<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Wed, 29 Jul 2026 22:40:31 +0000</lastBuildDate><pubDate>Wed, 29 Jul 2026 22:40:31 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[A trepadeira de veludo que transforma qualquer recanto: como cuidar do Pothos prateado para que cresça saudável em casa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-trepadeira-de-veludo-que-transforma-qualquer-recanto-como-cuidar-do-pothos-prateado-para-que-cresca-saudavel-em-casa.html</link><pubDate>Wed, 29 Jul 2026 17:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>O poto prateado é uma planta que dá um toque especial a qualquer espaço, sem necessitar de cuidados especiais. A única coisa de que necessita é de boa luz e de uma rega moderada.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-enredadera-de-terciopelo-que-transforma-cualquier-rincon-como-cuidar-el-poto-plateado-para-que-crezca-sano-en-casa-1785205045570.png" data-image="9v3mvu7avvyk" alt="El nombre pictus significa “pintado” o “decorado”, en referencia a las manchas que parecen trazadas sobre las hojas." title="El nombre pictus significa “pintado” o “decorado”, en referencia a las manchas que parecen trazadas sobre las hojas."><figcaption>O nome "pictus" significa "pintado" ou "decorado", em referência às manchas que parecem ter sido desenhadas nas folhas.</figcaption></figure><p>O poto prateado (<em>Scindapsus pictus</em>) é uma planta capaz de dar vida e personalidade a qualquer recanto sem ocupar muito espaço. Tem caules que se alongam com muita facilidade e que permitem colocá-la numa prateleira, deixá-la cair de um vaso suspenso ou guiá-la por um suporte para realçar toda a sua beleza.</p><p>A sua forma de crescimento torna-a muito adaptável a ambientes interiores. Pode preencher espaços vazios, complementar outros elementos decorativos ou crescer verticalmente para um efeito mais frondoso, desde que receba luz indireta suficiente.</p><p>O que mais chama a atenção nesta trepadeira de interior são <strong>as suas folhas em forma de coração, de um verde escuro, salpicadas com manchas prateadas </strong>e com uma superfície mate, ligeiramente aveludada, que a distingue de outras plantas semelhantes.</p><p>Embora pareça uma planta delicada, <strong>os cuidados a ter são bastante simples</strong>. Necessita de boa iluminação, regas moderadas e um substrato que drene bem a humidade. É frequentemente confundida com o poto comum, mas existem diferenças muito evidentes nas suas folhas, no seu crescimento e na forma de cuidar dela.</p><h2>Poto prateado e poto comum: parecidos, mas não iguais</h2><p>O poto prateado pertence ao género <em>Scindapsus</em>, enquanto o poto comum é <em>Epipremnum aureum</em>. <strong>Ambos pertencem à família<em> Araceae</em> e partilham o hábito trepador, mas são espécies de géneros distintos</strong>.</p><p>O primeiro é uma trepadeira tropical originária do sudeste do Bangladesh até regiões da Malásia, Indonésia e Filipinas, onde cresce trepando por troncos em ambientes húmidos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-enredadera-de-terciopelo-que-transforma-cualquier-rincon-como-cuidar-el-poto-plateado-para-que-crezca-sano-en-casa-1785205082301.png" data-image="l2bvsiznkmpw" alt="Las plantas maduras pueden desarrollar hojas divididas o lobuladas, que se ven muy distintas a las hojas enteras y acorazonadas que solemos ver en plantas de interior." title="Las plantas maduras pueden desarrollar hojas divididas o lobuladas, que se ven muy distintas a las hojas enteras y acorazonadas que solemos ver en plantas de interior."><figcaption>As plantas adultas podem desenvolver folhas divididas ou lobuladas, que têm um aspeto muito diferente das folhas inteiras e em forma de coração que costumamos ver nas plantas de interior.</figcaption></figure><p>A diferença mais evidente reside nas folhas. <strong>O poto prateado apresenta manchas em tons de cinzento prateado e uma textura acetinada ou aveludada</strong>; por outro lado, o poto comum tem folhas mais lisas e brilhantes, geralmente com variegação amarela.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780709" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-plantas-que-te-podem-ajudar-a-transformar-uma-pequena-varanda-num-mini-jardim.html" title="As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda num mini-jardim">As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda num mini-jardim</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-plantas-que-te-podem-ajudar-a-transformar-uma-pequena-varanda-num-mini-jardim.html" title="As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda num mini-jardim"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/las-plantas-que-pueden-ayudarte-a-transformar-un-balcon-pequeno-en-un-mini-jardin-1784951323175_320.png" alt="As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda num mini-jardim"></a></article></aside><p>A forma como cresce também muda. <strong>O poto prateado cresce mais devagar, desenvolve folhas mais grossas e não tolera o excesso de água</strong>. Por outro lado, o poto comum costuma recuperar-se melhor da falta de cuidados e adapta-se a locais menos iluminados, embora, com pouca luz, possa perder parte da sua cor.</p><h3>Cuidados para um crescimento saudável e folhas prateadas</h3><p>A luz é o ponto de partida para que o poto prateado mantenha a sua cor. <strong>O ideal é colocá-lo perto de uma janela com luz indireta, de preferência protegida por uma cortina</strong>. A luz solar direta pode queimar as folhas, enquanto a falta de luz provoca caules longos, folhas pequenas e manchas menos intensas.</p><p>Depois de resolver a questão da iluminação, o próximo passo é a rega. <strong>Deixe secar a metade superior do substrato antes de regar novamente</strong>, certificando-se de que a água escorra pelos orifícios do vaso. Lembre-se de que, na primavera e no verão, a sua planta precisará de mais água do que no inverno.</p><div class="texto-destacado">Para que a sua planta cresça saudável, procure mantê-la num ambiente com temperaturas entre 18 e 29 °C. Evite correntes de ar frio e certifique-se de que a temperatura não desça abaixo dos 15 °C.</div><p>Para que essa rega funcione bem, o substrato também deve permitir uma boa aeração.<strong> Uma mistura de substrato universal com perlita, fibra de coco ou casca fina ajuda a conservar a humidade sem que as raízes fiquem encharcadas</strong>. </p><p>Durante a primavera e o verão, aplica um produto equilibrado para plantas de interior uma vez por mês. Lembra-te de não exagerar, pois o excesso de fertilizante pode danificar as raízes e provocar pontas secas. Para estimular o crescimento de folhas maiores, podes podar os caules longos ou colocar um tutor de musgo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-enredadera-de-terciopelo-que-transforma-cualquier-rincon-como-cuidar-el-poto-plateado-para-que-crezca-sano-en-casa-1785205117818.png" data-image="uslddfirfozo" alt="Las hojas jovenes miden entre 7.5 y 10 centímetros, pero pueden crecer más cuando la planta tiene soporte y buenas condiciones." title="Las hojas jovenes miden entre 7.5 y 10 centímetros, pero pueden crecer más cuando la planta tiene soporte y buenas condiciones."><figcaption>As folhas jovens medem entre 7,5 e 10 centímetros, mas podem crescer mais quando a planta tem um suporte e boas condições.</figcaption></figure><p>Para além do crescimento, é importante cuidar da aparência da folhagem. Limpar as folhas com um pano húmido evita que o pó bloqueie a luz e ajuda a manter o seu aspeto acetinado. <strong>Se as folhas se enrolarem ou caírem, é provável que haja falta de água</strong>, mas se ficarem amarelas quando o substrato ainda estiver húmido, pode haver um excesso.</p><p>Com o tempo, a planta poderá precisar de mais espaço. Se notar que as raízes saem pelos orifícios de drenagem, que a água escorre demasiado depressa ou que o seu crescimento estagna, está na hora de a transplantar para um vaso ligeiramente maior.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780447" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-5-plantas-mais-inusitadas-para-cultivar-em-casa-parecem-ser-de-outro-planeta.html" title="As 5 plantas mais inusitadas para cultivar em casa: parecem ser de outro planeta!">As 5 plantas mais inusitadas para cultivar em casa: parecem ser de outro planeta!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-5-plantas-mais-inusitadas-para-cultivar-em-casa-parecem-ser-de-outro-planeta.html" title="As 5 plantas mais inusitadas para cultivar em casa: parecem ser de outro planeta!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/le-5-piante-piu-insolite-da-coltivare-in-casa-sembrano-arrivate-da-un-altro-pianeta-1784222155463_320.jpeg" alt="As 5 plantas mais inusitadas para cultivar em casa: parecem ser de outro planeta!"></a></article></aside><p>Não é preciso ser um especialista para ter esta planta linda. <strong>Com boa luz, rega moderada, boa drenagem e atenção, podes mantê-la saudável</strong>. Se notares alterações na cor, forma ou firmeza das folhas, é sinal de que a planta precisa de algo. Ajusta um fator de cada vez e observa como ela reage.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-trepadeira-de-veludo-que-transforma-qualquer-recanto-como-cuidar-do-pothos-prateado-para-que-cresca-saudavel-em-casa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Poeiras do Saara mantêm-se esta quarta-feira em Portugal: saiba como evoluirá o episódio]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/poeiras-do-saara-mantem-se-esta-quarta-feira-em-portugal-saiba-como-evoluira-o-episodio.html</link><pubDate>Wed, 29 Jul 2026 16:04:41 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As poeiras provenientes do deserto do Saara deverão manter-se esta quarta-feira em Portugal continental, tornando mais evidente a presença de partículas em suspensão na atmosfera, antes de uma dispersão gradual prevista para os próximos dias.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xat8tcy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xat8tcy.jpg" id="xat8tcy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As poeiras provenientes do deserto do Saara deverão<strong> manter</strong><strong>-se ao longo da tarde desta quarta-feira </strong>em Portugal continental, à medida que uma massa de ar carregada de partículas provenientes do Norte de África avança sobre o território, sobretudo nas regiões Centro e Sul. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações</div><p>De acordo com os modelos meteorológicos, o episódio deverá intensificar-se durante as próximas horas, atingindo o pico entre o final da tarde e a noite antes de começar a perder intensidade de forma gradual.</p><h2>Circulação de sul favorece o transporte de poeiras</h2><p>Este episódio resulta de uma <strong>circulação persistente de sul</strong>, responsável pelo transporte de massas de ar secas e poeirentas até à Península Ibérica. Como este padrão atmosférico deverá manter-se praticamente inalterado durante quarta-feira, <strong>continuará a favorecer a chegada de partículas provenientes do Norte de África a Portugal continental</strong>, sobretudo às regiões Centro e Sul.</p><p>Estas situações são relativamente frequentes entre a primavera e o verão, quando determinadas configurações atmosféricas favorecem o transporte de partículas minerais ao longo de milhares de quilómetros. A intensidade destes episódios depende igualmente da duração deste padrão de circulação entre o Norte de África e a Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/poeiras-do-saara-reforcam-se-esta-quarta-feira-em-portugal-saiba-como-evoluira-o-episodio-1785339283171.png" data-image="7zbdty1mnud5"><figcaption>A circulação de sul continua a transportar poeiras provenientes do Norte de África para a Península Ibérica, favorecendo o reforço da intrusão sobre Portugal continental durante a tarde e noite de quarta-feira.</figcaption></figure><p>O período de maior intensidade deverá traduzir-se num céu com um aspeto mais esbranquiçado ou acastanhado devido à presença de poeiras em suspensão na atmosfera. Além da <strong>redução pontual da visibilidade</strong>, será também possível observar a <strong>deposição de partículas</strong> sobre veículos, edifícios, mobiliário urbano e outras superfícies expostas.</p><p>Apesar de o fenómeno ser facilmente percetível, grande parte das partículas permanece em altitude durante o transporte. A quantidade de poeiras que chega à superfície depende da evolução da circulação atmosférica e da forma como a massa de ar se desloca e dispersa ao longo dos dias, pelo que a intensidade dos seus efeitos pode variar entre diferentes regiões.</p><h2>Diminuição deverá começar a partir de quinta-feira</h2><p>A partir de quinta-feira, os modelos meteorológicos apontam para uma alteração gradual da circulação em altitude. Embora o fluxo de sul se mantenha, deixará progressivamente de favorecer a chegada de novas partículas ao território continental, permitindo que a presença de poeiras <strong>diminua de forma gradual ao longo de sexta-feira e durante o fim de semana</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/poeiras-do-saara-reforcam-se-esta-quarta-feira-em-portugal-saiba-como-evoluira-o-episodio-1785339357999.png" data-image="z9698ot2drbu"><figcaption>A circulação atmosférica torna-se menos favorável ao transporte de poeiras para Portugal continental, permitindo uma diminuição significativa da intrusão, embora persistam concentrações mais elevadas a sul da Península Ibérica.</figcaption></figure><p><strong>A melhoria deverá fazer-se sentir primeiro nas regiões Norte e Centro</strong>, enquanto o Sul, em especial o Algarve, poderá permanecer sob maior influência deste episódio durante mais algum tempo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781074" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/apos-um-ligeiro-alivio-o-calor-voltara-a-intensificar-se-saiba-quando-os-40-c-poderao-regressar-a-portugal.html" title="Após um ligeiro alívio, o calor voltará a intensificar-se: saiba quando os 40 ºC poderão regressar a Portugal">Após um ligeiro alívio, o calor voltará a intensificar-se: saiba quando os 40 ºC poderão regressar a Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/apos-um-ligeiro-alivio-o-calor-voltara-a-intensificar-se-saiba-quando-os-40-c-poderao-regressar-a-portugal.html" title="Após um ligeiro alívio, o calor voltará a intensificar-se: saiba quando os 40 ºC poderão regressar a Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/apos-um-ligeiro-alivio-o-calor-voltara-a-intensificar-se-saiba-quando-os-40-c-poderao-regressar-a-portugal-1785325941776_320.jpg" alt="Após um ligeiro alívio, o calor voltará a intensificar-se: saiba quando os 40 ºC poderão regressar a Portugal"></a></article></aside><p>Embora o cenário previsto pelos modelos seja consistente, pequenas alterações na circulação atmosférica sobre a Península Ibérica poderão ainda influenciar a extensão e a duração da intrusão sobre Portugal continental, tornando importante acompanhar as próximas atualizações das previsões meteorológicas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/poeiras-do-saara-mantem-se-esta-quarta-feira-em-portugal-saiba-como-evoluira-o-episodio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Meteorologista Marta Godinho sobre primeiros 7 dias de agosto: "Chuva será temporária e o calor regressará rapidamente"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/meteorologista-marta-godinho-sobre-primeiros-7-dias-de-agosto-chuva-sera-temporaria-e-o-calor-regressara-rapidamente.html</link><pubDate>Wed, 29 Jul 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os primeiros sete dias de agosto serão marcados por mudanças no estado do tempo. Após um início do mês quente, uma depressão trará chuva e temperaturas mais baixas, antes de um novo reforço do calor.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xat73sy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xat73sy.jpg" id="xat73sy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O primeiro dia de agosto será quente em praticamente todo o país, porém após o sábado (dia 1) a aproximação de uma depressão atlântica irá trazer uma descida das temperaturas, mais nebulosidade e alguma chuva, sobretudo no litoral e nas regiões Norte e Centro.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No entanto, os modelos indicam que esta mudança será breve, com uma nova subida das temperaturas prevista a partir de meados da semana. <strong>Concluindo, a chuva será temporária e o calor regressará rapidamente</strong>.</p><h2>Sábado começa quente, com máximas perto dos 40 °C no Sul</h2><p>O mês de agosto arranca com tempo quente em praticamente todo o território continental.<strong> No sábado, dia 1, a maioria das capitais de distrito deverá registar temperaturas máximas superiores a 30 °C,</strong> à exceção das habituais regiões mais frescas do litoral Norte e Centro, como Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro e Leiria, onde a influência marítima continuará a limitar a subida das temperaturas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-meteorologista-marta-godinho-a-chuva-regressa-mas-o-calor-voltara-a-ganhar-forca-na-segunda-metade-da-semana-1785326454489.png" data-image="qz6aho4nxi0r" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O mês de agosto arranca com calor em praticamente todo o país, com máximas próximas dos 40 °C no interior do Algarve e acima dos 30 °C na maioria das regiões.</figcaption></figure><p>Os valores mais elevados deverão ocorrer no interior do Algarve, junto à fronteira com Espanha. <strong>Concelhos como Alcoutim e Castro Marim poderão atingir os 40 °C</strong>,<strong> </strong>enquanto grande parte do Alentejo e do interior Centro também registará temperaturas bastante elevadas.</p><h2>Depressão atlântica traz um alívio temporário do calor</h2><p>Durante o domingo, dia 2, <strong>uma depressão atlântica irá aproximar-se da Península Ibérica</strong>, deslocando-se para leste em direção a França, sem que o seu núcleo atravesse Portugal. Ainda assim, a circulação associada será suficiente para alterar temporariamente o estado do tempo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-meteorologista-marta-godinho-a-chuva-regressa-mas-o-calor-voltara-a-ganhar-forca-na-segunda-metade-da-semana-1785326611236.png" data-image="tj7qdgso7soh" alt="Pressão, chuva e neve" title="Pressão, chuva e neve"><figcaption>Uma depressão atlântica aproxima-se da Península Ibérica e prepara uma mudança temporária do estado do tempo em Portugal durante o início da semana.</figcaption></figure><p>Na segunda-feira, dia 3, <strong>os vestígios desta depressão deverão traduzir-se num aumento da nebulosidade e em períodos de chuva fraca,</strong> pontualmente mais organizada durante a tarde.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-meteorologista-marta-godinho-a-chuva-regressa-mas-o-calor-voltara-a-ganhar-forca-na-segunda-metade-da-semana-1785326651930.png" data-image="wa1w5gq50d5s" alt="Chuva (mm)" title="Chuva (mm)"><figcaption>Os vestígios da depressão poderão trazer chuva fraca e aumento da nebulosidade a vários distritos do Norte, Centro e, localmente, do Sul na segunda-feira.</figcaption></figure><p>A precipitação poderá abranger vários distritos do Norte e Centro, estendendo-se localmente a alguns setores do Sul, embora, para já, os acumulados previstos sejam reduzidos. <strong>Esta mudança refletir-se-á igualmente nas temperaturas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-meteorologista-marta-godinho-a-chuva-regressa-mas-o-calor-voltara-a-ganhar-forca-na-segunda-metade-da-semana-1785326715653.png" data-image="qy98uavyvcyq" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>A aproximação da depressão fará descer as temperaturas no litoral Norte e Centro, enquanto o interior do Alentejo e do Algarve continuará acima dos 30 °C.</figcaption></figure><p>Entre domingo e segunda-feira (dias 2 e 3), <strong>o litoral Norte e Centro, bem como a região de Lisboa, deverão registar um arrefecimento, com máximas entre 20 °C em Viana do Castelo e cerca de 27 °C em Lisboa</strong>. Em contraste, o interior do Alentejo e o Algarve deverão continuar acima dos 30 °C, mantendo um contraste térmico significativo entre o litoral e o interior.</p><h2>Calor regressa durante a segunda metade da semana</h2><p>Após a passagem da depressão, <strong>entre 4 e 7 de agosto, a tendência é para uma nova intensificação do calor</strong>. Os modelos meteorológicos indicam que uma massa de ar muito quente proveniente do Norte de África voltará a subir em direção à Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-meteorologista-marta-godinho-a-chuva-regressa-mas-o-calor-voltara-a-ganhar-forca-na-segunda-metade-da-semana-1785327083441.jpg" data-image="sw73ffjai16k" alt="Geopotencial e Temperatura 850 hPa" title="Geopotencial e Temperatura 850 hPa"><figcaption>Após a passagem da depressão, o ar muito quente proveniente do Norte de África poderá voltar a reforçar-se sobre a Península Ibérica, favorecendo uma nova subida das temperaturas na segunda metade da semana.</figcaption></figure><p>No mapa de geopotencial e temperatura aos <strong>850 hPa,</strong> aproximadamente <strong>1</strong><strong>500 metros de altitude, </strong>observam-se tonalidades roxas sobre Espanha e vermelhos muito escuros sobre Portugal, um indicador da presença de ar bastante quente em altitude. Caso esta configuração se confirme,<strong> as temperaturas poderão voltar a subir, </strong>sobretudo nas regiões do interior, onde a influência moderadora do Atlântico é menos expressiva.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781074" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/apos-um-ligeiro-alivio-o-calor-voltara-a-intensificar-se-saiba-quando-os-40-c-poderao-regressar-a-portugal.html" title="Após um ligeiro alívio, o calor voltará a intensificar-se: saiba quando os 40 ºC poderão regressar a Portugal">Após um ligeiro alívio, o calor voltará a intensificar-se: saiba quando os 40 ºC poderão regressar a Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/apos-um-ligeiro-alivio-o-calor-voltara-a-intensificar-se-saiba-quando-os-40-c-poderao-regressar-a-portugal.html" title="Após um ligeiro alívio, o calor voltará a intensificar-se: saiba quando os 40 ºC poderão regressar a Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/apos-um-ligeiro-alivio-o-calor-voltara-a-intensificar-se-saiba-quando-os-40-c-poderao-regressar-a-portugal-1785325941776_320.jpg" alt="Após um ligeiro alívio, o calor voltará a intensificar-se: saiba quando os 40 ºC poderão regressar a Portugal"></a></article></aside><ol></ol><p>Importa recordar que esta é uma<strong> previsão de médio prazo</strong>, baseada nas tendências atualmente indicadas pelos modelos numéricos. À medida que a data se aproxima, <strong>poderão ocorrer alterações na intensidade e localização da precipitação</strong>, bem como nos<strong> valores exatos das temperaturas</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/meteorologista-marta-godinho-sobre-primeiros-7-dias-de-agosto-chuva-sera-temporaria-e-o-calor-regressara-rapidamente.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O sucessor do James Webb já está em desenvolvimento: este é o megatelescópio da NASA concebido para procurar outra Terra]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-sucessor-do-james-webb-ja-esta-em-desenvolvimento-este-e-o-megatelescopio-da-nasa-concebido-para-procurar-outra-terra.html</link><pubDate>Wed, 29 Jul 2026 15:13:52 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O futuro Habitable Worlds Observatory entra numa fase decisiva. A NASA já definiu as tecnologias que deverão estar prontas antes do final da década para concretizar uma das suas missões científicas mais ambiciosas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-sucesor-de-james-webb-ya-esta-en-marcha-este-es-el-megatelescopio-de-la-nasa-disenado-para-buscar-otra-tierra-1785270499023.jpg" data-image="j66ysoq548kl" alt="NASA impulsa el Habitable Worlds Observatory, el telescopio espacial que buscará exoplanetas habitables y revolucionará la astronomía." title="NASA impulsa el Habitable Worlds Observatory, el telescopio espacial que buscará exoplanetas habitables y revolucionará la astronomía."><figcaption>Representação artística do HWO. Crédito: Laboratório de Imagens Conceptuais do Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA</figcaption></figure><p><strong>A busca por vida fora da Terra dará um novo salto nos próximos anos com o Habitable Worlds Observatory (HWO)</strong>, o futuro grande telescópio espacial da NASA concebido para detetar e estudar exoplanetas potencialmente habitáveis. Embora a missão ainda esteja em desenvolvimento, a agência espacial acaba de definir as tecnologias que deverão amadurecer antes de <strong>o projeto passar por uma avaliação crucial no final desta década</strong>.</p><p>O Gabinete para a Maturação Tecnológica do HWO (Technology Maturation Project Office, TMPO), criado em 2024, publicou um relatório técnico no servidor científico arXiv, no qual estabelece<strong> o roteiro para que os sistemas mais importantes atinjam o nível de preparação necessário</strong> antes da chamada Mission Concept Review (MCR).</p><p>Superar essa fase será fundamental para que<strong> a missão continue o seu desenvolvimento</strong>.</p><h2>Bloquear a luz das estrelas para encontrar outros mundos</h2><p><strong>O maior desafio do HWO será observar planetas extremamente ténues que orbitam estrelas muito mais brilhantes</strong>. Para tal, irá incorporar um sofisticado coronógrafo, um instrumento capaz de bloquear quase totalmente a luz estelar e deixar visível apenas o fraco sinal proveniente do planeta.</p><p>Este sistema utilizará um espelho deformável equipado com uma matriz de 96 por 96 atuadores, capazes de modificar a sua superfície com uma precisão da ordem dos picómetros. O objetivo é compensar qualquer imperfeição ótica e <strong>atingir um nível de supressão da luz estelar próximo de uma dezmilmillonésima parte do seu brilho original</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-sucesor-de-james-webb-ya-esta-en-marcha-este-es-el-megatelescopio-de-la-nasa-disenado-para-buscar-otra-tierra-1785270575179.jpg" data-image="jp0cfe6s5m68" alt="NASA impulsa el Habitable Worlds Observatory, el telescopio espacial que buscará exoplanetas habitables y revolucionará la astronomía." title="NASA impulsa el Habitable Worlds Observatory, el telescopio espacial que buscará exoplanetas habitables y revolucionará la astronomía."><figcaption>Uma ilustração mostra o Telescópio dos Mundos Habitáveis em órbita à volta da Terra com o seu painel solar aberto. Crédito: NASA/Robert Lea.</figcaption></figure><p>A luz captada será registada através de<strong> detetores de altíssima sensibilidade</strong>, como os dispositivos EMCCD ou futuros sensores quânticos supercondutores, capazes de detetar quantidades mínimas de luz com um nível de ruído praticamente inexistente.</p><h2>Um telescópio extremamente estável</h2><p>No entanto, um coronógrafo tão preciso só será útil <strong>se todo o observatório mantiver uma estabilidade excecional durante horas ou mesmo dias</strong>, uma vez que muitas observações exigirão longos tempos de exposição.</p><p>Um dos principais obstáculos será a expansão e contração dos materiais provocadas pelas<strong> variações de temperatura no espaço</strong>. Para minimizar esses efeitos, o telescópio utilizará materiais com expansão térmica muito baixa, um avançado sistema ativo de controlo de temperatura e mecanismos de correção que incluirão micropropulsores, isolamento contra vibrações e espelhos capazes de compensar pequenos desvios em tempo real.</p><h2>Um observatório para estudar muito mais do que exoplanetas</h2><p>Embora a procura de mundos habitáveis seja o seu principal objetivo, o HWO <strong>também funcionará como um observatório astronómico de nova geração</strong>. De acordo com as recomendações do relatório Astro2020, deverá observar o universo num amplo leque de comprimentos de onda, desde o infravermelho próximo até ao ultravioleta distante.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/XJwDlLiQpS4/sddefault.jpg" alt="youtube video id=XJwDlLiQpS4" id="XJwDlLiQpS4"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Para alcançar esse desempenho, será necessário desenvolver novos revestimentos para os seus espelhos e aperfeiçoar tecnologias como os detetores de ultravioleta de grande formato, as novas gerações de microobturadores e os dispositivos de micromatrizes de espelhos digitais, <strong>componentes que ainda exigem vários anos de investigação e testes</strong>.</p><h2>A próxima década será decisiva</h2><p>A NASA planeia avançar de forma progressiva, <strong>aproveitando a experiência adquirida durante o desenvolvimento dos telescópios espaciais James Webb e Nancy Grace Roman</strong>. Além disso, os engenheiros realizarão testes exaustivos em bancos experimentais como o EPIC-5 e o novo HOST, concebidos para verificar se todos os sistemas funcionam de forma integrada em condições semelhantes às do espaço.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774636" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/telescopio-james-webb-captura-exoplaneta-que-esta-evaporando-sob-o-calor-de-seu-proprio-sol.html" title="Telescópio James Webb captura exoplaneta que está a evaporar sob o calor do seu próprio sol">Telescópio James Webb captura exoplaneta que está a evaporar sob o calor do seu próprio sol</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/telescopio-james-webb-captura-exoplaneta-que-esta-evaporando-sob-o-calor-de-seu-proprio-sol.html" title="Telescópio James Webb captura exoplaneta que está a evaporar sob o calor do seu próprio sol"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-telescopio-james-webb-capta-un-exoplaneta-que-se-esta-evaporando-bajo-el-calor-de-su-propio-sol-1781789120425_320.jpg" alt="Telescópio James Webb captura exoplaneta que está a evaporar sob o calor do seu próprio sol"></a></article></aside><p>Ainda faltam vários anos até à revisão crítica da missão, uma fase em que <strong>a NASA avaliará se o projeto cumpre os objetivos tecnológicos previstos ou se é necessário repensar o seu futuro</strong>. Paralelamente, a agência já começou a promover a colaboração internacional através de reuniões técnicas que ajudarão a coordenar o desenvolvimento das tecnologias necessárias.</p><p>Se tudo correr conforme previsto, <strong>o Habitable Worlds Observatory tornar-se-á o sucessor dos grandes telescópios espaciais atuais</strong> e oferecerá uma capacidade sem precedentes para estudar planetas semelhantes à Terra, além de abrir uma nova janela para explorar o universo com um nível de detalhe nunca antes alcançado.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-sucessor-do-james-webb-ja-esta-em-desenvolvimento-este-e-o-megatelescopio-da-nasa-concebido-para-procurar-outra-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugueses lideram estudo para descobrir como a poluição atmosférica castiga os mais pobres]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugueses-lideram-estudo-para-descobrir-como-a-poluicao-atmosferica-castiga-os-mais-pobres.html</link><pubDate>Wed, 29 Jul 2026 14:15:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Uma revisão científica pioneira mapeia o impacto desproporcional dos poluentes sobre as populações desfavorecidas, alertando para a necessidade de desenvolver políticas de saúde pública mais inclusivas e equitativas.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/portugueses-lideram-estudo-para-descobrir-como-a-poluicao-atmosferica-castiga-os-mais-pobres-1785328511330.jpg" data-image="4nb2i21al79n" alt="Passagem pedonal na IC19, Sintra" title="Passagem pedonal na IC19, Sintra"><figcaption>Viver junto a vias congestionadas, como o IC19 entre Sintra e Lisboa, aumenta significativamente a exposição à poluição do ar. Foto: Infraestruturas de Portugal</figcaption></figure><p>Viver numa <strong>rua</strong> onde o ar carrega o peso de milhares de <strong>escapes diários</strong> ou o <strong>fumo</strong> constante de uma <strong>fábrica</strong> não é, para muitas famílias, uma escolha. É a única opção compatível com o seu orçamento.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A comunidade científica internacional já classifica a poluição atmosférica como o maior perigo ambiental para a sobrevivência humana, mas o risco não é igual para todos. As populações mais vulneráveis enfrentam níveis de exposição muito superiores.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Foi esta desigualdade que motivou uma equipa liderada pela <strong>Universidade de Aveiro</strong> a analisar exaustivamente a literatura científica global. Em colaboração com a <strong>Universidade de Coimbra</strong>, o Laboratório Associado de Sistemas Inteligentes da <strong>Universidade do Minho</strong> e a University of the West of England, os investigadores examinaram 99 artigos internacionais para perceber até que ponto as avaliações de impacto sanitário incorporam justiça ambiental e desigualdades sociais.</p><h2>Mapa geográfico das falhas</h2><p>Os resultados, publicados na revista <em>Heliyon</em>, revelam um <strong>desequilíbrio geográfico</strong> na produção de conhecimento. Dos 21 países onde se realizaram os estudos analisados, os <strong>Estados Unidos</strong> representam 53 por cento da amostra. O <strong>Canadá</strong> surge muito atrás, com seis por cento, seguido pela <strong>China</strong> com cinco por cento. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A investigação sobre injustiça ambiental cresce, no entanto, a ritmo acelerado: mais de metade dos artigos selecionados foram publicados nos últimos cinco anos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Segundo os autores portugueses, esta <strong>tendência</strong> mostra uma <strong>maior atenção</strong> às <strong>dimensões sociodemográficas</strong> da <strong>crise ambiental</strong>. Ainda assim, a maioria dos trabalhos concentra-se nos efeitos prolongados da exposição, deixando de fora análises mais imediatas ou de curta duração.</p><h2>O peso das partículas finas</h2><p>A quase totalidade dos estudos centra-se nas <strong>partículas finas em suspensão</strong>, conhecidas como <strong>PM2.5</strong>. Estas partículas microscópicas conseguem penetrar profundamente no sistema respiratório e estão associadas a doenças graves. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/portugueses-lideram-estudo-para-descobrir-como-a-poluicao-atmosferica-castiga-os-mais-pobres-1785328676317.jpg" data-image="trbg1bbx1zs9" alt="Chaminés industriais" title="Chaminés industriais"><figcaption>A grande maioria dos estudos sobre os impactos da poluição atmosférica na saúde está concentrada na América do Norte, evidenciando lacunas na Europa e em outras regiões pouco representadas. Foto: Raimond Sprekking, CC BY 3.0, Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>Apesar disso, apenas metade dos artigos cruza os <strong>dados de monitorização ambiental com os registos médicos ou com os níveis reais de exposição das populações</strong>. A análise estatística clássica domina as metodologias, estando presente em cerca de 71 por cento dos casos. Os restantes trabalhos dividem-se entre modelação de cenários futuros e inquéritos diretos às comunidades afetadas, revelando abordagens ainda pouco integradas.</p><h2>Ar puro não é para todos</h2><p>A justiça climática parte da premissa de que quem menos contribui para a poluição é, muitas vezes, quem mais sofre com os seus efeitos. Todos os artigos revistos adotam esta perspetiva, avaliando fatores como<strong> rendimento</strong>, <strong>raça</strong> <strong>e etnia</strong>. Os dados financeiros são o indicador mais utilizado, presente em 99 por cento das investigações.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="677091" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/poderao-a-justica-climatica-e-a-igualdade-economica-ser-alcancadas-em-conjunto.html" title="Poderão a justiça climática e a igualdade económica ser alcançadas em conjunto?">Poderão a justiça climática e a igualdade económica ser alcançadas em conjunto?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/poderao-a-justica-climatica-e-a-igualdade-economica-ser-alcancadas-em-conjunto.html" title="Poderão a justiça climática e a igualdade económica ser alcançadas em conjunto?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/can-good-climate-policy-and-economic-equality-both-be-achieved-in-balance-1728050582721_320.jpeg" alt="Poderão a justiça climática e a igualdade económica ser alcançadas em conjunto?"></a></article></aside><p>A Organização Mundial da Saúde e o Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas confirmam esta realidade. <strong>Famílias com baixos rendimentos e minorias étnicas</strong> vivem frequentemente perto de vias rodoviárias saturadas ou complexos industriais. A consequência traduz-se numa maior incidência de <strong>asma</strong>, <strong>doenças cardíacas</strong> <strong>crónicas</strong> e complicações durante a <strong>gravidez</strong>.</p><h2>Lacunas na Europa</h2><p>Perante este diagnóstico, os investigadores portugueses defendem que é urgente alargar estes estudos ao continente europeu e a outras <strong>regiões pouco representadas</strong>. A equipa sublinha a necessidade de modelos de análise mais robustos e métodos mistos capazes de captar a complexidade das variáveis sociais.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Para além dos dados numéricos, os autores destacam a importância de ouvir as comunidades através de inquéritos de proximidade. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O estudo conclui que compreender as perceções sociais e <strong>envolver os cidadãos na </strong><strong>monitorização </strong><strong>do</strong><strong> </strong><strong>ar </strong>é essencial para que as futuras políticas ambientais e de saúde pública deixem de ignorar as desigualdades que afetam a vida de milhões de pessoas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="A.%20Monteiro%2C%20E.%20Figueiredo%2C%20V.%20Rodrigues%2C%20C.%20Cardoso%2C%20M.%20Lopes%20a%2C%20P.%20Roebeling%2C%20H.%20Relvas%2C%20P.%20Seixas%2C%20S.%20Gouveia%2C%20A.%20Gomes%2C%20A.%20Martins%2C%20C.%20Gama%2C%20A.%20Arag%C3%A3o%2C%20A.I.%20Miranda%20%26%20E.%20Hayes" data-year="" data-title="Air%20pollution%20and%20environmental%20justice%3A%20a%20systematic%20literature%20review%20on%20methodological%20approaches.%20Helyon" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedirect.com%2Fscience%2Farticle%2Fpii%2FS2405844025026933">A. Monteiro, E. Figueiredo, V. Rodrigues, C. Cardoso, M. Lopes a, P. Roebeling, H. Relvas, P. Seixas, S. Gouveia, A. Gomes, A. Martins, C. Gama, A. Aragão, A.I. Miranda & E. Hayes. <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2405844025026933" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Air pollution and environmental justice: a systematic literature review on methodological approaches. Helyon</a>.</cite><br><cite data-author="Universidade%20de%20Aveiro" data-year="" data-title="Trabalho%20da%20UA%20analisa%20rela%C3%A7%C3%A3o%20entre%20polui%C3%A7%C3%A3o%20do%20ar%20e%20desigualdades%20ambientais" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ua.pt%2Fpt%2Fnoticias%2F9%2F97603">Universidade de Aveiro. <a href="https://www.ua.pt/pt/noticias/9/97603" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Trabalho da UA analisa relação entre poluição do ar e desigualdades ambientais</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugueses-lideram-estudo-para-descobrir-como-a-poluicao-atmosferica-castiga-os-mais-pobres.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Após um ligeiro alívio, o calor voltará a intensificar-se: saiba quando os 40 ºC poderão regressar a Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/apos-um-ligeiro-alivio-o-calor-voltara-a-intensificar-se-saiba-quando-os-40-c-poderao-regressar-a-portugal.html</link><pubDate>Wed, 29 Jul 2026 12:01:50 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Últimos dias de julho e primeiros dias de agosto marcados por altos e baixos na temperatura, estando previstas máximas de até 40 ºC. Além disto, não se exclui o regresso da chuva fraca. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xat6yrm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xat6yrm.jpg" id="xat6yrm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Para os próximos dias prevê-se um estado do tempo estável, seco e maioritariamente soalheiro em Portugal continental</strong>, apenas com alguma nebulosidade temporária, sobretudo na faixa costeira ocidental e em alguns locais do interior Norte e Centro durante as manhãs.</p><div class="texto-destacado"><strong>O que está na origem desta situação meteorológica?</strong><br><br>A interação entre uma depressão situada sobre os Açores e a crista subtropical. Isto fará com que uma massa de ar quente e seco procedente do Norte de África se desloque sobretudo para Espanha, afetando apenas de forma marginal o interior Norte, Centro e Sul de Portugal continental. <br><br>Destacam-se, em particular, o vale do Douro, o Baixo Alentejo e o Sotavento Algarvio. Portugal será assim poupado do calor extremo, com temperaturas a atingir apenas pontualmente os 40 ºC, enquanto Espanha poderá registar máximas de até 43 ºC.</div><p>De acordo com os mapas de referência da Meteored, a partir de sexta-feira, 31 de julho, espera-se uma recuperação das temperaturas máximas, com <strong>o calor a intensificar gradualmente até atingir o pico no sábado, 1 de agosto</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/apos-um-ligeiro-alivio-o-calor-voltara-a-intensificar-se-saiba-quando-os-40-c-poderao-regressar-a-portugal-1785325472282.png" data-image="am1kxedm48tb"><figcaption>As anomalias térmicas positivas permanecem dominantes na geografia de Portugal continental nos próximos dias, apesar de não estarem previstos valores excessivamente elevados. Somente de forma localizada se preveem temperaturas entre 5 e 7 ºC acima dos valores médios de referência como é o caso da Área Metropolitana de Lisboa, Baixo Alentejo, Algarve e alguns pontos do interior Norte e Centro.</figcaption></figure><p><strong>No interior, de norte a sul, os termómetros poderão voltar a atingir os 40 ºC de forma muito localizada</strong>, enquanto no litoral e em particular na faixa costeira ocidental as máximas serão mais amenas devido à influência do vento de nor-noroeste (nortada).</p><h2>Evolução diária do tempo, com altos e baixos térmicos e sábado, 1 de agosto, como um dos dias mais quentes</h2><p><strong>Para quarta e quinta-feira, dias 29 e 30 de julho espera-se calor, embora com um ligeiro alívio térmico generalizado</strong> em relação aos dias anteriores graças à descida consecutiva das temperaturas máximas. Mesmo assim, preveem-se valores superiores a 35 ºC no vale do Douro, a região mais quente do país hoje (29) e amanhã (30). No Algarve, a temperatura máxima voltará a subir na quinta-feira (30).</p><p><strong>Para sexta-feira, 31 de julho</strong>, prevê-se uma nova alteração nos termómetros, com uma <strong>ligeira subida das temperaturas máximas</strong> e valores até 38 ºC no Baixo Alentejo e no Sotavento Algarvio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/apos-um-ligeiro-alivio-o-calor-voltara-a-intensificar-se-saiba-quando-os-40-c-poderao-regressar-a-portugal-1785325385242.png" data-image="exe5yqw4irw5"><figcaption>Enquanto Espanha vai enfrentando a quarta onda de calor do verão 2026, Portugal continental mantém-se à margem do calor extremo, atingindo de forma localizada e pontual os 40 ºC, como os que estão previstos nalgumas áreas do Sul do país no sábado, 1 de agosto.</figcaption></figure><p><strong>No sábado, 1 de agosto</strong> e primeiro dia do primeiro fim de semana de agosto prevê-se um reforço do calor, com temperaturas máximas entre 35 e 40 ºC no vale do Douro, Beira Baixa, Alentejo e Algarve. Os valores mais elevados deverão registar-se no Baixo Alentejo e no Sotavento Algarvio, onde <strong>localidades como Mértola, Alcoutim e Odeleite poderão atingir os 39 a 40 ºC</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780939" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-depressao-levara-chuva-aos-acores-ate-ao-fim-de-semana-enquanto-a-madeira-continuara-com-tempo-estavel.html" title="Uma depressão levará chuva aos Açores até ao fim de semana, enquanto a Madeira continuará com tempo estável">Uma depressão levará chuva aos Açores até ao fim de semana, enquanto a Madeira continuará com tempo estável</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-depressao-levara-chuva-aos-acores-ate-ao-fim-de-semana-enquanto-a-madeira-continuara-com-tempo-estavel.html" title="Uma depressão levará chuva aos Açores até ao fim de semana, enquanto a Madeira continuará com tempo estável"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/uma-depressao-levara-chuva-aos-acores-ate-ao-fim-de-semana-enquanto-a-madeira-continuara-com-tempo-estavel-1785262993686_320.png" alt="Uma depressão levará chuva aos Açores até ao fim de semana, enquanto a Madeira continuará com tempo estável"></a></article></aside><p><strong>No domingo, 2 de agosto</strong>, o calor persistirá no interior, embora menos intenso do que no dia anterior, com máximas entre 33 e 38 ºC. <strong>Está prevista uma descida generalizada das temperaturas em toda a geografia</strong>, mais expressiva no litoral Norte e Centro e também na faixa costeira ocidental entre o Cabo da Roca e Sagres.</p><h2>Chuva à vista? Poderá regressar na segunda-feira, 3 de agosto</h2><p>Segundo o modelo de confiança da Meteored - ECMWF - <strong>na segunda-feira (3)</strong> a depressão que até então afetará os Açores irá deslocar-se rapidamente para nordeste, podendo gerar <strong>algumas linhas de instabilidade</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/apos-um-ligeiro-alivio-o-calor-voltara-a-intensificar-se-saiba-quando-os-40-c-poderao-regressar-a-portugal-1785325089397.png" data-image="o6ywabckzhq4"><figcaption>Uma frente de fraca atividade e em fase de dissipação poderá produzir períodos de chuva fraca em Portugal continental na próxima segunda-feira, 3 de agosto, embora, neste momento, a sua ocorrência e distribuição permaneçam relativamente incertas.</figcaption></figure><p>Em consequência disto, <strong>poderá cair precipitação fraca em Portugal continental</strong>, embora a ocorrência e distribuição da chuva permaneçam ainda relativamente incertas à data de hoje.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/apos-um-ligeiro-alivio-o-calor-voltara-a-intensificar-se-saiba-quando-os-40-c-poderao-regressar-a-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Temperaturas da superfície do mar registam mais de 50 dias consecutivos de aquecimento recorde]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/temperaturas-da-superficie-do-mar-ja-registram-mais-de-50-dias-consecutivos-de-aquecimento-recorde.html</link><pubDate>Wed, 29 Jul 2026 08:45:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Os oceanos da Terra estão a passar por condições sem precedentes, com as temperaturas da superfície do mar a atingirem níveis recordes por muitos dias consecutivos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-temperaturas-superficiales-de-los-mares-de-la-tierra-acumulan-50-dias-consecutivos-de-records-1784969448856.png" data-image="mp9wdcy0k7ui" alt="oceanos, aquecimento, Terra" title="oceanos, aquecimento, Terra"><figcaption>As temperaturas do mar têm-se tornado uma questão global cada vez mais importante ano após ano, mas, neste ano, todos os recordes anteriores foram superados.</figcaption></figure><p>Já sabemos que os <strong>oceanos </strong>cobrem mais de 70% da superfície da Terra e absorvem cerca de 90% do excesso de calor gerado pelo aquecimento global, atuando como um<strong> importante regulador climático</strong>.</p><p>No Hemisfério Norte, o verão de 2026 está a ser histórico devido ao calor intenso e persistente que afeta a superfície. Estes meses também estão a registar<strong> recordes de temperatura da superfície oceânica</strong>, com uma média global de 21 ºC. Em mares com características específicas, como o Mediterrâneo, as temperaturas estão a aproximar-se de 30 ºC.</p><p>As observações mais recentes mostram que a temperatura média da superfície dos mares do mundo permaneceu em<strong> níveis nunca antes registados para esta época do ano por quase 50 dias consecutivos</strong>.</p><h2>O que é a temperatura da superfície do mar e porque é que ela é tão importante?</h2><p>O primeiro passo é entender o que se quer dizer com temperatura da superfície do mar. Ela refere-se ao <strong>calor presente nos primeiros centímetros da camada superficial do oceano</strong> e é comumente abreviada como TSM em português (SST na sigla em inglês).</p><p>Ela<strong> influencia processos importantes</strong>, como a formação de tempestades, a intensidade de ciclones tropicais, a evaporação da água, a distribuição de chuvas e a troca de calor entre o oceano e a atmosfera.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-temperaturas-superficiales-de-los-mares-de-la-tierra-acumulan-50-dias-consecutivos-de-records-1784969576535.png" data-image="a5zodc9gfzif" alt="Temperaturas dos oceanos" title="Temperaturas dos oceanos"><figcaption>Uma grande parte das anomalias de temperatura da superfície do mar em todo o mundo apresenta valores incomumente elevados.</figcaption></figure><p>Quando estas temperaturas sobem de forma persistente, os nossos oceanos e mares agem como uma banheira cheia de água morna, <strong>fornecendo energia adicional a fenómenos meteorológicos</strong>.</p><h3>O que está a impulsionar as temperaturas recordes?</h3><p><strong>O principal fator é o aquecimento global</strong>, mas outros elementos também contribuíram para a elevação das temperaturas da superfície do mar nos últimos anos, incluindo os eventos de<strong> El Niño</strong>, que redistribuem o calor do Oceano Pacífico para a atmosfera.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-temperaturas-superficiales-de-los-mares-de-la-tierra-acumulan-50-dias-consecutivos-de-records-1784892365814.jpeg" data-image="f11kkxby3vhg"><figcaption>Temperatura diária da superfície do mar global para diferentes anos. Fonte: climatereanalyzer.org</figcaption></figure><p>Na climatologia, registos isolados podem ocorrer devido a circunstâncias específicas ou excecionais. No entanto, quando anomalias persistem por semanas ou até meses, elas indicam que o <strong>sistema climático </strong>está a operar a partir de uma base muito mais quente do que há apenas algumas décadas.</p><h2>As consequências já estão a tornar-se visíveis</h2><p>Um oceano mais quente faz mais do que alterar as estatísticas climáticas. Ele também afeta inúmeros ecossistemas e atividades humanas, contribuindo para o <strong>branqueamento generalizado de corais, a perda de espécies sensíveis, alterações nas populações de peixes</strong> e mudanças na biodiversidade marinha.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777492" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-lidera-projetos-de-literacia-do-oceano-mas-desconhece-o-seu-impacto-nas-escolas.html" title="Portugal lidera projetos de literacia do oceano, mas desconhece o seu impacto nas escolas">Portugal lidera projetos de literacia do oceano, mas desconhece o seu impacto nas escolas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-lidera-projetos-de-literacia-do-oceano-mas-desconhece-o-seu-impacto-nas-escolas.html" title="Portugal lidera projetos de literacia do oceano, mas desconhece o seu impacto nas escolas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-lidera-projetos-de-literacia-do-oceano-mas-desconhece-o-seu-impacto-nas-escolas-1783427321025_320.jpg" alt="Portugal lidera projetos de literacia do oceano, mas desconhece o seu impacto nas escolas"></a></article></aside><p>Isto vem acompanhado de um aumento na evaporação, o que adiciona mais humidade à atmosfera e pode favorecer a ocorrência de<strong> chuvas mais intensas</strong>.</p><p>Ao mesmo tempo, os oceanos continuam a expandir-se à medida que aquecem — um processo que contribui para a <strong>elevação do nível do mar</strong>, juntamente com o <strong>derretimento dos glaciares</strong>.</p><h3>Um indicador-chave das alterações climáticas</h3><p>Os <strong>oceanos </strong>são o grande termómetro do planeta porque, enquanto as temperaturas do ar podem variar rapidamente entre estações ou anos, o mar responde muito mais lentamente e<strong> armazena calor por longos períodos</strong>.</p><p>É por isso que, quando as temperaturas da superfície do mar batem recordes por várias semanas consecutivas, os climatologistas interpretam o sinal como <strong>um dos indicadores mais robustos do aquecimento global</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/temperaturas-da-superficie-do-mar-ja-registram-mais-de-50-dias-consecutivos-de-aquecimento-recorde.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Produção de vinho: Alentejo prevê aumento de 20% e boa qualidade, mas no Douro avizinha-se “uma catástrofe”]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/producao-de-vinho-alentejo-preve-aumento-de-20-e-boa-qualidade-mas-no-douro-avizinha-se-uma-catastrofe.html</link><pubDate>Wed, 29 Jul 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Enquanto no Alentejo se estima uma produção de 108 milhões de litros de vinho - mais 20% face ao ano anterior -, no Douro os viticultores falam de uma "catástrofe", por não terem garantias de escoar as uvas, nem informação sobre os preços. Há uma concentração agendada para 7 de agosto, na Régua.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/producao-de-vinho-alentejo-preve-aumento-de-20-e-boa-qualidade-mas-no-douro-avizinha-se-uma-catastrofe-1785250912833.jpg" data-image="xvhd8g5rmsf5" alt="Vinho" title="Vinho"><figcaption>Na vindima de 2025, a região vitivinícola do Alentejo registou uma produção de 87 milhões de litros de vinho. Este ano, a Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA) estima um crescimento de 20%.</figcaption></figure><p>Na vindima de <strong>2025</strong>, a região vitivinícola do Alentejo registou uma<strong> produção de 87 milhões de litros </strong>de vinho. </p><p>Este ano, a Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA) estima um <strong>crescimento de 20%</strong> e uma produção de 108 milhões de litros de vinho nas próximas vindimas.</p><p>Os resultados de um estudo desenvolvido pela CVRA em parceria com a Universidade do Porto apontam para “<strong>uma campanha positiva, com expectativas favoráveis, tanto em termos quantitativos como qualitativos</strong>”, refere a Comissão Vitivinícola do Alentejo. E revela que as vinhas alentejanas beneficiaram, nos últimos meses, de “<strong>condições climatéricas favoráveis</strong> ao longo do ciclo” vegetativo.</p><h2>Boa distribuição da precipitação </h2><p>O arranque das vindimas alentejanas está previsto para as primeiras semanas de agosto e os viticultores sabem que esta campanha de 2026 decorre após um período marcado por uma “<strong>boa distribuição da precipitação, um inverno frio e ausência de impactos significativos dos fenómenos meteorológicos adversos</strong>”, situação que afetou outras regiões do país.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Luís Sequeira, que é o presidente da CVRA, não tem dúvidas de que os resultados do estudo da Universidade do Porto e as <strong>previsões que faz “confirmam as boas expectativas</strong> para a campanha de vindimas de 2026, num ano em que as condições da vinha permitem perspetivar <strong>uma colheita equilibrada, com bons indicadores de qualidade e produção</strong>”. Melhor ainda, “estes resultados reforçam a confiança dos produtores e a capacidade do Alentejo em continuar a afirmar-se pela qualidade dos seus vinhos”.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><br>Luís Sequeira salienta que a campanha de vindimas assume “particular relevância”, já que a <strong>região vitivinícola do Alentejo “representa cerca de 40% do valor total das vendas de vinhos certificados em Portugal</strong>”. E este aumento da produção “reforça o peso económico e estratégico dos Vinhos do Alentejo” no panorama nacional.</p><h2>"Cenário positivo" no Dão</h2><p>Também na Região Demarcada do <strong>Dão o cenário é positivo, prevendo-se “um ligeiro aumento da produção</strong> de vinho na vindima de 2026” até cerca de 5%, face ao ano anterior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/producao-de-vinho-alentejo-preve-aumento-de-20-e-boa-qualidade-mas-no-douro-avizinha-se-uma-catastrofe-1785250971881.jpg" data-image="z1ssx8imruzi" alt="Vinha" title="Vinha"><figcaption>Na Região Demarcada do Douro, os viticultores estão a pedir “uma intervenção urgente do Governo”, de forma encontrar uma solução para a “insustentabilidade económica” em que se encontram.</figcaption></figure><p>As previsões constam do <strong>Boletim de Evolução Intercalar do Ano Vitícola 2026</strong>, divulgado nesta segunda-feira, 27 de julho, e que foi elaborado pelo Polo do Dão do CoLAB VINES & WINES, em parceria com a Comissão Vitivinícola Regional do Dão (CVR Dão).</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Manuel Pinheiro, presidente da CVR Dão, assume que a estimativa apresentada é “um sinal de confiança para a região e para os produtores do Dão”, já que uma previsão de crescimento da produção, ainda que moderado, é “positiva para o setor, sobretudo quando está associada a boas perspetivas de qualidade, já que as uvas do ano estão excelentes e estamos, portanto, na expetativa de grandes vinhos”.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Na <strong>Região Demarcada do Douro o panorama não é tão favorável</strong>. Viticultores contactados pela agência Lusa mostram-se apreensivos e estão a <strong>pedir “uma intervenção urgente do Governo</strong>”, de forma encontrar uma solução para a “insustentabilidade económica” em que se encontram.</p><h2>Cancelamento das encomendas de uvas</h2><p>Tudo isto, após receberem <strong>cartas das empresas a cancelar as encomendas</strong> de uvas.</p><p>“Fomos <strong>confrontados agora, nesta altura do ano, [pelas] casas a quem vendemos as uvas que, ou não querem uvas</strong>, ou apenas querem as uvas destinadas para o vinho do Porto, sem ainda qualquer tipo de preço. Ou seja, temos uma produção e uma colheita [que] praticamente irá ficar na vinha, porque <strong>neste momento ninguém quer uvas</strong>", explicou Marinete Alves, que integra o Conselho Regional da Casa do Douro.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="727505" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/centro-de-vinificacao-do-vale-do-douro-um-investimento-privado-de-cinco-milhoes-de-euros-ao-servico-dos-viticultores.html" title="Centro de Vinificação do Vale do Douro: um investimento privado de cinco milhões de euros ao serviço dos viticultores ">Centro de Vinificação do Vale do Douro: um investimento privado de cinco milhões de euros ao serviço dos viticultores </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/centro-de-vinificacao-do-vale-do-douro-um-investimento-privado-de-cinco-milhoes-de-euros-ao-servico-dos-viticultores.html" title="Centro de Vinificação do Vale do Douro: um investimento privado de cinco milhões de euros ao serviço dos viticultores "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/centro-de-vinificacao-do-vale-do-douro-um-investimento-privado-de-cinco-milhoes-de-euros-ao-servico-dos-viticultores-1756819464061_320.jpg" alt="Centro de Vinificação do Vale do Douro: um investimento privado de cinco milhões de euros ao serviço dos viticultores "></a></article></aside><p>Citada pela agência Lusa, a viticultora adiantou que <strong>contactaram, entretanto, “outras empresas para saber se querem uvas e a resposta que nos dão é que não</strong>, só querem uvas destinadas para o [vinho do] Porto, que é o cartão do benefício, fora isso, ninguém quer mais uvas”.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/producao-de-vinho-alentejo-preve-aumento-de-20-e-boa-qualidade-mas-no-douro-avizinha-se-uma-catastrofe-1785251089168.jpg" data-image="psu7qijmqab4" alt="Vinho" title="Vinho"><figcaption>No dia 19 de julho, dezenas de viticultores durienses reuniram-se no Peso da Régua, num plenário, promovido pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e pela AVADOURIENSE.</figcaption></figure><p>Marinete Alves revela que os<strong> viticultores estão numa “situação completamente catastrófica, estão desesperados</strong>, porque têm um ano de trabalho em que gastaram todo o seu rendimento e não têm agora forma de o recuperar". E assume que estão perante uma "total insustentabilidade económica dos viticultores”.</p><h2>Concentração a 7 de agosto, na Régua</h2><p>No dia 19 de julho, dezenas de viticultores durienses reuniram-se no Peso da Régua, num <strong>plenário, promovido pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e pela AVADOURIENSE</strong> – Associação dos Viticultores e da Agricultura Familiar Douriense, expressando “as suas preocupações face à situação vivida”.</p><div class="texto-destacado">A CNA revela que todos “foram <strong>firmes ao afirmar que é preciso fazer ouvir a sua voz</strong> e reclamar ao Governo medidas eficazes para salvar a Região Demarcada do Douro”. Nessa reunião, os produtores presentes “<strong>aprovaram, por unanimidade, uma moção onde constam diversas propostas</strong> de medidas concretas e imediatas para fazer face à situação, que se agrava de vindima para vindima, e para resolver a crise estrutural” que se vive há anos na região.</div><p>Outra das decisões foi a realização de uma <strong>concentração, no dia 7 de agosto, às 10h00, na Régua, frente ao Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto</strong> (IVDP), “exigindo a adoção do conjunto das propostas e reclamações” constantes na moção.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="746594" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/douro-nao-e-so-vinho-prepare-se-para-conhecer-a-nova-rota-turistica-do-azeite-em.html" title="Douro não é só vinho: prepare-se para conhecer a nova rota turística do azeite em 2026">Douro não é só vinho: prepare-se para conhecer a nova rota turística do azeite em 2026</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/douro-nao-e-so-vinho-prepare-se-para-conhecer-a-nova-rota-turistica-do-azeite-em.html" title="Douro não é só vinho: prepare-se para conhecer a nova rota turística do azeite em 2026"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/douro-nao-e-so-vinho-prepare-se-para-conhecer-a-nova-rota-turistica-do-azeite-em-1767105414111_320.jpg" alt="Douro não é só vinho: prepare-se para conhecer a nova rota turística do azeite em 2026"></a></article></aside><p>A CNA alerta que, “no Douro, as <strong>uvas continuam a ser vendidas abaixo dos custos de produção e sem contratos, os preços estão estagnados há décadas</strong>, os custos de produção aumentam constantemente e continuam as importações de vinho e aguardente”. E isto ao mesmo tempo que “muitos viticultores não conseguem escoar a sua produção”.</p><p>Para “agravar a situação”, os viticultores queixam-se que <strong>a “fixação do quantitativo de benefício fica muito aquém das necessidades</strong>”. </p><p>O comunicado de vindima de 2026, aprovado a 17 de julho pelo conselho interprofissional do IVDP, fixou o benefício - a quantidade de <strong>mosto para produção de vinho do Porto - em 76 mil pipas</strong>.</p><p>Em <strong>2025, o benefício foi fixado em 75 mil pipas</strong>. Em 2024 foi de 94 mil pipas e em 2023 foi de 104 mil pipas. <br> </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/producao-de-vinho-alentejo-preve-aumento-de-20-e-boa-qualidade-mas-no-douro-avizinha-se-uma-catastrofe.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma depressão levará chuva aos Açores até ao fim de semana, enquanto a Madeira continuará com tempo estável]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-depressao-levara-chuva-aos-acores-ate-ao-fim-de-semana-enquanto-a-madeira-continuara-com-tempo-estavel.html</link><pubDate>Wed, 29 Jul 2026 06:11:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma depressão localizada a oeste dos Açores deverá condicionar o estado do tempo até ao final da semana, trazendo períodos de chuva, muita nebulosidade e vento moderado ao arquipélago. Na Madeira, o cenário será bastante diferente, com temperaturas estáveis, pouca precipitação e predomínio de tempo seco.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xat0lyq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xat0lyq.jpg" id="xat0lyq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p> Os próximos dias deverão trazer condições meteorológicas bastante distintas aos dois arquipélagos portugueses. Enquanto os Açores serão influenciados por uma depressão atlântica, favorecendo maior instabilidade, a Madeira deverá manter um padrão mais estável, com pouca precipitação e temperaturas amenas. </p><h2>Depressão marcará o estado do tempo nos Açores até ao final da semana</h2><p>Entre <strong>quarta-feira e domingo</strong>, os Açores deverão permanecer sob influência de uma <strong>depressão atlântica</strong> posicionada a oeste do arquipélago, responsável por um período de maior instabilidade atmosférica. Já na Madeira, o estado do tempo deverá manter-se relativamente estável graças à influência do <strong>anticiclone subtropical</strong>, favorecendo dias secos e com poucas oscilações térmicas.</p><p>Nos Açores, esperam-se <strong>temperaturas máximas entre os 24 ºC e os 27 ºC</strong>, enquanto na Madeira os valores deverão variar entre <strong>24 ºC e 27 ºC</strong>, mantendo-se próximos da média habitual para esta época do ano. </p><p> Apesar das diferenças no estado do tempo, não são esperadas grandes oscilações térmicas em nenhum dos arquipélagos ao longo deste período. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-depressao-levara-chuva-aos-acores-ate-ao-fim-de-semana-enquanto-a-madeira-continuara-com-tempo-estavel-1785262926542.png" data-image="rno2x13b7oot" alt="Temperatura (Domingo, 2 de agosto, 16h)" title="Temperatura (Domingo, 2 de agosto, 16h)"><figcaption>Temperatura prevista para domingo, 2 de agosto, às 16h. As temperaturas deverão manter-se estáveis em ambos os arquipélagos, sem episódios de calor significativo.</figcaption></figure><p> Apesar da estabilidade térmica, o comportamento da atmosfera será bastante diferente entre os dois arquipélagos. Enquanto a Madeira continuará sob condições relativamente estáveis, os Açores deverão permanecer mais expostos à passagem de sistemas frontais associados à depressão atlântica. </p><h2>Chuva deverá persistir nos Açores durante vários dias</h2><p>A precipitação será o principal destaque da previsão para os Açores ao longo deste período. Os modelos apontam para vários períodos de <strong>chuva ou aguaceiros</strong>, sobretudo nos grupos <strong>Ocidental e Central</strong>, onde os acumulados previstos são mais elevados.</p><p>Os mapas de <strong>água precipitável</strong> mostram igualmente uma atmosfera bastante húmida nas proximidades do arquipélago, favorecendo a persistência de nebulosidade e precipitação durante vários dias consecutivos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780871" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/agosto-em-portugal-anticiclone-reforca-se-no-inicio-do-mes-mas-tendencia-a-longo-prazo-do-ecmwf-vislumbra-mudancas.html" title="Agosto em Portugal: anticiclone reforça-se no início do mês, mas tendência a longo prazo do ECMWF vislumbra mudanças">Agosto em Portugal: anticiclone reforça-se no início do mês, mas tendência a longo prazo do ECMWF vislumbra mudanças</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/agosto-em-portugal-anticiclone-reforca-se-no-inicio-do-mes-mas-tendencia-a-longo-prazo-do-ecmwf-vislumbra-mudancas.html" title="Agosto em Portugal: anticiclone reforça-se no início do mês, mas tendência a longo prazo do ECMWF vislumbra mudanças"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/agosto-em-portugal-anticiclone-reforca-se-no-inicio-do-mes-mas-tendencia-a-longo-prazo-do-ecmwf-vislumbra-mudancas-1785233861437_320.png" alt="Agosto em Portugal: anticiclone reforça-se no início do mês, mas tendência a longo prazo do ECMWF vislumbra mudanças"></a></article></aside><p>Na Madeira, pelo contrário, apenas se prevê precipitação residual em alguns locais, mantendo-se o tempo predominantemente seco.</p><p> O contraste entre os dois arquipélagos torna-se evidente ao observar a distribuição da precipitação prevista para os próximos dias. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-depressao-levara-chuva-aos-acores-ate-ao-fim-de-semana-enquanto-a-madeira-continuara-com-tempo-estavel-1785262993686.png" data-image="ms48ff6tytcg" alt="Precipitação acumulada (Sábado, 1 de agosto, 13h)" title="Precipitação acumulada (Sábado, 1 de agosto, 13h)"><figcaption>Precipitação acumulada prevista para sábado, 1 de agosto, às 13h. Os maiores acumulados deverão concentrar-se nos Açores, enquanto na Madeira apenas são esperados valores residuais.</figcaption></figure><p> Embora a chuva possa surgir em vários momentos, não se prevê, para já, um episódio de instabilidade severa. O cenário deverá caracterizar-se sobretudo por precipitação intermitente, céu frequentemente muito nublado e vento moderado. </p><h2>Madeira continuará com tempo mais estável e temperaturas próximas da média</h2><p>Os mapas de <strong>anomalia da temperatura</strong> indicam que, tanto nos Açores como na Madeira, os valores deverão manter-se muito próximos da média climatológica para o final de julho e início de agosto, sem sinais de calor ou frio fora do habitual.</p><p>Também o vento deverá soprar, em geral, <strong>fraco a moderado</strong>, embora possam ocorrer algumas rajadas mais intensas em zonas expostas, sobretudo nos Açores, devido à circulação em torno da depressão.</p><p> A distribuição da nebulosidade confirma igualmente o contraste entre os dois arquipélagos durante este período. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-depressao-levara-chuva-aos-acores-ate-ao-fim-de-semana-enquanto-a-madeira-continuara-com-tempo-estavel-1785263088163.png" data-image="83k1tzef6ccy" alt="Nebulosidade (Domingo, 2 de agosto, 13h)" title="Nebulosidade (Domingo, 2 de agosto, 13h)"><figcaption>Nebulosidade prevista para domingo, 2 de agosto, às 13h. Os Açores deverão apresentar céu frequentemente muito nublado, enquanto na Madeira predominarão períodos de céu pouco nublado.</figcaption></figure><p> Até ao final da semana, os <strong>Açores</strong> deverão continuar a ser o arquipélago mais afetado pela instabilidade atmosférica, com vários períodos de chuva, abundante nebulosidade e vento moderado. Já na <strong>Madeira</strong>, o cenário será bastante mais tranquilo, mantendo-se o <strong>tempo seco</strong>, temperaturas estáveis e apenas possibilidade de precipitação fraca e localizada. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-depressao-levara-chuva-aos-acores-ate-ao-fim-de-semana-enquanto-a-madeira-continuara-com-tempo-estavel.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As noites de verão no Algarve estão diferentes. E a culpa é desta nova tendência]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/as-noites-de-verao-no-algarve-estao-diferentes-e-a-culpa-e-desta-nova-tendencia.html</link><pubDate>Wed, 29 Jul 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Esqueça a ideia de uma simples saída à noite. No Algarve, o verão ganha novos conceitos que juntam música, gastronomia e experiências pensadas ao detalhe.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-noites-de-verao-no-algarve-estao-diferentes-e-a-culpa-e-desta-nova-tendencia-1784986918215.jpg" data-image="hade8ydwxnbk" alt="Algarve" title="Algarve"><figcaption>Do jantar à pista de dança, conheça a tendência que está a dar uma nova vida às noites de verão no Algarve. Foto: DR</figcaption></figure><p>Durante muitos anos, <strong>sair à noite no Algarve </strong>significava escolher um bar à beira-mar, um clube conhecido ou um concerto de verão. Mas a fórmula parece estar a mudar. Aos poucos, ganha força um conceito que aposta menos na quantidade e mais na qualidade da experiência.</p><p>A tendência passa por<strong> eventos cuidadosamente preparados</strong>, onde a música, o ambiente, a gastronomia e o espaço são pensados como um todo. Já não se trata apenas de dançar até de madrugada. A ideia é criar uma noite completa, capaz de reunir diferentes momentos e públicos no mesmo local.</p><h2>Muito mais do que uma pista de dança</h2><p>Nos últimos anos, o Algarve tem reforçado a sua posição como um <strong>destino de férias </strong>que vai muito além das praias. À medida que aumenta a procura por experiências diferenciadas, também a oferta de entretenimento se adapta.</p><p>É neste contexto que surgem novos conceitos de eventos, pensados para quem procura ambientes mais exclusivos e descontraídos. Em vez de grandes festas massificadas, a aposta recai em espaços com identidade própria, programação musical selecionada e uma atmosfera onde é possível jantar, beber um copo e prolongar a noite sem necessidade de mudar de lugar.</p><p>Um dos exemplos desta tendência é o conceito<strong> "Follow If You Know"</strong>, uma série de eventos exclusivos que decorrerá no<strong> CUÁ CUÁ Club</strong>, na Quinta do Lago, criado para a temporada de verão no Algarve. </p><div class="texto-destacado">A proposta assenta numa programação musical cuidada, ambientes premium e numa experiência pensada para quem valoriza mais do que uma simples saída à noite.</div><p>“Este verão, o Algarve ganha uma nova assinatura de noites de exceção”, começam por notar os responsáveis. “A Follow apresenta ‘Follow If You Know’, uma série de eventos exclusivos que decorrerá no CUÁ CUÁ Club, na Quinta do Lago, reunindo curadoria musical de referência, um ambiente<em> premium</em> e uma comunidade que sabe reconhecer e procurar as melhores experiências da temporada.”</p><h2>Uma nova forma de viver o verão algarvio</h2><p>O crescimento deste tipo de iniciativas acompanha uma <strong>mudança nos hábitos de quem visita a região</strong>. Muitos turistas procuram hoje experiências mais autênticas, menos centradas na animação de massas e mais ligadas ao conforto, à qualidade do serviço e ao ambiente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-noites-de-verao-no-algarve-estao-diferentes-e-a-culpa-e-desta-nova-tendencia-1784987179918.jpg" data-image="5ogyprfbwkpn" alt="Algarve" title="Algarve"><figcaption>Uma nova tendência. Foto: DR</figcaption></figure><p>Espaços que juntam restaurante, bar e clube no mesmo local respondem precisamente a essa procura. </p><div class="texto-destacado">A possibilidade de começar a noite à mesa, assistir a um espetáculo ou atuação de um DJ e terminar na pista de dança tornou-se um dos formatos mais procurados durante os meses de verão.</div><p>Na Quinta do Lago, o CUÁ CUÁ Club tem vindo a afirmar-se precisamente com esta abordagem, reunindo gastronomia, entretenimento e música num único espaço. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777479" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-praia-no-algarve-continua-a-escapar-as-multidoes-e-tem-das-aguas-mais-quentes-da-regiao.html" title="Esta praia no Algarve continua a escapar às multidões (e tem das águas mais quentes da região)">Esta praia no Algarve continua a escapar às multidões (e tem das águas mais quentes da região)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-praia-no-algarve-continua-a-escapar-as-multidoes-e-tem-das-aguas-mais-quentes-da-regiao.html" title="Esta praia no Algarve continua a escapar às multidões (e tem das águas mais quentes da região)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esta-praia-no-algarve-continua-a-escapar-as-multidoes-e-tem-das-aguas-mais-quentes-da-regiao-1783420777513_320.jpg" alt="Esta praia no Algarve continua a escapar às multidões (e tem das águas mais quentes da região)"></a></article></aside><p>“Cada noite ‘Follow If You Know’ é pensada ao pormenor, do<em> line-up </em>ao ambiente, para proporcionar momentos únicos a quem procura mais do que uma simples saída noturna”, garantem.</p><p>“A qualidade da oferta, a localização privilegiada e a aposta contínua em momentos diferenciadores consolidam o seu posicionamento como uma <strong>referência no segmento do entretenimento e da vida noturna</strong> <em>premium</em> no Algarve.”</p><h2>Quando acontecem estas noites?</h2><p>As primeiras sessões tiveram lugar a 17 e 24 de julho, dando início a uma programação que pretende afirmar este espaço como um dos pontos de encontro para quem procura uma noite diferente no Algarve.</p><div class="texto-destacado">Em cada data, a proposta mantém-se: boa música, um ambiente cuidado e uma experiência pensada para quem gosta de prolongar o verão para lá do pôr do sol.</div><p>A boa notícia é que quem quiser descobrir este conceito<strong> ainda tem várias oportunidades durante o verão</strong>. As noites "Follow If You Know" estão marcadas para os dias 30 de julho, 3 de agosto e 14 de agosto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-noites-de-verao-no-algarve-estao-diferentes-e-a-culpa-e-desta-nova-tendencia-1784987368712.jpg" data-image="xzcio9zy6my0" alt="Algarve" title="Algarve"><figcaption>Ainda tem várias oportunidades para participar no evento. Foto: DR</figcaption></figure><p>“Novas datas poderão ainda ser anunciadas ao longo da temporada, pelo que se recomenda o acompanhamento através do Instagram oficial da Follow e do CUÁ CUÁ Club”, aconselham.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/as-noites-de-verao-no-algarve-estao-diferentes-e-a-culpa-e-desta-nova-tendencia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quatro anãs brancas descobertas escondidas no "quintal cósmico" da Terra]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/quatro-anas-brancas-descobertas-escondidas-no-quintal-cosmico-da-terra.html</link><pubDate>Tue, 28 Jul 2026 17:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Algumas regiões do espaço que temos vindo a estudar há anos continuam a revelar novas descobertas, incluindo quatro anãs brancas escondidas mesmo na nossa vizinhança.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/four-white-dwarfs-found-hiding-in-earth-s-cosmic-backyard-1784717022823.jpeg" data-image="71wijjdu0sz8" alt="Four white dwarfs found hiding in Earth’s cosmic backyard" title="Four white dwarfs found hiding in Earth’s cosmic backyard"><figcaption>Uma representação artística de uma anã vermelha com uma anã branca como companheira binária a espreitar por trás. Os diâmetros das duas estrelas são apresentados à escala. Crédito: Mark A. Garlick/Universidade de Warwick</figcaption></figure><p>O nosso "quintal" cósmico está repleto de estrelas mortas, e astrónomos da Universidade de Warwick e da Universidade do Colorado em Boulder descobriram <strong>quatro novas anãs brancas "locais"</strong> escondidas mesmo debaixo dos nossos narizes.</p><p>O Telescópio Espacial Hubble avistou as estrelas numa região próxima do espaço já bem estudada, demonstrando que ainda podemos encontrar surpresas em áreas que pensávamos conhecer bem.</p><h2>Anãs brancas difíceis de detetar na vizinhança local</h2><p>Os astrónomos têm vindo a estudar detalhadamente a vizinhança local das estrelas há décadas, mas <strong>anãs brancas como estas são difíceis de encontrar</strong>. Estão a orbitar em sistemas estelares duplos a cerca de 65 anos-luz da Terra, acompanhadas por uma estrela anã vermelha. Estas estrelas maiores e mais brilhantes fazem com que pareça que se trata de sistemas estelares únicos.</p><div class="texto-destacado">Como explicou a Dra. Mairi O’Brien, investigadora da Universidade de Warwick: "As anãs brancas isoladas próximas são normalmente fáceis de encontrar, mas não conseguimos ver estas quatro estrelas diretamente nos comprimentos de onda visíveis porque as suas companheiras anãs vermelhas estavam a ofuscar a sua luz. Isto serve para nos lembrar que, <strong>mesmo na nossa própria vizinhança cósmica, ainda podemos encontrar surpresas se olharmos da forma certa, nos comprimentos de onda certos."</strong></div><p>Estes sistemas binários específicos são de interesse porque revelaram uma <strong>oscilação radial substancial</strong>, um fenómeno em que uma estrela oscila subtilmente para a frente e para trás, indicando que um objeto companheiro de grande massa está em órbita.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780022" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/os-astronomos-descobrem-o-primeiro-par-de-estrelas-que-sobreviveu-a-explosao-de-uma-supernova-dupla.html" title="Os astrónomos descobrem o primeiro par de estrelas que sobreviveu à explosão de uma supernova dupla">Os astrónomos descobrem o primeiro par de estrelas que sobreviveu à explosão de uma supernova dupla</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/os-astronomos-descobrem-o-primeiro-par-de-estrelas-que-sobreviveu-a-explosao-de-uma-supernova-dupla.html" title="Os astrónomos descobrem o primeiro par de estrelas que sobreviveu à explosão de uma supernova dupla"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-astronomos-descobrem-o-primeiro-par-de-estrelas-que-sobreviveu-a-explosao-de-uma-supernova-dupla-1784809370135_320.jpg" alt="Os astrónomos descobrem o primeiro par de estrelas que sobreviveu à explosão de uma supernova dupla"></a></article></aside><p>O espectrógrafo ultravioleta do Hubble permitiu aos investigadores realizar observações detalhadas dos quatro sistemas. As anãs brancas destacam-se normalmente nas observações ultravioletas, mas as intensas erupções das anãs vermelhas podem imitar este sinal, o que significa que <strong>os investigadores tiveram de utilizar técnicas de calibração personalizadas para confirmar a presença das anãs brancas</strong>.</p><h2>Atualização do recenseamento local com novas descobertas</h2><p>Um sistema de particular interesse é o <strong>G 203-47</strong>. Encontra-se a 25 anos-luz de distância, mas foram necessários 27 anos após a observação inicial da sua oscilação radial para se descobrir a sua anã branca companheira.</p><div class="texto-destacado">O G 203-47 é a nona anã branca mais próxima do Sol e é invulgar porque a sua anã vermelha gira uma vez a cada mais de 100 dias, mas orbita a sua anã branca a cada 14,9 dias. Normalmente, as forças gravitacionais iriam sincronizá-las por efeito de maré — tal como a Lua e a Terra —, de modo que a mesma face estivesse sempre voltada uma para a outra, mas a anã vermelha gira demasiado lentamente para que isso aconteça.</div><p>O Dr. David Wilson, investigador associado da Universidade do Colorado em Boulder, explicou: <strong>"O que é fascinante é que a G 203-47 não deveria estar a rodar tão lentamente se se tivesse formado da mesma forma que sistemas semelhantes</strong>. Isto sugere que estes sistemas binários tiveram histórias evolutivas muito diferentes. Algumas sofreram interações violentas e prolongadas numa fase inicial, que as bloquearam por forças de maré. Outras, como a G 203-47, passaram por encontros mais suaves e breves que as deixaram neste estado invulgar."</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/four-white-dwarfs-found-hiding-in-earth-s-cosmic-backyard-1784717099078.jpeg" data-image="6ihb6vzvnvgh" alt="Four white dwarfs found hiding in Earth’s cosmic backyard" title="Four white dwarfs found hiding in Earth’s cosmic backyard"><figcaption>As anãs brancas foram detetadas numa região próxima do espaço, que já foi amplamente estudada, o que demonstra que ainda podemos encontrar surpresas em áreas que pensávamos conhecer bem. Imagem: Adobe.</figcaption></figure><p>A descoberta de quatro novas anãs brancas permitiu aos investigadores<strong> atualizar o recenseamento local de anãs brancas num raio de 20 parsecs</strong>, ou 65 anos-luz.</p><p>É importante referir que modelos populacionais anteriores estimavam que deveria haver cerca de 4 a 5 pares de anãs brancas e anãs vermelhas a orbitar muito próximas umas das outras, e <strong>a equipa descobriu exatamente 4, o que está em consonância com as previsões teóricas</strong>.</p><p>O professor Pier-Emmanuel Tremblay, do Grupo de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Warwick, afirmou: "<strong>Apenas cerca de 30% das anãs vermelhas num raio de 20 parsecs foram sistematicamente observadas para detetar companheiras anãs brancas ocultas</strong>. Pensamos que poderá haver até 9 ou 10 sistemas binários adicionais no nosso ambiente estelar local que ainda não encontrámos. Se dedicarmos esforços mais direcionados à observação de anãs vermelhas, talvez encontremos mais surpresas como esta."</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="O%E2%80%99Brien%2C%20M.W.%2C%20et%20al" data-year="2026" data-title="Direct%20detections%20of%20white%20dwarfs%20in%20four%20WD%2BdM%20post-common%20envelope%20binaries%20within%2020%E2%80%89pc" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1093%2Fmnras%2Fstag1195">O’Brien, M.W., et al. (2026). <a href="https://doi.org/10.1093/mnras/stag1195" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Direct detections of white dwarfs in four WD+dM post-common envelope binaries within 20 pc</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/quatro-anas-brancas-descobertas-escondidas-no-quintal-cosmico-da-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Avizinham-se mudanças na dinâmica atmosférica que afeta Portugal: "já não se veem bloqueios duradouros nos mapas"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/avizinham-se-mudancas-na-dinamica-atmosferica-que-afeta-portugal-ja-nao-se-veem-bloqueios-duradouros-nos-mapas.html</link><pubDate>Tue, 28 Jul 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O calor deverá manter-se durante o ínicio de agosto, sobretudo no interior. Ainda assim, os modelos apontam para uma atmosfera dinâmica, com oscilações nas temperaturas e possibilidade de chuva fraca em algumas regiões.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/avizinham-se-mudancas-na-dinamica-atmosferica-que-afeta-portugal-ja-nao-se-veem-bloqueios-duradouros-nos-mapas-1785321597890.jpg" data-image="2hfgt375rf3w"><figcaption>Os modelos meteorológicos continuam a indicar uma persistência do tempo quente nos primeiros dias de agosto, tanto na Península Ibérica, como no sul da Europa. Apesar de algumas oscilações, a tendência aponta para temperaturas acima da média em grande parte do país.</figcaption></figure><p>Os modelos meteorológicos de médio e longo prazo apontam para uma primeira quinzena de agosto marcada por uma atmosfera dinâmica. Embora o calor continue a dominar grande parte do território, a circulação atmosférica deverá alternar entre diferentes regimes,<strong> favorecendo pequenas oscilações nas temperaturas e a possibilidade de episódios ocasionais de precipitação</strong>.</p><h2>A atmosfera entra numa fase dinâmica</h2><p>Um dos principais indicadores para este tipo de previsão é o gráfico de probabilidades dos r<strong>egimes atmosféricos euro-atlânticos do ECMWF</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/avizinham-se-mudancas-na-dinamica-atmosferica-que-afeta-portugal-ja-nao-se-veem-bloqueios-duradouros-nos-mapas-1785238958662.jpg" data-image="l00hnd2v6vop" alt="Regimes Atmosféricos Euro-Atlânticos" title="Regimes Atmosféricos Euro-Atlânticos"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-164960">O gráfico do ECMWF mostra uma alternância entre o regime Atlantic Ridge, períodos sem padrão dominante e uma possível fase de NAO+. Esta sucessão indica uma atmosfera dinâmica, sem bloqueios persistentes ao longo da previsão.</figcaption></figure><p>Atualmente, Portugal encontra-se sob a influência do regime <strong>Atlantic Ridge (ATR)</strong>, caracterizado por um reforço das altas pressões no Atlântico Norte e por uma área de baixas pressões sobre a Escandinávia. Durante o verão, este padrão <strong>costuma favorecer tempo estável em Portugal,</strong> mas essa estabilidade também potencia temperaturas elevadas, uma vez que limita a entrada de massas de ar atlânticas mais frescas e húmidas. Como consequência, mantém-se elevado o risco de incêndio rural em grande parte do país.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Os dias 29 e 30 de julho deverão decorrer sem um regime atmosférico dominante. Seguir-se-á uma provável fase de <strong>Oscilação do Atlântico Norte positiva (NAO+)</strong> até cerca de 3 de agosto, antes de um novo período de transição e do regresso do <strong>Atlantic Ridge</strong> por volta de 9 de agosto. Ao longo deste horizonte de previsão já não se veem bloqueios duradouros nos mapas, sinal de uma circulação mais variável.</p><h2>O calor deverá persistir, sobretudo no interior</h2><p>O dia de hoje poderá ser o mais quente da semana, com temperaturas próximas dos <strong>40 °C</strong> em várias regiões do interior. Apesar de se prever algum alívio térmico no litoral nos próximos dias, o interior deverá continuar sob influência de massas de ar muito quentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/avizinham-se-mudancas-na-dinamica-atmosferica-que-afeta-portugal-ja-nao-se-veem-bloqueios-duradouros-nos-mapas-1785239104595.png" data-image="dbwf3h1w9kel" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-168623">O dia 28 poderá ser o mais quente da semana, com máximas próximas ou iguais a 40 °C em várias regiões do interior. Junto ao litoral, a influência marítima mantém valores mais moderados, mas ainda assim, elevados para o litoral.</figcaption></figure><p>Os mapas de geopotencial e temperatura aos 850 hPa mostram que o ar quente proveniente do Norte de África continuará a expandir-se pela Península Ibérica e pelo sul da Europa, pelo menos até cerca de <strong>5 de agosto</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/avizinham-se-mudancas-na-dinamica-atmosferica-que-afeta-portugal-ja-nao-se-veem-bloqueios-duradouros-nos-mapas-1785239329975.jpg" data-image="ls8d302tf1c3" alt="Geopotencial e temperatura 850 hPa" title="Geopotencial e temperatura 850 hPa"><figcaption>A massa de ar quente proveniente do Norte de África deverá continuar a estender-se pela Península Ibérica e pelo sul da Europa. Em Portugal, a intensidade do calor dependerá também da direção do vento e da capacidade de entrada do ar atlântico.</figcaption></figure><p>Mesmo sem o núcleo desta massa de ar se posicionar diretamente sobre Portugal, bastará um fluxo de leste ou sudeste para transportar ar muito quente do interior de Espanha.</p><p>No início de agosto, as temperaturas deverão continuar elevadas no Alentejo, Algarve e distrito de Castelo Branco, enquanto o litoral Norte e parte do Norte interior poderão beneficiar de maior influência atlântica e manter valores mais moderados.</p><h2>Alguma chuva, mas sem alterar a tendência dominante</h2><p>Além da temperatura, os modelos admitem alguns episódios de precipitação até cerca de <strong>7 de agosto</strong>. Os acumulados previstos são baixos e distribuem-se sobretudo pelo Norte, litoral Norte e Centro, podendo também atingir pontualmente os distritos de Lisboa e Santarém e região da Serra da Estrela.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/avizinham-se-mudancas-na-dinamica-atmosferica-que-afeta-portugal-ja-nao-se-veem-bloqueios-duradouros-nos-mapas-1785239541788.jpg" data-image="i8fon2ijjdxu" alt="Precipitação acumulada" title="Precipitação acumulada"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-587548">O mapa indica a possibilidade de chuva fraca e dispersa, sobretudo no Norte e no litoral Norte e Centro, podendo também atingir pontualmente Lisboa e Santarém. Por representar precipitação acumulada, não nos informa sobre a hora exata dos episódios.</figcaption></figure><p>Importa, contudo, recordar que <strong>e</strong><strong>ste mapa representa apenas a precipitação acumulada ao longo de vários dias e não indica o momento exato em que poderá chover</strong>. Assim, a tendência dominante para os próximos dias continua a ser de tempo quente, com calor persistente no interior e apenas interrupções pontuais por chuva fraca e dispersa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780871" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/agosto-em-portugal-anticiclone-reforca-se-no-inicio-do-mes-mas-tendencia-a-longo-prazo-do-ecmwf-vislumbra-mudancas.html" title="Agosto em Portugal: anticiclone reforça-se no início do mês, mas tendência a longo prazo do ECMWF vislumbra mudanças">Agosto em Portugal: anticiclone reforça-se no início do mês, mas tendência a longo prazo do ECMWF vislumbra mudanças</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/agosto-em-portugal-anticiclone-reforca-se-no-inicio-do-mes-mas-tendencia-a-longo-prazo-do-ecmwf-vislumbra-mudancas.html" title="Agosto em Portugal: anticiclone reforça-se no início do mês, mas tendência a longo prazo do ECMWF vislumbra mudanças"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/agosto-em-portugal-anticiclone-reforca-se-no-inicio-do-mes-mas-tendencia-a-longo-prazo-do-ecmwf-vislumbra-mudancas-1785233861437_320.png" alt="Agosto em Portugal: anticiclone reforça-se no início do mês, mas tendência a longo prazo do ECMWF vislumbra mudanças"></a></article></aside><p> Sendo esta uma <strong>previsão de longo prazo</strong><strong>, o objetivo é identificar tendências da circulação atmosférica</strong> e não fazer uma previsão detalhada. Assim, a localização e quantidade da precipitação, bem como os valores exatos de temperatura, poderão ainda sofrer alterações nas próximas atualizações dos modelos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/avizinham-se-mudancas-na-dinamica-atmosferica-que-afeta-portugal-ja-nao-se-veem-bloqueios-duradouros-nos-mapas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Parlamento Europeu aponta Gerês-Xurés como um dos territórios-chave para recriar florestas primárias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/parlamento-europeu-aponta-geres-xures-como-um-dos-territorios-chave-para-recriar-florestas-primarias.html</link><pubDate>Tue, 28 Jul 2026 15:33:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Estudo identifica a reserva transfronteiriça entre Portugal e Espanha como uma oportunidade única para devolver espaço à natureza e reforçar a resposta europeia às alterações climáticas.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/parlamento-europeu-aponta-geres-xures-como-um-dos-territorios-chave-para-recriar-florestas-primarias-1785243787133.jpg" data-image="o1jn8y4lha9p" alt="Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurês" title="Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurês"><figcaption>Gerês-Xurês é uma das raras reservas da UE que poderiam ser convertidas em floresta primária. Foto: Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurês</figcaption></figure><p>Há séculos que a Europa perde, árvore após árvore, floresta após floresta, uma parte vital do seu património natural. Os <strong>grandes bosques primitivos</strong> que outrora cobriam vastas regiões do continente deram lugar a campos agrícolas, povoações, estradas e explorações florestais. </p><p>Hoje restam apenas <strong>fragmentos</strong> dessas matas antigas. Um novo estudo defende, ainda assim, que nem tudo está perdido. A solução passa por <strong>devolver espaço à natureza</strong> e permitir que volte a encontrar o seu próprio ritmo e equilíbrio. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Entre os territórios onde essa transformação poderá ganhar forma, destaca-se uma paisagem bem conhecida dos portugueses, a Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurés.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O estudo, encomendado pelo Parlamento Europeu e elaborado pelo painel científico STOA, conclui que a criação de <strong>Novas Florestas Primárias</strong> na Europa Ocidental é não apenas possível, mas também uma <strong>medida urgente</strong> para travar a perda de biodiversidade e reforçar a capacidade dos ecossistemas para enfrentar as alterações climáticas.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/parlamento-europeu-aponta-geres-xures-como-um-dos-territorios-chave-para-recriar-florestas-primarias-1785243950003.jpg" data-image="pno00yyor6n1" alt="Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurês" title="Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurês"><figcaption>Baixa densidade demográfica e matas que conservam espécies autóctones são algumas das características que tornam Gerês-Xurês num caso promissor. Foto: JoanaDSB - Obra do próprio, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>Ao analisar várias regiões europeias, os investigadores identificam o <strong>território partilhado por Portugal e Espanha</strong> como um dos locais mais promissores para acolher um projeto desta dimensão. A combinação entre elevado valor ecológico, baixa densidade populacional e extensas áreas já protegidas coloca o Gerês-Xurés numa posição rara à escala europeia.</p><h2>Recuperar aquilo que a Europa perdeu</h2><p>Uma Nova Floresta Primária não nasce da plantação intensiva de árvores. O objetivo consiste antes em <strong>reservar grandes áreas</strong> onde a intervenção humana seja reduzida ao mínimo, <strong>permitindo que a floresta recupere</strong> gradualmente os seus processos naturais.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Árvores envelhecem, caem, regeneram-se espontaneamente e criam habitats para centenas de espécies. Os solos recuperam a sua complexidade, os cursos de água seguem a sua dinâmica natural e a biodiversidade aumenta de forma progressiva. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Ao mesmo tempo, estas florestas armazenam grandes quantidades de carbono durante longos períodos, tornando-se aliadas importantes no combate às alterações climáticas. Segundo o estudo, <strong>reservas com mais de 70 mil hectares podem ser viáveis na Europa Ocidental </strong>desde que existam condições ecológicas, sociais e políticas favoráveis.</p><h2>Gerês-Xurés entre os territórios mais promissores</h2><p>A Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurés reúne muitas dessas características. O território integra o <strong>Parque Nacional da Peneda-Gerês</strong>, o único parque nacional português. A área protegida conserva alguns dos mais importantes <strong>vestígios de florestas antigas da Península Ibérica</strong>, dominadas pelo carvalho-alvarinho (<em>Quercus robur</em>) e pelo carvalho-negral (<em>Quercus pyrenaica</em>). Grande parte da população concentra-se nos vales, deixando extensas áreas de montanha pouco ocupadas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Com base nestas condições, os autores propõem definir um núcleo de proteção estrita com 17.518 hectares, acompanhado por uma zona tampão de 75.255 hectares, correspondente à Reserva da Biosfera, e por uma vasta área de transição socioeconómica que poderá atingir 175.227 hectares.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Esta reorganização permitiria <strong>compatibilizar</strong> uma área totalmente dedicada à <strong>evolução natural dos ecossistema</strong>s com territórios onde continuariam a coexistir <strong>atividades</strong> <strong>humanas</strong> compatíveis com os objetivos de conservação.</p><h2>Reforçar a conservação é o primeiro passo</h2><p>Apesar do elevado estatuto de conservação, o <strong>Gerês-Xurés continua longe de cumprir os critérios</strong> exigidos para acolher uma verdadeira Nova Floresta Primária. O Parque Nacional da Peneda-Gerês enquadra-se, atualmente, na Categoria II da União Internacional para a Conservação da Natureza, classificação destinada aos parques nacionais. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Este modelo privilegia a proteção da natureza, mas admite atividades como turismo, recreio, gestão florestal limitada e alguns usos tradicionais do território. O que o estudo propõe é dar um passo mais ambicioso.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O núcleo central da futura reserva deveria passar para a Categoria Ib, destinada às Áreas Selvagens, onde a prioridade é <strong>deixar a natureza evoluir sem interferência humana</strong>. Nessas zonas não poderia existir exploração florestal, agricultura nem ocupação permanente, reduzindo-se ao mínimo qualquer perturbação dos processos naturais. Esta seria, portanto, a diferença que faria do Gerês-Xurés uma <strong>oportunidade única</strong> para a Península Ibérica e também para a Europa.</p><h2>Os desafios que Portugal e Espanha terão de resolver</h2><p>Transformar esta visão em realidade exigirá, porém, decisões complexas dos dois lados da fronteira. Um dos principais obstáculos é o <strong>pastoreio</strong> <strong>contínuo de gado e cavalos</strong> nos planaltos, prática que dificulta a regeneração natural dos carvalhais e favorece a expansão de espécies menos representativas destes ecossistemas.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/parlamento-europeu-aponta-geres-xures-como-um-dos-territorios-chave-para-recriar-florestas-primarias-1785244118000.jpg" data-image="5w7pq4585c6k" alt="Pitões das Júnias, Gerês-Xurês" title="Pitões das Júnias, Gerês-Xurês"><figcaption>Portugal e Espanha precisam reforçar ainda mais a proteção da sua reserva da biosfera para cumprir os critérios exigidos na criação de florestas primárias. Foto: JoanaDSB - Obra do próprio, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>Outro desafio prende-se com as <strong>plantações de eucaliptos e coníferas</strong> existentes sobretudo no setor espanhol. O estudo recomenda uma <strong>substituição gradual</strong> destas árvores ao longo de cerca de três décadas, permitindo que as <strong>espécies autóctones</strong> recuperem espaço de forma sustentada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778848" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estudo-analisa-a-dinamica-de-resposta-das-florestas-naturais-e-das-artificiais-as-ondas-de-calor-e-seca-em-simultaneo.html" title="Estudo analisa a dinâmica de resposta das florestas naturais e das artificiais às ondas de calor e seca em simultâneo">Estudo analisa a dinâmica de resposta das florestas naturais e das artificiais às ondas de calor e seca em simultâneo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estudo-analisa-a-dinamica-de-resposta-das-florestas-naturais-e-das-artificiais-as-ondas-de-calor-e-seca-em-simultaneo.html" title="Estudo analisa a dinâmica de resposta das florestas naturais e das artificiais às ondas de calor e seca em simultâneo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-analisou-a-dinamica-de-resposta-das-florestas-naturais-e-das-artificiais-as-ondas-de-calor-e-seca-em-simultaneo-1784151326985_320.jpg" alt="Estudo analisa a dinâmica de resposta das florestas naturais e das artificiais às ondas de calor e seca em simultâneo"></a></article></aside><p>Existe ainda a <strong>pressão rodoviária</strong> que precisaria de ser eliminada. As estradas EN 308-1, em Portugal, e OR-312, em Espanha, atravessam justamente a área proposta para proteção integral. Como estas <strong>ligações asseguram a circulação entre várias aldeias</strong> dos dois países, qualquer limitação ao trânsito obrigará a encontrar soluções alternativas capazes de responder às necessidades das populações locais.</p><p>Os investigadores reconhecem, por isso, que o sucesso do projeto dependerá tanto da qualidade ecológica do território como da capacidade de <strong>construir consensos</strong> entre administrações, proprietários, comunidades e agentes económicos.</p><h2>Um laboratório natural para o futuro da conservação</h2><p>Entre todas as regiões avaliadas, apenas o complexo Bayerischer Wald-Šumava, na fronteira entre Alemanha e República Checa, cumpre atualmente todos os critérios exigidos para uma Nova Floresta Primária de grande dimensão.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O Gerês-Xurés integra um grupo restrito de territórios considerados estrategicamente promissores, desde que consigam ultrapassar os obstáculos identificados.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Para os autores, a experiência europeia demonstra que algumas décadas de gestão orientada podem <strong>acelerar significativamente a recuperação dos ecossistemas</strong>. A reversão de monoculturas florestais, a redução do pastoreio excessivo e a recuperação do equilíbrio entre herbívoros e predadores criam condições para que, mais tarde, a natureza deixe de precisar da intervenção humana.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O estudo defende ainda um papel mais ativo da União Europeia no financiamento destes projetos e na criação de mecanismos que garantam proteção estrita a longo prazo.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Se essa visão vier a concretizar-se, a <strong>Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurés</strong> poderá transformar-se num dos mais importantes <strong>laboratórios naturais da Europa</strong>. Mais do que recuperar uma floresta, Portugal e Espanha terão a oportunidade de devolver ao continente um património ecológico que parecia perdido para sempre.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Painel%20para%20o%20Futuro%20da%20Ci%C3%AAncia%20e%20da%20Tecnologia%20(STOA)%20do%20Parlamento%20Europeu" data-year="" data-title="Tomorrow's%20Primary%20Forests%3A%20The%20feasibility%20of%20realising%20novel%20primary%20forests%20in%20the%20western%20part%20of%20Europe" data-url="https%3A%2F%2Fwww.europarl.europa.eu%2Fthinktank%2Fen%2Fdocument%2FEPRS_STU(2026)774748">Painel para o Futuro da Ciência e da Tecnologia (STOA) do Parlamento Europeu. <a href="https://www.europarl.europa.eu/thinktank/en/document/EPRS_STU(2026)774748" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Tomorrow's Primary Forests: The feasibility of realising novel primary forests in the western part of Europe</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/parlamento-europeu-aponta-geres-xures-como-um-dos-territorios-chave-para-recriar-florestas-primarias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA["Zumbido atmosférico": o som que te alerta para uma possível descarga de mais de 100 milhões de volts à tua volta]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/zumbido-atmosferico-o-som-que-te-alerta-para-uma-possivel-descarga-de-mais-de-100-milhoes-de-volts-a-tua-volta.html</link><pubDate>Tue, 28 Jul 2026 14:02:23 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Antes de cair um raio, a atmosfera pode dar sinais. O zumbido atmosférico é um sinal do perigo iminente que se está a formar à nossa volta. Eis o que deves fazer se o ouvires.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xarwetu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xarwetu.jpg" id="xarwetu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Os relâmpagos são descargas elétricas atmosféricas </strong>que ocorrem quando se acumula uma grande quantidade de carga elétrica entre as nuvens, o solo e outros objetos próximos.</p><p>O sinal mais evidente da possibilidade de ocorrência de relâmpagos é a presença de grandes nuvens com desenvolvimento vertical, acompanhadas de ventos e precipitação. Mas, por vezes, <strong>o sinal de alarme chega através dos nossos ouvidos, pele e cabelos</strong>.</p><div class="texto-destacado">As imagens captadas pelo alpinista mostram um ambiente nublado, com alguns flocos de neve muito dispersos. Embora geralmente associemos os relâmpagos a tempestades intensas com chuva abundante e violenta, granizo e ventos fortes, por vezes a descarga elétrica ocorre em ambientes onde a precipitação (chuva ou neve) é quase inexistente, num fenómeno conhecido como trovoada seca. Os relâmpagos também ocorrem nas chamadas tempestades de neve.</div><p>Tal como se ouve no vídeo gravado por um alpinista numa montanha na Rússia, <strong>é possível ouvir um zumbido antes da queda de um raio</strong>. Este zumbido, que aumenta de volume, está associado à intensificação do campo elétrico e à ionização do ar — quando este adquire carga elétrica, devido à perda ou ganho de um eletrão —, um sinal da iminência da descarga elétrica.</p><h2>O poder dos raios: entre 100 e 1 000 milhões de volts e milhares de amperes</h2><p>Quando falamos de raios, tanto a diferença de potencial (volts; o que provoca a descarga) como a corrente (amperes; a quantidade de carga elétrica que produzem) são de grande importância, pois é esta combinação de grandes magnitudes que <strong>torna as descargas atmosféricas um perigo com potencial para causar a morte de uma pessoa</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="274931" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conselhos-protecao-contra-impactos-relampago.html" title="Decálogo de proteção para evitar impactos de relâmpagos">Decálogo de proteção para evitar impactos de relâmpagos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conselhos-protecao-contra-impactos-relampago.html" title="Decálogo de proteção para evitar impactos de relâmpagos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/decalogo-de-proteccion-contra-el-rayo-273241-1_320.jpg" alt="Decálogo de proteção para evitar impactos de relâmpagos"></a></article></aside><p>A grande quantidade de energia libertada por uma descarga elétrica atmosférica <strong>pode fazer com que o ar mude de estado</strong>, transformando as moléculas de gás em plasma.</p><div class="texto-destacado">Quando vemos um relâmpago, estamos a ver um canal de plasma que se formou no ar, que brilha devido às temperaturas extremamente elevadas que atinge, muito mais quentes do que a superfície do Sol.</div><p>Os relâmpagos podem atingir qualquer superfície, e a direção que tomam depende do percurso onde haja maior ionização, mas, em geral,<strong> preferem seguir em direção a superfícies pontiagudas </strong>(para-raios, copas das árvores, cantos dos telhados dos edifícios ou até mesmo uma pessoa).</p><figure class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/FI0UF5uvr6c/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=FI0UF5uvr6c" id="FI0UF5uvr6c"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Por isso mesmo, é de vital importância <strong>procurar abrigo perante uma tempestade elétrica iminente</strong>. O mais seguro é permanecer dentro de casa ou dentro de um veículo, que funciona como uma gaiola de Faraday. Mas se estiveres ao ar livre e sem um abrigo seguro, podes seguir estas medidas para <strong>diminuir a probabilidade de seres atingido por um raio</strong>.</p><ul><li>Afasta-te de massas de água;</li><li>Procura locais mais baixos;</li><li>Mantém-te afastado de árvores, postes e estruturas metálicas;</li><li>Retira os objetos metálicos do teu corpo (relógios, colares, brincos, telemóveis, etc.);</li><li>Agacha-te (não te deites no chão), protegendo a cabeça e evitando deixar os cotovelos expostos. Apenas os teus pés devem estar em contacto com o solo. Desta forma, minimizarás a superfície de contacto.</li></ul>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/zumbido-atmosferico-o-som-que-te-alerta-para-uma-possivel-descarga-de-mais-de-100-milhoes-de-volts-a-tua-volta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuva forte e trovoada: depressão atlântica deixa até 7 ilhas açorianas sob aviso amarelo entre hoje e quinta-feira]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-forte-e-trovoada-depressao-atlantica-deixa-ate-7-ilhas-acorianas-sob-aviso-amarelo-entre-hoje-e-quinta-feira.html</link><pubDate>Tue, 28 Jul 2026 13:23:44 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nas próximas horas e dias a passagem de uma depressão pouco profunda pelo arquipélago dos Açores resultará na ocorrência de chuva, por vezes forte, e potencialmente acompanhada de trovoada. O aviso amarelo já está em vigor em 7 ilhas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xasx5gm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xasx5gm.jpg" id="xasx5gm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os mapas de referência da Meteored mostram a rápida aproximação de um <strong>sistema depressionário formado sobre o Atlântico durante as próximas horas, atualmente com uma pressão mínima de 1005 hPa no seu núcleo</strong> e centrado a nordeste do Grupo Ocidental do Arquipélago dos Açores.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Nas cartas sinópticas evidenciam-se bandas de nebulosidade bem organizadas em torno da circulação da depressão que, durante as próximas 24 a 48 horas, associadas às superfícies frontais e linhas de instabilidade de fraca a moderada atividade, darão origem a <strong>períodos de chuva geralmente contínua, predominantemente fraca a moderada, embora por vezes localmente forte</strong>.</p><p>Estão previstos também alguns intervalos de menor regularidade da precipitação, um padrão típico de baixas pressões frontais.</p><h2>Intervalos horários em que o aviso amarelo estará em vigor e ilhas mais expostas</h2><p>No Grupo Oriental, o aviso amarelo de precipitação por vezes forte e potencialmente acompanhada de trovoada estará em vigor entre as 03:00 da manhã de quarta-feira, 29 de julho e as 06:00 da manhã de quinta, dia 30. No Grupo Central o aviso vigorará entre as 15:00 desta terça-feira, dia 28 e as 09:00 da manhã de amanhã quarta-feira, dia 29.</p><h2>Chuva, vento e trovoada entre os efeitos previstos, eis a evolução dia a dia e por grupos de ilhas</h2><p>O vento soprará tendencialmente de sul ou sueste, prevendo-se que nos períodos mais agitados sejam produzidas <strong>rajadas até 70 km/h, especialmente durante a tarde e noite desta terça-feira, dia 28 de julho, no Grupo Ocidental (Corvo e Flores)</strong>. Na quarta e na quinta-feira, dias 29 e 30, as rajadas mais intensas deverão situar-se entre os 50 e 60 km/h nos Grupos Central e Oriental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-forte-e-trovoada-depressao-atlantica-deixa-ate-7-ilhas-acorianas-sob-aviso-amarelo-entre-hoje-e-quinta-feira-1785244258897.png" data-image="kza8uzqn1l0s"><figcaption>No que toca à intensidade do vento, o período mais crítico deverá ter lugar na tarde e noite desta terça-feira e parte da madrugada de quarta-feira, estando previstas rajadas até 70 km/h.</figcaption></figure><p>O estado do tempo será marcado por períodos de céu muito nublado com boas abertas, tornando-se gradualmente encoberto ao longo da tarde ou a partir do final do dia, especialmente nos Grupos Central e Oriental nesta terça-feira 28.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780871" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/agosto-em-portugal-anticiclone-reforca-se-no-inicio-do-mes-mas-tendencia-a-longo-prazo-do-ecmwf-vislumbra-mudancas.html" title="Agosto em Portugal: anticiclone reforça-se no início do mês, mas tendência a longo prazo do ECMWF vislumbra mudanças">Agosto em Portugal: anticiclone reforça-se no início do mês, mas tendência a longo prazo do ECMWF vislumbra mudanças</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/agosto-em-portugal-anticiclone-reforca-se-no-inicio-do-mes-mas-tendencia-a-longo-prazo-do-ecmwf-vislumbra-mudancas.html" title="Agosto em Portugal: anticiclone reforça-se no início do mês, mas tendência a longo prazo do ECMWF vislumbra mudanças"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/agosto-em-portugal-anticiclone-reforca-se-no-inicio-do-mes-mas-tendencia-a-longo-prazo-do-ecmwf-vislumbra-mudancas-1785233861437_320.png" alt="Agosto em Portugal: anticiclone reforça-se no início do mês, mas tendência a longo prazo do ECMWF vislumbra mudanças"></a></article></aside><p>No Grupo Ocidental tem chovido com fraca intensidade desde a manhã de hoje, sendo que no Grupo Central prevê-se a ocorrência de chuva, por vezes forte, de tarde. No Grupo Oriental o dia arrancou com boas abertas, mas com tendência para aumento da nebulosidade a partir do final da tarde.</p><p>Na quarta-feira, dia 29, prevê-se céu muito nublado com abertas e aguaceiros fracos no Grupo Ocidental. No Grupo Central espera-se céu muito nublado com abertas, enquanto no Grupo Oriental será geralmente muito nublado. <strong>Estão previstos períodos de chuva ou aguaceiros, por vezes fortes, acompanhados de condições favoráveis à ocorrência de trovoada, especialmente nas ilhas do Faial, Pico, São Jorge, Graciosa, Terceira, São Miguel e Santa Maria</strong>.</p><h2>Instabilidade começa a diminuir na quinta-feira, 30 de julho, apesar de persistir temporariamente nestas 2 ilhas</h2><p>Para quinta-feira (30) prevê-se a continuidade do aviso amarelo no Grupo Oriental (São Miguel e Santa Maria) devido à previsão que aponta para uma<strong> nova vaga de períodos de chuva ou aguaceiros pontualmente fortes, com possibilidade de trovoada</strong>. Nos Grupos Central e Ocidental preveem-se períodos de céu muito nublado com boas abertas e ocorrência de aguaceiros fracos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-forte-e-trovoada-depressao-atlantica-deixa-ate-7-ilhas-acorianas-sob-aviso-amarelo-entre-hoje-e-quinta-feira-1785244363146.png" data-image="plx9jd5blowz"><figcaption>Previsão da distribuição de precipitação acumulada até às 23:00 de quinta-feira, 30 de julho. No Grupo Ocidental entre 10 e 25 mm; no Grupo Central entre 15 e 50 mm e no Grupo Oriental entre 20 e 65 mm.</figcaption></figure><p>No que diz respeito às temperaturas máximas entre hoje e quinta-feira, dia 30, <strong>prevê-se que oscilem geralmente entre os 23 e os 26 ºC nas principais cidades e povoações açorianas</strong>. Não obstante, destacam-se os 28 e 29 ºC previstos para algumas zonas da ilha das Flores na quarta e na quinta-feira. Em contrapartida, nas áreas montanhosas dos Açores as temperaturas máximas poderão variar entre os 14 e os 18 ºC, salientando-se a zona de montanha da ilha do Pico.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-forte-e-trovoada-depressao-atlantica-deixa-ate-7-ilhas-acorianas-sob-aviso-amarelo-entre-hoje-e-quinta-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Agosto em Portugal: anticiclone reforça-se no início do mês, mas tendência a longo prazo do ECMWF vislumbra mudanças]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/agosto-em-portugal-anticiclone-reforca-se-no-inicio-do-mes-mas-tendencia-a-longo-prazo-do-ecmwf-vislumbra-mudancas.html</link><pubDate>Tue, 28 Jul 2026 10:19:23 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Este verão climatológico Portugal tem sido relativamente poupado das ondas de calor que têm assolado a Europa, tendo registado apenas uma no início de julho. O modelo de referência da Meteored atualizou a previsão para o mês de agosto. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/agosto-em-portugal-anticiclone-reforca-se-no-inicio-do-mes-mas-tendencia-a-longo-prazo-do-ecmwf-vislumbra-mudancas-1785232913311.png" data-image="0wey5eter984"><figcaption>Prevê-se que o primeiro dia de agosto de 2026 registe temperaturas entre 3 e 7 ºC acima da média de um modo geral, sendo que localmente as anomalias térmicas positivas poderão ser superiores.</figcaption></figure><p>Diferentemente de outros países da Europa Meridional e Ocidental, Portugal continental tem sido relativamente poupado à ocorrência de ondas de calor neste verão de 2026, tendo registado apenas um episódio mais severo durante os primeiros 7 a 8 dias de julho. <strong>O que poderemos esperar então do tempo para o mês de agosto, de acordo com as atuais tendências do modelo europeu?</strong></p><h2>Agosto é o mês climatologicamente mais quente do ano em Portugal</h2><p>Em primeiro lugar, importa recordar que agosto é o mês mais quente do ano em Portugal continental, seguido de julho, de acordo com a normal climatológica 1991-2020. <strong>A temperatura média máxima em agosto é de 29,89 ºC</strong>.</p><div class="texto-destacado"> <strong>As noites tropicais</strong> (mínimas iguais ou superiores a 20 ºC) <strong>continuam a ocorrer com bastante frequência</strong>, sobretudo no Alentejo e Algarve, mas também ocasionalmente nos vales do Douro e Tejo e em zonas da Beira Baixa. </div><p>À exceção da estação meteorológica de Sines (distrito de Setúbal), a temperatura média mensal de agosto evidencia um claro <strong>contraste entre a metade setentrional</strong> do Continente, onde varia entre 20 e 22 ºC, <strong>e a metade meridional</strong>, onde oscila entre 23 e 25 ºC. </p><h2>Embora residual, a chuva pode surgir em agosto devido às frentes atlânticas e gotas frias</h2><p><strong>A precipitação média acumulada em agosto apresenta um enorme contraste na nossa geografia</strong>. Enquanto no Noroeste os valores são significativamente superiores à média do Continente para um dos meses mais secos do ano, devido à influência intermitente de algumas frentes atlânticas, a sul do Tejo a precipitação é residual. Esta diferença explica-se pela latitude, pelo efeito de barreira imposto pelo sistema montanhoso Montejunto-Estrela e pela influência do anticiclone dos Açores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/agosto-em-portugal-anticiclone-reforca-se-no-inicio-do-mes-mas-tendencia-a-longo-prazo-do-ecmwf-vislumbra-mudancas-1785233001008.jpg" data-image="74rb7haycped"><figcaption>As trovoadas em agosto começam a ser mais frequentes, sobretudo na segunda quinzena do mês.</figcaption></figure><p>Contudo, nem o anticiclone dos Açores nem a latitude impedem que algumas regiões do Continente sejam, por vezes, afetadas pelas <strong>gotas frias durante os meses de agosto</strong>. Para os agricultores, este pode ser um mês particularmente temível, dado que uma depressão isolada em altitude ou o desenvolvimento de convecção intensa podem originar aguaceiros, acompanhados de trovoadas e, em ocasiões mais severas, episódios de granizo potencialmente catastróficos.</p><h2>O padrão NAO positiva irá dominar temporariamente</h2><p>A previsão subsazonal do modelo ECMWF aponta para uma <strong>mudança no padrão meteorológico coincidente com o início de agosto</strong>, trazendo algumas novidades, embora sem indícios de uma alteração drástica das condições atmosféricas.</p><div class="texto-destacado"><strong>O que acontece quando o índice NAO é positivo?<br></strong>A pressão atmosférica é mais elevada do que o habitual nos Açores e mais baixa na Islândia. Este contraste reforça o anticiclone do Atlântico Norte, favorecendo a sua extensão até à Península Ibérica. Consequentemente, a estabilidade atmosférica tende a consolidar-se com predomínio de tempo seco e relativamente estável, impulsionado pelas altas pressões.</div><p>A partir de quinta-feira, 30 de julho, espera-se que o <strong>padrão NAO+</strong> se comece a instalar, <strong>prolongando-se até segunda-feira, 3 de agosto</strong>.</p><h2>Um agosto ameno ou ligeiramente mais quente do que o normal, mas com tempo mais variável</h2><p>Tudo indica que o período de NAO positiva será temporário. <strong>A partir de terça-feira, 4 de agosto, os cenários do ECMWF evidenciam um aumento da variabilidade atmosférica</strong>, e consequentemente da incerteza na evolução do estado do tempo. Caso esta tendência se confirme, Portugal continental poderá entrar numa fase marcada por uma alternância mais frequente entre períodos de estabilidade e episódios de instabilidade.</p><p><strong>No conjunto, agosto deverá registar temperaturas próximas ou ligeiramente acima da média climatológica de referência</strong>. No entanto, esse sinal não será uniforme em toda a geografia e, de momento, não há indícios de ondas de calor semelhantes à registada no início de julho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/agosto-em-portugal-anticiclone-reforca-se-no-inicio-do-mes-mas-tendencia-a-longo-prazo-do-ecmwf-vislumbra-mudancas-1785233257028.jpg" data-image="rbkvmc471yt1"><figcaption>Agosto irá começar com temperaturas ligeiramente acima do normal em grande parte do país, destacando-se alguns pontos dos distritos de Lisboa e Setúbal e o Sotavento Algarvio (até 2 ºC acima do normal), embora haja zonas onde as temperaturas estarão dentro do normal.</figcaption></figure><p>Na previsão para agosto denota-se o facto de não se vislumbrar <strong>nenhum padrão claramente dominante, o que favorece uma maior diversidade de estados do tempo ao longo do mês</strong>. Além disso, parece pouco provável que se mantenha a sucessão de ondas de calor que afetaram várias regiões da Europa nos meses de junho e julho. Neste contexto, Portugal poderá continuar relativamente menos exposto a estes episódios extremos, embora seja ainda cedo para excluir totalmente a sua ocorrência.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780850" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-onda-de-calor-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-da-europa-ira-portugal-ser-afetado-questiona-joana-campos.html" title="Uma onda de calor aproxima-se a toda a velocidade da Europa: 'irá Portugal ser afetado?', questiona Joana Campos">Uma onda de calor aproxima-se a toda a velocidade da Europa: "irá Portugal ser afetado?", questiona Joana Campos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-onda-de-calor-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-da-europa-ira-portugal-ser-afetado-questiona-joana-campos.html" title="Uma onda de calor aproxima-se a toda a velocidade da Europa: 'irá Portugal ser afetado?', questiona Joana Campos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/uma-onda-de-calor-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-da-europa-ira-portugal-ser-afetado-questiona-joana-campos-1785229750025_320.png" alt="Uma onda de calor aproxima-se a toda a velocidade da Europa: 'irá Portugal ser afetado?', questiona Joana Campos"></a></article></aside><p>A maior dinâmica atmosférica prevista para agosto poderá ser favorável à descida de<strong> bolsas de ar frio</strong> para latitudes mais baixas, como a nossa, gerando condições mais propícias ao desenvolvimento de instabilidade. Deste modo, <strong>aumenta a probabilidade de aguaceiros e trovoadas, sobretudo durante a segunda quinzena do mês</strong>, período em que estes fenómenos tendem a tornar-se mais frequentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/agosto-em-portugal-anticiclone-reforca-se-no-inicio-do-mes-mas-tendencia-a-longo-prazo-do-ecmwf-vislumbra-mudancas-1785233519345.jpg" data-image="kv5oigblpox7"><figcaption>A partir da segunda quinzena de agosto poderá gerar-se um ambiente propício ao desenvolvimento de trovoadas mais frequentes e abrangentes em termos geográficos.</figcaption></figure><p>Tendo em conta o mapa de previsão de anomalias de precipitação do modelo Europeu, o interior Norte e Centro de Portugal continental - distritos de <strong>Vila Real, Viseu, Bragança, Guarda e Castelo Branco - poderá concentrar a maior probabilidade de ocorrência de trovoadas</strong>. Este cenário converge com o comportamento climatológico habitual da época estival, quando estas regiões costumam registar maior atividade convectiva durante a fase final do verão climatológico.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/agosto-em-portugal-anticiclone-reforca-se-no-inicio-do-mes-mas-tendencia-a-longo-prazo-do-ecmwf-vislumbra-mudancas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma onda de calor aproxima-se a toda a velocidade da Europa: "irá Portugal ser afetado?", questiona Joana Campos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-onda-de-calor-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-da-europa-ira-portugal-ser-afetado-questiona-joana-campos.html</link><pubDate>Tue, 28 Jul 2026 09:41:08 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal Continental registou ontem uma subida acentuada das temperaturas, no entanto, este cenário não se deverá manter de forma homogénea em todo o país. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xasusty"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xasusty.jpg" id="xasusty"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Vários países da Europa estão prestes a registar <strong>vários dias com temperaturas acima da média</strong>, indicando uma possível onda de calor para os próximos dias. E Portugal será afetado? </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Segundo a mais recente atualização dos nossos mapas, baseados no nosso modelo de confiança, ECMWF, esta semana poderá contar com alguns <strong>contrastes térmicos</strong> na nossa geografia continental.</p><h2>Onda de calor em Portugal, sim ou não?</h2><p>A <strong>resposta mais direta é não</strong>. Neste momento, o IPMA tem 17 avisos ativos devido ao calor. Estes abrangem todos os distritos, menos Faro. Contudo, os distritos do litoral ficarão isentos destes avisos a partir das 18h de hoje, terça-feira, enquanto <strong>os do interior permanecerão sob aviso amarelo até às 18h de amanhã</strong>, quarta-feira. No entanto, espera-se uma pequena descida dos termómetros a partir de amanhã, em todo o território.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-onda-de-calor-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-da-europa-ira-portugal-ser-afetado-questiona-joana-campos-1785229750025.png" data-image="ckf3l1a8t3ps" alt="anomalia térmica" title="anomalia térmica"><figcaption>Grande parte da Europa irá registar valores acima da média enquanto uma parte de Portugal Continental registará valores dentro ou abaixo da normal climatológica de referência.</figcaption></figure><p>Esta descida dos termómetros acaba com a possibilidade de alguns pontos da faixa interior poderem ser afetados por esta onda de calor, pois ainda que os nossos mapas de anomalias mostrem <strong>valores acima da média, de forma persistente</strong>, nos próximos dias para essa região, estes não cumprem os requisitos para ser considerada uma onda de calor. </p><p>De acordo com o IPMA, "<em>Considera-se que ocorre uma onda de calor quando <strong>num intervalo de pelo menos 6 dias consecutivos, a temperatura máxima diária é superior em 5°C ao valor médio das temperaturas</strong> máximas diárias</em>", pelo que como entre quarta e quinta as anomalias poderão ser inferiores a 5 ºC, podemos afirmar que esta hipótese fica de fora.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-onda-de-calor-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-da-europa-ira-portugal-ser-afetado-questiona-joana-campos-1785231116497.png" data-image="sey0n381bsko" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Sábado poderá ser o dia mais quente da segunda parte desta semana, com valores até 40 ºC no Sul do país.</figcaption></figure><p>Ainda assim, a partir de sexta-feira espera-se uma<strong> nova subida das temperaturas em todo o país, devendo esta ser mais expressiva no interior</strong>, onde as anomalias térmicas positivas se mantenham elevadas, traduzindo-se em valores acima da média, de até 8 ºC. Estima-se que nessa reta final da semana, o dia de sábado possa ser o mais quente.</p><h2>No litoral a resposta é simples: não haverá sinal da onda de calor</h2><p>Em contraste com a faixa interior, o<strong> litoral contará com temperaturas dentro ou um pouco abaixo da normal climatológica de referência</strong>. A partir de amanhã, quarta-feira, uma boa parte das cidades concentradas no litoral Norte e Centro deverão registar uma descida evidente das temperaturas face ao dia de ontem e de hoje.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780752" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/hoje-e-amanha-estes-17-distritos-estarao-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-ate-40-c-de-temperatura-maxima.html" title="Hoje e amanhã estes 17 distritos estarão sob aviso amarelo de tempo quente: até 40 ºC de temperatura máxima">Hoje e amanhã estes 17 distritos estarão sob aviso amarelo de tempo quente: até 40 ºC de temperatura máxima</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/hoje-e-amanha-estes-17-distritos-estarao-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-ate-40-c-de-temperatura-maxima.html" title="Hoje e amanhã estes 17 distritos estarão sob aviso amarelo de tempo quente: até 40 ºC de temperatura máxima"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/hoje-e-amanha-estes-17-distritos-estarao-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-ate-40-c-de-temperatura-maxima-1785178653946_320.png" alt="Hoje e amanhã estes 17 distritos estarão sob aviso amarelo de tempo quente: até 40 ºC de temperatura máxima"></a></article></aside><p>No entanto, espera-se uma <strong>recuperação das mesmas também a partir de sexta-feira, ainda que esta subida não seja tão expressiva </strong>nesta faixa como será no interior, pois vários locais, junto ao mar, continuarão com valores dentro da média ou um pouco abaixo, especialmente na faixa entre Viana do Castelo e Aveiro.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-onda-de-calor-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-da-europa-ira-portugal-ser-afetado-questiona-joana-campos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Hoje e amanhã estes 17 distritos estarão sob aviso amarelo de tempo quente: até 40 ºC de temperatura máxima]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/hoje-e-amanha-estes-17-distritos-estarao-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-ate-40-c-de-temperatura-maxima.html</link><pubDate>Tue, 28 Jul 2026 06:09:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Dezassete distritos estão sob aviso amarelo devido ao calor. Castelo Branco e Évora poderão atingir 40 ºC esta terça-feira, embora as temperaturas desçam na quarta-feira.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xasnpt6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xasnpt6.jpg" id="xasnpt6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O calor será particularmente intenso esta terça-feira no interior, com máximas de 40 ºC em duas capitais distritais e valores possivelmente superiores noutras localidades.</p><h2>Dezassete distritos sob aviso amarelo: Faro é a única exceção</h2><p>O IPMA colocou <strong>17 dos 18 distritos de Portugal continental sob aviso amarelo por tempo quente</strong>, devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima. <strong>Faro é o único distrito sem aviso meteorológico</strong>.</p><p> Nos distritos de <strong>Aveiro, Braga, Coimbra, Leiria, Lisboa, Porto, Santarém, Setúbal e Viana do Castelo</strong>, o aviso termina ao final da tarde de terça-feira. Em algumas destas regiões, sobretudo no litoral Norte e Centro, aplica-se apenas às áreas do interior dos respetivos distritos. Já em <strong>Beja, Bragança, Castelo Branco, Évora, Guarda, Portalegre, Vila Real e Viseu</strong>, o aviso prolonga-se até ao final da tarde de quarta-feira.</p><h2>Castelo Branco e Évora poderão atingir os 40 ºC esta terça-feira</h2><p>As temperaturas mais elevadas serão registadas no interior Centro e Sul. De acordo com a previsão do IPMA, as capitais distritais de <strong>Castelo Branco e Évora poderão atingir 40 ºC</strong> esta terça-feira.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hoje-e-amanha-estes-17-distritos-estarao-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-ate-40-c-de-temperatura-maxima-1785178306850.png" data-image="bmwkbbxu8q2u" alt="Temperatura prevista para terça-feira, 28 de julho, às 16h." title="Temperatura prevista para terça-feira, 28 de julho, às 16h."><figcaption>O calor será mais intenso no interior, com temperaturas próximas dos 40 ºC em Castelo Branco e Évora e valores bastante mais baixos junto ao litoral.</figcaption></figure><p>Apesar de os 40 ºC previstos dizerem respeito às capitais distritais, <strong>não se excluem valores localmente superiores noutras localidades do interior</strong>, especialmente em vales abrigados e zonas afastadas da influência marítima.</p><table><thead><tr><th>Capital de Distrito</th><th>Terça-feira 28 de julho</th><th>Quarta-feira 29 de julho</th><th>Variação térmica diária</th></tr></thead><tbody><tr><td>Viana do Castelo</td><td> 25 ºC </td><td> 24 ºC </td><td> ▼ 1 ºC </td></tr><tr><td>Braga</td><td> 33 ºC </td><td> 30 ºC </td><td> ▼ 3 ºC </td></tr><tr><td> Vila Real </td><td> 37 ºC </td><td> 34 ºC </td><td> ▼ 3 ºC </td></tr><tr><td>Bragança</td><td> 38 ºC </td><td> 38 ºC </td><td> = </td></tr><tr><td> Porto </td><td> 26 ºC </td><td> 24 ºC </td><td> ▼ 2 ºC </td></tr><tr><td> Aveiro </td><td> 26 ºC </td><td> 24 ºC </td><td> ▼ 2 ºC </td></tr><tr><td> Viseu </td><td> 36 ºC </td><td> 33 ºC </td><td> ▼ 3 ºC </td></tr><tr><td> Guarda </td><td> 33 ºC </td><td> 32 ºC </td><td> ▼ 1 ºC </td></tr><tr><td> Coimbra </td><td> 33 ºC </td><td> 30 ºC </td><td> ▼ 3 ºC </td></tr><tr><td> Castelo Branco </td><td> 40 ºC </td><td> 37 ºC </td><td> ▼ 3 ºC </td></tr><tr><td> Leiria </td><td> 31 ºC </td><td> 28 ºC </td><td> ▼ 3 ºC </td></tr><tr><td> Santarém </td><td> 34 ºC </td><td> 33 ºC </td><td> ▼ 1 ºC </td></tr><tr><td> Lisboa </td><td> 35 ºC </td><td> 31 ºC </td><td> ▼ 4 ºC </td></tr><tr><td> Portalegre </td><td> 38 ºC </td><td> 35 ºC </td><td> ▼ 3 ºC </td></tr><tr><td> Évora </td><td> 40 ºC </td><td> 37 ºC </td><td> ▼ 3 ºC </td></tr><tr><td> Beja </td><td> 38 ºC </td><td> 37 ºC </td><td> ▼ 1 ºC </td></tr><tr><td> Setúbal </td><td> 29 ºC </td><td> 26 ºC </td><td> ▼ 3 ºC </td></tr><tr><td> Faro </td><td> 29 ºC </td><td> 28 ºC </td><td> ▼ 1 ºC </td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="4">Fonte: Mapas da Meteored e IPMA.</td></tr></tbody></table><p> A tabela mostra bem o contraste entre o litoral e o interior do país. Enquanto as capitais do interior Centro e Sul registam máximas próximas dos <strong>40 ºC</strong>, o litoral mantém temperaturas bastante mais amenas graças à influência do oceano. </p><h2>As temperaturas descem na quarta-feira, mas o calor persiste no interior</h2><p>Na quarta-feira está prevista uma <strong>descida generalizada da temperatura máxima</strong>, mais evidente em várias capitais distritais do Norte, Centro e região de Lisboa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780646" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-ganhara-forca-em-portugal-nesta-ultima-semana-de-julho-interior-podera-chegar-aos-42-c-nas-zonas-mais-afetadas.html" title="Calor ganhará força em Portugal nesta última semana de julho: interior poderá chegar aos 42 ºC nas zonas mais afetadas">Calor ganhará força em Portugal nesta última semana de julho: interior poderá chegar aos 42 ºC nas zonas mais afetadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-ganhara-forca-em-portugal-nesta-ultima-semana-de-julho-interior-podera-chegar-aos-42-c-nas-zonas-mais-afetadas.html" title="Calor ganhará força em Portugal nesta última semana de julho: interior poderá chegar aos 42 ºC nas zonas mais afetadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-ganhara-forca-em-portugal-esta-semana-interior-podera-chegar-aos-42-c-nas-zonas-mais-afetadas-1785148547218_320.png" alt="Calor ganhará força em Portugal nesta última semana de julho: interior poderá chegar aos 42 ºC nas zonas mais afetadas"></a></article></aside><p>O contraste entre o litoral e o interior será evidente. Enquanto várias capitais do interior alcançarão ou superarão os 36 ºC, algumas zonas costeiras permanecerão abaixo dos 30 ºC devido à influência marítima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hoje-e-amanha-estes-17-distritos-estarao-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-ate-40-c-de-temperatura-maxima-1785178370261.png" data-image="4zournnspmhi" alt="Temperatura prevista para quarta-feira, 29 de julho, às 16h." title="Temperatura prevista para quarta-feira, 29 de julho, às 16h."><figcaption>As temperaturas descem em grande parte do território na quarta-feira, embora o interior continue a registar máximas elevadas.</figcaption></figure><p> A descida das temperaturas será sentida em grande parte do país na quarta-feira, embora o calor continue intenso no interior. <strong>Bragança deverá manter os 38 ºC</strong>, enquanto <strong>Beja, Castelo Branco e Évora</strong> continuam com máximas de cerca de <strong>37 ºC</strong>. </p><h2> Temperaturas acima da média, sobretudo no interior </h2><p> Embora o final de julho corresponda habitualmente a uma das épocas mais quentes do ano, as temperaturas previstas para esta terça-feira deverão ficar acima da média climatológica em grande parte de Portugal continental, com os desvios mais significativos a concentrarem-se no interior. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hoje-e-amanha-estes-17-distritos-estarao-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-ate-40-c-de-temperatura-maxima-1785178461429.png" data-image="2uwqely53t4y" alt="Anomalia da temperatura prevista para terça-feira, 28 de julho, às 16h." title="Anomalia da temperatura prevista para terça-feira, 28 de julho, às 16h."><figcaption>As temperaturas estarão entre 4 e 7 ºC acima da média em várias regiões do interior Norte, Centro e Sul.</figcaption></figure><blockquote><blockquote><p>Em várias regiões do interior Norte, Centro e Sul, as temperaturas poderão situar-se entre <strong>4 e 7 ºC acima da média climatológica</strong>, com os desvios mais elevados previstos para algumas zonas do Norte e Centro.</p> </blockquote><blockquote> <p>Apesar da ligeira descida das máximas prevista para quarta-feira, as temperaturas deverão continuar acima do habitual em várias regiões do interior Norte e Centro.</p></blockquote></blockquote><h2> Calor continuará acompanhado por ar seco e muito sol </h2><p> O ambiente continuará bastante seco durante a tarde, sobretudo nas regiões do interior, onde a humidade relativa poderá descer frequentemente para valores entre <strong>20% e 35%</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hoje-e-amanha-estes-17-distritos-estarao-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-ate-40-c-de-temperatura-maxima-1785178653946.png" data-image="9qpi5iq7pptd" alt="Humidade relativa prevista para quarta-feira, 29 de julho, às 16h." title="Humidade relativa prevista para quarta-feira, 29 de julho, às 16h."><figcaption>O ambiente permanecerá seco no interior, enquanto o litoral apresentará valores de humidade relativa mais elevados.</figcaption></figure><p> A nebulosidade deverá ser reduzida em grande parte do território, favorecendo uma forte exposição solar durante as horas de maior calor. O vento será geralmente fraco a moderado, sendo a influência marítima mais evidente nas regiões costeiras. </p><p>Esta terça-feira será o dia mais quente em várias capitais distritais, com <strong>40 ºC em Castelo Branco e Évora</strong> e valores possivelmente superiores noutras localidades do interior.</p><p> Apesar da descida prevista para quarta-feira, o calor continuará a fazer-se sentir no interior do país. Por esse motivo, o <strong>IPMA mantém o aviso amarelo em oito distritos</strong> até ao final da tarde de quarta-feira. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/hoje-e-amanha-estes-17-distritos-estarao-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-ate-40-c-de-temperatura-maxima.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cientistas conseguem transformar plásticos em combustível: o sistema que os converte em energia]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-conseguem-transformar-plasticos-em-combustivel-o-sistema-que-os-convertem-em-energia.html</link><pubDate>Tue, 28 Jul 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Este novo processo alcança três resultados de uma só vez: transforma o plástico mais comum em hidrogénio de alta pureza e, ao mesmo tempo, solidifica o CO2, evitando assim a sua libertação na atmosfera.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-logran-transformar-los-plasticos-en-combustible-el-sistema-que-convierte-plasticos-en-energia-1784929874378.png" data-image="x8v6j7cda9ji"><figcaption>Transformação de plástico através de um novo tratamento térmico alcalino, resultando num biomaterial de hidrogénio livre de emissões. Imagem cortesia da UCLA Newsroom.</figcaption></figure><p>Quanto <strong>plástico </strong>existe realmente no planeta? É uma pergunta para a qual, quase certamente, nunca teremos uma resposta. Independentemente das estimativas que possamos fazer, a preocupação com a situação cresce — ainda que lentamente — em contraste com a rápida escalada do problema em si; a realidade é que, a cada minuto que passa, há mais plástico no planeta.</p><p>No meio de diversas iniciativas e campanhas voltadas para mitigar a questão, cientistas de todo o mundo continuam a procurar <strong>soluções eficazes para erradicar o problema rapidamente</strong>, sem causar mais danos ao planeta e às suas esferas (ou seja, sem criar novas fontes de poluição da água, do ar ou do solo).</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Das profundezas dos oceanos às nuvens — e até mesmo no nosso sangue —, o plástico alcançou todos os espaços no nosso redor, persistindo no meio ambiente e permanecendo com as futuras gerações por séculos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Um dos projetos de investigação mais interessantes a apresentar resultados promissores recentemente — em julho deste ano — foi publicado pela Universidade da Califórnia, em Los Angeles (UCLA), e pela Ewha Womans University, na Coreia do Sul.</p><p>Este estudo não apenas desenvolveu com sucesso um processo capaz de transformar a<strong> reciclagem de plásticos</strong> no futuro <strong>sem gerar poluição adicional</strong>, mas também oferece uma via nova e altamente eficiente para a <strong>geração de energia limpa</strong>. </p><h2>Do plástico ao hidrogénio: uma transformação sem emissões<br></h2><p>Misturar plásticos para transformá-los? O resultado desta nova proposta é nada menos que hidrogénio de alta pureza, obtido pela <strong>combinação de três tipos comuns de plástico: PET, polietileno e polipropileno</strong>.</p><p>Isto é alcançado através de um novo processo chamado <strong>tratamento térmico alcalino</strong>, que utiliza temperaturas até 400 °C mais baixas do que as empregadas em processos convencionais de gaseificação, permitindo que o <strong>dióxido de carbono </strong>libertado durante o processo seja capturado e <strong>transformado na sua forma sólida</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-logran-transformar-los-plasticos-en-combustible-el-sistema-que-convierte-plasticos-en-energia-1784929995504.png" data-image="fffo70waaptc"><figcaption>Estudos demonstraram que milhões de microplásticos estão presentes no ar, na água e no solo, com um período de decomposição que pode levar centenas de anos.</figcaption></figure><p>Ao utilizar hidróxido de sódio e uma diferença de temperatura tão significativa (este processo geralmente opera em temperaturas entre 700 °C e 1300 °C), <strong>esta técnica requer menos energia e, ao mesmo tempo, produz hidrogénio com pureza superior a 90%</strong> — um nível muito próximo do padrão exigido para aplicação em tecnologias de energia limpa.</p><p>Além disso, a capacidade de capturar o dióxido de carbono emitido durante o processo evita que o gás seja libertado na atmosfera e a polua, criando também a oportunidade de aproveitar o <strong>material sólido resultante</strong>; uma vez transformado, este material pode ser <strong>utilizado em setores como manufatura e construção civil</strong>, entre outros.</p><div class="texto-destacado">Segundo dados da UCLA, menos de 10% do plástico descartado é reciclado, quase 80% acaba em aterros sanitários e nos oceanos, enquanto cerca de 10% é incinerado, libertando gases poluentes na atmosfera durante o processo.</div><p>Embora este <strong>projeto ainda esteja em fase experimental</strong> e precise de passar por um processo de implementação industrial fora do laboratório, os resultados são promissores no que diz respeito à redução de custos na triagem e separação de materiais plásticos, à produção de hidrogénio de alta pureza e à gestão e aproveitamento dos resíduos remanescentes.</p><h2>Um problema que tem uma janela de oportunidade</h2><p>Desde 2020, <strong>diversas iniciativas de investigação e projetos surgiram na tentativa de mitigar este problema crescente</strong>, visto que a maioria dos bens essenciais atuais contém, infelizmente, algum tipo de plástico.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763365" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/vitoria-ambiental-descomposicao-quimica-permite-reciclagem-repetida-de-plasticos-acrilicos-a-temperaturas-mais-baixas.html" title="Vitória ambiental: “descomposição” química permite reciclagem repetida de plásticos acrílicos a temperaturas mais baixas">Vitória ambiental: “descomposição” química permite reciclagem repetida de plásticos acrílicos a temperaturas mais baixas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/vitoria-ambiental-descomposicao-quimica-permite-reciclagem-repetida-de-plasticos-acrilicos-a-temperaturas-mais-baixas.html" title="Vitória ambiental: “descomposição” química permite reciclagem repetida de plásticos acrílicos a temperaturas mais baixas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chemical-unzipping-enables-repeated-recycling-of-acrylic-plastics-1775647053282_320.jpeg" alt="Vitória ambiental: “descomposição” química permite reciclagem repetida de plásticos acrílicos a temperaturas mais baixas"></a></article></aside><p>Em 2025, investigadores japoneses publicaram uma descoberta sobre o desenvolvimento de um plástico à base de celulose altamente durável, que se degrada completamente em água salgada; e, no início de 2026, foi anunciado um projeto que decompõe o plástico utilizando enzimas, degradando com sucesso até 90% das garrafas PET.</p><p><strong> </strong></p><p>É importante realçar que a adoção de bioplásticos no quotidiano e a implementação de novas estratégias para mitigar o impacto deste material ainda podem levar muito tempo; portanto, a melhor oportunidade de promover mudanças nessa questão está na decisão de cada um de nós de <strong>gerar a menor quantidade possível de resíduos plásticos no nosso dia a dia</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Park%2C%20et%20al" data-year="2026" data-title="Selective%20and%20direct%20hydrogen%20generation%20from%20mixed%20plastic%20waste%20via%20alkaline%20thermal%20treatment%20with%20inherent%20carbon%20storage" data-url="https%3A%2F%2Fwww.pnas.org%2Fdoi%2F10.1073%2Fpnas.2537552123">Park, et al. (2026). <a href="https://www.pnas.org/doi/10.1073/pnas.2537552123" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Selective and direct hydrogen generation from mixed plastic waste via alkaline thermal treatment with inherent carbon storage</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-conseguem-transformar-plasticos-em-combustivel-o-sistema-que-os-convertem-em-energia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda num mini-jardim]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-plantas-que-te-podem-ajudar-a-transformar-uma-pequena-varanda-num-mini-jardim.html</link><pubDate>Mon, 27 Jul 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Com as plantas certas e tirando partido das paredes e dos corrimões, até a varanda mais pequena pode transformar-se num pequeno Éden urbano, produtivo e de fácil manutenção.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-plantas-que-pueden-ayudarte-a-transformar-un-balcon-pequeno-en-un-mini-jardin-1784951323175.png" data-image="9s87cdpbf4sl" alt="Cultivar flores, hierbas aromáticas, hortalizas y pequeños frutos en macetas te permite crear un jardín que no solo es decorativo, sino también productivo." title="Cultivar flores, hierbas aromáticas, hortalizas y pequeños frutos en macetas te permite crear un jardín que no solo es decorativo, sino también productivo."><figcaption>Cultivar flores, ervas aromáticas, legumes e pequenos frutos em vasos permite-lhe criar um jardim que não só é decorativo, como também produtivo.</figcaption></figure><p>Viver num apartamento pequeno no centro da cidade não significa ter de abdicar de ter plantas num pequeno jardim. Embora o espaço pareça reduzido, uma varanda com 2 a 4 m² pode transformar-se num mini-jardim se se aproveitarem corretamente as paredes, os corrimões e até os cantos.</p><p>As plantas não servem apenas para decorar. Ter uma varanda com plantas pode <strong>melhorar o humor, reduzir o stress e a ansiedade que o dia-a-dia no meio do betão nos causa e tornar o ambiente mais agradável</strong>, sobretudo em cidades onde o contacto com a natureza é limitado.</p><p>Também pode tornar-se um espaço produtivo. Algumas ervas aromáticas, legumes e pequenos frutos podem crescer perfeitamente em vasos, oferecendo a oportunidade de ter <strong>manjericão, alfaces, morangos ou tomates recém-colhidos</strong> a poucos passos da cozinha.</p><p>No entanto, nem todas as plantas se dão igualmente bem em todos os varandas. Diferentes fatores, como a quantidade de luz, o vento, o tipo de clima da região onde vive e, sobretudo, o tamanho dos vasos, influenciam diretamente o seu crescimento, floração e necessidade de água.</p><p>Por isso, o segredo não está em encher a varanda de vasos, mas sim em <strong>escolher espécies compactas e organizá-las de forma pensada</strong>. E, para isso, existem opções que se adaptam a locais a pleno sol, à meia-sombra ou mesmo a espaços que exigem pouca manutenção.</p><h2>Antes de escolher as plantas, conheça bem a sua varanda</h2><p>O primeiro passo é saber quantas horas de sol o nosso espaço recebe. <strong>Considera-se sol pleno quando temos seis horas ou mais de luz direta</strong>, enquanto a meia-sombra recebe aproximadamente entre três e cinco. Se quase nunca entrarem raios de sol diretos, o melhor é optar por begónias, fetos ou outras plantas adaptadas à sombra luminosa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-plantas-que-pueden-ayudarte-a-transformar-un-balcon-pequeno-en-un-mini-jardin-1784951454837.png" data-image="rgzvun4yrk2k" alt="Las macetas alargadas para barandales son una forma práctica de aprovechar espacios desaprovechados y cultivar plantas sin sacrificar espacio para caminar." title="Las macetas alargadas para barandales son una forma práctica de aprovechar espacios desaprovechados y cultivar plantas sin sacrificar espacio para caminar."><figcaption>Os vasos alongados para corrimões são uma forma prática de aproveitar espaços não utilizados e cultivar plantas sem sacrificar o espaço para circular.</figcaption></figure><p>Também deve ter em conta o vento, especialmente em andares altos. As correntes fortes podem desidratar as folhas, partir os caules e derrubar os vasos; por isso, <strong>é aconselhável agrupá-los, colocar redes de proteção ou utilizar plantas resistentes</strong>.</p><p>Em varandas pequenas, <strong>os vasos leves, as floreiras de corrimão e os sistemas verticais </strong>funcionam muito bem. No entanto, antes de pensar em comprar vasos grandes, é importante verificar quanto peso a estrutura suporta. O substrato molhado pesa muito mais do que o seco, um pormenor que muitas vezes é esquecido ao projetar estes espaços.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780447" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-5-plantas-mais-inusitadas-para-cultivar-em-casa-parecem-ser-de-outro-planeta.html" title="As 5 plantas mais inusitadas para cultivar em casa: parecem ser de outro planeta!">As 5 plantas mais inusitadas para cultivar em casa: parecem ser de outro planeta!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-5-plantas-mais-inusitadas-para-cultivar-em-casa-parecem-ser-de-outro-planeta.html" title="As 5 plantas mais inusitadas para cultivar em casa: parecem ser de outro planeta!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/le-5-piante-piu-insolite-da-coltivare-in-casa-sembrano-arrivate-da-un-altro-pianeta-1784222155463_320.jpeg" alt="As 5 plantas mais inusitadas para cultivar em casa: parecem ser de outro planeta!"></a></article></aside><p>Todos os vasos devem ter orifícios de drenagem e, se possível, pratos que recolham a água excedente sem deixar as raízes encharcadas. <strong>Um bom substrato deve reter a humidade, mas também permitir a entrada de oxigénio</strong>.</p><h3>Plantas recomendadas e como as dispor</h3><p>As ervas aromáticas são um excelente ponto de partida. <strong>Manjericão, coentros, tomilho e orégãos</strong> podem ser cultivados em vasos com 15 a 20 centímetros de profundidade e apreciam várias horas de sol.</p><p>O alecrim prefere um vaso com pelo menos 25 centímetros e regas moderadas, enquanto a hortelã deve ser plantada sozinha, pois as suas raízes espalham-se rapidamente e podem deslocar outras espécies.</p><div class="texto-destacado">As recomendações devem sempre ser adaptadas ao clima local, uma vez que uma planta exposta ao sol numa cidade de clima temperado pode necessitar de cuidados diferentes numa região muito quente.</div><p>Para colher alimentos, pode plantar <strong>alface, rúcula, tomates cereja, pimentos e morangos</strong>. As folhas crescem em canteiros de 15 a 20 centímetros, enquanto os tomates e os pimentos necessitarão de vasos com cerca de 20 litros e mais horas de luz.</p><p>As petúnias, os gerânios, os tagetes e as calêndulas dão cor e podem atrair abelhas e outros insetos benéficos. <strong>Retirar as flores murchas ajuda a promover o surgimento de novas flores</strong> e mantém as plantas com um aspeto mais cuidado.</p><p>Para aproveitar paredes e corrimões, pode plantar espécies como o jasmim, a hera ou a passiflora. Estas espécies precisam de tutores e vasos com 25 a 35 centímetros.<strong> Orientar os caules desde que são jovens evita que ocupem demasiado espaço</strong> e permite criar uma cortina vegetal sem reduzir a área de passagem.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-plantas-que-pueden-ayudarte-a-transformar-un-balcon-pequeno-en-un-mini-jardin-1784951489920.png" data-image="9kwugkr453l4" alt="Un balcón lleno de plantas no solo se ve de lujo, también ofrece más privacidad y ayuda a reducir un poco el ruido de la calle." title="Un balcón lleno de plantas no solo se ve de lujo, también ofrece más privacidad y ayuda a reducir un poco el ruido de la calle."><figcaption>Uma varanda cheia de plantas não só fica lindíssima, como também proporciona mais privacidade e ajuda a reduzir um pouco o ruído da rua.</figcaption></figure><p>Se tiver pouco tempo, <strong>as echeverias, os sedums e outras suculentas são boas opções para espaços luminosos</strong>. Precisam de vasos com melhor drenagem e regas mais espaçadas. E tenha cuidado, pois o erro mais comum é regá-las com demasiada frequência.</p><p>Para organizar o teu jardim, agrupa as plantas de acordo com as suas necessidades de luz e rega. Coloca as mais altas no fundo e as mais pequenas à frente, para uma melhor visibilidade. Combina plantas aromáticas com calêndulas, ou suculentas com uma trepadeira vistosa como ponto focal.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779542" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/nao-sao-plantas-invasoras-mas-podem-tomar-conta-do-seu-jardim-se-nao-as-mantiver-sob-controlo.html" title="Não são plantas invasoras, mas podem tomar conta do seu jardim se não as mantiver sob controlo">Não são plantas invasoras, mas podem tomar conta do seu jardim se não as mantiver sob controlo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/nao-sao-plantas-invasoras-mas-podem-tomar-conta-do-seu-jardim-se-nao-as-mantiver-sob-controlo.html" title="Não são plantas invasoras, mas podem tomar conta do seu jardim se não as mantiver sob controlo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/they-re-not-invasive-plants-but-they-can-take-over-your-garden-if-you-don-t-keep-them-under-control-1784424248519_320.jpg" alt="Não são plantas invasoras, mas podem tomar conta do seu jardim se não as mantiver sob controlo"></a></article></aside><p>Um sistema de rega automática simplifica os cuidados, mas <strong>os géis retentores de água não substituem um substrato adequado nem a monitorização regular da humidade</strong>. Por isso, verifica semanalmente as folhas, a presença de pragas, o amarelecimento e os suportes.</p><p>Comece com três ou cinco plantas fáceis de cuidar e observe como se adaptam às condições da sua varanda. Não se sinta pressionado a comprar tudo de uma vez nem a encher o espaço.</p><p>Com boa luz, boa drenagem, vasos seguros e cuidados constantes, até uma varanda pequena pode transformar-se num Éden funcional, produtivo e fácil de manter.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-plantas-que-te-podem-ajudar-a-transformar-uma-pequena-varanda-num-mini-jardim.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Céu do Saara em Portugal: as poeiras chegarão a partir de terça-feira 28]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ceu-do-saara-em-portugal-as-poeiras-chegarao-a-partir-de-terca-feira.html</link><pubDate>Mon, 27 Jul 2026 15:01:47 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma alteração da circulação atmosférica deverá favorecer o transporte de poeiras provenientes do deserto do Saara até Portugal continental a partir de terça-feira. As primeiras partículas deverão entrar pelo Sul, estendendo-se gradualmente ao restante território.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xasl0he"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xasl0he.jpg" id="xasl0he"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma intrusão de poeiras provenientes do deserto do Saara deverá começar a afetar Portugal continental a partir de terça-feira, 28 de julho. As <strong>primeiras partículas deverão entrar pelo Algarve e Baixo Alentejo</strong>, estendendo-se gradualmente ao restante território ao longo do dia. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações</div><p>Segundo as previsões atuais, <strong>a intrusão deverá intensificar-se durante a terça-feira, atingir a maior extensão geográfica na quarta-feira</strong> e enfraquecer gradualmente nos dias seguintes, à medida que a massa de poeiras se dispersa.</p><h2>A circulação atmosférica abrirá um corredor entre o Saara e Portugal</h2><p>Este episódio será provocado por uma alteração da circulação atmosférica sobre a Península Ibérica. Uma depressão posicionada a oeste de Portugal, em conjunto com pressões mais elevadas sobre o Norte de África, estabelecerá um <strong>fluxo persistente de sul a sueste</strong>, favorecendo o transporte de poeiras saarianas até ao território continental. Em altitude, a presença de uma dorsal subtropical contribuirá para uma atmosfera mais estável, reduzindo a dispersão inicial das partículas e permitindo que permaneçam em suspensão durante vários dias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ceu-do-saara-em-portugal-as-poeiras-chegarao-a-partir-de-terca-feira-1785162271754.png" data-image="8lsbpft0dt0s"><figcaption>A circulação de sul a sueste nos níveis médios da atmosfera deverá estabelecer um corredor entre o Norte de África e a Península Ibérica, favorecendo o transporte de poeiras provenientes do deserto do Saara para Portugal continental.</figcaption></figure><p>Durante a manhã de terça-feira, as primeiras poeiras deverão alcançar o Algarve e o Baixo Alentejo, avançando progressivamente para o Centro e Norte ao longo do dia. A intrusão deverá intensificar-se durante a tarde, quando se <strong>esperam as concentrações mais elevadas, sobretudo nas regiões do Sul e do interior</strong>. Na quarta-feira, a massa de poeiras deverá abranger praticamente todo o continente, embora já apresente concentrações mais homogéneas e, em geral, inferiores às registadas no dia anterior. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ceu-do-saara-em-portugal-as-poeiras-chegarao-a-partir-de-terca-feira-1785162967750.png" data-image="yb13kub03hwm"><figcaption>A intrusão de poeiras deverá continuar a afetar Portugal continental na quinta-feira, embora com menor intensidade.</figcaption></figure><p>A <strong>partir de quinta-feira, o episódio deverá enfraquecer gradualmente</strong>, persistindo apenas concentrações residuais, sobretudo nas regiões do Sul, até sexta-feira.</p><h2>Os efeitos visíveis da intrusão de poeiras</h2><p>A <strong>presença destas poeiras em suspensão poderá tornar o céu mais esbranquiçado ou alaranjado</strong>, reduzindo a transparência da atmosfera, especialmente durante o nascer e o pôr do sol. Em algumas regiões, o horizonte poderá apresentar um aspeto mais difuso devido à maior concentração de partículas em altitude. Este tipo de intrusão é relativamente <strong>frequente durante os meses mais quentes</strong>, quando a circulação atmosférica favorece o transporte de partículas minerais desde o Norte de África para a Península Ibérica, podendo prolongar-se durante vários dias, consoante a evolução das condições meteorológicas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780646" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-ganhara-forca-em-portugal-nesta-ultima-semana-de-julho-interior-podera-chegar-aos-42-c-nas-zonas-mais-afetadas.html" title="Calor ganhará força em Portugal nesta última semana de julho: interior poderá chegar aos 42 ºC nas zonas mais afetadas">Calor ganhará força em Portugal nesta última semana de julho: interior poderá chegar aos 42 ºC nas zonas mais afetadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-ganhara-forca-em-portugal-nesta-ultima-semana-de-julho-interior-podera-chegar-aos-42-c-nas-zonas-mais-afetadas.html" title="Calor ganhará força em Portugal nesta última semana de julho: interior poderá chegar aos 42 ºC nas zonas mais afetadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-ganhara-forca-em-portugal-esta-semana-interior-podera-chegar-aos-42-c-nas-zonas-mais-afetadas-1785148547218_320.png" alt="Calor ganhará força em Portugal nesta última semana de julho: interior poderá chegar aos 42 ºC nas zonas mais afetadas"></a></article></aside><p>Embora os principais modelos apontem para uma evolução semelhante, pequenas <strong>alterações na intensidade do fluxo de sul poderão modificar a extensão e a duração da intrusão</strong> sobre Portugal continental. Por esse motivo, será importante acompanhar as próximas atualizações das previsões para confirmar a evolução deste episódio e a sua duração, sobretudo entre terça e quinta-feira.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ceu-do-saara-em-portugal-as-poeiras-chegarao-a-partir-de-terca-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Dilema cósmico: revelam porque é que ter filhos no espaço é uma missão quase impossível para a humanidade]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/dilema-cosmico-revelam-porque-e-que-ter-filhos-no-espaco-e-uma-missao-quase-impossivel-para-a-humanidade.html</link><pubDate>Mon, 27 Jul 2026 14:33:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Uma experiência orbital com células humanas revela que a microgravidade altera as fases iniciais da reprodução humana, embora ainda não demonstre que seja impossível conceber ou gerar uma gravidez no espaço.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/dilema-cosmico-revelan-por-que-tener-bebes-en-el-espacio-es-una-mision-casi-imposible-para-la-humanidad-1784836293051.jpg" data-image="imfgmu5p9xlq"><figcaption>A conceção, a gravidez e os partos no espaço ainda se encontram em fase de estudo.</figcaption></figure><p>A possibilidade de estabelecer comunidades humanas na Lua ou em Marte depende de muito mais do que produzir oxigénio, água e alimentos. Uma colónia permanente teria também de garantir a fertilidade e o desenvolvimento das novas gerações em condições para as quais o nosso organismo nunca evoluiu.</p><p>Um novo estudo<strong> analisou uma das primeiras etapas da reprodução, a formação das células</strong> que, após um longo processo de maturação, podem dar origem a óvulos e espermatozoides. Os resultados indicaram que o voo espacial interfere nesse desenvolvimento antes mesmo da fecundação.</p><div class="texto-destacado">O estudo, liderado por Ying Li, da Faculdade de Medicina da Universidade de Fuzhou, utilizou células estaminais embrionárias humanas a bordo das naves Tianzhou-1 e Tianzhou-6, para recolher amostras e realizar uma análise posterior.</div><p>A equipa <strong>criou modelos de células germinativas primordiais, folículos ováricos e células estaminais espermatogónicas</strong>. Por si só, não foram estudadas gravidezes, embriões em desenvolvimento nem pessoas expostas em órbita; ou seja, não se tratou de uma demonstração direta de infertilidade espacial.</p><p>O trabalho forneceu evidências diretas de que estar em órbita altera processos celulares ligados à reprodução humana. A questão já não é apenas se uma gravidez poderia prosperar longe da Terra, mas se os seus componentes biológicos iniciais poderiam formar-se.</p><h2>Alterações nas células reprodutivas em microgravidade</h2><p>Durante o voo espacial, <strong>o efeito mais evidente verificou-se nas células germinativas primordiais, com uma diminuição da sua eficiência de formação de cerca de 50%</strong> em relação aos controlos terrestres, o que representa uma redução considerável neste modelo experimental celular.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dilema-cosmico-revelan-por-que-tener-bebes-en-el-espacio-es-una-mision-casi-imposible-para-la-humanidad-1784835827496.jpg" data-image="w9gc5ka08gui"><figcaption>As células precursoras dos espermatozoides e dos óvulos são afetadas em ambientes diferentes do terrestre.</figcaption></figure><p>As <strong>células-mãe espermatogónicas induzidas, relacionadas com a produção de espermatozoides, também apresentaram dificuldades</strong>. A sua proliferação diminuiu cerca de 26%, o que sugere que o ambiente orbital pode limitar o surgimento de precursores reprodutivos, bem como a sua capacidade de se multiplicarem.</p><p>As análises do ARN e das proteínas que as células tentavam produzir revelaram alterações consoante cada tipo celular. As vias mais afetadas estavam relacionadas com a matriz extracelular, a dinâmica dos microtúbulos e o metabolismo dos lípidos, funções essenciais para organizar e sustentar o desenvolvimento.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779903" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/susto-na-lua-o-comandante-da-artemis-ii-revela-a-perturbadora-anomalia-que-sofreram-a-meio-da-noite.html" title="Susto na Lua: o comandante da Artemis II revela a perturbadora anomalia que sofreram a meio da noite">Susto na Lua: o comandante da Artemis II revela a perturbadora anomalia que sofreram a meio da noite</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/susto-na-lua-o-comandante-da-artemis-ii-revela-a-perturbadora-anomalia-que-sofreram-a-meio-da-noite.html" title="Susto na Lua: o comandante da Artemis II revela a perturbadora anomalia que sofreram a meio da noite"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/susto-en-la-luna-el-comandante-de-artemis-ii-confiesa-la-perturbadora-anomalia-que-sufrieron-a-mitad-de-la-noche-1784511623475_320.jpg" alt="Susto na Lua: o comandante da Artemis II revela a perturbadora anomalia que sofreram a meio da noite"></a></article></aside><p>Em <strong>microgravidade</strong>, as células recebem sinais mecânicos diferentes dos habituais na Terra. O <strong>citoesqueleto</strong>, que mantém a sua forma e distribui os componentes internos, reorganiza-se, alterando a comunicação com o ambiente e modificando as instruções para se diferenciar de forma ordenada.</p><h3>A radiação não foi o principal dano detetado</h3><p>Embora continue a ser uma preocupação séria <strong>porque as partículas energéticas podem danificar o ADN e aumentar o risco de mutações</strong>. Nestas missões relativamente curtas, a sequenciação do exoma completo não revelou qualquer perda de integridade genética nas células estudadas.</p><p>A análise da metilação do ADN, um mecanismo que ajuda a regular quais os genes que permanecem ativos ou silenciados, também não revelou qualquer desestabilização. Isto não significa que a radiação não seja prejudicial, mas sim que as alterações observadas surgiram sem que se verificasse uma deterioração genómica detetável.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dilema-cosmico-revelan-por-que-tener-bebes-en-el-espacio-es-una-mision-casi-imposible-para-la-humanidad-1784836312350.png" data-image="3sol3pf11d3d"><figcaption>Esquema do desenho experimental e do fluxo de trabalho para as missões tZ-1 e tZ-6. Crédito: Li et al.</figcaption></figure><p>A duração e a trajetória de uma missão são fatores decisivos; na verdade, <strong>viajar à volta da Terra não reproduz a exposição acumulada a que estaria sujeita uma tripulação a caminho de Marte</strong>, fora da proteção magnética terrestre e exposta durante meses a raios cósmicos e partículas solares.</p><p>Por essa razão, os resultados não permitem garantir que as futuras gerações estejam isentas de mutações hereditárias. O estudo demonstra estabilidade genómica durante exposições específicas e limitadas, enquanto os riscos de doses mais elevadas e efeitos acumulativos deverão ser analisados em missões de maior duração.</p><h3>O que falta para pensar em nascimentos fora da Terra</h3><p>Antes de considerar a reprodução humana fora da Terra, será necessário repetir as experiências durante períodos mais longos e com sistemas biológicos mais complexos. Embora as culturas celulares permitam identificar mecanismos,<strong> não reproduzem as interações hormonais, imunológicas e fisiológicas de um organismo nem de uma gravidez</strong>.</p><p>Entre as possíveis medidas de proteção encontram-se habitats com gravidade artificial parcial, blindagens contra a radiação e sistemas de cultivo que reproduzam melhor o ambiente químico e mecânico terrestre. Assim como a <strong>criopreservação de gametas e tecidos reprodutivos</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776983" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-presente-doce-para-os-astronomos-descobrem-planetas-superesponjosos-mais-leves-do-que-o-algodao-doce.html" title="Um presente doce para os astrónomos: descobrem planetas superesponjosos, mais leves do que o algodão doce">Um presente doce para os astrónomos: descobrem planetas superesponjosos, mais leves do que o algodão doce</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-presente-doce-para-os-astronomos-descobrem-planetas-superesponjosos-mais-leves-do-que-o-algodao-doce.html" title="Um presente doce para os astrónomos: descobrem planetas superesponjosos, mais leves do que o algodão doce"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sweet-treat-for-astronomers-as-they-discover-planets-lighter-than-candy-floss-1782901457857_320.jpeg" alt="Um presente doce para os astrónomos: descobrem planetas superesponjosos, mais leves do que o algodão doce"></a></article></aside><p>Esta investigação poderá beneficiar a medicina terrestre, ao observar <strong>como se alteram o citoesqueleto, o metabolismo e a diferenciação das células germinativas</strong>. Contribuindo para o estudo de mecanismos relacionados com a infertilidade, modelos de desenvolvimento humano e tecnologias de reprodução assistida.</p><p>Sem dúvida alguma, tornarmo-nos uma <strong>espécie multiplanetária</strong> exigirá compreender a biologia com o mesmo nível de pormenor que os foguetões e os habitats. Embora a reprodução no espaço não seja impossível, as células que sustentam a continuidade humana dependem profundamente do ambiente terrestre.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Ying%20Li%2C%20et%20al" data-year="2026" data-title="Spaceflight%20multi-omics%20reveals%20vulnerabilities%20of%20human%20germ%20cell%20development" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fdoi%2F10.1126%2Fsciadv.aee0143">Ying Li, et al. (2026). <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.aee0143" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Spaceflight multi-omics reveals vulnerabilities of human germ cell development</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/dilema-cosmico-revelam-porque-e-que-ter-filhos-no-espaco-e-uma-missao-quase-impossivel-para-a-humanidade.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mudança no tempo em Portugal: temperaturas disparam; estão 17 distritos sob aviso amarelo de tempo quente]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudanca-no-tempo-em-portugal-temperaturas-disparam-estao-17-distritos-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente.html</link><pubDate>Mon, 27 Jul 2026 11:19:20 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Esta segunda-feira amanheceu mais quente face aos últimos dias e assim irá continuar nas próximas horas. Há 17 avisos em vigor, devido ao calor previsto.</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/77qHwR6JdAs/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=77qHwR6JdAs" id="77qHwR6JdAs"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Esta semana arrancou com uma subida acentuada e generalizada das temperaturas, como temos vindo a avançar nas últimas previsões. Para hoje, segunda-feira, esperam-se valores máximos entre os 28 ºC em Viana do Castelo e os 38 ºC em Coimbra, Santarém e Beja. Em regiões como o <strong>Ribatejo e Baixo Alentejo, alguns locais podem registar até 40 ºC</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>O <strong>IPMA emitiu aviso amarelo de tempo quente para 17 distritos, em vigor até às 18h de amanhã</strong>, terça-feira, sendo que apenas o distrito de Faro se mantém fora desta lista.</p><h2>Semana poderá contar com algum alívio do calor, mas apenas em alguns locais</h2><p>No entanto, à medida que os dias avançam, o <strong>calor deverá aliviar no litoral Norte e Centro</strong>, com maior evidência nas cidades costeiras, mantendo-se o interior com temperaturas elevadas. Este alívio poderá ser sentido com maior expressão a partir de quarta-feira, dia 30, onde os termómetros deverão baixar para temperaturas entre os 21 ºC em Viana do Castelo e os 27 ºC em Leiria.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-no-tempo-em-portugal-temperaturas-disparam-estao-17-distritos-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-1785149095033.png" data-image="u3zkferujrk7" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Esta segunda-feira, dia 27 de julho, poderá contar com temperaturas acima dos 30 ºC na maior parte do território continental.</figcaption></figure><p>As <strong>regiões mais quentes do país deverão ser os vales do Douro e Guadiana</strong>, onde os termómetros podem ultrapassar os 40 ºC em alguns locais. A Beira Baixa e o Ribatejo também poderão contar com máximas até aos 40 ºC em vários dias da semana.</p><p>Na quinta-feira, também a faixa interior poderá registar uma <strong>pequena descida dos valores</strong>, ainda que na sexta-feira os mesmos voltem a subir, sendo esperada uma persistência de valores elevados nesta região até domingo.</p><h2>Os próximos dias podem contar ainda com estabilidade atmosférica generalizada</h2><p>Além desta subida térmica, a atmosfera deverá manter-se estável, ainda que a partir de quarta-feira, e pelo menos até ao fim de semana, possam surgir <strong>alguns períodos de maior nebulosidade</strong>, especialmente na faixa litoral e durante a manhã.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780646" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-ganhara-forca-em-portugal-nesta-ultima-semana-de-julho-interior-podera-chegar-aos-42-c-nas-zonas-mais-afetadas.html" title="Calor ganhará força em Portugal nesta última semana de julho: interior poderá chegar aos 42 ºC nas zonas mais afetadas">Calor ganhará força em Portugal nesta última semana de julho: interior poderá chegar aos 42 ºC nas zonas mais afetadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-ganhara-forca-em-portugal-nesta-ultima-semana-de-julho-interior-podera-chegar-aos-42-c-nas-zonas-mais-afetadas.html" title="Calor ganhará força em Portugal nesta última semana de julho: interior poderá chegar aos 42 ºC nas zonas mais afetadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-ganhara-forca-em-portugal-esta-semana-interior-podera-chegar-aos-42-c-nas-zonas-mais-afetadas-1785148547218_320.png" alt="Calor ganhará força em Portugal nesta última semana de julho: interior poderá chegar aos 42 ºC nas zonas mais afetadas"></a></article></aside><p>Todavia, esta estabilidade poderá ser brevemente interrompida, entre as 20h e as 21h de quarta-feira, onde os nossos mapas de chuva mostram a <strong>possibilidade de ocorrência da mesma</strong>, ainda que de forma fraca e irregular, no noroeste do país. Contudo, esta previsão de chuva conta com um grau elevado de incerteza, pelo que aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações em <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/" target="_blank" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">tempo.pt</a>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudanca-no-tempo-em-portugal-temperaturas-disparam-estao-17-distritos-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calor ganhará força em Portugal nesta última semana de julho: interior poderá chegar aos 42 ºC nas zonas mais afetadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-ganhara-forca-em-portugal-nesta-ultima-semana-de-julho-interior-podera-chegar-aos-42-c-nas-zonas-mais-afetadas.html</link><pubDate>Mon, 27 Jul 2026 10:37:21 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A última semana de julho arranca com 17 distritos de Portugal continental sob aviso amarelo de tempo quente. Avizinham-se dias de calor intenso, com máximas até 42 ºC. Saiba até quando poderá durar e as zonas mais afetadas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xasj4xa"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xasj4xa.jpg" id="xasj4xa"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Confirma-se o cenário antecipado com grande antecedência nas previsões elaboradas pela Meteored Portugal com base no modelo ECMWF, que apontavam para uma <strong>subida acentuada e generalizada das temperaturas máximas e mínimas a partir de hoje, segunda-feira 27 de julho</strong>. Este cenário foi entretanto corroborado pelo IPMA, com a emissão de aviso amarelo de tempo quente para quase todo o território de Portugal continental.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>O aviso amarelo de tempo quente estará em vigor em 17 distritos de Portugal continental (exceto Faro) devido à previsão da persistência de valores elevados da temperatura máxima, entre as 09:00 de hoje e as 18:00 de amanhã, terça-feira (28). <strong>A partir de quarta-feira (29), o aviso manter-se-á apenas em 8 distritos do Continente - Vila Real, Viseu, Bragança, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja</strong> - permanecendo ativo no mesmo período horário, entre as 09:00 e as 18:00.</p><h2>Nova cúpula de calor instala-se sobre a Península Ibérica, Portugal é afetado, mas escapa aos valores mais extremos</h2><p>A configuração atmosférica será muito semelhante à das últimas semanas. Uma crista subtropical, associada ao anticiclone e ao ar quente procedente do Norte de África, irá intensificar-se sobre o sul, centro e leste de Espanha, enquanto algumas bolsas de ar frio isoladas em altitude se formarão a oeste de Portugal continental. Desta interação resultará um<strong> padrão de pressão e vento favorável ao transporte de uma massa de ar muito quente e seco, carregado de poeiras do Saara, para a Península Ibérica</strong>.</p><p>Nos próximos dias será possível definir com maior precisão a duração, extensão geográfica e intensidade deste episódio. Embora em Espanha seja muito elevada a probabilidade de ocorrer uma onda de calor, em Portugal, à semelhança do que aconteceu nas últimas semanas, o impacto será menos severo. <strong>Ainda assim, nesta ocasião o calor será suficientemente intenso para justificar a emissão de aviso amarelo em grande parte do território continental</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-ganhara-forca-em-portugal-esta-semana-interior-podera-chegar-aos-42-c-nas-zonas-mais-afetadas-1785147763744.png" data-image="xj7ufjchn2kl"><figcaption>Amanhã grande parte do país registará temperaturas entre 3 e 5 ºC acima do normal, com algumas zonas a poderem registar anomalias de até 8 ºC. Somente algumas zonas das costa ocidental e meridional registarão temperaturas dentro da média ou ligeiramente inferiores ao normal.</figcaption></figure><p>Com um posicionamento ligeiramente mais a oeste das bolsas de ar frio em altitude, a crista subtropical e a massa de ar quente serão forçadas também a estender-se sobre grande parte de Portugal continental. <strong>As regiões do litoral deverão ser afetadas sobretudo na segunda (27) e terça-feira (28), enquanto no interior o calor persistirá, pelo menos, até quarta (29)</strong>. </p><p>A incerteza aumenta a partir de quinta-feira (30), embora tudo indique que o calor poderá prolongar-se nos dias seguintes em algumas zonas do interior, onde não se exclui a possibilidade de ocorrência de uma onda de calor de âmbito regional. Porém, grande parte do país, especialmente as zonas mais próximas do litoral, deverá continuar relativamente protegida dos valores mais extremos.</p><h2>Máximas até 42 ºC e regresso das noites tropicais nalgumas zonas do país esta semana</h2><p><strong>Hoje (27) e amanhã (28) as temperaturas sobem de forma quase generalizada em Portugal continental</strong>, atingindo valores elevados e acima da média para a época do ano em quase todo o território, exceto nalgumas partes do Algarve. </p><div class="texto-destacado">Hoje, 27 de julho, o vento vai soprando do quadrante leste em termos gerais, sendo favorável ao transporte de ar quente para o nosso país e contribuindo para a subida generalizada das temperaturas máximas de forma tão eficiente. Nos dias seguintes o vento tenderá gradualmente a rodar para oeste, afastando o calor mais para Espanha e ligeiramente menos no nosso país.</div><p>Se as previsões do modelo europeu se confirmarem, <strong>as temperaturas máximas deverão oscilar entre os 37 e os 41 ºC nos vales dos principais rios, em zonas da Beira Baixa e em algumas planícies alentejanas, entre hoje e quarta-feira (29)</strong>. Na quinta-feira (30) poderá ocorrer um pequeno alívio térmico generalizado, embora os valores possam voltar a subir a partir de sexta-feira (31), especialmente nas regiões do interior já referidas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-ganhara-forca-em-portugal-esta-semana-interior-podera-chegar-aos-42-c-nas-zonas-mais-afetadas-1785147640613.png" data-image="6avwayur98h7"><figcaption>Máximas até 42 ºC previstas para sexta-feira, 31 de julho. No entanto, a incerteza na evolução do cenário ainda poderá resultar na alteração dos valores previstos.</figcaption></figure><p>Se a configuração sinóptica prevista se concretizar, <strong>sexta-feira (31) poderá ser um dos dias mais quentes da semana </strong>no Alentejo Central, Baixo Alentejo, vale do Douro e em algumas zonas do Sotavento Algarvio, onde as temperaturas máximas poderão oscilar entre 38 e 42 ºC. Para esse dia, os mapas de referência da Meteored indicam <strong>até 42 ºC em Mértola e até 41 ºC em Serpa e Alcoutim</strong>. Resta perceber se as poeiras do Saara ou a nebulosidade diurna terão a capacidade de limitar o aquecimento do ar durante as próximas tardes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780455" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-emite-aviso-amarelo-para-14-distritos-devido-ao-tempo-quente-eis-os-dias-mais-criticos-do-calor.html" title="IPMA emite aviso amarelo para 14 distritos devido ao tempo quente: eis os dias mais críticos do calor">IPMA emite aviso amarelo para 14 distritos devido ao tempo quente: eis os dias mais críticos do calor</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-emite-aviso-amarelo-para-14-distritos-devido-ao-tempo-quente-eis-os-dias-mais-criticos-do-calor.html" title="IPMA emite aviso amarelo para 14 distritos devido ao tempo quente: eis os dias mais críticos do calor"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-emite-aviso-amarelo-para-14-distritos-devido-ao-tempo-quente-previsto-eis-os-dias-mais-criticos-do-calor-1785023864424_320.png" alt="IPMA emite aviso amarelo para 14 distritos devido ao tempo quente: eis os dias mais críticos do calor"></a></article></aside><p>As <strong>noites tropicais</strong> (temperatura mínima igual ou superior a 20 ºC durante toda a noite) voltarão a ganhar terreno em algumas zonas do <strong>interior Norte, no interior Centro, em boa parte do Alentejo e do Sotavento Algarvio</strong>. O modelo ECMWF prevê que, ao longo da semana, as temperaturas fiquem entre 1 e 3 ºC acima da média para a época do ano em quase todo o território de Portugal continental, exceto em algumas zonas do litoral Norte e Algarve onde as anomalias térmicas positivas serão algo mais suaves.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-ganhara-forca-em-portugal-nesta-ultima-semana-de-julho-interior-podera-chegar-aos-42-c-nas-zonas-mais-afetadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O sapo-comum está a adaptar-se ao calor, mas a ciência descobriu um limite decisivo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-sapo-comum-esta-a-adaptar-se-ao-calor-mas-a-ciencia-descobriu-um-limite-decisivo.html</link><pubDate>Mon, 27 Jul 2026 08:45:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Investigadores portugueses descobriram que os girinos alteram a alimentação e aceleram o desenvolvimento para enfrentar águas mais quentes. Mas a estratégia perde eficácia à medida que a temperatura sobe.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/o-sapo-comum-esta-a-adaptar-se-ao-calor-mas-a-ciencia-descobriu-um-limite-decisivo-1784917987994.jpg" data-image="md649j5uzhaw" alt="Sapo-comum da Serra de Sintra" title="Sapo-comum da Serra de Sintra"><figcaption>Para perceber como a alimentação influencia a resposta do sapo-comum ao aquecimento, os investigadores criaram girinos recolhidos na Serra de Sintra sob diferentes condições de temperatura e regimes alimentares. Foto: Sara Bento/ CE3C</figcaption></figure><p>Há uma história muito conhecida sobre um <strong>sapo colocado numa panela</strong> com água fria. Com a temperatura a subir lentamente, o animal não reage e acaba cozido. A <strong>história é falsa</strong>, mas a metáfora tornou-se uma forma popular de descrever quem se habitua gradualmente a situações prejudiciais.</p><p>A investigação de uma equipa da <strong>Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa </strong>conta uma versão muito diferente. Quando a água aquece, os girinos do sapo-comum não ficam passivos. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Alteram a alimentação, aceleram o desenvolvimento e ajustam o crescimento. Estão, em suma, a responder ativamente às mudanças do ambiente.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O problema é que essa capacidade tem limites. À medida que a temperatura aumenta, as <strong>estratégias de adaptação</strong> tornam-se progressivamente <strong>menos</strong> <strong>eficazes</strong>. O aquecimento pode estar a avançar mais depressa do que a fisiologia destes animais consegue acompanhar.</p><h2>A estratégia está no prato</h2><p>O estudo, publicado na revista <em>Scientific Reports</em>, é o primeiro a demonstrar, num vertebrado, que a capacidade de compensar os efeitos do aumento da temperatura através da alimentação é condicionada por <strong>limitações fisiológicas</strong>.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/o-sapo-comum-esta-a-adaptar-se-ao-calor-mas-a-ciencia-descobriu-um-limite-decisivo-1784918075944.jpg" data-image="i74xwzf72t4t" alt="Sapo-comum em ambiente de laboratório" title="Sapo-comum em ambiente de laboratório"><figcaption>A experiência conduzida em ambiente controlado demonstrou que o sapo-comum ajusta a dieta à temperatura. Foto: Sara Bento/ CE3C</figcaption></figure><p>A equipa estudou <strong>girinos de sapo-comum</strong> (<em>Bufo spinosus</em>) recolhidos na <strong>Serra de Sintra</strong>. Os animais foram criados em laboratório a <strong>12, 16 e 20 graus Celsius</strong>, com três <strong>regimes</strong> <strong>alimentares distintos</strong>. Uns receberam alimento de origem animal, outros matéria vegetal. Um terceiro grupo podia escolher entre os dois.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="652089" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/congelar-e-nao-morrer-tentando-a-curiosa-estrategia-dos-sapos-do-alasca-para-sobreviver-ao-inverno.html" title="Congelar e não morrer: a curiosa estratégia dos sapos do Alasca para sobreviver ao inverno">Congelar e não morrer: a curiosa estratégia dos sapos do Alasca para sobreviver ao inverno</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/congelar-e-nao-morrer-tentando-a-curiosa-estrategia-dos-sapos-do-alasca-para-sobreviver-ao-inverno.html" title="Congelar e não morrer: a curiosa estratégia dos sapos do Alasca para sobreviver ao inverno"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/congelarse-y-no-morir-en-el-intento-la-curiosa-estrategia-de-las-ranas-de-alaska-para-sobrevivir-al-invierno-1712604367761_320.jpg" alt="Congelar e não morrer: a curiosa estratégia dos sapos do Alasca para sobreviver ao inverno"></a></article></aside><p>A experiência revelou que os girinos conseguem <strong>ajustar a dieta à temperatura</strong>. Em condições mais quentes, os animais com possibilidade de escolha aumentaram a assimilação de alimento vegetal. Também elevaram a taxa de consumo. Essa flexibilidade permitiu <strong>atenuar alguns efeitos do aquecimento</strong>, mas apenas parcialmente.</p><h2>Mais depressa, mas com custos</h2><p>A temperatura alterou profundamente o desenvolvimento dos girinos. O <strong>período</strong> <strong>larvar</strong> diminuiu de cerca de 177 dias, nas condições mais frias, para apenas <strong>30 dias</strong> a 20 graus Celsius.</p><p>A aceleração teve um preço. Os indivíduos que completaram a metamorfose sob temperaturas mais elevadas apresentaram <strong>menor massa corporal e pior condição física</strong>. O comprimento, porém, sofreu poucas alterações, sugerindo que algumas características podem ser mantidas com maior prioridade do que outras.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O aquecimento também alterou a composição elementar dos tecidos dos jovens sapos. A descoberta indica que as temperaturas mais elevadas não afetam apenas o crescimento. Podem também modificar a forma como os animais processam e armazenam nutrientes.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A investigação mostra, assim, que a adaptação não é uma <strong>resposta ilimitada</strong>. Um animal pode alterar o que come, acelerar o desenvolvimento e redistribuir recursos entre diferentes funções. Mas, quando as condições ambientais se afastam demasiado daquelas a que está adaptado, essas <strong>possibilidades</strong> <strong>começam a estreitar-se</strong>.</p><h2>Quando o refúgio desaparece</h2><p>A conclusão ultrapassa a história de uma espécie. Os girinos vivem num ambiente em que temperatura e alimentação estão intimamente ligadas. À medida que a água aquece, aumentam as exigências metabólicas e nutricionais. A capacidade de compensar esse desequilíbrio através da alimentação, porém, não cresce indefinidamente.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/o-sapo-comum-esta-a-adaptar-se-ao-calor-mas-a-ciencia-descobriu-um-limite-decisivo-1784918209468.jpg" data-image="oi6o0jsbmacl" alt="Bruno Carreira e Sara Bento, investigadores do CE3C" title="Bruno Carreira e Sara Bento, investigadores do CE3C"><figcaption>Bruno Carreira e Sara Bento fazem parte da equipa portuguesa que conduziu o primeiro estudo deste género realizado em vertebrados. Foto: CE3C</figcaption></figure><p>As consequências podem estender-se às relações entre espécies. Alterações no crescimento e na composição dos tecidos podem modificar o valor energético dos anfíbios enquanto presas e produzir efeitos em cadeia nos ecossistemas aquáticos.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Para os investigadores, a preservação de refúgios térmicos em zonas húmidas e outros ambientes de água doce poderá ser decisiva, sobretudo numa região mediterrânica particularmente vulnerável às alterações climáticas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A história do sapo na panela é uma metáfora sem fundamento científico. A investigação portuguesa revela algo mais complexo. Os animais não ignoram necessariamente a mudança. Podem responder-lhe, alterar comportamentos e r<strong>eorganizar o próprio desenvolvimento</strong>.</p><p>Mas quando o <strong>ambiente muda mais depressa do que a fisiologia</strong> consegue acompanhar, já não basta escolher melhor o que comer. É preciso que ainda existam lugares onde seja possível escapar ao calor.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-sapo-comum-esta-a-adaptar-se-ao-calor-mas-a-ciencia-descobriu-um-limite-decisivo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item></channel></rss>