<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Mon, 06 Apr 2026 16:00:09 +0000</lastBuildDate><pubDate>Mon, 06 Apr 2026 16:00:09 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Novo estudo revela níveis perigosos de chumbo no vestuário das crianças: eis o que precisa de saber]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/novo-estudo-revela-niveis-perigosos-de-chumbo-no-vestuario-das-criancas-eis-o-que-precisa-de-saber.html</link><pubDate>Mon, 06 Apr 2026 15:57:46 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Já deve ter reparado que algumas crianças põem a roupa na boca ou mastigam-na. Tenha cuidado: estudos recentes encontraram níveis perigosos de chumbo no vestuário infantil, o que representa um grave risco para a saúde das crianças.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/new-study-reveals-hazardous-levels-of-lead-in-children-s-clothing-here-is-what-to-know-1775411666369.jpeg" data-image="z8pf3zyebwip" alt="Enfoque difuminado de una niña de dos años eligiendo sus propios vestidos en el perchero infantil" title="Enfoque difuminado de una niña de dos años eligiendo sus propios vestidos en el perchero infantil"><figcaption>A moda rápida tornou o vestuário infantil mais económico e acessível; no entanto, algumas peças de vestuário podem conter níveis perigosos de chumbo, o que representa uma séria ameaça para a saúde das crianças.</figcaption></figure><p>A moda rápida torna as compras de <strong>roupa para crianças</strong> baratas, com uma grande variedade de cores e estilos facilmente acessíveis. É isso que torna agradável a compra de roupa para crianças em crescimento. Mas da próxima vez que comprar roupa para os seus filhos, lembre-se que esta <strong>pode conter níveis perigosos de chumbo</strong>.</p><p>Já deve ter reparado que algumas crianças põem a roupa na boca ou mastigam-na. Se uma peça de vestuário contiver níveis perigosos de chumbo, <strong>pode ser prejudicial para os seus filhos</strong>.</p><h2> Foi detetado chumbo em todas as amostras testadas</h2><p>Novos estudos <strong>detetaram níveis perigosos de chumbo no vestuário das crianças</strong>. Os investigadores que testaram <strong>t-shirts para crianças de várias marcas encontraram níveis de chumbo em todas as amostras que excediam os limites de segurança dos EUA</strong>. Esta descoberta suscita preocupações quanto a uma possível exposição tóxica das crianças, especialmente porque algumas crianças mastigam frequentemente o vestuário ou metem-no na boca. De acordo com o estudo, as cores vivas representam um risco ainda maior.</p><p class="texto-destacado">Os tecidos de cores vivas, como o vermelho e o amarelo, apresentaram níveis particularmente elevados, provavelmente devido aos produtos químicos utilizados para fixar os corantes. As simulações sugerem que mesmo um breve contacto com a boca pode expor as crianças a quantidades perigosas de chumbo, uma substância conhecida por prejudicar o desenvolvimento cerebral e o comportamento.<br> </p><p>Depois de testar t-shirts de várias lojas, os investigadores descobriram que todas as peças de vestuário testadas <strong>excediam os limites de segurança federais dos EUA para o chumbo</strong>. Os resultados da investigação, apresentados numa reunião de primavera da American Chemical Society (ACS), sugerem ainda que mesmo uma breve mastigação destes tecidos pode expor as crianças a níveis perigosos de chumbo tóxico.</p><p>Kamila Deavers, que liderou a investigação com uma equipa de estudantes de licenciatura no seu laboratório de química na Marian University, disse ao Science Daily que <strong>muitos pais não têm conhecimento dos perigos presentes</strong> no vestuário infantil.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Comecei a ver muitos artigos sobre o chumbo nas roupas da moda rápida. E apercebi-me de que não eram muitos os pais que conheciam o problema.<br> <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Deavers disse que alguns fabricantes usam acetato de chumbo (II) como uma forma barata de <strong>ajudar as tintas a aderir ao tecido e manter cores brilhantes e duradouras</strong>.</p><h2> Riscos para a saúde decorrentes da exposição ao chumbo </h2><p>Segundo os especialistas, a exposição ao chumbo é prejudicial a todos os níveis. <strong>A toxicidade do chumbo está associada a problemas de comportamento, lesões cerebrais e do sistema nervoso central e outros problemas de saúde</strong>.</p><p>Segundo a investigação, a exposição repetida ao chumbo ao longo do tempo pode <strong>aumentar os níveis de chumbo no sangue de uma criança o suficiente para exigir acompanhamento clínico</strong>. Os investigadores afirmam que as crianças são mais vulneráveis aos efeitos do chumbo porque põem as roupas na boca e mastigam-nas.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">There is no safe level of lead for any person, but it can be especially harmful to children.<br>Lead poisoning can cause brain damage, reduced IQ and attention span, learning disabilities, developmental delays, hearing loss, and other health problems. <a href="https://t.co/P9kW2qhI3m">https://t.co/P9kW2qhI3m</a> <a href="https://t.co/speF6q7bgL">pic.twitter.com/speF6q7bgL</a></p>— CT Public Health (@CTDPH) <a href="https://twitter.com/CTDPH/status/1980295443461636386?ref_src=twsrc%5Etfw">October 20, 2025</a></blockquote></figure><p>Estudos anteriores detetaram <strong>chumbo em componentes metálicos do vestuário de criança, como fechos de correr, botões e fechos</strong>, o que por vezes levou a recolhas. No entanto, o chumbo também foi detetado diretamente nos tecidos, mesmo em vestuário para adultos.</p><h2> Sensibilização através da investigação </h2><p>Atualmente, a Comissão de Segurança dos Produtos de Consumo dos EUA limita <strong>o chumbo em produtos para crianças, como brinquedos e vestuário, a 100 partes por milhão (ppm)</strong>. A Agência de Proteção Ambiental dos EUA considera que as crianças com menos de 6 anos são especialmente vulneráveis.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Lead exposure affects human health, especially childrens health. There is no known safe level of lead exposure without harmful effects. Even low levels of lead exposure may cause lifelong health problems. <br><br>Lear more ahead of <a href="https://twitter.com/hashtag/ILPPW2020?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#ILPPW2020</a>: <a href="https://t.co/4i1Answtvt">https://t.co/4i1Answtvt</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/BanLeadPaint?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#BanLeadPaint</a> <a href="https://t.co/6PNfpANa66">pic.twitter.com/6PNfpANa66</a></p>— UN Environment Programme (@UNEP) <a href="https://twitter.com/UNEP/status/1314430439831015427?ref_src=twsrc%5Etfw">October 9, 2020</a></blockquote></figure><p>Os investigadores esperam que as suas <strong>descobertas incentivem a realização de testes mais abrangentes</strong> para detetar a presença de chumbo no vestuário. Dizem também que o seu objetivo é <strong>encorajar os fabricantes a adotarem alternativas mais seguras</strong> durante o processo de tingimento, antes de as peças de vestuário chegarem aos consumidores. Esta investigação <strong>poderá aumentar a consciencialização e informar o público sobre uma potencial fonte de exposição ao chumbo no vestuário infantil</strong>, ajudando os pais e os responsáveis a fazerem escolhas mais informadas.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Study finds dangerous lead levels in children’s clothing. <a href="https://www.sciencedaily.com/releases/2026/04/260402042737.htm" target="_blank">https://www.sciencedaily.com/releases/2026/04/260402042737.htm</a>. April 2, 2026. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/novo-estudo-revela-niveis-perigosos-de-chumbo-no-vestuario-das-criancas-eis-o-que-precisa-de-saber.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Oceanário de Lisboa encerra ao fim de uma década a exposição "Florestas Submersas"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/oceanario-de-lisboa-encerra-ao-fim-de-uma-decada-a-exposicao-florestas-submersas.html</link><pubDate>Mon, 06 Apr 2026 15:09:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>O maior <em>nature aquarium</em> do mundo foi visitado por 10 milhões de pessoas. A última grande obra de Takashi Amano vai estar patente até 30 de junho.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/oceanario-de-lisboa-encerra-ao-fim-de-uma-decada-a-exposicao-florestas-submersas-1775474692071.jpg" data-image="x6fxm3t9umy9" alt="Florestas Submersas by Takashi Amano" title="Florestas Submersas by Takashi Amano"><figcaption>O Oceanário preparou um programa especial para se despedir das “Florestas Submersas”, com a possibilidade de conhecer os bastidores de um ecossistema com mais de dez mil organismos vivos. Foto: Pedro Pina/Oceanário de Lisboa</figcaption></figure><p>Ao fim de uma década, a exposição “<strong>Florestas Submersas by</strong><strong> Takashi Amano</strong>” vai encerrar ao público. É um ciclo do Oceanário de Lisboa que se fecha, mas tem até <strong>30 de junho</strong> para se despedir daquele que é considerado o maior <em>nature aquarium</em> do mundo.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Inaugurada em 2015, a obra foi concebida como uma exposição temporária, com duração prevista de três anos. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A extraordinária adesão do público, porém, prolongou naturalmente a sua presença. Ao longo dos últimos 10 anos, mais de <strong>10 milhões de visitantes</strong> tiveram a oportunidade de apreciar o trabalho do artista japonês, passando por uma experiência não somente estética, mas também sensorial e contemplativa.</p><h2>Um marco no aquapaisagismo internacional</h2><p>“Florestas Submersas by Takashi Amano” conquistou um lugar singular na história do Oceanário de Lisboa e no panorama internacional do paisagismo da água. Trata-se, afinal, do maior aquário alguma vez criado, com <strong>40 metros de comprimento e cerca de 160 mil litros de água doce</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/oceanario-de-lisboa-encerra-ao-fim-de-uma-decada-a-exposicao-florestas-submersas-1775474802363.jpg" data-image="avjt56pqy8eh" alt="“Florestas Submersas de Takashi Amano”" title="“Florestas Submersas de Takashi Amano”"><figcaption>“Florestas Submersas” foi a última grande obra do artista japonês Takashi Amano, que morreu em agosto de 2015, quatro meses depois da exposição ser inaugurada no Oceanário de Lisboa. Foto: Pedro Pina/Oceanário de Lisboa</figcaption></figure><p>Levando ainda quatro toneladas de areia, 25 toneladas de rocha vulcânica dos Açores e 78 troncos de árvores provenientes da Escócia e da Malásia, este aquário acolhe mais de <strong>10 mil organismos vivos</strong>, incluindo <strong>40 espécies de peixes tropicais</strong> e <strong>46 espécies de plantas aquáticas</strong>. </p><h2>A última grande obra do artista</h2><p>Mais do que a dimensão física, é o <strong>valor sentimental</strong> que se destaca nesta obra. Este foi o último trabalho artístico de Takashi Amano (1954 – 2015). Doente há vários anos, o artista estava ciente de que o seu fim estava próximo quando aceitou o convite do Oceanário de Lisboa. “<strong>Penso que este será o projeto da minha vida</strong>”, disse o aquariofilista, nessa altura, encarando a criação como a síntese da sua visão estética e filosófica.</p><div class="texto-destacado">Nascido em Niigata, em 1954, Takashi Amano iniciou a sua carreira na fotografia de natureza, tornando-se depois um designer de paisagens dentro de aquários, recriando ecossistemas vivos.</div><p>Takashi viria a morrer no Japão quatro meses após a inauguração da exposição, a 4 de agosto de 2015. Com a sua morte, a obra adquiriu um <strong>significado particularmente emotivo e intenso</strong>, traduzindo-se no seu derradeiro gesto criativo, no qual procurou reunir os elementos da natureza num equilíbrio vivo e em permanente transformação.</p><div class="texto-destacado">“<strong>Para o Oceanário de Lisboa, ter sido o lugar escolhido para concretizar esta visão final representou também uma responsabilidade especial: preservar, durante uma década, com rigor e respeito, uma obra que marcou de forma definitiva a história do aquapaisagismo contemporâneo. Gerir, no entanto, o fim de uma obra viva implica reconhecer que a mudança faz sempre parte da sua essência</strong>.” <br><br>Hugo Batista, Curador e Diretor de Biologia, Oceanário de Lisboa.</div><p>O crescimento das plantas, o rearranjo natural dos elementos e a evolução do ecossistema são partes integrantes da visão de Takashi Amano. <strong>O tempo é, portanto, um elemento estrutural da obra</strong>. Encerrar este ciclo é, por isso, coerente com a filosofia <em>wabi-sabi</em> que lhe deu origem: aceitar o efémero como parte da beleza e permitir que a evolução continue, sob novas formas.</p><h2>Os bastidores das Florestas Submersas</h2><p>A despedida, todavia, será marcada por um conjunto de iniciativas especialmente preparadas para desafiar os visitantes a redescobrir novas dimensões das “Florestas Submersas by Takashi Amano”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="709273" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/bacteria-descoberta-no-oceanario-de-lisboa-e-a-mais-recente-esperanca-para-salvar-os-corais.html" title="Bactéria descoberta no Oceanário de Lisboa é a mais recente esperança para salvar os corais">Bactéria descoberta no Oceanário de Lisboa é a mais recente esperança para salvar os corais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/bacteria-descoberta-no-oceanario-de-lisboa-e-a-mais-recente-esperanca-para-salvar-os-corais.html" title="Bactéria descoberta no Oceanário de Lisboa é a mais recente esperança para salvar os corais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/bacteria-descoberta-no-oceanario-de-lisboa-e-a-mais-recente-esperanca-para-salvar-os-corais-1746547780812_320.jpg" alt="Bactéria descoberta no Oceanário de Lisboa é a mais recente esperança para salvar os corais"></a></article></aside><p>Entre as atividades previstas destacam-se as <strong>sessões de poda subaquática</strong> ao vivo, que revelam o cuidado contínuo para manter o equilíbrio do aquário, e as <strong>visitas guiadas aos bastidores</strong>, que permitem conhecer os processos técnicos e a dedicação da equipa responsável pela manutenção deste complexo ecossistema. </p><p>O programa visa oferecer uma perspetiva rara sobre a <strong>dimensão invisível da obra</strong>, reforçando o seu carácter vivo e em constante mutação. As sessões de poda ainda não têm datas confirmadas, mas as visitas aos bastidores acontecem todas as quartas-feiras até 24 de junho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/oceanario-de-lisboa-encerra-ao-fim-de-uma-decada-a-exposicao-florestas-submersas-1775475002793.jpg" data-image="87wj60axd5u6" alt="A exposição “Florestas Submersas by Takashi Amano”" title="A exposição “Florestas Submersas by Takashi Amano”"><figcaption>A exposição “Florestas Submersas by Takashi Amano” encerra a 30 de junho, celebrando uma década de inspiração, contemplação e ligação à natureza. Foto: Pedro Pina/Oceanário de Lisboa</figcaption></figure><p>O Oceanário de Lisboa, entretanto, já está a desenvolver um <strong>novo projeto expositivo</strong> para este espaço. A obra ainda está no segredo dos deuses, mas os promotores asseguram que será, acima de tudo, “uma experiência imersiva, capaz de despertar curiosidade e uma relação profunda com a natureza”, remata o comunicado do oceanário.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Consulte o website do <a href="https://oceanario.pt/florestas-submersas/" target="_blank">Oceanário de Lisboa</a> para obter mais informação sobre o calendário e os horários das iniciativas especiais que revelam os bastidores das “Florestas Submersas by Takashi Amano”</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/oceanario-de-lisboa-encerra-ao-fim-de-uma-decada-a-exposicao-florestas-submersas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Depressão fria em Portugal: até quarta-feira, 8 de abril, prevê-se queda acentuada da temperatura, chuva e trovoada]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-fria-em-portugal-ate-quarta-feira-8-de-abril-preve-se-queda-acentuada-da-temperatura-chuva-e-trovoada.html</link><pubDate>Mon, 06 Apr 2026 13:45:28 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma depressão fria que se posicionará a oeste de Portugal continental no início desta semana trará uma mudança abrupta de tempo, com uma frente estacionária que deixará aguaceiros e trovoadas em várias regiões.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa4ey7o"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa4ey7o.jpg" id="xa4ey7o"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Nas próximas horas a ondulação do jato polar será favorável ao desprendimento de uma <strong>depressão fria que se posicionará a oeste de Portugal continental</strong>. A partir do início da tarde desta segunda-feira, 6 de abril, prevê-se a ocorrência de precipitação devido à chegada de uma frente atlântica associada à depressão: <strong>começará por chover no litoral da região Sul, com a precipitação a estender-se progressivamente para norte e para o interior</strong>. Será acompanhada de lama e quiçá de trovoadas ocasionais.</p><p> No seu deslocamento para sul ao longo da presente semana, <strong>a depressão permanecerá relativamente estacionária </strong>entre Portugal continental e o arquipélago da Madeira, com o seu centro a deslocar-se de forma paralela à faixa costeira ocidental do Continente. </p><div class="texto-destacado">As cartas sinópticas sugerem que o sistema depressionário que nos irá afetar é uma depressão fria isolada, muito semelhante às gotas frias. A sua trajetória, tipicamente errática, acresce uma maior incerteza na distribuição e intensidade dos fenómenos previstos, especialmente no que toca à precipitação, seja ela de chuva, neve ou granizo.</div><p>Para <strong>amanhã - terça-feira, 7 de abril</strong> - os mapas de referência da Meteored insistem que <strong>a precipitação será mais intensa e frequente</strong>, podendo novamente ser acompanhada de<strong> lama e trovoada</strong>. Não se descarta que, por vezes, assuma a forma de <strong>granizo</strong>. Preveem-se aguaceiros intermitentes e irregularmente distribuídos de norte a sul do país, estando <strong>a fase mais crítica estimada entre o final da manhã e o final da tarde</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762462" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-alerta-para-intrusao-de-poeiras-que-durante-esta-semana-pode-afetar-todo-o-continente-portugues.html" title="Joana Campos alerta para intrusão de poeiras que durante esta semana pode afetar todo o continente português">Joana Campos alerta para intrusão de poeiras que durante esta semana pode afetar todo o continente português</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-alerta-para-intrusao-de-poeiras-que-durante-esta-semana-pode-afetar-todo-o-continente-portugues.html" title="Joana Campos alerta para intrusão de poeiras que durante esta semana pode afetar todo o continente português"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/joana-campos-alerta-para-intrusao-de-poeiras-que-durante-esta-semana-pode-afetar-todo-o-continente-portugues-1775470234530_320.jpg" alt="Joana Campos alerta para intrusão de poeiras que durante esta semana pode afetar todo o continente português"></a></article></aside><p>A previsão para terça-feira (7) sugere que a precipitação tenderá a registar <strong>acumulados mais elevados na Região Centro</strong>, com particular destaque para os distritos de<strong> Castelo Branco, Viseu e Aveiro</strong>. Nalguns locais do<strong> Noroeste</strong> também se preveem acumulados pluviométricos significativos.</p><h2>Arrefecimento abrupto do tempo e outros fenómenos meteorológicos</h2><p>Mas<strong> atenção</strong>: o elemento climático com maior impacto neste episódio meteorológico instável será a <strong>temperatura máxima, que descerá de forma acentuada na terça-feira (7), especialmente nas Regiões Norte e Centro, onde a descida poderá ser de até 10°C</strong>. Assim, uma grande parte da geografia do Continente registará temperaturas máximas inferiores a 20 ºC. Quanto às mínimas, deverão baixar ligeiramente, variando geralmente entre os 8 e 12 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-fria-em-portugal-ate-quarta-feira-8-de-abril-preve-se-queda-acentuada-da-temperatura-chuva-e-trovoada-1775477608872.png" data-image="ya7i9a5yx7zn"><figcaption>Para o episódio iminente, há que ter em conta alguns fatores que podem ajudar a potenciar a chuva e as trovoadas: recorde-se que ultimamente vivemos dias de muito calor, o que significa energia extra em situações de instabilidade, a que se junta a chegada de ar tropical de sudoeste. Além disto, parte da nossa geografia estará sob o bordo frontal da depressão fria, o setor mais instável da mesma.</figcaption></figure><p>Na terça (7) prevê-se ainda a possibilidade de <strong>queda de neve nos pontos mais elevados da Serra da Estrela</strong>, bem como vento Sul fraco a moderado, soprando especialmente forte durante a tarde, com<strong> rajadas até 80 km/h </strong>nas terras altas do Norte e Centro e no litoral Oeste.</p><p>Na quarta-feira (8) espera-se que o centro da depressão se situe a sudoeste de Portugal continental, com as linhas de instabilidade por si produzidas a descarregarem precipitação de forma irregular, embora <strong>tendencialmente mais concentrada na Região Norte, no interior Centro e em alguns locais da faixa costeira ocidental a sul do Cabo Carvoeiro</strong>. Os mapas sugerem que as 2 regiões mais afetadas de Portugal continental serão, grosso modo, <strong>o Norte e o Centro</strong>, estando previstos entre <strong>25 e 45 mm de chuva acumulada</strong>.</p><h3>Incerteza na previsão cresce a partir de quinta-feira, dia 9</h3><p>A partir de quinta-feira (9) a incerteza na previsão aumenta de forma significativa, sobretudo por causa da trajetória errática da depressão, mas os primeiros sinais sugerem uma pausa temporária (e quase generalizada) na instabilidade no dia 9 de abril, com <strong>o retorno do tempo instável marcado para sexta-feira (10)</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-fria-em-portugal-ate-quarta-feira-8-de-abril-preve-se-queda-acentuada-da-temperatura-chuva-e-trovoada.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo adverso na Madeira: aproximam-se ondas até 12 metros e rajadas até 100 km/h]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-adverso-na-madeira-aproximam-se-ondas-ate-12-metros-e-rajadas-ate-100-km-h.html</link><pubDate>Mon, 06 Apr 2026 13:37:21 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A Madeira prepara-se para uma mudança no estado do tempo nos próximos dias, com a aproximação de uma depressão fria que deverá intensificar a agitação marítima e o vento, aumentando a instabilidade no arquipélago.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa4evz0"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa4evz0.jpg" id="xa4evz0"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A aproximação de uma depressão fria ao território nacional deverá marcar uma mudança significativa no estado do tempo nos próximos dias, com impacto mais evidente no arquipélago da Madeira.</p><p>De acordo com os modelos meteorológicos, este sistema deverá <strong>deslocar-se entre o Continente e a Madeira</strong>, condicionando a circulação atmosférica e favorecendo um agravamento das condições marítimas e do vento, sobretudo a partir de quarta-feira, com um aumento gradual da instabilidade e maior variabilidade atmosférica.</p><h2>Agitação marítima agrava-se na Madeira sob aviso laranja</h2><p>Na Madeira, o cenário torna-se progressivamente mais adverso ao longo de quarta-feira, com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera a emitir <strong>aviso laranja</strong> devido à agitação marítima. A ondulação, inicialmente moderada, deverá intensificar-se rapidamente, com alturas significativas entre 5 e 7 metros e <strong>valores máximos que poderão atingir cerca de 10 a 12 metros</strong>, em especial nas zonas marítimas mais expostas a norte e oeste do arquipélago. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-adverso-na-madeira-aproximam-se-ondas-ate-12-metros-e-rajadas-ate-100-km-h-1775480696737.png" data-image="h2wx6rolbspo"><figcaption>Ondulação muito elevada na Madeira, com alturas significativas que poderão atingir cerca de 10 a 12 metros, sobretudo nas zonas marítimas mais expostas a sul e sudoeste do arquipélago, indicando condições de mar muito agitado e potencialmente perigoso.</figcaption></figure><p>Este agravamento estará associado ao reforço do fluxo de noroeste induzido pela circulação da depressão fria nas proximidades, aumentando a energia do mar.</p><h2>Vento forte e instabilidade a partir de quarta-feira</h2><p>O vento acompanhará esta evolução, soprando de forma moderada a forte e intensificando-se ao longo do dia de quarta-feira e, sobretudo, na quinta-feira. As rajadas poderão atingir os <strong>80 a 100 km/h </strong>nas zonas mais expostas e nas terras altas da ilha, sendo mais intensas nas vertentes norte e nos extremos oeste e leste. Por outro lado, a costa sul deverá permanecer relativamente mais abrigada, devido ao efeito orográfico, embora ainda com períodos de vento moderado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-adverso-na-madeira-aproximam-se-ondas-ate-12-metros-e-rajadas-ate-100-km-h-1775480718398.png" data-image="p2l6vtw8oaq7"><figcaption>Rajadas de vento intensas na Madeira, podendo atingir cerca de 80 a 100 km/h nas zonas mais expostas e terras altas, com maior intensidade nas vertentes norte e oeste, evidenciando o impacto da depressão na circulação atmosférica regional.</figcaption></figure><p>No que diz respeito à precipitação, espera-se a <strong>ocorrência de períodos de chuva </strong>ou aguaceiros, por vezes intensos, especialmente a partir da tarde de quarta-feira e durante quinta-feira. A presença de ar frio em altitude, associada à dinâmica da depressão, poderá ainda favorecer o <strong>desenvolvimento de instabilidade</strong>, não se excluindo a ocorrência de trovoada pontual, sobretudo nas áreas montanhosas e zonas mais elevadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-adverso-na-madeira-aproximam-se-ondas-ate-12-metros-e-rajadas-ate-100-km-h-1775480756066.png" data-image="iyrgoewvpqgn"><figcaption>Acumulados de precipitação mais elevados na vertente norte e zonas montanhosas da Madeira, podendo ultrapassar localmente os 50 a 60 mm, refletindo o efeito orográfico e a persistência do fluxo húmido associado à depressão.</figcaption></figure><p>No Continente, os efeitos desta depressão deverão começar a sentir-se a partir do final de terça-feira, com aumento da nebulosidade e ocorrência de precipitação irregular, bem como reforço do vento no litoral. Ainda assim, será na Madeira que se deverão registar os <strong>fenómenos mais intensos</strong>, especialmente no que diz respeito à agitação marítima.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762462" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-alerta-para-intrusao-de-poeiras-que-durante-esta-semana-pode-afetar-todo-o-continente-portugues.html" title="Joana Campos alerta para intrusão de poeiras que durante esta semana pode afetar todo o continente português">Joana Campos alerta para intrusão de poeiras que durante esta semana pode afetar todo o continente português</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-alerta-para-intrusao-de-poeiras-que-durante-esta-semana-pode-afetar-todo-o-continente-portugues.html" title="Joana Campos alerta para intrusão de poeiras que durante esta semana pode afetar todo o continente português"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/joana-campos-alerta-para-intrusao-de-poeiras-que-durante-esta-semana-pode-afetar-todo-o-continente-portugues-1775470234530_320.jpg" alt="Joana Campos alerta para intrusão de poeiras que durante esta semana pode afetar todo o continente português"></a></article></aside><p>Tratando-se de uma previsão de médio prazo, <strong>recomenda-se acompanhar as atualizações nos próximos dias</strong>, uma vez que a evolução e posicionamento da depressão fria poderão influenciar a intensidade dos fenómenos previstos no arquipélago, especialmente durante o período mais crítico.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-adverso-na-madeira-aproximam-se-ondas-ate-12-metros-e-rajadas-ate-100-km-h.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Joana Campos alerta para intrusão de poeiras que durante esta semana pode afetar todo o continente português]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-alerta-para-intrusao-de-poeiras-que-durante-esta-semana-pode-afetar-todo-o-continente-portugues.html</link><pubDate>Mon, 06 Apr 2026 10:43:35 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As poeiras do Saara regressam hoje a Portugal Continental, devendo a sua concentração aumentar ao longo das próximas horas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa4ehdy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa4ehdy.jpg" id="xa4ehdy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A presença de uma baixa pressão (depressão) a oeste de Portugal Continental irá contribuir para a movimentação das poeiras saarianas e, consequentemente, do seu<strong> transporte para o nosso território</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Ainda que a mesma depressão, devido ao seu efeito giratório, possa afastar as poeiras durante algumas horas entre terça e quarta-feira, à medida que o seu centro depressionário se aproxima do continente africano, <strong>estas poeiras regressam ao país, de forma mais concentrada</strong>, já nas primeiras horas da madrugada de quinta-feira, dia 9.</p><h2>Todo o continente deverá ser afetado por esta intrusão</h2><p>Para o dia de hoje, segunda-feira, espera-se um <strong>aumento da concentração de poeiras já nas próximas horas, especialmente na região Sul</strong>, que se poderá estender até à região Centro. No restante território continental, espera-se uma concentração mais baixa das mesmas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/joana-campos-alerta-para-intrusao-de-poeiras-que-durante-esta-semana-pode-afetar-todo-o-continente-portugues-1775470248871.png" data-image="zzusndtr6iwu" alt="névoa seca; poeiras saarianas" title="névoa seca; poeiras saarianas"><figcaption>O regresso das poeiras proveninentes do Norte de África, na próxima quinta-feira, poderá trazer uma maior concentração das mesmas, especialmente no Sul do país.</figcaption></figure><p>Contudo, e como mencionamos acima, os nossos mapas indicam que <strong>à medida que a manhã de terça-feira se aproxima, as poeiras deverão afastar-se do continente momentaneamente</strong>, podendo persistir apenas ao longo da faixa interior até ao final do dia.</p><p>No entanto, entre a 1h e as 2h de quinta-feira, dia 9 de abril, é expectável um <strong>novo regresso das poeiras saarianas e, ao que tudo indica, com uma maior concentração</strong>. Nesse dia, a primeira região a ser afetada poderá ser o Norte, ainda que rapidamente todo o país seja "coberto" por esta névoa que poderá tornar o horizonte turvo e, até mesmo, amarelado, dependendo da concentração da zona onde vive.</p><h2>Região Sul poderá destacar-se na reta final da semana</h2><p>Como podemos observar no mapa acima, é esperada uma <strong>elevada concentração de poeiras do Saara no sul do país</strong>, onde esta região deverá ser a mais afetada, especialmente entre o final do dia de quinta-feira e o início da madrugada de sexta-feira.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762337" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vem-ai-chuva-portugal-prepara-se-para-uma-mudanca-no-tempo-e-ha-regioes-onde-o-impacto-sera-mais-significativo.html" title="Vem aí chuva: Portugal prepara-se para uma mudança no tempo e há regiões onde o impacto será mais significativo">Vem aí chuva: Portugal prepara-se para uma mudança no tempo e há regiões onde o impacto será mais significativo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vem-ai-chuva-portugal-prepara-se-para-uma-mudanca-no-tempo-e-ha-regioes-onde-o-impacto-sera-mais-significativo.html" title="Vem aí chuva: Portugal prepara-se para uma mudança no tempo e há regiões onde o impacto será mais significativo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vem-ai-chuva-portugal-prepara-se-para-uma-mudanca-no-tempo-e-ha-regioes-onde-o-impacto-sera-mais-significativo-1775389817839_320.png" alt="Vem aí chuva: Portugal prepara-se para uma mudança no tempo e há regiões onde o impacto será mais significativo"></a></article></aside><p>Nesse mesmo dia, sexta-feira, espera-se que a "mancha mais escura" observada no mapa acima, que indica uma concentração maior, <strong>se dirija para norte com o passar das horas, ainda que com níveis um pouco mais baixos</strong>, face ao que deverão afetar o Baixo Alentejo, o Algarve e Setúbal.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-alerta-para-intrusao-de-poeiras-que-durante-esta-semana-pode-afetar-todo-o-continente-portugues.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A praga invisível que enfraquece as suas plantas de interior: como removê-la das folhas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-praga-invisivel-que-enfraquece-suas-plantas-de-interior-como-remove-la-das-folhas.html</link><pubDate>Mon, 06 Apr 2026 06:21:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Devido ao seu tamanho pequeno, o ácaro-aranha-vermelho é frequentemente difícil de detetar e é uma das pragas mais comuns e prejudiciais às plantas de interior; a deteção precoce dos sinais de infestação é crucial para uma ação eficaz.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/l-invisibile-infestante-che-sta-indebolendo-le-tue-piante-d-appartamento-ecco-come-eliminarlo-dalle-foglie-1773329598633.jpeg" data-image="gnxbxd4b4e6h" alt="ácaro-aranha-vermelho" title="ácaro-aranha-vermelho"><figcaption>O ácaro-aranha (<em>Tetranychus urticae</em>) é uma ameaça invisível para muitas plantas de interior, especialmente no final do inverno: aprenda a reconhecê-lo e combatê-lo.</figcaption></figure><p>Entre as<strong> pragas mais comuns que infestam plantas de interior</strong>, o <strong>ácaro-aranha</strong> é também uma das mais difíceis de detetar. Ele é extremamente pequeno: os ácaros adultos têm apenas alguns décimos de milímetro de comprimento; na verdade, são tão minúsculos que muitas vezes são invisíveis a olho nu.</p><p>Apesar do seu <strong>tamanho diminuto</strong>, estes organismos <strong>podem causar danos significativos às plantas e enfraquecê-las gradualmente</strong>. O nome "aranha-vermelha" pode ser enganoso. Na verdade, não se trata de um inseto nem de uma aranha verdadeira, mas sim de um ácaro: um minúsculo organismo pertencente à família dos aracnídeos.</p><p>O adjetivo<strong> "vermelho" deriva da cor típica do seu corpo</strong>, que pode variar do vermelho vivo ao castanho-avermelhado. Esta coloração deve-se em parte aos pigmentos presentes no seu corpo e em parte à matéria vegetal que ingere.</p><p>Um facto pouco conhecido é que, se um ácaro vermelho for acidentalmente esmagado em superfícies ou roupas, pode deixar pequenas manchas avermelhadas — justamente por causa dos pigmentos no seu corpo.</p><h2>Aspetos entomológicos: sistemática e ciclo de vida</h2><p>O ácaro mais comum em plantas ornamentais é o <em>Tetranychus urticae</em>, da família <em>Tetranychidae</em>. <strong>É um ácaro fitófago, ou seja, alimenta-se de tecido vegetal</strong>.</p><p>O seu corpo é oval, muito pequeno e, como é típico de outros aracnídeos, possui oito patas. Vive principalmente na face inferior das folhas, onde encontra as condições mais favoráveis em termos de proteção e humidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/l-invisibile-infestante-che-sta-indebolendo-le-tue-piante-d-appartamento-ecco-come-eliminarlo-dalle-foglie-1773329724803.jpeg" data-image="zhjufkidr6s3"><figcaption>O ácaro-aranha ao microscópio: minúsculo, oval e com oito patas.</figcaption></figure><p>O seu <strong>ciclo de vida é relativamente curto </strong>e compreende vários estágios: ovo, larva, pupa e adulto. Em condições ambientais favoráveis — especialmente altas temperaturas — <strong>o ciclo pode ser completado em poucos dias, permitindo que a população se multiplique muito rapidamente</strong>.</p><p>Os danos resultantes são devidos ao seu método de alimentação: o ácaro-vermelho usa as suas peças bucais especializadas para perfurar as células das folhas e sugar o seu conteúdo. Este processo danifica o tecido vegetal e <strong>prejudica a capacidade da planta de realizar fotossíntese de forma eficaz</strong>.</p><h2>Plantas mais suscetíveis a ácaros</h2><p>Muitas plantas ornamentais podem ser infestadas por esta praga, mas algumas são particularmente suscetíveis.</p><p>Entre as plantas mais comumente infestadas estão o <strong>ficus, a monstera, a hera, a jiboia, a dracena, o filodendro</strong> e diversas plantas tropicais de interior. Algumas plantas com flores, como <strong>orquídeas</strong>, também podem ser afetadas ocasionalmente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/l-invisibile-infestante-che-sta-indebolendo-le-tue-piante-d-appartamento-ecco-come-eliminarlo-dalle-foglie-1773329883397.jpeg" data-image="8ewmi0qpld0n"><figcaption>As folhas da Ficus benjamina também podem ser infestadas por ácaros: as manchas pálidas características e o amarelecimento progressivo estão entre os sinais mais comuns de uma infestação ativa.</figcaption></figure><p><strong>Plantas com folhas finas ou tecido mais macio são geralmente mais suscetíveis</strong>, pois os ácaros conseguem penetrar nas células vegetais com mais facilidade. Além disso, plantas já stressadas devido a condições ambientais desfavoráveis tendem a ser mais propensas à infestação.</p><h2>Condições que promovem a propagação</h2><p>Os ácaros<strong> prosperam em ambientes quentes e secos</strong>. É por isso que as infestações são muito comuns em residências durante o inverno, já que os sistemas de aquecimento reduzem significativamente a humidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/l-invisibile-infestante-che-sta-indebolendo-le-tue-piante-d-appartamento-ecco-come-eliminarlo-dalle-foglie-1773330030354.jpeg" data-image="88ybu30aapfd"><figcaption>O ácaro da poeira doméstica encontra condições particularmente favoráveis em ambientes quentes e secos, como os encontrados em casas aquecidas durante o inverno.</figcaption></figure><p>A <strong>má ventilação ou o cultivo de plantas muito próximas umas das outras também podem promover a disseminação</strong> de ácaros de uma planta para outra.</p><p>As altas temperaturas e o ar seco não só favorecem a sobrevivência dos ácaros adultos, como também aceleram o seu ciclo reprodutivo, permitindo que a população cresça rapidamente em poucas semanas.</p><h2>Reconhecendo os sintomas na planta</h2><p>Justamente por serem tão pequenos, os ácaros geralmente só percebem uma infestação quando os danos já estão visíveis. Por isso, é importante aprender a reconhecer os sinais que a planta pode apresentar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/l-invisibile-infestante-che-sta-indebolendo-le-tue-piante-d-appartamento-ecco-come-eliminarlo-dalle-foglie-1773330097834.jpeg" data-image="a5fsof78uxae"><figcaption>Reconhecer os sintomas de uma infestação de ácaros é crucial para intervir a tempo e salvar a planta afetada.</figcaption></figure><p>Os sintomas mais comuns incluem:</p><ul> <li><strong>Pequenas manchas pálidas ou amareladas nas folhas</strong>, causadas pela desintegração de células com o seu conteúdo.</li><li><strong>Amarelecimento </strong>crescente das folhas.</li><li>Folhas com aparência opaca e sem viço.</li><li><p>Presença de uma<strong> fina teia entre as folhas e os caules</strong>, especialmente em estágios avançados de infestação.</p></li><li><p>Queda prematura das folhas em casos graves.</p></li> </ul><p><strong>Inspecionar regularmente a parte inferior das folhas </strong>pode ajudar a detetar sinais de infestação precocemente.</p><h2>Como prevenir e combater uma infestação</h2><p>A<strong> prevenção é a estratégia mais eficaz </strong>contra o ácaro vermelho.</p><p>Um primeiro passo sensato é garantir humidade suficiente, especialmente no inverno. Borrifar levemente água nas folhas ou usar um humidificador pode criar um ambiente desfavorável para essa praga.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/l-invisibile-infestante-che-sta-indebolendo-le-tue-piante-d-appartamento-ecco-come-eliminarlo-dalle-foglie-1773330291700.jpeg" data-image="gal32o85fbfx"><figcaption>Lavar as folhas com água é uma medida preventiva e de controlo contra ácaros.</figcaption></figure><p>É aconselhável também inspecionar regularmente as plantas, especialmente as mais sensíveis, para detetar sinais precoces de infestação.</p><p>Caso o problema já exista, há diversos<strong> remédios naturais disponíveis </strong>que podem ser usados em casa:</p><ul> </ul><ul><li>Lavar as folhas com água ajuda a reduzir a infestação por ácaros;</li></ul><ul><li> <p>Sabão de potássio suave, eficaz contra muitas pragas de plantas;</p> </li><li> <p>O <strong>óleo de neem</strong> é um produto natural frequentemente usado na proteção orgânica de plantas;</p> </li><li> <p>Soluções à base de macerados vegetais que podem ter efeito repelente;</p></li></ul><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/l-invisibile-infestante-che-sta-indebolendo-le-tue-piante-d-appartamento-ecco-come-eliminarlo-dalle-foglie-1773330315231.jpeg" data-image="wf4pio9qv2xl"><figcaption>O óleo de neem é extraído das sementes da árvore tropical *Azadirachta indica* e, graças ao seu efeito natural contra inúmeras pragas, é amplamente utilizado na proteção orgânica de plantas.</figcaption></figure><p><strong>Em casos de infestação severa, pode ser necessário repetir o tratamento várias vezes</strong>; no entanto, devem sempre ser utilizados produtos compatíveis com o ambiente em que se vive e seguros tanto para humanos quanto para animais de estimação.</p><h2>Prevenção, ciência e tecnologia no combate ao ácaro vermelho</h2><p>Ao comprar uma planta de interior, é fácil focar-se principalmente na sua aparência. No entanto, é importante lembrar que se trata de um organismo vivo que pode adoecer ou ser infestado por pragas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/com-esses-ingredientes-caseiros-voce-pode-preparar-o-inseticida-organico-mais-potente-para-sua-horta.html" title="Com estes ingredientes caseiros, pode preparar o inseticida orgânico mais potente para a sua horta">Com estes ingredientes caseiros, pode preparar o inseticida orgânico mais potente para a sua horta</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/com-esses-ingredientes-caseiros-voce-pode-preparar-o-inseticida-organico-mais-potente-para-sua-horta.html" title="Com estes ingredientes caseiros, pode preparar o inseticida orgânico mais potente para a sua horta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/con-estos-ingredientes-caseros-puedes-preparar-el-insecticida-ecologico-mas-potente-para-tu-huerto-1770480698717_320.png" alt="Com estes ingredientes caseiros, pode preparar o inseticida orgânico mais potente para a sua horta"></a></article></aside><p>A <strong>prevenção é sempre a primeira e mais eficaz estratégia para manter a saúde das plantas</strong>. Verificações regulares, condições ambientais adequadas e algumas precauções simples podem fazer toda a diferença.</p><p>Ao mesmo tempo, a investigação e a experiência no cuidado com as plantas têm-nos proporcionado ferramentas e soluções cada vez mais eficazes. Mesmo em ambientes internos, com os cuidados adequados e intervenções atempadas, é possível proteger as suas plantas e proporcionar-lhes as melhores condições para um <strong>crescimento saudável e exuberante</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-praga-invisivel-que-enfraquece-suas-plantas-de-interior-como-remove-la-das-folhas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Porque algumas estrelas são sempre visíveis no ceu? A rotação da terra pode ser a resposta]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/porque-algumas-estrelas-sao-sempre-visiveis-no-ceu-a-rotacao-da-terra-pode-ser-a-resposta.html</link><pubDate>Mon, 06 Apr 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Ao longo do ano, o céu noturno transforma-se onde algumas estrelas mantêm-se sempre visíveis, enquanto outras surgem e desaparecem conforme as estações e o movimento da Terra. Venha saber mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/porque-algumas-estrelas-sao-sempre-visiveis-no-ceu-a-rotacao-da-terra-pode-ser-a-resp-1775400912956.jpg" data-image="sts10eprl093" alt="Estrelas no céu" title="Estrelas no céu"><figcaption>O movimento de rotação da Terra explica porque algumas das estrelas permanecem visíveis enquanto outras surgem apenas em determinadas épocas do ano.</figcaption></figure><p>Quando olhamos para o céu noturno ao longo do ano, percebemos que <strong>algumas constelações parecem desaparecer enquanto outras permanecem sempre no mesmo lugar</strong>.</p><p>Pois é, este fenómeno não é aleatório, é <strong>resultante da forma como a Terra se move no espaço e da posição das estrelas</strong> em relação ao nosso planeta.</p><p>A Terra está em constante movimento, <strong>gira sobre o seu eixo diariamente e orbita o Sol ao longo do ano</strong>. Estes dois movimentos combinados fazem com que o céu noturno pareça mudar gradualmente. </p><h2>Tempo sideral</h2><p>Se olharmos para leste à mesma hora durante duas noites seguidas, veremos que <strong>as estrelas parecem estar no mesmo lugar</strong>. </p><p>Mas não estão, esse <strong>movimento torna-se perceptível se continuarmos aobservar à mesma hora</strong> por uma semana ou mais.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Uma combinação da rotação diária da Terra em torno do seu eixo e da sua órbita anual ao redor do Sol faz com que as estrelas pareçam mover-se pelo céu.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>A Terra gira em torno do seu eixo</strong>, que vai do Polo Sul, passa pelo centro da Terra, até o Polo Norte, uma vez por dia.</p><p>Os <strong>astrónomos medem o dia de duas maneiras diferentes</strong>: medem o dia solar, com 24 horas, com base na posição do Sol de meio-dia a meio-dia.</p><p>E <strong>medem o dia sideral em relação às estrelas distantes</strong>, que permanecem fixas no céu. Um dia sideral tem 23 horas e 56 minutos.</p><h2>As estrelas sazonais porque desaparecem?</h2><p>Constelações como <em>Orion</em> são exemplos clássicos de estrelas “sazonais”. <strong>Durante o inverno, são facilmente visíveis ao início da noite, mas no verão parecem desaparecer</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/porque-algumas-estrelas-sao-sempre-visiveis-no-ceu-a-rotacao-da-terra-pode-ser-a-resp-1775401176983.jpg" data-image="0mhk1z5vswz1" alt="Constelação Orion" title="Constelação Orion"><figcaption>A constelação de Orion está visível no céu, pode encontrá-la ao observar três estrelas brilhantes, alinhadas e igualmente espaçadas, que representam o seu cinturão.</figcaption></figure><p>Isto acontece porque, <strong>à medida que a Terra orbita o Sol, o lado do planeta que fica voltado para o espaço durante a noite aponta para diferentes regiões do universo</strong>. Assim, ao longo do ano, observamos diferentes partes do céu. </p><p>Por exemplo, <strong>quando uma constelação está na mesma direção do Sol, torna-se invisível à noite</strong>, pois só estaria visível durante o dia, quando o brilho solar impede a sua observação.</p><p>Por outro lado, <strong>existem estrelas que nunca desaparecem do céu noturno</strong>. Estas são chamadas de estrelas <strong>circumpolares</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762110" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cada-vez-menos-estrelas-alertam-que-as-megaconstelacoes-de-satelites-vao-mudar-para-sempre-o-ceu-noturno.html" title="Cada vez menos estrelas: alertam que as megaconstelações de satélites vão mudar para sempre o céu noturno">Cada vez menos estrelas: alertam que as megaconstelações de satélites vão mudar para sempre o céu noturno</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cada-vez-menos-estrelas-alertam-que-as-megaconstelacoes-de-satelites-vao-mudar-para-sempre-o-ceu-noturno.html" title="Cada vez menos estrelas: alertam que as megaconstelações de satélites vão mudar para sempre o céu noturno"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cada-vez-menos-estrellas-advierten-que-las-megaconstelaciones-de-satelites-cambiaran-para-siempre-el-cielo-nocturno-1774893352897_320.jpg" alt="Cada vez menos estrelas: alertam que as megaconstelações de satélites vão mudar para sempre o céu noturno"></a></article></aside><p>Elas <strong>situam-se próximas dos polos celestes</strong>, pontos imaginários no céu alinhados com o eixo de rotação da Terra. No hemisfério norte, <strong>muitas dessas estrelas parecem girar em torno da Estrela Polar</strong> <em>(Polaris)</em>, sem nunca se porem abaixo do horizonte. </p><p>Devido à rotação da Terra, estas estrelas <strong>descrevem círculos no céu</strong>, mas permanecem sempre visíveis durante toda a noite e ao longo do ano. <strong>Quanto mais próximo estivermos de um dos polos da Terra, maior será o número de estrelas circumpolares observáveis</strong>.</p><h2>A importância da localização do observador</h2><p>A visibilidade das estrelas <strong>depende também do local onde nos encontramos na Terra</strong>.</p><p>No <strong>equador, praticamente todas as estrelas nascem e põem-se, nenhuma é circumpolar</strong>. Em latitudes médias (como Portugal), algumas estrelas são circumpolares e outras sazonais.</p><p><strong>Nos polos, metade do céu é sempre visível</strong>, enquanto a outra metade nunca aparece. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="742146" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/as-mulheres-que-foram-pagas-para-contar-estrelas-e-acabaram-por-descobrir-como-funciona-o-universo.html" title="As mulheres que foram pagas para contar estrelas e acabaram por descobrir como funciona o universo">As mulheres que foram pagas para contar estrelas e acabaram por descobrir como funciona o universo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/as-mulheres-que-foram-pagas-para-contar-estrelas-e-acabaram-por-descobrir-como-funciona-o-universo.html" title="As mulheres que foram pagas para contar estrelas e acabaram por descobrir como funciona o universo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/las-mujeres-a-las-que-pagaban-por-contar-estrellas-y-que-terminaron-descubriendo-como-funciona-el-universo-1764180238727_320.jpg" alt="As mulheres que foram pagas para contar estrelas e acabaram por descobrir como funciona o universo"></a></article></aside><p>Assim, uma constelação que é permanente num hemisfério pode nem sequer ser visível no outro.</p><h2>Mudanças a longo prazo</h2><p>Além dos movimentos diários e anuais, existe ainda um fenómeno mais lento chamado <em>precessão</em>. Trata-se de uma <strong>oscilação do eixo da Terra, semelhante ao movimento de um pião</strong>. </p><p>Este processo ocorre ao longo de milhares de anos e altera lentamente a posição dos polos celestes. <strong>Como consequência, a estrela que hoje conhecemos como Estrela Polar deixará de ocupar esse papel no futuro</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/porque-algumas-estrelas-sao-sempre-visiveis-no-ceu-a-rotacao-da-terra-pode-ser-a-resposta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vem aí chuva: Portugal prepara-se para uma mudança no tempo e há regiões onde o impacto será mais significativo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vem-ai-chuva-portugal-prepara-se-para-uma-mudanca-no-tempo-e-ha-regioes-onde-o-impacto-sera-mais-significativo.html</link><pubDate>Sun, 05 Apr 2026 12:09:39 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A atmosfera prepara-se para uma mudança nos próximos dias em Portugal. Após um período mais estável, o padrão começa a alterar-se, dando lugar a um cenário mais dinâmico e marcado por maior variabilidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/vem-ai-chuva-portugal-prepara-se-para-uma-mudanca-no-tempo-e-ha-regioes-onde-o-impacto-sera-mais-significativo-1775389944254.png" data-image="ga7zb3zzov29" alt="Entrada de ar húmido reforça a chuva na tarde de terça-feira" title="Entrada de ar húmido reforça a chuva na tarde de terça-feira"><figcaption>Depois de alguns períodos de chuva fraca na segunda‑feira, a instabilidade intensifica‑se durante a tarde de terça‑feira, quando a aproximação de uma depressão atlântica começa a transportar ar húmido e circulação mais dinâmica de sudoeste. As áreas de precipitação tornam‑se mais amplas e organizadas no litoral Norte e Centro, avançando progressivamente para o interior. </figcaption></figure><p>O estado do tempo em Portugal continental prepara-se para uma mudança nos próximos dias, com a <strong>aproximação de uma depressão no Atlântico</strong> a alterar a circulação dominante. Este padrão favorecerá a entrada de ar mais húmido de oeste e sudoeste, conduzindo ao aumento da nebulosidade, precipitação e descida das temperaturas.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Durante segunda-feira, o estado do tempo será relativamente estável na generalidade do território, com aumento da nebulosidade ao longo do dia. Ao final da tarde, a instabilidade aumenta e a <strong>precipitação atinge o litoral Norte e Centro</strong>, inicialmente de forma fraca, com acumulados inferiores a 3 a 5 mm.</p><h2>Chuva começa pelo litoral e intensifica-se no Norte e Centro</h2><p>Ao longo de terça-feira, a precipitação torna-se mais frequente e estende-se para o interior. O <strong>maior impacto</strong> deverá verificar-se no Minho, Douro Litoral e regiões montanhosas do Norte e Centro, com acumulados entre 15 e 30 mm, podendo atingir <strong>valores superiores</strong> em áreas de maior exposição orográfica ao fluxo de sudoeste. No Sul, a precipitação será mais irregular.</p><p>O vento intensifica-se, soprando de sudoeste moderado a forte, com r<strong>ajadas até 80 km/h </strong>no litoral e terras altas, podendo ser pontualmente superiores em zonas mais expostas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vem-ai-chuva-portugal-prepara-se-para-uma-mudanca-no-tempo-e-ha-regioes-onde-o-impacto-sera-mais-significativo-1775386894836.png" data-image="3xgsse51mffk"><figcaption>Ao longo da tarde de terça‑feira, o vento de sudoeste intensifica‑se de forma progressiva à medida que a depressão atlântica se aproxima. As rajadas tornam‑se mais fortes no litoral e nas zonas montanhosas, criando períodos de maior agitação e um ambiente típico de pré‑frontal, com variações súbitas na intensidade do vento.</figcaption></figure><p>As temperaturas descem de forma evidente, com <strong>diminuição das máximas</strong> na ordem dos 4 a 7 °C, podendo ser mais acentuadas no litoral Norte, onde localmente poderão aproximar-se dos 11 °C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vem-ai-chuva-portugal-prepara-se-para-uma-mudanca-no-tempo-e-ha-regioes-onde-o-impacto-sera-mais-significativo-1775386952249.png" data-image="qets1aou4gfd"><figcaption>Durante a terça‑feira, Portugal continental atravessa um período de transição marcado pela entrada gradual de ar mais fresco vindo do Atlântico.</figcaption></figure><p>Na quarta-feira, os mapas indicam o período mais crítico, com precipitação persistente e generalizada. O Norte e Centro deverão concentrar os maiores acumulados, podendo atingir <strong>30 a 50 mm em áreas expostas ao fluxo de sudoeste</strong>, com destaque para o Minho, Douro Litoral, Beira Litoral e zonas montanhosas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vem-ai-chuva-portugal-prepara-se-para-uma-mudanca-no-tempo-e-ha-regioes-onde-o-impacto-sera-mais-significativo-1775386998910.png" data-image="11xy1qafulw5"><figcaption>Na quarta‑feira, várias horas de precipitação contínua dão origem a acumulados significativos no Norte e Centro do país. As regiões expostas ao fluxo húmido de sudoeste registam valores mais elevados, refletindo um episódio de chuva persistente que se prolonga ao longo do dia, sobretudo nas áreas montanhosas.</figcaption></figure><p>Nestas regiões, a chuva deverá ser contínua e por vezes intensa, podendo originar <strong>acumulações significativas em curtos períodos</strong>, enquanto no Sul se manterá mais irregular.</p><h2>Instabilidade prolonga-se, com aguaceiros após a frente</h2><p>Após a passagem da frente principal, a partir de quinta-feira, o estado do tempo <strong>evolui para instabilidade pós-frontal</strong>, marcada pela entrada de ar mais frio em altitude e por uma atmosfera instável. Formam-se aguaceiros, mais frequentes durante a tarde e no interior Norte e Centro, onde o aquecimento diurno favorece a sua intensificação. Estes poderão ser intensos e de curta duração, podendo ocorrer granizo e rajadas associadas, não se excluindo trovoada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762297" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-cidade-do-porto-ira-registar-uma-queda-acentuada-das-temperaturas-entre-os-dias-6-e-7-de-abril-menos-11-c-em-24h.html" title="A cidade do Porto irá registar uma queda acentuada das temperaturas entre os dias 6 e 7 de abril: menos 11 ºC em 24h">A cidade do Porto irá registar uma queda acentuada das temperaturas entre os dias 6 e 7 de abril: menos 11 ºC em 24h</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-cidade-do-porto-ira-registar-uma-queda-acentuada-das-temperaturas-entre-os-dias-6-e-7-de-abril-menos-11-c-em-24h.html" title="A cidade do Porto irá registar uma queda acentuada das temperaturas entre os dias 6 e 7 de abril: menos 11 ºC em 24h"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-cidade-do-porto-ira-registar-uma-queda-acentuada-das-temperaturas-entre-os-dias-6-e-7-de-abril-menos-11-c-em-24h-1775335019957_320.jpg" alt="A cidade do Porto irá registar uma queda acentuada das temperaturas entre os dias 6 e 7 de abril: menos 11 ºC em 24h"></a></article></aside><p>A partir de sexta-feira, a <strong>instabilidade deverá diminuir</strong> gradualmente, com redução da precipitação e aumento de abertas, embora possam ocorrer aguaceiros residuais no litoral Norte e Centro. Ainda assim, persistirá alguma variabilidade, sobretudo no litoral e nas regiões montanhosas, sendo recomendável acompanhar as atualizações das previsões.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vem-ai-chuva-portugal-prepara-se-para-uma-mudanca-no-tempo-e-ha-regioes-onde-o-impacto-sera-mais-significativo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cientistas descobrem uma estrela tão antiga que conserva vestígios da primeira luz do Universo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cientistas-descobrem-uma-estrela-tao-antiga-que-conserva-vestigios-da-primeira-luz-do-universo.html</link><pubDate>Sun, 05 Apr 2026 11:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Descoberta na galáxia anã Pictor II, a estrela PicII-503 apresenta uma deficiência extrema de ferro: esta assinatura química torna-a o exemplo mais claro de uma estrela dentro de um sistema primordial que preserva o enriquecimento químico das primeiras estrelas do Universo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-descobrem-uma-estrela-tao-antiga-que-conserva-vestigios-da-primeira-luz-do-universo-1775306724544.jpg" data-image="522xfw52cw4a" alt="universo; via láctea" title="universo; via láctea"><figcaption>As estrelas que contêm vestígios de elementos mais pesados do que o hélio (i.e., ‘metalicidade’) preservam as assinaturas químicas das primeiras estrelas.</figcaption></figure><p>Os astrónomos do NOIRLab, nos Estados Unidos, identificaram uma <strong>estrela excecionalmente antiga e pobre em metais </strong>na galáxia anã ultradifusa Pictor II que pode funcionar como um <strong>"fóssil químico"</strong> do Universo primitivo, fornecendo dados vitais sobre as primeiras luzes que iluminaram o cosmos. Os detalhes da descoberta estão resumidos num estudo publicado na revista <em>Nature Astronomy</em>.</p><h2>Um sistema estelar estranho, pequeno e muito antigo</h2><p>O objeto, catalogado como PicII-503, exibe a <strong>menor abundância de ferro e cálcio alguma vez medida fora da Via Láctea</strong>, com valores inferiores a 43.000 para o ferro e cerca de 160.000 para o cálcio em relação às concentrações encontradas no nosso Sol. Ao mesmo tempo, apresenta uma <strong>superabundância de carbono mais de 3.000 vezes superior à proporção esperada</strong>, um padrão que o torna uma peça fundamental para a compreensão de como as primeiras estrelas enriqueceram o cosmos.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>(...) isto faz de Pictor II um dos sistemas mais primordiais e quimicamente pobres conhecidos até hoje.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>De acordo com um comunicado de imprensa, o Pictor II é um <strong>sistema extremamente pequeno e antigo, com mais de 10 mil milhões de anos</strong>. Neste ambiente, onde a gravidade é fraca e a evolução química ocorre lentamente, os restos de explosões estelares podem ser preservados de uma forma muito diferente da observada nas galáxias maiores. Segundo os autores do estudo, isto faz de Pictor II um dos <strong>sistemas mais primordiais e quimicamente pobres conhecidos até hoje</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-descobrem-uma-estrela-tao-antiga-que-conserva-vestigios-da-primeira-luz-do-universo-1775306911914.jpg" data-image="34gohu30yqnv" alt="Via Láctea" title="Via Láctea"><figcaption>Na Via Láctea, quase todas as estrelas com a menor metalicidade apresentam uma superabundância extrema de carbono.</figcaption></figure><p> Mas a importância de PicII-503 vai para <strong>além da sua raridade estatística ou das magnitudes extremas que exibe</strong>. A equipa interpreta a sua composição como a assinatura deixada pelas primeiras estrelas do Universo, aquelas compostas quase exclusivamente por hidrogénio e hélio que forjaram elementos mais pesados nos seus núcleos antes de os dispersarem ao explodir. </p><h2>As "impressões digitais químicas" das primeiras estrelas revelaram</h2><p>Em particular, o <strong>excesso de carbono e a extrema escassez de ferro e cálcio</strong> corroboram a ideia de que a estrela se formou a partir de material enriquecido por supernovas primitivas, capazes de expelir elementos sem obliterar completamente o gás da galáxia hospedeira. </p><p>Este pormenor é de grande importância para tentar resolver um problema em aberto na astrofísica: <strong>porque é que tantas estrelas pobres em metais na Via Láctea apresentam uma notável riqueza em carbono</strong>. Até então, este sinal tinha sido observado em estrelas do halo galáctico, mas faltavam evidências diretas em galáxias anãs muito antigas, onde tais objetos se deveriam ter formado. Pictor II-503 fornece precisamente esta ligação em falta e suporta a hipótese de que o carbono em excesso é a assinatura de explosões de baixa energia da primeira geração de estrelas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="758500" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-fim-do-universo-ja-tem-cenarios-as-4-teorias-que-preveem-seu-destino-final.html" title="O fim do Universo já tem cenários: as 4 teorias que preveem o seu destino final">O fim do Universo já tem cenários: as 4 teorias que preveem o seu destino final</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-fim-do-universo-ja-tem-cenarios-as-4-teorias-que-preveem-seu-destino-final.html" title="O fim do Universo já tem cenários: as 4 teorias que preveem o seu destino final"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-fin-del-universo-ya-tiene-escenarios-las-4-teorias-que-predicen-su-destino-definitivo-1773173176791_320.jpeg" alt="O fim do Universo já tem cenários: as 4 teorias que preveem o seu destino final"></a></article></aside><p> Os investigadores realçam ainda que <strong>este tipo de evidência é muito difícil de obter através de observações de galáxias muito distantes e pequenas</strong>, que estão fora do alcance dos telescópios atuais quando se estuda o Universo primordial. Pictor II funciona como uma cápsula do tempo: permite reconstruir processos físicos que ocorreram quando o cosmos era ainda jovem e as primeiras estruturas luminosas estavam a moldar a composição química do Universo. </p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Chiti, A., Placco, V.M., Pace, A.B. et al. <a href="https://doi.org/10.1038/s41550-026-02802-z" target="_blank">Enrichment by the first stars in a relic dwarf galaxy</a>. Nature Astronomy (2026). </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cientistas-descobrem-uma-estrela-tao-antiga-que-conserva-vestigios-da-primeira-luz-do-universo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O parque vulcânico mais fascinante do planeta fica no Havai: o que precisa de saber antes de visitá-lo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/parque-vulcanico-mais-fascinante-do-planeta-fica-no-havai-o-que-voce-precisa-saber-antes-de-visita-lo.html</link><pubDate>Sun, 05 Apr 2026 10:02:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>No coração do Pacífico, um parque nacional reúne vulcões ativos, florestas tropicais e paisagens únicas: este é o Parque Nacional dos Vulcões do Havai, um dos destinos naturais mais impressionantes do planeta.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-parque-volcanico-mas-fascinante-del-planeta-esta-en-hawaii-todo-lo-que-necesitas-saber-antes-de-visitarlo-1774433409848.jpeg" data-image="i653p8kdleca"><figcaption>O Parque Nacional dos Vulcões do Havai abrange aproximadamente 1.350 km², o que o torna um dos maiores parques nacionais dos Estados Unidos.</figcaption></figure><p>O <strong>Parque Nacional dos Vulcões do Havai</strong>, localizado na ilha principal do arquipélago, é um daqueles lugares onde a paisagem se transforma quase em tempo real, com o <strong>solo em constante movimento e vapor a subir através das profundezas da Terra</strong>.</p><p>Esta área não é apenas um <strong>destino turístico</strong>; é também um verdadeiro laboratório natural onde os cientistas estudam a origem e a evolução das ilhas vulcânicas.</p><h2>Um espaço natural nascido do fogo</h2><p>O <strong>parque protege dois dos vulcões mais ativos do planeta</strong>: <strong>Kīlauea </strong>e <strong>Mauna Loa</strong>, sendo este último considerado o maior vulcão da Terra em volume.</p><p>Estes vulcões fazem parte do "ponto quente" (<em>hot spot</em>) havaiano, uma área onde o magma ascende das profundezas da Terra e cria novas terras à medida que a Placa do Pacífico se desloca lentamente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-parque-volcanico-mas-fascinante-del-planeta-esta-en-hawaii-todo-lo-que-necesitas-saber-antes-de-visitarlo-1773996369719.jpeg" data-image="goazeg8c17ja"><figcaption>Exemplo de paisagem perto de Mauna Loa.</figcaption></figure><p>O resultado é uma paisagem em constante evolução, com<strong> fluxos de lava recentes, crateras fumegantes e vastos campos de rocha vulcânica</strong> que parecem ter vindo de outro planeta.</p><h3>O que torna este parque único?</h3><p>O que distingue este parque de outras áreas naturais é a combinação de vários elementos:</p><ul><li> <p><strong>Atividade vulcânica real e visível</strong>, com erupções regulares.</p></li><li><p>Uma ampla<strong> diversidade de ecossistemas</strong>, que vão desde florestas tropicais a zonas áridas.</p></li><li> <p>Altitudes que variam desde o nível do mar até <strong>mais de 4.000 metros</strong>.</p> </li><li> <p><strong>Espécies únicas </strong>e ameaçadas de extinção, como o pássaro nēnē (<em>Branta sandvicensis</em>).</p> </li></ul><p>O parque também é<strong> Património Mundial da UNESCO</strong>, prova do seu excecional valor natural e científico.</p><h2>O que visitar no Parque Nacional dos Vulcões do Havai?</h2><h3>Cratera Kīlauea</h3><p><strong>Um dos vulcões mais ativos do mundo</strong>. Às vezes é possível observar lava ou emissões de gás e vapor na sua superfície.</p><h3>Tubos de lava</h3><p>Antigos<strong> canais por onde a lava fluía e que agora podem ser explorados a pé</strong>, para uma experiência quase subterrânea.</p><h3>Trilhas vulcânicas</h3><p>O parque possui mais de 240 quilómetros de trilhas que permitem explorar paisagens variadas, desde crateras até ao litoral vulcânico.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Flashback to 1969: Kīlaueas Maunaulu eruption had 12 lava fountaining episodesthe highest up to 1,770 ft high! This eruption reshaped the landscape, sending flows 7.5 miles to the ocean and building a broad shield shield vent that you can hike near today in Hawaiʻi Volcanoes <a href="https://t.co/f0ei0OI6QO">pic.twitter.com/f0ei0OI6QO</a></p>— USGS Volcanoes (@USGSVolcanoes) <a href="https://twitter.com/USGSVolcanoes/status/2011965006787510401?ref_src=twsrc%5Etfw">January 16, 2026</a></blockquote></figure><h3>Costa vulcânica</h3><p>Em alguns lugares, a lava chega ao oceano, criando novas terras num espetáculo natural único.</p><h3>Um lugar em constante transformação</h3><p>Um dos aspetos mais fascinantes deste parque é que este nunca se repete, já que a <strong>atividade vulcânica pode alterar a paisagem em questão de dias ou semanas</strong>.</p><p>De facto, o vulcão Kīlauea teve inúmeras erupções recentes, com fontes de lava a atingir grandes alturas e levando ao encerramento de certas áreas do parque por motivos de segurança.</p><p>Isto faz com que <strong>cada visita seja uma experiência diferente</strong>, mas também significa que algumas áreas podem estar fechadas dependendo da atividade vulcânica.</p><h2>Qual é a melhor época para visitar?<br></h2><p>Visitar este parque é uma experiência inesquecível, mas requer algumas <strong>precauções</strong>:</p><ul><li>Informe-se sobre a atividade do vulcão.<br></li><li>Use calçado apropriado.</li><li>Cuidado com os gases.</li><li>Mantenha-se hidratado e proteja-se do sol.</li><li>Passeios noturnos.</li></ul><p>Se as condições permitirem, <strong>observar o brilho da lava à noite é uma das experiências mais impressionantes do parque</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">DESDE LA COFIA DEL BEAGLE <br>Curiosidades geológicas &gt; el volcán hawaiano Mauna Loa es la montaña más alta del planeta (con más de 10.000 metros de altura)... si a sus 4.170m le sumamos los más de 5.000m que tiene bajo el mar <br><br>️ <a href="https://t.co/mfebur4e13">https://t.co/mfebur4e13</a><br>vía <a href="https://twitter.com/MeteoredES?ref_src=twsrc%5Etfw">@MeteoredES</a> <a href="https://t.co/YtYdKsRPyX">pic.twitter.com/YtYdKsRPyX</a></p>— El Jardín de Charles (@CRCiencia) <a href="https://twitter.com/CRCiencia/status/2034950579001467192?ref_src=twsrc%5Etfw">March 20, 2026</a></blockquote></figure><p>O parque pode ser visitado durante todo o ano, mas os períodos mais favoráveis são geralmente:</p><ul> <li> <p>De abril a outubro, com condições mais estáveis.</p> </li> <li> <p>O <strong>inverno é mais chuvoso, mas conta com menos visitantes</strong>.</p> </li> </ul><p>É importante notar que a atividade vulcânica não segue nenhum calendário, portanto cada período pode oferecer espetáculos impressionantes.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/parque-vulcanico-mais-fascinante-do-planeta-fica-no-havai-o-que-voce-precisa-saber-antes-de-visita-lo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[E se a vida na Terra tivesse origens extraterrestres?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/e-se-a-vida-na-terra-tivesse-origens-extraterrestres.html</link><pubDate>Sun, 05 Apr 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>As cinco unidades fundamentais do código genético da vida foram encontradas em amostras retiradas de um asteroide.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/et-si-la-vie-sur-terre-avait-des-origines-extraterrestres-1774107197741.jpeg" data-image="3lbeulgv6quj" alt="asteroides a cair no planeta" title="asteroides a cair no planeta"><figcaption>O bombardeamento pesado tardio pode ter fornecido os elementos essenciais para a construção da vida no nosso planeta!</figcaption></figure><p>De acordo com um estudo publicado na revista <em>Nature Astronomy</em>, amostras retiradas do asteroide Ryugu contêm os <strong>cinco componentes básicos do código genético da vida</strong>, uma descoberta que reforça a ideia de que os ingredientes moleculares da vida existiam muito antes da Terra e podem ter chegado ao nosso planeta através de asteróides.</p><h2>Uma descoberta revolucionária</h2><p>Já tínhamos descoberto que alguns asteroides contêm moléculas orgânicas. Isto é especialmente verdade no caso dos<strong> asteroides carbonáceos</strong>, objetos celestes com uma proporção significativa de carbono, que constituem aproximadamente 15 a 30% dos asteroides conhecidos até à data.</p><div class="texto-destacado">O asteroide Ryugu, descoberto em 1999 por astrónomos norte-americanos, pertence à família dos asteroides carbonáceos. Este objeto aproximadamente esférico, com um diâmetro de cerca de 875 metros, é um asteroide próximo da Terra, ou seja, cruza a órbita da Terra em torno do Sol. Isto possibilitou a organização de uma missão de exploração por parte da agência espacial japonesa.</div><p>Esta missão, chamada Hayabusa 2, tinha como objetivo estudar este corpo inerte em detalhe e também trazer amostras de volta à Terra. <strong>A sonda regressou à Terra com aproximadamente 5,4 gramas de partículas de poeira e rocha</strong> recolhidas da sua superfície, para analisar a composição do asteroide.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Sueface of Asteroid RYUGU taken at night by Hyabusa-2.<br><br>That darkness in the background is kinda scary. <a href="https://t.co/qpM8SH8t4m">pic.twitter.com/qpM8SH8t4m</a></p>— Curiosity (@CuriosityonX) <a href="https://twitter.com/CuriosityonX/status/1996629823976882243?ref_src=twsrc%5Etfw">December 4, 2025</a></blockquote></figure><p>Utilizando cromatografia líquida de ultra-alta eficiência e espectrometria de massa, a equipa de investigação conseguiu identificar as <strong>cinco nucleobases fundamentais: A, G, C, T e U</strong>, uma descoberta importante que pode revolucionar a exobiologia.</p><h2>A vida teve origem no espaço?</h2><p>Para compreender a importância desta descoberta, é necessário rever os fundamentos da nossa biologia. De facto, <strong>o ADN e o ARN baseiam-se em cinco componentes básicos</strong>, ou nucleobases: adenina (A), guanina (G), citosina (C), timina (T) e uracilo (U).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="744726" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/os-sinais-mais-claros-ate-agora-de-possivel-vida-extraterrestre-foram-detectados-em-um-exoplaneta.html" title="Os sinais mais claros até agora de possível vida extraterrestre foram detetados num exoplaneta">Os sinais mais claros até agora de possível vida extraterrestre foram detetados num exoplaneta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/os-sinais-mais-claros-ate-agora-de-possivel-vida-extraterrestre-foram-detectados-em-um-exoplaneta.html" title="Os sinais mais claros até agora de possível vida extraterrestre foram detetados num exoplaneta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/detectan-en-un-exoplaneta-las-senales-mas-claras-hasta-ahora-de-posible-vida-extraterrestre-1766050674060_320.jpg" alt="Os sinais mais claros até agora de possível vida extraterrestre foram detetados num exoplaneta"></a></article></aside><p>Estes aminoácidos desempenham um <strong>papel crucial no armazenamento, expressão e transmissão da informação genética</strong>. Sob a forma de nucleótidos, são também essenciais para o metabolismo energético das células, sendo que um deles (adenina) participa em inúmeros processos bioquímicos essenciais através da formação de coenzimas.</p><div class="texto-destacado">Até agora, apenas algumas nucleobases isoladas tinham sido detetadas em meteoritos que caíram na Terra, o que já levantava dúvidas sobre uma possível contaminação proveniente da nossa própria biosfera. No entanto, segundo os investigadores, não há dúvidas sobre a presença destas moléculas nas amostras recolhidas do asteroide Ryugu.</div><p>Assim sendo, a deteção destas moléculas sugere que ocorreram reações químicas complexas no meio interestelar ou mesmo na nebulosa solar primitiva, reforçando a hipótese da panspermia molecular. Por outras palavras, <strong>os componentes básicos da vida não teriam sido criados na Terra, mas sim no espaço</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">The complete set of nucleobases found in terrestrial DNA and RNA adenine, guanine, cytosine, thymine and uracil have been detected in samples returned from the asteroid Ryugu, according to research published in <a href="https://twitter.com/NatureAstronomy?ref_src=twsrc%5Etfw">@NatureAstronomy</a>: <a href="https://t.co/D9nLslNK9H">https://t.co/D9nLslNK9H</a></p>— Springer Nature (@SpringerNature) <a href="https://twitter.com/SpringerNature/status/2033632397015544001?ref_src=twsrc%5Etfw">March 16, 2026</a></blockquote></figure><p>O nosso planeta foi, portanto, "contaminado" durante o Grande Bombardeamento Final, há aproximadamente 4 mil milhões de anos, quando os <strong>numerosos asteroides que o atingiram transportaram estas bases azotadas para os oceanos primordiais</strong>. De facto, se estes componentes básicos da vida estão presentes em Ryugu, existe uma grande probabilidade de que também estejam presentes em muitos outros corpos celestes.</p><p>Esta descoberta revoluciona a nossa compreensão e investigação sobre a origem da vida noutros planetas. Embora os ingredientes necessários estejam presentes em todo o universo, a questão que se coloca agora é se <strong>as condições que permitiram o surgimento da vida são exclusivas da Terra ou se podem ser encontradas noutros mundos</strong>.</p><h3><em>Referências de notícias</em></h3><p><em><a href="https://www.lesnumeriques.com/astronomie-conquete-spatiale/origines-de-la-vie-l-asteroide-ryugu-cachait-l-integralite-des-constituants-de-l-adn-n253119.html" target="_blank">Sommes-nous des extraterrestres ? La découverte sur l'astéroïde Ryugu qui change tout</a>, Les Numériques (17/03/2026), Brice Haziza.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/e-se-a-vida-na-terra-tivesse-origens-extraterrestres.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Do fundo do mar ao espaço: como a ciência está a redefinir o alerta de tsunamis]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/do-fundo-do-mar-ao-espaco-como-a-ciencia-esta-a-redefinir-o-alerta-de-tsunamis.html</link><pubDate>Sun, 05 Apr 2026 08:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Inovação no alerta precoce: cientistas unem dados de satélite e geologia para identificar tsunamis imprevisíveis através de sinais do espaço. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-fundo-do-mar-ao-espaco-como-a-ciencia-esta-a-redefinir-o-alerta-de-tsunamis-1775240726992.png" data-image="f45t098t8j67"><figcaption>A atmosfera funciona como um espelho do oceano; grandes movimentos de água provocam perturbações nos eletrões lá no alto, revelando o perigo antes mesmo de a onda chegar à costa.</figcaption></figure><p>Durante décadas, a regra de ouro da geologia para tsunamis era simples: grandes sismos verticais em zonas de subdução equivaliam a perigo como o caso do sismos de 1755 em Lisboa; sismos horizontais eram, em grande parte, ignorados. No entanto, <strong>novos estudos estão a virar este paradigma do avesso</strong>, provando que o perigo pode vir de onde menos se espera e que a solução para o monitorizar está a milhares de quilómetros acima das nossas cabeças.</p><h2>A lição de Palu: o perigo oculto </h2><p>O ponto de viragem ocorreu em 2018, na cidade de Palu, Indonésia. Um sismo de magnitude 7.5 gerou um tsunami devastador que apanhou a comunidade científica de surpresa. </p><div class="texto-destacado"><strong>Mas qual era o motivo? </strong><br><br>A falha era de "desligamento" (movimento horizontal), que teoricamente não deveria deslocar água suficiente para criar tais ondas. </div><p>Estudos recentes indicam que a geometria complexa das baías e, sobretudo, os <strong>deslizamentos de terra submarinos provocados pelo abalo são os verdadeiros culpados</strong>. </p><p>A natureza do fundo do mar e a forma como os sedimentos se movem podem ser <strong>tão letais quanto o sismo em si</strong>, sugerem as investigações.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-fundo-do-mar-ao-espaco-como-a-ciencia-esta-a-redefinir-o-alerta-de-tsunamis-1775241473150.png" data-image="7fegsnw0ki2b"><figcaption>Durante décadas, acreditou-se que sismos com movimento horizontal não causavam tsunamis. O desastre de Palu, em 2018, provou que a ciência estava incompleta.</figcaption></figure><p>Esta descoberta obriga agora os governos a <strong>reavaliar os mapas de risco</strong> em regiões anteriormente consideradas "seguras", onde falhas horizontais predominam.</p><h2>Olhar para o céu para ler o mar </h2><p>Enquanto os geólogos decifram o que acontece no abismo oceânico, os <strong>engenheiros aeroespaciais encontraram uma nova forma de detetar estas ondas</strong>: utilizando a ionosfera terrestre. Tradicionalmente, a deteção de tsunamis depende de boias oceânicas dispendiosas e de manutenção difícil. </p><div class="texto-destacado">A nova técnica, contudo, utiliza satélites de navegação (como o GPS ou o sistema europeu Galileo) para detetar a "assinatura" do tsunami na atmosfera.</div><p><strong>Quando uma massa colossal de água se move, ela empurra o ar acima de si</strong>, criando ondas acústicas que viajam até à ionosfera — a camada superior da atmosfera carregada de eletrões. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-fundo-do-mar-ao-espaco-como-a-ciencia-esta-a-redefinir-o-alerta-de-tsunamis-1775241590633.png" data-image="3c5fbl35gn9n"><figcaption>Enquanto as boias de deteção são raras e caras, existem milhares de satélites em órbita que podem transformar o céu num sistema de alerta global e gratuito.</figcaption></figure><p><strong>Estas ondas causam perturbações na densidade de eletrões, que os satélites conseguem medir</strong> com extrema precisão através de variações nos sinais de rádio. É, literalmente, ler as ondas do mar através das ondas no céu. </p><h2>Um futuro mais seguro</h2><p>A integração destes dados promete revolucionar os sistemas de alerta precoce. Atualmente, <strong>os falsos alarmes são comuns e dispendiosos, muitas vezes provocando pânico desnecessário</strong>. A monitorização por satélite permite confirmar se um sismo realmente gerou uma onda de choque atmosférica significativa, filtrando eventos inofensivos de ameaças reais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="729568" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conheca-o-guardian-a-tecnologia-da-nasa-para-detecao-em-tempo-real-de-tsunamis.html" title="Conheça o GUARDIAN: a tecnologia da NASA para deteção em tempo real de tsunamis">Conheça o GUARDIAN: a tecnologia da NASA para deteção em tempo real de tsunamis</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conheca-o-guardian-a-tecnologia-da-nasa-para-detecao-em-tempo-real-de-tsunamis.html" title="Conheça o GUARDIAN: a tecnologia da NASA para deteção em tempo real de tsunamis"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/guardian-a-tecnologia-da-nasa-para-deteccao-em-tempo-real-de-tsunamis-1757951526672_320.png" alt="Conheça o GUARDIAN: a tecnologia da NASA para deteção em tempo real de tsunamis"></a></article></aside><p>Com a densidade populacional nas zonas costeiras a atingir <strong>máximos históricos</strong>, a combinação entre uma nova compreensão geológica e a vigilância espacial pode ser a diferença entre a vida e a morte. A ciência prova, mais uma vez, que <strong>para compreender as profundezas da Terra, por vezes, é preciso olhar para as estrelas</strong>.</p><h3><em>Referências da notícia:</em></h3><ul><li><a href="https://www.agenciasinc.es/Noticias/Como-se-forman-los-tsunamis-Los-satelites-podrian-explicar-el-origen-de-estas-olas-gigantes"><em>https://www.agenciasinc.es/Noticias/Como-se-forman-los-tsunamis-Los-satelites-podrian-explicar-el-origen-de-estas-olas-gigantes</em></a></li><li><em><a href="https://www.agenciasinc.es/Noticias/Como-se-forman-los-tsunamis-Los-satelites-podrian-explicar-el-origen-de-estas-olas-gigantes"></a>Ignacio Sepúlveda et al., SWOT detects dispersive tsunami tied to a near-trench source in the 2025 Kamchatka earthquake.Science 391,1368-1372(2026).DOI:<a href="https://doi.org/10.1126/science.aeb8634">10.1126/science.aeb8634</a></em></li></ul>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/do-fundo-do-mar-ao-espaco-como-a-ciencia-esta-a-redefinir-o-alerta-de-tsunamis.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A cidade do Porto irá registar uma queda acentuada das temperaturas entre os dias 6 e 7 de abril: menos 11 ºC em 24h]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-cidade-do-porto-ira-registar-uma-queda-acentuada-das-temperaturas-entre-os-dias-6-e-7-de-abril-menos-11-c-em-24h.html</link><pubDate>Sun, 05 Apr 2026 07:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Não só a chuva está a caminho de Portugal, mas também uma massa de ar polar que irá resultar numa queda acentuada das temperaturas entre segunda e terça-feira.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/impactos-em-portugal-continental-entre-segunda-e-quarta-feira-havera-uma-grande-oscilacao-da-corrente-de-jato-polar.html" target="_blank">Impactos em Portugal continental: entre segunda e quarta-feira, haverá uma grande oscilação da corrente de jato polar</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa4ap2y"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa4ap2y.jpg" id="xa4ap2y"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como mencionamos em previsões anteriores, <strong>o estado de tempo em Portugal Continental está prestes a mudar de forma brusca</strong> já a partir de amanhã, Segunda-feira de Páscoa. As mudanças esperadas passam pelo regresso da chuva e por uma descida acentuada dos valores de temperatura.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Estes <strong>efeitos deverão afetar todo o continente, ainda que em algumas áreas possam ser mais expressivos</strong>. O Norte do país poderá ser a região que mais vai notar a descida dos termómetros entre segunda e terça-feira, visto que é esperado um aumento dos mesmos na segunda. Quanto à precipitação esperada, esta deverá abranger boa parte do país na terça-feira.</p><h2>Todo o continente registará uma diminuição das temperaturas</h2><p>Depois de um Domingo de Páscoa com temperaturas máximas bastante agradáveis para a época, com os nossos mapas de anomalia térmica a registarem valores até 10 ºC acima da normal climatológica, eis que <strong>amanhã o cenário começa a mudar</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-cidade-do-porto-ira-registar-uma-queda-acentuada-das-temperaturas-entre-os-dias-6-e-7-de-abril-menos-11-c-em-24h-1775335495266.png" data-image="eoh951oc1ssk" alt="anomalia de temperatura" title="anomalia de temperatura"><figcaption>As anomalias térmicas irão inverter-se entre segunda e terça-feira, onde até segunda se deverão manter positivas em todo o território continental e na terça-feira apenas alguns locais deverão escapar das anomalias negativas (pelas 16h). À noite esperam-se valores abaixo da média em todo o continente.</figcaption></figure><p><strong>Entre hoje e amanhã, as regiões Centro e Sul deverão denotar uma descida dos valores máximos de temperatura</strong>, na ordem dos 3 ºC em várias cidades. Ainda assim, esperam-se máximas de 25 ºC para Lisboa, 20 ºC para Faro, 23 ºC para Beja e Santarém e 21 ºC para Évora. No entanto, <strong>a região Norte poderá registar uma nova e ligeira subida</strong> destes valores, onde cidades como Braga e Porto podem chegar aos 27 ºC. Todavia, <strong>este aumento será "sol de pouca dura"</strong>.</p><h2>A cidade do Porto poderá registar uma descida acentuada: até 11 ºC de diferença</h2><p>A mais recente atualização dos nossos mapas mostram uma <strong>d</strong><strong>escida acentuada das temperaturas máximas na cidade do Porto</strong> entre amanhã e terça-feira. Esta descida poderá ser de até 11 ºC de diferença, visto que para <strong>amanhã se esperam máximas de 27 ºC e na terça-feira este valor não deverá ultrapassar os 16 ºC</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762201" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/domingo-de-pascoa-com-temperaturas-ate-10-c-acima-da-media-em-portugal-continental-eis-as-zonas-mais-quentes.html" title="Domingo de Páscoa com temperaturas até 10 ºC acima da média em Portugal Continental: eis as zonas mais quentes">Domingo de Páscoa com temperaturas até 10 ºC acima da média em Portugal Continental: eis as zonas mais quentes</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/domingo-de-pascoa-com-temperaturas-ate-10-c-acima-da-media-em-portugal-continental-eis-as-zonas-mais-quentes.html" title="Domingo de Páscoa com temperaturas até 10 ºC acima da média em Portugal Continental: eis as zonas mais quentes"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/domingo-de-pascoa-com-temperaturas-ate-10-c-acima-da-media-em-portugal-continental-eis-as-zonas-mais-quentes-1775256203213_320.jpg" alt="Domingo de Páscoa com temperaturas até 10 ºC acima da média em Portugal Continental: eis as zonas mais quentes"></a></article></aside><p>Tal como podemos observar no mapa acima, uma boa parte do país poderá registar<strong> valores de temperatura máxima abaixo do expectável para a época (anomalia negativa)</strong>, denotando-se uma mudança drástica face aos últimos dias, onde estes valores foram acima da média, com valores até 10 ºC, como também mencionamos em previsões anteriores. Com base na atual previsão do ECMWF, <strong>há indícios de que as temperaturas poderão voltar a aumentar na próxima quinta-feira, dia 9 de abril</strong>. No entanto, aconselhamos que se mantenha atento às nossas previsões, de forma a acompanhar as próximas atualizações.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-cidade-do-porto-ira-registar-uma-queda-acentuada-das-temperaturas-entre-os-dias-6-e-7-de-abril-menos-11-c-em-24h.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como deixar o seu jardim com um aspeto luxuoso: cinco plantas e dicas de design que ajudam a alcançar este objetivo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-deixar-o-seu-jardim-com-um-aspeto-luxuoso-cinco-plantas-e-dicas-de-design-que-ajudam-a-alcancar-este-objetivo.html</link><pubDate>Sun, 05 Apr 2026 06:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Menos variedade, mais intenção: como usar cinco plantas acessíveis para criar um jardim ou uma varanda com uma estética refinada e um toque de design.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-hacer-que-tu-jardin-parezca-de-lujo-cinco-plantas-y-consejos-de-diseno-que-ayudan-a-lograrlo-1775046517476.jpg" data-image="8y9qwas04dre" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>O segredo está na forma como as espécies são combinadas e no espaço que lhes é dado para se destacarem.</figcaption></figure><p>Há algo de curioso nos jardins que parecem caros. Nem sempre têm mais plantas. Nem as mais raras. Nem as mais difíceis de cultivar. Nem as mais caras.</p><p>Têm algo mais: <strong>ordem, repetição e uma ideia clara por trás</strong>.</p><p>O paisagismo trabalha muito com isso. O olho humano — sem que nos apercebamos — procura padrões. Quando encontra ritmo, blocos de cor e formas repetidas, interpreta isso como desenho. E onde há design… surge aquela sensação de luxo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-hacer-que-tu-jardin-parezca-de-lujo-cinco-plantas-y-consejos-de-diseno-que-ayudan-a-lograrlo-1775046790289.jpg" data-image="pao93bz1az6d" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Blocos de cor, formas repetidas e bordas bem definidas: a base de um jardim que transmite uma sensação de "premium".</figcaption></figure><p>Não precisa de gastar uma fortuna para conseguir isso no seu jardim. <strong>Basta escolher bem</strong>. E, acima de tudo, saber combinar: menos espécies, utilizadas de forma mais eficiente.</p><p>Seguindo esta lógica, estas <strong>cinco plantas</strong> têm algo em comum: funcionam bem sozinhas, mas tornam-se ainda mais poderosas quando agrupadas e interagem entre si.</p><h2>1- Jasmim-da-virgínia (<em>Philadelphus</em>)</h2><p>A jasmim-da-virgínia é um daqueles arbustos que faz todo o trabalho pesado: <strong>volume, flores brancas e uma fragrância</strong> que surge de repente e enche o ar.</p><p>Possui aquele <strong>toque clássico</strong>, ligeiramente europeu, que funciona automaticamente como um ponto focal de elegância no jardim. Fica muito bem em grupos, formando massas verdes com pinceladas brancas na primavera.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-hacer-que-tu-jardin-parezca-de-lujo-cinco-plantas-y-consejos-de-diseno-que-ayudan-a-lograrlo-1775046849675.jpg" data-image="cxv5i2q97xv6" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>A jasmim-da-virgínia acrescenta volume, flores brancas e uma fragrância que define o carácter do jardim.</figcaption></figure><p>Prefere <strong>sol ou meia-sombra, solos bem drenados e rega moderada</strong> (não gosta de encharcamento, mas também não tolera secas extremas). A melhor altura para a podar é após a floração, principalmente para manter a sua forma e estimular o crescimento de novos ramos.</p><h2>2- Peónias</h2><p>Se tivesse de escolher uma flor que gritasse "isto é caro", provavelmente seriam as peónias.</p><p>Flores grandes, pesadas, quase teatrais. <strong>Não precisam de muito mais à sua volta</strong>: são o centro das atenções por si só. Por isso, no paisagismo, são estrategicamente utilizadas: poucas plantas, bem posicionadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-hacer-que-tu-jardin-parezca-de-lujo-cinco-plantas-y-consejos-de-diseno-que-ayudan-a-lograrlo-1775046929004.jpg" data-image="w30cvuamm9li" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>As peónias funcionam como ponto focal: flores grandes que captam toda a atenção.</figcaption></figure><p>Necessitam de sol ou muita luz, invernos rigorosos, rega regular sem excessos e solo solto. <strong>Não gostam de ser transplantadas depois de estabelecidas</strong>. A poda é mínima: basta retirar as partes secas.</p><h2>3- Cosmos (incluindo “Cosmos de Chocolate”)</h2><p>Eis onde surge a chave para o “verdadeiro luxo”: coisas simples bem utilizadas. <strong>O cosmos comum é leve, arejado, quase selvagem</strong>. E, precisamente por isso, quando plantado em grandes grupos, cria aquele efeito descontraído, mas intencional, de jardim inglês.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-hacer-que-tu-jardin-parezca-de-lujo-cinco-plantas-y-consejos-de-diseno-que-ayudan-a-lograrlo-1775047047813.jpg" data-image="kerx7joer4fs" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Leve e natural, o cosmos acrescenta movimento e uma sensação relaxante.</figcaption></figure><p>O famoso Cosmos de chocolate existe, mas é menos comum; o Cosmos clássico cumpre esse papel perfeitamente bem.</p><p>Necessita de <strong>sol, rega moderada e tolera bem a seca </strong>depois de estabelecida. Não requer poda drástica, embora o corte das flores murchas ajude a mantê-la florida</p><h2>4- Alho-francês (cebolas ornamentais)</h2><p>Os alhos-franceses são um <strong>truque de design</strong>: aquelas esferas perfeitas que parecem ter sido colocadas ali de propósito (porque de facto foram).</p><p>Funcionam incrivelmente bem quando repetidas em linhas ou grupos. Três, cinco, sete. <strong>Sempre um número ímpar</strong>. O efeito é quase arquitetónico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-hacer-que-tu-jardin-parezca-de-lujo-cinco-plantas-y-consejos-de-diseno-que-ayudan-a-lograrlo-1775047150866.jpg" data-image="o5cr31wyrtil" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>As esferas de alho-francês acrescentam estrutura e ritmo visual ao jardim.</figcaption></figure><p><strong>Desenvolvem-se melhor em pleno sol</strong>, com rega moderada e solo bem drenado (são plantas bolbosas e o excesso de água prejudica-as). Não necessitam de poda: quando a flor seca, pode ser deixada para dar estrutura à planta ou removida.</p><h2>5- Jasmim-estrela (Jasmim Confederado)</h2><p>Se há uma planta capaz de transformar qualquer espaço, é esta. Ela <strong>trepa, cobre e perfuma</strong>. E, acima de tudo, liga elementos: uma parede, uma vedação, uma varanda.</p><p>É amplamente utilizado por ser fiável, versátil e adaptável tanto a jardins como a vasos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-hacer-que-tu-jardin-parezca-de-lujo-cinco-plantas-y-consejos-de-diseno-que-ayudan-a-lograrlo-1775047229601.jpg" data-image="fn0nmcwvxjh4" alt="Plantas" title="Plantas"><figcaption>Uma planta trepadora que confere continuidade e suaviza os limites de um espaço.</figcaption></figure><p>Prefere bastante luz (sol ou meia-sombra bem iluminada), <strong>rega regular sem excessos e solos bem drenados</strong>. A poda é fundamental para a guiar: pode ser aparada após a floração para controlar o seu formato.</p><h2>O truque final: não adicione mais, apenas escolha melhor</h2>Um jardim com um aspecto "premium" não é aquele que tem um maior número de espécies, mas sim <strong>aquele que tem uma ideia clara e que a repete</strong>:<br><br><ul><li>Utilize poucas plantas, mas em blocos grandes.</li><li>Repita as formas (esferas de alho francês, maciços de jasmim-da-virgínia).</li><li>Combine flores com estruturas verdes.</li><li>Dê a cada espécie o seu próprio espaço (não misture tudo com tudo).</li></ul><p>Pode parecer contraintuitivo, mas funciona: quando o olho compreende o que está a ver, relaxa. E quando relaxa, ele desfruta.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-hacer-que-tu-jardin-parezca-de-lujo-cinco-plantas-y-consejos-de-diseno-que-ayudan-a-lograrlo-1775047444208.jpg" data-image="5ohunmy5nc7h" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Um jardim bem planeado reconhece-se nos detalhes: ordem, repetição e espaços que respiram.</figcaption></figure><p>Um detalhe que eleva o look ao pôr-do-sol:<strong> iluminar as plantas por baixo realça as formas e o volume</strong>, além de acrescentar um toque de elegância. Isto pode ser conseguido com luzes solares simples e acessíveis.</p><p>Por fim, algo essencial: um jardim pode ter as melhores plantas, mas se estiver tomado por ervas daninhas ou a relva crescer descontroladamente, perde todo o seu encanto. <strong>Manter os canteiros limpos e o relvado aparado</strong> não é um pormenor despiciendo: é o que define a moldura do espaço.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762174" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/calendario-de-jardinagem-o-que-plantar-em-abril-e-o-que-fazer-este-mes.html" title="Calendário de jardinagem: o que plantar em abril e o que fazer este mês">Calendário de jardinagem: o que plantar em abril e o que fazer este mês</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/calendario-de-jardinagem-o-que-plantar-em-abril-e-o-que-fazer-este-mes.html" title="Calendário de jardinagem: o que plantar em abril e o que fazer este mês"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calendario-del-huerto-que-plantar-en-abril-y-cuales-son-las-tareas-de-este-mes-1775026867077_320.jpg" alt="Calendário de jardinagem: o que plantar em abril e o que fazer este mês"></a></article></aside><p>Em paisagismo, <strong>a organização do fundo é tão importante como as espécies escolhidas</strong>. Quando o ambiente está bem cuidado, as formas destacam-se, os contrastes emergem e tudo parece mais harmonioso. É, literalmente, o que diferencia um jardim "bonito" de um que parece ter sido concebido com esmero e transmite a impressão de que nele foram investidos tempo, esforço e dinheiro.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-deixar-o-seu-jardim-com-um-aspeto-luxuoso-cinco-plantas-e-dicas-de-design-que-ajudam-a-alcancar-este-objetivo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Joias feitas com cabelo humano? Há uma exposição em Lisboa que explica tudo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/joias-feitas-com-cabelo-humano-ha-uma-exposicao-em-lisboa-que-explica-tudo.html</link><pubDate>Sun, 05 Apr 2026 05:03:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>O Museu do Tesouro Real convida a descobrir a origem e o significado destas peças invulgares, numa programação que promete ser “fascinante”.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/joias-feitas-com-cabelo-humano-ha-uma-exposicao-em-lisboa-que-explica-tudo-1775080242617.jpg" data-image="7kek8lokz0p2" alt="Joias feitas com cabelo humano" title="Joias feitas com cabelo humano"><figcaption>Imagem ilustrativa. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p><strong>Joias feitas com cabelo humano</strong>? Quando se ouve pela primeira vez, pode soar estranho (e até algo nojento). A verdade, no entanto, é que, durante séculos, o cabelo humano foi utilizado para criar joias. Mas não umas quaisquer. Aliás, estas tinham um<strong> significado muito particular</strong>. </p><p>“Em vez de luxo ou ostentação, estas peças guardavam histórias de afeto, luto e ligação entre pessoas — uma tradição que chegou também às coleções da realeza”, escreve o<em> site</em> ‘Vou Sair’.</p><p>E é precisamente esse aspeto mais íntimo da joalharia que poderá conhecer em Lisboa. Sim, é verdade, o <strong>Museu do Tesouro Real</strong> preparou uma programação especial para abril, e promete ser “fascinante”.</p><h2>Descobrir a “história fascinante de algumas das mais intrigantes peças”</h2><p>“Descubra a fascinante história de algumas das mais intrigantes peças da coleção do Museu do Tesouro Real, criadas a partir de um elemento do corpo humano que, ao longo de séculos, tem sido utilizado como matéria de criação artística: o <strong>cabelo</strong>”, começam por convidar os responsáveis no<em> site</em> do Museu. </p><div class="texto-destacado">“De delicados adornos a sofisticadas técnicas de execução — aplicadas em medalhões, pulseiras e outras joias — daremos a conhecer a diversidade de objetos produzidos com cabelo humano, concebidos para preservar a memória e o toque de um ente querido.”</div><p>“Mais do que uma curiosidade histórica, revelaremos como o seu uso se encontra profundamente enraizado em práticas culturais e sociais que perduraram ao longo dos séculos.”</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761306" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/por-que-o-relogio-marca-60-minutos-e-nao-100-o-misterio-de-5-000-anos-que-vem-da-babilonia-e-ainda-persiste.html" title="Porque é que o relógio marca 60 minutos e não 100? O mistério de 5.000 anos que vem da Babilónia e ainda persiste">Porque é que o relógio marca 60 minutos e não 100? O mistério de 5.000 anos que vem da Babilónia e ainda persiste</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/por-que-o-relogio-marca-60-minutos-e-nao-100-o-misterio-de-5-000-anos-que-vem-da-babilonia-e-ainda-persiste.html" title="Porque é que o relógio marca 60 minutos e não 100? O mistério de 5.000 anos que vem da Babilónia e ainda persiste"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-el-reloj-tiene-60-minutos-y-no-100-el-misterio-de-5-000-anos-que-viene-de-babilonia-y-aun-persiste-1774402836362_320.jpg" alt="Porque é que o relógio marca 60 minutos e não 100? O mistério de 5.000 anos que vem da Babilónia e ainda persiste"></a></article></aside><p>O destaque acontece às 15:00 horas, de dia<strong> 26 de abril</strong>, com a palestra “Fios de memória: Joias sentimentais na coleção do Museu do Tesouro Real”, orientada pela investigadora Inês Gaspar Silva. A sessão dá a conhecer histórias de medalhões, pulseiras e outras peças feitas com cabelo humano, mostrando o seu significado simbólico e cultural.</p><p><strong>O bilhete custa 18€</strong> e pode ser comprado <em>online</em>. Inclui o acesso à palestra, a visita à coleção e um momento de<em> cocktail</em>. </p><h2>Outras atividades ao longo do mês</h2><p>A programação, contudo, não fica por aqui. Durante o mês, <strong>há também outras iniciativas</strong> que convidam a explorar a coleção sob diferentes perspetivas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/joias-feitas-com-cabelo-humano-ha-uma-exposicao-em-lisboa-que-explica-tudo-1775080359527.jpg" data-image="819eae4mcma7" alt="Museu do Tesouro Real" title="Museu do Tesouro Real"><figcaption>Uma programação recheada. Foto: CM Lisboa</figcaption></figure><p>No dia 3 de abril, a visita encenada “O Ourives do Rei e a Sra. Marquesa Maria de Sousa” leva os visitantes até ao ambiente da corte portuguesa, com recurso a personagens e momentos históricos.</p><p><strong>Nos dias 4 e 5 de abril, a visita temática “Plantas Bíblicas no Tesouro Real” foca-se nos elementos naturais</strong> presentes nas joias e no seu simbolismo religioso e espiritual. A 11 de abril, a masterclasse “Pedras Preciosas nas Joias da Coroa Portuguesa”, conduzida por Rui Galopim de Carvalho, aprofunda o tema das gemas usadas nas peças e as histórias associadas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="654084" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/descobriram-uma-molecula-que-faz-crescer-o-cabelo-sera-que-podemos-dizer-adeus-a-calvicie-saude.html" title="Descobriram uma molécula que faz crescer o cabelo, será que podemos dizer adeus à calvície?">Descobriram uma molécula que faz crescer o cabelo, será que podemos dizer adeus à calvície?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/descobriram-uma-molecula-que-faz-crescer-o-cabelo-sera-que-podemos-dizer-adeus-a-calvicie-saude.html" title="Descobriram uma molécula que faz crescer o cabelo, será que podemos dizer adeus à calvície?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/dopo-la-scoperta-della-molecola-della-ricrescita-dei-capelli-possiamo-dire-addio-alle-calvizie-1713105687268_320.jpg" alt="Descobriram uma molécula que faz crescer o cabelo, será que podemos dizer adeus à calvície?"></a></article></aside><p>A programação inclui ainda uma <strong>atividade para famílias</strong>. A visita-oficina “Tesouros da Mesa: Sabores Reais”, a 19 de abril, aborda a ligação entre gastronomia, tradição e realeza.</p><p>Além disso, continuam disponíveis as <strong>visitas orientadas à coleção permanente</strong>, que permitem conhecer algumas das peças mais importantes e revisitar a história da monarquia portuguesa.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/joias-feitas-com-cabelo-humano-ha-uma-exposicao-em-lisboa-que-explica-tudo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Impactos em Portugal continental: entre segunda e quarta-feira, haverá uma grande oscilação da corrente de jato polar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/impactos-em-portugal-continental-entre-segunda-e-quarta-feira-havera-uma-grande-oscilacao-da-corrente-de-jato-polar.html</link><pubDate>Sat, 04 Apr 2026 11:53:46 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois de um fim de semana de Páscoa com calor quase de verão, Portugal vai entrar numa fase mais instável a partir de segunda-feira, com chuva persistente, descida das temperaturas e efeitos ligados à ondulação da corrente de jato polar.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa49m9c"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa49m9c.jpg" id="xa49m9c"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Entre este sábado, 4 de abril, e o domingo de Páscoa (dia 5), o estado do tempo em Portugal continental será dominado por um <strong>regime anticiclónico</strong>, garantindo estabilidade atmosférica, céu pouco nublado e temperaturas acima da média.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/impactos-em-portugal-continental-entre-segunda-e-quarta-feira-havera-uma-grande-oscilacao-da-corrente-de-jato-polar-1775300116248.png" data-image="325ff3vzrbyl" alt="Mapa atmosférico: Temperatura" title="Mapa atmosférico: Temperatura"><figcaption>Ambiente quase de verão no domingo de Páscoa, com máximas próximas dos 30 ºC no interior do Centro e Vale do Tejo, enquanto o litoral sul permanece mais moderado pela influência marítima.</figcaption></figure><p>As máximas irão atingir valores próximos dos <strong>28 a 30 ºC no interior do Centro e Vale do Tejo</strong>, enquanto o litoral norte se manterá mais ameno, com cerca de <strong>23 ºC no Porto</strong>. Lisboa e Coimbra poderão atingir os <strong>28 ºC</strong>, contrastando com Faro, onde a influência marítima limitará as máximas a cerca de <strong>22 ºC</strong>.</p><h2><em>Jet stream</em> ondula e desencadeia mudança atmosférica</h2><p>A partir de segunda-feira, dia 6, ocorre uma alteração significativa na circulação atmosférica. A <strong>corrente de jato polar (<em>jet stream</em>), </strong>uma faixa de ventos muito intensos em altitude (cerca de 9–12 km), começa a ondular de forma acentuada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/impactos-em-portugal-continental-entre-segunda-e-quarta-feira-havera-uma-grande-oscilacao-da-corrente-de-jato-polar-1775300151666.png" data-image="obruwdtpa105" alt="Vento a 300 hPa" title="Vento a 300 hPa"><figcaption>Mapa de vento em altitude que mostra a ondulação acentuada da corrente de jato polar, estrutura dinâmica da atmosfera que ajuda a organizar a circulação e favorece o desenvolvimento de depressões e frentes atlânticas.</figcaption></figure><p>Esta estrutura, visível nos mapas de vento a <strong>300 hPa</strong>, atua como “motor” da circulação atmosférica, separando massas de ar quente e frio. A sua ondulação permitirá o desenvolvimento de um <strong>sistema depressionário ativo no Atlântico</strong>, que irá influenciar diretamente o tempo em Portugal.</p><h2>Segunda-feira: chegada da chuva ao litoral</h2><p>O primeiro impacto será sentido ao final do dia de segunda-feira. A precipitação deverá começar ao longo da <strong>faixa costeira a partir das 18h</strong>, inicialmente com caráter fraco a moderado, estendendo-se gradualmente para o interior durante a noite.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/impactos-em-portugal-continental-entre-segunda-e-quarta-feira-havera-uma-grande-oscilacao-da-corrente-de-jato-polar-1775300182087.png" data-image="wglnqs0q9401" alt="Mapa atmosférico: Chuva e nuvens" title="Mapa atmosférico: Chuva e nuvens"><figcaption>A frente atlântica começa a afetar o território ao final da tarde de segunda-feira, com chuva inicialmente fraca a moderada ao longo da faixa costeira e posterior progressão para o interior.</figcaption></figure><p>O aumento da nebulosidade e do vento acompanhará esta mudança, marcando o fim do período seco e estável.</p><h2>Instabilidade e descida acentuada da temperatura na terça-feira</h2><p>Na terça-feira, dia 7, a influência da ondulação do <em>jet stream</em> será mais evidente. A circulação atmosférica favorecerá a <strong>entrada de ar mais frio em altitude</strong>, provocando uma descida generalizada das temperaturas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/impactos-em-portugal-continental-entre-segunda-e-quarta-feira-havera-uma-grande-oscilacao-da-corrente-de-jato-polar-1775300231895.png" data-image="v3bi4n31kzq6" alt="Mapa atmosférico: Temperatura a 700 hPa" title="Mapa atmosférico: Temperatura a 700 hPa"><figcaption>A ondulação do jato polar favorece o transporte de uma massa de ar mais frio para latitudes ibéricas, preparando uma terça-feira bastante mais fresca do que os dias anteriores.</figcaption></figure><p>Serão poucas as regiões com máximas acima dos <strong>20 ºC</strong>, contrastando fortemente com os valores registados durante o fim de semana.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a>.</strong> Siga-nos e ative as notificações. </div><p>A precipitação, a partir de terça-feira, tornar-se-á mais generalizada, sobretudo nas regiões Norte e Centro, podendo ocorrer períodos de chuva moderada. <strong>Entre segunda e quinta-feira (dias 6 a 9), a precipitação deverá manter-se de forma persistente,</strong> ainda que com variações de intensidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/impactos-em-portugal-continental-entre-segunda-e-quarta-feira-havera-uma-grande-oscilacao-da-corrente-de-jato-polar-1775300299050.png" data-image="3eh1hovc0t6s" alt="Precipitação acumulada" title="Precipitação acumulada"><figcaption>Os acumulados de precipitação mais expressivos deverão ocorrer nas regiões Norte e Centro, onde alguns locais poderão atingir cerca de 60 mm em menos de quatro dias.</figcaption></figure><p>Os <strong>acumulados mais elevados são esperados no Norte e Centro</strong>, onde alguns locais poderão atingir <strong>até 60 mm em menos de quatro dias</strong>, valores já relevantes para a época.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762201" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/domingo-de-pascoa-com-temperaturas-ate-10-c-acima-da-media-em-portugal-continental-eis-as-zonas-mais-quentes.html" title="Domingo de Páscoa com temperaturas até 10 ºC acima da média em Portugal Continental: eis as zonas mais quentes">Domingo de Páscoa com temperaturas até 10 ºC acima da média em Portugal Continental: eis as zonas mais quentes</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/domingo-de-pascoa-com-temperaturas-ate-10-c-acima-da-media-em-portugal-continental-eis-as-zonas-mais-quentes.html" title="Domingo de Páscoa com temperaturas até 10 ºC acima da média em Portugal Continental: eis as zonas mais quentes"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/domingo-de-pascoa-com-temperaturas-ate-10-c-acima-da-media-em-portugal-continental-eis-as-zonas-mais-quentes-1775256203213_320.jpg" alt="Domingo de Páscoa com temperaturas até 10 ºC acima da média em Portugal Continental: eis as zonas mais quentes"></a></article></aside><p>Em resumo, Portugal passará de um cenário quente e seco para um padrão típico de primavera instável, impulsionado pela <strong>forte ondulação da corrente de jato polar</strong>, com impactos claros na chuva, vento, temperatura e estado do mar.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/impactos-em-portugal-continental-entre-segunda-e-quarta-feira-havera-uma-grande-oscilacao-da-corrente-de-jato-polar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Previsão sazonal para o trimestre de abril, maio e junho no globo – anomalias da temperatura e precipitação]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/previsao-sazonal-para-o-trimestre-de-abril-maio-e-junho-no-globo-anomalias-da-temperatura-e-precipitacao.html</link><pubDate>Sat, 04 Apr 2026 11:04:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A Organização Meteorológica Mundial, OMM, divulga todos os meses uma previsão sazonal a nível global para os próximos três meses, com a previsão das anomalias da temperatura à superfície e da precipitação.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-sazonal-para-o-trimestre-de-abril-maio-e-junho-no-globo-anomalias-da-temperatura-e-precipitacao-1774967441759.jpg" data-image="1gyvo26l7su6" alt="Globo" title="Globo"><figcaption>Para a elaboração de previsões globais, desde o curto prazo à previsão sazonal, são necessários sistemas computacionais com grande capacidade de cálculo.</figcaption></figure><p>Esta previsão sazonal baseia-se nas previsões multimodelo, ou seja, são analisados em termos probabilísticos os valores médios mensais da temperatura à superfície e da precipitação no conjunto dos resultados de vários modelos globais de diferentes instituições meteorológicas.</p><h2>Previsão probabilística das anomalias da temperatura à superfície no globo para o trimestre abril, maio e junho de 2026</h2><p>Os modelos globais utilizados para o cálculo do conjunto (<em>ensemble</em>) são os seguintes: Beijing, CMCC, CPTEC, ECMWF, Exeter, Melbourne, Montreal, Moscow, Offenbach, Pretoria, Seoul, Tokyo, Toulouse e Washington.</p><div class="texto-destacado">A criação de um sistema de previsão multimodelo justifica-se pelos resultados da investigação nesta área que mostraram que combinando os resultados de vários modelos é possível obter uma previsão mais consistente e de maior confiança.</div><p>A razão fundamental para <strong>os bons resultados da abordagem multimodelo</strong>, em comparação com os resultados obtidos individualmente por diferentes modelos, prende-se com o facto de todos os modelos possuírem erros com amplitude suficiente para que não exista uma degradação significativa das previsões quando integrados à escala sazonal.</p><p><strong>A temperatura à superfície da água do mar (SST) influencia o clima, as correntes, a circulação oceânica e os padrões meteorológicos, desde a escala local à escala global.</strong> Como exemplo disto temos o fenómeno El Niño-Oscilação do Sul (ENSO) que é um fenómeno climático natural, caracterizado por alterações significativas na distribuição da temperatura da superfície da água do Oceano Pacífico tropical e que causa alterações nos padrões de chuva e temperatura em várias partes do globo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="751579" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-el-nino-influencia-o-clima-no-globo-e-alem-disso-pode-exercer-um-efeito-sobre-a-esperanca-de-vida-da-populacao.html" title="O El Niño influencia o clima no globo e, além disso, pode exercer um efeito sobre a esperança de vida da população">O El Niño influencia o clima no globo e, além disso, pode exercer um efeito sobre a esperança de vida da população</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-el-nino-influencia-o-clima-no-globo-e-alem-disso-pode-exercer-um-efeito-sobre-a-esperanca-de-vida-da-populacao.html" title="O El Niño influencia o clima no globo e, além disso, pode exercer um efeito sobre a esperança de vida da população"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-el-nino-influencia-o-clima-no-globo-e-alem-disso-pode-exercer-um-efeito-sobre-a-esperanca-de-vida-da-populacao-1769699558215_320.jpg" alt="O El Niño influencia o clima no globo e, além disso, pode exercer um efeito sobre a esperança de vida da população"></a></article></aside><p>O El Niño é caracterizado por um aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial, na região central e oriental, perto da costa da América do Sul, e La Niña por um arrefecimento. </p><p>Nesta previsão sazonal para o período de abril a junho de 2026 (AMJ 2026), a previsão do conjunto multimodelo indica um consenso excecionalmente forte <strong>para uma rápida transição para o El Niño em maio, com vários modelos a sugerir o desenvolvimento de um El Niño forte já em junho/julho.</strong></p><p>No Índico, prevê-se que o Dipolo do Oceano Índico (IOD - conhecido como "El Niño do Índico", fenómeno acoplado oceano-atmosfera que causa variações irregulares na temperatura da superfície do mar, alternando entre fases positivas (oeste mais quente) e negativas (leste mais quente) sofra uma mudança das condições neutras observadas no início de 2026 para uma fase IOD positiva em meados do ano, com a maioria dos modelos a convergir.</p><p>No Atlântico, prevê-se que <strong>a região do Atlântico Tropical mantenha os seus valores ligeiramente acima da média durante todo o período de previsão</strong>. No entanto numa faixa do Atlântico Norte existe uma probabilidade elevada de temperaturas abaixo da média.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-sazonal-para-o-trimestre-de-abril-maio-e-junho-no-globo-anomalias-da-temperatura-e-precipitacao-1774967728096.jpg" data-image="g8lxu8iw3q5b" alt="Anomalias da temperatura de superfície" title="Anomalias da temperatura de superfície"><figcaption>Previsões probabilísticas da temperatura do ar à superfície para o trimestre abril, maio e junho de 2026. A azul, vermelho e cinzento estão representadas as categorias mais prováveis de valores de temperatura abaixo, acima ou próximo do normal respetivamente. As áreas brancas indicam hipóteses iguais para todas as categorias. O período de referência é 1993-2009. (Fonte: WMO - GSCU for AMJ 2026)</figcaption></figure><p>Para AMJ 2026, o conjunto dos múltiplos modelos indica um <strong>sinal global generalizado de temperaturas da superfície terrestre acima da normal climatológica.</strong></p><p>Prevê-se uma probabilidade elevada de <strong>condições acima da média para o sul da América do Norte, América Central e Caraíbas</strong>, apoiadas por uma forte coerência entre os modelos. Em contraste, o Norte da Ásia e o Norte da América do Norte exibem apenas uma ligeira inclinação para probabilidades acima da normal, com uma consistência relativamente fraca entre os modelos.</p><div class="texto-destacado">Grande parte da Europa e o Norte de África apresentam uma probabilidade moderada a elevada de temperaturas mais quentes do que a média, ao contrário da Península Ibérica.</div><p>No Hemisfério Sul, prevê-se uma <strong>probabilidade elevada de temperaturas acima da normal para grande parte da América do Sul e África equatorial. </strong>Na região sul de África (a sul de 15°S) apenas um ligeiro aumento de probabilidade acima da normal, enquanto que no Norte da Austrália uma probabilidade elevada de temperaturas abaixo da média. No entanto maior parte da Austrália não apresenta um sinal claro de previsão, devendo prevalecer os valores climatológicos.</p><h2>Previsão probabilística das anomalias da precipitação no globo para o trimestre abril, maio e junho de 2026</h2><p>Para o período de abril a junho de 2026, <strong>a previsão global de precipitação é dominada por um forte sinal do El Niño</strong>, com as temperaturas das águas superficiais do Pacífico Equatorial, na região central e oriental, perto da costa da América do Sul, muito acima da média.</p><p>Uma ampla faixa zonal no Pacífico, com probabilidade muito elevada de ocorrência de precipitação acima da média (superiores a 70-80%), estende-se para norte do equador, desde aproximadamente 150°E até 150°W.</p><p>A sul do equador também no Pacífico projeta-se <strong>uma probabilidade elevada de precipitação, mas abaixo da média,</strong> bem como entre o Oceano Pacífico e a região leste do Índico, o Sudeste Asiático. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-sazonal-para-o-trimestre-de-abril-maio-e-junho-no-globo-anomalias-da-temperatura-e-precipitacao-1774967920741.jpg" data-image="ioaa5ampejm5" alt="Anomalias da precipitação" title="Anomalias da precipitação"><figcaption>Previsões probabilísticas da precipitação para o trimestre abril, maio e junho de 2026. A laranja, verde e cinzento estão representadas as categorias mais prováveis de valores de precipitação abaixo, acima ou próximo da normal respetivamente. As áreas brancas indicam hipóteses iguais para todas as categorias. O período de referência é 1993-2009. (Fonte: WMO - GSCU for AMJ 2026)</figcaption></figure><p>Na América do Norte, as regiões setentrionais não apresentam um sinal claro, enquanto que se prevê um ligeiro aumento da probabilidade de precipitação acima da média na América Central. </p><p>Por outro lado, indica-se uma tendência para chuvas abaixo da média no sul das Caraíbas. Na América do Sul, grande parte do interior norte e centro não apresenta um sinal claro, embora seja evidente <strong>um aumento moderado da probabilidade de precipitação acima da normal no noroeste.</strong></p><p>Em África, verifica-se um <strong>aumento da probabilidade de precipitação</strong> acima da normal ao longo das regiões equatoriais, estendendo-se para nordeste até à Península Arábica. </p><div class="texto-destacado">Algumas regiões da Europa apresentam uma ligeira tendência para precipitação acima da média, enquanto que<strong> em Portugal se verifica um ligeiro aumento de probabilidade de precipitação abaixo da normal</strong>, mas, na maior parte das regiões da Europa devem registar-se os valores climatológicos. </div><p>Para a Austrália, a previsão indica um <strong>aumento fraco a moderado da probabilidade de precipitação </strong>abaixo da média em grande parte do continente, exceto na região mais a norte, onde se verifica um ligeiro aumento da probabilidade de precipitação próxima da normal climatológica.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/previsao-sazonal-para-o-trimestre-de-abril-maio-e-junho-no-globo-anomalias-da-temperatura-e-precipitacao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Branca Edmée Marques e o desenvolvimento da investigação nuclear em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/branca-edmee-marques-e-o-desenvolvimento-da-investigacao-nuclear-em-portugal.html</link><pubDate>Sat, 04 Apr 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Branca Edmée Marques, cientista portuguesa, foi uma mulher que se destacou pela sua investigação em radioatividade e pelo papel inovador no ensino científico no século XX. Fique a saber mais sobre ela aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/branca-edmee-marques-e-o-desenvolvimento-da-investigacao-nuclear-em-portugal-1775169211333.jpg" data-image="jig3gdxcs6jx" alt="Branca Edmée Marques" title="Branca Edmée Marques"><figcaption>Branca Edmée Marques foi uma pioneira da química nuclear em Portugal e referência no ensino científico.</figcaption></figure><p>A história da ciência em Portugal conta com figuras notáveis, mas poucas tão marcantes quanto Branca Edmée Marques.</p><p>Nascida a 14 de abril de 1899, em Lisboa, destacou-se como <strong>uma das primeiras mulheres cientistas portuguesas a alcançar o reconhecimento internacional, especialmente na área da química nuclear</strong>, um campo emergente e altamente inovador no início do século XX.</p><p>Branca iniciou os seus estudos em engenharia química no Instituto Superior Técnico, onde demonstrou desde cedo uma <strong>capacidade invulgar para a investigação científica</strong>.</p><p>No entanto, o verdadeiro ponto de viragem na sua carreira aconteceu quando se mudou para Paris, onde <strong>teve a oportunidade de trabalhar com a lendária Marie Curie</strong>. </p><h2> A Influência de Marie Curie </h2><p>Foi no prestigiado Instituto do Rádio, instituto de investigação em Paris, que Branca Marques mergulhou no estudo da radioatividade, onde <strong>colaborou diretamente com alguns dos maiores nomes da ciência da época.</strong></p><p>Foi lá que <strong>obteve o doutoramento em 1935</strong>, na Faculdade da Sorbonne, em Paris, sob a orientação de Marie Curie.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="690511" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/marie-curie-a-cientista-polaca-com-dois-premios-nobel.html" title="Marie Curie: a cientista polaca com dois Prémios Nobel">Marie Curie: a cientista polaca com dois Prémios Nobel</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/marie-curie-a-cientista-polaca-com-dois-premios-nobel.html" title="Marie Curie: a cientista polaca com dois Prémios Nobel"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/marie-curie-a-cientista-polonesa-com-dois-premios-nobel-1735904570007_320.jpg" alt="Marie Curie: a cientista polaca com dois Prémios Nobel"></a></article></aside><p>Esta experiência não só <strong>consolidou os seus conhecimentos</strong> como também a colocou na vanguarda da investigação científica europeia.</p><p>Ao longo da sua carreira, Branca Edmée Marques <strong>dedicou-se ao estudo dos elementos radioativos e à química nuclear</strong>, áreas que estavam ainda em fase inicial de desenvolvimento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/branca-edmee-marques-e-o-desenvolvimento-da-investigacao-nuclear-em-portugal-1775168848110.jpg" data-image="b1p6zs3yjumj" alt="Cientista portuguesa" title="Cientista portuguesa"><figcaption>Branca Edmée Marques foi uma cientista, professora e investigadora no campo da radioquímica, tendo sido discípula de Madame Curie. Fonte: ephemerajpp</figcaption></figure><p>A sua investigação contribuiu para uma <strong>melhor compreensão dos processos radioativos</strong>, tendo publicado diversos trabalhos científicos em revistas internacionais.</p><h2>Reconhecimento no seu país: papel no ensino e na ciência </h2><p>Um dos seus maiores méritos foi <strong>trazer esse conhecimento de volta a Portugal</strong>, num período em que o país ainda tinha uma presença limitada na investigação científica avançada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/branca-edmee-marques-e-o-desenvolvimento-da-investigacao-nuclear-em-portugal-1775168221884.jpg" data-image="1lm4jjhmxl9n" alt="Branca em laboratório" title="Branca em laboratório"><figcaption>Branca Edmée Marques e duas colaboradoras no Centro de Estudos de Radioquímica da Comissão de Estudos de Energia Nuclear da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Fonte: Debategraph</figcaption></figure><p>Foi responsável pela <strong>criação e desenvolvimento de laboratórios modernos e pela introdução de novas metodologias</strong> experimentais no ensino da química.</p><p>De regresso a Lisboa, Branca Marques assumiu funções como <strong>professora no Instituto Superior Técnico</strong>, tornando-se uma figura central na formação de várias gerações de engenheiros e cientistas. Foi a <strong>primeira professora catedrática de Química</strong> da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.</p><p>Em 1970, em co-autoria com Maria Regina Sales Grade, publicou na Revista da Sociedade Portuguesa de Química o trabalho "<a href="http://www.spq.pt/magazines/RPQ/266/article/619/swf" target="_blank">Poluição radioactiva nas águas naturais</a>".</p><p>Num contexto em que <strong>o ensino superior era dominado por homens</strong>, destacou-se não só pelo seu talento, mas também pela sua determinação e rigor.</p><p>A sua presença <strong>abriu caminho para outras mulheres na ciência</strong>, servindo de exemplo num período em que as oportunidades eram escassas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Mais do que uma investigadora, foi também uma pedagoga empenhada em modernizar o ensino científico em Portugal.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Apesar do seu percurso brilhante, Branca Edmée Marques <strong>enfrentou diversos obstáculos ao longo da carreira</strong>.</p><p>As <strong>limitações impostas às mulheres na academia e as dificuldades estruturais da ciência portuguesa </strong>na época dificultaram o reconhecimento pleno do seu trabalho.</p><p>Ainda assim, o seu <strong>contributo foi progressivamente valorizado</strong>, sendo hoje reconhecida como uma das figuras mais importantes da ciência em Portugal no século XX.</p><p>O seu <strong>legado permanece vivo</strong> tanto nas instituições que ajudou a desenvolver como nas gerações de cientistas que formou.</p><h2>Legado duradouro</h2><p>Branca Edmée Marques faleceu a 19 de julho de 1986, deixando um <strong>legado que vai muito além das suas descobertas científicas</strong>.</p><p>Representa um <strong>símbolo de perseverança, excelência e inovação</strong> num contexto adverso.</p><p>Hoje, o seu <strong>nome é associado à afirmação da ciência portuguesa</strong> e à luta pela igualdade de género no meio académico.</p><p>A sua vida demonstra como a <strong>dedicação ao conhecimento pode ultrapassar barreiras </strong>sociais e transformar realidades.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/branca-edmee-marques-e-o-desenvolvimento-da-investigacao-nuclear-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como a IA está a ajudar os cientistas a entender de que forma o carbono orgânico dissolvido se move no oceano]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-a-ia-esta-ajudando-cientistas-a-entender-como-o-carbono-organico-dissolvido-se-move-no-oceano.html</link><pubDate>Sat, 04 Apr 2026 09:02:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Como é que o carbono orgânico dissolvido se move no oceano? Com a ajuda da inteligência artificial, investigadores de Manchester têm a resposta.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/how-ai-is-helping-scientists-see-how-dissolved-organic-carbon-moves-in-the-ocean-1774964351777.jpeg" data-image="hcm0h8naqpm7" alt="oceanos" title="oceanos"><figcaption>Investigadores usaram inteligência artificial para ajudar a visualizar de que forma o carbono orgânico dissolvido se move no oceano.</figcaption></figure><p>A<strong> Inteligência Artificial (IA) </strong>é frequentemente culpada pela criação de desinformação e pelos seus impactos ambientais nocivos, mas também apresenta muitos aspetos positivos, como auxiliar cientistas a avançar em áreas que, de outra forma, seriam inacessíveis com os métodos atuais.</p><p>Os investigadores da Universidade de Manchester<strong> visualizaram a forma como o carbono se move nos sedimentos oceânicos utilizando uma nova abordagem de IA baseada em princípios da física</strong>. Pela primeira vez, é possível fazer previsões precisas à escala global sobre como o carbono orgânico dissolvido se move entre a água do mar e os sedimentos marinhos, uma parte fundamental, porém antes não quantificável, do ciclo do carbono no planeta.</p><h2>Mantendo a simplicidade</h2><p>O estudo demonstra que <strong>algoritmos de IA relativamente simples podem imitar com sucesso modelos ambientais mecanísticos complexos</strong>, que normalmente são muito demorados, computacionalmente exigentes demais para serem executados à escala global e instáveis sob diversas condições do mundo real.</p><p>Para superar este obstáculo, a equipa treinou <strong>"emuladores" de IA para replicar o desempenho de modelos mecanísticos existentes que descrevem o ciclo do carbono em sedimentos oceânicos</strong>. Estes emuladores podem ser usados globalmente para prever o comportamento do carbono dissolvido numa resolução e escala impossíveis com o modelo atual.</p><p>O estudo fornece<strong> a primeira quantificação global do ciclo do carbono orgânico dissolvido em sedimentos</strong>, revelando que 11% do carbono orgânico particulado que se deposita no fundo do mar regressa à água do mar como carbono orgânico dissolvido. Outros 24% são assimilados por minerais, e quase metade de todo o carbono orgânico em fase sólida no metro superior dos sedimentos marinhos tem origem no carbono dissolvido adsorvido ou incorporado por minerais.</p><p>O estudo também enfatiza a<strong> importância do carbono orgânico dissolvido no balanço de carbono de longo prazo da Terra</strong>.</p><h2>Confirmação por comparação</h2><p>Para desenvolver a estrutura de modelagem, <strong>os investigadores compararam arquiteturas de aprendizagem profunda, modelos de floresta aleatória e redes neurais artificiais de propagação direta mais simples</strong>; descobriram – inesperadamente – que os algoritmos mais simples produziam as previsões mais precisas.</p><p>Isto foi confirmado pela verificação das saídas do emulador em mapas globais de baixa resolução, onde o <strong>modelo mecanístico</strong> atual permaneceu numericamente solucionável, e em soluções algébricas para variáveis com expressões analíticas conhecidas.</p><p>Os investigadores descobriram que<strong> o aumento da complexidade das estruturas da rede neural levava consistentemente a uma menor precisão de previsão</strong>, fornecendo um raro suporte prático para o Princípio da Parcimónia – ou Navalha de Occam – no desenvolvimento de modelos de IA.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/how-ai-is-helping-scientists-see-how-dissolved-organic-carbon-moves-in-the-ocean-1774964454831.jpeg" data-image="3fmg7pstk9q1" alt="oceanos, carbono" title="oceanos, carbono"><figcaption>Esta investigação oferece novas maneiras de avaliar como os reservatórios de carbono marinho podem responder às mudanças ambientais.</figcaption></figure><p>E isto tem implicações importantes para a ciência climática, já que a <strong>quantificação dos balanços de carbono na interface sedimento-água é crucial para a compreensão da dinâmica climática global</strong>. Anteriormente, isto era dificultado por limitações computacionais, mas essa estrutura rápida, escalável e precisa pode ser incluída em modelos de circulação global e usada para explorar potenciais estratégias de mitigação das mudanças climáticas baseadas nos oceanos.</p><div class="texto-destacado"><strong>“A estrutura de modelagem desenvolvida neste estudo pode desempenhar um papel substancial na simulação computacional de potenciais cenários de mitigação das mudanças climáticas nos oceanos. Com esta abordagem, podemos finalmente explorar processos de ciclagem de carbono à escala global que antes eram impossíveis de quantificar”</strong>, afirmou o Dr. Peyman Babakhani, professor de Engenharia Geoambiental, que liderou o trabalho.</div><p>Esta investigação também oferece <strong>novas maneiras de simular e testar de que forma os reservatórios de carbono marinho podem responder às mudanças ambientais </strong>nas próximas décadas.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.cell.com/the-innovation/fulltext/S2666-6758(26)00101-3" target="_blank">Global cycling of dissolved organic carbon between seawater and sediments quantified using physics-based artificial intelligence</a>. 25 de março, 2026. Babakhani, et al.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-a-ia-esta-ajudando-cientistas-a-entender-como-o-carbono-organico-dissolvido-se-move-no-oceano.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calendário de jardinagem: o que plantar em abril e o que fazer este mês]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/calendario-de-jardinagem-o-que-plantar-em-abril-e-o-que-fazer-este-mes.html</link><pubDate>Sat, 04 Apr 2026 08:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Abril marca o despertar definitivo do jardim. É tempo de semear, transplantar e preparar o solo para uma colheita abundante.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/calendario-del-huerto-que-plantar-en-abril-y-cuales-son-las-tareas-de-este-mes-1775026794074.jpg" data-image="1in0fy9zl7el" alt="horta" title="horta"><figcaption>O mês de abril é sinónimo de horta.</figcaption></figure><p>A chegada de abril representa um período de entusiasmo e expectativa para os amantes da jardinagem. Com a primavera já em pleno andamento em muitas regiões e temperaturas mais amenas, <strong>o solo começa a ativar-se</strong>, oferecendo condições ideais para semear, transplantar e planear grande parte da produção dos próximos meses. É, sem dúvida, um <strong>momento crucial</strong> para desenvolver o seu jardim e explorar todo o seu potencial.</p><h2>O que plantar no jardim em abril?</h2><p>Durante este mês, o aumento das horas de luz do dia e a melhoria geral das condições meteorológicas permitem uma <strong>expansão significativa da variedade de culturas que podem ser cultivadas</strong>.</p><p>Apesar disso, é sempre uma boa ideia ter em conta o clima de cada região, pois em alguns locais ainda podem <strong>ocorrer quedas temporárias de temperatura</strong>, o que pode colocar as plantações em risco.</p><h3>Os vegetais que podem ser semeados diretamente</h3><p>De entre todas as culturas disponíveis, <strong>os seguintes hortícolas são particularmente recomendados</strong> para sementeira direta em abril:</p><ul> <li>Cenouras.</li> <li>Beterrabas.</li> <li>Rabanetes.</li> <li>Espinafre.</li> <li>Acelga.</li> <li>Alface.</li> <li>Ervilhas.</li> <li>Vagens.</li> <li>Cebolas.</li> </ul><p>Todas são culturas que se adaptam bem às condições da primavera e permitem colheitas escalonadas se semeadas em várias fases.</p><h3>A época ideal para plantar culturas de verão</h3><p>É também uma boa altura para<strong> plantar ou transplantar culturas de verão</strong>, especialmente se já tiverem sido protegidas em viveiros nos meses anteriores.</p><ul> <li>Tomates.</li> <li>Pimentos.</li> <li>Beringelas.</li> <li>Abobrinhas.</li> <li>Pepinos.</li> <li>Abóboras.</li> </ul><p>Este tipo de cultivo começa a desempenhar um papel de destaque na horta entre março e abril.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/calendario-del-huerto-que-plantar-en-abril-y-cuales-son-las-tareas-de-este-mes-1775026867077.jpg" data-image="wl5ycpbaflr8"> <figcaption>Sem dúvida, cultivar tomate é um clássico da primavera e do verão.</figcaption> </figure><p>No entanto, em climas mais frios, é aconselhável esperar até que o<strong> risco de geada tenha passado</strong> ou proteger as plantas jovens com túneis ou mantas térmicas.</p><p>Abril é também uma <strong>altura ideal para introduzir plantas aromáticas e medicinais</strong> como o manjericão, a salsa, os coentros, a hortelã, o alecrim ou o tomilho. Além de conferirem sabor e utilidade à cozinha, também ajudam a atrair polinizadores e a melhorar o equilíbrio do jardim.</p><h2>As principais tarefas de jardinagem em abril</h2><p>Abril não é apenas um mês para semear; requer também uma <strong>série de cuidados e operações essenciais</strong> para garantir que o seu jardim cresce de forma saudável e vigorosa, promovendo o desenvolvimento adequado das plantas.</p><h3>Prepare e melhore o solo</h3><p>Após um inverno rigoroso, uma das primeiras tarefas é <strong>verificar as condições do solo</strong>. É importante arejá-lo, eliminar as ervas daninhas que possam competir com as culturas e adicionar matéria orgânica, como composto ou estrume bem curtido.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761843" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-melhores-flores-de-baixa-manutencao-para-principiantes-estas-plantas-resistentes-perdoam-ate-a-negligencia.html" title="As melhores flores de baixa manutenção para principiantes, estas plantas resistentes perdoam até a negligência">As melhores flores de baixa manutenção para principiantes, estas plantas resistentes perdoam até a negligência</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-melhores-flores-de-baixa-manutencao-para-principiantes-estas-plantas-resistentes-perdoam-ate-a-negligencia.html" title="As melhores flores de baixa manutenção para principiantes, estas plantas resistentes perdoam até a negligência"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/die-besten-pflegeleichten-blumen-fuer-einsteiger-diese-robusten-pflanzen-verzeihen-sogar-wenn-man-sie-vergisst-1774691461411_320.png" alt="As melhores flores de baixa manutenção para principiantes, estas plantas resistentes perdoam até a negligência"></a></article></aside><p>Um solo fértil, mole e equilibrado será a base para um bom crescimento das culturas.</p><h3>Organize a sementeira e o transplante</h3><p>Abril é muitas vezes um mês movimentado no jardim, por isso é útil planear o que semear e onde. Respeitar as associações de culturas favoráveis e manter o espaçamento adequado entre as plantas ajuda a <strong>prevenir doenças e a melhorar a produtividade</strong>.</p><h3>Verifique a rega</h3><p>Com o aumento das temperaturas, aumenta também a necessidade de água. No entanto, é importante não exagerar. Em abril, <strong>o ideal é manter o solo sempre húmido</strong>, evitando tanto o encharcamento como a secura excessiva.</p><h3>Controlo de pragas e doenças</h3><p>A primavera traz consigo também um <strong>aumento da atividade de insetos e fungos</strong>. Pulgões, caracóis, lesmas e o temido míldio podem aparecer nesta altura, pelo que é essencial monitorizar as suas plantas com frequência para identificar quaisquer problemas precocemente e tomar medidas preventivas.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/calendario-del-huerto-que-plantar-en-abril-y-cuales-son-las-tareas-de-este-mes-1775026916042.jpg" data-image="ca34v4ye01ke"> <figcaption>Cultura de favas afetada por uma infestação de pulgões.</figcaption> </figure><h3>Instalar suportes e proteções</h3><p>Algumas culturas, como o tomate ou o feijão verde, necessitam de suporte desde as fases iniciais. Por este motivo, a <strong>simples instalação de estacas, redes ou estruturas de suporte</strong> facilitará o crescimento e evitará danos posteriores.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Da mesma forma, em áreas com clima instável, pode ainda ser útil proporcionar proteção contra o frio ou a chuva forte.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Em última análise, o que fizer nestas semanas influenciará diretamente a <strong>saúde e a produtividade das suas culturas </strong>durante a primavera e o verão. Por isso, em vez de semear muito, é importante fazê-lo com ordem, observação e consistência.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/calendario-de-jardinagem-o-que-plantar-em-abril-e-o-que-fazer-este-mes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Domingo de Páscoa com temperaturas até 10 ºC acima da média em Portugal Continental: eis as zonas mais quentes]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/domingo-de-pascoa-com-temperaturas-ate-10-c-acima-da-media-em-portugal-continental-eis-as-zonas-mais-quentes.html</link><pubDate>Sat, 04 Apr 2026 07:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Este fim de semana de Páscoa contará com temperaturas acima da média em praticamente todo o continente. Saiba quais as zonas mais quentes!</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/prepare-se-para-o-tempo-de-verao-a-massa-de-ar-subtropical-atingira-o-pico-em-portugal-no-domingo-de-pascoa-5-de-abril.html" target="_blank">Prepare-se para o tempo de verão: a massa de ar subtropical atingirá o pico em Portugal no domingo de Páscoa, 5 de abril</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa489j4"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa489j4.jpg" id="xa489j4"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os mapas da Meteored Portugal, baseados no modelo europeu ECMWF, continuam a<strong> insistir em valores bastante atípicos para esta época do ano</strong>, onde entre hoje e amanhã, estes poderão rondar os 10 ºC acima da média em vários pontos do país.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>A configuração sinóptica atual - influência anticiclónica - permite que os dias se mantenham secos e soalheiros, ao mesmo tempo que o fluxo de sudeste nos traz ar quente do Norte de África, contribuindo para um <strong>aumento das tempertaturas, especialmente das diurnas</strong>.</p><h2>Este sábado espera-se bastante agradável do ponto de vista térmico</h2><p>O dia de hoje, sábado (4), contará com<strong> céu geralmente limpo e com temperaturas acima da média em todo o continente</strong>, especialmente entre as 9h e as 19h, onde os valores de anomalia positiva (acima da média) podem chegar aos 10 ºC, no distrito de Vila Real. <strong>Os distritos com a anomalia menos pronunciada deverão ser Aveiro e Faro</strong>, com valores até 4 ºC acima da média. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/domingo-de-pascoa-com-temperaturas-ate-10-c-acima-da-media-em-portugal-continental-eis-as-zonas-mais-quentes-1775256203213.jpg" data-image="ghmtmem1ibqr" alt="anomalia térmica positiva" title="anomalia térmica positiva"><figcaption>Toda a Península Ibérica contará com temperaturas acima da média no Domingo de Páscoa, 5 de abril.</figcaption></figure><p>Assim, para a faixa litoral, esperam-se temperaturas máximas entre os 18 ºC em Viana do Castelo e os 27 ºC em Leiria; e na faixa interior esperam-se 21 ºC na Guarda e 24 ºC em Castelo Branco e Évora. </p><div class="texto-destacado"> Apesar de as temperaturas durante o dia se apresentarem bastante agradáveis, à noite, durante a madrugada e nas primeiras horas da manhã, os valores poderão ser significativamente mais baixos, dando lugar a uma elevada amplitude térmica. </div><p><strong>À noite, os valores diminuem significativamente</strong>, ainda que as anomalias permaneçam positivas em boa parte das regiões Norte e Centro, com <strong>valores até 6 ºC acima da normal climatológica</strong>. </p><h2>Domingo de Páscoa poderá contar com 30 ºC</h2><p>No Domingo, dia em que o Compasso Pascal sai à rua para a bênção das casas, esta tendência de dia seco, soalheiro e quente deverá manter-se. Como podemos observar no mapa acima, <strong>pelas 14h do dia de Páscoa, as anomalias térmicas positivas encontrar-se-ão entre os 8 ºC e os 10 ºC em boa parte do país</strong>, podendo, no distrito de Vila Real, chegar a 11 ºC acima da média.</p><p>Neste dia, as <strong>anomalias mais pronunciadas deverão dar-se entre as 10h e as 19h</strong>. O distrito com valores mais aproximados do normal poderá ser Faro, com anomalia de cerca de 3 ºC acima do expectável. Aveiro e Portalegre contarão com 5 ºC e 6 ºC, respetivamente, enquanto os<strong> restantes distritos apresentarão anomalias entre os 8 ºC e os 10 ºC</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762147" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-segunda-e-terca-feira-chegara-uma-frente-atlantica-com-chuva-acompanhada-de-trovoada-zonas-mais-afetadas.html" title="Entre segunda e terça-feira chegará uma frente atlântica com chuva acompanhada de trovoada; zonas mais afetadas">Entre segunda e terça-feira chegará uma frente atlântica com chuva acompanhada de trovoada; zonas mais afetadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-segunda-e-terca-feira-chegara-uma-frente-atlantica-com-chuva-acompanhada-de-trovoada-zonas-mais-afetadas.html" title="Entre segunda e terça-feira chegará uma frente atlântica com chuva acompanhada de trovoada; zonas mais afetadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/entre-segunda-e-terca-feira-chegara-uma-frente-atlantica-com-chuva-acompanhada-de-trovoada-zonas-mais-afetadas-1775225892315_320.jpg" alt="Entre segunda e terça-feira chegará uma frente atlântica com chuva acompanhada de trovoada; zonas mais afetadas"></a></article></aside><p>Com isto, esperam-se <strong>temperaturas máximas entre os 18 ºC</strong> em Viana do Castelo <strong>e os 28 ºC</strong> em Leiria e Coimbra (no litoral) e entre os 23 ºC em Bragança e Guarda e os 26 ºC em Castelo Branco (no interior). <strong>Alguns locais poderão registar até 30 ºC</strong>, especialmente os inseridos nos vales do Douro e Tejo. À noite e durante a madrugada, os valores deverão oscilar entre os 9 ºC em Bragança e os 16 ºC em Faro.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/domingo-de-pascoa-com-temperaturas-ate-10-c-acima-da-media-em-portugal-continental-eis-as-zonas-mais-quentes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Viagens interplanetárias: experiências para eliminar o principal risco para o corpo humano]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/viagens-interplanetarias-experiencias-para-eliminar-o-principal-risco-para-o-corpo-humano.html</link><pubDate>Sat, 04 Apr 2026 06:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>As missões tripuladas a Marte estão a tornar-se uma realidade cada vez mais iminente, planeadas para a próxima década, mas ainda persistem alguns obstáculos. Um dos mais significativos diz respeito à reação do corpo humano à gravidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/viaggi-interplanetari-gli-esperimenti-per-eliminare-il-rischio-principale-per-il-corpo-umano-1774368858073.jpg" data-image="tv6xt1jz4kuz" alt="Marte" title="Marte"><figcaption>Renderização 3D de um pôr-do-sol em Marte.</figcaption></figure><p><strong>A primeira expedição humana a Marte está prestes a acontecer</strong>. Tanto a NASA como a Administração Espacial Nacional da China (CNSA) têm projetos que deverão concretizar-se em breve, dentro da próxima década.</p><div class="texto-destacado"> Entre as várias dificuldades que ainda têm de ser enfrentadas, uma das mais graves está relacionada com a ausência de gravidade, que no planeta vermelho é de aproximadamente 38% da gravidade da Terra.<br> </div><p> <strong>Mais problemática ainda é a viagem</strong>, durante a qual a gravidade estaria completamente ausente durante um longo período. </p><p>A diferença em relação às missões anteriores à Lua reside precisamente na duração. <strong>Uma viagem a Marte demoraria entre seis a oito meses só de ida</strong>, enquanto os astronautas que caminharam na Lua regressaram antes de a ausência de gravidade se tornar um problema sério.</p><p>Encontrar uma solução é agora uma prioridade.</p><h2> Ausência de gravidade e danos a longo prazo </h2><p>Numa viagem a Marte, <strong>um período prolongado em gravidade zero expõe os astronautas a danos nos ossos, músculos, sistema cardiovascular e metabolismo</strong>, com prováveis efeitos a longo prazo.</p><p> Por esta razão, estudos recentes conduzidos por uma equipa internacional estão a focar-se nos <strong>efeitos da baixa gravidade </strong>no organismo humano e em possíveis métodos para os combater. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="749410" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-assina-acordos-de-artemis-e-torna-se-no-60-pais-a-assumir-exploracao-responsavel-do-espaco.html" title="Portugal assina Acordos de Artemis e torna-se no 60º país a assumir exploração responsável do espaço">Portugal assina Acordos de Artemis e torna-se no 60º país a assumir exploração responsável do espaço</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-assina-acordos-de-artemis-e-torna-se-no-60-pais-a-assumir-exploracao-responsavel-do-espaco.html" title="Portugal assina Acordos de Artemis e torna-se no 60º país a assumir exploração responsável do espaço"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-assina-acordos-de-artemis-e-torna-se-no-60-pais-a-assumir-exploracao-responsavel-do-espaco-1768573441894_320.jpg" alt="Portugal assina Acordos de Artemis e torna-se no 60º país a assumir exploração responsável do espaço"></a></article></aside><p>O tecido muscular esquelético é o maior, representando 40% da massa corporal. Particularmente sensível, é essencial não só para o movimento, mas também para a saúde metabólica.</p><p>No entanto, os <strong>dados disponíveis sobre os efeitos da ausência de gravidade prolongada são ainda muito limitados</strong>, razão pela qual as primeiras experiências com ratos foram realizadas na ISS, abrindo novas possibilidades de soluções.</p><h2> Os primeiros experimentos </h2><p>Os ratos foram colocados num dispositivo denominado MARS (Multiple Artificial Gravity Research System), capaz de <strong>simular quatro níveis diferentes de baixa gravidade</strong>, durante um período de vinte e oito dias.</p><p> No final do período de observação, a equipa de Marie Mortreaux, cientista do Laboratório de Biologia Muscular de Rhode Island, realizou análises aos indivíduos. </p><p>Os<strong> testes analisaram ossos, músculos e metabolitos</strong> — substâncias químicas presentes no sangue. Está demonstrado que uma gravidade equivalente a dois terços da gravidade terrestre é praticamente inofensiva para os músculos e ossos. Uma gravidade de 0,67 g, equivalente a um terço da gravidade terrestre, provoca a perda de força muscular.</p><p>Assim sendo, <strong>o limite abaixo do qual começa a ser arriscado é de 0,67 g</strong>.</p><h2> Experimentos humanos <br></h2><p>Replicar as experiências no corpo humano seria fundamental, mas ainda não foi possível, principalmente porque <strong>não existe nenhum lugar com gravidade artificial</strong> onde as pessoas possam permanecer o tempo suficiente para obter dados úteis.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/viaggi-interplanetari-gli-esperimenti-per-eliminare-il-rischio-principale-per-il-corpo-umano-1774368895083.jpg" data-image="2ky5jk549biy" alt="Gravidade" title="Gravidade"><figcaption>A ausência de gravidade durante um período prolongado provoca danos a longo prazo.</figcaption></figure><p>A <strong>única evidência de gravidade artificial no espaço é bastante antiga</strong>, remontando à missão Gemini-11 de 1966, na qual uma nave espacial foi girada em torno de outra através de um cabo, criando uma gravidade muito baixa, mas apenas durante algumas horas.</p><p><strong>Algumas experiências foram realizadas em laboratório</strong>, mas, mais uma vez, durante um período de tempo muito curto.</p><p>Isto porque a criação de simuladores de ausência de gravidade em grande escala é <strong>complexa e dispendiosa</strong>, e a forma como o corpo humano reage ainda não está totalmente compreendida.</p><h2> Possíveis soluções </h2><p>No entanto, após a experiência com ratos, <strong>foi possível formular algumas hipóteses</strong> sobre possíveis soluções para futuras viagens espaciais.</p><p> Uma estrutura rotativa poderia simular a gravidade utilizando a força centrífuga. O projeto Nautilus-X da NASA baseia-se precisamente nesta ideia. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="752463" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cinturoes-de-van-allen-o-anel-de-radiacao-que-protege-a-terra-e-desafia-os-astronautas.html" title="Cinturões de Van Allen: o anel de radiação que protege a Terra e desafia os astronautas">Cinturões de Van Allen: o anel de radiação que protege a Terra e desafia os astronautas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cinturoes-de-van-allen-o-anel-de-radiacao-que-protege-a-terra-e-desafia-os-astronautas.html" title="Cinturões de Van Allen: o anel de radiação que protege a Terra e desafia os astronautas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cinturones-de-van-allen-el-anillo-de-radiacion-que-protege-la-tierra-y-desafia-a-los-astronautas-1769878774715_320.jpeg" alt="Cinturões de Van Allen: o anel de radiação que protege a Terra e desafia os astronautas"></a></article></aside><p>Os astronautas na Estação Espacial Internacional já utilizam <strong>aparelhos de ginástica para reduzir a atrofia, ou perda, de massa muscular</strong>.</p><p>Um sistema híbrido que combine o uso de estruturas rotativas com exercício físico é também uma ideia interessante. No entanto, encontra-se atualmente em fase de projeto. </p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Matthew Williams - <a href="https://www.universetoday.com/articles/how-will-martian-gravity-affect-skeletal-muscle" target="_blank">How Will Martian Gravity Affect Skeletal Muscle?</a> Universe Today (2026)</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/viagens-interplanetarias-experiencias-para-eliminar-o-principal-risco-para-o-corpo-humano.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O fado voltou ao jardim mais secreto de Lisboa (e todos podem entrar)]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-fado-voltou-ao-jardim-mais-secreto-de-lisboa-e-todos-podem-entrar.html</link><pubDate>Sat, 04 Apr 2026 05:04:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Escondido na Rua de São Bento, o jardim onde Amália Rodrigues viveu recebe concertos intimistas que recuperam a essência mais pura do fado, sem artifícios.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-fado-voltou-ao-jardim-mais-secreto-de-lisboa-e-todos-podem-entrar-1774994854166.jpeg" data-image="g5x6522rz89q" alt="Amália Rodrigues" title="Amália Rodrigues"><figcaption>Descubra o jardim escondido de Amália. Foto: Fundação Amália</figcaption></figure><p>Na <strong>Rua de São Bento</strong>, em Lisboa, há um portão discreto que muitos passam sem reparar. Quem entra, contudo, descobre um segredo bem guardado. Do que é que estamos a falar? De um<strong> jardim</strong> onde o fado volta a respirar como se nunca tivesse saído.</p><p>Durante mais de 40 anos, este foi o <strong>refúgio de Amália Rodrigues</strong>. Hoje, volta a ser também um lugar de encontro, com música ao vivo, cadeiras próximas e aquela sensação rara de estar a assistir a algo genuíno, sem filtros nem encenações.</p><h2>Um palco improvável </h2><p>Aqui não há grandes luzes nem palcos elevados. Em vez disso, o protagonismo é simples: uma voz, uma guitarra portuguesa, uma viola de fado, e silêncio suficiente para deixar tudo isso acontecer.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761537" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/nesta-pascoa-quer-sentir-lisboa-a-serio-comece-por-estes-lugares-secretos.html" title="Nesta Páscoa quer sentir Lisboa a sério? Comece por estes lugares “secretos”">Nesta Páscoa quer sentir Lisboa a sério? Comece por estes lugares “secretos”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/nesta-pascoa-quer-sentir-lisboa-a-serio-comece-por-estes-lugares-secretos.html" title="Nesta Páscoa quer sentir Lisboa a sério? Comece por estes lugares “secretos”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quer-sentir-lisboa-a-serio-comece-por-estes-lugares-secretos-1774940039237_320.jpg" alt="Nesta Páscoa quer sentir Lisboa a sério? Comece por estes lugares “secretos”"></a></article></aside><p>Os<strong> concertos regressam às terças, quintas e sábados</strong>, sempre com um ambiente intimista que dificilmente se replica noutro sítio da cidade. </p><div class="texto-destacado">O repertório percorre fados que marcaram gerações, mas também abre espaço a canções tradicionais e marchas populares, numa espécie de viagem pela memória coletiva.</div><p>Em palco, o elenco da Fundação Amália Rodrigues garante essa ligação entre respeito pela tradição e frescura na interpretação. Célia Leiria assume a voz, acompanhada por Pedro Amendoeira na guitarra portuguesa e Flávio Cardoso na viola. Três nomes que sabem bem ao que vão quando se trata de fado.</p><h2>Antes do primeiro acorde</h2><p>Se quiser fazer as coisas com calma, vale a pena <strong>chegar mais cedo</strong>. <strong>A casa onde Amália viveu está aberta ao público</strong> e mantém muito do que a tornou única, dos objetos pessoais às histórias que continuam presas às paredes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-fado-voltou-ao-jardim-mais-secreto-de-lisboa-e-todos-podem-entrar-1774994591958.jpg" data-image="koid3a7wezp6" alt="Jardim da Amália" title="Jardim da Amália"><figcaption>Uma oportunidade especial. Foto: CM Lisboa</figcaption></figure><p>Mas, atenção, porque <strong>a visita não está incluída no bilhete </strong>e exige marcação prévia. A vantagem é que funciona quase como um aquecimento perfeito para o concerto. Afinal, ajuda a perceber melhor o peso simbólico daquele jardim e o que significa ouvir fado ali, a poucos metros de onde tantas canções ganharam vida.</p><p>Os bilhetes custam<strong> 20€ durante a semana</strong> e<strong> 25€ aos sábados</strong>, e podem ser comprados <em>online </em>(através da Ticketline e Blueticket) ou diretamente na fundação (através do <em>email </em>casamuseu@amaliarodrigues.pt ou do telefone 21 397 18 96). No fim, não há truques nem surpresas: só fado, como deve ser. </p><h2>Casa-Museu</h2><p>A<strong> Casa-Museu Amália Rodrigues</strong> é hoje um dos espaços culturais mais relevantes de Lisboa quando se fala de fado e património. Aberta ao público desde 2001, mantém o ambiente autêntico da casa onde Amália viveu durante mais de quatro décadas, permitindo-lhe conhecer não só a artista, mas também a mulher por trás da voz.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761629" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-carnaval-de-torres-vedras-tardou-mas-agora-e-que-e.html" title="O Carnaval de Torres Vedras tardou… mas agora é que é!">O Carnaval de Torres Vedras tardou… mas agora é que é!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-carnaval-de-torres-vedras-tardou-mas-agora-e-que-e.html" title="O Carnaval de Torres Vedras tardou… mas agora é que é!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-carnaval-de-torres-vedras-tardou-mas-agora-e-que-e-1774961146484_320.jpg" alt="O Carnaval de Torres Vedras tardou… mas agora é que é!"></a></article></aside><p>Integrada na Rede Portuguesa de Fundações e na Rede de Casas e Museus de Músicos Europeus, a casa afirma-se como um<strong> ponto de encontro entre tradição e contemporaneidade</strong>. Aqui, o legado de Amália não está parado no tempo.</p><p>As<strong> visitas guiadas </strong>são o ponto central da experiência, conduzindo-o por divisões cheias de memórias, objetos pessoais e histórias que ajudam a compor o retrato de uma das maiores figuras da cultura portuguesa. </p><div class="texto-destacado">Existem também visitas personalizadas, pensadas para quem quer aprofundar diferentes dimensões da sua vida e obra.</div><p>O jardim, esse, mantém-se como um dos espaços mais especiais da casa. É precisamente aí que acontecem os concertos, mas também outras iniciativas culturais, como ciclos dedicados à poesia, exposições temporárias e atividades educativas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-fado-voltou-ao-jardim-mais-secreto-de-lisboa-e-todos-podem-entrar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O lobo-ibérico só estará protegido quando houver cooperação entre Portugal e Espanha]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-lobo-iberico-so-estara-protegido-quando-houver-cooperacao-entre-portugal-e-espanha.html</link><pubDate>Fri, 03 Apr 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Manifesto de especialistas apela ao reforço da proteção de espécie e à maior articulação entre os dois países para reverter o declínio da população lupina na Península Ibérica.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-lobo-iberico-so-estara-protegido-quando-houver-cooperacao-entre-portugal-e-espanha-1775223329657.jpg" data-image="q1ohxt7cw63z" alt="Lobos ibéricos" title="Lobos ibéricos"><figcaption>A população do lobo ibérico está em declínio em Portugal e em Espanha. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>A viabilidade a longo prazo do lobo na Península Ibérica está comprometida e não poderá ser assegurada enquanto não houver uma forte cooperação entre Portugal e Espanha. O alerta é da Sociedade Ibérica para a Conservação e Estudo dos Mamíferos (SECEM), que lançou agora um manifesto pela defesa do lobo-ibérico (<em>Canis lupus signatus</em>). </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-lobo-iberico-so-estara-protegido-quando-houver-cooperacao-entre-portugal-e-espanha-1775223383706.jpg" data-image="h745f2k10qxq" alt="Mapa da Península Ibérica com a distribuição da população do lobo ibérico" title="Mapa da Península Ibérica com a distribuição da população do lobo ibérico"><figcaption>A maior parte da população do lobo ibérico está concentrada no norte do rio Douro, em Portugal, e no noroeste de Espanha. Imagem: SECEM</figcaption></figure><p>Reunindo o consenso de <strong>ambientalistas</strong>, <strong>gestores</strong>, <strong>investigadores</strong>, <strong>técnicos</strong>, entre outros profissionais de diversas entidades espanholas e portuguesas, o documento da organização destaca a articulação entre os dois países como o caminho mais sustentável para preservar a continuidade da espécie.</p><h2>População em declínio nos dois lados da fronteira</h2><p>Os dados do mais recente censo nacional 2019-2021 mostram que, em <strong>Portugal</strong>, já houve uma <strong>redução de cerca de 20% na área de presença do lobo ibérico</strong> nas últimas duas décadas. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O número de alcateias, segundo o SECEM, caiu de 63, em 2002-2003, para 58 no último levantamento, com a maior parte concentrada no norte do Rio Douro e com apenas cinco a seis indivíduos a sul do país.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Em <strong>Espanha</strong>, a espécie foi recentemente avaliada com o estatuto de vulnerável na lista vermelha nacional e não é caso para menos. A população do lobo em território espanhol é atualmente inferior a mil animais adultos, essencialmente distribuídos no noroeste do país.</p><h2>Recuos nas medidas de proteção</h2><p>Em 2021, o lobo entrou na Lista de Espécies Silvestres e no Regime de Proteção Especial, tendo sido a sua caça proibida em toda a Espanha. A <strong>proteção</strong>, todavia, viria a ser <strong>revertida em 2025</strong>, especialmente motivada por preocupações sobre os impactos económicos no setor da pecuária.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Mas a medida, - criticam os especialistas no manifesto -, não teve em conta o estado de conservação da espécie nem as consequências que a redução da proteção poderá ter na população do lobo ibérico.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Neste momento, a única salvaguarda é a <strong>legislação</strong> <strong>regional</strong> aplicada em <strong>algumas comunidades autónomas</strong> de Espanha, como Galiza, Astúrias ou Cantábria.</p><h2>É preciso maior colaboração entre portugueses e espanhóis</h2><p>Um dos maiores obstáculos à conservação do lobo é a <strong>falta de articulação</strong> entre Portugal e Espanha. Essa é, aliás, uma lacuna que pode comprometer seriamente a viabilidade futura da espécie.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="689396" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-grande-carnivoro-pode-ser-um-polinizador-o-lobo-etiope-adora-nectar-e-e-o-primeiro-a-ser-identificado.html" title="Pode um grande carnívoro ser um polinizador? O lobo etíope adora néctar e é o primeiro a ser identificado">Pode um grande carnívoro ser um polinizador? O lobo etíope adora néctar e é o primeiro a ser identificado</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-grande-carnivoro-pode-ser-um-polinizador-o-lobo-etiope-adora-nectar-e-e-o-primeiro-a-ser-identificado.html" title="Pode um grande carnívoro ser um polinizador? O lobo etíope adora néctar e é o primeiro a ser identificado"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/um-grande-carnivoro-pode-ser-um-polinizador-o-lobo-etiope-adora-nectar-e-e-o-primeiro-a-ser-identificado-1735238247802_320.jpg" alt="Pode um grande carnívoro ser um polinizador? O lobo etíope adora néctar e é o primeiro a ser identificado"></a></article></aside><p>A cooperação entre os dois países é, portanto, fundamental, tal como é também a <strong>manutenção do atual regime de proteção legal do lobo ibérico em Portugal</strong>, garantindo a sua coerência com o estado de conservação da população lupina da Península Ibérica</p><h2>A importância de uma estratégia ibérica</h2><p>No campo da cooperação transfronteiriça, em particular, a organização recomenda implementar uma estratégia ibérica conjunta entre Espanha e Portugal, de modo que a <strong>população ibérica</strong> possa ser gerida como uma única unidade e não de forma fragmentada.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É ainda urgente que os dois países se orientem pelos mesmos critérios científicos em toda a área de distribuição do lobo-ibérico. A <strong>uniformização das normas</strong> é condição essencial para <strong>facilitar o estudo da evolução da subespécie</strong> do lobo-cinzento na Península Ibérica, melhorando, consequentemente, as decisões de conservação e gestão.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A SECEM defende também a <strong>padronização da recolha de informação</strong> sobre os <strong>danos ao gado causados pelo lobo</strong> “mediante protocolos científicos homogéneos e a nível peninsular, garantindo que os dados sejam acessíveis para a investigação”.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-lobo-iberico-so-estara-protegido-quando-houver-cooperacao-entre-portugal-e-espanha-1775223575981.jpg" data-image="4hm5pmpijpan" alt="Lobo-ibérico" title="Lobo-ibérico"><figcaption>Os especialistas pedem a uniformização das normas e dos critérios científicos entre Portugal e Espanha para facilitar a gestão e o estudo da população lupina na Península Ibérica. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>De um lado e do outro da fronteira, a sociedade ibérica considera fundamental promover e apoiar <strong>medidas de prevenção proativas do gado face aos ataques de lobos</strong> e “agilizar os sistemas de compensação quando essas medidas tenham sido aplicadas, com o objetivo <strong>de reduzir o conflito</strong> e favorecer a tolerância em relação à espécie”.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://secem.es/sites/default/files/2026-03/Manifiesto_Lobo_Iberico_SECEM_PT.pdf" target="_blank">Manifesto sobre a Preocupante Situação de Conservação do Lobo (Canis lupus) na Península Ibérica</a>. Sociedade Ibérica para a Conservação e Estudo dos Mamíferos (SECEM)</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-lobo-iberico-so-estara-protegido-quando-houver-cooperacao-entre-portugal-e-espanha.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Entre segunda e terça-feira chegará uma frente atlântica com chuva acompanhada de trovoada; zonas mais afetadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-segunda-e-terca-feira-chegara-uma-frente-atlantica-com-chuva-acompanhada-de-trovoada-zonas-mais-afetadas.html</link><pubDate>Fri, 03 Apr 2026 14:23:25 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A próxima mudança de tempo virá de uma frente fria associada a um vale depressionário. Haverá chuva generalizada, por vezes localmente forte e acompanhada de trovoada, estimando-se acumulações superiores a 30 mm em 24 horas nalgumas zonas de Portugal continental.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/entre-segunda-e-terca-feira-chegara-uma-frente-atlantica-com-chuva-acompanhada-de-trovoada-zonas-mais-afetadas-1775225892315.jpg" data-image="tixzboehd5pa"><figcaption>Períodos de chuva ou aguaceiros, potencialmente acompanhados de trovoada, marcarão os primeiros dias da próxima semana em Portugal continental.</figcaption></figure><p>A próxima mudança de tempo já está à vista, mas antes disso, em pleno período pascal, ainda iremos poder desfrutar de dias de sol e calor em Portugal. Durante o fim de semana, a influência do anticiclone e de uma massa de ar tropical continental resultarão em temperaturas diurnas bastante amenas e com valores claramente acima da média para a época do ano, estando previstas <strong>máximas até 30 ºC nalgumas zonas do Vale do Tejo e Vale do Douro</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>A partir de segunda-feira (6), um vale depressionário (também conhecido como cavado) vindo do Atlântico começará a aproximar-se. Posteriormente, isolar-se-á e formará uma pequena gota fria (ou depressão isolada em altitude) sobre a Península Ibérica. A trajetória posterior desta baixa pressão errática está sujeita a grande incerteza. Prevê-se que esta configuração atmosférica resulte na ocorrência de <strong>períodos de chuva ou aguaceiros, acompanhados de trovoada, intensificação do vento, descida das temperaturas e possibilidade de queda de neve</strong>.</p><h2>Chuva e trovoada regressam a Portugal continental entre segunda e terça-feira</h2><p>Espera-se que segunda-feira (6) seja um dia de céu geralmente muito nublado graças a um crescimento gradual das nuvens que se tornarão cada vez mais compactas em Portugal continental. Ainda antes do vale depressionário e respetiva frente fria influenciarem o tempo no nosso país, prevê-se a possibilidade de uma pequena baixa pressão situada no noroeste de Marrocos produzir <strong>aguaceiros dispersos pelo Algarve e Baixo Alentejo na tarde de segunda-feira (6)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entre-segunda-e-terca-feira-chegara-uma-frente-atlantica-com-chuva-acompanhada-de-trovoada-zonas-mais-afetadas-1775225724581.png" data-image="8a0j17mtwkjd"><figcaption>Risco de ocorrência de trovoadas na tarde de segunda-feira (6) no Alto Minho, segundo o modelo Europeu.</figcaption></figure><p><strong>Mais a norte, no Alto Minho, também no período da tarde do dia 6 de abril</strong>, os mapas revelam a possibilidade de ocorrência de <strong>trovoadas</strong>, provavelmente integradas na precipitação associada à fase pré-frontal da frente e estimuladas, em certa medida, pelo aquecimento diurno. Espera-se que a atividade elétrica cesse por volta do fim da tarde.</p><p>Já no período noturno, por volta das 22:00 de segunda-feira (6), <strong>as primeiras faixas de precipitação mais organizadas e geradas pela frente fria começariam finalmente a atingir mais zonas do litoral Norte e Centro</strong>, espalhando-se para sul e para leste nas horas seguintes. Até às 07:00 da manhã de terça-feira (7) espera-se que a chuva já tenha alcançado grande parte das zonas da Regiões Norte, Centro e Área Metropolitana de Lisboa.</p><h2>A chuva será mais generalizada na terça-feira e as trovoadas poderão repetir-se </h2><p><strong>Entre o meio da manhã e o meio da tarde de terça-feira (7) prevê-se o pico do episódio de precipitação</strong> no que toca a probabilidade, intensidade e frequência, inclusive em termos de área geográfica abrangida. <strong>A frente fria, robusta e muito ativa, entrará por Portugal continental adentro nesse período, percorrendo a geografia do litoral para o interior</strong> e deixando chuva em todo o território, embora com uma distribuição muito desigual.</p><p><strong>De acordo com os mapas de referência da Meteored, prevê-se entre 20 e 45 mm de chuva acumulada em grande parte dos distritos a oeste da Barreira de Condensação</strong> (Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro) e também em várias zonas da Região Centro (Coimbra, Viseu e Guarda) até ao final de terça-feira (7). </p><p>No Nordeste Transmontano, Douro e Beira Alta, bem como nas regiões situadas a sul do rio Mondego a precipitação acumulada poderá oscilar geralmente entre 5 e 15 mm, sendo mais escassa no Algarve, onde poderá variar entre 1 e 5 mm no Barlavento e entre 5 e 10 mm no Sotavento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entre-segunda-e-terca-feira-chegara-uma-frente-atlantica-com-chuva-acompanhada-de-trovoada-zonas-mais-afetadas-1775225619524.png" data-image="29v5p98jtj8w"><figcaption>Mapa de precipitação acumulada em Portugal continental até à 01:00 da madrugada de quarta-feira, 8 de abril.</figcaption></figure><p><strong>Na tarde de terça-feira (7) as trovoadas poderão voltar a surgir, com os mapas a estimarem uma maior probabilidade para o interior alentejano</strong> (metades orientais dos distritos de Portalegre, Évora e Beja). Além da atividade elétrica, estima-se uma descida acentuada das temperaturas na terça-feira (7) uma vez que a evolução da circulação atmosférica favorecerá a entrada de ar mais frio em altitude. </p><p><strong>A combinação do ar frio com a precipitação poderá gerar queda de neve nos pontos mais elevados da Serra da Estrela a partir da tarde</strong>, descendo a cota para os 1000/1200 metros ao fim do dia, podendo inclusive cair noutros pontos montanhosos a norte. O vento soprará fraco a moderado do quadrante Sul, podendo por vezes ser forte e produzir rajadas até 70 km/h, tanto nas terras altas, como em alguns locais da faixa costeira.</p><h3>Quarta-feira, 8 de abril, com possibilidade de continuidade do cenário meteorológico instável</h3><p><strong>Para quarta-feira (8) vislumbra-se a possível continuidade deste cenário instável, com mais períodos de precipitação</strong> (chuva, neve a acumular e a poder alastrar-se a mais zonas montanhosas do Norte e Centro) e <strong>uma nova descida das temperaturas</strong> que reforçará o arrefecimento do tempo por mais uma jornada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762109" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alteracoes-no-modelo-europeu-o-bloqueio-escandinavo-chegara-mais-cedo-do-que-o-previsto-efeitos-em-portugal.html" title="Alterações no modelo europeu: o bloqueio escandinavo chegará mais cedo do que o previsto; efeitos em Portugal">Alterações no modelo europeu: o bloqueio escandinavo chegará mais cedo do que o previsto; efeitos em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alteracoes-no-modelo-europeu-o-bloqueio-escandinavo-chegara-mais-cedo-do-que-o-previsto-efeitos-em-portugal.html" title="Alterações no modelo europeu: o bloqueio escandinavo chegará mais cedo do que o previsto; efeitos em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alteracoes-no-modelo-europeu-o-bloqueio-escandinavo-chegara-mais-cedo-do-que-o-previsto-efeitos-em-portugal-1775217510344_320.png" alt="Alterações no modelo europeu: o bloqueio escandinavo chegará mais cedo do que o previsto; efeitos em Portugal"></a></article></aside><p>Tratando-se de um cenário de médio prazo, ainda envolto em alguma incerteza, especialmente para quarta-feira (8), <strong>recomenda-se acompanhar as atualizações das previsões da Meteored Portugal nos próximos dia</strong><strong>s</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-segunda-e-terca-feira-chegara-uma-frente-atlantica-com-chuva-acompanhada-de-trovoada-zonas-mais-afetadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item></channel></rss>