<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Tempo.pt - Meteored</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Sat, 30 May 2026 16:10:20 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sat, 30 May 2026 16:10:20 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Tempo.pt - Meteored</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[O ar polar poderá atingir Portugal: a mudança nos padrões climáticos é confirmada pelos modelos europeu e GFS]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-ar-polar-podera-atingir-portugal-a-mudanca-nos-padroes-climaticos-e-confirmada-pelos-modelos-europeu-e-gfs.html</link><pubDate>Sat, 30 May 2026 13:38:50 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após vários dias de calor intenso, os modelos ECMWF e GFS confirmam uma mudança de padrão atmosférico na primeira semana de junho. Apesar deste consenso, persistem diferenças importantes quanto às consequências em Portugal, sobretudo na precipitação e descida das temperaturas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xabwxec"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xabwxec.jpg" id="xabwxec"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O último fim de semana de maio será marcado por <strong>condições relativamente estáveis</strong>, mas os modelos atmosféricos continuam a reforçar a ideia de que uma mudança significativa do padrão meteorológico poderá instalar-se durante a próxima semana.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>A principal responsável será a corrente de jato polar, que deverá tornar-se progressivamente mais ondulada sobre o Atlântico Norte, permitindo a <strong>descida de massas de ar mais frio </strong>para latitudes próximas da Península Ibérica.</p><h2>Fim de semana quente, mas com noites mais frescas</h2><p>Durante sábado e domingo, <strong>o calor continuará a fazer-se sentir em grande parte do território</strong>, sobretudo nas regiões do interior Norte e Centro, Alentejo e Algarve, onde vários locais poderão ultrapassar os 35 °C e, pontualmente, atingir os 36 ou 37 °C.</p><p>No entanto, <strong>a influência de vento de norte continuará a transportar ar mais fresco para a faixa costeira e parte do interior Norte e Centro,</strong> mantendo temperaturas mais moderadas nestas regiões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-ar-polar-podera-atingir-portugal-a-mudanca-nos-padroes-climaticos-e-confirmada-pelos-modelos-europeu-e-gfs-1780142154986.png" data-image="k6gwk6th7jds" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O calor mantém-se no interior do país, enquanto o vento de norte refresca a faixa costeira. As noites tornam-se significativamente mais frescas em várias regiões.</figcaption></figure><p>Esta <strong>diferença térmica será particularmente evidente durante a noite</strong>. Em cidades como Lisboa, por exemplo, as temperaturas poderão descer mais de 10 graus entre a tarde e o final da noite, proporcionando uma sensação bastante mais fresca.</p><p>Também se espera algum vento moderado na faixa costeira ocidental, com rajadas que poderão atingir os 50 a 55 km/h em alguns locais.</p><h2>A partir de 2 de junho começa a mudança</h2><p><strong>Os modelos ECMWF e GFS </strong>concordam que a partir do início da próxima semana <strong>o padrão atmosférico poderá começar a alterar-se.</strong> Uma série de depressões no Atlântico Norte irá empurrar a corrente de jato polar para sul, aproximando-a da Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-ar-polar-podera-atingir-portugal-a-mudanca-nos-padroes-climaticos-e-confirmada-pelos-modelos-europeu-e-gfs-1780142428826.jpg" data-image="xr0k9bd67xui" alt="ECMWF 2 de junho" title="ECMWF 2 de junho"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-945773">Este mapa atmosferico do modelo europeu, para dia 2 de junho, prevê o aumento da nebulosidade e alguma precipitação fraca no Norte e Centro, sinalizando o início da mudança de padrão atmosférico. O modelo GFS não prevê precipitação para dia 2 de junho.</figcaption></figure><p>À superfície, esta alteração poderá traduzer-se num <strong>aumento gradual da nebulosidade, da humidade e do vento.</strong> Poderão também ocorrer alguns períodos de precipitação fraca, sobretudo nas regiões Norte e Centro, embora nesta fase os acumulados previstos ainda sejam reduzidos. Este <strong>cenário de chuva, dia 2 de junho apenas é previsto pelo modelo ECMWF (Modelo Europeu).</strong></p><h2>Entre 5 e 7 de junho surgem as maiores diferenças</h2><p>É na segunda metade da próxima semana que surgem as principais divergências entre os modelos. Ambos concordam que o jato polar irá apresentar uma ondulação muito acentuada, permitindo a descida de ar polar marítimo para latitudes pouco habituais para o início de junho. <strong>Contudo, diferem na forma como essa massa de ar frio evolui.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-ar-polar-podera-atingir-portugal-a-mudanca-nos-padroes-climaticos-e-confirmada-pelos-modelos-europeu-e-gfs-1780142715456.jpg" data-image="avm4wd72juf1" alt="ECMWF geopotencial e temperatura a 700 hPa" title="ECMWF geopotencial e temperatura a 700 hPa"><figcaption>No mapa de geopotencial e temperatura a 700 hPa, o modelo europeu (ECMWF) sugere a possível formação de uma bolsa de ar frio junto à Península Ibérica, aumentando o potencial para chuva e instabilidade.</figcaption></figure><p>O <strong>modelo europeu (ECMWF)</strong> prevê que parte desse ar frio se possa isolar da circulação principal do jato, formando uma<strong> bolsa de ar frio nas proximidades da Península Ibérica</strong><strong>. </strong>Este cenário favorece uma atmosfera mais instável, aumentando significativamente a probabilidade de aguaceiros e chuva persistente durante o primeiro fim de semana de junho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-ar-polar-podera-atingir-portugal-a-mudanca-nos-padroes-climaticos-e-confirmada-pelos-modelos-europeu-e-gfs-1780142634229.jpg" data-image="phhzjjruaxqg" alt="GFS geopotencial e temperatura a 700 hPa" title="GFS geopotencial e temperatura a 700 hPa"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-829938">Embora preveja uma descida de ar frio para latitudes mais baixas, o GFS ( modelo norte-Americano) mantém a instabilidade mais afastada do território português.</figcaption></figure><p>Já o<strong> modelo GFS mantém essa massa de ar frio</strong> mais ligada ao jato polar e mais <strong>afastada de Portugal,</strong> reduzindo os efeitos diretos sobre o nosso país.</p><h2>Chuva ou apenas uma descida das temperaturas?</h2><p>Os mapas de precipitação acumulada ilustram bem esta diferença. Enquanto <strong>o ECMWF (modelo Europeu) favorece acumulados de chuva em várias regiões</strong> portuguesas, sobretudo no Norte e Centro, entre os dias 5 e 7 de junho, o GFS apresenta um cenário substancialmente mais seco, sem precipitação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-ar-polar-podera-atingir-portugal-a-mudanca-nos-padroes-climaticos-e-confirmada-pelos-modelos-europeu-e-gfs-1780143031086.jpg" data-image="p2gu9stya7wt" alt="Precipitação acumulada ECMWF" title="Precipitação acumulada ECMWF"> <figcaption>Este mapa representa a precipitação acumulada prevista pelo ECMWF desde o dia de hoje, até 7 de junho. O modelo europeu favorece a ocorrência de chuva em várias regiões de Portugal durante o primeiro fim de semana de junho.O GFS apresenta um cenário substancialmente mais seco.</figcaption></figure><p>Apesar destas divergências, <strong>existe um sinal robusto entre ambos os modelos: o atual padrão quente e estável poderá enfraquecer.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771464" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/indice-uv-manter-se-a-elevado-nos-proximos-dias-atencao-aos-riscos-da-exposicao-solar.html" title="Índice UV manter-se-á elevado nos próximos dias: atenção aos riscos da exposição solar ">Índice UV manter-se-á elevado nos próximos dias: atenção aos riscos da exposição solar </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/indice-uv-manter-se-a-elevado-nos-proximos-dias-atencao-aos-riscos-da-exposicao-solar.html" title="Índice UV manter-se-á elevado nos próximos dias: atenção aos riscos da exposição solar "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/indice-uv-manter-se-a-elevado-nos-proximos-dias-atencao-aos-riscos-da-exposicao-solar-1780136519256_320.png" alt="Índice UV manter-se-á elevado nos próximos dias: atenção aos riscos da exposição solar "></a></article></aside><p>A primeira semana de junho deverá trazer temperaturas ligeiramente mais baixas, maior nebulosidade e uma atmosfera bastante mais dinâmica do que a observada durante os últimos dias. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-ar-polar-podera-atingir-portugal-a-mudanca-nos-padroes-climaticos-e-confirmada-pelos-modelos-europeu-e-gfs.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Índice UV manter-se-á elevado nos próximos dias: atenção aos riscos da exposição solar ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/indice-uv-manter-se-a-elevado-nos-proximos-dias-atencao-aos-riscos-da-exposicao-solar.html</link><pubDate>Sat, 30 May 2026 10:58:32 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A radiação UV manter-se-á elevada em boa parte do país nos próximos dias. Apesar de se esperar um alívio térmico na próxima semana, atenção à exposição solar.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xabw59u"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xabw59u.jpg" id="xabw59u"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como temos vindo a avançar em previsões anteriores, aqui na Meteored Portugal, espera-se uma <strong>descida dos termómetros ao longo da próxima semana</strong>, com maior impacto no litoral Norte e Centro do país, mas que deverá ser sentida também ao longo da faixa interior, traduzindo-se num<strong> alívio térmico generalizado</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No entanto, e como há uma tendência para desvalorizar a <strong>radiação UV</strong> quando as temperaturas estão mais amenas, é importante ter atenção à mesma, visto que se irá manter <strong>muito elevada ao longo dos próximos dias</strong>, em todo o país.</p><h2>Fatores que determinam a radiação UV</h2><p>Nesta altura do ano, como há uma maior incidência de luz solar na terra, é normal que a radiação UV seja mais elevada, quando comparando com o inverno, por exemplo. Para além disto, <strong>existem outros fatores como a altitude, poluição, albedo e a nebulosidade que também interferem no índice desta radiação</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/indice-uv-manter-se-a-elevado-nos-proximos-dias-atencao-aos-riscos-da-exposicao-solar-1780136360445.png" data-image="g4vqxo0y16se" alt="índice UV" title="índice UV"><figcaption>Apesar de uma descida das temperaturas e de uma sensação térmica mais fresca, a radiação UV permanecerá elevada durante a próxima semana.</figcaption></figure><p>Ora, este último fator, da nebulosidade, poderá ser a<strong> causa principal do elevado índice UV que poderemos registar na próxima semana</strong>, especialmente entre quarta e quinta-feira, pois são dias que se esperam de céu limpo, sem qualquer cobertura de nuvens.</p><p>No mapa acima, podemos ver valores de 9, numa escala de 0 a 15, no entanto, se olharmos bem, <strong>na região da Serra da Estrela, este índice poderá chegar ao 10, devido também ao fator altitude</strong>. </p><h2>O que pode acontecer quando o índice UV é de 9 ou 10? E que cuidados devemos ter?</h2><p>Um índice de 9 ou 10 é considerado muito elevado, pelo que pode acarretar alguns riscos, entre os quais:</p><ul><li><strong>Queimaduras solares</strong>: pessoas de pele muito clara podem sofrer queimaduras em menos de 20 minutos, sem proteção adequada;</li><li><strong>Danos oculares</strong>: a exposição excessiva aos raios UV pode provocar irritação e inflamação da córnea:</li><li><strong>Desidratação</strong> (indiretamente): em dias de elevada exposição solar, quando o índice também é elevado, pode aumentar este risco. </li></ul><p>A longo prazo existem <strong>outros riscos</strong>, como o cancro da pele, envelhecimento precoce e danos oculares crónicos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771337" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/grande-mudanca-nos-mapas-do-tempo-alfredo-graca-avisa-a-circulacao-atmosferica-vai-mudar-a-partir-de-1-de-junho.html" title="Grande mudança nos mapas do tempo, Alfredo Graça avisa: “A circulação atmosférica vai mudar a partir de 1 de junho”">Grande mudança nos mapas do tempo, Alfredo Graça avisa: “A circulação atmosférica vai mudar a partir de 1 de junho”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/grande-mudanca-nos-mapas-do-tempo-alfredo-graca-avisa-a-circulacao-atmosferica-vai-mudar-a-partir-de-1-de-junho.html" title="Grande mudança nos mapas do tempo, Alfredo Graça avisa: “A circulação atmosférica vai mudar a partir de 1 de junho”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/grande-mudanca-nos-mapas-do-tempo-alfredo-graca-avisa-a-circulacao-atmosferica-vai-mudar-a-partir-de-1-de-junho-1780059547897_320.png" alt="Grande mudança nos mapas do tempo, Alfredo Graça avisa: “A circulação atmosférica vai mudar a partir de 1 de junho”"></a></article></aside><p>Existem grupos de <strong>pessoas mais suscetíveis a estes riscos</strong>, como crianças e bebés, pessoas de pele muito clara, trabalhadores ao ar livre e pessoas que pratiquem atividades ao ar livre nas horas de maior insolação.</p><p>As <strong>principais recomendações, segundo a Direção Geral de Saúde</strong> (DGS), são:</p><ul><li>Evitar a exposição solar entre as 11h e as 17h;</li><li>Utilizar protetor solar com fator FPS 30 ou mais;</li><li>Reaplicar o protetor de 2h em 2h, ou sempre após banhos ou transpiração intensa;</li><li>Utilizar roupa clara e que cubra bem a pele, assim como chapéus de abas largas e óculos com proteção UVB e UVA;</li><li>Aumentar a ingestão de líquidos;</li><li>Evitar a exposição direta de bebés com menos de 6 meses, assim como a exposição de crianças pequenas.</li></ul>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/indice-uv-manter-se-a-elevado-nos-proximos-dias-atencao-aos-riscos-da-exposicao-solar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cientistas resolvem um enigma quântico com 25 anos que pode mudar a forma como enviamos informação]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-resolvem-um-enigma-quantico-com-25-anos-que-pode-mudar-a-forma-como-enviamos-informacao.html</link><pubDate>Sat, 30 May 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma equipa do Japão descobriu como medir um tipo de emaranhamento quântico que ninguém tinha conseguido detetar até agora, e isso pode ser importante para o futuro das comunicações.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/draft-scientists-crack-a-25-year-quantum-puzzle-that-could-change-how-we-send-information-1779464635845.png" data-image="o6muric8yd0z" alt="Um grupo de investigadores japoneses desenvolveu um método de medição quântica capaz de identificar o emaranhamento elusivo no estado W, resolvendo assim um problema que permanecia por resolver há mais de 25 anos." title="Um grupo de investigadores japoneses desenvolveu um método de medição quântica capaz de identificar o emaranhamento elusivo no estado W, resolvendo assim um problema que permanecia por resolver há mais de 25 anos."><figcaption>Um grupo de investigadores japoneses desenvolveu um método de medição quântica capaz de identificar o emaranhamento elusivo no estado W, resolvendo assim um problema que permanecia por resolver há mais de 25 anos.</figcaption></figure><p>O emaranhamento quântico é a base da maior parte do que os investigadores estão atualmente a tentar construir em tecnologia quântica. Quando partículas como os fotões se emaranham, <strong>as suas propriedades ficam interligadas de tal forma que uma não pode ser completamente descrita sem a outra</strong>; o sistema só faz sentido no seu todo.</p><p>É um tema que preocupava Einstein, mas também constitui a base da computação quântica, da comunicação e da teletransportação.</p><h2> Um problema que se tem vindo a agravar há 25 anos</h2><p>O problema é que a criação de estados emaranhados é apenas metade do trabalho. É também necessário ser capaz de determinar exatamente que tipo de emaranhamento ocorreu. <strong>Para um tipo principal, conhecido como estado W, ninguém o tinha conseguido fazer</strong>. Na verdade, este é um problema em aberto há mais de 25 anos.</p><p>No entanto, investigadores da Universidade de Quioto e da Universidade de Hiroshima afirmam ter encontrado uma solução. Concentrando-se numa propriedade matemática específica dos estados W, denominada simetria de deslocamento cíclico, e utilizando-a para <strong>conceber um circuito quântico fotónico capaz de tornar mensurável a estrutura oculta do emaranhamento</strong>, conseguiram construir um dispositivo físico e testá-lo com três fotões. E, de acordo com o estudo, resultou.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/draft-scientists-crack-a-25-year-quantum-puzzle-that-could-change-how-we-send-information-1779464800572.png" data-image="nipe1n2jnsjw" alt="Os cientistas demonstraram a viabilidade de um circuito quântico fotónico estável que poderá contribuir para o avanço da teletransportação quântica, a segurança das redes de comunicação e os futuros sistemas de computação quântica." title="Os cientistas demonstraram a viabilidade de um circuito quântico fotónico estável que poderá contribuir para o avanço da teletransportação quântica, a segurança das redes de comunicação e os futuros sistemas de computação quântica."><figcaption>Os cientistas demonstraram a viabilidade de um circuito quântico fotónico estável que poderá contribuir para o avanço da teletransportação quântica, a segurança das redes de comunicação e os futuros sistemas de computação quântica.</figcaption></figure><p>"Mais de 25 anos após a proposta inicial de medir o emaranhamento para os estados GHZ, <strong>obtivemos finalmente a medição do emaranhamento</strong> também para o estado W", disse Shigeki Takeuchi, autor principal do estudo.</p><p>Takeuchi acrescentou que o próprio dispositivo é notável porque<strong> funcionou durante um longo período sem exigir ajustes manuais constantes</strong>, o que é um grande problema em muitas configurações de laboratório quântico.</p><p>Para que este tipo de tecnologia possa ir além do âmbito da investigação, é <strong>necessário que seja suficientemente estável para operar sem supervisão</strong> e, felizmente, a equipa afirma que os seus circuitos óticos conseguiram isso.</p><h2> O que se segue: sistemas multifotónicos maiores </h2><p>Os estados W são de importância primordial para a teletransportação quântica, que envolve a<strong> transferência de informação quântica em vez do movimento físico dos objetos</strong>. Segundo os investigadores, a capacidade de os identificar de forma fiável com uma única medição, em vez de realizar uma vasta quantidade de cálculos, remove um grande obstáculo nesta área.</p><p>No entanto, os investigadores japoneses são os primeiros a conseguir algo semelhante. Outras equipas também demonstraram recentemente a <strong>teletransportação quântica totalmente fotónica em redes de fibra ótica urbanas</strong> e, em 2026, um grupo testou uma rede quântica de três nós em cabos existentes em Nova Iorque.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769600" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/equipa-liderada-por-investigador-de-coimbra-descobre-a-rota-lunar-mais-economica-de-sempre.html" title="Equipa liderada por investigador de Coimbra descobre a rota lunar mais económica de sempre">Equipa liderada por investigador de Coimbra descobre a rota lunar mais económica de sempre</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/equipa-liderada-por-investigador-de-coimbra-descobre-a-rota-lunar-mais-economica-de-sempre.html" title="Equipa liderada por investigador de Coimbra descobre a rota lunar mais económica de sempre"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/equipa-liderada-por-investigador-de-coimbra-descobre-a-rota-lunar-mais-economica-de-sempre-1779205383605_320.jpg" alt="Equipa liderada por investigador de Coimbra descobre a rota lunar mais económica de sempre"></a></article></aside><p>Embora nada disto esteja diretamente relacionado com o trabalho sobre o estado W, tudo aponta no mesmo sentido: <strong>ter melhores ferramentas para lidar com estados quânticos frágeis será essencial </strong>à medida que estes sistemas saem do laboratório e entram na infraestrutura do mundo real.</p><p> E agora? <strong>As equipas de Quioto e Hiroshima afirmam que planeiam estender o método </strong>a sistemas multifotónicos maiores e, eventualmente, desenvolver versões integradas dos circuitos num chip, o que tornaria todo o processo mais pequeno, mais rápido e mais prático. </p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p> <em>Quantum breakthrough could revolutionize teleportation and computing, published by Kyoto University, published in <a href="https://www.sciencedaily.com/releases/2026/05/260513034640.htm" target="_blank">ScienceDaily</a>, May 2026. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-resolvem-um-enigma-quantico-com-25-anos-que-pode-mudar-a-forma-como-enviamos-informacao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Guerra, covid e crise energética: satélites mostram que a noite da Terra está mais instável]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/guerra-covid-e-crise-energetica-satelites-mostram-que-a-noite-da-terra-esta-mais-instavel.html</link><pubDate>Sat, 30 May 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O ritmo oculto da escuridão: como o mundo muda quando o Sol se põe e a sua volatilidade. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/guerra-covid-e-crise-energetica-satelites-mostram-que-a-noite-da-terra-esta-mais-instavel-1779717038326.png" data-image="uqhatdhlnpl3"><figcaption>A noite da Terra revelou-se surpreendentemente volátil, caracterizada por eventos frequentes e coexistentes de branqueamento (aumento de brilho) e escurecimento (diminuição de luz).</figcaption></figure><p>A investigação foca-se nas dinâmicas globais da luz artificial noturna (ALAN) entre os anos de 2014 e 2022. </p><div class="texto-destacado">Até então, a compreensão científica sobre a evolução das luzes noturnas baseava-se em dados agregados temporalmente (como médias mensais ou anuais), uma abordagem que camuflava flutuações de curto prazo e dinâmicas bidirecionais. </div><p>Utilizando observações diárias do produto Black Marble da NASA e um algoritmo <strong>adaptado de deteção contínua de mudanças, mapeou-se pela primeira vez a alta frequência e a volatilidade</strong> da atividade humana noturna à escala global.</p><h2>Principais descobertas e dados quantitativos </h2><p>Os resultados contestam a narrativa tradicional de que a expansão da luz noturna no planeta ocorre de forma gradual e unidirecional. <strong>A noite da Terra revelou-se surpreendentemente volátil</strong>, caracterizada por eventos frequentes e coexistentes de branqueamento (aumento de brilho) e escurecimento (diminuição de luz). </p><div class="texto-destacado">Em média, cada localização analisada que sofreu alterações passou por 6,6 transições distintas ao longo do período de 9 anos. Esta volatilidade acumulou uma área total de mudança de ALAN composta por 2,05 milhões de km² de alterações abruptas e 19,04 milhões de km² de alterações graduais. </div><p>Embora o planeta tenha registado um<strong> aumento líquido global de 16% na radiância noturna, o fenómeno de branqueamento contribuiu com um aumento equivalente a 34% em relação à linha de base de 2014</strong>, enquanto o escurecimento compensou e mitigou este valor em 18%.</p><h2>Tipos de mudança e impulsionadores </h2><p>O estudo categoriza e identifica os fatores que desencadeiam estas alterações em duas frentes:</p><ul><li><strong>Mudanças abruptas:</strong> o aumento repentino de brilho <strong>foi maioritariamente impulsionado pelo desenvolvimento de infraestruturas não residenciais e pela eletrificação rural. </strong></li></ul><p>Por outro lado, o <strong>escurecimento abrupto deveu-se sobretudo à redução de queima de gás (gas flaring) na extração petrolífera (46%), mas também a choques exógenos severos</strong>, tais como os confinamentos da pandemia de COVID-19 em 2020 (particularmente visíveis na Ásia) , conflitos armados (como na Ucrânia e no Médio Oriente) e colapsos sistémicos ou crises energéticas (como na Venezuela e no Líbano). </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guerra-covid-e-crise-energetica-satelites-mostram-que-a-noite-da-terra-esta-mais-instavel-1779717152226.png" data-image="s9pmdpwtylm7"><figcaption>O aumento repentino de brilho foi maioritariamente impulsionado pelo desenvolvimento de infraestruturas não residenciais e pela eletrificação rural.</figcaption></figure><ul><li><strong>Mudanças graduais:</strong> o branqueamento gradual reflete tendências de longo prazo associadas <strong>à urbanização contínua e ao crescimento económico, liderado por regiões na Ásia, como a China e a Índia.</strong> </li></ul><div class="texto-destacado">Em contrapartida, o escurecimento gradual foi motivado pela implementação de regulamentos de eficiência energética, conservação de céus escuros e substituição tecnológica por sistemas LED modernos, um padrão muito vincado na Europa, que obteve uma redução líquida de 4% na sua radiância.</div><p>Nos EUA, o cenário mostrou-se híbrido: a Costa Oeste tornou-se mais brilhante devido ao crescimento populacional, enquanto a Costa Leste e o Midwest escureceram devido à desdensificação urbana e obsolescência industrial.</p><h2>Abordagem metodológica e implicações </h2><p>Do ponto de vista técnico, os investigadores adaptaram o algoritmo VZA-COLD, <strong>processando mais de 1,16 milhões de imagens diárias</strong> e estratificando os dados pelo ângulo zenital de visão do sensor para filtrar ruídos causados pela atmosfera, geometria local, nuvens e cobertura de neve. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="612992" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ralan-map-revela-mapa-detalhado-da-poluicao-luminosa-na-peninsula-iberica-com-grande-resolucao-satelites.html" title="RALAN-Map revela mapa detalhado da poluição luminosa na Península Ibérica com grande resolução">RALAN-Map revela mapa detalhado da poluição luminosa na Península Ibérica com grande resolução</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ralan-map-revela-mapa-detalhado-da-poluicao-luminosa-na-peninsula-iberica-com-grande-resolucao-satelites.html" title="RALAN-Map revela mapa detalhado da poluição luminosa na Península Ibérica com grande resolução"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ralan-map-revela-mapa-detalhado-da-contaminacao-luminosa-na-peninsula-iberica-com-grande-resolucao-1702805374536_320.png" alt="RALAN-Map revela mapa detalhado da poluição luminosa na Península Ibérica com grande resolução"></a></article></aside><p>A conclusão central do estudo indica que a complexidade e a natureza bidirecional da luz noturna <strong>invalidam o seu uso como um simples indicador linear de crescimento económico (como o PIB)</strong>. Áreas com trajetórias anuais líquidas semelhantes podem esconder realidades de extrema instabilidade ou de transição planeada. </p><p>Assim, este novo conjunto de dados desagregados e diários serve como uma ferramenta crucial para a monitorização de crises em tempo real, avaliação de resiliência e planeamento de ajuda humanitária e conservação ecológica.<em><br></em></p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><em>Li, T., Wang, Z., Kyba, C.C.M. et al. Satellite imagery reveals increasing volatility in human night-time activity. Nature 652, 379–386 (2026). https://doi.org/10.1038/s41586-026-10260-w</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/guerra-covid-e-crise-energetica-satelites-mostram-que-a-noite-da-terra-esta-mais-instavel.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ainda vê pirilampos? Entenda os motivos por trás do desaparecimento preocupante deste inseto ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/voce-ainda-ve-vaga-lumes-entenda-os-motivos-por-tras-do-desaparecimento-preocupante-do-inseto.html</link><pubDate>Sat, 30 May 2026 08:04:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O declínio deste pequeno inseto é impulsionado por um conjunto de fatores que destroem o seu habitat e interrompem o seu ciclo reprodutivo. Saiba quais são esses fatores.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/voce-ainda-ve-vaga-lumes-entenda-os-motivos-por-tras-do-desaparecimento-preocupante-do-inseto-1779988054485.jpg" data-image="rm4v0npjcxvz" alt="pirilampos" title="pirilampos"><figcaption>O Brasil abriga a maior diversidade destes insetos, mas metade da espécie em todo o mundo está a desaparecer aos poucos e corre risco de extinção.</figcaption></figure><p><strong>Pequenos insetos que brilham no escuro, com uma bela cor verde</strong>. Víamos muito os pirilampos na nossa infância, tanto no interior como em áreas urbanas.</p><p>São <strong>mais de 3 mil espécies de pirilampos espalhadas pelo planeta</strong>. No entanto, é<strong> cada vez mais difícil encontrar estes insetos a brilhar por aí</strong>. </p><div class="texto-destacado">No atual ritmo de desaparecimento, os investigadores estimam que, nos próximos 30 anos, metade da população de pirilampos deixará de existir.</div><p>Segundo investigadores, há alguns <strong>fatores que têm contribuído para a redução das populações deste inseto no mundo</strong>. Saiba quais.</p><h2>Por que é que os pirilampos estão a desaparecer?</h2><p>Temos a sensação de que os pirilampos estão a desaparecer; e em diferentes lugares do mundo isto está a ser percetível. E de facto, alguns<strong> estudos já mostram que algumas espécies vêm sofrendo declínios populacionais</strong>. </p><p>O desaparecimento dos pirilampos é um alerta ambiental grave. Por serem bioindicadores,<strong> este declínio reflete a degradação severa dos ecossistemas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/voce-ainda-ve-vaga-lumes-entenda-os-motivos-por-tras-do-desaparecimento-preocupante-do-inseto-1779988259672.jpg" data-image="f4uqiicyxprf" alt="pirilampo" title="pirilampo"><figcaption>Os pirilampos pertencem maioritariamente à família <em>Lampyridae</em>, um grupo de besouros famoso pela capacidade de produzir luz, um processo químico chamado de bioluminescência.</figcaption></figure><p> Acontece que estes <strong>dependem de ambientes muito específicos e sensíveis às transformações humanas para sobreviver</strong>. E <strong>este ambiente está a ser transformado </strong>no mundo atual.</p><p>Investigadores citam alguns <strong>fatores </strong>como os responsáveis pelo desaparecimento silencioso dos pirilampos, ao<strong> prejudicarem a alimentação e a reprodução </strong>destes.</p><div class="texto-destacado">Os pirilampos são sensíveis à poluição luminosa e química, e às mudanças de temperatura, humidade e vegetação, o que prejudica a alimentação e a reprodução dos insetos.</div><p> O primeiro destes fatores, e talvez um dos principais, é a<strong> poluição luminosa</strong>. A iluminação artificial de cidades, estradas, condomínios e áreas rurais reduzem o contraste natural da noite, dificultando expressivamente o ciclo reprodutivo do pirilampo.</p><p>Mas não pára por aí. Eles estão a perder o seu habitat devido à <strong>desflorestação</strong>, às <strong>queimadas </strong>e à <strong>urbanização</strong>. Estes processos<strong> destroem os locais húmidos e com vegetação que as larvas do inseto precisam</strong> <strong>para sobreviver </strong>e alimentar-se. </p><p> O <strong>uso de pesticidas (agrotóxicos)</strong> é outro fator que contribui para o declínio da população de pirilampos ao redor do planeta. Pesticidas sistémicos (como os neonicotinoides) <strong>contaminam o solo e a água, envenenando larvas e insetos adultos</strong>.</p><p>E o outro fator citado pelos investigadores são as tão faladas <strong>alterações</strong><strong> climáticas</strong>. O aumento das temperaturas globais e a alteração nos regimes de chuvas <strong>diminuem as áreas adequadas para o desenvolvimento das espécies</strong> de pirilampos. </p><h3>Como ajudar na preservação da espécie</h3><p>Para <strong>tentar reverter este cenário</strong>, ou pelo menos amenizar o quadro, pequenas <strong>ações individuais</strong> podem fazer a diferença; das quais:</p><ul><li><strong>Apagar luzes exteriores</strong>: mantenha as luzes do jardim ou de varandas apagadas durante a noite para não interferir no acasalamento do inseto;</li><li><strong>Reduzir o uso de pesticidas</strong>: evite o uso de químicos nocivos no solo e nas plantas;</li><li><strong>Preservar áreas naturais</strong>: manter áreas de vegetação nativa e áreas húmidas nos quintais favorece a manutenção do habitat do inseto;</li></ul><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://theconversation.com/luzes-que-se-apagam-o-desaparecimento-silencioso-dos-vagalumes-283247" target="_blank">Luzes que se apagam: o desaparecimento silencioso dos vagalumes</a>. 20 de maio, 2026. Lucas Campello Gonçalves, André Silva Roza e José Ricardo Miras Mermudes.</em></p><p><em><a href="https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2025/08/05/cientistas-alertam-para-risco-de-extincao-dos-vaga-lumes-entenda-principais-causas.ghtml" target="_blank">Cientistas alertam para risco de extinção dos vaga-lumes; entenda principais causas</a>. 05 de agosto, 2025. Redação G1/Jornal Nacional.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/voce-ainda-ve-vaga-lumes-entenda-os-motivos-por-tras-do-desaparecimento-preocupante-do-inseto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Musgo em pedras de pavimento: como removê-lo imediatamente com um remédio caseiro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/musgo-em-pedras-de-pavimento-como-remove-lo-imediatamente-com-um-remedio-caseiro.html</link><pubDate>Sat, 30 May 2026 07:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>O musgo pode ser encontrado hoje em dia em quase todo o lado: em telhados de pátios, telhados de garagens, entre pedras de pavimento ou como pequenas plantas macias e rasteiras no relvado de casa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/moos-auf-pflastersteinen-so-entfernen-wir-es-sofort-mit-einem-hausmittel-1779701449165.jpeg" data-image="7gt11tzh26gb"><figcaption>O musgo não só é menos atraente, como também pode tornar-se realmente perigoso em pavimentos de pedra.</figcaption></figure><p>O musgo é particularmente popular entre as crianças pequenas porque a sua textura macia é simplesmente fascinante.</p><h2>O musgo nem sempre é mau</h2><p>Mesmo na floresta, poder-se-ia pensar que estaria bem adaptado e daria, certamente, um contributo valioso ao ecossistema. É claro que também ajuda a reter a humidade no seu jardim durante os meses quentes de verão. </p><p>No entanto,<strong> o musgo pode ser um incómodo em alguns locais e representar um risco de escorregamento</strong>. Mesmo uma pequena chuva transforma o crescimento verde numa superfície lisa e escorregadia. Na verdade, o musgo pode ser facilmente removido sem produtos de limpeza especiais, recorrendo a remédios caseiros. </p><h2>Água e bicarbonato de sódio são uma ótima combinação</h2><p>Uma simples <strong>mistura de bicarbonato de sódio e água quente</strong> pode fazer maravilhas. O bicarbonato de sódio pode ser encontrado, geralmente, em farmácias ou supermercados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/moos-auf-pflastersteinen-so-entfernen-wir-es-sofort-mit-einem-hausmittel-1779701512687.jpeg" data-image="hmeh52i1qcfu"><figcaption>A poda regular da relva e a limpeza das pedras podem reduzir significativamente o crescimento de musgo.</figcaption></figure><p>Dependendo da densidade e do tamanho do recipiente, ferva água suficiente. Adicione <strong>duas colheres de sopa de bicarbonato de sódio a 1 litro de água</strong>. Mexa bem a mistura até que o bicarbonato de sódio esteja completamente dissolvido.</p><p>A mistura quente deve então ser aplicada sobre as pedras do pavimento e deixar espalhar-se uniformemente. </p><h2>A mistura começa a fazer efeito durante a noite</h2><p>A mistura de bicarbonato de sódio é mais eficaz se for deixada <strong>atuar durante a noite</strong>. Isto facilita muito a remoção do musgo das pedras na manhã seguinte. Basta uma escova simples.</p><p>Uma boa alternativa será o bicarbonato de sódio e o amido de milho. As proporções da mistura para meio litro de água (0,5) como base seriam:</p><ul><li>3 colheres de sopa de amido de milho</li><li>150 gramas de carbonato de sódio</li></ul><p>Esta mistura deve depois ser <strong>diluída em vários litros de água a ferver</strong>. Também produz o seu melhor efeito se deixada em repouso durante algum tempo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768990" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/5-plantas-que-se-reproduzem-sozinhas-encha-o-seu-jardim-de-cor-sem-esforco.html" title="5 plantas que se reproduzem sozinhas: encha o seu jardim de cor sem esforço">5 plantas que se reproduzem sozinhas: encha o seu jardim de cor sem esforço</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/5-plantas-que-se-reproduzem-sozinhas-encha-o-seu-jardim-de-cor-sem-esforco.html" title="5 plantas que se reproduzem sozinhas: encha o seu jardim de cor sem esforço"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/5-plantas-que-se-reproducen-solas-llena-tu-jardin-de-color-sin-esfuerzo-1776999252920_320.jpg" alt="5 plantas que se reproduzem sozinhas: encha o seu jardim de cor sem esforço"></a></article></aside><p>Por último, mas não menos importante, a <strong>manutenção adequada é a melhor prevenção</strong>. A limpeza regular das pedras de pavimento e a poda da relva ajudam a evitar o crescimento de ervas daninhas. </p><h2>O cuidado e a limpeza dificultam o crescimento de musgo</h2><p>O musgo só cresce quando as condições são realmente ideais. Além disso, é aconselhável <strong>preencher os espaços entre as pedras do pavimento com areia</strong>. Quanto mais areia houver nos espaços, menos musgo poderá crescer.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Focus-Online (2026). <a href="https://www.focus.de/immobilien/wohnen/pflastersteine-ein-hausmittel-entfernt-laestigen-gruenbelag-sofort_369b753b-2978-4e28-abe6-0bf5c870d51b.html">Pflastersteine: Ein Hausmittel entfernt lästigen Grünbelag sofort. Garten-Trick. Wohnen. Immobilien.</a> Nachrichten.</em></p><p><em>Utopia.de (2026). <a href="https://utopia.de/ratgeber/moos-entfernen-so-geht-es-ohne-essig_91542/">Moos entfernen: So geht es ohne Essig. Ratgeber.</a> Wohnen und Energie. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/musgo-em-pedras-de-pavimento-como-remove-lo-imediatamente-com-um-remedio-caseiro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Esqueça os centros comerciais: este cinema fica ao ar livre e no topo de Lisboa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esqueca-os-centros-comerciais-este-cinema-fica-ao-ar-livre-e-no-topo-de-lisboa.html</link><pubDate>Sat, 30 May 2026 06:03:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Entre mantas, espreguiçadeiras e clássicos do cinema, o Cinecapitólio Rooftop promete transformar as noites de verão numa experiência para todas as gerações. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/esqueca-os-centros-comerciais-este-cinema-fica-ao-ar-livre-e-no-topo-de-lisboa-1780052789529.jpg" data-image="bg9h4mljsvip" alt="Cinecapitólio" title="Cinecapitólio"><figcaption>Há filmes, pipocas e mantas. Foto: @cinecapitolio_rooftop</figcaption></figure><p>As<strong> temperaturas vão descer</strong>, mas o verão ainda está para chegar. Isso significa que as tardes na esplanada, os passeios ao final do dia e as noites em manga curta ainda estão para vir. </p><p>Sabemos que as previsões apontam para uma <strong>descida dos valores máximos no arranque do verão climatológico</strong>, que acontece a 1 de junho. Mas, mesmo com temperaturas na ordem dos 20 °C, apostamos que as sessões do Cinecapitólio Rooftop, em Lisboa, valerão a pena. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.<br> </div><p>Longe da confusão urbana, o <strong>Cinecapitólio Rooftop</strong> instalou-se no terraço do Capitólio. A segunda edição do ciclo que transforma o topo do emblemático edifício do Parque Mayer numa sala de projeção já arrancou e promete agradar a todas as gerações.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771121" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-verao-vai-dar-um-passo-atras-na-terca-feira-dia-2-os-modelos-europeus-e-gfs-indicam-uma-descida-das-temperaturas.html" title="O verão vai dar um passo atrás na terça-feira, dia 2: os modelos europeus e GFS indicam uma descida das temperaturas">O verão vai dar um passo atrás na terça-feira, dia 2: os modelos europeus e GFS indicam uma descida das temperaturas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-verao-vai-dar-um-passo-atras-na-terca-feira-dia-2-os-modelos-europeus-e-gfs-indicam-uma-descida-das-temperaturas.html" title="O verão vai dar um passo atrás na terça-feira, dia 2: os modelos europeus e GFS indicam uma descida das temperaturas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-verao-vai-dar-um-passo-atras-na-terca-feira-dia-2-os-modelos-europeus-e-gfs-indicam-uma-descida-das-temperaturas-1779965370515_320.png" alt="O verão vai dar um passo atrás na terça-feira, dia 2: os modelos europeus e GFS indicam uma descida das temperaturas"></a></article></aside><p>De<strong> 27 de maio a 26 de setembro</strong>, há clássicos,<em> blockbusters</em> e ciclos dedicados a grandes realizadores, com vista sobre a cidade e debaixo das estrelas. Sim, isso mesmo: esqueça as tradicionais salas escuros nos centro comerciais. Curioso? </p><h2>As noites na cidade estão prestes a tornarem-se ainda mais interessantes</h2><p>Prepare-se porque, a partir das 21:30 (de maio a agosto) e das 21:00 horas (em setembro), as portas estão abertas para animar as noites da capital. E, sim, além das pipocas e bebidas que pode comprar no bar, a experiência inclui espreguiçadeiras, mantas e a utilização de <em>headphones </em>individuais com som de alta qualidade. </p><div class="texto-destacado">O espaço foi desenhado precisamente para <strong>garantir o máximo conforto possível</strong>. É caso para dizer que nada foi deixado ao acaso. O resultado é uma sessão de cinema sob as estrelas onde o espetador se desliga totalmente do mundo exterior.</div><p>Mais uma vez, a programação conta com a curadoria do jornalista e crítico de cinema Rui Pedro Tendinha e com o suporte técnico assegurado pela Cinebox. Este ano, porém, a aposta foca-se em<strong> ciclos temáticos</strong> e na <strong>celebração de grandes realizadores</strong>. O objetivo? Procurar cruzar propostas contemporâneas e clássicos que marcaram diferentes gerações de espetadores.</p><h2>Um cartaz para todos</h2><p>A grande aposta deste ano passa pela organização de ciclos dedicados a realizadores de culto e temáticas específicas. “Propõe-se uma cinefilia alargada, dir-se-ia mesmo festiva”, afirma Rui Pedro Tendinha, em comunicado, citado pela 'MAGG'.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/esqueca-os-centros-comerciais-este-cinema-fica-ao-ar-livre-e-no-topo-de-lisboa-1780052948123.jpg" data-image="b9tk2pfhudup" alt="Cinecapitólio" title="Cinecapitólio"><figcaption>Foi tudo pensado ao detalhe. Foto: Capitólio // Rui Oliveira - BOL</figcaption></figure><p>Entre os principais destaques do cartaz, contam-se as retrospetivas dedicadas a <strong>cineastas de referência</strong>, como o Ciclo Christopher Nolan, que exibe fitas como ‘A Origem’, ‘Interstellar’, ‘Batman – O Início’ e ‘Oppenheimer’. </p><p>Em<strong> junho</strong>, há ainda espaço para o Ciclo Comédia Anos 90, que recupera sucessos de bilheteira como ‘A Máscara’, ‘O Grande Lebowski’, ‘Doidos à Solta’ e ‘Doidos por Mary’. </p><p>Já em <strong>julho</strong>, pode contar com o Ciclo Tim Burton, preenchido com títulos como ‘O Estranho Mundo de Jack’, ‘Eduardo Mãos de Tesoura’, ‘Sweeney Todd’, ‘Alice no País das Maravilhas’ e ‘A Noiva Cadáver’. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770361" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-ha-data-para-os-melhores-arraiais-de-lisboa.html" title="Já há data para os melhores arraiais de Lisboa">Já há data para os melhores arraiais de Lisboa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-ha-data-para-os-melhores-arraiais-de-lisboa.html" title="Já há data para os melhores arraiais de Lisboa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ja-ha-data-para-os-melhores-arraiais-de-lisboa-1779624965474_320.jpg" alt="Já há data para os melhores arraiais de Lisboa"></a></article></aside><p><strong>Agosto</strong>, contudo, será dedicado aos<strong> clássicos brasileiros</strong>, como ‘Estômago’, ‘Central do Brasil, Tropa de Elite’ e o recente ‘Ainda Estou Aqui’.</p><p>A fechar o cartaz, em <strong>setembro</strong>, chega o universo cinematográfico de David Lynch. Este será recordado através de ‘Uma História Simples’, ‘Duna’, ‘Veludo Azul’ e ‘Um Coração Selvagem’, ao passo que a obra de Martin Scorsese será exibida através de ‘Tudo Bons Rapazes’, ‘Os Infiltrados’, ‘O Lobo de Wall Street’ e ‘Taxi Driver’.</p><div class="texto-destacado">Além dos ciclos temáticos, o cartaz inclui, ao longo dos quatro meses, sessões individuais de obras populares de vários géneros e épocas. </div><p>Pela primeira vez, o programa integra o<strong> Ciclo Rostos do Variedades</strong>, concebido no âmbito das comemorações do centenário do Teatro Variedades. “Organizada em parceria com a Cinemateca Portuguesa e o Cinema São Jorge, esta vertente do programa homenageia intérpretes fundamentais do cinema português e do teatro de revista, como Beatriz Costa, Milú, Laura Alves, António Silva, Maria Matos ou Ribeirinho, exibindo em julho cópias restauradas e digitalizadas de filmes históricos como ‘O Parque das Ilusões’, ‘O Costa do Castelo’, ‘O Grande Elias’ e ‘Aldeia da Roupa Branca’, nota a revista ‘Time Out’.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/esqueca-os-centros-comerciais-este-cinema-fica-ao-ar-livre-e-no-topo-de-lisboa-1780053100888.jpg" data-image="9xt1k52pnvyx" alt="Cinecapitólio" title="Cinecapitólio"><figcaption>Não pode perder. Foto: Capitólio // Rui Oliveira - BOL</figcaption></figure><p>“Para elevar a fasquia, a organização já confirmou que várias sessões vão contar com a<strong> presença de convidados especiais</strong>, garantindo momentos de debate e surpresas exclusivas para quem conseguir garantir o seu lugar nestas noites”, acrescenta o <em>site</em> ‘Lisboa Secreta’.</p><h2>Mais informações e detalhes</h2><p>As sessões do Cinecapitólio Rooftop decorrem de <strong>quarta-feira a domingo</strong>. A programação completa pode ser consultada<em> online</em>. </p><p>E quanto a valores? Os bilhetes para as sessões têm o custo fixo de <strong>14€</strong>, estando contemplados diversos descontos para o público.</p><h3><em> Referência da notícia </em></h3><p>Hugo Geada. <em><a href="https://www.timeout.pt/lisboa/pt/noticias/ate-setembro-o-topo-do-capitolio-transforma-se-em-sala-de-cinema-ao-ar-livre-051926">Até Setembro, o topo do Capitólio transforma-se em sala de cinema ao ar livre</a></em>. Time Out. 19 de maio de2026.</p><p>Afonso Ferreira. <em><a href="https://magg.sapo.pt/cultura/artigos/o-cinema-ao-ar-livre-neste-rooftop-de-sonho-em-lisboa-esta-de-volta-saiba-quanto-custam-os-bilhetes#goog_rewarded">O cinema ao ar livre neste rooftop de sonho em Lisboa está de volta. Saiba quanto custam os bilhetes</a></em>. MAGG. 20 de maio de 2026.</p><p>Valter Leandro. <em><a href="https://lisboasecreta.co/cinema-ar-livre-cinecapitolio-rooftop/">Longe da confusão dos shoppings, este icónico terraço no Parque Mayer é o novo refúgio nas alturas para ver filmes ao ar livre</a></em>. Lisboa Secreta. 18 de maio de 2026.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esqueca-os-centros-comerciais-este-cinema-fica-ao-ar-livre-e-no-topo-de-lisboa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os especialistas explicam como as alterações climáticas nos estão a dividir enquanto sociedade]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-especialistas-explicam-como-as-alteracoes-climaticas-nos-estao-a-dividir-enquanto-sociedade.html</link><pubDate>Sat, 30 May 2026 05:02:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A saúde social é reconhecida como um determinante crítico da saúde da população e da resiliência às alterações climáticas, mas está pouco integrada nas políticas e na investigação sobre o tema.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-especialistas-explicam-como-as-alteracoes-climaticas-nos-estao-a-dividir-enquanto-sociedade-1779471740012.jpg" data-image="ncexzltff294" alt="alterações climáticas; saúde social" title="alterações climáticas; saúde social"><figcaption>A governação climática e da saúde deve priorizar a saúde social como um pilar fundamental da resiliência num mundo em transformação.</figcaption></figure><p>As alterações climáticas são amplamente compreendidas como uma ameaça ambiental e económica, mas novas investigações mostram que também representam uma <strong>crescente crise social, enfraquecendo as relações das quais as pessoas dependem para sobreviver</strong>.</p><p>Um estudo de revisão publicado na revista <em>Nature Human Behaviour</em> e conduzido por investigadores da Universidade de Sydney, na Austrália, apresenta um alerta até agora negligenciado: além do impacto ambiental, <strong>o aquecimento global e as alterações climáticas estão também a corroer o tecido social</strong>, a rede de ligações humanas que sustenta as comunidades.</p><p> De acordo com o estudo, <strong>a relação entre o clima e a saúde social é bidirecional</strong>: as alterações climáticas enfraquecem a coesão social e, ao mesmo tempo, a desconexão social reduz a capacidade coletiva de adaptação e resposta à crise, exacerbando-a consequentemente. </p><h2> Sociedades desligadas intensificam o caos ambiental </h2><p>O estudo começa com uma definição concreta de “saúde social”: a capacidade de aceder e <strong>manter relações humanas significativas</strong>, de acordo com um comunicado de imprensa. Nesta perspetiva, <strong>o clima deixa de ser apenas um problema ambiental e passa a ser também uma crise de convivência</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-especialistas-explicam-como-as-alteracoes-climaticas-nos-estao-a-dividir-enquanto-sociedade-1779472121934.jpg" data-image="xsr2hyxqnb9f" alt="saúde social" title="saúde social"><figcaption>As alterações climáticas também destroem a coesão social e agravam a crise ambiental.</figcaption></figure><p> A revisão sintetiza um conjunto de evidências interdisciplinares que mostram como os <strong>impactos climáticos afetam condições sociais vitais, como a estabilidade habitacional e a coesão comunitária</strong>, enquanto o isolamento generalizado limita a resposta coletiva. Consequentemente, a resiliência climática depende não só de alertas precoces ou de investimentos em infraestruturas, mas também da força dos laços entre vizinhos, famílias e instituições. </p><p>Os mecanismos identificados pelos cientistas são amplos e diversos. <strong>As ondas de calor e a poluição do ar obrigam as pessoas a permanecer em ambientes fechados</strong> e reduzem as oportunidades diárias de interação. Da mesma forma, as interrupções nas escolas e nos locais de trabalho dificultam a continuidade das ligações sociais. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768676" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/sera-que-a-composicao-de-especies-nas-florestas-europeias-pode-ser-afetada-pelas-alteracoes-climaticas.html" title="Será que a composição de espécies nas florestas europeias pode ser afetada pelas alterações climáticas?">Será que a composição de espécies nas florestas europeias pode ser afetada pelas alterações climáticas?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/sera-que-a-composicao-de-especies-nas-florestas-europeias-pode-ser-afetada-pelas-alteracoes-climaticas.html" title="Será que a composição de espécies nas florestas europeias pode ser afetada pelas alterações climáticas?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sera-que-a-composicao-de-especies-nas-florestas-europeias-pode-ser-afetada-pelas-alteracoes-climaticas-1778684810038_320.jpg" alt="Será que a composição de espécies nas florestas europeias pode ser afetada pelas alterações climáticas?"></a></article></aside><p>Por outro lado, os desastres extremos, como inundações, ciclones e incêndios, destroem casas, espaços públicos e as rotinas que sustentam a vida comunitária. <strong>Mesmo quando a deslocalização melhora a segurança física, pode deixar as pessoas mais isoladas</strong> e com pior saúde social. Nas zonas rurais, a seca prolongada está também associada a uma maior solidão, a uma menor participação da comunidade e a stress económico, uma combinação que enfraquece a confiança social.</p><h2>A desigualdade social em saúde e as alterações climáticas</h2><p>Os investigadores realçam ainda que estes efeitos n��o são distribuídos igualmente. Aqueles que já enfrentam desvantagens, como baixos rendimentos, habitação precária, deficiência ou pertença a comunidades marginalizadas, <strong>estão mais expostos aos riscos climáticos e têm menos recursos para manter as suas redes de apoio</strong>.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Bower, M., Filia, K., Lawrance, E.L. et al. <a href="https://doi.org/10.1038/s41562-026-02455-y" target="_blank">Climate change and social health</a>. Nature Human Behaviour (2026).</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-especialistas-explicam-como-as-alteracoes-climaticas-nos-estao-a-dividir-enquanto-sociedade.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Missão Psyche da NASA rumo à Cintura de Asteroides ganha impulso com a aproximação a Marte]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/missao-psyche-da-nasa-rumo-a-cintura-de-asteroides-ganha-impulso-com-a-aproximacao-a-marte.html</link><pubDate>Fri, 29 May 2026 16:21:55 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A missão Psyche da NASA atingiu um marco importante após a sua passagem planeada por Marte, utilizando a gravidade do planeta para alterar a rota em direção ao cinturão de asteroides. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nasa-s-psyche-mission-toward-the-asteroid-belt-gains-speed-from-mars-flyby-1779921273156.jpg" data-image="k5e0er2slcbt" alt="View of Mars from space." title="View of Mars from space."><figcaption>A Psyche fotografou Marte enquanto utilizava a gravidade do planeta para ganhar velocidade e ajustar a sua trajetória em direção ao cinturão de asteroides.</figcaption></figure><p>Uma recente aproximação a Marte constituiu um ponto de verificação fundamental para a missão Psyche da NASA. Esta manobra ajudou a <strong>ajustar a trajetória da sonda espacial rumo a um asteroide rico em metais</strong>. As equipas da missão afirmam que a Psyche está agora pronta para a fase seguinte da sua viagem.</p><h2>Marte dá um forte impulso à missão Psyche</h2><p>A sonda espacial Psyche da NASA passou recentemente perto de Marte, utilizando a gravidade do planeta como um gigantesco estilingue para ganhar velocidade. <strong>Em vez de consumir mais combustível, a sonda aproveitou o impulso de Marte para viajar mais longe no espaço</strong>. Esta manobra coloca a Psyche numa trajetória mais direta em direção ao cinturão de asteróides entre Marte e Júpiter.</p><div class="texto-destacado">Durante a aproximação, a sonda chegou a passar <strong>a poucos milhares de quilómetros da superfície de Marte.</strong></div><p>As equipas da missão confirmaram posteriormente que <strong>isto aumentou a velocidade da Psyche em cerca de 1 600 km/h e alterou ligeiramente a sua trajetória em torno do Sol</strong>. Os cientistas afirmam que esta manobra cuidadosa mantém a missão dentro do prazo previsto para a <strong>chegada em 2029</strong>.</p><h2>Imagens raras do Planeta Vermelho</h2><p>O encontro com Marte também proporcionou à sonda a oportunidade de captar imagens impressionantes do planeta. À medida que Psyche se aproximava, Marte surgiu como um fino crescente a brilhar contra o fundo escuro do espaço. Os investigadores acreditam que <strong>a luz solar que atravessou a atmosfera empoeirada do planeta fez com que o crescente parecesse maior e mais brilhante do que o esperado</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>"Captámos milhares de imagens da aproximação a Marte e da superfície e atmosfera do planeta durante a aproximação máxima"</strong>, afirmou Jim Bell, responsável pela imagem da Psyche na Universidade do Estado do Arizona.</div><p>Perto do ponto de aproximação máxima, a sonda fotografou rapidamente a superfície de Marte à medida que passava do lado noturno do planeta para o lado diurno.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">NASAs <a href="https://x.com/hashtag/MissionToPsyche?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#MissionToPsyche</a> on its way to explore a rare, metal-rich asteroid is about to get a speed boost from Mars. <br><br>On May 15, spacecraft will harness the Red Planets gravitational pull as a slingshot to increase its speed and adjust its trajectory. 1/2 <a href="https://t.co/ptaVFEP2x5">pic.twitter.com/ptaVFEP2x5</a></p>— NASA JPL (@NASAJPL) <a href="https://x.com/NASAJPL/status/2052816475241767303?ref_src=twsrc%5Etfw">May 8, 2026</a></blockquote></figure><p>Os engenheiros também ativaram várias ferramentas a bordo durante a aproximação, transformando o evento num <strong>importante teste antes de a sonda espacial chegar ao seu alvo, o asteroide</strong>.</p><h2>Uma expedição rumo a um misterioso mundo metálico</h2><p>A sonda Psyche dirige-se para um asteroide invulgar que os cientistas acreditam poder fazer parte do núcleo exposto de um antigo bloco de construção planetário. Se tal for verdade, <strong>o objeto poderá oferecer uma visão rara de material normalmente oculto nas profundezas de mundos rochosos como a Terra</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769999" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-novo-el-dorado-esta-no-espaco-os-asteroides-troianos-e-a-corrida-pelos-recursos.html" title="O novo 'El Dorado' está no espaço: os asteroides troianos e a corrida pelos recursos">O novo "El Dorado" está no espaço: os asteroides troianos e a corrida pelos recursos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-novo-el-dorado-esta-no-espaco-os-asteroides-troianos-e-a-corrida-pelos-recursos.html" title="O novo 'El Dorado' está no espaço: os asteroides troianos e a corrida pelos recursos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/il-nuovo-el-dorado-e-nello-spazio-gli-asteroidi-troiani-e-la-corsa-alle-risorse-1776847932395_320.jpeg" alt="O novo 'El Dorado' está no espaço: os asteroides troianos e a corrida pelos recursos"></a></article></aside><p>A sonda espacial utilizará um sistema de propulsão solar-elétrica para prosseguir a sua aproximação ao cinturão de asteroides de Psyche. <strong>A sua chegada está prevista para 2029, altura em que começará a orbitar e a estudar o asteroide em pormenor</strong>.</p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><em>NASA's Jet Propulsion Laboratory. "NASA’s Psyche spacecraft uses Mars as a giant slingshot toward a mysterious metal world." ScienceDaily. ScienceDaily, 26 May 2026. <a href="https://www.sciencedaily.com/releases/2026/05/260525040421.htm" target="_blank">https://www.sciencedaily.com/releases/2026/05/260525040421.htm</a>.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/missao-psyche-da-nasa-rumo-a-cintura-de-asteroides-ganha-impulso-com-a-aproximacao-a-marte.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As melhores plantas repelentes de moscas para o parapeito da janela da cozinha e para o jardim]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-melhores-plantas-repelentes-de-moscas-para-o-parapeito-da-janela-da-cozinha-e-para-o-jardim.html</link><pubDate>Fri, 29 May 2026 16:11:34 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Procura uma forma natural de afastar os insetos da sua casa e do seu jardim? Aqui estão algumas plantas perfumadas e invulgares que podem ajudar!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-melhores-plantas-repelentes-de-moscas-para-o-parapeito-da-janela-da-cozinha-e-para-o-jardim-1780070492169.jpg" data-image="q2nd9trllui5"><figcaption>As capuchinhas têm flores de cores vivas (em tons de amarelo, creme, vermelho vivo, salmão, bordô e outros) e são comestíveis, tal como as suas folhas, que conferem um toque apimentado a saladas ou sobremesas. Crédito: RHS</figcaption></figure><p><strong>Se não gosta de moscas e outros insetos rastejantes e gostaria de aproveitar o poder das plantas para criar um repelente natural e multifuncional</strong>, não precisa de procurar mais. Aqui estão algumas plantas perfumadas, saborosas e fascinantes para colocar em casa e no jardim, que podem ajudar a manter esses bichinhos afastados.</p><h2>Pequenas carnívoras</h2><p>Se nunca teve a alegria de cuidar de uma pequena planta carnívora que, além de ter um aspeto fascinante, também se encarrega de eliminar moscas e outros insetos da sua casa, <strong>porque não dar um salto ao centro de jardinagem para comprar uma <a href="https://www.rhs.org.uk/plants/5893/dionaea-muscipula/details" target="_blank">armadilha de Vénus</a>, uma drósera e/ou uma planta jarro?</strong></p><p>A clássica armadilha de Vénus é, sem dúvida, a escolha ideal para muitos pais que procuram despertar nos seus filhos a admiração e o fascínio pelo mundo das plantas. <strong>As características mais notáveis desta planta são um caule verde e achatado, rematado por uma armadilha articulada. O interior da armadilha pode ser de cor rosa/vermelha e apresentar pêlos muito finos a salpicar a superfície interna</strong>. Se uma mosca ou uma aranha entrar e ativar os pêlos com o mais leve toque, a armadilha fecha-se e é selada por cerdas que se entrelaçam, selando o destino da pobre criatura.</p><p>Outra opção poderia ser a <a href="https://www.rhs.org.uk/plants/16472/sarracenia-purpurea/details" target="_blank">planta jarro comum</a>, uma planta perene que forma aglomerados, com tubos colunares com tampas em forma de capuz e flores roxas de cinco pétalas. Estas plantas têm um aspeto extraterrestre e, tal como a planta carnívora de Vénus, têm um método de alimentação bastante fascinante. <strong>Tanto a planta carnívora de Vénus como a planta jarro preferem sol pleno e solo húmido e bem drenado</strong>. Ao regar, é melhor usar água destilada ou água da chuva, uma vez que os minerais da água dura da torneira (como o cálcio e o magnésio) podem matar estas plantas.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/_IEwRtNXTvw/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=_IEwRtNXTvw" id="_IEwRtNXTvw"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p><strong>Se estiver interessado em afastar insetos e ter ingredientes à mão para as suas criações culinárias</strong>, não há como errar com<strong> a <a href="https://www.rhs.org.uk/herbs/mint/grow-your-own" target="_blank">hortelã</a> e o <a href="https://www.rhs.org.uk/herbs/basil/grow-your-own" target="_blank">manjericão</a></strong>. Ambas as plantas pertencem à família das lamiáceas (Lamiaceae) e são conhecidas pela sua folhagem aromática. Os óleos essenciais intensos da hortelã e do manjericão afastam as moscas e ajudam a mascarar o cheiro de alimentos em decomposição na cozinha.</p><p><strong>Tanto a hortelã como o manjericão requerem solo bem drenado e seis a oito horas de luz solar por dia. Os parapeitos de janelas virados a sul ou a oeste são ideais</strong>. É aconselhável plantar a hortelã em vasos dentro de casa, uma vez que é uma planta de crescimento agressivo e, se plantada ao ar livre (mesmo em vasos), irá produzir sementes e espalhar-se para outras áreas do seu jardim.</p><h2>Capim-limão</h2><p><a href="https://www.rhs.org.uk/herbs/lemongrass/grow-your-own" target="_blank">Capim-limão</a> é uma erva perene deliciosamente perfumada que serve tanto como <strong>repelente eficaz de insetos como ingrediente essencial na cozinha, especialmente na confeção de deliciosos pratos vietnamitas e tailandeses</strong>. Esta planta simples também dá origem a um chá de ervas encantador, ajudando a acalmar os sentidos e a aliviar o estômago, reduzindo o inchaço.</p><p><strong>O capim-limão cultiva-se melhor em vasos, pelo que pode funcionar bem em combinação com manjericão tailandês, que também prefere sol pleno</strong> (pelo menos seis horas por dia) e solo bem drenado, mas não encharcado. Nenhuma das plantas se dá bem com o frio e precisa de ser endurecida antes de ser plantada no início do verão.</p><p>No final do outono e no inverno, é melhor levar o capim-limão e o manjericão tailandês para dentro de casa até que as temperaturas voltem a aquecer no ano seguinte. <strong>Coloque as plantas num parapeito de janela virado a sul ou a oeste, onde possam desfrutar de pelo menos seis horas de luz solar</strong>, ou (se isso não for possível) pode adquirir uma lâmpada de cultivo e proporcionar dez a doze horas de luz artificial por dia.</p><h2>Capuchinhas</h2><p><strong>As <a href="https://www.rhs.org.uk/education-learning/children-young-people/family-activities/grow-it/nasturtium" target="_blank">capuchinhas</a> libertam óleos de mostarda intensos que afastam pragas como a mosca-branca e os pulgões</strong>. Além de atuarem como repelente biológico de insetos, estes compostos à base de enxofre funcionam também como "cultura-isca", afastando as traças da couve dos seus preciosos legumes na horta.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769703" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-gratis-para-sempre-7-especies-faceis-de-propagar-para-um-jardim-exuberante-que-dura-toda-a-vida.html" title="Plantas grátis para sempre: 7 espécies fáceis de propagar para um jardim exuberante que dura toda a vida">Plantas grátis para sempre: 7 espécies fáceis de propagar para um jardim exuberante que dura toda a vida</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-gratis-para-sempre-7-especies-faceis-de-propagar-para-um-jardim-exuberante-que-dura-toda-a-vida.html" title="Plantas grátis para sempre: 7 espécies fáceis de propagar para um jardim exuberante que dura toda a vida"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/plantas-gratis-para-siempre-7-especies-faciles-de-multiplicar-para-tener-el-jardin-frondoso-toda-la-vida-1778734605436_320.jpg" alt="Plantas grátis para sempre: 7 espécies fáceis de propagar para um jardim exuberante que dura toda a vida"></a></article></aside><p>Semeie as sementes em solo recém-preparado, com uma distância de 25 cm entre elas e a uma profundidade de 2,5 cm, após o fim da última geada. <strong>As capuchinhas prosperam em solo pobre em nutrientes, seja no solo ou em vasos</strong>, uma vez que o excesso de azoto resulta numa folhagem exuberante, mas com menos flores.</p><p>Toque na camada superior de 2,5 cm do solo e, se estiver demasiado seca, regue um pouco. Os cultivadores podem optar por<strong> variedades "anãs" para vasos pequenos e por variedades "trepadeiras"</strong> para cestos suspensos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-melhores-plantas-repelentes-de-moscas-para-o-parapeito-da-janela-da-cozinha-e-para-o-jardim.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Onda de calor de maio já é a terceira mais intensa de sempre e pode prolongar-se até junho]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/onda-de-calor-de-maio-ja-e-a-terceira-mais-intensa-de-sempre-e-pode-prolongar-se-ate-junho.html</link><pubDate>Fri, 29 May 2026 14:01:08 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A onda de calor iniciada a 20 de maio está a gerar temperaturas inéditas para maio, ultrapassando os 40 °C e levando as autoridades de saúde a reforçar os alertas à população.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/onda-de-calor-de-maio-ja-e-a-terceira-mais-intensa-de-sempre-e-pode-prolongar-se-ate-junho-1780057017063.jpg" data-image="unxtb221dz4v" alt="Alvorecer de um dia quente na paisagem alentejana" title="Alvorecer de um dia quente na paisagem alentejana"><figcaption>O Alentejo foi o epicentro da onda de calor, registando as temperaturas mais elevadas e a maior persistência do calor extremo. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>A onda de calor que começou a 20 de maio em Portugal Continental já é a <strong>terceira de maior magnitude alguma vez registada em maio</strong>, revelou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). O episódio poderá estender‑se até aos primeiros dias de junho, com possibilidade de novos recordes.</p><div class="texto-destacado"><strong>O que é uma onda de calor?</strong> <br><br>De acordo com a Organização Meteorológica Mundial, considera‑se onda de calor quando, durante pelo menos seis dias consecutivos, a temperatura máxima diária ultrapassa em 5 °C o valor médio das máximas desse mês para cada estação meteorológica. O período de referência atualmente utilizado é 1991–2020.</div><p>Até às 10h00 de 28 de maio, <strong>16 estações meteorológicas automáticas</strong> da rede do IPMA encontravam-se em situação formal de onda de calor. Embora o calor persistente se faça sentir em quase todo o território continental, o fenómeno afeta sobretudo o <strong>Alentejo e o Vale do Tejo</strong>, estendendo‑se também ao <strong>Centro Litoral</strong>, onde a estação de Anadia entrou recentemente na lista.</p><h2>Recordes de temperatura e severidade do episódio</h2>Este episódio já ultrapassou os <strong>máximos absolutos de temperatura para maio</strong> registados em décadas anteriores. No total, foram observados 22 novos <strong>extremos de temperatura máxima absoluta</strong>, um no dia 26 e os restantes no dia 27.<br><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/onda-de-calor-de-maio-ja-e-a-terceira-mais-intensa-de-sempre-e-pode-prolongar-se-ate-junho-1780057164805.jpg" data-image="xxgq92fjb1nu" alt="Ondas dde calor (número de dias) registadas entre 1964 e maio de 2026" title="Ondas dde calor (número de dias) registadas entre 1964 e maio de 2026"><figcaption>O número médio de dias em onda de calor tem aumentado nas últimas décadas, refletindo a maior frequência e persistência de episódios extremos em Portugal Continental.</figcaption></figure><p>O valor mais elevado foi registado em <strong>Mora</strong>, com <strong>40,3 °C</strong>, superando o recorde nacional anterior de 40 °C, observado no Pinhão, em 1953, e em Monfortinho, em 2001. Registaram‑se ainda <strong>quatro novos extremos de temperatura mínima absoluta</strong> para maio.</p><h2>Agravamento e possível prolongamento do fenómeno</h2><p>Com uma duração média de <strong>7,9 dias</strong>, esta é a <strong>oitava onda de calor mais longa</strong> de maio desde que há registos, ainda abaixo do máximo de 9,7 dias observado em 1964. Já no que diz respeito à <strong>magnitude média</strong>, o episódio ocupa o <strong>terceiro lugar histórico</strong>, com um índice acumulado de <strong>68,9 °C</strong>, apenas superado pelos valores de 1965.</p><p>O IPMA admite que <strong>novas estações possam entrar em situação de onda de calor nos próximos dias</strong>, sobretudo no Norte e no Centro interior, onde poderão ocorrer igualmente novos extremos. Se o episódio se mantiver, poderá tornar‑se o <strong>mais extenso e intenso alguma vez registado em maio</strong>.</p><h2>Como proteger a saúde durante o calor extremo</h2><p>As ondas de calor não afetam apenas o conforto térmico, podendo também comprometer a energia, a concentração e o bem-estar ao longo do dia. Para reduzir os efeitos do calor extremo, a Direção-Geral da Saúde (DGS) recomenda <strong>beber água regularmente</strong>, mesmo sem sede, e desaconselha o consumo de bebidas alcoólicas ou com cafeína. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É igualmente aconselhável <strong>permanecer em locais frescos ou climatizados</strong> durante duas a três horas por dia e manter janelas, persianas e estores fechados nas horas de maior calor.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A exposição solar deve ser evitada entre as <strong>11h00 e as 17h00</strong>. Durante esse período, é importante usar protetor solar com fator 30 ou superior e reaplicá-lo de duas em duas horas. </p><p>Também se recomenda o uso de <strong>roupa clara, leve e larga</strong>, bem como chapéu e óculos de sol, além de evitar atividades físicas intensas no exterior. Em caso de necessidade de fazer viagens de carro, devem privilegiar-se os períodos menos quentes do dia e nunca permanecer dentro da viatura exposta ao sol.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/onda-de-calor-de-maio-ja-e-a-terceira-mais-intensa-de-sempre-e-pode-prolongar-se-ate-junho-1780057340712.jpg" data-image="f95b2xzaheq9" alt="Mapa com os recordes de temperaturas máximas registados no dia 27 de maio de 2026" title="Mapa com os recordes de temperaturas máximas registados no dia 27 de maio de 2026"><figcaption>No dia 27 de maio, Portugal bateu 21 recordes de temperatura máxima, incluindo o extremo de 40,3 °C em Mora. Mapa: IPMA</figcaption></figure><p>A DGS sublinha ainda a necessidade de vigilância reforçada sobre os <strong>grupos mais vulneráveis</strong>, como crianças, idosos, grávidas e pessoas com doenças crónicas. As <strong>crianças</strong>, em particular, devem ser incentivadas a beber água com frequência, enquanto os bebés com menos de seis meses não devem ser expostos diretamente ao sol.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771087" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-para-o-verao-em-portugal-as-anomalias-que-deve-esperar-em-junho-julho-e-agosto.html" title="Previsão para o verão em Portugal: as anomalias que deve esperar em junho, julho e agosto">Previsão para o verão em Portugal: as anomalias que deve esperar em junho, julho e agosto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-para-o-verao-em-portugal-as-anomalias-que-deve-esperar-em-junho-julho-e-agosto.html" title="Previsão para o verão em Portugal: as anomalias que deve esperar em junho, julho e agosto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-para-o-verao-em-portugal-as-anomalias-que-deve-esperar-em-junho-julho-e-agosto-1779927224019_320.jpg" alt="Previsão para o verão em Portugal: as anomalias que deve esperar em junho, julho e agosto"></a></article></aside><p>A <strong>população idosa</strong>, por seu turno, deverá ser acompanhada de perto, assegurando-lhe uma hidratação adequada. Perante <strong>sinais de alerta</strong>, como febre, náuseas ou transpiração excessiva, a DGS relembra que se deve contactar o SNS 24 (808 24 24 24) ou, em emergência, o 112.</p><h3><em>Referências do artigo</em></h3><p><em><a href="https://www.ipma.pt/pt/media/noticias/documentos/2026/Onda_calor_maio2026-28052026.pdf" target="_blank">Onda de Calor Portugal Continental</a>– Maio de 2026 – IPMA</em></p><p><em><a href="https://www.ipma.pt/pt/enciclopedia/clima/index.html?page=onda.calor.xml" target="_blank">O que é a onda de calor?</a> – IPMA</em></p><p><em><a href="https://www.sns24.gov.pt/pt/tema/prevencao-e-cuidados-de-saude/proteja-se-contra-o-calor" target="_blank">Proteja-se contra o calor </a> - SNS24</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/onda-de-calor-de-maio-ja-e-a-terceira-mais-intensa-de-sempre-e-pode-prolongar-se-ate-junho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Grande mudança nos mapas do tempo, Alfredo Graça avisa: “A circulação atmosférica vai mudar a partir de 1 de junho”]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/grande-mudanca-nos-mapas-do-tempo-alfredo-graca-avisa-a-circulacao-atmosferica-vai-mudar-a-partir-de-1-de-junho.html</link><pubDate>Fri, 29 May 2026 12:59:33 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após a onda de calor mais severa desde 1953 para um mês de maio, Portugal continental iniciará junho com temperaturas mais amenas. A provável chegada de ar polar marítimo traduzir-se-á num alívio térmico generalizado e no regresso da chuva. </p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xabq88y"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xabq88y.jpg" id="xabq88y"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Em contraste absoluto com<strong> a atual onda de calor</strong>, que teve início a 20 de maio em Portugal continental e já confirmada pelo IPMA como <strong>“a mais severa e quente no país desde, pelo menos, 1953, superando a barreira histórica dos 40 °C no mês de maio”</strong>, o mês de junho irá arrancar com uma circulação atlântica relativamente ativa e temperaturas mais próximas da média.</p><p>Após o episódio de calor extremo que tem estado a marcar a reta final de maio, embora com um alívio térmico já verificado nas regiões do litoral Norte e Centro desde ontem (quinta-feira, 28), os mapas de referência da Meteored revelam uma <strong>substituição gradual da massa de ar tropical continental (muito quente e seca) por outra mais fresca e húmida, vinda do Atlântico e com origem polar marítima</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/grande-mudanca-nos-mapas-do-tempo-alfredo-graca-avisa-a-circulacao-atmosferica-vai-mudar-a-partir-de-1-de-junho-1780057107576.png" data-image="l4np68b8hki4"><figcaption>Na próxima terça-feira, 2 de junho, o ambiente fresco já estará praticamente generalizado em Portugal continental. Apenas alguns locais do Baixo Alentejo e Sotavento Algarvio se apresentarão como o último reduto do calor intenso. </figcaption></figure><p><strong>Nos próximos dias a lenta deslocação da massa de ar quente para leste</strong>, associada à passagem progressiva a um padrão atmosférico em que predominará o fluxo de noroeste (transporte de ar marítimo mais fresco) <strong>continuará a gerar uma descida gradual das temperaturas nas regiões do litoral</strong>, uma vez que nas do interior o calor permanecerá relativamente intenso pelo menos até segunda-feira, 1 de junho.</p><p>A partir da<strong> próxima terça-feira, dia 2, espera-se que o alívio térmico se espalhe também para o interior, pelo que o ambiente mais fresco abrangerá </strong>quase toda a geografia de Portugal continental, exceto em alguns locais do Sotavento Algarvio, tal como se pode verificar abaixo no mapa de anomalia de temperatura.</p><h2>Prevê-se um domínio da NAO+ no início de junho, possivelmente até ao dia 10</h2><p>A última atualização do gráfico de “Probabilidades dos regimes meteorológicos - Previsão de variação sub-sazonal do ECMWF” continua a insistir, para a primeira semana de junho, <strong>no domínio do regime atmosférico NAO+</strong> (ou NAO positiva - também conhecida como Oscilação do Atlântico Norte em fase positiva), tendo início <strong>na segunda (1) e podendo, inclusive, ir mais além, até à quarta-feira, dia 10</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/grande-mudanca-nos-mapas-do-tempo-alfredo-graca-avisa-a-circulacao-atmosferica-vai-mudar-a-partir-de-1-de-junho-1780056646076.jpg" data-image="1anlyxln9ybn"><figcaption>O gráfico sub-sazonal do ECMWF aposta, com cada vez mais consistência, num regime atmosférico de NAO+ nos primeiros 7 a 10 dias de junho.</figcaption></figure><p>Este tipo de gráfico permite a análise dos padrões atmosféricos mais prováveis para a Europa e Atlântico Norte a curto, médio e longo prazo (aproximadamente 6 semanas). Não prevê chuva ou temperatura de forma direta, mas sim os <strong>regimes atmosféricos dominantes que modulam a circulação do jato polar e a distribuição dos anticiclones e depressões</strong>.</p><p>Como referido anteriormente pela <strong>Meteored Portugal, prevê-se que o regime NAO+ domine os primeiros dias de junho</strong>. Quando este padrão atmosférico se impõe, está geralmente associado a uma fase em que tanto o anticiclone dos Açores como a depressão da Islândia estão bastante robustos (forte gradiente de pressão entre os dois centros de ação, daí o sinal positivo da NAO), o que se traduz na circulação de depressões atlânticas mais pelo norte da Europa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/grande-mudanca-nos-mapas-do-tempo-alfredo-graca-avisa-a-circulacao-atmosferica-vai-mudar-a-partir-de-1-de-junho-1780056824431.png" data-image="ydzn1py21ydo"><figcaption>A descida térmica dos próximos dias será gradual e dever-se-á à lenta e progressiva deslocação da massa de ar quente para leste, fomentada pela chegada e predomínio de um fluxo de noroeste, que transporta ar marítimo mais frio, contribuindo para o alívio do calor de forma generalizada.</figcaption></figure><p><strong>As tendências térmicas do modelo ECMWF para a primeira semana de junho</strong> são bem evidentes e coincidem com outro dos principais modelos de previsão meteorológica à escala mundial (GFS). Ambos sugerem que as temperaturas em Portugal continental (e em grande parte da Europa) serão bem mais frescas face à semana atual, situando-se em <strong>valores dentro, ou até mesmo inferiores à média na maioria das regiões</strong>.</p><h2>Primeira semana de junho mais fresca e com provável regresso da chuva </h2><p>Analisando os mapas a curto prazo, observa-se a continuidade de um anticiclone dos Açores robusto, a rondar os 1030 hPa de pressão atmosférica no seu centro, favorecendo estabilidade atmosférica sobre Portugal continental. Não obstante, <strong>a sua posição não impedirá totalmente a passagem de algumas frentes atlânticas em fase de dissipação</strong>, podendo surgir precipitação fraca e dispersa sobre o litoral Norte e Centro e algumas áreas montanhosas nos dias <strong>2 e 4 de junho</strong>.</p><p><strong>Os ventos de Oeste e Noroeste</strong>, procedentes do Atlântico e associados à chegada do ar polar marítimo, <strong>ganharão intensidade</strong>, passando a ter um papel ativo nas condições meteorológicas dominantes em Portugal continental na primeira semana de junho, <strong>ajudando a regular as temperaturas</strong>, especialmente na <strong>faixa costeira ocidental, nas Regiões Norte e Centro e também no Algarve</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/grande-mudanca-nos-mapas-do-tempo-alfredo-graca-avisa-a-circulacao-atmosferica-vai-mudar-a-partir-de-1-de-junho-1780056221563.png" data-image="5gwtv9dhc9h6"><figcaption>No que diz respeito à precipitação, as cartas de previsão a curto e médio prazo do modelo Europeu detetam um tempo mais variável, com dias secos e estáveis a alternar com outros algo mais húmidos e instáveis. Além dos dias 2 e 4, começa-se a desenhar a possibilidade de chover nos dias 5 e 6, novamente com maior probabilidade e frequência na Região Norte e nalguns locais do Centro.</figcaption></figure><p>Apesar da robustez do anticiclone dos Açores e da proximidade deste centro de altas pressões à nossa geografia continental, as ligeiras variações na sua posição ao longo da primeira semana de junho serão suficientemente ativas para <strong>permitir alguma variabilidade dos estados do tempo à escala diária no nosso país</strong>, algo ao qual também estará indubitavelmente associado um jato polar mais ondulante.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771332" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudanca-radical-de-tempo-em-portugal-a-corrente-de-jato-polar-podera-ficar-muito-ondulada-dentro-de-7-dias.html" title="Mudança radical de tempo em Portugal: a corrente de jato polar poderá ficar muito ondulada dentro de 7 dias">Mudança radical de tempo em Portugal: a corrente de jato polar poderá ficar muito ondulada dentro de 7 dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudanca-radical-de-tempo-em-portugal-a-corrente-de-jato-polar-podera-ficar-muito-ondulada-dentro-de-7-dias.html" title="Mudança radical de tempo em Portugal: a corrente de jato polar poderá ficar muito ondulada dentro de 7 dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-climatica-radical-em-portugal-a-corrente-de-jato-polar-podera-ficar-muito-ondulada-dentro-de-7-dias-1780052327163_320.png" alt="Mudança radical de tempo em Portugal: a corrente de jato polar poderá ficar muito ondulada dentro de 7 dias"></a></article></aside><p>De acordo com as cartas sinópticas, além de terça e quinta-feira, dias 2 e 4 de junho, prevê-se a possibilidade da <strong>precipitação se repetir posteriormente no nosso território, possivelmente nos dias 5 e 6 de junho</strong>, devido à chegada de outro sistema frontal relativamente ativo, associado a uma profunda depressão atlântica, possivelmente situada a oes-noroeste das Ilhas Britânicas.</p><p>O potencial desenrolar desta situação atmosférica resultará, à superfície, num <strong>aumento da nebulosidade, com previsão de chuva fraca a pontualmente moderada na Região Norte e em algumas zonas do Centro</strong>, especialmente nas áreas montanhosas desta região.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/grande-mudanca-nos-mapas-do-tempo-alfredo-graca-avisa-a-circulacao-atmosferica-vai-mudar-a-partir-de-1-de-junho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mudança radical de tempo em Portugal: a corrente de jato polar poderá ficar muito ondulada dentro de 7 dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudanca-radical-de-tempo-em-portugal-a-corrente-de-jato-polar-podera-ficar-muito-ondulada-dentro-de-7-dias.html</link><pubDate>Fri, 29 May 2026 11:54:11 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois de dias de calor intenso, Portugal poderá entrar numa fase mais atlântica no início de junho. A corrente de jato polar deverá ficar mais ondulada, favorecendo maior nebulosidade, vento e chuva entre os dias 4 e 7.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xabpst0"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xabpst0.jpg" id="xabpst0"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal encontra-se ainda sob influência de uma massa de ar muito quente, responsável pelas temperaturas excecionalmente elevadas registadas nos últimos dias.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p><strong>Durante esta sexta-feira, 29</strong> de maio, e ao longo do último fim de semana do mês, <strong>o calor continuará a fazer-se sentir de forma intensa</strong> no interior Norte e Centro, bem como no Alentejo, Algarve e regiões próximas da fronteira com Espanha, onde os termómetros poderão ultrapassar os 36 a 38 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-climatica-radical-em-portugal-a-corrente-de-jato-polar-podera-ficar-muito-ondulada-dentro-de-7-dias-1780052229942.png" data-image="gpufehqswime" alt="Temperatura e Pressão" title="Temperatura e Pressão"><figcaption>Apesar do calor ainda intenso no interior, o litoral entre Lisboa e Viana do Castelo começa a sentir ar mais fresco vindo de norte.</figcaption></figure><p>Apesar disso, já são visíveis os primeiros sinais de mudança. O anticiclone dos Açores, alongado sobre o Atlântico, continuará a proteger Portugal das frentes atlânticas, <strong>garantindo um fim de semana estável e seco</strong>. Contudo, ar mais fresco vindo de Norte em direção à faixa costeira entre Lisboa e Viana do Castelo irá influenciar as temperaturas.</p><p><strong>Este </strong><strong>arrefecimento vai avançar gradualmente para algumas zonas do interior Norte e Centro</strong>, embora as regiões fronteiriças continuem sob influência do ar quente continental.</p><h2>A corrente de jato polar aproxima-se da Península Ibérica</h2><p>A partir de <strong>segunda-feira, 2 de junho,</strong><strong> a circulação atmosférica sobre o Atlântico Norte irá sofrer alterações importantes.</strong> A corrente de jato polar, uma faixa de ventos muito fortes em altitude que separa massas de ar quente e frio irá descer para latitudes mais próximas da Península Ibérica.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-climatica-radical-em-portugal-a-corrente-de-jato-polar-podera-ficar-muito-ondulada-dentro-de-7-dias-1780052327163.png" data-image="4g3bwga0z2il" alt="Vento 500 hPa" title="Vento 500 hPa"><figcaption>A 2 de junho, a corrente de jato polar desce de latitude e aproxima-se da Península Ibérica, sinalizando uma mudança no padrão atmosférico.</figcaption></figure><p>O forte contraste entre o anticiclone dos Açores e várias depressões atlânticas vai desestabilizar esta corrente, que ao longo da primeira semana de junho, terá ondulações marcadas. Embora este fenómeno ocorra a cerca de 9 a 11 quilómetros de altitude, <strong>as suas consequências podem ser sentidas à superfície através de um aumento da nebulosidade, maior humidade atmosférica, reforço do vento e uma atmosfera progressivamente mais instável</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771124" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-modelo-europeu-divide-junho-em-duas-partes-nao-e-depois-um-bloqueio-escandinavo-com-possiveis-efeitos-em-portugal.html" title="O modelo europeu divide junho em duas partes: NAO+ e depois um bloqueio escandinavo com possíveis efeitos em Portugal">O modelo europeu divide junho em duas partes: NAO+ e depois um bloqueio escandinavo com possíveis efeitos em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-modelo-europeu-divide-junho-em-duas-partes-nao-e-depois-um-bloqueio-escandinavo-com-possiveis-efeitos-em-portugal.html" title="O modelo europeu divide junho em duas partes: NAO+ e depois um bloqueio escandinavo com possíveis efeitos em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-modelo-europeu-divide-junho-em-duas-partes-nao-e-depois-um-bloqueio-escandinavo-com-possiveis-efeitos-em-portugal-1779969016485_320.jpeg" alt="O modelo europeu divide junho em duas partes: NAO+ e depois um bloqueio escandinavo com possíveis efeitos em Portugal"></a></article></aside><p>Os mapas sugerem que <strong>durante os primeiros dias de junho (dia 2) poderão surgir períodos de chuva fraca no Norte e Centro,</strong> acompanhados por uma cobertura de nuvens mais extensa do que a observada nos últimos dias.</p><h2>Entre 4 e 7 de junho, a instabilidade poderá aumentar</h2><p><strong>A mudança mais significativa poderá ocorrer entre os dias 4 e 7 de junho.</strong> Os modelos apontam para o desenvolvimento de uma profunda depressão a norte das Ilhas Britânicas, capaz de amplificar ainda mais as ondulações da corrente de jato polar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-climatica-radical-em-portugal-a-corrente-de-jato-polar-podera-ficar-muito-ondulada-dentro-de-7-dias-1780052711073.jpg" data-image="murzwa29jb6f" alt="Chuva e pressão" title="Chuva e pressão"> <figcaption>Uma depressão profunda a noroeste das Ilhas Britânicas poderá acentuar a ondulação do jato polar entre 4 e 7 de junho.</figcaption></figure><p>Os mapas de precipitação acumulada indicam que a maior parte da chuva prevista para a primeira semana de junho poderá concentrar-se precisamente neste período, sobretudo nas regiões Norte e Centro. Caso este cenário se confirme, <strong>o primeiro fim de semana dos Santos Populares poderá ser marcado por tempo mais ameno, húmido e ocasionalmente chuvoso</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-climatica-radical-em-portugal-a-corrente-de-jato-polar-podera-ficar-muito-ondulada-dentro-de-7-dias-1780052866012.jpg" data-image="0eg9fvkg9bir"></figure><p>Após vários dias dominados pelo calor intenso, <strong>o início de junho poderá assim trazer uma atmosfera bastante diferente,</strong> mais próxima dos padrões típicos de circulação atlântica do que dos episódios de calor persistente ainda a ser sentidos no final deste mês.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudanca-radical-de-tempo-em-portugal-a-corrente-de-jato-polar-podera-ficar-muito-ondulada-dentro-de-7-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Astrónomos criam nova árvore genealógica da Via Láctea: o cataclismo que poderia ter apagado o seu passado]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-criam-nova-arvore-genealogica-da-via-lactea-o-cataclismo-que-poderia-ter-apagado-seu-passado.html</link><pubDate>Fri, 29 May 2026 08:45:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Um novo estudo reconstrói a turbulenta juventude da Via Láctea: o disco galáctico já estava em rotação antes do impacto com Gaia-Salsicha-Enceladus, uma fusão que provavelmente foi menos destrutiva do que se esperava.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomi-creano-un-nuovo-albero-genealogico-della-via-lattea-il-cataclisma-che-poteva-cancellarne-il-passato-1779355422181.jpeg" data-image="p9cgmz6q9e9x" alt="Gaia-Sausage-Enceladus" title="Gaia-Sausage-Enceladus"><figcaption>Representação artística da colisão entre a Via Láctea e a galáxia Gaia-Salsicha-Enceladus, que ocorreu aproximadamente entre 9 e 10 mil milhões de anos atrás.</figcaption></figure><p><strong>No início do Universo as interações entre galáxias eram bastante frequentes</strong>. As galáxias estavam sujeitas a colisões de diferentes graus de catástrofe; da mesma forma, a captura de nuvens moleculares gigantes ou galáxias menores por galáxias maiores era um evento comum.</p><p>A nossa própria galáxia, a <strong>Via Láctea</strong>, não foi exceção. <strong>Até hoje, ela conserva vestígios destas colisões</strong>. Graças ao imenso volume de medições de alta precisão recolhidas durante a missão Gaia, um estudo recente possibilitou <strong>reconstruir a história da jovem Via Láctea e identificar as "cicatrizes" de colisões antigas</strong>.</p><h2>Via Láctea em formação, mas que já rodava<br></h2><p><strong>No início do Universo, as fusões de galáxias eram mais frequentes</strong> porque o universo era mais compacto, denso e rico em gás. Era uma época cosmológica durante a qual as galáxias ainda estavam a formar-se através de fusões sucessivas.</p><p>De acordo com o <strong>modelo cosmológico Lambda-CDM</strong>, pequenos halos de matéria escura gradualmente agregaram-se para formar halos cada vez maiores. Dentro dessas estruturas, a formação de galáxias começou, e as <strong>galáxias cresceram através de colisões, acreção de gás e incorporação de sistemas menores</strong>.</p><div class="texto-destacado">O modelo cosmológico padrão Lambda-CDM descreve o universo como um sistema dominado por dois componentes invisíveis: a energia escura (Λ), responsável pela expansão acelerada, e a matéria escura fria (CDM), que impulsiona a formação de galáxias e aglomerados. Nesse modelo, as estruturas cósmicas crescem hierarquicamente: primeiro, formam-se pequenos halos de matéria escura, seguidos por galáxias cada vez maiores, construídas através de fusões e acreção.</div><p>Como apontam os dois autores do estudo, Matthew Orkney e Chervin Laporte, num artigo publicado no periódico <em>Monthly Notices of the Royal Astronomical Society</em>,<strong> a nossa galáxia serve como um laboratório único para o estudo dos processos de acreção de galáxias jovens</strong>, uma vez que somos capazes de medir a idade, a composição química e os movimentos de estrelas individuais.</p><p>O <strong>estudo focou na rotação primordial da galáxia</strong>. No âmbito do projeto Auriga, considerando 30 galáxias semelhantes à nossa, foram simuladas as consequências de uma variedade de colisões possíveis, revelando que, enquanto uma fusão radial pode apagar quase completamente os traços cinemáticos de um disco antigo, uma ou mais fusões menores podem aquecê-lo e deformá-lo sem destruí-lo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomi-creano-un-nuovo-albero-genealogico-della-via-lattea-il-cataclisma-che-poteva-cancellarne-il-passato-1779355664403.png" data-image="04aglrby61if"><figcaption>Exemplo de simulação de campos magnéticos galácticos obtida utilizando os supercomputadores do Projeto Auriga. Crédito: Projeto Auriga.</figcaption></figure><p>O resultado é surpreendente:<strong> apesar das colisões, o nosso disco estelar pode ser mais antigo e mais resistente do que se pensava anteriormente</strong>.</p><h2>Gaia-Sausage-Enceladus foi menos violento do que o esperado</h2><p>A <strong>Via Láctea primordial </strong>ainda carrega os vestígios, ou melhor, as cicatrizes, de uma antiga colisão que culminou numa fusão. A <strong>galáxia anã que colidiu com a nossa há aproximadamente 11 mil milhões de anos é chamada de Gaia-Sausage-Enceladus</strong>.<em></em></p><div class="texto-destacado">O nome Gaia-Sausage-Enceladus combina vários elementos: Gaia, a missão astrométrica cujos dados permitiram a identificação de estrelas pertencentes à galáxia anã; Salsicha, porque as velocidades da galáxia anã têm uma distribuição em forma de salsicha; e Encélado, em homenagem ao gigante mitológico que foi derrotado e sepultado (dentro da Via Láctea).</div><p>Graças às medições das posições e velocidades de milhões de estrelas, possibilitadas pela missão Gaia, os astrónomos <strong>conseguiram identificar as estrelas que compõem esta galáxia anã</strong>.</p><p>Ao contrário das estrelas "indígenas" — aquelas nativas da Via Láctea —, estas <strong>estrelas seguem órbitas altamente alongadas (em forma de salsicha)</strong> e constituem um componente significativo do halo galáctico.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Há aproximadamente 9 a 10 mil milhões de anos, a nossa galáxia colidiu com a galáxia anã Gaia-Sausage-Enceladus. Evidências deste impacto ainda podem ser observadas hoje na rotação da galáxia.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>De acordo com as conclusões deste estudo, o impacto não foi de grande magnitude. <strong>As estrelas da nossa galáxia, algumas com até 13,5 mil milhões de anos, ainda conservam vestígios significativos do seu movimento rotacional original</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomi-creano-un-nuovo-albero-genealogico-della-via-lattea-il-cataclisma-che-poteva-cancellarne-il-passato-1779355880642.png" data-image="eycsozqelbed" alt="Andromeda" title="Andromeda"><figcaption>Esta ilustração retrata uma fase da fusão prevista entre a nossa galáxia, a Via Láctea, e a galáxia vizinha de Andrómeda, tal como se desenrolará ao longo dos próximos mil milhões de anos. Nesta imagem — que representa o céu noturno da Terra daqui a 3,75 mil milhões de anos — Andrómeda (à esquerda) preenche todo o campo de visão e começa a distorcer a Via Láctea devido à força das marés. NASA; ESA; Z. Levay e R. van der Marel, STScI; T. Hallas; e A. Mellinger.</figcaption></figure><p>Se o impacto com Gaia-Sausage-Enceladus tivesse sido verdadeiramente violento, teria apagado todos os vestígios dessa rotação ordenada entre as antigas populações estelares do disco.</p><p>Estima-se que <strong>a primeira aproximação da galáxia anã tenha ocorrido há aproximadamente 11 mil milhões de anos</strong>, enquanto a fusão em si ter-se-ia concluído entre 10 e 9 mil milhões de anos atrás.</p><p><strong> </strong></p><h2>A explosão de formação estelar oculta em aglomerados globulares</h2><p>Evidências que confirmam este encontro próximo com a galáxia anã Gaia-Sausage-Enceladus podem ser encontradas não apenas em padrões de rotação, mas também em aglomerados globulares: <strong>aglomerações esféricas de estrelas unidas pela gravidade</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-fantasma-de-uma-colisao-cosmica-foi-descoberto-no-aglomerado-de-perseu.html" title="O 'fantasma' de uma colisão cósmica foi descoberto no aglomerado de Perseu">O "fantasma" de uma colisão cósmica foi descoberto no aglomerado de Perseu</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-fantasma-de-uma-colisao-cosmica-foi-descoberto-no-aglomerado-de-perseu.html" title="O 'fantasma' de uma colisão cósmica foi descoberto no aglomerado de Perseu"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/descubren-el-fantasma-de-una-colision-cosmica-en-el-cumulo-de-perseo-1745427599021_320.jpg" alt="O 'fantasma' de uma colisão cósmica foi descoberto no aglomerado de Perseu"></a></article></aside><p>Estes aglomerados estelares têm uma idade que coincide com a época daquela primeira passagem próxima. Acredita-se que os <strong>efeitos gravitacionais exercidos por esta galáxia anã sobre o gás presente no halo da nossa Galáxia</strong> desencadearam um episódio de intensa formação estelar, uma "explosão estelar".</p><p>Consequentemente, <strong>esta fusão primordial não destruiu a Via Láctea</strong>; em vez disso, transformou-a: aquecendo uma porção do seu disco, misturando populações estelares de diversas origens e comprimindo o gás para dar origem a novas estrelas e aglomerados.</p><p><strong> </strong></p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://academic.oup.com/mnras/article/548/4/staf2154/8667673?login=false" target="_blank">Build-up and survival of the disc: from numerical models of galaxy formation to the Milky Way</a>. 07 de maio, 2026. Matthew Orkney e Chervin Laporte.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-criam-nova-arvore-genealogica-da-via-lactea-o-cataclismo-que-poderia-ter-apagado-seu-passado.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Novo estudo revela como se pode melhorar a previsão climática sazonal com recurso a tubarões]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/novo-estudo-revela-como-se-pode-melhorar-a-previsao-climatica-sazonal-com-recurso-a-tubaroes.html</link><pubDate>Fri, 29 May 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A colocação de transmissores por satélite em animais é uma forma comum de os estudar e de rastrear os seus padrões migratórios, mas alguns cientistas perceberam que podem fazer muito mais do que isso.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/novo-estudo-revela-como-se-pode-melhorar-a-previsao-climatica-sazonal-com-recurso-a-tubaroes-1779051973645.jpg" data-image="tsrtxjjxzqyh" alt="Tubarões" title="Tubarões"><figcaption>Os tubarões poderão servir como um sistema de sensores móveis e de grande alcance </figcaption></figure><p>Um estudo publicado recentemente na Nature-Climate and Atmospheric Science veio demonstrar, uma vez mais, a importância da colaboração interdisciplinar, neste caso entre a biologia, a oceanografia e a ciência climática.</p><h2>Obtenção de dados do oceano através de tubarões</h2><p>Tudo começou, há uns anos, quando o antigo cientista de tubarões da Escola Rosenstiel, Neil Hammerschlag, e o cientista atmosférico Ben Kirtman, através da colocação de transmissores por satélite em tubarões, a fim de estudarem estes animais e obterem dados de observação do oceano, chegaram à conclusão que os dados obtidos sobre os oceanos <strong>poderiam beneficiar também a modelação climática.</strong></p><p>Estas observações do oceano poderiam ter uma grande vantagem, atendendo que os sistemas de observação convencionais não captam frequentemente a variabilidade de pequena escala em regiões oceânicas dinâmicas.</p><p>Numa investigação recente, Laura H. McDonnell, investigadora na Instituição Oceanográfica Woods Hole (WHOI), juntamente com outros cientistas, liderou uma equipa que <strong>fixou sensores nas barbatanas dorsais de 18 tubarões-azuis (Prionace glauca) e um tubarão-mako-de-barbatana-curta (Isurus oxyrinchus) no Atlântico Noroeste.</strong></p><p>Obtiveram-se, assim, inúmeros dados especialmente das zonas dinâmicas do oceano, tais como frentes e vórtices, dado que estes predadores marinhos procuram naturalmente estas zonas dinâmicas do oceano, zonas onde existe uma lacuna de dados convencionais.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os tubarões transmitiram mais de 8.200 perfis de temperatura e profundidade numa vasta gama de locais e profundidades, atingindo quase 2.000 metros. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os tubarões-azuis, em particular, podem mergulhar a profundidades até quase 2000 metros, o que significa que experimentam frequentemente variações de temperatura até 20 °C.</p><p>Os sensores acoplados aos tubarões <strong>registaram a profundidade e a temperatura à medida que se deslocavam pelo oceano, os satélites recolhiam e transmitiam estes dados de alta resolução em tempo quase real.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/novo-estudo-revela-como-se-pode-melhorar-a-previsao-climatica-sazonal-com-recurso-a-tubaroes-1779052179925.jpg" data-image="9konae7e5soo" alt="Oceano" title="Oceano"><figcaption>Os tubarões recolhem dados do oceano em zonas onde os dados observacionais são escassos</figcaption></figure><p>Embora os dados estivessem concentrados na costa leste dos EUA, a norte da Virgínia, os tubarões percorreram áreas tão a sul como a Florida e até ao meio do Atlântico.</p><p>Os autores do estudo realçam que os sensores acoplados em animais não substituem os sistemas de observação tradicionais, mas são uma ferramenta complementar.</p><h2>Integração dos dados num modelo climático sazonal</h2><p>Um subconjunto dos dados obtidos foi integrado no Modelo do Sistema Climático Comunitário da University Corporation for Atmospheric Research (UAAR). Este modelo simula o sistema climático da Terra e permite aos investigadores estudar os estados climáticos passados, presentes e futuros do planeta.</p><p>Isto permitiu aos autores do estudo comparar as condições meteorológicas resultantes das previsões dos modelos integrando os dados recolhidos pelos tubarões, bem como aquelas dos modelos tradicionais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="748879" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-grupo-de-cientistas-alertam-que-os-oceanos-absorveram-niveis-recordes-de-calor-em.html" title="Um grupo de cientistas alertam que os oceanos absorveram níveis recordes de calor em 2025">Um grupo de cientistas alertam que os oceanos absorveram níveis recordes de calor em 2025</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-grupo-de-cientistas-alertam-que-os-oceanos-absorveram-niveis-recordes-de-calor-em.html" title="Um grupo de cientistas alertam que os oceanos absorveram níveis recordes de calor em 2025"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/um-grupo-de-cientistas-alertam-que-os-oceanos-absorveram-niveis-recordes-de-calor-em-1768314942527_320.jpg" alt="Um grupo de cientistas alertam que os oceanos absorveram níveis recordes de calor em 2025"></a></article></aside><p><strong>Os dados obtidos pelos tubarões mostraram melhorias mensuráveis no desempenho das previsões,</strong> particularmente em regiões costeiras e de plataforma continental dinâmicas, que são importantes para os ecossistemas marinhos e para a pesca.</p><div class="texto-destacado">Ao incorporar os dados recolhidos pelos tubarões num modelo climático sazonal, McDonnell e a sua equipa descobriram que os erros de previsão na superfície do oceano diminuíram substancialmente em determinadas regiões, com melhorias que chegaram aos 40% em casos específicos.</div><p>O desempenho melhorado foi particularmente notável ao longo da plataforma continental pouco profunda, onde reduziu o erro do modelo em 43% em novembro e 33% em dezembro. <strong>Isto representou uma precisão de cerca de 1,5°C nas previsões da temperatura da superfície do mar</strong>, uma melhoria significativa num ambiente onde pequenas variações de temperatura podem provocar grandes alterações ecológicas.</p><p>Para a pesca e as comunidades costeiras, pequenas melhorias nas previsões oceânicas podem fazer uma grande diferença, pois, reduzindo a incerteza da previsão ajuda as pessoas a planear, seja onde pescar, como gerir os recursos ou como responder às mudanças nas condições.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/novo-estudo-revela-como-se-pode-melhorar-a-previsao-climatica-sazonal-com-recurso-a-tubaroes-1779053310051.jpg" data-image="tor2ybzy1h3c" alt="Pescas" title="Pescas"><figcaption>As previsões oceânicas precisas são cruciais para diferentes áreas, nomeadamente para a gestão da pesca</figcaption></figure><p>As previsões oceânicas são geralmente menos fiáveis em áreas que mudam rapidamente e onde faltam dados de observação tradicionais, como é o caso das frentes oceânicas e dos vórtices e é nestas zonas que a previsão melhora, pois é onde os tubarões se deslocam mais.</p><div class="texto-destacado">Este é o primeiro estudo a integrar experimentalmente dados de sensores acoplados a animais num modelo climático sazonal e a quantificar o seu impacto no desempenho das previsões, sugerindo potencial para uso operacional futuro.</div><p>Este estudo demonstra que os <strong>dados de temperatura e profundidade recolhidos pelos tubarões marcados podem melhorar a precisão das previsões oceânicas </strong>no Oceano Atlântico Noroeste.</p><h3><em>Referência da notícia: </em></h3><p><em><a href="https://doi.org/10.1038/s41612-026-01394-9">Laura H. McDonnell, Ben P. Kirtman et al., “Improved seasonal climate forecasting using shark-borne sensor data in a dynamic ocean”, Nature – Climate and Atmospheric Science, Published: 28 April 2026</a></em> </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/novo-estudo-revela-como-se-pode-melhorar-a-previsao-climatica-sazonal-com-recurso-a-tubaroes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Anona: a fruta cremosa que desafia as alterações climáticas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/anona-a-fruta-cremosa-que-desafia-as-alteracoes-climaticas.html</link><pubDate>Fri, 29 May 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>A anona, fruto indiano com sabor a natas, destaca-se pela resistência à seca e pode tornar-se uma das culturas agrícolas mais importantes do futuro.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/anona-a-fruta-cremosa-que-desafia-as-alteracoes-climaticas-1779867291607.jpg" data-image="7g6h5nwtjg9v" alt="Anona" title="Anona"><figcaption>A anona destaca-se pela resistência à seca e pelo sabor cremoso, tornando-se uma aposta promissora para a agricultura sustentável.</figcaption></figure><p>Num cenário global marcado pelas alterações climáticas, pela escassez de água e pela pressão crescente sobre a produção alimentar, investigadores e agricultores <strong>procuram culturas capazes de resistir a condições extremas sem perder valor económico</strong>.</p><p>Entre essas apostas surge um <strong>fruto tradicional da Índia </strong>que começa a despertar atenção internacional: <strong>a anona, conhecida pelo sabor doce e cremoso semelhante a natas</strong>.</p><p>Embora durante muitos anos tenha sido <strong>vista como uma fruta regional, consumida sobretudo em mercados locais asiáticos</strong>, a anona está agora a ganhar protagonismo graças à sua extraordinária resistência à seca.</p><p>Num período em que várias culturas agrícolas enfrentam perdas devido ao aumento das temperaturas e à irregularidade das chuvas, <strong>esta planta tropical revela uma capacidade rara de adaptação</strong>.</p><h2>A ciência entra em campo</h2><p>O interesse científico em torno da anona intensificou-se nos últimos anos.</p><p>Equipas de investigação agrícola na Índia têm desenvolvido <strong>programas de desenvolvimento genético destinados a criar variedades mais resistentes</strong>, produtivas e adequadas às novas condições climáticas.</p><p>O objetivo é <strong>transformar uma cultura tradicional num recurso estratégico para o futuro alimentar</strong> de regiões vulneráveis à desertificação.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ao contrário de frutas que exigem irrigação intensiva, a anona consegue sobreviver em solos relativamente pobres e ambientes secos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>As suas raízes profundas permitem <strong>captar água em zonas onde outras culturas rapidamente entram em <em>stress</em> hídrico</strong>.</p><p>Esta <strong>característica tornou-a particularmente importante </strong>para agricultores indianos que enfrentam períodos cada vez mais longos de seca.</p><h2>Um fruto com potencial económico global</h2><p>Além da resistência climática, o fruto <strong>oferece vantagens económicas relevantes</strong>.</p><p>A procura por frutas exóticas e nutritivas continua a crescer em mercados internacionais, sobretudo entre <strong>consumidores interessados em alimentação saudável e sustentável</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="694756" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conheca-a-anona-a-fruta-tropical-do-mes-de-fevereiro.html" title="Conheça a anona, a fruta tropical do mês de fevereiro ">Conheça a anona, a fruta tropical do mês de fevereiro </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conheca-a-anona-a-fruta-tropical-do-mes-de-fevereiro.html" title="Conheça a anona, a fruta tropical do mês de fevereiro "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/anona-a-fruta-tropical-do-mes-de-fevereiro-1738271945960_320.jpg" alt="Conheça a anona, a fruta tropical do mês de fevereiro "></a></article></aside><p><strong>Rica em vitamina C, fibras e antioxidantes</strong>, a anona combina valor nutricional com um sabor altamente apreciado, frequentemente descrito como uma <strong>mistura entre banana, baunilha e creme de pasteleiro</strong>.</p><p>O aumento do interesse internacional abriu novas oportunidades de exportação para produtores indianos.</p><p>Em algumas regiões rurais, agricultores que <strong>antes dependiam de culturas mais vulneráveis começaram a substituir parte das plantações por anoneiras</strong>, reduzindo riscos financeiros associados às alterações climáticas.</p><p>Para muitas famílias agrícolas, trata-se não apenas de uma mudança produtiva, mas de uma <strong>estratégia de sobrevivência económica</strong>.</p><h2>Tecnologia para produzir mais com menos água</h2><p>A ciência desempenha um papel central nesta transformação.</p><p>Investigadores trabalham atualmente na seleção de variedades mais resistentes a <strong>doenças, capazes de produzir frutos maiores e suportar temperaturas extremas </strong>sem perda significativa de qualidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/anona-a-fruta-cremosa-que-desafia-as-alteracoes-climaticas-1779867341808.jpg" data-image="khginrrwzkmm" alt="Plantação" title="Plantação"><figcaption>Cientistas e agricultores olham para a anona como uma cultura do futuro, capaz de enfrentar temperaturas extremas e escassez de água.</figcaption></figure><p>Algumas experiências recorrem também a <strong>técnicas modernas de irrigação gota-a-gota e monitorização digital do solo</strong>, permitindo otimizar o uso de água em zonas áridas.</p><p>Especialistas acreditam que <strong>a anona poderá tornar-se uma cultura importante em várias partes do mundo afetadas pela escassez hídrica</strong>, incluindo regiões mediterrânicas, africanas e latino-americanas.</p><p>O seu potencial encaixa nas novas prioridades da agricultura global: <strong>produzir mais com menos água</strong>.</p><h2>Os desafios da popularidade</h2><p>Ambientalistas alertam para o <strong>risco de expansão descontrolada de monoculturas</strong>, fenómeno que já afetou outras frutas transformadas em tendências globais.</p><p>A sustentabilidade da produção <strong>dependerá da capacidade de equilibrar exportação, biodiversidade</strong> e gestão responsável dos recursos naturais.</p><p>Outro obstáculo continua a ser a <strong>conservação pós-colheita</strong>. A textura delicada e cremosa da anona <strong>dificulta o transporte em longas distâncias</strong>, obrigando os produtores e distribuidores a investir em novas soluções logísticas e técnicas de armazenamento. Ainda assim, <strong>os avanços tecnológicos começam a reduzir essas limitações</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/anona-a-fruta-cremosa-que-desafia-as-alteracoes-climaticas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Gritos, caos e carros arranhados: a invasão de pavões que está a chocar o mundo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/gritos-caos-e-carros-arranhados-a-invasao-de-pavoes-que-esta-a-chocar-o-mundo.html</link><pubDate>Fri, 29 May 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Esta vila em Itália está fora de controlo. Os culpados? São os pavões. Perceba como dezenas de pavões invadiram as ruas, perturbam o descanso, danificam carros e dividem a população.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/gritos-caos-e-carros-arranhados-a-invasao-de-pavoes-que-esta-a-chocar-o-mundo-1779914136114.jpg" data-image="qu31ndwavuns" alt="Pavões" title="Pavões"><figcaption>Os pavões tomaram conta desta vila italiana e os moradores já não aguentam mais. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>Uma pequena vila no <strong>norte de Itália</strong> está a chamar a atenção, mas não pelas praias ou paisagens de sonho. Em vez disso, está “nas bocas do mundo” devido a pavões. Sim, isso mesmo. </p><div class="texto-destacado">Dezenas de pavões a passear livremente entre carros, jardins e estradas. É este o motivo inusitado que coloca Punta Marina nas manchetes das últimas notícias.</div><p>Conhecida pelas praias na costa do Mar Adriático, <strong>Punta Marina</strong>, no município de Ravenna, região de Emilia-Romagna, convive há anos com a presença de pavões. O<strong> aumento da população das aves </strong>nos últimos anos, contudo, tem vindo a preocupar os habitantes locais e a dividir opiniões. </p><p>De um lado, temos os que acham que os pavões devem ser deixados em paz. Do outro, aqueles que querem que sejam levados para outras paragens.</p><h2>De símbolo da aldeia, a terror do locais</h2><p>Há mais de dez anos que os pavões circulam em Punta Marina. Estes animais tornaram-se mesmo uma<strong> imagem característica da cidade </strong>e despertam a curiosidade de turistas e crianças. No entanto, a presença constante das aves também tem causado alguns incómodos entre os moradores, sobretudo devido ao barulho que produzem e aos problemas de limpeza associados.</p><div class="texto-destacado">Em tempos, os pavões eram vistos como animais especiais e até surgiam representados nos famosos mosaicos de Ravena, onde simbolizavam a imortalidade.</div><p>O que é que mudou? Antes viviam num pinhal perto da aldeia, mas acabaram por se aproximar das zonas habitadas à procura de proteção contra predadores, passando a instalar-se nos jardins de casas abandonadas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762575" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/seu-pet-consegue-sentir-um-terremoto-antes-de-voce-a-ciencia-explica-como-os-animais-percebem-o-fenomeno.html" title="O seu animal de estimação consegue sentir um terramoto antes de si? Ciência explica como os animais percebem o fenómeno">O seu animal de estimação consegue sentir um terramoto antes de si? Ciência explica como os animais percebem o fenómeno</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/seu-pet-consegue-sentir-um-terremoto-antes-de-voce-a-ciencia-explica-como-os-animais-percebem-o-fenomeno.html" title="O seu animal de estimação consegue sentir um terramoto antes de si? Ciência explica como os animais percebem o fenómeno"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/animales-y-terremotos-el-extrano-comportamiento-de-perros-vacas-y-sapos-que-la-ciencia-estudia-antes-de-un-gran-seismo-1775028878608_320.jpeg" alt="O seu animal de estimação consegue sentir um terramoto antes de si? Ciência explica como os animais percebem o fenómeno"></a></article></aside><p>Segundo Francesca Impellizzeri, vereadora responsável pela área dos direitos dos animais, em 2023 estavam registados cerca de <strong>30 pavões </strong>no município. Agora, embora não exista uma contagem oficial, estima-se que existam cerca de <strong>120 pavões na região</strong>. </p><p>"Quando tivermos conhecimento dos números, tentaremos entender, junto da comunidade e das associações de direitos dos animais, que ações tomar", explicou, citada pelo canal italiano ‘Sky TG24’.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gritos-caos-e-carros-arranhados-a-invasao-de-pavoes-que-esta-a-chocar-o-mundo-1779915313957.png" data-image="2muutoivitgw" alt="Punta Marina" title="Punta Marina"><figcaption>Os pavões andam livremente pelas estradas. Foto: Wikimedia // Discanto</figcaption></figure><p>Isto porque<strong> a situação se tem agravado nos últimos tempos</strong>, principalmente com a chegada da primavera. É que é neste período que ocorre o acasalamento dos pavões e os sons emitidos durante a noite tornam-se mais frequentes, afetando o descanso da população.</p><div class="texto-destacado"> O som emitido pelos machos é semelhante a um “grito extremamente alto.” </div><p>"Perturbam o sono, perturbam o trânsito e sujam o chão com excrementos que parecem gelado, os quais acabamos por pisar", queixou-se à agência de notícias ‘Agence France-Presse’ (AFP)’ Marco Manzoli, habitante local. "Além disso, sobem para os carros e arranham-nos", lamenta.</p><p>De acordo com a mesma fonte, <strong>os turistas já não passam ali férias</strong>, “a não ser que tenham uma garagem para estacionar o carro”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763987" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-comportamento-ousado-dos-animais-urbanos-uma-faceta-do-impacto-global-da-urbanizacao.html" title="O comportamento ousado dos animais urbanos: uma faceta do impacto global da urbanização">O comportamento ousado dos animais urbanos: uma faceta do impacto global da urbanização</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-comportamento-ousado-dos-animais-urbanos-uma-faceta-do-impacto-global-da-urbanizacao.html" title="O comportamento ousado dos animais urbanos: uma faceta do impacto global da urbanização"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-comportamento-ousado-dos-animais-urbanos-1776267783593_320.jpg" alt="O comportamento ousado dos animais urbanos: uma faceta do impacto global da urbanização"></a></article></aside><p>Segundo o pasteleiro Claudio Ianieiro, os animais vivem há muito tempo na floresta de pinheiros atrás da aldeia e sempre foram um marco da região (já inspiraram ímanes e até biscoitos com o seu formato). No entanto, começaram a invadir a cidade à procura de maior segurança contra os predadores. Como resultado, passaram a fazer ninhos nos jardins de casas abandonadas. </p><p>“Lá fora, têm muitos inimigos naturais, como lobos e raposas. Aqui, no entanto, não têm nenhum, e estão a proliferar de uma forma difícil de controlar”, explicou.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gritos-caos-e-carros-arranhados-a-invasao-de-pavoes-que-esta-a-chocar-o-mundo-1779915804809.jpg" data-image="ca9dv2yw8pjh" alt="Punta Marina" title="Punta Marina"><figcaption>Punta Marina é conhecida pelas praias, mas são os pavões que têm chamado a atenção. Foto: Ravenna Turismo</figcaption></figure><p>Mara Capasso, outra moradora, disse que o problema com as aves acabou por “dividir a região em duas fações”: uma que quer que os animais sejam deixados em paz, e outra que quer que sejam levados para outro lugar. </p><p>É o caso de Emanuele Crescentini, uma moradora de 50 anos que se autointitula “guarda-florestal” dos pavões. Todos os dias percorre as ruas da localidade para proteger as aves de vizinhos mais irritados. Para ela, é possível existir uma convivência equilibrada entre pessoas e animais. “Há muito espaço em Punta Marina, eles podem espalhar-se”, defende.</p><h2>As tentativas para resolver a situação</h2><p>Ao longo dos últimos anos, a Câmara Municipal de Ravena tem tentado encontrar <strong>formas de controlar a presença dos pavões</strong> em Punta Marina. Em 2022, por exemplo, foi feita uma tentativa para retirar algumas aves da zona, mas o plano acabou por não avançar devido à oposição de associações de defesa animal.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="716526" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/comissao-europeia-abre-consulta-sobre-revisao-da-legislacao-do-bem-estar-animal-contributos-ate-16-de-julho.html" title="Comissão Europeia abre consulta sobre revisão da legislação do bem-estar animal. Contributos até 16 de julho">Comissão Europeia abre consulta sobre revisão da legislação do bem-estar animal. Contributos até 16 de julho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/comissao-europeia-abre-consulta-sobre-revisao-da-legislacao-do-bem-estar-animal-contributos-ate-16-de-julho.html" title="Comissão Europeia abre consulta sobre revisão da legislação do bem-estar animal. Contributos até 16 de julho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/comissao-europeia-abre-consulta-sobre-revisao-da-legislacao-do-bem-estar-animal-contributos-ate-16-de-julho-1750699892053_320.jpg" alt="Comissão Europeia abre consulta sobre revisão da legislação do bem-estar animal. Contributos até 16 de julho"></a></article></aside><p>Mais recentemente, em 2024, a autarquia optou por uma abordagem diferente e lançou uma campanha para ensinar moradores e turistas a conviver melhor com os pavões. Uma das principais recomendações é simples: <strong>não alimentar as aves</strong>, para evitar que se instalem junto das casas e criem colónias permanentes.</p><p>Entretanto, a autarquia revelou que uma nova estratégia tem dado resultados mais positivos: várias pessoas de diferentes zonas de Itália já demonstraram interesse em adotar alguns dos pavões.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/gritos-caos-e-carros-arranhados-a-invasao-de-pavoes-que-esta-a-chocar-o-mundo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Arrábida volta a limitar carros no verão para proteger praias e garantir segurança]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/arrabida-volta-a-limitar-carros-no-verao-para-proteger-praias-e-garantir-seguranca.html</link><pubDate>Thu, 28 May 2026 17:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A época balnear traz novas regras de acesso às praias da Arrábida, com restrições à circulação automóvel, reforço do transporte público e medidas de segurança motivadas por instabilidade geológica e danos recentes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/arrabida-volta-a-limitar-carros-no-verao-para-proteger-praias-e-garantir-seguranca-1779972487572.jpg" data-image="mrbir9qnw4lt" alt="Portinho da Arrábida, Setúbal" title="Portinho da Arrábida, Setúbal"><figcaption>Disposta numa enseada em meia-lua e protegida da nortada pela serra, a praia do Portinho da Arrábida é uma das estâncias mais visitadas no verão. Foto: Bosc d'Anjou, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>As <strong>praias</strong> do Parque Natural da <strong>Arrábida</strong> continuam entre os destinos mais procurados do país. A combinação de águas transparentes e encostas que descem até ao mar <strong>atrai milhares de banhistas</strong> todos os verões. </p><p>Para preservar este património natural e garantir condições de segurança, o município de Setúbal volta a aplicar o <strong>Programa Arrábida sem Carros</strong> entre <strong>4 de junho e 15 de setembro</strong>. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A iniciativa mantém o foco na redução do tráfego automóvel e na promoção de alternativas de mobilidade que diminuam a pressão sobre um território sensível.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Assente em medidas de proteção civil, preservação ambiental e gestão da mobilidade, o modelo procura responder ao aumento significativo de visitantes nos meses mais quentes. As restrições impostas têm como intuito assegurar que os <strong>meios de emergência</strong> possam circular sem que o <strong>estacionamento irregular</strong> bloqueie os acessos essenciais. </p><p>É preciso ter em conta que a Arrábida apresenta <strong>riscos naturais</strong> que exigem <strong>vigilância permanente</strong>, razão pela qual a autarquia considera prioritário controlar o fluxo de veículos.</p><h2>Acessos condicionados e circulação limitada</h2><p>Entre os fatores que justificam a continuidade do programa está a <strong>instabilidade do maciço rochoso na Rua Círio da Arrábida</strong>. O troço entre o túnel da Figueirinha e Galapos permanece interdito desde fevereiro de 2023 e continua a ser alvo de monitorização.</p><p>A isto somam‑se os <strong>estragos provocados pelas tempestades do início do ano</strong>, que abriram crateras em vários pontos da estrada nacional 10 e obrigaram a intervenções prolongadas nos taludes. Parte do pavimento ficou oca devido ao peso da água, o que levou a obras que se estenderam por mais de três meses.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arrabida-volta-a-limitar-carros-no-verao-para-proteger-praias-e-garantir-seguranca-1779972618358.jpg" data-image="f8khqb7jz0sv" alt="Praia da Figueirinha, Arrábida" title="Praia da Figueirinha, Arrábida"><figcaption>Os acessos à praia da Figueirinha vão estar interditos à circulação automóvel a partir de 4 de junho. Foto: Município de Setúbal</figcaption></figure><p>Com estas limitações, a circulação rodoviária nos acessos às <strong>praias de Albarquel e da Figueirinha</strong> volta a ficar interdita entre as 07.00 e as 20.00. A restrição aplica‑se a partir do cruzamento da Rua Amália Rodrigues com a Travessa da Rua da Saúde, junto à Saboaria.</p><h2>Transportes públicos, bicicletas e trotinetes com livre trânsito</h2><p>Apenas <strong>transportes públicos</strong>, veículos autorizados e utilizadores abrangidos por exceções podem seguir viagem. Entre os veículos permitidos incluem‑se táxis, TVDE em serviço, motociclos, viaturas com dístico de deficiência, autoridades, meios de emergência e modos suaves, como <strong>bicicletas e trotinetas</strong>. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Moradores, concessionários, fornecedores, operadores turísticos licenciados, trabalhadores de entidades instaladas na zona e detentores de amarrações na Gávea também estão abrangidos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os acessos ao Portinho da Arrábida, ao Creiro e a Galapos ficam igualmente condicionados no mesmo horário, a partir do cruzamento do Pinheiro. O troço pode ser encerrado sempre que o parque do Creiro ou as bolsas autorizadas atinjam a capacidade máxima ou quando as autoridades identifiquem risco para a segurança. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="737968" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/arrabida-ja-era-um-tesouro-nacional-mas-agora-tambem-e-reserva-da-biosfera-da-unesco.html" title="Arrábida já era um tesouro nacional, mas agora também é Reserva da Biosfera da UNESCO">Arrábida já era um tesouro nacional, mas agora também é Reserva da Biosfera da UNESCO</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/arrabida-ja-era-um-tesouro-nacional-mas-agora-tambem-e-reserva-da-biosfera-da-unesco.html" title="Arrábida já era um tesouro nacional, mas agora também é Reserva da Biosfera da UNESCO"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/arrabida-ja-era-um-tesouro-nacional-mas-agora-tambem-e-reserva-da-biosfera-da-unesco-1762361549516_320.jpg" alt="Arrábida já era um tesouro nacional, mas agora também é Reserva da Biosfera da UNESCO"></a></article></aside><p>Nestes casos, apenas veículos com livre trânsito podem avançar. Os cartões de circulação e estacionamento devem ser solicitados através do portal do município ou por e‑mail.</p><h2>Frota de autocarros reforçada e parques gratuitos</h2><p>Para garantir <strong>alternativas ao automóvel</strong>, a Câmara Municipal de Setúbal reforça a <strong>oferta de transporte público</strong>. Todas as carreiras mantêm integração no passe Navegante e asseguram ligações entre Setúbal, Azeitão e as praias durante toda a época balnear. A TML deverá ainda apresentar propostas adicionais para aumentar frequências.</p><p>A linha 4470, entre <strong>Setúbal </strong>e o <strong>Creiro </strong>via <strong>Azeitão</strong>, terá vinte circulações diárias. A 4471, circular da Praia de Albarquel, funcionará em vaivém entre as 09.00 e as 20.00, com frequências a variar entre vinte e trinta minutos. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arrabida-volta-a-limitar-carros-no-verao-para-proteger-praias-e-garantir-seguranca-1779972723776.jpg" data-image="u6xhfhpqurqp" alt="Arrábida Sem Carros" title="Arrábida Sem Carros"><figcaption>As ligações entre as praias da Arrábida vão ser asseguradas por transportes públicos. Foto: Município de Setúbal.</figcaption></figure><p>A 4474, que liga Setúbal à Figueirinha, será reforçada nos períodos de maior procura, podendo operar de dez em dez minutos aos fins de semana. Entre o Creiro e Galapos, o Vaivém Arrábida assegura ligações a cada trinta minutos.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Para incentivar o uso destas linhas, o município irá disponibilizar parques gratuitos na cidade e em Azeitão, com ligação direta às carreiras. Entre eles estão o parque do Alegro Setúbal, o terminal da Várzea e uma bolsa com cerca de 200 lugares junto ao Mercado Mensal de Azeitão. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O estacionamento da Figueirinha, por seu turno, será reservado a funcionários das concessões balneares, veículos de duas rodas e viaturas com dístico de deficiência. O parque do Creiro, gerido pela Associação Baía de Setúbal, terá 140 lugares e tarifas diferenciadas consoante a hora de entrada.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em><a href="https://noticias.mun-setubal.pt/acesso-as-praias-da-arrabida-com-modelo-que-garante-seguranca-e-preservacao-ambiental/" target="_blank">Acesso às praias da Arrábida com modelo que garante segurança e preservação ambiental</a>. Município de Setúbal</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/arrabida-volta-a-limitar-carros-no-verao-para-proteger-praias-e-garantir-seguranca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O sobrevivente do tamanho de um hamster que resistiu à extinção mais mortífera da Terra]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-sobrevivente-do-tamanho-de-um-hamster-que-resistiu-a-extincao-mais-mortifera-da-terra.html</link><pubDate>Thu, 28 May 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Os cientistas identificaram uma espécie de mamífero recém-descoberta, do tamanho de um hamster, que viveu há 75 milhões de anos e que oferece pistas invulgares sobre como antepassados pequenos e adaptáveis poderão ter sobrevivido à extinção que dizimou os dinossauros.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/the-hamster-sized-survivor-that-lived-through-earth-s-deadliest-extinction-1779355024890.jpg" data-image="tyj5k85mp9a6" alt="reconstrucción" title="reconstrucción"><figcaption>Ilustração de um Cimolodon desosai numa árvore, com um fruto na boca. Crédito: Andrey Atuchin.</figcaption></figure><p>Um novo estudo publicado na revista J<em>ournal of Vertebrate Palaeontology</em>, conduzido por uma equipa de investigação da Universidade de Washington, revela uma <strong>n</strong><strong>ova espécie do género</strong> <strong><em>Cimolodon</em></strong> descoberta na Baixa Califórnia.</p><p><strong><em>Cimolodon desosai</em></strong> <strong>terá vivido há cerca de 75 milhões de anos e terá tido o tamanho de um hamster dourado</strong>, correndo pelo solo e pelas árvores para se alimentar de insetos e frutos.</p><h2> O que nos podem revelar os fósseis de Cimolodon desosai? </h2><p>Os mamíferos e os dinossauros coexistiram na Terra até que o asteroide colidiu com o planeta há 66 milhões de anos, causando a extinção de 75% da vida. Apesar disso, <strong>alguns animais sobreviveram, incluindo os mamíferos do género <em>Cimolodon</em></strong>. Estes pertencem aos multituberculados, um grupo que surgiu durante o Jurássico e sobreviveu durante mais de 100 milhões de anos. Ao estudar estes animais, os investigadores podem compreender <strong>como os mamíferos sobreviveram às extinções em massa e se diversificaram até se tornarem os mamíferos que conhecemos hoje</strong>.</p><p>"O género<em> Cimolodon</em> foi um mamífero bastante comum durante o Cretáceo Superior, a última época da Era dos Dinossauros. Foram encontrados fósseis de <em>Cimolodon</em> em todo o oeste da América do Norte, desde o oeste do Canadá até ao México", afirmou o autor principal, Gregory Wilson Mantilla, professor de biologia da Universidade de Washington e conservador de paleontologia de vertebrados no Museu Burke. <strong>"Esta nova espécie, <em>Cimolodon desosai</em>, foi a antecessora das espécies que sobreviveram à extinção</strong>. Tanto esta como os seus descendentes eram relativamente pequenos e omnívoros, duas características que se revelaram vantajosas para a sua sobrevivência."</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762862" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/origens-dos-animais-antigos-os-fosseis-recuam-a-cronologia-evolutiva-em-4-milhoes-de-anos.html" title="Origens dos animais antigos: os fósseis recuam a cronologia evolutiva em 4 milhões de anos">Origens dos animais antigos: os fósseis recuam a cronologia evolutiva em 4 milhões de anos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/origens-dos-animais-antigos-os-fosseis-recuam-a-cronologia-evolutiva-em-4-milhoes-de-anos.html" title="Origens dos animais antigos: os fósseis recuam a cronologia evolutiva em 4 milhões de anos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ancient-animal-origins-fossils-push-the-evolutionary-timeline-back-by-4-million-years-1775390180198_320.jpg" alt="Origens dos animais antigos: os fósseis recuam a cronologia evolutiva em 4 milhões de anos"></a></article></aside><p>Quando descobriram o fóssil em 2009, <strong>encontraram um crânio, uma mandíbula, dentes, um fémur e um cúbito</strong>.</p><p>"É muito difícil encontrar fósseis neste sítio arqueológico, em comparação com outras zonas", disse Wilson Mantilla. "No início, o meu assistente de campo só encontrou um pequeno dente que sobressaía. Se ele tivesse encontrado apenas isso, eu teria ficado muito feliz. Mas depois, <strong>quando olhámos para dentro da fenda na rocha, pudemos ver que havia mais osso"</strong>.</p><div class="texto-destacado">Ao descobrir mais do que apenas dentes no <em>C. desosai</em>,<strong> a equipa conseguiu compreender melhor o tamanho e a forma do animal, bem como a sua forma de se mover</strong>. Isto também ajuda a reconstruir uma imagem deste género e do ambiente em que vivia.</div><p>A equipa utilizou imagens digitais e microtomografia computadorizada para obter imagens de alta resolução do fóssil. Em seguida, compararam os dentes com os de outros membros do género Cimolodon para <strong>determinar se se tratava de uma nova espécie</strong>.</p><p><strong>"Naquela época, tudo recebia o seu nome com base nas características dos dentes"</strong>, explicou Wilson Mantilla. "Se encontrarmos um esqueleto a que faltam dentes, por vezes é difícil dar-lhe um nome."</p><h2> Dar um nome ao fóssil </h2><p>A equipa batizou a espécie <strong>em homenagem a Michael de Sosa VI</strong>, um assistente de campo que descobriu o fóssil e que, infelizmente, faleceu durante o estudo dos fósseis.</p><p>"Era um excelente assistente de campo e era como um irmão mais novo para mim", disse Wilson Mantilla. <strong>"É uma grande honra estar associado a ele"</strong>.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/02724634.2026.2641109" target="_blank">Cranial and postcranial remains of a new species of Cimolodon (Mammalia, Multituberculata, Cimolodontidae) from the Upper Cretaceous (Campanian) El Gallo Formation of Baja California, México: Journal of Vertebrate Paleontology: Vol 0, No 0 - Get Access</a>. Mantilla, G.P.W., Newbins, I.R., Fastovsky, D.E., Zhang, Y., Montellano-Ballesteros, M., Alcántara, D.G. and Chen, M. 22<sup>nd</sup> April 2026. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-sobrevivente-do-tamanho-de-um-hamster-que-resistiu-a-extincao-mais-mortifera-da-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Previsão oficial da Meteored para a temporada de furacões de 2026: teremos mais ciclones este ano?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-oficial-da-meteored-para-a-temporada-de-furacoes-de-2026-teremos-mais-ciclones-este-ano.html</link><pubDate>Thu, 28 May 2026 13:19:20 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nós, especialistas em meteorologia da Meteored, chegámos a um consenso sobre a temporada de furacões de 2026, para as bacias do Atlântico — que incluem o Golfo do México e o Mar das Caraíbas — e do Pacífico Nordeste — que abrange a costa ocidental dos Estados Unidos, do México e da América Central.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/pronostico-oficial-de-meteored-para-la-temporada-de-huracanes-2026-tendremos-mas-ciclones-este-ano-1779838196467.png" data-image="7rs018jdf2ec" alt="Oficialmente la temporada de huracanes en el Atlántico comienza el 1 de junio y para el Pacífico Nororiental inicia el 15 de mayo, ambas concluyen hasta el 30 de noviembre." title="Oficialmente la temporada de huracanes en el Atlántico comienza el 1 de junio y para el Pacífico Nororiental inicia el 15 de mayo, ambas concluyen hasta el 30 de noviembre."><figcaption>Oficialmente, a temporada dos furacões no Atlântico começa a 1 de junho e, no Nordeste do Pacífico, a 15 de maio; ambas terminam a 30 de novembro.</figcaption></figure><p>Para elaborar a previsão, foi realizada uma análise aprofundada, tendo em conta observações e fenómenos climáticos, modelação numérica avançada e interpolação de dados das estimativas publicadas por organismos governamentais e académicos.</p><p>Ao realizar a interpolação das previsões já publicadas por agências meteorológicas, incluindo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), observa-se um consenso analítico em que as projeções numéricas combinadas mostram um <strong>impacto na cisalhamento do vento relacionado com a oscilação do El Niño</strong>.</p><div class="texto-destacado">Por seu lado, as simulações de longo prazo do Modelo Europeu (ECMWF), na sua versão de previsão sazonal, fornecem dados cruciais sobre as anomalias da pressão ao nível do mar e os vetores de vento. O modelo insiste que, apesar dos sinais do El Niño, as pressões no Atlântico tropical se manterão ligeiramente abaixo do normal, o que poderá enfraquecer parcialmente o cisalhamento do vento em setores específicos das Caraíbas.</div><p>Além disso, o ECMWF destaca um sinal de elevada energia potencial disponível no Pacífico Central e Oriental, confirmando que <strong>as condições dinâmicas serão excecionalmente propícias à formação de perturbações de grande dimensão e longa duração</strong>.</p><h2>ENOS e a sua influência na formação de ciclones tropicais</h2><p>Recorde-se que, estatisticamente, o aquecimento no Pacífico equatorial associado a padrões climáticos como o El Niño gera uma interação atmosférica que aumenta o cisalhamento vertical do vento na bacia do Atlântico, <strong>atuando como um freio natural ao desenvolvimento de sistemas tropicais organizados</strong>.</p><p>Por outro lado, no Pacífico Nordeste e Central, a redução dos ventos nos níveis médios e altos, combinada com o aumento da energia térmica, propicia tradicionalmente <strong>um ambiente extremamente ativo para o desenvolvimento e a rápida intensificação de furacões de grande categoria</strong>.</p><h3>Ondas de calor marinhas: combustível para o desenvolvimento de ciclones tropicais</h3><p>Outro fator que foi levado em conta foi a persistência de <strong>águas anormalmente quentes fora das regiões equatoriais</strong>; esta variação gerou, nos últimos anos, alterações nas correntes oceânicas, no posicionamento das altas pressões semipermanentes em ambos os oceanos e na alteração das monções, fatores que também influenciam o desenvolvimento de sistemas tropicais.</p><p><strong>A variabilidade climática na interação oceano-atmosfera</strong> modificou as trajetórias típicas dos ciclones tropicais e extratropicais, teoria reforçada pelas observações mais recentes do Centro Nacional de Furacões (NHC) e da NOAA.</p><h2>Previsão para a temporada de furacões no Oceano Atlântico em 2026: abaixo da média </h2><p>De acordo com a previsão da NOAA e do NHC, prevê-se uma temporada de furacões abaixo do normal para a bacia do Atlântico este ano. A previsão aponta para uma probabilidade de 35% de uma temporada próxima do normal, uma probabilidade de 10% de uma temporada acima do normal e <strong>uma probabilidade de 55% de uma temporada abaixo do normal</strong>.</p><h4>A estimativa da Meteored é: um total de 10-14 ciclones tropicais nomeados</h4><ul><li><strong>5 Tempestades tropicais nomeadas</strong></li><li><strong>4-6 Furacões</strong> (categoria 1 e 2)</li><li><strong>1-3 grandes Furacões </strong>(categoria 3, 4 e 5 ou ventos superiores a 253 km/h)</li></ul><ul></ul><p>As costas da América Central, do Golfo do México e das Caraíbas mantêm-se sob a vulnerabilidade habitual, mas este ano os modelos estendem o risco de impactos para as latitudes médias, alertando para<strong> trajetórias que poderão atingir as costas do leste do Canadá e zonas do oeste da Europa como sistemas pós-tropicais de grande intensidade</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pronostico-oficial-de-meteored-para-la-temporada-de-huracanes-2026-tendremos-mas-ciclones-este-ano-1779844274244.png" data-image="3facdd6bzy0g" alt="Lista oficial de nombres asignada para identificar los ciclones tropicales que se desarrollen en el Atlántico este 2026" title="Lista oficial de nombres asignada para identificar los ciclones tropicales que se desarrollen en el Atlántico este 2026"><figcaption>Lista oficial de nomes atribuídos para identificar os ciclones tropicais que se formarem no Atlântico em 2026.</figcaption></figure><p>Para o Atlântico, prevê-se uma diminuição do número líquido de tempestades, <strong>embora com um potencial destrutivo latente nos sistemas que venham a formar-se</strong>.</p><h2>Previsão para a temporada de furacões do Nordeste do Pacífico de 2026: acima da média anual</h2><p>De acordo com o Centro de Previsão Climática (CPC), <strong>espera-se uma temporada 70% acima do normal</strong>. Há 20% de probabilidade de uma temporada próxima do normal e apenas 10% de probabilidade de uma temporada abaixo do normal.</p><h4>A estimativa da Meteored é: um total de 22-24 ciclones tropicais nomeados</h4><ul><li><strong>10 Tempestades tropicais nomeadas</strong></li><li><strong>7-8 Furacões</strong> (categoria 1 e 2)</li><li><strong>5-6 grandes Furacões</strong> (categoria 3, 4 e 5 ou ventos superiores a 253 km/h) <br></li></ul><p>Os valores são compatíveis com um aumento no número de dias com furacões, <strong>condição que permitirá um cenário de previsão com um número de tempestades superior à média</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pronostico-oficial-de-meteored-para-la-temporada-de-huracanes-2026-tendremos-mas-ciclones-este-ano-1779844224941.png" data-image="1urwz1wh1jl9" alt="Lista oficial de nombres asignada para identificar los ciclones tropicales en el Pacífico Nororiental este 2026." title="Lista oficial de nombres asignada para identificar los ciclones tropicales en el Pacífico Nororiental este 2026."><figcaption>Lista oficial de nomes atribuídos para identificar os ciclones tropicais no Pacífico Nordeste em 2026.</figcaption></figure><p>A síntese destes modelos aponta para uma temporada no Pacífico Nordeste com uma atividade significativamente superior à média histórica; <strong>é de salientar que a probabilidade de impacto em terra é elevada para as costas mexicanas, onde poderão mesmo chegar grandes furacões (isto é, furacões de grande intensidade)</strong>.</p><h2>Cultura de prevenção e mitigação de riscos</h2><p>Perante este panorama meteorológico complexo para a temporada de 2026, a recomendação fundamental para a população é <strong>manter-se sempre atento aos avisos emitidos pelos meteorologistas</strong>, evitando a propagação de boatos nas redes sociais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="701549" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/betao-a-prova-de-furacoes-engenheiros-usam-tecnologia-espacial-da-nasa-para-criar-casas-resistentes-a-desastres.html" title="Betão à prova de furacões: Engenheiros usam tecnologia espacial da NASA para criar casas resistentes a desastres">Betão à prova de furacões: Engenheiros usam tecnologia espacial da NASA para criar casas resistentes a desastres</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/betao-a-prova-de-furacoes-engenheiros-usam-tecnologia-espacial-da-nasa-para-criar-casas-resistentes-a-desastres.html" title="Betão à prova de furacões: Engenheiros usam tecnologia espacial da NASA para criar casas resistentes a desastres"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/concreto-a-prova-de-furacoes-engenheiros-usam-tecnologia-espacial-da-nasa-para-criar-casas-resistentes-a-desastres-1742063829210_320.jpeg" alt="Betão à prova de furacões: Engenheiros usam tecnologia espacial da NASA para criar casas resistentes a desastres"></a></article></aside><p>É de vital importância seguir rigorosa e atempadamente as indicações e alertas precoces das entidades locais de Proteção Civil. A preparação antecipada é eficaz para salvaguardar vidas e bens.</p><h3>Plano de ação familiar e mochila de emergência</h3><p>Como medida de prevenção imediata antes do início da época, cada família deve estabelecer um plano de contingência que inclua a identificação de abrigos temporários e rotas de evacuação. É indispensável ter pronta uma<strong> mochila de emergência</strong>, que deve ser impermeável e conter os seguintes elementos essenciais para a sobrevivência durante as primeiras 72 horas: </p><ul><li>Água engarrafada e alimentos não perecíveis para cada membro da família.</li><li>Caixa de primeiros socorros com medicamentos essenciais prescritos e material para curativos.</li><li>Lanterna com pilhas sobressalentes e um rádio portátil AM/FM para se manterem informados em caso de cortes de energia.</li><li>Cópias de documentos importantes (identificações, certidões, escrituras, etc.) guardadas em sacos plásticos herméticos ou num dispositivo USB.</li><li>Ferramentas básicas, apito de emergência, artigos de higiene pessoal e cobertores leves.</li></ul><p>Lembre-se, não se esqueça de consultar os avisos de ciclones tropicais! Na Meteored oferecemos-lhe informações oficiais em tempo real, <strong>através das nossas redes sociais, página web e da nossa aplicação para telemóveis, onde tem acesso a avisos meteorológicos imediatos</strong>, elaborados pelas nossas equipas de especialistas em meteorologia tropical.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-oficial-da-meteored-para-a-temporada-de-furacoes-de-2026-teremos-mais-ciclones-este-ano.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O modelo europeu divide junho em duas partes: NAO+ e depois um bloqueio escandinavo com possíveis efeitos em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-modelo-europeu-divide-junho-em-duas-partes-nao-e-depois-um-bloqueio-escandinavo-com-possiveis-efeitos-em-portugal.html</link><pubDate>Thu, 28 May 2026 12:07:39 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O ECMWF prevê um junho dividido em duas fases distintas: um início mais atlântico mais fresco, seguido de um possível bloqueio escandinavo que poderá alterar a circulação atmosférica europeia e trazer novas situações de instabilidade a Portugal.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/o-modelo-europeu-divide-junho-em-duas-partes-nao-e-depois-um-bloqueio-escandinavo-com-possiveis-efeitos-em-portugal-1779969016485.jpeg" data-image="w7jsg6krqk2n" alt="Chuva em Junho" title="Chuva em Junho"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-277457">Entre o sol e a chuva: o início de junho poderá trazer um regresso temporário da instabilidade atmosférica ao país.</figcaption></figure><p><strong>Junho</strong> poderá começar com uma <strong>circulação atlântica relativamente ativa</strong> e <strong>temperaturas mais próximas da média</strong>, mas a segunda metade do mês poderá ser marcada por bloqueios atmosféricos persistentes.</p><h2>ECMWF identifica dois grandes regimes atmosféricos para junho</h2><p>O mais recente gráfico <strong>“Weather Regimes Probabilities – Sub-seasonal range forecast” do ECMWF</strong> permite analisar quais os padrões atmosféricos mais prováveis para a Europa e Atlântico Norte nas próximas semanas. Este tipo de gráfico não prevê diretamente chuva ou temperatura, mas sim os regimes atmosféricos dominantes que controlam a circulação do jato polar, das depressões e dos anticiclones.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-modelo-europeu-divide-junho-em-duas-partes-nao-e-depois-um-bloqueio-escandinavo-com-possiveis-efeitos-em-portugal-1779967225711.jpg" data-image="m7qaqc7rqpc6" alt="Regimes climáticos" title="Regimes climáticos"><figcaption>O gráfico sub-sazonal do ECMWF destaca dois regimes atmosféricos dominantes para junho: NAO+ no início do mês e bloqueio escandinavo na segunda metade.</figcaption></figure><p>No caso de junho de 2026, dois regimes destacam-se claramente: <strong>o NAO+ no início do mês e o regime “Block” (bloqueio atmosférico escandinavo)</strong> durante grande parte da segunda metade de junho.</p><p>Ao contrário do que aconteceu durante a primavera, quando a atmosfera alternava frequentemente entre vários padrões atmosféricos diferentes num espaço de poucos dias, <strong>junho começa já a apresentar sinais de maior persistência atmosférica</strong>,<strong> </strong>algo típico do desenvolvimento do verão climatológico.</p><h2>Primeira semana de junho mais atlântica e menos quente</h2><p>O <strong>regime NAO+</strong> deverá dominar os primeiros dias de junho. Este padrão atmosférico está geralmente associado a uma circulação atlântica mais organizada, com o anticiclone dos Açores relativamente ativo e as depressões a circularem mais a norte da Europa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-modelo-europeu-divide-junho-em-duas-partes-nao-e-depois-um-bloqueio-escandinavo-com-possiveis-efeitos-em-portugal-1779967340839.png" data-image="89ogmxri63pl" alt="Chuva e Pressão" title="Chuva e Pressão"><figcaption>O anticiclone dos Açores começa junho fortalecido, favorecendo estabilidade atmosférica em Portugal, embora ainda permita alguma humidade atlântica.</figcaption></figure><p>O mapa previsto para 2 de junho confirma precisamente esse cenário. O anticiclone dos Açores aparece robusto, próximo dos 1029 hPa, favorecendo estabilidade atmosférica sobre Portugal. Ainda assim, <strong>o seu posicionamento não impede totalmente a passagem de alguma humidade atlântica</strong>,<strong> </strong>podendo ocorrer precipitação fraca e dispersa no litoral norte e regiões montanhosas.</p><div class="texto-destacado">Outro aspeto importante será a <strong>descida das temperaturas durante a primeira semana de junho. </strong>Depois do episódio extremo de calor que tem estado a marcar os últimos dias de maio, os mapas atmosféricos mostram uma <strong>substituição gradual da massa de ar africana por ar marítimo atlântico mais fresco.</strong></div><p>Nos mapas de temperatura a 925 hPa, Portugal deixa de surgir coberto pelos tons vermelhos intensos observados nos últimos dias e passa a apresentar tons verdes e amarelos, <strong>sinal de uma massa de ar significativamente menos quente</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-modelo-europeu-divide-junho-em-duas-partes-nao-e-depois-um-bloqueio-escandinavo-com-possiveis-efeitos-em-portugal-1779967534869.jpg" data-image="h9sueki9itlu" alt="Geopotencial 925 hPa" title="Geopotencial 925 hPa"> <figcaption>A massa de ar extremamente quente africana deverá enfraquecer durante a primeira semana de junho, permitindo a entrada de ar marítimo mais fresco.</figcaption></figure><p><strong>O vento de oeste e noroeste deverá ajudar a regular as temperaturas,</strong> sobretudo no litoral e nas regiões Norte e Centro. Apesar disso, a circulação atlântica continuará suficientemente ativa para permitir alguns períodos de instabilidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-modelo-europeu-divide-junho-em-duas-partes-nao-e-depois-um-bloqueio-escandinavo-com-possiveis-efeitos-em-portugal-1779967610068.jpg" data-image="tvp40v8viodd" alt="Chuva" title="Chuva"> <figcaption>Apesar do regime NAO+, a circulação atlântica continuará ativa, podendo trazer chuva e maior nebulosidade ao Norte e Centro e Sul no primeiro fim de semana de junho.</figcaption></figure><p>Os dias <strong>6 e 7 de junho poderão trazer chuva moderada a forte</strong> e maior nebulosidade ao Norte e Centro, tornando o primeiro fim de semana completo do mês bastante mais instável.</p><h2>Segunda metade de junho poderá mudar radicalmente</h2><p>A partir da segunda semana de junho, o ECMWF começa a reforçar a <strong>probabilidade de um regime de bloqueio escandinavo (Scandinavian Blocking – BL).</strong> Este padrão caracteriza-se pelo desenvolvimento de um anticiclone persistente sobre o norte da Europa e Escandinávia, alterando significativamente a circulação atmosférica habitual no continente europeu.</p><p>Quando o anticiclone se instala no norte da Europa, a corrente de jato polar é frequentemente obrigada a descer de latitude e a circular mais para sul. Isso pode<strong> favorecer a aproximação de depressões atlânticas, bolsas de ar frio em altitude e períodos mais instáveis sobre a Península Ibérica</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771116" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quando-se-preve-que-as-temperaturas-em-lisboa-descam-abaixo-dos-25-c.html" title="Quando se prevê que as temperaturas em Lisboa desçam abaixo dos 25 °C?">Quando se prevê que as temperaturas em Lisboa desçam abaixo dos 25 °C?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quando-se-preve-que-as-temperaturas-em-lisboa-descam-abaixo-dos-25-c.html" title="Quando se prevê que as temperaturas em Lisboa desçam abaixo dos 25 °C?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quando-se-preve-que-as-temperaturas-em-lisboa-descam-abaixo-dos-25-c-1779963923890_320.png" alt="Quando se prevê que as temperaturas em Lisboa desçam abaixo dos 25 °C?"></a></article></aside><p>Ainda assim, pequenas oscilações na posição do bloqueio poderão alterar bastante os efeitos sentidos em Portugal, algo muito comum em previsões sub-sazonais.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-modelo-europeu-divide-junho-em-duas-partes-nao-e-depois-um-bloqueio-escandinavo-com-possiveis-efeitos-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O verão vai dar um passo atrás na terça-feira, dia 2: os modelos europeus e GFS indicam uma descida das temperaturas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-verao-vai-dar-um-passo-atras-na-terca-feira-dia-2-os-modelos-europeus-e-gfs-indicam-uma-descida-das-temperaturas.html</link><pubDate>Thu, 28 May 2026 11:51:21 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Adeus ao calor! A próxima semana irá trazer uma descida significativa das temperaturas, especialmente ao Norte e Centro do país. Confira aqui a previsão!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xabhquw"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xabhquw.jpg" id="xabhquw"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Para quem gosta de dias quentes e vive no litoral Norte e Centro, com certeza que hoje, quinta-feira, já deverá ter denotado um ar mais fresco, face aos últimos dias. Com isto, queremos dizer que temos más notícias: <strong>o calor tem os dias contados em Portugal Continental</strong>... a menos que viva no Algarve ou no Baixo Alentejo.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p><strong>Com a aproximação do verão climatológico, também se aproxima uma descida generalizada dos termómetros</strong>, segundo os modelos europeu e americano (ECMWF e GFS). Nos últimos dias têm-se registado temperaturas acima da média em praticamente toda a geografia continental, devido à permanência de uma massa de ar quente proveniente do Norte de África, juntamente com a influência do anticiclone. Contudo, o cenário está prestes a mudar.</p><h2>Fluxo predominante de noroeste vai "empurrar" a massa de ar quente para leste</h2><p>Até ontem, o fluxo que predominava sobre Portugal Continental era de sudoeste ou de Este, correspondendo ao ar quente e abafado típico de verão, no entanto, a partir de hoje e segundo os nossos mapas de referência, <strong>tudo indica que o fluxo predominante passará a ser de noroeste, resultando em ar mais fresco, de influência marítima que, consequentemente, levará a massa de ar quente a deslocar-se para leste</strong>, contribuindo para a descida dos termómetros em boa parte do país, mas principalmente no litoral Norte e Centro, como podemos observar abaixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-verao-vai-dar-um-passo-atras-na-terca-feira-dia-2-os-modelos-europeus-e-gfs-indicam-uma-descida-das-temperaturas-1779967688025.png" data-image="4rv6sk6i75x1" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>A partir de hoje, quinta-feira, o litoral Norte e Centro registará valores mais contidos, em relação aos últimos dias, devido à predominância do fluxo de noroeste.</figcaption></figure><p>Desta forma, <strong>hoje já se denota um alívio no calor no litoral Norte e Centro</strong>, principalmente devido a este ar mais fresco vindo do Atlântico. Ainda assim, espera-se um dia quente, com temperaturas máximas até aos 36 ºC no Norte, especificamente no Vale do Douro, mas com diversas cidades a registarem valores na ordem dos 30 ºC; na região Centro, as máximas mais elevadas poderão registar-se na Beira Interior, com valores até 35 ºC; e na região Sul, especialmente no Alentejo, os termómetros podem registar até 35 ºC. As cidades costeiras do Norte e Centro não deverão ultrapassar os 24 ºC.</p><h2>A partir de terça-feira as temperaturas mais baixas instalam-se</h2><p>Ainda que até segunda-feira se dê uma descida ligeira dos termómetros, não deverá ser o suficiente para ser sentida a nível de sensação térmica, pois até esse dia, inclusive, <strong>os 30 ºC ou mais continuarão a registar-se em boa parte do território</strong>, à exceção das mais próximas ao mar, à semelhança do que mostra o mapa acima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-verao-vai-dar-um-passo-atras-na-terca-feira-dia-2-os-modelos-europeus-e-gfs-indicam-uma-descida-das-temperaturas-1779965370515.png" data-image="z1sfu9xhh69j" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Na terça-feira, dia 2 de junho, à exceção do Baixo Alentejo e Algarve, todo o país registará temperaturas contidas, especialmente o Norte e Centro.</figcaption></figure><p>Porém, <strong>na terça-feira, segundo dia do do verão climatológico, este cenário poderá mudar com mais clareza</strong>. Para esse dia, esperam-se máximas entre os 17 ºC na Póvoa do Varzim e os 29 ºC no Vale do Douro, na Região Norte, não devendo as cidades ultrapassar os 25 ºC; no Centro, esperam-se valores entre os 19 ºC em Aveiro, Figueira da Foz e Caldas da Rainha e os 25 ºC em Castelo Branco, podendo o interior do distrito registar até 29 ºC; e na região Sul, especialmente o Sotavento Algarvio registará cerca de 32 ºC, podendo ser a mais quente do país.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771116" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quando-se-preve-que-as-temperaturas-em-lisboa-descam-abaixo-dos-25-c.html" title="Quando se prevê que as temperaturas em Lisboa desçam abaixo dos 25 °C?">Quando se prevê que as temperaturas em Lisboa desçam abaixo dos 25 °C?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quando-se-preve-que-as-temperaturas-em-lisboa-descam-abaixo-dos-25-c.html" title="Quando se prevê que as temperaturas em Lisboa desçam abaixo dos 25 °C?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quando-se-preve-que-as-temperaturas-em-lisboa-descam-abaixo-dos-25-c-1779963923890_320.png" alt="Quando se prevê que as temperaturas em Lisboa desçam abaixo dos 25 °C?"></a></article></aside><p>Tal como podemos observar no mapa acima, da distribuição prevista das temperaturas máximas na terça-feira, denota-se um<strong> contraste entre o Norte e o Sul do país</strong>, onde o mesmo poderá permanecer nos dias seguintes. </p><p>Até dia 6 de junho espera-se uma <strong>descida gradual dos termómetros em todo o país</strong>, devendo esta ser mais evidente no Norte e Centro, mas não se descartando a possibilidade de se registarem valores máximos na entre os 22 ºC e 24 ºC no Sul do país nesse mesmo dia. Já nas restantes regiões, os termómetros poderão não ultrapassar os 18 ºC em algumas cidades a partir de quinta-feira, dia 4.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-verao-vai-dar-um-passo-atras-na-terca-feira-dia-2-os-modelos-europeus-e-gfs-indicam-uma-descida-das-temperaturas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quando se prevê que as temperaturas em Lisboa desçam abaixo dos 25 °C?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quando-se-preve-que-as-temperaturas-em-lisboa-descam-abaixo-dos-25-c.html</link><pubDate>Thu, 28 May 2026 11:03:35 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O calor poderá ter os dias contados em Portugal Continental. A chegada do verão climatológico, curiosamente, irá trazer uma descida dos termómetros. Lisboa registará valores abaixo dos 25 ºC já na próxima semana.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xabhm16"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xabhm16.jpg" id="xabhm16"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A partir de hoje, quinta-feira, <strong>as temperaturas poderão começar a descer, de forma pouco significativa e gradual</strong>, na cidade de Lisboa, até ao início da próxima semana, onde também se espera uma descida generalizada.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Curiosamente, poderemos registar uma <strong>descida dos valores máximos no arranque do verão climatológico, que acontece a 1 de junho</strong>. No entanto, será no dia 2 de junho que a maior parte das cidades portuguesas deverá registar valores mais baixos, na ordem dos 20 ºC, à exceção do Baixo Alentejo e Algarve, que deverão manter temperaturas máximas na ordem dos 30 ºC.</p><h2>Lisboa registará menos de 25 ºC no dia 2 de junho</h2><p>Enquanto a temperatura máxima esperada para hoje na capital é de 31 ºC, é esperado que <strong>nos próximos dias se dê uma descida ligeira</strong>. Desta forma, para amanhã, sexta-feira, espera-se máxima de 29 ºC; no sábado este valor não deverá ultrapassar os 27 ºC; no domingo deverá dar-se uma ligeira subida, devendo Lisboa registar 28 ºC de máxima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-se-preve-que-as-temperaturas-em-lisboa-descam-abaixo-dos-25-c-1779963923890.png" data-image="1lxis71b3la0" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>A cidade de Lisboa registará uma descida gradual dos valores entre hoje, quinta-feira, e terça-feira, dia 2 de junho. Nesse dia, esperam-se máximas de 22 ºC.</figcaption></figure><p>No entanto, na segunda-feira, primeiro dia do verão climatológico, a máxima esperada para esta cidade é de 25 ºC e <strong>na terça-feira, esperam-se valores até 22 ºC, como podemos observar no mapa acima</strong>. Assim, este será o primeiro dia em vários dias consecutivos, a registar temperaturas mais amenas, dentro da média, segundo os nossos mapas de anomalia.</p><h2>Verão climatológico traz descida das temperaturas</h2><p>Segundo a atual previsão dos nossos mapas, baseados no modelo europeu ECMWF, na quarta-feira, dia 3, a cidade de Lisboa poderá registar temperaturas entre os 22 ºC e os 24 ºC, mas <strong>nos dias seguintes a temperatura poderá voltar a diminuir</strong> para valores entre os 20 ºC e os 22 ºC, não se descartando a possibilidade de no sábado, dia 6, se registarem valores entre os 18 ºC e os 20 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771087" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-para-o-verao-em-portugal-as-anomalias-que-deve-esperar-em-junho-julho-e-agosto.html" title="Previsão para o verão em Portugal: as anomalias que deve esperar em junho, julho e agosto">Previsão para o verão em Portugal: as anomalias que deve esperar em junho, julho e agosto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-para-o-verao-em-portugal-as-anomalias-que-deve-esperar-em-junho-julho-e-agosto.html" title="Previsão para o verão em Portugal: as anomalias que deve esperar em junho, julho e agosto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-para-o-verao-em-portugal-as-anomalias-que-deve-esperar-em-junho-julho-e-agosto-1779927224019_320.jpg" alt="Previsão para o verão em Portugal: as anomalias que deve esperar em junho, julho e agosto"></a></article></aside><p>Esta descida será fomentada pela <strong>predominância do fluxo de noroeste, que transporta ar marítimo mais frio</strong>, contribuindo para o alívio do calor de forma generalizada. Ainda assim, e tendo em conta a distância temporal desta previsão, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações, em <a href="https://www.tempo.pt/" target="_blank" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">tempo.pt</a>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quando-se-preve-que-as-temperaturas-em-lisboa-descam-abaixo-dos-25-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[China quer enviar astronauta ao espaço durante 365 dias para preparar a sua chegada à Lua em 2030]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/china-quer-enviar-astronauta-ao-espaco-por-365-dias-para-preparar-sua-chegada-a-lua-em.html</link><pubDate>Thu, 28 May 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A missão chinesa Shenzhou-23 foi lançada em direção à estação Tiangong para iniciar um ano de investigação científica em órbita, essencial para o pouso na Lua antes de 2030.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mision-china-shenzhou-23-el-reto-de-aislar-a-un-astronauta-un-ano-en-el-espacio-para-pisar-la-luna-antes-de-1779788952783.jpg" data-image="037sqjr7t3kr" alt="Missão Chinesa Shenzhou-23" title="Missão Chinesa Shenzhou-23"><figcaption>A missão chinesa Shenzhou-23 foi lançada com sucesso rumo à Estação Espacial Internacional (Tiangong), dando início a um ano de importantes experiências científicas em órbita para preparar o terreno para uma missão tripulada à Lua em 2030. Imagem: Agência Espacial Tripulada da China.</figcaption></figure><p>A <strong>missão chinesa <em>Shenzhou-23</em></strong><em> </em>foi <strong>lançada no último domingo, 24 de maio</strong>, <strong>rumo à estação espacial Tiangong</strong>, para iniciar um ano de investigações científicas em órbita. O seu objetivo final é pousar na Lua antes de 2030. A Agência Espacial Tripulada da China confirmou que a nave espacial acoplou com sucesso no setor central de Tianhe exatamente três horas e meia após o lançamento do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, no Deserto de Gobi.</p><p>A manobra foi concluída de forma autónoma graças ao impulso do foguete Longa Marcha-2F Y23. A tripulação que viajou ao espaço é composta pelo comandante Zhu Yangzhu, pelo piloto militar Zhang Zhiyuan e pelo especialista de carga útil Lai Ka-ying, ex-superintendente da polícia de Hong Kong.<strong> Esta missão marca a 40ª operação do programa espacial tripulado da China </strong>e a sétima missão na atual fase operacional da estação espacial.</p><h2>Preparativos para a missão chinesa Shenzhou-23</h2><p>Durante a sua estadia na estação espacial Tiangong, <strong>a equipa realizará mais de cem análises sobre biologia, dinâmica de fluidos em microgravidade, medicina e novos componentes tecnológicos</strong>. Também irão trabalhar com estruturas desenvolvidas a partir de células-tronco. Os especialistas monitorizarão constantemente a<strong> evolução de amostras biológicas, incluindo embriões de murganhos e culturas de peixes-zebra</strong>, sob condições extremas de ausência de gravidade.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">China Successfully Launched Shenzhou-23 on May 24, 2026! Your summary is spot on. On Sunday (May 24), China launched the Shenzhou-23 crewed spacecraft atop a Long March-2F rocket from the Jiuquan Satellite Launch Center in northwest China. The mission is now underway, with the <a href="https://t.co/30qsgvw1FI">pic.twitter.com/30qsgvw1FI</a></p>— Black Hole (@konstructivizm) <a href="https://twitter.com/konstructivizm/status/2058893344445497558?ref_src=twsrc%5Etfw">May 25, 2026</a></blockquote></figure><p>Um membro deste grupo permanecerá no complexo durante <strong>doze meses consecutivos para recolher dados estatísticos sobre voos espaciais tripulados prolongados</strong>. Este recorde nacional ficará logo atrás do recorde absoluto de catorze meses e meio estabelecido pelo cosmonauta russo Valery Polyakov em 1995. A identidade do astronauta selecionado para completar este ano no espaço será determinada nos próximos meses, dependendo estritamente do progresso das missões em órbita.</p><p>Com esta experiência, a China pretende testar a resistência física e óssea antes de empreender viagens de longa distância à superfície lunar. O<strong> estudo detalhado das alterações fisiológicas causadas pela ausência prolongada de gravidade</strong> fornecerá a base médica essencial para o planeamento seguro de futuros assentamentos humanos e missões de exploração interplanetária de longa duração.</p><h2>Competição entre a NASA e a agência espacial chinesa</h2><p>A corrida à Lua dá a Washington uma vantagem teórica de dois anos, já que o <strong>programa <em>Artemis </em>enviará pessoal para lá em 2028</strong>. A NASA pretende estabelecer uma infraestrutura permanente na superfície lunar como um passo essencial antes de iniciar a subsequente exploração humana de Marte, intensificando a rivalidade tecnológica entre os Estados Unidos e a China.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mision-china-shenzhou-23-el-reto-de-aislar-a-un-astronauta-un-ano-en-el-espacio-para-pisar-la-luna-antes-de-1779790065995.jpg" data-image="vaji0utyaht8"><figcaption>Os seis tripulantes reunidos no módulo central da Tiangong comemoram o acoplamento orbital bem-sucedido, marcando o início da transferência técnica para a missão chinesa Shenzhou-23. Imagem: Agência Chinesa de Missões Espaciais Tripuladas.</figcaption></figure><p>Pequim rejeitou formalmente as reivindicações dos EUA de colonização territorial e exploração exclusiva dos recursos lunares para o seu próprio benefício. Enquanto isso, as <strong>autoridades chinesas estão a treinar dois pilotos paquistaneses, sendo que um deles deverá integrar a estação espacial chinesa até ao final de 2026</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771036" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-heliopausa-e-a-barreira-invisivel-do-sistema-solar-a-fronteira-que-protege-a-terra-do-espaco-interestelar.html" title="A heliopausa é a 'barreira' invisível do Sistema Solar: a fronteira que protege a Terra do espaço interestelar">A heliopausa é a "barreira" invisível do Sistema Solar: a fronteira que protege a Terra do espaço interestelar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-heliopausa-e-a-barreira-invisivel-do-sistema-solar-a-fronteira-que-protege-a-terra-do-espaco-interestelar.html" title="A heliopausa é a 'barreira' invisível do Sistema Solar: a fronteira que protege a Terra do espaço interestelar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-heliopausa-es-el-muro-invisible-del-sistema-solar-la-frontera-que-protege-a-la-tierra-del-espacio-interestelar-1779029796945_320.jpg" alt="A heliopausa é a 'barreira' invisível do Sistema Solar: a fronteira que protege a Terra do espaço interestelar"></a></article></aside><p>Esta iniciativa de abertura internacional procura forjar parcerias espaciais colaborativas com outras nações, oferecendo uma alternativa direta ao bloco ocidental, que historicamente dominou os consórcios de investigação espacial.</p><h2>Contexto e desafios da missão chinesa Shenzhou-23</h2><p>A<strong> atual missão </strong><em><strong>Shenzhou-23</strong> </em>foi precedida pela falha da <em>Shenzhou-20</em>, cuja estrutura foi danificada por impactos de detritos espaciais em órbita. Este evento imprevisto forçou o lançamento antecipado da <em>Shenzhou-22</em> para evacuar a tripulação em segurança. Esta contingência testou os protocolos de emergência do centro de controlo em solo, exigindo modificações nos cronogramas de produção e inspeção dos veículos de reserva para garantir a segurança da equipa.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/5bZMXFAwUD8/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=5bZMXFAwUD8" id="5bZMXFAwUD8"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A rapidez da resposta demonstrou que <strong>o programa espacial chinês possui uma infraestrutura logística madura, capaz de lidar com emergências graves sem colocar vidas humanas em risco</strong>. Analistas internacionais interpretam esta capacidade de resgate como uma confirmação de que a China já atua como uma potência aeroespacial consolidada e plenamente estabelecida.</p><p>Embora o <strong>programa chinês mantenha a sua meta de chegar à Lua em 2030</strong>, o cientista-chefe Wu Weiren sugere que os cronogramas internos reais são mais cautelosos. O sucesso final deste cronograma depende do fabrico de foguetes superpesados para cargas úteis, do projeto de módulos de descida adequados e do estabelecimento de redes de comunicação de longo alcance. A permanência de doze meses da missão Shenzhou-23 no espaço servirá como um guia crucial para medir o desgaste real dos materiais e os efeitos na psicologia humana — elementos essenciais para garantir o regresso seguro dos pioneiros lunares.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/china-quer-enviar-astronauta-ao-espaco-por-365-dias-para-preparar-sua-chegada-a-lua-em.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como atrair as novas gerações para a agricultura e a floresta? B-Rural Summit debate renovação geracional no setor]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-atrair-as-novas-geracoes-para-a-agricultura-e-a-floresta-b-rural-summit-debate-renovacao-geracional-no-setor.html</link><pubDate>Thu, 28 May 2026 06:17:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O B-Rural Summit, organizado pela CONSULAI, vai ter lugar no dia 23 de junho, em Lisboa. O objetivo é debater o futuro da agricultura e da floresta em Portugal, colocando no centro da discussão a renovação geracional do setor.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-atrair-as-novas-geracoes-para-a-agricultura-e-a-floresta-b-rural-summit-debate-renovacao-geracional-no-setor-1779894678705.jpg" data-image="7pceqnpxjvgo" alt="Jovem agricultor" title="Jovem agricultor"><figcaption>Segundo o estudo "Evolução do Trabalho na Agricultura em Portugal", elaborado pela CONSULAI, tem havido “um envelhecimento contínuo da mão-de-obra familiar”.</figcaption></figure><p>O setor <strong>agroflorestal </strong>português assume nos dias de hoje “um <strong>contributo estrutural para a economia nacional</strong>”, tanto na criação de riqueza como na geração de emprego e no equilíbrio da balança comercial.</p><p>De acordo com os dados do Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral (GPP) do Ministério da Agricultura, <strong>em 2023 o complexo agroflorestal gerou 9,4 mil milhões de euros de Valor Acrescentado Bruto</strong> (VAB), representando 5,1% do PIB nacional.</p><p>Para lá deste impacto económico direto, o <strong>setor assegura 456 mil postos de trabalho, o que mostra bem a sua importância social e territorial </strong>em todo o país.</p><p>Já no plano externo, <strong>as cadeias agroalimentares e florestais registaram exportações de 15,2 mil milhões de euros</strong>, o equivalente a 12% das exportações portuguesas, com uma taxa de cobertura das importações de 81,5%.</p><h2> <em>B-Rural Summit: </em>23 de junho em Lisboa</h2><p>Para a CONSULAI, empresa de consultoria líder em <em>agribusiness</em> em Portugal que está a organizar o <em><strong>B-Rural Summit</strong></em>, vai ter lugar em Lisboa no <strong>dia 23 de junho</strong>, este indicador “evidencia a crescente competitividade internacional do setor” agrícola e florestal.</p><p>Apesar disso, a grande questão que se coloca nesta altura é <strong>como atrair uma nova geração para a agricultura e a floresta</strong>. E como tornar o setor mais inovador, próximo e relevante para os jovens. Esse é, para a CONSULAI, “<strong>um dos maiores desafios do país</strong>”.</p><p>É que, apesar de a utilização de <strong>mão-de-obra no setor agrícola </strong>ter caído drasticamente nos últimos 30 anos - passou-se de 430 mil trabalhadores a tempo inteiro para 220 mil -, a <strong>idade média dos agricultores subiu de 46 anos, em 1989, para 59 anos</strong>, em 2023.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-atrair-as-novas-geracoes-para-a-agricultura-e-a-floresta-b-rural-summit-debate-renovacao-geracional-no-setor-1779894790684.jpg" data-image="fbcyrv0l8n9d" alt="Rui Almeida, CONSULAI." title="Rui Almeida, CONSULAI."><figcaption>O projeto B-Rural nasce para “mostrar que o mundo rural pode ser um espaço de inovação, impacto e oportunidade para as novas gerações”, afirma Rui Almeida, diretor operacional da CONSULAI. Crédito da fotografia: CONSULAI.</figcaption></figure><p>Daí a importância do debate em torno da atratividade destes setores para as faixas etárias mais jovens. Uma <strong>matéria que vai estar no centro do debate durante o <em>B-Rural Summit</em>, que terá lugar no Hotel Hyatt Regency Lisboa</strong> e deverá reunir líderes do setor agroflorestal, jovens empreendedores, especialistas em inovação e outros agentes.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>“O futuro da agricultura e da floresta depende vastamente da nossa capacidade de atrairmos talento para ele, ambição e espírito empreendedor”, sublinha Rui Almeida, diretor operacional da consultora CONSULAI. Para este responsável, “Portugal tem um setor agroflorestal dinâmico, moderno e de ponta, mesmo, em alguns segmentos, mas precisa de resolver o problema geracional e de aproximação entre o mundo rural e urbano para dar o próximo passo e assegurar que o setor primário tem o protagonismo que merece”.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O <strong>projeto B-Rural</strong> nasce, aliás, para “mostrar que o mundo rural pode ser um espaço de <strong>inovação, impacto e oportunidade para as novas gerações</strong>”, afirma ainda Rui Almeida.</p><h2>Idade média dos agricultores: 59 anos</h2><p>Financiado pela CONSULAI e cofinanciado pela Comissão Europeia, o projeto B-Rural tem também como objetivo <strong>criar “pontes entre o setor agroflorestal e os jovens que procuram projetos com propósito</strong>, impacto e futuro”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="717226" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/agrijovem-acolhe-40-estudantes-do-ensino-superior-em-evora-para-explicar-a-ue-e-a-politica-agricola-comum.html" title="AgriJovem acolhe 40 estudantes do ensino superior em Évora para explicar a UE e a Política Agrícola Comum">AgriJovem acolhe 40 estudantes do ensino superior em Évora para explicar a UE e a Política Agrícola Comum</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/agrijovem-acolhe-40-estudantes-do-ensino-superior-em-evora-para-explicar-a-ue-e-a-politica-agricola-comum.html" title="AgriJovem acolhe 40 estudantes do ensino superior em Évora para explicar a UE e a Política Agrícola Comum"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/agrijovem-acolhe-40-estudantes-do-ensino-superior-em-evora-para-explicar-a-ue-e-a-politica-agricola-comum-1751043364280_320.jpg" alt="AgriJovem acolhe 40 estudantes do ensino superior em Évora para explicar a UE e a Política Agrícola Comum"></a></article></aside><p>E Rui Almeida acredita que, num contexto marcado pelo envelhecimento da população agrícola e pela <strong>necessidade crescente de inovação e adaptação tecnológica</strong>, o <em><strong>B-Rural Summit</strong></em> “será um momento decisivo” para que “novas gerações, novas ideias e novas pontes” se construam para transformar a agricultura e a floresta em Portugal.</p><div class="texto-destacado">Recorde-se que, aquando da apresentação, em março último, do <strong>estudo <em>Evolução do Trabalho na Agricultura em Portugal</em>, elaborado pela CONSULAI</strong>, foi revelado que, entre 2015 e 2024, o emprego agrícola masculino manteve-se relativamente estável, enquanto o emprego feminino registou um crescimento gradual, em linha com a evolução do mercado de trabalho nacional. Uma <strong>tendência que, segundo a consultora, “traduz uma participação crescente das mulheres na agricultura</strong> e uma ligeira diversificação do perfil laboral”, muito embora o setor se mantenha maioritariamente masculino.</div><p>No mesmo estudo foi revelado que, no <strong>setor agrícola em Portugal se verifica “um envelhecimento contínuo da mão-de-obra familiar</strong>”, cuja <strong>idade média passou de 46 anos em 1989 para 59 anos </strong>em 2023.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-atrair-as-novas-geracoes-para-a-agricultura-e-a-floresta-b-rural-summit-debate-renovacao-geracional-no-setor-1779895014118.jpg" data-image="kf9hj1paiasr" alt="Jovem agricultor" title="Jovem agricultor"><figcaption>O B-Rural Summit vai vai acontecer no dia 23 de junho, em Lisboa, e quer debater o futuro da agricultura e da floresta em Portugal.</figcaption></figure><p>Esta <strong>tendência, diz a CONSULAI, é transversal a todas as regiões, mas “mais acentuada no Alentejo e no Centro</strong>, onde predominam explorações de maior dimensão e gestão tradicional”.</p><p>Apesar da modernização gradual que o setor tem demonstrado, o <strong>aumento da idade média dos agricultores “evidencia falta de renovação geracional </strong>e declínio do trabalho familiar jovem”. </p><p>E isso, sublinha a CONSULAI, tem “<strong>impactos diretos na capacidade de inovação, sucessão e adaptação </strong>às exigências tecnológicas e ambientais”. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-atrair-as-novas-geracoes-para-a-agricultura-e-a-floresta-b-rural-summit-debate-renovacao-geracional-no-setor.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item></channel></rss>