<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Thu, 22 Oct 2026 22:30:19 +0000</lastBuildDate><pubDate>Thu, 22 Oct 2026 22:30:19 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Projeto coverPLUS quer regenerar os solos do Alentejo com plantas e tecnologia digital]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/projeto-coverplus-quer-regenerar-os-solos-do-alentejo-com-plantas-e-tecnologia-digital.html</link><pubDate>Thu, 22 Oct 2026 13:01:04 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Culturas de cobertura, fertilização orgânica e modelos tridimensionais ajudam a reter água, proteger o solo e orientar decisões agrícolas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/projeto-coverplus-quer-regenerar-os-solos-do-alentejo-com-plantas-e-tecnologia-digital-1792670970597.jpg" data-image="v82b483p2524" alt="Solo alentejano" title="Solo alentejano"><figcaption>O solo alentejano caracteriza-se por baixos teores de matéria orgânica e reduzida capacidade de retenção de água. Foto: Da Cunha/Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Nem toda a chuva que cai no <strong>Alentejo</strong> é aproveitada pela terra. Após longos períodos de calor e falta de precipitação, o solo pode perder água rapidamente e ficar mais exposto à erosão. A ausência de matéria orgânica dificulta a retenção de <strong>humidade</strong> e <strong>nutrientes</strong>, comprometendo a <strong>fertilidade</strong> das culturas. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Regenerar estes terrenos exige, por isso, mais do que esperar pela próxima estação chuvosa.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>É neste desafio que se centra o <strong>coverPLUS</strong>, um projeto da Universidade Politécnica de Portalegre que procura recuperar a qualidade dos solos agrícolas, melhorar a utilização dos recursos e aproximar a tecnologia digital das explorações. </p><p>Coordenada pelo professor Luís Alcino da Conceição, a iniciativa decorre até agosto de 2028 e dispõe de 49.025,70 euros de investimento elegível. A proposta combina práticas agrícolas de regeneração, ferramentas de monitorização e formação dirigida aos produtores.</p><h2>Cobrir o solo para proteger a água</h2><p>Uma das principais linhas de trabalho assenta nas <strong>culturas de cobertura</strong>. São plantas semeadas para proteger e melhorar o terreno, em vez de serem cultivadas exclusivamente para colheita. Mantêm a superfície protegida entre as culturas principais e ajudam a <strong>reduzir a exposição direta ao sol e à chuva</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As espécies foram selecionadas especificamente para a região do Alentejo, podendo as misturas combinar gramíneas, leguminosas e outras plantas adaptadas às condições locais.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A <strong>aveia</strong>, por exemplo, gera biomassa e mantém os resíduos vegetais na superfície. A <strong>ervilhaca</strong> e os <strong>trevos</strong> ajudam a fixar o azoto no solo. Já as raízes do <strong>nabo forrageiro</strong> melhoram a estrutura de solos compactados.</p><p><strong>Que plantas podem ajudar a recuperar os solos do Alentejo?</strong></p><table><thead><tr><th><strong>Grupo</strong></th><th>Exemplos</th><th>Contributo</th></tr></thead><tbody><tr><td>Leguminosas</td><td>Trevo-subterrâneo, ervilhaca e tremocilha</td><td>Fixam azoto atmosférico, contribuindo para enriquecer o solo em nutrientes e reduzir a dependência de fertilizantes</td></tr><tr><td>Cereais e gramíneas</td><td>Aveia-preta e centeio forrageiro</td><td>Produzem biomassa que protege a superfície do solo, reduz a exposição ao sol e ajuda a conservar a humidade</td></tr><tr><td>Crucíferas</td><td>Nabo forrageiro e mostarda-branca</td><td>As raízes aliviam a compactação. A cobertura rápida do terreno também ajuda a limitar o desenvolvimento de ervas espontâneas</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Fonte: DGADR/CCDR Alentejo</td></tr></tbody></table><p><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></p><p>Estas plantas não produzem todas o mesmo efeito. É a combinação ajustada às características de cada exploração que pode trazer <strong>benefícios complementares</strong>. Ao aumentar a matéria orgânica e melhorar a estrutura física do terreno, estas práticas poderão favorecer a infiltração e a retenção de água de nutrientes.</p><p>O projeto prevê ainda estratégias de <strong>fertilização orgânica</strong>. O objetivo é melhorar a fertilidade sem depender exclusivamente de fertilizantes minerais e criar condições para que o solo responda melhor aos períodos de escassez hídrica.</p><h2>Terras expostas à erosão</h2><p>A necessidade destas intervenções está ligada às <strong>características</strong> de muitos <strong>solos alentejanos</strong>. Em várias zonas, são pouco espessos e apresentam baixos teores de matéria orgânica, o que limita a capacidade de armazenar água e os torna vulneráveis à erosão hídrica e eólica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/projeto-coverplus-quer-regenerar-os-solos-do-alentejo-com-plantas-e-tecnologia-digital-1792671913225.jpg" data-image="ikeow4lqz4gb" alt="Vinha em Reguengos" title="Vinha em Reguengos"><figcaption>O projeto adotou a fertilização orgânica para reduzir o uso de fertilizantes minerais e aumentar a resiliência à escassez hídrica. Foto:joaoluismf/Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A forma como a terra é utilizada também influencia a sua conservação. A mobilização frequente deixa a superfície exposta à ação da chuva, enquanto a <strong>maquinaria pesada</strong> pode provocar compactação. A simplificação da vegetação em sistemas agrícolas demasiado uniformes reduz ainda a <strong>diversidade de habitats</strong> e de organismos vitais para a saúde do solo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790032" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/solo-compactado-o-que-uma-chuvada-forte-faz-a-uma-terra-descoberta.html" title="Solo compactado: o que uma chuvada forte faz a uma terra descoberta">Solo compactado: o que uma chuvada forte faz a uma terra descoberta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/solo-compactado-o-que-uma-chuvada-forte-faz-a-uma-terra-descoberta.html" title="Solo compactado: o que uma chuvada forte faz a uma terra descoberta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/solo-compactado-o-que-uma-chuvada-forte-faz-a-uma-terra-descoberta-1790148931635_320.jpeg" alt="Solo compactado: o que uma chuvada forte faz a uma terra descoberta"></a></article></aside><p>A <strong>pressão sobre os recursos hídricos</strong> torna estes problemas especialmente relevantes no Alentejo. A expansão de sistemas e culturas de <strong>regadio intensivo</strong> aumentou a necessidade de água em algumas áreas. A proteção do solo e a gestão eficiente dos recursos têm, por isso, de ser consideradas em conjunto.</p><p>As culturas de cobertura não resolvem, por si só, todos estes desafios. Podem, no entanto, integrar uma <strong>estratégia de regeneração</strong> que proteja a terra, reduza perdas e ajude a conservar a água disponível.</p><h2>Gémeo digital antecipa decisões</h2><p>A outra vertente do coverPLUS é tecnológica. Os investigadores estão a desenvolver um modelo tridimensional de previsão da produção agrícola baseado no conceito de <strong>gémeo digital</strong>. Trata-se de uma <strong>representação virtual de um terreno real</strong>, alimentada por dados recolhidos no campo.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Sensores e drones deverão permitir acompanhar parâmetros como a humidade e a temperatura do solo, a disponibilidade de nutrientes e o crescimento das forragens e das culturas de cobertura. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A informação é integrada num modelo que procura representar a evolução do terreno e apoiar a previsão da produção. Com estes dados, investigadores e agricultores poderão <strong>comparar cenários</strong> e <strong>avaliar as consequências</strong> prováveis de diferentes decisões. Por exemplo, estimar como a falta de chuva poderá afetar a produção de forragem ou analisar a resposta esperada à aplicação de fertilização orgânica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/projeto-coverplus-quer-regenerar-os-solos-do-alentejo-com-plantas-e-tecnologia-digital-1792672213722.jpg" data-image="v341xa5sznga" alt="campo de cereais" title="campo de cereais"><figcaption>Cereais e gramíneas são culturas de cobertura que ajudam a conservar a humidade do solo. Foto: AntonioFCalado/Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A ferramenta visa <strong>apoiar a monitorização</strong> e o <strong>planeamento</strong>, não substituir a experiência agrícola nem eliminar a incerteza das previsões. O seu valor dependerá da qualidade dos dados, da capacidade de representar as condições reais e da utilidade dos dados na tomada de decisões.</p><h2>A tecnologia no cultivo</h2><p>Para que estas tecnologias tenham aplicação prática, o coverPLUS inclui um programa de <strong>capacitação digital</strong>. Estão previstas ações de formação, workshops, tecnologias acessíveis e acompanhamento técnico, com o objetivo de ajudar os produtores a utilizar informação digital na gestão quotidiana das culturas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779714" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/alqueva-sustentavel-lanca-plataformas-digitais-para-guiar-agricultura-e-turismo-no-alentejo.html" title="Alqueva Sustentável lança plataformas digitais para guiar agricultura e turismo no Alentejo">Alqueva Sustentável lança plataformas digitais para guiar agricultura e turismo no Alentejo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/alqueva-sustentavel-lanca-plataformas-digitais-para-guiar-agricultura-e-turismo-no-alentejo.html" title="Alqueva Sustentável lança plataformas digitais para guiar agricultura e turismo no Alentejo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alqueva-sustentavel-lanca-plataformas-digitais-para-guiar-agricultura-e-turismo-no-alentejo-1784639154421_320.jpg" alt="Alqueva Sustentável lança plataformas digitais para guiar agricultura e turismo no Alentejo"></a></article></aside><p>A preocupação é particularmente relevante para pequenas e médias explorações, onde os <strong>custos e a complexidade das novas tecnologias</strong> podem dificultar a sua adoção. A formação pretende aproximar os instrumentos de monitorização das necessidades concretas de quem trabalha a terra.</p><p>O projeto é financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, através do programa regional ALT2030, com uma comparticipação de 85% do investimento elegível.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Universidade%20Polit%C3%A9cnica%20de%20Portalegre" data-year="" data-title="Projetos%20em%20destaque" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ipportalegre.pt%2Fpt%2F2026%2F09%2F18%2Fprojetos-em-destaque%2F">Universidade Politécnica de Portalegre. <a href="https://www.ipportalegre.pt/pt/2026/09/18/projetos-em-destaque/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Projetos em destaque</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/projeto-coverplus-quer-regenerar-os-solos-do-alentejo-com-plantas-e-tecnologia-digital.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal em alerta: os modelos preveem uma grande ondulação da corrente de jato polar a partir de quinta-feira, dia 29]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-em-alerta-os-modelos-preveem-uma-grande-ondulacao-da-corrente-de-jato-polar-a-partir-de-quinta-feira-dia.html</link><pubDate>Thu, 22 Oct 2026 12:03:38 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois de duas passagens de chuva pouco expressivas, o cenário poderá mudar no final de outubro. Uma forte ondulação da corrente de jato polar deverá favorecer a aproximação das baixas pressões e aumentar a instabilidade em Portugal.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-em-alerta-os-modelos-preveem-uma-grande-ondulacao-da-corrente-de-jato-polar-a-partir-de-quinta-feira-dia-1792670194236.jpg" data-image="d8pg5u0i8k6h" alt="Atlântico" title="Atlântico"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-728609">O Atlântico norte começa a dar sinais de mudança. A forte ondulação da corrente de jato poderá abrir caminho a um cenário mais instável em Portugal nos últimos dias de outubro, com o regresso de chuva mais generalizada.</figcaption></figure><p>Os próximos dias em Portugal continental serão marcados por algumas passagens de chuva, inicialmente pouco expressivas e concentradas sobretudo no Norte e Centro. No entanto, a partir de quinta-feira, dia 29, <strong>os modelos começam a sinalizar uma alteração mais importante na circulação atmosférica, associada a uma forte ondulação da corrente de jato polar.</strong></p><h2>Primeira frente atravessa Portugal entre esta noite e sexta-feira</h2><p>O primeiro episódio de precipitação deverá ocorrer entre o final desta quinta-feira e a madrugada de sexta-feira, dia 23. <strong>Uma frente pouco ativa deverá aproximar-se do Noroeste por volta das 21 horas,</strong> levando chuva inicialmente aos distritos de Viana do Castelo e Braga.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-em-alerta-os-modelos-preveem-uma-grande-ondulacao-da-corrente-de-jato-polar-a-partir-de-quinta-feira-dia-1792668794520.jpg" data-image="jz7xm0jfbem6" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>A primeira passagem de chuva deverá ocorrer entre a noite de quinta e a madrugada de sexta-feira, afetando sobretudo o Norte e parte do Centro, mas com acumulados pouco expressivos.</figcaption></figure><p>Com o avançar das horas, a precipitação deverá estender-se a outras regiões do Norte, incluindo Porto e Vila Real, e posteriormente a zonas do Centro, como Aveiro, Viseu e Leiria. Já durante a madrugada, alguma precipitação poderá alcançar áreas mais a sul do litoral, nomeadamente a região de Mafra e Sintra.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Ainda assim,<strong> será um episódio passageiro e, na generalidade, com quantidades pouco significativas.</strong> Durante o fim de semana e na segunda-feira, dia 26, o cenário volta a ser predominantemente seco. A nebulosidade poderá marcar presença de Norte a Sul, intercalada por períodos de abertas, enquanto as madrugadas continuarão bastante frescas, sobretudo no sábado (24).</p><h2>Nova frente fria poderá chegar na terça-feira</h2><p>Na terça-feira, dia 27, uma nova frente fria poderá atravessar Portugal. As atualizações mais recentes do modelo europeu alteraram a trajetória deste sistema, aproximando-o mais do território continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-em-alerta-os-modelos-preveem-uma-grande-ondulacao-da-corrente-de-jato-polar-a-partir-de-quinta-feira-dia-1792668859220.jpg" data-image="1rnpbux6kqui" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>Uma nova frente fria poderá alcançar Portugal na terça-feira, com chuva a entrar pelo Noroeste e a avançar posteriormente para outras regiões do Norte e Centro.</figcaption></figure><p>A chuva deverá voltar a entrar pelo Noroeste, onde serão esperadas as maiores quantidades, avançando depois para outras regiões do Norte e Centro, sobretudo junto ao litoral. <strong>A passagem frontal poderá ainda ser acompanhada por um aumento temporário das rajadas de vento.</strong></p><p>À semelhança do primeiro episódio, não se prevê, para já, um evento particularmente significativo. No entanto, esta frente antecederá uma mudança mais importante na configuração atmosférica sobre o Atlântico Norte.</p><h2>Corrente de jato polar sofre forte ondulação a partir de dia 29</h2><p>É a partir de quinta-feira, dia 29, que os mapas sinóticos começam a mostrar uma evolução particularmente interessante. <strong>A corrente de jato polar,</strong> uma faixa de ventos muito intensos que circula a vários quilómetros de altitude e que ajuda a orientar depressões e sistemas frontais, <strong>deverá apresentar uma ondulação bastante pronunciada sobre o Atlântico.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-em-alerta-os-modelos-preveem-uma-grande-ondulacao-da-corrente-de-jato-polar-a-partir-de-quinta-feira-dia-1792668965842.jpg" data-image="n93aia3s4n1j" alt="Corrente de jato polar" title="Corrente de jato polar"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-581797">A partir de quinta-feira (29), uma forte ondulação da corrente de jato polar começará a alterar o padrão atmosférico no Atlântico, favorecendo a aproximação das baixas pressões à Península Ibérica.</figcaption></figure><p>O modelo europeu mostra o ramo do jato a mergulhar para latitudes muito mais meridionais, <strong>aproximando ventos muito intensos em altitude da Península Ibérica. </strong>Esta configuração poderá alterar substancialmente o padrão que tem dominado os últimos dias.</p><p>O anticiclone que tem permanecido próximo de Portugal, funcionando como uma barreira às depressões atlânticas e fazendo com que várias frentes chegassem enfraquecidas ao território, deverá perder protagonismo. Com a circulação em altitude a tornar-se mais ondulada, abre-se espaço para que as baixas pressões consigam aproximar-se mais facilmente da Península Ibérica.</p><h2>Uma depressão poderá instalar-se ao largo de Portugal no final do mês</h2><p>Para o dia 31, o cenário apresentado atualmente pelo ECMWF é diferente daquele previsto para os próximos dias. Nas camadas superiores da atmosfera surge uma região depressionária bem definida ao largo da costa portuguesa, associada à forte ondulação do jato.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-em-alerta-os-modelos-preveem-uma-grande-ondulacao-da-corrente-de-jato-polar-a-partir-de-quinta-feira-dia-1792669062495.jpg" data-image="2vv6o61ch8ot" alt="Corrente de jato polar" title="Corrente de jato polar"><figcaption>No final do mês, a ondulação do jato polar poderá permitir a formação ou aproximação de uma depressão a oeste da Península Ibérica, aumentando significativamente a instabilidade.</figcaption></figure><p>À superfície, os mapas começam igualmente a mostrar uma depressão próxima do território, acompanhada por uma extensa área de precipitação atlântica. Caso esta configuração se confirme, <strong>entre os dias 30 e 31 poderá ocorrer um episódio de chuva mais generalizada, potencialmente de Norte a Sul, e com períodos de precipitação mais intensa do que aqueles previstos para os dias anteriores.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-em-alerta-os-modelos-preveem-uma-grande-ondulacao-da-corrente-de-jato-polar-a-partir-de-quinta-feira-dia-1792669106981.jpg" data-image="49wgcxkucvwn" alt="Situação sinótica" title="Situação sinótica"><figcaption>O cenário previsto para dia 31 mostra uma depressão próxima de Portugal e uma extensa área de precipitação, aumentando a possibilidade de chuva mais forte e generalizada de Norte a Sul.</figcaption></figure><p>Contudo, estamos perante uma previsão a cerca de uma semana de distância. A posição exata da depressão, a trajetória das frentes e, consequentemente, a distribuição e intensidade da precipitação ainda poderão sofrer alterações relevantes nas próximas atualizações.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794623" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-madrugada-de-segunda-feira-26-uma-frente-fria-devera-atingir-os-acores-eis-as-ilhas-mais-afetadas-pela-chuva.html" title="Na madrugada de segunda-feira (26), uma frente fria deverá atingir os Açores: eis as ilhas mais afetadas pela chuva">Na madrugada de segunda-feira (26), uma frente fria deverá atingir os Açores: eis as ilhas mais afetadas pela chuva</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-madrugada-de-segunda-feira-26-uma-frente-fria-devera-atingir-os-acores-eis-as-ilhas-mais-afetadas-pela-chuva.html" title="Na madrugada de segunda-feira (26), uma frente fria deverá atingir os Açores: eis as ilhas mais afetadas pela chuva"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/na-madrugada-de-segunda-feira-26-uma-frente-fria-devera-atingir-os-acores-eis-as-ilhas-mais-afetadas-pela-chuva-1792663884784_320.png" alt="Na madrugada de segunda-feira (26), uma frente fria deverá atingir os Açores: eis as ilhas mais afetadas pela chuva"></a></article></aside><p>Mais do que os valores concretos de chuva, o sinal que ganha consistência é, para já, o de uma <strong>mudança para um padrão potencialmente mais instável nos últimos dias de outubro</strong>, depois de várias semanas em que as altas pressões limitaram a chegada das depressões atlânticas a Portugal.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-em-alerta-os-modelos-preveem-uma-grande-ondulacao-da-corrente-de-jato-polar-a-partir-de-quinta-feira-dia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Na madrugada de segunda-feira (26), uma frente fria deverá atingir os Açores: eis as ilhas mais afetadas pela chuva]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-madrugada-de-segunda-feira-26-uma-frente-fria-devera-atingir-os-acores-eis-as-ilhas-mais-afetadas-pela-chuva.html</link><pubDate>Thu, 22 Oct 2026 10:52:07 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O arranque da próxima semana poderá trazer mais chuva aos Açores, devido à passagem de uma frente fria. Saiba quais as ilhas mais afetadas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbqdh2a"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbqdh2a.jpg" id="xbqdh2a"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Entre hoje, quinta-feira, e domingo, os Açores poderão contar com<strong> tempo maioritariamente estável</strong>, podendo registar períodos de aguaceiros fracos e irregulares em algumas ilhas, ainda que sem episódios significativos, <strong>devido à influência do anticiclone</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No entanto, de acordo com a mais recente atualização do ECMWF, é expectável que este <strong>anticiclone comece a movimentar-se para leste, permitindo, assim, a chegada de uma frente fria</strong> nos próximos dias, como podemos ver no mapa abaixo.</p><h2>Frente fria começa a organizar-se no domingo, dia 25</h2><p>Ao longo do dia de domingo, os mapas mostram a <strong>organização desta frente que nas horas seguintes irá impactar os Açores</strong>. É esperado que logo nas primeiras horas de segunda-feira, a chuva chegue ao Grupo Ocidental e que, pelas 3h esta se intensifique, podendo ocorrer entre 5 a 10 mm por hora na Ilha das Flores. A <strong>acumulação de precipitação poderá ser entre 15 a 20 mm nesta ilha</strong>, entre a meia-noite e as 3h desse dia. Na Ilha do Corvo esperam-se valores inferiores a 15 mm de acumulação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/na-madrugada-de-segunda-feira-26-uma-frente-fria-devera-atingir-os-acores-eis-as-ilhas-mais-afetadas-pela-chuva-1792663460416.jpg" data-image="91o0jqz6atr3" alt="chuva prevista" title="chuva prevista"><figcaption>Nas primeiras horas da madrugada de segunda-feira, o Grupo Ocidental dos Açores deverá ser afetado pela chegada de uma frente fria.</figcaption></figure><p><strong>Entre as 3h e as 6h esta frente chegará ao Grupo Central, ainda que com menos intensidade por hora</strong>, ao que tudo indica. É expectável que entre as 9h e as 12h se dissipe deste grupo, depois de deixar <strong>acumulados na ordem dos 15 a 20 mm nas ilhas do Pico e Faial</strong>. Nas restantes ilhas a acumulação não deverá ultrapassar os 10 mm.</p><p>O último grupo a ser afetado por esta frente fria, associada a uma depressão que passará a norte do arquipélago, será o Grupo Oriental, ainda com menos intensidade face ao Grupo Central. É esperado que entre o início do episódio de chuva até que a mesma se dissipe,<strong> se acumulem, no máximo 10 mm na ilha de São Miguel</strong>. Em Santa Maria o impacto será menos expressivo, onde a acumulação não deverá ultrapassar os 5 mm. </p><h2>Estabilidade atmosférica regressa após a passagem da frente fria</h2><p>Segundo os nossos mapas de chuva prevista, é esperado que a estabilidade atmosférica regresse logo após a passagem desta frente. Esta <strong>estabilidade será reforçada pela movimentação de um anticiclone que se posicionará sobre este arquipélago</strong>, entre segunda e terça-feira.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794535" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frente-fria-chega-ao-pais-a-partir-das-19h-desta-quinta-feira-22-eis-os-locais-potencialmente-afetados-pela-chuva.html" title="Frente fria chega ao país a partir das 19h desta quinta-feira (22): eis os locais potencialmente afetados pela chuva">Frente fria chega ao país a partir das 19h desta quinta-feira (22): eis os locais potencialmente afetados pela chuva</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frente-fria-chega-ao-pais-a-partir-das-19h-desta-quinta-feira-22-eis-os-locais-potencialmente-afetados-pela-chuva.html" title="Frente fria chega ao país a partir das 19h desta quinta-feira (22): eis os locais potencialmente afetados pela chuva"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chega-ao-pais-a-partir-das-19h-desta-quinta-feira-22-eis-os-locais-potencialmente-afetados-pela-chuva-1792614475206_320.jpg" alt="Frente fria chega ao país a partir das 19h desta quinta-feira (22): eis os locais potencialmente afetados pela chuva"></a></article></aside><p>Contudo, os modelos indicam que este anticiclone poderá voltar a <strong>movimentar-se também para leste nas horas seguintes, abrindo "portas" à chegada de mais frentes</strong>, uma vez que o Atlântico já se encontra mais ativo. Com isto, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-madrugada-de-segunda-feira-26-uma-frente-fria-devera-atingir-os-acores-eis-as-ilhas-mais-afetadas-pela-chuva.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tendência do tempo em Portugal a 10 dias: anticiclone enfraquece e a chuva mais intensa poderá regressar no fim do mês]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencia-do-tempo-em-portugal-a-10-dias-anticiclone-enfraquece-e-a-chuva-mais-intensa-podera-regressar-no-fim-do-mes.html</link><pubDate>Thu, 22 Oct 2026 10:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O anticiclone continuará a proteger Portugal da maioria das depressões atlânticas nos próximos dias. No entanto, o padrão poderá mudar no final de outubro, abrindo caminho a maior instabilidade e a um possível episódio de chuva mais generalizada.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-do-tempo-em-portugal-a-10-dias-anticiclone-enfraquece-e-a-chuva-mais-intensa-podera-regressar-no-fim-do-mes-1792626509138.jpg" data-image="hyjvkt7cd7fs" alt="Final de outubro" title="Final de outubro"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-561432">Embora os mapas apontem para uma última semana de outubro com um total de precipitação abaixo da média climatológica, começam a surgir sinais de uma possível mudança no final do mês, com a chegada de um episódio de chuva mais generalizada a Portugal.</figcaption></figure><p>Os próximos dez dias poderão ficar marcados por d<strong>uas fases distintas em Portugal continental</strong>. Depois de vários dias em que o anticiclone continuará a dificultar a chegada das depressões atlânticas, os últimos dias de outubro poderão trazer uma alteração do padrão atmosférico, com maior abertura à instabilidade e à passagem de sistemas frontais mais ativos.</p><h2>Os regimes atmosféricos ajudam a perceber a evolução dos próximos dias</h2><p>A previsão dos regimes atmosféricos do ECMWF ajuda a compreender esta mudança. O período começa ainda sob um padrão de bloqueio, seguindo-se um breve intervalo sem um regime dominante no dia 23. Entre aproximadamente 24 e 28 de outubro, o cenário passa a ser dominado pela <strong>NAO+ (Oscilação do Atlântico Norte positiva)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-do-tempo-em-portugal-a-10-dias-anticiclone-enfraquece-e-a-chuva-mais-intensa-podera-regressar-no-fim-do-mes-1792624871003.jpg" data-image="c0b0ghjwnzty" alt="Regimes atmosféricos Euro-Atlênticos" title="Regimes atmosféricos Euro-Atlênticos"><figcaption>A previsão dos regimes atmosféricos mostra uma fase de NAO+ entre aproximadamente 24 e 28 de outubro, antes do regresso de um padrão de bloqueio que poderá favorecer maior instabilidade em Portugal.</figcaption></figure><p>Neste tipo de configuração, a circulação depressionária tende a decorrer em latitudes mais elevadas, enquanto as altas pressões ganham maior influência sobre a Península Ibérica e regiões adjacentes. <strong>Para Portugal, isto traduz-se numa maior dificuldade para as depressões atlânticas e respetivas frentes atingirem diretamente o território.</strong></p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a><strong>.</strong> Siga-nos e ative as notificações. <br></div><p>Já no final de outubro, a previsão aponta novamente para uma maior expressão do regime de <strong>bloqueio</strong>, com altas pressões a ganharem protagonismo no norte da Europa. Esta reorganização poderá favorecer trajetórias depressionárias mais meridionais e, consequentemente, aumentar a possibilidade de chuva em Portugal.</p><h2>Quinta e sexta-feira ainda com alguma chuva no Norte</h2><p>Antes desse período mais estável, entre a noite desta quinta-feira, dia 22, e a manhã de sexta-feira, uma frente atlântica pouco ativa deverá alcançar Portugal continental. <strong>A chuva ficará essencialmente concentrada no Norte,</strong> sobretudo nos distritos de Viana do Castelo, Braga, Vila Real e Porto, podendo estender-se pontualmente a algumas zonas do litoral Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-do-tempo-em-portugal-a-10-dias-anticiclone-enfraquece-e-a-chuva-mais-intensa-podera-regressar-no-fim-do-mes-1792624969148.jpg" data-image="lp4jt8ffofvs" alt="Precipitação acumulada até sexta-feira" title="Precipitação acumulada até sexta-feira"><figcaption>A frente que atravessará o Norte entre quinta e sexta-feira deverá deixar acumulados pouco expressivos, embora no extremo noroeste possam aproximar-se localmente dos 8 mm.</figcaption></figure><p>Os acumulados previstos são, no entanto, pouco expressivos. <strong>No extremo noroeste poderão aproximar-se localmente dos 10 mm</strong>, enquanto noutras áreas deverão ficar bastante abaixo destes valores. Não se trata, portanto, de um episódio de precipitação generalizada ou particularmente abundante.</p><h2>Entre 24 e 28 de outubro o anticiclone volta a dominar</h2><p>Durante o fim de semana e o início da próxima semana, o <strong>anticiclone deverá manter-se próximo da Península Ibérica</strong>. As perturbações atlânticas continuarão presentes, mas serão obrigadas a seguir trajetórias mais setentrionais.</p><p>A situação prevista para domingo, dia 25, é bastante ilustrativa: uma extensa faixa de precipitação estende-se pelo Atlântico em direção à Europa Ocidental, mas <strong>contorna as altas pressões instaladas junto à Península</strong>, deixando Portugal praticamente à margem.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-do-tempo-em-portugal-a-10-dias-anticiclone-enfraquece-e-a-chuva-mais-intensa-podera-regressar-no-fim-do-mes-1792625023531.jpg" data-image="oij97xposbtu" alt="Situação sinótica" title="Situação sinótica"><figcaption>O anticiclone instalado junto à Península Ibérica obriga a precipitação atlântica a contornar Portugal, mantendo o território maioritariamente seco durante o fim de semana.</figcaption></figure><p>Entre os dias 24 e 28, a <strong>chuva deverá, por isso, ser escassa ou mesmo inexistente em grande parte do território</strong>. As temperaturas poderão também apresentar períodos relativamente frescos, sobretudo durante as madrugadas e primeiras horas da manhã.</p><h2>A partir de dia 29 poderá começar uma mudança importante</h2><p>É nos últimos dias de outubro que a previsão se torna mais interessante, porém, também mais incerta. <strong>A partir de dia 29, os mapas começam a mostrar uma diminuição da proteção anticiclónica sobre Portugal.</strong> Ao mesmo tempo, a circulação atmosférica poderá tornar-se mais favorável à descida das depressões e frentes atlânticas para latitudes mais baixas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-do-tempo-em-portugal-a-10-dias-anticiclone-enfraquece-e-a-chuva-mais-intensa-podera-regressar-no-fim-do-mes-1792625138571.jpg" data-image="uxahywm8k93l" alt="Situação sinótica dia 30" title="Situação sinótica dia 30"><figcaption>A partir dos últimos dias de outubro, o anticiclone poderá perder influência sobre Portugal, permitindo que as depressões e frentes atlânticas consigam aproximar-se de latitudes mais baixas.</figcaption></figure><p>O cenário atualmente projetado pelo ECMWF para os dias 30 e 31 mostra precisamente esta possibilidade. Uma <strong>depressão poderá aproximar-se da Península Ibérica</strong>, acompanhada por uma frente fria bastante mais ativa do que aquelas que têm conseguido chegar a Portugal nos últimos dias.</p><h2>Dia 31 poderá trazer chuva mais generalizada, mas ainda há incerteza</h2><p>Na atual previsão, esta frente atravessaria Portugal durante o dia 31, trazendo <strong>chuva a uma parte significativa do território e quantidades potencialmente mais expressivas</strong>, incluindo regiões que têm permanecido mais secas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-do-tempo-em-portugal-a-10-dias-anticiclone-enfraquece-e-a-chuva-mais-intensa-podera-regressar-no-fim-do-mes-1792625242479.jpg" data-image="r4azdnmsebvs" alt="Precipitação" title="Precipitação"><figcaption>O cenário atual do ECMWF aponta para uma frente fria mais ativa a atravessar Portugal no dia 31, com possibilidade de chuva mais generalizada e abundante. A distância temporal exige, contudo, cautela quanto à sua trajetória e intensidade.</figcaption></figure><p>No entanto, <strong>a esta distância temporal, não é possível determinar com rigor a trajetória da depressão, os horários da passagem frontal ou os acumulados de precipitação.</strong> Pequenas alterações na posição dos centros de pressão poderão modificar substancialmente o cenário.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794263" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/pico-de-ar-polar-em-portugal-esta-quinta-feira-guarda-viseu-e-outras-6-capitais-de-distrito-vao-estar-abaixo-dos-8-c.html" title="Pico de ar polar em Portugal esta quinta-feira: Guarda, Viseu e outras 6 capitais de distrito vão estar abaixo dos 8 ºC">Pico de ar polar em Portugal esta quinta-feira: Guarda, Viseu e outras 6 capitais de distrito vão estar abaixo dos 8 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/pico-de-ar-polar-em-portugal-esta-quinta-feira-guarda-viseu-e-outras-6-capitais-de-distrito-vao-estar-abaixo-dos-8-c.html" title="Pico de ar polar em Portugal esta quinta-feira: Guarda, Viseu e outras 6 capitais de distrito vão estar abaixo dos 8 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pico-de-ar-polar-em-portugal-esta-quinta-feira-guarda-viseu-e-outras-6-capitais-de-distrito-vao-estar-abaixo-dos-8-c-1792490031445_320.png" alt="Pico de ar polar em Portugal esta quinta-feira: Guarda, Viseu e outras 6 capitais de distrito vão estar abaixo dos 8 ºC"></a></article></aside><p>Assim, mais do que assumir já um episódio concreto de chuva para dia 31, o sinal meteorologicamente mais relevante é outro: <strong>depois de vários dias dominados pelas altas pressões, os últimos dias de outubro apresentam uma tendência para maior instabilidade em Portugal</strong>. Se esta mudança de padrão se consolidar nas próximas atualizações, o Atlântico poderá finalmente encontrar uma porta mais aberta para trazer chuva mais generalizada ao território.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencia-do-tempo-em-portugal-a-10-dias-anticiclone-enfraquece-e-a-chuva-mais-intensa-podera-regressar-no-fim-do-mes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um comboio que percorre 3,5 km no subsolo e um castelo escavado na rocha: o passeio mais surpreendente da Europa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/um-comboio-que-percorre-3-5-km-no-subsolo-e-um-castelo-escavado-na-rocha-o-passeio-mais-surpreendente-da-europa.html</link><pubDate>Thu, 22 Oct 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Este país esconde um dos passeios mais surpreendentes da Europa: um comboio elétrico que entra vários quilómetros numa gruta repleta de formações calcárias, e um castelo medieval encaixado na rocha, no meio de um gigantesco penhasco.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-tren-que-recorre-3-5-km-bajo-tierra-y-un-castillo-excavado-en-la-roca-la-escapada-mas-sorprendente-de-europa-1792450907410.jpg" data-image="e4u5o8iow48x"><figcaption>Castelo de Predjama, construído na foz de uma gruta na Eslovénia.</figcaption></figure><p>A pouco mais de uma hora de Liubliana, a capital da Eslovénia, existem dois lugares espetaculares que parecem saídos de um filme de aventuras. No subsolo, <strong>a gruta de Postojna revela quilómetros de galerias e enormes salões de rocha calcária, que podem ser percorridos, em parte, a bordo de um comboio elétrico</strong>. </p><p>Bem perto dali, <strong>o castelo de Predjama desafia a gravidade</strong> a partir de uma parede rochosa com 123 metros de altura. Natureza, história e lendas antigas unem-se num roteiro que permite descobrir dois dos locais mais singulares do país. </p><h2>A Gruta de Postojna: uma viagem de comboio ao coração da Terra</h2><p>A primeira paragem desta viagem leva ao<strong> subsolo da região de Karst, no sudoeste da Eslovénia</strong>. Aí encontra-se a gruta de Postojna, um sistema cársico com cerca de 24 quilómetros de galerias, passagens e salões, formado ao longo de milhões de anos pela ação da água sobre a rocha calcária.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-tren-que-recorre-3-5-km-bajo-tierra-y-un-castillo-excavado-en-la-roca-la-escapada-mas-sorprendente-de-europa-1792453396905.png" data-image="7vp2dayifjs6"><figcaption>Parte da gruta pode ser visitada a bordo de um comboio elétrico subterrâneo. Parque da Gruta de Postojna.</figcaption></figure><p>A experiência começa com um dos seus elementos mais marcantes: <strong>um comboio que entra na gruta e percorre aproximadamente 3,7 quilómetros no subsolo</strong>. A ferrovia, inaugurada em 1872, foi a primeira documentada numa gruta deste tipo. A sua criação facilitou as visitas a um espaço que, até então, exigia longos percursos a pé e dispunha de uma iluminação rudimentar. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-tren-que-recorre-3-5-km-bajo-tierra-y-un-castillo-excavado-en-la-roca-la-escapada-mas-sorprendente-de-europa-1792453496024.jpg" data-image="08onkizyg4wh"><figcaption>A gruta é um sistema cársico de cerca de 24 quilómetros de galerias.</figcaption></figure><p><strong>Após o percurso ferroviário, a visita prossegue a pé </strong>por passadiços preparados que permitem contemplar as formações calcárias sem alterar o percurso natural. O passeio turístico abrange pouco mais de cinco quilómetros e dura aproximadamente uma hora e meia. </p><h2>Umas misteriosas “crias de dragão”</h2><p>A paisagem subterrânea surpreende pela variedade das suas formas. Estalactites que pendem do teto, estalagmites que crescem a partir do solo e colunas minerais transformam as galerias numa sucessão de cenários quase irreais. <strong>Entre as formações mais conhecidas está o chamado Arranha-céu, uma estalagmite com cerca de 16 metros de altura</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-tren-que-recorre-3-5-km-bajo-tierra-y-un-castillo-excavado-en-la-roca-la-escapada-mas-sorprendente-de-europa-1792453319318.png" data-image="d0vby0ttswgn"><figcaption>Exemplar de proteu (Proteus anguinus), o anfíbio cavernícola de pele pálida e brânquias externas avermelhadas que habita as águas subterrâneas dos Balcãs.</figcaption></figure><p>A gruta alberga também uma fauna extraordinária. O seu habitante mais famoso é o proteu (<em>Proteus anguinus</em>), conhecido popularmente como “filhote de dragão”.</p><p>Trata-se de um<strong> anfíbio adaptado à vida nas águas subterrâneas</strong>, praticamente sem luz. A sua aparência pálida e a sua resistência à escuridão alimentam, há séculos, lendas sobre criaturas misteriosas que viviam nas profundezas. </p><h2>O Castelo de Predjama, uma fortaleza escondida na montanha</h2><p>A poucos quilómetros da gruta, surge o segundo local de destaque nesta viagem: o Castelo de Predjama. A sua imagem é difícil de esquecer. <strong>A fortaleza está encaixada na entrada de uma cavidade natural</strong>, integrada num imponente penhasco que atinge cerca de 123 metros de altura. O local está ligado à história da região há mais de oito séculos e é considerado um dos maiores castelos do mundo construídos no interior de uma gruta. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-tren-que-recorre-3-5-km-bajo-tierra-y-un-castillo-excavado-en-la-roca-la-escapada-mas-sorprendente-de-europa-1792452776191.png"><figcaption>No Castelo de Predjama é possível ver recriações de torneios de justas medievais. Parque da Gruta de Postjona.</figcaption></figure><p>A sua localização não é apenas espetacular. Noutros tempos, ela também desempenhou uma função defensiva. <strong>A rocha oferecia proteção, e o sistema de grutas e passagens subterrâneas permitia ligar a fortaleza ao interior da montanha</strong>. Esta particularidade deu origem a algumas das histórias mais conhecidas do castelo.</p><p>A mais célebre é a de Erazem de Predjama, um cavaleiro rebelde que, segundo a tradição, resistiu durante mais de um ano ao cerco das tropas do imperador Frederico III de Habsburgo. Contam as lendas que <strong>aproveitava os túneis para se abastecer e manter a sua resistência, mesmo quando os seus inimigos acreditavam tê-lo encurralado</strong>. A história mistura factos históricos e elementos lendários, mas ajuda a perceber porque é que Predjama conserva uma atmosfera tão singular. </p><h2>Como organizar um tour a Postojna e Predjama</h2><p><strong>O mais prático é visitar ambos os locais no mesmo dia</strong>. O parque oficial recomenda começar pelo Castelo de Predjama e dedicar a tarde à Gruta de Postojna, embora a ordem possa ser adaptada aos horários e aos bilhetes disponíveis. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="449472" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-verdadeira-casa-do-dragao-situa-se-nas-profundezas-da-eslovenia-grutas-postojna.html" title="A verdadeira 'Casa do Dragão' situa-se nas profundezas da Eslovénia">A verdadeira "Casa do Dragão" situa-se nas profundezas da Eslovénia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-verdadeira-casa-do-dragao-situa-se-nas-profundezas-da-eslovenia-grutas-postojna.html" title="A verdadeira 'Casa do Dragão' situa-se nas profundezas da Eslovénia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-verdadeira-casa-do-dragao-nas-profundezas-da-eslovenia-1667385889820_320.jpg" alt="A verdadeira 'Casa do Dragão' situa-se nas profundezas da Eslovénia"></a></article></aside><p><strong>Recomenda-se reservar com antecedência</strong>, sobretudo nos períodos de maior afluência, e consultar os horários no site oficial. Na gruta, a <strong>temperatura mantém-se aproximadamente entre os 10 e os 12 ºC </strong>durante todo o ano; por isso, é aconselhável levar um casaco e calçado fechado, mesmo no verão.</p><p>A combinação destes dois cenários tão distintos, mas unidos pela rocha, torna este recanto da Eslovénia numa <strong>alternativa perfeita e surpreendente</strong> para quem procura algo mais do que uma escapadinha urbana.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Park%20Postojnska%20Jama" data-year="2026" data-title="El%20castillo%20m%C3%A1s%20grande%20del%20mundo%20ubicado%20dentro%20de%20una%20cueva" data-url="https%3A%2F%2Fwww.postojnska-jama.eu%2Fes%2Fcastillo-de-predjama%2F">Park Postojnska Jama. (2026). <a href="https://www.postojnska-jama.eu/es/castillo-de-predjama/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">El castillo más grande del mundo ubicado dentro de una cueva</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/um-comboio-que-percorre-3-5-km-no-subsolo-e-um-castelo-escavado-na-rocha-o-passeio-mais-surpreendente-da-europa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Fim de semana com chuva ou sol? Veja como estará o estado do tempo em Portugal Continental]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/fim-de-semana-com-chuva-ou-sol-veja-como-estara-o-estado-do-tempo-em-portugal-continental.html</link><pubDate>Thu, 22 Oct 2026 08:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O próximo fim de semana deverá trazer uma melhoria gradual do estado do tempo em Portugal continental. Saiba onde poderá chover, como evoluem as temperaturas e quais as regiões com mais períodos de sol.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbq96hm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbq96hm.jpg" id="xbq96hm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O fim de semana de 23 a 25 de outubro deverá ser marcado por uma <strong>melhoria gradual das condições meteorológicas em Portugal continental</strong>, depois da passagem de uma frente atlântica. Segundo as previsões do modelo europeu (ECMWF), a precipitação deverá concentrar-se sobretudo no Noroeste, enquanto grande parte do território poderá beneficiar de períodos de tempo seco.</p><p>A evolução das temperaturas, da nebulosidade e do vento também deverá apresentar diferenças entre o litoral e o interior.</p><h2>Sexta-feira: chuva no Noroeste, mas com abertas ao longo da tarde</h2><p>A sexta-feira, 23 de outubro, deverá começar com maior nebulosidade e possibilidade de chuva, especialmente no Minho e no litoral Norte. Ao longo do dia, a precipitação deverá tornar-se menos provável e o céu poderá apresentar abertas em várias regiões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-com-chuva-ou-sol-veja-como-estarao-as-temperaturas-e-o-estado-do-tempo-em-portugal-1792617841015.jpg" data-image="x2swlhklw7ao" alt="Chuva concentra-se no Noroeste de Portugal" title="Chuva concentra-se no Noroeste de Portugal"><figcaption>Precipitação acumulada prevista pelo modelo europeu (ECMWF) até às 23h de sexta-feira, com os valores mais elevados no Minho e no litoral Norte.</figcaption></figure><p>O ECMWF apresenta acumulados próximos dos <strong>5 mm em Braga e no Porto</strong>, com possibilidade de valores localmente superiores no Minho. Em Aveiro, a precipitação deverá ser mínima, diminuindo significativamente em direção ao Centro e Sul, onde deverá ser residual ou inexistente. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-com-chuva-ou-sol-veja-como-estarao-as-temperaturas-e-o-estado-do-tempo-em-portugal-1792617911583.jpg" data-image="yzcm75n5vuzv" alt="Abertas ganham terreno durante a tarde de sexta-feira" title="Abertas ganham terreno durante a tarde de sexta-feira"><figcaption>Distribuição da nebulosidade prevista pelo ECMWF para as 16h de sexta-feira, com períodos de céu pouco nublado em grande parte do Centro e Sul.</figcaption></figure><p>Durante a tarde, o modelo indica uma redução da cobertura de nuvens, sobretudo nas regiões Centro e Sul. No Norte, particularmente no Minho e em alguns setores do litoral, a nebulosidade poderá manter-se mais persistente.</p><h2>Temperaturas: haverá recuperação ao longo do fim de semana?</h2><p>A evolução térmica deverá apresentar contrastes regionais. Na sexta-feira, as temperaturas durante a tarde poderão atingir <strong>cerca de 17 °C em Braga e no Porto, 21 °C em Lisboa e 23 °C em Beja</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-com-chuva-ou-sol-veja-como-estarao-as-temperaturas-e-o-estado-do-tempo-em-portugal-1792617974888.jpg" data-image="5y0tbcx9511j" alt="Temperaturas da tarde apresentam diferenças entre Norte e Sul" title="Temperaturas da tarde apresentam diferenças entre Norte e Sul"><figcaption>Temperatura do ar prevista pelo ECMWF para as 16h de sexta-feira, com valores mais elevados no Sul e condições mais frescas no Noroeste.</figcaption></figure><p>Os valores evidenciam um contraste entre o Norte e o Sul, sem uma recuperação térmica uniforme. No sábado, as temperaturas diurnas deverão manter-se relativamente semelhantes às de sexta-feira em várias regiões, enquanto <strong>a madrugada de domingo poderá ser mais fria</strong>, especialmente no interior Norte e Centro.</p><h2>Sábado: muitas nuvens, mas pouca chuva</h2><p>O sábado, 24 de outubro, deverá apresentar condições geralmente estáveis, sob a influência de uma região de altas pressões. Apesar disso, a nebulosidade poderá ser significativa durante a manhã, sobretudo no Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-com-chuva-ou-sol-veja-como-estarao-as-temperaturas-e-o-estado-do-tempo-em-portugal-1792618032068.jpg" data-image="du06ygiswvjv" alt="Céu muito nublado marca a manhã de sábado" title="Céu muito nublado marca a manhã de sábado"><figcaption>Previsão da nebulosidade para as 09h de sábado, com elevada cobertura de nuvens em grande parte do território continental.</figcaption></figure><p>O modelo apresenta valores de nebulosidade superiores a 80% em diversas localidades do Norte e Centro, podendo também ocorrer períodos muito nublados na região de Lisboa e no Alto Alentejo. Apesar das nuvens, <strong>não se prevê precipitação significativa na maior parte do país</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794354" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/massa-de-ar-polar-ameaca-portugal-modelo-europeu-aponta-para-descida-das-temperaturas-nas-proximas-horas.html" title="Massa de ar polar ameaça Portugal? Modelo europeu aponta para descida das temperaturas nas próximas horas">Massa de ar polar ameaça Portugal? Modelo europeu aponta para descida das temperaturas nas próximas horas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/massa-de-ar-polar-ameaca-portugal-modelo-europeu-aponta-para-descida-das-temperaturas-nas-proximas-horas.html" title="Massa de ar polar ameaça Portugal? Modelo europeu aponta para descida das temperaturas nas próximas horas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-polar-ameaca-portugal-modelo-europeu-aponta-para-a-manutencao-de-temperaturas-baixas-nos-proximos-dias-1792528310069_320.jpg" alt="Massa de ar polar ameaça Portugal? Modelo europeu aponta para descida das temperaturas nas próximas horas"></a></article></aside><p>Durante a tarde, o vento poderá fazer-se sentir com maior intensidade junto ao litoral ocidental, com rajadas próximas de <strong>30 a 35 km/h</strong>, podendo atingir cerca de 40 km/h em alguns locais expostos.</p><h2>Domingo: mais sol e tempo geralmente seco</h2><p>Para domingo, 25 de outubro, o ECMWF prevê uma redução da nebulosidade em grande parte de Portugal continental, favorecendo períodos de céu pouco nublado ou limpo, sobretudo no Centro e Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-com-chuva-ou-sol-veja-como-estarao-as-temperaturas-e-o-estado-do-tempo-em-portugal-1792618086000.jpg" data-image="zj43brpggl9m" alt="Domingo começa com mais abertas em grande parte do país" title="Domingo começa com mais abertas em grande parte do país"><figcaption>Nebulosidade prevista pelo ECMWF para a manhã de domingo, com céu pouco nublado em diversas regiões do Centro e Sul e maior presença de nuvens no Minho.</figcaption></figure><p>Na manhã de domingo, o modelo apresenta nebulosidade muito reduzida em cidades como Coimbra, Lisboa e Viseu, enquanto Braga poderá continuar com maior cobertura de nuvens. A precipitação deverá ser pouco provável na generalidade do território.</p><p>O vento deverá apresentar intensidade geralmente fraca a moderada, com rajadas que poderão aproximar-se dos <strong>30 a 35 km/h</strong> em alguns setores do litoral.</p><p>Assim, <strong>o fim de semana deverá terminar com condições mais favoráveis a atividades ao ar livre</strong>, embora as temperaturas das primeiras horas do dia continuem a exigir alguma atenção, especialmente no interior.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/fim-de-semana-com-chuva-ou-sol-veja-como-estara-o-estado-do-tempo-em-portugal-continental.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O projeto europeu para salvar a toupeira-de-água, um dos mamíferos mais raros da Península Ibérica]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-projeto-europeu-para-salvar-a-toupeira-de-agua-um-dos-mamiferos-mais-raros-da-espanha.html</link><pubDate>Thu, 22 Oct 2026 07:02:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Tem uma pequena tromba, vive escondido nos rios de montanha e é um dos mamíferos mais difíceis de observar na Península Ibérica. Agora, a Europa quer evitar que ele desapareça, através de um ambicioso projeto de conservação que conta com 17,6 milhões de euros.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-proyecto-europeo-pretende-recuperar-al-desman-iberico-uno-de-los-mamiferos-mas-desconocidos-de-espana-1792488680022.jpg" data-image="88gsmh2skort" alt="toupeira-de-água (Galemys pyrenaicus)" title="toupeira-de-água (Galemys pyrenaicus)"><figcaption>Este animal, que habita em rios e riachos de montanha, enfrenta um futuro incerto devido à degradação do seu habitat.</figcaption></figure><p>Pequeno, esquivo e praticamente invisível para a maioria dos cidadãos, o <strong>toupeira-de-água</strong> é <strong>um dos mamíferos mais singulares da fauna espanhola e portuguesa</strong>. Este animal, que habita rios e riachos de montanha, enfrenta um futuro incerto devido à degradação do seu habitat, à alteração dos cursos fluviais e às alterações climáticas.</p><p>Agora, um novo <strong>projeto europeu</strong>, com um orçamento de 17,6 milhões de euros, <strong>pretende contribuir para a sua recuperação e garantir a sua sobrevivência</strong>.</p><p>A Comissão Europeia anunciou a seleção de 135 novos projetos ambientais e climáticos que receberão mais de 390 milhões de euros em financiamento comunitário através do programa LIFE. Entre eles, destaca-se o <em><strong>LIFE SAVE Desman</strong></em>, uma iniciativa espanhola voltada para a proteção desta espécie tão desconhecida quanto vulnerável.</p><h2>O que é a toupeira-de-água e por que é que está ameaçada?</h2><p>A toupeira-de-água (<em>Galemys pyrenaicus</em>), também conhecida como <strong>toupeira-dos-pirenéus</strong>, é um <strong>pequeno mamífero semiaquático</strong> que pertence à família dos talpídeos — a mesma das toupeiras.</p><p>A sua aparência é particularmente marcante. Esta possui um <strong>focinho alongado e flexível</strong>, semelhante a uma pequena tromba, que utiliza para localizar alimento debaixo de água. Apresenta também patas traseiras adaptadas à natação e uma cauda longa que a ajuda a deslocar-se através das correntes.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Continuamos con los trabajos de campo para la detección de desmán ibérico (Galemys pyrenaicus) mediante la prospección de los cauces y la localización de excrementos y otros indicios de presencia. https://t.co/ymANxeKLTs</p>— AAPNA (@aaffaragon) <a href="https://x.com/aaffaragon/status/2096574529803817183?ref_src=twsrc%5Etfw">September 6, 2026</a></blockquote></figure><p>Uma das suas principais particularidades é que depende de ecossistemas fluviais bem conservados, com águas frescas, oxigenadas e abundantes invertebrados aquáticos, que constituem a base da sua alimentação. Na Península Ibérica, sua distribuição está associada principalmente a sistemas montanhosos do norte e noroeste, embora as <strong>suas populações tenham sofrido um declínio significativo</strong>.</p><p>A<strong> fragmentação dos rios</strong>, a construção de infraestruturas hidráulicas, a <strong>poluição e a redução das vazões</strong> <strong>ameaçam a sua sobrevivência</strong>. A estes problemas soma-se o aquecimento global, que pode modificar as condições dos cursos de água onde a espécie vive.</p><h2>17,6 milhões de euros para proteger a espécie</h2><p>A Comissão Europeia incluiu o projeto espanhol <em>LIFE SAVE Desman</em> entre as iniciativas selecionadas para a <strong>conservação da natureza e da biodiversidade</strong>. Com um orçamento total de 17,6 milhões de euros, trata-se de uma das ações de destaque na nova chamada do programa LIFE.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-proyecto-europeo-pretende-recuperar-al-desman-iberico-uno-de-los-mamiferos-mas-desconocidos-de-espana-1792489199346.jpg" data-image="kwi7tr6cwbp1" alt="toupeira-de-água" title="toupeira-de-água"><figcaption>A Comissão Europeia incluiu o projeto espanhol <em>LIFE SAVE Desman</em> entre as iniciativas selecionadas para a conservação da natureza.</figcaption></figure><p>A sua finalidade é contribuir para a <strong>conservação da toupeira-de-água</strong>, uma espécie cuja sobrevivência depende estreitamente do estado ecológico dos rios. A recuperação das suas populações exige atuar sobre as ameaças que afetam estes ecossistemas, especialmente a perda de conetividade fluvial e a degradação dos habitats.</p><p>Além disso, <strong>proteger a toupeira-de-água pode favorecer indiretamente outras espécies que compartilham o seu ambiente</strong>, uma vez que a sua conservação está vinculada à manutenção de rios saudáveis.</p><h2>Mais de 390 milhões para proteger o meio ambiente</h2><p>A iniciativa espanhola faz parte de <strong>um investimento europeu</strong> muito mais amplo. A Comissão aprovou o financiamento de 135 projetos distribuídos por vários países, com um investimento global previsto de 579 milhões de euros. Destes, 29 serão destinados especificamente à natureza e à biodiversidade, com um orçamento conjunto superior a 223 milhões de euros, dos quais mais de 151 milhões virão de fundos comunitários.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794476" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/novos-planos-de-gestao-da-agua-vao-definir-as-prioridades-de-portugal-ate.html" title="Novos planos de gestão da água vão definir as prioridades de Portugal até 2033">Novos planos de gestão da água vão definir as prioridades de Portugal até 2033</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/novos-planos-de-gestao-da-agua-vao-definir-as-prioridades-de-portugal-ate.html" title="Novos planos de gestão da água vão definir as prioridades de Portugal até 2033"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/novos-planos-de-gestao-da-agua-vao-definir-as-prioridades-de-portugal-ate-1792586418873_320.jpg" alt="Novos planos de gestão da água vão definir as prioridades de Portugal até 2033"></a></article></aside><p>Entre as espécies beneficiadas estão também a<strong> foca-anelada do lago Saimaa, na Finlândia</strong>,<strong> diversas aves aquáticas ameaçadas e várias espécies de abutres</strong>. Outros projetos abordarão a prevenção de inundações, a restauração de áreas afetadas por incêndios florestais e a transição para energias mais limpas.</p><p>A recuperação da toupeira-de-água representa, assim, um novo esforço para evitar o desaparecimento de uma espécie estreitamente ligada à saúde dos rios, cuja proteção constitui também um investimento na conservação dos ecossistemas de água doce.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-projeto-europeu-para-salvar-a-toupeira-de-agua-um-dos-mamiferos-mais-raros-da-espanha.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria chega ao país a partir das 19h desta quinta-feira (22): eis os locais potencialmente afetados pela chuva]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frente-fria-chega-ao-pais-a-partir-das-19h-desta-quinta-feira-22-eis-os-locais-potencialmente-afetados-pela-chuva.html</link><pubDate>Thu, 22 Oct 2026 06:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma frente fria deverá aproximar-se de Portugal continental esta quinta-feira (22), trazendo chuva sobretudo ao Norte a partir do final do dia. O ECMWF prevê precipitação no Minho e litoral Norte.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbq8vxq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbq8vxq.jpg" id="xbq8vxq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois de vários períodos de tempo maioritariamente seco, <strong>uma frente fria deverá aproximar-se de Portugal continental a partir das 19h desta quinta-feira, 22 de outubro</strong>. Segundo as previsões do modelo europeu (ECMWF), a precipitação associada deverá afetar sobretudo o Norte, prolongando-se durante as primeiras horas de sexta-feira.</p><p>Apesar desta alteração, <strong>a chuva não deverá atingir todas as regiões do país</strong>, mantendo-se um contraste significativo entre o Norte e o Sul.</p><h2>Frente fria aproxima-se durante a tarde de quinta-feira</h2><p>Ao longo da manhã e do início da tarde de quinta-feira, os mapas do ECMWF não indicam precipitação significativa sobre a generalidade do território continental. A chuva deverá permanecer essencialmente sobre o Atlântico, a noroeste da costa portuguesa.</p><p>Entretanto, <strong>o vento deverá intensificar-se em várias regiões</strong>, particularmente no Norte e em alguns setores do interior. Pelas 16h, o modelo prevê rajadas próximas dos 40 km/h em Braga.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chega-ao-pais-a-partir-das-19h-desta-quinta-feira-22-eis-os-locais-potencialmente-afetados-pela-chuva-1792614345760.jpg" data-image="4w9os7f80ccp" alt="Vento intensifica-se antes da chegada da frente fria" title="Vento intensifica-se antes da chegada da frente fria"><figcaption>O ECMWF prevê um reforço das rajadas durante a tarde de quinta-feira, com valores próximos dos 40 km/h em Braga.</figcaption></figure><p>Este reforço do vento deverá anteceder a aproximação da precipitação, embora <strong>a intensidade das rajadas varie de forma significativa entre localidades</strong>.</p><h2>A partir das 19h, chuva aproxima-se do Minho</h2><p>A partir do final da tarde, a frente fria deverá aproximar-se do noroeste da Península Ibérica. Contudo, <strong>a chegada do sistema não significa que a chuva comece imediatamente em todo o Norte</strong>.</p><p>Pelas 19h, o ECMWF ainda representa a precipitação sobretudo sobre o Atlântico. Já pelas 21h, a faixa de chuva aproxima-se da costa e poderá atingir setores do Minho, incluindo áreas próximas de Braga e Viana do Castelo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chega-ao-pais-a-partir-das-19h-desta-quinta-feira-22-eis-os-locais-potencialmente-afetados-pela-chuva-1792614430998.jpg" data-image="t39wvijs1qg7" alt="Frente fria aproxima-se do Minho durante a noite de quinta-feira" title="Frente fria aproxima-se do Minho durante a noite de quinta-feira"><figcaption>O modelo europeu prevê uma faixa de precipitação a avançar pelo Atlântico, com chuva fraca a atingir setores do extremo noroeste de Portugal continental.</figcaption></figure><p>Durante as horas seguintes, <strong>a precipitação deverá estender-se gradualmente a outras áreas do litoral Norte</strong>, enquanto grande parte do Centro e do Sul permanecerá sem chuva significativa.</p><h2>Que regiões poderão ser afetadas durante a madrugada?</h2><p>A madrugada de sexta-feira deverá concentrar a maior parte da precipitação prevista para o território continental. Pelas 1h, o ECMWF projeta chuva nas regiões de Braga, Porto e Aveiro, com intensidade geralmente fraca.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794473" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-de-26-de-outubro-a-2-de-novembro-tendencias-da-chuva-e-temperatura-em-portugal-continental.html" title="Semana de 26 de outubro a 2 de novembro: tendências da chuva e temperatura em Portugal continental">Semana de 26 de outubro a 2 de novembro: tendências da chuva e temperatura em Portugal continental</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-de-26-de-outubro-a-2-de-novembro-tendencias-da-chuva-e-temperatura-em-portugal-continental.html" title="Semana de 26 de outubro a 2 de novembro: tendências da chuva e temperatura em Portugal continental"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-26-de-outubro-a-2-de-novembro-tendencias-da-chuva-e-temperatura-em-portugal-continental-1792584367934_320.jpg" alt="Semana de 26 de outubro a 2 de novembro: tendências da chuva e temperatura em Portugal continental"></a></article></aside><p>Entre as 3h e as 5h, <strong>a precipitação poderá atingir também alguns setores do Centro</strong>, nomeadamente áreas próximas de Viseu, Coimbra e Leiria, embora de forma irregular e localizada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chega-ao-pais-a-partir-das-19h-desta-quinta-feira-22-eis-os-locais-potencialmente-afetados-pela-chuva-1792614475206.jpg" data-image="59fxrvwn55i8" alt="Chuva estende-se ao litoral Norte durante a madrugada" title="Chuva estende-se ao litoral Norte durante a madrugada"><figcaption>O ECMWF prevê precipitação nas regiões do Minho, Porto e Aveiro durante as primeiras horas de sexta-feira, com a frente fria a avançar gradualmente para sul.</figcaption></figure><p>Já durante a manhã de sexta-feira, os mapas apontam para <strong>uma diminuição da precipitação no Norte</strong>, persistindo apenas alguns núcleos dispersos, sobretudo no Centro e junto à costa ocidental.</p><h2>Quanto poderá chover com a passagem da frente fria?</h2><p>A precipitação acumulada prevista pelo ECMWF evidencia <strong>valores mais expressivos no extremo noroeste do território continental</strong>. Pelas 6h de sexta-feira, o modelo apresenta menos de 5 mm em Braga, Porto e Aveiro. Localmente, na região minhota, os acumulados poderão ser entre 5 a 10 mm.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chega-ao-pais-a-partir-das-19h-desta-quinta-feira-22-eis-os-locais-potencialmente-afetados-pela-chuva-1792614530499.jpg" data-image="1pbmg2osaf2i" alt="Minho e litoral Norte concentram os maiores acumulados de chuva" title="Minho e litoral Norte concentram os maiores acumulados de chuva"><figcaption>O ECMWF apresenta acumulados próximos de 4 mm em Braga e de 3 mm no Porto.</figcaption></figure><p>Apesar da passagem desta frente fria, <strong>os mapas analisados não apontam para precipitação intensa ou generalizada em Portugal continental</strong>. O episódio deverá ser marcado por chuva maioritariamente fraca, com maior incidência no Minho e litoral Norte.</p><p>No Sul, especialmente no Alentejo e Algarve, <strong>a probabilidade de precipitação associada a esta passagem deverá manter-se reduzida</strong>, de acordo com a evolução representada pelo modelo europeu.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frente-fria-chega-ao-pais-a-partir-das-19h-desta-quinta-feira-22-eis-os-locais-potencialmente-afetados-pela-chuva.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Não é só a fruteira: os recantos escondidos na sua cozinha onde proliferam as moscas da fruta]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/nao-e-so-a-fruteira-os-recantos-escondidos-na-sua-cozinha-onde-proliferam-as-moscas-da-fruta.html</link><pubDate>Thu, 22 Oct 2026 05:06:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Como pode evitar que as moscas-da-fruta se multipliquem e se espalhem pela sua cozinha? Aqui encontra algumas dicas e truques úteis para manter estes pequenos insetos sob controlo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/no-es-solo-el-frutero-los-lugares-ocultos-de-tu-cocina-donde-se-reproducen-las-moscas-de-la-fruta-1792549636055.jpeg" data-image="drb6qu1etqem" alt="Tem moscas-das-frutas? Esqueça a fruteira: limpe imediatamente estes cantos escondidos." title="Tem moscas-das-frutas? Esqueça a fruteira: limpe imediatamente estes cantos escondidos."><figcaption>Tem moscas-das-frutas? Esqueça a fruteira: limpe imediatamente estes cantos escondidos.</figcaption></figure><p>As <strong>moscas-da-fruta são visitantes frequentes em cozinhas muito utilizadas</strong>; isto deve-se, em grande parte, ao aroma atraente exalado por uma banana que começa a escurecer, ou por qualquer outro fruto que apresente bolor ou uma superfície aveludada.</p><p>Também podem acabar num copo de vinho recém-servido ou na lancheira. <strong>O que atrai exatamente estes pequenos insetos</strong> e como podemos mantê-los afastados?</p><h2>Açúcar, substâncias pegajosas e outros atrativos</h2><p>As<strong> moscas-da-fruta possuem recetores olfativos altamente desenvolvidos nas suas antenas</strong>, com os quais conseguem detetar moléculas no ar associadas a fontes de água ou de alimento. As leveduras, que se encontram naturalmente presentes no ambiente — flutuando e movendo-se pelo ar —, depositam-se sobre frutos e outros materiais orgânicos.</p><p>Quando surge uma fenda na casca de um fruto — como, por exemplo, numa banana que está a amadurecer —, as leveduras iniciam a sua atividade e começam a alimentar-se do sumo açucarado do fruto. <strong>O processo de fermentação (uma etapa fundamental do processo de decomposição) gera álcool, dióxido de carbono e outros gases</strong>.</p><p><strong>As moscas-da-fruta conseguem detetar exatamente estes subprodutos</strong>, mesmo a uma distância de até um quilómetro e meio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/no-es-solo-el-frutero-los-lugares-ocultos-de-tu-cocina-donde-se-reproducen-las-moscas-de-la-fruta-1792549785546.jpeg" data-image="9tpb5zwueo6r" alt="Os focos de reprodução escondidos na sua cozinha, onde nascem milhares de moscas-da-fruta" title="Os focos de reprodução escondidos na sua cozinha, onde nascem milhares de moscas-da-fruta"><figcaption>Os focos de reprodução escondidos na sua cozinha, onde nascem milhares de moscas-da-fruta</figcaption></figure><p>A humidade também desempenha um papel fundamental. <strong>Estes insetos necessitam de ambientes que retenham humidade</strong>, de forma a evitar a secura e criar condições adequadas para a sua reprodução.</p><p><strong>Qualquer local com um ambiente húmido pode ser considerado pela mosca da fruta como um local ideal para a reprodução e a postura de ovos</strong>: desde uma esponja de cozinha húmida ou o ralo do lava-loiças — repleto de bolor e resíduos viscosos — até aos restos pegajosos e malcheirosos que se acumulam no fundo de um contentor do lixo.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/KeOP6Zca8QY/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=KeOP6Zca8QY" id="KeOP6Zca8QY"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Agora que já sabemos um pouco sobre o que atrai as moscas-da-fruta para as nossas cozinhas — bem como quais os locais ou condições que provavelmente lhes oferecem um ambiente favorável para se alimentarem e reproduzirem —, podemos adotar <strong>algumas medidas para conter este comportamento</strong>.</p><p>Assim, quando uma esponja de cozinha estiver suja e húmida, pode lavá-la com detergente, enxaguar com água, espremer bem e, em seguida, colocá-la a secar num armário bem ventilado. <strong>Para os resíduos, utilize um saco e esvazie-o regularmente</strong>, separando os resíduos compostáveis para um recipiente de compostagem localizado fora da área da cozinha.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790460" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/mosca-da-azeitona-a-praga-que-dispara-quando-as-temperaturas-descem.html" title="Mosca-da-azeitona: a praga que dispara quando as temperaturas descem">Mosca-da-azeitona: a praga que dispara quando as temperaturas descem</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/mosca-da-azeitona-a-praga-que-dispara-quando-as-temperaturas-descem.html" title="Mosca-da-azeitona: a praga que dispara quando as temperaturas descem"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mosca-da-azeitona-a-praga-que-dispara-quando-as-temperaturas-descem-1790348139450_320.png" alt="Mosca-da-azeitona: a praga que dispara quando as temperaturas descem"></a></article></aside><p>Como prefere preparações à base de massa fermentada natural (<em>sourdough</em>), pode ser uma boa ideia <strong>guardar o pão no frigorífico</strong>. Substitua as frutas estragadas ou, se for o caso, guarde-as no frigorífico num recipiente com tampa. Por exemplo, pode ter bananas com a casca a ficar castanha, mas que ainda assim servem perfeitamente para a preparação de bolos deliciosos. <strong>Coloque-as num recipiente hermético</strong> e guarde-as no frigorífico até ao momento de utilizar. </p><p>Para capturar e eliminar as moscas-da-fruta, pode <strong>colocar um quarto de chávena de vinagre de maçã num copo, juntamente com açúcar e uma gota de detergente</strong>. A utilização de restos de cerveja ou vinho em copos ou garrafas separados pode também ajudar a atrair estas moscas e a conter a sua proliferação.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/nao-e-so-a-fruteira-os-recantos-escondidos-na-sua-cozinha-onde-proliferam-as-moscas-da-fruta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Novos planos de gestão da água vão definir as prioridades de Portugal até 2033]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/novos-planos-de-gestao-da-agua-vao-definir-as-prioridades-de-portugal-ate.html</link><pubDate>Wed, 21 Oct 2026 14:40:50 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Centenas de contributos de cidadãos, associações e empresas chegaram à Agência Portuguesa do Ambiente para ajudar a definir o futuro dos rios, aquíferos e reservas de água em Portugal continental.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/novos-planos-de-gestao-da-agua-vao-definir-as-prioridades-de-portugal-ate-1792585644395.jpg" data-image="4ovfj0zidr98" alt="Bacia do Douro" title="Bacia do Douro"><figcaption>A bacia do Douro é uma das maiores regiões hidrográficas do país, concentrando importantes desafios ligados à gestão da água, à agricultura e à produção hidroelétrica. Foto: APA</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Exigir caudais suficientes para sustentar a vida selvagem no Tejo. Financiar sistemas de rega mais eficientes nas vinhas do Douro. Travar a contaminação química associada ao olival intensivo na bacia do Guadiana. Reutilizar a água tratada das ETAR para regar campos de golfe no Algarve. Estas são apenas algumas das <strong>centenas de propostas</strong> enviadas à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) com o intuito de preparar o <strong>próximo ciclo dos Planos de Gestão das oito regiões hidrográficas </strong>de Portugal Continental.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O momento é decisivo para a gestão dos recursos hídricos nacionais. Os textos em revisão irão contribuir para criar os principais instrumentos de política pública, definindo as prioridades de investimento, as metas ambientais e as medidas de controlo da poluição para os próximos anos.<br><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A consulta pública terminou no final de setembro e deu lugar à fase de <strong>análise técnica </strong>das participações recebidas. O exercício abrange todo o território continental, das bacias internacionais às pequenas ribeiras, refletindo a <strong>diversidade de desafios</strong> na gestão da água em Portugal.</p><table><thead><tr><th><strong>Região Hidrográfica (RH)</strong></th><th><strong>Principais rios e áreas abrangidas</strong></th></tr></thead><tbody><tr><td><strong>RH1 – Minho e Lima</strong></td><td>Rios Minho, Lima, Âncora e Coura na fronteira noroeste</td></tr><tr><td><strong>RH2 – Cávado, Ave e Leça</strong></td><td>Linhas de água do Minho central e zona litoral do Porto</td></tr><tr><td><strong>RH3 – Douro</strong></td><td>Toda a calha do Douro e afluentes como o Côa, Tâmega e Tua</td></tr><tr><td><strong>RH4A – Vouga, Mondego e Lis</strong></td><td>Região Centro, incluindo a Ria de Aveiro e o vale do Mondego</td></tr><tr><td><strong>RH5A – Tejo e Oeste</strong></td><td>Bacia do Tejo e ribeiras litorâneas de Alcobaça a Torres Vedras</td></tr><tr><td><strong>RH6 – Sado e Mira</strong></td><td>Planície alentejana, estuário do Sado e a costa vicentina</td></tr><tr><td><strong>RH7 – Guadiana</strong></td><td>Grande bacia do sul profundo e afluentes junto à fronteira</td></tr><tr><td><strong>RH8 – Ribeiras do Algarve</strong></td><td>Toda a faixa sul e ribeiras que desaguam no oceano</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="2">Fonte: APA</td></tr></tbody></table><p><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></p><p>No centro deste processo está a avaliação do estado dos <strong>ecossistemas aquáticos</strong> nacionais. Os diagnósticos realizados identificaram <strong>problemas persistentes </strong>que exigem intervenção, desde a degradação da qualidade da água até à crescente pressão sobre os recursos disponíveis.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/novos-planos-de-gestao-da-agua-vao-definir-as-prioridades-de-portugal-ate-1792586418873.jpg" data-image="10w124ta4c0j" alt="Olival intensivo no Alqueva" title="Olival intensivo no Alqueva"><figcaption>O crescimento do olival superintensivo em torno do Alqueva coloca a região no centro do debate sobre o equilíbrio entre a produção agrícola e a sustentabilidade hídrica. Foto: EDIA</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>As preocupações dividem-se essencialmente em duas frentes. Por um lado, a qualidade da água continua ameaçada pela poluição da <strong>agricultura intensiva</strong>, que transporta fertilizantes e pesticidas para rios e aquíferos. </p><p>Por outro, a disponibilidade hídrica diminui à medida que as <strong>secas se tornam frequentes e prolongadas</strong>. A estas pressões juntam-se os impactos das grandes barragens, que alteram a dinâmica natural dos rios, retêm sedimentos essenciais para a alimentação das praias e dificultam a migração de várias espécies piscícolas.</p><h2>A engrenagem europeia de seis em seis anos</h2><p>A revisão das políticas da água segue um <strong>calendário</strong> definido pela União Europeia. A <strong>Diretiva-Quadro da Água</strong> obriga os Estados-membros a atualizar os seus planos de gestão a cada seis anos, permitindo ajustar objetivos e medidas às mudanças ambientais, económicas e sociais que vão surgindo.</p><table><thead><tr><th><strong>Ciclo de planeamento</strong></th><th>Vigência</th><th><strong>Estratégia</strong></th></tr></thead><tbody><tr><td>1.º Ciclo</td><td>2009 – 2015</td><td>Implementação inicial e diagnóstico de massas de água</td></tr><tr><td>2.º Ciclo</td><td>2016 – 2021</td><td>Aplicação dos primeiros programas de medidas integradas</td></tr><tr><td>3.º Ciclo</td><td>2022 – 2027</td><td>Monitorização do impacto das alterações climáticas</td></tr><tr><td><strong>4.º Ciclo</strong></td><td><strong>2028 – 2033</strong></td><td><strong>Mitigação da escassez hídrica e eficiência estrutural</strong></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Fonte: APA</td></tr></tbody></table><p> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></p><p>Quase duas décadas após a adoção deste modelo de gestão, Portugal encontra-se a preparar o <strong>quarto ciclo</strong> de planeamento integrado. O percurso iniciado em 2009 entra agora numa nova etapa, apoiada por um volume significativo de informação recolhida ao longo dos últimos anos. O objetivo é <strong>garantir recursos hídricos suficientes</strong> e <strong>ecossistemas mais resilientes</strong> num contexto de incerteza climática.</p><h2>Da participação pública à decisão técnica</h2><p>Terminada a fase participativa, inicia-se o escrutínio técnico das propostas apresentadas. No <strong>Tejo</strong>, o movimento proTEJO considera "inaceitável" a <strong>insuficiência de caudais ecológicos</strong> em algumas barragens da Península Ibérica e pede intervenção nas albufeiras de Cedillo e Fratel. A organização alerta ainda para a <strong>degradação das reservas minerais</strong> presentes nos sedimentos do rio.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786683" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/agua-a-montante-incerteza-a-jusante-como-sao-geridos-os-rios-que-ligam-portugal-e-espanha.html" title="Água a montante, incerteza a jusante: como são geridos os rios que ligam Portugal e Espanha?">Água a montante, incerteza a jusante: como são geridos os rios que ligam Portugal e Espanha?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/agua-a-montante-incerteza-a-jusante-como-sao-geridos-os-rios-que-ligam-portugal-e-espanha.html" title="Água a montante, incerteza a jusante: como são geridos os rios que ligam Portugal e Espanha?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/agua-a-montante-incerteza-a-jusante-como-sao-geridos-os-rios-que-ligam-portugal-e-espanha-1788285546194_320.jpg" alt="Água a montante, incerteza a jusante: como são geridos os rios que ligam Portugal e Espanha?"></a></article></aside><p>Na bacia do <strong>Douro</strong>, a Confederação dos Agricultores de Portugal defende apoios à <strong>modernização das charcas</strong> e dos sistemas de armazenamento de água destinados à atividade vitivinícola. </p><p>Mais a sul, a Liga para a Proteção da Natureza pede restrições à expansão das culturas superintensivas na bacia do <strong>Guadiana</strong>, argumentando que estas agravam a pressão sobre os recursos hídricos. </p><p>Já no <strong>Algarve</strong>, municípios e setor turístico convergem na defesa de soluções como a <strong>dessalinização</strong>, vista como uma forma de reforçar a segurança do abastecimento durante os meses de maior procura.</p><h2>Da triagem à ponderação</h2><p>Com o encerramento da plataforma de participação, os técnicos da APA iniciaram a <strong>análise detalhada das contribuições recebidas</strong>. Cada proposta é avaliada à luz da sua viabilidade técnica, do enquadramento legal e do impacto financeiro, num processo que envolve tanto contributos de organizações especializadas como sugestões apresentadas por cidadãos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/novos-planos-de-gestao-da-agua-vao-definir-as-prioridades-de-portugal-ate-1792586878497.jpg" data-image="oariotlehazs" alt="Bacia do Tejo" title="Bacia do Tejo"><figcaption>A gestão dos caudais ecológicos e a pressão sobre os ecossistemas fluviais estão entre os principais desafios identificados na bacia do Tejo. Foto: Município de Abrantes</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>As respostas não são divulgadas individualmente. Em vez disso, a APA reúne e sistematiza os contributos por temas num <strong>relatório público</strong>, revelando quais foram acolhidos, parcialmente integrados ou rejeitados e em que condições. As medidas aprovadas passam, depois, a integrar os <strong>programas de ação</strong> associados a novos planos de gestão.</p><h2>O longo calendário até à aprovação</h2><p>A implementação destas medidas ainda está longe. A atual fase de análise deverá prolongar-se até ao <strong>primeiro trimestre de 2027</strong>, altura em que serão publicados os <strong>relatórios finais,</strong> com a síntese dos resultados da consulta pública.</p><p>Seguir-se-á a apresentação das versões provisórias dos planos, prevista para meados de 2027. Nessa altura, arranca um novo período de consulta pública, com duração de seis meses, durante o qual cidadãos, associações e entidades económicas poderão voltar a pronunciar-se sobre os documentos.</p><p>A aprovação definitiva, em Conselho de Ministros, e a publicação no Diário da República estão previstas para o <strong>início de 2028</strong>. Será então dado o arranque formal ao ciclo de gestão que orientará as políticas da água em Portugal até 2033.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Portal%20Participa" data-year="" data-title="4.%C2%BA%20Ciclo%20PGRH%3A%20QSiGA%20da%20Regi%C3%A3o%20Hidrogr%C3%A1fica%20do%20Tejo%20e%20Ribeiras%20do%20Oeste%20(RH5A)" data-url="https%3A%2F%2Fparticipa.pt%2Fpt%2Fconsulta%2F4-ciclo-pgrh-qsiga-da-regiao-hidrografica-do-tejo-e-ribeiras-do-oeste-rh5a">Portal Participa. <a href="https://participa.pt/pt/consulta/4-ciclo-pgrh-qsiga-da-regiao-hidrografica-do-tejo-e-ribeiras-do-oeste-rh5a" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">4.º Ciclo PGRH: QSiGA da Região Hidrográfica do Tejo e Ribeiras do Oeste (RH5A)</a>.</cite><br><cite data-author="Ag%C3%AAncia%20Portuguesa%20do%20Ambiente%20(APA)" data-year="" data-title="4.%C2%BA%20Ciclo%20de%20Planeamento%20de%20Recursos%20H%C3%ADdricos%20(2028-2033)" data-url="https%3A%2F%2Fapambiente.pt%2Fagua%2F4o-ciclo-de-planeamento-2028-2033">Agência Portuguesa do Ambiente (APA). <a href="https://apambiente.pt/agua/4o-ciclo-de-planeamento-2028-2033" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">4.º Ciclo de Planeamento de Recursos Hídricos (2028-2033)</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/novos-planos-de-gestao-da-agua-vao-definir-as-prioridades-de-portugal-ate.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Semana de 26 de outubro a 2 de novembro: tendências da chuva e temperatura em Portugal continental]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-de-26-de-outubro-a-2-de-novembro-tendencias-da-chuva-e-temperatura-em-portugal-continental.html</link><pubDate>Wed, 21 Oct 2026 12:15:05 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A última semana de outubro deverá trazer grandes contrastes térmicos entre manhãs frescas e tardes amenas. Apesar da atividade depressionária no Atlântico, Portugal deverá continuar com pouca chuva e temperaturas, em média, acima do normal.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-26-de-outubro-a-2-de-novembro-tendencias-da-chuva-e-temperatura-em-portugal-continental-1792584367934.jpg" data-image="x43jzppg6abh" alt="Final de outubro com pouca chuva" title="Final de outubro com pouca chuva"><figcaption>O guarda-chuva poderá ter pouco uso na última semana de outubro: o ECMWF aponta, para já, para pouca chuva e um balanço semanal mais seco do que o normal em Portugal.</figcaption></figure><p>A última semana de outubro deverá arrancar com um cenário relativamente estável em Portugal continental. Apesar da intensa atividade depressionária prevista no Atlântico Norte, o anticiclone continuará a desempenhar um papel importante, desviando as principais depressões para latitudes mais elevadas. O resultado deverá ser uma semana com <strong>temperaturas acima do normal e precipitação inferior à média climatológica</strong>.</p><h2>Segunda-feira, dia 26: depressões no Atlântico, mas Portugal continua protegido</h2><p>Na segunda-feira, dia 26, o Atlântico Norte apresentará uma configuração bastante dinâmica. Uma depressão muito cavada deverá posicionar-se a oeste das Ilhas Britânicas, <strong>acompanhada por um sistema frontal extenso que se prolongará para sul.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-26-de-outubro-a-2-de-novembro-tendencias-da-chuva-e-temperatura-em-portugal-continental-1792583137955.jpg" data-image="labyxjjs3oyv" alt="Situação sinótica" title="Situação sinótica"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-982373">Uma profunda depressão deverá circular no Atlântico Norte, mas as altas pressões sobre a Península Ibérica continuam a afastar de Portugal os sistemas mais ativos e chuvosos.</figcaption></figure><p>Apesar da dimensão e intensidade desta depressão, o seu núcleo permanecerá muito afastado de Portugal. Ao mesmo tempo,<strong> as altas pressões deverão continuar a exercer influência sobre a Península Ibérica.</strong></p><p>Esta configuração tem-se repetido nos últimos dias. <strong>A</strong><strong>s depressões atlânticas formam-se e deslocam-se em direção à Europa, mas encontram resistência das altas pressões nas proximidades de Portugal</strong>, sendo encaminhadas preferencialmente para norte. As respetivas frentes conseguem aproximar-se de Portugal, mas tendem a fazê-lo já bastante enfraquecidas e com pouco conteúdo precipitável.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Na segunda-feira, o ECMWF sugere precisamente este cenário. Uma frente fria deverá aproximar-se pelo Atlântico, mas, à medida que progride para leste, deverá perder atividade, <strong>não estando, nesta altura, previsto um episódio significativo de precipitação em Portugal continental.</strong></p><h2>Manhãs frescas contrastam com tardes bastante amenas</h2><p>No campo térmico, a semana deverá apresentar um contraste interessante entre as primeiras horas do dia e o período da tarde. Na madrugada de segunda-feira, os termómetros poderão descer para valores próximos ou inferiores a <strong>8 ºC em várias regiões do Norte e Centro</strong>, com cerca de 7 ºC em Bragança e 6 ºC na Guarda, segundo a atual previsão do ECMWF. Mais perto do litoral e no Sul, as temperaturas mínimas deverão ser mais elevadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-26-de-outubro-a-2-de-novembro-tendencias-da-chuva-e-temperatura-em-portugal-continental-1792583308427.jpg" data-image="y2478atth175" alt="Temperatura matinal" title="Temperatura matinal"><figcaption>A semana começa com uma madrugada fresca: várias regiões do Norte e Centro poderão registar temperaturas inferiores a 10 ºC, descendo para cerca de 6 a 7 ºC em alguns locais do interior.</figcaption></figure><p>Contudo, este ambiente fresco das manhãs não será representativo do comportamento térmico de todo o dia. Durante as horas de maior insolação, as temperaturas deverão recuperar significativamente. Na tarde de segunda-feira, grande parte do interior poderá apresentar valores <strong>3 a 5 ºC acima da média climatológica</strong>, com algumas regiões do Sul a poderem aproximar-se dos <strong>25 a 26 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-26-de-outubro-a-2-de-novembro-tendencias-da-chuva-e-temperatura-em-portugal-continental-1792583354854.jpg" data-image="dvq99fxkyrva" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-559332">O contraste será evidente durante a tarde. Grande parte do território poderá registar temperaturas 3 a 5 ºC acima do normal, depois de uma manhã bastante mais fresca.</figcaption></figure><p>Assim, poderemos ter uma amplitude térmica diária considerável, <strong>manhãs relativamente frescas, seguidas de tardes bastante mais amenas e, em geral, mais quentes do que seria habitual no final de outubro</strong>.</p><h2>Outubro deverá terminar mais quente do que o normal</h2><p>Este comportamento ajuda a explicar o sinal apresentado pelo mapa semanal do ECMWF para o período entre <strong>26 de outubro e 2 de novembro</strong>. Apesar das madrugadas mais frescas, sobretudo no início da semana, as temperaturas diurnas deverão compensar esse arrefecimento. No balanço dos sete dias, Portugal continental surge com uma <strong>anomalia térmica positiva</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-26-de-outubro-a-2-de-novembro-tendencias-da-chuva-e-temperatura-em-portugal-continental-1792583458079.jpg" data-image="qkw015oytyz7" alt="Anomalia média semanal da temperatura" title="Anomalia média semanal da temperatura"><figcaption>Apesar das manhãs frescas, as tardes mais amenas deverão fazer pender o balanço semanal para valores acima da média climatológica em Portugal continental.</figcaption></figure><p>Isto significa que, quando comparamos a temperatura média prevista para toda a semana com a média climatológica para esta altura do ano, o resultado deverá ficar acima do normal. <strong>Não significa, portanto, que todas as horas ou todos os dias sejam mais quentes do que o habitual</strong>.</p><h2>Pouca chuva à vista até ao final de outubro</h2><p>A precipitação poderá ser precisamente o elemento que mais se irá afastar do comportamento típico desta altura do ano. Até, pelo menos, <strong>31 de outubro</strong>, os atuais mapas sinóticos do ECMWF não mostram a passagem de nenhum sistema frontal capaz de produzir um episódio de chuva generalizada e significativa em Portugal continental.</p><p>Poderão ocorrer alterações à medida que avançamos no horizonte de previsão, mas, neste momento, a tendência aponta para <strong>quantidades de precipitação inferiores ao normal para a época</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-26-de-outubro-a-2-de-novembro-tendencias-da-chuva-e-temperatura-em-portugal-continental-1792583523603.jpg" data-image="4gz4yj1k02ze" alt="Anomalia média semanal da precipitação" title="Anomalia média semanal da precipitação"><figcaption>O ECMWF aponta para uma semana mais seca do que o habitual em Portugal, com um défice de precipitação relativamente à média climatológica para esta altura do ano.</figcaption></figure><p>O mapa de anomalia da precipitação semanal reforça este cenário, mostrando um sinal negativo de precipitação sobre Portugal. Isto não significa necessariamente ausência completa de chuva. Significa que, no conjunto da semana, deverá chover <strong>menos do que seria climatologicamente esperado</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794354" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/massa-de-ar-polar-ameaca-portugal-modelo-europeu-aponta-para-descida-das-temperaturas-nas-proximas-horas.html" title="Massa de ar polar ameaça Portugal? Modelo europeu aponta para descida das temperaturas nas próximas horas">Massa de ar polar ameaça Portugal? Modelo europeu aponta para descida das temperaturas nas próximas horas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/massa-de-ar-polar-ameaca-portugal-modelo-europeu-aponta-para-descida-das-temperaturas-nas-proximas-horas.html" title="Massa de ar polar ameaça Portugal? Modelo europeu aponta para descida das temperaturas nas próximas horas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-polar-ameaca-portugal-modelo-europeu-aponta-para-a-manutencao-de-temperaturas-baixas-nos-proximos-dias-1792528310069_320.jpg" alt="Massa de ar polar ameaça Portugal? Modelo europeu aponta para descida das temperaturas nas próximas horas"></a></article></aside><p>À medida que nos aproximamos do final de outubro e início de novembro, a incerteza naturalmente aumenta. Ainda assim, a tendência atualmente desenhada pelo ECMWF é relativamente consistente. <strong>Portugal deverá continuar à margem dos principais corredores depressionários do Atlântico, com temperaturas acima da média e um défice de precipitação no balanço semanal</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-de-26-de-outubro-a-2-de-novembro-tendencias-da-chuva-e-temperatura-em-portugal-continental.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Rochas como as da Lua: o que tem uma formação rochosa ancestral em Madagáscar a ver com o satélite natural da Terra]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/rochas-como-as-da-lua-o-que-tem-uma-formacao-rochosa-ancestral-em-madagascar-a-ver-com-o-satelite-natural-da-terra.html</link><pubDate>Wed, 21 Oct 2026 11:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Um maciço rochoso notavelmente claro na paisagem de Madagáscar faz lembrar as terras altas brancas da Lua. Aí, rochas antiquíssimas e forças tectónicas criaram uma formação que tem, pelo menos, 600 milhões de anos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/gestein-wie-auf-dem-mond-was-eine-uralte-felsformation-in-madagaskar-mit-dem-erdtrabanten-zu-tun-hat-1791983562790.jpg" alt="O maciço de Saririaky, em Madagáscar, parece um local onde rochas lunares brancas aterraram na Terra. Mas esta cor marcante tem outro motivo. Imagem: NASA" title="O maciço de Saririaky, em Madagáscar, parece um local onde rochas lunares brancas aterraram na Terra. Mas esta cor marcante tem outro motivo. Imagem: NASA"><figcaption>O maciço de Saririaky, em Madagáscar, parece um local onde rochas lunares brancas aterraram na Terra. Mas esta cor marcante tem outro motivo. Imagem: NASA</figcaption></figure><p>Do espaço, parece uma mancha clara no meio de uma paisagem seca e de cor castanho-ferrugem: <strong>o maciço de Saririaky, no sul de Madagáscar, destaca-se nitidamente do seu meio envolvente</strong>. Um astronauta a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) fotografou a formação no dia 28 de agosto de 2026. A NASA publicou a imagem no Earth Observatory.</p><p>O que tem de especial é a rocha branca: <strong>o anortosito é uma rocha ígnea intrusiva que também se encontra na Lua</strong>, especialmente nas terras altas claras. Estas áreas refletem a luz solar e, por isso, podem ser observadas até a partir da Terra, surgindo como regiões claras na superfície lunar.</p><p>O anortosito não ocorre apenas na Lua. <strong>Existem depósitos de maior dimensão, por exemplo, no leste do Canadá, na Escandinávia, no sul da Índia e em Madagáscar</strong>. O maciço de Saririaky, em Madagáscar, abrange cerca de 100 quilómetros quadrados e, segundo estudos geológicos, deverá ter-se formado há pelo menos 600 milhões de anos.</p><h2>Colisões continentais gigantescas</h2><p>O <strong>anortosito forma-se quando rocha fundida arrefece e solidifica abaixo da superfície terrestre</strong>. Como este processo ocorre de forma relativamente lenta, é possível o crescimento de cristais minerais de maiores dimensões. No maciço de Saririaky, a rocha encontra-se hoje exposta, constituindo uma estrutura marcante dentro de uma região geologicamente muito deformada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gestein-wie-auf-dem-mond-was-eine-uralte-felsformation-in-madagaskar-mit-dem-erdtrabanten-zu-tun-hat-1791983578090.jpg" alt="As estruturas alongadas evidenciam as fortes forças tectónicas de uma zona de cisalhamento dúctil. Imagem: NASA" title="As estruturas alongadas evidenciam as fortes forças tectónicas de uma zona de cisalhamento dúctil. Imagem: NASA"><figcaption>As estruturas alongadas evidenciam as fortes forças tectónicas de uma zona de cisalhamento dúctil. Imagem: NASA</figcaption></figure><p>O maciço situa-se numa<strong> formação geológica peculiar</strong>: uma zona de cisalhamento dúctil. Neste local, as rochas podem ser deformadas sob enormes pressões e altas temperaturas, sem se partirem. São esticadas, dobradas e sofrem alterações estruturais; simultaneamente, a sua composição mineral pode alterar-se. Tais transformações — incluindo nas rochas — são designadas por metamorfismo. </p><p><strong>Sulcos longos e aproximadamente paralelos revelam a atuação destas forças</strong>. As deformações podem estar relacionadas com a forma como surgiu o Gondwana, um supercontinente que abrangia, entre outras regiões, partes da atual África, Índia, Madagáscar, Austrália e Antártida.</p><h2>Rochas como a Lua</h2><p><strong>A cerca de 60 quilómetros a norte de Saririaky, encontra-se outro maciço de anortosito</strong>. Alguns supõem que ambos faziam parte de um único conjunto e que estavam separados por um processo de extensão tectónica. Este fenómeno é designado por <em>boudinage</em>: um corpo rochoso mais resistente é fragmentado em segmentos distintos, enquanto o material que o rodeia sofre deformação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gestein-wie-auf-dem-mond-was-eine-uralte-felsformation-in-madagaskar-mit-dem-erdtrabanten-zu-tun-hat-1791983569838.jpg" alt="Na Lua, é possível distinguir dois tipos de superfície: as terras altas, mais claras, denominadas Terra (pl. Terrae), e as bacias, mais escuras, denominadas Mare (pl. Maria). Imagem: NASA/JPL/USGS" title="Na Lua, é possível distinguir dois tipos de superfície: as terras altas, mais claras, denominadas Terra (pl. Terrae), e as bacias, mais escuras, denominadas Mare (pl. Maria). Imagem: NASA/JPL/USGS"><figcaption>Na Lua, é possível distinguir dois tipos de superfície: as terras altas, mais claras, denominadas Terra (pl. Terrae), e as bacias, mais escuras, denominadas Mare (pl. Maria). Imagem: NASA/JPL/USGS</figcaption></figure><p><strong>A lua também pode ser explorada utilizando estas rochas terrestres</strong>. As terras altas do anortosito têm mais de quatro mil milhões de anos. De acordo com o conhecimento atual, cristalizaram a partir de um enorme oceano de magma que outrora cobriu a jovem lua. Certos minerais acumularam-se perto da superfície à medida que esta arrefecia, formando as primeiras partes da sua crosta.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794043" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/pela-primeira-vez-o-japao-e-a-nasa-lancam-hoje-a-nave-espacial-que-trara-a-terra-um-pedaco-de-uma-lua-de-marte.html" title="Pela primeira vez, o Japão e a NASA lançam, hoje, a nave espacial que trará à Terra um pedaço de uma lua de Marte">Pela primeira vez, o Japão e a NASA lançam, hoje, a nave espacial que trará à Terra um pedaço de uma lua de Marte</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/pela-primeira-vez-o-japao-e-a-nasa-lancam-hoje-a-nave-espacial-que-trara-a-terra-um-pedaco-de-uma-lua-de-marte.html" title="Pela primeira vez, o Japão e a NASA lançam, hoje, a nave espacial que trará à Terra um pedaço de uma lua de Marte"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/por-primera-vez-japon-y-la-nasa-lanzan-el-19-de-octubre-la-nave-que-traera-a-la-tierra-un-trozo-de-una-luna-de-marte-1792143421785_320.jpg" alt="Pela primeira vez, o Japão e a NASA lançam, hoje, a nave espacial que trará à Terra um pedaço de uma lua de Marte"></a></article></aside><p>Embora as amostras lunares trazidas para a Terra pelas missões Apollo tenham possibilitado análises diretas, a sua disponibilidade era limitada. Por este motivo, rochas terrestres comparáveis também podem ser utilizadas para fins de investigação. <strong>Um exemplo de uma ocorrência muito semelhante encontra-se nas montanhas Beartooth, no estado do Montana</strong>, nos Estados Unidos.</p><p>O Maciço Saririaky une, assim, uma <strong>visão espetacular a partir do espaço a um acontecimento ancestral</strong> que moldou de forma significativa tanto a Terra como a Lua.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="NASA's%20Earth%20Observatory" data-year="2026" data-title="Moon-Like%20Madagascar" data-url="https%3A%2F%2Fscience.nasa.gov%2Fearth%2Fearth-observatory%2Fmoon-like-madagascar%2F">NASA's Earth Observatory. (2026). <a href="https://science.nasa.gov/earth/earth-observatory/moon-like-madagascar/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Moon-Like Madagascar</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/rochas-como-as-da-lua-o-que-tem-uma-formacao-rochosa-ancestral-em-madagascar-a-ver-com-o-satelite-natural-da-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Colheita da azeitona: como a chuva e o frio decidem a data da apanha]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/colheita-da-azeitona-como-a-chuva-e-o-frio-decidem-a-data-da-apanha.html</link><pubDate>Wed, 21 Oct 2026 10:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Cada semana a mais na árvore dá mais quilos de azeite e tira qualidade ao que sai. A decisão não se toma pelo calendário, toma-se a olhar para a chuva e para as mínimas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/colheita-da-azeitona-como-a-chuva-e-o-frio-decidem-a-data-da-apanha-1792185131680.png" data-image="43ygyuem4inw"><figcaption>Azeitonas ainda verdes no ramo, numa fase anterior ao ponto em que se decide a apanha.</figcaption></figure><p>No olival, a pergunta de outubro e novembro é sempre a mesma:<strong> apanha-se agora ou espera-se mais uma semana?</strong></p><p>Quem espera ganha rendimento, porque a azeitona continua a acumular gordura. E quem espera arrisca, porque basta um episódio de tempo mau para transformar uma boa colheita num azeite medíocre.</p><h2>Duas coisas que puxam em sentidos contrários</h2><p>A azeitona muda de cor de verde para arroxeada e depois para preta, e ao longo desse percurso o teor em gordura vai subindo até estabilizar.</p><p>Só que, ao mesmo tempo, descem os compostos que dão ao azeite o amargo, o picante e a resistência à oxidação. <strong>Um azeite de azeitona verde rende menos mas dura mais e tem muito mais carácter</strong>. Um azeite de azeitona preta rende mais e é mais suave, mas oxida muito mais depressa.</p><div class="texto-destacado"><strong> Índice de maturação</strong>:<br><br>Escala que classifica a azeitona pela cor da pele e da polpa, de zero, totalmente verde, a sete, totalmente preta por dentro e por fora. Calcula-se numa amostra de cem azeitonas e serve para decidir a data da apanha sem depender de impressões.</div><p>Para azeite, <strong>o ponto que a maior parte dos produtores procura situa-se na transição</strong>, com boa parte da amostra já arroxeada mas ainda poucas completamente pretas. Em boa parte do país, isso cai entre o fim de outubro e meados de novembro.</p><h2>O tempo é que decide se vale a pena esperar</h2><p>Aqui está o ponto central. O ganho de esperar é lento e previsível, mas a perda por mau tempo é rápida e irreversível.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Cada semana a mais na árvore acrescenta uns quilos. Uma noite de geada ou uma semana de chuva tira muito mais do que isso.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Vale a pena perceber o que cada tipo de tempo faz à azeitona que ainda está na árvore, porque a decisão de antecipar ou esperar depende quase sempre disso. A tabela seguinte reúne os episódios mais frequentes nesta altura do ano.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Episódio de tempo</p></th><th scope="col"><p>O que provoca na azeitona</p></th><th scope="col"><p>Decisão habitual</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Chuva forte e prolongada</p></td><td><p>Fruto incha, o azeite dilui e o terreno fica intransitável</p></td><td><p>Antecipar, se o ponto já permitir</p></td></tr><tr><td><p>Geada firme</p></td><td><p>Dano nas células, oxidação e sabores a defeito</p></td><td><p>Apanhar de imediato</p></td></tr><tr><td><p>Vento forte de depressão</p></td><td><p>Queda de fruto, que no chão ganha acidez</p></td><td><p>Antecipar e recolher o caído à parte</p></td></tr><tr><td><p>Dias amenos e secos</p></td><td><p>Maturação continua sem risco</p></td><td><p>Esperar compensa</p></td></tr><tr><td><p>Granizo</p></td><td><p>Feridas que abrem porta a podridões</p></td><td><p>Apanhar em poucos dias</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3"><br><p>Efeito dos episódios de tempo mais comuns no fim do outono sobre a azeitona ainda por colher, e decisão que costuma ser tomada em cada caso. As respostas variam com a variedade, com o estado de maturação e com o destino da azeitona, e a azeitona de mesa segue critérios próprios. Fonte: elaboração própria.</p></td></tr></tbody></table><h2>Porque é que a chuva faz mais estrago do que parece</h2><p><strong>A chuva antes da apanha tem três efeitos que se somam.</strong></p><p><strong>O primeiro é a diluição.</strong> A azeitona absorve água e o rendimento por quilo desce, o que significa mais fruta para o mesmo azeite.</p><p><strong>O segundo é o chão.</strong> Um olival encharcado não deixa entrar máquinas nem redes em condições, e em Mirandela ou em Elvas pode custar duas semanas de espera forçada, com a azeitona a amadurecer de mais entretanto.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790460" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/mosca-da-azeitona-a-praga-que-dispara-quando-as-temperaturas-descem.html" title="Mosca-da-azeitona: a praga que dispara quando as temperaturas descem">Mosca-da-azeitona: a praga que dispara quando as temperaturas descem</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/mosca-da-azeitona-a-praga-que-dispara-quando-as-temperaturas-descem.html" title="Mosca-da-azeitona: a praga que dispara quando as temperaturas descem"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mosca-da-azeitona-a-praga-que-dispara-quando-as-temperaturas-descem-1790348139450_320.png" alt="Mosca-da-azeitona: a praga que dispara quando as temperaturas descem"></a></article></aside><p><strong>O terceiro é a terra que vai agarrada ao fruto. </strong>Azeitona suja traz consigo microrganismos do solo, e isso traduz-se depois em acidez e em defeitos de prova que nenhum lagar corrige.</p><h2>A geada é o caso em que não se discute</h2><p><strong>Com a chuva há margem de manobra. Com a geada não há.</strong></p><p>Quando a temperatura desce abaixo de zero com a azeitona na árvore, a água dentro das células congela e rompe as paredes celulares. A partir daí, a oxidação dispara e aparecem aqueles sabores que na prova se classificam como defeito, e que tornam o azeite não comercializável como virgem extra.</p><p>Se a previsão para a sua zona anunciar mínimas negativas e ainda tem azeitona por apanhar, deixa de haver decisão a tomar. Em zonas como Bragança ou o interior da Beira, isso pode acontecer já em finais de novembro.</p><h2>O relógio que começa quando a azeitona sai da árvore</h2><p><strong>Fica para o fim a parte que estraga mais azeite em Portugal e que não tem nada a ver com a data da apanha.</strong></p><p>Assim que a azeitona é colhida, começa a fermentar. Em pilha ou dentro de sacos, aquece por dentro, e em dois ou três dias o azeite que lá está já perdeu a classificação. Não há lagar que recupere isso.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/colheita-da-azeitona-como-a-chuva-e-o-frio-decidem-a-data-da-apanha-1792185254990.png" data-image="tbqg0haht1nv"><figcaption>Azeitona de mesa já curada, que segue critérios de colheita diferentes dos da azeitona para azeite.</figcaption></figure><p><strong>A regra é levar ao lagar no próprio dia, e no limite no dia seguinte. </strong>Até lá, caixas vazadas e empilhadas de forma a deixar circular o ar, nunca sacos, nunca montes, e sempre num sítio fresco e à sombra.</p><p><strong>Separe também o que caiu ao chão</strong>. Essa azeitona tem acidez muito mais alta e, misturada com a boa, arrasta a qualidade do lote inteiro para baixo.</p><p>E<strong> apanhe de manhã, enquanto a fruta ainda está fresca</strong>. Uma azeitona a vinte e cinco graus dentro de uma caixa fermenta bem mais depressa do que uma a doze, e nesta altura do ano a diferença entre apanhar às nove e apanhar às três da tarde é precisamente essa.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/colheita-da-azeitona-como-a-chuva-e-o-frio-decidem-a-data-da-apanha.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A Estação Espacial Internacional cruza o céu em poucos minutos: como saber quando passa pela sua cidade]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-estacao-espacial-internacional-cruza-o-ceu-em-poucos-minutos-como-saber-quando-passa-pela-sua-cidade.html</link><pubDate>Wed, 21 Oct 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A NASA permite-nos saber quando a Estação Espacial Internacional estará visível, a partir de praticamente qualquer cidade do mundo, e com bastante antecedência, graças à sua aplicação móvel.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-estacion-espacial-internacional-cruza-el-cielo-en-pocos-minutos-como-saber-cuando-pasa-por-tu-ciudad-1792371295045.jpg" data-image="b9s7j7ah8md4"><figcaption>Fotografia da Estação Espacial Internacional em órbita à volta do planeta.</figcaption></figure><p><strong>Já lhe aconteceu ver um ponto luminoso no céu que se move muito mais depressa do que as outras estrelas</strong> e, passado algum tempo, desaparece? Não é uma estrela cadente nem um avião; trata-se, provavelmente, da Estação Espacial Internacional (ou ISS, na sigla em inglês).</p><div class="texto-destacado">É um laboratório que orbita em torno do nosso planeta e alberga tripulações dedicadas a experiências científicas. Viaja a cerca de 28.000 quilómetros por hora e completa aproximadamente uma volta à Terra a cada noventa minutos.</div><p>Apesar da sua enorme velocidade, <strong>nem todos os seus percursos podem ser observados a partir de uma determinada cidade</strong>. Para a distinguir, precisamos da combinação ideal: que passe sobre uma região favorável, que reflita a luz solar e que o céu esteja relativamente escuro.</p><h2>Porque é que parece uma estrela que se move</h2><p>A ISS não produz, por si só, o brilho que vemos da superfície;<strong> as suas estruturas refletem a luz do Sol, de forma semelhante à Lua</strong>. Esta iluminação permite identificá-la como um ponto branco que avança entre as estrelas.</p><p> As <strong>oportunidades mais frequentes ocorrem pouco antes do amanhecer ou depois do pôr do sol</strong>. Enquanto o observador se encontra sob um céu escuro, a estação pode continuar iluminada pelo Sol, devido à sua altitude durante a passagem. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-estacion-espacial-internacional-cruza-el-cielo-en-pocos-minutos-como-saber-cuando-pasa-por-tu-ciudad-1792371313409.jpg" data-image="qlkcpdgt05d1"><figcaption>A Estação Espacial Internacional parece uma estrela que se move rapidamente cruzando o céu. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>O seu movimento é contínuo e normalmente não apresenta os flashes característicos de muitas aeronaves, <strong>podendo desaparecer subitamente ao entrar na sombra da Terra</strong>, mesmo sem atingir o horizonte. Uma mudança de iluminação que é completamente normal.</p><p><strong>Não precisa de telescópio nem de binóculos para a acompanhar</strong>; na verdade, os instrumentos de ampliação dificultam a sua manutenção dentro do campo visual. A observação a olho nu permite apreciar melhor a trajetória completa, desde que a passagem tenha altura e duração suficientes.</p><h3>Horários exatos: Spot the Station</h3><p>A ferramenta oficial da NASA chama-se <em>Spot the Station</em> e está disponível através do seu website e aplicação móvel. Permite selecionar uma localização, <strong>consultar as próximas visualizações e receber avisos </strong>antes que a estação apareça sobre a sua cidade.</p><p>Basta <strong>aceder à plataforma, pesquisar a sua localidade e verificar as datas disponíveis</strong>. Cada previsão indica a hora local, a duração estimada da observação, a altura máxima acima do horizonte, bem como as direções aproximadas de surgimento e desaparecimento no horizonte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-estacion-espacial-internacional-cruza-el-cielo-en-pocos-minutos-como-saber-cuando-pasa-por-tu-ciudad-1792371330475.png" data-image="0co1l9ph3qdh"><figcaption>Visualização da aplicação online para encontrar a localização da Estação Espacial Internacional. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>A altura é expressa em graus: </p><ul><li>0 corresponde ao horizonte;</li><li>90 significa exatamente sobre a cabeça. </li></ul><p>Uma trajetória elevada é normalmente mais fácil de seguir, <strong>especialmente se os edifícios ou as árvores bloquearem as áreas</strong> próximas do horizonte do observador.</p><p><strong>A aplicação inclui ainda um mapa de rastreio</strong> e uma visualização em realidade aumentada, compatível com determinados telemóveis. Estas funcionalidades ajudam a orientar o olhar, mas lembre-se de verificar as previsões, uma vez que não existe um horário universal de passagem para todo o país.</p><h3>Conselhos para o próximo passo</h3><p>Verifique as previsões de avistamento com antecedência, prepare o seu equipamento alguns minutos antes e <strong>procure um local com um horizonte alargado</strong>. Embora seja possível vê-la a partir de zonas urbanas muito iluminadas, as nuvens podem impedir a observação. Evite confundir a previsão orbital com uma garantia de visibilidade.<strong></strong></p><p><strong>Para a fotografar, estabilize o telefone ou a câmara e experimente exposições mais longas</strong>. A passagem pode durar muito poucos minutos; por isso, prepare o enquadramento com antecedência, esteja atento ao ponto previsto de surgimento e evite luzes que ofusquem.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="734932" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/raios-incendios-e-luzes-de-cidades-imagens-de-tirar-o-folego-vistas-da-estacao-espacial-internacional-confira.html" title="Raios, incêndios e luzes de cidades: imagens de tirar o fôlego vistas da Estação Espacial Internacional; confira">Raios, incêndios e luzes de cidades: imagens de tirar o fôlego vistas da Estação Espacial Internacional; confira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/raios-incendios-e-luzes-de-cidades-imagens-de-tirar-o-folego-vistas-da-estacao-espacial-internacional-confira.html" title="Raios, incêndios e luzes de cidades: imagens de tirar o fôlego vistas da Estação Espacial Internacional; confira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/video-impactante-espectaculo-de-llamas-relampagos-y-luces-en-el-sudeste-de-asia-vistos-desde-el-espacio-por-la-iss-1760687340051_320.png" alt="Raios, incêndios e luzes de cidades: imagens de tirar o fôlego vistas da Estação Espacial Internacional; confira"></a></article></aside><p>Antes de olhar para o céu, verifique a previsão de nebulosidade para a sua cidade e consulte o <em>Spot the Station</em>, da NASA, para saber quando é que esta passará sobre a sua localidade. <strong>Acompanhar este ponto luminoso pode transformar uma noite comum num encontro memorável com a exploração espacial</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-estacao-espacial-internacional-cruza-o-ceu-em-poucos-minutos-como-saber-quando-passa-pela-sua-cidade.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuva aproxima-se de Portugal esta quarta-feira? O ECMWF revela onde poderá chover e como estará o céu]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-aproxima-se-de-portugal-esta-quarta-feira-o-ecmwf-revela-onde-podera-chover-e-como-estara-o-ceu.html</link><pubDate>Wed, 21 Oct 2026 08:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A chuva deverá manter-se afastada de grande parte de Portugal continental esta quarta-feira. O ECMWF prevê precipitação sobretudo no Atlântico, enquanto a nebulosidade poderá aumentar em várias regiões ao final do dia.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbpz03i"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbpz03i.jpg" id="xbpz03i"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A possibilidade de regresso da chuva a Portugal continental continua a despertar atenção nesta quarta-feira, 21 de outubro. Contudo, <strong>as projeções mais recentes do modelo europeu (ECMWF) não indicam precipitação significativa na generalidade do território</strong>, apesar da presença de alguma instabilidade sobre o Atlântico.</p><p>Ao longo do dia, a principal alteração deverá ocorrer na distribuição da nebulosidade, com diferenças entre as regiões Norte, Centro e Sul.</p><h2>Chuva permanece sobretudo sobre o Atlântico durante a manhã</h2><p>Durante a madrugada desta quarta-feira, <strong>alguns períodos de chuva fraca podem ter afetado pontualmente o litoral Norte, sobretudo a região do Minho</strong>. Segundo o modelo europeu (ECMWF), esta precipitação deverá ter sido pouco expressiva e passageira, deixando de surgir sobre o território continental nos mapas das horas seguintes.</p><p>Com o avançar da manhã, os mapas do ECMWF mostram <strong>pequenos núcleos de precipitação sobre o oceano Atlântico, a oeste e sudoeste de Portugal continental</strong>, sem uma entrada generalizada de chuva no território.</p><p>Pelas 7h, a precipitação surge afastada da costa, enquanto às 10h permanece essencialmente sobre o oceano. Durante o início da tarde, os núcleos tornam-se menos expressivos nas áreas representadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-aproxima-se-de-portugal-esta-quarta-feira-o-ecmwf-revela-onde-podera-chover-e-como-estara-o-ceu-1792525571550.jpg" data-image="9aoifos4jumj" alt="Chuva concentra-se sobre o Atlântico durante a manhã" title="Chuva concentra-se sobre o Atlântico durante a manhã"><figcaption>O ECMWF prevê pequenos núcleos de precipitação a oeste e sudoeste de Portugal continental, sem chuva significativa sobre a generalidade do território às 7h.</figcaption></figure><p>Apesar da proximidade de algumas áreas de precipitação, <strong>o cenário não aponta para um dia de chuva generalizada</strong>. A distribuição prevista sugere que grande parte do continente deverá permanecer sem precipitação durante a manhã.</p><h2>Como estará o céu? Nebulosidade deverá aumentar ao final do dia</h2><p>A ausência de chuva significativa não significa que o céu permaneça limpo em todas as regiões.</p><p>Pelas 7h, o ECMWF prevê <strong>nebulosidade mais expressiva em setores do interior Norte e Centro</strong>, nomeadamente nas proximidades da Guarda e de Vila Real. Em contrapartida, várias localidades do litoral e do Sul apresentam menor cobertura de nuvens.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-aproxima-se-de-portugal-esta-quarta-feira-o-ecmwf-revela-onde-podera-chover-e-como-estara-o-ceu-1792525620726.jpg" data-image="wboboy1ng0y4" alt="Interior Norte e Centro com maior nebulosidade durante a manhã" title="Interior Norte e Centro com maior nebulosidade durante a manhã"><figcaption>O modelo europeu prevê cobertura de nuvens elevada em algumas zonas do interior Norte e Centro, enquanto várias regiões do litoral e do Sul apresentam céu pouco nublado.</figcaption></figure><p>Durante a tarde, a nebulosidade deverá apresentar uma distribuição irregular, permitindo períodos de céu pouco nublado em várias localidades. Contudo, <strong>ao final do dia, as nuvens poderão tornar-se mais abundantes no Norte e Centro</strong>.</p><p>Pelas 19h, o modelo projeta cobertura de nuvens próxima dos 90% em Viseu e Coimbra, enquanto Braga poderá apresentar cerca de 77% e a Guarda aproximadamente 72%.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-aproxima-se-de-portugal-esta-quarta-feira-o-ecmwf-revela-onde-podera-chover-e-como-estara-o-ceu-1792525655671.jpg" data-image="jja0darbk9k4" alt="Nuvens ganham expressão no Norte e Centro ao final da tarde" title="Nuvens ganham expressão no Norte e Centro ao final da tarde"><figcaption>O ECMWF prevê um aumento da nebulosidade em várias regiões do Norte e Centro, com cobertura próxima dos 90% em Viseu e Coimbra, contrastando com o céu menos nublado no Sul.</figcaption></figure><p>Em contrapartida, <strong>Lisboa, Évora e Beja deverão apresentar menor nebulosidade</strong> nesse horário, evidenciando um contraste entre diferentes regiões do país.</p><h2>Probabilidade de chuva muito reduzida durante a tarde</h2><p>Apesar do aumento previsto da nebulosidade, os mapas de probabilidade de precipitação reforçam a tendência para tempo maioritariamente seco.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-aproxima-se-de-portugal-esta-quarta-feira-o-ecmwf-revela-onde-podera-chover-e-como-estara-o-ceu-1792526270387.jpg" data-image="exzfns4vc2nr" alt="ECMWF aponta para probabilidade de precipitação muito reduzida" title="ECMWF aponta para probabilidade de precipitação muito reduzida"><figcaption>A previsão do modelo europeu indica probabilidades de precipitação próximas de 0% nas localidades representadas, reforçando a tendência para uma tarde sem chuva significativa.</figcaption></figure><p>Pelas 16h, <strong>o ECMWF apresenta probabilidades próximas de 0% nas localidades assinaladas em Portugal continental</strong>, não identificando áreas relevantes de precipitação.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794291" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-atlantico-ja-produz-depressoes-sucessivas-mas-o-anticiclone-protege-portugal-onde-e-quando-podera-chover-ate-dia.html" title="O Atlântico já produz depressões sucessivas, mas o anticiclone protege Portugal: onde e quando poderá chover até dia 23">O Atlântico já produz depressões sucessivas, mas o anticiclone protege Portugal: onde e quando poderá chover até dia 23</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-atlantico-ja-produz-depressoes-sucessivas-mas-o-anticiclone-protege-portugal-onde-e-quando-podera-chover-ate-dia.html" title="O Atlântico já produz depressões sucessivas, mas o anticiclone protege Portugal: onde e quando poderá chover até dia 23"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-atlantico-ja-produz-depressoes-sucessivas-mas-o-anticiclone-protege-portugal-onde-e-quando-podera-chover-ate-dia-1792500559849_320.jpg" alt="O Atlântico já produz depressões sucessivas, mas o anticiclone protege Portugal: onde e quando poderá chover até dia 23"></a></article></aside><p>Esta situação deverá prolongar-se durante a noite. Os mapas das 19h e 22h continuam sem representar precipitação significativa sobre o continente. Assim, <strong>quarta-feira deverá ser marcada sobretudo por tempo seco e nebulosidade variável</strong>, com maior presença de nuvens em várias regiões do Norte e Centro ao final do dia.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-aproxima-se-de-portugal-esta-quarta-feira-o-ecmwf-revela-onde-podera-chover-e-como-estara-o-ceu.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Super El Niño: nova previsão confirma pico excecional de 3,5°C]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-nova-previsao-confirma-pico-excepcional-de-3-5-c.html</link><pubDate>Wed, 21 Oct 2026 07:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nova rodada de previsões do Instituto Internacional de Pesquisa para o Clima e a Sociedade (IRI) reforça que o pico do El Niño 2026/2027 deve alcançar 3,5 °C e está cada vez mais próximo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-nova-previsao-confirma-pico-excepcional-de-3-5-c-1792441726865.png" data-image="ro3ngmqvly2v" alt="Anomalia de temperatura da superfície do mar no último dia 17 de outubro de 2026, com uma ampla região do Pacífico com valores acima de 3°C. Créditos: NASA Worldview/Meteored." title="Anomalia de temperatura da superfície do mar no último dia 17 de outubro de 2026, com uma ampla região do Pacífico com valores acima de 3°C. Créditos: NASA Worldview/Meteored."><figcaption>Anomalia de temperatura da superfície do mar no último dia 17 de outubro de 2026, com uma ampla região do Pacífico com valores acima de 3 °C. Créditos: NASA Worldview/Meteored.</figcaption></figure><p>O<strong> Super El Niño de 2026/2027</strong> pode atingir uma<strong> intensidade excecional</strong>, com anomalias de temperatura da superfície do mar (TSM) de<strong> +3,5 °C </strong>no Pacífico Equatorial, segundo a nova atualização da pluma de modelos do El Niño Oscilação-Sul (ENSO). </p><div class="texto-destacado">Divulgado mensalmente pelo Instituto Internacional de Pesquisa para o Clima e a Sociedade (IRI), ligado à Universidade Columbia, nos Estados Unidos, este boletim reúne as previsões de dezenas de modelos climáticos, dinâmicos e estatísticos, que são constantemente atualizados com as condições iniciais mais recentes para recalcular a evolução esperada deste fenómeno. <br></div><p>Na atualização de <strong>outubro</strong>, as <strong>anomalias</strong> previstas <strong>aumentaram</strong> ainda mais em relação ao mês passado e a<strong> média dos modelos reforça</strong> o cenário de um <strong>pico excecional</strong>. A seguir, veja o que mostra o novo boletim do IRI e o que mudou nas previsões em relação à atualização de setembro.</p><h2>O que diz o boletim de outubro</h2><p>O <strong>boletim de outubro do ENSO</strong>, publicado na segunda-feira (19) pelo IRI, indica que o <strong>El Niño se aproxima do seu pico de intensidade</strong>. Diferente das atualizações anteriores, as previsões agora começam próximas dos valores máximos e apontam para um declínio nos trimestres seguintes.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Outro destaque é o<strong> </strong>aumento das anomalias previstas por todas as categorias de modelos em relação à atualização de setembro. Tanto a <strong>média dos modelos estatísticos</strong> (linha verde espessa) quanto a dos <strong>modelos dinâmicos</strong> (linha rosa espessa) <strong>subiram</strong> cerca de<strong> 0,1 °C a 0,2 °C</strong>. Com isso, a<strong> média geral</strong>, representada pela linha azul espessa, alcançou<strong> +3,5 °C</strong> de anomalia absoluta na região Niño 3.4.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-nova-previsao-confirma-pico-excepcional-de-3-5-c-1792441852036.png" data-image="s7r9cfsdns3t" alt="Previsão de anomalia de TSM no Niño 3.4 iniciada em outubro, destacando o valor de 3,5°C linha vermelha. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de IRI." title="Previsão de anomalia de TSM no Niño 3.4 iniciada em outubro, destacando o valor de 3,5°C linha vermelha. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de IRI."><figcaption>Previsão de anomalia de TSM no Niño 3.4 iniciada em outubro, destacando o valor de 3,5 °C linha vermelha. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de IRI.</figcaption></figure><p>A nova <strong>atualização reforça o cenário excecional</strong> já indicado no <strong>mês passado</strong>, quando os modelos dinâmicos apontavam para um pico desta magnitude. Porém, agora, a elevação também aparece nas previsões estatísticas, fortalecendo a <strong>convergência entre as diferentes categorias de modelos</strong>. </p><div class="texto-destacado">Este resultado aumenta a confiança no cenário de um pico de aquecimento próximo ou superior a +3,5 °C, embora a intensidade final do evento ainda dependa da evolução das condições oceânicas e atmosféricas nos próximos meses.</div><p>O boletim também atualiza a monitorazação das<strong> condições observadas</strong>, que confirmam a intensificação do El Niño. O <strong>índice Niño 3.4</strong>, utilizado para acompanhar as anomalias de TSM nessa região, registou uma anomalia média de<strong> +2,46 °C</strong> <strong>entre julho e setembro</strong>, enquanto o valor mensal de <strong>sete</strong><strong>mbro</strong> chegou a <strong>+2,84 °C.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794263" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/pico-de-ar-polar-em-portugal-esta-quinta-feira-guarda-viseu-e-outras-6-capitais-de-distrito-vao-estar-abaixo-dos-8-c.html" title="Pico de ar polar em Portugal esta quinta-feira: Guarda, Viseu e outras 6 capitais de distrito vão estar abaixo dos 8 ºC">Pico de ar polar em Portugal esta quinta-feira: Guarda, Viseu e outras 6 capitais de distrito vão estar abaixo dos 8 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/pico-de-ar-polar-em-portugal-esta-quinta-feira-guarda-viseu-e-outras-6-capitais-de-distrito-vao-estar-abaixo-dos-8-c.html" title="Pico de ar polar em Portugal esta quinta-feira: Guarda, Viseu e outras 6 capitais de distrito vão estar abaixo dos 8 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pico-de-ar-polar-em-portugal-esta-quinta-feira-guarda-viseu-e-outras-6-capitais-de-distrito-vao-estar-abaixo-dos-8-c-1792490031445_320.png" alt="Pico de ar polar em Portugal esta quinta-feira: Guarda, Viseu e outras 6 capitais de distrito vão estar abaixo dos 8 ºC"></a></article></aside><p>Mais recentemente, a <strong>média semanal</strong> centrada a 14 de outubro alcançou <strong>+3,3 °C</strong>. As anomalias semanais permaneceram <strong>acima de +3 °C </strong>pela <strong>quinta semana consecutiva</strong>, evidenciando a intensidade excecional e a persistência do aquecimento.</p><h2>O que mudou em relação à previsão anterior?</h2><p>Na atualização de <strong>setembro</strong>, as curvas dos modelos ainda mostravam uma <strong>trajetória ascendente </strong>das anomalias de TSM em direção aos trimestres OND (outubro a dezembro) e NDJ (novembro a janeiro), indicando que o aquecimento do Pacífico Equatorial ainda deveria intensificar-se até alcançar o seu pico. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-nova-previsao-confirma-pico-excepcional-de-3-5-c-1792441932376.png" data-image="ug5tp5ald89w" alt="Previsão de anomalia de TSM no Niño 3.4 iniciada em setembro, destacando o valor máximo previsto na linha vermelha. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de IRI." title="Previsão de anomalia de TSM no Niño 3.4 iniciada em setembro, destacando o valor máximo previsto na linha vermelha. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de IRI."><figcaption>Previsão de anomalia de TSM no Niño 3.4 iniciada em setembro, destacando o valor máximo previsto na linha vermelha. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de IRI.</figcaption></figure><p>Outra <strong>mudança</strong> importante está na <strong>intensidade prevista</strong>. Em setembro, a média dos <strong>modelos dinâmicos</strong> já alcançava cerca de <strong>+3,5 °C</strong> de anomalia absoluta, mas a média dos <strong>modelos estatísticos</strong> e a <strong>média geral </strong>ainda <strong>ficavam abaixo</strong> desse patamar. </p><h2>Quais dados o IRI usa?</h2><p>A <strong>previsão do IRI utiliza</strong> a <strong>metodologia tradicional </strong>de<strong> anomalias absolutas</strong> da TSM, calculadas em relação a uma climatologia de referência. Esta abordagem difere da metodologia relativa adotada pela NOAA em 2026 para o índice RONI (Relative Oceanic Niño Index), que desconta a anomalia média da TSM dos oceanos tropicais para isolar melhor o sinal do ENSO em relação ao aquecimento de fundo dos oceanos.</p><div class="texto-destacado">Esta diferença metodológica é importante para interpretar a intensidade prevista para o Super El Niño. Enquanto a anomalia absoluta semanal na região Niño 3.4 chegou a +3,3 °C na última semana, a temperatura relativa ficou em torno de +2,4 °C. </div><p>A <strong>diferença entre as duas métricas</strong> pode variar ao longo do tempo, ficando na faixa de<strong> 0,5 °C a 1 °C</strong> em determinadas condições. Assim, caso a<strong> anomalia absoluta </strong>alcance um pico de <strong>+3,5 °C</strong>, a <strong>anomalia relativa</strong> poderá ficar aproximadamente entre<strong> +2,5 °C e +3,0 °C</strong>, dependendo da evolução do aquecimento médio dos oceanos tropicais. Em <strong>ambas as metodologias</strong>, caso o El Niño alcance os valores previstos, irá<strong> superar os valores registados</strong> nos eventos de El Niño <strong>desde 1950</strong>. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-nova-previsao-confirma-pico-excepcional-de-3-5-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Massa de ar polar ameaça Portugal? Modelo europeu aponta para descida das temperaturas nas próximas horas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/massa-de-ar-polar-ameaca-portugal-modelo-europeu-aponta-para-descida-das-temperaturas-nas-proximas-horas.html</link><pubDate>Wed, 21 Oct 2026 06:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A aproximação de uma massa de ar polar poderá influenciar o tempo em Portugal Continental e arquipélagos a partir desta quarta-feira, dia 21, promovendo uma descida geral das temperaturas em altitude e, consequentemente, à superfície.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbpz7e2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbpz7e2.jpg" id="xbpz7e2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A circulação atmosférica a grande escala sobre o Atlântico Norte e o continente europeu mostra sinais de mudança para meados da semana. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong> nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações</div><p>As projeções mais recentes do modelo europeu de referência (ECMWF) indicam a <strong>aproximação de uma massa de ar de origem polar </strong>que poderá fazer-se sentir sobre a Península Ibérica e os arquipélagos insulares, <strong>promovendo um arrefecimento notório na média atmosfera</strong>. </p><h2>Quarta-feira traz aproximação de ar polar e valores baixos em altitude</h2><p><strong>Nesta quarta-feira, 21 de outubro, dar-se-á a aproximação mais evidente desta massa de ar frio</strong>. Na análise do nível de pressão de 700 hPa (cerca de 3000 metros de altitude), as temperaturas situar-se-ão em valores bastante contidos sobre o território nacional. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-polar-ameaca-portugal-modelo-europeu-aponta-para-a-manutencao-de-temperaturas-baixas-nos-proximos-dias-1792528310069.jpg" data-image="pwibwosla699" alt="Temperatura do ar ao nível de 700 hPa prevista para quarta-feira, 21 de outubro, às 11:00" title="Temperatura do ar ao nível de 700 hPa prevista para quarta-feira, 21 de outubro, às 11:00"><figcaption>Temperatura do ar ao nível de 700 hPa prevista para quarta-feira, 21 de outubro, às 11:00. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>Em Portugal Continental, <strong>a temperatura em altitude oscilará maioritariamente entre os -1 ºC no interior Norte (Bragança) e os 5 ºC no Sul (Faro).</strong> Por sua vez, <strong>nos arquipélagos dos Açores e da Madeira,</strong> os termómetros em altitude deverão registar valores a oscilar entre os <strong>6 ºC e os 7 ºC</strong>.</p><p>Em relação à temperatura à superfície, esperam-se <strong>temperaturas mínimas</strong> entre os 7 ºC em Bragança e os 16 ºC em Lisboa, pelas 8h. Já as temperaturas máximas deverão manter-se entre os 14 ºC na Guarda e os 23 ºC em Lisboa e Beja.</p><p>Nos<strong> Açores</strong>, as mínimas poderão variar entre os 17 ºC no Pico e os 23 ºC no Corvo, enquanto as máximas deverão manter-se entre os 20 ºC no Pico e os 25 ºC nas Flores. Na <strong>Madeira</strong> a amplitude térmica também deverá manter-se baixa, com mínimas entre os 17 ºC e os 20 ºC e as máximas entre os 18 ºC e os 20 ºC.</p><h2>Quinta-feira com ligeira subida térmica em altitude em todo o país</h2><p><strong>Na manhã de quinta-feira</strong>, dia 22 de outubro, prevê-se uma ligeira recuperação dos valores térmicos em altitude. Os mapas de previsão do ECMWF a 700 hPa apontam para <strong>uma estabilização da temperatura entre os 4 ºC e os 7 ºC em praticamente todo o território nacional, incluindo os arquipélagos dos Açores e da Madeira</strong>, devido ao afastamento desta massa de ar polar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-polar-ameaca-portugal-modelo-europeu-aponta-para-a-manutencao-de-temperaturas-baixas-nos-proximos-dias-1792528358767.jpg" data-image="28zpdg8p80q2" alt="Carta de temperatura do ar a 700 hPa prevista para quinta-feira, 22 de outubro, às 11:00." title="Carta de temperatura do ar a 700 hPa prevista para quinta-feira, 22 de outubro, às 11:00."><figcaption>Carta de temperatura do ar a 700 hPa prevista para quinta-feira, 22 de outubro, às 11:00. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>A subida em latitude desta massa de ar tenderá a <strong>suavizar o impacto do arrefecimento à superfície</strong>, mantendo contudo um padrão fresco e de cariz outonal, onde as temperaturas mínimas esperadas para a manhã de quinta-feira poderão variar entre os 4 ºC em Bragança e os 13 ºC em Faro, enquanto as máximas poderão oscilar entre os 15 ºC em Viana do Castelo e os 22 ºC em Beja. Nas ilhas as temperaturas poderão aumentar ligeiramente, em ambos os arquipélagos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794201" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quarta-e-quinta-feira-onde-estarao-as-temperaturas-mais-baixas-em-portugal-ecmwf-preve-apenas-5-c-em-algumas-regioes.html" title="Quarta e quinta-feira: onde estarão as temperaturas mais baixas em Portugal? ECMWF prevê apenas 5 ºC em algumas regiões">Quarta e quinta-feira: onde estarão as temperaturas mais baixas em Portugal? ECMWF prevê apenas 5 ºC em algumas regiões</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quarta-e-quinta-feira-onde-estarao-as-temperaturas-mais-baixas-em-portugal-ecmwf-preve-apenas-5-c-em-algumas-regioes.html" title="Quarta e quinta-feira: onde estarão as temperaturas mais baixas em Portugal? ECMWF prevê apenas 5 ºC em algumas regiões"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quarta-e-quinta-feira-onde-estarao-as-temperaturas-mais-baixas-em-portugal-ecmwf-preve-apenas-5-c-em-algumas-regioes-1792443835566_320.jpg" alt="Quarta e quinta-feira: onde estarão as temperaturas mais baixas em Portugal? ECMWF prevê apenas 5 ºC em algumas regiões"></a></article></aside><p> Como é habitual nestas situações de intrusão de ar polar, as condições à superfície poderão, ainda, sofrer variações consoante a <strong>cobertura de nuvens e a intensidade do vento regional</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/massa-de-ar-polar-ameaca-portugal-modelo-europeu-aponta-para-descida-das-temperaturas-nas-proximas-horas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Pedro Carneiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Saiba se foram as emissões, desde o Acordo de Paris, que agravaram as recentes ondas de calor na Europa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/saiba-se-foram-as-emissoes-desde-o-acordo-de-paris-que-agravaram-as-recentes-ondas-de-calor-na-europa.html</link><pubDate>Wed, 21 Oct 2026 05:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Os cientistas têm estudado a queima de combustíveis fósseis desde a Revolução Industrial, em meados do século XIX, para demonstrar como esta tem contribuído para a subida das temperaturas médias globais e noutros aspetos do clima da Terra.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-se-foram-as-emissoes-desde-o-acordo-de-paris-que-agravaram-as-recentes-ondas-de-calor-na-europa-1792003552404.jpg" data-image="sec3add50zgp" alt="Emissões" title="Emissões"><figcaption>Está cientificamente provado que as emissões que resultam da atividade do homem têm contribuído para as alterações climáticas.</figcaption></figure><p>Nas últimas duas décadas, os investigadores desenvolveram métodos para estudar a forma como as emissões históricas afetaram as ondas de calor, os furacões, as secas, os incêndios florestais e outros eventos climáticos extremos.</p><h2>As emissões e as ondas de calor extremas na Europa</h2><p><strong>Quase um quinto de todas as emissões de dióxido de carbono provenientes da queima de combustíveis fósseis foram emitidas na década que passou</strong> desde a adoção do Acordo de Paris. A maior parte destas emissões provém da queima de petróleo, gás natural e carvão.</p><p>O Acordo de Paris foi um tratado internacional juridicamente vinculativo sobre as alterações climáticas, <strong>adotado por quase 200 países em dezembro de 2015</strong>, para limitar o aquecimento global abaixo dos 2 °C acima dos níveis pré-industriais. <strong>Estes países concordaram também em envidar esforços para limitar o aquecimento a 1,5 °C</strong>.</p><p>Atualmente o aquecimento global já está a ultrapassar o limite de 1,5 ºC. Daqui a uma década, com as atuais políticas climáticas, as estimativas otimistas apontam para um pico de 1,8 °C. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A Europa é particularmente vulnerável face ao aquecimento global. O continente está a aquecer a um ritmo mais do dobro da média global. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>As ondas de calor de junho e julho de 2025, que mataram milhares de pessoas em toda a Europa, bateram recordes em todo o continente,</strong> apenas para serem ultrapassadas pelas ondas de calor de 2026. As temperaturas do ar à superfície ultrapassaram os 40 °C em vários países e chegaram aos 46 °C em Espanha e Portugal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-se-foram-as-emissoes-desde-o-acordo-de-paris-que-agravaram-as-recentes-ondas-de-calor-na-europa-1792003697906.jpg" data-image="yug4swlnskgb" alt="Onda calor 2025 na Europa" title="Onda calor 2025 na Europa"><figcaption>Uma onda de calor atingiu o oeste e o sul da Europa entre 17 de junho e 2 de julho de 2025. As temperaturas médias do ar durante o evento são comparadas com a temperatura média do mesmo período de 16 dias entre 1979 e 2024 (Fonte: Crédito da imagem: Copernicus, Programa de Observação da Terra da União Europeia)</figcaption></figure><p>Um estudo publicado a 22 de setembro na revista <em>Geophysical Research Letters</em>, teve como objetivo analisar se as emissões globais de gases com efeito de estufa libertadas desde o Acordo de Paris de 2015 podem estar associadas aos recentes fenómenos de calor extremo na Europa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="678726" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/tecnologia-revoluciona-a-producao-de-cimento-com-reducao-de-quase-100-das-emissoes-de-co.html" title="Tecnologia revoluciona a produção de cimento, com redução de quase 100% das emissões de CO2">Tecnologia revoluciona a produção de cimento, com redução de quase 100% das emissões de CO2</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/tecnologia-revoluciona-a-producao-de-cimento-com-reducao-de-quase-100-das-emissoes-de-co.html" title="Tecnologia revoluciona a produção de cimento, com redução de quase 100% das emissões de CO2"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tecnologia-revoluciona-a-producao-de-cimento-com-reducao-de-quase-100-das-emissoes-de-co-1729086708426_320.jpeg" alt="Tecnologia revoluciona a produção de cimento, com redução de quase 100% das emissões de CO2"></a></article></aside><p>Os investigadores criaram um modelo generativo de IA, conhecido como modelo de difusão, utilizando dados meteorológicos simulados de 10 modelos climáticos globais, abrangendo o período de 1850 a 2100, <strong>para prever como as ondas de calor extremas na Europa poderiam ter-se desenvolvido sob diferentes níveis de emissões globais.</strong></p><p>O modelo prevê alterações espacialmente explícitas na temperatura diária à superfície em diferentes níveis de emissões acumuladas e <strong>foi aplicado a fenómenos de calor observados na Europa,</strong> utilizando dados de reanálise ERA5 e resultados de 10 modelos climáticos globais do CMIP6.</p><div class="texto-destacado">Os autores do estudo descobriram uma probabilidade superior a 99% de que as emissões causadas pelo homem na última década tenham intensificado a onda de calor mortal de 2025 na Europa.</div><p>O artigo apresenta fortes indícios (probabilidade &gt;95 %) de que as emissões antropogénicas libertadas desde 2015 aumentaram a intensidade dos extremos de temperatura no verão europeu desde 2021. </p><div class="texto-destacado">No estudo conclui-se ainda que existe uma probabilidade &gt;95 % de que as emissões pós-2015 tenham aumentado a intensidade da semana mais quente do ano e o número de dias de calor extremo entre 2022 e 2025.</div><p>As conclusões realçam a necessidade de nos prepararmos para eventos climáticos mais extremos, <strong>mesmo que as metas políticas para a redução das emissões de gases com efeito de estufa sejam bem-sucedidas.</strong></p><h2>Importância deste estudo</h2><p>Esta investigação mostra que se pode, de forma sistemática e objetiva, relacionar subconjuntos de emissões históricas, com ondas de calor específicas. </p><div class="texto-destacado">Um aspeto fundamental do estudo, é que se consegue afirmar com grande confiança que a onda de calor de 2025 na Europa teria sido mais amena se os mesmos padrões climáticos tivessem ocorrido sem este subconjunto de emissões.</div><p>Esta investigação serve também como um alerta, atendendo que <strong>as emissões já libertadas terão ainda impacto no nosso clima independentemente de quaisquer esforços de mitigação que se tome no futuro. </strong></p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Mesmo no cenário mais otimista e ambicioso para a redução das emissões, ainda se vai verificar uma intensificação dos eventos extremos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os autores consideram o seu trabalho um passo importante para medir como as quantidades de emissões contribuem para os danos causados por um evento extremo. Descrevem-no como fundamental para saber o que a continuidade das emissões significará à medida que o mundo reduz o seu consumo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-se-foram-as-emissoes-desde-o-acordo-de-paris-que-agravaram-as-recentes-ondas-de-calor-na-europa-1792003934336.jpg" data-image="edlr0t6k9fas" alt="Ondas de calor na Europa" title="Ondas de calor na Europa"><figcaption>As ondas de calor na Europa têm sido mais intensas e frequentes</figcaption></figure><p>Este trabalho constitui um passo importante para compreender a influência de subconjuntos de emissões históricas em eventos meteorológicos extremos específicos e nos seus impactos.</p><p><strong>A estabilização da temperatura global exigirá a redução das emissões a “zero líquido”,</strong> o ponto em que os gases com efeito de estufa libertados para a atmosfera são equilibrados por mecanismos naturais ou tecnologias avançadas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Trok%2C%20J.%2C%20Barnes%2C%20E.%20et%20al." data-year="2026" data-title="Global%20Emissions%20Since%20the%20Paris%20Agreement%20Have%20Intensified%20Europe's%20Recent%20Heatwaves" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1029%2F2026GL125079">Trok, J., Barnes, E. et al.. (2026). <a href="https://doi.org/10.1029/2026GL125079" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Global Emissions Since the Paris Agreement Have Intensified Europe's Recent Heatwaves</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/saiba-se-foram-as-emissoes-desde-o-acordo-de-paris-que-agravaram-as-recentes-ondas-de-calor-na-europa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Projeto dá aos agricultores até 48 horas para salvar as colheitas do sal que invade o Tejo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/projeto-da-aos-agricultores-ate-48-horas-para-salvar-as-colheitas-do-sal-que-invade-o-tejo.html</link><pubDate>Tue, 20 Oct 2026 14:07:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Investigadores e produtores unem esforços para antecipar a chegada de água imprópria para rega numa das mais importantes zonas agrícolas do país.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/projeto-da-aos-agricultores-ate-48-horas-para-salvar-as-colheitas-do-sal-que-invade-o-tejo-1792499521697.jpg" data-image="8vlh3xz74pdk" alt="Grande Lezíria, Vila Franca de Xira" title="Grande Lezíria, Vila Franca de Xira"><figcaption>A proximidade ao estuário do Tejo faz da Lezíria Grande de Vila Franca de Xira uma das zonas agrícolas mais expostas a episódios de intrusão salina em Portugal. Foto: Município de V.F.Xira</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>O rio corre largo junto aos campos da <strong>Grande Lezíria de Vila Franca de Xira</strong>, alimentando uma das maiores áreas agrícolas de Portugal. Em determinados dias, porém, a água que chega aos canais de rega traz consigo níveis de salinidade que destroem as colheitas e podem comprometer meses de trabalho. </p><p>Os agricultores desta vasta planície agrícola passaram, nos últimos anos, a conviver com <strong>episódios cada vez mais frequentes de intrusão salina</strong>, um fenómeno que ocorre quando a água do mar avança pelo estuário e penetra em zonas habitualmente dominadas por água doce. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Níveis elevados de salinidade podem forçar a interrupção da rega, afetando severamente as culturas mais sensíveis.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Um novo projeto pretende agora transformar a antecipação na principal linha de defesa. Chama-se <strong>“Tagus for Future – Water + Soil”</strong> e visa desenvolver modelos capazes de prever a evolução destes episódios com 24 a 48 horas de antecedência, dando aos agricultores tempo para se prepararem antes de a situação se tornar irreversível.</p><h2>O sal que sobe o rio</h2><p>A Associação de Beneficiários da Lezíria Grande de Vila Franca de Xira gere cerca de 13.400 hectares de terrenos agrícolas, num <strong>território vulnerável à influência das marés</strong>. A proximidade do estuário do Tejo torna a região uma das mais expostas à água salgada.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os registos da associação mostram que houve episódios severos em 2005 e 2012, mas o que antes surgia de forma esporádica passou a repetir-se com maior frequência. De dois em dois anos ou de três em três anos, os agricultores voltam a enfrentar níveis de salinidade que condicionam fortemente a rega.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A mudança tem implicações diretas na produção agrícola. Culturas de elevado valor económico, como o <strong>tomate </strong>para a indústria, o <strong>arroz </strong>e o <strong>milho</strong>, dependem de um fornecimento regular de água. Quando os episódios se prolongam, podem ocorrer quebras drásticas na produtividade e, nos casos mais extremos, a perda total das colheitas.</p><h2>Prever hoje para decidir amanhã</h2><p>É justamente para reduzir esse risco que nasceu o projeto “<strong>Tagus for Future – Water + Soil</strong>”, liderado pela associação agrícola, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e a parceria técnico-científica do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O intuito passa, fundamentalmente, por prever a chegada de um episódio de elevada salinidade, dando maior margem aos agricultores para proteger as suas explorações.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p> Se houver um alerta com um ou dois dias de antecedência, poderá ser feita uma <strong>rega </strong><span style="margin: 0px; padding: 0px;"><strong>preventiva </strong>antes</span> da interrupção da captação. A associação poderá também reorganizar a distribuição da água disponível, fasear os consumos entre diferentes utilizadores e emitir avisos por SMS.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/projeto-da-aos-agricultores-ate-48-horas-para-salvar-as-colheitas-do-sal-que-invade-o-tejo-1792500474179.jpg" data-image="t0hedclp4nfx" alt="Grande Lezíria, Vila Franca de Xira" title="Grande Lezíria, Vila Franca de Xira"><figcaption>O projeto “Tagus for Future – Water + Soil” pretende antecipar a evolução da salinidade no estuário, ajudando os agricultores a proteger culturas como o tomate, o arroz e o milho. Foto: Município de V.F.Xira</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>O objetivo não é travar a intrusão salina, mas ganhar tempo para gerir os seus efeitos. Essa <strong>capacidade de antecipação</strong> pode representar a diferença entre uma situação controlável e perdas económicas significativas, sobretudo num momento em que estes episódios tendem a tornar-se mais frequentes.</p><h2>A ciência procura respostas no fundo do estuário</h2><p>Para prever melhor o comportamento do sal, os investigadores precisam, antes de tudo, compreender melhor o próprio rio. Uma das componentes centrais do projeto consiste em realizar um <strong>levantamento batimétrico do leito do Tejo</strong>. O trabalho permitirá atualizar o conhecimento sobre a profundidade e a morfologia do estuário, informações essenciais para aperfeiçoar os modelos de simulação desenvolvidos pelo LNEC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793722" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-arrozais-que-alimentam-o-pais-sao-tambem-um-dos-ultimos-refugios-para-as-aves-aquaticas.html" title="Os arrozais que alimentam o país são também um dos últimos refúgios para as aves aquáticas">Os arrozais que alimentam o país são também um dos últimos refúgios para as aves aquáticas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-arrozais-que-alimentam-o-pais-sao-tambem-um-dos-ultimos-refugios-para-as-aves-aquaticas.html" title="Os arrozais que alimentam o país são também um dos últimos refúgios para as aves aquáticas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-arrozais-que-alimentam-o-pais-sao-tambem-um-dos-ultimos-refugios-para-as-aves-aquaticas-1792155588964_320.jpg" alt="Os arrozais que alimentam o país são também um dos últimos refúgios para as aves aquáticas"></a></article></aside><p>As alterações no fundo do rio influenciam diretamente as correntes, a circulação da água e o avanço da maré. Fenómenos como o <strong>assoreamento</strong>, eventuais <strong>dragagens</strong>, a <strong>subida do nível do mar</strong> ou períodos prolongados de <strong>seca</strong> podem alterar a forma como a água salgada penetra no estuário. Ao integrar estes fatores nos modelos científicos, a equipa espera produzir <strong>previsões mais fiáveis</strong> e compreender melhor a evolução futura do fenómeno.</p><h2>Uma solução com potencial para ir além do Tejo</h2><p>O projeto tira ainda partido da experiência dos agricultores da região. Um dos <strong>períodos mais difíceis</strong> ocorreu durante a grande <strong>seca de 2012</strong>, quando praticamente todo o território continental foi classificado nas categorias mais graves de seca. A elevada salinidade condicionou, nessa altura, a captação de água na Grande Lezíria durante vários dias.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Desde então, a associação reforçou a monitorização do estuário e criou uma captação alternativa para aumentar a resiliência do sistema. Ainda assim, a crescente complexidade do problema exige novas ferramentas de gestão.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Com duração prevista de cerca de um ano e meio e um investimento próximo de 100 mil euros, o “Tagus for Future – Water + Soil” procura transformar dados e conhecimento científico em decisões práticas no terreno.</p><p>A ambição, contudo, vai além da Lezíria de Vila Franca de Xira. Os promotores acreditam que os <strong>modelos desenvolvidos</strong> poderão ser <strong>aplicados noutras regiões agrícolas</strong> vulneráveis à intrusão salina, como os estuários do <strong>Mondego</strong>, do <strong>Sado </strong>ou do <strong>Guadiana</strong>, e até no vale do <strong>Guadalquivir</strong>, na comunidade de Andaluzia, em Espanha.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/projeto-da-aos-agricultores-ate-48-horas-para-salvar-as-colheitas-do-sal-que-invade-o-tejo-1792500770062.jpg" data-image="na453o748aac" alt="Grande Lezíria" title="Grande Lezíria"><figcaption>Importante área agrícola, a Lezíria Grande é também um santuário de biodiversidade na Zona de Proteção Especial do Estuário do Tejo. Foto: Município de V.F.Xira</figcaption></figure><p>À superfície, o <strong>Tejo</strong> mantém a aparência de sempre. Mas, sob a influência das marés, o <strong>equilíbrio entre a água doce e a salgada está a mudar</strong>. Numa região onde a intrusão salina já é encarada como um fenómeno que veio para ficar, ganhar alguns dias de antecedência pode ser a única defesa dos agricultores contra o avanço do mar.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Jornal%20Not%C3%ADcias%20do%20Sorraia" data-year="" data-title="Avan%C3%A7o%20da%20%C3%A1gua%20salgada%20no%20Tejo%20amea%C3%A7a%20produ%C3%A7%C3%A3o%20agr%C3%ADcola%20na%20Lez%C3%ADria%20de%20Vila%20Franca%20de%20Xira" data-url="https%3A%2F%2Fnoticiasdosorraia.sapo.pt%2Favanco-da-agua-salgada-no-tejo-ameaca-producao-agricola-na-leziria-de-vila-franca-de-xira%2F%23google_vignette">Jornal Notícias do Sorraia. <a href="https://noticiasdosorraia.sapo.pt/avanco-da-agua-salgada-no-tejo-ameaca-producao-agricola-na-leziria-de-vila-franca-de-xira/#google_vignette" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Avanço da água salgada no Tejo ameaça produção agrícola na Lezíria de Vila Franca de Xira</a>.</cite><br><cite data-author="Funda%C3%A7%C3%A3o%20Calouste%20Gulbenkian" data-year="" data-title="Gulbenkian%20%C3%81gua" data-url="https%3A%2F%2Fgulbenkian.pt%2Fen%2Finitiatives%2Fsustainable-development-programme%2Fgulbenkian-agua%2F">Fundação Calouste Gulbenkian. <a href="https://gulbenkian.pt/en/initiatives/sustainable-development-programme/gulbenkian-agua/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Gulbenkian Água</a>.</cite><br><cite data-author="Tridge" data-year="" data-title="Innovative%20Project%20Tackles%20Increasing%20Saltwater%20Intrusion%20Threatening%20Irrigation%20in%20Portugal%E2%80%99s%20Tagus%20Estuary" data-url="https%3A%2F%2Finsights.tridge.com%2Fspeaker-product-news-reports%2FKJLyFXpzJzgKuB1Gqsm5QUKHGgR43AVdqLYPDDLMGtUruKwsfLoC4xcj">Tridge. <a href="https://insights.tridge.com/speaker-product-news-reports/KJLyFXpzJzgKuB1Gqsm5QUKHGgR43AVdqLYPDDLMGtUruKwsfLoC4xcj" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Innovative Project Tackles Increasing Saltwater Intrusion Threatening Irrigation in Portugal’s Tagus Estuary</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/projeto-da-aos-agricultores-ate-48-horas-para-salvar-as-colheitas-do-sal-que-invade-o-tejo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O Atlântico já produz depressões sucessivas, mas o anticiclone protege Portugal: onde e quando poderá chover até dia 23]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-atlantico-ja-produz-depressoes-sucessivas-mas-o-anticiclone-protege-portugal-onde-e-quando-podera-chover-ate-dia.html</link><pubDate>Tue, 20 Oct 2026 13:10:13 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O Atlântico está cada vez mais ativo, mas um anticiclone continua a proteger parcialmente Portugal. Até ao final da semana, duas frentes frias conseguirão alcançar o território, embora a chuva prevista continue pouco significativa para outubro.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbpv27q"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbpv27q.jpg" id="xbpv27q"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O Atlântico começa a mostrar uma dinâmica cada vez mais típica do outono, com <strong>sucessivas depressões a circularem a norte do nosso País</strong>. No entanto, Portugal continua parcialmente protegido por um anticiclone robusto, que desvia os principais centros depressionários para latitudes mais elevadas. Ainda assim, algumas frentes associadas conseguirão alcançar o território, trazendo períodos de chuva, sobretudo ao Norte.</p><h2>Primeira frente chega esta noite, mas com pouca chuva</h2><p>Na transição desta terça para <strong>quarta-feira, dia 21</strong>, uma primeira frente fria deverá alcançar o Noroeste português. Esta encontra-se associada a um sistema depressionário cujo núcleo circulará bastante longe de Portugal, em direção às Ilhas Britânicas e ao norte da Europa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-atlantico-ja-produz-depressoes-sucessivas-mas-o-anticiclone-protege-portugal-onde-e-quando-podera-chover-ate-dia-1792500449479.jpg" data-image="0z1qwnh9s7xb" alt="Situação sinótica" title="Situação sinótica"><figcaption>O anticiclone mantém-se robusto a oeste de Portugal e desvia as depressões para norte. Ainda assim, uma frente fria conseguirá alcançar o Noroeste durante a madrugada de quarta-feira.</figcaption></figure><p>Ao mesmo tempo, um <strong>anticiclone robusto mantém-se a oeste da Península Ibérica, com o seu núcleo nas proximidades dos Açores</strong>. A sua posição é determinante para compreender o cenário previsto. A circulação anticiclónica dificulta a progressão das depressões diretamente para Portugal e favorece o seu desvio para norte.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Por este motivo, será essencialmente a extremidade da frente fria que conseguirá alcançar o território continental, já com <strong>pouco conteúdo precipitável</strong>. A chuva deverá concentrar-se sobretudo no extremo Norte e Noroeste, afetando particularmente os distritos de <strong>Viana do Castelo e Braga</strong>, podendo também chegar a alguns pontos de Vila Real.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-atlantico-ja-produz-depressoes-sucessivas-mas-o-anticiclone-protege-portugal-onde-e-quando-podera-chover-ate-dia-1792500520478.jpg" data-image="zcy2lh0h3lqd" alt="Precipitação acumulada" title="Precipitação acumulada"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-17875">A primeira frente deverá deixar muito pouca chuva: os acumulados deverão ficar, em geral, abaixo dos 3 mm nas zonas mais afetadas do extremo Norte e Noroeste.</figcaption></figure><p>Os acumulados serão bastante modestos, segundo o modelo ECMWF, deverão ficar, em geral, <strong>abaixo dos 3 mm</strong> durante esta passagem frontal. Trata-se, portanto, de um episódio bastante fraco quando comparado com aquilo que pode ocorrer no Norte de Portugal nesta altura do ano.</p><h2>Quinta-feira, dia 22 uma nova depressão aproxima-se mais de Portugal</h2><p>Depois da primeira frente, as atenções viram-se rapidamente para uma <strong>nova depressão atlântica</strong>, prevista para quinta-feira, dia 22. Desta vez, o sistema depressionário deverá aproximar-se mais da Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-atlantico-ja-produz-depressoes-sucessivas-mas-o-anticiclone-protege-portugal-onde-e-quando-podera-chover-ate-dia-1792500559849.jpg" data-image="f4fckxbwlaht" alt="Situação sinótica" title="Situação sinótica"><figcaption>Uma nova depressão aproxima-se mais da Península Ibérica na quinta-feira, mas o anticiclone continua a condicionar a sua trajetória, impedindo uma aproximação direta a Portugal.</figcaption></figure><p>Contudo, o anticiclone volta a desempenhar um papel importante, embora se reorganize no Atlântico, <strong>não desaparece nem perde totalmente a sua capacidade de bloqueio</strong>, contribuindo novamente para que o núcleo da depressão seja encaminhado para norte, posteriormente em direção a França.</p><p>Portugal ficará, mais uma vez, na periferia do sistema. Ainda assim, a maior proximidade desta depressão permitirá que a frente associada chegue ao território com <strong>mais humidade e precipitação do que a anterior</strong>, embora as quantidades previstas continuem pouco expressivas para um episódio frontal de outubro.</p><h2>A segunda frente poderá avançar mais para sul</h2><p>Segundo as atuais projeções, a chuva deverá começar a alcançar o <strong>Noroeste português ao final da tarde ou início da noite de quinta-feira</strong>, aproximadamente a partir das 20 horas. Ao contrário da primeira frente, esta terá maior capacidade para progredir pelo território. Durante a noite de quinta e a madrugada de sexta-feira, a faixa de precipitação deverá avançar gradualmente <strong>de noroeste para sudeste</strong>, atravessando parte das regiões Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-atlantico-ja-produz-depressoes-sucessivas-mas-o-anticiclone-protege-portugal-onde-e-quando-podera-chover-ate-dia-1792500652872.jpg" data-image="8v21zwejxvm5" alt="Precipitação" title="Precipitação"><figcaption>Durante a madrugada e manhã de sexta-feira, a frente deverá avançar de noroeste para sudeste, já mais enfraquecida, podendo ainda deixar alguma chuva residual junto à região de Lisboa.</figcaption></figure><p>Já durante a manhã de sexta-feira, alguma precipitação residual poderá mesmo conseguir chegar à <strong>região de Lisboa</strong>, embora bastante mais fraca e fragmentada.Este cenário mostra uma mudança importante no Atlântico. <strong>A</strong><strong>s depressões estão a tornar-se mais frequentes e as frentes começam a aproximar-se de Portugal</strong>. Porém, ainda não existe uma configuração favorável à chegada direta de sistemas depressionários robustos ao nosso país.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794263" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/pico-de-ar-polar-em-portugal-esta-quinta-feira-guarda-viseu-e-outras-6-capitais-de-distrito-vao-estar-abaixo-dos-8-c.html" title="Pico de ar polar em Portugal esta quinta-feira: Guarda, Viseu e outras 6 capitais de distrito vão estar abaixo dos 8 ºC">Pico de ar polar em Portugal esta quinta-feira: Guarda, Viseu e outras 6 capitais de distrito vão estar abaixo dos 8 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/pico-de-ar-polar-em-portugal-esta-quinta-feira-guarda-viseu-e-outras-6-capitais-de-distrito-vao-estar-abaixo-dos-8-c.html" title="Pico de ar polar em Portugal esta quinta-feira: Guarda, Viseu e outras 6 capitais de distrito vão estar abaixo dos 8 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pico-de-ar-polar-em-portugal-esta-quinta-feira-guarda-viseu-e-outras-6-capitais-de-distrito-vao-estar-abaixo-dos-8-c-1792490031445_320.png" alt="Pico de ar polar em Portugal esta quinta-feira: Guarda, Viseu e outras 6 capitais de distrito vão estar abaixo dos 8 ºC"></a></article></aside><p>Por enquanto, o anticiclone continua a funcionar como uma espécie de <strong>barreira parcial</strong>, deixando passar algumas frentes, mas desviando para norte os sistemas mais ativos. Assim, teremos chuva, mas ainda longe dos episódios generalizados e abundantes que o Atlântico pode proporcionar em pleno outono.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-atlantico-ja-produz-depressoes-sucessivas-mas-o-anticiclone-protege-portugal-onde-e-quando-podera-chover-ate-dia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Pico de ar polar em Portugal esta quinta-feira: Guarda, Viseu e outras 6 capitais de distrito vão estar abaixo dos 8 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/pico-de-ar-polar-em-portugal-esta-quinta-feira-guarda-viseu-e-outras-6-capitais-de-distrito-vao-estar-abaixo-dos-8-c.html</link><pubDate>Tue, 20 Oct 2026 10:56:42 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A influência do ar polar já se sente em vários distritos de Portugal Continental, especialmente durante as manhãs e as noites. Quinta-feira deverá registar a manhã mais fria da semana.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbptdnu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbptdnu.jpg" id="xbptdnu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Ainda que a massa de ar de origem polar possa estar mais próxima do norte de Portugal continental ao longo do dia de quarta-feira, é expectável que a <strong>madrugada e manhã de quinta-feira registe os valores mais baixos da semana</strong> em várias capitais de distrito.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Com isto, apenas três capitais distritais deverão registar temperatura mínima igual ou acima dos 10 ºC: Viana do Castelo, Lisboa e Faro. Todas as restantes contarão com valores inferiores e<strong> oito delas deverão registar temperaturas entre os 5 ºC e os 7 ºC</strong>.</p><h2>Guarda e Bragança deverão ser as capitais de distrito mais frias, com mínima prevista de 5 ºC</h2><p>Como é habitual quando o frio chega, <strong>o interior Norte e Centro tem tendência a arrefecer mais face ao litoral devido à influência continental,</strong> enquanto o litoral se mantém mais ameno devido à influência marítima. Com isto, é geralmente nesta zona do país que as temperaturas mais baixas costumam ser registadas, também pela altitude e outros fatores associados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pico-de-ar-polar-em-portugal-esta-quinta-feira-guarda-viseu-e-outras-6-capitais-de-distrito-vao-estar-abaixo-dos-8-c-1792489701486.jpg" data-image="mxsu0tjcbl9i" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Na manhã de quinta-feira, oito capitais de distrito, concentradas especialmente no Norte e Centro, deverão registar temperaturas abaixo dos 8 ºC.</figcaption></figure><p>Este episódio de descida das temperaturas, ainda que seja sentido na maior parte do país, terá, portanto, um impacto mais evidente no interior, onde, como já mencionamos, <strong>a cidade da Guarda deverá registar 5 ºC na manhã de quinta-feira, assim como a cidade de Bragança</strong>, devendo estas serem as mais frias do país.</p><h2>Mais 6 capitais de distrito registarão valores inferiores a 8 ºC na mesma manhã</h2><p><strong>Vila Real, Viseu, Coimbra, Leiria, Castelo Branco e Évora </strong>serão as capitais que também ficarão abaixo dos 8 ºC, pelas 8h da manhã de quinta-feira. Coimbra e Viseu deverão registar 6 ºC, enquanto as restantes deverão chegar aos 7 ºC. Braga, Santarém e Beja poderão registar 8 ºC, enquanto Porto e Aveiro poderão chegar aos 9 ºC, no mesmo período do dia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794201" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quarta-e-quinta-feira-onde-estarao-as-temperaturas-mais-baixas-em-portugal-ecmwf-preve-apenas-5-c-em-algumas-regioes.html" title="Quarta e quinta-feira: onde estarão as temperaturas mais baixas em Portugal? ECMWF prevê apenas 5 ºC em algumas regiões">Quarta e quinta-feira: onde estarão as temperaturas mais baixas em Portugal? ECMWF prevê apenas 5 ºC em algumas regiões</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quarta-e-quinta-feira-onde-estarao-as-temperaturas-mais-baixas-em-portugal-ecmwf-preve-apenas-5-c-em-algumas-regioes.html" title="Quarta e quinta-feira: onde estarão as temperaturas mais baixas em Portugal? ECMWF prevê apenas 5 ºC em algumas regiões"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quarta-e-quinta-feira-onde-estarao-as-temperaturas-mais-baixas-em-portugal-ecmwf-preve-apenas-5-c-em-algumas-regioes-1792443835566_320.jpg" alt="Quarta e quinta-feira: onde estarão as temperaturas mais baixas em Portugal? ECMWF prevê apenas 5 ºC em algumas regiões"></a></article></aside><p>Com esta previsão, os nossos mapas de anomalia térmica indicam que exatamente no mesmo período, <strong>todo o continente estará coberto por valores abaixo da média</strong>, entre os 3 ºC e os 6 ºC, sendo que Aveiro, Lisboa e Évora podem ser as capitais distritais com as anomalias mais acentuadas. No litoral alentejano estes valores podem ir até 8 ºC abaixo do expectável. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/pico-de-ar-polar-em-portugal-esta-quinta-feira-guarda-viseu-e-outras-6-capitais-de-distrito-vao-estar-abaixo-dos-8-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A Torre Eiffel cresce no verão e encolhe no inverno: as curiosidades do monumento que reage às estações do ano]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-torre-eiffel-cresce-no-verao-e-encolhe-no-inverno-as-curiosidades-do-monumento-que-reage-as-estacoes-do-ano.html</link><pubDate>Tue, 20 Oct 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O calor dilata o ferro da Torre Eiffel, e o frio provoca o efeito contrário. As variações explicam também porque é que a sua parte superior se desloca com o Sol.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-torre-eiffel-crece-en-verano-y-se-encoge-en-invierno-1792402798824.jpeg" data-image="j6vyccrrd2di" alt="Torre Eiffel" title="Torre Eiffel"><figcaption>A Torre Eiffel aumenta alguns milímetros de altura durante os meses quentes e perde esse comprimento quando as temperaturas descem.</figcaption></figure><p>A imagem de Paris está ligada a uma construção metálica que, desde o final do século XIX, faz parte da identidade da capital francesa: a Torre Eiffel. A sua estrutura guarda uma particularidade que passa despercebida a quem a visita: as <strong>variações meteorológicas alteram ligeiramente as suas dimensões e a sua posição</strong>.</p><p>O comportamento da torre responde às propriedades físicas do ferro, mas também às decisões dos engenheiros que projetaram os seus suportes. A sua <strong>construção exigiu precisão na montagem de milhares de peças e um estudo das forças</strong> que poderiam afetar a estabilidade do conjunto.</p><h2>Torre Eiffel: a origem de uma construção de 300 metros</h2><p>A história da Torre Eiffel começou com os preparativos para a Exposição Universal de 1889. A proposta inicial previa a construção, no Campo de Marte, de uma estrutura de ferro com 300 metros de altura, assente numa base quadrada de 125 metros de lado. <strong>Das 107 ideias apresentadas, foi selecionado o projeto associado ao empresário Gustave Eiffel</strong> e aos engenheiros Maurice Koechlin e Émile Nouguier, juntamente com o arquiteto Stephen Sauvestre.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/xgJ0z3DOkQE/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=xgJ0z3DOkQE" id="xgJ0z3DOkQE"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>No verão de 1884, Koechlin e Nouguier desenharam uma <strong>torre formada por quatro pilares unidos por vigas treliçadas</strong>. A sua intenção era atingir 300 metros de altura. A 18 de setembro desse ano, Eiffel patenteou uma configuração destinada à construção de suportes e pilares metálicos capazes de ultrapassar os 300 metros.</p><p>A <strong>proposta inicial necessitou de alterações para convencer aqueles que desconfiavam do seu aspeto</strong>. Sauvestre sugeriu revestir as bases com pedra, incorporar arcos monumentais e criar grandes espaços envidraçados. Embora <strong>parte destes elementos tenha desaparecido durante a revisão do projeto</strong>, os arcos permaneceram. As obras começaram a 1 de julho de 1887 e terminaram 22 meses depois, após o fabrico de <strong>18.000 peças </strong>em Levallois-Perret, com margens de erro inferiores a um décimo de milímetro.</p><h2>Porque é que a Torre Eiffel cresce no verão e perde altura no inverno</h2><p>O <strong>ferro pudelado utilizado na estrutura reage às variações de temperatura através de um processo físico conhecido por dilatação térmica</strong>. Quando o calor aumenta, o material tem o seu volume ligeiramente ampliado, podendo a torre ganhar alguns milímetros. Durante os meses frios, a contração reduz estas dimensões, pelo que o monumento perde parte do comprimento adquirido.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-torre-eiffel-crece-en-verano-y-se-encoge-en-invierno-1792402829368.jpeg" data-image="88g6ngjqgey1" alt="Torre Eiffel" title="Torre Eiffel"><figcaption>A Torre Eiffel pode desviar-se, chegando a descrever um percurso de 15 centímetros de diâmetro na sua extremidade superior, devido ao aquecimento desigual das suas quatro faces.</figcaption></figure><p>Estas modificações fazem parte do comportamento habitual das estruturas metálicas e <strong>não representam um problema para a estabilidade da construção</strong>. A sua magnitude é tão pequena que se torna impercetível para as pessoas que percorrem as suas plataformas ou contemplam o monumento a partir do exterior. A diferença entre as temperaturas do verão e do inverno explica, portanto, porque é que a sua altura não se mantém exatamente a mesma durante todo o ano.</p><p>O calor também afeta de forma desigual os quatro lados da torre. Quando o Sol incide diretamente sobre uma das suas faces, essa parte aquece, enquanto as outras três se mantêm relativamente mais frias. A <strong>distribuição desigual da temperatura provoca uma ligeira inclinação para o lado oposto ao Sol</strong>, que se altera à medida que o dia avança.</p><h2>A Torre Eiffel também se desloca devido ao efeito do Sol e do vento</h2><p>Num dia de sol, o topo da Torre Eiffel pode descrever uma <strong>trajetória aproximadamente circular com cerca de 15 centímetros de diâmetro</strong>. Este movimento deve-se à mudança de posição do Sol e às diferenças térmicas entre os lados da estrutura. Isto não significa que o monumento perca estabilidade, nem que haja deterioração dos seus elementos metálicos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-torre-eiffel-crece-en-verano-y-se-encoge-en-invierno-1792402883411.jpeg" data-image="gdq8qqowih0s" alt="Torre Eiffel" title="Torre Eiffel"><figcaption>O vento pode fazer com que a Torre Eiffel oscile ligeiramente. Se as rajadas ultrapassarem os limites de segurança, o topo ou todo o monumento podem ser encerrados.</figcaption></figure><p>O vento produz outro tipo de movimento. <strong>Rajadas fortes podem fazer vibrar a estrutura ou provocar uma ligeira oscilação</strong> — uma resposta que foi tida em conta durante o seu projeto. A experiência dos engenheiros da empresa Eiffel na construção de viadutos metálicos contribuiu para a definição de formas e bordos curvos, visando a <strong>redução da resistência ao vento</strong>. A geometria da torre responde assim às condições meteorológicas que esta necessita de suportar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793817" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/antonio-guterres-secretario-geral-das-nacoes-unidas-aproximamo-nos-cada-vez-mais-de-um-mundo-inabitavel.html" title="António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas: 'aproximamo-nos cada vez mais de um mundo inabitável'">António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas: "aproximamo-nos cada vez mais de um mundo inabitável"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/antonio-guterres-secretario-geral-das-nacoes-unidas-aproximamo-nos-cada-vez-mais-de-um-mundo-inabitavel.html" title="António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas: 'aproximamo-nos cada vez mais de um mundo inabitável'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/antonio-guterres-secretario-general-de-naciones-unidas-nos-acercamos-cada-vez-mas-a-un-mundo-inhabitable-1792191204372_320.jpg" alt="António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas: 'aproximamo-nos cada vez mais de um mundo inabitável'"></a></article></aside><p>As restrições de acesso dependem, no entanto, da intensidade das rajadas e do risco para as pessoas.<strong> Se o vento ultrapassar os limites estabelecidos por segurança, a administração pode encerrar a parte superior ou suspender as visitas a todo o monumento</strong>. Estas medidas permitem controlar a exposição do público e da equipa a condições adversas, enquanto a estrutura continua submetida às variações físicas inerentes ao ferro.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-torre-eiffel-cresce-no-verao-e-encolhe-no-inverno-as-curiosidades-do-monumento-que-reage-as-estacoes-do-ano.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tendências de 20 a 31 de outubro em Portugal: poucos dias de chuva, frio matinal e depois, temperaturas acima da média]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-de-20-a-31-de-outubro-em-portugal-poucos-dias-de-chuva-frio-matinal-e-depois-temperaturas-acima-da-media.html</link><pubDate>Tue, 20 Oct 2026 09:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os últimos dias de outubro prometem várias mudanças no estado do tempo em Portugal. O ECMWF prevê manhãs frias, sucessivas passagens frontais e vários episódios de chuva, embora os acumulados possam continuar abaixo do normal para esta altura do ano.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbppocq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbppocq.jpg" id="xbppocq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><br>A segunda metade de outubro promete alguma variabilidade meteorológica em Portugal continental. As previsões do ECMWF apontam para <strong>madrugadas particularmente frescas nos próximos dias e várias passagens frontais</strong>, embora, para já, sem sinal de episódios de precipitação muito expressivos. Na última semana do mês, a incerteza aumenta mas a tendência será de aumento das temperaturas.</p><h2>Madrugadas frias marcam o início da semana</h2><p>Esta terça-feira, dia 20, começou com temperaturas bastante baixas em algumas regiões do Norte e Centro, sobretudo no Nordeste Transmontano e nas zonas de maior altitude, como a Serra da Estrela e o Parque Nacional da Peneda-Gerês. Localmente, os <strong>termómetros desceram para valores inferiores a 5 ºC</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Na madrugada de quarta-feira (21) prevê-se uma ligeira subida das mínimas em algumas destas regiões, embora o ambiente continue fresco. Será, contudo, <strong>na quinta-feira (22) que o frio matinal deverá adquirir uma distribuição mais generalizada</strong>, estendendo-se também ao Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-de-20-a-31-de-outubro-em-portugal-poucos-dias-de-chuva-frio-matinal-e-depois-temperaturas-acima-da-media-1792451845986.jpg" data-image="fdc9xi5n8e02" alt="Temperatura matinal" title="Temperatura matinal"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-426775">O frio matinal deverá ganhar expressão na quinta-feira, com valores próximos ou inferiores a 5 ºC em algumas zonas do interior Norte e Centro e temperaturas mais baixastambém a Sul.</figcaption></figure><p>O ECMWF prevê valores próximos dos 5 ºC em Bragança e Guarda, 6 ºC em Viseu, 7 ºC em Braga, Coimbra e Évora e cerca de 8 ºC em Beja. Lisboa deverá apresentar valores bastante mais amenos, próximos dos 13 ºC.</p><p>Neste período, praticamente todo o território surge com <strong>anomalias térmicas negativas</strong>, localmente entre 4 e 6 ºC. Isto não significa temperaturas abaixo de zero: uma anomalia negativa indica simplesmente que os valores previstos estão abaixo da média climatológica para a época.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-de-20-a-31-de-outubro-em-portugal-poucos-dias-de-chuva-frio-matinal-e-depois-temperaturas-acima-da-media-1792451884224.jpg" data-image="b6bfu1kceed4" alt="Anomalia da temperatura pelas 7h da manhã" title="Anomalia da temperatura pelas 7h da manhã"><figcaption>As temperaturas da manhã de quinta-feira poderão ficar vários graus abaixo da média em praticamente todo o território, traduzindo-se numa anomalia térmica negativa bastante generalizada.</figcaption></figure><p>As máximas terão um comportamento diferente. Até cerca de dia 25, não são esperados desvios tão significativos durante as horas de maior aquecimento, mantendo-se os valores geralmente mais próximos do normal para outubro.</p><h2>Primeira frente chega na madrugada de quarta-feira, mas com pouca chuva</h2><p>Em termos de precipitação, o primeiro episódio deverá ocorrer já nas primeiras horas de quarta-feira, dia 21. Uma <strong>frente fria atlântica associada a uma depressão centrada muito longe de Portugal, nas proximidades das Ilhas Britânicas</strong>, alcançará o Noroeste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-de-20-a-31-de-outubro-em-portugal-poucos-dias-de-chuva-frio-matinal-e-depois-temperaturas-acima-da-media-1792451922791.jpg" data-image="dp1ehwk978di" alt="Frente atlântica" title="Frente atlântica"> <figcaption>Uma frente fria atlântica deverá alcançar Portugal na quarta-feira (21), mas já com pouca atividade. A chuva deverá concentrar-se sobretudo no Norte e em alguns pontos do litoral Centro.</figcaption></figure><p>No entanto, a frente chegará bastante enfraquecida e com pouco conteúdo precipitável. A chuva deverá afetar sobretudo <strong>Viana do Castelo, Braga e Vila Real</strong>, podendo alcançar pontualmente alguns setores dos distritos de Aveiro, Coimbra e Leiria. <strong>Não se espera, portanto, uma passagem chuvosa generalizada pelo país.</strong></p><h2>Nova frente entre quinta e sexta-feira</h2><p>A segunda oportunidade para chover surgirá entre a noite de quinta-feira, dia 22, e a madrugada de sexta-feira, dia 23. O padrão será semelhante, uma nova frente atlântica, também associada a uma depressão afastada de Portugal, deverá alcançar sobretudo o Noroeste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-de-20-a-31-de-outubro-em-portugal-poucos-dias-de-chuva-frio-matinal-e-depois-temperaturas-acima-da-media-1792452002315.jpg" data-image="h6npwnbfehb4" alt="Precipitação" title="Precipitação"><figcaption>Uma nova frente atlântica deverá aproximar-se na noite de quinta para sexta-feira, podendo deixar chuva mais significativa no Minho. Ainda assim, não se prevê um episódio de precipitação generalizada.</figcaption></figure><p>Desta vez, a precipitação poderá apresentar-se <strong>localmente moderada em Viana do Castelo e Braga</strong>, embora a localização e intensidade ainda possam sofrer alterações. Mais uma vez, o Sul deverá ficar praticamente à margem deste episódio.</p><h2>Dia 25 poderá trazer uma terceira passagem de chuva</h2><p>O ECMWF identifica uma <strong>terceira oportunidade para precipitação no domingo, dia 25</strong>. Neste caso, a chuva poderá voltar a entrar pelo Norte de forma mais organizada, avançando posteriormente para outras regiões e podendo chegar à região de Lisboa.</p><p>A partir desta data, contudo, entramos num horizonte de previsão em que a incerteza cresce significativamente. Entre <strong>26 e 31 de outubro</strong>, os modelos mantêm sinais de instabilidade e de novas oportunidades para precipitação, mas ainda é prematuro determinar os dias, regiões e quantidades envolvidas.</p><h2>Vários dias com chuva não significam um final de outubro mais chuvoso que o normal</h2><p> Há aqui uma distinção importante. Apesar das sucessivas oportunidades para chover, <strong>as frentes previstas são relativamente fracas e os acumulados não deverão ser particularmente elevados</strong>. O mapa de anomalias semanais do ECMWF mostra precisamente este cenário: entre 19 e 26 de outubro, grande parte de Portugal continental apresenta uma anomalia negativa de precipitação. <strong>Isto significa que, apesar de chover em vários dias, o total semanal deverá ficar abaixo da média climatológica.</strong> </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-de-20-a-31-de-outubro-em-portugal-poucos-dias-de-chuva-frio-matinal-e-depois-temperaturas-acima-da-media-1792452231240.jpg" data-image="ejiws7giejmb" alt="Anomalia semanal da precipitação" title="Anomalia semanal da precipitação"><figcaption>Apesar das várias oportunidades para chover, o ECMWF prevê uma anomalia semanal negativa de precipitação em Portugal. Ou seja, no conjunto da semana, deverá chover menos do que o habitual para esta altura do ano.</figcaption></figure><p>Também nas temperaturas haverá uma mudança de tendência: entre <strong>19 e 26 de outubro</strong>, a média semanal deverá ficar abaixo do normal em todo o território. Na semana seguinte, porém, o sinal inverte-se, com as projeções a favorecerem <strong>anomalias térmicas positivas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794114" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-maximas-nao-deverao-ultrapassar-os-20-c-em-grande-parte-do-pais-e-ha-chuva-a-vista.html" title="Tempo em Portugal esta semana: máximas não deverão ultrapassar os 20 ºC em grande parte do país e há chuva à vista">Tempo em Portugal esta semana: máximas não deverão ultrapassar os 20 ºC em grande parte do país e há chuva à vista</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-maximas-nao-deverao-ultrapassar-os-20-c-em-grande-parte-do-pais-e-ha-chuva-a-vista.html" title="Tempo em Portugal esta semana: máximas não deverão ultrapassar os 20 ºC em grande parte do país e há chuva à vista"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-esta-semana-maximas-nao-deverao-ultrapassar-os-20-c-em-grande-parte-do-pais-e-ha-chuva-a-vista-1792403654075_320.png" alt="Tempo em Portugal esta semana: máximas não deverão ultrapassar os 20 ºC em grande parte do país e há chuva à vista"></a></article></aside><p>Assim, Portugal poderá terminar outubro com um padrão mais dinâmico e várias oportunidades para chuva, mas isso não significa, pelo menos para já, um período particularmente chuvoso.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-de-20-a-31-de-outubro-em-portugal-poucos-dias-de-chuva-frio-matinal-e-depois-temperaturas-acima-da-media.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O plástico e os corais estão a fundir-se na costa japonesa para criar uma nova forma de poluição]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-plastico-e-os-corais-estao-se-fundindo-na-costa-japonesa-para-criar-uma-nova-forma-de-poluicao.html</link><pubDate>Tue, 20 Oct 2026 08:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Na ilha japonesa de Okinawa, famosa pelos seus recifes de coral, os cientistas descobriram corais mortos aos quais se aderiu, de forma permanente, o plástico doméstico derretido. Estes chamados "corais de plástico" poderiam representar uma ameaça a longo prazo para os frágeis habitats dos recifes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/plastikorallen-plastik-und-korallen-verschmelzen-an-japanischen-kusten-zu-einer-neuen-form-der-umweltverschmutzung-1791983112309.png" alt="coral" title="coral"><figcaption>O coral morto encontra-se visivelmente fundido ao plástico. Aqui vemos um caso de "plástico-coral" descoberto na praia de Sosu, em Okinawa. Imagem: Ilechukwu et al., 2026</figcaption></figure><p>Investigadores descobriram partículas de cores vibrantes entre fragmentos de coral claro nas praias de Okinawa.<strong> O que inicialmente parecia ser lixo plástico comum revelou-se</strong>, após um exame mais detalhado, <strong>uma combinação incomum de plástico e esqueletos de coral natural</strong>. Este material foi batizado de "Plasticorals", que significa "corais de plástico".</p><div class="texto-destacado">A primeira autora, Dra. Ifenna Ilechukwu, e o autor principal, Prof. James D. Reimer, introduziram o termo "Plasticorals" num estudo publicado a 4 de setembro de 2026 na revista <em>Marine Pollution Bulletin</em>.</div><p>Uma equipa de investigação do Instituto de Ciência e Tecnologia de Okinawa (OIST) e da Universidade de Ryukyu, também em Okinawa,<strong> examinou as amostras utilizando técnicas microscópicas e espectroscópicas</strong>. Isto confirmou que polímeros fundidos de plásticos domésticos comuns tinham penetrado nos poros finos do coral morto. O plástico e o coral já não podiam ser separados.</p><h2>Um testemunho da era dos plásticos</h2><p>Em teoria, tudo poderia estar relacionado a fogueiras na praia. As <strong>altas temperaturas podem derreter resíduos plásticos e permitir que o material penetre nos restos de coral poroso</strong>. Portanto, uma possível fonte poderia ser o lixo queimado sem cuidado. No entanto, a origem de todas as peças examinadas ainda não está clara.</p><p>Os plastiglomerados são misturas de plástico e materiais naturais que se fundem ao serem aquecidos. As esferas de plástico representam um tipo especial deles, uma vez que o material sintético se une diretamente aos esqueletos de coral.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/plastikorallen-plastik-und-korallen-verschmelzen-an-japanischen-kusten-zu-einer-neuen-form-der-umweltverschmutzung-1791983104723.png" alt="plastico" title="plastico"><figcaption>Esta esfera de plástico foi recolhida na praia de Ibu. Imagem: Ilechukwu et al., 2026</figcaption></figure><p>Os locais situam-se no norte de Okinawa, incluindo praias dentro do Parque Nacional Yanbaru, uma área protegida. <strong>Estas descobertas demonstram a extensão do impacto da atividade humana nas estruturas naturais</strong>.</p><p>Desde a década de 1950, a produção de plástico aumentou drasticamente em todo o mundo. Investigadores já debatem se os depósitos de plástico serão detetáveis em estratos geológicos, essencialmente como evidência da atividade humana.<strong> Para designar esta época, já foi cunhado o termo "plastilina"</strong>.</p><h2>Riscos para ecossistemas de recifes sensíveis</h2><p>O coral triturado desempenha funções importantes no oceano: proporciona aos corais jovens <strong>uma superfície estável para crescer e cria cavidades protetoras para peixes pequenos e outros organismos marinhos</strong>. Se o coral de plástico for devolvido à água, isto poderia introduzir mais poluição plástica em habitats já afetados pelas alterações climáticas ou pela atividade humana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/plastikorallen-plastik-und-korallen-verschmelzen-an-japanischen-kusten-zu-einer-neuen-form-der-umweltverschmutzung-1791983123419.png" alt="plasticoral" title="plasticoral"><figcaption>Outro exemplar de “plasticoral” coletado na praia de Sosu. Imagem: Ilechukwu et al., 2026</figcaption></figure><p>As consequências específicas disto ainda não são totalmente compreendidas. No entanto, <strong>estudos anteriores demonstram que substâncias químicas libertadas por certos plásticos podem afetar a reprodução dos corais</strong>. Além disso, partículas de plástico também podem transportar patógenos e transmiti-los através da cadeia alimentar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/analise-de-corais-nos-galapagos-alerta-para-a-intensificacao-do-el-nino-nao-so-este-ano-mas-tambem-no-futuro.html" title="Análise de corais nos Galápagos alerta para a intensificação do El Niño, não só este ano, mas também no futuro">Análise de corais nos Galápagos alerta para a intensificação do El Niño, não só este ano, mas também no futuro</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/analise-de-corais-nos-galapagos-alerta-para-a-intensificacao-do-el-nino-nao-so-este-ano-mas-tambem-no-futuro.html" title="Análise de corais nos Galápagos alerta para a intensificação do El Niño, não só este ano, mas também no futuro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/analise-de-corais-nos-galapagos-alerta-para-a-intensificacao-do-el-nino-nao-so-este-ano-mas-tambem-no-futuro-1791387844895_320.jpg" alt="Análise de corais nos Galápagos alerta para a intensificação do El Niño, não só este ano, mas também no futuro"></a></article></aside><p>São necessários mais estudos para determinar se os orangotangos de plástico realmente libertam estes contaminantes nos recifes e quais <strong>organismos correm maior risco como consequência</strong>. No entanto, esta descoberta deixa claro que <strong>a poluição por plástico não se limita a resíduos soltos</strong>: esta pode aderir permanentemente aos habitats naturais e alterar sua função ecológica.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Ilechukwu%2C%20I.%2C%20Stoeltje%2C%20M.%2C%20Conn%2C%20E.%2C%20et%20al" data-year="2026" data-title="Introducing%20plasticoral%3A%20A%20biogenic%E2%80%93plastic%20agglutinate%20as%20an%20emerging%20indicator%20of%20the%20Plasticene%20in%20Okinawa%20reef%20environments.%20Marine%20Pollution%20Bulletin" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1016%2Fj.marpolbul.2026.120310">Ilechukwu, I., Stoeltje, M., Conn, E., et al. (2026). <a href="https://doi.org/10.1016/j.marpolbul.2026.120310" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Introducing plasticoral: A biogenic–plastic agglutinate as an emerging indicator of the Plasticene in Okinawa reef environments. Marine Pollution Bulletin</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-plastico-e-os-corais-estao-se-fundindo-na-costa-japonesa-para-criar-uma-nova-forma-de-poluicao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quarta e quinta-feira: onde estarão as temperaturas mais baixas em Portugal? ECMWF prevê apenas 5 ºC em algumas regiões]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quarta-e-quinta-feira-onde-estarao-as-temperaturas-mais-baixas-em-portugal-ecmwf-preve-apenas-5-c-em-algumas-regioes.html</link><pubDate>Tue, 20 Oct 2026 07:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O frio deverá fazer-se sentir nas manhãs de quarta e quinta-feira, com destaque para o interior Norte e Centro. O ECMWF prevê temperaturas próximas dos 5 ºC em algumas localidades.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbpow2i"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbpow2i.jpg" id="xbpow2i"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As manhãs de <strong>quarta-feira, dia 21, e quinta-feira, dia 22 de outubro</strong>, deverão ser marcadas por temperaturas relativamente baixas em várias regiões de Portugal continental. No entanto, o<strong> frio não se fará sentir com a mesma intensidade em todo o território</strong>, sendo esperadas diferenças significativas entre o litoral, o interior e as regiões Norte e Sul.</p><p>De acordo com os mapas do <strong>modelo europeu (ECMWF)</strong>, a quinta-feira poderá apresentar os valores mais baixos dos dois dias analisados, particularmente no interior Norte e Centro. Em algumas localidades, os termómetros poderão aproximar-se dos <strong>5 ºC durante as primeiras horas da manhã</strong>, antes de uma recuperação das temperaturas ao longo da tarde.</p><h2>Quarta-feira começa fresca: onde estarão os valores mais baixos?</h2><p>Na manhã de quarta-feira, dia 21, as temperaturas deverão apresentar diferenças consideráveis entre as várias regiões de Portugal continental.</p><p>Segundo o ECMWF, pelas 7h, a <strong>Guarda poderá registar cerca de 9 ºC</strong>, enquanto Braga deverá apresentar aproximadamente 10 ºC. Em localidades como Vila Real, Viseu, Évora e Beja, os termómetros poderão rondar os <strong>11 ºC</strong>.</p><p>No litoral, os valores previstos serão ligeiramente superiores em algumas cidades. O <strong>Porto poderá apresentar 12 ºC</strong>, enquanto Aveiro e Coimbra deverão registar aproximadamente 13 ºC. Mais a sul, Lisboa poderá alcançar os 16 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quarta-e-quinta-feira-onde-estarao-as-temperaturas-mais-baixas-em-portugal-ecmwf-preve-apenas-5-c-em-algumas-regioes-1792443507178.jpg" data-image="ypai3lqlo8ut" alt="Interior Norte e Centro entre as regiões mais frescas na manhã de quarta-feira" title="Interior Norte e Centro entre as regiões mais frescas na manhã de quarta-feira"><figcaption>O ECMWF prevê temperaturas próximas dos 9 ºC na Guarda e dos 10 ºC em Braga, enquanto Lisboa poderá registar cerca de 16 ºC às 7h de quarta-feira.</figcaption></figure><p>Estas diferenças evidenciam um <strong>contraste térmico entre algumas regiões do interior e do litoral</strong>, embora a distribuição das temperaturas não dependa exclusivamente da proximidade ao oceano.</p><p>A altitude, as características do relevo e as condições atmosféricas locais também influenciam os valores registados à superfície. Por esse motivo, <strong>localidades relativamente próximas podem apresentar temperaturas diferentes</strong> durante a mesma madrugada ou manhã.</p><h2>Durante a tarde de quarta-feira, as temperaturas deverão recuperar</h2><p>Depois de uma manhã relativamente fresca, a previsão aponta para uma <strong>subida das temperaturas ao longo de quarta-feira</strong>, sobretudo em algumas regiões do Centro e Sul.</p><p>Pelas 16h, o ECMWF projeta valores próximos dos <strong>14 ºC na Guarda</strong>, enquanto Braga e Porto poderão apresentar cerca de 17 ºC e 16 ºC, respetivamente. Em Coimbra e Viseu, as temperaturas deverão rondar os <strong>18 ºC</strong>, podendo atingir aproximadamente 20 ºC em Santarém e Castelo Branco. Mais a sul, Lisboa e Évora poderão alcançar os <strong>21 ºC</strong>, enquanto Beja poderá registar cerca de 22 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quarta-e-quinta-feira-onde-estarao-as-temperaturas-mais-baixas-em-portugal-ecmwf-preve-apenas-5-c-em-algumas-regioes-1792443730887.jpg" data-image="50cxnwjah4eu" alt="Temperaturas sobem durante a tarde de quarta-feira, sobretudo no Centro e Sul" title="Temperaturas sobem durante a tarde de quarta-feira, sobretudo no Centro e Sul"><figcaption>O modelo europeu prevê temperaturas próximas dos 21 ºC em Lisboa e Évora e dos 22 ºC em Beja, enquanto a Guarda poderá apresentar cerca de 14 ºC às 16h.</figcaption></figure><p>Esta evolução demonstra como as temperaturas podem variar consideravelmente entre a manhã e a tarde, mesmo num período relativamente curto.</p><p>Na Guarda, por exemplo, os valores apresentados pelo modelo passam de <strong>9 ºC às 7h para 14 ºC às 16h</strong>, uma diferença de aproximadamente 5 ºC. Em Évora, a diferença entre os mesmos horários poderá alcançar os 10 ºC.</p><h2>Quinta-feira poderá trazer a manhã mais fria dos dois dias</h2><p>A <strong>manhã de quinta-feira, dia 22</strong>, deverá constituir o principal destaque da previsão, com temperaturas inferiores às apresentadas para a manhã anterior em várias regiões.</p><p>Segundo os mapas do ECMWF, pelas 6h, a <strong>Guarda poderá registar apenas 5 ºC</strong>, destacando-se entre as localidades com os valores mais baixos apresentados.Em Viseu, os termómetros poderão indicar cerca de <strong>6 ºC</strong>, enquanto Braga, Vila Real, Coimbra e Évora deverão apresentar valores próximos dos <strong>8 ºC</strong>. No Porto e em Beja, as temperaturas poderão rondar os 9 ºC. Já Lisboa deverá apresentar um ambiente menos frio, com aproximadamente <strong>13 ºC</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quarta-e-quinta-feira-onde-estarao-as-temperaturas-mais-baixas-em-portugal-ecmwf-preve-apenas-5-c-em-algumas-regioes-1792443835566.jpg" data-image="9aq5xwrvzf1a" alt="Guarda poderá registar apenas 5 ºC na manhã de quinta-feira" title="Guarda poderá registar apenas 5 ºC na manhã de quinta-feira"><figcaption>O ECMWF prevê temperaturas próximas dos 5 ºC na Guarda e dos 6 ºC em Viseu às 6h de quinta-feira, com valores geralmente superiores em várias localidades do litoral e do Sul.</figcaption></figure><p>A comparação entre as duas manhãs revela um <strong>arrefecimento em várias localidades</strong>. Na Guarda, o valor apresentado passa de 9 ºC na quarta-feira, às 7h, para 5 ºC na quinta-feira, às 6h. Em Viseu, a diferença entre os mesmos horários é ainda mais expressiva, passando de 11 ºC para 6 ºC.</p><h2>Da manhã fria à tarde mais amena: diferenças poderão ultrapassar os 10 ºC</h2><p>Apesar das temperaturas relativamente baixas previstas para o início de quinta-feira, o cenário deverá alterar-se ao longo do dia. Às 16h, o ECMWF projeta uma <strong>recuperação térmica em grande parte de Portugal continental</strong>, com valores próximos dos 15 ºC em Braga e na Guarda, e dos 16 ºC no Porto, em Vila Real e em Viseu.</p><p>Em Coimbra e Leiria, os termómetros poderão aproximar-se dos <strong>18 ºC</strong>, enquanto Santarém deverá alcançar os 20 ºC. No Sul, a tarde poderá ser mais amena, com <strong>21 ºC em Lisboa e Évora e 22 ºC em Beja</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quarta-e-quinta-feira-onde-estarao-as-temperaturas-mais-baixas-em-portugal-ecmwf-preve-apenas-5-c-em-algumas-regioes-1792443925528.jpg" data-image="a3kii9afwh24" alt="Tarde de quinta-feira poderá trazer temperaturas acima dos 20 ºC no Sul" title="Tarde de quinta-feira poderá trazer temperaturas acima dos 20 ºC no Sul"><figcaption>O ECMWF prevê uma subida das temperaturas durante a tarde de quinta-feira, com cerca de 21 ºC em Lisboa e Évora e 22 ºC em Beja, contrastando com os valores da manhã.</figcaption></figure><p>Esta evolução permitirá observar <strong>diferenças térmicas expressivas entre a manhã e a tarde</strong>, particularmente em algumas regiões do interior e do Sul.</p><p>Em Évora, por exemplo, os valores apresentados passam de <strong>8 ºC às 6h para 21 ºC às 16h</strong>, correspondendo a uma variação de 13 ºC entre os dois horários. Na Guarda, a temperatura poderá passar de 5 ºC para 15 ºC, enquanto em Beja poderá subir de 9 ºC para 22 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794093" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quando-voltara-a-chover-em-portugal-o-ecmwf-revela-as-tendencias-de-precipitacao-ate-sexta-feira-23-de-outubro.html" title="Quando voltará a chover em Portugal? O ECMWF revela as tendências de precipitação até sexta-feira, 23 de outubro">Quando voltará a chover em Portugal? O ECMWF revela as tendências de precipitação até sexta-feira, 23 de outubro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quando-voltara-a-chover-em-portugal-o-ecmwf-revela-as-tendencias-de-precipitacao-ate-sexta-feira-23-de-outubro.html" title="Quando voltará a chover em Portugal? O ECMWF revela as tendências de precipitação até sexta-feira, 23 de outubro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quando-voltara-a-chover-em-portugal-o-ecmwf-revela-as-tendencias-de-precipitacao-ate-sexta-feira-23-de-outubro-1792395463753_320.jpg" alt="Quando voltará a chover em Portugal? O ECMWF revela as tendências de precipitação até sexta-feira, 23 de outubro"></a></article></aside><p>No conjunto, a previsão do <strong>ECMWF</strong> aponta para <strong>duas manhãs relativamente frias, sobretudo no interior Norte e Centro</strong>, com destaque para quinta-feira, dia 22. Durante as tardes, a recuperação das temperaturas deverá ser mais evidente em várias regiões do Centro e Sul, acentuando os contrastes térmicos ao longo do dia.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quarta-e-quinta-feira-onde-estarao-as-temperaturas-mais-baixas-em-portugal-ecmwf-preve-apenas-5-c-em-algumas-regioes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item></channel></rss>