portugal-ate-9-de-julho-com-maximas-de-41-c-no-interior-1783343863469.png" data-image="tg5mopa8n1u9"><figcaption>O calor deverá persistir sobretudo no interior Norte, Centro e Alentejo, onde ainda poderão registar-se máximas próximas dos 40 ºC. No litoral, a entrada de ar marítimo favorecerá uma descida gradual das temperaturas.</figcaption></figure><p>A influência do Atlântico explica esta evolução desigual. O ar marítimo, mais fresco e húmido, <strong>alcançará primeiro a faixa costeira e limitará a subida das temperaturas junto ao oceano</strong>. Mais para o interior, a massa de ar quente permanecerá durante mais tempo sobre o território, mantendo tardes muito quentes mesmo quando o litoral já apresentar um ambiente mais moderado.</p><h2>Atmosfera muito seca mantém elevado o perigo de incêndio rural</h2><p>As noites continuarão quentes em muitos locais do interior, sobretudo nas áreas urbanas e nos vales, onde o calor acumulado durante o dia se dissipa mais lentamente. Durante a tarde, a humidade relativa do ar deverá <strong>descer para valores entre 10 e 20% no interior centro e sul</strong>, criando uma atmosfera extremamente seca nas horas de maior aquecimento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-onda-de-calor-persistira-em-portugal-ate-9-de-julho-com-maximas-de-41-c-no-interior-1783344003629.png" data-image="fibb8c0vi64s"><figcaption>A humidade relativa do ar deverá descer para valores inferiores a 20% em grande parte do interior, criando um ambiente muito seco e favorável à propagação de incêndios rurais durante as horas de maior aquecimento.</figcaption></figure><p>Embora não seja esperado um episódio generalizado de vento forte, rajadas moderadas poderão favorecer a propagação de eventuais incêndios. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777328" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-julho-a-ultima-previsao-do-modelo-europeu-pinta-portugal-de-vermelho-avisa-alfredo-graca.html" title="Mudanças no tempo em julho: “a última previsão do modelo europeu pinta Portugal de vermelho”, avisa Alfredo Graça">Mudanças no tempo em julho: “a última previsão do modelo europeu pinta Portugal de vermelho”, avisa Alfredo Graça</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-julho-a-ultima-previsao-do-modelo-europeu-pinta-portugal-de-vermelho-avisa-alfredo-graca.html" title="Mudanças no tempo em julho: “a última previsão do modelo europeu pinta Portugal de vermelho”, avisa Alfredo Graça"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alteracoes-no-tempo-em-julho-a-ultima-previsao-do-modelo-europeu-pinta-portugal-de-vermelho-avisa-alfredo-graca-1783338544080_320.png" alt="Mudanças no tempo em julho: “a última previsão do modelo europeu pinta Portugal de vermelho”, avisa Alfredo Graça"></a></article></aside><p>As <strong>condições mais críticas deverão concentrar-se no interior norte e centro, na Beira Baixa, no vale do Tejo e no Alentejo</strong>, onde temperaturas elevadas, baixa humidade relativa e vegetação seca manterão o perigo de incêndio rural em níveis muito elevados durante as próximas tardes, sobretudo nas áreas expostas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-onda-de-calor-persistira-em-portugal-ate-9-de-julho-com-maximas-de-41-c-no-interior.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mudanças no tempo em julho: “a última previsão do modelo europeu pinta Portugal de vermelho”, avisa Alfredo Graça]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-julho-a-ultima-previsao-do-modelo-europeu-pinta-portugal-de-vermelho-avisa-alfredo-graca.html</link><pubDate>Mon, 06 Jul 2026 11:57:46 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O modelo europeu acaba de atualizar a sua previsão para o resto de julho: após esta onda de calor, analisamos aqui na Meteored a possibilidade de as temperaturas muito elevadas se manterem nas próximas semanas em Portugal.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/alteracoes-no-tempo-em-julho-a-ultima-previsao-do-modelo-europeu-pinta-portugal-de-vermelho-avisa-alfredo-graca-1783338085872.jpg" data-image="tifagcgka336"><figcaption>Neste mês de julho as temperaturas vão continuar a levar muita gente à praia. Porém, o risco de trovoadas ocasionalmente fortes, sobretudo no interior, também existe.</figcaption></figure><p>O mês de <strong>julho arrancou com a primeira onda de calor generalizada do verão 2026 em Portugal continental</strong>, responsável por provocar temperaturas mínimas e máximas extremamente elevadas nestes últimos dias por todo o país. No entanto, já nesta segunda-feira (6) ocorrerá um alívio térmico significativo em grande parte da faixa costeira ocidental. Por outro lado, nas regiões do interior, o calor manter-se-á geralmente intenso, ainda que se perspetive uma descida lenta e gradual das temperaturas ao longo da semana.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p><strong>O IPMA mantém esta segunda-feira (6) o aviso vermelho em 4 distritos (Bragança, Guarda, Castelo Branco e Portalegre) devido a temperaturas máximas iguais ou superiores a 41 ºC</strong>, embora localmente possam ser atingidos 43 ºC, e ainda o aviso laranja de tempo quente em pelo menos 7 distritos. Entre amanhã (7) e quarta-feira (8) haverá um alívio térmico significativo, sobretudo no litoral, e as temperaturas mais elevadas terão tendência a concentrar-se mais no interior e no Algarve, regiões onde o calor se manterá relativamente intenso até dia 9 ou 10.</p><h2>O modelo europeu é bastante taxativo quanto às temperaturas </h2><p>Na realidade, persiste <strong>alguma incerteza</strong> devido à possível formação de nuvens de desenvolvimento vertical que poderão gerar trovoadas, por vezes localmente fortes, em algumas regiões ao longo desta semana. Por um lado, isto fará com que as temperaturas baixem, mas, por outro, <strong>será necessário estar atento ao perigo de incêndio, que será muito elevado a máximo em grande parte dos concelhos, devido à possível queda de raios</strong>. Irão as próximas semanas trazer algum alívio? O modelo europeu acaba de atualizar a sua previsão para julho e mostra-nos algumas novidades.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alteracoes-no-tempo-em-julho-a-ultima-previsao-do-modelo-europeu-pinta-portugal-de-vermelho-avisa-alfredo-graca-1783337920179.jpg" data-image="5ecifzuzifj3"><figcaption>No sétimo mês do ano prevê-se que as temperaturas continuem bastante acima da média em todo o território português.</figcaption></figure><p>No que diz respeito às anomalias de temperatura, os mapas são muito evidentes, com Portugal continental a aparecer a vermelho. O modelo europeu aumentou os desvios positivos de temperatura na última atualização e, no conjunto de julho, os valores poderão situar-se <strong>mais de 4 ºC acima da média para este mês nas zonas montanhosas do Alto e Baixo Minho e em quase toda a extensão dos distritos de Vila Real, Bragança e Guarda</strong>.</p><p>Em grande parte da geografia do continente prevê-se a possibilidade de temperaturas <strong>entre 3 e 4 ºC mais elevadas do que as médias registadas para estas datas</strong>. Quanto à faixa costeira ocidental, litoral alentejano, grande parte do Baixo Alentejo e Algarve, observa-se a possibilidade de serem registadas temperaturas entre 2 e 3 ºC acima das da normal climatológica de referência.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777199" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/trovoadas-em-portugal-atividade-eletrica-intensifica-se-nas-proximas-horas-em-ambiente-de-calor-extremo.html" title="Trovoadas em Portugal: atividade elétrica intensifica-se nas próximas horas em ambiente de calor extremo">Trovoadas em Portugal: atividade elétrica intensifica-se nas próximas horas em ambiente de calor extremo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/trovoadas-em-portugal-atividade-eletrica-intensifica-se-nas-proximas-horas-em-ambiente-de-calor-extremo.html" title="Trovoadas em Portugal: atividade elétrica intensifica-se nas próximas horas em ambiente de calor extremo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/trovoadas-em-portugal-atividade-eletrica-intensifica-se-nas-proximas-horas-em-ambiente-de-calor-extremo-1783258211720_320.jpeg" alt="Trovoadas em Portugal: atividade elétrica intensifica-se nas próximas horas em ambiente de calor extremo"></a></article></aside><p><strong>Por outro lado, é nos arquipélagos dos Açores e da Madeira que se perspetivam as anomalias térmicas mais moderadas devido ao efeito das brisas marítimas</strong>. No arquipélago madeirense observa-se a possibilidade de serem registadas temperaturas entre 1,5 e 2 ºC acima do habitual. Já nas ilhas açorianas, verifica-se a anomalia de temperatura positiva mais suave prevista para todo o território português: até 1 ºC superior à média registada num mês de julho.</p><h2>Não se descarta o risco de ocorrência de trovoadas fortes</h2><p>No que diz respeito à tendência de precipitação, o panorama é mais complexo de analisar. <strong>A canícula está a aproximar-se e é considerado o período estatisticamente mais quente e seco do ano</strong>. Porém, os mapas apontam para a possível chegada de bolsas de ar frio às imediações da Península Ibérica, pelo que o risco de se desenvolverem <strong>trovoadas isoladas e irregulares</strong> deve ser tido em conta, sobretudo no interior, não se excluindo a possibilidade de que sejam localmente intensas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alteracoes-no-tempo-em-julho-a-ultima-previsao-do-modelo-europeu-pinta-portugal-de-vermelho-avisa-alfredo-graca-1783338202829.jpg" data-image="t9ij2nhgfjcn"><figcaption>A proximidade das altas pressões fará com que a precipitação registe valores inferiores à média climatológica de referência, sobretudo na Região Norte e em zonas do Centro-norte. Ainda assim, o risco de ocorrência de trovoadas isoladas e localmente fortes mantém-se, sobretudo no interior do país.</figcaption></figure><p>Nesta primeira semana completa de julho, <strong>tudo indica que os bloqueios de altas pressões predominarão sobre o centro e norte da Europa</strong>, o que resultará, potencialmente, em precipitação abaixo da média em grande parte de Portugal continental, exceto nalgumas zonas do interior onde será dentro do normal.</p><p><strong>Esta situação de calor muito intenso poderá estender-se durante grande parte do mês para a França e para outros países do centro da Europa</strong>, onde as temperaturas poderão situar-se entre 3 e 6 ºC acima da média, sem que se verifique uma tendência muito definida no que diz respeito à precipitação. Até agora o calor intenso tem sido o protagonista da primeira metade do verão e tudo indica que nos acompanhará a curto e médio prazo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-julho-a-ultima-previsao-do-modelo-europeu-pinta-portugal-de-vermelho-avisa-alfredo-graca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O que o mundo come: nova base global revela o peso das dietas na saúde e no planeta]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-que-o-mundo-come-nova-base-global-revela-o-peso-das-dietas-na-saude-e-no-planeta.html</link><pubDate>Mon, 06 Jul 2026 07:33:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Estudo publicado na Nature Food apresenta uma nova base global de dietas que combina dados da FAO, estudos alimentares e estimativas energéticas para avaliar impactos na saúde, no ambiente e na economia.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-o-mundo-come-nova-base-global-revela-o-peso-das-dietas-na-saude-e-no-planeta-1783202639541.jpg" data-image="uvkimt8feuu8" alt="alimentos, estudo, nature" title="alimentos, estudo, nature"><figcaption>A forma como a população se alimenta influencia a saúde pública, o uso da terra, os recursos naturais e o custo das dietas.</figcaption></figure><p>Medir o que as pessoas comem parece uma tarefa simples, <strong>mas é uma das questões mais difíceis quando o assunto é saúde pública</strong>, clima e segurança alimentar. Uma nova base global tenta reduzir esta incerteza ao combinar diferentes fontes de informação sobre consumo, disponibilidade de alimentos e necessidades energéticas da população.</p><p>O estudo foi desenvolvido por Marco Springmann, investigador associado da University College London e da University of Oxford, e publicado na revista <em>Nature Food</em>. A base recebeu o nome de <strong>Global Dietary Database for Impact Assessments</strong>, ou <strong>GDD-IA</strong>, e reúne estimativas de ingestão alimentar para 43 grupos de alimentos, por país, idade, sexo e residência urbana ou rural, entre 1990 e 2020. </p><h2>Porque é tão difícil saber o que o mundo realmente come? </h2><p>Muitos estudos globais usam dados de disponibilidade alimentar, como os balanços da FAO.<strong> Eles mostram quanto alimento existe num país</strong>, considerando produção, importações, exportações e outros usos. O problema é que esses números não representam exatamente o que as pessoas comem. Parte dos alimentos perde-se no transporte, no retalho ou dentro das casas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-o-mundo-come-nova-base-global-revela-o-peso-das-dietas-na-saude-e-no-planeta-1783202860573.jpg" data-image="ci6jc7dvm85o" alt="desperdiço, alimento, disponível" title="desperdiço, alimento, disponível"><figcaption>Disponibilidade alimentar não é o mesmo que consumo real, pois parte dos alimentos perde-se ou é desperdiçada antes de chegar ao prato.</figcaption></figure><p>Outra fonte comum são os estudos alimentares, nos quais as pessoas relatam o que consumiram. <strong>Aj</strong><strong>udam a entender diferenças entre grupos sociais</strong>, mas também têm falhas conhecidas: erro de memória, dificuldade em estimar porções e tendência a declarar uma dieta mais “saudável” ou socialmente aceite do que a real.</p><h2>Uma base que junta várias peças </h2><p>A GDD-IA tenta equilibrar estas limitações. Primeiro, usa dados de disponibilidade alimentar da FAO. Depois, desconta estimativas de desperdício no retalho e nos domicílios. Em seguida, <strong>ajusta o total consumido com base em estimativas de ingestão energética </strong>derivadas de peso, altura e atividade física.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-o-mundo-come-nova-base-global-revela-o-peso-das-dietas-na-saude-e-no-planeta-1783203185921.jpg" data-image="qndcha2tcdsg" alt="dados, dieta, países, nature" title="dados, dieta, países, nature"><figcaption>A nova base combina disponibilidade de alimentos, estudos de consumo e estimativas energéticas para produzir valores mais plausíveis.</figcaption></figure><p>Este ajuste é importante porque evita valores biologicamente improváveis. <strong>S</strong><strong>e uma </strong>base indica que uma população consome calorias demais ou de menos em relação ao seu perfil físico e nível de atividade, isso pode distorcer avaliações sobre saúde, emissões, uso da terra e custo alimentar.</p><p>A nova base pode ser usada para:</p><ul> <li><strong>estimar riscos de doenças associados à dieta;</strong></li> <li>calcular impactos ambientais ligados ao consumo de alimentos;</li> <li><strong>comparar dietas entre países e grupos sociais;</strong></li> <li>avaliar o custo de diferentes padrões alimentares;</li> <li>apoiar estudos sobre segurança alimentar e sustentabilidade.</li> </ul><h2>O que os dados mostram sobre a dieta global? </h2><p>Segundo o estudo, <strong>em 2020 a dieta média global incluía grande participação de grãos, açúcar, vegetais e óleos vegetais</strong>. A ingestão energética média estimada ficou próxima de 2.173 quilocalorias por pessoa por dia, com diferenças importantes entre regiões, faixas etárias, sexo e áreas urbanas ou rurais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-o-mundo-come-nova-base-global-revela-o-peso-das-dietas-na-saude-e-no-planeta-1783203338543.jpg" data-image="yqiujrpd8z41" alt="Comida, dados, base" title="Comida, dados, base"><figcaption>Em 2020, a dieta média global ainda era fortemente baseada em grãos, açúcar, óleos vegetais e vegetais.</figcaption></figure><p>Entre 2010 e 2020, <strong>o consumo global aumentou para vários grupos alimentares, como nozes e sementes</strong>, aves, ovos, peixes, frutas, leguminosas e óleos. Já açúcar e carne vermelha apresentaram leve queda. Em países de baixo rendimento, os aumentos foram mais amplos, refletindo mudanças no acesso a alimentos e na transição alimentar.</p><h2>Porque é que isto importa para a saúde, o clima e a economia? </h2><p><strong>A principal contribuição da GDD-IA é permitir avaliações mais realistas</strong>. O estudo mostra que a escolha da base de dados muda os resultados sobre mortes atribuíveis à dieta, uso de terras agrícolas e custo das dietas. Ou seja, uma estimativa má do consumo pode levar a diagnósticos equivocados.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="733782" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/dietas-a-base-de-plantas-podem-prevenir-15-milhoes-de-mortes-por-ano.html" title="Dietas à base de plantas podem prevenir 15 milhões de mortes por ano">Dietas à base de plantas podem prevenir 15 milhões de mortes por ano</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/dietas-a-base-de-plantas-podem-prevenir-15-milhoes-de-mortes-por-ano.html" title="Dietas à base de plantas podem prevenir 15 milhões de mortes por ano"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/plant-based-diets-could-avoid-15-million-deaths-per-year-1759425163898_320.jpg" alt="Dietas à base de plantas podem prevenir 15 milhões de mortes por ano"></a></article></aside><p>A base ainda tem limitações. Os dados de desperdício alimentar precisam de atualização, e a produção de subsistência pode ser subestimada em alguns países. <strong>Mesmo assim, a proposta avança ao tratar a alimentação como um tema integrado</strong>: o que chega ao prato também pesa na saúde, no ambiente e na economia.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Springmann%2C%20M" data-year="2026" data-title="Global%20dietary%20estimates%20for%20conducting%20health%2C%20environmental%20and%20economic%20impact%20assessments" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1038%2Fs43016-026-01388-z">Springmann, M. (2026). <a href="https://doi.org/10.1038/s43016-026-01388-z" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Global dietary estimates for conducting health, environmental and economic impact assessments</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-que-o-mundo-come-nova-base-global-revela-o-peso-das-dietas-na-saude-e-no-planeta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nova espécie de pangolim ajuda no combate ao tráfico ilegal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/nova-especie-de-pangolim-ajuda-no-combate-ao-trafico-ilegal.html</link><pubDate>Mon, 06 Jul 2026 06:21:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Segundo um grupo de investigação uma nova espécie de pangolim encontrada pode vir a fortalecer os esforços de conservação e travar a caça furtiva.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-especie-de-pangolim-ajuda-a-combater-o-trafico-ilegal-1783264690278.jpg" data-image="nie0qshqdhn4" alt="Pangolim" title="Pangolim"><figcaption>A identificação de uma nova espécie de pangolim nos Himalaias poderá reforçar os esforços para combater o tráfico ilegal e proteger este mamífero ameaçado.</figcaption></figure><p>De acordo com um grupo de investigadores os <strong>pangolins que habitam a região do Himalaia</strong> pertencem, afinal, a uma espécie distinta, denominada<strong><em> Manis aurita</em></strong>.</p><p>Esta nova classificação não só aumenta o conhecimento sobre a biodiversidade asiática, como também <strong>fornece uma ferramenta valiosa para combater o tráfico ilegal destes animais</strong>.</p><p>Os pangolins são <strong>pequenos mamíferos cobertos por escamas de queratina</strong>, o mesmo material que compõe as unhas humanas. Apesar da sua aparência invulgar, são <strong>animais tímidos</strong>, alimentam-se sobretudo de formigas e térmitas e <strong>desempenham um papel importante no equilíbrio dos ecossistemas</strong>. Durante anos, os pangolins do Himalaia foram considerados uma população do pangolim-chinês.</p><p>No entanto, esta investigação internacional, que culminou num artigo pulicado na revista <em>Communications Biology</em>, combinou análises genéticas e o estudo das características físicas, demonstrando que <strong>estes animais pertencem a uma espécie diferente</strong>.</p><h2>Descoberta importante para a conservação </h2><p>O pangolim dos Himalaias apresenta um <strong>corpo maior, uma cauda mais comprida e orelhas mais pequenas</strong>. Além disso, as duas espécies ocupam áreas geográficas distintas, sem sobreposição significativa da sua distribuição natural.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-especie-de-pangolim-ajuda-a-combater-o-trafico-ilegal-1783264633852.jpg" data-image="uflia1uzsrp4" alt="Coleção de pangolins" title="Coleção de pangolins"><figcaption>Anderson Feijó, coautor do estudo, junto de exemplares de pangolim pertencentes às coleções do Field Museum, utilizadas na investigação que identificou a nova espécie do Himalaia. Fonte: agenciasinc.es</figcaption></figure><p>Para chegar a esta conclusão, os cientistas recorreram <strong>a um exemplar preservado desde 1836 no Museu de História Natural de Londres</strong>, conseguindo extrair e sequenciar o seu <em>ADN</em>. A comparação confirmou que a designação científica correta é <strong><em>Manis aurita</em></strong>.</p><p>Embora esta alteração possa parecer apenas uma questão de nomenclatura, as implicações práticas são muito relevantes. <strong>Conhecer exatamente quantas espécies existem, onde vivem e quais as suas diferenças</strong> permite desenvolver estratégias de conservação mais eficazes.</p><p>Cada espécie pode enfrentar <strong>ameaças específicas e necessitar de medidas próprias</strong> para garantir a sua sobrevivência.</p><h2>O mamífero mais traficado do mundo</h2><p>Uma das maiores vantagens desta descoberta está na <strong>luta contra o tráfico ilegal de vida selvagem</strong>. Os pangolins são considerados os mamíferos mais traficados do mundo. <strong>A procura pelas suas escamas, sobretudo devido à crença, sem fundamento científico, de que possuem propriedades medicinais e, em alguns países, também pela sua carne</strong>, levou a um declínio acentuado das populações selvagens.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="746907" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/4-especies-de-animais-que-so-existem-na-amazonia-e-correm-risco-de-extincao.html" title="4 espécies de animais que só existem na Amazónia e correm risco de extinção">4 espécies de animais que só existem na Amazónia e correm risco de extinção</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/4-especies-de-animais-que-so-existem-na-amazonia-e-correm-risco-de-extincao.html" title="4 espécies de animais que só existem na Amazónia e correm risco de extinção"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/4-especies-de-animais-que-so-existem-na-amazonia-e-correm-risco-de-extincao-1766675627236_320.jpg" alt="4 espécies de animais que só existem na Amazónia e correm risco de extinção"></a></article></aside><p>Todas as espécies de pangolim encontram-se protegidas por acordos internacionais, mas o <strong>comércio ilegal continua a representar uma das maiores ameaças à sua sobrevivência</strong>.<br>Na maioria das apreensões realizadas pelas autoridades, os animais já não estão presentes, restando apenas as escamas.</p><p>Através de técnicas de análise genética, será <strong>possível identificar a espécie de origem dessas escamas e determinar a região onde os animais foram capturados</strong>. Esta informação poderá ajudar a localizar os principais focos de caça furtiva e a reforçar a vigilância nas áreas mais vulneráveis.</p><p>Além da importância para a conservação, esta investigação demonstra o <strong>valor das coleções científicas mantidas em museus</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Espécimes preservados há quase dois séculos continuam a fornecer informações essenciais graças às modernas técnicas de sequenciação genética, permitindo esclarecer dúvidas que permaneceram durante décadas.</strong> De acordo com Kai He, investigador do Centro de Investigação da Biodiversidade do Sul da China.</div><p>A descoberta de <em>Manis aurita</em> evidencia ainda que <strong>a ciência continua a revelar aspetos desconhecidos da biodiversidade terrestre</strong>. Mesmo em grupos de animais relativamente bem estudados, podem existir espécies que passaram despercebidas durante muitos anos.</p><p>Cada nova identificação contribui para uma <strong>melhor compreensão da evolução das espécies</strong> e oferece novas oportunidades para proteger a natureza.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Narayan%20Prasad%20Koju%2C%20Zeling%20Zeng%2C%20Guihua%20Zhang%2C%20Zhicheng%20Yao%2C%20Xia%20Huang%2C%20Xiaoyun%20Wang%2C%20Melissa%20T.%20R.%20Hawkins%2C%20Arlo%20Hinckley%2C%20Mary%20Faith%20C.%20Flores%2C%20Ce%20Guo%2C%20Jun%20Li%2C%20Devendra%20Maharjan%2C%20Saraswoti%20Byanjankar%2C%20Lianghua%20Huang%2C%20Wenhua%20Yu%2C%20Liang%20Leng%2C%20Kai%20He%2C%20Anderson%20Feij%C3%B3%20%26%20Yan%20Hua" data-year="2026" data-title="Revalidation%20of%20Manis%20aurita%20based%20on%20integrative%20genomic%20and%20morphological%20evidence." data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs42003-026-10314-9">Narayan Prasad Koju, Zeling Zeng, Guihua Zhang, Zhicheng Yao, Xia Huang, Xiaoyun Wang, Melissa T. R. Hawkins, Arlo Hinckley, Mary Faith C. Flores, Ce Guo, Jun Li, Devendra Maharjan, Saraswoti Byanjankar, Lianghua Huang, Wenhua Yu, Liang Leng, Kai He, Anderson Feijó & Yan Hua. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s42003-026-10314-9" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Revalidation of Manis aurita based on integrative genomic and morphological evidence.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/nova-especie-de-pangolim-ajuda-no-combate-ao-trafico-ilegal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uzbequistão: o destino da Ásia Central que está a surpreender os portugueses]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/uzbequistao-o-destino-da-asia-central-que-esta-a-surpreender-os-portugueses.html</link><pubDate>Mon, 06 Jul 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>De rival no Mundial para o radar das viagens. Descubra porque é que o Uzbequistão está a despertar tanta curiosidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/uzbequistao-o-destino-da-asia-central-que-esta-a-surpreender-os-portugueses-1783247906572.jpg" data-image="his8m8u6wjj0" alt="Samarkand, Uzbekistan" title="Samarkand, Uzbekistan"><figcaption>O país das cúpulas azuis, dos lagos de montanha e das cidades históricas que quase ninguém conhecia. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Durante anos, o <strong>Uzbequistão</strong> foi um daqueles nomes que passavam ao lado da maioria dos portugueses. Afinal, trata-se de um país distante, algures no mapa da Ásia Central, mais associado às aulas de História do que a uma próxima viagem de férias. </p><p>Contudo, bastou um jogo frente a Portugal no Mundial de 2026 para o nome entrar, de repente, nas conversas, nas pesquisas do Google e na curiosidade de quem gosta de descobrir destinos fora do circuito mais óbvio.</p><div class="texto-destacado">Uzbequistão era um nome que muitos portugueses nunca tinham ouvido falar. Pelo menos, até ao mês passado, quando a seleção desse país da Ásia Central enfrentou Portugal no Mundial. </div><p>A goleada portuguesa por 5-0, a 23 de junho, serviu de apresentação a muitas pessoas. E, para um país que nem sempre aparece nos radares europeus, isso acabou por funcionar como uma espécie de campanha de notoriedade involuntária. </p><p>O curioso é que o Uzbequistão já não é, há muito, um segredo para todos. Aliás, nos últimos anos, tem vindo a afirmar-se como <strong>um dos destinos mais procurados da Ásia Central</strong>, sobretudo por viajantes interessados em cidades históricas, arquitetura islâmica, paisagens de montanha e rotas culturais com mais séculos do que muitos países europeus. Já conhece este destino?</p><h2>Um país com lagos e montanhas</h2><p>No mapa, o Uzbequistão fica encaixado entre o Cazaquistão, o Turquemenistão, o Tajiquistão, o Quirguistão e o Afeganistão. Feitas as contas, tem mais de 37 milhões de habitantes e uma localização que, durante séculos, lhe deu um <strong>papel central no comércio entre o Oriente e o Ocidente</strong>. </p><div class="texto-destacado">Foi uma das grandes encruzilhadas da Rota da Seda, o que ajuda a explicar porque é que o país concentra algumas das cidades mais fascinantes da região.</div><p>“É precisamente esta herança histórica que atrai os turistas espanhóis, segundo o Comité de Turismo do Uzbequistão, que, no início deste ano, partilhou um documento a relatar o crescimento das viagens espanholas”, nota a revista ‘NiT’.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777070" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/onde-fica-e-o-que-fazer-em-cabo-verde-o-arquipelago-que-fez-furor-na-primeira-qualificacao-para-um-mundial-de-futebol.html" title="Onde fica e o que fazer em Cabo Verde: o arquipélago que fez furor na primeira qualificação para um Mundial de Futebol">Onde fica e o que fazer em Cabo Verde: o arquipélago que fez furor na primeira qualificação para um Mundial de Futebol</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/onde-fica-e-o-que-fazer-em-cabo-verde-o-arquipelago-que-fez-furor-na-primeira-qualificacao-para-um-mundial-de-futebol.html" title="Onde fica e o que fazer em Cabo Verde: o arquipélago que fez furor na primeira qualificação para um Mundial de Futebol"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/donde-queda-y-que-hacer-en-cabo-verde-archipielago-furor-primera-clasificacion-mundial-de-futbol-1782148318524_320.jpg" alt="Onde fica e o que fazer em Cabo Verde: o arquipélago que fez furor na primeira qualificação para um Mundial de Futebol"></a></article></aside><p>E é essa mesma herança que continua a fazer do Uzbequistão um destino especial. <strong>Samarcanda</strong>, por exemplo, é o nome que mais depressa surge em qualquer conversa sobre o país. Esta é “provavelmente a mais mítica cidade da Rota da Seda”, afirma o ‘Público’.</p><p>“A cidade de Samarcanda é um dos destinos mais famosos, destacando-se pela Praça Registan, rodeada de antigas madrassas decoradas com mosaicos coloridos.”</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uzbequistao-o-destino-da-asia-central-que-esta-a-surpreender-os-portugueses-1783248107034.jpg" data-image="b1waero4ou9y" alt="Samarcanda" title="Samarcanda"><figcaption>Samarcanda é um dos destinos mais conhecidos do país. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Com as suas madrassas monumentais revestidas de mosaicos azuis e turquesa, este é um dos grandes símbolos do país.</p><p>Porém, reduzir o Uzbequistão a Samarcanda seria injusto. <strong>Bucara</strong> é outra das paragens essenciais e tem um centro histórico que parece conservar, com uma serenidade impressionante, a memória de séculos de comércio, religião e poder. </p><div class="texto-destacado">Entre minaretes, mesquitas, pátios e antigas escolas corânicas, a cidade mantém um ambiente muito próprio, menos teatral do que Samarcanda, mas talvez mais íntimo. </div><p>Já <strong>Khiva</strong> — ou Quiva, na grafia portuguesa — é frequentemente descrita como uma cidade-museu, e percebe-se porquê: cercada por muralhas de adobe e recheada de edifícios históricos, dá a sensação de que o tempo ali decidiu andar mais devagar. </p><p>“Em Khiva, as belíssimas muralhas da cidade medieval Ichan Kala são igualmente visita obrigatória”, explica o jornal português. “Datadas do século XVIII, foram destruídas pelos persas e depois reconstruídas, e prolongam-se por 2,5 quilómetros, com dez metros de altura. Dentro das muralhas encontram-se muitos pequenos museus, mesquitas e madrassas, que contam a história deste local, o primeiro do Uzbequistão a ser declarado pela UNESCO como Património da Humanidade.”</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="727517" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/mudancas-nas-moncoes-influenciam-o-ritmo-de-perda-dos-glaciares-na-asia-central.html" title="Mudanças nas monções influenciam o ritmo de perda dos glaciares na Ásia Central">Mudanças nas monções influenciam o ritmo de perda dos glaciares na Ásia Central</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/mudancas-nas-moncoes-influenciam-o-ritmo-de-perda-dos-glaciares-na-asia-central.html" title="Mudanças nas monções influenciam o ritmo de perda dos glaciares na Ásia Central"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-nas-moncoes-influenciam-o-ritmo-de-perda-dos-glaciares-na-asia-central-1756824752427_320.png" alt="Mudanças nas monções influenciam o ritmo de perda dos glaciares na Ásia Central"></a></article></aside><p>Depois há <strong>Tashkent</strong>, a capital, que costuma ser subestimada por quem chega ao país com a cabeça nas antigas caravanas da Rota da Seda. E, no entanto, merece bem mais do que uma noite de passagem. </p><p>Tashkent é uma cidade marcada por várias camadas da história uzbeque: o legado soviético, a reconstrução após o terramoto de 1966, os bazares, os museus, as avenidas largas, as estações de metro decoradas quase como pequenas galerias subterrâneas e uma energia urbana que contrasta com a imagem mais monumental das cidades históricas. Sim, é verdade que não é o postal mais óbvio do país, mas ajuda a perceber o Uzbequistão de hoje, um que tenta equilibrar tradição, modernização e uma abertura crescente ao turismo internacional.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uzbequistao-o-destino-da-asia-central-que-esta-a-surpreender-os-portugueses-1783248339108.jpg" data-image="9kfr0jszn6bn" alt="Tashkent" title="Tashkent"><figcaption>É uma cidade subestimada. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>E se a imagem mais conhecida do país é a das cúpulas azuis, dos minaretes e dos mosaicos, sabemos também que o Uzbequistão tem muito mais para mostrar. A norte e a nordeste, surgem <strong>zonas de montanha e reservatórios </strong>que fazem parte do lado menos conhecido do país. A região de <strong>Chimgan</strong> e o <strong>lago Charvak</strong>, a poucas horas de Tashkent, são um bom exemplo disso. </p><p>“Um dos segredos mais bem guardados do país são, sem dúvida, as paisagens naturais, que continuam afastadas do turismo em massa do resto do mundo”, escreve também a revista ‘NiT’. “Embora seja mais conhecido pelas cidades históricas, o Uzebquistão possui praias, trilhos e montanhas paradisíacas.”</p><div class="texto-destacado">No verão, a área atrai visitantes à procura de caminhadas, passeios de barco, praias improvisadas e algum alívio face ao calor das cidades. No inverno, há estâncias como Amirsoy, que têm ajudado a desenvolver uma oferta de turismo de montanha mais moderna, com esqui, trilhos e escapadinhas de fim de semana. </div><p>Mais a oeste e no interior do país, o cenário muda outra vez. O deserto de <strong>Kyzylkum</strong>, por exemplo, oferece uma versão completamente diferente da viagem. Conte com dunas, acampamentos, noites muito estreladas e aquela sensação de vastidão que só os lugares quase vazios conseguem dar. </p><p>Já o<strong> lago Aydarkul</strong>, numa zona semidesértica, aparece como um refúgio improvável para quem quer trocar o ritmo das cidades por silêncio, areia e água. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775880" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/por-que-alguns-locais-nao-querem-mais-fazer-parte-da-lista-do-patrimonio-mundial-da-unesco.html" title="Por que é que alguns locais já não querem fazer parte da Lista do Património Mundial da UNESCO?">Por que é que alguns locais já não querem fazer parte da Lista do Património Mundial da UNESCO?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/por-que-alguns-locais-nao-querem-mais-fazer-parte-da-lista-do-patrimonio-mundial-da-unesco.html" title="Por que é que alguns locais já não querem fazer parte da Lista do Património Mundial da UNESCO?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/perche-alcune-desitazioni-non-vogliono-piu-essere-parte-della-lista-del-patrimonio-unesco-1781773558638_320.jpg" alt="Por que é que alguns locais já não querem fazer parte da Lista do Património Mundial da UNESCO?"></a></article></aside><p>Sim, parece que o país tem esta capacidade curiosa de alternar, em poucas horas, entre cidades monumentais, montanhas verdes, estepes secas e paisagens que parecem saídas de geografias completamente diferentes.</p><p>E, claro que a <strong>gastronomia</strong> acompanha essa mistura de influências. “Na parte da comida, o país tem também algumas das opções mais ricas do continente.”</p><h2>Uma cozinha com muitas influências</h2><p>A cozinha uzbeque é robusta, generosa e pouco dada a minimalismos. O prato mais emblemático é o<strong> plov</strong>, feito com arroz, carne, cenoura e especiarias, cozinhado lentamente até tudo ganhar uma consistência quase cerimonial. É daquelas receitas que cada família, cada região e provavelmente cada avó jura saber fazer melhor do que todas as outras. </p><div class="texto-destacado">Acredite, quem viajar até o Uzbequistão não vai encontrar uma cozinha feita para “petiscar qualquer coisinha”, mas sim para sair da mesa com a sensação de que já não precisa de pensar em comida até ao dia seguinte.</div><p>Depois há as <strong>samsas</strong>, que são uns pastéis assados recheados com carne, cebola ou abóbora; os <strong>manti</strong>, cozidos ao vapor; o <strong>lagman</strong>, com massa e molho de carne e legumes; e várias sopas e guisados.</p><h2>História política</h2><p>Também a história política do país ajuda a explicar a sua identidade atual. <strong>O território uzbeque foi dominado por vários impérios</strong> ao longo dos séculos, passou pela islamização medieval, integrou o mundo persa e turco-mongol, foi absorvido pelo Império Russo e, mais tarde, pela União Soviética. A independência só chegou em 1991, com o colapso soviético. </p><div class="texto-destacado">Durante décadas, o país viveu sob um regime fortemente centralizado, e só nos últimos anos começou a dar sinais mais visíveis de abertura económica, diplomática e turística. </div><p>Esse processo não apaga os desafios internos nem transforma o país num destino “perfeito”, mas ajuda a perceber porque é que o Uzbequistão tem hoje mais voos, mais hotéis, mais investimento em infraestruturas e uma <strong>presença cada vez mais forte nas listas de destinos a descobrir</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uzbequistao-o-destino-da-asia-central-que-esta-a-surpreender-os-portugueses-1783248644395.jpg" data-image="yit309pvr3xz" alt="Kungurbuka Mountain" title="Kungurbuka Mountain"><figcaption>Um país com muito para descobrir. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>E quando é que será a <strong>melhor altura para visitar este país</strong>? A ‘NiT’ garante que é em outubro ou na primeira semana de novembro. Isto porque alguns turistas se têm queixado de que os meses de julho e agosto são muito quentes na Ásia Central.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="P%C3%BAblico%2C%20Prado%20Coelho%2C%20A" data-year="2026" data-title="O%20que%20sabemos%20sobre%20o%20Uzbequist%C3%A3o%2C%20pa%C3%ADs%20que%20vai%20jogar%20contra%20Portugal" data-url="https%3A%2F%2Fwww.publico.pt%2F2026%2F06%2F22%2Ffugas%2Fnoticia%2Fuzbequistao-sabemos-pais-vai-jogar-portugal-2179021">Público, Prado Coelho, A. (2026). <a href="https://www.publico.pt/2026/06/22/fugas/noticia/uzbequistao-sabemos-pais-vai-jogar-portugal-2179021" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">O que sabemos sobre o Uzbequistão, país que vai jogar contra Portugal</a>.</cite><br><cite data-author="NiT%2C%20Pincelli%2C%20I" data-year="2026" data-title="Uzbequist%C3%A3o%3A%20o%20pa%C3%ADs%20com%20lagos%20e%20montanhas%20onde%20os%20espanh%C3%B3is%20adoram%20passar%20f%C3%A9rias" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fviagens%2Fuzbequistao-o-pais-com-lagos-e-montanhas-onde-os-espanhois-adoram-passar-ferias">NiT, Pincelli, I. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/viagens/uzbequistao-o-pais-com-lagos-e-montanhas-onde-os-espanhois-adoram-passar-ferias" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Uzbequistão: o país com lagos e montanhas onde os espanhóis adoram passar férias</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/uzbequistao-o-destino-da-asia-central-que-esta-a-surpreender-os-portugueses.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Trovoadas em Portugal: atividade elétrica intensifica-se nas próximas horas em ambiente de calor extremo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/trovoadas-em-portugal-atividade-eletrica-intensifica-se-nas-proximas-horas-em-ambiente-de-calor-extremo.html</link><pubDate>Sun, 05 Jul 2026 14:21:03 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A atividade elétrica deverá aumentar entre domingo e segunda-feira no interior de Portugal, onde o calor intenso, o ar seco e a possibilidade de trovoadas secas poderão agravar o perigo de incêndio rural existente.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/trovoadas-em-portugal-atividade-eletrica-intensifica-se-nas-proximas-horas-em-ambiente-de-calor-extremo-1783258211720.jpeg" data-image="dvwvwyro59jh" alt="Trovoadas poderão aumentar o risco de ignição em ambiente de calor extremo" title="Trovoadas poderão aumentar o risco de ignição em ambiente de calor extremo"><figcaption>As trovoadas previstas para o interior de Portugal entre domingo e segunda-feira poderão originar descargas elétricas em zonas com vegetação muito seca, temperaturas elevadas e humidade relativa reduzida, fatores que aumentam o potencial de ignição e propagação de incêndios rurais.</figcaption></figure><p>Dentro de poucas horas, a atmosfera tornar-se-á mais instável em Portugal continental, favorecendo o desenvolvimento de trovoadas isoladas, sobretudo no interior Norte e Centro. Os mapas de densidade de raios indicam que as <strong>primeiras descargas</strong> <strong>deverão surgir durante a tarde de hoje</strong>, concentrando-se nas zonas montanhosas do <strong>interior Centro</strong> e, pontualmente, do <strong>i</strong><strong>nterior Norte</strong>. Apesar de dispersas e pouco organizadas, estas células merecem atenção por ocorrerem num ambiente excecionalmente quente e seco.</p><h2>Atividade elétrica deverá intensificar-se durante a tarde de segunda-feira</h2><p>Na segunda-feira, a <strong>atividade elétrica deverá intensificar-se</strong>, com maior concentração de descargas prevista entre Trás-os-Montes, Beira Alta, Serra da Estrela e Beira Interior. A evolução <strong>resulta do forte aquecimento diurno</strong>, que aumenta a instabilidade atmosférica e favorece o desenvolvimento de novas células convectivas durante a tarde. Ainda assim, não se prevê um episódio generalizado, mas sim fenómenos localizados e típicos do verão, capazes de produzir elevada atividade elétrica em áreas relativamente reduzidas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/trovoadas-em-portugal-atividade-eletrica-intensifica-se-nas-proximas-horas-em-ambiente-de-calor-extremo-1783258440951.png" data-image="ui38i2s8z6bc"><figcaption>O modelo ECMWF concentra a maior probabilidade de descargas elétricas durante a tarde de segunda-feira sobre o interior Centro, coincidindo com zonas de calor extremo e reduzida humidade relativa, onde as trovoadas secas poderão favorecer novas ignições.</figcaption></figure><p>O principal motivo de preocupação prende-se com a possibilidade de algumas destas trovoadas <strong>evoluírem para situações de trovoada seca</strong>. Embora os modelos prevejam aguaceiros associados às células, a precipitação deverá apresentar uma distribuição muito irregular e poderá revelar-se insuficiente para humedecer a vegetação. Nestas circunstâncias, parte da chuva poderá evaporar antes de atingir o solo, permitindo que as descargas elétricas atinjam combustíveis finos extremamente secos, <strong>aumentando o potencial de ignição</strong>.</p><h2>Atmosfera muito seca favorece o risco de ignição por descargas elétricas</h2><p>Para além da atividade elétrica, outros fatores contribuem para agravar o risco. <strong>As temperaturas deverão aproximar-se ou ultrapassar os 40 ºC</strong> em vários locais do interior, enquanto a humidade relativa descerá para valores próximos dos 10 aos 20 por cento durante as horas mais quentes. <strong>Esta combinação favorece uma rápida secagem dos combustíveis vegetais e reduz significativamente a humidade disponível na vegetação</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/trovoadas-em-portugal-atividade-eletrica-intensifica-se-nas-proximas-horas-em-ambiente-de-calor-extremo-1783259074598.png" data-image="ge3glwkw7wjt"><figcaption>As temperaturas deverão chegar aos 41 ºC em vários locais do interior durante a tarde de segunda-feira, reforçando um ambiente extremamente quente e seco, favorável ao aumento do perigo de incêndio rural.</figcaption></figure><p>Simultaneamente, o fluxo de leste continuará a transportar ar quente e seco para Portugal, reforçando a estabilidade nas camadas baixas e contribuindo para manter o ambiente propício à propagação inicial de eventuais incêndios. Embora não se espere vento forte generalizado, poderão ocorrer rajadas moderadas e alterações bruscas da direção do vento nas proximidades das células convectivas, fenómeno que poderá <strong>dificultar o combate inicial caso surjam ignições</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/trovoadas-em-portugal-atividade-eletrica-intensifica-se-nas-proximas-horas-em-ambiente-de-calor-extremo-1783258857393.jpg" data-image="61m1255f709b"><figcaption>O IPMA prevê para segunda-feira, 6 de julho, perigo máximo e muito elevado de incêndio rural em grande parte do interior Norte e Centro, refletindo a combinação de temperaturas extremas, baixa humidade relativa e vegetação muito seca. Fonte: IPMA</figcaption></figure><p>Este conjunto de fatores contribui para que grande parte do território permaneça sob <strong>perigo muito elevado ou máximo de incêndio rural</strong>, bem como sob avisos do IPMA devido ao calor extremo. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777187" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-vermelho-mantem-se-amanha-calor-extremo-resiste-em-pelo-menos-4-distritos-do-interior-e-havera-trovoadas-isoladas.html" title="Aviso vermelho mantém-se amanhã: calor extremo resiste em pelo menos 4 distritos do interior e haverá trovoadas isoladas">Aviso vermelho mantém-se amanhã: calor extremo resiste em pelo menos 4 distritos do interior e haverá trovoadas isoladas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-vermelho-mantem-se-amanha-calor-extremo-resiste-em-pelo-menos-4-distritos-do-interior-e-havera-trovoadas-isoladas.html" title="Aviso vermelho mantém-se amanhã: calor extremo resiste em pelo menos 4 distritos do interior e haverá trovoadas isoladas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aviso-vermelho-mantem-se-amanha-calor-extremo-resiste-em-pelo-menos-4-distritos-do-interior-e-havera-trovoadas-isoladas-1783255260409_320.png" alt="Aviso vermelho mantém-se amanhã: calor extremo resiste em pelo menos 4 distritos do interior e haverá trovoadas isoladas"></a></article></aside><p>Perante este cenário, qualquer descarga elétrica poderá representar um fator adicional de ignição, pelo que se <strong>recomenda máxima vigilância e a adoção de comportamentos preventivos</strong> nas próximas horas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/trovoadas-em-portugal-atividade-eletrica-intensifica-se-nas-proximas-horas-em-ambiente-de-calor-extremo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O mapa mais antigo do cosmos apresenta rugas invisíveis causadas pela gravidade: o Efeito Sachs-Wolfe]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-mapa-mais-antigo-do-cosmos-apresenta-rugas-invisiveis-causadas-pela-gravidade-o-efeito-sachs-wolfe.html</link><pubDate>Sun, 05 Jul 2026 13:21:45 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O Fundo Cósmico de Microondas conserva sinais de variações gravitacionais minúsculas, as sementes que moldaram a matéria, a luz primordial e a estrutura do Universo tal como o observamos hoje em dia.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-mapa-mas-antiguo-del-cosmos-tiene-arrugas-invisibles-de-gravedad-el-efecto-sachs-wolfe-1783200519201.jpeg" data-image="74w1pbc0yxfv"><figcaption>O fundo cósmico de radiação de micro-ondas permeia todo o Universo com uma temperatura de 2,7 Kelvin.</figcaption></figure><p>O Universo tal como o conhecemos, repleto de galáxias, aglomerados e enormes filamentos de matéria, é assim graças a diferenças quase impercetíveis, pequenas variações gravitacionais que marcaram as regiões onde a matéria começaria a aglomerar-se.</p><p>Não eram estruturas já formadas, mas sim de l<strong>igeiras irregularidades na distribuição da energia e da matéria</strong>. Em alguns locais, a gravidade era apenas um pouco mais intensa; noutros, um pouco mais fraca, e essa diferença inicial bastou para deixar uma marca que hoje podemos medir até mesmo com um televisor velho.</p><div class="texto-destacado">O Fundo Cósmico de Microondas, conhecido como CMB pela sua sigla em inglês, é essa marca (ou luz) que foi libertada quando o Universo tinha apenas 380 000 anos e o plasma quente se tornou transparente, permitindo que os fotões viajassem livremente pelo espaço.</div><p>Essa radiação chega até nós arrefecida pela expansão cósmica, com uma temperatura média de 2,7 kelvin (cerca de -270,45 °C). No entanto, não é uniforme; existem variações minúsculas de temperatura que nos revelam como a gravidade, a radiação e a matéria interagiam naquele Universo primitivo.</p><p>Compreender essas "manchas" permite-nos reconstruir <strong>as condições iniciais após o Big Bang</strong>, pois revelam-nos as sementes que tornariam possível a formação das galáxias. Nessas flutuações permanece codificada a história da arquitetura cósmica.</p><h2>O plasma primordial e as primeiras oscilações</h2><p>Durante as primeiras centenas de milhares de anos, o Universo estava repleto de um plasma no qual a luz (fotões) colidia com as partículas carregadas (protões e eletrões), enquanto a gravidade tentava concentrar a matéria em regiões onde a gravidade era mais intensa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-mapa-mas-antiguo-del-cosmos-tiene-arrugas-invisibles-de-gravedad-el-efecto-sachs-wolfe-1783201383624.jpeg" data-image="5zekv64qbpu1"><figcaption>As oscilações acústicas dos bariões são visíveis em todo o fundo cósmico de micro-ondas.</figcaption></figure><p>A pressão de radiação opunha-se a esse colapso, numa dança em que<strong> a gravidade comprimia o plasma e a radiação empurrava para fora</strong>, gerando oscilações ou ondas de pressão (como o som). Na cosmologia, estas flutuações são conhecidas como oscilações acústicas bárionicas.</p><p>Mas não se tratava de som no sentido comum, pois não se propagavam pelo ar, mas sim por uma mistura quente de matéria e radiação, na qual cada região podia estar comprimida ou rarefeita no momento em que os fotões deixavam de interagir com as cargas elétricas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765324" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cientistas-apontam-para-um-universo-oculto-anterior-ao-big-bang-que-ainda-deixa-vestigios-no-espaco.html" title="Cientistas apontam para um universo oculto anterior ao Big Bang que ainda deixa vestígios no espaço">Cientistas apontam para um universo oculto anterior ao Big Bang que ainda deixa vestígios no espaço</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cientistas-apontam-para-um-universo-oculto-anterior-ao-big-bang-que-ainda-deixa-vestigios-no-espaco.html" title="Cientistas apontam para um universo oculto anterior ao Big Bang que ainda deixa vestígios no espaço"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-apuntan-a-un-universo-oculto-previo-al-big-bang-que-aun-deja-huella-en-el-espacio-1776857354736_320.jpg" alt="Cientistas apontam para um universo oculto anterior ao Big Bang que ainda deixa vestígios no espaço"></a></article></aside><p>Quando se formaram os primeiros átomos neutros, a luz ficou desacoplada da matéria. Nessa última dispersão, foi gerada uma imagem do plasma. As diferenças de temperatura do CMB foram registadas e, com elas, o rasto das oscilações em cada região observável do céu.</p><h3>Decifrando a gravidade através da temperatura</h3><p>Uma parte central do sinal provém do <strong>efeito Sachs-Wolfe, no qual os fotões que saem do poço gravitacional perdem energia ao escapar</strong>, pelo que são observados ligeiramente mais frios, o que se traduz em diferenças de temperatura.</p><p>No entanto, a relação não é direta em todos os casos, uma vez que uma zona mais densa poderia também estar mais comprimida e quente, o que alteraria o sinal final. O CMB combina a perda de energia com o estado térmico e dinâmico do plasma original.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-mapa-mas-antiguo-del-cosmos-tiene-arrugas-invisibles-de-gravedad-el-efecto-sachs-wolfe-1783201579024.jpeg" data-image="0nl8flue3gwy"><figcaption>Acredita-se que todas essas anisotropias tenham sido as origens das galáxias.</figcaption></figure><p>Em escalas muito grandes, onde as oscilações acústicas mal tiveram tempo de se desenvolver, as variações de temperatura refletem as diferenças iniciais, o que as torna especialmente valiosas para estudar as condições iniciais do Universo.</p><p>Em escalas menores, surgem os picos acústicos do espectro do CMB, nos quais a sua posição e amplitude indicam como o plasma vibrava, quanta matéria comum existia, quanta matéria escura participava na gravidade e qual era a geometria global do espaço durante a infância cósmica.</p><h3>Uma pegada que continua a revelar a estrutura do cosmos</h3><p>Além disso, <strong>o CMB foi-se alterando à medida que os fotões viajavam na nossa direção</strong>, ao atravessarem aglomerados de galáxias, vazios cósmicos e regiões onde o potencial gravitacional mudou ao longo do tempo, o que acrescentou sinais secundários.</p><p>É o que se conhece como o efeito Sachs-Wolfe integrado, que explica o ganho ou a perda de energia de um fotão ao atravessar uma região gravitacional variável. <strong>Este sinal ajuda a estudar a expansão acelerada e a influência cosmológica da energia escura atual</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="754034" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cientistas-detetam-ecos-do-big-bang-de-ha-13-8-mil-milhoes-de-anos-apenas-com-uma-televisao.html" title="Cientistas detetam ecos do Big Bang de há 13,8 mil milhões de anos apenas com uma televisão">Cientistas detetam ecos do Big Bang de há 13,8 mil milhões de anos apenas com uma televisão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cientistas-detetam-ecos-do-big-bang-de-ha-13-8-mil-milhoes-de-anos-apenas-com-uma-televisao.html" title="Cientistas detetam ecos do Big Bang de há 13,8 mil milhões de anos apenas com uma televisão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/los-cientificos-detectan-los-ecos-del-big-bang-de-hace-13-800-millones-de-anos-con-solo-una-tv-1770565187070_320.jpeg" alt="Cientistas detetam ecos do Big Bang de há 13,8 mil milhões de anos apenas com uma televisão"></a></article></aside><p>Além disso, a gravidade das estruturas intermédias desvia ligeiramente a trajetória dos fotões, funcionando como uma lente gravitacional que não apaga o sinal original, mas sim<strong> o distorce de forma mensurável, permitindo mapear a distribuição da matéria "invisível"</strong>.</p><p>É por isso que o CMB é muito mais do que uma imagem antiga: é um registo físico de como as primeiras variações moldaram a luz primordial e prepararam o terreno para as galáxias, bem como para a estrutura cósmica que conhecemos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-mapa-mais-antigo-do-cosmos-apresenta-rugas-invisiveis-causadas-pela-gravidade-o-efeito-sachs-wolfe.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vídeo viral: é filmada uma erupção freatomagmática no vulcão Taal, nas Filipinas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/video-viral-e-filmada-uma-erupcao-freatomagmatica-no-vulcao-taal-nas-filipinas.html</link><pubDate>Sun, 05 Jul 2026 13:09:50 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Quando o magma incandescente entra em contacto com água subterrânea ou marinha, desencadeia-se uma erupção freatomagmática. O vapor que se forma instantaneamente gera explosões violentas que lançam enormes colunas de cinza. Leia o relatório completo aqui.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xajximq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xajximq.jpg" id="xajximq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>No passado dia 30 de junho de 2026, registou-se uma erupção freatomagmática do vulcão Taal. De acordo com relatórios do <em>Instituto Filipino de Vulcanologia e Sismologia</em> (PHIVOLCS), <strong>foram registados pelo menos dois eventos nesse dia na cratera principal da ilha do vulcão Taal</strong>, situada na província de Batangas, <strong>a cerca de 50-70 km a sul de Manila</strong>.</p><p><strong>O primeiro ocorreu por volta das 7:13 </strong>e durou aproximadamente quatro minutos, enquanto <strong>o segundo, mais notável, ocorreu às 14:34</strong> e prolongou-se por quatro minutos e meio.</p><p>As erupções<strong> geraram cinzas e colunas ricas em vapor que atingiram até 1 200 metros de altura acima da cratera antes de se deslocarem para sudoeste</strong>. Os meios de comunicação locais explicaram que as observações se basearam em dados sísmicos, infrasónicos e de câmaras de vigilância, captando a intensidade visual do evento.</p><h2>O que é uma erupção freatomagmática?</h2><p>A particularidade deste tipo de erupção reside na interação violenta entre o magma e a água. Ao contrário das erupções efusivas ou puramente explosivas, neste caso <strong>o magma ascendente entra em contacto com o lago da cratera ou com a água subterrânea, gerando vapor a alta pressão que fragmenta violentamente a rocha e o magma</strong>, produzindo cinzas finas e intensas colunas de vapor.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/video-viral-registran-una-erupcion-freatomagmatica-en-el-volcan-taal-filipinas-1783166543328.jpeg" data-image="4w2iicjycftc" alt="Una erupción freatomagmática es una violenta explosión volcánica que ocurre cuando el magma ardiente entra en contacto directo con agua subterránea o superficial, como lagos u océanos." title="Una erupción freatomagmática es una violenta explosión volcánica que ocurre cuando el magma ardiente entra en contacto directo con agua subterránea o superficial, como lagos u océanos."><figcaption>Uma erupção freatomagmática é uma explosão vulcânica violenta que ocorre quando o magma incandescente entra em contacto direto com água subterrânea ou superficial, como lagos ou oceanos.</figcaption></figure><p>Este tipo de erupções é capaz de gerar <strong>ondas expansivas do tipo tsunami no lago da cratera</strong>, tal como se observou neste caso, embora confinadas ao lago, sem causar danos externos.</p><h2>Sem vítimas até ao momento</h2><p>Não foram registadas vítimas, destruição de infraestruturas nem evacuações em massa; <strong>o PHIVOLCS manteve o Nível de Alerta 1</strong>, indicando um baixo nível de preocupação, mas alertando para possíveis quedas de cinzas de menor intensidade e má qualidade do ar devido a emissões de gás na ilha do vulcão. As cinzas dispersaram-se principalmente para sudoeste, sem afetar significativamente as áreas povoadas próximas.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Summary of 24-Hour Observation of Active Volcanoes<br>Date: July 03, 2026<a href="https://x.com/hashtag/MayonVolcano?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#MayonVolcano</a><a href="https://x.com/hashtag/KanlaonVolcano?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#KanlaonVolcano</a><a href="https://x.com/hashtag/TaalVolcano?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#TaalVolcano</a><a href="https://x.com/hashtag/BulusanVolcano?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#BulusanVolcano</a><br><br>Source: PHIVOLCS-DOST<a href="https://x.com/hashtag/CivilDefensePH?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#CivilDefensePH</a><a href="https://x.com/hashtag/ServingTheNation?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#ServingTheNation</a><a href="https://x.com/hashtag/ProtectingThePeople?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#ProtectingThePeople</a><a href="https://x.com/hashtag/BawatSegundoMahalaga?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#BawatSegundoMahalaga</a><a href="https://x.com/hashtag/LigtasAngBayanKungHandaAngMamamayan?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#LigtasAngBayanKungHandaAngMamamayan</a> <a href="https://t.co/5AUv8Zj7Bw">pic.twitter.com/5AUv8Zj7Bw</a></p>— Civil Defense PH (@civildefensePH) <a href="https://x.com/civildefensePH/status/2072821239480205812?ref_src=twsrc%5Etfw">July 2, 2026</a></blockquote></figure><p>Os meios de comunicação locais das Filipinas salientaram a proibição de acesso, <strong>a ilha do vulcão Taal (TVI) continua a ser uma zona de perigo permanente</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768086" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/do-interior-da-terra-ao-caos-na-superficie-o-desafio-de-prever-as-erupcoes-vulcanicas.html" title="Do interior da Terra ao caos na superfície: o desafio de prever as erupções vulcânicas ">Do interior da Terra ao caos na superfície: o desafio de prever as erupções vulcânicas </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/do-interior-da-terra-ao-caos-na-superficie-o-desafio-de-prever-as-erupcoes-vulcanicas.html" title="Do interior da Terra ao caos na superfície: o desafio de prever as erupções vulcânicas "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/do-interior-da-terra-ao-caos-na-superficie-o-desafio-de-prever-as-erupcoes-vulcanicas-1778425892395_320.jpg" alt="Do interior da Terra ao caos na superfície: o desafio de prever as erupções vulcânicas "></a></article></aside><p>É proibida a entrada, a navegação no lago Taal e os voos nas proximidades, uma vez que persiste o risco de <strong>erupções repentinas de vapor ou freatomagmáticas, sismos vulcânicos e acumulação de gases tóxicos</strong>.</p><h2>Atividade vulcânica recorrente na região </h2><p>Este evento faz parte de uma sequência recorrente no Taal durante o mês de junho de 2026. <strong>Trata-se do quarto ou quinto evento freatomagmático, tendo-se registado episódios anteriores nos dias 4, 5 e 6 de junho, de duração mais curta</strong>. O vulcão tem apresentado emissões de <strong>dióxido de enxofre</strong> (881 toneladas em 24 horas) e colunas de vapor, mas sem escalada significativa.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">LOOK: A minor phreatomagmatic eruption occurred at the Taal Volcano Main Crater at 2:34 PM today, 30 June 2026 that lasted four and a half minutes based on seismic, infrasound and visual observations. The event consisted of three pulses that produced jets of dark gray ash and <a href="https://t.co/KSjsjbalzM">pic.twitter.com/KSjsjbalzM</a></p>— PHIVOLCS-DOST (@phivolcs_dost) <a href="https://x.com/phivolcs_dost/status/2071853129667408173?ref_src=twsrc%5Etfw">June 30, 2026</a></blockquote></figure><p>A localização única do Taal, no interior de um lago situado numa caldeira, amplifica a sua natureza <em>freatomagmática</em>. O contacto constante com a água torna até mesmo as erupções menores espetaculares do ponto de vista visual, como as ondas no lago e as colunas de vapor e cinzas que geraram imagens que se tornaram virais. No entanto, isto também <strong>aumenta o potencial de perigos hidrovulcânicos no futuro</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>O PHIVOLCS continua a monitorizar a situação para detetar quaisquer sinais de escalada.</strong></div><p>As autoridades e os cientistas locais recomendam vigilância contínua. Embora não tenha havido danos significativos desta vez, <strong>o Taal continua em estado de anormalidade sob o Alerta 1</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770883" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/video-um-meteoro-verde-iluminou-a-erupcao-do-vulcao-mayon-nas-filipinas.html" title="Vídeo: um meteoro verde iluminou a erupção do vulcão Mayón nas Filipinas">Vídeo: um meteoro verde iluminou a erupção do vulcão Mayón nas Filipinas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/video-um-meteoro-verde-iluminou-a-erupcao-do-vulcao-mayon-nas-filipinas.html" title="Vídeo: um meteoro verde iluminou a erupção do vulcão Mayón nas Filipinas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mayon-y-meteorito-1779755535829_320.png" alt="Vídeo: um meteoro verde iluminou a erupção do vulcão Mayón nas Filipinas"></a></article></aside><p>Os residentes das comunidades ribeirinhas devem estar preparados, uma vez que erupções de maior magnitude no passado (como a de 2020) provocaram a evacuação de milhares de pessoas e causaram prejuízos na agricultura.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/video-viral-e-filmada-uma-erupcao-freatomagmatica-no-vulcao-taal-nas-filipinas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aviso vermelho mantém-se amanhã: calor extremo resiste em pelo menos 4 distritos do interior e haverá trovoadas isoladas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-vermelho-mantem-se-amanha-calor-extremo-resiste-em-pelo-menos-4-distritos-do-interior-e-havera-trovoadas-isoladas.html</link><pubDate>Sun, 05 Jul 2026 12:41:25 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O calor extremo manter-se-á no interior de Portugal durante mais alguns dias, apesar da descida das temperaturas no litoral. O IPMA alargou os avisos vermelhos e o risco de trovoadas isoladas e noites tropicais persiste em várias regiões.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xallwyq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xallwyq.jpg" id="xallwyq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Este domingo (5)</strong> ocorrerá um ligeiro alívio térmico diurno (isto é, uma pequena descida da temperatura máxima) nalgumas zonas do país, com destaque para o litoral Norte e Centro.</p><p>Porém, - os vales do Douro, Tejo, Sado e Guadiana, a Beira Baixa e a Beira Alta, o Ribatejo, quase todo o Alentejo, algumas zonas das Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto, os distritos de Setúbal, Viseu e Vila Real e ainda algumas zonas do Minho <strong>as temperaturas vão atingir valores máximos entre 38 e 42 ºC, podendo pontualmente atingir 43 ºC nalgumas localidades do vale do Tejo</strong>. Durante a tarde, no interior, não se exclui o risco de ocorrência de aguaceiros e trovoadas isoladas.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>As altas pressões, aliadas ao transporte de uma massa de ar muito quente e seco e à presença de uma cúpula de calor que contribui para a manutenção de temperaturas excecionalmente elevadas fez com que o IPMA atualizasse os avisos meteorológicos: há agora 9 distritos do Continente sob aviso vermelho de tempo quente neste domingo, 5 de julho.</div><p>A mais recente atualização do IPMA <strong>alargou o aviso vermelho de tempo quente deste domingo (5) a mais 2 distritos: Bragança e Guarda</strong>. Deste modo, nos 9 distritos onde se mantém hoje o aviso vermelho de tempo quente a temperatura máxima prevista na respetiva capital distrital é: 35 ºC na Guarda, 38 ºC em Bragança e Setúbal, 39 ºC em Portalegre, 40 ºC em Lisboa, 41 ºC em Castelo Branco e Beja e 42 ºC em Santarém e Évora. Para as restantes capitais distritais preveem-se máximas entre 35 e 39 ºC, exceto em Viana do Castelo (34 ºC), Porto (34 ºC) e Aveiro (28 ºC).</p><h2>Confirma-se: segunda-feira terá aviso vermelho de tempo quente nestes 4 distritos</h2><p>Numa das previsões que lançámos recentemente, avisavámos da possibilidade de o IPMA emitir<strong> aviso vermelho para segunda-feira (6)</strong> em alguns distritos do interior, num cenário que não só se <strong>veio a confirmar - tal como prevíamos</strong> - para os distritos de<strong> Castelo Branco e Portalegre</strong>, como também nos distritos de Bragança e Guarda.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aviso-vermelho-mantem-se-amanha-calor-extremo-resiste-em-pelo-menos-4-distritos-do-interior-e-havera-trovoadas-isoladas-1783254413404.png" data-image="9zqqze92t7r1"><figcaption>Nesta segunda-feira, 6 de julho, haverá pelo menos 4 distritos de Portugal continental sob aviso vermelho de tempo quente, não sendo de excluir a possibilidade de ser alargado a mais distritos.</figcaption></figure><p><strong>Para segunda-feira (6), nas capitais distritais destes 4 distritos, prevê-se temperatura máxima de 39 ºC em Bragança, 36 ºC na Guarda, 42 ºC em Castelo Branco e 41 ºC em Portalegre</strong>. Note-se ainda que em cidades como Beja e Évora as temperaturas máximas expectáveis são 42 e 41 ºC, respetivamente, mas o aviso mantém-se laranja.</p><p>De segunda (6) para terça-feira (7) começam a notar-se as primeiras alterações consideráveis no estado do tempo na nossa geografia. <strong>As temperaturas máximas vão baixar em grande parte de Portugal continental, sendo de forma acentuada no litoral Norte e Centro, nomeadamente em toda a porção da faixa costeira ocidental que se estende entre Caminha e Cascais</strong>, à medida que a massa de ar quente se for deslocando lentamente para leste. Contudo, no interior Norte (com destaque para o vale do Douro) e no interior Centro-Sul, os valores das temperaturas máximas permanecerão elevados.</p><p><strong>Na terça-feira (7) as temperaturas máximas e mínimas permanecerão bastante elevadas</strong> no interior Norte, Centro e Sul, destacando-se os distritos de <strong>Bragança, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja</strong>. Tendo em conta as temperaturas máximas previstas para estes distritos (entre 38 e 40 ºC), bem como as temperaturas mínimas expectáveis (entre 19 e 22 ºC), não se exclui a possibilidade do IPMA emitir aviso vermelho para alguns ou até mesmo todos estes distritos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aviso-vermelho-mantem-se-amanha-calor-extremo-resiste-em-pelo-menos-4-distritos-do-interior-e-havera-trovoadas-isoladas-1783254215984.png" data-image="2y2akplv6fzq"><figcaption>Na terça-feira (7) já será imensamente notório o alívio térmico no litoral Norte e Centro. Não obstante, numa vasta extensão do interior, as temperaturas manter-se-ão entre 6 e 10 ºC acima da média.</figcaption></figure><p>Como referido anteriormente, apesar da mudança significativa nas temperaturas numa boa parte do país,<strong> os mapas estimam que o calor se mantenha intenso até quinta-feira (9) ou sexta-feira (10) em diversas zonas do interior Norte, Centro e Sul</strong>, embora com pequenos alívios térmicos consecutivos à medida que a semana for passando.</p><h2>Noites tropicais persistem, mas o alívio térmico noturno tenderá a expandir-se geograficamente durante a semana</h2><p>Quanto às temperaturas mínimas tropicais (valor igual ou superior a 20 ºC), observa-se a sua continuidade em quase todo o país <strong>apenas por mais uma noite (a madrugada de segunda-feira, 6 de julho)</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777052" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-em-alerta-maximo-risco-extremo-de-incendios-florestais-deve-persistir-ate-12-de-julho.html" title="Portugal em alerta máximo: risco extremo de incêndios florestais deve persistir até 12 de julho">Portugal em alerta máximo: risco extremo de incêndios florestais deve persistir até 12 de julho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-em-alerta-maximo-risco-extremo-de-incendios-florestais-deve-persistir-ate-12-de-julho.html" title="Portugal em alerta máximo: risco extremo de incêndios florestais deve persistir até 12 de julho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-em-alerta-maximo-risco-extremo-de-incendios-florestais-deve-persistir-ate-12-de-julho-1783167061598_320.jpg" alt="Portugal em alerta máximo: risco extremo de incêndios florestais deve persistir até 12 de julho"></a></article></aside><p>Tal como referido anteriormente, a mudança na circulação atmosférica começa a impor-se entre segunda e terça-feira, pelo que na madrugada de 7 de julho,<strong> as mínimas tropicais ficarão confinadas ao Nordeste Transmontano, à Beira Alta, à Beira Baixa, ao Alentejo e ao Algarve</strong>. No resto do país, o ambiente noturno tornar-se-á significativamente mais fresco, com temperaturas mínimas compreendidas entre 15 e 19 ºC.</p><p>A partir da madrugada de quarta-feira (8), prevê-se que as noites tropicais persistam nas mesmas regiões - Nordeste Transmontano, Beira Alta, Beira Baixa, Alentejo e Algarve - <strong>embora restritas a uma área geográfica progressivamente mais reduzida, deslocando-se gradualmente para leste</strong> em consequência da migração da massa de ar quente em direção ao Mediterrâneo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aviso-vermelho-mantem-se-amanha-calor-extremo-resiste-em-pelo-menos-4-distritos-do-interior-e-havera-trovoadas-isoladas-1783254007272.png" data-image="9t9pjqnhmyk1"><figcaption>Durante boa parte da próxima semana, as noites tropicais persistirão numa vasta extensão do interior e no Algarve.</figcaption></figure><p>Em simultâneo, as temperaturas mínimas entre 15 e 17 ºC tenderão a abranger uma parcela cada vez mais extensa do território nacional ao longo da semana. Ainda assim, na madrugada de quarta-feira (8), prevê-se a ocorrência de uma noite tórrida em <strong>setores do Sotavento Algarvio e do Baixo Alentejo, onde as temperaturas mínimas poderão manter-se iguais ou superiores a 25 ºC</strong>.</p><h2>Risco de trovoadas isoladas </h2><p>Por fim, note-se ainda que durante as <strong>tardes de domingo (5) e segunda-feira (6)</strong>, o forte aquecimento diurno será favorável ao desenvolvimento de nuvens de desenvolvimento vertical, podendo gerar <strong>aguaceiros e trovoadas isoladas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aviso-vermelho-mantem-se-amanha-calor-extremo-resiste-em-pelo-menos-4-distritos-do-interior-e-havera-trovoadas-isoladas-1783253934737.png" data-image="mhcz8fgqipfi"><figcaption>A concentração de descargas elétricas tenderá a ocorrer nas áreas montanhosas do Norte e Centro.</figcaption></figure><p>Outros fatores, como o forçamento orográfico, aumentarão a instabilidade, sendo expectável atividade elétrica sobretudo nas <strong>zonas montanhosas do Norte e Centro</strong>, embora não se exclua a sua ocorrência também em pontos do Ribatejo e Alto Alentejo. Nos restantes dias da semana a sua abrangência geográfica deverá ser menor, confinando-se sobretudo a pontos montanhosos do Norte.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-vermelho-mantem-se-amanha-calor-extremo-resiste-em-pelo-menos-4-distritos-do-interior-e-havera-trovoadas-isoladas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O declínio do plâncton no Atlântico Nordeste é muito preocupante: veja-se o caso das costas e águas ibéricas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-declinio-do-plancton-no-atlantico-nordeste-e-muito-preocupante-veja-se-o-caso-das-costas-e-aguas-ibericas.html</link><pubDate>Sun, 05 Jul 2026 08:33:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um novo estudo revelou que o plâncton já não encontra áreas classificadas como estando em "boas condições ambientais" numa região que se estende de Portugal à Noruega, incluindo as águas do Mar Cantábrico, como acontecia anteriormente. Isto é motivo de preocupação entre os investigadores.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/disminucion-plancton-atlantico-nororiental-1783137735308.png" data-image="ex2rl4tiwxs5" alt="atlântico" title="atlântico"><figcaption>Imagem de satélite arquivada de uma área do Atlântico. Imagem da NASA.</figcaption></figure><p>O plâncton microscópico está entre os organismos mais importantes da Terra. O fitoplâncton produz aproximadamente metade do oxigénio que respiramos, enquanto <strong>o plâncton como um todo sustenta as cadeias alimentares marinhas</strong>, apoia a pesca, ajuda a regular o carbono e mantém a vida em todo o oceano.</p><p>No entanto, um novo estudo, liderado por investigadores da Universidade de Plymouth, utilizou mais de <strong>seis décadas de dados para mostrar que a abundância de plâncton</strong> está a diminuir em vastas extensões do Atlântico Nordeste, uma região que abrange o Oceano Atlântico desde Portugal até à Noruega e todo o Mar do Norte.</p><h2>Avaliação do estado ambiental dos habitats de plâncton</h2><p>O estudo utilizou 23 conjuntos de dados de plâncton de 13 instituições de investigação, juntamente com dados de satélite, para gerar a primeira avaliação quantitativa e abrangente sobre se os habitats pelágicos da Europa Ocidental estão em boas condições ambientais, conforme definido pela Diretiva-Quadro da Estratégia Marinha da UE e do Reino Unido.</p><p>Estes habitats são regiões de águas abertas dominadas por plâncton e são fundamentais para o funcionamento do oceano. No entanto, até agora, <strong>as avaliações para a formulação de políticas têm-se concentrado principalmente em descrever as mudanças no plâncton</strong>, sem conseguir integrá-las quantitativamente numa avaliação clara do estado regional.</p><p>Este novo trabalho abordou esta deficiência combinando dados de monitorização de unidades de avaliação e estações fixas, e os cientistas <strong>posteriormente integraram este estatuto com base em indicadores de plâncton</strong> e tipos de habitat para determinar o estado ambiental regional.</p><div class="texto-destacado">Os resultados mostraram que não havia nenhum habitat pelágico classificado como bom em todo o Atlântico Nordeste, e seis combinações de habitat pelágico e região foram classificadas como "Não boas", três como "Incertas" e uma como "Não avaliada" devido à falta de dados.</div><p>Em escala regional, os mares celtas, o Golfo da Biscaia e a costa ibérica foram classificados como "Não Bons", enquanto o Grande Mar do Norte foi <strong>classificado como "Incerto"</strong>. A pior condição foi geralmente observada nos habitats da plataforma continental, onde as alterações nas comunidades de plâncton e os declínios na biomassa do fitoplâncton e na abundância do zooplâncton foram mais claramente detetados.</p><p>O estudo também revelou que o aumento da temperatura da superfície do mar, as mudanças nas condições de nutrientes, a diminuição do pH e a alteração da mistura oceânica estão entre<strong> os principais fatores associados às mudanças no plâncton e nos seus habitats</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763741" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/algas-marinhas-ganham-novo-papel-investigacao-em-portugal-pode-revolucionar-o-tratamento-de-poluicao-na-agua.html" title="Algas marinhas ganham novo papel: investigação em Portugal pode revolucionar o tratamento de poluição na água">Algas marinhas ganham novo papel: investigação em Portugal pode revolucionar o tratamento de poluição na água</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/algas-marinhas-ganham-novo-papel-investigacao-em-portugal-pode-revolucionar-o-tratamento-de-poluicao-na-agua.html" title="Algas marinhas ganham novo papel: investigação em Portugal pode revolucionar o tratamento de poluição na água"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/algas-marinhas-ganham-novo-papel-investigacao-em-portugal-pode-revolucionar-o-tratamento-de-poluicao-na-agua-1776089548165_320.jpg" alt="Algas marinhas ganham novo papel: investigação em Portugal pode revolucionar o tratamento de poluição na água"></a></article></aside><p>Consequentemente, os investigadores afirmam que a medida mais importante para proteger<strong> o funcionamento dos habitats pelágicos é mitigar as alterações climáticas atuais</strong>, apoiando uma redução global nas emissões de carbono.</p><p>Eles também solicitaram medidas mais rigorosas para reduzir a poluição por nutrientes, particularmente nitrogénio, e investimentos contínuos na monitorização do plâncton. Diversas séries temporais de longo prazo de plâncton na área de avaliação da OSPAR estão atualmente interrompidas ou em risco <strong>devido à diminuição dos recursos</strong>, apesar de serem essenciais para detetar mudanças ecológicas e subsidiar políticas marinhas.</p><div class="texto-destacado">O artigo, publicado na revista Ecological Indicators, foi liderado pela professora Abigail McQuatters-Gollopy e envolveu um consórcio de universidades europeias, organizações científicas e agências ambientais.</div><p>Este estudo é o primeiro a fornecer uma avaliação quantitativa do estado do plâncton em regiões-chave como o Mar Céltico, o Golfo da Biscaia e o Mar do Norte. <strong>Ele demonstrou a necessidade urgente de melhorar a saúde destas águas e reduzir os danos que causamos ao oceano, tanto local quanto globalmente</strong>. Também destacou a necessidade de estabelecer novas formas de colaboração entre cientistas e formuladores de políticas para gerar mais dados e determinar como alcançar um bom estado de conservação no futuro.</p><p><strong>O alerta é claro:</strong> o plâncton está a mudar em alguns dos mares mais importantes da Europa, e estas mudanças têm repercussões que vão muito além do próprio plâncton. <strong>Elas afetam as cadeias alimentares, a pesca, o ciclo do carbono e os benefícios que a humanidade obtém do oceano</strong>. O desafio agora é usar estas evidências para impulsionar ações práticas, desde a mitigação das alterações climáticas até uma melhor gestão de nutrientes e monitorização a longo prazo.</p><p>O estudo baseou-se nas contribuições de cerca de 40 especialistas em plâncton que trabalham no âmbito da OSPAR, a Convenção sobre os Mares Regionais do Atlântico Nordeste. Ele complementa o Relatório de Estado de Qualidade da OSPAR de 2023, que o<strong>ferece uma avaliação mais abrangente da saúde do ecossistema marinho do Atlântico Nordeste</strong>.</p><p>Os investigadores afirmam que as avaliações futuras <strong>devem incluir conjuntos de dados de plâncton mais abrangentes e de longo prazo</strong>, melhor cobertura das áreas costeiras e estuarinas e novas tecnologias, como imagens e ADN ambiental, para capturar partes da comunidade de plâncton que estão atualmente sub-representadas.</p><p>Os resultados dessa análise são mostrados no mapa abaixo:</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/disminucion-plancton-atlantico-nororiental-1783138291424.jpg" data-image="njjcfbpey3nt" alt="atlântico" title="atlântico"><figcaption>Estado de saúde do habitat do plâncton no Atlântico Nordeste. Fonte: Abigail McQuatters-Gollop et al, Ecological Indicators (2026). DOI: 10.1016/j.ecolind.2026.115005</figcaption></figure><p>Como parte de um novo estudo sobre a saúde dos oceanos, liderado pela Universidade de Plymouth, regiões e habitats receberam uma das quatro categorias de estatuto: Bom estado ambiental, Estado ambiental mau, Estado incerto ou Não avaliado, <strong>com base numa análise integrada dos dados e na suficiência dos dados para se chegar a uma conclusão</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Abigail%20McQuatters-Gollop%20et%20al" data-year="" data-title="Integrating%20plankton%20indicators%20to%20assess%20the%20state%20of%20pelagic%20habitats%20in%20the%20Northeast%20Atlantic%2C%20Ecological%20Indicators" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedirect.com%2Fscience%2Farticle%2Fpii%2FS1470160X2600405X">Abigail McQuatters-Gollop et al. <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1470160X2600405X" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Integrating plankton indicators to assess the state of pelagic habitats in the Northeast Atlantic, Ecological Indicators</a>.</cite></p></section><p><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1470160X2600405X"></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-declinio-do-plancton-no-atlantico-nordeste-e-muito-preocupante-veja-se-o-caso-das-costas-e-aguas-ibericas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ciência Cidadã: População chamada a monitorizar inseto que combate espécie invasora]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ciencia-cidada-populacao-chamada-a-monitorizar-inseto-que-combate-especie-invasora.html</link><pubDate>Sun, 05 Jul 2026 07:45:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Todos contra as invasoras: Investigadores precisam de "olhos no terreno" para vigiar as florestas. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciencia-cidada-populacao-chamada-a-monitorizar-inseto-que-combate-especie-invasora-1782904554875.png" data-image="6i36n11m09e3"><figcaption>A introdução deste inseto "Trichi" em Portugal, em 2015, foi o primeiro caso autorizado de controlo biológico de plantas na Europa Continental.</figcaption></figure><p>Uma campanha nacional de ciência cidadã lançada pela plataforma <strong>Invasoras.pt</strong> está a apelar à população portuguesa para colaborar ativamente na monitorização ambiental dos ecossistemas costeiros do país. </p><div class="texto-destacado">O objetivo central desta iniciativa é mapear e monitorizar a presença de um pequeno inseto de origem australiana, popularmente designado por "Trichi" (<em>Trichilogaster acaciaelongifoliae</em>). </div><p>Este organismo foi introduzido estrategicamente em Portugal no ano de 2015 com o intuito de atuar <strong>como um agente de controlo biológico para travar a proliferação descontrolada da acácia-de-espigas</strong> (<em>Acacia longifolia</em>), classificada como uma das espécies exóticas invasoras mais problemáticas e destrutivas em território nacional.</p><h2>O mecanismo de controlo biológico </h2><p><strong>A acácia-de-espigas representa uma séria ameaça para a biodiversidade nativa ibérica</strong>, pois ocupa áreas ecologicamente sensíveis e desequilibra as dinâmicas da flora local. </p><p>Para mitigar esta expansão, <strong>o inseto "Trichi" desempenha um papel ecológico fundamental: ele desenvolve-se especificamente no interior das gemas florais desta variedade de acácia</strong>, induzindo a formação de "galhas", que são pequenas deformações ou excrescências nos ramos da planta. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciencia-cidada-populacao-chamada-a-monitorizar-inseto-que-combate-especie-invasora-1782904704719.png" data-image="3inamvhgxga5"><figcaption>As galhas criadas pelo inseto funcionam como "ralos" que roubam os nutrientes da acácia, impedindo-a de gerar sementes invasoras.</figcaption></figure><p>O aparecimento<strong> destas estruturas impede o desenvolvimento normal das inflorescências</strong>, bloqueando de forma muito eficaz a produção de flores e de sementes. Consequentemente, a capacidade reprodutiva e a velocidade de propagação geográfica da espécie invasora diminuem drasticamente, disponibilizando uma solução ecológica a longo prazo. </p><h2>A importância da mobilização cívica </h2><p>Segundo os investigadores, embora se saiba que o inseto já se encontra amplamente espalhado por várias regiões de Portugal, os meios de amostragem puramente científicos são insuficientes para cobrir todo o território. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciencia-cidada-populacao-chamada-a-monitorizar-inseto-que-combate-especie-invasora-1782904833384.png" data-image="jp26lg9g2pkw"><figcaption>O "Trichi" é uma micro-vespa totalmente inofensiva para pessoas e animais; o seu único foco é depositar ovos nas acácias.</figcaption></figure><p>Torna-se, por isso, indispensável contar com a colaboração pública. A comunidade científica necessita de "mais olhos no terreno" para perceber com exatidão onde o agente biológico já atua, onde ainda não conseguiu chegar e qual é o real impacto prático que está a ter na contenção das acácias.</p><h2>Como participar na campanha?</h2><p>O desafio destina-se a um <strong>espectro muito alargado da sociedade, convocando cidadãos comuns, comunidades escolares, associações ambientalistas, estudantes, técnicos municipais e profissionais ligados ao ordenamento e gestão florestal</strong>. </p><div class="texto-destacado">Para colaborar, os participantes devem procurar árvores de acácia-de-espigas, examinar minuciosamente os ramos em busca de galhas e recolher registos fotográficos das suas observações.</div><p>Os dados obtidos devem ser submetidos através de duas vias digitais: <strong>a aplicação móvel <em>Epicollect5</em> (no projeto designado "Registo de Trichilogaster acaciaelongifoliae") ou através das plataformas <em>iNaturalist</em> e <em>BioDiversity4All</em></strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciencia-cidada-populacao-chamada-a-monitorizar-inseto-que-combate-especie-invasora-1782905072943.png" data-image="8x9sannsej4w"><figcaption>Tanto a acácia-de-espigas como o inseto "Trichi" são nativos da Austrália, onde coexistem em equilíbrio ecológico há milénios.</figcaption></figure><p>Os investigadores enfatizam que o registo de "dados negativos", isto é, <strong>reportar zonas onde foram inspecionadas acácias mas não se detetaram quaisquer galhas</strong>,<strong> possui um valor científico igualmente crucial</strong>, servindo para delimitar as fronteiras reais de expansão do inseto.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="738792" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-pequeno-inseto-australiano-para-travar-a-invasao-das-acacias-no-litoral.html" title="Um pequeno inseto australiano para travar a invasão das acácias no litoral">Um pequeno inseto australiano para travar a invasão das acácias no litoral</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-pequeno-inseto-australiano-para-travar-a-invasao-das-acacias-no-litoral.html" title="Um pequeno inseto australiano para travar a invasão das acácias no litoral"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/um-pequeno-inseto-australiano-para-travar-a-invasao-das-acacias-no-litoral-1762977610084_320.png" alt="Um pequeno inseto australiano para travar a invasão das acácias no litoral"></a></article></aside><p> Com esta mobilização coletiva, a plataforma<strong> <em>Invasoras.pt</em> </strong>visa reforçar o envolvimento do público na gestão de espécies invasoras, ao mesmo tempo que consolida o contributo de Portugal para uma das experiências de controlo biológico de plantas mais significativas e pioneiras atualmente em curso na Europa. Mais informações sobre o manual de campo e formas adicionais de participação estão disponíveis no portal oficial da iniciativa (<em>www.invasoras.pt</em>).</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="invasoras.pt" data-year="" data-title="Vamos%20mapear%20a%20Trichi!" data-url="https%3A%2F%2Finvasoras.pt%2Fpt%2Fvamos-mapear-trichi">invasoras.pt. <a href="https://invasoras.pt/pt/vamos-mapear-trichi" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Vamos mapear a Trichi!</a>.</cite><br><cite data-author="JLS%2FLusa" data-year="" data-title="Cientistas%20querem%20cidad%C3%A3os%20a%20vigiar%20ac%C3%A1cias%20em%20busca%20de%20pequeno%20inseto" data-url="https%3A%2F%2Fwww.asbeiras.pt%2Fcientistas-querem-cidadaos-a-vigiar-acacias-em-busca-de-pequeno-inseto%2F">JLS/Lusa. <a href="https://www.asbeiras.pt/cientistas-querem-cidadaos-a-vigiar-acacias-em-busca-de-pequeno-inseto/" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Cientistas querem cidadãos a vigiar acácias em busca de pequeno inseto</a>.</cite></p></section><ul></ul>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ciencia-cidada-populacao-chamada-a-monitorizar-inseto-que-combate-especie-invasora.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item></channel></rss>