<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Sun, 25 Oct 2026 10:20:15 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sun, 25 Oct 2026 10:20:15 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Mais de 2.000 árvores de Natal enterradas na areia: o truque natural de Inglaterra para proteger a sua costa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mais-de-2-000-arvores-de-natal-enterradas-na-areia-o-truque-natural-da-inglaterra-para-proteger-sua-costa.html</link><pubDate>Sun, 25 Oct 2026 10:04:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A localidade de St. Annes, em Lancashire, reaproveita os pinheiros descartados após as festas natalícias para reter areia, reconstruir dunas e reduzir a exposição das residências a tempestades.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mas-de-2-000-arboles-de-navidad-enterrados-en-la-arena-el-truco-natural-de-inglaterra-para-proteger-su-costa-1792579612553.jpg" data-image="na6zppkq499d"><figcaption>Em Inglaterra enterram-se milhares de árvores de Natal nas praias de St. Annes para recuperar as dunas e travar a erosão costeira. (Imagem feita com IA)</figcaption></figure><p>As<strong> praias britânicas</strong> enfrentam, há muito tempo, um problema sério: uma <strong>perda progressiva de areia </strong>que <strong>enfraquece a barreira natural entre o mar e as áreas habitadas</strong>.</p><p>Por este motivo, em<strong> St. Annes</strong>, localidade do<strong> condado inglês de Lancashire</strong>, uma iniciativa ambiental aproveita um resíduo comum em janeiro para recuperar terreno na linha de costa. As <strong>árvores de natal (pinheiros)</strong> provenientes das residências <strong>ganham uma segunda utilidade após as festas de fim de ano: ajudar a reconstruir as dunas</strong>.</p><p>A intervenção faz parte de um <strong>programa de restauração </strong>que reúne entidades de conservação, administrações locais e voluntários. O objetivo é <strong>recuperar o terreno perdido, reter sedimentos e favorecer o retorno da vegetação nativa</strong>. As ações repetem-se a cada inverno e integram uma estratégia que já está em curso há mais de dez anos.</p><h2>Como as árvores de Natal ajudam a recuperar as dunas da Inglaterra</h2><p>O procedimento aproveita um fenómeno natural: o vento transporta pequenos <strong>grãos de areia</strong> que ficam retidos ao encontrar obstáculos. Para facilitar este acúmulo, os trabalhadores abrem valas na praia, colocam as árvores e cobrem parte dos seus troncos. Os <strong>galhos</strong> permanecem descobertos e travam<strong> o deslocamento do sedimento próximo ao solo</strong>.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/LiIrfFaV0IM/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=LiIrfFaV0IM" id="LiIrfFaV0IM"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p><strong>A areia retida em redor dos exemplares forma pequenos montes que, com o tempo, podem transformar-se em novas dunas</strong>. A instalação exige o estudo das condições da praia, uma vez que as marés poderiam levar as árvores caso fossem colocadas em locais inadequados. Por este motivo, a intervenção é realizada em pontos selecionados, e não diretamente sobre a linha de rebentação.</p><p>O sistema também inclui <strong>barreiras feitas de madeira de castanheiro e estruturas vegetais que ajudam a imobilizar a areia</strong>. Em seguida, são introduzidas plantas adaptadas a esses terrenos, entre elas a erva-das-dunas — conhecida em inglês como <em>marram grass</em>. As suas raízes fixam o substrato e favorecem a estabilidade das formações arenosas, de modo a que a vegetação acabe por desempenhar um papel fundamental na proteção do litoral.</p><h2>O projeto de St. Annes recupera terreno face à erosão costeira</h2><p>A iniciativa chama-se “<em><strong>Fylde Sand Dunes Project</strong></em>” e conta com a participação do Lancashire Wildlife Trust, do Fylde Council e do Blackpool Council.</p><p>A <em>Environment Agency</em> fornece financiamento ao programa, que visa <strong>restaurar um sistema de dunas que perdeu cerca de 80% da sua extensão nos últimos 150 anos</strong>. A urbanização e a erosão estão entre as principais causas deste recuo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mas-de-2-000-arboles-de-navidad-enterrados-en-la-arena-el-truco-natural-de-inglaterra-para-proteger-su-costa-1792579698459.jpg" data-image="us6xgqjrwcv4"><figcaption>O projeto inglês aproveita pinheiros descartados no Natal para reter areia e proteger centenas de residências contra tempestades. (Imagem feita por IA)</figcaption></figure><p>A <strong>recolha</strong><strong> de árvores</strong> permite aproveitar exemplares naturais que, após as festas natalícias, poderiam acabar transformados em lascas de madeira ou ser descartados. Os moradores entregam os pinheiros em diversos pontos designados, e entidades como a<em> Trinity Hospice </em>colaboram na organização das campanhas. Em seguida, os voluntários transportam as árvores até aos trechos de praia selecionados para a sua instalação.</p><p>A dimensão destas operações pôde ser observada em várias campanhas. Numa delas, mais de 250 participantes instalaram mais de 2.000 árvores em três dias em North Beach, St. Annes. Em <strong>2026</strong>, até ao momento, cerca de 650 voluntários <strong>enterraram aproximadamente 2.000 exemplares ao longo de cerca de três quilómetros de costa</strong>. Estas ações permitem dar continuidade aos trabalhos de recuperação durante cada temporada de inverno.</p><h2>Os resultados: dunas mais extensas e proteção para moradias</h2><p>Os dados disponíveis mostram mudanças na extensão de determinados trechos do litoral. <strong>Algumas áreas ganharam entre 60 e 90 metros desde 2013</strong>. Outras referências do projeto indicam um crescimento de até 80 metros em pontos específicos de North Beach. Os números referem-se a trechos determinados, e não a um aumento uniforme em toda a extensão da praia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mas-de-2-000-arboles-de-navidad-enterrados-en-la-arena-el-truco-natural-de-inglaterra-para-proteger-su-costa-1792579882723.jpeg" data-image="57i6ietdsax2"><figcaption>A erva-das-dunas ajuda a fixar a areia com as suas raízes e a estabilizar as dunas de Inglaterra, uma barreira natural contra a erosão costeira e as tempestades.</figcaption></figure><p>Além disso, <strong>a ampliação das dunas aumenta a separação entre o mar e as áreas residenciais.</strong> De acordo com os dados do programa, estas barreiras naturais protegem, atualmente, 493 propriedades contra a erosão costeira e outras oito contra inundações. Ademais, cerca de 400 residências poderiam beneficiar-se da proteção proporcionada por futuras intervenções. A capacidade de defesa depende da conservação das dunas e das condições que afetam a costa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="743668" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-custo-da-erosao-e-uma-grande-emergencia-pelo-que-so-pode-ser-combatido-com-solucoes-naturais.html" title="O custo da erosão é uma grande emergência, pelo que só pode ser combatido com soluções naturais">O custo da erosão é uma grande emergência, pelo que só pode ser combatido com soluções naturais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-custo-da-erosao-e-uma-grande-emergencia-pelo-que-so-pode-ser-combatido-com-solucoes-naturais.html" title="O custo da erosão é uma grande emergência, pelo que só pode ser combatido com soluções naturais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/l-erosione-costiera-e-diventata-una-grande-emergenza-ma-si-puo-combattere-solo-con-soluzioni-naturali-1737390776885_320.jpg" alt="O custo da erosão é uma grande emergência, pelo que só pode ser combatido com soluções naturais"></a></article></aside><p>A <strong>restauração </strong>também contribui para conservar a fauna e a flora da área circundante. Esta reúne mais de 300 espécies vegetais, além de invertebrados pouco comuns e aves consideradas prioritárias para a conservação. Os trabalhos incluem a remoção de plantas invasoras e a melhoria dos habitats.</p><p>A reciclagem das árvores de Natal faz, assim, parte de uma intervenção mais ampla, cujo objetivo é recuperar o ecossistema dunar e reduzir a vulnerabilidade da costa frente ao mar.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mais-de-2-000-arvores-de-natal-enterradas-na-areia-o-truque-natural-da-inglaterra-para-proteger-sua-costa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Depressões de outono: o que o vento forte faz às árvores e às estufas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/depressoes-de-outono-o-que-o-vento-forte-faz-as-arvores-e-as-estufas.html</link><pubDate>Sun, 25 Oct 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Chegam as primeiras depressões do Atlântico e, com elas, as árvores tombadas e os plásticos pelo ar. Quase sempre o estrago não vem da força do vento, vem de uma combinação que se podia ter evitado.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressoes-de-outono-o-que-o-vento-forte-faz-as-arvores-e-as-estufas-1792775162068.png" data-image="00rmp7t2hbdy"><figcaption>Ramo partido numa macieira ainda carregada de fruta, o peso que o vento de outono encontra.</figcaption></figure><p><strong>A partir de outubro,</strong> Portugal volta a ficar na rota das depressões que atravessam o Atlântico. Trazem chuva, trazem queda de temperatura e trazem sobretudo vento.</p><p>E há uma razão para o outono ser<strong> a estação em que mais árvores tombam,</strong> que não tem a ver com o vento ser mais forte do que no inverno.</p><h2>O número a vigiar é a rajada, não a média</h2><p><strong>Nas previsões de vento aparecem sempre dois valores</strong>, e é fácil olhar para aquele que não interessa. Convém saber qual é qual, porque só um deles explica os estragos.</p><div class="texto-destacado"><strong>Rajada de vento:</strong><br><br>Velocidade máxima atingida pelo vento num curto instante, por oposição ao vento médio, que é a média ao longo de um período. Nas previsões aparecem os dois valores. Os estragos em árvores, estufas e culturas são provocados quase sempre pela rajada, que pode ser o dobro da média.</div><p>Um dia com vento médio de 30 km/h e rajadas de 80 km/h não é um dia de vento moderado. É um dia em que, várias vezes, a estrutura apanha um empurrão três vezes mais forte do que aquilo que o número da média sugere.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O que derruba uma árvore não é o vento que soprou toda a tarde. É a rajada de poucos segundos que apanhou o solo já encharcado.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><h2>Porque é que o outono é pior do que o inverno</h2><p>Aqui está a combinação que explica tudo.</p><p>No outono, <strong>as árvores de folha caduca ainda têm a copa cheia</strong>, e cada folha é uma pequena vela que apanha vento. Ao mesmo tempo, as primeiras chuvas já encharcaram o solo, e uma raiz em terra saturada agarra muito menos do que em terra firme.</p><p>Copa cheia e solo mole é a receita do desenraizamento. Em janeiro, com a árvore já sem folhas, o mesmo vento passa por entre os ramos sem fazer força nenhuma.</p><p>Vale a pena perceber o que esperar a cada escalão de rajada, porque é esse número que aparece na previsão e é com ele que se decide o que fazer na véspera.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Rajada prevista</p></th><th scope="col"><p>O que costuma acontecer</p></th><th scope="col"><p>O que fazer antes</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>50 a 60 km/h</p></td><td><p>Queda de fruta, ramos finos partidos</p></td><td><p>Colher o que estiver maduro</p></td></tr><tr><td><p>60 a 80 km/h</p></td><td><p>Plásticos levantados, tutores vergados</p></td><td><p>Reforçar amarrações e fechar estufas</p></td></tr><tr><td><p>80 a 100 km/h</p></td><td><p>Estufas caseiras perdidas, ramos grandes partidos</p></td><td><p>Retirar coberturas soltas e vasos altos</p></td></tr><tr><td><p>Acima de 100 km/h</p></td><td><p>Árvores desenraizadas, estragos estruturais</p></td><td><p>Nada a fazer na hora, só prevenção prévia</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Efeitos mais frequentes em função da rajada máxima prevista, para condições de outono com o solo já húmido. Os limiares são indicativos e os estragos ocorrem com valores mais baixos em terrenos expostos, em solos encharcados e em árvores com copa densa ou mal enraizadas. Fonte: elaboração própria.</td></tr></tbody></table><h2>As estufas não se perdem por empurrão, perdem-se por sucção</h2><p>Este é o erro de raciocínio mais comum de quem monta uma estufa ou um túnel.</p><p><strong>O vento não derruba a estrutura empurrando-a de lado. </strong>O que acontece é que o ar entra por baixo ou por uma abertura e cria uma pressão de dentro para fora, que levanta a cobertura como se fosse a asa de um avião.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786621" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-avanca-a-previsao-para-o-outono-2026-as-depressoes-e-gotas-frias-poderao-chegar-a-portugal.html" title="Alfredo Graça avança a previsão para o outono 2026: “as depressões e gotas frias poderão chegar a Portugal”">Alfredo Graça avança a previsão para o outono 2026: “as depressões e gotas frias poderão chegar a Portugal”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-avanca-a-previsao-para-o-outono-2026-as-depressoes-e-gotas-frias-poderao-chegar-a-portugal.html" title="Alfredo Graça avança a previsão para o outono 2026: “as depressões e gotas frias poderão chegar a Portugal”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-avanca-a-previsao-para-o-outono-2026-as-depressoes-e-gotas-frias-poderao-chegar-a-portugal-1788265323105_320.png" alt="Alfredo Graça avança a previsão para o outono 2026: “as depressões e gotas frias poderão chegar a Portugal”"></a></article></aside><p><strong>Daí resultam três regras práticas.</strong> Enterre bem os bordos do filme em toda a volta, sem deixar nenhuma ponta solta. Mantenha as portas e as janelas fechadas quando se anuncia vento, sobretudo as do lado de onde ele vem. E prenda o filme com fio cruzado por cima, que é o que impede o levantamento.</p><p>Em zonas expostas como Viana do Castelo, Peniche ou Sines, a ancoragem importa bastante mais do que a qualidade do plástico.</p><h2>A véspera, em dez minutos</h2><p>Quando se anuncia uma depressão com rajadas fortes, há uma ronda rápida que evita a maior parte dos estragos.</p><p>Recolha ou deite vasos altos, que tombam e partem. Retire coberturas soltas, redes e lonas que possam voar. <strong>Verifique tutores e amarrações</strong>, porque um tutor partido é pior do que nenhum, pois fere o tronco durante toda a noite. Colha a fruta que estiver madura, porque no chão perde-se. E feche portões e estufas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressoes-de-outono-o-que-o-vento-forte-faz-as-arvores-e-as-estufas-1792775665071.png" data-image="eg759tfk15ui"><figcaption>Gramíneas espigadas deitadas todas na mesma direcção, o resultado do vento e da chuva sobre plantas altas.</figcaption></figure><p>Também vale a pena <strong>esvaziar depósitos que estejam quase cheios e mal apoiados</strong>, porque um reservatório de água em cima de uma estrutura instável é um perigo a sério.</p><h2>A tentação de podar, e porque é má ideia</h2><p>Fica para o fim o erro que se comete com a melhor das intenções.</p><p>Ao ver uma árvore a abanar, a reacção natural é querer aliviá-la, cortando ramos para reduzir a resistência ao vento. <strong>É das piores coisas que se pode fazer nesta altura do ano</strong>. As feridas de outubro não cicatrizam, porque a árvore está a entrar em repouso, e ficam abertas a fungos durante todo o inverno. Além disso, uma poda forte estimula rebentos novos e fracos na primavera seguinte, que são os primeiros a partir no ano seguinte.</p><p><strong>E há uma coisa ainda mais contraintuitiva sobre os tutores.</strong> Uma árvore amarrada com força a uma estaca, impedida de se mexer, não engrossa o tronco como devia, porque é justamente o balanço que a leva a reforçar a base. Fica dependente da estaca e, no dia em que esta cede, parte. O tutor deve ser baixo, amarrar só o terço inferior, permitir algum movimento, e sair ao fim de um ou dois anos.</p><p>Nas próximas semanas, <strong>habitue-se a olhar para a rajada de vento </strong>e não só para a média na previsão da sua zona, e a cruzá-la com a precipitação dos dias anteriores. É essa combinação, e não a velocidade sozinha, que diz se a noite é de risco.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/depressoes-de-outono-o-que-o-vento-forte-faz-as-arvores-e-as-estufas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Segundo a NASA, o gelo marinho do Ártico atingiu, este ano, o seu décimo nível mais baixo alguma vez registado no verão]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/segundo-a-nasa-o-gelo-marinho-do-artico-atingiu-este-ano-o-seu-decimo-nivel-mais-baixo-alguma-vez-registado-no-verao.html</link><pubDate>Sun, 25 Oct 2026 08:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Quase 50 anos de dados de satélite mostram que o gelo marinho do Ártico está a diminuir tanto no verão como no inverno e, segundo a NASA, o gelo que ainda existe é muito mais fino e frágil do que antes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/arctic-sea-ice-hit-its-10th-lowest-summer-level-on-record-in-1792766684884.png" data-image="ojmipsiq2iyl" alt="NASA" title="NASA"><figcaption>A NASA informou que a extensão do gelo marinho do Ártico atingiu, em 2026, o seu décimo nível mais baixo alguma vez registado durante o verão, dando continuidade a um declínio de longo prazo impulsionado, em grande medida, pelo aumento das temperaturas globais.</figcaption></figure><p>Todos os anos, o gelo que cobre o Oceano Ártico acumula-se durante um longo e escuro inverno, <strong>atinge a sua maior extensão por volta de março e, depois, reduz-se durante os meses mais quentes </strong>até atingir o seu ponto de menor extensão em setembro.</p><p>É um <strong>ciclo que se verifica há milhares de anos</strong>, mas os satélites monitorizam-no desde 1978 e, segundo a NASA, a quantidade de gelo em ambos os extremos deste ciclo diminuiu significativamente.</p><h2>Uma desaceleração, mas não uma recuperação</h2><p>Este ano, o gelo marinho do Ártico atingiu o seu mínimo anual a 12 de setembro, cobrindo cerca de 4,6 milhões de quilómetros quadrados. Os dados registados pela NASA e pelo Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo dos EUA mostram que<strong> este número iguala os níveis de 2008, 2010 e 2025</strong>, situando-se como o décimo nível mais baixo desde o início dos registos por satélite.</p><p>E não se trata apenas do verão. Em março, o pico de inverno igualou, estatisticamente, o <strong>máximo mais baixo alguma vez registado em março de 2025</strong>.</p><p>No entanto, segundo os investigadores da NASA, na última década, <strong>os níveis de gelo em setembro mantiveram-se bastante estáveis</strong>, em vez de continuarem com o acentuado declínio observado na década de 2000. Uma das razões, explicam, é a maior nebulosidade sobre o Ártico nos últimos anos, o que impediu que parte da luz solar chegasse ao gelo e contribuiu para limitar o degelo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arctic-sea-ice-hit-its-10th-lowest-summer-level-on-record-in-1792766704406.png" data-image="h2juj08lpwj3" alt="ártico" title="ártico"><figcaption>Os cientistas alertaram que o Ártico está cada vez mais dominado por gelo marinho mais jovem e fino, o que gera preocupação com a vida selvagem e o futuro da região, à medida que a camada de gelo de verão continua a diminuir.</figcaption></figure><p>Mas isso não significa que as coisas estejam a melhorar. De acordo com os dados, todos os verões, de 2007 a 2026, <strong>figuram entre os 20 com a menor extensão de gelo em setembro na história</strong> — sendo o de 2012 o mais baixo de todos —, pelo que a situação estabilizou num nível muito mais baixo do que anteriormente.</p><h2>O que resta é mais jovem e mais fino</h2><p>No entanto, a maior preocupação para os cientistas é agora o que está a acontecer com o gelo em si. O Ártico costumava estar coberto por uma <strong>grande quantidade de gelo plurianual</strong> — ou seja, gelo que sobrevive pelo menos a um verão e se acumula ao longo de vários anos, tornando-se mais espesso e resistente com o passar do tempo.</p><p>Segundo a NASA, <strong>este gelo antigo diminuiu significativamente</strong>, e a maior parte do Ártico está agora coberta por gelo de primeiro ano, que se forma durante o inverno, mas é muito mais fino e derrete muito mais facilmente quando chega o verão.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792474" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-chegam-a-uma-conclusao-inesperada-em-relacao-ao-comportamento-do-oceano-antartico-no-futuro.html" title="Cientistas chegam a uma conclusão inesperada em relação ao comportamento do Oceano Antártico no futuro">Cientistas chegam a uma conclusão inesperada em relação ao comportamento do Oceano Antártico no futuro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-chegam-a-uma-conclusao-inesperada-em-relacao-ao-comportamento-do-oceano-antartico-no-futuro.html" title="Cientistas chegam a uma conclusão inesperada em relação ao comportamento do Oceano Antártico no futuro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-chegam-a-uma-conclusao-inesperada-em-relacao-ao-comportamento-do-oceano-antartico-no-futuro-1791470853030_320.jpg" alt="Cientistas chegam a uma conclusão inesperada em relação ao comportamento do Oceano Antártico no futuro"></a></article></aside><p>Os padrões naturais, como a Oscilação Ártica — que afeta os ventos e as temperaturas em toda a região —, influenciam a quantidade de gelo de um ano para o outro. No entanto,<strong> os cientistas afirmam que as flutuações naturais não conseguem explicar, por si só, o declínio a longo prazo</strong>, e que o aumento das temperaturas globais é um factor importante.</p><p>Olhando para o futuro, os <strong>investigadores prevêem que o Oceano Ártico poderá ficar praticamente livre de gelo marinho durante pelo menos um verão antes de 2050</strong>, o que representaria uma enorme mudança para uma região que manteve uma extensa camada de gelo durante milénios.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="NASA%20Earth%20Observatory" data-year="October%202026" data-title="Arctic%20Sea%20Ice%20Shrinks%20to%20Its%202026%20Minimum" data-url="https%3A%2F%2Fscience.nasa.gov%2Fearth%2Fearth-observatory%2Farctic-sea-ice-shrinks-to-its-2026-minimum%2F">NASA Earth Observatory. (October 2026). <a href="https://science.nasa.gov/earth/earth-observatory/arctic-sea-ice-shrinks-to-its-2026-minimum/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Arctic Sea Ice Shrinks to Its 2026 Minimum</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/segundo-a-nasa-o-gelo-marinho-do-artico-atingiu-este-ano-o-seu-decimo-nivel-mais-baixo-alguma-vez-registado-no-verao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria chega este domingo aos Açores: chuva intensifica-se no Grupo Ocidental a partir das 20h]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frente-fria-chega-domingo-aos-acores-chuva-intensifica-se-no-grupo-ocidental-a-partir-das-20h.html</link><pubDate>Sun, 25 Oct 2026 07:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma frente fria deverá atingir os Açores este domingo, com chuva mais intensa nas Flores e no Corvo a partir das 20h. O vento também deverá intensificar-se em algumas ilhas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbr0mje"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbr0mje.jpg" id="xbr0mje"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A atualização mais recente do modelo europeu (ECMWF) aponta para uma mudança das condições meteorológicas nos Açores durante a noite de domingo, 25 de outubro. <strong>A aproximação de uma frente fria deverá provocar períodos de chuva mais intensa, inicialmente nas ilhas das Flores e do Corvo</strong>, enquanto o vento poderá ganhar intensidade em diferentes pontos do arquipélago.</p><p>A evolução prevista sugere uma passagem relativamente rápida da faixa de precipitação mais significativa pelo Grupo Ocidental, com diferenças acentuadas entre as quantidades de chuva previstas ao longo de poucas horas.</p><h2>Chuva intensifica-se no Grupo Ocidental a partir das 20h</h2><p><strong>As ilhas das Flores e do Corvo deverão ser as primeiras a sentir os efeitos mais evidentes da aproximação frontal</strong>. Segundo o ECMWF, a precipitação deverá intensificar-se durante a noite de domingo, sobretudo entre as 20h e as 21h, período em que o modelo apresenta os valores mais expressivos nos mapas analisados.</p><p>Às 20h, a previsão já indica chuva nas duas ilhas, com quantidades próximas de 2 mm, por hora, em algumas zonas das Flores e de 3 mm no Corvo. Nesta fase, a faixa de precipitação mais intensa deverá encontrar-se ainda sobre o Atlântico, a oeste do arquipélago, aproximando-se progressivamente do Grupo Ocidental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chega-hoje-aos-acores-a-partir-das-20h-a-chuva-forte-chegara-ao-grupo-ocidental-1792868721032.jpg" data-image="t2djrm81cb25" alt="Frente fria aproxima-se do Grupo Ocidental dos Açores" title="Frente fria aproxima-se do Grupo Ocidental dos Açores"><figcaption>O ECMWF prevê o início da intensificação da precipitação nas Flores e no Corvo pelas 20h de domingo, com valores localizados próximos de 2 a 3 mm. </figcaption></figure><p>Uma hora depois, o cenário deverá alterar-se significativamente. <strong>Às 21h, o ECMWF prevê quantidades próximas de 10 a 12 mm, por hora, em algumas localidades das Flores</strong>, enquanto no Corvo os valores poderão aproximar-se dos 10 mm no intervalo representado pelo modelo.</p><p>Esta evolução traduz um aumento expressivo da precipitação prevista num curto espaço de tempo, com a faixa frontal a atingir diretamente as duas ilhas. Ainda assim, <strong>os valores poderão variar </strong>de localidade para localidade, dependendo da posição e intensidade dos núcleos de chuva.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chega-hoje-aos-acores-a-partir-das-20h-a-chuva-forte-chegara-ao-grupo-ocidental-1792868967346.jpg" data-image="3wjgk9yi7u52" alt="Chuva intensifica-se nas Flores e no Corvo durante a noite" title="Chuva intensifica-se nas Flores e no Corvo durante a noite"><figcaption>Pelas 21h, a previsão do ECMWF aponta para quantidades próximas de 10 a 12 mm em algumas zonas das Flores e de 10 mm no Corvo, no intervalo representado.</figcaption></figure><p><strong>O período entre as 20h e as 21h destaca-se, assim, como uma das fases mais relevantes deste episódio no Grupo Ocidental</strong>. A precipitação poderá apresentar intensidade variável, alternando momentos de chuva mais forte com períodos menos intensos. Importa, contudo, sublinhar que estas quantidades constituem estimativas do ECMWF e poderão sofrer alterações nas próximas atualizações.</p><h2>Precipitação diminui durante a madrugada de segunda-feira no Grupo Ocidental, mas intensifica-se no Grupo Central</h2><p>Após a passagem da faixa de precipitação mais intensa, <strong>o cenário previsto aponta para uma diminuição gradual da chuva nas Flores e no Corvo</strong>. Às 23h de domingo, o modelo já apresenta quantidades bastante inferiores em algumas zonas, sugerindo que a parte mais ativa da frente poderá estar a afastar-se do Grupo Ocidental.</p><p>Entretanto, <strong>a precipitação deverá intensificar-se no Grupo Central durante a madrugada de segunda-feira, sobretudo entre as 03h e as 04h</strong>. De acordo com a atualização do ECMWF, a faixa de chuva associada à frente deverá deslocar-se para leste, atingindo com maior intensidade algumas ilhas deste grupo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chega-domingo-aos-acores-chuva-intensifica-se-no-grupo-ocidental-a-partir-das-20h-1792871281638.jpg" data-image="jhmkgv4cuy6i" alt="Chuva intensifica-se no Grupo Central durante a madrugada de segunda-feira" title="Chuva intensifica-se no Grupo Central durante a madrugada de segunda-feira"><figcaption>O ECMWF prevê precipitação mais intensa em algumas ilhas do Grupo Central pelas 04h de segunda-feira, com valores próximos de 5 a 10 mm, por hora, em zonas do Pico, São Jorge e Faial.</figcaption></figure><p>Pelas 04h, o modelo prevê quantidades próximas de <strong>5 a 10 mm no intervalo representado</strong> em algumas zonas do Pico, São Jorge e Faial. Na ilha do Pico, os valores poderão aproximar-se dos 8 mm em Lajes do Pico e dos 6 mm em São Roque do Pico, enquanto na Horta, no Faial, a previsão aponta para cerca de 4 mm. Em São Jorge, os valores deverão situar-se próximos dos 4 mm em algumas localidades.</p><p><strong>A distribuição da precipitação não deverá ser uniforme</strong>, com diferenças entre ilhas e localidades. Na Terceira, por exemplo, o ECMWF apresenta quantidades inferiores, próximas de 1 mm em Angra do Heroísmo e na Praia da Vitória, sugerindo uma intensidade mais reduzida nesta fase.</p><p><strong>O Grupo Oriental também deverá registar precipitação associada à passagem frontal</strong>, embora, de acordo com a previsão atual, esta não deva atingir a mesma intensidade dos períodos mais chuvosos previstos para os grupos Ocidental e Central.<strong> A evolução dos núcleos de precipitação continuará, contudo, sujeita a alterações nas próximas atualizações do modelo</strong>.</p><h2>Vento ganha velocidade em algumas ilhas</h2><p>Para além da precipitação, a circulação atmosférica associada à passagem frontal deverá favorecer<strong> condições de vento moderado a forte </strong>em algumas zonas do arquipélago, assim como, rajadas de vento bastante intensas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chega-domingo-aos-acores-chuva-intensifica-se-no-grupo-ocidental-a-partir-das-20h-1792873008954.jpg" data-image="yv4pe7mxhj7w" alt="rajadas de vento" title="rajadas de vento"><figcaption>O Grupo Ocidental deverá registar as rajadas mais intensas deste episódio, com valores na ordem dos 100 km/h na Ilha das Flores.</figcaption></figure><p>Na noite de domingo, por volta das 22h, a previsão aponta para velocidades máximas de rajada na ordem dos <strong>100 km/h na ilha das Flores</strong>, e de 80 km/h no Corvo, devendo este grupo ser o mais afetado, tanto pela chuva como pelo vento.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794919" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/inverno-de-2026-27-em-portugal-continental-o-ecmwf-preve-um-cenario-mais-quente-e-chuvoso-que-o-normal.html" title="Inverno de 2026-27 em Portugal continental: o ECMWF prevê um cenário mais quente e chuvoso que o normal">Inverno de 2026-27 em Portugal continental: o ECMWF prevê um cenário mais quente e chuvoso que o normal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/inverno-de-2026-27-em-portugal-continental-o-ecmwf-preve-um-cenario-mais-quente-e-chuvoso-que-o-normal.html" title="Inverno de 2026-27 em Portugal continental: o ECMWF prevê um cenário mais quente e chuvoso que o normal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/inverno-de-2026-27-em-portugal-continental-o-ecmwf-preve-um-cenario-mais-quente-e-chuvoso-que-o-normal-1792843895817_320.jpg" alt="Inverno de 2026-27 em Portugal continental: o ECMWF prevê um cenário mais quente e chuvoso que o normal"></a></article></aside><p>Pelas 04h de segunda-feira, a Ilha do Pico, no Grupo Central, poderá contar com rajadas de vento na ordem dos 90 km/h, devendo este ser o valor mais expressivo registado neste grupo de ilhas. Na Ilha <strong>Terceira, a velocidade de rajada poderá atingir os 80 km/h</strong>. Já no Grupo Oriental, estas não deverão ultrapassar os 60 km/h.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frente-fria-chega-domingo-aos-acores-chuva-intensifica-se-no-grupo-ocidental-a-partir-das-20h.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Dormir num cogumelo gigante ou num caracol. Será este um dos parques de campismo mais impressionantes da Europa? ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/dormir-num-cogumelo-gigante-ou-num-caracol-sera-este-um-dos-parques-de-campismo-mais-impressionantes-da-europa.html</link><pubDate>Sun, 25 Oct 2026 06:04:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>França tem um parque de campismo onde pode dormir num cogumelo e nadar numa praia artificial. Já o conhece?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/dormir-num-cogumelo-gigante-ou-num-caracol-sera-este-um-dos-parques-de-campismo-mais-impressionantes-da-europa-1792700571004.png" data-image="fpyi2c3j3rq3" alt="Domaine de Dienne" title="Domaine de Dienne"><figcaption>França tem um parque de campismo onde pode dormir num cogumelo. Foto: Domaine de Dienne</figcaption></figure><p>Esqueça, por uns dias, a instabilidade atmosférica e um possível episódio de chuva mais generalizada. Esqueça também os hotéis convencionais e as férias em que é preciso decidir o que fazer a cada manhã. Em França, há um<strong> parque de férias </strong>onde pode passar a noite numa casa em forma de cogumelo, instalar-se numa espécie de caracol gigante ou dormir num castelo construído entre as árvores. E, quando chegar a hora de trocar os passeios pela água, também há uma praia artificial à espera dos hóspedes.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a><strong>.</strong> Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Chama-se<strong> Domaine de Dienné </strong>e fica na região de Vienne, no oeste de França. O espaço combina alojamento, natureza e atividades ao ar livre, com propostas pensadas para famílias que querem sair da rotina sem transformar as férias numa sucessão de deslocações. Acredite quando lhe dissemos que, por aqui, até escolher onde dormir pode ser uma aventura para os mais pequenos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794557" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencia-do-tempo-em-portugal-a-10-dias-anticiclone-enfraquece-e-a-chuva-mais-intensa-podera-regressar-no-fim-do-mes.html" title="Tendência do tempo em Portugal a 10 dias: anticiclone enfraquece e a chuva mais intensa poderá regressar no fim do mês">Tendência do tempo em Portugal a 10 dias: anticiclone enfraquece e a chuva mais intensa poderá regressar no fim do mês</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencia-do-tempo-em-portugal-a-10-dias-anticiclone-enfraquece-e-a-chuva-mais-intensa-podera-regressar-no-fim-do-mes.html" title="Tendência do tempo em Portugal a 10 dias: anticiclone enfraquece e a chuva mais intensa poderá regressar no fim do mês"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-do-tempo-em-portugal-a-10-dias-anticiclone-enfraquece-e-a-chuva-mais-intensa-podera-regressar-no-fim-do-mes-1792626509138_320.jpg" alt="Tendência do tempo em Portugal a 10 dias: anticiclone enfraquece e a chuva mais intensa poderá regressar no fim do mês"></a></article></aside><p>Porquê? Porque a oferta vai muito além das tendas e das caravanas habituais. Há casas temáticas inspiradas em animais, cabanas suspensas, alojamentos invulgares e alternativas mais tradicionais, para quem prefere conforto sem abdicar do contacto com a natureza. Tudo isto num recinto onde também há espaço para brincar, explorar e, claro, passar umas boas horas dentro de água.</p><h2>Casas de cogumelos, caracóis e até um castelo nas árvores</h2><p>Uma das grandes atrações do Domaine de Dienné é a <strong>coleção de alojamentos temáticos</strong>. A Maison Champignon tem a forma de um cogumelo e 45 metros quadrados, distribuídos por dois quartos. Já a Maison Escargot foi inspirada num caracol e aposta numa arquitetura curva, com espaço para até seis pessoas.</p><p>Se os seus filhos preferirem outros habitantes do mundo animal, também podem escolher a Maison Lapin, com inspiração numa toca de coelho, ou a Maison Poule, que recria a forma de uma galinha. </p><div class="texto-destacado">Não é todos os dias que se pode dizer que se vai dormir dentro de um cogumelo ou passar férias numa casa de caracol. </div><p>Neste caso, a experiência não fica reservada às crianças: os alojamentos têm cozinha equipada, terraço privado e comodidades para tornar a estadia mais confortável.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dormir-num-cogumelo-gigante-ou-num-caracol-sera-este-um-dos-parques-de-campismo-mais-impressionantes-da-europa-1792700640658.png" data-image="th61l7nb0iqs" alt="Domaine de Dienne" title="Domaine de Dienne"><figcaption>Os alojamentos são originais. Foto: Domaine de Dienne</figcaption></figure><p>E a aventura não fica por aqui. Aliás, continua nas alturas. É que o recinto dispõe de<strong> alojamentos construídos entre as árvores</strong>, incluindo um castelo e outras casas que parecem saídos de uma história de fantasia. </p><p>Para quem gosta da ideia de dormir rodeado de natureza, mas não dispensa um teto, existem ainda chalés, caravanas,<em> yurts</em> de inspiração mongol e quartos de hotel. Ou seja,<strong> há opções para diferentes gostos e tamanhos de família</strong>, sem ser necessário levar a tenda de casa.</p><h2>Uma praia artificial, piscina aquecida e atividades para gastar energias</h2><p>Depois de escolher o alojamento, há outro motivo para ficar por aqui: <strong>a zona aquática</strong>. O parque tem um espaço exterior chamado Le Lagon, com areia, água e zonas de descanso que recriam o ambiente de uma praia. É uma alternativa para os dias quentes em que a família só quer estender a toalha, brincar e refrescar-se sem ter de pegar no carro para procurar um areal.</p><p>Há, contudo, um pormenor importante para planear a viagem: <strong>a lagoa está prevista para a época balnear</strong>, entre 1 de maio e 30 de setembro, e o acesso é reservado aos hóspedes. A profundidade varia entre 65 centímetros e 1,40 metros e a zona não tem vigilância de nadadores-salvadores, pelo que é indispensável manter as crianças sob supervisão.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793602" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/parece-saido-de-um-conto-de-fadas-mas-este-lago-europeu-existe-mesmo.html" title="Parece “saído de um conto de fadas”, mas este lago europeu existe mesmo">Parece “saído de um conto de fadas”, mas este lago europeu existe mesmo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/parece-saido-de-um-conto-de-fadas-mas-este-lago-europeu-existe-mesmo.html" title="Parece “saído de um conto de fadas”, mas este lago europeu existe mesmo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/parece-saido-de-um-conto-de-fadas-mas-este-lago-europeu-existe-mesmo-1792092845751_320.jpg" alt="Parece “saído de um conto de fadas”, mas este lago europeu existe mesmo"></a></article></aside><p>E se o tempo não colaborar, a solução está na<strong> piscina interior aquecida</strong>, que funciona durante todo o ano. Assim, mesmo que a meteorologia francesa não esteja propriamente em modo de verão, continua a ser possível incluir um mergulho no programa.</p><p>Fora de água, também não faltam formas de ocupar o dia. O Domaine de Dienné tem parques infantis, percursos de arborismo com desafios nas árvores, minigolfe, <em>disc golf</em>, tiro com arco e jogos de aventura, incluindo caça ao tesouro. Existem ainda espaços desportivos e percursos para explorar a pé ou de bicicleta. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dormir-num-cogumelo-gigante-ou-num-caracol-sera-este-um-dos-parques-de-campismo-mais-impressionantes-da-europa-1792700695844.png" data-image="d1j0r0ndiv2k" alt="Domaine de Dienne" title="Domaine de Dienne"><figcaption>A piscina interior. Foto: Domaine de Dienne</figcaption></figure><p>“Para os mais novos, existe um parque infantil e espaços onde podem brincar livremente”, acrescenta a revista ‘NiT’. “Há também animais no recinto, incluindo cavalos, que rapidamente se tornaram uma das atrações favoritas dos filhos da família portuguesa.”</p><div class="texto-destacado">Algumas atividades têm um custo adicional, por isso convém confirmar as condições antes de chegar.</div><p>E, claro, que a localização também pode ajudar a completar as férias. O parque fica em Dienné, na região de Vienne, a cerca de 25 minutos de Poitiers e <strong>nas proximidades do Futuroscope</strong>, o parque temático dedicado à tecnologia, à ciência e às experiências audiovisuais. </p><h2>Quanto custa ficar neste parque de campismo em França?</h2><p><strong>O preço depende do alojamento escolhido</strong>, das datas e do número de hóspedes. As casas temáticas Maison Champignon, Maison Lapin, Maison Poule e Maison Escargot têm preços a partir dos 200€ por noite, com capacidade para seis pessoas. Já algumas opções mais pequenas, como os alojamentos de inspiração invulgar destinados a duas pessoas, podem ser mais económicas. </p><div class="texto-destacado">Atenção, porque estes valores são indicativos e podem mudar consoante a disponibilidade e a época.</div><p>Para quem prefere uma experiência mais tradicional, também <strong>existem parcelas para tendas, caravanas e autocaravanas</strong>. Pode ser uma alternativa para quem quer aproveitar as instalações e as atividades do recinto sem investir tanto numa noite num alojamento temático.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Explore%20a%20propriedade%20Dienn%C3%A9" data-year="" data-title="Domaine%20de%20Dienn%C3%A9" data-url="https%3A%2F%2Fwww.domaine-de-dienne.com%2F">Explore a propriedade Dienné. <a href="https://www.domaine-de-dienne.com/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Domaine de Dienné</a>.</cite><br><cite data-author="NiT%2C%20Ant%C3%B3nio%2C%20D" data-year="2026" data-title="Este%20parque%20de%20campismo%20tem%20casas%20inspiradas%20em%20animais%20e%20uma%20praia%20artificial" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fviagens%2Feste-parque-de-campismo-tem-casas-inspiradas-em-animais-e-uma-praia-artificial">NiT, António, D. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/viagens/este-parque-de-campismo-tem-casas-inspiradas-em-animais-e-uma-praia-artificial" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Este parque de campismo tem casas inspiradas em animais e uma praia artificial</a>.</cite><br><cite data-author="Gazeta%20de%20S.%20Paulo%2C%20Matias%2C%20Juliana" data-year="2026" data-title="Camping%20com%20casa%20de%20cogumelo%2C%20de%20caracol%2C%20castelo%20nas%20%C3%A1rvores%20e%20praia%20artificial%20vira%20op%C3%A7%C3%A3o%20diferente%20para%20viajar%20com%20crian%C3%A7as" data-url="https%3A%2F%2Fwww.gazetasp.com.br%2Fturismo%2Fcamping-com-casa-de-cogumelo-de-caracol-castelo-nas-arvores-e-praia-artificial-vira-opcao-diferente-para-viajar-com-criancas%2F">Gazeta de S. Paulo, Matias, Juliana. (2026). <a href="https://www.gazetasp.com.br/turismo/camping-com-casa-de-cogumelo-de-caracol-castelo-nas-arvores-e-praia-artificial-vira-opcao-diferente-para-viajar-com-criancas/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Camping com casa de cogumelo, de caracol, castelo nas árvores e praia artificial vira opção diferente para viajar com crianças</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/dormir-num-cogumelo-gigante-ou-num-caracol-sera-este-um-dos-parques-de-campismo-mais-impressionantes-da-europa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Inverno de 2026-27 em Portugal continental: o ECMWF prevê um cenário mais quente e chuvoso que o normal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/inverno-de-2026-27-em-portugal-continental-o-ecmwf-preve-um-cenario-mais-quente-e-chuvoso-que-o-normal.html</link><pubDate>Sat, 24 Oct 2026 12:30:25 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O ECMWF mantém um sinal consistente para o inverno 2026-27 em Portugal. Temperaturas médias mensais acima do normal e meses potencialmente mais chuvosos, sobretudo no Norte e Centro. Março poderá começar a trazer algumas alterações a este padrão.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/inverno-de-2026-27-em-portugal-continental-o-ecmwf-preve-um-cenario-mais-quente-e-chuvoso-que-o-normal-1792843895817.jpg" data-image="mds67bs70o1y" alt="Chuva no inverno" title="Chuva no inverno"><figcaption>O inverno 2026-27 poderá trazer mais chuva do que o habitual a Portugal, segundo as mais recentes tendências sazonais do ECMWF. Dezembro e janeiro destacam-se pelo sinal de precipitação acima da média, sobretudo nas regiões Norte e Centro, embora ainda exista uma elevada incerteza associada a previsões a vários meses de distância.</figcaption></figure><p>Embora o inverno astronómico só comece a <strong>21 de dezembro</strong>, a mudança para a hora de inverno acontece já na madrugada de <strong>25 de outubro</strong>, quando os relógios atrasam uma hora. É também nesta altura que começa a aumentar a curiosidade sobre aquilo que os próximos meses poderão reservar em termos meteorológicos. A mais recente previsão sazonal do <strong>ECMWF</strong>, através do modelo SEAS5, mantém um padrão bastante consistente para Portugal, <strong>temperaturas médias acima do normal e precipitação acima da média</strong>, sobretudo durante dezembro e janeiro.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Importa, contudo, interpretar estes mapas com cautela. Uma previsão sazonal não permite antecipar o estado do tempo num determinado dia, nem prever desde já tempestades, vagas de frio ou episódios específicos de chuva intensa. O objetivo é identificar <strong>tendências médias para períodos prolongados</strong>.</p><h2>Dezembro poderá arrancar com temperaturas acima da média e bastante chuva</h2><p>Para <strong>dezembro</strong>, primeiro mês do inverno astronómico, o modelo SEAS5 prevê uma anomalia positiva da temperatura em praticamente todo o território continental. No litoral, os valores deverão situar-se aproximadamente <strong>0,5 a 1 ºC acima da média climatológica</strong>, enquanto em várias regiões do interior a anomalia poderá aproximar-se de <strong>+1 a +1,5 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/inverno-de-2026-27-em-portugal-continental-o-ecmwf-preve-um-cenario-mais-quente-e-chuvoso-que-o-normal-1792842579343.jpg" data-image="bbn607kpghpn" alt="Anomalia média mensal da temperatura (dezembro)" title="Anomalia média mensal da temperatura (dezembro)"><figcaption>Dezembro poderá apresentar temperaturas médias acima do normal em Portugal, com anomalias entre +0,5 e +1,5 ºC na generalidade do território.</figcaption></figure><p>Isto não significa que dezembro será permanentemente ameno. Poderão ocorrer períodos frios e até temperaturas temporariamente abaixo da média. O mapa representa apenas o resultado médio de todo o mês.</p><p>Mais expressivo é o sinal da precipitação. O ECMWF projeta um <strong>dezembro mais chuvoso do que o habitual</strong>, especialmente no Norte e Centro. No Noroeste e em algumas áreas do interior Centro, a anomalia mensal poderá atingir ou ultrapassar os <strong>+50 mm</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/inverno-de-2026-27-em-portugal-continental-o-ecmwf-preve-um-cenario-mais-quente-e-chuvoso-que-o-normal-1792842613694.jpg" data-image="4x833b8in85s" alt="Anomalia média mensal de precipitação (dezembro)" title="Anomalia média mensal de precipitação (dezembro)"><figcaption>O sinal de precipitação é expressivo em dezembro: Norte e Centro poderão registar um mês mais chuvoso do que o habitual, com anomalias localmente superiores a +50 mm.</figcaption></figure><p>Ou seja, algumas regiões poderão terminar dezembro com pelo menos 50 mm de precipitação a mais relativamente ao que seria climatologicamente esperado.</p><h2>Janeiro mantém praticamente o mesmo padrão</h2><p>Em <strong>janeiro de 2027</strong>, o cenário pouco muda. As temperaturas continuam acima da média, com o sinal quente a intensificar-se em algumas áreas do interior Norte e Centro, onde as anomalias poderão alcançar aproximadamente <strong>+1,5 a +2 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/inverno-de-2026-27-em-portugal-continental-o-ecmwf-preve-um-cenario-mais-quente-e-chuvoso-que-o-normal-1792842667571.jpg" data-image="io5nb85kbmtx" alt="Anomalia da temperatura média mensal" title="Anomalia da temperatura média mensal"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-356764">Janeiro mantém o sinal mais quente, que poderá intensificar-se no interior Norte e Centro, onde algumas regiões apresentam anomalias entre +1,5 e +2 ºC.</figcaption></figure><p>Novamente, isto não exclui entradas de ar frio, geadas ou outros episódios tipicamente invernais. Um mês pode terminar acima da média mesmo depois de atravessar vários períodos bastante frios.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/inverno-de-2026-27-em-portugal-continental-o-ecmwf-preve-um-cenario-mais-quente-e-chuvoso-que-o-normal-1792842730221.jpg" data-image="xoivfaq6299c" alt="Anomalia média mensal da precipitação" title="Anomalia média mensal da precipitação"><figcaption>O ECMWF mantém para janeiro uma tendência de precipitação acima da média, novamente mais vincada nas regiões Norte e Centro.</figcaption></figure><p>Na precipitação, janeiro volta a destacar-se. Grande parte de Portugal apresenta uma <strong>anomalia positiva</strong>, mais marcada nas regiões Norte e Centro, onde algumas áreas voltam a aproximar-se do patamar de <strong>+50 mm</strong>. Assim, dezembro e janeiro apresentam atualmente um sinal coerente, <strong>um início de inverno potencialmente mais húmido do que o habitual</strong>.</p><h2>Março começa a mostrar uma mudança no padrão</h2><p> <strong>Em fevereiro, a tendência mantém-se semelhante à prevista para dezembro e janeiro</strong>, com temperaturas médias acima do normal e um sinal de precipitação também superior à média climatológica. </p><p>À medida que avançamos no horizonte da previsão, a incerteza aumenta. Ainda assim, <strong>março</strong>, último mês do inverno astronómico, começa a apresentar algumas diferenças. O sinal de temperaturas acima da média permanece, mas torna-se <strong>menos acentuado em Portugal</strong>, sobretudo no Centro e Sul, onde predominam anomalias mais próximas de <strong>+0,5 a +1 ºC</strong>. O Norte e algumas zonas do interior continuam a apresentar um sinal ligeiramente mais quente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/inverno-de-2026-27-em-portugal-continental-o-ecmwf-preve-um-cenario-mais-quente-e-chuvoso-que-o-normal-1792842924230.jpg" data-image="cplni7029i9m" alt="Anomalia média mensal da temperatura" title="Anomalia média mensal da temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-637369">No último mês do inverno astronómico, o sinal das temperaturas médias mais elevadas perde alguma intensidade, embora as temperaturas médias ainda possam permanecer acima do normal em grande parte do país.</figcaption></figure><p>Também na precipitação o padrão positivo persiste, mas apresenta-se <strong>menos vincado e mais irregular</strong>. O Norte continua a concentrar os desvios positivos mais significativos, enquanto noutras regiões os valores se aproximam mais da normalidade climatológica.</p><h2>O que podemos realmente concluir sobre o inverno?</h2><p>As previsões do SEAS5 são produzidas através de um conjunto de <strong>51 membros</strong>, que representam diferentes evoluções possíveis da atmosfera. É precisamente esta abordagem probabilística que permite identificar tendências, mas não acontecimentos meteorológicos concretos com vários meses de antecedência.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794864" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-sobem-ate-5-c-em-portugal-na-segunda-feira-ecmwf-preve-valores-ate-6-c-acima-do-normal.html" title="Temperaturas sobem até 5 °C em Portugal na segunda-feira: ECMWF prevê valores até 6 °C acima do normal">Temperaturas sobem até 5 °C em Portugal na segunda-feira: ECMWF prevê valores até 6 °C acima do normal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-sobem-ate-5-c-em-portugal-na-segunda-feira-ecmwf-preve-valores-ate-6-c-acima-do-normal.html" title="Temperaturas sobem até 5 °C em Portugal na segunda-feira: ECMWF prevê valores até 6 °C acima do normal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-sobem-ate-5-c-em-portugal-na-segunda-feira-ecmwf-preve-valores-ate-6-c-acima-do-normal-1792790358700_320.jpg" alt="Temperaturas sobem até 5 °C em Portugal na segunda-feira: ECMWF prevê valores até 6 °C acima do normal"></a></article></aside><p>Quanto mais distante estiver o mês analisado, <strong>menor é a previsibilidade</strong>, pelo que não seria correto atribuir uma percentagem única de “certeza” a dezembro, janeiro ou março apenas a partir destes mapas de anomalias.</p><div class="texto-destacado">Neste momento, o sinal mais consistente é, portanto, de um <strong>inverno 2026-27 globalmente mais quente do que a média climatológica e potencialmente mais chuvoso</strong>, com o excesso de precipitação mais marcado no Norte e Centro.</div><p>Mas há uma distinção fundamental, <strong>um inverno mais quente em média não significa ausência de frio, e um inverno mais chuvoso não significa que choverá constantemente</strong>. Entre dezembro e março poderão surgir períodos secos, episódios frios e eventos de precipitação intensa. É a frequência e persistência desses episódios que só as atualizações das próximas semanas começarão a esclarecer.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/inverno-de-2026-27-em-portugal-continental-o-ecmwf-preve-um-cenario-mais-quente-e-chuvoso-que-o-normal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Lisboa vai plantar 2400 árvores. Mas antes pode perder centenas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/lisboa-vai-plantar-2400-arvores-mas-antes-pode-perder-centenas.html</link><pubDate>Sat, 24 Oct 2026 12:04:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A nova linha de elétrico e a requalificação da Avenida Almirante Reis ameaçam o arvoredo da capital. Em contrapartida, a autarquia prepara um investimento de quase meio milhão de euros para ganhar árvores.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/lisboa-vai-plantar-2400-arvores-mas-antes-pode-perder-centenas-1792521536110.jpg" data-image="f29123v9gxth" alt="Lisboa" title="Lisboa"><figcaption>Poderá isto ser um contrassenso? Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>Mais de 400 árvores poderão ser afetadas por duas grandes obras na capital. Em paralelo, a Câmara Municipal prepara um investimento de quase meio milhão de euros para reforçar o arvoredo nas 24 freguesias. Será um contrassenso?</p><p>É verdade. Lisboa quer ganhar árvores, mas há projetos que podem obrigar a <strong>retirar ou transplantar centenas de exemplares</strong> já existentes. </p><div class="texto-destacado">Enquanto duas grandes intervenções urbanas levantam preocupações sobre o futuro de parte do arvoredo da capital, a Câmara Municipal prepara-se para investir 491 mil euros na plantação e rega de 2400 novas árvores, distribuídas por todas as freguesias da cidade.</div><p>A notícia chega numa altura em que as árvores urbanas são cada vez mais importantes. Além de tornarem as ruas mais agradáveis,<strong> ajudam a criar sombra nos dias quentes</strong>, contribuem para reduzir o efeito das chamadas ilhas de calor e podem melhorar a qualidade do ar. Por isso, quando se fala em retirar árvores de uma avenida, a questão vai muito além da paisagem.</p><h2>Duas obras que podem mudar a paisagem de Lisboa</h2><p>Um dos projetos que está a dar que falar é o <strong>futuro elétrico 16E</strong>, que deverá ligar o Terreiro do Paço ao Parque das Nações. A nova linha da Carris terá cerca de 11 quilómetros e atravessará zonas da cidade onde existe atualmente um arvoredo significativo.</p><p>De acordo com o Estudo de Impacte Ambiental, citado pelo jornal 'Público' a 5 de outubro, <strong>o destino das árvores dependerá do traçado escolhido entre cinco possibilidades</strong>. No cenário considerado menos prejudicial, será necessário transplantar 116 exemplares e avaliar outros 668, para determinar se podem ser mantidos, podados ou transferidos. Na alternativa com maior impacto, o número de árvores a transplantar poderá chegar às 520, além de mais de 360 que terão de ser avaliadas. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777808" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/lisboa-fechou-refugios-do-calor-em-plena-onda-de-calor-como-se-explica-este-paradoxo.html" title="Lisboa fechou refúgios do calor em plena onda de calor. Como se explica este paradoxo?">Lisboa fechou refúgios do calor em plena onda de calor. Como se explica este paradoxo?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/lisboa-fechou-refugios-do-calor-em-plena-onda-de-calor-como-se-explica-este-paradoxo.html" title="Lisboa fechou refúgios do calor em plena onda de calor. Como se explica este paradoxo?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/lisboa-fechou-refugios-do-calor-em-plena-onda-de-calor-como-se-explica-este-paradoxo-1783594178234_320.jpg" alt="Lisboa fechou refúgios do calor em plena onda de calor. Como se explica este paradoxo?"></a></article></aside><p>A zona de intervenção inclui<strong> 4223 árvores identificadas</strong> ao longo do percurso analisado. Isto não significa que todas estejam ameaçadas, mas mostra a dimensão do trabalho necessário para compatibilizar a construção da linha com a preservação do arvoredo existente.</p><div class="texto-destacado">A Carris comprometeu-se a procurar soluções que minimizem os impactos ambientais do projeto. O início das obras está previsto para 2027.</div><p>Independentemente do número, o transplante “deverá ser efetuado para locais disponíveis”, na área geográfica de qualquer uma das seis freguesias por onde passará o novo elétrico, prevê o programa base do projeto. Apenas depois de elaborado o relatório técnico de avaliação visual do arvoredo, se conhecerão as novas localizações dos exemplares potencialmente alvos de transferência ou de poda.</p><p>“A informação é conhecida desde setembro e estava explícita nos documentos disponibilizados para consulta pública pela autarquia, com a Carris a garantir que alteraria o projeto com o fim de <strong>minimizar impactos de cariz ecológico ou relacionados com o ruído</strong>, por exemplo”, nota a revista ‘Time Out’. “Mas a perda de mancha arbórea ao longo do traçado – onde vivem hoje mais de 4000 árvores – é inevitável, em especial em vias como a Avenida Infante Dom Henrique, a Avenida Dom João II e a Alameda dos Oceanos.”</p><p>Esta, contudo, não é a única intervenção a levantar dúvidas entre quem defende mais espaços verdes na capital.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lisboa-vai-plantar-2400-arvores-mas-antes-pode-perder-centenas-1792521962721.jpg" data-image="r5cbr3q10mwv" alt="Lisboa" title="Lisboa"><figcaption>Uma discussão que não é de agora. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>A <strong>requalificação da Avenida Almirante Reis</strong>, cujo projeto foi apresentado pela autarquia em novembro de 2024, prevê alterações à circulação automóvel, à mobilidade pedonal e à rede ciclável. Uma das mudanças mais controversas é a eliminação do separador central, onde se encontram 295 tílias.</p><p>Um grupo de moradores contestou esta opção e lançou uma petição para pedir à Câmara que reconsidere o projeto. Entre as preocupações apontadas estão a <strong>perda das árvores existentes</strong>, o aumento do espaço destinado aos automóveis em parte da avenida e as condições previstas para a circulação de bicicletas e peões. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769475" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/e-possivel-ter-cidades-verdes-e-crescimento-economico-ao-mesmo-tempo-como-funciona-o-desacoplamento.html" title="É possível ter cidades verdes e crescimento económico ao mesmo tempo? Como funciona o 'desacoplamento'">É possível ter cidades verdes e crescimento económico ao mesmo tempo? Como funciona o "desacoplamento"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/e-possivel-ter-cidades-verdes-e-crescimento-economico-ao-mesmo-tempo-como-funciona-o-desacoplamento.html" title="É possível ter cidades verdes e crescimento económico ao mesmo tempo? Como funciona o 'desacoplamento'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/citta-green-e-crescita-economica-sono-possibili-al-tempo-stesso-cos-e-il-decoupling-e-perche-funziona-1778580804737_320.jpg" alt="É possível ter cidades verdes e crescimento económico ao mesmo tempo? Como funciona o 'desacoplamento'"></a></article></aside><p>"A CML apresentou um projeto para a Almirante Reis com várias melhorias, mas discordamos da opção de fundo: o aumento do espaço rodoviário, de duas para três vias entre o Martim Moniz e a Alameda. Esta opção implica a remoção de 295 árvores do separador central, a manutenção de passeios estreitos e a implementação de atravessamentos pedonais mais largos e perigosos. Implica ainda ciclovias com larguras muito abaixo dos mínimos e integradas nos passeios, o que exponenciará os conflitos com peões, mas também com os automóveis que viram à direita para aceder às transversais – acabando, em última instância, por comprometer a fluidez do tráfego", pode ler-se no documento.</p><p>A autarquia, por seu lado, apresentou a intervenção como uma<strong> oportunidade para criar uma estrutura verde contínua</strong>, melhorar a segurança dos percursos pedonais e cicláveis e aumentar a presença de árvores e espaços verdes. </p><div class="texto-destacado">Em 2024, a Câmara indicou que a avenida passaria das atuais 295 árvores para 370, embora a concretização dessa meta dependa dos detalhes do projeto.</div><p>"’Temos agora 295 árvores ao longo de todo o eixo e vamos ter 370’, assegurou na altura a vereadora do Urbanismo, Joana Almeida, sem precisar como e sem adiantar detalhes sobre as novas plantações e eventuais transplantações”, lê-se na ‘Time Out’. “Somando aos canteiros e arbustos previstos, a autarca avançou uma <strong>redução em 46% da área betuminosa</strong> e um ganho de 50% de sombra nos passeios.”</p><h2>Meio milhão de euros para plantar 2400 árvores</h2><p>Em paralelo com estas intervenções, <strong>Lisboa prepara um investimento de 491 040 euros para plantar e regar 2400 árvores</strong> nas 24 freguesias da cidade, ao longo de três anos.</p><p>“Objetivo é fomentar a proteção da biodiversidade, redução da poluição e utilização sustentável dos recursos hídricos”, avança o ‘Jornal PT Green’.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lisboa-vai-plantar-2400-arvores-mas-antes-pode-perder-centenas-1792522121864.jpg" data-image="unir91o3gr9h" alt="Jacarandás Lisboa" title="Jacarandás Lisboa"><figcaption>Entre as espécies previstas encontram-se jacarandás e tipuanas. Foto ilustrativas: Unsplash</figcaption></figure><p>O valor consta de um concurso público lançado pelo município, dividido em dois lotes. O primeiro, no valor de cerca de 248 mil euros, abrange 12 freguesias e prevê 1212 árvores. O segundo, de aproximadamente 243 mil euros, inclui as restantes 12 freguesias e contempla 1188 exemplares. </p><p>A iniciativa pretende<strong> reforçar a estrutura verde da cidade e contribuir para a proteção da biodiversidade</strong>, a redução da poluição e a utilização sustentável dos recursos hídricos. Entre as espécies previstas encontram-se jacarandás e tipuanas, árvores conhecidas pela sombra que proporcionam e, no caso dos jacarandás, pela floração roxa que colore várias ruas portuguesas na primavera.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790593" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/estas-cidades-vao-ganhar-enormes-florestas-mesmo-a-porta-de-casa.html" title="Estas cidades vão ganhar florestas enormes mesmo à porta de casa">Estas cidades vão ganhar florestas enormes mesmo à porta de casa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/estas-cidades-vao-ganhar-enormes-florestas-mesmo-a-porta-de-casa.html" title="Estas cidades vão ganhar florestas enormes mesmo à porta de casa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estas-cidades-vao-ganhar-enormes-florestas-mesmo-a-porta-de-casa-1790433732188_320.jpg" alt="Estas cidades vão ganhar florestas enormes mesmo à porta de casa"></a></article></aside><p>O calendário do concurso prevê que a maior parte das plantações decorra até março de 2027. Seguir-se-ão novas fases entre novembro de 2027 e maio de 2028 e entre novembro de 2028 e maio de 2029. A plantação deverá ser acompanhada por trabalhos de rega, essenciais para ajudar as árvores a estabelecerem-se, sobretudo durante os primeiros verões.</p><p>O procedimento prevê ainda a contratação de empresas para executar os trabalhos nas diferentes freguesias, estando a apresentação de propostas aberta até 13 de novembro de 2026. Por isso, o valor anunciado corresponde ao preço-base do concurso, não devendo ser confundido com um contrato já adjudicado.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="P%C3%BAblico%2C%20Alem%C3%A3o%2C%20S" data-year="2026" data-title="El%C3%A9ctrico%20do%20Terreiro%20do%20Pa%C3%A7o%20%C3%A0%20Expo%20poder%C3%A1%20obrigar%20a%20transferir%20centenas%20de%20%C3%A1rvores" data-url="https%3A%2F%2Fwww.publico.pt%2F2026%2F10%2F05%2Flocal%2Fnoticia%2Felectrico-terreiro-paco-expo-podera-obrigar-transferir-centenas-arvores-2190150%23goog_rewarded">Público, Alemão, S. (2026). <a href="https://www.publico.pt/2026/10/05/local/noticia/electrico-terreiro-paco-expo-podera-obrigar-transferir-centenas-arvores-2190150#goog_rewarded" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Eléctrico do Terreiro do Paço à Expo poderá obrigar a transferir centenas de árvores</a>.</cite><br><cite data-author="Time%20Out%2C%20Barbedo%2C%20R" data-year="2026" data-title="Mais%20de%20400%20%C3%A1rvores%20poder%C3%A3o%20estar%20em%20risco%20por%20causa%20de%20duas%20grandes%20obras%20em%20Lisboa" data-url="https%3A%2F%2Fwww.timeout.pt%2Flisboa%2Fpt%2Fnoticias%2Fmais-de-400-arvores-poderao-estar-em-risco-por-causa-de-duas-grandes-obras-em-lisboa-100726">Time Out, Barbedo, R. (2026). <a href="https://www.timeout.pt/lisboa/pt/noticias/mais-de-400-arvores-poderao-estar-em-risco-por-causa-de-duas-grandes-obras-em-lisboa-100726" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Mais de 400 árvores poderão estar em risco por causa de duas grandes obras em Lisboa</a>.</cite><br><cite data-author="Jornal%20PT%20Green" data-year="2026" data-title="Lisboa%20vai%20investir%20meio%20milh%C3%A3o%20de%20euros%20para%20plantar%202400%20%C3%A1rvores%20em%20todas%20as%20freguesias" data-url="https%3A%2F%2Fsapo.pt%2Fartigo%2Flisboa-vai-investir-meio-milhao-de-euros-para-plantar-2400-arvores-em-todas-as-freguesias-6acdcb0cded6b2a5e34f4df1">Jornal PT Green. (2026). <a href="https://sapo.pt/artigo/lisboa-vai-investir-meio-milhao-de-euros-para-plantar-2400-arvores-em-todas-as-freguesias-6acdcb0cded6b2a5e34f4df1" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Lisboa vai investir meio milhão de euros para plantar 2400 árvores em todas as freguesias</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/lisboa-vai-plantar-2400-arvores-mas-antes-pode-perder-centenas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os mapas de furacões estão a melhorar, mas será que as pessoas compreendem os riscos? Eis o que foi descoberto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-mapas-de-furacoes-estao-a-melhorar-mas-sera-que-as-pessoas-compreendem-os-riscos-eis-o-que-foi-descoberto.html</link><pubDate>Sat, 24 Oct 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um novo estudo revela que os mapas atualizados de previsão de furacões poderiam melhorar a compreensão do público sobre as ameaças representadas pelas tempestades, sem necessariamente levar as pessoas a tomar precauções antes da chegada de condições meteorológicas perigosas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/hurricane-maps-are-improving-but-are-people-understanding-the-risks-here-s-what-researchers-found-1792692287618.jpg" data-image="bfjkl4b4l5so" alt="Imagem de satélite de um furacão" title="Imagem de satélite de um furacão"><figcaption>As condições perigosas causadas por um furacão podem estender-se muito para além do cone previsto para a tempestade.</figcaption></figure><p>Com a aproximação de um furacão, é natural que os residentes se sintam ansiosos, sobretudo quando os mapas de previsão começam a circular nas redes sociais. Muitos recorrem a estes mapas em busca de segurança, na esperança de saber se a sua comunidade está na trajetória da tempestade. No entanto, novas investigações sugerem que <strong>o que as pessoas veem nestes mapas e a forma como os interpretam podem ser duas coisas muito diferentes</strong>.</p><h2> Os novos mapas de furacões mostram resultados mistos</h2><p>Quando um furacão ameaça atingir uma zona costeira, mesmo <strong>uma pequena alteração na sua trajetória prevista pode trazer alívio a uma comunidade e aumentar a ansiedade noutra</strong>. Mas, embora as pessoas acompanhem atentamente cada atualização da previsão, nem sempre se apercebem da verdadeira dimensão do perigo.</p><p>Investigadores da Universidade Estadual da Florida estudaram se a modificação dos mapas de previsão utilizados pelo Centro Nacional de Furacões (NHC) ajuda as pessoas a compreender melhor os riscos associados aos furacões.</p><p>As suas conclusões, publicadas na revista <em>Weather, Climate, and Society</em>, indicam que <strong>mapas mais simples nem sempre conduzem a uma maior consciencialização</strong> do perigo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hurricane-maps-are-improving-but-are-people-understanding-the-risks-here-s-what-researchers-found-1792695649680.jpg" data-image="8reuvr0cw4ih" alt="Cone de previsão do furacão Milton" title="Cone de previsão do furacão Milton"><figcaption>Segundo uma nova investigação, muitas pessoas acreditam erradamente que um cone de furacão mais largo indica uma tempestade maior.</figcaption></figure><p>O estudo analisou uma versão experimental do cone de furacões que o NHC introduziu em 2024. Ao contrário da versão anterior, o novo mapa mostra avisos e alertas de furacões e tempestades tropicais para áreas do interior, indicando que <strong>as condições perigosas podem estender-se muito para além da costa</strong>.</p><p>Para avaliar as mudanças, os investigadores entrevistaram participantes residentes na Florida e na Geórgia, mostrando a cada participante o cone de incerteza convencional ou a nova versão. Aqueles que viram o gráfico revisto identificaram com maior precisão as áreas do interior sob alerta, mas não referiram sentir-se significativamente mais ameaçados ou mais propensos a tomar medidas de proteção. Da mesma forma, <strong>o novo mapa não melhorou a sua capacidade de identificar locais com avisos de tempestade</strong>.</p><h2> Porque é que as pessoas interpretam mal o cone de um furacão? </h2><p>Uma das conclusões mais preocupantes do estudo relaciona-se com uma <strong>interpretação errónea comum do conhecido cone de incerteza</strong>. Muitas pessoas acreditam que o cone representa o tamanho físico de um furacão e que um cone mais largo sugere uma tempestade maior.</p><p class="texto-destacado">"Durante anos, a investigação demonstrou que as pessoas confundem frequentemente um cone de tempestade mais largo com uma tempestade maior", disse Elizabeth Ray, autora principal do estudo e professora assistente. "Os nossos resultados sugerem que, mesmo com um gráfico atualizado, esta ideia errada pode ser difícil de erradicar."<br> </p><p>No entanto, <strong>o cone ilustra a incerteza em torno da trajetória projetada da tempestade</strong>. Não indica até onde se podem estender os ventos fortes, as inundações ou outras condições perigosas.</p><p>Este mal-entendido pode levar a uma perceção incompleta dos riscos para os residentes, especialmente aqueles que vivem fora da trajetória prevista. <strong>Os efeitos de um furacão podem estender-se por centenas de quilómetros a partir do seu centro</strong>, provocando chuvas torrenciais, tornados e ventos destrutivos em comunidades muito distantes da trajetória prevista.</p><h2> O que devem os residentes saber antes da chegada de um furacão? </h2><p>Os investigadores sublinham que as descobertas não sugerem um problema com a precisão das previsões do NHC. Em vez disso, o desafio reside em <strong>ajudar as pessoas a compreender o que a informação significa</strong> para as suas próprias comunidades e como devem reagir.</p><p><strong>A trajetória projetada do furacão é apenas um elemento da previsão</strong>; as pessoas devem também ter em conta os alertas e avisos locais, as previsões de chuva, a possibilidade de inundações e as condições de vento previstas, mesmo que estejam fora do cone de trajetória projetado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791315" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-aviao-caca-furacoes-da-noaa-penetrou-no-olho-do-devastador-furacao-polo-e-o-video-e-impressionante.html" title="Um avião caça-furacões da NOAA penetrou no olho do devastador furacão Polo e o vídeo é impressionante">Um avião caça-furacões da NOAA penetrou no olho do devastador furacão Polo e o vídeo é impressionante</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-aviao-caca-furacoes-da-noaa-penetrou-no-olho-do-devastador-furacao-polo-e-o-video-e-impressionante.html" title="Um avião caça-furacões da NOAA penetrou no olho do devastador furacão Polo e o vídeo é impressionante"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/un-avion-cazahuracanes-de-la-noaa-se-adentro-en-el-ojo-del-devastador-huracan-polo-y-el-video-es-soprendente-1790695923463_320.png" alt="Um avião caça-furacões da NOAA penetrou no olho do devastador furacão Polo e o vídeo é impressionante"></a></article></aside><p> O estudo destaca a <strong>necessidade de combinar gráficos de furacões com previsões locais detalhadas e conselhos de segurança</strong>. Se as pessoas estiverem conscientes dos riscos que podem afetar uma área específica, poderão tomar decisões mais informadas antes da chegada de condições meteorológicas severas. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Florida%20State%20University" data-year="" data-title="Hurricane%20warning%20maps%20are%20improving%2C%20but%20a%20dangerous%20problem%20remains" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedaily.com%2Freleases%2F2026%2F10%2F261019093443.htm">Florida State University. <a href="https://www.sciencedaily.com/releases/2026/10/261019093443.htm" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Hurricane warning maps are improving, but a dangerous problem remains</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-mapas-de-furacoes-estao-a-melhorar-mas-sera-que-as-pessoas-compreendem-os-riscos-eis-o-que-foi-descoberto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um satélite russo perseguiu, durante dias, um satélite norte-americano a 27.000 km/h: o que se sabe sobre a manobra]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-satelite-russo-perseguiu-durante-dias-um-satelite-norte-americano-a-27-000-km-h-o-que-se-sabe-sobre-a-manobra.html</link><pubDate>Sat, 24 Oct 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Duas naves espaciais que orbitam a Terra a cerca de 27.000 km/h passaram dias a uma distância muito pequena uma da outra. O que se sabe sobre o sucedido, porque é que o alvo foi um satélite de radar e que riscos isso traz para os outros.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-satelite-ruso-acecho-durante-dias-a-uno-de-ee-uu-a-27-000-km-h-que-se-sabe-de-la-maniobra-1792595909635.jpg" data-image="6vdrx4bftkj6" alt="satelites" title="satelites"><figcaption>Os satélites comerciais de observação fornecem imagens a governos, empresas e equipas de emergência.</figcaption></figure><p>Segundo a empresa de monitorização espacial LeoLabs, <strong>o satélite militar russo Kosmos-2612 realizou, entre os dias 15 e 19 de outubro, uma série de manobras deliberadas em direção ao Iceye-X36</strong>. No dia 15, reduziu a distância de cerca de 400 para aproximadamente 210 quilómetros. No dia 16, já estava a 2 ou 3 quilómetros de distância e, nos dias seguintes, movimentou-se alternando posições à frente e atrás do satélite norte-americano, com momentos em que a distância desceu para cerca de 500 metros. </p><p>Depois,<strong> iniciou uma retirada controlada e, hoje, encontra-se a mais de uma centena de quilómetros</strong>. As primeiras estimativas apontavam para menos de 5 quilómetros, e algumas análises baseadas em dados públicos sugerem distâncias de apenas dezenas de metros; portanto, o número exato continua em discussão.</p><div class="texto-destacado"><strong>Dois objetos que viajam a aproximadamente 27.000 km/h podem parecer praticamente estacionários um em relação ao outro. Isto ocorre quando ambos seguem a mesma órbita na mesma direção, de forma semelhante a dois carros que viajam lado a lado numa autoestrada, mantendo uma distância constante. A uma altitude de cerca de 540 quilómetros, onde orbita o satélite norte-americano Iceye-X36, esta é a velocidade necessária para evitar a queda. Por conseguinte, aproximar-se de outro satélite requer não velocidade, mas sim cálculos precisos, e mesmo um erro mínimo a uma distância tão curta pode ser muito dispendioso.</strong></div><p>O astrofísico Jonathan McDowell, que monitoriza a atividade espacial, acredita que <strong>este é o primeiro encontro conhecido em órbita baixa da Terra entre dois satélites ativos sem o consentimento de um dos operadores</strong>. Adam Marsh, vice-presidente de soluções técnicas da LeoLabs, descreveu a manobra como a aproximação não cooperativa mais avançada e potencialmente perigosa alguma vez observada pela empresa. A Iceye respondeu que está a monitorizar a situação de perto e que a sua arquitetura de constelação foi concebida para garantir a continuidade e a resiliência.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="716180" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-mae-de-todas-as-chuvas-de-meteoros-o-impacto-do-yr4-de-2024-com-a-lua-resultaria-em-milhoes-de-fragmentos.html" title="“A mãe de todas as chuvas de meteoros”: o impacto do YR4 de 2024 com a Lua resultaria em milhões de fragmentos">“A mãe de todas as chuvas de meteoros”: o impacto do YR4 de 2024 com a Lua resultaria em milhões de fragmentos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-mae-de-todas-as-chuvas-de-meteoros-o-impacto-do-yr4-de-2024-com-a-lua-resultaria-em-milhoes-de-fragmentos.html" title="“A mãe de todas as chuvas de meteoros”: o impacto do YR4 de 2024 com a Lua resultaria em milhões de fragmentos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/l-impatto-di-2024-yr4-con-la-luna-genererebbe-uno-sciame-meteorico-senza-precedent-con-milioni-di-tonnellate-di-detriti-1750254239280_320.jpeg" alt="“A mãe de todas as chuvas de meteoros”: o impacto do YR4 de 2024 com a Lua resultaria em milhões de fragmentos"></a></article></aside><p><strong>Para quem não está familiarizado com o tema, a consequência prática está mais próxima do que parece</strong>. Os satélites de observação comerciais fornecem imagens aos governos, empresas e equipas de emergência, e cada manobra evasiva que uma empresa é obrigada a realizar consome combustível e reduz a vida útil do satélite.</p><h2>Porque é que o alvo era um satélite de radar?</h2><p>A Iceye é uma empresa finlandesa com uma subsidiária nos Estados Unidos, que opera o satélite X36. Os seus satélites utilizam radar de abertura sintética, uma técnica que emite micro-ondas e processa os ecos com algoritmos para criar imagens muito nítidas à noite e em condições de céu nublado. É a mesma tecnologia que permite mapear inundações ou rastrear gelo marinho quando a cobertura de nuvens impede a visualização com câmaras óticas. No entanto,<strong> o seu foco principal está no reconhecimento, inteligência militar e monitorização estratégica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-satelite-ruso-acecho-durante-dias-a-uno-de-ee-uu-a-27-000-km-h-que-se-sabe-de-la-maniobra-1792596071364.jpg" data-image="62d0dmigi6ko" alt="detritos espaciais" title="detritos espaciais"><figcaption>Pensa-se que este é o primeiro encontro conhecido em órbita terrestre baixa entre dois satélites ativos sem o consentimento de um dos operadores.</figcaption></figure><p>Desde 2022 que a empresa colabora com a Ucrânia, para cujo governo transferiu um satélite e concedeu acesso ao resto da sua constelação. Nesse mesmo ano, um responsável russo alertou que os satélites civis que apoiam as forças armadas ucranianas são alvos legítimos. A Iceye não confirmou publicamente quem são os clientes do X36, embora exista a crença generalizada de que está a prestar apoio à Ucrânia. </p><p>A <strong>Rússia não explicou a missão do Kosmos-2612</strong>, e a LeoLabs esclarece que o que foi observado demonstra capacidades que poderiam ser utilizadas para recolher informações, inspecionar outro satélite ou enviar um sinal de pressão, <strong>mas não estabelece uma intenção hostil</strong>.</p><h2>O custo de se deslocar em órbita e o que acontece se algo correr mal.</h2><p>A<strong> alteração dos planos orbitais, mesmo que ligeiramente, consome muito combustível</strong>, razão pela qual os analistas atribuem tanta importância a estas manobras. De acordo com a LeoLabs, tais ações exigem planeamento, manobrabilidade, navegação precisa e uma quantidade significativa de combustível. Michael Traut, chefe do Comando Espacial Alemão, alertou que, mesmo sem um ataque direto, este tipo de operações pode ameaçar as constelações comerciais, uma vez que obriga os satélites a reajustar as suas órbitas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782068" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/alerta-espacial-satelite-privado-enviado-para-resgatar-o-telescopio-swift-da-nasa-esta-girando-sem-controle.html" title="Alerta espacial: satélite privado enviado para resgatar o telescópio Swift da NASA está a girar sem controlo">Alerta espacial: satélite privado enviado para resgatar o telescópio Swift da NASA está a girar sem controlo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/alerta-espacial-satelite-privado-enviado-para-resgatar-o-telescopio-swift-da-nasa-esta-girando-sem-controle.html" title="Alerta espacial: satélite privado enviado para resgatar o telescópio Swift da NASA está a girar sem controlo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alarma-espacial-el-satelite-privado-enviado-a-rescatar-el-telescopio-swift-de-la-nasa-gira-sin-control-1785720455757_320.jpg" alt="Alerta espacial: satélite privado enviado para resgatar o telescópio Swift da NASA está a girar sem controlo"></a></article></aside><p>Outro risco são os detritos espaciais. Em 2007, a China testou um míssil antissatélite a uma altitude de 865 quilómetros, deixando uma nuvem de fragmentos numa área sobrevoada por 1.866 dos 2.792 satélites lançados pela humanidade até então. Os Estados Unidos tinham suspendido os seus próprios testes na década de 1980 por um motivo semelhante. Além disso, o quadro legal apresenta áreas cinzentas, dado que <strong>o Tratado do Espaço Exterior de 1967 proíbe a colocação de armas de destruição maciça em órbita</strong>, mas não estabelece uma proibição geral das armas convencionais.</p><p>Há um mês, o secretário da Força Aérea norte-americana, Troy Meink, reconheceu publicamente que<strong> o seu país tem armas de controlo espacial em órbita</strong>, segundo o jornal El País. Não especificou que sistemas são estes.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-satelite-russo-perseguiu-durante-dias-um-satelite-norte-americano-a-27-000-km-h-o-que-se-sabe-sobre-a-manobra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Morangueiro: o mês de plantar e os erros que comprometem a colheita]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/morangueiro-o-mes-de-plantar-e-os-erros-que-comprometem-a-colheita.html</link><pubDate>Sat, 24 Oct 2026 08:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>A planta de morangueiro chega sem uma folha e com ar de raiz seca. O que acontece nos dez minutos seguintes, e sobretudo a profundidade a que fica, decide a colheita da primavera.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/morangueiro-o-mes-de-plantar-e-os-erros-que-comprometem-a-colheita-1792661557414.png" data-image="mujpt1aefszd"><figcaption>Morangueiro de raiz nua a ser plantado, com a coroa a ficar exactamente ao nível do solo.</figcaption></figure><p>O terreno já devia estar preparado desde o verão, e agora chega a parte que parece a mais simples de todas: abrir um buraco e pôr lá a planta.</p><p>Só que é precisamente aqui que se perde a maior parte das <strong>colheitas de morango</strong>, e quase sempre por causa de poucos milímetros.</p><h2>Tudo se decide na altura a que fica a coroa</h2><p>Quando se olha para a planta que chega, vê-se um feixe de raízes e, no topo, um engrossamento curto de onde vão sair as folhas. É aí que está o que decide a plantação inteira.</p><p><strong>Essa zona engrossada entre as raízes e as folhas chama-se coroa.</strong> É a parte viva do morangueiro, aquela de onde nascem todos os rebentos, e a única que não pode ser enterrada nem deixada ao ar. Tem de ficar exactamente ao nível do solo.</p><p><strong>Enterrada, a coroa apodrece nas primeiras semanas de chuva e a planta morre sem nunca chegar a arrancar.</strong> Demasiado alta, as raízes ficam expostas, secam ao primeiro vento e a planta definha.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A diferença entre um morangueiro que vinga e um que apodrece é de poucos milímetros, e está na altura a que fica a coroa.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Vale a pena plantar com calma e verificar planta a planta, porque é um gesto que não se corrige depois.</p><h2>Da caixa para a terra, no mesmo dia</h2><p>A planta chega dormente e sem folhas, e é normal duvidar que esteja viva. Está, mas tem pressa. E tem um nome próprio, que aparece nos catálogos e nas etiquetas dos viveiros.</p><div class="texto-destacado">Planta frigo-Planta de morangueiro arrancada do viveiro em repouso vegetativo, limpa das folhas e conservada em câmara frigorífica, a cerca de um a dois graus negativos, até ao momento da venda. Chega sem folhas e com aspecto de raiz seca, mas está viva e carregada de reservas, e arranca com vigor assim que encontra terra húmida.</div><p>Ao lado desta aparece também a planta fresca, arrancada no viveiro e vendida de imediato, ainda com algumas folhas e com a raiz em actividade. Serve igualmente para plantar nesta altura, e tudo o que se segue vale para as duas.</p><p>Se as raízes forem muito compridas, apare-as até cerca de dez centímetros, para caberem direitas no buraco. Raízes dobradas para cima dentro da cova são outro erro frequente e dão plantas fracas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/morangueiro-o-mes-de-plantar-e-os-erros-que-comprometem-a-colheita-1792661785792.png" data-image="9qqo7637dun9"><figcaption>Morangueiro enterrado em terra solta, com cuidado para a coroa não ficar coberta</figcaption></figure><p><strong>Mergulhe as raízes em água durante quinze a trinta minutos antes de plantar, e não mais do que isso</strong>. O que se pretende é rehidratar, não afogar.</p><p>E, acima de tudo, não deixe as plantas ao sol enquanto trabalha. As raízes secam em minutos. Mantenha-as tapadas com um pano húmido e tire uma de cada vez.</p><p>Os erros desta fase repetem-se todos os anos e são sempre os mesmos. A tabela seguinte reúne os mais comuns, com o que provocam e como se evitam.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Erro</p></th><th scope="col"><p>O que acontece</p></th><th scope="col"><p>Como evitar</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Coroa enterrada</p></td><td><p>Apodrece com as chuvas de inverno</p></td><td><p>Deixar ao nível exacto do solo</p></td></tr><tr><td><p>Coroa alta de mais</p></td><td><p>Raízes expostas que secam</p></td><td><p>Chegar terra até à base da coroa</p></td></tr><tr><td><p>Raízes dobradas na cova</p></td><td><p>Planta fraca e produção baixa</p></td><td><p>Aparar a dez centímetros e pôr a direito</p></td></tr><tr><td><p>Raízes ao sol antes de plantar</p></td><td><p>Morte em poucos dias</p></td><td><p>Tapar com pano húmido e plantar uma a uma</p></td></tr><tr><td><p>Plantas apertadas</p></td><td><p>Pouco ar, mais doenças, fruto pequeno</p></td><td><p>Trinta a trinta e cinco centímetros entre plantas</p></td></tr><tr><td><p>Estrume fresco na cova</p></td><td><p>Apodrecimento da coroa e das raízes</p></td><td><p>Composto curtido, aplicado no verão</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Erros mais frequentes na plantação de morangueiro de outono, com a consequência habitual e a forma de os evitar. As distâncias indicadas referem-se a plantação em camalhão com duas linhas. Fonte: elaboração própria.</td></tr></tbody></table><h2>Depois de plantar, três semanas de atenção</h2><p><strong>A planta não tem folhas para transpirar,</strong> mas tem de criar raiz nova, e para isso precisa de terra húmida de forma constante.</p><p>Regue logo a seguir à plantação, mesmo que o solo pareça húmido, para assentar a terra à volta das raízes e eliminar bolsas de ar. Depois mantenha a humidade sem encharcar, durante as primeiras três a quatro semanas.</p><p>É também a altura de cobrir. Um plástico preto aquece o solo, abafa as infestantes e mantém o fruto limpo na primavera. Uma camada de palha faz quase o mesmo e é mais barata, embora exija reposição.</p><h2>Onde plantar, e quando em cada região</h2><p>O morangueiro quer sol pleno, solo bem drenado e, sobretudo, terra onde não tenha estado morangueiro, tomate, batata ou pimento nos últimos anos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="701121" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conheca-os-beneficios-do-morango-um-dos-frutos-primaveris-preferido-dos-portugueses.html" title="Conheça os benefícios do morango, um dos frutos primaveris preferido dos portugueses">Conheça os benefícios do morango, um dos frutos primaveris preferido dos portugueses</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conheca-os-beneficios-do-morango-um-dos-frutos-primaveris-preferido-dos-portugueses.html" title="Conheça os benefícios do morango, um dos frutos primaveris preferido dos portugueses"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/conheca-os-beneficios-do-morango-um-dos-frutos-primaveris-preferido-dos-portugueses-1741811206099_320.jpg" alt="Conheça os benefícios do morango, um dos frutos primaveris preferido dos portugueses"></a></article></aside><p>Em Odemira e no sul, a janela de plantação estende-se confortavelmente por novembro. Em Leiria e no centro litoral, outubro e a primeira metade de novembro são o melhor período. Em Braga e no interior norte, convém não passar muito de outubro, porque a planta precisa de tempo para enraizar antes de o solo arrefecer.</p><h2>Os estolhos, que são o erro silencioso</h2><p>Fica para o fim aquele que não dá problema nenhum agora e tira metade da produção depois.</p><p>Chega a primavera e o morangueiro começa a mandar para fora uns caules compridos, que se espalham pelo chão em todas as direcções. Parece vigor da planta, e em parte é, mas tem um custo que se paga na colheita.</p><div class="texto-destacado">Estolho-Caule rastejante que o morangueiro emite a partir da coroa e que enraíza nos nós, dando origem a uma planta nova geneticamente igual à planta mãe. É a forma de multiplicação vegetativa da espécie, e cada estolho é alimentado com reservas que de outro modo iriam para o fruto.</div><p><strong>No primeiro ano, corte-os todos assim que aparecerem.</strong> A planta concentra tudo na coroa e nos frutos, e a diferença na colheita é visível.</p><p>No segundo ano é que se inverte a estratégia. Aí, deixe enraizar alguns estolhos das plantas mais saudáveis e mais produtivas, porque é com eles que vai renovar o morangal. Um morangueiro produz bem durante dois ou três anos e depois cai de rendimento, por isso convém ter sempre plantas novas a caminho.</p><p>Para escolher o dia, veja a previsão da sua zona. Plante com a terra húmida mas trabalhável, de preferência alguns dias depois de chuva, e evite os dias de vento, que secam as raízes expostas muito mais depressa do que o sol.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/morangueiro-o-mes-de-plantar-e-os-erros-que-comprometem-a-colheita.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Amazónia emite 1,17 mil milhões de toneladas de carbono a mais por ano, diz estudo na Nature]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/amazonia-emite-1-17-bilhao-de-toneladas-de-carbono-a-mais-por-ano-diz-estudo-na-nature.html</link><pubDate>Sat, 24 Oct 2026 07:05:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>As medições atmosféricas realizadas ao longo de quinze anos comprovaram que a queima da biomassa florestal superou amplamente a retenção de gases poluentes efetuada pelas árvores vivas. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/amazonia-emite-1-17-bilhao-de-toneladas-de-carbono-a-mais-por-ano-diz-estudo-1792673344988.jpg" data-image="qgeq2r7nl6zv" alt="Seca e desflorestação reduziram em 20% as chuvas na Amazónia. Foto: Christian Braga/ Greenpeace" title="Seca e desflorestação reduziram em 20% as chuvas na Amazónia. Foto: Christian Braga/ Greenpeace"><figcaption>Seca e desflorestação reduziram em 20% as chuvas na Amazónia. Foto: Christian Braga/ Greenpeace</figcaption></figure><p><strong>A Amazónia libertou para a atmosfera uma média anual de 1,17 mil milhões de toneladas de dióxido de carbono</strong> a mais do que conseguiu absorver entre 2010 e 2024. Historicamente reconhecida como um regulador do clima global, a vegetação passou a operar em desequilíbrio contínuo decorrente da pressão antrópica sobre este ecossistema.</p><p>Os incêndios florestais figuram como o fator central desta mudança expressiva de dinâmica ambiental. Enquanto a taxa média de absorção da mata ficou em cerca de 300 milhões de toneladas por ano, <strong>as queimadas lançaram aproximadamente 1,47 mil milhões de toneladas anuais de gases poluentes no ar</strong>.</p><h2>O impacto das queimadas e do clima extremo no bioma</h2><p>As análises científicas demonstraram que o avanço da desflorestação e os períodos de seca prolongada intensificaram a perda funcional da cobertura vegetal. Em cenários marcados por forte stress climático associado ao El Niño, <strong>a taxa anual de libertação líquida alcançou o recorde de 1,8 mil milhões de toneladas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/amazonia-emite-1-17-bilhao-de-toneladas-de-carbono-a-mais-por-ano-diz-estudo-1792673317512.jpg" data-image="i0wsafz0ax71" alt="Terra Indígena Paraná do Arauató, no Amazonas. Foto: Liam Cavalcante/Rede Amazónica" title="Terra Indígena Paraná do Arauató, no Amazonas. Foto: Liam Cavalcante/Rede Amazónica"><figcaption>Terra Indígena Paraná do Arauató, no Amazonas. Foto: Liam Cavalcante/Rede Amazónica</figcaption></figure><p>Além da elevação nas emissões, <strong>os registos de focos de calor nos primeiros dez meses de 2026 superaram 41.300 ocorrências</strong>, aproximando-se do total de 43.130 apurado ao longo de 2025. Esta densa camada de fumo resultou no encerramento de escolas e na sobrecarga de unidades médicas na região de Manaus.</p><div class="texto-destacado">O levantamento realizado através de monitorizações aéreas em quatro regiões do bioma indicou que as queimadas anularam a neutralidade ecológica da floresta. Sem esta compensação natural, as emissões brutas decorrentes do fogo tornaram-se o elemento definitivo para consolidar o saldo desfavorável na atmosfera.</div><p>"<strong>A principal mensagem da pesquisa é chocante:</strong> <strong>o problema da Amazónia é a ação humana</strong>. Estamos a perder a floresta porque o modelo de desenvolvimento da região tem sido baseado na destruição. Precisamos de políticas públicas que valorizem a floresta em pé", apontam investigadores do <a href="https://www.gov.br/inpe/pt-br" target="_blank">INPE</a>, responsáveis pelo estudo publicado na <a href="https://www.nature.com/" target="_blank">Nature</a>.</p><h2>Alterações térmicas e o risco do ponto de não retorno</h2><p>O histórico dos últimos 46 anos revelou alterações profundas no regime de chuvas e nos registros térmicos da floresta. Durante o ápice da seca, entre agosto e outubro, <strong>a redução na precipitação atingiu 20%, à medida que a temperatura média no mesmo período subiu 1,81 °C</strong>.</p><div class="texto-destacado">Estas transformações alimentam um ciclo contínuo de vulnerabilidade, no qual o ar excessivamente seco favorece novos focos de fogo. Consequentemente, as áreas remanescentes sofrem degradação progressiva, reduzindo o ritmo da fotossíntese natural e ampliando o volume de biomassa vegetal decomposta.</div><p>Mesmo sob a ação atenuante de fenómenos húmidos como o La Niña, o balanço de carbono manteve-se deficitário devido à intensidade da destruição. <strong>Os cientistas apontam que a vegetação sobrevivente enfrenta um stress severo</strong>, perdendo a capacidade de regeneração face a eventos extremos recorrentes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781236" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-deserto-que-alimenta-a-selva-como-o-saara-mantem-a-amazonia-viva.html" title="O deserto que alimenta a selva: Como o Saara mantém a Amazónia viva">O deserto que alimenta a selva: Como o Saara mantém a Amazónia viva</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-deserto-que-alimenta-a-selva-como-o-saara-mantem-a-amazonia-viva.html" title="O deserto que alimenta a selva: Como o Saara mantém a Amazónia viva"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-deserto-que-alimenta-a-selva-como-o-saara-mantem-a-amazonia-viva-1785409165521_320.png" alt="O deserto que alimenta a selva: Como o Saara mantém a Amazónia viva"></a></article></aside><p>A conservação da integridade ecológica depende agora de metas imediatas voltadas à contenção do fogo, à deflorestação zero e à restauração florestal. Estas ações conjuntas<strong> são necessárias para evitar a conversão definitiva do bioma</strong> <strong>n</strong><strong>uma vegetação empobrecida</strong> e incapaz de sustentar a sua rica biodiversidade.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Luciana%20Constantino" data-year="2026" data-title="Fogo%20e%20desmatamento%20transformam%20Amaz%C3%B4nia%20em%20fonte%20de%20carbono%20para%20a%20atmosfera" data-url="https%3A%2F%2Fagencia.fapesp.br%2Ffogo-e-desmatamento-transformam-amazonia-em-fonte-de-carbono-para-a-atmosfera%2F59446">Luciana Constantino. (2026). <a href="https://agencia.fapesp.br/fogo-e-desmatamento-transformam-amazonia-em-fonte-de-carbono-para-a-atmosfera/59446" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Fogo e desmatamento transformam Amazônia em fonte de carbono para a atmosfera</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/amazonia-emite-1-17-bilhao-de-toneladas-de-carbono-a-mais-por-ano-diz-estudo-na-nature.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Temperaturas sobem até 5 °C em Portugal na segunda-feira: ECMWF prevê valores até 6 °C acima do normal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-sobem-ate-5-c-em-portugal-na-segunda-feira-ecmwf-preve-valores-ate-6-c-acima-do-normal.html</link><pubDate>Sat, 24 Oct 2026 06:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O início da semana deverá trazer uma subida das temperaturas a várias regiões de Portugal continental. O ECMWF prevê até 27 °C no Alentejo e anomalias positivas expressivas no interior.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbqtew2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbqtew2.jpg" id="xbqtew2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Segundo as previsões mais recentes do modelo europeu (ECMWF), <strong>segunda-feira, 26 de outubro, deverá trazer uma subida das temperaturas a várias regiões de Portugal continental</strong>, com maior expressão em algumas localidades do Norte, Centro e Alentejo.</p><p>O aquecimento será acompanhado por anomalias térmicas positivas, embora nem todas as regiões apresentem a mesma evolução.</p><h2>Domingo antecipa temperaturas mais amenas</h2><p>Durante a tarde de domingo, 25, o ECMWF prevê temperaturas próximas de 18 °C em Braga e no Porto, 20 °C em Viseu, 23 °C em Lisboa e Évora e 24 °C em Santarém e Beja.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-sobem-ate-5-c-em-portugal-na-segunda-feira-ecmwf-preve-valores-ate-6-c-acima-do-normal-1792784860404.jpg" data-image="1wa6xk37xqww" alt="Domingo antecipa temperaturas amenas em várias regiões" title="Domingo antecipa temperaturas amenas em várias regiões"><figcaption>Previsão do ECMWF para a tarde de domingo, com temperaturas próximas de 23 °C em Lisboa e Évora e 24 °C em Beja.</figcaption></figure><p>Estes valores permitem comparar a <strong>evolução das temperaturas no dia seguinte</strong>, que deverá ser marcada por subidas em várias regiões, mas também por algumas exceções. As anomalias já serão positivas em várias regiões, atingindo cerca de 4 °C no interior Centro.</p><h2>Segunda-feira poderá trazer subidas até 5 °C</h2><p><strong>Na tarde de segunda-feira, o aquecimento deverá tornar-se mais evidente</strong>, sobretudo em algumas áreas do Norte e do interior.</p><p>Às 15h, o modelo aponta para aproximadamente 23 °C em Braga e Viseu, 24 °C em Coimbra e Castelo Branco, 26 °C em Santarém e Évora e 27 °C em Beja.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-sobem-ate-5-c-em-portugal-na-segunda-feira-ecmwf-preve-valores-ate-6-c-acima-do-normal-1792790358700.jpg" data-image="uplci2vs24jq" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>O modelo europeu prevê uma subida das temperaturas em várias regiões, com cerca de 26 °C em Santarém e Évora e 27 °C em Beja.</figcaption></figure><p>Comparativamente a domingo, Braga poderá registar mais 5 °C, enquanto Coimbra, Viseu, Évora e Beja deverão apresentar subidas próximas de 3 °C. <strong>A evolução não será uniforme:</strong> Lisboa poderá descer de 23 °C para cerca de 21 °C.</p><h2>Anomalias térmicas poderão atingir 6 °C</h2><p>Além da subida efetiva das temperaturas, o ECMWF prevê desvios positivos relativamente aos valores habituais para a época.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-sobem-ate-5-c-em-portugal-na-segunda-feira-ecmwf-preve-valores-ate-6-c-acima-do-normal-1792784964269.jpg" data-image="igksidc3k2xf" alt="Interior poderá registar anomalias positivas até 6 °C" title="Interior poderá registar anomalias positivas até 6 °C"><figcaption>Anomalias de temperatura previstas pelo ECMWF para segunda-feira, com desvios positivos mais expressivos no interior e em várias regiões do Sul.</figcaption></figure><p>As anomalias poderão rondar <strong>5 a 6 °C em algumas áreas do interior</strong>, com valores próximos de +6 °C em Viseu e de +5 °C na Guarda, Santarém, Évora e Beja. Estes desvios não representam uma subida equivalente face ao dia anterior, mas sim a diferença relativamente à referência climatológica.</p><h2>Terça-feira: o aquecimento deverá perder intensidade?</h2><p>Na terça-feira, 27, o cenário poderá sofrer alterações, com temperaturas menos elevadas em várias regiões.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794823" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/fim-de-semana-de-contrastes-em-portugal-continental-norte-manter-se-a-abaixo-dos-20-c.html" title="Fim de semana de contrastes em Portugal Continental: Norte manter-se-á abaixo dos 20 ºC">Fim de semana de contrastes em Portugal Continental: Norte manter-se-á abaixo dos 20 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/fim-de-semana-de-contrastes-em-portugal-continental-norte-manter-se-a-abaixo-dos-20-c.html" title="Fim de semana de contrastes em Portugal Continental: Norte manter-se-á abaixo dos 20 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-de-contrastes-em-portugal-continental-norte-manter-se-a-abaixo-dos-20-c-1792759479939_320.jpg" alt="Fim de semana de contrastes em Portugal Continental: Norte manter-se-á abaixo dos 20 ºC"></a></article></aside><p>O modelo prevê cerca de 19 °C em Braga, 20 °C em Castelo Branco, 22 °C em Coimbra e Beja e 23 °C em Lisboa. As anomalias deverão enfraquecer em diversas localidades, sugerindo que <strong>o aquecimento mais expressivo poderá concentrar-se na segunda-feira</strong>. A previsão permanece sujeita a atualizações.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-sobem-ate-5-c-em-portugal-na-segunda-feira-ecmwf-preve-valores-ate-6-c-acima-do-normal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Será que a Antártida, neste século, irá ganhar mais gelo do que aquele que irá perder? ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/sera-que-a-antartida-neste-seculo-ira-ganhar-mais-gelo-do-que-aquele-que-ira-perder.html</link><pubDate>Sat, 24 Oct 2026 05:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A subida do nível do mar é um dos sinais mais visíveis das alterações climáticas e a Antártida contém gelo suficiente para elevar o nível global do mar em cerca de 58 metros.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sera-que-a-antartida-neste-seculo-ira-ganhar-mais-gelo-do-que-aquele-que-ira-perder-1792279398185.jpg" data-image="n7xc1xm0qm3e" alt="Antártida" title="Antártida"><figcaption>Atendendo às alterações climáticas, a Antártida está a aquecer, tendo sido registado o seu recorde oficial de temperatura máxima, 18,3 oC, em fevereiro de 2020. </figcaption></figure><p>No entanto os cientistas divergem sobre uma questão fundamental: será que a Antártida ganhará mais gelo do que aquele que perderá neste século, ou perderá mais gelo do que aquele que ganhará?</p><h2>Antártida e a subida do nível do mar</h2><p>Ao falar-se de subida do nível do mar há que ter em conta, particularmente, a Antártida, atendendo que a perda de gelo deste continente gelado irá influenciar, e muito, o nível do mar.</p><p><strong>A Antártida detém a maior reserva de água doce congelada do mundo</strong>. A sua enorme camada de gelo repousa sobre a terra e, quando este gelo se desloca para o oceano, adiciona água e eleva o nível do mar. As plataformas flutuantes de gelo ao longo das margens do continente ajudam a conter os glaciares atrás delas, funcionando como uma espécie de travão.</p><p>No entanto, estes travões podem enfraquecer com o aquecimento do clima. A água mais quente do oceano derrete as plataformas de gelo por baixo, tornando-as mais finas. À medida que as plataformas enfraquecem ou se fragmentam, os glaciares podem fluir mais rapidamente para o mar. A facilidade com que o gelo desliza sobre o solo que se encontra por baixo dele também influencia o ritmo desta perda.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766698" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estudo-revela-que-o-calor-das-profundezas-oceanicas-esta-a-aproximar-se-da-antartida.html" title="Estudo revela que o calor das profundezas oceânicas está a aproximar-se da Antártida">Estudo revela que o calor das profundezas oceânicas está a aproximar-se da Antártida</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estudo-revela-que-o-calor-das-profundezas-oceanicas-esta-a-aproximar-se-da-antartida.html" title="Estudo revela que o calor das profundezas oceânicas está a aproximar-se da Antártida"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-revela-que-o-calor-das-profundezas-oceanicas-esta-a-aproximar-se-da-antartida-1777632727061_320.jpg" alt="Estudo revela que o calor das profundezas oceânicas está a aproximar-se da Antártida"></a></article></aside><p>Atualmente, cerca de <strong>1 bilião de pessoas vive em zonas costeiras e aproximadamente 100 milhões vivem a menos de 1 metro do nível do mar</strong>, estando altamente expostas a inundações costeiras.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sera-que-a-antartida-neste-seculo-ira-ganhar-mais-gelo-do-que-aquele-que-ira-perder-1792279575568.jpg" data-image="dmt02yejq3i1" alt="Região costeira" title="Região costeira"><figcaption>Com a subida do nível do mar, milhões de pessoas serão afetadas</figcaption></figure><p>Num novo estudo desenvolvido por uma equipa internacional de cientista, publicado na revista científica Nature Geoscience, foram analisados centenas de milhares de futuros possíveis e o impacto de cada um na camada de gelo da Antártida.</p><div class="texto-destacado">O estudo detalha a drástica redução contínua da camada de gelo da Antártida, a subida esperada do nível do mar e as medidas que a humanidade pode tomar para abrandar o progresso de ambos.</div><p>A equipa de investigação utilizou simulações detalhadas baseadas em aprendizagem automática, um subconjunto da inteligência artificial, para estimar os resultados de diferentes medidas de prevenção de emissões em comparação com os níveis atuais.</p><p><strong>Uma das grandes inovações deste estudo foi a utilização da ferramenta de aprendizagem automática</strong>, que aprende as relações entre as suposições nestas simulações e os seus resultados. Ela pôde, então, estimar os resultados muito mais rapidamente do que os modelos originais, permitindo aos investigadores explorar possibilidades que, de outra forma, seriam demasiado dispendiosas para testar em detalhe e exigiria enormes recursos computacionais.</p><p><strong>O modelo de aprendizagem automática, utilizado neste estudo realiza numa fração de segundo o que os modelos originais demoravam dias</strong>, prevendo a alteração do nível do mar com precisão semelhante.</p><div class="texto-destacado">De acordo com o estudo, a Antártida deverá continuar a perder grandes porções das camadas de gelo até ao ano 2100, mesmo que sejam implementados planos ambiciosos de redução de emissões.</div><p>Considera-se como um plano ambicioso, a redução de emissões de forma a que o aquecimento global fique limitado a 1,5 <sup>o</sup>C acima dos níveis pré-industriais, que é a meta mais ambiciosa do Acordo de Paris sobre o clima, assinado em 2015.</p><div class="texto-destacado">Caso as atuais taxas de emissão de gases de efeito de estufa se mantenham o estudo prevê uma subida do nível do mar entre os 15 e os 25 centímetros devido apenas ao gelo da Antártida, excluindo a água do degelo da Gronelândia e dos glaciares de montanha, bem como a expansão da água do mar à medida que aquece.</div><p>No entanto, a equipa descobriu, com uma probabilidade de pelo menos 89%, <strong>que a meta de baixas emissões mais ambiciosa, resultaria em menos perda de gelo na Antártida até ao final do século do que um cenário com emissões mais elevadas.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sera-que-a-antartida-neste-seculo-ira-ganhar-mais-gelo-do-que-aquele-que-ira-perder-1792279858006.jpg" data-image="3bkc6paimm9r" alt="Emissões" title="Emissões"><figcaption>Se se quer proteger as populações que vivem em regiões costeiras, é urgente reduzir as emissões de CO2.</figcaption></figure><p>O estudo mostra que, no futuro, se as emissões forem mais elevadas podem desencadear uma série de mudanças que aceleram o movimento do gelo antártico em direção ao oceano.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Cada tonelada de gás com efeito de estufa que se adiciona à atmosfera piora a situação, e o efeito dura centenas de anos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Os investigadores descobriram que é muito improvável que a queda de neve adicional num clima mais quente substitua todo o gelo que a Antártida perde.</strong> A sua resposta às alterações climáticas desenrola-se lentamente, o que significa que as consequências das emissões atuais podem persistir muito tempo depois de entrarem na atmosfera.</p><p>Os autores do estudo alertam que alguns processos estão ausentes das simulações atuais, pelo que o modelo de aprendizagem automática, utilizado no estudo, não consegue aprender sobre eles. Por exemplo, como o gelo racha e se quebra, e como os rios e lagos sob a camada de gelo mudam ao longo do tempo. Qualquer um destes fatores poderá alterar a compreensão da rapidez com que o gelo da Antártida chega ao mar e se as comunidades costeiras têm tempo suficiente para se adaptarem.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Lin%2C%20Y.%2C%20Zhang%2C%20X.%20et%20al." data-year="2026" data-title="Committed%20Antarctic%20Ice%20Sheet%20mass%20loss%20by%20the%20end%20of%20the%20twenty-first%20century" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1038%2Fs41561-026-02102-1">Lin, Y., Zhang, X. et al.. (2026). <a href="https://doi.org/10.1038/s41561-026-02102-1" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Committed Antarctic Ice Sheet mass loss by the end of the twenty-first century</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/sera-que-a-antartida-neste-seculo-ira-ganhar-mais-gelo-do-que-aquele-que-ira-perder.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Armadilhas travam pragas que ameaçam os pinhais portugueses após a tempestade Kristin]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/armadilhas-travam-pragas-que-ameacam-os-pinhais-portugueses-apos-a-tempestade-kristin.html</link><pubDate>Fri, 23 Oct 2026 14:15:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Troncos partidos e árvores debilitadas favorecem a multiplicação de insetos capazes de destruir madeira e comprometer a recuperação dos ecossistemas florestais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/armadilhas-travam-pragas-que-ameacam-os-pinhais-portugueses-apos-a-tempestade-kristin-1792758834804.jpg" data-image="tuf82fj32dee" alt="Floresta devastada após tempestade Kristin" title="Floresta devastada após tempestade Kristin"><figcaption>A tempestade Kristin atingiu Portugal na madrugada de 28 de janeiro, destruindo uma parte significativa da floresta na região Centro. Foto: Município de Ourém</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A <strong>tempestade Kristin</strong> derrubou árvores, partiu troncos e deixou extensas áreas florestais com madeira espalhada pelo terreno. Quase nove meses depois, a recuperação destes espaços enfrenta outro risco. Os pinheiros danificados podem atrair <strong>insetos que se reproduzem na madeira</strong> e ameaçam os povoamentos ainda de pé.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Para antecipar esse problema, os municípios de Proença-a-Nova e da Marinha Grande instalaram redes de armadilhas destinadas a capturar e monitorizar estas espécies.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A iniciativa procura detetar a presença dos insetos e acompanhar a evolução das suas populações antes que se multipliquem em excesso. Em <strong>Proença-a-Nova</strong> foram instaladas <strong>100 armadilhas</strong>. Na <strong>Marinha Grande</strong>, a rede conta com <strong>152 dispositivos</strong>, distribuídos por zonas consideradas prioritárias da Mata Nacional de Leiria.</p><p>A preocupação vai além das árvores derrubadas. Sem uma gestão adequada da madeira caída, os <strong>danos provocados pelo temporal podem prolongar-se</strong>, afetando a saúde dos pinhais, a qualidade da madeira e a recuperação das áreas atingidas.</p><h2>O cheiro da madeira atrai os insetos</h2><p>As armadilhas recorrem a <strong>feromonas</strong> e a outros <strong>iscos químicos</strong> para atrair os insetos. Depois de se aproximarem, estes ficam retidos num recipiente ou num sistema de captura, permitindo aos técnicos identificar as espécies e acompanhar a sua abundância.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Entre os principais alvos estão os escolitídeos, pequenos escaravelhos, conhecidos como bichos do mato ou gorgulhos da casca, que atacam sobretudo árvores debilitadas ou recentemente danificadas. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Também podem ser monitorizados insetos como o <strong>longicórnio do pinheiro</strong> (<em>Monochamus galloprovincialis</em>), associado à transmissão do nemátodo-da-madeira-do-pinheiro, um organismo microscópico capaz de provocar a morte das árvores infetadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/armadilhas-travam-pragas-que-ameacam-os-pinhais-portugueses-apos-a-tempestade-kristin-1792758899700.jpg" data-image="di0ds0txay2n" alt="escolitídeos" title="escolitídeos"><figcaption>Os escolitídeos perfuram a casca e escavam galerias no tecido que transporta nutrientes pela árvore. Foto: Canva</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A razão pela qual estas espécies podem aumentar após uma tempestade está relacionada com as <strong>defesas naturais das árvores</strong>. Um pinheiro saudável produz resina que ajuda a impedir a entrada de insetos. Quando o tronco se quebra ou as raízes são arrancadas, essa proteção pode ficar comprometida.</p><p>A madeira danificada liberta ainda compostos químicos que atraem os insetos. Os troncos caídos e as árvores moribundas oferecem <strong>condições favoráveis</strong> para a <strong>reprodução</strong>, permitindo que as populações aumentem se houver alimento disponível em quantidade suficiente.</p><h2>Da casca perfurada à perda de valor da madeira</h2><p>Os escolitídeos escavam galerias sob a casca dos pinheiros, onde se alimentam e depositam os ovos. A atividade destes insetos pode danificar os tecidos responsáveis pelo transporte de nutrientes e comprometer a vitalidade das árvores. Em ataques intensos, os pinheiros podem acabar por morrer.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os prejuízos não se limitam à floresta como ecossistema. As perfurações e as manchas provocadas pelos insetos reduzem a qualidade comercial dos troncos, diminuindo o seu valor para a indústria da madeira.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O risco é particularmente relevante em áreas onde a tempestade deixou grandes quantidades de material lenhoso. A <strong>remoção atempada dos troncos danificados</strong> e a <strong>monitorização</strong> das populações de insetos são, por isso, medidas complementares. As armadilhas ajudam a entender onde há maior pressão, mas não substituem a gestão dos resíduos florestais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793754" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/nao-podemos-controlar-as-alteracoes-climaticas-mas-o-microclima-a-estrategia-para-salvar-as-florestas-mediterranicas.html" title="'Não podemos controlar as alterações climáticas, mas o microclima': a estratégia para salvar as florestas mediterrânicas">"Não podemos controlar as alterações climáticas, mas o microclima": a estratégia para salvar as florestas mediterrânicas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/nao-podemos-controlar-as-alteracoes-climaticas-mas-o-microclima-a-estrategia-para-salvar-as-florestas-mediterranicas.html" title="'Não podemos controlar as alterações climáticas, mas o microclima': a estratégia para salvar as florestas mediterrânicas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/no-podemos-controlar-el-cambio-climatico-pero-si-el-microclima-la-estrategia-para-salvar-los-bosques-mediterraneos-1792080935916_320.png" alt="'Não podemos controlar as alterações climáticas, mas o microclima': a estratégia para salvar as florestas mediterrânicas"></a></article></aside><p>Na <strong>Marinha Grande</strong>, a intervenção integra as ações de prevenção previstas na Operação Integrada de Gestão da Paisagem, financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência. Os dispositivos são monitorizados e identificados com avisos sobre a presença de atrativos químicos. O município prevê <strong>duas rondas de acompanhamento</strong> antes da remoção das armadilhas, até 15 de novembro.</p><h2>Uma floresta já muito castigada</h2><p>A <strong>Mata Nacional de Leiria</strong> é um dos espaços mais emblemáticos entre os afetados. Depois dos incêndios de 2017 e dos danos provocados pela tempestade Leslie, a Kristin voltou a atingir duramente este pinhal. M<strong>ais de 90% dos povoamentos foram destruídos </strong>numa área de aproximadamente 1200 hectares.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Também Proença-a-Nova sofreu danos significativos, com rajadas que ultrapassaram os 150 quilómetros por hora em alguns locais. A queda de árvores dificultou o acesso a terrenos e caminhos florestais, enquanto a madeira dispersa aumentou a necessidade de operações de limpeza.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A dimensão dos estragos conduziu a uma mobilização em larga escala para retirar o material lenhoso e recuperar as áreas afetadas. Em vários municípios da região Centro, incluindo <strong>Leiria</strong>, <strong>Ourém</strong>, <strong>Pombal</strong> e <strong>Tomar</strong>, a prioridade passou a ser limpar os terrenos, remover os troncos e organizar locais de armazenamento temporário.</p><p>Estas medidas procuram reduzir a quantidade de madeira disponível para a reprodução dos insetos e facilitar o acompanhamento fitossanitário. A recuperação exige, assim, mais do que retirar árvores caídas. É necessário evitar que os danos iniciais desencadeiem novos problemas.</p><h2>Monitorização cada vez mais tecnológica</h2><p>A vigilância das pragas florestais poderá beneficiar ainda de uma rede nacional de monitorização baseada em <strong>tecnologia digital</strong>. Portugal está a desenvolver, em articulação com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, uma <strong>Rede Nacional Inteligente de Monitorização de Pragas e Vetores</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O projeto integra armadilhas com câmaras e sensores para capturar imagens dos insetos. Recorrendo à inteligência artificial e à visão computacional, o sistema identifica e contabiliza as espécies, enviando os dados a uma plataforma central que apoia a emissão de alertas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A rede visa acelerar a deteção de aumentos populacionais e impulsionar<strong> respostas</strong><strong> mais eficazes das autoridades</strong>. O desenvolvimento da infraestrutura decorre em várias fases, com a conclusão e a maturidade plena da plataforma previstas para o final de 2026.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/armadilhas-travam-pragas-que-ameacam-os-pinhais-portugueses-apos-a-tempestade-kristin-1792758963647.jpg" data-image="eyiy8d5gg3h5" alt="Armadilha para controlar pragas florestais" title="Armadilha para controlar pragas florestais"><figcaption>Armadilha com atrativo químico usada para monitorizar e capturar insetos que ameaçam os povoamentos florestais. Foto: Município de Proença-a-Nova</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Enquanto essa cobertura não estiver concluída, iniciativas como as de Proença-a-Nova e de Marinha Grande mantêm um papel importante. A colaboração dos habitantes também conta. Os <strong>municípios pedem que ninguém retire, desloque ou danifique os dispositivos instalados na floresta</strong>, para não comprometer a recolha de dados.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774684" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/algoritmos-e-drones-vao-defender-a-floresta-contra-vagas-de-insetos-destrutivos.html" title="Algoritmos e drones vão defender a floresta contra vagas de insetos destrutivos">Algoritmos e drones vão defender a floresta contra vagas de insetos destrutivos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/algoritmos-e-drones-vao-defender-a-floresta-contra-vagas-de-insetos-destrutivos.html" title="Algoritmos e drones vão defender a floresta contra vagas de insetos destrutivos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/algoritmos-e-drones-vao-defender-a-floresta-contra-vagas-de-insetos-destrutivos-1781871737899_320.jpg" alt="Algoritmos e drones vão defender a floresta contra vagas de insetos destrutivos"></a></article></aside><p>A tempestade deixou um rasto de árvores tombadas. Impedir que os insetos agravem as perdas é uma parte essencial da recuperação. A monitorização acompanha o risco, mas os resultados dependem também da rapidez na gestão dos terrenos e da continuidade dos esforços de prevenção.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Munic%C3%ADpio%20de%20Proen%C3%A7a-a-Nova" data-year="" data-title="Munic%C3%ADpio%20instala%20100%20armadilhas%20na%20floresta%20para%20proteger%20os%20povoamentos%20florestais" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cm-proencanova.pt%2F3685%2Fmunicipio-instala-100-armadilhas-na-floresta-para-proteger-os-povoamentos-flores">Município de Proença-a-Nova. <a href="https://www.cm-proencanova.pt/3685/municipio-instala-100-armadilhas-na-floresta-para-proteger-os-povoamentos-flores" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Município instala 100 armadilhas na floresta para proteger os povoamentos florestais</a>.</cite><br><cite data-author="Munic%C3%ADpio%20da%20Marinha%20Grande" data-year="" data-title="Munic%C3%ADpio%20da%20Marinha%20Grande%20instala%20152%20armadilhas%20para%20prevenir%20a%20prolifera%C3%A7%C3%A3o%20de%20escolit%C3%ADdeos%20na%20floresta" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cm-mgrande.pt%2Fcomunicar%2Fnoticias%2Fnoticia%2Fmunicipio-da-marinha-grande-instala-152-armadilhas-para-prevenir-a-proliferacao-de-escolitideos-na-floresta">Município da Marinha Grande. <a href="https://www.cm-mgrande.pt/comunicar/noticias/noticia/municipio-da-marinha-grande-instala-152-armadilhas-para-prevenir-a-proliferacao-de-escolitideos-na-floresta" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Município da Marinha Grande instala 152 armadilhas para prevenir a proliferação de escolitídeos na floresta</a>.</cite><br><cite data-author="ICNF" data-year="" data-title="Instala%C3%A7%C3%A3o%20de%20armadilhas%20para%20redu%C3%A7%C3%A3o%20do%20risco%20de%20dispers%C3%A3o%20do%20nem%C3%A1tode-da-madeira-do-pinheiro%20e%20do%20seu%20vetor" data-url="https%3A%2F%2Fwww.icnf.pt%2Fapi%2Ffile%2Fdoc%2Ff782f86174b5a38b">ICNF. <a href="https://www.icnf.pt/api/file/doc/f782f86174b5a38b" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Instalação de armadilhas para redução do risco de dispersão do nemátode-da-madeira-do-pinheiro e do seu vetor</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/armadilhas-travam-pragas-que-ameacam-os-pinhais-portugueses-apos-a-tempestade-kristin.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Fim de semana de contrastes em Portugal Continental: Norte manter-se-á abaixo dos 20 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/fim-de-semana-de-contrastes-em-portugal-continental-norte-manter-se-a-abaixo-dos-20-c.html</link><pubDate>Fri, 23 Oct 2026 13:24:57 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Este fim de semana contará com um ambiente mais típico outonal, do ponto de vista térmico. A estabilidade atmosférica também deverá manter-se.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbqpdyy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbqpdyy.jpg" id="xbqpdyy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Esta sexta-feira amanheceu mais estável face à madrugada, onde houve ocorrência de chuva em vários locais do Norte e Centro, devido à passagem de uma frente fria associada à depressão Austen. É esperado que <strong>esta estabilidade atmosférica, influenciada pelo anticiclone, se mantenha durante o fim de semana</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Além disto, as <strong>temperaturas deverão manter-se abaixo dos 20 ºC no Norte</strong> do país e nas cotas mais elevadas da região Centro e no restante território continental, especialmente no Sul, tal como vemos no mapa abaixo, os termómetros poderão ultrapassar os 20 ºC na maior parte das capitais de distrito, devendo chegar aos 23 ºC de máxima.</p><h2>Quais serão as cidades mais quentes do país este fim de semana?</h2><p>De acordo com a mais recente atualização do ECMWF, entre hoje e domingo, <strong>Beja deverá ser a capital de distrito a alcançar os 23 ºC de forma consecutiva</strong>, sendo que hoje, deverá ser a mais quente do país. Évora e Faro deverão registar 22 ºC, enquanto Lisboa e Castelo Branco devem ficar pelos 21 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-de-contrastes-em-portugal-continental-norte-manter-se-a-abaixo-dos-20-c-1792759479939.jpg" data-image="8z30295ihtn4" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Entre hoje e domingo as temperaturas deverão manter-se contidas em todo o país, ainda que no Norte a maior parte das capitais de distrito registe valores máximos abaixo dos 20 ºC. Já no Sul, os valores poderão chegar aos 23 ºC.</figcaption></figure><p>Para amanhã, sábado, <strong>Beja deverá manter-se no topo da tabela</strong>, com 23 ºC, seguida de Lisboa, Santarém e Évora que devem registar até 22 ºC e Castelo Branco, Portalegre e Faro cuja máxima não deve ultrapassar os 21 ºC.</p><p>No domingo, dar-se-á uma<strong> ligeira subida dos termómetros</strong>, onde as cidades de Lisboa, Castelo Branco, Santarém, Évora e Beja devem alcançar os 23 ºC de máxima. Leiria e Faro podem chegar aos 22 ºC e Coimbra deve registar 21 ºC.</p><h2>O Norte e uma parte do Centro concentram as cidades mais frias</h2><p>Ainda para hoje, <strong>as capitais de distrito mais frias deverão ser a Guarda</strong>, com 15 ºC, seguida de Bragança e Viana do Castelo com 16 ºC. Vila Real, Braga e Aveiro não deverão ultrapassar os 17 ºC, enquanto o Porto e Viseu poderão registar até 18 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-de-contrastes-em-portugal-continental-norte-manter-se-a-abaixo-dos-20-c-1792761826135.jpg" data-image="r0icxn6j2v18" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>No domingo, o noroeste do país deverá ser a região mais fria do continente.</figcaption></figure><p>Para amanhã, <strong>poderá dar-se uma subida das temperaturas na Beira Alta</strong>, sendo que a capital distrital mais fria deverá ser Viana do Castelo com 15 ºC, seguida de Bragança, Vila Real, Porto e Aveiro que devem registar 17 ºC. A cidade da <strong>Guarda deverá registar a subida mais expressiva</strong>, contando com 18 ºC de máxima. Braga também deverá ficar-se pelo mesmo valor, enquanto Viseu poderá chegar aos 19 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794707" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-6-c-acima-da-media-portugal-continental-volta-a-registar-temperaturas-elevadas-para-a-epoca-em-breve.html" title="Até 6 ºC acima da média: Portugal Continental volta a registar temperaturas elevadas para a época em breve">Até 6 ºC acima da média: Portugal Continental volta a registar temperaturas elevadas para a época em breve</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-6-c-acima-da-media-portugal-continental-volta-a-registar-temperaturas-elevadas-para-a-epoca-em-breve.html" title="Até 6 ºC acima da média: Portugal Continental volta a registar temperaturas elevadas para a época em breve"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-6-c-acima-da-media-portugal-continental-volta-a-registar-temperaturas-elevadas-para-a-epoca-em-breve-1792706506360_320.png" alt="Até 6 ºC acima da média: Portugal Continental volta a registar temperaturas elevadas para a época em breve"></a></article></aside><p><strong>No domingo os valores podem subir de forma ligeira, ainda que o noroeste se mantenha mais fresco</strong>. Assim, Viana do Castelo poderá, mais uma vez, ser a cidade mais fria do Norte, com máxima prevista de 16 ºC, enquanto Braga, Porto e Vila Real podem registar 18 ºC e Bragança 19 ºC. Quanto à Guarda, esta deve manter o mesmo valor do dia anterior (18 ºC), Aveiro pode chegar aos 19 ºC e Viseu pode alcançar os 20 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/fim-de-semana-de-contrastes-em-portugal-continental-norte-manter-se-a-abaixo-dos-20-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Pegadas nas Américas revelam que os primeiros humanos sobreviveram a secas extremas na Idade do Gelo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/pegadas-nas-americas-revelam-que-os-primeiros-humanos-sobreviveram-a-secas-extremas-na-idade-do-gelo.html</link><pubDate>Fri, 23 Oct 2026 11:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um novo estudo sobre o nosso passado, baseado no território, permite reconstruir tal como era, há mais de 23.000 anos, aquilo que hoje conhecemos como o Parque Nacional de White Sands.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-primeros-humanos-de-america-vivieron-un-caos-climatico-huellas-de-hace-23-000-anos-revelan-sequias-bruscas-en-plena-1792667956130.jpeg" data-image="hw6u8cmnl0g5"><figcaption>O Parque Nacional de White Sands, localizado no Novo México, possui um passado fascinante.</figcaption></figure><p>Há cerca de 23.000 anos, enquanto grande parte do planeta permanecia sob as condições extremas da última era glaciar, <strong>diversos grupos de humanos percorriam as margens de um enorme lago </strong>no que hoje conhecemos como Novo México, Estados Unidos.<strong></strong></p><p><strong>A paisagem daquela zona era muito diferente da atual</strong>, mas também não era estável, com águas que subiam e desciam, vegetação que se alterava muito e chuvas muito variáveis.</p><p>Agora, um novo estudo das pegadas humanas encontradas no Parque Nacional de White Sands permite-nos <strong>reconstruir este ambiente em transformação</strong> e compreender melhor as condições enfrentadas pelos seus habitantes.</p><h2>Pegadas humanas de há 23.000 anos</h2><p>O Parque Nacional de White Sands, no sul do Novo México, alberga<strong> um dos mais extraordinários registos</strong> arqueológicos para o estudo da presença humana primitiva na América do Norte.</p><p>Em 2021, as <strong>pesquisas dataram algumas destas pegadas há aproximadamente 23.000 anos</strong>, milhares de anos antes do que muitas cronologias tradicionais sugeriam. No entanto, estudos subsequentes reforçaram esta interpretação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-primeros-humanos-de-america-vivieron-un-caos-climatico-huellas-de-hace-23-000-anos-revelan-sequias-bruscas-en-plena-1792679031047.png" data-image="z68pxev65veq"><figcaption>A investigação sobre um território permite a sua reconstrução.</figcaption></figure><p>A nova investigação vai além de determinar quando é que estas pessoas caminharam: mostra<strong> 20 níveis ou superfícies de sedimentos com pegadas que abrangem aproximadamente o período de há 23.500 a 21.700 anos</strong>, durante o máximo glaciar, um dos períodos mais frios da última era glaciar.</p><p>Este registo permite-nos estudar<strong> como o ambiente mudou à medida que os humanos visitavam a área repetidamente</strong>. Tudo isto leva à clara conclusão de que a paisagem não se manteve congelada durante todo este tempo, mas antes sofreu alterações significativas na disponibilidade de água, na vegetação e nas temperaturas.</p><h3>Um enorme lago que começou a encolher</h3><p>Há cerca de 23.600 anos, <strong>o lago começou a diminuir com o aumento das temperaturas</strong>, o que levou a uma maior evaporação e contribuiu para a secura da região. </p><p>Ao mesmo tempo, <strong>as florestas de coníferas foram perdendo terreno e proliferaram outras plantas</strong>, como os carvalhos e as artemísias, que estavam melhor adaptadas às novas condições.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-primeros-humanos-de-america-vivieron-un-caos-climatico-huellas-de-hace-23-000-anos-revelan-sequias-bruscas-en-plena-1792667662349.jpg" data-image="d0c8fwc6su2l"><figcaption>O estudo das sementes permite aos cientistas determinar a idade das pegadas.</figcaption></figure><p>Mas uma das mudanças mais notáveis ocorreu há cerca de 23.200 anos, quando <strong>a região passou por uma seca intensa com diminuição das chuvas</strong>. Isto fez com que a água do lago se tornasse mais salina e a vegetação resistente à falta de água se expandisse.</p><h2>Mas como é que os cientistas sabem que ocorreram secas tão repentinas?</h2><p><strong>A resposta reside no estudo dos sedimentos que se acumularam na antiga bacia</strong>. O pólen preservado nestas camadas permitiu identificar quais as plantas que cresciam na área envolvente e, com base nos vestígios predominantes, <strong>foi possível classificar o tipo de vegetação que dominava a paisagem</strong> e as condições ambientais que favoreciam o seu crescimento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-primeros-humanos-de-america-vivieron-un-caos-climatico-huellas-de-hace-23-000-anos-revelan-sequias-bruscas-en-plena-1792667610848.jpg" data-image="ucjvqssv4hfg"><figcaption>Investigação sobre sedimentos em diferentes camadas.</figcaption></figure><p>Foram também<strong> estudadas moléculas orgânicas preservadas nos sedimentos</strong>, incluindo ceras, que, através da sua composição química, forneceram informações sobre as condições de temperatura e precipitação no passado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775167" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-misterio-das-pinturas-rupestres-e-a-busca-por-adn-da-idade-do-gelo.html" title="O mistério das pinturas rupestres e a busca por ADN da idade do gelo">O mistério das pinturas rupestres e a busca por ADN da idade do gelo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-misterio-das-pinturas-rupestres-e-a-busca-por-adn-da-idade-do-gelo.html" title="O mistério das pinturas rupestres e a busca por ADN da idade do gelo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-misterio-das-pinturas-rupestres-e-a-busca-por-adn-na-idade-do-gelo-1782211098895_320.png" alt="O mistério das pinturas rupestres e a busca por ADN da idade do gelo"></a></article></aside><p>Ao combinar estas evidências, <strong>os cientistas conseguiram reconstruir como o lago e a vegetação evoluíram </strong>e relacionar estas mudanças com a época em que as pegadas foram registadas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Matthew%20R.%20Bennett%20y%20Sally%20C.%20Reynolds" data-year="2026" data-title="The%20Conversation%2C%20Early%20humans%20in%20America%20endured%20climate%20chaos%20%E2%80%93%20new%20research" data-url="https%3A%2F%2Ftheconversation.com%2Fearly-humans-in-america-endured-climate-chaos-new-research-293174">Matthew R. Bennett y Sally C. Reynolds. (2026). <a href="https://theconversation.com/early-humans-in-america-endured-climate-chaos-new-research-293174" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The Conversation, Early humans in America endured climate chaos – new research</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/pegadas-nas-americas-revelam-que-os-primeiros-humanos-sobreviveram-a-secas-extremas-na-idade-do-gelo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Maria de Sousa: a mulher que revolucionou a imunologia e marcou a ciência portuguesa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/maria-de-sousa-a-mulher-que-revolucionou-a-imunologia-e-marcou-a-ciencia-portuguesa.html</link><pubDate>Fri, 23 Oct 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Maria de Sousa destacou-se internacionalmente pela investigação em imunologia e transformou a ciência portuguesa, formando gerações de investigadores e defendendo a importância do conhecimento científico para o futuro do país. Descubra mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-mulher-que-revolucionou-a-imunologia-e-marcou-a-ciencia-portuguesa-1792418067717.jpg" data-image="sl8qsopk85rt" alt="Maria de Sousa" title="Maria de Sousa"><figcaption>Maria de Sousa destacou-se internacionalmente pela sua investigação pioneira na área da imunologia. Fonte: Universidade do Porto</figcaption></figure><p><br>A história da ciência portuguesa escreve-se através de <strong>mulheres que desafiaram fronteiras, questionaram certezas </strong>e contribuíram para o avanço do conhecimento.</p><p>Assim, Maria de Sousa foi uma dessas figuras, <strong>imunologista de renome internacional, dedicou a vida a compreender o funcionamento do sistema imunitário</strong> e deixou uma marca profunda na investigação científica em Portugal.</p><p>Segundo a Fundação para a Ciência e a Tecnologia <em>(FCT)</em>, nasceu no Porto, a 17 de outubro de 1939 e <strong>licenciou-se em Medicina pela Universidade de Lisboa, em 1963</strong>. Contudo, foi na investigação científica que encontrou o caminho para <strong>desenvolver uma carreira que a levaria a trabalhar em instituições internacionais de referência</strong>. O seu percurso ficou marcado pela curiosidade, pelo rigor científico e pela defesa de uma ciência aberta ao pensamento crítico.</p><h2>Uma descoberta que mudou a compreensão do sistema imunitário</h2><p>Durante a década de 70, Maria de Sousa realizou <strong>investigações fundamentais sobre a forma como os linfócitos, células essenciais para as defesas do organismo</strong>, se distribuem pelos diferentes tecidos e órgãos.</p><p>O seu trabalho ajudou a <strong>aprofundar a compreensão da organização do sistema imunitário </strong>e da relação entre estas células e o ambiente em que se encontram.</p><p>Um dos seus contributos mais importantes foi o <strong>desenvolvimento do conceito de ecotaxia</strong>, que descreve a distribuição seletiva das células do sistema imunitário pelos tecidos do organismo. Esta perspetiva ajudou a compreender que <strong>a resposta imunitária não depende apenas das características das células, mas também do local onde se encontram.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-mulher-que-revolucionou-a-imunologia-e-marcou-a-ciencia-portuguesa-1792418120971.jpg" data-image="2a9bpv1uob00" alt="Imonulogista portuguesa" title="Imonulogista portuguesa"><figcaption>A cientista contribuiu para formar novas gerações de investigadores e fortalecer a ciência portuguesa. Fonte: Noticias ao minuto</figcaption></figure><p>A investigação de Maria de Sousa contribuiu, assim, para uma <strong>visão mais integrada do sistema imunitário</strong>, com implicações para o estudo de doenças e dos mecanismos que regulam as defesas do corpo humano.</p><h2>O regresso a Portugal e a aposta nas novas gerações</h2><p>Após ter trabalhado no Reino Unido e nos Estados Unidos, <strong>Maria de Sousa regressou a Portugal em 1984</strong>. No ano seguinte, integrou o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar <em>(ICBAS)</em>, da Universidade do Porto, onde assumiu um <strong>papel determinante no desenvolvimento da imunologia e na formação de novos investigadores</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="645150" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-organizacao-meteorologica-mundial-na-defesa-dos-direitos-das-mulheres-no-reforco-da-adaptacao-as-alteracoes-climaticas-mulheres-crise-climatica.html" title="A Organização Meteorológica Mundial na defesa dos direitos das mulheres no reforço da adaptação às alterações climáticas">A Organização Meteorológica Mundial na defesa dos direitos das mulheres no reforço da adaptação às alterações climáticas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-organizacao-meteorologica-mundial-na-defesa-dos-direitos-das-mulheres-no-reforco-da-adaptacao-as-alteracoes-climaticas-mulheres-crise-climatica.html" title="A Organização Meteorológica Mundial na defesa dos direitos das mulheres no reforço da adaptação às alterações climáticas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-organizacao-meteorologica-mundial-na-defesa-dos-direitos-das-mulheres-no-reforco-da-adaptacao-as-alteracoes-climaticas-mulheres-crise-climatica-1708694583317_320.jpg" alt="A Organização Meteorológica Mundial na defesa dos direitos das mulheres no reforço da adaptação às alterações climáticas"></a></article></aside><p>A sua influência ultrapassou os laboratórios. Em 1985, <strong>fundou o mestrado em Imunologia do ICBAS e, em 1996, esteve na origem do programa doutoral GABBA</strong> (<em>Graduate Program in Basic and Applied Biology</em>), uma iniciativa pioneira que promoveu a formação avançada e interdisciplinar de jovens cientistas.</p><p>Muitos dos investigadores que passaram por estes programas prosseguiram <strong>carreiras de destaque</strong>, contribuindo para reforçar a investigação biomédica nacional.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-mulher-que-revolucionou-a-imunologia-e-marcou-a-ciencia-portuguesa-1792418232087.jpg" data-image="2hzy6ifynt7r" alt="Investiadora reconhecida internacionalmente" title="Investiadora reconhecida internacionalmente"><figcaption>O seu legado permanece vivo na investigação biomédica e nas instituições científicas nacionais.Fonte: RTP Arquivos</figcaption></figure><p>Maria de Sousa também <strong>defendeu a importância de avaliar a qualidade da investigação científica </strong>e de criar condições para que os investigadores pudessem desenvolver o seu trabalho em Portugal. Numa época em que o sistema científico português procurava consolidar-se, Maria de Sousa<strong> ajudou a aproximar instituições, incentivar a colaboração e afirmar a investigação como uma prioridade para o país</strong>.</p><h2>Um legado que vai além da ciência</h2><p>O seu percurso foi reconhecido com diversas distinções, entre as quais a <strong>Medalha de Ouro de Mérito Científico, em 2009, e a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada, em 2016</strong>. Mostrou também interesse pela literatura, pela poesia e pelas artes, revelando uma visão da ciência ligada à cultura e à sociedade.</p><p><strong>Maria de Sousa faleceu a 14 de abril de 2020, aos 80 anos, vítima de COVID-19</strong>. Deixou, porém, um legado que permanece vivo nas instituições que ajudou a desenvolver, nos investigadores que formou e no conhecimento que contribuiu para construir.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767168" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-papel-de-maria-manuel-mota-na-ciencia-biomedica-contemporanea.html" title="O papel de Maria Manuel Mota na ciência biomédica contemporânea">O papel de Maria Manuel Mota na ciência biomédica contemporânea</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-papel-de-maria-manuel-mota-na-ciencia-biomedica-contemporanea.html" title="O papel de Maria Manuel Mota na ciência biomédica contemporânea"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-papel-de-maria-manuel-mota-na-ciencia-biomedica-contemporanea-1777929466089_320.jpg" alt="O papel de Maria Manuel Mota na ciência biomédica contemporânea"></a></article></aside><p>A sua importância para Portugal não se mede apenas pelas descobertas científicas, mas também pela <strong>capacidade de transformar o meio académico e abrir oportunidades</strong> para as novas gerações.</p><p>Num país onde a investigação nem sempre teve os recursos e o reconhecimento necessários, Maria de Sousa demonstrou que o <strong>talento português podia alcançar projeção internacional</strong> e, simultaneamente, contribuir para fortalecer a ciência nacional.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="FCT%20-%20Funda%C3%A7%C3%A3o%20para%20a%20Ci%C3%AAncia%20e%20Tecnologia" data-year="2020" data-title="Maria%20de%20Sousa%20(1939-2020)" data-url="https%3A%2F%2Fwww.fct.pt%2Fmedia%2Fnoticias%2Fmaria-de-sousa-1939-2020">FCT - Fundação para a Ciência e Tecnologia. (2020). <a href="https://www.fct.pt/media/noticias/maria-de-sousa-1939-2020" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Maria de Sousa (1939-2020)</a>.</cite><br><cite data-author="Not%C3%ADcias%20da%20Universidade%20do%20Porto" data-year="2009" data-title="Maria%20de%20Sousa%3A%20Uma%20vida%20de%20descobertas" data-url="https%3A%2F%2Fnoticias.up.pt%2F2020%2F04%2F14%2Fmaria-de-sousa-uma-vida-de-descobertas">Notícias da Universidade do Porto. (2009). <a href="https://noticias.up.pt/2020/04/14/maria-de-sousa-uma-vida-de-descobertas" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Maria de Sousa: Uma vida de descobertas</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/maria-de-sousa-a-mulher-que-revolucionou-a-imunologia-e-marcou-a-ciencia-portuguesa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um naufrágio foi descoberto na costa da Turquia; crê-se que seja o mais antigo da história]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-naufragio-foi-descoberto-na-costa-da-turquia-cre-se-que-seja-o-mais-antigo-da-historia.html</link><pubDate>Fri, 23 Oct 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Os arqueólogos que mergulhavam na costa sul da Turquia encontraram algo que, segundo eles, é o naufrágio mais antigo alguma vez descoberto.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/shipwreck-found-off-coast-of-turkey-thought-to-be-the-oldest-in-history-1792579513957.png" data-image="e3kyd7sfrpbh" alt="Foram descobertos vestígios da embarcação na costa da ilha de Kekova, na Turquia. FONTE DA IMAGEM: BBC News" title="Foram descobertos vestígios da embarcação na costa da ilha de Kekova, na Turquia. FONTE DA IMAGEM: BBC News"> <figcaption>Foram descobertos vestígios da embarcação na costa da ilha de Kekova, na Turquia. FONTE DA IMAGEM: BBC News</figcaption></figure><p>As águas em redor da ilha de Kekova, na costa sul da Turquia, na província de Antalya, são conhecidas pelas suas <strong>fortes correntes e ventos</strong> e, ao longo dos séculos, <strong>engoliram centenas de embarcações</strong>, tornando-se numa espécie de cemitério de naufrágios. </p><p>No entanto, uma equipa da "Asociación de Arqueología Mediterránea" — especializada na busca e na investigação deste tipo de naufrágio — anunciou que <strong>está a trabalhar num naufrágio que, segundo se supõe, é mais antigo do que todos os outros encontrados até à data</strong>.</p><p>Os arqueólogos dataram os vestígios num <strong>período entre 4400 e 4700 anos</strong>, situando-os no início da Idade do Bronze — aproximadamente na mesma altura em que a Grande Pirâmide foi construída no Egito. Com isto, o antigo recordista — um naufrágio encontrado em frente à ilha grega de Dokos, com cerca de 4200 anos — perde o seu posto.</p><h2> “Uma cápsula do tempo no fundo do mar” </h2><p>Embora não tenham ficado vestígios de madeira da embarcação (o que significa que a equipa não pôde utilizar a datação por radiocarbono para determinar a sua idade), <strong>foram encontradas três grandes âncoras de pedra e mais de 30 recipientes de cerâmica</strong> — as chamadas ânforas —, todos espalhados ao longo de uma encosta, a uma profundidade de cerca de 30 metros.</p><p>Segundo o professor Hakan Öniz, da Universidade Akdeniz, que liderou a expedição, <strong>foram estes recipientes que revelaram a idade da embarcação</strong>. Öniz explicou que as ânforas apresentam um design característico — com duas alças, uma borda em torno da parte central e fundo plano —, o que coincide com recipientes encontrados no Egito e no Médio Oriente, cuja idade é estimada entre os 4400 e os 4700 anos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/shipwreck-found-off-coast-of-turkey-thought-to-be-the-oldest-in-history-1792579588891.png" data-image="3zh1n2124p64" alt="Depois de passarem milhares de anos debaixo de água, os artefactos estão a ser cuidadosamente conservados pelos cientistas. Crédito da imagem: BBC News" title="Depois de passarem milhares de anos debaixo de água, os artefactos estão a ser cuidadosamente conservados pelos cientistas. Crédito da imagem: BBC News"><figcaption>Depois de passarem milhares de anos debaixo de água, os artefactos estão a ser cuidadosamente conservados pelos cientistas. Crédito da imagem: BBC News</figcaption></figure><p>“Um naufrágio é uma cápsula do tempo no fundo do mar”, explicou à BBC News.</p><p>A equipa estima que a <strong>embarcação tinha cerca de 10 metros de comprimento e tratava-se de um navio mercante</strong> que partiu de um local na costa oriental do Mediterrâneo. Segundo os investigadores, estava provavelmente a caminho da antiga cidade de Tróia, situada no atual noroeste da Turquia, ou da civilização minoica, em Creta.</p><h2> Uma descoberta surpreendente </h2><p>O que surpreendeu alguns cientistas foi o facto de <strong>alguns dos recipientes estarem intactos</strong>; a Dra. Karin Sowada, arqueóloga da Universidade Macquarie, na Austrália, que os examinou, constatou que, no seu interior, existia ainda um resíduo espesso e brilhante.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762055" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/descoberto-antigo-submarino-nuclear-sovietico-que-ainda-libera-material-radioativo-40-anos-apos-o-naufragio.html" title="Descoberto antigo submarino nuclear soviético que ainda liberta material radioativo 40 anos após o naufrágio">Descoberto antigo submarino nuclear soviético que ainda liberta material radioativo 40 anos após o naufrágio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/descoberto-antigo-submarino-nuclear-sovietico-que-ainda-libera-material-radioativo-40-anos-apos-o-naufragio.html" title="Descoberto antigo submarino nuclear soviético que ainda liberta material radioativo 40 anos após o naufrágio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-submarino-nuclear-sovietico-komsomolets-aun-libera-material-radiactivo-en-el-atlantico-35-anos-despues-de-hundirse-1774847395876_320.jpg" alt="Descoberto antigo submarino nuclear soviético que ainda liberta material radioativo 40 anos após o naufrágio"></a></article></aside><p>"Olhei para dentro e quase desmaiei. Mal podia acreditar no que via ali", disse. A equipa está a tentar descobrir, no momento, o que estava exatamente a ser transportado.</p><p>“<strong>Podia ser azeite, podia ser vinho, podiam ser resinas de árvores</strong>”, disse Sowada, acrescentando que as garrafas talvez já estivessem a ser reutilizadas há anos antes de o navio se afundar.</p><p>Segundo o ministro da Cultura da Turquia, os<strong> objetos recuperados serão expostos no novo Museu de Arqueologia Subaquática do Mediterrâneo</strong>, em Antalya, assim que este abrir as suas portas nos próximos meses.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="BBC%20News%20via%20New%20Scientist" data-year="2026" data-title="World's%20oldest%20shipwreck%20found%20off%20coast%20of%20Turkey" data-url="https%3A%2F%2Fwww.bbc.co.uk%2Fnews%2Farticles%2Fc6gr80rk1yyko">BBC News via New Scientist. (2026). <a href="https://www.bbc.co.uk/news/articles/c6gr80rk1yyko" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">World's oldest shipwreck found off coast of Turkey</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-naufragio-foi-descoberto-na-costa-da-turquia-cre-se-que-seja-o-mais-antigo-da-historia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Num lago, na Tanzânia, há animais que parecem ter virado pedra: o que explica este fenómeno natural?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/em-um-lago-na-tanzania-ha-animais-que-parecem-ter-virado-pedra-o-que-explica-esse-fenomeno-natural.html</link><pubDate>Fri, 23 Oct 2026 08:04:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Este lago na Tanzânia é famoso pelas imagens de aves que parecem estátuas de pedra. A sua água extremamente alcalina e os sais minerais que contém ajudam a conservar alguns cadáveres, que proporcionam imagens tão espetaculares como inquietantes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/en-un-lago-de-tanzania-hay-animales-que-parecen-convertidos-en-piedra-que-explica-este-fenomeno-natural-1792571923013.png" data-image="ei4wfvtdk112"><figcaption>Reconstituição de como a elevada alcalinidade e os sais minerais do lago Natron, na Tanzânia, podem favorecer a conservação de alguns cadáveres de animais.</figcaption></figure><p>No <strong>norte da Tanzânia</strong>, perto da fronteira com o Quénia, encontra-se um dos lagos mais singulares do mundo. O <strong>Lago Natron</strong> surpreende pelas suas <strong>águas rasas</strong>, os seus <strong>tons rosados</strong> e um<strong> ambiente vulcânico</strong> onde as temperaturas podem ultrapassar os 40 °C. Mas são as fotografias de <strong>aves e morcegos com aspeto de estátuas que transformaram este lugar num fenómeno viral</strong>.</p><p>A explicação reside na sua composição química peculiar. O <strong>Natron é um lago salino e alcalino</strong>, cuja água pode atingir um pH entre 9,5 e 12, segundo a autoridade de vida selvagem da Tanzânia. Em determinadas condições, a sua elevada concentração de sais<strong> favorece a conservação dos restos de alguns animais que morrem nas suas águas</strong>.</p><p>O resultado pode parecer inquietante:<strong> corpos cobertos por uma crosta esbranquiçada</strong>, com penas ou pele endurecidas por<strong> depósitos minerais</strong>, que <strong>parecem ter se transformado em pedra</strong>. No entanto, por trás destas imagens não há uma petrificação instantânea, mas sim um processo de conservação química e dessecação.</p><h2>Por que os animais parecem transformados em pedra</h2><p>O segredo está nos<strong> sais de sódio</strong>, especialmente no <strong>carbonato de sódio</strong>, que chegam ao lago através de cursos de água, fontes minerais e da geologia vulcânica da região. Com a evaporação da água, estes compostos podem depositar-se sobre os restos orgânicos e formar uma <strong>camada mineral que altera o seu aspeto</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/en-un-lago-de-tanzania-hay-animales-que-parecen-convertidos-en-piedra-que-explica-este-fenomeno-natural-1792573296273.jpg" data-image="4348f2a6uh0v"><figcaption>Os cadáveres que permanecem nas margens podem acumular depósitos salinos enquanto secam, o que ajuda a preservar a sua forma por mais tempo e produz esta aparência de mumificação.</figcaption></figure><p>A <strong>elevada alcalinidade</strong> também contribui para criar um ambiente hostil para numerosos organismos. No entanto, a água não transforma instantaneamente em pedra os animais que a tocam.</p><p>Os <strong>animais mortos que permanecem nas margens podem acumular depósitos salinos enquanto secam</strong>, o que ajuda a <strong>preservar a </strong><strong>sua forma</strong> por mais tempo e produz esta aparência de mumificação.</p><h2>Semelhante à mumificação egípcia</h2><p><strong>O fenómeno lembra, de certa forma, as técnicas de mumificação do antigo Egito</strong>. Os egípcios utilizavam uma mistura natural de sais conhecida como natrão — na antiguidade, também chamada de "sal divino" — para desidratar os corpos e retardar a sua decomposição.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/en-un-lago-de-tanzania-hay-animales-que-parecen-convertidos-en-piedra-que-explica-este-fenomeno-natural-1792573130395.jpg" data-image="yfwsehm4zwcx"><figcaption>A cor do lago deve-se, em parte, à proliferação de microrganismos adaptados à salinidade e à alcalinidade das suas águas.</figcaption></figure><p>Embora o ambiente e os processos não sejam idênticos, em ambos os casos os sais desempenham um papel importante na conservação dos restos.</p><p>O termo calcificação, frequentemente utilizado para descrever os animais do lago Natron, também não é totalmente preciso do ponto de vista químico:<strong> os depósitos estão relacionados principalmente a sais de sódio</strong>, e não necessariamente a uma mineralização equivalente àquela que transforma tecidos em rocha.</p><p>Trata-se, portanto, de<strong> restos conservados e recobertos por minerais</strong>, e não de animais literalmente transformados em pedra.</p><h2>As fotografias que deram a volta ao mundo</h2><p>A <strong>fama internacional do lago cresceu em 2013</strong>, quando o fotógrafo Nick Brandt publicou imagens de aves e morcegos mortos com um aspeto quase escultórico.</p><p>As <strong>fotografias</strong>, incluídas no seu livro<em> Across the Ravaged Land</em>, mostravam os animais posicionados sobre galhos ou junto à água, em posturas que pareciam devolver-lhes a vida.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Con un pH superior a 11, el lago Natrón, en Tanzania, es un lugar inhóspito para la vida. La alta alcalinidad de sus aguas ricas en carbonato de sodio ha provocado la "muerte salada" y la petrificación de estos animales, "reanimados" en poses vivas por el fotógrafo Nick Brandt: https://t.co/OOKFIhLWtI</p>— Héctor Rodríguez (@Hector_Rguezm) <a href="https://x.com/Hector_Rguezm/status/1227561499243241473?ref_src=twsrc%5Etfw">February 12, 2020</a></blockquote></figure><p>Brandt explicou que tinha encontrado os cadáveres nas margens e que, depois, <strong>os posicionou para fazer as fotografias</strong>. Por isso, as imagens não devem ser interpretadas como cenas de animais que se transformaram em estátuas enquanto estavam vivos. O seu<strong> impacto visual</strong> decorre da combinação de conservação natural e composição fotográfica.</p><h2>Um lago que também tem vida</h2><p>Apesar da sua reputação como um lugar mortal, o lago Natron não é um cemitério natural nem um ambiente completamente estéril. As suas condições extremas favorecem <strong>microrganismos adaptados à salinidade e à alcalinidade</strong>, alguns dos quais podem tingir a água de vermelho.</p><p>As<strong> algas</strong> e <strong>cianobactérias </strong>que prosperam neste ambiente também constituem uma fonte de alimento essencial para os flamingos-pequenos. De facto, o lago é um dos locais de reprodução mais importantes do mundo para esta espécie. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/en-un-lago-de-tanzania-hay-animales-que-parecen-convertidos-en-piedra-que-explica-este-fenomeno-natural-1792573021258.jpg" data-image="xlccdt089cs3"><figcaption>O lago Natron é um dos locais mais importantes do mundo para a reprodução do flamingo-pequeno.</figcaption></figure><p>A autoridade de vida selvagem da Tanzânia aponta que<strong> a região abriga uma proporção muito significativa</strong> da população mundial de flamingos-pequenos e constitui um local fundamental para a sua reprodução.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="717433" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/onde-e-quando-pode-ser-a-grande-migracao-de-africa-o-guia-definitivo-para-o-seu-safari-no-quenia-e-tanzania.html" title="Onde e quando pode ser a Grande Migração de África: o guia definitivo para o seu safari no Quénia e Tanzânia">Onde e quando pode ser a Grande Migração de África: o guia definitivo para o seu safari no Quénia e Tanzânia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/onde-e-quando-pode-ser-a-grande-migracao-de-africa-o-guia-definitivo-para-o-seu-safari-no-quenia-e-tanzania.html" title="Onde e quando pode ser a Grande Migração de África: o guia definitivo para o seu safari no Quénia e Tanzânia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/onde-e-quando-pode-ser-a-grande-migracao-de-africa-o-guia-definitivo-para-o-seu-safari-no-quenia-e-tanzania-1751201039750_320.jpeg" alt="Onde e quando pode ser a Grande Migração de África: o guia definitivo para o seu safari no Quénia e Tanzânia"></a></article></aside><p>Isto ocorre porque a salinidade, as áreas rasas e as características do terreno ajudam a criar condições adequadas para os seus ninhos; contudo, o <strong>equilíbrio é delicado e pode ser afetado por alterações na água</strong>, pelas chuvas e pelas atividades humanas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Sascha%20Par%C3%A9" data-year="2026" data-title="Lago%20Natron%3A%20El%20lago%20c%C3%A1ustico%20de%20color%20rojo%20sangre%20en%20Tanzania%20que%20convierte%20a%20los%20animales%20en%20%22piedra%22" data-url="https%3A%2F%2Fwww.livescience.com%2Fplanet-earth%2Fgeology%2Flake-natron-the-caustic-blood-red-lake-in-tanzania-that-turns-animals-to-stone">Sascha Paré. (2026). <a href="https://www.livescience.com/planet-earth/geology/lake-natron-the-caustic-blood-red-lake-in-tanzania-that-turns-animals-to-stone" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Lago Natron: El lago cáustico de color rojo sangre en Tanzania que convierte a los animales en "piedra"</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/em-um-lago-na-tanzania-ha-animais-que-parecem-ter-virado-pedra-o-que-explica-esse-fenomeno-natural.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria chega aos Açores na próxima segunda-feira: eis as horas-chave e os possíveis impactos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frente-fria-chega-aos-acores-na-proxima-segunda-feira-eis-as-horas-chave-e-os-possiveis-impactos.html</link><pubDate>Fri, 23 Oct 2026 07:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma frente fria deverá atingir os Açores entre domingo e segunda-feira, trazendo chuva e vento mais intenso. O ECMWF identifica os períodos de maior instabilidade, sobretudo nos grupos Ocidental e Central.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbqj1w2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbqj1w2.jpg" id="xbqj1w2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O estado do tempo nos Açores deverá sofrer alterações significativas entre o final de domingo, 25 de outubro, e segunda-feira, 26, devido à aproximação de uma <strong>frente fria associada a uma depressão atlântica</strong>. Segundo a previsão do modelo europeu (ECMWF), a passagem deste sistema poderá provocar <strong>períodos de chuva, intensificação do vento e condições marítimas mais adversas</strong>.</p><h2>Domingo: frente fria aproxima-se do Grupo Ocidental</h2><p>Ao longo da tarde de domingo, a frente deverá aproximar-se dos Açores pelo Atlântico, com a precipitação mais organizada ainda a oeste do arquipélago.</p><p>Entre as <strong>21h e as 23h</strong>, a faixa de chuva deverá aproximar-se das ilhas das Flores e do Corvo, enquanto nos grupos Central e Oriental poderão ocorrer períodos de nebulosidade variável e precipitação dispersa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chega-aos-acores-dentro-de-poucos-dias-eis-as-horas-chave-e-os-possiveis-impactos-1792701393643.jpg" data-image="mdja5rqaksv3" alt="Frente fria aproxima-se dos Açores no final de domingo" title="Frente fria aproxima-se dos Açores no final de domingo"><figcaption>Previsão de precipitação do ECMWF para as 23h de domingo, 25 de outubro, com a faixa frontal ainda a oeste do Grupo Central e em aproximação ao arquipélago.</figcaption></figure><p>A previsão mostra uma faixa de precipitação orientada aproximadamente de sudoeste para nordeste, ainda a oeste do Grupo Central. A sua deslocação para leste será determinante para a evolução do tempo durante a madrugada.</p><h2>Madrugada de segunda-feira: chuva avança para o Grupo Central</h2><p>Nas primeiras horas de segunda-feira, 26, a frente deverá continuar a deslocar-se para leste, aproximando-se progressivamente do Grupo Central.</p><p><strong>Entre as 03h e as 06h</strong>, o cenário do ECMWF aponta para um aumento da precipitação na região das ilhas do Faial, Pico, São Jorge, Terceira e Graciosa, embora com diferenças de intensidade e duração entre ilhas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chega-aos-acores-dentro-de-poucos-dias-eis-as-horas-chave-e-os-possiveis-impactos-1792701597966.jpg" data-image="7te1ebwfpl98" alt="Chuva intensifica-se na região do Grupo Central durante a madrugada" title="Chuva intensifica-se na região do Grupo Central durante a madrugada"><figcaption>Previsão do ECMWF para as 06h de segunda-feira, mostrando a progressão da faixa de precipitação sobre o Grupo Central dos Açores.</figcaption></figure><p>Às 06h, a faixa frontal deverá atingir o Grupo Central, com núcleos de precipitação mais intensa sobretudo na sua parte ocidental. <strong>A distribuição da chuva poderá variar localmente</strong>, pelo que os acumulados não serão necessariamente uniformes.</p><h2>Vento intensifica-se: manhã de segunda-feira merece atenção</h2><p>A passagem do sistema frontal deverá ser acompanhada por um <strong>aumento das rajadas de vento</strong>, sobretudo nos grupos Ocidental e Central.</p><p>Durante a madrugada, o ECMWF aponta para rajadas próximas de <strong>65 a 70 km/h na Horta</strong> e de <strong>65 km/h em Angra do Heroísmo</strong>. O período próximo das <strong>09h de segunda-feira</strong> poderá ser particularmente ventoso, com valores em torno de <strong>80 km/h na Horta e 75 km/h em Angra do Heroísmo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chega-aos-acores-dentro-de-poucos-dias-eis-as-horas-chave-e-os-possiveis-impactos-1792701670954.jpg" data-image="1z5a5voec46i" alt="Rajadas poderão aproximar-se dos 80 km/h na Horta" title="Rajadas poderão aproximar-se dos 80 km/h na Horta"><figcaption>Previsão de rajadas de vento do ECMWF para as 09h de segunda-feira, 26 de outubro, com maior intensidade prevista nos grupos Ocidental e Central.</figcaption></figure><p>Os valores previstos evidenciam diferenças entre os grupos de ilhas. Em Ponta Delgada, as rajadas poderão rondar os <strong>55 a 60 km/h</strong> durante a manhã. Em locais elevados e mais expostos, o vento poderá apresentar maior intensidade.</p><h2>Chuva chega ao Grupo Oriental e mar poderá ficar mais agitado</h2><p>Durante a manhã de segunda-feira, a precipitação deverá avançar para o Grupo Oriental, atingindo São Miguel e Santa Maria, enquanto a oeste se poderão verificar períodos de melhoria temporária.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chega-aos-acores-dentro-de-poucos-dias-eis-as-horas-chave-e-os-possiveis-impactos-1792701729208.jpg" data-image="3nyb3vifdald" alt="Frente fria prossegue para leste durante a manhã de segunda-feira" title="Frente fria prossegue para leste durante a manhã de segunda-feira"><figcaption>Distribuição prevista da precipitação às 12h de segunda-feira, com a faixa frontal a deslocar-se para o Grupo Oriental e para leste do arquipélago.</figcaption></figure><p>Ao meio-dia, o modelo sugere a<strong> deslocação da faixa principal de precipitação para leste do Grupo Central</strong>, com chuva ainda possível no Grupo Oriental. A evolução dependerá da velocidade de deslocação da frente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chega-aos-acores-dentro-de-poucos-dias-eis-as-horas-chave-e-os-possiveis-impactos-1792702475277.jpg" data-image="c9xyqjskh850" alt="Agitação marítima poderá agravar-se nos Açores durante segunda-feira" title="Agitação marítima poderá agravar-se nos Açores durante segunda-feira"><figcaption>Previsão do ECMWF para a altura significativa das ondas nas águas dos Açores, com maior agitação marítima prevista em áreas de mar aberto, sobretudo a oeste e noroeste dos grupos Ocidental e Central.</figcaption></figure><p>A passagem da frente fria deverá também ser acompanhada por <strong>um agravamento da agitação marítima</strong>. Segundo os mapas do ECMWF, a altura significativa das ondas poderá atingir <strong>cerca de 5 a 7 metros em áreas de mar aberto</strong>, sobretudo a oeste e noroeste dos grupos Ocidental e Central, durante segunda-feira. Os valores poderão variar significativamente consoante a localização e a exposição das zonas costeiras.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794623" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-madrugada-de-segunda-feira-26-uma-frente-fria-devera-atingir-os-acores-eis-as-ilhas-mais-afetadas-pela-chuva.html" title="Na madrugada de segunda-feira (26), uma frente fria deverá atingir os Açores: eis as ilhas mais afetadas pela chuva">Na madrugada de segunda-feira (26), uma frente fria deverá atingir os Açores: eis as ilhas mais afetadas pela chuva</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-madrugada-de-segunda-feira-26-uma-frente-fria-devera-atingir-os-acores-eis-as-ilhas-mais-afetadas-pela-chuva.html" title="Na madrugada de segunda-feira (26), uma frente fria deverá atingir os Açores: eis as ilhas mais afetadas pela chuva"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/na-madrugada-de-segunda-feira-26-uma-frente-fria-devera-atingir-os-acores-eis-as-ilhas-mais-afetadas-pela-chuva-1792663884784_320.png" alt="Na madrugada de segunda-feira (26), uma frente fria deverá atingir os Açores: eis as ilhas mais afetadas pela chuva"></a></article></aside><p>Tratando-se de uma previsão com vários dias de antecedência, <strong>a localização dos núcleos de chuva, a intensidade das rajadas e a evolução da agitação marítima poderão sofrer alterações</strong> nas próximas atualizações do ECMWF.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frente-fria-chega-aos-acores-na-proxima-segunda-feira-eis-as-horas-chave-e-os-possiveis-impactos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 6 ºC acima da média: Portugal Continental volta a registar temperaturas elevadas para a época em breve]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-6-c-acima-da-media-portugal-continental-volta-a-registar-temperaturas-elevadas-para-a-epoca-em-breve.html</link><pubDate>Fri, 23 Oct 2026 06:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após um fim de semana marcado por noites frias, Portugal Continental poderá registar um aumento das temperaturas a partir de domingo, culminando em valores até 6 ºC acima da média.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbqj4pe"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbqj4pe.jpg" id="xbqj4pe"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A variabilidade atmosférica continuará a ser a grande protagonista da dinâmica meteorológica em Portugal Continental durante os próximos dias.</p><div class="texto-destacado"><p>Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong> nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</p></div><p>De acordo com as mais recentes projeções do modelo europeu de referência (ECMWF), <strong>o país prepara-se para transitar de um ambiente temporariamente mais frio do que o habitual para um novo episódio de temperaturas invulgarmente elevadas</strong> para a reta final de outubro.</p><h2>Sexta-feira e sábado: estabilidade inicial seguida de arrefecimento noturno acentuado</h2><p>Para esta sexta-feira, dia 23 de outubro, a previsão aponta para a manutenção de um padrão de estabilidade atmosférica, embora com temperaturas contidas. Os mapas de anomalia do ECMWF indicam uma <strong>descida da temperatura que poderá ser até 2 ºC abaixo da média climatológica nas regiões do Norte e do Centro</strong>, mantendo-se o restante território com valores dentro do padrão habitual.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-6-c-acima-da-media-portugal-continental-volta-a-registar-temperaturas-elevadas-para-a-epoca-em-breve-1792702359255.jpg" data-image="d2t08rlb54ng" alt="Anomalia de temperatura prevista para sexta-feira, 23 de outubro" title="Anomalia de temperatura prevista para sexta-feira, 23 de outubro"><figcaption>Anomalia de temperatura prevista para sexta-feira, 23 de outubro, às 15:00 em Portugal Continental. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>Contudo, a transição para o fim de semana trará um arrefecimento noturno bastante vincado. <strong>Durante a madrugada de sábado, dia 24 de outubro, as temperaturas mínimas poderão baixar significativamente em todo o território nacional</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794638" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-em-alerta-os-modelos-preveem-uma-grande-ondulacao-da-corrente-de-jato-polar-a-partir-de-quinta-feira-dia.html" title="Portugal em alerta: os modelos preveem uma grande ondulação da corrente de jato polar a partir de quinta-feira, dia 29">Portugal em alerta: os modelos preveem uma grande ondulação da corrente de jato polar a partir de quinta-feira, dia 29</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-em-alerta-os-modelos-preveem-uma-grande-ondulacao-da-corrente-de-jato-polar-a-partir-de-quinta-feira-dia.html" title="Portugal em alerta: os modelos preveem uma grande ondulação da corrente de jato polar a partir de quinta-feira, dia 29"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-em-alerta-os-modelos-preveem-uma-grande-ondulacao-da-corrente-de-jato-polar-a-partir-de-quinta-feira-dia-1792670194236_320.jpg" alt="Portugal em alerta: os modelos preveem uma grande ondulação da corrente de jato polar a partir de quinta-feira, dia 29"></a></article></aside><p>As cartas de anomalia revelam<strong> desvios negativos acentuados</strong>, situando-se em geral entre 2 ºC e 6 ºC abaixo da média de referência para esta altura do ano. Durante o período diurno de sábado, o comportamento térmico deverá manter-se relativamente estável, sem grandes oscilações nas máximas. </p><h2>Domingo traz inversão da tendência térmica com subida das máximas no Interior</h2><p><strong>Um cenário idêntico de arrefecimento noturno deverá repetir-se durante a noite e madrugada de domingo, dia 25.</strong> No entanto, durante o período da tarde, os dados do ECMWF apontam para uma inversão clara da tendência meteorológica, prevendo-se um reaparecimento generalizado das anomalias térmicas em quase todo o Portugal Continental. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-6-c-acima-da-media-portugal-continental-volta-a-registar-temperaturas-elevadas-para-a-epoca-em-breve-1792702476139.jpg" data-image="vrs4co3qf8yu" alt="Anomalia de temperatura prevista para a tarde de domingo, 25 de outubro" title="Anomalia de temperatura prevista para a tarde de domingo, 25 de outubro"><figcaption>Anomalia de temperatura prevista para a tarde de domingo, 25 de outubro, às 15:00. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p><strong>Estas anomalias positivas deverão registar maior incidência nas regiões do Interior, destacando-se distritos como Castelo Branco e Bragança</strong> com valores que poderão oscilar entre os 3 ºC e os 4 ºC acima da referência da época.</p><p>Exceção nesta tendência para os distritos de Braga e Viana do Castelo, onde os valores deverão manter-se ligeiramente abaixo do normal. </p><h2>Segunda-feira com pico de calor anómalo e posterior estabilização na terça-feira</h2><p>Durante a madrugada de segunda-feira, dia 26, poderá registar-se ainda uma ligeira descida temporária. Todavia, <strong>durante o período da tarde, as projeções do modelo europeu preveem o pico máximo desta alteração térmica, com uma subida expressiva das temperaturas que poderá resultar em valores até 6 ºC</strong> acima dos parâmetros climatológicos normais para o final de outubro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-6-c-acima-da-media-portugal-continental-volta-a-registar-temperaturas-elevadas-para-a-epoca-em-breve-1792702522902.jpg" data-image="itjpt50ti0uv" alt="Anomalia de temperatura prevista para a tarde de segunda-feira, 26 de outubro" title="Anomalia de temperatura prevista para a tarde de segunda-feira, 26 de outubro"><figcaption>Anomalia de temperatura prevista para a tarde de segunda-feira, 26 de outubro, às 15:00. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>Este pico de anomalia térmica positiva far-se-á sentir de forma abrangente em Portugal Continental, com os termómetros a registarem desvios térmicos muito expressivos no Interior e no Sul do país.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Na tarde de segunda-feira, dia 26, as temperaturas em Portugal Continental poderão registar valores até 6 ºC acima do normal para a época.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Já na manhã de terça-feira, dia 27 de outubro, os mapas indicam que as temperaturas deverão voltar a estabilizar</strong>, verificando-se uma diminuição de até 4 ºC em relação ao pico registado no dia anterior. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-6-c-acima-da-media-portugal-continental-volta-a-registar-temperaturas-elevadas-para-a-epoca-em-breve.html</guid><dc:creator><![CDATA[Pedro Carneiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Dinossauros, caveiras mexicanas e luzes de Natal: este zoo português tem de tudo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/dinossauros-caveiras-mexicanas-e-luzes-de-natal-este-zoo-prepara-noites-surpreendentes.html</link><pubDate>Fri, 23 Oct 2026 05:04:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A exposição Luzes Selvagens regressa ao Zoo Santo Inácio, em Vila Nova de Gaia, com centenas de figuras iluminadas e novos cenários para descobrir até 30 de dezembro.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/dinossauros-caveiras-mexicanas-e-luzes-de-natal-este-zoo-prepara-noites-surpreendentes-1792438752209.jpg" data-image="on0y3l28ipup" alt="Luzes Selvagens" title="Luzes Selvagens"><figcaption>As noites vão ficar mais luminosas neste zoo. Foto: Zoo Santo Inácio</figcaption></figure><p>Esqueletos coloridos, dinossauros e luzes de Natal. Quando anoitece, os animais não são os únicos a chamar a atenção no Zoo Santo Inácio. </p><p>A novidade chegou a 16 de outubro, no parque de Avintes, em <strong>Vila Nova de Gaia</strong>. </p><p>Do que é que estamos a falar? Do zoo que voltou a transformar-se num percurso de luzes e cores, onde centenas de figuras iluminadas dão outra vida aos caminhos. </p><div class="texto-destacado">A exposição Luzes Selvagens chega à quinta edição e prolonga-se até 30 de dezembro, com novidades que misturam o espírito natalício com as tradições mexicanas do Día de los Muertos.</div><p>Confuso? A proposta é simples: trocar, por algumas horas, a visita habitual ao jardim zoológico por um<strong> passeio noturno entre instalações luminosas de animais e plantas</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="743384" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-a-viagem-de-900-km-da-tartaruga-do-zoomarine-algarve-virou-um-caso-de-estudo-internacional.html" title="Como a viagem de 900 km da tartaruga do Zoomarine Algarve virou um caso de estudo internacional">Como a viagem de 900 km da tartaruga do Zoomarine Algarve virou um caso de estudo internacional</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-a-viagem-de-900-km-da-tartaruga-do-zoomarine-algarve-virou-um-caso-de-estudo-internacional.html" title="Como a viagem de 900 km da tartaruga do Zoomarine Algarve virou um caso de estudo internacional"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-a-viagem-de-900-km-da-tartaruga-do-zoomarine-algarve-virou-um-caso-de-estudo-internacional-1765375604724_320.jpg" alt="Como a viagem de 900 km da tartaruga do Zoomarine Algarve virou um caso de estudo internacional"></a></article></aside><p>Aqui há cenários para admirar, pormenores para descobrir e muitas oportunidades para tirar fotografias. Afinal, não é todos os dias que se encontra um desfile de criaturas gigantes iluminadas no meio de um parque rodeado de natureza.</p><p>“Quando o sol se põe, o Zoo Santo Inácio transforma-se num <strong>cenário mágico</strong> onde a natureza ganha novas cores, brilhos e formas”, explicam os responsáveis. “As Luzes Selvagens são muito mais do que uma exposição. São uma v<strong>iagem sensorial</strong> que mistura luz, cor, natureza e imaginação. Ao percorrer os caminhos iluminados do Zoo, os visitantes encontram figuras de animais selvagens de todos os tamanhos, criadas com milhares de pequenas luzes LED que enchem o ambiente de cor e encanto.”</p><h2>Do Día de los Muertos ao Natal, há novos mundos para descobrir</h2><p>Se teve a oportunidade de explorar o parque à noite numa das edições passadas, não se deixe enganar: <strong>este ano há muitas novidades para descobrir</strong>. </p><p>“As Luzes Selvagens regressam para a sua 5.ª edição, prometendo noites ainda mais deslumbrantes e cheias de surpresas”, garantem. “Depois do sucesso das edições anteriores, este evento noturno volta a iluminar o <strong>maior e mais verde Zoo do Norte de Portugal </strong>com um percurso de milhares de luzes e figuras luminosas de animais.”</p><div class="texto-destacado">A edição deste ano traz dois ambientes temáticos que prometem distinguir o percurso das edições anteriores. </div><p>Um deles inspira-se no<strong> Día de los Muertos</strong>, uma celebração tradicional mexicana que homenageia os entes queridos que já morreram e que se distingue pelas cores vivas, pelas flores e pelas caveiras decoradas. O outro acompanha a aproximação do <strong>Natal</strong>, com cenários dedicados a uma das épocas mais luminosas do ano.</p><p>As duas propostas juntam-se às figuras iluminadas que caracterizam as Luzes Selvagens, criando diferentes ambientes ao longo da visita. O resultado? Um programa que pode agradar tanto aos mais novos, como aos adultos que procuram uma atividade diferente para uma tarde ou noite de outono.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dinossauros-caveiras-mexicanas-e-luzes-de-natal-este-zoo-prepara-noites-surpreendentes-1792439024464.jpg" data-image="h2i4lfepua62" alt="Luzes Selvagens" title="Luzes Selvagens"><figcaption>Um programa especial pensado para toda a família. Foto: Zoo Santo Inácio</figcaption></figure><p>E, não, não é preciso esperar pelo mês de dezembro para entrar no espírito natalício. Já é possível encontrar esta combinação de luzes, fantasia e natureza. E calha mesmo bem, já que <strong>os dias ficam progressivamente mais curtos </strong>e os programas ao ar livre começam a precisar de um pequeno reforço luminoso.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792691" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/mudanca-da-hora-o-que-muda-na-horta-quando-anoitece-uma-hora-mais-cedo.html" title="Mudança da hora: o que muda na horta quando anoitece uma hora mais cedo">Mudança da hora: o que muda na horta quando anoitece uma hora mais cedo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/mudanca-da-hora-o-que-muda-na-horta-quando-anoitece-uma-hora-mais-cedo.html" title="Mudança da hora: o que muda na horta quando anoitece uma hora mais cedo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-da-hora-o-que-muda-na-horta-quando-anoitece-uma-hora-mais-cedo-1791561807853_320.png" alt="Mudança da hora: o que muda na horta quando anoitece uma hora mais cedo"></a></article></aside><p>“É a atividade perfeita para o outono e inverno, quando as noites chegam mais cedo e o frio convida a momentos acolhedores e luminosos.”</p><h2>Uma visita noturna para toda a família</h2><p>O melhor é que as Luzes Selvagens não se limitam às figuras instaladas no exterior. <strong>Durante o evento, continuam acessíveis espaços</strong> como a Casa dos Animais Noturnos e o Mundo Tropical, além de zonas de lazer e de apoio, entre as quais o Bar do Lago, o Bar do Relvado e a loja do Zoo.</p><div class="texto-destacado">Inaugurado em 2000, o Zoo Santo Inácio é conhecido pelo trabalho de conservação da vida selvagem e pela participação em programas de reprodução de espécies ameaçadas. As Luzes Selvagens acrescentam uma dimensão mais lúdica à programação do espaço, oferecendo uma forma diferente de explorar o parque sem perder a ligação à natureza.</div><p>Importa, contudo, ter em conta uma diferença essencial:<strong> a exposição decorre depois de escurecer</strong> e os animais deixam de estar visíveis nos seus<em> habitats</em> a partir do início do percurso luminoso. Por isso, quem quiser conhecer o jardim zoológico e observar os seus habitantes deve planear a visita durante o dia, antes de aproveitar as luzes ao final da tarde.</p><h2>Datas, horários e preços das Luzes Selvagens</h2><p>A quinta edição das Luzes Selvagens decorre de <strong>16 de outubro a 30 de dezembro</strong> de 2026, aos fins de semana, feriados e durante as férias escolares. Em outubro, o percurso pode ser visitado entre as 16:30 e as 20:30. Já em novembro e dezembro, o horário anunciado passa a ser das 17:30 às 20:30. </p><div class="texto-destacado">Como a exposição não está aberta necessariamente todos os dias, é aconselhável consultar o calendário antes da visita.</div><p>Existem<strong> duas modalidades de bilhete</strong>, consoante o tipo de experiência pretendida. Quem quiser visitar apenas a exposição noturna pode comprar um ingresso específico, com preços a partir de 10,50€ para crianças dos 3 aos 12 anos, 15,50€ para adultos dos 13 aos 64 anos e 13,50€ para seniores a partir dos 65 anos. Para as famílias, há um bilhete de 49,50€, válido para dois adultos e duas crianças.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dinossauros-caveiras-mexicanas-e-luzes-de-natal-este-zoo-prepara-noites-surpreendentes-1792439267065.jpg" data-image="9e3ic0yysttw" alt="Luzes Selvagens" title="Luzes Selvagens"><figcaption>Pronto para a descoberta? Foto: Zoo Santo Inácio</figcaption></figure><p>Por outro lado, quem preferir passar o dia no Zoo Santo Inácio e aproveitar também o percurso luminoso pode optar pelo<strong> bilhete de entrada no parque</strong>, que inclui o acesso às Luzes Selvagens nos dias em que a exposição decorre. Os preços <em>online</em> são de 12,90€ para crianças, 18,90€ para adultos e 16,90€ para seniores. O bilhete familiar, destinado a dois adultos e duas crianças, custa 60,90€. Os bebés até aos dois anos têm entrada gratuita.</p><p><strong>Além de puder comprar <em>online</em>, os bilhetes podem ser adquiridos através da bilheteira oficial do Zoo Santo Inácio</strong>. Aconselhamos que consulte o calendário da exposição e confirmar os horários e as condições de acesso antes de planear a visita.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Zoo%20Santo%20In%C3%A1cio" data-year="2026" data-title="Luzes%20Selvagens%202026%3A%20Uma%20Experi%C3%AAncia%20Imersiva%20e%20Luminosa%20no%20Zoo%20Santo%20In%C3%A1cio" data-url="https%3A%2F%2Fwww.zoosantoinacio.com%2Feventos%2Fluzes-selvagens-2026%2F">Zoo Santo Inácio. (2026). <a href="https://www.zoosantoinacio.com/eventos/luzes-selvagens-2026/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Luzes Selvagens 2026: Uma Experiência Imersiva e Luminosa no Zoo Santo Inácio</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/dinossauros-caveiras-mexicanas-e-luzes-de-natal-este-zoo-prepara-noites-surpreendentes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Projeto coverPLUS quer regenerar os solos do Alentejo com plantas e tecnologia digital]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/projeto-coverplus-quer-regenerar-os-solos-do-alentejo-com-plantas-e-tecnologia-digital.html</link><pubDate>Thu, 22 Oct 2026 13:01:04 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Culturas de cobertura, fertilização orgânica e modelos tridimensionais ajudam a reter água, proteger o solo e orientar decisões agrícolas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/projeto-coverplus-quer-regenerar-os-solos-do-alentejo-com-plantas-e-tecnologia-digital-1792670970597.jpg" data-image="v82b483p2524" alt="Solo alentejano" title="Solo alentejano"><figcaption>O solo alentejano caracteriza-se por baixos teores de matéria orgânica e reduzida capacidade de retenção de água. Foto: Da Cunha/Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Nem toda a chuva que cai no <strong>Alentejo</strong> é aproveitada pela terra. Após longos períodos de calor e falta de precipitação, o solo pode perder água rapidamente e ficar mais exposto à erosão. A ausência de matéria orgânica dificulta a retenção de <strong>humidade</strong> e <strong>nutrientes</strong>, comprometendo a <strong>fertilidade</strong> das culturas. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Regenerar estes terrenos exige, por isso, mais do que esperar pela próxima estação chuvosa.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>É neste desafio que se centra o <strong>coverPLUS</strong>, um projeto da Universidade Politécnica de Portalegre que procura recuperar a qualidade dos solos agrícolas, melhorar a utilização dos recursos e aproximar a tecnologia digital das explorações. </p><p>Coordenada pelo professor Luís Alcino da Conceição, a iniciativa decorre até agosto de 2028 e dispõe de 49.025,70 euros de investimento elegível. A proposta combina práticas agrícolas de regeneração, ferramentas de monitorização e formação dirigida aos produtores.</p><h2>Cobrir o solo para proteger a água</h2><p>Uma das principais linhas de trabalho assenta nas <strong>culturas de cobertura</strong>. São plantas semeadas para proteger e melhorar o terreno, em vez de serem cultivadas exclusivamente para colheita. Mantêm a superfície protegida entre as culturas principais e ajudam a <strong>reduzir a exposição direta ao sol e à chuva</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As espécies foram selecionadas especificamente para a região do Alentejo, podendo as misturas combinar gramíneas, leguminosas e outras plantas adaptadas às condições locais.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A <strong>aveia</strong>, por exemplo, gera biomassa e mantém os resíduos vegetais na superfície. A <strong>ervilhaca</strong> e os <strong>trevos</strong> ajudam a fixar o azoto no solo. Já as raízes do <strong>nabo forrageiro</strong> melhoram a estrutura de solos compactados.</p><p><strong>Que plantas podem ajudar a recuperar os solos do Alentejo?</strong></p><table><thead><tr><th><strong>Grupo</strong></th><th>Exemplos</th><th>Contributo</th></tr></thead><tbody><tr><td>Leguminosas</td><td>Trevo-subterrâneo, ervilhaca e tremocilha</td><td>Fixam azoto atmosférico, contribuindo para enriquecer o solo em nutrientes e reduzir a dependência de fertilizantes</td></tr><tr><td>Cereais e gramíneas</td><td>Aveia-preta e centeio forrageiro</td><td>Produzem biomassa que protege a superfície do solo, reduz a exposição ao sol e ajuda a conservar a humidade</td></tr><tr><td>Crucíferas</td><td>Nabo forrageiro e mostarda-branca</td><td>As raízes aliviam a compactação. A cobertura rápida do terreno também ajuda a limitar o desenvolvimento de ervas espontâneas</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Fonte: DGADR/CCDR Alentejo</td></tr></tbody></table><p><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></p><p>Estas plantas não produzem todas o mesmo efeito. É a combinação ajustada às características de cada exploração que pode trazer <strong>benefícios complementares</strong>. Ao aumentar a matéria orgânica e melhorar a estrutura física do terreno, estas práticas poderão favorecer a infiltração e a retenção de água de nutrientes.</p><p>O projeto prevê ainda estratégias de <strong>fertilização orgânica</strong>. O objetivo é melhorar a fertilidade sem depender exclusivamente de fertilizantes minerais e criar condições para que o solo responda melhor aos períodos de escassez hídrica.</p><h2>Terras expostas à erosão</h2><p>A necessidade destas intervenções está ligada às <strong>características</strong> de muitos <strong>solos alentejanos</strong>. Em várias zonas, são pouco espessos e apresentam baixos teores de matéria orgânica, o que limita a capacidade de armazenar água e os torna vulneráveis à erosão hídrica e eólica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/projeto-coverplus-quer-regenerar-os-solos-do-alentejo-com-plantas-e-tecnologia-digital-1792671913225.jpg" data-image="ikeow4lqz4gb" alt="Vinha em Reguengos" title="Vinha em Reguengos"><figcaption>O projeto adotou a fertilização orgânica para reduzir o uso de fertilizantes minerais e aumentar a resiliência à escassez hídrica. Foto:joaoluismf/Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A forma como a terra é utilizada também influencia a sua conservação. A mobilização frequente deixa a superfície exposta à ação da chuva, enquanto a <strong>maquinaria pesada</strong> pode provocar compactação. A simplificação da vegetação em sistemas agrícolas demasiado uniformes reduz ainda a <strong>diversidade de habitats</strong> e de organismos vitais para a saúde do solo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790032" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/solo-compactado-o-que-uma-chuvada-forte-faz-a-uma-terra-descoberta.html" title="Solo compactado: o que uma chuvada forte faz a uma terra descoberta">Solo compactado: o que uma chuvada forte faz a uma terra descoberta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/solo-compactado-o-que-uma-chuvada-forte-faz-a-uma-terra-descoberta.html" title="Solo compactado: o que uma chuvada forte faz a uma terra descoberta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/solo-compactado-o-que-uma-chuvada-forte-faz-a-uma-terra-descoberta-1790148931635_320.jpeg" alt="Solo compactado: o que uma chuvada forte faz a uma terra descoberta"></a></article></aside><p>A <strong>pressão sobre os recursos hídricos</strong> torna estes problemas especialmente relevantes no Alentejo. A expansão de sistemas e culturas de <strong>regadio intensivo</strong> aumentou a necessidade de água em algumas áreas. A proteção do solo e a gestão eficiente dos recursos têm, por isso, de ser consideradas em conjunto.</p><p>As culturas de cobertura não resolvem, por si só, todos estes desafios. Podem, no entanto, integrar uma <strong>estratégia de regeneração</strong> que proteja a terra, reduza perdas e ajude a conservar a água disponível.</p><h2>Gémeo digital antecipa decisões</h2><p>A outra vertente do coverPLUS é tecnológica. Os investigadores estão a desenvolver um modelo tridimensional de previsão da produção agrícola baseado no conceito de <strong>gémeo digital</strong>. Trata-se de uma <strong>representação virtual de um terreno real</strong>, alimentada por dados recolhidos no campo.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Sensores e drones deverão permitir acompanhar parâmetros como a humidade e a temperatura do solo, a disponibilidade de nutrientes e o crescimento das forragens e das culturas de cobertura. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A informação é integrada num modelo que procura representar a evolução do terreno e apoiar a previsão da produção. Com estes dados, investigadores e agricultores poderão <strong>comparar cenários</strong> e <strong>avaliar as consequências</strong> prováveis de diferentes decisões. Por exemplo, estimar como a falta de chuva poderá afetar a produção de forragem ou analisar a resposta esperada à aplicação de fertilização orgânica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/projeto-coverplus-quer-regenerar-os-solos-do-alentejo-com-plantas-e-tecnologia-digital-1792672213722.jpg" data-image="v341xa5sznga" alt="campo de cereais" title="campo de cereais"><figcaption>Cereais e gramíneas são culturas de cobertura que ajudam a conservar a humidade do solo. Foto: AntonioFCalado/Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A ferramenta visa <strong>apoiar a monitorização</strong> e o <strong>planeamento</strong>, não substituir a experiência agrícola nem eliminar a incerteza das previsões. O seu valor dependerá da qualidade dos dados, da capacidade de representar as condições reais e da utilidade dos dados na tomada de decisões.</p><h2>A tecnologia no cultivo</h2><p>Para que estas tecnologias tenham aplicação prática, o coverPLUS inclui um programa de <strong>capacitação digital</strong>. Estão previstas ações de formação, workshops, tecnologias acessíveis e acompanhamento técnico, com o objetivo de ajudar os produtores a utilizar informação digital na gestão quotidiana das culturas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779714" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/alqueva-sustentavel-lanca-plataformas-digitais-para-guiar-agricultura-e-turismo-no-alentejo.html" title="Alqueva Sustentável lança plataformas digitais para guiar agricultura e turismo no Alentejo">Alqueva Sustentável lança plataformas digitais para guiar agricultura e turismo no Alentejo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/alqueva-sustentavel-lanca-plataformas-digitais-para-guiar-agricultura-e-turismo-no-alentejo.html" title="Alqueva Sustentável lança plataformas digitais para guiar agricultura e turismo no Alentejo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alqueva-sustentavel-lanca-plataformas-digitais-para-guiar-agricultura-e-turismo-no-alentejo-1784639154421_320.jpg" alt="Alqueva Sustentável lança plataformas digitais para guiar agricultura e turismo no Alentejo"></a></article></aside><p>A preocupação é particularmente relevante para pequenas e médias explorações, onde os <strong>custos e a complexidade das novas tecnologias</strong> podem dificultar a sua adoção. A formação pretende aproximar os instrumentos de monitorização das necessidades concretas de quem trabalha a terra.</p><p>O projeto é financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, através do programa regional ALT2030, com uma comparticipação de 85% do investimento elegível.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Universidade%20Polit%C3%A9cnica%20de%20Portalegre" data-year="" data-title="Projetos%20em%20destaque" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ipportalegre.pt%2Fpt%2F2026%2F09%2F18%2Fprojetos-em-destaque%2F">Universidade Politécnica de Portalegre. <a href="https://www.ipportalegre.pt/pt/2026/09/18/projetos-em-destaque/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Projetos em destaque</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/projeto-coverplus-quer-regenerar-os-solos-do-alentejo-com-plantas-e-tecnologia-digital.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal em alerta: os modelos preveem uma grande ondulação da corrente de jato polar a partir de quinta-feira, dia 29]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-em-alerta-os-modelos-preveem-uma-grande-ondulacao-da-corrente-de-jato-polar-a-partir-de-quinta-feira-dia.html</link><pubDate>Thu, 22 Oct 2026 12:03:38 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois de duas passagens de chuva pouco expressivas, o cenário poderá mudar no final de outubro. Uma forte ondulação da corrente de jato polar deverá favorecer a aproximação das baixas pressões e aumentar a instabilidade em Portugal.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-em-alerta-os-modelos-preveem-uma-grande-ondulacao-da-corrente-de-jato-polar-a-partir-de-quinta-feira-dia-1792670194236.jpg" data-image="d8pg5u0i8k6h" alt="Atlântico" title="Atlântico"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-728609">O Atlântico norte começa a dar sinais de mudança. A forte ondulação da corrente de jato poderá abrir caminho a um cenário mais instável em Portugal nos últimos dias de outubro, com o regresso de chuva mais generalizada.</figcaption></figure><p>Os próximos dias em Portugal continental serão marcados por algumas passagens de chuva, inicialmente pouco expressivas e concentradas sobretudo no Norte e Centro. No entanto, a partir de quinta-feira, dia 29, <strong>os modelos começam a sinalizar uma alteração mais importante na circulação atmosférica, associada a uma forte ondulação da corrente de jato polar.</strong></p><h2>Primeira frente atravessa Portugal entre esta noite e sexta-feira</h2><p>O primeiro episódio de precipitação deverá ocorrer entre o final desta quinta-feira e a madrugada de sexta-feira, dia 23. <strong>Uma frente pouco ativa deverá aproximar-se do Noroeste por volta das 21 horas,</strong> levando chuva inicialmente aos distritos de Viana do Castelo e Braga.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-em-alerta-os-modelos-preveem-uma-grande-ondulacao-da-corrente-de-jato-polar-a-partir-de-quinta-feira-dia-1792668794520.jpg" data-image="jz7xm0jfbem6" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>A primeira passagem de chuva deverá ocorrer entre a noite de quinta e a madrugada de sexta-feira, afetando sobretudo o Norte e parte do Centro, mas com acumulados pouco expressivos.</figcaption></figure><p>Com o avançar das horas, a precipitação deverá estender-se a outras regiões do Norte, incluindo Porto e Vila Real, e posteriormente a zonas do Centro, como Aveiro, Viseu e Leiria. Já durante a madrugada, alguma precipitação poderá alcançar áreas mais a sul do litoral, nomeadamente a região de Mafra e Sintra.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Ainda assim,<strong> será um episódio passageiro e, na generalidade, com quantidades pouco significativas.</strong> Durante o fim de semana e na segunda-feira, dia 26, o cenário volta a ser predominantemente seco. A nebulosidade poderá marcar presença de Norte a Sul, intercalada por períodos de abertas, enquanto as madrugadas continuarão bastante frescas, sobretudo no sábado (24).</p><h2>Nova frente fria poderá chegar na terça-feira</h2><p>Na terça-feira, dia 27, uma nova frente fria poderá atravessar Portugal. As atualizações mais recentes do modelo europeu alteraram a trajetória deste sistema, aproximando-o mais do território continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-em-alerta-os-modelos-preveem-uma-grande-ondulacao-da-corrente-de-jato-polar-a-partir-de-quinta-feira-dia-1792668859220.jpg" data-image="1rnpbux6kqui" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>Uma nova frente fria poderá alcançar Portugal na terça-feira, com chuva a entrar pelo Noroeste e a avançar posteriormente para outras regiões do Norte e Centro.</figcaption></figure><p>A chuva deverá voltar a entrar pelo Noroeste, onde serão esperadas as maiores quantidades, avançando depois para outras regiões do Norte e Centro, sobretudo junto ao litoral. <strong>A passagem frontal poderá ainda ser acompanhada por um aumento temporário das rajadas de vento.</strong></p><p>À semelhança do primeiro episódio, não se prevê, para já, um evento particularmente significativo. No entanto, esta frente antecederá uma mudança mais importante na configuração atmosférica sobre o Atlântico Norte.</p><h2>Corrente de jato polar sofre forte ondulação a partir de dia 29</h2><p>É a partir de quinta-feira, dia 29, que os mapas sinóticos começam a mostrar uma evolução particularmente interessante. <strong>A corrente de jato polar,</strong> uma faixa de ventos muito intensos que circula a vários quilómetros de altitude e que ajuda a orientar depressões e sistemas frontais, <strong>deverá apresentar uma ondulação bastante pronunciada sobre o Atlântico.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-em-alerta-os-modelos-preveem-uma-grande-ondulacao-da-corrente-de-jato-polar-a-partir-de-quinta-feira-dia-1792668965842.jpg" data-image="n93aia3s4n1j" alt="Corrente de jato polar" title="Corrente de jato polar"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-581797">A partir de quinta-feira (29), uma forte ondulação da corrente de jato polar começará a alterar o padrão atmosférico no Atlântico, favorecendo a aproximação das baixas pressões à Península Ibérica.</figcaption></figure><p>O modelo europeu mostra o ramo do jato a mergulhar para latitudes muito mais meridionais, <strong>aproximando ventos muito intensos em altitude da Península Ibérica. </strong>Esta configuração poderá alterar substancialmente o padrão que tem dominado os últimos dias.</p><p>O anticiclone que tem permanecido próximo de Portugal, funcionando como uma barreira às depressões atlânticas e fazendo com que várias frentes chegassem enfraquecidas ao território, deverá perder protagonismo. Com a circulação em altitude a tornar-se mais ondulada, abre-se espaço para que as baixas pressões consigam aproximar-se mais facilmente da Península Ibérica.</p><h2>Uma depressão poderá instalar-se ao largo de Portugal no final do mês</h2><p>Para o dia 31, o cenário apresentado atualmente pelo ECMWF é diferente daquele previsto para os próximos dias. Nas camadas superiores da atmosfera surge uma região depressionária bem definida ao largo da costa portuguesa, associada à forte ondulação do jato.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-em-alerta-os-modelos-preveem-uma-grande-ondulacao-da-corrente-de-jato-polar-a-partir-de-quinta-feira-dia-1792669062495.jpg" data-image="2vv6o61ch8ot" alt="Corrente de jato polar" title="Corrente de jato polar"><figcaption>No final do mês, a ondulação do jato polar poderá permitir a formação ou aproximação de uma depressão a oeste da Península Ibérica, aumentando significativamente a instabilidade.</figcaption></figure><p>À superfície, os mapas começam igualmente a mostrar uma depressão próxima do território, acompanhada por uma extensa área de precipitação atlântica. Caso esta configuração se confirme, <strong>entre os dias 30 e 31 poderá ocorrer um episódio de chuva mais generalizada, potencialmente de Norte a Sul, e com períodos de precipitação mais intensa do que aqueles previstos para os dias anteriores.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-em-alerta-os-modelos-preveem-uma-grande-ondulacao-da-corrente-de-jato-polar-a-partir-de-quinta-feira-dia-1792669106981.jpg" data-image="49wgcxkucvwn" alt="Situação sinótica" title="Situação sinótica"><figcaption>O cenário previsto para dia 31 mostra uma depressão próxima de Portugal e uma extensa área de precipitação, aumentando a possibilidade de chuva mais forte e generalizada de Norte a Sul.</figcaption></figure><p>Contudo, estamos perante uma previsão a cerca de uma semana de distância. A posição exata da depressão, a trajetória das frentes e, consequentemente, a distribuição e intensidade da precipitação ainda poderão sofrer alterações relevantes nas próximas atualizações.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794623" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-madrugada-de-segunda-feira-26-uma-frente-fria-devera-atingir-os-acores-eis-as-ilhas-mais-afetadas-pela-chuva.html" title="Na madrugada de segunda-feira (26), uma frente fria deverá atingir os Açores: eis as ilhas mais afetadas pela chuva">Na madrugada de segunda-feira (26), uma frente fria deverá atingir os Açores: eis as ilhas mais afetadas pela chuva</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-madrugada-de-segunda-feira-26-uma-frente-fria-devera-atingir-os-acores-eis-as-ilhas-mais-afetadas-pela-chuva.html" title="Na madrugada de segunda-feira (26), uma frente fria deverá atingir os Açores: eis as ilhas mais afetadas pela chuva"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/na-madrugada-de-segunda-feira-26-uma-frente-fria-devera-atingir-os-acores-eis-as-ilhas-mais-afetadas-pela-chuva-1792663884784_320.png" alt="Na madrugada de segunda-feira (26), uma frente fria deverá atingir os Açores: eis as ilhas mais afetadas pela chuva"></a></article></aside><p>Mais do que os valores concretos de chuva, o sinal que ganha consistência é, para já, o de uma <strong>mudança para um padrão potencialmente mais instável nos últimos dias de outubro</strong>, depois de várias semanas em que as altas pressões limitaram a chegada das depressões atlânticas a Portugal.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-em-alerta-os-modelos-preveem-uma-grande-ondulacao-da-corrente-de-jato-polar-a-partir-de-quinta-feira-dia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Na madrugada de segunda-feira (26), uma frente fria deverá atingir os Açores: eis as ilhas mais afetadas pela chuva]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-madrugada-de-segunda-feira-26-uma-frente-fria-devera-atingir-os-acores-eis-as-ilhas-mais-afetadas-pela-chuva.html</link><pubDate>Thu, 22 Oct 2026 10:52:07 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O arranque da próxima semana poderá trazer mais chuva aos Açores, devido à passagem de uma frente fria. Saiba quais as ilhas mais afetadas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbqdh2a"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbqdh2a.jpg" id="xbqdh2a"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Entre hoje, quinta-feira, e domingo, os Açores poderão contar com<strong> tempo maioritariamente estável</strong>, podendo registar períodos de aguaceiros fracos e irregulares em algumas ilhas, ainda que sem episódios significativos, <strong>devido à influência do anticiclone</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No entanto, de acordo com a mais recente atualização do ECMWF, é expectável que este <strong>anticiclone comece a movimentar-se para leste, permitindo, assim, a chegada de uma frente fria</strong> nos próximos dias, como podemos ver no mapa abaixo.</p><h2>Frente fria começa a organizar-se no domingo, dia 25</h2><p>Ao longo do dia de domingo, os mapas mostram a <strong>organização desta frente que nas horas seguintes irá impactar os Açores</strong>. É esperado que logo nas primeiras horas de segunda-feira, a chuva chegue ao Grupo Ocidental e que, pelas 3h esta se intensifique, podendo ocorrer entre 5 a 10 mm por hora na Ilha das Flores. A <strong>acumulação de precipitação poderá ser entre 15 a 20 mm nesta ilha</strong>, entre a meia-noite e as 3h desse dia. Na Ilha do Corvo esperam-se valores inferiores a 15 mm de acumulação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/na-madrugada-de-segunda-feira-26-uma-frente-fria-devera-atingir-os-acores-eis-as-ilhas-mais-afetadas-pela-chuva-1792663460416.jpg" data-image="91o0jqz6atr3" alt="chuva prevista" title="chuva prevista"><figcaption>Nas primeiras horas da madrugada de segunda-feira, o Grupo Ocidental dos Açores deverá ser afetado pela chegada de uma frente fria.</figcaption></figure><p><strong>Entre as 3h e as 6h esta frente chegará ao Grupo Central, ainda que com menos intensidade por hora</strong>, ao que tudo indica. É expectável que entre as 9h e as 12h se dissipe deste grupo, depois de deixar <strong>acumulados na ordem dos 15 a 20 mm nas ilhas do Pico e Faial</strong>. Nas restantes ilhas a acumulação não deverá ultrapassar os 10 mm.</p><p>O último grupo a ser afetado por esta frente fria, associada a uma depressão que passará a norte do arquipélago, será o Grupo Oriental, ainda com menos intensidade face ao Grupo Central. É esperado que entre o início do episódio de chuva até que a mesma se dissipe,<strong> se acumulem, no máximo 10 mm na ilha de São Miguel</strong>. Em Santa Maria o impacto será menos expressivo, onde a acumulação não deverá ultrapassar os 5 mm. </p><h2>Estabilidade atmosférica regressa após a passagem da frente fria</h2><p>Segundo os nossos mapas de chuva prevista, é esperado que a estabilidade atmosférica regresse logo após a passagem desta frente. Esta <strong>estabilidade será reforçada pela movimentação de um anticiclone que se posicionará sobre este arquipélago</strong>, entre segunda e terça-feira.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794535" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frente-fria-chega-ao-pais-a-partir-das-19h-desta-quinta-feira-22-eis-os-locais-potencialmente-afetados-pela-chuva.html" title="Frente fria chega ao país a partir das 19h desta quinta-feira (22): eis os locais potencialmente afetados pela chuva">Frente fria chega ao país a partir das 19h desta quinta-feira (22): eis os locais potencialmente afetados pela chuva</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frente-fria-chega-ao-pais-a-partir-das-19h-desta-quinta-feira-22-eis-os-locais-potencialmente-afetados-pela-chuva.html" title="Frente fria chega ao país a partir das 19h desta quinta-feira (22): eis os locais potencialmente afetados pela chuva"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chega-ao-pais-a-partir-das-19h-desta-quinta-feira-22-eis-os-locais-potencialmente-afetados-pela-chuva-1792614475206_320.jpg" alt="Frente fria chega ao país a partir das 19h desta quinta-feira (22): eis os locais potencialmente afetados pela chuva"></a></article></aside><p>Contudo, os modelos indicam que este anticiclone poderá voltar a <strong>movimentar-se também para leste nas horas seguintes, abrindo "portas" à chegada de mais frentes</strong>, uma vez que o Atlântico já se encontra mais ativo. Com isto, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-madrugada-de-segunda-feira-26-uma-frente-fria-devera-atingir-os-acores-eis-as-ilhas-mais-afetadas-pela-chuva.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item></channel></rss>