<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Sat, 16 May 2026 15:02:19 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sat, 16 May 2026 15:02:19 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Depois do frio anormal, Portugal prepara uma mudança brusca: calor pode chegar já na próxima semana]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depois-do-frio-anormal-portugal-prepara-uma-mudanca-brusca-calor-pode-chegar-ja-na-proxima-semana.html</link><pubDate>Sat, 16 May 2026 12:38:45 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois de vários dias com temperaturas abaixo da média, Portugal deverá assistir a uma rápida inversão térmica no início da próxima semana, com as anomalias a tornarem-se positivas e o calor a ganhar força em várias regiões.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa9ydxy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa9ydxy.jpg" id="xa9ydxy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A tarde deste sábado, 16 de maio, deverá ser marcada por tempo seco na maior parte de Portugal continental, graças à influência de um anticiclone dos Açores em posição favorável para bloquear a entrada de frentes atlânticas.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>A única exceção poderá surgir na Serra da Estrela, onde não se exclui chuva ou chuviscos muito fracos ao final da tarde.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depois-do-frio-anormal-portugal-prepara-uma-mudanca-brusca-calor-pode-chegar-ja-na-proxima-semana-1778932464443.png" data-image="kk0hnon8tt5w" alt="Chuva e pressão atmosférica" title="Chuva e pressão atmosférica"><figcaption>Na tarde de sábado, o anticiclone dos Açores mantém o tempo seco em quase todo o território, mas o litoral continua mais fresco e ventoso do que o interior devido à influência atlântica.</figcaption></figure><p>Em termos térmicos, o contraste entre litoral e interior continuará evidente. <strong>As máximas mais elevadas deverão registar-se no Centro e sobretudo no Sul</strong>, com destaque para o interior alentejano, enquanto as regiões costeiras se mantêm mais frescas devido à influência marítima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depois-do-frio-anormal-portugal-prepara-uma-mudanca-brusca-calor-pode-chegar-ja-na-proxima-semana-1778932535063.png" data-image="wgmuy31pt5t9" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-892772">O mapa detalha os valores previstos para este sábado, 16 de maio, às 16:00, evidenciando o contraste entre as diferentes regiões. O grande destaque vai para o interior do Alentejo, com Mértola a registar 26 °C. Em contrapartida, as regiões do Norte e a faixa litoral vão apresentar um ambiente mais fresco.</figcaption></figure><p>O vento continuará a ser um fator de desconforto, com rajadas moderadas ao longo da faixa costeira, por vezes acima dos <strong>50 km/h entre Lisboa e Porto,</strong> propagando-se gradualmente ao interior ao longo desta tarde.</p><h2>Domingo mantém ambiente fresco para a época</h2><p>No domingo, 17 de maio, a<strong> intrusão de ar mais frio continuará a fazer-se sentir sobre Portugal continental</strong>, associada a um jato polar ainda fraco e ondulado. Por isso, as temperaturas deverão manter-se abaixo do normal para esta altura do ano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depois-do-frio-anormal-portugal-prepara-uma-mudanca-brusca-calor-pode-chegar-ja-na-proxima-semana-1778932584363.png" data-image="t2rt50v1q4fj" alt="Temperatura 700 hPa" title="Temperatura 700 hPa"><figcaption>Na tarde de domingo, a persistência de ar polar mantém Portugal sob temperaturas abaixo da média climatológica, com anomalias negativas generalizadas e ambiente fresco em praticamente todo o território.</figcaption></figure><p>É aqui que entra o conceito de <strong>anomalia térmica,</strong> trata-se da diferença entre a temperatura prevista e o valor médio climatológico esperado para a data. Quando a anomalia é negativa, significa que o ambiente está mais frio do que seria habitual. No domingo, essa anomalia negativa deverá persistir ao longo das 24 horas, com desvios entre <strong>-2 e -5 ºC</strong> em muitos locais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depois-do-frio-anormal-portugal-prepara-uma-mudanca-brusca-calor-pode-chegar-ja-na-proxima-semana-1778932638899.png" data-image="86l0r0evrnzt" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"><figcaption>No domingo, a persistência de ar mais frio mantém as temperaturas abaixo do normal para a época, com anomalias negativas entre 2 e 5 ºC em grande parte do país.</figcaption></figure><p>Isto confirma o caráter invulgarmente fresco desta semana de maio.</p><h2>Segunda-feira ainda sem grande mudança, terça já com subida térmica</h2><p>No arranque da próxima semana, <strong>o anticiclone dos Açores deverá posicionar-se em latitudes mais baixas.</strong> Essa configuração quase permitirá a aproximação de um rio atmosférico ao Norte de Portugal, mas, para já, esse corredor de humidade não deverá afetar o continente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769049" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/verao-aproxima-se-rapidamente-de-portugal-mapa-de-anomalia-do-modelo-europeu-mostra-tons-de-vermelho-mais-intensos.html" title="“Verão aproxima-se rapidamente de Portugal”: mapa de anomalia do modelo europeu mostra tons de vermelho mais intensos">“Verão aproxima-se rapidamente de Portugal”: mapa de anomalia do modelo europeu mostra tons de vermelho mais intensos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/verao-aproxima-se-rapidamente-de-portugal-mapa-de-anomalia-do-modelo-europeu-mostra-tons-de-vermelho-mais-intensos.html" title="“Verão aproxima-se rapidamente de Portugal”: mapa de anomalia do modelo europeu mostra tons de vermelho mais intensos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/verao-aproxima-se-rapidamente-de-portugal-mapa-de-anomalia-do-modelo-europeu-mostra-tons-de-vermelho-mais-intensos-1778885689839_320.jpg" alt="“Verão aproxima-se rapidamente de Portugal”: mapa de anomalia do modelo europeu mostra tons de vermelho mais intensos"></a></article></aside><p>Na segunda-feira, as temperaturas ainda deverão ser muito semelhantes às do fim de semana. A<strong> diferença começará a notar-se mais na terça-feira, quando o ar frio deixará de ser injetado sobre Portugal</strong> e o padrão térmico começará finalmente a inverter-se.</p><h2>A partir daí o calor poderá ganhar força</h2><p>A grande mudança térmica deverá surgir depois disso. A terça-feira marcará o início da recuperação, mas será a quarta-feira que poderá abrir caminho a uma segunda metade da semana bastante mais quente. Se a tendência atual se confirmar, Portugal poderá aproximar-se rapidamente de <strong>valores mais típicos de verão, com máximas localmente superiores a 34 ºC</strong> nos dias seguintes.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depois-do-frio-anormal-portugal-prepara-uma-mudanca-brusca-calor-pode-chegar-ja-na-proxima-semana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Muito mais que pirâmides: o que a selva de Tikal, no Guatemala, ainda esconde após 1000 anos de silêncio]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/muito-mais-que-piramides-o-que-a-selva-de-tikal-na-guatemala-ainda-esconde-apos-1000-anos-de-silencio.html</link><pubDate>Sat, 16 May 2026 11:06:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A maior atração turística do Guatemala é um parque nacional espetacular localizado no norte do país. É um dos poucos locais da UNESCO a ter sido designado Património Mundial tanto Natural como Cultural.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/die-antwort-schlummert-im-regenwald-die-maya-metropole-tikal-behalt-noch-immer-viele-geheimnisse-fur-sich-1778278175469.jpeg" data-image="ehqcz1qdxnyn" alt="Tikal" title="Tikal"><figcaption>A Praça Central de Tikal, que abriga o Templo do Grande Jaguar, é espetacular.</figcaption></figure><p>Dentro do <strong>Parque Nacional de Tikal, no Guatemala</strong>, jazem os <strong>restos de uma cidade que foi habitada por quase 1.000 anos</strong>: um mundo perdido cujas relíquias repousam na selva, mas que permanecem familiares ao público cinematográfico internacional. De facto, <strong>em 1977, o seu maior templo serviu de cenário para o planeta Yavin em <em>Star Wars: Episódio IV</em></strong>.</p><h2>A escrita maia foi decifrada</h2><p><strong>Tikal </strong>é uma das cidades mais importantes do período Clássico Maia e um <strong>paraíso para amantes da natureza, arqueólogos</strong> e qualquer pessoa apaixonada por história. O equilíbrio entre informação e mistério mantém viva a sensação de fascínio.</p><p>De facto, há muito a aprender sobre os rituais e a sorte da classe dominante de Tikal durante o seu apogeu, entre os séculos III e IX. Até mesmo a escrita da antiga cultura Maia foi decifrada. No entanto, <strong>a cidade ainda guarda vários segredos</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/nao-e-so-no-egito-piramides-de-22-metros-sao-identificadas-na-amazonia.html" title="Não é só no Egito: pirâmides de 22 metros são identificadas na Amazónia">Não é só no Egito: pirâmides de 22 metros são identificadas na Amazónia</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/nao-e-so-no-egito-piramides-de-22-metros-sao-identificadas-na-amazonia.html" title="Não é só no Egito: pirâmides de 22 metros são identificadas na Amazónia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nao-e-so-no-egito-piramides-de-22-metros-sao-identificadas-na-amazonia-1767721248111_320.jpg" alt="Não é só no Egito: pirâmides de 22 metros são identificadas na Amazónia"></a></article></aside><p>"No<strong> seu auge, a região metropolitana de Tikal contava com quase 200.000 habitantes</strong>, tornando-se uma das maiores cidades do mundo", afirma o guia Pablo. O motivo pelo qual esta megacidade<strong> foi abandonada no século IX</strong> — se foi uma guerra, uma epidemia ou um desastre natural que causou o seu declínio — <strong>permanece um mistério</strong>.</p><p>Recentemente, surgiu a<strong> h</strong><strong>ipótese </strong>de que, durante uma <strong>seca prolongada</strong>, os <strong>habitantes obtinham água potável de reservatórios de água da chuva que podem ter sido contaminados por cianobactérias</strong>.</p><p>Talvez a resposta ainda esteja escondida nas profundezas da própria floresta tropical. "<strong>Dez mil estruturas da cidade antiga ainda precisam ser escavadas</strong>", explica Pablo. Só para ver os vestígios que já foram descobertos, seriam necessários três dias.</p><h3>Um turista desapareceu sem deixar rasto na selva</h3><p>Para uma visão geral concisa, um único dia é suficiente, desde que você leve bastante água, protetor solar e calçados resistentes. A<strong> área urbana abrange 65 quilómetros quadrados, enquanto o centro da cidade se estende por 16</strong>.</p><p>O próprio<strong> parque nacional ocupa uma área de 576 quilómetros quadrados</strong>; um vasto território onde, fora das trilhas que levam à praça principal, onde se encontram os maiores templos, mais de um visitante já se perdeu.</p><p>Devido ao calor, isto pode ser perigoso. Pablo conta a história de <strong>um turista do Texas que desapareceu na selva há dois anos, sem deixar rasto</strong>. "Nem a sua mochila foi encontrada".</p><h2>Uma grande biodiversidade e mil tons de verde</h2><p><strong>Quatrocentas espécies de aves habitam este lugar</strong>, juntamente com 40 espécies de serpentes e cinco espécies de felinos selvagens. Poucas delas são vistas, o que, em alguns casos, é um alívio bem-vindo.</p><p>Isto permite que os visitantes concentrem a sua atenção no <strong>Templo I</strong>, o Templo do Grande Jaguar, com 47 metros de altura, e no <strong>Templo II</strong>, com 40 metros de altura, situado diretamente em frente a ele (estruturas que outrora formavam o epicentro da vida religiosa da cidade), bem como na subida ao Templo IV, construído em homenagem ao vigésimo sétimo governante.</p><p><strong> </strong></p><p>Com 65 metros de altura, é a estrutura mais alta de Tikal e uma das <strong>maiores construções maias já erguidas</strong>. Graças a uma escadaria moderna com corrimãos, a subida é fácil.</p><p>No entanto, o calor do meio-dia torna a subida um pouco desafiadora. Mesmo assim, <strong>a vista deslumbrante da floresta tropical</strong>, resplandecente em mil tons de verde, com os picos de outros templos despontando acima da copa das árvores, compensa amplamente o esforço.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/muito-mais-que-piramides-o-que-a-selva-de-tikal-na-guatemala-ainda-esconde-apos-1000-anos-de-silencio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Plantas de vaso de baixa manutenção e amigas dos polinizadores para transformar um pátio pequeno]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-de-vaso-de-baixa-manutencao-e-amigas-dos-polinizadores-para-transformar-um-patio-pequeno.html</link><pubDate>Sat, 16 May 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Que tipos de plantas prosperam em vasos e recipientes, e quais delas são tão agradáveis aos sentidos dos polinizadores?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/plantas-de-vaso-de-baixa-manutencao-e-amigas-dos-polinizadores-para-transformar-um-patio-pequeno-1778883573873.jpg" data-image="qe4mmg4v9uyb" alt="plantas em vaso" title="plantas em vaso"><figcaption>Enfeitar o pátio com vasos bonitos e plantas selecionadas é uma atividade divertida e saudável, boa para a alma e para os polinizadores. Crédito: Pixabay.</figcaption></figure><p>Plantar em vasos oferece diversas vantagens para os jardineiros e amantes de jardins, como a<strong> praticidade de mover e reorganizar as plantas</strong>, bem como a possibilidade de iluminar cantos escuros e áreas de pátio. É também possível plantar flores e hortícolas em vasos em locais onde o solo fértil para a plantação tradicional é limitado. Aqui estão algumas plantas para vasos que pode cultivar no seu pátio. </p><h2>Alecrim e tomilho</h2><p>Se estamos a falar de escolher uma planta para vaso com um aroma maravilhoso e um aspeto impactante, que também possa ser utilizada em criações culinárias, vale certamente a pena experimentar a <em>Salvia rosmarinus</em> '<em>Blue Cascade</em>'. Esta variedade de<strong> alecrim trepador</strong> fica deslumbrante durante o período de floração, entre maio e junho, quando as suas delicadas flores azuis se destacam no meio das folhas verde-escuras em forma de agulha, caindo pelas laterais dos vasos e/ou paredes como uma cascata.</p><p><em></em>O <strong>tomilho</strong> '<em>Thymus serpyllum Pink Chintz</em>' é um tomilho perene que forma um tapete, possui um <strong>aroma encantador e belas flores rosadas</strong>, e prospera em pleno sol e solo bem drenado, o que o torna uma escolha perfeita para cultivo em vasos, jardins de cascalho, bordas de muros e jardins de pedra. </p><p>O que é realmente gratificante em escolher qualquer uma destas plantas é que são comestíveis e muito boas para polinizadores como as abelhas.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/ThQ_MUpc0VM/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=ThQ_MUpc0VM" id="ThQ_MUpc0VM"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A <strong>lavanda é uma planta encantadora para ter ao vento junto à porta do jardim</strong> das traseiras ou da entrada da casa, oferecendo um suave aroma que delicia quem passa durante o dia. </p><p><em></em>A <em>Lavandula angustifolia</em> (lavanda comum) e a <em>Lavandula stoechas</em> (lavanda-borboleta ou lavanda-francesa) são <strong>perfeitas para vasos e floreiras</strong>. A lavanda-comum é uma planta naturalmente compacta e, tal como a lavanda-borboleta, aprecia o sol e solos bem drenados. <strong>Ambas as variedades são ótimas para os polinizadores</strong> e produzem bonitas flores roxas. Enquanto a lavanda comum tem um aroma mais delicado e adocicado, a lavanda-borboleta ou lavanda-francesa é mais forte e considerada medicinal. </p><h2>Sálvia</h2><p>As sálvias são plantas com uma<strong> estrutura agradável e que atraem polinizadores</strong>, ideais para vasos e floreiras em pátios. As abelhas adoram-nas, e poderá observar a fascinante dança aérea de muitos destes pequenos insetos durante os meses quentes de verão. </p><p><em></em>A sálvia '<em>Hot Lips</em>' é exatamente o que o nome sugere: <strong>flores bicolores, brancas e vermelhas</strong>, que fazem lembrar um batom. Estas pequenas belezas apreciam o sol pleno e o solo fértil e bem drenado. Recomenda-se remover as hastes florais assim que começarem a murchar para estimular novas florações e mantê-las viçosas durante todo o verão. </p><p><em></em>A salva (<em>Salvia nemorosa Caradonna</em>)<em></em> é outra <strong>planta que atrai insetos polinizadores</strong>. Produz belas flores azul-violeta em caules roxo-escuros, que se destacam no meio da folhagem verde-acinzentada. Esta variedade é tolerante à seca, prosperando em pleno sol e solo bem drenado. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-de-vaso-de-baixa-manutencao-e-amigas-dos-polinizadores-para-transformar-um-patio-pequeno.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[7 Novas Maravilhas de Portugal batem recorde com mais de 600 candidatos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/7-novas-maravilhas-de-portugal-batem-recorde-com-mais-de-600-candidatos.html</link><pubDate>Sat, 16 May 2026 09:06:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Mais de 600 lugares querem entrar para as 7 Novas Maravilhas de Portugal. É “uma das maiores adesões de sempre”, garante a organização.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-novas-maravilhas-de-portugal-batem-recorde-com-mais-de-600-candidatos-1778879672762.jpg" data-image="vuij7uo01hkl" alt="Portugal" title="Portugal"><figcaption>Das praias aos castelos: há mais de 600 candidatos às 7 Novas Maravilhas de Portugal. Foto ilustrativa: Unsplash.</figcaption></figure><p>Mais de 600 candidatos, milhares de votos esperados e uma missão quase impossível: escolher apenas sete.</p><div class="texto-destacado">As 7 Novas Maravilhas de Portugal regressam este ano com números recorde e uma competição que promete pôr portugueses e turistas a olhar para o país com outros olhos.</div><p><strong>Portugal</strong> tem pouco mais de 92 mil quilómetros quadrados, mas aparentemente espaço não lhe falta quando o assunto é beleza. Castelos medievais, praias escondidas, aldeias de pedra, montanhas imponentes e recantos que parecem saídos de um postal. </p><p>Portugal volta a entrar em modo competição com <strong>mais de 600 candidatos</strong> às<strong> 7 Novas Maravilhas de Portugal</strong>, numa edição que mostra como o país continua a multiplicar motivos para surpreender.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="573302" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/as-7-maravilhas-do-mundo-moderno-onde-se-situam-cada-uma-delas-turismo.html" title="As 7 maravilhas do mundo moderno: onde se situam cada uma delas?">As 7 maravilhas do mundo moderno: onde se situam cada uma delas?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/as-7-maravilhas-do-mundo-moderno-onde-se-situam-cada-uma-delas-turismo.html" title="As 7 maravilhas do mundo moderno: onde se situam cada uma delas?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/7-nuevas-maravillas-del-mundo-moderno-1698232887646_320.jpeg" alt="As 7 maravilhas do mundo moderno: onde se situam cada uma delas?"></a></article></aside><p>“As Novas 7 Maravilhas de Portugal registaram<strong> uma das maiores adesões de sempre</strong>, com um total de 629 patrimónios candidatos provenientes de todo o país, incluindo as Regiões Autónomas”, lê-se em comunicado. Os números foram revelados na quinta-feira passada, 7 de maio.</p><p>“A forte participação reflete a diversidade e riqueza cultural de Portugal, bem como o envolvimento das comunidades e instituições nesta edição dedicada ao património.”</p><h2>Qual a região com mais maravilhas?</h2><p>A <strong>região Norte </strong>lidera em termos de volume de candidaturas, com 183 espaços. Segue-se o Centro com 163 e o Alentejo com 83. Em termos de categorias, Religião destaca-se com 160 propostas, seguida de Turismo (137), História (128). Castelos, Grandes Obras, Século XX e Século XXI também fazem parte da lista de categorias.</p><div class="texto-destacado">“Estes resultados evidenciam o peso do património religioso, turístico e histórico na identidade cultural do país”, nota a organização.</div><p>Já Luis Segadães, presidente das 7 Maravilhas de Portugal, considera que “esta seleção<strong> reflete a riqueza, a diversidade e a identidade cultural do país</strong>”. “Mostra um Portugal extraordinário e as pessoas vão perceber exatamente isso quando entrarmos na competição. A próxima fase será marcada pelo orgulho das comunidades e pela forma como cada território se vai mobilizar para defender aquilo que sente como seu e quer ver reconhecido por todos.”</p><h2>Várias etapas</h2><p>Os 629 espaços selecionados vão agora ser avaliados por um painel de 140 especialistas. Destes, <strong>apenas 147 patrimónios vão seguir</strong> para votação pública, prevista para o final de maio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-novas-maravilhas-de-portugal-batem-recorde-com-mais-de-600-candidatos-1778879493608.jpg" data-image="hyvvgeehf0w6" alt="Torre de Belém" title="Torre de Belém"><figcaption>A Torre de Belém foi eleita uma das 7 Maravilhas de Portugal em 2007. Foto: Unsplash.</figcaption></figure><p>“Com transmissão na TVI, as Novas 7 Maravilhas de Portugal entram agora numa nova fase, marcada pela mobilização dos territórios e pela votação pública que irá escolher os patrimónios mais representativos da identidade nacional.”</p><p>A validação das candidaturas fora assegurada após uma análise de todas as propostas submetidas. Aquelas que não cumpriam os critérios definidos no regulamento do concurso acabaram por ser excluídas. De acordo com José Bizarro, partner da PwC (entidade que auditou todo o processo),<strong> a missão cumpriu-se com tranquilidade e sucesso</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="553802" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/as-7-maravilhas-do-mundo-antigo-o-que-aconteceu-com-cada-uma-delas-historia.html" title="As 7 maravilhas do mundo antigo: o que aconteceu com cada uma delas?">As 7 maravilhas do mundo antigo: o que aconteceu com cada uma delas?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/as-7-maravilhas-do-mundo-antigo-o-que-aconteceu-com-cada-uma-delas-historia.html" title="As 7 maravilhas do mundo antigo: o que aconteceu com cada uma delas?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/las-7-maravillas-del-mundo-antiguo-que-fue-de-cada-una-de-ellas-1695825167426_320.jpeg" alt="As 7 maravilhas do mundo antigo: o que aconteceu com cada uma delas?"></a></article></aside><p>“Assegurámos a aplicação rigorosa, transparente e consistente do regulamento. No fim, contribuímos para reforçar a credibilidade de todo o processo e a confiança que o público tem na marca 7 Maravilhas”, diz a PwC.</p><p>A aprovação das candidaturas também contou com a ajuda do Conselho Científico, que é constituído por sete entidades ligadas às áreas do património, turismo, arquitetura, engenharia e administração pública, como o Turismo de Portugal, Infraestruturas de Portugal, Ordem dos Arquitetos, entre outros.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/7-novas-maravilhas-de-portugal-batem-recorde-com-mais-de-600-candidatos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Folhas amarelas nos seus pés de tomate? O que significa quando as folhas perdem a cor?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/folhas-amarelas-nos-seus-pes-de-tomate-o-que-significa-quando-as-folhas-perdem-a-cor.html</link><pubDate>Sat, 16 May 2026 08:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>As suas plantas de tomate estão com folhas amareladas? Saiba mais sobre as causas mais comuns – desde a rega inadequada às carências nutricionais – e descubra como agir rapidamente para restaurar a saúde e a produtividade das suas plantas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/hojas-amarillas-en-tus-tomateras-que-significa-que-las-hojas-pierdan-el-color-y-como-solucionarlo-lo-antes-posible-1777892107874.jpg" data-image="3hkbbixadqyw" alt="imagem 1" title="imagem 1"><figcaption>Planta de tomate verde e saudável.</figcaption></figure><p>Os tomates estão entre as plantas mais cultivadas em hortas e jardins comunitários, mas também podem apresentar<strong> sinais de stress com bastante facilidade</strong>. Um dos sinais mais comuns é o amarelecimento das folhas – um sintoma que não deve ignorar se quiser manter as suas plantas saudáveis e produtivas.</p><p>A compreensão de algumas das causas que podem levar ao amarelecimento permite que a deficiência seja corrigida o mais rapidamente possível, para que as plantas possam retomar a sua atividade e voltar a produzir frutos.</p><h2>Porque é que as folhas ficam amarelas?</h2><p>Quando as folhas dos tomateiros perdem a sua cor verde vibrante e começam a ficar amarelados, a planta está a enviar um sinal claro: algo está errado. <strong>Identificar a causa rapidamente</strong> é crucial para implementar uma solução eficaz e evitar que o problema se agrave.</p><h3>Rega incorreta: água a mais ou a menos</h3><p>Uma das causas mais comuns é a <strong>rega inadequada</strong>. Tanto o excesso como a falta de água podem levar ao amarelecimento das folhas. Se o solo permanecer encharcado, as raízes não conseguem respirar adequadamente e ficam enfraquecidas, resultando num amarelecimento generalizado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766601" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/quer-tomates-com-sabor-a-tomate-siga-estes-conselhos-antes-de-colocar-as-maos-na-terra.html" title="Quer tomates com sabor a tomate? Siga estes conselhos antes de colocar as mãos na terra">Quer tomates com sabor a tomate? Siga estes conselhos antes de colocar as mãos na terra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/quer-tomates-com-sabor-a-tomate-siga-estes-conselhos-antes-de-colocar-as-maos-na-terra.html" title="Quer tomates com sabor a tomate? Siga estes conselhos antes de colocar as mãos na terra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quer-tomates-com-sabor-a-tomate-siga-estes-conselhos-antes-de-colocar-as-maos-na-terra-1777563937156_320.jpg" alt="Quer tomates com sabor a tomate? Siga estes conselhos antes de colocar as mãos na terra"></a></article></aside><p>Se a planta tiver sede, as folhas inferiores geralmente amarelecem e secam primeiro. <strong>A solução é regar regularmente</strong>, ajustando a quantidade de água ao clima e às condições do solo, evitando excessos.</p><h3>Deficiência de nutrientes</h3><p>Outra causa comum é a <strong>deficiência de nutrientes</strong>. O azoto, por exemplo, é essencial para o crescimento e coloração verde das folhas. A deficiência faz com que as folhas mais velhas fiquem uniformemente amarelas.</p><p>Pode também ocorrer <strong>deficiência de ferro, magnésio ou potássio</strong>, sendo que cada um destes elementos provoca sintomas diferentes. Nestes casos, a aplicação de um fertilizante equilibrado ou específico pode resolver o problema em poucos dias.</p><h3>Pragas e doenças</h3><p>As<strong> pragas e doenças também podem ser a causa do problema</strong>. Insetos como os pulgões ou as moscas-brancas enfraquecem a planta alimentando-se da sua seiva, enquanto fungos como o <em>oídio</em> ou a <em>Alternaria</em> provocam manchas amarelas que se espalham rapidamente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hojas-amarillas-en-tus-tomateras-que-significa-que-las-hojas-pierdan-el-color-y-como-solucionarlo-lo-antes-posible-1777892344068.jpg" data-image="rtvrv593ot4t" alt="Imagem 2" title="Imagem 2"><figcaption>Bolor numa planta de tomate.</figcaption></figure><p> É importante verificar a parte inferior das folhas e reagir o mais rapidamente possível com medidas apropriadas, sejam elas biológicas ou com agentes direcionados. </p><h3>Poluição ambiental</h3><p>O <strong>ambiente também desempenha um papel importante</strong>. Flutuações repentinas de temperatura, excesso de luz solar ou correntes de ar podem perturbar o equilíbrio da planta.</p><p>As plantas de tomate preferem <strong>condições estáveis, com bastante luz, mas sem extremos</strong>, além de solos bem drenados e ricos em matéria orgânica.</p><h3>Envelhecimento natural da planta</h3><p>É importante lembrar que é perfeitamente normal que as folhas inferiores amarelem e caiam à medida que a planta cresce. <strong>Não há motivo para preocupação, desde que o resto da planta se mantenha saudável e verde</strong>. Basta remover as folhas afetadas para melhorar a circulação do ar.</p><h2>Veja como resolver o problema rapidamente</h2><p>Para resolver o problema o mais rapidamente possível, a <strong>observação atenta é o primeiro passo</strong>. Tenha em atenção que folhas estão afetadas, como o amarelecimento se espalha e em que condições a planta está a crescer.</p><p>Ajuste a rega conforme necessário, forneça nutrientes às plantas quando necessário e combata quaisquer pragas ou doenças. Com uma resposta rápida e adequada, a situação pode ser restaurada para que continue a desfrutar de uma <strong>colheita abundante e saudável</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/folhas-amarelas-nos-seus-pes-de-tomate-o-que-significa-quando-as-folhas-perdem-a-cor.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[“Verão aproxima-se rapidamente de Portugal”: mapa de anomalia do modelo europeu mostra tons de vermelho mais intensos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/verao-aproxima-se-rapidamente-de-portugal-mapa-de-anomalia-do-modelo-europeu-mostra-tons-de-vermelho-mais-intensos.html</link><pubDate>Sat, 16 May 2026 07:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma massa de ar quente proveniente no Norte de África irá influenciar as temperaturas a partir do dia 20 de maio. Espera-se uma subida significativa dos valores em todo o país.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa9wuj4"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa9wuj4.jpg" id="xa9wuj4"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Estes últimos dias e os próximos ainda contarão com temperaturas bastante contidas e abaixo da média</strong>, em praticamente todo o país. Especialmente no que às mínimas diz respeito, devido à influência de uma massa de ar polar, que já referimos em previsões anteriores.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No entanto, e estas são boas notícias para quem está cansado do frio, espera-se uma <strong>verdadeira reviravolta no cenário térmico em Portugal Continental</strong> a partir do meio da próxima semana.</p><h2>Massa de ar quente vinda de África vai aquecer Portugal Continental</h2><p>Tal como mencionado pela Meteored Portugal nos últimos dias, a partir do dia 20 de maio espera-se uma<strong> mudança radical nas temperaturas máximas</strong>, devido à influência de uma massa de ar quente proveniente do Norte de África, como podemos observar no vídeo acima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/verao-aproxima-se-rapidamente-de-portugal-mapa-de-anomalia-do-modelo-europeu-mostra-tons-de-vermelho-mais-intensos-1778886952230.png" data-image="d35kzcrlzvfj" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Esta é a distribuição das temperaturas à superfície prevista para as 13h de quinta-feira, dia 21 de maio. Regra geral, estas têm tendência a aumentar nas horas seguintes, pelo que os valores poderão ser superiores aos mostrados aqui.</figcaption></figure><p>Esta influência resultará numa <strong>subida acentuada dos valores de temperatura</strong>, de Sul para Norte, de forma progressiva. Isto é, no dia 20, já se poderão registar valores máximos na ordem dos 30 ºC/ 32 ºC no Sul do país, especialmente no Baixo Alentejo. A Norte, a região mais quente deverá ser a do Vale do Douro com valores na ordem dos 28 ºC.</p><p>No dia seguinte, <strong>21 de maio, já se esperam valores iguais ou acima dos 30 ºC em praticamente todo o país</strong>, com algumas exceções, como o noroeste e a faixa litoral, onde a influência marítima contribui para uma contenção dos valores. Nas cotas mais elevadas do Norte e Centro, os valores também serão mais contidos. Para este dia, esperam-se máximas até 34 ºC no Alentejo.</p><h2> Anomalias térmicas vão inverter-se em todo o continente </h2><p>Com esta subida, o modelo europeu mostra-nos mapas de anomalia bastante "vermelhos", indicando <strong>valores acima da normal climatológica</strong>, como podemos ver abaixo. Como comparação, atualmente, este mesmo mapa mostra anomalias negativas em boa parte do continente (tons de azul), devido ao facto de as temperaturas atuais estarem abaixo do normal para a época.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/verao-aproxima-se-rapidamente-de-portugal-mapa-de-anomalia-do-modelo-europeu-mostra-tons-de-vermelho-mais-intensos-1778885700639.png" data-image="r49lmpb9ewxx" alt="anomalia de temperatura" title="anomalia de temperatura"><figcaption>Com a subida acentuada das temperaturas máximas, as anomalias vão inverter-se e passar a positivas em todo o país. Em alguns locais esperam-se valores até 10 ºC acima da normal climatológica de referência.</figcaption></figure><p>No entanto, segundo a mais recente atualização do nosso modelo de confiança, ECMWF, estas anomalias começarão a inverter-se lentamente a partir de segunda-feira, contudo, <strong>será na quarta-feira, dia 20, que o vermelho invadirá a nossa geografia continental</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768995" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudanca-radical-do-tempo-aproxima-se-de-portugal-subida-das-temperaturas-a-partir-de-20-de-maio.html" title="Mudança radical do tempo aproxima-se de Portugal: subida das temperaturas a partir de 20 de maio">Mudança radical do tempo aproxima-se de Portugal: subida das temperaturas a partir de 20 de maio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudanca-radical-do-tempo-aproxima-se-de-portugal-subida-das-temperaturas-a-partir-de-20-de-maio.html" title="Mudança radical do tempo aproxima-se de Portugal: subida das temperaturas a partir de 20 de maio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-radical-do-tempo-aproxima-se-de-portugal-subida-das-temperaturas-a-partir-de-19-e-20-de-maio-1778852103267_320.png" alt="Mudança radical do tempo aproxima-se de Portugal: subida das temperaturas a partir de 20 de maio"></a></article></aside><p>Ainda assim, espera-se que na quinta-feira, como mostrado acima, estes <strong>valores sejam mais evidentes em todo o território</strong>, com todos os distritos a registarem valores acima da média, entre 2 ºC e 9 ºC, sendo que Faro deverá registar as anomalias mais suaves e Beja poderá registar as mais expressivas, onde localmente, podem chegar aos 10 ºC acima do expectável. Esta <strong>tendência de aumento deverá permanecer até sexta-feira</strong>, devendo no fim de semana registar-se uma nova descida.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/verao-aproxima-se-rapidamente-de-portugal-mapa-de-anomalia-do-modelo-europeu-mostra-tons-de-vermelho-mais-intensos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Exportações da indústria alimentar e das bebidas crescem 2,03% até março, para 1.964 milhões de euros]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/exportacoes-da-industria-alimentar-e-das-bebidas-crescem-2-03-ate-marco-para-1-964-milhoes-de-euros.html</link><pubDate>Sat, 16 May 2026 06:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O primeiro trimestre de 2026 trouxe boas notícias para a indústria alimentar e das bebidas, que registou um crescimento de 2,03% nas exportações face ao período homólogo de 2025. Foram atingidos 1.964 milhões de euros nas vendas para o exterior. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/exportacoes-da-industria-alimentar-e-das-bebidas-crescem-2-no-arranque-do-ano-para-1-964-milhoes-de-euros-1778870663312.jpg" data-image="xu3wsudstsg8" alt="Indústria alimentar" title="Indústria alimentar"><figcaption>O primeiro trimestre de 2026 trouxe boas notícias para a indústria alimentar e bebidas, que registou um crescimento de 2,03% nas exportações face ao período homólogo de 2025: 1.964 milhões de euros.</figcaption></figure><p>No ano de <strong>2025</strong>, o setor agroalimentar e das bebidas já tinha atingido um <strong>resultado considerado “histórico” nas exportações, registando 10,6 mil milhões de euros </strong>de vendas de produtos para o exterior.</p><p>Este ano, com os números já conhecidos do primeiro trimestre disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), ficou a saber-se que o <strong>total das vendas para o exterior atingiu os 1.964 milhões de euros de janeiro a março</strong>. Mais, só no mês de março, esse aumento foi de 10,98% face ao mês homólogo de 2025.</p><p>Outro dado relevante mostra que a <strong>União Europeia (UE) continua a assumir-se como o principal destino dos produtos alimentares e bebidas</strong> oriundos de Portugal, concentrando 1.350 milhões de euros das exportações destas indústrias nos primeiros três meses do ano.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="743434" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/auto-aprovisionamento-de-cereais-em-portugal-esta-em-19-governo-aprova-estrategia-para-inverter-defice-agroalimentar.html" title="Auto-aprovisionamento de cereais em Portugal está em 19%. Governo aprova estratégia para inverter défice agroalimentar">Auto-aprovisionamento de cereais em Portugal está em 19%. Governo aprova estratégia para inverter défice agroalimentar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/auto-aprovisionamento-de-cereais-em-portugal-esta-em-19-governo-aprova-estrategia-para-inverter-defice-agroalimentar.html" title="Auto-aprovisionamento de cereais em Portugal está em 19%. Governo aprova estratégia para inverter défice agroalimentar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/auto-aprovisionamento-de-cereais-em-portugal-esta-em-19-governo-aprova-estrategia-para-inverter-defice-agroalimentar-1765417811520_320.jpg" alt="Auto-aprovisionamento de cereais em Portugal está em 19%. Governo aprova estratégia para inverter défice agroalimentar"></a></article></aside><p>De acordo com os dados do INE, entre os mercados comunitários que mais cresceram destaca-se a <strong>evolução positiva da Bulgária (+35,1%), da Irlanda (+27,6%) e dos Países Baixos </strong>(+13,7%).</p><p>Já os <strong>mercados extracomunitários representaram 614 milhões de euros</strong> no mesmo período, traduzindo um crescimento de 2,48% face a 2025.</p><h2>Exportações para o Brasil sobrem 16,4%</h2><p>Entre os países fora da Europa que mais contribuíram para esta evolução sobressaem os <strong>crescimentos de São Tomé e Príncipe </strong>(24,3%),<strong> Cabo Verde </strong>(18,0%) <strong>e Brasil</strong> (16,4%). </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/exportacoes-da-industria-alimentar-e-das-bebidas-crescem-2-no-arranque-do-ano-para-1-964-milhoes-de-euros-1778870711622.jpg" data-image="xt6gc3hk4yhi" alt="Indústria alimentar" title="Indústria alimentar"><figcaption>A UE continua a assumir-se como o principal destino dos produtos alimentares e bebidas oriundos de Portugal, concentrando 1.350 milhões de euros das exportações até março.</figcaption></figure><p>Em sentido inverso, as <strong>exportações para Marrocos recuaram 21,0% face ao período homólogo de 2025</strong>, enquanto as vendas para Angola registaram uma quebra de 4,9%. Para os <strong>Estados Unidos a quebra foi de 17,4%</strong>, em consequência da introdução de tarifas aduaneiras sobre diversos produtos agrícolas. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="704056" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tarifas-de-200-as-bebidas-alcoolicas-da-ue-comissario-da-agricultura-quer-mais-diplomacia-agroalimentar.html" title="Tarifas de 200% às bebidas alcoólicas da UE: Comissário da Agricultura quer “mais diplomacia agroalimentar” ">Tarifas de 200% às bebidas alcoólicas da UE: Comissário da Agricultura quer “mais diplomacia agroalimentar” </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tarifas-de-200-as-bebidas-alcoolicas-da-ue-comissario-da-agricultura-quer-mais-diplomacia-agroalimentar.html" title="Tarifas de 200% às bebidas alcoólicas da UE: Comissário da Agricultura quer “mais diplomacia agroalimentar” "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tarifas-de-200-as-bebidas-alcoolicas-da-ue-comissario-da-agricultura-quer-mais-diplomacia-economica-1743526129599_320.jpg" alt="Tarifas de 200% às bebidas alcoólicas da UE: Comissário da Agricultura quer “mais diplomacia agroalimentar” "></a></article></aside><p>Para a Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares (FIPA), estes números oficiais mostram “<strong>uma indústria capaz de se adaptar, antecipar tendências e responder às exigências</strong> de consumidores cada vez mais informados, ao mesmo tempo que reforça a sua presença em mercados externos”. E tudo isso “contribui para transformar o perfil exportador da economia portuguesa”. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Jorge Tomás Henriques, presidente da FIPA, acredita que, apesar do “contexto marcado por tensões económicas e desafios logísticos”, o setor agroalimentar e das bebidas “continuará a encontrar oportunidades de crescimento”. O responsável defende, por isso, “uma consolidação dos instrumentos ao dispor dos empresários para continuarem a sua afirmação internacional, numa política que vá além do apoio financeiro”.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Com o objetivo de ver o setor “crescer fora da Europa dos 27”, Jorge Henriques sublinha ainda o <strong>papel considerado “estratégico” que o Ministério da Economia e a AICEP </strong>poderão desempenhar na promoção internacional dos produtos portugueses.</p><h2>UE: excedente de 24,7 mil milhões de euros </h2><p>Num contexto mais amplo está o <strong>comércio internacional ao nível da União Europeia</strong>. E, aí, também há boas notícias. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/exportacoes-da-industria-alimentar-e-das-bebidas-crescem-2-no-arranque-do-ano-para-1-964-milhoes-de-euros-1778870774621.jpg" data-image="anmvcelpomhl" alt="Indústria de bebidas" title="Indústria de bebidas"><figcaption>O presidente da FIPA, Jorge Henriques, sublinha o papel “estratégico” que o Ministério da Economia e a AICEP podem desempenhar na promoção internacional dos produtos portugueses.</figcaption></figure><p>O <strong>saldo da balança comercial externa de produtos agrícolas registou um excedente de 24,7 mil milhões de euros </strong>na União Europeia (UE) em 2025, abaixo do homólogo, de 39,2 mil milhões, de acordo com os números do Eurostat divulgados no arranque desta semana. </p><div class="texto-destacado">Os dados dos serviços de estatísticas da UE revelam que as exportações europeias para países terceiros tiveram, em 2025, um aumento homólogo de 1,6%, para um total de 238,2 mil milhões de euros. Já as importações aumentaram 9,3%, para 213,5 mil milhões de euros.</div><p>Os principais destinos de exportação de bens agrícolas da UE em 2025 foram o <strong>Reino Unido </strong>(23,3%,<strong> </strong>55,6 mil milhões de euros)<strong>, seguido pelos Estados Unidos </strong>(12,0%, 28,5 mil milhões de euros)<strong>, Suíça </strong>(5,7%, 13,5 mil milhões de euros) e <strong>China</strong> (4,9%, 11,6 mil milhões de euros).</p><p>Face ao ano de 2024, o <strong>Eurostat destaca que as quotas da maioria dos parceiros apresentaram apenas flutuações menores</strong>. Já os Estados Unidos registaram uma queda de 0,9%, em consequência da <strong>introdução de tarifas aduaneiras</strong> sobre diversos produtos agrícolas.</p><p>A <strong>maioria das importações da UE teve origem no Brasil (8,5%, 18,2 mil milhões de euros), no Reino Unido</strong> (8,0%, 17,1 mil milhões de euros), nos Estados Unidos (6,2%, 13,3 mil milhões de euros) e na China (5,1%, 10,9 mil milhões de euros). A quota de importações da Ucrânia baixou de 6,7% para 5,0%.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/exportacoes-da-industria-alimentar-e-das-bebidas-crescem-2-03-ate-marco-para-1-964-milhoes-de-euros.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Será que a composição de espécies nas florestas europeias pode ser afetada pelas alterações climáticas?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/sera-que-a-composicao-de-especies-nas-florestas-europeias-pode-ser-afetada-pelas-alteracoes-climaticas.html</link><pubDate>Sat, 16 May 2026 05:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O clima da Terra tem influência na localização das florestas, no seu crescimento e na própria diversificação das espécies arbóreas nas zonas florestais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sera-que-a-composicao-de-especies-nas-florestas-europeias-pode-ser-afetada-pelas-alteracoes-climaticas-1778684810038.jpg" data-image="kn9e2gpfbckl" alt="Floresta europeia" title="Floresta europeia"><figcaption>As espécies atualmente dominantes nas florestas europeias, estão a ser mais vulneráveis às alterações climáticas.</figcaption></figure><p>Os ecossistemas florestais são estruturados por interações competitivas a longo prazo por recursos essenciais, como a luz, a água, os nutrientes e o espaço. Ao longo de décadas ou séculos, <strong>estas interações determinam quais as espécies que dominam</strong>, como as comunidades florestais evoluem e como os processos dos ecossistemas são regulados.</p><h2>Florestas em transição?</h2><p>Atendendo às alterações climáticas, equipas de cientistas têm investigado <strong>o impacto dessas alterações nas florestas</strong>, nomeadamente na resistência de determinadas espécies à mudança do clima.</p><p>Ao avaliar os impactos das alterações climáticas nas florestas, a atenção centra-se geralmente na<strong> redução do crescimento, no aumento da mortalidade</strong>, no stress hídrico, na atividade dos incêndios e nos surtos de insetos.</p><p>No entanto, por detrás destes processos, existe um mecanismo mais gradual, mas fundamental, <strong>que é a competição entre espécies arbóreas coexistentes.</strong></p><div class="texto-destacado">É assim importante que se consiga responder à seguinte questão: como é que as alterações climáticas afetam o equilíbrio competitivo entre as espécies arbóreas e quais as consequências para a composição florestal futura?</div><p><strong>Mas avaliar as alterações na força competitiva das árvores é um desafio, dado que a competição ocorre ao longo de extensos períodos de tempo.</strong> Além disso, a força competitiva pode variar ao longo da distribuição geográfica e dos estados de vida de uma espécie, limitando a utilidade das avaliações locais de curto prazo e exigindo a consideração de grandes extensões espaço temporais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sera-que-a-composicao-de-especies-nas-florestas-europeias-pode-ser-afetada-pelas-alteracoes-climaticas-1778684960912.jpg" data-image="olndlukt2fmc" alt="IA" title="IA"><figcaption>Atendendo ao grande volume de dados a tratar, vários estudos sobre as florestas e o clima recorrem à Inteligência Artificial.</figcaption></figure><p>Um estudo recente, publicado na <em>Nature - Communications Earth & Environment</em>, teve como objetivo investigar as alterações na competitividade de nove espécies arbóreas principais sob um clima futuro na Europa.</p><div class="texto-destacado">Neste estudo, foram utilizados mais de 135 milhões de anos-simulação de 17 modelos florestais baseados em processos, abrangendo mais de 13.000 localidades na Europa.</div><p>Foi utilizado um modelo de aprendizagem profunda, com recurso à inteligência artificial, aplicado a um enorme volume de dados, com milhões de transições simuladas de estados florestais, <strong>permitindo inferir como os sistemas florestais evoluem ao longo do tempo sob diferentes condições climáticas.</strong></p><div class="texto-destacado">Como conclusão do estudo prevê-se que seis das nove principais espécies de árvores europeias, incluindo todas as coníferas perenes investigadas, percam força competitiva até 2071-2100 sob cenários climáticos severos.</div><p>Também foi revelado que a perda de competitividade das coníferas é consistente em múltiplos cenários climáticos, incluindo o do aquecimento moderado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763877" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/cientistas-suecos-as-arvores-plantadas-pelo-homem-armazenam-muito-menos-co2-do-que-as-florestas-primarias.html" title="Cientistas suecos: “as árvores plantadas pelo homem armazenam muito menos CO2 do que as florestas primárias”">Cientistas suecos: “as árvores plantadas pelo homem armazenam muito menos CO2 do que as florestas primárias”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/cientistas-suecos-as-arvores-plantadas-pelo-homem-armazenam-muito-menos-co2-do-que-as-florestas-primarias.html" title="Cientistas suecos: “as árvores plantadas pelo homem armazenam muito menos CO2 do que as florestas primárias”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/carbone-les-arbres-replantes-par-l-homme-stockent-beaucoup-moins-de-co2-que-les-forets-primaires-1774858502437_320.jpeg" alt="Cientistas suecos: “as árvores plantadas pelo homem armazenam muito menos CO2 do que as florestas primárias”"></a></article></aside><p>Enquanto as coníferas perdem frequentemente força competitiva, as espécies de folha larga ganham-na frequentemente. <strong>Isto pode levar a alterações substanciais na composição e dominância das florestas em toda a Europa.</strong></p><p>Cerca de<strong> 25% das florestas da Europa poderão sofrer uma alteração nas espécies arbóreas dominantes</strong> até ao final do século XXI, sugerindo uma profunda reorganização das florestas europeias induzida pelo clima.</p><h2>Consequências da reorganização da floresta na Europa</h2><p>O aumento das temperaturas amplifica as exigências de evapotranspiração, exacerbando, assim, o défice hídrico. Como resultado, <strong>as coníferas</strong>, especialmente as espécies com nichos climáticos restritos, <strong>sofrem um stress fisiológico cumulativo</strong>, que impede o crescimento e a regeneração.</p><p>Os autores também exploraram as possíveis interações entre a composição florestal e o clima regional. As alterações no albedo, na evapotranspiração e na rugosidade da superfície, <strong>associadas à transição da dominância de coníferas para a de folhosas, podem influenciar os microclimas locais, criando interações complexas que afetam tanto os sistemas florestais como os humanos.</strong></p><p>Além disso, o estudo realça que<strong> o tipo de solo e a variabilidade microclimática têm influência nas respostas das espécies</strong>, mas não compensam totalmente a severidade dos novos extremos climáticos devido às alterações climáticas.</p><p>As coníferas alpinas e boreais, que normalmente prosperam em ambientes mais frios e húmidos, enfrentam a <strong>fragmentação do habitat </strong>à medida que recuam para altitudes ou latitudes mais elevadas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Por outro lado, as florestas de altitudes mais baixas ou do sul enfrentam riscos de mortalidade acrescidos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>À medida que as coníferas diminuem, a composição florestal tenderá para povoamentos mistos ou dominados por folhosas</strong>, alterando os regimes de luz, a ciclagem de nutrientes e a adequabilidade do habitat para a fauna dependente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sera-que-a-composicao-de-especies-nas-florestas-europeias-pode-ser-afetada-pelas-alteracoes-climaticas-1778685167371.jpg" data-image="pii5doe7opml" alt="Madeira" title="Madeira"><figcaption>As espécies coníferas dominam atualmente mais de metade da área florestal da Europa e são essenciais para a produção de madeira.</figcaption></figure><p>A madeira de coníferas é um pilar fundamental das indústrias florestais europeias, contribuindo significativamente para as economias rurais e para o emprego. <strong>As alterações na composição florestal podem perturbar as cadeias de abastecimento, exigindo ajustes na gestão dos recursos, nas políticas comerciais e nas economias locais.</strong></p><div class="texto-destacado">Os autores deste estudo também alertam para o facto destas alterações nas imensas florestas de coníferas do Hemisfério Norte contribuírem para reduzir o potencial das coníferas como sumidouros de carbono do ecossistema, uma função crucial das florestas europeias na mitigação das alterações climáticas.</div><p>Embora as florestas tropicais tenham maior biodiversidade e rotatividade, as imensas florestas de coníferas do Hemisfério Norte representam o <strong>maior sumidouro terrestre de carbono</strong>.</p><p>O estudo defende que a manutenção da presença de espécies de coníferas nas florestas europeias exige <strong>intervenções mais ativas</strong>, uma monitorização mais rigorosa e abordagens de gestão adaptativa integradas em quadros mais vastos de mitigação das alterações climáticas.</p><p><strong>As colaborações interdisciplinares, que integram a ecologia, a genética, a climatologia e a silvicultura, </strong>têm o potencial de gerar soluções inovadoras para a manutenção da saúde florestal no meio das alterações climáticas.<em><br></em></p><h3><em>Referência da notícia: </em></h3><p><em>Marc Grünig, Werner Rammer, Martin Baumann et al., “<a href="https://doi.org/10.1038/s43247-026-03582-0" target="_blank">Loss of competitive strength in European conifer species under climate change</a>”, Nature - Communications earth & Environment, Published: 08 May 2026.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/sera-que-a-composicao-de-especies-nas-florestas-europeias-pode-ser-afetada-pelas-alteracoes-climaticas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mudança radical do tempo aproxima-se de Portugal: subida das temperaturas a partir de 20 de maio]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudanca-radical-do-tempo-aproxima-se-de-portugal-subida-das-temperaturas-a-partir-de-20-de-maio.html</link><pubDate>Fri, 15 May 2026 17:32:46 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os modelos meteorológicos apontam para uma subida gradual das temperaturas em Portugal continental a partir de 20 de maio, numa mudança do padrão atmosférico que poderá trazer maior estabilidade, menos precipitação e valores superiores a 30 ºC em algumas regiões. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-radical-do-tempo-aproxima-se-de-portugal-subida-das-temperaturas-a-partir-de-19-e-20-de-maio-1778858914710.jpg" data-image="x9sty32d32zz" alt="Portugal poderá regressar a temperaturas mais próximas do verão na próxima semana" title="Portugal poderá regressar a temperaturas mais próximas do verão na próxima semana"><figcaption>A subida gradual das temperaturas prevista para a próxima semana poderá trazer valores superiores a 30 ºC a várias regiões de Portugal continental, numa mudança do padrão atmosférico marcada por maior estabilidade e menor influência atlântica.</figcaption></figure><p>Espera-se uma mudança significativa do padrão atmosférico sobre Portugal continental, cenário que poderá marcar o início de uma subida gradual das temperaturas a partir de 20 de maio. Os mapas meteorológicos mais recentes apontam para um <strong>enfraquecimento progressivo da influência das depressões atlânticas</strong> e para o <strong>reforço gradual do anticiclone sobre a Península Ibérica</strong>, favorecendo condições mais estáveis no território continental.</p><h2>A influência atlântica poderá perder força durante a próxima semana</h2><p><strong>A mudança deverá começar a notar-se entre terça e quarta-feira</strong>, altura em que a circulação atmosférica poderá permitir a entrada de uma massa de ar mais quente sobre Portugal continental. Os mapas de temperatura em altitude mostram o desaparecimento gradual do ar mais fresco que tem dominado nos últimos dias, dando lugar a valores mais elevados para a época do ano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-radical-do-tempo-aproxima-se-de-portugal-subida-das-temperaturas-a-partir-de-19-e-20-de-maio-1778858646625.png" data-image="z053f584oq5l"><figcaption>A deslocação da corrente de jato para latitudes mais elevadas poderá reduzir gradualmente a influência das depressões atlânticas sobre a Península Ibérica durante a próxima semana. Este padrão atmosférico tende a favorecer maior estabilidade e a entrada de ar mais quente sobre Portugal continental.</figcaption></figure><p>Além da subida das temperaturas, esta alteração da circulação atmosférica poderá também favorecer uma <strong>redução gradual da nebulosidade e da precipitação, </strong>aumentando os períodos de céu pouco nublado em grande parte do país.</p><h2>Sul e Vale do Tejo deverão liderar a subida das temperaturas </h2><p>Os primeiros sinais desta subida térmica deverão sentir-se inicialmente nas regiões do Sul e do Vale do Tejo. Entre os dias 20 e 22 de maio, as temperaturas máximas poderão <strong>ultrapassar os 30 ºC em vários pontos do Alentejo e interior Sul.</strong> A subida das temperaturas deverá estender-se gradualmente às restantes regiões do Norte e Centro durante a segunda metade da próxima semana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-radical-do-tempo-aproxima-se-de-portugal-subida-das-temperaturas-a-partir-de-19-e-20-de-maio-1778852103267.png" data-image="lx3tizw21j44"><figcaption>Os mapas do ECMWF apontam para temperaturas superiores a 30 ºC em partes do Alentejo e interior Sul durante o dia 20 de maio. A subida térmica deverá ser mais significativa nas regiões do Sul e do Vale do Tejo, enquanto o litoral continuará mais moderado devido à influência marítima.</figcaption></figure><p>Nas regiões do litoral, <strong>a influência marítima deverá continuar a limitar a subida das temperaturas</strong>. Ao longo da faixa costeira ocidental, cidades como Porto, Aveiro e Lisboa deverão registar máximas geralmente entre <strong>20 ºC e 24 ºC</strong>, contrastando com os valores mais elevados esperados no interior do território continental e até mesmo no interior dos distritos do litoral. <strong>A amplitude térmica diária deverá também aumentar no interior do país.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-radical-do-tempo-aproxima-se-de-portugal-subida-das-temperaturas-a-partir-de-19-e-20-de-maio-1778852434992.png" data-image="17f06u5kzegp"><figcaption>Os mapas de anomalia térmica indicam valores entre 4 e 7 ºC acima da média climatológica em grande parte de Portugal continental durante a próxima semana. O desvio positivo deverá ser mais expressivo no Sul, refletindo a entrada de uma massa de ar mais quente sobre a Península Ibérica.</figcaption></figure><p>Os mapas meteorológicos mostram ainda uma <strong>tendência para maior estabilidade atmosférica</strong> sobre Portugal continental durante os últimos dias de maio. Este padrão poderá proporcionar vários dias consecutivos com tempo mais seco, temperaturas acima da média para a época e vento geralmente mais fraco nas regiões do interior.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768965" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-uma-noite-de-4-c-nestes-distritos-do-interior-de-portugal-continental.html" title="Aproxima-se uma noite de 4 ºC nestes distritos do interior de Portugal continental">Aproxima-se uma noite de 4 ºC nestes distritos do interior de Portugal continental</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-uma-noite-de-4-c-nestes-distritos-do-interior-de-portugal-continental.html" title="Aproxima-se uma noite de 4 ºC nestes distritos do interior de Portugal continental"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-uma-noite-de-4-c-nestes-distritos-do-interior-de-portugal-continental-1778843778050_320.png" alt="Aproxima-se uma noite de 4 ºC nestes distritos do interior de Portugal continental"></a></article></aside><p>A<strong> intensidade da subida térmica poderá ainda sofrer alguns ajustes nos próximos dias</strong>, sobretudo devido à proximidade do Atlântico e à evolução das depressões oceânicas sobre o Atlântico Norte, pelo que será importante acompanhar as próximas atualizações das previsões meteorológicas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudanca-radical-do-tempo-aproxima-se-de-portugal-subida-das-temperaturas-a-partir-de-20-de-maio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Corredor Ibérico Hispanoluso une habitats e reforça a conservação entre Portugal e Espanha]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/corredor-iberico-hispanoluso-une-habitats-e-reforca-a-conservacao-entre-portugal-e-espanha.html</link><pubDate>Fri, 15 May 2026 14:09:55 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Iniciativa conjunta de instituições portuguesas e espanholas está a recuperar áreas naturais, revitalizar ecossistemas mediterrânicos e a criar oportunidades de turismo sustentável em territórios transfronteiriços.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/corredor-iberico-hispanoluso-une-habitats-e-reforca-a-conservacao-entre-portugal-e-espanha-1778850855807.jpg" data-image="71p0p3uuslxz" alt="Corredor Biológico Hispanoluso" title="Corredor Biológico Hispanoluso"><figcaption>Portugal e Espanha vão unir esforços para restaurar o valor ecológico dos territórios do Oeste ibérico. Foto: Projeto Corredor Biológico Hispanoluso</figcaption></figure><p>A natureza não conhece fronteiras e <strong>florestas, rios e vida selvagem </strong>percorrem territórios sem distinguir limites e bandeiras. Não faz, portanto, qualquer sentido dividir planícies, vales ou montanhas somente para construir redutos patrióticos.</p><p>As autoridades espanholas e portuguesas estão, por isso, concentradas em religar as geografias de ambos os países. Deixando para trás as divisões administrativas, instituições de um lado e do outro da fronteira estão a construir o <strong>Corredor Ibérico Hispanoluso</strong> para restaurar habitats que perderam as suas funções ecossistémicas.</p><h2>Restauro ecológico em territórios transfronteiriços</h2><p>O projeto, financiado pela União Europeia com cerca de 1,5 milhões de euros, abrange zonas de elevado valor ambiental. Do lado espanhol, inclui a <strong>Dehesa de Azaba</strong>, o Parque Natural de <strong>El Rebollar</strong>, na província de Salamanca, e a <strong>Serra da Gata</strong> na Extremadura. Do lado português, foram incluídos a Reserva Portuguesa de <strong>Faia Brava</strong>, o <strong>Tejo Internacional</strong> e a <strong>Serra de Malcata</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Estas áreas partilham características ecológicas que justificam uma intervenção conjunta, sobretudo após décadas de fragmentação que reduziram a vitalidade dos ecossistemas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O trabalho de campo centra-se na recuperação de <strong>pastagens</strong>, <strong>bosques de carvalhos e matagais</strong>. A meta é restabelecer a conectividade entre paisagens distintas, reforçar a estrutura vegetal e melhorar as condições de vida da fauna silvestre. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/corredor-iberico-hispanoluso-une-habitats-e-reforca-a-conservacao-entre-portugal-e-espanha-1778850995484.jpg" data-image="s70o64iqmw17" alt="Cegonha preta" title="Cegonha preta"><figcaption>A cegonha-preta está a ser monitorizada através de marcação por satélite para estudar as rotas migratórias transfronteiriças e salvaguardar as zonas de nidificação. Foto: Jorge Sierra/Projeto Corredor Biológico Hispanoluso</figcaption></figure><p>A revitalização de áreas abandonadas e a promoção de produtos locais complementam esta estratégia, criando <strong>oportunidades económicas</strong> que valorizam o território.</p><h2>A vida selvagem vigiada de perto</h2><p>A monitorização de espécies é um dos pilares do corredor. A <strong>cegonha-preta</strong>, o <strong>lince-ibérico</strong>, várias <strong>aves necrófagas</strong> e o <strong>coelho-bravo</strong> são acompanhados de perto. O coelho-bravo, considerado espécie-chave no ecossistema mediterrânico, recebe especial atenção devido ao seu papel na cadeia alimentar. O reforço das suas populações contribui para a estabilidade de predadores emblemáticos, como o lince-ibérico.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762140" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-lobo-iberico-so-estara-protegido-quando-houver-cooperacao-entre-portugal-e-espanha.html" title="O lobo-ibérico só estará protegido quando houver cooperação entre Portugal e Espanha">O lobo-ibérico só estará protegido quando houver cooperação entre Portugal e Espanha</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-lobo-iberico-so-estara-protegido-quando-houver-cooperacao-entre-portugal-e-espanha.html" title="O lobo-ibérico só estará protegido quando houver cooperação entre Portugal e Espanha"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-lobo-iberico-so-estara-protegido-quando-houver-cooperacao-entre-portugal-e-espanha-1775223329657_320.jpg" alt="O lobo-ibérico só estará protegido quando houver cooperação entre Portugal e Espanha"></a></article></aside><p>A cegonha-preta é alvo de <strong>marcações por satélite</strong> que permitem estudar movimentos, territórios e rotas migratórias rumo a África. Estão ainda a ser criadas, em paralelo, plataformas de nidificação para aumentar o sucesso reprodutor. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As aves necrófagas, como o abutre-preto e o britango, beneficiam de ações de gestão alimentar e proteção de ninhos em reservas integradas, entre elas a Campanarios de Azaba e a Faia Brava.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A criação de <strong>pontos de água artificial</strong>, <strong>refúgios</strong> estruturais e a recuperação da paisagem agroflorestal tradicional reforçam a resiliência destes ecossistemas. Estas medidas procuram garantir a sobrevivência de espécies sensíveis e devolver equilíbrio a territórios que perderam continuidade natural.</p><h2>Uma rota cénica para ligar natureza e comunidades</h2><p>O projeto inclui ainda uma <strong>rota cénica</strong> que destaca locais de grande valor ambiental, como as Dehesas de Azaba e a Faia Brava. O percurso foi desenhado para aproximar visitantes da relação profunda entre <strong>biodiversidade</strong> e <strong>comunidades rurais</strong>. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os trilhos conduzem a pontos estratégicos para observar espécies raras e vestígios da presença do lince-ibérico, além de atravessarem ecossistemas mediterrânicos preservados.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>As reservas biológicas ligadas pelo corredor oferecem caminhos que unem áreas protegidas de referência, permitindo explorar paisagens que combinam <strong>montados</strong> <strong>de azinho e sobreiro</strong> <strong>com vales escarpados dos rios Douro e Águeda</strong>. Estas zonas integram hotspots globais de biodiversidade, reconhecidos pela riqueza de espécies e pela importância ecológica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/corredor-iberico-hispanoluso-une-habitats-e-reforca-a-conservacao-entre-portugal-e-espanha-1778851133071.jpg" data-image="oegazjkf4ij0" alt="Corredor Biológico Hispanoluso" title="Corredor Biológico Hispanoluso"><figcaption>Caminhadas, nas quais os participantes poderão optar por explorar a natureza a pé, a cavalo ou de bicicleta, vão ser o ponto central do ecoturismo que Espanha e Portugal querem dinamizar. Foto: Projeto Corredor Biológico Hispanoluso</figcaption></figure><p>Organizações como a Fundação Natureza e Homem, a Associação Faia Brava, a Cova da Beira e a Deputação Provincial de Salamanca colaboram para consolidar esta rede transfronteiriça. A união de esforços pretende garantir que a conservação da natureza avance lado a lado com o desenvolvimento local, criando um corredor biológico que devolve <strong>continuidade à paisagem</strong> e novas oportunidades às populações.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em>Corredor Biológico Hispanoluso - </em><a href="https://corredorbiologico-hispanoluso.com/" target="_blank"><em>https://corredorbiologico-hispanoluso.com/</em></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/corredor-iberico-hispanoluso-une-habitats-e-reforca-a-conservacao-entre-portugal-e-espanha.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Astrónomos apresentam uma nova hipótese sobre a origem dos anéis de Saturno]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-apresentam-uma-nova-hipotese-sobre-a-origem-dos-aneis-de-saturno.html</link><pubDate>Fri, 15 May 2026 12:37:58 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A origem dos anéis de Saturno continua a ser objeto de controvérsia na comunidade científica. No entanto, alguns investigadores avançaram com uma teoria que parece explicar por que razão e como é que estes se formaram.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/des-astronomes-emettent-une-nouvelle-hypothese-concernant-l-origine-des-anneaux-de-saturne-1778743829485.jpeg" data-image="09jnod5gixvy" alt="Saturne" title="Saturne"><figcaption>Chrysalis, uma lua hoje desaparecida, seria a origem dos anéis do planeta Saturno!</figcaption></figure><p>Embora os anéis de Saturno sejam frequentemente considerados os objetos celestes mais belos do nosso Sistema Solar, são também alvo de muitos debates, nomeadamente no que diz respeito à<strong> sua origem</strong>. No entanto, uma equipa de investigadores apresentou recentemente uma hipótese interessante a este respeito.</p><h2>Uma lua desaparecida?</h2><p>O planeta Saturno nem sempre esteve adornado com estes magníficos anéis, facilmente identificáveis com um pequeno telescópio. De acordo com estimativas realizadas na sequência da passagem das sondas Voyager e Cassini nas proximidades, estes anéis teriam<strong> apenas 100 milhões de anos</strong>, o que é particularmente "jovem" em comparação com os cerca de 4,5 mil milhões de anos do planeta.</p><div class="texto-destacado">Assim, um evento específico provocou a sua formação enquanto os dinossauros ainda pisavam a superfície do nosso planeta, mas ainda há muitos debates para determinar qual foi. Os cenários são diversos e variados, embora o principal aponte hoje para uma colisão violenta entre dois satélites naturais.</div><p>No entanto, alguns parâmetros não são verdadeiramente explicados por esta hipótese, nomeadamente o facto de os anéis de Saturno serem p<strong>articularmente puros</strong>, quando tal colisão os deveria ter "sujado". Por isso, ainda estão em curso muitas investigações sobre este assunto, e uma equipa de investigadores poderá muito bem ter encontrado <strong>um cenário convincente</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="fr" dir="ltr">Le 15 septembre 2006, la sonde Cassini, a observé le Soleil éclipsé par la planète Saturne. Sa face sombre est éclairée par ses anneaux. Au loin, à gauche de l'image juste au-dessus des anneaux principaux, se trouve le point bleu pâle de la Terre, presque invisible.<br>NASA <a href="https://t.co/MSwsBlXLA1">pic.twitter.com/MSwsBlXLA1</a></p>— Cité de l'espace (@CiteEspace) <a href="https://twitter.com/CiteEspace/status/1967468162921713758?ref_src=twsrc%5Etfw">September 15, 2025</a></blockquote></figure><p>Durante a 57.ª Conferência de Ciência Lunar e Planetária, realizada no Texas, os cientistas apresentaram, de facto, a sua hipótese baseada <strong>numa antiga lua hoje desaparecida</strong>. Denominada Chrysalis, esta teria tido um destino trágico, mas que explicaria a formação dos anéis do gigante gasoso.</p><h2>Um "strip-tease" cósmico?</h2><p>Segundo os autores da hipótese em questão, Chrysalis era uma lua diferenciada, composta por um núcleo rochoso envolto por um espesso manto de gelo, com um diâmetro semelhante ao de Japeto (um satélite de Saturno), ou seja, cerca de <strong>1500 quilómetros</strong>. Esta lua ter-se-ia aproximado demasiado de Saturno, o que teria causado a sua destruição.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768902" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nasa-procura-por-agua-congelada-na-via-lactea-com-um-novo-mapa.html" title="NASA procura por água congelada na Via Láctea com um novo mapa">NASA procura por água congelada na Via Láctea com um novo mapa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nasa-procura-por-agua-congelada-na-via-lactea-com-um-novo-mapa.html" title="NASA procura por água congelada na Via Láctea com um novo mapa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-busca-agua-helada-en-la-via-lactea-con-un-nuevo-mapa-1778373265834_320.jpg" alt="NASA procura por água congelada na Via Láctea com um novo mapa"></a></article></aside><p>No entanto, em vez de se despenhar no planeta ou colidir com outro satélite natural, os investigadores estimam que Chrysalis tenha entrado <strong>numa zona de "strip-tease" gravitacional</strong>, situada entre 60 000 e 90 000 km da superfície de Saturno. Nesta zona, as forças de maré do gigante gasoso teriam, pouco a pouco, "descascado" Chrysalis,<strong> começando pela sua espessa camada de gelo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/des-astronomes-emettent-une-nouvelle-hypothese-concernant-l-origine-des-anneaux-de-saturne-1778744148397.jpeg" data-image="fiazkxynu2nx" alt="Chrysalis" title="Chrysalis"><figcaption>Segundo os cientistas, são os restos da camada de gelo de Chrysalis que teriam dado origem à formação dos anéis de Saturno.</figcaption></figure><p>Essa camada de gelo ejetada da lua teria-se estendido, em seguida, formando um longo fluxo de detritos de gelo muito puros, que acabariam por formar <strong>um anel espesso</strong>, o qual se teria achatado e alargado gradualmente sob o efeito da rotação. Este cenário explica, portanto, <strong>a pureza dos detritos de gelo</strong> que compõem os anéis de Saturno atualmente, mas não só isso.</p><p>A hipótese explica também <strong>a inclinação invulgar de cerca de 27° de Saturno</strong>. Ao perder este grande satélite, o gigante gasoso ter-se-ia inclinado, encontrando finalmente o seu ângulo atual que, tal como na Terra, dá origem às estações do ano. Em comparação, o ângulo do gigante gasoso vizinho, Júpiter, é de apenas 3°.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761078" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nasa-revela-a-imagem-mais-completa-de-saturno-ate-hoje-capturada-pelos-telescopios-webb-e-hubble.html" title="NASA revela a imagem mais completa de Saturno até hoje, capturada pelos telescópios Webb e Hubble">NASA revela a imagem mais completa de Saturno até hoje, capturada pelos telescópios Webb e Hubble</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nasa-revela-a-imagem-mais-completa-de-saturno-ate-hoje-capturada-pelos-telescopios-webb-e-hubble.html" title="NASA revela a imagem mais completa de Saturno até hoje, capturada pelos telescópios Webb e Hubble"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/saturno-telescopios-espaciales-webb-y-hubble-1774499325258_320.png" alt="NASA revela a imagem mais completa de Saturno até hoje, capturada pelos telescópios Webb e Hubble"></a></article></aside><p><strong>Resta agora saber o que aconteceu à Chrysalis</strong>. Com efeito, o gelo arrancado pela influência de Saturno terá deixado o núcleo rochoso a vaguear na órbita do gigante gasoso. De acordo com as simulações dos investigadores, este terá sido ejetado para uma órbita excêntrica por ser demasiado denso, mas o desenrolar da sua história ainda é incerto.</p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><em><a href="https://www.lesnumeriques.com/astronomie-conquete-spatiale/saturne-l-origine-des-anneaux-expliquee-par-le-strip-tease-gravitationnel-de-la-lune-chrysalis-n255732.html" target="_blank">Saturne : l'origine des anneaux expliquée par le “strip-tease gravitationnel” de la lune Chrysalis</a>, Les Numériques (11/05/20026), Brice Haziza<a href="https://www.hou.usra.edu/meetings/lpsc2026/pdf/1132.pdf" target="_blank"><br></a></em></p><p><em><a href="https://www.hou.usra.edu/meetings/lpsc2026/pdf/1132.pdf" target="_blank"> Tidal stripping of Chrysalis as the origin of Saturn’s young icy rings</a>, 57th LPSC (2026), Yifei Jiao, Francis Nimmo , et al.</em> </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-apresentam-uma-nova-hipotese-sobre-a-origem-dos-aneis-de-saturno.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[5 plantas que se reproduzem sozinhas: encha o seu jardim de cor sem esforço]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/5-plantas-que-se-reproduzem-sozinhas-encha-o-seu-jardim-de-cor-sem-esforco.html</link><pubDate>Fri, 15 May 2026 12:31:23 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Espécies fáceis de cuidar, que se multiplicam sozinhas e transformam qualquer espaço verde, sem necessidade de experiência.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/5-plantas-que-se-reproducen-solas-llena-tu-jardin-de-color-sin-esfuerzo-1776999252920.jpg" data-image="39aw3mktr7i9" alt="calen" title="calen"><figcaption>Calêndulas no jardim, com tons quentes que se destacam à luz, e sementes que se espalham facilmente, garantindo novas florações ano após ano.</figcaption></figure><p>Há jardins que parecem ter sido concebidos por especialistas, mas que, na realidade, escondem um segredo muito mais simples: <strong>plantas que se reproduzem sozinhas e voltam a cada estação sem intervenção humana</strong>. Escolher bem as espécies pode fazer a diferença entre um espaço que exige manutenção constante e outro que praticamente se sustenta sozinho com o passar do tempo. </p><p>Na Argentina, onde coexistem climas muito diversos e condições muito variáveis consoante a região, existem variedades resistentes que não só sobrevivem, como <strong>se multiplicam com facilidade, enchendo vasos, canteiros e recantos esquecidos de cor</strong>. Estas são cinco das mais escolhidas por jardineiros experientes e também por quem procura resultados visíveis sem dedicar demasiado tempo aos cuidados.</p><h2>Como funcionam as plantas que se reproduzem sozinhas</h2><p>Por trás deste fenómeno existe um processo natural simples, mas muito eficaz: muitas destas espécies produzem sementes em abundância que, ao caírem no solo, <strong>encontram condições favoráveis para germinar sem intervenção humana</strong>, especialmente quando o substrato mantém alguma humidade e não é removido em excesso. A isto acrescenta-se o facto de algumas <strong>também se poderem reproduzir por estacas ou expansão lateral</strong>, o que acelera a sua propagação e lhes permite ocupar novos espaços em pouco tempo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768285" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-carnivoras-eis-as-engenhosas-armadilhas-que-utilizam-para-capturar-insetos.html" title="Plantas carnívoras: eis as engenhosas armadilhas que utilizam para capturar insetos">Plantas carnívoras: eis as engenhosas armadilhas que utilizam para capturar insetos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-carnivoras-eis-as-engenhosas-armadilhas-que-utilizam-para-capturar-insetos.html" title="Plantas carnívoras: eis as engenhosas armadilhas que utilizam para capturar insetos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/le-piante-carnivore-e-le-ingegnose-trappole-che-utilizzano-per-catturare-gli-insetti-1777996171922_320.jpeg" alt="Plantas carnívoras: eis as engenhosas armadilhas que utilizam para capturar insetos"></a></article></aside><p>Este comportamento, conhecido como auto-semeadura ou reprodução espontânea, ocorre porque estas plantas estão adaptadas a ciclos rápidos e a ambientes variáveis, o que lhes permite garantir a sua continuidade geração após geração. Nos jardins domésticos, este mecanismo traduz-se em <strong>mais plantas, mais volume e mais floração sem necessidade de semear a cada estação</strong>, o que reduz o trabalho e faz com que o espaço evolua de forma mais natural.</p><h3>Calêndula: cor constante e fácil reprodução</h3><p>A calêndula é uma das plantas mais gratificantes que se pode ter em casa, uma vez que <strong>floresce durante grande parte do ano e se auto-semeia com grande facilidade, sem necessidade de intervenção humana</strong>. As suas sementes caem no solo, germinam rapidamente e garantem novas plantas a cada estação, mesmo em espaços onde o seu crescimento não foi planeado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/5-plantas-que-se-reproducen-solas-llena-tu-jardin-de-color-sin-esfuerzo-1777004847821.jpg" data-image="cqr3pxuecnuv"></figure><p>Além do seu valor ornamental, tolera diferentes tipos de solo e adapta-se bem a climas temperados, como os de grande parte do país. <strong>A sua manutenção é mínima e a sua capacidade de expansão torna-a uma aliada ideal para quem procura resultados rápidos e duradouros</strong>.</p><h3>Alegria-do-lar: a rainha dos espaços sombreados</h3><p>A clássica alegria-do-lar — muito presente em pátios e varandas argentinas — tem uma vantagem fundamental: <strong>pode reproduzir-se tanto por sementes como por estacas, e até mesmo de forma espontânea em condições favoráveis</strong>. Em ambientes húmidos e com sombra parcial, costuma expandir-se rapidamente e cobrir espaços em pouco tempo.</p><p>A sua floração intensa, com tons que vão do branco ao vermelho profundo, permite manter setores do jardim ativos durante vários meses. <strong>É especialmente útil em zonas onde outras espécies não prosperam por falta de sol direto ou por condições ambientais mais exigentes</strong>.</p><h3>Portulaca: a aliada do sol e da seca</h3><p>Também conhecida como “flor de seda”, a portulaca é ideal para climas quentes e secos, onde outras plantas costumam ter dificuldades para prosperar. <strong>As suas sementes dispersam-se com facilidade e permitem que novas plantas surjam sem serem semeadas manualmente, ocupando espaços de forma natural</strong>.</p><p>Esta espécie suporta altas temperaturas, solos pobres e condições adversas sem perder a capacidade de floração. <strong>Além disso, abre as suas flores com o sol, gerando um efeito visual dinâmico que muda ao longo do dia e confere movimento ao jardim</strong>.</p><h3>Cosmos: flores leves que se multiplicam sozinhas</h3><p>Cosmos: flores leves que se multiplicam sozinhas O cosmos confere um estilo mais natural e descontraído, muito procurado em jardins de baixa manutenção e com estética silvestre. Uma vez estabelecido, <strong>reproduz-se por auto-semeadura, gerando novas plantas todos os anos sem necessidade de intervenção nem cuidados específicos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/5-plantas-que-se-reproducen-solas-llena-tu-jardin-de-color-sin-esfuerzo-1777005023554.jpeg" data-image="oajrf62tl1i9" alt="cosmos" title="cosmos"><figcaption>O cosmos na sua forma mais natural, com flores delicadas que se movem ao sabor do vento e uma auto-semeadura constante que garante novas plantas a cada estação.</figcaption></figure><p>Tolera solos pobres e períodos de seca, o que a torna uma opção fiável para zonas com restrições hídricas.<strong> O seu crescimento espontâneo cria um efeito visual atraente, semelhante ao de um jardim campestre que evolui ao longo das estações</strong>.</p><h3>Verbena: expansão rápida e floração prolongada</h3><p>A verbena combina resistência com estética, uma vez que<strong> se adapta muito bem ao calor, floresce durante longos períodos e multiplica-se tanto por sementes como por expansão natural</strong>. Em jardins ensolarados, pode cobrir grandes superfícies e gerar um impacto visual sustentado ao longo do tempo.</p><p>A sua baixa necessidade de água posiciona-a como uma alternativa estratégica face a verões cada vez mais exigentes.<strong> É uma das espécies mais escolhidas para obter cor e volume sem necessidade de manutenção intensiva nem intervenções constantes</strong>.</p><h2>Um jardim que se multiplica por si só e ganha vida a cada estação</h2><p>Por vezes, a verdadeira mudança num jardim não depende do esforço nem da quantidade de tarefas realizadas, mas sim da escolha inteligente das espécies que o compõem desde o início. <strong>Apostar nestas plantas implica compreender os ciclos naturais</strong> e permitir que a própria dinâmica do ambiente faça grande parte do trabalho.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765953" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-mit-confirma-as-plantas-ouvem-as-gotas-a-cair-e-germinam-ate-40-mais-depressa.html" title="O MIT confirma: as plantas ouvem as gotas a cair e germinam até 40% mais depressa">O MIT confirma: as plantas ouvem as gotas a cair e germinam até 40% mais depressa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-mit-confirma-as-plantas-ouvem-as-gotas-a-cair-e-germinam-ate-40-mais-depressa.html" title="O MIT confirma: as plantas ouvem as gotas a cair e germinam até 40% mais depressa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-mit-lo-confirma-las-plantas-oyen-caer-las-gotas-y-germinan-hasta-40-mas-rapido-1777036934448_320.jpg" alt="O MIT confirma: as plantas ouvem as gotas a cair e germinam até 40% mais depressa"></a></article></aside><p>Com o passar do tempo, estes espaços evoluem de forma quase autónoma e criam uma estética mais orgânica, diversificada e equilibrada. <strong>Porque, em última análise, um jardim que se reproduz sozinho não é negligência: é uma forma mais eficiente, sustentável e consciente de nos ligarmos à natureza</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/5-plantas-que-se-reproduzem-sozinhas-encha-o-seu-jardim-de-cor-sem-esforco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aproxima-se uma noite de 4 ºC nestes distritos do interior de Portugal continental]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-uma-noite-de-4-c-nestes-distritos-do-interior-de-portugal-continental.html</link><pubDate>Fri, 15 May 2026 11:17:28 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A próxima madrugada será bastante fria no Norte e Centro de Portugal continental, especialmente no interior. Até segunda-feira o tempo fresco para a época mantém-se, antes da chegada do calor africano. Consulte a previsão detalhada para os próximos dias!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa9v2da"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa9v2da.jpg" id="xa9v2da"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma massa de ar invulgarmente fria para esta época do ano, de origem polar marítima, está a condicionar o estado do tempo em Portugal continental nesta reta final da semana. Os efeitos mais notórios nas condições meteorológicas do nosso país são <strong>a queda mais expressiva das temperaturas mínimas e a intensificação do vento Norte</strong>. Mesmo as temperaturas máximas mantêm valores abaixo da média climatológica de referência, tal como denotam os mapas de anomalia térmica.</p><p>Apesar da crescente influência e fortalecimento das altas pressões situadas a oes-sudoeste da Península Ibérica, <strong>nesta sexta-feira (15) ainda é expectável a ocorrência de aguaceiros fracos e dispersos nas Regiões Norte e Centro</strong>. O céu manter-se-á nublado ou parcialmente nublado durante grande parte da jornada, mas a partir do início da noite a nebulosidade diminui gradualmente até se dissipar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-uma-noite-de-4-c-nestes-distritos-do-interior-de-portugal-continental-1778841886963.png" data-image="3qiqibkqn8ei"><figcaption>O vento do quadrante Norte produzirá rajadas fortes, de até 60 km/h, na tarde desta sexta-feira, 15 de maio.</figcaption></figure><p>Atenção também à <strong>nortada</strong> desta sexta-feira (15), que soprará com mais intensidade no Centro-Sul do país, podendo atingir rajadas na ordem dos <strong>50-60 km/h, especialmente nos distritos de Leiria, Lisboa, Santarém, Setúbal e Faro</strong> (sobretudo na metade ocidental - Barlavento).</p><h2>A madrugada de sábado, 16 de maio, será bastante fria para a época do ano, sobretudo nestes 4 distritos</h2><p>Prevê-se que <strong>sábado (16) seja um dia anticiclónico</strong>, com tempo estável à superfície, marcado por céu pouco nublado ou limpo. Haverá bancos de <strong>nevoeiro matinal denso</strong>,<strong> </strong>mais localizados no interior Centro do país, salientando-se de modo evidente <strong>a faixa entre Coimbra e Fundão</strong>.</p><p>Adicionalmente, espera-se uma <strong>descida generalizada das temperaturas mínimas em Portugal continental</strong>, sendo particularmente acentuada nas cidades do interior Norte e Centro (período noturno correspondente à madrugada entre a meia-noite e as 07:00).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-uma-noite-de-4-c-nestes-distritos-do-interior-de-portugal-continental-1778842081717.png" data-image="0wtnhxuku19a"><figcaption>Várias cidades do interior registarão na próxima madrugada temperaturas iguais ou inferiores a 5 ºC, destacando-se as capitais distritais de Bragança e Guarda. Na zona da Serra da Estrela haverá zonas com valores próximos aos 0 ºC ou até mesmo abaixo deste patamar.</figcaption></figure><p><strong>A madrugada de sábado, 16 de maio, será acentuadamente fria</strong>, especialmente no Norte e Centro do país entre as 04:00 e as 07:00, contrastando fortemente com as temperaturas diurnas, que registarão uma pequena subida generalizada em relação ao dia de hoje. De entre os 4 distritos mais frios do país, isto é, aqueles que registarão temperaturas mínimas geralmente mais baixas, destacam-se os de <strong>Bragança </strong>e<strong> Guarda</strong>, cujas capitais distritais se prevê que registem <strong>apenas</strong> <strong>4 ºC</strong>.</p><p>Por outro lado, as temperaturas máximas deverão registar uma subida em todo o país, com esta configuração a traduzir-se numa <strong>grande amplitude térmica diária no sábado, 16 de maio</strong>.</p><table><thead><tr><th>Cidade</th><th>Sexta-feira, 15 de maio - previsão de Temperatura Máxima | Temperatura Mínima (ºC)</th><th>Sábado, 16 de maio - previsão de Temperatura Máxima | Temperatura Mínima (ºC)</th></tr></thead><tbody><tr><td>Bragança</td><td>18 | 8</td><td>19 | 4</td></tr><tr><td>Guarda</td><td>12 | 4</td><td>16 | 4</td></tr><tr><td>Vila Real</td><td>17 | 6</td><td>19 | 6</td></tr><tr><td>Viseu</td><td>15 | 7</td><td>19 | 5</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Fonte: Mapas da Meteored</td></tr></tbody></table><p>Além disto, prevê-se uma <strong>nova fase de nortada</strong>, com maior expressividade no período da tarde, desta feita sendo mais intensa na <strong>faixa do litoral entre Viana do Castelo e Lisboa, onde estão previstas rajadas até 55 km/h</strong>. Tanto hoje como amanhã, dias 15 e 16 de maio, a nortada forte contribuirá para agravar o desconforto térmico gerado pela presença do ar polar.</p><p>Em suma, a noite de sexta (15) para sábado (16) em Portugal continental constituirá <strong>o pico de um episódio de frio tardio</strong> numa fase do calendário que ‘casa’ com o fenómeno popularmente associado aos <strong>“Santos do Gelo”</strong>.</p><h2>Anomalias térmicas negativas diurnas e noturnas mantêm-se até segunda-feira, 18 de maio</h2><p>De acordo com os mapas de anomalia de temperatura, <strong>o padrão de temperaturas abaixo da média manter-se-á até segunda-feira (18)</strong>, algo para o qual contribuirá o fortalecimento de uma região de altas pressões nas imediações da nossa geografia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-uma-noite-de-4-c-nestes-distritos-do-interior-de-portugal-continental-1778842265273.png" data-image="d1mfx6rd5vu5"><figcaption>Tal como revela este mapa, até segunda-feira, 18 de maio, mesmo no período diurno espera-se que as temperaturas registem valores inferiores à média climatológica de referência.</figcaption></figure><p>Além do processo de subsidência do ar, que favorecerá <strong>céu pouco nublado e um consequente arrefecimento noturno</strong>, algum ar polar continuará instalado em altitude durante mais duas jornadas, fazendo com que até mesmo as <strong>temperaturas diurnas registem valores ligeiramente inferiores ao normal</strong> nestes dias.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768815" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-34-c-em-portugal-devido-ao-ar-africano-a-mudanca-de-temperaturas-sera-drastica-avisa-alfredo-graca.html" title="Até 34 ºC em Portugal devido ao ar africano: “a mudança de temperaturas será drástica”, avisa Alfredo Graça">Até 34 ºC em Portugal devido ao ar africano: “a mudança de temperaturas será drástica”, avisa Alfredo Graça</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-34-c-em-portugal-devido-ao-ar-africano-a-mudanca-de-temperaturas-sera-drastica-avisa-alfredo-graca.html" title="Até 34 ºC em Portugal devido ao ar africano: “a mudança de temperaturas será drástica”, avisa Alfredo Graça"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-34-c-em-portugal-devido-ao-ar-africano-a-mudanca-de-temperaturas-sera-drastica-avisa-alfredo-graca-1778761560888_320.png" alt="Até 34 ºC em Portugal devido ao ar africano: “a mudança de temperaturas será drástica”, avisa Alfredo Graça"></a></article></aside><p>A partir de <strong>terça-feira, 19 de maio, o padrão meteorológico registará uma mudança</strong> que se manifestará de modo gradual ao longo da próxima semana, estabelecendo-se uma configuração sinóptica em que predominará <strong>o tempo seco e bastante quente para a época do ano</strong>.</p><p>Em Portugal continental consolidar-se-á um contraste drástico a nível térmico que se verificará numa questão de apenas 5 dias, fomentado pela <strong>subida em latitude de uma massa de ar tropical continental, muito quente e seca, proveniente de África</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-uma-noite-de-4-c-nestes-distritos-do-interior-de-portugal-continental.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O Tibete recupera o seu abastecimento de água graças a uma nova rota eólica que garante água a 2 mil milhões de pessoas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-tibete-recupera-o-seu-abastecimento-de-agua-gracas-a-uma-nova-rota-eolica-que-garante-agua-a-2-mil-milhoes-de-pessoas.html</link><pubDate>Fri, 15 May 2026 08:45:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>As "Torres de Água Asiáticas" (AWTs, na sigla em inglês), uma região de altitude com uma elevação média superior a 4000 metros, servem como principal fonte de água doce para quase 2 mil milhões de pessoas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-tibete-recupera-o-seu-abastecimento-de-agua-gracas-a-uma-nova-rota-eolica-que-garante-agua-a-2-mil-milhoes-de-pessoas-1778675340343.jpg" data-image="yvmo4fksu58u" alt="imagem ilustrativa; Nubra" title="imagem ilustrativa; Nubra"><figcaption>Utilizando observações tridimensionais de isótopos de vapor de água atmosférico, os cientistas acompanharam o transporte vertical de humidade durante o inverno e a primavera.</figcaption></figure><p>Embora <strong>a monção de verão indiana seja bem conhecida por moldar os padrões sazonais de chuva que ajudam a alimentar as AWT</strong>, o papel hidrológico dos ventos de oeste de latitudes médias, que dominam os padrões climáticos regionais durante três quartos do ano, não era claro.</p><h2>Nova visão sobre o transporte de humidade pelos ventos de oeste</h2><p>Agora, uma equipa de investigação liderada pelos professores Gao Jing e Yao Tandong, do Instituto de Investigação do Planalto Tibetano da Academia Chinesa de Ciências, em colaboração com cientistas internacionais, <strong>determinou como os ventos de oeste integram a sua humidade no ciclo hidrológico local</strong> em condições sem precipitação.</p><p>Especificamente, os investigadores identificaram um <strong>mecanismo atmosférico de "transporte vertical" </strong>pelo qual a humidade transportada pelos ventos de grande altitude é transportada em direção ao planalto através de um complexo processo de "desacoplamento" noturno.</p><h2>Observações com balões e modelação avançada</h2><p>Neste estudo, os investigadores combinaram observações verticais <em>in situ</em> com o modelo atmosférico de última geração ECHAM6-wiso, que utiliza isótopos, fornecendo a <strong>primeira visão unificada e baseada em processos de como a água atmosférica das Correntes Azuis do Tibete é abastecida</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-tibete-recupera-o-seu-abastecimento-de-agua-gracas-a-uma-nova-rota-eolica-que-garante-agua-a-2-mil-milhoes-de-pessoas-1778676265941.jpg" data-image="bje3iujc16is" alt="Nam Co; Tibete" title="Nam Co; Tibete"><figcaption>A subsidência noturna separa a humidade transportada pelos ventos de oeste da humidade residual da camada limite atmosférica, incorporando o vapor de fontes remotas no balanço hídrico local.</figcaption></figure><p> Utilizando balões especiais "Jimu" presos por hélio, <strong>os investigadores recolheram 32 perfis verticais inéditos de isótopos estáveis de vapor de água atmosférico</strong> (δDᵥ e d-excessoᵥ) e parâmetros meteorológicos em dois locais do Planalto Tibetano: Lulang, um corredor de humidade florestal, e Nam Co, um lago interior de grande altitude. </p><h2>Uma estrutura atmosférica de três camadas</h2><p> Estes isótopos permitiram aos investigadores identificar uma<strong> estrutura atmosférica altamente estratificada</strong>, composta por três camadas: a camada limite atmosférica, localizada a aproximadamente 600 a 900 metros, onde a humidade de origem local é moldada por ciclos diurnos; A camada de mistura, uma zona intermédia entre os 600 e os 1.600 metros, caracterizada por uma variação isotópica mínima; e a troposfera livre, que se encontra acima dos 1.600 a 1.800 metros, onde os ventos de oeste de grande escala transportam humidade através da barreira dos Himalaias. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-tibete-recupera-o-seu-abastecimento-de-agua-gracas-a-uma-nova-rota-eolica-que-garante-agua-a-2-mil-milhoes-de-pessoas-1778676543131.png" data-image="94vk4adwtmei" alt="esquema de transporte de humidade" title="esquema de transporte de humidade"><figcaption>Ilustração esquemática do transporte de humidade associado aos ventos de oeste nas AWT's de Lulang. A interação entre ar frio advectado e ar residual mais quente e húmido origina uma camada mista e uma inversão acima da camada limite atmosférica, promovendo a separação da humidade. As setas laranja representam evaporação e evapotranspiração, e as azuis indicam condensação. Na primavera, a camada limite e a camada mista atingem maiores altitudes do que no inverno. Em Nam Co, a troposfera livre desce a altitudes mais baixas e a camada de mistura é menos espessa do que em Lulang. Crédito: Adaptado de PNAS (2026).</figcaption></figure><p> Os investigadores descobriram que o vapor de água atmosférico transportado pelos ventos de oeste sofre subsidência, com uma descida em grande escala desta humidade em direção à camada limite atmosférica das AWT's. <strong>À medida que esta humidade se afunda, interage com o ar local, criando duas camadas distintas de inversão térmica</strong>. Estas camadas atuam como "tampas" físicas que suprimem a mistura vertical e separam o vapor de água atmosférico em camadas distintas. </p><h2>Separação noturna e integração de humidade</h2><p> Esta separação isola a humidade em altitude, transportada pelos ventos de oeste, do ar local relativamente húmido aprisionado no interior da camada limite atmosférica. A condensação abaixo destas camadas de inversão térmica durante a separação integra a humidade trazida pelos ventos de oeste no balanço local de humidade. Este processo constitui uma <strong>via primária para a integração da humidade transportada pelos ventos de oeste no balanço hídrico local</strong>, mesmo sem precipitação, sustentando a <strong>acumulação de humidade junto à superfície</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="701994" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-origem-de-parte-do-tibete-esta-na-australia-a-surpreendente-conclusao-de-uns-geologos-chineses.html" title="A origem de parte do Tibete está... na Austrália. A surpreendente conclusão de uns geólogos chineses">A origem de parte do Tibete está... na Austrália. A surpreendente conclusão de uns geólogos chineses</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-origem-de-parte-do-tibete-esta-na-australia-a-surpreendente-conclusao-de-uns-geologos-chineses.html" title="A origem de parte do Tibete está... na Austrália. A surpreendente conclusão de uns geólogos chineses"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-origen-del-tibet-esta-en-australia-1742307630902_320.jpeg" alt="A origem de parte do Tibete está... na Austrália. A surpreendente conclusão de uns geólogos chineses"></a></article></aside><p> Os investigadores descobriram que, <strong>mesmo sem precipitação, aproximadamente 30% da humidade transportada pelos ventos de oeste é integrada no ciclo local</strong> através de transições de fase noturnas. </p><h2>Implicações para um clima em aquecimento</h2><p> Estas descobertas são significativas, uma vez que <strong>o aquecimento antropogénico impulsiona rápidas transições hidrológicas, incluindo o recuo acelerado dos glaciares e a alteração dos padrões de escoamento, que afetam a quantidade de humidade que alimenta as AWT's</strong>. Os resultados fornecem parâmetros críticos para melhorar os modelos atmosféricos, otimizar as projeções climáticas para o ciclo da água das AWT e avançar na interpretação climática dos registos isotópicos regionais, como os dos núcleos de gelo. </p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Jing Gao, Tandong Yao, Valérie Masson-Delmotte & Maosheng He. <a href="https://www.pnas.org/doi/10.1073/pnas.2529749123" target="_blank">Vertical conveyor driving the integration of moisture transported by the westerlies to the Asian water towers’ atmospheric water cycle</a>. PNAS (2026).</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-tibete-recupera-o-seu-abastecimento-de-agua-gracas-a-uma-nova-rota-eolica-que-garante-agua-a-2-mil-milhoes-de-pessoas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um dos locais mais bonitos dos Açores volta finalmente a abrir a banhos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/um-dos-locais-mais-bonitos-dos-acores-volta-finalmente-a-abrir-a-banhos.html</link><pubDate>Fri, 15 May 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Depois de um verão marcado pela interdição, o Ilhéu de Vila Franca do Campo volta a receber banhistas já nesta época balnear em São Miguel.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/um-dos-locais-mais-bonitos-dos-acores-volta-finalmente-a-abrir-a-banhos-1778752178721.jpg" data-image="fipddjpxrl4k" alt="Ilhéu de Vila Franca do Campo" title="Ilhéu de Vila Franca do Campo"><figcaption>O Ilhéu de Vila Franca volta a receber banhistas este verão. Foto: Wikimedia // Carlos de Paz, CC BY-NC-SA 2.0</figcaption></figure><p>Temos boas notícias para quem sonha mergulhar na <strong>cratera vulcânica mais icónica de São Miguel</strong>. Depois de um verão de 2025 marcado pela interdição total aos banhistas, o <strong>Ilhéu de Vila Franca do Campo</strong> vai reabrir a banhos esta época balnear. </p><div class="texto-destacado">A reabertura marca o regresso de um dos locais mais emblemáticos dos Açores, conhecido pela sua impressionante cratera vulcânica transformada numa piscina natural em pleno Atlântico.</div><p>Situado ao largo da vila de Vila Franca do Campo, na costa sul de São Miguel, o ilhéu é uma das paisagens mais reconhecidas do arquipélago. A poucos minutos de barco da marina, esconde no interior uma lagoa natural de águas calmas e transparentes, formada pela antiga cratera de um vulcão submerso. </p><p>Todos os anos, <strong>milhares de visitantes</strong> passam por ali durante os meses mais quentes, seja para nadar, fazer <em>snorkelling</em> ou simplesmente aproveitar um dos cenários mais especiais da ilha.</p><h2>Encerramento em 2025</h2><p>No ano passado, porém, a zona balnear acabou por<strong> ficar encerrada </strong>devido aos resultados das análises à qualidade da água, situação que impediu os banhos durante toda a época. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768412" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-sao-conhecidas-as-praias-com-bandeira-azul-em.html" title="Já são conhecidas as praias com Bandeira Azul em 2026">Já são conhecidas as praias com Bandeira Azul em 2026</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-sao-conhecidas-as-praias-com-bandeira-azul-em.html" title="Já são conhecidas as praias com Bandeira Azul em 2026"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ja-sao-conhecidas-as-praias-com-bandeira-azul-em-1778573948671_320.jpg" alt="Já são conhecidas as praias com Bandeira Azul em 2026"></a></article></aside><p>“O encerramento a banhos no verão de 2025 não foi uma surpresa de última hora”, escreve o ‘Ekonomista’. “A primeira classificação negativa da qualidade das águas do ilhéu registou-se em 2020, o que desencadeou a criação de um grupo de trabalho com representantes do Governo Regional, do município e de outras entidades.”</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/um-dos-locais-mais-bonitos-dos-acores-volta-finalmente-a-abrir-a-banhos-1778752319747.jpg" data-image="t1qvj0uek06v" alt="Ilhéu de Vila Franca" title="Ilhéu de Vila Franca"><figcaption>É uma das piscinas naturais mais impressionantes dos Açores. Foto: Wikimedia // Jules Verne Times Two</figcaption></figure><p>“Durante anos, foram implementadas medidas de mitigação, incluindo a redução da população de gaivotas, identificadas como uma das fontes de contaminação bacteriana, mas os resultados acumulados ao longo de cinco anos consecutivos determinaram a interdição.”</p><p>Entretanto, após novos trabalhos de monitorização e avaliações realizadas em conjunto com as entidades ambientais, foi <strong>considerada possível a reabertura do espaço aos visitantes</strong>.</p><h2>A reabertura</h2><p>A reabertura foi anunciada a 7 de abril, garantindo que estará disponível na época balnear. Com esta novidade, <strong>o arquipélago passa a ter 88 espaços balneares aprovados para 2026</strong>. Só na costa há 25 espaços diferentes. É a ilha do Pico que tem o maior número de zonas balneares na região, com 26. Segundo o 'Público', seguem-se a ilha Terceira (16), Faial (seis), Graciosa (cinco), Santa Maria (quatro), São Jorge (três), Flores (duas) e Corvo (uma).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="721015" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/acores-em-alta-perceba-como-um-arquipelago-discreto-derrotou-o-havai.html" title="Açores em alta: perceba como um arquipélago discreto derrotou o Havai">Açores em alta: perceba como um arquipélago discreto derrotou o Havai</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/acores-em-alta-perceba-como-um-arquipelago-discreto-derrotou-o-havai.html" title="Açores em alta: perceba como um arquipélago discreto derrotou o Havai"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/acores-em-alta-perceba-como-um-arquipelago-discreto-derrotou-o-havai-1753203243880_320.jpg" alt="Açores em alta: perceba como um arquipélago discreto derrotou o Havai"></a></article></aside><p>Apesar do regresso aos banhos, contudo, continuam a <strong>existir regras apertadas</strong> para proteger o ecossistema sensível do Ilhéu. O acesso diário mantém-se limitado a <strong>400 pessoas</strong>, sendo que<strong> apenas 200</strong> podem permanecer ao mesmo tempo no interior da cratera. </p><div class="texto-destacado">A ligação marítima entre Vila Franca do Campo e o ilhéu continua a ser assegurada pelo Clube Naval local, como já acontecia anteriormente.</div><p>O preço do bilhete de transporte (ida e volta) tem sido de 6€ para residentes nos Açores e 10€ para não residentes.<strong> Os valores para a época de 2026 devem ser confirmados </strong>diretamente na bilheteira <em>online</em> do CNVFC ou na bilheteira física da marina, uma vez que podem sofrer atualizações.</p><p>E, atenção, porque quem visita o ilhéu fora de época ou chega sem reserva arrisca ficar sem acesso por esgotamento da capacidade.</p><h2>Uma boa notícia para a economia local</h2><p>Classificado como Reserva Natural, o ilhéu integra ainda a Rede Natura 2000 e o Açores Geoparque Mundial da UNESCO, estatutos que reforçam a importância ambiental e científica deste pequeno paraíso vulcânico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/um-dos-locais-mais-bonitos-dos-acores-volta-finalmente-a-abrir-a-banhos-1778752518725.jpg" data-image="9vl1uri55gd6" alt="Ilhéu de Vila Franca do Campo" title="Ilhéu de Vila Franca do Campo"><figcaption>O paraíso natural mais famoso de São Miguel. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>A reabertura surge também como uma<strong> boa notícia para a economia local</strong>. Durante o verão, o ilhéu atrai milhares de visitantes e acaba por ter impacto direto em restaurantes, alojamentos, cafés e empresas turísticas da vila de Vila Franca do Campo.</p><p>"Com base em estimativas conservadoras de consumo médio por visitante (entre 40 euros e 60 euros), estima-se que o impacto económico global associado à presença do ilhéu ultrapasse os 3,5 milhões de euros por época balnear", lê-se no <em>site</em> ‘Açoriano Oriental’.</p><p>Para quem planeia visitar São Miguel nos próximos meses, o regresso dos banhos ao ilhéu devolve à ilha uma das suas experiências mais procuradas: mergulhar numa cratera vulcânica rodeada pelo azul do Atlântico.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/um-dos-locais-mais-bonitos-dos-acores-volta-finalmente-a-abrir-a-banhos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[NASA procura por água congelada na Via Láctea com um novo mapa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nasa-procura-por-agua-congelada-na-via-lactea-com-um-novo-mapa.html</link><pubDate>Fri, 15 May 2026 06:17:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O observatório espacial SPHEREx da NASA criou um mapa detalhado do gelo interestelar na Via Láctea, revelando as misteriosas origens químicas da água como a conhecemos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-busca-agua-helada-en-la-via-lactea-con-un-nuevo-mapa-1778373265834.jpg" data-image="jd53175xs2rw"><figcaption>O SPHEREx possui um enorme potencial para estudos galácticos, concentrando-se em Cygnus X, uma região de formação estelar relativamente próxima da Via Láctea.</figcaption></figure><p>Uma das questões fundamentais para a compreensão da vida no universo é a água. Encontrá-la tem sido um dos maiores desafios desde o início da era espacial. A <strong>missão SPHEREx da NASA mapeou o gelo interestelar em detalhes</strong>, capturando espectros infravermelhos em mais de cem cores diferentes.</p><div class="texto-destacado">Estes "gelos" aderem a minúsculas partículas de poeira localizadas em nuvens moleculares dentro da galáxia. Elas são regiões frias e densas conhecidas como berçários, onde inúmeras estrelas nascem.</div><p>Os cientistas do projeto descobriram que <strong>o material congelado inclui moléculas vitais como monóxido de carbono e dióxido de carbono</strong>. Esta mistura gelada é um reservatório fundamental para a química orgânica que pode permitir o <strong>desenvolvimento da vida</strong>.</p><p><strong>Grande parte da água presente no nosso planeta provém de reservas interestelares semelhantes, formadas biliões de anos atrás</strong>. Estes vastos acúmulos fornecem os ingredientes básicos que, eventualmente, permeiam os sistemas planetários jovens durante o seu processo de formação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-busca-agua-helada-en-la-via-lactea-con-un-nuevo-mapa-1778373284367.jpg" data-image="pfbqx0wcwctm"><figcaption>Os dados fornecidos pela missão mostram que as nuvens interestelares funcionam como enormes glaciares cósmicos com vastas e incalculáveis reservas de água. Estas informações ajudarão a confirmar a nossa ligação química e material com os componentes distribuídos por toda a Via Láctea.</figcaption></figure><p>Os <strong>dados fornecidos pela missão</strong> mostram que as nuvens interestelares funcionam como enormes glaciares cósmicos com vastas e incalculáveis reservas de água. Estas informações ajudarão a confirmar a nossa ligação química e material com os componentes distribuídos por toda a<strong> Via Láctea</strong>.</p><h2>Cartografia Espectral Galáctica</h2><p>O <strong>SPHEREx</strong> utiliza luz infravermelha para detetar regiões moleculares em áreas como Cygnus X e a Nebulosa da América do Norte. O<strong> telescópio identifica moléculas de gelo</strong> medindo os comprimentos de onda específicos que o gelo absorve ao bloquear o brilho das estrelas de fundo.</p><p>O <strong>mapeamento tridimensional ajuda a revelar como os fatores do ambiente espacial influenciam o gelo</strong>, uma vez que pode mostrar como a intensa luz ultravioleta emitida por estrelas jovens altera significativamente a abundância desses elementos no meio cósmico.</p><p>Diferentemente de missões anteriores que analisavam fontes brilhantes individualmente, o instrumento analisa o amplo brilho difuso de fundo, possibilitando a observação da <strong>distribuição espacial de material químico congelado com níveis de detalhe verdadeiramente sem precedentes</strong> na astronomia.</p><p><strong>Esta perspectiva é crucial para a compreensão das enormes taxas de formação molecular em grandes regiões galácticas</strong>, o que representa uma grande vantagem, pois proporciona uma visão geral ampla, impossível de ser obtida com instrumentos terrestres, que só conseguem ampliar ou focar em pequenas regiões.</p><h3>Água e Filamentos Cósmicos</h3><p>As primeiras imagens geradas pela missão mostram linhas de absorção muito nítidas, criadas pela água e pelo dióxido de carbono. Estas zonas absorvem luz, revelando a localização exata de <strong>densas faixas escuras no centro da nossa galáxia</strong> espiral.</p><p>Esta estrutura química gelada traça imensas redes interligadas que seguem o contorno de espessas faixas compostas de material estelar. Estes mantos escuros<strong> protegem, envolvem e isolam a água primordial</strong>, impedindo que ela seja completamente destruída pela radiação ultravioleta presente durante a formação das estrelas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-busca-agua-helada-en-la-via-lactea-con-un-nuevo-mapa-1778373302258.jpg" data-image="xs9rhu0iiw9i"><figcaption>O instrumento SPHEREx da NASA detetou gelo de água (azul) e hidrocarbonetos aromáticos na nuvem Cygnus X. Crédito: NASA/JPL-Caltech/IPAC/Hora et al.</figcaption></figure><p>A <strong>distribuição física da água e do dióxido de carbono é visivelmente semelhante em todos os campos observados</strong>; no entanto, a profundidade relativa alcançada nessas valiosas absorções varia ligeiramente ao longo do mapa devido a diferentes condições físicas.</p><p>Diversos mapas térmicos confirmam que os setores com <strong>as camadas de gelo mais espessas tendem a apresentar temperaturas extremamente baixas</strong>. De facto, esses estudos também ajudaram a corroborar que a formação de moléculas congeladas prospera eficientemente dentro das nebulosas quando protegidas do calor constante.</p><h3>Um contraste químico único</h3><p>Mas os mapas não apenas rastrearam água estelar fria, como também <strong>detetaram abundantes hidrocarbonetos aromáticos policíclicos</strong>, substâncias complexas que brilham intensamente quando aquecidas por raios ultravioleta emitidos diretamente por corpos massivos distribuídos por todo o sistema da Via Láctea.</p><p>Curiosamente, <strong>não foi encontrada nenhuma sobreposição espacial direta entre as grandes emissões desses hidrocarbonetos e a presença de gelo</strong>. Este contraste ocorre porque as reservas congeladas necessitam de áreas muito escuras e protegidas, enquanto essas moléculas aromáticas requerem fotões energéticos para brilhar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="732429" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/chove-no-sol-e-uns-investigadores-do-instituto-de-astronomia-da-universidade-do-havai-descobriram-porque.html" title="Chove no Sol e uns investigadores do Instituto de Astronomia da Universidade do Havai descobriram porquê">Chove no Sol e uns investigadores do Instituto de Astronomia da Universidade do Havai descobriram porquê</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/chove-no-sol-e-uns-investigadores-do-instituto-de-astronomia-da-universidade-do-havai-descobriram-porque.html" title="Chove no Sol e uns investigadores do Instituto de Astronomia da Universidade do Havai descobriram porquê"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chove-no-sol-e-uns-investigadores-do-instituto-de-astronomia-da-universidade-do-havai-descobriram-porque-1759411664271_320.jpg" alt="Chove no Sol e uns investigadores do Instituto de Astronomia da Universidade do Havai descobriram porquê"></a></article></aside><p>Quando as diferentes camadas interestelares se encontram diante dos sensores do telescópio, podem causar confusão óptica, uma vez que as emissões quentes são frequentemente obscurecidas por densas nuvens ricas em gelo localizadas em primeiro plano, o que complica significativamente a análise dos dados.</p><p>Esta<strong> investigação inicial representa um grande avanço tecnológico rumo a uma melhor compreensão da dinâmica estelar da nossa vizinhança</strong>. Estes tipos de mapas ajudarão, por décadas, a revelar a localização da água primitiva e os segredos químicos responsáveis pela origem do sistema solar.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nasa-procura-por-agua-congelada-na-via-lactea-com-um-novo-mapa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Do interior da Terra ao caos na superfície: o desafio de prever as erupções vulcânicas ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/do-interior-da-terra-ao-caos-na-superficie-o-desafio-de-prever-as-erupcoes-vulcanicas.html</link><pubDate>Fri, 15 May 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A erupção em La Palma mostrou que, apesar da tecnologia e monitorização avançada, prever exactamente quando e onde um vulcão vai explodir continua extremamente difícil. Saiba mais aqui sobre este tema!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-interior-da-terra-ao-caos-na-superficie-o-desafio-de-prever-as-erupcoes-vulcanicas-1778425892395.jpg" data-image="7jx0h4o2eul7" alt="Vulcão em La Palma" title="Vulcão em La Palma"><figcaption>A erupção do Tajogaite, em La Palma, tornou-se um dos fenómenos vulcânicos mais estudados da última década.</figcaption></figure><p>A erupção do <strong>vulcão Tajogaite,</strong> na ilha espanhola de La Palma, em 2021, marcou <strong>um dos episódios vulcânicos mais estudados das últimas décadas</strong>.</p><p>Durante 85 dias, <strong>rios de lava destruíram milhares de edifícios</strong> e alteraram profundamente a paisagem das Canárias.</p><p>Apesar da <strong>intensa monitorização científica antes e durante a erupção</strong>, continua a existir uma pergunta sem resposta definitiva: porque é que é tão difícil prever exactamente quando e onde um vulcão vai entrar em erupção?</p><p>Os avanços científicos dos últimos anos mostram que <strong>os investigadores estão cada vez mais próximos de antecipar sinais de atividade vulcânica</strong>.</p><h2>Porque é que os vulcões continuam imprevisíveis?</h2><p>No entanto, prever uma erupção com precisão continua a ser um <strong>enorme desafio devido à complexidade dos sistemas magmáticos</strong> e às limitações da tecnologia disponível. </p><p>No caso do Tajogaite, os cientistas detetaram <strong>sinais de instabilidade dias antes da erupção</strong>. A atividade sísmica começou a intensificar-se em Setembro de 2021, acompanhada por <strong>deformações do solo e emissões de gases vulcânicos</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="388482" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/foi-por-isto-que-o-vulcao-de-la-palma-deu-a-volta-ao-mundo-cumbre-vieja-canarias.html" title="Foi por isto que o vulcão de La Palma deu a volta ao mundo!">Foi por isto que o vulcão de La Palma deu a volta ao mundo!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/foi-por-isto-que-o-vulcao-de-la-palma-deu-a-volta-ao-mundo-cumbre-vieja-canarias.html" title="Foi por isto que o vulcão de La Palma deu a volta ao mundo!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tre-mesi-di-eruzione-alle-canarie-le-curiosita-1640071821881_320.jpg" alt="Foi por isto que o vulcão de La Palma deu a volta ao mundo!"></a></article></aside><p>Estes fenómenos indicavam que o <strong>magma estava a mover-se no interior da crosta terrestre</strong>. Contudo, embora fosse evidente que algo estava prestes a acontecer, <strong>ninguém conseguia determinar com exatidão o local exacto da abertura da fissura eruptiva</strong> nem o momento preciso da explosão. </p><p>Um dos principais problemas está relacionado com o facto de os vulcões funcionarem como <strong>sistemas extremamente complexos e dinâmicos</strong>.</p><h2>O magma no interior da Terra</h2><p>O magma desloca-se através de <strong>fraturas subterrâneas invisíveis</strong>, interage com diferentes tipos de rocha e pode mudar rapidamente de direção ou velocidade.</p><p>Pequenas alterações de pressão no interior do vulcão podem alterar completamente o comportamento da erupção. Por isso, <strong>mesmo com milhares de sensores sísmicos, satélites e modelos computacionais, os cientistas trabalham frequentemente com probabilidades</strong>, e não com certezas absolutas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-interior-da-terra-ao-caos-na-superficie-o-desafio-de-prever-as-erupcoes-vulcanicas-1778425923824.jpg" data-image="lb7ozswmj2xf" alt="Vulcão em erupção" title="Vulcão em erupção"><figcaption>Sismos, deformações do solo e emissões de gases são alguns dos sinais monitorizados antes de uma erupção vulcânica, segundo os cientistas.</figcaption></figure><p>Ainda assim, a investigação recente trouxe avanços importantes. Um estudo publicado na revista <em>Science</em> demonstrou que <strong>a combinação de diferentes técnicas de monitorização, como análise sísmica, deformação do solo, composição química das cinzas</strong> e estudo dos cristais vulcânicos, permite reconstruir com maior detalhe os movimentos do magma antes da erupção.</p><p>No Tajogaite, os investigadores identificaram <strong>várias intrusões magmáticas ocorridas entre 2017 e 2021</strong>, mostrando que o sistema vulcânico esteve lentamente a “acordar” durante anos. </p><h2>Padrões sismicos como sinais de alerta</h2><p>Os cientistas descobriram também que certos padrões sísmicos podem <strong>funcionar como sinais de alerta antecipado</strong>.</p><p>Estudos recentes sobre o Tajogaite indicam que parâmetros como a <strong>entropia sísmica, o índice de frequência e a curtose dos sinais sísmicos podem ajudar a prever alterações eruptivas</strong> com várias horas de antecedência. Em alguns casos, foi possível detectar sinais cerca de nove horas antes do início da erupção. </p><p>Apesar destes progressos, <strong>prever erupções vulcânicas continua a ser muito mais difícil</strong> do que prever o estado do tempo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="375051" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/la-palma-como-os-satelites-nos-ajudam-a-monitorizar-as-erupcoes-vulcoes.html" title="La Palma: como os satélites nos ajudam a monitorizar as erupções">La Palma: como os satélites nos ajudam a monitorizar as erupções</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/la-palma-como-os-satelites-nos-ajudam-a-monitorizar-as-erupcoes-vulcoes.html" title="La Palma: como os satélites nos ajudam a monitorizar as erupções"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-palma-como-os-satelites-nos-ajudam-a-monitorizar-as-erupcoes-vulcoes-1634398942236_320.jpg" alt="La Palma: como os satélites nos ajudam a monitorizar as erupções"></a></article></aside><p>Na meteorologia existem milhares de <strong>satélites e estações de observação a recolher dados</strong> continuamente sobre a atmosfera.</p><p>Já no interior de um vulcão, <strong>a maior parte dos processos ocorre a vários quilómetros de profundidade</strong>, num ambiente inacessível à observação directa. Os cientistas apenas conseguem inferir o que está a acontecer através de <strong>sinais indiretos, como sismos, deformações do terreno ou emissões gasosas</strong>. </p><h2>A inteligência artificial pode ajudar a prever erupções?</h2><p>Outro obstáculo importante é que cada vulcão possui um <strong>comportamento único</strong>. Alguns entram em erupção após meses de actividade sísmica; outros podem explodir quase sem aviso prévio.</p><p>Além disso, <strong>muitos vulcões passam décadas ou séculos adormecidos, dificultando a recolha de dados</strong> históricos suficientes para treinar modelos preditivos fiáveis. </p><p>A <strong>inteligência artificial poderá desempenhar um papel decisivo</strong> no futuro da vulcanologia.</p><p>Novos sistemas baseados em aprendizagem automática já <strong>conseguem analisar enormes quantidades de dados sísmicos e imagens de satélite em tempo real</strong>, detetando padrões invisíveis ao olho humano.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Algumas experiências recentes demonstraram que algoritmos conseguem identificar sinais precursores de atividade eruptiva com uma antecedência cada vez maior. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Mesmo assim, os especialistas alertam que <strong>dificilmente será possível prever erupções com exatidão absoluta num futuro próximo</strong>. O objetivo atual da ciência não é indicar o minuto exato de uma explosão, mas sim melhorar os sistemas de alerta precoce para proteger populações em risco.</p><p>O caso do Tajogaite mostrou que <strong>a ciência já consegue detetar muitos sinais de perigo</strong> antes de uma erupção acontecer.</p><p>No entanto, também revelou que <strong>os vulcões continuam a ser fenómenos naturais profundamente imprevisíveis</strong>, lembrando-nos de que o interior da Terra permanece, em grande parte, um território desconhecido.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/do-interior-da-terra-ao-caos-na-superficie-o-desafio-de-prever-as-erupcoes-vulcanicas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A aplicação "Weather Replay" do Copernicus recria as condições meteorológicas do passado para qualquer local e hora]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-aplicacao-weather-replay-do-copernicus-recria-as-condicoes-meteorologicas-do-passado-para-qualquer-local-e-hora.html</link><pubDate>Thu, 14 May 2026 16:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Uma nova aplicação do Serviço de Alterações Climáticas do Copernicus, denominada "Weather Replay", funciona como uma máquina do tempo, permitindo aos utilizadores explorar e visualizar eventos meteorológicos e climáticos históricos — tais como tempestades, ondas de calor, inundações, furacões e ciclones — e a sua evolução ao longo do tempo, de forma simples e acessível, em qualquer parte do mundo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/weather-replay-de-copernicus-1778647460807.png" data-image="emkznqefi8nq"><figcaption>Imagem de arquivo gerada pelo Weather Replay que mostra os campos de superfície associados a uma tempestade perto da Península Ibérica. Fonte: Copernicus-ECMWF.</figcaption></figure><p>O Serviço de Alterações Climáticas Copernicus (C3S), implementado pelo Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo (ECMWF), lançou <strong>uma nova aplicação que poderá revelar-se útil </strong>como recurso para a elaboração de futuros relatórios meteorológicos e climáticos.</p><p>A nova aplicação <strong>"Weather Replay" permite aos utilizadores reviver as condições meteorológicas de qualquer local do mundo, hora a hora, desde janeiro de 1940 até poucos dias antes do presente</strong>. Para tal, utiliza o conjunto de dados de reanálise ERA5, o sistema de arquivo ARCO e os poderosos repositórios de dados do ECMWF.</p><h2>Uma máquina do tempo online</h2><p>Esta ferramenta funciona como uma máquina do tempo, permitindo aos utilizadores explorar e visualizar eventos meteorológicos e climáticos históricos, tais como <strong>tempestades, ondas de calor, inundações, furacões e ciclones, bem como a sua evolução ao longo do tempo</strong>.</p><p>Inclui uma seleção de eventos históricos importantes, como o furacão Katrina, o ciclone Nargis, que atingiu Mianmar em maio de 2008, e a onda de calor europeia de 2003. Permite também aos utilizadores<strong> explorar livremente qualquer período ou local do mundo para observar as condições meteorológicas em datas significativas</strong> ou durante eventos históricos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/weather-replay-de-copernicus-1778647477674.gif" data-image="8rmlmfsbf1la"><figcaption>Animação da ferramenta de comparação que mostra as ondas de calor de 2018 e 2025 na Escandinávia. Fonte: Copernicus-ECMWF.</figcaption></figure><p>Chiara Cagnazzo, cientista principal do C3S, supervisiona a produção de muitas das novas aplicações lançadas recentemente pelo serviço. Ela afirmou: "O Weather Replay é um exemplo impressionante do potencial do nosso conjunto de dados de reanálise ERA5, bem como da infraestrutura global dos repositórios de dados do ECMWF. Faz parte de um esforço mais vasto para tornar os nossos dados mais acessíveis aos meios de comunicação social e ao público em geral, e inclui aplicações como o Thermal Trace, o ERA Explorer, o Climate Pulse e outras. <strong>Pode vir a ser um ponto de viragem na ajuda às pessoas para explorarem e compreenderem os nossos dados</strong>."</p><p>Uma vez que a aplicação combina dados históricos de reanálise com atualizações quase em tempo real, poderá revelar-se útil para:</p><ul><li>Informação contextualizada sobre fenómenos meteorológicos extremos.</li><li>Comparações históricas e aniversários.</li><li>Explicações climáticas e investigação de fundo.</li><li>Visualização e narrativa baseadas em dados.</li></ul><p>As variáveis disponíveis incluem, entre outras:</p><ul><li>Temperatura </li><li>Vento e rajadas de vento </li><li>Precipitação </li><li> Pressão média ao nível do mar </li><li>Condições atmosféricas em altitude e padrões da corrente de jato</li></ul><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="749105" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/2025-foi-o-terceiro-ano-mais-quente-ja-registrado-a-nivel-global-segundo-o-copernicus.html" title="2025 foi o terceiro ano mais quente já registado a nível global, segundo o Copernicus">2025 foi o terceiro ano mais quente já registado a nível global, segundo o Copernicus</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/2025-foi-o-terceiro-ano-mais-quente-ja-registrado-a-nivel-global-segundo-o-copernicus.html" title="2025 foi o terceiro ano mais quente já registado a nível global, segundo o Copernicus"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/2025-tercer-ano-mas-calido-a-nivel-global-1768200585644_320.jpg" alt="2025 foi o terceiro ano mais quente já registado a nível global, segundo o Copernicus"></a></article></aside><p>O artigo completo que explica a ferramenta e todas as suas funcionalidades está disponível aqui.</p><p>A aplicação "Weather Replay" completa e todas as suas funcionalidades estão disponíveis aqui: weather-replay.climate.copernicus.eu</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><strong><a href="https://climate.copernicus.eu/" target="_blank"><em>Copernicus-ECMWF</em></a></strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-aplicacao-weather-replay-do-copernicus-recria-as-condicoes-meteorologicas-do-passado-para-qualquer-local-e-hora.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calor com sabor a verão em Portugal a partir de 20 de maio: a dorsal africana poderá estender-se até ao Mar Báltico]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-com-sabor-a-verao-em-portugal-a-partir-de-20-de-maio-a-dorsal-africana-podera-estender-se-ate-ao-mar-baltico.html</link><pubDate>Thu, 14 May 2026 15:01:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal deverá manter temperaturas abaixo da média até ao início da próxima semana, antes da chegada de uma massa de ar quente africana que poderá trazer o primeiro episódio de calor significativo desta primavera.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa9pb14"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa9pb14.jpg" id="xa9pb14"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A partir da tarde de hoje, quinta-feira, 14 de maio, o tempo em Portugal continental deverá entrar numa fase mais estável, já sem previsão relevante de precipitação.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Ainda assim, o ambiente continuará fresco para a época, sobretudo no Norte e no interior, devido à persistência de uma massa de ar relativamente fria e à <strong>influência de um jato polar ondulado a Norte da Península Ibérica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-com-sabor-a-verao-em-portugal-a-partir-de-20-de-maio-a-dorsal-africana-podera-estender-se-ate-ao-mar-baltico-1778761089587.png" data-image="h5z5mlwl6hxl" alt="Temperatura a 700 hPa" title="Temperatura a 700 hPa"><figcaption>Entre 15 e 17 de maio, o jato polar ondulado continuará a favorecer a entrada de ar mais frio em Portugal, mantendo temperaturas abaixo da média, sobretudo no Norte e no interior.</figcaption></figure><p>Desde a madrugada de sexta-feira (15), até domingo (17), o padrão atmosférico continuará a ser influenciado por um jato polar ondulado, responsável pela chegada de massas de ar mais frio ao continente. Isto significa que as temperaturas deverão manter-se abaixo da média climatológica em grande parte do país, ou seja, com <strong>anomalias térmicas negativas:</strong> valores de temperatura inferiores ao normal para a época do ano.</p><p><strong>As madrugadas de sábado e domingo deverão ser particularmente frescas no Norte e em partes do Centro.</strong> Em alguns locais dos distritos de Bragança, Vila Real e Viana do Castelo, os termómetros poderão descer aos 3 ou 4 ºC. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-com-sabor-a-verao-em-portugal-a-partir-de-20-de-maio-a-dorsal-africana-podera-estender-se-ate-ao-mar-baltico-1778761117245.png" data-image="zcz1l20rne2a" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>As madrugadas de sábado e domingo deverão ser especialmente frias no Nordeste e em zonas montanhosas, com mínimas de 3 a 4 ºC e possibilidade de valores negativos na Serra da Estrela.</figcaption></figure><p>Na Serra da Estrela, <strong>não se excluem novamente valores negativos</strong>. No litoral e no Sul, as temperaturas também serão contidas, embora a proximidade do mar atenue as descidas mais acentuadas.</p><h2>Início da próxima semana marca a viragem térmica</h2><p>A mudança começa a desenhar-se entre segunda e terça-feira, quando as temperaturas deverão subir de forma mais evidente, não só no Sul, mas também no Centro e no Norte. Depois de vários dias com valores de temperatura abaixo da média, <strong>a anomalia térmica passará a positiva em grande parte do territóri</strong><strong>o</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-com-sabor-a-verao-em-portugal-a-partir-de-20-de-maio-a-dorsal-africana-podera-estender-se-ate-ao-mar-baltico-1778761157966.png" data-image="dbc4sfwkacor" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"><figcaption>Entre segunda e terça-feira, as temperaturas voltam a subir em grande parte do país e a anomalia térmica passa novamente a positiva após vários dias de ambiente fresco.</figcaption></figure><p>A quarta-feira, 20 de maio, deverá marcar a transição mais clara para um novo padrão. Nessa altura, uma <strong>dorsal africana</strong> deverá favorecer a subida de uma massa de ar muito quente em direção à Península Ibérica e também a latitudes ainda mais elevadas da Europa.</p><h2>De 20 a 24 de maio: primeiro episódio de calor mais significativo</h2><p> <strong>Este sinal térmico é coerente com os mapas de geopotencial e temperatura a 850 hPa</strong>, muito usados em meteorologia para identificar a origem e a intensidade das massas de ar em altitude antes de o seu efeito se refletir totalmente à superfície.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-com-sabor-a-verao-em-portugal-a-partir-de-20-de-maio-a-dorsal-africana-podera-estender-se-ate-ao-mar-baltico-1778761429838.jpg" data-image="m9rtb0uli1mz" alt="Geopotencial e temperatura" title="Geopotencial e temperatura"><figcaption>Na quarta-feira, 20 de maio, uma dorsal africana começa a impulsionar ar quente para Portugal e para latitudes mais altas da Europa, marcando a viragem para um padrão mais quente.</figcaption></figure><p>Neste caso, mostram claramente a ascensão de ar muito quente de origem africana, que não deverá afetar apenas Portugal. Ao longo destes dias, esse calor tenderá também a propagar-se para latitudes progressivamente mais elevadas da Europa, podendo estender-se até à região do <strong>Mar Báltico</strong>. </p><p>Entre quarta-feira (20) e domingo (24), a tendência deverá ser de subida gradual das temperaturas. O modelo europeu <strong>já aponta para valores superiores a 30 ºC</strong> em várias áreas do país, com maior destaque para o<strong> Algarve, o Alentejo, partes do interior Centro e, no Norte, o vale do Douro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-com-sabor-a-verao-em-portugal-a-partir-de-20-de-maio-a-dorsal-africana-podera-estender-se-ate-ao-mar-baltico-1778761507447.jpg" data-image="txqfannjh9ln" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Entre quarta e sábado, o modelo europeu prevê temperaturas acima dos 30 ºC no Algarve, Alentejo, interior Centro e vale do Douro, naquele que poderá ser o primeiro episódio de calor mais significativo da estação.</figcaption></figure><p>Além do calor, o cenário atual sugere também tempo seco entre 20 e 24 de maio. Para já, <strong>não há indicação relevante de precipitação nem de vento significativo durante este possível episódio de calor</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768815" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-34-c-em-portugal-devido-ao-ar-africano-a-mudanca-de-temperaturas-sera-drastica-avisa-alfredo-graca.html" title="Até 34 ºC em Portugal devido ao ar africano: “a mudança de temperaturas será drástica”, avisa Alfredo Graça">Até 34 ºC em Portugal devido ao ar africano: “a mudança de temperaturas será drástica”, avisa Alfredo Graça</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-34-c-em-portugal-devido-ao-ar-africano-a-mudanca-de-temperaturas-sera-drastica-avisa-alfredo-graca.html" title="Até 34 ºC em Portugal devido ao ar africano: “a mudança de temperaturas será drástica”, avisa Alfredo Graça"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-34-c-em-portugal-devido-ao-ar-africano-a-mudanca-de-temperaturas-sera-drastica-avisa-alfredo-graca-1778761560888_320.png" alt="Até 34 ºC em Portugal devido ao ar africano: “a mudança de temperaturas será drástica”, avisa Alfredo Graça"></a></article></aside><p>Ainda assim, por se tratar de uma previsão de médio prazo, são possíveis ajustes nos próximos dias, sobretudo na intensidade do aquecimento e na distribuição regional das temperaturas. Mesmo assim, tudo indica que Portugal poderá estar prestes a viver o primeiro período de calor mais marcado desta fase da primavera.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-com-sabor-a-verao-em-portugal-a-partir-de-20-de-maio-a-dorsal-africana-podera-estender-se-ate-ao-mar-baltico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Da sabedoria tradicional às evidências científicas: o alho repele insetos e perturba o seu comportamento reprodutivo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/da-sabedoria-tradicional-as-evidencias-cientificas-o-alho-repele-insetos-e-perturba-o-seu-comportamento-reprodutivo.html</link><pubDate>Thu, 14 May 2026 14:33:08 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Há séculos que o alho é utilizado como um método natural para afastar as pragas. Agora, um novo estudo da Universidade de Yale confirma cientificamente que o alho também interfere na capacidade de reprodução das pragas, impedindo o seu acasalamento e a postura de ovos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/from-traditional-wisdom-to-scientific-evidence-garlic-repels-insects-and-disrupts-their-reproductive-behavior-1778623572044.jpeg" data-image="8jmpu9ngo2a1" alt="Background of pink garlic bulbs." title="Background of pink garlic bulbs."><figcaption>Um novo estudo da Universidade de Yale confirma que o alho não só afasta as pragas como também perturba o seu comportamento de acasalamento e postura de ovos.</figcaption></figure><p>Há séculos que as pessoas utilizam o alho como tempero para realçar o sabor dos alimentos. Ao mesmo tempo, muitas culturas em todo o mundo têm-no utilizado como forma natural de afastar as pragas. Agora, novas investigações científicas revelam que o alho não é apenas um poderoso repelente natural de insetos, mas também <strong>interfere na capacidade de reprodução das pragas</strong>, impedindo o seu comportamento de acasalamento e postura de ovos.</p><h2>Sabedoria tradicional sobre o controlo de pragas confirmada pela investigação científica</h2><p>Tradicionalmente, as pessoas têm utilizado o alho como um poderoso remédio natural para o controlo de pragas, muito antes de este ter sido objeto de investigação científica. As pessoas utilizam o alho para repelir uma variedade de insetos rastejantes e voadores, incluindo mosquitos. Esta ideia levou <strong>Shimaa Ebrahim</strong>, investigadora do laboratório de John Carlson, a aprofundar a questão.</p><p>Ebrahim procurou compreender como a alimentação influencia o comportamento dos insetos. Começou por testar essa hipótese recolhendo <strong>43 frutas e legumes num supermercado, incluindo alho</strong>.</p><div class="texto-destacado">Transformou-os em purés e ofereceu-os a moscas-da-fruta. O seu objetivo era<strong> identificar quais os alimentos que estimulavam o acasalamento</strong>.</div><p>Os resultados dos testes foram surpreendentes: em vez de aumentar a atividade de acasalamento, o alho teve o efeito oposto. <strong>Impediu completamente o acasalamento</strong>, o que significa que as moscas expostas ao alho não acasalaram e também deixaram de pôr ovos.</p><div class="texto-destacado">Esta não foi uma observação pontual. Amostras de diferentes lojas foram testadas repetidamente e <strong>o resultado permaneceu o mesmo. O alho bloqueava consistentemente a reprodução</strong>. Este forte efeito destacou-se entre todos os outros alimentos testados.</div><p>Acreditava-se geralmente que o efeito do alho nos insetos era impulsionado pelo seu cheiro, mas os testes demonstraram o contrário. Embora o cheiro por si só não afete o comportamento de acasalamento, p<strong>rovar alho impede as moscas-da-fruta de acasalarem</strong>, indicando que o seu impacto reprodutivo depende do sabor e não do cheiro.</p><h2> O efeito de uma única molécula no comportamento reprodutivo das pragas </h2><p>O alho contém muitos compostos, e a equipa de investigação isolou e testou cada um deles separadamente. Identificaram uma única molécula responsável pelo efeito no comportamento reprodutivo das pragas: <strong>o dissulfureto de dialilo</strong>. De acordo com a investigação citada pelo site earth.com, quando as moscas provavam o composto, um recetor sensorial conhecido como TrpA1 era ativado.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Assim que o TrpA1 é ativado, aciona neurónios sensíveis ao amargor. Isto cria um forte sinal interno. O corpo do inseto reage como se já tivesse comido o suficiente. A atividade genética também se altera. Alguns genes associados à saciedade e à redução do apetite tornam-se ativos. A mosca perde o interesse em alimentar-se e acasalar.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Esta mudança <strong>afeta mais fortemente as fêmeas, uma vez que são elas que controlam as decisões de acasalamento</strong>. Quando os seus sinais internos são alterados, a reprodução cessa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/from-traditional-wisdom-to-scientific-evidence-garlic-repels-insects-and-disrupts-their-reproductive-behavior-1778623665727.jpeg" data-image="qksyjryk0lrd" alt="A man farmer holds a harvest of garlic in his hands. Selective focus." title="A man farmer holds a harvest of garlic in his hands. Selective focus."><figcaption>Tradicionalmente, as pessoas têm utilizado o alho como um poderoso remédio natural para o controlo de pragas.</figcaption></figure><p>Os investigadores alargaram ainda mais os seus testes para além das moscas-da-fruta, incluindo duas espécies de mosquitos conhecidas por transmitirem doenças como a dengue e o Zika. O mesmo composto presente no alho produziu o mesmo efeito:<strong> quando os mosquitos</strong> <strong>provaram o dissulfeto de dialilo, o seu comportamento de acasalamento diminuiu drasticamente</strong>.</p><h2>Por que é que esta investigação é importante</h2><p>O estudo sugere que<strong> os compostos presentes no alho podem ajudar a controlar insetos transmissores de doenças</strong>. O alho é utilizado há muito tempo para afastar pragas, e muitas pessoas também recorrem a sprays à base de alho para proteger as culturas.</p><p>De acordo com a equipa de investigadores, o que este estudo acrescenta é uma explicação clara: <strong>identifica o composto exato que pode ser utilizado para alterar o comportamento reprodutivo das pragas</strong>. Este nível de detalhe pode transformar uma prática tradicional numa ferramenta científica, permitindo aos investigadores aperfeiçoar e melhorar as estratégias de controlo de pragas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="748883" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/aliados-de-peso-5-especies-cruciais-no-controlo-de-pragas-em-portugal.html" title="Aliados de peso: 5 espécies cruciais no controlo de pragas em Portugal">Aliados de peso: 5 espécies cruciais no controlo de pragas em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/aliados-de-peso-5-especies-cruciais-no-controlo-de-pragas-em-portugal.html" title="Aliados de peso: 5 espécies cruciais no controlo de pragas em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aliados-de-peso-5-especies-cruciais-no-controlo-de-pragas-em-portugal-1768408876000_320.png" alt="Aliados de peso: 5 espécies cruciais no controlo de pragas em Portugal"></a></article></aside><p>Os métodos atuais de controlo de pragas dependem fortemente de produtos químicos sintéticos, que podem prejudicar espécies não-alvo e contribuir para o desenvolvimento de resistência ao longo do tempo. <strong>O alho oferece uma abordagem alternativa, uma vez que os seus compostos ativos já fazem parte da cadeia alimentar</strong> e são considerados seguros para consumo humano.</p><h3><i>Referência da notícia:</i></h3><p><em>Garlic doesn’t just repel insects – it shuts down reproduction. <a href="https://apple.news/AWCDaK6zPS8i3FvA4oAEKzg" target="_blank">AWCDaK6zPS8i3FvA4oAEKzg</a>. May 12, 2026. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/da-sabedoria-tradicional-as-evidencias-cientificas-o-alho-repele-insetos-e-perturba-o-seu-comportamento-reprodutivo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Soluções naturais reduzem até 40% do stress térmico, mas não chegam para travar as ilhas de calor nas cidades]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/solucoes-naturais-reduzem-ate-40-do-stress-termico-mas-nao-chegam-para-travar-as-ilhas-de-calor-nas-cidades.html</link><pubDate>Thu, 14 May 2026 14:03:10 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Investigação realizada em Lisboa e Islamabad conclui que árvores, água e solos permeáveis aliviam temperaturas extremas, embora os efeitos permaneçam circunscritos às zonas intervencionadas e sejam insuficientes diante do aquecimento futuro.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/solucoes-naturais-reduzem-ate-40-do-stress-termico-mas-nao-chegam-para-travar-as-ilhas-de-calor-nas-cidades-1778763721998.jpg" data-image="9whulk57xd44" alt="Baixa de Lisboa" title="Baixa de Lisboa"><figcaption>Soluções naturais ajudam a arrefecer a cidade, mas a adaptação real em cidades como Lisboa exige mudanças estruturais e cortes radicais nas emissões de poluentes. Foto: Pedro Grão via Pixabay</figcaption></figure><p><strong>Lisboa</strong> pode ganhar algumas décimas de <strong>alívio </strong>durante as <strong>ondas de calor</strong> com mais <strong>árvores</strong>, <strong>solos permeáveis</strong> e espaços com fontes, lagos e espelhos de <strong>água</strong>. Ainda assim, essas medidas terão alcance limitado diante do aumento das temperaturas previsto para as próximas décadas. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Esta é a advertência de um novo estudo internacional que escrutinou estratégias de adaptação climática nas áreas metropolitanas de Lisboa e de Islamabad, capital do Paquistão.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A investigação contou com o contributo de especialistas da Universidade de Lisboa para avaliar o <strong>impacto</strong> de diferentes <strong>soluções baseadas na natureza</strong>. O conceito inclui intervenções como o reforço da mancha arbórea, a criação de áreas verdes, a recuperação de solos capazes de absorver água e a integração de elementos hídricos no espaço urbano.</p><h2>Medições de alta precisão</h2><p>Ao usar modelação climática urbana de alta resolução, o estudo assume especial relevância, investigando o que realmente funciona – e até onde funciona – na adaptação ao calor urbano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/solucoes-naturais-reduzem-ate-40-do-stress-termico-mas-nao-chegam-para-travar-as-ilhas-de-calor-nas-cidades-1778763789208.jpg" data-image="5m2ghittxm3e" alt="Ambiente urbano noturno com rua iliminada e carros estacionados" title="Ambiente urbano noturno com rua iliminada e carros estacionados"><figcaption>A remoção estratégica do asfalto e do cimento é vital para as cidades combaterem as ilhas de calor. Foto: donterase via Pixabay</figcaption></figure><p>A equipa reuniu especialistas europeus e asiáticos que recorreram ao modelo climático UrbClim, capaz de simular condições térmicas à escala do metro. A metodologia incluiu ainda o sistema CLIMADA para medir os efeitos na exposição a temperaturas elevadas, no desconforto térmico e até na perda de sono.</p><h2>Queda abrupta de stress térmico</h2><p>Os resultados revelaram progressos significativos em zonas diretamente intervencionadas. Em alguns casos, os dias de stress térmico diminuíram até 40%. Durante o <strong>período diurno</strong>, as árvores de grande porte demonstraram maior capacidade de reduzir a temperatura e a radiação solar direta. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Já nas horas noturnas, o efeito mais expressivo surgiu da remoção de superfícies impermeáveis, como asfalto ou cimento excessivo, permitindo ao solo urbanizado reter menos calor ao longo do dia.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A diferença entre dia e noite tornou-se uma das dimensões mais importantes do estudo. Enquanto a <strong>sombra</strong> ajuda a aliviar a exposição solar nas ruas e praças, a redução do calor noturno depende, sobretudo, da capacidade do solo de respirar e dissipar energia térmica. </p><p>Esse ponto ganha especial relevância em <strong>geografias mediterrânicas</strong>, onde as <strong>noites tropicais</strong> se tornaram mais frequentes e dificultam a recuperação física da população após episódios de temperaturas extremas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/solucoes-naturais-reduzem-ate-40-do-stress-termico-mas-nao-chegam-para-travar-as-ilhas-de-calor-nas-cidades-1778763894167.jpg" data-image="uz5ixhg819ph" alt="Parque urbano com lago e vegetação" title="Parque urbano com lago e vegetação"><figcaption>Parques e jardins são soluções indispensáveis, sobretudo em cidades mediterrâneas. Foto: Jossy_Justino via Pixabay</figcaption></figure><p>Os investigadores destacam também que os <strong>benefícios destas intervenções diminuem rapidamente fora das áreas onde são aplicadas</strong>. Isso significa que, na prática, pequenas ações dispersas têm impacto reduzido à escala urbana. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Para aumentar a proteção da população, o planeamento deve concentrar esforços em bairros densamente povoados e socialmente vulneráveis, onde a exposição ao calor tende a ser maior.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Essa conclusão aproxima a adaptação climática de áreas como a saúde pública e a justiça climática. Uma rua arborizada junto de <strong>escolas</strong>, transportes ou <strong>zonas residenciais</strong> compactas pode trazer melhorias muito mais contundentes do que intervenções paisagísticas isoladas em áreas menos habitadas. O estudo defende, por isso, uma <strong>lógica de hierarquização baseada no risco humano</strong> e não apenas na disponibilidade de espaço urbano.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="182872" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ilhas-de-calor-que-futuro.html" title="As ilhas de calor: que futuro ?">As ilhas de calor: que futuro ?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ilhas-de-calor-que-futuro.html" title="As ilhas de calor: que futuro ?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ilhas-de-calor-que-futuro-182872-4_320.jpg" alt="As ilhas de calor: que futuro ?"></a></article></aside><p>Para Lisboa, em particular, as conclusões reforçam prioridades já discutidas por urbanistas e especialistas em clima. Entre elas, surgem a criação de corredores de sombra, a redução de superfícies impermeáveis, a proteção térmica de escolas e lares, além da necessidade de integrar adaptação climática nas decisões de mobilidade, habitação e espaço público.</p><h2>Soluções com abrangência limitada</h2><p>Apesar dos efeitos positivos identificados, os autores advertem que, mesmo com expansão de infraestrutura verde e azul, as medidas analisadas apenas compensam parte do aquecimento projetado para o futuro. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Num cenário de políticas climáticas insuficientes, o aumento das temperaturas ultrapassa a capacidade de adaptação proporcionada por estas soluções.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A investigação afasta, assim, a ideia de que árvores e jardins urbanos são suficientes para resolver o problema do calor extremo nas cidades. As intervenções podem reduzir impactos, melhorar conforto térmico e diminuir riscos para a saúde, mas <strong>não substituem cortes profundos nas emissões de gases</strong> <strong>com efeito de estufa</strong> nem mudanças estruturais na forma como os territórios urbanos são desenhados e utilizados.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em>Niels Souverijns, Dirk Lauwaet, Tiago Capela Lourenço, Inês Gomes Marques, Fahad Saeed , Mariam Saleh Khan, Khadija Irfan, Sarantis Georgiou, Raluca Davidel, Miechel De Paep, Séverine Hermand, Chahan M. Kropf , Kam Lam Yeung, Quentin Lejeune, Inga Menke & Carl F. Schleussner. <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0169204626000459" target="_blank">Combating heat stress through urban planning: Integrated case studies for Lisbon and Islamabad</a>. Landscape and Urban Planning.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/solucoes-naturais-reduzem-ate-40-do-stress-termico-mas-nao-chegam-para-travar-as-ilhas-de-calor-nas-cidades.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Santos do Gelo: Bragança atingirá as temperaturas mais baixas este sábado às 06:00 horas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/santos-do-gelo-braganca-atingira-as-temperaturas-mais-baixas-este-sabado-as-06-00-horas.html</link><pubDate>Thu, 14 May 2026 14:01:03 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Tal como avançamos anteriormente, uma massa de ar polar proveniente do Mar da Gronelândia irá contribuir para uma descida das temperaturas, especialmente no interior Norte e Centro.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/santos-do-gelo-em-portugal-entre-as-04-00-e-as-07-00-de-sabado-as-temperaturas-atingirao-o-seu-valor-mais-baixo.html" target="_blank">Santos do Gelo em Portugal: entre as 04:00 e as 07:00 de sábado as temperaturas atingirão o seu valor mais baixo</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa9p9ks"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa9p9ks.jpg" id="xa9p9ks"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como mencionado pelo nosso especialista da Meteored Portugal, Alfredo Graça, "os Santos do Gelo são referência à devoção a São Mamerto (11 de maio), São Pancrácio (12 de maio) e São Servácio (13 de maio), São Bonifácio (14 de maio) e Santa Sofia (15 de maio)." Segundo a tradição, é esperada, nesta altura do ano, uma <strong>sequência de dias frios que podem causar estragos na agricultura</strong>, sendo, por esse motivo, temidos pelos agricultores. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Este ano, parece que<strong> a ciência e a cultura popular darão as mãos</strong> e farão com que esta tradição ancestral se cumpra, praticamente nas datas certas. Este cumprimento dever-se-á à<strong> chegada de uma massa de ar polar marítimo</strong>, proveniente do Mar da Gronelândia, que resultará numa descida dos termómetros, especialmente no interior Norte e Centro.</p><h2>Bragança será das zonas mais afetadas do país</h2><p>Tanto a cidade como o distrito de Bragança sentirão esta influência polar, seja nas temperaturas mínimas como nas máximas. Em relação às mínimas na cidade de Bragança, <strong>é esperado que o valor mais baixo seja atingido na madrugada de sábado</strong>, pelas 6h da manhã, ainda que<strong> no domingo este valor se possa repetir</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/santos-do-gelo-braganca-atingira-as-temperaturas-mais-baixas-este-sabado-as-06-00-horas-1778763551834.png" data-image="72lj1glwf68e" alt="temperatura do ar à superfície; 6h de sábado, dia 16" title="temperatura do ar à superfície; 6h de sábado, dia 16"><figcaption>Bragança será uma das cidades e distrito mais frios do país na madrugada de sábado.</figcaption></figure><p>Em relação ao distrito de Bragança, <strong>locais como Rio de Onor, Deilão e Babe, podem registar mínimas de 2 ºC</strong> também na madrugada de sábado e tal como podemos observar no mapa acima. Vários outros locais deste distrito poderão registar valores na ordem dos 3 ºC, sendo que os sítios com a <strong>mínima mais elevada</strong> nessa madrugada deverão ser Macedo de Cavaleiros e Mirandela, contando com <strong>6 ºC</strong>.</p><p>Os nossos mapas de anomalia térmica mostram<strong> valores abaixo da média</strong>, tanto nos valores diurnos como nos noturnos, ainda que estes últimos sejam mais significativos. A título de exemplo, o valor que se prevê para a madrugada de sábado na cidade de Bragança (4 ºC), segundo o mapa de anomalia, estará <strong>5 ºC abaixo do expectável para a época</strong>.</p><h2>A cidade da Guarda também registará 4 ºC de mínima na madrugada de sábado</h2><p>A cidade da Guarda, a par com Bragança, <strong>também será uma das mais frias do país</strong>, podendo registar o mesmo valor de temperatura que a cidade de Bragança, na madrugada de sábado. A nível distrital também é esperado que os termómetros se mantenham contidos, com valores, no máximo, até 7 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768815" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-34-c-em-portugal-devido-ao-ar-africano-a-mudanca-de-temperaturas-sera-drastica-avisa-alfredo-graca.html" title="Até 34 ºC em Portugal devido ao ar africano: “a mudança de temperaturas será drástica”, avisa Alfredo Graça">Até 34 ºC em Portugal devido ao ar africano: “a mudança de temperaturas será drástica”, avisa Alfredo Graça</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-34-c-em-portugal-devido-ao-ar-africano-a-mudanca-de-temperaturas-sera-drastica-avisa-alfredo-graca.html" title="Até 34 ºC em Portugal devido ao ar africano: “a mudança de temperaturas será drástica”, avisa Alfredo Graça"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-34-c-em-portugal-devido-ao-ar-africano-a-mudanca-de-temperaturas-sera-drastica-avisa-alfredo-graca-1778761560888_320.png" alt="Até 34 ºC em Portugal devido ao ar africano: “a mudança de temperaturas será drástica”, avisa Alfredo Graça"></a></article></aside><p>Tal como Bragança, também a Guarda registará valores anómalos para a época, sendo que o nosso mapa de anomalia térmica indica temperaturas <strong>até 6 ºC abaixo da normal climatológica de referência</strong>.</p><p>Contudo, é esperado que esta tendência se inverta a partir de segunda-feira, onde se espera já um ligeiro aumento dos valores, que se deverá verificar <strong>progressivamente </strong>nos dias seguintes.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/santos-do-gelo-braganca-atingira-as-temperaturas-mais-baixas-este-sabado-as-06-00-horas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 34 ºC em Portugal devido ao ar africano: “a mudança de temperaturas será drástica”, avisa Alfredo Graça]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-34-c-em-portugal-devido-ao-ar-africano-a-mudanca-de-temperaturas-sera-drastica-avisa-alfredo-graca.html</link><pubDate>Thu, 14 May 2026 12:33:28 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A partir de quarta-feira, 20 de maio, a subida em latitude de uma massa de ar tropical continental resultará em tempo seco e quente, com temperaturas até 34 ºC em boa parte de Portugal continental. Saiba mais detalhes aqui!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa9pa24"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa9pa24.jpg" id="xa9pa24"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>No curto prazo o padrão atmosférico que dominará a meteorologia na Europa é o da crista atlântica, o que, juntamente com a passagem de várias depressões pelas latitudes mais setentrionais do continente, está a permitir a chegada a Portugal de <strong>massas de ar bastante frescas para esta época do ano</strong>.</p><h2>Mudança drástica nas temperaturas prevista a partir de quarta-feira, 20 de maio</h2><p>Porém, entre terça e quarta-feira, dias 19 e 20 de maio, espera-se uma <strong>alteração radical do padrão térmico</strong>. Prevê-se o avanço progressivo de uma <strong>forte crista africana</strong>, altura em que a configuração sinóptica mudará para um cenário de padrão com características de <strong>bloqueio</strong>. Nesta ocasião, tal dever-se-ia à expansão desta área de altas pressões em direção à região escandinava, fazendo com que grande parte da <strong>Europa Ocidental ficasse sob o domínio deste anticiclone</strong>.</p><p>Os mapas de referência da Meteored, baseados no modelo Europeu, identificam uma <strong>massa de ar tropical continental, muito quente e seca, com origem no Norte de África a subir em latitude em direção a Portugal continental</strong>. Os seus efeitos começarão a ser mais notórios a partir de <strong>quarta-feira, 20 de maio</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-34-c-em-portugal-devido-ao-ar-africano-a-mudanca-de-temperaturas-sera-drastica-avisa-alfredo-graca-1778760881537.png" data-image="37qyc9qi1v7i"><figcaption>Previsão da temperatura do ar às 16:00 de terça-feira, 19 de maio. Neste dia surgirão os primeiros sinais tímidos da mudança de tempo, com temperaturas já muito próximas aos 30 ºC no Baixo Alentejo.</figcaption></figure><p>A combinação entre uma vasta região anticiclónica, a massa de ar quente e seco e vento fraco resultará num panorama meteorológico de grande estabilidade atmosférica, sem precipitação. Prevê-se assim que<strong> a semana de 18 a 24 de maio em Portugal continental seja marcada por dias geralmente soalheiros, de céu pouco nublado ou limpo e com temperaturas bastante acima da média</strong>.</p><h2>Várias regiões poderão registar temperaturas até 34 ºC, podendo localmente ser superiores </h2><p><strong>A influência da massa de ar quente deverá prolongar-se, pelo menos, até domingo, 24 de maio</strong>. De acordo com os mapas, alguns dos dias potencialmente mais quentes da próxima semana seriam <strong>sexta-feira (22) e sábado (23)</strong>, altura em que o calor poderá atingir maior expressão em grande parte do território.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-34-c-em-portugal-devido-ao-ar-africano-a-mudanca-de-temperaturas-sera-drastica-avisa-alfredo-graca-1778761332167.jpg" data-image="jzt180aj1vvt"><figcaption>Apesar da incerteza associada a esta previsão de médio prazo, os mapas do modelo Europeu indicam que para datas como sexta-feira e sábado, dias 22 e 23 de maio, o vale do Douro, a Beira Baixa, o Alentejo e o Algarve registem temperaturas máximas entre 30 e 34 ºC, sendo possível que em zonas como o vale do Guadiana e o Sotavento Algarvio se registem valores superiores.</figcaption></figure><p>Caso este cenário se cumpra, Portugal continental poderá entrar no primeiro episódio mais abrangente de temperaturas tipicamente estivais na reta final de maio, registando temperaturas <strong>e</strong><strong>ntre 30 e 34 ºC não só no Alentejo e no Algarve</strong>, mas também em áreas da Região Centro (<strong>Beira Baixa</strong>) e até mesmo da Região Norte (<strong>vale do Douro</strong>). O <strong>vale do Guadiana</strong>, situado no coração do Baixo Alentejo, e algumas zonas do <strong>Sotavento Algarvio</strong>, poderão mesmo registar <strong>máximas iguais ou superiores a 35 ºC</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768770" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/excecoes-na-estabilidade-entre-sexta-e-domingo-aguaceiros-temperaturas-baixas-e-vento-forte-eis-as-zonas-afetadas.html" title="Exceções na estabilidade entre sexta e domingo: aguaceiros, temperaturas baixas e vento forte; eis as zonas afetadas">Exceções na estabilidade entre sexta e domingo: aguaceiros, temperaturas baixas e vento forte; eis as zonas afetadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/excecoes-na-estabilidade-entre-sexta-e-domingo-aguaceiros-temperaturas-baixas-e-vento-forte-eis-as-zonas-afetadas.html" title="Exceções na estabilidade entre sexta e domingo: aguaceiros, temperaturas baixas e vento forte; eis as zonas afetadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/excecoes-na-estabilidade-entre-sexta-e-domingo-aguaceiros-temperaturas-baixas-e-vento-forte-eis-as-zonas-afetadas-1778755733317_320.png" alt="Exceções na estabilidade entre sexta e domingo: aguaceiros, temperaturas baixas e vento forte; eis as zonas afetadas"></a></article></aside><p>Ainda assim, tratando-se de uma <strong>previsão a médio prazo</strong>, convém realçar que pequenas alterações na posição do bloqueio escandinavo ou da massa de ar quente poderão <strong>modificar a intensidade do aquecimento</strong> previsto para Portugal continental.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-34-c-em-portugal-devido-ao-ar-africano-a-mudanca-de-temperaturas-sera-drastica-avisa-alfredo-graca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Exceções na estabilidade entre sexta e domingo: aguaceiros, temperaturas baixas e vento forte; eis as zonas afetadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/excecoes-na-estabilidade-entre-sexta-e-domingo-aguaceiros-temperaturas-baixas-e-vento-forte-eis-as-zonas-afetadas.html</link><pubDate>Thu, 14 May 2026 12:05:02 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O dia de hoje, quinta-feira, marca o regresso da estabilidade atmosférica, depois de várias dias sob a influência de uma depressão fria estacionária. Contudo, até domingo poderemos contar com algumas exceções nesta estabilidade.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa9p086"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa9p086.jpg" id="xa9p086"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Esta quinta-feira amanheceu com alguma nebulosidade que entretanto se foi dissipando, sendo esperado um<strong> dia com céu geralmente limpo e com temperaturas máximas entre os 15 ºC </strong>em Viana do Castelo<strong> e os 22 ºC</strong> em Lisboa, Beja, Évora e Castelo Branco.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>O dia de hoje marca uma<strong> reviravolta no cenário atmosférico</strong> em Portugal Continental, pois a instabilidade sentida nos últimos dias, devido a uma depressão fria estacionária a oeste do continente finalmente se dissipou e o <strong>anticiclone dos Açores regressou à sua posição habitual</strong>, resultando numa maior estabilidade para o território continental. No entanto, como "nem tudo são rosas", entre amanhã e domingo esperam-se algumas variações no estado de tempo.</p><h2>Sexta-feira trará algumas variações no estado de tempo</h2><p>O dia de amanhã, sexta-feira, poderá contar com mais nebulosidade face ao dia de hoje e <strong>esperam-se alguns aguaceiros fracos a partir das 10h na Região Norte</strong>, que deverão surgir inicialmente no limite norte dos distritos de Vila Real e Bragança, devendo nas horas seguintes estender-se a algumas zonas de Viana do Castelo, Braga e Porto, nestes últimos, com maior probabilidade no litoral.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/excecoes-na-estabilidade-entre-sexta-e-domingo-aguaceiros-temperaturas-baixas-e-vento-forte-eis-as-zonas-afetadas-1778755667147.png" data-image="2y07fzi1gb7h" alt="rajadas de vento" title="rajadas de vento"><figcaption>A velocidade de rajada vai aumentar ao longo do dia de amanhã, sexta-feira, podendo registar valores superiores a 60 km/h em vários pontos do país.</figcaption></figure><p>Nos distritos de Coimbra e Leiria também se esperam alguns aguaceiros fracos, entre as 16h e as 17h. É expectável que a partir dessa hora os mesmos se dissipem totalmente, dando lugar a um <strong>final de tarde seco e soalheiro</strong>. </p><p>Em relação às temperaturas, esperam-se mínimas compreendidas entre os 5 ºC na Guarda e os 15 ºC em Lisboa; e máximas entre os 14 ºC na Guarda e os 22 ºC em Faro, <strong>denotando-se uma descida destas especialmente no Norte e Centro do país</strong>, onde nenhum distrito destas regiões deverá ultrapassar os 19 ºC, devido à influência de uma massa de ar polar, que referimos em previsões anteriores, e que deverá manter-se até ao arranque da próxima semana.</p><h2>Vento com fluxo de norte poderá traduzir-se num maior desconforto térmico</h2><p>Esta descida das temperaturas poderá tornar-se mais desconfortável com o <strong>aumento da velocidade do vento, com fluxo de norte</strong>, que a partir das primeiras horas da madrugada começará a ganhar força, devendo atingir rajadas na ordem dos 60 km/h ou superiores, pelas 12h.</p><p>Como podemos observar no <strong>mapa acima</strong>, as zonas mais afetadas poderão ser algumas regiões montanhosas do Norte e Centro, sendo que esta última região poderá contar com rajadas fortes também no litoral entre Leiria e Lisboa, devendo as mesmas estenderem-se a zonas mais interiores da região. Nas horas seguintes, e <strong>até ao final do dia, espera-se que o vento perca força de forma significativa</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/excecoes-na-estabilidade-entre-sexta-e-domingo-aguaceiros-temperaturas-baixas-e-vento-forte-eis-as-zonas-afetadas-1778758948499.png" data-image="nw3js36tx7ag" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>O aumento da velocidade de rajada, com fluxo de norte, poderá contribuir para um maior desconforto térmico e para a manutenção de valores de temperatura mais baixos, ainda aliado à massa de ar polar proveniente da Gronelândia.</figcaption></figure><p>No entanto, a partir das 10h de sábado, é esperado que <strong>a velocidade de rajada volte a aumentar</strong>, especialmente ao longo da faixa litoral, para valores até aos 55 km/h. Todavia, o mesmo perderá força também ao final do dia, <strong>regressando no domingo, a partir das primeiras horas da tarde</strong>, mas com menos intensidade, com rajadas até 45 km/h.</p><h2>Não se descartam aguaceiros no sábado e no domingo e as temperaturas manter-se-ão baixas</h2><p><strong>Em relação à chuva, no sábado a probabilidade desta é menor</strong>, onde é possível que a mesma ocorra em forma de aguaceiros fracos e dispersos no distrito de Viana do Castelo, mas que se dissipe rapidamente, dando lugar a um dia seco e soalheiro, com alguma nebulosidade no Norte do país.</p><p>Neste dia<strong> esperam-se ainda temperaturas mínimas entre os 4 ºC</strong> em Bragança e Guarda <strong>e os 15 ºC</strong> em Lisboa. Já as máximas poderão manter-se entre os 15 ºC em Viana do Castelo e os 23 ºC em Beja.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768615" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/santos-do-gelo-em-portugal-entre-as-04-00-e-as-07-00-de-sabado-as-temperaturas-atingirao-o-seu-valor-mais-baixo.html" title="Santos do Gelo em Portugal: entre as 04:00 e as 07:00 de sábado as temperaturas atingirão o seu valor mais baixo">Santos do Gelo em Portugal: entre as 04:00 e as 07:00 de sábado as temperaturas atingirão o seu valor mais baixo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/santos-do-gelo-em-portugal-entre-as-04-00-e-as-07-00-de-sabado-as-temperaturas-atingirao-o-seu-valor-mais-baixo.html" title="Santos do Gelo em Portugal: entre as 04:00 e as 07:00 de sábado as temperaturas atingirão o seu valor mais baixo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/santos-do-gelo-em-portugal-entre-as-04-00-e-as-07-00-de-sabado-as-temperaturas-atingirao-o-seu-valor-mais-baixo-1778678952129_320.png" alt="Santos do Gelo em Portugal: entre as 04:00 e as 07:00 de sábado as temperaturas atingirão o seu valor mais baixo"></a></article></aside><p>Quanto a domingo, para além do vento já referido, também se espera a <strong>ocorrência de aguaceiros fracos na faixa litoral a partir das 8h da manhã</strong>, entre os distritos de Porto e Lisboa. Com o passar das horas, poderão registar-se aguaceiros em zonas mais interiores dos distritos mencionados, no entanto, com possibilidade de dissipação total até às 17h.</p><p>Em relação às temperaturas, as mínimas poderão manter-se entre os 4 ºC em Bragança e os 16 ºC em Lisboa; enquanto as máximas poderão oscilar entre os 15 ºC em Viana do Castelo e Guarda e os 22 ºC em Beja e Lisboa, como podemos observar no mapa acima.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/excecoes-na-estabilidade-entre-sexta-e-domingo-aguaceiros-temperaturas-baixas-e-vento-forte-eis-as-zonas-afetadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Poluição do ar associada ao aumento de gordura e perda de massa muscular em idosos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/poluicao-do-ar-associada-ao-aumento-de-gordura-e-perda-de-massa-muscular-em-idosos.html</link><pubDate>Thu, 14 May 2026 06:15:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Estudo em Espanha revela que o carbono negro é o principal poluente associado à degradação da composição corporal em idosos. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/poluicao-do-ar-associada-ao-aumento-de-gordura-e-perda-de-massa-muscular-em-idosos-1778667162116.png" data-image="h3c0phzr0dhr"><figcaption>O carbono negro (BC), um marcador direto da combustão do tráfego automóvel, é considerado potencialmente mais tóxico do que as partículas finas gerais.</figcaption></figure><p>O objetivo principal seria examinar a relação entre<strong> a exposição prolongada a poluentes atmosféricos e a composição corporal (massa gorda total, gordura visceral e massa magra)</strong> em adultos mais velhos com excesso de peso ou obesidade e síndrome metabólica. </p><div class="texto-destacado">A investigação fundamenta-se na hipótese de que indivíduos com excesso de peso podem ser mais vulneráveis aos efeitos nocivos da poluição, devido a mecanismos de stress oxidativo e inflamação crónica.</div><h2>A avaliação da composição corporal e a avaliação de poluição</h2><p>A investigação analisou dados de <strong>1.454 adultos</strong> espanhóis (com idades entre 54 e 75 anos, sendo 48% mulheres) integrados no ensaio clínico PREDIMED-Plus. </p><p>Os investigadores utilizaram as seguintes ferramentas: </p><ul><li><strong>Avaliação da composição corporal:</strong> foram realizados exames de DXA (absorciometria de raios-X de dupla energia) no i<strong>nício do estudo e após 1 e 3 anos de seguimento</strong> para medir com precisão a gordura e a massa magra. </li></ul><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/poluicao-do-ar-associada-ao-aumento-de-gordura-e-perda-de-massa-muscular-em-idosos-1778667289099.png" data-image="wpd1a3bp3g72"><figcaption>Pessoas com obesidade são mais vulneráveis porque inalam mais ar por dia e por cada respiração do que pessoas com peso normal, o que resulta numa dose total de poluentes depositada nos pulmões mais elevada. Imagem gerada por IA.</figcaption></figure><ul><li><strong>Avaliação da poluição:</strong> a exposição anual foi estimada com base no endereço residencial dos participantes, focando-se em três poluentes: carbono negro, partículas finas e dióxido de azoto.</li></ul><p><strong>Os modelos foram ajustados para fatores como idade, sexo, atividade física, tabagismo, dieta e educação. </strong></p><h2>Será que existe uma associação entre a poluição e a massa corporal?</h2><p>Os resultados indicam uma associação clara entre a poluição e a deterioração da composição corporal ao longo de três anos: </p><p><strong>Aumento da massa gorda e perda de massa magra:</strong> níveis mais elevados de poluição foram associados a uma maior percentagem de gordura corporal e a uma menor massa magra, tanto no início como após 3 anos. </p><p><strong>Hierarquia de poluentes:</strong> as associações foram mais fortes para o carbono negro, seguido pelas partículas finas e mais fracas para o dióxido de azoto. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/poluicao-do-ar-associada-ao-aumento-de-gordura-e-perda-de-massa-muscular-em-idosos-1778667512133.png" data-image="0h0up8o8nbca"><figcaption>O aumento da gordura visceral (a mais perigosa para o coração) associado à poluição só foi detetado em participantes com menos de 65 anos. Imagem gerada por IA.</figcaption></figure><p><strong>Gordura visceral (VAT)</strong>: curiosamente, o aumento da gordura visceral associado à poluição foi observado apenas em <strong>participantes com menos de 65 anos</strong>. Os investigadores sugerem que isto se deve à maior plasticidade do tecido adiposo em indivíduos ligeiramente mais jovens. </p><p><strong>Diferenças geográficas:</strong> Barcelona apresentou os níveis mais elevados de poluição, enquanto León e Pamplona/Navarra registaram os níveis mais baixos entre os centros analisados.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="655505" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tera-a-dermatite-atopica-relacao-com-a-poluicao-e-a-meteorologia-cientistas-dao-a-resposta-saude.html" title="Terá a dermatite atópica relação com a poluição e a meteorologia? Cientistas dão a resposta">Terá a dermatite atópica relação com a poluição e a meteorologia? Cientistas dão a resposta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tera-a-dermatite-atopica-relacao-com-a-poluicao-e-a-meteorologia-cientistas-dao-a-resposta-saude.html" title="Terá a dermatite atópica relação com a poluição e a meteorologia? Cientistas dão a resposta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tera-a-dermatite-atopica-relacao-com-a-poluicao-e-a-meteorologia-cientistas-dao-a-resposta-saude-alteracoes-climaticas-1715157940124_320.jpg" alt="Terá a dermatite atópica relação com a poluição e a meteorologia? Cientistas dão a resposta"></a></article></aside><p><strong>A poluição do ar pode promover a acumulação de gordura</strong> e a perda muscular através do stress oxidativo, que induz disfunção mitocondrial no músculo esquelético e inflamação no tecido adiposo. </p><div class="texto-destacado"><strong>Além disso, a poluição pode agravar a resistência à insulina</strong>.</div><p>Em conclusão, <strong>a exposição prolongada à poluição atmosférica, especialmente a derivada do tráfego (carbono negro), é um fator de risco significativo para a saúde metabólica de adultos mais velhos vulneráveis</strong>, contribuindo para o ganho de gordura e a sarcopenia (perda de músculo). Estes achados reforçam a necessidade de considerar fatores ambientais nas estratégias de envelhecimento saudável.<em><br></em></p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><em> Ariadna Curto, Jadwiga Konieczna, Antoni Colom, Itziar Abete, Kees de Hoogh, Gerard Hoek, Jordi Salas-Salvadó, J. Vicente Martín-Sánchez, Ramón Estruch, Josep Vidal, Estefania Toledo, Jesús F. García-Gavilán, José Antonio de Paz, Rosa Casas, Nuria Goñi-Ruiz, Héctor Vázquez-Lorente, Montserrat Fitó, J. Alfredo Martínez, Dora Romaguera; <a href="https://diabetesjournals.org/care/article/doi/10.2337/dc25-2497/164763/Long-term-Air-Pollution-and-Overall-and-Regional" target="_blank">Long-term Air Pollution and Overall and Regional Body Composition in Older Adults With Overweight or Obesity and Metabolic Syndrome. Diabetes Care 2026</a>; dc252497. https://doi.org/10.2337/dc25-2497 </em></p><p><a href="https://www.agenciasinc.es/Noticias/La-exposicion-prolongada-a-la-contaminacion-del-aire-se-asocia-con-un-aumento-de-grasa-corporal" target="_blank"><em>https://www.agenciasinc.es/Noticias/La-exposicion-prolongada-a-la-contaminacion-del-aire-se-asocia-con-un-aumento-de-grasa-corporal</em></a></p><p><a href="https://www.agenciasinc.es/Noticias/La-exposicion-prolongada-a-la-contaminacion-del-aire-se-asocia-con-un-aumento-de-grasa-corporal"></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/poluicao-do-ar-associada-ao-aumento-de-gordura-e-perda-de-massa-muscular-em-idosos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item></channel></rss>