<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Fri, 09 Oct 2026 23:10:25 +0000</lastBuildDate><pubDate>Fri, 09 Oct 2026 23:10:25 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Dia Mundial das Aves Migratórias. Como o estado do tempo guia milhares de aves que cruzam Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/dia-mundial-das-aves-migratorias-como-o-estado-do-tempo-guia-milhares-de-aves-que-cruzam-portugal.html</link><pubDate>Fri, 09 Oct 2026 13:35:09 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Boa parte do sucesso desta longa viagem até à África não depende apenas de saber para onde ir. Depende também do vento, da chuva e das condições atmosféricas ao longo do percurso.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/dia-mundial-das-aves-migratorias-como-o-estado-do-tempo-guia-milhares-de-aves-que-cruzam-portugal-1791550355191.jpg" data-image="u68d11l2w3v8" alt="Aves migratórias" title="Aves migratórias"><figcaption>As aves migratórias aproveitam ventos favoráveis para reduzir o esforço da viagem, ajustando frequentemente o momento da partida às condições atmosféricas. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>Quando anoitece na Europa Central, um papa-moscas-preto (<em>Ficedula hypoleuca</em>) levanta voo em direção às áreas de invernada na <strong>África subsariana</strong>. Pesa apenas algumas gramas, mas tem pela frente uma das maiores viagens do mundo natural.</p><p>Todos os <strong>outonos</strong>, milhares de aves como esta atravessam Portugal durante a migração. Algumas permanecem apenas alguns dias para recuperar as energias; outras seguem viagem quase sem parar. Em todos os casos, há um fator decisivo que influencia o sucesso da travessia: <strong>a meteorologia.</strong></p><h2>Uma viagem guiada pelo céu</h2><p>As <strong>aves migratórias</strong> recorrem a diferentes pistas para encontrar o caminho. A posição do <strong>Sol</strong>, os padrões das <strong>estrelas</strong>, a polarização da luz e o <strong>campo magnético terrestre</strong> são algumas das referências que ajudam a manter o rumo ao longo de milhares de quilómetros. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dia-mundial-das-aves-migratorias-como-o-estado-do-tempo-guia-milhares-de-aves-que-cruzam-portugal-1791550491235.jpg" data-image="g7un43kvvlcm" alt="papa-moscas-preto (Ficedula hypoleuca): macho e fêmea" title="papa-moscas-preto (Ficedula hypoleuca): macho e fêmea"><figcaption>O papa-moscas-preto encontra em Portugal um importante local de descanso e alimentação durante a migração outonal. Na imagem, um macho e uma fêmea da espécie. Foto: Adobe Stock</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p><strong>Portugal</strong> faz parte de uma das principais <strong>rotas migratórias</strong> entre a <strong>Europa</strong> e a <strong>África</strong>. Por isso, nesta época do ano, uma parte significativa desta movimentação ocorre sobre as nossas cabeças, muitas vezes durante a noite.</p><h2>O vento pode ser aliado ou adversário</h2><p>Saber <strong>para onde voar</strong> é apenas metade do desafio. As aves também precisam escolher <strong>quando partir</strong>. Para um migrador de longa distância, o <strong>vento</strong> pode reduzir drasticamente o esforço necessário para viajar ou, pelo contrário, transformar uma etapa simples num desgaste físico. Muitas espécies ajustam, por isso, o momento da partida às <strong>condições atmosféricas</strong> mais favoráveis.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os radares meteorológicos têm permitido observar este fenómeno em grande escala. Um estudo baseado em dados de 70 estações, da Escandinávia a Portugal, revelou que os movimentos migratórios noturnos estão fortemente relacionados com os padrões de vento. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>As aves não realizam uma viagem contínua, mas alternam períodos de voo com <strong>paragens estratégicas</strong> para descansar e recuperar as reservas energéticas. A duração dessas escalas depende frequentemente das condições meteorológicas ao longo da rota.</p><h2>Portugal é mais do que um corredor de passagem</h2><p>O território português é uma importante área de repouso para muitas espécies antes das etapas mais exigentes da migração. No <strong>Algarve</strong>, um estudo de longo prazo sobre o <strong>papa-moscas-preto</strong> demonstrou a importância destes locais de paragem. As aves utilizam-nos para recuperar energia antes de prosseguirem viagem para África.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="656107" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/primavera-portuguesa-caracterizada-pelo-declinio-de-aves-migratorias-biodiversidade.html" title="Primavera portuguesa caracterizada pelo declínio de aves migratórias ">Primavera portuguesa caracterizada pelo declínio de aves migratórias </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/primavera-portuguesa-caracterizada-pelo-declinio-de-aves-migratorias-biodiversidade.html" title="Primavera portuguesa caracterizada pelo declínio de aves migratórias "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/primavera-portuguesa-caracterizada-pelo-declinio-de-aves-migratorias-1715537363474_320.jpg" alt="Primavera portuguesa caracterizada pelo declínio de aves migratórias "></a></article></aside><p>Os investigadores verificaram ainda que, ao longo de mais de duas décadas, os indivíduos observados apresentaram condição corporal mais baixa e permaneceram mais tempo nestas áreas de repouso. </p><p>Embora o estudo não tenha estabelecido uma ligação direta com as variáveis climáticas analisadas, os resultados sugerem <strong>alterações nas condições ambientais</strong> que <strong>influenciam a migração</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dia-mundial-das-aves-migratorias-como-o-estado-do-tempo-guia-milhares-de-aves-que-cruzam-portugal-1791550830564.jpg" data-image="u1ya7k57q0m9" alt="Cabo de Sagres, Algarve" title="Cabo de Sagres, Algarve"><figcaption>O cabo de Sagres, no extremo sudoeste da Europa, é um dos principais pontos de concentração de aves migratórias antes da travessia para África. Foto: Município de Vila do Bispo</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Outros trabalhos realizados em Portugal demonstram igualmente que fatores como a <strong>temperatura</strong> e a <strong>precipitação</strong> podem afetar a utilização destes locais de escala por diferentes espécies migradoras.</p><h2>Sagres, a última paragem antes de África</h2><p>Poucos locais simbolizam melhor a migração do que <strong>Sagres</strong>. Situado no extremo sudoeste da Europa, este cabo é um importante <strong>ponto de concentração</strong> de aves antes da travessia para sul.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A região concentra, todos os outonos, uma grande diversidade de aves migradoras. Entre elas encontra-se o papa-moscas-preto, um dos pequenos passeriformes mais comuns nesta época.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Para muitas espécies, chegar a Sagres significa aproximar-se de uma das fases mais exigentes da viagem. A escolha do momento de partida depende frequentemente das condições atmosféricas, sobretudo da direção e intensidade do vento. A <strong>meteorologia</strong> volta, assim, a assumir um papel decisivo. Uma janela favorável pode <strong>facilitar a travessia</strong>, mas condições adversas podem obrigar a <strong>adiar a partida</strong>.</p><h2>O que acontece num clima em mudança?</h2><p>A migração está sincronizada com o ambiente. As aves precisam de encontrar alimento no momento certo, condições favoráveis para voar e <strong>habitats</strong> capazes de sustentar as suas paragens.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Por isso, qualquer alteração nos padrões de temperatura, de precipitação ou de disponibilidade de recursos pode ter consequências ao longo de toda a viagem. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A grande questão científica não é apenas saber se as <strong>alterações climáticas</strong> afetam as aves migratórias, mas também compreender como<strong> cada</strong><strong> espécie se adapta a essas mudanças</strong>. </p><p>A resposta varia consoante a rota, a estratégia migratória e os habitats utilizados. O que é vantajoso para uma espécie pode revelar-se problemático para outra.</p><h2>Cada observação pode fazer a diferença</h2><p>É precisamente para entender melhor estes fenómenos que se assinala, a 10 de outubro, o Dia Mundial das Aves Migratórias. Em 2026, a campanha decorre sob o lema <strong>"Cada ave conta – as suas observações são importantes!"</strong>, destacando o contributo da ciência cidadã para o estudo das migrações.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dia-mundial-das-aves-migratorias-como-o-estado-do-tempo-guia-milhares-de-aves-que-cruzam-portugal-1791551182641.jpg" data-image="ix5zpzzhj11p" alt="Aves migratórias" title="Aves migratórias"><figcaption>As zonas húmidas são autênticas estações de serviço da migração, permitindo às aves repousar e recuperar as reservas energéticas antes de prosseguirem a viagem. Foto: Adobe Stock</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Os registos feitos por observadores em jardins, zonas húmidas, praias ou áreas protegidas ajudam os investigadores a mapear rotas, <strong>acompanhar tendências </strong><strong>populacionais </strong>e identificar ameaças emergentes.</p><p>Enquanto milhares de aves continuam a atravessar os céus portugueses durante a noite, os dados recolhidos por <strong>cientistas e voluntários</strong> permitem compreender melhor como o vento, a chuva e outras variáveis atmosféricas condicionam uma das mais <strong>impressionantes viagens</strong> do mundo natural.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="ICNF" data-year="" data-title="Dia%20Mundial%20das%20Aves%20Migrat%C3%B3rias%202026" data-url="https%3A%2F%2Fwww.icnf.pt%2Fatualidade%2Fdatascomemorativas">ICNF. <a href="https://www.icnf.pt/atualidade/datascomemorativas" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Dia Mundial das Aves Migratórias 2026</a>.</cite><br><cite data-author="World%20Migratory%20Bird%20Day" data-year="" data-title="Campanha%20oficial%202026" data-url="https%3A%2F%2Fwww.migratorybirdday.org%2F">World Migratory Bird Day. <a href="https://www.migratorybirdday.org/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Campanha oficial 2026</a>.</cite><br><cite data-author="Cecilia%20Nilsson%2C%20Adriaan%20M.%20Dokter%2C%20Liesbeth%20Verlinden%2C%20Judy%20Shamoun-Baranes%2C%20Baptiste%20Schmid%2C%20et%20al." data-year="" data-title="Revealing%20patterns%20of%20nocturnal%20migration%20using%20the%20European%20weather%20radar%20network.%20Ecography" data-url="https%3A%2F%2Fnsojournals.onlinelibrary.wiley.com%2Fdoi%2F10.1111%2Fecog.04003">Cecilia Nilsson, Adriaan M. Dokter, Liesbeth Verlinden, Judy Shamoun-Baranes, Baptiste Schmid, et al.. <a href="https://nsojournals.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/ecog.04003" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Revealing patterns of nocturnal migration using the European weather radar network. Ecography</a>.</cite><br><cite data-author="Bernice%20Goffin%2C%20Marcial%20Felgueiras%20%26%20Anouschka%20R%20Hof" data-year="" data-title="Increased%20Stopover%20Duration%20and%20Low%20Body%20Condition%20of%20the%20Pied%20Flycatcher%20(Ficedula%20hypoleuca)%20at%20an%20Autumn%20Stopover%20Site" data-url="https%3A%2F%2Farocha.pt%2Fwp-content%2Fuploads%2F2021%2F02%2FIncreased-Stopover-Duration-Pied-Flycatcher.pdf">Bernice Goffin, Marcial Felgueiras & Anouschka R Hof. <a href="https://arocha.pt/wp-content/uploads/2021/02/Increased-Stopover-Duration-Pied-Flycatcher.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Increased Stopover Duration and Low Body Condition of the Pied Flycatcher (Ficedula hypoleuca) at an Autumn Stopover Site</a>.</cite><br><cite data-author="Pedro%20M.%20Ara%C3%BAjo%2C%20Lu%C3%ADs%20P.%20da%20Silva%2C%20Vitor%20H.%20Paiva%20%26%20Jaime%20A.%20Ramos" data-year="" data-title="Reed%20warblers%20migrating%20through%20Portugal%3A%20climatic%20influence%20on%20stopover%20ecology%20over%20the%20last%20decade" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedirect.com%2Fscience%2Farticle%2Fabs%2Fpii%2FS0944200616300058">Pedro M. Araújo, Luís P. da Silva, Vitor H. Paiva & Jaime A. Ramos. <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0944200616300058" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Reed warblers migrating through Portugal: climatic influence on stopover ecology over the last decade</a>.</cite><br><cite data-author="Birgen%20Haest%2C%20Ommo%20H%C3%BCppop%2C%20Martijn%20van%20de%20Pol%20%26%20Franz%20Bairlein" data-year="" data-title="Autumn%20bird%20migration%20phenology%3A%20A%20potpourri%20of%20wind%2C%20precipitation%20and%20temperature%20effects" data-url="https%3A%2F%2Fpubmed.ncbi.nlm.nih.gov%2F31273866%2F">Birgen Haest, Ommo Hüppop, Martijn van de Pol & Franz Bairlein. <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31273866/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Autumn bird migration phenology: A potpourri of wind, precipitation and temperature effects</a>.</cite><br><cite data-author="Elza%20Ferreira%20Neto" data-year="" data-title="Migra%C3%A7%C3%B5es%20nocturnas%20de%20aves%20em%20Portugal%20continental%3A%20aplica%C3%A7%C3%A3o%20do%20m%C3%A9todo%20%22moon-watching%22.%20Universidade%20do%20Algarve" data-url="https%3A%2F%2Fsapientia.ualg.pt%2Fentities%2Fpublication%2F9d2ff066-ff9b-4b9b-a03a-ab021ea54059">Elza Ferreira Neto. <a href="https://sapientia.ualg.pt/entities/publication/9d2ff066-ff9b-4b9b-a03a-ab021ea54059" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Migrações nocturnas de aves em Portugal continental: aplicação do método "moon-watching". Universidade do Algarve</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/dia-mundial-das-aves-migratorias-como-o-estado-do-tempo-guia-milhares-de-aves-que-cruzam-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Porque não chegam frentes de chuva e depressões a Portugal? A combinação atmosférica que vai afastar a chuva]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/porque-nao-chegam-frentes-de-chuva-e-depressoes-a-portugal-a-combinacao-atmosferica-que-vai-afastar-a-chuva.html</link><pubDate>Fri, 09 Oct 2026 12:12:38 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma combinação de altas pressões e uma corrente de jato desviada para norte deverá manter Portugal longe das depressões e frentes atlânticas nos próximos dias. O resultado será tempo seco e temperaturas anormalmente elevadas para meados de outubro.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbkb69q"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbkb69q.jpg" id="xbkb69q"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><br>Portugal continental prepara-se para vários dias de <strong>tempo estável, seco e anormalmente quente para outubro</strong>. Até, pelo menos, dia 17, a configuração atmosférica prevista pelo modelo europeu ECMWF deverá dificultar a aproximação de depressões e sistemas frontais. Mas o que está por detrás desta persistência?</p><h2>Um anticiclone no Atlântico fecha a porta à instabilidade</h2><p>Durante este fim de semana, as <strong>altas pressões dominam o Atlântico às latitudes de Portugal</strong>, favorecendo estabilidade atmosférica e ausência de precipitação significativa.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>A partir de segunda-feira, dia 12, o centro anticiclónico deverá aproximar-se da Península Ibérica e estender a sua influência para norte. Esta posição é particularmente importante, pois <strong>as depressões que circulam pelo Atlântico Norte encontram maior dificuldade em descer para as nossas latitudes,</strong> sendo desviadas para regiões mais setentrionais da Europa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/porque-nao-chegam-frentes-de-chuva-e-depressoes-a-portugal-a-combinacao-atmosferica-que-vai-afastar-a-chuva-1791545238603.jpg" data-image="tisogaip736r" alt="Anomalia da Temperatira e configuração sinótica" title="Anomalia da Temperatira e configuração sinótica"><figcaption>As altas pressões deverão dominar o Atlântico próximo de Portugal, favorecendo tempo estável e temperaturas bastante acima da média para outubro em grande parte do território.</figcaption></figure><p>Ao mesmo tempo, esta configuração favorecerá a manutenção de uma <strong>massa de ar bastante quente para a época</strong>, com anomalias térmicas positivas generalizadas. As temperaturas máximas poderão atingir ou mesmo ultrapassar os <strong>30 ºC em algumas regiões</strong>, valores pouco habituais para meados de outubro.</p><h2>A corrente de jato também ficará muito a norte</h2><p>Há ainda outra peça importante neste conjunto de configurações "anti-chuva": a <strong>corrente de jato polar</strong>. Trata-se de uma faixa de ventos muito fortes que circula a vários quilómetros de altitude e que desempenha um papel fundamental na trajetória das depressões e frentes nas latitudes médias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/porque-nao-chegam-frentes-de-chuva-e-depressoes-a-portugal-a-combinacao-atmosferica-que-vai-afastar-a-chuva-1791545342194.jpg" data-image="8fie3zdu1qyi" alt="Corrente de Jato 300 hPa" title="Corrente de Jato 300 hPa"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-176540">A corrente de jato polar deverá permanecer a norte da Península Ibérica. Esta configuração favorece a passagem das principais depressões atlânticas por latitudes superiores, mantendo Portugal afastado da instabilidade.</figcaption></figure><p>A configuração prevista das altas pressões favorece uma trajetória do jato <strong> a norte da Península Ibérica sem ondulações</strong>. Por volta de quinta-feira, dia 15, os ventos mais intensos em altitude deverão atravessar o Atlântico Norte em direção às Ilhas Britânicas e à Escandinávia, enquanto Portugal permanece bastante afastado deste corredor.</p><p>Assim, não só as depressões ficam longe, como também diminui a possibilidade de passagem de frentes frias capazes de provocar uma descida acentuada das temperaturas e trazer chuva generalizada ao território.</p><h2>Até dia 17, poucas mudanças à vista</h2><p>Esta configuração poderá persistir até <strong>17 ou 18 de outubro</strong>. Nos próximos dias, Portugal deverá continuar com temperaturas acima da média, alguma nebulosidade intercalada com períodos de céu mais aberto e, sobretudo, <strong>sem sinal de precipitação significativa</strong>.</p><p>Contudo, o cenário começa a tornar-se mais interessante no final deste período. Para dia 17, o ECMWF projeta uma <strong>depressão muito profunda no Atlântico Norte</strong>, a latitudes bastante superiores às de Portugal, acompanhada por uma extensa frente de precipitação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/porque-nao-chegam-frentes-de-chuva-e-depressoes-a-portugal-a-combinacao-atmosferica-que-vai-afastar-a-chuva-1791545456793.jpg" data-image="p3ijqjag837g" alt="Configuração sinótica" title="Configuração sinótica"><figcaption>Uma profunda depressão deverá circular pelo Atlântico Norte, acompanhada por uma extensa frente de precipitação. Resta saber se esta conseguirá posteriormente avançar para sul ou se as altas pressões continuarão a manter a chuva afastada de Portugal.</figcaption></figure><p>A grande questão será a sua evolução posterior: <strong>conseguirá esta frente avançar para sul e aproximar finalmente a chuva de Portugal, ou as altas pressões continuarão a bloquear a sua progressão?</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792621" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-entre-segunda-e-quarta-feira-uma-dorsal-anticiclonica-podera-levar-os-termometros-ate-aos-32-c.html" title="Joana Campos: 'Entre segunda e quarta-feira, uma dorsal anticiclónica poderá levar os termómetros até aos 32 ºC'">Joana Campos: "Entre segunda e quarta-feira, uma dorsal anticiclónica poderá levar os termómetros até aos 32 ºC"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-entre-segunda-e-quarta-feira-uma-dorsal-anticiclonica-podera-levar-os-termometros-ate-aos-32-c.html" title="Joana Campos: 'Entre segunda e quarta-feira, uma dorsal anticiclónica poderá levar os termómetros até aos 32 ºC'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/joana-campos-entre-segunda-e-quarta-feira-uma-dorsal-anticiclonica-podera-levar-os-termometros-ate-aos-32-c-1791537851559_320.jpg" alt="Joana Campos: 'Entre segunda e quarta-feira, uma dorsal anticiclónica poderá levar os termómetros até aos 32 ºC'"></a></article></aside><p>A esta distância temporal, ainda não é possível dar uma resposta definitiva. As próximas atualizações serão fundamentais para perceber se a “receita” que mantém Portugal seco se prolongará ou se estará finalmente à vista uma mudança do padrão atmosférico.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/porque-nao-chegam-frentes-de-chuva-e-depressoes-a-portugal-a-combinacao-atmosferica-que-vai-afastar-a-chuva.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Seca: o "diamante dos Pirenéus", revelado pelo rio Gave de Pau, atrai os caçadores de pedras]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/seca-o-diamante-dos-pireneus-revelado-pelo-rio-gave-de-pau-atrai-os-cacadores-de-pedras.html</link><pubDate>Fri, 09 Oct 2026 11:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A seca revela um tesouro surpreendente no rio Gave de Pau: os "diamantes dos Pirenéus", cristais de calcite muito cobiçados pelos colecionadores.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/secheresse-le-diamant-des-pyrenees-devoile-par-le-gave-de-pau-attire-les-chasseurs-de-pierres-climat-chaleur-riviere-1791370088980.jpg" data-image="1an2rqumkhbf" alt="O &quot;diamante dos Pirenéus&quot; é, na verdade, um geodo de calcita muito procurado pelos colecionadores. Le Parisien/Lisa Etcheberry" title="O &quot;diamante dos Pirenéus&quot; é, na verdade, um geodo de calcita muito procurado pelos colecionadores. Le Parisien/Lisa Etcheberry"><figcaption>O "diamante dos Pirenéus" é, na verdade, um geodo de calcita muito procurado pelos colecionadores. Le Parisien/Lisa Etcheberry</figcaption></figure><p>Um antigo tesouro geológico que se tornou muito mais acessível devido aos <strong>níveis de água excecionalmente baixos</strong>: é isso que temem e denunciam os coletivos que trabalham pela preservação do Gave de Pau, um rio do sudoeste de França que atravessa as regiões da Occitânia e da Nova Aquitânia.</p><p><em></em>"A<strong> calcita alojada no leito do rio Gave de Pau é de uma pureza espetacular</strong>", explica o <em>Le Parisien</em>. "Forma geodos revestidos de cristais muito límpidos, cuja transparência e brilho lembram o mais precioso dos minerais: o diamante."<em></em> </p><h2>A seca revela um tesouro surpreendente no rio Gave de Pau</h2><p>Após um verão particularmente rigoroso e quente, os cursos de água apresentam níveis excecionalmente baixos. É o caso do rio Gave de Pau, onde a<strong> retração da água tem vindo a expor</strong>, desde há algum tempo,<strong> mais rochas e conglomerados </strong>— um tipo de rocha sedimentar — <strong>que escondem os famosos geodos de calcita</strong>.</p><h3>Porque se fala em "diamantes dos Pirenéus"?</h3><p>Obviamente, <strong>não se trata de um diamante verdadeiro</strong>, mas sim de uma calcita tão pura que faz lembrar a pedra preciosa. A região é muito rica em minerais, alguns dos quais são mundialmente conhecidos, como é o caso da calcita diamante de Pau. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/secheresse-le-diamant-des-pyrenees-devoile-par-le-gave-de-pau-attire-les-chasseurs-de-pierres-climat-chaleur-riviere-1791372326857.jpeg" data-image="wek9o2r1tmte" alt="O Gave de Pau, rio emblemático da região, apresenta um nível tão baixo que o leito exposto torna mais acessíveis minerais preciosos." title="O Gave de Pau, rio emblemático da região, apresenta um nível tão baixo que o leito exposto torna mais acessíveis minerais preciosos."><figcaption>O Gave de Pau, rio emblemático da região, apresenta um nível tão baixo que o leito exposto torna mais acessíveis minerais preciosos.</figcaption></figure><p><strong>Estas calcitas não surgiram com a seca; são conhecidas há várias décadas</strong>. É a sua acessibilidade excecional, possibilitada pela descida do nível da água, que hoje atrai mais curiosos e colecionadores.</p><h2>Uma corrida que preocupa os defensores do rio</h2><p>Esta<strong> nova acessibilidade não passou despercebida aos geólogos e colecionadores de todo o tipo</strong>, que procuram o mineral precioso em detrimento da preservação do leito do rio. De facto, alguns garimpeiros quebram blocos de conglomerado em busca dos geodos mais belos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="639866" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/saiba-a-historia-dos-supercontinentes-atraves-da-formacao-de-diamantes-geologia.html" title="Saiba a história dos supercontinentes através da formação de diamantes">Saiba a história dos supercontinentes através da formação de diamantes</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/saiba-a-historia-dos-supercontinentes-atraves-da-formacao-de-diamantes-geologia.html" title="Saiba a história dos supercontinentes através da formação de diamantes"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-a-historia-dos-supercontinentes-atraves-da-formacao-de-diamantes-1705426689282_320.jpg" alt="Saiba a história dos supercontinentes através da formação de diamantes"></a></article></aside><p>Foram<strong> observados excessos não muito longe da cidade de Henri IV </strong>ainda no início de setembro, denuncia Alain Le Jeanne, fundador da Citoyens du Gave, uma organização de cidadãos que trabalha para preservar e melhorar os bancos.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Le Parisien (30/09/2026), <a href="https://www.leparisien.fr/pyrenees-atlantiques-64/cest-un-veritable-pillage-lextraction-sauvage-du-diamant-des-pyrenees-favorisee-par-la-secheresse-dans-la-riviere-de-pau-30-09-2026-ND2TE3GOT5F6XOTW2QTCVERRBE.php" target="_blank">« C’est un véritable pillage » : l’extraction sauvage du « diamant des Pyrénées » favorisée par la sécheresse dans la rivière de Pau</a></em></p><p><em>Universite de Pau (10/2007), <a href="https://cst.univ-pau.fr/fr/actualites/archives/actu2007/expositions/le-cycle-des-mineraux-et-patrimoine-mineralogique-mineraux-et-fossiles-des-pyrenees.html?utm_source=chatgpt.com" target="_blank">Le cycle des minéraux et patrimoine minéralogique / Minéraux et Fossiles des Pyrénées</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/seca-o-diamante-dos-pireneus-revelado-pelo-rio-gave-de-pau-atrai-os-cacadores-de-pedras.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Joana Campos: "Entre segunda e quarta-feira, uma dorsal anticiclónica poderá levar os termómetros até aos 32 ºC"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-entre-segunda-e-quarta-feira-uma-dorsal-anticiclonica-podera-levar-os-termometros-ate-aos-32-c.html</link><pubDate>Fri, 09 Oct 2026 10:24:40 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Como temos vindo a avançar, os termómetros vão subir e a próxima semana poderá trazer valores superiores a 30 ºC em alguns locais do país.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbk9kae"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbk9kae.jpg" id="xbk9kae"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A configuração atmosférica esperada para os próximos dias vai favorecer o aquecimento do ar à superfície. O vídeo acima mostra a influência de uma <strong>massa de ar mais quente</strong> proveniente do Norte de África que deverá contribuir para uma subida dos termómetros em Portugal Continental. Este cenário poderá ser favorecido pela<strong> presença de uma dorsal anticiclónica</strong>, cuja circulação poderá promover a advecção de ar quente e movimentos descendentes do ar, associados ao aquecimento adiabático.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Desta forma, e após o fim de semana que já deverá ser bastante agradável do ponto de vista térmico, <strong>esperam-se temperaturas máximas mais expressivas entre segunda e quarta-feira</strong>, pelo menos. Saiba mais abaixo!</p><h2>Tardes de verão vão regressar a vários pontos do país</h2><p>Sim, tardes, porque as <strong>manhãs e as noites deverão manter-se frias</strong>, tal como tem vindo a acontecer nos últimos dias. Ainda assim, a <strong>configuração acima explicada irá resultar em tardes quentes</strong>, com temperaturas na ordem dos 30 ºC em vários locais e durante vários dias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/joana-campos-entre-segunda-e-quarta-feira-uma-dorsal-anticiclonica-podera-levar-os-termometros-ate-aos-32-c-1791537851559.jpg" data-image="6imap6sg2vou" alt="temperatura do ar a 1000 hpa" title="temperatura do ar a 1000 hpa"><figcaption>A presença de uma crista anticiclónica, associada à advecção de uma massa de ar quente proveniente do Norte de África, deverá favorecer a subida das temperaturas.</figcaption></figure><p>O outono está instalado em Portugal, mas os termómetros dirão o contrário nos próximos dias. Até domingo, especialmente ao longo da faixa interior Centro e Sul, e sobretudo nesta última região, as <strong>temperaturas deverão manter-se acima dos 25 ºC</strong>, ainda que não devam ultrapassar os 28 ºC. Este cenário muda já a partir de segunda-feira, dia 12.</p><h2>Próxima semana vai aquecer de Norte a Sul</h2><p>Ainda que durante o dia de segunda-feira a distribuição das temperaturas se mantenha idêntica à de domingo, espera-se que alguns pontos do <strong>Baixo Alentejo e Sotavento Algarvio possam aproximar-se ainda mais dos 30 ºC</strong>, não descartando a possibilidade deste valor ser atingido.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/joana-campos-entre-segunda-e-quarta-feira-uma-dorsal-anticiclonica-podera-levar-os-termometros-ate-aos-32-c-1791541285573.jpg" data-image="948matdq5h8x" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Na quarta-feira os termómetros podem atingir os 32 ºC no Alentejo.</figcaption></figure><p><strong>Terça e quarta-feira poderão efetivamente trazer temperaturas dignas de verão</strong>. No primeiro, esperam-se máximas entre os 19 ºC em Viana do Castelo e os 30 ºC em Beja, devendo esta ser a única capital de distrito a registar este valor. Já <strong>na quarta-feira, espera-se um aquecimento mais evidente também no Norte</strong> do país, como podemos observar no mapa acima, onde várias capitais de distrito podem alcançar os 27 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792546" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ecmwf-insiste-em-temperaturas-elevadas-para-a-epoca-ate-dia-18-os-termometros-deverao-manter-se-perto-dos-30-c.html" title="ECMWF insiste em temperaturas elevadas para a época: até dia 18 os termómetros deverão manter-se perto dos 30 ºC">ECMWF insiste em temperaturas elevadas para a época: até dia 18 os termómetros deverão manter-se perto dos 30 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ecmwf-insiste-em-temperaturas-elevadas-para-a-epoca-ate-dia-18-os-termometros-deverao-manter-se-perto-dos-30-c.html" title="ECMWF insiste em temperaturas elevadas para a época: até dia 18 os termómetros deverão manter-se perto dos 30 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ecmwf-insiste-em-temperaturas-elevadas-para-a-epoca-ate-dia-18-os-termometros-deverao-manter-se-perto-dos-30-c-1791495913295_320.jpg" alt="ECMWF insiste em temperaturas elevadas para a época: até dia 18 os termómetros deverão manter-se perto dos 30 ºC"></a></article></aside><p>Neste dia as temperaturas máximas deverão manter-se entre os 19 ºC em Viana do Castelo e os 30 ºC em Santarém, Évora e Beja. A atual previsão indica que <strong>vários locais de Norte a Sul poderão atingir os 31 ºC e 32 ºC</strong>, sendo mais provável que o valor mais elevado seja registado no Alentejo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-entre-segunda-e-quarta-feira-uma-dorsal-anticiclonica-podera-levar-os-termometros-ate-aos-32-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Algumas plantas podem sofrer em vasos de terracota: quais são e porquê?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/algumas-plantas-podem-sofrer-em-vasos-de-terracota-quais-sao-e-porque.html</link><pubDate>Fri, 09 Oct 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Nem todas as plantas reagem bem aos vasos porosos. Eis as espécies mais sensíveis e os cuidados necessários caso opte por mantê-las em vasos de terracota.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/algunas-plantas-pueden-sufrir-en-macetas-de-terracota-cuales-son-y-por-que-1790635964411.jpg" data-image="teva8fee0kjs" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Escolher o vaso certo é fundamental para manter o equilíbrio de humidade de que as raízes de cada planta necessitam.</figcaption></figure><p>Poucos vasos são tão atraentes e intemporais como os de terracota. Ficam bem em varandas, pátios ou na sala de estar e também oferecem vantagens claras para o cultivo de plantas. No entanto,<strong> nem todas as plantas se adaptam igualmente bem a este material</strong>.</p><p>A <strong>terracota é porosa</strong>: permite a troca de ar e a saída de água através das paredes do vaso. Isto beneficia os cactos, as suculentas e as espécies que preferem que o substrato seque entre as regas. No entanto, <strong>para as plantas que necessitam de humidade constante, isto significa regar com maior frequência</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/algunas-plantas-pueden-sufrir-en-macetas-de-terracota-cuales-son-y-por-que-1790636934100.jpg" data-image="a15jby0sey9v" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>O vaso ideal depende dos hábitos de rega e das necessidades de cada planta.</figcaption></figure><p>Em vez de considerar certas espécies como inadequadas para vasos de terracota, <strong>é melhor concentrar-se nas plantas que sofrem quando o substrato perde humidade</strong> demasiado depressa.</p><h2>1. Plantas que precisam de humidade constante</h2><p>Este grupo requer mais atenção. Quando o vaso faz com que o substrato seque mais rapidamente, <strong>manter a humidade adequada é essencial</strong>.</p><p><strong>Um exemplo é a samambaia-americana</strong>, que necessita que o substrato se mantenha húmido, mas não encharcado. Quando perde muita humidade, as pontas das suas frondes ficam castanhas e a planta perde o seu vigor.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/algunas-plantas-pueden-sufrir-en-macetas-de-terracota-cuales-son-y-por-que-1790636111329.jpg" data-image="zfh3jvan6rih" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Feto-americano: um substrato seco pode fazer com que as suas frondes murchem e fiquem castanhas nas pontas.</figcaption></figure><p><strong>O mesmo acontece com a avenca</strong>. As suas folhas pequenas e delicadas são altamente sensíveis a condições de secura. Se o substrato secar, murcham e tornam-se quebradiças. <strong>Em vasos de terracota, a planta pode exigir uma monitorização quase diária </strong>dos níveis de humidade.</p><h2>2. Plantas tropicais que necessitam de humidade constante no solo</h2><p><strong>O facto de uma planta ser tropical não significa que as suas raízes devam permanecer encharcadas</strong>. A maioria delas necessita de um equilíbrio entre humidade e aeração, o que pode ser mais difícil de manter em vasos de terracota, uma vez que a água evapora mais rapidamente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791860" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/neste-outono-os-portugueses-estao-a-descobrir-um-novo-lado-de-portugal.html" title="Neste outono, os portugueses estão a descobrir um novo lado de Portugal">Neste outono, os portugueses estão a descobrir um novo lado de Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/neste-outono-os-portugueses-estao-a-descobrir-um-novo-lado-de-portugal.html" title="Neste outono, os portugueses estão a descobrir um novo lado de Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/neste-outono-os-portugueses-estao-a-descobrir-um-novo-lado-de-portugal-1791140420660_320.jpg" alt="Neste outono, os portugueses estão a descobrir um novo lado de Portugal"></a></article></aside><p><strong>É o caso da calathea, que é muito sensível às variações da humidade do solo</strong>. Ela prefere um substrato húmido durante o período de crescimento. Quando as raízes secam, as suas folhas enrolam-se e apresentam bordos secos e acastanhados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/algunas-plantas-pueden-sufrir-en-macetas-de-terracota-cuales-son-y-por-que-1790636229511.jpg" data-image="xajj2bg3vf77" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Calathea: a rápida secagem do solo pode fazer com que as suas folhas se enrolem e percam a cor.</figcaption></figure><p>A maranta tem necessidades semelhantes às da calathea. <strong>As suas folhas reagem rapidamente à falta de água</strong>, e a planta desenvolve-se melhor quando a humidade em redor das raízes se mantém constante.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/algunas-plantas-pueden-sufrir-en-macetas-de-terracota-cuales-son-y-por-que-1790636473713.jpg" data-image="27z9ft2wn93x" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Maranta: a sua folhagem desenvolve-se melhor quando a humidade em redor das raízes permanece constante.</figcaption></figure><p><strong>A Fittonia é outro exemplo, pois as suas folhas pequenas requerem humidade constante</strong>. A planta murcha rapidamente quando o substrato seca. Um vaso que retém mais humidade torna os cuidados com a mesma muito mais fáceis.</p><h2>3. As plantas que apresentam rapidamente sinais de stress hídrico</h2><p>Algumas espécies apresentam <strong>sinais evidentes quando necessitam de água</strong>. O barro, por si só, não as prejudica, mas exige que monitorize mais de perto os níveis de humidade no vaso.</p><p><strong>O lírio-da-paz é um exemplo</strong>. Quando o substrato seca, as suas folhas podem murchar drasticamente. Embora a planta geralmente recupere após a rega, episódios repetidos de murchamento severo podem enfraquecê-la.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/algunas-plantas-pueden-sufrir-en-macetas-de-terracota-cuales-son-y-por-que-1790636621311.jpg" data-image="a6eo3i9ybozb" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Os lírios-da-paz podem apresentar um murchamento acentuado das folhas quando carecem de água; evitar períodos prolongados de seca ajuda a impedir que a planta enfraqueça.</figcaption></figure><p>Já <strong>o antúrio necessita de um substrato com boa drenagem, mas que também consiga reter humidade</strong>. Se o vaso fizer com que o substrato seque demasiado depressa, a floração e o crescimento podem abrandar.</p><h2>4. Espécies sensíveis a flutuações na humidade</h2><p><strong>A Alocasia, por exemplo, necessita de humidade constante durante o período de crescimento ativo</strong>, sem ficar encharcada. Nos vasos de terracota, a evaporação pelas paredes do vaso acelera a secagem antes de as raízes conseguirem absorver a humidade de que necessitam.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/algunas-plantas-pueden-sufrir-en-macetas-de-terracota-cuales-son-y-por-que-1790636706723.jpg" data-image="ih2d4ytjteba" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Alocasia: a evaporação através da argila porosa pode reduzir a humidade disponível para a planta durante o seu período de crescimento ativo.</figcaption></figure><p>A <strong><em>Begonia rex</em> é também sensível a mudanças bruscas de humidade do solo</strong>. O seu sistema radicular fino requer humidade constante, e um vaso que retenha a humidade durante mais tempo pode ajudar a evitar o stress hídrico.</p><h2>Qual o melhor tipo de vaso?</h2><p>Para estes tipos de planta,<strong> os vasos de plástico ou de cerâmica esmaltada costumam ser mais práticos</strong>. Por não serem porosos, retêm a humidade durante mais tempo e facilitam a manutenção.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770326" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/azaleas-a-planta-exuberante-que-esta-a-substituir-os-lirios-e-as-tulipas-nos-jardins.html" title="Azáleas: a planta exuberante que está a substituir os lírios e as tulipas nos jardins">Azáleas: a planta exuberante que está a substituir os lírios e as tulipas nos jardins</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/azaleas-a-planta-exuberante-que-esta-a-substituir-os-lirios-e-as-tulipas-nos-jardins.html" title="Azáleas: a planta exuberante que está a substituir os lírios e as tulipas nos jardins"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/azaleas-a-planta-exuberante-que-esta-a-substituir-os-lirios-e-as-tulipas-nos-jardins-1779551919460_320.jpg" alt="Azáleas: a planta exuberante que está a substituir os lírios e as tulipas nos jardins"></a></article></aside><p><strong>Isto não significa que a terracota esteja fora de questão</strong>. Qualquer planta pode prosperar nela se ajustar a frequência de rega e utilizar um substrato que retenha mais humidade. O segredo está em perceber como se comporta o material para oferecer às raízes de cada planta as condições de que necessitam.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/algumas-plantas-podem-sofrer-em-vasos-de-terracota-quais-sao-e-porque.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Análise de corais nos Galápagos alerta para a intensificação do El Niño, não só este ano, mas também no futuro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/analise-de-corais-nos-galapagos-alerta-para-a-intensificacao-do-el-nino-nao-so-este-ano-mas-tambem-no-futuro.html</link><pubDate>Fri, 09 Oct 2026 08:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O fenómeno El Niño de 2026 continua a intensificar-se e os modelos preveem que ainda não tenha atingido o seu pico de intensidade. Além disso, as projeções indicam que poderá durar mais alguns meses.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/analise-de-corais-nos-galapagos-alerta-para-a-intensificacao-do-el-nino-nao-so-este-ano-mas-tambem-no-futuro-1791387844895.jpg" data-image="mih9niy2ty0e" alt="El Niño" title="El Niño"><figcaption>O El Niño não tem consequência em todas as regiões do mundo da mesma forma, mas os seus impactos abrangentes são bem compreendidos.</figcaption></figure><p>O fenómeno pode provocar <strong>secas e quebras de colheitas em algumas zonas e inundações noutras</strong>, alimentar incêndios florestais em florestas e turfeiras ressequidas, e provocar o branqueamento dos corais em oceanos sobreaquecidos.</p><h2>O aquecimento global está a intensificar o El Niño</h2><p>O ENSO (El Niño–Southern Oscillation) é um padrão climático recorrente que envolve alterações na temperatura da água no Pacífico tropical central e oriental e que <strong>tem impacto na circulação atmosférica e consequentemente no estado do tempo em muitas regiões do globo, com a ocorrência de fenómenos severos.</strong></p><p>Em períodos que variam entre três a sete anos, aproximadamente, as águas superficiais de uma grande faixa do Pacífico tropical aquecem ou arrefecem entre 1°C e 3°C, em comparação com o normal, denominando-se o fenómeno respetivamente El Niño ou La Niña.</p><div class="texto-destacado">Este ano, como os cientistas têm vindo a alertar, estamos perante o El Niño extremamente intenso e a previsão é que atinja o seu pico entre novembro de 2026 e janeiro de 2027.</div><p>Investigadores de diferentes universidades dos EUA divulgaram recentemente um estudo que reflete a importância dos esqueletos de corais das ilhas Galápagos em relação ao ENSO.</p><p>Para examinar os padrões históricos do El Niño, os cientistas <strong>recolheram amostras de núcleos de 13 corais</strong>, incluindo colónias vivas e blocos de corais antigos, das Ilhas Galápagos, região onde o El Niño tem o seu maior impacto. </p><p>Os corais crescem um a dois centímetros por ano, segregando camadas de carbonato de cálcio. A composição química destas camadas fornece um registo da temperatura da água do mar a que os corais cresceram.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/analise-de-corais-nos-galapagos-alerta-para-a-intensificacao-do-el-nino-nao-so-este-ano-mas-tambem-no-futuro-1791388005887.jpg" data-image="qbxcyotbqxno" alt="Corais" title="Corais"><figcaption>Através da análise dos corais pode inferir-se a temperatura da água do mar</figcaption></figure><p>Os autores analisaram a geoquímica dos esqueletos de corais das ilhas Galápagos ao longo do último milénio e revelaram a <strong>existência de um grande aumento recente da variabilidade interanual da temperatura da superfície do mar</strong> no Pacífico equatorial oriental, em comparação com os registos paleoclimáticos existentes </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O estudo conclui que a variabilidade do El Niño se tornou 36,5% mais forte nos últimos 40 anos do que na era pré-industrial.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>De facto, o estudo, que examinou corais modernos e antigos nas Ilhas Galápagos, descobriu que <strong>os eventos de El Niño nas últimas quatro décadas foram mais intensos do que qualquer outro nos 1.000 anos anteriores a 1850, </strong>quando os humanos começaram a ter impacto no clima com gases com efeito de estufa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790954" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-el-nino-ja-atingiu-uma-intensidade-recorde-e-nem-sequer-chegou-ao-seu-pico-por-que-2027-preocupa.html" title="O El Niño já atingiu uma intensidade recorde e nem sequer chegou ao seu pico: porque é que 2027 preocupa">O El Niño já atingiu uma intensidade recorde e nem sequer chegou ao seu pico: porque é que 2027 preocupa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-el-nino-ja-atingiu-uma-intensidade-recorde-e-nem-sequer-chegou-ao-seu-pico-por-que-2027-preocupa.html" title="O El Niño já atingiu uma intensidade recorde e nem sequer chegou ao seu pico: porque é que 2027 preocupa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-atteint-un-niveau-jamais-vu-si-tot-dans-l-annee-decouvrez-pourquoi-2027-est-deja-dans-le-viseur-changement-climatique-1790501080024_320.jpeg" alt="O El Niño já atingiu uma intensidade recorde e nem sequer chegou ao seu pico: porque é que 2027 preocupa"></a></article></aside><p>Os eventos El Niño fortes ocorreram nos últimos 40 a 50 anos, enquanto os eventos El Niño anteriores a esse período apresentaram um padrão bastante consistente de El Niño de menor intensidade.</p><div class="texto-destacado">Os autores alertam para o facto de na investigação realizada não se ter identificado um período no passado em que o El Niño tenha sido tão forte como o atual e que a intensidade do El Niño muda de acordo com o aquecimento da temperatura global.</div><p>É de referir que<strong> há previsões que apontam ser possível chegar-se a atingir temperaturas 1,7 ou 1,8 <sup>o</sup>C acima dos níveis pré-industriais</strong>, o que é muito superior ao recorde atual. Isto deverá alertar-nos para os próximos El Niños.</p><p>Os investigadores também examinaram se os processos naturais poderiam ter causado intensificações semelhantes do El Niño nos últimos mil anos. Para isso, utilizaram modelos climáticos que simulam os últimos mil anos com base em históricos de erupções vulcânicas e variabilidade solar. <strong>Os modelos não encontraram grandes alterações no El Niño que sugerissem que os processos naturais pudessem criar alterações tão significativas</strong>.</p><h2>Importância deste estudo: como mitigar os efeitos do El Niño </h2><p>As Autoridades, que vão desde os governos nacionais à Organização Mundial de Saúde, devem começar a preparar-se imediatamente para mitigar estes riscos provocados por este El Niño muito intenso.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Um dos impactos mais claros e consistentes do El Niño é a seca no sul de África. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Durante os quatro eventos El Niño mais intensos entre 1980 e 2016, a <strong>região enfrentou cerca de 80% de precipitação abaixo da média</strong> durante a estação das chuvas, entre dezembro e fevereiro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/analise-de-corais-nos-galapagos-alerta-para-a-intensificacao-do-el-nino-nao-so-este-ano-mas-tambem-no-futuro-1791388245017.jpg" data-image="nc33r8893if8" alt="Seca" title="Seca"><figcaption>A colheita de milho na África do Sul caiu quase para metade durante o evento El Niño de 2015-16.</figcaption></figure><p>Mesmo o El Niño de 2023-24, comparativamente moderado, desencadeou uma seca severa, levando à declaração de <strong>calamidade pública no Zimbabué, na Zâmbia e no Malawi</strong>, e reduzindo o nível do rio Zambeze para o seu mais baixo de sempre.</p><p>Com o início da época de plantação em outubro, <strong>os governos devem dar prioridade à distribuição de variedades de culturas tolerantes à seca e de maturação precoce em áreas de alto risco e a expansão dos programas de apoio em caso de quebra de colheitas, </strong>semelhantes às medidas utilizadas na Etiópia durante a seca de 2015-16.</p><div class="texto-destacado">Os incêndios e o fumo resultantes do El Niño de 2015 estiveram associados a cerca de 100.000 mortes adicionais na Indonésia, Malásia e Singapura.</div><p>O governo indonésio tomou medidas importantes para reduzir estes riscos, incluindo a<strong> criação de uma agência de restauro de turfeiras </strong>e a restrição da desflorestação das florestas primárias e turfeiras.</p><p>Os impactos deste super El Niño, também devem estender-se aos ecossistemas que foram enfraquecidos por repetidos eventos climáticos extremos. Por exemplo, <strong>a Grande Barreira de Coral está incluída nestes ecossistemas e será afetada por este evento durante um frágil período de recuperação.</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Cole%2C%20J.%2C%20Thompson%2C%20D.%20et%20al." data-year="2026" data-title="Recent%20strengthening%20of%20eastern%20Pacific%20ENSO%20in%20the%20last%20millennium%20paleorecord" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1126%2Fscience.ady2660">Cole, J., Thompson, D. et al.. (2026). <a href="https://doi.org/10.1126/science.ady2660" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Recent strengthening of eastern Pacific ENSO in the last millennium paleorecord</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/analise-de-corais-nos-galapagos-alerta-para-a-intensificacao-do-el-nino-nao-so-este-ano-mas-tambem-no-futuro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As alterações climáticas já estão a transformar as árvores no Reino Unido]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-mudancas-climaticas-ja-estao-transformando-as-arvores-na-gra-bretanha.html</link><pubDate>Fri, 09 Oct 2026 07:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Os centros de jardinagem do Reino Unido são abastecidos com árvores provenientes de um pequeno número de grandes viveiros que, por sua vez, optaram por variedades mais resistentes, capazes de suportar os rigorosos verões britânicos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/climate-change-is-already-reshaping-trees-in-britain-1790362990319.jpg" data-image="io5uqnbswfrr"><figcaption>As árvores do Reino Unido estão fadadas à renovação, uma vez que não conseguem suportar verões mais quentes.</figcaption></figure><p>Se se tem perguntado que mudanças deve fazer em sua casa para enfrentar o próximo verão, saiba que os viveiros do <strong>Reino Unido</strong> já começaram a <strong>cultivar espécies capazes de sobreviver num clima mais quente e seco</strong>. Não se tratam de alguns milhares de árvores, mas de milhões que são distribuídas todos os anos.</p><h2>Como as alterações climáticas estão a transformar o cultivo de árvores</h2><p>Os centros de jardinagem de todo o Reino Unido são abastecidos por grandes viveiros, como a Frank P. Matthews, localizada em Tenbury Wells, Worcestershire. Esta empresa familiar fornece milhões de árvores anualmente, mas enfrentou uma temporada de <strong>cultivo difícil </strong>devido ao forte aumento das temperaturas e à <strong>redução da disponibilidade de água</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-segredo-das-maiores-arvores-do-mundo-para-sobreviver-as-piores-secas.html" title="O segredo das maiores árvores do mundo para sobreviver às piores secas">O segredo das maiores árvores do mundo para sobreviver às piores secas</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-segredo-das-maiores-arvores-do-mundo-para-sobreviver-as-piores-secas.html" title="O segredo das maiores árvores do mundo para sobreviver às piores secas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-secreto-de-los-arboles-mas-grandes-del-mundo-para-sobrevivir-a-las-peores-sequias-1789086526300_320.png" alt="O segredo das maiores árvores do mundo para sobreviver às piores secas"></a></article></aside><p>O viveiro introduziu <strong>espécies resistentes à seca</strong>, como <em>Cercis</em>, <em>Lagerstroemia </em>e <em>Koelreuteria </em>— mais adaptadas a climas quentes — e tem vindo a retirar gradualmente aquelas espécies que não se desenvolveram bem nos últimos anos.</p><p>Além disso, o viveiro teve de modificar as suas instalações,<strong> construindo grandes reservatórios para armazenar água</strong> e, assim, superar os longos períodos de seca. A empresa cultiva 2.000 espécies arbóreas diferentes e incentiva os produtores a plantar uma maior variedade de espécies, tendo em vista a Semana Nacional da Árvore, celebrada em novembro.</p><h2>Árvores resistentes à escassez de água</h2><p>O viveiro também tem trabalhado para tornar as suas árvores mais resistentes à escassez de água. Isto é alcançado de forma natural através de um aditivo para o<strong> substrato que reduz o consumo de água em até 30%</strong>. Stephanie James, diretora-geral da Frank P. Matthews, explicou à BBC que a água não atravessa rapidamente os vasos, pois é distribuída horizontalmente.</p><p>As árvores cultivadas em recipientes são irrigadas por<strong> sistemas de gotejamento, o que minimiza o desperdício</strong> ao fornecer pequenas quantidades de água de forma regular. Isto mantém o substrato húmido e evita que a terra seque, sem a necessidade de utilizar quantidades excessivas de água.</p><p>O viveiro também cultiva árvores nas suas próprias instalações utilizando água captada, sob licença, de um rio próximo. Em situações críticas, quando o nível do rio baixou, o viveiro teve de suspender a captação de água e confiar na própria resistência das árvores para a sua <strong>sobrevivência</strong>.</p><div class="texto-destacado">O viveiro identificou as espécies arbóreas incapazes de se adaptar às novas condições climáticas e incentiva os produtores a plantar espécies novas e variadas.</div><p>"A chave para mitigar as alterações climáticas, sob a perspetiva das árvores, é plantar uma grande variedade de espécies", declarou Matthews à BBC.</p><p>O outono é a melhor época para plantar novas árvores, pois permite que as raízes tenham muito mais tempo para se adaptar antes da estação de crescimento. Além disso, recomenda-se<strong> aplicar cobertura morta nas árvores recém-plantadas</strong>, já que isso <strong>reduz a perda de água </strong>e protege o sistema radicular. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-mudancas-climaticas-ja-estao-transformando-as-arvores-na-gra-bretanha.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[ECMWF insiste em temperaturas elevadas para a época: até dia 18 os termómetros deverão manter-se perto dos 30 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ecmwf-insiste-em-temperaturas-elevadas-para-a-epoca-ate-dia-18-os-termometros-deverao-manter-se-perto-dos-30-c.html</link><pubDate>Fri, 09 Oct 2026 06:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A atual previsão aponta para temperaturas próximas dos 30 ºC, cenário que poderá prolongar-se, pelo menos, até dia 18 de outubro.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbk1pca"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbk1pca.jpg" id="xbk1pca"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A subida das temperaturas prevista para os próximos dias poderá não ser passageira. De acordo com os mapas de previsão baseados no modelo europeu ECMWF, este <strong>cenário de valores elevados para a época do ano poderá prolongar-se, pelo menos até ao dia 18 de outubro</strong>, com os termómetros a aproximarem-se dos 30 ºC em algumas regiões.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Além disso, as <strong>anomalias térmicas positivas deverão ganhar terreno e intensificar-se ao longo da próxima semana</strong>, abrangendo praticamente todo o território continental, com valores de até 10 ºC acima do expectável para a época.</p><h2>A partir de segunda-feira valores de 30 ºC ou mais regressam à nossa geografia</h2><p>A próxima semana poderá arrancar com temperaturas máximas entre os 18 ºC em Viana do Castelo e os 28 ºC em Beja. Neste dia, o <strong>Vale do Guadiana poderá registar valores na ordem dos 30 ºC</strong>, devendo esta ser a zona mais quente do país.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ecmwf-insiste-em-temperaturas-elevadas-para-a-epoca-ate-dia-18-os-termometros-deverao-manter-se-perto-dos-30-c-1791495913295.jpg" data-image="x289elsppk0r" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Apesar de o Alentejo poder ser a região mais quente do país nos próximos dias, o Vale do Douro poderá experienciar valores de 30 ºC, registando, assim, uma anomalia térmica positiva de cerca de 8 ºC.</figcaption></figure><p>Na <strong>terça-feira, dia 13, os termómetros voltam a subir</strong> e como podemos ver no mapa acima, o Vale do Douro poderá voltar a registar temperaturas de 30 ºC, enquanto no <strong>Alentejo os valores poderão alcançar os 32 ºC</strong>. A Beira Baixa e o Ribatejo também deverão contar com temperaturas na ordem dos 30 ºC a nível local.</p><h2>Anomalias térmicas positivas poderão alcançar os 10 ºC</h2><p>Na quarta-feira, dia 14, e tal como podemos observar no mapa abaixo, a<strong>s temperaturas poderão situar-se até 10 ºC acima da média</strong> climatológica em algumas zonas do continente. Trata-se de um desvio significativo para esta altura do ano, num cenário em que os valores térmicos deverão continuar elevados e poderão manter-se entre os 19 ºC em Viana do Castelo e os 29 ºC em Évora e Beja, no mesmo horário das anomalias representadas (13h). É esperado que nas horas seguintes os valores sejam um pouco mais elevados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ecmwf-insiste-em-temperaturas-elevadas-para-a-epoca-ate-dia-18-os-termometros-deverao-manter-se-perto-dos-30-c-1791496245245.jpg" data-image="y9y7ryu42nxg" alt="anomalia térmica" title="anomalia térmica"><figcaption>Estes são os valores esperados para a próxima quarta-feira, dia 14, de anomalias térmicas positivas, ou valores acima da média. Para este dia, as temperaturas esperadas poderão ser de até 10 ºC acima da média.</figcaption></figure><p>Segundo o modelo ECMWF, após esta data, espera-se uma <strong>permanência de valores elevados para a época, principalmente no Sul do país</strong>, ainda que à medida que o dia 18 se aproxima, os termómetros poderão aumentar ao longo de toda a faixa litoral, para valores na ordem dos 26ºC/28 ºC, mantendo-se esta faixa mais quente que o interior.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792439" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-registou-o-setembro-mais-quente-desde-1931-apos-duas-ondas-de-calor.html" title="Portugal registou o setembro mais quente desde 1931 após duas ondas de calor">Portugal registou o setembro mais quente desde 1931 após duas ondas de calor</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-registou-o-setembro-mais-quente-desde-1931-apos-duas-ondas-de-calor.html" title="Portugal registou o setembro mais quente desde 1931 após duas ondas de calor"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-registou-o-setembro-mais-quente-desde-1931-apos-duas-ondas-de-calor-1791456564449_320.jpg" alt="Portugal registou o setembro mais quente desde 1931 após duas ondas de calor"></a></article></aside><p>No entanto, apesar desta subida térmica que se poderá denotar sobretudo durante as tardes, <strong>as manhãs e as noites deverão manter-se frescas</strong>, resultando numa elevada amplitude térmica, como também temos vindo a frisar noutras previsões. Importa também referir que tendo em conta a distância temporal, esta previsão conta com uma margem de erro maior, pelo que aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ecmwf-insiste-em-temperaturas-elevadas-para-a-epoca-ate-dia-18-os-termometros-deverao-manter-se-perto-dos-30-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Esta aldeia espanhola vive com uma maldição há mais de 500 anos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-aldeia-espanhola-vive-com-uma-maldicao-ha-mais-de-500-anos.html</link><pubDate>Fri, 09 Oct 2026 05:03:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>É conhecida pelas bruxas e por uma antiga maldição que nunca terá sido levantada. É, aliás, a única localidade espanhola que permanece excomungada pela Igreja Católica.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-aldeia-espanhola-vive-com-uma-maldicao-ha-mais-de-500-anos-1791404792642.jpg" data-image="94tveuuln2er" alt="Trasmoz" title="Trasmoz"><figcaption>Esta aldeia espanhola está excomungada há mais de 700 anos. Foto: Wikimedia // Juanje 2712</figcaption></figure><p>Um castelo medieval, um mosteiro e casas históricas. Quem passa por esta <strong>pequena aldeia</strong> pela primeira vez pode não estranhar nada. Afinal, há tascas onde se prova o cordeiro aragonês e produtos locais, como as marmeladas e compotas. Mas há um detalhe que só se descobre depois: as ruas estreitas onde vivem cerca de 90 habitantes escondem uma história pouco comum. </p><p>Do que é que estamos a falar? De <strong>Trasmoz, em Saragoça</strong>, que ganhou fama por uma história bem invulgar: há séculos que está ligada a uma excomunhão, uma maldição e muitas histórias de bruxas.</p><p>Aliás, esta é considerada <strong>a única localidade espanhola que permanece excomungada pela Igreja Católica</strong> e também é conhecida como “a aldeia maldita”. Para explicarmos tudo, temos de recuar mais de sete séculos, quando as relações entre os habitantes e os monges do vizinho Mosteiro de Veruela estavam longe de ser pacíficas.</p><h2>Uma disputa por madeira que acabou em excomunhão</h2><p>A história de Trasmoz está intimamente ligada ao <strong>Mosteiro de Veruela</strong>, situado a poucos quilómetros. Durante a Idade Média, a pequena localidade mantinha uma situação particular: apesar de estar rodeada por territórios sob influência do mosteiro, encontrava-se sob jurisdição civil e ligada à monarquia aragonesa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="684383" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/bem-vindo-a-idade-media-esta-aldeia-portuguesa-e-um-autentico-museu-ao-ar-livre.html" title="Bem-vindo à Idade Média: esta aldeia portuguesa é um autêntico museu ao ar livre">Bem-vindo à Idade Média: esta aldeia portuguesa é um autêntico museu ao ar livre</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/bem-vindo-a-idade-media-esta-aldeia-portuguesa-e-um-autentico-museu-ao-ar-livre.html" title="Bem-vindo à Idade Média: esta aldeia portuguesa é um autêntico museu ao ar livre"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/bem-vindo-a-idade-media-esta-aldeia-portuguesa-e-um-autentico-museu-ao-ar-livre-1732265444855_320.jpg" alt="Bem-vindo à Idade Média: esta aldeia portuguesa é um autêntico museu ao ar livre"></a></article></aside><p>Muito por isso, <strong>as relações entre os dois lados foram ficando cada vez mais tensas</strong>, sobretudo devido à utilização de recursos naturais. Um dos conflitos mais conhecidos dizia respeito à exploração da madeira do Monte de la Mata, essencial para uma população que enfrentava invernos rigorosos.</p><p>Em 1255, o conflito atingiu um ponto de rutura. O abade de Veruela decidiu <strong>excomungar a população de Trasmoz</strong>. A decisão significava que os habitantes ficavam afastados dos sacramentos e da vida religiosa da Igreja.</p><div class="texto-destacado">A bruxaria também entrou nesta história. Começaram a circular rumores sobre práticas pagãs, feitiçaria e supostos aquelarres no castelo. </div><p>Quanto havia de verdade nestas histórias e quanto serviu simplesmente para alimentar os conflitos de poder da época é outra questão. O certo é que <strong>a fama acabou por ficar</strong>.</p><p>E ficou mesmo. Séculos depois, basta mencionar Trasmoz para a palavra “bruxa” aparecer quase automaticamente.</p><h2>A maldição que veio séculos depois</h2><p>Se a excomunhão já dava à aldeia uma história pouco habitual, o episódio seguinte tornou tudo ainda mais peculiar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-aldeia-espanhola-vive-com-uma-maldicao-ha-mais-de-500-anos-1791405247604.jpg" data-image="vihwc25yw59q" alt="Trasmoz" title="Trasmoz"><figcaption>Vista del Moncayo desde Trasmoz. Foto: Wikimedia // Benjamín Núñez González</figcaption></figure><p>Em 1511, Trasmoz voltou a entrar em conflito com o Mosteiro de Veruela, desta vez por causa da água. O senhor da localidade, Pedro Manuel Ximénez de Urrea, contestou o desvio de água que prejudicava o abastecimento da população. O caso chegou às Cortes de Aragão, que acabaram por dar razão ao senhor de Trasmoz.</p><p><strong>O desfecho não foi propriamente conciliador</strong>. Segundo a tradição histórica associada à localidade, o abade de Veruela, Miguel Ximénez de Embún, realizou durante a noite um ritual contra Pedro Manuel Ximénez de Urrea e os habitantes de Trasmoz. </p><div class="texto-destacado">Terá coberto o crucifixo do altar com um pano negro e recitado o Salmo 108, acompanhado pelo toque de uma campainha a cada passagem.</div><p>Assim nasceu a famosa “maldição de Trasmoz”. A história ganhou ainda outro detalhe que ajudou a torná-la praticamente indestrutível: segundo a tradição local, como a maldição teria contado com autorização papal, <strong>apenas outro Papa poderia levantá-la.</strong> Isso nunca aconteceu. É por isso que, mais de 500 anos depois, Trasmoz continua a apresentar-se como<strong> uma aldeia excomungada e amaldiçoada</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="736614" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/sera-suficientemente-corajoso-para-visitar-estes-lugares-assombrados-a-chuva.html" title="Será suficientemente corajoso para visitar estes lugares assombrados à chuva?">Será suficientemente corajoso para visitar estes lugares assombrados à chuva?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/sera-suficientemente-corajoso-para-visitar-estes-lugares-assombrados-a-chuva.html" title="Será suficientemente corajoso para visitar estes lugares assombrados à chuva?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sera-suficientemente-corajoso-para-visitar-estes-lugares-assombrados-a-chuva-1761687744346_320.jpg" alt="Será suficientemente corajoso para visitar estes lugares assombrados à chuva?"></a></article></aside><p>Naturalmente, isto pertence ao campo da história, da tradição e da crença. Não há uma maldição sobrenatural que possa ser comprovada. Mas, para efeitos turísticos, convenhamos que é um cartão de visita difícil de superar.</p><h2>Do castelo das bruxas às histórias de Bécquer</h2><p>O <strong>Castelo de Trasmoz é o grande protagonista desta história</strong>. A fortificação remonta ao século XII e esteve ligada durante séculos à monarquia aragonesa. Mais tarde, foi abandonada e sofreu um incêndio, tendo a torre de menagem sido parcialmente destruída. Atualmente, a torre foi restaurada e pode ser visitada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-aldeia-espanhola-vive-com-uma-maldicao-ha-mais-de-500-anos-1791405063498.jpg" data-image="gzk42w6lfp41" alt="Trasmoz" title="Trasmoz"><figcaption>A estrela da aldeia. Foto: Wikimedia // Diego Delso</figcaption></figure><p>No interior existe o Museo de la Torre, el Caballero y la Brujería, dedicado à história da fortaleza e às lendas que rodeiam a localidade. A partir do topo, a recompensa é uma vista ampla sobre Trasmoz, o vale e o Parque Natural do Moncayo.</p><p>E, no meio de toda a história, há um nome que não pode ficar de fora desta história: <strong>Gustavo Adolfo Bécquer</strong>. O escritor espanhol esteve durante vários meses no vizinho Mosteiro de Veruela, mais precisamente, entre 1863 e 1864. Foi precisamente nessa região que encontrou inspiração para algumas das suas famosas “Cartas desde mi celda”. As histórias relacionadas com Trasmoz e com a chamada Tía Casca ajudaram a consolidar a imagem misteriosa da aldeia.</p><p>A <strong>Tía Casca</strong>, aliás, não é apenas uma personagem inventada para uma história de terror. A tradição local recorda-a como uma mulher acusada de bruxaria que acabou por morrer violentamente em meados do século XIX. </p><div class="texto-destacado">Bécquer recuperou a sua história e contribuiu para a transformar numa das figuras mais conhecidas das lendas de Trasmoz.</div><p>Hoje, a aldeia transformou esse passado sombrio numa<strong> parte importante da sua identidade</strong>. Há referências às bruxas pelas ruas, eventos dedicados à magia e às lendas locais e uma feira anual que junta história, plantas medicinais, tradições e muita imaginação.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="BBC%2C%20Piegsa-Quischotte%2C%20I" data-year="2022" data-title="Spain%E2%80%99s%20cursed%20village%20of%20witches" data-url="https%3A%2F%2Fwww.bbc.com%2Ftravel%2Farticle%2F20160418-spains-cursed-village-of-witches">BBC, Piegsa-Quischotte, I. (2022). <a href="https://www.bbc.com/travel/article/20160418-spains-cursed-village-of-witches" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Spain’s cursed village of witches</a>.</cite><br><cite data-author="NiT%2C%20Pincelli%2C%20I" data-year="2026" data-title="A%20%E2%80%9Caldeia%20maldita%E2%80%9D%20com%20menos%20de%2090%20habitantes%20que%20vive%20sob%20uma%20maldi%C3%A7%C3%A3o%20h%C3%A1%20771%20anos" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fviagens%2Fa-aldeia-maldita-com-menos-de-90-habitantes-que-vive-sob-uma-maldicao-ha-771-anos">NiT, Pincelli, I. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/viagens/a-aldeia-maldita-com-menos-de-90-habitantes-que-vive-sob-uma-maldicao-ha-771-anos" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A “aldeia maldita” com menos de 90 habitantes que vive sob uma maldição há 771 anos</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-aldeia-espanhola-vive-com-uma-maldicao-ha-mais-de-500-anos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O calor regressa ao Alentejo na próxima semana: esperam-se até 33 ºC, de acordo com o modelo europeu]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-calor-regressa-ao-alentejo-na-proxima-semana-esperam-se-ate-33-c-de-acordo-com-o-modelo-europeu.html</link><pubDate>Thu, 08 Oct 2026 12:34:06 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O fim de semana será ameno, mas o calor deverá ganhar força no início da próxima semana. Segundo o ECMWF, terça-feira poderá trazer máximas acima dos 30 ºC e alguns locais com 33 ºC no Alentejo.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbjvbu2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbjvbu2.jpg" id="xbjvbu2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois de um fim de semana que será marcado por temperaturas agradáveis e sem calor excessivo, <strong>os termómetros deverão voltar a subir de forma significativa no início da próxima semana</strong>. Segundo a previsão do modelo europeu (ECMWF), o Alentejo estará no centro desta subida, com várias localidades a ultrapassarem os 30 ºC na terça-feira, dia 13, e valores que poderão chegar aos 33 ºC.</p><h2>Fim de semana com temperaturas agradáveis e máximas abaixo dos 30 ºC</h2><p>No sábado, dia 10, as temperaturas máximas deverão manter-se relativamente elevadas para outubro, mas sem atingirem valores particularmente extremos. A previsão aponta para <strong>cerca de 28 ºC em localidades como Alcácer do Sal e Coruche</strong>, enquanto Évora e Beja poderão rondar os 26 a 27 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-calor-regressa-ao-alentejo-na-proxima-semana-esperam-se-ate-33-c-de-acordo-com-o-modelo-europeu-1791461673117.jpg" data-image="8lr6y3abe7si" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O fim de semana começa com temperaturas agradáveis e sem calor excessivo: várias regiões do Centro e Sul poderão superar os 25 ºC, com valores próximos dos 28 ºC em alguns locais.</figcaption></figure><p>No Norte e Centro, as máximas serão geralmente mais moderadas, embora possam aproximar-se dos 24 a 26 ºC em algumas regiões. Nas terras altas, nomeadamente nas áreas montanhosas, os valores serão naturalmente mais baixos, podendo ficar entre <strong>15 e 20 ºC</strong> nos locais de maior altitude. Também junto ao litoral algarvio o efeito moderador do Atlântico deverá fazer-se sentir, com máximas geralmente entre <strong>21 e 24 ºC</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Em relação ao estado do céu, o sábado poderá começar com alguma nebulosidade ou neblina em algumas regiões, que tenderá a dissipar-se ao longo do dia. O domingo deverá apresentar <strong>maior nebulosidade de forma mais generalizada</strong>, mas sem impedir a manutenção de um ambiente relativamente ameno.</p><h2>Madrugadas também ficam menos frias</h2><p>A subida das temperaturas não será visível apenas durante as tardes. As <strong>mínimas deverão recuperar durante o fim de semana</strong>, depois das madrugadas mais frias de quinta e sexta-feira.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-calor-regressa-ao-alentejo-na-proxima-semana-esperam-se-ate-33-c-de-acordo-com-o-modelo-europeu-1791461720336.jpg" data-image="5ifw0skhsewf" alt="Temperatura mínima" title="Temperatura mínima"> <figcaption>As noites também ficam menos frias. Depois das baixas temperaturas dos dias anteriores, as mínimas recuperam, com o Nordeste Transmontano a registar valores próximos dos 10 a 12 ºC.</figcaption></figure><p>Se na sexta-feira alguns pontos do Nordeste e do interior Centro poderão registar apenas <strong>5 a 7 ºC</strong>, na madrugada de domingo o cenário será bastante diferente. No Nordeste Transmontano, por exemplo, são esperados valores geralmente entre <strong>10 e 12 ºC</strong>, aproximando-se novamente do normal para esta altura do ano. Noutras regiões, as mínimas poderão rondar os 12 a 15 ºC, sendo ainda mais elevadas junto de alguns setores costeiros.</p><h2>Segunda-feira abre a porta a uma subida mais expressiva</h2><p>A partir de segunda-feira, dia 12, o aquecimento deverá tornar-se mais evidente, particularmente no interior Sul.</p><p>Várias localidades do Alentejo poderão aproximar-se dos <strong>29 ºC</strong>, enquanto Mértola poderá já alcançar os <strong>30 ºC</strong>. Será o primeiro sinal de uma subida térmica que deverá ganhar ainda mais expressão no dia seguinte.</p><h2>Terça-feira poderá trazer até 33 ºC ao Alentejo</h2><p>Será na terça-feira, dia 13, que o calor deverá atingir maior expressão. Segundo a previsão atual do ECMWF, <strong>grande parte do Alentejo poderá chegar ou ultrapassar os 30 ºC durante a tarde</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-calor-regressa-ao-alentejo-na-proxima-semana-esperam-se-ate-33-c-de-acordo-com-o-modelo-europeu-1791461794977.jpg" data-image="wyb4qf8y3jdw" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O calor intensifica-se na terça-feira: grande parte do Alentejo poderá alcançar ou superar os 30 ºC, com o ECMWF a apontar para até 33 ºC na região de Alcácer do Sal.</figcaption></figure><p>Beja, Serpa e Moura poderão rondar os <strong>31 ºC</strong>, Cuba e Ponte de Sor os <strong>32 ºC</strong>, enquanto na região de <strong>Alcácer do Sal poderão ser alcançados cerca de 33 ºC</strong>.</p><p>O calor deverá estender-se também a outras áreas do Centro. Tomar poderá chegar aos 30 ºC, Abrantes aos 31 ºC, enquanto Lisboa poderá aproximar-se dos 29 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792425" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-sobem-entre-sexta-9-e-domingo-11-eis-as-zonas-mais-quentes-de-portugal-continental.html" title="Temperaturas sobem entre sexta 9 e domingo 11: eis as zonas mais quentes de Portugal Continental">Temperaturas sobem entre sexta 9 e domingo 11: eis as zonas mais quentes de Portugal Continental</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-sobem-entre-sexta-9-e-domingo-11-eis-as-zonas-mais-quentes-de-portugal-continental.html" title="Temperaturas sobem entre sexta 9 e domingo 11: eis as zonas mais quentes de Portugal Continental"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-sobem-entre-sexta-9-e-domingo-11-eis-as-zonas-mais-quentes-de-portugal-continental-1791451966333_320.jpg" alt="Temperaturas sobem entre sexta 9 e domingo 11: eis as zonas mais quentes de Portugal Continental"></a></article></aside><p>Apesar de estarmos já em pleno outubro, teremos assim uma <strong>nova subida significativa das temperaturas</strong>, sobretudo no interior. Ainda assim, devido à distância temporal, os valores exatos poderão sofrer alguns ajustes nas próximas atualizações do modelo europeu.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-calor-regressa-ao-alentejo-na-proxima-semana-esperam-se-ate-33-c-de-acordo-com-o-modelo-europeu.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal registou o setembro mais quente desde 1931 após duas ondas de calor]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-registou-o-setembro-mais-quente-desde-1931-apos-duas-ondas-de-calor.html</link><pubDate>Thu, 08 Oct 2026 12:00:57 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Recordes de calor e falta de chuva transformaram o mês passado num dos mais extremos alguma vez registados no país.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-registou-o-setembro-mais-quente-desde-1931-apos-duas-ondas-de-calor-1791456564449.jpg" data-image="kfyw3mjvd4en" alt="Rapaz refresca-se numa fonte urbana" title="Rapaz refresca-se numa fonte urbana"><figcaption>As temperaturas muito acima do normal prolongaram-se durante grande parte de setembro, culminando no mês mais quente da série histórica iniciada em 1931. Foto: Adobe Stock</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p><strong>Setembro </strong>entrou para a história climatológica de Portugal como o <strong>mês mais </strong><strong>quente </strong>desde o início dos registos sistemáticos em 1931, marcado por<strong> duas</strong><strong> ondas de </strong><strong>calor </strong>e por escassez persistente de chuva, segundo o mais recente Boletim Climatológico do IPMA. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O instituto classificou setembro de 2026 como extremamente quente e muito seco. A temperatura média do ar atingiu 23,41 ºC, um valor 2,91 ºC acima da normal climatológica de 1991-2020 e o mais elevado alguma vez observado neste mês, ultrapassando o anterior recorde de 2018.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A <strong>média das</strong> <strong>temperaturas máximas</strong> também bateu recordes em setembro, atingindo os <strong>31,03 °C </strong>(mais 4,21 °C que o normal). A média das mínimas, por sua vez, fixou-se nos 15,79 °C, registando o quarto valor mais alto desde 1931.</p><h2>Alcácer do Sal chegou aos 44,2 °C</h2><p>Os recordes não ficaram apenas nas médias mensais. A <strong>3 de setembro</strong>, os termómetros atingiram os <strong>44,2 °C em Alcácer do Sal</strong>, a temperatura mais elevada registada no continente durante o mês. No extremo oposto do país, Lamas de Mouro registou 3 °C na madrugada de 25 de setembro.</p><table><thead><tr><th><strong>Setembro de 2026</strong></th><th>Valor</th></tr></thead><tbody><tr><td>Temperatura média</td><td><strong>23,41 ºC</strong></td></tr><tr><td>Desvio face à normal</td><td><strong>+2,91 ºC</strong></td></tr><tr><td>Temperatura máxima média</td><td><strong>31,03 ºC</strong></td></tr><tr><td>Desvio da máxima</td><td><strong>+4,21 ºC</strong></td></tr><tr><td>Temperatura máxima absoluta</td><td><strong>44,2 ºC</strong></td></tr><tr><td>Local do máximo</td><td><strong>Alcácer do Sal</strong></td></tr><tr><td>Precipitação acumulada</td><td><strong>12,7 mm</strong></td></tr><tr><td>Percentagem da precipitação normal</td><td><strong>30%</strong></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="2">Fonte: IPMA.<br></td></tr></tbody></table><p><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></p><p>Os valores extremos refletem um mês dominado pelo calor, mas não explicam, por si só, a dimensão do fenómeno. O que tornou setembro excecional foi a <strong>persistência das temperaturas elevadas</strong> ao longo de várias semanas.</p><h2>Duas ondas de calor marcaram o mês</h2><p>Duas ondas de calor distintas atravessaram o mês passado. A <strong>primeira</strong> ocorreu entre 2 e 7 de setembro e afetou sobretudo o<strong> Interior Norte</strong>. A <strong>segunda</strong>, entre os dias 18 e 27, revelou-se muito mais abrangente, sendo identificada em <strong>72% das estações meteorológicas do IPMA</strong> distribuídas pelo território continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-registou-o-setembro-mais-quente-desde-1931-apos-duas-ondas-de-calor-1791457686877.jpg" data-image="sm77mnq0pye0" alt="Alcácer do Sal" title="Alcácer do Sal"><figcaption>Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, atingiu 44,2 °C no setembro mais quente desde 1931. Foto: Adobe Stock</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>O impacto da<strong> segunda</strong><strong> fase de calor </strong><strong>prolongado </strong>refletiu-se diretamente nas médias mensais. Os valores muito acima do normal, registados consecutivamente em quase todo o território, foram decisivos para os recordes históricos alcançados. No total, foram estabelecidos <strong>33 novos recordes mensais</strong>, dos quais 18 relativos à temperatura mínima e 15 à temperatura máxima.</p><h2>Noites mais quentes limitaram o arrefecimento</h2><p>O calor persistente estendeu-se ao<strong> período</strong><strong> noturno</strong>. Com temperaturas a manterem-se altas durante a noite, o <strong>alívio </strong><strong>térmico </strong>entre o crepúsculo e a alvorada acabou por ser muito menor.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-registou-o-setembro-mais-quente-desde-1931-apos-duas-ondas-de-calor-1791458136700.jpg" data-image="yke9dn766e94" alt="Praia da Conceição, Cascais" title="Praia da Conceição, Cascais"><figcaption>Calor persistente e temperaturas invulgarmente altas marcaram a maior parte do mês de setembro. Foto: Município de Cascais</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Embora a temperatura mínima média não tenha atingido o valor mais elevado da série histórica, foi a quarta maior desde 1931 e a mais alta registada desde o ano 2000, confirmando a predominância de noites anormalmente quentes ao longo do mês.</p><h2>Quase não choveu</h2><p>Ao calor extremo juntou-se a <strong>falta de precipitação</strong>. Em setembro caíram apenas <strong>12,7 milímetros de chuva</strong> em Portugal continental, o equivalente a cerca de <strong>30% do valor normal</strong> para o período de referência 1991-2020.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg> Desde 2000, este foi o quinto setembro com menos chuva registado em Portugal. A fasquia mínima continua a pertencer a setembro de 2017, quando caíram apenas 2 milímetros de precipitação acumulada.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A falta de precipitação afetou diretamente a humidade da terra. No fecho do mês, o IPMA sinalizava uma <strong>quebra nas reservas de água</strong> do solo, com maior impacto nos territórios do Centro e do Oeste.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782325" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/novo-mapa-digital-preve-risco-de-incendio-florestal-na-peninsula-iberica-durante-ondas-de-calor.html" title="Novo mapa digital prevê risco de incêndio florestal na Península Ibérica durante ondas de calor">Novo mapa digital prevê risco de incêndio florestal na Península Ibérica durante ondas de calor</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/novo-mapa-digital-preve-risco-de-incendio-florestal-na-peninsula-iberica-durante-ondas-de-calor.html" title="Novo mapa digital prevê risco de incêndio florestal na Península Ibérica durante ondas de calor"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/novo-mapa-digital-preve-risco-de-incendio-florestal-na-peninsula-iberica-durante-ondas-de-calor-1786023325422_320.jpg" alt="Novo mapa digital prevê risco de incêndio florestal na Península Ibérica durante ondas de calor"></a></article></aside><p>A ausência de precipitação à escala nacional, ainda assim, não impediu a ocorrência de <strong>episódios localizados de chuva intensa</strong>. A 29 de setembro, Ponte de Lima acumulou 53,2 milímetros em apenas 24 horas. No mesmo dia, o Cabo da Roca registou uma rajada máxima de vento de 91,8 km/h.</p><h2>Um setembro fora do comum</h2><p>A análise do IPMA mostra que setembro de 2026 foi não só o mais quente da série histórica iniciada em 1931, como também um dos mais secos das últimas décadas. As temperaturas <strong>médias e máximas ficaram muito acima dos valores normais para o início do outono</strong>, enquanto a precipitação permaneceu muito abaixo do esperado, num mês considerado excecional tanto pelo calor como pela secura.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="IPMA" data-year="" data-title="Boletins%20Climatol%C3%B3gicos%20de%20Setembro" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ipma.pt%2Fpt%2Fmedia%2Fnoticias%2Fnews.detail.jsp%3Fy%3D2026%26f%3DBoletim_clima_setembro_2026.html">IPMA. <a href="https://www.ipma.pt/pt/media/noticias/news.detail.jsp?y=2026&f=Boletim_clima_setembro_2026.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Boletins Climatológicos de Setembro</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-registou-o-setembro-mais-quente-desde-1931-apos-duas-ondas-de-calor.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Temperaturas sobem entre sexta 9 e domingo 11: eis as zonas mais quentes de Portugal Continental]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-sobem-entre-sexta-9-e-domingo-11-eis-as-zonas-mais-quentes-de-portugal-continental.html</link><pubDate>Thu, 08 Oct 2026 11:35:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os mapas do ECMWF continuam a insistir numa subida generalizada das temperaturas em Portugal Continental para o fim de semana. Com isto, espera-se também uma intensificação das anomalias térmicas positivas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbjt27e"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbjt27e.jpg" id="xbjt27e"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os próximos dias em Portugal Continental esperam-se <strong>geralmente secos e soalheiros e deverão contar também com uma subida generalizada das temperaturas</strong>, que poderá intensificar-se mais ainda no arranque da próxima semana.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>O dia de hoje, quinta-feira, amanheceu soalheiro, com céu geralmente limpo em praticamente toda a geografia continental. Esta tendência deverá manter-se nos próximos dias, devido à <strong>influência do anticiclone dos A��ores</strong>.</p><h2>Temperaturas sobem e anomalias térmicas intensificam-se</h2><p>Hoje, as temperaturas máximas deverão manter-se entre os 21 ºC em Viana do Castelo e os 29 ºC em Lisboa. À semelhança da capital, <strong>vários locais do Alentejo poderão aproximar-se dos 30 ºC</strong>, ainda que as capitais de distrito da região não devam ultrapassar os 27 ºC. Com isto, tanto Lisboa como o Alentejo poderão apresentar valores acima da média até 4 ºC. Bragança e Guarda deverão ser os únicos distritos a registar anomalias negativas de até 2 ºC. <strong>O restante território mantém valores dentro ou pouco acima da média</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-sobem-entre-sexta-9-e-domingo-11-eis-as-zonas-mais-quentes-de-portugal-continental-1791451966333.jpg" data-image="hxw8emb8y6lf" alt="anomalias térmicas" title="anomalias térmicas"><figcaption>A subida esperada das temperaturas irá contribuir para uma intensificação das anomalias térmicas positivas, ou valores acima da normal climatológica de referência, nos próximos dias.</figcaption></figure><p>Amanhã, sexta-feira, as <strong>anomalias negativas ganham terreno ao longo da faixa interior</strong>. No entanto, o litoral e a região Sul deverão manter valores acima da média. Assim, esperam-se máximas compreendidas entre os 17 ºC na Guarda e os 27 ºC em Lisboa.</p><p>No sábado, a<strong> Região Norte poderá denotar uma subida dos valores</strong>. Braga poderá ser a capital distrital mais quente com máxima esperada de 24 ºC, Vila Real deverá contar com 23 ºC. Bragança e Porto podem registar até 22 ºC e Viana do Castelo pode chegar aos 20 ºC. As cidades mais quentes do país poderão ser Lisboa, Santarém e Beja, com 27 ºC previstos. Neste dia, não se esperam valores abaixo da média em nenhum local. <strong>As anomalias positivas podem variar entre 1 ºC e 5 ºC</strong>.</p><h2>Anomalias podem chegar aos 10 ºC acima da média no arranque da próxima semana</h2><p>O mapa de anomalias acima ilustrado refere-se às 14h de domingo. É possível observar um <strong>domínio dos valores acima da média em praticamente todo o território</strong>. Nesse dia, as anomalias mais pronunciadas podem alcançar os 6 ºC na região da Serra da Estrela. Desta forma, as temperaturas máximas esperadas para este dia podem variar entre os 19 ºC em Viana do Castelo e os 27 ºC em Santarém, Lisboa, Évora e Beja.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792366" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frente-fria-podera-atingir-os-acores-entre-domingo-11-e-segunda-feira-12-eis-os-possiveis-impactos.html" title="Frente fria poderá atingir os Açores entre domingo (11) e segunda-feira (12): eis os possíveis impactos">Frente fria poderá atingir os Açores entre domingo (11) e segunda-feira (12): eis os possíveis impactos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frente-fria-podera-atingir-os-acores-entre-domingo-11-e-segunda-feira-12-eis-os-possiveis-impactos.html" title="Frente fria poderá atingir os Açores entre domingo (11) e segunda-feira (12): eis os possíveis impactos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-podera-atingir-os-acores-entre-domingo-11-e-segunda-feira-12-eis-os-possiveis-impactos-1791410206788_320.png" alt="Frente fria poderá atingir os Açores entre domingo (11) e segunda-feira (12): eis os possíveis impactos"></a></article></aside><p>Este cenário de temperaturas acima da média deverá intensificar-se entre segunda e terça-feira, caso a atual previsão se confirme. Na <strong>terça-feira, esperam-se temperaturas até 10 ºC acima da média</strong>. O Alentejo poderá registar até 33 ºC de máxima e o Vale do Douro poderá registar até 30 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-sobem-entre-sexta-9-e-domingo-11-eis-as-zonas-mais-quentes-de-portugal-continental.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O limite que nunca deve ultrapassar nas redes sociais para proteger a sua saúde mental]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-limite-que-nunca-deve-ultrapassar-nas-redes-sociais-para-proteger-a-sua-saude-mental.html</link><pubDate>Thu, 08 Oct 2026 11:01:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Como seria de esperar, um novo estudo dos EUA associa o uso intensivo das redes sociais a um aumento dos casos de depressão reportados entre adultos. O ponto crítico parece situar-se em torno das duas horas e meia por dia.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/reseaux-sociaux-quelle-limite-ne-pas-depasser-pour-preserver-sa-sante-mentale-1790952738439.jpeg" data-image="zh566yiu2kvj" alt="O tempo passado nas redes sociais nem sempre é muito positivo para a saúde mental." title="O tempo passado nas redes sociais nem sempre é muito positivo para a saúde mental."><figcaption>O tempo passado nas redes sociais nem sempre é muito positivo para a saúde mental.</figcaption></figure><p>Já aconteceu a todos nós: num domingo à noite, sentindo-nos um pouco cansados, deitamo-nos no sofá com o telemóvel, abrimos o Facebook, o TikTok ou o Instagram e ficamos a fazer scroll no ecrã... até nos apercebermos que <strong>passámos mais de uma hora a navegar por conteúdos sobre assuntos de que gostamos mais ou menos</strong>, intercalados com uma boa dose de publicidade.</p><p>E sentimo-nos ainda mais exaustos depois de vaguear sem rumo desta forma, sem ter ganho grande coisa. <strong>Esta sensação de cansaço não surpreende quando consideramos que o tempo que passamos nas redes sociais pode ser prejudicial para a saúde mental</strong>, sobretudo entre os adolescentes — embora não apenas entre eles.</p><h2>Um grupo de 183.000 americanos acompanhado ao longo de 11 anos</h2><p>Em 2025, uma publicação no <em>European Journal of Health, Psychology and Education Research</em> concluiu que os <strong>sintomas depressivos poderiam ser reduzidos simplesmente diminuindo o tempo despendido nestas plataformas</strong>. Mas em que ponto é que as redes sociais podem afetar seriamente o nosso humor? Segundo o jornal <strong>Ouest-France</strong>, um estudo publicado na <em>NPJ Mental Health Research</em> traz novos dados para compreender esta questão.</p><div class="texto-destacado">Os investigadores, sediados nos Estados Unidos, basearam-se em onze inquéritos transversais, o que lhes permitiu analisar dados de 183.000 americanos com idades compreendidas entre os 18 e os 70 anos, ao longo de um período de onze anos.</div><p>Os participantes relataram os seus hábitos nas redes sociais e indicaram os seus problemas de saúde a partir de uma lista de 31 condições, incluindo a depressão. De salientar que <strong>estas informações foram autorrelatadas</strong>; não foram examinados por um médico para o estudo.</p><p>No entanto, graças a uma amostra desta dimensão, os cientistas encontraram uma <strong>associação significativa entre certas práticas digitais e a deterioração da saúde mental</strong>.</p><h2>Um maior aumento da depressão entre os adolescentes</h2><p>Primeira observação: o aumento da depressão auto-referida, que passou de 15% para 22% entre 2014 e 2024 na população em geral, e de 15% para 25% entre os jovens dos 18 aos 25 anos. Ao relacionar estes números com o tempo passado nas redes sociais, <strong>os investigadores associam cada hora adicional por dia nestas plataformas a um aumento de aproximadamente 17% no risco de reportar depressão</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="737734" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ecra-em-modo-escuro-protege-a-vista-ou-e-apenas-uma-tendencia-a-ciencia-explica.html" title="Ecrã em modo escuro: protege a vista ou é apenas uma tendência? A ciência explica">Ecrã em modo escuro: protege a vista ou é apenas uma tendência? A ciência explica</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ecra-em-modo-escuro-protege-a-vista-ou-e-apenas-uma-tendencia-a-ciencia-explica.html" title="Ecrã em modo escuro: protege a vista ou é apenas uma tendência? A ciência explica"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ecra-em-modo-escuro-protege-a-vista-ou-e-apenas-uma-tendencia-a-ciencia-explica-1762273765357_320.png" alt="Ecrã em modo escuro: protege a vista ou é apenas uma tendência? A ciência explica"></a></article></aside><p> O seu modelo estima que <strong>os sentimentos de depressão surjam após cerca de duas horas e meia de utilização diária das redes sociais</strong> — um limiar que, segundo os investigadores, requer uma análise mais aprofundada através de estudos complementares. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/reseaux-sociaux-quelle-limite-ne-pas-depasser-pour-preserver-sa-sante-mentale-1790953199907.jpeg" data-image="2t7v88uct3nu" alt="As crianças, as primeiras vítimas do vício das redes sociais." title="As crianças, as primeiras vítimas do vício das redes sociais."><figcaption>Crianças, as primeiras vítimas do vício das redes sociais.</figcaption></figure><p>No entanto, segundo os autores do estudo, <strong>o uso das redes sociais parece ser um melhor preditor de depressão do que outros fatores comuns</strong>, como a situação profissional, o nível de escolaridade ou atividades que envolvem ecrãs, como os videojogos, a navegação na internet ou a televisão.</p><div class="texto-destacado">As redes sociais são prejudiciais para pessoas de todas as idades.</div><p>No entanto, surgem questões. <strong>A depressão não levaria a uma utilização mais intensa destas plataformas?</strong> Para Hans Breiter, autor principal do estudo, a relação é suficientemente clara para servir de alerta: "<strong>As redes sociais são prejudiciais para pessoas de todas as idades</strong>", afirma o investigador. "Não nos devemos submeter a um produto que utiliza a ciência da adição para maximizar o nosso tempo de ecrã."</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="671496" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quanto-tempo-de-ecra-e-demasiado-como-fazer-com-que-a-tecnologia-e-as-redes-sociais-trabalhem-para-nos-saude-mental.html" title="Quanto tempo de ecrã é demasiado? Como fazer com que a tecnologia e as redes sociais trabalhem para nós">Quanto tempo de ecrã é demasiado? Como fazer com que a tecnologia e as redes sociais trabalhem para nós</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quanto-tempo-de-ecra-e-demasiado-como-fazer-com-que-a-tecnologia-e-as-redes-sociais-trabalhem-para-nos-saude-mental.html" title="Quanto tempo de ecrã é demasiado? Como fazer com que a tecnologia e as redes sociais trabalhem para nós"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/how-much-screen-time-is-too-much-how-to-make-tech-and-social-media-work-for-us-1723883980522_320.jpeg" alt="Quanto tempo de ecrã é demasiado? Como fazer com que a tecnologia e as redes sociais trabalhem para nós"></a></article></aside><p>No caso dos utilizadores mais jovens, a <strong>União Europeia está atualmente a estudar a possibilidade de proibir o acesso de crianças com menos de 13 anos às redes sociais</strong>, no âmbito da lei EU KIDS Act.</p><p>No mês passado, a <strong>Comissão Europeia aprovou legislação para reforçar a segurança online das crianças em toda a UE</strong>. A proposta iniciou o seu procedimento legislativo e espera-se que seja aprovada rapidamente.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="leditiondusoir" data-year="Martes%2C%2029%20de%20septiembre%20de%202026" data-title="Les%20r%C3%A9seaux%20sociaux%20peuvent-ils%20mener%20%C3%A0%20la%20d%C3%A9pression%20%3F%20Voici%20la%20limite%20qu%E2%80%99il%20ne%20faudrait%20pas%20d%C3%A9passer%20d%E2%80%99apr%C3%A8s%20une%20%C3%A9tude" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ouest-france.fr%2Fleditiondusoir%2F2026-09-29%2Fles-reseaux-sociaux-peuvent-ils-mener-a-la-depression-voici-la-limite-qu-il-ne-faudrait-pas-depasser-d-apres-une-etude-fdd196e3-a1c2-4837-a1fb-a552dbc954c5%3Futm_content%3D20260929%26utm_medium%3Demail%26utm_term%3D840015%26utm_source%3Dnewsletter_of_quotidienne%26utm_campaign%3Dprc_nl_parution_edition-du-soir%26vid%3D7101036%26mediego_euid%3D7101036">leditiondusoir. (Martes, 29 de septiembre de 2026). <a href="https://www.ouest-france.fr/leditiondusoir/2026-09-29/les-reseaux-sociaux-peuvent-ils-mener-a-la-depression-voici-la-limite-qu-il-ne-faudrait-pas-depasser-d-apres-une-etude-fdd196e3-a1c2-4837-a1fb-a552dbc954c5?utm_content=20260929&utm_medium=email&utm_term=840015&utm_source=newsletter_of_quotidienne&utm_campaign=prc_nl_parution_edition-du-soir&vid=7101036&mediego_euid=7101036" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Les réseaux sociaux peuvent-ils mener à la dépression ? Voici la limite qu’il ne faudrait pas dépasser d’après une étude</a>.</cite></p></section><p><em></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-limite-que-nunca-deve-ultrapassar-nas-redes-sociais-para-proteger-a-sua-saude-mental.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[ECMWF mantém sinal de pouca chuva em Portugal continental até ao final de outubro: o que mostram os mapas?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ecmwf-mantem-sinal-de-pouca-chuva-em-portugal-continental-ate-ao-final-de-outubro-o-que-mostram-os-mapas.html</link><pubDate>Thu, 08 Oct 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As previsões sub-sazonais do ECMWF apontam para uma mudança dos regimes atmosféricos ao longo de outubro. No entanto, há um sinal que persiste, a chuva poderá continuar abaixo do normal em Portugal até perto do final do mês.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbjosvy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbjosvy.jpg" id="xbjosvy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As previsões sub-sazonais do ECMWF apontam para mudanças importantes nos regimes euro-atlânticos ao longo das próximas semanas. Contudo, apesar da alteração do padrão dominante, <strong>Portugal poderá continuar com precipitação abaixo do normal até perto do final de outubro</strong>.</p><h2>NAO+ domina a primeira metade de outubro</h2><p>Até aproximadamente <strong>15 e 16 de outubro</strong>, o regime <strong>NAO+ (fase positiva da Oscilação do Atlântico Norte)</strong> apresenta uma probabilidade elevada de ocorrência. Este padrão está associado a uma circulação atlântica mais intensa em latitudes superiores, podendo favorecer o desvio das depressões e respetivas frentes para norte da Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ecmwf-mantem-sinal-de-pouca-chuva-em-portugal-ate-ao-final-de-outubro-o-que-mostram-os-mapas-1791418372210.jpg" data-image="l50474uh490j" alt="Regimes Euro-Atlânticos" title="Regimes Euro-Atlânticos"><figcaption>O ECMWF prevê alterações nos regimes euro-atlânticos nas próximas semanas: o NAO+ deverá dominar inicialmente, enquanto o Bloqueio Escandinavo ganha relevância na segunda metade de outubro.</figcaption></figure><p>Para Portugal, esta configuração deverá traduzir-se numa primeira metade do mês marcada sobretudo pela <strong>estabilidade atmosférica, temperaturas elevadas para a época e escassez de precipitação</strong>. A previsão para terça-feira, dia 13, ilustra esta situação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ecmwf-mantem-sinal-de-pouca-chuva-em-portugal-ate-ao-final-de-outubro-o-que-mostram-os-mapas-1791418424217.jpg" data-image="juqmw1xthwdd" alt="Temperatura e pressão" title="Temperatura e pressão"><figcaption>A influência das altas pressões deverá favorecer tempo estável e temperaturas elevadas para a época, com algumas regiões de Portugal a aproximarem-se dos 30 ºC.</figcaption></figure><p>Uma região de altas pressões, com cerca de <strong>1028 hPa</strong>, encontra-se posicionada no Atlântico, a oeste da Península Ibérica. Com a circulação depressionária mais afastada, algumas regiões portuguesas poderão aproximar-se dos <strong>30 ºC</strong>, valores bastante elevados para meados de outubro. O contraste na precipitação é igualmente evidente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ecmwf-mantem-sinal-de-pouca-chuva-em-portugal-ate-ao-final-de-outubro-o-que-mostram-os-mapas-1791418487648.jpg" data-image="sx3bc0ngyqdl" alt="Precipitação acumulada" title="Precipitação acumulada"><figcaption>Os acumulados de precipitação deverão permanecer muito reduzidos em grande parte de Portugal, contrastando com valores significativamente superiores noutras regiões da Europa.</figcaption></figure><p>Os acumulados de chuva previstos até dia 13 são <strong>praticamente nulos em grande parte de Portugal continental</strong>, enquanto várias regiões da Europa Ocidental e Central registam quantidades muito superiores.</p><h2>A partir de 17 e 18 de outubro, o padrão começa a mudar</h2><p>Na segunda metade do mês, o cenário torna-se mais complexo. A probabilidade do regime NAO+ diminui e ganha expressão o <strong>Scandinavian Blocking (Bloqueio Escandinavo)</strong>, enquanto em alguns períodos nenhum dos regimes euro-atlânticos surge claramente dominante.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Este regime caracteriza-se pela formação ou persistência de <strong>altas pressões sobre o norte e nordeste da Europa</strong>, capazes de bloquear ou modificar a circulação atmosférica habitual. Dependendo da localização exata do bloqueio e das depressões circundantes, pode favorecer descidas de ar mais frio ou trajetórias depressionárias distintas sobre a Europa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ecmwf-mantem-sinal-de-pouca-chuva-em-portugal-ate-ao-final-de-outubro-o-que-mostram-os-mapas-1791418565249.jpg" data-image="48e0gqdhnj56" alt="Configuração atmosférica" title="Configuração atmosférica"><figcaption>Na segunda metade do mês, o padrão atmosférico começa a mudar, com o desenvolvimento de um bloqueio no norte da Europa, enquanto as altas pressões continuam robustas no Atlântico, a noroeste de Portugal.</figcaption></figure><p>Por volta de <strong>17 de outubro</strong>, os mapas já sugerem o desenvolvimento de altas pressões no norte europeu. No entanto, há um detalhe particularmente importante para Portugal, <strong>as altas pressões continuam também bastante robustas no Atlântico, a noroeste do território continental</strong>.</p><p>Esta configuração poderá continuar a funcionar como obstáculo à aproximação das depressões atlânticas e das frentes que habitualmente trazem chuva ao país durante o outono.</p><h2>Mudam os regimes, mas a chuva poderá continuar abaixo do normal</h2><p>Por isso, uma mudança de regime atmosférico <strong>não significa necessariamente o regresso imediato da chuva</strong>. E é precisamente isso que a previsão sub-sazonal do ECMWF sugere.</p><p>Entre <strong>19 e 26 de outubro</strong>, o mapa de anomalia semanal da precipitação mantém um <strong>sinal negativo sobre Portugal</strong>, particularmente evidente em várias zonas do território. Isto significa que, no conjunto dessa semana, a quantidade de precipitação prevista poderá continuar abaixo da média climatológica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ecmwf-mantem-sinal-de-pouca-chuva-em-portugal-ate-ao-final-de-outubro-o-que-mostram-os-mapas-1791418656664.jpg" data-image="knzjlwmdo48z" alt="Anomalia da precipitação semanal" title="Anomalia da precipitação semanal"><figcaption>Apesar da mudança dos regimes atmosféricos, o ECMWF mantém um sinal de precipitação abaixo da média em Portugal entre 19 e 26 de outubro, prolongando a tendência de tempo mais seco.</figcaption></figure><p>Assim, apesar da transição de uma primeira metade do mês dominada sobretudo pelo NAO+ para uma segunda metade com maior influência do <strong>Bloqueio Escandinavo</strong>, existe alguma consistência num elemento da previsão: <strong>a dificuldade da chuva em chegar regularmente a Portugal</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792333" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-entra-numa-sequencia-de-dias-praticamente-sem-chuva-eis-o-que-preve-o-ecmwf-ate-domingo.html" title="Portugal entra numa sequência de dias praticamente sem chuva: eis o que prevê o ECMWF até domingo">Portugal entra numa sequência de dias praticamente sem chuva: eis o que prevê o ECMWF até domingo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-entra-numa-sequencia-de-dias-praticamente-sem-chuva-eis-o-que-preve-o-ecmwf-ate-domingo.html" title="Portugal entra numa sequência de dias praticamente sem chuva: eis o que prevê o ECMWF até domingo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-entra-numa-sequencia-de-dias-praticamente-sem-chuva-eis-o-que-preve-o-ecmwf-ate-domingo-1791408115437_320.jpg" alt="Portugal entra numa sequência de dias praticamente sem chuva: eis o que prevê o ECMWF até domingo"></a></article></aside><p>Importa, contudo, recordar que estamos perante uma <strong>previsão sub-sazonal</strong>. Estes mapas permitem identificar tendências e regimes atmosféricos mais prováveis, mas não determinam em que dias ou localidades irá chover. À medida que o final de outubro se aproxima, a incerteza aumenta e episódios pontuais de precipitação continuam perfeitamente possíveis.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ecmwf-mantem-sinal-de-pouca-chuva-em-portugal-continental-ate-ao-final-de-outubro-o-que-mostram-os-mapas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria poderá atingir os Açores entre domingo (11) e segunda-feira (12): eis os possíveis impactos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frente-fria-podera-atingir-os-acores-entre-domingo-11-e-segunda-feira-12-eis-os-possiveis-impactos.html</link><pubDate>Thu, 08 Oct 2026 08:04:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Ainda que durante a semana o estado de tempo se mantenha estável nos Açores, a deslocação do anticiclone para sudeste deverá permitir a passagem de uma frente fria pelo arquipélago a partir das últimas horas de domingo.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbjnlry"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbjnlry.jpg" id="xbjnlry"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como referimos em previsões anteriores aqui na Meteored Portugal, o estado de tempo nos Açores ao longo dos próximos dias deverá <strong>manter-se maioritariamente seco e soalheiro</strong>, não se descartando a possibilidade de ocorrência de aguaceiros fracos e dispersos.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Esta maior estabilidade deve-se à posição favorável do anticiclone, que impede a chegada de perturbações significativas a este arquipélago. No entanto, a deslocação deste sistema de altas pressões para sudeste deverá enfraquecer o "escudo", <strong>permitindo, assim, a chegada de uma frente fria</strong>, como podemos observar no mapa abaixo.</p><h2>Influência anticiclónica conseguirá manter a chuva afastada dos Açores até sábado</h2><p>De acordo com a mais recente atualização do ECMWF, o anticiclone deverá manter a sua posição sobre o arquipélago dos Açores, contribuindo para dias mais secos e soalheiros. Assim, <strong>entre hoje e sábado espera-se uma acumulação de precipitação máxima inferior a 5 mm</strong>, tanto no Grupo Ocidental como no Oriental. O Grupo Central não apresenta valores de acumulação até esse dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-podera-atingir-os-acores-entre-domingo-11-e-segunda-feira-12-eis-os-possiveis-impactos-1791410089178.jpg" data-image="fnxcx2qs6q7f" alt="chuva prevista; frente fria" title="chuva prevista; frente fria"><figcaption>Entre domingo e segunda-feira espera-se a chegada de uma frente fria ao arquipélago dos Açores.</figcaption></figure><p>No <strong>domingo, o cenário poderá mudar</strong>. Por volta das 16h esperam-se alguns aguaceiros fracos e irregulares no Grupo Central. Estes deverão manter-se nas horas seguintes. Nos restantes grupos, o dia manter-se-á tendencialmente seco e com céu pouco nublado.</p><h2>Frente fria atinge Grupo Ocidental na madrugada de segunda-feira, 12</h2><p>Pela 1h de segunda-feira, e para além da chuva no Grupo Central, espera-se que a mesma chegue ao Grupo Ocidental, sendo este o<strong> primeiro grupo a ser atingido pela frente fria de forma direta</strong>. Entre as 10h e as 13h esta deverá chegar ao Grupo Central, levando a chuva a todas as ilhas do grupo. Já entre as 16h e as 19h a mesma poderá chegar ao Grupo Oriental. Após este horário, é esperada uma dissipação da chuva.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-podera-atingir-os-acores-entre-domingo-11-e-segunda-feira-12-eis-os-possiveis-impactos-1791411548698.jpg" data-image="14fca8c8im7g" alt="rajadas de vento" title="rajadas de vento"><figcaption>O Grupo Ocidental poderá registar as rajadas de vento mais significativas deste evento, na ordem dos 80 km/h, no início da madrugada de segunda-feira.</figcaption></figure><p>Os <strong>acumulados de precipitação mais elevados poderão registar-se no Grupo Central</strong>, mais precisamente na Ilha do Pico, onde os valores poderão ser de cerca de 20 a 25 mm.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792300" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/apenas-3-capitais-de-distrito-registarao-minimas-abaixo-dos-10-c-nos-proximos-dias-saiba-quais.html" title="Apenas 3 capitais de distrito registarão mínimas abaixo dos 10 ºC nos próximos dias: saiba quais">Apenas 3 capitais de distrito registarão mínimas abaixo dos 10 ºC nos próximos dias: saiba quais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/apenas-3-capitais-de-distrito-registarao-minimas-abaixo-dos-10-c-nos-proximos-dias-saiba-quais.html" title="Apenas 3 capitais de distrito registarão mínimas abaixo dos 10 ºC nos próximos dias: saiba quais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/apenas-3-capitais-de-distrito-terao-minimas-abaixo-dos-10-c-nos-proximos-dias-saiba-quais-1791378379884_320.jpg" alt="Apenas 3 capitais de distrito registarão mínimas abaixo dos 10 ºC nos próximos dias: saiba quais"></a></article></aside><p>Para além da chuva também se espera um <strong>aumento da velocidade de rajada</strong>, onde o Grupo Ocidental deverá registar as<strong> rajadas mais significativas, na ordem dos 80 km/h</strong>. No Grupo Central, as rajadas mais fortes poderão aproximar-se dos 75 km/h, enquanto no Grupo Oriental as mesmas não devam ultrapassar os 55 km/h. O <strong>mar também se poderá tornar mais agitado</strong>, essencialmente no Grupo Ocidental.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frente-fria-podera-atingir-os-acores-entre-domingo-11-e-segunda-feira-12-eis-os-possiveis-impactos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Novas simulações ligam as primeiras estrelas do Universo a sinais visíveis ainda hoje]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/novas-simulacoes-ligam-as-primeiras-estrelas-do-universo-a-sinais-ainda-visiveis-hoje.html</link><pubDate>Thu, 08 Oct 2026 07:02:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>As primeiras estrelas e galáxias transformaram o Universo primordial, produzindo os elementos químicos que hoje compõem estrelas, planetas e a própria vida. Agora, simulações avançadas estão a reconstruir estes primeiros milhares de milhões de anos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/novas-simulacoes-ligam-as-primeiras-estrelas-do-universo-a-sinais-ainda-visiveis-hoje-1791107881970.png" data-image="bkorn5j7ktdx" alt="O projeto MEGATRON usa simulações cosmológicas para reproduzir a diversidade de espectros de galáxias do Universo jovem. Crédito: NASA" title="O projeto MEGATRON usa simulações cosmológicas para reproduzir a diversidade de espectros de galáxias do Universo jovem. Crédito: NASA"><figcaption>O projeto MEGATRON usa simulações cosmológicas para reproduzir a diversidade de espectros de galáxias do Universo jovem. Crédito: NASA</figcaption></figure><p><strong>O Universo primordial era muito diferente do atual, sem estrelas, galáxias ou elementos químicos mais pesados que o hidrogénio ou o hélio.</strong> As primeiras estrelas surgiram a partir do colapso gravitacional de nuvens de gás e foram responsáveis por produzir os primeiros elementos mais pesados.</p><p>Para entender esta evolução, investigadores desenvolveram o projeto MEGATRON, usando algumas das simulações mais detalhadas realizadas até hoje. <strong>Os modelos incorporam processos físicos para acompanhar a evolução das estruturas cósmicas. </strong>Desta forma, é possível reconstruir as primeiras fontes luminosas.</p><p>As simulações também permitem investigar como os elementos produzidos pelas primeiras estrelas foram dispersos pelo Universo e incorporados às gerações seguintes de estrelas. <strong>Ao comparar estes modelos com dados de telescópios como o James Webb (JWST), os investigadores podem testar quais cenários reproduzem o Universo jovem.</strong></p><h2>Rede cósmica </h2><p>A rede cósmica é a estrutura de larga escala que organiza a matéria do Universo numa espécie de teia, formada por filamentos de matéria que conectam regiões mais densas. A <strong>s</strong><strong>ua formação é determinada pela gravidade e pela distribuição de matéria escura que define como a matéria está distribuída.</strong></p><div class="texto-destacado">O gás bariónico acumula-se nestes filamentos e alimenta a formação e evolução das galáxias.</div><p><strong>Embora as primeiras galáxias tenham evoluído ao longo de milhares de milhões de anos, alguns sinais da sua existência podem permanecer observáveis atualmente.</strong> Estrelas muito antigas podem preservar na sua composição química elementos produzidos pelas primeiras gerações estelares.</p><h2>Projeto Megatron</h2><p>O projeto MEGATRON é um projeto de simulação computacional desenvolvido para investigar como surgiram e evoluíram as primeiras estrelas e galáxias do Universo. Este<strong> trabalho usa modelos cosmológicos de alta resolução para acompanhar a formação das primeiras estruturas luminosas</strong> e os processos físicos que transformaram o Universo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/novas-simulacoes-ligam-as-primeiras-estrelas-do-universo-a-sinais-ainda-visiveis-hoje-1791107827368.png" data-image="l9gywr7hj935" alt="As simulações combinam gravidade, hidrodinâmica e radiação para investigar como as primeiras galáxias evoluíram e modificaram o ambiente ao redor. Crédito: Katz et al. 2026" title="As simulações combinam gravidade, hidrodinâmica e radiação para investigar como as primeiras galáxias evoluíram e modificaram o ambiente ao redor. Crédito: Katz et al. 2026"><figcaption>As simulações combinam gravidade, hidrodinâmica e radiação para investigar como as primeiras galáxias evoluíram e modificaram o ambiente ao redor. Crédito: Katz et al. 2026</figcaption></figure><p><strong>Um dos objetivos é entender como as primeiras estrelas modificaram o meio ao seu redor e produziram os elementos químicos. </strong>As simulações permitem acompanhar essa evolução em detalhe e gerar previsões que podem ser comparadas às observações de telescópios como o JWST. </p><h2>Como as galáxias se formaram?</h2><p><strong>As simulações começam com gás primordial praticamente sem elementos pesados, reproduzindo as condições do Universo pouco depois do Big Bang.</strong> A partir desse material, os modelos acompanham o nascimento das primeiras estrelas, a radiação emitida por elas e as suas mortes em explosões de supernova. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cientistas-detetam-ecos-do-big-bang-de-ha-13-8-mil-milhoes-de-anos-apenas-com-uma-televisao.html" title="Cientistas detetam ecos do Big Bang de há 13,8 mil milhões de anos apenas com uma televisão">Cientistas detetam ecos do Big Bang de há 13,8 mil milhões de anos apenas com uma televisão</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cientistas-detetam-ecos-do-big-bang-de-ha-13-8-mil-milhoes-de-anos-apenas-com-uma-televisao.html" title="Cientistas detetam ecos do Big Bang de há 13,8 mil milhões de anos apenas com uma televisão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/los-cientificos-detectan-los-ecos-del-big-bang-de-hace-13-800-millones-de-anos-con-solo-una-tv-1770565187070_320.jpeg" alt="Cientistas detetam ecos do Big Bang de há 13,8 mil milhões de anos apenas com uma televisão"></a></article></aside><p><strong>Esse processo é fundamental para entender a origem dos elementos químicos presentes no Universo atual. </strong>Carbono, oxigénio, ferro e outros elementos foram produzidos por processos nucleares no interior das estrelas e posteriormente libertados para o meio interestelar. O projeto MEGATRON permite acompanhar este enriquecimento químico.</p><h2>Papel do James Webb</h2><p>O JWST é fundamental para estudar o Universo primordial porque observa principalmente nos comprimentos de onda infravermelhos, capazes de detetar a luz de galáxias extremamente distantes. <strong>Isto permite investigar galáxias formadas poucas centenas de milhões de anos após o Big Bang.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/novas-simulacoes-ligam-as-primeiras-estrelas-do-universo-a-sinais-ainda-visiveis-hoje-1791107905287.png" data-image="jc23uxd71szb" alt="Comparar as previsões do MEGATRON com dados do James Webb ajuda a testar modelos sobre a formação e evolução das primeiras galáxias. Crédito: NASA" title="Comparar as previsões do MEGATRON com dados do James Webb ajuda a testar modelos sobre a formação e evolução das primeiras galáxias. Crédito: NASA"><figcaption>Comparar as previsões do MEGATRON com dados do James Webb ajuda a testar modelos sobre a formação e evolução das primeiras galáxias. Crédito: NASA</figcaption></figure><p><strong>Além de detetar estas galáxias, o JWST consegue obter espectros que revelam propriedades físicas e químicas dos seus gases e estrelas. </strong>Estas informações permitem medir <em>redshifts</em>, identificar elementos e estimar taxas de formação estelar, fornecendo dados para testar modelos como os do MEGATRON.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Katz%20et%20al" data-year="2026" data-title="MEGATRON%3A%20Reproducing%20the%20Diversity%20of%20High-Redshift%20Galaxy%20Spectra%20with%20Cosmological%20Radiation%20Hydrodynamics%20Simulations" data-url="https%3A%2F%2Farxiv.org%2Fabs%2F2510.05201v2">Katz et al. (2026). <a href="https://arxiv.org/abs/2510.05201v2" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">MEGATRON: Reproducing the Diversity of High-Redshift Galaxy Spectra with Cosmological Radiation Hydrodynamics Simulations</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/novas-simulacoes-ligam-as-primeiras-estrelas-do-universo-a-sinais-ainda-visiveis-hoje.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal entra numa sequência de dias praticamente sem chuva: eis o que prevê o ECMWF até domingo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-entra-numa-sequencia-de-dias-praticamente-sem-chuva-eis-o-que-preve-o-ecmwf-ate-domingo.html</link><pubDate>Thu, 08 Oct 2026 06:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal continental deverá atravessar vários dias com pouca ou nenhuma precipitação. O ECMWF prevê tempo maioritariamente seco entre esta quinta-feira e domingo, embora possam surgir algumas exceções pontuais.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbjm3o2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbjm3o2.jpg" id="xbjm3o2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois de alguma instabilidade nos últimos dias, <strong>Portugal continental entra esta quinta-feira, 8 de outubro, numa sequência de dias marcada pela ausência de precipitação significativa</strong>. A previsão mais recente do modelo europeu (ECMWF) aponta para tempo predominantemente seco até domingo.</p><p>Quinta, sexta e sábado deverão decorrer praticamente sem chuva em todo o território. No domingo poderão surgir algumas áreas de precipitação nas proximidades de Portugal, sobretudo sobre o Atlântico, mas nesta atualização do modelo <strong>não deverão afetar de forma significativa o continente</strong>.</p><h2>Quinta-feira abre uma sequência de vários dias praticamente sem chuva</h2><p> Esta quinta-feira deverá decorrer sem precipitação significativa em Portugal continental. A configuração atmosférica prevista pelo ECMWF mostra <strong>pressões relativamente elevadas a norte e nordeste da Península Ibérica</strong>, com valores na ordem dos 1025 hPa. Neste contexto, <strong>não se prevê precipitação significativa no território continental</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-entra-numa-sequencia-de-dias-praticamente-sem-chuva-eis-o-que-preve-o-ecmwf-ate-domingo-1791407974743.jpg" data-image="sguo6nntxvzt" alt="Quinta-feira deverá decorrer praticamente sem chuva em Portugal" title="Quinta-feira deverá decorrer praticamente sem chuva em Portugal"><figcaption>O ECMWF não prevê precipitação significativa em Portugal continental durante esta quinta-feira, num cenário que deverá prolongar-se nos dias seguintes.</figcaption></figure><p>Este cenário deverá prolongar-se nas jornadas seguintes. <strong>Sexta-feira e sábado continuarão praticamente sem precipitação em Portugal continental</strong>, de acordo com os mapas analisados do ECMWF.</p><p>Não significa necessariamente ausência absoluta de qualquer precipitação durante todo o período, mas o sinal do modelo é claro: <strong>não se perspetiva a passagem de sistemas capazes de produzir chuva generalizada ou acumulados significativos no continente</strong>.</p><h2>Até domingo, a chuva acumulada será residual em grande parte do país</h2><p>É no mapa de precipitação acumulada que a dimensão desta sequência seca se torna mais evidente. Até às últimas horas de domingo, o ECMWF prevê <strong>menos de 5 mm em praticamente todo o território continental</strong>.</p><p>Em grande parte do interior Norte e Centro e, sobretudo, no Alentejo, os acumulados deverão ser <strong>residuais ou praticamente nulos</strong>. Mesmo nas áreas onde o modelo projeta alguma precipitação, os valores permanecem pouco expressivos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-entra-numa-sequencia-de-dias-praticamente-sem-chuva-eis-o-que-preve-o-ecmwf-ate-domingo-1791408115437.jpg" data-image="xyrkn3ogkf28" alt="Menos de 5 mm previstos em Portugal Continental" title="Menos de 5 mm previstos em Portugal Continental"><figcaption>O ECMWF prevê acumulados inferiores a 5 mm em praticamente todo o território continental até domingo, com muitas regiões a registarem precipitação residual ou praticamente nula.</figcaption></figure><p> O litoral e algumas zonas do Centro apresentam os acumulados ligeiramente mais elevados, mas <strong>continuam geralmente abaixo dos 5 mm</strong>. Em muitas regiões, os valores previstos ficam mesmo <strong>abaixo de 1 mm</strong>, reforçando o caráter pouco significativo da precipitação esperada. Não há, portanto, nesta atualização do ECMWF, sinal de um episódio de precipitação relevante até ao final do fim de semana.</p><p>Desta forma, Portugal deverá completar <strong>quatro dias consecutivos de tempo predominantemente seco</strong>, entre quinta-feira e domingo.</p><h2>Domingo traz alterações na configuração atmosférica, mas pouca chuva</h2><p>Apesar da persistência do tempo seco, <strong>a configuração atmosférica não permanecerá inalterada durante todo o período</strong>. No domingo, o ECMWF projeta uma área de baixas pressões, com cerca de 1016 hPa, sobre o sudoeste da Península Ibérica.</p><p>Esta alteração é importante porque mostra que o tempo seco de domingo <strong>não deve ser explicado simplesmente pela permanência do mesmo padrão observado na quinta-feira</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792300" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/apenas-3-capitais-de-distrito-registarao-minimas-abaixo-dos-10-c-nos-proximos-dias-saiba-quais.html" title="Apenas 3 capitais de distrito registarão mínimas abaixo dos 10 ºC nos próximos dias: saiba quais">Apenas 3 capitais de distrito registarão mínimas abaixo dos 10 ºC nos próximos dias: saiba quais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/apenas-3-capitais-de-distrito-registarao-minimas-abaixo-dos-10-c-nos-proximos-dias-saiba-quais.html" title="Apenas 3 capitais de distrito registarão mínimas abaixo dos 10 ºC nos próximos dias: saiba quais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/apenas-3-capitais-de-distrito-terao-minimas-abaixo-dos-10-c-nos-proximos-dias-saiba-quais-1791378379884_320.jpg" alt="Apenas 3 capitais de distrito registarão mínimas abaixo dos 10 ºC nos próximos dias: saiba quais"></a></article></aside><p> <strong>Apesar desta evolução, a previsão do ECMWF para domingo mantém praticamente todo o território continental sem precipitação.</strong> Algumas áreas de chuva poderão surgir sobre o Atlântico, a oeste da costa portuguesa, mas permanecem afastadas do continente no cenário atualmente previsto. </p><p> A evolução para domingo deverá, ainda assim, ser acompanhada nas próximas atualizações do modelo, <strong>uma vez que a incerteza aumenta à medida que se alarga o horizonte de previsão</strong>. Para já, o cenário mais provável mantém <strong>Portugal praticamente sem chuva até ao final do fim de semana</strong>. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-entra-numa-sequencia-de-dias-praticamente-sem-chuva-eis-o-que-preve-o-ecmwf-ate-domingo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[José David Díaz, agrónomo, explica porque não deve retirar todas as folhas secas das suas roseiras em outubro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/jose-david-diaz-agronomo-explica-porque-nao-deve-retirar-todas-as-folhas-secas-das-suas-roseiras-em-outubro.html</link><pubDate>Thu, 08 Oct 2026 05:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Em outubro, as roseiras começam a preparar-se para o inverno. José David Díaz, engenheiro agrónomo especialista, explica porque é que deixar algumas folhas secas pode favorecer a sua proteção e equilíbrio.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/jose-david-diaz-experto-agronomo-explica-por-que-no-deberias-quitar-todas-las-hojas-secas-de-tus-rosales-en-octubre-1791298032168.jpeg" data-image="8qpawxazdqlc" alt="Imagem 1" title="Imagem 1"><figcaption>Quanto às roseiras, é fundamental saber quando e como devem ser podadas.</figcaption></figure><p>Com a chegada de outubro,<strong> as roseiras começam a apresentar os primeiros sinais claros do outono</strong>. Nesta altura do ano, as temperaturas descem, as horas de luz baixam e algumas folhas começam a amarelecer, a perder a vitalidade e acabam por secar. </p><p>Perante esta situação, muitos jardineiros optam por retirar imediatamente todas as folhas deterioradas. No entanto, <strong>fazê-lo de forma indiscriminada nem sempre é recomendável</strong>.</p><p>A manutenção de uma roseira no outono deve ser seletiva, uma vez que <strong>nem todas as folhas que perderam parte da sua cor verde representam um problema</strong>; enquanto algumas ainda se mantêm funcionais, a planta pode continuar a tirar partido delas para realizar a fotossíntese e acumular reservas antes do período de repouso.</p><h2>As folhas não secam todas ao mesmo tempo</h2><p>O <strong>amarelecimento e a queda das folhas fazem parte do ciclo natural de muitas plantas durante o outono</strong>. No caso das roseiras, este processo ocorre progressivamente e não significa necessariamente que exista um problema fitossanitário.</p><div class="texto-destacado">Uma folha que começa a amarelecer pode continuar a realizar uma certa atividade fotossintética.</div><p>Por esta razão, removê-la demasiado cedo significa eliminar parte da superfície ativa da planta quando esta ainda pode estar em funcionamento. A recomendação é observar o estado geral da roseira e <strong>não utilizar a tesoura simplesmente porque algumas folhas mudaram de cor</strong>.</p><h2>Quando vale realmente a pena retirar as folhas?</h2><p>A <strong>situação altera-se quando as folhas apresentam sintomas claros de doença</strong>. Manchas negras, lesões irregulares, presença de bolor, deformações ou queda prematura acompanhada de desfolha podem indicar problemas que exigem uma abordagem diferente.</p><p>As folhas completamente secas também podem ser removidas, especialmente quando já não desempenham qualquer função e se soltam facilmente da planta. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O importante é diferenciar uma folha que está a envelhecer naturalmente de outra que apresenta sinais de deterioração provocada por um agente patogénico.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Esta distinção é especialmente importante no outono, uma vez que as folhas doentes que caem no solo podem tornar-se uma<strong> fonte de inóculo para a estação seguinte</strong>.</p><h2>Cuidado com as folhas doentes que ficam no chão</h2><p>Uma das tarefas mais importantes após a queda das folhas consiste em <strong>examinar o solo em redor da roseira</strong>. Se existirem folhas com manchas ou sintomas de doenças, convém recolhê-las e retirá-las das proximidades da planta.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786708" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/poda-das-roseiras-no-outono-quanto-se-pode-e-deve-cortar-antes-do-inverno.html" title="Poda das roseiras no outono: quanto se pode e deve cortar antes do inverno?">Poda das roseiras no outono: quanto se pode e deve cortar antes do inverno?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/poda-das-roseiras-no-outono-quanto-se-pode-e-deve-cortar-antes-do-inverno.html" title="Poda das roseiras no outono: quanto se pode e deve cortar antes do inverno?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/rosen-schneiden-im-herbst-wie-viel-rueckschnitt-vor-dem-winter-erlaubt-und-sinnvoll-ist-1787835147084_320.jpeg" alt="Poda das roseiras no outono: quanto se pode e deve cortar antes do inverno?"></a></article></aside><p>Deixá-las acumuladas sob a roseira pode<strong> favorecer a sobrevivência de certos fungos </strong>nos restos vegetais, fazendo com que voltem a afetar os novos rebentos quando chegar a primavera.</p><p>Portanto, não se trata de manter o solo completamente descoberto, mas sim de evitar que os restos vegetais doentes permaneçam em redor da planta.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/jose-david-diaz-experto-agronomo-explica-por-que-no-deberias-quitar-todas-las-hojas-secas-de-tus-rosales-en-octubre-1791298221452.jpeg" data-image="1wojpljbsz4b" alt="Imagem 2" title="Imagem 2"><figcaption>É aconselhável remover do solo as folhas doentes das roseiras.</figcaption></figure><h2>Outubro não é o momento para deixar a roseira completamente despida</h2><p>Outro <strong>erro frequente</strong> é pensar que eliminar todas as folhas em outubro ajuda a roseira a preparar-se para o inverno. Na verdade, uma desfolha completa e realizada de forma prematura pode ser desnecessária.</p><p>Enquanto as temperaturas e a luminosidade permitirem uma certa atividade vegetativa, <strong>as folhas que ainda se encontram saudáveis continuam a desempenhar a sua função</strong>. A roseira necessita de completar progressivamente o seu ciclo antes de entrar em repouso.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Mi querido rosal ha pasado un verano sobreviviendo con dos ramas llenas de hojas secas. Hace unos días apuntaba un brote que se va a convertir en breve en una perfumada rosa de fuego https://t.co/AkxENJIxqE</p> neus de nuria (@neus_nuri) <a href="https://x.com/neus_nuri/status/1691367480898228224?ref_src=twsrc%5Etfw">August 15, 2023</a></blockquote></figure><p>Por este motivo, <strong>uma limpeza excessiva pode ser mais prejudicial do que benéfica</strong>. Em vez de procurar uma roseira perfeitamente limpa, é mais adequado intervir apenas naquilo que realmente precisa de ser eliminado, pelos motivos anteriormente referidos.</p><h2>A regra: observar antes de cortar</h2><p>A <strong>manutenção das roseiras durante o mês de outubro deve basear-se na observação</strong>, pois, antes de retirar uma folha, convém verificar se esta se encontra completamente seca, se apresenta sintomas de doença ou se ainda mantém uma parte significativa da sua atividade.</p><div class="texto-destacado">As folhas saudáveis podem ser deixadas até caírem naturalmente. Já as folhas doentes ou visivelmente deterioradas devem ser removidas, evitando que se acumulem em redor da planta.</div><p>Em suma, a conclusão mais relevante é que <strong>nem todas as folhas secas ou amareladas devem ser eliminadas imediatamente em outubro</strong>. O outono é uma fase de transição em que a roseira se prepara progressivamente para o inverno. </p><p>Respeitar este processo, <strong>remover apenas as partes problemáticas e evitar intervenções desnecessárias</strong> permitirá que a planta atinja o período de repouso em melhores condições e enfrente a próxima primavera com maior vigor.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/jose-david-diaz-agronomo-explica-porque-nao-deve-retirar-todas-as-folhas-secas-das-suas-roseiras-em-outubro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Apenas 3 capitais de distrito registarão mínimas abaixo dos 10 ºC nos próximos dias: saiba quais]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/apenas-3-capitais-de-distrito-registarao-minimas-abaixo-dos-10-c-nos-proximos-dias-saiba-quais.html</link><pubDate>Wed, 07 Oct 2026 17:11:04 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As noites vão ficar mais frias em algumas regiões do país, com três capitais de distrito a registarem temperaturas mínimas inferiores a 10 ºC. Consulte a previsão!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbjiuaa"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbjiuaa.jpg" id="xbjiuaa"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As<strong> temperaturas mínimas vão baixar no interior Norte e Centro</strong> do país nos próximos dias. Há duas capitais distritais onde os valores abaixo de 10 ºC poderão persistir e uma que também poderá contar com uma descida equivalente na madrugada de sexta-feira.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Ainda assim, é esperado que as <strong>temperaturas máximas se mantenham agradáveis </strong>para a época do ano, mesmo nas regiões onde as mínimas vão descer, aumentando a amplitude térmica.</p><h2>Bragança e Guarda vão liderar as capitais distritais mais frias dos próximos dias</h2><p>Já na próxima madrugada (quinta-feira), ambas as cidades supracitadas registarão uma temperatura mínima na ordem dos<strong> 8 ºC para Bragança e 9 ºC para a Guarda</strong>. Já as máximas esperadas deverão ser de 19 ºC e 18 ºC, respetivamente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/apenas-3-capitais-de-distrito-terao-minimas-abaixo-dos-10-c-nos-proximos-dias-saiba-quais-1791378379884.jpg" data-image="m4odrr2whn5z" alt="temperaturas mínimas" title="temperaturas mínimas"><figcaption>Vila Real, Bragança e Guarda deverão registar valores abaixo de 10 ºC de temperatura mínima na madrugada de sexta-feira.</figcaption></figure><p>Na sexta-feira o<strong> arrefecimento noturno poderá ser mais evidente no Norte</strong> do país, levando outra cidade a registar temperaturas mínimas abaixo dos 10 ºC: Vila Real. Esta capital distrital poderá contar com 9 ºC, enquanto Bragança e Guarda deverão registar 6 ºC. Já as máximas deverão alcançar os 20 ºC, 19 ºC e 17 ºC, respetivamente.</p><p>No sábado, tanto <strong>Bragança como a Guarda deverão registar, mais uma vez, temperaturas mínimas baixas, na ordem dos 8 ºC</strong>. Esta poderá ser a última madrugada dos próximos dias com valores abaixo dos 10 ºC. Já as máximas previstas para a tarde deste dia, para as mesmas capitais distritais, são de 22 ºC e 20 ºC, respetivamente, resultando numa <strong>amplitude térmica elevad</strong>a.</p><h2>Temperaturas mínimas sobem a partir de domingo</h2><p>A área que abrange as cidades acima mencionadas irá contar com uma<strong> subida dos termómetros a partir de domingo</strong>. Tanto nos valores mínimos como máximos. Assim, as temperaturas mínimas deverão rondar os 12 ºC em ambas as cidades enquanto as máximas deverão manter-se idênticas às de sábado, rondando os 20 ºC/22 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792295" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-de-12-a-19-de-outubro-termometros-poderao-chegar-aos-30-c-em-portugal-com-temperaturas-acima-do-normal.html" title="Semana de 12 a 19 de outubro: termómetros poderão chegar aos 30 ºC em Portugal, com temperaturas acima do normal">Semana de 12 a 19 de outubro: termómetros poderão chegar aos 30 ºC em Portugal, com temperaturas acima do normal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-de-12-a-19-de-outubro-termometros-poderao-chegar-aos-30-c-em-portugal-com-temperaturas-acima-do-normal.html" title="Semana de 12 a 19 de outubro: termómetros poderão chegar aos 30 ºC em Portugal, com temperaturas acima do normal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-12-a-19-de-outubro-termometros-poderao-chegar-aos-30-c-em-portugal-com-temperaturas-acima-do-normal-1791374913888_320.jpg" alt="Semana de 12 a 19 de outubro: termómetros poderão chegar aos 30 ºC em Portugal, com temperaturas acima do normal"></a></article></aside><p>Na madrugada de segunda-feira as temperaturas poderão descer ligeiramente, <strong>devendo a Guarda contar com 10 ºC e Bragança com 11 ºC</strong>. Neste dia, as máximas voltam a subir, podendo a Guarda alcançar os 23 ºC enquanto Bragança deverá contar com 24 ºC, dando-se, assim, um novo aumento da amplitude térmica.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/apenas-3-capitais-de-distrito-registarao-minimas-abaixo-dos-10-c-nos-proximos-dias-saiba-quais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Semana de 12 a 19 de outubro: termómetros poderão chegar aos 30 ºC em Portugal, com temperaturas acima do normal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-de-12-a-19-de-outubro-termometros-poderao-chegar-aos-30-c-em-portugal-com-temperaturas-acima-do-normal.html</link><pubDate>Wed, 07 Oct 2026 12:21:11 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal deverá enfrentar uma semana mais quente e seca do que o habitual entre 12 e 19 de outubro. As temperaturas poderão atingir ou superar os 30 ºC no início da semana, enquanto a precipitação deverá ficar abaixo da média.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-12-a-19-de-outubro-termometros-poderao-chegar-aos-30-c-em-portugal-com-temperaturas-acima-do-normal-1791374913888.jpg" data-image="c70h866mjnav" alt="Outono" title="Outono"><figcaption>Apesar de o outono já estar instalado no calendário, o ambiente poderá fazer lembrar dias de verão em várias regiões de Portugal. A próxima semana promete ser mais quente e seca do que o habitual, com os termómetros a poderem alcançar os 30 ºC.</figcaption></figure><p>A semana de 12 a 19 de outubro deverá ser marcada por <strong>temperaturas superiores ao normal e pouca precipitação em Portugal continental</strong>. Logo no início da semana, os termómetros poderão alcançar ou ultrapassar localmente os 30 ºC, valores elevados para esta fase do outono.</p><h2>Segunda-feira (12) poderá trazer mais de 30 ºC a algumas regiões</h2><p>Apesar da distância temporal ainda exigir alguma cautela quanto aos valores exatos, os modelos apontam para um <strong>início de semana bastante quente para meados de outubro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-12-a-19-de-outubro-termometros-poderao-chegar-aos-30-c-em-portugal-com-temperaturas-acima-do-normal-1791373861835.jpg" data-image="o1q0wtkw554x" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O início da semana poderá trazer temperaturas invulgarmente elevadas para meados de outubro, com valores próximos ou superiores a 30 ºC em algumas zonas do Alentejo.</figcaption></figure><p>Na tarde de segunda-feira, dia 12, os mapas da Meteored preveem temperaturas próximas dos <strong>30 ºC em várias zonas do Alentejo</strong>, podendo mesmo atingir cerca de <strong>31 ºC no Alentejo Litoral, nomeadamente na região de Alcácer do Sal</strong>. Évora e Beja poderão aproximar-se dos 29 ºC, enquanto Lisboa poderá rondar os 28 ºC.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p><strong>O calor não ficará limitado ao Sul.</strong> No interior Centro, algumas localidades poderão aproximar-se dos 27 ºC, incluindo no distrito de Viseu. Em contrapartida, a faixa litoral, particularmente junto ao mar no Norte e Centro, deverá apresentar temperaturas mais contidas devido à influência atlântica.</p><p>Não se trata de um episódio comparável ao calor observado durante o verão, mas são <strong>temperaturas claramente elevadas para esta altura do calendário</strong>.</p><h2>Anomalias da temperatura poderão superar os 7 ºC: litoral será exceção</h2><p>Esta diferença torna-se ainda mais evidente quando comparamos as temperaturas previstas com aquelas que seriam normais para a época.</p><p>Na segunda-feira às 16h, o mapa de anomalias da temperatura mostra praticamente todo o território Portugês com temperaturas <strong>vários graus acima dos valores climatológicos</strong>. Em cidades como Bragança, Vila Real, Guarda, Castelo Branco e Portalegre surgem desvios próximos de +5 ºC, enquanto Évora e Beja poderão apresentar cerca de +6 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-12-a-19-de-outubro-termometros-poderao-chegar-aos-30-c-em-portugal-com-temperaturas-acima-do-normal-1791374027560.jpg" data-image="btd11spnznit" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"> <figcaption>As temperaturas poderão ficar vários graus acima do normal na tarde de segunda-feira, com anomalias de 5 a 8 ºC em várias regiões, enquanto junto ao litoral os desvios serão bastante menores.</figcaption></figure><p>Em Lisboa, a anomalia poderá rondar <strong>+7 ºC</strong>, existindo pontualmente desvios ainda superiores na região do Vale do Tejo.</p><p>O contraste com a faixa costeira é significativo. Junto ao Atlântico, sobretudo no litoral Norte e Centro, as anomalias são muito menores e, em alguns locais, as temperaturas poderão ficar próximas do habitual.</p><p>Importa também distinguir este mapa da tendência para o resto da semana. Estes valores representam apenas <strong>uma determinada hora de segunda-feira (16h)</strong>, e não a anomalia média dos sete dias.</p><h2>Não será apenas segunda-feira, a semana deverá ser mais quente que o normal</h2><p>Quando analisamos o período completo entre <strong>12 e 19 de outubro</strong>, o sinal quente permanece.</p><p>O mapa de anomalia média semanal do ECMWF coloca praticamente todo o território continental do lado positivo, com uma tendência genérica para temperaturas <strong>entre 1 ºC e 3 ºC acima da média</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-12-a-19-de-outubro-termometros-poderao-chegar-aos-30-c-em-portugal-com-temperaturas-acima-do-normal-1791374186868.jpg" data-image="yegsx0whuwo0" alt="Anomalia semanal da temperatura" title="Anomalia semanal da temperatura"><figcaption>O sinal quente não deverá limitar-se ao início da semana: entre 12 e 19 de outubro, a temperatura média deverá permanecer acima do normal em praticamente todo o território continental.</figcaption></figure><p>Isto significa que, mesmo depois de diluídos os períodos mais quentes de segunda-feira no cálculo dos sete dias, a semana continua a apresentar um sinal térmico superior ao normal. Não quer dizer que todas as tardes serão tão quentes como a de dia 12, mas indica uma <strong>persistência de condições relativamente quentes para meados de outubro</strong>.</p><h2>Além de quente, a semana deverá ser mais seca</h2><p>A temperatura não é a única variável a apresentar um sinal claro. O ECMWF também antecipa uma <strong>anomalia negativa da precipitação entre 12 e 19 de outubro</strong> em grande parte de Portugal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-12-a-19-de-outubro-termometros-poderao-chegar-aos-30-c-em-portugal-com-temperaturas-acima-do-normal-1791374240030.jpg" data-image="nc83jj5a2wg9" alt="Anomalia semanal da precipitação" title="Anomalia semanal da precipitação"><figcaption>A semana deverá ser mais seca do que o habitual em Portugal continental, com o ECMWF a prever precipitação abaixo da média, sobretudo nas regiões Norte e Centro.</figcaption></figure><p>A tendência para precipitação abaixo do normal é particularmente evidente no <strong>Norte e Centro</strong>, precisamente numa altura do ano em que a chuva começa climatologicamente a ganhar maior protagonismo.</p><p>Uma anomalia negativa não significa necessariamente ausência completa de precipitação durante os sete dias. No entanto, o sinal atual favorece <strong>um período predominantemente estável e seco</strong>, com acumulados inferiores aos que seriam habituais para esta semana de outubro.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792209" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-6-c-acima-da-media-as-temperaturas-deverao-subir-em-portugal-continental-a-partir-de-quinta-feira.html" title="Até 6 ºC acima da média: as temperaturas deverão subir em Portugal Continental a partir de quinta-feira (8)">Até 6 ºC acima da média: as temperaturas deverão subir em Portugal Continental a partir de quinta-feira (8)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-6-c-acima-da-media-as-temperaturas-deverao-subir-em-portugal-continental-a-partir-de-quinta-feira.html" title="Até 6 ºC acima da média: as temperaturas deverão subir em Portugal Continental a partir de quinta-feira (8)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-6-c-acima-da-media-as-temperaturas-deverao-subir-a-partir-de-quinta-feira-1791325797362_320.png" alt="Até 6 ºC acima da média: as temperaturas deverão subir em Portugal Continental a partir de quinta-feira (8)"></a></article></aside><p>Assim, embora ainda possam existir ajustes na previsão devido à distância temporal, os principais modelos apontam atualmente para uma tendência consistente: <strong>meados de outubro deverão trazer temperaturas acima do normal, possibilidade de 30 ºC ou mais no início da semana e pouca chuva em Portugal continental</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-de-12-a-19-de-outubro-termometros-poderao-chegar-aos-30-c-em-portugal-com-temperaturas-acima-do-normal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Seca no Tejo pode agravar-se em 2028, mas centros de dados em Abrantes gastariam 22 milhões de litros/dia]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/seca-no-tejo-pode-agravar-se-em-2028-mas-centros-de-dados-em-abrantes-gastariam-22-milhoes-de-litros-dia.html</link><pubDate>Wed, 07 Oct 2026 11:54:12 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Duas infraestruturas digitais de grande escala geram incerteza quanto à preservação dos recursos naturais, numa região que já enfrenta escassez de água.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/seca-no-tejo-pode-agravar-se-em-2028-mas-centros-de-dados-em-abrantes-gastariam-22-milhoes-de-litros-dia-1791367616257.jpg" data-image="t2p7i2j1pcqg" alt="Bacia do Tejo" title="Bacia do Tejo"><figcaption>A Agência Portuguesa do Ambiente prevê um agravamento da escassez hídrica na bacia do Tejo entre 2028 e 2033. Foto: Município de Abrantes</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A instalação de <strong>dois megacentros de dados em Abrantes</strong> colocou o município no centro de um debate que questiona o desenvolvimento tecnológico e a segurança ambiental. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Em causa estão as projeções de consumo de recursos para estas infraestruturas que, de acordo com estimativas do movimento proTEJO, poderão exigir até 22,2 milhões de litros de água por dia e uma potência energética combinada de 500 MW. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O volume exato de água dependerá da tecnologia de arrefecimento adotada. Mas a pressão sobre os recursos hídricos surge num momento crítico para a região.</p><h2>Escassez hídrica vai intensificar-se</h2><p>A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) antecipa um<strong> agravamento</strong><strong> da escassez hídrica na bacia do Tejo entre 2028 e 2033</strong>, coincidindo exatamente com a entrada em pleno funcionamento de ambos os empreendimentos.</p><ul></ul><p>Diante desta possibilidade, as associações Quercus e proTEJO exigem que os projetos não sejam licenciados de forma isolada, mas sim através de um <strong>Estudo de Impacte Ambiental </strong>(EIA) cumulativo que avalie o <strong>impacto conjunto no território</strong>, incluindo o consumo elétrico, o ruído, a ocupação do solo e a criação de ilhas de calor.</p><h2>Duas infraestruturas, uma pressão comum</h2><p>Os empreendimentos pertencem à EDC One e à Hyperion II Renewables Services. O primeiro está previsto para o <strong>Pego</strong> e representa um investimento anunciado de <strong>7 mil milhões de euros</strong>. A entrada em funcionamento está prevista para 2028. O projeto deverá criar 450 postos de trabalho diretos e 700 indiretos até 2030.</p><p>O segundo, da Hyperion, está previsto para a zona de <strong>Alvega</strong>. O pedido de informação prévia recebeu parecer favorável da câmara municipal em maio e prevê uma <strong>área de cerca de 15 hectares</strong>. O arranque está apontado para 2029.</p><table><thead><tr><th><strong>O que está em causa</strong></th><th><strong>Estimativa para os dois projetos</strong></th></tr></thead><tbody><tr><td><strong>Consumo de água</strong></td><td>3,6 a 22,2 milhões de litros por dia</td></tr><tr><td><strong>Potência combinada</strong></td><td>500 MW</td></tr><tr><td><strong>Consumo elétrico máximo</strong></td><td>4.380 GWh por ano</td></tr><tr><td><strong>Entrada prevista da EDC One</strong></td><td>2028</td></tr><tr><td><strong>Entrada prevista da da Hyperion</strong></td><td>2029</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="2">Fonte: proTEJO</td></tr></tbody></table><p><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></p><p>Os valores relativos à água são cálculos apresentados pelo movimento proTEJO e dependem <strong>do sistema de refrigeração</strong>. O movimento salienta que os promotores <strong>ainda não divulgaram qual a tecnologia</strong> prevista nem o respetivo consumo.</p><p>O proTEJO projeta que o teto máximo de consumo elétrico dos dois empreendimentos chegue a 4.380 GWh anuais — <strong>o equivalente a cerca de 29 vezes a eletricidade consumida no concelho de Abrantes</strong>. O movimento ressalva, contudo, que este número reflete uma estimativa de plena capacidade e não uma previsão de consumo contínuo.</p><ul></ul><h2>A água que arrefece a inteligência artificial</h2><p>Um centro de dados consiste, fundamentalmente, numa infraestrutura de computação em grande escala, em que o <strong>processamento contínuo dos servidores gera elevados níveis de calor</strong>, que exigem refrigeração constante para garantir a segurança dos equipamentos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/seca-no-tejo-pode-agravar-se-em-2028-mas-centros-de-dados-em-abrantes-gastariam-22-milhoes-de-litros-dia-1791368107168.jpg" data-image="rn2ce4mndup9" alt="Municícipio de Abrantes vista das margens do Tejo" title="Municícipio de Abrantes vista das margens do Tejo"><figcaption>O proTEJO prevê que o consumo máximo de eletricidade dos dois projetos possa equivaler a 29 vezes o consumo anual de eletricidade do concelho de Abrantes. Foto: Município de Abrantes </figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p> É aqui que a<strong> expansão</strong><strong> da inteligência artificial </strong><strong>generativa </strong>muda as regras do jogo. Ao requerer capacidade computacional massiva, tanto no treino como na utilização diária dos modelos, a tecnologia exige uma<strong> maior</strong><strong> densidade de servidores</strong>. O efeito imediato é a explosão da procura por sistemas de arrefecimento. </p><p>O problema não é exclusivo de Portugal, mas sim global. De acordo com projeções do <strong>Greenpeace</strong>, os centros de dados em todo o mundo consumiram cerca de<strong> 175</strong><strong> mil milhões de litros de água em 2023</strong>, <strong>um volume que deverá quase quadruplicar para 664 mil milhões em 203</strong><strong>0</strong>. A organização ambiental salienta, contudo, que os valores variam consoante o tipo de infraestrutura e as tecnologias de refrigeração adotadas. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="758439" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/aguas-residuais-vao-reforcar-as-reservas-subterraneas-do-aquifero-tejo-sado.html" title="Águas residuais vão reforçar as reservas subterrâneas do aquífero Tejo-Sado">Águas residuais vão reforçar as reservas subterrâneas do aquífero Tejo-Sado</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/aguas-residuais-vao-reforcar-as-reservas-subterraneas-do-aquifero-tejo-sado.html" title="Águas residuais vão reforçar as reservas subterrâneas do aquífero Tejo-Sado"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aguas-residuais-vao-reforcar-as-reservas-subterraneas-do-aquifero-o-tejo-sado-1773235383506_320.jpg" alt="Águas residuais vão reforçar as reservas subterrâneas do aquífero Tejo-Sado"></a></article></aside><p>O relatório <strong>Water Atlas 2025</strong>, da Fundação Heinrich Böll, utiliza outro indicador para ilustrar a escala. Segundo as estimativas citadas pela publicação, <strong>20 a 50 respostas do ChatGPT podem implicar cerca de meio litro de água associada ao arrefecimento dos centros de dados</strong>. O valor é uma estimativa média e não corresponde à água consumida diretamente por cada utilizador.</p><h2>O problema não é só a água</h2><p>A pressão sobre o território, porém, vai além dos recursos hídricos. A Quercus alerta para as consequências no<strong> uso</strong><strong> do solo</strong>, com potenciais repercussões em <strong>áreas</strong><strong> </strong><strong>agrícolas </strong>e<strong> florestais</strong>, além do ruído e das alterações na paisagem. A isto soma-se o desafio da infraestrutura elétrica. </p><p>Ambos os projetos partilham o mesmo ponto de ligação na <strong>Central do Pego</strong>, com os pedidos de reforço de capacidade ainda em avaliação. A magnitude desta procura demonstra, portanto, que os centros de dados ultrapassaram a esfera puramente tecnológica, assumindo-se como uma prioridade de <strong>ordenamento energético e do território</strong>.</p><figure style="letter-spacing: 0.03em;"><img src="https://services.meteored.com/img/article/seca-no-tejo-pode-agravar-se-em-2028-mas-centros-de-dados-em-abrantes-gastariam-22-milhoes-de-litros-dia-1791368284038.jpg" data-image="8orwypz2nve7" alt="Centro de dados" title="Centro de dados"><figcaption>Para acompanhar o advento da IA, os centros de dados tiveram de crescer em tamanho, complexidade e consumo energético. Foto: Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Portugal, ao mesmo tempo, posiciona-se para atrair estes investimentos. O <strong>Plano Nacional de Centros de Dados</strong>, aprovado em <strong>2026</strong>, assume estas infraestruturas como estratégicas para a economia e para a soberania digital.</p><p>O programa estabelece <strong>15 iniciativas </strong>para facilitar a <strong>expansão do setor</strong>, procurando equilibrar o desenvolvimento tecnológico, as exigências de sustentabilidade ambiental, a eficiência energética e o ordenamento do território.</p><h2>Crescer, mas com contas feitas</h2><p>É precisamente nessa tensão que se encontra a questão de Abrantes. Os centros de dados podem trazer investimento, emprego e capacidade computacional num momento em que Portugal quer afirmar-se como destino europeu para estas infraestruturas. Mas <strong>os benefícios económicos</strong> não eliminam a necessidade de calcular os <strong>custos ambientais.</strong></p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O proTEJO pede limites legais ao consumo de água e energia, divulgação pública dos sistemas de arrefecimento e dos níveis de eficiência alcançados. Quercus e proTEJO querem ainda que os dois projetos sejam avaliados em conjunto e que as populações de Alvega e de Concavada sejam ouvidas no processo.<br><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A discussão, no fundo, não é apenas sobre avaliar se Abrantes deve receber centros de dados. É determinar também quanto de água e energia o território pode disponibilizar para os alimentar, sobretudo quando a própria <strong>bacia hidrográfica</strong> se prepara para enfrentar <strong>anos de maior pressão</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Quercus" data-year="" data-title="Dois%20mega%20centros%20de%20dados%20em%20Abrantes%20poder%C3%A3o%20ultrapassar%20em%20quase%2030%20vezes%20o%20consumo%20energ%C3%A9tico%20anual%20do%20concelho" data-url="https%3A%2F%2Fquercus.pt%2Fblog%2F2026%2F08%2F26%2Fcentros-de-dados-abrantes%2F">Quercus. <a href="https://quercus.pt/blog/2026/08/26/centros-de-dados-abrantes/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Dois mega centros de dados em Abrantes poderão ultrapassar em quase 30 vezes o consumo energético anual do concelho</a>.</cite><br><cite data-author="Tinta%20Fresca" data-year="" data-title="proTEJO%20exige%20lei%20para%20impedir%20que%20centros%20de%20dados%20sequem%20o%20rio%20Tejo" data-url="https%3A%2F%2Ftintafresca.net%2Findex.php%2F2026%2F09%2F22%2Fprotejo-exige-lei-para-impedir-que-centros-de-dados-sequem-o-rio-tejo%2F">Tinta Fresca. <a href="https://tintafresca.net/index.php/2026/09/22/protejo-exige-lei-para-impedir-que-centros-de-dados-sequem-o-rio-tejo/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">proTEJO exige lei para impedir que centros de dados sequem o rio Tejo</a>.</cite><br><cite data-author="digitalGOV" data-year="" data-title="Plano%20Nacional%20de%20Centros%20de%20Dados%20%2F%202026" data-url="https%3A%2F%2Fdigital.gov.pt%2Fpt%2Festrategia-digital%2Fplano-nacional-de-centros-de-dados">digitalGOV. <a href="https://digital.gov.pt/pt/estrategia-digital/plano-nacional-de-centros-de-dados" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Plano Nacional de Centros de Dados / 2026</a>.</cite><br><cite data-author="Funda%C3%A7%C3%A3o%20Heinrich%20B%C3%B6ll" data-year="" data-title="Water%20Atlas%202025" data-url="https%3A%2F%2Feu.boell.org%2Fen%2FWaterAtlas">Fundação Heinrich Böll. <a href="https://eu.boell.org/en/WaterAtlas" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Water Atlas 2025</a>.</cite><br><cite data-author="Greenpeace" data-year="" data-title="Environmental%20Impacts%20of%20Artificial%20Intelligence" data-url="https%3A%2F%2Fwww.greenpeace.de%2Fpublikationen%2F20250514-greenpeace-studie-umweltauswirkungen-ki-eng.pdf">Greenpeace. <a href="https://www.greenpeace.de/publikationen/20250514-greenpeace-studie-umweltauswirkungen-ki-eng.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Environmental Impacts of Artificial Intelligence</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/seca-no-tejo-pode-agravar-se-em-2028-mas-centros-de-dados-em-abrantes-gastariam-22-milhoes-de-litros-dia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O Pacífico arde e o Atlântico não regista nenhum furacão: o mistério da temporada de furacões de 2026]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-pacifico-arde-e-o-atlantico-nao-registra-nenhum-furacao-o-misterio-da-temporada-de-furacoes-de.html</link><pubDate>Wed, 07 Oct 2026 09:47:01 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Oito tempestades tropicais e nenhum furacão: o Atlântico vive a sua temporada mais silenciosa desde o advento dos satélites, enquanto o Pacífico acumula monstros de categoria 5. O que está por trás desta situação inédita?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-pacifico-arde-y-el-atlantico-no-logra-ni-un-huracan-el-misterio-de-la-temporada-de-huracanes-1790983506552.jpg" data-image="x290uqxwvq8c" alt="Furacão Isabel (2003)" title="Furacão Isabel (2003)"><figcaption>Vista do furacão Isabel (2003) do espaço. A imagem foi feita por um membro da tripulação da Expedição 7 a bordo da Estação Espacial Internacional a 15 de setembro de 2003. (NASA)</figcaption></figure><p>Se alguém lhe dissesse, em junho, que chegaríamos a <strong>outubro </strong><strong>sem um único furacão no Atlântico</strong>, provavelmente teria encarado isso como uma piada de meteorologistas. Mas aqui estamos: a temporada de 2026 já originou oito tempestades tropicais, e nenhuma ultrapassou a marca de 119 km/h de velocidade do vento necessária para ser classificada como furacão.</p><div class="texto-destacado">Num ano normal, por esta altura já haveria registo de cerca de cinco furacões, dois deles de categoria 3 ou superior.</div><p>Por outro lado, o <strong>Pacífico </strong>vive uma festa de ciclones: 20 tempestades com nome e <strong>três furacões de categoria 5</strong>, o que empata o recorde. O Havai enfrentou Lala, Lowell e Nolo, e Polo atingiu ventos de 290 km/h ao largo da costa do México. Como pode um oceano "ferver" enquanto o outro permanece mudo?</p><h2>El Niño, o grande sabotador do Caribe</h2><p>O principal suspeito é o evento<strong> El Niño</strong> que promete ser o mais intenso já registado. Este Pacífico aquecido, com áreas até 5 °C mais quentes do que o normal, reorganiza a circulação atmosférica e impulsiona ventos fortes em grandes altitudes sobre as Caraíbas. É assim que surge o <strong>cisalhamento vertical</strong>: o vento muda de velocidade e direção conforme a altitude aumenta.</p><p><strong>Para um furacão, isto é letal.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-pacifico-arde-y-el-atlantico-no-logra-ni-un-huracan-el-misterio-de-la-temporada-de-huracanes-1790981435186.png" data-image="knpq20uckjdh" alt="Cisalhamento de furacão" title="Cisalhamento de furacão"><figcaption>O cisalhamento do vento é a mudança na velocidade ou na direção do vento em diferentes altitudes na atmosfera e atua como o fator mais crítico para controlar a formação ou a destruição de um furacão.</figcaption></figure><p>Desde julho, este cisalhamento foi o mais forte registado desde o início das medições, em 1979. E recordes foram quebrados: o<strong> primeiro mês de setembro sem furacões desde 1994 </strong>e a espera mais longa da era dos satélites pela chegada do primeiro furacão. Se o primeiro surgir após 8 de outubro, será o mais tardio desde 1905.</p><h2>A marca do aquecimento global</h2><p>O curioso é que sobra combustível: o Atlântico regista as suas segundas águas mais quentes da história. À poeira do Saara e ao ar seco soma-se uma pista climática: a <strong>alta troposfera aquece mais rapidamente do que as camadas inferiores</strong>, reduzindo o contraste térmico que impulsiona as tempestades.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-pacifico-arde-y-el-atlantico-no-logra-ni-un-huracan-el-misterio-de-la-temporada-de-huracanes-1790982844780.jpg" data-image="547o2ji5vowg"><figcaption>É a primeira vez na história moderna que nenhum furacão se formou no Atlântico até ao dia 21 de setembro.</figcaption></figure><p>Isto é semelhante ao que acontece com um balão de ar quente, que sobe porque o ar ao seu redor está mais frio; se o ar lá em cima também aquece, o balão para no meio do caminho. Este padrão tem vindo a ser detetado desde 2010 e pode estar a<strong> deslocar o pico da temporada para mais tarde</strong>.</p><h2>Calma não é sinónimo de segurança</h2><p><strong>Uma temporada sem furacões não é uma temporada sem danos</strong>. Arthur e Edouard, simples tempestades tropicais, provocaram inundações repentinas no Golfo do México, pois uma atmosfera mais quente retém mais humidade. Edouard atingiu a costa faltando apenas 23 km/h para se tornar um furacão.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/QuzGCZmVAio/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=QuzGCZmVAio" id="QuzGCZmVAio"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p><br>Em <strong>2025</strong>, a temporada transcorria tranquilamente até que Melissa, de categoria 5, atingiu a Jamaica e Cuba no final de outubro. Basta apenas um, e a categoria não mede impacto. </p><p>Há registos de apenas duas temporadas sem furacões: 1907 e 1914, ambas sem satélites para monitorizar o que acontece no oceano. As próximas semanas dirão se 2026 se juntará a essa lista. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/altantico-continua-sem-furacoes-um-recorde-em-60-anos-de-registos.html" title="Atlântico continua sem furacões: um recorde em 60 anos de registos">Atlântico continua sem furacões: um recorde em 60 anos de registos</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/altantico-continua-sem-furacoes-um-recorde-em-60-anos-de-registos.html" title="Atlântico continua sem furacões: um recorde em 60 anos de registos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/toujours-aucun-ouragan-sur-l-atlantique-un-record-en-60-ans-de-mesures-1789485480996_320.jpeg" alt="Atlântico continua sem furacões: um recorde em 60 anos de registos"></a></article></aside><p>O certo é que um aquecimento no Pacífico pode reescrever a agenda de tempestades a milhares de quilómetros de distância, e que o aquecimento global está a acrescentar regras que mal começamos a decifrar.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-pacifico-arde-e-o-atlantico-nao-registra-nenhum-furacao-o-misterio-da-temporada-de-furacoes-de.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Brian May, guitarrista da banda Queen e doutorado em astrofísica, colaborou com a NASA na sua primeira missão a Plutão]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/brian-may-guitarrista-da-banda-queen-e-doutorado-em-astrofisica-colaborou-com-a-nasa-na-sua-primeira-missao-a-plutao.html</link><pubDate>Wed, 07 Oct 2026 09:06:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O músico Brian May e a NASA mantêm uma colaboração científica que começou com Plutão e alcançou um dos seus principais trabalhos com a missão OSIRIS-REx no asteroide Bennu.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/brian-may-guitarrista-de-la-banda-queen-y-doctor-en-astrofisica-colaboro-con-la-nasa-en-su-primera-mision-a-pluton-1791189755670.jpg" data-image="4ea6b7ty7ze1" alt="Brian May, músico e astrofísico" title="Brian May, músico e astrofísico"><figcaption>Brian May iniciou a sua carreira científica em 1965, deixou a sua tese de lado por causa dos Queen e regressou ao Imperial College para a concluir em 2007. Imagem: New Horizons.</figcaption></figure><p>Brian May é conhecido pelo seu papel de guitarrista do famoso grupo Queen, mas a sua relação com a astronomia começou muito antes de a banda ter alcançado fama internacional. Durante os seus estudos de Física no Imperial College de Londres, já <strong>investigava a poeira interplanetária e as velocidades radiais das partículas da nuvem zodiacal</strong>.</p><p>A música interrompeu essa carreira académica durante décadas. May retomou a sua investigação em 2006 e apresentou a sua tese um ano depois. Desde então, <strong>a sua atividade científica levou-o a colaborar com investigadores da NASA</strong>, primeiro em relação a Plutão e depois com a OSIRIS-REx, a missão enviada a Bennu em setembro de 2016.</p><h2>Brian May e a NASA: dos Queen à investigação espacial</h2><p>A relação de Brian May com a NASA ganhou forma durante os trabalhos relacionados com a New Horizons. Em 2015, enquanto a sonda obtinha os primeiros resultados após se aproximar de Plutão, <strong>o guitarrista pôde estudar imagens e dados recebidos durante a missão</strong>. Alan Stern, investigador principal da New Horizons, acabou por incorporá-lo como colaborador científico.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/E-zurr9PHKg/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=E-zurr9PHKg" id="E-zurr9PHKg"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Aquele trabalho encaixava na formação que May iniciara décadas antes. Nascido em 1947 em Hampton, no Reino Unido, <strong>destacou-se desde jovem na matemática e na física</strong>. No Imperial College, conheceu Roger Taylor, e ambos formaram os Smile. Após a saída de Tim Staffel e a chegada de Freddie Mercury, aquele projeto acabaria por se transformar nos Queen em 1970.</p><p>O sucesso da banda levou May a abandonar temporariamente a sua investigação. No entanto, <strong>a astronomia continuou presente durante os anos de maior atividade musical</strong>. Em 2006, regressou ao Imperial College para retomar a sua investigação original e necessitou de um ano para atualizar os métodos utilizados no trabalho iniciado décadas antes.</p><h2>Brian May e o asteroide Bennu</h2><p>A colaboração ganhou outra dimensão com a OSIRIS-REx, a missão lançada em setembro de 2016 para estudar Bennu e recolher material da sua superfície. <strong>May participou na análise das imagens obtidas pela sonda</strong> e, juntamente com Claudia Manzoni, produziu representações estereoscópicas que permitiram observar o terreno com informação tridimensional.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/brian-may-guitarrista-de-la-banda-queen-y-doctor-en-astrofisica-colaboro-con-la-nasa-en-su-primera-mision-a-pluton-1791190227343.jpeg" data-image="febj72cyowo5" alt="Asteroide Bennu" title="Asteroide Bennu"><figcaption>Brian May colaborou com a missão OSIRIS-REx da NASA para estudar o asteroide Bennu através de imagens tridimensionais da sua superfície.</figcaption></figure><p>Estas <strong>imagens ajudaram os investigadores a selecionar uma área adequada para recolher as amostras</strong>. A missão tinha previsto regressar à Terra a 24 de setembro de 2023 com “material intocado de Bennu: rochas e poeira recolhidas da superfície do asteróide em 2020”. Segundo a NASA, este material poderia proporcionar “uma janela para há 4,5 mil milhões de anos, quando o Sol e os planetas se estavam a formar”.</p><p>Bennu também desperta interesse pelo risco que representa para o nosso planeta. A NASA classifica-o entre os asteroides potencialmente perigosos e aponta para uma <strong>possibilidade relativamente elevada de impacto no final do século XXII</strong>. Por isso, conhecer as suas características físicas e químicas “será fundamental no caso de se trabalhar para mitigar uma possível colisão”.</p><h2>O doutoramento de Brian May e o seu regresso à astrofísica</h2><p>A investigação de May sobre a nuvem de poeira zodiacal culminou numa tese intitulada “Uma análise das velocidades radiais na nuvem de poeira zodiacal”. O <strong>trabalho permitiu estudar a distribuição e o comportamento da poeira interplanetária dentro do Sistema Solar</strong>. Em 2007, obteve finalmente o doutoramento em Astrofísica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/brian-may-guitarrista-de-la-banda-queen-y-doctor-en-astrofisica-colaboro-con-la-nasa-en-su-primera-mision-a-pluton-1791189960467.jpg" data-image="t5b8e0umea4m" alt="Brian May" title="Brian May"><figcaption>Brian May, guitarrista dos Queen e doutorado em astrofísica, colaborou com a NASA nas missões a Plutão e ao asteroide Bennu. Imagem: Getty / NASA.</figcaption></figure><p><strong>A sua atividade científica não terminou com a obtenção do título</strong>. Juntamente com Dante Lauretta, especialista em ciências planetárias da Universidade do Arizona e investigador principal da OSIRIS-REx, <strong>p</strong><strong>reparou um livro dedicado a Bennu</strong>. A obra reúne imagens tridimensionais estereoscópicas e dados obtidos durante a missão, com o objetivo de apresentar o asteroide tanto a investigadores como a leitores sem formação científica.</p><p>Lauretta recordou a sua relação com May no prefácio: “O Brian e eu trocámos mensagens sobre a missão e a minha cidade natal, Tucson, no Arizona, onde ele tinha passado algum tempo”. A mesma explicou ainda: “Eu era, claro, uma grande fã da sua música, e o facto de ter contacto com um dos heróis da minha infância foi algo incrível”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767097" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/plutao-podera-recuperar-o-seu-estatuto-de-planeta-no-sistema-solar-o-diretor-da-nasa-reabre-o-debate.html" title="Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate">Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/plutao-podera-recuperar-o-seu-estatuto-de-planeta-no-sistema-solar-o-diretor-da-nasa-reabre-o-debate.html" title="Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pluton-podria-volver-a-ser-planeta-la-nasa-reabre-el-debate-1777885919279_320.jpeg" alt="Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate"></a></article></aside><p>A história de Brian May une, assim, dois caminhos que começaram a separar-se nos anos 70 e voltaram a encontrar-se décadas mais tarde.<strong> Os Queen marcaram a sua vida profissional, mas a física e a astronomia continuaram a fazer parte das suas atividades</strong>, levando-o a trabalhar com investigadores da NASA em Plutão e Bennu.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/brian-may-guitarrista-da-banda-queen-e-doutorado-em-astrofisica-colaborou-com-a-nasa-na-sua-primeira-missao-a-plutao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 6 ºC acima da média: as temperaturas deverão subir em Portugal Continental a partir de quinta-feira (8)]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-6-c-acima-da-media-as-temperaturas-deverao-subir-em-portugal-continental-a-partir-de-quinta-feira.html</link><pubDate>Wed, 07 Oct 2026 08:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Segundo a mais recente atualização dos nossos mapas, é expectável que as temperaturas voltem a subir a partir de amanhã, em boa parte do continente. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbj74gu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbj74gu.jpg" id="xbj74gu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As anomalias térmicas positivas, ou valores acima da média, deverão regressar ao país em breve. O dia de hoje, especialmente a tarde, deverá contar com <strong>valores entre 1 ºC a 2 ºC abaixo do expectável para a época na maior parte da nossa geografia continental</strong>. Os distritos de Braga, Vila Real e Faro deverão ser os únicos onde valores acima da média até 2 ºC são esperados. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Assim, a previsão atual indica temperaturas máximas entre os 18 ºC na Guarda e os 25 ºC em Lisboa. Estes <strong>valores deverão aumentar a partir de amanhã</strong>, quinta-feira.</p><h2>As anomalias térmicas positivas deverão intensificar-se à medida que os dias passam</h2><p>A<strong> subida dos termómetros esperada para amanhã já trará valores acima da média </strong>numa boa fatia do território continental, com <strong>exceção do Nordeste Transmontano e Beira Alta</strong>, onde as temperaturas poderão ser de até 3 ºC abaixo da média, de acordo com a normal climatológica de referência. Já os valores acima da média mais pronunciados poderão registar-se em Lisboa, com valores até 4 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-6-c-acima-da-media-as-temperaturas-deverao-subir-a-partir-de-quinta-feira-1791325378889.jpg" data-image="0luccomlbe38" alt="anomalia de temperatura" title="anomalia de temperatura"><figcaption>Até domingo, dia 11, as anomalias térmicas positivas deverão ganhar terreno em Portugal Continental. Além disso, poderão registar-se até 6 ºC acima da média. º</figcaption></figure><p>Na sexta, <strong>a área abrangida pelas anomalias térmicas positivas tornar-se-á menor, ainda que continue a prevalecer face à área de anomalias negativas</strong>. Neste dia, esperam-se temperaturas abaixo da média (até 2 ºC) ao longo da faixa interior, entre Bragança e Évora. O restante território contará com valores entre 1 ºC a 4 ºC acima da normal climatológica.</p><h2>Fim de semana poderá contar com valores acima da média em praticamente todo o país</h2><p>Sábado <strong>poderá registar uma subida das temperaturas mais abrangente, levando as anomalias térmicas positivas a ganharem terreno</strong>. Desta forma, esperam-se valores entre 1 ºC a 4 ºC acima da média em todo o continente, com exceção de uma pequena parcela da faixa litoral entre os distritos do Porto e Leiria, onde poderão registar-se temperaturas cerca de 1 ºC a 2 ºC abaixo da média.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792136" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-regressa-a-madeira-enquanto-o-anticiclone-domina-nos-acores-ate-ao-fim-de-semana-eis-a-previsao-para-as-ilhas.html" title="Chuva regressa à Madeira, enquanto o anticiclone domina nos Açores até ao fim de semana; eis a previsão para as ilhas">Chuva regressa à Madeira, enquanto o anticiclone domina nos Açores até ao fim de semana; eis a previsão para as ilhas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-regressa-a-madeira-enquanto-o-anticiclone-domina-nos-acores-ate-ao-fim-de-semana-eis-a-previsao-para-as-ilhas.html" title="Chuva regressa à Madeira, enquanto o anticiclone domina nos Açores até ao fim de semana; eis a previsão para as ilhas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-regressa-a-madeira-enquanto-o-anticiclone-domina-nos-acores-ate-ao-fim-de-semana-eis-a-previsao-para-as-ilhas-1791299213105_320.jpg" alt="Chuva regressa à Madeira, enquanto o anticiclone domina nos Açores até ao fim de semana; eis a previsão para as ilhas"></a></article></aside><p>No domingo, e tal como podemos observar no mapa acima, o cenário será idêntico ao de sábado, com apenas uma pequena porção do litoral a registar valores abaixo da média. No entanto,<strong> é esperado que os valores acima do esperado se intensifiquem, podendo chegar até aos 6 ºC de desvio positivo</strong>, face à temperatura esperada para a época do ano. Neste dia, as temperaturas máximas poderão ser compreendidas entre os 18 ºC em Viana do Castelo e os 27 ºC em Beja. No entanto, e tendo em conta a distância temporal, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-6-c-acima-da-media-as-temperaturas-deverao-subir-em-portugal-continental-a-partir-de-quinta-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Angelina Jolie adquiriu 39 hectares no Camboja e protegeu uma floresta 1.500 vezes maior contra a caça ilegal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/angelina-jolie-adquiriu-39-hectares-no-camboja-e-protegeu-uma-floresta-1-500-vezes-maior-contra-a-caca-ilegal.html</link><pubDate>Wed, 07 Oct 2026 07:04:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Em 2003, a atriz vencedora de um Óscar comprou uma propriedade no Camboja. Aquele terreno acabou por estar ligado a um projecto de conservação muito maior: a proteção de Samlaut, uma floresta de quase 61 mil hectares onde sobrevivem elefantes, pangolins e outras espécies ameaçadas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/angelina-jolie-adquirio-39-hectareas-en-camboya-y-protegio-un-bosque-1-500-veces-mayor-frente-a-la-caza-furtiva-1791242502109.png" data-image="qdlu1uh9tq4s"><figcaption>Angelina Jolie e o filho Maddox na zona florestal de Samlaut, no Camboja. Fundação Maddox.</figcaption></figure><p>A história de Angelina Jolie no Camboja começou com uma propriedade de dimensões relativamente modestas e acabou por estar ligada a um dos projetos de conservação mais ambiciosos da atriz. Em 2003, Jolie adquiriu uma casa rodeada por cerca de 39 hectares de terreno na província de Battambang, no noroeste do país. Anos mais tarde, <strong>a organização por ela criada assumiria um papel na proteção de uma área florestal quase 1.500 vezes maior</strong>.</p><p>Esse território é a Área de Uso Múltiplo de Samlout, uma<strong> extensa zona florestal que abrange atualmente cerca de 60.994 hectares </strong>entre as províncias de Battambang e Pailin, perto da fronteira com a Tailândia. Não é que Jolie tenha comprado esta floresta; aliás, a sua fundação — a Maddox Foundation — participa há anos na sua <strong>conservação em parceria com as autoridades e as comunidades locais</strong>. </p><h2>De Tomb Raider ao compromisso com o Camboja</h2><p>A relação de Angelina Jolie com o país asiático remonta ao ano 2000, quando viajou para lá para filmar <em>Lara Croft: Tomb Raider</em>. A experiência teve um impacto pessoal significativo. Um ano depois, <strong>regressou como parte do seu trabalho com o ACNUR e, em 2003, iniciou o projeto</strong> que mais tarde se tornaria a Maddox Foundation, em homenagem ao seu filho adotivo, nascido no Camboja.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/angelina-jolie-adquirio-39-hectareas-en-camboya-y-protegio-un-bosque-1-500-veces-mayor-frente-a-la-caza-furtiva-1791243769827.png" data-image="9bzlbavj1k1g"><figcaption>Capacitação dos apicultores locais nas florestas que rodeiam Samlaut. Fundação Maddox.</figcaption></figure><p>Nos seus primeiros anos, o projeto centrou-se nas comunidades rurais que ainda sofriam as consequências de décadas de conflito territorial com a Tailândia. Uma das prioridades foi a remoção de minas terrestres. À medida que esta ameaça diminuiu, <strong>o trabalho foi alargado para incluir a conservação ambiental, a educação, a saúde e o desenvolvimento de meios de subsistência sustentáveis</strong>.</p><p>Em 2006, ocorreu uma das grandes mudanças: a organização começou a assumir a responsabilidade de contribuir para a proteção da floresta de Samlaut; para tal, os <strong>moradores da região foram treinados e contratados como guardas-florestais</strong> para patrulhar o território e combater o abate ilegal de árvores e a caça furtiva. </p><h2>Elefantes, pangolins e uma biodiversidade ameaçada</h2><p>O interesse por Samlaut não se explica apenas pela sua extensão. A floresta <strong>preserva uma biodiversidade especialmente valiosa</strong>, com espécies ameaçadas como o elefante-asiático e o pangolim-malaio, além do dhole, do urso-negro-asiático e do gaur.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/angelina-jolie-adquirio-39-hectareas-en-camboya-y-protegio-un-bosque-1-500-veces-mayor-frente-a-la-caza-furtiva-1791243583811.jpg" data-image="5vcv7u8g6n6t"><figcaption>O pangolim, vítima da caça ilegal no Camboja, é uma das principais espécies ameaçadas do país asiático.</figcaption></figure><p>Um estudo realizado pela Fauna & Flora em parceria com o Ministério do Ambiente do Camboja, com o financiamento da fundação, utilizou <strong>câmaras e outros métodos para estudar a fauna da região</strong>. O trabalho permitiu documentar inúmeras espécies de mamíferos e aves e localizar animais especialmente difíceis de observar. </p><p><strong>A presença destes animais transforma a floresta num importante refúgio</strong> numa região onde a perda de habitat e a pressão humana continuam a ser graves ameaças.</p><h2>Milhares de armadilhas continuam a ameaçar a fauna</h2><p><strong>A caça ilegal no Camboja continua a ser um dos principais problemas para a conservação da fauna</strong>, especialmente a que é realizada com armadilhas de arame, que são difíceis de detetar e podem permanecer ocultas na vegetação, capturando animais de diferentes tamanhos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/angelina-jolie-adquirio-39-hectareas-en-camboya-y-protegio-un-bosque-1-500-veces-mayor-frente-a-la-caza-furtiva-1791243930933.jpg" data-image="1h5ubwv00y5y"><figcaption>Exemplar de um elefante-asiático numa floresta do Camboja.</figcaption></figure><p>A Fundação Maddox informa que as suas equipas de vigilância continuam a <strong>realizar patrulhamentos em conjunto com as autoridades cambojanas</strong>. Ao longo de 2025, segundo dados da organização, foram<strong> retirados aproximadamente 7.800 metros de arame utilizado em armadilhas</strong> durante as atividades de vigilância. </p><p>Os guardas florestais utilizam também câmaras para identificar quais as espécies que permanecem na floresta e <strong>detetar as áreas que necessitam de vigilância mais intensa</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786832" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/recifes-artificiais-ajudam-a-preservar-biodiversidade-na-madeira-mas-nao-substituem-os-naturais.html" title="Recifes artificiais ajudam a preservar biodiversidade na Madeira, mas não substituem os naturais">Recifes artificiais ajudam a preservar biodiversidade na Madeira, mas não substituem os naturais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/recifes-artificiais-ajudam-a-preservar-biodiversidade-na-madeira-mas-nao-substituem-os-naturais.html" title="Recifes artificiais ajudam a preservar biodiversidade na Madeira, mas não substituem os naturais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/recifes-artificiais-ajudam-a-preservar-biodiversidade-na-madeira-mas-nao-substituem-os-naturais-1788368458273_320.jpg" alt="Recifes artificiais ajudam a preservar biodiversidade na Madeira, mas não substituem os naturais"></a></article></aside><p>A própria fundação explica que trabalha atualmente com o governo para<strong> reforçar a aplicação da legislação ambiental</strong>, a educação das comunidades e a proteção dos recursos naturais. </p><h2>Proteger a floresta significa também proteger os seus habitantes</h2><p>Outro elemento que diferencia o projeto é a <strong>aposta em envolver as comunidades locais</strong>. Dificilmente a conservação se pode manter a longo prazo se aqueles que vivem em redor das áreas protegidas não dispuserem de alternativas económicas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/angelina-jolie-adquirio-39-hectareas-en-camboya-y-protegio-un-bosque-1-500-veces-mayor-frente-a-la-caza-furtiva-1791243410717.png" data-image="qgjt9ksa7a6c"><figcaption>Munichan Kung, diretor nacional da fundação, a realizar trabalhos de reflorestação. Fundação Maddox.</figcaption></figure><p>Por isso, a organização desenvolveu <strong>programas de agricultura sustentável, reflorestação e apicultura</strong>. O programa de produção de mel visa proporcionar rendimentos adicionais aos agricultores e reduzir determinadas práticas prejudiciais para o ambiente. </p><p>Em 2025, os <strong>apicultores ligados ao projeto produziram 1.392 litros de mel</strong>, segundo dados da fundação, o que contribuiu para a saúde da economia local.<br> </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Fundaci%C3%B3n%20Maddox" data-year="2026" data-title="Nuestra%20historia" data-url="https%3A%2F%2Fwww.maddox.foundation%2F">Fundación Maddox. (2026). <a href="https://www.maddox.foundation/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Nuestra historia</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/angelina-jolie-adquiriu-39-hectares-no-camboja-e-protegeu-uma-floresta-1-500-vezes-maior-contra-a-caca-ilegal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item></channel></rss>