<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Sun, 28 Jun 2026 19:00:18 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sun, 28 Jun 2026 19:00:18 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Até 14 ºC acima da média: Portugal enfrentará nova subida das temperaturas ao longo da semana]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-14-c-acima-da-media-portugal-enfrentara-nova-subida-das-temperaturas-ao-longo-da-semana.html</link><pubDate>Sun, 28 Jun 2026 16:35:48 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O calor deverá intensificar-se em Portugal continental durante a próxima semana, impulsionado por uma dorsal anticiclónica. Os modelos apontam para máximas de 42 ºC e anomalias térmicas até 14 ºC.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-14-c-acima-da-media-portugal-enfrentara-nova-subida-das-temperaturas-ao-longo-da-semana-1782643831273.jpg" data-image="plmoq2erv3e8" alt="Calor volta a ganhar força e deverá intensificar-se ao longo da semana." title="Calor volta a ganhar força e deverá intensificar-se ao longo da semana."><figcaption>O calor deverá intensificar-se em Portugal continental ao longo da semana, aumentando o desconforto térmico e reforçando a importância da hidratação e da proteção durante as horas de maior exposição solar.</figcaption></figure><p>Portugal continental prepara-se para enfrentar uma <strong>nova intensificação do calor ao longo da próxima semana</strong>, com subida gradual das temperaturas a partir de segunda-feira e pico previsto entre quarta e quinta-feira. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Os modelos meteorológicos apontam para <strong>máximas de 40 a 42 ºC em regiões do interior Sul e do Vale do Tejo</strong>, enquanto várias zonas deverão registar valores significativamente acima da média climatológica para o início de julho.</p><h2>Bloqueio atmosférico favorece a intensificação do calor</h2><p>A evolução prevista resulta do reforço de uma dorsal anticiclónica sobre a Península Ibérica, associada a um bloqueio atmosférico sobre a Europa Ocidental. Esta configuração dificultará a progressão das depressões atlânticas e <strong>favorecerá a persistência de céu pouco nublado, vento geralmente fraco e forte insolação</strong>, condições que contribuirão para o aquecimento progressivo da massa de ar sobre Portugal continental. Em simultâneo, ar quente de origem subtropical deverá manter-se sobre grande parte da Península Ibérica, sustentando vários dias consecutivos de temperaturas elevadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-14-c-acima-da-media-portugal-enfrentara-nova-subida-das-temperaturas-ao-longo-da-semana-1782644231041.png" data-image="9cp6lixfslcs"><figcaption>A semana deverá começar já com temperaturas muito elevadas em grande parte do país. Na tarde de segunda-feira, 29 de junho, os termómetros poderão ultrapassar os 35 ºC em várias regiões do interior, antecipando um agravamento do calor nos dias seguintes.</figcaption></figure><p>A subida deverá tornar-se evidente já na segunda-feira, sobretudo no interior, onde as máximas deverão variar entre 34 e 37 ºC. Na terça-feira, o calor deverá intensificar-se e abranger uma área mais ampla do território, com valores entre <strong>37 e 39 ºC em vários locais do Alentejo, do Vale do Tejo e do interior Centro</strong>. A influência moderadora do Atlântico ainda deverá atenuar o calor em parte do litoral, sobretudo no início da semana.</p><h2>Porto e Leiria destacam-se pelas maiores anomalias térmicas</h2><p>Entre quarta e quinta-feira, o episódio deverá atingir a sua maior intensidade. <strong>O interior Sul poderá alcançar 40 a 42 ºC</strong>, enquanto cidades como Castelo Branco, Évora ou Portalegre deverão aproximar-se dos 39 a 41 ºC. Embora o interior continue a concentrar as temperaturas mais elevadas, <strong>a subida térmica deverá sentir-se de forma particularmente expressiva também no litoral</strong>. O Porto poderá rondar os 36 ºC, Leiria os 38 ºC e Lisboa os 37 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-14-c-acima-da-media-portugal-enfrentara-nova-subida-das-temperaturas-ao-longo-da-semana-1782644173432.png" data-image="ht0wq36euumw"><figcaption>Na quinta-feira, 2 de julho, o calor deverá abranger praticamente todo o território, com temperaturas superiores a 40 ºC no interior e de cerca de 36 ºC no Porto, 38 ºC em Leiria e 37 ºC em Lisboa.</figcaption></figure><p>É precisamente em vários distritos do litoral que este episódio assume um caráter mais invulgar. Os mapas do ECMWF indicam que <strong>Porto e Leiria deverão destacar-se entre as capitais de distrito com as maiores anomalias térmicas do país,</strong> podendo apresentar temperaturas cerca de <strong>14 ºC acima da normal climatológica</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-14-c-acima-da-media-portugal-enfrentara-nova-subida-das-temperaturas-ao-longo-da-semana-1782644068879.png" data-image="lb94uo0ufpxt"><figcaption>Na quinta-feira, 2 de julho, as temperaturas poderão situar-se entre 10 e 14 ºC acima da normal climatológica em grande parte de Portugal continental, com destaque para o litoral Centro e Norte, incluindo Porto e Leiria.</figcaption></figure><p>Esta situação evidencia que as maiores anomalias nem sempre coincidem com as temperaturas mais elevadas, mas com <strong>desvios excecionais face ao habitual</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776007" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/atencao-a-radiacao-uv-em-portugal-continental-esperam-se-niveis-elevados-nos-proximos-dias.html" title="Atenção à radiação UV em Portugal Continental: esperam-se níveis elevados nos próximos dias">Atenção à radiação UV em Portugal Continental: esperam-se níveis elevados nos próximos dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/atencao-a-radiacao-uv-em-portugal-continental-esperam-se-niveis-elevados-nos-proximos-dias.html" title="Atenção à radiação UV em Portugal Continental: esperam-se níveis elevados nos próximos dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/atencao-a-radiacao-uv-em-portugal-continental-esperam-se-niveis-elevados-nos-proximos-dias-1782591421727_320.png" alt="Atenção à radiação UV em Portugal Continental: esperam-se níveis elevados nos próximos dias"></a></article></aside><p>Perante a subida das temperaturas, será importante <strong>reforçar a hidratação, evitar a exposição solar durante as horas de maior calor</strong> e proteger os grupos mais vulneráveis.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-14-c-acima-da-media-portugal-enfrentara-nova-subida-das-temperaturas-ao-longo-da-semana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Histórias que se moldam com a mão: as desconhecidas massas de Itália ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/historias-que-se-moldam-com-a-mao-as-desconhecidas-massas-de-italia.html</link><pubDate>Sun, 28 Jun 2026 11:04:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Escondidas entre aldeias e tradições antigas, as massas raras de Itália revelam histórias de família, tradição e uma cultura feita à mão.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/historias-que-se-moldam-com-a-mao-as-desconhecidas-massas-de-italia-1782138924185.jpg" data-image="qvyj6oafe4qb" alt="Gastronomia italiana" title="Gastronomia italiana"><figcaption>Longe dos clássicos conhecidos, as massas regionais italianas revelam uma cultura feita de gestos, memórias e sabores únicos.</figcaption></figure><p>Muitas vezes quando pensamos em massa, vem-nos quase automaticamente a imagem de um <strong>prato de esparguete com carne picada, uma lasanha dourada</strong> ou até um prato de ravioli recheado.</p><p>No entanto, a verdadeira alma da cozinha italiana <strong>vive muitas vezes longe dos clássicos conhecidos</strong>, está escondida em aldeias, cozinhas familiares e tradições que sobreviveram durante séculos através de gestos simples, como amassar, cortar, enrolar, dar forma à massa com as mãos.</p><p>A gastronomia italiana é, afinal, um <strong>mosaico de culturas regionais</strong>, onde cada território moldou os seus sabores a partir da paisagem, da história e dos ingredientes locais.</p><p>Assim, a massa em Itália <strong>nunca foi apenas comida, mas sim uma extraordinária forma de contar histórias</strong>.</p><h2>Uma tradição moldada com a mão </h2><p>Cada região <strong>desenvolveu as suas próprias variedades, não por capricho, mas por necessidade</strong>. O trigo disponível, o clima, a pobreza ou abundância de ingredientes e as tradições agrícolas determinaram formas diferentes de preparar o mesmo alimento básico.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="729579" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-foi-a-italia-ajudar-a-identificar-medidas-para-defender-o-arroz-europeu.html" title="Portugal foi a Itália ajudar a identificar medidas para defender o arroz europeu">Portugal foi a Itália ajudar a identificar medidas para defender o arroz europeu</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-foi-a-italia-ajudar-a-identificar-medidas-para-defender-o-arroz-europeu.html" title="Portugal foi a Itália ajudar a identificar medidas para defender o arroz europeu"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-foi-a-italia-ajudar-a-identificar-medidas-para-defender-o-arroz-europeu-1757939952062_320.jpg" alt="Portugal foi a Itália ajudar a identificar medidas para defender o arroz europeu"></a></article></aside><p>A diversidade é tão vasta que <strong>existem centenas de formatos de massa</strong>, muitos deles profundamente ligados a uma única vila ou comunidade.</p><p>Na Sardenha, <strong>existe uma massa que parece quase uma peça de joalharia</strong>, as <strong><em>lorighittas</em></strong>. Moldadas à mão em pequenos anéis entrelaçados, nasceram numa região onde o tempo parecia passar mais devagar, na aldeia de Morgongiori.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/historias-que-se-moldam-com-a-mao-as-desconhecidas-massas-de-italia-1782138967848.jpg" data-image="yp0kbi0pldsh" alt="Uma mão cheia de histórias" title="Uma mão cheia de histórias"><figcaption>Antes de chegar ao prato, cada massa nasce nas mãos de quem transforma farinha e tradição numa história rica em sabor.</figcaption></figure><p>A sua forma <strong>exige alguma paciência e técnica, e durante gerações foi preparada sobretudo para ocasiões especiais</strong>.</p><p>Também na Sardenha encontra-se uma das massas mais raras do mundo, o <strong><em>su filindeu</em></strong>, cujo nome significa “fios de Deus” é <strong>feito unicamente por 3 mulheres da família italiana Abraini, que preservam a receita em segredo há cerca de 300 anos</strong>.</p><p>Esta massa é a prova de como <strong>certas receitas não são apenas culinária, são património vivo</strong>.</p><h2>O património secreto de Itália </h2><p>Na Ligúria, junto ao mar, encontramos os <em><strong>trofie</strong></em>, pequenas massas torcidas tradicionalmente associadas ao pesto. A sua <strong>forma irregular</strong> foi criada para agarrar melhor o molho feito com manjericão, pinhões, alho e azeite.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/historias-que-se-moldam-com-a-mao-as-desconhecidas-massas-de-italia-1782139915847.jpg" data-image="b4m9rxwf4ocd" alt="Trofie" title="Trofie"><figcaption>Pequenas e torcidas à mão, as trofie nasceram na Ligúria para abraçar o pesto ou outros molhos e guardar o sabor da sua terra.</figcaption></figure><p>No sul de Itália, especialmente em regiões como a Puglia, surgem <strong>massas que refletem uma cozinha mais simples e camponesa</strong>.</p><p>As <em><strong>orecchiette</strong></em>, pequenas “orelhas” feitas com os dedos, foram pensadas para acompanhar ingredientes locais como grelos, legumes e molhos intensos, sendo que <strong>devido à sua rugosidade conseguem uma absorção perfeita dos temperos</strong>.</p><p>A sua beleza está precisamente na imperfeição, pois <strong>cada peça é ligeiramente diferente porque foi criada por uma mão humana</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>"Estas massas raras mostram algo essencial sobre a cultura italiana, a comida não foi criada para impressionar, mas para pertencer." </strong><br>De acordo com a National Geographic.</div><p>Uma receita podia nascer numa pequena aldeia porque determinada família tinha acesso a certo tipo de trigo, porque <strong>uma avó descobriu uma forma mais prática de moldar a massa</strong> ou porque uma região precisava de um alimento que resistisse ao tempo.</p><h2>Tradições que resistem à industrialização </h2><p>A industrialização tornou algumas variedades famosas em todo o mundo, mas também tornou muitas outras quase invisíveis. <strong>As massas mais conhecidas são frequentemente as que se adaptam melhor à produção em grande escala, </strong>com formas uniformes, fáceis de transportar e armazenar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="661866" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/estara-este-famoso-vinho-espumante-italiano-realmente-em-risco-de-desaparecer-vitivinicultura.html" title="Estará este famoso vinho espumante italiano realmente em risco de desaparecer?">Estará este famoso vinho espumante italiano realmente em risco de desaparecer?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/estara-este-famoso-vinho-espumante-italiano-realmente-em-risco-de-desaparecer-vitivinicultura.html" title="Estará este famoso vinho espumante italiano realmente em risco de desaparecer?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estara-este-famoso-vinho-espumante-italiano-realmente-em-risco-de-desaparecer-vitivinicultura-1718883720872_320.jpg" alt="Estará este famoso vinho espumante italiano realmente em risco de desaparecer?"></a></article></aside><p>Já as massas regionais carregam <strong>marcas humanas, pequenas diferenças de textura, tamanho e formato que revelam a mão de quem as fez</strong>.<br>Talvez seja por isso que descobrir estas massas seja uma forma diferente de viajar por Itália.</p><p>Não é apenas visitar cidades famosas ou provar pratos reconhecidos internacionalmente. É <strong>entrar numa cozinha pequena, ouvir o som da massa a ser trabalhada </strong>e perceber que cada prato contém uma geografia inteira.</p><p>A massa italiana é muitas vezes apresentada como <strong>símbolo de simplicidade, uma vez que é feita apenas com </strong><strong>farinha, água, talvez ovos.</strong> Mas dentro dessa simplicidade existe uma complexidade extraordinária.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/historias-que-se-moldam-com-a-mao-as-desconhecidas-massas-de-italia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Bactérias de uma laguna no Rio de Janeiro ajudam os cientistas a descobrir se há vida em Marte; saiba como]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/bacterias-de-laguna-no-rio-de-janeiro-ajudam-cientistas-a-descobrir-se-ha-vida-em-marte-entenda.html</link><pubDate>Sun, 28 Jun 2026 10:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma laguna de água hipersalgada no litoral fluminense pode ter semelhanças com o ambiente encontrado em lagunas localizadas sob a superfície de Marte.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/bacterias-de-laguna-no-rio-de-janeiro-ajudam-cientistas-a-descobrir-se-ha-vida-em-marte-entenda-1782509790636.jpg" data-image="gkaif5v7u2yy"><figcaption>A Lagoa de Araruama, no Rio Janeiro, está separada do mar por um grande cordão arenoso, onde estão instaladas pequenas lagunas, como a Brejo do Espinho. Divulgação.</figcaption></figure><p>Investigadores do Laboratório de Astrobiologia (AstroLab) da Universidade de São Paulo (USP) utilizaram <strong>bactérias encontradas na Laguna Brejo do Espinho</strong>, na Restinga de Massambaba, Rio de Janeiro, para <strong>estudar se o planeta Marte poderia abrigar alguma forma de vida</strong>.</p><p>Isto porque as <strong>águas da laguna </strong>no litoral fluminense possuem uma<strong> salinidade extrema</strong>, e <strong>podem assemelhar-se com as chamadas "salmouras"</strong> intermitentes do planeta vermelho.</p><p>Entenda mais sobre este estudo abaixo.</p><h2>Que bactéria é esta e como é que pode ajudar nas investigações sobre Marte?</h2><p>A principal <strong>bactéria </strong>estudada é a <strong><em>Staphylococcus nepalensis</em> </strong>(S. <em>nepalensis</em>), que tem chamado a atenção dos investigadores da USP por ter características muito específicas. Esta bactéria<strong> tem a capacidade de sobreviver a mudanças bruscas e concentrações extremas de salinidade</strong>, então serve como modelo para entender como os microrganismos toleram ambientes severos.</p><p>E este tipo de bactéria foi encontrado na<strong> Laguna Brejo do Espinho</strong>, em Araruama, <strong>um ambiente hostil que possui salinidade extrema</strong>. Esta tem baixa profundidade média, que varia entre 2 centímetros e 2 metros, o que faz aumentar a variação da salinidade ao longo do ano nas suas águas.</p><p>Desta forma, os investigadores estão a usar esta bactéria da laguna em <strong>experiências de laboratório </strong>que simulam algumas condições extremas de Marte, como as que são encontradas nas <strong>salmouras intermitentes — pequenos fluxos de água extremamente salgada que se formam brevemente na superfície marciana</strong>. </p><div class="texto-destacado"> A laguna em Araruama é uma das maiores massas de água hipersalina permanente do mundo, superando a concentração de sal da água do mar. </div><p>Estas experiências reproduzem o ciclo de água extremamente salgada de Marte para<strong> testar como a bactéria reage, dando pistas sobre a habitabilidade passada (ou presente) no planeta vermelho</strong>.</p><p>Ou seja, o objetivo principal desta investigação é <strong>entender se estas salmouras marcianas poderiam reunir as condições mínimas para a sobrevivência de microrganismos </strong>extremófilos (seres vivos que conseguem desenvolver-se em condições extremas).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cientistas-encontram-um-mineral-fundamental-da-terra-em-uma-rocha-de-marte-algo-nunca-antes-visto.html" title="Cientistas encontram um mineral fundamental da Terra numa rocha de Marte (algo nunca antes visto)">Cientistas encontram um mineral fundamental da Terra numa rocha de Marte (algo nunca antes visto)</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cientistas-encontram-um-mineral-fundamental-da-terra-em-uma-rocha-de-marte-algo-nunca-antes-visto.html" title="Cientistas encontram um mineral fundamental da Terra numa rocha de Marte (algo nunca antes visto)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-hallan-un-mineral-clave-de-la-tierra-en-una-roca-de-marte-algo-nunca-antes-visto-1781904236798_320.jpg" alt="Cientistas encontram um mineral fundamental da Terra numa rocha de Marte (algo nunca antes visto)"></a></article></aside><p> Estas <strong>salmouras hipersalinas de Marte poderiam ocorrer durante o</strong><strong> verão do planeta</strong>, mesmo que em quantidades muito pequenas, o que é uma informação animadora para a possibilidade de algum tipo de vida se sustentar lá.</p><p>Então, os investigadores querem entender <strong>como é que esta bactéria deve responder aos ciclos das salmouras intermitentes do verão marciano</strong>, que congelam à noite e voltam ao estado líquido durante o dia. </p><p>Durante o dia, à medida que a temperatura aumenta, a água descongela e contribui para a diluição do sal acumulado na salmoura. À noite ocorre o oposto: as soluções voltam a congelar, o que diminui a quantidade de água líquida disponível, leva a uma dessecação e ao aumento da concentração de sal da salmoura.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bacterias-de-laguna-no-rio-de-janeiro-ajudam-cientistas-a-descobrir-se-ha-vida-em-marte-entenda-1782510325624.jpg" data-image="epwr73lm4hw9"><figcaption>As salmouras em Marte são misturas de água líquida com altas concentrações de sais (como percloratos). Estas são o mecanismo mais provável para a existência de água líquida no planeta hoje. Crédito: NASA, JPL, Malin Space Science Systems.</figcaption></figure><p>Esta <strong>variação brusca</strong> na disponibilidade de água e <strong>concentração de sal </strong>nas salmouras marcianas <strong>submete a vida tal como a conhecemos a importantes desafios biológicos</strong>.</p><p>Os <strong>resultados futuros</strong> das investigações vão ajudar a <strong>entender </strong>se a <strong>capacidade adaptativa da bactéria </strong>pode ser uma <strong>via de adaptação diante de stressores ambientais em Marte</strong>. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Albergaria%2C%20D" data-year="2026" data-title="Bact%C3%A9rias%20que%20vivem%20em%20laguna%20no%20Rio%20de%20Janeiro%20ajudam%20a%20investigar%20se%20Marte%20pode%20ser%20habit%C3%A1vel" data-url="https%3A%2F%2Ftheconversation.com%2Fbacterias-que-vivem-em-laguna-no-rio-de-janeiro-ajudam-a-investigar-se-marte-pode-ser-habitavel-285594">Albergaria, D. (2026). <a href="https://theconversation.com/bacterias-que-vivem-em-laguna-no-rio-de-janeiro-ajudam-a-investigar-se-marte-pode-ser-habitavel-285594" target="_blank">Bactérias que vivem em laguna no Rio de Janeiro ajudam a investigar se Marte pode ser habitável</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/bacterias-de-laguna-no-rio-de-janeiro-ajudam-cientistas-a-descobrir-se-ha-vida-em-marte-entenda.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A escala de Bortle e como saber se o céu da sua cidade é adequado para observar a Via Láctea]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-escala-de-bortle-e-como-saber-se-o-ceu-da-sua-cidade-e-adequado-para-observar-a-via-lactea.html</link><pubDate>Sun, 28 Jun 2026 09:06:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Nem todos os céus permitem ver a Via Láctea. A escala de Bortle classifica a escuridão noturna de 1 a 9 e ajuda a determinar se a sua cidade tem condições adequadas para observar estrelas, galáxias e outros fenómenos astronómicos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-escala-de-bortle-y-como-saber-si-el-cielo-de-tu-ciudad-es-apto-para-ver-la-via-lactea-1782506575014.png" data-image="fsnt5zurlgvw" alt="A escala de Bortle" title="A escala de Bortle"><figcaption>A escala de Bortle mostra como a poluição luminosa transforma o céu noturno: desde paisagens escuras onde a Via Láctea domina a noite, até cidades onde quase não se vêem estrelas.</figcaption></figure><p>Porque é que a Via Láctea aparece como uma nuvem brilhante no céu em alguns locais, enquanto noutros apenas algumas estrelas são visíveis? <strong>A resposta está na poluição luminosa e numa ferramenta fundamental para a medir</strong>: a escala de Bortle.</p><p><strong>Observar o céu noturno nem sempre significa ver o mesmo universo</strong>. Numa grande cidade, postes de iluminação, edifícios, carros e outdoors iluminam a atmosfera, criando uma espécie de "névoa artificial" que obscurece as estrelas mais ténues. Longe dos centros urbanos, porém, o céu recupera profundidade e contraste, e até revela a faixa leitosa da nossa galáxia.</p><p>Para determinar a escuridão do céu, <strong>o</strong><strong>s astrónomos amadores e os observadores utilizam a escala de Bortle</strong>, um sistema que classifica a qualidade do céu noturno de 1 a 9, em que 1 representa um céu excecionalmente escuro e 9 um céu urbano fortemente poluído por luz artificial.</p><h2>O que mede a escala de Bortle?<br></h2><p>A escala de Bortle não mede o clima ou a cobertura de nuvens, mas sim <strong>o brilho do céu noturno causado principalmente pela poluição luminosa</strong>. Foi proposta pelo astrónomo amador John E. Bortle e é utilizada como um guia prático para estimar a nitidez da observação de estrelas, galáxias, nebulosas e, claro, da Via Láctea.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A escala de Bortle revela quanta luz ofusca as estrelas e quão visível pode ser a Via Láctea.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Isto significa que <strong>quanto mais baixo for o número, melhor será o céu para observar as estrelas</strong>. Quanto maior o número, mais luzes competirão com as estrelas. E sim, infelizmente, as luzes geralmente ganham de lavada.</p><h3>De 1 a 9: assim muda o céu noturno<br></h3><p><strong>Um céu Bortle 1 corresponde a condições quase perfeitas</strong>: escuridão profunda, horizonte limpo e uma Via Láctea muito proeminente, com detalhes visíveis a olho nu. É o <strong>tipo de céu que se encontra em zonas remotas</strong>, longe de cidades, estradas e centros industriais.</p><p><strong>Nos índices Bortle 2 e 3, o céu continua excelente para a astronomia.</strong> A Via Láctea é claramente visível e algumas estruturas internas podem ser distinguidas sem telescópio, especialmente em noites sem lua.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-escala-de-bortle-y-como-saber-si-el-cielo-de-tu-ciudad-es-apto-para-ver-la-via-lactea-1782498491797.jpg" data-image="tpan22yzen4y" alt="Escala de Bortle." title="Escala de Bortle."><figcaption>A escala de Bortle classifica a qualidade do céu noturno de 1 a 9: quanto mais baixo for o índice, melhores serão as condições para observar a Via Láctea.</figcaption></figure><p>O <strong>nível 4 de Bortle já apresenta alguma poluição luminosa, mas ainda permite ver a Via Láctea</strong>, embora com menos contraste. Para muitas pessoas, este pode ser o primeiro grande passo de "eu vejo estrelas" para "eu vejo uma galáxia acima da minha cabeça".</p><p><strong>Em condições de Bortle 5 e 6</strong>, típicas de zonas suburbanas ou cidades de média dimensão, a Via Láctea torna-se difícil ou quase impossível de detetar a olho nu. <strong>Estrelas brilhantes, planetas e a Lua são visíveis, mas os objetos ténues desaparecem</strong>.</p><p>Os <strong>níveis 7, 8 e 9 da escala de Bortle correspondem a céus urbanos com forte iluminação</strong>. Nestes casos, o céu pode parecer acinzentado ou alaranjado, e apenas as estrelas mais brilhantes são visíveis. A Via Láctea, na prática, desaparece da vista.</p><h2>Que classificação de Bortle preciso de ter para ver a Via Láctea?<br></h2><p>Para observar a Via Láctea a olho nu, o ideal <strong>é procurar céus com um índice de Bortle de 4 ou inferior</strong>. Para uma experiência verdadeiramente deslumbrante, procure locais com um índice de Bortle de 1, 2 ou 3, longe da luz solar direta e com um horizonte limpo.</p><p> Mas<strong> o índice não é tudo</strong>. A fase da lua, a transparência atmosférica, a cobertura de nuvens, a humidade e a época do ano também importam. <strong>Uma noite sem lua é muito melhor do que uma noite de lua cheia</strong>, porque até a luz natural pode obscurecer estrelas ténues e detalhes da galáxia. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg> Para ver a Via Láctea, procure céus com classificação Bortle 4 ou inferior: sem lua, sem nuvens e longe das luzes da cidade. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Além disso, <strong>pode consultar mapas de poluição luminosa, como o <em>Light Pollution Map</em></strong> ou plataformas similares, onde é possível pesquisar uma cidade ou coordenadas e estimar o nível de Bortle desse local. Existem também aplicações de astronomia que ajudam a planear passeios noturnos com base na localização, fase da lua e visibilidade.</p><p>Se a sua cidade apresentar um índice de Bortle elevado, isso não significa que deva desistir. <strong>Por vezes, basta afastar-se 30, 60 ou 90 minutos do centro da cidade para notar uma grande diferença</strong>. O céu escuro nem sempre está assim tão longe: só tem de escapar do "modo estádio" da cidade.</p><p><strong>A poluição luminosa não afeta apenas quem quer fotografar a Via Láctea. Também impacta a investigação astronómica</strong>, perturba os ecossistemas noturnos e diminui a nossa ligação com o céu. Em países como o Chile, que possui alguns dos mais belos céus do planeta, <strong>proteger o céu noturno significa também salvaguardar uma janela privilegiada para o universo</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referencia de la noticia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Sky%20and%20Telescope" data-year="2026" data-title="Medici%C3%B3n%20de%20la%20contaminaci%C3%B3n%20lum%C3%ADnica%3A%20La%20escala%20de%20cielo%20oscuro%20de%20Bortle." data-url="https%3A%2F%2Fskyandtelescope.org%2Fastronomy-resources%2Flight-pollution-and-astronomy-the-bortle-dark-sky-scale%2F">Sky and Telescope. (2026). <a href="https://skyandtelescope.org/astronomy-resources/light-pollution-and-astronomy-the-bortle-dark-sky-scale/" target="_blank">Medición de la contaminación lumínica: La escala de cielo oscuro de Bortle.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-escala-de-bortle-e-como-saber-se-o-ceu-da-sua-cidade-e-adequado-para-observar-a-via-lactea.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O mistério das pinturas rupestres e a busca por ADN da idade do gelo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-misterio-das-pinturas-rupestres-e-a-busca-por-adn-da-idade-do-gelo.html</link><pubDate>Sun, 28 Jun 2026 08:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O segredo das grutas calcárias: como a saliva de artistas da idade do gelo preservou o seu ADN. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-misterio-das-pinturas-rupestres-e-a-busca-por-adn-na-idade-do-gelo-1782210989465.png" data-image="7np2qyxa4ojh"><figcaption>Pinturas rupestres em Taureaux / Grotte de Lascaux, France.</figcaption></figure><p>Uma expedição científica pioneira em grutas calcárias espanholas propõe-se a extrair material genético humano diretamente de pinturas rupestres com mais de <strong>40.000 anos</strong>. </p><div class="texto-destacado">Paramentados com fatos de proteção biológica para blindar as amostras contra contaminações modernas, os investigadores assemelham-se a peritos forenses numa antiga cena de crime. </div><p>O intuito deste projeto inovador é decifrar um autêntico "caso de pessoas desaparecidas" que se estende por milénios, revelando finalmente a verdadeira <strong>identidade dos artistas da Idade do Gelo que imortalizaram veados, cavalos e os emblemáticos estênceis de mãos no interior das rochas</strong>. </p><h2>Uma cápsula do tempo biológica nas paredes de calcário</h2><p>Apesar de a comunidade científica <strong>já ter obtido sucesso na extração de ADN humano a partir de sedimentos de grutas </strong>e de pequenos artefactos escavados no solo, nunca ninguém tinha conseguido recuperar material genético diretamente da própria superfície onde a arte foi criada.</p><div class="texto-destacado">A viabilidade desta empreitada revolucionária depende fundamentalmente de um alinhamento perfeito de condições naturais e de uma boa dose de sorte. </div><p>O primeiro requisito essencial é que os artistas<strong> tenham deixado os seus vestígios biológicos na rocha calcária</strong>, o que pode ter ocorrido através da descamação natural de células da pele ao tocarem na parede. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-misterio-das-pinturas-rupestres-e-a-busca-por-adn-na-idade-do-gelo-1782211098895.png" data-image="lpzf4c28ot8u"><figcaption>Pinturas rupestres em la Cueva de las manos.</figcaption></figure><p>Contudo, uma hipótese ainda mais promissora reside no método de <strong>"pintura em spray" tipicamente utilizado no Paleolítico para criar os estênceis.</strong> Ao desenhar as silhuetas das suas mãos, os artistas <strong>sopravam o pigmento com a boca</strong> ou canalizavam-no através de um osso oco, um processo que inevitavelmente banharia a superfície da rocha com finas gotículas de saliva repletas de ADN. </p><h2>O papel da gruta na preservação do material genético</h2><p>O segundo requisito essencial para o sucesso da investigação prende-se com o papel da <strong>própria gruta como um eficiente agente de conservação natura</strong><strong>l</strong>. Ao longo dos milénios, a lenta infiltração de águas ácidas pelas fendas dissolve o calcário da estrutura, depositando gradualmente uma fina camada de calcite translúcida sobre as pinturas rupestres. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-misterio-das-pinturas-rupestres-e-a-busca-por-adn-na-idade-do-gelo-1782211200306.png" data-image="duqxb70az7a7"><figcaption>Pintura rupestre em Cerro Azul, Guaviare</figcaption></figure><p>Esta película mineral funciona como uma <strong>autêntica cápsula do tempo</strong>, selando a arte de forma hermética e protegendo o frágil material genético subjacente da severa degradação ambiental e de contaminações externas. <strong>As grutas europeias, conhecidas pelos seus ambientes frescos e de temperatura bastante estável</strong>, oferecem condições muito mais propícias à preservação do ADN do que os climas quentes do Sudeste Asiático, onde as tentativas anteriores de outros cientistas falharam. </p><h2>O desafio analítico e as implicações para o futuro da arqueologia</h2><p>O rigoroso processo de amostragem no terreno constitui um enorme desafio técnico para os cientistas. Utilizando bisturis esterilizados, <strong>a equipa raspa a camada protetora de calcite com precisão cirúrgica para extrair minúsculas aparas</strong> do nível inferior onde repousa o pigmento original. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-misterio-das-pinturas-rupestres-e-a-busca-por-adn-na-idade-do-gelo-1782211437797.png" data-image="49qh7tmacdcl"><figcaption>Gravuras de arte rupestre pré-histórica em Twyfelfontein, Kunene, Namíbia, incluindo o famoso Homem-Leão com dedos humanos nos pés e uma pegada na ponta da sua longa.</figcaption></figure><p>Estas valiosas amostras são de seguida enviadas para o Instituto Max Planck, na Alemanha, onde os investigadores procurarão<strong> isolar o ADN antigo </strong>através de técnicas de sequenciação de ponta, distinguindo-o de qualquer contaminação contemporânea. </p><div class="texto-destacado">Se esta expedição alcançar o sucesso desejado, a extração direta de ADN transformará profundamente a nossa compreensão da pré-história. </div><p>A técnica poderá proporcionar<strong> respostas irrefutáveis a questões de longa data, revelando finalmente o sexo dos artistas</strong>, se pertenciam à mesma linhagem familiar e, a <strong>questão mais revolucionária de todas, se eram Homo sapiens ou Neandertais</strong>. Confirmar que os Neandertais criaram estas obras de arte obrigaria a uma reavaliação profunda da sua capacidade criativa e sofisticação cognitiva. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="751648" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/arte-rupestre-mais-antiga-do-mundo-datada-de-67-mil-anos-e-identificada-em-caverna-na-indonesia.html" title="Arte rupestre mais antiga do mundo, datada de 67 mil anos, é identificada em caverna na Indonésia">Arte rupestre mais antiga do mundo, datada de 67 mil anos, é identificada em caverna na Indonésia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/arte-rupestre-mais-antiga-do-mundo-datada-de-67-mil-anos-e-identificada-em-caverna-na-indonesia.html" title="Arte rupestre mais antiga do mundo, datada de 67 mil anos, é identificada em caverna na Indonésia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/arte-rupestre-mais-antiga-do-mundo-datada-de-67-mil-anos-e-identificada-em-caverna-na-indonesia-1769537998455_320.jpg" alt="Arte rupestre mais antiga do mundo, datada de 67 mil anos, é identificada em caverna na Indonésia"></a></article></aside><p>Neste sentido, os investigadores alertam ainda para a urgência destes trabalhos, pois as grutas <strong>são ambientes instáveis e vulneráveis a colapsos ou inundações</strong>, o que ameaça apagar para sempre este inestimável registo da humanidade.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="St.%20Fleur%2C%20Nicholas" data-year="" data-title="Solving%20one%20of%20humanity%E2%80%99s%20oldest%20%E2%80%98missing%20person%E2%80%99%20cases" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nationalgeographic.com%2Fnewsletters%2Farticle%2Fcave-painting-spain-stones-and-bones">St. Fleur, Nicholas. <a href="https://www.nationalgeographic.com/newsletters/article/cave-painting-spain-stones-and-bones" target="_blank" rel="">Solving one of humanity’s oldest ‘missing person’ cases</a>.</cite></p></section><h3><br></h3>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-misterio-das-pinturas-rupestres-e-a-busca-por-adn-da-idade-do-gelo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Atenção à radiação UV em Portugal Continental: esperam-se níveis elevados nos próximos dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/atencao-a-radiacao-uv-em-portugal-continental-esperam-se-niveis-elevados-nos-proximos-dias.html</link><pubDate>Sun, 28 Jun 2026 07:02:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Como temos vindo a avançar, espera-se que a tendência de subida térmica continue nos próximos dias. Além disso, esperam-se dias de radição UV elevada. Confira aqui a previsão!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xajcrvq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xajcrvq.jpg" id="xajcrvq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A <strong>partir das 11h de hoje, domingo, a radiação UV começa a aumentar em todo o país</strong>, no entanto, será mais elevada no Sul do país, seguida de valores semelhantes no interior Centro, principalmente até às 15h, baixando gradualmente nas horas seguintes.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p><strong>No Norte, esta radiação será mais baixa ao longo do dia de hoje, devido à presença de alguma nebulosidade</strong>, no entanto espera-se que este cenário mude na semana que está prestes a iniciar.</p><h2>Entre segunda e sexta-feira a radiação UV contará com níveis elevados em praticamente todo o país</h2><p>A <strong>fraca cobertura de nuvens esperada para os próximos dias contribuirá para o aumento da radiação UV </strong>em todo o país. A par deste aumento, espera-se que as temperaturas também subam em todo o país. Esta subida será sentida especialmente no litoral Norte e Centro, a partir de quarta-feira. O Sul já deverá sentir temperaturas mais elevadas a partir de amanhã, segunda-feira.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/atencao-a-radiacao-uv-em-portugal-continental-esperam-se-niveis-elevados-nos-proximos-dias-1782591257647.png" data-image="v1ldlm7v1gre" alt="índice radiação UV" title="índice radiação UV"><figcaption>Pelo menos, até sexta-feira, dia 3 de julho, esperam-se níveis elevados de radiação UV em Portugal Continental, especialmente entre as 12h e as 15h.</figcaption></figure><p>Segundo a atual previsão do ECMWF, e ainda que a radiação se mantenha muito elevada ao longo da próxima semana,<strong> espera-se que entre quarta e sexta-feira, esta conte com um índice de 10</strong>, numa escala de 0 a 15, em boa parte do país, indicando valores elevados. Na quinta-feira, dia 2 de julho, como podemos observar no mapa acima, este índice de 10 poderá ser registado em boa parte do Centro e Sul do país. <strong>No Norte, espera-se um índice de 9, na mesma escala. Poderá ser atenuada face ao resto do território devido à presença de alguma nebulosidade</strong>.</p><h2>Cuidados a ter sob radiação UV elevada</h2><p>Sob estas condições, existem alguns cuidados a ter, principalmente se vamos estar expostos ao sol. Com um índice entre o 9 e 10, considerado "muito elevado", dá-se um aumento do risco de <strong>danos oculares</strong>, assim como, uma <strong>pessoa com pele clara pode sofrer queimaduras com exposição ao sol de cerca de 15 a 25 minutos</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775909" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ultima-previsao-do-modelo-europeu-calor-intenso-podera-chegar-a-portugal-na-quarta-feira-1-de-julho.html" title="Última previsão do modelo europeu: calor intenso poderá chegar a Portugal na quarta-feira, 1 de julho">Última previsão do modelo europeu: calor intenso poderá chegar a Portugal na quarta-feira, 1 de julho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ultima-previsao-do-modelo-europeu-calor-intenso-podera-chegar-a-portugal-na-quarta-feira-1-de-julho.html" title="Última previsão do modelo europeu: calor intenso poderá chegar a Portugal na quarta-feira, 1 de julho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ultima-previsao-do-modelo-europeu-calor-intenso-chegara-a-portugal-na-quarta-feira-1-de-julho-1782517146263_320.png" alt="Última previsão do modelo europeu: calor intenso poderá chegar a Portugal na quarta-feira, 1 de julho"></a></article></aside><p>Tanto a OMS como a DGS recomendam uma série de cuidados a ter sob radiação UV elevada. As mais importantes a respeitar são o <strong>uso de protetor solar</strong>, chapéu com abas largas, roupas leves e evitar exposição nas horas de maior radiação (preferencialmente entre as 11h e as 17h). O <strong>uso de óculos com proteção UV</strong> também é importante, de forma a evitar danos oculares. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/atencao-a-radiacao-uv-em-portugal-continental-esperam-se-niveis-elevados-nos-proximos-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Devo cortar as folhas dos tomates para que fiquem vermelhos? Aqui ficam as nossas dicas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/devo-cortar-as-folhas-dos-tomates-para-que-fiquem-vermelhos-aqui-ficam-as-nossas-dicas.html</link><pubDate>Sun, 28 Jun 2026 06:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Está muito calor? Descubra se deve remover as folhas dos seus tomates no verão. Saiba como proteger os seus tomates do sol, evitar queimaduras solares e garantir que amadurecem de forma natural e saudável.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/pour-faire-rougir-les-tomates-dois-je-couper-les-feuilles-voici-nos-conseils-1782496568436.jpeg" data-image="cqbev1d9p5ll" alt="Tomates coloridos! Perfeitos para as suas saladas de verão." title="Tomates coloridos! Perfeitos para as suas saladas de verão."><figcaption>Tomates coloridos! Perfeitos para as suas saladas de verão.</figcaption></figure><p>No verão, predomina o tempo quente e ensolarado. Ainda vê tomates verdes na sua horta?<strong> Aqui ficam algumas dicas para os ajudar a amadurecer </strong>gradualmente antes que as temperaturas desçam muito (com a chegada do outono).</p><h2>Temperatura: um fator chave</h2><p>O tomate é um fruto-hortícola que <strong>prospera especialmente ao sol</strong>. Para se desenvolver adequadamente, necessita tanto de calor como de luz. Se as sementes forem semeadas demasiado cedo na estação, as plantas podem apresentar um crescimento atrofiado ou tornar-se excessivamente altas e finas.</p><p>Isto pode dever-se ao <strong>calor excessivo (em ambientes interiores) ou à falta de luz</strong>, o que leva as jovens plântulas a esticarem-se para cima.</p><p>Uma vez plantadas no solo, as plantas de tomate necessitam de temperaturas estáveis,<strong> idealmente acima dos 15°C à noite</strong>. Abaixo deste limite, o crescimento diminui consideravelmente. A 10°C ou menos, a planta deixa de se desenvolver completamente.</p><h2>Preserve a folhagem</h2><p><strong>Está a pensar em remover algumas folhas? Não é necessário</strong>. Fazê-lo pode tornar a planta mais vulnerável a doenças, que penetram facilmente através de feridas causadas pela poda.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pour-faire-rougir-les-tomates-dois-je-couper-les-feuilles-voici-nos-conseils-1782496663557.jpeg" data-image="vbqmkye8ahvu" alt="A remoção das folhas priva as plantas de tomate da fotossíntese." title="A remoção das folhas priva as plantas de tomate da fotossíntese."><figcaption>A remoção das folhas priva as plantas de tomate da fotossíntese.</figcaption></figure><p>O <strong>ideal é remover apenas as folhas afetadas pelo míldio ou outras doenças</strong>. Ao fazê-lo, certifique-se de que desinfeta a tesoura de poda após cada corte para limitar a propagação da infeção; esta é uma medida rápida e eficaz.</p><p><strong>A folhagem também ajuda a reter a humidade do solo</strong>, o que é especialmente benéfico durante períodos de sol intenso e calor. Isto significa que pode regar com menos frequência! Certifique-se apenas de que existe uma boa circulação de ar ao redor das plantas.</p><h2>Porque é que os tomates permanecem verdes?</h2><p><strong>A velocidade de maturação varia de acordo com a variedade</strong>: umas amadurecem cedo e outras mais tarde. O calor é o principal fator que impulsiona o amadurecimento dos frutos. O aparecimento dos primeiros tomates vermelhos indica que as temperaturas são favoráveis.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774587" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/eis-algumas-dicas-naturais-para-ter-tomates-e-aboboras-bonitos-na-horta.html" title="Eis algumas dicas naturais para ter tomates e abóboras bonitos na horta!">Eis algumas dicas naturais para ter tomates e abóboras bonitos na horta!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/eis-algumas-dicas-naturais-para-ter-tomates-e-aboboras-bonitos-na-horta.html" title="Eis algumas dicas naturais para ter tomates e abóboras bonitos na horta!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/voici-quelques-trucs-naturels-pour-avoir-de-belles-tomates-et-courges-au-potager-nature-environnement-1780738029967_320.jpeg" alt="Eis algumas dicas naturais para ter tomates e abóboras bonitos na horta!"></a></article></aside><p>Além disso,<strong> estes tomates maduros libertam um gás natural que acelera o amadurecimento dos restantes</strong>. Por isso, é uma boa ideia deixar alguns tomates vermelhos na planta para estimular o amadurecimento dos outros!</p><p>No final da estação, se ainda tiver tomates verdes ou pouco maduros, <strong>pode levá-los para dentro de casa e colocá-los perto de algumas maçãs</strong>. As maçãs libertam o mesmo gás, o que ajudará os seus tomates a amadurecer!</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/devo-cortar-as-folhas-dos-tomates-para-que-fiquem-vermelhos-aqui-ficam-as-nossas-dicas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[De casa ferroviária esquecida a habitação acessível: conheça o edifício que renascerá no Norte do país]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/de-casa-ferroviaria-esquecida-a-habitacao-acessivel-conheca-o-edificio-que-renascera-no-norte-do-pais.html</link><pubDate>Sun, 28 Jun 2026 05:03:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Esta antiga estação esteve abandonada durante décadas. Agora vai dar lugar a duas casas a preços acessíveis. Saiba tudo aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/de-casa-ferroviaria-esquecida-a-habitacao-acessivel-conheca-o-edificio-que-renascera-no-norte-do-pais-1782508572520.jpg" data-image="a54ntuvkbbxm" alt="Casa ferroviária" title="Casa ferroviária"><figcaption>Durante anos acolheu ferroviários. Em breve, vai receber novos moradores. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>Depois de décadas sem utilização e de um avançado estado de degradação, esta <strong>casa da estação ferroviária</strong> de Veade, em <strong>Celorico de Basto</strong>, vai ganhar uma nova vida. </p><p>Do que é que estamos a falar? O edifício que serviu, durante anos, de apoio aos funcionários da antiga<strong> Linha do Tâmega</strong> está a ser requalificado. A ideia é clara: <strong>criar duas novas habitações a custos acessíveis</strong>. </p><div class="texto-destacado">A notícia foi avançada pela Câmara Municipal de Celorico de Basto, que já arrancou com os trabalhos no terreno.</div><p>“A antiga casa da estação ferroviária de Veade, em Celorico de Basto, está a ser transformada em habitações a custos controlados, num projeto que combina a <strong>recuperação de património histórico</strong> com a <strong>criação de novas respostas para a habitação acessível no concelho</strong>”, lê-se no<em> site</em> ‘Conta Lá’.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762471" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/dormir-onde-o-comboio-ja-nao-passa-a-revolucao-turistica-esta-a-chegar-a-chaves.html" title="Dormir onde o comboio já não passa: a revolução turística está a chegar a Chaves">Dormir onde o comboio já não passa: a revolução turística está a chegar a Chaves</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/dormir-onde-o-comboio-ja-nao-passa-a-revolucao-turistica-esta-a-chegar-a-chaves.html" title="Dormir onde o comboio já não passa: a revolução turística está a chegar a Chaves"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/dormir-onde-o-comboio-ja-nao-passa-a-revolucao-turistica-esta-a-chegar-a-chaves-1775474255607_320.jpg" alt="Dormir onde o comboio já não passa: a revolução turística está a chegar a Chaves"></a></article></aside><p>“O edifício foi construído em 1940 e está abandonado desde os anos 90, altura em que aconteceu a desativação da linha férrea no troço entre Amarante e Arco de Baúlhe”, acrescenta a revista ‘NiT’.</p><h2>Um projeto que combina dois objetivos</h2><p>As obras já arrancaram e visam “garantir <strong>resposta à escassez habitacional </strong>em Portugal e em Celorico de Basto, potenciando a criação de <strong>habitação a preços acessíveis </strong>com a reutilização adaptativa deste e de outros edifícios públicos existentes, sem utilidade e que poderão garantir uso, funcionalidade e progresso”, segundo referiu José Peixoto Lima, presidente da autarquia.</p><p>A intervenção, que decorrerá ao longo dos próximos meses, tem como principal objetivo manter a arquitetura original do edifício. </p><div class="texto-destacado">O investimento ronda os 136 mil euros e é financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), com apoio da União Europeia.</div><p>“Construída em 1940 para alojar os funcionários da estação ferroviária de Veade/Mondim de Basto, a casa perdeu a sua função original após o encerramento do troço da Linha do Tâmega entre Amarante e Arco de Baúlhe, em 1990”, explica o ‘Conta Lá’. “Sem qualquer utilização desde então, o imóvel permaneceu devoluto durante décadas.”</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/de-casa-ferroviaria-esquecida-a-habitacao-acessivel-conheca-o-edificio-que-renascera-no-norte-do-pais-1782508331152.jpg" data-image="3o1biwegnbeu" alt="Casa" title="Casa"><figcaption>Construído em 1940 este edifício tinha por objetivo garantir habitação aos funcionários da estação ferroviária de Veade/Mondim de Basto. Foto: CM Celorico de Basto</figcaption></figure><p>Situado junto à Ecopista do Tâmega, instalada no antigo traçado ferroviário e atualmente um dos principais polos de atração turística da região, o edifício ganhará agora uma nova vida através deste projeto de reabilitação. A intervenção permitirá, assim,<strong> recuperar um imóvel histórico</strong> inserido numa zona com crescente procura por parte de visitantes e utilizadores da ecopista.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774958" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esqueca-o-carro-estas-5-viagens-sao-imperdiveis-mas-para-fazer-de-comboio.html" title="Esqueça o carro: estas 5 viagens são “imperdíveis”, mas para fazer de comboio">Esqueça o carro: estas 5 viagens são “imperdíveis”, mas para fazer de comboio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esqueca-o-carro-estas-5-viagens-sao-imperdiveis-mas-para-fazer-de-comboio.html" title="Esqueça o carro: estas 5 viagens são “imperdíveis”, mas para fazer de comboio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esqueca-o-carro-estas-5-viagens-sao-imperdiveis-mas-para-fazer-de-comboio-1782110637838_320.jpg" alt="Esqueça o carro: estas 5 viagens são “imperdíveis”, mas para fazer de comboio"></a></article></aside><p>Para o presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, José Peixoto Lima, a recuperação deste tipo de património é uma forma de responder à falta de habitação, dando uma nova utilidade a edifícios públicos que deixaram de cumprir a função para a qual foram originalmente construídos. Na sua perspetiva, estas intervenções não só<strong> aumentam a oferta habitacional</strong>, como também <strong>evitam a degradação de imóveis com valor histórico</strong>.</p><p>Além de criar novas soluções de habitação, a requalificação preserva também a memória ferroviária do concelho. Durante várias décadas, a estação de Veade/Mondim de Basto foi um ponto de ligação essencial na Linha do Tâmega, desempenhando um papel relevante na mobilidade das populações e no desenvolvimento económico e social desta região do interior norte do país.</p><h2>Conclusão à vista?</h2><p>No final da obra, o imóvel contará com habitações <strong>T0+1</strong>, cada uma com cerca de 48,5 metros quadrados de área bruta de construção. </p><p>E quanto à conclusão? A empreitada deverá ficar concluída durante o segundo semestre deste ano.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Conta%20L%C3%A1%2C%20Moniz%20M" data-year="2026" data-title="De%20casa%20ferrovi%C3%A1ria%20abandonada%20a%20habita%C3%A7%C3%A3o%20acess%C3%ADvel%3A%20esta%C3%A7%C3%A3o%20de%20Veade%20ganha%20nova%20vida" data-url="https%3A%2F%2Fsapo.pt%2Fartigo%2Fde-casa-ferroviaria-abandonada-a-habitacao-acessivel-estacao-de-veade-ganha-nova-vida-6a2a8696918125d5f87e410a">Conta Lá, Moniz M. (2026). <a href="https://sapo.pt/artigo/de-casa-ferroviaria-abandonada-a-habitacao-acessivel-estacao-de-veade-ganha-nova-vida-6a2a8696918125d5f87e410a" target="_blank">De casa ferroviária abandonada a habitação acessível: estação de Veade ganha nova vida</a>.</cite><br><cite data-author="NiT%2C%20Pincelli%2C%20I" data-year="2026" data-title="Esta%20casa%20ferrovi%C3%A1ria%20abandonada%20vai%20dar%20lugar%20a%20um%20novo%20projeto%20de%20habita%C3%A7%C3%A3o%20acess%C3%ADvel" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fna-cidade%2Festa-casa-ferroviaria-abandonada-vai-dar-lugar-a-um-novo-projeto-de-habitacao-acessivel">NiT, Pincelli, I. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/esta-casa-ferroviaria-abandonada-vai-dar-lugar-a-um-novo-projeto-de-habitacao-acessivel" target="_blank">Esta casa ferroviária abandonada vai dar lugar a um novo projeto de habitação acessível</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/de-casa-ferroviaria-esquecida-a-habitacao-acessivel-conheca-o-edificio-que-renascera-no-norte-do-pais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Saiba o que o tempo reserva até ao final de junho: calor regressa, mas a nortada continuará a marcar presença]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/saiba-o-que-o-tempo-reserva-ate-ao-final-de-junho-calor-regressa-mas-a-nortada-continuara-a-marcar-presenca.html</link><pubDate>Sat, 27 Jun 2026 13:08:20 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O Anticiclone dos Açores volta a dominar o estado do tempo em Portugal até ao final de junho, trazendo dias secos, uma subida gradual das temperaturas no interior, e uma nortada persistente que irá manter o litoral mais fresco.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xajab0m"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xajab0m.jpg" id="xajab0m"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois de uns dias marcados pela passagem de uma depressão que trouxe chuva, trovoadas e uma descida significativa das temperaturas, <strong>Portugal prepara-se para um regresso gradual às condições típicas de verão</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Entre este sábado, 27 de junho, e terça-feira, dia 30, <strong>o Anticiclone dos Açores voltará a assumir o controlo do estado do tempo,</strong> promovendo dias maioritariamente secos, estáveis e progressivamente mais quentes.</p><h2>Sábado despedimos-nos da instabilidade </h2><p>Durante a tarde deste sábado ainda poderão ocorrer alguns aguaceiros fracos e localizados na região da Serra da Estrela e, pontualmente, <strong>na sub-região do Douro, sobretudo nas zonas de Lamego e Armamar.</strong> A tendência será, contudo, para a precipitação desaparecer durante o final da tarde. As temperaturas começam igualmente a recuperar após dois dias mais frescos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-o-que-o-tempo-reserva-ate-ao-final-de-junho-calor-regressa-mas-a-nortada-continuara-a-marcar-presenca-1782563088196.png" data-image="bj3hza6n16pa" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>As temperaturas começam a recuperar após dois dias mais frescos. O interior volta a aproximar-se dos 30 ºC, enquanto o litoral permanece mais ameno devido à influência do Atlântico.</figcaption></figure><p>No litoral Norte e Centro, as máximas deverão situar-se entre os 20 e os 25 ºC, enquanto o interior Norte e Centro poderá atingir valores entre 29 e 32 ºC. No Sul, o contraste entre litoral e interior será menor, embora a influência atlântica continue a moderar as temperaturas junto à costa.</p><h2>Domingo haverá tempo estável, mas com uma nortada mais intensa</h2><p>O domingo deverá começar com alguma nebulosidade no litoral Norte e Centro, dissipando-se gradualmente ao longo da manhã. Em termos de temperatura, o dia será muito semelhante ao anterior.</p><p>O principal destaque será o reforço da nortada durante a tarde.<strong> As rajadas poderão ultrapassar os 50 km/h na faixa costeira Norte e Centro e estender-se à região da Grande Lisboa.</strong> Este vento resulta do fortalecimento do gradiente de pressão criado pelo Anticiclone dos Açores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-o-que-o-tempo-reserva-ate-ao-final-de-junho-calor-regressa-mas-a-nortada-continuara-a-marcar-presenca-1782563248027.png" data-image="uw5xp3utskwy" alt="Rajada de vento" title="Rajada de vento"><figcaption>A nortada intensifica-se durante a tarde de domingo, com rajadas superiores a 50 km/h em vários pontos do litoral Norte e Centro e também na região da Grande Lisboa.</figcaption></figure><p>À medida que este sistema desenvolve uma crista em direção a Portugal, as isóbaras aproximam-se da costa portuguesa, acelerando o fluxo de ar de norte para sul e originando a <strong>típica nortada de verão.</strong></p><h2>Segunda e terça-feira: o calor regressa ao litorar, e intensifica-se no interior</h2><p>Na <strong>segunda-feira, as temperaturas voltam a subir na maioria do território</strong>. As máximas deverão ultrapassar os 30 ºC em grande parte do interior, enquanto o litoral dos distritos de Lisboa, Leiria, Coimbra e Aveiro continuará mais fresco devido à influência marítima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-o-que-o-tempo-reserva-ate-ao-final-de-junho-calor-regressa-mas-a-nortada-continuara-a-marcar-presenca-1782563359196.png" data-image="fhssbxzhm2p6" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O calor regressa ao interior de Portugal, com máximas entre 35 e 37 ºC no Alentejo e Vale do Tejo, enquanto a faixa costeira continua mais fresca sob influência da nortada.</figcaption></figure><p>Os valores mais elevados deverão registar-se em <strong>Santarém, Portalegre, Évora e Beja, onde os termómetros poderão atingir os 36 a 37 ºC.</strong></p><p>Na terça-feira, último dia de junho, o Anticiclone dos Açores estará na posição mais favorável para estabilizar a atmosfera sobre Portugal. As temperaturas poderão subir mais um grau relativamente ao dia anterior, permitindo que <strong>algumas localidades do interior alcancem 38 ou mesmo 39 ºC.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775909" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ultima-previsao-do-modelo-europeu-calor-intenso-podera-chegar-a-portugal-na-quarta-feira-1-de-julho.html" title="Última previsão do modelo europeu: calor intenso poderá chegar a Portugal na quarta-feira, 1 de julho">Última previsão do modelo europeu: calor intenso poderá chegar a Portugal na quarta-feira, 1 de julho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ultima-previsao-do-modelo-europeu-calor-intenso-podera-chegar-a-portugal-na-quarta-feira-1-de-julho.html" title="Última previsão do modelo europeu: calor intenso poderá chegar a Portugal na quarta-feira, 1 de julho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ultima-previsao-do-modelo-europeu-calor-intenso-chegara-a-portugal-na-quarta-feira-1-de-julho-1782517146263_320.png" alt="Última previsão do modelo europeu: calor intenso poderá chegar a Portugal na quarta-feira, 1 de julho"></a></article></aside><p> Apesar do aumento do calor, a <strong>nortada continuará a soprar no litoral Norte e Centro</strong>, limitando a subida das temperaturas junto ao mar. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-o-que-o-tempo-reserva-ate-ao-final-de-junho-calor-regressa-mas-a-nortada-continuara-a-marcar-presenca-1782563429068.png" data-image="4l8he0zsipso" alt="índice UV" title="índice UV"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-615539">O último dia de junho será marcado por um índice ultravioleta muito elevado, podendo atingir o nível 10 durante as horas centrais do dia.</figcaption></figure><p> Outro fator a ter em conta será o<strong> índice ultravioleta,</strong> que deverá atingir valores de 10 durante as horas de maior insolação, classificados como muito elevados e exigindo cuidados acrescidos com a exposição solar.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/saiba-o-que-o-tempo-reserva-ate-ao-final-de-junho-calor-regressa-mas-a-nortada-continuara-a-marcar-presenca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Importância do Sistema Global de Observação dos Oceanos, riscos que enfrenta e consequências para a análise do clima]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/importancia-do-sistema-global-de-observacao-dos-oceanos-riscos-que-enfrenta-e-consequencias-para-a-analise-do-clima.html</link><pubDate>Sat, 27 Jun 2026 11:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O Sistema Global de Observação dos Oceanos (GOOS) é um programa internacional para monitorização de todos os oceanos, composto por uma rede de flutuadores robóticos, navios de investigação e boias fixas que abrange todas as bacias oceânicas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/importancia-do-sistema-global-de-observacao-dos-oceanos-riscos-que-enfrenta-e-consequencias-para-a-analise-do-clima-1781129565536.jpg" data-image="p0kcy6lcp2b1" alt="Oceanos" title="Oceanos"><figcaption>O Sistema Global de Observação dos Oceanos, que resulta de uma importante cooperação internacional é fundamental para a monitorização dos oceanos.</figcaption></figure><p>O GOOS é considerado uma das conquistas mais importantes da cooperação científica internacional e é coordenado pela Comissão Oceanográfica Intergovernamental da UNESCO (COI-UNESCO).</p><h2>Importância do Sistema Global de Observação dos Oceanos</h2><p>O oceano presta serviços<strong> essenciais à sociedade</strong>. Além de ser fundamental para regular o clima, fornece alimentos e energia e sustenta uma série de importantes atividades económicas e de defesa.</p><p>Desde cerca de 2005, que <strong>o GOOS tem proporcionado uma cobertura quase contínua e quase global das temperaturas oceânicas, desde a superfície até aos 2 000 metros de profundidade,</strong> que resulta de décadas de compromisso político sustentado e investimento coordenado por parte de dezenas de nações. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="748879" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-grupo-de-cientistas-alertam-que-os-oceanos-absorveram-niveis-recordes-de-calor-em.html" title="Um grupo de cientistas alertam que os oceanos absorveram níveis recordes de calor em 2025">Um grupo de cientistas alertam que os oceanos absorveram níveis recordes de calor em 2025</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-grupo-de-cientistas-alertam-que-os-oceanos-absorveram-niveis-recordes-de-calor-em.html" title="Um grupo de cientistas alertam que os oceanos absorveram níveis recordes de calor em 2025"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/um-grupo-de-cientistas-alertam-que-os-oceanos-absorveram-niveis-recordes-de-calor-em-1768314942527_320.jpg" alt="Um grupo de cientistas alertam que os oceanos absorveram níveis recordes de calor em 2025"></a></article></aside><p>O Sistema Global de Observação dos Oceanos (GOOS) é copatrocinado por diversas entidades, entre elas a Organização Meteorológica Mundial (OMM).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/importancia-do-sistema-global-de-observacao-dos-oceanos-riscos-que-enfrenta-e-consequencias-para-a-analise-do-clima-1781129764464.jpg" data-image="jod6yg4xyav1" alt="Ciclone tropical" title="Ciclone tropical"><figcaption>O GOOS fornece dados importantes para os modelos de trajetórias dos ciclones tropicais.</figcaption></figure><p>O GOOS fornece aos seus membros informações cruciais sobre variáveis essenciais oceânicas, sejam elas físicas, químicas ou biológicas, com o objetivo de contribuir para a análise e previsão do clima, para algumas atividades operacionais e para o conhecimento dos oceanos. Além disso, apoia ainda os esforços de previsão <strong>para determinar as condições futuras dos oceanos e auxiliar no desenvolvimento de cenários de alterações climáticas.</strong></p><div class="texto-destacado">À medida que a sociedade enfrenta os impactos das alterações climáticas, os dados oceânicos são vitais para prever melhor os eventos extremos, como inundações costeiras, ciclones e ondas de calor.</div><p>O recurso a dados oceânicos em tempo real, fornecido pelo GOOS, é <strong>fundamental para atividades operacionais</strong>, tais como prever a intensidade de um furacão, se, por exemplo, este se intensifica rapidamente antes de atingir terra, para uma frota pesqueira planear a sua época, para uma autoridade portuária encaminhar um navio de carga para contornar mares perigosos ou para decisores políticos prepararem-se para o El Niño.</p><h2>Riscos que enfrenta o GOOS e os impactos futuros</h2><p>Não obstante a importância do GOOS, este está a sofrer uma rápida degradação devido não só a pressões financeiras, mas também políticas. </p><p><strong>A Fundação Nacional de Ciência dos EU (NSF)</strong>, da administração Trump,<strong> começou a desmantelar a infraestrutura de um programa de observação em águas profundas de 368 milhões de dólares,</strong> essencial para a monitorização de ecossistemas marinhos, correntes globais, ondas de calor marinhas e muito mais, de acordo com um anúncio feito a 21 de maio.</p><p>A NSF <strong>planeia remover todas as redes e infraestruturas subaquáticas</strong>, incluindo centenas de instrumentos de águas profundas, de quatro dos cinco locais atualmente em funcionamento no projeto. </p><p><strong>A remoção deverá ocorrer ao longo dos próximos 15 meses</strong>, embora o processo já tenha começado no Endurance Array, ao largo das costas do Oregon e de Washington.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/importancia-do-sistema-global-de-observacao-dos-oceanos-riscos-que-enfrenta-e-consequencias-para-a-analise-do-clima-1781130009419.jpg" data-image="ftzmbri89sto" alt="Boias oceânicas" title="Boias oceânicas"><figcaption>O Sistema Global de Observação dos Oceanos tem vindo a diminuir a sua rede de boias oceânicas por questões financeiras.</figcaption></figure><p>As implantações de boias Argo na Europa <strong>têm vindo a diminuir há vários anos devido a restrições de financiamento e ao aumento dos custos das plataformas</strong>. A pandemia da COVID-19 causou também perdas de observações ao longo de vários anos que ainda não foram totalmente recuperadas. </p><div class="texto-destacado">Os cortes propostos no orçamento federal dos EUA que visam a NOAA e a National Science Foundation (NSF) ameaçam diversos sectores relacionados com o clima, entre eles, o GOOS, pois os EU é o maior contribuinte individual para o Sistema Global.</div><p>Num estudo publicado na revista <em>Nature Climate Change</em>, uma equipa liderada pelo doutorando Zhu Yujing e pelo Prof. Cheng Lijing, do Instituto de Física Atmosférica da Academia Chinesa de Ciências, descobriu a rapidez com que o GOOS pode ser desativado e por quem.</p><p>A equipa de investigação simulou sistematicamente o que acontece à qualidade da monitorização oceânica quando os dados do GOOS são progressivamente removidos.</p><p>Os investigadores quantificaram, pela primeira vez, como as perdas de dados na monitorização oceânica podem <strong>degradar severamente as estimativas de calor oceânico que fundamentam a previsão meteorológica, a previsão do El Niño, a gestão da pesca e os cenários climáticos.</strong></p><div class="texto-destacado">A equipa chegou à conclusão que a remoção de apenas 20 % das observações degrada imediatamente a precisão das estimativas anuais do aquecimento oceânico em 33 %.</div><p><strong>Com uma perda de 80% dos dados</strong>, o sinal do aquecimento global dos oceanos torna-se estatisticamente indistinguível do ruído e o sistema de monitorização deixa de ser útil.</p><p>O estudo mostra que a vulnerabilidade do sistema não se resume apenas ao volume de dados, mas também ao facto da perda de qualquer contribuinte importante criar pontos cegos geograficamente concentrados que não podem ser compensados por dados provenientes de outros locais.</p><div class="texto-destacado">Além disso, a remoção apenas das observações dos EUA, que representam mais de metade do volume de dados globais, produziu um aumento de 163% no erro de monitorização, pior do que a perda aleatória de 80% de todos os dados globais.</div><p>A razão é que as plataformas financiadas pelos EUA abrangem todas as bacias oceânicas, preenchendo lacunas críticas que nenhuma outra nação cobre, o que demonstra que <strong>a vulnerabilidade do GOOS depende não só da quantidade de observações perdidas, mas também da localização dessas observações.</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Zhu%2C%20Y.%2C%20Cheng%2C%20L.%2C%20Trenberth%2C%20K.E.%20et%20al." data-year="" data-title="Critical%20dependence%20of%20global%20ocean%20heat%20monitoring%20on%20the%20ocean%20observing%20system." data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1038%2Fs41558-026-02661-6">Zhu, Y., Cheng, L., Trenberth, K.E. et al.. <a href="https://doi.org/10.1038/s41558-026-02661-6" target="_blank" rel="">Critical dependence of global ocean heat monitoring on the ocean observing system.</a>.</cite></p></section><p><em><a href="https://www.nature.com/articles/s41558-026-02661-6"></a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/importancia-do-sistema-global-de-observacao-dos-oceanos-riscos-que-enfrenta-e-consequencias-para-a-analise-do-clima.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Muito mais do que plantas resistentes: 5 suculentas que surpreendem pela beleza das suas flores]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/muito-mais-do-que-plantas-resistentes-5-suculentas-que-surpreendem-pela-beleza-das-suas-flores.html</link><pubDate>Sat, 27 Jun 2026 10:02:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Embora sejam famosas por resistirem a todo o tipo de negligência, estas plantas exibem flores exuberantes e coloridas, capazes de competir com as espécies mais vistosas do jardim.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mucho-mas-que-plantas-resistentes-5-suculentas-que-sorprenden-por-la-belleza-de-sus-flores-1782420324041.jpg" data-image="z6e8yhklw8ky" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>As suculentas floridas combinam baixas exigências com um elevado impacto visual em espaços exteriores.</figcaption></figure><p>Quando pensamos em suculentas, pensamos nas suas folhas carnudas, nas suas geometrias perfeitas e na sua incomparável capacidade de adaptação.</p><p>Mas existe um <strong>atributo menos conhecido </strong>que pode transformar qualquer espaço onde viva uma suculenta: <strong>as suas flores</strong>. Longe de serem discretas, muitas destas plantas exibem espetáculos florais que rivalizam com os elementos mais impressionantes do jardim.</p><p>Estas cinco espécies conseguem alcançar o <strong>equilíbrio sempre bem-vindo </strong>entre a baixa manutenção e a beleza das cores e das formas.</p><h2>1. Aptenia (<em>Mesembryanthemum cordifolium / Aptenia cordifolia</em>)</h2><p>Os seus caules rastejantes formam uma<strong> densa cobertura de folhas verde-brilhantes em forma de coração</strong>. Cresce rapidamente, tornando-se uma vistosa cascata verde pendente. Tolera a luz solar direta e resiste muito bem à seca depois de estabelecida.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mucho-mas-que-plantas-resistentes-5-suculentas-que-sorprenden-por-la-belleza-de-sus-flores-1782420457747.jpg" data-image="lehjoa0tliww" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>A Aptenia forma densas cascatas verdes salpicadas de pequenas flores fúcsia que se abrem em pleno sol.</figcaption></figure><p>Período de floração: <strong>floresce continuamente desde o início da primavera até ao final do outono</strong>. Em regiões com invernos muito amenos, pode florir praticamente todo o ano.</p><p>Embora as <strong>flores individuais tenham uma vida curta</strong>, de apenas alguns dias, e se abram exclusivamente durante as horas de sol, a planta renova constantemente os seus botões, mantendo a varanda salpicada de cor durante meses.</p><h2>2. Flor-da-fortuna (<em>Kalanchoe blossfeldiana</em>)</h2><p>Produz <strong>cachos compactos</strong> que se destacam acima das suas folhas escuras e recortadas, com uma <strong>paleta de cores que inclui vermelho, laranja, amarelo, rosa e branco</strong>. Necessita de luz solar filtrada e rega moderada. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mucho-mas-que-plantas-resistentes-5-suculentas-que-sorprenden-por-la-belleza-de-sus-flores-1782420546783.jpg" data-image="tt9sp6gf7vgh" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Os aglomerados compactos da kalanchoe mantêm a sua cor vibrante durante semanas com uma manutenção mínima.</figcaption></figure><p>Período de floração: <strong>desde o final do inverno até meados ou final da primavera</strong>.</p><p>É <strong>uma das mais duradouras</strong>; cada conjunto de flores individuais pode permanecer em perfeitas condições durante 6 a 8 semanas consecutivas, garantindo uma cor constante com uma manutenção mínima.</p><h2>3. Delosperma (<em>Delosperma cooperi</em>)</h2><p>É <strong>conhecida como "planta de gelo" devido aos minúsculos cristais refletores que cobrem as suas folhas</strong>, conferindo-lhes um aspeto brilhante. A sua origem nas regiões áridas do sul de África explica a sua notável resistência ao calor extremo e à seca. Em pleno sol, forma tapetes ou densos aglomerados onde a folhagem praticamente desaparece sob as flores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mucho-mas-que-plantas-resistentes-5-suculentas-que-sorprenden-por-la-belleza-de-sus-flores-1782420626213.jpg" data-image="oxdnfwd5mka7" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>A Delosperma cobre os vasos de flores com uma profusão de flores violetas que toleram o calor extremo e a seca.</figcaption></figure><p>Período de floração: revela todo o seu potencial desde o<strong> final da primavera e estende-se por todo o verão</strong>, chegando até ao outono.</p><p>As flores individuais, em tons de roxo, rosa ou violeta, <strong>abrem-se com a luz da manhã e fecham-se ao pôr-do-sol</strong>.<strong> </strong></p><h2>4. Echeveria (<em>Género Echeveria</em>)</h2><p>As echeverias são <strong>famosas pelas suas rosetas perfeitas que fazem lembrar esculturas de porcelana</strong>. No entanto, a sua beleza duplica-se quando os seus caules arqueados emergem.<strong> </strong></p><p>Delas pendem <strong>delicadas flores em forma de sino</strong>, com tons que combinam subtilmente o relevo exterior e interior em nuances de rosa, amarelo, laranja ou vermelho, proporcionando dinamismo, altura e leveza visual.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mucho-mas-que-plantas-resistentes-5-suculentas-que-sorprenden-por-la-belleza-de-sus-flores-1782420724031.jpg" data-image="fbsuxdd0e0nk" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>As echeverias complementam a geometria das suas rosetas com elegantes hastes de flores em forma de sino.</figcaption></figure><p>Período de floração: a maioria das espécies deste género <strong>floresce durante os meses de primavera e verão</strong>.</p><p>Como as flores do mesmo caule abrem por etapas (da base do caule em direção à ponta), toda a estrutura floral permanece vistosa e decorativa durante um <strong>período de 3 a 5 semanas</strong>.</p><h2>5. Alegria de Outono (<em>Hylotelephium spectabile / Sedum spectabile</em>)</h2><p>Possui um hábito arbustivo e folhas planas, carnudas e verde-azuladas. No final da estação quente, os seus caules ficam cobertos por grandes inflorescências compostas por <strong>pequenas flores em forma de estrela</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mucho-mas-que-plantas-resistentes-5-suculentas-que-sorprenden-por-la-belleza-de-sus-flores-1782420822581.jpg" data-image="cgibbbeg6rh7" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>As inflorescências do sedum de outono mudam gradualmente de cor e atraem os polinizadores para a varanda.</figcaption></figure><p>É também uma espécie fundamental para a biodiversidade urbana devido à sua capacidade de<strong> atrair abelhas, borboletas e outros polinizadores</strong>.</p><p>Época de floração: desde o final do verão e <strong>durante quase todo o outono</strong>.</p><p>O período de floração máxima dura entre 4 a 6 semanas. Um detalhe estético particularmente valioso é que a<strong> inflorescência muda gradualmente de cor</strong>: começa com um tom verde claro, amadurece para um rosa vibrante e culmina em tons acobreados ou avermelhados antes de secar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774925" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/reutilizar-a-agua-do-cozimento-de-legumes-em-suas-plantas-de-interior-passo-a-passo-e-beneficios.html" title="Reutilizar a água da cozedura de legumes nas suas plantas de interior: passo a passo e benefícios">Reutilizar a água da cozedura de legumes nas suas plantas de interior: passo a passo e benefícios</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/reutilizar-a-agua-do-cozimento-de-legumes-em-suas-plantas-de-interior-passo-a-passo-e-beneficios.html" title="Reutilizar a água da cozedura de legumes nas suas plantas de interior: passo a passo e benefícios"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/reutilizar-el-agua-de-las-legumbres-en-tus-plantas-del-hogar-paso-a-paso-y-beneficios-1781698125525_320.jpg" alt="Reutilizar a água da cozedura de legumes nas suas plantas de interior: passo a passo e benefícios"></a></article></aside><p>Limitar o apelo das suculentas à sua resistência é, em última análise, perder metade da sua história. Ao adicioná-las à sua varanda, não está apenas a escolher plantas fáceis de cuidar, mas também uma <strong>beleza única e cativante</strong>.<strong> </strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/muito-mais-do-que-plantas-resistentes-5-suculentas-que-surpreendem-pela-beleza-das-suas-flores.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Alto Tâmega e Barroso e uma mulher agricultora de Vila Real são finalistas dos prémios europeus da agricultura biológica]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/alto-tamega-e-barroso-e-uma-mulher-agricultora-de-vila-real-sao-finalistas-dos-premios-europeus-da-agricultura-biologica.html</link><pubDate>Sat, 27 Jun 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Já são conhecidos os 21 finalistas dos prémios europeus da agricultura biológica. O anúncio dos vencedores vai acontecer a 23 de setembro, em Bruxelas, durante as celebrações do Dia Europeu da Produção Biológica.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/alto-tamega-e-barroso-e-uma-mulher-agricultora-de-vila-real-sao-finalistas-dos-premios-europeus-da-agricultura-biologica-1782498260207.jpg" data-image="cr49gra518i1" alt="Beterraba" title="Beterraba"><figcaption>Em 2024, a agricultura biológica na União Europeia (UE) abrangia 17,7 milhões de hectares e representava 10,9% do total das terras agrícolas. </figcaption></figure><p>Em 2024, a agricultura biológica na União Europeia (UE) abrangia <strong>17,7 milhões de hectares e representava 10,9% do total das terras agrícolas</strong>. A meta estabelecida pela Comissão Europeia é <strong>atingir pelo menos 25% até 2030</strong>, no âmbito do projeto Horizonte Europa <em>OrganicTargets4EU</em> (2022-2026).</p><p>A primeira edição dos prémios da agricultura biológica da UE teve lugar em 2022 e, este ano, as <strong>inscrições para a edição de 2026 encerraram em 26 de abril de 2025 </strong>às 23:59:59. </p><p>De entre as candidaturas foram <strong>apurados 21 candidatos de sete categorias</strong> e oriundos de 12 Estados-membros.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769891" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ue-quer-expandir-agricultura-biologica-ate-25-das-terras-agricolas-chipre-aumentou-em-250-o-apoio-aos-agricultores.html" title="UE quer expandir agricultura biológica até 25% das terras agrícolas. Chipre quer atingir 11 mil hectares (9%) até 2027">UE quer expandir agricultura biológica até 25% das terras agrícolas. Chipre quer atingir 11 mil hectares (9%) até 2027</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ue-quer-expandir-agricultura-biologica-ate-25-das-terras-agricolas-chipre-aumentou-em-250-o-apoio-aos-agricultores.html" title="UE quer expandir agricultura biológica até 25% das terras agrícolas. Chipre quer atingir 11 mil hectares (9%) até 2027"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ue-quer-expandir-agricultura-biologica-ate-25-das-terras-agricolas-chipre-aumentou-em-250-o-apoio-aos-agricultores-1779313918078_320.jpg" alt="UE quer expandir agricultura biológica até 25% das terras agrícolas. Chipre quer atingir 11 mil hectares (9%) até 2027"></a></article></aside><p>O júri responsável pela seleção dos finalistas e que decidirá os vencedores em cada categoria é composto por <strong>representantes da Comissão Europeia, do Comité Económico e Social Europeu, do Comité das Regiões Europeu, da COPA-COGECA</strong>, do IFOAM Organics Europa (a principal organização europeia representativa do setor da agricultura e alimentação biológica), o Parlamento Europeu e o Conselho da União Europeia.</p><h2>Mulher agricultora de Vila Real é finalista</h2><p>A primeira categoria de prémios visa <strong>eleger a melhor agricultora biológica</strong> (feminino) e o melhor agricultor biológico (masculino) da UE. O prémio é organizado pela COPA-COGECA e pela IFOAM Organics Europe.</p><div class="texto-destacado">E é aqui que surgem as primeiras <strong>boas notícias para Portugal</strong>. Entre as mulheres agricultoras finalistas está a portuguesa <strong>Susana Vilar, oriunda de Sonim, Vila Real</strong>. As outras duas mulheres agricultoras finalistas são Kay O'Sullivan, oriunda de Mourneabbey, Cork (Irlanda); e Argyro Koutsouradi, de Chalkio, Chios (Grécia).</div><p><br>No masculino, os finalistas são Hans Erik Joergensen, oriundo de Risbjerg Landbrug, Haarby (<strong>Dinamarca</strong>); Alfred Grand, oriundo da Fazenda Grand para Pesquisa e Demonstração, em Absdorf, Baixa Áustria (<strong>Áustria</strong>); e Georgios Antonopoulos, da <strong>Agroktima Antonopoulou, Farsala, na região da Tessália (Grécia</strong>).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alto-tamega-e-barroso-e-uma-mulher-agricultora-de-vila-real-sao-finalistas-dos-premios-europeus-da-agricultura-biologica-1782498326890.jpg" data-image="1shzi7krpy1d" alt="Cebolas" title="Cebolas"><figcaption>A primeira edição dos prémios da agricultura biológica da UE teve lugar em 2022 e, este ano, as inscrições para a edição de 2026 encerraram em 26 de abril de 2025 às 23:59:59. </figcaption></figure><p>A segunda categoria visa identificar e <strong>premiar a melhor região biológica/biodistrito na UE</strong> e o prémio é organizado pelo Comité das Regiões.</p><h2> Alto Tâmega e Barroso é finalista</h2><p>E, mais uma vez, <strong>Portugal surge em destaque</strong>. São finalistas o Distretto Sardegna Bio, na Sardenha (Itália), a <strong>região de Alto Tâmega e Barroso, Chaves (Portugal</strong>); e a Pla de Manlleu, em El Pla de Manlleu (Espanha).</p><p>A terceira categoria é para <strong>premiar a melhor cidade biológica</strong> e, também desta vez, o prémio é organizado pelo Comité das Regiões Europeu.</p><p>São finalistas nesta categoria as cidades de Cussac Fort Médoc, <strong>Gironda (França); Hellemmes, Lille (França); e Turim, na região de Piemonte (Itália</strong>).</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A quarta categoria visa distinguir a melhor PME de processamento de alimentos biológicos e o objetivo é <strong>reconhecer uma pequena e média empresa (PME) que processa produtos orgânicos</strong>. Este prêmio é organizado pelo Comité Económico e Social Europeu. As PME finalistas são a Bio Bulgária, em Sófia (Bulgária); Cantero de Letur SA, de Letur (Albacete), Castela-La Mancha (Espanha); e Genusskoarl GmbH, Wolkersdorf, Baixa Áustria (Áustria).<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Na quinta categoria – <strong>melhor retalhista de alimentos biológicos</strong> - o objetivo é reconhecer uma pequena ou média empresa (PME) do retalho alimentar que venda produtos biológicos. Este prémio é organizado pelo Comitê Económico e Social Europeu.</p><p>São finalistas nesta quinta categoria as <strong>empresas Boßhammersch Hof GmbH & Co. KG, Großseelheim, em Hesse (Alemanha</strong>); Relio Digital Marketplaces – ÖkoPiactér (Mercado Biológico), em Budapeste (Hungria); e OHNE, Gent, na Flandres (Bélgica).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="706048" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/coimbra-acolhe-o-encontro-nacional-de-agricultura-biologica-apoios-ate-2027-dependem-do-pedido-unico-de.html" title="Coimbra acolhe o Encontro Nacional de Agricultura Biológica. Apoios até 2027 dependem do Pedido Único de 2025">Coimbra acolhe o Encontro Nacional de Agricultura Biológica. Apoios até 2027 dependem do Pedido Único de 2025</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/coimbra-acolhe-o-encontro-nacional-de-agricultura-biologica-apoios-ate-2027-dependem-do-pedido-unico-de.html" title="Coimbra acolhe o Encontro Nacional de Agricultura Biológica. Apoios até 2027 dependem do Pedido Único de 2025"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/coimbra-acolhe-o-encontro-nacional-de-agricultura-biologica-apoios-ate-2027-dependem-do-pedido-unico-de-1744731085319_320.jpg" alt="Coimbra acolhe o Encontro Nacional de Agricultura Biológica. Apoios até 2027 dependem do Pedido Único de 2025"></a></article></aside><p>Na sexta categoria - <strong>melhor restaurante/serviço de alimentação biológica</strong> -, o objetivo é reconhecer um restaurante/serviço de alimentação de pequeno e médio porte (PME) (independente ou parte de um hotel) e/ou serviço de alimentação (<em>catering</em> ou cantina) que ofereça <strong>opções com certificação biológica nas suas ementas</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alto-tamega-e-barroso-e-uma-mulher-agricultora-de-vila-real-sao-finalistas-dos-premios-europeus-da-agricultura-biologica-1782498373428.jpg" data-image="wpky1nm5ezto" alt="Morangos biológicos" title="Morangos biológicos"><figcaption>Entre as finalistas da categoria de melhor agricultora biológica está a portuguesa Susana Vilar, oriunda de Sonim, Vila Real. As outras finalistas são Kay O'Sullivan, oriunda de Mourneabbey, Cork (Irlanda); e Argyro Koutsouradi, de Chalkio, Chios (Grécia).</figcaption></figure><p>Este prémio é organizado pelo Comitê Económico e Social Europeu e os <strong>finalistas são todos austríacos</strong>. Falamos de Zotter Schokolade GmbH, Riegersburg, Estíria (Áustria), Premiummarke VOI.bio do Chef Partie, Salzburgo (Áustria) e Köglerhof, Gramastetten, Alta Áustria (Áustria).</p><p> A <strong>agricultura e a aquicultura em modo biológico contribuem para a redução de fertilizantes químicos, pesticidas e antimicrobianos.</strong></p><p>Esse modo de produção tem <strong>impactos diretos considerados positivos no clima, no meio ambiente, na biodiversidade</strong>, no bem-estar animal e na remuneração justa dos agricultores. </p><p>Na atual Política Agrícola Comum (PAC), <strong>todos os 27 Planos Estratégicos da PAC (PEPAC) incluem financiamento </strong>para apoiar a agricultura biológica.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/alto-tamega-e-barroso-e-uma-mulher-agricultora-de-vila-real-sao-finalistas-dos-premios-europeus-da-agricultura-biologica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Por que é que alguns locais já não querem fazer parte da Lista do Património Mundial da UNESCO?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/por-que-alguns-locais-nao-querem-mais-fazer-parte-da-lista-do-patrimonio-mundial-da-unesco.html</link><pubDate>Sat, 27 Jun 2026 08:06:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Ser designado como Património Mundial da UNESCO pode ser um sinal de má sorte? Segundo moradores de alguns dos locais listados, a resposta é sim. Com vista às questões de preservação e do turismo excessivo, o debate está em aberto.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/perche-alcune-desitazioni-non-vogliono-piu-essere-parte-della-lista-del-patrimonio-unesco-1781773558638.jpg" data-image="u1q0deiwqw75" alt="UNESCO" title="UNESCO"><figcaption>O centro histórico de uma pequena cidade medieval alemã, repleto de turistas.</figcaption></figure><p>Quando um local ou cidade é adicionado à Lista do <strong>Património Mundial da UNESCO</strong>, geralmente é motivo de alegria e orgulho, além de abrir muitas portas para a preservação e promoção do local.</p><p>No entanto, <strong>existem alguns lugares ao redor do mundo a considerar a possibilidade de serem removidos da lista</strong>.</p><p>A seguir, apresentamos os locais em questão e os motivos por trás desta decisão.</p><h2>Património da UNESCO: vantagens e desvantagens</h2><p>Preservar um lugar e ajudar a comunidade que nele vive nem sempre são a mesma coisa. Por isso, a proteção da UNESCO — e a<strong> visibilidade que esta confere a um local — pode, por vezes, desagradar aos moradores</strong> da região.</p><p>De facto, o objetivo principal da UNESCO é <strong>salvaguardar locais considerados Património Mundial</strong> e, na maioria dos casos, é exatamente isso que acontece.</p><div class="texto-destacado">Porém, às vezes, o desejo de preservar um local pode prejudicar o desenvolvimento de infraestrutura ou o desenvolvimento económico, ou ainda fomentar involuntariamente o turismo excessivo.</div><p><strong>Angkor</strong>, por exemplo — um dos principais sítios arqueológicos do Sudeste Asiático —, foi salvo por planos de restauração e conservação que duraram décadas, enquanto a<strong> Barreira de Corais de Belize</strong> já não é considerada ameaçada, graças a programas de proteção ambiental e ao financiamento da UNESCO.</p><h2>Locais já removidos da Lista de Património da UNESCO</h2><p>Atualmente, a lista do Património Mundial da UNESCO compreende 1.248 locais em 170 países; no entanto,<strong> alguns locais foram removidos da lista</strong>, que continua a crescer ano após ano.</p><p>Tratam-se de casos em que locais foram removidos da lista <strong>por já não atenderem aos critérios exigidos</strong>, e não devido a qualquer decisão explícita das autoridades locais.</p><p>O primeiro caso remonta a <strong>2007</strong>, quando planos de expansão da indústria petrolífera em <strong>Omã </strong>levaram à remoção do <strong>Santuário do Órix-da-Arábia </strong>— uma área que estava sob proteção ambiental da UNESCO.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/perche-alcune-desitazioni-non-vogliono-piu-essere-parte-della-lista-del-patrimonio-unesco-1781773787759.jpg" data-image="2fpo66n0yi74" alt="UNESCO" title="UNESCO"><figcaption>A preservação de refúgios naturais da UNESCO pode, por vezes, dificultar o desenvolvimento das comunidades locais.</figcaption></figure><p>O mesmo aconteceu com o <strong>Vale do Rio Elba, em Dresden, Alemanha,</strong> devido à construção de uma ponte.</p><p>Mais recentemente, foi a vez de <strong>Liverpool</strong>; planos para desenvolver a área portuária levaram à remoção da cidade da lista da UNESCO em 2021.</p><h2>Visibilidade e turismo excessivo</h2><p>Há também lugares que, apesar de manterem todas as características necessárias para permanecer na lista da UNESCO, <strong>estão a cogitar solicitar a sua remoção</strong>.</p><p>O motivo costuma ser a<strong> visibilidade excessiva, que leva ao turismo de massa</strong>.</p><p>Um destes lugares é o <strong>pequeno vilarejo eslovaco de Vlkolínec </strong>— Património Mundial da UNESCO desde 1993 —, que os moradores gostariam de ver removido da lista devido ao grande número de turistas.</p><p>Os moradores de <strong>Ngorongoro</strong>, na <strong>Tanzânia</strong>, desejam o mesmo; lá, políticas de conservação num dos destinos de safari mais renomados de África teriam prejudicado o desenvolvimento local, forçando as comunidades estabelecidas há muito tempo a deixar a região.</p><p>O<strong> turismo de massa</strong>, no entanto,<strong> é um problema global que exige uma solução</strong> — algo em que tanto a UNESCO como as comunidades locais já estão a trabalhar.</p><h2>A transformação de locais da UNESCO em museus</h2><p>Muitos dos lugares mais belos — e frágeis — do mundo frequentemente se veem <strong>ameaçados quando atraem grande visibilidade</strong>.</p><p>O fluxo descontrolado de turistas, somado à chamada "museificação", cria mais um obstáculo ao quotidiano das populações locais. De Veneza aos Andes e às vilas do Japão, o turismo, por vezes, <strong>torna inabitáveis justamente os lugares que desejamos proteger</strong>.</p><p>Transformar estes locais em vastos museus a céu aberto quase sempre tende a priorizar a experiência do visitante em detrimento da vida quotidiana dos moradores.</p><p>Por esta razão, a abordagem do turismo global está a mudar em busca de <strong>uma fórmula que também preserve a qualidade de vida das comunidades locais</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Bailey%20Berg" data-year="2026" data-title="The%20sites%20fighting%20to%20be%20removed%20from%20the%20Unesco%20World%20Heritage%20List" data-url="https%3A%2F%2Fwww.bbc.com%2Ftravel%2Farticle%2F20260611-the-sites-fighting-to-be-removed-from-unesco">Bailey Berg. (2026). <a href="https://www.bbc.com/travel/article/20260611-the-sites-fighting-to-be-removed-from-unesco" target="_blank">The sites fighting to be removed from the Unesco World Heritage List</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/por-que-alguns-locais-nao-querem-mais-fazer-parte-da-lista-do-patrimonio-mundial-da-unesco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Última previsão do modelo europeu: calor intenso poderá chegar a Portugal na quarta-feira, 1 de julho]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ultima-previsao-do-modelo-europeu-calor-intenso-podera-chegar-a-portugal-na-quarta-feira-1-de-julho.html</link><pubDate>Sat, 27 Jun 2026 07:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Segundo a mais recente atualização do modelo ECMWF, Portugal Continental poderá registar temperaturas acima dos 30 ºC em praticamente todo o território a partir de quarta-feira, dia 1 de julho.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-42-c-poderao-voltar-a-portugal-em-meados-da-proxima-semana.html" target="_blank">Os 42 ºC poderão voltar a Portugal em meados da próxima semana</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaj5fc6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaj5fc6.jpg" id="xaj5fc6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como temos vindo a avançar nas últimas previsões, as temperaturas começaram a subir de forma gradual, especialmente ao longo da faixa interior e no Sul do país. <strong>Esta subida deverá manter-se nos próximos dias</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Segundo a mais recente saída do modelo europeu, ECMWF, tudo indica que na quarta-feira, dia 1 de julho, as <strong>temperaturas acima dos 30 ºC deverão cobrir praticamente todo o continente português</strong>, como podemos observar no mapa abaixo.</p><h2>Calor intenso regressa a Portugal nos próximos dias</h2><p>De acordo com o que conseguimos apurar no momento da redação desta previsão, o modelo ECMWF indica que a partir do primeiro dia do mês de julho, <strong>Portugal Continental irá ficar coberto de valores de temperatura máxima acima dos 30 ºC</strong>. Mas alguns sítios poderão chegar aos 40 ºC (ou mais).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ultima-previsao-do-modelo-europeu-calor-intenso-chegara-a-portugal-na-quarta-feira-1-de-julho-1782516980758.png" data-image="bsig0ehffjp9" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>A mais recente atualização do modelo ECMWF, indica que a partir de quarta-feira, dia 1 de julho, o calor regressa a todo o país.</figcaption></figure><p>Em princípio, quarta-feira marca o início de um episódio de calor, onde nesse dia, se esperam<strong> temperaturas máximas entre os 26 ºC em Aveiro e os 40 ºC em Évora e Beja</strong>. As únicas capitais de distrito abaixo dos 30 ºC deverão ser Aveiro e Viana do Castelo. Já o Vale do Guadiana poderá ser a zona mais quente do país nesse dia, com os termómetros a poderem registar até 42 ºC. Na Beira Baixa e no Ribatejo, alguns locais também poderão chegar aos 40 ºC.</p><h2>Pelo menos até ao dia 6 de julho, as temperaturas elevadas devem continuar</h2><p>Este aquecimento continuará nos dias seguintes, mantendo os termómetros a registarem valores entre os 30 ºC e os 40 ºC, com algumas variações locais. A partir de quinta-feira, dia 2 de julho, <strong>o litoral Norte e Centro poderá contar com uma nova subida das temperaturas</strong> máximas, podendo sentir-se um ligeiro alívio do calor no Sul do país, especialmente no Alentejo. No entanto, este alívio será curto, pois no sábado o Ribatejo volta a aquecer e no domingo, dia 5 de julho, há nova subida para o Sul. Na segunda-feira, dia 6, o cenário deverá manter-se idêntico ao dos dias anteriores.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775714" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-veja-como-vai-chover-em-portugal-entre-os-dias-29-e-6-de-julho.html" title="Previsão de precipitação a médio prazo: veja como vai chover em Portugal entre os dias 29 e 6 de julho">Previsão de precipitação a médio prazo: veja como vai chover em Portugal entre os dias 29 e 6 de julho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-veja-como-vai-chover-em-portugal-entre-os-dias-29-e-6-de-julho.html" title="Previsão de precipitação a médio prazo: veja como vai chover em Portugal entre os dias 29 e 6 de julho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-veja-como-vai-chover-em-portugal-entre-os-dias-29-e-6-de-julho-1782432429921_320.jpg" alt="Previsão de precipitação a médio prazo: veja como vai chover em Portugal entre os dias 29 e 6 de julho"></a></article></aside><p>Para além dos dias quentes, também se esperam noites tropicais em todo o país a partir de quinta-feira, dia 2, ainda que na noite de quarta-feira já se sintam valores mais elevados no interior. Para o <strong>litoral Norte, espera-se que a noite mais quente possa ser entre quinta e sexta-feira</strong>, enquanto que na faixa interior, especialmente no Centro e Sul todas as noites a partir de quarta-feira deverão contar com valores próximos dos 30 ºC, especialmente entre quinta e segunda-feira. Com isto, e tendo em conta a variabilidade destes valores, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações em <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/" target="_blank" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">tempo.pt</a>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ultima-previsao-do-modelo-europeu-calor-intenso-podera-chegar-a-portugal-na-quarta-feira-1-de-julho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O afélio de 2026 está a aproximar-se: o que é este fenómeno, a data exata e porque ocorre no verão?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-afelio-de-2026-esta-a-aproximar-se-o-que-e-este-fenomeno-a-data-exata-e-porque-ocorre-no-verao.html</link><pubDate>Sat, 27 Jun 2026 06:02:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O fenómeno astronómico conhecido como afélio ocorrerá no início de julho. Por que razão acontece nessa época? Tem alguma relação com as estações do ano? Explicaremos de seguida.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-6-luglio-la-terra-raggiungera-il-punto-piu-lontano-dal-sole-allora-perche-e-estate-1782293816984.jpeg" data-image="v8hqvakt5x8j" alt="afélio" title="afélio"><figcaption>No início de julho, a Terra atingirá o afélio, o ponto mais distante do Sol em toda a sua órbita.</figcaption></figure><p>O<strong> verão de 2026 já está em pleno andamento</strong> após o solstício de 21 de junho, embora climatologicamente tenha começado a 1 de junho. Temos vivido um período de temperaturas elevadas desde o final de maio e, agora, enquanto a Europa enfrenta uma onda de calor excecionalmente intensa e persistente, aproximamo-nos rapidamente de um importante evento astronómico, que ocorrerá no início de julho: o afélio.</p><div class="texto-destacado">A Terra está prestes a atingir o ponto da sua órbita mais distante do Sol, conhecido como afélio. Nesse momento, a sua distância da nossa estrela ultrapassará os 152 milhões de quilómetros.</div><p><strong>Em 2026, a Terra atingirá o afélio a 6 de julho </strong>(em 2025 foi a 3 de julho, e a data muda todos os anos, calhando sempre no início de julho). Este é um evento astronómico que se repete anualmente e suscita frequentemente curiosidade e interrogações: <strong>como é possível que, em pleno verão, a Terra esteja mais afastada do Sol? </strong>Vamos explicar.</p><h2>A órbita da Terra é elíptica</h2><p>A Terra gira em torno do Sol numa órbita elíptica e, por isso, não circular, completando uma revolução em aproximadamente 365 dias e 6 horas (daí a <strong>necessidade de anos bissextos</strong> de quatro em quatro anos, para compensar este "erro").</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">El tamaño aparente del Sol desde cada planeta, en su afelio y perihelio. <br>Desde la Tierra el Sol se observa con un diámetro aparente en la esfera celeste de 0.5 grados ¿cómo es eso visualmente? 0.5 grados también es el tamaño aparente de la Luna. <a href="https://t.co/9m8kTkYsiM">pic.twitter.com/9m8kTkYsiM</a></p>— Jorge Arturo Colorado (@antroastronomo) <a href="https://x.com/antroastronomo/status/1522421794283704320?ref_src=twsrc%5Etfw">May 6, 2022</a></blockquote></figure><p>Esta forma elíptica foi descrita pela primeira vez pelo astrónomo alemão Johannes Kepler, contemporâneo de Galileu Galilei. Foi Kepler quem percebeu que <strong>as órbitas planetárias não são círculos perfeitos</strong>, mas elipses, com o Sol num dos seus focos.</p><p>Devido a esta excentricidade, existem dois momentos distintos durante o ano: o momento em que a Terra está mais próxima do Sol (periélio) e o momento em que está mais afastada (afélio).</p><h2>O que são o afélio e o periélio?</h2><p>O periélio ocorre no início de janeiro, quando a Terra se encontra a cerca de 147 milhões de quilómetros do Sol. O <strong>afélio, por outro lado, ocorre no início de julho e marca o ponto mais distante</strong>: cerca de 152 milhões de quilómetros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-6-luglio-la-terra-raggiungera-il-punto-piu-lontano-dal-sole-allora-perche-e-estate-1782293951385.jpeg" data-image="ybih514kmnla"><figcaption>Foi Kepler quem percebeu que as órbitas planetárias não são círculos perfeitos, mas elipses, com o Sol num dos seus focos.</figcaption></figure><p>O nome deriva dos termos gregos “apo” (longe) e “helios” (sol), e foi Kepler quem o introduziu para descrever esta época do ano.</p><h2>No verão estamos mais afastados do Sol, mas a distância não influencia as estações do ano</h2><p>É surpreendente, mas verdade: <strong>a distância entre a Terra e o Sol não é a causa das estações do ano</strong>. A diferença entre 147 e 152 milhões de quilómetros é demasiado pequena para influenciar significativamente a temperatura do nosso planeta ou determinar a mudança das estações.</p><p>Além disso, para confirmar este facto, devemos recordar que, quando a Terra se encontra no afélio, é Verão no Hemisfério Norte e Inverno no Hemisfério Sul. A razão não reside na distância, mas na<strong> inclinação do eixo da Terra em relação ao plano da sua órbita em torno do Sol</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771036" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-heliopausa-e-a-barreira-invisivel-do-sistema-solar-a-fronteira-que-protege-a-terra-do-espaco-interestelar.html" title="A heliopausa é a 'barreira' invisível do Sistema Solar: a fronteira que protege a Terra do espaço interestelar">A heliopausa é a "barreira" invisível do Sistema Solar: a fronteira que protege a Terra do espaço interestelar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-heliopausa-e-a-barreira-invisivel-do-sistema-solar-a-fronteira-que-protege-a-terra-do-espaco-interestelar.html" title="A heliopausa é a 'barreira' invisível do Sistema Solar: a fronteira que protege a Terra do espaço interestelar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-heliopausa-es-el-muro-invisible-del-sistema-solar-la-frontera-que-protege-a-la-tierra-del-espacio-interestelar-1779029796945_320.jpg" alt="A heliopausa é a 'barreira' invisível do Sistema Solar: a fronteira que protege a Terra do espaço interestelar"></a></article></aside><p>A Terra está inclinada aproximadamente 23°27′, e esta inclinação faz com que a quantidade de luz solar que cada hemisfério recebe varie ao longo do ano. <strong>Quando é verão no Hemisfério Norte, os raios solares incidem num ângulo mais raso </strong>e durante mais horas todos os dias, enquanto é inverno no Hemisfério Sul, e vice-versa seis meses depois.</p><h3>A verdadeira causa das estações do ano reside na inclinação da Terra em relação ao Sol</h3><p><strong>O nosso planeta completa a sua translação com uma inclinação constante, que é precisamente o que determina a alternância das estações, os solstícios e os equinócios</strong>. Portanto, não é a maior ou menor proximidade do Sol que determina o verão ou o inverno, mas sim a forma como os raios solares atingem diferentes zonas do planeta ao longo do ano. <strong>É esta inclinação que regula a duração dos dias e a intensidade do aquecimento solar</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-afelio-de-2026-esta-a-aproximar-se-o-que-e-este-fenomeno-a-data-exata-e-porque-ocorre-no-verao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Já pode reservar lugar no voo mais longo do planeta: 16 mil quilómetros sem escalas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-pode-reservar-lugar-no-voo-mais-longo-do-planeta-16-mil-quilometros-sem-escalas.html</link><pubDate>Sat, 27 Jun 2026 05:04:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A partir de 2027, será possível viajar diretamente entre Sydney e Londres num voo que promete revolucionar as ligações de longo curso.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ja-pode-reservar-lugar-no-voo-mais-longo-do-planeta-16-mil-quilometros-sem-escalas-1782331633627.jpg" data-image="3kbgl02e5pzd" alt="Viagem avião" title="Viagem avião"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-628103">Sem escalas e sem precedentes: o voo que vai ligar Sydney a Londres em menos de 22 horas. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Percorrer <strong>16 000 quilómetros</strong> em menos de<strong> 22 horas</strong>, num único voo? Em breve será mesmo possível fazê-lo. </p><p>A Qantas confirmou a rota Sydney (na Austrália) — Londres (em Inglaterra) como a primeira do aguardado "Project Sunrise", com aquele que será o <strong>voo de passageiros sem escalas mais longo do mundo</strong>. E quando é que acontecerá? Tudo está previsto para outubro de 2027.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="658298" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conheca-as-10-rotas-de-aviao-com-maior-turbulencia-da-europa-viagens.html" title="Conheça as 10 rotas de avião com maior turbulência da Europa">Conheça as 10 rotas de avião com maior turbulência da Europa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conheca-as-10-rotas-de-aviao-com-maior-turbulencia-da-europa-viagens.html" title="Conheça as 10 rotas de avião com maior turbulência da Europa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/conheca-as-10-rotas-de-aviao-com-maior-turbulencia-da-europa-viagens-1716833290820_320.jpg" alt="Conheça as 10 rotas de avião com maior turbulência da Europa"></a></article></aside><p>“Em outubro de 2027, a companhia aérea Qantas vai ficar para a história graças ao lançamento do voo direto de passageiros mais longo do mundo”, escreve a revista ‘NiT’.</p><p>Este será o primeiro voo entre as duas cidades, sem que haja a necessidade de se fazer qualquer paragem pelo meio.</p><h2>Um projeto ambicioso</h2><p>O Projeto Sunrise foi apresentado pela primeira vez em 2017 pela companhia aérea australiana, que tinha como objetivo criar voos diretos entre a Costa Leste da Austrália e destinos internacionais de grande relevância, como Londres e Nova Iorque.</p><p>A concretização deste plano acontecerá cerca de dez anos após o seu anúncio. </p><div class="texto-destacado">A nova rota entre Sydney e Londres terá uma duração estimada entre 19 e 22 horas e marcará um momento histórico na aviação.</div><p>“O Project Sunrise irá, numa fase posterior, ligar a<strong> costa leste da Austrália a outros destinos internacionais</strong>, estando já confirmada a rota Sydney-Nova Iorque como próxima a seguir à de Sydney-Londres. O calendário de lançamento dessas ligações será anunciado no próximo ano”, avança o canal de notícias ‘Euronews’.</p><p>"A Qantas nasceu da convicção de que a distância da Austrália em relação ao resto do mundo nunca deveria ser um obstáculo", afirmou a presidente executiva do Grupo Qantas, Vanessa Hudson.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ja-pode-reservar-lugar-no-voo-mais-longo-do-planeta-16-mil-quilometros-sem-escalas-1782330818970.jpg" data-image="no5t9ba11d8s" alt="Avião" title="Avião"><figcaption>Os bilhetes já estão disponíveis. Foto: Wikimedia // Mitchul Hope</figcaption></figure><p>"O espírito pioneiro de gerações de trabalhadores da companhia tem traçado esse caminho desde então e hoje damos o passo mais significativo dessa missão nos nossos 105 anos de história.”</p><p>“Desde que fizemos pela primeira vez a 'Kangaroo Route', em 1947, quando parámos sete vezes a caminho de Londres, cada nova geração de aviões permitiu retirar uma escala da viagem. <strong>Hoje, estamos a eliminar a última</strong>. Assumimos em 2017 o compromisso de que a Qantas iria vencer a última fronteira da aviação de longo curso e ligar diretamente a costa leste da Austrália a Londres, algo que nunca tinha sido possível. A partir de outubro de 2027, essa promessa torna-se realidade.”</p><h2>Mais informações e detalhes</h2><p>Após o lançamento inicial, <strong>esta rota passará a integrar a operação regular da companhia</strong>, com voos diários. As viagens serão efetuadas com aeronaves Airbus A350, um modelo escolhido pela transportadora no âmbito de uma encomenda realizada em 2022, que incluiu 12 unidades. O primeiro avião da frota, batizado de Vega, deverá chegar em abril do próximo ano.</p><p>Segundo a empresa, a utilização deste modelo permitirá expandir a oferta de ligações sem escalas para a Austrália, encurtando significativamente a duração das viagens. </p><div class="texto-destacado">Em alguns percursos, a redução do tempo total poderá atingir cerca de quatro horas quando comparada com voos que exigem uma paragem intermédia.</div><p>“O A350 irá operar mais rotas diretas para a Austrália, com um tempo de viagem ponto a ponto significativamente mais curto –<strong> reduzindo o tempo de voo até quatro horas</strong> em comparação com o tempo de voo dos voos com uma escala”, avançou a empresa.</p><p>No interior, os passageiros terão acesso a<strong> diferentes classes de viagem</strong>, desde a económica até à primeira classe. Entre as novidades destaca-se um espaço dedicado ao bem-estar, criado para proporcionar maior conforto durante trajetos de longa duração e incentivar os viajantes a movimentarem-se ao longo do voo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="691381" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-voo-sem-escalas-mais-longo-do-mundo-15-000-quilometros-e-quase-19-horas-de-voo-ligam-a-america-a-asia.html" title="O voo sem escalas mais longo do mundo: 15.000 quilómetros e quase 19 horas de voo ligam a América à Ásia">O voo sem escalas mais longo do mundo: 15.000 quilómetros e quase 19 horas de voo ligam a América à Ásia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-voo-sem-escalas-mais-longo-do-mundo-15-000-quilometros-e-quase-19-horas-de-voo-ligam-a-america-a-asia.html" title="O voo sem escalas mais longo do mundo: 15.000 quilómetros e quase 19 horas de voo ligam a América à Ásia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-vuelo-mas-largo-del-mundo-sin-escalas-15-000-kilometros-y-casi-19-horas-de-vuelo-unen-america-con-asia-1736355287328_320.jpeg" alt="O voo sem escalas mais longo do mundo: 15.000 quilómetros e quase 19 horas de voo ligam a América à Ásia"></a></article></aside><p>“Um dos destaques será a Zona de Bem-Estar, localizada entre as cabines <em>premium economy</em> e<em> economy</em>, que convida os passageiros a ‘esticar as pernas’ durante o voo”, explica a ‘NiT’.</p><p>A cabine contará ainda com um<strong> sistema de iluminação inteligente</strong>, composto por vários cenários de luz inspirados em diferentes momentos do dia. Esta tecnologia foi desenvolvida para ajudar o organismo a adaptar-se mais facilmente aos fusos horários do destino, contribuindo para minimizar os efeitos do<em> jet lag</em>.</p><p>E quanto aos bilhetes? Os lugares para aquela que será a mais longa ligação aérea direta do mundo já podem ser reservados<em> online</em>. Os preços de entrada situam-se em torno dos <strong>1.381€</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Euronews%2C%20Starling%2C%20M" data-year="2026" data-title="Austr%C3%A1lia%3A%20Qantas%20lan%C3%A7a%20em%202027%20o%20voo%20sem%20escalas%20mais%20longo%20do%20mundo%20Sydney-Londres" data-url="https%3A%2F%2Fpt.euronews.com%2Fviagens%2F2026%2F06%2F18%2Faustralia-qantas-lanca-em-2027-o-voo-sem-escalas-mais-longo-do-mundo-sydney-londres">Euronews, Starling, M. (2026). <a href="https://pt.euronews.com/viagens/2026/06/18/australia-qantas-lanca-em-2027-o-voo-sem-escalas-mais-longo-do-mundo-sydney-londres" target="_blank">Austrália: Qantas lança em 2027 o voo sem escalas mais longo do mundo Sydney-Londres</a>.</cite><br><cite data-author="NiT%2C%20Pincelli%2C%20I" data-year="2026" data-title="O%20voo%20direto%20mais%20longo%20do%20mundo%20j%C3%A1%20tem%20data%20para%20a%20estreia" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fviagens%2Fo-voo-direto-mais-longo-do-mundo-ja-tem-data-para-estreia">NiT, Pincelli, I. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/viagens/o-voo-direto-mais-longo-do-mundo-ja-tem-data-para-estreia" target="_blank">O voo direto mais longo do mundo já tem data para a estreia</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-pode-reservar-lugar-no-voo-mais-longo-do-planeta-16-mil-quilometros-sem-escalas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cientistas do Porto criam inteligência artificial que aprende a conversar com neurónios]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-do-porto-criam-inteligencia-artificial-que-aprende-a-conversar-com-neuronios.html</link><pubDate>Fri, 26 Jun 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Equipa portuguesa lidera o desenvolvimento de algoritmos que prometem transformar os implantes cerebrais através de uma terapia segura e adaptada a cada paciente.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-do-porto-criam-inteligencia-artificial-que-aprende-a-conversar-com-neuronios-1782474654960.jpg" data-image="1espyvox19l5" alt="Cérebro pixelizado" title="Cérebro pixelizado"><figcaption>Algoritmos de inteligência artificial monitorizam e corrigem impulsos elétricos de neurónios em tempo real para criar terapias cerebrais personalizadas. Ilustração digital: Gerd Altmann/Pixabay</figcaption></figure><p>No interior de uma sala isolada e esterilizada, aglomerados de <strong>células cerebrais</strong> vivas habitam caixas de vidro microscópicas. Embora estejam fora do corpo humano, estas estruturas biológicas mantêm a sua atividade primordial, trocando pequenos <strong>impulsos elétricos</strong> a cada milissegundo. </p><p>Nas margens deste microbanco de ensaios, um computador potente regista detalhadamente cada descarga de energia. Através de um <strong>código matemático avançado</strong>, a máquina ensaia uma forma inédita de diálogo com a biologia, calculando o instante exato para enviar um estímulo elétrico de resposta. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Esta ponte entre a engenharia computacional e a medicina é o cerne do NeuroSAFE, um projeto nacional que visa criar soluções de inteligência artificial para controlar a atividade de neurónios de forma segura e adaptativa.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O plano científico acaba de garantir um <strong>financiamento</strong> de <strong>cem mil euros</strong> no Concurso de Projetos Exploratórios do Programa CMU Portugal. Sob a liderança do investigador Paulo Aguiar, do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da <strong>Universidade do Porto</strong>, a iniciativa conta ainda com a parceria da <strong>Universidade Carnegie Mellon</strong>, nos Estados Unidos, onde a investigadora Yorie Nakahira coordena a vertente norte-americana.</p><h2>A réplica do cérebro em miniatura</h2><p>Como o desenvolvimento deste modelo tecnológico envolve riscos evidentes, as<strong> primeiras etapas da investigação decorrem longe do cérebro humano</strong>. Os cientistas contornam esse obstáculo através de uma tecnologia de ponta que mimetiza órgãos em chips.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Esse recurso de engenharia biomédica possibilita o cultivo e o estudo de células nervosas vivas em ambiente artificial altamente controlado. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A base destes pequenos dispositivos de ensaio apresenta dezenas de agulhas microscópicas chamadas de microelétrodos. Sempre que os neurónios cultivados comunicam entre si, esses sensores detetam as correntes elétricas geradas na placa.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-do-porto-criam-inteligencia-artificial-que-aprende-a-conversar-com-neuronios-1782474802082.jpg" data-image="s2svf6yy97ek" alt="neurónio e sinapses" title="neurónio e sinapses"><figcaption>O algoritmo analisa os dados elétricos a cada milissegundo, definindo a intensidade e o alvo exato do estímulo cerebral. Ilustração digital: Pete Linforth/Pixabay</figcaption></figure><p>Em sentido inverso, os mesmos pinos emitem descargas elétricas inofensivas de baixa intensidade. Os dados gerados seguem para computadores através de redes de aquisição de informação ultrarrápidas, servindo de campo de treino para a inteligência artificial.</p><h2>O ciclo contínuo da aprendizagem autónoma</h2><p>A evolução do algoritmo assenta numa metodologia conhecida como <strong>aprendizagem por reforço</strong>. Trata-se, no fundo, de um ciclo dinâmico onde o programa de computador atua como um observador atento do circuito biológico. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O sistema monitoriza os padrões energéticos, decide o momento oportuno para intervir e avalia a reação celular imediata, corrigindo as suas próprias decisões futuras com base na experiência acumulada.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Este processamento de dados em tempo real permite ao dispositivo<strong> compreender </strong>as<strong> particularidades </strong>de cada<strong> rede</strong><strong> neuronal</strong>. O sistema matemático calcula com precisão a intensidade e a localização exata do disparo necessário.</p><p>Ao monitorizar as flutuações da atividade biológica, a tecnologia <strong>ajusta as respostas</strong>, evitando qualquer tipo de sobreestimulação prejudicial aos tecidos vivos.</p><h2>A superação dos implantes tradicionais</h2><p>A aplicação prática desta investigação está sobretudo centrada na <strong>melhoria substancial</strong> dos <strong>sistemas de estimulação cerebral profunda</strong>. Os aparelhos clínicos convencionais atuam de forma rígida, emitindo impulsos elétricos contínuos idênticos durante todo o dia. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A descarga ininterrupta ignora, portanto, se o paciente se encontra a dormir, a descansar ou a enfrentar uma crise aguda de sintomas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Esta atividade constante dos implantes antigos acarreta problemas secundários significativos, uma vez que a eletricidade contínua atinge frequentemente zonas cerebrais saudáveis vizinhas. Esse efeito colateral traduz-se em <strong>dificuldades na fala</strong>, <strong>alterações súbitas de humor</strong> ou perturbações na mobilidade. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="671929" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/neuronios-antigos-podem-ser-regenerados-e-ajudar-no-tratamento-de-doencas-degenerativas-afirma-estudo.html" title="Neurónios antigos podem ser regenerados e ajudar no tratamento de doenças degenerativas, afirma estudo">Neurónios antigos podem ser regenerados e ajudar no tratamento de doenças degenerativas, afirma estudo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/neuronios-antigos-podem-ser-regenerados-e-ajudar-no-tratamento-de-doencas-degenerativas-afirma-estudo.html" title="Neurónios antigos podem ser regenerados e ajudar no tratamento de doenças degenerativas, afirma estudo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/neuronios-antigos-podem-ser-regenerados-e-ajudar-no-tratamento-de-doencas-degenerativas-afirma-estudo-1724870805322_320.jpg" alt="Neurónios antigos podem ser regenerados e ajudar no tratamento de doenças degenerativas, afirma estudo"></a></article></aside><p>Ao introduzir um modelo adaptativo em circuito fechado, o NeuroSAFE permite que o implante permaneça em silêncio, <strong>agindo exclusivamente</strong> quando os <strong>neurónios</strong> começam a <strong>falhar</strong>.</p><h2>A poupança cirúrgica e o ganho energético</h2><p>Outro benefício desta gestão inteligente prende-se com a eficiência energética do dispositivo médico. Os <strong>implantes não recarregáveis</strong> exigem <strong>intervenções cirúrgicas</strong> invasivas a cada poucos anos, destinadas unicamente a <strong>substituir as baterias gastas</strong>. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-do-porto-criam-inteligencia-artificial-que-aprende-a-conversar-com-neuronios-1782474939711.jpg" data-image="iszhbrd63g2v" alt="Paulo Aguiar, investigador da Universidade do Porto" title="Paulo Aguiar, investigador da Universidade do Porto"><figcaption>O projeto NeuroSAF, liderado por Paulo Aguiar, está a usar novas ferramentas de inteligência artificial para desenvolver futuras terapias de estimulação cerebral. Foto: Universidade do Porto</figcaption></figure><p>Ao aplicar energia apenas quando é estritamente necessário, o consumo geral do aparelho sofre uma drástica redução.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Esta gestão rigorosa do fluxo elétrico consegue duplicar ou triplicar a longevidade da bateria do dispositivo. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Para o doente, este avanço representa a <strong>poupança de várias cirurgias de revisão ao longo da sua vida</strong>. A calibração contínua do algoritmo permite ainda que o sistema se adapte ao envelhecimento natural do paciente e à evolução progressiva da própria patologia.</p><h2>O horizonte clínico contra o curto-circuito neuronal</h2><p>A flexibilidade demonstrada pelo algoritmo desenvolvido na Universidade do Porto abre perspetivas terapêuticas vastas para a medicina moderna. A capacidade de ler, interpretar e corrigir anomalias elétricas em tempo real pode ser <strong>aplicada em qualquer patologia que resulte de uma falha de comunicação nas redes biológicas</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A tecnologia assume-se, por isso, como uma base promissora para travar os tremores descontrolados da doença de Parkinson ou mitigar crises de epilepsia antes de se manifestarem. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O mesmo princípio teórico poderá alargar-se ao<strong> tratamento</strong><strong> da perturbação obsessivo-compulsiva grave</strong>, <strong>dores </strong><strong>crónicas </strong>intratáveis e<strong> </strong><strong>depressões profundas </strong>resistentes aos fármacos comuns. </p><p>No futuro, a estabilização destas ligações elétricas poderá também ajudar a combater o declínio cognitivo associado à doença de<strong> Alzheimer</strong>, devolvendo o equilíbrio aos circuitos da mente humana.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Universidade%20do%20Porto" data-year="" data-title="i3S%20desenvolve%20IA%20que%20aprende%20a%20comunicar%20com%20neur%C3%B3nios" data-url="https%3A%2F%2Fnoticias.up.pt%2F2026%2F06%2F02%2Fi3s-desenvolve-ia-que-aprende-a-comunicar-com-neuronios%2F">Universidade do Porto. <a href="https://noticias.up.pt/2026/06/02/i3s-desenvolve-ia-que-aprende-a-comunicar-com-neuronios/" target="_blank">i3S desenvolve IA que aprende a comunicar com neurónios</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-do-porto-criam-inteligencia-artificial-que-aprende-a-conversar-com-neuronios.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um dos planetas mais estranhos é cor-de-rosa e tem nuvens repletas de sal metálico]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-dos-planetas-mais-estranhos-e-cor-de-rosa-e-tem-nuvens-repletas-de-sal-metalico.html</link><pubDate>Fri, 26 Jun 2026 15:39:57 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A 57 anos-luz da Terra, o planeta GJ504b apresenta uma atmosfera com possíveis nuvens de sal metálico e reabre o debate sobre a sua verdadeira natureza e massa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/gj504b-y-las-nubes-de-sal-metalica-el-enigma-del-planeta-rosa-que-desconcierta-a-la-astronomia-1782190065062.jpg" data-image="o6lz2p8z6abd" alt="Objeto astronómico GJ504b" title="Objeto astronómico GJ504b"><figcaption>O objeto astronómico GJ504b, conhecido como o "planeta rosa", volta a ser o centro das atenções da comunidade científica na sequência das observações do telescópio James Webb e das dúvidas quanto à sua classificação. Imagem: NASA.</figcaption></figure><p>A uma distância de 57 anos-luz do nosso planeta encontra-se o <strong>GJ504b, um objeto astronómico detetado em 2013 que continua a suscitar muitas questões</strong>. A sua alcunha, o "Planeta Rosa", surgiu devido à tonalidade observada em torno da sua atmosfera nas primeiras imagens obtidas. Desde então, os investigadores têm tentado determinar se se trata de um planeta gigante ou de um corpo situado no limite de outra categoria astronómica.</p><p>A chegada de <strong>novos dados obtidos pelo telescópio espacial James Webb</strong> permitiu avançar bastante nessa investigação. Num artigo publicado no <em>The Astronomical Journal</em>, são apresentados indícios de nuvens compostas por sais metálicos na sua atmosfera. Trata-se de uma observação inédita num objeto tão frio e fornece informações muito valiosas para estudar os corpos que mal conseguem ser detetados através da observação direta.</p><h2>GJ504b, um objeto frio e difícil de observar</h2><p>O objeto astronómico GJ504b tem <strong>um tamanho comparável ao de Júpiter, embora a sua massa seja várias vezes superior</strong>. Um dos aspetos que mais interesse suscitou desde a sua descoberta foi a sua temperatura, que ronda os 290 graus Celsius. Em comparação com outros exoplanetas fotografados diretamente, que podem ultrapassar os 1 000 graus, este valor é muito invulgar.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">GJ 504b, the magenta-hued exoplanet! This captivating world, composed of pink gas, resembles Jupiter but boasts four times the mass. At a scorching 460°F, it's a celestial oven, radiating its mesmerizing glow. <a href="https://x.com/hashtag/GJ504b?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#GJ504b</a> <a href="https://x.com/hashtag/ExoplanetBeauty?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#ExoplanetBeauty</a> <a href="https://x.com/hashtag/MagentaWorld?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#MagentaWorld</a> <a href="https://x.com/hashtag/CosmicWonders?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#CosmicWonders</a> <a href="https://t.co/SRW5ekFZHb">pic.twitter.com/SRW5ekFZHb</a></p>— Cosmology (@Cosmology0) <a href="https://x.com/Cosmology0/status/1712442811709112607?ref_src=twsrc%5Etfw">October 12, 2023</a></blockquote></figure><p>Os especialistas atribuem essa temperatura à sua antiguidade. <strong>As estimativas situam a idade do objeto entre 2 500 e 4 000 milhões de anos</strong>. Durante esse período, os gigantes gasosos vão perdendo progressivamente o calor acumulado nas suas primeiras fases de formação, reduzindo a sua temperatura com o passar do tempo.</p><p>O estudo do GJ504b revelou-se especialmente complexo devido a dois fatores. Por um lado, emite muito pouca luz. Por outro, encontra-se próximo de uma estrela muito mais brilhante, o que dificulta as observações. De facto, vários telescópios terrestres dedicaram anos a tentar obter dados mais detalhados, até que <strong>o James Webb conseguiu obter informações de grande qualidade em apenas duas horas</strong>.</p><h2>Nuvens de sal metálico na atmosfera do planeta rosa</h2><p><strong>A investigação baseou-se na análise espectroscópica da luz proveniente de GJ504b</strong>. Este método permite identificar as substâncias presentes numa atmosfera a partir dos sinais que determinadas moléculas deixam ao interagir com a radiação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gj504b-y-las-nubes-de-sal-metalica-el-enigma-del-planeta-rosa-que-desconcierta-a-la-astronomia-1782190463482.jpg" data-image="fyfif0oj1dji" alt="Objeto astronómico GJ504b" title="Objeto astronómico GJ504b"><figcaption>As nuvens de sal metálico fazem com que o planeta rosa, GJ504b, seja um dos objetos mais difíceis de analisar fora do Sistema Solar. Imagem: NASA.</figcaption></figure><p>Graças a essa técnica, <strong>os cientistas detetaram vapor de água, metano, dióxido de carbono, amoníaco e outros compostos</strong>. No entanto, os primeiros modelos utilizados para interpretar os resultados não conseguiam explicar corretamente todas as observações registadas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775021" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-materia-que-forma-estrelas-planetas-e-corpos-humanos-representa-apenas-uma-pequena-fracao-do-universo.html" title="A matéria que forma estrelas, planetas e corpos humanos representa apenas uma pequena fração do Universo">A matéria que forma estrelas, planetas e corpos humanos representa apenas uma pequena fração do Universo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-materia-que-forma-estrelas-planetas-e-corpos-humanos-representa-apenas-uma-pequena-fracao-do-universo.html" title="A matéria que forma estrelas, planetas e corpos humanos representa apenas uma pequena fração do Universo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-materia-que-forma-estrellas-planetas-y-cuerpos-humanos-representa-solo-una-pequena-fraccion-del-universo-1781818836748_320.png" alt="A matéria que forma estrelas, planetas e corpos humanos representa apenas uma pequena fração do Universo"></a></article></aside><p>A situação mudou quando <strong>a equipa liderada por Aneesh Baburaj incorporou a presença de nuvens formadas por sais metálicos</strong>. Com essa hipótese, os cálculos começaram a coincidir com os dados obtidos. Estas estruturas atuariam como uma camada que altera a luz observada e oculta parte das zonas mais profundas da atmosfera.</p><h2>A massa do GJ504b reabre o debate sobre a sua natureza</h2><p>As novas conclusões também colocaram em cima da mesa outra questão relevante: a sua massa real. Embora algumas estimativas anteriores apontassem para cerca de quatro vezes a massa de Júpiter, <strong>o estudo mais recente apresenta valores muito superiores</strong>.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/HWPB5vIYcSs/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=HWPB5vIYcSs" id="HWPB5vIYcSs"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p><strong>Os autores situam o objeto num intervalo entre 25 e 30 massas jovianas</strong>. Uma diferença desta magnitude altera significativamente a interpretação da sua natureza e da sua origem no sistema em que se encontra.</p><p>Com todos estes valores, <strong>o GJ504b aproxima-se da fronteira que separa os planetas gigantes das anãs castanhas</strong>. Por essa razão, muitos investigadores preferem defini-lo como um "companheiro de massa planetária". Além de ajudar a aperfeiçoar as técnicas de observação, este objeto continua a levantar várias questões sobre como classificar alguns dos corpos mais complexos detetados fora do sistema solar.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Aneesh%20Baburaj%2C%20Jean-Baptiste%20Ruffio%2C%20Marshall%20Perrin%2C%20Jerry%20W.%20Xuan%2C%20William%20O.%20Balmer%2C%20Yayaati%20Chachan%2C%20Quinn%20M.%20Konopacky%2C%20Travis%20S.%20Barman%2C%20Mathilde%20M%C3%A2lin%2C%20Kielan%20K.%20W.%20Hoch" data-year="" data-title="JWST-TST%20High%20Contrast%3A%20First%20Direct%20Spectroscopy%20of%20GJ%20504%20b%20Reveals%20Clouds%20and%20Possible%20Metal%20Enrichment" data-url="https%3A%2F%2Fiopscience.iop.org%2Farticle%2F10.3847%2F1538-3881%2Fae6919">Aneesh Baburaj, Jean-Baptiste Ruffio, Marshall Perrin, Jerry W. Xuan, William O. Balmer, Yayaati Chachan, Quinn M. Konopacky, Travis S. Barman, Mathilde Mâlin, Kielan K. W. Hoch. <a href="https://iopscience.iop.org/article/10.3847/1538-3881/ae6919" target="_blank">JWST-TST High Contrast: First Direct Spectroscopy of GJ 504 b Reveals Clouds and Possible Metal Enrichment</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-dos-planetas-mais-estranhos-e-cor-de-rosa-e-tem-nuvens-repletas-de-sal-metalico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O truque para evitar que a água nos vasos de flores evapore instantaneamente durante uma onda de calor]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-truque-para-evitar-que-a-agua-nos-vasos-de-flores-evapore-instantaneamente-durante-uma-onda-de-calor.html</link><pubDate>Fri, 26 Jun 2026 15:34:24 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Durante as ondas de calor, as plantas em vasos perdem humidade rapidamente. Existe um truque simples que ajuda a reduzir a evaporação da água e a manter as plantas hidratadas durante mais tempo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-truco-para-que-el-agua-de-tus-macetas-no-se-evapore-al-instante-durante-una-ola-de-calor-1782133066924.jpeg" data-image="iv1mco9msmu0" alt="Imagen 1" title="Imagen 1"><figcaption>A cobertura morta é uma técnica muito útil na agricultura, tanto para as culturas hortícolas como para as ornamentais.</figcaption></figure><p>As ondas de calor representam, sem dúvida, <strong>um verdadeiro desafio para as pessoas, mas também para as plantas</strong>, sobretudo para as que são cultivadas em vasos.</p><p>Ao contrário das plantas que crescem diretamente no solo, <strong>as cultivadas em vasos dispõem de uma quantidade limitada de substrato e água</strong>, o que faz com que a humidade se esgote muito mais rapidamente quando as temperaturas aumentam.</p><p>Durante estes episódios, cada vez mais frequentes, de calor extremo, não é raro que um vaso passe de estar perfeitamente hidratado de manhã para ficar quase completamente seco no final do dia.</p><p>Existe, no entanto, <strong>um truque simples</strong>, económico e ao alcance de qualquer entusiasta de jardinagem que pode fazer a diferença: <strong>utilizar uma camada de cobertura morta na superfície do substrato</strong>. Esta técnica ajuda a conservar a humidade e reduz consideravelmente a evaporação da água.</p><h2>Por que é que a água evapora tão rapidamente dos vasos?</h2><p>Quando o sol de verão incide diretamente sobre um vaso, o recipiente absorve calor e aumenta a temperatura do substrato. Consequentemente, a água evapora mais rapidamente. Além disso, o vento e as altas temperaturas aceleram ainda mais este processo.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os vasos de pequenas dimensões são os mais vulneráveis, uma vez que contêm menos terra e, por conseguinte, menores reservas de água.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Os recipientes de plástico escuro também podem aquecer excessivamente</strong>, favorecendo uma perda de humidade ainda maior. Durante uma onda de calor, esta situação pode causar stress hídrico às plantas, que começam a apresentar <strong>folhas murchas, amareladas ou mesmo queimadas nas bordas</strong>.</p><h2>O truque da cobertura morta para conservar a humidade</h2><p><strong>A cobertura morta consiste em cobrir a superfície do solo com uma camada de material orgânico ou inorgânico</strong>. Esta barreira funciona como um escudo protetor que impede a evaporação da água e ajuda a manter uma temperatura mais estável ao nível das raízes.</p><p>Entre os materiais mais utilizados, encontram-se:</p><ul> <li><strong>Casca de pinheiro.</strong></li><li><strong>Palha.</strong></li><li><strong>Folhas secas trituradas.</strong></li><li><strong>Fibra de coco.</strong></li><li><strong>Lascas de madeira.</strong></li></ul><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/el-truco-para-que-el-agua-de-tus-macetas-no-se-evapore-al-instante-durante-una-ola-de-calor-1782142113679.jpeg" data-image="gya4ejnxyp4d" alt="Piante in vaso" title="Piante in vaso"> <figcaption>É possível agrupar os vasos para criar microclimas favoráveis ou aplicar uma camada de cobertura morta no solo.</figcaption> </figure><h3>Cascalho decorativo ou pedrinhas</h3><p>Basta espalhar uma camada de cerca de 3 a 5 centímetros sobre a superfície do vaso, deixando um pequeno espaço à volta do caule principal para evitar problemas decorrentes de humidade excessiva.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774925" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/reutilizar-a-agua-do-cozimento-de-legumes-em-suas-plantas-de-interior-passo-a-passo-e-beneficios.html" title="Reutilizar a água da cozedura de legumes nas suas plantas de interior: passo a passo e benefícios">Reutilizar a água da cozedura de legumes nas suas plantas de interior: passo a passo e benefícios</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/reutilizar-a-agua-do-cozimento-de-legumes-em-suas-plantas-de-interior-passo-a-passo-e-beneficios.html" title="Reutilizar a água da cozedura de legumes nas suas plantas de interior: passo a passo e benefícios"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/reutilizar-el-agua-de-las-legumbres-en-tus-plantas-del-hogar-paso-a-paso-y-beneficios-1781698125525_320.jpg" alt="Reutilizar a água da cozedura de legumes nas suas plantas de interior: passo a passo e benefícios"></a></article></aside><p>Graças a este simples truque, <strong>a água permanece mais tempo no substrato e as raízes podem utilizá-la de forma mais eficiente</strong>.</p><h2>Outras dicas para proteger os vasos do calor</h2><p>Embora a cobertura morta seja uma das medidas mais eficazes, é aconselhável combiná-la com <strong>outras práticas</strong> para maximizar a conservação da água.</p><h3>Regar nas primeiras horas da manhã</h3><p><strong>A melhor altura para regar é ao amanhecer ou durante as primeiras horas do dia</strong>. Nessa altura, as temperaturas são mais baixas e a água tem tempo para penetrar em profundidade no substrato antes que o calor se torne intenso.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/el-truco-para-que-el-agua-de-tus-macetas-no-se-evapore-al-instante-durante-una-ola-de-calor-1782133254345.jpeg" data-image="xf8eayfqq94o" alt="Irrigazione mattutina" title="Irrigazione mattutina"> <figcaption>A rega pela manhã reduz a perda de água devido à evaporação.</figcaption> </figure><h3>Agrupar os vasos</h3><p>Colocar vários vasos próximos uns dos outros <strong>cria um pequeno microclima que ajuda a reduzir a perda de humidade</strong>. Além disso, as plantas protegem-se mutuamente do vento e da radiação solar direta.</p><h3>Procurar sombra nas horas mais quentes</h3><p>Durante os dias mais intensos, <strong>colocar os vasos em zonas de sombra parcial pode evitar stress desnecessário às plantas</strong>. Também uma rede de sombreamento ou a proteção oferecida por uma parede virada a leste podem ser muito úteis.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/el-truco-para-que-el-agua-de-tus-macetas-no-se-evapore-al-instante-durante-una-ola-de-calor-1782141750674.jpg" data-image="3od7njjkgjtv" alt="Vaso con sottovaso" title="Vaso con sottovaso"> <figcaption>É possível utilizar pratos de base com uma pequena quantidade de água, mas tomando as devidas precauções.</figcaption> </figure><h3>Utilize os pratos de planta com moderação</h3><p>Os pratos de planta podem ajudar a reter uma certa quantidade de água, mas é importante não os manter constantemente cheios, uma vez que <strong>o excesso de humidade favorece o aparecimento de fungos e o apodrecimento das raízes</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-truque-para-evitar-que-a-agua-nos-vasos-de-flores-evapore-instantaneamente-durante-uma-onda-de-calor.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[ECMWF prevê fim de semana ameno nos Açores e Madeira, com aguaceiros fracos e dispersos até domingo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ecmwf-preve-fim-de-semana-ameno-nos-acores-e-madeira-com-aguaceiros-fracos-e-dispersos-ate-domingo.html</link><pubDate>Fri, 26 Jun 2026 15:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A Madeira e os Açores deverão manter um fim de semana marcado por tempo geralmente estável, mas com períodos de maior nebulosidade e aguaceiros fracos. O ECMWF aponta para precipitação pouco significativa e temperaturas amenas nos dois arquipélagos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ecmwf-preve-fim-de-semana-ameno-nos-acores-e-madeira-com-aguaceiros-fracos-e-dispersos-ate-domingo-1782479434082.jpeg" data-image="z617a6mxcaft"><figcaption>A circulação de norte deverá favorecer a ocorrência de aguaceiros fracos na Madeira e nos Açores ao longo do fim de semana, embora sem previsão de fenómenos meteorológicos significativos.</figcaption></figure><p>Apesar da <strong>influência anticiclónica prevista para este fim de semana, a Madeira e os Açores</strong> deverão continuar sob a influência de alguma humidade. De acordo com o modelo europeu ECMWF, esta situação favorecerá<strong> períodos de maior nebulosidade e aguaceiros fracos e dispersos</strong>, embora sem expectativa de fenómenos meteorológicos significativos.</p><h2>Madeira: Vertentes norte e regiões montanhosas concentram a precipitação</h2><p>Na Madeira, o fluxo predominante de norte a nordeste continuará a transportar ar marítimo húmido para o arquipélago, favorecendo a <strong>ocorrência de aguaceiros fracos e ocasionais,</strong> sobretudo nas vertentes voltadas a norte e nas regiões montanhosas. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>A nebulosidade deverá ser mais persistente nestas regiões, enquanto na costa sul deverão predominar períodos mais prolongados de abertas devido ao efeito de abrigo proporcionado pelo relevo da ilha.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ecmwf-preve-fim-de-semana-ameno-nos-acores-e-madeira-com-aguaceiros-fracos-e-dispersos-ate-domingo-1782478736481.png" data-image="o6eu9dzl1nzs"><figcaption>A circulação de norte, em interação com o relevo da Madeira, deverá favorecer aguaceiros mais persistentes nas vertentes voltadas a norte e nas zonas montanhosas, onde os acumulados poderão aproximar-se dos 20 mm até ao final de domingo.</figcaption></figure><p>Entre hoje e domingo, os acumulados poderão atingir localmente <strong>15 a 18 mm</strong> <strong>nas áreas montanhosas e na vertente norte</strong>, enquanto na costa sul e em Porto Santo a precipitação deverá permanecer pouco significativa, geralmente <strong>inferior a 5 mm</strong>. Os aguaceiros deverão ocorrer de forma intermitente, alternando com períodos sem precipitação, não sendo esperada chuva persistente ou de forte intensidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ecmwf-preve-fim-de-semana-ameno-nos-acores-e-madeira-com-aguaceiros-fracos-e-dispersos-ate-domingo-1782479014536.png" data-image="96nk7l817guv"><figcaption>O vento deverá soprar moderado de norte, com rajadas entre 30 e 40 km/h nas zonas mais expostas da Madeira, em especial no litoral norte e nas terras altas, durante a tarde de domingo.</figcaption></figure><p>O vento soprará moderado, com <strong>rajadas entre 30 e 40 km/h</strong>, podendo ser pontualmente superiores nos locais mais expostos e em zonas de maior altitude. As temperaturas máximas deverão oscilar entre <strong>22 e 24 ºC</strong> no litoral, enquanto nas terras altas deverão variar entre <strong>16 e 20 ºC</strong>, mantendo-se praticamente sem alterações ao longo do fim de semana.</p><h2>Açores: Sábado deverá concentrar a maior probabilidade de chuva</h2><p>Nos Açores, o anticiclone continuará igualmente a dominar o estado do tempo, enquanto o fluxo de norte a noroeste transportará alguma humidade para o arquipélago. Entre hoje e domingo, a precipitação deverá ser, em geral, pouco significativa, concentrando-se a maior <strong>probabilidade de aguaceiros fracos e dispersos no <strong>Grupo Central durante o sábado</strong>.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ecmwf-preve-fim-de-semana-ameno-nos-acores-e-madeira-com-aguaceiros-fracos-e-dispersos-ate-domingo-1782478766855.png" data-image="t9h2ifpjjfzq"><figcaption>A passagem de alguma humidade deverá favorecer aguaceiros fracos e dispersos nos Açores até ao final de sábado, sobretudo no Grupo Central, embora com acumulados geralmente inferiores a 5 mm.</figcaption></figure><p>Os períodos de maior nebulosidade deverão concentrar-se igualmente nas ilhas do Grupo Central, onde o relevo favorecerá a condensação da humidade transportada pelo fluxo marítimo. <strong>No Grupo Oriental poderão ocorrer aguaceiros fracos e localizados</strong>, enquanto no Grupo Ocidental a precipitação deverá ser ainda menos frequente, predominando períodos de céu muito nublado intercalados com abertas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775773" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-42-c-poderao-voltar-a-portugal-em-meados-da-proxima-semana.html" title="Os 42 ºC poderão voltar a Portugal em meados da próxima semana">Os 42 ºC poderão voltar a Portugal em meados da próxima semana</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-42-c-poderao-voltar-a-portugal-em-meados-da-proxima-semana.html" title="Os 42 ºC poderão voltar a Portugal em meados da próxima semana"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-42-c-poderao-voltar-a-portugal-em-meados-da-proxima-semana-1782477660381_320.png" alt="Os 42 ºC poderão voltar a Portugal em meados da próxima semana"></a></article></aside><p>Os acumulados previstos deverão manter-se reduzidos, geralmente <strong>inferiores a 5 mm</strong>. O <strong>vento soprará fraco a moderado</strong>, com <strong>rajadas entre</strong><strong> 25 e 40 km/h</strong>, sobretudo nas ilhas mais expostas e nas zonas de maior altitude. As temperaturas máximas deverão variar, em geral, entre <strong>19 e 22 ºC</strong>, mantendo-se praticamente sem alterações ao longo do fim de semana.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ecmwf-preve-fim-de-semana-ameno-nos-acores-e-madeira-com-aguaceiros-fracos-e-dispersos-ate-domingo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os 42 ºC poderão voltar a Portugal em meados da próxima semana]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-42-c-poderao-voltar-a-portugal-em-meados-da-proxima-semana.html</link><pubDate>Fri, 26 Jun 2026 13:30:20 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas sobem gradualmente a partir desta sexta-feira (26), sobretudo no interior. Tudo indica que a próxima semana será muito quente: nalgumas zonas do Centro-Sul do país as máximas poderão chegar até aos 42 ºC.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaj2072"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaj2072.jpg" id="xaj2072"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As temperaturas voltam a subir a partir de hoje, sexta-feira, 26 de junho, de forma gradual em Portugal continental. <strong>Esta subida será relativamente contida até domingo (28) e mais notória nas regiões do interior</strong>. Contudo, a partir de segunda-feira (29), é expectável uma subida mais acentuada e generalizada dos termómetros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-42-c-poderao-voltar-a-portugal-em-meados-da-proxima-semana-1782471975165.png" data-image="6vdvbbrk8fv5"><figcaption>O início do mês de julho coincidirá com uma subida significativa das temperaturas, tanto em intensidade, como em expressão espacial. Estão previstos valores até 11 ou 12 ºC acima da média em várias zonas do país.</figcaption></figure><p>Assim, para o primeiro dia da próxima semana, os mapas preveem valores de <strong>temperatura máxima compreendidos entre os 23 ºC em Viana do Castelo e os 35 ºC em Beja, com o vale do Guadiana a poder atingir os 37 ºC, enquanto os vales do Douro e Tejo poderão registar até 36 ºC</strong>. Na terça-feira (30), último dia de junho, o litoral poderá registar uma ligeira e temporária descida das temperaturas, enquanto no interior o calor deverá intensificar-se ainda mais.</p><h2>O Baixo Alentejo e outras zonas do Centro-Sul poderão concentrar o calor mais intenso na próxima semana</h2><p>Mesmo assim, o episódio mais significativo relacionado com as temperaturas poderá <strong>ocorrer a partir de meados da próxima semana</strong> (a partir de quarta-feira, 1 de julho). O <strong>Baixo Alentejo</strong>, que escapou à emissão de avisos laranja de tempo quente num passado recente, poderá tornar-se, juntamente com <strong>algumas </strong><strong>outras zonas do Centro-Sul de Portugal continental, uma das regiões mais afetadas pelo calor intenso</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775714" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-veja-como-vai-chover-em-portugal-entre-os-dias-29-e-6-de-julho.html" title="Previsão de precipitação a médio prazo: veja como vai chover em Portugal entre os dias 29 e 6 de julho">Previsão de precipitação a médio prazo: veja como vai chover em Portugal entre os dias 29 e 6 de julho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-veja-como-vai-chover-em-portugal-entre-os-dias-29-e-6-de-julho.html" title="Previsão de precipitação a médio prazo: veja como vai chover em Portugal entre os dias 29 e 6 de julho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-veja-como-vai-chover-em-portugal-entre-os-dias-29-e-6-de-julho-1782432429921_320.jpg" alt="Previsão de precipitação a médio prazo: veja como vai chover em Portugal entre os dias 29 e 6 de julho"></a></article></aside><p>Tanto o modelo Europeu (ECMWF) como o modelo americano (GFS) apontam para o possível estabelecimento de uma configuração atmosférica muito favorável ao registo de <strong>temperaturas bastante elevadas. Uma robusta crista subtropical irá reforçar-se sobre a Península Ibérica</strong>, enquanto uma depressão cavada permanecerá ‘estacionada’ sobre o noroeste da Europa.</p><h2>As temperaturas máximas mais elevadas poderão atingir os 42 ºC</h2><p>Esta configuração irá favorecer o estabelecimento de um fluxo de Sul e Leste, responsável pela entrada de uma <strong>massa de ar tropical continental, muito quente e seca</strong>, proveniente do Norte de África. Caso este cenário se confirme, <strong>o calor poderá intensificar-se significativamente nos distritos de Beja, Évora e Portalegre, bem como em Santarém e Setúbal</strong>, onde as temperaturas poderão aproximar-se, ou inclusive ultrapassar os <strong>40 ºC</strong> durante vários dias consecutivos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-42-c-poderao-voltar-a-portugal-em-meados-da-proxima-semana-1782471884610.png" data-image="lwvwsy5e532m"><figcaption>Caso as previsões se confirmem, o Baixo Alentejo e várias outras áreas do Centro-Sul de Portugal continental poderão ser as mais afetadas por um episódio de calor intenso (máximas até 42 ºC) cujo início se perspetiva para meados da próxima semana, a coincidir com o arranque de julho.</figcaption></figure><p><strong>As mais recentes projeções do modelo europeu já apontam para temperaturas máximas entre os 40 e os 42 ºC no vale do Guadiana</strong>, não se descartando que, de forma pontual, algumas localidades desta área pertencente ao Baixo Alentejo registem <strong>43 ºC</strong>. Ainda assim, a previsão mantém um elevado grau de incerteza, pelo que será necessário continuar a monitorizar a evolução dos modelos nos próximos dias para determinar a magnitude e a extensão deste eventual episódio de calor.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-42-c-poderao-voltar-a-portugal-em-meados-da-proxima-semana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Previsão de precipitação a médio prazo: veja como vai chover em Portugal entre os dias 29 e 6 de julho]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-veja-como-vai-chover-em-portugal-entre-os-dias-29-e-6-de-julho.html</link><pubDate>Fri, 26 Jun 2026 09:50:06 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Segundo a mais recente atualização do modelo europeu, ECMWF, a semana compreendida entre os dias 29 de junho e 6 de julho contará com precipitação abaixo da média. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-veja-como-vai-chover-em-portugal-entre-os-dias-29-e-6-de-julho-1782432429921.jpg" data-image="8dc1w0fhsub4" alt="tendência de chuva" title="tendência de chuva"><figcaption>Segundo a atual previsão, a semana de 29 de junho a 6 de julho contará com valores abaixo da normal climatológica de referência.</figcaption></figure><p>A semana entre os dias 29 de junho e 6 de julho <strong>poderá contar com níveis de precipitação abaixo da média</strong>, resultando em anomalias negativas, segundo a atual previsão do ECMWF. O que é que isto significa?</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Como já referimos em previsões anteriores, a<strong>s anomalias passam por valores inferiores ou superiores face a fenómenos como a temperatura e a precipitação</strong>. O que quer isto dizer? Significa que quando um mapa nos mostra uma anomalia positiva (seja de temperatura ou chuva) os valores esperados são acima da normal climatológica de referência (1990-2020). Já quando esta anomalia é negativa, significa que os valores apresentados se encontram abaixo desta mesma normal climatológica.</p><h2>Semana arranca com a influência do anticiclone dos Açores</h2><p>A partir de segunda-feira, dia 29 de junho, o <strong>anticiclone dos Açores irá firmar-se a oeste de Portugal Continental</strong>, mantendo-se nessa região, com algumas movimentações pouco significativas, o que contribuirá para uma sucessão de dias secos. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-veja-como-vai-chover-em-portugal-entre-os-dias-29-e-6-de-julho-1782433228633.jpg" data-image="uhao7m802sc4" alt="anomalia de precipitação semanal" title="anomalia de precipitação semanal"><figcaption>Os nossos mapas mostram anomalias negativas e nulas em todo o continente português. O noroeste deverá registar a anomalia de precipitação negativa mais evidente.</figcaption></figure><p>O<strong> anticiclone funciona como um "escudo", afastando qualquer instabilidade que possa vir na nossa direção</strong>. Quanto mais próximo este está do continente português, maior será a sua "proteção" face a depressões ou frentes frias. Assim, e segundo o que os mapas nos mostram no momento da redação desta previsão, a próxima semana será influenciada por este centro de altas pressões, mantendo o tempo estável.</p><h2>Espera-se uma semana mais seca do que o normal</h2><p>Como podemos observar no mapa acima, <strong>grande parte do país poderá contar com valores de anomalia nulos</strong>, indicando ocorrência de chuva dentro do esperado. Não significa que não vai chover. Apenas que não vai chover mais do que o normal.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775612" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mais-trovoadas-do-que-o-habitual-em-julho-o-sinal-mais-surpreendente-do-modelo-europeu.html" title="Mais trovoadas do que o habitual em julho: o sinal mais surpreendente do modelo europeu">Mais trovoadas do que o habitual em julho: o sinal mais surpreendente do modelo europeu</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mais-trovoadas-do-que-o-habitual-em-julho-o-sinal-mais-surpreendente-do-modelo-europeu.html" title="Mais trovoadas do que o habitual em julho: o sinal mais surpreendente do modelo europeu"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mais-trovoadas-do-que-o-habitual-em-julho-o-sinal-mais-surpreendente-do-modelo-europeu-1782395372374_320.jpg" alt="Mais trovoadas do que o habitual em julho: o sinal mais surpreendente do modelo europeu"></a></article></aside><p>No entanto, o litoral Norte e uma parte do litoral Centro, mostram anomalias negativas. Entre o litoral do distrito do Porto e uma pequena porção do distrito de Leiria, espera-se uma anomalia negativa de entre 5 a 10 mm abaixo da normal climatológica. Já<strong> nos distritos de Viana do Castelo e Braga espera-se uma anomalia negativa mais evidente</strong>, com valores de entre 10 a 20 mm abaixo da média. Com isto, esperam-se dias quentes e secos, sem previsão de chuva para o continente.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-veja-como-vai-chover-em-portugal-entre-os-dias-29-e-6-de-julho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mudanças na temperatura do magma determinam as diferenças nas explosões vulcânicas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/mudancas-na-temperatura-do-magma-determinam-as-diferencas-nas-explosoes-vulcanicas.html</link><pubDate>Fri, 26 Jun 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Porque é que alguns vulcões entram em erupção de forma violenta, enquanto outros são muito menos explosivos? Um novo estudo da Universidade de Manchester pode ter a resposta.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/magma-temperature-changes-drive-differences-in-volcanic-explosions-1782121741240.jpeg" data-image="fo2obkv6f1zp" alt="vulcão, erupção vulcânica" title="vulcão, erupção vulcânica"><figcaption>Investigadores mostram que as temperaturas do magma influenciam a explosividade das erupções.</figcaption></figure><p>Porque é que alguns<strong> vulcões de aparência semelhante</strong> <strong>apresentam comportamentos eruptivos tão distintos</strong>? A resposta pode estar nos processos térmicos do magma, segundo um novo estudo liderado pela Universidade de Manchester.</p><p>As descobertas ajudam a solucionar um debate de longa data sobre como o histórico térmico do <strong>magma </strong>influencia a cristalização antes e durante as erupções.</p><h2>Formação de cristais atrasada</h2><p>Ao estudar o magma da erupção de Tajogaite de 2021 em La Palma, na Espanha, investigadores descobriram que o <strong>"sobreaquecimento" pode atrasar significativamente a formação de cristais</strong> <strong>à medida que o magma sobe</strong> em direção à superfície da Terra.</p><p>Durante o sobreaquecimento, o magma é aquecido acima da temperatura na qual os cristais são estáveis. O estudo mostra que<strong> temperaturas elevadas</strong> podem <strong>dissolver pequenas "sementes" de cristais</strong> preexistentes que, normalmente, ajudam a iniciar a formação dos cristais.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>“A história do crescimento de cristais e bolhas pode determinar drasticamente a forma como um magma entra em erupção; em particular, à medida que mais cristais crescem, eles acabam por exercer um efeito significativo na viscosidade do magma”, explicou a Dra. Barbara Bonechi, investigadora associada de Manchester.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O <strong>sobreaquecimento também altera a estrutura interna do magma</strong>. Torna-se mais uniforme e <strong>menos capaz de suportar a nucleação </strong>ou o crescimento de novos cristais. Isto afeta a rapidez com que o magma sobe e a facilidade com que os gases vulcânicos podem escapar; ambos têm um papel importante na determinação do quão explosiva será a erupção.</p><p>“Até agora, não compreendíamos totalmente a<strong> dinâmica do crescimento de cristais em magmas </strong>que recebiam uma injeção de sobreaquecimento pouco antes da ascensão. No entanto, utilizando a nossa inovadora e recém desenvolvida câmara de pressão transparente a raios X, combinada com a microtomografia de raios X por radiação síncrotron, podemos efetivamente observar esses processos ‘<em>in situ</em>’, disse ela.</p><h2>Condições vulcânicas reproduzidas em laboratório</h2><p>Em laboratório, pesquisadores <strong>recriaram condições vulcânicas</strong> utilizando magma da erupção de Tajogaite; esse magma pode ter sofrido superaquecimento antes da erupção e durante a ascensão.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771581" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/vulcao-de-1-9-bilhao-de-anos-na-amazonia-coloca-brasil-no-centro-de-estudos-sobre-a-terra-primitiva.html" title="Vulcão de 1,9 mil milhão de anos na Amazónia coloca Brasil no centro de estudos sobre a Terra primitiva">Vulcão de 1,9 mil milhão de anos na Amazónia coloca Brasil no centro de estudos sobre a Terra primitiva</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/vulcao-de-1-9-bilhao-de-anos-na-amazonia-coloca-brasil-no-centro-de-estudos-sobre-a-terra-primitiva.html" title="Vulcão de 1,9 mil milhão de anos na Amazónia coloca Brasil no centro de estudos sobre a Terra primitiva"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vulcao-de-1-9-bilhao-de-anos-na-amazonia-coloca-brasil-no-centro-de-estudos-sobre-a-terra-primitiva-1780085286351_320.jpg" alt="Vulcão de 1,9 mil milhão de anos na Amazónia coloca Brasil no centro de estudos sobre a Terra primitiva"></a></article></aside><p>Eles conseguiram observar a cristalização em tempo real utilizando microtomografia de raios X por radiação sincrotrão no <em>Diamond Light Source</em>. Ao combinar estes dados com informações de experiências *<em>ex situ</em>* realizados em Praga — que permitiram tempos de observação mais longos —, a equipa acompanhou os <strong>processos de cristalização sob condições controladas de temperatura elevada e pressão</strong>.</p><p>As experiências revelaram que o magma não submetido ao sobreaquecimento começou a cristalizar em cerca de 20 minutos. Já<strong> o magma que tinha sofrido sobreaquecimento levou mais de oito horas para iniciar a cristalização</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/magma-temperature-changes-drive-differences-in-volcanic-explosions-1782121826057.jpeg" data-image="zdtpgchmqmbz" alt="erupção vulcânica" title="erupção vulcânica"><figcaption>Fonte de lava durante a erupção do Tajogaite de 2021 (La Palma, Ilhas Canárias). Imagem: Jorge Alecrim.</figcaption></figure><p>Os investigadores incorporaram os <strong>atrasos de nucleação </strong>— determinados experimentalmente — a modelos numéricos de ascensão do magma; estas simulações preveem como o magma se desloca e evolui ao atravessar a crosta terrestre.</p><p>Longas pausas na cristalização podem permitir que o magma suba rapidamente enquanto permanece relativamente fluido, potencialmente favorecendo a ocorrência de fontes de lava intensas. Em contrapartida, <strong>o magma que cristaliza mais cedo é mais viscoso e ascende mais lentamente</strong>, permitindo mais tempo para a libertação de gases e resultando num<strong> comportamento efusivo mais brando</strong>.</p><div class="texto-destacado">As descobertas poderiam melhorar a forma como os cientistas interpretam os sinais de monitorização vulcânica e preveem o comportamento das erupções.</div><p>“Os <strong>modelos atuais </strong>de risco vulcânico concentram-se tipicamente na química do magma, no teor de gases e nas variações de pressão”, afirma a Dra. Margherita Polacci, professora sénior de Vulcanologia em Manchester.</p><p>Este trabalho sugere que o histórico térmico pré-eruptivo e a cinética de cristalização também podem desempenhar um papel importante no controlo da ascensão do magma e do comportamento eruptivo, com implicações para a avaliação de riscos vulcânicos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Bonechi%2C%20B.%20et%20al" data-year="2026" data-title="Superheating%20in%20mafic%20magmas%20controls%20clinopyroxene%20nucleation%20delay%20and%20magma%20ascent%20dynamics" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41467-026-73352-1">Bonechi, B. et al. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41467-026-73352-1" target="_blank">Superheating in mafic magmas controls clinopyroxene nucleation delay and magma ascent dynamics</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/mudancas-na-temperatura-do-magma-determinam-as-diferencas-nas-explosoes-vulcanicas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O impacto ambiental do uso não consciente da IA]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-impacto-ambiental-do-uso-nao-consciente-da-ia.html</link><pubDate>Fri, 26 Jun 2026 06:13:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A Inteligência Artificial tornou-se parte do quotidiano de milhares de pessoas, contudo cada utilização tem um impacto invisível mas com uma responsabilidade ambiental notória.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-impacto-ambiental-do-uso-nao-consciente-da-ia-1781939305832.jpg" data-image="igf8pzefxy8o" alt="Inteligência Atificial" title="Inteligência Atificial"><figcaption>A inteligência artificial tornou-se uma ferramenta indispensável no dia a dia, mas o seu uso crescente tem custos ambientais.</figcaption></figure><p>A Inteligência Artificial tornou-se uma <strong>presença constante</strong> no nosso dia a dia. Podemos <strong>encontrá-la nos telemóveis, nos motores de busca, nas ferramentas de trabalho</strong>, nas plataformas de entretenimento e até nas conversas que mantemos online.</p><p>Para muitas pessoas, pedir ajuda a um sistema de IA tornou-se tão natural como fazer uma pesquisa na internet. No entanto, <strong>por detrás de cada resposta obtida existe um processo tecnológico que consome recursos</strong>, e o crescimento acelerado desta utilização está a levantar questões importantes sobre sustentabilidade.</p><p>A facilidade de acesso à Inteligência Artificial <strong>está a criar um novo hábito digital através de sistemas de IA</strong> poderosos, como o ChatGPT, para escrever mensagens curtas, melhorar frases simples e responder a perguntas que poderíamos resolver com ferramentas menos exigentes.</p><p>A questão que se coloca não é saber se a IA é boa ou má, mas sim <strong>se a estamos a usar na quantidade certa para a tarefa certa</strong>.</p><h2>O funcionamento dos sistemas de IA</h2><p>Os sistemas de IA funcionam através de <strong>enormes infraestruturas computacionais</strong>. Os centros de dados, onde estes modelos são executados necessitam de eletricidade para alimentar servidores, sistemas de refrigeração e redes de comunicação, pois <strong>executam cálculos em grandes sistemas informáticos para gerar uma resposta</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="717566" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-uso-intensivo-de-chatbots-de-inteligencia-artificial-atrofia-o-cerebro-humano.html" title="O uso intensivo de chatbots de inteligência artificial atrofia o cérebro humano">O uso intensivo de chatbots de inteligência artificial atrofia o cérebro humano</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-uso-intensivo-de-chatbots-de-inteligencia-artificial-atrofia-o-cerebro-humano.html" title="O uso intensivo de chatbots de inteligência artificial atrofia o cérebro humano"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-uso-intensivo-de-chatbots-de-inteligencia-artificial-atrofia-o-cerebro-humano-1751289154479_320.jpg" alt="O uso intensivo de chatbots de inteligência artificial atrofia o cérebro humano"></a></article></aside><p>O treino de grandes modelos de IA <strong>exige grandes recursos</strong>, mas a sua utilização diária também se soma. Os centros de dados <strong>podem gerar emissões significativas de carbono</strong>, uma vez que também ocupam grandes áreas de terreno, pressionam as redes elétricas e os recursos hídricos, e produzem resíduos eletrónicos.</p><p>De acordo com um artigo publicado no <em>The Conversation</em>, a Agência Internacional de Energia prevê que <strong>o consumo mundial de eletricidade dos centros de dados poderá aproximadamente duplicar até 2030</strong>.</p><p>Assim, quanto maior for a procura por serviços de Inteligência Artificial, <strong>maior é a necessidade de capacidade tecnológica</strong> para responder a esses pedidos.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O desafio está em encontrar um equilíbrio entre aproveitar estas ferramentas e utilizá-las de forma responsável.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Contudo, não quer isto dizer que a Inteligência Artificial seja negativa ou que deva ser evitada. Pelo contrário, <strong>pode trazer benefícios importantes como ajudar profissionais a trabalhar com maior eficiência</strong>, apoiar estudantes na aprendizagem, facilitar a acessibilidade e acelerar investigação científica.</p><h2>Utilização de forma consciente</h2><p>A IA não deve ser utilizada automaticamente para tudo. Antes de fazer uma pergunta a um modelo, vale a pena pensar: <em><strong>Será que necessito mesmo da inteligência artificial para executar esta tarefa?</strong></em></p><p>Uma pesquisa simples, um cálculo básico ou <strong>uma informação que já sabemos procurar podem não justificar o uso de uma ferramenta que exige processamento adicional</strong>.</p><div class="texto-destacado">"<strong>Um pedido ocasional provavelmente tem um impacto pequeno. O problema surge quando a IA é usada para tudo, mesmo quando não acrescenta valor."</strong> De acordo com o The Conversation</div><p><strong>A</strong> qualidade das interações também importa. <strong>Perguntas mais claras e completas tendem a gerar respostas mais úteis</strong>, reduzindo a necessidade de repetir pedidos várias vezes. Em vez de enviar muitas mensagens curtas até obter o resultado desejado, <strong>uma instrução <em>(prompt)</em> bem preparada pode poupar tempo e recursos</strong>.</p><p>Outro aspeto essencial é compreender que a tecnologia não existe num vazio. <strong>O mundo digital tem uma pegada ambiental real associada</strong>.<br>Tal como acontece com o consumo de energia em casa, <strong>os hábitos online de milhões de pessoas influenciam a procura global por recursos</strong>.</p><h2>O futuro da IA</h2><p>Porém, <strong>os utilizadores não devem ser os únicos responsáveis</strong>, as empresas tecnológicas também têm um papel fundamental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-impacto-ambiental-do-uso-nao-consciente-da-ia-1781939409426.jpg" data-image="cjdyja7lam56" alt="Prompt" title="Prompt"><figcaption>De forma a gastar menos recursos, as instruções dadas a um moter de pesquisa se IA devem ser claras, diretas e objetivas.</figcaption></figure><p>O desenvolvimento de modelos mais eficientes, a utilização de energias renováveis, a melhoria dos centros de dados e a transparência sobre o impacto ambiental são <strong>medidas importantes para tornar a inteligência artificial mais sustentável</strong>.</p><p><strong>A questão não passa por rejeitar a tecnologia, mas sim encontrar um equilíbrio</strong>. Utilizar a IA quando ela realmente ajuda, mas evitar utilizá-la por hábito ou conveniência quando não é necessária.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-impacto-ambiental-do-uso-nao-consciente-da-ia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Esqueça o carro: estas 5 viagens são “imperdíveis”, mas para fazer de comboio]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esqueca-o-carro-estas-5-viagens-sao-imperdiveis-mas-para-fazer-de-comboio.html</link><pubDate>Fri, 26 Jun 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Entre castelos sobre o Tejo, vilas históricas e paisagens do Ribatejo, há cinco destinos a partir de Lisboa que se descobrem melhor de comboio e sem pressas. Conheça-os.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/esqueca-o-carro-estas-5-viagens-sao-imperdiveis-mas-para-fazer-de-comboio-1782110637838.jpg" data-image="jh8xh51cd6qb" alt="Comboio" title="Comboio"><figcaption>Cinco destinos perto de Lisboa para descobrir de comboio (sem precisar de carro). Foto: Pexels</figcaption></figure><p>Viajar em Portugal de comboio deve, provavelmente, uma das melhores formas de conhecer o país. Aliás, com o aumento dos preços das viagens de avião, este transporte está mesmo a ganhar espaço entre as escolhas dos portugueses, “não como uma segunda opção, mas como escolha primária”, garante o <em>site</em> ‘Lisboa Secreta’.</p><div class="texto-destacado">Sabia que a partir de Lisboa, há vários destinos que merecem ser descobertos precisamente pelas através das linhas férreas?</div><p>Nem sempre é preciso pegar no carro para descobrir lugares especiais. Entre aldeias históricas rodeadas por rios, castelos erguidos sobre ilhas rochosas e as tranquilas paisagens do Ribatejo, existem <strong>destinos com muito para descobrir</strong>. </p><p>Para quem gosta de fazer uma escapadinha sem complicações e prefere evitar a correria dos aeroportos, o<em> site</em> ‘Lisboa Secreta’ reuniu<strong> cinco locais acessíveis de comboio</strong> que valem a pena conhecer. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774710" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/sol-mar-e-precos-baixos-estes-4-destinos-europeus-provam-que-ainda-e-possivel.html" title="Sol, mar e preços baixos? Estes 4 destinos europeus provam que ainda é possível">Sol, mar e preços baixos? Estes 4 destinos europeus provam que ainda é possível</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/sol-mar-e-precos-baixos-estes-4-destinos-europeus-provam-que-ainda-e-possivel.html" title="Sol, mar e preços baixos? Estes 4 destinos europeus provam que ainda é possível"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sol-mar-e-precos-baixos-estes-4-destinos-europeus-provam-que-ainda-e-possivel-1781881832132_320.jpg" alt="Sol, mar e preços baixos? Estes 4 destinos europeus provam que ainda é possível"></a></article></aside><p>“Com castelos medievais imponentes, praias fluviais imperdíveis na altura do calor e vistas que ficam presas na memória, há destinos que estão a uma viagem de comboio de distância para todos os gostos”, lê-se.</p><h2>Almourol</h2><p>À primeira vista, o<strong> Castelo de Almourol</strong> parece estar no sítio errado. No meio do Tejo, isolado numa pequena ilha rochosa, destaca-se na paisagem de uma forma difícil de ignorar. Basta vê-lo uma vez para perceber porque é considerado um dos cenários mais impressionantes do património português.</p><div class="texto-destacado">Erguido numa pequena ilha no meio do Tejo, surge de repente na paisagem como se tivesse sido colocado ali para servir de cenário a um filme medieval.</div><p>“Há sítios que não parecem reais e o Castelo de Almourol é um deles. Quem o visita e repara na ilha, nas muralhas, e no Tejo em volta percebe imediatamente porque é que este é um dos castelos mais impressionantes do país”, escreve o autor da lista.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/esqueca-o-carro-estas-5-viagens-sao-imperdiveis-mas-para-fazer-de-comboio-1782109561214.jpg" data-image="n356yxpgt5hw" alt="Almourol" title="Almourol"><figcaption>"É um dos castelos mais impressionantes do país." Foto: Unplash</figcaption></figure><p>O melhor é que a aventura começa mesmo antes da visita ao castelo. O comboio parte de Santa Apolónia ou do Oriente em direção a Tancos, com ligação no Entroncamento, e demora entre uma hora e meia e duas horas. Da estação até ao cais são apenas alguns minutos a pé, mas tem tempo suficiente para tirar fotografias e começar a sentir que esta escapadinha tem qualquer coisa de especial. Depois, segue-se uma curta travessia de barco até ao castelo.</p><p>E sim, <strong>o passeio de barco dura pouco</strong>. Ainda assim, garantimos que será o suficiente para chegar ao destino a sentir-se protagonista de um filme histórico.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="722550" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/os-castelos-medievais-mais-bonitos-do-mundo.html" title="Os castelos medievais mais bonitos do mundo">Os castelos medievais mais bonitos do mundo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/os-castelos-medievais-mais-bonitos-do-mundo.html" title="Os castelos medievais mais bonitos do mundo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/los-castillos-medievales-mas-bonitos-del-mundo-1751257112566_320.jpeg" alt="Os castelos medievais mais bonitos do mundo"></a></article></aside><p>Quem quiser prolongar a visita pode explorar <strong>Vila Nova da Barquinha </strong>ou passear pelo<strong> Parque de Escultura Contemporânea Almourol</strong>, onde a arte surge integrada na paisagem junto ao rio.</p><h2>Tomar</h2><p><strong>Tomar</strong> tem um talento especial para surpreender quem a visita pela primeira vez. O mais impressionante é que, apesar de albergar um dos monumentos mais importantes de Portugal,<strong> continua fora do radar de muitos viajantes</strong>. </p><div class="texto-destacado">O Convento de Cristo, classificado como Património Mundial da UNESCO, é o principal cartão de visita da cidade e basta atravessar os seus claustros e corredores para perceber a dimensão da herança deixada pelos templários.</div><p>Quanto à viagem, é simples. A partir de Santa Apolónia ou do Oriente, basta apanhar o comboio Regional com ligação no Entroncamento. Em cerca de duas horas, chega-se ao centro de uma cidade onde quase tudo pode ser explorado a pé.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/esqueca-o-carro-estas-5-viagens-sao-imperdiveis-mas-para-fazer-de-comboio-1782109936607.jpg" data-image="hvcnznduyvvp" alt="Tomar" title="Tomar"><figcaption>"A cidade dos Templários.". Foto: Wikimedia // PORTOGALLO2007</figcaption></figure><p>Mas Tomar não vive apenas da sua história. Nos dias mais quentes, a <strong>Mata Nacional dos Sete Montes</strong> oferece sombra e tranquilidade a poucos minutos do centro. Este local é mesmo descrito pela publicação como “um dos melhores sítios do país para caminhar à sombra no meio do calor de agosto”.</p><p>Já a <strong>praia fluvial do Nabão</strong> é um dos pontos de encontro preferidos dos habitantes locais durante o verão. “É onde os tomarenses passam os dias quentes.”</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a>.</strong> Siga-nos e ative as notificações.<br> </div><p>Entre monumentos, jardins e esplanadas, é fácil passar um dia inteiro sem dar pelo tempo a passar.</p><h2>Constância</h2><p>E porque nem todas as escapadinhas precisam de monumentos grandiosos para valer a viagem, chega esta sugestão. Aliás, <strong>Constância </strong>prova isso mesmo. </p><p>Situada no encontro entre os rios Tejo e Zêzere,<strong> esta vila ribatejana tem um ambiente tranquilo</strong> que convida a desacelerar desde o primeiro momento.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773883" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/vai-nascer-em-santarem-a-disneylandia-do-futebol.html" title="Vai nascer em Santarém a “Disneylândia do futebol”">Vai nascer em Santarém a “Disneylândia do futebol”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/vai-nascer-em-santarem-a-disneylandia-do-futebol.html" title="Vai nascer em Santarém a “Disneylândia do futebol”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vai-nascer-em-santarem-a-disneylandia-do-futebol-1781474376691_320.jpg" alt="Vai nascer em Santarém a “Disneylândia do futebol”"></a></article></aside><p>“Constância é daquelas aldeias que se descobre quase por acidente e que nunca mais sai da memória”, garantem. “Entre a confluência do Tejo e do Zêzere, a uma hora e meia de comboio a partir de Lisboa, a aldeia não é grande e destaca-se por estar completamente fora dos circuitos turísticos habituais.”</p><p>A partir de Santa Apolónia ou do Oriente, o comboio Regional demora cerca de uma hora e meia até à estação de Praia do Ribatejo. Daí até ao centro da vila são apenas alguns minutos a pé.</p><p>Com ruas estreitas, praças silenciosas e vistas sobre os dois rios, há quem diga que este é o cenário perfeito para um passeio sem pressas. Ainda assim, para nós, o maior luxo de Constância é outro: a <strong>ausência de multidões</strong>. Enquanto muitos portugueses procuram praias lotadas durante o verão, quem conhece a praia fluvial junto ao Zêzere guarda o segredo para si.</p><h2>Palmela</h2><p><strong>Palmela</strong> está tão perto de Lisboa que quase não há desculpas para continuar a adiar a visita. Em cerca de 45 minutos, a Fertagus liga a estação do Oriente a uma das vilas mais bonitas da Península de Setúbal.</p><p>“Ver Palmela na autoestrada e pensar ‘um dia destes vou lá’ e depois nunca mais ir lá de carro é algo comum a todos, mas de comboio a história é outra.”</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/esqueca-o-carro-estas-5-viagens-sao-imperdiveis-mas-para-fazer-de-comboio-1782110230844.jpg" data-image="o0surq0s9kd9" alt="Castelo de Palmela" title="Castelo de Palmela"><figcaption>Para muitos, "Palmela é uma das vilas mais bonitas de Portugal". Foto: Wikimedia // Reino Baptista</figcaption></figure><p>Dentro da locomotiva, o<strong> castelo </strong>domina toda a paisagem e é impossível não reparar nele ainda antes de chegar ao centro histórico. Depois da subida, a recompensa surge em forma de panorama: de um lado vê-se a Serra da Arrábida, do outro o estuário do Sado, e nos dias mais limpos até Lisboa aparece no horizonte.</p><div class="texto-destacado">As muralhas, as ruas antigas e as vinhas que rodeiam a vila fazem com que Palmela pareça muito mais distante da capital do que realmente está. </div><p>Este é o tipo de destino ideal para quem procura uma mudança de cenário sem passar horas em viagem.</p><h2>Abrantes</h2><p><strong>Abrantes</strong> raramente aparece nas listas dos destinos mais procurados, mas talvez seja precisamente isso que a torna tão interessante. Construída numa posição elevada sobre o Tejo, a cidade oferece algumas das<strong> melhores vistas de toda a região</strong>.</p><p>“Abrantes é uma grande surpresa.” Curioso?</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773421" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/atravessar-meia-europa-sem-trocar-de-comboio-ja-e-possivel.html" title="Atravessar meia Europa sem trocar de comboio? Já é possível">Atravessar meia Europa sem trocar de comboio? Já é possível</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/atravessar-meia-europa-sem-trocar-de-comboio-ja-e-possivel.html" title="Atravessar meia Europa sem trocar de comboio? Já é possível"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/atravessar-meia-europa-sem-trocar-de-comboio-ja-e-possivel-1781192372396_320.jpg" alt="Atravessar meia Europa sem trocar de comboio? Já é possível"></a></article></aside><p>A viagem pode ser feita a partir de Santa Apolónia ou do Oriente, nos serviços Regional ou InterRegional, com uma duração aproximada de duas horas. A estação fica a cerca de dois quilómetros do centro, mas existem táxis disponíveis à chegada.</p><p>Quanto ao castelo medieval “no cimo da colina” este tem <strong>“uma das vistas mais largas de Portugal central</strong>”. É, por isso mesmo, o grande destaque, merecendo uma visita demorada. </p><div class="texto-destacado">Lá do alto, a vista estende-se sobre o rio, as planícies ribatejanas e a paisagem verde do interior. </div><p>Nos meses mais quentes, a proximidade da albufeira de<strong> Castelo de Bode </strong>é um argumento extra para a escapadinha. As praias fluviais da zona atraem visitantes de toda a região e são o complemento perfeito para um dia passado entre história e natureza.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/esqueca-o-carro-estas-5-viagens-sao-imperdiveis-mas-para-fazer-de-comboio-1782110505902.jpg" data-image="7vw6d9ohjplh" alt="Abrantes" title="Abrantes"><figcaption>"Abrantes é uma grande surpresa." Foto: Wikimedia // Threeohsix</figcaption></figure><p>O melhor de Abrantes é que continua a surpreender quem chega sem expectativas. E, muitas vezes, são precisamente esses destinos que acabam por ficar mais tempo na memória.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Lisboa%20Secreta.%20Regal%2C%20R" data-year="2026" data-title="As%20melhores%20viagens%20de%20comboio%20a%20partir%20de%20Lisboa%3A%205%20destinos%20imperd%C3%ADveis%20e%20%C3%BAnicos" data-url="https%3A%2F%2Flisboasecreta.co%2Fmelhores-viagens-comboio-lisboa%2F">Lisboa Secreta. Regal, R. (2026). <a href="https://lisboasecreta.co/melhores-viagens-comboio-lisboa/" target="_blank">As melhores viagens de comboio a partir de Lisboa: 5 destinos imperdíveis e únicos</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esqueca-o-carro-estas-5-viagens-sao-imperdiveis-mas-para-fazer-de-comboio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item></channel></rss>