<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Tempo.pt - Meteored</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Thu, 21 May 2026 17:00:31 +0000</lastBuildDate><pubDate>Thu, 21 May 2026 17:00:31 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Tempo.pt - Meteored</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[As cegonhas aprendem a viver dos resíduos, estudo da Universidade do Porto descodifica comportamento]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-cegonhas-aprendem-a-viver-dos-residuos-estudo-da-universidade-do-porto-descodifica-comportamento.html</link><pubDate>Thu, 21 May 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Num estudo publicado no final de abril, investigadores da Universidade do Porto (U. Porto) concluíram que as cegonhas aprendem a explorar aterros sanitários para procurar alimento e, com a idade, tornam-se mais eficientes. Saiba mais aqui.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-cegonhas-aprendem-a-viver-dos-residuos-estudo-da-universidade-do-porto-descodifica-comportamento-1779365754757.jpg" data-image="wauqp15tvmj4"><figcaption>As cegonhas-brancas aprendem, ao longo dos primeiros anos de vida, a explorar aterros sanitários em busca de alimentos de origem humana, tornando-se mais eficientes com a idade. Imagem: Inês Catry</figcaption></figure><p>O estudo conduzido pelo CIBIO-BIOPOLIS (Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da U.Porto) chegou à conclusão de que <strong>“a experiência adquirida nos primeiros anos de vida molda a forma como espécies oportunistas exploram os aterros sanitários</strong>, aproveitando a abundante disponibilidade de recursos provenientes do desperdício alimentar humano”, tal como referem em comunicado os cientistas.</p><p>A pesquisa científica, publicada na revista científica <em>Proceedings of the Royal Society B</em>, <strong>“demonstra que as cegonhas-brancas aprendem, ao longo dos primeiros anos de vida, a explorar os recursos alimentares disponíveis nestes locais de forma cada vez mais eficiente”</strong>, de acordo com o CIBIO-BIOPOLIS.</p><h2>218 cegonhas-brancas monitorizadas em seis anos. Aves mais jovens aprendem progressivamente</h2><p>Recorrendo a dados de seguimento por GPS, os cientistas vigiaram o comportamento, trajetória e a forma de aprendizagem de exploração dos aterros por parte de <strong>71 cegonhas-brancas adultas e 147 juvenis <em>(Ciconia ciconia)</em> entre 2016 e 2021</strong>, tendo observado “mudanças claras no comportamento alimentar em aterros sanitários ao longo do tempo”.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-cegonhas-aprendem-a-viver-dos-residuos-estudo-da-universidade-do-porto-descodifica-comportamento-1779365387522.jpg" data-image="qeosnynqkkod"><figcaption>De acordo com a equipa de investigadores, o uso de alimentos de origem humana tem o potencial de modificar profundamente o comportamento das espécies, influenciando as suas estratégias de alimentação, sobrevivência, padrões migratórios e ainda a dinâmica das populações.</figcaption></figure><p>Inicialmente, as aves mais jovens exploram uma grande variedade de habitats, mas ao adquirirem experiência <strong>“passam a visitar os aterros sanitários com mais frequência”</strong>, conseguindo alcançar mais vezes as <strong>“zonas com maior disponibilidade de resíduos orgânicos"</strong>, o que se traduz numa diminuição do <strong>“esforço energético associado à alimentação”</strong>.</p><div class="texto-destacado">A instituição realça que<strong> “a partir do segundo ano de vida, estas melhorias tornam-se particularmente evidentes, indicando um processo de aprendizagem progressiva</strong>. Os resultados mostram que esta especialização resulta sobretudo de <strong>melhorias individuais ao longo do tempo</strong>, e não da sobrevivência dos indivíduos mais aptos a explorar estes recursos”.</div><p>Bruno Herlander Martins, investigador do CIBIO-BIOPOLIS e primeiro autor do estudo, refere em comunicado que <strong>“compreender os mecanismos que permitem a estas espécies explorar novos recursos alimentares </strong>é fundamental para antecipar mudanças ecológicas em paisagens humanizadas e apoiar estratégias de conservação baseadas em evidência científica”.</p><h2>Possível encerramento ou transformação dos aterros torna estas conclusões muito relevantes</h2><p>De acordo com Inês Catry, coordenadora do estudo, “as conclusões são particularmente relevantes num contexto de mudanças nas políticas europeias de gestão de resíduos, que deverão <strong>reduzir significativamente a disponibilidade de alimento em aterros sanitários nas próximas décadas”</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766192" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-ceu-da-europa-esta-cada-vez-mais-vazio-os-cientistas-alertam-que-600-milhoes-de-aves-desapareceram.html" title="O céu da Europa está cada vez mais vazio: os cientistas alertam que 600 milhões de aves desapareceram">O céu da Europa está cada vez mais vazio: os cientistas alertam que 600 milhões de aves desapareceram</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-ceu-da-europa-esta-cada-vez-mais-vazio-os-cientistas-alertam-que-600-milhoes-de-aves-desapareceram.html" title="O céu da Europa está cada vez mais vazio: os cientistas alertam que 600 milhões de aves desapareceram"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-cielo-de-europa-se-ha-vuelto-mas-vacio-600-millones-de-aves-han-desaparecido-1777326270180_320.jpg" alt="O céu da Europa está cada vez mais vazio: os cientistas alertam que 600 milhões de aves desapareceram"></a></article></aside><p>Deste modo, tendo em conta o possível encerramento ou transformação dos aterros, torna-se essencial<strong> compreender como as aves ajustam as suas decisões</strong> face à evolução futura destas populações selvagens. </p><p>Este estudo enquadra-se na tese de doutoramento de <strong>Bruno Herlander Martins</strong>, desenvolvida na Faculdade de Ciências da <strong>Universidade do Porto</strong> e na School of Environmental Sciences da <strong>University of East Anglia</strong>.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Bruno Herlander Martins, Aldina M. A. Franco, Andrea Soriano-Redondo, Marta Acácio, Inês Catry; From inexperience to proficiency: age-related improvements shape the use of novel anthropogenic food subsidies in a long-lived bird. Proc Biol Sci 1 April 2026; 293 (2069): 20251884. <a href="https://wilder.pt/historias/cegonhas-aprendem-a-explorar-melhor-os-aterros-sanitarios-a-medida-que-crescem" target="_blank">https://doi.org/10.1098/rspb.2025.1884</a></em></p><p><em><a href="https://wilder.pt/historias/cegonhas-aprendem-a-explorar-melhor-os-aterros-sanitarios-a-medida-que-crescem" target="_blank">Cegonhas aprendem a explorar melhor os aterros sanitários, à medida que crescem</a>. Wilder. Inês Sequeira. 29 de abril de 2026.</em></p><p><em><a href="https://greensavers.sapo.pt/investigadores-da-u-porto-mostram-que-cegonhas-aprendem-a-explorar-aterros/" target="_blank">Investigadores da U.Porto mostram que cegonhas aprendem a explorar aterros</a>. GreenSavers com Lusa. 27 de abril de 2026.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-cegonhas-aprendem-a-viver-dos-residuos-estudo-da-universidade-do-porto-descodifica-comportamento.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Évora e Beja recebem jardins urbanos para aliviar calor extremo no verão]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/evora-e-beja-recebem-jardins-urbanos-para-aliviar-calor-extremo-no-verao.html</link><pubDate>Thu, 21 May 2026 15:29:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Cinco cidades portuguesas vão ganhar novas áreas verdes e espelhos de água para melhorar o conforto térmico de residentes e visitantes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/evora-e-beja-recebem-jardins-urbanos-para-aliviar-calor-extremo-no-verao-1779368371739.jpg" data-image="c37xxgnyfn14" alt="Obras a área do Rossio de São Brás, Évora, para construir novo espaço verde" title="Obras a área do Rossio de São Brás, Évora, para construir novo espaço verde"><figcaption>Évora será a cidade pioneira que irá requalificar a área do Rossio de São Brás para dar lugar a um espaço verde amplo para acolher a cerimónia inaugural da Capital Europeia da Cultura 2027. Foto: Município de Évora</figcaption></figure><p>Quem passa os meses de verão no Alentejo conhece bem o impacto das temperaturas elevadas nas rotinas diárias. Para responder a esse fenómeno, Évora e Beja foram escolhidas para integrar um <strong>projeto-piloto nacional</strong> que aposta na criação de <strong>jardins urbanos e zonas verdes</strong> capazes de reduzir o calor nas cidades.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A iniciativa, promovida pelo Ministério do Ambiente, prevê a instalação de espaços verdes, árvores e espelhos de água em cinco municípios do continente. Além das duas cidades alentejanas, o programa inclui ainda Leiria, São João da Madeira e Vila Real. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O intuito é diminuir o efeito das ilhas de calor e tornar os espaços urbanos mais confortáveis durante os episódios de temperaturas extremas. O financiamento já está assegurado através do Fundo Ambiental, que disponibiliza <strong>5,5 milhões de euros</strong> para o desenvolvimento destas intervenções. As autarquias ficarão responsáveis pela execução dos projetos após a assinatura dos contratos com o fundo estatal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/evora-e-beja-recebem-jardins-urbanos-para-aliviar-calor-extremo-no-verao-1779368472403.jpg" data-image="151i7zpgwl90" alt="Vila Real" title="Vila Real"><figcaption>Vila Real está entre as cinco cidades portuguesas selecionadas para integrar o piloto nacional que visa combater o calor urbano. Foto: Vitor Oliveira, de Torres Vedras, CC BY-SA 2.0, Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>As orientações definidas pelo Governo apontam para soluções assentes em <strong>princípios ambientais</strong> e de adaptação às alterações climáticas. A criação de sombra, o reforço da vegetação e a presença de água deverão contribuir para baixar a temperatura sentida e melhorar a qualidade de vida nas áreas urbanas.</p><h2>Évora acelera obras para cumprir prazo europeu</h2><p>Em Évora, a cidade pioneira desta experiência, a intervenção vai concentrar-se no <strong>Rossio de São </strong><strong>Brás</strong>, um espaço descampado que acolherá a cerimónia inaugural da Capital Europeia da Cultura 2027.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A requalificação daquela zona já arrancou com a adjudicação da primeira fase da obra no final de abril. O investimento ascende a 4,1 milhões de euros e conta com apoio do Plano de Recuperação e Resiliência. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Na assinatura do contrato, o presidente da Câmara de Évora, Carlos Zorrinho, garantiu que os trabalhos estarão <strong>concluídos até agosto</strong>, prazo necessário para assegurar o financiamento comunitário.</p><p>A urgência em finalizar a intervenção em menos de oito meses fará com que Évora receba uma fatia mais significativa da verba disponível. Nas <strong>restantes cidades</strong> abrangidas pelo programa, incluindo Beja, os jardins e zonas de redução térmica poderão apenas ficar <strong>concluídos em 2027</strong>.</p><h2>Investigadores procuram cidades mais frescas</h2><p>A aposta em soluções verdes para enfrentar o calor coincide com outros estudos que estão a ser desenvolvidos no país. Investigadores da Universidade de Coimbra participam atualmente no <strong>projeto internacional Cool Noons</strong>, dedicado a tornar as cidades mediterrânicas mais frescas e resistentes às ondas de calor.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/evora-e-beja-recebem-jardins-urbanos-para-aliviar-calor-extremo-no-verao-1779368627754.jpg" data-image="2agrig71nnz7" alt="Lago do jardim do Campo Grande, Lisboa" title="Lago do jardim do Campo Grande, Lisboa"><figcaption>O projeto Cool Noons quer identificar estratégias de arrefecimento em cidades mediterrânicas, como Lisboa, frequentemente afetadas por ondas de calor. Foto: Paulo Juntas, CC BY-SA 3.0, Creative Commons</figcaption></figure><p>Além de <strong>Lisboa</strong>, a iniciativa envolve <strong>Budva</strong>, no Montenegro, <strong>Dubrovnik</strong>, na <strong>Croácia</strong>, <strong>Imola</strong>, em Itália, e <strong>Marselha</strong>, em França. O trabalho procura reduzir a exposição de residentes e turistas às temperaturas extremas através de novos percursos urbanos mais frescos e sombreados.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="379092" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-calor-urbano-mortifero-triplicou-nas-ultimas-decadas-ilhas-de-calor.html" title="O calor urbano mortífero triplicou nas últimas décadas">O calor urbano mortífero triplicou nas últimas décadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-calor-urbano-mortifero-triplicou-nas-ultimas-decadas-ilhas-de-calor.html" title="O calor urbano mortífero triplicou nas últimas décadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-calor-urbano-tornou-se-3-vezes-mais-mortal-nas-ultimas-decadas-ilhas-de-calor-1636157291214_320.jpg" alt="O calor urbano mortífero triplicou nas últimas décadas"></a></article></aside><p>Nos últimos meses, os investigadores recolheram dados sobre o impacto do calor em diferentes zonas da capital portuguesa. A equipa encontra-se agora a avaliar os <strong>benefícios de intervenções estratégicas</strong> para melhorar o conforto térmico na cidade.</p><p>Entre as medidas estudadas estão a criação de zonas pedonais sem tráfego automóvel, instalação de toldos de sombra, plantação de árvores e colocação de áreas de descanso protegidas do sol. A identificação de <strong>percursos urbanos mais frescos</strong> faz igualmente parte da estratégia para adaptar as cidades a verões cada vez mais quentes.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em><a href="https://oalentejo.pt/evora-sera-a-primeira-cidade-a-receber-jardins-urbanos-para-combater-o-calor-beja-tambem-integra-projeto-do-governo/" target="_blank">Évora será a primeira cidade a receber jardins urbanos para combater o calor. Beja também integra projeto do Governo</a> - oalentejo.pt</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/evora-e-beja-recebem-jardins-urbanos-para-aliviar-calor-extremo-no-verao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estudo de Oxford: a IA amigável comete erros para se tornar mais próxima de si]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/estudo-de-oxford-a-ia-amigavel-comete-erros-para-se-tornar-mais-proxima-de-si.html</link><pubDate>Thu, 21 May 2026 14:57:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Será que o chatbot com IA é um bom companheiro para ti? Dá-te bons conselhos de saúde, compreende-te e faz com que te sintas feliz? Ao que parece, consegue tudo isso sem te dizer a verdade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ai-chatbots-make-errors-when-designed-for-warmth-1779260167105.jpg" data-image="5o2v39ah3i2q" alt="chatbot" title="chatbot"><figcaption>Embora os chatbots com IA sejam desenvolvidos para parecerem mais simpáticos, não são sinceros contigo.</figcaption></figure><p>Hitler fugiu de Berlim durante a Segunda Guerra Mundial? O homem chegou à Lua no âmbito das missões Apollo? <strong>As respostas a estas perguntas dependem do grau de simpatia dos chatbots com inteligência artificial (IA)</strong>. Os mais cordiais e simpáticos entre eles não hesitam em distorcer os factos para se tornarem populares junto de si, como revelou um estudo da Universidade de Oxford.</p><h2>Chatbots com IA em todo o lado</h2><p>Com o surgimento repentino dos sistemas de IA, <strong>os chatbots tornaram-se omnipresentes</strong>. Desde o banco, passando pelo serviço de entrega de comida e pelas pesquisas na Internet, até às aplicações de saúde no seu smartphone – em todo o lado, um chatbot com IA tenta ser o seu assistente pessoal.</p><p>Como já deve ter notado, estes chatbots existem em todas as variantes e tons de voz possíveis, e tentam ajudá-lo da forma mais simpática possível.<strong> Mas será que, na sua ânsia de parecerem simpáticos, não se tornam também um pouco subservientes?</strong> Será que concordam simplesmente consigo, mesmo que cometa um erro factual?</p><p><strong>Investigadores do Oxford Internet Institute quiseram descobrir isso e desenvolveram uma versão "mais calorosa" ou "mais simpática" para cinco modelos diferentes de IA</strong>, utilizando um processo de treino que as empresas aplicam para tornar os seus chatbots mais simpáticos. Depois de gerarem mais de 400 000 respostas, os investigadores compararam as respostas dos chatbots de IA a pedidos de conselhos médicos, teorias da conspiração e desinformação.</p><h2>Qual foi a conclusão do estudo? </h2><p>O estudo revelou que<strong> as versões "mais calorosas" dos chatbots cometeram até 30% mais erros do que os chatbots originais </strong>ao dar conselhos médicos ou ao desmentir teorias da conspiração. Estes chatbots concordavam com as crenças erradas dos seus utilizadores com uma probabilidade 40% maior, e a taxa de erros aumentava ainda mais quando os utilizadores expressavam a sua vulnerabilidade.</p><p>Enquanto o chatbot original, por exemplo, refutava a alegação de que Adolf Hitler teria fugido para a Argentina em 1945, o chatbot "mais caloroso" afirmava que muitos concordariam com essa opinião, apesar de não haver provas conclusivas para tal. Os investigadores de Oxford <strong>chamam a atenção do público para esta questão, uma vez que cada vez mais chatbots de IA estão a ser treinados para serem calorosos, amigáveis e empáticos</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="717566" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-uso-intensivo-de-chatbots-de-inteligencia-artificial-atrofia-o-cerebro-humano.html" title="O uso intensivo de chatbots de inteligência artificial atrofia o cérebro humano">O uso intensivo de chatbots de inteligência artificial atrofia o cérebro humano</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-uso-intensivo-de-chatbots-de-inteligencia-artificial-atrofia-o-cerebro-humano.html" title="O uso intensivo de chatbots de inteligência artificial atrofia o cérebro humano"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-uso-intensivo-de-chatbots-de-inteligencia-artificial-atrofia-o-cerebro-humano-1751289154479_320.jpg" alt="O uso intensivo de chatbots de inteligência artificial atrofia o cérebro humano"></a></article></aside><p>À medida que milhões de utilizadores se registam, os chatbots de IA estão rapidamente a tornar-se sistemas nos quais as pessoas confiam para obter aconselhamento médico, apoio emocional e até mesmo companhia. Como os utilizadores estabelecem laços unilaterais com os seus chatbots, <strong>é mais provável que o seu design caloroso e amigável reforce ainda mais as convicções dos utilizadores e o seu pensamento delirante</strong>.</p><p>Estes problemas vieram à tona quando a OpenAI, a criadora do ChatGPT, lançou versões mais fáceis de usar dos seus chatbots e teve de as retirar devido à pressão pública. No entanto, <strong>à medida que a concorrência no setor da IA se torna cada vez mais acirrada, as empresas irão introduzir cada vez mais funcionalidades deste tipo para atrair utilizadores – mesmo que isso seja à custa da verdade e da realidade</strong>. Encontrar o equilíbrio entre simpatia e precisão pode ser um exercício de equilíbrio, mas é um caminho que tem de ser percorrido.</p><p>Os investigadores apelam a uma análise mais sistemática, mesmo de pequenas alterações que, à primeira vista, parecem ser apenas de natureza cosmética num chatbot. O <strong>estudo é relevante não só para os utilizadores de chatbots, mas também para as autoridades reguladoras, os criadores e outros investigadores</strong> que ainda tentam compreender as mudanças repentinas que a onda da IA trouxe consigo.</p><h3><i>Referência da notícia:</i></h3><p><em>Ibrahim, L., Hafner, F.S. & Rocher, L. Training language models to be warm can reduce accuracy and increase sycophancy. Nature 652, 1159–1165 (2026). <a href="https://doi.org/10.1038/s41586-026-10410-0" target="_blank">https://doi.org/10.1038/s41586-026-10410-0</a></em> </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/estudo-de-oxford-a-ia-amigavel-comete-erros-para-se-tornar-mais-proxima-de-si.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[UE quer expandir agricultura biológica até 25% das terras agrícolas. Chipre quer atingir 11 mil hectares (9%) até 2027]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ue-quer-expandir-agricultura-biologica-ate-25-das-terras-agricolas-chipre-aumentou-em-250-o-apoio-aos-agricultores.html</link><pubDate>Thu, 21 May 2026 12:41:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Em 2024, a agricultura biológica abrangia 17,7 milhões de hectares na UE e representava 10,9% do total das terras agrícolas. O objetivo é chegar aos 25% em 2030. O Chipre, que assume a presidência rotativa do Conselho da UE até junho, quer chegar aos 11 mil hectares (9%) em modo biológico até 2027.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ue-quer-expandir-agricultura-biologica-ate-25-das-terras-agricolas-chipre-aumentou-em-250-o-apoio-aos-agricultores-1779313918078.jpg" data-image="ik481ky1d538" alt="Vinha em Troodos" title="Vinha em Troodos"><figcaption>O Commandaria é o vinho com o nome mais antigo do mundo ainda em produção. As suas origens remontam aos séculos XII e XIII. É conhecido em todo o mundo, com DOP reconhecida pela UE.</figcaption></figure><p>A <strong>presidência cipriota do Conselho da União Europeia</strong> (UE) assumiu como grandes prioridades para o <strong>primeiro semestre de 2026 a agricultura e as pescas</strong>, considerados “motores económicos vitais que sustentam as comunidades rurais e costeiras da Europa”.</p><p>A agricultura e as pescas asseguram igualmente a <strong>estabilidade do abastecimento de alimentos seguros e de elevada qualidade para todos os cidadãos</strong>.</p><p>Isto, ao mesmo tempo que a atividade agrícola e piscatória contribuem para a <strong>autonomia estratégica da União, para a gestão ambiental</strong> e para a resiliência das regiões de cada Estado-membro.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg><strong>Maria Panayiotou, ministra da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e do Ambiente de Chipre</strong>, assumiu desde o primeiro dia que o Chipre quer “promover um setor primário justo, competitivo e sustentável”, ao mesmo tempo que se compromete com uma “abordagem abrangente sobre o futuro da política agrícola comum (PAC) e da política comum das pescas (PCP)”. No domínio agrícola, a ministra cipriota destaca a agricultura biológica como sendo “um ativo estratégico para os sistemas alimentares, para a biodiversidade e para as zonas rurais da Europa”. Maria Panayiotou reconhece, contudo, que “os Estados-membros querem regras mais simples, claras e que se adaptem melhor à realidade no terreno”.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A UE definiu como meta atingir <strong>pelo menos 25% das terras agrícolas dedicadas à agricultura biológica até 2030</strong>, no âmbito do projeto Horizonte Europa OrganicTargets4EU (2022-2026). </p><p>Em <strong>Portugal, a agricultura biológica tem vindo a crescer e representa já (dados de 2024) 22,3%</strong> da superfície agrícola utilizada (SAU).</p><h2>Chipre: 9% em agricultura biológica em 2027</h2><p>E o <strong>Chipre</strong>, que assume a presidência rotativa do Conselho da UE no primeiro semestre de 2026, está igualmente comprometido com esse crescimento. O seu PEPAC (Plano Estratégico da Política Agrícola Comum 2023-2027) prevê um <strong>aumento em 250% da área de agricultura biológica apoiada</strong><strong>, com vista a chegar aos 11 mil hectares (9%)</strong> em modo biológico até 2027. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ue-quer-expandir-agricultura-biologica-ate-25-das-terras-agricolas-chipre-aumentou-em-250-o-apoio-aos-agricultores-1779314236965.jpg" data-image="0f8lrrz7retn" alt="Serra de Troodos, Chipre." title="Serra de Troodos, Chipre."><figcaption>O vinho Commandaria, Denominação de Origem Protegida (DOP), agrega 500 viticultores em toda a ilha de Chipre, que cultivam 419 hectares com uma média de produção de 6500 quilos/hectare. </figcaption></figure><p>Em <strong>2004, o Chipre tinha apenas 867 hectares de terras cultivadas em modo biológico</strong>. Em<strong> 2024 passou para 7.749 hectares</strong> de terras nesse modo de produção e <strong>para o ano 2027 a meta está traçada: 11 mil hectares (9%) da superfície agrícola utilizada</strong>. </p><p>As culturas que mais cresceram em modo de produção biológico no Chipre nos últimos anos foram a <strong>horticultura (100%), o olival (60%), a fruticultura (33%) e a viticultura (33%)</strong>.</p><h2>Commandaria: o nome mais antigo do mundo </h2><p>A comprovar esse crescimento da agricultura biológica na ilha de Chipre estão vários produtores agrícolas que um <strong>grupo de 15 jornalistas da UE visitou esta semana, a convite da Direção-Geral da Agricultura e do Desenvolvimento Rural da Comissão Europeia</strong> (DG AGRI).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="747117" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/producao-de-vinho-em-portugal-continua-em-queda-campanha-2025-2026-trouxe-um-decrescimo-de-14-face-ao-ano-anterior.html" title="Produção de vinho em Portugal continua em queda. Campanha 2025/2026 trouxe um decréscimo de 14% face ao ano anterior">Produção de vinho em Portugal continua em queda. Campanha 2025/2026 trouxe um decréscimo de 14% face ao ano anterior</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/producao-de-vinho-em-portugal-continua-em-queda-campanha-2025-2026-trouxe-um-decrescimo-de-14-face-ao-ano-anterior.html" title="Produção de vinho em Portugal continua em queda. Campanha 2025/2026 trouxe um decréscimo de 14% face ao ano anterior"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/producao-de-vinho-em-portugal-continua-em-queda-campanha-2025-2026-trouxe-um-decrescimo-de-14-face-ao-ano-anterior-1767370981692_320.jpg" alt="Produção de vinho em Portugal continua em queda. Campanha 2025/2026 trouxe um decréscimo de 14% face ao ano anterior"></a></article></aside><p>Na <strong>vila de Agios Konstantinos, na vertente sudeste do Monte Papoutsa, Andreas Evangelou, um viticultor de quarta geração</strong> que se formou em Agricultura na Universidade de Tessalónica (Grécia), iniciou a sua própria pequena vinha biológica em 2018, onde trabalha sete hectares a uma altitude entre os 820-920 metros. </p><p>Andreas Evangelou recebeu os jornalistas na sua vinha para lhes explicar como produz exclusivamente o <strong>vinho Commandaria, uma Denominação de Origem Protegida (DOP)</strong> que só pode ser produzida em algumas aldeias da <strong>Serra de Troodos</strong>.</p><div class="texto-destacado">O <strong>Commandaria é o vinho com o nome mais antigo do mundo ainda em produção</strong>. As suas origens remontam aos <strong>séculos XII e XIII</strong>. É conhecido em todo o mundo, com DOP reconhecida pela Comissão Europeia e a sua tradição secular de produção foi <strong>reconhecida pela UNESCO em 2023</strong> como património cultural imaterial. </div><p>Andreas Evangelou <strong>planta as videiras a 50 centímetros de profundidade, para as preservar do calor e da secura dos solos</strong>. Este ano de 2026 a pluviosidade tem ajudado, mas o viticultor não esquece os <strong>anos de seca registados nos anos 2020 a 2022</strong>. Daí a necessidade de também desenvolver novas variedades mais resistentes às alterações climáticas.</p><p>O vinho Commandaria (DOP) agrega <strong>500 viticultores em toda a ilha de Chipre, que cultivam 419 hectares com uma média de produção de 6500 quilos/hectare</strong>. A produção média é de 3000 hectolitros.</p><h2>Projeto Bio-Solea: apicultura sustentável</h2><p>Em Temvria, Chrysanthos Hatziyiannis fundou em 2017 o projeto Bio-Solea, de produção de mel e outras culturas e que combina o cultivo biológico certificado de frutas e legumes com a apicultura sustentável e focada na biodiversidade nas Montanhas Troodos, no Chipre. A empresa foi formalmente constituída em 2017 e a primeira produção saiu para o mercado em 2021.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ue-quer-expandir-agricultura-biologica-ate-25-das-terras-agricolas-chipre-aumentou-em-250-o-apoio-aos-agricultores-1779315133252.jpg" data-image="s5jzl3mpv2aj" alt="Mel" title="Mel"><figcaption>Em Temvria, Chrysanthos Hatziyiannis fundou em 2017 o projeto Bio-Solea, de produção de mel e outras culturas e que combina o cultivo biológico certificado de frutas e legumes com a apicultura sustentável e focada na biodiversidade nas Montanhas Troodos, no Chipre.</figcaption></figure><p>No coração desta quinta que os jornalistas visitaram está um <strong>parque botânico com 10 hectares onde estão plantadas milhares de espécies de flores</strong>, que apoiam os polinizadores e promovem a biodiversidade. </p><p>O projeto vai muito além da produção do <strong>mel biológico Apianthos</strong>. Na Bio-Solea, onde trabalham 13 pessoas, estamos perante <strong>um ecossistema integrado que combina agricultura biológica com apicultura, investigação</strong>, educação e práticas sustentáveis.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="734727" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/as-abelhas-sao-o-garante-da-biodiversidade-no-planeta-universidade-de-coimbra-lanca-guia-de-polinizadores-de-portugal.html" title="As abelhas são o garante da biodiversidade no planeta. Universidade de Coimbra lança “Guia de Polinizadores de Portugal”">As abelhas são o garante da biodiversidade no planeta. Universidade de Coimbra lança “Guia de Polinizadores de Portugal”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/as-abelhas-sao-o-garante-da-biodiversidade-no-planeta-universidade-de-coimbra-lanca-guia-de-polinizadores-de-portugal.html" title="As abelhas são o garante da biodiversidade no planeta. Universidade de Coimbra lança “Guia de Polinizadores de Portugal”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-abelhas-sao-o-garante-da-biodiversidade-no-planeta-universidade-de-coimbra-lanca-guia-de-polinizadores-de-portugal-1760697223513_320.jpg" alt="As abelhas são o garante da biodiversidade no planeta. Universidade de Coimbra lança “Guia de Polinizadores de Portugal”"></a></article></aside><p>Seguindo uma <strong>abordagem holística e prática</strong>, a quinta produz o mel biológico cru e não filtrado <strong>Apianthos</strong>, <strong>totalmente rastreável da flor ao frasco</strong>, refletindo a flora sazonal única do Chipre, que obteve reconhecimento internacional nos últimos anos.</p><h2>Dia Mundial das Abelhas: 20 de maio</h2><p>Em 2025, a <strong>produção total apenas atingiu 2,5 toneladas de mel, devido à seca e às poeiras</strong>. Uma produção muito abaixo das cerca de cinco toneladas noutros anos e da meta que pretendem atingir: 10 toneladas.</p><div class="texto-destacado">Nesta quarta-feira, <strong>20 de maio, assinalou-se o Dia Mundial das Abelhas</strong>, que estão cada vez mais <strong>ameaçadas pela perda de <em>habitat</em>, por práticas agrícolas insustentáveis, pelas alterações climáticas e pela poluição</strong>. A efeméride foi proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) para lembrar a importância da polinização para o desenvolvimento sustentável do planeta. Atualmente reconhecem-se mais de 200 000 de espécies animais polinizadores, a grande maioria das quais são selvagens, e que incluem borboletas, aves, morcegos e mais de 20 mil espécies de abelhas. </div><p>E por falar em desenvolvimento sustentável do planeta a <strong>Kot-Kot é uma iniciativa inovadora de economia circular em Akaki Grove, na vila de Akaki</strong>, também na ilha de Chipre, liderada por <strong>Elena Christoforos</strong>, no olival e laranjal que herdou do avô e que possui <strong>certificação biológica desde 2022</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ue-quer-expandir-agricultura-biologica-ate-25-das-terras-agricolas-chipre-aumentou-em-250-o-apoio-aos-agricultores-1779315974670.jpg" data-image="lz8ly17pgr3w" alt="Permacultura" title="Permacultura"><figcaption>A Kot-Kot é um projeto inovador de economia circular em Akaki Grove, na vila de Akaki, liderada por Elena Christoforos, no olival e laranjal que herdou do avô. Possui certificação biológica desde 2022. </figcaption></figure><p>A propriedade tem <strong>10 hectares de área, onde estão plantadas oliveiras (1000 árvores em 44 mil metros quadrados), laranjeiras </strong>(1200 árvores em 36 mil metros quadrados) e alguns limoeiros. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767910" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/fao-alerta-que-a-escassez-de-fertilizantes-vai-impactar-nas-proximas-colheitas-e-no-abastecimento-de-alimentos.html" title="FAO alerta que a escassez de fertilizantes vai impactar nas próximas colheitas e no abastecimento de alimentos">FAO alerta que a escassez de fertilizantes vai impactar nas próximas colheitas e no abastecimento de alimentos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/fao-alerta-que-a-escassez-de-fertilizantes-vai-impactar-nas-proximas-colheitas-e-no-abastecimento-de-alimentos.html" title="FAO alerta que a escassez de fertilizantes vai impactar nas próximas colheitas e no abastecimento de alimentos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fao-alerta-que-a-escassez-de-fertilizantes-vai-impactar-nas-proximas-colheitas-e-no-abastecimento-de-alimentos-1778265779193_320.jpg" alt="FAO alerta que a escassez de fertilizantes vai impactar nas próximas colheitas e no abastecimento de alimentos"></a></article></aside><p>E qual é a inovação introduzida por <strong>Elena Christoforos, licenciada em Geografia no Reino Unido</strong> e com formação em Antropologia e Psicologia?</p><h2>Recolha de resíduos alimentares</h2><p>Uma das suas vocações é a <strong>permacultura, um modo de produção que deriva da expressão “agricultura permanente</strong>”. Priviliegia práticas culturais e técnicas que protegem e regeneram o ambiente, nomeadamente através da <strong>utilização de fertilizantes orgânicos, do aproveitamento de resíduos, da promoção da diversidade de culturas</strong>, da redução das mobilizações do solo, da utilização do pastoreio e dos sistemas agro-florestais.</p><p>Após vários anos a estudar e a pensar o projeto, <strong>Elena Christoforos estabeleceu protocolos com as escolas locais e com empresas, onde recolhe os resíduos alimentares</strong>, que são depois utilizados para alimentar centenas de galinhas poedeiras em fim de ciclo de postura de ovos.</p><p>Elena Christoforos explica que <strong>as galinhas “aposentam-se no olival”, onde circulam livremente e fertilizam o solo de forma natural</strong>, auxiliando no controlo de pragas e melhorando o agro-ecossistema. </p><p>Através deste modelo prático, <strong>a Kot-Kot reduz o desperdício alimentar e as emissões de gases </strong>com efeito de estufa, ao mesmo tempo que promove a sustentabilidade ambiental. </p><p>Em paralelo, na exploração <strong>produziu 40 toneladas de azeite em 2024</strong> e 22 toneladas em 2025, devido às condições climáticas adversas.</p><h3><em>Nota Importante</em></h3><p><strong><em>* A jornalista Teresa Silveira (Portugal) viajou para o Chipre a convite da Comissão Europeia.</em></strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ue-quer-expandir-agricultura-biologica-ate-25-das-terras-agricolas-chipre-aumentou-em-250-o-apoio-aos-agricultores.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calor anómalo em Portugal por mais 6 dias: Índice EFI alerta para evento extremo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-anomalo-em-portugal-por-mais-6-dias-indice-efi-alerta-para-evento-extremo.html</link><pubDate>Thu, 21 May 2026 12:37:36 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal entra num período de calor anómalo e persistente até ao início da próxima semana, com temperaturas muito acima do normal para maio. O índice EFI destaca este episódio como potencialmente extremo, com valores raros para a época.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-anomalo-em-portugal-por-mais-6-dias-indice-efi-alerta-para-evento-extremo-1779362038628.png" data-image="wx07ma8kecwu" alt="Núvem de Poeiras (AOD)" title="Núvem de Poeiras (AOD)"><figcaption>Quinta-feira à noite marcada por forte intrusão de poeiras do Norte de África, cobrindo grande parte do território e degradando a qualidade do ar.</figcaption></figure><p> A tarde desta quinta-feira, 21 de maio, fica marcada por temperaturas elevadas em praticamente todo o território continental, acompanhadas por céu mais nublado do que o habitual. A principal novidade é a <strong>intensificação da intrusão de poeiras do Norte de África,</strong> que se torna mais evidente ao final do dia e durante a noite. </p><p>Esta nuvem de poeira cobre grande parte do país, contribuindo para uma <strong>degradação da qualidade do ar,</strong> que poderá atingir níveis “moderados”.</p><h2>Sexta-feira haverá calor generalizado e valores muito elevados de temperatura</h2><p>Na sexta-feira, o calor torna-se a variável dominante. As poeiras ainda persistem, mas com menor impacto, enquanto as temperaturas sobem para valores muito elevados para a época.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-anomalo-em-portugal-por-mais-6-dias-indice-efi-alerta-para-evento-extremo-1779362086612.png" data-image="uxkghxgi6ktv" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-872167">Sexta-feira com calor muito intenso: temperaturas acima dos 30 ºC em quase todo o país e picos próximos dos 36 ºC no interior Norte e Sul.</figcaption></figure><p><strong>Grande parte do território continental ultrapassa os 30 ºC,</strong> com exceção do litoral oeste e da costa algarvia, onde a influência atlântica mantém os valores mais contidos. No interior, especialmente no Alentejo e no vale do Douro, os termómetros poderão atingir os 35 a 36 ºC, valores claramente invulgares para o final de maio.</p><h2>Sábado e domingo o calor mantém-se, mas surge instabilidade</h2><p>Durante o fim de semana, o padrão atmosférico torna-se mais complexo. Uma uma <strong>bolsa de ar frio isolada em altitude (gota fria),</strong> destacada da corrente de jato polar, aproxima-se da costa noroeste da Península Ibérica. A interação entre esta massa de ar frio em altitude e o ar muito quente à superfície cria condições favoráveis à instabilidade atmosférica.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Como resultado,<strong> prevê-se a formação de aguaceiros e trovoadas,</strong> especialmente nas regiões Norte e Centro. Os acumulados de precipitação poderão ser localmente significativos, com valores superiores a 30 mm em pouco mais de 24 horas em zonas do Norte, como Montalegre.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-anomalo-em-portugal-por-mais-6-dias-indice-efi-alerta-para-evento-extremo-1779362563589.png" data-image="rvxgo3tp7878" alt="Precipitação acumulada" title="Precipitação acumulada"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-332669">Precipitação acumulada até domingo com destaque para áreas montanhosas como Montalegre.</figcaption></figure><p>Já a<strong> densidade de descargas elétricas poderá atingir níveis elevados,</strong> sobretudo nos distritos de Viana do Castelo, Braga e Bragança. Na região mais a norte de Vila real, durante a madrugada de domingo, haverá uma altura mais intensa onde a <strong>densidade dos raios poderá ultrapassar os 24 raios/km²</strong>. Um sinal de trovoadas potencialmente intensas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-anomalo-em-portugal-por-mais-6-dias-indice-efi-alerta-para-evento-extremo-1779362237795.png" data-image="h9jjbdetjlsc" alt="Densidade de Raios" title="Densidade de Raios"><figcaption>Sábado à tarde com elevada densidade de raios no Norte e Centro, sinal de trovoadas potencialmente fortes.</figcaption></figure><p>Apesar desta instabilidade, o calor não desaparece, apenas se torna mais contido no Norte e Centro, onde a influência da gota fria será mais direta.</p><p>Com o afastamento da instabilidade, <strong>o início da próxima semana traz novamente uma subida das temperaturas no Norte e Centro</strong>. Segunda e terça-feira deverão voltar a apresentar valores elevados de forma mais homogénea em todo o território.</p><h2>EFI confirma caráter extremo do episódio</h2><p><strong>O mapa EFI (Extreme Forecast Index) reforça a excecionalidade deste evento</strong>. Este índice compara a previsão atual com o histórico climatológico da região, permitindo identificar situações anómalas ou extremas.</p><div class="texto-destacado">Os valores variam entre -1 e +1: Próximo de 0 significa condições dentro da normalidade. Entre 0.5 e 0.8 sugere situação incomum. E acima de 0.8 indica um evento fora do comum ou extremo </div><ul> </ul><p>No caso de Portugal, <strong>os valores previstos aproximam-se ou ultrapassam 0.8 em várias regiões, indicando um episódio de calor raro para esta época do ano,</strong> potencialmente entre os mais intensos registados no histórico recente para finais de maio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-anomalo-em-portugal-por-mais-6-dias-indice-efi-alerta-para-evento-extremo-1779362420099.jpg" data-image="v4kcgx4a916d" alt="EFI 2 m temperature" title="EFI 2 m temperature"><figcaption>Mapa EFI indica calor extremo em Portugal, com valores acima de 0.8, raros para a época e persistentes ao longo de vários dias.</figcaption></figure><p> Importa ainda referir que este mapa EFI <strong>foi calculado para um período de 7 dias, entre 20 e 27 de maio (até quarta-feira)</strong>, reforçando a persistência e duração deste evento anómalo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769968" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/primeiras-tendencias-para-o-inicio-do-verao-climatologico-em-portugal-os-mapas-pintam-tudo-de-vermelho.html" title="Primeiras tendências para o início do verão climatológico em Portugal: os mapas pintam tudo de vermelho">Primeiras tendências para o início do verão climatológico em Portugal: os mapas pintam tudo de vermelho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/primeiras-tendencias-para-o-inicio-do-verao-climatologico-em-portugal-os-mapas-pintam-tudo-de-vermelho.html" title="Primeiras tendências para o início do verão climatológico em Portugal: os mapas pintam tudo de vermelho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/primeiras-tendencias-para-o-inicio-do-verao-climatologico-em-portugal-os-mapas-pintam-tudo-de-vermelho-1779362018803_320.png" alt="Primeiras tendências para o início do verão climatológico em Portugal: os mapas pintam tudo de vermelho"></a></article></aside><p>Este tipo de ferramenta é essencial para antecipar eventos de elevado impacto, como ondas de calor, permitindo uma melhor preparação face a condições meteorológicas fora do habitual.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-anomalo-em-portugal-por-mais-6-dias-indice-efi-alerta-para-evento-extremo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Gota fria confirmada: entre sexta-feira e domingo estes 9 distritos poderão ser afetados]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/gota-fria-confirmada-entre-sexta-feira-e-domingo-estes-9-distritos-poderao-ser-afetados.html</link><pubDate>Thu, 21 May 2026 11:35:10 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A gota fria prevista para os próximos dias, deverá resultar em ocorrência de chuva e trovoada. Esta última poderá afetar vários distritos do Norte e Centro do país.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intenso-e-poeiras-africanas-marcam-a-semana-mas-sabado-traz-trovoadas-e-chuva-ao-norte-e-centro.html" target="_blank">Calor intenso e poeiras africanas marcam a semana, mas sábado traz trovoadas e chuva ao Norte e Centro</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaanf26"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaanf26.jpg" id="xaanf26"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como já mencionamos em previsões anteriores aqui na Meteored Portugal, os próximos dias contarão com uma <strong>interferência na estabilidade atmosférica</strong>, especialmente no Norte e Centro do país, devido a uma gota fria.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Esta gota fria, que deverá incidir com maior relevância no Norte do país, também afetará o estado de tempo na região Centro, com <strong>períodos de chuva fraca e trovoada</strong>. Esta última poderá ser bastante significativa em vários distritos.</p><h2>Trovoadas podem acontecer já amanhã, sexta-feira</h2><p>Amanhã, sexta-feira, espera-se um <strong>aumento gradual da nebulosidade em boa parte do país</strong>, não se descartando a possibilidade de aguaceiros fracos no distrito de Coimbra. A partir das primeiras horas da tarde, espera-se a <strong>ocorrência de trovoada </strong>nos distritos de Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Viseu, Coimbra, Castelo Branco e Guarda, dissipando-se a partir do final da tarde.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gota-fria-confirmada-entre-sexta-feira-e-domingo-9-distritos-poderao-ser-afetados-1779358985891.png" data-image="wxxqvphamw3g" alt="densidade de raios" title="densidade de raios"><figcaption>Segundo a atual previsão, no sábado a área afetada pelas trovoadas poderá ser maior, chegando a vários distritos do Norte e Centro.</figcaption></figure><p>No sábado, a chuva, acompanhada de <strong>trovoada, poderá regressar ao noroeste do país</strong>, nas primeiras horas da madrugada, afetando os distritos de Viana do Castelo, Braga e Porto. Nas horas seguintes, poderá estender-se para Este, afetando o distrito de Vila Real. Já a partir das primeiras horas da tarde, poderá dar-se uma <strong>intensificação da trovoada, podendo esta estender-se a uma área maior</strong>, como podemos observar no mapa acima. Quanto à chuva, é esperada nas mesmas zonas, mas de forma pouco significativa.</p><h2>No domingo, o Norte será a região mais afetada</h2><p>Nas últimas horas de sábado, tanto a chuva como a trovoada deverão concentrar-se no Norte do país, especialmente nos distritos de Vila Real e Bragança. Ao longo da madrugada de domingo, estes dois distritos, mas principalmente Vila Real, poderá registar episódios de<strong> trovoada forte, acompanhada de chuva igualmente intensa</strong>, dando-se, assim, um<strong> agravamento significativo do estado de tempo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gota-fria-confirmada-entre-sexta-feira-e-domingo-9-distritos-poderao-ser-afetados-1779362369605.png" data-image="kkah001wg15o" alt="densidade de raios; trovoada" title="densidade de raios; trovoada"><figcaption>O distrito de Vila Real poderá registar trovoadas mais intensas na madrugada de domingo, dia 24.</figcaption></figure><p>Ao amanhecer, tanto a chuva como a trovoada deverão perder força. No entanto, espera-se que <strong>a partir das primeiras horas da tarde a chuva regresse</strong>, de forma pouco expressiva, à mesma região, <strong>acompanhada por trovoada</strong>, que poderá ser mais relevante no Nordeste Transmontano, ainda que não tanto como durante a madrugada. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769968" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/primeiras-tendencias-para-o-inicio-do-verao-climatologico-em-portugal-os-mapas-pintam-tudo-de-vermelho.html" title="Primeiras tendências para o início do verão climatológico em Portugal: os mapas pintam tudo de vermelho">Primeiras tendências para o início do verão climatológico em Portugal: os mapas pintam tudo de vermelho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/primeiras-tendencias-para-o-inicio-do-verao-climatologico-em-portugal-os-mapas-pintam-tudo-de-vermelho.html" title="Primeiras tendências para o início do verão climatológico em Portugal: os mapas pintam tudo de vermelho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/primeiras-tendencias-para-o-inicio-do-verao-climatologico-em-portugal-os-mapas-pintam-tudo-de-vermelho-1779362018803_320.png" alt="Primeiras tendências para o início do verão climatológico em Portugal: os mapas pintam tudo de vermelho"></a></article></aside><p>Ainda assim, a<strong> trovoada poderá abranger uma área superior à área abrangida pela chuva</strong>, podendo afetar, até ao final da tarde, os distritos de Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Bragança e Guarda. É expectável que esta instabilidade se dissipe totalmente nas últimas horas da tarde de segunda-feira, ainda que neste dia, possa ser quase impercetível.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/gota-fria-confirmada-entre-sexta-feira-e-domingo-estes-9-distritos-poderao-ser-afetados.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Primeiras tendências para o início do verão climatológico em Portugal: os mapas pintam tudo de vermelho]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/primeiras-tendencias-para-o-inicio-do-verao-climatologico-em-portugal-os-mapas-pintam-tudo-de-vermelho.html</link><pubDate>Thu, 21 May 2026 11:25:11 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O verão climatológico está mesmo a “bater à porta” e o melhor modelo meteorológico de previsão já fornece as primeiras tendências para conhecer a possível evolução do tempo em Portugal.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/primeiras-tendencias-para-o-inicio-do-verao-climatologico-em-portugal-os-mapas-pintam-tudo-de-vermelho-1779361522516.jpg" data-image="qw44neot3i46"><figcaption>O modelo europeu sugere que o calor intenso irá persistir no arranque do verão climatológico.</figcaption></figure><p>Nestes próximos dias Portugal continental voltará a testemunhar um novo episódio de temperaturas elevadas para a época do ano. Em breve, <strong>várias regiões poderão atingir temperaturas de 36 ºC ou até mesmo 37 ºC</strong>, não se excluindo a possibilidade de algumas localidades poderem vir a registar valores próximos aos recordes históricos absolutos de temperaturas máximas registadas num mês de maio.</p><p><strong>Falta cada vez menos tempo para o início do verão climatológico, cujo arranque no calendário se irá assinalar na segunda-feira, 1 de junho</strong>. Devido às primeiras tendências antecipadas pelo modelo meteorológico global mais credível, o ECMWF, será analisada de seguida a possível evolução do tempo em Portugal ao longo da primeira semana do período meteorológico estival que se aproxima.</p><h2>Tudo aponta para um domínio das altas pressões, embora subsista alguma incerteza</h2><p>Ao contrário da precisão do modelo europeu na definição do regime de <strong>bloqueio escandinavo que dominará a Europa nos próximos dias</strong>, surgem dúvidas quanto ao padrão sinóptico que poderá prevalecer sobre o continente europeu no arranque do verão climatológico. Para a fase inicial da nova estação surgem <strong>sinais tímidos de um possível domínio do padrão de crista atlântica</strong>, que mais tarde poderá novamente evoluir para um padrão de bloqueio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/primeiras-tendencias-para-o-inicio-do-verao-climatologico-em-portugal-os-mapas-pintam-tudo-de-vermelho-1779362074456.jpg" data-image="uf5xiqd8j2bz"><figcaption>Segundo o modelo europeu, uma vasta área geográfica que se estende desde os Açores até à Europa mais ocidental poderá ser condicionada pela presença de massas de ar mais quentes na primeira semana de junho.</figcaption></figure><p>Ao analisar o mapa semanal de anomalias do geopotencial a 500 hPa, deteta-se <strong>uma grande faixa de valores positivos</strong> que se estende desde os Açores até à Europa mais ocidental. Isto indica que poderá existir<strong> a possibilidade </strong>de esta região ficar sob a influência de <strong>massas de ar mais quentes</strong>, devido à sua maior expansão na troposfera.</p><div class="texto-destacado"><strong>Porém, as dúvidas na previsão quanto ao cenário dominante surgem </strong>na comparação entre os mapas de geopotencial a 500 hPa (altitude) com os mapas de pressão média ao nível do mar (superfície).</div><p>Analisando o que se reflete à superfície em termos de pressão atmosférica (pressão média ao nível do mar), o ECMWF aponta para um possível predomínio de altas pressões nessa mesma zona geográfica, mas com a exceção de que agora haveria <strong>uma área marcada por anomalias negativas abrangendo quase todo o território de Portugal continental e até mesmo o arquipélago da Madeira</strong>, algo que sugere a possibilidade de pequenas depressões isoladas em altitude (ou bolsas de ar frio/gotas frias) circularem por essa zona.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/primeiras-tendencias-para-o-inicio-do-verao-climatologico-em-portugal-os-mapas-pintam-tudo-de-vermelho-1779362230712.jpg" data-image="94jhtgenu9on"><figcaption>O modelo europeu antevê para a primeira semana de junho uma área marcada por anomalias negativas de pressão atmosférica (tons azuis), o que sugere a possibilidade de pequenas bolsas de ar frio circularem nas imediações da nossa geografia, embora nesta época do ano isto nem sempre seja sinónimo de instabilidade meteorológica.</figcaption></figure><p>Não obstante, é importante recordar que, nesta época do ano, isto nem sempre corresponde a instabilidade meteorológica, podendo antes ser depressões térmicas, típicas do verão.</p><h2>O modelo europeu não deixa margem para dúvidas: Portugal continuará pintado de vermelho</h2><p><strong>Tudo indica que o nosso território irá enfrentar, durante várias semanas consecutivas, temperaturas invulgarmente elevadas para esta época do ano</strong>. Os mapas insistem em revelar Portugal e grande parte da Europa sob uma faixa de tons avermelhados. Estes tons avermelhados expressam <strong>anomalias térmicas positivas</strong>, que se geram quando a temperatura do ar medida num determinado local e período exibe <strong>valores superiores à média climatológica de referência</strong> para essas mesmas datas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/primeiras-tendencias-para-o-inicio-do-verao-climatologico-em-portugal-os-mapas-pintam-tudo-de-vermelho-1779361920704.jpg" data-image="7f6vvqqqc1om"><figcaption>De acordo com o modelo europeu, Portugal irá manter-se pintado de vermelho pelo menos até ao arranque do verão climatológico, com as temperaturas em crescendo.</figcaption></figure><p>No arranque do verão climatológico, o modelo Europeu prevê que <strong>o tempo seja mais quente do que o habitual em toda a geografia continental portuguesa</strong>. As exceções observadas prendem-se, talvez, e de forma muito localizada, na ilha da Madeira (anomalia térmica negativa localizada).</p><p>Para o arquipélago dos Açores não se verificam desvios em relação à média, pelo que, em princípio, as temperaturas irão registar valores enquadrados na normal climatológica de referência. <strong>As regiões do interior de Portugal continental, com destaque para o interior Norte, seriam as que sentiriam de forma mais acentuada</strong> <strong>estas anomalias térmicas</strong> tão expressivas para o início do mês de junho.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769765" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intenso-e-poeiras-africanas-marcam-a-semana-mas-sabado-traz-trovoadas-e-chuva-ao-norte-e-centro.html" title="Calor intenso e poeiras africanas marcam a semana, mas sábado traz trovoadas e chuva ao Norte e Centro">Calor intenso e poeiras africanas marcam a semana, mas sábado traz trovoadas e chuva ao Norte e Centro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intenso-e-poeiras-africanas-marcam-a-semana-mas-sabado-traz-trovoadas-e-chuva-ao-norte-e-centro.html" title="Calor intenso e poeiras africanas marcam a semana, mas sábado traz trovoadas e chuva ao Norte e Centro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intenso-e-poeiras-africanas-marcam-a-semana-mas-sabado-traz-trovoadas-e-chuva-ao-norte-e-centro-1779276427024_320.png" alt="Calor intenso e poeiras africanas marcam a semana, mas sábado traz trovoadas e chuva ao Norte e Centro"></a></article></aside><p>No que toca à precipitação, verifica-se uma certa coerência com o que o modelo europeu apresentava anteriormente em termos de anomalias da pressão à superfície. <strong>Uma pequena faixa do litoral Norte e o arquipélago dos Açores podem vir a registar um estado de tempo mais seco do que o normal</strong>, enquanto o interior Norte, as Regiões Centro e Sul de Portugal continental e o arquipélago da Madeira manteriam valores a rondar a média.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/primeiras-tendencias-para-o-inicio-do-verao-climatologico-em-portugal-os-mapas-pintam-tudo-de-vermelho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Dentro de algumas horas, uma língua de poeiras do Saara será lançada em direção a Portugal Continental]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/dentro-de-algumas-horas-uma-lingua-de-poeiras-do-saara-sera-lancada-em-direcao-a-portugal-continental.html</link><pubDate>Thu, 21 May 2026 10:05:11 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As poeiras estão de volta a Portugal Continental e nas próximas horas a sua concentração vai aumentar em praticamente todo o país.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/extensa-lingua-de-poeiras-do-saara-invade-portugal-a-partir-de-quinta-21-de-maio-eis-ate-quando-e-zonas-mais-afetadas.html" target="_blank">Extensa língua de poeiras do Saara invade Portugal a partir de quinta, 21 de maio: eis até quando e zonas mais afetadas</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaanalk"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaanalk.jpg" id="xaanalk"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois do aumento das temperaturas em praticamente todo o país, onde a região Sul já regista valores típicos de verão, eis que <strong>as poeiras saarianas também regressam ao nosso território</strong>, devido ao fluxo de Sul, o mesmo que está a contribuir para a subida das temperaturas.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Ainda que <strong>a concentração destas possa ser mais elevada entre hoje e sábado</strong>, espera-se que as mesmas permaneçam sobre a nossa geografia, pelo menos, até ao arranque da próxima semana, em níveis mais baixos.</p><h2>Nas próximas horas a concentração de poeiras aumenta de forma significativa</h2><p>Esta quinta-feira, dia 21 de maio, amanheceu com temperaturas bastante agradáveis em praticamente todo o continente. No entanto, algumas regiões do país, especialmente o Centro e Sul, poderão já ter denotado um <strong>horizonte mais turvo</strong>, devido à chegada das poeiras do Saara, que desde as primeiras horas da madrugada de hoje, irromperam por Portugal Continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dentro-de-algumas-horas-uma-lingua-de-poeiras-do-saara-sera-lancada-em-direcao-a-portugal-continental-1779356586059.png" data-image="2l0jp3ginxiq" alt="poeiras; névoa seca" title="poeiras; névoa seca"><figcaption>Ao longo das próximas horas o nível de concentração das poeiras saarianas sobre Portugal Continental vai aumentar, especialmente no litoral Centro (zona mais laranja).</figcaption></figure><p>Contudo, <strong>esta língua de poeiras poderá começar a sentir-se e a observar-se melhor a partir das primeiras horas da tarde de hoje</strong>, onde se espera um aumento significativo da sua concentração, primeiro no Sul, especialmente no Sotavento Algarvio e nas horas seguintes, no litoral Centro, como podemos observar no mapa acima, esperando-se assim, que a faixa interior seja a menos afetada por esta concentração, principalmente na região Sul.</p><h2>Amanhã, sexta-feira, a maior concentração poderá chegar ao litoral Norte</h2><p>Segundo a atual previsão, os nossos mapas mostram um <strong>aumento gradual da concentração, de Sul para Norte</strong>, ao longo de toda a faixa litoral, pelo que é esperada uma maior concentração das poeiras no Norte do país, entre as últimas horas da madrugada e as primeiras horas da manhã de amanhã, sexta-feira. Ainda assim, espera-se, nas horas seguintes, que esta concentração comece a diminuir em todo o país, <strong>podendo voltar a intensificar-se entre as últimas horas do dia de sexta e as primeiras de sábado</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769765" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intenso-e-poeiras-africanas-marcam-a-semana-mas-sabado-traz-trovoadas-e-chuva-ao-norte-e-centro.html" title="Calor intenso e poeiras africanas marcam a semana, mas sábado traz trovoadas e chuva ao Norte e Centro">Calor intenso e poeiras africanas marcam a semana, mas sábado traz trovoadas e chuva ao Norte e Centro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intenso-e-poeiras-africanas-marcam-a-semana-mas-sabado-traz-trovoadas-e-chuva-ao-norte-e-centro.html" title="Calor intenso e poeiras africanas marcam a semana, mas sábado traz trovoadas e chuva ao Norte e Centro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intenso-e-poeiras-africanas-marcam-a-semana-mas-sabado-traz-trovoadas-e-chuva-ao-norte-e-centro-1779276427024_320.png" alt="Calor intenso e poeiras africanas marcam a semana, mas sábado traz trovoadas e chuva ao Norte e Centro"></a></article></aside><p>No sábado, <strong>a concentração poderá ser mais elevada na faixa litoral de Norte a Sul</strong>, mas à medida que as horas passam, esta concentração limitar-se-á às regiões Norte e Centro, à medida que também vai perdendo relevância. Desta forma, <strong>espera-se que a partir das últimas horas do dia de sábado as poeiras se mantenham sobre o continente, ainda que em níveis muito mais baixos</strong>, comparativamente ao dia de hoje e amanhã. No domingo e na segunda-feira, o cenário será idêntico, com poeiras presentes, mas de forma pouco significativa.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/dentro-de-algumas-horas-uma-lingua-de-poeiras-do-saara-sera-lancada-em-direcao-a-portugal-continental.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Arco-íris em plena noite: o misterioso espetáculo do 'moonbow' que só ocorre sob lua cheia]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/arco-iris-em-plena-noite-o-misterioso-espetaculo-do-moonbow-que-so-ocorre-sob-lua-cheia.html</link><pubDate>Thu, 21 May 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>No meio de cascatas, neblina e lua cheia, surge um dos fenómenos ópticos mais peculiares do planeta: o 'moonbow', um arco-íris noturno visível apenas sob condições muito específicas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/arcoiris-en-plena-noche-el-misterioso-espectaculo-moonbow-que-solo-ocurre-bajo-la-luna-llena-1778882648636.png" data-image="fsj579uvld6k" alt="moonbow" title="moonbow"><figcaption>O arco-íris lunar ou arco-íris noturno é um fenómeno tão belo quanto curioso.</figcaption></figure><p>Existe um <strong>fenómeno tão raro</strong> que muitos entusiastas da meteorologia e da fotografia passam anos a tentar observá-lo, e embora possa ocorrer em várias partes do mundo, poucos lugares oferecem condições tão favoráveis quanto o <strong>Parque Nacional de Yosemite, na Califórnia</strong>.</p><p>Estamos a falar do<strong> arco-íris lunar ou arco-íris noturno </strong>('<em>moonbow</em>', em inglês), um fenómeno que ocorre quando a <strong>luz da lua cheia atravessa milhões de gotículas de água suspensas no ar</strong>, geralmente <strong>perto de grandes cascatas ou chuvas intensas</strong>.</p><p>Como mencionado, o Parque Nacional de Yosemite oferece estas condições perfeitas, já que em certas noites da primavera e do início do verão, as cascatas e o luar criam um dos espetáculos atmosféricos mais extraordinários da natureza.</p><h2>O que é e como se forma um 'moonbow'?</h2><p>Ainda é um arco-íris à noite, ou seja, um arco lunar que, ao contrário do arco-íris convencional que tem a luz do sol como fonte, o lunar <strong>tem a luz que vem da Lua como fonte de energia</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Un <a href="https://twitter.com/hashtag/Moonbow?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Moonbow</a> o arcoíris nocturno visto anoche en Navarra España. A diferencia de su contraparte diurna éstos son muy poco frecuentes de observar. <br><br> Belén Santamaría <a href="https://t.co/jMJoW3U3mz">pic.twitter.com/jMJoW3U3mz</a></p>— Nelson Valdez (@nelvaldez) <a href="https://twitter.com/nelvaldez/status/1856429642930106806?ref_src=twsrc%5Etfw">November 12, 2024</a></blockquote></figure><p>Quando a<strong> luz da lua </strong>passa por pequenas gotas de água suspensas no ar, ela refrata,<strong> refletindo dentro dessas gotas e saindo, decompondo-se em cores</strong>, assim como o arco-íris que todos conhecemos.</p><h2>Porque é que quase sempre parece branco?</h2><p>Aqui está uma das curiosidades mais surpreendentes do fenómeno, aquela que o diferencia completamente. <strong>Embora o arco-íris lunar contenha cores</strong> reais,<strong> o olho humano mal consegue distingui-las à noite</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">The lunar rainbow (Moonbow) at Victoria Falls is a rare phenomenon created by moonlight reflecting off the spray of the falls, best seen during full moon nights. The silvery arc occurs when high water levels combine with a bright moon, offering a magical experience in rainforest. <a href="https://t.co/TX5PW7lRhC">pic.twitter.com/TX5PW7lRhC</a></p>— Javed Iqbal (@Javed2k) <a href="https://twitter.com/Javed2k/status/2055359203565302056?ref_src=twsrc%5Etfw">May 15, 2026</a></blockquote></figure><p>Isto acontece porque, em condições de baixa luminosidade, os nossos olhos utilizam principalmente células especializadas chamadas bastonetes, que detetam a luz (mas não a cor). É por isso que <strong>o arco-íris geralmente aparece esbranquiçado ou prateado a olho nu</strong>, enquanto fotografias de longa exposição mostram claramente tons de vermelho, verde ou violeta.</p><ul> </ul><h2>Yosemite, um lugar perfeito para a sua observação</h2><p>O Parque Nacional de Yosemite tornou-se<strong> um destino mundialmente famoso para caçadores de arco-íris lunares</strong>, e a explicação é simples: vários elementos essenciais convergem ali — cascatas imensas, vales profundos, ar húmido, céus escuros livres de poluição luminosa, altitude elevada e abundante derretimento da neve na primavera.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="722501" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/ceus-cheios-de-arco-iris-e-sundogs-estudo-revela-que-podem-ser-visiveis-sinais-opticos-nas-atmosferas-de-exoplanetas.html" title="Céus cheios de arco-íris e “sundogs”: estudo revela que podem ser visíveis sinais ópticos nas atmosferas de exoplanetas">Céus cheios de arco-íris e “sundogs”: estudo revela que podem ser visíveis sinais ópticos nas atmosferas de exoplanetas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/ceus-cheios-de-arco-iris-e-sundogs-estudo-revela-que-podem-ser-visiveis-sinais-opticos-nas-atmosferas-de-exoplanetas.html" title="Céus cheios de arco-íris e “sundogs”: estudo revela que podem ser visíveis sinais ópticos nas atmosferas de exoplanetas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ceus-cheios-de-arco-iris-e-sundogs-estudo-revela-que-podem-ser-visiveis-sinais-opticos-nas-atmosferas-de-exoplanetas-1753978967879_320.jpg" alt="Céus cheios de arco-íris e “sundogs”: estudo revela que podem ser visíveis sinais ópticos nas atmosferas de exoplanetas"></a></article></aside><p>Tudo isto cria um cenário ideal para a interação da luz da lua com a névoa da água.</p><h3>Fotografia noturna e ciência atmosférica</h3><p>Durante décadas, os arcos lunares <strong>foram considerados quase lendários devido à dificuldade de observação</strong>. No entanto, a fotografia digital mudou completamente esta perceção, e os avanços na área tornaram possível documentar este fenómeno com enorme detalhe.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">iPhone snap of last nights moonbow in the Upper Yosemite falls mist around 11:30 pm <a href="https://t.co/qAYuzCVJ6u">pic.twitter.com/qAYuzCVJ6u</a></p>— Brandon Yoshizawa (@bay_photography) <a href="https://twitter.com/bay_photography/status/2050583066369024076?ref_src=twsrc%5Etfw">May 2, 2026</a></blockquote></figure><p><em></em>Além disso, também devemos considerar os <strong>avanços nos modelos de previsão</strong> capazes de antecipar e programar a posição da Lua, o ângulo do arco, os horários exatos de aparição ou os melhores pontos de observação.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/arco-iris-em-plena-noite-o-misterioso-espetaculo-do-moonbow-que-so-ocorre-sob-lua-cheia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[ICNF vai formar 500 profissionais para travar pragas que ameaçam a floresta portuguesa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/icnf-vai-formar-500-profissionais-para-travar-pragas-que-ameacam-a-floresta-portuguesa.html</link><pubDate>Wed, 20 May 2026 14:24:13 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Técnicos, sapadores e proprietários vão aprender a detetar doenças e insetos invasores que estão a fragilizar pinhais, montados e soutos em várias regiões do país.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/icnf-vai-formar-500-profissionais-para-travar-pragas-que-ameacam-a-floresta-portuguesa-1779282930192.jpg" data-image="7nti9fautq6m" alt="Pinhal denso banhado por raios de sol" title="Pinhal denso banhado por raios de sol"><figcaption>O nemátodo-da-madeira-do-pinheiro está entre as maiores ameaças ao pinhal europeu, podendo dizimar centenas de árvores em poucas semanas. Foto: Pixabay</figcaption></figure><p>O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) vai formar <strong>500 profissionais</strong> para reforçar a capacidade de resposta às pragas e doenças que estão a fragilizar a floresta portuguesa. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O programa arrancou no Algarve e decorre até junho de 2026, envolvendo técnicos municipais, proprietários, sapadores florestais, vigilantes da natureza e operadores do setor em todo o território continental.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A iniciativa surge num momento em que os organismos invasores representam uma ameaça crescente para espécies como o <strong>pinheiro</strong>, o <strong>sobreiro</strong>, a <strong>azinheira</strong>, o <strong>eucalipto</strong> e o <strong>castanheiro</strong>. O impacto vai muito além da degradação ambiental, com vários estudos científicos a apontar para prejuízos económicos elevados, perda de produtividade e maior vulnerabilidade dos ecossistemas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/icnf-vai-formar-500-profissionais-para-travar-pragas-que-ameacam-a-floresta-portuguesa-1779282989431.jpg" data-image="nujptswau2tx" alt="Castanheiro" title="Castanheiro"><figcaption>O cancro do castanheiro e a doença da tinta afetam os soutos de várias regiões do interior, comprometendo a produção de castanha e atividades como turismo de natureza, caça e recolha de cogumelos. Foto: Kerstin Riemer/Pixabay</figcaption></figure><p>Um dos exemplos mais expressivos está relacionado ao <strong>gorgulho-do-eucalipto</strong>. Uma investigação publicada na revista <em>Forest Ecology and Management</em> estimou, por exemplo, que esta praga provocou perdas acumuladas de <strong>648 milhões de euros</strong> em madeira ao longo de duas décadas em Portugal. Sem medidas de controlo biológico, alertam os autores, os danos poderiam ter sido até 11 vezes superiores.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="748883" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/aliados-de-peso-5-especies-cruciais-no-controlo-de-pragas-em-portugal.html" title="Aliados de peso: 5 espécies cruciais no controlo de pragas em Portugal">Aliados de peso: 5 espécies cruciais no controlo de pragas em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/aliados-de-peso-5-especies-cruciais-no-controlo-de-pragas-em-portugal.html" title="Aliados de peso: 5 espécies cruciais no controlo de pragas em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aliados-de-peso-5-especies-cruciais-no-controlo-de-pragas-em-portugal-1768408876000_320.png" alt="Aliados de peso: 5 espécies cruciais no controlo de pragas em Portugal"></a></article></aside><p>Também o <strong>castanheiro</strong> enfrenta uma pressão crescente. O cancro do castanheiro e a doença da tinta têm afetado soutos em várias regiões do interior, comprometendo uma atividade com forte peso económico local. Além da produção de fruto e madeira, estas áreas sustentam <strong>atividades complementares</strong> como a caça, o turismo de natureza e a recolha de cogumelos.</p><h2>Vigilância no terreno para travar novas infestações</h2><p>Ao longo de 30 horas de formação, os participantes nas formações dinamizadas pelo ICNF vão aprender a reconhecer sintomas precoces, instalar <strong>armadilhas biológicas</strong>, recolher amostras e aplicar medidas de prevenção e contenção. O plano combina <strong>sessões teóricas online</strong> com exercícios práticos realizados nas áreas florestais.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Uma parte significativa da formação centra-se no nemátodo-da-madeira-do-pinheiro, considerado uma das maiores ameaças fitossanitárias ao pinhal europeu. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os participantes vão treinar técnicas de <strong>monitorização</strong> e de <strong>identificação de sinais</strong> associados à presença deste organismo e dos insetos vetores responsáveis pela sua disseminação.</p><p>Nos <strong>montados</strong>, a formação aborda o <strong>declínio do sobreiro e da azinheira</strong>, incluindo a <strong>deteção da bactéria Xylella fastidiosa</strong> e de insetos perfuradores que enfraquecem as árvores. Já nos <strong>eucaliptais</strong>, os módulos dedicam-se aos principais desfolhadores e perfuradores que têm provocado perdas significativas na produção.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/icnf-vai-formar-500-profissionais-para-travar-pragas-que-ameacam-a-floresta-portuguesa-1779283120230.jpg" data-image="zojmtdcppnma" alt="Sobreiro" title="Sobreiro"><figcaption>A bactéria Xylella fastidiosa está entre as principais causas do declínio dos montados de sobreiro e azinheira. Foto: Enrique/Pixabay</figcaption></figure><p>As ações práticas incluem ainda <strong>simulações de comunicação de focos suspeitos</strong> e demonstrações de eliminação de material contaminado, numa tentativa de acelerar a resposta local perante novos surtos.</p><h2>Alterações climáticas agravam pressão sobre a floresta</h2><p>O ICNF enquadra o programa no reforço da vigilância fitossanitária nacional, numa altura em que as <strong>alterações climáticas</strong>, o <strong>comércio marítimo</strong> e a <strong>circulação</strong> <strong>internacional de plantas</strong> aumentam o risco de propagação de organismos nocivos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763563" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/incendios-florestais-provocados-pelo-clima-estao-a-tornar-se-uma-ameaca-imediata-para-as-especies-e-a-biodiversidade.html" title="Incêndios florestais provocados pelo clima estão a tornar-se uma ameaça imediata para as espécies e a biodiversidade">Incêndios florestais provocados pelo clima estão a tornar-se uma ameaça imediata para as espécies e a biodiversidade</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/incendios-florestais-provocados-pelo-clima-estao-a-tornar-se-uma-ameaca-imediata-para-as-especies-e-a-biodiversidade.html" title="Incêndios florestais provocados pelo clima estão a tornar-se uma ameaça imediata para as espécies e a biodiversidade"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/climate-driven-wildfires-are-becoming-a-major-and-immediate-threat-to-species-and-biodiversity-1775503680720_320.jpeg" alt="Incêndios florestais provocados pelo clima estão a tornar-se uma ameaça imediata para as espécies e a biodiversidade"></a></article></aside><p>Vários estudos apontam para uma intensificação destes fenómenos nas últimas décadas. Investigadores portugueses têm alertado para <strong>o impacto crescente das pragas</strong> na sustentabilidade da floresta nacional, associando a expansão de doenças e insetos invasores ao aumento das temperaturas e aos períodos prolongados de seca.</p><p>Além dos prejuízos económicos diretos, as <strong>árvores debilitadas</strong> tornam-se mais <strong>suscetíveis a incêndios, </strong>perdendo a capacidade de regeneração e de captura de carbono. Os danos provocados por pragas afetam não apenas a produção florestal, mas também a saúde pública e o valor recreativo das áreas naturais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/icnf-vai-formar-500-profissionais-para-travar-pragas-que-ameacam-a-floresta-portuguesa-1779283242662.jpg" data-image="xsrb76x6ykn9" alt="Eucaliptal" title="Eucaliptal"><figcaption>O gorgulho-do-eucalipto, oriundo da Austrália, é a praga mais grave dos eucaliptais em Portugal, provocando perdas de produtividade superiores a 50%. Foto: Vijaya Narasimha/Pixabay</figcaption></figure><p>O plano nacional coordenado pelo ICNF envolve ainda o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), o RAIZ – Instituto de Investigação da Floresta e Papel – e o Instituto Politécnico de Bragança.</p><p>A meta passa por criar uma <strong>rede técnica</strong> mais preparada para identificar rapidamente sinais de infestação e reduzir a propagação de doenças antes que os impactos se tornem irreversíveis.</p><h3><em>Referências do artigo</em></h3><p><em><a href="https://www.icnf.pt/atualidade/eventosemjunho" target="_blank">Identificação Precoce, Prevenção e Reação Adequada a Riscos Bióticos na Floresta</a> (programa e plano de formação). Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas</em></p><p><em>Maria Rosa Santos de Paiva. <a href="https://novaresearch.unl.pt/en/publications/economic-assessment-of-managing-processionary-moth-in-pine-forest/?utm_source=chatgpt.com" target="_blank">Economic assessment of managing processionary moth in pine forests: A case-study in Portugal</a>. Journal of Environmental Management</em></p><p><em>Carlos Valente, Catarina I. Gonçalves, Fernanda Monteiro, João Gaspar, Margarida Silva, Miguel Sottomayor, Maria Rosa Paiva & Manuela Branco. <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0921800917312983?utm_source=chatgpt.com" target="_blank">Economic Outcome of Classical Biological Control: A Case Study on the Eucalyptus Snout Beetle, Gonipterus platensis, and Parasitoid Anaphes nitens</a>. Ecological Economics</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/icnf-vai-formar-500-profissionais-para-travar-pragas-que-ameacam-a-floresta-portuguesa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calor intenso e poeiras africanas marcam a semana, mas sábado traz trovoadas e chuva ao Norte e Centro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intenso-e-poeiras-africanas-marcam-a-semana-mas-sabado-traz-trovoadas-e-chuva-ao-norte-e-centro.html</link><pubDate>Wed, 20 May 2026 13:02:45 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal entra esta quarta-feira num episódio de calor invulgar para maio, com temperaturas acima dos 30 °C e chegada de poeiras africanas. No sábado, dia 23, existe a possibilidade de trovoadas devido à aproximação de uma gota fria.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaaee36"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaaee36.jpg" id="xaaee36"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A tarde desta quarta-feira, 20 de maio, <strong>marca o início de um episódio de tempo quente em Portugal continental,</strong> impulsionado pela aproximação de uma massa de ar quente proveniente do Norte de África.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intenso-e-poeiras-africanas-marcam-a-semana-mas-sabado-traz-trovoadas-e-chuva-ao-norte-e-centro-1779276107378.png" data-image="ntepdpjc72zn" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Durante a tarde desta quarta-feira, o calor intensifica-se em Portugal continental, com o Alentejo e alguns pontos do interior Centro já perto ou acima dos 30 ºC.</figcaption></figure><p>As temperaturas já apresentam uma subida significativa face aos dias anteriores, com <strong>destaque para o Alentejo</strong>, onde os termómetros atingem entre 28 e 33 °C, com valores mais elevados no interior.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No Centro, algumas localidades como <strong>Tomar ou Sertã</strong> aproximam-se também dos 30 °C.</p><h2>Quinta-feira o calor continua a subir e chegam as poeiras</h2><p>Durante a madrugada de quinta-feira, dia 21, começa a entrar em território nacional uma <strong>nuvem de poeiras do Norte de África, transportada pelo fluxo de sul. </strong>Esta situação poderá degradar temporariamente a qualidade do ar, passando de “boa” a “moderada”, sobretudo nas regiões do Sul e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intenso-e-poeiras-africanas-marcam-a-semana-mas-sabado-traz-trovoadas-e-chuva-ao-norte-e-centro-1779276188457.png" data-image="sfvf1fz8d8il" alt="Poeiras" title="Poeiras"><figcaption>A massa de ar quente vinda do Norte de África transporta também poeiras em suspensão, que poderão degradar temporariamente a qualidade do ar.</figcaption></figure><p>Em simultâneo, <strong>o calor intensifica-se</strong>. As temperaturas máximas sobem entre 2 a 3 °C na maioria das regiões, sendo o aumento mais expressivo no Nordeste Transmontano e Douro, onde a subida pode atingir os 4 a 5 °C. Ainda assim, o litoral oeste continuará a registar valores mais amenos devido à influência atlântica.</p><h2>Calor generalizado, com valores acima de 30 °C na sexta-feira</h2><p><strong>Na sexta-feira, dia 22, o episódio de calor atinge maior expressão.</strong> Grande parte do território continental regista temperaturas acima dos 30 °C, com valores particularmente elevados no interior Norte e Centro e também no Alentejo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intenso-e-poeiras-africanas-marcam-a-semana-mas-sabado-traz-trovoadas-e-chuva-ao-norte-e-centro-1779276232921.png" data-image="2jf16pdav9y8" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Na sexta-feira, o calor atinge maior expressão, com grande parte do interior a superar os 30 ºC e valores mais contidos no litoral oeste.</figcaption></figure><p>As condições atmosféricas mantêm-se estáveis, embora com presença de poeiras em suspensão.</p><h2>Sábado: instabilidade regressa com trovoadas</h2><p>Apesar do calor persistente, o padrão atmosférico sofre uma alteração no sábado, dia 23. Uma bolsa de ar frio em altitude, <strong>u</strong><strong>ma gota fria aproxima-se da costa oeste de Portugal,</strong> criando condições favoráveis à instabilidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intenso-e-poeiras-africanas-marcam-a-semana-mas-sabado-traz-trovoadas-e-chuva-ao-norte-e-centro-1779276360851.jpg" data-image="wj0gg3r8wujc" alt="Geopotencial 700 hPa" title="Geopotencial 700 hPa"><figcaption>Uma bolsa de ar frio em altitude isola-se junto à costa ocidental da Península Ibérica, favorecendo maior instabilidade atmosférica no sábado.</figcaption></figure><p>O contraste entre o ar quente à superfície e o ar mais frio em altitude poderá originar trovoadas durante a tarde, sobretudo nas regiões Norte e Centro. </p><p>Os distritos de<strong> Viana do Castelo e Braga apresentam maior probabilidade de ocorrência de trovoadas potencialmente fortes,</strong> podendo também ocorrer aguaceiros localmente moderados e rajadas de vento associadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intenso-e-poeiras-africanas-marcam-a-semana-mas-sabado-traz-trovoadas-e-chuva-ao-norte-e-centro-1779276427024.png" data-image="v9rz9s4vfjyj" alt="Densidade de raios" title="Densidade de raios"><figcaption>No sábado à tarde, o Norte e parte do Centro poderão registar trovoadas, localmente fortes, sobretudo entre Viana do Castelo e Braga.</figcaption></figure><p>No domingo, dia 24, <strong>o tempo volta a estabilizar gradualmente, mas o calor mantém-se bem presente.</strong> As temperaturas continuam acima da média para a época, com uma anomalia térmica significativa, entre 9 a 12 °C acima dos valores climatológicos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769628" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/extensa-lingua-de-poeiras-do-saara-invade-portugal-a-partir-de-quinta-21-de-maio-eis-ate-quando-e-zonas-mais-afetadas.html" title="Extensa língua de poeiras do Saara invade Portugal a partir de quinta, 21 de maio: eis até quando e zonas mais afetadas">Extensa língua de poeiras do Saara invade Portugal a partir de quinta, 21 de maio: eis até quando e zonas mais afetadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/extensa-lingua-de-poeiras-do-saara-invade-portugal-a-partir-de-quinta-21-de-maio-eis-ate-quando-e-zonas-mais-afetadas.html" title="Extensa língua de poeiras do Saara invade Portugal a partir de quinta, 21 de maio: eis até quando e zonas mais afetadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/extensa-lingua-de-poeiras-do-saara-invade-portugal-a-partir-de-quinta-21-de-maio-eis-ate-quando-e-zonas-mais-afetadas-1779209531004_320.png" alt="Extensa língua de poeiras do Saara invade Portugal a partir de quinta, 21 de maio: eis até quando e zonas mais afetadas"></a></article></aside><p>Em suma, os próximos dias ficam marcados por um <strong>episódio de calor invulgarmente intenso</strong> para maio com a presença permanente de uma extensa língua de poeiras, pontualmente interrompido por instabilidade no sábado.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intenso-e-poeiras-africanas-marcam-a-semana-mas-sabado-traz-trovoadas-e-chuva-ao-norte-e-centro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O ar africano chegou a Beja: Ana Palma aponta quais serão os dias mais quentes]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-ar-africano-chegou-a-beja-ana-palma-aponta-quais-serao-os-dias-mais-quentes.html</link><pubDate>Wed, 20 May 2026 12:17:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A massa de ar quente subtropical já começou a elevar as temperaturas em Portugal continental. Beja poderá estar entre as capitais de distrito mais quentes do país nos próximos dias, numa tendência de calor que poderá prolongar-se até ao final do mês de maio.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaae23w"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaae23w.jpg" id="xaae23w"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A entrada de uma massa de ar quente subtropical em Portugal continental começou esta quarta-feira, 20 de maio, a provocar uma subida gradual das temperaturas, com Beja entre as capitais de distrito onde o calor deverá ser mais intenso nos próximos dias. A tendência apontada pelos modelos meteorológicos indica que <strong>os valores poderão continuar acima da média até ao final do mês</strong>.</p><h2>Beja poderá atingir 37 ºC entre sábado e segunda-feira</h2><p>Esta mudança do estado do tempo está associada ao reforço de uma dorsal anticiclónica sobre a Península Ibérica, favorecendo a <strong>entrada de ar mais quente vindo do Norte de África e do interior peninsular</strong>. Ao mesmo tempo, as depressões atlânticas tendem a circular mais a norte da Europa, deixando Portugal continental sob influência de céu pouco nublado, vento geralmente fraco e temperaturas em subida gradual ao longo dos próximos dias.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Em Beja, as temperaturas máximas deverão ultrapassar os 30 ºC de forma persistente já a partir desta quinta-feira, 21 de maio, tornando a cidade uma das capitais de distrito mais quentes do país nos próximos dias. Os dias potencialmente mais quentes deverão ocorrer <strong>entre sábado, 23 de maio, e segunda-feira, 25 de maio</strong>, altura em que os modelos apontam para <strong>máximas entre 34 e 37 ºC</strong> durante a tarde, especialmente nas zonas mais interiores do distrito. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-ar-africano-chegou-a-beja-ana-palma-aponta-quais-serao-os-dias-mais-quentes-1779276260854.png" data-image="gxy9of5x8c88"><figcaption>O mapa de temperatura previsto pelo ECMWF para a tarde de sábado, 23 de maio, destaca Beja entre as zonas mais quentes de Portugal continental. A cidade poderá atingir cerca de 35 ºC durante a tarde, num cenário marcado pela persistência de uma massa de ar quente subtropical sobre o interior Sul do país.</figcaption></figure><p>A persistência de temperaturas elevadas durante várias tardes consecutivas poderá aumentar o desconforto térmico, sobretudo nas áreas urbanas mais expostas ao calor e com menor circulação de ar.</p><h2>Massa de ar quente subtropical deverá persistir até ao final de maio</h2><p>Os mapas de anomalia térmica continuam a reforçar a tendência para <strong>valores muito acima do normal na Península Ibérica até ao final de maio</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-ar-africano-chegou-a-beja-ana-palma-aponta-quais-serao-os-dias-mais-quentes-1779276051617.png" data-image="gmjpsisavi4q"><figcaption>O mapa de anomalia térmica previsto pelo ECMWF para a tarde de sexta-feira, 22 de maio, mostra temperaturas até 11 ºC acima da média no interior Sul de Portugal. Beja surge entre as regiões com anomalias mais expressivas.</figcaption></figure><p>As projeções mais recentes mostram<strong> anomalias positivas persistentes e uma circulação favorável ao transporte de ar quente </strong>desde o Norte de África, especialmente para o interior Sul de Portugal, onde o aquecimento deverá ser mais expressivo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-ar-africano-chegou-a-beja-ana-palma-aponta-quais-serao-os-dias-mais-quentes-1779276519358.png" data-image="my51mpsgvye7"><figcaption>O mapa do índice UV previsto pelo ECMWF para domingo, 24 de maio, mostra valores muito elevados em grande parte do Sul de Portugal. Em Beja, o índice UV poderá atingir 8 durante as horas centrais do dia, um nível considerado muito alto e associado a maior risco de exposição solar prolongada.</figcaption></figure><p>Embora o aumento das temperaturas se faça sentir em grande parte do território continental, o <strong>contraste entre litoral e interior deverá continuar bastante evidente</strong>. Enquanto cidades costeiras como Lisboa ou Setúbal poderão manter máximas mais moderadas devido à influência marítima, Beja deverá permanecer entre as capitais de distrito mais quentes do país durante vários dias consecutivos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769729" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/como-terminara-o-mes-de-maio-em-portugal-o-modelo-europeu-consolida-a-sua-previsao-nesta-quarta-feira.html" title="Como terminará o mês de maio em Portugal: o modelo europeu consolida a sua previsão nesta quarta-feira 20">Como terminará o mês de maio em Portugal: o modelo europeu consolida a sua previsão nesta quarta-feira 20</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/como-terminara-o-mes-de-maio-em-portugal-o-modelo-europeu-consolida-a-sua-previsao-nesta-quarta-feira.html" title="Como terminará o mês de maio em Portugal: o modelo europeu consolida a sua previsão nesta quarta-feira 20"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-terminara-o-mes-de-maio-em-portugal-o-modelo-europeu-consolida-a-sua-previsao-nesta-quarta-feira-1779271880478_320.png" alt="Como terminará o mês de maio em Portugal: o modelo europeu consolida a sua previsão nesta quarta-feira 20"></a></article></aside><p>Apesar da tendência mais recente apontar para a persistência do calor até ao final de maio, <strong>poderão ainda ocorrer ajustes na intensidade das temperaturas</strong> previstas e na duração deste episódio nos próximos dias. Por esse motivo, recomenda-se o acompanhamento regular das atualizações meteorológicas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-ar-africano-chegou-a-beja-ana-palma-aponta-quais-serao-os-dias-mais-quentes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Lisboa vai ter uma semana de experiências grátis nos locais mais luxuosos da cidade]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/lisboa-vai-ter-uma-semana-de-experiencias-gratis-nos-locais-mais-luxuosos-da-cidade.html</link><pubDate>Wed, 20 May 2026 11:01:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>De 23 a 29 de maio, a Avenida da Liberdade recebe o Open Week, com visitas, workshops e experiências gratuitas em hotéis, lojas, espaços culturais e bastidores exclusivos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/lisboa-vai-ter-uma-semana-de-experiencias-gratis-nos-locais-mais-luxuosos-da-cidade-1779187925759.jpg" data-image="6g8qk66olvm6" alt="Lisboa" title="Lisboa"><figcaption>A avenida mais luxuosa de Lisboa vai receber dezenas de experiências gratuitas. Imagem ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>Haverá algo de que os portugueses mais gostam do que coisas gratuitas? Só se forem coisas gratuitas, num dos locais mais luxuosos de Lisboa. E é mesmo isso que vai acontecer já a partir deste fim de semana.</p><p>A <strong>Avenida da Liberdade</strong>, sim, aquela que é uma da principais avenidas da cidade, com lojas de charme, salas de espetáculo emblemáticas e hotéis de sonho, volta a abrir-se ao público de forma pouco habitual. </p><div class="texto-destacado">O Avenida Open Week está de volta. De 23 a 29 de maio, a iniciativa transformará uma das zonas mais emblemáticas da capital num circuito de experiências gratuitas, convidando a entrar em espaços normalmente inacessíveis.</div><p>Ao longo de uma semana,<strong> 21 locais</strong>, entre lojas, hotéis, <em>ateliers</em> e espaços culturais, participam num programa que inclui visitas guiadas, exposições, <em>workshops</em>, aulas abertas e experiências de <em>styling</em> e beleza. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763625" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/nem-rio-de-janeiro-nem-havana-lisboa-e-a-cidade-mais-colorida-do-mundo.html" title="Nem Rio de Janeiro, nem Havana: Lisboa é a cidade mais colorida do mundo">Nem Rio de Janeiro, nem Havana: Lisboa é a cidade mais colorida do mundo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/nem-rio-de-janeiro-nem-havana-lisboa-e-a-cidade-mais-colorida-do-mundo.html" title="Nem Rio de Janeiro, nem Havana: Lisboa é a cidade mais colorida do mundo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nem-rio-de-janeiro-nem-havana-lisboa-e-a-cidade-mais-colorida-do-mundo-1776026332625_320.jpg" alt="Nem Rio de Janeiro, nem Havana: Lisboa é a cidade mais colorida do mundo"></a></article></aside><p>O objetivo? “<strong>Mostrar o outro lado da avenida</strong>, revelando bastidores, histórias e processos que escapam ao olhar de quem por ali passa diariamente”, escreve o ‘Sapo’.</p><p>“A Avenida da Liberdade desperta o lado mais hedonista de cada um, pelo que o bem-estar e a imagem completam esta experiência, com iniciativas que vão do relaxamento, a abordagens inovadoras no universo capilar até à consultoria personalizada de <em>styling </em>ou aulas abertas de Pilates”, referiu a organização. </p><h2>Uma experiência única</h2><p>Promovido pela Associação Avenida,<strong> o evento junta diferentes universos </strong>como a moda, o<em> design</em>, a arte, a gastronomia e o bem-estar. A ideia é criar uma experiência envolvente e sofisticada, inspirada no ambiente exclusivo pelo qual a Avenida é reconhecida como o “Luxury District” de Lisboa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lisboa-vai-ter-uma-semana-de-experiencias-gratis-nos-locais-mais-luxuosos-da-cidade-1779209901228.jpg" data-image="5759ks36pgfk" alt="Lisboa" title="Lisboa"><figcaption>Pode entrar gratuitamente em alguns dos espaços mais exclusivos de Lisboa nesta iniciativa. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>O programa inclui <strong>visitas a áreas normalmente inacessíveis </strong>de edifícios históricos, entradas nos bastidores de salas de espetáculo, exposições em espaços privados e experiências em casas-museu.</p><div class="texto-destacado">Os destaques do programa incluem visitas guiadas às zonas nobres do Palácio da Anunciada, aos bastidores do Teatro Politeama, ao Tivoli Avenida Liberdade e ao Cinema São Jorge.</div><p>A gastronomia assume também um papel de destaque, com<em> workshops</em> de cozinha, provas de degustação, uma <em>masterclass </em>de <em>cocktails </em>e experiências ligadas ao universo do Vinho do Porto.</p><p>Na área do bem-estar e da imagem pessoal, há propostas que passam por aulas abertas de pilates, experiências dedicadas aos cuidados capilares e sessões de consultoria de <em>styling</em>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="757083" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-igreja-portuguesa-nasceu-de-uma-promessa-e-hoje-guarda-uma-das-melhores-vistas-de-lisboa.html" title="Esta igreja portuguesa nasceu de uma promessa (e hoje guarda uma das melhores vistas de Lisboa)">Esta igreja portuguesa nasceu de uma promessa (e hoje guarda uma das melhores vistas de Lisboa)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-igreja-portuguesa-nasceu-de-uma-promessa-e-hoje-guarda-uma-das-melhores-vistas-de-lisboa.html" title="Esta igreja portuguesa nasceu de uma promessa (e hoje guarda uma das melhores vistas de Lisboa)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esta-igreja-portuguesa-nasceu-de-uma-promessa-e-hoje-guarda-uma-das-melhores-vistas-de-lisboa-1772573326210_320.jpg" alt="Esta igreja portuguesa nasceu de uma promessa (e hoje guarda uma das melhores vistas de Lisboa)"></a></article></aside><p>Pode contar, aliás, com uma experiência de<em> personal styling</em> na Michael Kors, um diagnóstico de cabelo e uma sessão de <em>flash hair styling </em>na Maison Sisley. Está ainda previsto um <em>workshop</em> de café na Delta Coffee House Experience, uma prova de vinhos do Porto na 1933 Wine & Spirits Collection by Cellar 47, entre outras atividades. </p><p>“Na Praça da Alegria, a estilista Roselyn Silva também vai partilhar com o público diferentes formas de combinar as suas peças, para <em>looks</em> formais ou informais. As conversas acontecem todos os dias, em diferentes horários”, acrescenta a revista ‘NiT’.</p><p>“A variedade procura responder a um público alargado, mantendo, ao mesmo tempo, o foco numa <strong>experiência personalizada e de proximidade</strong>”, nota, por sua vez, o ‘Sapo’.</p><h2>Mais informações e detalhes</h2><p>E, sim, <strong>a participação nas atividades é gratuita</strong>. Mas, atenção, porque é sujeita a inscrição prévia. Esta poderá ser feita mediante indicação do espaço, data e horário pretendidos, através do <em>email</em> da organização. </p><p>O <strong>programa completo está disponível</strong><em><strong> online</strong></em> e permite desenhar um percurso à medida ao longo da semana. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/lisboa-vai-ter-uma-semana-de-experiencias-gratis-nos-locais-mais-luxuosos-da-cidade.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como terminará o mês de maio em Portugal: o modelo europeu consolida a sua previsão nesta quarta-feira 20]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/como-terminara-o-mes-de-maio-em-portugal-o-modelo-europeu-consolida-a-sua-previsao-nesta-quarta-feira.html</link><pubDate>Wed, 20 May 2026 10:11:57 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O calor em Portugal vai intensificar e tornar-se generalizado nos próximos dias e na próxima semana, com temperaturas mais típicas de pleno verão. Além disso, estão previstas algumas trovoadas, por vezes fortes.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaad6d4"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaad6d4.jpg" id="xaad6d4"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Esta quarta-feira (20) o calor gerado pela chegada da crista africana começa a espalhar-se pela Península Ibérica, <strong>estando previsto que se intensifique ainda mais nos próximos dias e tenha uma longa duração</strong>, uma vez que se intensificará na última semana do presente mês de maio.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo<br></strong>Nos próximos dias, o calor intenso será notícia em praticamente Portugal inteiro, e maio terminará com temperaturas que atingirão os 35 ºC em vários distritos, podendo até mesmo ultrapassar este patamar nalguns locais. Uma gota fria provocará trovoadas entre sexta (22) e domingo (24), com a fase mais intensa prevista para sábado (23).</div><p>O estabelecimento das altas pressões e de uma crista de ar quente de origem africana sobre Portugal continental <strong>dará início, a partir de hoje, a um período de temperaturas elevadas</strong>, que ontem começou a fazer-se sentir nas zonas no interior Centro e Sul do país.</p><h2>Fim de semana quente, com trovoadas fortes geradas por uma gota fria</h2><p>A subida das temperaturas será quase generalizada, com exceção do litoral Norte, onde se continuarão a registar valores semelhantes aos atingidos ontem. <strong>Hoje a subida será muito acentuada no interior Centro, Ribatejo, Lisboa e Vale do Tejo, Vale do Sado, Alentejo e algumas zonas do Algarve</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-terminara-o-mes-de-maio-em-portugal-o-modelo-europeu-consolida-a-sua-previsao-nesta-quarta-feira-1779270092176.png" data-image="mve2xb70mv6w"><figcaption>A última atualização do modelo europeu insiste na ocorrência de aguaceiros e trovoadas fortes na reta final da semana nas Regiões Norte e Centro, especialmente no sábado (23), devido à aproximação de uma gota fria.</figcaption></figure><p>Amanhã - quinta-feira, 21 de maio - espera-se uma intensificação do calor, <strong>estando previstas temperaturas máximas entre 30 e 35 ºC no Ribatejo e Alentejo</strong> (onde, em alguns locais, poderão ultrapassar os 35 ºC), nos <strong>vales do Guadiana, Tejo, Sado e Douro e em alguns locais do Sotavento Algarvio</strong>.</p><p>O estado do tempo ainda se tornará mais quente na <strong>sexta-feira, 22 de maio</strong>, quando ocorrer uma nova subida generalizada das temperaturas, com as máximas a atingirem os 30 ºC praticamente de norte a sul de Portugal continental (embora com algumas poucas exceções). As máximas rondarão os <strong>36-37 ºC</strong> <strong>nos vales do Tejo, Sado e Guadiana, bem como em alguns locais do vale do Douro</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769594" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-maior-parte-das-cidades-alentejanas-tera-temperaturas-ao-meio-dia-acima-de-30-c-entre-quinta-feira-e-sabado.html" title="A maior parte das cidades Alentejanas terá temperaturas ao meio-dia acima de 30 °C entre quinta-feira e sábado">A maior parte das cidades Alentejanas terá temperaturas ao meio-dia acima de 30 °C entre quinta-feira e sábado</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-maior-parte-das-cidades-alentejanas-tera-temperaturas-ao-meio-dia-acima-de-30-c-entre-quinta-feira-e-sabado.html" title="A maior parte das cidades Alentejanas terá temperaturas ao meio-dia acima de 30 °C entre quinta-feira e sábado"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-maior-parte-das-cidades-alentejanas-tera-temperaturas-ao-meio-dia-acima-de-30-c-entre-quinta-feira-e-sabado-1779210942208_320.jpg" alt="A maior parte das cidades Alentejanas terá temperaturas ao meio-dia acima de 30 °C entre quinta-feira e sábado"></a></article></aside><p>No fim de semana a atmosfera ficará instável nas <strong>Regiões Norte e Centro</strong> de Portugal continental - sobretudo nos <strong>distritos a oeste da Barreira de Condensação</strong> (Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro e setores ocidentais de Vila Real e Viseu) -, onde se registará <strong>atividade elétrica muito forte</strong> (trovoadas e granizo).</p><p>A formação de uma pequena gota fria nas imediações da Galiza favorecerá a formação das nuvens de trovoada, que deixarão <strong>aguaceiros, por vezes de granizo e acompanhados de trovoada</strong>, provocando ainda uma pequena descida das temperaturas, especialmente no litoral Norte, embora o calor se mantenha de uma forma geral.</p><h2>Maio poderá despedir-se com temperaturas típicas de verão</h2><p>O episódio de trovoadas será breve e localizado, pelo que, <strong>na segunda-feira, 25 de maio, a crista de ar quente voltará a dominar Portugal continental</strong>, dando início a uma nova subida das temperaturas. À medida que os dias forem decorrendo na próxima semana - a última do mês de maio e da primavera climatológica - será bastante percetível a forma como o calor se voltará a acentuar em grande parte da nossa geografia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-terminara-o-mes-de-maio-em-portugal-o-modelo-europeu-consolida-a-sua-previsao-nesta-quarta-feira-1779269878606.png" data-image="fjsu3spvv3yf"><figcaption>Na próxima segunda-feira (25), a última do mês de maio, prevê-se uma nova intensificação do calor. As anomalias térmicas positivas serão mais expressivas (até +12 ºC), o que revela temperaturas máximas ainda mais elevadas face à reta final da presente semana.</figcaption></figure><p>A previsão a médio prazo do modelo do ECMWF <strong>não deixa margem para dúvidas</strong> no contraste que se verificará entre o Continente português e as Ilhas. <strong>Na próxima semana (25 a 31 de maio) </strong>são expectáveis em Portugal continental<strong> anomalias térmicas positivas generalizadas entre +3 e +6 ºC</strong>. No litoral Centro e Sul e no Algarve as anomalias previstas são mais moderadas (+1 ºC a +3 ºC). </p><div class="texto-destacado">O mês de maio terminará assim com um tempo muito quente e seco em Portugal continental, mais característico de meados do verão.</div><p>Quanto aos <strong>Açores (sobretudo Grupos Ocidental e Central) espera-se um cenário completamente oposto</strong>, com temperaturas ligeiramente inferiores à média (anomalia térmica negativa - 1 ºC), sendo que para o arquipélago da Madeira não se detetam anomalias estatisticamente significativas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/como-terminara-o-mes-de-maio-em-portugal-o-modelo-europeu-consolida-a-sua-previsao-nesta-quarta-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estrelas gigantes que engolem planetas: a descoberta de como estes são erodidos, camada a camada, pouco a pouco]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/estrelas-gigantes-que-engolem-planetas-a-descoberta-de-como-estes-sao-erodidos-camada-a-camada-pouco-a-pouco.html</link><pubDate>Wed, 20 May 2026 08:15:19 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Quando um planeta gigante gasoso é engolido por uma estrela, não morre num instante: é consumido lentamente, enriquecendo a estrela com elementos valiosos e deixando vestígios químicos que podem ser observados durante milhões de anos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/e-cosi-che-le-stelle-divorano-i-pianeti-gioviani-a-piccoli-morsi-1779090796067.png" data-image="8rxid84fc4c3"><figcaption>O planeta que é engolido pela sua estrela não é necessariamente destruído de uma só vez, mas vai sendo erodido camada a camada.</figcaption></figure><p><strong>As estrelas semelhantes ao Sol, ou seja, as anãs, à medida que envelhecem, incham até se tornarem gigantes vermelhas</strong>. Ao expandirem-se, as suas camadas mais externas podem chegar a atingir os planetas mais próximos. Por exemplo, um planeta gigante como Júpiter poderia ser engolido pela envelope estelar.</p><p>Se até agora se pensava que um planeta deste tipo caminhava para um fim rápido e "catastrófico", um novo estudo teórico, no qual se simula a absorção de um planeta gasoso pela sua estrela, mostra surpreendentemente que <strong>o planeta não é necessariamente destruído de uma só vez. Este perde massa de forma contínua, como se a estrela o "raspasse"</strong> camada a camada: um fim mais lento do que o previsto, mas, em qualquer caso, inevitável.</p><h2> O atrito que desgasta um gigante gasoso </h2><p>Assim que o planeta gasoso se encontra dentro da camada exterior da estrela transformada em gigante vermelha, <strong>o atrito com o gás da atmosfera do planeta, devido ao seu movimento orbital, gera uma espécie de onda de choque</strong> frontal que deixa um rasto de turbulência no seu caminho.</p><p>É precisamente na zona de contacto entre a atmosfera planetária e o gás estelar que<strong> surge o mecanismo-chave deste desprendimento progressivo, camada a camada: a instabilidade de Kelvin-Helmholtz</strong>.</p><div class="texto-destacado">As instabilidades de Kelvin-Helmholtz são as mesmas que, na atmosfera terrestre, na troposfera, produzem aquelas ondas onduladas características nas nuvens, quando duas camadas adjacentes da atmosfera se deslocam uma sobre a outra a velocidades diferentes.<br> </div><p><strong>O efeito dessas instabilidades no planeta é arrancar as suas camadas mais externas</strong>. As simulações mostram que a taxa de eliminação de gás depende da intensidade com que o gás estelar colide contra o planeta.</p><p><strong>Os autores deste estudo recente estimam taxas de perda da ordem de 10⁻⁵ massas solares (um centésimo de milésimo) por hora</strong>. Embora pareça insignificante, este número representa um valor enorme, capaz de consumir um gigante gasoso em questão de dias.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Em questão de dias, a estrela consegue arrancar todas as camadas de gás do planeta que engoliu.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O facto de o planeta gasoso ser absorvido pelas camadas externas da sua estrela tem<strong> consequências importantes que permitem explicar aspetos interessantes da composição química das estrelas gigantes</strong>.</p><h2> A assinatura química de uma refeição estelar </h2><p><strong>Um dos aspetos curiosos das estrelas gigantes tem a ver com a quantidade de lítio presente nas suas atmosferas</strong>. A estrutura destas estrelas é tal que favorece a sua rápida combustão, pelo que as suas atmosferas deveriam ser pobres em lítio ou carecer completamente dele.</p><div class="texto-destacado">O lítio é o terceiro elemento (depois do hidrogénio e do hélio) da tabela periódica dos elementos químicos. É um indicador da idade estelar: abundante nas estrelas mais jovens, desaparece nas mais velhas.</div><p>Pelo contrário, é bastante frequente observar estrelas gigantes ricas em lítio, denominadas "lithium rich". Uma das hipóteses formuladas para explicar a abundância de lítio está precisamente relacionada com o <strong>processo pelo qual estas estrelas aumentam o seu teor de lítio, uma vez que o obtêm dos planetas gasosos que engolem</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/e-cosi-che-le-stelle-divorano-i-pianeti-gioviani-a-piccoli-morsi-1779091493434.png" data-image="7i7tfkiczfks" alt="litio" title="litio"><figcaption>O lítio, tal como os outros elementos químicos presentes nas atmosferas estelares, deixa a sua própria marca (as linhas brilhantes na figura) no espectro estelar.</figcaption></figure><p>O estudo sugere que <strong>a absorção gradual de um planeta poderia aumentar a abundância superficial de lítio em cerca de 25-30%</strong> e deixar uma marca observável durante períodos de cerca de 100 milhões de anos.</p><div class="texto-destacado">A presença e a abundância de lítio nas atmosferas estelares são medidas através da espectroscopia.</div><p><strong>A consequência mais ampla é que muito mais estrelas do que se pensava poderão apresentar vestígios de antigos planetas devorados</strong>. Se a ablação — ou seja, o processo de remoção camada por camada — for contínua, o planeta pode enriquecer a atmosfera da estrela com os seus elementos constituintes durante a sua absorção.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="760001" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-unico-grao-pesaria-tanto-quanto-uma-montanha-as-estrelas-de-neutroes-os-objetos-mais-extremos-do-universo.html" title="Um único grão pesaria tanto quanto uma montanha: as estrelas de neutrões, os objetos mais extremos do universo">Um único grão pesaria tanto quanto uma montanha: as estrelas de neutrões, os objetos mais extremos do universo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-unico-grao-pesaria-tanto-quanto-uma-montanha-as-estrelas-de-neutroes-os-objetos-mais-extremos-do-universo.html" title="Um único grão pesaria tanto quanto uma montanha: as estrelas de neutrões, os objetos mais extremos do universo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/un-granello-peserebbe-come-una-montagna-le-stelle-di-neutroni-gli-oggetti-piu-estremi-dell-universo-1773594091831_320.png" alt="Um único grão pesaria tanto quanto uma montanha: as estrelas de neutrões, os objetos mais extremos do universo"></a></article></aside><p>Os planetas jupiterianos que são engolidos pelas suas estrelas gigantes não desaparecem simplesmente, mas <strong>deixam na atmosfera da sua estrela uma mensagem "química" que os astrónomos conseguem decifrar no espectro</strong>.</p><h3><em>Referência da notícia<br></em></h3><p><em><a href="https://arxiv.org/pdf/2605.11343" target="_blank" rel="nofollow">"Continuous mass ablation of planets engulfed in stellar envelopes" </a> Mike Y. M. Lau et al. 2026, A&A in press</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/estrelas-gigantes-que-engolem-planetas-a-descoberta-de-como-estes-sao-erodidos-camada-a-camada-pouco-a-pouco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Plantas grátis para sempre: 7 espécies fáceis de propagar para um jardim exuberante que dura toda a vida]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-gratis-para-sempre-7-especies-faceis-de-propagar-para-um-jardim-exuberante-que-dura-toda-a-vida.html</link><pubDate>Wed, 20 May 2026 08:05:30 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>O jardim tem os seus próprios truques para criar abundância. Estas sete plantas podem ser facilmente divididas e transformar um canto vazio num pequeno paraíso verde.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/plantas-gratis-para-siempre-7-especies-faciles-de-multiplicar-para-tener-el-jardin-frondoso-toda-la-vida-1778734605436.jpg" data-image="chslwro3wa4e" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Uma planta pode dar origem a muitas outras se for dividida no momento certo.</figcaption></figure><p>Algumas plantas parecem ter um<strong> pacto secreto com a abundância</strong>. Crescem e espalham-se até chegarem a um ponto em que praticamente imploram por uma intervenção. Este é um dos momentos mais gratificantes da jardinagem: dividi-las para criar novas plantas, de forma totalmente gratuita.</p><p>Não é necessário dominar técnicas sofisticadas. Algumas espécies formam aglomerados, rizomas ou rebentos que podem ser facilmente separados para preencher outro recanto do jardim, ocupar um canteiro vazio ou até mesmo ser oferecidos a outra pessoa. <strong>Na maioria dos casos, basta uma pá, um pouco de paciência e a época certa do ano</strong>.</p><p>Estas são algumas das espécies ornamentais mais fáceis de dividir e multiplicar em casa.</p><h2>1. Agapanthus</h2><p>É um daqueles clássicos infalíveis: <strong>resistente, elegante e quase indestrutível</strong>. As suas folhas longas e em forma de fita formam aglomerados densos ao longo do ano e, na primavera e no verão, desenvolve hastes florais coroadas por flores esféricas em tons de azul, lilás ou branco.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/plantas-gratis-para-siempre-7-especies-faciles-de-multiplicar-para-tener-el-jardin-frondoso-toda-la-vida-1778734762236.jpg" data-image="4qudzaqem4c7" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Elegante e resistente, o agapanthus multiplica-se facilmente quando a planta-mãe fica demasiado compacta.</figcaption></figure><p>Quando o aglomerado ficar demasiado compacto e começar a dar menos flores, é <strong>altura de o dividir</strong>. A época ideal é o outono ou o início da primavera.</p><p>A planta é retirada do solo e dividida em secções com raízes e várias folhas. Estas secções devem ser replantadas imediatamente, deixando espaço suficiente para o crescimento futuro. Requer <strong>boa drenagem, rega moderada e bastante sol para florescer abundantemente</strong>. Também sobrevive em sombra parcial, embora normalmente produza menos flores. </p><h2>2. Hemerocallis</h2><p>Cada flor dura apenas um dia, mas a planta produz tantas flores que o espetáculo se prolonga por semanas. As suas flores grandes e coloridas emergem por cima das folhas arqueadas e criam um aspeto maravilhosamente natural. <strong>É também uma planta excecionalmente resistente</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/plantas-gratis-para-siempre-7-especies-faciles-de-multiplicar-para-tener-el-jardin-frondoso-toda-la-vida-1778734939510.jpg" data-image="70omdu8bojwh" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Cada flor dura apenas um dia, mas a planta continua a crescer durante anos se for dividida na altura certa.</figcaption></figure><p>Com o tempo, forma enormes aglomerados, o que a torna ideal para a divisão. <strong>A melhor altura é geralmente no outono ou no início da primavera</strong>. Retire a planta do solo e separe os grupos de raízes com rebentos, garantindo que cada secção mantenha uma boa parte da coroa.</p><p>Replante imediatamente e <strong>regue abundantemente durante as primeiras semanas. Cresce bem em pleno sol e em solo fértil e bem drenado</strong>, embora seja muito mais resistente do que a sua aparência possa sugerir.</p><h2>3. Clivia</h2><p>Ideal para pátios tranquilos e recantos sombreados e luminosos, a clivia tem folhas longas, escuras e brilhantes e recompensa os jardineiros no outono ou na primavera com cachos de flores de um laranja intenso que parecem iluminar o jardim.</p><p>É uma planta de crescimento lento, mas com uma longevidade excecional; alguns exemplares permanecem no mesmo vaso durante décadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/plantas-gratis-para-siempre-7-especies-faciles-de-multiplicar-para-tener-el-jardin-frondoso-toda-la-vida-1778735102800.jpg" data-image="nffvx1uvwcba" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>A clivia cresce de forma lenta e tranquila, mas os seus rebentos permitem que se multiplique sem perder a sua elegância em zonas sombreadas.</figcaption></figure><p><strong>A propagação é feita a partir dos rebentos que surgem à volta da planta-mãe.</strong> Assim que estes rebentos tiverem desenvolvido várias folhas e as suas próprias raízes, podem ser cuidadosamente separados e plantados noutro local.</p><p>Isto não deve ser feito com demasiada frequência, uma vez que as clívias florescem melhor quando as raízes estão ligeiramente apertadas.<strong> Preferem sombra parcial, rega moderada e substratos arejados</strong>. A rega excessiva é, normalmente, o seu maior inimigo.</p><h2>4. Liriope</h2><p>À primeira vista, assemelha-se a uma erva ornamental, mas a liriope é, na verdade, uma planta herbácea perene aparentada com outras espécies que formam bolbos. <strong>As suas folhas finas e arqueadas criam bordaduras elegantes e resistentes, enquanto pequenas espigas de flores violetas ou lilás surgem no final do verão</strong>. É ideal como planta de cobertura do solo em áreas parcialmente sombreadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/plantas-gratis-para-siempre-7-especies-faciles-de-multiplicar-para-tener-el-jardin-frondoso-toda-la-vida-1778735220612.jpg" data-image="lyzzwd8gsfn2" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Uma planta resistente que cobre o solo e se multiplica com muito pouco esforço.</figcaption></figure><p>É uma das plantas mais fáceis de dividir. Basta levantar o torrão e separar pequenos grupos de folhas com raízes. Cada parte enraíza-se facilmente se for mantida húmida durante as primeiras semanas. <strong>Adapta-se a vários tipos de solo, mas cresce melhor em solo fresco e bem drenado</strong>. Em regiões muito quentes, aprecia alguma proteção contra o sol forte da tarde.</p><h2>5. Dietes ou íris africana</h2><p>A Dietes tem um aspeto algo futurista: folhas longas e rígidas, flores delicadas e uma notável capacidade de sobreviver à falta de cuidados. <strong>É amplamente utilizada em canteiros urbanos e jardins de baixa manutenção, pois tolera o calor, o vento e a seca moderada</strong>. As flores, que se assemelham a pequenas íris, surgem gradualmente ao longo de vários meses.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/plantas-gratis-para-siempre-7-especies-faciles-de-multiplicar-para-tener-el-jardin-frondoso-toda-la-vida-1778735310602.jpg" data-image="zuz5cvd8mtqd" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Uma espécie resistente que dá um novo ar aos canteiros e se adapta a praticamente qualquer jardim.</figcaption></figure><p>Forma aglomerados densos que se multiplicam facilmente por divisão. O processo é simples: <strong>basta separar uma parte com raízes e replantá-la noutro local</strong>. Normalmente recupera rapidamente, mesmo após um transplante um pouco brusco. Prefere sol pleno ou sombra parcial e rega moderada.</p><h2>6. Hosta</h2><p>As hostas são as rainhas da sombra. <strong>A</strong><strong>s suas enormes folhas, sejam elas verdes, azuladas ou variegadas, transformam qualquer recanto fresco num jardim exuberante</strong>. Na Argentina, dão-se melhor em regiões temperadas ou em pátios protegidos do calor extremo. Também produzem flores delicadas em hastes altas durante a primavera e o verão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/plantas-gratis-para-siempre-7-especies-faciles-de-multiplicar-para-tener-el-jardin-frondoso-toda-la-vida-1778735426207.jpg" data-image="gtmtr992hh2a" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>A sua folhagem exuberante renasce com vigor após cada divisão.</figcaption></figure><p>A divisão é normalmente realizada no final do inverno ou início da primavera, antes do início de um novo crescimento vigoroso. O torrão é retirado do solo e cortado em secções que contenham raízes e botões.<strong> Embora pareçam delicadas, estas plantas recuperam normalmente rapidamente se lhes for proporcionada uma humidade constante</strong>. Necessitam de sombra parcial e solo fresco: uma hosta exposta ao sol de janeiro em Córdoba provavelmente estaria a escrever uma carta de advogado.</p><h2>7. Íris Alemã</h2><p><strong>Produz algumas das flores mais sofisticadas do jardim</strong>. Existem variedades em violeta, amarelo, branco, azul e até combinações de cores, muitas com pétalas onduladas que parecem feitas de seda. Cresce a partir de rizomas carnudos que se espalham horizontalmente sob a superfície.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/plantas-gratis-para-siempre-7-especies-faciles-de-multiplicar-para-tener-el-jardin-frondoso-toda-la-vida-1778735586390.jpg" data-image="dkizc72eu2jw" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Os seus rizomas espalham-se pelo subsolo e permitem a sua multiplicação através de uma simples divisão.</figcaption></figure><p>Estes rizomas facilitam bastante a divisão. Após a floração, são retirados do solo e cortados em secções que contenham raízes e, pelo menos, um leque de folhas. Devem ser replantados quase à superfície do solo, uma vez que as íris não toleram ser enterradas a grande profundidade.<strong> Necessitam de muita luz solar e de uma excelente drenagem; o excesso de humidade pode apodrecer os rizomas com uma rapidez surpreendente</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768903" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-gotas-misteriosas-nas-suas-plantas-ao-amanhecer-nao-sao-orvalho-assim-funciona-esse-fenomeno-natural.html" title="As gotas misteriosas nas suas plantas ao amanhecer não são orvalho: assim funciona este fenómeno natural">As gotas misteriosas nas suas plantas ao amanhecer não são orvalho: assim funciona este fenómeno natural</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-gotas-misteriosas-nas-suas-plantas-ao-amanhecer-nao-sao-orvalho-assim-funciona-esse-fenomeno-natural.html" title="As gotas misteriosas nas suas plantas ao amanhecer não são orvalho: assim funciona este fenómeno natural"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/las-misteriosas-gotas-de-tus-plantas-al-amanecer-no-son-rocio-asi-funciona-este-fenomeno-natural-1778763380997_320.jpg" alt="As gotas misteriosas nas suas plantas ao amanhecer não são orvalho: assim funciona este fenómeno natural"></a></article></aside><p>Estas plantas crescem com tanta vigor que, de vez em quando, é necessário dividi-las. Longe de ser um problema, este processo torna-se uma oportunidade para renovar o jardim, preencher espaços vazios e adicionar novos exemplares sem gastar dinheiro. <strong>Com um pouco de cuidado e no momento certo, uma planta pode transformar-se em várias</strong>, e o jardim ganha volume, estrutura e continuidade sem necessidade de compras constantes.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-gratis-para-sempre-7-especies-faceis-de-propagar-para-um-jardim-exuberante-que-dura-toda-a-vida.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[IPMA revela que abril foi um mês muito quente e muito seco: meteorologista Teresa Abrantes analisa o mais relevante]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ipma-revela-que-abril-foi-um-mes-muito-quente-e-muito-seco-meteorologista-teresa-abrantes-analisa-o-mais-relevante.html</link><pubDate>Wed, 20 May 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O mês de abril de 2026, em Portugal continental, classificou-se, do ponto de vista climatológico, como um mês muito quente em relação à temperatura do ar e muito seco em relação à precipitação.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-revela-que-abril-foi-um-mes-muito-quente-e-muito-seco-meteorologista-teresa-abrantes-analisa-o-mais-relevante-1779206571330.jpg" data-image="s34ukptbzn03" alt="Flores secas" title="Flores secas"><figcaption>Depois de um inverno chuvoso, o primeiro mês da primavera foi muito seco.</figcaption></figure><p>Em abril, o estado do tempo em Portugal continental <strong>foi condicionado predominantemente por Anticiclones</strong>, quer localizado sobre as ilhas Britânicas, promovendo fluxos de ar de origem continental, mais quentes e secos, quer na região do arquipélago dos Açores e estendendo-se em crista até à Península Ibérica. No entanto, a passagem de superfícies frontais e linhas de instabilidade associadas a depressões deram origem a alguma precipitação por vezes forte, em regime de aguaceiros e acompanhados de trovoada. </p><h2>Temperatura média muito acima dos valores normais para esta altura do ano</h2><p>De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, IPMA, em Portugal continental, no mês de abril, o valor médio da temperatura média do ar, 16,10 °C, foi 2,12 °C superior ao valor da normal 1991-2020.</p><p>Abril de 2026 foi o <strong>6º abril mais quente desde 1931</strong>, tendo o mais quente ocorrido em 1945, com 17.19 °C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-revela-que-abril-foi-um-mes-muito-quente-e-muito-seco-meteorologista-teresa-abrantes-analisa-o-mais-relevante-1779206764324.jpg" data-image="7vctdfig4iu7" alt="Anomalias da temperatura" title="Anomalias da temperatura"><figcaption>Anomalias da temperatura média do ar no mês de abril, em Portugal continental, em relação aos valores médios no período 1991-2020. Fonte: IPMA</figcaption></figure><p>O <strong>valor médio da temperatura máxima do ar, 22,59 °C</strong>, foi 3,29 °C acima do valor médio no período 1991-2020 e foi a 6ª mais alta para o mês de abril. </p><p>No ano 2023 registou-se o abril mais quente no Continente, com 23,77 °C.</p><p>O <strong>valor médio da temperatura mínima do ar, 9,60 °C, </strong>registou uma anomalia de 0,95°C superior ao valor normal, sendo o 13º valor mais alto desde 1931 e o 5º desde 2000. O valor mais alto, 11.18 °C, registou.se em 1945.</p><p>O maior valor da temperatura máxima do ar foi <strong>32,9 °C</strong>, que se registou em Mora, no dia 27 e o menor valor da temperatura mínima do ar, <strong>- 1,4 °C</strong>, ocorreu em Lamas de Mouro, no dia 12 e em Carrazeda de Ansiães, no dia 13.</p><div class="texto-destacado">No dia 27 de abril, o mais quente do mês, a anomalia atingiu os 7.8 °C na temperatura máxima e os 6.0 °C na temperatura média, com cerca de 25% das estações meteorológicas do IPMA a registarem uma temperatura máxima superior a 30.0 °C.</div><p>Entretanto, o dia mais frio do mês foi o dia 13 de abril com anomalias negativas, de -4.0 °C na temperatura máxima, de -3.3 °C na temperatura média e de -2.5 °C na temperatura mínima do ar.</p><p><strong>Registaram-se duas ondas de calor no mês de abril</strong>. A primeira ocorreu no período de 15 a 28, em 40% das estações, abrangendo o interior Norte e Centro e a sul do Tejo e a segunda, de 23 a 28, foi mais localizada, ocorrendo apenas em Montalegre, Cabril e Nelas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É de destacar a duração da onda de calor em Miranda do Douro e Pinhão que teve uma duração respetivamente de 13 e 12 dias. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Durante o mês de abril verificaram-se novos extremos ou foram igualados maiores valores da temperatura mínima do ar em 9 estações meteorológicas do continente. As maiores diferenças registaram-se nas estações de Neves Corvo, 2,0 °C, e de Viana do Alentejo, 1,2 °C. </p><h2>A precipitação em abril foi muito inferior ao valor normal</h2><p>Ainda de acordo com o IPMA, o mês de abril de 2026 registou um total de <strong>precipitação mensal de 28,8 mm, com uma anomalia de -46,7 mm</strong>, muito inferior ao valor médio 1991-2020, sendo o 4º mais seco deste século e o 10º mais seco desde 1931.</p><p>Foi no ano de 2017 que se registou o abril mais seco, com 11.5 mm de precipitação mensal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-revela-que-abril-foi-um-mes-muito-quente-e-muito-seco-meteorologista-teresa-abrantes-analisa-o-mais-relevante-1779207096508.jpg" data-image="y7au6zk97k4m" alt="Anomalias da precipitação" title="Anomalias da precipitação"><figcaption>Anomalias da quantidade de precipitação, no mês de abril, em Portugal continental, em relação aos valores médios no período 1991-2020. Fonte: PMA</figcaption></figure><p>Ao longo do mês verificou-se a ocorrência de precipitação, não muito significativa, em três períodos do mês. De 6 a 8 registou-se em todo o território, de 13 a 15, no litoral Norte e Centro e de 26 a 29 no interior Norte e Centro com ocorrência de aguaceiros e trovoadas.</p><p>Neste mês de abril a região Norte registou um total mensal de cerca de metade do valor médio de abril, enquanto <strong>a região Sul registou apenas 1/3 do que é normal chover neste mês</strong>.</p><p>Registaram-se valores de precipitação mensal inferiores ao normal nas estações meteorológicas do IPMA, exceto em duas estações, Mirandela e Pinhão, onde foi ligeiramente superior ao valor médio climatológico para o período 1991–2020.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Cerca de 74% das estações meteorológicas registaram totais mensais inferiores a 50% da precipitação média habitual para o mês de abril.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Em abril, no dia 29, verificou-se um novo extremo de precipitação diária, 57,3 mm, na estação de Figueira de Castelo Rodrigo, onde o anterior extremo, 35.1 mm, se tinha registado no ano de 2016, no dia 15. </p><div class="texto-destacado">Em grande parte do território choveu menos de metade do que é normal para abril e em muitos concelhos dos distritos de Aveiro, Lisboa, Évora, Setúbal, Beja e Faro choveu apenas 1/4 do que é normal para o mês. </div><p>O maior valor mensal da quantidade de precipitação em abril foi registado na estação de Cabril, com 78,4 mm.</p><h2>Monitorização da Seca – Índice PDSI</h2><p>O valor da quantidade de precipitação acumulada no ano hidrológico 2025/2026 (1 de outubro de 2025 a 30 setembro de 2026), até final de abril, foi de 994.7 mm, o que corresponde a 148% do valor normal 1991-2020.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Este ano hidrológico (o período de 1 outubro a 30 abril) é o 16º mais chuvoso desde 1931 e o 2º mais chuvoso desde 2000, depois de 2001, com 1202.5 mm.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Neste mês de abril a região Norte registou um total mensal de cerca de metade do valor médio de abril, enquanto a região Sul registou apenas 1/3 do que é normal chover neste mês.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769628" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/extensa-lingua-de-poeiras-do-saara-invade-portugal-a-partir-de-quinta-21-de-maio-eis-ate-quando-e-zonas-mais-afetadas.html" title="Extensa língua de poeiras do Saara invade Portugal a partir de quinta, 21 de maio: eis até quando e zonas mais afetadas">Extensa língua de poeiras do Saara invade Portugal a partir de quinta, 21 de maio: eis até quando e zonas mais afetadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/extensa-lingua-de-poeiras-do-saara-invade-portugal-a-partir-de-quinta-21-de-maio-eis-ate-quando-e-zonas-mais-afetadas.html" title="Extensa língua de poeiras do Saara invade Portugal a partir de quinta, 21 de maio: eis até quando e zonas mais afetadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/extensa-lingua-de-poeiras-do-saara-invade-portugal-a-partir-de-quinta-21-de-maio-eis-ate-quando-e-zonas-mais-afetadas-1779209531004_320.png" alt="Extensa língua de poeiras do Saara invade Portugal a partir de quinta, 21 de maio: eis até quando e zonas mais afetadas"></a></article></aside><p>A 30 de abril constatou-se uma <strong>diminuição significativa dos valores de água no solo</strong> como consequência de um mês de abril muito seco e muito quente. No mês de abril verificou-se ainda uma diminuição gradual da disponibilidade de água no solo e uma redução do excesso de humidade acumulada durante o inverno.</p><div class="texto-destacado">De acordo com o Índice Meteorológico de Seca, PDSI, índice meteorológico de seca calculado pelo IPMA para monitorização da situação de seca, a 30 de abril verificou-se um enfraquecimento significativo das condições húmidas e a classe “chuva fraca” passou a predominar na maioria do território.</div><p>A distribuição percentual por classes do índice PDSI no território continental, no final de abril é a seguinte: <strong>4.5% na classe normal, 89.0% na classe de chuva fraca e 6.5% na classe de chuva moderada</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ipma-revela-que-abril-foi-um-mes-muito-quente-e-muito-seco-meteorologista-teresa-abrantes-analisa-o-mais-relevante.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[É possível ter cidades verdes e crescimento económico ao mesmo tempo? Como funciona o "desacoplamento"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/e-possivel-ter-cidades-verdes-e-crescimento-economico-ao-mesmo-tempo-como-funciona-o-desacoplamento.html</link><pubDate>Wed, 20 May 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Cidades em redor do mundo continuam a crescer, consumindo cada vez menos combustíveis fósseis. Um novo estudo publicado na revista Nature Cities mostra que a transição verde não prejudica a economia.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/citta-green-e-crescita-economica-sono-possibili-al-tempo-stesso-cos-e-il-decoupling-e-perche-funziona-1778580804737.jpg" data-image="z6585af300fn" alt="cidades verdes" title="cidades verdes"><figcaption>Kuala Lumpur, uma das principais cidades asiáticas onde os problemas ambientais são mais graves.</figcaption></figure><p>É possível<strong> reduzir a dependência de combustíveis fósseis</strong> e, ao mesmo tempo, <strong>impulsionar o crescimento económico </strong>nas cidades? Um estudo publicado em 11 de maio de 2026 na revista <em>Nature Cities </em>mostra que isso já está a acontecer.</p><div class="texto-destacado">Muitas cidades em redor do mundo, grandes e pequenas, prometeram reduzir o seu consumo de dióxido de nitrogénio, mas continuaram a crescer.</div><p>Isto não significa necessariamente que as grandes cidades se tornaram completamente verdes, mas demonstra que o <strong>desacoplamento</strong>, ou seja, o <strong>crescimento económico independente do uso de combustíveis fósseis</strong>, não é uma utopia e, na verdade, é uma realidade consolidada mesmo nas maiores metrópoles do mundo.</p><h2>O que é o desacoplamento?</h2><p>De acordo com o estudo, as <strong>cidades definidas como "verdes" </strong>são aquelas em que o <strong>desenvolvimento económico não sofreu quaisquer retrocessos</strong>, apesar de as indústrias, os transportes e o consumo já não dependerem de combustíveis que emitem dióxido de nitrogénio.</p><p>O <strong>desacoplamento </strong>implica <strong>separar o bem-estar e o progresso económico do uso de substâncias particularmente poluentes</strong>. O dióxido de nitrogénio foi escolhido como o principal indicador neste contexto por ser responsável por uma ampla gama de doenças respiratórias e cardiovasculares.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/citta-green-e-crescita-economica-sono-possibili-al-tempo-stesso-cos-e-il-decoupling-e-perche-funziona-1778580870816.jpg" data-image="54l9684h1s0c" alt="poluição, cidade" title="poluição, cidade"><figcaption>Uma grande planta industrial nos arredores de uma cidade norte-americana.</figcaption></figure><p>A redução do uso de carros particulares foi impulsionada por uma série de mudanças em larga escala, como o aumento do uso de <strong>transporte público elétrico</strong>, melhorias na eficiência energética,<strong> maior adoção de energias renováveis</strong>, a implementação de zonas de tráfego reduzido, a eliminação gradual de motores a diesel mais antigos, entre outras.</p><p>O <strong>aumento do trabalho remoto </strong>após a pandemia também contribuiu, limitando o uso de carros particulares.</p><h2>Um sistema de cores para classificar as cidades</h2><p>O estudo focou particularmente nas cidades, por serem consideradas as principais responsáveis pela poluição global.</p><p><strong>Entre 2019 e 2024, foram analisadas 5.400 cidades, utilizando o PIB <em>per capita</em></strong> como indicador de bem-estar da população e os níveis de dióxido de nitrogénio atmosférico observados pelo satélite europeu <em>Sentinel-5P</em> como indicador de qualidade do ar.</p><p>As <strong>cidades analisadas foram divididas em quatro grupos</strong>, identificados por cores diferentes.</p><p><strong>Cidades verdes </strong>são aquelas onde a <strong>poluição diminui e o PIB aumenta</strong>, enquanto <strong>cidades vermelhas</strong> são aquelas onde tanto a poluição quanto a pobreza aumentam.</p><p>Categorias intermediárias são aquelas marcadas a <strong>castanho</strong>, onde a riqueza cresce, mas a poluição também aumenta, e a <strong>cinza</strong>, onde a qualidade do ar melhora, mas a economia não cresce.</p><p>É importante realçar que <strong>o estudo não tem em consideração as emissões de dióxido de carbono (CO2)</strong>, atualmente a principal causa do efeito de estufa e das alterações climáticas. Portanto, mesmo cidades com o selo verde não podem ser consideradas totalmente ecossustentáveis, mas são igualmente importantes porque demonstram que a transição verde não ocorre às custas do bem-estar económico.</p><h2>Cidades verdes em Itália e em todo o mundo</h2><p>Entre as centenas de cidades analisadas, encontram-se <strong>metrópoles de todo o mundo</strong>, bem como várias cidades italianas, grandes e pequenas, muitas das quais alcançam resultados surpreendentemente bons.</p><p><strong>Milão</strong>, Bolonha e <strong>Florença</strong>, por exemplo, apresentam tendências positivas de acordo com os critérios analisados até ao momento, assim como Roma, Turim e outras cidades menores como Cagliari, <strong>Verona</strong>, Bolzano, Livorno, Bari e Acireale. Muitas cidades italianas estão a implementar medidas eficazes para combater a poluição, ao mesmo tempo que continuam a crescer.</p><p><strong>No resto do mundo, a maioria das cidades verdes está localizada na Europa, América do Norte e China</strong>. As cidades com o selo castanho concentram-se principalmente na Ásia Central e na Índia.</p><p>No entanto, muitas cidades em todo o mundo ainda dependem fortemente de combustíveis fósseis. Estas concentram-se principalmente na África Central e Austral e, em menor escala, na América do Sul e no Médio Oriente, mas também existem cidades na Europa e na América do Norte.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em> Hassani, A., Moran, D.D., Kummu, M. et al. - <a href="https://doi.org/10.1038/s44284-026-00440-0" target="_blank">Global mapping of city-level economic growth decoupling from fossil fuels.</a> Nat Cities (2026) </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/e-possivel-ter-cidades-verdes-e-crescimento-economico-ao-mesmo-tempo-como-funciona-o-desacoplamento.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma viagem ao coração da fábrica de satélites: o novo Meteosat que vai revolucionar as previsões meteorológicas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/uma-viagem-ao-coracao-da-fabrica-de-satelites-o-novo-meteosat-que-vai-revolucionar-as-previsoes-meteorologicas.html</link><pubDate>Tue, 19 May 2026 18:23:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A Europa prepara-se para o lançamento do Meteosat mais avançado de sempre, um satélite capaz de detetar trovoadas extremas antes mesmo de estas começarem a formar-se.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-viaje-al-corazon-de-la-fabrica-de-satelites-el-nuevo-meteosat-que-revolucionara-las-predicciones-meteorologicas-1779184195976.jpeg" data-image="wegyp9qafl7n"><figcaption>Os avanços tecnológicos permitem-nos dispor de dados cada vez mais precisos e de um melhor acompanhamento de tudo o que acontece na atmosfera.</figcaption></figure><p><strong>À primeira vista, parece uma enorme estrutura revestida de lâminas douradas suspensa sobre uma plataforma metálica</strong>, mas dentro dessa complexa maquinaria espacial viaja grande parte do futuro da meteorologia europeia.</p><p><strong>O novo Meteosat MTG-I2</strong>, pronto para ser lançado este verão a partir da Guiana Francesa, não é apenas mais um satélite, pois trata-se do sistema de observação meteorológica <strong>mais avançado já desenvolvido na Europa e um dos mais sofisticados do planeta</strong>.</p><p><strong>A sua missão será monitorizar continuamente a atmosfera a partir de 36 000 quilómetros de altitude</strong> e enviar imagens da Terra com uma rapidez e precisão nunca antes vistas.</p><h2>Do Meteosat de 1977 à nova geração espacial</h2><p><strong>O programa Meteosat teve início em 1977</strong>, numa época em que observar nuvens a partir do espaço parecia quase ficção científica para grande parte da população europeia.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">MTG-I2, the second Meteosat Third Generation Imager, has successfully completed its thermal vacuum test at Thales Alenia Space in Cannes, showing its ready for the extreme temperatures of space.<br><br>Next steps: solar array integration, vibration testing, and final checks before <a href="https://t.co/m1My0JNWOD">pic.twitter.com/m1My0JNWOD</a></p> ESA Earth Observation (@ESA_EO) <a href="https://twitter.com/ESA_EO/status/1963876260888613106?ref_src=twsrc%5Etfw">September 5, 2025</a></blockquote></figure><p>Essas primeiras imagens meteorológicas<strong> revolucionaram as previsões meteorológicas</strong> e mudaram para sempre a forma como compreendemos a atmosfera.</p><p>Desde então, <strong>cada geração de satélites tem vindo a melhorar</strong>, com uma resolução de imagem muito superior, uma velocidade, atualização e precisão fabulosas, às quais se somam um acompanhamento e uma vigilância climática/atmosférica de excelente qualidade.</p><h2>Um satélite capaz de detetar trovoadas antes mesmo de estas se formarem</h2><p><strong>A grande inovação do MTG-I2 não reside apenas na qualidade das suas imagens, mas também na velocidade com que observará a atmosfera</strong>. Enquanto os Meteosat anteriores atualizavam as imagens a cada 10 ou 15 minutos, o novo sistema poderá gerar imagens da Europa a cada 2,5 minutos.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="fr" dir="ltr">️ Le second satellite météo Meteosat Third Generation MTG-I2 d'Eumetsat est en intégration finale chez <a href="https://twitter.com/Thales_Alenia_S?ref_src=twsrc%5Etfw">@Thales_Alenia_S</a> () à Cannes.<br>Il vient de passer les tests de compatibilité électromagnétique dans cette salle de test compacte. <a href="https://t.co/2R1o1h9xrd">pic.twitter.com/2R1o1h9xrd</a></p>— Rêves d'Espace (@RevesdEspace) <a href="https://twitter.com/RevesdEspace/status/2036153525160349761?ref_src=twsrc%5Etfw">March 23, 2026</a></blockquote></figure><p><strong> Isto permitirá visualizar e analisar o rápido desenvolvimento de tempestades e a formação de supercélulas</strong>, as linhas de instabilidade, o crescimento explosivo dos cumulonimbos e todas as mudanças bruscas na atmosfera. </p><ul> </ul><h3>A chave estará na convecção atmosférica</h3><p>Um dos grandes desafios da previsão meteorológica moderna é antecipar fenómenos convectivos violentos, uma vez que as tempestades mais destrutivas tendem a desenvolver-se muito rapidamente e a análise contínua a cada dois minutos e meio é fundamental para <strong>analisar quedas de granizo severas, chuvas torrenciais, raios de grandes dimensões, ventos de furacão e sistemas convectivos explosivos</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="631411" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-e-que-os-modelos-climaticos-funcionam-realmente-em-que-e-que-diferem-dos-modelos-meteorologicos-tempo-clima.html" title="Como é que os modelos climáticos funcionam realmente? Em que é que diferem dos modelos meteorológicos?">Como é que os modelos climáticos funcionam realmente? Em que é que diferem dos modelos meteorológicos?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-e-que-os-modelos-climaticos-funcionam-realmente-em-que-e-que-diferem-dos-modelos-meteorologicos-tempo-clima.html" title="Como é que os modelos climáticos funcionam realmente? Em que é que diferem dos modelos meteorológicos?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/klimawandel-wie-funktionieren-klimamodelle-1704196195596_320.jpeg" alt="Como é que os modelos climáticos funcionam realmente? Em que é que diferem dos modelos meteorológicos?"></a></article></aside><ul> </ul><p>Com os novos sensores, os meteorologistas poderão monitorizar os sinais de instabilidade atmosférica quase em tempo real. De acordo com os responsáveis pelo programa,<strong> o satélite permitirá observar a evolução das nuvens desde as suas fases iniciais</strong>, mesmo antes de gerarem precipitação intensa.</p><h2>O interior da fábrica espacial de Cannes</h2><p>Todos os satélites europeus Meteosat nasceram nas instalações aeroespaciais de Cannes, no sul de França, a poucos metros do Mediterrâneo, onde se encontra um complexo com <strong>enormes salas limpas onde o ar é totalmente controlado para evitar qualquer contaminação microscópica</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr"><a href="https://twitter.com/hashtag/SGDC?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#SGDC</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/Telespazio?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Telespazio</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/FucinoSpaceCentre?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#FucinoSpaceCentre</a> em cooperação <a href="https://twitter.com/Thales_Alenia_S?ref_src=twsrc%5Etfw">@Thales_Alenia_S</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/Cannes?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Cannes</a> gerenciam atividades para colocar satélites <a href="https://twitter.com/hashtag/SGDC?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#SGDC</a> em órbita <a href="https://t.co/uW3fNEDDZz">pic.twitter.com/uW3fNEDDZz</a></p>— Telespazio Brasil (@TelespazioBR) <a href="https://twitter.com/TelespazioBR/status/860139023670669312?ref_src=twsrc%5Etfw">May 4, 2017</a></blockquote></figure><p>As estruturas espaciais, os painéis solares, os sensores ópticos, os sistemas térmicos, as antenas e o equipamento eletrónico são aí montados. <strong>Mais de 2.000 pessoas e cerca de 70 empresas europeias estiveram envolvidas no desenvolvimento do MTG-I2</strong> nos últimos quinze anos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/uma-viagem-ao-coracao-da-fabrica-de-satelites-o-novo-meteosat-que-vai-revolucionar-as-previsoes-meteorologicas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A Idade da Corda: as invenções da Idade da Pedra criadas por mulheres que a arqueologia ignorou]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-idade-da-corda-as-invencoes-da-idade-da-pedra-criadas-por-mulheres-que-a-arqueologia-ignorou.html</link><pubDate>Tue, 19 May 2026 17:30:35 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Durante décadas, a pré-história foi explicada através da pedra, do sílex ou da caça. Agora, uma nova perspetiva arqueológica destaca outras grandes invenções invisíveis: a corda, os tecidos e as fibras criadas pelas mulheres que sustentavam a vida quotidiana.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/edad-de-cuerda-los-inventos-de-la-edad-de-piedra-hecho-por-las-mujeres-que-la-arqueologia-ignoro-1779139998411.jpg" data-image="zi1jflbknure"><figcaption>A arqueologia com uma perspetiva de género está a valorizar o papel da mulher como inventora na Idade da Pedra.</figcaption></figure><p>Tradicionalmente, a <strong>Idade da Pedra</strong>, o período da pré-história que vai desde o momento em que os seres humanos começaram a fabricar ferramentas de pedra (há aproximadamente 2,5 a 2,8 milhões de anos) até à descoberta dos metais (entre 4000 a.C. e 2000 a.C., dependendo da região), tem sido retratada através de <strong>machados, pontas de lança, facas de sílex e bifaces como grandes símbolos do progresso humano</strong>.</p><p>No entanto, cada vez mais arqueólogas e investigadoras defendem que<strong> essa narrativa está incompleta </strong>e que, talvez, não devêssemos falar apenas da Idade da Pedra, mas também de uma autêntica “Idade da Corda”.</p><p>Uma etapa em que cestos, redes, tecidos, sacos e peças de vestuário confeccionados com fibras vegetais ou animais foram tão revolucionários quanto a escultura em pedra. O problema é que, enquanto a pedra permaneceu, esses materiais <strong>se decompuseram e desapareceram com facilidade e raramente deixaram vestígios</strong> nos registos arqueológicos. E, com eles, <strong>também se apagou grande parte do trabalho feminino</strong>.</p><h2>O trabalho feminino, essencial para a sobrevivência</h2><p>A arqueóloga e linguista norte-americana<strong> Elizabeth Wayland Barber</strong> defende esta ideia há décadas. As suas teses questionam uma tradição arqueológica que, durante muito tempo, deu prioridade à caça e às armas — atividades historicamente associadas aos homens — enquanto <strong>relegava tarefas como fiar, tecer ou fabricar redes para um segundo plano quase doméstico</strong>. No entanto, essas tarefas exigiam uma enorme sofisticação técnica e eram essenciais para a sobrevivência.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Hace años leí "Women's Work: The First 20,000 Years Women, Cloth, and Society in Early Times" de Elisabeth W. Barber. Empezaba a trabajar en arqueología desde una perspectiva feminista y de género y me interesaba especialmente el tema del trabajo de las mujeres. <a href="https://t.co/fuswlkolXI">pic.twitter.com/fuswlkolXI</a></p>— marga sanchez romero (@ArqueoInquieta) <a href="https://twitter.com/ArqueoInquieta/status/2056083843656937605?ref_src=twsrc%5Etfw">May 17, 2026</a></blockquote></figure><p>Afinal,<strong> sem corda não haveria redes de pesca, armadilhas para animais, arcos funcionais, transporte eficiente de objetos nem abrigos</strong> bem construídos. Sem tecidos, a roupa teria sido muito mais rudimentar. Sem cestaria, armazenar alimentos ou transportar recursos teria sido muito mais difícil.</p><p>As evidências não são apenas teóricas. Na arte paleolítica, surgem figuras femininas conhecidas como "Vénus", que mostram detalhes interpretados como peças de vestuário trançadas ou saias de fibras. Uma das mais citadas é a <strong>Vénus de Lespugue, uma estatueta com mais de 20 000 anos cuja parte inferior parece representar uma saia de cordas torcidas</strong>. Não se trataria de um simples adorno, mas sim da prova visual de uma tradição têxtil complexa em pleno Paleolítico.</p><h2>Indícios de uma costura rudimentar nos dentes femininos </h2><p>Existem também sinais indiretos em restos mortais. Algumas investigações encontraram <strong>marcas de desgaste nos dentes femininos</strong> que sugerem o uso da boca para esticar fibras durante a fiação ou o trançado.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Venus de Lespugue. Gravetiense. Cueva de Rideaux en el Alto Garona francés. <a href="https://t.co/hgi4hH9KTY">https://t.co/hgi4hH9KTY</a> <a href="https://t.co/LojPDeH1H6">pic.twitter.com/LojPDeH1H6</a></p>— Berta Cuadrado (@JimenaAlmenara) <a href="https://twitter.com/JimenaAlmenara/status/1370827314234327040?ref_src=twsrc%5Etfw">March 13, 2021</a></blockquote></figure><p>A arqueologia moderna também encontrou representações do uso intensivo de cordas na <strong>arte rupestre levantina da Península Ibérica</strong>. Cenas de colheita de mel mostram pessoas suspensas em penhascos através de sistemas de cordas elaborados, prova de uma <strong>tecnologia avançada e perfeitamente dominada</strong>. Estas práticas não poderiam existir sem uma tradição prévia de fabrico especializado. </p><p>De facto, investigações sobre fibras torcidas encontradas em contextos paleolíticos mostram que<strong> o fabrico de cordas exigia planeamento, conhecimentos matemáticos básicos e domínio técnico</strong>, não sendo uma tarefa menor nem improvisada.</p><h2>Então, por que razão tudo isto foi ignorado durante tanto tempo?</h2><p>A resposta reside, em parte, nas próprias origens da arqueologia. Muitos dos primeiros investigadores do século XIX e do início do século XX interpretaram o passado a partir de uma perspetiva profundamente masculina e hierárquica. O importante era o visível, o monumental, o bélico: armas, caça, liderança, força. <strong>As atividades ligadas à manutenção da vida quotidiana foram rotuladas como secundárias</strong>, apesar de provavelmente serem mais constantes, mais complexas e mais determinantes para a sobrevivência do grupo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/edad-de-cuerda-los-inventos-de-la-edad-de-piedra-hecho-por-las-mujeres-que-la-arqueologia-ignoro-1779141113288.jpg" data-image="ayueur8fxayj"><figcaption>Algumas "vénus" paleolíticas, como esta de Willendorf, apresentam vestuário trançado.</figcaption></figure><p>Além disso, o viés material também teve influência. A pedra sobrevive milhares de anos; uma corda vegetal, não. Isso fez com que a história da tecnologia parecesse ter sido escrita exclusivamente na rocha, quando, na realidade, <strong>grande parte da inovação humana foi flexível, orgânica e perecível</strong>.</p><p>Hoje, essa visão começa a mudar. A <strong>arqueologia com perspetiva de género e novas linhas de investigação </strong>estão a rever a divisão tradicional do trabalho na pré-história. Não se trata de substituir uma história por outra, mas sim de a completar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="731613" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-que-nos-podem-dizer-os-plasticos-modernos-sobre-a-nossa-arqueologia.html" title="O que nos podem dizer os plásticos modernos sobre a nossa arqueologia?">O que nos podem dizer os plásticos modernos sobre a nossa arqueologia?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-que-nos-podem-dizer-os-plasticos-modernos-sobre-a-nossa-arqueologia.html" title="O que nos podem dizer os plásticos modernos sobre a nossa arqueologia?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/plastics-a-record-of-human-behaviour-in-the-modern-era-1758792907176_320.jpeg" alt="O que nos podem dizer os plásticos modernos sobre a nossa arqueologia?"></a></article></aside><p>Reconhecer que, ao longo de milénios, <strong>muitas mulheres inventaram tecnologias fundamentais que não foram incluídas nos relatos oficiais.</strong> Que a inovação não se limitou à lança, mas também à rede; não só à faca, mas também ao tear; não só à caça, mas também à infraestrutura silenciosa que permitia que a vida continuasse.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-idade-da-corda-as-invencoes-da-idade-da-pedra-criadas-por-mulheres-que-a-arqueologia-ignorou.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A maior parte das cidades Alentejanas terá temperaturas ao meio-dia acima de 30 °C entre quinta-feira e sábado]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-maior-parte-das-cidades-alentejanas-tera-temperaturas-ao-meio-dia-acima-de-30-c-entre-quinta-feira-e-sabado.html</link><pubDate>Tue, 19 May 2026 17:16:52 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal entra numa fase de calor anómalo. Entre quinta-feira e sábado, várias cidades alentejanas deverão superar os 30 ºC logo ao meio-dia, antes do calor avançar para norte no domingo.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaa9lx8"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaa9lx8.jpg" id="xaa9lx8"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A tarde desta terça-feira (19) ainda foi marcada por muita nebulosidade e sensação de humidade em grande parte do território. As regiões do litoral Norte e Centro terão períodos de chuva fraca, sobretudo no Minho e Douro Litoral.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-maior-parte-das-cidades-alentejanas-tera-temperaturas-ao-meio-dia-acima-de-30-c-entre-quinta-feira-e-sabado-1779185397114.png" data-image="ilkyq68i87g0" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>Tarde ainda húmida e nublada, com chuva fraca no litoral Norte e Centro, antes da subida mais marcada das temperaturas.</figcaption></figure><p>As temperaturas mantêm-se relativamente contidas no Norte (17–19 ºC), mas já se observa uma <strong>subida progressiva no Centro e Sul</strong>, antecipando a mudança de padrão atmosférico que se irá intensificar nos próximos dias.</p><h2>Quarta-feira começa a entrada de ar quente africano</h2><p>Na quarta-feira (20) a Península Ibérica começa a destacar-se como uma das regiões mais quentes da Europa. A <strong>advecção de ar quente proveniente do Norte de África</strong>, impulsionada por ventos de sul, inicia uma subida generalizada das temperaturas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-maior-parte-das-cidades-alentejanas-tera-temperaturas-ao-meio-dia-acima-de-30-c-entre-quinta-feira-e-sabado-1779185448256.png" data-image="vvzq2wzm79jv" alt="Temperatura 925 hPa" title="Temperatura 925 hPa"><figcaption>A temperatura a 925 hPa evidencia a entrada de ar quente do Norte de África em direção à Península Ibérica.</figcaption></figure><p>Durante a tarde, o calor torna-se mais evidente no interior, especialmente no Alentejo, onde várias localidades já atingem ou ultrapassam os <strong>30 ºC</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Outro fator relevante será o <strong>índice UV elevado (nível 8)</strong> entre as 12h e as 14h, exigindo cuidados acrescidos com a exposição solar.</p><h2>Quinta-feira haverá calor intenso logo ao meio-dia</h2><p>Quinta-feira (21) será um dia marcante pela forma como o calor se distribui ao longo do dia. O habitual é, o pico de calor ocorrer a meio da tarde, por��m <strong>as temperaturas já serão muito elevadas ao meio-dia</strong>.</p><p>Grande parte do Alentejo (exceto faixa litoral) registará <strong>valores acima dos 30 ºC logo pelas 12h</strong>, incluindo locais como Alcácer do Sal, Odemira, Serpa ou Mora.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/a-maior-parte-das-cidades-alentejanas-tera-temperaturas-ao-meio-dia-acima-de-30-c-entre-quinta-feira-e-sabado-1779185739333.png" data-image="ryaoj9xysem3" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Calor intenso logo ao meio-dia: grande parte do Alentejo já deverá superar os 30 ºC antes do pico diário.</figcaption></figure><p>Durante a tarde, o aquecimento intensifica-se ainda mais, com <strong>máximas que poderão atingir os 35–36 ºC</strong> em alguns pontos do interior sul. O vale do Douro e algumas zonas do interior Centro também apresentarão temperaturas elevadas.</p><h2>Pico do episódio de calor e temperaturas anómalas na sexta-feira</h2><p>Na sexta-feira (22), o calor atinge o seu auge. A <strong>anomalia térmica aumenta</strong>, o que significa que as temperaturas estarão significativamente acima dos valores médios climatológicos para esta época do ano.</p><p>Em termos práticos, várias regiões estarão <strong>8 a 12 ºC acima do normal</strong>, com destaque para o nordeste transmontano, especialmente Bragança.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/a-maior-parte-das-cidades-alentejanas-tera-temperaturas-ao-meio-dia-acima-de-30-c-entre-quinta-feira-e-sabado-1779185904456.png" data-image="aqf34ousuez0" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"><figcaption>Anomalias térmicas muito positivas, com várias regiões entre 8 e 12 ºC acima da média climatológica para a época.</figcaption></figure><p>Este cenário confirma a persistência e intensificação da massa de ar quente africano sobre o território.</p><h2>Fim de semana: calor mantém-se, mas com diferenças regionais</h2><p>No sábado (23), as temperaturas deverão manter-se <strong>acima da média</strong>, ainda com valores elevados no interior, sobretudo no Alentejo. Já no domingo (24), o padrão altera-se ligeiramente. O calor tende a <strong>deslocar-se para norte</strong>, tornando esta região potencialmente a mais quente do país.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769615" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-gota-fria-prevista-tem-potencial-para-provocar-trovoadas-fortes-entre-22-e-24-de-maio-avisa-joana-campos.html" title="A gota fria prevista tem potencial para provocar trovoadas fortes entre 22 e 24 de maio, avisa Joana Campos">A gota fria prevista tem potencial para provocar trovoadas fortes entre 22 e 24 de maio, avisa Joana Campos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-gota-fria-prevista-tem-potencial-para-provocar-trovoadas-fortes-entre-22-e-24-de-maio-avisa-joana-campos.html" title="A gota fria prevista tem potencial para provocar trovoadas fortes entre 22 e 24 de maio, avisa Joana Campos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-gota-fria-prevista-tem-potencial-para-provocar-trovoadas-fortes-entre-22-e-24-de-maio-avisa-joana-campos-1779206275620_320.png" alt="A gota fria prevista tem potencial para provocar trovoadas fortes entre 22 e 24 de maio, avisa Joana Campos"></a></article></aside><p>Assim, apesar da manutenção de temperaturas elevadas, o fim de semana será marcado por <strong>comportamentos térmicos distintos</strong>, refletindo ajustes na circulação atmosférica e na posição da massa de ar quente.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-maior-parte-das-cidades-alentejanas-tera-temperaturas-ao-meio-dia-acima-de-30-c-entre-quinta-feira-e-sabado.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Equipa liderada por investigador de Coimbra descobre a rota lunar mais económica de sempre]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/equipa-liderada-por-investigador-de-coimbra-descobre-a-rota-lunar-mais-economica-de-sempre.html</link><pubDate>Tue, 19 May 2026 17:05:46 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Allan Kardec de Almeida Júnior descobriu uma nova trajetória entre a Terra e a Lua que pode reduzir custos milionários em futuras missões espaciais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/equipa-liderada-por-investigador-de-coimbra-descobre-a-rota-lunar-mais-economica-de-sempre-1779205266645.jpg" data-image="zpu95n8dfyh3" alt="A Lua e a Terra captadas pela tripulação da missão Artemis 2" title="A Lua e a Terra captadas pela tripulação da missão Artemis 2"><figcaption>A Lua e a Terra captadas pela tripulação da missão Artemis 2. Imagem: NASA</figcaption></figure><p>O caminho até à Lua começa muito antes da contagem decrescente. Começa nos cálculos. Em milhões deles. Foi nesse campo altamente teórico e complexo, feito de equações e simulações, que <strong>Allan Kardec de Almeida Júnior</strong>, da Universidade de Coimbra, encontrou uma nova forma de viajar entre a Terra e a Lua.</p><p>A descoberta, desenvolvida em parceria com Vitor Martins de Oliveira, da Universidade de São Paulo, no Brasil, propõe uma rota espacial mais eficiente do que todas as descritas até agora na literatura científica.</p><p>A nova trajetória reduz em 58,80 metros por segundo o gasto de velocidade necessário numa missão lunar. À escala humana, a diferença é quase impercetível. No espaço, pesa toneladas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Cada metro poupado por segundo representa menos combustível, menos massa transportada e uma redução potencial de milhões de euros.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O estudo envolveu ainda investigadores das <strong>universidades do Porto e de Évora</strong>, do <strong>Observatório de Paris</strong> e de <strong>instituições académicas brasileiras</strong>. Encontrar uma rota até à Lua com menos gasto de energia era a missão extremamente ambiciosa desta equipa para ultrapassar custos que facilmente atingem três mil milhões de euros.</p><h2>O atalho oculto entre a Terra e a Lua</h2><p>No cosmos, quase nada se move em linha reta. Uma nave desloca-se num campo gravitacional instável, puxada simultaneamente pela Terra, pela Lua e por outros corpos celestes. Navegar nesse ambiente é como atravessar um oceano armadilhado de correntes traiçoeiras.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/equipa-liderada-por-investigador-de-coimbra-descobre-a-rota-lunar-mais-economica-de-sempre-1779205383605.jpg" data-image="zvlv26nszo1x" alt="Lançamento de nave espacial" title="Lançamento de nave espacial"><figcaption>Cada lançamento lunar exige enormes quantidades de combustível, tornando a eficiência das rotas num desafio central da exploração espacial. Ilustração digital: Pete Linforth via Pixabay</figcaption></figure><p>Os investigadores procuraram, justamente, navegar entre essas correntes. A equipa, coordenada por Almeida Júnior, concentrou-se num ponto especial chamado Lagrangiano 1 (<strong>L1</strong>), uma <strong>região entre a Terra e a Lua</strong> onde as forças gravitacionais dos dois corpos praticamente se equilibram. Esse local atua como um <strong>entreposto cósmico</strong>, capaz de servir futuras missões de observação, comunicação ou transporte de carga.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765459" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-forca-invisivel-que-move-o-mar-como-a-lua-e-o-sol-criam-mares-extremas.html" title="A força invisível que move o mar: como a Lua e o Sol criam marés extremas">A força invisível que move o mar: como a Lua e o Sol criam marés extremas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-forca-invisivel-que-move-o-mar-como-a-lua-e-o-sol-criam-mares-extremas.html" title="A força invisível que move o mar: como a Lua e o Sol criam marés extremas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-fuerza-invisible-que-mueve-el-mar-como-la-luna-y-el-sol-crean-mareas-extremas-1776747223504_320.png" alt="A força invisível que move o mar: como a Lua e o Sol criam marés extremas"></a></article></aside><p>Em vez de obrigar a nave a debater-se constantemente contra a gravidade, os cientistas desenharam uma trajetória que <strong>aproveita os movimentos naturais</strong> do sistema Terra-Lua. A estratégia foi deixar a nave deslizar por corredores gravitacionais até alcançar uma órbita próxima do ponto L1 e, mais tarde, seguir para a órbita lunar.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A surpresa surgiu quando os cálculos contrariaram uma teoria aceite há décadas. Os modelos tradicionais assumiam que a rota mais económica deveria aproximar-se do ramo gravitacional mais próximo da Terra. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>As simulações mostraram o contrário. O percurso mais eficiente faz um desvio maior, aproxima-se mais da Lua e entra pelo lado oposto. O <strong>caminho não é intuitivo</strong>, mas é muito menos dispendioso.</p><h2>Trinta milhões de viagens imaginárias</h2><p>Para encontrar essa solução, os investigadores recorreram à teoria das <strong>conexões funcionais</strong>, uma ferramenta matemática recente que permite resolver problemas complexos de forma mais rápida e sistemática.</p><p>O método permitiu testar um número gigantesco de possibilidades. O modelo simulou cerca de <strong>30 milhões de trajetórias</strong> entre a Terra e a Lua. Cada uma analisada ao pormenor — tempo de viagem, posição da nave ou consumo de combustível. Os algoritmos foram eliminando gradualmente as hipóteses menos eficientes até revelar uma combinação inédita.</p><p>A trajetória conduz, primeiro, a nave a uma órbita em torno do ponto L1. A partir daí, pode <strong>permanecer estacionada</strong> o tempo necessário antes de prosseguir até à Lua. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/equipa-liderada-por-investigador-de-coimbra-descobre-a-rota-lunar-mais-economica-de-sempre-1779205548755.jpg" data-image="7juldh7yf0lv" alt="Trajetória entre a Terra e a órbita ao redor do ponto lagrangiano L1" title="Trajetória entre a Terra e a órbita ao redor do ponto lagrangiano L1"><figcaption>Trajetória entre a Terra e a órbita ao redor do ponto lagrangiano L1. Imagem: Allan Kardec de Almeida Júnior et al./Astrodynamics</figcaption></figure><p>Essa <strong>etapa intermédia</strong> traz outra vantagem importante. Durante parte da missão, a nave consegue <strong>manter comunicação contínua</strong> tanto com a <strong>Terra</strong> quanto com a <strong>Lua</strong>. Pode parecer apenas uma especificidade técnica, mas faz diferença. Na missão Artemis 2, por exemplo, houve momentos de silêncio temporário quando a nave passou atrás da Lua. A órbita proposta neste estudo evita essa interrupção.</p><h2>Um mapa para as futuras missões lunares</h2><p>Os próprios autores admitem não terem encontrado a rota perfeita. As simulações consideraram unicamente a influência gravitacional da Terra e da Lua. Mas, se o <strong>Sol fosse incluído nos cálculos</strong>, poderiam surgir <strong>trajetórias ainda mais económicas</strong>, embora mais difíceis de planear dado que dependem da posição exata dos astros no dia do lançamento.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Mesmo assim, o método desenvolvido pela equipa internacional abre uma nova possibilidade para o planeamento de missões espaciais.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Num momento em que várias potências planeiam regressar à Lua, cada quilograma poupado ganha importância estratégica. O <strong>programa Artemis</strong> da NASA, os projetos chineses e <strong>futuras missões comerciais</strong> dependem de soluções que reduzam custos e aumentem a capacidade de carga.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/equipa-liderada-por-investigador-de-coimbra-descobre-a-rota-lunar-mais-economica-de-sempre-1779205618531.jpg" data-image="hxlx1wswu3kf" alt="Póster científico" title="Póster científico"><figcaption>O estudo propõe uma nova rota entre Terra e Lua baseada em corredores gravitacionais e simulações matemáticas avançadas. Imagem: canva.com</figcaption></figure><p>À primeira vista, tudo isto parece apenas uma sucessão de conceitos matemáticos intangíveis. Mas foi precisamente nesse universo de pura abstração que os investigadores encontraram um <strong>novo caminho para a Lua</strong>. Não com propulsores mais potentes ou tecnologias ainda mais avançadas, mas apenas com uma ideia capaz de redesenhar o futuro das viagens espaciais. </p><h3><em>Referências do artigo</em></h3><p><em><a href="https://www.ime.usp.br/metodo-calcula-trajeto-entre-a-terra-e-a-lua-mais-eficiente-do-que-todos-os-ja-descritos/" target="_blank">Pesquisa com participação de pós-doutorando do IME-USP propõe rota espacial mais econômica entre Terra e Lua</a>. Universidade de São Paulo</em></p><p><em>Allan Kardec de Almeida Jr., Vitor Martins de Oliveira, Timothée Vaillant, Dalmiro Jorge Filipe Maia, Alexandre C. M. Correia, Domingos Barbosa & Leonardo Barbosa Torres dos Santos. <a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s42064-025-0297-x" target="_blank">Earth–Moon transfer via the L1 Lagrangian point using the theory of functional connections</a>. Astrodynamics</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/equipa-liderada-por-investigador-de-coimbra-descobre-a-rota-lunar-mais-economica-de-sempre.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A gota fria prevista tem potencial para provocar trovoadas fortes entre 22 e 24 de maio, avisa Joana Campos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-gota-fria-prevista-tem-potencial-para-provocar-trovoadas-fortes-entre-22-e-24-de-maio-avisa-joana-campos.html</link><pubDate>Tue, 19 May 2026 17:01:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Entre sexta-feira e domingo, 22 e 24 de maio, prevê-se a influência de uma gota fria, especialmente sobre o Norte de Portugal, que deverá resultar em chuva e trovoada.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaa9dzk"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaa9dzk.jpg" id="xaa9dzk"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p> Esta semana arrancou húmida e fresca, no entanto, a partir de amanhã, quarta-feira, espera-se uma <strong>subida acentuada das temperaturas</strong>, tanto máximas como mínimas, como já mencionamos em previsões anteriores, trazendo de volta os dias quentes e soalheiros. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No entanto, já <strong>há à vista uma pequena interferência nesta estabilidade</strong>, pois os nossos mapas mostram a possibilidade de formação de uma gota fria no fim de semana, sobre o Norte da Península Ibérica, resultando em períodos de chuva fraca a moderada e na possibilidade de trovoadas no Norte e Centro de Portugal Continental.</p><h2>Possibilidade de trovoada a partir de sexta-feira, dia 22 de maio</h2><p> Depois de uns dias mais quentes e soalheiros, é expectável o regresso de alguma instabilidade ao país, onde a partir das primeiras horas da tarde de sexta-feira, poderão <strong>começar a surgir os primeiros núcleos de trovoada </strong>no Norte e Centro do país, entre o distrito de Viana do Castelo e Coimbra, como podemos observar no mapa abaixo. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-gota-fria-prevista-tem-potencial-para-provocar-trovoadas-fortes-entre-22-e-24-de-maio-avisa-joana-campos-1779206275620.png" data-image="wyzl0j4ri1z7" alt="densidade de raios" title="densidade de raios"><figcaption>Entre sexta-feira e domingo verificam-se vários núcleos de trovoadas, onde nestes dois dias poderão ser mais evidentes, em relação ao dia de sábado.</figcaption></figure><p>A partir do final da tarde de sexta-feira, esta instabilidade desaparece, voltando, de forma menos expressiva, na manhã e tarde de sábado, e, segundo os nossos mapas, de forma mais concentrada no Nordeste Transmontano. Neste dia, entre as 13h e as 19h espera-se ainda a <strong>ocorrência de chuva fraca a moderada em boa parte da região Norte</strong>.</p><h2> Domingo poderá contar com mais chuva e trovoada </h2><p> No domingo espera-se um amanhecer soalheiro, no entanto, à medida que as horas passam, pode surgir alguma instabilidade no Norte e Centro do país, especialmente no litoral, ainda que esta deva dissipar-se até ao final do dia. <strong>Esta instabilidade deverá resultar em chuva fraca, acompanhada de trovoada</strong>, como podemos observar abaixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-gota-fria-prevista-tem-potencial-para-provocar-trovoadas-fortes-entre-22-e-24-de-maio-avisa-joana-campos-1779206312832.png" data-image="cc97gbrbrf1z" alt="chuva prevista" title="chuva prevista"><figcaption>Na tarde de domingo, dia 24 de maio, poderão ocorrer aguaceiros fracos nos distritos do Porto, Aveiro, Viseu e Coimbra, devendo estes serem acompanhados de trovoada.</figcaption></figure><p>Ainda assim, espera-se que<strong> até à madrugada de segunda-feira o estado de tempo em Portugal Continental volte a estabilizar</strong>, com a dissipação total desta instabilidade atmosférica, resultando numa noite de céu limpo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769411" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/preve-se-um-bloqueio-escandinavo-ate-10-dias-que-podera-mudar-o-tempo-em-portugal.html" title="Prevê-se um bloqueio escandinavo até 10 dias que poderá mudar o tempo em Portugal">Prevê-se um bloqueio escandinavo até 10 dias que poderá mudar o tempo em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/preve-se-um-bloqueio-escandinavo-ate-10-dias-que-podera-mudar-o-tempo-em-portugal.html" title="Prevê-se um bloqueio escandinavo até 10 dias que poderá mudar o tempo em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/preve-se-um-bloqueio-escandinavo-ate-10-dias-que-podera-mudar-o-tempo-em-portugal-1779116750333_320.jpg" alt="Prevê-se um bloqueio escandinavo até 10 dias que poderá mudar o tempo em Portugal"></a></article></aside><p>Para além disto, é esperada uma<strong> descida das temperaturas entre sexta-feira e sábado</strong>, especialmente no Norte e Centro do país. Todavia, a região Norte poderá registar uma nova subida no domingo, podendo a cidade de Braga ser uma das mais quentes da região, com máximas de 29 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-gota-fria-prevista-tem-potencial-para-provocar-trovoadas-fortes-entre-22-e-24-de-maio-avisa-joana-campos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Extensa língua de poeiras do Saara invade Portugal a partir de quinta, 21 de maio: eis até quando e zonas mais afetadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/extensa-lingua-de-poeiras-do-saara-invade-portugal-a-partir-de-quinta-21-de-maio-eis-ate-quando-e-zonas-mais-afetadas.html</link><pubDate>Tue, 19 May 2026 16:59:34 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Vem aí uma intrusão massiva de poeiras do Saara que irá não só alterar o aspeto do céu, como também colocar a população mais vulnerável em risco. Saiba até quando e as zonas mais expostas ao fenómeno.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaa9j62"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaa9j62.jpg" id="xaa9j62"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os mapas de referência da Meteored detetam o início deste episódio de intrusão de poeiras saarianas <strong>a partir d</strong><strong>as últimas horas de quarta-feira, 20 de maio. Entre quinta (21) e sexta-feira (22) prevê-se o pico de concentração </strong>destas partículas em suspensão sobre o nosso território. As poeiras irão espalhar-se de sul para norte. Segundo a atual previsão, as concentrações mais elevadas surgirão nas<strong> regiões do litoral</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>A configuração que favorecerá esta invasão de poeiras à nossa geografia consiste num fluxo de Sul/Sudeste que não só impulsionará a massa de ar muito quente e seca, de origem tropical continental, desde o Norte de África até à Península Ibérica, como também promoverá o levantamento de poeiras do deserto do Saara.</div><p>Uma vasta "língua" destas partículas em suspensão acompanhará a trajetória do ar africano, transformando o<strong> céu</strong>, que passará a apresentar um aspeto que oscilará entre os<strong> tons esbranquiçados e amarelados até acastanhados/alaranjados (dependendo da concentração)</strong>.</p><h2>Qualidade do ar deteriorar-se-á. Eis os riscos para a saúde humana</h2><p>Este aerossol de origem natural constitui um risco para a saúde humana, clima e alguns ecossistemas. <strong>No caso dos seres humanos </strong>pode causar ou agravar problemas em pessoas com<strong> doenças respiratórias e/ou cardiovasculares</strong>, tendo o potencial de desencadear<strong> reações alérgicas e crises de asma</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/extensa-lingua-de-poeiras-do-saara-invade-portugal-a-partir-de-quinta-21-de-maio-eis-ate-quando-e-zonas-mais-afetadas-1779209421630.jpg" data-image="i3wggbaaogfp"><figcaption>A concentração de poeiras saarianas em suspensão constitui um risco para as pessoas com doenças respiratórias e/ou cardiovasculares.</figcaption></figure><p>Apesar de as poeiras serem constituídas por minerais, <strong>o perigo destas partículas reside na possibilidade de transportarem bactérias, vírus, pólens, fungos, ferro, mercúrio e pesticidas</strong>, que são recolhidas durante o seu trajeto.</p><h2>Até quando durará a intrusão e as zonas mais expostas à trajetória das poeiras do Saara</h2><p>Prevê-se que as poeiras do Saara comecem a entrar em território nacional pelo Sul a partir das últimas horas de quarta-feira (20) através do Algarve, e se mantenham em suspensão pelo menos até meio da tarde de sábado (23), tanto quanto os mapas da Meteored, baseados no CAMS (Copernicus Monitoring Atmosphere Service) permitem perceber. <strong>Toda a geografia de Portugal continental estará exposta a este episódio</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/extensa-lingua-de-poeiras-do-saara-invade-portugal-a-partir-de-quinta-21-de-maio-eis-ate-quando-e-zonas-mais-afetadas-1779209531004.png" data-image="b0nld40fw8l2"><figcaption>As regiões do litoral serão as mais expostas à intrusão de poeiras do Saara. De acordo com as previsões atuais, este fenómeno atingirá o seu auge de quinta (21) para sexta-feira (22) na nossa geografia continental.</figcaption></figure><p>De acordo com os nossos mapas, a enorme ‘língua’ de poeiras em suspensão percorrerá a nossa geografia gradualmente de sul para norte, <strong>abrangendo todo o território já na quinta-feira (21), e incidindo especialmente nas regiões do litoral</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769625" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/subida-de-ate-8-c-amanha-estas-5-regioes-de-portugal-darao-um-grande-salto-em-direcao-ao-verao.html" title="Subida de até 8 ºC: amanhã, estas 5 regiões de Portugal darão um grande salto em direção ao verão">Subida de até 8 ºC: amanhã, estas 5 regiões de Portugal darão um grande salto em direção ao verão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/subida-de-ate-8-c-amanha-estas-5-regioes-de-portugal-darao-um-grande-salto-em-direcao-ao-verao.html" title="Subida de até 8 ºC: amanhã, estas 5 regiões de Portugal darão um grande salto em direção ao verão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/subida-de-ate-8-c-amanha-estas-5-regioes-de-portugal-darao-um-grande-salto-em-direcao-ao-verao-1779207988678_320.png" alt="Subida de até 8 ºC: amanhã, estas 5 regiões de Portugal darão um grande salto em direção ao verão"></a></article></aside><p><strong>Na segunda metade de quinta-feira (21) prevê-se que a área entre Lisboa e o Barlavento Algarvio seja a mais exposta do país</strong>, mas posteriormente, já entre o início e final da manhã de sexta-feira (22), o litoral entre a Marinha Grande e Viana do Castelo será a zona mais exposta, <strong>algo que revela a trajetória das poeiras</strong> bem como o facto das regiões do litoral serem as mais afetadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/extensa-lingua-de-poeiras-do-saara-invade-portugal-a-partir-de-quinta-21-de-maio-eis-ate-quando-e-zonas-mais-afetadas-1779208910936.png" data-image="lveai123di31"><figcaption>Durante aproximadamente pelo menos três dias prevê-se o estabelecimento de um corredor contínuo que canalizará a língua de poeiras diretamente do deserto africano para a Península Ibérica.</figcaption></figure><p>Além de afetarem a qualidade do ar e de deixar o céu com tons amarelados/alaranjados/acastanhados, espera-se uma redução da visibilidade e que <strong>as superfícies e objetos no exterior fiquem manchadas pela queda destas partículas</strong>.</p><div class="texto-destacado">Tal como se pode observar no mapa acima, a dispersão de poeiras do Saara associada à expansão de uma região anticiclónica <strong>"unirá" o Norte de África e a Península Ibérica até a vários países do Norte da Europa tão distantes como por exemplo a Noruega</strong>, situada na Escandinávia.</div><p>A previsão atual mostra que a concentração de poeiras saarianas sobre Portugal continental começará <strong>a diminuir progressivamente em intensidade e área geográfica abrangida</strong> a partir da segunda metade do dia de sexta-feira (22).</p><p>Não obstante, este episódio durará pelo menos até ao meio da tarde de <strong>sábado, 23 de maio,</strong> altura em que<strong> as regiões situadas a sul do sistema montanhoso Montejunto-Estrela ainda estarão expostas às poeiras</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/extensa-lingua-de-poeiras-do-saara-invade-portugal-a-partir-de-quinta-21-de-maio-eis-ate-quando-e-zonas-mais-afetadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Subida de até 8 ºC: amanhã, estas 5 regiões de Portugal darão um grande salto em direção ao verão]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/subida-de-ate-8-c-amanha-estas-5-regioes-de-portugal-darao-um-grande-salto-em-direcao-ao-verao.html</link><pubDate>Tue, 19 May 2026 16:26:37 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O calor vai intensificar-se rapidamente a partir de hoje em grande parte de Portugal, devido à presença de uma crista africana. Amanhã, registar-se-ão aumentos de até 8 ºC em todas estas regiões. Consulte a previsão!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaa9g2y"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaa9g2y.jpg" id="xaa9g2y"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Após uma primeira quinzena de maio dominada por temperaturas abaixo da média em todo o território português e durante a qual o tempo fresco imperou em inúmeras regiões, rapidamente chegará o cenário oposto, com o calor intenso a assumir o protagonismo meteorológico.</p><p>Esta <strong>terça-feira (19)</strong> já irão surgir os primeiros sinais tímidos deste episódio de tempo quente no interior Sul, com <strong>temperaturas máximas a atingir os 26/27 ºC em zonas da Beira Baixa, Baixo Alentejo e Sotavento Algarvio</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo<br></strong>Amanhã - quarta-feira, 20 de maio - as temperaturas darão um novo salto em quase todo o Portugal, registando valores acima da média climatológica de referência, expressos neste mapa animado por anomalias térmicas positivas (geografia continental manchada a vermelho).</div><p>Hoje - <strong>terça-feira, 19 de maio</strong> - o estado do tempo será predominantemente estável em grande parte de Portugal continental. Não obstante, uma frente de fraca atividade e pouco organizada gerará nebulosidade numa parte significativa do país, deixando períodos de <strong>chuva fraca ou aguaceiros à sua passagem no litoral Norte e Centro e em algumas zonas de Trás-os-Montes e Alto Douro</strong>.</p><p>As temperaturas continuarão a subir, sentindo-se mais calor entre o final da manhã e a metade da tarde, e menos frio à noite. <strong>Será um prenúncio do calor intenso que chegará nos próximos dias</strong>.</p><h2>Amanhã é expectável uma subida acentuada das temperaturas</h2><p>Amanhã - <strong>quarta-feira, 20 de maio</strong> - as temperaturas voltarão a registar uma subida, sendo particularmente elevadas no interior Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e algumas zonas do Algarve. <strong>Por todo o território continental preveem-se temperaturas máximas entre 6 e 8 ºC mais elevadas </strong>do que na terça-feira (19).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/subida-de-ate-8-c-amanha-estas-5-regioes-de-portugal-darao-um-grande-salto-em-direcao-ao-verao-1779207355008.png" data-image="odotefzzp4ys"><figcaption>As máximas chegarão aos 33 ºC no Baixo Alentejo já nesta quarta-feira, 20 de maio.</figcaption></figure><p>O reforço das altas pressões manterá o céu pouco nublado ou limpo praticamente de norte a sul de Portugal continental. <strong>Uma crista de ar quente e seco instalar-se-á sobre a nossa geografia, mantendo-se até sexta-feira (22) com poucas variações, sendo favorável a uma intensificação do calor</strong>. As anomalias de calor serão generalizadas, revelando-se particularmente expressivas no interior Norte e Centro, em Lisboa e Vale do Tejo e no Alentejo.</p><p>De um modo generalizado, a temperatura máxima subirá entre 6 a 8 ºC. De acordo com os mapas de referência da Meteored, as anomalias térmicas positivas mais acentuadas no que toca às capitais de distrito estão previstas para <strong>Viseu (+7 ºC), Coimbra (+6 ºC), Leiria (+6 ºC), Santarém (+7 ºC) Lisboa (+6 ºC) e Beja (+7 ºC)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/subida-de-ate-8-c-amanha-estas-5-regioes-de-portugal-darao-um-grande-salto-em-direcao-ao-verao-1779207422312.png" data-image="sjsbmv8mapnb"><figcaption>Como se pode observar pelo mapa de anomalias térmicas previstas para quarta-feira, 20 de maio, uma grande parte da Região Centro, o Ribatejo, Lisboa e Vale do Tejo, Vale do Sado e Alentejo (Baixo Alentejo, especialmente) fazendo com que estas 5 regiões sejam as que mais se irão evidenciar no que toca a um “salto para o verão”.</figcaption></figure><p>Em relação a hoje, é de destacar em especial o caso da cidade nortenha de Braga, que registará uma subida significativa (de até 7 ºC), bem como <strong>o Ribatejo, Vale do Tejo e Vale do Sado (nestas três últimas regiões registar-se-á uma subida de até 8 ºC)</strong>. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>No mapa de anomalias térmicas previstas para quarta-feira, 20 de maio, uma grande parte da Região Centro, o Ribatejo, Lisboa e Vale do Tejo, Vale do Sado e Alentejo (Baixo Alentejo, especialmente) são as regiões que mais se irão evidenciar em relação a um “salto para o verão”.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Também se registará uma subida significativa das temperaturas no Alentejo, especialmente no Baixo Alentejo, com as temperaturas máximas a atingir ou a ultrapassar, com alguma margem, os <strong>30 ºC</strong>. </p><h2>Calor intenso prolonga-se até sexta-feira, 22 de maio</h2><p><strong>O episódio de calor manter-se-á na quinta (21) e sexta-feira (22), sendo este último dia aquele em que se prevê o seu auge</strong>, isto é, durante o qual serão atingidos os valores de temperatura máxima mais elevados em termos de intensidade e área geográfica abrangida. Serão dias geralmente secos e quentes, como os que ocorrem normalmente em pleno verão, com a diferença de que surgem no início do terceiro decêndio de maio. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/subida-de-ate-8-c-amanha-estas-5-regioes-de-portugal-darao-um-grande-salto-em-direcao-ao-verao-1779207607788.png" data-image="r0ftqqevthgg"><figcaption>Na sexta-feira, 22 de maio, Portugal e Espanha serão os países do continente europeu mais quentes graças à chegada da crista africana.</figcaption></figure><p>A crista africana e o anticiclone dos Açores envolverão a Península Ibérica, fazendo de Portugal e Espanha os países europeus nos quais se registarão as temperaturas mais elevadas. <strong>As temperaturas máximas ganharão destaque no Centro e Sul do nosso país, atingindo 35 ºC nos vales do Tejo, Sado e Guadiana e em várias zonas do Alentejo</strong>. Nalguns locais não se exclui a possibilidade deste patamar ser ultrapassado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769411" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/preve-se-um-bloqueio-escandinavo-ate-10-dias-que-podera-mudar-o-tempo-em-portugal.html" title="Prevê-se um bloqueio escandinavo até 10 dias que poderá mudar o tempo em Portugal">Prevê-se um bloqueio escandinavo até 10 dias que poderá mudar o tempo em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/preve-se-um-bloqueio-escandinavo-ate-10-dias-que-podera-mudar-o-tempo-em-portugal.html" title="Prevê-se um bloqueio escandinavo até 10 dias que poderá mudar o tempo em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/preve-se-um-bloqueio-escandinavo-ate-10-dias-que-podera-mudar-o-tempo-em-portugal-1779116750333_320.jpg" alt="Prevê-se um bloqueio escandinavo até 10 dias que poderá mudar o tempo em Portugal"></a></article></aside><p>Para<strong> o fim de semana de 23 e 24 de maio</strong> a incerteza na previsão aumenta, mas a possível formação de uma <strong>pequena gota fria </strong>nas imediações da Península Ibérica irá tornar a atmosfera mais instável, favorecendo <strong>a formação de trovoadas nalgumas zonas e atenuando o calor</strong>, especialmente nas regiões do litoral.</p><p>Quanto à<strong> próxima semana</strong> os primeiros sinais indicados pelos mapas sugerem que a crista de ar quente voltará a emergir sobre o nosso país,<strong> provocando uma nova subida das temperaturas e a continuidade de dias com calor intenso</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/subida-de-ate-8-c-amanha-estas-5-regioes-de-portugal-darao-um-grande-salto-em-direcao-ao-verao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item></channel></rss>