<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Tempo.pt - Meteored</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Fri, 29 May 2026 21:00:21 +0000</lastBuildDate><pubDate>Fri, 29 May 2026 21:00:21 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Tempo.pt - Meteored</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Missão Psyche da NASA rumo à Cintura de Asteroides ganha impulso com a aproximação a Marte]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/missao-psyche-da-nasa-rumo-a-cintura-de-asteroides-ganha-impulso-com-a-aproximacao-a-marte.html</link><pubDate>Fri, 29 May 2026 16:21:55 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A missão Psyche da NASA atingiu um marco importante após a sua passagem planeada por Marte, utilizando a gravidade do planeta para alterar a rota em direção ao cinturão de asteroides. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nasa-s-psyche-mission-toward-the-asteroid-belt-gains-speed-from-mars-flyby-1779921273156.jpg" data-image="k5e0er2slcbt" alt="View of Mars from space." title="View of Mars from space."><figcaption>A Psyche fotografou Marte enquanto utilizava a gravidade do planeta para ganhar velocidade e ajustar a sua trajetória em direção ao cinturão de asteroides.</figcaption></figure><p>Uma recente aproximação a Marte constituiu um ponto de verificação fundamental para a missão Psyche da NASA. Esta manobra ajudou a <strong>ajustar a trajetória da sonda espacial rumo a um asteroide rico em metais</strong>. As equipas da missão afirmam que a Psyche está agora pronta para a fase seguinte da sua viagem.</p><h2>Marte dá um forte impulso à missão Psyche</h2><p>A sonda espacial Psyche da NASA passou recentemente perto de Marte, utilizando a gravidade do planeta como um gigantesco estilingue para ganhar velocidade. <strong>Em vez de consumir mais combustível, a sonda aproveitou o impulso de Marte para viajar mais longe no espaço</strong>. Esta manobra coloca a Psyche numa trajetória mais direta em direção ao cinturão de asteróides entre Marte e Júpiter.</p><div class="texto-destacado">Durante a aproximação, a sonda chegou a passar <strong>a poucos milhares de quilómetros da superfície de Marte.</strong></div><p>As equipas da missão confirmaram posteriormente que <strong>isto aumentou a velocidade da Psyche em cerca de 1 600 km/h e alterou ligeiramente a sua trajetória em torno do Sol</strong>. Os cientistas afirmam que esta manobra cuidadosa mantém a missão dentro do prazo previsto para a <strong>chegada em 2029</strong>.</p><h2>Imagens raras do Planeta Vermelho</h2><p>O encontro com Marte também proporcionou à sonda a oportunidade de captar imagens impressionantes do planeta. À medida que Psyche se aproximava, Marte surgiu como um fino crescente a brilhar contra o fundo escuro do espaço. Os investigadores acreditam que <strong>a luz solar que atravessou a atmosfera empoeirada do planeta fez com que o crescente parecesse maior e mais brilhante do que o esperado</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>"Captámos milhares de imagens da aproximação a Marte e da superfície e atmosfera do planeta durante a aproximação máxima"</strong>, afirmou Jim Bell, responsável pela imagem da Psyche na Universidade do Estado do Arizona.</div><p>Perto do ponto de aproximação máxima, a sonda fotografou rapidamente a superfície de Marte à medida que passava do lado noturno do planeta para o lado diurno.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">NASAs <a href="https://x.com/hashtag/MissionToPsyche?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#MissionToPsyche</a> on its way to explore a rare, metal-rich asteroid is about to get a speed boost from Mars. <br><br>On May 15, spacecraft will harness the Red Planets gravitational pull as a slingshot to increase its speed and adjust its trajectory. 1/2 <a href="https://t.co/ptaVFEP2x5">pic.twitter.com/ptaVFEP2x5</a></p>— NASA JPL (@NASAJPL) <a href="https://x.com/NASAJPL/status/2052816475241767303?ref_src=twsrc%5Etfw">May 8, 2026</a></blockquote></figure><p>Os engenheiros também ativaram várias ferramentas a bordo durante a aproximação, transformando o evento num <strong>importante teste antes de a sonda espacial chegar ao seu alvo, o asteroide</strong>.</p><h2>Uma expedição rumo a um misterioso mundo metálico</h2><p>A sonda Psyche dirige-se para um asteroide invulgar que os cientistas acreditam poder fazer parte do núcleo exposto de um antigo bloco de construção planetário. Se tal for verdade, <strong>o objeto poderá oferecer uma visão rara de material normalmente oculto nas profundezas de mundos rochosos como a Terra</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769999" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-novo-el-dorado-esta-no-espaco-os-asteroides-troianos-e-a-corrida-pelos-recursos.html" title="O novo 'El Dorado' está no espaço: os asteroides troianos e a corrida pelos recursos">O novo "El Dorado" está no espaço: os asteroides troianos e a corrida pelos recursos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-novo-el-dorado-esta-no-espaco-os-asteroides-troianos-e-a-corrida-pelos-recursos.html" title="O novo 'El Dorado' está no espaço: os asteroides troianos e a corrida pelos recursos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/il-nuovo-el-dorado-e-nello-spazio-gli-asteroidi-troiani-e-la-corsa-alle-risorse-1776847932395_320.jpeg" alt="O novo 'El Dorado' está no espaço: os asteroides troianos e a corrida pelos recursos"></a></article></aside><p>A sonda espacial utilizará um sistema de propulsão solar-elétrica para prosseguir a sua aproximação ao cinturão de asteroides de Psyche. <strong>A sua chegada está prevista para 2029, altura em que começará a orbitar e a estudar o asteroide em pormenor</strong>.</p><h3><i>Referência da notícia:</i></h3><p><em>NASA's Jet Propulsion Laboratory. "NASA’s Psyche spacecraft uses Mars as a giant slingshot toward a mysterious metal world." ScienceDaily. ScienceDaily, 26 May 2026. <a href="https://www.sciencedaily.com/releases/2026/05/260525040421.htm" target="_blank">https://www.sciencedaily.com/releases/2026/05/260525040421.htm</a>.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/missao-psyche-da-nasa-rumo-a-cintura-de-asteroides-ganha-impulso-com-a-aproximacao-a-marte.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As melhores plantas repelentes de moscas para o parapeito da janela da cozinha e para o jardim]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-melhores-plantas-repelentes-de-moscas-para-o-parapeito-da-janela-da-cozinha-e-para-o-jardim.html</link><pubDate>Fri, 29 May 2026 16:11:34 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Procura uma forma natural de afastar os insetos da sua casa e do seu jardim? Aqui estão algumas plantas perfumadas e invulgares que podem ajudar!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-melhores-plantas-repelentes-de-moscas-para-o-parapeito-da-janela-da-cozinha-e-para-o-jardim-1780070492169.jpg" data-image="q2nd9trllui5"><figcaption>As capuchinhas têm flores de cores vivas (em tons de amarelo, creme, vermelho vivo, salmão, bordô e outros) e são comestíveis, tal como as suas folhas, que conferem um toque apimentado a saladas ou sobremesas. Crédito: RHS</figcaption></figure><p><strong>Se não gosta de moscas e outros insetos rastejantes e gostaria de aproveitar o poder das plantas para criar um repelente natural e multifuncional</strong>, não precisa de procurar mais. Aqui estão algumas plantas perfumadas, saborosas e fascinantes para colocar em casa e no jardim, que podem ajudar a manter esses bichinhos afastados.</p><h2>Pequenas carnívoras</h2><p>Se nunca teve a alegria de cuidar de uma pequena planta carnívora que, além de ter um aspeto fascinante, também se encarrega de eliminar moscas e outros insetos da sua casa, <strong>porque não dar um salto ao centro de jardinagem para comprar uma <a href="https://www.rhs.org.uk/plants/5893/dionaea-muscipula/details" target="_blank">armadilha de Vénus</a>, uma drósera e/ou uma planta jarro?</strong></p><p>A clássica armadilha de Vénus é, sem dúvida, a escolha ideal para muitos pais que procuram despertar nos seus filhos a admiração e o fascínio pelo mundo das plantas. <strong>As características mais notáveis desta planta são um caule verde e achatado, rematado por uma armadilha articulada. O interior da armadilha pode ser de cor rosa/vermelha e apresentar pêlos muito finos a salpicar a superfície interna</strong>. Se uma mosca ou uma aranha entrar e ativar os pêlos com o mais leve toque, a armadilha fecha-se e é selada por cerdas que se entrelaçam, selando o destino da pobre criatura.</p><p>Outra opção poderia ser a <a href="https://www.rhs.org.uk/plants/16472/sarracenia-purpurea/details" target="_blank">planta jarro comum</a>, uma planta perene que forma aglomerados, com tubos colunares com tampas em forma de capuz e flores roxas de cinco pétalas. Estas plantas têm um aspeto extraterrestre e, tal como a planta carnívora de Vénus, têm um método de alimentação bastante fascinante. <strong>Tanto a planta carnívora de Vénus como a planta jarro preferem sol pleno e solo húmido e bem drenado</strong>. Ao regar, é melhor usar água destilada ou água da chuva, uma vez que os minerais da água dura da torneira (como o cálcio e o magnésio) podem matar estas plantas.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/_IEwRtNXTvw/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=_IEwRtNXTvw" id="_IEwRtNXTvw"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p><strong>Se estiver interessado em afastar insetos e ter ingredientes à mão para as suas criações culinárias</strong>, não há como errar com<strong> a <a href="https://www.rhs.org.uk/herbs/mint/grow-your-own" target="_blank">hortelã</a> e o <a href="https://www.rhs.org.uk/herbs/basil/grow-your-own" target="_blank">manjericão</a></strong>. Ambas as plantas pertencem à família das lamiáceas (Lamiaceae) e são conhecidas pela sua folhagem aromática. Os óleos essenciais intensos da hortelã e do manjericão afastam as moscas e ajudam a mascarar o cheiro de alimentos em decomposição na cozinha.</p><p><strong>Tanto a hortelã como o manjericão requerem solo bem drenado e seis a oito horas de luz solar por dia. Os parapeitos de janelas virados a sul ou a oeste são ideais</strong>. É aconselhável plantar a hortelã em vasos dentro de casa, uma vez que é uma planta de crescimento agressivo e, se plantada ao ar livre (mesmo em vasos), irá produzir sementes e espalhar-se para outras áreas do seu jardim.</p><h2>Capim-limão</h2><p><a href="https://www.rhs.org.uk/herbs/lemongrass/grow-your-own" target="_blank">Capim-limão</a> é uma erva perene deliciosamente perfumada que serve tanto como <strong>repelente eficaz de insetos como ingrediente essencial na cozinha, especialmente na confeção de deliciosos pratos vietnamitas e tailandeses</strong>. Esta planta simples também dá origem a um chá de ervas encantador, ajudando a acalmar os sentidos e a aliviar o estômago, reduzindo o inchaço.</p><p><strong>O capim-limão cultiva-se melhor em vasos, pelo que pode funcionar bem em combinação com manjericão tailandês, que também prefere sol pleno</strong> (pelo menos seis horas por dia) e solo bem drenado, mas não encharcado. Nenhuma das plantas se dá bem com o frio e precisa de ser endurecida antes de ser plantada no início do verão.</p><p>No final do outono e no inverno, é melhor levar o capim-limão e o manjericão tailandês para dentro de casa até que as temperaturas voltem a aquecer no ano seguinte. <strong>Coloque as plantas num parapeito de janela virado a sul ou a oeste, onde possam desfrutar de pelo menos seis horas de luz solar</strong>, ou (se isso não for possível) pode adquirir uma lâmpada de cultivo e proporcionar dez a doze horas de luz artificial por dia.</p><h2>Capuchinhas</h2><p><strong>As <a href="https://www.rhs.org.uk/education-learning/children-young-people/family-activities/grow-it/nasturtium" target="_blank">capuchinhas</a> libertam óleos de mostarda intensos que afastam pragas como a mosca-branca e os pulgões</strong>. Além de atuarem como repelente biológico de insetos, estes compostos à base de enxofre funcionam também como "cultura-isca", afastando as traças da couve dos seus preciosos legumes na horta.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769703" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-gratis-para-sempre-7-especies-faceis-de-propagar-para-um-jardim-exuberante-que-dura-toda-a-vida.html" title="Plantas grátis para sempre: 7 espécies fáceis de propagar para um jardim exuberante que dura toda a vida">Plantas grátis para sempre: 7 espécies fáceis de propagar para um jardim exuberante que dura toda a vida</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-gratis-para-sempre-7-especies-faceis-de-propagar-para-um-jardim-exuberante-que-dura-toda-a-vida.html" title="Plantas grátis para sempre: 7 espécies fáceis de propagar para um jardim exuberante que dura toda a vida"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/plantas-gratis-para-siempre-7-especies-faciles-de-multiplicar-para-tener-el-jardin-frondoso-toda-la-vida-1778734605436_320.jpg" alt="Plantas grátis para sempre: 7 espécies fáceis de propagar para um jardim exuberante que dura toda a vida"></a></article></aside><p>Semeie as sementes em solo recém-preparado, com uma distância de 25 cm entre elas e a uma profundidade de 2,5 cm, após o fim da última geada. <strong>As capuchinhas prosperam em solo pobre em nutrientes, seja no solo ou em vasos</strong>, uma vez que o excesso de azoto resulta numa folhagem exuberante, mas com menos flores.</p><p>Toque na camada superior de 2,5 cm do solo e, se estiver demasiado seca, regue um pouco. Os cultivadores podem optar por<strong> variedades "anãs" para vasos pequenos e por variedades "trepadeiras"</strong> para cestos suspensos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-melhores-plantas-repelentes-de-moscas-para-o-parapeito-da-janela-da-cozinha-e-para-o-jardim.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Onda de calor de maio já é a terceira mais intensa de sempre e pode prolongar-se até junho]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/onda-de-calor-de-maio-ja-e-a-terceira-mais-intensa-de-sempre-e-pode-prolongar-se-ate-junho.html</link><pubDate>Fri, 29 May 2026 14:01:08 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A onda de calor iniciada a 20 de maio está a gerar temperaturas inéditas para maio, ultrapassando os 40 °C e levando as autoridades de saúde a reforçar os alertas à população.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/onda-de-calor-de-maio-ja-e-a-terceira-mais-intensa-de-sempre-e-pode-prolongar-se-ate-junho-1780057017063.jpg" data-image="unxtb221dz4v" alt="Alvorecer de um dia quente na paisagem alentejana" title="Alvorecer de um dia quente na paisagem alentejana"><figcaption>O Alentejo foi o epicentro da onda de calor, registando as temperaturas mais elevadas e a maior persistência do calor extremo. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>A onda de calor que começou a 20 de maio em Portugal Continental já é a <strong>terceira de maior magnitude alguma vez registada em maio</strong>, revelou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). O episódio poderá estender‑se até aos primeiros dias de junho, com possibilidade de novos recordes.</p><div class="texto-destacado"><strong>O que é uma onda de calor?</strong> <br><br>De acordo com a Organização Meteorológica Mundial, considera‑se onda de calor quando, durante pelo menos seis dias consecutivos, a temperatura máxima diária ultrapassa em 5 °C o valor médio das máximas desse mês para cada estação meteorológica. O período de referência atualmente utilizado é 1991–2020.</div><p>Até às 10h00 de 28 de maio, <strong>16 estações meteorológicas automáticas</strong> da rede do IPMA encontravam-se em situação formal de onda de calor. Embora o calor persistente se faça sentir em quase todo o território continental, o fenómeno afeta sobretudo o <strong>Alentejo e o Vale do Tejo</strong>, estendendo‑se também ao <strong>Centro Litoral</strong>, onde a estação de Anadia entrou recentemente na lista.</p><h2>Recordes de temperatura e severidade do episódio</h2>Este episódio já ultrapassou os <strong>máximos absolutos de temperatura para maio</strong> registados em décadas anteriores. No total, foram observados 22 novos <strong>extremos de temperatura máxima absoluta</strong>, um no dia 26 e os restantes no dia 27.<br><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/onda-de-calor-de-maio-ja-e-a-terceira-mais-intensa-de-sempre-e-pode-prolongar-se-ate-junho-1780057164805.jpg" data-image="xxgq92fjb1nu" alt="Ondas dde calor (número de dias) registadas entre 1964 e maio de 2026" title="Ondas dde calor (número de dias) registadas entre 1964 e maio de 2026"><figcaption>O número médio de dias em onda de calor tem aumentado nas últimas décadas, refletindo a maior frequência e persistência de episódios extremos em Portugal Continental.</figcaption></figure><p>O valor mais elevado foi registado em <strong>Mora</strong>, com <strong>40,3 °C</strong>, superando o recorde nacional anterior de 40 °C, observado no Pinhão, em 1953, e em Monfortinho, em 2001. Registaram‑se ainda <strong>quatro novos extremos de temperatura mínima absoluta</strong> para maio.</p><h2>Agravamento e possível prolongamento do fenómeno</h2><p>Com uma duração média de <strong>7,9 dias</strong>, esta é a <strong>oitava onda de calor mais longa</strong> de maio desde que há registos, ainda abaixo do máximo de 9,7 dias observado em 1964. Já no que diz respeito à <strong>magnitude média</strong>, o episódio ocupa o <strong>terceiro lugar histórico</strong>, com um índice acumulado de <strong>68,9 °C</strong>, apenas superado pelos valores de 1965.</p><p>O IPMA admite que <strong>novas estações possam entrar em situação de onda de calor nos próximos dias</strong>, sobretudo no Norte e no Centro interior, onde poderão ocorrer igualmente novos extremos. Se o episódio se mantiver, poderá tornar‑se o <strong>mais extenso e intenso alguma vez registado em maio</strong>.</p><h2>Como proteger a saúde durante o calor extremo</h2><p>As ondas de calor não afetam apenas o conforto térmico, podendo também comprometer a energia, a concentração e o bem-estar ao longo do dia. Para reduzir os efeitos do calor extremo, a Direção-Geral da Saúde (DGS) recomenda <strong>beber água regularmente</strong>, mesmo sem sede, e desaconselha o consumo de bebidas alcoólicas ou com cafeína. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É igualmente aconselhável <strong>permanecer em locais frescos ou climatizados</strong> durante duas a três horas por dia e manter janelas, persianas e estores fechados nas horas de maior calor.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A exposição solar deve ser evitada entre as <strong>11h00 e as 17h00</strong>. Durante esse período, é importante usar protetor solar com fator 30 ou superior e reaplicá-lo de duas em duas horas. </p><p>Também se recomenda o uso de <strong>roupa clara, leve e larga</strong>, bem como chapéu e óculos de sol, além de evitar atividades físicas intensas no exterior. Em caso de necessidade de fazer viagens de carro, devem privilegiar-se os períodos menos quentes do dia e nunca permanecer dentro da viatura exposta ao sol.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/onda-de-calor-de-maio-ja-e-a-terceira-mais-intensa-de-sempre-e-pode-prolongar-se-ate-junho-1780057340712.jpg" data-image="f95b2xzaheq9" alt="Mapa com os recordes de temperaturas máximas registados no dia 27 de maio de 2026" title="Mapa com os recordes de temperaturas máximas registados no dia 27 de maio de 2026"><figcaption>No dia 27 de maio, Portugal bateu 21 recordes de temperatura máxima, incluindo o extremo de 40,3 °C em Mora. Mapa: IPMA</figcaption></figure><p>A DGS sublinha ainda a necessidade de vigilância reforçada sobre os <strong>grupos mais vulneráveis</strong>, como crianças, idosos, grávidas e pessoas com doenças crónicas. As <strong>crianças</strong>, em particular, devem ser incentivadas a beber água com frequência, enquanto os bebés com menos de seis meses não devem ser expostos diretamente ao sol.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771087" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-para-o-verao-em-portugal-as-anomalias-que-deve-esperar-em-junho-julho-e-agosto.html" title="Previsão para o verão em Portugal: as anomalias que deve esperar em junho, julho e agosto">Previsão para o verão em Portugal: as anomalias que deve esperar em junho, julho e agosto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-para-o-verao-em-portugal-as-anomalias-que-deve-esperar-em-junho-julho-e-agosto.html" title="Previsão para o verão em Portugal: as anomalias que deve esperar em junho, julho e agosto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-para-o-verao-em-portugal-as-anomalias-que-deve-esperar-em-junho-julho-e-agosto-1779927224019_320.jpg" alt="Previsão para o verão em Portugal: as anomalias que deve esperar em junho, julho e agosto"></a></article></aside><p>A <strong>população idosa</strong>, por seu turno, deverá ser acompanhada de perto, assegurando-lhe uma hidratação adequada. Perante <strong>sinais de alerta</strong>, como febre, náuseas ou transpiração excessiva, a DGS relembra que se deve contactar o SNS 24 (808 24 24 24) ou, em emergência, o 112.</p><h3><em>Referências do artigo</em></h3><p><em><a href="https://www.ipma.pt/pt/media/noticias/documentos/2026/Onda_calor_maio2026-28052026.pdf" target="_blank">Onda de Calor Portugal Continental</a>– Maio de 2026 – IPMA</em></p><p><em><a href="https://www.ipma.pt/pt/enciclopedia/clima/index.html?page=onda.calor.xml" target="_blank">O que é a onda de calor?</a> – IPMA</em></p><p><em><a href="https://www.sns24.gov.pt/pt/tema/prevencao-e-cuidados-de-saude/proteja-se-contra-o-calor" target="_blank">Proteja-se contra o calor </a> - SNS24</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/onda-de-calor-de-maio-ja-e-a-terceira-mais-intensa-de-sempre-e-pode-prolongar-se-ate-junho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Grande mudança nos mapas do tempo, Alfredo Graça avisa: “A circulação atmosférica vai mudar a partir de 1 de junho”]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/grande-mudanca-nos-mapas-do-tempo-alfredo-graca-avisa-a-circulacao-atmosferica-vai-mudar-a-partir-de-1-de-junho.html</link><pubDate>Fri, 29 May 2026 12:59:33 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após a onda de calor mais severa desde 1953 para um mês de maio, Portugal continental iniciará junho com temperaturas mais amenas. A provável chegada de ar polar marítimo traduzir-se-á num alívio térmico generalizado e no regresso da chuva. </p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xabq88y"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xabq88y.jpg" id="xabq88y"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Em contraste absoluto com<strong> a atual onda de calor</strong>, que teve início a 20 de maio em Portugal continental e já confirmada pelo IPMA como <strong>“a mais severa e quente no país desde, pelo menos, 1953, superando a barreira histórica dos 40 °C no mês de maio”</strong>, o mês de junho irá arrancar com uma circulação atlântica relativamente ativa e temperaturas mais próximas da média.</p><p>Após o episódio de calor extremo que tem estado a marcar a reta final de maio, embora com um alívio térmico já verificado nas regiões do litoral Norte e Centro desde ontem (quinta-feira, 28), os mapas de referência da Meteored revelam uma <strong>substituição gradual da massa de ar tropical continental (muito quente e seca) por outra mais fresca e húmida, vinda do Atlântico e com origem polar marítima</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/grande-mudanca-nos-mapas-do-tempo-alfredo-graca-avisa-a-circulacao-atmosferica-vai-mudar-a-partir-de-1-de-junho-1780057107576.png" data-image="l4np68b8hki4"><figcaption>Na próxima terça-feira, 2 de junho, o ambiente fresco já estará praticamente generalizado em Portugal continental. Apenas alguns locais do Baixo Alentejo e Sotavento Algarvio se apresentarão como o último reduto do calor intenso. </figcaption></figure><p><strong>Nos próximos dias a lenta deslocação da massa de ar quente para leste</strong>, associada à passagem progressiva a um padrão atmosférico em que predominará o fluxo de noroeste (transporte de ar marítimo mais fresco) <strong>continuará a gerar uma descida gradual das temperaturas nas regiões do litoral</strong>, uma vez que nas do interior o calor permanecerá relativamente intenso pelo menos até segunda-feira, 1 de junho.</p><p>A partir da<strong> próxima terça-feira, dia 2, espera-se que o alívio térmico se espalhe também para o interior, pelo que o ambiente mais fresco abrangerá </strong>quase toda a geografia de Portugal continental, exceto em alguns locais do Sotavento Algarvio, tal como se pode verificar abaixo no mapa de anomalia de temperatura.</p><h2>Prevê-se um domínio da NAO+ no início de junho, possivelmente até ao dia 10</h2><p>A última atualização do gráfico de “Probabilidades dos regimes meteorológicos - Previsão de variação sub-sazonal do ECMWF” continua a insistir, para a primeira semana de junho, <strong>no domínio do regime atmosférico NAO+</strong> (ou NAO positiva - também conhecida como Oscilação do Atlântico Norte em fase positiva), tendo início <strong>na segunda (1) e podendo, inclusive, ir mais além, até à quarta-feira, dia 10</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/grande-mudanca-nos-mapas-do-tempo-alfredo-graca-avisa-a-circulacao-atmosferica-vai-mudar-a-partir-de-1-de-junho-1780056646076.jpg" data-image="1anlyxln9ybn"><figcaption>O gráfico sub-sazonal do ECMWF aposta, com cada vez mais consistência, num regime atmosférico de NAO+ nos primeiros 7 a 10 dias de junho.</figcaption></figure><p>Este tipo de gráfico permite a análise dos padrões atmosféricos mais prováveis para a Europa e Atlântico Norte a curto, médio e longo prazo (aproximadamente 6 semanas). Não prevê chuva ou temperatura de forma direta, mas sim os <strong>regimes atmosféricos dominantes que modulam a circulação do jato polar e a distribuição dos anticiclones e depressões</strong>.</p><p>Como referido anteriormente pela <strong>Meteored Portugal, prevê-se que o regime NAO+ domine os primeiros dias de junho</strong>. Quando este padrão atmosférico se impõe, está geralmente associado a uma fase em que tanto o anticiclone dos Açores como a depressão da Islândia estão bastante robustos (forte gradiente de pressão entre os dois centros de ação, daí o sinal positivo da NAO), o que se traduz na circulação de depressões atlânticas mais pelo norte da Europa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/grande-mudanca-nos-mapas-do-tempo-alfredo-graca-avisa-a-circulacao-atmosferica-vai-mudar-a-partir-de-1-de-junho-1780056824431.png" data-image="ydzn1py21ydo"><figcaption>A descida térmica dos próximos dias será gradual e dever-se-á à lenta e progressiva deslocação da massa de ar quente para leste, fomentada pela chegada e predomínio de um fluxo de noroeste, que transporta ar marítimo mais frio, contribuindo para o alívio do calor de forma generalizada.</figcaption></figure><p><strong>As tendências térmicas do modelo ECMWF para a primeira semana de junho</strong> são bem evidentes e coincidem com outro dos principais modelos de previsão meteorológica à escala mundial (GFS). Ambos sugerem que as temperaturas em Portugal continental (e em grande parte da Europa) serão bem mais frescas face à semana atual, situando-se em <strong>valores dentro, ou até mesmo inferiores à média na maioria das regiões</strong>.</p><h2>Primeira semana de junho mais fresca e com provável regresso da chuva </h2><p>Analisando os mapas a curto prazo, observa-se a continuidade de um anticiclone dos Açores robusto, a rondar os 1030 hPa de pressão atmosférica no seu centro, favorecendo estabilidade atmosférica sobre Portugal continental. Não obstante, <strong>a sua posição não impedirá totalmente a passagem de algumas frentes atlânticas em fase de dissipação</strong>, podendo surgir precipitação fraca e dispersa sobre o litoral Norte e Centro e algumas áreas montanhosas nos dias <strong>2 e 4 de junho</strong>.</p><p><strong>Os ventos de Oeste e Noroeste</strong>, procedentes do Atlântico e associados à chegada do ar polar marítimo, <strong>ganharão intensidade</strong>, passando a ter um papel ativo nas condições meteorológicas dominantes em Portugal continental na primeira semana de junho, <strong>ajudando a regular as temperaturas</strong>, especialmente na <strong>faixa costeira ocidental, nas Regiões Norte e Centro e também no Algarve</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/grande-mudanca-nos-mapas-do-tempo-alfredo-graca-avisa-a-circulacao-atmosferica-vai-mudar-a-partir-de-1-de-junho-1780056221563.png" data-image="5gwtv9dhc9h6"><figcaption>No que diz respeito à precipitação, as cartas de previsão a curto e médio prazo do modelo Europeu detetam um tempo mais variável, com dias secos e estáveis a alternar com outros algo mais húmidos e instáveis. Além dos dias 2 e 4, começa-se a desenhar a possibilidade de chover nos dias 5 e 6, novamente com maior probabilidade e frequência na Região Norte e nalguns locais do Centro.</figcaption></figure><p>Apesar da robustez do anticiclone dos Açores e da proximidade deste centro de altas pressões à nossa geografia continental, as ligeiras variações na sua posição ao longo da primeira semana de junho serão suficientemente ativas para <strong>permitir alguma variabilidade dos estados do tempo à escala diária no nosso país</strong>, algo ao qual também estará indubitavelmente associado um jato polar mais ondulante.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771332" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudanca-radical-de-tempo-em-portugal-a-corrente-de-jato-polar-podera-ficar-muito-ondulada-dentro-de-7-dias.html" title="Mudança radical de tempo em Portugal: a corrente de jato polar poderá ficar muito ondulada dentro de 7 dias">Mudança radical de tempo em Portugal: a corrente de jato polar poderá ficar muito ondulada dentro de 7 dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudanca-radical-de-tempo-em-portugal-a-corrente-de-jato-polar-podera-ficar-muito-ondulada-dentro-de-7-dias.html" title="Mudança radical de tempo em Portugal: a corrente de jato polar poderá ficar muito ondulada dentro de 7 dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-climatica-radical-em-portugal-a-corrente-de-jato-polar-podera-ficar-muito-ondulada-dentro-de-7-dias-1780052327163_320.png" alt="Mudança radical de tempo em Portugal: a corrente de jato polar poderá ficar muito ondulada dentro de 7 dias"></a></article></aside><p>De acordo com as cartas sinópticas, além de terça e quinta-feira, dias 2 e 4 de junho, prevê-se a possibilidade da <strong>precipitação se repetir posteriormente no nosso território, possivelmente nos dias 5 e 6 de junho</strong>, devido à chegada de outro sistema frontal relativamente ativo, associado a uma profunda depressão atlântica, possivelmente situada a oes-noroeste das Ilhas Britânicas.</p><p>O potencial desenrolar desta situação atmosférica resultará, à superfície, num <strong>aumento da nebulosidade, com previsão de chuva fraca a pontualmente moderada na Região Norte e em algumas zonas do Centro</strong>, especialmente nas áreas montanhosas desta região.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/grande-mudanca-nos-mapas-do-tempo-alfredo-graca-avisa-a-circulacao-atmosferica-vai-mudar-a-partir-de-1-de-junho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mudança radical de tempo em Portugal: a corrente de jato polar poderá ficar muito ondulada dentro de 7 dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudanca-radical-de-tempo-em-portugal-a-corrente-de-jato-polar-podera-ficar-muito-ondulada-dentro-de-7-dias.html</link><pubDate>Fri, 29 May 2026 11:54:11 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois de dias de calor intenso, Portugal poderá entrar numa fase mais atlântica no início de junho. A corrente de jato polar deverá ficar mais ondulada, favorecendo maior nebulosidade, vento e chuva entre os dias 4 e 7.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xabpst0"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xabpst0.jpg" id="xabpst0"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal encontra-se ainda sob influência de uma massa de ar muito quente, responsável pelas temperaturas excecionalmente elevadas registadas nos últimos dias.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p><strong>Durante esta sexta-feira, 29</strong> de maio, e ao longo do último fim de semana do mês, <strong>o calor continuará a fazer-se sentir de forma intensa</strong> no interior Norte e Centro, bem como no Alentejo, Algarve e regiões próximas da fronteira com Espanha, onde os termómetros poderão ultrapassar os 36 a 38 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-climatica-radical-em-portugal-a-corrente-de-jato-polar-podera-ficar-muito-ondulada-dentro-de-7-dias-1780052229942.png" data-image="gpufehqswime" alt="Temperatura e Pressão" title="Temperatura e Pressão"><figcaption>Apesar do calor ainda intenso no interior, o litoral entre Lisboa e Viana do Castelo começa a sentir ar mais fresco vindo de norte.</figcaption></figure><p>Apesar disso, já são visíveis os primeiros sinais de mudança. O anticiclone dos Açores, alongado sobre o Atlântico, continuará a proteger Portugal das frentes atlânticas, <strong>garantindo um fim de semana estável e seco</strong>. Contudo, ar mais fresco vindo de Norte em direção à faixa costeira entre Lisboa e Viana do Castelo irá influenciar as temperaturas.</p><p><strong>Este </strong><strong>arrefecimento vai avançar gradualmente para algumas zonas do interior Norte e Centro</strong>, embora as regiões fronteiriças continuem sob influência do ar quente continental.</p><h2>A corrente de jato polar aproxima-se da Península Ibérica</h2><p>A partir de <strong>segunda-feira, 2 de junho,</strong><strong> a circulação atmosférica sobre o Atlântico Norte irá sofrer alterações importantes.</strong> A corrente de jato polar, uma faixa de ventos muito fortes em altitude que separa massas de ar quente e frio irá descer para latitudes mais próximas da Península Ibérica.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-climatica-radical-em-portugal-a-corrente-de-jato-polar-podera-ficar-muito-ondulada-dentro-de-7-dias-1780052327163.png" data-image="4g3bwga0z2il" alt="Vento 500 hPa" title="Vento 500 hPa"><figcaption>A 2 de junho, a corrente de jato polar desce de latitude e aproxima-se da Península Ibérica, sinalizando uma mudança no padrão atmosférico.</figcaption></figure><p>O forte contraste entre o anticiclone dos Açores e várias depressões atlânticas vai desestabilizar esta corrente, que ao longo da primeira semana de junho, terá ondulações marcadas. Embora este fenómeno ocorra a cerca de 9 a 11 quilómetros de altitude, <strong>as suas consequências podem ser sentidas à superfície através de um aumento da nebulosidade, maior humidade atmosférica, reforço do vento e uma atmosfera progressivamente mais instável</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771124" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-modelo-europeu-divide-junho-em-duas-partes-nao-e-depois-um-bloqueio-escandinavo-com-possiveis-efeitos-em-portugal.html" title="O modelo europeu divide junho em duas partes: NAO+ e depois um bloqueio escandinavo com possíveis efeitos em Portugal">O modelo europeu divide junho em duas partes: NAO+ e depois um bloqueio escandinavo com possíveis efeitos em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-modelo-europeu-divide-junho-em-duas-partes-nao-e-depois-um-bloqueio-escandinavo-com-possiveis-efeitos-em-portugal.html" title="O modelo europeu divide junho em duas partes: NAO+ e depois um bloqueio escandinavo com possíveis efeitos em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-modelo-europeu-divide-junho-em-duas-partes-nao-e-depois-um-bloqueio-escandinavo-com-possiveis-efeitos-em-portugal-1779969016485_320.jpeg" alt="O modelo europeu divide junho em duas partes: NAO+ e depois um bloqueio escandinavo com possíveis efeitos em Portugal"></a></article></aside><p>Os mapas sugerem que <strong>durante os primeiros dias de junho (dia 2) poderão surgir períodos de chuva fraca no Norte e Centro,</strong> acompanhados por uma cobertura de nuvens mais extensa do que a observada nos últimos dias.</p><h2>Entre 4 e 7 de junho, a instabilidade poderá aumentar</h2><p><strong>A mudança mais significativa poderá ocorrer entre os dias 4 e 7 de junho.</strong> Os modelos apontam para o desenvolvimento de uma profunda depressão a norte das Ilhas Britânicas, capaz de amplificar ainda mais as ondulações da corrente de jato polar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-climatica-radical-em-portugal-a-corrente-de-jato-polar-podera-ficar-muito-ondulada-dentro-de-7-dias-1780052711073.jpg" data-image="murzwa29jb6f" alt="Chuva e pressão" title="Chuva e pressão"> <figcaption>Uma depressão profunda a noroeste das Ilhas Britânicas poderá acentuar a ondulação do jato polar entre 4 e 7 de junho.</figcaption></figure><p>Os mapas de precipitação acumulada indicam que a maior parte da chuva prevista para a primeira semana de junho poderá concentrar-se precisamente neste período, sobretudo nas regiões Norte e Centro. Caso este cenário se confirme, <strong>o primeiro fim de semana dos Santos Populares poderá ser marcado por tempo mais ameno, húmido e ocasionalmente chuvoso</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-climatica-radical-em-portugal-a-corrente-de-jato-polar-podera-ficar-muito-ondulada-dentro-de-7-dias-1780052866012.jpg" data-image="0eg9fvkg9bir"></figure><p>Após vários dias dominados pelo calor intenso, <strong>o início de junho poderá assim trazer uma atmosfera bastante diferente,</strong> mais próxima dos padrões típicos de circulação atlântica do que dos episódios de calor persistente ainda a ser sentidos no final deste mês.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudanca-radical-de-tempo-em-portugal-a-corrente-de-jato-polar-podera-ficar-muito-ondulada-dentro-de-7-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Astrónomos criam nova árvore genealógica da Via Láctea: o cataclismo que poderia ter apagado o seu passado]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-criam-nova-arvore-genealogica-da-via-lactea-o-cataclismo-que-poderia-ter-apagado-seu-passado.html</link><pubDate>Fri, 29 May 2026 08:45:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Um novo estudo reconstrói a turbulenta juventude da Via Láctea: o disco galáctico já estava em rotação antes do impacto com Gaia-Salsicha-Enceladus, uma fusão que provavelmente foi menos destrutiva do que se esperava.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomi-creano-un-nuovo-albero-genealogico-della-via-lattea-il-cataclisma-che-poteva-cancellarne-il-passato-1779355422181.jpeg" data-image="p9cgmz6q9e9x" alt="Gaia-Sausage-Enceladus" title="Gaia-Sausage-Enceladus"><figcaption>Representação artística da colisão entre a Via Láctea e a galáxia Gaia-Salsicha-Enceladus, que ocorreu aproximadamente entre 9 e 10 mil milhões de anos atrás.</figcaption></figure><p><strong>No início do Universo as interações entre galáxias eram bastante frequentes</strong>. As galáxias estavam sujeitas a colisões de diferentes graus de catástrofe; da mesma forma, a captura de nuvens moleculares gigantes ou galáxias menores por galáxias maiores era um evento comum.</p><p>A nossa própria galáxia, a <strong>Via Láctea</strong>, não foi exceção. <strong>Até hoje, ela conserva vestígios destas colisões</strong>. Graças ao imenso volume de medições de alta precisão recolhidas durante a missão Gaia, um estudo recente possibilitou <strong>reconstruir a história da jovem Via Láctea e identificar as "cicatrizes" de colisões antigas</strong>.</p><h2>Via Láctea em formação, mas que já rodava<br></h2><p><strong>No início do Universo, as fusões de galáxias eram mais frequentes</strong> porque o universo era mais compacto, denso e rico em gás. Era uma época cosmológica durante a qual as galáxias ainda estavam a formar-se através de fusões sucessivas.</p><p>De acordo com o <strong>modelo cosmológico Lambda-CDM</strong>, pequenos halos de matéria escura gradualmente agregaram-se para formar halos cada vez maiores. Dentro dessas estruturas, a formação de galáxias começou, e as <strong>galáxias cresceram através de colisões, acreção de gás e incorporação de sistemas menores</strong>.</p><div class="texto-destacado">O modelo cosmológico padrão Lambda-CDM descreve o universo como um sistema dominado por dois componentes invisíveis: a energia escura (Λ), responsável pela expansão acelerada, e a matéria escura fria (CDM), que impulsiona a formação de galáxias e aglomerados. Nesse modelo, as estruturas cósmicas crescem hierarquicamente: primeiro, formam-se pequenos halos de matéria escura, seguidos por galáxias cada vez maiores, construídas através de fusões e acreção.</div><p>Como apontam os dois autores do estudo, Matthew Orkney e Chervin Laporte, num artigo publicado no periódico <em>Monthly Notices of the Royal Astronomical Society</em>,<strong> a nossa galáxia serve como um laboratório único para o estudo dos processos de acreção de galáxias jovens</strong>, uma vez que somos capazes de medir a idade, a composição química e os movimentos de estrelas individuais.</p><p>O <strong>estudo focou na rotação primordial da galáxia</strong>. No âmbito do projeto Auriga, considerando 30 galáxias semelhantes à nossa, foram simuladas as consequências de uma variedade de colisões possíveis, revelando que, enquanto uma fusão radial pode apagar quase completamente os traços cinemáticos de um disco antigo, uma ou mais fusões menores podem aquecê-lo e deformá-lo sem destruí-lo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomi-creano-un-nuovo-albero-genealogico-della-via-lattea-il-cataclisma-che-poteva-cancellarne-il-passato-1779355664403.png" data-image="04aglrby61if"><figcaption>Exemplo de simulação de campos magnéticos galácticos obtida utilizando os supercomputadores do Projeto Auriga. Crédito: Projeto Auriga.</figcaption></figure><p>O resultado é surpreendente:<strong> apesar das colisões, o nosso disco estelar pode ser mais antigo e mais resistente do que se pensava anteriormente</strong>.</p><h2>Gaia-Sausage-Enceladus foi menos violento do que o esperado</h2><p>A <strong>Via Láctea primordial </strong>ainda carrega os vestígios, ou melhor, as cicatrizes, de uma antiga colisão que culminou numa fusão. A <strong>galáxia anã que colidiu com a nossa há aproximadamente 11 mil milhões de anos é chamada de Gaia-Sausage-Enceladus</strong>.<em></em></p><div class="texto-destacado">O nome Gaia-Sausage-Enceladus combina vários elementos: Gaia, a missão astrométrica cujos dados permitiram a identificação de estrelas pertencentes à galáxia anã; Salsicha, porque as velocidades da galáxia anã têm uma distribuição em forma de salsicha; e Encélado, em homenagem ao gigante mitológico que foi derrotado e sepultado (dentro da Via Láctea).</div><p>Graças às medições das posições e velocidades de milhões de estrelas, possibilitadas pela missão Gaia, os astrónomos <strong>conseguiram identificar as estrelas que compõem esta galáxia anã</strong>.</p><p>Ao contrário das estrelas "indígenas" — aquelas nativas da Via Láctea —, estas <strong>estrelas seguem órbitas altamente alongadas (em forma de salsicha)</strong> e constituem um componente significativo do halo galáctico.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Há aproximadamente 9 a 10 mil milhões de anos, a nossa galáxia colidiu com a galáxia anã Gaia-Sausage-Enceladus. Evidências deste impacto ainda podem ser observadas hoje na rotação da galáxia.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>De acordo com as conclusões deste estudo, o impacto não foi de grande magnitude. <strong>As estrelas da nossa galáxia, algumas com até 13,5 mil milhões de anos, ainda conservam vestígios significativos do seu movimento rotacional original</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomi-creano-un-nuovo-albero-genealogico-della-via-lattea-il-cataclisma-che-poteva-cancellarne-il-passato-1779355880642.png" data-image="eycsozqelbed" alt="Andromeda" title="Andromeda"><figcaption>Esta ilustração retrata uma fase da fusão prevista entre a nossa galáxia, a Via Láctea, e a galáxia vizinha de Andrómeda, tal como se desenrolará ao longo dos próximos mil milhões de anos. Nesta imagem — que representa o céu noturno da Terra daqui a 3,75 mil milhões de anos — Andrómeda (à esquerda) preenche todo o campo de visão e começa a distorcer a Via Láctea devido à força das marés. NASA; ESA; Z. Levay e R. van der Marel, STScI; T. Hallas; e A. Mellinger.</figcaption></figure><p>Se o impacto com Gaia-Sausage-Enceladus tivesse sido verdadeiramente violento, teria apagado todos os vestígios dessa rotação ordenada entre as antigas populações estelares do disco.</p><p>Estima-se que <strong>a primeira aproximação da galáxia anã tenha ocorrido há aproximadamente 11 mil milhões de anos</strong>, enquanto a fusão em si ter-se-ia concluído entre 10 e 9 mil milhões de anos atrás.</p><p><strong> </strong></p><h2>A explosão de formação estelar oculta em aglomerados globulares</h2><p>Evidências que confirmam este encontro próximo com a galáxia anã Gaia-Sausage-Enceladus podem ser encontradas não apenas em padrões de rotação, mas também em aglomerados globulares: <strong>aglomerações esféricas de estrelas unidas pela gravidade</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-fantasma-de-uma-colisao-cosmica-foi-descoberto-no-aglomerado-de-perseu.html" title="O 'fantasma' de uma colisão cósmica foi descoberto no aglomerado de Perseu">O "fantasma" de uma colisão cósmica foi descoberto no aglomerado de Perseu</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-fantasma-de-uma-colisao-cosmica-foi-descoberto-no-aglomerado-de-perseu.html" title="O 'fantasma' de uma colisão cósmica foi descoberto no aglomerado de Perseu"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/descubren-el-fantasma-de-una-colision-cosmica-en-el-cumulo-de-perseo-1745427599021_320.jpg" alt="O 'fantasma' de uma colisão cósmica foi descoberto no aglomerado de Perseu"></a></article></aside><p>Estes aglomerados estelares têm uma idade que coincide com a época daquela primeira passagem próxima. Acredita-se que os <strong>efeitos gravitacionais exercidos por esta galáxia anã sobre o gás presente no halo da nossa Galáxia</strong> desencadearam um episódio de intensa formação estelar, uma "explosão estelar".</p><p>Consequentemente, <strong>esta fusão primordial não destruiu a Via Láctea</strong>; em vez disso, transformou-a: aquecendo uma porção do seu disco, misturando populações estelares de diversas origens e comprimindo o gás para dar origem a novas estrelas e aglomerados.</p><p><strong> </strong></p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://academic.oup.com/mnras/article/548/4/staf2154/8667673?login=false" target="_blank">Build-up and survival of the disc: from numerical models of galaxy formation to the Milky Way</a>. 07 de maio, 2026. Matthew Orkney e Chervin Laporte.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-criam-nova-arvore-genealogica-da-via-lactea-o-cataclismo-que-poderia-ter-apagado-seu-passado.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Novo estudo revela como se pode melhorar a previsão climática sazonal com recurso a tubarões]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/novo-estudo-revela-como-se-pode-melhorar-a-previsao-climatica-sazonal-com-recurso-a-tubaroes.html</link><pubDate>Fri, 29 May 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A colocação de transmissores por satélite em animais é uma forma comum de os estudar e de rastrear os seus padrões migratórios, mas alguns cientistas perceberam que podem fazer muito mais do que isso.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/novo-estudo-revela-como-se-pode-melhorar-a-previsao-climatica-sazonal-com-recurso-a-tubaroes-1779051973645.jpg" data-image="tsrtxjjxzqyh" alt="Tubarões" title="Tubarões"><figcaption>Os tubarões poderão servir como um sistema de sensores móveis e de grande alcance </figcaption></figure><p>Um estudo publicado recentemente na Nature-Climate and Atmospheric Science veio demonstrar, uma vez mais, a importância da colaboração interdisciplinar, neste caso entre a biologia, a oceanografia e a ciência climática.</p><h2>Obtenção de dados do oceano através de tubarões</h2><p>Tudo começou, há uns anos, quando o antigo cientista de tubarões da Escola Rosenstiel, Neil Hammerschlag, e o cientista atmosférico Ben Kirtman, através da colocação de transmissores por satélite em tubarões, a fim de estudarem estes animais e obterem dados de observação do oceano, chegaram à conclusão que os dados obtidos sobre os oceanos <strong>poderiam beneficiar também a modelação climática.</strong></p><p>Estas observações do oceano poderiam ter uma grande vantagem, atendendo que os sistemas de observação convencionais não captam frequentemente a variabilidade de pequena escala em regiões oceânicas dinâmicas.</p><p>Numa investigação recente, Laura H. McDonnell, investigadora na Instituição Oceanográfica Woods Hole (WHOI), juntamente com outros cientistas, liderou uma equipa que <strong>fixou sensores nas barbatanas dorsais de 18 tubarões-azuis (Prionace glauca) e um tubarão-mako-de-barbatana-curta (Isurus oxyrinchus) no Atlântico Noroeste.</strong></p><p>Obtiveram-se, assim, inúmeros dados especialmente das zonas dinâmicas do oceano, tais como frentes e vórtices, dado que estes predadores marinhos procuram naturalmente estas zonas dinâmicas do oceano, zonas onde existe uma lacuna de dados convencionais.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os tubarões transmitiram mais de 8.200 perfis de temperatura e profundidade numa vasta gama de locais e profundidades, atingindo quase 2.000 metros. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os tubarões-azuis, em particular, podem mergulhar a profundidades até quase 2000 metros, o que significa que experimentam frequentemente variações de temperatura até 20 °C.</p><p>Os sensores acoplados aos tubarões <strong>registaram a profundidade e a temperatura à medida que se deslocavam pelo oceano, os satélites recolhiam e transmitiam estes dados de alta resolução em tempo quase real.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/novo-estudo-revela-como-se-pode-melhorar-a-previsao-climatica-sazonal-com-recurso-a-tubaroes-1779052179925.jpg" data-image="9konae7e5soo" alt="Oceano" title="Oceano"><figcaption>Os tubarões recolhem dados do oceano em zonas onde os dados observacionais são escassos</figcaption></figure><p>Embora os dados estivessem concentrados na costa leste dos EUA, a norte da Virgínia, os tubarões percorreram áreas tão a sul como a Florida e até ao meio do Atlântico.</p><p>Os autores do estudo realçam que os sensores acoplados em animais não substituem os sistemas de observação tradicionais, mas são uma ferramenta complementar.</p><h2>Integração dos dados num modelo climático sazonal</h2><p>Um subconjunto dos dados obtidos foi integrado no Modelo do Sistema Climático Comunitário da University Corporation for Atmospheric Research (UAAR). Este modelo simula o sistema climático da Terra e permite aos investigadores estudar os estados climáticos passados, presentes e futuros do planeta.</p><p>Isto permitiu aos autores do estudo comparar as condições meteorológicas resultantes das previsões dos modelos integrando os dados recolhidos pelos tubarões, bem como aquelas dos modelos tradicionais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="748879" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-grupo-de-cientistas-alertam-que-os-oceanos-absorveram-niveis-recordes-de-calor-em.html" title="Um grupo de cientistas alertam que os oceanos absorveram níveis recordes de calor em 2025">Um grupo de cientistas alertam que os oceanos absorveram níveis recordes de calor em 2025</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-grupo-de-cientistas-alertam-que-os-oceanos-absorveram-niveis-recordes-de-calor-em.html" title="Um grupo de cientistas alertam que os oceanos absorveram níveis recordes de calor em 2025"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/um-grupo-de-cientistas-alertam-que-os-oceanos-absorveram-niveis-recordes-de-calor-em-1768314942527_320.jpg" alt="Um grupo de cientistas alertam que os oceanos absorveram níveis recordes de calor em 2025"></a></article></aside><p><strong>Os dados obtidos pelos tubarões mostraram melhorias mensuráveis no desempenho das previsões,</strong> particularmente em regiões costeiras e de plataforma continental dinâmicas, que são importantes para os ecossistemas marinhos e para a pesca.</p><div class="texto-destacado">Ao incorporar os dados recolhidos pelos tubarões num modelo climático sazonal, McDonnell e a sua equipa descobriram que os erros de previsão na superfície do oceano diminuíram substancialmente em determinadas regiões, com melhorias que chegaram aos 40% em casos específicos.</div><p>O desempenho melhorado foi particularmente notável ao longo da plataforma continental pouco profunda, onde reduziu o erro do modelo em 43% em novembro e 33% em dezembro. <strong>Isto representou uma precisão de cerca de 1,5°C nas previsões da temperatura da superfície do mar</strong>, uma melhoria significativa num ambiente onde pequenas variações de temperatura podem provocar grandes alterações ecológicas.</p><p>Para a pesca e as comunidades costeiras, pequenas melhorias nas previsões oceânicas podem fazer uma grande diferença, pois, reduzindo a incerteza da previsão ajuda as pessoas a planear, seja onde pescar, como gerir os recursos ou como responder às mudanças nas condições.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/novo-estudo-revela-como-se-pode-melhorar-a-previsao-climatica-sazonal-com-recurso-a-tubaroes-1779053310051.jpg" data-image="tor2ybzy1h3c" alt="Pescas" title="Pescas"><figcaption>As previsões oceânicas precisas são cruciais para diferentes áreas, nomeadamente para a gestão da pesca</figcaption></figure><p>As previsões oceânicas são geralmente menos fiáveis em áreas que mudam rapidamente e onde faltam dados de observação tradicionais, como é o caso das frentes oceânicas e dos vórtices e é nestas zonas que a previsão melhora, pois é onde os tubarões se deslocam mais.</p><div class="texto-destacado">Este é o primeiro estudo a integrar experimentalmente dados de sensores acoplados a animais num modelo climático sazonal e a quantificar o seu impacto no desempenho das previsões, sugerindo potencial para uso operacional futuro.</div><p>Este estudo demonstra que os <strong>dados de temperatura e profundidade recolhidos pelos tubarões marcados podem melhorar a precisão das previsões oceânicas </strong>no Oceano Atlântico Noroeste.</p><h3><em>Referência da notícia: </em></h3><p><em><a href="https://doi.org/10.1038/s41612-026-01394-9">Laura H. McDonnell, Ben P. Kirtman et al., “Improved seasonal climate forecasting using shark-borne sensor data in a dynamic ocean”, Nature – Climate and Atmospheric Science, Published: 28 April 2026</a></em> </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/novo-estudo-revela-como-se-pode-melhorar-a-previsao-climatica-sazonal-com-recurso-a-tubaroes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Anona: a fruta cremosa que desafia as alterações climáticas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/anona-a-fruta-cremosa-que-desafia-as-alteracoes-climaticas.html</link><pubDate>Fri, 29 May 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>A anona, fruto indiano com sabor a natas, destaca-se pela resistência à seca e pode tornar-se uma das culturas agrícolas mais importantes do futuro.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/anona-a-fruta-cremosa-que-desafia-as-alteracoes-climaticas-1779867291607.jpg" data-image="7g6h5nwtjg9v" alt="Anona" title="Anona"><figcaption>A anona destaca-se pela resistência à seca e pelo sabor cremoso, tornando-se uma aposta promissora para a agricultura sustentável.</figcaption></figure><p>Num cenário global marcado pelas alterações climáticas, pela escassez de água e pela pressão crescente sobre a produção alimentar, investigadores e agricultores <strong>procuram culturas capazes de resistir a condições extremas sem perder valor económico</strong>.</p><p>Entre essas apostas surge um <strong>fruto tradicional da Índia </strong>que começa a despertar atenção internacional: <strong>a anona, conhecida pelo sabor doce e cremoso semelhante a natas</strong>.</p><p>Embora durante muitos anos tenha sido <strong>vista como uma fruta regional, consumida sobretudo em mercados locais asiáticos</strong>, a anona está agora a ganhar protagonismo graças à sua extraordinária resistência à seca.</p><p>Num período em que várias culturas agrícolas enfrentam perdas devido ao aumento das temperaturas e à irregularidade das chuvas, <strong>esta planta tropical revela uma capacidade rara de adaptação</strong>.</p><h2>A ciência entra em campo</h2><p>O interesse científico em torno da anona intensificou-se nos últimos anos.</p><p>Equipas de investigação agrícola na Índia têm desenvolvido <strong>programas de desenvolvimento genético destinados a criar variedades mais resistentes</strong>, produtivas e adequadas às novas condições climáticas.</p><p>O objetivo é <strong>transformar uma cultura tradicional num recurso estratégico para o futuro alimentar</strong> de regiões vulneráveis à desertificação.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ao contrário de frutas que exigem irrigação intensiva, a anona consegue sobreviver em solos relativamente pobres e ambientes secos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>As suas raízes profundas permitem <strong>captar água em zonas onde outras culturas rapidamente entram em <em>stress</em> hídrico</strong>.</p><p>Esta <strong>característica tornou-a particularmente importante </strong>para agricultores indianos que enfrentam períodos cada vez mais longos de seca.</p><h2>Um fruto com potencial económico global</h2><p>Além da resistência climática, o fruto <strong>oferece vantagens económicas relevantes</strong>.</p><p>A procura por frutas exóticas e nutritivas continua a crescer em mercados internacionais, sobretudo entre <strong>consumidores interessados em alimentação saudável e sustentável</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="694756" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conheca-a-anona-a-fruta-tropical-do-mes-de-fevereiro.html" title="Conheça a anona, a fruta tropical do mês de fevereiro ">Conheça a anona, a fruta tropical do mês de fevereiro </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conheca-a-anona-a-fruta-tropical-do-mes-de-fevereiro.html" title="Conheça a anona, a fruta tropical do mês de fevereiro "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/anona-a-fruta-tropical-do-mes-de-fevereiro-1738271945960_320.jpg" alt="Conheça a anona, a fruta tropical do mês de fevereiro "></a></article></aside><p><strong>Rica em vitamina C, fibras e antioxidantes</strong>, a anona combina valor nutricional com um sabor altamente apreciado, frequentemente descrito como uma <strong>mistura entre banana, baunilha e creme de pasteleiro</strong>.</p><p>O aumento do interesse internacional abriu novas oportunidades de exportação para produtores indianos.</p><p>Em algumas regiões rurais, agricultores que <strong>antes dependiam de culturas mais vulneráveis começaram a substituir parte das plantações por anoneiras</strong>, reduzindo riscos financeiros associados às alterações climáticas.</p><p>Para muitas famílias agrícolas, trata-se não apenas de uma mudança produtiva, mas de uma <strong>estratégia de sobrevivência económica</strong>.</p><h2>Tecnologia para produzir mais com menos água</h2><p>A ciência desempenha um papel central nesta transformação.</p><p>Investigadores trabalham atualmente na seleção de variedades mais resistentes a <strong>doenças, capazes de produzir frutos maiores e suportar temperaturas extremas </strong>sem perda significativa de qualidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/anona-a-fruta-cremosa-que-desafia-as-alteracoes-climaticas-1779867341808.jpg" data-image="khginrrwzkmm" alt="Plantação" title="Plantação"><figcaption>Cientistas e agricultores olham para a anona como uma cultura do futuro, capaz de enfrentar temperaturas extremas e escassez de água.</figcaption></figure><p>Algumas experiências recorrem também a <strong>técnicas modernas de irrigação gota-a-gota e monitorização digital do solo</strong>, permitindo otimizar o uso de água em zonas áridas.</p><p>Especialistas acreditam que <strong>a anona poderá tornar-se uma cultura importante em várias partes do mundo afetadas pela escassez hídrica</strong>, incluindo regiões mediterrânicas, africanas e latino-americanas.</p><p>O seu potencial encaixa nas novas prioridades da agricultura global: <strong>produzir mais com menos água</strong>.</p><h2>Os desafios da popularidade</h2><p>Ambientalistas alertam para o <strong>risco de expansão descontrolada de monoculturas</strong>, fenómeno que já afetou outras frutas transformadas em tendências globais.</p><p>A sustentabilidade da produção <strong>dependerá da capacidade de equilibrar exportação, biodiversidade</strong> e gestão responsável dos recursos naturais.</p><p>Outro obstáculo continua a ser a <strong>conservação pós-colheita</strong>. A textura delicada e cremosa da anona <strong>dificulta o transporte em longas distâncias</strong>, obrigando os produtores e distribuidores a investir em novas soluções logísticas e técnicas de armazenamento. Ainda assim, <strong>os avanços tecnológicos começam a reduzir essas limitações</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/anona-a-fruta-cremosa-que-desafia-as-alteracoes-climaticas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Gritos, caos e carros arranhados: a invasão de pavões que está a chocar o mundo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/gritos-caos-e-carros-arranhados-a-invasao-de-pavoes-que-esta-a-chocar-o-mundo.html</link><pubDate>Fri, 29 May 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Esta vila em Itália está fora de controlo. Os culpados? São os pavões. Perceba como dezenas de pavões invadiram as ruas, perturbam o descanso, danificam carros e dividem a população.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/gritos-caos-e-carros-arranhados-a-invasao-de-pavoes-que-esta-a-chocar-o-mundo-1779914136114.jpg" data-image="qu31ndwavuns" alt="Pavões" title="Pavões"><figcaption>Os pavões tomaram conta desta vila italiana e os moradores já não aguentam mais. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>Uma pequena vila no <strong>norte de Itália</strong> está a chamar a atenção, mas não pelas praias ou paisagens de sonho. Em vez disso, está “nas bocas do mundo” devido a pavões. Sim, isso mesmo. </p><div class="texto-destacado">Dezenas de pavões a passear livremente entre carros, jardins e estradas. É este o motivo inusitado que coloca Punta Marina nas manchetes das últimas notícias.</div><p>Conhecida pelas praias na costa do Mar Adriático, <strong>Punta Marina</strong>, no município de Ravenna, região de Emilia-Romagna, convive há anos com a presença de pavões. O<strong> aumento da população das aves </strong>nos últimos anos, contudo, tem vindo a preocupar os habitantes locais e a dividir opiniões. </p><p>De um lado, temos os que acham que os pavões devem ser deixados em paz. Do outro, aqueles que querem que sejam levados para outras paragens.</p><h2>De símbolo da aldeia, a terror do locais</h2><p>Há mais de dez anos que os pavões circulam em Punta Marina. Estes animais tornaram-se mesmo uma<strong> imagem característica da cidade </strong>e despertam a curiosidade de turistas e crianças. No entanto, a presença constante das aves também tem causado alguns incómodos entre os moradores, sobretudo devido ao barulho que produzem e aos problemas de limpeza associados.</p><div class="texto-destacado">Em tempos, os pavões eram vistos como animais especiais e até surgiam representados nos famosos mosaicos de Ravena, onde simbolizavam a imortalidade.</div><p>O que é que mudou? Antes viviam num pinhal perto da aldeia, mas acabaram por se aproximar das zonas habitadas à procura de proteção contra predadores, passando a instalar-se nos jardins de casas abandonadas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762575" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/seu-pet-consegue-sentir-um-terremoto-antes-de-voce-a-ciencia-explica-como-os-animais-percebem-o-fenomeno.html" title="O seu animal de estimação consegue sentir um terramoto antes de si? Ciência explica como os animais percebem o fenómeno">O seu animal de estimação consegue sentir um terramoto antes de si? Ciência explica como os animais percebem o fenómeno</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/seu-pet-consegue-sentir-um-terremoto-antes-de-voce-a-ciencia-explica-como-os-animais-percebem-o-fenomeno.html" title="O seu animal de estimação consegue sentir um terramoto antes de si? Ciência explica como os animais percebem o fenómeno"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/animales-y-terremotos-el-extrano-comportamiento-de-perros-vacas-y-sapos-que-la-ciencia-estudia-antes-de-un-gran-seismo-1775028878608_320.jpeg" alt="O seu animal de estimação consegue sentir um terramoto antes de si? Ciência explica como os animais percebem o fenómeno"></a></article></aside><p>Segundo Francesca Impellizzeri, vereadora responsável pela área dos direitos dos animais, em 2023 estavam registados cerca de <strong>30 pavões </strong>no município. Agora, embora não exista uma contagem oficial, estima-se que existam cerca de <strong>120 pavões na região</strong>. </p><p>"Quando tivermos conhecimento dos números, tentaremos entender, junto da comunidade e das associações de direitos dos animais, que ações tomar", explicou, citada pelo canal italiano ‘Sky TG24’.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gritos-caos-e-carros-arranhados-a-invasao-de-pavoes-que-esta-a-chocar-o-mundo-1779915313957.png" data-image="2muutoivitgw" alt="Punta Marina" title="Punta Marina"><figcaption>Os pavões andam livremente pelas estradas. Foto: Wikimedia // Discanto</figcaption></figure><p>Isto porque<strong> a situação se tem agravado nos últimos tempos</strong>, principalmente com a chegada da primavera. É que é neste período que ocorre o acasalamento dos pavões e os sons emitidos durante a noite tornam-se mais frequentes, afetando o descanso da população.</p><div class="texto-destacado"> O som emitido pelos machos é semelhante a um “grito extremamente alto.” </div><p>"Perturbam o sono, perturbam o trânsito e sujam o chão com excrementos que parecem gelado, os quais acabamos por pisar", queixou-se à agência de notícias ‘Agence France-Presse’ (AFP)’ Marco Manzoli, habitante local. "Além disso, sobem para os carros e arranham-nos", lamenta.</p><p>De acordo com a mesma fonte, <strong>os turistas já não passam ali férias</strong>, “a não ser que tenham uma garagem para estacionar o carro”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763987" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-comportamento-ousado-dos-animais-urbanos-uma-faceta-do-impacto-global-da-urbanizacao.html" title="O comportamento ousado dos animais urbanos: uma faceta do impacto global da urbanização">O comportamento ousado dos animais urbanos: uma faceta do impacto global da urbanização</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-comportamento-ousado-dos-animais-urbanos-uma-faceta-do-impacto-global-da-urbanizacao.html" title="O comportamento ousado dos animais urbanos: uma faceta do impacto global da urbanização"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-comportamento-ousado-dos-animais-urbanos-1776267783593_320.jpg" alt="O comportamento ousado dos animais urbanos: uma faceta do impacto global da urbanização"></a></article></aside><p>Segundo o pasteleiro Claudio Ianieiro, os animais vivem há muito tempo na floresta de pinheiros atrás da aldeia e sempre foram um marco da região (já inspiraram ímanes e até biscoitos com o seu formato). No entanto, começaram a invadir a cidade à procura de maior segurança contra os predadores. Como resultado, passaram a fazer ninhos nos jardins de casas abandonadas. </p><p>“Lá fora, têm muitos inimigos naturais, como lobos e raposas. Aqui, no entanto, não têm nenhum, e estão a proliferar de uma forma difícil de controlar”, explicou.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gritos-caos-e-carros-arranhados-a-invasao-de-pavoes-que-esta-a-chocar-o-mundo-1779915804809.jpg" data-image="ca9dv2yw8pjh" alt="Punta Marina" title="Punta Marina"><figcaption>Punta Marina é conhecida pelas praias, mas são os pavões que têm chamado a atenção. Foto: Ravenna Turismo</figcaption></figure><p>Mara Capasso, outra moradora, disse que o problema com as aves acabou por “dividir a região em duas fações”: uma que quer que os animais sejam deixados em paz, e outra que quer que sejam levados para outro lugar. </p><p>É o caso de Emanuele Crescentini, uma moradora de 50 anos que se autointitula “guarda-florestal” dos pavões. Todos os dias percorre as ruas da localidade para proteger as aves de vizinhos mais irritados. Para ela, é possível existir uma convivência equilibrada entre pessoas e animais. “Há muito espaço em Punta Marina, eles podem espalhar-se”, defende.</p><h2>As tentativas para resolver a situação</h2><p>Ao longo dos últimos anos, a Câmara Municipal de Ravena tem tentado encontrar <strong>formas de controlar a presença dos pavões</strong> em Punta Marina. Em 2022, por exemplo, foi feita uma tentativa para retirar algumas aves da zona, mas o plano acabou por não avançar devido à oposição de associações de defesa animal.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="716526" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/comissao-europeia-abre-consulta-sobre-revisao-da-legislacao-do-bem-estar-animal-contributos-ate-16-de-julho.html" title="Comissão Europeia abre consulta sobre revisão da legislação do bem-estar animal. Contributos até 16 de julho">Comissão Europeia abre consulta sobre revisão da legislação do bem-estar animal. Contributos até 16 de julho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/comissao-europeia-abre-consulta-sobre-revisao-da-legislacao-do-bem-estar-animal-contributos-ate-16-de-julho.html" title="Comissão Europeia abre consulta sobre revisão da legislação do bem-estar animal. Contributos até 16 de julho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/comissao-europeia-abre-consulta-sobre-revisao-da-legislacao-do-bem-estar-animal-contributos-ate-16-de-julho-1750699892053_320.jpg" alt="Comissão Europeia abre consulta sobre revisão da legislação do bem-estar animal. Contributos até 16 de julho"></a></article></aside><p>Mais recentemente, em 2024, a autarquia optou por uma abordagem diferente e lançou uma campanha para ensinar moradores e turistas a conviver melhor com os pavões. Uma das principais recomendações é simples: <strong>não alimentar as aves</strong>, para evitar que se instalem junto das casas e criem colónias permanentes.</p><p>Entretanto, a autarquia revelou que uma nova estratégia tem dado resultados mais positivos: várias pessoas de diferentes zonas de Itália já demonstraram interesse em adotar alguns dos pavões.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/gritos-caos-e-carros-arranhados-a-invasao-de-pavoes-que-esta-a-chocar-o-mundo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Arrábida volta a limitar carros no verão para proteger praias e garantir segurança]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/arrabida-volta-a-limitar-carros-no-verao-para-proteger-praias-e-garantir-seguranca.html</link><pubDate>Thu, 28 May 2026 17:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A época balnear traz novas regras de acesso às praias da Arrábida, com restrições à circulação automóvel, reforço do transporte público e medidas de segurança motivadas por instabilidade geológica e danos recentes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/arrabida-volta-a-limitar-carros-no-verao-para-proteger-praias-e-garantir-seguranca-1779972487572.jpg" data-image="mrbir9qnw4lt" alt="Portinho da Arrábida, Setúbal" title="Portinho da Arrábida, Setúbal"><figcaption>Disposta numa enseada em meia-lua e protegida da nortada pela serra, a praia do Portinho da Arrábida é uma das estâncias mais visitadas no verão. Foto: Bosc d'Anjou, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>As <strong>praias</strong> do Parque Natural da <strong>Arrábida</strong> continuam entre os destinos mais procurados do país. A combinação de águas transparentes e encostas que descem até ao mar <strong>atrai milhares de banhistas</strong> todos os verões. </p><p>Para preservar este património natural e garantir condições de segurança, o município de Setúbal volta a aplicar o <strong>Programa Arrábida sem Carros</strong> entre <strong>4 de junho e 15 de setembro</strong>. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A iniciativa mantém o foco na redução do tráfego automóvel e na promoção de alternativas de mobilidade que diminuam a pressão sobre um território sensível.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Assente em medidas de proteção civil, preservação ambiental e gestão da mobilidade, o modelo procura responder ao aumento significativo de visitantes nos meses mais quentes. As restrições impostas têm como intuito assegurar que os <strong>meios de emergência</strong> possam circular sem que o <strong>estacionamento irregular</strong> bloqueie os acessos essenciais. </p><p>É preciso ter em conta que a Arrábida apresenta <strong>riscos naturais</strong> que exigem <strong>vigilância permanente</strong>, razão pela qual a autarquia considera prioritário controlar o fluxo de veículos.</p><h2>Acessos condicionados e circulação limitada</h2><p>Entre os fatores que justificam a continuidade do programa está a <strong>instabilidade do maciço rochoso na Rua Círio da Arrábida</strong>. O troço entre o túnel da Figueirinha e Galapos permanece interdito desde fevereiro de 2023 e continua a ser alvo de monitorização.</p><p>A isto somam‑se os <strong>estragos provocados pelas tempestades do início do ano</strong>, que abriram crateras em vários pontos da estrada nacional 10 e obrigaram a intervenções prolongadas nos taludes. Parte do pavimento ficou oca devido ao peso da água, o que levou a obras que se estenderam por mais de três meses.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arrabida-volta-a-limitar-carros-no-verao-para-proteger-praias-e-garantir-seguranca-1779972618358.jpg" data-image="f8khqb7jz0sv" alt="Praia da Figueirinha, Arrábida" title="Praia da Figueirinha, Arrábida"><figcaption>Os acessos à praia da Figueirinha vão estar interditos à circulação automóvel a partir de 4 de junho. Foto: Município de Setúbal</figcaption></figure><p>Com estas limitações, a circulação rodoviária nos acessos às <strong>praias de Albarquel e da Figueirinha</strong> volta a ficar interdita entre as 07.00 e as 20.00. A restrição aplica‑se a partir do cruzamento da Rua Amália Rodrigues com a Travessa da Rua da Saúde, junto à Saboaria.</p><h2>Transportes públicos, bicicletas e trotinetes com livre trânsito</h2><p>Apenas <strong>transportes públicos</strong>, veículos autorizados e utilizadores abrangidos por exceções podem seguir viagem. Entre os veículos permitidos incluem‑se táxis, TVDE em serviço, motociclos, viaturas com dístico de deficiência, autoridades, meios de emergência e modos suaves, como <strong>bicicletas e trotinetas</strong>. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Moradores, concessionários, fornecedores, operadores turísticos licenciados, trabalhadores de entidades instaladas na zona e detentores de amarrações na Gávea também estão abrangidos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os acessos ao Portinho da Arrábida, ao Creiro e a Galapos ficam igualmente condicionados no mesmo horário, a partir do cruzamento do Pinheiro. O troço pode ser encerrado sempre que o parque do Creiro ou as bolsas autorizadas atinjam a capacidade máxima ou quando as autoridades identifiquem risco para a segurança. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="737968" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/arrabida-ja-era-um-tesouro-nacional-mas-agora-tambem-e-reserva-da-biosfera-da-unesco.html" title="Arrábida já era um tesouro nacional, mas agora também é Reserva da Biosfera da UNESCO">Arrábida já era um tesouro nacional, mas agora também é Reserva da Biosfera da UNESCO</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/arrabida-ja-era-um-tesouro-nacional-mas-agora-tambem-e-reserva-da-biosfera-da-unesco.html" title="Arrábida já era um tesouro nacional, mas agora também é Reserva da Biosfera da UNESCO"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/arrabida-ja-era-um-tesouro-nacional-mas-agora-tambem-e-reserva-da-biosfera-da-unesco-1762361549516_320.jpg" alt="Arrábida já era um tesouro nacional, mas agora também é Reserva da Biosfera da UNESCO"></a></article></aside><p>Nestes casos, apenas veículos com livre trânsito podem avançar. Os cartões de circulação e estacionamento devem ser solicitados através do portal do município ou por e‑mail.</p><h2>Frota de autocarros reforçada e parques gratuitos</h2><p>Para garantir <strong>alternativas ao automóvel</strong>, a Câmara Municipal de Setúbal reforça a <strong>oferta de transporte público</strong>. Todas as carreiras mantêm integração no passe Navegante e asseguram ligações entre Setúbal, Azeitão e as praias durante toda a época balnear. A TML deverá ainda apresentar propostas adicionais para aumentar frequências.</p><p>A linha 4470, entre <strong>Setúbal </strong>e o <strong>Creiro </strong>via <strong>Azeitão</strong>, terá vinte circulações diárias. A 4471, circular da Praia de Albarquel, funcionará em vaivém entre as 09.00 e as 20.00, com frequências a variar entre vinte e trinta minutos. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arrabida-volta-a-limitar-carros-no-verao-para-proteger-praias-e-garantir-seguranca-1779972723776.jpg" data-image="u6xhfhpqurqp" alt="Arrábida Sem Carros" title="Arrábida Sem Carros"><figcaption>As ligações entre as praias da Arrábida vão ser asseguradas por transportes públicos. Foto: Município de Setúbal.</figcaption></figure><p>A 4474, que liga Setúbal à Figueirinha, será reforçada nos períodos de maior procura, podendo operar de dez em dez minutos aos fins de semana. Entre o Creiro e Galapos, o Vaivém Arrábida assegura ligações a cada trinta minutos.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Para incentivar o uso destas linhas, o município irá disponibilizar parques gratuitos na cidade e em Azeitão, com ligação direta às carreiras. Entre eles estão o parque do Alegro Setúbal, o terminal da Várzea e uma bolsa com cerca de 200 lugares junto ao Mercado Mensal de Azeitão. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O estacionamento da Figueirinha, por seu turno, será reservado a funcionários das concessões balneares, veículos de duas rodas e viaturas com dístico de deficiência. O parque do Creiro, gerido pela Associação Baía de Setúbal, terá 140 lugares e tarifas diferenciadas consoante a hora de entrada.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em><a href="https://noticias.mun-setubal.pt/acesso-as-praias-da-arrabida-com-modelo-que-garante-seguranca-e-preservacao-ambiental/" target="_blank">Acesso às praias da Arrábida com modelo que garante segurança e preservação ambiental</a>. Município de Setúbal</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/arrabida-volta-a-limitar-carros-no-verao-para-proteger-praias-e-garantir-seguranca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O sobrevivente do tamanho de um hamster que resistiu à extinção mais mortífera da Terra]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-sobrevivente-do-tamanho-de-um-hamster-que-resistiu-a-extincao-mais-mortifera-da-terra.html</link><pubDate>Thu, 28 May 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Os cientistas identificaram uma espécie de mamífero recém-descoberta, do tamanho de um hamster, que viveu há 75 milhões de anos e que oferece pistas invulgares sobre como antepassados pequenos e adaptáveis poderão ter sobrevivido à extinção que dizimou os dinossauros.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/the-hamster-sized-survivor-that-lived-through-earth-s-deadliest-extinction-1779355024890.jpg" data-image="tyj5k85mp9a6" alt="reconstrucción" title="reconstrucción"><figcaption>Ilustração de um Cimolodon desosai numa árvore, com um fruto na boca. Crédito: Andrey Atuchin.</figcaption></figure><p>Um novo estudo publicado na revista J<em>ournal of Vertebrate Palaeontology</em>, conduzido por uma equipa de investigação da Universidade de Washington, revela uma <strong>n</strong><strong>ova espécie do género</strong> <strong><em>Cimolodon</em></strong> descoberta na Baixa Califórnia.</p><p><strong><em>Cimolodon desosai</em></strong> <strong>terá vivido há cerca de 75 milhões de anos e terá tido o tamanho de um hamster dourado</strong>, correndo pelo solo e pelas árvores para se alimentar de insetos e frutos.</p><h2> O que nos podem revelar os fósseis de Cimolodon desosai? </h2><p>Os mamíferos e os dinossauros coexistiram na Terra até que o asteroide colidiu com o planeta há 66 milhões de anos, causando a extinção de 75% da vida. Apesar disso, <strong>alguns animais sobreviveram, incluindo os mamíferos do género <em>Cimolodon</em></strong>. Estes pertencem aos multituberculados, um grupo que surgiu durante o Jurássico e sobreviveu durante mais de 100 milhões de anos. Ao estudar estes animais, os investigadores podem compreender <strong>como os mamíferos sobreviveram às extinções em massa e se diversificaram até se tornarem os mamíferos que conhecemos hoje</strong>.</p><p>"O género<em> Cimolodon</em> foi um mamífero bastante comum durante o Cretáceo Superior, a última época da Era dos Dinossauros. Foram encontrados fósseis de <em>Cimolodon</em> em todo o oeste da América do Norte, desde o oeste do Canadá até ao México", afirmou o autor principal, Gregory Wilson Mantilla, professor de biologia da Universidade de Washington e conservador de paleontologia de vertebrados no Museu Burke. <strong>"Esta nova espécie, <em>Cimolodon desosai</em>, foi a antecessora das espécies que sobreviveram à extinção</strong>. Tanto esta como os seus descendentes eram relativamente pequenos e omnívoros, duas características que se revelaram vantajosas para a sua sobrevivência."</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762862" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/origens-dos-animais-antigos-os-fosseis-recuam-a-cronologia-evolutiva-em-4-milhoes-de-anos.html" title="Origens dos animais antigos: os fósseis recuam a cronologia evolutiva em 4 milhões de anos">Origens dos animais antigos: os fósseis recuam a cronologia evolutiva em 4 milhões de anos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/origens-dos-animais-antigos-os-fosseis-recuam-a-cronologia-evolutiva-em-4-milhoes-de-anos.html" title="Origens dos animais antigos: os fósseis recuam a cronologia evolutiva em 4 milhões de anos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ancient-animal-origins-fossils-push-the-evolutionary-timeline-back-by-4-million-years-1775390180198_320.jpg" alt="Origens dos animais antigos: os fósseis recuam a cronologia evolutiva em 4 milhões de anos"></a></article></aside><p>Quando descobriram o fóssil em 2009, <strong>encontraram um crânio, uma mandíbula, dentes, um fémur e um cúbito</strong>.</p><p>"É muito difícil encontrar fósseis neste sítio arqueológico, em comparação com outras zonas", disse Wilson Mantilla. "No início, o meu assistente de campo só encontrou um pequeno dente que sobressaía. Se ele tivesse encontrado apenas isso, eu teria ficado muito feliz. Mas depois, <strong>quando olhámos para dentro da fenda na rocha, pudemos ver que havia mais osso"</strong>.</p><div class="texto-destacado">Ao descobrir mais do que apenas dentes no <em>C. desosai</em>,<strong> a equipa conseguiu compreender melhor o tamanho e a forma do animal, bem como a sua forma de se mover</strong>. Isto também ajuda a reconstruir uma imagem deste género e do ambiente em que vivia.</div><p>A equipa utilizou imagens digitais e microtomografia computadorizada para obter imagens de alta resolução do fóssil. Em seguida, compararam os dentes com os de outros membros do género Cimolodon para <strong>determinar se se tratava de uma nova espécie</strong>.</p><p><strong>"Naquela época, tudo recebia o seu nome com base nas características dos dentes"</strong>, explicou Wilson Mantilla. "Se encontrarmos um esqueleto a que faltam dentes, por vezes é difícil dar-lhe um nome."</p><h2> Dar um nome ao fóssil </h2><p>A equipa batizou a espécie <strong>em homenagem a Michael de Sosa VI</strong>, um assistente de campo que descobriu o fóssil e que, infelizmente, faleceu durante o estudo dos fósseis.</p><p>"Era um excelente assistente de campo e era como um irmão mais novo para mim", disse Wilson Mantilla. <strong>"É uma grande honra estar associado a ele"</strong>.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/02724634.2026.2641109" target="_blank">Cranial and postcranial remains of a new species of Cimolodon (Mammalia, Multituberculata, Cimolodontidae) from the Upper Cretaceous (Campanian) El Gallo Formation of Baja California, México: Journal of Vertebrate Paleontology: Vol 0, No 0 - Get Access</a>. Mantilla, G.P.W., Newbins, I.R., Fastovsky, D.E., Zhang, Y., Montellano-Ballesteros, M., Alcántara, D.G. and Chen, M. 22<sup>nd</sup> April 2026. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-sobrevivente-do-tamanho-de-um-hamster-que-resistiu-a-extincao-mais-mortifera-da-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Previsão oficial da Meteored para a temporada de furacões de 2026: teremos mais ciclones este ano?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-oficial-da-meteored-para-a-temporada-de-furacoes-de-2026-teremos-mais-ciclones-este-ano.html</link><pubDate>Thu, 28 May 2026 13:19:20 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nós, especialistas em meteorologia da Meteored, chegámos a um consenso sobre a temporada de furacões de 2026, para as bacias do Atlântico — que incluem o Golfo do México e o Mar das Caraíbas — e do Pacífico Nordeste — que abrange a costa ocidental dos Estados Unidos, do México e da América Central.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/pronostico-oficial-de-meteored-para-la-temporada-de-huracanes-2026-tendremos-mas-ciclones-este-ano-1779838196467.png" data-image="7rs018jdf2ec" alt="Oficialmente la temporada de huracanes en el Atlántico comienza el 1 de junio y para el Pacífico Nororiental inicia el 15 de mayo, ambas concluyen hasta el 30 de noviembre." title="Oficialmente la temporada de huracanes en el Atlántico comienza el 1 de junio y para el Pacífico Nororiental inicia el 15 de mayo, ambas concluyen hasta el 30 de noviembre."><figcaption>Oficialmente, a temporada dos furacões no Atlântico começa a 1 de junho e, no Nordeste do Pacífico, a 15 de maio; ambas terminam a 30 de novembro.</figcaption></figure><p>Para elaborar a previsão, foi realizada uma análise aprofundada, tendo em conta observações e fenómenos climáticos, modelação numérica avançada e interpolação de dados das estimativas publicadas por organismos governamentais e académicos.</p><p>Ao realizar a interpolação das previsões já publicadas por agências meteorológicas, incluindo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), observa-se um consenso analítico em que as projeções numéricas combinadas mostram um <strong>impacto na cisalhamento do vento relacionado com a oscilação do El Niño</strong>.</p><div class="texto-destacado">Por seu lado, as simulações de longo prazo do Modelo Europeu (ECMWF), na sua versão de previsão sazonal, fornecem dados cruciais sobre as anomalias da pressão ao nível do mar e os vetores de vento. O modelo insiste que, apesar dos sinais do El Niño, as pressões no Atlântico tropical se manterão ligeiramente abaixo do normal, o que poderá enfraquecer parcialmente o cisalhamento do vento em setores específicos das Caraíbas.</div><p>Além disso, o ECMWF destaca um sinal de elevada energia potencial disponível no Pacífico Central e Oriental, confirmando que <strong>as condições dinâmicas serão excecionalmente propícias à formação de perturbações de grande dimensão e longa duração</strong>.</p><h2>ENOS e a sua influência na formação de ciclones tropicais</h2><p>Recorde-se que, estatisticamente, o aquecimento no Pacífico equatorial associado a padrões climáticos como o El Niño gera uma interação atmosférica que aumenta o cisalhamento vertical do vento na bacia do Atlântico, <strong>atuando como um freio natural ao desenvolvimento de sistemas tropicais organizados</strong>.</p><p>Por outro lado, no Pacífico Nordeste e Central, a redução dos ventos nos níveis médios e altos, combinada com o aumento da energia térmica, propicia tradicionalmente <strong>um ambiente extremamente ativo para o desenvolvimento e a rápida intensificação de furacões de grande categoria</strong>.</p><h3>Ondas de calor marinhas: combustível para o desenvolvimento de ciclones tropicais</h3><p>Outro fator que foi levado em conta foi a persistência de <strong>águas anormalmente quentes fora das regiões equatoriais</strong>; esta variação gerou, nos últimos anos, alterações nas correntes oceânicas, no posicionamento das altas pressões semipermanentes em ambos os oceanos e na alteração das monções, fatores que também influenciam o desenvolvimento de sistemas tropicais.</p><p><strong>A variabilidade climática na interação oceano-atmosfera</strong> modificou as trajetórias típicas dos ciclones tropicais e extratropicais, teoria reforçada pelas observações mais recentes do Centro Nacional de Furacões (NHC) e da NOAA.</p><h2>Previsão para a temporada de furacões no Oceano Atlântico em 2026: abaixo da média </h2><p>De acordo com a previsão da NOAA e do NHC, prevê-se uma temporada de furacões abaixo do normal para a bacia do Atlântico este ano. A previsão aponta para uma probabilidade de 35% de uma temporada próxima do normal, uma probabilidade de 10% de uma temporada acima do normal e <strong>uma probabilidade de 55% de uma temporada abaixo do normal</strong>.</p><h4>A estimativa da Meteored é: um total de 10-14 ciclones tropicais nomeados</h4><ul><li><strong>5 Tempestades tropicais nomeadas</strong></li><li><strong>4-6 Furacões</strong> (categoria 1 e 2)</li><li><strong>1-3 grandes Furacões </strong>(categoria 3, 4 e 5 ou ventos superiores a 253 km/h)</li></ul><ul></ul><p>As costas da América Central, do Golfo do México e das Caraíbas mantêm-se sob a vulnerabilidade habitual, mas este ano os modelos estendem o risco de impactos para as latitudes médias, alertando para<strong> trajetórias que poderão atingir as costas do leste do Canadá e zonas do oeste da Europa como sistemas pós-tropicais de grande intensidade</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pronostico-oficial-de-meteored-para-la-temporada-de-huracanes-2026-tendremos-mas-ciclones-este-ano-1779844274244.png" data-image="3facdd6bzy0g" alt="Lista oficial de nombres asignada para identificar los ciclones tropicales que se desarrollen en el Atlántico este 2026" title="Lista oficial de nombres asignada para identificar los ciclones tropicales que se desarrollen en el Atlántico este 2026"><figcaption>Lista oficial de nomes atribuídos para identificar os ciclones tropicais que se formarem no Atlântico em 2026.</figcaption></figure><p>Para o Atlântico, prevê-se uma diminuição do número líquido de tempestades, <strong>embora com um potencial destrutivo latente nos sistemas que venham a formar-se</strong>.</p><h2>Previsão para a temporada de furacões do Nordeste do Pacífico de 2026: acima da média anual</h2><p>De acordo com o Centro de Previsão Climática (CPC), <strong>espera-se uma temporada 70% acima do normal</strong>. Há 20% de probabilidade de uma temporada próxima do normal e apenas 10% de probabilidade de uma temporada abaixo do normal.</p><h4>A estimativa da Meteored é: um total de 22-24 ciclones tropicais nomeados</h4><ul><li><strong>10 Tempestades tropicais nomeadas</strong></li><li><strong>7-8 Furacões</strong> (categoria 1 e 2)</li><li><strong>5-6 grandes Furacões</strong> (categoria 3, 4 e 5 ou ventos superiores a 253 km/h) <br></li></ul><p>Os valores são compatíveis com um aumento no número de dias com furacões, <strong>condição que permitirá um cenário de previsão com um número de tempestades superior à média</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pronostico-oficial-de-meteored-para-la-temporada-de-huracanes-2026-tendremos-mas-ciclones-este-ano-1779844224941.png" data-image="1urwz1wh1jl9" alt="Lista oficial de nombres asignada para identificar los ciclones tropicales en el Pacífico Nororiental este 2026." title="Lista oficial de nombres asignada para identificar los ciclones tropicales en el Pacífico Nororiental este 2026."><figcaption>Lista oficial de nomes atribuídos para identificar os ciclones tropicais no Pacífico Nordeste em 2026.</figcaption></figure><p>A síntese destes modelos aponta para uma temporada no Pacífico Nordeste com uma atividade significativamente superior à média histórica; <strong>é de salientar que a probabilidade de impacto em terra é elevada para as costas mexicanas, onde poderão mesmo chegar grandes furacões (isto é, furacões de grande intensidade)</strong>.</p><h2>Cultura de prevenção e mitigação de riscos</h2><p>Perante este panorama meteorológico complexo para a temporada de 2026, a recomendação fundamental para a população é <strong>manter-se sempre atento aos avisos emitidos pelos meteorologistas</strong>, evitando a propagação de boatos nas redes sociais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="701549" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/betao-a-prova-de-furacoes-engenheiros-usam-tecnologia-espacial-da-nasa-para-criar-casas-resistentes-a-desastres.html" title="Betão à prova de furacões: Engenheiros usam tecnologia espacial da NASA para criar casas resistentes a desastres">Betão à prova de furacões: Engenheiros usam tecnologia espacial da NASA para criar casas resistentes a desastres</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/betao-a-prova-de-furacoes-engenheiros-usam-tecnologia-espacial-da-nasa-para-criar-casas-resistentes-a-desastres.html" title="Betão à prova de furacões: Engenheiros usam tecnologia espacial da NASA para criar casas resistentes a desastres"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/concreto-a-prova-de-furacoes-engenheiros-usam-tecnologia-espacial-da-nasa-para-criar-casas-resistentes-a-desastres-1742063829210_320.jpeg" alt="Betão à prova de furacões: Engenheiros usam tecnologia espacial da NASA para criar casas resistentes a desastres"></a></article></aside><p>É de vital importância seguir rigorosa e atempadamente as indicações e alertas precoces das entidades locais de Proteção Civil. A preparação antecipada é eficaz para salvaguardar vidas e bens.</p><h3>Plano de ação familiar e mochila de emergência</h3><p>Como medida de prevenção imediata antes do início da época, cada família deve estabelecer um plano de contingência que inclua a identificação de abrigos temporários e rotas de evacuação. É indispensável ter pronta uma<strong> mochila de emergência</strong>, que deve ser impermeável e conter os seguintes elementos essenciais para a sobrevivência durante as primeiras 72 horas: </p><ul><li>Água engarrafada e alimentos não perecíveis para cada membro da família.</li><li>Caixa de primeiros socorros com medicamentos essenciais prescritos e material para curativos.</li><li>Lanterna com pilhas sobressalentes e um rádio portátil AM/FM para se manterem informados em caso de cortes de energia.</li><li>Cópias de documentos importantes (identificações, certidões, escrituras, etc.) guardadas em sacos plásticos herméticos ou num dispositivo USB.</li><li>Ferramentas básicas, apito de emergência, artigos de higiene pessoal e cobertores leves.</li></ul><p>Lembre-se, não se esqueça de consultar os avisos de ciclones tropicais! Na Meteored oferecemos-lhe informações oficiais em tempo real, <strong>através das nossas redes sociais, página web e da nossa aplicação para telemóveis, onde tem acesso a avisos meteorológicos imediatos</strong>, elaborados pelas nossas equipas de especialistas em meteorologia tropical.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-oficial-da-meteored-para-a-temporada-de-furacoes-de-2026-teremos-mais-ciclones-este-ano.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O modelo europeu divide junho em duas partes: NAO+ e depois um bloqueio escandinavo com possíveis efeitos em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-modelo-europeu-divide-junho-em-duas-partes-nao-e-depois-um-bloqueio-escandinavo-com-possiveis-efeitos-em-portugal.html</link><pubDate>Thu, 28 May 2026 12:07:39 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O ECMWF prevê um junho dividido em duas fases distintas: um início mais atlântico mais fresco, seguido de um possível bloqueio escandinavo que poderá alterar a circulação atmosférica europeia e trazer novas situações de instabilidade a Portugal.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/o-modelo-europeu-divide-junho-em-duas-partes-nao-e-depois-um-bloqueio-escandinavo-com-possiveis-efeitos-em-portugal-1779969016485.jpeg" data-image="w7jsg6krqk2n" alt="Chuva em Junho" title="Chuva em Junho"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-277457">Entre o sol e a chuva: o início de junho poderá trazer um regresso temporário da instabilidade atmosférica ao país.</figcaption></figure><p><strong>Junho</strong> poderá começar com uma <strong>circulação atlântica relativamente ativa</strong> e <strong>temperaturas mais próximas da média</strong>, mas a segunda metade do mês poderá ser marcada por bloqueios atmosféricos persistentes.</p><h2>ECMWF identifica dois grandes regimes atmosféricos para junho</h2><p>O mais recente gráfico <strong>“Weather Regimes Probabilities – Sub-seasonal range forecast” do ECMWF</strong> permite analisar quais os padrões atmosféricos mais prováveis para a Europa e Atlântico Norte nas próximas semanas. Este tipo de gráfico não prevê diretamente chuva ou temperatura, mas sim os regimes atmosféricos dominantes que controlam a circulação do jato polar, das depressões e dos anticiclones.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-modelo-europeu-divide-junho-em-duas-partes-nao-e-depois-um-bloqueio-escandinavo-com-possiveis-efeitos-em-portugal-1779967225711.jpg" data-image="m7qaqc7rqpc6" alt="Regimes climáticos" title="Regimes climáticos"><figcaption>O gráfico sub-sazonal do ECMWF destaca dois regimes atmosféricos dominantes para junho: NAO+ no início do mês e bloqueio escandinavo na segunda metade.</figcaption></figure><p>No caso de junho de 2026, dois regimes destacam-se claramente: <strong>o NAO+ no início do mês e o regime “Block” (bloqueio atmosférico escandinavo)</strong> durante grande parte da segunda metade de junho.</p><p>Ao contrário do que aconteceu durante a primavera, quando a atmosfera alternava frequentemente entre vários padrões atmosféricos diferentes num espaço de poucos dias, <strong>junho começa já a apresentar sinais de maior persistência atmosférica</strong>,<strong> </strong>algo típico do desenvolvimento do verão climatológico.</p><h2>Primeira semana de junho mais atlântica e menos quente</h2><p>O <strong>regime NAO+</strong> deverá dominar os primeiros dias de junho. Este padrão atmosférico está geralmente associado a uma circulação atlântica mais organizada, com o anticiclone dos Açores relativamente ativo e as depressões a circularem mais a norte da Europa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-modelo-europeu-divide-junho-em-duas-partes-nao-e-depois-um-bloqueio-escandinavo-com-possiveis-efeitos-em-portugal-1779967340839.png" data-image="89ogmxri63pl" alt="Chuva e Pressão" title="Chuva e Pressão"><figcaption>O anticiclone dos Açores começa junho fortalecido, favorecendo estabilidade atmosférica em Portugal, embora ainda permita alguma humidade atlântica.</figcaption></figure><p>O mapa previsto para 2 de junho confirma precisamente esse cenário. O anticiclone dos Açores aparece robusto, próximo dos 1029 hPa, favorecendo estabilidade atmosférica sobre Portugal. Ainda assim, <strong>o seu posicionamento não impede totalmente a passagem de alguma humidade atlântica</strong>,<strong> </strong>podendo ocorrer precipitação fraca e dispersa no litoral norte e regiões montanhosas.</p><div class="texto-destacado">Outro aspeto importante será a <strong>descida das temperaturas durante a primeira semana de junho. </strong>Depois do episódio extremo de calor que tem estado a marcar os últimos dias de maio, os mapas atmosféricos mostram uma <strong>substituição gradual da massa de ar africana por ar marítimo atlântico mais fresco.</strong></div><p>Nos mapas de temperatura a 925 hPa, Portugal deixa de surgir coberto pelos tons vermelhos intensos observados nos últimos dias e passa a apresentar tons verdes e amarelos, <strong>sinal de uma massa de ar significativamente menos quente</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-modelo-europeu-divide-junho-em-duas-partes-nao-e-depois-um-bloqueio-escandinavo-com-possiveis-efeitos-em-portugal-1779967534869.jpg" data-image="h9sueki9itlu" alt="Geopotencial 925 hPa" title="Geopotencial 925 hPa"> <figcaption>A massa de ar extremamente quente africana deverá enfraquecer durante a primeira semana de junho, permitindo a entrada de ar marítimo mais fresco.</figcaption></figure><p><strong>O vento de oeste e noroeste deverá ajudar a regular as temperaturas,</strong> sobretudo no litoral e nas regiões Norte e Centro. Apesar disso, a circulação atlântica continuará suficientemente ativa para permitir alguns períodos de instabilidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-modelo-europeu-divide-junho-em-duas-partes-nao-e-depois-um-bloqueio-escandinavo-com-possiveis-efeitos-em-portugal-1779967610068.jpg" data-image="tvp40v8viodd" alt="Chuva" title="Chuva"> <figcaption>Apesar do regime NAO+, a circulação atlântica continuará ativa, podendo trazer chuva e maior nebulosidade ao Norte e Centro e Sul no primeiro fim de semana de junho.</figcaption></figure><p>Os dias <strong>6 e 7 de junho poderão trazer chuva moderada a forte</strong> e maior nebulosidade ao Norte e Centro, tornando o primeiro fim de semana completo do mês bastante mais instável.</p><h2>Segunda metade de junho poderá mudar radicalmente</h2><p>A partir da segunda semana de junho, o ECMWF começa a reforçar a <strong>probabilidade de um regime de bloqueio escandinavo (Scandinavian Blocking – BL).</strong> Este padrão caracteriza-se pelo desenvolvimento de um anticiclone persistente sobre o norte da Europa e Escandinávia, alterando significativamente a circulação atmosférica habitual no continente europeu.</p><p>Quando o anticiclone se instala no norte da Europa, a corrente de jato polar é frequentemente obrigada a descer de latitude e a circular mais para sul. Isso pode<strong> favorecer a aproximação de depressões atlânticas, bolsas de ar frio em altitude e períodos mais instáveis sobre a Península Ibérica</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771116" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quando-se-preve-que-as-temperaturas-em-lisboa-descam-abaixo-dos-25-c.html" title="Quando se prevê que as temperaturas em Lisboa desçam abaixo dos 25 °C?">Quando se prevê que as temperaturas em Lisboa desçam abaixo dos 25 °C?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quando-se-preve-que-as-temperaturas-em-lisboa-descam-abaixo-dos-25-c.html" title="Quando se prevê que as temperaturas em Lisboa desçam abaixo dos 25 °C?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quando-se-preve-que-as-temperaturas-em-lisboa-descam-abaixo-dos-25-c-1779963923890_320.png" alt="Quando se prevê que as temperaturas em Lisboa desçam abaixo dos 25 °C?"></a></article></aside><p>Ainda assim, pequenas oscilações na posição do bloqueio poderão alterar bastante os efeitos sentidos em Portugal, algo muito comum em previsões sub-sazonais.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-modelo-europeu-divide-junho-em-duas-partes-nao-e-depois-um-bloqueio-escandinavo-com-possiveis-efeitos-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O verão vai dar um passo atrás na terça-feira, dia 2: os modelos europeus e GFS indicam uma descida das temperaturas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-verao-vai-dar-um-passo-atras-na-terca-feira-dia-2-os-modelos-europeus-e-gfs-indicam-uma-descida-das-temperaturas.html</link><pubDate>Thu, 28 May 2026 11:51:21 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Adeus ao calor! A próxima semana irá trazer uma descida significativa das temperaturas, especialmente ao Norte e Centro do país. Confira aqui a previsão!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xabhquw"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xabhquw.jpg" id="xabhquw"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Para quem gosta de dias quentes e vive no litoral Norte e Centro, com certeza que hoje, quinta-feira, já deverá ter denotado um ar mais fresco, face aos últimos dias. Com isto, queremos dizer que temos más notícias: <strong>o calor tem os dias contados em Portugal Continental</strong>... a menos que viva no Algarve ou no Baixo Alentejo.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p><strong>Com a aproximação do verão climatológico, também se aproxima uma descida generalizada dos termómetros</strong>, segundo os modelos europeu e americano (ECMWF e GFS). Nos últimos dias têm-se registado temperaturas acima da média em praticamente toda a geografia continental, devido à permanência de uma massa de ar quente proveniente do Norte de África, juntamente com a influência do anticiclone. Contudo, o cenário está prestes a mudar.</p><h2>Fluxo predominante de noroeste vai "empurrar" a massa de ar quente para leste</h2><p>Até ontem, o fluxo que predominava sobre Portugal Continental era de sudoeste ou de Este, correspondendo ao ar quente e abafado típico de verão, no entanto, a partir de hoje e segundo os nossos mapas de referência, <strong>tudo indica que o fluxo predominante passará a ser de noroeste, resultando em ar mais fresco, de influência marítima que, consequentemente, levará a massa de ar quente a deslocar-se para leste</strong>, contribuindo para a descida dos termómetros em boa parte do país, mas principalmente no litoral Norte e Centro, como podemos observar abaixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-verao-vai-dar-um-passo-atras-na-terca-feira-dia-2-os-modelos-europeus-e-gfs-indicam-uma-descida-das-temperaturas-1779967688025.png" data-image="4rv6sk6i75x1" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>A partir de hoje, quinta-feira, o litoral Norte e Centro registará valores mais contidos, em relação aos últimos dias, devido à predominância do fluxo de noroeste.</figcaption></figure><p>Desta forma, <strong>hoje já se denota um alívio no calor no litoral Norte e Centro</strong>, principalmente devido a este ar mais fresco vindo do Atlântico. Ainda assim, espera-se um dia quente, com temperaturas máximas até aos 36 ºC no Norte, especificamente no Vale do Douro, mas com diversas cidades a registarem valores na ordem dos 30 ºC; na região Centro, as máximas mais elevadas poderão registar-se na Beira Interior, com valores até 35 ºC; e na região Sul, especialmente no Alentejo, os termómetros podem registar até 35 ºC. As cidades costeiras do Norte e Centro não deverão ultrapassar os 24 ºC.</p><h2>A partir de terça-feira as temperaturas mais baixas instalam-se</h2><p>Ainda que até segunda-feira se dê uma descida ligeira dos termómetros, não deverá ser o suficiente para ser sentida a nível de sensação térmica, pois até esse dia, inclusive, <strong>os 30 ºC ou mais continuarão a registar-se em boa parte do território</strong>, à exceção das mais próximas ao mar, à semelhança do que mostra o mapa acima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-verao-vai-dar-um-passo-atras-na-terca-feira-dia-2-os-modelos-europeus-e-gfs-indicam-uma-descida-das-temperaturas-1779965370515.png" data-image="z1sfu9xhh69j" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Na terça-feira, dia 2 de junho, à exceção do Baixo Alentejo e Algarve, todo o país registará temperaturas contidas, especialmente o Norte e Centro.</figcaption></figure><p>Porém, <strong>na terça-feira, segundo dia do do verão climatológico, este cenário poderá mudar com mais clareza</strong>. Para esse dia, esperam-se máximas entre os 17 ºC na Póvoa do Varzim e os 29 ºC no Vale do Douro, na Região Norte, não devendo as cidades ultrapassar os 25 ºC; no Centro, esperam-se valores entre os 19 ºC em Aveiro, Figueira da Foz e Caldas da Rainha e os 25 ºC em Castelo Branco, podendo o interior do distrito registar até 29 ºC; e na região Sul, especialmente o Sotavento Algarvio registará cerca de 32 ºC, podendo ser a mais quente do país.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771116" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quando-se-preve-que-as-temperaturas-em-lisboa-descam-abaixo-dos-25-c.html" title="Quando se prevê que as temperaturas em Lisboa desçam abaixo dos 25 °C?">Quando se prevê que as temperaturas em Lisboa desçam abaixo dos 25 °C?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quando-se-preve-que-as-temperaturas-em-lisboa-descam-abaixo-dos-25-c.html" title="Quando se prevê que as temperaturas em Lisboa desçam abaixo dos 25 °C?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quando-se-preve-que-as-temperaturas-em-lisboa-descam-abaixo-dos-25-c-1779963923890_320.png" alt="Quando se prevê que as temperaturas em Lisboa desçam abaixo dos 25 °C?"></a></article></aside><p>Tal como podemos observar no mapa acima, da distribuição prevista das temperaturas máximas na terça-feira, denota-se um<strong> contraste entre o Norte e o Sul do país</strong>, onde o mesmo poderá permanecer nos dias seguintes. </p><p>Até dia 6 de junho espera-se uma <strong>descida gradual dos termómetros em todo o país</strong>, devendo esta ser mais evidente no Norte e Centro, mas não se descartando a possibilidade de se registarem valores máximos na entre os 22 ºC e 24 ºC no Sul do país nesse mesmo dia. Já nas restantes regiões, os termómetros poderão não ultrapassar os 18 ºC em algumas cidades a partir de quinta-feira, dia 4.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-verao-vai-dar-um-passo-atras-na-terca-feira-dia-2-os-modelos-europeus-e-gfs-indicam-uma-descida-das-temperaturas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quando se prevê que as temperaturas em Lisboa desçam abaixo dos 25 °C?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quando-se-preve-que-as-temperaturas-em-lisboa-descam-abaixo-dos-25-c.html</link><pubDate>Thu, 28 May 2026 11:03:35 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O calor poderá ter os dias contados em Portugal Continental. A chegada do verão climatológico, curiosamente, irá trazer uma descida dos termómetros. Lisboa registará valores abaixo dos 25 ºC já na próxima semana.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xabhm16"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xabhm16.jpg" id="xabhm16"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A partir de hoje, quinta-feira, <strong>as temperaturas poderão começar a descer, de forma pouco significativa e gradual</strong>, na cidade de Lisboa, até ao início da próxima semana, onde também se espera uma descida generalizada.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Curiosamente, poderemos registar uma <strong>descida dos valores máximos no arranque do verão climatológico, que acontece a 1 de junho</strong>. No entanto, será no dia 2 de junho que a maior parte das cidades portuguesas deverá registar valores mais baixos, na ordem dos 20 ºC, à exceção do Baixo Alentejo e Algarve, que deverão manter temperaturas máximas na ordem dos 30 ºC.</p><h2>Lisboa registará menos de 25 ºC no dia 2 de junho</h2><p>Enquanto a temperatura máxima esperada para hoje na capital é de 31 ºC, é esperado que <strong>nos próximos dias se dê uma descida ligeira</strong>. Desta forma, para amanhã, sexta-feira, espera-se máxima de 29 ºC; no sábado este valor não deverá ultrapassar os 27 ºC; no domingo deverá dar-se uma ligeira subida, devendo Lisboa registar 28 ºC de máxima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-se-preve-que-as-temperaturas-em-lisboa-descam-abaixo-dos-25-c-1779963923890.png" data-image="1lxis71b3la0" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>A cidade de Lisboa registará uma descida gradual dos valores entre hoje, quinta-feira, e terça-feira, dia 2 de junho. Nesse dia, esperam-se máximas de 22 ºC.</figcaption></figure><p>No entanto, na segunda-feira, primeiro dia do verão climatológico, a máxima esperada para esta cidade é de 25 ºC e <strong>na terça-feira, esperam-se valores até 22 ºC, como podemos observar no mapa acima</strong>. Assim, este será o primeiro dia em vários dias consecutivos, a registar temperaturas mais amenas, dentro da média, segundo os nossos mapas de anomalia.</p><h2>Verão climatológico traz descida das temperaturas</h2><p>Segundo a atual previsão dos nossos mapas, baseados no modelo europeu ECMWF, na quarta-feira, dia 3, a cidade de Lisboa poderá registar temperaturas entre os 22 ºC e os 24 ºC, mas <strong>nos dias seguintes a temperatura poderá voltar a diminuir</strong> para valores entre os 20 ºC e os 22 ºC, não se descartando a possibilidade de no sábado, dia 6, se registarem valores entre os 18 ºC e os 20 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771087" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-para-o-verao-em-portugal-as-anomalias-que-deve-esperar-em-junho-julho-e-agosto.html" title="Previsão para o verão em Portugal: as anomalias que deve esperar em junho, julho e agosto">Previsão para o verão em Portugal: as anomalias que deve esperar em junho, julho e agosto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-para-o-verao-em-portugal-as-anomalias-que-deve-esperar-em-junho-julho-e-agosto.html" title="Previsão para o verão em Portugal: as anomalias que deve esperar em junho, julho e agosto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-para-o-verao-em-portugal-as-anomalias-que-deve-esperar-em-junho-julho-e-agosto-1779927224019_320.jpg" alt="Previsão para o verão em Portugal: as anomalias que deve esperar em junho, julho e agosto"></a></article></aside><p>Esta descida será fomentada pela <strong>predominância do fluxo de noroeste, que transporta ar marítimo mais frio</strong>, contribuindo para o alívio do calor de forma generalizada. Ainda assim, e tendo em conta a distância temporal desta previsão, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações, em <a href="https://www.tempo.pt/" target="_blank" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">tempo.pt</a>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quando-se-preve-que-as-temperaturas-em-lisboa-descam-abaixo-dos-25-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[China quer enviar astronauta ao espaço durante 365 dias para preparar a sua chegada à Lua em 2030]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/china-quer-enviar-astronauta-ao-espaco-por-365-dias-para-preparar-sua-chegada-a-lua-em.html</link><pubDate>Thu, 28 May 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A missão chinesa Shenzhou-23 foi lançada em direção à estação Tiangong para iniciar um ano de investigação científica em órbita, essencial para o pouso na Lua antes de 2030.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mision-china-shenzhou-23-el-reto-de-aislar-a-un-astronauta-un-ano-en-el-espacio-para-pisar-la-luna-antes-de-1779788952783.jpg" data-image="037sqjr7t3kr" alt="Missão Chinesa Shenzhou-23" title="Missão Chinesa Shenzhou-23"><figcaption>A missão chinesa Shenzhou-23 foi lançada com sucesso rumo à Estação Espacial Internacional (Tiangong), dando início a um ano de importantes experiências científicas em órbita para preparar o terreno para uma missão tripulada à Lua em 2030. Imagem: Agência Espacial Tripulada da China.</figcaption></figure><p>A <strong>missão chinesa <em>Shenzhou-23</em></strong><em> </em>foi <strong>lançada no último domingo, 24 de maio</strong>, <strong>rumo à estação espacial Tiangong</strong>, para iniciar um ano de investigações científicas em órbita. O seu objetivo final é pousar na Lua antes de 2030. A Agência Espacial Tripulada da China confirmou que a nave espacial acoplou com sucesso no setor central de Tianhe exatamente três horas e meia após o lançamento do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, no Deserto de Gobi.</p><p>A manobra foi concluída de forma autónoma graças ao impulso do foguete Longa Marcha-2F Y23. A tripulação que viajou ao espaço é composta pelo comandante Zhu Yangzhu, pelo piloto militar Zhang Zhiyuan e pelo especialista de carga útil Lai Ka-ying, ex-superintendente da polícia de Hong Kong.<strong> Esta missão marca a 40ª operação do programa espacial tripulado da China </strong>e a sétima missão na atual fase operacional da estação espacial.</p><h2>Preparativos para a missão chinesa Shenzhou-23</h2><p>Durante a sua estadia na estação espacial Tiangong, <strong>a equipa realizará mais de cem análises sobre biologia, dinâmica de fluidos em microgravidade, medicina e novos componentes tecnológicos</strong>. Também irão trabalhar com estruturas desenvolvidas a partir de células-tronco. Os especialistas monitorizarão constantemente a<strong> evolução de amostras biológicas, incluindo embriões de murganhos e culturas de peixes-zebra</strong>, sob condições extremas de ausência de gravidade.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">China Successfully Launched Shenzhou-23 on May 24, 2026! Your summary is spot on. On Sunday (May 24), China launched the Shenzhou-23 crewed spacecraft atop a Long March-2F rocket from the Jiuquan Satellite Launch Center in northwest China. The mission is now underway, with the <a href="https://t.co/30qsgvw1FI">pic.twitter.com/30qsgvw1FI</a></p>— Black Hole (@konstructivizm) <a href="https://twitter.com/konstructivizm/status/2058893344445497558?ref_src=twsrc%5Etfw">May 25, 2026</a></blockquote></figure><p>Um membro deste grupo permanecerá no complexo durante <strong>doze meses consecutivos para recolher dados estatísticos sobre voos espaciais tripulados prolongados</strong>. Este recorde nacional ficará logo atrás do recorde absoluto de catorze meses e meio estabelecido pelo cosmonauta russo Valery Polyakov em 1995. A identidade do astronauta selecionado para completar este ano no espaço será determinada nos próximos meses, dependendo estritamente do progresso das missões em órbita.</p><p>Com esta experiência, a China pretende testar a resistência física e óssea antes de empreender viagens de longa distância à superfície lunar. O<strong> estudo detalhado das alterações fisiológicas causadas pela ausência prolongada de gravidade</strong> fornecerá a base médica essencial para o planeamento seguro de futuros assentamentos humanos e missões de exploração interplanetária de longa duração.</p><h2>Competição entre a NASA e a agência espacial chinesa</h2><p>A corrida à Lua dá a Washington uma vantagem teórica de dois anos, já que o <strong>programa <em>Artemis </em>enviará pessoal para lá em 2028</strong>. A NASA pretende estabelecer uma infraestrutura permanente na superfície lunar como um passo essencial antes de iniciar a subsequente exploração humana de Marte, intensificando a rivalidade tecnológica entre os Estados Unidos e a China.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mision-china-shenzhou-23-el-reto-de-aislar-a-un-astronauta-un-ano-en-el-espacio-para-pisar-la-luna-antes-de-1779790065995.jpg" data-image="vaji0utyaht8"><figcaption>Os seis tripulantes reunidos no módulo central da Tiangong comemoram o acoplamento orbital bem-sucedido, marcando o início da transferência técnica para a missão chinesa Shenzhou-23. Imagem: Agência Chinesa de Missões Espaciais Tripuladas.</figcaption></figure><p>Pequim rejeitou formalmente as reivindicações dos EUA de colonização territorial e exploração exclusiva dos recursos lunares para o seu próprio benefício. Enquanto isso, as <strong>autoridades chinesas estão a treinar dois pilotos paquistaneses, sendo que um deles deverá integrar a estação espacial chinesa até ao final de 2026</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771036" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-heliopausa-e-a-barreira-invisivel-do-sistema-solar-a-fronteira-que-protege-a-terra-do-espaco-interestelar.html" title="A heliopausa é a 'barreira' invisível do Sistema Solar: a fronteira que protege a Terra do espaço interestelar">A heliopausa é a "barreira" invisível do Sistema Solar: a fronteira que protege a Terra do espaço interestelar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-heliopausa-e-a-barreira-invisivel-do-sistema-solar-a-fronteira-que-protege-a-terra-do-espaco-interestelar.html" title="A heliopausa é a 'barreira' invisível do Sistema Solar: a fronteira que protege a Terra do espaço interestelar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-heliopausa-es-el-muro-invisible-del-sistema-solar-la-frontera-que-protege-a-la-tierra-del-espacio-interestelar-1779029796945_320.jpg" alt="A heliopausa é a 'barreira' invisível do Sistema Solar: a fronteira que protege a Terra do espaço interestelar"></a></article></aside><p>Esta iniciativa de abertura internacional procura forjar parcerias espaciais colaborativas com outras nações, oferecendo uma alternativa direta ao bloco ocidental, que historicamente dominou os consórcios de investigação espacial.</p><h2>Contexto e desafios da missão chinesa Shenzhou-23</h2><p>A<strong> atual missão </strong><em><strong>Shenzhou-23</strong> </em>foi precedida pela falha da <em>Shenzhou-20</em>, cuja estrutura foi danificada por impactos de detritos espaciais em órbita. Este evento imprevisto forçou o lançamento antecipado da <em>Shenzhou-22</em> para evacuar a tripulação em segurança. Esta contingência testou os protocolos de emergência do centro de controlo em solo, exigindo modificações nos cronogramas de produção e inspeção dos veículos de reserva para garantir a segurança da equipa.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/5bZMXFAwUD8/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=5bZMXFAwUD8" id="5bZMXFAwUD8"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A rapidez da resposta demonstrou que <strong>o programa espacial chinês possui uma infraestrutura logística madura, capaz de lidar com emergências graves sem colocar vidas humanas em risco</strong>. Analistas internacionais interpretam esta capacidade de resgate como uma confirmação de que a China já atua como uma potência aeroespacial consolidada e plenamente estabelecida.</p><p>Embora o <strong>programa chinês mantenha a sua meta de chegar à Lua em 2030</strong>, o cientista-chefe Wu Weiren sugere que os cronogramas internos reais são mais cautelosos. O sucesso final deste cronograma depende do fabrico de foguetes superpesados para cargas úteis, do projeto de módulos de descida adequados e do estabelecimento de redes de comunicação de longo alcance. A permanência de doze meses da missão Shenzhou-23 no espaço servirá como um guia crucial para medir o desgaste real dos materiais e os efeitos na psicologia humana — elementos essenciais para garantir o regresso seguro dos pioneiros lunares.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/china-quer-enviar-astronauta-ao-espaco-por-365-dias-para-preparar-sua-chegada-a-lua-em.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como atrair as novas gerações para a agricultura e a floresta? B-Rural Summit debate renovação geracional no setor]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-atrair-as-novas-geracoes-para-a-agricultura-e-a-floresta-b-rural-summit-debate-renovacao-geracional-no-setor.html</link><pubDate>Thu, 28 May 2026 06:17:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O B-Rural Summit, organizado pela CONSULAI, vai ter lugar no dia 23 de junho, em Lisboa. O objetivo é debater o futuro da agricultura e da floresta em Portugal, colocando no centro da discussão a renovação geracional do setor.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-atrair-as-novas-geracoes-para-a-agricultura-e-a-floresta-b-rural-summit-debate-renovacao-geracional-no-setor-1779894678705.jpg" data-image="7pceqnpxjvgo" alt="Jovem agricultor" title="Jovem agricultor"><figcaption>Segundo o estudo "Evolução do Trabalho na Agricultura em Portugal", elaborado pela CONSULAI, tem havido “um envelhecimento contínuo da mão-de-obra familiar”.</figcaption></figure><p>O setor <strong>agroflorestal </strong>português assume nos dias de hoje “um <strong>contributo estrutural para a economia nacional</strong>”, tanto na criação de riqueza como na geração de emprego e no equilíbrio da balança comercial.</p><p>De acordo com os dados do Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral (GPP) do Ministério da Agricultura, <strong>em 2023 o complexo agroflorestal gerou 9,4 mil milhões de euros de Valor Acrescentado Bruto</strong> (VAB), representando 5,1% do PIB nacional.</p><p>Para lá deste impacto económico direto, o <strong>setor assegura 456 mil postos de trabalho, o que mostra bem a sua importância social e territorial </strong>em todo o país.</p><p>Já no plano externo, <strong>as cadeias agroalimentares e florestais registaram exportações de 15,2 mil milhões de euros</strong>, o equivalente a 12% das exportações portuguesas, com uma taxa de cobertura das importações de 81,5%.</p><h2> <em>B-Rural Summit: </em>23 de junho em Lisboa</h2><p>Para a CONSULAI, empresa de consultoria líder em <em>agribusiness</em> em Portugal que está a organizar o <em><strong>B-Rural Summit</strong></em>, vai ter lugar em Lisboa no <strong>dia 23 de junho</strong>, este indicador “evidencia a crescente competitividade internacional do setor” agrícola e florestal.</p><p>Apesar disso, a grande questão que se coloca nesta altura é <strong>como atrair uma nova geração para a agricultura e a floresta</strong>. E como tornar o setor mais inovador, próximo e relevante para os jovens. Esse é, para a CONSULAI, “<strong>um dos maiores desafios do país</strong>”.</p><p>É que, apesar de a utilização de <strong>mão-de-obra no setor agrícola </strong>ter caído drasticamente nos últimos 30 anos - passou-se de 430 mil trabalhadores a tempo inteiro para 220 mil -, a <strong>idade média dos agricultores subiu de 46 anos, em 1989, para 59 anos</strong>, em 2023.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-atrair-as-novas-geracoes-para-a-agricultura-e-a-floresta-b-rural-summit-debate-renovacao-geracional-no-setor-1779894790684.jpg" data-image="fbcyrv0l8n9d" alt="Rui Almeida, CONSULAI." title="Rui Almeida, CONSULAI."><figcaption>O projeto B-Rural nasce para “mostrar que o mundo rural pode ser um espaço de inovação, impacto e oportunidade para as novas gerações”, afirma Rui Almeida, diretor operacional da CONSULAI. Crédito da fotografia: CONSULAI.</figcaption></figure><p>Daí a importância do debate em torno da atratividade destes setores para as faixas etárias mais jovens. Uma <strong>matéria que vai estar no centro do debate durante o <em>B-Rural Summit</em>, que terá lugar no Hotel Hyatt Regency Lisboa</strong> e deverá reunir líderes do setor agroflorestal, jovens empreendedores, especialistas em inovação e outros agentes.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>“O futuro da agricultura e da floresta depende vastamente da nossa capacidade de atrairmos talento para ele, ambição e espírito empreendedor”, sublinha Rui Almeida, diretor operacional da consultora CONSULAI. Para este responsável, “Portugal tem um setor agroflorestal dinâmico, moderno e de ponta, mesmo, em alguns segmentos, mas precisa de resolver o problema geracional e de aproximação entre o mundo rural e urbano para dar o próximo passo e assegurar que o setor primário tem o protagonismo que merece”.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O <strong>projeto B-Rural</strong> nasce, aliás, para “mostrar que o mundo rural pode ser um espaço de <strong>inovação, impacto e oportunidade para as novas gerações</strong>”, afirma ainda Rui Almeida.</p><h2>Idade média dos agricultores: 59 anos</h2><p>Financiado pela CONSULAI e cofinanciado pela Comissão Europeia, o projeto B-Rural tem também como objetivo <strong>criar “pontes entre o setor agroflorestal e os jovens que procuram projetos com propósito</strong>, impacto e futuro”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="717226" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/agrijovem-acolhe-40-estudantes-do-ensino-superior-em-evora-para-explicar-a-ue-e-a-politica-agricola-comum.html" title="AgriJovem acolhe 40 estudantes do ensino superior em Évora para explicar a UE e a Política Agrícola Comum">AgriJovem acolhe 40 estudantes do ensino superior em Évora para explicar a UE e a Política Agrícola Comum</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/agrijovem-acolhe-40-estudantes-do-ensino-superior-em-evora-para-explicar-a-ue-e-a-politica-agricola-comum.html" title="AgriJovem acolhe 40 estudantes do ensino superior em Évora para explicar a UE e a Política Agrícola Comum"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/agrijovem-acolhe-40-estudantes-do-ensino-superior-em-evora-para-explicar-a-ue-e-a-politica-agricola-comum-1751043364280_320.jpg" alt="AgriJovem acolhe 40 estudantes do ensino superior em Évora para explicar a UE e a Política Agrícola Comum"></a></article></aside><p>E Rui Almeida acredita que, num contexto marcado pelo envelhecimento da população agrícola e pela <strong>necessidade crescente de inovação e adaptação tecnológica</strong>, o <em><strong>B-Rural Summit</strong></em> “será um momento decisivo” para que “novas gerações, novas ideias e novas pontes” se construam para transformar a agricultura e a floresta em Portugal.</p><div class="texto-destacado">Recorde-se que, aquando da apresentação, em março último, do <strong>estudo <em>Evolução do Trabalho na Agricultura em Portugal</em>, elaborado pela CONSULAI</strong>, foi revelado que, entre 2015 e 2024, o emprego agrícola masculino manteve-se relativamente estável, enquanto o emprego feminino registou um crescimento gradual, em linha com a evolução do mercado de trabalho nacional. Uma <strong>tendência que, segundo a consultora, “traduz uma participação crescente das mulheres na agricultura</strong> e uma ligeira diversificação do perfil laboral”, muito embora o setor se mantenha maioritariamente masculino.</div><p>No mesmo estudo foi revelado que, no <strong>setor agrícola em Portugal se verifica “um envelhecimento contínuo da mão-de-obra familiar</strong>”, cuja <strong>idade média passou de 46 anos em 1989 para 59 anos </strong>em 2023.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-atrair-as-novas-geracoes-para-a-agricultura-e-a-floresta-b-rural-summit-debate-renovacao-geracional-no-setor-1779895014118.jpg" data-image="kf9hj1paiasr" alt="Jovem agricultor" title="Jovem agricultor"><figcaption>O B-Rural Summit vai vai acontecer no dia 23 de junho, em Lisboa, e quer debater o futuro da agricultura e da floresta em Portugal.</figcaption></figure><p>Esta <strong>tendência, diz a CONSULAI, é transversal a todas as regiões, mas “mais acentuada no Alentejo e no Centro</strong>, onde predominam explorações de maior dimensão e gestão tradicional”.</p><p>Apesar da modernização gradual que o setor tem demonstrado, o <strong>aumento da idade média dos agricultores “evidencia falta de renovação geracional </strong>e declínio do trabalho familiar jovem”. </p><p>E isso, sublinha a CONSULAI, tem “<strong>impactos diretos na capacidade de inovação, sucessão e adaptação </strong>às exigências tecnológicas e ambientais”. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-atrair-as-novas-geracoes-para-a-agricultura-e-a-floresta-b-rural-summit-debate-renovacao-geracional-no-setor.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Previsão para o verão em Portugal: as anomalias que deve esperar em junho, julho e agosto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-para-o-verao-em-portugal-as-anomalias-que-deve-esperar-em-junho-julho-e-agosto.html</link><pubDate>Thu, 28 May 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após um evento de calor histórico no sudoeste da Europa, o verão climatológico irá arrancar no próximo 1 de junho. Consulte a nossa análise às possibilidades reais de fenómenos extremos em Portugal nos próximos meses.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-para-o-verao-em-portugal-as-anomalias-que-deve-esperar-em-junho-julho-e-agosto-1779927224019.jpg" data-image="wltofjzcflum"><figcaption>Abaixo segue-se a análise às primeiras tendências de temperatura e precipitação para o verão 2026 em Portugal, de acordo o modelo de referência para a Meteored.</figcaption></figure><p><strong>Maio termina com um evento extraordinário de calor em grande parte da Europa Central e Ocidental</strong>, com temperaturas praticamente inéditas para esta época do ano em países como Portugal, Espanha, França ou Reino Unido, onde, em vários observatórios, foram batidos os recordes vigentes, muitos dos quais registados nos últimos anos.</p><p>Tratam-se de valores mais típicos da canícula (a época estatisticamente mais quente do ano), numa altura em que o verão ainda nem sequer começou. <strong>Não obstante, o verão climatológico arrancará já na próxima segunda-feira, 1 de junho</strong>, logo<strong> </strong>após este evento de cúpula de calor. Muitas pessoas estão atentas ao tempo devido à proximidade das férias de verão, e o modelo europeu atualizou as suas tendências para o próximo trimestre.</p><h2>Um verão recorde em Portugal devido ao super El Niño?</h2><p><strong>Nas últimas semanas, tem-se falado que o provável e iminente super El Niño poderá influenciar as temperaturas deste verão em Portugal</strong>. No entanto, é importante esclarecer que os meses de verão costumam ser, por si só, quentes em grande parte da nossa geografia, e a cada ano que passa ficam mais quentes: foram batidos recordes tanto com o El Niño como com o La Niña.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">El Niño Update - Wednesday May 20, 2026<br>Sea surface temperatures continue to warm across Niño 3.4 and are running around 29°C which is incredibly warm relative to average. In fact, sea surface temperatures here are around 1.2 Celsius above the long-term average, which suggest <a href="https://t.co/Vq7Sl6cOGG">pic.twitter.com/Vq7Sl6cOGG</a></p>— David Schlotthauer (@Weatherunited1) <a href="https://x.com/Weatherunited1/status/2057200896061420017?ref_src=twsrc%5Etfw">May 20, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>O sinal deste fenómeno chega muito enfraquecido ao sudoeste do continente europeu, e em especial à Península Ibérica</strong>. Além disso, os principais modelos climáticos sugerem que o pico deste episódio de El Niño ocorrerá entre o outono e inverno, pelo que, <em>a priori</em>, não haverá uma relação direta entre possíveis temperaturas extremas ou inéditas e este fenómeno. É essencial relembrar que as condições meteorológicas em Portugal são mais influenciadas por outros fatores, como o jato polar.</p><h2>Eis como as temperaturas poderão evoluir em Portugal entre junho e agosto</h2><p>As últimas previsões do Centro Europeu de Previsão a Médio Prazo (ECMWF), organismo de referência da Meteored, indicam que, no<strong> próximo trimestre, as temperaturas irão situar-se, provavelmente, acima da média para a época</strong> em grande parte da nossa geografia.</p><p><strong>No interior Norte, Centro e em algumas zonas do interior Alentejano, as temperaturas poderão situar-se entre 1 e 2 ºC acima dos valores médios do verão</strong>. Ao longo do trimestre estival (junho, julho e agosto), sobressaem visualmente as anomalias térmicas positivas previstas para os distritos de Vila Real, Bragança e Guarda.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-para-o-verao-em-portugal-as-anomalias-que-deve-esperar-em-junho-julho-e-agosto-1779926615654.jpg" data-image="o1n07kvdpprg"><figcaption>As primeiras tendências sugerem que o verão poderá ser mais quente do que o normal, especialmente nas regiões do interior.</figcaption></figure><p>Porém, por enquanto, <strong>não se observa uma tendência particularmente definida para o litoral Centro e Oeste, Área Metropolitana de Lisboa e Algarve</strong>. Em todas estas regiões, especialmente nas que estão orientadas para oeste, a nortada tipicamente estival costuma influenciar decisivamente as temperaturas diurnas registadas entre junho e agosto, produzindo valores de máximas mais moderados em relação às regiões normalmente mais quentes.</p><p>O <strong>nevoeiro de advecção</strong> que surge muitas vezes nas manhãs de julho e agosto, bem como as <strong>brisas marítimas</strong> que sopram do Atlântico acabam por suavizar o calor nas regiões mais próximas ao mar.</p><p><strong>Tampouco se deteta uma tendência especialmente definida da temperatura no que diz respeito aos arquipélagos dos Açores e da Madeira</strong>. Ainda é muito precoce afirmar se irá ocorrer alguma onda de calor em Portugal continental, mas, tendo em conta as tendências recentes, é bastante provável que haja, pelo menos, um evento.</p><h2>Saiba a possível evolução da precipitação no trimestre estival</h2><p>Quanto à precipitação,<strong> </strong>quando ocorre é geralmente do<strong> carácter convectivo (aguaceiros, por vezes de granizo, e trovoadas) associadas à passagem de pequenas bolsas de ar frio</strong> (gotas frias). Embora as chuvas sejam normalmente muito escassas no verão em Portugal, é preciso salientar que, uma única tempestade intensa pode “virar do avesso” o balanço pluviométrico de toda a estação estival.</p><div class="texto-destacado">Os fenómenos de <strong>precipitação convectiva são geralmente mais prováveis no interior Norte e Centro</strong>, em distritos de Vila Real, Bragança, Viseu e Guarda, embora não se descarte a sua ocorrência em qualquer outra zona do país. <br><br>Se nos referirmos estritamente à precipitação acumulada durante os meses de verão (junho, julho e agosto),<strong> o arquipélago dos Açores e a região do Minho</strong> são as zonas onde mais chove em Portugal continental.</div><p>Acrescente-se ainda que, no mês de <strong>agosto, sobretudo a partir da segunda quinzena do mês, a precipitação pode, por vezes, registar um ligeiro aumento da sua frequência</strong> na nossa geografia devido ao enfraquecimento e à deslocação para sul do anticiclone dos Açores, à passagem dos primeiros sistemas frontais atlânticos e a atividade de vestígios de antigos ciclones tropicais ou ex-furacões.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771012" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-quente-em-portugal-com-maximas-ate-38-c-eis-os-7-distritos-que-em-breve-comecarao-a-respirar.html" title="Tempo quente em Portugal, com máximas até 38 ºC: eis os 7 distritos que em breve começarão a 'respirar'">Tempo quente em Portugal, com máximas até 38 ºC: eis os 7 distritos que em breve começarão a "respirar"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-quente-em-portugal-com-maximas-ate-38-c-eis-os-7-distritos-que-em-breve-comecarao-a-respirar.html" title="Tempo quente em Portugal, com máximas até 38 ºC: eis os 7 distritos que em breve começarão a 'respirar'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-quente-em-portugal-com-maximas-ate-38-c-eis-os-7-distritos-que-em-breve-comecarao-a-respirar-1779888087676_320.jpg" alt="Tempo quente em Portugal, com máximas até 38 ºC: eis os 7 distritos que em breve começarão a 'respirar'"></a></article></aside><p><strong>Os mapas sugerem que o próximo trimestre poderá ser ligeiramente mais seco do que o habitual, especialmente na Região Norte e no Centro-norte</strong>, enquanto que para o resto do território não se observa uma tendência particularmente definida. É fundamental ter em conta que a variável da precipitação é a mais complexa de analisar, sobretudo quando se trata de trovoadas, e que esta primeira tendência deverá sofrer alterações nas próximas atualizações.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-para-o-verao-em-portugal-as-anomalias-que-deve-esperar-em-junho-julho-e-agosto-1779926331901.jpg" data-image="p5kifm7ylnil"><figcaption>Não se verifica uma tendência muito definida para a precipitação no trimestre estival em Portugal continental.</figcaption></figure><p>A distribuição das anomalias pluviométricas aponta para a <strong>possível formação de bloqueios na região das Ilhas Britânicas</strong>, o que, por vezes, poderá contribuir para a aproximação de bolsas de ar frio à geografia do Continente.</p><p>Quanto aos arquipélagos, no da Madeira observa-se uma tendência semelhante à do Continente (pouco definida), e no dos <strong>Açores vislumbra-se possibilidade de precipitação ligeiramente acima da média nalgumas ilhas somente no mês de agosto</strong>, o que bate certo com a possibilidade de chegada dos primeiros sistemas frontais atlânticos ou restos de ex-ciclones tropicais.</p><p>Importa ainda perceber que papel desempenhará <strong>o anticiclone dos Açores</strong>, na medida em que quanto mais próximo e robusto estiver da nossa geografia, <strong>maior é a probabilidade de registarmos estados de tempo predominantemente secos, estáveis e soalheiros</strong>, com vários dias consecutivos de céu pouco nublado ou limpo e ainda a presença de nevoeiros matinais, por vezes persistentes, na costa ocidental.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-para-o-verao-em-portugal-as-anomalias-que-deve-esperar-em-junho-julho-e-agosto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O ingrediente doméstico barato que impede os gatos da vizinhança de usarem o seu jardim como caixa de areia]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-ingrediente-domestico-barato-que-impede-os-gatos-da-vizinhanca-de-usarem-o-seu-jardim-como-caixa-de-areia.html</link><pubDate>Wed, 27 May 2026 17:08:45 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Nunca adivinharias que objeto doméstico simples pode ajudar a impedir que os gatos estraguem os teus canteiros de flores.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-ingrediente-domestico-barato-que-impede-os-gatos-da-vizinhanca-de-usarem-o-seu-jardim-como-caixa-de-areia-1779901172351.jpg" data-image="s5iiuufuzhp1"><figcaption>Que métodos naturais podem ajudar a impedir que estes pequenos felinos estraguem os seus lindos canteiros de flores?</figcaption></figure><p>O sol brilha em toda a sua glória e a profusão de cores dos canteiros deste quase início de verão e dos vasos do pátio repletos de flores não poderia estar mais maravilhosa. Tudo pode parecer simplesmente perfeito <strong>até se ver o gato do vizinho a passear com ar despreocupado pelo relvado e a dirigir-se para o seu cantinho preferido</strong>.</p><h2>Maravilhoso, mas desarrumado </h2><p>Quem nunca se maravilhou com um gato a caçar no jardim ou a equilibrar-se como um artista de circo treinado na cerca do jardim? São criaturas adoráveis e animais de estimação queridos, e pode simplesmente observá-los de longe e imaginar que são grandes felinos selvagens, como um leopardo na selva ou um leão a rondar a savana. Mas, <strong>apesar da sua fofura e travessuras astutas, eles deixam uma desarrumação indesejável no jardim</strong>.</p><p>Pode encontrar buracos nos seus canteiros de flores ou na horta, onde os gatos fizeram as suas necessidades e as taparam. <strong>Também pode encontrar pequenas surpresas nos caminhos, nas pedras ou no relvado, e os gatos podem apanhar sol em áreas específicas, achatando flores e outras plantas</strong>. Apesar de estes adoráveis felinos serem excelentes caçadores de roedores, também apanham pássaros de jardim e pequenos mamíferos, como morcegos.</p><h2>Um repelente para gatos de baixo custo </h2><p>O segredo para manter estes gatinhos desarrumados afastados é <strong>o vinagre branco, barato e eficaz, que pode comprar no seu supermercado Continente local por apenas <a href="https://www.continente.pt/produto/vinagre-de-vinho-branco-continente-continente-4099241.html?srsltid=AfmBOoo5TINsQ89FKJ8cG5Jvzxj3gJKyR3qQQyf_bQiLDJb1vmKJsH9DkEw" target="_blank">0,75 cêntimos</a></strong>. O vinagre branco tem um cheiro forte, e os gatos, naturalmente, não gostam dele. Basta misturar vinagre branco com água num pulverizador e aplicá-lo de manhã e à noite durante alguns dias; depois, basta aplicá-lo uma vez por dia.</p><p>O cheiro forte e ácido é suficiente para os manter afastados dos seus cantinhos favoritos do jardim e para proteger os seus canteiros de flores.</p><h2>Outros métodos </h2><p>Outros <a href="https://www.rhs.org.uk/biodiversity/cats" target="_blank">métodos sugeridos pela RHS </a>(Royal Horticultural Society) incluem <strong>regar regularmente os canteiros, uma vez que os gatos não gostam de se deita</strong>r nem de fazer as suas necessidades na terra molhada. A utilização de redes também pode ajudar como barreira física.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769703" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-gratis-para-sempre-7-especies-faceis-de-propagar-para-um-jardim-exuberante-que-dura-toda-a-vida.html" title="Plantas grátis para sempre: 7 espécies fáceis de propagar para um jardim exuberante que dura toda a vida">Plantas grátis para sempre: 7 espécies fáceis de propagar para um jardim exuberante que dura toda a vida</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-gratis-para-sempre-7-especies-faceis-de-propagar-para-um-jardim-exuberante-que-dura-toda-a-vida.html" title="Plantas grátis para sempre: 7 espécies fáceis de propagar para um jardim exuberante que dura toda a vida"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/plantas-gratis-para-siempre-7-especies-faciles-de-multiplicar-para-tener-el-jardin-frondoso-toda-la-vida-1778734605436_320.jpg" alt="Plantas grátis para sempre: 7 espécies fáceis de propagar para um jardim exuberante que dura toda a vida"></a></article></aside><p>Outro repelente de gatos disponível online e em alguns centros de jardinagem é o Plectranthus ornatus, ou "Scaredy Cat" (também conhecido como <em><a href="https://www.gardenersworld.com/how-to/grow-plants/coleus-caninus/?srsltid=AfmBOop8XdMDt6YNLB-YL0enP-QsP1oM5DMwUoVYrJ2djPIfe_RA76MH" target="_blank">Coleus caninus</a></em>).<strong> A folhagem desta planta liberta um odor desagradável quando roçada, o que os gatos tendem a evitar</strong>. Embora um repelente como este funcione com alguns animais, pode não funcionar com outros. A planta Scaredy Cat cresce bem no verão, mas requer proteção contra a geada no inverno.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-ingrediente-domestico-barato-que-impede-os-gatos-da-vizinhanca-de-usarem-o-seu-jardim-como-caixa-de-areia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A heliopausa é a "barreira" invisível do Sistema Solar: a fronteira que protege a Terra do espaço interestelar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-heliopausa-e-a-barreira-invisivel-do-sistema-solar-a-fronteira-que-protege-a-terra-do-espaco-interestelar.html</link><pubDate>Wed, 27 May 2026 16:57:32 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Graças às missões Voyager, compreendemos agora como o vento solar abranda, se transforma e, por fim, dá lugar ao meio interestelar, marcando o limite do domínio do Sol.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-heliopausa-es-el-muro-invisible-del-sistema-solar-la-frontera-que-protege-a-la-tierra-del-espacio-interestelar-1779029796945.jpg" data-image="q2cyzrkglg17"><figcaption>A heliosfera funciona como um escudo que protege os planetas da radiação interestelar.</figcaption></figure><p>O Sol não só ilumina e aquece o Sistema Solar, proporcionando vida à Terra, como também nos envolve numa bolha invisível chamada <strong>heliosfera</strong>, uma região dominada pelo <strong>vento solar</strong> — um fluxo contínuo de partículas carregadas que se expande em todas as direções a partir da atmosfera solar.</p><p>À medida que este vento se afasta do Sol, transporta o campo magnético solar e interage com planetas, cometas e poeira. No entanto, esta influência não é infinita, pois existe <strong>um limite onde outras estrelas começam a exercer uma pressão comparável</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>A heliosfera atua como uma espécie de escudo contra as partículas energéticas provenientes da galáxia</strong>, reduzindo os raios cósmicos e, ao mesmo tempo, definindo a região controlada principalmente pelo Sol. É uma fronteira natural entre o nosso sistema planetário e o meio interestelar.</div><p>Esta transição não ocorre abruptamente, mas sim através de<strong> regiões bem definidas onde o vento solar perde progressivamente velocidade e energia</strong>, pelo que compreender onde esta bolha termina é fundamental para compreender a relação entre o Sol e a galáxia.</p><p>Duas destas regiões são fundamentais, conhecidas como <strong>choque de terminação e heliopausa</strong>. Permitem-nos reconstruir a forma como o plasma solar interage com o meio interestelar local e a dinâmica do Sistema Solar à medida que este se move através do ambiente galáctico.</p><h2>A zona onde o vento solar abranda</h2><p>O <strong>choque de terminação</strong> é a região onde o vento solar deixa de viajar a velocidades supersónicas. Ao deparar-se com a resistência do meio interestelar, o fluxo abranda abruptamente, transformando parte da sua energia cinética em calor e turbulência.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-heliopausa-es-el-muro-invisible-del-sistema-solar-la-frontera-que-protege-a-la-tierra-del-espacio-interestelar-1779029936188.jpg" data-image="llwm3e6yo71a"><figcaption>Regiões da heliosfera onde se podem observar a heliopausa e o choque terminal. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>Nesta região, <strong>o plasma solar torna-se mais denso e caótico, e o campo magnético altera a sua configuração</strong>. Não se trata de uma parede sólida, mas sim de uma zona extensa onde as propriedades físicas do vento solar começam a mudar significativamente.</p><p>Antes de se obterem medições diretas, esta região era apenas um conceito teórico apoiado por modelos. Só quando conseguimos detetá-la diretamente é que se <strong>confirmou o comportamento dos fluxos de plasma em grande escala e a forma como a energia é distribuída nos limites do sistema</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="688890" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/e-se-a-energia-escura-nao-existe-pesquisadores-argumentam-modelo-que-exclui-energia-escura.html" title="E se a energia escura não existe? Investigadores argumentam modelo que exclui a energia escura">E se a energia escura não existe? Investigadores argumentam modelo que exclui a energia escura</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/e-se-a-energia-escura-nao-existe-pesquisadores-argumentam-modelo-que-exclui-energia-escura.html" title="E se a energia escura não existe? Investigadores argumentam modelo que exclui a energia escura"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/e-se-a-energia-escura-nao-existe-pesquisadores-argumentam-modelo-que-exclui-energia-escura-1734809632347_320.png" alt="E se a energia escura não existe? Investigadores argumentam modelo que exclui a energia escura"></a></article></aside><p>O estudo desta região revelou também que o choque não é perfeitamente esférico, uma vez que a sua distância em relação ao Sol varia consoante a direção. Isto é influenciado pelo <strong>movimento do Sistema Solar através da galáxia</strong>, bem como pela <strong>pressão exercida pelo campo magnético interestelar circundante</strong>.</p><h3>A verdadeira fronteira do Sistema Solar</h3><p>Para além do choque terminal encontra-se a heliopausa, a região onde a pressão do vento solar se equilibra com a do meio interestelar. Neste ponto, o plasma solar deixa de dominar e dá-se início a um <strong>ambiente controlado pela galáxia</strong>.</p><p>Ao atravessar a heliopausa, observa-se uma queda abrupta nas partículas de origem solar e um aumento nas partículas interestelares, uma mudança que confirma que se trata de uma <strong>verdadeira fronteira física</strong> e não apenas de uma fronteira teórica definida por modelos computacionais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-heliopausa-es-el-muro-invisible-del-sistema-solar-la-frontera-que-protege-a-la-tierra-del-espacio-interestelar-1779029817791.jpg" data-image="4bhghr1kdfio"><figcaption>As missões Voyager 1 e 2 são os objetos criados pelo homem que chegaram mais longe no espaço.</figcaption></figure><p>As medições indicam que o campo magnético para além da heliopausa é mais estável e, surpreendentemente, não altera drasticamente a sua orientação, sugerindo uma <strong>interação complexa entre os campos magnéticos solar e interestelar</strong>, mais suave do que inicialmente se esperava.</p><p>Uma coisa que aprendemos é que esta "fronteira" é dinâmica e responde à atividade solar, uma vez que a sua posição pode deslocar-se com os ciclos do Sol, expandindo-se ou contraindo-se. Isto mostra que <strong>a borda do Sistema Solar não é fixa, mas varia com uma cadência</strong> que depende das mudanças de humor da nossa estrela.</p><h3>As missões Voyager: O legado de Sagan</h3><p><strong>As sondas Voyager 1 e Voyager 2 foram as primeiras a explorar diretamente estas regiões</strong>. Lançadas em 1977, atravessaram o choque terminal e a heliopausa em anos diferentes, fornecendo dados históricos sobre os limites do sistema solar.</p><p>Os seus instrumentos detetaram ondas de choque, alterações abruptas na densidade do plasma, tal como discutido anteriormente, bem como variações na intensidade dos campos magnéticos. Estes dados permitiram <strong>reconstruir a verdadeira estrutura da heliosfera</strong> e confirmar que a sua forma é assimétrica e distorcida.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767097" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/plutao-podera-recuperar-o-seu-estatuto-de-planeta-no-sistema-solar-o-diretor-da-nasa-reabre-o-debate.html" title="Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate">Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/plutao-podera-recuperar-o-seu-estatuto-de-planeta-no-sistema-solar-o-diretor-da-nasa-reabre-o-debate.html" title="Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pluton-podria-volver-a-ser-planeta-la-nasa-reabre-el-debate-1777885919279_320.jpeg" alt="Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate"></a></article></aside><p>Uma das descobertas mais importantes foi compreender que o espaço interestelar próximo não é uniforme, algo confirmado pela medição das diferenças nas partículas e nos campos ao longo das suas trajetórias, revelando um<strong> ambiente galáctico dinâmico que também interage continuamente com a bolha solar</strong>.</p><p>Graças a estas e outras missões, como a <em>New Horizons</em>, sabemos agora que<strong> o Sistema Solar não termina na órbita do último planeta</strong>. A sua fronteira é uma região ativa e complexa onde o Sol e a galáxia definem, em conjunto, a vizinhança cósmica em que vivemos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-heliopausa-e-a-barreira-invisivel-do-sistema-solar-a-fronteira-que-protege-a-terra-do-espaco-interestelar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Não foram uma, duas nem três: seis novas espécies de aranhas descobertas na Serra de Grândola]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/nao-foram-uma-duas-nem-tres-seis-novas-especies-de-aranhas-descobertas-na-serra-de-grandola.html</link><pubDate>Wed, 27 May 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Para alguém com aracnofobia, a revelação pode até ser aterradora, mas para a ciência, é um sinal claro de que a biodiversidade portuguesa ainda tem muito por desvendar.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nao-foram-uma-duas-nem-tres-seis-novas-especies-de-aranhas-foram-descobertas-na-serra-de-grandola-1779887130125.jpg" data-image="yykqgdek6f89" alt="trabalhos de campo na Serra de Grândola" title="trabalhos de campo na Serra de Grândola"><figcaption>Trabalhos de campo da equipa do CE3C, na Herdade de Ribeira Abaixo, em Grândola. Foto: Fernando Ascensão/CE3C</figcaption></figure><p>Entre folhas, pedras e galhos caídos, na Herdade da Ribeira Abaixo, em Grândola, <strong>seis espécies de aranhas nunca antes descritas</strong> aguardavam o momento de serem descobertas. </p><p>A revelação só agora chegou ao público, mas o trabalho começou muito antes, com longas horas de recolha e observação no campo da equipa do <strong>Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais (CE3C)</strong>, da Universidade de Lisboa.</p><p>A <strong>Herdade da Ribeira Abaixo</strong> é uma estação de investigação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, com uma rara diversidade biológica. Naqueles terrenos, <strong>sensores</strong> registam variações de temperatura e humidade do solo e <strong>armadilhas</strong> discretas capturam pequenos organismos para estudo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nao-foram-uma-duas-nem-tres-seis-novas-especies-de-aranhas-foram-descobertas-na-serra-de-grandola-1779887194201.jpg" data-image="p9asveyqt7my" alt="Investigadores da Faculdade de Ciências da universidade de Lisboa" title="Investigadores da Faculdade de Ciências da universidade de Lisboa"><figcaption>Miguel Sousa, Rui Rebelo e Pedro Cardoso: três dos investigadores do CE3C que descobriram as novas espécies de aranhas em Grândola. Foto: CE3C/Universidade de Lisboa</figcaption></figure><p>Foi neste ambiente, entre <strong>tecnologia e natureza selvagem</strong>, que a equipa do projeto Avaliação de Biodiversidade em Pequenas Escalas (BASS), dedicada a compreender como os micro-habitats influenciam a biodiversidade, encontrou os espécimes que viriam a surpreender os especialistas. O objetivo do trabalho de campo era, essencialmente, entender como pequenas diferenças no ambiente moldam a vida de organismos quase invisíveis a olho nu.</p><h2>Da recolha no terreno ao trabalho minucioso no laboratório</h2><p>A fase inicial envolveu 12 especialistas, cada um responsável por recolher amostras em pontos específicos da herdade. A verdadeira revelação, porém, só começou quando o material chegou ao laboratório. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Entre frascos, lupas e microscópios, Pedro Cardoso e Miguel Sousa, ambos investigadores do CE3C, iniciaram um processo exigente que ainda está longe do fim. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Cada aranha precisa agora de ser <strong>medida</strong>, <strong>desenhada</strong> e <strong>comparada</strong> com espécies já descritas em artigos científicos. Só depois será possível confirmar oficialmente que se trata de organismos novos para a ciência.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="711295" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/universidade-do-minho-lidera-investigacao-que-da-a-conhecer-13-novas-especies-de-minhocas-marinhas.html" title="Universidade do Minho lidera investigação que dá a conhecer 13 novas espécies de minhocas marinhas">Universidade do Minho lidera investigação que dá a conhecer 13 novas espécies de minhocas marinhas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/universidade-do-minho-lidera-investigacao-que-da-a-conhecer-13-novas-especies-de-minhocas-marinhas.html" title="Universidade do Minho lidera investigação que dá a conhecer 13 novas espécies de minhocas marinhas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/universidade-do-minho-lidera-investigacao-que-da-a-conhecer-13-novas-especies-de-minhocas-marinhas-1747689422490_320.jpg" alt="Universidade do Minho lidera investigação que dá a conhecer 13 novas espécies de minhocas marinhas"></a></article></aside><p>O trabalho exige paciência e precisão. <strong>Muitas das diferenças que distinguem estas aranhas são quase impercetíveis.</strong> A disposição dos olhos, o formato das fieiras que produzem teia ou a estrutura das pernas podem ser suficientes para separar espécies aparentadas. </p><p>Algumas medem apenas <strong>dois ou três milímetros</strong>, outras chegam aos quinze, mas todas implicam uma concentração absoluta. Cada detalhe conta para que a descrição seja rigorosa e aceite pela comunidade científica.</p><h2>Seis espécies, quatro géneros e um traço surpreendente</h2><p>Embora ainda não tenham nome, os investigadores já sabem a que géneros pertencem. Duas das espécies integram o género Dysdera, conhecido pelas aranhas de tenaz que se alimentam de bichos-de-conta. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nao-foram-uma-duas-nem-tres-seis-novas-especies-de-aranhas-foram-descobertas-na-serra-de-grandola-1779887538895.jpg" data-image="counew5yh76f" alt="Aranhas no laboratório" title="Aranhas no laboratório"><figcaption>Durante os próximos meses, as aranhas vão ser detalhadamente estudadas em laboratório para se confirmar que pertencem a novas espécies. Foto: CE3C</figcaption></figure><p>Outras duas pertencem ao <strong>género Harpactea</strong>, mais pequenas e escuras, com movimentos elegantes e discretos. Há ainda uma espécie do <strong>género Pelecopsis</strong>, cujos membros são típicos caçadores furtivos que se movem sem serem notados.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A última pertence ao género Scytodes e destaca-se por um comportamento singular. Estas aranhas projetam teia misturada com veneno para imobilizar presas, um método que inspirou a criação do Homem-Aranha, o super-herói da banda desenhada.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A diversidade encontrada num único local suscita questões fascinantes sobre a evolução destas espécies. Os investigadores acreditam que a <strong>Serra de Grândola</strong> pode ter sido, ao longo de milhares de anos, uma espécie de <strong>ilha isolada</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nao-foram-uma-duas-nem-tres-seis-novas-especies-de-aranhas-foram-descobertas-na-serra-de-grandola-1779887591789.jpg" data-image="fjq0c06s8sqi" alt="Géneros de aranhas" title="Géneros de aranhas"><figcaption>O microclima e o isolamento geográfico da Serra de Grândola permitiram uma evolução distinta de certas espécies. Fotos: Miguel Sousa/CE3C</figcaption></figure><p>A <strong>separação de outras populações</strong> terá permitido que organismos com origem comum seguissem <strong>caminhos evolutivos distintos</strong>. Essa hipótese ajuda a explicar por que razão espécies tão próximas apresentam características únicas e reforça a importância científica da herdade.</p><h2>Um território isolado com tesouros por revelar</h2><p>A descoberta destas seis espécies mostra como <strong>áreas aparentemente comuns</strong> podem guardar <strong>tesouros biológicos</strong> ainda por revelar. E também evidencia a relevância de projetos que estudam organismos de pequenas dimensões, muitas vezes ignorados apesar do papel essencial que desempenham nos ecossistemas.</p><p>Para Pedro Cardoso e Miguel Sousa, cada nova espécie é uma peça adicional num puzzle muito maior, que ajuda a compreender como a <strong>vida se adapta a variações</strong> quase <strong>impercetíveis</strong> no ambiente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nao-foram-uma-duas-nem-tres-seis-novas-especies-de-aranhas-foram-descobertas-na-serra-de-grandola-1779887643550.jpg" data-image="uahd69lw10db" alt="trabalho de campo na Serra de Grândola" title="trabalho de campo na Serra de Grândola"><figcaption>: Embora os resultados tenham sido divulgados só agora, o trabalho de campo na Herdade da Ribeira Abaixo, em Grândola, começou muito antes, em 2024. Foto: CE3C</figcaption></figure><p>O <strong>trabalho continuará nos próximos meses</strong>, até que as descrições estejam completas e os nomes escolhidos. Quando isso acontecer, a Herdade da Ribeira Abaixo ganhará um novo destaque no mapa da investigação em biodiversidade. E seis pequenas aranhas, antes invisíveis para a ciência, passarão a ocupar o lugar que lhes pertence na história natural de Portugal.</p><h3><em>Referência do artigo:</em></h3><p><em>Hugo Séneca<a href="https://ciencias.ulisboa.pt/noticias/como-investigadores-do-ce3c-descobriram-seis-especies-de-aranhas-desconhecidas-na-herdade-de-ribeira-abaixo" target="_blank">. Como investigadores do CE3C descobriram seis espécies de aranhas desconhecidas na Herdade de Ribeira Abaixo</a>. Universidade de Lisboa</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/nao-foram-uma-duas-nem-tres-seis-novas-especies-de-aranhas-descobertas-na-serra-de-grandola.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Arquipélagos em contraste até domingo: Açores sob chuva, vento forte e mar agitado; Madeira com tempo mais estável]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/arquipelagos-em-contraste-ate-domingo-acores-sob-chuva-vento-forte-e-mar-agitado-madeira-com-tempo-mais-estavel.html</link><pubDate>Wed, 27 May 2026 14:53:18 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A passagem de uma depressão atlântica deverá deixar os Açores sob influência de vento forte e mar muito agitado nos próximos dias. Já a Madeira continuará mais protegida pela circulação anticiclónica, mantendo condições atmosféricas mais estáveis.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xabeg7k"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xabeg7k.jpg" id="xabeg7k"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Até domingo, os arquipélagos dos Açores e da Madeira deverão apresentar cenários bastante distintos, com o <strong>Atlântico Norte mais ativo na região açoriana</strong> e uma <strong>circulação anticiclónica mais dominante sobre a Madeira</strong>. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Chuva, vento forte e aumento da agitação marítima deverão marcar o estado do tempo nos Açores durante os próximos dias, enquanto a Madeira continuará sob influência de uma atmosfera mais estável e relativamente seca.</p><h2>Açores com chuva, vento forte e mar agitado até sexta-feira</h2><p>Nos Açores, a partir da tarde desta quarta-feira deverão continuar a ocorrer aguaceiros nos grupos Ocidental e Central, embora de forma mais dispersa do que durante a manhã. O vento soprará de oeste moderado a fresco, com <strong>rajadas até 60 km/h nas zonas mais expostas</strong>, enquanto a <strong>ondulação poderá atingir 3 a 4 metros no grupo Ocidental</strong>. As temperaturas máximas deverão variar entre 19 e 23 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arquipelagos-em-contraste-ate-domingo-acores-sob-chuva-vento-forte-e-mar-agitado-madeira-com-tempo-mais-estavel-1779892431339.png" data-image="k6lyuxmrq0cm"><figcaption>A agitação marítima deverá agravar-se significativamente nos Açores durante quinta-feira, sobretudo no grupo Ocidental, onde a ondulação poderá ultrapassar os 7 metros devido à aproximação de uma depressão atlântica no Atlântico Norte.</figcaption></figure><p>Na <strong>quinta-feira espera-se o período mais instável</strong> desta previsão. O vento de sudoeste poderá intensificar-se no grupo Ocidental, com <strong>rajadas até 75 km/h</strong>, enquanto a ondulação deverá aumentar para <strong>5 a 7 metros</strong>. Também no grupo Central deverão ocorrer aguaceiros mais frequentes associados à aproximação de uma nova superfície frontal atlântica, com acumulados localmente entre <strong>20 e 40 mm até sexta-feira</strong>, sobretudo nas ilhas do Faial, Pico e São Jorge.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arquipelagos-em-contraste-ate-domingo-acores-sob-chuva-vento-forte-e-mar-agitado-madeira-com-tempo-mais-estavel-1779892624223.png" data-image="ieb6q76rmavz"><figcaption>A chuva deverá persistir nos Açores durante sexta-feira, sobretudo no grupo Central, com períodos localmente moderados nas ilhas do Faial, Pico e Terceira devido à passagem de uma superfície frontal atlântica.</figcaption></figure><p>Na <strong>sexta-feira, o mar deverá continuar relativamente agitado no grupo Ocidental</strong>, embora com tendência para diminuir gradualmente ao longo do dia. O vento continuará moderado a fresco, rodando progressivamente para oeste à medida que a depressão atlântica se afasta da região.</p><p><strong>Ainda deverão ocorrer períodos de chuva e aguaceiros nos grupos Ocidental e Central</strong>, localmente moderados durante a manhã, sobretudo nas ilhas do Faial, Pico e Terceira. No sábado e domingo, os modelos meteorológicos apontam para uma <strong>melhoria gradual das condições atmosféricas</strong>.</p><h2>Madeira deverá manter tempo estável, mas com mais nebulosidade e vento até domingo</h2><p>Na Madeira, o cenário <strong>deverá manter-se mais estável ao longo dos próximos dias</strong>, com temperaturas geralmente entre 21 e 25 ºC e períodos de céu muito nublado, sobretudo nas vertentes voltadas a norte. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arquipelagos-em-contraste-ate-domingo-acores-sob-chuva-vento-forte-e-mar-agitado-madeira-com-tempo-mais-estavel-1779893005908.png" data-image="sovv5rggncli"><figcaption>As rajadas de vento poderão intensificar-se na Madeira durante a tarde e noite de sábado, sobretudo nos extremos leste e oeste da ilha, onde os modelos meteorológicos apontam para valores próximos dos 40 a 45 km/h nas zonas mais expostas.</figcaption></figure><p>O vento deverá soprar moderado de norte/nordeste, podendo atingir <strong>rajadas até 45 km/h</strong> nos extremos leste e oeste da ilha, especialmente entre sexta-feira e domingo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771001" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nuvens-de-tempestade-regressam-a-partir-das-14-horas-marta-godinho-aponta-as-regioes-em-destaque.html" title="Nuvens de tempestade regressam a partir das 14 horas: Marta Godinho aponta as regiões em destaque">Nuvens de tempestade regressam a partir das 14 horas: Marta Godinho aponta as regiões em destaque</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nuvens-de-tempestade-regressam-a-partir-das-14-horas-marta-godinho-aponta-as-regioes-em-destaque.html" title="Nuvens de tempestade regressam a partir das 14 horas: Marta Godinho aponta as regiões em destaque"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nuvens-de-tempestade-regressam-a-partir-das-14-horas-marta-godinho-aponta-as-regioes-em-destaque-1779883009384_320.png" alt="Nuvens de tempestade regressam a partir das 14 horas: Marta Godinho aponta as regiões em destaque"></a></article></aside><p>Apesar da estabilidade dominante na Madeira, poderão ocorrer <strong>aguaceiros fracos e dispersos</strong> nas terras altas e vertentes norte durante o fim de semana, associados à humidade transportada pelos ventos de nordeste. Ainda assim, os <strong>acumulados previstos deverão permanecer geralmente abaixo dos 5 mm </strong>e não se esperam agravamentos marítimos significativos até domingo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/arquipelagos-em-contraste-ate-domingo-acores-sob-chuva-vento-forte-e-mar-agitado-madeira-com-tempo-mais-estavel.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nuvens de tempestade regressam a partir das 14 horas: Marta Godinho aponta as regiões em destaque]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nuvens-de-tempestade-regressam-a-partir-das-14-horas-marta-godinho-aponta-as-regioes-em-destaque.html</link><pubDate>Wed, 27 May 2026 13:22:36 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As trovoadas regressam esta quarta-feira ao interior Norte e Centro de Portugal, com chuva moderada, enquanto o calor extremo continua a afetar grande parte do território, sobretudo o Sul e regiões próximas da fronteira com Espanha.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xabdxdo"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xabdxdo.jpg" id="xabdxdo"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A partir das 14h desta quarta-feira começam novamente a desenvolver-se nuvens convectivas no interior Norte e Centro, associadas ao aquecimento diurno e à presença de ar mais instável em altitude. Entre as <strong>15h e as 16h deverá ocorrer o período mais ativo, com trovoadas capazes de gerar densidades elétricas superiores a 9 raios por quilómetro quadrado.</strong></p><h2> Trovoadas regressam esta tarde ao Norte e Centro </h2><p>As regiões mais expostas incluem vários pontos do distrito de Vila Real, áreas do Parque Nacional da Peneda-Gerês, Castanheira do Vouga no distrito de Aveiro e localidades do distrito de Viseu, como Penalva do Castelo e Chãs de Tavares.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nuvens-de-tempestade-regressam-a-partir-das-14-horas-marta-godinho-aponta-as-regioes-em-destaque-1779883009384.png" data-image="8asr93hk7te5" alt="Densidade de raios" title="Densidade de raios"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-223869">A partir das 14h, formam-se novas nuvens de trovoada no interior Norte e Centro, podento atingir densidade elétrica superior a 9 raios/km² localmente.</figcaption></figure><p>Simultaneamente, o mapa de nuvens e precipitação mostra uma<strong> faixa costeira relativamente limpa de nebulosidade</strong>, contrastando com uma extensa cobertura de nuvens no interior do país, desde o Norte até perto da região de Évora. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p><strong>A</strong> <strong>precipitação deverá concentrar-se sobretudo nas regiões mais a norte de Bragança e em Chaves, no distrito de Vila Real, </strong>onde os aguaceiros poderão atingir valores próximos dos 5 mm/h, considerados já chuva moderada. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nuvens-de-tempestade-regressam-a-partir-das-14-horas-marta-godinho-aponta-as-regioes-em-destaque-1779883040726.png" data-image="2z65ca31yhs4" alt="Chuva e núvens" title="Chuva e núvens"><figcaption>O mapa de nebulosidade mostra céu mais limpo no litoral e forte desenvolvimento de nuvens convectivas no interior do país.</figcaption></figure><p>Esta instabilidade tende a dissipar-se entre as 19h e as 20h, seguindo-se uma noite mais estável.</p><h2>Apesar da instabilidade, o calor mantém-se extremo</h2><p>Mesmo nas regiões afetadas por nebulosidade e trovoadas, as temperaturas continuarão muito elevadas para a época do ano. Esta quarta-feira, <strong>vários locais do Douro poderão atingir os 38 ºC, valores semelhantes aos previstos para algumas áreas do Alentejo.</strong></p><p> A circulação atmosférica continua a favorecer a entrada de ar proveniente do interior de Espanha, enquanto a influência atlântica permanece limitada. Embora a faixa costeira apresente temperaturas menos elevadas,<strong> há exceções importantes, sobretudo na costa alentejana. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nuvens-de-tempestade-regressam-a-partir-das-14-horas-marta-godinho-aponta-as-regioes-em-destaque-1779883260359.png" data-image="ex3gic0mpkih" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption>Apesar da instabilidade, o calor mantém-se extremo, com temperaturas até 38 ºC em várias regiões do Alentejo. Em algumas praias da costa Alentejana não haverá influência marítima.</figcaption></figure><p>Em zonas próximas de Odemira e em várias praias do litoral sudoeste, <strong>o vento marítimo não será suficiente para refrescar o ambiente,</strong> mantendo-se temperaturas anormalmente altas.</p><h2>Norte e litoral começam finalmente a refrescar</h2><p>Entre quinta-feira e sábado, prevê-se uma <strong>mudança gradual no padrão térmico.</strong> O vento de norte irá transportar ar mais fresco do Atlântico, permitindo uma descida progressiva das temperaturas na faixa costeira entre Lisboa e Viana do Castelo, estendendo-se posteriormente ao interior Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nuvens-de-tempestade-regressam-a-partir-das-14-horas-marta-godinho-aponta-as-regioes-em-destaque-1779883365424.png" data-image="bn9x42wo75ni" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Entre quinta-feira e sábado, o vento de norte transporta ar mais fresco para o litoral e Norte do país.</figcaption></figure><p>No entanto, este ar mais fresco terá <strong>dificuldade em chegar ao Alentejo, Algarve e regiões mais interiores junto à fronteira com Espanha,</strong> onde o calor continuará persistente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770812" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-modelos-europeu-e-gfs-coincidem-em-cinco-dias-havera-uma-reviravolta-nas-temperaturas-de-portugal.html" title="Os modelos europeu e GFS coincidem: em cinco dias haverá uma reviravolta nas temperaturas de Portugal">Os modelos europeu e GFS coincidem: em cinco dias haverá uma reviravolta nas temperaturas de Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-modelos-europeu-e-gfs-coincidem-em-cinco-dias-havera-uma-reviravolta-nas-temperaturas-de-portugal.html" title="Os modelos europeu e GFS coincidem: em cinco dias haverá uma reviravolta nas temperaturas de Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-modelos-europeu-e-gfs-coincidem-em-cinco-dias-havera-uma-reviravolta-nas-temperaturas-de-portugal-1779797948632_320.png" alt="Os modelos europeu e GFS coincidem: em cinco dias haverá uma reviravolta nas temperaturas de Portugal"></a></article></aside><p>O mapa de anomalia térmica confirma esta tendência. A anomalia da temperatura representa a diferença entre a temperatura prevista e a média climatológica normal para esta época do ano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nuvens-de-tempestade-regressam-a-partir-das-14-horas-marta-godinho-aponta-as-regioes-em-destaque-1779883392543.png" data-image="rdgxol3brtwt" alt="Anomalia da Temperatura" title="Anomalia da Temperatura"><figcaption>O mapa de anomalia térmica mostra temperaturas próximas do normal no litoral, mas calor muito acima da média no Sul e interior.</figcaption></figure><p>Em várias regiões do litoral Norte e Centro, <strong>a descida térmica permitirá um regresso a valores próximos da normalidade.</strong> Já no Sul e interior do país, persistem anomalias positivas muito elevadas, com temperaturas até 8 a 10 ºC acima do normal para finais de maio.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nuvens-de-tempestade-regressam-a-partir-das-14-horas-marta-godinho-aponta-as-regioes-em-destaque.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo quente em Portugal, com máximas até 38 ºC: eis os 7 distritos que em breve começarão a "respirar"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-quente-em-portugal-com-maximas-ate-38-c-eis-os-7-distritos-que-em-breve-comecarao-a-respirar.html</link><pubDate>Wed, 27 May 2026 13:21:55 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal continental permanecerá sob calor intenso pelo menos até ao último fim de semana de maio, com máximas até 38 ºC no interior e noites tropicais nalgumas zonas. Porém, há distritos onde já se prevê um alívio térmico significativo.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xabdzrw"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xabdzrw.jpg" id="xabdzrw"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>À medida que esta última semana de maio avança, as temperaturas mantêm-se persistentemente elevadas em várias regiões, com valores a rondar os 39/40 ºC. O calor intenso instalou-se em Portugal continental, onde, <strong>desde a semana passada, se foram registando temperaturas máximas que já ultrapassaram largamente os 35 ºC</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>A massa de ar extremamente quente para a época manter-se-á sobre Portugal continental durante mais alguns dias, especialmente no interior, gerando temperaturas máximas de até 38 ºC e noites tropicais em algumas zonas.</div><p><strong>Ontem, terça-feira (26), foi registada uma temperatura máxima de 39,4 ºC em Mora (Évora) e 38,8 ºC em Alcochete / Campo Tiro</strong>. Ambos os valores ficaram muito próximos do patamar dos <strong>40 ºC</strong>; uma temperatura bastante elevada e relativamente rara para um mês de maio. Este calor, invulgar para esta época do ano, têm surgido com cada vez mais frequência nos meses de maio e já não se limita a um ou outro dia ocasional, mas a episódios prolongados como o atual.</p><h2>Máximas previstas para os próximos dias ainda poderão alcançar os 38 ºC nestas zonas</h2><p>Hoje - <strong>quarta-feira, 27 de maio</strong> - a massa de ar quente continuará a pairar sobre o nosso país, o que fará com que enfrentemos novamente um dia de muito calor. <strong>Hoje foi registada uma pequena subida das temperaturas mínimas</strong>. Quanto às máximas, preveem-se <strong>valores superiores a 35 ºC em Leiria, Santarém, Évora e Beja</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-quente-em-portugal-com-maximas-ate-38-c-eis-os-7-distritos-que-em-breve-comecarao-a-respirar-1779886825887.png" data-image="uqtf6b97r460"><figcaption>Na quinta-feira, 28 de maio, os termómetros ainda poderão escalar até aos 38 ºC no interior de Portugal continental, destacando-se o vale do Douro.</figcaption></figure><p><strong>Amanhã, quinta-feira (28), o tempo quente já aliviará consideravelmente no litoral Norte, com descidas entre 5 e 10 ºC das temperaturas máximas</strong>, mas o calor ainda será intenso nos vales do Douro, Tejo, Sado e Guadiana, Beira Baixa e Alentejo. As temperaturas máximas mais elevadas nestas zonas oscilarão entre os 35 e 38 ºC.</p><p> Para <strong>sexta-feira (29)</strong> prevê-se a continuidade de um panorama de calor intenso em grande parte da geografia continental, sobretudo nas regiões habitualmente mais quentes e anteriormente referidas, onde, por mais um dia, se preveem <strong>máximas entre 35 e 38 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-quente-em-portugal-com-maximas-ate-38-c-eis-os-7-distritos-que-em-breve-comecarao-a-respirar-1779887039495.png" data-image="l9zqbea3bj0o"><figcaption>Este sábado, 30 de maio, o alívio das temperaturas diurnas será bastante notório em vários distritos banhados pelo Atlântico, graças a uma descida térmica que começará a ocorrer de forma gradual já a partir de amanhã, dia 28.</figcaption></figure><p>Não obstante, <strong>o tempo quente voltará a aliviar na faixa costeira ocidental</strong>, desta vez abrangendo também partes da Região do Oeste e da Área Metropolitana de Lisboa.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>No sábado (30), 7 distritos do litoral (Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria e Lisboa) deverão registar um alívio térmico significativo devido à influência marítima e ao vento de Oeste, o que se traduzirá num ambiente muito menos quente face ao dia de hoje. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Quanto às temperaturas mínimas, ainda se preveem registos de <strong>noite tropical (20 ºC) em Castelo Branco na quinta-feira (28), em Portalegre na sexta-feira (29) e em Faro, a partir de sábado, dia 30</strong>. </p><h2>Fim de semana de contrastes térmicos muito acentuados entre litoral e interior</h2><p>Já <strong>no sábado (30)</strong>, com o vento Oeste a soprar com cada vez mais influência na nossa geografia, <strong>o alívio térmico continuará a espalhar-se em termos de área geográfica abrangida</strong>, pelo que as temperaturas também irão baixar nas zonas mais quentes do interior de Portugal continental, e não somente no litoral.</p><p>Ainda assim, no sábado (30), as temperaturas máximas ainda rondarão os 37/38 ºC no Baixo Alentejo e em zonas do Sotavento Algarvio.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770857" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/evora-entre-as-3-cidades-candidatas-a-ultrapassar-a-sua-maxima-absoluta-de-maio-esta-quarta-feira.html" title="Évora entre as 3 cidades candidatas a ultrapassar a sua máxima absoluta de maio esta quarta-feira 27">Évora entre as 3 cidades candidatas a ultrapassar a sua máxima absoluta de maio esta quarta-feira 27</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/evora-entre-as-3-cidades-candidatas-a-ultrapassar-a-sua-maxima-absoluta-de-maio-esta-quarta-feira.html" title="Évora entre as 3 cidades candidatas a ultrapassar a sua máxima absoluta de maio esta quarta-feira 27"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/evora-entre-as-3-cidades-candidatas-a-ultrapassar-a-sua-maxima-absoluta-de-maio-esta-quarta-feira-1779806894402_320.png" alt="Évora entre as 3 cidades candidatas a ultrapassar a sua máxima absoluta de maio esta quarta-feira 27"></a></article></aside><p><strong>No domingo (31) prevê-se uma pequena e generalizada subida das temperaturas máximas</strong>, esperando-se que o Baixo Alentejo e Sotavento Algarvio registem novamente valores em torno dos 37/38 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-quente-em-portugal-com-maximas-ate-38-c-eis-os-7-distritos-que-em-breve-comecarao-a-respirar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A gigantesca caldeira vulcânica escondida sob o oceano: tem 150 km de diâmetro e é a maior do planeta]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-gigantesca-caldeira-vulcanica-escondida-sob-o-oceano-tem-150-km-de-diametro-e-e-a-maior-do-planeta.html</link><pubDate>Wed, 27 May 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A maior caldeira vulcânica do mundo foi descoberta nas Filipinas: Apolaki mede 150 km de diâmetro e está localizada a 5.200 metros abaixo do nível do mar.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-gigantesca-caldera-volcanica-escondida-bajo-el-oceano-mide-150-kilometros-y-es-la-mas-grande-del-planeta-1779483695659.png" data-image="jb3djrer7p83" alt="caldeira vulcânica de Apolaki" title="caldeira vulcânica de Apolaki"><figcaption>A caldeira vulcânica de Apolaki é a maior do mundo: mede 150 km² e situa-se a 5.200 metros abaixo do nível do mar. Foto: X @konstructivizm</figcaption></figure><p>Nas<strong> profundezas do Oceano Pacífico</strong>, escondida sob<strong> mais de 5.000 metros </strong>de água e muito além do alcance da visão humana, encontra-se uma das estruturas geológicas mais impressionantes já identificadas. O seu nome é <strong>Apolaki</strong>, possui aproximadamente<strong> 150 quilómetros de diâmetro </strong>e foi oficialmente reconhecida como <strong>a maior caldeira vulcânica do mundo</strong>.</p><p>A descoberta revolucionou a comunidade científica internacional, pois até há poucos anos ninguém imaginava que uma estrutura de tal tamanho pudesse permanecer oculta sob o mar. <strong>Localizada na costa das Filipinas — na região conhecida como Elevação de Benham </strong>— esta gigantesca formação subaquática supera em muito outras caldeiras vulcânicas famosas, como Yellowstone (Estados Unidos) ou Toba (Indonésia).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-gigantesca-caldera-volcanica-escondida-bajo-el-oceano-mide-150-kilometros-y-es-la-mas-grande-del-planeta-1779483844911.png" data-image="dvp1p7y7w4sj" alt="caldeira vulcânica Apolaki" title="caldeira vulcânica Apolaki"><figcaption>A caldeira vulcânica subaquática está localizada ao largo da costa das Filipinas, na região conhecida como Elevação de Benham (Imagem ilustrativa).</figcaption></figure><p>A palavra<strong> “<em>Apolaki</em>” significa “senhor gigante” em filipino </strong>e refere-se a uma antiga divindade associada ao sol e à guerra. Sem dúvida, o nome não poderia ser mais apropriado para uma estrutura que parece ser de outro planeta.</p><h2>Assim é o vulcão colossal escondido sob o oceano</h2><p>A enorme (e praticamente invisível) caldeira vulcânica subaquática foi identificada graças a estudos liderados pela geofísica marinha Jenny Anne Barretto, que, juntamente com uma equipa internacional, analisou o relevo do fundo do mar durante anos utilizando<strong> tecnologia de mapeamento de alta resolução</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-gigantesca-caldera-volcanica-escondida-bajo-el-oceano-mide-150-kilometros-y-es-la-mas-grande-del-planeta-1779483944278.png" data-image="kl5dow435uyg" alt="caldeira vulcânica Apolaki" title="caldeira vulcânica Apolaki"><figcaption>Com um diâmetro de 150 quilómetros, Apolaki supera outras grandes caldeiras como Yellowstone (60 quilómetros) e Toba (100 quilómetros). Foto: X @AlMaXx8017</figcaption></figure><p>Foi assim que os investigadores descobriram que <strong>a base de Apolaki fica a aproximadamente 5.200 metros abaixo do nível do mar </strong>e que toda a <strong>estrutura repousa sobre uma gigantesca elevação vulcânica conhecida como Benham Rise</strong>.</p><p>O que mais impressiona é a sua escala, já que, com 150 quilómetros de diâmetro, <strong>Apolaki tem mais que o dobro do tamanho de outras grandes caldeiras conhecidas</strong>. Para efeito de comparação, Yellowstone tem cerca de 60 quilómetros de diâmetro, enquanto a famosa caldeira de Toba tem aproximadamente 100 quilómetros de diâmetro.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr"> | La caldera volcánica más grande del mundo no es el <a href="https://twitter.com/hashtag/Yellowstone?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Yellowstone</a> o <a href="https://twitter.com/hashtag/Taal?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Taal</a>, si no uno de origen submarino llamado <a href="https://twitter.com/hashtag/Apolaki?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Apolaki</a>.<br><br>Descubierto en 2019 por la geofísica marina Jenny A. Barretto en el mar de <a href="https://twitter.com/hashtag/Filipinas?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Filipinas</a> [Benham Rise].<br><br>Tiene un diametro de ~165km y es inactivo. <a href="https://t.co/fmuRzzuDlh">pic.twitter.com/fmuRzzuDlh</a></p>— ¹¹ (@AlMaXx8017) <a href="https://twitter.com/AlMaXx8017/status/1616148863793889285?ref_src=twsrc%5Etfw">January 19, 2023</a></blockquote></figure><p>Em relação ao "vulcão subaquático", os cientistas acreditam que esta gigantesca depressão<strong> formou-se milhões de anos atrás após uma erupção vulcânica massiva</strong>. Após o colapso da câmara magmática, o terreno afundou, dando origem à imensa cavidade subaquática que atualmente fascina a ciência.</p><h2>Uma estrutura saída de outro mundo</h2><p>Além do seu tamanho recorde, a caldeira de Apolaki exibe outras características geológicas extraordinárias. Por exemplo, a sua<strong> borda possui enormes escarpas de até 300 metros de altura, evidência de violentos episódios vulcânicos ocorridos num passado remoto</strong>.</p><p>A região onde se localiza é composta por uma camada de rochas vulcânicas com aproximadamente 14 quilómetros de espessura, que <strong>apresenta evidências de atividade magmática sustentada por milhões de anos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-gigantesca-caldera-volcanica-escondida-bajo-el-oceano-mide-150-kilometros-y-es-la-mas-grande-del-planeta-1779484034717.png" data-image="70qzjseinc2b" alt="caldeira vulcânica Apolinaki" title="caldeira vulcânica Apolinaki"><figcaption>A caldeira é composta por uma camada de rocha vulcânica com aproximadamente 14 quilómetros de espessura, evidência de atividade magmática contínua ao longo de milhões de anos. Foto: X @AlMaXx8017</figcaption></figure><p>Além disso, análises de amostras recolhidas no local estimaram que <strong>as rochas têm entre 47 e 26 milhões de anos</strong>. Esta informação ajuda a reconstruir a história geológica do Pacífico Ocidental e a compreender melhor como as placas tectónicas evoluíram nessa região do planeta.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768485" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/geologos-islandeses-explicam-por-que-razao-os-vulcoes-continuam-a-ser-o-fenomeno-mais-imprevisivel-da-terra.html" title="Geólogos islandeses explicam por que razão os vulcões continuam a ser o fenómeno mais imprevisível da Terra">Geólogos islandeses explicam por que razão os vulcões continuam a ser o fenómeno mais imprevisível da Terra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/geologos-islandeses-explicam-por-que-razao-os-vulcoes-continuam-a-ser-o-fenomeno-mais-imprevisivel-da-terra.html" title="Geólogos islandeses explicam por que razão os vulcões continuam a ser o fenómeno mais imprevisível da Terra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-los-volcanes-siguen-siendo-el-fenomeno-mas-impredecible-de-la-tierra-1778407583098_320.png" alt="Geólogos islandeses explicam por que razão os vulcões continuam a ser o fenómeno mais imprevisível da Terra"></a></article></aside><p>Segundo os especialistas, <strong>Apolaki pode fazer parte de uma grande província ígnea submarina, um raro fenómeno geológico associado a eventos vulcânicos massivos no passado</strong> da Terra.</p><h2>Revolução: a descoberta que mudou todos os mapas geológicos</h2><p>Embora a região de Benham Rise já fosse estudada há anos, foi somente em <strong>2019 </strong>que os investigadores conseguiram confirmar que a estrutura observada correspondia, de facto, a uma gigantesca caldeira vulcânica marinha.</p><p>A validação veio através de publicações científicas especializadas e do apoio de organizações como a Sociedade Geológica das Filipinas, que <strong>reconheceu oficialmente Apolaki como a maior caldeira conhecida do planeta</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-gigantesca-caldera-volcanica-escondida-bajo-el-oceano-mide-150-kilometros-y-es-la-mas-grande-del-planeta-1779484265068.png" data-image="n8e11pkzzz53" alt="caldeira vulcânica de Apolinaki" title="caldeira vulcânica de Apolinaki"><figcaption>A descoberta em Apolinaki permite que os investigadores estudem como as grandes caldeiras subaquáticas se formam e evoluem (Imagem ilustrativa).</figcaption></figure><p>Para a comunidade científica, a descoberta permite que os investigadores estudem<strong> como grandes caldeiras subaquáticas se formam e evoluem</strong>, um fenómeno ainda pouco compreendido devido à dificuldade de realizar investigações em ambientes oceânicos tão profundos.</p><p>Jenny Anne Barretto enfatizou que Apolaki serve como “uma janela excecional” para a história tectónica e vulcânica do Pacífico.</p><h2>A pergunta valiosa: pode voltar a entrar em atividade?</h2><p>Até ao momento, <strong>não há evidências de atividade eruptiva recente em Apolaki</strong>. No entanto, especialistas consideram essencial continuar a monitorizar a região devido ao tamanho e à complexidade da estrutura.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-gigantesca-caldera-volcanica-escondida-bajo-el-oceano-mide-150-kilometros-y-es-la-mas-grande-del-planeta-1779484454564.png" data-image="34dqwhpoq482" alt="caldeira vulcânica de Apolinaki" title="caldeira vulcânica de Apolinaki"><figcaption>Não há evidências de atividade eruptiva recente em Apolaki, embora a monitorização continue (Imagem ilustrativa).</figcaption></figure><p>A descoberta também despertou interesse nos potenciais riscos geológicos associados a grandes formações vulcânicas subaquáticas. Embora<strong> permaneça inativo hoje</strong>, a história geológica demonstra que o planeta ainda guarda segredos capazes de alterar a nossa compreensão atual da Terra.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-gigantesca-caldeira-vulcanica-escondida-sob-o-oceano-tem-150-km-de-diametro-e-e-a-maior-do-planeta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item></channel></rss>