<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Sat, 15 Aug 2026 10:20:24 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sat, 15 Aug 2026 10:20:24 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[A sua lavanda seca num vaso: este cuidado evitará que morra por causa do sol ou do excesso de água]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-sua-lavanda-seca-num-vaso-este-cuidado-evitara-que-morra-por-causa-do-sol-ou-do-excesso-de-agua.html</link><pubDate>Sat, 15 Aug 2026 10:05:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>A lavanda é uma planta resistente ao calor e à seca, mas quando cultivada em vaso, até os mais pequenos descuidos podem enfraquecê-la.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tu-lavanda-se-seca-en-maceta-estos-cuidados-evitaran-que-muera-por-el-sol-o-el-exceso-de-agua-1786581166521.png" data-image="tmqmfjecnl0q" alt="O nome Lavandula engloba aproximadamente 50 espécies reconhecidas. Para melhor preservar o seu aroma, as flores devem ser colhidas quando estiverem a começar a abrir." title="O nome Lavandula engloba aproximadamente 50 espécies reconhecidas. Para melhor preservar o seu aroma, as flores devem ser colhidas quando estiverem a começar a abrir."><figcaption>O nome Lavandula engloba aproximadamente 50 espécies reconhecidas. Para melhor preservar o seu aroma, as flores devem ser colhidas quando estiverem a começar a abrir.</figcaption></figure><p>Embora a lavanda seja famosa pela sua resistência, muitas pessoas que a cultivam em vasos já tiveram a infeliz experiência de a ver secar ou morrer facilmente. Isto é curioso, uma vez que muitas vezes se presume que se deva à falta de água, quando na realidade é precisamente o contrário:<strong> as suas raízes permanecem húmidas durante muito tempo, o que provoca o seu apodrecimento</strong>.</p><p>Esta planta aromática, originária de ambientes mediterrânicos, <strong>prospera em locais bem iluminados e em solos ligeiros e relativamente pobres</strong>.</p><div class="texto-destacado">A lavanda tolera melhor períodos curtos de seca do que o encharcamento. Por isso, é tão importante evitar o excesso de água, principalmente quando cultivada em vasos.</div><p>As raízes no solo podem crescer livremente e procurar zonas com maior humidade e aeração. Mas num vaso, o tamanho do recipiente, os orifícios de drenagem e o substrato desempenham um papel mais importante. <strong>Regar em excesso ou utilizar um substrato compactado pode danificar todo o sistema radicular em poucos dias</strong>.</p><p>Também é comum colocá-la num local bonito, mas com apenas algumas horas de luz solar direta. <strong>Embora a planta possa suportar isto, começa a esticar, fica murcha e floresce menos</strong>. Esta combinação de pouca luz e humidade elevada é geralmente o principal motivo pelo qual uma planta de lavanda que parecia saudável começa subitamente a ficar com um aspeto desagradável.</p><p>A boa notícia é que<strong> não exige cuidados muito complicados</strong>. O segredo está em imitar o seu habitat natural: bastante sol, raízes bem aeradas, regas pouco frequentes e o mínimo de adubo. Com alguns ajustes simples, pode permanecer perfumada e florida durante muitas estações.</p><h2>Sol, substrato e rega: o equilíbrio necessário</h2><p><strong>Esta planta necessita de seis a oito horas de luz solar direta por dia</strong>. Um terraço ou varanda virados a sul ou sudoeste são ideais. Se os caules ficarem compridos, fracos e espaçados, as folhas perderem a cor prateada ou a planta não florescer, provavelmente necessita de mais luz.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tu-lavanda-se-seca-en-maceta-estos-cuidados-evitaran-que-muera-por-el-sol-o-el-exceso-de-agua-1786581284459.png" data-image="dsr0is71v8pi" alt="Mesmo uma variedade resistente cultivada em vaso é mais suscetível a mudanças bruscas de temperatura." title="Mesmo uma variedade resistente cultivada em vaso é mais suscetível a mudanças bruscas de temperatura."><figcaption>Mesmo uma variedade resistente cultivada em vaso é mais suscetível a mudanças bruscas de temperatura.</figcaption></figure><p>Em regiões de calor extremo, pode receber alguma sombra ao final da tarde, mas não deve permanecer em sombra parcial durante todo o dia. <strong>Para evitar que o vaso sobreaqueça, é melhor não o encostar contra paredes escuras</strong>. </p><div class="texto-destacado">Os vasos de terracota são úteis porque permitem que parte da água evapore, mas, em climas secos, é necessário verificar a humidade constantemente.</div><p><strong>Quanto ao substrato, deve ter uma boa drenagem e reter ar entre as partículas</strong>. Uma mistura prática consiste em 60% de substrato universal para vasos e 40% de perlite, pedra-pomes ou cascalho fino. <strong>A lavanda cresce bem com um pH entre 6,5 e 7,5</strong>. Por isso, antes de adicionar calcário dolomítico para corrigir qualquer problema, meça o pH para evitar um aumento excessivo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768678" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/cinco-dicas-para-que-a-sua-lavanda-fique-radiante-no-vaso-floresca-mais-e-perfume-toda-a-casa.html" title="Cinco dicas para que a sua lavanda fique radiante no vaso, floresça mais e perfume toda a casa">Cinco dicas para que a sua lavanda fique radiante no vaso, floresça mais e perfume toda a casa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/cinco-dicas-para-que-a-sua-lavanda-fique-radiante-no-vaso-floresca-mais-e-perfume-toda-a-casa.html" title="Cinco dicas para que a sua lavanda fique radiante no vaso, floresça mais e perfume toda a casa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cinco-consejos-para-que-tu-lavanda-este-radiante-en-la-maceta-florezca-mas-y-perfume-toda-la-casa-1778160895743_320.jpg" alt="Cinco dicas para que a sua lavanda fique radiante no vaso, floresça mais e perfume toda a casa"></a></article></aside><p>Regue abundantemente até que a água escorra pelos orifícios do vaso. <strong>Aguarde até que o substrato esteja completamente seco antes de voltar a regar</strong>. Lembre-se que não existe um horário fixo de rega a cada sete ou dez dias. Fatores como o calor, o vento, a chuva e o material do vaso afetam a rapidez com que o substrato seca.</p><h3>Vaso adequado, poda e soluções rápidas</h3><p>Para garantir uma boa drenagem, escolha um recipiente com orifícios grandes e que esteja ligeiramente elevado. <strong>Não é necessário adicionar cascalho no fundo</strong>, pois isso não resolverá o problema do substrato compactado e reduzirá o espaço disponível para as raízes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tu-lavanda-se-seca-en-maceta-estos-cuidados-evitaran-que-muera-por-el-sol-o-el-exceso-de-agua-1786581330607.png" data-image="iizfrdg12z29" alt="Para evitar a acumulação de água no pratinho, escolha um vaso com orifícios de drenagem suficientes e que seja maior do que o torrão de raízes da planta." title="Para evitar a acumulação de água no pratinho, escolha um vaso com orifícios de drenagem suficientes e que seja maior do que o torrão de raízes da planta."><figcaption>Para evitar a acumulação de água no pratinho, escolha um vaso com orifícios de drenagem suficientes e que seja maior do que o torrão de raízes da planta.</figcaption></figure><p>Após a floração, <strong>remova as hastes florais murchas e apare ligeiramente os ramos verdes para manter a planta compacta</strong>. Evite cortar os ramos velhos e sem folhas, pois geralmente têm dificuldade em rebrotar. Transplante a planta a cada dois ou três anos se as raízes preencherem o vaso ou se o substrato estiver decomposto.</p><p><strong>Utilize fertilizantes com moderação e evite aqueles com alto teor de azoto</strong>, pois estes promovem o crescimento de caules longos e finos com menos flores. A Lavandula angustifolia tolera melhor o frio, enquanto a Lavandula stoechas prospera em climas mais quentes, embora possa ser danificada por geadas severas. </p><p>Se as folhas ficarem amarelas e a base escurecer, <strong>verifique imediatamente as raízes, a humidade e a drenagem</strong>. Folhas ressequidas e solo completamente seco indicam falta de água. Quando uma planta não floresce, é geralmente devido à falta de luz solar ou ao excesso de fertilizante. Além disso, é mais provável que as pragas apareçam quando a planta está fraca.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-sua-lavanda-seca-num-vaso-este-cuidado-evitara-que-morra-por-causa-do-sol-ou-do-excesso-de-agua.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Adeus às taxas abusivas: como a União Europeia vai proteger os passageiros aéreos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/adeus-as-taxas-abusivas-como-a-uniao-europeia-vai-proteger-os-passageiros-aereos.html</link><pubDate>Sat, 15 Aug 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O futuro das viagens aéreas na Europa: mais transparência, menos complicações e burocracias. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/adeus-as-taxas-abusivas-como-a-uniao-europeia-vai-proteger-os-passageiros-aereos-1786537221216.png" data-image="alchkqots8m1"><figcaption>Fica proibido exigir ao passageiro que instale a aplicação da companhia ou crie uma conta para obter o cartão de embarque ou submeter reclamações.</figcaption></figure><p>A nova regulamentação europeia traz uma mudança há muito aguardada na forma como as tarifas aéreas são apresentadas ao consumidor. </p><div class="texto-destacado">Embora a mala de cabina tradicional com rodas continue a poder ser cobrada à parte, a grande vitória reside na obrigatoriedade de total transparência financeira. </div><p>As opções mais económicas para quem viaja apenas com um pequeno objeto pessoal continuam disponíveis, mas <strong>as companhias ficam agora obrigadas a indicar com clareza o peso e as dimensões permitidas</strong>, uma vez que a uniformização das medidas a nível europeu não chegou a avançar.</p><h2>Atrasos, cancelamentos e reclamações</h2><p>Relativamente às perturbações de voo, mantêm-se os prazos estipulados para indemnização em caso de <strong>atrasos superiores a três horas no destino</strong>, cancelamentos avisados com menos de catorze dias ou recusa de embarque. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/adeus-as-taxas-abusivas-como-a-uniao-europeia-vai-proteger-os-passageiros-aereos-1786537284808.png" data-image="1zeftjtn5vo7"><figcaption>A tentativa de unificar e padronizar o tamanho e o peso das malas de cabina em todas as companhias aéreas acabou por não avançar.</figcaption></figure><p>A novidade está no reforço da exigência de prova às operadoras: deixa de ser suficiente alegar razões operacionais vaga e verbalmente para fugir à compensação. </p><div class="texto-destacado">Além disso, o processo de reclamação deixa de ser uma corrida de obstáculos digitais.</div><p>A própria companhia aérea terá de contactar proativamente o cliente por via eletrónica num <strong>prazo máximo de quatro dias após a viagem, enviando as orientações para requerer o reembolso.</strong> </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/adeus-as-taxas-abusivas-como-a-uniao-europeia-vai-proteger-os-passageiros-aereos-1786537430122.png" data-image="kng9p4ati9mx"><figcaption>Se o teu voo for cancelado e a companhia não te der uma solução em três horas, podes organizar o teu próprio transporte e exigir até quatro vezes o valor do bilhete original.</figcaption></figure><p>O passageiro <strong>dispõe de nove meses para submeter o pedido e a empresa tem trinta dias para paga</strong><strong>r</strong> ou fundamentar a sua recusa, sendo expressamente proibido exigir a instalação de aplicações móveis ou a criação de contas de utilizador para este efeito.</p><h2>Assistência no aeroporto e alternativas de viagem </h2><p>As novas regras vêm também detalhar <strong>o apoio obrigatório prestado durante longas esperas no aeroporto</strong>, garantindo uma refeição após três horas de atraso, ligações à internet e chamadas telefónicas. Se a situação exigir pernoita, o alojamento e os respetivos transfers correm por conta da transportadora.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/adeus-as-taxas-abusivas-como-a-uniao-europeia-vai-proteger-os-passageiros-aereos-1786537509608.png" data-image="cagnishrnsjj"><figcaption>A companhia tem quatro dias após a viagem para te contactar e explicar como reclamar, tendo depois um limite de 30 dias para efetuar o pagamento.</figcaption></figure><p>Quando <strong>a empresa falha nesta prestação, o viajante tem permissão para assumir esses custos e solicitar o reembolso através do envio dos recibos</strong>. </p><div class="texto-destacado">No caso de voos cancelados, a operadora dispõe de três horas para encontrar um transporte alternativo eficaz. </div><p>Se não o fizer, <strong>o passageiro ganha autonomia para organizar a sua deslocação por meios próprios e reclamar posteriormente uma devolução de até quatro vezes o valor original do bilhete. </strong></p><h2>Proteção de famílias e fim de taxas abusivas </h2><p>O novo quadro legal coloca um travão definitivo a cobranças consideradas injustas e introduz garantias sociais relevantes. </p><div class="texto-destacado"><strong>As crianças com menos de catorze anos e os passageiros com mobilidade reduzida têm agora assegurado o direito de viajar sentados ao lado dos seus acompanhantes</strong> sem qualquer custo adicional de reserva de lugar. </div><p>Adicionalmente, pequenas <strong>gralhas ortográficas no nome do bilhete passam a poder ser corrigidas de forma gratuita até quarenta e oito horas antes da partida</strong>. Garante-se ainda a liberdade de escolha entre o cartão de embarque em papel ou digital, sem obrigatoriedade de descarregar aplicações proprietárias. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="688269" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/voos-mais-sustentaveis-pagar-pelo-peso-pessoal-e-da-bagagem-pode-ser-a-solucao-para-reduzir-emissoes-no-setor-aereo.html" title="Voos mais sustentáveis: pagar pelo peso pessoal e da bagagem pode ser a solução para reduzir emissões no setor aéreo">Voos mais sustentáveis: pagar pelo peso pessoal e da bagagem pode ser a solução para reduzir emissões no setor aéreo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/voos-mais-sustentaveis-pagar-pelo-peso-pessoal-e-da-bagagem-pode-ser-a-solucao-para-reduzir-emissoes-no-setor-aereo.html" title="Voos mais sustentáveis: pagar pelo peso pessoal e da bagagem pode ser a solução para reduzir emissões no setor aéreo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/voos-mais-sustentaveis-pagar-pelo-peso-pessoal-e-da-bagagem-pode-ser-a-solucao-para-reduzir-emissoes-no-setor-aereo-1734561731114_320.jpeg" alt="Voos mais sustentáveis: pagar pelo peso pessoal e da bagagem pode ser a solução para reduzir emissões no setor aéreo"></a></article></aside><p>Apesar de o <strong>pacote legislativo já se encontrar aprovado, a sua aplicação prática no quotidiano dos aeroportos não será imediata</strong>. As novas regras começarão a vigorar exatamente doze meses e vinte dias após a sua publicação oficial. Esta transição promete redefinir a relação entre passageiros e operadoras, garantindo um mercado aéreo europeu mais equilibrado, previsível e transparente.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Lorena%20G.%20Diaz" data-year="2026" data-title="Maletas%2C%20retrasos%20y%20reclamaciones%3A%20as%C3%AD%20cambian%20los%20derechos%20de%20los%20pasajeros%20en%20Europa" data-url="https%3A%2F%2Fwww.traveler.es%2Farticulos%2Fmaletas-retrasos-y-reclamaciones-nueva-normativa-europea">Lorena G. Diaz. (2026). <a href="https://www.traveler.es/articulos/maletas-retrasos-y-reclamaciones-nueva-normativa-europea" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Maletas, retrasos y reclamaciones: así cambian los derechos de los pasajeros en Europa</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/adeus-as-taxas-abusivas-como-a-uniao-europeia-vai-proteger-os-passageiros-aereos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Novos sítios da UNESCO de 2026: 7 maravilhas do Património Mundial para descobrir]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/novos-sitios-da-unesco-de-2026-7-maravilhas-do-patrimonio-mundial-para-descobrir.html</link><pubDate>Sat, 15 Aug 2026 08:06:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Em 2026, a UNESCO adicionou 25 novos locais culturais, naturais e mistos à Lista do Património Mundial. Aqui estão 7 dos mais extraordinários para conhecer ao viajar pelos continentes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nuovi-siti-unesco-2026-7-meraviglie-patrimonio-dell-umanita-da-scoprire-1786381313544.jpg" data-image="wfpy1kcq19yu" alt="UNESCO 2026" title="UNESCO 2026"><figcaption>Praia de Pointe du Hoc, uma das cinco praias da Normandia incluídas na lista de Património Mundial da UNESCO.</figcaption></figure><p>Em <strong>2026</strong>, como acontece todos os anos, o Comité do <strong>Património Mundial </strong>da <strong>UNESCO </strong>reuniu-se em Busan e acrescentou <strong>25 novos locais</strong> à lista.</p><p>Atualmente, existem 1.273 locais do Património Mundial, distribuídos por quase duzentos países.</p><p>Vamos embarcar numa jornada pelos continentes para descobrir <strong>sete dos locais mais extraordinários selecionados pela UNESCO em 2026</strong>.</p><h2>7. Os teatros amazónicos no Brasil</h2><p>Dois teatros construídos no século XIX estão localizados na Amazónia brasileira: o <strong>Teatro Amazonas</strong>, em Manaus, e o Teatro da Paz, em Belém. Ambos foram erguidos seguindo o modelo clássico dos teatros europeus, mas apresentam motivos decorativos inspirados na região amazónica.</p><p>O primeiro foi construído na época em que Manaus era uma cidade extremamente rica, graças ao comércio da borracha; numerosos artistas europeus e italianos participaram tanto no seu projeto quanto na sua decoração. <em>La Gioconda</em>, de Ponchielli, foi a primeira ópera apresentada no local. Até hoje, o teatro <strong>recebe artistas de renome mundial e uma grande variedade de géneros musicais</strong>.</p><p>O <strong>Teatro da Paz</strong>, em Belém, tem uma história muito semelhante. Belém também prosperou enormemente graças à borracha, e o teatro <strong>é hoje um dos principais símbolos culturais do norte do Brasil</strong>.</p><h2>6. O Monte Olimpo, na Grécia</h2><p>Um destino que vale a pena visitar em qualquer estação e por inúmeros motivos, a Grécia acaba de adicionar mais um local à sua lista de Patrimónios Mundiais da UNESCO: o <strong>Monte Olimpo, o seu pico mais alto</strong>.</p><p>Os antigos acreditavam que esta montanha — surgida da batalha de uma década entre os Titãs e Zeus (ao lado de outras onze divindades) — era a morada dos deuses, talvez porque os seus cumes estejam perpetuamente envoltos em nuvens.</p><p>Hoje, as <strong>florestas exuberantes abrigam muitos animais</strong>, e há diversas trilhas para quem deseja encarar a subida e admirar as vistas excecionais.</p><p>A pequena cidade de Litochoro é geralmente considerada um bom ponto de partida para as muitas caminhadas disponíveis; as <strong>trilhas levam a mosteiros, desfiladeiros e planaltos</strong>.</p><p>O Monte Olimpo está localizado no <strong>norte da Grécia</strong>, no interior, afastado da costa do Mar Egeu e a 450 km de Atenas; é uma reserva da biosfera reconhecida desde 1981.</p><h2>5. A cerâmica de Jingdezhen, na China</h2><p><strong>Jingdezhen </strong>é uma<strong> cidade chinesa que ostenta uma história milenar de produção de cerâmica</strong>. Acredita-se, em particular, que a variedade azul e branca — emblemática da China — tenha surgido justamente aqui, há 1.700 anos.</p><p>A <strong>cerâmica </strong>e a <strong>porcelana </strong>de Jingdezhen chegaram à corte imperial e têm sido <strong>exportadas e admiradas em todo o mundo há séculos</strong>; agora, finalmente, também são reconhecidas como Património da UNESCO.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nuovi-siti-unesco-2026-7-meraviglie-patrimonio-dell-umanita-da-scoprire-1786381479599.jpg" data-image="wyk3np7il3uc"><figcaption>A arte da cerâmica na China, mundialmente renomada, tem uma história que abrange milénios.</figcaption></figure><p>Até hoje, esta cidade permanece<strong> extremamente ativa nos campos do artesanato e da criatividade</strong> — bem como da inovação —, conquistando a reputação de verdadeira capital mundial da cerâmica.</p><p>Aqui, os visitantes podem mergulhar numa<strong> variedade de lojas, oficinas de artesãos, sítios arqueológicos e fornos antigos</strong>.</p><h2>4. As praias do desembarque na Normandia</h2><p>As<strong> cinco praias do norte da França</strong> — conhecidas pelos codinomes Utah, Omaha, Gold, Juno e Sword — foram designadas Património Mundial da UNESCO devido à sua imensa<strong> importância histórica</strong>. São exatamente essas as praias onde ocorreu o Dia D — <strong>o famoso desembarque na Normandia que mudou o rumo da Segunda Guerra Mundial</strong> a favor dos Aliados.</p><p>Das praias da Normandia, que são predominantemente baixas e arenosas, ainda é possível ver os<strong> </strong>vestígios das estruturas de concreto que permitiram o desembarque de tropas e suprimentos.</p><p>A região preserva muitos <strong>vestígios </strong>desses acontecimentos, como os autênticos <strong>canhões alemães voltados para o mar</strong> em Longues-sur-Mer, as <strong>crateras de bombas </strong>além da bela praia de Pointe du Hoc e o Cemitério Americano em Colleville-sur-Mer. Embora o Memorial de Caen seja considerado o museu mais completo, há outros que valem a visita — todos interessantes — situados nas proximidades das diversas praias.</p><h2>3. Tashkent, no Uzbequistão</h2><p>Tashkent, a <strong>capital do Uzbequistão</strong>, está situada no norte do país, na fronteira com o Cazaquistão. Quase totalmente reconstruída após um terremoto devastador em 1966, a cidade exibe uma<strong> arquitetura</strong> <strong>notável </strong>que combina a austeridade do <strong>estilo soviético</strong> com tradições da Ásia Central, apresentando <strong>mosaicos coloridos e motivos decorativos</strong> que evocam a atmosfera da Rota da Seda.</p><p>Mais especificamente, dez locais compõem esse conjunto uzbeque, abrangendo desde edifícios residenciais e museus até estações de metro e mercados.</p><p>O centro da cidade de Tashkent foi construído com projetos inovadores para resistir a riscos sísmicos e, ao mesmo tempo, adaptar-se ao clima quente da região. No entanto, ao lado das estruturas mais modernas, encontram-se <strong>edifícios históricos fascinantes</strong>, como bazares, mesquitas e madraças (escolas teológicas).</p><h2>2. Pântanos de Okefenokee, nos EUA</h2><p>O pântano de Okefenokee está <strong>localizado entre a Geórgia e a Flórida</strong>, nos Estados Unidos.</p><p>À primeira vista, pode não parecer um local de férias ideal, devido ao clima imprevisível — com chuvas torrenciais repentinas e breves —, flutuações significativas de temperatura e humidade extremamente alta.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nuovi-siti-unesco-2026-7-meraviglie-patrimonio-dell-umanita-da-scoprire-1786381419886.jpg" data-image="7ibw5g4dsai9"><figcaption>O Pântano de Okefenokee, um ecossistema único e intocado.</figcaption></figure><p><strong>Mosquitos e jacarés</strong> adoram este habitat; no entanto, trata-se também de um sistema de áreas húmidas que ostenta uma <strong>biodiversidade excecional</strong>, abrigando espécies raras e ameaçadas de extinção. Muitas espécies de aves migratórias também escolhem fazer uma parada no local.</p><p>O Pântano de Okefenokee é, de fato, <strong>um dos maiores ecossistemas intactos da América do Norte</strong>, onde áreas de águas rasas se alternam com pradarias, bosques e florestas de pinheiros.</p><p>Os visitantes podem explorar a região através de trilhas e <strong>passarelas de madeira</strong>, ou de<strong> barco e canoa</strong>, vivenciando uma experiência extraordinária no meio à natureza selvagem.</p><h2>1.Sidi Bou Saïd, Tunísia</h2><p>Além de ser um dos novos locais reconhecidos pela UNESCO, <strong>Sidi Bou Said </strong>é uma verdadeira joia da Tunísia, um <strong>município com vista para as águas do Golfo de Túnis</strong>. As suas casas mediterrâneas, caracterizadas pelas cores branca e azul e por varandas de ferro forjado, alinham-se ao longo de vielas estreitas — e, por vezes, íngremes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775880" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/por-que-alguns-locais-nao-querem-mais-fazer-parte-da-lista-do-patrimonio-mundial-da-unesco.html" title="Por que é que alguns locais já não querem fazer parte da Lista do Património Mundial da UNESCO?">Por que é que alguns locais já não querem fazer parte da Lista do Património Mundial da UNESCO?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/por-que-alguns-locais-nao-querem-mais-fazer-parte-da-lista-do-patrimonio-mundial-da-unesco.html" title="Por que é que alguns locais já não querem fazer parte da Lista do Património Mundial da UNESCO?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/perche-alcune-desitazioni-non-vogliono-piu-essere-parte-della-lista-del-patrimonio-unesco-1781773558638_320.jpg" alt="Por que é que alguns locais já não querem fazer parte da Lista do Património Mundial da UNESCO?"></a></article></aside><p>A <strong>decoração detalhada das entradas das casas tradicionais </strong>é uma das atrações que tornaram famosa esta pequena cidade, juntamente com vários edifícios particularmente icónicos.</p><p>Um deles é o<strong> Centro de Música Árabe e Mediterrânea</strong>, construído no estilo árabe-andaluz. A riqueza dos seus interiores — com colunas de mármore colorido e móveis com incrustações de madrepérola — é verdadeiramente impressionante.</p><p>Igualmente imperdível é a casa do século XVIII em estilo árabe-muçulmano conhecida como Dar El-Annabi. Um famoso mufti viveu ali; hoje, a casa também funciona como uma espécie de museu de cera, exibindo estátuas vestidas com trajes tradicionais.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Billy%20Thomas" data-year="2026" data-title="7%20new%20UNESCO%20World%20Heritage%20Sites%20to%20explore%20this%20year" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nationalgeographic.com%2Ftravel%2Farticle%2Fnew-unesco-world-heritage-sites-to-explore-this-year">Billy Thomas. (2026). <a href="https://www.nationalgeographic.com/travel/article/new-unesco-world-heritage-sites-to-explore-this-year" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">7 new UNESCO World Heritage Sites to explore this year</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/novos-sitios-da-unesco-de-2026-7-maravilhas-do-patrimonio-mundial-para-descobrir.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como revitalizar plantas stressadas pelo calor extremo: um guia para salvar o seu jardim no verão]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-revitalizar-plantas-stressadas-pelo-calor-extremo-um-guia-para-salvar-o-seu-jardim-no-verao.html</link><pubDate>Sat, 15 Aug 2026 07:10:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>O calor extremo do verão pode deixar as suas plantas murchas e enfraquecidas. Aprenda a identificar o stress térmico e a prestar os cuidados necessários para que recuperem a vitalidade durante o verão.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-recuperar-plantas-con-estres-por-calor-guia-para-salvar-tu-jardin-en-verano-1784810550858.jpeg" data-image="veeaqa7beujs" alt="Imagem 1" title="Imagem 1"><figcaption>O calor extremo do verão pode colocar as plantas em sério risco de stress térmico.</figcaption></figure><p>O verão pode tornar-se um verdadeiro teste de resistência para as plantas do jardim ou do pátio. As altas temperaturas, a luz solar intensa e a falta de humidade são as principais causas do stress térmico, que <strong>pode levar ao murchamento das folhas, ao crescimento atrofiado e até à morte de plantas</strong> particularmente sensíveis.</p><p>No entanto, em muitos casos, <strong>é possível reverter os danos</strong> se agir rapidamente e prestar os cuidados adequados.</p><h2>Como identificar o stress térmico nas plantas</h2><p>Antes de tentar desesperadamente reanimar uma planta, é importante confirmar se o problema está relacionado com o calor excessivo.</p><p>Os <strong>sintomas mais comuns incluem folhas murchas durante a parte mais quente do dia</strong>, bordas secas ou queimadas, amarelecimento, perda prematura de flores ou frutos e crescimento muito lento.</p><p>É importante<strong> distinguir o stress térmico de outras causas</strong>, como doenças ou pragas.</p><p>Se as folhas recuperarem parte da sua firmeza ao final da tarde, <strong>o calor é provavelmente a principal causa</strong>. No entanto, se permanecerem murchas mesmo durante a noite, pode haver um problema mais grave com o sistema radicular ou uma falta prolongada de água.</p><h2>Regar: a chave para a recuperação</h2><p><strong>Um dos erros mais comuns é regar frequentemente com pouca água</strong>. Este método mal humedece a superfície e estimula o desenvolvimento de raízes superficiais, que são muito mais vulneráveis ao calor.</p><div class="texto-destacado">Se o solo estiver muito seco e duro, regue lentamente para evitar que a água escorra antes de chegar às raízes.</div><p><strong>A melhor abordagem é regar profundamente de manhã cedo ou após o pôr do sol</strong>, permitindo que a água penetre nas camadas mais profundas do solo. Isto incentiva as raízes a procurar humidade em camadas mais profundas do solo e ajuda a planta a suportar melhor as altas temperaturas.</p><h2>Reduza o stress com sombra temporária</h2><p><strong>Plantas recém-plantadas ou espécies mais delicadas beneficiam de proteção adicional durante as ondas de calor</strong>. A instalação de rede de sombreamento, tecido respirável ou mesmo um guarda-sol durante as horas de maior incidência solar pode reduzir a temperatura em redor da planta em vários graus.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-recuperar-plantas-con-estres-por-calor-guia-para-salvar-tu-jardin-en-verano-1784810778981.jpeg" data-image="0dlwtn86midq" alt="Imagem 2" title="Imagem 2"><figcaption>O uso de telas de sombreamento pode ajudar a manter as plantas e as culturas saudáveis e viáveis.</figcaption></figure><p> Este truque é especialmente<strong> útil para hortênsias, fetos e plântulas de tomateiro</strong>, ou qualquer espécie que ainda não tenha desenvolvido um sistema radicular forte. </p><h2>A cobertura morta ajuda a reter a humidade</h2><p>Cobrir o solo com materiais orgânicos, como casca de pinheiro, palha, aparas de poda ou composto, é <strong>um dos melhores investimentos que pode fazer para o seu jardim durante o verão</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778809" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/quando-regar-as-rosas-no-verao-a-hora-exata-do-dia-para-evitar-doencas-fungicas.html" title="Quando regar as rosas no verão: a hora exata do dia para evitar doenças fúngicas">Quando regar as rosas no verão: a hora exata do dia para evitar doenças fúngicas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/quando-regar-as-rosas-no-verao-a-hora-exata-do-dia-para-evitar-doencas-fungicas.html" title="Quando regar as rosas no verão: a hora exata do dia para evitar doenças fúngicas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/when-to-water-roses-in-summer-the-exact-time-of-day-to-avoid-fungal-disease-1783787376663_320.jpg" alt="Quando regar as rosas no verão: a hora exata do dia para evitar doenças fúngicas"></a></article></aside><p>A <strong>cobertura morta é altamente eficaz porque reduz a evaporação</strong>, mantém a temperatura das raízes mais estável e limita o crescimento de ervas daninhas que competem pela água disponível. À medida que a cobertura morta se decompõe, também melhora a estrutura do solo e aumenta a sua capacidade de reter humidade.</p><h3>Evite podas e fertilizações fortes</h3><p>Quando uma planta está sob stress térmico,<strong> qualquer tratamento agressivo pode piorar a situação</strong>.</p><ul> <li>A <strong>poda drástica não é recomendada durante o pico do verão</strong>, pois remove parte da folhagem que ajuda a proteger os ramos e o tronco do sol.</li> <li>Os <strong>fertilizantes ricos em azoto também devem ser evitados</strong>, pois estimulam o crescimento de plantas que são particularmente vulneráveis a altas temperaturas.</li> <li>É melhor esperar até que as temperaturas comecem a descer antes de retomar a sua rotina normal de fertilização.</li></ul><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-recuperar-plantas-con-estres-por-calor-guia-para-salvar-tu-jardin-en-verano-1784810890860.jpeg" data-image="g61zf93qhttb" alt="Imagem 3" title="Imagem 3"><figcaption>Tenha cuidado com o tipo e a intensidade da poda que fizer durante o verão.</figcaption></figure><p><strong>Remova apenas as partes danificadas, incluindo folhas completamente secas ou queimadas</strong>, para melhorar a aparência da planta e evitar o consumo desnecessário de energia.</p><p>Com paciência, <strong>muitas plantas apresentarão novos rebentos </strong>assim que as condições meteorológicas se tornarem mais favoráveis.</p><h2>Prevenir é sempre melhor</h2><p>Embora seja possível reanimar uma planta stressada, é sempre <strong>mais fácil evitar que esta atinja um estado de stress extremo</strong>. Para tal, siga algumas recomendações importantes.</p><ol> <li>Escolha espécies adaptadas ao clima local.</li> <li>Instale sistemas de rega eficientes.</li> <li>Mantenha uma camada de cobertura morta durante todo o verão.</li> <li>Planeie o seu plantio com cuidado.<br></li> </ol>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-revitalizar-plantas-stressadas-pelo-calor-extremo-um-guia-para-salvar-o-seu-jardim-no-verao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Entre a lava e a ciência: Katia Krafft, a mulher que se aproximou dos vulcões ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/entre-a-lava-e-a-ciencia-katia-krafft-a-mulher-que-se-aproximou-dos-vulcoes.html</link><pubDate>Sat, 15 Aug 2026 06:05:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Katia Krafft fez dos vulcões o centro da sua vida, observando bem de perto as extraordinárias erupções e ajudando o mundo a compreender o poder e os perigos da natureza. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/entre-a-lava-e-a-ciencia-katia-krafft-a-mulher-que-se-aproximou-dos-vulcoes-1786569053305.jpg" data-image="ep35kx0g9kfn" alt="Katia Krafft" title="Katia Krafft"><figcaption>Katia Krafft junto a um vulcão em erupção, numa das muitas expedições em que a paixão pela ciência a levou a aproximar-se do fogo da Terra. Fonte: Documentário Fire of Love IMDB</figcaption></figure><p>Catherine Joséphine "Katia" Krafft nasceu <strong>a 17 de abril de 1942, em Guebwiller, na Alsácia</strong>, França. Desde cedo revelou <strong>interesse pelas ciências da Terra</strong>, uma curiosidade que acabaria por conduzi-la ao estudo de um dos <strong>fenómenos naturais mais impressionantes e imprevisíveis do planeta: o vulcanismo</strong>.</p><p>Formou-se em geologia e geofísica e encontrou no estudo dos vulcões <strong>uma área capaz de juntar investigação científica e aventura</strong>.</p><p>Foi durante os anos de formação que conheceu <strong>Maurice Krafft, também geólogo e apaixonado pelos vulcões</strong>. Casaram-se em 1970 e, juntos, formariam uma das mais conhecidas duplas de vulcanólogos do século XX.</p><h2>Ciência na primeira linha do perigo</h2><p>Katia e Maurice Krafft não se limitaram a estudar vulcões à distância. Viajaram por vários continentes para <strong>observar erupções, recolher amostras, efetuar medições e registar, através de fotografia e vídeo</strong> alguns dos fenómenos vulcânicos mais grandiosos da época.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766717" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-estudo-cientifico-demonstra-que-o-etna-e-um-vulcao-com-caracteristicas-unicas-no-mundo.html" title="Um estudo científico demonstra que o Etna é um vulcão com características únicas no mundo">Um estudo científico demonstra que o Etna é um vulcão com características únicas no mundo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-estudo-cientifico-demonstra-que-o-etna-e-um-vulcao-com-caracteristicas-unicas-no-mundo.html" title="Um estudo científico demonstra que o Etna é um vulcão com características únicas no mundo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/uno-studio-scientifico-dimostra-come-l-etna-sia-un-vulcano-con-caratteristiche-uniche-al-mondo-1776182242504_320.jpg" alt="Um estudo científico demonstra que o Etna é um vulcão com características únicas no mundo"></a></article></aside><p>Katia destacou-se particularmente pela <strong>capacidade de transformar observações feitas em ambientes extremos em informação científica</strong>. Estudou, entre outros fenómenos, a composição e a temperatura das lavas, o comportamento das cinzas e a evolução das erupções.</p><p>A proximidade com os vulcões permitia-lhe <strong>observar detalhes que dificilmente poderiam ser registados a partir de locais distantes</strong>. Mas essa abordagem tinha um preço, trabalhar junto de um vulcão ativo significava aceitar avultados riscos.</p><h2>A força das imagens</h2><p>Uma das maiores contribuições de Katia Krafft foi também a forma como <strong>tornou o vulcanismo compreensível para o grande público</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entre-a-lava-e-a-ciencia-katia-krafft-a-mulher-que-se-aproximou-dos-vulcoes-1786569108064.jpg" data-image="pepdioazvx2u" alt="O casal" title="O casal"><figcaption>Katia e Maurice Krafft percorreram o mundo a estudar e a documentar erupções lado a lado. Fonte: Documentário Fire of Love IMDB</figcaption></figure><p>As suas fotografias e os seus filmes mostravam <strong>rios de lava incandescente, colunas de cinzas e explosões vulcânicas com uma proximidade rara</strong>. O impacto visual dessas imagens ajudou a despertar o interesse de milhões de pessoas pelos vulcões e pela dinâmica do planeta.</p><p>Ao lado de Maurice, participou em inúmeros documentários e conferências. O casal tornou-se conhecido internacionalmente, <strong>aproximando a ciência de pessoas</strong> que, de outra forma, dificilmente teriam contacto com este tipo de investigação.</p><p>Para Katia, contudo, a beleza das erupções nunca significou esquecer o perigo. Pelo contrário, <strong>compreender um vulcão era também uma forma de aprender a reconhecer os sinais que poderiam anteceder uma erupção destrutiva</strong>.</p><h2>Entre lava, cinzas e risco</h2><p>Ao longo da carreira, Katia estudou vulcões em diferentes partes do mundo, incluindo o <strong>Etna e o Stromboli, em Itália, o Monte Santa Helena, nos Estados Unidos</strong>, e vários vulcões no Japão, na Indonésia e na América Central.</p><div class="texto-destacado"><strong>"Depois de veres uma erupção, não consegues viver sem ela, porque é tão grandiosa, tão intensa"</strong>, afirmou Katia Krafft no documentário da National Geographic <em>Fire of Love</em>.</div><p>O seu trabalho ocorreu numa época em que <strong>os instrumentos de monitorização vulcânica ainda eram muito menos sofisticados do que os atuais</strong>. Muitas observações dependiam da presença física dos investigadores no terreno.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entre-a-lava-e-a-ciencia-katia-krafft-a-mulher-que-se-aproximou-dos-vulcoes-1786569190282.jpg" data-image="2y6jacng5n6g" alt="Recolha de dados" title="Recolha de dados"><figcaption>Katia recolhia amostras de gases e rochas, fazia medições e documentava a evolução dos fenómenos através de fotografias e filmagens. Fonte: Documentário Fire of Love IMDB</figcaption></figure><p>Essa realidade tornou o trabalho dos Krafft particularmente exigente. A recolha de dados junto de vulcões ativos podia significar <strong>aproximar-se de temperaturas extremas, gases tóxicos, explosões repentinas, avalanches de material vulcânico e fluxos piroclásticos</strong>, uma das manifestações mais mortais do vulcanismo.</p><h2>Uma vida interrompida por um vulcão</h2><p>A 3 de junho de 1991, Katia e Maurice Krafft encontravam-se no Japão para acompanhar a <strong>atividade do Monte Unzen, na ilha de Kyushu</strong>, aquando uma erupção provocou um fluxo piroclástico que desceu rapidamente pelas encostas do vulcão, provocando a morte de Katia, Maurice e dezenas de outras pessoas.</p><p>A tragédia pôs fim a uma carreira dedicação à ciência, mas não apagou o valor do trabalho desenvolvido ao longo de duas décadas. <strong>Katia Krafft deixou milhares de fotografias, filmes, registos de campo e observações</strong> que contribuíram para documentar o comportamento de vulcões ativos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768485" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/geologos-islandeses-explicam-por-que-razao-os-vulcoes-continuam-a-ser-o-fenomeno-mais-imprevisivel-da-terra.html" title="Geólogos islandeses explicam por que razão os vulcões continuam a ser o fenómeno mais imprevisível da Terra">Geólogos islandeses explicam por que razão os vulcões continuam a ser o fenómeno mais imprevisível da Terra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/geologos-islandeses-explicam-por-que-razao-os-vulcoes-continuam-a-ser-o-fenomeno-mais-imprevisivel-da-terra.html" title="Geólogos islandeses explicam por que razão os vulcões continuam a ser o fenómeno mais imprevisível da Terra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-los-volcanes-siguen-siendo-el-fenomeno-mas-impredecible-de-la-tierra-1778407583098_320.png" alt="Geólogos islandeses explicam por que razão os vulcões continuam a ser o fenómeno mais imprevisível da Terra"></a></article></aside><p>Mais do que uma coleção de imagens impressionantes, esse arquivo tornou-se um <strong>testemunho científico de diferentes erupções e uma ferramenta de divulgação da vulcanologia</strong>.</p><p>A sua história também ajudou a mudar a perceção do público sobre esta ciência. Katia mostrou que <strong>estudar um vulcão não significa apenas admirar a sua imponência, mas compreender os processos geológicos que moldam a superfície terrestre</strong> e, sobretudo, os riscos que podem representar para as populações.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/entre-a-lava-e-a-ciencia-katia-krafft-a-mulher-que-se-aproximou-dos-vulcoes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vai passar férias à Nazaré? Em breve passará a pagar mais para lá dormir]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/vai-passar-ferias-a-nazare-em-breve-passara-a-pagar-mais-para-la-dormir.html</link><pubDate>Sat, 15 Aug 2026 05:03:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Quem dormir na Nazaré a partir de 1 de setembro de 2026 poderá pagar uma nova taxa turística. Saiba quem é abrangido, quem está isento e quanto custa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ago-vai-passar-ferias-a-nazare-em-breve-passara-a-pagar-mais-para-la-dormir-1783973023331.jpg" data-image="w021cdsfqyon" alt="Nazaré" title="Nazaré"><figcaption>Nazaré vai passar a cobrar taxa turística a partir de setembro. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Passar uma noite na Nazaré está prestes a tornar-se mais caro. Isto porque, a partir de dia 1 de setembro, será cobrada uma<strong> taxa turística</strong> para estadias na região.</p><p>O que é que significa? Que todas as unidades de alojamento turístico passarão a cobrar uma <strong>taxa de 1€ por noite</strong>, válida para qualquer pessoa com mais de 12 anos. </p><p>Se está a planear uma escapadinha para aproveitar a praia, as ondas gigantes ou a gastronomia local, convém reservar também 1€ por noite no orçamento.</p><h2>Como funciona? </h2><p>Na prática, a medida aplica-se a quem fique alojado em hotéis,<em> hostels</em>, alojamentos locais, parques de campismo e outros <strong>empreendimentos turísticos</strong> do concelho. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="525392" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-fascinantes-ondas-da-nazare-o-que-as-torna-tao-gigantes-surf-portugal.html" title="As fascinantes ondas da Nazaré, o que as torna tão gigantes?">As fascinantes ondas da Nazaré, o que as torna tão gigantes?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-fascinantes-ondas-da-nazare-o-que-as-torna-tao-gigantes-surf-portugal.html" title="As fascinantes ondas da Nazaré, o que as torna tão gigantes?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-fascinantes-ondas-da-nazare-o-que-as-torna-tao-gigantes-surf-portugal-1691095212205_320.jpg" alt="As fascinantes ondas da Nazaré, o que as torna tão gigantes?"></a></article></aside><p>O valor é de 1€ por pessoa e por noite, sendo cobrado apenas até ao máximo de cinco noites consecutivas. Ou seja, mesmo que a estadia seja mais longa, não pagará mais do que 5€ por pessoa.</p><h2>Quais são as exceções?</h2><p>A boa notícia é que nem todos os visitantes terão de pagar esta contribuição. Maiores de 65 anos, portadores de deficiência e visitantes que adoeçam durante a estadia na região <strong>estão isentos do pagamento deste valor</strong>. </p><div class="texto-destacado">A regra foi partilhada em Diário da República e confirmada pela Câmara Municipal, segundo avançou a 'Lusa', aqui citada pela 'CNN Portugal'. </div><p>Há ainda um detalhe importante para quem já tinha as férias marcadas. As reservas comprovadamente efetuadas antes da entrada em vigor do regulamento para estadias durante 2026 ficam excluídas da cobrança da taxa. Assim, quem garantiu o alojamento antecipadamente poderá não ser abrangido por esta nova regra, desde que cumpra as condições definidas no regulamento.</p><h2>Porque surge agora?</h2><p>Mas por que motivo surge esta taxa? A resposta está no<strong> crescimento do turismo</strong> no concelho. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ago-vai-passar-ferias-a-nazare-em-breve-passara-a-pagar-mais-para-la-dormir-1783973156214.jpg" data-image="1np7kkwsw412" alt="Nazaré" title="Nazaré"><figcaption>É explicação é simples. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Nos últimos anos, a Nazaré consolidou-se como um dos destinos mais procurados do país, muito graças às suas praias, ao famoso Canhão da Nazaré e às ondas gigantes que atraem surfistas e visitantes de todo o mundo. </p><p>Esse aumento de visitantes representa também uma <strong>maior utilização de infraestruturas e serviços públicos</strong>, desde a limpeza das ruas e praias até à manutenção dos espaços públicos e ao reforço da segurança. </p><div class="texto-destacado">Segundo dados do Turismo de Portugal, o concelho registou cerca de 249 mil dormidas em 2025, um número que ajuda a explicar a decisão da autarquia.</div><p>Na verdade, a Nazaré junta-se agora a uma lista cada vez maior de destinos portugueses que já cobram taxa turística. Municípios como Lisboa, Porto, Cascais, Óbidos, Faro ou Funchal adotaram medidas semelhantes nos últimos anos, com o objetivo de ajudar a financiar os custos associados à atividade turística.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="692780" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-muda-em-2025-taxa-turistica-em-portugal-onde-e-quando-pagar.html" title="O que muda em 2025? Taxa turística em Portugal: onde e quando pagar">O que muda em 2025? Taxa turística em Portugal: onde e quando pagar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-muda-em-2025-taxa-turistica-em-portugal-onde-e-quando-pagar.html" title="O que muda em 2025? Taxa turística em Portugal: onde e quando pagar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-muda-em-2025-taxa-turistica-em-portugal-onde-e-quando-pagar-1737192243421_320.jpg" alt="O que muda em 2025? Taxa turística em Portugal: onde e quando pagar"></a></article></aside><p>Ao mesmo tempo, o município está também a implementar<strong> novas regras para o alojamento local</strong>, procurando equilibrar o crescimento do turismo com a disponibilidade de habitação para residentes. O novo regulamento cria zonas onde a abertura de novos alojamentos será mais limitada e define critérios para um desenvolvimento considerado mais sustentável da atividade.</p><div class="texto-destacado">Já a partir de 1 de agosto, entra também em vigor o Regulamento Municipal para a Gestão Sustentável do Alojamento Local (AL) da Nazaré. A medida define as áreas de contenção e as de crescimento sustentável para o turismo.</div><p>“O regulamento pretende direcionar o crescimento do AL ‘preferencialmente para o aproveitamento de imóveis não dedicados a habitação permanente, estejam eles vagos ou degradados, ou casas de férias que nunca foram, nem se prevê que venham a ser, parte do parque habitacional permanente’”, explica a ‘CNN Portugal’.</p><p>Nas chamadas<strong> áreas de contenção</strong>, onde já existe uma elevada concentração de alojamentos locais, <strong>a atribuição de novas licenças será mais restritiva</strong>. Em regra, apenas poderão ser autorizados projetos em edifícios devolutos há mais de três anos, imóveis recentemente reabilitados, construções que tenham mudado de utilização (por exemplo, de comércio ou indústria para habitação) ou edifícios reconstruídos após demolição. Também poderão ser admitidos imóveis que sejam residência secundária do proprietário há, pelo menos, três anos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ago-vai-passar-ferias-a-nazare-em-breve-passara-a-pagar-mais-para-la-dormir-1783973373685.jpg" data-image="mxti6a1biuaz" alt="Nazaré" title="Nazaré"><figcaption>Outra medida para regular o alojamento local. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Por outro lado, o regulamento impede a criação de novos alojamentos locais em imóveis que tenham estado arrendados para habitação nos dois anos anteriores. Esta regra aplica-se tanto às áreas de contenção como às zonas classificadas como de crescimento sustentável, numa tentativa de <strong>evitar que habitações destinadas aos residentes sejam desviadas para o mercado turístico</strong>.</p><p>Segundo os dados da autarquia, o concelho da Nazaré tem atualmente 13.726 alojamentos. Destes, 6.211 correspondem a residência habitual, enquanto os restantes dividem-se entre 6.085 residências secundárias e 1.430 imóveis vagos. O município contabiliza ainda 1.654 alojamentos locais registados.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="CNN" data-year="2026" data-title="Nazar%C3%A9%20cobra%20taxa%20tur%C3%ADstica%20de%201%20euro%20a%20partir%20de%20setembro" data-url="https%3A%2F%2Fcnnportugal.iol.pt%2Fturismo%2Ftaxa-turistica%2Fnazare-cobra-taxa-turistica-de-1-euro-a-partir-de-setembro%2F20260706%2F6a4bd016d34edcee7c662226">CNN. (2026). <a href="https://cnnportugal.iol.pt/turismo/taxa-turistica/nazare-cobra-taxa-turistica-de-1-euro-a-partir-de-setembro/20260706/6a4bd016d34edcee7c662226" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Nazaré cobra taxa turística de 1 euro a partir de setembro</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/vai-passar-ferias-a-nazare-em-breve-passara-a-pagar-mais-para-la-dormir.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mercúrio está mais perto do Sol, mas Vénus é mais quente: o fenómeno extremo que explica este paradoxo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/mercurio-esta-mais-perto-do-sol-mas-venus-e-mais-quente-o-fenomeno-extremo-que-explica-este-paradoxo.html</link><pubDate>Fri, 14 Aug 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A resposta não está na distância em relação ao Sol, mas sim na atmosfera. Um efeito de estufa descontrolado transformou Vénus num forno capaz de ultrapassar a temperatura de Mercúrio.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mercurio-esta-mas-cerca-del-sol-pero-venus-es-mas-caliente-el-fenomeno-extremo-que-explica-esta-paradoja-1786116756810.jpg" data-image="p1nmdpi9caf7" alt="sistema solar" title="sistema solar"><figcaption>Um efeito de estufa descontrolado transformou Vénus num forno capaz de ultrapassar a temperatura de Mercúrio.</figcaption></figure><p>Se alguém tivesse de adivinhar qual é o planeta mais quente do Sistema Solar, provavelmente escolheria Mercúrio. Afinal, é o mais próximo do Sol. No entanto, a resposta correta é Vénus, um mundo que orbita quase 50 milhões de quilómetros mais longe e cuja superfície atinge cerca de<strong> 464 °C</strong> de forma quase permanente.</p><p>A explicação para esta aparente contradição reside num fenómeno conhecido como efeito de estufa descontrolado, um processo que transformou Vénus num dos <strong>ambientes mais extremos</strong> do Sistema Solar e que também ajuda a compreender por que razão a atmosfera terrestre é tão importante para manter condições propícias à vida.</p><h2>A atmosfera faz a diferença</h2><p>Mercúrio recebe muito mais energia solar do que Vénus, mas tem uma característica determinante: praticamente não possui atmosfera.</p><p>Isso significa que o calor absorvido pela sua superfície escapa rapidamente para o espaço assim que deixa de receber a luz do Sol. Em consequência, o planeta apresenta um dos maiores contrastes térmicos do Sistema Solar. Durante o dia, a superfície pode atingir <strong>430 °C</strong>, uma temperatura suficiente para derreter chumbo. Quando chega a noite, o termómetro desce drasticamente até cerca de <strong>-180 °C</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Vénus, por outro lado, está envolto por uma atmosfera extremamente densa, composta por 96% de dióxido de carbono, um dos principais gases com efeito de estufa.</strong></div><p>A radiação solar atravessa essa atmosfera e aquece a superfície, que depois emite energia sob a forma de radiação infravermelha. O problema é que grande parte desse calor <strong>fica retido pela enorme quantidade de dióxido de carbono</strong>, impedindo-o de escapar para o espaço. O resultado é uma temperatura superficial próxima dos 464 °C, praticamente igual tanto de dia como de noite.</p><h2>De um planeta com água a um forno permanente</h2><p>Os modelos científicos indicam que, há cerca de 4 500 milhões de anos, Vénus e a Terra eram muito mais semelhantes do que são hoje. Ambos teriam possuído importantes reservas de água e quantidades semelhantes de dióxido de carbono. </p><p>Com o passar do tempo, o Sol aumentou gradualmente o seu brilho. Os estudos estimam que, atualmente, ele emita cerca de <strong>40% mais energia</strong> do que durante os primórdios do Sistema Solar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mercurio-esta-mas-cerca-del-sol-pero-venus-es-mas-caliente-el-fenomeno-extremo-que-explica-esta-paradoja-1786116870648.jpg" data-image="zm5ihyxedilj" alt="venus" title="venus"><figcaption>Devido à quantidade de dióxido de carbono, o calor fica retido na sua atmosfera.</figcaption></figure><p>Esse aumento favoreceu a evaporação da água superficial de Vénus. Sem oceanos capazes de absorver e armazenar dióxido de carbono, este gás começou a acumular-se na atmosfera. À medida que a sua concentração aumentava, <strong>o efeito de estufa intensificava-se</strong>, provocando ainda mais aquecimento e mais evaporação.</p><div class="texto-destacado"><strong>Assim, estabeleceu-se um círculo vicioso conhecido como efeito de estufa descontrolado, do qual o planeta nunca conseguiu recuperar</strong>.</div><p>Hoje, a pressão atmosférica na superfície de Vénus é mais de<strong> 90 vezes superior </strong>à da Terra. Para experimentar uma pressão semelhante na Terra, seria necessário mergulhar a cerca de 940 metros de profundidade no oceano.</p><h2>O efeito de estufa também existe na Terra</h2><p>Embora seja frequentemente associado ao aquecimento global, o efeito de estufa não é, por si só, um fenómeno negativo. Na verdade, é indispensável para a vida.</p><p>A atmosfera terrestre contém pequenas quantidades de dióxido de carbono, vapor de água e metano que atuam como um cobertor, retendo parte do calor emitido pela superfície.</p><div class="texto-destacado"><strong>Graças a esse mecanismo, a temperatura média do planeta ronda os 15 °C. Sem esses gases, desceria para aproximadamente -18 °C, e grande parte da Terra permaneceria coberta de gelo</strong>.</div><p>A diferença em relação a Vénus reside na intensidade do processo. Ali, a enorme concentração de dióxido de carbono transformou um mecanismo natural num sistema extremo que elevou as temperaturas a valores <strong>incompatíveis com a presença de água líquida</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="691585" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/astronomia-passaram-415-anos-desde-a-formidavel-descoberta-do-astronomo-galileu-galilei-no-planeta-jupiter.html" title="Astronomia: passaram 415 anos desde a formidável descoberta do astrónomo Galileu Galilei no planeta Júpiter">Astronomia: passaram 415 anos desde a formidável descoberta do astrónomo Galileu Galilei no planeta Júpiter</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/astronomia-passaram-415-anos-desde-a-formidavel-descoberta-do-astronomo-galileu-galilei-no-planeta-jupiter.html" title="Astronomia: passaram 415 anos desde a formidável descoberta do astrónomo Galileu Galilei no planeta Júpiter"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nel-gennaio-di-415-anni-fa-l-astronomo-galileo-scopriva-le-lune-di-giove-1736423452750_320.jpg" alt="Astronomia: passaram 415 anos desde a formidável descoberta do astrónomo Galileu Galilei no planeta Júpiter"></a></article></aside><p>Os cientistas consideram que a Terra não evoluirá para um cenário semelhante ao de Vénus. No entanto, o aumento dos gases com efeito de estufa gerado pelas <strong>atividades humanas altera, de facto, o equilíbrio </strong>energético do planeta e favorece um aumento sustentado da temperatura global.</p><p>Vénus funciona, assim, como um laboratório natural para compreender até onde este mecanismo pode chegar quando não encontra qualquer limite. A sua história demonstra que a distância ao Sol nem sempre determina a temperatura de um planeta: em alguns casos, a verdadeira protagonista é a atmosfera.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/mercurio-esta-mais-perto-do-sol-mas-venus-e-mais-quente-o-fenomeno-extremo-que-explica-este-paradoxo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O ECMWF alerta: "A Europa Ocidental registou o período de junho-julho mais quente de sempre"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-ecmwf-alerta-a-europa-ocidental-registou-o-periodo-de-junho-julho-mais-quente-de-sempre.html</link><pubDate>Fri, 14 Aug 2026 14:21:44 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A Europa Ocidental acaba de registar o período de junho a julho mais quente de toda a série de dados do Copernicus, com uma temperatura média 2,79 ºC superior à referência de 1991-2020.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-ecmwf-avisa-europa-occidental-ha-registrado-su-periodo-de-junio-julio-mas-calido-de-la-historia-1786624588813.png" data-image="zqd5paaf0yl7"><figcaption>Anomalias da temperatura média global da superfície do ar em relação ao período de 1991-2020 para cada mês de julho, para todos os meses e para médias móveis de 12 meses, de 1979 a 2026.</figcaption></figure><p><strong>O Copernicus indica que as temperaturas de junho-julho foram as mais elevadas da série, pelo menos desde 1979, em grande parte de Espanha, França</strong>, Bélgica, Suíça, Inglaterra e País de Gales, tendo-se registado recordes em algumas regiões da Alemanha, Itália, Países Baixos, Irlanda e Portugal.</p><p><strong>O que é interessante não é apenas o facto de terem sido batidos recordes, mas sim a extensão desses recordes</strong>, porque não estamos a falar apenas de um ou dois pontos específicos, mas sim de um sinal que se manifesta de forma muito significativa em vastas zonas da Europa Ocidental.</p><h2>O dado que explica esta situação excecional: 21,62 ºC de média</h2><p>De acordo com a análise do Copernicus, baseada no conjunto de dados ERA5, a temperatura média da Europa Ocidental durante o mês de julho de 2026 atingiu <strong>21,62 ºC, um valor 2,79 ºC superior à média do período 1991-2020</strong>.</p><p>Este dado assume uma importância ainda maior quando comparado com o anterior recorde do período de junho a julho de 2022, que até agora ocupava o primeiro lugar com uma média de 20,73 ºC, <strong>superado em quase 1 ºC de média por este mês de julho de 2026</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-ecmwf-avisa-europa-occidental-ha-registrado-su-periodo-de-junio-julio-mas-calido-de-la-historia-1786624761961.png" data-image="i3d5d1xwxo85"><figcaption>Anomalia da temperatura do ar à superfície em julho de 2026 em relação à média de julho do período 1991-2020. Fonte dos dados: ERA5. Crédito: C3S/ECMWF.</figcaption></figure><p> Além disso, os dados indicam que <strong>entre junho e julho foram registados os valores mais elevados desde, pelo menos, 1979</strong> em grande parte do centro e do norte da Europa. </p><h3> Julho foi um mês recorde, mas junho não ficou muito atrás </h3><p>Junho já tinha sido extraordinariamente quente, com <strong>uma média na Europa Ocidental que atingiu os 20,74 ºC, 3,06 ºC</strong> acima da média de referência, tornando-se o junho mais quente registado para esta região, o que destaca as anomalias persistentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-ecmwf-avisa-europa-occidental-ha-registrado-su-periodo-de-junio-julio-mas-calido-de-la-historia-1786610825527.jpeg" data-image="x6kim74lflk2"><figcaption>Anomalia de temperatura durante o mês de junho de 2026.</figcaption></figure><p><strong>A França, por exemplo, registou uma onda de calor de 16 dias entre 4 e 19 de julho</strong>, a terceira mais longa da série do país, que se seguiu a uma onda de calor de 14 dias ocorrida em junho.</p><h2>O que provocou esta situação?</h2><p><strong>O Copernicus associa estas temperaturas excecionais à persistência de situações de alta pressão e bloqueios anticiclónicos sobre a região</strong>, mantendo durante vários dias a mesma massa de ar muito quente, o que favorece um céu limpo e limita a renovação da atmosfera.</p><p>Além disso, estas condições favorecem o deslocamento de <strong>ar muito quente proveniente do Norte de África para a Europa</strong>, contribuindo para elevar ainda mais as temperaturas.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">The July <a href="https://x.com/hashtag/C3S?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#C3S</a> Climate Bulletin reports the jointsecond warmest July globally, 1.47°C above the preindustrial level. Western Europe saw its warmest JuneJuly period on record amid persistent heatwaves.<br><br>️ <a href="https://t.co/9O2v2A8sGW">pic.twitter.com/9O2v2A8sGW</a></p>— Copernicus ECMWF (@CopernicusECMWF) <a href="https://x.com/CopernicusECMWF/status/2086730241897062591?ref_src=twsrc%5Etfw">August 10, 2026</a></blockquote></figure><p>É o tipo de situação que<strong> pode acabar por gerar o que habitualmente designamos por "cúpula de calor"</strong>, uma configuração persistente que favorece a acumulação de calor junto à superfície.</p><h3>O solo seco alimenta ainda mais o calor</h3><p>Uma parte significativa das zonas que registaram as temperaturas mais elevadas também apresentava <strong>condições de seca</strong>, surgindo uma interação muito interessante entre o solo, a vegetação e a atmosfera.</p><div class="texto-destacado">Mais calor = maior perda de água = solo mais seco = menos arrefecimento por evaporação = maior aquecimento.</div><p>Nessa altura, quando existe humidade suficiente no solo, <strong>uma parte da energia disponível na superfície é utilizada na evapotranspiração</strong>, ou seja, na evaporação da água e na transpiração das plantas.</p><p>Este processo consome energia e contribui para limitar o aquecimento da superfície, mas quando <strong>o solo perde humidade</strong>, esse arrefecimento natural diminui. Com menos água disponível, uma proporção maior da energia pode ser destinada <strong>ao aquecimento da superfície</strong> e do ar, gerando um mecanismo de retroalimentação.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782523" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/seca-historica-no-reino-unido-transforma-paisagens-e-afeta-milhoes-de-pessoas.html" title="Seca histórica no Reino Unido transforma paisagens e afeta milhões de pessoas">Seca histórica no Reino Unido transforma paisagens e afeta milhões de pessoas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/seca-historica-no-reino-unido-transforma-paisagens-e-afeta-milhoes-de-pessoas.html" title="Seca histórica no Reino Unido transforma paisagens e afeta milhões de pessoas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/seca-historica-no-reino-unido-transforma-paisagens-e-afeta-milhoes-de-pessoas-1785955403011_320.jpg" alt="Seca histórica no Reino Unido transforma paisagens e afeta milhões de pessoas"></a></article></aside><p>O Copernicus destaca precisamente este mecanismo como <strong>um dos fatores que contribuem para as condições observadas durante este verão</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="C3S%2FECMWF" data-year="2026" data-title="Surface%20air%20temperature%20for%20July%202026" data-url="https%3A%2F%2Fclimate.copernicus.eu%2Fsurface-air-temperature-july-2026%3Futm_source%3Dsocialmedia%26utm_medium%3DTW%26utm_campaign%3Dclimate-bulletins%26utm_id%3DCB-07-2026">C3S/ECMWF. (2026). <a href="https://climate.copernicus.eu/surface-air-temperature-july-2026?utm_source=socialmedia&utm_medium=TW&utm_campaign=climate-bulletins&utm_id=CB-07-2026" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Surface air temperature for July 2026</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-ecmwf-alerta-a-europa-ocidental-registou-o-periodo-de-junho-julho-mais-quente-de-sempre.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA["Já se veem sinais do outono nos mapas do tempo para Portugal": tendências para a segunda quinzena de agosto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ja-se-veem-sinais-do-outono-nos-mapas-do-tempo-para-portugal-tendencias-para-a-segunda-quinzena-de-agosto.html</link><pubDate>Fri, 14 Aug 2026 13:31:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os primeiros sinais de uma mudança começam a surgir nos mapas para Portugal. A segunda quinzena de agosto poderá trazer uma atmosfera mais variável, à medida que se aproxima o final do verão climatológico. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ja-se-veem-sinais-do-outono-nos-mapas-do-tempo-para-portugal-tendencias-para-a-segunda-quinzena-de-agosto-1786706859135.jpg" data-image="k1ecn8pg1d5s" alt="Sinais de mudança no tempo no final de agosto" title="Sinais de mudança no tempo no final de agosto"><figcaption>Os mapas começam a revelar uma mudança no padrão atmosférico para o final de agosto, com sinais de maior variabilidade à medida que setembro se aproxima.</figcaption></figure><p>Os mapas do tempo começam a ganhar novas cores à medida que agosto avança. Entre os sinais mais relevantes está a precipitação: <strong>na última semana do mês, o modelo europeu mostra valores acima da média praticamente de norte a sul de Portugal continental e também na Madeira</strong>. Uma tendência que surge acompanhada por alterações na temperatura e na circulação atmosférica.</p><h2>Precipitação acima da média ganha expressão no final de agosto</h2><p>O sinal não significa que esteja à porta uma semana de chuva persistente. Agosto é um mês climatologicamente seco em grande parte do território e, por isso, <strong>quantidades relativamente pequenas podem ser suficientes para ultrapassar os valores habituais</strong>. Ainda assim, a extensão das anomalias positivas entre 24 e 31 de agosto destaca-se nos mapas mais recentes, abrangendo praticamente todo o continente, embora com maior expressão no Norte e Noroeste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ja-se-veem-sinais-do-outono-nos-mapas-do-tempo-para-portugal-tendencias-para-a-segunda-quinzena-de-agosto-1786709564068.jpg" data-image="5g7tdbe3le8o"><figcaption>O sinal de precipitação acima do habitual estende-se praticamente de norte a sul de Portugal continental na última semana de agosto, sendo mais expressivo no Norte e Noroeste. As anomalias positivas abrangem também a Madeira.</figcaption></figure><p>A circulação atmosférica ajuda a explicar esta tendência. Aos 500 hPa, aproximadamente 5500 metros de altitude, surge uma pequena anomalia negativa de geopotencial imediatamente a nordeste da Península Ibérica. Os mapas do vento no mesmo nível revelam também uma reorganização da circulação sobre o Atlântico, <strong>deixando Portugal numa posição mais exposta à influência de massas de ar provenientes de oeste</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ja-se-veem-sinais-do-outono-nos-mapas-do-tempo-para-portugal-tendencias-para-a-segunda-quinzena-de-agosto-1786709735296.jpg" data-image="j05uq7yo4ybj"><figcaption>A configuração prevista em altitude mostra uma pequena anomalia negativa de geopotencial a nordeste da Península Ibérica, favorecendo uma maior abertura à influência atlântica e a condições meteorológicas mais variáveis no final de agosto.</figcaption></figure><p>É uma configuração diferente daquela que favorece longos períodos de estabilidade, céu limpo e forte aquecimento no verão. <strong>Não significa que as depressões atlânticas passem a dominar o estado do tempo, mas sugere maior facilidade para a aproximação de perturbações</strong> e, consequentemente, maior variabilidade das condições meteorológicas.</p><h2>Calor anómalo perde força à medida que setembro se aproxima</h2><p>Nos mapas de temperatura, a diferença entre as duas semanas também é evidente. Entre 17 e 24 de agosto, Portugal deverá continuar mais quente do que o habitual, com anomalias positivas que poderão atingir 2 a 3 ºC em algumas zonas do Norte e da faixa ocidental.</p><p>Na semana seguinte, porém, esse excesso térmico perde claramente expressão. <strong>Entre 24 e 31 de agosto, grande parte do interior apresenta temperaturas médias próximas da normalidade</strong>, permanecendo anomalias positivas mais modestas sobretudo junto ao litoral ocidental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ja-se-veem-sinais-do-outono-nos-mapas-do-tempo-para-portugal-tendencias-para-a-segunda-quinzena-de-agosto-1786710018301.jpg" data-image="l27voy0djojg"><figcaption>Na última semana de agosto, o calor anómalo deverá perder expressão em Portugal. Grande parte do território apresenta temperaturas médias próximas dos valores climatológicos, enquanto os desvios positivos ficam sobretudo concentrados junto à faixa ocidental.</figcaption></figure><p>À medida que agosto se aproxima do fim, os mapas começam assim a afastar-se do padrão mais estável que marcou grande parte do verão. No entanto, <strong>a esta distância temporal, ainda não é possível determinar como estas tendências se traduzirão no estado do tempo em cada região ou em que dias poderá chover</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783650" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vem-ai-aguaceiros-e-trovoadas-mau-tempo-chegara-este-sabado-15-a-esta-pequena-faixa-do-interior-norte-de-portugal.html" title="Vêm aí aguaceiros e trovoadas: mau tempo chegará este sábado 15 a esta pequena faixa do interior Norte de Portugal">Vêm aí aguaceiros e trovoadas: mau tempo chegará este sábado 15 a esta pequena faixa do interior Norte de Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vem-ai-aguaceiros-e-trovoadas-mau-tempo-chegara-este-sabado-15-a-esta-pequena-faixa-do-interior-norte-de-portugal.html" title="Vêm aí aguaceiros e trovoadas: mau tempo chegará este sábado 15 a esta pequena faixa do interior Norte de Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vem-ai-aguaceiros-e-trovoadas-mau-tempo-chegara-este-sabado-15-a-esta-pequena-faixa-do-interior-norte-de-portugal-1786708784318_320.png" alt="Vêm aí aguaceiros e trovoadas: mau tempo chegará este sábado 15 a esta pequena faixa do interior Norte de Portugal"></a></article></aside><p>A evolução prevista aponta já para uma atmosfera mais variável, algo que começa a ser habitual nesta fase do ano, à medida que o verão climatológico se aproxima do fim.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ja-se-veem-sinais-do-outono-nos-mapas-do-tempo-para-portugal-tendencias-para-a-segunda-quinzena-de-agosto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[17 distritos sob aviso amarelo de tempo quente em Portugal Continental: esperam-se até 39 ºC; saiba onde!]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/17-distritos-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-em-portugal-continental-esperam-se-ate-39-c-saiba-onde.html</link><pubDate>Fri, 14 Aug 2026 12:37:20 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas vão subir em todo o país, incluindo a faixa litoral, tendo o IPMA emitido aviso amarelo de calor para 17 distritos. Saiba quando estes estarão em vigor!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaxnp6e"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaxnp6e.jpg" id="xaxnp6e"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Esta véspera de feriado conta com <strong>4 avisos amarelos de calor no continente e com 3 no arquipélago da Madeira</strong>. Os distritos sob aviso neste momento são Vila Real, Bragança, Guarda e Castelo Branco. Na Madeira encontram-se sob aviso a ilha de Porto Santo, e a Costa Sul e a Costa Norte da ilha homónima.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Neste conjunto de ilhas, o aviso deverá estar em vigor até às 18h de hoje, dia 14 de agosto. Já<strong> no continente, estarão avisos em vigor até à meia-noite de segunda-feira</strong>, mas de forma intermitente a partir de hoje.</p><h2>IPMA emite aviso amarelo de calor para 17 distritos</h2><p>De acordo com a mais recente atualização do IPMA, para além dos avisos acima, há outros a caminho. No entanto, <strong>amanhã, sábado, espera-se uma diminuição destes avisos, onde apenas Vila Real e Bragança devem continuar</strong> com aviso ativo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/17-distritos-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-em-portugal-continental-esperam-se-ate-39-c-e-nao-sera-no-interior-1786701042901.png" data-image="dz57x41dde6h" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>No domingo, dia 16, 17 distritos estarão sob aviso amarelo de tempo quente, entre as 9h da manhã e a meia-noite de segunda-feira.</figcaption></figure><p>Contudo, <strong>será no domingo que o cenário muda, com 17 distritos sob aviso amarelo de tempo quente</strong>. Ou seja, todos, menos Faro. Este aviso entrará em vigor às 9h da manhã do dia 16 e permanecerá em vigor até à meia-noite do dia 17.</p><p>Desta forma, os nossos mapas apontam para temperaturas máximas entre os 27 ºC em Viana do Castelo e os 39 ºC em Coimbra,<strong> denotando-se uma subida acentuada dos valores ao longo da faixa litoral</strong>, que será sentida no sábado e evidenciada no domingo. A cidade de Braga poderá contar com 37 ºC e o Porto com 32 ºC. Um <strong>fluxo dominante de leste e sudeste contribuirá para este aumento dos valores</strong>, especialmente no litoral, como podemos observar no mapa acima.</p><h2>Próxima semana pode arrancar quente, mas deverá arrefecer</h2><p>Apesar de o IPMA prever o fim dos avisos para a meia-noite de segunda-feira, os <strong>nossos mapas apontam para valores possivelmente mais elevados nesse dia</strong>, também em todo o território. Caso esta previsão se mantenha, é possível que os avisos sejam estendidos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783650" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vem-ai-aguaceiros-e-trovoadas-mau-tempo-chegara-este-sabado-15-a-esta-pequena-faixa-do-interior-norte-de-portugal.html" title="Vêm aí aguaceiros e trovoadas: mau tempo chegará este sábado 15 a esta pequena faixa do interior Norte de Portugal">Vêm aí aguaceiros e trovoadas: mau tempo chegará este sábado 15 a esta pequena faixa do interior Norte de Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vem-ai-aguaceiros-e-trovoadas-mau-tempo-chegara-este-sabado-15-a-esta-pequena-faixa-do-interior-norte-de-portugal.html" title="Vêm aí aguaceiros e trovoadas: mau tempo chegará este sábado 15 a esta pequena faixa do interior Norte de Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vem-ai-aguaceiros-e-trovoadas-mau-tempo-chegara-este-sabado-15-a-esta-pequena-faixa-do-interior-norte-de-portugal-1786708784318_320.png" alt="Vêm aí aguaceiros e trovoadas: mau tempo chegará este sábado 15 a esta pequena faixa do interior Norte de Portugal"></a></article></aside><p>A partir de terça-feira, dia 18, poderá ser registado um ligeiro alívio no calor, ainda que as temperaturas elevadas se mantenham. No entanto, <strong>será a partir de quarta-feira que este alívio se irá sentir de forma mais significativa</strong> e generalizada, mantendo esta tendência nos dias seguintes.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/17-distritos-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-em-portugal-continental-esperam-se-ate-39-c-saiba-onde.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vêm aí aguaceiros e trovoadas: mau tempo chegará este sábado 15 a esta pequena faixa do interior Norte de Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vem-ai-aguaceiros-e-trovoadas-mau-tempo-chegara-este-sabado-15-a-esta-pequena-faixa-do-interior-norte-de-portugal.html</link><pubDate>Fri, 14 Aug 2026 12:01:46 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A iminente chegada de uma perturbação tornará o tempo mais instável nas próximas tardes, sobretudo na de sábado, 15 de agosto. Prevê-se que os aguaceiros e trovoadas tendam a concentrar-se nesta pequena faixa do interior Norte de Portugal. Saiba onde!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaxoj8i"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaxoj8i.jpg" id="xaxoj8i"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Neste momento já resta pouca margem para dúvidas quanto à passagem de um <strong>cavado em altitude</strong>, associado a uma perturbação relativamente isolada no escoamento do jato polar.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>A presença de ar relativamente mais frio nas camadas médias e altas da troposfera, em contraste com o ar ainda muito quente à superfície, irá contribuir para aumentar a instabilidade atmosférica em algumas zonas de Portugal continental, sobretudo no interior Norte e Centro, durante as tardes de hoje (sexta-feira, 14), amanhã (sábado, 15) e domingo (16), <strong>destacando-se a jornada de sábado (15) em particular</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vem-ai-aguaceiros-e-trovoadas-mau-tempo-chegara-este-sabado-15-a-esta-pequena-faixa-do-interior-norte-de-portugal-1786707056727.png" data-image="684t440fowup"><figcaption>Neste mapa é possível identificar a passagem de um cavado pouco profundo, mas relativamente extenso e integrado no escoamento associado a uma ondulação do jato polar na sua descida em latitude até à Península Ibérica. Esta perturbação acompanha o flanco oriental de uma região anticiclónica que se estende sobre o Atlântico, abrangendo os Açores e a Madeira.</figcaption></figure><p>Observando e comparando os vários mapas de referência da Meteored, desde o de vento a 300 hPa até aos de densidade de raios e precipitação acumulada, é possível identificar uma evolução atmosférica favorável à formação de nuvens de desenvolvimento vertical, que poderá resultar em <strong>aguaceiros, por vezes localmente fortes, e eventualmente acompanhados de granizo e trovoada</strong>.</p><h2>Evolução do panorama meteorológico das próximas horas e dias e fatores favoráveis às trovoadas</h2><p><strong>O cavado irá provocar um aumento da instabilidade</strong> termodinâmica: o<strong> </strong>ar relativamente mais frio em altitude sobre uma camada inferior muito quente potenciará um gradiente térmico vertical maior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vem-ai-aguaceiros-e-trovoadas-mau-tempo-chegara-este-sabado-15-a-esta-pequena-faixa-do-interior-norte-de-portugal-1786707126081.png" data-image="n4qwhpcnitna"><figcaption>Mesmo o ar frio não sendo particularmente intenso, o forte aquecimento diurno e a elevada radiação solar desta época do ano poderão fornecer energia suficiente para favorecer a convecção, sobretudo onde exista humidade suficiente nos níveis baixos e médios da atmosfera.</figcaption></figure><p>Refira-se ainda que o <strong>relevo</strong> poderá assumir igualmente um papel importante, potenciando movimentos ascendentes e a concentração de atividade convectiva. É por isto que as terras altas e montanhosas do interior Norte e Centro surgem como algumas das áreas potencialmente mais favoráveis à ocorrência de instabilidade.</p><h2>Onde poderão ser mais prováveis e frequentes os aguaceiros e as trovoadas?</h2><p>Segundo as atuais projeções do modelo de maior confiança da Meteored - o ECMWF - os aguaceiros serão, caso ocorram, geralmente dispersos e intermitentes, apresentando uma distribuição irregular pela nossa geografia. Os nossos mapas de precipitação acumulada e densidade de raios convergem num cenário comum: <strong>ambos apontam para uma concentração mais elevada no Nordeste Transmontano (distrito de Bragança)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vem-ai-aguaceiros-e-trovoadas-mau-tempo-chegara-este-sabado-15-a-esta-pequena-faixa-do-interior-norte-de-portugal-1786707259088.png" data-image="vqcgeywiwd2g"><figcaption>Atual previsão da distribuição da precipitação acumulada até às 23:00 de sábado, 15 de agosto. Observa-se uma pequena faixa do norte do distrito de Bragança como aquela onde poderá chover mais.</figcaption></figure><p>Dentro deste distrito, a faixa mais setentrional e parcialmente oriental, incluindo áreas da<strong> Terra Fria Transmontana e entre as quais se destacam os concelhos de Vinhais, Bragança e Vimioso</strong>, surge como uma das zonas potencialmente mais expostas à ocorrência de precipitação convectiva.</p><p> Prevê-se que <strong>o período mais instável nesta zona de Portugal continental se possa desenrolar durante a tarde e o início da noite, aproximadamente entre as 15:00 e as 18:00</strong>. Porém, este intervalo horário deve ser encarado como uma aproximação dado que a convecção pode iniciar-se ou dissipar-se algumas horas antes ou depois do previsto. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vem-ai-aguaceiros-e-trovoadas-mau-tempo-chegara-este-sabado-15-a-esta-pequena-faixa-do-interior-norte-de-portugal-1786707357544.png" data-image="v5492fjb5mth"><figcaption>De momento, o modelo ECWMF prevê que as descargas elétricas atmosféricas tendam a concentrar-se, com maior frequência e intensidade, no norte do distrito de Bragança.</figcaption></figure><p>Nas restantes zonas do país onde se preveem aguaceiros e trovoadas, a sua distribuição será muito provavelmente mais irregular e dispersa no tempo e no espaço. Em algumas áreas, a precipitação será escassa ou inexistente, podendo favorecer eventualmente <strong>trovoadas secas</strong>. Caso tal aconteça, o risco de incêndio aumentará, sobretudo num contexto de vegetação seca.</p><p><strong>Hoje, sexta-feira (14), e no domingo (16), prevê-se uma atividade elétrica significativamente menor, mais irregular e dispersa</strong>, surgindo sobretudo nas zonas montanhosas do Norte e Centro. Ainda assim, poderá ocorrer algum aguaceiro ou trovoada isolada, inclusive a sul dos rios Mondego ou Tejo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vem-ai-aguaceiros-e-trovoadas-mau-tempo-chegara-este-sabado-15-a-esta-pequena-faixa-do-interior-norte-de-portugal-1786707565722.png" data-image="knvjd1nhsj8p"><figcaption>Para sábado (15) a previsão do modelo Europeu sugere que a atividade elétrica poderá iniciar por volta do meio-dia, aumentando ao longo da tarde e atingindo a fase potencialmente mais ativa entre as 15:00 e as 18:00. Espera-se que entretanto as trovoadas diminuam gradualmente até ao início da noite.</figcaption></figure><p><strong>Apesar do distrito de Bragança surgir no “epicentro” das trovoadas previstas pelos mapas da Meteored</strong>, tampouco se descarta, de acordo com esta mesma cartografia, que as trovoadas se possam espalhar a outros pontos a oeste e a sul do Nordeste Transmontano.</p><p>Deste modo, os distritos de Vila Real, Viseu, Guarda e Castelo Branco, bem como zonas interiores dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro e Coimbra<strong> não estarão totalmente “livres” da possibilidade de registarem instabilidade atmosférica</strong>.</p><p>Acresce ainda que, até mesmo em distritos mais a sul em Portugal continental, tais como<strong> </strong>Santarém, Portalegre, Évora ou Beja, não se exclui o possível aparecimento de uma ou outra<strong> célula convectiva isolada</strong>, embora a probabilidade seja menor quanto mais para sul.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783484" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-a-10-dias-em-portugal-calor-perto-dos-40-c-trovoadas-fortes-e-chuva-poderao-marcar-os-proximos-dias.html" title="Tendências a 10 dias em Portugal: calor perto dos 40 ºC, trovoadas fortes e chuva poderão marcar os próximos dias">Tendências a 10 dias em Portugal: calor perto dos 40 ºC, trovoadas fortes e chuva poderão marcar os próximos dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-a-10-dias-em-portugal-calor-perto-dos-40-c-trovoadas-fortes-e-chuva-poderao-marcar-os-proximos-dias.html" title="Tendências a 10 dias em Portugal: calor perto dos 40 ºC, trovoadas fortes e chuva poderão marcar os próximos dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-calor-perto-dos-40-c-trovoadas-fortes-e-chuva-poderao-marcar-os-proximos-dias-1786618716612_320.jpg" alt="Tendências a 10 dias em Portugal: calor perto dos 40 ºC, trovoadas fortes e chuva poderão marcar os próximos dias"></a></article></aside><p>Apesar de já só estarmos a umas meras 24 horas da fase mais ativa de aguaceiros e trovoadas, que corresponde à tarde de sábado (15), e cujo episódio se estende pelas tardes de sexta (14), sábado (15) e domingo (16), <strong>não se exclui a possibilidade da previsão atual sofrer ajustes temporais e espaciais</strong> quanto à localização e intensidade das células convectivas.</p><p>Mesmo assim, <strong>o Nordeste Transmontano (distrito de Bragança), tem surgido de forma relativamente consistente</strong> nas últimas saídas do modelo Europeu, fazendo com que seja, por isso, uma das áreas do país mais favoráveis à ocorrência de trovoadas durante a tarde de sábado (15).</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vem-ai-aguaceiros-e-trovoadas-mau-tempo-chegara-este-sabado-15-a-esta-pequena-faixa-do-interior-norte-de-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ana Catarina Santos quer mostrar-nos que entre a ciência e a dança há um chão comum]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ana-catarina-santos-quer-mostrar-nos-que-entre-a-ciencia-e-a-danca-ha-um-chao-comum.html</link><pubDate>Fri, 14 Aug 2026 08:45:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Estudante da Universidade do Porto juntou duas paixões improváveis para despertar nos portugueses a curiosidade para um recurso natural que quase ninguém repara.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ana-catarina-santos-quer-mostrar-nos-que-entre-a-ciencia-e-a-danca-ha-um-chao-comum-1786625967880.jpg" data-image="v98y43ti6uuv" alt="Ana Catarina Santos, investigadora e bailarina" title="Ana Catarina Santos, investigadora e bailarina"><figcaption>Ana Catarina Santos usa a dança para despertar a nossa curiosidade sobre o solo, um recurso essencial que permanece pouco conhecido. Foto: FCUP</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Caminhamos todos os dias sobre um dos <strong>ecossistemas</strong> mais <strong>complexos</strong> do planeta. Sustenta a agricultura, armazena carbono, filtra água, alberga milhões de organismos e torna possível quase toda a vida em terra firme. Ainda assim, poucas pessoas lhe prestam atenção. Talvez porque o <strong>solo</strong> esteja sempre presente nas nossas vidas.</p><p>É essa indiferença que <strong>Ana Catarina Santos</strong> quer contrariar. Estudante do Programa Doutoral em Biologia da <strong>Faculdade de Ciências</strong> da <strong>Universidade do Porto </strong>(FCUP), encontrou uma forma pouco habitual de aproximar o público de um tema que raramente desperta entusiasmo. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Em vez de escolher entre as suas duas grandes paixões, decidiu colocá-las a dialogar. A biologia continua a orientar a investigação. A dança ajuda a contar a história.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>À primeira vista, parecem mundos sem pontos de contacto. Num <strong>laboratório</strong> estudam-se organismos, processos ecológicos e ciclos naturais. Num <strong>palco</strong>, o corpo transforma emoções em movimento. No trabalho de Ana Catarina, porém, ambos convergem num <strong>objetivo comum</strong>. Fazer com que as pessoas olhem para o solo com outros olhos.</p><h2>A nova linguagem da ciência</h2><p>O projeto valeu-lhe recentemente reconhecimento nacional. A estudante foi distinguida pela Universidade do Porto graças a uma abordagem que procura aproximar ciência e sociedade através da <strong>expressão artística</strong>, mostrando que comunicar conhecimento pode exigir muito mais do que gráficos, artigos científicos ou conferências.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A escolha não surgiu por acaso. Apesar de ser um recurso essencial para a alimentação, a biodiversidade e o equilíbrio dos ecossistemas, o solo continua a ocupar um lugar discreto no imaginário coletivo. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Fala-se frequentemente do ar que respiramos, da água que bebemos ou das florestas que importa proteger. Muito menos da <strong>fina camada de terra</strong> que sustenta todos esses sistemas naturais.</p><p>Foi essa constatação que levou Ana Catarina a lançar um <strong>inquérito</strong> dirigido à população portuguesa. O objetivo é, ainda antes de explicar a importância do solo, perceber quanto sabemos realmente sobre ele.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ana-catarina-santos-quer-mostrar-nos-que-entre-a-ciencia-e-a-danca-ha-um-chao-comum-1786626105909.jpg" data-image="fg2nmabp0hyu" alt="Ana Catarina Santos, bióloga e bailarina" title="Ana Catarina Santos, bióloga e bailarina"><figcaption>Ciência e arte encontram um terreno comum na missão de aproximar os portugueses da importância de preservar o solo. Foto: FCUP</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>As respostas permitirão avaliar o nível de <strong>literacia dos portugueses</strong> nesta área e identificar ideias erradas, lacunas de conhecimento e aspetos que merecem maior atenção em futuras ações de comunicação científica.</p><p>Mas a investigadora pretende ir mais longe do que medir esse conhecimento. A pergunta que acompanha todo o projeto é outra. Como despertar curiosidade por algo que quase sempre passa despercebido? É precisamente aí que entra a dança.</p><h2>Compreender o que os olhos não veem</h2><p>O solo parece ser muito mais do que apenas terra. Mas basta observá-lo de perto para descobrir um <strong>sistema vivo</strong>, onde raízes, fungos, bactérias e pequenos invertebrados mantêm um equilíbrio essencial para a vida. É esse universo que Ana Catarina Santos procura tornar mais próximo do público, recorrendo a uma linguagem pouco habitual na investigação científica.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A dança não surge como um elemento decorativo nem como uma pausa entre explicações. Faz parte da própria comunicação do conhecimento. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Através do <strong>movimento</strong>, a investigadora explora <strong>relações ecológicas</strong>, <strong>ciclos</strong> <strong>naturais</strong> e <strong>processos biológicos</strong> que, por serem <strong>lentos</strong> ou ocorrerem no subsolo, são difíceis de imaginar somente com palavras ou imagens.</p><p>A proposta desafia uma ideia ainda muito enraizada de que <strong>ciência e arte pertencem a mundos separados</strong>. Neste projeto, ambas perseguem o mesmo objetivo. Tornar compreensível aquilo que, tantas vezes, passa despercebido.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780287" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/e-assim-que-o-solo-guarda-a-memoria-de-uma-seca-extrema.html" title="É assim que o solo guarda a memória de uma seca extrema">É assim que o solo guarda a memória de uma seca extrema</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/e-assim-que-o-solo-guarda-a-memoria-de-uma-seca-extrema.html" title="É assim que o solo guarda a memória de uma seca extrema"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/un-sol-peut-il-garder-la-memoire-d-une-secheresse-changement-climatique-1783257568710_320.jpeg" alt="É assim que o solo guarda a memória de uma seca extrema"></a></article></aside><p>Essa abordagem ganha ainda maior relevância quando aplicada ao solo, um recurso natural decisivo para a produção de alimentos, para a regulação do ciclo da água, para o armazenamento de carbono e para a conservação da biodiversidade. Apesar disso, continua <strong>longe das preocupações quotidianas</strong> de grande parte da população.</p><p>Os resultados do inquérito lançado pela investigadora deverão ajudar a perceber até que ponto esse desconhecimento persiste e quais os <strong>aspetos</strong> que <strong>exigem maior investiment</strong>o em <strong>educação</strong> e <strong>divulgação científica</strong>.</p><h2>Um recurso discreto que sustenta a vida</h2><p>Quando se fala em proteger a natureza, o pensamento dirige-se quase sempre para rios, oceanos ou florestas. O <strong>solo raramente ocupa esse lugar de destaque</strong>, embora todos esses ecossistemas dependam dele. É precisamente essa mudança de perspetiva que Ana Catarina Santos pretende promover. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Mais do que transmitir informação, procura despertar curiosidade e criar uma ligação emocional entre as pessoas e um recurso que sustenta silenciosamente o quotidiano.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O reconhecimento agora atribuído pela comunidade académica à sua investigação mostra que essa <strong>nova forma de comunicar ciência</strong> também encontra eco dentro das universidades.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ana-catarina-santos-quer-mostrar-nos-que-entre-a-ciencia-e-a-danca-ha-um-chao-comum-1786626312483.jpg" data-image="ziw572e8057u" alt="Caracol na horta" title="Caracol na horta"><figcaption>Debaixo dos nossos pés vive um ecossistema rico em organismos, fundamental para a biodiversidade, a agricultura e o clima. Foto: dannaragrim/Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp" style="visibility: visible !important; display: contents; --rem: 16;"></superhuman-go-underlines></figure><p>Ao aproximar biologia, expressão artística e participação pública, o projeto propõe uma <strong>abordagem interdisciplinar</strong> para enfrentar um desafio que é igualmente interdisciplinar. Como envolver a sociedade na preservação de um recurso que quase nunca ocupa o centro das atenções?</p><p>A resposta talvez não passe por produzir apenas mais conhecimento, mas também por encontrar novas formas de contá-lo. Antes de aprendermos a cuidar do solo, é preciso, afinal, reparar nele.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Faculdade%20de%20Ci%C3%AAncias%20da%20Universidade%20do%20Porto" data-year="" data-title="Participe%20no%20inqu%C3%A9rito%20%E2%80%9CO%20nosso%20solo%3A%20onde%20o%20saber%20cria%20ra%C3%ADzes%E2%80%9D" data-url="https%3A%2F%2Fdocs.google.com%2Fforms%2Fd%2Fe%2F1FAIpQLSc_AZ884zX-jEN1QRQq3We_hhS6KYvSuNCmfy3ef9LAGJkUeQ%2Fviewform">Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSc_AZ884zX-jEN1QRQq3We_hhS6KYvSuNCmfy3ef9LAGJkUeQ/viewform" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Participe no inquérito “O nosso solo: onde o saber cria raízes”</a>.</cite><br><cite data-author="Universidade%20do%20Porto" data-year="" data-title="Bailarina%20cientista%20da%20FCUP%20quer%20ajudar%20os%20portugueses%20a%20saber%20mais%20sobre%20o%20solo" data-url="https%3A%2F%2Fnoticias.up.pt%2Ffcup%2Fbailarina-cientista-da-fcup-quer-ajudar-os-portugueses-a-saber-mais-sobre-o-solo%2F">Universidade do Porto. <a href="https://noticias.up.pt/fcup/bailarina-cientista-da-fcup-quer-ajudar-os-portugueses-a-saber-mais-sobre-o-solo/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Bailarina cientista da FCUP quer ajudar os portugueses a saber mais sobre o solo</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ana-catarina-santos-quer-mostrar-nos-que-entre-a-ciencia-e-a-danca-ha-um-chao-comum.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cenoura e nabo: as sementeiras de agosto que só nascem com o solo sempre húmido]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/cenoura-e-nabo-as-sementeiras-de-agosto-que-so-nascem-com-o-solo-sempre-humido.html</link><pubDate>Fri, 14 Aug 2026 07:33:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>A cenoura e o nabo semeiam-se diretamente na terra, porque não gostam de ser mudadas de sítio. O problema é que demoram a nascer, e basta a terra à superfície secar um dia para se perder tudo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cenoura-e-nabo-as-sementeiras-de-agosto-que-so-nascem-com-o-solo-sempre-humido-1786448884951.png" data-image="b4e7c68yj2r3"><figcaption>A cenoura pode levar até vinte dias a nascer, e nesse tempo a terra não pode secar.</figcaption></figure><p>Há sementeiras que perdoam <strong>distrações e outras que não perdoam nenhuma. A cenoura e o nabo são do segundo grupo, e a razão é simples</strong>. Entre o dia em que se semeia e o dia em que aparece a primeira folha passa-se muito tempo, e durante esse tempo todo a terra à superfície não pode secar uma única vez.</p><p>Em agosto, isso é pedir muito. Uma tarde de sol e vento em Santarém ou em Beja seca o primeiro centímetro de terra em poucas horas. No litoral, em Aveiro ou em Coimbra, o ar mais húmido dá alguma folga, mas não dispensa atenção diária.</p><h2>Duas culturas, dois tempos de espera</h2><p>O nabo é rápido. Em quatro a sete dias já se vê a linha marcada no canteiro. A cenoura é o oposto e pode levar dez a vinte dias, conforme a temperatura. <strong>É normal desesperar-se a meio e pensar que a semente não prestava</strong>.</p><p>Essa diferença muda tudo na prática. Com o nabo, uma semana de cuidado resolve o assunto. Com a cenoura são duas ou três semanas seguidas a garantir humidade, e é aqui que a maior parte das pessoas desiste antes de tempo.</p><p><strong>Vale também olhar para a data do pacote</strong>. A semente de cenoura tem vida curta e um pacote guardado há três ou quatro anos nasce mal, por muito bem que se faça o resto. Se a sementeira falhar de uma ponta à outra, é a primeira coisa a verificar.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Cultura</p></th><th scope="col"><p>Profundidade</p></th><th scope="col"><p>Tempo até nascer</p></th><th scope="col"><p>Distância depois do desbaste</p></th><th scope="col"><p>Colheita</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Cenoura</p></td><td><p>1 cm</p></td><td><p>10 a 20 dias</p></td><td><p>4 a 5 cm</p></td><td><p>Nov. a jan.</p></td></tr><tr><td><p>Nabo</p></td><td><p>1 a 2 cm</p></td><td><p>4 a 7 dias</p></td><td><p>8 a 10 cm</p></td><td><p>Out. a nov.</p></td></tr><tr><td><p>Rabanete (a acompanhar)</p></td><td><p>1 cm</p></td><td><p>3 a 5 dias</p></td><td><p>5 cm</p></td><td><p>25 a 35 dias</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="5">Valores indicativos para sementeira de agosto em Portugal continental. Fonte: elaboração própria.</td></tr></tbody></table><p>Na tabela acima pode consultar características de cultivo da cenoura, nabo e também rabanete.</p><h2>O maior inimigo não é a seca, é a crosta</h2><p>Muita gente rega bem e mesmo assim não nasce nada. <strong>A culpa costuma estar na forma de regar</strong>. Um jato forte sobre terra fina desfaz os torrões e, quando o sol seca aquilo, fica uma camada dura por cima das sementes.</p><div class="texto-destacado">Crosta superficial- Camada endurecida que se forma à superfície da terra depois de uma rega com jato forte ou de uma chuvada, e que endurece ao secar. As sementes germinam por baixo, mas as plantinhas não têm força para atravessar essa camada e acabam por morrer sem nunca chegar à luz.</div><p>É por isso que <strong>vale mais tapar a semente com um dedo de composto peneirado ou de areia do que com a terra do próprio canteiro</strong>. Estes materiais não endurecem ao secar e a plantinha sai sem esforço nenhum.</p><h2>Como manter a humidade sem estragar a terra</h2><p>Regue duas vezes por dia, de manhã cedo e ao fim da tarde, sempre com pouca água e com a pinha fina do regador. O objetivo não é encharcar o canteiro, <strong>é simplesmente não deixar secar o primeiro centímetro</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Não se trata de regar muito, mas de regar pouco e muitas vezes. Quem rega de mais afoga a sementeira, quem rega de menos perde-a.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Enquanto não nasce, tape o canteiro com serapilheira, uma camada muito fina de palha ou até com uma tábua assente sobre dois tijolos. Corta bastante a evaporação e <strong>poupa-lhe regas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cenoura-e-nabo-as-sementeiras-de-agosto-que-so-nascem-com-o-solo-sempre-humido-1786629913554.png"><figcaption>O nabo nasce em poucos dias e engrossa a raiz à superfície, pronto a colher no outono.</figcaption></figure><p>Mas <strong>atenção ao passo seguinte, que é o mais falhado de todos</strong>. Assim que as primeiras plantinhas assomam, a cobertura sai. Se ficar mais uns dias, elas cre</p><p>scem à procura de luz e ficam compridas, pálidas e frágeis, e já não recuperam.</p><h2>O truque do rabanete e o resto do trabalho</h2><p><strong>Misture uma pitada de sementes de rabanete com as de cenoura antes de semear</strong>. O rabanete nasce em três a cinco dias e marca a linha, o que evita mexer na terra por engano, e ainda vai abrindo caminho na crosta por onde a cenoura há de sair. Colhe-se um mês depois e deixa o lugar livre.</p><p>Depois vem o <strong>desbaste</strong>, que ninguém gosta de fazer mas que decide o tamanho da raiz. Quand</p><p>o as plantas têm duas ou três folhas, deixe as cenouras a quatro ou cinco centímetros umas das outras e os nabos a oito ou dez. Arrancar plantas saudáveis custa, mas quem não desbasta colhe raízes finas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="642511" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/porque-e-que-as-cenouras-se-enrolam-a-mecanica-por-detras-do-envelhecimento-das-raizes-vegetais-alimento.html" title="Porque é que as cenouras se enrolam? A mecânica por detrás do envelhecimento das raízes vegetais">Porque é que as cenouras se enrolam? A mecânica por detrás do envelhecimento das raízes vegetais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/porque-e-que-as-cenouras-se-enrolam-a-mecanica-por-detras-do-envelhecimento-das-raizes-vegetais-alimento.html" title="Porque é que as cenouras se enrolam? A mecânica por detrás do envelhecimento das raízes vegetais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/why-do-carrots-curl-the-mechanics-behind-root-vegetable-ageing-1706866686099_320.jpeg" alt="Porque é que as cenouras se enrolam? A mecânica por detrás do envelhecimento das raízes vegetais"></a></article></aside><p>Antes de semear, <strong>revolva bem a terra e tire as pedras</strong>. Uma cenoura que encontra uma pedra pela frente desvia-se e cresce torta, e com um torrão duro acontece exatamente o mesmo.</p><p>E há um cuidado com a terra que evita desilusões na altura da colheita:<strong> nada de estrume fresco no canteiro</strong>. Matéria orgânica mal curtida faz a raiz bifurcar e sair aos ramos, por muito bem que se tenha regado.</p><p>Antes de semear, <strong>espreite a previsão para a sua zona</strong>. Procure dias sem vento forte e com</p><p> máximas mais baixas, e evite semear mesmo antes de uma chuvada intensa, porque a água arrasta as sementes e deixa a crosta ainda mais dura..</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/cenoura-e-nabo-as-sementeiras-de-agosto-que-so-nascem-com-o-solo-sempre-humido.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mais árvores, restaurantes e sombra: vai-se mudar quase tudo neste grande parque de Lisboa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mais-arvores-restaurantes-e-sombra-vai-se-mudar-quase-tudo-neste-grande-parque-de-lisboa.html</link><pubDate>Fri, 14 Aug 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Adeus ao que conhecemos. Lisboa prepara uma transformação de 25 milhões de euros que promete tornar o Parque Papa Francisco mais verde, confortável e preparado para todas as idades.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ago-mais-arvores-restaurantes-e-sombra-vai-se-mudar-quase-tudo-neste-grande-parque-de-lisboa-1783887607092.jpg" data-image="vmiivcwbczc7" alt="Parque Papa Francisco" title="Parque Papa Francisco"><figcaption>Lisboa prepara uma transformação de 25 milhões de euros. Foto: DR via CML </figcaption></figure><p>Depois de ter recebido a Jornada Mundial da Juventude em 2023 e de se afirmar como a nova casa do Rock in Rio Lisboa, o <strong>Parque Papa Francisco </strong>(anteriormente Parque Tejo) vai sofrer uma <strong>requalificação completa</strong>. A notícia foi avançada durante uma conferência de imprensa sobre o balanço da nova edição do Rock in Rio Lisboa, que se realizou naquele espaço pela segunda vez, nos dias 20, 21, 27 e 28 de junho.</p><div class="texto-destacado">O objetivo passa por transformar este enorme espaço verde num parque urbano mais completo, pensado para ser utilizado durante todo o ano por quem vive e visita a cidade.</div><p>Segundo Joana Baptista, vereadora de Projetos e Obras em Espaço Público da Câmara Municipal de Lisboa, <strong>o projeto está a “breves meses” de ser concluído</strong>. No total, o projeto abrange 48 hectares, que sofrerão uma intervenção e que serão requalificados.</p><p>Feitas as contas, estas obras terão um custo inicial de cerca de 25 milhões de euros. A primeira fase da intervenção deverá arrancar em 2027, numa aposta que pretende<strong> tornar o parque mais confortável, funcional e atrativo</strong> para diferentes públicos.</p><p>"Em 2027, vamos avançar com a primeira fase da obra [de requalificação do Parque Papa Francisco], que ascende a 25 milhões de euros”, afirmou a 28 de junho, a vereadora da Câmara de Lisboa.</p><p>Citada pela ‘Time Out’, a responsável pela vereação de Projetos e Obras em Espaço Público adiantou, ainda, que esta primeira fase incluirá "extensos prados de relvado, centenas de árvores e milhares de arbustos", mas também "quiosques, restaurantes, parques infantis e uma aposta clara na prática desportiva”.</p><h2>Um parque pensado para o dia a dia de Lisboa</h2><p>Quem conhece o espaço sabe que a dimensão impressiona, mas também que ainda existe margem para melhorar. É precisamente isso que a autarquia pretende fazer, <strong>reforçando as zonas verdes </strong>e <strong>criando melhores condições para passar ali um dia inteiro</strong>, seja para praticar desporto, passear em família ou simplesmente descansar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ago-mais-arvores-restaurantes-e-sombra-vai-se-mudar-quase-tudo-neste-grande-parque-de-lisboa-1783887969060.jpg" data-image="hwsimvotier6" alt="Parque Papa Francisco" title="Parque Papa Francisco"><figcaption>A requalificação vai trazer centenas de árvores, novos espaços de lazer, restauração e melhores condições para quem visita o parque. Foto: JF Parque das Nações</figcaption></figure><p>Entre as novidades previstas estão grandes áreas relvadas, a plantação de centenas de árvores e de milhares de arbustos, o que deverá aumentar significativamente as zonas de sombra. Aliás, esta era precisamente uma das características mais pedidas por quem frequenta o parque, sobretudo nos meses mais quentes. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="741757" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/estas-cinco-arvores-proporcionam-sombra-em-apenas-alguns-anos-e-sao-faceis-de-cuidar.html" title="Estas cinco árvores proporcionam sombra em apenas alguns anos e são fáceis de cuidar">Estas cinco árvores proporcionam sombra em apenas alguns anos e são fáceis de cuidar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/estas-cinco-arvores-proporcionam-sombra-em-apenas-alguns-anos-e-sao-faceis-de-cuidar.html" title="Estas cinco árvores proporcionam sombra em apenas alguns anos e são fáceis de cuidar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estos-cinco-arboles-hacen-sombra-en-pocos-anos-y-son-faciles-de-cuidar-1764255220137_320.jpeg" alt="Estas cinco árvores proporcionam sombra em apenas alguns anos e são fáceis de cuidar"></a></article></aside><p>Além disso, estão previstos novos parques infantis, restaurantes, quiosques e equipamentos dedicados à atividade física, contribuindo para uma utilização mais diversificada do espaço.</p><h2>De antigo aterro a um dos maiores espaços verdes da cidade</h2><p>A história do Parque Papa Francisco é, por si só, um exemplo de transformação. Durante décadas, esta área acolheu o antigo aterro sanitário de Beirolas. A reabilitação ambiental permitiu convertê-la num dos maiores espaços verdes da capital, preparado inicialmente para receber a Jornada Mundial da Juventude, em agosto de 2023. </p><div class="texto-destacado">Desde então, o parque passou a integrar a frente ribeirinha oriental de Lisboa e tornou-se um local privilegiado para caminhadas, passeios de bicicleta e grandes eventos ao ar livre.</div><p>A importância do parque ficou ainda mais evidente com a mudança do Rock in Rio Lisboa para este recinto. Depois de duas edições aqui realizadas, o festival regressará em 2028, nos dias 17, 18, 24 e 25 de junho. A expectativa da autarquia é que, nessa altura, uma parte significativa da requalificação já esteja concluída, oferecendo<strong> melhores condições </strong>tanto aos visitantes do festival como a todos aqueles que utilizam o parque no dia a dia.</p><p>Ainda assim, quando questionada pelo mesmo órgão sobre que outros eventos poderá vir a receber o espaço, a autarca não deu uma resposta concreta, limitando-se a afirmar que "tudo está para acontecer, tudo vai acontecer".</p><h2>O que muda a partir de 2027?</h2><p>Além da renovação do espaço verde, estão também previstas<strong> melhorias na acessibilidade e na mobilidade da zona</strong>. Durante a apresentação do balanço do Rock in Rio Lisboa 2026 foi igualmente anunciada a intenção de criar uma ligação fluvial dedicada ao festival em 2028, reforçando as alternativas de transporte até ao recinto.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773421" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/atravessar-meia-europa-sem-trocar-de-comboio-ja-e-possivel.html" title="Atravessar meia Europa sem trocar de comboio? Já é possível">Atravessar meia Europa sem trocar de comboio? Já é possível</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/atravessar-meia-europa-sem-trocar-de-comboio-ja-e-possivel.html" title="Atravessar meia Europa sem trocar de comboio? Já é possível"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/atravessar-meia-europa-sem-trocar-de-comboio-ja-e-possivel-1781192372396_320.jpg" alt="Atravessar meia Europa sem trocar de comboio? Já é possível"></a></article></aside><p>No fundo, a ambição passa por muito mais do que preparar o parque para grandes eventos. A ideia é <strong>criar um espaço que funcione diariamente </strong>como uma verdadeira extensão da cidade: um local onde seja possível fazer exercício, levar as crianças a brincar, fazer um piquenique, almoçar num restaurante ou simplesmente desfrutar da vista sobre o Tejo.</p><p>Até lá, o Parque Papa Francisco continuará a receber visitantes, mas prepara-se para uma evolução que promete consolidá-lo como um dos principais parques urbanos de Lisboa e <strong>um dos maiores espaços públicos de lazer da cidade</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="P%C3%BAblico" data-year="2026" data-title="Primeira%20fase%20de%20requalifica%C3%A7%C3%A3o%20do%20Parque%20Tejo%20em%20Lisboa%20inicia-se%20em%202027" data-url="https%3A%2F%2Fwww.publico.pt%2F2026%2F06%2F29%2Flocal%2Fnoticia%2Fprimeira-fase-requalificacao-parque-tejo-lisboa-iniciase-2027-2179803">Público. (2026). <a href="https://www.publico.pt/2026/06/29/local/noticia/primeira-fase-requalificacao-parque-tejo-lisboa-iniciase-2027-2179803" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Primeira fase de requalificação do Parque Tejo em Lisboa inicia-se em 2027</a>.</cite><br><cite data-author="NiT%2C%20Pincelli%2C%20I" data-year="2026" data-title="Parque%20Papa%20Francisco%20vai%20ter%20novos%20restaurantes%2C%20parques%20infantis%20e%20sombras%20(mas%20n%C3%A3o%20para%20j%C3%A1)" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fna-cidade%2Fparque-papa-francisco-vai-ter-novos-restaurantes-parques-infantis-e-sombras-mas-nao-para-ja">NiT, Pincelli, I. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/parque-papa-francisco-vai-ter-novos-restaurantes-parques-infantis-e-sombras-mas-nao-para-ja" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Parque Papa Francisco vai ter novos restaurantes, parques infantis e sombras (mas não para já)</a>.</cite><br><cite data-author="Time%20Out%2C%20Barbedo%2C%20R" data-year="2026" data-title="C%C3%A2mara%20vai%20gastar%2025%20milh%C3%B5es%20para%20come%C3%A7ar%20a%20requalificar%20Parque%20Papa%20Francisco" data-url="https%3A%2F%2Fwww.timeout.pt%2Flisboa%2Fpt%2Fnoticias%2Fcamara-vai-gastar-25-milhoes-para-comecar-a-requalificar-parque-papa-francisco-063026">Time Out, Barbedo, R. (2026). <a href="https://www.timeout.pt/lisboa/pt/noticias/camara-vai-gastar-25-milhoes-para-comecar-a-requalificar-parque-papa-francisco-063026" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Câmara vai gastar 25 milhões para começar a requalificar Parque Papa Francisco</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mais-arvores-restaurantes-e-sombra-vai-se-mudar-quase-tudo-neste-grande-parque-de-lisboa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[ Super El Niño: NOAA aumenta para 95% a probabilidade de um fenómeno muito forte]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-noaa-aumenta-para-95-a-chance-de-um-fenomeno-muito-forte.html</link><pubDate>Fri, 14 Aug 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A NOAA aumentou cerca de 14% a probabilidade de um evento muito forte no outono, em relação ao mês de julho, ou seja, a possibilidade de um evento apenas moderado ou forte praticamente desapareceu. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/noaa-aumenta-para-95-a-chance-de-um-el-nino-muito-forte-1786634004899.png" data-image="tymr6q504rj9" alt="Previsão de anomalia de temperatura da superfície do mar para novembro/2026, segundo o modelo CSFv2, da NOAA. Créditos: Adaptado de NOAA." title="Previsão de anomalia de temperatura da superfície do mar para novembro/2026, segundo o modelo CSFv2, da NOAA. Créditos: Adaptado de NOAA."><figcaption>Previsão de anomalia de temperatura da superfície do mar para novembro/2026, segundo o modelo CSFv2, da NOAA. Créditos: Adaptado de NOAA.</figcaption></figure><p>A <strong>Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos</strong> (NOAA), através do Centro de Previsão Climática (CPC),<strong> divulgou na passada quinta-feira (13)</strong> uma nova atualização do<strong> </strong><em><strong>ENSO Diagnostic Discussion</strong></em>, documento mensal que reúne as previsões oficiais para a evolução do El Niño-Oscilação Sul (ENSO). </p><p>O <strong>destaque</strong> continua a ser o<strong> aumento nas probabilidades de um El Niño muito forte</strong> (acima de 2 °C). A <strong>probabilidade</strong> de que a anomalia da temperatura da superfície do mar (TSM) no Pacífico equatorial ultrapasse 2 °C entre outubro e dezembro <strong>subiu para 95%</strong>.</p><div class="texto-destacado">Mas o fenómeno, no entanto, já está a aproximar-se desse patamar a um ritmo excecionalmente rápido. A anomalia relativa da TSM na região Niño 3.4 alcançou 1,8 °C na última semana, um valor que nunca tinha sido registado tão cedo na série histórica, segundo análise exclusiva da Meteored Brasil.</div><p>A <strong>expectativa</strong> é que, <strong>até ao fim de agosto</strong>, o fenómeno já alcance <strong>anomalias semanais</strong> dentro da categoria “muito forte”, <strong>superiores a 2 °C</strong>. Com isto, aumentam os sinais de que estamos diante de um<strong> El Niño histórico</strong>, que poderá <strong>estar entre os mais intensos</strong> já observados e, potencialmente, ser o mais intenso do século. A seguir, confira os detalhes da atualização da NOAA e veja porque é que o atual El Niño já entrou para a história.</p><h2>Probabilidade de um El Niño muito forte aumenta 14%</h2><p>A<strong> última semana</strong> registou anomalias de <strong>+1,8 °C</strong> no <strong>Niño 3.4</strong>, <strong>+2,4 °C</strong> no<strong> Niño 3</strong> e <strong>+3,3 °C </strong>no Niño<strong> 1+2,</strong> enquanto o Niño 4 apresentou uma anomalia de +0,3 °C, evidenciando a forte concentração do aquecimento no Pacífico equatorial central e leste.</p><p>As maiores mudanças em relação ao boletim de julho ocorreram justamente durante o trimestre em que o fenómeno atinge a sua máxima intensidade. A<strong> NOAA elevou em cerca de 14 pontos percentuais</strong> a <strong>probabilidade</strong> de um<strong> El Niño muito forte</strong> entre <strong>outubro e dezembro</strong>, passando de 81% em julho para cerca de <strong>95% em agosto</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/noaa-aumenta-para-95-a-chance-de-um-el-nino-muito-forte-1786634027397.png" data-image="d096xnvvfkl0" alt="Previsão probabilística de intensidade do El Niño de agosto de 2026. Créditos: CPC/NOAA." title="Previsão probabilística de intensidade do El Niño de agosto de 2026. Créditos: CPC/NOAA."><figcaption>Previsão probabilística de intensidade do El Niño de agosto de 2026. Créditos: CPC/NOAA.</figcaption></figure><p>A<strong> possibilidade de um evento apenas moderado ou forte praticamente desapareceu</strong>, com cerca de 5% de probabilidade, indicando que a agência considera um aquecimento extremo do Pacífico equatorial como o cenário mais provável.</p><p>Embora o novo aumento chame atenção, ele não representa necessariamente uma surpresa, considerando a rápida e intensa evolução do aquecimento do Oceano Pacífico que tem vindo a ser observada desde meados de abril e as previsões dos principais modelos climáticos, que têm vindo a reforçar o aquecimento a cada rodada.</p><h2>Nunca antes uma anomalia de 1,8 °C foi registada tão cedo</h2><p>A <strong>anomalia relativa de TSM</strong> na região <strong>Niño 3.4</strong> alcançou <strong>1,8 °C na semana centrada em 5 de agosto </strong>de 2026, a <strong>data mais precoce</strong> já registada na série semanal do CPC/NOAA, de acordo com análise exclusiva realizada pela Meteored Brasil. </p><p>O <strong>recorde anterior</strong> pertencia ao <strong>Super El Niño de 1997-98</strong>, que atingiu esse mesmo patamar a <strong>20 de agosto</strong>, enquanto os <strong>demais eventos </strong>cruzaram este limiar apenas entre<strong> setembro e outubro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/noaa-aumenta-para-95-a-chance-de-um-el-nino-muito-forte-1786634047316.png" alt="Primeira vez que a anomalia relativa semanal de TSM na região do Niño 3.4 alcançou temperaturas iguais ou superiores a 1,8°C, com base na série histórica do CPC/NOAA. Créditos: Meteored." title="Primeira vez que a anomalia relativa semanal de TSM na região do Niño 3.4 alcançou temperaturas iguais ou superiores a 1,8°C, com base na série histórica do CPC/NOAA. Créditos: Meteored."><figcaption>É a primeira vez que a anomalia relativa semanal de TSM na região do Niño 3.4 alcançou temperaturas iguais ou superiores a 1,8 °C, com base na série histórica do CPC/NOAA. Créditos: Meteored.</figcaption></figure><p>O facto de o El Niño ter alcançado 1,8 °C tão cedo ou que a NOAA indique 95% de probabilidade de ser muito forte, por si só, não significa que ele será o mais intenso já registado.</p><div class="texto-destacado">Aliás, a intensidade do evento não é baseada em anomalias semanais, e sim numa média de 3 meses. </div><p>Porém, quando este <strong>recorde</strong> é <strong>analisado</strong> juntamente com a <strong>rápida evolução</strong> das <strong>temperaturas</strong> do Pacífico e com o <strong>aumento das probabilidades</strong> previstas pela NOAA, o <strong>cenário</strong> torna-se cada vez mais <strong>excecional</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-alcancara-intensidade-muito-forte-em-breve-e-noaa-aumenta-escala-para-8-c.html" title="Super El Niño prestes a alcançar intensidade muito forte e NOAA aumenta escala para 8 °C">Super El Niño prestes a alcançar intensidade muito forte e NOAA aumenta escala para 8 °C</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-alcancara-intensidade-muito-forte-em-breve-e-noaa-aumenta-escala-para-8-c.html" title="Super El Niño prestes a alcançar intensidade muito forte e NOAA aumenta escala para 8 °C"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-alcancara-intensidade-muito-forte-em-breve-e-noaa-aumenta-escala-para-8-c-1786405094530_320.png" alt="Super El Niño prestes a alcançar intensidade muito forte e NOAA aumenta escala para 8 °C"></a></article></aside><p><strong>A grande questão agora é quanto o aquecimento ainda poderá avançar</strong> nos próximos meses, uma vez que o pico do fenómeno ocorre entre o outono e o início do inverno, e se o El Niño de 2026 será capaz de superar os eventos que até hoje ocupam o topo da lista dos mais intensos da história. Os <strong>modelos climáticos</strong> têm vindo a <strong>prever</strong> um <strong>pico superior a 3 °C </strong>e, caso isso aconteça, o El Niño de 2026-2027 será o mais forte até hoje.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-noaa-aumenta-para-95-a-chance-de-um-fenomeno-muito-forte.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nebulosa do Leão: a NASA capta, com detalhes in��ditos, a agonia da morte de uma estrela]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nebulosa-do-leao-a-nasa-capta-com-detalhes-ineditos-a-agonia-da-morte-de-uma-estrela.html</link><pubDate>Thu, 13 Aug 2026 17:05:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O telescópio espacial James Webb voltou a observar a Nebulosa do Leão e revelou estruturas de poeira e gás ionizado que permitem compreender melhor os últimos capítulos da vida de uma estrela.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nebulosa-del-leon-la-nasa-captura-con-detalles-ineditos-la-agonia-de-la-muerte-de-una-estrella-1786570277794.jpg" data-image="02moxb6b78w9" alt="Nebulosa del León James Webb NASA" title="Nebulosa del León James Webb NASA"><figcaption>Os restos da estrela central são os responsáveis pela estrutura da nebulosa, que inclui uma bolha de gás ionizado com a forma de uma cara de leão e uma "juba" de poeira. Crédito: NASA, ESA, CSA, STScI</figcaption></figure><p>A alguns milhares de anos-luz da Terra,<strong> uma estrela moribunda continua a transformar lentamente o seu entorno</strong>. Agora, o telescópio espacial James Webb da NASA conseguiu captar a Nebulosa do Leão, oficialmente conhecida como NGC 2392, com <strong>um nível de detalhe que permite apreciar estruturas que, até há pouco tempo, permaneciam ocultas</strong>.</p><p>A nebulosa já tinha sido observada pelo telescópio espacial Hubble no ano 2000. Aquela imagem, obtida em luz visível, revelou pela primeira vez com clareza <strong>a forma peculiar que lembra o rosto de um leão</strong>, acompanhada por uma espécie de juba formada por estruturas difusas semelhantes a caudas de cometas.</p><div class="texto-destacado">Mais de duas décadas depois, o Webb voltou a apontar para este objeto utilizando a sua visão infravermelha. <strong>As observações foram realizadas com dois dos seus instrumentos, a câmara NIRCam e o instrumento MIRI</strong>, e permitem explorar com maior precisão a complexa interação entre o gás, o pó e os restos da estrela central.</div><p>À primeira vista, a estrutura geral pode parecer semelhante à registada pelo Hubble. No entanto, a observação no infravermelho revela uma <strong>grande quantidade de detalhes</strong>. Entre eles, surgem pequenos aglomerados compactos de poeira e extensas regiões de gás ionizado que ajudam a reconstruir a evolução da nebulosa.</p><h2>A morte de uma estrela esculpiu a nebulosa</h2><p>A origem desta estrutura espetacular encontra-se precisamente no centro do "rosto": <strong>os restos extremamente quentes de uma estrela que chegou ao fim da sua vida</strong>.</p><p>Ao contrário das estrelas muito massivas, que terminam as suas vidas através de violentas explosões de supernova, as estrelas de menor massa seguem um caminho diferente. Quando já não conseguem manter as reações nucleares que as sustentam, <strong>começam a tornar-se instáveis e a pulsar</strong>.</p><p>Durante esta fase, expelem progressivamente as suas camadas exteriores. O material libertado acumula-se em torno do núcleo e <strong>forma uma envoltória de gás e poeira a que os astrónomos chamam nebulosa planetária</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nebulosa-del-leon-la-nasa-captura-con-detalles-ineditos-la-agonia-de-la-muerte-de-una-estrella-1786570348616.jpg" data-image="f9yp3xp9jv1d" alt="Nebulosa del León James Webb NASA" title="Nebulosa del León James Webb NASA"><figcaption>A imagem no infravermelho médio da nebulosa planetária NGC 2392 destaca as diversas estruturas de poeira. Parte da poeira está a ser destruída pela radiação da estrela central moribunda, enquanto alguns filamentos de poeira conseguem sobreviver. Crédito: NASA, ESA, CSA, STScI;</figcaption></figure><p>A radiação da estrela moribunda continua a interagir com esse material e a impulsioná-lo para o espaço. Ao mesmo tempo, o núcleo estelar fica exposto e <strong>transforma-se numa anã branca, extremamente quente e densa</strong>.</p><p>Na NGC 2392, essa anã branca funciona como uma espécie de motor central. A sua intensa radiação está a ionizar o gás que a rodeia e a formar uma enorme bolha que, <strong>com o passar do tempo, se expande e destrói parte do pó que encontra no seu caminho</strong>.</p><h2>Uma "juba" formada por poeira</h2><p>Um dos detalhes mais marcantes das imagens do James Webb é precisamente <strong>a estrutura que confere à nebulosa a sua aparência leonina</strong>.</p><p><strong>A chamada "juba" corresponde ao interior de uma camada de poeira iluminada pela radiação da anã branca</strong>. No seu interior, observam-se pequenos aglomerados de material que lembram caudas de cometas.</p><p>Estes fragmentos de poeira são particularmente interessantes porque <strong>alguns conseguiram sobreviver à intensa radiação proveniente do núcleo estelar</strong>. Ao fazê-lo, atuam como pequenas estruturas protetoras que permitem que o material situado atrás delas permaneça relativamente intacto.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="746931" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/betelgeuse-e-a-nebulosa-do-caranguejo-reliquias-de-supernovas-que-revelam-as-origens-quimicas-dos-planetas.html" title="Betelgeuse e a Nebulosa do Caranguejo: relíquias de supernovas que revelam as origens químicas dos planetas">Betelgeuse e a Nebulosa do Caranguejo: relíquias de supernovas que revelam as origens químicas dos planetas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/betelgeuse-e-a-nebulosa-do-caranguejo-reliquias-de-supernovas-que-revelam-as-origens-quimicas-dos-planetas.html" title="Betelgeuse e a Nebulosa do Caranguejo: relíquias de supernovas que revelam as origens químicas dos planetas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/betelgeuse-und-der-krebsnebel-supernova-relikte-enthuellen-die-chemische-geburt-irdischer-planeten-1766830595728_320.png" alt="Betelgeuse e a Nebulosa do Caranguejo: relíquias de supernovas que revelam as origens químicas dos planetas"></a></article></aside><p>A complexa disposição de anéis e camadas de gás também levanta questões. <strong>Os astrónomos ainda tentam compreender por que razão as nebulosas planetárias desenvolvem estruturas tão complexas</strong> durante as fases finais da evolução das suas estrelas progenitoras.</p><h2>Um espetáculo cósmico com data de validade</h2><p>A imagem obtida pelo Webb oferece uma espécie de fotografia congelada de um processo que continua a ocorrer. <strong>O gás e o pó da NGC 2392 continuam a afastar-se do núcleo estelar</strong>, enquanto a radiação da anã branca altera continuamente a nebulosa.</p><p>Mas esta paisagem cósmica não será permanente. <strong>Os astrónomos estimam que a Nebulosa do Leão acabará por se dispersar dentro de cerca de 10 000 anos</strong>. Embora possa parecer uma eternidade da perspetiva humana, trata-se de um período extremamente curto à escala astronómica.</p><p>As novas observações do James Webb permitem, assim, estudar em pormenor uma das etapas finais da evolução de uma estrela e observar como a sua morte transforma o espaço que a rodeia. Ao mesmo tempo, lembram-nos que mesmo <strong>as estruturas mais espetaculares do universo são fenómenos dinâmicos, destinados a mudar e, por fim, a desaparecer</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nebulosa-do-leao-a-nasa-capta-com-detalhes-ineditos-a-agonia-da-morte-de-uma-estrela.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cidades mais justas são as que protegem quem mais sofre com o clima extremo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cidades-mais-justas-sao-as-que-protegem-quem-mais-sofre-com-o-clima-extremo.html</link><pubDate>Thu, 13 Aug 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O programa Cidades + Preparadas coloca as populações vulneráveis no centro da resposta às ondas de calor e aos incêndios, apostando na formação das próprias comunidades.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cidades-mais-justas-sao-as-que-protegem-quem-mais-sofre-com-o-clima-extremo-1786626978640.jpg" data-image="24xf1l893ixh" alt="Idosa sorridente num bairro típico de Lisboa" title="Idosa sorridente num bairro típico de Lisboa"><figcaption>O risco climático exige novas formas de preparação que protejam a população mais vulnerável. Imagem: Adobe Stock</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Uma <strong>onda de calor</strong> não atinge todos da mesma maneira. Para quem vive numa habitação bem isolada, com acesso à climatização ou possibilidade de afastar-se temporariamente de uma zona de risco, o calor extremo representa um problema.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Para quem vive com baixos rendimentos, numa casa pouco preparada e num bairro densamente urbanizado, o mesmo fenómeno meteorológico pode representar uma ameaça muito maior. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>É nesta diferença que assenta o <strong>Cidades + Preparadas – Programa de Resiliência Climática Urbana</strong>, lançado pela Cruz Vermelha Portuguesa e pela Z Zurich Foundation. A iniciativa, que decorre entre 2026 e 2029, visa preparar mais de <strong>100 mil pessoas</strong> para enfrentar <strong>ondas de calor</strong> e <strong>incêndios</strong>, começando por <strong>Lisboa</strong> e <strong>Braga</strong>. </p><p>O foco está nas comunidades urbanas mais vulneráveis, incluindo <strong>idosos</strong>, pessoas com <strong>doenças crónicas</strong>, <strong>migrantes</strong> e <strong>famílias com baixos rendimentos</strong>. A lógica é pouco habitual nas estratégias de adaptação climática. Ciente de que não basta criar respostas para as comunidades, os promotores comprometem-se a dar-lhes conhecimentos e ferramentas para que possam construir as suas próprias estratégias de proteção e adaptação.</p><h2>O clima não afeta todos da mesma maneira</h2><p>Portugal enfrenta riscos climáticos crescentes. As ondas de calor tornaram-se mais frequentes e intensas, enquanto os incêndios continuam a representar uma ameaça particularmente grave, sobretudo durante períodos prolongados de calor e seca. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Segundo os dados da Zurich, os episódios de calor extremo terão estado associados a cerca de 2.200 mortes em Portugal em 2022, enquanto os fenómenos climáticos extremos terão provocado perdas económicas superiores a 13,4 mil milhões de euros desde 1980.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Mas a exposição ao risco não depende apenas do fenómeno meteorológico. A vulnerabilidade também está relacionada com <span style="margin: 0px; padding: 0px;">as<strong> condições</strong></span><strong> sociais e económicas</strong>. Quem dispõe de menos recursos tem, em muitos casos, menos capacidade para adaptar a habitação, mudar temporariamente de local, suportar custos acrescidos com a energia ou garantir alternativas quando as temperaturas atingem níveis extremos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cidades-mais-justas-sao-as-que-protegem-quem-mais-sofre-com-o-clima-extremo-1786627088050.jpg" data-image="ex37e45m1j77" alt="Bairros degradados" title="Bairros degradados"><figcaption>As alterações climáticas afetam as pessoas de forma diferente, dependendo do local onde vivem, dos recursos e do género. Foto: Adobe Stock</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>É essa desigualdade que o programa procura incorporar na <strong>preparação climática</strong>, reconhecendo que proteger uma cidade implica também perceber quais são as comunidades que têm <strong>menos margem</strong> para se protegerem sozinhas.</p><h2>Preparar antes de ser preciso</h2><p>O programa assenta numa estratégia centrada nas comunidades e organizada em três frentes. A primeira passa por aumentar o conhecimento sobre os riscos e <strong>sensibilizar</strong> as populações para os efeitos do calor extremo e dos incêndios. </p><p>A segunda procura facilitar o acesso a ferramentas concretas de preparação, através de <strong>formação</strong>, <strong>exercícios de simulação</strong>, primeiros socorros e <strong>planos familiares de emergência</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781093" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugueses-lideram-estudo-para-descobrir-como-a-poluicao-atmosferica-castiga-os-mais-pobres.html" title="Portugueses lideram estudo para descobrir como a poluição atmosférica castiga os mais pobres">Portugueses lideram estudo para descobrir como a poluição atmosférica castiga os mais pobres</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugueses-lideram-estudo-para-descobrir-como-a-poluicao-atmosferica-castiga-os-mais-pobres.html" title="Portugueses lideram estudo para descobrir como a poluição atmosférica castiga os mais pobres"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugueses-lideram-estudo-para-descobrir-como-a-poluicao-atmosferica-castiga-os-mais-pobres-1785328511330_320.jpg" alt="Portugueses lideram estudo para descobrir como a poluição atmosférica castiga os mais pobres"></a></article></aside><p>A terceira pretende reforçar a <strong>articulação </strong>entre os sistemas locais de alerta, as <strong>comunidades</strong> e os serviços municipais de proteção civil, para que a resposta possa ser mais rápida e coordenada.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A preparação deixa, assim, de ser encarada apenas como uma responsabilidade das autoridades. Cada família, cada vizinhança e cada comunidade passam a ter um papel na construção da resposta.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A ambição é envolver também uma força significativa de <strong>voluntários</strong>, capazes de aproximar o programa das pessoas e de ajudar a transformar recomendações gerais em soluções adequadas à realidade de cada território.</p><h2>Um modelo para preparar outras cidades</h2><p><strong>Lisboa</strong> e <strong>Braga</strong> são apenas o ponto de partida. A visão de longo prazo do Cidades + Preparadas é <strong>testar um modelo</strong> de adaptação que possa ser ajustado e <strong>replicado noutros territórios</strong>, contribuindo para uma cultura nacional de prevenção, preparação e ação antecipada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cidades-mais-justas-sao-as-que-protegem-quem-mais-sofre-com-o-clima-extremo-1786627231150.jpg" data-image="4l1g2tdqcycz" alt="Elétricos nas ruas da Baixa de Lisboa" title="Elétricos nas ruas da Baixa de Lisboa"><figcaption>Lisboa, juntamente com Braga, é uma das cidades onde o modelo da Cruz Vermelha será testado com o intuito de ser alargado ao resto do país. Foto: Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Tornar as cidades mais resilientes não significa reforçar apenas as infraestruturas, melhorar os sistemas de alerta ou planear as respostas de emergência. Significa também garantir que aqueles que têm menos recursos não são, justamente, os que ficam <strong>mais expostos quando o calor aperta ou o fogo se aproxima</strong>. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Zurich%20Portugal" data-year="" data-title="Cruz%20Vermelha%20Portuguesa%20e%20Zurich%20Portugal%20lan%C3%A7am%20programa%20para%20preparar%20mais%20de%20100%20mil%20pessoas%20para%20ondas%20de%20calor%20e%20inc%C3%AAndios" data-url="https%3A%2F%2Fwww.zurich.com.pt%2Fpt-pt%2Fa-zurich%2Fsala-de-imprensa%2Fcomunicados-imprensa%2F2026%2F20260810---10-ago">Zurich Portugal. <a href="https://www.zurich.com.pt/pt-pt/a-zurich/sala-de-imprensa/comunicados-imprensa/2026/20260810---10-ago" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Cruz Vermelha Portuguesa e Zurich Portugal lançam programa para preparar mais de 100 mil pessoas para ondas de calor e incêndios</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cidades-mais-justas-sao-as-que-protegem-quem-mais-sofre-com-o-clima-extremo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Derretimento do gelo impulsiona um processo natural até agora desconhecido que dá origem à formação de nuvens no Ártico]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/derretimento-do-gelo-impulsiona-um-processo-natural-ate-agora-desconhecido-que-da-origem-a-formacao-de-nuvens-no-artico.html</link><pubDate>Thu, 13 Aug 2026 15:43:42 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um processo até agora desconhecido que estimula a formação de nuvens sobre o Ártico é impulsionado pelo derretimento do gelo marinho, mas que efeito poderá ter nas futuras alterações climáticas?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/melting-sea-ice-drives-previously-unknown-natural-process-that-seeds-cloud-formation-in-the-arctic-1786459079152.jpeg" data-image="mder7z80p5e0" alt="Melting sea ice drives previously unknown natural process that seeds cloud formation in the Arctic" title="Melting sea ice drives previously unknown natural process that seeds cloud formation in the Arctic"><figcaption>Os investigadores descobriram um novo processo que poderá ter impacto no clima, ao alterar a cobertura de nuvens, a reflexão da luz solar e as futuras alterações climáticas. Imagem: Adobe.</figcaption></figure><p>À medida que as alterações climáticas derretem o gelo do Ártico, as suas margens expostas estão a revelar um processo natural até então desconhecido que <strong>está a aumentar o número de partículas formadoras de nuvens na região</strong>.</p><p>Estas partículas poderão ter um <strong>impacto significativo no clima</strong>, alterando a cobertura de nuvens, a reflexão da luz solar e as futuras alterações climáticas.</p><h2>O derretimento do gelo do Ártico liberta partículas que servem de "sementes" para a formação de nuvens</h2><p>Liderado pela Universidade de Birmingham, o estudo apresenta a primeira evidência no mundo real de que, na zona de transição entre o gelo marinho do Ártico e o oceano aberto, a vida marinha e a luz solar se combinam para libertar <strong>uma mistura química que "semeia" o céu com partículas formadoras de nuvens</strong>.</p><p>Uma mistura de iodo, enxofre e compostos orgânicos de origem natural é libertada, dando origem a novas partículas atmosféricas. Perto da borda do gelo, o número de partículas capazes de formar gotículas de nuvem <strong>aumentou cinquenta vezes num dia</strong>.</p><div class="texto-destacado">"As nossas descobertas constituem a primeira validação no mundo real de um mecanismo de química atmosférica recentemente identificado, que envolve oxoácidos de iodo e ácido sulfúrico", afirmou o Dr. James Brean, professor assistente de Química Atmosférica em Birmingham. "Até agora, este processo só tinha sido demonstrado em experiências laboratoriais na câmara CLOUD do CERN".</div><p>E à medida que as temperaturas mais quentes continuam a derreter o gelo, uma parte cada vez maior da orla do gelo fica exposta e são libertadas mais partículas, <strong>o que pode alterar a cobertura de nuvens e afetar o equilíbrio radiativo da Terra</strong>.</p><h2>Descoberto novo composto atmosférico</h2><p>Foram também descobertas <strong>moléculas orgânicas oxigenadas contendo iodo (I-OOMs)</strong>. Esta nova classe de compostos atmosféricos parece desempenhar um papel importante ao ajudar as partículas recém-formadas a crescerem o suficiente para influenciar as nuvens.</p><p>Brean acrescentou: "Estes compostos recém-identificados ajudam as partículas pequenas a transformarem-se em partículas maiores, capazes de servir de sementes para as nuvens — acreditamos que esta seja<strong> a primeira vez que tais moléculas são observadas, o que sugere novas e importantes vias para a química do iodo.</strong><strong>"</strong></p><p>Estas novas partículas formavam-se normalmente em maior quantidade em dias de sol, quando os compostos emitidos para a atmosfera sofrem transformações químicas sob a luz solar, <strong>o que sugere que o processo é comum nesta parte do Ártico</strong>. Incluem uma combinação de compostos de iodo libertados pelo oceano, pelo gelo marinho e pelas zonas costeiras; dimetilsulfureto proveniente de plantas marinhas e algas; e compostos orgânicos libertados naturalmente pelo oceano ou pela terra.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/melting-sea-ice-drives-previously-unknown-natural-process-that-seeds-cloud-formation-in-the-arctic-1786459437569.jpeg" data-image="upv21r2ndo37" alt="Melting sea ice drives previously unknown natural process that seeds cloud formation in the Arctic" title="Melting sea ice drives previously unknown natural process that seeds cloud formation in the Arctic"><figcaption>As nuvens desempenham um papel fundamental na determinação da quantidade de calor que é retida ou refletida: nuvens mais numerosas ou mais espessas podem acelerar o derretimento do gelo, ao mesmo tempo que arrefecem o oceano aberto. Imagem: Adobe.</figcaption></figure><p>Zongbo Shi, professor de Biogeoquímica Atmosférica em Birmingham, afirmou que a descoberta é importante "porque estas novas partículas podem influenciar as nuvens, que desempenham um papel fundamental na determinação da quantidade de calor retida ou refletida. A presença de <strong>mais nuvens ou de nuvens mais densas na estação de aquecimento poderá potencialmente acelerar o derretimento do gelo</strong>, ao mesmo tempo que arrefece o oceano aberto."</p><p>Acrescentou ainda: "O Ártico aqueceu mais de três vezes mais depressa do que a média global nos últimos 40 anos, tornando-se uma das regiões mais sensíveis da Terra às alterações climáticas.<strong> Compreender como as emissões naturais influenciam as nuvens é fundamental para prever as alterações climáticas nesta região</strong>. A nossa descoberta ajudará os modelos climáticos a compreender melhor como as alterações climáticas estão a afetar o Ártico e como a própria região influencia o clima global."</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775445" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/frequencia-de-ondas-de-calor-marinhas-no-artico-duplica-o-ritmo-global-desde-a-decada-de.html" title="Frequência de ondas de calor marinhas no Ártico duplica o ritmo global desde a década de 1980">Frequência de ondas de calor marinhas no Ártico duplica o ritmo global desde a década de 1980</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/frequencia-de-ondas-de-calor-marinhas-no-artico-duplica-o-ritmo-global-desde-a-decada-de.html" title="Frequência de ondas de calor marinhas no Ártico duplica o ritmo global desde a década de 1980"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frequencia-de-ondas-de-calor-marinhas-no-artico-duplica-o-ritmo-global-desde-a-decada-de-1782826286901_320.png" alt="Frequência de ondas de calor marinhas no Ártico duplica o ritmo global desde a década de 1980"></a></article></aside><p>Os efeitos mais marcantes foram observados na zona marginal de gelo, <strong>uma faixa estreita onde o oceano aberto se encontra com o gelo marinho em derretimento </strong>e onde as algas marinhas são mais produtivas. À medida que o gelo marinho do Ártico recua, esta faixa está a tornar-se mais larga.</p><p>E como este processo não está contemplado nos modelos climáticos atuais, <strong>a sua influência na região ainda não é tida em conta nas projeções</strong>, pelo que a equipa está agora a trabalhar para incluir este aspeto.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Mao%2C%20D.%2C%20et%20al" data-year="2026" data-title="Arctic%20cloud%20condensation%20nuclei%20enhanced%20by%20iodine%2C%20sulfur%20and%20organic%20precursors" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41561-026-02062-6">Mao, D., et al. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41561-026-02062-6" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Arctic cloud condensation nuclei enhanced by iodine, sulfur and organic precursors</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/derretimento-do-gelo-impulsiona-um-processo-natural-ate-agora-desconhecido-que-da-origem-a-formacao-de-nuvens-no-artico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal com chuva no horizonte: o primeiro golpe na seca chegará entre 17 e 31 de agosto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-com-chuva-no-horizonte-o-primeiro-golpe-na-seca-chegara-entre-17-e-31-de-agosto.html</link><pubDate>Thu, 13 Aug 2026 15:29:29 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A previsão a longo prazo indica a possibilidade de chuva acima da média nas últimas semanas do mês de agosto, de acordo com o modelo ECMWF. Confira aqui a previsão!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-com-chuva-no-horizonte-o-primeiro-golpe-na-seca-chegara-entre-17-e-31-de-agosto-1786623753875.jpg" data-image="ief5wa11ofkl" alt="chuva em agosto" title="chuva em agosto"><figcaption>A última quinzena de agosto poderá contar com chuva acima da média. Primeiro no Sul, depois no restante país.</figcaption></figure><p><strong>Agosto tem sido um mês seco e soalheiro e com temperaturas típicas de verão, com algumas exceções</strong>, onde alguns distritos contaram e contam com aviso amarelo de tempo quente, tal como o arquipélago da Madeira, e outros contam com temperaturas um pouco abaixo da média, especialmente no litoral Norte e Centro.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Além das exceções nas temperaturas, houve ainda a <strong>ocorrência de aguaceiros fracos e dispersos também no Norte e Centro do país</strong>, sendo esperado que o mesmo volte a acontecer já a partir de amanhã, nas mesmas regiões, mantendo o resto do território sob condições mais estáveis.</p><h2>Segunda quinzena de agosto com mais chuva que o normal</h2><p>A mais recente atualização do modelo europeu, ECMWF, aposta numa <strong>anomalia positiva de precipitação para as duas últimas semanas deste mês</strong> de agosto. O que é que isto significa?</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-com-chuva-no-horizonte-o-primeiro-golpe-na-seca-chegara-entre-17-e-31-de-agosto-1786624038596.jpg" data-image="jg33su0zoo04" alt="anomalia de precipitação" title="anomalia de precipitação"><figcaption>A última semana de agosto poderá contar com ocorrência de chuva acima da média em boa parte do território português.</figcaption></figure><p>Como já explicamos em previsões anteriores, uma anomalia de precipitação não significa que, por si só, vai chover mais ou menos. <strong>As anomalias são desvios da média de um determinado fator</strong>. Neste caso, analisamos a precipitação, face à sua média e respetivos desvios.</p><p>Ao que tudo indica, a<strong> semana entre 17 a 24 de agosto</strong> contará com valores de precipitação normais (dentro da média) nas regiões Norte e Centro e no Grupo Oriental dos Açores. No entanto, na região Sul do continente, assim como no arquipélago da Madeira, os valores indicam a <strong>possibilidade de precipitação acima da média</strong>, com uma probabilidade de até 10%. Já nos restantes grupos dos Açores (Ocidental e Central), esta anomalia será negativa, indicando valores abaixo da média, também com uma probabilidade de até 10%.</p><h2>Mais chuva na última semana do mês?</h2><p>Segundo os dados atuais para a semana compreendida entre os dias 24 e 31 de agosto, demonstrados no mapa acima, <strong>uma boa parte do continente português, assim como o arquipélago da Madeira, contarão com uma anomalia de precipitação positiva</strong>, com possibilidade de chuva acima da média de até 10%. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783495" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-persiste-ate-sabado-em-4-distritos-de-portugal-mas-trovoadas-podem-comecar-a-estalar-em-breve-no-nosso-pais.html" title="Calor persiste até sábado em 4 distritos de Portugal, mas trovoadas podem começar a “estalar” em breve no nosso país">Calor persiste até sábado em 4 distritos de Portugal, mas trovoadas podem começar a “estalar” em breve no nosso país</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-persiste-ate-sabado-em-4-distritos-de-portugal-mas-trovoadas-podem-comecar-a-estalar-em-breve-no-nosso-pais.html" title="Calor persiste até sábado em 4 distritos de Portugal, mas trovoadas podem começar a “estalar” em breve no nosso país"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-persiste-ate-sabado-em-4-distritos-de-portugal-mas-trovoadas-podem-comecar-a-estalar-em-breve-no-nosso-pais-1786622991295_320.png" alt="Calor persiste até sábado em 4 distritos de Portugal, mas trovoadas podem começar a “estalar” em breve no nosso país"></a></article></aside><p> Apenas uma <strong>pequena porção do território continental no Alentejo poderá contar com valores dentro da média, assim como o Grupo Oriental dos Açores</strong>. Ainda neste arquipélago, os restantes grupos podem contar com valores abaixo da média, com possibilidade de chuva até menos 10%.</p><p>Estas<strong> anomalias deverão ser menos evidentes nas semanas seguintes</strong>, no entanto, e tendo em conta a distância temporal, aconselhamos que se mantenho atento às próximas atualizações em tempo.pt.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-com-chuva-no-horizonte-o-primeiro-golpe-na-seca-chegara-entre-17-e-31-de-agosto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tendências a 10 dias em Portugal: calor perto dos 40 ºC, trovoadas fortes e chuva poderão marcar os próximos dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-a-10-dias-em-portugal-calor-perto-dos-40-c-trovoadas-fortes-e-chuva-poderao-marcar-os-proximos-dias.html</link><pubDate>Thu, 13 Aug 2026 14:15:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os próximos 10 dias prometem fortes contrastes em Portugal. O calor poderá levar os termómetros aos 40 ºC, mas haverá também trovoadas e, mais tarde, uma descida das temperaturas acompanhada por possíveis períodos de chuva.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-calor-perto-dos-40-c-trovoadas-fortes-e-chuva-poderao-marcar-os-proximos-dias-1786618716612.jpg" data-image="pdoq4chhavzk" alt="1o dias de contrastes meteorológicos" title="1o dias de contrastes meteorológicos"> <figcaption>Portugal prepara-se para 10 dias de fortes contrastes meteorológicos. O calor poderá levar os termómetros aos 40 ºC, mas as trovoadas também vão marcar presença. Na reta final, a tendência aponta para um arrefecimento generalizado e para o regresso da chuva a algumas regiões.</figcaption></figure><p><strong>Os próximos 10 dias prometem várias mudanças no estado do tempo em Portugal continental. </strong>O calor intenso continuará a dominar em alguns períodos, mas a instabilidade também ganhará protagonismo, com trovoadas já no fim de semana, sinais de chuva e descida das temperaturas na reta final do periodo de previsão.</p><h2>Quinta e sexta-feira haverá calor intenso, sobretudo no interior</h2><p>Nesta <strong>quinta-feira, dia 13, e sexta-feira, dia 14</strong>, as temperaturas mantêm-se elevadas em grande parte do país. As anomalias positivas serão particularmente expressivas no interior Norte, sobretudo nos distritos de <strong>Bragança e Vila Real</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-calor-perto-dos-40-c-trovoadas-fortes-e-chuva-poderao-marcar-os-proximos-dias-1786617547810.png" data-image="5io7ysh8v59g" alt="Anomalia da Temperatura" title="Anomalia da Temperatura"><figcaption>O calor destaca-se esta quinta-feira, com anomalias positivas muito expressivas no interior Norte. Em algumas zonas de Bragança e Vila Real, as temperaturas poderão ficar vários graus acima do normal para esta altura do ano.</figcaption></figure><p>Hoje (13), as máximas poderão atingir <strong>39 ºC em Beja e Castelo Branco</strong> e cerca de <strong>38 ºC no Vale do Tejo</strong>. Em contrapartida, distritos como Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria e Santarém apresentarão, durante as horas de maior calor, valores mais próximos do habitual para agosto.</p><h2>Uma depressão traz trovoadas no fim de semana</h2><p>A partir de sexta-feira, uma <strong>depressão com ar mais frio em altitude</strong> deverá desenvolver-se sobre a Península Ibérica. A interação com o ar muito quente presente nas camadas inferiores da atmosfera criará condições favoráveis ao desenvolvimento de <strong>aguaceiros e trovoadas, localmente fortes</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-calor-perto-dos-40-c-trovoadas-fortes-e-chuva-poderao-marcar-os-proximos-dias-1786617715080.png" data-image="d7zvl4i45lh5" alt="Densidade de raios (#/km^2)" title="Densidade de raios (#/km^2)"><figcaption>A instabilidade aumenta no sábado, com condições favoráveis à formação de trovoadas no Norte e Centro. O Nordeste Transmontano poderá concentrar os núcleos mais ativos, com densidades superiores a 20 raios/km² em alguns pontos.</figcaption></figure><p>A atividade deverá concentrar-se sobretudo nas tardes de sexta-feira, sábado e domingo. O <strong>Nordeste Transmontano</strong> surge como uma das regiões mais expostas. A previsão da Meteored prevê núcleos com densidade superior a <strong>20 raios/km² por hora</strong>. No domingo, a instabilidade deverá tornar-se mais dispersa, podendo alcançar também algumas áreas do Sul.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Durante o fim-de-semana (15 e 16), as temperaturas descem no interior, afastando-se temporariamente dos 39–40 ºC, enquanto o litoral poderá aquecer ligeiramente.</p><h2>Segunda-feira volta a aproximar os termómetros dos 40 ºC</h2><p>A pausa no calor intenso poderá ser curta. Na <strong>segunda-feira, dia 17</strong>, as temperaturas voltam a subir, com vários locais a aproximarem-se dos <strong>39–40 ºC</strong>, especialmente no distrito de Santarém e no Vale do Tejo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-calor-perto-dos-40-c-trovoadas-fortes-e-chuva-poderao-marcar-os-proximos-dias-1786617861821.png" data-image="5suo2k2gctqz" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O calor deverá intensificar-se novamente na segunda-feira. O Vale do Tejo surge entre as regiões mais quentes, com alguns locais a poderem aproximar-se dos 39 a 40 ºC durante a tarde.</figcaption></figure><p>Este novo período muito quente poderá prolongar-se até <strong>quarta-feira, dia 19</strong>, embora a incerteza aumente progressivamente com o horizonte temporal.</p><h2>De 20 a 23 de agosto: arrefecimento e possível regresso da chuva</h2><p>A partir de <strong>quinta-feira, dia 20</strong>, as atuais tendências apontam para uma mudança. As temperaturas deverão descer de forma generalizada, aproximando-se progressivamente dos <strong>valores normais para esta fase de agosto</strong>, sem indicação, por agora, de frio anómalo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-calor-perto-dos-40-c-trovoadas-fortes-e-chuva-poderao-marcar-os-proximos-dias-1786617945609.jpg" data-image="i6zfclmb3x3a" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>A partir de quinta-feira poderá começar uma mudança no padrão atmosférico, com descida generalizada das temperaturas e possibilidade de precipitação em algumas regiões do interior. A tendência de maior instabilidade poderá prolongar-se nos dias seguintes.</figcaption></figure><p>Esta transição poderá também ser acompanhada por maior instabilidade. O ECMWF sinaliza <strong>possibilidade de precipitação no interior já no dia 20</strong>, mantendo algum sinal de chuva nos dias <strong>22 e 23</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783356" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alivio-termico-na-semana-de-17-a-23-de-agosto-podera-haver-dias-com-temperaturas-ideais-para-a-epoca-do-ano.html" title="Alívio térmico: na semana de 17 a 23 de agosto poderá haver dias com temperaturas 'ideais' para a época do ano">Alívio térmico: na semana de 17 a 23 de agosto poderá haver dias com temperaturas "ideais" para a época do ano</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alivio-termico-na-semana-de-17-a-23-de-agosto-podera-haver-dias-com-temperaturas-ideais-para-a-epoca-do-ano.html" title="Alívio térmico: na semana de 17 a 23 de agosto poderá haver dias com temperaturas 'ideais' para a época do ano"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alivio-termico-na-semana-de-17-a-23-de-agosto-havera-dias-com-temperaturas-baixas-para-a-epoca-do-ano-1786538550486_320.jpg" alt="Alívio térmico: na semana de 17 a 23 de agosto poderá haver dias com temperaturas 'ideais' para a época do ano"></a></article></aside><p>A esta distância, porém, não é possível definir com rigor a localização ou intensidade da precipitação. Ainda assim, a tendência desenha uma sequência dinâmica até dia 23: <strong>calor intenso, trovoadas, novo pico térmico e, finalmente, possível arrefecimento acompanhado por chuva.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-a-10-dias-em-portugal-calor-perto-dos-40-c-trovoadas-fortes-e-chuva-poderao-marcar-os-proximos-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Trovoadas entre sexta 14 e domingo 16: as zonas mais expostas à passagem de uma perturbação]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/trovoadas-entre-sexta-14-e-domingo-16-as-zonas-mais-expostas-a-passagem-de-uma-perturbacao.html</link><pubDate>Thu, 13 Aug 2026 13:11:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os dias secos e soalheiros podem ter as horas contadas em Portugal Continental. A formação de uma cavado poderá resultar em episódios localizados de trovoada e chuva. Saiba onde!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaxe9vi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaxe9vi.jpg" id="xaxe9vi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal Continental poderá contar com alguma <strong>instabilidade atmosférica</strong> a partir de amanhã, sexta-feira, devido à <strong>formação de um cavado</strong>, como é percetível no mapa animado acima, que poderá resultar na ocorrência de trovoada e chuva no Norte e Centro do país.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Ainda assim, a chuva é esperada apenas para sábado e essencialmente para o Nordeste Transmontano. Já <strong>a trovoada poderá abranger mais áreas</strong>, como podemos observar no mapa abaixo.</p><h2>Sexta-feira sem previsão de chuva, mas trovoada pode ocorrer</h2><p>Entre as 12h e as 20h de amanhã, sexta-feira, poderá dar-se a <strong>ocorrência de trovoada nas regiões Norte e Centro</strong>, especialmente nas cidades do interior. Esta instabilidade atmosférica dever-se-á à formação de um cavado pouco profundo, como referimos acima, que atravessará parte da nossa geografia entre sexta e sábado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/trovoadas-entre-sexta-14-e-domingo-16-as-zonas-mais-expostas-a-passagem-de-uma-perturbacao-1786618699291.png" data-image="3nx8s6rk9gw5" alt="densidade de raios; trovoada" title="densidade de raios; trovoada"><figcaption>Entre sexta-feira e sábado espera-se a ocorrência de trovoada em vários pontos das regiões Norte e Centro, com maior expressão no Nordeste Transmontano, onde no sábado poderá ocorrer ainda chuva forte.</figcaption></figure><p>No entanto, e apesar desta previsão de trovoada, não há previsão de chuva para este dia, ocorrendo, assim, <strong>trovoada seca em ambas as regiões</strong>, podendo esta contribuir para a elevação do risco de incêndio.</p><h2>No sábado poderá dar-se um agravamento do estado do tempo no Nordeste Transmontano</h2><p>No sábado dar-se-á um aumento da nebulosidade em boa parte do país e alguns aguaceiros fracos e dispersos poderão surgir no Norte e Centro do país, <strong>concentrando-se de forma mais expressiva no Nordeste Transmontano ao longo da tarde</strong>, especialmente entre Argozelo e Rio Frio, onde os episódios deverão ser mais intensos.</p><p>Esta chuva será acompanhada de trovoada forte, na mesma zona. O mapa acima mostra que <strong>o distrito de Bragança poderá ser o mais afetado por esta perturbação</strong>, no entanto, no noroeste, a trovoada também poderá ser evidente, assim como noutras zonas a oeste da Barreira de Condensação.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783495" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-persiste-ate-sabado-em-4-distritos-de-portugal-mas-trovoadas-podem-comecar-a-estalar-em-breve-no-nosso-pais.html" title="Calor persiste até sábado em 4 distritos de Portugal, mas trovoadas podem começar a “estalar” em breve no nosso país">Calor persiste até sábado em 4 distritos de Portugal, mas trovoadas podem começar a “estalar” em breve no nosso país</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-persiste-ate-sabado-em-4-distritos-de-portugal-mas-trovoadas-podem-comecar-a-estalar-em-breve-no-nosso-pais.html" title="Calor persiste até sábado em 4 distritos de Portugal, mas trovoadas podem começar a “estalar” em breve no nosso país"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-persiste-ate-sabado-em-4-distritos-de-portugal-mas-trovoadas-podem-comecar-a-estalar-em-breve-no-nosso-pais-1786622991295_320.png" alt="Calor persiste até sábado em 4 distritos de Portugal, mas trovoadas podem começar a “estalar” em breve no nosso país"></a></article></aside><p>No <strong>domingo, a instabilidade poderá permanecer</strong>, com previsão de ocorrência de chuva fraca e irregular e com possibilidade de trovoada também no Norte e Centro, ainda que a <strong>Guarda possa registar uma maior densidade de raios por km</strong>.</p><p>Este tipo de fenómenos é bastante variável pelo que <strong>as áreas indicadas no mapa poderão variar, assim como a intensidade</strong>. Com isto, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações em tempo.pt.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/trovoadas-entre-sexta-14-e-domingo-16-as-zonas-mais-expostas-a-passagem-de-uma-perturbacao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calor persiste até sábado em 4 distritos de Portugal, mas trovoadas podem começar a “estalar” em breve no nosso país]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-persiste-ate-sabado-em-4-distritos-de-portugal-mas-trovoadas-podem-comecar-a-estalar-em-breve-no-nosso-pais.html</link><pubDate>Thu, 13 Aug 2026 12:13:31 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O tempo em Portugal continental nos próximos dias será geralmente estável, seco e predominantemente soalheiro. Não obstante, haverá um aumento da tendência para trovoadas em algumas zonas, bem como persistência do aviso amarelo de tempo quente em 4 distritos.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaxesae"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaxesae.jpg" id="xaxesae"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A atual situação sinóptica está a ser marcada pela presença de uma região anticiclónica, que se estende aos Açores e à Madeira, e por uma depressão térmica no interior da Península Ibérica.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp.</a></strong> Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Esta configuração mantém o tempo quente, sobretudo nas regiões do interior e no Algarve esta <strong>quinta-feira (13), estando o aviso amarelo em vigor para 9 distritos: Vila Real, Viseu, Bragança, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora, Beja e Faro</strong> devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima.</p><h2>O estado do tempo vai alterar-se gradualmente nos próximos dias</h2><p><strong>O estado do tempo em Portugal continental até sábado (15) será geralmente caracterizado por céu pouco nublado ou limpo</strong>, embora com períodos de maior nebulosidade no litoral ocidental durante as manhãs, podendo persistir localmente a norte do Cabo Raso.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-persiste-ate-sabado-em-4-distritos-de-portugal-mas-trovoadas-podem-comecar-a-estalar-em-breve-no-nosso-pais-1786622255191.png" data-image="zxmafnejiwzb"><figcaption>Atual configuração sinóptica que proporciona tempo geralmente estável, seco e soalheiro a Portugal continental.</figcaption></figure><p>Prevê-se que o vento sopre geralmente fraco a moderado do quadrante norte, rodando temporariamente para oeste durante as tardes, podendo ser pontualmente forte na faixa costeira ocidental e nas terras altas. Adicionalmente, prevê-se ainda a formação de nevoeiro matinal, especialmente no litoral ocidental.</p><p>De acordo com os mapas de referência da Meteored, entre sexta-feira (14) e sábado (15), uma ondulação mais pronunciada do escoamento associado ao jato polar poderá alterar progressivamente a situação sinóptica, permitindo a <strong>aproximação de um cavado pouco profundo isolado em altitude</strong>, que deslizará pelo flanco oriental da região anticiclónica: a sua formação torna-se evidente nas ao observarmos as camadas de vento e geopotencial a 300 hPa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-persiste-ate-sabado-em-4-distritos-de-portugal-mas-trovoadas-podem-comecar-a-estalar-em-breve-no-nosso-pais-1786621804368.png" data-image="76eillkuutmg"><figcaption>Observa-se um cavado pouco profundo mas suficientemente pronunciado para produzir um aumento da instabilidade atmosférica, especialmente no sábado (15), sobre várias regiões da Península Ibérica, incluindo em Portugal continental.</figcaption></figure><p>A entrada de ar relativamente mais frio em altitude, sobre uma camada inferior ainda quente, irá contribuir para um aumento da instabilidade atmosférica. Assim, na tarde de sexta-feira (14) prevê-se um aumento temporário da nebulosidade no <strong>interior Norte, com possibilidade de aguaceiros e trovoadas, sobretudo nas serras e montanhas setentrionais</strong>.</p><p>Os nossos mapas indicam ainda que <strong>no sábado (15) a instabilidade deverá estender-se também ao interior Centro, com possibilidade de aguaceiros e trovoadas, embora algumas possam ser localmente fortes e não se excluindo o risco de queda de granizo</strong>. Refira-se ainda a possibilidade de algumas células convectivas afetarem zonas a oeste ou a sul do principal foco de instabilidade (que consiste nos distritos de Vila Real, Viseu, Bragança e Guarda e outras zonas montanhosas do Norte e Centro).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-persiste-ate-sabado-em-4-distritos-de-portugal-mas-trovoadas-podem-comecar-a-estalar-em-breve-no-nosso-pais-1786622043332.png" data-image="eb0pijntlzka"><figcaption>Possível distribuição das descargas elétricas atmosféricas às 15:00 do próximo sábado, 15 de agosto.</figcaption></figure><p><strong>O modelo de maior confiança da Meteored - o ECMWF - prevê uma descida das temperaturas máximas entre sexta-feira (14) e sábado (15)</strong>, acompanhada por uma redução da área geográfica abrangida pelos valores mais elevados.</p><p>Não obstante, algumas zonas do interior vão continuar a registar temperaturas suficientemente elevadas para justificar a manutenção do aviso de tempo quente. <strong>A mais recente atualização do IPMA mantém para sábado (15) o aviso amarelo em 4 distritos: Vila Real, Bragança, Guarda e Castelo Branco</strong>.</p><h2>Aviso amarelo de tempo quente prolonga-se até sábado, 15 de agosto, em 4 distritos</h2><p>Na tabela abaixo pode-se observar a evolução prevista dos valores de temperatura máxima para sexta-feira (14) e sábado (15) nas capitais distritais e principais localidades dos distritos sob aviso amarelo de tempo quente.</p><table><thead><tr><th>Cidade, vila ou povoação</th><th>Temperatura Máxima Sexta-feira, 14 de agosto</th><th>Temperatura Máxima Sábado, 15 de agosto</th></tr></thead><tbody><tr><td>Bragança</td><td>35 ºC</td><td>30 ºC</td></tr><tr><td>Mirandela</td><td>39 ºC</td><td>35 ºC</td></tr><tr><td>Macedo de Cavaleiros</td><td>36</td><td>32 ºC</td></tr><tr><td>Vila Real</td><td>33 ºC</td><td>33 ºC</td></tr><tr><td>Peso da Régua</td><td>34 ºC</td><td>36 ºC</td></tr><tr><td>Chaves</td><td>36 ºC</td><td>34 ºC</td></tr><tr><td>Guarda</td><td>32 ºC</td><td>30 ºC</td></tr><tr><td>Figueira de Castelo Rodrigo</td><td>36 ºC</td><td>34 ºC</td></tr><tr><td>Mêda</td><td>35 ºC</td><td>32 ºC</td></tr><tr><td>Castelo Branco</td><td>36 ºC</td><td>33 ºC</td></tr><tr><td>Covilhã</td><td>35 ºC</td><td>32 ºC</td></tr><tr><td>Fundão</td><td>36 ºC</td><td>33 ºC</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Fonte: Mapas da Meteored.</td></tr></tbody></table><p>Verifica-se, entre sexta-feira (14) e sábado (15), na grande maioria das localidades analisadas uma <strong>descida significativa dos valores das temperaturas máximas, geralmente entre 2 e 5 ºC</strong>, apesar da evolução variar conforme fatores como a altitude, exposição, circulação atmosférica e características orográficas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783404" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/fim-de-semana-com-tempo-variavel-nos-acores-e-madeira-chuva-regressa-e-temperaturas-chegam-aos-28-c.html" title="Fim de semana com tempo variável nos Açores e Madeira: chuva regressa e temperaturas chegam aos 28 ºC">Fim de semana com tempo variável nos Açores e Madeira: chuva regressa e temperaturas chegam aos 28 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/fim-de-semana-com-tempo-variavel-nos-acores-e-madeira-chuva-regressa-e-temperaturas-chegam-aos-28-c.html" title="Fim de semana com tempo variável nos Açores e Madeira: chuva regressa e temperaturas chegam aos 28 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-com-tempo-variavel-nos-acores-e-madeira-chuva-regressa-e-temperaturas-chegam-aos-28-c-1786561785312_320.png" alt="Fim de semana com tempo variável nos Açores e Madeira: chuva regressa e temperaturas chegam aos 28 ºC"></a></article></aside><p>Destacam-se Vila Real, que deverá manter os 33 ºC de máxima em ambas as jornadas, e Peso da Régua, onde a máxima poderá subir de 34 para 36 ºC, seguindo um rumo contrário ao da tendência dominante.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-persiste-ate-sabado-em-4-distritos-de-portugal-mas-trovoadas-podem-comecar-a-estalar-em-breve-no-nosso-pais-1786622116553.png" data-image="7k164zag98rt"><figcaption>Para sexta-feira (14) ainda se prevê que muitas zonas do país registem temperaturas máximas iguais ou superiores a 35 ºC.</figcaption></figure><p>Ainda no que toca à evolução das temperaturas, a passagem do cavado sobre a geografia da Península Ibérica e a entrada de ar relativamente mais frio em altitude ajudam a explicar <strong>a descida das temperaturas e o aumento da instabilidade no interior</strong>. Mesmo assim, esta alteração no panorama meteorológico não será suficiente para dissipar o tempo quente em todas as áreas abrangidas pelos avisos.</p><p><strong>A continuidade do aviso amarelo nos 4 distritos é resultante da previsão de persistência de temperaturas máximas elevadas em determinadas áreas</strong>. A distribuição térmica poderá ser muito condicionada pela altitude, exposição das vertentes, formato dos vales e grau de abrigo relativamente ao vento. Deste modo, algumas zonas irão continuar a alcançar valores elevados apesar da tendência generalizada para uma maior frescura do tempo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-persiste-ate-sabado-em-4-distritos-de-portugal-mas-trovoadas-podem-comecar-a-estalar-em-breve-no-nosso-pais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tigre-siberiano é solto na natureza no Cazaquistão quase 80 anos após extinção]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tigre-siberiano-e-solto-na-natureza-no-cazaquistao-quase-80-anos-apos-extincao.html</link><pubDate>Thu, 13 Aug 2026 07:33:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Fêmea chamada Umit foi libertada em reserva no sul do país após meses de adaptação; projeto procura reconstruir população selvagem e recuperar ecossistema histórico da Ásia Central.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tigre-siberiano-e-solto-na-natureza-no-cazaquistao-quase-80-anos-apos-extincao-1786286424049.jpg" data-image="i1qjyei6mfrt" alt="Tigre-siberiano chamado Umit foi solto na natureza no Cazaquistão quase 80 anos após espécie ser declarada extinta Imagem: Divulgação/Governo do Cazaquistão… - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2026/08/07/cazaquistao-solta-tigre-na-natureza-quase-80-anos-apos-especie-ser-extinta.ghtm?shem=dsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4&cmpid=copiaecola" title="Tigre-siberiano chamado Umit foi solto na natureza no Cazaquistão quase 80 anos após espécie ser declarada extinta Imagem: Divulgação/Governo do Cazaquistão… - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2026/08/07/cazaquistao-solta-tigre-na-natureza-quase-80-anos-apos-especie-ser-extinta.ghtm?shem=dsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4&cmpid=copiaecola"><figcaption> Tigre-siberiano chamado Umit foi solto na natureza no Cazaquistão quase 80 anos após a espécie ser declarada extinta. Crédito: Divulgação/Governo do Cazaquistão</figcaption></figure><p>Quase 80 anos após a extinção do tigre no país, <strong>o Cazaquistão voltou a registar a presença do animal no seu habitat natural</strong>. Uma fêmea de<strong> tigre-siberiano</strong> foi solta na Reserva Natural de Ile-Balkhash, no sul do território, como parte de um programa governamental de reintrodução da espécie.</p><p>Chamada<strong> Umit, a tigresa foi transferida da Rússia para o Cazaquistão em maio</strong>. Desde então, permaneceu sob acompanhamento de especialistas, que avaliaram a sua capacidade de sobreviver de forma independente. O animal recebeu uma coleira de rastreamento com tecnologia GPS/GSM e será monitorizado 24 horas por dia por satélite e armadilhas fotográficas.</p><p>Os últimos registos confirmados de <strong>tigres no Cazaquistão datam de 1948</strong>. Agora, as autoridades esperam que um macho, também trazido da Rússia, seja libertado em breve. Outros dois animais deverão ser soltos aproximadamente dentro de um ano.</p><h2>Projeto procura recuperar população selvagem da espécie</h2><p>Segundo o ministro da Ecologia e Recursos Naturais do Cazaquistão, Yerlan Nyssanbayev, a <strong>libertação</strong><strong> é o resultado de mais de uma década de trabalho</strong> a envolver órgãos do governo, cientistas, especialistas russos e parceiros internacionais.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>“Temos um grande trabalho pela frente na monitorização dos tigres e na formação de uma população sustentável, mas hoje demos o primeiro e mais importante passo”, afirmou o ministro.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Se o projeto for bem-sucedido, <strong>o Cazaquistão poderá tornar-se o primeiro país do mundo a restabelecer com sucesso uma população de tigres selvagens</strong> numa região onde esses animais tinham sido completamente extintos.</p><h2>Reserva foi escolhida por características do habitat</h2><p>A <strong>Reserva Natural Estadual de Ile-Balkhash </strong>foi escolhida devido às suas características ambientais. A região fazia parte do habitat histórico do tigre-do-cáspio, um dos maiores predadores da Ásia Central e pertencente à mesma subespécie do tigre-siberiano.</p><p>As matas de galeria da região e a disponibilidade de presas ofereciam<strong> condições favoráveis para a sobrevivência dos grandes felinos</strong>.<strong> </strong>Porém, a partir de meados do século XX, a caça, a destruição do habitat e a redução da população de presas contribuíram para o desaparecimento dos tigres no país.</p><h2>Preparação levou mais de uma década</h2><p>A reintrodução exigiu uma <strong>série de medidas para preparar o ambiente e garantir a adaptação dos animais</strong>. Entre elas estão a criação da reserva, a recuperação da base alimentar e a construção de recintos destinados ao abrigo e à adaptação dos tigres.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tigre-siberiano-e-solto-na-natureza-no-cazaquistao-quase-80-anos-apos-extincao-1786286557334.jpg" data-image="rc9736fe7xla" alt="A região foi, historicamente, o ecossistema natural do tigre-do-cáspio, um dos maiores predadores da Ásia Central… - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2026/08/07/cazaquistao-solta-tigre-na-natureza-quase-80-anos-apos-especie-ser-extinta.ghtm?shem=dsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4&cmpid=copiaecola" title="A região foi, historicamente, o ecossistema natural do tigre-do-cáspio, um dos maiores predadores da Ásia Central… - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2026/08/07/cazaquistao-solta-tigre-na-natureza-quase-80-anos-apos-especie-ser-extinta.ghtm?shem=dsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4&cmpid=copiaecola"><figcaption> A região foi, historicamente, o ecossistema natural do tigre-do-cáspio, um dos maiores predadores da Ásia Central. Crédito: Divulgação/Governo do Cazaquistão</figcaption></figure><p>O país também investiu na infraestrutura necessária para o projeto e na implantação de um <strong>sistema permanente de monitorização científica</strong>. A estratégia é acompanhar de perto os animais e avaliar a sua adaptação ao ambiente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764103" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-emotivo-resgate-de-sona-o-ultimo-tigre-de-circo-de-portugal-inicia-agora-a-sua-recuperacao-em-espanha.html" title="O emotivo resgate de Sona, o último tigre de circo de Portugal: inicia agora a sua recuperação em Espanha">O emotivo resgate de Sona, o último tigre de circo de Portugal: inicia agora a sua recuperação em Espanha</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-emotivo-resgate-de-sona-o-ultimo-tigre-de-circo-de-portugal-inicia-agora-a-sua-recuperacao-em-espanha.html" title="O emotivo resgate de Sona, o último tigre de circo de Portugal: inicia agora a sua recuperação em Espanha"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-emotivo-resgate-de-sona-o-ultimo-tigre-de-circo-de-portugal-inicia-agora-a-sua-recuperacao-em-espanha-1776266701600_320.jpg" alt="O emotivo resgate de Sona, o último tigre de circo de Portugal: inicia agora a sua recuperação em Espanha"></a></article></aside><p>Com a chegada de novos indivíduos, as autoridades esperam formar<strong> uma população capaz de se reproduzir e sobreviver de maneira sustentável</strong>.<strong> </strong>O sucesso da iniciativa dependerá, entre outros fatores, da disponibilidade de presas, da preservação do habitat e do acompanhamento contínuo dos tigres.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="UOL" data-year="2026" data-title="Cientistas%20soltam%20tigre-siberiano%20na%20natureza%20quase%2080%20anos%20ap%C3%B3s%20extin%C3%A7%C3%A3o" data-url="https%3A%2F%2Fnoticias.uol.com.br%2Fmeio-ambiente%2Fultimas-noticias%2Fredacao%2F2026%2F08%2F07%2Fcazaquistao-solta-tigre-na-natureza-quase-80-anos-apos-especie-ser-extinta.ghtm%3Fshem%3Ddsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4">UOL. (2026). <a href="https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2026/08/07/cazaquistao-solta-tigre-na-natureza-quase-80-anos-apos-especie-ser-extinta.ghtm?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Cientistas soltam tigre-siberiano na natureza quase 80 anos após extinção</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tigre-siberiano-e-solto-na-natureza-no-cazaquistao-quase-80-anos-apos-extincao.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Fim de semana com tempo variável nos Açores e Madeira: chuva regressa e temperaturas chegam aos 28 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/fim-de-semana-com-tempo-variavel-nos-acores-e-madeira-chuva-regressa-e-temperaturas-chegam-aos-28-c.html</link><pubDate>Thu, 13 Aug 2026 06:11:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os próximos dias serão marcados por alguma variabilidade nos arquipélagos portugueses. O ECMWF antecipa períodos de chuva nos Açores e na Madeira, embora de forma irregular, num cenário acompanhado por temperaturas amenas a quentes e diferenças importantes entre ilhas e vertentes.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xax86si"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xax86si.jpg" id="xax86si"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os dois arquipélagos portugueses vão atravessar os próximos dias sob condições meteorológicas distintas, mas com um elemento em comum: <strong>a influência do Atlântico continuará a favorecer mudanças relativamente rápidas no estado do tempo</strong>.</p><p>As projeções do modelo ECMWF mostram períodos mais estáveis intercalados com passagens de nebulosidade e precipitação, enquanto as temperaturas se mantêm globalmente agradáveis. A distribuição da chuva será, contudo, bastante irregular, pelo que nem todas as ilhas serão afetadas da mesma forma.</p><h2>Açores: tempo relativamente tranquilo, mas com chuva a aparecer de forma irregular</h2><p>Na <strong>quinta-feira (13)</strong>, o arquipélago dos Açores deverá apresentar condições relativamente estáveis durante boa parte do dia. As temperaturas durante a tarde rondarão <strong>25 ºC em Ponta Delgada, 26 ºC em Angra do Heroísmo e 27 ºC na Horta</strong>, de acordo com o ECMWF.</p><p>Apesar do ambiente relativamente ameno, a circulação atlântica continuará presente e poderá transportar períodos de maior nebulosidade e alguns aguaceiros para determinadas ilhas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-com-tempo-variavel-nos-acores-e-madeira-chuva-regressa-e-temperaturas-chegam-aos-28-c-1786561595851.png" data-image="ac519yzgsyyw" alt="A chuva poderá atingir algumas ilhas dos Açores durante a sexta-feira" title="A chuva poderá atingir algumas ilhas dos Açores durante a sexta-feira"><figcaption>Precipitação prevista pelo modelo ECMWF para os Açores na sexta-feira, dia 14, pelas 13h. Fonte: Meteored.</figcaption></figure><p>A precipitação deverá apresentar uma distribuição bastante irregular, podendo afetar algumas ilhas enquanto outras permanecem praticamente sem chuva no mesmo período.</p><p>Na <strong>sexta-feira (14)</strong>, o cenário torna-se ligeiramente mais instável. O modelo mostra precipitação a alcançar sobretudo setores do Grupo Central, embora sem indicar, nestes mapas, um episódio generalizado ou particularmente intenso.</p><p>As temperaturas deverão variar pouco. Durante a tarde, a Horta poderá continuar próxima dos <strong>27 ºC</strong>, enquanto Angra do Heroísmo deverá rondar os <strong>25 ºC</strong> e Ponta Delgada igualmente cerca de <strong>25 ºC</strong>.</p><h2>Anticiclone ganha influência durante o fim de semana nos Açores</h2><p>A evolução prevista para sábado mostra um reforço da influência anticiclónica sobre a região. O ECMWF coloca um centro de altas pressões, com valores próximos dos <strong>1026 hPa</strong>, nas proximidades do arquipélago.</p><p>Esta configuração deverá contribuir para períodos de maior estabilidade, embora isso não signifique necessariamente céu completamente limpo em todas as ilhas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-com-tempo-variavel-nos-acores-e-madeira-chuva-regressa-e-temperaturas-chegam-aos-28-c-1786561686773.png" data-image="9i5mryb2a83j" alt="As temperaturas continuarão elevadas nos Açores durante o fim de semana" title="As temperaturas continuarão elevadas nos Açores durante o fim de semana"><figcaption>Temperaturas previstas pelo modelo ECMWF para os Açores no sábado, dia 15, pelas 16h. Fonte: Meteored.</figcaption></figure><p>Apesar da maior influência anticiclónica, as diferenças entre os vários grupos de ilhas continuarão a ser importantes, tanto na nebulosidade como na possibilidade de ocorrência de precipitação.</p><p>No sábado, a <strong>Horta poderá atingir cerca de 27 ºC</strong>, enquanto Angra do Heroísmo deverá ficar próxima dos <strong>25 ºC</strong> e Ponta Delgada dos <strong>24 ºC</strong>.</p><p>No domingo, o cenário térmico mantém-se semelhante, sem sinais de alterações muito acentuadas. Assim, o fim de semana deverá decorrer com temperaturas agradáveis e alguns períodos de maior estabilidade, embora num contexto tipicamente atlântico, onde a nebulosidade pode variar rapidamente.</p><h2>Madeira: temperaturas sobem e podem chegar aos 28 ºC</h2><p>Na Madeira, o calor terá maior expressão do que nos Açores. Já durante a tarde de quinta-feira, o ECMWF aponta para valores próximos dos <strong>26 ºC no Funchal e na Calheta</strong>, cerca de <strong>25 ºC em Porto Moniz</strong>, 24 ºC em Machico e 23 ºC em Santana.</p><p>Em Porto Santo, Vila Baleira deverá registar aproximadamente <strong>24 ºC</strong>.</p><p>A situação torna-se particularmente interessante entre sexta-feira e sábado, quando as temperaturas poderão subir ligeiramente em alguns setores da ilha.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-com-tempo-variavel-nos-acores-e-madeira-chuva-regressa-e-temperaturas-chegam-aos-28-c-1786561785312.png" data-image="li1k4mdxry3i" alt="Temperaturas poderão atingir os 28 ºC na Madeira no sábado" title="Temperaturas poderão atingir os 28 ºC na Madeira no sábado"><figcaption>Temperaturas previstas pelo modelo ECMWF para o arquipélago da Madeira no sábado, dia 15, pelas 16h. Fonte: Meteored.</figcaption></figure><p>O sudoeste da ilha deverá destacar-se pelos valores mais elevados, enquanto as áreas de maior altitude e alguns setores da costa norte permanecerão mais frescos.</p><p>No sábado, a diferença provocada pela <strong>orografia da Madeira</strong> torna-se bastante evidente. Enquanto a Calheta poderá chegar aos <strong>28 ºC</strong> e o Funchal aos <strong>27 ºC</strong>, Santana deverá ficar próxima dos <strong>23 ºC</strong>. Porto Moniz rondará 24 ºC e Machico aproximadamente 23 ºC.</p><p>Esta diferença térmica em poucos quilómetros é característica da Madeira, onde a altitude, a exposição das vertentes e a circulação atmosférica condicionam fortemente a distribuição das temperaturas.</p><h2>A chuva também poderá marcar presença na Madeira</h2><p>Apesar das temperaturas relativamente elevadas, nem todo o período será seco. O ECMWF sugere a ocorrência de precipitação em alguns momentos, sobretudo entre sexta-feira e domingo.</p><p>Na <strong>sexta-feira</strong>, aparecem sinais de chuva essencialmente sobre setores do norte e do interior da ilha, enquanto outras áreas poderão permanecer secas.</p><p> No sábado, a precipitação prevista apresenta uma distribuição bastante fragmentada, com o relevo madeirense a poder favorecer diferenças significativas entre vertentes. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-com-tempo-variavel-nos-acores-e-madeira-chuva-regressa-e-temperaturas-chegam-aos-28-c-1786561940138.png" data-image="kgsmh0tx8mom" alt="A chuva poderá atingir sobretudo o oeste e o interior da Madeira no domingo" title="A chuva poderá atingir sobretudo o oeste e o interior da Madeira no domingo"><figcaption>Precipitação prevista pelo modelo ECMWF para a Madeira no domingo, dia 16, pelas 13h. Fonte: Meteored.</figcaption></figure><p>O cenário reforça o caráter localizado da precipitação, com diferenças significativas entre vertentes e possibilidade de algumas zonas permanecerem praticamente secas.</p><p>No domingo, as temperaturas deverão baixar ligeiramente em relação a sábado. O ECMWF aponta para cerca de <strong>27 ºC na Calheta, 25 ºC no Funchal, 23 ºC em Porto Moniz, 22 ºC em Machico e 21 ºC em Santana</strong>. Em Vila Baleira, Porto Santo, são esperados aproximadamente <strong>22 ºC</strong>.</p><h2>Vento será outro elemento a acompanhar</h2><p>A circulação do vento deverá permanecer presente nos dois arquipélagos, algo habitual devido à sua exposição oceânica. Na Madeira, os mapas do ECMWF mostram diferenças consideráveis provocadas pelo relevo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783335" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-de-tempo-quente-prolonga-se-ate-sexta-feira-em-tres-distritos-antes-da-eclosao-de-aguaceiros-e-trovoadas.html" title="Aviso amarelo de tempo quente prolonga-se até sexta-feira em três distritos antes da “eclosão” de aguaceiros e trovoadas">Aviso amarelo de tempo quente prolonga-se até sexta-feira em três distritos antes da “eclosão” de aguaceiros e trovoadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-de-tempo-quente-prolonga-se-ate-sexta-feira-em-tres-distritos-antes-da-eclosao-de-aguaceiros-e-trovoadas.html" title="Aviso amarelo de tempo quente prolonga-se até sexta-feira em três distritos antes da “eclosão” de aguaceiros e trovoadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aviso-amarelo-de-tempo-quente-prolonga-se-ate-sexta-feira-em-tres-distritos-antes-da-eclosao-de-aguaceiros-e-trovoadas-1786533788167_320.jpg" alt="Aviso amarelo de tempo quente prolonga-se até sexta-feira em três distritos antes da “eclosão” de aguaceiros e trovoadas"></a></article></aside><p>Em alguns momentos, setores mais expostos poderão registar vento moderado, enquanto áreas protegidas pelo maciço montanhoso apresentarão velocidades claramente inferiores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-com-tempo-variavel-nos-acores-e-madeira-chuva-regressa-e-temperaturas-chegam-aos-28-c-1786561991077.png" data-image="y37qfxck5bv4" alt="O relevo da Madeira condicionará fortemente a intensidade do vento" title="O relevo da Madeira condicionará fortemente a intensidade do vento"><figcaption>Velocidade e circulação do vento previstas pelo modelo ECMWF para a Madeira no domingo, dia 16, pelas 13h. Fonte: Meteored.</figcaption></figure><p>A distribuição prevista evidencia o efeito do relevo madeirense, com diferenças acentuadas entre zonas abrigadas e setores mais expostos à circulação atlântica.</p><p> Assim, apesar de não se antecipar uma mudança brusca e generalizada do estado do tempo, <strong>Açores e Madeira terão algumas mudanças ao longo dos próximos dias</strong>, com períodos de maior nebulosidade e possibilidade de precipitação localizada. A chuva deverá surgir sobretudo de forma irregular, alternando com períodos secos. </p><p>As temperaturas permanecerão agradáveis nos Açores e serão mais elevadas na Madeira, onde poderão chegar aos <strong>28 ºC no sábado</strong>. Quem tenha atividades ao ar livre deverá, por isso, acompanhar a evolução das previsões, sobretudo devido à distribuição muito localizada da precipitação nas ilhas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/fim-de-semana-com-tempo-variavel-nos-acores-e-madeira-chuva-regressa-e-temperaturas-chegam-aos-28-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um simples fungo pode ajudar a construir uma base em Marte? A ciência portuguesa acredita que sim]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-simples-fungo-pode-ajudar-a-construir-uma-base-em-marte-a-ciencia-portuguesa-acredita-que-sim.html</link><pubDate>Thu, 13 Aug 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Investigação de Isabel Santos de Sousa, distinguida pela comunidade científica ibérica, mostra como os microrganismos poderão tornar futuras missões espaciais muito mais autónomas e sustentáveis.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/um-simples-fungo-pode-ajudar-a-construir-uma-base-em-marte-a-ciencia-portuguesa-acredita-que-sim-1786532940282.jpg" data-image="w8reuteqvho3" alt="Ilustração digital: base em Marte" title="Ilustração digital: base em Marte"><figcaption>Uma missão de longa duração a Marte terá de produzir localmente parte dos recursos essenciais à sobrevivência humana. Imagem gerada por IA: Adobe Stock</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Levar os <strong>humanos</strong> até <strong>Marte</strong> é um desafio extraordinário. Mantê-los vivos durante meses ou anos poderá ser ainda mais difícil. Cada <strong>missão espacial</strong> depende de uma enorme quantidade de alimentos, medicamentos, ferramentas, materiais e consumíveis transportados a partir da Terra. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Quanto maior for a distância, mais caro, pesado e complexo se torna enviar tudo aquilo de que uma tripulação precisa para sobreviver.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Uma das grandes perguntas da exploração espacial, por isso, já não é apenas como chegar a lugares distantes do nosso planeta. É como <strong>permanecer</strong> lá durante <strong>longos períodos</strong> sem depender constantemente de reabastecimentos vindos da Terra.</p><h2>Autonomia longe da Terra</h2><p>Uma dissertação desenvolvida na <strong>Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto</strong> (FEUP) acaba de mostrar que parte dessa resposta poderá estar num organismo tão discreto quanto improvável. Um <strong>fungo</strong>.</p><p>O trabalho de Isabel Santos de Sousa, recentemente distinguido com o Pedro Nunes Award – Best Iberian Master's Thesis in Planetary Sciences & Exploration 2025, atribuído pela comunidade Europlanet Iberia, demonstra que o <strong><em>Aspergillus niger</em></strong> consegue crescer recorrendo a recursos que, em teoria, poderão existir numa futura base na Lua ou em Marte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/um-simples-fungo-pode-ajudar-a-construir-uma-base-em-marte-a-ciencia-portuguesa-acredita-que-sim-1786533057256.jpg" data-image="ag45iz8ay7yh" alt="Isabel Santos de Sousa, FEUP" title="Isabel Santos de Sousa, FEUP"><figcaption>A investigação de Isabel Santos de Sousa mostra que os fungos podem juntar-se a plantas e cianobactérias na construção de sistemas de suporte de vida para futuras bases espaciais. Foto: FEUP</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Mais do que um resultado laboratorial, trata-se de uma <strong>prova de conceito</strong> que poderá ajudar a reduzir drasticamente a quantidade de materiais enviados da Terra, preparando o caminho para <strong>sistemas de suporte de vida</strong> muito mais autónomos.</p><h2>Produzir em vez de transportar</h2><p>Depois de décadas dedicadas sobretudo a colocar <strong>sondas</strong>, <strong>satélites</strong> e <strong>astronautas</strong> em <strong>órbita</strong> ou na superfície de outros mundos, a exploração espacial entrou numa nova fase. Organizações como a NASA e a Agência Espacial Europeia estudam a possibilidade de estabelecer <strong>presenças</strong> <strong>humanas</strong> cada vez mais <strong>prolongadas</strong> na <strong>Lua</strong> e, numa etapa seguinte, em <strong>Marte</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Mas é impossível transportar indefinidamente tudo aquilo de que uma comunidade humana necessitará para viver a centenas de milhões de quilómetros da Terra.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Cada quilograma enviado implica <strong>custos elevados</strong>, <strong>limitações técnicas</strong> e um aumento significativo da complexidade das missões. Quanto maior for a autonomia dessas futuras bases, maiores serão também as possibilidades de sucesso.</p><h2>Uma viragem na abordagem</h2><p>É aqui que entra a biotecnologia. Em vez de depender exclusivamente de cargueiros espaciais, a investigação procura desenvolver organismos capazes de produzir localmente<strong> alimentos, biomateriais, compostos químicos ou outras substâncias essenciais</strong> utilizando os recursos disponíveis nesses ambientes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781457" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/ciencia-portuguesa-descobre-uma-nova-forma-de-ler-marte-e-ajuda-a-preparar-futuras-missoes-humanas.html" title="Ciência portuguesa descobre uma nova forma de ler Marte e ajuda a preparar futuras missões humanas">Ciência portuguesa descobre uma nova forma de ler Marte e ajuda a preparar futuras missões humanas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/ciencia-portuguesa-descobre-uma-nova-forma-de-ler-marte-e-ajuda-a-preparar-futuras-missoes-humanas.html" title="Ciência portuguesa descobre uma nova forma de ler Marte e ajuda a preparar futuras missões humanas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ciencia-portuguesa-descobre-uma-nova-forma-de-ler-marte-e-ajuda-a-preparar-futuras-missoes-humanas-1785503968142_320.jpg" alt="Ciência portuguesa descobre uma nova forma de ler Marte e ajuda a preparar futuras missões humanas"></a></article></aside><p>Até agora, grande parte destes estudos concentrava-se em <strong>plantas e cianobactérias</strong>. A dissertação premiada pela comunidade científica ibérica acrescenta agora uma nova peça a esse sistema.</p><h2>Um novo habitante marciano</h2><p>O protagonista da investigação é o <strong><em>Aspergillus niger</em></strong>, um fungo amplamente conhecido pela ciência e utilizado há décadas em processos industriais. Isabel Santos de Sousa procurou perceber se este organismo conseguiria integrar um sistema biológico pensado para futuras bases espaciais.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os resultados mostram que o fungo foi capaz de crescer alimentando-se de biomassa produzida por cianobactérias e utilizando minerais semelhantes aos que poderão existir na Lua ou em Marte.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Pode parecer, à primeira vista, apenas mais uma experiência de microbiologia, mas é algo bastante mais amplo. Em vez de estudar um organismo isolado, a investigação aproxima-se da lógica de um <strong>pequeno ecossistema</strong>, onde diferentes <strong>microrganismos colaboram entre si</strong> para transformar recursos simples em materiais úteis para assegurar a sobrevivência humana.</p><p>A pergunta deixa de ser apenas se um fungo consegue sobreviver fora da Terra. Passa a ser outra, muito mais ambiciosa: que papel poderá desempenhar para<strong> ajudar </strong>os seres humanos a <strong>viver num outro</strong><strong> planeta</strong>?</p><h2>Um aliado para futuras missões</h2><p>Os resultados da dissertação mostram que o <em>Aspergillus niger</em> pode ser muito mais do que um simples organismo capaz de sobreviver em condições semelhantes às de Marte ou da Lua. O fungo poderá integrar <strong>sistemas biológicos</strong> concebidos para produzir localmente <strong>recursos indispensáveis</strong> à vida humana.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Entre as aplicações estudadas encontram-se a produção de biomateriais, compostos químicos e ingredientes alimentares, bem como a reciclagem de nutrientes e resíduos. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A investigação aponta ainda para o potencial destes organismos na criação de materiais capazes de contribuir para a<strong> proteção</strong><strong> contra a radiação</strong>, um dos maiores desafios enfrentados pelos astronautas em missões de longa duração.</p><p>A principal novidade está na forma como estas capacidades se articulam. Em vez de imaginar uma sucessão de processos independentes, o estudo propõe que diferentes <strong>microrganismos</strong> possam <strong>colaborar entre si</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/um-simples-fungo-pode-ajudar-a-construir-uma-base-em-marte-a-ciencia-portuguesa-acredita-que-sim-1786533739608.jpg" data-image="zv9tawfitf06" alt="fungo Aspergillus niger" title="fungo Aspergillus niger"><figcaption>O fungo Aspergillus niger conseguiu crescer utilizando biomassa produzida por cianobactérias e minerais semelhantes aos da Lua e de Marte. Imagem: Adobe Stock</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>As <strong>cianobactérias</strong> captam recursos simples e produzem biomassa. O <strong>fungo</strong> utiliza essa biomassa para gerar novos produtos de interesse. Aos poucos, começa a desenhar-se um sistema capaz de <strong>reutilizar matéria</strong>, <strong>reduzir desperdícios</strong> e diminuir a dependência de abastecimentos vindos da Terra.</p><p>É uma lógica muito próxima da dos ecossistemas naturais, onde cada organismo ocupa um lugar específico e contribui para manter o equilíbrio do conjunto.</p><h2>Uma visão com várias áreas da ciência</h2><p>Foi precisamente esta abordagem interdisciplinar que distinguiu o trabalho de Isabel Santos de Sousa. A dissertação não se limita à microbiologia. Liga a <strong>biotecnologia</strong> à <strong>engenharia</strong> <strong>química</strong> e <strong>biológica</strong>, aos <strong>sistemas de suporte de vida</strong> e à <strong>exploração planetária</strong>, procurando responder a uma questão muito concreta. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Como poderá uma futura base espacial produzir parte dos recursos de que necessita utilizando aquilo que tem à sua disposição?<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Embora ainda se trate de uma prova de conceito, os resultados mostram que <strong>os fungos merecem um lugar</strong> <strong>destacado</strong> na investigação dedicada à exploração espacial. Até agora, plantas e cianobactérias concentravam grande parte da atenção científica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781450" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-experiencia-mais-extrema-da-nasa-a-agencia-procura-voluntarios-para-um-ano-em-isolamento-simulando-missao-a-marte.html" title="A experiência mais extrema da NASA: a agência procura voluntários para um ano em isolamento, simulando missão a Marte">A experiência mais extrema da NASA: a agência procura voluntários para um ano em isolamento, simulando missão a Marte</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-experiencia-mais-extrema-da-nasa-a-agencia-procura-voluntarios-para-um-ano-em-isolamento-simulando-missao-a-marte.html" title="A experiência mais extrema da NASA: a agência procura voluntários para um ano em isolamento, simulando missão a Marte"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-experimento-mas-extremo-de-la-nasa-busca-voluntarios-para-pasar-un-ano-aislados-simulando-una-mision-a-marte-1784302642498_320.jpg" alt="A experiência mais extrema da NASA: a agência procura voluntários para um ano em isolamento, simulando missão a Marte"></a></article></aside><p>Este trabalho sugere que outros microrganismos poderão desempenhar funções igualmente importantes na construção de sistemas de sobrevivência autónomos. O reconhecimento atribuído pela comunidade Europlanet Iberia reflete precisamente essa capacidade de <strong>abrir uma nova linha de investigação</strong> num domínio estratégico para o futuro da exploração humana do Sistema Solar.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Faculdade%20de%20Engenharia%20da%20Universidade%20do%20Porto%20(FEUP)" data-year="" data-title="Doutoranda%20da%20FEUP%20distinguida%20com%20pr%C3%A9mio%20ib%C3%A9rico%20para%20a%20melhor%20tese%20de%20mestrado%20em%20Ci%C3%AAncias%20Planet%C3%A1rias" data-url="https%3A%2F%2Fnoticias.up.pt%2Ffeup%2Fdoutoranda-da-feup-distinguida-com-premio-iberico-para-a-melhor-tese-de-mestrado-em-ciencias-planetarias%2F">Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP). <a href="https://noticias.up.pt/feup/doutoranda-da-feup-distinguida-com-premio-iberico-para-a-melhor-tese-de-mestrado-em-ciencias-planetarias/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Doutoranda da FEUP distinguida com prémio ibérico para a melhor tese de mestrado em Ciências Planetárias</a>.</cite><br><cite data-author="Isabel%20Santos%20de%20Sousa" data-year="" data-title="Sustainable%20Space%20Habitats%3A%20Cyanobacterial%20Biomass%20as%20Feedstock%20for%20Fungal%20Biotechnology.%20Universidade%20do%20Porto" data-url="https%3A%2F%2Frepositorio-aberto.up.pt%2Fbitstream%2F10216%2F169989%2F2%2F745878.pdf">Isabel Santos de Sousa. <a href="https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/169989/2/745878.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Sustainable Space Habitats: Cyanobacterial Biomass as Feedstock for Fungal Biotechnology. Universidade do Porto</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-simples-fungo-pode-ajudar-a-construir-uma-base-em-marte-a-ciencia-portuguesa-acredita-que-sim.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item></channel></rss>