<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Tue, 21 Apr 2026 17:00:11 +0000</lastBuildDate><pubDate>Tue, 21 Apr 2026 17:00:11 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Previsão de chuva de lama: as poeiras afetarão Portugal continental até sábado, 25 de abril]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-de-lama-as-poeiras-afetarao-portugal-continental-ate-sabado-25-de-abril.html</link><pubDate>Tue, 21 Apr 2026 15:57:18 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A intrusão de poeiras do Saara persistirá durante quase toda a semana em Portugal continental. Poderá cair lama onde houver combinação destas partículas com a precipitação. Saiba as regiões onde este fenómeno será mais provável.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa680qm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa680qm.jpg" id="xa680qm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma depressão, agora situada a noroeste da Península Ibérica, está a deslocar-se de forma retrógrada (de oeste para leste) sobre o Atlântico. A posição e trajetória deste sistema de baixas pressões tem sido propícia a um <strong>forte fluxo de Sul, impulsionando uma massa de ar tropical continental</strong> até à geografia de Portugal continental.</p><p>Este ar mais quente e seco foi responsável pelas temperaturas elevadas e claramente acima da média para a época do ano nos dias de ontem (segunda-feira, 20) e hoje (terça-feira, 21). Em muitas regiões, os termómetros registaram valores de <strong>temperatura máxima a rondar os 30 ºC, com destaque para o vale do Douro, Tejo, Sado e Guadiana</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-de-lama-as-poeiras-afetarao-portugal-continental-ate-sabado-25-de-abril-1776785269429.png" data-image="ebn9e4mnmpzl"><figcaption>Previsão de Poeiras Saarianas em suspensão às 18:00 de hoje, 21 de abril.</figcaption></figure><p>A massa de ar muito quente para as datas, além de provocar anomalias térmicas positivas expressivas, tem contribuído para o transporte de poeiras saarianas até ao nosso país. <strong>Estas partículas em suspensão agravam a qualidade do ar, constituindo um cenário de risco</strong> para crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.<br></div><p>Embora o pico de concentração de poeiras esteja previsto para esta terça-feira (21), <strong>este fenómeno poderá prolongar-se até ao próximo sábado, 25 de abril</strong>, de acordo com o <strong>CAMS</strong>, modelo de referência para a Meteored. Além disto, poderá <strong>cair lama nos locais onde chover</strong>.</p><h2>Poeiras darão tréguas temporárias... mas na quinta-feira 23 voltam a intensificar</h2><p><strong>Prevê-se que na quarta-feira (22) a concentração de poeiras do Saara registe uma diminuição considerável</strong>, praticamente dissipando-se do território nacional ao início da manhã. Tal acontecerá uma vez que a já referida depressão, ao deslocar-se sobre o Atlântico para latitudes mais setentrionais, promoverá a dispersão das poeiras rumo a norte e a leste, em direção a outras regiões e países europeus. Em simultâneo, isto fará com que no nosso país o vento de Oeste se torne dominante promovendo uma entrada de ar mais fresco.</p><p>Porém, <strong>na quinta-feira 23 de abril, o cenário voltará a mudar</strong>. Não só haverá condições favoráveis ao crescimento de nuvens de desenvolvimento vertical, que tornarão mais prováveis e frequentes os aguaceiros e as trovoadas, como também se prevê que o vento sopre com dois regimes distintos: de Oeste no litoral e de Sul no interior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-de-lama-as-poeiras-afetarao-portugal-continental-ate-sabado-25-de-abril-1776785969721.png" data-image="tloog4gmv8tx"><figcaption>Para quinta-feira (23) espera-se a chegada de uma nova língua de poeiras do Saara, cuja dispersão ocorrerá do interior para o litoral. Haverá uma concentração maior destas partículas nas regiões do Interior.</figcaption></figure><p>O vento Sul, mais dominante no interior de Portugal continental, estará associado também ao transporte de <strong>uma nova língua de poeiras saarianas, sendo responsável pelo reaparecimento e gradual intensificação deste fenómeno na nossa geografia</strong>. O espalhamento e aumento da concentração de poeiras ocorrerá do interior para o litoral à medida que o dia for decorrendo.</p><h2>A partir da tarde de sexta-feira, as poeiras começam a dissipar-se progressivamente</h2><p>Até ao meio-dia de sexta-feira (24) as poeiras persistirão sobre a unidade territorial do Continente, especialmente nas regiões do Interior. Porém, a partir da <strong>tarde de sexta-feira (24), espera-se que a circulação atmosférica mude novamente, modificando a dispersão das poeiras</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-de-lama-as-poeiras-afetarao-portugal-continental-ate-sabado-25-de-abril-1776785815842.png" data-image="98xxsqr57y83"><figcaption>Observa-se um cavado polar (poderá evoluir para uma gota fria) associado aos ventos de Noroeste no mapa de temperatura a 700 hPa.</figcaption></figure><p>Isto tudo porque, a mesma depressão responsável por impulsionar ar quente no início da presente semana, ao movimentar-se para latitudes mais setentrionais sobre o Atlântico Norte, irá adquirir <strong>ar mais frio (massa de ar polar marítima), canalizando-o em direção a Portugal continental (cavado polar poderá evoluir para uma pequena gota fria)</strong>.</p><p>Esta configuração sinóptica traduzir-se-á num domínio dos <strong>ventos de Noroeste</strong> sobre o nosso território, contribuindo para uma <strong>dissipação gradual das poeiras do Saara</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-de-lama-as-poeiras-afetarao-portugal-continental-ate-sabado-25-de-abril-1776785643172.png" data-image="cv41khtz3bve"><figcaption>Os aguaceiros e trovoadas de sexta-feira (24) podem vir a combinar-se com as poeiras saarianas que ainda estejam a resistir sobre a nossa geografia, dando origem ao fenómeno "chuva de lama".</figcaption></figure><p>Recorde-se que na quinta e na sexta-feira, dias 23 e 24 de abril, mas <strong>especialmente na sexta-feira (24), preveem-se aguaceiros localmente fortes e potencialmente acompanhados de trovoada</strong>, não se excluindo a possibilidade de outros fenómenos meteorológicos adversos, tais como rajadas fortes de vento.</p><p>Como referido noutras previsões, o interior Norte e Centro e o Alto Alentejo (distritos de<strong> Vila Real, Viseu, Bragança, Guarda, Castelo Branco e Portalegre</strong>) serão os potencialmente mais afetados pela precipitação convectiva, que ao combinar-se com as poeiras que ainda resistem, poderá originar <strong>“chuva de lama”</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764982" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/confirmadas-as-trovoadas-causadas-por-uma-gota-fria-entre-quinta-e-sexta-feira-vao-afetar-5-distritos.html" title="Confirmadas as trovoadas causadas por uma gota fria: entre quinta e sexta-feira vão afetar 6 distritos">Confirmadas as trovoadas causadas por uma gota fria: entre quinta e sexta-feira vão afetar 6 distritos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/confirmadas-as-trovoadas-causadas-por-uma-gota-fria-entre-quinta-e-sexta-feira-vao-afetar-5-distritos.html" title="Confirmadas as trovoadas causadas por uma gota fria: entre quinta e sexta-feira vão afetar 6 distritos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/confirmadas-as-trovoadas-causadas-por-uma-gota-fria-entre-quinta-e-sexta-feira-vao-afetar-5-distritos-1776776720907_320.jpg" alt="Confirmadas as trovoadas causadas por uma gota fria: entre quinta e sexta-feira vão afetar 6 distritos"></a></article></aside><p>Por fim, para<strong> sábado (25), já só deverá persistir uma fina camada de partículas em suspensão</strong>, dado que o vento do quadrante Norte poderá tornar-se dominante, “limpando” de forma quase total as poeiras saarianas da atmosfera sobre a nossa geografia.</p><p>Deste modo, embora no dia 25 de abril ainda existam algumas partículas em suspensão, <strong>a probabilidade de “chuva de lama” será muito reduzida</strong> já que não se prevê precipitação significativa e a hipótese de se combinar com poeiras será substancialmente menor.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-de-lama-as-poeiras-afetarao-portugal-continental-ate-sabado-25-de-abril.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mais de 80 alunos vão lançar microssatélites nos céus de Ponte de Sor]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mais-de-80-alunos-vao-lancar-microssatelites-nos-ceus-de-ponte-de-sor.html</link><pubDate>Tue, 21 Apr 2026 14:55:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Estudantes do ensino secundário vão lançar dezenas de aparelhos espaciais durante o evento CanSat a realizar entre esta quarta-feira e domingo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mais-de-80-alunos-vao-lancar-microssatelites-nos-ceus-de-ponte-de-sor-1776778416722.jpg" data-image="t9knef87z075" alt="CanSat do Reino Unido" title="CanSat do Reino Unido"><figcaption>O CanSat desafia, todos os anos, alunos do ensino secundário a desenvolver, montar e lançar um microssatélite do tamanho de uma lata de refigerante. Foto: UK Can Sat</figcaption></figure><p>Dezenas de microsatélites vão sobrevoar, entre esta <strong>quarta-feira, dia 22, e domingo, dia 26</strong>, os céus do <strong>Aeródromo</strong> <strong>Municipal de Ponte de Sor</strong>, no distrito de Portalegre. São aparelhos tão pequenos quanto latas de refrigerantes, mas eficientes quanto os modelos mais convencionais. Estes dispositivos, em especial, estão preparados para recolher dados sobre a temperatura atmosférica e as condições do solo.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Quem os construiu foram cerca de 80 alunos de escolas secundárias de todo o país. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Desafiados pela European Space Education Resource Office (ESERO Portugal), em colaboração com a Ciência Viva e a Agência Espacial Europeia (ESA), os estudantes projetaram, desenvolveram e montaram, ao longo do ano escolar, todos os <strong>equipamentos</strong> e <strong>infraestruturas</strong> necessários ao sucesso da operação. </p><p>O projeto, no final, resulta num <strong>modelo funcional de um microssatélite</strong>, com um paraquedas e ainda com uma estação terrestre para receber os dados enviados por telemetria.</p><h2>Missões científicas com trunfos da tecnologia espacial</h2><p>Os dispositivos irão agora medir a temperatura do ar e a pressão atmosférica em operações integralmente desenvolvidas e executadas por equipas de estudantes. O lançamento irá decorrer durante o <strong>CanSat Portugal 2026</strong> – projeto educativo que visa aproximar o público estudantil do universo da ciência e da tecnologia espacial.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mais-de-80-alunos-vao-lancar-microssatelites-nos-ceus-de-ponte-de-sor-1776778503949.jpg" data-image="u49joruofanq" alt="alunos portugueses participam no CanSat" title="alunos portugueses participam no CanSat"><figcaption>A missão experimental promove a aprendizagem baseada na resolução de problemas. Foto: Município de Ponte de Sor</figcaption></figure><p>Avaliar a <strong>vegetação</strong>, medindo o teor de clorofila das plantas, usar um <strong>algoritmo de inteligência artificial</strong> para reconhecer as condições de humidade de um terreno ou para detetar e calcular o <strong>índice de probabilidade de fogo</strong>, ativando alertas visuais e sonoros são alguns exemplos de missões científicas na edição deste ano.</p><h2>O desafio de trabalhar em equipa num cenário quase real de operação</h2><p>A Missão CanSat Portugal foi inaugurada em 2014, com o objetivo específico de desenvolver as aptidões dos estudantes para trabalharem em equipa num ambiente que reproduz um cenário real de operação, demonstrando a aplicação prática dos conhecimentos adquiridos ao longo do seu percurso escolar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="739589" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-desafios-do-clima-espacial-para-satelites-de-observacao-da-terra.html" title="Os desafios do clima espacial para satélites de observação da Terra">Os desafios do clima espacial para satélites de observação da Terra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-desafios-do-clima-espacial-para-satelites-de-observacao-da-terra.html" title="Os desafios do clima espacial para satélites de observação da Terra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-desafios-do-clima-espacial-para-satelites-de-observacao-da-terra-1763219503092_320.png" alt="Os desafios do clima espacial para satélites de observação da Terra"></a></article></aside><p>A nível pedagógico, esta missão experimental ambiciona promover uma <strong>aprendizagem baseada na resolução de problemas</strong>. Cada estudante deve demonstrar, por isso, capacidade de trabalhar em equipa, utilizando os recursos disponíveis numa mesa de trabalho.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O desafio do CanSat passa essencialmente por desenvolver um modelo funcional de um microsatélite, em que todos os sistemas são integrados no volume de uma lata de refrigerante.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O módulo terá de cumprir todos os <strong>requisitos exigidos no regulamento do concurso </strong>– assumir a forma de cilindro com 115 mm de altura e 66 mm de diâmetro e uma massa de 350 gramas.</p><h2>O lançamento e a aterragem milimetricamente planeados</h2><p>O aparelho é lançado por um <strong>foguetão</strong> até uma <strong>altitude de mil metros</strong> para que, durante a descida, seja possível realizar uma experiência científica, captar os sinais emitidos (telemetria) e garantir uma aterragem segura.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mais-de-80-alunos-vao-lancar-microssatelites-nos-ceus-de-ponte-de-sor-1776778643764.jpg" data-image="us4r19jm58or" alt="CanSat nos Açores" title="CanSat nos Açores"><figcaption>O CanSat reúne anualmente dezenas de alunos em municípios portugueses para planear e executar uma missão real, com o desenvolvimento e o lançamento de microssatélites. Foto: Ciência Viva</figcaption></figure><p>Os módulos CanSat projetados pelos alunos estão, por isso, devidamente equipados com sistemas que permitem a sua <strong>recuperação em bom estado</strong> de funcionamento, com aterragem num ponto previamente definido. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Embora o método mais usual seja o do paraquedas, as equipas podem utilizar outras abordagens, como a descida em voo planado com Asa Delta, Lifting Body, entre outras opções que demonstrem as suas capacidades de engenho e de criatividade para apresentar soluções inovadoras e surpreendentes.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Durante a descida, após a separação do foguetão de lançamento, o CanSat deverá emitir <strong>dados por telemetria</strong> para uma estação recetora no solo, cuja conceção e construção são igualmente da responsabilidade dos alunos.</p><h2>O grande show dos foguetões e a última etapa do concurso</h2><p>O lançamento final dos rockets ou foguetões está previsto para amanhã, dia 24,<strong> entre as 09h00 e as 12h30</strong>. Na última jornada do concurso, no dia 26, a partir das 10h00, vai realizar-se uma mesa-redonda sobre carreiras no setor aeroespacial em Portugal, antecedendo a cerimónia de entrega de prémios, pelas 11h00. A equipa vencedora será convidada pela ESA a participar no “Space Engineer for a Day”, nos Países Baixos, de 17 a 19 de junho.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em><a href="https://www.esero.pt/projetos-escolares/2025-2026/cansatpt" target="_blank">O CanSat Portugal está de volta para a 13.ª edição!</a> European Space Education Resource Office (ESERO Portugal)</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mais-de-80-alunos-vao-lancar-microssatelites-nos-ceus-de-ponte-de-sor.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Temperaturas até 28 °C: o calor em Portugal deverá avançar para norte esta quinta-feira 23]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-ate-28-c-o-calor-em-portugal-devera-avancar-para-norte-esta-quinta-feira.html</link><pubDate>Tue, 21 Apr 2026 13:29:35 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após dias de calor, Portugal continental enfrenta uma semana de fortes oscilações térmicas, com descidas acentuadas, poeiras do Saara e nova subida das temperaturas até ao fim de semana.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa67d58"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa67d58.jpg" id="xa67d58"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O dia de terça-feira fica marcado por temperaturas ainda relativamente elevadas, apesar de um ligeiro decréscimo face aos dias anteriores. Ainda assim, o ambiente será <strong>abafado</strong>, com máximas entre os 23 °C e os 26 °C em grande parte do território.</p><p>A nebulosidade será frequente, limitando a radiação solar direta, mas sem impedir a sensação de calor. A partir da tarde, destaca-se a <strong>entrada de poeiras provenientes do Norte de África</strong>, visível no aumento da concentração de partículas na atmosfera.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-ate-28-c-o-calor-em-portugal-devera-avancar-para-norte-esta-quinta-feira-1776775663162.png" data-image="5tn074elffkg" alt="Concentração de partículas" title="Concentração de partículas"><figcaption>Elevada concentração de poeiras do Saara a atingir Portugal pela costa ocidental, contribuindo para um ambiente turvo e quente.</figcaption></figure><p>Estas poeiras contribuem para uma atmosfera mais turva e podem reforçar a sensação térmica, ao absorverem radiação e aquecerem a massa de ar.</p><p>Na quarta-feira, verifica-se uma <strong>descida significativa das temperaturas máximas</strong>, com valores que já não deverão ultrapassar os 25 °C em Portugal continental. Apesar desta descida, o tempo mantém-se relativamente ameno para a época, sem entrada de ar frio intenso. </p><h2>Quinta-feira (23): grande amplitude térmica e calor no interior Norte</h2><p>A quinta-feira começa com uma <strong>descida das temperaturas mínimas</strong>, sobretudo no interior Norte, com valores próximos dos <strong>8 °C</strong> em distritos como Bragança e Braga.</p><p>No entanto, ao longo do dia, verifica-se uma <strong>recuperação térmica significativa.</strong> Este contraste entre temperaturas mínimas e máximas define o conceito de <strong>amplitude térmica</strong>, ou seja, a diferença entre a temperatura mínima e máxima registadas no mesmo dia, que será elevada neste cenário. O calor será mais evidente no <strong>interior Norte</strong>, especialmente no<strong> Douro e em Trás-os-Montes, onde os valores poderão atingir os 29 °C</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-ate-28-c-o-calor-em-portugal-devera-avancar-para-norte-esta-quinta-feira-1776775544359.png" data-image="uwt10or5mpix" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Recuperação térmica significativa durante o dia, com temperaturas até 29 °C no interior Norte e litoral mais fresco.</figcaption></figure><p>Em contraste, o litoral manter-se-á mais fresco, com temperaturas entre os 16 °C e os 19 °C. No Centro, destaca-se o distrito de Castelo Branco, com máximas próximas dos 25 °C.</p><h2>Sexta-feira e sábado haverá entrada de ar mais frio no continente</h2><p>A partir de sexta-feira à tarde, a circulação atmosférica altera-se novamente. Um ciclone localizado no Atlântico Norte irá influenciar a Península Ibérica, canalizando <strong>ar mais frio de origem polar</strong> em direção ao continente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-ate-28-c-o-calor-em-portugal-devera-avancar-para-norte-esta-quinta-feira-1776775422097.png" data-image="hwdzbjdvip8s" alt="Temperatura 700hPa" title="Temperatura 700hPa"><figcaption>Ciclone no Atlântico Norte direciona ar mais frio para a Península Ibérica, promovendo descida das temperaturas.</figcaption></figure><p>Este cenário deverá traduzir-se numa <strong>descida das temperaturas</strong>, especialmente durante a noite de sexta-feira e ao longo de sábado, com um ambiente mais fresco.</p><h2>Domingo com a possibilidade do regresso do calor</h2><p>No domingo, esta massa de ar mais frio perde influência, permitindo um <strong>novo aumento das temperaturas</strong>. As previsões apontam para valores novamente elevados em várias regiões do país, particularmente no centro e sul.</p><p>Ainda assim, a circulação atmosférica mantém-se bastante dinâmica, pelo que existe alguma incerteza associada à intensidade deste aquecimento. Ao longo desta semana, Portugal será afetado por uma <strong>forte oscilação térmica</strong>, com períodos de calor, descidas acentuadas e nova subida no domingo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764966" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-adverso-nos-acores-aproximam-se-chuva-vento-e-agitacao-maritima-ipma-ja-emitiu-aviso-amarelo.html" title="Tempo adverso nos Açores: aproximam-se chuva, vento e agitação marítima; IPMA já emitiu aviso amarelo">Tempo adverso nos Açores: aproximam-se chuva, vento e agitação marítima; IPMA já emitiu aviso amarelo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-adverso-nos-acores-aproximam-se-chuva-vento-e-agitacao-maritima-ipma-ja-emitiu-aviso-amarelo.html" title="Tempo adverso nos Açores: aproximam-se chuva, vento e agitação marítima; IPMA já emitiu aviso amarelo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-adverso-nos-acores-aproximam-se-chuva-vento-e-agitacao-maritima-ipma-ja-emitiu-aviso-amarelo-1776770554311_320.jpg" alt="Tempo adverso nos Açores: aproximam-se chuva, vento e agitação marítima; IPMA já emitiu aviso amarelo"></a></article></aside><p>Apesar do foco nas temperaturas, este padrão atmosférico dinâmico estará também associado à presença de outras variáveis meteorológicas, como <strong>chuva e trovoadas</strong>, sobretudo nos períodos de transição entre massas de ar durante esta semana.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-ate-28-c-o-calor-em-portugal-devera-avancar-para-norte-esta-quinta-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Confirmadas as trovoadas causadas por uma gota fria: entre quinta e sexta-feira vão afetar 6 distritos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/confirmadas-as-trovoadas-causadas-por-uma-gota-fria-entre-quinta-e-sexta-feira-vao-afetar-5-distritos.html</link><pubDate>Tue, 21 Apr 2026 13:05:41 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após o calor do início da semana, a partir de quinta-feira (23) uma pequena gota fria poderá aproximar-se e afetar Portugal continental, deixando pelo caminho aguaceiros, trovoadas e outros fenómenos adversos em várias regiões.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa675d4"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa675d4.jpg" id="xa675d4"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como referido anteriormente pela Meteored Portugal, a deslocação de uma depressão sobre o Atlântico em paralelo à faixa costeira ocidental de Portugal continental está a<strong> impulsionar uma massa de ar muito quente para estas datas</strong>, embora a partir de amanhã, quarta-feira (22), já esteja prevista uma descida térmica rumo a valores mais próximos do normal.</p><p>De acordo com o modelo europeu, esta configuração sinóptica gerará um <strong>fluxo forte do quadrante Sul que arrastará poeiras saarianas</strong> até à nossa geografia, pelo que onde chover nas próximas horas e dias, poderá cair lama.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>A partir de quinta-feira (23) prevê-se a possibilidade de desenvolvimento de uma <strong>pequena depressão isolada em altitude</strong> (também conhecida como <strong>gota fria</strong>) no interior de um vale depressionário que surgirá nas imediações de Portugal continental. <strong>As trovoadas tornar-se-ão mais generalizadas e fortes, embora exista incerteza</strong> quanto à evolução da depressão isolada em altitude.</p><h2>Uma pequena gota fria poderá aproximar-se de Portugal na reta final da semana</h2><p><strong>Tanto hoje - terça-feira (21) - como na quinta-feira (23)</strong> o aquecimento diurno, a passagem de pequenas ondas em altitude e a convergência do vento de superfície serão ingredientes propícios ao crescimento de nuvens convectivas, especialmente nas zonas interiores do Norte e Centro, podendo por vezes surgir no Alentejo e Ribatejo. Isto poderá resultar em <strong>aguaceiros dispersos e acompanhados de trovoada, embora podendo ser localmente intensos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/confirmadas-as-trovoadas-causadas-por-uma-gota-fria-entre-quinta-e-sexta-feira-vao-afetar-5-distritos-1776776510248.png" data-image="uzp84sb7mifo"><figcaption>Aqui na Meteored Portugal relembramos que este tipo de baixas são comuns na primavera. Mesmo que a gota fria não se chegue a desprender e isolar da circulação geral, a provável chegada do vale depressionário - visível neste mapa do vento a 300 hPa - já seria suficiente para desencadear o crescimento de trovoadas fortes na reta final da semana, especialmente na sexta-feira, 24 de abril.</figcaption></figure><p>Na quarta-feira (22) poderá persistir chuva fraca até ao meio da manhã, uma massa de ar mais fresco vinda de Oeste fará descer as temperaturas e em geral será um dia mais estável, não estando previstas trovoadas para este dia.</p><p>As alterações mais significativas chegarão na reta final da semana, caso o atual cenário se mantenha. O já mencionado vale depressionário poderá situar-se a oeste da Península Ibérica, permanecendo nas redondezas durante os dias seguintes. De momento, <strong>o modelo Europeu prevê a possibilidade de desenvolvimento de uma pequena depressão isolada em altitude (gota fria)</strong>, o que aumentaria a instabilidade na sua área de influência.</p><h2>É para sexta-feira, 24 de abril, que se preveem trovoadas mais frequentes, fortes e generalizadas</h2><p>De acordo com os mapas de referência da Meteored, <strong>o dia mais adverso da atividade elétrica será mesmo na sexta-feira (24)</strong>. Prevê-se que os aguaceiros e trovoadas possam surgir <strong>logo de madrugada</strong> (possivelmente nos distritos de Castelo Branco e Portalegre), podendo repetir-se durante a manhã em locais do interior Centro/Centro-norte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/confirmadas-as-trovoadas-causadas-por-uma-gota-fria-entre-quinta-e-sexta-feira-vao-afetar-5-distritos-1776776540606.png" data-image="8kls43qhs5ql"><figcaption>Previsão da possível localização de trovoadas para sexta-feira, 24 de abril às 15:00 indica uma maior atividade elétrica em zonas do interior Norte, Centro e Alto Alentejo.</figcaption></figure><p><strong>À tarde</strong>, prevê-se que a instabilidade se agrave, com os<strong> aguaceiros e as trovoadas a tornarem-se mais fortes e frequentes</strong> e a expandirem-se pela nossa geografia, abrangendo vários distritos do país, tais como <strong>Vila Real, Viseu, Bragança, Guarda, Castelo Branco e Portalegre</strong>.</p><p>A precipitação convectiva (aguaceiros e trovoadas) poderá ser localmente intensa e por vezes sob a forma de <strong>granizo</strong>, podendo ser acompanhada de fenómenos adversos como <strong>rajadas fortes de vento</strong>. Também não se exclui a possibilidade de <strong>chuva de lama devido à presença de poeiras do Saara</strong>.</p><p>Não se descarta a hipótese da precipitação convectiva surgir de forma mais dispersa e pontual noutros distritos do Norte e Centro, <strong>embora os 6 acima referidos surjam entre os mais prováveis</strong>. Ainda assim, é preciso ter em conta que <strong>esta previsão poderá sofrer ajustes de última hora</strong>.</p><h2>Instabilidade poderá diminuir no sábado e incerteza aumenta para os dias seguintes </h2><p>Com o alargamento do horizonte temporal da previsão, a incerteza no estado do tempo para o fim de semana aumenta substancialmente, sobretudo numa estação tão dinâmica e irregular como a primavera.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764966" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-adverso-nos-acores-aproximam-se-chuva-vento-e-agitacao-maritima-ipma-ja-emitiu-aviso-amarelo.html" title="Tempo adverso nos Açores: aproximam-se chuva, vento e agitação marítima; IPMA já emitiu aviso amarelo">Tempo adverso nos Açores: aproximam-se chuva, vento e agitação marítima; IPMA já emitiu aviso amarelo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-adverso-nos-acores-aproximam-se-chuva-vento-e-agitacao-maritima-ipma-ja-emitiu-aviso-amarelo.html" title="Tempo adverso nos Açores: aproximam-se chuva, vento e agitação marítima; IPMA já emitiu aviso amarelo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-adverso-nos-acores-aproximam-se-chuva-vento-e-agitacao-maritima-ipma-ja-emitiu-aviso-amarelo-1776770554311_320.jpg" alt="Tempo adverso nos Açores: aproximam-se chuva, vento e agitação marítima; IPMA já emitiu aviso amarelo"></a></article></aside><p>No sábado (25) a atividade elétrica poderá diminuir substantivamente em intensidade e área geográfica abrangida. <strong>Os mapas antecipam que a instabilidade ficaria restringida ao Nordeste Transmontano</strong> e pouco mais. Para domingo (26) tudo indica que a estabilidade imperará, embora não se exclua a possibilidade de <strong>aguaceiros fracos e dispersos por locais das Regiões Norte e Centro</strong>, ainda sem trovoadas em perspetiva.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/confirmadas-as-trovoadas-causadas-por-uma-gota-fria-entre-quinta-e-sexta-feira-vao-afetar-5-distritos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O Met Office acabou de ensinar a IA a analisar dados meteorológicos e a elaborar a previsão marítima]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-met-office-acabou-de-ensinar-a-ia-a-analisar-dados-meteorologicos-e-a-elaborar-a-previsao-maritima.html</link><pubDate>Tue, 21 Apr 2026 12:53:57 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O Met Office produz cerca de 300 produtos meteorológicos baseados em texto, todos elaborados por meteorologistas humanos. Atualmente, está a ser testada a possibilidade de a inteligência artificial fazer algum desse trabalho pesado, mas será que consegue replicar o trabalho?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/the-met-office-just-taught-ai-to-watch-weather-data-and-write-the-shipping-forecast-1776362577276.jpg" data-image="iusvi1lnqunv" alt="Experimental AI systems have begun transforming raw meteorological data into structured forecasts, reshaping how complex weather information has been processed and communicated." title="Experimental AI systems have begun transforming raw meteorological data into structured forecasts, reshaping how complex weather information has been processed and communicated."> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-525443">Os sistemas experimentais de IA do Met Office começaram a transformar dados meteorológicos em bruto em previsões estruturadas, reformulando a forma como são processadas informações meteorológicas complexas.</figcaption></figure><p>A função de um meteorologista é interpretar enormes quantidades de dados atmosféricos e oceânicos, ponderar o que é importante e transformá-los em algo que o público ou os marinheiros possam efetivamente utilizar. <strong>O Met Office faz isso quase 300 vezes</strong> através dos seus vários produtos e serviços baseados em texto.</p><p>Por isso, a questão de saber <strong>se a IA poderia assumir parte desse trabalho pesado</strong> acabaria sempre por surgir.</p><p>Um projeto recentemente concluído entre o Met Office e a Amazon Web Services tem vindo a explorar exatamente isso - utilizando a IA generativa para <strong>extrair informações de dados brutos de modelos meteorológicos e escrevê-las em inglês simples</strong>. Escolheram o Shipping Forecast (previsão náutica/marítima) como caso de teste, em parte devido ao seu formato rigoroso e também porque se baseia em várias fontes de dados, o que o torna um bom teste de esforço.</p><h2>Ensinar um modelo a ver o tempo</h2><p>A parte que se destaca é a forma como a IA processa os dados. Em vez de lhe dar filas de números, a equipa codificou um dia inteiro de informação de previsão horária como vídeo e passou-o pelo Nova Foundation Model da Amazon, que combina <strong>visão computacional com processamento de linguagem natural</strong>.</p><p>“Essencialmente, usando uma combinação de resultados de modelos atmosféricos e oceânicos existentes - bem como um arquivo de boletins textuais da área marítima gerados e emitidos manualmente -<strong> ensinámos o Foundation Model a ver vídeos destes dados e a escrever a previsão a partir deles</strong>”, disse o Dr. Edward Steele, o IT Fellow do Met Office para a Ciência dos Dados e líder do projeto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/the-met-office-just-taught-ai-to-watch-weather-data-and-write-the-shipping-forecast-1776362614178.jpg" data-image="kje4rs809j7l" alt="The collaborative trials have demonstrated how generative models can interpret atmospheric and ocean data, highlighting both their potential and current limitations in forecasting workflows" title="The collaborative trials have demonstrated how generative models can interpret atmospheric and ocean data, highlighting both their potential and current limitations in forecasting workflows"><figcaption>Os ensaios em colaboração demonstraram como os modelos generativos podem interpretar os dados atmosféricos e oceânicos, destacando tanto o seu potencial como as suas atuais limitações nos fluxos de trabalho de previsão</figcaption></figure><p>De acordo com o Met Office, foi<strong> a primeira vez que o modelo Nova da Amazon foi ajustado de forma personalizada para as capacidades de visão</strong>. Uma segunda abordagem, utilizando um pipeline mais convencional baseado em texto, foi também testada para comparação.</p><p>Os resultados foram mistos, mas promissores. O método baseado em texto correspondeu à <strong>redação</strong><strong> exata utilizada pelos meteorologistas humanos em 62% das vezes</strong>, enquanto a abordagem baseada em vídeo conseguiu 52%. Embora este valor possa ter sido inferior, a equipa considera que o método de vídeo tem mais espaço para crescer e poderá eventualmente resolver problemas que dificultam uma automatização mais simples.</p><h2>Ninguém está a substituir os meteorologistas</h2><p>O Met Office fez questão de sublinhar que esta experiência não se destina a substituir os meteorologistas. O serviço meteorológico nacional sublinhou que <strong>não existem planos para utilizar a IA na previsão operacional do tráfego marítimo</strong>. E a Professora Kirstine Dale, responsável pela IA do Met Office, explicou que o projeto era algo maior do que um produto.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="669390" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/podera-a-inteligencia-artificial-transformar-realmente-a-modelacao-climatica-tecnologia-previsao.html" title="Poderá a inteligência artificial transformar realmente a modelação climática?">Poderá a inteligência artificial transformar realmente a modelação climática?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/podera-a-inteligencia-artificial-transformar-realmente-a-modelacao-climatica-tecnologia-previsao.html" title="Poderá a inteligência artificial transformar realmente a modelação climática?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/neuralgcm-l-intelligence-artificielle-peut-elle-vraiment-transformer-la-modelisation-du-climat-previsions-projections-climatiques-1723362169648_320.jpeg" alt="Poderá a inteligência artificial transformar realmente a modelação climática?"></a></article></aside><p>“Estamos a explorar formas de implementar soluções de IA em soluções escaláveis, de modo a podermos utilizar grandes volumes de dados em bruto para fornecer produtos e serviços eficientes, eficazes e escaláveis aos nossos clientes”, afirmou.</p><p>A ideia, de acordo com o Met Office, é que a IA se encarregue de parte do trabalho pesado, para que <strong>os meteorologistas possam passar mais tempo nos domínios em que a sua opinião é efetivamente importante</strong>. Os computadores não substituíram os meteorologistas na década de 1960, salientou a agência - apenas mudaram o que esses meteorologistas passavam o seu tempo a fazer.</p><h3><em>Referência da notícia:</em> </h3><p><em>Met Office and AWS are pioneering how AI could shape the future of text-based weather services, published by <a href="https://www.metoffice.gov.uk/blog/2026/aws-met-office-ai-shipping-forecast" target="_blank">Met Office</a>, April 2026.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-met-office-acabou-de-ensinar-a-ia-a-analisar-dados-meteorologicos-e-a-elaborar-a-previsao-maritima.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O truque para controlar os seus sonhos existe: como funcionam os sonhos lúcidos e como treiná-los]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-truque-para-controlar-os-seus-sonhos-existe-como-funcionam-os-sonhos-lucidos-e-como-treina-los.html</link><pubDate>Tue, 21 Apr 2026 12:44:29 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Sonha-se que se está a voar e de repente acorda-se. Que sensação é essa de voltar a sentir a liberdade! De acordo com a ciência, é possível repetir a experiência, mas isso acarreta alguns riscos. Eis os pormenores.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-truco-para-controlar-tus-suenos-existe-como-funcionan-los-suenos-lucidos-y-como-entrenarlos-1776491631300.jpg" data-image="ccw3q2sh19q5" alt="Among the most commonly reported dreams are flying or having some kind of superpower." title="Among the most commonly reported dreams are flying or having some kind of superpower."><figcaption>Entre os sonhos mais frequentemente relatados estão voar ou ter algum tipo de superpoder.</figcaption></figure><p>Já alguma vez ouviu dizer que pode manipular os seus sonhos? Isto é conhecido como sonho lúcido, uma experiência em que as pessoas têm consciência de que estão a sonhar enquanto o sonho está a acontecer.</p><p>Isto permite-lhes <strong>controlar regularmente a narrativa, o ambiente e as ações dentro do sonho</strong>, como voar ou mudar de cenário. É um estado intermédio entre o sono profundo e a vigília.</p><p>Agora, a Fundação Internacional do Sono dá-nos algumas recomendações para assumir o controlo. Cerca de <strong>55% das pessoas já se aperceberam que estavam a sonhar a meio de um sonho</strong>.</p><div class="texto-destacado">Quando as pessoas têm sonhos lúcidos, por vezes conseguem controlar o que acontece, pelo que fazem coisas que gostariam de poder fazer na vida real, como voar pelo ar como um super-herói, passar tempo com um ente querido falecido ou viajar à volta do mundo.</div><p>As pessoas que têm sonhos lúcidos espontaneamente estão muitas vezes interessadas em encontrar formas de os voltar a ter. As pessoas que nunca tiveram um sonho lúcido podem estar interessadas em ter um sonho lúcido pela primeira vez. <strong>Os investigadores descobriram várias formas de induzir potencialmente sonhos lúcidos, embora esta prática tenha riscos</strong>.</p><h2>Vamos falar sobre os possíveis riscos que esses tipos de sonhos podem causar</h2><p>Por exemplo, eles podem causar <strong>privação de sono</strong> nas pessoas. A investigação indica que os sonhos lúcidos geralmente ocorrem durante o sono REM (movimento rápido dos olhos), <strong>o estágio do sono em que a maioria dos sonhos ocorre</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="748711" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/dorme-ate-tarde-ou-acorda-cedo-segundo-os-cientistas-estas-dicas-vao-melhorar-o-seu-sono.html" title="Dorme até tarde ou acorda cedo? Segundo os cientistas, estas dicas vão melhorar o seu sono">Dorme até tarde ou acorda cedo? Segundo os cientistas, estas dicas vão melhorar o seu sono</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/dorme-ate-tarde-ou-acorda-cedo-segundo-os-cientistas-estas-dicas-vao-melhorar-o-seu-sono.html" title="Dorme até tarde ou acorda cedo? Segundo os cientistas, estas dicas vão melhorar o seu sono"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ces-astuces-ameliorent-votre-sommeil-1768210011754_320.jpg" alt="Dorme até tarde ou acorda cedo? Segundo os cientistas, estas dicas vão melhorar o seu sono"></a></article></aside><p><strong>O sono REM</strong> ocorre em períodos cada vez mais longos ao longo da noite, o que significa que é mais provável que <strong>os sonhos lúcidos ocorram na segunda metade de um episódio de sono</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-truco-para-controlar-tus-suenos-existe-como-funcionan-los-suenos-lucidos-y-como-entrenarlos-1776492641893.jpg" data-image="5mtmq6lau486" alt="There are other types of dreams as well, such as vivid dreams, and the difference from lucid dreams is that vivid dreams are remembered in great detail upon waking." title="There are other types of dreams as well, such as vivid dreams, and the difference from lucid dreams is that vivid dreams are remembered in great detail upon waking."><figcaption>Existem também outros tipos de sonhos, como os sonhos vívidos, e a diferença em relação aos sonhos lúcidos é que os sonhos vívidos são recordados com grande pormenor ao acordar.</figcaption></figure><p>A maioria das pessoas que têm sonhos lúcidos descrevem-nos como experiências agradáveis ou mesmo maravilhosas. Os especialistas do sono e os sonhadores lúcidos também indicaram que os <strong>sonhos lúcidos podem ajudar a tratar os pesadelos, reduzir a ansiedade e a depressão e facilitar a resolução criativa de problemas</strong>.</p><h2>Como ter um sonho lúcido</h2><p>Os investigadores descobriram várias técnicas que podem ajudar algumas pessoas a induzir sonhos lúcidos, e estas estratégias parecem prometedoras:</p><h3>Método Mnemónico para a Indução de Sonhos Lúcidos</h3><p>A <em>técnica MILD</em> é um método de indução de sonhos lúcidos, ou seja, parece ser um dos métodos mais eficazes para despoletar um sonho lúcido. A técnica MILD consiste em criar uma intenção para reconhecer quando se está a sonhar e levar essa intenção para o estado de sonho.</p><p><strong>Para utilizar esta técnica, siga estes passos:</strong></p><ul><li>Quando acordar durante a noite, tente lembrar-se do que estava a sonhar ou dos detalhes de um sonho anterior ao qual gostaria de voltar.</li><li>Identifique os sinais do sonho que o ajudarão a reconhecer que está a sonhar se voltar a adormecer e conseguir reentrar no sonho.</li><li>Repita estas palavras, ou a sua própria versão delas: “Quando começar a sonhar, lembrar-me-ei de que estou a sonhar.”</li><li>Continue a recordar o conteúdo dos seus sonhos e a repetir esta frase até adormecer.</li></ul><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="721088" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/voce-come-queijo-no-jantar-e-tem-sonhos-estranhos-a-ciencia-encontra-uma-possivel-conexao.html" title="Come queijo ao jantar e tem sonhos estranhos? A ciência encontra uma possível ligação">Come queijo ao jantar e tem sonhos estranhos? A ciência encontra uma possível ligação</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/voce-come-queijo-no-jantar-e-tem-sonhos-estranhos-a-ciencia-encontra-uma-possivel-conexao.html" title="Come queijo ao jantar e tem sonhos estranhos? A ciência encontra uma possível ligação"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cenas-con-queso-y-suenas-raro-la-ciencia-encuentra-una-posible-conexion-1753091182653_320.jpg" alt="Come queijo ao jantar e tem sonhos estranhos? A ciência encontra uma possível ligação"></a></article></aside><p><strong>Embora esta técnica seja geralmente mais eficaz do que muitas outras, só produz sonhos lúcidos em menos de um em cada cinco casos</strong>. As provas sugerem que quanto mais depressa voltar a adormecer depois de acordar, maior é a probabilidade de ter um sonho lúcido com esta técnica.</p><h3>Sonhos lúcidos iniciados pelos sentidos (SSILD)</h3><p>A técnica dos sonhos lúcidos iniciados pelos sentidos (SSILD) parece ter taxas de sucesso semelhantes às da técnica MILD, embora seja mais recente e menos estudada. <strong>Este método consiste em concentrar-se nos sentidos, o que pode aumentar a probabilidade de perceber a transição para o mundo dos sonhos</strong> ou preparar a mente e o corpo para um sonho lúcido.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-truque-para-controlar-os-seus-sonhos-existe-como-funcionam-os-sonhos-lucidos-e-como-treina-los.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo adverso nos Açores: aproximam-se chuva, vento e agitação marítima; IPMA já emitiu aviso amarelo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-adverso-nos-acores-aproximam-se-chuva-vento-e-agitacao-maritima-ipma-ja-emitiu-aviso-amarelo.html</link><pubDate>Tue, 21 Apr 2026 12:04:54 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O arquipélago dos Açores está sob aviso amarelo devido à influência de uma depressão posicionada a nordeste das ilhas. Esta deverá permanecer próxima ao território, resultando em chuva, mar agitado e aumento da velocidade de rajada.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa66x0i"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa66x0i.jpg" id="xa66x0i"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Um centro depressionário que está, neste momento, situado a nordeste do arquipélago dos Açores irá<strong> influenciar o padrão atmosférico deste território nos próximos dias</strong>, com chuva, vento e agitação marítima.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>O IPMA já emitiu alguns<strong> avisos amarelos de vento e de agitação marítima para os grupos Ocidental e Central</strong>, em vigor até amanhã, dia 22. Já o <strong>Grupo Oriental conta com aviso amarelo de precipitação</strong> entre a meia-noite e as 9h de amanhã<strong> e de vento</strong>, também a partir da meia-noite, até às 18h.</p><h2>Ao longo do dia de hoje, terça-feira, já se poderá sentir uma intensificação destes fenómenos</h2><p>Nas próximas horas, a <strong>chuva poderá intensificar-se em todos os grupos</strong>, com períodos de chuva moderada e, por vezes, forte, à medida que esta depressão rodopia no sentido nordeste-noroeste. O <strong>Grupo Oriental poderá contar com maior incidência deste fenómeno</strong>, devendo contar com a maior acumulação de precipitação até ao final do dia de amanhã, quarta-feira, com <strong>valores na ordem dos 30 mm</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-adverso-nos-acores-aproximam-se-chuva-vento-e-agitacao-maritima-ipma-ja-emitiu-aviso-amarelo-1776770578160.png" data-image="rx52uv6vq1yu" alt="altura máxima de onda" title="altura máxima de onda"><figcaption>Segundo o IPMA, os grupos Ocidental e Central dos Açores encontram-se sob aviso amarelo devido à agitação marítima.</figcaption></figure><p>O <strong>mar também se encontra agitado</strong> e assim deverá permanecer até às primeiras horas de quinta-feira, ainda que até lá possa perder força. Ainda assim, e como podemos observar no mapa acima, esperam-se ondas de altura máxima até 8 metros no Grupo Ocidental.</p><p>Em relação ao<strong> vento, também o período compreendido entre hoje e amanhã poderá ser o mais crítico</strong>, onde hoje se esperam rajadas até aos 90 km/h no Grupo Ocidental e até aos 85 km/h no Grupo Central. No Grupo Oriental, durante o dia de hoje, poderão registar-se rajadas máximas de até 80 km/h. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764657" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atinge-os-acores-com-pico-entre-terca-e-quarta-vento-forte-e-ondas-ate-10-metros.html" title="Depressão atinge os Açores com pico entre terça e quarta: vento forte e ondas até 10 metros">Depressão atinge os Açores com pico entre terça e quarta: vento forte e ondas até 10 metros</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atinge-os-acores-com-pico-entre-terca-e-quarta-vento-forte-e-ondas-ate-10-metros.html" title="Depressão atinge os Açores com pico entre terça e quarta: vento forte e ondas até 10 metros"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atinge-os-acores-com-pico-entre-terca-e-quarta-vento-forte-e-ondas-ate-10-metros-1776608616512_320.png" alt="Depressão atinge os Açores com pico entre terça e quarta: vento forte e ondas até 10 metros"></a></article></aside><p><strong>A partir das primeiras horas da manhã de amanhã, o vento voltará a intensificar-se de oeste para este</strong>, afetando inicialmente o Grupo Ocidental com rajadas até aos 85 km/h, depois o Grupo Central com rajadas até aos 90 km/h (especialmente na Terceira) e a partir das 16h, também se poderão registar rajadas entre os 85 e os 90 km/h no Grupo Oriental.</p><h2>A partir de quinta-feira dar-se-á uma melhoria do estado de tempo</h2><p>Ainda que a agitação marítima possa permanecer elevada em boa parte desse dia, mas com tendência a enfraquecer, <strong>também o vento como a chuva perderão relevância, dando lugar a um dia maioritariamente seco</strong>, podendo contar com alguns períodos de chuva fraca e irregular, especialmente no Grupo Central. Nas restantes ilhas, espera-se um dia com boas abertas e com pouca probabilidade de chuva.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-adverso-nos-acores-aproximam-se-chuva-vento-e-agitacao-maritima-ipma-ja-emitiu-aviso-amarelo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[FAO lança iniciativa “100 Mulheres Heroínas” na Agricultura. Portugal ajuda a submeter candidaturas ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/fao-lanca-iniciativa-100-mulheres-heroinas-na-agricultura-portugal-ajuda-a-submeter-candidaturas.html</link><pubDate>Tue, 21 Apr 2026 06:21:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A FAO declarou 2026 o Ano Internacional da Mulher Agricultora 2026 e lançou agora a iniciativa “100 Women Heroes in Agrifood Systems and Rural Development”, com o objetivo de reconhecer o contributo de mulheres de todo o mundo para os sistemas agroalimentares e o desenvolvimento rural.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/fao-lanca-iniciativa-100-mulheres-heroinas-na-agricultura-portugal-ajuda-a-submeter-candidaturas-1776704224061.jpg" data-image="um64lbx0keo5" alt="Mulher agricultora" title="Mulher agricultora"><figcaption>As mulheres representam mais de 40% da força de trabalho agrícola nos países em desenvolvimento. Na América Latina são 20%, mas em várias zonas de África e Ásia as mulheres são mais de 50%.</figcaption></figure><p>A iniciativa “<em><strong>100 Women Heroes in Agrifood Systems and Rural Development</strong></em>” - “100 Mulheres Heroínas nos Sistemas Alimentares e no Desenvolvimento Rural”, em português - é da <strong>Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação</strong> (FAO), uma das agências das Nações Unidas sediadas em Roma. </p><p>Visa identificar mulheres com impacto relevante ao longo de toda a cadeia de valor, com destaque para o seu <strong>papel na promoção da segurança alimentar, da sustentabilidade</strong> e da resiliência.</p><p>Em todo o mundo, as <strong>mulheres representam mais de 40% da força de trabalho agrícola nos países em desenvolvimento</strong>. Na América Latina são 20%, mas <strong>em várias zonas de África e da Ásia as mulheres são mais de 50% da força de trabalho</strong>, dizem as estatísticas.</p><p>Falamos de mulheres <strong>agricultoras, agricultoras familiares, trabalhadoras sazonais, pescadoras e trabalhadoras da pesca, apicultoras</strong>, pastoras, operárias transformadoras na indústria agroalimentar, comerciantes de produtos agrícolas, investigadoras e <strong>profissionais das ciências agrícolas, empreendedoras rurais</strong> e detentoras de conhecimentos tradicionais, com ou sem propriedade da terra.</p><h2>Candidaturas até 15 de junho</h2><p>Em <strong>Portugal, estima-se que as mulheres gerem entre 31 a 33% das explorações</strong> agrícolas. E há múltiplos exemplos de verdadeira transformação social e económica operada por mulheres agricultoras.</p><div class="texto-destacado">Neste contexto, a <strong>FAO convida os países a identificar e propor candidatas de relevo nesta área</strong>, incentivando a mobilização de entidades públicas, organizações do setor e redes associativas. As <strong>candidaturas devem ser formalizadas até 15 de junho de 2026</strong>. Em <strong>Portugal</strong>, os contributos nacionais fundamentados devem ser remetidos ao Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral (GPP) do Ministério da Agricultura, <strong>através do endereço eletrónico dsaeri@gpp.p</strong><strong>t</strong>, para efeitos de consolidação e posterior submissão online à FAO.</div><p>O GPP, a que preside Eduardo Diniz, associa-se à divulgação desta iniciativa, incentivando a <strong>partilha desta informação junto dos diversos agentes do setor agroalimentar, em linha com a valorização do papel das mulheres portuguesas</strong> agricultoras, assegurando igualmente a coordenação nacional do processo de identificação e submissão de candidaturas.</p><h2> QU Dongyu é o diretor-geral da FAO</h2><p>O ano de <strong>2026 foi declarado Ano Internacional da Mulher Agricultora</strong>, uma iniciativa da FAO, que tem como diretor-geral o diplomata chinês QU Dongyu, destinada a <strong>reconhecer o papel determinante das mulheres na agricultura</strong>, na segurança alimentar e no desenvolvimento rural a nível mundial.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fao-lanca-iniciativa-100-mulheres-heroinas-na-agricultura-portugal-ajuda-a-submeter-candidaturas-1776704326171.jpg" data-image="d9pkrg17y12h" alt="Mulher agricultora" title="Mulher agricultora"><figcaption>Em Portugal, estima-se que as mulheres gerem entre 31 a 33% das explorações agrícolas. E há múltiplos exemplos de transformação social e económica operada por mulheres. </figcaption></figure><p>As <strong>mulheres agricultoras desempenham funções diversas </strong>em todos os sistemas agroalimentares e provêm de contextos muito variados.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="734413" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/16-de-outubro-e-o-dia-mundial-da-alimentacao-fao-inaugura-em-roma-o-museu-e-rede-da-alimentacao-e-agricultura.html" title="16 de outubro é o Dia Mundial da Alimentação. FAO inaugura em Roma o Museu e Rede da Alimentação e Agricultura">16 de outubro é o Dia Mundial da Alimentação. FAO inaugura em Roma o Museu e Rede da Alimentação e Agricultura</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/16-de-outubro-e-o-dia-mundial-da-alimentacao-fao-inaugura-em-roma-o-museu-e-rede-da-alimentacao-e-agricultura.html" title="16 de outubro é o Dia Mundial da Alimentação. FAO inaugura em Roma o Museu e Rede da Alimentação e Agricultura"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/16-de-outubro-e-o-dia-mundial-da-alimentacao-fao-inaugura-em-roma-o-museu-e-rede-da-alimentacao-e-agricultura-1760531469541_320.jpg" alt="16 de outubro é o Dia Mundial da Alimentação. FAO inaugura em Roma o Museu e Rede da Alimentação e Agricultura"></a></article></aside><p>Estas mulheres representam <strong>uma parte significativa da força de trabalho agrícola mundial</strong>, desempenhando funções essenciais desde a produção à transformação, distribuição e comércio de alimentos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fao-lanca-iniciativa-100-mulheres-heroinas-na-agricultura-portugal-ajuda-a-submeter-candidaturas-1776704486841.jpg" data-image="0bogzor14v4v" alt="Mulher agricultora" title="Mulher agricultora"><figcaption>O ano de 2026 foi declarado Ano Internacional da Mulher Agricultora, uma iniciativa da FAO destinada a reconhecer o papel determinante das mulheres na agricultura.</figcaption></figure><p>As mulheres são igualmente <strong>fundamentais para a segurança alimentar</strong> e nutricional e para a resiliência das comunidades rurais. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A FAO não hesita em dizer que as <strong>mulheres contribuem para a resiliência climática e para a preservação da biodiversidade</strong> e dos saberes tradicionais. As mulheres são ainda consideradas fundamentais para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Contudo, segundo a FAO, “apesar do seu contributo, persistem obstáculos estruturais no acesso à terra, ao financiamento, à inovação tecnológica e à participação nos processos de decisão”.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O Ano Internacional da Mulher Agricultora pretende, assim, <strong>“dar maior visibilidade aos desafios enfrentados por estas profissionais</strong>”, promovendo políticas, investimentos e iniciativas que reforcem a igualdade de género e valorizem o papel das mulheres na agricultura.</p><p>A <strong>coordenação do Ano Internacional é assegurada pela</strong> FAO, em colaboração com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e outras agências das Nações Unidas sediadas em Roma.</p><p>Com esta iniciativa, “reforça-se o <strong>compromisso internacional com medidas concretas que promovam condições mais justas</strong>, equitativas e inclusivas no meio rural”.</p><p>Neste contexto, a <strong>FAO convida a sociedade civil, as organizações do setor agrícola e agroalimentar, as autarquia</strong>s, a academia e demais parceiros a associarem-se às iniciativas do Ano Internacional da Mulher Agricultora.</p><p>Esta organização da ONU lança o repto para que se <strong>organizem e promovam atividades que realcem o papel das mulheres</strong> nos sistemas agroalimentares.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/fao-lanca-iniciativa-100-mulheres-heroinas-na-agricultura-portugal-ajuda-a-submeter-candidaturas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Monitorização agrícola: inteligência artificial avança na leitura de doenças foliares]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/monitoramento-agricola-inteligencia-artificial-avanca-na-leitura-de-doencas-foliares.html</link><pubDate>Tue, 21 Apr 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Estudo mostra que um sistema de inteligência artificial pode reconhecer doenças em folhas com alta precisão e acelerar a monitorização das lavouras, abrindo espaço para respostas mais rápidas no campo e decisões orientadas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/monitoramento-agricola-inteligencia-artificial-avanca-na-leitura-de-doencas-foliares-1776460030865.jpg" data-image="civw6d94vodd" alt="IA, AI, inteligência artificial, Nature" title="IA, AI, inteligência artificial, Nature"><figcaption>Sistema de inteligência artificial identifica padrões visuais em folhas, auxiliando na deteção precoce de doenças agrícolas a partir de imagens digitais.</figcaption></figure><p>Quando uma lavoura começa a perder vigor, a folha quase sempre dá os primeiros sinais. <strong>Manchas, mudanças de cor, deformações e áreas secas costumam aparecer antes de o problema se transformar em queda de produtividade</strong>. Um estudo aceite para publicação na <em>Scientific Reports</em>, que apresenta um sistema de inteligência artificial capaz de classificar doenças foliares com alta precisão e velocidade.</p><div class="texto-destacado">A proposta chama a atenção porque trata de um gargalo antigo do campo: reconhecer cedo o que está a acontecer na planta. </div><p>No trabalho, os investigadores desenvolveram o modelo DeepGreen, baseado numa arquitetura Conv-7 DCNN (<strong>Rede Neural Convolucional Profunda com 7 camadas convolucionais</strong>) com camada de atenção modificada, para identificar doenças em folhas de tomate, batata e pimentão.<strong> O resultado reportado foi de 99,18% de acurácia, com precisão média de 99,17%</strong>, números que colocam o sistema entre os mais fortes do conjunto comparado no artigo.</p><h2>Uma foto da folha pode tornar-se alerta mais rápido </h2><p>O estudo parte de uma ideia fácil de perceber: <strong>u</strong><strong>sar imagens das folhas para reconhecer padrões que, a olho nu, podem ser confundidos ou percebidos tarde demais</strong>. Para treinar o sistema, os autores utilizaram o banco PlantVillage, disponível publicamente no Kaggle, <strong>com 20.638 imagens distribuídas em 15 categorias ligadas a folhas saudáveis e doentes de tomate, batata e pimentão</strong>.<strong> </strong>As imagens passaram por redimensionamento, normalização e aumento artificial de dados para reforçar o treino do modelo. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/monitoramento-agricola-inteligencia-artificial-avanca-na-leitura-de-doencas-foliares-1776460426578.jpg" data-image="cgjs41pc4ear" alt="IA, foliar, plantas, pimentão" title="IA, foliar, plantas, pimentão"><figcaption>Sintomas típicos de doenças foliares, como manchas e descoloração, podem ser reconhecidos automaticamente por modelos de deep learning treinados com milhares de imagens.</figcaption></figure><p>Na prática, isto significa transformar a câmara numa espécie de triagem inicial. <strong>O sistema não “cura” a planta e tampouco substitui o especialista, mas pode encurtar o intervalo entre o aparecimento do sintoma e a decisão de manejo</strong>. Segundo o artigo, o modelo também teve desempenho compatível com aplicações em tempo real, com 112,49 quadros por segundo, tempo de inferência de 18,34 segundos para 2.064 amostras de teste e 8,89 milissegundos por imagem.</p><h2>Porque isto interessa além do laboratório?</h2><p>O ponto mais relevante da investigação não é apenas a taxa alta de acerto, mas a utilidade prática de ganhar tempo. E<strong>m culturas sensíveis, dias de atraso entre o primeiro sintoma e a resposta no campo podem elevar perdas e encarecer o manejo</strong>. O estudo mostra que a proposta superou modelos conhecidos usados como comparação, como VGG-19, MobileNet, ResNet50V2, InceptionV3 e DenseNet121; neste conjunto, o DenseNet121 foi o melhor entre os pré-treinados, com 93,12% de acurácia, abaixo dos 99,18% do modelo proposto. </p><p>Numa rotina agrícola, uma ferramenta assim pode ajudar a:</p><ul> <li><strong>priorizar áreas com suspeita mais forte de infeção;</strong></li> <li>organizar inspeções de forma mais rápida;</li> <li><strong>registar a evolução visual dos sintomas;</strong></li> <li><strong>reduzir a demora entre observação e decisão;</strong></li> <li>apoiar equipas que não têm acesso imediato a especialistas.</li> </ul><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Este tipo de uso faz sentido sobretudo como apoio de monitorização, e não como sentença final sobre o estado da planta. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O valor está em acelerar a leitura inicial do problema, principalmente quando a área é grande ou o acompanhamento precisa de ser frequente.</p><h2>Alta precisão não elimina a necessidade de validação </h2><p>O próprio artigo faz um alerta importante: <strong>mesmo com resultado muito alto, ainda existe possibilidade de erro</strong>.<strong> </strong>Os autores destacam que falsos negativos podem atrasar o tratamento e ampliar perdas, enquanto falsos positivos podem levar a intervenções desnecessárias e aumentar custos. </p><div class="texto-destacado">Por isso, eles defendem que previsões com baixa confiança sejam validadas por especialistas e que o sistema seja treinado com bases mais diversas. </div><p>Outro sinal interessante é que o modelo também foi testado noutros conjuntos de dados. <strong>No banco de milho, alcançou 97,38% de acurácia; no de alface, 0,97. Estes números sugerem potencial de generalização</strong>, mas ainda não resolvem a principal pergunta do uso quotidiano: como o sistema se comporta em campo real, com variações de luz, sombra, poeira, sobreposição de folhas e câmaras diferentes. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763608" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/nao-jogue-fora-3-formas-de-usar-espigas-de-milho-para-cuidar-de-suas-plantas-e-melhorar-o-jardim.html" title="Não deite fora: 3 formas de usar espigas de milho para cuidar das suas plantas e melhorar o jardim">Não deite fora: 3 formas de usar espigas de milho para cuidar das suas plantas e melhorar o jardim</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/nao-jogue-fora-3-formas-de-usar-espigas-de-milho-para-cuidar-de-suas-plantas-e-melhorar-o-jardim.html" title="Não deite fora: 3 formas de usar espigas de milho para cuidar das suas plantas e melhorar o jardim"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/no-lo-tires-3-formas-de-usar-el-marlo-del-choclo-para-cuidar-tus-plantas-y-mejorar-el-jardin-1775687830802_320.jpg" alt="Não deite fora: 3 formas de usar espigas de milho para cuidar das suas plantas e melhorar o jardim"></a></article></aside><p>A notícia, portanto, <strong>não é a chegada de uma solução mágica, e sim o avanço de uma ferramenta que pode tornar a monitorização agrícola mais rápida</strong>, mais padronizado e mais útil para decisões práticas.</p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><em><a href="https://doi.org/10.1038/s41598-026-45395-3" target="_blank">DeepGreen: a real-time deep learning system for smart agriculture monitoring</a>. 17 de abril, 2026. Rathor, A.S., Choudhury, S., Sharma, A. et al.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/monitoramento-agricola-inteligencia-artificial-avanca-na-leitura-de-doencas-foliares.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A partir das 16 horas de hoje esperam-se trovoadas; instabilidade mantém-se amanhã com chuva e descida da temperatura]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-das-16-horas-de-hoje-esperam-se-trovoadas-instabilidade-mantem-se-amanha-com-chuva-e-descida-da-temperatura.html</link><pubDate>Mon, 20 Apr 2026 15:26:11 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O dia de hoje conta com temperaturas elevadas e com a presença de poeiras saarianas. Nas próximas horas podem surgir fenómenos como chuva, trovoada e ligeira descida dos termómetros.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa63iwa"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa63iwa.jpg" id="xa63iwa"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O dia de hoje amanheceu com temperaturas agradáveis em praticamente todo o continente português e <strong>espera-se que ao longo do dia se possam registar cerca de 30 ºC ou mais</strong> em zonas como o Vale do Douro, Ribatejo e Baixo Alentejo.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No entanto, é também<strong> expectável que entre as 16 e as 17 horas ocorram algumas trovoadas localizadas</strong>, acompanhadas por períodos de chuva fraca e irregular, especialmente no Norte e Centro do país.</p><h2>Depressão situada sobre a Madeira contribui para o transporte de poeiras saarianas e consequente chuva de lama</h2><p>Para além disto, uma <strong>depressão situada sobre o arquipélago da Madeira está a transportar poeiras do Saara para o continente</strong>, transformando o horizonte numa paisagem turva. À medida que esta depressão se aproxima de Portugal Continental, a<strong> concentração de poeiras aumenta</strong>, sendo esperado um pico das mesmas amanhã, terça-feira. Para além do transporte de poeiras, esta depressão irá contribuir para um aumento da velocidade do vento, podendo registar-se <strong>rajadas até aos 80 km/h nas cotas mais elevadas do Norte e Centro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-das-16-horas-de-hoje-esperam-se-trovoadas-instabilidade-mantem-se-amanha-com-chuva-e-descida-da-temperatura-1776688427183.png" data-image="reu59k6fziyz" alt="densidade de raios" title="densidade de raios"><figcaption>Ao longo do dia de amanhã, terça-feira, espera-se uma maior incidência de raios, em vários pontos do país, especialmente a partir das 12h e até ao final da tarde.</figcaption></figure><p>Posto isto, entre as 9h e as 10h de amanhã, espera-se o<strong> regresso da chuva fraca e irregular, que poderá ser de lama devido à presença das poeiras</strong>, e que poderá dar-se nos distritos de Vila Real, Santarém, Leiria e Setúbal. Com o passar das horas estes episódios de chuva poderão cobrir vários pontos de Norte a Sul do país, sendo esperado o regresso da trovoada a partir das 12h ao litoral Norte. É ainda esperada uma<strong> descida ligeira dos termómetros</strong>, esperando-se máximas entre os 18 ºC em Viana do Castelo e Guarda e os 26 ºC em Évora e Beja.</p><h2>Trovoada poderá intensificar-se amanhã, terça-feira</h2><p>Ainda que ao final da manhã já se possam registar alguns raios no litoral Norte, os nossos mapas mostram que a partir das 14h e até às 19h, <strong>a trovoada poderá estender-se um pouco por todo o país, com maior expressão no Norte e Centro</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Porque é que acontecem trovoadas em dias mais quentes?</strong><br><br>As trovoadas em dias quentes resultam sobretudo do forte aquecimento do solo, que faz o ar quente subir (ascender) rapidamente. Ao subir, esse ar arrefece e pode condensar (caso haja humidade em níveis mais altos da atmosfera), formando nuvens de desenvolvimento vertical (cumulonimbos). Quando esta instabilidade existe, ou seja, ar quente à superfície e ar mais frio em altitude, este movimento ascendente intensifica-se, favorecendo a ocorrência de trovoadas, mesmo que à superfície o ambiente pareça seco e quente.</div><p>No entanto, espera-se uma <strong>acalmia no estado de tempo</strong> a partir dessa hora (19h), onde apenas a chuva deverá persistir, devendo concentrar-se no litoral Norte e Centro do país.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764640" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-em-portugal-na-proxima-semana-emergem-nos-mapas-uma-tempestade-e-um-anticiclone-anomalos.html" title="Mudanças em Portugal na próxima semana: emergem nos mapas uma tempestade e um anticiclone anómalos">Mudanças em Portugal na próxima semana: emergem nos mapas uma tempestade e um anticiclone anómalos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-em-portugal-na-proxima-semana-emergem-nos-mapas-uma-tempestade-e-um-anticiclone-anomalos.html" title="Mudanças em Portugal na próxima semana: emergem nos mapas uma tempestade e um anticiclone anómalos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-em-portugal-na-proxima-semana-emergem-nos-mapas-uma-tempestade-e-um-anticiclone-anomalos-1776602106323_320.png" alt="Mudanças em Portugal na próxima semana: emergem nos mapas uma tempestade e um anticiclone anómalos"></a></article></aside><p>Os nossos mapas indicam ainda que na<strong> quarta-feira poderá dar-se uma nova diminuição dos termómetros</strong>, resultando em temperaturas máximas entre os 15 ºC em Viana do Castelo e os 23 ºC em Beja. No entanto, espera-se um dia seco e com boas abertas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-das-16-horas-de-hoje-esperam-se-trovoadas-instabilidade-mantem-se-amanha-com-chuva-e-descida-da-temperatura.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Caminhar no Gerês entre abril e dezembro com guia e tempo para descobrir a natureza e o património]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/caminhar-no-geres-entre-abril-e-dezembro-com-guia-e-tempo-para-descobrir-a-natureza-e-o-patrimonio.html</link><pubDate>Mon, 20 Apr 2026 15:07:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>O Programa Anual de Caminhadas Guiadas 2026 ajuda a explorar o parque nacional com orientação, conhecimento e paisagens que percorrem aldeias, bosques, lagos e miradouros naturais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/caminhar-no-geres-entre-abril-e-dezembro-com-guia-e-tempo-para-descobrir-a-natureza-e-o-patrimonio-1776690972141.jpg" data-image="7abewmnhhr0f" alt="Gerês" title="Gerês"><figcaption>Gerês possui um labirinto de trilhos que podem ser percorridos com a orientação de guias locais, conhecedores dos percursos e histórias da região. Foto: Associação Gerês Viver Turismo</figcaption></figure><p>O Parque Nacional da Peneda-Gerês oferece mais de <strong>180 trilhos</strong>, entre caminhos fáceis e percursos desafiantes. A escolha pode, por isso, ser desencorajante diante de um labirinto de opções, principalmente para os iniciantes que não se querem aventurar sozinhos. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Foi precisamente a pensar nesses visitantes que a Associação Gerês Viver Turismo, em parceria com a Câmara Municipal de Terras de Bouro, criou o Programa Anual de Caminhadas Guiadas 2026.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Entre <strong>abril e dezembro</strong>, seis empresas de turismo da região conduzem grupos por caminhos que cruzam aldeias, miradouros e zonas mais resguardadas do parque. Há propostas para diferentes ritmos e interesses, desde passeios diurnos até caminhadas noturnas que percorrem a montanha sob um céu limpo e estrelado. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/caminhar-no-geres-entre-abril-e-dezembro-com-guia-e-tempo-para-descobrir-a-natureza-e-o-patrimonio-1776691038152.jpg" data-image="gkg5l6tq3p4q" alt="Gerês" title="Gerês"><figcaption>Os trilhos do Gerês revelam paisagens que mudam a cada curva e convidam a caminhar sem pressa. Foto: Paulo Figueredo/ Associação Gerês Viver Turismo</figcaption></figure><p>Em outubro, o <strong>Trilho das Bruxas</strong> leva os participantes por um lado mais misterioso da paisagem, onde a noite é o melhor palco para desvendar lendas e histórias antigas.</p><h2>Um território moldado na água e na pedra</h2><p>O Parque Nacional da Peneda-Gerês estende-se por quase 70 mil hectares no norte de Portugal, num território onde a pedra granítica domina a paisagem e guarda marcas antigas do gelo. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As serras elevam-se em sucessão, criando vales fundos por onde correm os rios. O Cávado e o Lima desenham grande parte da rede hídrica, enquanto o rio Homem sustenta uma notável diversidade botânica e habitats aquáticos importantes.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A água está por todo o lado. Escorre em <strong>cascatas</strong>, acumula-se em <strong>lagoas</strong> transparentes e percorre as <strong>levadas</strong> antigas. Entre <strong>bosques</strong> e matos húmidos, surgem espécies raras e discretas, algumas exclusivas deste território, como a salamandra-lusitânica, o lobo-ibérico ou a cabra-montesa.</p><h2>Trilhos entre paisagens e memórias</h2><p>Caminhar no Gerês é também atravessar diferentes dimensões do tempo. Entre subidas e descidas, surgem espigueiros alinhados, fornos, moinhos de água e<strong> ruínas de ocupações antigas</strong>, como necrópoles megalíticas, vestígios de romanização e castelos. Os trilhos variam em extensão e dificuldade, permitindo que cada visitante encontre o seu próprio ritmo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="758516" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/caminhos-sustentaveis-os-novos-trilhos-de-caminhada-para.html" title="Caminhos sustentáveis: os novos trilhos de caminhada para 2026">Caminhos sustentáveis: os novos trilhos de caminhada para 2026</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/caminhos-sustentaveis-os-novos-trilhos-de-caminhada-para.html" title="Caminhos sustentáveis: os novos trilhos de caminhada para 2026"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/caminhos-sustentaveis-os-novos-trilhos-de-caminhada-para-1773407570740_320.png" alt="Caminhos sustentáveis: os novos trilhos de caminhada para 2026"></a></article></aside><p>O <strong>Trilho da Preguiça</strong>, com cerca de cinco quilómetros, percorre uma zona onde a água se impõe em pequenas quedas e ribeiros claros. É um percurso acessível, com pontes e passagens que acompanham o som constante da corrente. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Em <strong>Pitões das Júnias</strong>, o caminho conduz até ao antigo <strong>Mosteiro de Santa Maria das Júnias</strong>, do século XII, encaixado na encosta, e a uma cascata que se revela no final de um percurso breve, mas envolvente.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O trilho do <strong>Poço Azul</strong> já exige mais tempo e alguma resistência. Ao longo de cerca de <strong>nove quilómetros</strong>, o percurso atravessa bosques densos, zonas rochosas e miradouros naturais que abrem o horizonte. No final, a lagoa surge entre a pedra, com águas azuis e cristalinas.</p><h2>Caminhar com orientação e conhecimento local</h2><p>O programa de caminhadas guiadas pretende tornar esta experiência mais acessível e segura, sobretudo para quem não conhece o terreno. Os guias partilham curiosidades sobre a fauna, a flora e a história local, ajudando a dar contexto ao que se observa ao longo do percurso.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/caminhar-no-geres-entre-abril-e-dezembro-com-guia-e-tempo-para-descobrir-a-natureza-e-o-patrimonio-1776691184845.jpg" data-image="e26bjxjf41op" alt="Gerês" title="Gerês"><figcaption>Caminhos antigos ligam aldeias, miradouros ou planícies, desenhando percursos entre a natureza e a memória do território. Foto: Associação Gerês Viver Turismo</figcaption></figure><p>A <strong>participação é gratuita para quem estiver alojado nos estabelecimentos aderentes</strong>, com exceção de algumas atividades específicas (consulte o link na referência deste artigo). Quem não estiver hospedado pode juntar-se mediante o pagamento de um valor fixo por caminhada. Em todos os casos, a inscrição é obrigatória e depende de confirmação prévia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="704680" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/prepare-as-botas-vem-ai-novos-trilhos-para-descobrir-nos-acores.html" title="Prepare as botas: vêm aí novos trilhos para descobrir nos Açores">Prepare as botas: vêm aí novos trilhos para descobrir nos Açores</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/prepare-as-botas-vem-ai-novos-trilhos-para-descobrir-nos-acores.html" title="Prepare as botas: vêm aí novos trilhos para descobrir nos Açores"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/prepare-as-botas-vem-ai-novos-trilhos-para-descobrir-nos-acores-1743926631575_320.jpg" alt="Prepare as botas: vêm aí novos trilhos para descobrir nos Açores"></a></article></aside><p>Ao longo do ano, estas caminhadas são como uma porta de entrada para explorar o parque de forma acompanhada e mais consciente. No Gerês, cada trilho é mais do que um caminho marcado no terreno. É uma forma de atravessar paisagens que mudam a cada curva e de perceber como a natureza e a presença humana estão profundamente entrelaçadas.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em>Consulte o website da Associação Gerês Viver Turismo para conhecer o calendário e as condições do </em><a href="https://geres.pt/programa-anual-de-caminhadas-2026/" target="_blank"><em>Programa Anual de Caminhadas Guiadas 2026</em></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/caminhar-no-geres-entre-abril-e-dezembro-com-guia-e-tempo-para-descobrir-a-natureza-e-o-patrimonio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nova previsão do modelo europeu até maio: os bloqueios em latitudes altas continuarão a afetar Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nova-previsao-do-modelo-europeu-ate-maio-os-bloqueios-em-latitudes-altas-continuarao-a-afetar-portugal.html</link><pubDate>Mon, 20 Apr 2026 14:46:02 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O modelo europeu indica um padrão atmosférico dominado por bloqueios em latitudes altas nos próximos dias, com impacto direto na circulação e na evolução do tempo em Portugal até ao início de maio.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-previsao-do-modelo-europeu-ate-maio-os-bloqueios-em-latitudes-altas-continuarao-a-afetar-portugal-1776695373848.jpg" data-image="lvlmljpz0hxa" alt="Portugal entre estabilidade e instabilidade: o bloqueio atmosférico continua a moldar o tempo até maio" title="Portugal entre estabilidade e instabilidade: o bloqueio atmosférico continua a moldar o tempo até maio"><figcaption>A circulação atmosférica marcada por bloqueios em latitudes altas deverá continuar a influenciar o estado do tempo em Portugal, alternando períodos de estabilidade com fases de maior instabilidade, associadas à aproximação de depressões no Atlântico.</figcaption></figure><p>A mais recente previsão do modelo europeu indica que o estado do tempo em Portugal continuará a ser influenciado por bloqueios em latitudes altas, um fenómeno atmosférico que ocorre quando <strong>áreas de alta pressão se instalam no norte do Atlântico e da Europa</strong>. Estas áreas de alta pressão funcionam como uma espécie de “barreira” na atmosfera, desviando a circulação habitual de oeste para latitudes mais elevadas e alterando o comportamento das depressões.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Na prática, este bloqueio dificulta a entrada das frentes atlânticas sobre a Península Ibérica, tornando a circulação mais ondulada. Em vez de um fluxo contínuo, a <strong>atmosfera organiza-se em cristas e cavados, favorecendo o desenvolvimento de depressões</strong> a oeste ou sudoeste de Portugal, refletindo-se em mudanças frequentes no estado do tempo.</p><h2>Tempo estável e subida das temperaturas</h2><p>Entre 22 e 25 de abril, este padrão deverá estar mais definido. Espera-se tempo geralmente estável, com <strong>céu pouco nublado e temperaturas acima do habitual</strong>. As máximas deverão situar-se entre 22 e 28 °C no interior e entre 18 e 24 °C no litoral, podendo atingir valores próximos dos 30 °C no vale do Tejo e Alentejo. O vento deverá manter-se fraco a moderado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-previsao-do-modelo-europeu-ate-maio-os-bloqueios-em-latitudes-altas-continuarao-a-afetar-portugal-1776693704213.png" data-image="hzff2bxhtibx"><figcaption>Anomalia da temperatura prevista para 23 de abril, mostrando valores significativamente acima da média. Este desvio positivo está associado à advecção de ar mais quente e à estabilidade atmosférica induzida pelo padrão de bloqueio em latitudes mais elevadas.</figcaption></figure><p>A partir de 26 de abril, a situação começa a mudar. O bloqueio perde força, permitindo que algumas depressões atlânticas se aproximem mais da Península Ibérica. Isto deverá traduzir-se em <strong>mais nebulosidade e no regresso da precipitação</strong>, sobretudo no Norte e Centro. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-previsao-do-modelo-europeu-ate-maio-os-bloqueios-em-latitudes-altas-continuarao-a-afetar-portugal-1776694413248.jpg" data-image="edbmiopo2e3g"><figcaption>Mapa de superfície com vento e pressão previsto para 26 de abril, evidenciando uma depressão a oeste da Península Ibérica e um fluxo de norte sobre Portugal. Esta configuração reflete a influência de um bloqueio em latitudes altas, que altera a circulação habitual e condiciona a evolução do estado do tempo no território.</figcaption></figure><p>A chuva deverá surgir de forma irregular, muitas vezes em regime de aguaceiros, mais prováveis durante a tarde e início da noite.</p><h2>Depressões atlânticas trazem mais instabilidade nos últimos dias do mês</h2><p>Entre 27 e 30 de abril, a circulação torna-se mais ativa. A influência atlântica ganha força e os <strong>períodos de chuva tendem a ser mais frequentes, podendo em alguns momentos apresentar maior organização</strong>. Os acumulados deverão variar entre 5 e 15 mm, com valores localmente superiores, sobretudo em zonas de relevo mais acentuado. O vento também deverá intensificar-se, com <strong>rajadas entre 50 e 70 km/h</strong>, particularmente no litoral e nas terras altas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-previsao-do-modelo-europeu-ate-maio-os-bloqueios-em-latitudes-altas-continuarao-a-afetar-portugal-1776694152770.jpg" data-image="2kado3boekbw"><figcaption>Precipitação acumulada prevista até 29 de abril pelo modelo europeu, com valores geralmente moderados e distribuição irregular no território. Destacam-se acumulados mais significativos em zonas do interior e áreas de relevo, associados a períodos de instabilidade e ocorrência de aguaceiros ao longo dos últimos dias do mês.</figcaption></figure><p>No início de maio, o modelo europeu continua a apontar para este padrão, embora com maior incerteza. Sendo esta uma <strong>previsão de médio prazo, a posição das depressões e a forma como interagem com a circulação dominante ainda podem mudar nos próximos dias</strong>, influenciando a distribuição da precipitação, a intensidade do vento e a evolução das temperaturas. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764640" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-em-portugal-na-proxima-semana-emergem-nos-mapas-uma-tempestade-e-um-anticiclone-anomalos.html" title="Mudanças em Portugal na próxima semana: emergem nos mapas uma tempestade e um anticiclone anómalos">Mudanças em Portugal na próxima semana: emergem nos mapas uma tempestade e um anticiclone anómalos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-em-portugal-na-proxima-semana-emergem-nos-mapas-uma-tempestade-e-um-anticiclone-anomalos.html" title="Mudanças em Portugal na próxima semana: emergem nos mapas uma tempestade e um anticiclone anómalos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-em-portugal-na-proxima-semana-emergem-nos-mapas-uma-tempestade-e-um-anticiclone-anomalos-1776602106323_320.png" alt="Mudanças em Portugal na próxima semana: emergem nos mapas uma tempestade e um anticiclone anómalos"></a></article></aside><p>Por isso, será importante acompanhar as atualizações dos modelos meteorológicos para uma leitura mais precisa do que poderá acontecer em Portugal.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nova-previsao-do-modelo-europeu-ate-maio-os-bloqueios-em-latitudes-altas-continuarao-a-afetar-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Entre hoje e sábado 25 prevê-se que dispare o risco de trovoadas: saiba os dias mais críticos e as zonas mais afetadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-hoje-e-sabado-25-preve-se-que-dispare-o-risco-de-trovoadas-saiba-os-dias-mais-criticos-e-as-zonas-mais-afetadas.html</link><pubDate>Mon, 20 Apr 2026 13:53:03 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Além das temperaturas invulgarmente elevadas para a época do ano, prevê-se que o risco de trovoadas dispare esta semana. Saiba os dias e as zonas de Portugal continental onde serão mais prováveis e frequentes.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa636gs"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa636gs.jpg" id="xa636gs"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Além do <strong>calor invulgar</strong> para esta época do ano na nossa geografia, especialmente entre hoje e amanhã, um dos aspetos meteorológicos mais marcantes desta semana será o <strong>aumento da probabilidade de ocorrência de trovoadas</strong>. </p><p>A deslocação de uma depressão no Atlântico, ao largo da costa ocidental de Portugal continental e Galiza, impulsionará uma massa de ar muito mais quente do que o habitual, deixando valores máximos que <strong>ainda nesta segunda-feira (20) poderá gerar 30/31 ºC nos vales do Douro, Tejo, Sado e Guadiana</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>A crista subtropical influenciará o estado do tempo durante grande parte da semana, embora seja expectável <strong>o crescimento de núcleos convectivos isolados</strong>. A configuração sinóptica prevista, com um <strong>forte fluxo de Sul</strong>, será favorável ao transporte de <strong>poeiras saarianas em suspensão</strong>, pelo que onde chover, poderá cair <strong>lama</strong>.</p><h2>Aguaceiros convectivos serão mais prováveis nestas regiões e nestas datas</h2><p>Na <strong>terça-feira (21)</strong> prevê-se que a já referida depressão atlântica descreva uma deslocação vertiginosa para norte em paralelo à faixa costeira ocidental de Portugal continental. Ao posicionar-se a oeste do nosso país, os mapas revelam que esta baixa pressão descreverá uma <strong>circulação retrógrada (de oeste para leste)</strong>, fazendo com que parte das linhas de instabilidade associadas alcancem a nossa geografia <strong>e gerem aguaceiros e trovoadas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entre-hoje-e-sabado-25-preve-se-que-dispare-o-risco-de-trovoadas-saiba-os-dias-mais-criticos-e-as-zonas-mais-afetadas-1776692427755.png" data-image="rc2desd2vnv9"><figcaption>De acordo com o modelo europeu, esta terça-feira, 21 de abril, será um dos dias da presente semana em que as trovoadas serão mais fortes e abrangentes em Portugal continental.</figcaption></figure><p><strong>São mais prováveis durante a tarde tanto no interior como no litoral das Regiões Norte e Centro. Também se prevê que surjam no Alentejo e no Ribatejo</strong>. A precipitação convectiva poderá, por vezes, ser localmente forte e surgir sob a forma de granizo. A instabilidade será ainda acompanhada por um aumento da intensidade do vento de Sul e Leste que poderá provocar rajadas até 90 km/h nas zonas mais expostas do interior Norte e Centro.</p><p><strong>Na quarta-feira (22) espera-se que as condições meteorológicas estabilizem temporariamente</strong>. A precipitação fraca poderá persistir até meio da manhã, com o céu a alternar períodos pouco nublados com outros de maior nebulosidade, estes últimos especialmente durante a tarde. Além disto, prevê-se uma descida das temperaturas máximas, mais notória no litoral das Regiões Norte e Centro.</p><p><strong>Na quinta-feira (23)</strong> esperam-se algumas ligeiras alterações: a nebulosidade espalhar-se-á no interior Centro e na Região Sul a partir da tarde e <strong>o risco de aguaceiros e trovoadas aumentará, especialmente no Baixo Alentejo</strong>. Na sexta (24) preveem-se aguaceiros fracos e dispersos, mais prováveis no interior Centro, onde poderão ser acompanhados de trovoadas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entre-hoje-e-sabado-25-preve-se-que-dispare-o-risco-de-trovoadas-saiba-os-dias-mais-criticos-e-as-zonas-mais-afetadas-1776692298689.png" data-image="fd3iv62dwi5o"><figcaption>Mapa de previsão de trovoada para sábado. Interior Centro e Alentejo serão duas das regiões mais expostas à atividade elétrica.</figcaption></figure><p>Porém, de acordo com os mapas de referência da Meteored, <strong>no sábado (25) a atividade elétrica voltará a aumentar em probabilidade, frequência, intensidade e área geográfica abrangida</strong>, fazendo deste dia um dos potencialmente mais fortes em termos de trovoadas, a par do de terça-feira, 21 de abril.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764657" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atinge-os-acores-com-pico-entre-terca-e-quarta-vento-forte-e-ondas-ate-10-metros.html" title="Depressão atinge os Açores com pico entre terça e quarta: vento forte e ondas até 10 metros">Depressão atinge os Açores com pico entre terça e quarta: vento forte e ondas até 10 metros</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atinge-os-acores-com-pico-entre-terca-e-quarta-vento-forte-e-ondas-ate-10-metros.html" title="Depressão atinge os Açores com pico entre terça e quarta: vento forte e ondas até 10 metros"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atinge-os-acores-com-pico-entre-terca-e-quarta-vento-forte-e-ondas-ate-10-metros-1776608616512_320.png" alt="Depressão atinge os Açores com pico entre terça e quarta: vento forte e ondas até 10 metros"></a></article></aside><p>Com a configuração sinóptica prevista, <strong>é de esperar um aumento da atividade de trovoadas na reta final da semana</strong>, devido à combinação da instabilidade em altitude, do calor dos próximos dias (fornecerão energia para as trovoadas) e da convergência do vento de superfície que irá desencadear o crescimento de nuvens de desenvolvimento vertical. No entanto, é de salientar que se mantém alguma incerteza, como é habitual nestas previsões a curto e médio prazo.</p><h2>Fenómenos adversos potencialmente gerados pelos núcleos convectivos</h2><p>Em algumas regiões, as trovoadas poderão começar cedo, mas <strong>a</strong><strong> atividade mais intensa é esperada a partir do meio-dia, como é habitual neste tipo de episódios</strong>. As acumulações pluviométricas deixadas pelas trovoadas terão uma distribuição muito irregular, embora localmente fortes num curto espaço de tempo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entre-hoje-e-sabado-25-preve-se-que-dispare-o-risco-de-trovoadas-saiba-os-dias-mais-criticos-e-as-zonas-mais-afetadas-1776691960768.png" data-image="1sd13nra08ym"><figcaption>Como já é habitual, a precipitação do tipo convectivo (aguaceiros e trovoadas) assume uma distribuição geográfica muito irregular e intensidades muito variáveis à escala local. Até às 01:00 de domingo, 26 de abril, prevê-se que o interior de Portugal continental registe uma precipitação acumulada superior à do litoral, sobretudo nos distritos da Guarda, Castelo Branco e Portalegre.</figcaption></figure><p>Há que continuar a acompanhar as próximas atualizações do modelo. Além disto, os núcleos convectivos terão o potencial de <strong>gerar outros fenómenos adversos, tais como queda de granizo e rajadas de vento intensas</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-hoje-e-sabado-25-preve-se-que-dispare-o-risco-de-trovoadas-saiba-os-dias-mais-criticos-e-as-zonas-mais-afetadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 5 asteroides poderão embater na Terra durante este século: astrónomos revelam quando poderá acontecer]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/ate-5-asteroides-poderao-embater-na-terra-durante-este-seculo-astronomos-revelam-quando-podera-acontecer.html</link><pubDate>Mon, 20 Apr 2026 11:25:20 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Os especialistas alertam para a possibilidade de impactos de asteroides até 2100. Não serão gigantes, mas serão suficientemente grandes para causar danos locais e interferir com satélites essenciais para a vida quotidiana.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cinco-asteroides-amenazan-la-tierra-este-siglo-que-que-podria-pasar-segun-los-cientificos-1775634968945.jpeg" data-image="tfr7nvt2o1uo" alt="asteroide" title="asteroide"><figcaption>Os cientistas alertam para o facto de até cinco asteroides, do tamanho de um edifício de 15 andares, poderem embater na Terra até ao final do século XXI.</figcaption></figure><p>A ideia de um asteroide em direção à Terra tende a lembrar-nos alguns filmes cinematográficos espetaculares. No entanto, a realidade científica traça um cenário muito diferente, mais discreto mas igualmente relevante. <strong>Não estamos a falar de rochas gigantescas capazes de obliterar continentes, mas sim de corpos mais modestos, embora muito mais frequentes do que se poderia pensar</strong>.</p><p>Nos últimos estudos astronómicos, os especialistas em defesa planetária fizeram uma previsão bastante inquietante: <strong>até cinco objetos de dimensões consideráveis poderiam atravessar o nosso planeta durante este século</strong>. Embora não causassem um colapso global, poderiam gerar problemas graves em zonas específicas e no ambiente espacial.</p><h2>Asteroides do século XXI: tamanho e porque preocupam</h2><p>Estes corpos, conhecidos como <strong>asteroides de escala decamétrica</strong>, medem geralmente várias dezenas de metros. É o caso do asteroide 2024 YR4, descoberto há pouco mais de um ano, com um tamanho estimado entre 53 e 67 metros. Para se ter uma ideia, teria a altura de um edifício de quinze andares. Estas rochas espaciais não são comparáveis aos asteróides gigantes de vários quilómetros, mas a sua frequência é muito maior.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"> <p lang="es" dir="ltr">Has oído hablar del asteroide 2024 YR4 y nosotros hemos escuchado tus preguntas ¿Cuáles son las probabilidades de que impacte la Tierra? ¿Por qué estas cambian? ¿Deberías preocuparte? (Spoiler: No)<br>Conoce más de la mano de un experto de <a href="https://twitter.com/NASAJPL?ref_src=twsrc%5Etfw">@NASAJPL</a>.<br>+ info: <a href="https://t.co/Vhfx2MUZFz">https://t.co/Vhfx2MUZFz</a></p> </blockquote></figure><p>Ao contrário dos grandes impactos, que ocorrem em intervalos de milhões de anos, <strong>estes objetos aparecem no ambiente terrestre com muito mais regularidade</strong>. De facto, os especialistas estimam que atinjam o sistema Terra-Lua a cada poucas dezenas de anos, embora muitas vezes passem despercebidos.</p><p>O seu pequeno tamanho não os torna inofensivos. Ao entrar na atmosfera sobre uma cidade, <strong>um asteroide deste tipo pode libertar uma energia equivalente a vários megatoneladas</strong>. Isto seria suficiente para causar grandes danos nas infraestruturas e gerar ondas de choque significativas.</p><h2>Impacto de asteroides: consequências reais para além do cinema</h2><p>Quando um evento deste tipo ocorre, o objeto nem sempre atinge o solo. <strong>Muitos desses corpos explodem no ar, gerando o que se chama de explosão atmosférica</strong>. No entanto, o efeito pode ser sentido a quilómetros de distância, provocando vibrações capazes de abalar edifícios.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/cinco-asteroides-amenazan-la-tierra-este-siglo-que-que-podria-pasar-segun-los-cientificos-1775635082841.jpeg" alt="asteroide" title="asteroide"> <figcaption>Detetar asteroides não é fácil. O seu pequeno tamanho significa que refletem pouca luz, tornando difícil a observação a partir da Terra.</figcaption> </figure><p>Para além do impacto direto, há outra preocupação crescente: o espaço próximo da Terra. <strong>Um evento de certa magnitude poderia comprometer os satélites</strong>, que são cruciais para as comunicações, a navegação e os serviços digitais. Isto teria repercussões imediatas na vida quotidiana.</p><p>Em cenários extremos, os cientistas consideram a possibilidade de formação de uma cascata de fragmentos em órbita. <strong>Este fenómeno poderia multiplicar os detritos espaciais e dificultar o acesso ao espaço durante anos</strong>. Não provocaria um apagão total, mas constituiria um grave problema tecnológico.</p><h2>Detetar asteroides: o grande desafio científico</h2><p>Detetar estes objetos não é fácil.<strong> O seu pequeno tamanho significa que refletem pouca luz, o que complica a sua observação a partir da Terra</strong>. Os telescópios convencionais têm dificuldade em detectá-los suficientemente cedo.</p><p>Alguns instrumentos espaciais oferecem melhores resultados, podendo funcionar em condições mais favoráveis. No entanto, a sua utilização é muito limitada devido ao elevado tempo de observação necessário, <strong>que impede uma monitorização constante</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"> <p lang="en" dir="ltr">That purple line is a big asteroid called 2024-YR4.<br>For a while we thought it might hit Earth (we're the dark blue orbit). Then we thought it might hit the Moon.<br>But @NASAWebb & @esa tracked it closely and confirmed it will miss in 2032.</p> </blockquote></figure><p>Para melhorar esta situação, estão a ser desenvolvidos novos sistemas combinados. O objetivo é combinar telescópios capazes de detetar estes objetos com outros concebidos para seguir com precisão a sua trajetória. Além disso, estão a ser introduzidos <strong>métodos de análise para filtrar os erros e confirmar as verdadeiras deteções</strong>.</p><h2>Cinco asteroides podem atingir a Terra: quando e o que se sabe</h2><p>Os cálculos atuais indicam uma possibilidade real: até cinco asteroides poderão vir a atingir a Terra no final do século. Não se trata de uma certeza absoluta, mas <strong>de uma previsão baseada em vários modelos de observação</strong>.</p><p>Entre os exemplos mais recentes está o asteroide <strong>2024 YR4, com dimensões comparáveis às de um grande edifício, embora o seu impacto na Terra em 2032 tenha sido excluído</strong>. Este tipo de objeto permite uma melhor compreensão de possíveis impactos futuros e dos seus efeitos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="751364" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-asteroide-2024-yr4-tem-4-de-hipoteses-de-atingir-a-lua-eis-porque-e-uma-mina-de-ouro-cientifica.html" title="O asteroide 2024 YR4 tem 4% de hipóteses de atingir a Lua. Eis porque é uma mina de ouro científica">O asteroide 2024 YR4 tem 4% de hipóteses de atingir a Lua. Eis porque é uma mina de ouro científica</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-asteroide-2024-yr4-tem-4-de-hipoteses-de-atingir-a-lua-eis-porque-e-uma-mina-de-ouro-cientifica.html" title="O asteroide 2024 YR4 tem 4% de hipóteses de atingir a Lua. Eis porque é uma mina de ouro científica"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-asteroide-2024-yr4-tiene-un-4-de-probabilidad-de-impactar-la-luna-he-aqui-por-que-es-una-mina-de-oro-cientifica-1769534711392_320.png" alt="O asteroide 2024 YR4 tem 4% de hipóteses de atingir a Lua. Eis porque é uma mina de ouro científica"></a></article></aside><p>Os investigadores acreditam que nos próximos anos serão identificados vários corpos com trajetórias potencialmente perigosas. <strong>Alguns poderão aproximar-se o suficiente para exigir uma monitorização constante</strong>. No entanto, ainda não existe um protocolo internacional claro para lidar com uma ameaça confirmada. A única certeza é que as soluções cinematográficas não fazem parte dos planos atuais.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/ate-5-asteroides-poderao-embater-na-terra-durante-este-seculo-astronomos-revelam-quando-podera-acontecer.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[É possível cultivar tepezcohuite em casa. A árvore da pele que está a conquistar os jardins e terraços urbanos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/e-possivel-cultivar-tepezcohuite-em-casa-a-arvore-da-pele-que-esta-a-conquistar-os-jardins-e-terracos-urbanos.html</link><pubDate>Mon, 20 Apr 2026 11:17:06 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Uma espécie que se tornou moda nas hortas urbanas, graças à sua reputação de cuidado da pele e à sua capacidade de se adaptar bem a varandas ou espaços pequenos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cultivar-tepezcohuite-en-casa-es-posible-el-arbol-de-la-piel-que-triunfa-en-jardines-y-terrazas-urbanas-1776216296170.png" data-image="7876lgj55rt5" alt="Le tepezcohuite est capable de repousser après des incendies, ce qui témoigne de sa grande capacité de régénération." title="Le tepezcohuite est capable de repousser après des incendies, ce qui témoigne de sa grande capacité de régénération."><figcaption>O tepezcohuite é capaz de se regenerar após incêndios, demonstrando a sua grande capacidade de regeneração.</figcaption></figure><p><strong>O tepezcohuite, cujo nome científico é Mimosa tenuiflora</strong>, deixou de ser um arbusto tradicional do campo para se tornar uma alternativa interessante para as hortas e terraços urbanos. A sua reputação não é por acaso: a sua casca é amplamente reconhecida pelas suas propriedades regeneradoras da pele.</p><p>Embora seja vulgarmente designado como uma árvore, <strong>é de facto um grande arbusto</strong>. Pode ser perfeitamente conduzida como arbusto por poda, o que facilita o seu cultivo em vasos e em terraços. É também uma espécie resistente, capaz de tolerar condições difíceis como o calor intenso e o solo pobre. </p><p>Está habituada a climas secos e quentes. <strong>Tolera as temperaturas elevadas, os solos pobres e a luz solar intensa</strong>. A sua casca escura, de textura rugosa e tons avermelhados, confere-lhe um aspeto muito característico, que pode tornar-se o elemento central de um projeto paisagístico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cultivar-tepezcohuite-en-casa-es-posible-el-arbol-de-la-piel-que-triunfa-en-jardines-y-terrazas-urbanas-1776216309997.png" data-image="bwa42re0qqg5" alt="Ses feuilles se referment légèrement pendant la nuit, comme un mécanisme naturel de protection." title="Ses feuilles se referment légèrement pendant la nuit, comme un mécanisme naturel de protection."><figcaption>As suas folhas fecham-se ligeiramente à noite, como mecanismo natural de proteção.</figcaption></figure><p>Cultivá-lo em casa não é complicado, mas é importante compreender como controlar o seu crescimento para tirar partido da sua resistência e combiná-lo com outras plantas compatíveis que partilham as mesmas condições.</p><h2>Como cultivar e cuidar do tepezcohuite em casa</h2><p>O primeiro ponto diz respeito ao espaço. Embora no seu ambiente natural possa atingir vários metros de altura, <strong>num vaso ou num ambiente urbano, o seu crescimento pode ser facilmente controlado pela poda</strong>, o que permite mantê-lo a uma altura manejável de 1,5 a 2 metros sem dificuldade.</p><p>Para o conseguir, é importante efetuar uma poda de formação desde o início. A poda deve ter por objetivo controlar a altura e estimular o desenvolvimento dos ramos laterais, o que permite dar ao arbusto um aspeto mais compacto e estético.</p><div class="texto-destacado">É aconselhável podar após os períodos de crescimento, evitando os períodos de frio ou de stress hídrico.</div><p>No que diz respeito ao substrato, não é exigente, mas é necessário ter cuidado com a drenagem. <strong>Prefere um solo leve, bem arejado e sem estagnação de água, pois o excesso de humidade pode provocar o apodrecimento das suas raízes</strong>. Uma mistura simples de terra para vasos, areia e composto funciona muito bem.</p><p>A rega deve ser moderada. <strong>É preferível regar pouco do que regar demasiado, pois o tepezcohuite adapta-se melhor a ambientes secos do que a ambientes constantemente húmidos</strong>. Finalmente, a luz: esta árvore não faz concessões neste ponto. Precisa de várias horas de sol direto por dia para crescer corretamente.</p><h3>Propriedades do tepezcohuite para a pele</h3><p>A sua casca contém compostos como os taninos, os flavonóides e as saponinas, <strong>que favorecem a regeneração da pele, reduzem a inflamação e combatem os microrganismos</strong>. É por isso que é utilizada desde há muito tempo para tratar feridas e queimaduras.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763608" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/nao-jogue-fora-3-formas-de-usar-espigas-de-milho-para-cuidar-de-suas-plantas-e-melhorar-o-jardim.html" title="Não deite fora: 3 formas de usar espigas de milho para cuidar das suas plantas e melhorar o jardim">Não deite fora: 3 formas de usar espigas de milho para cuidar das suas plantas e melhorar o jardim</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/nao-jogue-fora-3-formas-de-usar-espigas-de-milho-para-cuidar-de-suas-plantas-e-melhorar-o-jardim.html" title="Não deite fora: 3 formas de usar espigas de milho para cuidar das suas plantas e melhorar o jardim"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/no-lo-tires-3-formas-de-usar-el-marlo-del-choclo-para-cuidar-tus-plantas-y-mejorar-el-jardin-1775687830802_320.jpg" alt="Não deite fora: 3 formas de usar espigas de milho para cuidar das suas plantas e melhorar o jardim"></a></article></aside><p>Dito isto, não deve ser considerada uma cura milagrosa. A tepezcohuite pode ajudar a curar e tratar problemas simples de pele, <strong>mas não substitui o tratamento médico</strong>. Para além disso, nem todas as preparações caseiras são recomendadas, pois a forma como é utilizada e a concentração podem influenciar fortemente o resultado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cultivar-tepezcohuite-en-casa-es-posible-el-arbol-de-la-piel-que-triunfa-en-jardines-y-terrazas-urbanas-1776216330003.png" data-image="zaydqe57jmmm" alt="Dans certains systèmes traditionnels, son écorce est utilisée comme cicatrisant naturel depuis des générations" title="Dans certains systèmes traditionnels, son écorce est utilisée comme cicatrisant naturel depuis des générations"><figcaption>Nalguns sistemas tradicionais, a sua casca é utilizada como agente de cura natural há várias gerações.</figcaption></figure><p>É por isso que é geralmente mais fiável optar por produtos já formulados, onde os extractos estão sob controlo. Em vez de utilizar diretamente a casca, é melhor considerá-la pelo que ela é: uma espécie rica em história, resistente e altamente adaptável, que, para além de decorar, acrescenta valor e conhecimento ao espaço onde é instalada.</p><h3>Design, estética e plantas companheiras</h3><p>Um dos grandes trunfos deste arbusto é o seu valor ornamental. <strong>A sua casca escura e a sua textura fissurada criam um contraste muito estético para os paisagistas</strong>, sobretudo quando combinada com vasos de cores claras ou materiais como a pedra e o betão. É uma espécie que, apesar de não ter flores particularmente vistosas, consegue destacar-se pela sua estrutura.</p><div class="texto-destacado">Funciona bem como planta central ou ponto focal. O seu hábito ligeiro e ramificado cria sombra sem sobrecarregar o espaço.</div><p>Quando falamos de plantas “companheiras”, estamos a falar de espécies que suportam as mesmas condições. <strong>As plantas que toleram o sol e o calor intenso são as melhores aliadas</strong>. Opções interessantes incluem suculentas, agaves, lavanda, alecrim e buganvílias.</p><p>Estas plantas partilham necessidades semelhantes e também ajudam a criar um ecossistema mais equilibrado. Limitam a evaporação do substrato, favorecem a biodiversidade e tornam o espaço mais apelativo visualmente, dando origem a um jardim mais dinâmico e funcional. Recomendamos a combinação de diferentes alturas e texturas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762492" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/se-o-seu-terraco-estiver-orientado-para-norte-estas-sao-as-plantas-que-melhor-suportam-a-sombra.html" title="Se o seu terraço estiver orientado para norte, estas são as plantas que melhor suportam a sombra">Se o seu terraço estiver orientado para norte, estas são as plantas que melhor suportam a sombra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/se-o-seu-terraco-estiver-orientado-para-norte-estas-sao-as-plantas-que-melhor-suportam-a-sombra.html" title="Se o seu terraço estiver orientado para norte, estas são as plantas que melhor suportam a sombra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/si-tu-terraza-esta-orientada-al-norte-estas-son-las-plantas-que-mejor-soportan-la-sombra-1775041462250_320.jpeg" alt="Se o seu terraço estiver orientado para norte, estas são as plantas que melhor suportam a sombra"></a></article></aside><p>A tepezcohuite é uma daquelas plantas que tem tudo. <strong>Adapta-se bem, tolera condições extremas e dá um toque diferente ao jardim</strong>. Se for podada corretamente e se lhe for dado o espaço adequado, pode ser uma excelente opção para os terraços. Não é complicado, basta compreendê-la.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/e-possivel-cultivar-tepezcohuite-em-casa-a-arvore-da-pele-que-esta-a-conquistar-os-jardins-e-terracos-urbanos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Meteorologista Teresa Abrantes confirma os dados do IPMA: clima no Continente em março foi quente e seco]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/meteorologista-teresa-abrantes-confirma-os-dados-do-ipma-clima-no-continente-em-marco-foi-quente-e-seco.html</link><pubDate>Mon, 20 Apr 2026 07:33:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O mês de março de 2026, em Portugal continental, classificou-se, do ponto de vista climatológico, como um mês quente em relação à temperatura do ar e seco em relação à precipitação.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/clima-no-continente-em-marco-apresentado-pela-meteorologista-teresa-abrantes-com-base-em-dados-do-ipma-1776468753486.jpg" data-image="njcyk0oli1co" alt="Primavera" title="Primavera"><figcaption>O mês de março, em que se iniciou a primavera, foi um mês quente e seco.</figcaption></figure><p>Em março tivemos duas depressões designadas (a Regine e a Therese), bem como a passagem de superfícies frontais associadas a depressões situadas a nordeste do continente, que originaram alguma precipitação. No entanto, <strong>maior parte do mês, o estado do tempo foi condicionado por um Anticiclone</strong> posicionado sobre o arquipélago dos Açores e estendendo-se em crista até à Península Ibérica, provocando um tempo seco, e, a partir do dia 26, até ao Golfo da Biscaia e Europa Central, provocando uma subida da temperatura devido à ação de massas de ar vindo de sueste. </p><h2>Temperatura média acima dos valores normais para o mês de março</h2><p>De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, IPMA, em Portugal continental, no mês de março, o <strong>valor médio da temperatura média do ar, 12.99 °C, e registou uma anomalia 0.62 °C superior ao valor da normal 1991-2020</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Março de 2026 foi o 5º março mais quente desde 2000, sendo o mais quente o de 1997, com 15.97 °C.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Valores de temperatura média do ar superiores ao deste mês ocorreram em 17% dos anos desde 1931.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/clima-no-continente-em-marco-apresentado-pela-meteorologista-teresa-abrantes-com-base-em-dados-do-ipma-1776468953348.jpg" data-image="c4ihoxj1fs22" alt="Anomalias da temperatura" title="Anomalias da temperatura"><figcaption>Anomalias da temperatura média do ar no mês de março, em Portugal continental, em relação aos valores médios no período 1991-2020. Fonte: IPMA</figcaption></figure><p>O <strong>valor médio da temperatura máxima do ar, 18.42 °C</strong>, foi 0.85°C acima do valor médio no período 1991-2020 e foi o 7º valor mais alto de março, desde 2000, tendo sido o valor mais alto, 23.31 °C, registado no ano 1997.</p><p>O <strong>valor médio da temperatura mínima do ar, 7.57 °C, </strong>registou uma anomalia de 0.39 °C, sendo o 6º valor mais alto desde 2000. O valor mais alto registou-se em 1999, com 10.04 °C. Valores da temperatura mínima do ar em março superiores ao deste mês ocorreram em cerca de 25% dos anos desde 1931.</p><p>Os valores médios de temperatura máxima do ar estiveram acima do valor normal em todo o território, especialmente nos distritos da região Norte e Centro. Os valores da temperatura mínima foram em geral superiores ao valor médio, exceto nalguns concelhos dos distritos de Viana do Castelo, Porto, Aveiro, Viseu e Faro.</p><p>O maior valor da temperatura máxima do ar foi registado na estação meteorológica de Tomar, 28.4 °C, no dia 31 de março e a temperatura mínima mais baixa, -1.6 °C, ocorreu em Macedo de Cavaleiros no dia 29.</p><div class="texto-destacado">Ao longo do mês destacaram-se dois períodos em relação às temperaturas, com temperaturas médias em geral mais baixas que a normal na 1ª quinzena, período frio, e temperaturas médias acima da normal na 2ª quinzena, período quente.</div><p>No período frio, no dia 1 registaram-se valores de <strong>temperatura mínima inferiores a 0 °C em 10% das estações meteorológicas</strong>, no interior Norte e Centro, e no dia 9 registou-se uma anomalia em relação ao valor médio de -5.8 °C na temperatura máxima.</p><p>No período quente registaram-se anomalias positivas nos valores da temperatura máxima do ar superiores a 4.0 °C nos dias 16, 17, 24, 25 e 31 de março. </p><div class="texto-destacado">No último dia do mês, que foi o mais quente com uma anomalia de 6.6 °C na temperatura máxima, cerca de 50% das estações meteorológicas do IPMA registaram uma temperatura máxima acima dos 25 °C.</div><p><strong>No período quente é de referir a ocorrência de duas ondas de calor,</strong> a primeira com a duração de 7 dias, 22 a 28 março, verificou-se apenas nas estações meteorológicas de Braga e Porto/S. Gens e a segunda, com início entre 30 e 31 de março, estendeu-se até abril e observou-se em 20% das estações com uma duração entre 6 e 8 dias.</p><h2>A precipitação em março foi inferior ao valor médio </h2><p>Ainda de acordo com o IPMA, depois de 2 anos muito chuvosos, o mês de março registou um total de precipitação mensal de <strong>42.1 mm</strong>, <strong>com uma anomalia de -35.3 mm, o que corresponde a 54% do valor normal no período 1991-2020</strong>.</p><p>Este mês de março foi o 8º mês de março mais seco desde 2000.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/clima-no-continente-em-marco-apresentado-pela-meteorologista-teresa-abrantes-com-base-em-dados-do-ipma-1776469120671.jpg" data-image="qmnf5k9fhngj" alt="Anomalias da precipitação" title="Anomalias da precipitação"><figcaption>Anomalias da quantidade de precipitação, no mês de março, em Portugal continental, em relação aos valores médios no período 1991-2020. Fonte: IPMA.</figcaption></figure><p>Durante o mês de março verificou-se a ocorrência de precipitação, não muito significativa, nos primeiros 15 dias na região Norte e Centro do território e entre os dias 17 e 20 de março ocorreu precipitação na região Sul, em especial na zona do Barlavento Algarvio.</p><div class="texto-destacado">Na região Norte, interior Centro e interior do alto Alentejo choveu menos de metade do que é normal para março, mas, no Algarve, em especial nos concelhos do Barlavento, a precipitação ocorrida foi cerca de 1.5 a 2 vezes o valor normal de março.</div><p>Foi ultrapassado o valor normal para março apenas em 15% das estações. Nas restantes estações registaram-se valores inferiores à média, verificando-se mesmo que <strong>57% das estações registou um total mensal inferior a 50% do valor normal</strong>.</p><p>O valor total mensal mais elevado da precipitação, 73.1 mm, ocorreu na estação de Dois Portos, enquanto que o maior valor diário, 58.2 mm, registou-se em Loulé/Caldeirão, no dia 19.</p><p>No mês de março registaram-se <strong>3 novos extremos de precipitação em 24h</strong>, nas estações de Cabo Raso, Carrazeda de Ansiães e Portel, onde se registaram respetivamente 46.2 mm, 44.4 mm e 37.4 mm. </p><h2>Ano hidrológico 2025/2026 e Índice PDSI</h2><p>O valor da quantidade de precipitação acumulada até final de março, no ano hidrológico 2025/2026 (1 de outubro de 2025 a 30 setembro de 2026), 965.9 mm, <strong>corresponde a 162% do valor normal 1991-2020</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O ano hidrológico até final de março corresponde ao 11º mais chuvoso desde 1931 e o 2º mais chuvoso desde 2000, depois de 2001, com 1177.0 mm.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>A 31 de março verificou-se uma diminuição significativa dos valores de água no solo</strong>, em relação ao final de fevereiro, atendendo a que o mês de março foi seco e quente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763898" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-para-os-proximos-15-dias-em-portugal-os-mapas-do-modelo-europeu-fazem-pensar-em-chuva-acompanhada-de-trovoada.html" title="Previsão para os próximos 15 dias em Portugal: os mapas do modelo europeu fazem pensar em chuva acompanhada de trovoada">Previsão para os próximos 15 dias em Portugal: os mapas do modelo europeu fazem pensar em chuva acompanhada de trovoada</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-para-os-proximos-15-dias-em-portugal-os-mapas-do-modelo-europeu-fazem-pensar-em-chuva-acompanhada-de-trovoada.html" title="Previsão para os próximos 15 dias em Portugal: os mapas do modelo europeu fazem pensar em chuva acompanhada de trovoada"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-para-os-proximos-15-dias-em-portugal-os-mapas-do-modelo-europeu-fazem-pensar-em-chuva-acompanhada-de-trovoada-1776169751318_320.jpg" alt="Previsão para os próximos 15 dias em Portugal: os mapas do modelo europeu fazem pensar em chuva acompanhada de trovoada"></a></article></aside><p>De acordo com o Índice Meteorológico de Seca, PDSI, índice meteorológico de seca calculado pelo IPMA para monitorização da situação de seca, no final de março continua a não existir seca meteorológica em Portugal Continental, no entanto verifica-se um desagravamento nas classes de chuva, em especial nos concelhos do Norte, interior Centro e interior Sul que estão agora na classe moderada de chuva.</p><p>Em termos de distribuição percentual por classes do índice PDSI no território continental, no final de março era a seguinte: <strong>1.6% na classe de chuva fraca; 50.8% na classe de chuva moderada; 47.6% na classe de chuva severa</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/meteorologista-teresa-abrantes-confirma-os-dados-do-ipma-clima-no-continente-em-marco-foi-quente-e-seco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Dormir num mosteiro? Este hotel português está a surpreender o mundo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/dormir-num-mosteiro-este-hotel-portugues-esta-a-surpreender-o-mundo.html</link><pubDate>Mon, 20 Apr 2026 06:17:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Para muitos, é um dos hotéis mais surpreendentes de Portugal. A experiência, entre história, arquitetura e tranquilidade, está a conquistar visitantes de todo o mundo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/dormir-num-mosteiro-este-hotel-portugues-esta-a-surpreender-o-mundo-1776327177163.jpg" data-image="3kzzua35zowu" alt="Montebelo Alcobaça Historic Hotel" title="Montebelo Alcobaça Historic Hotel"><figcaption>Parece um cenário de filme, mas é um hotel real (e fica em Portugal). Foto: Montebelo Hotels</figcaption></figure><p>“Um tesouro arquitetónico”, “particularmente fotogénico” ou “uma viagem no tempo para viver”. Quem já passou pelo <strong>Montebelo Alcobaça Historic Hotel</strong> não poupa palavras para descrever a experiência, e percebemos porquê.</p><p>É que, se há lugares onde se dorme bem, há outros onde se dorme com história. Este hotel pertence claramente à segunda categoria.</p><p>Porquê? Porque não se trata de um espaço qualquer. Aliás, quem aqui entra, além de <strong>atravessar portas seculares</strong>, instala-se num espaço que faz parte de um dos <strong>mais impressionantes monumentos portugueses</strong>: o Mosteiro de Alcobaça. Sim, leu bem, aquele mesmo mosteiro classificado como Património Mundial pela UNESCO desde 1989, conhecido pela sua imponência gótica e pela ligação à Ordem de Cister.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="685436" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/conheca-o-convento-no-alentejo-que-se-transformou-em-hotel-museu.html" title="Conheça o convento no Alentejo que se transformou em hotel-museu">Conheça o convento no Alentejo que se transformou em hotel-museu</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/conheca-o-convento-no-alentejo-que-se-transformou-em-hotel-museu.html" title="Conheça o convento no Alentejo que se transformou em hotel-museu"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/conheca-o-convento-no-alentejo-que-se-transformou-em-hotel-museu-1732870251697_320.jpg" alt="Conheça o convento no Alentejo que se transformou em hotel-museu"></a></article></aside><p>Mas não pense que vai encontrar um cenário “congelado” no passado. Aqui, a história foi cuidadosamente reinterpretada.</p><p>O projeto de reabilitação tem assinatura de Eduardo Souto de Moura, um dos mais prestigiados arquitetos portugueses, distinguido internacionalmente (incluindo com o Prémio Pritzker). E isso nota-se. <strong>A intervenção é subtil, elegante e respeitadora</strong>. Em vez de tentar competir com o mosteiro, dialoga com ele. </p><div class="texto-destacado">Linhas simples, materiais discretos e uma utilização inteligente da luz natural criam um ambiente contemporâneo que nunca perde o respeito pela austeridade cisterciense.</div><p>“Trata-se de um ambiente que convida à contemplação e que, não por acaso, se revela particularmente fotogénico”, escreve a revista ‘Versa’</p><h2>Dormir entre claustros</h2><p>O hotel ocupa o chamado<strong> Claustro do Rachadouro</strong>, um espaço menos conhecido do conjunto monástico, mas absolutamente fascinante. E é precisamente aí que acontece uma das experiências mais inesperadas: o <em>spa</em>. A piscina interior, instalada sob abóbadas antigas, tornou-se quase uma imagem de marca, não só pela beleza, mas pela sensação difícil de explicar de estar a relaxar num espaço onde o silêncio parece ter séculos.</p><div class="texto-destacado">Ficar aqui não é apenas “passar a noite”. É viver o monumento. É percorrer corredores que contam histórias, é sentir o eco do passado em cada pedra e é abrandar.</div><p>“Dormir no Montebelo Alcobaça Historic Hotel, não se trata apenas de pernoitar num edifício histórico, mas de viver o monumento: percorrer os claustros, atravessar corredores seculares e sentir a presença de séculos de história como parte natural da estadia”, garante a mesma revista.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dormir-num-mosteiro-este-hotel-portugues-esta-a-surpreender-o-mundo-1776327268798.jpg" data-image="p36m7tymbe0l" alt="Montebelo Alcobaça Historic Hotel" title="Montebelo Alcobaça Historic Hotel"><figcaption>O spa é um ds espaços mais fotografados. Foto: Montebelo Hotels</figcaption></figure><p>E depois há a mesa. No <strong>restaurante do hotel</strong>, a gastronomia segue a mesma lógica: respeitar a tradição, mas sem ficar presa a ela. A inspiração vem da herança agrícola e conventual da região de Alcobaça. Pense em receitas antigas, produtos locais e sabores autênticos. Tudo com uma abordagem atual que surpreende sem desvirtuar.</p><h2>Mais do que uma estadia</h2><p>Por trás deste projeto está o <strong>Montebelo Hotels & Resorts</strong>, que tem vindo a afirmar-se precisamente por isto: criar hotéis que não são “iguais em todo o lado”, mas profundamente ligados ao sítio onde nascem.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="753724" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/turismo-espacial-em-breve-havera-um-hotel-na-lua.html" title="Turismo espacial: em breve haverá um hotel na Lua?">Turismo espacial: em breve haverá um hotel na Lua?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/turismo-espacial-em-breve-havera-um-hotel-na-lua.html" title="Turismo espacial: em breve haverá um hotel na Lua?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tourisme-spatial-bientot-un-hotel-sur-la-lune-reservation-start-up-etats-unis-espace-1770630121070_320.jpeg" alt="Turismo espacial: em breve haverá um hotel na Lua?"></a></article></aside><p>No fundo, o Montebelo Alcobaça Historic Hotel<strong> é mais do que um hotel bonito</strong> (embora o seja, e muito). É uma experiência que se vive devagar, quase como se o tempo, ali dentro, tivesse decidido fazer uma pausa.</p><p>E talvez seja isso que o torna tão especial: não é só um lugar onde vai dormir. É um lugar onde, sem dar por isso, vai parar um bocadinho.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/dormir-num-mosteiro-este-hotel-portugues-esta-a-surpreender-o-mundo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O fim do arroz? Após 9.000 anos de cultivo, nos últimos 200 anos o alimento básico do mundo atingiu o seu limite térmico]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-fim-do-arroz-apos-9-000-anos-de-cultivo-nos-ultimos-200-anos-o-alimento-basico-do-mundo-atingiu-seu-limite-termico.html</link><pubDate>Mon, 20 Apr 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um estudo que combina arqueologia e modelos climáticos mostra que, após 9.000 anos de cultivo, o arroz asiático atingiu o seu pico histórico de temperatura nos últimos 200 anos: o aquecimento global compromete o seu futuro para sempre.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-fim-do-arroz-apos-9-000-anos-de-cultivo-nos-ultimos-200-anos-o-alimento-basico-do-mundo-atingiu-seu-limite-termico-1776614929391.jpg" data-image="xunqjugvqetq" alt="arroz alimento" title="arroz alimento"><figcaption>O arroz asiático atingiu o seu pico histórico de temperatura nos últimos 200 anos.</figcaption></figure><p>Para quase metade da humanidade, <strong>o arroz é mais do que apenas um alimento: é a base da sua alimentação diária</strong>. Metade de todos os seres humanos obtém 20% das suas calorias deste grão, e mais de mil milhões de pessoas dependem do seu cultivo para o seu sustento. É um número enorme de pessoas que dependem de um único grão.</p><div class="texto-destacado"><strong>A boa notícia é que o arroz possui séculos de adaptações a seu favor. A má notícia: essas adaptações têm um limite, e estamos a chegar a ele.</strong></div><p>Um estudo publicado na revista <em>Communications Earth & Environment</em> cruzou 9.000 anos de evidências arqueológicas com dados agrícolas modernos e projeções climáticas, e a conclusão é preocupante:<strong> o arroz asiático nunca prosperou onde a temperatura média anual ultrapassa 28 °C </strong>ou onde o pico da estação quente ultrapassa 33 °C. Estes limites, estáveis ao longo da sua história de cultivo, estão agora ameaçados.</p><h2>O termómetro que o arroz jamais conseguiria atravessar</h2><p>Uma equipa de investigadores da Universidade da Flórida rastreou a jornada do arroz através de 803 sítios arqueológicos na Ásia. O resultado foi conclusivo: em quase nove milénios, a humanidade levou o arroz para climas mais frios — quando o clima arrefeceu abruptamente há cerca de 4.200 anos, surgiram variedades resistentes que permitiram que o cultivo se expandisse até à Coreia e ao Japão — mas ele nunca conseguiu adaptar-se ao calor extremo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fin-del-arroz-tras-9000-anos-de-cultivo-en-los-ultimos-200-anos-el-alimento-del-mundo-alcanzo-su-limite-termico-1776374692851.jpg" data-image="lzhkwcphza3t" alt="Campos de arroz" title="Campos de arroz"><figcaption>Embora a melhoria genética possa ajudar a aliviar esta situação, haverá áreas onde o arroz, principal fonte de sustento em regiões com poucos recursos, como o Sudeste Asiático, não poderá ser cultivado.</figcaption></figure><p>Como explica o investigador principal Nicolas Gauthier,<strong> em temperaturas extremamente elevadas</strong>, "chega um ponto em que a planta fisicamente para de funcionar". <strong>Ao contrário do frio, que pode ser evitado ajustando-se as taxas de crescimento</strong>, o calor excessivo simplesmente paralisa o mecanismo biológico da planta.</p><p>E a onda de calor que se aproxima é de outra magnitude. <strong>O estudo alerta que, nos próximos 50 anos, o aquecimento global avançará 5.000 vezes mais rápido</strong> do que qualquer mudança de temperatura à qual o arroz teve que se adaptar em toda a sua história evolutiva.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="756991" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/investigadores-portugueses-criam-metodo-para-detetar-fraudes-na-comercializacao-do-arroz.html" title="Investigadores portugueses criam método para detetar fraudes na comercialização do arroz">Investigadores portugueses criam método para detetar fraudes na comercialização do arroz</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/investigadores-portugueses-criam-metodo-para-detetar-fraudes-na-comercializacao-do-arroz.html" title="Investigadores portugueses criam método para detetar fraudes na comercialização do arroz"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-portugueses-criam-metodo-para-detetar-fraudes-na-comercializacao-do-arroz-1772543448013_320.jpg" alt="Investigadores portugueses criam método para detetar fraudes na comercialização do arroz"></a></article></aside><p>Em 2070, quase toda a área de distribuição meridional da cultura — da Índia à Malásia — <strong>terá uma temperatura média anual superior a 28 °C</strong>. As projeções estimam que as áreas acima destes limiares poderão aumentar de dez a trinta vezes nos principais países produtores asiáticos até ao final do século.</p><h2>Um problema que não é partilhado igualmente</h2><p>A Índia, atualmente o maior produtor mundial de arroz, com quase 150 milhões de toneladas anuais, enfrenta um risco real. Mas, paradoxalmente, aqueles que <strong>mais dependem do arroz para o seu sustento serão os que terão menos acesso às novas variedades geneticamente adaptadas</strong> que a ciência pode desenvolver em resposta. As regiões mais afetadas no sul — Indonésia, Malásia e Bangladesh — não são as que lideram a inovação agrícola global.</p><div class="texto-destacado">A ciência oferece algumas soluções: melhoria genética, ajuste das datas de plantio e transferência de culturas para latitudes mais altas.</div><p>Mas Gauthier é categórico: mesmo que se evite uma fome em larga escala, o processo será disruptivo e desigual. <strong>O cultivo de arroz pode deixar de ser praticado no Sudeste Asiático</strong> e migrar para outras regiões, mas isso não resolve o problema daqueles que não podem mais cultivá-lo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fin-del-arroz-tras-9000-anos-de-cultivo-en-los-ultimos-200-anos-el-alimento-del-mundo-alcanzo-su-limite-termico-1776375104905.jpg" data-image="p71hbr8no7yy" alt="Arroz alimento" title="Arroz alimento"><figcaption>O arroz é hoje a principal fonte de energia para mais de 3,5 mil milhões de pessoas.</figcaption></figure><p>O arroz sobreviveu a eras glaciais, secas e ao colapso de grandes civilizações. Desta vez, a velocidade da mudança é o verdadeiro problema. <strong>As alterações climáticas operam em cascata</strong>: o que afeta uma cultura hoje pode perturbar cadeias de abastecimento inteiras amanhã, aumentar os preços e desestabilizar comunidades que ninguém menciona nos noticiários.</p><p>Cada décimo de grau que não for reduzido hoje é uma dívida que alguém pagará amanhã, provavelmente com um prato vazio.<em></em></p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><em> Gauthier, N., Alam, O., Purugganan, M.D. <em>et al.</em> <a href="https://doi.org/10.1038/s43247-025-03108-0" target="_blank">Projected warming will exceed the long-term thermal limits of rice cultivation.</a> <em>Commun Earth Environ</em> 7, 84 (2026). </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-fim-do-arroz-apos-9-000-anos-de-cultivo-nos-ultimos-200-anos-o-alimento-basico-do-mundo-atingiu-seu-limite-termico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Depressão atinge os Açores com pico entre terça e quarta: vento forte e ondas até 10 metros]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atinge-os-acores-com-pico-entre-terca-e-quarta-vento-forte-e-ondas-ate-10-metros.html</link><pubDate>Sun, 19 Apr 2026 15:37:10 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma depressão deverá influenciar o estado do tempo nos Açores nos próximos dias, alterando gradualmente o padrão atmosférico. A evolução do sistema sobre o arquipélago será progressiva, com sinais de agravamento à medida que se instala e ganha expressão.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atinge-os-acores-com-pico-entre-terca-e-quarta-vento-forte-e-ondas-ate-10-metros-1776609958665.jpeg" data-image="ee09hxfpokd3" alt="Depressão agrava o tempo nos Açores com pico entre terça e quarta-feira" title="Depressão agrava o tempo nos Açores com pico entre terça e quarta-feira"><figcaption>Ao longo desta semana, prevê-se um agravamento do estado do tempo no arquipélago dos Açores, marcado por ondulação muito elevada, vento forte e precipitação, associado à passagem de uma depressão atlântica ativa. O pico deverá ocorrer entre terça e quarta-feira, com intensificação da agitação marítima e do vento.</figcaption></figure><p>Ao longo da próxima semana, o arquipélago dos Açores deverá manter-se sob a influência de uma circulação atlântica ativa, associada à aproximação e passagem de uma <strong>depressão entre terça e quarta-feira</strong>. Este sistema será responsável por um agravamento do estado do tempo, num contexto marcado por <strong>descida da temperatura, pelo reforço do vento e por uma intensificação muito significativa da agitação marítima</strong>, sobretudo entre o grupo Ocidental e o grupo Central.</p><h2>Depressão aproxima-se e prepara agravamento do estado do tempo</h2><p>Na segunda-feira, espera-se céu com períodos de muita nebulosidade e algumas abertas. Os <strong>aguaceiros deverão ser em geral fracos e mais prováveis a partir da tarde</strong>, sobretudo nos grupos central e oriental. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atinge-os-acores-com-pico-entre-terca-e-quarta-vento-forte-e-ondas-ate-10-metros-1776608709602.png" data-image="2xi27wk0px3z"><figcaption>Distribuição da precipitação prevista para segunda-feira à noite, com aguaceiros dispersos associados à aproximação de uma depressão atlântica. A precipitação deverá ser, em geral, fraca a moderada, antecipando um agravamento gradual do estado do tempo.</figcaption></figure><p>O vento soprará de norte moderado a fresco, entre 20 e 40 km/h, com rajadas até 60 km/h, podendo atingir <strong>70 km/h no grupo ocidental</strong>, rodando gradualmente para noroeste.As temperaturas máximas deverão situar-se entre 14 e 15 ºC, enquanto as mínimas rondarão os 10 ºC. <strong>A agitação marítima já dará sinais de agravamento</strong>, com altura máxima da onda geralmente entre 3 e 5 metros, podendo atingir 4 a 6 metros nas zonas mais expostas.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Na terça-feira, o arquipélago entrará na <strong>fase mais severa do episódio</strong>. O céu deverá manter-se muito nublado, com aguaceiros no grupo Ocidental e períodos de chuva e aguaceiros nos grupos Central e Oriental. O vento intensificar-se-á de forma clara, soprando de noroeste ou oeste muito fresco a forte, entre 40 e 65 km/h, com r<strong>ajadas até 90 km/h</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atinge-os-acores-com-pico-entre-terca-e-quarta-vento-forte-e-ondas-ate-10-metros-1776608616512.png" data-image="tuqg6neosz0r"><figcaption>Previsão de rajadas de vento fortes a muito fortes para terça-feira ao final do dia, associadas à aproximação e passagem de uma depressão atlântica ativa. Esperam-se valores mais elevados sobretudo nos grupos Ocidental e Central.</figcaption></figure><p>No mar, são esperadas ondas entre 6 e 8 metros em grande parte da região, podendo atingir valores próximos dos <strong>9 a 10 metros nas Flores e no Corvo, sobretudo entre a tarde e a noite.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atinge-os-acores-com-pico-entre-terca-e-quarta-vento-forte-e-ondas-ate-10-metros-1776608471741.png" data-image="4n0b0ckswla6"><figcaption>Mapa da agitação marítima prevista para terça-feira ao final do dia, com ondulação muito elevada em todo o arquipélago. As ondas poderão atingir 6 a 8 metros, localmente 9 a 10 metros no grupo Ocidental.</figcaption></figure><p>Na quarta-feira, são esperados novos períodos de chuva ou aguaceiros, acompanhados por <strong>vento forte, com rajadas até 80 a 90 km/h</strong>. A ondulação manter-se-á muito elevada, com valores entre 7 e 9 metros, podendo localmente ser superiores, começando a diminuir gradualmente ao longo da tarde.</p><h2>Após o pico, condições melhoram mas mar continua agitado</h2><p>Na quinta e sexta-feira, o <strong>estado do tempo deverá evoluir para um regime pós-frontal</strong>, com aguaceiros mais dispersos, abertas mais frequentes e vento gradualmente menos intenso. Ainda assim, <strong>o mar continuará agitado</strong> na quinta-feira, com ondas entre 5 e 7 metros, diminuindo progressivamente para 4 a 6 metros. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764640" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-em-portugal-na-proxima-semana-emergem-nos-mapas-uma-tempestade-e-um-anticiclone-anomalos.html" title="Mudanças em Portugal na próxima semana: emergem nos mapas uma tempestade e um anticiclone anómalos">Mudanças em Portugal na próxima semana: emergem nos mapas uma tempestade e um anticiclone anómalos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-em-portugal-na-proxima-semana-emergem-nos-mapas-uma-tempestade-e-um-anticiclone-anomalos.html" title="Mudanças em Portugal na próxima semana: emergem nos mapas uma tempestade e um anticiclone anómalos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-em-portugal-na-proxima-semana-emergem-nos-mapas-uma-tempestade-e-um-anticiclone-anomalos-1776602106323_320.png" alt="Mudanças em Portugal na próxima semana: emergem nos mapas uma tempestade e um anticiclone anómalos"></a></article></aside><p>Na sexta-feira, a tendência será de melhoria mais evidente, com altura máxima da onda entre 3 e 5 metros e condições progressivamente menos adversas, embora o ambiente se mantenha fresco e húmido.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atinge-os-acores-com-pico-entre-terca-e-quarta-vento-forte-e-ondas-ate-10-metros.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O impacto devastador da floração de algas na Austrália meridional]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-impacto-devastador-da-floracao-de-algas-na-australia-meridional.html</link><pubDate>Sun, 19 Apr 2026 15:35:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Do colapso biológico à crise económica: o impacto da alga Karenia mikimotoi no litoral e na vida dos residentes sul-australianos. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-impacto-devastador-da-floracao-de-algas-na-australia-meridional-1776375978413.png" data-image="bgkghuim1wcz"><figcaption>As toxinas espalham-se pelo ar, causando problemas respiratórios e irritações oculares a banhistas, mesmo sem estes entrarem na água.</figcaption></figure><p>Desde março de 2025, as águas dos Golfos de St Vincent e Spencer, bem como da Ilha Kangaroo, <strong>foram fustigadas por uma floração de algas nocivas</strong> (HAB), composta principalmente pela espécie Karenia mikimotoi. Este fenómeno, descrito como um dos eventos de mortalidade marinha mais graves à escala global, provocou a morte de milhões de espécimes, afetando toda a cadeia trófica, desde pequenos bivalves e moluscos até predadores de topo, como golfinhos e tubarões-brancos.</p><div class="texto-destacado">No Golfo de St Vincent, registou-se um colapso quase total de espécies comercialmente vitais: as capturas de <strong>lula-do-sul (Southern Calamari), agulha-do-sul (Southern Garfish) e do caranguejo-azul diminuíram mais de 80%</strong> face à média histórica.</div><p>Como resultado, a pesca comercial nestas zonas foi interditada até meados de 2026, paralisando a indústria do marisco.</p><h2>Impacto humano e saúde mental </h2><p>O custo humano vai muito além do prejuízo financeiro. Mais de 60% dos residentes locais sofreram de <strong>"eco-ansiedade" e ruminação obsessiva sobre o estado do oceano</strong>. O mar, historicamente um pilar de lazer e identidade para os sul-australianos, transformou-se numa fonte de angústia. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-impacto-devastador-da-floracao-de-algas-na-australia-meridional-1776376084609.png" data-image="0530z49mjfzf"><figcaption>Esta algas podem afetar toda a cadeia trófica, desde pequenos bivalves e moluscos até predadores de topo, como focas, golfinhos e tubarões-brancos.</figcaption></figure><p>Foram reportados sintomas físicos graves em surfistas e banhistas, incluindo <strong>dificuldades respiratórias, inflamações na garganta e irritações oculares</strong>, causadas pela inalação de toxinas aerosolizadas. </p><div class="texto-destacado">Aproximadamente metade da população afetada cessou atividades como a natação e a pesca recreativa, o que intensificou sentimentos de isolamento. </div><p>Muitos residentes descreveram o trauma da <strong>"caminhada matinal da morte"</strong>, referindo-se à visão quotidiana de carcaças de animais acumuladas na areia. </p><h2>Consequências económicas e causas </h2><p>O impacto financeiro total é estimado em <strong>mais de 250 milhões de dólares</strong>. As perdas distribuem-se entre o setor das pescas (mais de 100 milhões), o turismo (cerca de 46,8 milhões) e os custos governamentais diretos com a monitorização e apoio de emergência (102,5 milhões). </p><div class="texto-destacado">Embora as florações de algas sejam fenómenos naturais, a escala e a persistência deste evento sem precedentes são atribuídas às alterações climáticas e ao aquecimento global, que criaram condições oceânicas propícias à proliferação destas toxinas. </div><p>O debate público centra-se agora na <strong>urgência de implementar sistemas de aviso prévio mais robustos</strong> e na necessidade de uma resposta política coordenada para enfrentar a "nova normalidade" de eventos climáticos extremos. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="704426" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/uma-proliferacao-mortal-de-algas-atinge-o-sul-da-california-envenenando-leoes-marinhos-e-golfinhos.html" title="Uma proliferação mortal de algas atinge o sul da Califórnia, envenenando leões-marinhos e golfinhos">Uma proliferação mortal de algas atinge o sul da Califórnia, envenenando leões-marinhos e golfinhos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/uma-proliferacao-mortal-de-algas-atinge-o-sul-da-california-envenenando-leoes-marinhos-e-golfinhos.html" title="Uma proliferação mortal de algas atinge o sul da Califórnia, envenenando leões-marinhos e golfinhos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/deadly-algae-bloom-strikes-southern-california-poisoning-sea-lions-and-dolphins-1743616543019_320.jpg" alt="Uma proliferação mortal de algas atinge o sul da Califórnia, envenenando leões-marinhos e golfinhos"></a></article></aside><p>Em suma, a crise de 2026 é um <strong>aviso trágico sobre a interdependência</strong> entre a saúde dos ecossistemas marinhos, a resiliência económica regional e a saúde mental das populações costeiras.</p><p><em><br></em></p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><a href="https://pir.sa.gov.au/__data/assets/pdf_file/0003/488541/summary-report-algal-bloom-impact-on-key-fish-stocks-sa-jan-2026.pdf"><em>https://pir.sa.gov.au/__data/assets/pdf_file/0003/488541/summary-report-algal-bloom-impact-on-key-fish-stocks-sa-jan-2026.pdf</em></a></p><p><em><a href="https://pir.sa.gov.au/__data/assets/pdf_file/0003/488541/summary-report-algal-bloom-impact-on-key-fish-stocks-sa-jan-2026.pdf"></a></em></p><p><em><a href="https://pir.sa.gov.au/__data/assets/pdf_file/0003/488541/summary-report-algal-bloom-impact-on-key-fish-stocks-sa-jan-2026.pdf"></a><a href="https://adelaide.edu.au/about/news/2026/toxic-algal-bloom-has-taken-a-heavy-toll-on-south-australians--m/">https://adelaide.edu.au/about/news/2026/toxic-algal-bloom-has-taken-a-heavy-toll-on-south-australians--m/</a></em></p><p><em><a href="https://pir.sa.gov.au/__data/assets/pdf_file/0003/488541/summary-report-algal-bloom-impact-on-key-fish-stocks-sa-jan-2026.pdf"></a></em></p><p><em><a href="https://pir.sa.gov.au/__data/assets/pdf_file/0003/488541/summary-report-algal-bloom-impact-on-key-fish-stocks-sa-jan-2026.pdf"></a></em></p><p><em><a href="https://pir.sa.gov.au/__data/assets/pdf_file/0003/488541/summary-report-algal-bloom-impact-on-key-fish-stocks-sa-jan-2026.pdf"></a><a href="https://archive.ph/BH0HK">https://archive.ph/BH0HK</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-impacto-devastador-da-floracao-de-algas-na-australia-meridional.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Descoberto novo material de carbono que oferece um modelo promissor para a próxima geração de tecnologia climática]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/descoberto-novo-material-de-carbono-que-oferece-um-modelo-promissor-para-a-proxima-geracao-de-tecnologia-climatica.html</link><pubDate>Sun, 19 Apr 2026 14:25:59 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma equipa de cientistas japoneses considera ter encontrado uma forma de mudar a forma como capturamos o carbono, com um material redesenhado que quase não necessita de calor para funcionar.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/scientists-uncover-new-carbon-material-offering-potentially-powerful-blueprint-for-next-gen-climate-tech-1776270709323.jpg" data-image="shx262k24dhq" alt="Researchers have developed a new carbon-based material designed to capture CO2 more efficiently while dramatically reducing the energy needed to release it." title="Researchers have developed a new carbon-based material designed to capture CO2 more efficiently while dramatically reducing the energy needed to release it."><figcaption>Os investigadores desenvolveram um novo material à base de carbono concebido para capturar CO2 de forma mais eficiente, reduzindo drasticamente a energia necessária para o libertar.</figcaption></figure><p>A captura de carbono como potencial solução para o clima não é novidade, sendo a ideia básica apanhar o CO2 antes de este chegar à atmosfera. O problema tem sido sempre <strong>o custo elevadíssimo de funcionamento do kit</strong>, razão pela qual ainda não foi possível atingir a escala esperada.</p><p>A maioria dos sistemas existentes <strong>baseia-se num processo chamado depuração de aminas aquosas</strong>, que implica o aquecimento de grandes volumes de líquido a mais de 100°C só para libertar o CO2 capturado.</p><p>É nesta fase de aquecimento que o dinheiro desaparece. E é esta a parte que uma equipa da Universidade de Chiba, no Japão, tem vindo a reduzir, com um <strong>novo tipo de material de carbono a que chamam viciazites</strong>.</p><h2>Um material que liberta o CO2 a baixa temperatura</h2><p>Os materiais de carbono sólido já estão no radar dos investigadores como uma alternativa mais barata à depuração líquida. São económicos, têm uma grande área de superfície para reter o gás e, quando se lhes adicionam grupos funcionais à base de azoto, ficam ainda mais aptos a reter o CO2. O problema, <strong>segundo os investigadores</strong>, é que o fabrico tradicional dispersa esses grupos de azoto de forma aleatória, o que torna quase impossível descobrir qual a disposição que funciona melhor.</p><p>Assim, a equipa de Chiba, liderada pelo Professor Associado Yasuhiro Yamada, decidiu controlar exatamente onde se encontravam esses átomos de azoto. Construíram três versões de viciazitas, cada uma com grupos de nitrogénio emparelhados uns ao lado dos outros em diferentes configurações, com taxas de <strong>seletividade que chegaram a atingir 82%</strong> em alguns casos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/scientists-uncover-new-carbon-material-offering-potentially-powerful-blueprint-for-next-gen-climate-tech-1776270719474.jpg" data-image="4zho108hgs39" alt="The breakthrough in molecular design has enabled scientists to control how nitrogen groups are arranged, unlocking lower-temperature carbon capture using existing industrial waste heat." title="The breakthrough in molecular design has enabled scientists to control how nitrogen groups are arranged, unlocking lower-temperature carbon capture using existing industrial waste heat."><figcaption>O avanço na conceção molecular permitiu aos cientistas controlar a forma como os grupos de azoto estão dispostos, permitindo a captura de carbono a baixa temperatura utilizando o calor residual industrial existente.</figcaption></figure><p>Quando testadas, as diferenças eram gritantes. A versão com grupos NH2 adjacentes <strong>captou visivelmente mais CO2 do que as fibras de carbono não tratadas</strong> - mas o que é realmente interessante é a facilidade com que o devolveu.</p><p>"A avaliação do desempenho revelou que nos materiais de carbono em que os grupos NH2 são introduzidos adjacentemente, <strong>a maior parte do CO2 adsorvido é dessorvido a temperaturas inferiores a 60 °C</strong>. Combinando esta propriedade com o calor residual industrial, pode ser possível obter processos eficientes de captura de CO2 com custos de funcionamento substancialmente reduzidos", afirmou o Dr. Yamada.</p><p>Sessenta graus é o tipo de calor que já sai das<strong> fábricas e centrais elétricas como resíduo</strong>. Por isso, em vez de queimar mais combustível para libertar o carbono capturado, teoricamente, poder-se-ia simplesmente ligar o sistema ao calor que já está a ser desperdiçado.</p><h2>Porque é que a conceção é importante para além do CO2</h2><p>A equipa também testou uma versão que utilizava azoto pirrólico, que necessitava de temperaturas mais elevadas para libertar CO2, mas que <strong>poderia aguentar melhor a longo prazo graças</strong> à sua química mais resistente. Uma terceira configuração, utilizando azoto piridínico, quase não melhorou o desempenho - uma informação útil por si só.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762167" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-a-ia-esta-ajudando-cientistas-a-entender-como-o-carbono-organico-dissolvido-se-move-no-oceano.html" title="Como a IA está a ajudar os cientistas a entender de que forma o carbono orgânico dissolvido se move no oceano">Como a IA está a ajudar os cientistas a entender de que forma o carbono orgânico dissolvido se move no oceano</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-a-ia-esta-ajudando-cientistas-a-entender-como-o-carbono-organico-dissolvido-se-move-no-oceano.html" title="Como a IA está a ajudar os cientistas a entender de que forma o carbono orgânico dissolvido se move no oceano"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/how-ai-is-helping-scientists-see-how-dissolved-organic-carbon-moves-in-the-ocean-1774964351777_320.jpeg" alt="Como a IA está a ajudar os cientistas a entender de que forma o carbono orgânico dissolvido se move no oceano"></a></article></aside><p>O que os investigadores parecem mais satisfeitos é <strong>a prova de que é possível colocar estes grupos de azoto deliberadamente</strong>, em vez de esperar pelo melhor.</p><p>“A nossa motivação é contribuir para a sociedade do futuro”, disse Yamada, acrescentando que o trabalho oferece “o controlo a nível molecular essencial para o <strong>desenvolvimento de tecnologias de captura de CO2 da próxima geração, rentáveis e avançadas”</strong>.</p><h3><i>Referência da notícia:</i></h3><p><em>This new carbon material could make carbon capture far more affordable, published by <a href="https://www.sciencedaily.com/releases/2026/03/260328.htm" target="_blank">Chiba University</a>, April 2026.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/descoberto-novo-material-de-carbono-que-oferece-um-modelo-promissor-para-a-proxima-geracao-de-tecnologia-climatica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[NASA anuncia mudança no lançamento de redes de satélites de investigação atmosférica]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/nasa-anuncia-mudanca-no-lancamento-de-redes-de-satelites-de-investigacao-atmosferica.html</link><pubDate>Sun, 19 Apr 2026 14:17:33 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A NASA planeia missões centradas no lançamento de satélites destinados a recolher dados atmosféricos e geológicos a partir da superfície. As missões são um ajustamento da iniciativa anteriormente planeada do Sistema de Observação da Atmosfera.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nasa-announces-shift-in-the-launch-of-atmospheric-research-satellite-networks-1776366364741.jpeg" data-image="nhjmx4egfv38" alt="NASA FALCON Network" title="NASA FALCON Network"><figcaption>Uma rede de satélites com instrumentação de micro-ondas, laser e radar será lançada pela NASA nos próximos anos como parte do projeto FALCON. Os satélites de observação de nuvens da NASA tiveram origem em 1960 com o lançamento bem sucedido do TIROS-1.</figcaption></figure><p>O entusiasmo em torno do evento <em>Ignition</em> da NASA, no final de março, centrou-se principalmente nas prioridades e prazos recentemente definidos para a próxima fase das missões lunares. <strong>Os anúncios de 24 de março demonstraram, sobretudo, uma mudança de orientação para uma base lunar de superfície, com missões tripuladas e não tripuladas nos próximos anos a apoiar a infraestrutura necessária para tal feito</strong>.</p><p>Durante o evento, a NASA anunciou um novo pedido de informação (RFI) para observações de radiometria de micro-ondas atmosféricas. <strong>De acordo com a NASA, estão “à procura de conceitos de radiómetros de micro-ondas de baixo custo e operados comercialmente para voar em formação com a constelação FALCON da NASA”</strong>.</p><h2>O FALCON voa para a investigação atmosférica</h2><p>A Frota da NASA para a Atmosfera Ligando Observações Comerciais, ou FALCON, tem uma janela de lançamento prevista para o final de 2029. O esforço foi concebido para apoiar operações de ciência atmosférica como parte do programa Earth Venture da NASA. <strong>O RFI indica que a frota desenvolvida pela NASA será provavelmente completada com contribuições de empresas privadas</strong>.</p><p>O Dr. Nicky Fox, Administrador Associado da Direção da Missão Científica da NASA, salienta que a frota FALCON, equipada com instrumentos de lidar e de radar, se centrará especificamente na relação entre nuvens e aerossóis. <strong>A análise dos dados observacionais conduzirá também a uma compreensão mais profunda da convecção atmosférica</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">63 years ago today, NASA launched the Television Infra-Red Observation Satellite (TIROS-1), the worlds first successful weather satellite. ️ <br><br>Read more: <a href="https://t.co/ItSmXObaKA">https://t.co/ItSmXObaKA</a> <a href="https://t.co/Y74LyStTNI">pic.twitter.com/Y74LyStTNI</a></p>— NOAA Satellites (@NOAASatellites) <a href="https://twitter.com/NOAASatellites/status/1642149822357725184?ref_src=twsrc%5Etfw">April 1, 2023</a></blockquote></figure><p>A complexa relação entre nuvens e aerossóis está repleta de mecanismos de feedback que estão na base de uma grande parte da ciência climática. <strong>Um conhecimento preciso a um nível mais granular será fundamental para compreendermos a evolução das alterações climáticas</strong>. Fox observa que as lições aprendidas também se traduzirão na seleção de locais críticos e na avaliação de riscos para futuras missões à Lua e a Marte.</p><h2>Substituição do Sistema de Observação da Atmosfera</h2><p>O FALCON substitui formalmente os objetivos do Sistema de Observação Atmosférica (AOS) do Observatório do Sistema Terrestre (ESO). <strong>Embora os objetivos da iniciativa FALCON sejam semelhantes aos do AOS, os custos do projeto original estavam a aumentar significativamente, o que levou a uma mudança</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Thank you for following Artemis II. Were just getting started. Welcome to the Artemis generation. <a href="https://t.co/hrbvNSwdUI">pic.twitter.com/hrbvNSwdUI</a></p>— NASA Administrator Jared Isaacman (@NASAAdmin) <a href="https://twitter.com/NASAAdmin/status/2043444930400461252?ref_src=twsrc%5Etfw">April 12, 2026</a></blockquote></figure><p>A frota FALCON será constituída por dois satélites da NASA: o lidar construído pelo Goddard Space Flight Center e pelo Langley Research Center da NASA. <strong>O radiómetro de deteção de nuvens será confiado ao Jet Propulsion Laboratory (JPL) da NASA</strong>.</p><p>Incluída na constelação estará também a Missão de Medição da Precipitação, a ser construída em conjunto com as agências espaciais japonesa (JAXA) e francesa (CNES). <strong>A Missão de Medição da Precipitação consiste em instrumentos de radar, bem como em radiómetros multiespectrais para medir as taxas de água e de precipitação e as propriedades das partículas das nuvens</strong>.</p><p><strong>Embora o evento de ignição se tenha centrado fortemente em futuras missões à Lua e a Marte, a NASA foi inflexível quanto ao facto de as ciências da Terra continuarem a ser uma grande prioridade</strong>. O FALCON será fundamental para a próxima fase de compreensão da atmosfera, dos fenómenos meteorológicos extremos e das alterações climáticas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/nasa-anuncia-mudanca-no-lancamento-de-redes-de-satelites-de-investigacao-atmosferica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mudanças em Portugal na próxima semana: emergem nos mapas uma tempestade e um anticiclone anómalos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-em-portugal-na-proxima-semana-emergem-nos-mapas-uma-tempestade-e-um-anticiclone-anomalos.html</link><pubDate>Sun, 19 Apr 2026 12:58:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A aproximação das baixas pressões provocará um tempo instável no interior e nas zonas montanhosas de Portugal continental durante as tardes, por vezes até mesmo junto ao litoral, com aguaceiros e trovoadas localmente fortes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-em-portugal-na-proxima-semana-emergem-nos-mapas-uma-tempestade-e-um-anticiclone-anomalos-1776603248288.jpg" data-image="lc0hx9mabxyt"><figcaption>As trovoadas em Portugal continental vão ganhar outra relevância nos próximos dias, pois a sua probabilidade e frequência deverão aumentar.</figcaption></figure><p>Na próxima semana o estado do tempo será variável em Portugal, <strong>esperando-se um aumento da ocorrência de trovoadas e o registo de temperaturas excecionalmente elevadas nos primeiros dias</strong>. Entre segunda (20) e terça-feira (21) uma massa de ar muito quente atravessará toda a geografia do continente português, elevando consideravelmente as temperaturas e dando origem a anomalias térmicas positivas muito acentuadas.</p><p>Porém, a<strong> partir de quarta-feira (22), esta massa de ar será substituída por uma massa de ar mais frio vinda do Atlântico</strong>, o que resultará numa descida das temperaturas para valores mais próximos do normal.</p><div class="texto-destacado"><strong>Centros de ação cuja pressão baterá recordes<br><br></strong>O anticiclone do Atlântico Norte vai registar uma pressão central muito elevada nas imediações da Islândia na terça-feira (21) e, na quarta-feira (22), a tempestade dos Açores também roçará valores recorde, mas devido a uma pressão central baixa. Isto mostra a grande magnitude dos centros de pressão que irão condicionar o tempo em Portugal na próxima semana.</div><p>A influência de uma depressão a oeste de Portugal continental e a passagem de algumas linhas de instabilidade de fraca atividade darão origem a alguns episódios de trovoada. De um modo geral, <strong>estes fenómenos serão diurnos, sendo potenciados pelo maior aquecimento diurno</strong> que ocorrerá sobre a superfície terrestre do nosso país.</p><h2>Aguaceiros e trovoadas localmente fortes, especialmente nestas duas datas</h2><p><strong>Esta segunda-feira (20) será um dia geralmente estável, embora com propensão a uma maior presença de nebulosidade</strong>. Além disto, a rotação de uma depressão posicionada a sudoeste da Península Ibérica impulsionará <strong>poeiras do Saara</strong> até à nossa geografia, com as partículas em suspensão a emprestarem uma tonalidade esbranquiçada/amarelada ao céu. <strong>Durante a tarde</strong>, os mapas vislumbram a possibilidade de <strong>aguaceiros dispersos e trovoadas</strong> relativamente contidas no interior Norte e Centro, sendo mais prováveis nas áreas de montanha.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-em-portugal-na-proxima-semana-emergem-nos-mapas-uma-tempestade-e-um-anticiclone-anomalos-1776602106323.png" data-image="iwrr3pbm551q"><figcaption>Neste mapa observa-se um anticiclone nas imediações da Islândia (pressão muito alta) e uma depressão a nor-nordeste dos Açores (pressão baixa - 985 hPa).</figcaption></figure><p><strong>Na terça-feira (21)</strong> prevê-se que a depressão que esteve nas redondezas da Madeira este fim de semana descreva uma <strong>deslocação vertiginosa para norte em paralelo à faixa costeira ocidental</strong> de Portugal continental. Ao posicionar-se a oeste do nosso país, os mapas revelam que esta baixa descreverá uma circulação retrógrada (de oeste para leste), fazendo com que parte das<strong> linhas de instabilidade</strong> associadas alcancem a nossa geografia e gerem aguaceiros e trovoadas.</p><p><strong>Serão mais prováveis durante a tarde tanto no interior como no litoral das Regiões Norte e Centro. Também se prevê que surjam no Alentejo e no Ribatejo</strong>. A precipitação convectiva poderá, por vezes, ser localmente forte e surgir sob a forma de granizo. A instabilidade será ainda acompanhada por um aumento da intensidade do vento de Sul e Leste que poderá provocar <strong>rajadas até 90 km/h</strong> nas zonas mais expostas do interior Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-em-portugal-na-proxima-semana-emergem-nos-mapas-uma-tempestade-e-um-anticiclone-anomalos-1776602884735.png" data-image="lv9bmz645ard"><figcaption>A última atualização do modelo europeu mantém a previsão de trovoadas no litoral e interior de boa parte de Portugal continental, reforçando a probabilidade de ocorrência deste fenómeno, especialmente durante a tarde da próxima terça-feira, 21 de abril.</figcaption></figure><p><strong>Na quarta-feira (22) </strong>espera-se que as condições meteorológicas estabilizem gradualmente. A precipitação fraca poderá persistir pelas primeiras horas da madrugada, mas ao longo da manhã <strong>o céu tornar-se-á pouco nublado</strong>. Além disto, prevê-se uma descida significativa das temperaturas máximas, mais notória nas Regiões Norte e Centro.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg> De acordo com os mapas de referência da Meteored, a densidade de raios será mais frequente, intensa e abrangente em termos de área geográfica nestas duas datas: terça e sexta-feira, dias 21 e 24 de abril. Não obstante, até mesmo amanhã - dia 20 -, já é expectável a ocorrência de aguaceiros e trovoadas, embora com uma magnitude inferior. <br><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Para quinta-feira (23) é expectável que o tempo se mantenha geralmente estável e maioritariamente seco em Portugal continental</strong>, apesar de estar previsto um aumento da nebulosidade durante o período da tarde. Em locais do interior alentejano e do Sotavento Algarvio poderá chuviscar, não se excluindo o risco de trovoadas fracas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764551" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/passarao-4-dias-ate-que-as-temperaturas-baixem-na-cidade-de-coimbra-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-tambem-em-perspetiva.html" title="Passarão 4 dias até que as temperaturas baixem na cidade de Coimbra; aguaceiros e trovoadas fortes também em perspetiva">Passarão 4 dias até que as temperaturas baixem na cidade de Coimbra; aguaceiros e trovoadas fortes também em perspetiva</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/passarao-4-dias-ate-que-as-temperaturas-baixem-na-cidade-de-coimbra-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-tambem-em-perspetiva.html" title="Passarão 4 dias até que as temperaturas baixem na cidade de Coimbra; aguaceiros e trovoadas fortes também em perspetiva"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/passarao-4-dias-ate-que-as-temperaturas-baixem-na-cidade-de-coimbra-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-tambem-em-perspetiva-1776517890623_320.png" alt="Passarão 4 dias até que as temperaturas baixem na cidade de Coimbra; aguaceiros e trovoadas fortes também em perspetiva"></a></article></aside><p><strong>Na sexta-feira (24) prevê-se um aumento da frequência e da intensidade dos aguaceiros e trovoadas</strong>, podendo ser ainda mais significativos em termos de área geográfica abrangida. Não se descarta a possibilidade de estas condições de instabilidade atmosférica se prolongarem para o fim de semana do <em>25 de Abril</em>, mas, por enquanto, uma incerteza elevada rodeia o cenário de previsão para esses dias.</p><h2>30 ºC ou mais em várias zonas de Portugal continental</h2><p>Entre segunda (20) e quinta-feira (23), as temperaturas máximas irão variar entre 25 e 31 ºC nos vales do Douro, Tejo, Sado e Guadiana. <strong>O dia mais quente da semana será segunda-feira, 20 de abril, com temperaturas máximas previstas de 30/31ºC em cidades como Abrantes, Coruche e Alcácer do Sal</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-em-portugal-na-proxima-semana-emergem-nos-mapas-uma-tempestade-e-um-anticiclone-anomalos-1776602761216.png" data-image="ndai02p1uu0r"><figcaption>Temperatura máxima prevista pelo modelo Europeu para segunda-feira, 20 de abril: nos vales do Douro, Tejo, Sado e Guadiana os termómetros registarão valores a rondar os 30 ºC.</figcaption></figure><p><strong>Entre segunda (20) e terça-feira (21) registar-se-ão anomalias de temperatura positivas muito expressivas, geralmente de +8 a +12 ºC</strong> em grande parte da geografia de Portugal continental. Apesar da descida térmica prevista para quarta (22), é a partir de sexta-feira (24) que o modelo europeu antecipa um arrefecimento mais notório do tempo, sendo esperadas temperaturas máximas entre 14 e 25 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-em-portugal-na-proxima-semana-emergem-nos-mapas-uma-tempestade-e-um-anticiclone-anomalos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O que acontece no cérebro quando imaginamos algo? A ciência explica]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-que-acontece-no-cerebro-quando-imaginamos-algo-a-ciencia-explica.html</link><pubDate>Sun, 19 Apr 2026 11:20:49 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um novo estudo revela que a imaginação não é ilimitada, está profundamente ligada à visão e aos mecanismos cerebrais que utilizamos para interpretar o mundo real. Vemha saber mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-acontece-no-cerebro-quando-imaginamos-algo-a-ciencia-explica-1776584821606.png" data-image="fnf3dklpf0tw" alt="Cérebro" title="Cérebro"><figcaption>Em vez de criar imagens do zero, o cérebro combina e reorganiza experiências visuais anteriores, mostrando que a imaginação está limitada pelo que já vimos e vivemos.</figcaption></figure><p>Durante séculos, a imaginação foi vista como uma <strong>capacidade quase ilimitada do cérebro humano</strong>, uma ferramenta criativa capaz de transcender a realidade.</p><p>No entanto, um estudo recente publicado na <em>revista Science</em> vem desafiar essa ideia ao mostrar que <strong>a imaginação está profundamente ancorada nos mesmos mecanismos biológicos que usamos para ver o mundo</strong>. </p><h2>Um código comum entre ver e imaginar</h2><p>A investigação revela que <strong>a imaginação visual não é um processo independente</strong>, mas sim uma espécie de “reutilização” do sistema visual.</p><p>Quando observamos um objeto, determinados <strong>neurónios são ativados para codificar as suas características</strong>. Surpreendentemente, ao imaginar esse mesmo objeto mais tarde, o cérebro reativa parte desses mesmos neurónios, utilizando um código neural semelhante. </p><div class="texto-destacado">Os cientistas conseguiram demonstrar que cerca de 40% dos neurónios envolvidos na perceção visual voltam a disparar quando uma pessoa imagina uma imagem previamente vista.</div><p>Isto sugere que a imaginação não cria imagens do nada, ela <strong>reconstrói experiências visuais passadas com base em padrões</strong> já armazenados no cérebro.</p><p>Este “código partilhado” foi observado numa região chamada <em>giro fusiforme</em>, <strong>essencial para o processamento visual de alto nível</strong>, como o reconhecimento de rostos e objetos. </p><h2>Porque é que a imaginação parece real, mas não é?</h2><p>Uma das questões mais intrigantes é por que razão as imagens mentais podem parecer tão vívidas.</p><p>A resposta está precisamente nesta sobreposição neural, ao reutilizar os mesmos circuitos da visão, <strong>o cérebro cria experiências internas que se aproximam da perceção real</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="724315" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/raciocinar-sem-um-cerebro-e-possivel-este-fungo-mostra-que-temos-de-repensar-o-que-e-a-inteligencia.html" title="Raciocinar sem um cérebro é possível? Este fungo mostra que temos de repensar o que é a inteligência">Raciocinar sem um cérebro é possível? Este fungo mostra que temos de repensar o que é a inteligência</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/raciocinar-sem-um-cerebro-e-possivel-este-fungo-mostra-que-temos-de-repensar-o-que-e-a-inteligencia.html" title="Raciocinar sem um cérebro é possível? Este fungo mostra que temos de repensar o que é a inteligência"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/raciocinar-sem-um-cerebro-e-possivel-este-fungo-mostra-que-temos-de-repensar-o-que-e-a-inteligencia-1755024388673_320.jpg" alt="Raciocinar sem um cérebro é possível? Este fungo mostra que temos de repensar o que é a inteligência"></a></article></aside><p>No entanto, existe uma diferença crucial. Durante a visão real, a atividade neuronal é mais intensa e completa. Já na imaginação, <strong>apenas uma parte desses neurónios é ativada, o que cria uma versão menos detalhada</strong> e mais “difusa” da imagem. </p><p>É essa diferença de intensidade que permite ao cérebro distinguir entre o que é real e o que é imaginado. Quando esse mecanismo falha, como em certas perturbações psiquiátricas, as <strong>imagens mentais podem tornar-se intrusivas e difíceis de separar da realidade</strong>. </p><h2>O papel da memória e os limites da imaginação</h2><p>O estudo também sugere que <strong>a imaginação está limitada pelo o que já vimos ou experienciámos</strong>. Como depende da reativação de padrões existentes, não conseguimos imaginar algo completamente desligado da nossa experiência visual prévia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-acontece-no-cerebro-quando-imaginamos-algo-a-ciencia-explica-1776584864697.png" data-image="0ry4zdytfm69" alt="Imaginação" title="Imaginação"><figcaption>A imaginação recorre aos mesmos circuitos da visão, ativando neurónios semelhantes, mas com menor intensidade, o que explica porque é que as imagens mentais são menos nítidas do que a realidade.</figcaption></figure><p>Mesmo quando pensamos estar a criar algo totalmente novo, <strong>o cérebro está, na prática, a combinar e reorganizar elementos já armazenados</strong>. Isto coloca um limite biológico à criatividade: ela é poderosa, mas não infinita.</p><h2>Implicações para a saúde e a tecnologia</h2><p>Para além de aprofundar o conhecimento sobre o funcionamento do cérebro, estas descobertas têm <strong>implicações práticas importantes</strong>.</p><p>Ao compreender como o cérebro gera imagens mentais, os investigadores acreditam que <strong>será possível desenvolver novas abordagens para tratar doenças como o stress pós-traumático </strong>(PTSD) ou a perturbação obsessivo-compulsiva, onde imagens mentais vívidas desempenham um papel central. </p><p>Além disso, o uso de inteligência artificial foi essencial neste estudo. Os <strong>cientistas conseguiram traduzir a atividade neuronal em representações visuais e até prever o que uma pessoa estava a imaginar </strong>com base nesses padrões. Isto abre portas a tecnologias futuras capazes de interpretar ou até reconstruir imagens mentais.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-que-acontece-no-cerebro-quando-imaginamos-algo-a-ciencia-explica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[El Zacatón: o abismo mexicano tão profundo que nem os robôs da NASA conseguiram decifrá-lo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/el-zacaton-o-abismo-mexicano-tao-profundo-que-nem-os-robos-da-nasa-conseguiram-decifra-lo.html</link><pubDate>Sun, 19 Apr 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>O impressionante local é uma bela nascente que desafia a humanidade há décadas; e despertou o interesse de cientistas internacionais.</p><figure id="first-image"><a href="https://www.facebook.com/photo/?fbid=577467544411063&set=pcb.577467857744365" target="_blank"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-zacaton-el-abismo-mexicano-tan-profundo-que-ni-los-robots-de-la-nasa-han-logrado-descifrarlo-1772158713056.jpg" data-image="mz5e8a6l9nkf"></a><figcaption>Localizado no município de Aldama, no estado de Tamaulipas. Foto: Governo de Tamaulipas.</figcaption></figure><p>Quando pensamos em cenotes, a nossa mente imediatamente volta-se para a Península de Yucatán. No entanto, esta maravilha natural também pode ser encontrada em estados como <strong>Tamaulipas, no nordeste do México</strong>. Mais especificamente, no<strong> município de Aldama, existe uma caverna natural</strong>.</p><p>A menos de duas horas da cidade de Tampico fica<strong> El Zacatón</strong>, considerado pelo Instituto Nacional de Estatística e Geografia (INEGI) <strong>o cenote mais profundo do México</strong>. O seu nome está relacionado com o tipo de vegetação que domina a área. Além disso, faz parte de um sistema de formações naturais.</p><figure><a href="https://www.facebook.com/photo?fbid=577467574411060&set=pcb.577467857744365" target="_blank"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-zacaton-el-abismo-mexicano-tan-profundo-que-ni-los-robots-de-la-nasa-han-logrado-descifrarlo-1772158841304.jpg" data-image="66cgymgqarko"></a><figcaption>O seu nome está relacionado com o tipo de vegetação que domina a região. Foto: Governo de Tamaulipas.</figcaption></figure><p><strong> Diversas piscinas fazem parte deste complexo</strong>, como: El Caracol, Poza Verde, Poza Azufrada, La Pilita e, claro, El Zacatón. Investigações significativas e variadas foram realizadas na área, revelando um túnel natural com aproximadamente 180 metros de comprimento.</p><p>Este <strong>c</strong><strong>enote tem ligação à nascente do rio localizado na região</strong>. Possui um formato típico: rodeado por vegetação, esta enorme<strong> cavidade tem um diâmetro aproximado de 140 metros</strong>. A sua densa folhagem realça a beleza do local. Segundo algumas fontes, a sua profundidade é estimada em mais de 300 metros, embora outras indiquem um valor diferente.</p><h2>Interesse da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço</h2><p>Devido à sua<strong> natureza e características particulares</strong>, atraiu a atenção de cientistas internacionais e instituições renomadas, como a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos – a NASA.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A sua densa folhagem embeleza a área. Segundo algumas fontes, a sua profundidade é estimada em mais de 300 metros, embora outras indiquem um valor diferente.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Diversos testes foram realizados, incluindo o<strong> envio de um robô subaquático </strong>pela agência espacial para <strong>determinar com precisão a profundidade real da fossa</strong>. Relata-se que o robô atingiu uma profundidade de 1.099 pés – aproximadamente 335 metros.</p><h3>Espaço para investigação global</h3><p>O equipamento utilizado, chamado <em>Depthx </em>– um explorador térmico freático profundo – pesava aproximadamente 1.500 quilos e era composto por até 100 sensores e 16 computadores; era capaz de alcançar o fundo. Além das cavidades encontradas em terra, também existem trincheiras no leito marinho.</p><p>Além disso, vários mergulhadores demonstraram interesse ao longo dos anos. <strong>Nadar nesta área é perigoso devido à elevada concentração de enxofre dissolvido</strong>. Vários atletas aquáticos mergulharam para tentar explorar o fundo de El Zacatón.</p><h3>Lugares sagrados de entrada para outro mundo</h3><p>Em 1994, o melhor mergulhador do mundo na época morreu a tentar explorar as suas profundezas. Na <strong>antiguidade</strong>, os <strong>maias </strong>consideravam estes espaços como fonte de vida. Além de fornecer água, também eram vistos como<strong> portais para outro mundo</strong>.</p><div class="texto-destacado">Mergulhadores de várias nacionalidades têm-se aventurado em desafios de mergulho, procurando alcançar as partes mais profundas do cenote.</div><p>A palavra 'cenote' tem origem pré-hispânica; vem da palavra maia "<em>dzonot</em>", que significa abismo. Numa tradução para o português, pode ser entendida como um buraco ou fosso no chão. Dentro das suas crenças, os maias identificavam-nos como centros de comunhão com as divindades.</p><h3>O seu tempo e processo de formação podem variar</h3><p>O <strong>processo e o tempo necessários para a formação de um cenote podem variar de centenas a milhares de anos</strong>. Estas dolinas naturais profundas são comuns na Península de Yucatán. Esta caverna em particular é considerada a mais profunda do mundo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/abismos-subterraneos-conheca-as-cavernas-mais-profundas-do-planeta-veryovkina-krubera-voronya-caucaso.html" title="Abismos subterrâneos: conheça as cavernas mais profundas do planeta">Abismos subterrâneos: conheça as cavernas mais profundas do planeta</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/abismos-subterraneos-conheca-as-cavernas-mais-profundas-do-planeta-veryovkina-krubera-voronya-caucaso.html" title="Abismos subterrâneos: conheça as cavernas mais profundas do planeta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/las-cuevas-mas-profundas-del-planeta-veryovkina-krubera-voronya-caucaso-1645268906412_320.jpg" alt="Abismos subterrâneos: conheça as cavernas mais profundas do planeta"></a></article></aside><p>O México possui uma biodiversidade incrível, com uma grande variedade de paisagens e ecossistemas. O número de espécies de plantas e animais é muito grande. Lembre-se de que, ao visitar qualquer área natural, é fundamental respeitá-la e protegê-la. A sua sobrevivência depende de todos nós.</p><h3>Diversos atrativos na região</h3><p>Ao explorar a região, <strong>Tamaulipas oferece uma variedade de atrações que cativam todos os visitantes</strong>, incluindo Pueblos Mágicos, uma história rica e fascinante e uma biodiversidade abundante.</p><p>Diz-se que as cinco melhores praias do Golfo do México estão localizadas aqui. Uma das reservas naturais mais singulares também se encontra dentro dos seus limites: El Cielo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/el-zacaton-o-abismo-mexicano-tao-profundo-que-nem-os-robos-da-nasa-conseguiram-decifra-lo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item></channel></rss>