<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Wed, 15 Jul 2026 15:20:25 +0000</lastBuildDate><pubDate>Wed, 15 Jul 2026 15:20:25 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Universidade de Coimbra lidera projeto europeu para eliminar os gases mais poluentes]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/universidade-de-coimbra-lidera-projeto-europeu-para-eliminar-os-gases-mais-poluentes.html</link><pubDate>Wed, 15 Jul 2026 14:45:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma nova plataforma interativa e de livre acesso vai ajudar a indústria a escolher alternativas sustentáveis destinadas aos sistemas de climatização domésticos e industriais.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/universidade-de-coimbra-lidera-projeto-europeu-para-eliminar-os-gases-mais-poluentes-1784118470722.jpg" data-image="i9e0u7nx5w15" alt="Vista aérea de unidade fabril com chaminés fumegantes" title="Vista aérea de unidade fabril com chaminés fumegantes"><figcaption>A libertação de gases fluorados de sistemas de refrigeração industriais e domésticos na atmosfera retém o calor e acelera o aquecimento global a longo prazo. Foto: Pixabay</figcaption></figure><p>Sempre que fechamos a porta do frigorífico ou ligamos o ar condicionado para mitigar o calor do verão, ativamos um ciclo térmico suportado por compostos químicos com uma pegada ecológica devastadora. Estas substâncias, designadas de <strong>gases fluorados</strong>, são amplamente usadas na <strong>refrigeração</strong> e têm uma capacidade extraordinária de aprisionar calor na atmosfera. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Embora não afetem a camada de ozono, são milhares de vezes mais prejudiciais do que o próprio dióxido de carbono, atuando como supergases de efeito de estufa. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Para quebrar esta dependência ambiental, cientistas da <strong>Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra</strong> assumiram a liderança de uma iniciativa internacional de grande escala.</p><p>A instituição portuguesa coordena o <strong>consórcio GWPathfinder</strong>, que recebeu um financiamento de quase três milhões de euros através do programa Horizon Europe. Sob a coordenação do investigador Luís Pedro Viegas, do Centro de Química, este grupo de trabalho irá desenvolver uma <strong>aplicação digital de acesso livre</strong>. </p><p>O objetivo central é criar uma ferramenta capaz de orientar decisores políticos e líderes industriais na escolha de <strong>fluidos alternativos</strong> com baixo impacto climático.</p><h2>Uma inteligência artificial ao serviço do clima</h2><p>O núcleo deste projeto assenta no desenvolvimento de um ecossistema virtual dinâmico e interativo. Em vez de recorrer a tabelas estáticas, os investigadores estão a desenvolver um <strong>algoritmo avançado de aprendizagem automática</strong> que antecipa com exatidão o potencial de aquecimento dos compostos sintéticos atuais e das novas misturas químicas em estudo. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/universidade-de-coimbra-lidera-projeto-europeu-para-eliminar-os-gases-mais-poluentes-1784118603481.jpg" data-image="pyvnstx5ihu8" alt="Técnico conserta aparelho de ar condicionado no exterior de um edifício" title="Técnico conserta aparelho de ar condicionado no exterior de um edifício"><figcaption>Os gases fluorados usados nos aparelhos de ar condicionado possuem um impacto ambiental milhares de vezes superior ao CO2. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>Este modelo computacional avaliará igualmente os produtos resultantes da degradação dessas substâncias na natureza, expandindo o conhecimento científico disponível.</p><div class="texto-destacado">“<strong>Este projeto pretende fornecer os dados e as metodologias necessárias para apoiar decisões informadas, contribuindo para uma transição sustentável dos setores que dependem de tecnologias de refrigeração e climatização</strong>”.<br><br>Luís Pedro Viegas, investigador do Centro de Química de Coimbra do Departamento de Química da FCTUC</div><p>Esta tecnologia avançada será integrada em modelos de avaliação internacional como o PROMETHEUS e o TIAM-ECN. Os especialistas conseguem, desta forma, cruzar os planos de descarbonização energética planetária com a introdução de novos fluidos térmicos nas bombas de calor e nos sistemas de climatização. A intenção é disponibilizar dados comparáveis e validados que sustentem <strong>decisões comerciais rápidas e seguras</strong>, minimizando as margens de erro regulamentar.</p><h2>Alinhamento com as metas ecológicas mundiais</h2><p>A urgência deste trabalho reflete as exigências da Emenda de Kigali ao Protocolo de Montreal e do Acordo de Paris, tratados internacionais que exigem a <strong>redução drástica e progressiva dos hidrofluorocarbonetos.</strong> A equipa baseada em Coimbra pretende desenhar uma série de trajetórias de emissões adaptadas a diferentes realidades regionais e setores de atividade económica. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ao simular estes caminhos futuros, a plataforma atuará como um sistema de suporte interativo, no qual os utilizadores podem testar hipóteses políticas e antever o impacto de novas leis ambientais.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O rigor da partilha de conhecimento constitui outro pilar estratégico da equipa. Todas as <strong>bases de dados</strong> geradas respeitarão princípios de <strong>ciência aberta</strong>, assegurando que as conclusões sejam localizáveis, acessíveis e totalmente reutilizáveis por qualquer laboratório ou empresa do mundo. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/universidade-de-coimbra-lidera-projeto-europeu-para-eliminar-os-gases-mais-poluentes-1784118749182.jpg" data-image="2y1rfgsg04k4" alt="Refrigeração industrial" title="Refrigeração industrial"><figcaption>Grandes sistemas de refrigeração industriais dependem de fluidos químicos que o projeto GWPathfinder pretende substituir por alternativas sustentáveis. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>O que se pretende criar, portanto, é um verdadeiro ecossistema de partilha de conhecimento livre de barreiras comerciais.</p><h2>Do laboratório para o mercado internacional</h2><p>A investigação tem como intuito levar o desenvolvimento deste mecanismo virtual desde uma fase inicial de ensaio laboratorial até um patamar de maturidade tecnológica elevado, pronto para aplicação industrial direta. O <strong>cronograma</strong> de trabalhos prevê que o <strong>protótipo</strong> esteja totalmente operacional e disponível para uma implementação em larga escala no final de <strong>agosto de 2029</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="651733" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/aumento-drastico-das-emissoes-de-um-gas-com-efeito-de-estufa-potente-e-de-longa-duracao-24-300-vezes-superior-ao-co2-ambiente.html" title="Aumento drástico das emissões de um gás com efeito de estufa potente e de longa duração, 24 300 vezes superior ao CO2">Aumento drástico das emissões de um gás com efeito de estufa potente e de longa duração, 24 300 vezes superior ao CO2</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/aumento-drastico-das-emissoes-de-um-gas-com-efeito-de-estufa-potente-e-de-longa-duracao-24-300-vezes-superior-ao-co2-ambiente.html" title="Aumento drástico das emissões de um gás com efeito de estufa potente e de longa duração, 24 300 vezes superior ao CO2"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aumento-drastico-das-emissoes-de-um-gas-com-efeito-de-estufa-potente-e-de-longa-duracao-24-300-vezes-superior-ao-co2-ambiente-1712856295903_320.jpg" alt="Aumento drástico das emissões de um gás com efeito de estufa potente e de longa duração, 24 300 vezes superior ao CO2"></a></article></aside><p>O sucesso desta plataforma traduz-se no fornecimento de <strong>metodologias seguras</strong> para que as indústrias abandonem os compostos tradicionais sem perder eficiência energética. Com esta liderança, a academia portuguesa assume um papel central na definição dos padrões ambientais que vão regular os <strong>aparelhos de climatização</strong> domésticos e industriais <strong>nas próximas décadas</strong>, transformando a ciência de computadores numa estratégia ativa de combate às alterações climáticas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Faculdade%20de%20Ci%C3%AAncias%20e%20Tecnologia%20da%20Universidade%20de%20Coimbra%20(FCTUC)" data-year="" data-title="UC%20coordena%20projeto%20europeu%20de%202%2C9%20milh%C3%B5es%20de%20euros%20para%20acelerar%20a%20elimina%C3%A7%C3%A3o%20de%20gases%20fluorados%20poluentes" data-url="https%3A%2F%2Fnoticias.uc.pt%2Fartigos%2Funiversidade-de-coimbra-coordena-projeto-europeu-de-2-9-milhoes-de-euros-para-acelerar-a-eliminacao-de-gases-fluorados-poluentes%2F">Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC). <a href="https://noticias.uc.pt/artigos/universidade-de-coimbra-coordena-projeto-europeu-de-2-9-milhoes-de-euros-para-acelerar-a-eliminacao-de-gases-fluorados-poluentes/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">UC coordena projeto europeu de 2,9 milhões de euros para acelerar a eliminação de gases fluorados poluentes</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/universidade-de-coimbra-lidera-projeto-europeu-para-eliminar-os-gases-mais-poluentes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Previsão a longo prazo para Portugal: "o verão poderá já ter atingido o seu pico"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-a-longo-prazo-para-portugal-o-verao-podera-ja-ter-atingido-o-seu-pico.html</link><pubDate>Wed, 15 Jul 2026 13:27:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Apesar de entrarmos hoje na canícula, período climatologicamente mais quente do ano, as projeções de longo prazo do ECMWF sugerem um enfraquecimento gradual do calor anómalo em Portugal até ao final de agosto.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-longo-prazo-para-portugal-o-verao-podera-ja-ter-atingido-o-seu-pico-1784117627209.jpg" data-image="7tswwobcs1x9" alt="Praia" title="Praia"><figcaption>Depois da intensa onda de calor do início de julho, as projeções de longo prazo do ECMWF apontam para um verão ainda quente e seco em Portugal, mas com uma diminuição gradual do calor anómalo à medida que nos aproximamos do final de agosto, precisamente durante o período de férias de muitos portugueses.</figcaption></figure><p>Depois da intensa onda de calor que marcou o início de julho, muitos portugueses perguntam-se se o pior do verão ainda está por chegar. Apesar de termos iniciado hoje a <strong>canícula, período que decorre habitualmente entre 15 de julho e 15 de agosto e que corresponde, em média, aos dias mais quentes do ano na Península Ibérica</strong>, as mais recentes projeções de longo prazo do Centro Europeu de Previsão (ECMWF) sugerem uma tendência diferente.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações </div><p>O calor deverá continuar, mas sem sinais claros de novas ondas de calor tão intensas como a registada no início deste mês.</p><h2>Canícula continua, mas com anomalias de temperatura em diminuição</h2><p>Os mapas semanais de anomalias da temperatura a 2 metros do ECMWF indicam que a semana de 20 a 27 de julho ainda deverá apresentar temperaturas médias entre<strong> 1</strong><strong> e 3 °C acima do normal</strong> para a época em grande parte de Portugal continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-longo-prazo-para-portugal-o-verao-podera-ja-ter-atingido-o-seu-pico-1784114956430.jpg" data-image="r3p5f0rqcwjk" alt="Anomalia da temperatura 20-27 de julho" title="Anomalia da temperatura 20-27 de julho"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-346765">O ECMWF prevê que a semana de 20 a 27 de julho apresente temperaturas médias acima do normal em grande parte de Portugal continental, com anomalias positivas entre cerca de 1 e 3 °C.</figcaption></figure><p>No entanto, à medida que avançamos para agosto, verifica-se uma diminuição gradual destas anomalias. Semana após semana, as cores mais avermelhadas vão perdendo expressão, até que, entre <strong>17 e 24 de agosto</strong>, Portugal Continental surge praticamente coberto por tons brancos, <strong>sinal de que a temperatura média semanal deverá aproximar-se dos valores climatologicamente normais</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-longo-prazo-para-portugal-o-verao-podera-ja-ter-atingido-o-seu-pico-1784115042660.jpg" data-image="n2svikoent0w" alt="Anomalia da temperatura 17-24 de agosto" title="Anomalia da temperatura 17-24 de agosto"><figcaption>Na segunda quinzena de agosto, as anomalias positivas diminuem significativamente. Os tons brancos sobre Portugal indicam uma temperatura média semanal próxima da normal climatológica.</figcaption></figure><p>Importa, contudo, esclarecer que estes mapas representam a <strong>anomalia da temperatura média ao longo de uma semana inteira</strong> e não a temperatura prevista para cada dia.</p><div class="texto-destacado">Isto significa que uma semana poderá apresentar uma anomalia próxima da média climatológica e, <strong>ainda assim, incluir um ou dois dias muito quentes, compensados por outros mais frescos.</strong></div><p>Da mesma forma, uma anomalia positiva não implica necessariamente uma onda de calor persistente, mas sim que, no conjunto dos sete dias, a temperatura média deverá situar-se acima do habitual para a época.</p><h2>Pouca chuva prevista durante a segunda quinzena de julho</h2><p>A precipitação continua a apresentar um sinal bastante mais discreto. Ao contrário da temperatura, esta variável possui menor previsibilidade a médio e longo prazo, motivo pelo qual o ECMWF apenas disponibiliza este tipo de projeção até cerca de <strong>25 de julho</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-longo-prazo-para-portugal-o-verao-podera-ja-ter-atingido-o-seu-pico-1784115223185.jpg" data-image="3ryfxdv9srmn" alt="Precipitação acumulada" title="Precipitação acumulada"><figcaption>O modelo prevê apenas precipitação fraca e pontual na fachada ocidental e no Norte de Portugal. Grande parte do interior deverá manter-se praticamente sem chuva durante este período.</figcaption></figure><p>O mapa de precipitação acumulada <strong>representa toda a chuva prevista desde o início da previsão até à data indicada (desde dia 15 até dia 25 de julho)</strong>, independentemente de ocorrer num único episódio ou distribuída por vários dias. Assim, permite identificar as regiões com maior probabilidade de acumular precipitação, <strong>mas não indica quando essa chuva ocorrerá nem qual será a intensidade de cada episódio</strong>.</p><p>Neste momento, o modelo aponta para alguns períodos de precipitação fraca ao longo da fachada ocidental e em pontos da região Norte, sobretudo junto à fronteira com Espanha. Os acumulados previstos permanecem baixos, enquanto <strong>grande parte do interior deverá continuar praticamente sem precipitação</strong>.</p><h2>Tendência favorável, mas ainda com elevada incerteza</h2><p>Apesar do sinal relativamente consistente apresentado pelas últimas saídas do ECMWF, importa recordar que <strong>as previsões de longo prazo devem ser interpretadas como tendências atmosféricas e não como previsões diárias</strong>. A mais de um mês de distância, pequenas alterações na circulação atmosférica podem modificar significativamente a evolução prevista, sobretudo no que diz respeito às temperaturas extremas e à precipitação.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778776" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-e-atualmente-um-oasis-de-frescura-na-europa-mas-o-calor-acima-dos-35-c-regressara-nesta-data.html" title="Portugal continental é atualmente um “oásis” de frescura na Europa, mas o calor acima dos 35 ºC regressará nesta data">Portugal continental é atualmente um “oásis” de frescura na Europa, mas o calor acima dos 35 ºC regressará nesta data</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-e-atualmente-um-oasis-de-frescura-na-europa-mas-o-calor-acima-dos-35-c-regressara-nesta-data.html" title="Portugal continental é atualmente um “oásis” de frescura na Europa, mas o calor acima dos 35 ºC regressará nesta data"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-e-atualmente-um-oasis-de-frescura-na-europa-mas-o-calor-acima-dos-35-c-regressara-nesta-data-1784118028413_320.png" alt="Portugal continental é atualmente um “oásis” de frescura na Europa, mas o calor acima dos 35 ºC regressará nesta data"></a></article></aside><p>Assim, embora os modelos apontem para um enfraquecimento gradual do calor anómalo até ao final de agosto, <strong>será essencial acompanhar as previsões de curto e médio prazo nas próximas semanas</strong>, uma vez que estas permitem confirmar, ou ajustar, a evolução inicialmente sugerida pelos modelos de longo alcance.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-a-longo-prazo-para-portugal-o-verao-podera-ja-ter-atingido-o-seu-pico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal continental é atualmente um “oásis” de frescura na Europa, mas o calor acima dos 35 ºC regressará nesta data]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-e-atualmente-um-oasis-de-frescura-na-europa-mas-o-calor-acima-dos-35-c-regressara-nesta-data.html</link><pubDate>Wed, 15 Jul 2026 12:23:10 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal continental, em forte contraste com outros países europeus como Espanha, França e Itália, permanece mais fresco do que o normal para esta época do ano. Saiba porquê e quando as temperaturas voltarão a subir.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xapfmba"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xapfmba.jpg" id="xapfmba"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Há já várias semanas que se vão desprendendo da corrente de jato polar depressões que se isolam em altitude<strong> (bolsas de ar frio) e permanecem de forma mais ou menos estacionária a oeste da Península Ibérica</strong>, favorecendo o arrastamento de uma crista de alta pressão em direção ao Mediterrâneo, algo que explica a persistência do atual padrão em Portugal e outros países da Europa, quase como se a atmosfera estivesse “viciada”.</p><h2>Uma atmosfera “viciada”: o porquê da repetição de padrões atmosféricos muito semelhantes</h2><p>É relativamente simples compreender a razão desta atmosfera "viciada": consiste na <strong>repetição quase incessante do mesmo padrão atmosférico nas últimas semanas</strong>. E tudo indica que na próxima semana (20 a 26 de julho) um cenário semelhante voltará a verificar-se.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-e-atualmente-um-oasis-de-frescura-na-europa-mas-o-calor-acima-dos-35-c-regressara-nesta-data-1784116866593.png" data-image="02wlpqqdpqw6"><figcaption>Da interação entre as bolsas de ar frio e a crista subtropical nascem dois padrões distintos: maior frescura em Portugal continental, devido à entrada de ar tropical marítimo, e calor intenso ou extremo na metade centro-oriental de Espanha, França, Itália e outras regiões banhadas pelo Mediterrâneo.</figcaption></figure><p>Como é bem conhecido em Meteorologia e Climatologia, a posição destas bolsas de ar frio, em interação com outros centros de ação, é um dos fatores determinantes para a distribuição das massas de ar: quando permanecem mais a oeste, impulsionam calor do Norte de África para Portugal continental; <strong>quando se posicionam mais a leste</strong>, esse calor concentra-se sobretudo na metade oriental da Península Ibérica e nos países banhados pelo Mediterrâneo (França e Itália, por exemplo), <strong>enquanto o nosso país fica exposto ao ar tropical marítimo proveniente do Atlântico</strong>.</p><p>Quando a depressão isolada se posiciona mais a leste, Portugal continental beneficia ainda da combinação de outros fatores, tais como a <strong>nortada</strong><strong>, a influência marítima e o upwelling</strong>, que, em conjunto, ajudam a conter a subida das temperaturas, sobretudo no litoral. Ao mesmo tempo, a mesma circulação canaliza ar muito quente e seco do Norte de África para o Mediterrâneo.</p><h2>Porque é que Portugal se vai mantendo mais fresco do que grande parte da Europa</h2><p><strong>A trajetória destas bolsas de ar frio tem, por isso, uma influência decisiva na modulação das temperaturas no território nacional</strong>. Quando se deslocam para leste, o país permanece mais fresco; quando se posicionam mais a oeste, aumenta a probabilidade de episódios de calor mais intenso.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-e-atualmente-um-oasis-de-frescura-na-europa-mas-o-calor-acima-dos-35-c-regressara-nesta-data-1784117346206.png" data-image="sp1uq5nu3qwc"><figcaption>É perfeitamente percetível o enorme contraste térmico entre Portugal continental, exposto ao Atlântico, e várias regiões de países europeus banhados pelo Mediterrâneo, tais como o leste de Espanha, o sul de França, as Ilhas Baleares, Córsega e Sardenha e várias regiões de Itália.</figcaption></figure><p><strong>Mesmo no interior</strong>, onde as temperaturas são normalmente mais elevadas do que no litoral, <strong>Portugal vai-se mantendo frequentemente mais ameno em relação a boa parte da Europa Ocidental e Mediterrânica</strong>. A reduzida largura do território (aproximadamente 200 km) e a proximidade ao oceano Atlântico permitem que a influência marítima continue a limitar o aquecimento, enquanto a mesma configuração atmosférica vai provocando temperaturas muito mais elevadas em países como Espanha, França ou Itália.</p><h2>Frescura atlântica mantém temperaturas abaixo da média no país até sexta-feira, 17 de julho</h2><p>Entre hoje, dia 15, e sexta-feira, dia 17, espera-se a continuidade deste padrão de frescura atlântica. <strong>Os mapas de anomalia térmica da Meteored apontam para valores entre -1 e -3 ºC face à média climatológica de referência</strong>, o que denota o carácter quase estacionário da bolsa de ar frio responsável por impulsionar ar tropical marítimo até Portugal continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-e-atualmente-um-oasis-de-frescura-na-europa-mas-o-calor-acima-dos-35-c-regressara-nesta-data-1784117205066.png" data-image="qrfaslkeqvc5"><figcaption>Entre hoje (15) e sexta-feira (17), mesmo nas regiões onde as temperaturas estarão mais elevadas, os valores previstos das máximas serão inferiores ao patamar dos 35 ºC.</figcaption></figure><p>Além disto, para o mesmo período cronológico em análise, os mapas de temperatura do ar a 2 metros de altura evidenciam valores bastante amenos de temperaturas diurnas para um mês de julho, <strong>estando previstas máximas entre 19 e 28 ºC nas regiões do litoral e entre 28 e 34 ºC nas regiões do interior</strong>.</p><h2>Mudança de padrão no fim de semana gerará uma subida das temperaturas, sobretudo no interior</h2><p>No fim de semana de 18 e 19 de julho, as últimas e sucessivas saídas do modelo ECMWF convergem na previsão de uma subida gradual das temperaturas. No sábado (18) o aquecimento deverá ser mais ligeiro, <strong>sendo mais expressivo no domingo (19), sobretudo no interior, onde, de acordo com os mapas de referência da Meteored, já se preveem máximas entre 35 e 40 ºC</strong> em várias zonas, tais como os vales do Douro e Guadiana, Beira Alta e Beira Baixa, Alentejo e Sotavento Algarvio, entre outras.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-e-atualmente-um-oasis-de-frescura-na-europa-mas-o-calor-acima-dos-35-c-regressara-nesta-data-1784117129924.png" data-image="kxlnwhvhpgan"><figcaption>No domingo, 19 de julho, o interior Norte e o Algarve sobressaem como as regiões onde os valores das temperaturas estarão mais elevados face à média climatológica de referência.</figcaption></figure><p>Os mapas de anomalia térmica à superfície e na camada dos 850 hPa confirmam igualmente esta tendência. Entre sábado (18) e domingo (19) observa-se uma expansão geográfica das anomalias positivas, inicialmente no interior e depois também no litoral. <strong>Para domingo (19) estão previstos valores entre +2 e +4 ºC acima da média, podendo atingir localmente +5 ºC ou +6 ºC no interior Norte e até +9 ºC em alguns locais do Algarve</strong>.</p><p>Não obstante, tal como se observa no mapa acima, <strong>alguns locais da faixa costeira ocidental permanecerão mais frescos</strong> do que o habitual, sendo disso exemplo a zona do litoral Norte entre Viana do Castelo e Ovar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778747" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-com-aguaceiros-e-madeira-mais-estavel-saiba-como-estara-o-tempo-ate-domingo.html" title="Açores com aguaceiros e Madeira mais estável: saiba como estará o tempo até domingo">Açores com aguaceiros e Madeira mais estável: saiba como estará o tempo até domingo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-com-aguaceiros-e-madeira-mais-estavel-saiba-como-estara-o-tempo-ate-domingo.html" title="Açores com aguaceiros e Madeira mais estável: saiba como estará o tempo até domingo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/acores-com-aguaceiros-e-madeira-mais-estavel-saiba-como-estara-o-tempo-ate-domingo-1784108768130_320.png" alt="Açores com aguaceiros e Madeira mais estável: saiba como estará o tempo até domingo"></a></article></aside><p>Esta alteração no estado do tempo irá resultar do <strong>afastamento da bolsa de ar frio</strong> que tem permitido a entrada de ar tropical marítimo, da consolidação de um bloqueio no Atlântico Norte disposto sob a forma de uma <strong>crista anticiclónica</strong> e da aproximação à nossa geografia continental de uma <strong>massa de ar mais quente e seco</strong> proveniente do interior da Península Ibérica e inicialmente canalizada a partir do Norte de África.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-e-atualmente-um-oasis-de-frescura-na-europa-mas-o-calor-acima-dos-35-c-regressara-nesta-data.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Açores com aguaceiros e Madeira mais estável: saiba como estará o tempo até domingo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-com-aguaceiros-e-madeira-mais-estavel-saiba-como-estara-o-tempo-ate-domingo.html</link><pubDate>Wed, 15 Jul 2026 10:32:58 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O estado do tempo deverá manter diferenças significativas entre os dois arquipélagos até domingo. Enquanto os Açores continuarão sob influência de nebulosidade e aguaceiros, a Madeira deverá manter um tempo mais estável e temperaturas sem grandes alterações.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xapeniy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xapeniy.jpg" id="xapeniy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os próximos dias deverão continuar a ser marcados por condições meteorológicas distintas nos arquipélagos portugueses. Segundo a previsão do modelo europeu ECMWF, os <strong>Açores</strong> permanecerão sob influência de <strong>nebulosidade</strong> e <strong>períodos de chuva ou aguaceiros</strong>, enquanto a <strong>Madeira</strong> deverá beneficiar de um <strong>estado do tempo mais estável</strong>, com <strong>pouca precipitação</strong> e <strong>temperaturas praticamente constantes</strong> até domingo.</p><p>O contraste entre os dois arquipélagos deverá resultar da <strong>circulação atmosférica no Atlântico Norte</strong>, favorecendo a passagem de <strong>sistemas frontais</strong> junto aos Açores e mantendo a Madeira sob <strong>condições mais anticiclónicas</strong>.</p><h2>Açores deverão continuar com tempo variável e aguaceiros frequentes</h2><p>Nos <strong>Açores</strong>, a previsão aponta para <strong>vários períodos de céu muito nublado</strong>, acompanhados por <strong>aguaceiros dispersos</strong> ao longo dos próximos dias. A precipitação deverá afetar sobretudo as <strong>ilhas dos grupos Ocidental e Central</strong>, embora também possa ocorrer pontualmente no <strong>Grupo Oriental</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-com-aguaceiros-e-madeira-mais-estavel-saiba-como-estara-o-tempo-ate-domingo-1784108668709.png" data-image="3e0z47vu4iwo" alt="Temperatura - domingo, 19 de julho, às 16h" title="Temperatura - domingo, 19 de julho, às 16h"><figcaption>As temperaturas máximas deverão variar pouco até domingo, situando-se geralmente entre os 24 ºC e os 25 ºC nos Açores e entre os 25 ºC e os 26 ºC na Madeira.</figcaption></figure><p>Apesar da instabilidade, as <strong>temperaturas</strong> deverão manter-se bastante estáveis durante todo o período. Nos Açores, as <strong>máximas</strong> deverão oscilar apenas cerca de <strong>dois graus celsius</strong> entre quarta-feira e domingo, sem episódios de <strong>calor significativo</strong>.</p><h2>A precipitação deverá aumentar gradualmente ao longo dos próximos dias</h2><p>Os <strong>mapas de precipitação acumulada</strong> mostram um aumento progressivo dos <strong>totais previstos</strong> nos Açores à medida que avança a semana. Os <strong>acumulados mais elevados</strong> deverão ocorrer sobretudo nas <strong>ilhas do Grupo Ocidental</strong> e em parte do <strong>Grupo Central</strong>, enquanto o <strong>Grupo Oriental</strong> poderá registar valores mais modestos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-com-aguaceiros-e-madeira-mais-estavel-saiba-como-estara-o-tempo-ate-domingo-1784108768130.png" data-image="c7gh6rg7ob16" alt="Precipitação acumulada - domingo, 19 de julho, às 16h" title="Precipitação acumulada - domingo, 19 de julho, às 16h"><figcaption>A precipitação acumulada deverá aumentar gradualmente até domingo nos Açores, enquanto na Madeira os valores previstos continuarão reduzidos.</figcaption></figure><p>Na Madeira, por outro lado, apenas se esperam <strong>acumulados residuais</strong>, compatíveis com um <strong>estado do tempo bastante mais seco</strong> do que o previsto para o arquipélago açoriano.</p><h2>Madeira deverá manter tempo estável durante quase toda a semana</h2><p>Ao contrário dos Açores, a <strong>Madeira</strong> deverá continuar sob influência de <strong>condições atmosféricas bastante mais estáveis</strong>. A <strong>nebulosidade</strong> poderá variar ao longo dos dias, mas a probabilidade de ocorrência de <strong>precipitação significativa</strong> permanecerá reduzida.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-com-aguaceiros-e-madeira-mais-estavel-saiba-como-estara-o-tempo-ate-domingo-1784109885634.png" data-image="e7iwsojmvfc3" alt="Nebulosidade e precipitação - sábado, 18 de julho, às 15h" title="Nebulosidade e precipitação - sábado, 18 de julho, às 15h"><figcaption>Na Madeira deverá predominar um tempo estável, com alguma nebulosidade e baixa probabilidade de precipitação.</figcaption></figure><p>Também as <strong>temperaturas</strong> deverão apresentar poucas oscilações, mantendo <strong>máximas próximas dos 25 a 26 ºC</strong> ao longo do período em análise.</p><h2>As temperaturas deverão manter-se próximas da média nos Açores</h2><p>Os <strong>mapas de anomalia térmica</strong> indicam que os <strong>Açores</strong> deverão apresentar <strong>temperaturas próximas ou ligeiramente abaixo da média climatológica</strong> para esta época do ano. Na <strong>Madeira</strong>, os valores previstos deverão situar-se <strong>muito próximos da normal climatológica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-com-aguaceiros-e-madeira-mais-estavel-saiba-como-estara-o-tempo-ate-domingo-1784109925012.png" data-image="kpv0o133m96u" alt="Anomalia da temperatura - domingo, 19 de julho, às 16h" title="Anomalia da temperatura - domingo, 19 de julho, às 16h"><figcaption>Os Açores deverão apresentar temperaturas próximas da média para a época, enquanto na Madeira são esperadas anomalias ligeiramente positivas.</figcaption></figure><p>Este cenário confirma que, apesar da persistência de alguma <strong>instabilidade</strong> nos Açores, <strong>não são esperadas situações meteorológicas excecionais</strong> até ao final da semana.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778629" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/crista-anticiclonica-forma-se-em-breve-no-atlantico-norte-mais-de-35-c-nestas-localidades-portuguesas-no-domingo.html" title="Crista anticiclónica forma-se em breve no Atlântico Norte: mais de 35 ºC nestas localidades portuguesas no domingo 19">Crista anticiclónica forma-se em breve no Atlântico Norte: mais de 35 ºC nestas localidades portuguesas no domingo 19</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/crista-anticiclonica-forma-se-em-breve-no-atlantico-norte-mais-de-35-c-nestas-localidades-portuguesas-no-domingo.html" title="Crista anticiclónica forma-se em breve no Atlântico Norte: mais de 35 ºC nestas localidades portuguesas no domingo 19"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/crista-anticiclonica-forma-se-em-breve-no-atlantico-norte-mais-de-35-c-nestas-localidades-portuguesas-no-domingo-1784040275047_320.png" alt="Crista anticiclónica forma-se em breve no Atlântico Norte: mais de 35 ºC nestas localidades portuguesas no domingo 19"></a></article></aside><p>Em resumo, o <strong>estado do tempo</strong> até domingo deverá continuar a apresentar <strong>diferenças claras</strong> entre os dois arquipélagos portugueses. Enquanto os <strong>Açores</strong> permanecerão sob influência de <strong>nebulosidade</strong> e <strong>aguaceiros frequentes</strong>, a <strong>Madeira</strong> deverá manter um <strong>tempo mais estável</strong>, com <strong>pouca precipitação</strong> e <strong>temperaturas praticamente sem alterações</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-com-aguaceiros-e-madeira-mais-estavel-saiba-como-estara-o-tempo-ate-domingo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Esta vila portuguesa vai ganhar um novo parque temático]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-vila-portuguesa-vai-ganhar-um-novo-parque-tematico.html</link><pubDate>Wed, 15 Jul 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Um teleférico de um quilómetro, montanha-russa e tirolesa. Conheça o projeto de 12 milhões de euros junto à Praia das Rocas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-vila-portuguesa-vai-ganhar-um-novo-parque-tematico-1783792638100.jpg" data-image="9nrernfvwwoq" alt="Teleférico" title="Teleférico"><figcaption>A menos de duas horas de Lisboa vai nascer um parque temático diferente de todos os outros. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>As boas notícias estão a chegar a <strong>Castanheira de Pera</strong>. A vila do distrito de Leiria prepara-se para se tornar casa de um novo parque temático. O objetivo? Entrar no roteiro de escapadinhas de Portugal.</p><div class="texto-destacado">A notícia foi avançada pela autarquia local, referindo que o novo espaço pretende apostar na “valorização das características naturais do território”.</div><p>O município apresentou o projeto do Parque Temático de São João da Mata, um investimento de 12 milhões de euros que promete transformar a região num <strong>destino de referência</strong> para quem gosta de aventura, natureza e atividades ao ar livre. Agora, é meter ‘mãos à obra’.</p><h2>Portugal vai ter um novo parque de aventuras </h2><p>Este parque será desenvolvido numa área de cerca de 45 hectares, junto à <strong>Praia das Rocas</strong>. O plano é que seja construído em três fases. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773883" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/vai-nascer-em-santarem-a-disneylandia-do-futebol.html" title="Vai nascer em Santarém a “Disneylândia do futebol”">Vai nascer em Santarém a “Disneylândia do futebol”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/vai-nascer-em-santarem-a-disneylandia-do-futebol.html" title="Vai nascer em Santarém a “Disneylândia do futebol”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vai-nascer-em-santarem-a-disneylandia-do-futebol-1781474376691_320.jpg" alt="Vai nascer em Santarém a “Disneylândia do futebol”"></a></article></aside><p>“A proposta aposta numa oferta diversificada de experiências para todas as idades, combinando desporto, lazer e valorização da paisagem natural”, lê-se no <em>site </em>‘Vou Sair’.</p><p>Isto significa que, em vez de um parque de diversões tradicional, a nova atração centrar-se-á nas<strong> atividades ao ar livre e no turismo ativo</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-vila-portuguesa-vai-ganhar-um-novo-parque-tematico-1783792726039.jpg" data-image="xdkt7dp48wti" alt="Castanheira de Pera" title="Castanheira de Pera"><figcaption>Esqueça os parques tradicionais. Foto: CM Castanheira de Pera</figcaption></figure><p>No recinto, os visitantes vão encontrar sugestões de atividades desde tirolesa, pista de <em>downhill</em>, passando por pista de arborismo, trajeto de<em> alpine coaster</em> (montanha-russa), escalada, salto livre, até ao salto invertido e um circuito de <em>crazy cart</em> destinado aos mais novos.</p><p>Ainda assim, um dos pontos de destaque será mesmo um <strong>teleférico</strong> com cerca de <strong>mil metros de comprimento</strong>. Este ligará a vila de Castanheira de Pera ao parque. “Mais do que um simples meio de transporte, pretende proporcionar uma experiência panorâmica sobre a serra e tornar-se no principal ex-líbris do novo espaço.”</p><div class="texto-destacado">Pretende-se, assim, criar um espaço que, além da sua finalidade, incentive a contemplação da envolvente paisagística por parte dos visitantes.</div><p>O melhor é que a proximidade à Praia das Rocas, um dos complexos balneares do interior mais conhecidos de Portugal, fará com que o pacote de atividades inclua também canoagem,<em> paddle</em>, <em>paddle surf </em>e <em>cable wakeboard</em>. Desta forma, será possível passar um dia inteiro entre água, montanha e aventura.</p><h2>Mais informações e detalhes</h2><p>Apesar de ainda não ter sido revelada uma data para a inauguração do espaço, o presidente da Câmara Municipal de Castanheira de Pera, António Henriques, prevê que este gere um<strong> impacto positivo</strong>. </p><p>Segundo o autarca, o projeto “está assente em pilares de sustentabilidade ambiental, económica e social, prevendo gerar um impacto positivo alargado à escala da região centro, através da <strong>criação de emprego direto e indireto</strong>, da dinamização da hotelaria, da restauração e do comércio local.”</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777399" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/as-5-melhores-piscinas-de-portugal-para-conhecer-antes-do-alivio-termico.html" title="As “5 melhores piscinas de Portugal” para conhecer antes do alívio térmico">As “5 melhores piscinas de Portugal” para conhecer antes do alívio térmico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/as-5-melhores-piscinas-de-portugal-para-conhecer-antes-do-alivio-termico.html" title="As “5 melhores piscinas de Portugal” para conhecer antes do alívio térmico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-5-melhores-piscinas-de-portugal-para-conhecer-antes-do-alivio-termico-1783366312453_320.jpg" alt="As “5 melhores piscinas de Portugal” para conhecer antes do alívio térmico"></a></article></aside><p>Já o secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, destacou a visão estratégica do município, considerando que esta infraestrutura poderá tornar Castanheira de Pera num <strong>destino turístico ainda mais competitivo </strong>e ajudar a reduzir a sazonalidade da região.</p><p>Também Rui Ventura, presidente do Turismo Centro de Portugal, classificou o projeto como uma iniciativa com dimensão regional, nacional e internacional, capaz de reforçar a atratividade turística do Centro de Portugal.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Vou%20Sair" data-year="2026" data-title="Vai%20nascer%20um%20parque%20tem%C3%A1tico%20com%20telef%C3%A9rico%2C%20montanha-russa%20e%20tirolesa%20no%20Centro%20de%20Portugal" data-url="https%3A%2F%2Fvousair.pt%2Fvai-nascer-um-parque-tematico-com-teleferico-montanha-russa-e-tirolesa-no-centro-de-portugal%2F">Vou Sair. (2026). <a href="https://vousair.pt/vai-nascer-um-parque-tematico-com-teleferico-montanha-russa-e-tirolesa-no-centro-de-portugal/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Vai nascer um parque temático com teleférico, montanha-russa e tirolesa no Centro de Portugal</a>.</cite><br><cite data-author="NiT%2C%20Pincelli%2C%20I" data-year="2026" data-title="Est%C3%A1%20a%20nascer%20um%20novo%20parque%20tem%C3%A1tico%20no%20centro%20do%20Pa%C3%ADs%20com%20telef%C3%A9rico%20e%20montanha-russa" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fna-cidade%2Festa-a-nascer-um-novo-parque-tematico-no-centro-do-pais-com-teleferico-e-montanha-russa">NiT, Pincelli, I. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/esta-a-nascer-um-novo-parque-tematico-no-centro-do-pais-com-teleferico-e-montanha-russa" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Está a nascer um novo parque temático no centro do País com teleférico e montanha-russa</a>.</cite><br><cite data-author="The%20Portugal%20News" data-year="2026" data-title="Portugal%20vai%20ter%20um%20novo%20parque%20de%20aventuras" data-url="https%3A%2F%2Fwww.theportugalnews.com%2Fpt%2Fnoticias%2F2026-07-06%2Fportugal-vai-ter-um-novo-parque-de-aventuras%2F1050976">The Portugal News. (2026). <a href="https://www.theportugalnews.com/pt/noticias/2026-07-06/portugal-vai-ter-um-novo-parque-de-aventuras/1050976" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Portugal vai ter um novo parque de aventuras</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-vila-portuguesa-vai-ganhar-um-novo-parque-tematico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Com a ajuda do Telescópio Espacial James Webb, NASA descobre a origem do cometa 3I/ATLAS]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/com-ajuda-do-telescopio-espacial-james-webb-a-nasa-descobre-a-origem-do-cometa-3i-atlas.html</link><pubDate>Wed, 15 Jul 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A água e o carbono do 3I/ATLAS revelam uma origem extremamente fria e antiga, possivelmente num sistema planetário formado durante os estágios iniciais da evolução da Via Láctea.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/con-ayuda-del-telescopio-espacial-james-webb-la-nasa-encuentra-el-origen-del-cometa-3i-atlas-1783871917782.jpg" data-image="9y0no3t1a0dp"><figcaption>O cometa ATLAS causou grande comoção ao chegar do espaço interestelar.</figcaption></figure><p>O <strong>cometa 3I/ATLAS </strong>chegou ao Sistema Solar com uma composição diferente da de qualquer corpo local já estudado — levando muitos a especular que se tratava de uma nave espacial alienígena —, mas era simplesmente o terceiro <strong>objeto interestelar </strong>confirmado, depois de 1I/‘Oumuamua e 2I/Borisov.</p><p><strong>Os seus gelos preservam propriedades que revelam o sistema planetário de origem do objeto</strong>; tais características puderam ser estudadas graças à sua elevada taxa de produção de gás ao atingir o periélio. O seu estudo foi um evento notável, especialmente para um visitante com trajetória hiperbólica que regressou ao espaço interestelar.</p><div class="texto-destacado">Uma equipa liderada por Martin Cordiner utilizou o instrumento NIRSpec do Telescópio Espacial James Webb em dezembro de 2025, enquanto o cometa se afastava do Sol. As observações detetaram água, dióxido de carbono e monóxido de carbono.</div><p>O <em>Atacama Compact Array</em>, integrado no ALMA, complementou as medições utilizando linhas de monóxido de carbono e cianeto de hidrogénio. Estes dados possibilitaram estimar a velocidade de expansão da coma e refinar os modelos utilizados para calcular as taxas de produção molecular.</p><p>A <strong>descoberta </strong>fundamental foi uma assinatura isotópica extraordinária — composta principalmente por água altamente enriquecida em deutério e carbono notavelmente empobrecido em carbono-13 — fornecendo duas pistas independentes que apontam para <strong>uma origem remota, extremamente fria e possivelmente muito mais antiga do que o Sistema Solar</strong>.</p><h2>A água pesada revela uma origem extremamente fria</h2><p>O <strong>Webb detetou HDO, uma molécula de água na qual um dos átomos de hidrogénio é substituído por deutério</strong>. Ao comparar o HDO com o H₂O, a equipa obteve uma razão deutério-hidrogénio de 0,98 ± 0,06% na água cometária observada com o NIRSpec.</p><p>Esta proporção é aproximadamente 34 vezes maior do que a média medida em cometas do Sistema Solar e quase 10 vezes o valor médio observado em protoestrelas. No nosso sistema, apenas a atmosfera de Vénus apresenta uma razão mais elevada, devido à sua prolongada evolução atmosférica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/con-ayuda-del-telescopio-espacial-james-webb-la-nasa-encuentra-el-origen-del-cometa-3i-atlas-1783871703617.jpg" data-image="0n5996vngb6l"><figcaption>Assinaturas químicas e moleculares do cometa 3I/ATLAS, cada uma a destacar uma parte da composição do cometa. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>Este enriquecimento indica que uma parcela significativa do gelo se formou a temperaturas inferiores a 30 Kelvin — o que equivale a aproximadamente −243 graus Celsius. Nestas condições, as reações favorecem a <strong>incorporação de deutério à água antes da formação de pequenos corpos planetesimais</strong>.</p><p>Modelos também mostram que a radiação intensa e a ionização por raios cósmicos acima do habitual podem acelerar este processo. Além disso, a composição do 3I/ATLAS sugere que a<strong> sua água passou por pouco reprocessamento térmico no interior do disco planetário</strong>, onde acabou por se acumular como gelo primitivo.</p><h3>O carbono originou-se na Via Láctea primitiva</h3><p>Medições de dióxido de carbono e monóxido de carbono revelaram razões carbono-12/carbono-13 a variar de 141 a 191 e de 123 a 172, respetivamente. Estes valores são significativamente mais elevados do que os encontrados no Sol, na Terra e em cometas conhecidos, que tipicamente se concentram em torno de uma razão próxima a 90.</p><p>O <strong>carbono-13</strong> acumula-se progressivamente no meio interestelar à medida que gerações sucessivas de estrelas processam a matéria e a devolvem ao espaço. Consequentemente, uma razão elevada de carbono-12 pode indicar que o material <strong>se originou antes de a galáxia atingir o seu nível atual de enriquecimento químico</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/con-ayuda-del-telescopio-espacial-james-webb-la-nasa-encuentra-el-origen-del-cometa-3i-atlas-1783872253997.jpg" data-image="th9dxjdn85ul"><figcaption>Comparação de carbono e hidrogénio em relação a outros cometas do Sistema Solar. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>Ao comparar as medições com modelos de evolução química galáctica, os autores propõem que <strong>o 3I/ATLAS pode ter-se formado entre 11 e 12 mil milhões de anos atrás</strong>. Esta estimativa depende da sua região de origem, do histórico estelar local e da abundância de isótopos na galáxia.</p><div class="texto-destacado">O seu ambiente de origem teria apresentado baixa metalicidade — um termo astronómico que descreve uma menor abundância de elementos mais pesados dp que o hélio.</div><p>Mesmo assim, <strong>deve ter preservado regiões densas, frias e protegidas onde o gelo poderia formar-se</strong>, sobreviver e acabar incorporado num pequeno corpo planetário.</p><h3>Uma cápsula química para a arqueologia galáctica</h3><p><strong>Objetos interestelares</strong> podem servir como amostras diretas de outros sistemas planetários. Ao contrário da luz proveniente de uma estrela ou disco distante, estes corpos <strong>transportam material sólido e gelado</strong> que pode ser analisado à medida que passam temporariamente pela nossa vizinhança cósmica.</p><p>O objeto também apresentou uma coma dominada por monóxido de carbono após o periélio, com abundâncias de CO e CO₂ superiores à da água. A evolução das suas emissões confirma que a atividade cometária se altera à medida que diferentes reservatórios internos de gelo são expostos ao aquecimento solar direto.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/telescopio-james-webb-detecta-altas-concentracoes-de-metano-no-cometa-interestelar-3i-atlas.html" title="Telescópio James Webb deteta altas concentrações de metano no cometa interestelar 3I/ATLAS">Telescópio James Webb deteta altas concentrações de metano no cometa interestelar 3I/ATLAS</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/telescopio-james-webb-detecta-altas-concentracoes-de-metano-no-cometa-interestelar-3i-atlas.html" title="Telescópio James Webb deteta altas concentrações de metano no cometa interestelar 3I/ATLAS"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/james-webb-metano-3i-atlas-1780372106136_320.png" alt="Telescópio James Webb deteta altas concentrações de metano no cometa interestelar 3I/ATLAS"></a></article></aside><p>A sua importância não está na procura por vida, mas na <strong>reconstrução de temperaturas, níveis de radiação, metalicidade e evolução estelar </strong>através<strong> </strong>de isótopos — uma combinação que oferece uma maneira independente de estudar a história remota da Via Láctea.</p><p>Embora <strong>a idade estimada permaneça incerta</strong>, a combinação de deutério e carbono distingue claramente o 3I/ATLAS dos cometas do Sistema Solar. Futuras missões de visita permitirão determinar se esta composição química é excecional ou se representa uma população de pequenos planetesimais até então não identificada.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Cordiner%20et%20al." data-year="2026" data-title="Isotopic%20Evidence%20for%20a%20Cold%20and%20Distant%20Origin%20of%203I%2FATLAS" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41586-026-10771-6">Cordiner et al.. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41586-026-10771-6" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Isotopic Evidence for a Cold and Distant Origin of 3I/ATLAS</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/com-ajuda-do-telescopio-espacial-james-webb-a-nasa-descobre-a-origem-do-cometa-3i-atlas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cientistas de Harvard transformaram um chip de silício numa máquina de escrever ADN]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-de-harvard-transformaram-um-chip-de-silicio-numa-maquina-de-escrever-adn.html</link><pubDate>Tue, 14 Jul 2026 17:45:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Investigadores de Harvard criaram um chip de silício capaz de escrever 64 sequências de ADN diferentes ao mesmo tempo, utilizando água e correntes elétricas, oferecendo assim uma alternativa mais ecológica ao processo atual, que envolve o uso intensivo de produtos químicos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/draft-harvard-scientists-have-turned-a-silicon-chip-into-a-dna-writing-machine-1783862936249.png" data-image="b43okoxistc5" alt="Researchers have demonstrated a silicon chip that has synthesised 64 different DNA sequences simultaneously using electrically controlled enzymatic reactions in water." title="Researchers have demonstrated a silicon chip that has synthesised 64 different DNA sequences simultaneously using electrically controlled enzymatic reactions in water."><figcaption>Os investigadores apresentaram um chip de silício que sintetizou 64 sequências de ADN diferentes em simultâneo, recorrendo a reações enzimáticas controladas eletricamente em água.</figcaption></figure><p>O <strong>ADN sintético</strong> está na base de uma grande parte da medicina e da ciência modernas — diagnósticos, engenharia genómica, investigação sobre o cancro, e tudo isto depende da<strong> capacidade de produzir sequências de ADN personalizadas a pedido</strong>.</p><p>A forma habitual de o fazer recorre a um processo químico conhecido que funciona em grande escala. No entanto, <strong>este processo depende de solventes orgânicos perigosos e tem de ser realizado em instalações especializadas</strong> e centralizadas, o que limita quem o pode fazer e onde.</p><p>Há já algum tempo que os cientistas se têm interessado pela<strong> síntese enzimática de ADN como alternativa a este método</strong>. Utilizando água, este método funciona de forma mais semelhante à maneira como as células vivas constroem naturalmente o ADN, mas as tentativas anteriores só tinham conseguido produzir cerca de uma dúzia de sequências de uma só vez.</p><p>No entanto, um novo estudo liderado por uma equipa de investigação de Harvard aumentou agora esse número para <strong>64</strong>, cada uma com um comprimento de até 39 nucleótidos, <strong>utilizando um chip de silício e correntes elétricas cuidadosamente controladas</strong>.</p><h2>Um chip que começou por estudar neurónios</h2><p>O curioso neste chip é que não foi de todo concebido para o ADN – foi originalmente construído por <strong>Jeffrey Abbott</strong>, um antigo doutorando no laboratório de Donhee Ham na Escola de Engenharia de Harvard, para registar a atividade elétrica no interior de grandes populações de células cerebrais. Após redesenhar os elétrodos de superfície, a equipa percebeu que <strong>o mesmo controlo preciso da corrente poderia ser redirecionado dos neurónios para as moléculas</strong>.</p><p>"A certa altura, perguntámo-nos se esse mesmo controlo de corrente poderia ser redirecionado das células para as moléculas, <strong>substituindo os elétrodos voltados para os neurónios por pares de elétrodos em anel capazes de determinar o pH para a síntese de ADN"</strong>, explicou Ham. "Funcionou."</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/draft-harvard-scientists-have-turned-a-silicon-chip-into-a-dna-writing-machine-1783862950971.png" data-image="snh7hz11ater" alt="The team showed that the chip's precision current control can localise DNA synthesis at individual reaction sites, although further advances in chemistry will be needed before the technology can be scaled up." title="The team showed that the chip's precision current control can localise DNA synthesis at individual reaction sites, although further advances in chemistry will be needed before the technology can be scaled up."> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-816376">A equipa demonstrou que o controlo preciso da corrente do chip permite localizar a síntese de ADN em locais de reação individuais, embora sejam necessários mais avanços na área da química antes de a tecnologia poder ser aplicada em maior escala.</figcaption></figure><p>A superfície do chip possui 64 locais de síntese, cada um com dois elétrodos em anéis concêntricos que rodeiam moléculas de ADN ancoradas. Quando um local é ativado, <strong>o elétrodo interior gera protões que reduzem o pH local e desencadeiam a ligação do bloco de construção seguinte</strong>.</p><p>O elétrodo exterior absorve quaisquer protões que se desloquem para o exterior, mantendo a reação confinada a esse único ponto. A repetição do processo ao longo de vários ciclos permite construir <strong>64 sequências únicas de forma independente</strong>.</p><h2>Onde a química se torna um obstáculo</h2><p>A equipa também tentou aproximar mais os locais para aumentar ainda mais a escala e, embora o próprio chip tenha conseguido confinar o pH com precisão, a química falhou. A etapa de desproteção — que remove um grupo bloqueador entre cada ronda de construção — gera <strong>moléculas intermédias que podem deslocar-se para locais vizinhos e causar reações indesejadas</strong>, o que limita o quão próximos os locais podem ser espaçados.</p><p>"O chip fez o que lhe pedimos: <strong>localizou o pH baixo nos locais selecionados</strong>", afirmou o coautor principal Han Sae Jung. "A limitação advinha da química de desproteção, não do silício."</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="747071" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-descoberta-de-um-pequeno-chip-podera-tornar-a-computacao-quantica-mais-limpa-e-ecologica-do-que-nunca.html" title="A descoberta de um pequeno chip poderá tornar a computação quântica mais limpa e ecológica do que nunca">A descoberta de um pequeno chip poderá tornar a computação quântica mais limpa e ecológica do que nunca</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-descoberta-de-um-pequeno-chip-podera-tornar-a-computacao-quantica-mais-limpa-e-ecologica-do-que-nunca.html" title="A descoberta de um pequeno chip poderá tornar a computação quântica mais limpa e ecológica do que nunca"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/toiny-chip-discovery-could-make-quantum-computing-cleaner-and-greener-than-ever-1767189554792_320.png" alt="A descoberta de um pequeno chip poderá tornar a computação quântica mais limpa e ecológica do que nunca"></a></article></aside><p>Os investigadores também utilizaram as suas <strong>64 sequências para codificar um texto de 169 bytes como prova de conceito para o armazenamento de dados em ADN</strong>, o que continua a ser um objetivo a longo prazo, uma vez que o ADN é extraordinariamente compacto e duradouro como meio de armazenamento.</p><p>Outro coautor do estudo, Woo-Bin Jung, afirmou que, se a síntese paralela pudesse ser ampliada para muito além das 64 sequências, a síntese enzimática em água <strong>"poderia oferecer uma via ecológica para a gravação de ADN em muito grande escala"</strong>.</p><p>No entanto, <strong>a química terá de evoluir para acompanhar o chip antes que isso se torne possível</strong>, afirmou.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Harvard%20SEAS%20via%20ScienceDaily" data-year="2026" data-title="Harvard%20scientists%20turn%20a%20silicon%20chip%20into%20a%20DNA%20writing%20machine" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedaily.com%2Freleases%2F2026%2F07%2F260708022202.htm">Harvard SEAS via ScienceDaily. (2026). <a href="https://www.sciencedaily.com/releases/2026/07/260708022202.htm" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Harvard scientists turn a silicon chip into a DNA writing machine</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-de-harvard-transformaram-um-chip-de-silicio-numa-maquina-de-escrever-adn.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Terramotos na Venezuela provocaram um deslocamento do solo para leste e para oeste ao longo da costa norte do país]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/terramotos-na-venezuela-provocaram-um-deslocamento-do-solo-para-leste-e-para-oeste-ao-longo-da-costa-norte-do-pais.html</link><pubDate>Tue, 14 Jul 2026 16:29:15 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Os dados de radar do satélite NISAR revelam que La Guaira e as áreas circundantes sofreram um deslocamento substancial do solo em consequência dos sismos ocorridos em junho de 2026 na Venezuela.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/terramotos-na-venezuela-provocaram-um-deslocamento-do-solo-para-leste-e-para-oeste-ao-longo-da-costa-norte-do-pais-1784046472005.jpg" data-image="3ety2eoce1ef"><figcaption>O deslocamento do solo foi particularmente acentuado nas proximidades de Caracas e La Guaira, na Venezuela, na sequência dos sismos que atingiram a região a 24 de junho de 2026. O mapa foi criado a partir de dados do NISAR (Radar de Abertura Sintética da NASA-ISRO) recolhidos a 25 e 30 de junho (após os sismos) e a 13 e 18 de junho (antes dos sismos). Crédito: NASA/Lauren Dauphin.</figcaption></figure><p>O mapa de satélite da costa norte da Venezuela mostra a vermelho as áreas onde o solo se deslocou para leste e a azul as áreas onde se deslocou para oeste. <strong>Uma linha branca fina marca o ponto onde a falha se rompeu sob a superfície</strong>.</p><h2>Deslocamento do solo durante o terramoto na Venezuela, em junho de 2026</h2><p>A 24 de junho de 2026, um terramoto de magnitude 7,2 atingiu o norte da Venezuela, seguido, menos de um minuto depois, por um sismo principal de magnitude 7,5. <strong>Em conjunto, os dois terramotos causaram danos extensos e uma perda significativa de vidas em toda a região</strong>.</p><p>Nos dias que se seguiram, mapas de satélite do deslocamento do solo revelaram <strong>como a superfície da Terra se tinha movido</strong>, ajudando os cientistas a compreender as forças por trás da <strong>grave destruição em locais como La Guaira</strong> e outras cidades costeiras do Estado de La Guaira.</p><div class="texto-destacado">O mapa acima foi criado utilizando <strong>dados do satélite NISAR</strong> (Radar de Abertura Sintética da NASA-ISRO) e processado pela equipa científica do NISAR no <strong>Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) </strong>da NASA.</div><p>Os cientistas utilizaram uma técnica conhecida como <strong>InSAR</strong>, que compara observações repetidas de satélite para detetar alterações subtis na distância entre o satélite e a superfície terrestre. As imagens captadas a 25 e 30 de junho, <strong>após os sismos</strong>, foram comparadas com imagens obtidas a 13 e 18 de junho, <strong>antes dos sismos</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="756042" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-os-gatilhos-de-sismos-impossiveis-em-regioes-estaveis.html" title="Cientistas descobrem os gatilhos de sismos 'impossíveis' em regiões estáveis">Cientistas descobrem os gatilhos de sismos "impossíveis" em regiões estáveis</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-os-gatilhos-de-sismos-impossiveis-em-regioes-estaveis.html" title="Cientistas descobrem os gatilhos de sismos 'impossíveis' em regiões estáveis"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-descobrem-os-gatilhos-de-sismos-impossiveis-em-regioes-estaveis-1772050359885_320.png" alt="Cientistas descobrem os gatilhos de sismos 'impossíveis' em regiões estáveis"></a></article></aside><p>O NISAR observa a Terra num ângulo de cerca de 40 graus em relação à vertical, o que lhe permite captar uma combinação de movimentos horizontais e verticais do solo.</p><p>Neste mapa, <strong>as áreas a vermelho indicam onde o solo se deslocou para leste e para cima, enquanto as áreas a azul indicam deslocamentos para oeste e para baixo</strong>. No entanto, uma vez que o sismo ocorreu numa falha de deslizamento lateral, a maior parte do deslocamento apresentado no mapa foi horizontal (este-oeste).</p><p>As áreas brancas indicam pouco ou nenhum movimento do solo, incluindo uma faixa estreita perto do centro-esquerda da imagem, junto a Morón, que marca aproximadamente o local onde a falha se rompeu em profundidade. <strong>A falha faz parte de uma rede de fraturas que se estende ao longo da fronteira entre a Placa das Caraíbas, a norte, e a Placa Sul-Americana, a sul</strong>.</p><p>Os cientistas afirmam que<strong> as falhas ao longo desta fronteira entre placas</strong>, incluindo o Sistema de Falhas de San Sebastián, onde estes sismos provavelmente ocorreram (e possivelmente parte do Sistema de Falhas de Boconó), <strong>vinham a acumular tensão há muito tempo</strong>.</p><h2>Porque é que os danos foram tão graves?</h2><p><em></em>A ruptura da falha propagou-se para o mar, em direção a leste, antes de regressar à terra firme perto do aeroporto internacional a norte de Caracas, marcada pela estreita faixa branca visível entre o deslocamento para oeste e para leste. Imediatamente a sul desta secção da falha, <strong>a coloração azul-escura indica que o deslocamento superficial para oeste foi muito maior do que noutros locais, atingindo até 60 centímetros</strong>.</p><p>"Estas são as razões pelas quais os danos em Caracas e La Guaira foram tão graves", afirmou Eric Fielding, geofísico do JPL responsável pela elaboração dos mapas.<strong> "A tecnologia InSAR revela-nos muito sobre o que aconteceu durante este terramoto"</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775624" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/venezuela-com-dois-terremotos-de-magnitude-7-1-e-7-5-em-menos-de-um-minuto-videos-e-ultimas-noticias.html" title="Venezuela com dois terramotos de magnitude 7,1 e 7,5 em menos de um minuto: vídeos e últimas notícias">Venezuela com dois terramotos de magnitude 7,1 e 7,5 em menos de um minuto: vídeos e últimas notícias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/venezuela-com-dois-terremotos-de-magnitude-7-1-e-7-5-em-menos-de-um-minuto-videos-e-ultimas-noticias.html" title="Venezuela com dois terramotos de magnitude 7,1 e 7,5 em menos de um minuto: vídeos e últimas notícias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/venezuela-con-doble-sismo-de-7-1-y-7-5-como-diferenciar-un-sismo-precursor-de-una-replica-1782380001343_320.png" alt="Venezuela com dois terramotos de magnitude 7,1 e 7,5 em menos de um minuto: vídeos e últimas notícias"></a></article></aside><p>Com base nos dados do NISAR, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) aperfeiçoou o seu modelo de deslizamento da falha, ou "modelo de falha finito", para <strong>definir melhor a forma como a falha se moveu em profundidade, incluindo ao longo da secção oriental da ruptura</strong>. "Isto é extremamente útil para quem procura compreender por que razão os danos foram tão graves nessa zona", afirmou Fielding.</p><p>Os mapas de deslocamento relativos a este evento foram produzidos através do sistema de<strong> Resposta Urgente (UR) do NISAR</strong>, <strong>um processo acelerado capaz de fornecer dados no prazo de 12 a 24 horas para apoiar os esforços de resposta a catástrofes</strong>.</p><p>O processamento rápido baseia-se em informações orbitais previstas, o que significa que os mapas UR permanecem preliminares até serem reprocessados utilizando dados orbitais precisos, normalmente no prazo de um ou dois dias. Esta<strong> é a primeira vez que o sistema de Resposta Urgente do NISAR foi utilizado para mapear o deslocamento do solo na sequência de um grande terramoto</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Kathryn%20Hansen" data-year="" data-title="Where%20Venezuela%E2%80%99s%20Earthquakes%20Shifted%20the%20Ground" data-url="https%3A%2F%2Fscience.nasa.gov%2Fearth%2Fearth-observatory%2Fwhere-venezuelas-earthquakes-shifted-the-ground%2F">Kathryn Hansen. <a href="https://science.nasa.gov/earth/earth-observatory/where-venezuelas-earthquakes-shifted-the-ground/" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Where Venezuela’s Earthquakes Shifted the Ground</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/terramotos-na-venezuela-provocaram-um-deslocamento-do-solo-para-leste-e-para-oeste-ao-longo-da-costa-norte-do-pais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Investigadores portugueses lideram avanço genético para combater a fome no mundo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/investigadores-portugueses-lideram-avanco-genetico-para-combater-a-fome-no-mundo.html</link><pubDate>Tue, 14 Jul 2026 15:55:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Cientistas da Universidade do Porto modificaram o comportamento molecular de um cereal africano, criando uma solução agrícola altamente nutritiva que resiste a secas extremas.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-portugueses-lideram-avanco-genetico-para-combater-a-fome-no-mundo-1784032600708.jpg" data-image="72ar60kbeyfm" alt="Plantação de Sorgo em África" title="Plantação de Sorgo em África"><figcaption>O sorgo é um dos cereais mais cultivados do mundo, sendo a base da alimentação em regiões semiáridas de África, especialmente na Nigéria, no Sudão e na Etiópia. Foto: UN/Fred Noy, CC BY-NC-ND 2.0, via Flickr</figcaption></figure><p>Nos laboratórios do norte de Portugal está a ser desenvolvida uma resposta revolucionária para travar um dos maiores problemas da humanidade. Uma equipa internacional coordenada pelo Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (<strong>CIBIO-BIOPOLIS</strong>) da Universidade do Porto, alterou a <strong>programação interna</strong> do <strong>sorgo</strong>, um cereal que serve de base alimentar para milhões de pessoas nas regiões mais áridas do planeta. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Recorrendo à modificação genética cirúrgica, os cientistas triplicaram a concentração de zinco nos grãos da planta, contribuindo para erradicar carências nutricionais severas que afetam mais de dois mil milhões de habitantes em todo o mundo.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O sucesso desta investigação tem um impacto maior num momento em que o aquecimento global impulsiona o <strong>avanço da</strong> <strong>desertificação</strong> em vários continentes. As alterações climáticas têm castigado as populações mais vulneráveis com secas prolongadas, destruindo colheitas tradicionais e empobrecendo a qualidade dos alimentos disponíveis.</p><p>O <strong>sorgo</strong> destaca-se justamente pela sua <strong>capacidade natural de sobreviver em solos fustigados pelo calor</strong>, tornando-se o alvo ideal para intervenções de biofortificação que visem salvar vidas em regiões de stress climático extremo.</p><h2>Um interruptor molecular permanentemente ativo</h2><p>A equipa liderada pela investigadora <strong>Ana Assunção</strong> focou os seus esforços num gene específico da planta que regula a captação de nutrientes no solo. Em colaboração com o Carlsberg Research Laboratory, da Dinamarca, os cientistas utilizaram uma tecnologia avançada de identificação molecular para isolar uma <strong>variante genética rara</strong>. Esta modificação altera o comportamento de um <strong>sensor interno</strong> responsável por gerir as reservas de minerais do vegetal.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-portugueses-lideram-avanco-genetico-para-combater-a-fome-no-mundo-1784032923794.jpg" data-image="b2x9yjboui4r" alt="Plantação de Sorgo em África" title="Plantação de Sorgo em África"><figcaption>O sorgo é a primeira cultura em que a biofortificação em zinco, através da modulação deste tipo de sensor molecular, está demonstrada. Foto: CGIAR Research Program on Climate Change, CC BY-NC-SA 2.0, via Flickr</figcaption></figure><p>Na sua forma natural, o organismo da planta interrompe a absorção de nutrientes assim que atinge um patamar básico. Com a nova abordagem científica, esse interruptor biológico permanece <strong>ligado de forma contínua</strong>, fazendo com que a raiz atue como se estivesse sob uma escassez constante. </p><p>O efeito prático é um <strong>bombeamento massivo de zinco para os grãos</strong>, que passam a registar valores entre 50 e 60 miligramas por quilograma de peso seco, superando as metas de nutrição fixadas pelas agências internacionais.</p><h2>Uma solução limpa e aplicável a outros alimentos</h2><p>Uma das vitórias mais celebradas pela comunidade científica prende-se com a saúde do próprio vegetal. O melhoramento genético focado no valor nutricional acaba, muitas vezes, por enfraquecer o crescimento da planta ou reduzir a quantidade de sementes produzidas. Neste ensaio, porém, o <strong>aumento de micronutrientes ocorreu sem qualquer impacto negativo no desenvolvimento agronómico</strong>, mantendo a planta robusta e pronta para enfrentar o ambiente hostil do campo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="733694" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-culturas-geneticamente-modificadas-poderiam-reduzir-as-emissoes-de-gases-de-efeito-estufa.html" title="As culturas geneticamente modificadas poderiam reduzir as emissões de gases com efeito de estufa?">As culturas geneticamente modificadas poderiam reduzir as emissões de gases com efeito de estufa?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-culturas-geneticamente-modificadas-poderiam-reduzir-as-emissoes-de-gases-de-efeito-estufa.html" title="As culturas geneticamente modificadas poderiam reduzir as emissões de gases com efeito de estufa?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/could-choosing-crops-based-on-genetics-curb-greenhouse-gas-emissions-1759930520546_320.jpeg" alt="As culturas geneticamente modificadas poderiam reduzir as emissões de gases com efeito de estufa?"></a></article></aside><p>Os benefícios desta descoberta estendem-se muito <strong>além das fronteiras do cultivo do sorgo</strong>. Esta é a primeira vez que a ciência consegue modular com sucesso este tipo de sensor molecular numa cultura agrícola real. </p><p>O sucesso do método valida um conceito que os investigadores já começaram a testar noutras espécies de grande relevância para a alimentação humana, antecipando uma <strong>nova geração de supercereais</strong> mais ricos e menos dependentes de fertilizantes químicos.</p><h2>Sustentabilidade para os solos do futuro</h2><p>Os novos grãos representam um avanço profundo na gestão sustentável dos recursos agrícolas mundiais. Ao potenciar a eficácia com que as raízes extraem os minerais já presentes na terra, a tecnologia permite <strong>valorizar terrenos agrícolas empobrecidos</strong> sem sobrecarregar os produtores locais com custos adicionais.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-portugueses-lideram-avanco-genetico-para-combater-a-fome-no-mundo-1784033108760.jpg" data-image="marreq0agcvy" alt="Plantação de Sorgo em África" title="Plantação de Sorgo em África"><figcaption>Os cientistas modificaram o sensor genético da planta para manter ativa a absorção de nutrientes do solo. Foto: Shikoha Tautiko, own work, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>A transição da investigação laboratorial para o impacto real demonstra o <strong>papel pioneiro da ciência portuguesa na geopolítica da segurança alimentar</strong>. Ao desenvolver ferramentas capazes de enriquecer a dieta de comunidades isoladas, a Universidade do Porto coloca a biologia molecular na linha da frente da adaptação humana às exigências ecológicas que marcam o nosso tempo.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Centro%20de%20Investiga%C3%A7%C3%A3o%20em%20Biodiversidade%20e%20Recursos%20Gen%C3%A9ticos%20(CIBIO-BIOPOLIS)%20da%20Universidade%20do%20Porto" data-year="" data-title="CIBIO-BIOPOLIS%20inova%20no%20combate%20%C3%A0%20car%C3%AAncia%20em%20micronutrientes" data-url="https%3A%2F%2Fnoticias.up.pt%2F2026%2F06%2F17%2Fcibio-biopolis-inova-no-combate-a-carencia-em-micronutrientes%2F">Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO-BIOPOLIS) da Universidade do Porto. <a href="https://noticias.up.pt/2026/06/17/cibio-biopolis-inova-no-combate-a-carencia-em-micronutrientes/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">CIBIO-BIOPOLIS inova no combate à carência em micronutrientes</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/investigadores-portugueses-lideram-avanco-genetico-para-combater-a-fome-no-mundo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Crista anticiclónica forma-se em breve no Atlântico Norte: mais de 35 ºC nestas localidades portuguesas no domingo 19]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/crista-anticiclonica-forma-se-em-breve-no-atlantico-norte-mais-de-35-c-nestas-localidades-portuguesas-no-domingo.html</link><pubDate>Tue, 14 Jul 2026 14:47:09 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Para domingo, 19 de julho, o modelo europeu prevê o início do regime meteorológico da Crista Atlântica. Além disto, haverá uma subida das temperaturas máximas em Portugal, mais significativa no interior. Saiba em que localidades se preveem mais de 35 ºC.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xap6t0y"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xap6t0y.jpg" id="xap6t0y"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Entre domingo e sexta-feira, dias 19 a 24 de julho, as previsões do modelo ECMWF apontam para a forte probabilidade de estabelecimento do regime Crista Atlântica</strong> (<em>Atlantic Ridge</em>,<em> </em>em inglês), associado ao reforço de uma crista anticiclónica sobre o Atlântico Norte. Embora este padrão atmosférico esteja normalmente ligado a condições de tempo seco e estável, não implica, por si só, temperaturas amenas em todo a geografia de Portugal continental.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Nesta notícia iremos examinar em detalhe os valores das temperaturas máximas previstos para <strong>as regiões onde fará mais calor em Portugal continental no domingo, 19 de julho</strong>, em concreto naquelas onde o termómetro assinalará valores <strong>superiores a 35 ºC</strong>.</p><h2>Eis como a crista atlântica costuma influenciar o tempo em Portugal continental</h2><p>O padrão da crista atlântica costuma distinguir-se pelo <strong>fortalecimento de uma área de altas pressões no Atlântico Norte</strong>, habitualmente localizado nas proximidades dos 55 ºN, que <strong>se estende para sul através de uma crista anticiclónica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/crista-anticiclonica-forma-se-em-breve-no-atlantico-norte-mais-de-35-c-nestas-localidades-portuguesas-no-domingo-1784039205883.png" data-image="93uux7pxkuhm"><figcaption>Crista Atlântica no próximo domingo, 19 de julho, a consolidar-se a oes-noroeste da Irlanda.</figcaption></figure><p><strong>Em Portugal, esta configuração atmosférica tende a gerar um estado do tempo seco, estável, bem como a presença da típica nortada ao longo do litoral</strong>. Não obstante, a evolução das temperaturas vai estar sujeita à interação entre as diferentes massas de ar à escala sinóptica.</p><p>Ao longo do dia de sábado, 18 de julho, prevê-se que a crista anticiclónica comece lentamente a formar-se, estendendo a sua influência até à Península Ibérica. É expectável que <strong>o anticiclone permaneça robusto e bem estabelecido a norte</strong>, enquanto a disposição das isóbaras, orientadas de norte para sul junto à costa portuguesa, vão favorecendo um fluxo de noroeste.</p><h2>Estas são as regiões e localidades onde se preveem temperaturas superiores a 35 ºC no domingo, 19 de julho</h2><p>No domingo, 19 de julho, data em que se prevê o início da influência da Crista Atlântica na zona Euro-Atlântica, a primeira incursão de ar quente e seco procedente do Norte de África e do interior da Península Ibérica <strong>começará a condicionar a evolução das temperaturas nas regiões do interior de Portugal continental</strong>.</p><p>Pensando sobre o que está na origem deste comportamento térmico, salientam-se fatores geográficos como a<strong> latitude, a localização e o relevo</strong>, aliados a fatores meteorológicos como a<strong> subsidência anticiclónica, o elevado ângulo de incidência de radiação solar e o predomínio de céu limpo ou pouco nublado</strong>. Toda esta combinação explica a tendência de aquecimento mais expressiva que se registará nas regiões do interior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/crista-anticiclonica-forma-se-em-breve-no-atlantico-norte-mais-de-35-c-nestas-localidades-portuguesas-no-domingo-1784039040537.png" data-image="n8k213hs1ig6"><figcaption>Segundo o modelo Europeu, o Baixo Alentejo, de onde se destacará o vale do Guadiana, será um dos focos de maior calor em Portugal continental no próximo domingo, 19 de julho, com temperaturas máximas a rondar os 39 ºC.</figcaption></figure><p>O relevo, o efeito de continentalidade e a massa de ar quente e seco proveniente que entrará na Península Ibérica vindo do Norte de África irão favorecer um <strong>aquecimento particularmente intenso durante a tarde</strong>. A isto acrescerá o papel da barreira orográfica Montejunto-Estrela, que <strong>dificultará a progressão do ar mais quente para o litoral</strong>, contribuindo para a sua retenção na metade oriental e meridional da nossa geografia (grosso modo, no interior).</p><p>Por fim, é preciso ainda ter em conta o efeito dos principais vales fluviais (Douro e Guadiana, entre outros), nos quais<strong> o encaixe afunilado do relevo tende a favorecer a acumulação de calor</strong> e a potenciar temperaturas mais elevadas.</p><p>Neste contexto, não surpreende que os mapas de referência da Meteored já estejam a prever temperaturas máximas já significativamente superiores às dos dias anteriores em várias regiões do país, ultrapassando o patamar dos 35 ºC e <strong>situando-se entre 36 e 40 ºC nas regiões dos vales do Douro e Guadiana, Beira Alta e Beira Baixa, Alentejo e Sotavento Algarvio</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778616" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/meteorologistas-espanhois-avisam-sobre-a-canicula-que-comeca-amanha-o-que-um-portugues-deve-saber-sobre-isto.html" title="Meteorologistas espanhóis avisam sobre a 'canícula' que começa amanhã: o que um português deve saber sobre isto">Meteorologistas espanhóis avisam sobre a "canícula" que começa amanhã: o que um português deve saber sobre isto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/meteorologistas-espanhois-avisam-sobre-a-canicula-que-comeca-amanha-o-que-um-portugues-deve-saber-sobre-isto.html" title="Meteorologistas espanhóis avisam sobre a 'canícula' que começa amanhã: o que um português deve saber sobre isto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologistas-espanhois-avisam-sobre-a-canicula-que-comeca-amanha-o-que-um-portugues-deve-saber-sobre-isto-1784033877782_320.jpg" alt="Meteorologistas espanhóis avisam sobre a 'canícula' que começa amanhã: o que um português deve saber sobre isto"></a></article></aside><p>Entre as localidades e capitais de distrito onde se prevê mais calor no domingo, 19 de julho, destacam-se: <strong>Idanha-a-Nova, Crato, Vila Viçosa, Redondo, Portel, Cuba, Ferreira do Alentejo, Beja, Aljustrel, Ourique, Almodôvar</strong> (36 ºC), <strong>Mirandela, Vila Nova de Foz Côa, Vila Velha de Ródão, Ponte de Sor, Campo Maior, Elvas, Reguengos de Monsaraz, Serpa, Moura</strong> (37 ºC), <strong>Odeleite</strong> (38 ºC), <strong>Mértola</strong> (39 ºC) e <strong>Alcoutim</strong> (40 ºC), entre muitas outras.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/crista-anticiclonica-forma-se-em-breve-no-atlantico-norte-mais-de-35-c-nestas-localidades-portuguesas-no-domingo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Meteorologistas espanhóis avisam sobre a "canícula" que começa amanhã: o que um português deve saber sobre isto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/meteorologistas-espanhois-avisam-sobre-a-canicula-que-comeca-amanha-o-que-um-portugues-deve-saber-sobre-isto.html</link><pubDate>Tue, 14 Jul 2026 13:11:07 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A canícula arranca amanhã, quarta-feira 15 de julho e durará 4 semanas. Saiba o que esperar da possível evolução do estado do tempo em Portugal durante o período estatisticamente mais quente e seco do ano.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologistas-espanhois-avisam-sobre-a-canicula-que-comeca-amanha-o-que-um-portugues-deve-saber-sobre-isto-1784033877782.jpg" data-image="h7w9mg2eb5cg"><figcaption>A canícula é estatisticamente o período mais quente e seco do ano em Portugal e decorre entre 15 de julho e 15 de agosto. Saiba o que se prevê para as próximas semanas.</figcaption></figure><p>Amanhã - quarta-feira, 15 de julho - <strong>começa a canícula em Portugal, o período que é considerado estatisticamente o mais quente e seco do ano. Habitualmente decorre entre 15 de julho e 15 de agosto</strong>, porém, por vezes, podem ocorrer ondas de calor intensas antes ou depois deste intervalo. O termo vem do latim <em>canis</em>, associado à constelação Canis Maior, onde brilha Sirius, estrela tradicionalmente ligada ao calor mais intenso do ano.</p><p>De acordo com um <strong>antigo ditado espanhol, “De Virgem a Virgem, o calor aperta com força”</strong>. Tradicionalmente, este período estende-se entre 16 de julho (Nossa Senhora do Carmo) e 15 de agosto (Nossa Senhora da Assunção), coincidindo com festas religiosas. Contudo, os episódios de calor extremo fora da canícula têm-se tornado mais frequentes, surgindo também em qualquer momento do trimestre estival (junho-julho-agosto) e, ocasionalmente, até mesmo noutras estações.</p><h2>As temperaturas em Portugal não irão sofrer grandes variações até 18 de julho</h2><p>Ao contrário do que aconteceu em vários anos recentes, <strong>os primeiros dias da canícula em Portugal continental serão relativamente frescos</strong>, com temperaturas geralmente abaixo da média climatológica para julho ou, nalgumas regiões, próximas dos valores normais para a época.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologistas-espanhois-avisam-sobre-a-canicula-que-comeca-amanha-o-que-um-portugues-deve-saber-sobre-isto-1784033613491.png" data-image="fs2re9idbkvv"><figcaption>Nos primeiros dias da canícula em Portugal continental as temperaturas mantêm-se inferiores ao normal para esta época do ano, tal como evidenciado por este mapa da anomalia de temperatura do ar medida à superfície para as 16:00 de sexta-feira, 17 de julho.</figcaption></figure><p>O contraste será evidente face à zona leste da Península Ibérica, onde várias regiões de Espanha irão registar, <strong>de acordo com os nossos colegas meteorologistas espanhóis da Meteored</strong>, máximas superiores a 40 ºC, podendo pontualmente aproximar-se dos 45 ºC. <strong>Em Portugal, a influência marítima continuará dominante, mantendo-se a tendência de frescura de origem atlântica pelo menos até sábado, 18 de julho</strong>.</p><h2>Crista atlântica poderá provocar um breve período de tempo quente entre 19 e 24 de julho</h2><p>A partir de domingo (19), o modelo Europeu prevê uma elevada probabilidade de instalação do <strong>padrão meteorológico “Crista Atlântica” na região Euro-Atlântica</strong>. Consiste num bloqueio de altas pressões sobre o Atlântico Norte que se estende para sul em forma de crista, modificando as condições meteorológicas em vários países europeus, incluindo Portugal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologistas-espanhois-avisam-sobre-a-canicula-que-comeca-amanha-o-que-um-portugues-deve-saber-sobre-isto-1784032655911.png" data-image="84el2v4c271i"><figcaption>Observa-se a crista atlântica perfeitamente formada sobre o Atlântico Norte a partir de domingo, 19 de julho.</figcaption></figure><p>Em Portugal, o domínio da “Crista Atlântica” costuma favorecer, regra geral, <strong>tempo seco, estável e a presença da habitual nortada no litoral</strong>. Ainda assim, a distribuição das temperaturas dependerá da interação entre diferentes massas de ar à escala sinóptica. </p><div class="texto-destacado">Os cenários atuais perspetivam o dito anticiclone reforçado no Atlântico Norte (Crista Atlântica), uma bolsa fria isolada em altitude a oeste de Portugal continental e uma massa de ar muito quente vinda do Norte de África a estender-se sobre a Península Ibérica.</div><p><strong>A crista atlântica fortalecida sobre o Atlântico Norte favorecerá a estabilidade atmosférica</strong> no nosso país, ao passo que a bolsa de ar frio manter-se-á estacionada a oeste de Portugal, contribuindo para amenizar as temperaturas junto ao litoral. Ao mesmo tempo, esta circulação favorecerá a entrada de uma <strong>massa de ar muito quente e seco</strong> proveniente do Norte de África, que se estenderá sobre grande parte da Península Ibérica. <strong>No nosso país influenciará sobretudo as regiões do interior</strong>, contribuindo para um grande contraste térmico com o litoral.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologistas-espanhois-avisam-sobre-a-canicula-que-comeca-amanha-o-que-um-portugues-deve-saber-sobre-isto-1784032754274.jpg" data-image="ps0rc75xp1wa"><figcaption>Configuração sinóptica prevista para quarta-feira, 22 de julho deteta uma crista Atlântica sobre o Atlântico Norte, uma bolsa de ar frio a oeste de Portugal continental e uma massa de ar quente vinda do Norte de África a penetrar na Península Ibérica.</figcaption></figure><p>Caso este cenário efetivamente se concretize, as temperaturas deverão subir significativamente <strong>no interior do nosso país entre os dias 19 e 24, especialmente nas regiões do interior</strong>, tais como o Nordeste Transmontano, Alto Douro, Beira Alta e Beira Baixa, Alentejo, zonas do Ribatejo e vale do Tejo, vale do Guadiana, entre outras.</p><div class="texto-destacado">Apesar da subida prevista para a próxima semana, os mapas <strong>não indicam, para já, a ocorrência de uma onda de calor</strong> no nosso país, dado que não parecem estar reunidos os critérios de duração, intensidade e extensão espacial normalmente utilizados para a sua classificação.</div><p><strong>Nestas regiões do interior poderão registar-se temperaturas entre 35 e 40 ºC</strong>. No litoral também se espera uma subida das temperaturas, mas a influência moderadora do oceano manterá os valores relativamente amenos. Assim, o contraste entre litoral e interior continuará a ser significativo, num contexto de tempo predominantemente estável e seco.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologistas-espanhois-avisam-sobre-a-canicula-que-comeca-amanha-o-que-um-portugues-deve-saber-sobre-isto-1784032889139.jpg" data-image="r6q68vo6blt5"><figcaption>O ECMWF antecipa temperaturas entre 1 e 3 ºC acima da média em Portugal continental na semana de 20 a 26 de julho.</figcaption></figure><p>Após a presente semana mais fresca do que o habitual, em claro contraste com aquilo que normalmente caracteriza a canícula, embora seja importante recordar que nenhum verão é igual ao anterior, <strong>os mapas para a semana de 20 a 27 de julho vislumbram anomalias térmicas positivas entre 1 e 3 ºC em toda a extensão de Portugal continental e de cerca de 1 ºC no arquipélago da Madeira</strong>. Por outro lado, prevê-se uma anomalia térmica negativa de -1 ºC no arquipélago dos Açores.</p><h2>Elevada incerteza na evolução do estado do tempo entre 27 de julho e 15 de agosto</h2><p>Fazer previsões meteorológicos com um prazo superior a 7 dias envolve um elevado grau de incerteza, quase como se entrássemos no campo da ficção científica. Por isso, <strong>quando se pretende analisar o tempo a médio-longo prazo, é mais correto falar em tendências</strong> do que em previsões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologistas-espanhois-avisam-sobre-a-canicula-que-comeca-amanha-o-que-um-portugues-deve-saber-sobre-isto-1784033342842.jpg" data-image="azd3wt1p5i0p"><figcaption>Apesar da persistência de temperaturas acima da média, tudo indica que as anomalias térmicas positivas tenderão a diminuir à medida que a canícula for decorrendo. Não obstante, nem mesmo isso exclui a possibilidade de ocorrência de uma onda de calor.</figcaption></figure><p>Ora, de acordo com o modelo de confiança da Meteored - o ECMWF - a tendência para <strong>as três semanas seguintes da canícula aponta para a continuidade de temperaturas acima da média</strong>, embora com anomalias relativamente moderadas e que terão tendência a diminuir gradualmente à medida que o período canicular for avançando.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778591" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/crista-atlantica-reforca-se-dia-19-de-julho-eis-como-afetara-o-tempo-em-portugal-explica-marta-godinho.html" title="Crista atlântica reforça-se dia 19 de julho: 'eis como afetará o tempo em Portugal', explica Marta Godinho">Crista atlântica reforça-se dia 19 de julho: "eis como afetará o tempo em Portugal", explica Marta Godinho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/crista-atlantica-reforca-se-dia-19-de-julho-eis-como-afetara-o-tempo-em-portugal-explica-marta-godinho.html" title="Crista atlântica reforça-se dia 19 de julho: 'eis como afetará o tempo em Portugal', explica Marta Godinho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/crista-atlantica-reforca-se-dia-19-de-julho-eis-como-afetara-o-tempo-em-portugal-explica-marta-godinho-1784026112709_320.png" alt="Crista atlântica reforça-se dia 19 de julho: 'eis como afetará o tempo em Portugal', explica Marta Godinho"></a></article></aside><p>Nesta fase, <strong>continua a ser muito precoce equacionar a ocorrência de uma onda de calor na geografia de Portugal continental</strong>, já que os principais indicadores utilizados para este tipo de evento não evidenciam sinais consistentes nesse sentido. No entanto, já se sabe que em meteorologia não existem certezas absolutas e os modelos meteorológicos atualizam constantemente, pelo que,<strong> a qualquer instante, o cenário previsto pode alterar-se significativamente</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologistas-espanhois-avisam-sobre-a-canicula-que-comeca-amanha-o-que-um-portugues-deve-saber-sobre-isto-1784033052115.jpg" data-image="sf9klhbu1of2"><figcaption>A precipitação é uma das variáveis mais complexas de analisar, no entanto, a tendência para as próximas 4 semanas plasmada nos mapas semanais de anomalias do ECMWF evidencia, com consistência, valores próximos da média para os meses de julho e agosto, que já é habitualmente escassa, embora em certas zonas do país se verifique a possibilidade de anomalias positivas.</figcaption></figure><p>Quanto à precipitação, destaca-se um detalhe interessante: os mapas semanais de anomalias do ECMWF continuam a detetar <strong>valores próximos da média</strong> e, em algumas semanas da canícula, <strong>até ligeiramente acima do normal em certas zonas do país</strong>.</p><p>Isto reforça a possibilidade de alternância entre diferentes padrões meteorológicos, com a eventual passagem de superfícies frontais ou a formação de bolsas de ar frio isoladas em altitude a descer até à nossa latitude, que consigam enfraquecer temporariamente o domínio das altas pressões, <strong>produzindo episódios localizados de precipitação, geralmente fraca e irregular</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/meteorologistas-espanhois-avisam-sobre-a-canicula-que-comeca-amanha-o-que-um-portugues-deve-saber-sobre-isto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Crista atlântica reforça-se dia 19 de julho: "eis como afetará o tempo em Portugal", explica Marta Godinho]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/crista-atlantica-reforca-se-dia-19-de-julho-eis-como-afetara-o-tempo-em-portugal-explica-marta-godinho.html</link><pubDate>Tue, 14 Jul 2026 11:35:46 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A atmosfera prepara-se para uma nova mudança entre 19 e 23 de julho. O regime Atlantic Ridge deverá dominar sobre o Atlântico Norte, favorecendo tempo seco e estável, mas sem impedir um novo aumento das temperaturas, sobretudo nas regiões do interior.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xap5f6u"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xap5f6u.jpg" id="xap5f6u"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Entre domingo (19) e sexta-feira (24), o Centro Europeu de Previsão (ECMWF) indica uma elevada probabilidade de instalação do regime <strong>Atlantic Ridge (ATR)</strong>, associado ao reforço de uma crista anticiclónica sobre o Atlântico Norte. Apesar de este padrão favorecer tempo seco e estável, isso não significa necessariamente temperaturas amenas em todo o território.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/crista-atlantica-reforca-se-dia-19-de-julho-eis-como-afetara-o-tempo-em-portugal-explica-marta-godinho-1784026002235.jpg" data-image="eui2mpg5vjur" alt="Previsões sub-sazonais do ECMWF" title="Previsões sub-sazonais do ECMWF"><figcaption>As previsões sub-sazonais do ECMWF apontam para o predomínio do regime Atlantic Ridge (ATR) entre 19 e 24 de julho, favorecendo tempo seco e estável em Portugal.</figcaption></figure><p>As previsões sub-sazonais do ECMWF mostram que, entre 19 e 24 de julho, o regime atmosférico mais provável será o <strong>Atlantic Ridge</strong>. Este padrão caracteriza-se pelo fortalecimento de uma área de altas pressões sobre o Atlântico Norte, normalmente próximo dos 55°N, que se prolonga para sul sob a forma de uma crista anticiclónica.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações </div><p>Em Portugal, este tipo de configuração favorece, em regra geral, tempo seco, estável e a presença da habitual nortada no litoral. Contudo, <strong>a distribuição das temperaturas dependerá da interação entre diferentes massas de ar à escala sinóptica</strong>.</p><h2>Costa mais fresca, interior volta a aquecer</h2><p>Já durante o sábado (18), observa-se o <strong>reforço da crista anticiclónica sobre a Península Ibérica</strong>. A região anticiclónica mantém-se robusta e bem posicionada a norte, enquanto que, as isóbaras orientadas aproximadamente de norte para sul junto à costa portuguesa favorecem um fluxo persistente de noroeste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/crista-atlantica-reforca-se-dia-19-de-julho-eis-como-afetara-o-tempo-em-portugal-explica-marta-godinho-1784026112709.png" data-image="ll8lbtor8uzu" alt="Pressão, nuvens e chuva" title="Pressão, nuvens e chuva"><figcaption>A crista anticiclónica começa a instalar-se sobre Portugal. A orientação das isóbaras favorece vento de noroeste e marca o início de um período de maior estabilidade atmosférica.</figcaption></figure><p>Entre domingo (19) e sexta-feira (24), prevê-se tempo seco em praticamente todo o território, com alguma nebulosidade matinal nas regiões costeiras, especialmente durante as primeiras horas do dia. Apesar da estabilidade atmosférica, <strong>o mapa de geopotencial e temperatura evidencia três elementos determinantes para o comportamento das temperaturas no continente</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/crista-atlantica-reforca-se-dia-19-de-julho-eis-como-afetara-o-tempo-em-portugal-explica-marta-godinho-1784026273138.jpg" data-image="bnrtjwyjcljb" alt="Geopotencial e temperatura 500 hPa (22 julho)" title="Geopotencial e temperatura 500 hPa (22 julho)"><figcaption>A circulação atmosférica evidencia três protagonistas: o anticiclone reforçado sobre o Atlântico Norte, uma bolsa de ar mais frio a oeste de Portugal e ar muito quente proveniente do Norte de África sobre a Península Ibérica.</figcaption></figure><p>O <strong>anticiclone reforçado sobre o Atlântico Norte</strong> favorece a estabilidade, enquanto uma pequena <strong>bolsa de ar mais fresco permanece a oeste de Portugal,</strong> ajudando a conter as temperaturas junto ao litoral. Em simultâneo, <strong>uma massa de ar muito quente proveniente do Norte de África estende-se sobre o interior da Península Ibérica</strong>, influenciando sobretudo o interior português.</p><h2>Quinta-feira, dia 23 as temperaturas poderão voltar a aproximar-se dos 40 °C</h2><p>Ao longo da semana, <strong>as temperaturas deverão aumentar gradualmente, sendo quinta-feira (23) o dia potencialmente mais quente</strong> deste período de previsão (19 a 24).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778585" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-sexta-feira-17-de-julho-estas-sao-as-unicas-3-localidades-de-portugal-onde-se-preveem-35-c-de-temperatura-maxima.html" title="Até sexta-feira, 17 de julho, estas são as únicas 3 localidades de Portugal onde se preveem 35 ºC de temperatura máxima">Até sexta-feira, 17 de julho, estas são as únicas 3 localidades de Portugal onde se preveem 35 ºC de temperatura máxima</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-sexta-feira-17-de-julho-estas-sao-as-unicas-3-localidades-de-portugal-onde-se-preveem-35-c-de-temperatura-maxima.html" title="Até sexta-feira, 17 de julho, estas são as únicas 3 localidades de Portugal onde se preveem 35 ºC de temperatura máxima"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-sexta-feira-17-de-julho-estas-sao-as-unicas-3-localidades-de-portugal-onde-se-preveem-35-c-de-temperatura-maxima-1784027711527_320.png" alt="Até sexta-feira, 17 de julho, estas são as únicas 3 localidades de Portugal onde se preveem 35 ºC de temperatura máxima"></a></article></aside><p>O litoral continuará relativamente ameno devido à influência marítima e à nortada, enquanto o interior Norte, Centro e Alentejo poderão registar uma subida mais expressiva dos valores máximos. Em algumas zonas tradicionalmente mais quentes, sobretudo nos vales do Douro, e regiões próximas da fronteira com Espanha, não se exclui que as temperaturas possam atingir pontualmente os <strong>40 °C</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/crista-atlantica-reforca-se-dia-19-de-julho-eis-como-afetara-o-tempo-em-portugal-explica-marta-godinho-1784026365309.jpg" data-image="lv3j2xwfwxsy" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-203686">Quinta-feira (23) poderá ser o dia mais quente da semana, com temperaturas próximas dos 40 °C em alguns locais do interior, enquanto o litoral continuará mais ameno devido à influência marítima.</figcaption></figure><p> Importa salientar que esta previsão ainda apresenta um <strong>grau de incerteza moderado,</strong> uma vez que o dia 23 se encontra a nove dias de intrevalo.</p><div class="texto-destacado">Embora exista um sinal consistente para uma subida das temperaturas, a localização exata das massas de ar e a intensidade do aquecimento poderão ainda sofrer ajustes nas próximas atualizações dos modelos numéricos. <strong>Assim, os valores próximos dos 40 °C representam, para já, um cenário plausível, mas que deverá ser confirmado à medida que a previsão se aproxima. </strong></div><p>Assim, embora o <strong>Atlantic Ridge</strong> costume estar associado a temperaturas moderadas em Portugal, a posição simultânea da bolsa de ar fresco no Atlântico e da massa de ar quente africana fará com que o país apresente um contraste térmico entre o litoral e o interior, uma situação típica dos episódios de verão mais persistentes.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/crista-atlantica-reforca-se-dia-19-de-julho-eis-como-afetara-o-tempo-em-portugal-explica-marta-godinho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Entre hoje e domingo, 19: Açores enfrentarão efeitos de uma depressão e Madeira estará sob influência de altas pressões]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-hoje-e-domingo-19-acores-enfrentarao-efeitos-de-uma-depressao-e-madeira-estara-sob-influencia-de-altas-pressoes.html</link><pubDate>Tue, 14 Jul 2026 11:34:50 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Ao longo dos próximos dias, o arquipélago dos Açores poderá sentir os efeitos de uma depressão atlântica, enquanto o arquipélago da Madeira deverá contar com dias mais secos.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xap58te"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xap58te.jpg" id="xap58te"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Entre hoje e domingo, dia 19 de julho, <strong>o</strong><strong>s arquipélagos deverão apresentar condições atmosféricas distintas</strong>. Por um lado, os Açores deverão contar com chuva fraca a moderada, devido à influência de uma depressão, enquanto o arquipélago da Madeira deverá manter-se geralmente seco e soalheiro.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Em relação às temperaturas, estas<strong> deverão manter-se próximas do habitual para a época</strong>, podendo haver algumas oscilações entre anomalias térmicas negativas e positivas, ainda que sem valores elevados.</p><h2>Chuva poderá regressar aos Açores a partir de quinta-feira, dia 16</h2><p>Segundo a mais recente atualização do nosso modelo de referência, ECMWF, as <strong>primeiras horas da madrugada de quinta-feira trarão a chuva de volta ao Grupo Ocidental</strong> dos Açores, como podemos observar no mapa abaixo. Esta chuva, associada à frente visível no mesmo mapa, deverá nas horas seguintes afetar as restantes ilhas. No entanto, no Grupo Ocidental, a chuva poderá dissipar-se ao final do dia de sexta-feira.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entre-hoje-e-domingo-19-acores-enfrentarao-efeitos-de-uma-depressao-e-madeira-estara-sob-influencia-de-altas-pressoes-1784026533848.png" data-image="ci6zr4pcr2xd" alt="chuva prevista" title="chuva prevista"><figcaption>No mapa podemos observar a aproximação de uma frente associada a uma depressão atlântica, que deverá resultar em chuva fraca a moderada em praticamente todo o arquipélago, especialmente a partir de quinta-feira.</figcaption></figure><p>Ao Grupo Central, esta<strong> deverá chegar durante a tarde de quinta-feira e permanecer, de forma irregular sobre estas ilhas, até domingo, dia 19</strong>. Já no Grupo Oriental, é esperado que a chuva possa ocorrer a partir do início da tarde de sexta-feira, dissipando-se nas horas seguintes e podendo voltar no domingo.</p><p>Com isto, entre hoje e domingo, os <strong>valores de precipitação acumulada esperados são de cerca de 20 mm para a Ilha das Flores</strong> (Grupo Ocidental), cerca de 15 mm para o Pico e Terceira (Grupo Central) e de cerca de 7 mm em São Miguel (Grupo Oriental). </p><h2>Na Madeira não se descarta a possibilidade de chuva, mas esta será pouco relevante</h2><p>De forma geral, o <strong>arquipélago da Madeira poderá contar com uma semana estável, do ponto de vista atmosférico</strong>. Ainda assim, poderão dar-se algumas exceções, como por exemplo ao longo das próximas horas, onde se espera a <strong>ocorrência de chuva fraca e irregular</strong>, especialmente na Costa Norte. Esta deverá dissipar-se totalmente até ao final do dia, dando lugar a uma sequência de dias geralmente secos e soalheiros, apesar de não se descartar a possibilidade de chuva fraca e irregular na Costa Norte e Regiões Montanhosas entre quarta e quinta, ainda que esta possa ser de rápida passagem.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778418" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-estabilidade-atmosferica-regressara-em-breve-e-temperaturas-voltam-a-subir.html" title="Mudanças no tempo em Portugal: estabilidade atmosférica regressará em breve e temperaturas voltam a subir">Mudanças no tempo em Portugal: estabilidade atmosférica regressará em breve e temperaturas voltam a subir</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-estabilidade-atmosferica-regressara-em-breve-e-temperaturas-voltam-a-subir.html" title="Mudanças no tempo em Portugal: estabilidade atmosférica regressará em breve e temperaturas voltam a subir"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-estabilidade-atmosferica-podera-regressar-e-temperaturas-voltam-a-subir-1783945877479_320.png" alt="Mudanças no tempo em Portugal: estabilidade atmosférica regressará em breve e temperaturas voltam a subir"></a></article></aside><p>Na sexta-feira, a chuva poderá ser mais abrangente, ainda que incida essencialmente sobre a Costa Norte, mas também deverá ocorrer por poucas horas, resultando num<strong> fim de semana desprovido de chuva</strong>, podendo contar apenas com alguma nebulosidade. No total, entre hoje e o fim de semana, a <strong>acumulação de precipitação mais elevada prevista para este arquipélago é de cerca de 10 mm</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-hoje-e-domingo-19-acores-enfrentarao-efeitos-de-uma-depressao-e-madeira-estara-sob-influencia-de-altas-pressoes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até sexta-feira, 17 de julho, estas são as únicas 3 localidades de Portugal onde se preveem 35 ºC de temperatura máxima]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-sexta-feira-17-de-julho-estas-sao-as-unicas-3-localidades-de-portugal-onde-se-preveem-35-c-de-temperatura-maxima.html</link><pubDate>Tue, 14 Jul 2026 11:17:31 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas deverão manter-se próximas ou abaixo da média em grande parte de Portugal continental. Segundo o modelo ECMWF, apenas Mértola, Alcoutim e Odeleite deverão atingir os 35 ºC entre quarta e sexta-feira.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xap523i"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xap523i.jpg" id="xap523i"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p> Portugal continental deverá registar temperaturas relativamente moderadas para meados de julho durante os próximos dias, com os valores mais elevados muito concentrados no extremo sul do território. De acordo com a previsão mais recente do <strong>ECMWF</strong>, apenas três localidades poderão alcançar os <strong>35 ºC</strong> entre quarta-feira, 15 de julho, e sexta-feira, 17 de julho: <strong>Mértola</strong>, no Baixo Alentejo, e <strong>Alcoutim</strong> e <strong>Odeleite</strong>, no Sotavento Algarvio.</p><p> No restante território, as máximas deverão ficar abaixo dos 35 ºC e, em muitas regiões, próximas ou mesmo abaixo dos valores habituais para esta época do ano. O litoral oeste continuará a registar os valores mais baixos. </p><h2> As temperaturas mais elevadas ficarão concentradas no sudeste do país </h2><p>A previsão aponta para temperaturas pouco expressivas para meados de julho em grande parte de Portugal continental. <strong>Os valores acima dos 30 ºC deverão concentrar-se sobretudo em alguns setores do interior</strong>, enquanto o litoral oeste ficará claramente mais fresco.</p><p><strong>O contraste será particularmente evidente entre a faixa costeira ocidental e o vale do Guadiana,</strong> onde a menor influência marítima permitirá uma subida mais acentuada da temperatura durante a tarde.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-sexta-feira-17-de-julho-estas-sao-as-unicas-3-localidades-de-portugal-onde-se-preveem-35-c-de-temperatura-maxima-1784024073857.png" data-image="72uhk6c8cuck" alt="Temperatura máxima prevista para quarta-feira, 15 de julho" title="Temperatura máxima prevista para quarta-feira, 15 de julho"><figcaption>Os valores mais elevados deverão concentrar-se no Baixo Alentejo e no Sotavento Algarvio, enquanto grande parte do país ficará abaixo dos 30 ºC.</figcaption></figure><p>Segundo o modelo europeu <strong>ECMWF</strong>, será precisamente no sudeste do território que se deverão registar os valores mais elevados, em particular nas áreas próximas do vale do Guadiana e do interior algarvio.</p><p> Nas restantes regiões, as máximas deverão variar bastante, ficando frequentemente <strong>abaixo dos 30 ºC no litoral </strong>e em vários setores do Norte e Centro. </p><h2>Mértola, Alcoutim e Odeleite deverão ser as únicas localidades a atingir os 35 ºC</h2><p> Num contexto de temperaturas relativamente moderadas em grande parte do país, a previsão indica que apenas três localidades deverão alcançar os 35 ºC entre quarta e sexta-feira: <strong>Mértola, Alcoutim e Odeleite</strong>. </p><p> As três localidades situam-se no vale do Guadiana ou nas suas proximidades, uma das zonas mais quentes do território continental e mais afastadas da influência moderadora do Atlântico. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-sexta-feira-17-de-julho-estas-sao-as-unicas-3-localidades-de-portugal-onde-se-preveem-35-c-de-temperatura-maxima-1784024497859.png" data-image="pieqb6sfy0xr" alt="As únicas localidades onde se preveem 35 ºC entre quarta e sexta-feira" title="As únicas localidades onde se preveem 35 ºC entre quarta e sexta-feira"><figcaption>Mértola, Alcoutim e Odeleite surgem como as únicas localidades onde o modelo prevê máximas de 35 ºC entre quarta e sexta-feira.</figcaption></figure><p>A localização geográfica destas três localidades ajuda a explicar este comportamento térmico. <strong>O relevo, a continentalidade e a circulação predominante de ar quente e seco proveniente do interior da Península Ibérica</strong> favorecem um aquecimento mais intenso durante a tarde.</p><p>Mesmo em concelhos vizinhos, os valores deverão ser ligeiramente inferiores, o que evidencia o carácter localizado deste pico de temperatura.</p><h2>O calor deverá manter-se até sexta-feira, embora sem grandes alterações</h2><p>A evolução prevista até sexta-feira aponta para poucas alterações na distribuição das temperaturas. O sudeste continuará a concentrar os valores mais elevados, enquanto o litoral oeste e várias regiões do Norte e Centro permanecerão mais frescos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778418" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-estabilidade-atmosferica-regressara-em-breve-e-temperaturas-voltam-a-subir.html" title="Mudanças no tempo em Portugal: estabilidade atmosférica regressará em breve e temperaturas voltam a subir">Mudanças no tempo em Portugal: estabilidade atmosférica regressará em breve e temperaturas voltam a subir</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-estabilidade-atmosferica-regressara-em-breve-e-temperaturas-voltam-a-subir.html" title="Mudanças no tempo em Portugal: estabilidade atmosférica regressará em breve e temperaturas voltam a subir"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-estabilidade-atmosferica-podera-regressar-e-temperaturas-voltam-a-subir-1783945877479_320.png" alt="Mudanças no tempo em Portugal: estabilidade atmosférica regressará em breve e temperaturas voltam a subir"></a></article></aside><p>Não se antevê, para já, uma subida generalizada da temperatura, mas sim a persistência de um <strong>máximo térmico muito localizado junto ao vale do Guadiana e ao Sotavento Algarvio</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-sexta-feira-17-de-julho-estas-sao-as-unicas-3-localidades-de-portugal-onde-se-preveem-35-c-de-temperatura-maxima-1784024607708.png" data-image="qhq215p83p27" alt="Temperatura máxima prevista para sexta-feira, 17 de julho" title="Temperatura máxima prevista para sexta-feira, 17 de julho"><figcaption>Na sexta-feira, os valores mais altos continuarão concentrados no sudeste, sem uma subida generalizada das temperaturas em Portugal continental.</figcaption></figure><p>Entre quarta e sexta-feira, as temperaturas máximas deverão sofrer poucas alterações nas regiões mais quentes, mantendo-se os valores mais elevados concentrados no <strong>Baixo Alentejo e no Sotavento Algarvio</strong>.</p><h2> Grande parte do país ficará próxima ou abaixo da média para a época </h2><p> O mapa de anomalia térmica confirma que este não será um episódio de calor generalizado em Portugal continental, mostrando que <strong>grande parte de Portugal continental deverá apresentar valores próximos ou abaixo da média climatológica para meados de julho</strong>, contrastando com anomalias positivas mais expressivas no interior de Espanha. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-sexta-feira-17-de-julho-estas-sao-as-unicas-3-localidades-de-portugal-onde-se-preveem-35-c-de-temperatura-maxima-1784024712027.png" data-image="aizjw0ssplet" alt="Anomalia da temperatura prevista para quarta-feira, 15 de julho" title="Anomalia da temperatura prevista para quarta-feira, 15 de julho"><figcaption>A anomalia térmica mostra que Portugal continental deverá apresentar temperaturas próximas ou ligeiramente abaixo da média em várias regiões, contrastando com valores superiores na vizinha Espanha.</figcaption></figure><p> Este padrão ajuda a explicar por que motivo <strong>os 35 ºC deverão ficar limitados a apenas três localidades do sudeste do território</strong>. </p><p> Em resumo, Portugal continental deverá registar temperaturas próximas ou abaixo da média em muitas regiões entre quarta e sexta-feira. Os valores mais elevados ficarão muito concentrados no sudeste, com <strong>Mértola, Alcoutim e Odeleite a surgirem como as únicas localidades onde o ECMWF prevê máximas de 35 ºC</strong>. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-sexta-feira-17-de-julho-estas-sao-as-unicas-3-localidades-de-portugal-onde-se-preveem-35-c-de-temperatura-maxima.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Este é o país mais estranho do mundo que está lentamente a abrir-se para o turismo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-e-o-pais-mais-estranho-do-mundo-que-esta-lentamente-se-abrindo-para-o-turismo.html</link><pubDate>Tue, 14 Jul 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Tão intrigante quanto misterioso, o Turcomenistão é um dos países mais fechados do mundo. Governado com mão de ferro, mantém um regime de vistos particularmente restritivo, em nítido contraste com as outras quatro nações da Ásia Central.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/quel-est-le-pays-le-plus-etrange-au-monde-qui-s-ouvre-doucement-au-tourisme-1782899521771.jpeg" data-image="gyo4wdwm9rn4"><figcaption>O Monumento da Independência e a Biblioteca Nacional em Asgabade, a capital do Turcomenistão.</figcaption></figure><p>Nas redes sociais, criadores de conteúdo que conseguiram entrar nesta antiga república soviética da Ásia Central — rica em gás natural e em grande parte coberta por desertos — descrevem o <strong>Turcomenistão </strong>como o "<em><strong>país mais estranho do mundo</strong></em>".</p><p>O Turcomenistão é <strong>a mais isolada das cinco nações da Ásia Central </strong>que um dia fizeram parte da União Soviética. Como resultado, <strong>o número de turistas é reduzido</strong>, em grande parte porque obter um visto está longe de ser uma tarefa fácil. É muito mais simples conseguir um visto de trânsito de cinco dias, opção escolhida pela maioria dos viajantes que se deslocam entre o Irão e o Uzbequistão e desejam conhecer os tesouros arquitetónicos do Turcomenistão.</p><h2>Ashgabat: a cidade branca de monumentos espetaculares</h2><p>No meio do calor abrasador de um deserto que cobre quatro quintos do país, a maior parte da vida da nação concentra-se na <strong>capital, Ashgabat</strong>. A cidade destaca-se pela sua<strong> paisagem arquitetónica singular</strong>, moldada pelo seu líder incontestável, Gurbanguly Berdimuhamedow — um homem conhecido por procurar recordes, incluindo o do<em> Guinness World Records</em> para a cidade com a "maior densidade de edifícios de mármore branco".</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Tudo em Ashgabat é branco, confirma Liza Zorn, uma turista alemã. "Vi semáforos brancos pela primeira vez na vida".<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Embora a capital do Turcomenistão tenha vivido capítulos sombrios ao longo da sua história, esse passado abriu caminho para a criação de<strong> um legado arquitetónico notável </strong>num país que permanece distante das rotas turísticas convencionais. Ashgabat foi devastada por um trágico terramoto em 1948, que tirou a vida de mais de 100.000 residentes.</p><p>A cidade ergueu um memorial em homenagem a eles: o Monumento ao Terramoto. A estrutura simboliza uma nação cada vez mais dedicada à construção de edifícios monumentais. Um dos marcos mais emblemáticos da cidade é a <strong>Mesquita Ertuğrul Gazi</strong>, situada no coração da capital. A sua arquitetura impressionante, emoldurada por quatro minaretes, remete à famosa Mesquita Azul de Istambul.</p><h2>Uma cratera em chamas e sítios arqueológicos extraordinários</h2><p>Uma das principais atrações do país é a chamada "Porta do Inferno". Localizada a cerca de três horas da capital, <strong>no Deserto de Karakum</strong>, a<strong> Cratera de Darvaza</strong> é uma cratera de gás que queima ininterruptamente há meio século — resultado de um acidente industrial — e atrai um número crescente de visitantes ansiosos por testemunhar uma das paisagens mais inusitadas do Turcomenistão.</p><p>Este fogo incrível e incessante faz do local <strong>o destino mais misterioso do país</strong>, onde é possível ver <strong>chamas a arder a mais de 20 metros abaixo da superfície</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quel-est-le-pays-le-plus-etrange-au-monde-qui-s-ouvre-doucement-au-tourisme-1782909647083.jpeg" data-image="uhx4yti7zm47"><figcaption>A cratera de Darvaza, no Deserto de Karakum, é um dos lugares mais inusitados do país.</figcaption></figure><p>As <strong>ruínas de Kunya-Urgench, Merv e Nisa</strong> — todas classificadas como Património Mundial da UNESCO — são inigualáveis tanto devido à sua riqueza histórica quanto por causa da sua vasta dimensão.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767370" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-pais-inventou-o-vinho-ha-milhares-de-anos-mas-continua-fora-do-radar-turistico.html" title="Este país inventou o vinho há milhares de anos, mas continua fora do radar turístico">Este país inventou o vinho há milhares de anos, mas continua fora do radar turístico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-pais-inventou-o-vinho-ha-milhares-de-anos-mas-continua-fora-do-radar-turistico.html" title="Este país inventou o vinho há milhares de anos, mas continua fora do radar turístico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/este-pais-inventou-o-vinho-ha-milhares-de-anos-mas-continua-fora-do-radar-turistico-1778004634141_320.jpg" alt="Este país inventou o vinho há milhares de anos, mas continua fora do radar turístico"></a></article></aside><p>Merv foi, outrora, uma cidade lendária e um importante centro ao longo da Rota da Seda. Nisa serviu como capital de um império que governou grande parte da Ásia Central, e as suas ruínas testemunham a significativa influência económica e política que tanto a cidade como o império exerceram.</p><h2>Um povo acolhedor com uma herança nómada</h2><p>O <strong>Dia do Tapete</strong>, que inclui demonstrações de tecelagem tradicional e degustações de produtos locais, faz parte de um trio de símbolos nacionais celebrados pelo regime, ao lado dos <strong>cavalos Akhal-Teke e dos cães Alabay</strong>. Os tapetes turcomenos são mundialmente renomados pela sua qualidade artesanal excecional e pela<strong> tradição de tecelagem manual</strong>.</p><p>Quanto aos cavalos, eles pertencem a uma antiga raça de montaria da Ásia Central, conhecida pela sua velocidade, resistência e resiliência. No entanto, o que realmente torna a raça única e famosa internacionalmente é o seu característico brilho dourado.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os preparativos da viagem devem ser feitos através de uma agência licenciada; todos os aspetos da viagem exigem aprovação e organização prévias.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O<strong> turismo ainda está nos seus estágios iniciais</strong>. Os visitantes passam por um processo rigoroso de triagem, seguem itinerários fixos, têm as suas<strong> chegadas rigidamente controladas </strong>e contam com<strong> ligações aéreas limitadas</strong>. Os preparativos da viagem devem ser feitos através de uma agência credenciada; tudo exige aprovação prévia e planeamento cuidadoso, explica Effie Frank, guia da <em>Saiga Tours</em>.</p><p>Ainda assim, <strong>os residentes locais ficam sempre encantados ao conhecer viajantes</strong> interessados no Turcomenistão, muitas vezes convidando-os para as suas casas para tomar uma chávena de chá ou provar a culinária local. Herdeiros de tradições nómadas, eles demonstram uma hospitalidade ainda mais notável porque, vivendo em grande parte isolados do resto do mundo, estão ansiosos por ouvir notícias de além das suas fronteiras.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Le%20Figaro%20with%20AFP" data-year="2026" data-title="Archaeological%20sites%2C%20white%20marble%2C%20a%20burning%20crater...%20the%20'strangest%20country%20in%20the%20world'%20cautiously%20opens%20to%20tourism" data-url="https%3A%2F%2Fwww.lefigaro.fr%2Fvoyages%2Fguides%2Fsites-archeologiques-marbre-blanc-cratere-brulant-le-pays-le-plus-etrange-au-monde-s-ouvre-timidement-au-tourisme-20260623">Le Figaro with AFP. (2026). <a href="https://www.lefigaro.fr/voyages/guides/sites-archeologiques-marbre-blanc-cratere-brulant-le-pays-le-plus-etrange-au-monde-s-ouvre-timidement-au-tourisme-20260623" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Archaeological sites, white marble, a burning crater... the 'strangest country in the world' cautiously opens to tourism</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-e-o-pais-mais-estranho-do-mundo-que-esta-lentamente-se-abrindo-para-o-turismo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[ Portugal registou 8.252 incêndios em 2025. O grande desafio é a prevenção e gestão dos fogos de grande dimensão ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-registou-8-252-incendios-em-2025-o-grande-desafio-e-a-prevencao-e-gestao-dos-fogos-de-grande-dimensao.html</link><pubDate>Tue, 14 Jul 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Em 2025, arderam cerca de 271 mil hectares durante os incêndios ocorridos em Portugal, “o quarto valor mais elevado desde 2001”, com 44 incêndios a serem responsáveis por aproximadamente 91% da área ardida. Em 2026, até 8 de julho, já arderam mais de 30 mil hectares.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-registou-8-252-incendios-em-2025-o-grande-desafio-e-a-prevencao-e-gestao-dos-fogos-de-grande-dimensao-1783961721112.jpg" data-image="c53ms7vtlvgk" alt="Incêndio" title="Incêndio"><figcaption>Em 2025, arderam cerca de 271 mil hectares em Portugal, “o quarto valor mais elevado desde 2001”, com 44 incêndios a serem responsáveis por aproximadamente 91% da área ardida.</figcaption></figure><p>O relatório de atividades do <strong>Sistema Gestão Integrada de Fogos Rurais (SGIFR) relativo ao ano de 2025</strong>, divulgado na última sexta-feira, 10 de julho, revela que Portugal registou <strong>8.252 incêndios rurais</strong> nesse ano.</p><p>Tratou-se do terceiro valor mais baixo desde 2001, mas, numa análise mais fina, verifica-se que <strong>apenas 44 desses fogos consumiram 91% da área ardida</strong> naquele ano.</p><p>O documento, da autoria da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF), faz ainda notar que o <strong>combate aos fogos se deve concentrar em “incêndios extremos</strong>”.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>“O principal desafio do sistema reside atualmente na prevenção e gestão de incêndios de grande dimensão e elevada complexidade”, refere o relatório, que também refere que 2025 foi “um dos anos meteorologicamente mais severos das últimas décadas”, em que a área ardida - 271 mil hectares - foi quarto valor mais elevado desde 2001, com 29 dias consecutivos de perigo "Máximo", "Extremo" ou "Excecional".<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O relatório mostra, assim, que “<strong>o principal desafio do sistema deixou de ser o elevado número de ocorrências e passou a concentrar-se na prevenção </strong>e gestão de um número reduzido de incêndios extremos”. </p><h2>Resposta centrada nas alterações climáticas</h2><p>Um trabalho que exige “uma <strong>resposta cada vez mais centrada na adaptação às alterações climáticas</strong>, na transformação do território e na antecipação do risco”.</p><p>O relatório da AGIF deixa ainda uma nota para os <strong>reacendimentos, onde houve mais falhas no controlo</strong> em comparação com anos anteriores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-registou-8-252-incendios-em-2025-o-grande-desafio-e-a-prevencao-e-gestao-dos-fogos-de-grande-dimensao-1783961828370.jpg" data-image="74r6w7t4xr6m" alt="Corte de madeira" title="Corte de madeira"><figcaption>Em 2025, “a taxa de reacendimentos, embora com valores mais baixos do que antes de 2017, foi de 8%, superior à meta de 1%”, diz o relatório da AGIF.</figcaption></figure><p>Em 2025, “a taxa de reacendimentos, embora com valores mais baixos do que antes de 2017, foi de 8%, superior à meta de 1%”, diz o relatório da AGIF, explicando que as “análises dos incêndios mais complexos reforçam a <strong>necessidade de evoluir para um modelo mais antecipatório baseado na avaliação do risco e no planeamento</strong> prospetivo”.</p><p>É certo que Portugal registou progressos relevantes na gestão florestal e de combustível nos espaços florestais. O <strong>Programa Nacional de Ação atingiu 53%</strong>, de acordo com os dados contidos no relatório agora publicado. Foram <strong>executados cerca de 196 mil hectares de gestão de combustível</strong>, ultrapassando a meta anual.</p><h2>62 OIGP e 100 mil hectares </h2><p>No final de 2025, encontravam-se <strong>em execução 62 Operações Integradas de Gestão da Paisagem</strong> (OIGP), abrangendo <strong>aproximadamente 100 mil hectares</strong>, com um “investimento superior a 180 milhões de euros”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777052" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-em-alerta-maximo-risco-extremo-de-incendios-florestais-deve-persistir-ate-12-de-julho.html" title="Portugal em alerta máximo: risco extremo de incêndios florestais deve persistir até 12 de julho">Portugal em alerta máximo: risco extremo de incêndios florestais deve persistir até 12 de julho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-em-alerta-maximo-risco-extremo-de-incendios-florestais-deve-persistir-ate-12-de-julho.html" title="Portugal em alerta máximo: risco extremo de incêndios florestais deve persistir até 12 de julho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-em-alerta-maximo-risco-extremo-de-incendios-florestais-deve-persistir-ate-12-de-julho-1783167061598_320.jpg" alt="Portugal em alerta máximo: risco extremo de incêndios florestais deve persistir até 12 de julho"></a></article></aside><p>Por sua vez, os <strong>programas “Aldeia Segura Pessoas Seguras” e “Condomínio de Aldeia” </strong>passaram a<strong> abranger 2.386 aglomerados</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-registou-8-252-incendios-em-2025-o-grande-desafio-e-a-prevencao-e-gestao-dos-fogos-de-grande-dimensao-1783961918549.jpg" data-image="kf0n8bn4ek0i" alt="Madeira cortada" title="Madeira cortada"><figcaption>Em 2025, 73% da área ardida verificou-se na região centro, o que aponta para “a urgência de direcionar recursos e investimento preventivo para as Áreas Prioritárias de Prevenção e Segurança”.</figcaption></figure><p>No total, o investimento global do SGIFR atingiu 600 milhões de euros. Deste montante, <strong>54% da despesa foi aplicada em prevenção</strong>.</p><div class="texto-destacado">Apesar disso, é necessário “acelerar a adaptação dos territórios rurais, aumentar a sua resiliência e reforçar a capacidade operacional para responder a eventos extremos”. Tanto mais porque 84% da área ardida ocorreu em zonas de perigosidade alta ou muito alta. Por outro lado, 73% da área ardida verificou-se na região centro, o que aponta para “a urgência de direcionar recursos e investimento preventivo para as Áreas Prioritárias de Prevenção e Segurança”.</div><p>Em 2025, morreram seis pessoas por causa dos fogos rurais, menos 10 do que em 2024, e “as<strong> emissões de carbono atingiram cerca de 3,6 milhões de toneladas</strong>, representando aproximadamente o dobro da média histórica observada desde 2003”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772712" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/uns-engenheiros-revelam-na-nature-quantos-quilometros-percorrem-as-particulas-toxicas-dos-incendios-florestais.html" title="Uns engenheiros revelam na Nature quantos quilómetros percorrem as partículas tóxicas dos incêndios florestais">Uns engenheiros revelam na Nature quantos quilómetros percorrem as partículas tóxicas dos incêndios florestais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/uns-engenheiros-revelam-na-nature-quantos-quilometros-percorrem-as-particulas-toxicas-dos-incendios-florestais.html" title="Uns engenheiros revelam na Nature quantos quilómetros percorrem as partículas tóxicas dos incêndios florestais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/hasta-donde-viajan-las-particulas-toxicas-de-los-incendios-forestales-las-nanoparticulas-permanencen-hasta-meses-depue-1780649645472_320.jpeg" alt="Uns engenheiros revelam na Nature quantos quilómetros percorrem as partículas tóxicas dos incêndios florestais"></a></article></aside><p>De acordo com o relatório, “as <strong>perdas económicas diretas</strong> associadas aos espaços florestais, agrícolas e aos serviços dos ecossistemas ascenderam a cerca de <strong>85 milhões de euros</strong>”.</p><h2>Mais de 30 mil hectares ardidos em 2026</h2><p>E em 2026, os números não são animadores. Até ao início do mês de julho, a área <strong>ardida em Portugal já ultrapassava os 30 mil hectares</strong>, o valor mais elevado desde 2017 para o mesmo período, segundo dados provisórios do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais (SGIFR) divulgados pela agência Lusa.</p><p>Os números deste Sistema de gestão integrada, que é gerido pela Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais, mostram que <strong>os 4.592 incêndios rurais registados em 2026 já consumiram 30.155 hectares até 5 de julho</strong>. </p><p>Só <strong>entre os dias 1 e 5 de julho deste ano, já arderam mais de 15 mil hectares</strong>, o que fez duplicar a área queimada em apenas cinco dias.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-registou-8-252-incendios-em-2025-o-grande-desafio-e-a-prevencao-e-gestao-dos-fogos-de-grande-dimensao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Será que os ímanes gigantes podem ser a salvação dos astronautas contra as tempestades solares?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/sera-que-os-imanes-gigantes-podem-ser-a-salvacao-dos-astronautas-contra-as-tempestades-solares.html</link><pubDate>Mon, 13 Jul 2026 17:45:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Um novo estudo propõe a utilização de ímanes permanentes como escudo parcial contra a radiação espacial. Embora não venham a substituir as tecnologias atuais, poderão tornar-se um aliado fundamental para futuras missões tripuladas ao espaço profundo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/pueden-los-imanes-gigantes-ser-la-salvacion-de-los-astronautas-contra-las-tormentas-solares-1783868089068.jpg" data-image="1lys1khvv60k" alt="Imanes radiación espacio astronomía astronautas" title="Imanes radiación espacio astronomía astronautas"><figcaption>A cápsula Orion poderá ter um campo magnético protetor à sua volta. Crédito: NASA</figcaption></figure><p>Enviar astronautas a Marte ou a destinos ainda mais distantes implica resolver um problema tão complexo quanto inevitável: <strong>a exposição prolongada à radiação espacial</strong>. Para além da Terra, onde o campo magnético e a atmosfera oferecem uma proteção natural, os seres humanos ficam expostos a um ambiente hostil capaz de provocar <strong>danos no sistema nervoso, aumentar o risco de cancro e acelerar a deterioração de vários tecidos do organismo</strong>.</p><p>Ao longo dos anos, os engenheiros têm avaliado <strong>diferentes estratégias para reduzir esse risco</strong>. Uma das mais utilizadas consiste em revestir a nave com materiais capazes de absorver parte da radiação, como o alumínio, o polietileno ou até mesmo a água. No entanto, <strong>esta solução tem uma desvantagem evidente</strong>: o enorme peso adicional que tem de ser lançado para o espaço, o que aumenta consideravelmente o custo de qualquer missão.</p><p>Outra alternativa que tem suscitado grande interesse é a <strong>utilização de ímanes supercondutores</strong>, capazes de gerar um potente campo magnético em torno da nave para desviar as partículas carregadas. No entanto, estes sistemas dependem de um fornecimento elétrico constante e de complexos mecanismos de refrigeração criogénica. Uma falha em qualquer um desses componentes poderia <strong>deixar a tripulação completamente desprotegida</strong>.</p><h2>A aposta nos ímanes permanentes</h2><p>Perante estas limitações, um grupo de investigadores da Itália e da Alemanha propôs uma solução intermédia: <strong>utilizar ímanes permanentes para gerar um escudo magnético sem necessidade de consumir energia</strong>.</p><p>O trabalho, publicado como pré-impressão no arXiv, analisa se um conjunto de ímanes de neodímio, ferro e boro (NdFeB), amplamente utilizados devido à sua elevada intensidade magnética, poderia <strong>desviar parte das partículas emitidas durante uma tempestade solar</strong>, um dos eventos mais perigosos para uma missão tripulada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777866" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-tempo-nao-para-no-espaco-um-estudo-revela-porque-e-que-estar-em-orbita-acelera-o-nosso-relogio-biologico.html" title="O tempo não pára no espaço: um estudo revela porque é que estar em órbita acelera o nosso relógio biológico">O tempo não pára no espaço: um estudo revela porque é que estar em órbita acelera o nosso relógio biológico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-tempo-nao-para-no-espaco-um-estudo-revela-porque-e-que-estar-em-orbita-acelera-o-nosso-relogio-biologico.html" title="O tempo não pára no espaço: um estudo revela porque é que estar em órbita acelera o nosso relógio biológico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-tiempo-no-se-detiene-en-el-espacio-un-estudio-revela-por-que-estar-en-orbita-acelera-nuestro-reloj-biologico-1783602317436_320.jpg" alt="O tempo não pára no espaço: um estudo revela porque é que estar em órbita acelera o nosso relógio biológico"></a></article></aside><p>Para testar a ideia, <strong>os cientistas desenvolveram um modelo teórico</strong> com uma matriz formada por 1 482 ímanes cúbicos com apenas 3 centímetros de lado. Todo o conjunto ocupava uma superfície de cerca de um metro quadrado e pesava menos de 300 quilogramas, uma massa consideravelmente inferior à que seria necessária para uma blindagem passiva equivalente.</p><h2>Resultados promissores, embora com limitações importantes</h2><p>As simulações mostraram que <strong>o sistema conseguiu desviar aproximadamente 20 % das partículas solares com energias compreendidas entre 0,1 e 10 MeV</strong>. Embora possa parecer uma percentagem modesta, representa uma redução significativa da radiação de menor energia, precisamente aquela que os ímanes permanentes conseguiram desviar com maior eficácia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pueden-los-imanes-gigantes-ser-la-salvacion-de-los-astronautas-contra-las-tormentas-solares-1783868135392.jpg" data-image="yxyhro89i70n" alt="Imanes radiación espacio astronomía astronautas" title="Imanes radiación espacio astronomía astronautas"><figcaption>Os autores consideram que a nova proposta merece ser objeto de investigação mais aprofundada.</figcaption></figure><p>Na prática, <strong>o escudo funciona como uma espécie de filtro</strong>. As partículas com menor energia alteram a sua trajetória ao atravessarem o campo magnético, enquanto <strong>os protões com maior energia praticamente o atravessam sem serem afetados</strong>.</p><p>Este comportamento deixa claro que <strong>a tecnologia não constitui uma solução definitiva</strong>, mas sim um complemento potencial no âmbito de um sistema de proteção mais abrangente.</p><h2>O maior obstáculo continua a ser a radiação cósmica galáctica</h2><p>A principal desvantagem é que <strong>este tipo de escudo se revela praticamente inútil contra os raios cósmicos galácticos</strong>, um dos componentes mais perigosos do ambiente espacial.</p><div class="texto-destacado"><strong><strong>Ao contrário das partículas emitidas durante uma tempestade solar, estes raios chegam de todas as direções e possuem energias tão elevadas que o campo magnético gerado pelos ímanes mal consegue alterar a sua trajetória.</strong></strong></div><p>Os investigadores também alertam para <strong>outro possível efeito secundário</strong>. Quando protões de alta energia colidem diretamente com os ímanes, podem produzir radiação secundária, como neutrões ou raios gama. Em determinadas circunstâncias, este fenómeno<strong> pode aumentar localmente a dose de radiação, em vez de a reduzir</strong>.</p><p>A isto acrescenta-se um problema adicional: os ímanes permanentes perdem parte da sua magnetização com o passar do tempo. Essa degradação <strong>diminuiria gradualmente a capacidade protetora do sistema durante missões de longa duração</strong>.</p><h2>Mais uma peça para proteger os futuros viajantes espaciais</h2><p>Apesar destas limitações, os autores consideram que <strong>a proposta merece ser alvo de mais investigação</strong>. Em vez de substituírem as tecnologias existentes, os ímanes permanentes poderiam ser integrados num <strong>sistema híbrido</strong> que combinasse blindagens físicas, campos magnéticos supercondutores e este novo tipo de proteção passiva.</p><p>O próximo passo será realizar <strong>simulações muito mais complexas através de métodos de Monte Carlo para avaliar como o sistema responderia num ambiente espacial real</strong>, onde as partículas chegam de múltiplas direções e com energias muito variáveis.</p><p><strong>Ainda há um longo caminho a percorrer antes de uma nave com destino a Marte incorporar um escudo deste tipo</strong>. No entanto, qualquer avanço que permita reduzir, mesmo que parcialmente, a exposição dos astronautas à radiação poderá fazer a diferença decisiva para tornar possíveis futuras missões tripuladas ao espaço profundo.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Parisi%2C%20V.%2C%20el.al." data-year="2026" data-title="A%20First-Order%20Assessment%20of%20Permanent%20Magnet%20Deflection%20for%20Space%20Radiation%20Protection" data-url="https%3A%2F%2Farxiv.org%2Fabs%2F2607.00759">Parisi, V., el.al.. (2026). <a href="https://arxiv.org/abs/2607.00759" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A First-Order Assessment of Permanent Magnet Deflection for Space Radiation Protection</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/sera-que-os-imanes-gigantes-podem-ser-a-salvacao-dos-astronautas-contra-as-tempestades-solares.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O "efeito borboleta" do fundo do oceano: o que é e como afeta as alterações climáticas? Cientistas de Cambridge explicam]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-efeito-borboleta-do-fundo-do-oceano-o-que-e-e-como-afeta-as-alteracoes-climaticas-cientistas-de-cambridge-explicam.html</link><pubDate>Mon, 13 Jul 2026 16:53:12 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma equipa de investigação internacional liderada pela Universidade de Cambridge descobriu que a turbulência nas profundezas do oceano afeta as nossas vidas no espaço de uma vida humana, e não ao longo de milhares de anos, como se pensava anteriormente.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/the-butterfly-effect-of-the-ocean-floor-what-is-it-how-does-it-affect-climate-change-cambridge-scientists-explai-1783709290342.jpg" data-image="yo9lugsc5ntl" alt="Ocean" title="Ocean"><figcaption>O fundo do oceano está relacionado com as alterações climáticas, e numa escala temporal muito mais curta do que se pensava anteriormente.</figcaption></figure><p>A turbulência nas profundezas do oceano é um processo que<strong> distribui calor, nutrientes e carbono desde a superfície até ao fundo do mar e vice-versa</strong>. No entanto, as ferramentas utilizadas para prever os efeitos não representam bem esta turbulência.</p><h2>Modelos climáticos e o oceano</h2><p>Os investigadores identificaram vários processos climáticos de evolução rápida afetados pela turbulência em pequena escala, entre os quais se incluem a distribuição de calor, nutrientes e carbono. Os modelos necessitam de <strong>melhorias significativas na forma como preveem o impacto da turbulência</strong> nas profundezas do oceano na vida em terra.</p><p>"Existe uma microfísica do oceano, semelhante à física das nuvens, que é extremamente difícil e dispendiosa de observar, mas que rege as nossas vidas em escalas temporais relevantes para os seres humanos — desde alterações na circulação oceânica até à dinâmica dos ecossistemas, com implicações para as pescas e a segurança alimentar, passando por inundações costeiras e ondas de calor. <strong>Precisamos que as ferramentas que utilizamos para prever estes efeitos sejam o mais precisas possível, e descobrimos que, atualmente, não é esse o caso"</strong>, afirma a autora principal, a Dra. Laura Cimoli, do Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica (DAMTP) de Cambridge.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777492" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-lidera-projetos-de-literacia-do-oceano-mas-desconhece-o-seu-impacto-nas-escolas.html" title="Portugal lidera projetos de literacia do oceano, mas desconhece o seu impacto nas escolas">Portugal lidera projetos de literacia do oceano, mas desconhece o seu impacto nas escolas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-lidera-projetos-de-literacia-do-oceano-mas-desconhece-o-seu-impacto-nas-escolas.html" title="Portugal lidera projetos de literacia do oceano, mas desconhece o seu impacto nas escolas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-lidera-projetos-de-literacia-do-oceano-mas-desconhece-o-seu-impacto-nas-escolas-1783427321025_320.jpg" alt="Portugal lidera projetos de literacia do oceano, mas desconhece o seu impacto nas escolas"></a></article></aside><p>A equipa<strong> testou a precisão dos modelos climáticos utilizando a concentração de CFC (clorofluorocarbonetos)</strong>. Os investigadores acompanharam a distância e a velocidade com que os CFC se deslocaram ao longo dos últimos 60 anos, medindo a sua concentração e profundidade.</p><p>Algumas águas profundas transportaram CFC da Antártida até ao Pacífico central e ao norte do Oceano Índico em apenas quatro décadas. Os CFC também se misturam com outras águas durante as suas viagens. <strong>A turbulência é o fator determinante para a quantidade de marcadores, calor e carbono que permanecem retidos nas profundezas do oceano e em que escalas temporais</strong>.</p><p>Outro teste consistiu em <strong>injetar corante nas profundezas do oceano em locais e profundidades conhecidos, acompanhando o seu movimento</strong>. Na Fossa de Rockall, perto do Reino Unido, o corante subiu até 100 metros por dia, o que foi cerca de 10 000 vezes mais rápido do que o previsto pelos modelos.</p><h2>Turbulência oceânica</h2><p>Os resultados dos modelos frequentemente desviaram-se significativamente dos dados observacionais. O coautor, o Prof. Colm-cille Caulfield, do DAMTP, afirma: "Isto mostra que os modelos climáticos não estão a captar de forma fiável os efeitos-chave da turbulência nas profundezas do oceano. Se quisermos tornar estes modelos mais úteis para os decisores, teremos de compreender muito melhor os processos físicos fundamentais subjacentes, <strong>desenvolver melhores aproximações que captem todos esses processos de forma computacionalmente eficiente e que possam ser integradas diretamente nos modelos climáticos</strong>, e testar e restringir os resultados dessas aproximações com muito mais dados observacionais. Todos os aspetos deste processo estão agora em risco, uma vez que os orçamentos para a ciência estão a ser reduzidos."</p><p>A investigação oceânica global deste tipo está em risco. Em maio, a Fundação Nacional de Ciência dos EUA anunciou <strong>o desmantelamento da Iniciativa de Observatórios Oceânicos</strong>, uma rede de observação oceânica no valor de 368 milhões de dólares que fornece dados oceanográficos necessários em todo o mundo, decisão que foi recentemente revertida.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777009" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-oceano-poderia-oferecer-mais-de-um-terco-da-solucao-para-o-clima-mas-recebe-menos-de-1-do-financiamento-climatico.html" title="O oceano poderia oferecer mais de um terço da solução para o clima, mas recebe menos de 1% do financiamento climático">O oceano poderia oferecer mais de um terço da solução para o clima, mas recebe menos de 1% do financiamento climático</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-oceano-poderia-oferecer-mais-de-um-terco-da-solucao-para-o-clima-mas-recebe-menos-de-1-do-financiamento-climatico.html" title="O oceano poderia oferecer mais de um terço da solução para o clima, mas recebe menos de 1% do financiamento climático"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/l-ocean-nous-offre-plus-d-un-tiers-de-la-solution-climatique-mais-recoit-moins-de-1-des-financements-pourquoi-ce-paradoxe-1782624838987_320.jpeg" alt="O oceano poderia oferecer mais de um terço da solução para o clima, mas recebe menos de 1% do financiamento climático"></a></article></aside><p>As alterações nos padrões de turbulência estão a afetar o clima, pelo que a monitorização dos oceanos é imperativa. Se os nutrientes não forem transportados das profundezas do oceano para a superfície, as cadeias alimentares marinhas rompem-se, o que provoca o colapso das pescas. <strong>A forma como o calor é transferido das águas profundas para as águas mais rasas e vice-versa influencia o derretimento do gelo no Ártico e na Antártida, o que, por sua vez, afeta a subida do nível do mar, a intensidade das tempestades e os níveis de inundação</strong>.</p><p>"O oceano profundo pode interagir com a atmosfera em escalas temporais curtas, e<strong> precisamos de ferramentas fiáveis que nos ajudem a medir esse fenómeno</strong>", afirma o coautor, o professor Alberto Naveira Farabato, da Universidade de Southampton.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Laura%20Cimoli%20et%20al." data-year="" data-title="Climatic%20reach%20of%20small-scale%20turbulence%20in%20the%20ocean%20interior" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41467-026-73809-3">Laura Cimoli et al.. <a href="https://www.nature.com/articles/s41467-026-73809-3" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Climatic reach of small-scale turbulence in the ocean interior</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-efeito-borboleta-do-fundo-do-oceano-o-que-e-e-como-afeta-as-alteracoes-climaticas-cientistas-de-cambridge-explicam.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA["As nossas avós eliminavam as ervas daninhas assim": com estes 3 ingredientes deixará o quintal limpo o verão inteiro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-nossas-avos-eliminavam-as-ervas-daninhas-assim-com-estes-3-ingredientes-deixara-o-quintal-limpo-o-verao-inteiro.html</link><pubDate>Mon, 13 Jul 2026 16:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Durante várias décadas, uma receita simples passou de avós para filhos e netos como uma solução quase infalível para eliminar ervas daninhas. Apesar da sua eficácia inegável, este método tradicional contém algumas desvantagens a nível ecológico. Confira a receita e as alternativas sustentáveis.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-nossas-avos-eliminavam-as-ervas-daninhas-assim-com-estes-3-ingredientes-deixara-o-quintal-limpo-o-verao-inteiro-1783949456418.jpg" data-image="og0ferxmx37u"><figcaption>Existe uma receira caseira, passada de geração em geração, que é quase infalível na eliminação de ervas daninhas indesejadas do nosso quintal ou jardim e que consiste na combinação de apenas três ingredientes.</figcaption></figure><p>Com apenas 3 ingredientes presentes em todas as cozinhas, tais como o vinagre branco, sal grosso e água quente, <strong>há uma fórmula quase infalível, transmitida pelas nossas avós </strong> - embora também com <strong>algumas desvantagens</strong>, como veremos mais adiante - que promete caminhos, pátios e passeios livres de plantas indesejáveis em cerca de 48 horas. Mas será que esta solução tão acessível é também amiga do ambiente?</p><h2>Receita de herbicida das nossas avós, dos 3 ingredientes ao adeus às ervas daninhas</h2><p>A preparação é tão simples quanto popular: <strong>dissolve-se 1 kg de sal grosso em 5 litros de água quente, adiciona-se 1 litro de vinagre branco com 5% de ácido acético</strong> e, por vezes, algumas <strong>gotas de detergente da loiça para aumentar a aderência às folhas</strong>. Aplicada diretamente sobre as ervas daninhas, esta mistura age como um herbicida, destruindo rapidamente qualquer planta que atinja. </p><p>A sua eficácia resulta da combinação de diferentes mecanismos: <strong>o sal provoca desidratação </strong>ao retirar água das células vegetais, comprometendo também o funcionamento das raízes. <strong>A acidez do vinagre branco queima os tecidos das folhas</strong> e modifica de forma temporária o equilíbrio químico da superfície do solo. E, por fim, <strong>a água quente potencia a aceleração do processo</strong>, estimulando a entrada da solução e intensificando o efeito sobre as plantas.</p><h2>Os “contras” da utilização desta fórmula ancestral</h2><p>Nem tudo é um “mar de rosas” na utilização desta solução concebida pelas nossas avós. Na verdade, a eficácia desta receita constitui, simultaneamente, também um problema. <strong>O sal não se desvanece após a aplicação, acumulando-se no solo, o que reduz a sua fertilidade e dificulta, ainda, o crescimento de novas plantas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-nossas-avos-eliminavam-as-ervas-daninhas-assim-com-estes-3-ingredientes-deixara-o-quintal-limpo-o-verao-inteiro-1783949541955.jpg" data-image="1qw6lugzgzxe"><figcaption>Eliminar ervas daninhas com uma solução constituída a partir da combinação de sal grosso, vinagre branco e água quente é extremamente eficaz. Porém, apresenta algumas desvantagens para a saúde do solo, especialmente se for utilizada de forma repetitiva. Imagem: © Homify/Montse Tarancón - DR.</figcaption></figure><p>O uso constante desta solução acaba por <strong>degradar as condições do solo, que perde a capacidade para reter água</strong>, tornando-se menos favorável à vida de organismos essenciais, tais como bactérias e fungos, fulcrais para a saúde do ecossistema. Em dias de chuva, o sal pode ser parcialmente arrastado para cursos de água e até mesmo infiltrar-se em lençóis freáticos.</p><p>Além disto, <strong>o vinagre branco</strong> não possui a capacidade de distinguir plantas invasoras de espécies úteis. <strong>Não só danifica a vegetação, como pode afetar microrganismos</strong> essenciais para a qualidade do solo. </p><h2>Alternativas mais sustentáveis para remoção das ervas daninhas sem comprometer a saúde do solo</h2><p>Recorrendo a métodos como a <strong>monda manual, a monda térmica ou ainda a aplicação de água a ferver</strong> faz com que plantas indesejáveis sejam eliminadas sem deixar efeitos nocivos. A cobertura morta, com palha ou aparas de madeira, torna mais difícil a germinação de sementes, preserva a humidade e melhora a fertilidade do solo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776670" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/impulso-de-nutrientes-para-plantas-que-consomem-muito-como-o-acucar-e-a-levedura-aceleram-o-crescimento-dos-tomates.html" title="Impulso de nutrientes para plantas que consomem muito: como o açúcar e a levedura aceleram o crescimento dos tomates">Impulso de nutrientes para plantas que consomem muito: como o açúcar e a levedura aceleram o crescimento dos tomates</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/impulso-de-nutrientes-para-plantas-que-consomem-muito-como-o-acucar-e-a-levedura-aceleram-o-crescimento-dos-tomates.html" title="Impulso de nutrientes para plantas que consomem muito: como o açúcar e a levedura aceleram o crescimento dos tomates"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/naehrstoffschub-fur-grosse-fresser-wie-zucker-und-hefe-das-tomatenwachstum-beschleunigen-1782401310772_320.jpeg" alt="Impulso de nutrientes para plantas que consomem muito: como o açúcar e a levedura aceleram o crescimento dos tomates"></a></article></aside><p>Por fim, muitos jardineiros optam por tolerar uma parte das ervas daninhas, benéficas para os polinizadores e para a promoção da biodiversidade do jardim, <strong>reservando o “herbicida da avó” apenas para superfícies e situações cuja intervenção consideram mais urgente</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="La%20R%C3%A9daction%20Mon%20Jardin%20Ma%20Maison" data-year="" data-title="Recette%20de%20d%C3%A9sherbant%20de%20ma%20grand-m%C3%A8re%20%3A%203%20ingr%C3%A9dients%2C%20z%C3%A9ro%20effort%2C%20adieu%20mauvaises%20herbes" data-url="https%3A%2F%2Fmonjardinmamaison.maison-travaux.fr%2Fmon-jardin-ma-maison%2Frecette-de-desherbant-de-ma-grand-mere-3-ingredients-zero-effort-adieu-mauvaises-herbes-541298.html">La Rédaction Mon Jardin Ma Maison. <a href="https://monjardinmamaison.maison-travaux.fr/mon-jardin-ma-maison/recette-de-desherbant-de-ma-grand-mere-3-ingredients-zero-effort-adieu-mauvaises-herbes-541298.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Recette de désherbant de ma grand-mère : 3 ingrédients, zéro effort, adieu mauvaises herbes</a>.</cite><br><cite data-author="Montse%20Taranc%C3%B3n" data-year="" data-title="Rem%C3%A9dio%20Caseiro%20Para%20Matar%20Ervas%20Daninhas%3A%203%20Truques" data-url="https%3A%2F%2Fwww.homify.pt%2Fdiy%2F47130%2Fremedio-caseiro-para-matar-ervas-daninhas-3-truques">Montse Tarancón. <a href="https://www.homify.pt/diy/47130/remedio-caseiro-para-matar-ervas-daninhas-3-truques" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Remédio Caseiro Para Matar Ervas Daninhas: 3 Truques</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-nossas-avos-eliminavam-as-ervas-daninhas-assim-com-estes-3-ingredientes-deixara-o-quintal-limpo-o-verao-inteiro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como proteger os alimentos no verão e evitar desperdícios com estratégias simples e eficazes]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-proteger-os-alimentos-no-verao-e-evitar-desperdicios-com-estrategias-simples-e-eficazes.html</link><pubDate>Mon, 13 Jul 2026 14:45:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas elevadas aceleram a deterioração de legumes, frutas e lácteos. Conhecer práticas de conservação ajuda a reduzir perdas e a proteger o orçamento durante os meses quentes.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/como-proteger-os-alimentos-no-verao-e-evitar-desperdicios-com-estrategias-simples-e-eficazes-1783946375826.jpg" data-image="ybj78qmiq815" alt="Frutas e copo de leite" title="Frutas e copo de leite"><figcaption>Durante uma onda de calor, a velocidade da deterioração alimentar pode duplicar ou triplicar. Foto: Jan Photo/Pixabay</figcaption></figure><p>O verão traz consigo temperaturas elevadas que aceleram a <strong>deterioração dos alimentos</strong> e tornam mais difícil preservar produtos frescos. A ciência confirma esta tendência através do Princípio Q10, que demonstra como um <strong>aumento de 10°C</strong> pode duplicar ou triplicar a velocidade das reações que degradam a comida. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Este efeito é particularmente relevante em Portugal, onde cada pessoa desperdiça cerca de 184 quilos de alimentos por ano, segundo dados do Parlamento Europeu. O país ocupa a quarta posição no ranking europeu, com um total anual de 1,9 milhões de toneladas de comida perdida.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Durante o verão, esta pressão intensifica-se. Dados da Too Good To Go mostram que 28 por cento dos consumidores portugueses admitem desperdiçar mais alimentos nos meses quentes. A <strong>fruta lidera as perdas</strong>, seguida dos legumes e dos produtos lácteos, que têm menor resistência ao calor. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/como-proteger-os-alimentos-no-verao-e-evitar-desperdicios-com-estrategias-simples-e-eficazes-1783946452405.jpg" data-image="e7lanyexxzec" alt="Frigorífico aberto" title="Frigorífico aberto"><figcaption>Pequenos gestos, como reorganizar o espaço no frigorífico, fazem a diferença na conservação dos alimentos e poupança de energia. Foto: difisher/Pixabay</figcaption></figure><p>Para muitas famílias, este desperdício representa um prejuízo duplo. Além do custo do alimento estragado, há o consumo adicional de <strong>energia</strong> dos equipamentos de refrigeração que tentam compensar as temperaturas elevadas.</p><h2>Adaptar os hábitos de conservação ao calor</h2><p>Evitar perdas alimentares exige uma <strong>mudança prática na rotina doméstica</strong>. Pequenos gestos diários fazem diferença e ajudam a <strong>prolongar a vida útil dos produtos</strong> mais sensíveis. A Too Good To Go, empresa de impacto social responsável pela maior aplicação mundial dedicada ao combate ao desperdício alimentar, reuniu um conjunto de orientações que podem ser aplicadas por qualquer consumidor. </p><h2>Ative os sentidos antes de descartar</h2><p>O primeiro passo envolve a avaliação sensorial dos produtos perto do fim do prazo. O calor extremo altera frequentemente o aspeto visual de sumos ou iogurtes sem que estes se encontrem verdadeiramente estragados. Antes de os rejeitar, use o método de observar, cheirar e provar para verificar se a comida permanece própria para consumo.</p><h2>Garanta a frescura do seu frigorífico</h2><p>O bom funcionamento dos eletrodomésticos assume uma importância redobrada nos dias quentes. Os <strong>frigoríficos</strong> trabalham frequentemente em sobre-esforço com temperaturas externas elevadas, o que aumenta o <strong>consumo de eletricidade</strong> e o risco de avarias. Evite sobrecarregar o interior do equipamento para permitir a <strong>livre circulação do ar frio</strong> e limpe as bobinas traseiras com regularidade, mantendo o termómetro entre os zero e os quatro graus na zona mais fria.</p><h2>Separe os inimigos da conservação</h2><p>Frutas como <strong>bananas</strong>, <strong>maçãs</strong> e <strong>tomates</strong> libertam gás etileno, um composto natural que acelera o amadurecimento dos vegetais vizinhos. Sob uma vaga de calor, este processo torna-se ainda mais rápido. Separe estes alimentos e armazene as frutas de verão na <strong>gaveta inferior</strong> do frigorífico para travar a desidratação precoce. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="681629" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/sabe-interpretar-os-prazos-de-validade-dos-alimentos-a-maioria-dos-europeus-nao-e-capaz-de-os-distinguir.html" title="Sabe interpretar os prazos de validade dos alimentos? A maioria dos europeus não é capaz de os distinguir">Sabe interpretar os prazos de validade dos alimentos? A maioria dos europeus não é capaz de os distinguir</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/sabe-interpretar-os-prazos-de-validade-dos-alimentos-a-maioria-dos-europeus-nao-e-capaz-de-os-distinguir.html" title="Sabe interpretar os prazos de validade dos alimentos? A maioria dos europeus não é capaz de os distinguir"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sabe-interpretar-os-prazos-de-validade-a-maioria-dos-europeus-nao-e-capaz-de-os-distinguir-1730753420065_320.jpg" alt="Sabe interpretar os prazos de validade dos alimentos? A maioria dos europeus não é capaz de os distinguir"></a></article></aside><p>Pode também colocar <strong>rolhas de cortiça cortadas ao meio</strong> na fruteira, uma vez que este material absorve o excesso de humidade e reduz o aparecimento de bolor.</p><h2>Transforme os excedentes em refeições frescas</h2><p>Quando os <strong>tomates</strong> e <strong>pimentos</strong> amolecem devido ao sol, a sua concentração de açúcares naturais aumenta. Este é o momento ideal para os transformar num <strong>gaspacho</strong> fresco e hidratante. Da mesma forma, se notar que as <strong>bananas</strong> estão a ficar demasiado escuras, corte-as em rodelas e guarde-as no congelador. Mais tarde, basta triturá-las para obter um gelado caseiro e natural sem qualquer adição de açúcar.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/como-proteger-os-alimentos-no-verao-e-evitar-desperdicios-com-estrategias-simples-e-eficazes-1783946650881.jpg" data-image="q32qx25ayy07" alt="batido de morango" title="batido de morango"><figcaption>Há muitas formas de aproveitar frutas e legumes já amolecidos pelo calor, transformando-os em pratos, sumos ou gelados refrescantes. Foto: ExplorerBob/Pixabay</figcaption></figure><p>Frutas desidratadas, como morangos ou pedaços de pepino, servem também para criar <strong>águas</strong> <strong>aromatizadas</strong> refrescantes com gelo. Lembre-se ainda de preferir suportes ventilados em vez de caixas fechadas, de modo a evitar bolsas de calor.</p><h2>A tecnologia como boia de salvação no retalho</h2><p>As elevadas temperaturas não castigam apenas os lares, representando uma dor de cabeça constante para supermercados, restaurantes e mercearias. A quebra de stocks de produtos frescos dispara de forma linear no verão, exigindo ferramentas de resposta rápida para apoiar o tecido empresarial.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Too%20Good%20to%20Go" data-year="" data-title="Um%20ver%C3%A3o%20sem%20desperd%C3%ADcio" data-url="https%3A%2F%2Fwww.toogoodtogo.com%2Fpt%2Fpress%2Fverao-zerowaste">Too Good to Go. <a href="https://www.toogoodtogo.com/pt/press/verao-zerowaste" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Um verão sem desperdício</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-proteger-os-alimentos-no-verao-e-evitar-desperdicios-com-estrategias-simples-e-eficazes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mudanças no tempo em Portugal: estabilidade atmosférica regressará em breve e temperaturas voltam a subir]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-estabilidade-atmosferica-regressara-em-breve-e-temperaturas-voltam-a-subir.html</link><pubDate>Mon, 13 Jul 2026 13:25:21 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Ao longo dos próximos dias espera-se uma melhoria generalizada do estado de tempo e uma subida gradual das temperaturas máximas.</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/L6ktMi-Uv_g/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=L6ktMi-Uv_g" id="L6ktMi-Uv_g"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Esta semana arranca com alguma nebulosidade em Portugal Continental, mais especificamente no Norte do país, essencialmente no litoral, onde se espera ainda a <strong>ocorrência de chuva fraca e irregular no noroeste</strong>, ao longo das próximas horas.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p><strong>Esta tendência de chuva fraca poderá repetir-se amanhã</strong>, terça-feira, nas regiões Norte e Centro, ao longo do dia, devendo afetar inicialmente o litoral Centro e, com o passar das horas, afetar o Norte, também de forma irregular.</p><h2>Estabilidade atmosférica pode regressar em breve e temperaturas deverão subir</h2><p>No entanto, à medida que os dias avançam, espera-se que a estabilidade atmosférica comece a regressar, principalmente a partir de quarta-feira, dia 15, dando-se também uma <strong>recuperação das temperaturas em todo o país</strong>, já a partir de amanhã.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-estabilidade-atmosferica-podera-regressar-e-temperaturas-voltam-a-subir-1783945237371.png" data-image="sykmnxho1fw0" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>As temperaturas máximas podem começar a subir de forma gradual a partir de amanhã, terça-feira. No entanto, será a partir de sábado que todo o país deverá sentir esta subida com maior evidência, com os termómetros a aproximarem-se dos 40 ºC em alguns pontos do Sul.</figcaption></figure><p>É expectável que estas comecem a subir de forma gradual, com <strong>maior expressão ao longo da faixa interior e na região Sul</strong>, enquanto a faixa litoral, essencialmente Norte e Centro, deverá continuar a registar valores mais contidos. Contudo, este cenário poderá mudar a partir do fim de semana.</p><h2>A partir de sábado, dia 18, valores de 30 ºC ou mais devem cobrir Portugal Continental</h2><p> Segundo a mais recente atualização do nosso modelo de referência, espera-se que o<strong> fim de semana possa trazer valores acima dos 30 ºC</strong> na maior parte do território continental e que os valores continuem a subir nos dias seguintes. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778410" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intenso-em-portugal-preve-se-uma-mudanca-significativa-da-massa-de-ar-a-partir-de-19-de-julho.html" title="Calor intenso em Portugal: prevê-se uma mudança significativa da massa de ar a partir de 19 de julho">Calor intenso em Portugal: prevê-se uma mudança significativa da massa de ar a partir de 19 de julho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intenso-em-portugal-preve-se-uma-mudanca-significativa-da-massa-de-ar-a-partir-de-19-de-julho.html" title="Calor intenso em Portugal: prevê-se uma mudança significativa da massa de ar a partir de 19 de julho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intenso-em-portugal-preve-se-uma-mudanca-significativa-da-massa-de-ar-a-partir-de-19-de-julho-1783941528246_320.jpg" alt="Calor intenso em Portugal: prevê-se uma mudança significativa da massa de ar a partir de 19 de julho"></a></article></aside><p>Sábado, 18, poderá ser o primeiro dia de alguns dias consecutivos com temperaturas elevadas no nosso país. Neste dia, apenas as cidades costeiras deverão manter-se abaixo dos 30 ºC, enquanto <strong>algumas regiões do Sul poderão aproximar-se dos 40 ºC</strong>, como podemos observar no mapa acima. Com esta subida mais evidente, as anomalias térmicas positivas voltarão a cobrir a nossa geografia.</p><p>De acordo com os nossos mapas, <strong>o arranque da próxima semana deverá ser igualmente quente e poderá manter-se assim nos dias seguintes</strong>, no entanto, e tendo em conta a distância temporal, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-estabilidade-atmosferica-regressara-em-breve-e-temperaturas-voltam-a-subir.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calor intenso em Portugal: prevê-se uma mudança significativa da massa de ar a partir de 19 de julho]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intenso-em-portugal-preve-se-uma-mudanca-significativa-da-massa-de-ar-a-partir-de-19-de-julho.html</link><pubDate>Mon, 13 Jul 2026 13:15:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A partir de 19 de julho, uma massa de ar mais quente poderá instalar-se sobre Portugal continental, favorecendo uma subida gradual das temperaturas. O interior poderá voltar a superar os 40 ºC durante a próxima semana.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intenso-em-portugal-preve-se-uma-mudanca-significativa-da-massa-de-ar-a-partir-de-19-de-julho-1783941528246.jpg" data-image="6ey155184rhr" alt="Calor intenso poderá regressar a Portugal a partir de 19 de julho" title="Calor intenso poderá regressar a Portugal a partir de 19 de julho"><figcaption>As previsões apontam para a entrada progressiva de uma massa de ar muito quente sobre a Península Ibérica a partir de 19 de julho. O calor deverá intensificar-se ao longo da próxima semana, com temperaturas superiores a 40 ºC em várias regiões do interior de Portugal continental.</figcaption></figure><p>A partir de 19 de julho, prevê-se uma mudança significativa da massa de ar sobre a Península Ibérica, com a entrada de ar progressivamente mais quente que poderá conduzir a um <strong>episódio de calor em Portugal continental</strong>. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações</div><p>As previsões do modelo europeu apontam para um reforço gradual deste cenário durante a próxima semana, embora a intensidade e a duração do episódio permaneçam <strong>dependentes da evolução da circulação atmosférica</strong>.</p><h2>Uma massa de ar quente começa a instalar-se sobre a Península Ibérica</h2><p>Esta mudança deverá resultar do reforço de uma crista anticiclónica que se estenderá desde o Norte de África até à Península Ibérica. À medida que esta configuração se instala, a atmosfera tornar-se-á mais estável, favorecendo céu pouco nublado, <strong>maior exposição à radiação solar e aquecimento gradual do ar</strong>. Em simultâneo, uma massa de ar cada vez mais quente avançará sobre a Península, criando condições para uma subida progressiva das temperaturas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intenso-em-portugal-preve-se-uma-mudanca-significativa-da-massa-de-ar-a-partir-de-19-de-julho-1783940270220.jpg" data-image="68um0wspkb1j"><figcaption>A expansão de uma crista anticiclónica desde o Norte de África favorecerá a entrada de uma massa de ar muito quente sobre a Península Ibérica, criando as condições para uma subida gradual das temperaturas em Portugal continental a partir de 19 de julho.</figcaption></figure><p>Os primeiros sinais desta mudança deverão fazer-se sentir durante o sábado. No entanto, será a partir de domingo, 19 de julho, que a massa de ar quente começará a instalar-se sobre grande parte do território continental. As previsões do ECMWF apontam para <strong>anomalias da temperatura entre 8 e 12 ºC acima da média</strong> para esta época do ano em altitude, um indicador da intensidade da massa de ar prevista.</p><h2>Temperaturas superiores a 40 ºC poderão regressar ao interior</h2><p>À superfície, as temperaturas máximas deverão subir gradualmente em praticamente todo o país. <strong>O interior Norte, Centro e Sul deverá registar o aumento mais expressivo</strong>, com valores que poderão aproximar-se ou ultrapassar os 40 ºC, sobretudo no Alentejo, vale do Tejo e em alguns locais do interior Centro. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intenso-em-portugal-preve-se-uma-mudanca-significativa-da-massa-de-ar-a-partir-de-19-de-julho-1783940421402.jpg" data-image="p447o6g0hez0"><figcaption>Às 13h de domingo, 19 de julho, as temperaturas já deverão ultrapassar os 35 ºC em grande parte do interior, antes de atingirem os valores máximos durante a tarde.</figcaption></figure><p>No litoral, a influência do oceano continuará a moderar o aquecimento, embora também se espere uma subida das temperaturas, especialmente nas regiões Centro e Sul. O contraste entre o litoral e o interior poderá ultrapassar os 10 ºC nas horas de maior aquecimento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intenso-em-portugal-preve-se-uma-mudanca-significativa-da-massa-de-ar-a-partir-de-19-de-julho-1783940492897.jpg" data-image="95m3nve68jyr"><figcaption>O vento deverá permanecer, em geral, fraco no interior, favorecendo a acumulação de calor. No litoral, a circulação de oeste ou noroeste durante a tarde ajudará a moderar parcialmente as temperaturas, sobretudo junto à faixa costeira.</figcaption></figure><p><strong>O vento deverá soprar fraco no interior</strong>. Junto ao litoral, predominará a circulação do quadrante oeste ou noroeste durante a tarde, com velocidades entre 15 e 30 km/h, suficientes para moderar parcialmente as temperaturas costeiras, mas insuficientes para impedir o aquecimento do interior. A estabilidade prevista deverá limitar o desenvolvimento de trovoadas generalizadas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778411" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frescura-atlantica-e-chuva-fraca-persistem-em-portugal-mas-o-ecmwf-ja-aponta-uma-data-para-o-regresso-do-calor-intenso.html" title="Frescura atlântica e chuva fraca persistem em Portugal, mas o ECMWF já aponta uma data para o regresso do calor intenso">Frescura atlântica e chuva fraca persistem em Portugal, mas o ECMWF já aponta uma data para o regresso do calor intenso</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frescura-atlantica-e-chuva-fraca-persistem-em-portugal-mas-o-ecmwf-ja-aponta-uma-data-para-o-regresso-do-calor-intenso.html" title="Frescura atlântica e chuva fraca persistem em Portugal, mas o ECMWF já aponta uma data para o regresso do calor intenso"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frescura-atlantica-e-chuva-fraca-persistem-em-portugal-mas-o-ecmwf-ja-aponta-uma-data-para-o-regresso-do-calor-intenso-1783943562327_320.png" alt="Frescura atlântica e chuva fraca persistem em Portugal, mas o ECMWF já aponta uma data para o regresso do calor intenso"></a></article></aside><p>As simulações atuais sugerem que esta massa de ar quente poderá manter-se sobre a Península Ibérica pelo menos <strong>até 22 de julho</strong>. Ainda assim, trata-se de uma previsão com vários dias de antecedência, pelo que <strong>as próximas atualizações serão importantes para validar a intensidade e a duração deste episódio de calor</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intenso-em-portugal-preve-se-uma-mudanca-significativa-da-massa-de-ar-a-partir-de-19-de-julho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frescura atlântica e chuva fraca persistem em Portugal, mas o ECMWF já aponta uma data para o regresso do calor intenso]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frescura-atlantica-e-chuva-fraca-persistem-em-portugal-mas-o-ecmwf-ja-aponta-uma-data-para-o-regresso-do-calor-intenso.html</link><pubDate>Mon, 13 Jul 2026 11:59:01 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A persistência de ar fresco manterá as temperaturas abaixo do normal esta semana, bem como a possibilidade de chuva fraca. Mesmo assim, o modelo ECMWF já aponta uma data para o possível regresso do calor intenso a Portugal continental.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaouug6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaouug6.jpg" id="xaouug6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Deste modo, <strong>as temperaturas irão manter-se abaixo da média climatológica de referência para o mês de julho nestes próximos dias</strong>, embora se mantenha o contraste habitual entre um litoral mais fresco e um interior mais quente.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br> A influência do ar marítimo atlântico, transportado pela circulação associada a uma depressão isolada em altitude que se manterá praticamente estacionária a noroeste da Península Ibérica durante boa parte da presente semana, vai continuar a condicionar o tempo em quase todo o território de Portugal continental. São esperadas temperaturas abaixo do normal para o mês de julho e precipitação fraca e localizada.</div><p>Por causa do efeito de continentalidade, as temperaturas nas regiões do interior serão mais elevadas do que nas do litoral. Além disto, a circulação associada à referida baixa pressão produzirá a formação de<strong> pequenas superfícies ou ondulações frontais, responsáveis pela ocorrência de precipitação escassa, isolada e muito localizada</strong> em algumas zonas do nosso país, principalmente entre segunda (13) e terça-feira (14).</p><h2>Segunda e terça-feira com chuva fraca e localizada nestas regiões</h2><p>Esta segunda-feira (13) são expectáveis <strong>períodos de céu nublado nas Regiões Norte e Centro</strong>, especialmente a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela. A sul desta barreira orográfica, espera-se nebulosidade mais dispersa, alternando com boas abertas.</p><p><strong>Prevê-se ainda a possibilidade de ocorrência de chuva fraca ou chuvisco no Minho, nalgumas zonas do interior Norte e Centro e, pontualmente, no Douro Litoral e no litoral Centro</strong>. As temperaturas máximas vão variar entre 20 e 26 ºC no litoral e entre 25 e 31 ºC no interior. O vento soprará de rumos diferentes, apesar de surgir predominantemente de noroeste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frescura-atlantica-e-chuva-fraca-persistem-em-portugal-mas-o-ecmwf-ja-aponta-uma-data-para-o-regresso-do-calor-intenso-1783942705146.png" data-image="5jpaqviuij42"><figcaption>A chuva acumulada até às 23:00 de terça-feira, 14 de julho, será muito escassa, pouco intensa e terá uma distribuição muito irregular.</figcaption></figure><p><strong>Amanhã - terça-feira (14) - o estado do tempo sofrerá poucas alterações</strong>. A nebulosidade tenderá a diminuir progressivamente ao longo do dia, sendo menos provável quanto mais para sul. Persistirá a possibilidade de chuva fraca e localizada, especialmente até ao final da manhã na faixa costeira ocidental entre os distritos de Viana do Castelo e Setúbal.</p><p>Durante a tarde, a instabilidade residual progredirá para leste, podendo originar <strong>aguaceiros fracos e dispersos em zonas do interior Norte e Centro</strong>. Espera-se ainda uma subida das temperaturas diurnas, com o valor das máximas a situar-se entre 19 e 27 ºC no litoral e entre 27 e 34 ºC no interior, sendo o vale do Douro uma das regiões com os valores mais elevados.</p><h2>A partir de quarta-feira, temperaturas em subida e tempo ainda mais estável</h2><p><strong>Na quarta-feira (15) prevê-se um reforço da influência das altas pressões em Portugal continental</strong>. Como consequência disto, o tempo apresentar-se-á geralmente estável, seco e predominantemente soalheiro, sendo novamente marcado por uma subida das temperaturas diurnas, sobretudo no interior Centro e na região Sul. Deste modo, esperam-se 28 ºC na Guarda, 32 ºC em Castelo Branco e Portalegre e 33 ºC em Évora e Beja e 31 ºC em Faro. No litoral a influência marítima continuará a moderar a temperatura, mantendo as máximas entre 19 e 27 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frescura-atlantica-e-chuva-fraca-persistem-em-portugal-mas-o-ecmwf-ja-aponta-uma-data-para-o-regresso-do-calor-intenso-1783943146447.png" data-image="tlt5oly4nub5"><figcaption>No interior as temperaturas máximas estarão cada vez mais próximas do patamar dos 35 ºC à medida que a semana se for aproximando da sua reta final.</figcaption></figure><p> <strong>Para quinta-feira (16) espera-se que o estado do tempo se mantenha predominantemente seco e soalheiro em grande parte da geografia de Portugal continental</strong>. Ainda assim, a persistência de nebulosidade poderá traduzir-se na possibilidade de ocorrência de chuviscos fracos e isolados em alguns locais das Regiões Norte e Centro. Prevê-se igualmente uma nova e ligeira subida das temperaturas máximas, com valores entre 20 e 30 ºC no litoral e entre 27 e 35 ºC no interior. </p><p><strong>Na sexta-feira (17) as temperaturas máximas diminuirão ligeiramente, interrompendo-se temporariamente a recuperação térmica</strong>, sendo registada novamente mais uma jornada com temperaturas inferiores à média climatológica de referência para julho. Ainda assim, o domínio das altas pressões continuará a prevalecer, sendo provável a formação de nevoeiro matinal na faixa costeira ocidental e céu pouco nublado ou limpo durante o restante período diurno, subsistindo apenas a possibilidade de ocorrência de chuviscos isolados no Alto Minho.</p><h2>Mudança expressiva do tempo no fim de semana de 18 e 19 de julho. Estará à vista o regresso do calor intenso?</h2><p>De quinta para sexta-feira, dias 16 e 17 de julho, <strong>os mapas de referência da Meteored indicam que o sistema depressionário tenderá a ser progressivamente reabsorvido pela circulação principal</strong>, reduzindo a sua influência sobre as condições meteorológicas em Portugal continental. Consequentemente, o fluxo marítimo que tem mantido as temperaturas abaixo do normal para a época do ano perderá intensidade, fazendo com que Portugal continental deixe de ser um “oásis” de frescura na Europa Ocidental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frescura-atlantica-e-chuva-fraca-persistem-em-portugal-mas-o-ecmwf-ja-aponta-uma-data-para-o-regresso-do-calor-intenso-1783943363696.png" data-image="ryrxq3bpp2qq"><figcaption>Portugal é, por esta altura, um verdadeiro "oásis" de frescura na Europa Ocidental, contrastando com o calor intenso que outros países europeus vão enfrentando na presente época estival.</figcaption></figure><p>Em contraste, <strong>uma boa parte dos países da Europa Ocidental manter-se-á sob a influência de uma massa de ar muito quente</strong>, favorecida pela circulação associada ao sistema depressionário e pela presença de uma crista subtropical. Ao mesmo tempo, a probabilidade de ocorrência de precipitação será cada vez menor, embora esta já se apresente, geralmente, escassa e muito localizada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778209" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-saiba-como-vao-evoluir-a-chuva-e-as-temperaturas-entre-segunda-e-quarta-feira.html" title="Tempo em Portugal: saiba como vão evoluir a chuva e as temperaturas entre segunda e quarta-feira">Tempo em Portugal: saiba como vão evoluir a chuva e as temperaturas entre segunda e quarta-feira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-saiba-como-vao-evoluir-a-chuva-e-as-temperaturas-entre-segunda-e-quarta-feira.html" title="Tempo em Portugal: saiba como vão evoluir a chuva e as temperaturas entre segunda e quarta-feira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-saiba-como-vao-evoluir-a-chuva-e-as-temperaturas-entre-segunda-e-quarta-feira-1783855124155_320.png" alt="Tempo em Portugal: saiba como vão evoluir a chuva e as temperaturas entre segunda e quarta-feira"></a></article></aside><p>Apesar da elevada incerteza inerente a previsões cujo horizonte temporal é superior a 3 dias, mesmo assim, o modelo ECMWF continua a sinalizar uma <strong>subida significativa das temperaturas a partir do fim de semana de 18 e 19 de julho</strong>.</p><p>Esta evolução deverá ser ditada não só pelo afastamento do sistema depressionário, como também pela <strong>aproximação da crista subtropical e pela entrada de uma massa de ar tropical continental, quente e seco, proveniente do Norte de África</strong>. Caso este cenário se concretize, estaríamos diante do regresso de um estado do tempo consideravelmente mais quente a Portugal continental.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frescura-atlantica-e-chuva-fraca-persistem-em-portugal-mas-o-ecmwf-ja-aponta-uma-data-para-o-regresso-do-calor-intenso.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Após 12 anos, cientistas identificam nova espécie de planta na Mata Atlântica]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/apos-12-anos-cientistas-identificam-nova-especie-de-planta-na-mata-atlantica.html</link><pubDate>Mon, 13 Jul 2026 06:17:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Descoberta na Serra do Padre Ângelo, em Minas Gerais, a Oplonia doceana é o primeiro registo do género no Brasil e destaca a relevância do médio rio Doce para biodiversidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/apos-12-anos-cientistas-identificam-nova-especie-de-planta-na-mata-atlantica-1783806796537.jpg" data-image="oyp8ns2qw4ma" alt="A nova espécie representa o primeiro registro do gênero Oplonia no Brasil" title="A nova espécie representa o primeiro registro do gênero Oplonia no Brasil"><figcaption>A nova espécie representa o primeiro registo do género Oplonia no Brasil. Crédito: Paulo Gonella</figcaption></figure><p>Uma <strong>planta de flores vermelhas</strong> encontrada exclusivamente nos campos rupestres da Serra do Padre Ângelo, no médio rio Doce, em Minas Gerais, foi oficialmente reconhecida como uma <strong>nova espécie pela ciência após 12 anos de investigação</strong>. Batizada de <em>Oplonia doceana</em>, a planta representa o primeiro registo do género <em>Oplonia</em> no Brasil e amplia o conhecimento sobre a distribuição deste grupo de espécies na América do Sul. A descoberta foi publicada na revista científica <em>Plant Systematics and Evolution</em>.</p><p>A espécie ocorre entre os municípios de Conselheiro Pena e Alvarenga, numa região que tem vindo a destacar-se como<strong> um dos principais refúgios da biodiversidade da Mata Atlântica</strong>. Além de revelar uma planta inédita, o estudo reforça a relevância das montanhas do leste de Minas Gerais para a conservação de espécies raras e endémicas.</p><p>A história da descoberta começou em 2013, durante uma expedição científica à Serra do Padre Ângelo. Desde a primeira recolha, os investigadores perceberam que se tratava de uma <strong>planta incomum, mas a sua identificação mostrou-se um desafio</strong>.<strong> </strong>Durante mais de uma década, especialistas compararam exemplares, fizeram revisão de estudos e consultaram coleções botânicas até confirmar que se tratava de uma espécie ainda desconhecida.</p><h2>Parentesco inesperado amplia conhecimento sobre a flora sul-americana</h2><p>Segundo o botânico Paulo Gonella, investigador do <strong>Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA)</strong> e primeiro autor do estudo, a confirmação encerra um longo trabalho de investigação. "Desde a primeira recolha, eu sabia que aquela planta era diferente. Passei muitos anos a tentar descobrir a sua identidade. É muito gratificante ver este quebra-cabeças finalmente resolvido", afirma.</p><div class="texto-destacado">Além da novidade para a flora brasileira, <strong>o estudo</strong><strong> revelou um resultado inesperado</strong>. Embora seja exclusiva dos campos rupestres do médio rio Doce, a <em>Oplonia doceana</em> possui maior parentesco com uma espécie encontrada na Argentina e na Bolívia do que com qualquer planta conhecida no Brasil. </div><p>Até então, o género <em>Oplonia</em> era registado apenas em países andinos, nas Caraíbas, em Madagáscar e em partes da América Central e da América do Sul, sem ocorrências confirmadas em território brasileiro. Para os investigadores, este padrão de distribuição levanta novas questões sobre a evolução das plantas sul-americanas e pode ajudar a compreender<strong> como diferentes espécies se dispersaram ao longo da história do continente</strong>.</p><h2>Homenagem ao rio Doce e alerta para a conservação</h2><p>O nome da nova espécie faz <strong>referência à bacia do rio Doce, onde ela ocorre</strong>. A escolha procura valorizar uma região frequentemente lembrada pelos impactos ambientais, mas que continua a revelar uma riqueza biológica ainda pouco conhecida pela ciência.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777346" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-algas-nao-sao-plantas-factos-surpreendentes-sobre-a-vida-aquatica-que-precisa-de-saber.html" title="As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber">As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-algas-nao-sao-plantas-factos-surpreendentes-sobre-a-vida-aquatica-que-precisa-de-saber.html" title="As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/seaweeds-aren-t-plants-seven-surprising-facts-about-aquatic-life-1783270730480_320.jpg" alt="As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber"></a></article></aside><p>Nos últimos dez anos, <strong>mais de 40 novas espécies de plantas foram descritas na Serra do Padre Ângelo e em montanhas vizinhas</strong>, além de diversos insetos e outros animais exclusivos da região. Apesar deste património natural, grande parte da área ainda não possui proteção oficial e enfrenta ameaças como incêndios, desflorestação e espécies invasoras.</p><p>Os autores classificaram a <em>Oplonia doceana</em> como<strong> "Em Perigo de Extinção", de acordo com os critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN)</strong>. Restrita a poucas populações conhecidas, a planta vive em campos rupestres quartzíticos, um dos ecossistemas mais ameaçados e menos estudados da Mata Atlântica. Para Gonella, a descoberta demonstra que ainda existem muitas espécies desconhecidas e reforça a importância da investigação científica para orientar ações de conservação. "Só é possível proteger aquilo que conhecemos", conclui o investigador.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Instituto%20Nacional%20da%20Mata%20Atl%C3%A2ntica" data-year="2026" data-title="Ap%C3%B3s%2012%20anos%20de%20mist%C3%A9rio%2C%20cientistas%20identificam%20nova%20esp%C3%A9cie%20de%20planta%20na%20Mata%20Atl%C3%A2ntica" data-url="https%3A%2F%2Fwww.gov.br%2Finma%2Fpt-br%2Fassuntos%2Fnoticias%2Fapos-12-anos-de-misterio-cientistas-identificam-nova-especie-de-planta-na-mata-atlantica%3Fshem%3Ddsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4">Instituto Nacional da Mata Atlântica. (2026). <a href="https://www.gov.br/inma/pt-br/assuntos/noticias/apos-12-anos-de-misterio-cientistas-identificam-nova-especie-de-planta-na-mata-atlantica?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Após 12 anos de mistério, cientistas identificam nova espécie de planta na Mata Atlântica</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/apos-12-anos-cientistas-identificam-nova-especie-de-planta-na-mata-atlantica.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Água do mar a 29 °C? Esta piscina promete mudar os seus mergulhos em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/agua-do-mar-a-29-c-esta-piscina-promete-mudar-os-seus-mergulhos-em-portugal.html</link><pubDate>Mon, 13 Jul 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A poucos minutos do Porto, há uma piscina de água salgada aquecida que oferece mergulhos a 29 °C, sem ondas e de forma totalmente gratuita.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/agua-do-mar-a-29-c-esta-piscina-promete-mudar-os-seus-mergulhos-em-portugal-1783865254497.jpg" data-image="zlox3j4ip8f3" alt="Praia de Canide Norte" title="Praia de Canide Norte"><figcaption>Farto da água gelada? Esta piscina aquecida junto ao mar voltou a abrir no Norte. Foto: CM Gaia</figcaption></figure><p>No Norte de Portugal, a temperatura do mar costuma afastar até quem mais gosta de um mergulho. Aliás, há quem fique largos minutos à beira da água antes de ganhar coragem para entrar e quem acabe por desistir por causa do frio.</p><p>A pensar nisso, a <strong>Praia de Canide Norte</strong> disponibiliza uma alternativa mais confortável: uma<strong> piscina de água aquecida</strong>, ideal para quem quer aproveitar um banho sem enfrentar as águas geladas do Atlântico.</p><div class="texto-destacado">É verdade. O tanque de água salgada da Praia de Canide Norte, em Canidelo, Vila Nova de Gaia, voltou a abrir ao público no início de julho.</div><p>Instalada entre os bares Grão de Areia e Ar de Mar, tem uma profundidade máxima de um metro e <strong>a temperatura da água varia entre os 28 e 29 graus</strong>. O melhor é que é gratuita. </p><h2>Saiba tudo</h2><p>“A infraestrutura, que começou a funcionar em 2022, regressa depois de ter registado forte adesão nas épocas anteriores”, nota o ‘Postal’. “Nos últimos verões, o local tornou-se um ponto de passagem para dezenas de banhistas, com filas frequentes para entrar.”</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777479" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-praia-no-algarve-continua-a-escapar-as-multidoes-e-tem-das-aguas-mais-quentes-da-regiao.html" title="Esta praia no Algarve continua a escapar às multidões (e tem das águas mais quentes da região)">Esta praia no Algarve continua a escapar às multidões (e tem das águas mais quentes da região)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-praia-no-algarve-continua-a-escapar-as-multidoes-e-tem-das-aguas-mais-quentes-da-regiao.html" title="Esta praia no Algarve continua a escapar às multidões (e tem das águas mais quentes da região)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esta-praia-no-algarve-continua-a-escapar-as-multidoes-e-tem-das-aguas-mais-quentes-da-regiao-1783420777513_320.jpg" alt="Esta praia no Algarve continua a escapar às multidões (e tem das águas mais quentes da região)"></a></article></aside><p>E percebemos o motivo para ser tão procurada. Afinal, não é todos os dias que se pode dar um mergulho morno a poucos minutos do Porto. </p><div class="texto-destacado">A Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia descreve o local como “uma estrutura sustentável” e sublinha que oferece “conforto, segurança e sem ondulação”.</div><p>Não pense, contudo, que se trata de uma praia convencional. Aqui o cenário é outro. A piscina utiliza <strong>água do mar</strong>, sim, mas oferece uma experiência sem ondulação e com maior controlo das condições de utilização. Tudo graças a painéis solares.</p><h2>Uma piscina para todos</h2><p>É caso para dizer que nada ficou por pensar. Além de oferecer uma alternativa ao mar, a piscina foi concebida para proporcionar uma <strong>experiência confortável a visitantes de todas as idades</strong>. Para isso, a entrada faz-se de forma gradual, com um piso de inclinação suave que vai aumentando de profundidade até atingir cerca de um metro na zona mais funda.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/agua-do-mar-a-29-c-esta-piscina-promete-mudar-os-seus-mergulhos-em-portugal-1783865372218.jpg" data-image="zw9669cbymxf" alt="Praia de Canide Norte" title="Praia de Canide Norte"><figcaption>Tudo foi pensado ao detalhe. Foto: DR</figcaption></figure><p>“O declive é muito ligeiro e começa num patamar quase plano que vai aumentando gradualmente até aos 50 centímetros a meio da piscina”, acrescenta a ‘NiT’. “Depois, fica num máximo de <strong>um metro de profundidade </strong>na outra ponta. Ao redor, é possível estender a toalha para aproveitar o sol.”</p><div class="texto-destacado">Com 20 metros de largura por 25 de comprimento, dispõe ainda de barracas de apoio e de uma barreira que ajuda a reduzir o impacto do vento.</div><p>Para garantir a qualidade da água, todos os utilizadores devem passar pelo duche antes de entrar. O tempo de permanência também está <strong>limitado a 30 minutos</strong>, uma medida que permite gerir a elevada procura, especialmente nos dias em que o espaço recebe mais visitantes.</p><p>Desde a inauguração, a piscina tem despertado bastante interesse e, nas horas de maior movimento, as filas de espera já se tornaram habituais. Por questões de segurança, as crianças com menos de 12 anos só podem utilizar o espaço quando acompanhadas por um adulto.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777399" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/as-5-melhores-piscinas-de-portugal-para-conhecer-antes-do-alivio-termico.html" title="As “5 melhores piscinas de Portugal” para conhecer antes do alívio térmico">As “5 melhores piscinas de Portugal” para conhecer antes do alívio térmico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/as-5-melhores-piscinas-de-portugal-para-conhecer-antes-do-alivio-termico.html" title="As “5 melhores piscinas de Portugal” para conhecer antes do alívio térmico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-5-melhores-piscinas-de-portugal-para-conhecer-antes-do-alivio-termico-1783366312453_320.jpg" alt="As “5 melhores piscinas de Portugal” para conhecer antes do alívio térmico"></a></article></aside><p>E quando é que a pode visitar? Durante a época balnear, <strong>a piscina está aberta diariamente</strong>, entre as 9:30 e as 19:30, afirmando-se como uma opção para quem prefere desfrutar de um mergulho sem enfrentar a água fria do mar.</p><p>“Esta estrutura sustentável, aquecida através de painéis solares, mantém a água do mar a uma temperatura convidativa. É o espaço ideal para um mergulho com todo o conforto, segurança e sem ondulação”, diz a Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia. E acrescenta: “Venha aproveitar o nosso litoral único de uma forma diferente e dar o primeiro mergulho do verão.”</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Postal%2C%20Fraz%C3%A3o%20M" data-year="2026" data-title="Piscina%20gratuita%20de%20%C3%A1gua%20salgada%20acaba%20de%20abrir%20no%20meio%20de%20um%20areal%20portugu%C3%AAs%20e%20a%20%C3%A1gua%20chega%20aos%2029%20graus" data-url="https%3A%2F%2Fpostal.pt%2Fnacional%2Fpiscina-gratuita-de-agua-salgada-acaba-de-abrir-no-meio-de-um-areal-portugues-e-a-agua-chega-aos-29-graus%2F%23goog_rewarded">Postal, Frazão M. (2026). <a href="https://postal.pt/nacional/piscina-gratuita-de-agua-salgada-acaba-de-abrir-no-meio-de-um-areal-portugues-e-a-agua-chega-aos-29-graus/#goog_rewarded" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Piscina gratuita de água salgada acaba de abrir no meio de um areal português e a água chega aos 29 graus</a>.</cite><br><cite data-author="NiT%2C%20Oliveira%20E" data-year="2026" data-title="Piscina%20gratuita%20na%20praia%20de%20Vila%20Nova%20de%20Gaia%20j%C3%A1%20abriu.%20%C3%81gua%20chega%20aos%2029%20graus" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fna-cidade%2Fpiscina-gratuita-na-praia-de-vila-nova-de-gaia-ja-abriu-agua-chega-aos-29-graus">NiT, Oliveira E. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/piscina-gratuita-na-praia-de-vila-nova-de-gaia-ja-abriu-agua-chega-aos-29-graus" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Piscina gratuita na praia de Vila Nova de Gaia já abriu. Água chega aos 29 graus</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/agua-do-mar-a-29-c-esta-piscina-promete-mudar-os-seus-mergulhos-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item></channel></rss>