<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Sun, 27 Sep 2026 11:10:15 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sun, 27 Sep 2026 11:10:15 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Mosca-da-azeitona: a praga que dispara quando as temperaturas descem]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/mosca-da-azeitona-a-praga-que-dispara-quando-as-temperaturas-descem.html</link><pubDate>Sun, 27 Sep 2026 08:45:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Durante o verão o olival esteve calmo e deu a ideia de que o problema tinha passado ao lado. É agora, com as temperaturas a suavizar, que a praga encontra o que esperava.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mosca-da-azeitona-a-praga-que-dispara-quando-as-temperaturas-descem-1790348139450.png" data-image="m86708d5vrtj"><figcaption>Marcas visíveis na casca das azeitonas, o sinal que indica que o ataque já começou.</figcaption></figure><p><strong>Há uma frase que se ouve muito nos olivais em agosto: este ano não há mosca</strong>. E costuma ser verdade naquele momento, sobretudo depois de semanas de calor a sério.</p><p>O problema é que essa calma não significa ausência. Significa apenas que as condições não estavam do lado da praga. <strong>A partir de setembro, deixam de estar do nosso</strong>.</p><h2>O calor do verão foi o melhor aliado do olival</h2><p><strong>A mosca-da-azeitona </strong>é um inseto muito sensível à temperatura, e essa sensibilidade explica praticamente todo o seu comportamento ao longo do ano.</p><p>Os adultos vivem pouco tempo com calor extremo e, sobretudo, os ovos e as larvas recém-nascidas morrem dentro da azeitona quando a temperatura sobe demasiado. Num agosto alentejano com máximas acima dos 35 ºC, o calor faz sozinho aquilo que nenhum tratamento consegue fazer. <strong>Na tabela abaixo,</strong> consegue avaliar o efeito da temperatura no desenvolvimento da praga em questão e época habitual a monitorizar.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Temperatura</p></th><th scope="col"><p>Efeito na praga</p></th><th scope="col"><p>Época habitual</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Acima de 35 ºC</p></td><td><p>Ovos e larvas jovens morrem dentro do fruto</p></td><td><p>Julho e agosto</p></td></tr><tr><td><p>30 a 35 ºC</p></td><td><p>Reprodução muito reduzida</p></td><td><p>Agosto</p></td></tr><tr><td><p>20 a 30 ºC</p></td><td><p>Condições ideais, ciclo rápido</p></td><td><p>Setembro e outubro</p></td></tr><tr><td><p>15 a 20 ºC</p></td><td><p>Ciclo mais lento, mas contínuo</p></td><td><p>Outubro e novembro</p></td></tr><tr><td><p>Abaixo de 10 ºC</p></td><td><p>Desenvolvimento praticamente parado</p></td><td><p>Dezembro</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Efeito da temperatura no aparecimento da mosca-da-azeitona. Fonte: elaboração própria a partir de valores de referência.</td></tr></tbody></table><p><strong>Repare na terceira linha</strong>. É exatamente a faixa em que setembro se instala em Mirandela, em Moura ou em Castelo Branco, e é por isso que o mês da viragem climática é também o mês da viragem na praga.</p><h2>Três coisas mudam ao mesmo tempo</h2><p><strong>O arrefecimento é o fator principal</strong>, mas não anda sozinho.</p><p><strong>A humidade sobe</strong>, com as primeiras chuvas e com as noites mais frescas, e os adultos sobrevivem bastante mais tempo em ar húmido do que em ar seco. Ao mesmo tempo, a azeitona já engrossou e o caroço endureceu, o que a torna um alvo muito mais apetecível para a <strong>postura</strong>.</p><p>Junte-se a isto o facto de a fêmea pôr centenas de ovos ao longo da vida e percebe-se como um olival aparentemente limpo em agosto pode estar seriamente atacado em meados de outubro.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Em agosto foi o calor que fez o trabalho de controlo. A partir de setembro, deixa de o fazer, e nota-se em poucas semanas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><h2>O que procurar nas azeitonas</h2><p>O sinal que interessa conhecer é a marca deixada pela fêmea quando põe o ovo.</p><div class="texto-destacado"><strong>Picada</strong>- Pequena marca deixada na casca da azeitona no momento da postura. Vê-se melhor contra a luz e tem a forma de um triângulo escuro ou de um ponto acastanhado com poucos milímetros. Mais tarde, quando o adulto sai do fruto, fica um orifício redondo de cerca de um milímetro.</div><p><strong>A diferença entre as duas marcas é importante na prátic</strong><strong>a</strong>. A picada indica que o ataque está a começar e que ainda há margem para agir. O orifício de saída indica que aquela geração já se completou e já andará a atacar os frutos vizinhos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788602" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-de-interior-como-preparar-as-suas-para-o-outono-e-menos-luz.html" title="Plantas de interior: como preparar as suas para o outono e menos luz">Plantas de interior: como preparar as suas para o outono e menos luz</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-de-interior-como-preparar-as-suas-para-o-outono-e-menos-luz.html" title="Plantas de interior: como preparar as suas para o outono e menos luz"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/plantas-de-interior-como-preparar-as-suas-para-o-outono-e-menos-luz-1789481559691_320.jpeg" alt="Plantas de interior: como preparar as suas para o outono e menos luz"></a></article></aside><p>Para saber onde está, não basta olhar para uma ou outra azeitona. Colha cem azeitonas ao acaso, de várias árvores e de vários lados da copa, e <strong>conte quantas têm marcas</strong>. Essa percentagem diz-lhe mais do que qualquer impressão geral, e vale a pena repetir a contagem todas as semanas a partir de agora.</p><h2>O que se pode fazer num olival pequeno</h2><p>Quem tem meia dúzia de oliveiras em casa tem menos ferramentas do que um produtor, mas não está desarmado.</p><p><strong>As armadilhas de captura são a medida mais acessível</strong>. Garrafas com um atrativo alimentar, penduradas na copa a meia altura e na parte mais soalheira da árvore, capturam adultos e servem também para perceber quando a população começa a subir. Convém colocá-las cedo, antes do pico, e não depois.</p><p><strong>A limpeza do chão</strong> é outra medida que se subestima. Azeitona caída e picada é um viveiro. Recolha e retire, sem a deixar amontoada debaixo da árvore.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mosca-da-azeitona-a-praga-que-dispara-quando-as-temperaturas-descem-1790348280987.png" data-image="i57wa67aicbg"><figcaption>Adulto de mosca-da-azeitona sobre um fruto verde, no momento em que procura local para a postura.</figcaption></figure><p>Se equacionar tratar, duas notas de prudência. Nesta fase do ano, <strong>o intervalo de segurança entre a aplicação e a colheita passa a ser o critério que manda em tudo o resto</strong>, e vem sempre indicado no rótulo. E vale a pena acompanhar os <strong>avisos agrícolas da sua região</strong>, que indicam os momentos em que a intervenção tem mesmo efeito.</p><h2>Antecipar a colheita é quase sempre a melhor decisão</h2><p>Fica o essencial para o fim, porque é o que muda mais resultado.</p><p><strong>Quando a percentagem de frutos picados começa a subir depressa, esperar por mais maturação raramente compensa</strong>. Ganha-se algum rendimento em gordura e perde-se muito mais em qualidade, porque cada larva que se desenvolve abre uma porta a fungos e bactérias e faz subir a acidez do azeite.</p><p>E há um pormenor de última hora que decide a diferença entre um azeite bom e um azeite defeituoso. <strong>Azeitona picada não pode esperar no armazém</strong>. Deve ir para o lagar no próprio dia ou, no limite, no dia seguinte, porque a degradação dentro do fruto é rápida e não se corrige depois.</p><p>Nas próximas semanas, olhe para dois valores na previsão da sua zona: <strong>as máximas e a humidade</strong>. Se as máximas se instalarem entre os 20 e os 30 ºC e vierem dias húmidos, é altura de contar azeitonas todas as semanas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/mosca-da-azeitona-a-praga-que-dispara-quando-as-temperaturas-descem.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A beleza que sufoca: como uma espécie "inofensiva" tornou-se numa ameaça para a Islândia]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-beleza-que-sufoca-como-uma-especie-inofensiva-tornou-se-numa-ameaca-para-a-islandia.html</link><pubDate>Sun, 27 Sep 2026 07:33:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Como uma flor do Alasca para recuperar as terras vulcânicas da Islândia acabou por sufocar a vegetação nativa e dividir a população local. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-beleza-que-sufoca-como-uma-especie-inofensiva-tornou-se-numa-ameaca-para-a-islandia-1790342975316.png" data-image="1jun5yp9vb46"><figcaption>A capital da Islândia, Reiquejavique.</figcaption></figure><p>Na década de 1940, a Islândia debatia-se com um grave e persistente problema ambiental:<strong> a severa erosão do seu solo</strong>. </p><div class="texto-destacado">As características areias negras da ilha, de origem vulcânica, estavam a ser implacavelmente arrastadas para o Oceano Atlântico pelas chuvas intensas e pelos ventos torrenciais. </div><p>Na tentativa de travar esta degradação, <strong>estabilizar as terras e recuperar as florestas nativas perdidas</strong>, as autoridades decidiram importar e plantar uma flor que, décadas mais tarde, se transformaria numa das maiores ameaças ecológicas ao ecossistema da ilha.</p><h2>A solução vinda do Alasca</h2><p>A espécie escolhida foi o <strong>tremoceiro de Nootka</strong> (<em>Lupinus nootkatensis</em>), uma planta herbácea originária do Alasca. Esta flor destaca-se pela sua notável capacidade de enriquecer solos áridos e pobres através do processo de fixação biológica de azoto. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-beleza-que-sufoca-como-uma-especie-inofensiva-tornou-se-numa-ameaca-para-a-islandia-1790342673590.png" data-image="ktvhwcvzb90l"><figcaption>Tremoceiro de nootka azuis em flor (Lupinus nootkatensis) em frente a montanhas vulcânicas, formação de nuvens. Perto de Pingeyri, Fiordes do Oeste, Islândia, Europa.</figcaption></figure><p>O principal impulsionador desta ideia foi <strong>Hákon Bjarnarson</strong>, diretor dos serviços florestais da época, que ficara deslumbrado ao ver os vastos campos do estado norte-americano cobertos por estas flores púrpuras e azuladas. </p><div class="texto-destacado">Convencido da sua utilidade miraculosa, decidiu introduzi-las em solo islandês. Ao longo do tempo, o tremoceiro adaptou-se de tal forma que acabou por se converter num autêntico símbolo nacional. </div><p><strong>As extensas planícies tingidas de violeta tornaram-se num dos grandes atrativos do país e numa das paisagens mais procuradas e fotografadas pelos turistas</strong>. Contudo, o que se ignorava na altura da sua introdução era o seu carácter altamente invasivo. O Instituto Islandês de História Natural já classificou formalmente a planta como espécie invasora. Em 2017, imagens de satélite revelaram que a flor cobria 0,3% do território da ilha. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-beleza-que-sufoca-como-uma-especie-inofensiva-tornou-se-numa-ameaca-para-a-islandia-1790342807025.png" data-image="z8mce7u8smda"><figcaption>Panorama urbano de arquitetura moderna em Reiquiavique com um campo de tremoceiros de nootka (Lupinus nootkatensis) em primeiro plano.</figcaption></figure><p>Embora possa parecer uma percentagem reduzida, os cientistas preveem que a sua presença se multiplique exponencialmente, podendo vir a ocupar até uma sexta parte da superfície do país. <strong>Esta expansão desenfreada é facilitada pelas condições climáticas favoráveis e pela ausência de vegetação islandesa</strong> suficientemente robusta para travar o seu avanço, permitindo-lhe invadir, inclusivamente, áreas naturais protegidas.</p><h2><strong>O impacto na biodiversidade local</strong></h2><p>O impacto na biodiversidade tem sido preocupante. O crescimento adensado e agressivo do tremoceiro está a roubar espaço vital às espécies autóctones. </p><div class="texto-destacado">Os frágeis musgos e líquenes, típicos das paisagens islandesas e conhecidos pelo seu crescimento extremamente lento, estão a ser rapidamente sufocados e deslocados. </div><p><strong>Esta alteração profunda na flora afeta de igual modo a fauna nativa que dela depende, como é o caso da tarambola-dourada</strong>, uma ave cuja sobrevivência está agora ameaçada. </p><p>Curiosamente, o principal <strong>objetivo da introdução da planta, combater a erosão, não foi totalmente bem-sucedido a longo prazo</strong>. Segundo o Governo islandês, 45% dos ecossistemas do país encontram-se atualmente em mau estado, um agravamento face aos 39% registados há cerca de trinta anos.</p><h2>O dilema entre a conservação e a estética</h2><p>Hoje em dia, <strong>os especialistas em restauro ecológico assumem que a erradicação total da planta é uma tarefa irrealista</strong>. A estratégia passa agora por tentar implementar protocolos de contenção para evitar que a praga avance para novos habitats protegidos. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="677620" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/praia-de-areia-preta-na-islandia-que-ja-foi-cenario-de-serie-famosa-guarda-um-perigo-oculto.html" title="Praia de areia preta na Islândia, que já foi cenário de série famosa, guarda um ‘perigo oculto’">Praia de areia preta na Islândia, que já foi cenário de série famosa, guarda um ‘perigo oculto’</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/praia-de-areia-preta-na-islandia-que-ja-foi-cenario-de-serie-famosa-guarda-um-perigo-oculto.html" title="Praia de areia preta na Islândia, que já foi cenário de série famosa, guarda um ‘perigo oculto’"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/praia-de-areia-preta-na-islandia-que-ja-foi-cenario-de-serie-famosa-guarda-um-perigo-oculto-1728388553233_320.jpg" alt="Praia de areia preta na Islândia, que já foi cenário de série famosa, guarda um ‘perigo oculto’"></a></article></aside><p>No entanto, as autoridades enfrentam um obstáculo inesperado:<strong> a oposição de parte da sociedade. Fascinados pela beleza cenográfica dos campos roxos</strong>, muitos habitantes locais e turistas têm utilizado as redes sociais para tentar impedir as ações governamentais de controlo. Ao mesmo tempo, alguns especialistas continuam a defender a eficácia da flor no combate à desertificação, criando um complexo e delicado dilema ambiental.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Mateos%2C%20Ainara" data-year="2026" data-title="En%20los%2040%2C%20Islandia%20introdujo%20una%20flor%20para%20frenar%20la%20erosi%C3%B3n%20del%20suelo%3B%20d%C3%A9cadas%20m%C3%A1s%20tarde%2C%20se%20ha%20convertido%20en%20una%20amenaza%20para%20la%20isla" data-url="https%3A%2F%2Fwww.larazon.es%2Factualidad%2F40-islandia-introdujo-flor-frenar-erosion-suelo-decadas-mas-tarde-convertido-amenaza-isla-p7m_202609196aaecdae7f895d2e41c8263a.html">Mateos, Ainara. (2026). <a href="https://www.larazon.es/actualidad/40-islandia-introdujo-flor-frenar-erosion-suelo-decadas-mas-tarde-convertido-amenaza-isla-p7m_202609196aaecdae7f895d2e41c8263a.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">En los 40, Islandia introdujo una flor para frenar la erosión del suelo; décadas más tarde, se ha convertido en una amenaza para la isla</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-beleza-que-sufoca-como-uma-especie-inofensiva-tornou-se-numa-ameaca-para-a-islandia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estas cidades vão ganhar florestas enormes mesmo à porta de casa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/estas-cidades-vao-ganhar-enormes-florestas-mesmo-a-porta-de-casa.html</link><pubDate>Sun, 27 Sep 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A Polónia está a criar florestas junto às cidades e a transformá-las em grandes espaços naturais. Saiba tudo sobre este projeto que já arrancou. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/estas-cidades-vao-ganhar-enormes-florestas-mesmo-a-porta-de-casa-1790433732188.jpg" data-image="coxs766lzqw0" alt="Floresta" title="Floresta"><figcaption>Milhares de hectares de floresta vão nascer mesmo ao lado destas cidades. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>Quem vive numa grande cidade sabe que nem sempre é fácil encontrar um lugar onde o barulho dos carros seja substituído pelo som das árvores. Na Polónia, contudo, encontrou-se, recentemente, uma solução. Qual? Fugir à tendência e <strong>levar ainda mais natureza para junto das zonas urbanas</strong>.</p><p>É isso mesmo. O país está a criar as chamadas <strong>florestas sociais</strong>. E o que é isso? Nada mais, nada menos do que áreas florestais onde a função principal passa a dar maior importância ao bem-estar das populações, ao contacto com a natureza, à recreação e à educação ambiental. </p><div class="texto-destacado">O projeto abrange 11 grandes aglomerações e, no total, envolve mais de 158 mil hectares de floresta.</div><p>E não pense que este é só mais um daqueles projetos que não passa do papel. Aliás<strong>, a primeira grande área a ser oficialmente estabelecida já foi criada</strong> nos arredores de Wrocław, no sudoeste do país. </p><p>Feitas as contas, são cerca de 13 mil hectares, distribuídos por quatro administrações florestais e nove municípios. "Para contextualizar, é aproximadamente do tamanho de Liverpool", explica a revista 'Time Out'. "A ministra do clima e ambiente da Polónia, Paulina Hennig-Kloska, chamou-lhe 'um momento histórico e o início de uma nova abordagem à protecção da floresta'."</p><h2>Menos madeira, mais passeios</h2><p>A ideia não é transformar estas florestas em enormes parques urbanos com bancos, cafés e máquinas de venda automática a cada esquina. Nada disso. Até porque continuam a ser <strong>florestas, com os seus ecossistemas, árvores e animais</strong>. A diferença está na forma como são geridas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estas-cidades-vao-ganhar-enormes-florestas-mesmo-a-porta-de-casa-1790433992713.jpg" data-image="ix7gv7dkjn5l" alt="Wrocław" title="Wrocław"><figcaption>A primeira abriu nos arredores de Wrocław, a terceira maior cidade da Polónia, cobrindo uns impressionantes 13 mil hectares. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Nas áreas abrangidas, passam a ter maior peso funções como passeios, ciclismo, educação ambiental, atividade física, proteção da biodiversidade e contacto com a natureza. Além disso, a gestão também deve ter em conta a proteção dos recursos hídricos e a prevenção de cheias.</p><p>No caso de Wrocław, <strong>mais de 11 600 hectares ficaram sujeitos a novas regras de gestão</strong>. Uma parte significativa foi classificada como floresta de proteção e a exploração florestal foi adaptada para dar prioridade à função social daquele território. Em determinadas zonas, o corte de árvores fica limitado a situações específicas, como questões de segurança ou problemas sanitários das próprias árvores.</p><div class="texto-destacado">Na prática, isto significa que uma floresta perto da cidade deixa de ser vista apenas como um recurso económico e passa também a ser encarada como um espaço importante para quem vive nas proximidades.</div><p>E há uma razão para isso. Além de proporcionarem sombra e espaços para caminhar ou praticar desporto, as áreas florestais ajudam a reter água, regular temperaturas, proteger os solos, armazenar carbono e criar habitats para inúmeras espécies. <strong>Quanto mais próximas estiverem das cidades, mais fácil é também usufruir destes benefícios </strong>sem ser necessário fazer uma longa viagem.</p><h2>Wrocław foi apenas o começo</h2><p><strong>Esta experiência começou a ser preparada em 2024</strong>, quando as autoridades polacas lançaram um projeto-piloto para identificar as florestas especialmente importantes para as populações das grandes cidades. O processo envolveu autarquias, especialistas, organizações ambientais, representantes dos serviços florestais e outros intervenientes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769475" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/e-possivel-ter-cidades-verdes-e-crescimento-economico-ao-mesmo-tempo-como-funciona-o-desacoplamento.html" title="É possível ter cidades verdes e crescimento económico ao mesmo tempo? Como funciona o 'desacoplamento'">É possível ter cidades verdes e crescimento económico ao mesmo tempo? Como funciona o "desacoplamento"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/e-possivel-ter-cidades-verdes-e-crescimento-economico-ao-mesmo-tempo-como-funciona-o-desacoplamento.html" title="É possível ter cidades verdes e crescimento económico ao mesmo tempo? Como funciona o 'desacoplamento'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/citta-green-e-crescita-economica-sono-possibili-al-tempo-stesso-cos-e-il-decoupling-e-perche-funziona-1778580804737_320.jpg" alt="É possível ter cidades verdes e crescimento económico ao mesmo tempo? Como funciona o 'desacoplamento'"></a></article></aside><p>Foram identificadas áreas em torno de cidades como Varsóvia, Cracóvia, Łódź, Poznań, Katowice, Szczecin, Kielce, Bielsko-Biała e a área de Gdańsk-Gdynia-Sopot, além de Wrocław e da região de Bydgoszcz-Toruń. No conjunto, representam <strong>mais de 158 mil hectares</strong>.</p><p>Ainda assim, o processo não tem sido igual em todos os locais. Em várias cidades, houve divergências sobre os limites das áreas e sobre a forma como deveriam ser geridas. Por isso, o Ministério do Clima e Ambiente polaco decidiu prolongar os trabalhos e alterar o modelo de implementação do projeto.</p><div class="texto-destacado">Wrocław acabou por avançar primeiro. Em julho de 2026, foi oficialmente criada a sua área de floresta com função social prioritária, tornando-se o primeiro grande exemplo concreto deste novo modelo.</div><p><strong>A aposta polaca é, no fundo, bastante simples</strong>: se as cidades continuam a crescer e cada vez mais pessoas vivem em zonas urbanas, também é preciso garantir que acontece o mesmo com a natureza. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Time%20Out%2C%20Teeling%2C%20R" data-year="2026" data-title="Este%20pa%C3%ADs%20est%C3%A1%20a%20criar%20enormes%20florestas%20%C3%A0%20volta%20das%20principais%20cidades%20%E2%80%93%20a%20primeira%20acaba%20de%20abrir" data-url="https%3A%2F%2Fwww.timeout.pt%2Flisboa%2Fpt%2Fnoticias%2Feste-pais-esta-a-criar-enormes-florestas-a-volta-das-principais-cidades-a-primeira-acaba-de-abrir-080526">Time Out, Teeling, R. (2026). <a href="https://www.timeout.pt/lisboa/pt/noticias/este-pais-esta-a-criar-enormes-florestas-a-volta-das-principais-cidades-a-primeira-acaba-de-abrir-080526" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Este país está a criar enormes florestas à volta das principais cidades – a primeira acaba de abrir</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/estas-cidades-vao-ganhar-enormes-florestas-mesmo-a-porta-de-casa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O que acontece quando hackers conseguem enganar o GPS? Noruega faz testes no Ártico]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-acontece-quando-hackers-conseguem-enganar-o-gps-noruega-faz-testes-no-artico.html</link><pubDate>Sun, 27 Sep 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Evento realizado anualmente na Noruega reúne especialistas para simular interferências em sinais de satélite e descobrir como proteger redes elétricas, telecomunicações, transportes e outras infraestruturas essenciais contra ataques.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-acontece-quando-hackers-conseguem-enganar-o-gps-noruega-faz-testes-no-artico-1790260526793.jpg" data-image="cmiaom5pvzdj" alt="O ponto de encontro dos hackers é Andøya, na Noruega" title="O ponto de encontro dos hackers é Andøya, na Noruega"><figcaption>O ponto de encontro dos hackers é Andøya, na Noruega. Crédito: Getty Images</figcaption></figure><p>Numa <strong>ilha remota da Noruega</strong>, cerca de 300 quilómetros a norte do Círculo Polar Ártico, engenheiros, físicos e especialistas em tecnologia reúnem-se todos os anos para<strong> colocar à prova sistemas dos quais depende grande parte da sociedade moderna</strong>. Chamado <strong>Jammertest</strong>, o evento simula ataques contra sinais de navegação por satélite para identificar vulnerabilidades e desenvolver formas de proteção.</p><p>Embora sistemas como o<strong> GPS sejam mais conhecidos por indicar localização e orientar deslocamentos</strong>, eles também fornecem sinais de tempo extremamente precisos. Esta sincronização é utilizada por redes elétricas, telecomunicações, mercados financeiros e sistemas de transporte, entre outras infraestruturas.</p><p>A dependência cria uma vulnerabilidade: os sinais enviados pelos satélites são relativamente fracos e podem sofrer <strong>interferências provocadas por transmissões mais potentes</strong>. Segundo a reportagem da BBC Future, episódios deste tipo aumentaram nos últimos anos, levando países como a Noruega a procurar formas de tornar as suas infraestruturas mais resistentes.</p><h2>Hackers simulam ataques contra GPS</h2><p>Realizado na vila de Bleik, na ilha de Andøya, o Jammertest funciona de maneira semelhante a uma competição de <strong>hacking ético</strong>. Especialistas tentam encontrar vulnerabilidades para que governos, investigadores e empresas possam compreender os riscos e aprimorar os seus sistemas.</p><div class="texto-destacado">Os testes concentram-se principalmente em dois tipos de interferência. O primeiro é o <em>jamming</em>, no qual sinais são saturados até que o serviço fique indisponível. O segundo é o <em>spoofing</em>, técnica capaz de enviar informações falsas de localização e horário aos recetores.</div><p>Numa das experiências realizadas em 2024, sinais manipulados fizeram os <strong>sistemas de um helicóptero de resgate e de um pequeno avião registarem trajetórias diferentes</strong> das rotas realmente percorridas. Noutro teste, a localização indicada por um recetor foi gradualmente deslocada em direção ao mar, embora o equipamento permanecesse em terra.</p><h2>Alternativas procuram reduzir dependência dos satélites</h2><p>Ataques prolongados poderiam <strong>afetar mais do que sistemas de navegação</strong>. Sem a referência temporal fornecida pelos satélites, redes digitais poderiam perder gradualmente a sincronização, dependendo da existência e da capacidade de sistemas terrestres de backup.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-acontece-quando-hackers-conseguem-enganar-o-gps-noruega-faz-testes-no-artico-1790260659292.jpg" data-image="ykdinzrb4wuh" alt="Atualmente, todo tipo de sistema depende da tecnologia GPS" title="Atualmente, todo tipo de sistema depende da tecnologia GPS"><figcaption>Atualmente, todo o tipo de sistemas depende da tecnologia GPS. Crédito: Getty Images</figcaption></figure><p>Uma das alternativas testadas é o<strong> White Rabbit</strong>, sistema desenvolvido no CERN, na Suíça, que utiliza fibra óptica e relógios de referência para oferecer sincronização com precisão inferior a um nanossegundo. Tecnologias desse género podem reduzir a dependência direta dos satélites e são mais difíceis de manipular.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/existe-um-gps-da-idade-do-bronze-eis-o-disco-de-nebra-e-o-seu-mapa-celeste-com-3600-anos.html" title="Existe um 'GPS' da Idade do Bronze: eis o disco de Nebra e o seu mapa celeste com 3600 anos">Existe um "GPS" da Idade do Bronze: eis o disco de Nebra e o seu mapa celeste com 3600 anos</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/existe-um-gps-da-idade-do-bronze-eis-o-disco-de-nebra-e-o-seu-mapa-celeste-com-3600-anos.html" title="Existe um 'GPS' da Idade do Bronze: eis o disco de Nebra e o seu mapa celeste com 3600 anos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/il-gps-dell-eta-del-bronzo-esiste-il-disco-di-nebra-e-la-sua-mappa-del-cielo-risalente-a-3-600-anni-fa-1777016761194_320.png" alt="Existe um 'GPS' da Idade do Bronze: eis o disco de Nebra e o seu mapa celeste com 3600 anos"></a></article></aside><p>Especialistas, porém, avaliam que <strong>nenhuma tecnologia isolada consegue substituir todas as funções dos sistemas globais de navegação por satélite</strong>. Por isso, a estratégia passa pela combinação de diferentes soluções e pela criação de sistemas redundantes. Em Andøya, os ataques simulados ajudam justamente a descobrir onde estão as fragilidades antes que interferências reais possam explorá-las.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="BBC%20Brasil" data-year="2026" data-title="A%20remota%20ilha%20onde%20hackers%20se%20preparam%20para%20nos%20defender%20de%20uma%20guerra%20invis%C3%ADvel" data-url="https%3A%2F%2Fwww.bbc.com%2Fportuguese%2Farticles%2Fcke87p208rg9o%3Fshem%3Ddsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4">BBC Brasil. (2026). <a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cke87p208rg9o?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A remota ilha onde hackers se preparam para nos defender de uma guerra invisível</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-acontece-quando-hackers-conseguem-enganar-o-gps-noruega-faz-testes-no-artico.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um geólogo descobriu no Google Earth uma cratera de meteorito com 260 metros no interior da Austrália]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-geologo-descobriu-no-google-earth-uma-cratera-de-meteorito-com-260-metros-no-interior-da-australia.html</link><pubDate>Sat, 26 Sep 2026 17:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Uma imagem do Google Earth permitiu a um investigador descobrir a cratera causada pelo impacto de um meteorito na Austrália, o que foi finalmente confirmado por investigações geológicas posteriores.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-geologo-descubre-en-google-earth-un-crater-de-meteorito-de-260-metros-en-el-interior-de-australia-1790328482081.png" data-image="pup5bc2bshu6"><figcaption>Imagem da cratera no Google Earth.</figcaption></figure><p>O que parecia ser uma curiosa forma circular no meio da Austrália acabou por ser <strong>a marca de um impacto de um meteorito</strong>. E foi descoberta pelo geólogo Arthur Hickman, do Geological Survey of Western Australia.</p><p>A forma chamou rapidamente a atenção do especialista porque tinha <strong>cerca de 260 metros de diâmetro, uma borda elevada e um fundo relativamente plano</strong>, características compatíveis com uma cratera de impacto, mas ainda era necessário realizar uma investigação exaustiva.</p><p>E foi assim, com a investigação geológica subsequente, os trabalhos de campo e, sobretudo,<strong> uma perfuração realizada vários anos depois, que se conseguiu confirmar que a origem deste local foi um meteorito</strong>.</p><h2>Uma forma perfeita escondida no deserto australiano</h2><p><strong>A cratera situa-se aproximadamente a 36 quilómetros a norte de Newman</strong>, na cordilheira de Ophthalmia, na região de Pilbara, uma zona formada por rochas extremamente antigas, pertencentes ao chamado cratão de Pilbara.</p><p>O seu diâmetro médio é de aproximadamente 260 metros, com <strong>uma borda que se eleva cerca de 30 metros acima do fundo relativamente plano da estrutura</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-geologo-descubre-en-google-earth-un-crater-de-meteorito-de-260-metros-en-el-interior-de-australia-1790327961365.jpeg" data-image="oz1sgh24n39o"><figcaption>Região de Pilbara, Austrália.</figcaption></figure><p>O caso Hickman é um bom exemplo de como as imagens obtidas por satélite podem mudar <strong>a forma de investigar a superfície terrestre</strong>.</p><p>Antes da existência de ferramentas como o Google Earth, localizar uma estrutura circular com apenas algumas centenas de metros numa região tão extensa <strong>teria exigido percorrer grandes áreas de terreno ou dispor de informação geológica e fotografias aéreas muito detalhadas</strong>.</p><h2>Uma perfuração de quase 65 metros atravessou a cratera</h2><p>Em 2012, o Geological Survey of Western Australia realizou <strong>uma campanha de perfuração científica em colaboração com a empresa mineira Atlas Iron</strong>, que já operava na zona.</p><p>Os investigadores realizaram <strong>uma perfuração vertical até quase 65 metros de profundidade</strong> no centro da estrutura, o que permitiu reconstruir parte da história desta cratera.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr"> Un equipo de investigadores ha descubierto el cráter de impacto más antiguo de la Tierra -hasta el momento- en el cratón de Pilbara (Australia), formado hace unos 3500 millones de años, cuando nuestro planeta era un lugar muy diferente. <a href="https://t.co/np0P8Zd8UK">pic.twitter.com/np0P8Zd8UK</a></p>— Un geólogo en apuros ️ (@geologoenapuros) <a href="https://x.com/geologoenapuros/status/1897706387913768966?ref_src=twsrc%5Etfw">March 6, 2025</a></blockquote></figure><p> Os primeiros 48,4 metros eram constituídos praticamente por sedimentos que se tinham acumulado após o impacto e, logo abaixo destes, <strong>apareciam as rochas originais do terreno, mas intensamente fraturadas pelo evento</strong>. </p><p>E quanto mais fundo se perfurava, mais perto estavam os investigadores<strong> das rochas que tinham sofrido diretamente as consequências do impacto</strong>, pelo que a informação era mais fiável e de maior qualidade.</p><h3>O ferro do meteorito deixou a sua assinatura química</h3><p>Os investigadores analisaram materiais provenientes destas perfurações na zona da cratera, encontrando <strong>concentrações elevadas de níquel e elementos do grupo da platina, entre os quais o irídio e o paládio</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789768" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/foi-descoberta-uma-nova-cratera-na-lua-um-acontecimento-pouco-comum.html" title="Foi descoberta uma nova cratera na Lua, um acontecimento pouco comum!">Foi descoberta uma nova cratera na Lua, um acontecimento pouco comum!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/foi-descoberta-uma-nova-cratera-na-lua-um-acontecimento-pouco-comum.html" title="Foi descoberta uma nova cratera na Lua, um acontecimento pouco comum!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/un-nouveau-cratere-a-ete-decouvert-sur-la-lune-un-evenement-rare-1789741048151_320.jpeg" alt="Foi descoberta uma nova cratera na Lua, um acontecimento pouco comum!"></a></article></aside><p>Além disso, a elevada concentração de níquel apontava para <strong>um meteorito de ferro</strong>.</p><h2>Um meteorito com até 10 metros de diâmetro</h2><p>Os cálculos efetuados pelos investigadores indicam que o objeto que escavou <strong>a cratera pode ter tido cerca de 10 metros de diâmetro</strong>.</p><p>Este valor pode parecer pequeno, mas um objeto com essas dimensões, a viajar a velocidades incalculáveis, <strong>liberta uma enorme quantidade de energia ao colidir com o solo</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">New <a href="https://x.com/hashtag/CurtinResearch?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#CurtinResearch</a> has uncovered the worlds oldest meteorite crater in <a href="https://x.com/hashtag/WesternAustralia?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#WesternAustralia</a>s <a href="https://x.com/hashtag/Pilbara?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Pilbara</a> region 3.5 billion years old! Led by Professors Tim Johnson and Chris Kirkland, this find could reshape Earths history. <a href="https://x.com/hashtag/EarthScience?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#EarthScience</a> <a href="https://x.com/hashtag/MeteoriteImpact?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#MeteoriteImpact</a> <a href="https://t.co/raH8X9Q6sw">pic.twitter.com/raH8X9Q6sw</a></p>— Curtin Media (@CurtinMedia) <a href="https://x.com/CurtinMedia/status/1899630879791882521?ref_src=twsrc%5Etfw">March 12, 2025</a></blockquote></figure><p>O resultado foi uma depressão que, tal como já foi referido, tinha aproximadamente <strong>260 metros de diâmetro e um desnível de até 30 metros na sua borda</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-geologo-descobriu-no-google-earth-uma-cratera-de-meteorito-com-260-metros-no-interior-da-australia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Em 1984, a NASA enviou 3301 abelhas para o espaço para realizar uma experiência invulgar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/em-1984-a-nasa-enviou-3301-abelhas-para-o-espaco-para-realizar-uma-experiencia-invulgar.html</link><pubDate>Sat, 26 Sep 2026 16:37:02 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Uma experiência realizada por estudantes colocou milhares de abelhas dentro de um vaivém espacial para responder a uma pergunta que parecia quase absurda. O que descobriram após sete dias em órbita ainda surpreende os cientistas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/en-1984-la-nasa-mando-3-301-abejas-al-espacio-para-realizar-un-insolito-experimento-1789813339648.jpg" data-image="af75ua7wgm71" alt="nasa" title="nasa"><figcaption>Embora os primeiros dias tenham sido um pouco caóticos, as abelhas adaptaram-se rapidamente. (Imagem gerada por IA)</figcaption></figure><p>Em abril de 1984, enquanto o vaivém espacial Challenger se preparava para realizar a primeira reparação de um satélite na história da exploração espacial, transportava a bordo uma carga muito menos comum do que os habituais instrumentos científicos: uma colónia de cerca de <strong>3 301 abelhas melíferas</strong>, encerradas num módulo concebido especialmente para o voo.</p><div class="texto-destacado">Não era o objetivo principal da missão STS-41-C, mas sim uma experiência patrocinada por estudantes que procurava responder a uma questão muito específica: será que as abelhas conseguem construir um favo sem a ajuda da gravidade?</div><p>Na Terra, as abelhas <strong>utilizam a gravidade como ponto de referência </strong>constante: orientam as células hexagonais dos seus favos para baixo e até a utilizam para comunicarem entre si. Quando uma abelha coletora encontra alimento, regressa à colmeia e executa a famosa "dança das abelhas", um movimento em forma de oito em que o ângulo em relação à vertical do favo indica a direção do sol, e a duração do movimento marca a distância até ao alimento. Retirar essas abelhas do campo gravitacional terrestre equivalia a apagar-lhes, de um dia para o outro, grande parte do seu <strong>sistema de navegação</strong>.</p><p>Os primeiros dias <strong>foram caóticos</strong>. De acordo com o relatório oficial da NASA, as abelhas tentavam voar como de costume e acabavam por se chocar contra as paredes do recinto, incapazes de manter uma trajetória reta sem o sinal gravitacional a que estavam habituadas. Mas a adaptação ocorreu mais rapidamente do que o esperado. Com o passar dos dias, começaram a mover-se de um lado para o outro sem se chocarem e até a flutuar dentro do seu habitat com relativa naturalidade.</p><h2>Um favo quase idêntico ao da Terra</h2><p>O mais impressionante não foi o facto de terem aprendido a movimentar-se, mas sim de terem retomado o seu trabalho habitual. Durante os sete dias que durou a missão, a colónia construiu cerca de <strong>200 centímetros quadrados de favo</strong>, e a análise posterior determinou que a estrutura era praticamente igual à que fabricam na Terra, com a mesma geometria hexagonal de sempre. Além disso, a rainha chegou a pôr cerca de 35 ovos durante a viagem, embora nenhum deles tenha eclodido após o regresso.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">The honey bee waggle dance communicates information about resource location from a foraging worker to nestmates.<br><br>New research in Science shows that this complex dance is in part learned by young bees as they observe more experienced bees. <a href="https://t.co/UFIhTF1Z1N">https://t.co/UFIhTF1Z1N</a> <a href="https://t.co/dQWWzWh2jH">pic.twitter.com/dQWWzWh2jH</a></p>— Science Magazine (@ScienceMagazine) <a href="https://x.com/ScienceMagazine/status/1634266394563862528?ref_src=twsrc%5Etfw">March 10, 2023</a></blockquote></figure><p>Este resultado sugere que o comportamento social e construtivo de uma colónia <strong>não depende tanto da gravidade </strong>como se pensava, mas sim de uma série de instintos que persistem mesmo quando as condições ambientais mudam completamente. Para quem alguma vez se questionou até que ponto os animais estão «programados» pelo seu ambiente, esta experiência é um bom exemplo de que certos comportamentos coletivos são mais resistentes do que parecem.</p><h2>Parte de uma tradição espacial pouco conhecida</h2><p>As abelhas de 1984 não foram os primeiros insetos a viajar para o espaço. As moscas-da-fruta tinham sido os primeiros animais enviados para fora da atmosfera, já em 1947, e, ao longo dos anos, a lista passou a incluir <strong>bichos-da-seda, formigas, aranhas e borboletas</strong>, cada um destinado a responder a uma questão biológica específica: as aranhas para estudar como tecem as suas teias sem gravidade, as formigas para analisar o movimento coletivo, as moscas para investigação genética e sobre radiação.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786149" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/flores-nectar-e-vida-as-plantas-que-transformam-a-sua-varanda-num-refugio-para-abelhas-e-outros-polinizadores.html" title="Flores, néctar e vida: as plantas que transformam a sua varanda num refúgio para abelhas e outros polinizadores">Flores, néctar e vida: as plantas que transformam a sua varanda num refúgio para abelhas e outros polinizadores</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/flores-nectar-e-vida-as-plantas-que-transformam-a-sua-varanda-num-refugio-para-abelhas-e-outros-polinizadores.html" title="Flores, néctar e vida: as plantas que transformam a sua varanda num refúgio para abelhas e outros polinizadores"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/flores-nectar-y-vida-las-plantas-que-convierten-tu-balcon-en-un-refugio-para-abejas-y-otros-polinizadores-1787587281922_320.jpeg" alt="Flores, néctar e vida: as plantas que transformam a sua varanda num refúgio para abelhas e outros polinizadores"></a></article></aside><p>A escolha de insetos, em vez de animais maiores, tem uma razão prática: são organismos<strong> compactos, baratos de transportar e muito bem estudados</strong> na Terra, o que permite comparar com precisão o seu comportamento normal com o que acontece em microgravidade. O módulo onde as abelhas viajaram, construído pela Honeywell, acabou por ser doado ao Museu Nacional do Ar e do Espaço do Smithsonian, e o mesmo projeto foi reutilizado no ano seguinte para outra experiência com estudantes, desta vez com moscas domésticas.</p><h2>O porquê desta experiência continuar a ser relevante</h2><p>Com o olhar voltado para missões espaciais cada vez mais longas, compreender como se comportam os sistemas biológicos complexos — não apenas organismos individuais, mas c<strong>olónias inteiras com divisão de tarefas </strong>— na ausência de gravidade continua a ser um tema de real interesse para a ciência espacial.</p><div class="texto-destacado"><strong>Investigações posteriores sobre a orientação dos favos revelaram, de facto, que as abelhas são capazes de construir células em orientações verticais, horizontais e intermédias, tanto na Terra como em gravidade zero, o que relativiza um pouco a surpresa inicial do experimento, embora não diminua o mérito da descoberta de 1984.</strong></div><p>Para qualquer pessoa interessada no futuro da exploração espacial, este tipo de testes — modestos, quase curiosos do ponto de vista atual — faz parte da compreensão de que formas de vida terrestres poderiam ser sustentadas, e de que forma, nas viagens de longa duração que a humanidade ainda tem pela frente.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/em-1984-a-nasa-enviou-3301-abelhas-para-o-espaco-para-realizar-uma-experiencia-invulgar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Depressão atlântica atinge os Açores entre domingo e segunda-feira: até 60 mm de chuva e rajadas superiores a 75 km/h]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atlantica-atinge-os-acores-entre-domingo-e-segunda-feira-ate-60-mm-de-chuva-e-rajadas-superiores-a-75-km-h.html</link><pubDate>Sat, 26 Sep 2026 15:55:47 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As frentes associadas a uma depressão que passará pelo arquipélago dos Açores entre domingo e segunda-feira, dias 27 e 28 de setembro, produzirão chuva pontualmente forte e rajadas de vento intensas. Não se exclui o risco de trovoadas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbdb9g6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbdb9g6.jpg" id="xbdb9g6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Um olhar pelo radar e pelos mapas mostra-nos que o Grupo Oriental dos Açores está a ser condicionado a meio da tarde deste sábado, 26 de setembro, pela ocorrência de aguaceiros geralmente fracos. Após a passagem da área de instabilidade que lhes deu origem nas últimas horas, <strong>prevê-se uma nova fase meteorológica instável, ainda mais intensa e abrangente nas ilhas Açorianas entre domingo (27) e segunda-feira (28)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atlantica-atinge-os-acores-entre-domingo-e-segunda-feira-ate-60-mm-de-chuva-e-rajadas-superiores-a-75-km-h-1790436663248.jpg" data-image="114kem8t4hue"><figcaption>À esquerda, neste mapa, observa-se um centro de baixas pressões próximo da Costa Leste dos Estados Unidos, com 994 hPa de pressão central mínima. E à direita observa-se outro centro de baixas pressões, posicionado a oeste do arquipélago dos Açores com 1009 hPa de pressão central mínima. Ambos se situam na mesma circulação depressionária.</figcaption></figure><p>O<strong> </strong>episódio de condições meteorológicas adversas que terá lugar<strong> </strong>entre os dias 27 e 28 de setembro no arquipélago dos Açores será provocado pela<strong> aproximação e passagem de um centro de baixas pressões</strong><strong>, atualmente ainda presente na mesma vasta circulação depressionária</strong> que deu origem a um outro centro de baixas pressões mais profundo e bem próximo da Costa Leste dos Estados Unidos.</p><h2>Uma depressão atlântica irá alcançar os Açores na sua rápida deslocação para leste</h2><p>À medida que a depressão se for deslocando para leste, <strong>as frentes associadas ao sistema depressionário (oclusa, quente e fria) </strong>que afetarão os Açores irão gerar períodos de chuva fraca a moderada e pontualmente fortes, acompanhadas de rajadas de vento intensas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atlantica-atinge-os-acores-entre-domingo-e-segunda-feira-ate-60-mm-de-chuva-e-rajadas-superiores-a-75-km-h-1790437525413.jpg" data-image="e3jldsy9imx9"><figcaption>Neste mapa meteorológico é possível observar-se uma depressão (representada pela letra B) a percorrer os Açores, e em torno da qual se desenvolverá um sistema frontal complexo, caracterizado pela presença simultânea de uma frente fria, de uma frente quente e de uma frente oclusa. Fonte: AEMET</figcaption></figure><p>O mapa acima, concebido pelo AEMET (Agencia Estatal de Meteorología), revela um troço onde a <strong>oclusão</strong> já ocorreu (<strong>linhas roxas</strong> com triângulos e semicírculos alternados virados para o sentido em que a frente avança), mas que ainda se ramifica para uma <strong>frente fria</strong> ativa de um lado (<strong>linha azul </strong>com triângulos apontados na direção do movimento) e uma <strong>frente quente</strong> remanescente do outro (<strong>linha vermelha</strong> com semicírculos apontados na direção do deslocamento).</p><h2>Eis como a chuva e o vento irão afetar os Açores entre domingo e segunda-feira</h2><p>No domingo, 27 de setembro, a depressão estará mais próxima dos Açores, mas com o seu centro e frentes associadas ainda relativamente distantes. <strong>Deste modo, só a partir da tarde de domingo (27) é que se prevê que os primeiros efeitos das frentes associadas a esta baixa atlântica alcancem o Grupo Ocidental (aguaceiros, por vezes fortes, não se excluindo o risco de trovoada)</strong>.</p><p>À noite a instabilidade atmosférica chegará ao Grupo Central, onde também se poderão desencadear aguaceiros pontualmente fortes e acompanhados de trovoada. No Grupo Oriental esperam-se aguaceiros geralmente fracos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atlantica-atinge-os-acores-entre-domingo-e-segunda-feira-ate-60-mm-de-chuva-e-rajadas-superiores-a-75-km-h-1790437121092.jpg" data-image="pk7tyuneqbj1"><figcaption>Em primeiro lugar, é importante perceber que a distribuição e intensidade dos valores de precipitação e vento desta previsão ainda podem sofrer ajustes significativos. No entanto, quanto à precipitação acumulada, as projeções atualmente disponíveis nos nossos mapas antecipam até 40 mm no Grupo Ocidental, até 55 mm no Grupo Central e até 60 mm no Grupo Oriental até às 23:00 horas de segunda-feira, 28 de setembro.</figcaption></figure><p>É, porém, durante a jornada de <strong>segunda-feira, 28 de setembro, que é expectável a fase mais adversa</strong> deste episódio de tempo instável nos Açores. Os mapas da Meteored, baseados no modelo que merece a nossa maior confiança (ECMWF), insistem num estado do tempo geralmente caracterizado por <strong>períodos de chuva ou aguaceiros, por vezes fortes e potencialmente acompanhados de trovoadas nos três Grupos insulares, especialmente no Central e no Oriental</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atlantica-atinge-os-acores-entre-domingo-e-segunda-feira-ate-60-mm-de-chuva-e-rajadas-superiores-a-75-km-h-1790437294011.jpg" data-image="377c1z8rhcgn"><figcaption>Na segunda-feira, 28 de setembro, prevê-se a possibilidade de as rajadas de vento poderem atingir velocidades superiores a 75 km/h nalguns locais mais expostos do arquipélago dos Açores.</figcaption></figure><p>Embora a fase mais adversa esteja prevista para segunda-feira (28), os mapas já mostram para o Grupo Ocidental dos Açores a possibilidade de rajadas até 75 km/h a partir do final da tarde de domingo, 27 de setembro. <strong>Na segunda-feira (28) prevê-se que durante os períodos mais agrestes do vento, que soprará geralmente de Sul/Sueste, as rajadas atinjam velocidades em torno dos 80 ou 85 km/h nos Grupos Central e Oriental</strong>, sendo geralmente menos intensas no Grupo Ocidental (até 60 km/h).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790576" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-na-proxima-semana-chuva-vento-forte-e-descida-das-temperaturas-antes-de-nova-subida.html" title="Tempo em Portugal na próxima semana: chuva, vento forte e descida das temperaturas antes de nova subida">Tempo em Portugal na próxima semana: chuva, vento forte e descida das temperaturas antes de nova subida</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-na-proxima-semana-chuva-vento-forte-e-descida-das-temperaturas-antes-de-nova-subida.html" title="Tempo em Portugal na próxima semana: chuva, vento forte e descida das temperaturas antes de nova subida"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-na-proxima-semana-chuva-vento-forte-e-descida-das-temperaturas-antes-de-nova-subida-1790426020599_320.jpg" alt="Tempo em Portugal na próxima semana: chuva, vento forte e descida das temperaturas antes de nova subida"></a></article></aside><p>Por fim, acrescente-se que após a sua passagem pelos Açores, esta depressão sofrerá um rápido desvio para nordeste, deslocando-se sobre alto mar até se fundir na terça-feira (29) com outro centro de baixas pressões posicionado mais a norte.</p><p>É desta fusão que nascerá o <strong>ciclone-bomba</strong> <strong>do Atlântico Norte</strong> e que, voltamos a insistir, relembrar e sublinhar, tal como referido de forma clara e bem compreensível nas previsões anteriores: <strong>este sistema depressionário NÃO afetará diretamente Portugal continental!!</strong>, somente a sua frente fria associada o fará entre terça (29) e quarta-feira (30).</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atlantica-atinge-os-acores-entre-domingo-e-segunda-feira-ate-60-mm-de-chuva-e-rajadas-superiores-a-75-km-h.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo em Portugal na próxima semana: chuva, vento forte e descida das temperaturas antes de nova subida]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-na-proxima-semana-chuva-vento-forte-e-descida-das-temperaturas-antes-de-nova-subida.html</link><pubDate>Sat, 26 Sep 2026 14:06:40 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A última semana de setembro trará uma mudança significativa do tempo em Portugal. Chuva, vento forte e uma descida das temperaturas acompanharão a passagem de uma frente fria entre terça e quarta-feira, dias 28 e 29.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbdagfi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbdagfi.jpg" id="xbdagfi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A última semana de setembro ficará marcada por uma mudança significativa no estado do tempo em Portugal continental. <strong>Chuva, vento e uma descida das temperaturas</strong> serão protagonistas entre segunda e quarta-feira, com a passagem de uma frente fria associada a uma profunda depressão atlântica. Depois, o início de outubro trará maior acalmia e uma recuperação térmica gradual.</p><h2>Segunda-feira a chuva regressa e temperaturas ficam mais contidas</h2><p>A <strong>segunda-feira, dia 28</strong>, já apresentará características mais outonais, com maior humidade, nebulosidade e períodos de chuva em várias regiões do território continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-na-proxima-semana-chuva-vento-forte-e-descida-das-temperaturas-antes-de-nova-subida-1790425926740.jpg" data-image="xag8u2iczikm" alt="Precipitação" title="Precipitação"><figcaption>A chuva regressará na segunda-feira, podendo ser mais significativa no Sul durante a tarde e estendendo-se posteriormente a outras regiões do território.</figcaption></figure><p>Durante a tarde, a precipitação poderá ser <strong>fraca a moderada e mais significativa no Sul</strong>, abrangendo sobretudo áreas do Alentejo. Com o avançar das horas, a instabilidade deverá estender-se também ao interior das regiões Norte e Centro, embora, em geral, com menor intensidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-na-proxima-semana-chuva-vento-forte-e-descida-das-temperaturas-antes-de-nova-subida-1790425956058.jpg" data-image="nujba5smwj3m" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>A nebulosidade e a precipitação limitarão as temperaturas em várias regiões, enquanto Lisboa e o Vale do Tejo poderão ainda registar valores próximos dos 30 ºC.</figcaption></figure><p>A presença de nebulosidade e precipitação terá reflexos nas temperaturas. Em <strong>Beja, por exemplo, os valores máximos poderão rondar apenas 21 ºC pelas 15 horas</strong>, precisamente durante a passagem da chuva. Em sentido contrário, Lisboa, Vale do Tejo e algumas áreas do distrito de Santarém poderão aproximar-se dos <strong>30 ºC</strong>, caso fiquem à margem da precipitação mais significativa.</p><h2>Terça-feira (29) aproxima-se uma frente fria bem organizada</h2><p>Na madrugada de <strong>terça-feira, dia 29</strong>, poderão ocorrer períodos de chuva pré-frontal, geralmente fraca, sobretudo em áreas do Centro, como os distritos de Leiria, Coimbra, Guarda e Castelo Branco.</p><p>No entanto, a alteração mais importante chegará posteriormente. Uma <strong>frente fria muito bem organizada</strong>, associada a um profundo sistema depressionário no Atlântico Norte, deverá aproximar-se do território continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-na-proxima-semana-chuva-vento-forte-e-descida-das-temperaturas-antes-de-nova-subida-1790426020599.jpg" data-image="m15l15ovmwfw" alt="Precipitação" title="Precipitação"><figcaption>Uma frente fria bem organizada aproximar-se-á de Portugal na terça-feira, trazendo chuva ao Norte e Centro e avançando pelo território durante a noite e madrugada de quarta-feira.</figcaption></figure><p>O núcleo desta depressão permanecerá <strong>muito longe de Portugal</strong>, deslocando-se em direção às latitudes das Ilhas Britânicas. Ainda assim, a sua extensa circulação depressionária terá influência no nosso país através do sistema frontal que se prolongará para sul sobre o Atlântico.</p><p>A frente deverá atravessar Portugal de oeste para leste, trazendo <strong>chuva mais generalizada e localmente persistente</strong>. De acordo com as atuais projeções, o período mais chuvoso poderá concentrar-se entre o final de terça-feira e as primeiras horas de quarta-feira.</p><div class="texto-destacado">Apesar da grande distância do núcleo da depressão, será uma das frentes associadas a este sistema que ficará responsável pela chuva mais generalizada em Portugal continental.</div><p>O <strong>vento será outro elemento a acompanhar</strong>. A aproximação frontal favorecerá um reforço temporário do vento de sudoeste, especialmente no litoral. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-na-proxima-semana-chuva-vento-forte-e-descida-das-temperaturas-antes-de-nova-subida-1790426104929.jpg" data-image="yqkh3bx890ta" alt="Rajada de vento (km/h)" title="Rajada de vento (km/h)"><figcaption>A passagem da frente será acompanhada por um reforço temporário do vento, com rajadas que poderão superar os 70 km/h no extremo Norte e vento mais intenso ao longo da faixa costeira.</figcaption></figure><p>As rajadas poderão <strong>ultrapassar os 70 km/h no extremo Norte</strong>, sendo também expectável um aumento da intensidade do vento ao longo de grande parte da faixa costeira.</p><p>A mudança do tempo prolongar-se-á pela <strong>quarta-feira, dia 30</strong>. Durante a madrugada e as primeiras horas da manhã, aproximadamente <strong>entre a meia-noite e as 10 horas</strong>, a frente fria bem organizada continuará a atravessar Portugal continental, mantendo períodos de <strong>chuva generalizada e, pontualmente, mais intensa</strong>, à medida que progride de oeste para leste.</p><h2>Quinta-feira traz acalmia, mas a instabilidade não desaparece totalmente</h2><p>Na <strong>quinta-feira, dia 1 de outubro</strong>, prevê-se uma acalmia generalizada da precipitação. O cenário deverá ser bastante menos chuvoso, embora ainda possa persistir alguma instabilidade localizada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790465" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-uma-batalha-de-massas-de-ar-em-portugal-poeiras-chuva-e-vento-moldam-o-tempo-durante-6-dias.html" title="Aproxima-se uma batalha de massas de ar em Portugal: poeiras, chuva e vento moldam o tempo durante 6 dias">Aproxima-se uma batalha de massas de ar em Portugal: poeiras, chuva e vento moldam o tempo durante 6 dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-uma-batalha-de-massas-de-ar-em-portugal-poeiras-chuva-e-vento-moldam-o-tempo-durante-6-dias.html" title="Aproxima-se uma batalha de massas de ar em Portugal: poeiras, chuva e vento moldam o tempo durante 6 dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-uma-batalha-de-massas-de-ar-em-portugal-poeiras-chuva-e-vento-moldam-o-tempo-durante-6-dias-1790349410602_320.jpg" alt="Aproxima-se uma batalha de massas de ar em Portugal: poeiras, chuva e vento moldam o tempo durante 6 dias"></a></article></aside><p>Será, assim, um dia de transição, depois da passagem frontal e da entrada da massa de ar atlântica que marcará o final de setembro.</p><h2>Sexta-feira, temperaturas recuperam, mas poderá voltar a chover</h2><p>Na <strong>sexta-feira, dia 2</strong>, as temperaturas deverão iniciar uma ligeira recuperação, especialmente nas regiões do Sul. Em algumas zonas do interior alentejano, as máximas poderão voltar a aproximar-se dos <strong>30 ºC</strong>, enquanto o litoral e as regiões do Norte continuarão mais frescos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-na-proxima-semana-chuva-vento-forte-e-descida-das-temperaturas-antes-de-nova-subida-1790426815672.jpg" data-image="pxvizdb1x1sy" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Depois do arrefecimento associado à passagem frontal, as temperaturas deverão recuperar na sexta-feira, sobretudo no Sul, onde as máximas poderão voltar a aproximar-se dos 30 ºC.</figcaption></figure><p>Apesar desta recuperação térmica, poderão surgir novamente alguns sinais de instabilidade, com possibilidade de precipitação sobretudo no <strong>interior Centro e nordeste transmontano</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-na-proxima-semana-chuva-vento-forte-e-descida-das-temperaturas-antes-de-nova-subida.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Esqueça os destinos de sempre: estes 10 lugares vão dar que falar em 2027]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esqueca-os-destinos-de-sempre-estes-10-lugares-vao-dar-que-falar-em.html</link><pubDate>Sat, 26 Sep 2026 08:47:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Nem Roma, nem Paris, nem Santorini. No próximo ano, diga adeus à confusão. Se quer viajar sem encontrar multidões, estes 10 destinos são apostas a considerar.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/esqueca-os-destinos-de-sempre-estes-10-lugares-vao-dar-que-falar-em-1790191289558.jpg" data-image="7gm8hmar1tq3" alt="Viajar" title="Viajar"><figcaption>O mundo ainda tem lugares pouco explorados, e estes 10 estão na mira para 2027. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Paris, Roma, Barcelona ou Banguecoque? Se já conhece os destinos que aparecem todos os anos nas listas de viagens, talvez esteja na altura de olhar para o mapa com outros olhos. </p><p>A pensar precisamente nisso, a Intrepid Travel, uma empresa australiana especializada em viagens de aventura e experiências em pequenos grupos, reuniu <strong>dez lugares menos procurados que estão a ganhar condições para receber mais visitantes</strong>. Tudo pensado para que 2027 seja recheado de novas aventuras. </p><div class="texto-destacado">A lista é divulgada desde 2018 e é elaborada pela Intrepid com contributos das suas equipas locais, especialistas em destinos, organismos de turismo e da agência de tendências Globetrender.</div><p>Não, a ideia aqui não é encontrar destinos completamente secretos. Afinal, uma lista publicada na <em>internet</em> tem precisamente o efeito contrário. O objetivo da “Not Hot List” é chamar a atenção para <strong>regiões que continuam fora dos grandes circuitos turísticos</strong>, mas que têm natureza, património, cultura e novas razões para serem descobertas.</p><p>E como é que se chega a esta lista? A seleção é feita tendo em conta três fatores: o número relativamente reduzido de visitantes face a destinos semelhantes, a capacidade existente para receber mais turistas de forma responsável e a existência de novas iniciativas, melhorias de acessibilidade ou acontecimentos que tornam 2027 particularmente interessante para uma visita. </p><p>Pronto para conhecer o top 10 dedestinos menos conhecidos do mundo para fugir ao turismo de massas em 2027?</p><h2>1. Reserva Nacional de Samburu, Quénia</h2><p>A compilação começa em África, mas longe dos circuitos mais concorridos dos safaris quenianos. A <strong>Reserva Nacional de Samburu</strong>, no norte do Quénia, é atravessada pelo rio Ewaso Ng’iro, essencial para a vida selvagem numa paisagem muito mais seca e acidentada do que aquela que muitos associam aos safaris africanos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/esqueca-os-destinos-de-sempre-estes-10-lugares-vao-dar-que-falar-em-1790191570519.jpg" data-image="w5bw05fe42jf" alt="Reserva Nacional de Samburu" title="Reserva Nacional de Samburu"><figcaption>Uma opção diferente para quem procura os tradicionais safaris africanos. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Além de elefantes, leopardos, leões e girafas, <strong>Samburu é conhecida por espécies menos comuns</strong>, como a zebra-de-Grevy, a girafa reticulada, a avestruz-somali, o órix-beisa e o gerenuk.</p><div class="texto-destacado">Samburu também se distingue pelo envolvimento das comunidades locais na <strong>conservação</strong>. </div><p>Segundo a Intrepid, a reserva recebe apenas uma fração dos visitantes de destinos quenianos mais conhecidos, o que ajuda a explicar a aposta neste território como alternativa aos safaris mais concorridos.</p><h2>2. Mestia, Geórgia</h2><p>Nas montanhas do Cáucaso, <strong>Mestia parece pertencer a outro capítulo da Europa</strong>. A localidade situa-se na região histórica de Svaneti e é uma das principais pontas de partida para quem quer conhecer esta zona montanhosa da Geórgia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767370" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-pais-inventou-o-vinho-ha-milhares-de-anos-mas-continua-fora-do-radar-turistico.html" title="Este país inventou o vinho há milhares de anos, mas continua fora do radar turístico">Este país inventou o vinho há milhares de anos, mas continua fora do radar turístico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-pais-inventou-o-vinho-ha-milhares-de-anos-mas-continua-fora-do-radar-turistico.html" title="Este país inventou o vinho há milhares de anos, mas continua fora do radar turístico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/este-pais-inventou-o-vinho-ha-milhares-de-anos-mas-continua-fora-do-radar-turistico-1778004634141_320.jpg" alt="Este país inventou o vinho há milhares de anos, mas continua fora do radar turístico"></a></article></aside><p>Aliás, Mestia está mesmo a ser apresentada para 2027 como uma porta de entrada para atividades ao longo de todo o ano, incluindo <em>trekking</em>, neve e outras experiências de natureza. Ainda assim, o acesso continua a exigir alguma paciência: a estrada que liga Zugdidi a Mestia percorre cerca de 136 quilómetros pelo vale do Enguri e, no inverno, as condições meteorológicas podem alterar os tempos de viagem.</p><h2>3. Terras Altas do Norte, Jordânia</h2><p>A Jordânia é muito mais do que Petra e Wadi Rum. Nas <strong>Terras Altas do Norte</strong>, sobretudo na região de Ajloun, o cenário muda para colinas verdes, florestas, aldeias e olivais. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/esqueca-os-destinos-de-sempre-estes-10-lugares-vao-dar-que-falar-em-1790194223166.jpg" data-image="4n6cmtn4ehep" alt="Ajloun" title="Ajloun"><figcaption>É também aqui que se encontra o Castelo de Ajloun, uma fortificação medieval construída no século XII. Foto: Wikimedia // Freedom's Falcon</figcaption></figure><p>A região tem vários percursos pedestres e permite dar a conhecer uma faceta mais rural do país, longe dos circuitos turísticos mais conhecidos. Para 2027, a Intrepid Travel está a apostar numa nova viagem que inclui esta zona.</p><h2>4. Whitehorse, Yukon, Canadá</h2><p>Montanhas, rios, florestas e enormes espaços naturais fazem de<strong> Whitehorse uma escolha para quem prefere natureza em vez de cidades cheias de turistas</strong>. A capital do território canadiano de Yukon é também um dos locais procurados para observar a aurora boreal, sobretudo entre o final do verão e o início da primavera.</p><p>A cidade funciona como ponto de partida para explorar a região e tem vindo a desenvolver novas experiências ligadas à cultura local, vida selvagem e aventura.</p><h2>5. Alónissos, Grécia</h2><p>Esqueça, por agora, Santorini e Mykonos. <strong>Alónissos, nas Espórades do Norte</strong>, aposta num ritmo bem diferente, com praias, florestas, pequenas povoações e vários percursos pedestres.</p><div class="texto-destacado">Entre mergulhos e caminhadas, é uma das propostas para quem quer conhecer a Grécia sem enfrentar as multidões das ilhas mais famosas.</div><p>A ilha faz parte do Parque Nacional Marinho de Alónissos e das Espórades do Norte, uma área protegida onde vive a foca-monge do Mediterrâneo.</p><h2>6. Díli, Timor-Leste</h2><p>Praias tropicais, montanhas e uma história marcada pela presença portuguesa, pela ocupação indonésia e pela independência de Timor-Leste fazem de <strong>Díli um destino bastante diferente dos grandes clássicos do Sudeste Asiático</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782550" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-florestas-secretas-de-taiwan-guardam-alguns-dos-maiores-gigantes-da-asia.html" title="As florestas secretas de Taiwan guardam alguns dos maiores gigantes da Ásia">As florestas secretas de Taiwan guardam alguns dos maiores gigantes da Ásia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-florestas-secretas-de-taiwan-guardam-alguns-dos-maiores-gigantes-da-asia.html" title="As florestas secretas de Taiwan guardam alguns dos maiores gigantes da Ásia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-florestas-secretas-de-taiwan-guardam-alguns-dos-maiores-gigantes-da-asia-1786142274067_320.jpg" alt="As florestas secretas de Taiwan guardam alguns dos maiores gigantes da Ásia"></a></article></aside><p>A melhoria das ligações aéreas é uma das razões que colocam a capital timorense no radar para 2027. Sim, porque, em 2026, a Aero Dili começou a operar uma ligação direta entre Díli e Darwin, na Austrália, facilitando o acesso ao país.</p><h2>7. Pekoe Trail, Sri Lanka</h2><p>Em vez de atravessar o Sri Lanka apenas de carro ou comboio, há outra possibilidade: <strong>percorrê-lo a pé</strong>. O Pekoe Trail estende-se por cerca de 300 quilómetros, divididos em 22 etapas, pelas montanhas centrais do país.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/esqueca-os-destinos-de-sempre-estes-10-lugares-vao-dar-que-falar-em-1790194416687.jpg" data-image="8u1rdrcvmwl3" alt="Sri Lanka" title="Sri Lanka"><figcaption>Outra sugestão. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>O caminho passa por antigas plantações de chá, florestas, aldeias e pequenas localidades, permitindo conhecer uma zona rural que fica muitas vezes fora dos itinerários tradicionais. Para 2027, a Intrepid Travel acrescentou uma nova viagem dedicada a este percurso.</p><h2>8. Liepāja, Letónia</h2><p>Na costa do Báltico,<strong> Liepāja</strong> prepara-se para ter um ano especialmente movimentado. Em 2027, a cidade será uma das <strong>duas Capitais Europeias da Cultura</strong>, juntamente com Évora, com centenas de eventos previstos ao longo do ano.</p><div class="texto-destacado">Fora da programação cultural, há uma longa praia e o antigo bairro militar de Karosta, uma das zonas mais curiosas da cidade. </div><p>Entre os locais a visitar está uma antiga prisão militar que funcionou até 1997 e que hoje pode ser conhecida pelos visitantes.</p><h2>9. Carretera Austral, Chile</h2><p>A <strong>Carretera Austral</strong> não é propriamente um destino onde se chega e fica tudo feito. A Ruta 7 atravessa mais de 1200 quilómetros da Patagónia chilena, ligando pequenas localidades e passando por montanhas, florestas, rios, lagos, glaciares e áreas protegidas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="748655" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/com-os-cientistas-portugueses-o-observatorio-europeu-no-chile-ganhou-superpoderes.html" title="Com os cientistas portugueses, o Observatório Europeu no Chile ganhou superpoderes">Com os cientistas portugueses, o Observatório Europeu no Chile ganhou superpoderes</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/com-os-cientistas-portugueses-o-observatorio-europeu-no-chile-ganhou-superpoderes.html" title="Com os cientistas portugueses, o Observatório Europeu no Chile ganhou superpoderes"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/com-os-cientistas-portugueses-o-observatorio-europeu-no-chile-ganhou-superpoderes-1768226541149_320.jpg" alt="Com os cientistas portugueses, o Observatório Europeu no Chile ganhou superpoderes"></a></article></aside><p>É uma viagem pensada para quem gosta de estrada, natureza e alguma aventura. O percurso exige tempo e planeamento, mas permite conhecer uma das zonas mais remotas e selvagens do Chile.</p><h2>10. Dalsland, Suécia</h2><p>A fechar a relação está<strong> Dalsland</strong>, no oeste da Suécia, uma região de florestas, lagos e pequenas localidades. Aqui, o grande atrativo é precisamente a natureza. </p><div class="texto-destacado">Conte com percursos para caminhadas e ciclismo, além de vários canais e lagos que podem ser explorados de canoa.</div><p>Entre as novidades está a Lelångenleden, uma rota de bicicleta com cerca de 180 quilómetros que acompanha, em parte, o percurso de uma antiga linha ferroviária. É uma proposta para quem prefere trocar os pontos turísticos mais concorridos por dias passados ao ar livre.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Intrepid" data-year="2026" data-title="2027%20Not%20Hot%20List" data-url="https%3A%2F%2Fwww.intrepidtravel.com%2Feu%2Fnot-hot-list">Intrepid. (2026). <a href="https://www.intrepidtravel.com/eu/not-hot-list" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">2027 Not Hot List</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esqueca-os-destinos-de-sempre-estes-10-lugares-vao-dar-que-falar-em.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Notícia animadora: esforços e colaboração ambiental a nível global mantêm camada de ozono em rota de recuperação!]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/noticia-animadora-esforcos-e-colaboracao-ambiental-a-nivel-global-mantem-camada-de-ozono-em-rota-de-recuperacao.html</link><pubDate>Sat, 26 Sep 2026 07:29:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A camada de ozono é uma camada gasosa composta pelo gás ozono (O<sub>3</sub>), localizada na estratosfera entre 15 e 35 km de altitude e funciona como um escudo protetor da Terra, que nos protege contra os raios ultravioleta nocivos do sol.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/noticia-animadora-que-resulta-de-esforcos-e-colaboracao-ambiental-a-nivel-global-1790205390019.jpg" data-image="xklankjn43a4" alt="Camada de ozono" title="Camada de ozono"><figcaption>A camada de ozono protege-nos da radiação UV prejudicial ao ser humano.</figcaption></figure><p>No entanto, desde a década de 1970 começou-se a verificar um lento e constante declínio no volume total de ozono, rarefação da camada de ozono, que era maior por cima da Antártida, a que se chamou Buraco do Ozono. Mas a situação tem vindo a alterar-se. </p><h2>Notícia animadora</h2><p>A Organização Meteorológica Mundial, OMM, coordena uma rede global de observações terrestres da camada de ozono operadas pelos Serviços Meteorológicos e Hidrológicos Nacionais e outros parceiros. </p><p>Estas observações são fornecidas principalmente por espectrofotómetros, <strong>que medem a coluna total de ozono, ou a espessura da camada de ozono, e por sondagens de ozono, que recolhem informação sobre a distribuição vertical do ozono na atmosfera.</strong></p><p>O sistema de observação terrestre é complementado por medições de satélite, que ajudam a alargar a cobertura a regiões com poucos dados.</p><p>No seu Boletim sobre UV e Ozono, publicado anualmente, a OMM fornece atualizações sobre o estado da camada de ozono, o buraco na camada de ozono da Antártida e os desenvolvimentos científicos relacionados.</p><div class="texto-destacado">No último Boletim, divulgado no Dia Mundial do Ozono, 16 de setembro, a OMM informa que em 2025, o buraco na camada de ozono da Antártida foi um dos mais pequenos das últimas décadas.</div><p>O buraco na camada de ozono do ano passado situou-se entre o quarto e o quinto mais pequeno desde 1992, ano em que foram observados padrões de depleção severa.</p><div class="texto-destacado">O ano de 2025 foi o segundo ano consecutivo em que o buraco na camada de ozono apresentou uma profundidade e extensão significativamente abaixo da média de 1990-2010.</div><p>O tamanho do buraco na camada de ozono da Antártida varia de ano para ano porque as condições atmosféricas influenciam a quantidade de ozono que desaparece após o inverno austral. </p><p>No entanto, além disso, <strong>o processo de decomposição da camada de ozono na atmosfera, a partir da década de 1970, foi causado pela ação do homem, com a emissão de gases</strong> clorofluorcarbonetos (CFCs), usados em sprays, que degradaram a camada de ozono durante muitos anos, provocando a sua decomposição.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/noticia-animadora-que-resulta-de-esforcos-e-colaboracao-ambiental-a-nivel-global-1790206677624.jpg" data-image="mb47vokhftmt" alt="Clorofluorcarbonetos" title="Clorofluorcarbonetos"><figcaption>A emissão de gases clorofluorcarbonetos são prejudiciais à camada de ozono </figcaption></figure><p>Ao abrigo do Protocolo de Montreal, acordo internacional histórico para a eliminação gradual das substâncias químicas que destroem a camada de ozono e que entrou em vigor em 1992, <strong>têm sido desenvolvidos esforços conjuntos a nível internacional que têm dado frutos</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765617" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/mit-descobre-substancia-quimica-chave-que-pode-atrasar-a-recuperacao-da-camada-de-ozonio-em-7-anos.html" title="MIT descobre substância química chave que pode atrasar a recuperação da camada de ozono em 7 anos">MIT descobre substância química chave que pode atrasar a recuperação da camada de ozono em 7 anos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/mit-descobre-substancia-quimica-chave-que-pode-atrasar-a-recuperacao-da-camada-de-ozonio-em-7-anos.html" title="MIT descobre substância química chave que pode atrasar a recuperação da camada de ozono em 7 anos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mit-descobre-substancia-quimica-chave-que-pode-atrasar-a-recuperacao-da-camada-de-ozonio-em-7-anos-1777112025636_320.jpg" alt="MIT descobre substância química chave que pode atrasar a recuperação da camada de ozono em 7 anos"></a></article></aside><p>Além deste Protocolo, é de referir a Emenda de Kigali de 2016. A emenda prevê uma redução gradual dos hidrofluorocarbonetos (HFCs), utilizados em tecnologias de refrigeração e outros equipamentos. Estes gases não danificam a camada de ozono, mas alguns retêm milhares de vezes mais calor do que o dióxido de carbono, fazendo da sua redução uma parte importante dos esforços para limitar o aquecimento global.</p><p>A notícia animadora do último Boletim da OMM <strong>confirma que a camada de ozono continua em rota de recuperação a longo prazo</strong>.</p><div class="texto-destacado">De acordo com a OMM, com a recuperação da camada de ozono, em curso desde 2000, e a recuperação completa da camada de ozono, prevista dentro de algumas décadas, pode descrever-se o progresso que se tem verificado como um caso de sucesso ambiental. </div><p>Um buraco mais pequeno na camada de ozono é uma notícia bem-vinda, embora os cientistas necessitem de décadas de medições para separar os efeitos das alterações nos padrões climáticos, da recuperação impulsionada pela queda dos níveis de substâncias químicas que destroem a camada de ozono.</p><h2>Uma camada de ozono em recuperação não elimina os riscos da radiação UV</h2><p>Atendendo que a camada do ozono absorve cerca de 90% da radiação ultravioleta (UV) nociva emitida pelo sol, a sua recuperação é importante para a saúde humana, embora a quantidade de radiação UV que atinge as pessoas dependa também da cobertura de nuvens e da duração da insolação.</p><p>As medições citadas no boletim da OMM mostram que a radiação UV aumentou até 20% em algumas partes da Europa desde meados da década de 1990, impulsionada principalmente <strong>pela menor quantidade de nuvens e pela maior duração da insolação</strong>. </p><p>Uma maior exposição aumenta o risco de cancro de pele e outras doenças relacionadas com os raios UV, dando às autoridades de saúde pública uma razão para manter a proteção contra os raios UV firmemente na agenda, mesmo enquanto a camada de ozono recupera.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/noticia-animadora-que-resulta-de-esforcos-e-colaboracao-ambiental-a-nivel-global-1790206219242.jpg" data-image="8fmjyp9jft85" alt="Cancro da pele" title="Cancro da pele"><figcaption>Os raios UV são nocivos para as pessoas </figcaption></figure><p>O progresso contínuo depende do conhecimento sobre o que está a ser libertado para a atmosfera, principalmente após emissões inesperadas de substâncias controladas terem exposto lacunas que requerem atenção regulamentar.</p><div class="texto-destacado">Nas últimas quatro décadas, as medições atmosféricas demonstraram reduções significativas nas concentrações de substâncias controladas que destroem a camada de ozono.</div><p>É por isso que <strong>a monitorização atmosférica continua a ser essencial</strong> para apoiar ações regulamentares direcionadas por parte das autoridades nacionais. </p><p>O número de estações ativas que utilizam instrumentos tradicionais de monitorização do ozono desceu de cerca de 130 no início da década de 2000 para cerca de 110, com os encerramentos a afetarem frequentemente locais onde as medições já são escassas. </p><p>Os instrumentos mais modernos expandiram-se rapidamente, mas o seu foco, na qualidade do ar, deixa uma necessidade contínua de observações dedicadas à camada de ozono que protege a vida abaixo dela.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/noticia-animadora-esforcos-e-colaboracao-ambiental-a-nivel-global-mantem-camada-de-ozono-em-rota-de-recuperacao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os cientistas deixaram este campo agrícola intocado e milhares de orquídeas surgiram]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/os-cientistas-deixaram-este-campo-agricola-intocado-e-milhares-de-orquideas-surgiram.html</link><pubDate>Sat, 26 Sep 2026 06:17:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Um campo agrícola abandonado transformou-se num prado de flores silvestres em pouco mais de uma década; a diversidade de plantas duplicou e milhares de orquídeas surgiram naturalmente.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-cientistas-deixaram-este-campo-agricola-intocado-e-milhares-de-orquideas-surgiram-1789738835931.jpg" data-image="ky02q2ylchc3" alt="orquídea" title="orquídea"><figcaption>Algo tão simples como deixar a terra "descansar" deu origem a um campo repleto de flores. Imagem de <a href="https://pixabay.com/pt/users/wunderphotos1951-33851853/?utm_source=link-attribution&utm_medium=referral&utm_campaign=image&utm_content=7985587">Rick Wunderle</a> por <a href="https://pixabay.com/pt//?utm_source=link-attribution&utm_medium=referral&utm_campaign=image&utm_content=7985587">Pixabay</a></figcaption></figure><p>Uma investigação liderada pelo professor Carl Sayer, do Departamento de Geografia da <em>University College London</em> (UCL), descobriu que <strong>as terras agrícolas abandonadas podem recuperar naturalmente</strong> e transformar-se em prados de flores silvestres com grande diversidade, levantando questões sobre alguns métodos convencionais utilizados na restauração de habitats.</p><p>Publicada na revista <em>Restoration Ecology</em>, esta investigação acompanhou as <strong>alterações na vegetação ao longo de 11 anos</strong> (2011-2022) num campo de dois hectares no norte de Norfolk. As atividades agrícolas no local cessaram após a última colheita, em 2005. Com exceção de um corte anual tradicional de feno, <strong>permitiu-se que o campo recuperasse, em grande parte, sem intervenção</strong>.</p><h2>Terra agrícola transforma-se em prado de flores silvestres</h2><p>Num período de 10 a 15 anos, <strong>o antigo campo de cultivo transformou-se num prado de flores silvestres rico em espécies</strong>. O número e a variedade de plantas aumentaram com o tempo, incluindo espécies raras na região, como a orquídea-do-pântano (<em>Dactylorhiza praetermissa</em>), a <em>Carex paniculata</em> (uma espécie de ciperácea), a <em>Rhinanthus minor</em> (conhecida como "yellow rattle") e a <em>Centaurium erythraea</em> (centáurea-menor).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-cientistas-deixaram-este-campo-agricola-intocado-e-milhares-de-orquideas-surgiram-1789738786549.jpg" data-image="6bkc6pc4gutn" alt="orquídea" title="orquídea"><figcaption>Será mais eficiente permitir que os prados se reestruturem sozinhos, sem ajuda humana?</figcaption></figure><p>Os resultados questionam a suposição comum de que a restauração de áreas de pastagem ricas em espécies exige necessariamente misturas comerciais de sementes ou outras medidas dispendiosas. Em vez disso, os investigadores sugerem que<strong> permitir que os processos ecológicos naturais ocorram pode restaurar a biodiversidade e, ao mesmo tempo, preservar a diversidade genética das plantas já adaptadas à área local</strong>.</p><p>As descobertas surgem numa altura em que os governos de todo o Reino Unido e da Europa procuram formas eficazes de restaurar a biodiversidade em vastas áreas de antigas terras agrícolas.<strong> Os prados ricos em espécies oferecem habitats importantes para os insetos polinizadores, aves e mamíferos</strong>. Podem também fortalecer a resiliência dos ecossistemas e ajudar as paisagens a adaptarem-se às alterações climáticas.</p><h2>Acompanhar a recuperação natural do prado ao longo de 11 anos</h2><p>Os<strong> estudos ecológicos de longo prazo que examinam a restauração natural dos prados são invulgares</strong>, uma vez que dependem de uma monitorização consistente ao longo de muitos anos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-cientistas-deixaram-este-campo-agricola-intocado-e-milhares-de-orquideas-surgiram-1789739139030.jpg" data-image="d2zbkllx33cx" alt="campo; prado; imagem ilustrativa" title="campo; prado; imagem ilustrativa"><figcaption>Durante o tempo de estudo, o número de espécies duplicou. Imagem de <a href="https://pixabay.com/pt/users/hans-2/?utm_source=link-attribution&utm_medium=referral&utm_campaign=image&utm_content=183895">Hans</a> por <a href="https://pixabay.com/pt//?utm_source=link-attribution&utm_medium=referral&utm_campaign=image&utm_content=183895">Pixabay</a></figcaption></figure><p>Este estudo centrou-se no "<em>Sayer's Meadow</em>" (Prado de Sayer), em Bodham, no norte de Norfolk. O terreno pertence a Derek Sayer, pai e coautor do professor Sayer. <strong>A cada dois ou três anos, o professor Sayer e o seu colaborador Pete Robinson realizavam levantamentos detalhados da vegetação</strong>. Registavam todas as espécies de plantas identificadas no prado e monitorizavam as alterações em parcelas de amostragem permanentes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="743532" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-erro-fatal-que-esta-a-cometer-com-a-sua-orquidea-e-que-a-esta-a-matar-lentamente-e-nao-e-falta-de-agua.html" title="O erro fatal que está a cometer com a sua orquídea e que a está a matar lentamente (e não é falta de água)">O erro fatal que está a cometer com a sua orquídea e que a está a matar lentamente (e não é falta de água)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-erro-fatal-que-esta-a-cometer-com-a-sua-orquidea-e-que-a-esta-a-matar-lentamente-e-nao-e-falta-de-agua.html" title="O erro fatal que está a cometer com a sua orquídea e que a está a matar lentamente (e não é falta de água)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-error-fatal-que-cometes-con-tu-orquidea-y-que-la-esta-matando-lentamente-y-no-es-la-falta-de-agua-1764875921635_320.png" alt="O erro fatal que está a cometer com a sua orquídea e que a está a matar lentamente (e não é falta de água)"></a></article></aside><p> Durante o período de estudo, o número médio de espécies de plantas encontradas em cada parcela de amostragem duplicou. <strong>Este número passou de cerca de 10 espécies, em 2011, para quase 20, em 2022</strong>. À medida que o prado se desenvolvia, milhares de orquídeas instalaram-se naturalmente. As populações de <em>Rhinanthus minor</em> (conhecida em inglês como "yellow rattle") também aumentaram. Ambas são consideradas indicadores de uma<strong> restauração bem-sucedida do prado</strong>. </p><h3>A vida selvagem pode ter ajudado no regresso das plantas</h3><p>Os investigadores acreditam que algumas das plantas mais invulgares do local podem ter chegado sem intervenção humana, <strong>possivelmente transportadas ou dispersas pela vida selvagem, como os veados</strong>. O aparecimento destas plantas realça a capacidade de regeneração das paisagens quando os processos ecológicos naturais dispõem de tempo suficiente para atuar.</p><h2>Uma abordagem mais simples para a restauração da biodiversidade</h2><p>A investigação mostra como os <strong>estudos geográficos podem ajudar a definir estratégias práticas para restaurar paisagens degradadas</strong>. O trabalho fornece evidências de que a recuperação conduzida pela natureza pode contribuir significativamente para as<strong> metas de restauração da biodiversidade</strong>, reduzindo, ao mesmo tempo, os custos e a complexidade associados à recuperação da saúde ecológica das terras degradadas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Sayer%2C%20C.%2C%20Robinson%2C%20P.%2C%20Sayer%2C%20D.%2C%20et%20al" data-year="" data-title="No%20need%20to%20seed%3A%20restoring%20species-rich%20grassland%20on%20former%20arable%20fields%20by%20natural%20regeneration" data-url="https%3A%2F%2Fonlinelibrary.wiley.com%2Fdoi%2F10.1111%2Frec.70487">Sayer, C., Robinson, P., Sayer, D., et al. <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/rec.70487" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">No need to seed: restoring species-rich grassland on former arable fields by natural regeneration</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/os-cientistas-deixaram-este-campo-agricola-intocado-e-milhares-de-orquideas-surgiram.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A Terra cruza uma nova linha vermelha: sete dos nove limites planetários já foram ultrapassados]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-terra-cruza-uma-nova-linha-vermelha-sete-dos-nove-limites-planetarios-ja-foram-ultrapassados.html</link><pubDate>Sat, 26 Sep 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um novo relatório científico alerta que sete dos nove limites que regulam a estabilidade do planeta já foram ultrapassados e que todos eles continuam a afastar-se ainda mais da zona considerada segura.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-tierra-cruza-una-nueva-linea-roja-ya-son-7-de-9-los-limites-planetarios-superados-1790179338588.png" data-image="jm6ab1f9bo9e"><figcaption>O conceito de limites planetários visa estabelecer um espaço de operação seguro para a humanidade.</figcaption></figure><p>A Terra acaba de passar por mais um "check-up de saúde", e os resultados da análise estão, mais uma vez, a acender um sinal de alerta. O <em>Planetary Health Check 2026 </em>(Avaliação da Saúde Planetária 2026), elaborado por mais de 60 cientistas, conclui que<strong> 7 dos 9 limites planetários já foram ultrapassados</strong> e que todos eles <strong>continuam a apresentar deterioração</strong>.</p><p>O relatório foi apresentado no dia 21 de setembro pelo Laboratório de Ciência dos Limites Planetários do Instituto Potsdam de Investigação sobre o Impacto Climático (PIK) e fornece uma<strong> atualização anual</strong> sobre a situação dos principais processos que mantêm a estabilidade do sistema terrestre.</p><h2>O que são limites planetários?</h2><p>O conceito de limites planetários visa estabelecer um espaço de operação seguro para a humanidade. Não se trata de nove fronteiras físicas que, uma vez ultrapassadas, desencadeiam automaticamente um desastre, mas sim de <strong>indicadores </strong>que permitem avaliar em que medida a capacidade da Terra de manter condições relativamente estáveis está a ser alterada.</p><p>Os nove processos analisados são: <strong>alterações</strong><strong> climáticas</strong>, integridade da biosfera, mudanças no uso da terra, alterações na água doce, fluxos biogeoquímicos, novas entidades — como produtos químicos e plásticos —, acidificação dos oceanos, depleção da camada de ozono estratosférico e carga de aerossóis atmosféricos.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/LnpEiDq4HBE/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=LnpEiDq4HBE" id="LnpEiDq4HBE"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>De acordo com a nova avaliação, <strong>sete deles estão fora do espaço considerado seguro</strong>: alterações climáticas, integridade da biosfera, mudanças no uso da terra, alterações na água doce, fluxos biogeoquímicos, novas entidades e acidificação dos oceanos.</p><h2>Sete limites ultrapassados, e a situação só piora</h2><p>Uma das constatações mais marcantes do relatório é que os sete limites já ultrapassados atingiram os seus níveis mais elevados de deterioração registados. A <strong>acidificação dos oceanos tornou-se o mais recente</strong> dos nove processos a ultrapassar o seu limite, o que ocorreu em 2025.</p><div class="texto-destacado">Nem todos apresentam o mesmo nível de risco. O relatório distingue entre diferentes graus de afastamento do espaço operacional seguro. Quanto mais estas margens forem ultrapassadas, maior será a incerteza e maior será o risco de mudanças profundas e difíceis de reverter em certos sistemas terrestres</div><p>Os outros dois limites apresentam uma situação diferente. O<strong> ozono estratosférico </strong>e a carga global de aerossóis permanecem dentro do espaço operacional seguro, embora os investigadores alertem para a existência de problemas regionais relacionados com os aerossóis e para a desaceleração da recuperação do ozono.</p><h2>Um planeta onde tudo está conectado</h2><p>A importância desses limites está não apenas em quantos deles foram ultrapassados, mas também no facto de que não operam de forma independente.</p><p>O <strong>clima, os oceanos, os ecossistemas, a água doce e os solos fazem todos parte do mesmo sistema</strong>. Alterar um desses componentes pode aumentar a pressão sobre os outros e desencadear efeitos em cascata. Por essa razão, os cientistas consideram que o desvio simultâneo em relação a vários limites aumenta o risco de mudanças persistentes e potencialmente irreversíveis.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-tierra-cruza-una-nueva-linea-roja-ya-son-7-de-9-los-limites-planetarios-superados-1790179642724.jpg" data-image="5k1psvyw2vo0"><figcaption>O relatório distingue entre diferentes graus de afastamento do espaço operacional seguro.</figcaption></figure><p>O relatório também aborda uma questão particularmente relevante: os <strong>sumidouros naturais de carbono</strong>. Florestas, solos e outros ecossistemas absorvem uma parcela significativa do dióxido de carbono emitido por atividades humanas, mas ondas de calor, secas, incêndios florestais e a degradação ambiental podem reduzir essa capacidade.</p><p>Isto significa que <strong>alguns ecossistemas poderiam perder parte do seu papel como amortecedores das alterações climáticas</strong> justamente quando são mais necessários.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786976" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-dia-em-que-o-sol-desligar-o-seu-dinamo-o-que-aconteceria-a-terra-se-a-nossa-estrela-perdesse-o-seu-campo-magnetico.html" title="O dia em que o Sol desligar o seu dínamo: o que aconteceria à Terra se a nossa estrela perdesse o seu campo magnético?">O dia em que o Sol desligar o seu dínamo: o que aconteceria à Terra se a nossa estrela perdesse o seu campo magnético?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-dia-em-que-o-sol-desligar-o-seu-dinamo-o-que-aconteceria-a-terra-se-a-nossa-estrela-perdesse-o-seu-campo-magnetico.html" title="O dia em que o Sol desligar o seu dínamo: o que aconteceria à Terra se a nossa estrela perdesse o seu campo magnético?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-dia-que-el-sol-apague-su-dinamo-que-ocurriria-con-la-tierra-si-nuestra-estrella-pierde-su-campo-magnetico-1788029602068_320.jpg" alt="O dia em que o Sol desligar o seu dínamo: o que aconteceria à Terra se a nossa estrela perdesse o seu campo magnético?"></a></article></aside><p>A situação, no entanto, não significa que um ponto de não retorno global já tenha sido ultrapassado. Os próprios investigadores enfatizam que os limites planetários são indicadores de risco crescente, e não interruptores que desencadeiam um colapso imediato.</p><p>A recuperação da camada de ozono demonstra, de facto, que as tendências ambientais podem ser alteradas quando medidas coordenadas são implementadas. O novo relatório oferece, portanto, um<strong> panorama preocupante do estado do planeta</strong>, mas também uma ferramenta para medir onde estão os maiores riscos e como eles evoluem ao longo do tempo.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Planetary%20Boundaries%20Science%20Lab" data-year="2026" data-title="Planetary%20Health%20Check%202026" data-url="https%3A%2F%2Fwww.planetaryhealthcheck.org%2F">Planetary Boundaries Science Lab. (2026). <a href="https://www.planetaryhealthcheck.org/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Planetary Health Check 2026</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-terra-cruza-uma-nova-linha-vermelha-sete-dos-nove-limites-planetarios-ja-foram-ultrapassados.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Fora do comum: o Telescópio Espacial Roman da NASA já está a superar as expectativas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/fora-do-comum-o-telescopio-espacial-roman-da-nasa-ja-esta-a-superar-as-expectativas.html</link><pubDate>Fri, 25 Sep 2026 18:54:43 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Três semanas após o lançamento do mais recente telescópio espacial da NASA, o conjunto de instrumentos destinado ao ponto L2 foi ligado, enquanto a sua eficiência no consumo de combustível aponta para uma possível prolongação da duração da missão.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/out-of-this-world-nasa-s-roman-space-telescope-is-already-exceeding-expectations-1790280972468.jpeg" data-image="mti91dhkvu4q" alt="Space Telescope" title="Space Telescope"><figcaption>O Instrumento de Campo Amplo (WFI) a bordo do Telescópio Espacial Nancy Grace Roman tem aproximadamente o tamanho de um computador portátil e um campo de visão cerca de 100 vezes maior do que o do Hubble.</figcaption></figure><p> O Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, lançado a 30 de agosto, encontra-se a caminho do seu destino final, a quase um milhão de milhas da Terra (1.609.340 km). E o "Roman" já ultrapassou dois marcos importantes. A câmara de infravermelhos de 300 megapixéis foi ativada, enquanto <strong>o coronógrafo — concebido para detetar novos exoplanetas — entrou em funcionamento</strong>.</p><p>Às boas notícias relativas aos instrumentos juntam-se os relatórios da NASA que indicam que <strong>o combustível a bordo poderá ser suficiente para, pelo menos, 22 anos de investigação científica</strong>. Este valor é mais do dobro das estimativas iniciais, que se situavam mais perto de uma década.</p><h2>Queima eficiente, lançamento bem-sucedido e tempo de desbloqueio</h2><p>Todo o combustível é fundamental para a Roman. O seu destino — o ponto de Lagrange L2 entre a Terra e o Sol — fica a quase um milhão de milhas da Terra. Uma missão de resgate tripulada está fora de questão, dados os limites tecnológicos atuais. Por isso, <strong>toda a atenção está voltada para a eficiência do combustível em cada etapa do percurso</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Hey! <br><br>ICYMI It's been almost a month since Roman's launch and the observatory is currently on its way to L2, a million miles from earth.<br> <br>Stay up to date on the mission here: <a href="https://t.co/cyGjI3n6kR">https://t.co/cyGjI3n6kR</a> <a href="https://t.co/muY6kih251">pic.twitter.com/muY6kih251</a></p>— Nancy Grace Roman Space Telescope (@NASARoman) <a href="https://x.com/NASARoman/status/2102087640824549859?ref_src=twsrc%5Etfw">September 21, 2026</a></blockquote></figure><p>O plano inicial para a Roman previa uma missão principal de cinco anos, com a possibilidade de prolongamento por mais cinco anos, dependendo do consumo de combustível. <strong>Antes do lançamento</strong>, a nave espacial que transportava a Roman ficou abaixo do peso previsto, <strong>o que permitiu à NASA carregar combustível adicional nos tanques de bordo</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg><strong>Graças ao planeamento meticuloso da nossa equipa de dinâmica orbital, à execução brilhante da equipa de operações e a um lançamento preciso da SpaceX, a Roman dispõe de combustível para, pelo menos, 22 anos de potenciais operações científicas. — Jamie Dunn, Diretor do Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA.</strong><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A partir daí, uma manobra de correção de trajetória a meio do percurso, executada no dia seguinte ao lançamento, foi concretizada com 99% de precisão. Apenas um décimo da hidrazina prevista para a manobra foi utilizada, poupando quase 400 libras adicionais de combustível. Se a próxima correção de trajetória deste tipo for bem executada, isso poderá resultar numa poupança de combustível ainda maior. Tudo isto contribui para que a missão possa prolongar-se dos cinco anos previstos para mais de 20.</p><h2>A instrumentação ganha vida</h2><p><strong>No dia 1 de setembro, o coronógrafo da Roman entrou em funcionamento</strong>. O instrumento, concebido para captar imagens de exoplanetas bloqueando o brilho das estrelas próximas, concluiu a sua sequência de ativação dois dias após o lançamento.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Weve got our starglasses on! <br><br>Romans Coronagraph Instrument has activated. This system of masks, prisms, detectors, and self-flexing mirrors will block out the glare from distant stars and directly image the planets and disks in orbit around them.<a href="https://t.co/1Rux9EC54J">https://t.co/1Rux9EC54J</a> <a href="https://t.co/V5AtBlx1VW">pic.twitter.com/V5AtBlx1VW</a></p>— Nancy Grace Roman Space Telescope (@NASARoman) <a href="https://x.com/NASARoman/status/2094814081785979194?ref_src=twsrc%5Etfw">September 1, 2026</a></blockquote></figure><p>O Instrumento de Campo Amplo (Wide Field Instrument) foi ligado dez dias depois, a 11 de setembro. Foram captadas imagens de referência para garantir que o instrumento está a funcionar conforme previsto. <strong>Esta câmara científica principal a bordo inclui 18 detetores de infravermelhos para captar com nitidez áreas mais amplas do espaço profundo</strong>.</p><h2>Próximos marcos no horizonte</h2><p>Antes de se poder dar início à fase principal das operações científicas, serão realizadas calibrações e testes exaustivos a ambos os instrumentos nos próximos meses. Na verdade, <strong>o coronógrafo necessita de 30 dias para aquecer e descontaminar-se, à medida que vestígios de água e substâncias químicas na sua superfície se evaporam</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="643224" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-novo-telescopio-espacial-nancy-grace-roman-da-nasa-vai-medir-a-expansao-acelerada-do-universo-astronomia.html" title="O novo Telescópio Espacial Nancy Grace Roman da NASA vai medir a expansão acelerada do Universo">O novo Telescópio Espacial Nancy Grace Roman da NASA vai medir a expansão acelerada do Universo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-novo-telescopio-espacial-nancy-grace-roman-da-nasa-vai-medir-a-expansao-acelerada-do-universo-astronomia.html" title="O novo Telescópio Espacial Nancy Grace Roman da NASA vai medir a expansão acelerada do Universo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nuevo-telescopio-de-la-nasa-permitira-medir-la-expansion-acelerada-del-universo-astronomia-cosmologia-1707422154184_320.jpeg" alt="O novo Telescópio Espacial Nancy Grace Roman da NASA vai medir a expansão acelerada do Universo"></a></article></aside><p>A próxima correção de trajetória está prevista para o final deste mês. A inserção orbital no ponto L2 terá lugar no início de dezembro, cerca de 100 dias após o seu lançamento. <strong>As primeiras imagens da Roman são esperadas para o início de 2027</strong>. A sua missão principal consiste no estudo da energia escura e na procura de novos exoplanetas espalhados por milhares de milhões de galáxias próximas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/fora-do-comum-o-telescopio-espacial-roman-da-nasa-ja-esta-a-superar-as-expectativas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A duração da época de degelo no Ártico estabilizou nos últimos anos, apesar do rápido aquecimento]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-duracao-da-epoca-de-degelo-no-artico-estabilizou-nos-ultimos-anos-apesar-do-rapido-aquecimento.html</link><pubDate>Fri, 25 Sep 2026 18:46:03 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Há décadas que o gelo marinho do Ártico tem vindo a derreter mais cedo na primavera e a congelar mais tarde no outono, mas esta tendência mudou recentemente. Por que razão isto está a acontecer, quando as regiões do Ártico estão a aquecer mais rapidamente do que o resto do mundo?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/duracion-de-la-temporada-de-deshielo-artico-estabilizado-1790090010343.png" data-image="nyeft5otbujp"><figcaption>Desde o início dos registos por satélite, a época de derretimento no Ártico tem-se prolongado na maioria das décadas, especialmente durante a década de 2000 (à esquerda). Desde 2010 (à direita), a época de derretimento parece ter-se estabilizado. Imagens de Michala Garrison com base em dados de Boisvert, L., et al.</figcaption></figure><p>Embora a época de derretimento do gelo marinho se tenha prolongado drasticamente durante a maior parte da era dos satélites, <strong>a tendência estabilizou-se inesperadamente por volta de 2010</strong>.</p><p>Durante décadas, o gelo marinho do Ártico tem derretido mais cedo na primavera e congelado mais tarde no outono, prolongando a época de derretimento e contribuindo para uma perda generalizada de gelo. Um novo estudo liderado pela NASA concluiu que, embora <strong>a época de derretimento no Ártico se tenha prolongado drasticamente desde o início dos registos por satélite</strong>, essa tendência estabilizou-se inesperadamente por volta de 2010.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/duracion-de-la-temporada-de-deshielo-artico-estabilizado-1790090025321.gif" data-image="vjzncl02lei8"><figcaption>Tal como acima, mas apresentado como uma sequência de décadas destacadas no recorte. Imagens de Michala Garrison, com base em dados de Boisvert, L., et al.</figcaption></figure><p>De acordo com o estudo, a época de derretimento no Ártico é agora cerca de 40 dias mais longa do que era em 1979. <strong>A maior parte deste aumento ocorreu antes de 2010</strong>. Desde então, a duração média da época de derretimento tem-se mantido relativamente estável, apesar das grandes flutuações de ano para ano.</p><h2>Resultados do estudo da NASA</h2><p>Os investigadores analisaram <strong>observações por satélite realizadas entre 1979 e 2023 para determinar quando o gelo marinho começa a derreter</strong> em cada primavera e quando volta a congelar em cada outono. Concluíram que esta alteração se deveu principalmente ao facto de o gelo marinho congelar mais tarde no ano, em vez de derreter mais cedo na primavera.</p><p>“Anteriormente, havia mais gelo plurianual que não derretia todos os verões," explicou Linette Boisvert, coautora do estudo e investigadora especializada em gelo no Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA. <strong>"Agora que o gelo está mais fino e há menos, a variabilidade é muito maior."</strong> No entanto, em média, o declínio na espessura e extensão do gelo marinho que ocorreu durante a década de 2000 parece ter cessado, por enquanto.</p><p>Para compreender o motivo, a equipa analisou as alterações no balanço energético do Ártico: a diferença líquida entre o calor proveniente do Sol, da atmosfera e do oceano e a radiação infravermelha reemitida para o espaço.</p><p><strong>Durante o período de rápida perda de gelo na década de 2000, a redução da cobertura de gelo expôs águas oceânicas mais escuras, que absorveram mais luz solar</strong>. Esta energia solar adicional atrasou o congelamento e contribuiu para prolongar a época de derretimento.</p><p><strong>No mapa à esquerda, as áreas mais vermelhas assinalam as regiões onde a época de derretimento aumentou mais rapidamente durante essa década, em até cinco dias por ano</strong>. Grande parte do gelo ártico atual é mais jovem e mais fino do que o gelo plurianual que outrora se estendia mais amplamente pelo Oceano Ártico, tornando-o mais vulnerável a variações na cobertura de nuvens, tempestades e ventos.</p><p>Desde 2010, as alterações na cobertura de nuvens reduziram a quantidade de luz solar que atinge algumas áreas do Oceano Ártico. Isto fez com que a época de derretimento variasse de ano para ano, mantendo-se, no entanto, relativamente estável a longo prazo. <strong>O mapa à direita reflete esta mudança, com tons mais claros de azul e vermelho a indicarem taxas de variação mais moderadas durante essa década</strong>.</p><p>Estas conclusões não sugerem que as alterações no clima da Terra tenham deixado de afetar o Ártico.</p><div class="texto-destacado"><strong>A região continua a aquecer quase quatro vezes mais depressa do que a média global, e o gelo marinho remanescente é consideravelmente mais fino do que era há várias décadas.</strong></div><p>Em vez disso, o estudo sugere que o Ártico possa ter entrado numa nova fase, na qual os padrões meteorológicos anuais têm uma influência maior na época de derretimento do que tinham anteriormente.</p><p><strong>"A duração da época de derretimento depende muito mais de efeitos atmosféricos,"</strong> afirmou Boisvert. "Estes parecem desempenhar um papel mais importante porque o gelo está frequentemente mais fino e mais vulnerável desde o início."</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786844" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-fabrica-de-nuvens-natural-no-artico-que-nao-aparecia-em-modelos-climaticos.html" title="Cientistas descobrem “fábrica de nuvens” natural no Ártico que não aparecia em modelos climáticos">Cientistas descobrem “fábrica de nuvens” natural no Ártico que não aparecia em modelos climáticos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-fabrica-de-nuvens-natural-no-artico-que-nao-aparecia-em-modelos-climaticos.html" title="Cientistas descobrem “fábrica de nuvens” natural no Ártico que não aparecia em modelos climáticos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/uk-scientists-discover-a-natural-arctic-cloud-factory-missing-from-climate-models-1787704334813_320.png" alt="Cientistas descobrem “fábrica de nuvens” natural no Ártico que não aparecia em modelos climáticos"></a></article></aside><p><strong>Os investigadores alertam que a aparente estabilização poderá ser temporária</strong>. A norte da Gronelândia e do Arquipélago Ártico Canadiano, persiste ainda uma espessa camada de gelo ártico ao longo de todo o ano. O afinamento contínuo do gelo nestas regiões poderá desencadear outro período de rápida perda de gelo marinho, com o potencial de prolongar ainda mais a época de derretimento.</p><p>Por enquanto, <strong>o estudo destaca a importância de continuar as observações por satélite do gelo marinho ártico e do balanço energético que controla o seu crescimento e derretimento</strong>. Resta determinar se a recente estabilização representa uma mudança duradoura na época de derretimento ou uma pausa antes de outro período de mudanças rápidas.</p><p>Imagens do <em>NASA Earth Observatory</em>, produzidas por Michala Garrison, utilizando dados de <em>Boisvert, L., et al. (2026)</em>. Artigo de James Riordon/Equipa de Notícias de Ciências da Terra da NASA. </p><p>Fonte:<a href="https://science.nasa.gov/" target="_blank"> </a><strong><a href="https://science.nasa.gov/" target="_blank">NASA</a> </strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Boisvert%2C%20L.%2C%20Parker%2C%20C.%2C%20Valkonen%2C%20E.%20et%20al" data-year="" data-title="A%20recent%20stabilization%20in%20the%20lengthening%20of%20the%20Arctic%20sea%20ice%20melt%20season%20into%20a%20highly%20variable%20regime.%20Commun%20Earth%20Environ" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs43247-026-03534-8">Boisvert, L., Parker, C., Valkonen, E. et al. <a href="https://www.nature.com/articles/s43247-026-03534-8" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A recent stabilization in the lengthening of the Arctic sea ice melt season into a highly variable regime. Commun Earth Environ</a>.</cite></p></section><p><a href="https://doi.org/10.1038/s43247-026-03534-8"></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-duracao-da-epoca-de-degelo-no-artico-estabilizou-nos-ultimos-anos-apesar-do-rapido-aquecimento.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aproxima-se uma batalha de massas de ar em Portugal: poeiras, chuva e vento moldam o tempo durante 6 dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-uma-batalha-de-massas-de-ar-em-portugal-poeiras-chuva-e-vento-moldam-o-tempo-durante-6-dias.html</link><pubDate>Fri, 25 Sep 2026 15:37:49 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O Atlântico será palco da batalha de massas de ar quente e frio que moldarão a evolução do tempo em Portugal continental. Consulte as últimas novidades dos modelos de previsão!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbd1j4m"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbd1j4m.jpg" id="xbd1j4m"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Antes da mudança do estado do tempo prevista para a reta final do mês, marcada sobretudo pela chegada de uma frente fria na terça-feira (29), a crista anticiclónica subtropical - zona alongada de altas pressões que tem favorecido a estabilidade atmosférica e o transporte de ar quente e seco para a Península Ibérica, responsável pelas temperaturas acima da média que se têm verificado por grande parte de setembro - ainda persistirá por mais algumas horas e dias.</p><h2>Poeiras do Saara poderão conviver com a precipitação gerada pela frente fria, como?</h2><p><strong>O ar quente e seco transportado para a Península Ibérica estará carregado de poeiras</strong> provenientes do Norte de África, em particular a partir de regiões do Saara Ocidental.</p><p>Prevê-se que tal configuração seja favorecida pela distribuição de diversos centros de ação atmosférica: <strong>a mesma crista que nos traz tempo estável e seco será forçada a enfraquecer e a migrar para leste</strong> ao ser agitada por um sistema de baixas pressões que surgiu no Atlântico na costa oeste de África - perturbação conhecida agora como <strong>tempestade tropical Gonzalo</strong> e nomeada pelo NHC (Centro Nacional de Furacões dos EUA).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-uma-batalha-de-massas-de-ar-em-portugal-poeiras-chuva-e-vento-moldam-o-tempo-durante-6-dias-1790349735711.jpg" data-image="r5fyoxb0p7ql"><figcaption>Poeiras saarianas em suspensão a cobrir Portugal continental na próxima segunda-feira (28) e dados meteorológicos desta sexta-feira (25) relativos à tempestade tropical Gonzalo, posicionada a oeste da costa de África.</figcaption></figure><p>Esta movimentação permitirá a intrusão e gradual progressão sobre território nacional, de sul para norte da geografia de Portugal continental, de uma extensa língua de partículas provenientes do Norte de África. <strong>As poeiras em suspensão deixarão o céu turvo e com aspeto esbranquiçado a partir de sábado (26)</strong>, podendo persistir até à aproximação da frente fria na terça-feira (29).</p><div class="texto-destacado">Contudo, a presença de poeiras em suspensão no ar não significa que não possa ocorrer precipitação. Isto porque, em muitas ocasiões, quando a chuva atravessa uma camada da atmosfera carregada de partículas minerais, estas podem ser incorporadas nas gotas de águas e posteriormente depositadas à superfície.</div><p>Caso as concentrações sejam suficientemente elevadas - algo que de momento parece improvável, de acordo com o modelo CAMS - poderão ocorrer episódios de chuva com deposição de poeiras, conhecidos comumente como <strong>“chuva de lama”</strong>.</p><h2>Atlântico será palco da batalha entre massas de ar quente e frio. Portugal na rota de chuva, vento e também de poeiras</h2><p>O facto de estarem previstas poeiras do Saara <strong>não impede a chegada da frente fria</strong> associada ao ciclone-bomba que se formará no Atlântico Norte e consequente queda de precipitação daí advinda. Na verdade, no Atlântico preveem-se vários cenários que em conjunto resultarão nos <strong>efeitos meteorológicos de diversa índole que afetarão Portugal continental nos próximos dias</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-uma-batalha-de-massas-de-ar-em-portugal-poeiras-chuva-e-vento-moldam-o-tempo-durante-6-dias-1790349410602.jpg" data-image="uc0u096p6ich"><figcaption>A ‘batalha’ entre massas de ar frio e ar quente em pleno Atlântico resultará de um forte contraste bem visível nos mapas da Meteored. Portugal continental e outros países da Europa Ocidental ficarão numa zona diretamente influenciada, primeiro pelo ar quente e depois pelo ar frio que o afastará progressivamente.</figcaption></figure><p><strong>Ao mesmo tempo</strong> que na parte mais a norte do Atlântico ocorrerá uma fusão de centros de baixas pressões que dará origem ao ciclone-bomba e às respetivas linhas de instabilidade e frente fria daí provenientes que trarão <strong>chuva, vento e descida das temperaturas a Portugal nos 4 últimos dias de setembro (massas de ar mais frias)</strong>, ocorrerá a movimentação da já referida <strong>tempestade tropical Gonzalo que promoverá o levantamento de poeiras do Saara (massas de ar mais quentes)</strong>.</p><p>Então, aquilo que ocorrerá é que, de noroeste para sudeste o ar frio atlântico associado às baixas pressões varrerá progressivamente o ar quente, contribuindo para a <strong>descida gradual das temperaturas que se irá verificando no nosso país nos últimos dias de setembro e possivelmente nos primeiros dias de outubro</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790444" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-35-c-este-sabado-as-temperaturas-elevadas-persistirao-em-seis-distritos-do-centro-e-sul.html" title="Até 35 ºC: este sábado as temperaturas elevadas persistirão em seis distritos do Centro e Sul">Até 35 ºC: este sábado as temperaturas elevadas persistirão em seis distritos do Centro e Sul</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-35-c-este-sabado-as-temperaturas-elevadas-persistirao-em-seis-distritos-do-centro-e-sul.html" title="Até 35 ºC: este sábado as temperaturas elevadas persistirão em seis distritos do Centro e Sul"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-35-c-este-sabado-as-temperaturas-elevadas-persistirao-em-seis-distritos-do-centro-e-sul-1790345813137_320.jpg" alt="Até 35 ºC: este sábado as temperaturas elevadas persistirão em seis distritos do Centro e Sul"></a></article></aside><p><strong>O enfraquecimento da crista de altas pressões</strong> responsável pelo tempo quente e seco que tem persistido ultimamente no nosso país, bem como a mudança no seu formato e movimentação ligeira para leste, rumo a outras zonas da Europa, <strong>é também explicado pelo aparecimento dos múltiplos sistemas de baixas pressões no Atlântico</strong>, entre os quais o ciclone-bomba que se formará no Atlântico Norte e a tempestade tropical Gonzalo, nascida na costa oeste de África e que passará perto de Cabo Verde, arquipélago onde poderá deixar chuva e vento.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-uma-batalha-de-massas-de-ar-em-portugal-poeiras-chuva-e-vento-moldam-o-tempo-durante-6-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 35 ºC: este sábado as temperaturas elevadas persistirão em seis distritos do Centro e Sul]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-35-c-este-sabado-as-temperaturas-elevadas-persistirao-em-seis-distritos-do-centro-e-sul.html</link><pubDate>Fri, 25 Sep 2026 15:02:05 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Este sábado, o Centro e Sul continuarão sob calor intenso, com os termómetros a atingirem 35 ºC. As temperaturas ficarão muito acima do habitual para o final de setembro, com anomalias que poderão chegar aos +9 ºC.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbd0z1y"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbd0z1y.jpg" id="xbd0z1y"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As temperaturas elevadas vão continuar a fazer-se sentir em várias regiões de Portugal Continental neste sábado, 26 de setembro. O calor será particularmente expressivo no Centro e Sul, com seis distritos a registarem temperaturas que poderão chegar, pontualmente, aos 35 ºC. <strong>Este cenário deverá ser favorecido pela permanência de ar muito quente sobre a Península Ibérica e por condições de estabilidade atmosférica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-35-c-este-sabado-as-temperaturas-elevadas-persistirao-em-seis-distritos-do-centro-e-sul-1790345901762.jpg" data-image="g0tn7k6bztx5"><figcaption>A presença de ar muito quente sobre Portugal Continental, com temperaturas entre 20 e 21 ºC a cerca de 1500 metros de altitude no Centro e Sul, deverá favorecer valores elevados também à superfície.</figcaption></figure><p>Os mapas de temperatura a cerca de 1500 metros de altitude do modelo ECMWF, mostram valores próximos dos 20 ºC em grande parte do interior, podendo atingir 21 ºC em algumas zonas do Sul. <strong>Estas condições favorecem o aquecimento à superfície ao longo do dia.</strong> Junto ao litoral, a entrada de ar mais fresco do Atlântico deverá limitar a subida das temperaturas, acentuando o contraste térmico com o interior.</p><h2>Seis distritos destacam-se com as temperaturas mais elevadas</h2><p><strong>Castelo Branco, Santarém, Lisboa, Portalegre, Évora e Beja serão os seis distritos onde as temperaturas máximas deverão ser mais elevadas neste sábado.</strong> O Alentejo deverá registar os valores mais altos, com 35 ºC em Beja e 34 ºC em Évora. Santarém, Castelo Branco e Portalegre poderão atingir cerca de 32 ºC, enquanto Lisboa deverá chegar aos 31 ºC. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-35-c-este-sabado-as-temperaturas-elevadas-persistirao-em-seis-distritos-do-centro-e-sul-1790345813137.jpg" data-image="f0uowyeq9pkt"><figcaption>Este sábado, o Centro e Sul deverão concentrar as temperaturas mais elevadas, com 35 ºC em Beja e 34 ºC em Évora, enquanto junto ao litoral Norte os valores ficarão significativamente mais baixos.</figcaption></figure><p>Em direção ao litoral Norte, as máximas descem de forma significativa, ficando pelos 24 ºC no Porto e 21 ºC em Aveiro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-35-c-este-sabado-as-temperaturas-elevadas-persistirao-em-seis-distritos-do-centro-e-sul-1790345740211.jpg" data-image="jb7qjasr0ntk"><figcaption>As anomalias térmicas serão particularmente expressivas no Centro e Sul, onde as temperaturas poderão ficar até 9 ºC acima do habitual para o final de setembro, nomeadamente em Évora e Beja.</figcaption></figure><p>As anomalias previstas pelo ECMWF evidenciam um desvio muito significativo em relação à média para esta altura do ano. <strong>Em Viseu, Évora e Beja, as temperaturas poderão ficar cerca de 9 ºC acima do habitual</strong>, enquanto em Castelo Branco o desvio poderá chegar aos +8 ºC e, em Portalegre e Lisboa, aos +7 ºC. Junto à costa ocidental, as diferenças serão menores, com cerca de +4 ºC no Porto e Leiria e +2 ºC em Aveiro.</p><h2>Mudança chega no domingo com descida das temperaturas</h2><p><strong>A partir de domingo, a progressão de ar mais fresco de oeste e noroeste deverá fazer descer gradualmente as temperaturas</strong> a cerca de 1500 metros de altitude. Esta mudança deverá refletir-se também à superfície, primeiro no Norte e litoral Centro, onde Braga e Aveiro não deverão ultrapassar 19 ºC, Porto 21 ºC e Coimbra 24 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790432" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/adeus-veranico-uma-frente-fria-devera-por-fim-ao-calor-tardio-em-portugal-na-terca-feira-29-de-setembro.html" title="Adeus, veranico! Uma frente fria deverá pôr fim ao calor tardio em Portugal na terça-feira, 29 de setembro">Adeus, veranico! Uma frente fria deverá pôr fim ao calor tardio em Portugal na terça-feira, 29 de setembro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/adeus-veranico-uma-frente-fria-devera-por-fim-ao-calor-tardio-em-portugal-na-terca-feira-29-de-setembro.html" title="Adeus, veranico! Uma frente fria deverá pôr fim ao calor tardio em Portugal na terça-feira, 29 de setembro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/adeus-veranico-uma-frente-fria-devera-por-fim-ao-calor-tardio-em-portugal-na-terca-feira-29-de-setembro-1790340334850_320.jpg" alt="Adeus, veranico! Uma frente fria deverá pôr fim ao calor tardio em Portugal na terça-feira, 29 de setembro"></a></article></aside><p>Mais para sul, a descida será menos acentuada, com 30 ºC previstos em Castelo Branco e Évora e 31 ºC em Beja. Esta diferença também se reflete nas anomalias: enquanto Aveiro e Braga poderão ficar, respetivamente, 4 ºC e 3 ºC abaixo do habitual, <strong>Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja deverão manter-se cerca de 5 ºC acima da média</strong> para esta altura do ano.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-35-c-este-sabado-as-temperaturas-elevadas-persistirao-em-seis-distritos-do-centro-e-sul.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Adeus, veranico! Uma frente fria deverá pôr fim ao calor tardio em Portugal na terça-feira, 29 de setembro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/adeus-veranico-uma-frente-fria-devera-por-fim-ao-calor-tardio-em-portugal-na-terca-feira-29-de-setembro.html</link><pubDate>Fri, 25 Sep 2026 12:51:21 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Em poucos dias diremos adeus ao tempo quente, estável, seco e soalheiro que caracterizou quase todo o setembro. O ciclone-bomba que ‘nascerá’ no Atlântico Norte originará uma frente fria que trará chuva e vento a Portugal nos últimos dias do mês.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbd0h92"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbd0h92.jpg" id="xbd0h92"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>O veranico de São Miguel é um período do final de setembro geralmente caracterizado pela persistência de temperaturas elevadas</strong>. No entanto, este ano, praticamente todo o mês de setembro registou valores de temperatura acima da média, tendo sido muito seco, soalheiro e acompanhado por condições anticiclónicas - de grande estabilidade atmosférica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/adeus-veranico-uma-frente-fria-devera-por-fim-ao-calor-tardio-em-portugal-na-terca-feira-29-de-setembro-1790339771300.jpg" data-image="tjrrbok9jp5w"><figcaption>O tempo estável, e quente ainda nalgumas regiões, deverá durar até sábado, 26 de setembro. Mesmo assim, amanhã já é expectável um aumento generalizado da nebulosidade, bem como a possibilidade de chuviscos ao final do dia em pontos do litoral Norte.</figcaption></figure><p><strong>O Dia de São Miguel Arcanjo é celebrado anualmente a 29 de setembro</strong> por todos os cristãos crentes e devotos (e pelos fiéis seguidores da Igreja Católica). Este ano 2026 o aspeto mais curioso desta efeméride é que coincidirá justamente com uma mudança significativa do tempo para um ambiente tipicamente mais outonal.</p><p>Deste modo, na próxima terça-feira, 29 de setembro, estaremos perante <strong>um dia normal de outono em Portugal continental, com chuva, vento e temperaturas significativamente mais frescas</strong>.</p><h2>O que significa em meteorologia um ciclone-bomba?</h2><p>Dentro de poucos dias <strong>uma</strong> <strong>depressão muito profunda irá formar-se no Atlântico Norte </strong>a partir da fusão de dois centros de baixas pressões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/adeus-veranico-uma-frente-fria-devera-por-fim-ao-calor-tardio-em-portugal-na-terca-feira-29-de-setembro-1790339175944.jpg" data-image="nvj9mzqlwssk"><figcaption>Mapa do modelo ECMWF das 22:00 de segunda-feira, 28 de setembro que mostra uma depressão a norte (989 hPa no núcleo) e uma depressão a sul (993 hPa no núcleo) prestes a fundir-se no Atlântico Norte, gerando um único centro de baixas pressões. Nas 24 horas seguintes, essa depressão única sofrerá um aprofundamento rápido e intenso, originando o ciclone-bomba.</figcaption></figure><p> De acordo com os mapas da Meteored, a sua formação ocorrerá<strong> entre segunda (28) e terça-feira (29)</strong> quando o núcleo de uma <strong>depressão mais a sul - com ar subtropical (quente) - se fundir com o núcleo de outra depressão mais a norte - com ar polar (frio)</strong> - originando uma única depressão, cujo centro eventualmente se tornará muito cavado <strong>(ciclone-bomba)</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/adeus-veranico-uma-frente-fria-devera-por-fim-ao-calor-tardio-em-portugal-na-terca-feira-29-de-setembro-1790339537165.jpg" data-image="3vot3wad5l8w"><figcaption>A depressão posicionada a sul é a mesma que afetará o tempo no arquipélago dos Açores com chuva e vento entre domingo (27) e segunda-feira (28).</figcaption></figure><p>Antes de tudo, convém esclarecer que <strong>o termo ciclone possui o mesmo significado de depressão</strong>, pelo que ambas as designações dizem respeito ao mesmo sistema atmosférico de baixas pressões.</p><p>Porém, mais importante ainda é perceber que o termo científico <strong><em>“ciclone-bomba”</em></strong> existe e <strong>foi definido pelos meteorologistas e climatologistas como forma de caracterizar, essencialmente, o rápido e explosivo cavamento que ocorre no centro de uma baixa pressão</strong>, isto é, um processo em que ocorre uma queda acentuada da pressão mínima do núcleo de baixas pressões: <strong>no mínimo de 24 hPa em 24 horas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/adeus-veranico-uma-frente-fria-devera-por-fim-ao-calor-tardio-em-portugal-na-terca-feira-29-de-setembro-1790339102855.jpg" data-image="toh1lvyjapxf"><figcaption>Ciclone-bomba, já formado 24 horas mais tarde, às 22 horas de terça-feira (29) e com uma pressão central mínima de 960 hPa. As isóbaras muito estreitas e próximas entre si em torno da depressão provocarão um aumento do gradiente de pressão e consequentemente uma intensificação dos ventos associados ao sistema.</figcaption></figure><p>Outro aspeto que importa clarificar é que <strong>ciclogénese explosiva e ciclone-bomba não são necessariamente sinónimos</strong>: o primeiro diz respeito ao mecanismo físico que caracteriza o aprofundamento rápido de uma depressão e o segundo refere-se à potente tempestade que é originada a partir desse processo, pelo que o ciclone-bomba é a consequência de um processo de ciclogénese explosiva.</p><h2>Entre chuva e vento, o que é que realmente poderá acontecer em Portugal continental? </h2><p><strong>Os portugueses podem estar descansados!</strong> O ciclone-bomba e a sua área de instabilidade mais intensa e potencialmente perigosa passarão muito distantes do nosso país, posicionando-se algures entre a Islândia e as Ilhas Britânicas.</p><p>Ainda antes do pico do episódio de tempo instável previsto para terça-feira (29) devido a uma vasta e extensa frente fria associada ao já referido ciclone-bomba, <strong>prevê-se a possibilidade de ocorrência de períodos de chuva fraca a pontualmente moderada no Norte, Centro e Área Metropolitana de Lisboa entre domingo (27) e segunda-feira (28)</strong>, provenientes de linhas de instabilidade geradas pela depressão a norte que se fundirá com a depressão que virá de sul.</p><p>Umas horas mais tarde a junção de ambas resultará na formação do já referido ciclone-bomba.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/adeus-veranico-uma-frente-fria-devera-por-fim-ao-calor-tardio-em-portugal-na-terca-feira-29-de-setembro-1790338816248.jpg" data-image="lvwjq0cs0yvm"><figcaption>Vai chover em Portugal continental nos últimos quatro dias de setembro, especialmente na terça e quarta-feira, dias 29 e 30.</figcaption></figure><p><strong>Para os quatro últimos dias de setembro prevê-se uma ‘rega significativa’ em Portugal continental, embora com intensidade e distribuição bastante desiguais à escala regional</strong>. Deste modo, entre domingo 26 e quarta-feira 30, os nossos mapas, baseados no modelo europeu (ECMWF) preveem os valores mais elevados de precipitação acumulada no Minho e no Ribatejo (em torno dos 50/60 milímetros) e os mais reduzidos de Évora para sul (entre 2 e 12 mm).</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg> <em>Os mapas do modelo ECMWF continuam a insistir que em Portugal continental o pico do episódio de tempo instável ocorrerá na terça-feira, 29 de setembro, devido à passagem de uma frente fria associada ao ciclone-bomba formado no Atlântico Norte, coincidindo precisamente com o dia de São Miguel.</em> <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Quanto ao <strong>vento, neste momento o modelo europeu vislumbra que a fase mais adversa se possa desenrolar a partir do final da manhã e durante toda a tarde de terça-feira (29)</strong>, com possibilidade de rajadas desde 50 km/h em vastas zonas do território (incluindo litoral e terras altas) até um máximo de 90 km/h nas zonas montanhosas mais expostas do Norte e Centro, onde se destacam, de momento, as serras do Alto Minho.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790265" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-ultima-previsao-do-especialista-alfredo-graca-para-outubro-o-tempo-em-portugal-podera-sofrer-uma-mudanca-brusca.html" title="A última previsão do especialista Alfredo Graça para outubro: o tempo em Portugal poderá sofrer uma mudança brusca">A última previsão do especialista Alfredo Graça para outubro: o tempo em Portugal poderá sofrer uma mudança brusca</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-ultima-previsao-do-especialista-alfredo-graca-para-outubro-o-tempo-em-portugal-podera-sofrer-uma-mudanca-brusca.html" title="A última previsão do especialista Alfredo Graça para outubro: o tempo em Portugal poderá sofrer uma mudança brusca"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-ultima-previsao-do-especialista-alfredo-graca-para-outubro-o-tempo-em-portugal-podera-sofrer-uma-mudanca-brusca-1790261953303_320.png" alt="A última previsão do especialista Alfredo Graça para outubro: o tempo em Portugal poderá sofrer uma mudança brusca"></a></article></aside><p><strong>O modelo americano (GFS) antecipa um cenário significativamente mais conservador na sua previsão</strong>. O evento meteorológico adverso também é projetado por este modelo para o nosso país, contudo, os valores de precipitação e vento e a respetiva distribuição geográfica da mesma diferem consideravelmente em relação ao modelo europeu (ECMWF).</p><p>Fruto da incerteza inerente à trajetória do futuro ciclone-bomba e das suas frentes frias associadas, <strong>a previsão ainda está sujeita a ajustes significativos</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/adeus-veranico-uma-frente-fria-devera-por-fim-ao-calor-tardio-em-portugal-na-terca-feira-29-de-setembro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Últimos dias de calor? Aproveite, este fim de semana há cinema ao ar livre]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ultimos-dias-de-calor-aproveite-este-fim-de-semana-ha-cinema-ao-ar-livre.html</link><pubDate>Fri, 25 Sep 2026 08:45:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Antes de a chuva chegar, há cinema gratuito e fora das quatro paredes em vários pontos do país. Descubra onde.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ultimos-dias-de-calor-aproveite-este-fim-de-semana-ha-cinema-ao-ar-livre-sem-pagar-1790278371323.jpg" data-image="m7xmpgicosy4" alt="Cinema" title="Cinema"><figcaption>Setembro despede-se com cinema ao ar livre. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>O verão já terminou, mas ainda há quem não queira trocar as sessões ao ar livre pelas quatro paredes de uma sala de cinema. E, nesta reta final de setembro, ainda existem alguns <strong>programas gratuitos</strong> para aproveitar.</p><p>Afinal, há que aproveitar os últimos dias de calor. Sim, porque este mês poderá despedir-se com uma <strong>mudança significativa</strong>. A partir de domingo (27), a influência atlântica aumenta e a chuva poderá ganhar força e extensão nos dias seguintes.<br> </p><p>Se este fim de semana quer aproveitar para juntar um filme a uma noite diferente, há várias opções espalhadas pelo país.</p><p>O melhor é que, em todas as sugestões pode ver um filme sem precisar de comprar bilhete.</p><h2>Torres Vedras transforma o parque numa sala de cinema</h2><p>O <strong>Parque do Choupal, em Torres Vedras</strong>, é provavelmente um dos locais mais diferentes para ver cinema neste fim de semana. O espaço recebe o BANG Awards – Festival Internacional de Cinema de Animação entre <strong>25 e 27 de setembro</strong>, com uma programação que vai muito além das tradicionais sessões numa única tela.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ultimos-dias-de-calor-aproveite-este-fim-de-semana-ha-cinema-ao-ar-livre-sem-pagar-1790278543139.jpg" data-image="b7m0mklko84w" alt="Parque do Choupal" title="Parque do Choupal"><figcaption>Já tem planos para o fim de semana? Foto: CM Torres Vedras</figcaption></figure><p>No sábado, dia 26, por exemplo, o cinema ao ar livre começa às 20:00 horas e prolonga-se pela noite, até à 1:00 hora da manhã. </p><div class="texto-destacado">Pelo Parque há vários ecrãs espalhados, com filmes em competição, produções finalistas, propostas universitárias e uma sessão especialmente pensada para famílias e crianças. </div><p>O programa inclui ainda instalações de luz, <em>video mapping</em> e outras atividades. Antes do cinema, pode aproveitar o<strong> piquenique no parque</strong>. Aliás, vai gostar de saber que há pizza e pipocas disponíveis no recinto. A organização sugere ainda que leve a sua manta.</p><h2>Odivelas despede-se do Cinema ao Luar</h2><p>Em<strong> Odivelas</strong>, a despedida do ciclo Cinema ao Luar acontece precisamente no sábado, 26 de setembro. Depois de passar por vários pontos do concelho ao longo do mês, a iniciativa termina no Jardim da Música.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789803" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-parque-e-considerado-o-mais-bonito-do-oeste-saiba-porque.html" title="Este parque é considerado o “mais bonito do Oeste”. Saiba porquê">Este parque é considerado o “mais bonito do Oeste”. Saiba porquê</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-parque-e-considerado-o-mais-bonito-do-oeste-saiba-porque.html" title="Este parque é considerado o “mais bonito do Oeste”. Saiba porquê"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/este-parque-e-considerado-o-mais-bonito-do-oeste-saiba-porque-1790026003014_320.jpg" alt="Este parque é considerado o “mais bonito do Oeste”. Saiba porquê"></a></article></aside><p>O filme escolhido para a última sessão é ‘Bohemian Rhapsody’, o conhecido biopic sobre Freddie Mercury e os Queen. A projeção começa às 21:00 horas e a entrada, claro, é gratuita.</p><h2>Lisboa recebe cinema, pipocas e 500 lugares</h2><p>Se estiver por Lisboa no sábado à noite, a <strong>Alameda Dom Afonso Henriques</strong> vai transformar-se numa sala de cinema ao ar livre. A sessão começa às 21:30 e leva ao ecrã ‘O Diabo Veste Prada 2’, com Meryl Streep e Anne Hathaway.</p><div class="texto-destacado">O recinto abre às 20:30 e existem 500 lugares sentados disponibilizados pela organização. Quem preferir uma solução mais confortável pode levar a própria manta ou cadeira e assistir ao filme ao ar livre.</div><p>E há outro pormenor difícil de ignorar:<strong> as pipocas são oferecidas</strong>. A sessão tem entrada livre e integra a programação das Festas na Rua 2026, encerrando a edição deste ano do Cinema na Praça Continente depois de passar por mais de uma dezena de localidades portuguesas.</p><h2>Campo de Ourique troca o jardim por uma sala de cinema</h2><p>Também no sábado, 26 de setembro, há cinema gratuito no<strong> Jardim de Campo de Ourique</strong>, na capital. Desta vez, o programa tem uma ligação mais direta ao ambiente e à sustentabilidade.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780081" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pedalar-ate-ao-comboio-vai-ficar-mais-simples-lisboa-prepara-57-novos-abrigos-para-bicicletas.html" title="Pedalar até ao comboio vai ficar mais simples: Lisboa prepara 57 novos abrigos para bicicletas">Pedalar até ao comboio vai ficar mais simples: Lisboa prepara 57 novos abrigos para bicicletas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pedalar-ate-ao-comboio-vai-ficar-mais-simples-lisboa-prepara-57-novos-abrigos-para-bicicletas.html" title="Pedalar até ao comboio vai ficar mais simples: Lisboa prepara 57 novos abrigos para bicicletas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pedalar-ate-ao-comboio-vai-ficar-mais-simples-lisboa-prepara-57-novos-abrigos-para-bicicletas-1784826729659_320.jpg" alt="Pedalar até ao comboio vai ficar mais simples: Lisboa prepara 57 novos abrigos para bicicletas"></a></article></aside><p>A iniciativa da EPAL decorre entre as 10:00 horas e as 18:30 e junta feira circular, oficinas, atividades educativas, música e cinema ambiental. A partir das 15:00, o jardim transforma-se numa sala de cinema ao ar livre, com uma seleção de filmes promovida pelo CineEco Seia – Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela.</p><p>Entre as propostas estão curtas-metragens relacionadas com a água, a natureza e a proteção do ambiente. Esta, diríamos, é uma<strong> alternativa diferente às habituais comédias ou grandes produções de Hollywood </strong>e pode ser especialmente interessante para famílias que procurem um programa gratuito para a tarde de sábado.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Lisboa%20Secreta" data-year="2026" data-title="Cinema%20ao%20ar%20livre%20gratuito%20com%20500%20lugares%20e%20pipocas%20gr%C3%A1tis%3F%20S%C3%B3%20na%20maior%20Alameda%20de%20Lisboa!" data-url="https%3A%2F%2Flisboasecreta.co%2Fcinema-na-praca-continente%2F">Lisboa Secreta. (2026). <a href="https://lisboasecreta.co/cinema-na-praca-continente/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Cinema ao ar livre gratuito com 500 lugares e pipocas grátis? Só na maior Alameda de Lisboa!</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ultimos-dias-de-calor-aproveite-este-fim-de-semana-ha-cinema-ao-ar-livre.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Solo compactado: o que uma chuvada forte faz a uma terra descoberta]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/solo-compactado-o-que-uma-chuvada-forte-faz-a-uma-terra-descoberta.html</link><pubDate>Fri, 25 Sep 2026 07:33:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Passa a primeira chuvada a sério e, dois dias depois, a terra está irreconhecível. Só que a culpa não é toda da chuva, é sobretudo do que fazemos nos dias a seguir.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/solo-compactado-o-que-uma-chuvada-forte-faz-a-uma-terra-descoberta-1790148931635.jpeg" data-image="otey08h3bgra"><figcaption>Caminhos de pedra bem definidos entre canteiros, a forma mais simples de evitar pisar a terra de cultivo.</figcaption></figure><p>Cai uma chuvada forte, daquelas de setembro, e passados dois dias a horta parece outra. A terra que estava fofa ficou empedrada à superfície, ainda há poças nos caminhos e a enxada bate em vez de entrar.</p><p>Costuma pôr-se a culpa na chuva. Mas <strong>a chuva, sozinha, faz bem menos estrago do que aquilo que costumamos fazer nos dias seguintes</strong>.</p><h2>Metade de um bom solo é espaço vazio</h2><p>Quando olhamos para a terra vemos matéria sólida. Na verdade, num solo em bom estado, cerca de metade do volume é espaço vazio, ocupado por ar e por água. <strong>É nesses espaços que as raízes respiram e é por eles que a água da chuva se infiltra</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Porosidade</strong>- Conjunto dos espaços vazios entre as partículas de terra. Os poros maiores conduzem a água e o ar, os mais pequenos retêm a humidade que as plantas vão usando. Um solo compactado perde primeiro os poros grandes, que são justamente os que fazem a água circular e as raízes respirar.</div><p>O que sobra depois de comprimir a terra são poros minúsculos, que ficam cheios de água e não a deixam escorrer. <strong>A raiz fica num ambiente encharcado e sem oxigénio, que é o pior cenário possível</strong>.</p><p>E quando encontra uma camada dura pela frente, a raiz não a atravessa. Cresce na horizontal, e a planta acaba com um sistema radicular achatado, incapaz de ir buscar água em profundidade no verão seguinte.</p><h2>A chuva não compacta, o peso é que compacta</h2><p>Convém separar duas coisas que costumam andar misturadas.</p><p>À superfície, o impacto das gotas desfaz os torrões e forma aquela<strong> crosta dura</strong> que se vê depois de secar. É um problema real, mas fica nos primeiros milímetros e resolve-se com uma<strong> cobertura de palha</strong>.</p><p>Em profundidade é outra história. Aí, <strong>o que compacta é o peso</strong>: os nossos pés, a roda do carrinho de mão, a motoenxada. E <strong>a chuva </strong>entra na equação não por cair, mas por deixar <strong>a terra num estado em que qualquer peso faz muito mais dano</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Uma tarde de trabalho em terra encharcada compacta mais do que um mês inteiro de trabalho com a terra seca.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A razão é simples. Numa <strong>terra seca, as partículas travam umas nas outras e resistem</strong>. Numa <strong>terra saturada, a água funciona como lubrificante</strong>, as partículas deslizam e encaixam-se umas nas outras sem qualquer resistência. O mesmo passo deixa uma marca muito mais funda, e essa marca fica.</p><h2>Os sinais que denunciam o problema</h2><p>Há alguns sinais da passagem da chuva pelos solos que vale a pena estar atento. Na <strong>tabela abaixo </strong>pode encontrar alguns dos sinais, significado e o que fazer em cada situação.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Sinal</p></th><th scope="col"><p>O que indica</p></th><th scope="col"><p>O que fazer</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Poças que duram horas</p></td><td><p>A água não está a infiltrar</p></td><td><p>Verificar em profundidade</p></td></tr><tr><td><p>Terra que racha em blocos ao secar</p></td><td><p>Estrutura desfeita</p></td><td><p>Cobrir e não mexer molhada</p></td></tr><tr><td><p>Raízes a crescer na horizontal</p></td><td><p>Camada dura por baixo</p></td><td><p>Adubo verde de raiz funda</p></td></tr><tr><td><p>Folhas amarelas depois da chuva</p></td><td><p>Raiz sem oxigénio</p></td><td><p>Esperar, e não adubar</p></td></tr><tr><td><p>Enxada que bate e não entra</p></td><td><p>Camada compactada</p></td><td><p>Trabalhar com a terra seca</p></td></tr><tr><td><p>Musgo à superfície</p></td><td><p>Solo encharcado com frequência</p></td><td><p>Melhorar a drenagem</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Principais sinais a que deve estar atento relativamente ao seu solo e culturas. Fonte: elaboração própria</td></tr></tbody></table><p>Aquele quarto sinal merece atenção, porque engana quase toda a gente. Plantas que amarelecem nos dias a seguir a uma chuvada dão a impressão de estar com fome, e a reação habitual é adubar. <strong>Mas o que ali falta é oxigénio na raiz</strong>, não azoto, e adubar nessas condições só agrava.</p><p>Há um teste caseiro que resolve a dúvida. <strong>Enterre uma vara de ferro fina na terra húmida, devagar, e repare onde ela deixa de entrar com facilidade</strong>. Essa profundidade é o topo da camada compactada. Repita em vários pontos do canteiro e nos caminhos, e a diferença costuma ser evidente.</p><h2>Quando voltar a pisar a terra</h2><p>A pergunta prática, depois de chover, é <strong>quantos dias esperar</strong>. A resposta não está no calendário, está na mão.</p><p>Apanhe um punhado de terra e aperte. <strong>Se sair um rolo que se dobra sem partir e deixa a mão brilhante</strong>, está molhada de mais para pisar ou trabalhar. <strong>Se o torrão se desfaz ao ser apertado entre os dedos, já está maneável</strong>. Em solos pesados, como acontece em boa parte de Santarém ou de Portalegre, esse ponto pode demorar vários dias a chegar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/solo-compactado-o-que-uma-chuvada-forte-faz-a-uma-terra-descoberta-1790149081733.png" data-image="mwnqrgoj65o0"><figcaption>Sem cobertura, cada gota bate diretamente no solo e vai fechando os poros à superfície.</figcaption></figure><p>Entretanto, defina caminhos fixos e pise sempre pelos mesmos sítios. Um canteiro de um metro e vinte de largura trabalha-se dos dois lados sem lá pôr os pés, e é a forma mais eficaz de proteger a terra que interessa.</p><h2>A enxada não é a melhor solução</h2><p>Aqui está o que costuma surpreender.<strong> Cavar fundo para desfazer a camada dura dá resultado imediato, mas é um alívio de curto prazo</strong>. A cavadela desfaz também os agregados que dão estrutura à terra, e ao fim de alguns meses de chuva tudo volta a assentar, muitas vezes pior do que estava.</p><p>Quem faz esse trabalho melhor são as raízes. Um adubo verde com raiz funda, como o nabo forrageiro, o tremoço ou o centeio, atravessa a camada compactada onde a enxada não chega. <strong>Quando a planta morre, aquela raiz apodrece e deixa um canal aberto que conduz água e ar, e por onde a cultura seguinte cresce sem esforço</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789361" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/regar-menos-porque-e-que-setembro-obriga-a-mudar-a-rotina-de-rega.html" title="Regar menos: porque é que setembro obriga a mudar a rotina de rega">Regar menos: porque é que setembro obriga a mudar a rotina de rega</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/regar-menos-porque-e-que-setembro-obriga-a-mudar-a-rotina-de-rega.html" title="Regar menos: porque é que setembro obriga a mudar a rotina de rega"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/regar-menos-porque-e-que-setembro-obriga-a-mudar-a-rotina-de-rega-1789739633791_320.png" alt="Regar menos: porque é que setembro obriga a mudar a rotina de rega"></a></article></aside><p>É mais lento do que uma tarde com a enxada, mas <strong>dura anos e melhora o solo em vez de o desgastar</strong>. E em Braga ou noutra zona de invernos chuvosos, é quase a única forma de recuperar uma terra que já foi pisada de mais.</p><p>Antes de voltar a trabalhar a horta, <strong>veja a precipitação acumulada dos últimos dias na previsão da sua zona</strong>. Se somar mais de vinte ou trinta milímetros, dê tempo à terra. Não é preguiça, é a única forma de não desfazer num dia o que leva anos a construir.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/solo-compactado-o-que-uma-chuvada-forte-faz-a-uma-terra-descoberta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Arte chocalheira é única no Alentejo, mas está a desaparecer]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/arte-chocalheira-e-unica-no-alentejo-mas-esta-a-desaparecer.html</link><pubDate>Fri, 25 Sep 2026 06:15:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A tradição do chocalho enfrenta escassez de mestres, desinteresse das gerações mais jovens e declínio da pastorícia, colocando em risco a continuidade deste saber-fazer único da região alentejana.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/arte-chocalheira-e-unica-no-alentejo-mas-esta-a-desaparecer-1788349216602.jpg" data-image="7s1yr875tb12" alt="Mestre da arte de fazer chocalhos" title="Mestre da arte de fazer chocalhos"><figcaption>A arte do chocalho foi reconhecida pela UNESCO como património imaterial da humanidade em 2015. Foto: Turismo do Alentejo</figcaption></figure><p>Nada será mais tranquilo do que um final de tarde nas vastas planícies do Alentejo. Se tiver, por isso, a oportunidade, aproveite para desfrutar da calmaria e escutar o vento. Pode ser que, entretanto, consiga ouvir ao longe os <strong>badalos a chocalhar no pescoço do gado</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Não são muitos, mas ainda há alguns produtores a manter viva esta tradição que, segundo os académicos, tem origem no século oitavo antes de Cristo.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O chocalho no Alentejo foi especialmente importante até meados da década de 1970. Não estando as propriedades vedadas, era muito fácil <strong>perder um ou mais animais nas pradarias alentejanas</strong>. </p><p>O badalo, durante incontáveis gerações, ajudou a conter o gado, impedindo-o de invadir as propriedades vizinhas. Cada produtor tinha badalos com sons característicos, uma espécie de <strong>identidade sonora</strong> que lhe permitia reivindicar a posse dos seus animais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arte-chocalheira-e-unica-no-alentejo-mas-esta-a-desaparecer-1788349390179.jpg" data-image="8flmzuuzenzx" alt="Chocalhos do Alentejo" title="Chocalhos do Alentejo"><figcaption>O Museu do Chocalho fica em Alcáçovas e guarda quase 600 exemplares que pertenceram ao mestre João Chibeles Penetra. Foto: Município de Viana do Alentejo</figcaption></figure><p>O som do chocalho é, portanto, resultado de um trabalho apurado ao longo de mais de dois mil anos. O seu fabrico é uma <strong>arte tipicamente alentejana</strong>, sobretudo nos concelhos de <strong>Estremoz</strong>, <strong>Reguengos de Monsaraz</strong> e <strong>Viana do Alentejo</strong>, com especial destaque para a vila de <strong>Alcáçovas</strong>, onde se encontra a única fábrica de chocalhos do país.</p><h2>O som de cada badalada</h2><p>O processo de fabrico não se limita a martelar e moldar a chapa de ferro, que, por si só, já exige engenho e perícia. O que verdadeiramente distingue este ofício é a capacidade do mestre de <strong>extrair de cada chocalho um som característico</strong>. Tem de ser a sonoridade certa, que não incomode o animal e seja, simultaneamente, um <strong>GPS do mundo rural</strong> para saber, em tempo real, onde está o gado.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Um pastor experiente saberá não só distinguir o som dos badalos dos seus animais, mas também discernir, inclusive, quando um chocalho está em falta.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Antigamente, o gado usava um chocalho de tamanho diferente em cada estação do ano e os pastores presenteavam a <strong>vaca mais gulosa</strong> com o chocalho macho (maior e de som mais grave) para conseguir saber quando o animal andava a <strong>prevaricar em pastagens alheias</strong>.</p><h2>Património em perigo</h2><p>Há pouco mais de dez anos, a arte chocalheira portuguesa foi reconhecida pela UNESCO como <strong>Património Cultural Imaterial da Humanidade com Necessidade de Salvaguarda Urgente</strong>.</p><p>O fabrico de chocalhos foi o primeiro elemento português a ser integrado nesta lista, em 2015, visando proteger <strong>manifestações culturais em risco de desaparecer</strong>, especialmente devido à escassez de artesãos que conservam um conhecimento transmitido oralmente de geração em geração.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arte-chocalheira-e-unica-no-alentejo-mas-esta-a-desaparecer-1788349778597.jpg" data-image="guz7dwd9rr2a" alt="Cartaz da Feira do chocalho em Alcáçovas" title="Cartaz da Feira do chocalho em Alcáçovas"><figcaption>Alcáçovas promove todos os anos a Feira do Chocalho: Foto: Município de Viana do Alentejo</figcaption></figure><p>A distinção permitiu ao <strong>Turismo do Alentejo</strong> promover a tradição com feiras, ações de formações, experiências e workshops para visitantes, entre outras iniciativas. Ainda assim, a arte chocalheira continua dessincronizada com o compasso acelerado da modernidade.</p><h2>Proteger a identidade rural</h2><p>Hoje, em Alcáçovas, na única fábrica de chocalhos, <strong>já só restam dois mestres chocalheiros no ativo</strong>. Sem medidas urgentes para preservar o conhecimento, o ofício corre o risco de se extinguir, levando consigo uma parte importante da identidade rural de Portugal.</p><p>Os académicos estão, por isso, convencidos de que as <strong>entidades regionais e nacionais</strong> precisam de delinear uma <strong>estratégia conjunta</strong> para preservar a arte chocalheira. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784518" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pedra-a-pedra-assim-se-constroi-a-paisagem-de-sico.html" title="Pedra a pedra, assim se constrói a paisagem agreste de Sicó">Pedra a pedra, assim se constrói a paisagem agreste de Sicó</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pedra-a-pedra-assim-se-constroi-a-paisagem-de-sico.html" title="Pedra a pedra, assim se constrói a paisagem agreste de Sicó"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pedra-a-pedra-assim-se-constroi-a-paisagem-de-sico-1787146041623_320.jpg" alt="Pedra a pedra, assim se constrói a paisagem agreste de Sicó"></a></article></aside><p>A formação de novos artesãos é fundamental, mas também é essencial investir na sensibilização das comunidades locais. Os <strong>criadores de gado</strong> desempenham um papel importante na preservação da tradição nas suas propriedades. Nada, porém, se poderá alcançar sem dinamizar a atividade pastorícia, ela própria em declínio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arte-chocalheira-e-unica-no-alentejo-mas-esta-a-desaparecer-1788349951083.jpg" data-image="288069meyjz3" alt="Gado com badalo" title="Gado com badalo"><figcaption>Antigamente, o maior chocalho de todos era pendurado na vaca mais gulosa para o pastor saber quando o animal andava a comer em pastagens vizinhas. Foto: Adobe Stock</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Estes são, portanto, os pilares de uma visão abrangente e consensualmente reconhecida como uma estratégia a ser rapidamente implementada para não se perder um património único em menos de uma geração.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Munic%C3%ADpio%20de%20Viana%20do%20Alentejo" data-year="" data-title="Museu%20do%20Chocalho" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cm-vianadoalentejo.pt%2Flocais%2Fmuseu-do-chocalho%2F">Município de Viana do Alentejo. <a href="https://www.cm-vianadoalentejo.pt/locais/museu-do-chocalho/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Museu do Chocalho</a>.</cite><br><cite data-author="Munic%C3%ADpio%20de%20Viana%20do%20Alentejo" data-year="" data-title="Fabrico%20de%20chocalhos" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cm-vianadoalentejo.pt%2Fvisitante%2Fo-que-visitar%2Fpatrimonio%2Fartes-tradicionais%2Farte-chocalheira%2F">Município de Viana do Alentejo. <a href="https://www.cm-vianadoalentejo.pt/visitante/o-que-visitar/patrimonio/artes-tradicionais/arte-chocalheira/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Fabrico de chocalhos</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/arte-chocalheira-e-unica-no-alentejo-mas-esta-a-desaparecer.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Pentágono divulga novos arquivos sobre UFOs: eles provam a existência de naves espaciais extraterrestres?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pentagono-divulga-novos-arquivos-sobre-ufos-eles-provam-a-existencia-de-naves-espaciais-extraterrestres.html</link><pubDate>Fri, 25 Sep 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O Pentágono divulgou uma nova coleção de documentos sobre fenómenos anómalos não identificados, conhecidos internacionalmente como UAP (Unidentified Anomalous Phenomena) e tradicionalmente como OVNIs.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/pentagono-desclasifica-nuevos-archivos-ovni-1789963262325.png" data-image="zr57s6fiqs5f"><figcaption>O Pentágono divulgou a sexta leva de arquivos libertados sobre OVNIs e fenómenos anómalos não identificados. A coleção inclui 71 arquivos, entre eles 15 vídeos, 55 documentos e uma gravação histórica de 1952 relacionada com o "Project Blue Book".</figcaption></figure><p>Esta é a<strong> sexta divulgação de documentos</strong> libertados no âmbito do programa PURSUE (<em>Presidential Unsealing and Reporting System for UAP Encounters</em>) dos EUA, abrangendo material de um período de mais de sete décadas — de 1952 a 2025.</p><p>A nova divulgação inclui <strong>71 arquivos</strong>, entre eles 55 documentos em PDF, 15 vídeos e uma gravação de áudio. A maior parte do material provém do <strong>Departamento de Defesa dos EUA</strong>, mas também estão incluídos quatro vídeos disponibilizados por órgãos de segurança pública do Colorado.</p><p>Os documentos contêm uma variedade de<strong> casos históricos, registos de sensores militares, relatos de avistamentos e documentação sobre programas de investigação</strong> anteriores. No entanto, a divulgação em si não confirma que os fenómenos observados sejam de origem extraterrestre.</p><h2>Uma nova coleção de arquivos sobre UAPs</h2><p>A sexta divulgação ocorreu a <strong>18 de setembro</strong> deste ano, no âmbito do PURSUE, o sistema criado para viabilizar a libertação gradual de documentos históricos sobre<strong> UAPs (<em>Unidentified Anomalous Phenomena</em>)</strong>, a nova sigla que significa Fenómenos Anómalos Não Identificados e substitui a anterior OVNI (ou UFO, em inglês).</p><p>Segundo o próprio Departamento de Defesa dos EUA, <strong>novos materiais continuarão a ser adicionados ao arquivo de forma progressiva</strong>. A quinta leva foi publicada a 7 de agosto; assim, esta divulgação mais recente mantém o ritmo regular de atualização da coleção.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pentagono-desclasifica-nuevos-archivos-ovni-1789963561715.gif" data-image="vncm8qipo2dg"><figcaption>Vídeo em infravermelho captado em 2025 sobre uma plataforma militar dos EUA. Ele mostra seis objetos pequenos, aparentemente esféricos, que mudam de direção e se deslocam a uma velocidade estimada de 770 quilómetros por hora, segundo o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM). O vídeo faz parte da sexta divulgação de arquivos sobre UAPs libertados pelo Pentágono. Fonte: Departamento de Defesa dos EUA.</figcaption></figure><p> Entre os materiais de maior destaque estão<strong> vídeos captados por plataformas militares em diversas partes do mundo</strong>, bem como documentos históricos que remontam aos primeiros anos das investigações oficiais dos EUA sobre os UAPs. </p><h2>Esferas luminosas sobre uma plataforma militar</h2><p>Um dos vídeos mais impressionantes da nova coleção foi registado em <strong>2025</strong> por um sensor infravermelho instalado<strong> numa plataforma das Forças Armadas dos EUA</strong>.</p><p>As <strong>i</strong><strong>magens mostram seis objetos pequenos, aparentemente esféricos, visíveis no céu em formação de grupo</strong>. O relatório militar descreve-os como objetos que pareciam ágeis e mudavam de direção frequentemente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cientistas-identificam-fonte-de-um-misterioso-objeto-emissor-de-ondas-de-radio-na-via-lactea.html" title="Cientistas identificam fonte de um misterioso objeto emissor de ondas de rádio na Via Láctea">Cientistas identificam fonte de um misterioso objeto emissor de ondas de rádio na Via Láctea</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cientistas-identificam-fonte-de-um-misterioso-objeto-emissor-de-ondas-de-radio-na-via-lactea.html" title="Cientistas identificam fonte de um misterioso objeto emissor de ondas de rádio na Via Láctea"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/un-objeto-extremo-de-la-via-lactea-lleva-anos-emitiendo-potentes-senales-de-radio-y-acaban-de-descubrir-su-origen-1781364827373_320.jpeg" alt="Cientistas identificam fonte de um misterioso objeto emissor de ondas de rádio na Via Láctea"></a></article></aside><p>O observador estimou que eles poderiam estar a deslocar-se a uma velocidade de cerca de<strong> 770 quilómetros por hora</strong>.</p><p><strong>O incidente permanece sem explicação</strong>. Classificar um objeto como UAP significa que a sua natureza não pôde ser determinada de forma inequívoca com base nos dados disponíveis — mas não que se trate, comprovadamente, de uma nave espacial extraterrestre.</p><h2>Outros vídeos gravados pelos militares</h2><p>A nova coleção também inclui registos feitos com sensores infravermelhos durante operações militares em diversas regiões.</p><p>Um dos casos refere-se a um incidente ocorrido em <strong>2022 </strong>no <strong>Médio Oriente</strong>, no qual<strong> vários objetos foram observados em diferentes altitudes e velocidades</strong>. Segundo o relatório correspondente, os objetos podiam ter entre um e dois metros de tamanho e pareciam mover-se de forma irregular.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/apos-os-videos-do-pentagono-sobre-ovnis-especialista-analisa-o-que-e-necessario-para-uma-nave-alienigena-chegar-a-terra.html" title="Após os vídeos do Pentágono sobre OVNIs: especialista analisa o que é necessário para uma nave alienígena chegar à Terra">Após os vídeos do Pentágono sobre OVNIs: especialista analisa o que é necessário para uma nave alienígena chegar à Terra</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/apos-os-videos-do-pentagono-sobre-ovnis-especialista-analisa-o-que-e-necessario-para-uma-nave-alienigena-chegar-a-terra.html" title="Após os vídeos do Pentágono sobre OVNIs: especialista analisa o que é necessário para uma nave alienígena chegar à Terra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tras-los-videos-sobre-ovnis-del-pentagono-experto-analiza-que-necesitaria-una-nave-alienigena-para-llegar-a-la-tierra-1780055180068_320.jpeg" alt="Após os vídeos do Pentágono sobre OVNIs: especialista analisa o que é necessário para uma nave alienígena chegar à Terra"></a></article></aside><p>Outro vídeo mostra vários objetos que se uniram num grupo e se deslocam em formação.</p><p>Este tipo de filmagem é particularmente interessante por provir de sensores utilizados em operações militares, e não apenas de registos feitos com telemóveis ou câmaras convencionais. No entanto, <strong>não é possível determinar, apenas com base nas imagens, a natureza dos objetos observados</strong>.</p><h2>Gravação de áudio de 1952 coloca o "<em>Project Blue Book</em>" novamente em destaque</h2><p>De uma perspetiva histórica, talvez um dos documentos mais interessantes seja <strong>uma gravação de áudio de 1952</strong> feita pelo Capitão Edward J. Ruppelt, um oficial da Força Aérea dos EUA que mais tarde lideraria o<em> Project Blue Book</em>. Na gravação, Ruppelt explica as investigações que a Força Aérea dos EUA realizou sobre relatos de UAPs.</p><p>Neste ponto,<strong> a investigação gerou centenas de relatórios, alguns dos quais permaneceram sem solução</strong>. Segundo Ruppelt nesta palestra, cerca de 20% dos casos investigados ainda não puderam ser resolvidos com base nas informações disponíveis.</p><p>Ruppelt mais tarde tornar-se-ia uma das figuras mais conhecidas associadas ao <strong>“<em><em>Project Blue Book</em></em>”, o programa da Força Aérea dos EUA que investigou avistamentos de UAPs entre 1952 e 1969</strong>.</p><p>A inclusão desta gravação na nova coleção permite ouvir diretamente o depoimento de uma figura-chave das fases iniciais das investigações oficiais sobre fenómenos aéreos não identificados.</p><h2>O que os UAPs têm a ver com buracos de minhoca?</h2><p>Outro aspeto que desperta grande atenção é a documentação sobre conceitos como <strong>buracos de minhoca</strong>, propulsão de dobra (<em>warp drive</em>), <strong>antigravidade</strong>, massa negativa e sistemas de invisibilidade.</p><p>Os documentos provêm de um programa de investigação da Agência de Inteligência de Defesa (DIA) — denominado "<em>Advanced Aerospace Weapon System Applications Program</em>" (AAWSAP) —, que foi iniciado em 2008 e encerrado em 2012.</p><p><strong>A sexta divulgação inclui 37 "<em>Defence Intelligence Reference Documents</em>"</strong> (DIRD) elaborados no âmbito desse programa.</p><p>Os seus títulos podem parecer surpreendentes, mas há uma diferença importante: os documentos em si são descritos como estudos de referência e síntese, e a sua publicação não significa que as tecnologias analisadas tenham sido desenvolvidas ou que os Estados Unidos disponham de naves espaciais capazes de utilizar buracos de minhoca ou propulsão de dobra.</p><p>Por outras palavras: o facto de uma determinada possibilidade tecnológica ser analisada num documento oficial não significa que essa tecnologia já exista.</p><h2>Um relatório sobre possíveis lesões relacionadas com fenómenos anómalos</h2><p>A documentação inclui um <strong>estudo técnico de 2010</strong> que aborda diversos casos em que<strong> pessoas teriam sofrido lesões</strong> após eventos classificados como anómalos.</p><p>O relatório examina <strong>três casos concretos</strong>, descreve os sintomas físicos observados posteriormente e compara-os com incidentes conhecidos relacionados com a exposição a radiofrequência.</p><p>O documento levanta hipóteses sobre possíveis sistemas aeroespaciais avançados, mas não identifica de forma inequívoca a fonte das exposições nem comprova que as pessoas afetadas tenham entrado em contacto com tecnologia extraterrestre.</p><h2>Quatro vídeos gravados por polícias no Colorado</h2><p>A nova divulgação também inclui quatro vídeos de órgãos de segurança pública do Colorado, gravados em outubro de <strong>2023</strong>. Segundo a documentação divulgada, um agente descreveu o fenómeno como silencioso, acompanhado por <strong>luzes intermitentes vermelhas, azuis e verdes</strong>.</p><p>As<strong> imagens foram captadas com telemóveis </strong>e agora integram o arquivo oficial de UAPs.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768006" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-estados-unidos-abrem-seus-arquivos-secretos-sobre-ovnis-o-que-revelam-os-primeiros-documentos-desclassificados.html" title="Os Estados Unidos abrem os seus arquivos secretos sobre OVNIs: o que revelam os primeiros documentos desclassificados">Os Estados Unidos abrem os seus arquivos secretos sobre OVNIs: o que revelam os primeiros documentos desclassificados</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-estados-unidos-abrem-seus-arquivos-secretos-sobre-ovnis-o-que-revelam-os-primeiros-documentos-desclassificados.html" title="Os Estados Unidos abrem os seus arquivos secretos sobre OVNIs: o que revelam os primeiros documentos desclassificados"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estados-unidos-abre-sus-archivos-secretos-sobre-ovnis-que-revelan-los-primeros-documentos-desclasificados-1778263612423_320.jpg" alt="Os Estados Unidos abrem os seus arquivos secretos sobre OVNIs: o que revelam os primeiros documentos desclassificados"></a></article></aside><p>Este tipo de relato ilustra, mais uma vez, um dos principais desafios na investigação de fenómenos anómalos: embora uma observação possa ser documentada, ela <strong>permanece sem explicação</strong> caso não haja informações suficientes sobre distância, tamanho, velocidade, trajetória ou condições atmosféricas.</p><h2>Estes arquivos provam que existem naves espaciais alienígenas?</h2><p><strong>A resposta é não!</strong></p><p>A nova divulgação é interessante, pois concede acesso a documentos que permaneceram ocultos em arquivos governamentais por anos e reúne casos de um período superior a 70 anos. No entanto, nenhum dos materiais publicados constitui, por si só, prova de que os UAPs sejam naves espaciais de origem extraterrestre.</p><p>De facto, uma parte significativa dos documentos consiste em investigações, relatórios técnicos ou casos que permanecem sem solução devido à insuficiência de informações.</p><div class="texto-destacado">A distinção é importante: "desconhecido" não significa necessariamente "extraterrestre".</div><p>A coleção proporciona uma compreensão melhor do que militares observaram, do que as autoridades dos EUA investigaram e de que fenómenos não conseguiram identificar com base nos dados disponíveis. Além disso, contém material histórico que agora pode ser analisado por investigadores independentes.</p><h2>E a história ainda não chegou ao fim</h2><p>O Ministério da Defesa anunciou que continuará a divulgar novos arquivos de forma gradual, o que significa que esta sexta divulgação pode ser apenas mais um capítulo num processo muito mais amplo de libertação de documentos sigilosos.</p><p>As atenções agora irão voltar-se para os próximos documentos, especialmente para saber se as futuras divulgações fornecerão dados instrumentais suficientemente completos para esclarecer alguns dos casos ainda não resolvidos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pentagono-divulga-novos-arquivos-sobre-ufos-eles-provam-a-existencia-de-naves-espaciais-extraterrestres.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[E se a tinta mais preta do mundo pudesse salvar o nosso céu estrelado?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/e-se-a-tinta-mais-preta-do-mundo-pudesse-salvar-o-nosso-ceu-estrelado.html</link><pubDate>Thu, 24 Sep 2026 18:05:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Uma pintura extremamente preta poderia ajudar a reduzir a visibilidade dos satélites a partir da Terra. Uma solução que poderia contribuir para limitar o impacto crescente das constelações de satélites nas observações astronómicas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/et-si-la-peinture-la-plus-noire-du-monde-pouvait-sauver-notre-ciel-etoile-1789023022519.jpg" data-image="tcsvumcvl3hx" alt="Satélite Ventablack" title="Satélite Ventablack"><figcaption>E se a solução para reduzir o impacto visual dos satélites no nosso céu noturno fosse simplesmente torná-los muito mais escuros?</figcaption></figure><p>Há cada vez mais satélites a atravessar o nosso céu noturno, ao ponto de interferirem com algumas observações astronómicas. Mas uma solução muito simples poderia limitar o seu impacto:<strong> revesti-los com Vantablack 310</strong>.</p><h2> Uma tinta capaz de absorver uma quantidade significativa de luz</h2><p>Desenvolvida para ser extremamente absorvente, a Vantablack 310 reflete apenas cerca de 2% da luz que incide sobre ela, em comparação com aproximadamente 5% de uma tinta preta convencional. Desta forma, absorve <strong>quase 98% da luz incidente</strong>, enquanto uma tinta preta comum absorve cerca de 95%.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Ball covered in Vantablack, which absorbs 99.965% of visible light-.<br><br>[ Surrey NanoSystems] <a href="https://t.co/hnxi9DfPTv">pic.twitter.com/hnxi9DfPTv</a></p>— Massimo (@Rainmaker1973) <a href="https://x.com/Rainmaker1973/status/2093282555315249544?ref_src=twsrc%5Etfw">August 28, 2026</a></blockquote></figure><p>Investigadores da Universidade de Surrey, em Inglaterra, estudaram o seu comportamento sob diferentes condições de iluminação e observação, com o objetivo de determinar <strong>qual seria o aspeto de um satélite revestido com Vantablack 310</strong> visto da Terra.</p><p>O objetivo é, em particular, <strong>limitar os reflexos significativos</strong> causados pelas superfícies metálicas dos satélites. Estas superfícies podem tornar-se especialmente brilhantes ao refletirem a luz solar diretamente para a Terra, produzindo brilhos ou pontos luminosos muito visíveis no céu noturno. Por outro lado, o Vantablack 310 absorveria <strong>grande parte desta luz</strong>, reduzindo assim consideravelmente o brilho aparente dos satélites.</p><div class="texto-destacado">Segundo simulações realizadas por cientistas, um satélite revestido com esta tinta poderia atingir uma magnitude aparente de aproximadamente +7. Isto torná-lo-ia suficientemente fraco para ser invisível a olho nu na grande maioria dos casos.<br> </div><p>Esta solução poderia, portanto, ajudar a reduzir parte da poluição luminosa causada pelas novas constelações de satélites. Com dezenas de milhares de objetos adicionais previstos na órbita terrestre baixa até ao final da década, a astronomia, tanto amadora como profissional, poderá ver-se<strong> cada vez mais afetada</strong> pela sua presença no céu noturno.</p><h2> Um tema cada vez mais importante para a astronomia</h2><p>O rápido desenvolvimento das megaconstelações representa um novo desafio para os astrónomos. Os satélites podem atravessar o campo de visão dos telescópios e <strong>deixar longos rastos luminosos nas imagens</strong>, o que dificulta as observações destinadas a estudar os objetos mais fracos e distantes do universo.</p><p>O problema não se limita aos grandes observatórios. Os astrónomos amadores e os astrofotógrafos também podem ser afetados por esta poluição luminosa. Durante as exposições prolongadas, é agora difícil<strong> obter uma fotografia sem os inúmeros rastros deixados pelos satélites </strong>que orbitam o nosso planeta.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">This is what astrophotography looks like today, marred by the trails of Starlink satellites.<br><br>And this is just the beginning: the situation will worsen as Amazon and China join the race for mass satellite deployment, with plans to launch a combined total of around 500,000 <a href="https://t.co/VjHnhwiP5F">pic.twitter.com/VjHnhwiP5F</a></p>— Black Hole (@konstructivizm) <a href="https://x.com/konstructivizm/status/2080757663655399883?ref_src=twsrc%5Etfw">July 24, 2026</a></blockquote></figure><p>O Vantablack 310 poderá oferecer uma <strong>solução relativamente simples</strong>, sem necessidade de alterar substancialmente o design dos satélites. Os investigadores acreditam que a escolha de materiais menos refletores poderá melhorar significativamente a sua visibilidade a partir da Terra, mantendo, ao mesmo tempo, as características essenciais das naves espaciais.</p><p>No entanto, ainda será necessário verificar se esta solução funciona realmente em condições orbitais. Os resultados atuais baseiam-se principalmente em medições e simulações terrestres, sendo necessários ensaios espaciais para <strong>confirmar a eficácia do revestimento</strong>. Se estes ensaios forem conclusivos, uma simples camada de tinta poderá contribuir para preservar melhor a escuridão das nossas noites.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762110" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cada-vez-menos-estrelas-alertam-que-as-megaconstelacoes-de-satelites-vao-mudar-para-sempre-o-ceu-noturno.html" title="Cada vez menos estrelas: alertam que as megaconstelações de satélites vão mudar para sempre o céu noturno">Cada vez menos estrelas: alertam que as megaconstelações de satélites vão mudar para sempre o céu noturno</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cada-vez-menos-estrelas-alertam-que-as-megaconstelacoes-de-satelites-vao-mudar-para-sempre-o-ceu-noturno.html" title="Cada vez menos estrelas: alertam que as megaconstelações de satélites vão mudar para sempre o céu noturno"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cada-vez-menos-estrellas-advierten-que-las-megaconstelaciones-de-satelites-cambiaran-para-siempre-el-cielo-nocturno-1774893352897_320.jpg" alt="Cada vez menos estrelas: alertam que as megaconstelações de satélites vão mudar para sempre o céu noturno"></a></article></aside><p>Com o aumento previsto do número de satélites nos próximos anos, a sua presença no céu tornar-se-á provavelmente <strong>um problema cada vez mais importante para a astronomia a nível mundial</strong>. Face a este risco, qualquer solução que limite o seu impacto pode ser de grande utilidade, mesmo uma tão simples como a utilização de um revestimento mais escuro.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Jamie%20Middleton" data-year="2026" data-title="One%20of%20the%20world's%20darkest%20paints%20makes%20everything%20look%20like%20a%20black%20hole%20%E2%80%93%20and%20it%20could%20save%20our%20night%20sky" data-url="https%3A%2F%2Fwww.skyatnightmagazine.com%2Fnews%2Fvantablack-310">Jamie Middleton. (2026). <a href="https://www.skyatnightmagazine.com/news/vantablack-310" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">One of the world's darkest paints makes everything look like a black hole – and it could save our night sky</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/e-se-a-tinta-mais-preta-do-mundo-pudesse-salvar-o-nosso-ceu-estrelado.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A "Pompeia" dos Andes: uma erupção gigantesca soterrou toda uma paisagem]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-pompeia-dos-andes-uma-erupcao-gigantesca-soterrou-toda-uma-paisagem.html</link><pubDate>Thu, 24 Sep 2026 17:40:13 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma gigantesca erupção vulcânica no Chile proporcionou aos cientistas uma visão rara dos antigos Andes, revelando pistas sobre a forma como as montanhas se formaram e se transformaram ao longo de milhões de anos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/the-pompeii-of-the-andes-giant-eruption-buried-an-entire-landscape-1790183495364.jpg" data-image="dvpr9h7lebls" alt="landscape" title="landscape"><figcaption>Depósitos de ignimbrito de Cardones, esculpidos pelo rio Lluta, no norte do Chile. Crédito: Frances J. Cooper.</figcaption></figure><p>Um novo estudo publicado na revista <em>Science Advances</em> revela que uma <strong>gigantesca erupção vulcânica agiu como o Vesúvio em toda uma paisagem</strong>, <strong>soterrando tudo o que se encontrava por baixo </strong>e preservando terrenos que, de outra forma, teriam sido perdidos devido à erosão.</p><p>Os investigadores estudaram <strong>a rocha vulcânica que entrou em erupção na caldeira de Lauca, no norte do Chile, há 21,9 milhões de anos</strong>. A rocha, denominada ignimbrita, cobre uma área seis vezes maior do que Santiago, a capital do Chile, e pode atingir até um quilómetro de profundidade.</p><h2>Utilizar modelos para mapear paisagens ocultas</h2><p>A equipa simulou centenas de paisagens possíveis, utilizando modelos que mostram como os rios moldam as cadeias montanhosas, para verificar quais delas se poderiam assemelhar à paisagem enterrada sob as rochas. Descobriram que apenas paisagens de relevo relativamente baixo – semelhantes a encostas suaves no sopé das montanhas – teriam sido possíveis. Consideram que<strong> esta parte dos Andes se formou lentamente, a um ritmo de cerca de 2,5 cm a cada 100 anos</strong>.</p><p>Se as rochas tivessem sido empurradas para cima mais rapidamente, a paisagem poderia ter desenvolvido encostas mais íngremes, que não caberiam por baixo dos depósitos vulcânicos.</p><p>As descobertas apoiam <strong>a teoria de que os Andes cresceram lentamente ao longo de dezenas de milhões de anos</strong>. Este processo é lento quando comparado com muitas partes de cadeias montanhosas ativas que se elevam rapidamente, como certas zonas dos Himalaias.</p><p>O Dr. Byron Adams, do Departamento de Ciências da Terra da UCL, afirmou:<strong> "Esta paisagem foi soterrada por uma erupção vulcânica gigantesca — um pouco como Pompeia, mas numa escala muito maior</strong>. Em vez de cobrir uma cidade, misturas quentes de cinzas vulcânicas, fragmentos de rocha e gás varreram toda uma paisagem, engolindo o terreno por baixo delas.</p><div class="texto-destacado">"Pompeia mostra como as erupções vulcânicas podem congelar um momento na história da humanidade. <strong>Este estudo demonstra que erupções muito maiores também podem congelar momentos na história da Terra</strong>, soterrando paisagens inteiras sob depósitos vulcânicos e preservando pistas sobre como as montanhas estavam a ser formadas antes da erupção.</div><p>"Não podemos escavar para ver a paisagem soterrada, mas podemos usar a forma da camada vulcânica e o que sabemos sobre como os rios moldam as montanhas para inferir o que está escondido por baixo dela."</p><h2>Rocha vulcânica que revela registos geológicos do tempo</h2><p>Os investigadores observaram que a sua estimativa do levantamento correspondia a estudos anteriores sobre os minerais presentes na rocha, que registam as variações de temperatura ao longo dos últimos 50 milhões de anos. Essas variações de temperatura refletem o arrefecimento da rocha à medida que esta se desloca para cima através da crosta terrestre.</p><p>O Dr. Adams acrescentou: "Esta abordagem oferece-nos uma nova forma de olhar para o passado da história da Terra. Os métodos atuais para estimar a velocidade a que as montanhas se formam baseiam-se em “relógios” químicos presentes na rocha, mas estes limitam-se a momentos específicos no tempo.<strong> O nosso método permite estimar a elevação da rocha ao longo de um período muito mais extenso</strong>.</p><p>"Neste caso, estimamos que <strong>teriam sido necessários milhões de anos para formar a paisagem suave que inferimos ter existido antes da erupção</strong>.</p><p>"Existe um debate sobre se os Andes cresceram lenta e constantemente ao longo de 40 ou 50 milhões de anos ou se se elevaram de forma extremamente lenta e, posteriormente, surgiram mais recentemente, nos últimos seis a 10 milhões de anos. <strong>As nossas descobertas, que abrangem uma grande parte do meio dessa história, apoiam a hipótese de um crescimento lento, mas constante</strong>."</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768086" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/do-interior-da-terra-ao-caos-na-superficie-o-desafio-de-prever-as-erupcoes-vulcanicas.html" title="Do interior da Terra ao caos na superfície: o desafio de prever as erupções vulcânicas ">Do interior da Terra ao caos na superfície: o desafio de prever as erupções vulcânicas </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/do-interior-da-terra-ao-caos-na-superficie-o-desafio-de-prever-as-erupcoes-vulcanicas.html" title="Do interior da Terra ao caos na superfície: o desafio de prever as erupções vulcânicas "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/do-interior-da-terra-ao-caos-na-superficie-o-desafio-de-prever-as-erupcoes-vulcanicas-1778425892395_320.jpg" alt="Do interior da Terra ao caos na superfície: o desafio de prever as erupções vulcânicas "></a></article></aside><p>A Dra. Frances Cooper, também do Departamento de Ciências da Terra da UCL, afirmou: "Temos vindo a trabalhar nesta zona dos Andes há muitos anos para compreender como se formaram as montanhas.<strong> Os Andes têm uma grande influência no clima regional e global, pelo que reconstruir a sua história é importante para compreender as alterações climáticas a longo prazo</strong>.</p><p>"O que é particularmente entusiasmante neste estudo é que nos proporciona uma nova forma de reconstituir essa história.<strong> A mesma abordagem poderia ser aplicada a depósitos vulcânicos noutros locais do mundo</strong>, ajudando-nos a reconstruir paisagens enterradas há milhões de anos."</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Byron%20A.%20Adams%2C%20Frances%20J.%20Cooper%2C%20Clementine%20Walsh%2C%20and%20Katharine%20V.%20Cashman" data-year="2026" data-title="Landscapes%20buried%20beneath%20large-volume%20ignimbrites%20reveal%20preeruptive%20uplift%20rates" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fdoi%2F10.1126%2Fsciadv.aee5374">Byron A. Adams, Frances J. Cooper, Clementine Walsh, and Katharine V. Cashman. (2026). <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.aee5374" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Landscapes buried beneath large-volume ignimbrites reveal preeruptive uplift rates</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-pompeia-dos-andes-uma-erupcao-gigantesca-soterrou-toda-uma-paisagem.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A última previsão do especialista Alfredo Graça para outubro: o tempo em Portugal poderá sofrer uma mudança brusca]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-ultima-previsao-do-especialista-alfredo-graca-para-outubro-o-tempo-em-portugal-podera-sofrer-uma-mudanca-brusca.html</link><pubDate>Thu, 24 Sep 2026 14:59:44 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Fica para trás um setembro bastante quente e predominantemente seco em Portugal. Quanto a outubro 2026, o modelo europeu prevê uma mudança significativa na situação meteorológica.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-ultima-previsao-do-especialista-alfredo-graca-para-outubro-o-tempo-em-portugal-podera-sofrer-uma-mudanca-brusca-1790261487845.jpg" data-image="6yryli11w8n5"><figcaption>O modelo europeu antecipa uma possível mudança de tempo para o mês de outubro em Portugal.</figcaption></figure><p><strong>Está prestes a terminar um mês de setembro consideravelmente quente em Portugal</strong>, marcado por vários dias de persistência de valores elevados da temperatura máxima e que foi, essencialmente, um prolongamento do verão. A ausência de precipitação foi generalizada no Continente com o tempo seco e anticiclónico a impor-se de forma categórica, exceto de forma ocasional e relativamente irregular nos Açores, e por vezes, na Madeira.</p><div class="texto-destacado">Não obstante, é preciso ter em conta que a <strong>mudança de tempo prevista para a reta final de setembro ainda tem o potencial de alterar a precipitação para valores próximos à média mensal</strong>, tanto em Portugal continental, como nos arquipélagos.<br></div><p>As primeiras tendências do modelo europeu antecipam uma mudança significativa no tempo para o mês de outubro, o que, por outro lado, é habitual no outono. <strong>Estará à vista uma alteração radical da circulação atmosférica, após vários meses estivais tendencialmente secos, quentes e soalheiros?</strong></p><h2>Como costuma ser o mês de outubro em Portugal?</h2><p>De seguida, recordamos algumas características climáticas de outubro, o primeiro mês plenamente outonal. Segundo as normais climatológicas de referência,<strong> as temperaturas médias são 4/5 ºC mais baixas do que em setembro nos distritos do interior</strong>, enquanto nos do litoral e nos arquipélagos a descida é mais moderada por causa do efeito termorregulador do oceano Atlântico.</p><p><strong>Nas Regiões Norte e Centro, especialmente no interior e em particular nas zonas montanhosas, será recomendável ter um casaco sempre à mão, pois o tempo ficará mais fresco</strong>. À noite, em outubro, a geada começa lentamente a surgir nos locais mais abrigados e a poder estender-se a outras zonas. Em contrapartida, em boa parte do Alentejo, no Algarve, nos Açores e na Madeira, poderá continuar a usar roupa de manga curta com bastante frequência durante o dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-ultima-previsao-do-especialista-alfredo-graca-para-outubro-o-tempo-em-portugal-podera-sofrer-uma-mudanca-brusca-1790261367506.jpg" data-image="xxlc1fgu0r86"><figcaption>Em outubro começa a ser cada vez mais comum o uso de casacos de chuva, impermeáveis e agasalhos em boa parte do país, embora em certas zonas ainda persista o uso frequente de roupa de manga curta.</figcaption></figure><p>No que diz concerne à precipitação, <strong>é normal que em outubro comecem a chegar ao nosso país as primeiras depressões atlânticas de grande impacto</strong> - como Elsa em 2019, que provocou inundações no Norte e no Centro e inúmeras ocorrências, ou as incessantes depressões atlânticas e suas frentes associadas que originaram um outubro de 2023 imensamente chuvoso (duas vezes mais chuvoso do que o normal).</p><div class="texto-destacado">Basicamente, em outubro podem ocorrer diferentes tipos de situações sinópticas, capazes de gerar precipitação na geografia do Continente, desde perturbações atlânticas de carácter frontal (as mais comuns nesta época do ano no nosso país) até depressões isoladas em altitude (gotas frias).</div><p><strong>Outubro é um dos meses mais chuvosos do ano</strong> de norte a sul de Portugal continental e nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira. Em 13 das 19 principais estações meteorológicas do Continente acumulam-se, normalmente, <strong>mais de 100 mm</strong>.</p><h2>O modelo Europeu vislumbra uma mudança considerável do tempo em outubro</h2><p>Os mapas semanais do modelo ECMWF - que são uma referência para a Meteored - insistem que grande parte de Portugal irá registar <strong>temperaturas dentro do normal para o mês de outubro durante a primeira quinzena</strong> (até dia 12, concretamente), algo que poderá ser o resultado da presença mais próxima e frequente de baixas pressões e do ar frio na nossa latitude.</p><p>Ainda assim, em alguns dias da primeira quinzena é possível que <strong>algumas zonas registem valores entre 1 e 3 ºC superiores à média</strong> climatológica (Madeira e áreas fronteiriças do Baixo Alentejo e do Sotavento Algarvio) e que outras zonas registem anomalias térmicas negativas (algumas ilhas açorianas e áreas do litoral Norte e Centro).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-ultima-previsao-do-especialista-alfredo-graca-para-outubro-o-tempo-em-portugal-podera-sofrer-uma-mudanca-brusca-1790261180007.jpg" data-image="2brhngu28s3i"><figcaption>O modelo europeu indica que, no conjunto do mês de outubro, as temperaturas poderão ser ligeiramente acima da média em algumas zonas (até 1 ºC), situando-se dentro do normal no resto do território continental.</figcaption></figure><p><strong>Para a segunda quinzena do mês verifica-se a possibilidade de se registarem temperaturas ligeiramente superiores à média climatológica de referência</strong>. As anomalias térmicas positivas tenderão a generalizar-se por grande parte do território de Portugal continental, Açores e Madeira, mas, tal como referido anteriormente, serão normalmente suaves (até 1 ºC acima do normal).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790250" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ciclogenese-explosiva-forma-se-no-atlantico-norte-chuva-nos-acores-e-em-portugal-continental-nestas-datas.html" title="Ciclogénese explosiva forma-se no Atlântico Norte: chuva nos Açores e em Portugal continental nestas datas">Ciclogénese explosiva forma-se no Atlântico Norte: chuva nos Açores e em Portugal continental nestas datas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ciclogenese-explosiva-forma-se-no-atlantico-norte-chuva-nos-acores-e-em-portugal-continental-nestas-datas.html" title="Ciclogénese explosiva forma-se no Atlântico Norte: chuva nos Açores e em Portugal continental nestas datas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ciclogenese-explosiva-forma-se-no-atlantico-norte-chuva-nos-acores-e-em-portugal-continental-nestas-datas-1790252733593_320.jpg" alt="Ciclogénese explosiva forma-se no Atlântico Norte: chuva nos Açores e em Portugal continental nestas datas"></a></article></aside><p>Como já foi anteriormente referido na Meteored, <strong>outubro é um mês extremamente complexo para a previsão de chuva a médio e longo prazo</strong>, dado que esta pode estar associada a diversas situações sinópticas e, por vezes, é extremamente irregular. Deste modo, será apresentada aqui uma aproximação geral, cuja fiabilidade é reduzida.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-ultima-previsao-do-especialista-alfredo-graca-para-outubro-o-tempo-em-portugal-podera-sofrer-uma-mudanca-brusca-1790260631897.jpg" data-image="jkovtcu8vk2d"><figcaption>Mapa de anomalia de precipitação na semana de 5 a 12 de outubro. Possivelmente, somente a Madeira e uma pequena área do interior de Portugal continental é que poderiam registar valores de pluviosidade acima do normal.</figcaption></figure><p>Está em perspetiva uma mudança de tempo para os primeiros dias do mês, que seria a eventual continuidade da chuva gerada pelas frentes frias associadas ao ciclone-bomba que se formará no Atlântico Norte na reta final de setembro. <strong>Assim, para a semana de 28 de setembro a 5 de outubro, os mapas contemplam precipitação superior à média de norte a sul de Portugal continental e Açores</strong>, sem desvios em relação ao normal na Madeira.</p><div class="texto-destacado"><strong>No resto da primeira quinzena não se observam desvios significativos em relação aos valores médios de precipitação</strong>, exceto nalgumas zonas do Continente e na Madeira, onde se poderão registar episódios muito localizados de precipitação que se traduziriam em anomalias positivas.</div><p>Quanto à <strong>segunda quinzena de outubro</strong>, não existem, para já, sinais muito claros, mas o modelo europeu indica que poderá ocorrer um domínio de configurações atmosféricas favoráveis a condições meteorológicas de <strong>tempo seco em Portugal continental e Açores, mas mais húmido e chuvoso na Madeira</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os mapas do modelo europeu apostam na possível alternância de situações anticiclónicas e atlânticas em Portugal, incluindo Açores e Madeira. A ausência de um sinal consistente no que toca à evolução da precipitação acarreta um grau de incerteza bastante elevado à previsão, impedindo assim de se avançar com detalhes muito concretos em relação a esta variável, que é muito complexa de prever para o mês de outubro.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>No entanto, a incerteza é bastante elevada e é bem provável que ocorram ajustes significativos</strong>. Por fim, apesar do super El Niño ser um dos fenómenos climáticos mais impactantes no tempo à escala global e um dos mais comentados para este outono 2026, os seus efeitos são praticamente residuais em Portugal, dado que o nosso país é afetado mais diretamente por outros fenómenos, como o jato polar ou a Oscilação do Atlântico Norte (NAO).</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-ultima-previsao-do-especialista-alfredo-graca-para-outubro-o-tempo-em-portugal-podera-sofrer-uma-mudanca-brusca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ciclogénese explosiva forma-se no Atlântico Norte: chuva nos Açores e em Portugal continental nestas datas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ciclogenese-explosiva-forma-se-no-atlantico-norte-chuva-nos-acores-e-em-portugal-continental-nestas-datas.html</link><pubDate>Thu, 24 Sep 2026 14:25:59 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O Atlântico Norte prepara-se para uma evolução meteorológica muito dinâmica. Duas depressões deverão interagir e dar origem a um sistema muito profundo. Os Açores sentirão primeiro os efeitos, mas a chuva deverá também chegar a Portugal continental.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbcitk2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbcitk2.jpg" id="xbcitk2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Duas depressões deverão interagir e dar origem a um sistema muito profundo</strong>, com possibilidade de ciclogénese explosiva. Apesar de o seu núcleo permanecer longe de Portugal, os efeitos associados serão sentidos nos Açores e, posteriormente, no continente.</p><h2>Domingo e segunda-feira (27 e 28) a primeira depressão atravessa os Açores</h2><p>A sequência começa no <strong>domingo, dia 27</strong>, com a aproximação de uma depressão atlântica aos Açores. Trata-se inicialmente de uma depressão típica das latitudes médias, mas que terá um papel importante na evolução sinóptica dos dias seguintes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclogenese-explosiva-forma-se-no-atlantico-norte-chuva-nos-acores-e-em-portugal-continental-nestas-datas-1790252666992.jpg" data-image="w0i0nyhi5ich" alt="Pressão e chuva" title="Pressão e chuva"><figcaption>Uma depressão aproxima-se dos Açores e começa a alterar o estado do tempo no arquipélago. A passagem do sistema favorecerá o aumento da nebulosidade, do vento e da precipitação.</figcaption></figure><p>A passagem deste sistema deverá provocar <strong>um aumento da nebulosidade, precipitação e intensidade do vento no arquipélago</strong>, com um agravamento mais evidente entre domingo e segunda-feira.</p><p>Na <strong>segunda-feira, dia 28</strong>, a chuva poderá ganhar expressão, sobretudo no Grupo Central, onde pontualmente os acumulados horários poderão <strong>superar os 6 mm</strong>. O vento também será um elemento a acompanhar, especialmente após a passagem do núcleo depressionário, com <strong>rajadas que poderão aproximar-se dos 70 km/h</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclogenese-explosiva-forma-se-no-atlantico-norte-chuva-nos-acores-e-em-portugal-continental-nestas-datas-1790252700044.jpg" data-image="s5l05lsjqj8i" alt="Rajada de vento (km/h)" title="Rajada de vento (km/h)"><figcaption>Depois da passagem do núcleo depressionário, o vento intensifica-se nos Açores. As rajadas poderão aproximar-se dos 70 km/h, enquanto a depressão prossegue a sua deslocação pelo Atlântico Norte.</figcaption></figure><p>Entretanto, a depressão continuará a deslocar-se para nordeste, entrando numa região do Atlântico onde encontrará outro núcleo de baixas pressões.</p><h2>Terça-feira: duas depressões interagem no Atlântico Norte</h2><p>É durante a madrugada de <strong>terça-feira, dia 29</strong>, que a configuração atmosférica se torna particularmente interessante. A depressão que anteriormente atravessou a região dos Açores deverá aproximar-se de <strong>outro centro depressionário já bastante organizado</strong>, iniciando uma interação entre os dois vórtices.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclogenese-explosiva-forma-se-no-atlantico-norte-chuva-nos-acores-e-em-portugal-continental-nestas-datas-1790252733593.jpg" data-image="7rjhuacxfz57" alt="Situação sinóptica" title="Situação sinóptica"><figcaption>Duas depressões bem organizadas aproximam-se no Atlântico Norte e começam a interagir. Esta configuração poderá desencadear um efeito Fujiwhara, com os dois vórtices a influenciarem mutuamente as respetivas trajetórias.</figcaption></figure><p>Neste contexto poderá ocorrer o chamado <strong>efeito Fujiwhara</strong>. Este fenómeno verifica-se quando dois vórtices ciclónicos suficientemente próximos começam a influenciar mutuamente as suas circulações, passando a rodar em torno de um centro comum. A intensidade e dimensão de cada depressão, bem como a distância entre ambas, determinam a evolução posterior. </p><div class="texto-destacado"><strong>No efeito Fujiwhara,</strong> os dois centros de baixas pressões podem alterar mutuamente as suas trajetórias. Quando um sistema é dominante, pode acabar por absorver o outro, dando origem a uma única circulação depressionária mais ampla e organizada.</div><blockquote><p>Neste caso, os modelos sugerem uma rápida reorganização dos dois sistemas. Poucas horas depois, já durante o dia 29, poderá observar-se <strong>uma única e muito profunda depressão no Atlântico Norte</strong>, com pressão mínima no seu núcleo a rondar os <strong>952 hPa</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclogenese-explosiva-forma-se-no-atlantico-norte-chuva-nos-acores-e-em-portugal-continental-nestas-datas-1790252946881.jpg" data-image="ocdzry2rf7fb" alt="Situação sinótica" title="Situação sinótica"><figcaption>Poucas horas depois, observa-se uma poderosa depressão no Atlântico Norte, com cerca de 952 hPa no núcleo. Apesar de permanecer longe de Portugal, uma extensa frente associada ao sistema deverá alcançar o continente e trazer períodos de chuva.</figcaption></figure><p>Este aprofundamento muito rápido poderá enquadrar-se num processo de <strong>ciclogénese explosiva</strong>, termo utilizado quando uma depressão extratropical sofre uma queda muito acentuada da pressão atmosférica num curto intervalo de tempo. O limiar exato depende da latitude, não correspondendo simplesmente a uma regra fixa de 24 hPa em 24 horas.</p></blockquote><h2>O núcleo ficará longe, mas uma frente deverá alcançar Portugal</h2><p>Importa salientar que <strong>o centro desta poderosa depressão deverá permanecer muito afastado de Portugal continental</strong>. Assim, não será necessária a passagem do núcleo sobre o país para que existam consequências no estado do tempo.</p><p>A extensa circulação associada à depressão deverá sustentar um sistema frontal que se prolongará por milhares de quilómetros sobre o Atlântico. Durante a <strong>tarde de terça-feira, dia 29</strong>, uma frente fria organizada deverá aproximar-se da costa portuguesa e atravessar progressivamente o território, trazendo <strong>períodos de chuva a várias regiões do continente</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclogenese-explosiva-forma-se-no-atlantico-norte-chuva-nos-acores-e-em-portugal-continental-nestas-datas-1790253163966.jpg" data-image="fy9vjd713l33" alt="Situação sinóptica, madrugada de dia 30" title="Situação sinóptica, madrugada de dia 30"><figcaption>A extensa frente associada à depressão deverá prolongar-se para sul, podendo alcançar o arquipélago da Madeira durante a madrugada de dia 30, com períodos de precipitação.</figcaption></figure><p>A mesma estrutura frontal poderá prolongar-se suficientemente para sul para <strong>atingir também o arquipélago da Madeira já durante a madrugada de dia 30</strong>, embora esta evolução ainda apresente incerteza.</p><h2>A instabilidade poderá prolongar-se até 1 de outubro</h2><p>Após a passagem desta primeira frente, <strong>uma segunda frente, previsivelmente mais fraca</strong>, poderá aproximar-se do continente. Neste caso, os efeitos deverão concentrar-se sobretudo nas <strong>regiões Norte e Centro</strong>, onde poderão ocorrer novos períodos de precipitação.</p><p>Desta forma, entre <strong>29 de setembro e 1 de outubro</strong>, Portugal poderá entrar num padrão bastante mais atlântico e instável, contrastando com o tempo quente e seco observado anteriormente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790224" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-modelos-coincidem-uma-ciclogenese-explosiva-ira-alterar-o-tempo-em-portugal-daqui-a-cinco-dias.html" title="Os modelos coincidem: uma ciclogénese explosiva irá alterar o tempo em Portugal daqui a cinco dias">Os modelos coincidem: uma ciclogénese explosiva irá alterar o tempo em Portugal daqui a cinco dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-modelos-coincidem-uma-ciclogenese-explosiva-ira-alterar-o-tempo-em-portugal-daqui-a-cinco-dias.html" title="Os modelos coincidem: uma ciclogénese explosiva irá alterar o tempo em Portugal daqui a cinco dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-modelos-coincidem-uma-ciclogenese-explosiva-ira-alterar-o-tempo-em-portugal-daqui-a-cinco-dias-1790246922646_320.png" alt="Os modelos coincidem: uma ciclogénese explosiva irá alterar o tempo em Portugal daqui a cinco dias"></a></article></aside><p>Contudo, estamos perante uma evolução ainda a médio prazo. <strong>A trajetória e o grau de aprofundamento da depressão, assim como o posicionamento e a hora de chegada das frentes a Portugal, poderão sofrer alterações</strong> nas próximas atualizações dos modelos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ciclogenese-explosiva-forma-se-no-atlantico-norte-chuva-nos-acores-e-em-portugal-continental-nestas-datas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item></channel></rss>