<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Thu, 02 Jul 2026 20:00:30 +0000</lastBuildDate><pubDate>Thu, 02 Jul 2026 20:00:30 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Arquitetura solar revela como os templos que hoje podem ser visitados foram concebidos para se iluminar só no equinócios]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/arquitetura-solar-revela-como-os-templos-que-hoje-podem-ser-visitados-foram-concebidos-para-se-iluminar-so-no-equinocios.html</link><pubDate>Thu, 02 Jul 2026 16:55:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Várias civilizações conceberam templos que só eram iluminados de forma precisa durante os equinócios, e tudo isto muito antes da existência de relógios e calendários, tendo assim integrado a luz solar na sua arquitetura.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-arquitectura-solar-revela-como-algunos-templos-hoy-visitables-fueron-disenados-para-encenderse-solo-en-el-equinoccio-1782909782515.jpeg" data-image="j2vs8xtvbzpf"><figcaption>A arquitetura solar demonstra que os construtores da antiguidade não se limitavam a erguer templos.</figcaption></figure><p>Em muitos casos, <strong>a arquitetura antiga não se limitava a erguer edifícios imponentes</strong>, mas sim construções que aproveitavam o movimento do Sol para transformar a luz num elemento arquitetónico.</p><p>Nos equinócios, quando o dia e a noite têm a mesma duração,<strong> alguns templos, santuários e igrejas experimentam um fenómeno luminoso que só ocorre em datas muito específicas</strong>, que não são fruto do acaso.</p><p>Arqueólogos, astrónomos e historiadores há muitos anos que estudam como <strong>inúmeras culturas orientavam os seus edifícios em relação ao Sol com uma precisão espetacular</strong>.</p><h2>Por que é que os equinócios eram tão importantes?</h2><p><strong>Estes fenómenos astronómicos ocorrem por volta de 20 de março e de 22 de setembro nas latitudes temperadas</strong>, marcando a mudança entre as estações.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Here are 4 photos of quarter-Earths seen from space, showing equinoxes and solstices. The March equinox - also called the vernal equinox - marks the beginning of the spring season in the N Hemisphere and the autumn season in the S Hemisphere. 1/ <a href="https://t.co/72iiXPMnvq">pic.twitter.com/72iiXPMnvq</a></p>— Erika  (@ExploreCosmos_) <a href="https://x.com/ExploreCosmos_/status/1503254960850485252?ref_src=twsrc%5Etfw">March 14, 2022</a></blockquote></figure><p>Nestes dias, <strong>o Sol nasce exatamente a leste e põe-se a oeste</strong>, uma circunstância que servia de referência natural para organizar calendários agrícolas, cerimónias religiosas e festividades.</p><ol></ol><h2>Monumentos que ganham vida durante os solstícios e equinócios </h2><p>Tudo isto levou a que<strong> muitas civilizações compreendessem que estes momentos representavam um equilíbrio entre a luz e a escuridão</strong>, pelo que conceberam espaços sagrados capazes de interagir com o Sol apenas durante essas datas.</p><h3>O castelo de Chichén Itzá</h3><p><strong>A pirâmide de El Castillo, em Chichén Itzá</strong>, foi construída pela civilização maia com uma orientação que permite que, durante os equinócios, as sombras projetadas pelos degraus formem <strong>uma figura que se assemelha a uma serpente a descer pela escadaria norte</strong> até um enorme relevo com cabeça de serpente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-arquitectura-solar-revela-como-algunos-templos-hoy-visitables-fueron-disenados-para-encenderse-solo-en-el-equinoccio-1782908027106.jpeg" data-image="kfbq6d4jtinr"><figcaption>Chichén Itzá.</figcaption></figure><p>O efeito dura apenas algumas horas e <strong>simboliza a descida de Kukulkán</strong>, a serpente emplumada, um dos principais deuses maias.</p><h3>2. Abu Simbel (Egito): o templo que ilumina os faraós</h3><p>No sul do Egito, os templos de <strong>Abu Simbel</strong>, mandados construir por Ramsés II há mais de 3 200 anos, escondem<strong> um dos exemplos mais espetaculares de orientação solar</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">When we visited Egypt, our excursion to visit the Abu Simbel Temples from Aswan was definitely a highlight of the trip! <a href="https://t.co/5dC5seXyzV">https://t.co/5dC5seXyzV</a> <a href="https://x.com/ExperienceEgypt?ref_src=twsrc%5Etfw">@ExperienceEgypt</a> <a href="https://x.com/hashtag/TTOT?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#TTOT</a> <a href="https://x.com/hashtag/TRLT?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#TRLT</a> <a href="https://t.co/YlTRiHKDSp">pic.twitter.com/YlTRiHKDSp</a></p>— LDH (@TravelAtWill) <a href="https://x.com/TravelAtWill/status/2072009879892418813?ref_src=twsrc%5Etfw">June 30, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>Embora o fenómeno principal ocorra por volta de 22 de fevereiro e 22 de outubro</strong>, datas próximas de antigos ciclos agrícolas e possivelmente relacionadas com o calendário egípcio, o seu desenho demonstra um domínio extraordinário da astronomia solar.</p><h3>3. Mnajdra (Malta): um calendário construído em pedra</h3><p>Os templos megalíticos de <strong>Mnajdra</strong>, declarados Património Mundial pela UNESCO, <strong>foram erguidos há mais de 5 000 anos</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="und" dir="ltr">Glory to the Spring Equinox from Ancient Sites Across the Globe <br><br> El Castillo, Chichén Itzá, 900 CE<br><br>Sphinx & Khafre Pyramid, Egypt, 2500 BCE<br><br> Mnajdra Temple, Malta, 3000 BCE<br><br> Intihuatana Stone, Machu Picchu, 1450 CE <a href="https://t.co/bTVvdXYYRm">pic.twitter.com/bTVvdXYYRm</a></p>— Ancient Hypotheses (@AncientEpoch) <a href="https://x.com/AncientEpoch/status/2035110382008783292?ref_src=twsrc%5Etfw">March 20, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>Durante os solstícios, por outro lado, os raios solares atingem pontos diferentes do edifício</strong>, o que sugere que este também funcionava como um sofisticado calendário monumental.</p><h3>4. Newgrange (Irlanda): muito mais do que o famoso solstício</h3><p>Embora <strong>Newgrange</strong> seja mundialmente conhecido pelo facto de o Sol iluminar a sua câmara funerária durante o solstício de inverno, vários estudos arqueoastronómicos indicam que <strong>todo o complexo foi concebido seguindo padrões relacionados com o movimento anual do Sol</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-arquitectura-solar-revela-como-algunos-templos-hoy-visitables-fueron-disenados-para-encenderse-solo-en-el-equinoccio-1782908578757.jpeg" data-image="2wbhqxarpt89"><figcaption>Imagem aérea Mnajdra.</figcaption></figure><p>As alinhamentos laterais e a disposição da paisagem mostram que os <strong>seus construtores também prestavam atenção aos equinócios</strong> como momentos-chave para medir a passagem das estações.</p><h3>5. A igreja de San Juan de Ortega (Espanha)</h3><p>A igreja românica de<strong> San Juan de Ortega, na província de Burgos</strong>, conserva um dos fenómenos luminosos mais conhecidos da Europa.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">En <a href="https://x.com/hashtag/SanJuandeOrtega?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#SanJuandeOrtega</a> (<a href="https://x.com/hashtag/Burgos?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Burgos</a>) el próximo 21 de marzo sobre las 5-6 de la tarde, en el transcurso del equinoccio de primavera, sucede el llamado '<a href="https://x.com/hashtag/Milagro?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Milagro</a> de la <a href="https://x.com/hashtag/Luz?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Luz</a>', proyectando un rayo de sol en el triple capitel del ábside de la epístola.<a href="https://x.com/citatapuerca?ref_src=twsrc%5Etfw">@CITAtapuerca</a> <a href="https://x.com/CyLEsVida?ref_src=twsrc%5Etfw">@CyLesVida</a> <a href="https://x.com/fecitcal?ref_src=twsrc%5Etfw">@fecitcal</a> <a href="https://t.co/EKqktnANcU">pic.twitter.com/EKqktnANcU</a></p>— C.I.T. Sierra de Atapuerca (@citatapuerca) <a href="https://x.com/citatapuerca/status/1899706224322429428?ref_src=twsrc%5Etfw">March 12, 2025</a></blockquote></figure><p>Nos dias que antecedem os equinócios, um raio de luz penetra por uma janela e atravessa o templo até<strong> iluminar um capitel dedicado à Anunciação, realçando com precisão as figuras da Virgem e do arcanjo Gabriel</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="556022" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estudo-sobre-stonehenge-desmascara-teoria-popular-sobre-a-origem-das-pedras-reino-unido.html" title="Estudo sobre Stonehenge desmascara teoria popular sobre a origem das pedras">Estudo sobre Stonehenge desmascara teoria popular sobre a origem das pedras</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estudo-sobre-stonehenge-desmascara-teoria-popular-sobre-a-origem-das-pedras-reino-unido.html" title="Estudo sobre Stonehenge desmascara teoria popular sobre a origem das pedras"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/stonehenge-study-debunks-theory-stone-origins-history-culture-uk-1696330773691_320.jpeg" alt="Estudo sobre Stonehenge desmascara teoria popular sobre a origem das pedras"></a></article></aside><p>Este efeito demonstra que o conhecimento astronómico <strong>continuou a fazer parte da arquitetura religiosa durante a Idade Média</strong>.</p><h4>6. Angkor Wat (Camboja): o Sol a coroar o templo</h4><p>O complexo de <strong>Angkor Wat</strong>, considerado o maior monumento religioso do mundo, apresenta também <strong>uma orientação astronómica cuidadosamente planeada</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-arquitectura-solar-revela-como-algunos-templos-hoy-visitables-fueron-disenados-para-encenderse-solo-en-el-equinoccio-1782908984333.jpeg" data-image="nvmaq0rkm2pr"><figcaption>Angkor Wat.</figcaption></figure><p>Durante os equinócios, <strong>o Sol nasce exatamente sobre a torre central</strong> quando observado a partir da entrada ocidental, criando uma imagem que milhares de visitantes contemplam todos os anos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/arquitetura-solar-revela-como-os-templos-que-hoje-podem-ser-visitados-foram-concebidos-para-se-iluminar-so-no-equinocios.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Municípios abrem abrigos e ativam planos contra o calor extremo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/municipios-abrem-abrigos-e-ativam-planos-contra-o-calor-extremo.html</link><pubDate>Thu, 02 Jul 2026 15:45:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Perante a temperaturas elevadas em todo o território, as autarquias mobilizam recursos humanos e logísticos para proteger os mais vulneráveis dos efeitos do stress térmico.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/municipios-abrem-abrigos-e-ativam-planos-contra-o-calor-extremo-1782998243220.jpg" data-image="y8ff8zpb8n0t" alt="Calor na cidade" title="Calor na cidade"><figcaption>São 10 os distritos portugueses que vão estar sob aviso vermelho até este domingo. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>A massa de ar quente e seco que atinge o país colocou os serviços de proteção civil em alerta máximo. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera alargou o <strong>aviso vermelho</strong> até <strong>domingo</strong> em <strong>dez distritos </strong>do litoral e do interior sul. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os termómetros preparam-se para quebrar barreiras com máximas a ultrapassar a fasquia dos 40 °C, estimando-se que as temperaturas atinjam os 43 °C no Vale do Tejo e no Alentejo.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Diante do longo período com tempo quente e seco, a Associação Nacional de Municípios Portugueses, em articulação com a Direção-Geral da Saúde, emitiu diretrizes urgentes. O objetivo passa por criar uma rede de salvaguarda capaz de proteger a população. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/municipios-abrem-abrigos-e-ativam-planos-contra-o-calor-extremo-1782998323796.jpg" data-image="3eqabzqlttpr" alt="Parque infantil" title="Parque infantil"><figcaption>A associação de municípios recomendou o fecho de parques infantis e recintos desportivos ao ar livre nas horas de maior exposição solar. Foto do parque infantil do Infantado, Loures: Hipersyl, obra do próprio, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>As orientações incluem a abertura de <strong>abrigos climatizados</strong> em edifícios públicos, disponíveis entre as nove e as 20 horas. Os municípios foram também aconselhados a <strong>interditar o acesso a parques infantis e recintos desportivos</strong> durante os períodos críticos, além de proibir o uso de grelhadores em áreas florestais.</p><h2>Respostas locais à geografia do sul</h2><p>No Alentejo, habitualmente fustigado por temperaturas elevadas, a autarquia de <strong>Évora</strong> acionou de imediato o plano municipal de contingência. A cidade assegura o acesso a edifícios com controlo de temperatura e ajustou os <strong>horários dos cantoneiros</strong>, garantindo que as tarefas pesadas terminem antes das onze da manhã.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/municipios-abrem-abrigos-e-ativam-planos-contra-o-calor-extremo-1782998432850.jpg" data-image="7k9294hojjwa" alt="Pastor e ovelha no Alentejo" title="Pastor e ovelha no Alentejo"><figcaption>No Alentejo, os planos de contingência das autarquias estão essencialmente focados na proteção dos idosos a viver em zonas rurais isoladas. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>Mais a sul, a Câmara Municipal de <strong>Beja</strong> adotou restrições excecionais para proteger a saúde da população e o território do perigo de incêndio. A proteção civil local proibiu totalmente a utilização de maquinaria agrícola nas horas de maior perigo para evitar a deflagração de incêndios rurais. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Está igualmente em vigor um protocolo com as juntas de freguesia para fazer chegar água e bens essenciais aos idosos que vivem isolados em zonas rurais.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Dada a grande comunidade de trabalhadores imigrantes, <strong>Odemira</strong>, no litoral alentejano, articulou com as empresas da região a paragem das <strong>atividades agrícolas em estufas e campos abertos</strong> nas horas de maior exposição solar.</p><p><strong>Estremoz</strong>, por seu turno, colocou no terreno um plano de <strong>distribuição ativa de água</strong> e folhetos de sensibilização nas <strong>interfaces de transportes públicos</strong>. </p><p>Em<strong> Faro</strong>, a estratégia combina a segurança dos residentes com a forte afluência turística da época estival. Em parceria com os concessionários balneares, as autoridades distribuem folhetos bilíngues sobre os perigos da radiação ultravioleta e da desidratação rápida, enquanto os <strong>bombeiros sapadores estão no terreno</strong> para responder a qualquer emergência clínica.</p><h2>Refúgios e descontos na Grande Lisboa</h2><p>Em<strong> Lisboa</strong>, a resposta à onda de calor faz-se através da abertura dos pavilhões do Casal Vistoso e do Manuel Castelo Branco. Para apoiar a população em situação de sem-abrigo, a rede de <strong>Metropolitano</strong> mantém as estações do Oriente, do Rossio e de Santa Apolónia <strong>abertas durante a noite</strong>, assegurando espaços arejados.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776775" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-calor-em-lisboa-esta-impossivel-de-aguentar-diz-a-meteorologista-marta-godinho-o-que-esta-por-vir-preocupa-me.html" title="O calor em Lisboa 'está impossível de aguentar', diz a meteorologista Marta Godinho: 'O que está por vir preocupa-me'">O calor em Lisboa "está impossível de aguentar", diz a meteorologista Marta Godinho: "O que está por vir preocupa-me"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-calor-em-lisboa-esta-impossivel-de-aguentar-diz-a-meteorologista-marta-godinho-o-que-esta-por-vir-preocupa-me.html" title="O calor em Lisboa 'está impossível de aguentar', diz a meteorologista Marta Godinho: 'O que está por vir preocupa-me'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-calor-em-lisboa-esta-impossivel-de-aguentar-diz-a-meteorologista-marta-godinho-o-que-esta-por-vir-preocupa-me-1782994800026_320.jpg" alt="O calor em Lisboa 'está impossível de aguentar', diz a meteorologista Marta Godinho: 'O que está por vir preocupa-me'"></a></article></aside><p>A capital estendeu ainda o horário de vários espaços públicos que passam a servir de locais de acolhimento. O Parque Florestal de Monsanto, a <strong>Biblioteca do Palácio Galveias</strong>, o Museu do Design e o <strong>Cinema São Jorge</strong> são alguns dos pontos de paragem para quem necessita de escapar à radiação solar. </p><p>Cascais, além de encerrar preventivamente os recintos desportivos ao ar livre, aprovou uma <strong>redução excecional de até 25% na tarifa de água</strong> para consumo e higienização, incentivando a hidratação sem penalização financeira para as famílias.</p><h2>Combate às ilhas de calor no asfalto do Porto</h2><p>A norte, o município do <strong>Porto</strong> concentra as atenções na <strong>assistência social de proximidade</strong>. As <strong>equipas de rua</strong> foram reforçadas para distribuir água e detetar pessoas em esforço físico. Os centros de dia prolongaram a permanência dos utentes em salas equipadas com ar condicionado, avançando-se também com a <strong>vistoria e abertura</strong> de todos os <strong>fontanários</strong> públicos da cidade.</p><p>As<strong> bibliotecas </strong>Almeida Garrett e Municipal Pública, localizadas junto a importantes pulmões verdes da cidade, estão abertas a quem precisa de um ambiente controlado. Juntamente com os polos do Porto Innovation Hub e os<strong> museus</strong><strong> municipais</strong>, estas infraestruturas constituem a primeira linha para a comunidade ultrapassar a onda de calor.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/municipios-abrem-abrigos-e-ativam-planos-contra-o-calor-extremo-1782998600044.jpg" data-image="45l9zk01g11t" alt="Chafariz do Passeio Alegre, Porto" title="Chafariz do Passeio Alegre, Porto"><figcaption>A rede de fontes da cidade do Porto foi vistoriada para garantir que está a funcionar durante estes dias de calor intenso. Foto do Chafariz do Passeio Alegre: António Amen, CC BY-SA 3.0, Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>O período prolongado de calor levou, por fim, o Governo a decretar hoje a <strong>situação de alerta em todo o território continental</strong> a partir da meia-noite desta sexta-feira, face ao elevado risco de incêndio e às altas temperaturas esperadas até segunda-feira. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776759" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-de-calor-joana-campos-indica-os-6-distritos-que-registarao-mais-de-40-c-durante-dias.html" title="Cúpula de calor: Joana Campos indica os 6 distritos que registarão mais de 40 ºC durante dias">Cúpula de calor: Joana Campos indica os 6 distritos que registarão mais de 40 ºC durante dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-de-calor-joana-campos-indica-os-6-distritos-que-registarao-mais-de-40-c-durante-dias.html" title="Cúpula de calor: Joana Campos indica os 6 distritos que registarão mais de 40 ºC durante dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-de-calor-joana-campos-indica-os-6-distritos-que-registarao-mais-de-40-c-durante-dias-1782989904186_320.png" alt="Cúpula de calor: Joana Campos indica os 6 distritos que registarão mais de 40 ºC durante dias"></a></article></aside><p>As autoridades apelam ao rigoroso cumprimento das recomendações de segurança, lembrando que o <strong>comportamento individual é decisivo</strong> para evitar tragédias humanas e ambientais nos próximos dias.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/municipios-abrem-abrigos-e-ativam-planos-contra-o-calor-extremo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Com limão, alecrim e louro: cinco dicas para perfumar a tua casa com ingredientes que quase sempre acabam no lixo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/com-limao-alecrim-e-louro-cinco-dicas-para-perfumar-a-tua-casa-com-ingredientes-que-quase-sempre-acabam-no-lixo.html</link><pubDate>Thu, 02 Jul 2026 14:25:12 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Muitos ingredientes ainda mantêm um aroma intenso. Com apenas alguns minutos de preparação, podem tornar-se uma forma simples de perfumar os ambientes da casa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/con-limon-romero-y-laurel-cinco-trucos-para-perfumar-tu-casa-con-ingredientes-que-casi-siempre-terminan-en-la-basura-1782772967087.jpg" data-image="ka3s16u86bs5" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>O calor suave e o vapor de água são os responsáveis por libertar os óleos contidos nas cascas e nas ervas.</figcaption></figure><p>Descascas uma laranja, espremes um limão ou cortas alguns ramos de alecrim para cozinhar. Pouco tempo depois, as cascas e as folhas acabam no lixo. No entanto, esses restos ainda <strong>conservam uma qualidade que vale a pena aproveitar: o seu aroma</strong>.</p><p>As ervas aromáticas e os citrinos armazenam nas suas folhas, flores ou cascas pequenas quantidades de compostos voláteis. São as moléculas que lhes conferem o seu perfume característico e que, <strong>quando aquecidas suavemente ou em contacto com o vapor de água, se libertam com maior facilidade</strong>.</p><p><strong>O resultado é uma fragrância natural, subtil e passageira</strong>, capaz de tornar mais agradável qualquer ambiente da casa. Com ingredientes fáceis de encontrar, é possível preparar aromatizantes caseiros sem recorrer a aerossóis ou difusores elétricos.</p><h2>Cinco combinações naturais para a tua casa</h2><p><strong>Limão, canela e cravo-da-índia</strong>: a maior parte do aroma do limão encontra-se na casca. Ao combiná-la com um pau de canela e quatro ou cinco cravos-da-índia numa panela em lume muito baixo, o vapor espalha uma fragrância fresca com um toque adocicado, ideal para salas de estar, salas de jantar ou cozinhas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/con-limon-romero-y-laurel-cinco-trucos-para-perfumar-tu-casa-con-ingredientes-que-casi-siempre-terminan-en-la-basura-1782773237376.jpg" data-image="17r60j9b3w9i" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Infusões naturais: uma forma simples e económica de perfumar a casa sem recorrer a aerossóis sintéticos.</figcaption></figure><p><strong>Laranja e alecrim</strong>: as notas doces da laranja equilibram o aroma intenso do alecrim. Basta a casca de uma laranja e dois ou três ramos frescos. À medida que a água aquece, <strong>ambas as fragrâncias misturam-se sem se tornarem invasivas</strong>. (Dica: se o alecrim for recém-cortado, o aroma será mais intenso).</p><p><strong>Eucalipto</strong>: as suas folhas contêm óleos que se libertam lentamente, mesmo sem necessidade de as cozinhar; um ramo fresco num vaso pode perfumar durante vários dias.</p><p>Se procurares um efeito mais rápido, <strong>coloca alguns ramos num recipiente com água recém-fervida </strong>para que o vapor acelere o processo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/con-limon-romero-y-laurel-cinco-trucos-para-perfumar-tu-casa-con-ingredientes-que-casi-siempre-terminan-en-la-basura-1782773383567.jpg" data-image="t1bjdhodd1kv" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Ramos de eucalipto em água quente, um recurso ideal para obter um efeito aromatizante imediato e refrescar os ambientes.</figcaption></figure><p><strong>Hortelã e limão (Ideal para casas de banho e cozinhas)</strong>: a hortelã liberta o seu aroma quando as folhas são partidas ou ligeiramente esmagadas. Combinada com cascas de limão, proporciona uma fragrância fresca e vibrante, ideal para os espaços mais pequenos da casa.</p><p><strong>Louro e laranja</strong>: o louro costuma ficar no frasco das especiarias até chegar a altura de preparar um guisado, <strong>mas as suas folhas secas ou frescas contêm óleos espetaculares</strong>. Quando combinadas com cascas de laranja e água quente, libertam um aroma sofisticado e profundo.</p><ul></ul><h2>Como preparar estas misturas sem complicações</h2><p>A forma mais simples consiste em colocar os ingredientes numa panela com água suficiente e mantê-la em lume muito baixo. O objetivo não é ferver vigorosamente, <strong>mas sim permitir que o calor liberte, pouco a pouco, os compostos aromáticos</strong>.</p><p>Se não quiser ligar o fogão, também pode colocar os ingredientes num <strong>recipiente resistente ao calor e cobri-los com água recém-fervida</strong>. O aroma será menos intenso e durará menos tempo, mas é suficiente para perfumar ambientes pequenos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/con-limon-romero-y-laurel-cinco-trucos-para-perfumar-tu-casa-con-ingredientes-que-casi-siempre-terminan-en-la-basura-1782773561710.jpg" data-image="ovik65349sfp" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Com um pouco de criatividade, aquilo que normalmente acaba no cesto do lixo pode ter uma segunda utilidade.</figcaption></figure><p>Em ambos os casos, é <strong>aconselhável utilizar ingredientes frescos sempre que possível</strong> e renovar a mistura quando o aroma começar a diminuir.</p><p>Estes aromatizantes proporcionam uma fragrância natural. A sua intensidade dependerá do <strong>tamanho do espaço, da ventilação e da quantidade de ingredientes</strong>. Se forem preparados na cozinha, nunca devem ser deixados sem supervisão e é importante verificar se a panela mantém água suficiente durante todo o processo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776670" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/impulso-de-nutrientes-para-plantas-que-consomem-muito-como-o-acucar-e-a-levedura-aceleram-o-crescimento-dos-tomates.html" title="Impulso de nutrientes para plantas que consomem muito: como o açúcar e a levedura aceleram o crescimento dos tomates">Impulso de nutrientes para plantas que consomem muito: como o açúcar e a levedura aceleram o crescimento dos tomates</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/impulso-de-nutrientes-para-plantas-que-consomem-muito-como-o-acucar-e-a-levedura-aceleram-o-crescimento-dos-tomates.html" title="Impulso de nutrientes para plantas que consomem muito: como o açúcar e a levedura aceleram o crescimento dos tomates"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/naehrstoffschub-fur-grosse-fresser-wie-zucker-und-hefe-das-tomatenwachstum-beschleunigen-1782401310772_320.jpeg" alt="Impulso de nutrientes para plantas que consomem muito: como o açúcar e a levedura aceleram o crescimento dos tomates"></a></article></aside><p>Da próxima vez que espremer um limão ou descascar uma laranja, talvez valha a pena mudar um hábito. Alguns ramos de alecrim, algumas folhas de eucalipto ou umas poucas especiarias podem tornar-se, por algum tempo, <strong>uma forma simples e económica de deixar a casa com um cheiro agradável</strong> sem necessidade de recorrer a aerossóis ou perfumes sintéticos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/com-limao-alecrim-e-louro-cinco-dicas-para-perfumar-a-tua-casa-com-ingredientes-que-quase-sempre-acabam-no-lixo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O calor em Lisboa "está impossível de aguentar", diz a meteorologista Marta Godinho: "O que está por vir preocupa-me"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-calor-em-lisboa-esta-impossivel-de-aguentar-diz-a-meteorologista-marta-godinho-o-que-esta-por-vir-preocupa-me.html</link><pubDate>Thu, 02 Jul 2026 12:33:47 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Lisboa está a viver dias de calor extremo, com máximas próximas dos 40 ºC e noites pouco refrescantes. A cúpula de calor poderá prolongar-se até à próxima semana, agravando o desconforto térmico e o risco de incêndio.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xakg70a"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xakg70a.jpg" id="xakg70a"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O calor extremo já se faz sentir em Portugal e Lisboa é um dos exemplos evidentes desta onda de calor. <strong>Entre temperaturas próximas dos 40 ºC, noites pouco refrescantes e uma persistência pouco habitual para o início de julho</strong>, os modelos meteorológicos indicam que o episódio poderá prolongar-se durante vários dias, mantendo o país sob uma intensa cúpula de calor.</p><h2>Lisboa vive dias de calor intenso</h2><p>Vivo em Lisboa e, nos últimos dias, a sensação tem sido de que o<strong> calor domina completamente o quotidiano</strong>. Ontem, por exemplo, tinha prevista uma caminhada de cerca de 20 minutos até ao metro. Acabei por optar pelo carro, mesmo sabendo das dificuldades em estacionar no centro da cidade.</p><div class="texto-destacado">A perspetiva de caminhar debaixo de um sol intenso tornou-se simplesmente menos apelativa do que enfrentar o trânsito e o estacionamento.</div><p>Durante a tarde desta quinta-feira, <strong>vários locais da Área Metropolitana de Lisboa poderão atingir valores próximos dos 40 ºC</strong>, especialmente nas zonas mais afastadas da influência marítima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-calor-em-lisboa-esta-impossivel-de-aguentar-diz-a-meteorologista-marta-godinho-o-que-esta-por-vir-preocupa-me-1782993824740.png" data-image="p25bs95tpmwn" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Lisboa e a sua área metropolitana poderão registar temperaturas próximas dos 40 ºC, com valores ainda mais elevados nas zonas afastadas da influência marítima.</figcaption></figure><p>A diferença entre o litoral e o interior do distrito será bastante evidente, com localidades costeiras significativamente mais frescas graças à proximidade do oceano.</p><p>Mas o problema não termina quando o sol se põe. Embora o ar permaneça relativamente seco, as cidades têm enorme dificuldade em dissipar o calor acumulado durante o dia. O chamado <strong>efeito de ilha de calor urbana</strong> resulta da combinação entre materiais como o betão e o asfalto, a elevada densidade de edifícios, a impermeabilização dos solos e o calor gerado pela própria atividade humana. Assim, <strong>as noites tornam-se pouco confortáveis</strong>, permitindo apenas um arrefecimento muito lento mas sem alívio para a população.</p><h2>Uma cúpula de calor pouco habitual para o litoral português</h2><p>Os mapas de anomalia térmica mostram que<strong> Portugal será um dos países europeus com temperaturas mais acima da média para esta época do ano</strong>. O facto torna-se ainda mais significativo no litoral ocidental, onde, em pleno verão, <strong>é habitual a nortada moderar as temperaturas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-calor-em-lisboa-esta-impossivel-de-aguentar-diz-a-meteorologista-marta-godinho-o-que-esta-por-vir-preocupa-me-1782993927801.png" data-image="01hovdylwmww" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"><figcaption>Portugal surge com anomalias térmicas muito elevadas, especialmente no litoral ocidental, onde a nortada costuma moderar o calor nesta época do ano.</figcaption></figure><p>Desta vez, porém, a situação é diferente. Um <strong>Anticiclone dos Açores</strong> robusto, posicionado a oeste da Península Ibérica, impede a entrada de ar mais fresco do Atlântico. Em simultâneo, uma<strong> massa de ar muito quente proveniente do Norte de África</strong> invade a Península Ibérica e, posteriormente, os <strong>ventos de leste</strong> transportam esse ar aquecido do interior de Espanha para Portugal, reforçando a intensidade da onda de calor. Mesmo as manhãs deixarão de oferecer grande alívio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-calor-em-lisboa-esta-impossivel-de-aguentar-diz-a-meteorologista-marta-godinho-o-que-esta-por-vir-preocupa-me-1782994024315.png" data-image="uvfuyrlzbbz2" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption>O calor fará sentir-se logo desde manhã, no domingo, várias regiões poderão aproximar-se ou ultrapassar os 30 ºC ainda antes do final da manhã.</figcaption></figure><p><strong>No domingo, por volta das 09h00</strong>, muitos locais do interior e do Centro já poderão registar temperaturas próximas ou superiores aos 30 ºC, sinal de que o aquecimento começa muito cedo e prolonga-se durante todo o dia.</p><h2>O calor poderá prolongar-se até à próxima semana</h2><p><strong>O que mais me preocupa não é apenas a intensidade do calor, mas sobretudo a sua persistência</strong>. Os mapas de geopotencial e temperatura do modelo europeu (ECMWF) continuam a indicar que a <strong>massa de ar muito quente poderá manter-se sobre a Península Ibérica até, pelo menos, aos dias 9 ou 10 de julho</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-calor-em-lisboa-esta-impossivel-de-aguentar-diz-a-meteorologista-marta-godinho-o-que-esta-por-vir-preocupa-me-1782994179013.jpg" data-image="e17tyci7yttu" alt="Geopotencial e temperatura a 850 hPa" title="Geopotencial e temperatura a 850 hPa"><figcaption>O modelo europeu indica que a massa de ar muito quente poderá persistir sobre a Península Ibérica até 9 ou 10 de julho, mantendo Portugal sob risco de calor prolongado.</figcaption></figure><p>É verdade que, nessa fase, o núcleo da massa de ar mais quente tenderá a deslocar-se ligeiramente para Espanha. Ainda assim, <strong>se a circulação do vento continuar a transportar ar do interior espanhol para Portugal</strong>,<strong> </strong>o calor poderá persistir em grande parte do território.</p><div class="texto-destacado">Além dos impactos na saúde e no conforto da população, este cenário aumenta significativamente o perigo de incêndio rural, devido à combinação de temperaturas muito elevadas, baixa humidade do ar, vegetação seca e vento.</div><p>Importa recordar que esta continua a ser uma previsão de médio prazo e poderá sofrer ajustes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776759" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-de-calor-joana-campos-indica-os-6-distritos-que-registarao-mais-de-40-c-durante-dias.html" title="Cúpula de calor: Joana Campos indica os 6 distritos que registarão mais de 40 ºC durante dias">Cúpula de calor: Joana Campos indica os 6 distritos que registarão mais de 40 ºC durante dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-de-calor-joana-campos-indica-os-6-distritos-que-registarao-mais-de-40-c-durante-dias.html" title="Cúpula de calor: Joana Campos indica os 6 distritos que registarão mais de 40 ºC durante dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-de-calor-joana-campos-indica-os-6-distritos-que-registarao-mais-de-40-c-durante-dias-1782989904186_320.png" alt="Cúpula de calor: Joana Campos indica os 6 distritos que registarão mais de 40 ºC durante dias"></a></article></aside><p>Ainda assim, a tendência é consistente entre as últimas atualizações dos modelos, <strong>o calor extremo deverá continuar a marcar o estado do tempo durante vários dias</strong>, e isso, enquanto meteorologista e enquanto lisboeta, é aquilo que mais me preocupa.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-calor-em-lisboa-esta-impossivel-de-aguentar-diz-a-meteorologista-marta-godinho-o-que-esta-por-vir-preocupa-me.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cúpula de calor: Joana Campos indica os 6 distritos que registarão mais de 40 ºC durante dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-de-calor-joana-campos-indica-os-6-distritos-que-registarao-mais-de-40-c-durante-dias.html</link><pubDate>Thu, 02 Jul 2026 12:05:57 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Vários distritos poderão registar valores iguais ou superiores a 40 ºC. Estes poderão persistir durante vários dias. Saiba onde!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xakfgk2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xakfgk2.jpg" id="xakfgk2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A marca dos 40 ºC deverá ser atingida em diversos locais de Norte a Sul do país, mas há uma série de distritos cujos <strong>valores iguais ou superiores a este poderão ser atingidos de forma consecutiva </strong>nos próximos dias.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Como mencionamos em previsões anteriores, <strong>o IPMA cobriu o país de avisos laranja e vermelho devido ao calor</strong>. Mesmo em cidades menos habituais, como cidades costeiras, os termómetros poderão registar valores muito acima da média. E nos distritos habitualmente mais quentes, como será?</p><h2>Pelo menos seis distritos poderão registar 40 ºC ou mais nos próximos dias </h2><p>Apesar de alguns distritos poderem registar valores semelhantes a este, de forma pontual, como o caso de Leiria, por exemplo, <strong>há distritos que deverão contar com estes valores de forma persistente</strong>. Não necessariamente na sua capital, mas noutras cidades.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-de-calor-joana-campos-indica-os-6-distritos-que-registarao-mais-de-40-c-durante-dias-1782989904186.png" data-image="yhndf5zvv10j" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Apesar de outros distritos, para além dos que estão descritos nesta previsão, poderem atingir a marca dos 40 ºC, os que trazemos aqui poderão registar mais dias consecutivos com estes valores.</figcaption></figure><p>Os distritos em causa são: <strong>Coimbra, Castelo Branco, Santarém, Portalegre, Évora e Beja</strong>, onde entre hoje, quinta-feira, e segunda-feira (à exceção de Coimbra que deverá arrefecer nesse dia, ainda que de forma pouco significativa) poderão registar-se <strong>temperaturas máximas entre os 40 ºC e os 42 ºC</strong>. De acordo com o IPMA, estes distritos estão sob aviso vermelho de tempo quente na sua maioria, exceto Castelo Branco que conta com aviso laranja.</p><h2>Noites quentes também farão parte do cenário</h2><p>Em todos estes distritos deverão ainda <strong>registar-se temperaturas mínimas entre os 21 ºC e os 27 ºC </strong>nas próximas madrugadas, contribuindo também para uma sequência de noites quentes ou tórridas, visto que em vários locais os valores ultrapassarão os 25 ºC, não descendo desse valor. Importa referir que<strong> valores elevados durante a noite serão registados em praticamente todo o país</strong>, mas poderão ser mais persistentes nestes distritos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776760" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-tempo-das-proximas-4-semanas-em-portugal-os-bloqueios-das-latitudes-altas-alteram-a-previsao-para-o-verao.html" title="O tempo das próximas 4 semanas em Portugal: os bloqueios das latitudes altas alteram a previsão para o verão">O tempo das próximas 4 semanas em Portugal: os bloqueios das latitudes altas alteram a previsão para o verão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-tempo-das-proximas-4-semanas-em-portugal-os-bloqueios-das-latitudes-altas-alteram-a-previsao-para-o-verao.html" title="O tempo das próximas 4 semanas em Portugal: os bloqueios das latitudes altas alteram a previsão para o verão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-tempo-das-proximas-4-semanas-em-portugal-os-bloqueios-das-latitudes-altas-alteram-a-previsao-para-o-verao-1782991873652_320.png" alt="O tempo das próximas 4 semanas em Portugal: os bloqueios das latitudes altas alteram a previsão para o verão"></a></article></aside><p>Este tipo de temperaturas elevadas, tanto as diurnas como as noturnas, podem trazer <strong>malefícios ao corpo humano</strong>, pois o risco de golpe de calor aumenta, devido à exposição ao calor extremo. Mesmo em pessoas saudáveis, o corpo poderá ter dificuldade em regular a sua temperatura, pelo que é extremamente importante que a hidratação seja mantida e que sejam priorizados os locais mais frescos e ventilados.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-de-calor-joana-campos-indica-os-6-distritos-que-registarao-mais-de-40-c-durante-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O tempo das próximas 4 semanas em Portugal: os bloqueios das latitudes altas alteram a previsão para o verão]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-tempo-das-proximas-4-semanas-em-portugal-os-bloqueios-das-latitudes-altas-alteram-a-previsao-para-o-verao.html</link><pubDate>Thu, 02 Jul 2026 11:39:06 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após a onda de calor que está a marcar o arranque de julho, o resto do mês será marcado por um padrão de bloqueio, de acordo com o modelo europeu. Eis os seus possíveis impactos no estado do tempo em Portugal.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xakfm5a"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xakfm5a.jpg" id="xakfm5a"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Ainda nem o verão astronómico (21 de junho) tinha arrancado e já se registava um episódio de temperaturas muito elevadas que afetou Portugal e outros países europeus na reta final do mês de maio. Mais tarde, <strong>em finais de junho, o nosso país escapou a uma onda de calor extremo</strong> que assolou vários países da Europa, com destaque para Espanha, França e Reino Unido.</p><p>Contudo, a coincidir precisamente com o início de julho, está agora em curso <strong>a primeira onda de calor autêntica deste verão em Portugal continental</strong> (poderá durar até dia 8 ou 9, possivelmente mais nalgumas zonas).</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>As bolsas de ar frio e as depressões irão circular em latitudes mais setentrionais à medida que a situação de bloqueio se consolida, especialmente durante a próxima semana, quando as altas pressões poderão instalar-se entre o centro e o norte da Europa.</div><p>Neste momento, devido à previsão da persistência de temperaturas máximas e mínimas extremamente elevadas, o IPMA já colocou <strong>12 distritos sob aviso vermelho de tempo quente </strong>entre sexta-feira e domingo, dias 3 a 5 de julho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-tempo-das-proximas-4-semanas-em-portugal-os-bloqueios-das-latitudes-altas-alteram-a-previsao-para-o-verao-1782991129516.png" data-image="b3z5lmzubdlx"><figcaption>Durante estes primeiros dias de julho prevê-se que algumas áreas do Vale do Tejo e Alentejo atinjam os 44 ºC de temperatura máxima.</figcaption></figure><p><strong>Na nossa geografia continental os valores de máxima oscilarão geralmente entre 35 e 41 ºC, podendo atingir 44 ºC em regiões como o vale do Tejo e o Alentejo</strong>. Quanto aos valores das mínimas, permanecerão muito elevadas, normalmente acima de 20 ºC (noites tropicais), podendo nalgumas zonas ser ainda mais quentes (entre 25 e 28 ºC).</p><h2>Perspetiva-se a possibilidade de um bloqueio escandinavo bastante persistente</h2><p><strong>A previsão subsazonal do modelo ECMWF fornece alguns sinais sobre o padrão de tempo dominante neste mês de julho</strong> na zona Euro-Atlântica e, a partir daí, é possível estabelecer qual a tendência do panorama meteorológico que haverá em Portugal. </p><p><strong>Até meados da próxima semana a Crista Atlântica será o padrão dominante (dia 9), com a presença de uma massa de ar muito quente sobre Portugal continental</strong>, que por aqui se manterá este fim de semana. A partir de segunda-feira, 6 de julho, estender-se-á por Espanha e outros países da costa atlântica europeia, dando origem, também nesses países, à segunda onda de calor do verão 2026 (em Portugal é a primeira desta época estival).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-tempo-das-proximas-4-semanas-em-portugal-os-bloqueios-das-latitudes-altas-alteram-a-previsao-para-o-verao-1782991251023.jpg" data-image="3qikw4naj9ve"><figcaption>Esta é, de acordo com o modelo ECMWF, a probabilidade de ocorrência dos diferentes padrões meteorológicos na zona Euro-Atlântica durante o mês de julho e a primeira quinzena do mês de agosto.</figcaption></figure><p>Tal como referido no início deste artigo, a onda de calor em curso irá prolongar-se, previsivelmente, até aos dias 8 ou 9 de julho, <strong>datas a partir das quais se começará a alterar o padrão meteorológico, que passará a ser o de bloqueio escandinavo</strong>. Tudo indica que será persistente, mantendo-se durante todo o resto do mês de julho (entre os dias 10 e 31).</p><p>A presença de uma vasta região de altas pressões no norte e no centro da Europa será <strong>favorável à continuidade de temperaturas muito elevadas em grande parte do continente</strong>. Isto poderá abrir caminho à ocorrência de episódios de precipitação convectiva em algumas zonas de Portugal.</p><h2>Calor intenso e novos episódios de trovoada nesta primeira quinzena de julho</h2><p><strong>É provável que o mês de julho seja muito quente em Portugal</strong>. Desde logo, porque o mês arrancou com uma onda de calor que se perspetiva intensa e prolongada, com cerca de 8 a 10 dias de duração.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776748" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-vermelho-em-12-distritos-entre-sexta-e-domingo-as-zonas-afetadas-por-temperaturas-extremamente-elevadas.html" title="Aviso vermelho em 12 distritos entre sexta e domingo: as zonas afetadas por temperaturas extremamente elevadas">Aviso vermelho em 12 distritos entre sexta e domingo: as zonas afetadas por temperaturas extremamente elevadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-vermelho-em-12-distritos-entre-sexta-e-domingo-as-zonas-afetadas-por-temperaturas-extremamente-elevadas.html" title="Aviso vermelho em 12 distritos entre sexta e domingo: as zonas afetadas por temperaturas extremamente elevadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aviso-vermelho-em-12-distritos-entre-sexta-e-domingo-as-zonas-afetadas-por-temperaturas-extremamente-elevadas-1782986822200_320.png" alt="Aviso vermelho em 12 distritos entre sexta e domingo: as zonas afetadas por temperaturas extremamente elevadas"></a></article></aside><p>O calor intenso voltará a espalhar-se por todo o território de Portugal continental, incluindo <strong>as regiões do litoral Norte, Centro e Oeste onde, desta vez, o impacto das temperaturas máximas e mínimas extremamente elevadas será imensamente notório</strong>, inserindo-se numa configuração de anomalias térmicas muito anómalas e significativas do ponto de vista climatológico.</p><p>Nem mesmo a brisa marítima terá intensidade suficiente para conter o avanço do ar quente envolvido no fluxo de Leste nas áreas costeiras. A segunda parte deste episódio de tempo muito quente, previsivelmente desde os dias 5 ou 6 até ao dia 9, poderá ficar marcada pela ocorrência de <strong>aguaceiros, acompanhados de trovoada e por vezes sob a forma de granizo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-tempo-das-proximas-4-semanas-em-portugal-os-bloqueios-das-latitudes-altas-alteram-a-previsao-para-o-verao-1782991425759.png" data-image="6u36oi7t5s45"><figcaption>O modelo Europeu começa a contemplar a possibilidade do desenvolvimento de trovoadas em várias zonas de Portugal continental na próxima semana.</figcaption></figure><p><strong>A formação do bloqueio escandinavo será favorável à chegada de bolsas de ar frio até Portugal continental e Espanha peninsular</strong>. No mês de julho é pouco provável que uma depressão no sentido clássico do termo consiga circular na latitude da Península Ibérica, embora essa possibilidade não deva ser totalmente excluída.</p><p>Aquilo que se perspetiva como o mais provável de ocorrer é a passagem temporária de algumas bolsas de ar frio. Isto <strong>aumentaria a instabilidade atmosférica, intensificando a convecção e as trovoadas potenciadas pelo calor intenso</strong> que em princípio estará muito presente no nosso país neste mês de julho.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-tempo-das-proximas-4-semanas-em-portugal-os-bloqueios-das-latitudes-altas-alteram-a-previsao-para-o-verao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aviso vermelho em 12 distritos entre sexta e domingo: as zonas afetadas por temperaturas extremamente elevadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-vermelho-em-12-distritos-entre-sexta-e-domingo-as-zonas-afetadas-por-temperaturas-extremamente-elevadas.html</link><pubDate>Thu, 02 Jul 2026 11:01:50 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O calor já está instalado em Portugal Continental e o IPMA elevou 12 distritos a aviso vermelho, em vigor nos próximos dias. Confira aqui quais!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xakeytu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xakeytu.jpg" id="xakeytu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal Continental está a registar temperaturas elevadas em todo o país. Mesmo a faixa litoral conta com valores acima do normal para a época e o <strong>IPMA já emitiu aviso vermelho para 12 distritos</strong>. Conheça abaixo quais são!</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br><br>As anomalias térmicas positivas cobrem a nossa geografia continental, seja nos valores diurnos como noturnos, indicando valores acima da normal climatológica de referência. Esta tendência deve continuar até ao arranque da próxima semana.</div><p>Neste momento, desde as 6h da manhã, <strong>estão 6 distritos sob aviso máximo de calor</strong>, dos quais Lisboa, Santarém, Portalegre, Évora, Setúbal e Beja. À exceção de Setúbal e Lisboa, cujo aviso termina amanhã, dia 3, às 23h, passando para laranja, os <strong>restantes distritos deverão manter o aviso vermelho até às 6h do dia 5, domingo</strong>.</p><h2>Amanhã, sexta-feira, 12 distritos devem contar com aviso vermelho de tempo quente</h2><p>A partir da meia-noite de amanhã, sexta-feira, <strong>mais 6 distritos entram para a lista dos avisos vermelhos</strong>. Além dos nomeados acima, contarão também com este aviso os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra e Leiria, perfazendo um <strong>total de 12 distritos sob este aviso no dia de amanhã</strong>, 3 de julho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aviso-vermelho-em-12-distritos-entre-sexta-e-domingo-as-zonas-afetadas-por-temperaturas-extremamente-elevadas-1782986829727.png" data-image="vq2rc2xv21td" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Os próximos dias serão tórridos, do ponto de vista térmico, em todo o país, com o mesmo coberto de avisos meteorológicos de tempo quente.</figcaption></figure><p>Ainda assim, e como referimos acima, nos distritos de Lisboa e Setúbal, o aviso passará a laranja a partir das 23h do dia 3, mas<strong> nos restantes distritos, contando com estes últimos seis, o mesmo deverá manter-se até às 6h da manhã de domingo</strong>, mantendo-se um total de 10 distritos sob aviso vermelho prolongado.</p><h2>Temperaturas mínimas e máximas esperadas para os distritos sob aviso vermelho</h2><p>Ainda que os avisos sejam a nível distrital e <strong>muitas vezes as temperaturas mais elevadas sejam registadas em cidades que não as capitais de distrito</strong>, apresentamos uma tabela com os valores mínimos e máximos esperados para os dias em que este aviso estará em vigor.</p><table><thead><tr><th>Capital<br>de<br>Distrito</th><th><br>Temp. Mínima<br>Dia 3 de julho<br></th><th>Temp. Máxima<br>Dia 3 de julho</th><th>Temp. Mínima<br>Dia 4 de julho</th><th>Temp. Máxima<br>Dia 4 de julho</th><th>Temp. Mínima<br>Dia 5 de julho</th><th>Temp. Máxima<br>Dia 5 de julho</th></tr></thead><tbody><tr><td><strong>Viana do Castelo</strong></td><td><strong>19 ºC</strong></td><td><strong>30 ºC</strong></td><td><strong>23 ºC</strong></td><td><strong>29 ºC</strong></td><td><strong>21 ºC</strong></td><td><strong>28 ºC</strong></td></tr><tr><td><strong>Braga</strong><br></td><td><strong>23 ºC</strong></td><td><strong>37 ºC</strong></td><td><strong>25 ºC</strong></td><td><strong>39 ºC</strong></td><td><strong>22 ºC</strong></td><td><strong>38 ºC</strong></td></tr><tr><td><strong>Porto</strong></td><td><strong>24 ºC</strong></td><td><strong>36 ºC</strong></td><td><strong>27 ºC</strong></td><td><strong>36 ºC</strong></td><td><strong>23 ºC</strong></td><td><strong>33 ºC</strong></td></tr><tr><td><strong>Aveiro</strong></td><td><strong>24 ºC</strong></td><td><strong>32 ºC</strong></td><td><strong>25 ºC</strong></td><td><strong>33 ºC</strong></td><td><strong>19 ºC</strong></td><td><strong>31 ºC</strong></td></tr><tr><td><strong>Coimbra</strong></td><td><strong>23 ºC</strong></td><td><strong>40 ºC</strong></td><td><strong>25 ºC</strong></td><td><strong>41 ºC</strong></td><td><strong>21 ºC</strong></td><td><strong>40 ºC</strong></td></tr><tr><td><strong>Leiria</strong></td><td><strong>27 ºC</strong></td><td><strong>41 ºC</strong></td><td><strong>22 ºC</strong></td><td><strong>40 ºC</strong></td><td><strong>22 ºC</strong></td><td><strong>39 ºC</strong></td></tr><tr><td><strong>Lisboa</strong></td><td><strong>26 ºC</strong></td><td><strong>35 ºC</strong></td><td>24 ºC</td><td>36 ºC</td><td>24 ºC</td><td>36 ºC</td></tr><tr><td><strong>Santarém</strong></td><td><strong>26 ºC</strong></td><td><strong>40 ºC</strong></td><td><strong>22 ºC</strong></td><td><strong>39 ºC</strong></td><td><strong>22 ºC</strong></td><td><strong>40 ºC</strong></td></tr><tr><td><strong>Portalegre</strong></td><td><strong>25 ºC</strong></td><td><strong>38 ºC</strong></td><td><strong>24 ºC</strong></td><td><strong>38 ºC</strong></td><td><strong>27 ºC</strong></td><td><strong>40 ºC</strong></td></tr><tr><td><strong>Setúbal</strong></td><td><strong>24 ºC</strong></td><td><strong>31 ºC</strong></td><td>19 ºC</td><td>32 ºC</td><td>20 ºC</td><td>32 ºC</td></tr><tr><td><strong>Évora</strong></td><td><strong>26 ºC</strong></td><td><strong>39 ºC</strong></td><td><strong>23 ºC</strong></td><td><strong>39 ºC</strong></td><td><strong>24 ºC</strong></td><td><strong>39 ºC</strong></td></tr><tr><td><strong>Beja</strong></td><td><strong>24 ºC</strong></td><td><strong>39 ºC</strong></td><td><strong>25 ºC</strong></td><td><strong>40 ºC</strong></td><td><strong>24 ºC</strong></td><td><strong>41 ºC</strong></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="7">Nota: Os valores a negrito correspondem à duração do aviso vermelho em vigor.</td></tr></tbody></table><p>A nível local, e tal como mencionamos acima, os valores podem diferir e em alguns pontos serem mais elevados, <strong>esperando-se até 43 ºC de máxima na região do Ribatejo</strong> e até 42 ºC em locais como o Vale do Douro e do Guadiana e Beira Baixa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776688" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/verao-fresco-na-tunisia-e-na-libia-o-alivio-termico-que-portugal-tanto-desejava-esta-no-saara.html" title="Verão fresco na Tunísia e na Líbia: o alívio térmico que Portugal tanto desejava está no Saara">Verão fresco na Tunísia e na Líbia: o alívio térmico que Portugal tanto desejava está no Saara</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/verao-fresco-na-tunisia-e-na-libia-o-alivio-termico-que-portugal-tanto-desejava-esta-no-saara.html" title="Verão fresco na Tunísia e na Líbia: o alívio térmico que Portugal tanto desejava está no Saara"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/verao-fresco-na-tunisia-e-na-libia-o-alivio-termico-que-portugal-tanto-desejava-esta-no-saara-1782936379363_320.png" alt="Verão fresco na Tunísia e na Líbia: o alívio térmico que Portugal tanto desejava está no Saara"></a></article></aside><p>Com isto, podemos afirmar que os próximos dias serão complicados, especialmente para os grupos mais vulneráveis, pelo que <strong>aconselhamos que as recomendações da DGS e da Proteção Civil sejam respeitadas</strong>, de forma a evitar problemas relacionados com o calor.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-vermelho-em-12-distritos-entre-sexta-e-domingo-as-zonas-afetadas-por-temperaturas-extremamente-elevadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Lisboa recebe o Congresso Mundial do Azeite e reúne os maiores especialistas internacionais do setor]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/lisboa-recebe-o-congresso-mundial-do-azeite-e-reune-os-maiores-especialistas-internacionais-do-setor.html</link><pubDate>Thu, 02 Jul 2026 07:15:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A capital portuguesa recebe nos dias 2 e 3 de julho, quinta e sexta-feira, a segunda edição do Congresso Mundial do Azeite (OOWC, na sigla em inglês), um dos mais relevantes fóruns internacionais do setor oleícola. O Centro Cultural de Belém vai reunir especialistas, investigadores, produtores, empresas e representantes de vários países.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/lisboa-recebe-o-congresso-mundial-do-azeite-e-reune-os-maiores-especialistas-internacionais-do-setor-1782927972890.jpg" data-image="qha71hhzd5oz" alt="Azeite" title="Azeite"><figcaption>A relevância económica da fileira do azeite para Portugal continua a ser expressiva. Para a campanha 2025/2026, estima-se uma produção de cerca de 179 mil toneladas.</figcaption></figure><p>O <strong>Congresso Mundial do Azeite é considerado um dos mais importantes encontros internacionais</strong> dedicados ao setor do azeite.</p><p>A primeira edição teve lugar em Madrid (Espanha), em junho de 2024; a <strong>segunda edição decorre entre quinta e sexta-feira desta semana, em Lisboa</strong> (Portugal).</p><p>Isso mesmo é reconhecido pelo<strong> diretor executivo do Conselho Oleícola</strong> Internacional (COI), Jaime Lillo.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>“Durante os últimos dias de junho e os primeiros dias de julho, Lisboa tornar-se-á a capital da comunidade internacional do azeite. Será um encontro extraordinário que reunirá representantes dos principais países produtores de azeite e de azeitonas de mesa, bem como representantes dos produtores, exportadores e importadores, das principais empresas do setor e da comunidade científica”, afirma aquele responsável. Esta será, aliás, “uma oportunidade única para dialogar sobre os principais desafios e contribuir para as soluções de que o setor olivícola internacional necessita”.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Antes do congresso, Lisboa recebeu nos dias 29 e 30 de junho a <strong>123.ª sessão do Conselho de Membros do Conselho Oleícola Internacional </strong>(COI) e a 66.ª reunião do seu Comité Consultivo, dois fóruns de diálogo e cooperação do setor.</p><h2>COI: membros valem 95% da produção mundial</h2><p>Recorde-se que os <strong>países membros do COI representam cerca de 95% da produção mundial</strong> de azeite e azeitonas de mesa.</p><p>Nas últimas seis décadas, <strong>tanto a produção como o consumo mundial de azeite triplicaram</strong>. Nesta altura, cerca de <strong>45% do consumo mundial ocorre fora dos países produtores tradicionais </strong>e já se encontram implantados olivais nos cinco continentes.</p><p>Jaime Lillo, diretor executivo do COI, explica que “<strong>o azeite já não é apenas um produto mediterrânico; atualmente, é consumido em todo o mundo</strong> e os principais motores de crescimento da procura encontram-se em mercados cada vez mais diversificados”.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lisboa-recebe-o-congresso-mundial-do-azeite-e-reune-os-maiores-especialistas-internacionais-do-setor-1782927726276.jpg" data-image="nfmb4y660sc1" alt="Utilização de azeite na cozinha" title="Utilização de azeite na cozinha"><figcaption>Em 2025, Portugal exportou 228.599 toneladas de azeite, gerando mais de mil milhões de euros em receitas externas e mantendo um saldo comercial positivo de cerca de 586 milhões de euros.</figcaption></figure><p>É por isso que essa internacionalização também exige “mais cooperação e mais partilha de conhecimentos e normas de qualidade sólidas”, alerta Jaime Lillo.</p><h2>Adaptar o olival às alterações climáticas </h2><p>Mas há mais preocupações em cima da mesa. Os participantes na 123.ª sessão do Conselho de Membros do Conselho Oleícola Internacional (COI) e na 66.ª reunião do seu Comité Consultivo dizem que os <strong>principais desafios nos próximos anos passam por “melhorar a resiliência do setor face às alterações climáticas</strong>”.</p><p>E sublinham que também é necessário “<strong>gerir a volatilidade dos mercados, impulsionar sistemas de produção cada vez mais sustentáveis</strong>, abrir novas oportunidades comerciais e continuar a reforçar a confiança dos consumidores através de normas internacionais de qualidade rigorosas e harmonizadas”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="756065" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/producao-de-azeite-em-portugal-cai-10-mas-estao-garantidos-elevados-padroes-de-qualidade.html" title="Produção de azeite em Portugal cai 10% mas estão garantidos “elevados padrões de qualidade”">Produção de azeite em Portugal cai 10% mas estão garantidos “elevados padrões de qualidade”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/producao-de-azeite-em-portugal-cai-10-mas-estao-garantidos-elevados-padroes-de-qualidade.html" title="Produção de azeite em Portugal cai 10% mas estão garantidos “elevados padrões de qualidade”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/producao-de-azeite-em-portugal-cai-10-mas-estao-garantidos-elevados-padroes-de-qualidade-1772050038668_320.jpg" alt="Produção de azeite em Portugal cai 10% mas estão garantidos “elevados padrões de qualidade”"></a></article></aside><p>O <strong>ministro da Agricultura de Portugal</strong>, que tutela este setor, não podia estar mais satisfeito com a realização do congresso do COI em Portugal.</p><p>“O facto de Portugal receber a segunda edição do Olive Oil World Congress é o <strong>reconhecimento do percurso que o país tem realizado no setor oleícola</strong>. Hoje somos um dos principais produtores e exportadores mundiais de azeite, resultado de anos de investimento, modernização, inovação tecnológica e aposta na qualidade, fatores que colocaram o <strong>azeite português entre os mais valorizados nos mercados internacionais</strong>”, afirma José Manuel Fernandes.</p><div class="texto-destacado">O presidente da Direção da Olivum – Associação de Olivicultores e Lagares de Portugal, por sua vez, garante que a realização deste congresso em Lisboa “confirma a crescente projeção internacional do país neste setor”. Pedro Lopes não tem dúvidas de que “Portugal é hoje um país com uma voz cada vez mais relevante no panorama mundial do azeite. Crescemos muito nos últimos anos, modernizámos o olival, investimos em tecnologia, inovamos no campo e nos lagares, e produzimos azeites de excelência, reconhecidos nacional e internacionalmente”, sublinha.</div><p>Há vários <strong>temas centrais em debate e que se prendem com o futuro da fileira</strong>.</p><p>Um deles é o <strong>problema das alterações climáticas e da adaptação aos fenómenos climatéricos extremos</strong>, sobretudo as secas severas, que condicionam a produtividade e, até, a viabilidade das oliveiras.</p><h2>Inteligência artificial na agricultura</h2><p>Por outro lado, a <strong>digitalização e a aplicação da inteligência artificial à produção agrícola</strong>, a qualidade e autenticidade do azeite e os impactos da instabilidade geopolítica nos mercados internacionais também estarão em debate.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="751795" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tribunal-de-contas-europeu-critica-controlos-do-azeite-na-ue-regras-nem-sempre-sao-totalmente-aplicadas.html" title="Tribunal de Contas Europeu critica controlos do azeite na UE. Regras “nem sempre são totalmente aplicadas”">Tribunal de Contas Europeu critica controlos do azeite na UE. Regras “nem sempre são totalmente aplicadas”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tribunal-de-contas-europeu-critica-controlos-do-azeite-na-ue-regras-nem-sempre-sao-totalmente-aplicadas.html" title="Tribunal de Contas Europeu critica controlos do azeite na UE. Regras “nem sempre são totalmente aplicadas”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tribunal-de-contas-europeu-critica-controlos-do-azeite-na-ue-regras-nem-sempre-sao-totalmente-aplicadas-1769799028350_320.jpg" alt="Tribunal de Contas Europeu critica controlos do azeite na UE. Regras “nem sempre são totalmente aplicadas”"></a></article></aside><p>Os <strong>oradores são especialistas nacionais e internacionais</strong> provenientes da investigação, da indústria e das organizações representativas do setor.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lisboa-recebe-o-congresso-mundial-do-azeite-e-reune-os-maiores-especialistas-internacionais-do-setor-1782927900474.jpg" data-image="2xwwna4agzmf" alt="Azeitonas" title="Azeitonas"><figcaption>O presidente da Direção da Olivum – Associação de Olivicultores e Lagares de Portugal, garante que este congresso em Lisboa “confirma a crescente projeção internacional do país neste setor”. </figcaption></figure><p>A relevância económica da fileira do azeite para Portugal continua a ser expressiva. Para a <strong>campanha 2025/2026, estima-se uma produção de cerca de 179 mil toneladas</strong>, valor semelhante ao da campanha anterior e 15% acima da média das últimas cinco campanhas.</p><p>Em 2025, <strong>Portugal exportou 228.599 toneladas de azeite</strong>, gerando mais de mil milhões de euros em receitas externas e mantendo um saldo comercial positivo de cerca de 586 milhões de euros.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/lisboa-recebe-o-congresso-mundial-do-azeite-e-reune-os-maiores-especialistas-internacionais-do-setor.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Verão fresco na Tunísia e na Líbia: o alívio térmico que Portugal tanto desejava está no Saara]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/verao-fresco-na-tunisia-e-na-libia-o-alivio-termico-que-portugal-tanto-desejava-esta-no-saara.html</link><pubDate>Thu, 02 Jul 2026 06:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Enquanto Portugal continental enfrenta um episódio de calor excecional, várias regiões da Tunísia e da Líbia deverão registar temperaturas abaixo da média para a época. Os mapas meteorológicos revelam um contraste invulgar, explicado pela circulação atmosférica prevista para os próximos dias.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xakaguu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xakaguu.jpg" id="xakaguu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p> Enquanto <strong>Portugal continental</strong> continua sob uma massa de ar muito quente, várias zonas da <strong>Tunísia e da Líbia</strong> deverão registar temperaturas abaixo da média, devido a uma circulação atmosférica que transporta calor para a Península Ibérica e ar mais fresco para o Norte de África. </p><h2>Portugal muito mais quente do que o Norte de África oriental</h2><p>Os mapas de <strong>anomalia da temperatura</strong> evidenciam de forma clara este contraste. Sobre Portugal continental predominam anomalias positivas muito expressivas, enquanto grande parte da Tunísia e do norte da Líbia apresenta valores negativos relativamente à média climatológica.</p><p>Apesar de continuarem a registar temperaturas elevadas para a época, estas regiões do Norte de África deverão apresentar valores inferiores ao habitual, contrastando com o calor excecional previsto para Portugal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/verao-fresco-na-tunisia-e-na-libia-o-alivio-termico-que-portugal-tanto-desejava-esta-no-saara-1782936284799.png" data-image="ha787oz4nwv3" alt="Anomalia da temperatura prevista para sexta-feira, 3 de julho, às 16h" title="Anomalia da temperatura prevista para sexta-feira, 3 de julho, às 16h"><figcaption>Portugal apresenta anomalias positivas acentuadas, enquanto Tunísia e Líbia registam temperaturas abaixo da média para a época.</figcaption></figure><p>Este contraste demonstra que a origem geográfica de uma massa de ar nem sempre coincide com as zonas onde se registam as temperaturas mais elevadas. A configuração atmosférica prevista favorece precisamente este cenário.</p><h2>Uma circulação atmosférica muito distinta explica o contraste</h2><p>À superfície, <strong>os mapas mostram que Portugal continuará sob influência de ar extremamente quente</strong>, impulsionado por uma circulação de leste e sudeste que transporta calor desde o Norte de África até à Península Ibérica.</p><p>Já sobre <strong>a Tunísia e a Líbia, a circulação prevista permitirá a entrada de uma massa de ar relativamente mais fresca</strong>, suficiente para fazer descer as temperaturas abaixo dos valores habituais para esta altura do ano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/verao-fresco-na-tunisia-e-na-libia-o-alivio-termico-que-portugal-tanto-desejava-esta-no-saara-1782936335484.png" data-image="3pslkgd7px8e" alt="Temperatura prevista para sexta-feira, 3 de julho, às 16h" title="Temperatura prevista para sexta-feira, 3 de julho, às 16h"><figcaption>Enquanto Portugal continua sob temperaturas muito elevadas, a Tunísia e a Líbia registam valores relativamente mais baixos.</figcaption></figure><p>Embora os termómetros continuem a rondar ou ultrapassar os <strong>30 ºC</strong> em várias zonas do Norte de África, importa distinguir temperatura absoluta de anomalia térmica. O que torna este episódio invulgar é precisamente o facto de <strong>essas temperaturas serem inferiores ao normal para o início de julho</strong>.</p><h2>A atmosfera confirma o comportamento oposto entre as duas regiões</h2><p>A cerca de <strong>1500 metros de altitude (850 hPa)</strong> observa-se igualmente uma <strong>diferença muito marcada entre a Península Ibérica e o Norte de África oriental</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776646" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-que-acontecera-em-portugal-apos-a-cupula-de-calor-na-terca-dia-7-o-anticiclone-dos-acores-comeca-a-enfraquecer.html" title="O que acontecerá em Portugal após a cúpula de calor: na terça, dia 7, o Anticiclone dos Açores começa a enfraquecer">O que acontecerá em Portugal após a cúpula de calor: na terça, dia 7, o Anticiclone dos Açores começa a enfraquecer</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-que-acontecera-em-portugal-apos-a-cupula-de-calor-na-terca-dia-7-o-anticiclone-dos-acores-comeca-a-enfraquecer.html" title="O que acontecerá em Portugal após a cúpula de calor: na terça, dia 7, o Anticiclone dos Açores começa a enfraquecer"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-acontecera-em-portugal-apos-a-cupula-de-calor-na-terca-dia-7-o-anticiclone-dos-acores-comeca-a-enfraquecer-1782911717657_320.jpg" alt="O que acontecerá em Portugal após a cúpula de calor: na terça, dia 7, o Anticiclone dos Açores começa a enfraquecer"></a></article></aside><p>Sobre Portugal instala-se uma massa de ar significativamente mais quente do que a climatologia, enquanto a Tunísia e a Líbia ficam sob influência de ar relativamente mais fresco, refletindo-se nas anomalias negativas previstas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/verao-fresco-na-tunisia-e-na-libia-o-alivio-termico-que-portugal-tanto-desejava-esta-no-saara-1782936379363.png" data-image="4lgaycrnbmoy" alt="Anomalia da temperatura a 850 hPa prevista para sexta-feira, 3 de julho, às 16h" title="Anomalia da temperatura a 850 hPa prevista para sexta-feira, 3 de julho, às 16h"><figcaption>As anomalias negativas em altitude sobre Tunísia e Líbia contrastam com os valores muito acima da média previstos para Portugal.</figcaption></figure><p>Este padrão confirma que a atmosfera apresenta comportamentos distintos nas duas margens do Mediterrâneo, <strong>apesar da reduzida distância geográfica entre ambas</strong>.</p><h2>Portugal continuará sob uma massa de ar excecionalmente quente</h2><p>Os mapas da temperatura a <strong>850 hPa</strong> mostram ainda que a massa de ar muito quente permanecerá instalada sobre Portugal continental durante os próximos dias.</p><p>Esta situação continuará a favorecer temperaturas muito elevadas à superfície, sobretudo no interior, enquanto <strong>o Norte de África oriental permanecerá relativamente protegido do calor mais intenso</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/verao-fresco-na-tunisia-e-na-libia-o-alivio-termico-que-portugal-tanto-desejava-esta-no-saara-1782936440100.png" data-image="jf3xdet3va06" alt="Temperatura a 850 hPa prevista para sexta-feira, 3 de julho, às 16h" title="Temperatura a 850 hPa prevista para sexta-feira, 3 de julho, às 16h"><figcaption>A massa de ar muito quente mantém-se sobre Portugal, enquanto valores menos elevados predominam sobre Tunísia e Líbia.</figcaption></figure><p>Apesar deste contraste, <strong>os modelos meteorológicos continuam a indicar que o calor persistirá em Portugal durante vários dias</strong>, pelo que será importante acompanhar as próximas atualizações para avaliar a evolução deste episódio e perceber quando começará o seu enfraquecimento.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/verao-fresco-na-tunisia-e-na-libia-o-alivio-termico-que-portugal-tanto-desejava-esta-no-saara.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Impacto de meteoro pode ter feito chover ouro na Austrália]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/impacto-de-meteoro-pode-ter-feito-chover-ouro-na-australia.html</link><pubDate>Thu, 02 Jul 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Estudo identifica antiga cratera de impacto na região de Ora Banda e sugere que colisão de asteroide há 790 mil anos espalhou partículas de ouro durante a ejeção de rochas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/impacto-de-meteoro-pode-ter-feito-chover-ouro-na-australia-1782739699019.jpg" data-image="ibv10jsw7328" alt="Uma pepita de ouro encontrada na brecha de impacto de Ora Banda; diferentes métodos de imagem revelam que ela possui uma textura granular — Foto: Raiza Quintero" title="Uma pepita de ouro encontrada na brecha de impacto de Ora Banda; diferentes métodos de imagem revelam que ela possui uma textura granular — Foto: Raiza Quintero"><figcaption>Uma pepita de ouro encontrada na brecha de impacto de Ora Banda; diferentes métodos de imagem revelam que ela possui uma textura granular. Crédito: Raiza Quintero</figcaption></figure><p>Investigadores identificaram evidências de que o impacto de um <strong>asteroide ocorrido há cerca de 790 mil anos</strong>, na região de Ora Banda, no oeste da Austrália, pode ter provocado <strong>uma verdadeira "chuva de ouro"</strong>. O estudo, publicado na revista científica <em>Meteoritics and Planetary Science</em>, descreve como a colisão alterou a composição das rochas locais e favoreceu a deposição de partículas do metal precioso.</p><p>Segundo os cientistas, o impacto formou uma<strong> cratera com aproximadamente quatro quilómetros de diâmetro</strong> numa área conhecida historicamente pela mineração de ouro. Além de confirmar a origem da estrutura geológica, o estudo indica que a violência da colisão lançou ao ar fragmentos de rochas, vidro e pequenas gotas de ouro, que posteriormente regressaram à superfície.</p><p>A descoberta ajuda a explicar porque é que algumas brechas encontradas na região apresentam pequenas pepitas de ouro, enquanto outras contêm apenas vidro e minerais formados pelo intenso calor gerado durante o impacto. Para os investigadores, esta<strong> diferença reflete os processos extremos desencadeados pela queda do asteroide</strong>.</p><h2>Evidências confirmam origem da cratera</h2><p>Para comprovar que Ora Banda corresponde à cratera produzida pelo impacto, os investigadores reuniram uma série de evidências geológicas consideradas diagnósticas para este tipo de evento. Entre elas estão os chamados <strong>cones de estilhaçamento</strong>, estruturas cónicas que surgem quando ondas de choque extremamente intensas atravessam as rochas durante a colisão de um meteorito.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/impacto-de-meteoro-pode-ter-feito-chover-ouro-na-australia-1782739522755.jpg" data-image="ry8uzpa71qe7" alt="Cones formados em rochas verdes da estrutura de Ora Banda. À esquerda: cones de estilhaçamento em uma amostra de superfície oxidada; à direita: cones de estilhaçamento encontrados em um testemunho de perfuração — Foto: Aaron Cavosie" title="Cones formados em rochas verdes da estrutura de Ora Banda. À esquerda: cones de estilhaçamento em uma amostra de superfície oxidada; à direita: cones de estilhaçamento encontrados em um testemunho de perfuração — Foto: Aaron Cavosie"><figcaption>Cones formados em rochas verdes da estrutura de Ora Banda. À esquerda: cones de estilhaçamento numa amostra de superfície oxidada; à direita: cones de estilhaçamento encontrados num testemunho de perfuração. Crédito: Aaron Cavosie</figcaption></figure><p>Estas formações foram identificadas em afloramentos rochosos da superfície e serviram como um dos <strong>principais indícios de que a região sofreu um grande impacto no passado</strong>. Os cientistas também analisaram testemunhos de sondagem retirados do subsolo, que revelaram uma complexa sequência de diferentes tipos de rochas depositadas após a colisão.</p><p>As amostras mostraram que sedimentos ricos em argila concentram-se nas camadas superiores, enquanto as<strong> partes mais profundas apresentam maior quantidade de brechas produzidas pela fragmentação violenta das rochas durante o impacto</strong>.<strong> </strong>Estas formações são comuns em crateras porque resultam da quebra instantânea do material provocada por ondas de choque de altíssima energia.</p><h2>Ouro teria regressado à superfície junto com detritos</h2><p>Os investigadores também identificaram diferentes categorias de brechas de impacto. Algumas são formadas por fragmentos de um único tipo de rocha, enquanto outras reúnem<strong> materiais provenientes de várias origens geológicas</strong>, misturados pela força da explosão. Outro tipo encontrado foi a <strong>suevita</strong>, uma rocha que incorpora pequenas partículas vítreas produzidas pela fusão do material durante o impacto.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-futuro-da-exploracao-espacial-da-nasa-cronograma-e-desafios-das-proximas-missoes-artemis.html" title="O futuro da exploração espacial da NASA: cronograma e desafios das próximas missões Artemis">O futuro da exploração espacial da NASA: cronograma e desafios das próximas missões Artemis</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-futuro-da-exploracao-espacial-da-nasa-cronograma-e-desafios-das-proximas-missoes-artemis.html" title="O futuro da exploração espacial da NASA: cronograma e desafios das próximas missões Artemis"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/il-futuro-dell-esplorazione-spaziale-della-nasa-calendario-e-sfide-delle-prossime-missioni-artemis-iii-e-iv-1780998687886_320.jpg" alt="O futuro da exploração espacial da NASA: cronograma e desafios das próximas missões Artemis"></a></article></aside><p>A presença destes fragmentos de vidro indica que <strong>parte das rochas foi lançada para a atmosfera e derretida pelo calor extremo antes de regressar ao solo</strong>. De acordo com os autores do estudo, o mesmo processo pode ter ocorrido com partículas de ouro, que teriam sido ejetadas junto com os restantes detritos e posteriormente depositadas nas brechas recém-formadas.</p><p>Além das evidências macroscópicas, análises microscópicas revelaram grãos de quartzo deformados de uma maneira típica de impactos de meteoritos e resíduos do próprio corpo celeste preservados no vidro formado pela colisão. Estes sinais reforçam a conclusão de que Ora Banda abriga uma antiga cratera de impacto e ajudam a compreender <strong>como eventos catastróficos podem influenciar a distribuição de minerais valiosos </strong>na crosta terrestre.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Meteoritics%20%26%20Planetary%20Sciences" data-year="2026" data-title="A%20meteorite%20impact%20crater%20in%20the%20Eastern%20Goldfields%20of%20Western%20Australia%E2%80%94Shock%20metamorphism%20and%20projectile%20signature%20at%20the%20Ora%20Banda%20structure" data-url="https%3A%2F%2Fonlinelibrary.wiley.com%2Fdoi%2F10.1111%2Fmaps.70154">Meteoritics & Planetary Sciences. (2026). <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/maps.70154" target="_blank">A meteorite impact crater in the Eastern Goldfields of Western Australia—Shock metamorphism and projectile signature at the Ora Banda structure</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/impacto-de-meteoro-pode-ter-feito-chover-ouro-na-australia.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 40 °C ou mais? Conheça quatro praias do Oeste para escapar ao calor intenso]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ate-40-c-ou-mais-conheca-quatro-praias-do-oeste-para-escapar-ao-calor-intenso.html</link><pubDate>Wed, 01 Jul 2026 18:01:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Com temperaturas que podem ultrapassar os 40 ºC, estas quatro praias da região Oeste destacam-se pelas paisagens, boas ondas e condições ideais para se refrescar neste verão.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-40-c-ou-mais-conheca-quatro-praias-do-oeste-para-escapar-ao-calor-intenso-1782806802034.jpg" data-image="ge80d12g6spg" alt="Praias do Oeste" title="Praias do Oeste"><figcaption>O calor está de regresso e estas quatro praias podem ser a melhor escapadinha. Foto: Pexels</figcaption></figure><p>Vamos ser afetados novamente por outra cúpula de calor? “Os modelos meteorológicos apontam para o<strong> regresso de uma cúpula de calor </strong>a Portugal no início de julho. A configuração atmosférica apresenta semelhanças com o episódio de maio, mas o contexto sazonal poderá favorecer temperaturas ainda mais elevadas”, <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/outra-cupula-de-calor-podera-afetar-portugal-semelhancas-e-diferencas-face-ao-ultimo-grande-episodio.html" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">avisa</a> Ana Palma.</p><p>“Uma massa de ar muito quente proveniente do Norte de África deverá provocar uma <strong>nova subida das temperaturas em Portugal continental </strong>a partir de quinta-feira”, escreve também Afonso Lopes. “Em várias regiões do interior, os termómetros poderão superar os 40 °C, com valores muito acima da média para a época.”</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776239" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/outra-cupula-de-calor-podera-afetar-portugal-semelhancas-e-diferencas-face-ao-ultimo-grande-episodio.html" title="Outra cúpula de calor poderá afetar Portugal: semelhanças e diferenças face ao último grande episódio">Outra cúpula de calor poderá afetar Portugal: semelhanças e diferenças face ao último grande episódio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/outra-cupula-de-calor-podera-afetar-portugal-semelhancas-e-diferencas-face-ao-ultimo-grande-episodio.html" title="Outra cúpula de calor poderá afetar Portugal: semelhanças e diferenças face ao último grande episódio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/outra-cupula-de-calor-podera-afetar-portugal-semelhancas-e-diferencas-face-ao-ultimo-grande-episodio-1782732629013_320.jpg" alt="Outra cúpula de calor poderá afetar Portugal: semelhanças e diferenças face ao último grande episódio"></a></article></aside><p>Está pronto para o calor intenso? O melhor é começar já a pensar em ‘planos de fuga’, e nós podemos ajudar. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.<br> </div><p>A antecipar a subida generalizada das temperaturas, os promotores do evento ‘Softboard Heroes’ reuniram<strong> quatro praias na região Oeste que se destacam</strong>. E fazem-no não só pela beleza natural, mas também pela forte ligação ao <em>surf </em>e aos desportos de ondas.</p><p>“Entre Peniche, Torres Vedras, Santa Cruz e a Ericeira, não faltam areais distinguidos com Bandeira Azul — uma certificação que reconhece critérios como a qualidade da água, a segurança, a gestão ambiental e os serviços disponibilizados aos visitantes”, lê-se no<em> site</em> ‘Vou Sair’. “O resultado? Praias mais limpas, seguras e preparadas para receber quem procura descanso ou aventura.”</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776312" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-vai-tornar-se-um-foco-de-calor-semelhante-ao-saara-a-partir-de-quinta-feira.html" title="Portugal continental vai tornar-se um 'foco de calor' semelhante ao Saara a partir de quinta-feira">Portugal continental vai tornar-se um "foco de calor" semelhante ao Saara a partir de quinta-feira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-vai-tornar-se-um-foco-de-calor-semelhante-ao-saara-a-partir-de-quinta-feira.html" title="Portugal continental vai tornar-se um 'foco de calor' semelhante ao Saara a partir de quinta-feira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-vai-tornar-se-um-foco-de-calor-semelhante-ao-saara-a-partir-de-quinta-feira-1782752173053_320.png" alt="Portugal continental vai tornar-se um 'foco de calor' semelhante ao Saara a partir de quinta-feira"></a></article></aside><p>Estas praias, dizem em comunicado, com paisagens naturais únicas e ondas de classe mundial, distinguem-se pela <strong>forte ligação ao </strong><em><strong>surf </strong></em>e pela certificação de Bandeira Azul, posicionando o Oeste como uma<strong> rota de referência para quem procura praias limpas e seguras</strong>.</p><p>“Para os apaixonados pelo surf e pela natureza, este verão é o momento ideal para descobrir o melhor da região Oeste.”</p><p>Pronto para conhecer a quatro praias do Oeste que merecem uma visita este verão?</p><h2>Praia da Física, Santa Cruz</h2><p>A <strong>Praia da Física</strong> é uma das mais emblemáticas de Santa Cruz. Este é também um destino muito procurado por quem aprecia o <em>surf</em> e o ambiente ligado ao mar. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-40-c-ou-mais-conheca-quatro-praias-do-oeste-para-escapar-ao-calor-intenso-1782806312428.jpg" data-image="205mfn5few3i" alt="Praia da Física" title="Praia da Física"><figcaption>A Praia da Física, integrada na Praia de Santa Cruz, tem um areal amplo e extenso, percorrido por passadiços de madeira. Foto: Câmara Municipal de Torres Vedras</figcaption></figure><p>Além das boas condições para a prática da modalidade, destaca-se por acolher eventos que dinamizam a região e reforçam a sua ligação à cultura surfista.</p><h2>Praia do Baleal, Peniche</h2><p>A Praia do Baleal é uma <strong>referência incontornável quando se fala de</strong><em><strong> surf</strong> </em>em Portugal. Conhecida internacionalmente, atrai surfistas de diferentes nacionalidades ao longo de todo o ano graças às condições diversificadas que oferece.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="665781" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/surfistas-do-mundo-uni-vos-descobrimos-quais-os-melhores-destinos-de-surf-e-portugal-lidera-a-tabela-turismo.html" title="Surfistas do Mundo, uni-vos: descobrimos quais os melhores destinos de surf (e Portugal lidera a tabela)">Surfistas do Mundo, uni-vos: descobrimos quais os melhores destinos de surf (e Portugal lidera a tabela)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/surfistas-do-mundo-uni-vos-descobrimos-quais-os-melhores-destinos-de-surf-e-portugal-lidera-a-tabela-turismo.html" title="Surfistas do Mundo, uni-vos: descobrimos quais os melhores destinos de surf (e Portugal lidera a tabela)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/surfistas-do-mundo-uni-vos-descobrimos-quais-os-melhores-destinos-de-surf-e-portugal-lidera-a-tabela-1721196779350_320.jpg" alt="Surfistas do Mundo, uni-vos: descobrimos quais os melhores destinos de surf (e Portugal lidera a tabela)"></a></article></aside><p>“Falar de<em> surf </em>em Portugal é, inevitavelmente, falar do Baleal”, garante o<em> site</em> ‘Vou Sair’. “A praia tornou-se <strong>um dos principais pontos de encontro da comunidade surfista internacional </strong>graças à diversidade de condições que oferece.”</p><div class="texto-destacado">As suas duas baías permitem encontrar ondas adequadas a vários níveis de experiência. </div><p>Enquanto algumas zonas são mais resguardadas e ideais para quem está a aprender, outras apresentam maior exposição ao Atlântico, proporcionando desafios adicionais aos praticantes mais experientes. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-40-c-ou-mais-conheca-quatro-praias-do-oeste-para-escapar-ao-calor-intenso-1782806584527.jpg" data-image="sz0iwg1ctm6n" alt="Baleal" title="Baleal"><figcaption>É indicada para famílias. Foto: Pexels</figcaption></figure><p>É esta versatilidade, aliás, que faz do Baleal um dos destinos de<em> surf </em>mais procurados da região Oeste.</p><h2>Praia de Ribeira d’Ilhas, Ericeira</h2><p>Integrada na <strong>Reserva Mundial de Surf da Ericeira</strong>, a primeira criada na Europa, a Praia de Ribeira d’Ilhas é um dos locais mais reconhecidos do <em>surf </em>nacional e internacional. </p><div class="texto-destacado">A combinação entre as condições naturais e a beleza da paisagem faz desta praia uma paragem obrigatória para os apaixonados pelos desportos de ondas.</div><p>Envolvida por arribas que oferecem vistas privilegiadas sobre o oceano, a praia atrai não apenas surfistas, mas também visitantes que procuram apreciar a paisagem (mesmo sem coragem para entrar na água). </p><h2>Praia da Foz do Arelho</h2><p>A Praia da Foz do Arelho distingue-se pela forma como<strong> junta dois ambientes diferentes no mesmo local</strong>. De um lado está o Atlântico, com condições procuradas por surfistas e praticantes de <em>windsurf</em>; do outro, a Lagoa de Óbidos oferece águas mais calmas, ideais para banhos tranquilos e momentos em família.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="723626" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/obidos-vai-ter-ondas-perfeitas-o-ano-inteiro-o-futuro-do-surf-esta-aqui.html" title="Óbidos vai ter ondas perfeitas o ano inteiro. O futuro do surf está aqui">Óbidos vai ter ondas perfeitas o ano inteiro. O futuro do surf está aqui</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/obidos-vai-ter-ondas-perfeitas-o-ano-inteiro-o-futuro-do-surf-esta-aqui.html" title="Óbidos vai ter ondas perfeitas o ano inteiro. O futuro do surf está aqui"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ferias-obidos-vai-ter-ondas-perfeitas-o-ano-inteiro-o-futuro-do-surf-esta-aqui-1754598772677_320.jpg" alt="Óbidos vai ter ondas perfeitas o ano inteiro. O futuro do surf está aqui"></a></article></aside><p>Esta combinação torna a praia <strong>muito versátil e atrativa para diferentes tipos de visitantes</strong>. Os passadiços e as falésias da zona ajudam a completar a experiência, com vistas amplas sobre a costa Oeste e um dos pores do sol mais apreciados da região.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Vou%20Sair" data-year="2026" data-title="4%20praias%20do%20Oeste%20que%20merecem%20uma%20visita%20este%20ver%C3%A3o%20(e%20s%C3%A3o%20perfeitas%20para%20surfar)" data-url="https%3A%2F%2Fvousair.pt%2F4-praias-do-oeste-que-merecem-uma-visita-este-verao-e-sao-perfeitas-para-surfar%2F">Vou Sair. (2026). <a href="https://vousair.pt/4-praias-do-oeste-que-merecem-uma-visita-este-verao-e-sao-perfeitas-para-surfar/" target="_blank">4 praias do Oeste que merecem uma visita este verão (e são perfeitas para surfar)</a>.</cite><br><cite data-author="Sapo%2C%20Green%20Savers" data-year="2026" data-title="Estas%20s%C3%A3o%20as%204%20praias%20do%20Oeste%20mais%20sustent%C3%A1veis%20e%20mais%20atrativas%20para%20amantes%20de%20desporto%20no%20mar" data-url="https%3A%2F%2Fsapo.pt%2Fartigo%2Festas-sao-as-4-praias-do-oeste-mais-sustentaveis-e-mais-atrativas-para-amantes-de-desporto-no-mar-6a2c0445918125d5f8e3275b">Sapo, Green Savers. (2026). <a href="https://sapo.pt/artigo/estas-sao-as-4-praias-do-oeste-mais-sustentaveis-e-mais-atrativas-para-amantes-de-desporto-no-mar-6a2c0445918125d5f8e3275b" target="_blank">Estas são as 4 praias do Oeste mais sustentáveis e mais atrativas para amantes de desporto no mar</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ate-40-c-ou-mais-conheca-quatro-praias-do-oeste-para-escapar-ao-calor-intenso.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Impulso de nutrientes para plantas que consomem muito: como o açúcar e a levedura aceleram o crescimento dos tomates]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/impulso-de-nutrientes-para-plantas-que-consomem-muito-como-o-acucar-e-a-levedura-aceleram-o-crescimento-dos-tomates.html</link><pubDate>Wed, 01 Jul 2026 17:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Está calor e o pico do verão estimula o crescimento das plantas de tomate. Algumas chegam mesmo a registar um verdadeiro surto de crescimento. Por isso, é essencial que disponham de nutrientes suficientes durante este período de calor intenso.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/naehrstoffschub-fur-grosse-fresser-wie-zucker-und-hefe-das-tomatenwachstum-beschleunigen-1782401310772.jpeg" data-image="ckjuc7k64ubg" alt="Avec les températures élevées, les plants de tomates ont besoin non seulement de davantage d'eau, mais aussi d'engrais pour soutenir le développement de leurs nouvelles pousses." title="Avec les températures élevées, les plants de tomates ont besoin non seulement de davantage d'eau, mais aussi d'engrais pour soutenir le développement de leurs nouvelles pousses."><figcaption>Com as temperaturas elevadas, as plantas de tomate precisam não só de mais água, mas também de fertilizante para apoiar o desenvolvimento dos seus novos rebentos.</figcaption></figure><p><strong>Este fertilizante natural</strong> pode ser utilizado em plantas de tomate, mas também noutras culturas populares em varandas e terraços. É particularmente adequado para pepinos, pimentos e courgettes.</p><h2>Um fertilizante natural como alternativa</h2><p>Para preparar esta mistura caseira, <strong>bastam dois ingredientes: açúcar e fermento</strong>. Quer se trate de fermento fresco ou seco, o resultado é o mesmo. É necessário misturar cerca de 10 gramas de fermento e 20 gramas de açúcar num litro de água. Após alguns dias, a mistura entra em fermentação.</p><h2>Uma preparação muito simples</h2><p>É nessa altura que se deve diluí-la com água de rega antes de a utilizar nas plantas. Este fertilizante natural estimula de forma rápida e eficaz os microrganismos presentes no solo, <strong>que, por sua vez, contribuem para fortalecer as plantas de tomate e favorecer o seu crescimento</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/naehrstoffschub-fur-grosse-fresser-wie-zucker-und-hefe-das-tomatenwachstum-beschleunigen-1782401222483.jpeg" data-image="lwjp0lfsrrqd" alt="Le mélange fertilisant peut être appliqué très facilement à l'aide d'un simple arrosoir." title="Le mélange fertilisant peut être appliqué très facilement à l'aide d'un simple arrosoir."><figcaption>A mistura fertilizante pode ser aplicada com muita facilidade com um simples regador.</figcaption></figure><p><strong>É perfeitamente compreensível não querer iniciar um processo de fermentação em casa no auge do calor</strong>. Também estão disponíveis fertilizantes naturais prontos a usar em lojas de bricolage, em alguns hipermercados e em lojas de jardinagem.</p><h2>Fertilizantes biológicos disponíveis no mercado</h2><p>Estes produtos, <strong>muitas vezes certificados por um selo biológico</strong>, são comercializados na forma líquida ou sólida.</p><p>Por fim, é essencial regar suficientemente as plantas durante os períodos de calor intenso. <strong>O ideal é fazê-lo de manhã cedo ou ao fim da tarde</strong>.</p><h2>Evite regar nas horas mais quentes</h2><p>Nestas alturas do dia, as plantas absorvem melhor a água e a evaporação é limitada, <strong>o que permite que uma maior quantidade de água chegue às raízes</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776291" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/6-regras-para-proteger-as-plantas-em-vasos-do-calor-abrasador.html" title="6 regras para proteger as plantas em vasos do calor abrasador">6 regras para proteger as plantas em vasos do calor abrasador</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/6-regras-para-proteger-as-plantas-em-vasos-do-calor-abrasador.html" title="6 regras para proteger as plantas em vasos do calor abrasador"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/6-regole-per-proteggere-le-piante-in-vaso-dal-caldo-torrido-1781977642001_320.jpeg" alt="6 regras para proteger as plantas em vasos do calor abrasador"></a></article></aside><p>Além disso, é aconselhável remover os rebentos e os ramos supérfluos das plantas de tomate. Quando expostas a pleno sol, <strong>pode também ser útil proporcionar-lhes um pouco de sombra durante os períodos de calor intenso</strong>.</p><h2>As plantas de tomate também requerem alguns cuidados</h2><p>Isto permite que a planta concentre a sua energia no desenvolvimento e na maturação dos tomates já formados. <strong>Esta operação, denominada "poda de rebentos" ou remoção de rebentos</strong>, deve ser realizada regularmente ao longo da época.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775907" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/muito-mais-do-que-plantas-resistentes-5-suculentas-que-surpreendem-pela-beleza-das-suas-flores.html" title="Muito mais do que plantas resistentes: 5 suculentas que surpreendem pela beleza das suas flores">Muito mais do que plantas resistentes: 5 suculentas que surpreendem pela beleza das suas flores</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/muito-mais-do-que-plantas-resistentes-5-suculentas-que-surpreendem-pela-beleza-das-suas-flores.html" title="Muito mais do que plantas resistentes: 5 suculentas que surpreendem pela beleza das suas flores"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mucho-mas-que-plantas-resistentes-5-suculentas-que-sorprenden-por-la-belleza-de-sus-flores-1782420324041_320.jpg" alt="Muito mais do que plantas resistentes: 5 suculentas que surpreendem pela beleza das suas flores"></a></article></aside><p><strong>As variedades de tomate de porte baixo e em arbusto constituem um caso particular</strong>, uma vez que os seus caules são muito ramificados e é difícil distinguir os ramos laterais dos ramos principais. No caso destas plantas, basta regá-las abundantemente e com regularidade.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="nordbayern.de" data-year="2026" data-title="Nat%C3%BCrlicher%20D%C3%BCnger%3A%20Zwei%20Hausmittel%20lassen%20Tomaten%20%C3%BCppig%20wachsen" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nordbayern.de%2Fservice%2Fwohnen%2Fvrbr-naturlicher-dunger-zwei-hausmittel-lassen-tomaten-uppig-wachsen-rep-1-rep-9-1.14300890">nordbayern.de. (2026). <a href="https://www.nordbayern.de/service/wohnen/vrbr-naturlicher-dunger-zwei-hausmittel-lassen-tomaten-uppig-wachsen-rep-1-rep-9-1.14300890" target="_blank">Natürlicher Dünger: Zwei Hausmittel lassen Tomaten üppig wachsen</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/impulso-de-nutrientes-para-plantas-que-consomem-muito-como-o-acucar-e-a-levedura-aceleram-o-crescimento-dos-tomates.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os sinais de alerta silenciosos que o corpo emite antes de uma insolação grave]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-sinais-de-alerta-silenciosos-que-o-corpo-emite-antes-de-uma-insolacao-grave.html</link><pubDate>Wed, 01 Jul 2026 16:25:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas elevadas aumentam o risco de exaustão por calor e insolação. Reconhecer os sinais de alerta e agir rapidamente pode ajudar a prevenir complicações graves durante os meses mais quentes do ano.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/golpe-de-calor-en-verano-sintomas-que-no-debes-ignorar-quien-corre-mas-riesgo-y-como-actuar-a-tiempo-1782101444270.jpg" data-image="2w5h4ryk2v0d" alt="Heat stroke, how to prevent it" title="Heat stroke, how to prevent it"><figcaption>Os adultos com mais de 65 anos e as crianças são os grupos mais vulneráveis durante as ondas de calor.</figcaption></figure><p>As doenças relacionadas com o calor aumentam todos os verões, quando as temperaturas elevadas coincidem com a humidade elevada. Passar longos períodos ao ar livre, trabalhar ao sol ou praticar exercício físico no exterior aumenta as probabilidades de sofrer problemas associados ao excesso de calor. <strong>Embora qualquer pessoa possa ser afetada, alguns grupos são mais vulneráveis nestas situações</strong>.</p><p>Entre estes contam-se as <strong>crianças pequenas, as pessoas com insuficiência cardíaca ou renal, aquelas com distúrbios circulatórios ou hipertensão arterial e, especialmente, os idosos</strong>. A desidratação, comum na terceira idade, reduz a capacidade do corpo de eliminar o calor e aumenta consideravelmente o risco de complicações.</p><h2>Insolação e exaustão por calor: diferenças que vale a pena identificar</h2><p>A exaustão por calor surge normalmente quando o corpo faz um esforço intenso para manter a sua temperatura estável. Os sintomas mais comuns incluem <strong>transpiração intensa, pele fria e húmida, tonturas, dor de cabeça, fraqueza, náuseas, cãibras musculares ou até mesmo desmaios</strong>.</p><p>Estes sinais indicam que o corpo ainda está a utilizar os seus mecanismos naturais de arrefecimento. Embora a situação exija atenção, ainda existe alguma capacidade de controlar a temperatura corporal através da <strong>hidratação e de outras medidas de arrefecimento</strong>.</p><p>A situação altera-se quando se desenvolve uma <strong>insolação</strong>. Nessa altura, o sistema responsável pela dissipação do calor deixa de funcionar corretamente. A <strong>pele pode ficar</strong> <strong>vermelha e quente, a transpiração pode parar</strong> e podem surgir sintomas neurológicos, como<strong> confusão, desorientação ou perda de consciência</strong>.</p><h2> O que fazer aos primeiros sinais de insolação </h2><p>No caso de exaustão por calor ligeira, o primeiro passo é afastar-se do ambiente quente. Procurar sombra ajuda, embora a melhor opção seja deslocar-se para um <strong>espaço com ar condicionado ou para um local com uma temperatura mais baixa</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/golpe-de-calor-en-verano-sintomas-que-no-debes-ignorar-quien-corre-mas-riesgo-y-como-actuar-a-tiempo-1782101556862.jpeg" data-image="hgm4c7i39h9i" alt="Heat stroke" title="Heat stroke"><figcaption>Tonturas, pele fria ou confusão são sinais de alerta importantes que não deve ignorar neste verão.</figcaption></figure><p>A reposição de líquidos é essencial. <strong>Beber água </strong>ajuda a regular a temperatura corporal e contribui para recuperar parte dos líquidos perdidos através do suor. Também se podem utilizar<strong> panos frios nas laterais do pescoço, duches frios ou ventiladores</strong> para ajudar o corpo a libertar calor.</p><p>Se os vómitos impedirem a hidratação ou se os sintomas persistirem após cerca de uma hora de cuidados, pode tratar-se de uma <strong>insolação</strong>, sendo altamente aconselhável <strong>procurar assistência médica</strong>. Alguns doentes necessitam de avaliação médica e de fluidos intravenosos.</p><h2> Prevenção da insolação durante as ondas de calor </h2><p>A medida mais eficaz continua a ser manter uma <strong>hidratação adequada e reduzir o tempo de exposição a temperaturas extremas</strong>. Ao meio-dia ou quando estão em vigor avisos de calor, é aconselhável permanecer em locais com ar condicionado ou com ventilação suficiente.</p><p><strong>O álcool também aumenta o risco de insolação</strong>. Além de afetar a regulação térmica, torna mais difícil detetar os primeiros sinais de exaustão por calor, atrasando a resposta a uma possível emergência.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-sinais-de-alerta-silenciosos-que-o-corpo-emite-antes-de-uma-insolacao-grave-1782918529323.png" data-image="a77of0r6lfyk"><figcaption>Em dias em que as temperaturas se aproximam dos 40 ºC, é necessário tomar muitas precauções.</figcaption></figure><p>Para quem tem de permanecer ao ar livre, as recomendações são claras: <strong>usar roupa leve e respirável, beber água antes de sentir sede e evitar a atividade física intensa durante as horas mais quentes do dia</strong>. Quem cuida de crianças pequenas e idosos deve tomar precauções especiais. Mesmo as pessoas saudáveis devem adiar tarefas exigentes durante os períodos de calor extremo.</p><p>Em Portugal registaram-se <strong>1331 mortes em excesso no período de calor extremo entre julho e agosto de 2025</strong>. A maioria do excesso de mortalidade ocorreu entre pessoas com 75 ou mais anos, confirmando que os idosos continuam a ser o grupo mais vulnerável aos efeitos das ondas de calor. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-sinais-de-alerta-silenciosos-que-o-corpo-emite-antes-de-uma-insolacao-grave.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O que acontecerá em Portugal após a cúpula de calor: na terça, dia 7, o Anticiclone dos Açores começa a enfraquecer]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-que-acontecera-em-portugal-apos-a-cupula-de-calor-na-terca-dia-7-o-anticiclone-dos-acores-comeca-a-enfraquecer.html</link><pubDate>Wed, 01 Jul 2026 15:31:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal poderá manter-se sob uma cúpula de calor até, pelo menos, 7 de julho, com máximas acima dos 40 ºC, noites quentes e sinais de mudança gradual a partir da próxima semana.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xak6ng2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xak6ng2.jpg" id="xak6ng2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal continental<strong> poderá estar a atravessar um dos episódios de calor mais persistentes dos últimos anos</strong>,<strong> </strong>com uma cúpula de calor a dominar o estado do tempo ao longo da primeira semana de julho.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p><strong>As temperaturas deverão manter-se muito elevadas, pelo menos até dia 7</strong>, mas os modelos meteorológicos começam agora a indicar alterações na circulação atmosférica que poderão modificar gradualmente este cenário.</p><h2>Até dia 7: calor intenso e persistente sob domínio anticiclónico</h2><p>Durante os próximos dias, <strong>o Anticiclone dos Açores permanecerá robusto e estrategicamente posicionado a oeste da Península Ibérica</strong>, bloqueando a entrada de massas de ar mais fresco provenientes do Atlântico e do norte da Europa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-ira-acontecer-em-portugal-apos-a-cupula-de-calor-na-terca-feira-dia-7-o-anticiclone-dos-acores-enfraquece-1782906578431.png" data-image="r7tm2bljktvk" alt="Pressão núvens e chuva" title="Pressão núvens e chuva"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-922239">O Anticiclone dos Açores irá manter-se robusto e bem posicionado a noroeste da Península Ibérica, bloqueando a entrada de massas de ar mais fresco e favorecendo vários dias consecutivos de calor intenso.</figcaption></figure><p><strong>Esta configuração favorece a instalação de uma cúpula de calor</strong>. Ao mesmo tempo, uma massa de ar quente vinda do Norte de África já está a ser transportada para o interior de da Península Ibérica.</p><p>A forte insolação desta época do ano, aliada à capacidade da superfície peninsular para acumular calor durante o dia e libertá-lo lentamente durante a noite, o chamado "efeito de forno ibérico", vai contribuir para vários dias consecutivos com<strong> temperaturas superiores a 40 ºC, sobretudo no Alentejo e Vale do Tejo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-ira-acontecer-em-portugal-apos-a-cupula-de-calor-na-terca-feira-dia-7-o-anticiclone-dos-acores-enfraquece-1782906900488.png" data-image="rza5o44grpfp" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-175435">O modelo da Meteored prevê temperaturas muito elevadas durante a primeira semana de julho, com valores próximos ou superiores a 40 ºC em várias regiões do interior Alentejano e do Vale do Tejo.</figcaption></figure><p>Além das máximas extremas, esperam-se <strong>noites excecionalmente quentes e secas, com muitas localidades a registarem temperaturas acima dos 25 ºC</strong> durante a madrugada.</p><h2>Gradualmente até dia 7 o Anticiclone desloca-se para norte</h2><p>O modelo Europeu (ECMWF) prevê que, até terça-feira, dia 7, <strong>o Anticiclone dos Açores deverá deslocar gradualmente o seu núcleo para latitudes mais elevadas,</strong> aproximando-se das Ilhas Britânicas. Esta mudança poderá enfraquecer o bloqueio atmosférico sobre a Península Ibérica e permitir uma maior influência das circulações atlânticas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-ira-acontecer-em-portugal-apos-a-cupula-de-calor-na-terca-feira-dia-7-o-anticiclone-dos-acores-enfraquece-1782907115309.jpg" data-image="3yybeam5c2bp" alt="Pressão, chuva" title="Pressão, chuva"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-289622">A partir de 7 de julho, o Anticiclone dos Açores deverá já estar deslocado para latitudes mais elevadas, permitindo uma maior influência atlântica e o início de uma mudança gradual no padrão meteorológico.</figcaption></figure><p>Contudo,<strong> isso não significa um fim imediato do calor</strong>.</p><h2>O calor poderá prolongar-se para além de dia 7 de julho</h2><p>Apesar da deslocação do anticiclone, a massa de ar muito quente proveniente do Norte de África deverá <strong>continuar a alimentar a Península Ibérica durante mais alguns dias</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-ira-acontecer-em-portugal-apos-a-cupula-de-calor-na-terca-feira-dia-7-o-anticiclone-dos-acores-enfraquece-1782907426917.jpg" data-image="1h9uzfjav57d" alt="Geopotencial e temperatura 850 hPa" title="Geopotencial e temperatura 850 hPa"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-486606">Apesar da deslocação do anticiclone, o fluxo de ar muito quente proveniente do Norte de África continuará a alimentar a Península Ibérica, prolongando o calor durante mais alguns dias.</figcaption></figure><p>Os mapas de temperatura e geopotencial a 850 hPa mostram que <strong>o</strong> <strong>fluxo quente continuará ativo, mantendo temperaturas elevadas no interior do país,</strong> especialmente no Alentejo. Nas regiões da faixa costeira ocidental, <strong>a influência atlântica poderá regressar gradualmente,</strong> permitindo uma descida das temperaturas e um maior contraste entre o litoral e o interior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-ira-acontecer-em-portugal-apos-a-cupula-de-calor-na-terca-feira-dia-7-o-anticiclone-dos-acores-enfraquece-1782907539605.jpg" data-image="j6actz686jn9" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-17537">Para 9 de julho, o modelo europeu prevê a persistência de temperaturas elevadas no interior de Portugal, enquanto a influência atlântica deverá proporcionar um ambiente mais fresco ao longo da faixa costeira ocidental.</figcaption></figure><p>Os modelos sugerem ainda que, <strong>a partir de dia 9, poderão surgir os primeiros sinais de instabilidade, com possibilidade de aguaceiros localizados</strong> em algumas regiões do território continental.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776642" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/4-distritos-sob-aviso-vermelho-ipma-avisa-para-persistencia-de-temperaturas-maximas-e-minimas-extremamente-elevadas.html" title="4 distritos sob aviso vermelho: IPMA avisa para persistência de temperaturas máximas e mínimas extremamente elevadas">4 distritos sob aviso vermelho: IPMA avisa para persistência de temperaturas máximas e mínimas extremamente elevadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/4-distritos-sob-aviso-vermelho-ipma-avisa-para-persistencia-de-temperaturas-maximas-e-minimas-extremamente-elevadas.html" title="4 distritos sob aviso vermelho: IPMA avisa para persistência de temperaturas máximas e mínimas extremamente elevadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/4-distritos-sob-aviso-vermelho-ipma-avisa-para-persistencia-de-temperaturas-maximas-e-minimas-extremamente-elevadas-1782909820269_320.png" alt="4 distritos sob aviso vermelho: IPMA avisa para persistência de temperaturas máximas e mínimas extremamente elevadas"></a></article></aside><p>Importa, contudo, sublinhar que <strong>esta é ainda uma previsão de médio prazo</strong>. Pequenas alterações na posição do anticiclone ou na trajetória da massa de ar africana poderão modificar significativamente a evolução prevista entre os dias 8 e 10 de julho.</p><p><strong>A tendência geral aponta para uma atenuação gradual do calor junto ao litoral</strong>, mas para a persistência de temperaturas elevadas no interior durante alguns dias adicionais.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-que-acontecera-em-portugal-apos-a-cupula-de-calor-na-terca-dia-7-o-anticiclone-dos-acores-comeca-a-enfraquecer.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O verão mudou. A questão já não é fugir ao calor, mas reaprender a vivê-lo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-verao-mudou-a-questao-ja-nao-e-fugir-ao-calor-mas-reaprender-a-vive-lo.html</link><pubDate>Wed, 01 Jul 2026 14:35:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>As ondas de calor estão a transformar hábitos, horários e até os lugares onde procuramos descanso, forçando o verão europeu a reinventar-se.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-verao-mudou-a-questao-ja-nao-e-fugir-ao-calor-mas-reaprender-a-vive-lo-1782910401742.jpg" data-image="lpsxggi2lols" alt="Lisboa ao por do sol" title="Lisboa ao por do sol"><figcaption>Lisboa ganha vida ao fim da tarde, com os residentes e visitantes a preferirem a noite para fugir ao stress térmico. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>Há uma hora do dia em que as cidades e as vilas morrem de tédio. Não é inverno, nem chove, nem é uma tarde de trabalho. É <strong>julho</strong>, o <strong>sol vai alto</strong> e, ainda assim, as ruas esvaziam-se. As esplanadas ficam por ocupar, os parques infantis estão desertos e os bancos de jardim vazios. Atrás dos estores fechados, espera-se. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Espera-se que o bafo quente do asfalto se dissipe, que a sombra avance alguns metros, que o relógio chegue ao fim da tarde.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Durante muito tempo, imaginámos os meses estivais como uma estação vivida inteiramente ao ar livre. Dias longos, passeios sem pressa, <strong>fins de tarde nas praças</strong>, <strong>férias passadas entre praias, jardins</strong> <strong>e avenidas cheias de gente</strong>. Essa imagem, agora, começa a desfocar-se. Os episódios de stress térmico sucedem-se com uma frequência que deixou de surpreender. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Estaremos condenados a caminhar para verões passados entre quatro paredes?<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A Organização Mundial da Saúde tem alertado que aquilo a que chamamos <strong>episódios</strong> <strong>extremos</strong> será cada vez mais frequente. A Europa está a aquecer a mais do dobro da média global e <strong>Portugal está no epicentro dessa mudança</strong>. A adaptação não pode ser apenas um exercício de prevenção reservado aos dias excecionais. Tem de fazer parte da rotina.</p><h2>Cidades dentro da cidade</h2><p>Nas malhas urbanas nem todo o calor é igual. Basta atravessar alguns quarteirões para perceber que um ecossistema urbano pode ter vários microclimas. Em Lisboa, estudos do Instituto Superior Técnico identificaram diferenças que chegam aos cinco graus entre bairros densamente urbanizados, como a Baixa ou as Avenidas Novas, e zonas mais verdes, como o Paço do Lumiar ou o Parque das Nações. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>No Porto, investigadores encontraram contrastes semelhantes entre o centro histórico e espaços como o Parque da Cidade, Serralves ou o Parque Oriental.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A diferença não está apenas na sombra. Está nas <strong>árvores</strong> que libertam <strong>humidade</strong> para o ambiente, nos solos que absorvem menos radiação, na <strong>circulação do vento</strong> e na presença da <strong>água</strong>. Uma caminhada junto ao rio ou uma tarde passada num jardim arborizado podem parecer experiências completamente distintas, apesar de separadas por poucos quilómetros.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/o-verao-mudou-a-questao-ja-nao-e-fugir-ao-calor-mas-reaprender-a-vive-lo-1782910537441.jpg" data-image="idw2r7biy918" alt="Esplanda em Faro" title="Esplanda em Faro"><figcaption>O calor extremo esvazia as esplanadas de Faro nas horas de pico, transformando os hábitos do verão algarvio. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>Em várias capitais europeias, estes locais já são formalmente reconhecidos como <strong>refúgios climáticos</strong>. Não são apenas parques, mas incluem bibliotecas, museus, centros culturais, mercados cobertos, claustros e edifícios históricos que oferecem abrigo durante as horas mais quentes. São espaços que devolvem aos residentes e visitantes a possibilidade de permanecer na cidade.</p><h2>O relógio também mudou</h2><p>As alterações não se medem apenas em graus. Medem-se igualmente em <strong>horários</strong>. Não há tanto tempo assim, caminhar ao meio da tarde fazia parte do ritual das férias. Hoje, muitos começam o dia quando a cidade ainda desperta ou esperam pelo pôr do sol para reivindicar o seu direito de sair à rua.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776642" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/4-distritos-sob-aviso-vermelho-ipma-avisa-para-persistencia-de-temperaturas-maximas-e-minimas-extremamente-elevadas.html" title="4 distritos sob aviso vermelho: IPMA avisa para persistência de temperaturas máximas e mínimas extremamente elevadas">4 distritos sob aviso vermelho: IPMA avisa para persistência de temperaturas máximas e mínimas extremamente elevadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/4-distritos-sob-aviso-vermelho-ipma-avisa-para-persistencia-de-temperaturas-maximas-e-minimas-extremamente-elevadas.html" title="4 distritos sob aviso vermelho: IPMA avisa para persistência de temperaturas máximas e mínimas extremamente elevadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/4-distritos-sob-aviso-vermelho-ipma-avisa-para-persistencia-de-temperaturas-maximas-e-minimas-extremamente-elevadas-1782909820269_320.png" alt="4 distritos sob aviso vermelho: IPMA avisa para persistência de temperaturas máximas e mínimas extremamente elevadas"></a></article></aside><p>O <strong>pequeno-almoço</strong> ao ar livre substitui o <strong>almoço</strong> na esplanada. O passeio acontece depois das <strong>nove da noite</strong>. Os concertos, o cinema ao ar livre e os mercados noturnos deixam de ser apenas programas de verão. Tornam-se a melhor forma de <strong>aproveitar o dia</strong>.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/o-verao-mudou-a-questao-ja-nao-e-fugir-ao-calor-mas-reaprender-a-vive-lo-1782910699826.jpg" data-image="0uohercfh5wy" alt="Aldeia de Arcos de Valdevez" title="Aldeia de Arcos de Valdevez"><figcaption>As aldeias de montanha em Arcos de Valdevez são refúgios frescos e alternativos às praias da costa atlântica. Foto: Adobe stock</figcaption></figure><p>Também as escapadinhas ganham novos destinos. As praias atlânticas continuam a atrair multidões, mas cresce o interesse por <strong>serras</strong>, <strong>aldeias</strong> <strong>de altitude</strong>, <strong>estâncias balneares fluviais</strong>, <strong>vales</strong> cobertos por <strong>floresta</strong> e percursos junto à água, onde alguns graus fazem toda a diferença. Aproximamo-nos, sem dar por isso, do ritmo de outros países mediterrânicos, onde a vida sempre soube contornar as horas de maior canícula.</p><h2>Reaprender a viver o verão</h2><p>As ondas de calor estão a mudar mais do que os termómetros. Estão a <strong>alterar a relação que temos com o espaço público</strong>, com o tempo livre e até com a ideia de férias. O desafio já não consiste apenas em proteger-nos durante alguns dias excecionais. Passa por descobrir uma nova forma de habitar os meses mais quentes sem abdicar do convívio social.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>E isso exige cidades com mais árvores, mais sombra, mais água e mais pontos de descanso. Implica também aceitar que o futuro dificilmente será igual ao passado.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Talvez nunca voltemos a ocupar as avenidas da mesma maneira às três da tarde. <strong>Mas isso não significa renunciar à estação</strong>. Significa apenas que teremos de redescobri-la. Talvez mais cedo, talvez mais tarde, talvez debaixo da copa de uma árvore ou junto ao rio. O verão continua lá. Apenas mudou o lugar e a hora.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Rui%20Silva%2C%20Ana%20Cristina%20Carvalho%2C%20Susana%20Cardoso%20Pereira%2C%20David%20Carvalho%20%26%20Alfredo%20Rocha" data-year="2022" data-title="Lisbon%20urban%20heat%20island%20in%20future%20urban%20and%20climate%20scenarios.%20Atmospheric%20Research" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedirect.com%2Fscience%2Farticle%2Fpii%2FS2212095522001365">Rui Silva, Ana Cristina Carvalho, Susana Cardoso Pereira, David Carvalho & Alfredo Rocha. (2022). <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2212095522001365" target="_blank">Lisbon urban heat island in future urban and climate scenarios. Atmospheric Research</a>.</cite><br><cite data-author="Tiago%20Filipe%20Jorge%20da%20Silva." data-year="2022" data-title="Urban%20thermal%20comfort%20in%20Lisbon.%20Sustainable%20Cities%20and%20Society" data-url="https%3A%2F%2Fresearchportal.ulisboa.pt%2Fen%2FstudentTheses%2Fthermal-comfort-in-urban-outdoor-public-spaces%2F%3F__cf_chl_f_tk%3DTUcdXsTc6IjJmJT8yalPClxuMBJGUIAf55EPDczZdWE-1782903839-1.0.1.1-hIZZQ0wuoPQDvWfDQdxtChJNnpi0K24LiSUlxB4uS3U">Tiago Filipe Jorge da Silva.. (2022). <a href="https://researchportal.ulisboa.pt/en/studentTheses/thermal-comfort-in-urban-outdoor-public-spaces/?__cf_chl_f_tk=TUcdXsTc6IjJmJT8yalPClxuMBJGUIAf55EPDczZdWE-1782903839-1.0.1.1-hIZZQ0wuoPQDvWfDQdxtChJNnpi0K24LiSUlxB4uS3U" target="_blank">Urban thermal comfort in Lisbon. Sustainable Cities and Society</a>.</cite><br><cite data-author="H%C3%A9lder%20Silva%20Lopes%2C%20Diogo%20Guedes%20Vidal%2C%20Nadhima%20Cherif%2C%20L%C3%ADgia%20Silva%20%26%20Paula%20C.%20Remoaldo" data-year="2025" data-title="Green%20infrastructure%20and%20climate%20adaptation%20in%20Porto.%20Urban%20Forestry%20%26%20Urban%20Greening" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedirect.com%2Fscience%2Farticle%2Fpii%2FS0301479725004220">Hélder Silva Lopes, Diogo Guedes Vidal, Nadhima Cherif, Lígia Silva & Paula C. Remoaldo. (2025). <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0301479725004220" target="_blank">Green infrastructure and climate adaptation in Porto. Urban Forestry & Urban Greening</a>.</cite><br><cite data-author="World%20Meteorological%20Organization" data-year="" data-title="Record-breaking%20heat%20spreads%20through%20Europe" data-url="https%3A%2F%2Fwmo.int%2Fmedia%2Fnews%2Frecord-breaking-heat-spreads-through-europe">World Meteorological Organization. <a href="https://wmo.int/media/news/record-breaking-heat-spreads-through-europe" target="_blank">Record-breaking heat spreads through Europe</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-verao-mudou-a-questao-ja-nao-e-fugir-ao-calor-mas-reaprender-a-vive-lo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 43 ºC: onda de calor poderá afetar Portugal continental até dia 8 de julho]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-43-c-onda-de-calor-podera-afetar-portugal-continental-ate-dia-8-de-julho.html</link><pubDate>Wed, 01 Jul 2026 13:45:02 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal prepara-se para um episódio prolongado de calor, com temperaturas até 43 ºC, noites tropicais e valores muito acima da normal climatológica. O ECMWF prevê que o calor persista, pelo menos, até dia 8 de julho.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-43-c-onda-de-calor-afetara-portugal-ate-dia-8-de-julho-1782906242348.jpeg" data-image="e86bu61v1hsn" alt="Onda de calor mantém Portugal sob temperaturas muito elevadas" title="Onda de calor mantém Portugal sob temperaturas muito elevadas"><figcaption>A persistência de temperaturas muito elevadas, associada a noites tropicais em várias regiões, poderá aumentar o desconforto térmico e agravar o risco de incêndio rural.</figcaption></figure><p>O calor intensifica-se em Portugal continental a partir desta quarta-feira (1) e o país manter-se-á sob uma onda de calor até, pelo menos, dia 8 de julho. As previsões do modelo europeu ECMWF apontam para <strong>temperaturas até 43 ºC, noites tropicais e valores muito acima da normal climatológica</strong> em grande parte do território.</p><h2>Bloqueio anticiclónico favorecerá a persistência do calor</h2><p>A origem deste episódio está associada ao reforço de um bloqueio anticiclónico sobre a Europa Ocidental, que favorecerá a expansão de uma massa de ar proveniente do Norte de África sobre a Península Ibérica. A ausência de sistemas frontais e o vento geralmente fraco impedirão a renovação dessa massa de ar, permitindo a <strong>persistência do calor</strong>. Em algumas regiões, as anomalias térmicas poderão atingir os <strong>15 ºC acima da normal climatológica</strong>, um desvio excecional que evidencia a intensidade deste cenário.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-43-c-onda-de-calor-afetara-portugal-ate-dia-8-de-julho-1782906486652.png" data-image="lruqqz9t9umz"><figcaption>Na tarde de quinta-feira, as temperaturas deverão situar-se até 15 ºC acima da normal climatológica em vastas áreas de Portugal continental, evidenciando a intensidade do aquecimento previsto pelo ECMWF.</figcaption></figure><p>As temperaturas mais elevadas deverão registar-se entre sexta-feira e o início da próxima semana. <strong>O interior Norte e Centro, Vale do Tejo, Beira Baixa e Alentejo deverão ser as regiões mais afetadas</strong>, com máximas superiores a 40 ºC e valores que poderão atingir localmente os 43 ºC, sobretudo nos vales do Douro, Tejo e Guadiana. Também o litoral Norte, Centro e a Área Metropolitana de Lisboa deverão registar valores muito acima do habitual para a época, devido ao enfraquecimento da nortada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-43-c-onda-de-calor-afetara-portugal-ate-dia-8-de-julho-1782906274461.png" data-image="pgobt91362fc"><figcaption>Na segunda-feira, o ECMWF prevê temperaturas até 43 ºC no interior Centro, com máximas superiores a 40 ºC em várias regiões do interior e do vale do Tejo. O calor deverá também estender-se ao litoral, com valores elevados em cidades como Lisboa e Porto.</figcaption></figure><p>Além das máximas elevadas, prevê-se um <strong>aumento das temperaturas mínimas</strong>. Em várias regiões do Vale do Tejo, Alentejo, Algarve e Área Metropolitana de Lisboa deverão registar-se noites tropicais, com mínimas acima dos 20 ºC e, pontualmente, próximas dos 25 ºC, reduzindo o arrefecimento noturno e aumentando o desconforto térmico.</p><h2>Calor extremo e risco de incêndio exigem precaução</h2><p>Face a este cenário, o <strong>IPMA colocou os distritos de Lisboa, Setúbal, Leiria e Coimbra sob aviso vermelho</strong> devido à persistência de valores extremamente elevados das temperaturas máxima e mínima. Os restantes distritos do continente encontram-se maioritariamente sob aviso laranja.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-43-c-onda-de-calor-afetara-portugal-ate-dia-8-de-julho-1782906872888.png" data-image="k1fpmr25jeer"><figcaption>O perigo de incêndio rural deverá atingir níveis máximo e muito elevado em grande parte de Portugal continental até 8 de julho, refletindo o impacto esperado da persistência do calor, da baixa humidade relativa e do tempo seco. Fonte: IPMA.</figcaption></figure><p>Estas condições deverão agravar significativamente o <strong>perigo de incêndio rural em grande parte do território continental</strong>. A combinação de temperaturas extremas, baixa humidade relativa, ausência de precipitação e vegetação seca favorecerá a ocorrência de ignições e a rápida propagação de incêndios, tornando essencial cumprir as medidas de prevenção e as restrições das autoridades.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776642" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/4-distritos-sob-aviso-vermelho-ipma-avisa-para-persistencia-de-temperaturas-maximas-e-minimas-extremamente-elevadas.html" title="4 distritos sob aviso vermelho: IPMA avisa para persistência de temperaturas máximas e mínimas extremamente elevadas">4 distritos sob aviso vermelho: IPMA avisa para persistência de temperaturas máximas e mínimas extremamente elevadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/4-distritos-sob-aviso-vermelho-ipma-avisa-para-persistencia-de-temperaturas-maximas-e-minimas-extremamente-elevadas.html" title="4 distritos sob aviso vermelho: IPMA avisa para persistência de temperaturas máximas e mínimas extremamente elevadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/4-distritos-sob-aviso-vermelho-ipma-avisa-para-persistencia-de-temperaturas-maximas-e-minimas-extremamente-elevadas-1782909820269_320.png" alt="4 distritos sob aviso vermelho: IPMA avisa para persistência de temperaturas máximas e mínimas extremamente elevadas"></a></article></aside><p>Embora os modelos apontem para <strong>a persistência do calor até 8 de julho</strong><strong>, a previsão para os dias seguintes permanece incerta</strong> e dependerá da evolução da circulação atmosférica. As próximas atualizações dos modelos meteorológicos serão fundamentais para confirmar a duração e a intensidade deste cenário.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-43-c-onda-de-calor-podera-afetar-portugal-continental-ate-dia-8-de-julho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[4 distritos sob aviso vermelho: IPMA avisa para persistência de temperaturas máximas e mínimas extremamente elevadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/4-distritos-sob-aviso-vermelho-ipma-avisa-para-persistencia-de-temperaturas-maximas-e-minimas-extremamente-elevadas.html</link><pubDate>Wed, 01 Jul 2026 12:47:09 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma onda de calor afetará todo o território de Portugal continental a partir desta quarta-feira, 1 de julho, devido à previsão da persistência de temperaturas máximas e mínimas muito elevadas. Já há 4 distritos sob aviso vermelho.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xak6owu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xak6owu.jpg" id="xak6owu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A partir desta quarta-feira, 1 de julho, Portugal continental será afetado por um episódio de tempo muito quente, com elevada probabilidade de evoluir para uma <strong>onda de calor prolongada</strong> (aproximadamente uma semana, talvez 1 ou 2 dias mais). De acordo com os mapas de referência da Meteored, baseados no modelo ECMWF, esta situação meteorológica resulta de uma<strong> crista anticiclónica</strong> que reforçará a sua influência sobre a Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/4-distritos-sob-aviso-vermelho-ipma-avisa-para-persistencia-de-temperaturas-maximas-e-minimas-extremamente-elevadas-1782909219700.png" data-image="kjtxdg4eqtx7"><figcaption>Avizinham-se noites tropicais nestes primeiros dias de julho para uma grande parte da geografia portuguesa, com mínimas iguais ou superiores a 20 ºC. Nalguns locais poderão registar-se noites tórridas (quando a temperatura mínima não desce abaixo dos 25 ºC).</figcaption></figure><p>Esta configuração atmosférica estabelecerá uma <strong>circulação persistente de Leste,</strong> favorável ao transporte de uma <strong>massa de ar tropical continental, muito quente e seca, procedente do Norte de África</strong>.</p><h2>Vários dias com máximas superiores a 35 ºC e mínimas superiores a 20 ºC em grande parte do território </h2><p>Como consequência disto, prevê-se um longo período de tempo quente e seco, no qual <strong>a temperatura máxima atingirá valores entre 35 e 41 ºC na generalidade da nossa geografia</strong>, podendo oscilar entre 41 e 44 ºC no vale do Tejo e Alentejo a partir deste dia 1 de julho. Além disto, as temperaturas <strong>mínimas permanecerão muito elevadas, acima dos 20 ºC em grande parte do país (noites tropicais)</strong>, existindo regiões onde os valores poderão não descer dos 25 a 28 ºC durante vários dias consecutivos (noites tórridas).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/4-distritos-sob-aviso-vermelho-ipma-avisa-para-persistencia-de-temperaturas-maximas-e-minimas-extremamente-elevadas-1782909199039.png" data-image="qiyf8ialxiwa"><figcaption>Previsão para sexta-feira, 3 de julho. Neste dia, cidades como Coimbra e Leiria atingirão os 40 ºC.</figcaption></figure><p><strong>O principal destaque desta onda de calor será a sua duração, estimada em pelo menos uma semana</strong>, bem como a persistência de temperaturas excecionalmente elevadas, sobretudo nas regiões do litoral, onde <strong>nem mesmo o efeito moderador da brisa atlântica será capaz de conter a progressão do calor intenso</strong>. Nas várias áreas costeiras de Portugal continental este panorama constituirá uma anomalia climatológica significativa. </p><h2>Há 4 distritos sob aviso vermelho: é provável que o IPMA alargue este aviso a mais distritos</h2><p>A previsão atual do modelo de confiança da Meteored aponta para valores extraordinariamente elevados em vários distritos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776533" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-a-toda-a-velocidade-uma-onda-de-calor-portugal-prepara-se-para-varios-dias-acima-dos-40-c.html" title="Aproxima-se a toda a velocidade uma onda de calor: Portugal prepara-se para vários dias acima dos 40 ºC">Aproxima-se a toda a velocidade uma onda de calor: Portugal prepara-se para vários dias acima dos 40 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-a-toda-a-velocidade-uma-onda-de-calor-portugal-prepara-se-para-varios-dias-acima-dos-40-c.html" title="Aproxima-se a toda a velocidade uma onda de calor: Portugal prepara-se para vários dias acima dos 40 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-a-toda-a-velocidade-uma-onda-de-calor-portugal-prepara-se-para-varios-dias-acima-dos-40-c-1782854167589_320.png" alt="Aproxima-se a toda a velocidade uma onda de calor: Portugal prepara-se para vários dias acima dos 40 ºC"></a></article></aside><p>Neste momento, o <strong>aviso vermelho </strong>de tempo quente emitido pelo IPMA devido à previsão de persistência de temperaturas extremamente elevadas, tanto máximas, como mínimas está em vigor em <strong>4 distritos do Continente: Lisboa e Setúbal na quinta (2) e sexta-feira (3) e Coimbra e Leiria na sexta-feira (3) e sábado (4)</strong>. </p><table><thead><tr><th>Capital Distrital</th><th>Temperatura Máxima Quinta-feira, 2 de julho</th><th>Temperatura Mínima Quinta-feira, 2 de julho</th><th>Temperatura Máxima Sexta-feira, 3 de julho</th><th>Temperatura Mínima Sexta-feira, 3 de julho</th><th>Temperatura Máxima Sábado, 4 de julho</th><th>Temperatura Mínima Sábado, 4 de julho</th></tr></thead><tbody><tr><td>Lisboa</td><td><strong>39 ºC</strong></td><td><strong>22 ºC</strong></td><td><strong>35 ºC</strong></td><td><strong>27 ºC</strong></td><td>38 ºC</td><td>25 ºC</td></tr><tr><td>Setúbal</td><td><strong>41 ºC</strong></td><td><strong>19 ºC</strong></td><td><strong>38 ºC</strong></td><td><strong>23 ºC</strong></td><td>37 ºC</td><td>17 ºC</td></tr><tr><td>Coimbra</td><td>39 ºC</td><td>23 ºC</td><td><strong>40 ºC</strong></td><td><strong>24 ºC</strong></td><td><strong>41 ºC</strong></td><td><strong>24 ºC</strong></td></tr><tr><td>Leiria</td><td>38 ºC</td><td>17 ºC</td><td><strong>40 ºC</strong></td><td><strong>22 ºC</strong></td><td><strong>39 ºC</strong></td><td><strong>20 ºC</strong></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="7">Observação: Os valores de temperatura (ºC) destacados a negrito nesta tabela dizem respeito aos dias durante os quais os 4 distritos analisados estarão sob aviso vermelho de tempo quente. Fonte: Meteored e IPMA.</td></tr></tbody></table><p>Perante a previsão da persistência de temperaturas muito elevadas, o IPMA já ativou aviso amarelo e laranja para todos os distritos de Portugal continental. <strong>É igualmente provável que, durante os restantes dias da presente semana</strong>, e alguns dias da próxima - ainda com a onda de calor em curso -<strong> os níveis de aviso laranja e vermelho sejam alargados a outros distritos do nosso país</strong>, caso se confirme um agravamento adicional da severidade do tempo quente.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/4-distritos-sob-aviso-vermelho-ipma-avisa-para-persistencia-de-temperaturas-maximas-e-minimas-extremamente-elevadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aproxima-se a toda a velocidade uma onda de calor: Portugal prepara-se para vários dias acima dos 40 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-a-toda-a-velocidade-uma-onda-de-calor-portugal-prepara-se-para-varios-dias-acima-dos-40-c.html</link><pubDate>Wed, 01 Jul 2026 06:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma massa de ar muito quente proveniente do Norte de África irá instalar-se sobre Portugal continental nos próximos dias. As temperaturas poderão ultrapassar os 40 ºC em várias regiões, num episódio de calor persistente que poderá prolongar-se, pelo menos, até ao fim de semana.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xak1juy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xak1juy.jpg" id="xak1juy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A estabilidade atmosférica deverá intensificar-se significativamente nos próximos dias, favorecendo a chegada de uma <strong>massa de ar tropical continental</strong> proveniente do Norte de África. A partir desta quarta-feira (1), Portugal continental entrará numa fase marcada por <strong>temperaturas muito elevadas</strong>, que deverão aumentar progressivamente e <strong>manter-se em valores excecionais durante vários dias consecutivos</strong>.</p><p>Segundo os mapas de referência da Meteored, baseados no modelo <strong>ECMWF</strong>, este episódio poderá originar temperaturas próximas dos <strong>42 ºC</strong> em várias regiões do interior, acompanhadas por valores muito acima da média climatológica para o início de julho.</p><h2>O calor começa a intensificar-se já na quarta-feira</h2><p>Durante a tarde de quarta-feira, a entrada de ar muito quente começará a fazer-se sentir em praticamente todo o território continental. As temperaturas deverão ultrapassar facilmente os <strong>35 ºC</strong> em várias regiões do interior, enquanto o litoral continuará relativamente mais fresco devido à influência marítima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-a-toda-a-velocidade-uma-onda-de-calor-portugal-podera-atingir-temperaturas-proximas-dos-42-c-1782851615016.png" data-image="o9x9c05jhlxr" alt="Temperatura prevista para quarta-feira, 1 de julho, às 16h" title="Temperatura prevista para quarta-feira, 1 de julho, às 16h"><figcaption>A massa de ar quente começará a instalar-se sobre Portugal durante a tarde de quarta-feira, dando início ao episódio de calor intenso.</figcaption></figure><p> A circulação predominante de leste favorecerá o transporte de ar quente e seco desde o Norte de África, permitindo que <strong>o calor se intensifique rapidamente durante a segunda metade da semana</strong>. </p><h2>Quinta-feira poderá marcar o início da fase mais intensa</h2><p>Na quinta-feira, a massa de ar quente ficará plenamente instalada sobre a Península Ibérica. Os mapas apontam para temperaturas entre <strong>39 e 42 ºC</strong> em diversas regiões do Alentejo, Vale do Tejo e interior Centro, enquanto grande parte do Norte e Centro deverá registar máximas superiores a <strong>35 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-a-toda-a-velocidade-uma-onda-de-calor-portugal-podera-atingir-temperaturas-proximas-dos-42-c-1782851703747.png" data-image="4vfhpiiw2se7" alt="Temperatura prevista para quinta-feira, 2 de julho, às 16h" title="Temperatura prevista para quinta-feira, 2 de julho, às 16h"><figcaption>Quinta-feira poderá ser um dos dias mais quentes da semana, com temperaturas próximas dos 42 ºC em vários pontos do interior.</figcaption></figure><p><strong> Mesmo junto ao litoral</strong>, onde normalmente a influência atlântica limita o aquecimento,<strong> os valores previstos serão elevados para a época</strong>, refletindo a intensidade deste episódio. </p><h2>A massa de ar será muito mais quente do que é habitual</h2><p>Os mapas de <strong>anomalia da temperatura a 850 hPa</strong> evidenciam a natureza excecional deste episódio. Grande parte de Portugal continental deverá ficar sob uma massa de ar entre <strong>8 e 10 ºC acima da média climatológica</strong>, um sinal claro da intensidade do aquecimento previsto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-a-toda-a-velocidade-uma-onda-de-calor-portugal-podera-atingir-temperaturas-proximas-dos-42-c-1782851798381.png" data-image="5l7s35jyow8f" alt="Anomalia da temperatura a 850 hPa prevista para quinta-feira, 2 de julho, às 16h" title="Anomalia da temperatura a 850 hPa prevista para quinta-feira, 2 de julho, às 16h"><figcaption>A massa de ar prevista para quinta-feira apresentará valores muito superiores ao normal para o início de julho.</figcaption></figure><p> Esta configuração resulta da persistência de uma <strong>crista anticiclónica</strong>, que favorece a subsidência do ar, reduz a nebulosidade e permite que a radiação solar aqueça continuamente a superfície. Em simultâneo, o fluxo de leste continuará a transportar ar muito quente e seco proveniente do Norte de África. </p><h2>O calor estender-se-á até ao fim de semana, prolongando-se possivelmente até meados da próxima semana</h2><p>Os modelos meteorológicos continuam a indicar que o episódio de calor não ficará limitado à quinta-feira. Durante sexta-feira, as temperaturas deverão manter-se muito elevadas, com máximas superiores a <strong>40 ºC</strong> em diversas regiões do interior e valores acima dos <strong>35 ºC</strong> numa grande parte do território continental.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776447" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-de-calor-instala-se-em-portugal-a-partir-de-1-de-julho-varios-dias-consecutivos-com-temperaturas-acima-dos-40-c.html" title="Cúpula de calor instala-se em Portugal a partir de 1 de julho: vários dias consecutivos com temperaturas acima dos 40 ºC">Cúpula de calor instala-se em Portugal a partir de 1 de julho: vários dias consecutivos com temperaturas acima dos 40 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-de-calor-instala-se-em-portugal-a-partir-de-1-de-julho-varios-dias-consecutivos-com-temperaturas-acima-dos-40-c.html" title="Cúpula de calor instala-se em Portugal a partir de 1 de julho: vários dias consecutivos com temperaturas acima dos 40 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-de-calor-instala-se-em-portugal-a-partir-de-1-de-julho-varios-dias-consecutivos-com-temperaturas-acima-dos-40-c-1782820535362_320.png" alt="Cúpula de calor instala-se em Portugal a partir de 1 de julho: vários dias consecutivos com temperaturas acima dos 40 ºC"></a></article></aside><p>A persistência desta massa de ar quente poderá ainda favorecer <strong>noites tropicais</strong> e, pontualmente, <strong>noites tórridas</strong> em algumas regiões, dificultando o arrefecimento durante a madrugada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-a-toda-a-velocidade-uma-onda-de-calor-portugal-podera-atingir-temperaturas-proximas-dos-42-c-1782851882763.png" data-image="wdj2o1q42xe6" alt="Temperatura prevista para sexta-feira, 3 de julho, às 18h" title="Temperatura prevista para sexta-feira, 3 de julho, às 18h"><figcaption>O calor deverá manter-se durante sexta-feira, prolongando o episódio de temperaturas excecionalmente elevadas.</figcaption></figure><p> Apesar de poderem ocorrer pequenos ajustes na intensidade prevista, os modelos continuam a mostrar um <strong>cenário de calor persistente durante vários dias consecutivos</strong>, pelo que será importante acompanhar as próximas atualizações. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-a-toda-a-velocidade-uma-onda-de-calor-portugal-prepara-se-para-varios-dias-acima-dos-40-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma tempestade solar sofre uma "super expansão" no seu caminho para a Terra e intriga os físicos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/uma-tempestade-solar-sofre-uma-super-expansao-em-seu-caminho-para-a-terra-e-intriga-fisicos.html</link><pubDate>Wed, 01 Jul 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Uma erupção solar gerou uma bolha magnética que cresceu 20% à medida que se deslocava em direção ao nosso planeta, aquecendo o gás no seu interior e intrigando os especialistas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/una-tormenta-solar-sufre-una-super-expansion-camino-a-la-tierra-y-desconcierta-a-los-fisicos-1782594096644.jpeg" data-image="cfdcm1b845gh"><figcaption>Ejeções de massa coronal desprendem-se da estrela e viajam em todas as direções. Ocasionalmente, elas atingem a Terra.</figcaption></figure><p>O <strong>Sol </strong>liberta constantemente vastas quantidades de energia que viajam em todas as direções. Às vezes, essas erupções são tão massivas que formam gigantescas <strong>nuvens magnéticas compostas de plasma quente</strong>, algumas das quais se dirigem diretamente para o nosso planeta.</p><p>Recentemente, um grupo de investigação da Universidade de Iowa descreveu um <strong>fenómeno causado por uma ejeção de massa coronal </strong>(EMC) que apresentou uma expansão incomum dessas nuvens magnéticas na sua trajetória rumo à Terra.</p><p>O estudo analisou uma <strong>tempestade solar ocorrida em novembro de 2021</strong>, que <strong>ejetou uma nuvem em forma de crescente</strong>. A estrutura magnética viajou a alta velocidade, aprisionando plasma magnetizado no seu interior enquanto se movia pelo espaço.</p><div class="texto-destacado">Durante a sua viagem, a bolha aumentou o seu volume inicial num quinto ao longo de 20 milhões de quilómetros. Um crescimento que ocorreu num espaço de tempo muito curto, que surpreendeu bastante os cientistas do projeto.</div><p>O mais <strong>surpreendente </strong>do evento foi que, simultaneamente, <strong>a temperatura do gás triplicou sem modificar a pressão magnética interna</strong>. Um <strong>c</strong><strong>omportamento incomum </strong>que desafia modelos anteriores utilizados pelos investigadores.</p><h2>Uma viagem desde o Sol</h2><p>A análise detalhada foi possível graças a uma coincidência: as <strong>sondas espaciais <em>Solar Orbiter</em> e </strong><em><strong>Wind </strong></em>estavam alinhadas, quase perfeitamente na mesma órbita, enquanto a EMC movia-se muito rapidamente em direção a elas.</p><p>Este alinhamento permitiu a <strong>medição precisa da evolução do gás</strong>, na qual os cientistas observaram que <strong>a frente de propagação colidiu com o vento solar circundante</strong>, causando inicialmente uma compressão temporária da estrutura magnética.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/una-tormenta-solar-sufre-una-super-expansion-camino-a-la-tierra-y-desconcierta-a-los-fisicos-1782594273652.jpg" data-image="gq70nmk9xxif"><figcaption>Simulação da propagação da Ejeção de Massa Coronal (EMC) de 2 de novembro de 2021. Crédito: MNRAS.</figcaption></figure><p>Embora a compressão inicial tenha sido muito breve, <strong>a interação com as explosões causou aquecimento em todo o interior da bolha</strong>, gerando enormes forças internas que empurraram as suas fronteiras externas, <strong>fazendo expandir-se rapidamente</strong>.</p><p><strong>À medida que ganhava calor, a bolha crescia</strong>, <strong>atingindo velocidades de até 192 km/s</strong>. Esta velocidade é verdadeiramente impressionante, considerando que uma erupção típica geralmente se expande a velocidades que variam de cinquenta a cem quilómetros por segundo, no máximo.</p><h3>Radiação e simulações</h3><p>Para compreender plenamente as razões complexas por trás deste aumento, os cientistas recorreram a modelos tridimensionais interativos. Utilizando uma <strong>simulação magnetohidrodinâmica</strong>, eles conseguiram visualizar as velocidades de propagação do vento interestelar em diferentes planos orbitais.</p><p>Estas simulações revelaram como o plasma aprisionado interage com campos externos ao encontrar obstáculos naturais no seu caminho. O modelo digital mostrou uma curvatura espacial acentuada, confirmando que<strong> a estrutura colidiu com várias erupções solares externas e foi posteriormente moldada por elas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/una-tormenta-solar-sufre-una-super-expansion-camino-a-la-tierra-y-desconcierta-a-los-fisicos-1782595188570.jpg" data-image="755ffpjf6wkq"><figcaption>Nuvem magnética "superexpandida" criada por uma ejeção de massa coronal no Sol. Crédito: Universidade de Iowa.</figcaption></figure><p>A conclusão foi que <strong>o arrasto cinemático constante e uma poderosa distribuição de momento interno desencadearam esta expansão</strong>. Além disso, as condições especiais causaram uma queda atípica na taxa de decaimento radial, que não estava de acordo com as leis conhecidas da física espacial.</p><p>Estes resultados também forneceram<strong> evidências convincentes de trocas de calor que inflaram violentamente a bolha</strong>. Todo este fenómeno demonstra como a intensa radiação solar altera drasticamente a estabilidade de estruturas à medida que viajam pelo espaço interplanetário.</p><h3>Uma grande tempestade</h3><p>Compreender a dinâmica expansiva deste material é vital para o <strong>clima espacial</strong>, uma vez que estas nuvens magnetizadas podem colidir com a magnetosfera terrestre, gerando cenários imprevisíveis que podem perturbar a infraestrutura das telecomunicações.</p><p>Se uma<strong> tempestade solar</strong> particularmente forte atingisse hoje com força suficiente, as suas partículas carregadas interfeririam com o equipamento em órbita, danificando seriamente as comunicações por satélite e os sistemas globais de navegação geolocalizada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/uma-erupcao-solar-poderia-nos-fazer-voltar-a-idade-da-pedra-o-risco-de-uma-tempestade-solar-e-como-nos-afetaria.html" title="Uma erupção solar poderia fazer-nos voltar à Idade da Pedra: o risco de uma tempestade solar e como nos afetaria">Uma erupção solar poderia fazer-nos voltar à Idade da Pedra: o risco de uma tempestade solar e como nos afetaria</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/uma-erupcao-solar-poderia-nos-fazer-voltar-a-idade-da-pedra-o-risco-de-uma-tempestade-solar-e-como-nos-afetaria.html" title="Uma erupção solar poderia fazer-nos voltar à Idade da Pedra: o risco de uma tempestade solar e como nos afetaria"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/una-llamarada-del-sol-podria-devolvernos-a-la-edad-de-piedra-el-riesgo-de-una-tormenta-solar-y-como-nos-afectaria-1762811694747_320.jpg" alt="Uma erupção solar poderia fazer-nos voltar à Idade da Pedra: o risco de uma tempestade solar e como nos afetaria"></a></article></aside><p>Além disto, <strong>a chegada turbulenta do plasma poderia infiltrar-se nas redes elétricas de alguns países, causando sobrecargas e apagões</strong> que deixariam milhões de pessoas completamente isoladas numa escuridão sem precedentes.</p><p>É por isso que estes estudos são de grande importância, especialmente para antecipar a dinâmica interna do clima espacial e, assim, <strong>aprimorar as ferramentas de previsão</strong> e garantir a nossa proteção contra a atividade solar.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/uma-tempestade-solar-sofre-uma-super-expansao-em-seu-caminho-para-a-terra-e-intriga-fisicos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Microplásticos na praia da Barra evidenciam a urgência de vigiar toda a costa portuguesa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/microplasticos-na-praia-da-barra-evidenciam-a-urgencia-de-vigiar-toda-a-costa-portuguesa.html</link><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 18:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Investigadores da Universidade de Aveiro detetam uma acumulação significativa de pequenas partículas sintéticas na zona balnear aveirense, sobretudo junto à linha de água, onde as ondas depositam os poluentes.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/microplasticos-na-praia-da-barra-evidenciam-a-urgencia-de-vigiar-toda-a-costa-portuguesa-1782824507220.jpg" data-image="7567v6gmxr1i" alt="Praia da Barra, Aveiro" title="Praia da Barra, Aveiro"><figcaption>Os investigadores detetaram 100 partículas por cada quilo de areia, na praia da Barra, em Aveiro. Foto: Universidade de Aveiro</figcaption></figure><p>Caminhar descalço pelo areal da <strong>Praia da Barra</strong> é um dos rituais prediletos de milhares de veraneantes que visitam o litoral de Aveiro. Sob os nossos pés, no entanto, esconde-se uma realidade preocupante que escapa ao olhar humano. </p><p>Uma investigação pioneira liderada por cientistas da<strong> Universidade</strong><strong> de Aveiro</strong> revela que esta popular estância da costa portuguesa apresenta uma quantidade expressiva de<strong> microplásticos</strong>, fragmentos de polímeros inferiores a cinco milímetros. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O diagnóstico serve de aviso para uma crise ecológica que afeta uma das frentes marítimas mais dinâmicas da região centro.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Para traçar este mapa da poluição, a equipa recolheu mais de três dezenas de amostras de sedimentos em áreas estratégicas da praia. A escolha do local não foi aleatória, uma vez que a Barra sofre a pressão combinada de um <strong>turismo balnear intenso</strong> e de um forte <strong>tráfego comercial e pesqueiro</strong> oriundo do porto contíguo. </p><p>O resultado da contagem laboratorial fixou uma mediana de <strong>cem partículas por cada quilograma de areia</strong>, embora os picos de contaminação atinjam valores três vezes superiores em determinados pontos.</p><h2>A radiografia dos resíduos domésticos</h2><p>A esmagadora maioria dos materiais encontrados na areia (95,5%) corresponde a plásticos utilizados diariamente em ambiente doméstico ou industrial. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O polietileno, abundante em sacos de compras, lidera a lista de detritos, seguido de perto pelo polipropileno das tampas de garrafas e pelo poliestireno, vulgarmente conhecido como esferovite.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p> O restante inventário divide-se entre fibras de nylon de redes de pesca e restos de poliéster provenientes da lavagem de vestuário sintético.</p><p>Mais do que a origem, as dimensões destas substâncias despertam apreensão na comunidade académica. Quase a totalidade dos fragmentos recolhidos <strong>mede menos de um milímetro</strong>, apresentando colorações escuras ou transparentes que se confundem facilmente com os minerais da própria praia. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/microplasticos-na-praia-da-barra-evidenciam-a-urgencia-de-vigiar-toda-a-costa-portuguesa-1782824821075.jpg" data-image="n7fhhh4nkr7p" alt="poluição deplásticos no mar" title="poluição deplásticos no mar"><figcaption>A esmagadora maioria das partículas encontradas à beira-mar tem origem em sacos de compras e tampas de garrafas. Foto: Ilie Barna/Pixabay</figcaption></figure><p>Esta camuflagem física facilita a <strong>dispersão dos resíduos</strong> através das marés, potenciando a sua entrada direta na base da cadeia alimentar marinha, onde são ingeridos por pequenos organismos que servem de alimento a peixes de consumo humano.</p><h2>Um alerta para toda a costa nacional</h2><p>Face à gravidade dos dados recolhidos, os autores do relatório lançam um aviso que ultrapassa as fronteiras do distrito de Aveiro. Os cientistas defendem que estes resultados evidenciam a <strong>necessidade urgente</strong> de se avançar para uma <strong>monitorização sistemática e contínua de toda a costa portuguesa</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772321" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/qual-o-impacto-na-atmosfera-das-particulas-de-microplastico-e-nanoplastico-que-nela-existem.html" title="Qual o impacto na atmosfera das partículas de microplástico e nanoplástico que nela existem?">Qual o impacto na atmosfera das partículas de microplástico e nanoplástico que nela existem?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/qual-o-impacto-na-atmosfera-das-particulas-de-microplastico-e-nanoplastico-que-nela-existem.html" title="Qual o impacto na atmosfera das partículas de microplástico e nanoplástico que nela existem?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/qual-o-impacto-na-atmosfera-das-particulas-de-micro-plastico-e-nano-plastico-que-nela-existem-1780608530322_320.jpg" alt="Qual o impacto na atmosfera das partículas de microplástico e nanoplástico que nela existem?"></a></article></aside><p>Esta <strong>vigilância</strong> científica regular deve ser aplicada prioritariamente nas <strong>zonas balneares</strong> com <strong>maior afluência de público</strong>, onde a pressão humana e económica é superior e o impacto potencial na saúde pública se torna mais imediato.</p><p>Os riscos associados a esta acumulação sedimentar estendem-se à saúde dos banhistas de formas que ainda não são totalmente conhecidas. Os depósitos plásticos acumulados servem de suporte para o desenvolvimento de <strong>colónias de microrganismos</strong> nocivos. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/microplasticos-na-praia-da-barra-evidenciam-a-urgencia-de-vigiar-toda-a-costa-portuguesa-1782824933789.jpg" data-image="9mac7ku018yj" alt="lixo no areal da praia" title="lixo no areal da praia"><figcaption>Monitorizar as concentrações de microplástico e limpezas regulares das praias são passos obrigatórios para mitigar os efeitos da poluição. Foto: Sergei Tokmakov, Esq. https://Terms.Law/Pixabay</figcaption></figure><p>Vírus e bactérias patogénicas encontram nestas superfícies artificiais um ancoradouro ideal para proliferar, elevando a probabilidade de ocorrência de <strong>infeções</strong> <strong>cutâneas</strong> ou <strong>gastrointestinais</strong> nas águas locais.</p><h2>A urgência de uma nova gestão costeira</h2><p>As propriedades químicas destes materiais fazem ainda com que absorvam compostos químicos altamente tóxicos que flutuam na água, tais como pesticidas agrícolas e metais pesados. Quando os animais ingerem estes fragmentos contaminados, as substâncias venenosas acumulam-se nos tecidos biológicos e desencadeiam desregulações hormonais severas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O trabalho elaborado em parceria com a Universidade de Sfax, na Tunísia, deixa clara a necessidade de implementar estes programas de rastreio nacional. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A resolução deste problema exige uma <strong>transformação estrutural na gestão de resíduos urbanos e no comportamento cívico das populações</strong>. Reduzir a introdução de materiais descartáveis no quotidiano e reforçar a limpeza das praias são passos obrigatórios para inverter a tendência atual, rematam os autores.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Universidade%20de%20Aveiro" data-year="" data-title="Micropl%C3%A1sticos%20acumulam-se%20em%20grande%20quantidade%20na%20Praia%20da%20Barra" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ua.pt%2Fpt%2Fnoticias%2F9%2F97929">Universidade de Aveiro. <a href="https://www.ua.pt/pt/noticias/9/97929" target="_blank">Microplásticos acumulam-se em grande quantidade na Praia da Barra</a>.</cite><br><cite data-author="Khawla%20Chouchene%2C%20Joana%20C.%20Prata%2C%20Jo%C3%A3o%20da%20Costa%2C%20Armando%20C.%20Duarte%2C%20Teresa%20Rocha-Santos%20%26%20Mohamed%20Ksibi" data-year="" data-title="Microplastics%20on%20Barra%20beach%20sediments%20in%20Aveiro%2C%20Portugal%2C%20Marine%20Pollution%20Bulletin" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedirect.com%2Fscience%2Farticle%2Fabs%2Fpii%2FS0025326X21002988%23f0010">Khawla Chouchene, Joana C. Prata, João da Costa, Armando C. Duarte, Teresa Rocha-Santos & Mohamed Ksibi. <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0025326X21002988#f0010" target="_blank">Microplastics on Barra beach sediments in Aveiro, Portugal, Marine Pollution Bulletin</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/microplasticos-na-praia-da-barra-evidenciam-a-urgencia-de-vigiar-toda-a-costa-portuguesa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quatro dias de chuva podem ter causado a morte de 7% dos orangotangos mais raros do mundo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/quatro-dias-de-chuva-podem-ter-causado-a-morte-de-7-dos-orangotangos-mais-raros-do-mundo.html</link><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 16:39:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Quatro dias de chuvas torrenciais e deslizamentos de terra na ilha indonésia de Sumatra, em novembro passado, causaram a morte de cerca de 58 orangotangos de Tapanuli — aproximadamente 7% da espécie de grande primata mais ameaçada de extinção do mundo —, segundo revelaram os investigadores.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/four-days-of-rain-may-have-killed-7-of-the-world-s-rarest-orangutans-1782652710053.png" data-image="yc49tqh6u30m" alt="Researchers estimate Cyclone Senyar killed around 58 Tapanuli orangutans in just four days, dealing a devastating blow to one of the world's rarest great ape species" title="Researchers estimate Cyclone Senyar killed around 58 Tapanuli orangutans in just four days, dealing a devastating blow to one of the world's rarest great ape species"><figcaption>Os investigadores estimam que o ciclone Senyar tenha matado cerca de 58 orangotangos de Tapanuli em apenas quatro dias, infligindo um golpe devastador a uma das espécies de grandes primatas mais raras do mundo</figcaption></figure><p><strong>O orangotango de Tapanuli tem sido um dos grandes primatas mais ameaçados de extinção do mundo</strong>, e isso já acontecia muito antes de o ciclone Senyar ter atingido a região no final de novembro do ano passado, matando mais de 1 000 pessoas em todo o Sudeste Asiático, no desastre natural mais mortífero de 2025.</p><p>A espécie só foi identificada como uma espécie distinta em 2017, com <strong>menos de 800 exemplares restantes</strong>, todos a viver numa pequena área de floresta na ilha indonésia de Sumatra.</p><p>Um estudo recente estimou agora que o número de orangotangos é pior do que se temia inicialmente, com cerca de <strong>58 mortos pelas chuvas extremas e pelos deslizamentos de terra que devastaram o seu habitat ao longo de quatro dias</strong>. Isso representa cerca de 7% do total da espécie.</p><p>E, segundo os investigadores, trata-se de um <strong>número conservador</strong>, uma vez que não tem em conta os danos na copa das árvores nem a perda de fontes de alimento que teriam afetado os animais sobreviventes posteriormente.</p><h2>Uma espécie que não consegue suportar este tipo de perda</h2><p>A investigação sobre o orangotango de Tapanuli sugere que a espécie entrará em extinção se perder mais de 1% da sua população num determinado ano. Perder cerca de <strong>7% em quatro dias</strong> é uma situação de uma dimensão completamente diferente.</p><p>"Ter um acontecimento em que cerca de 58 indivíduos são mortos de um total de 580, isso <strong>representa cerca de 10 a 11% da população local e 7% da população total da espécie"</strong>, afirmou o professor Sergei Vich, primatólogo da Universidade John Moores de Liverpool e um dos autores do estudo. "Isso está muito além do que estes animais conseguem suportar. Por isso, trata-se de um acontecimento de enorme gravidade."</p><p>Os especialistas em vida selvagem suspeitavam, desde dezembro, que um número significativo de orangotangos tivesse perecido, depois de os avistamentos na área terem diminuído drasticamente na sequência do ciclone. O professor Erik Meijaard, diretor-geral da Borneo Futures e outro dos autores do estudo, tinha estimado na altura que cerca de 35 tivessem morrido, <strong>mas o estudo aponta agora para um número quase o dobro disso</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/four-days-of-rain-may-have-killed-7-of-the-world-s-rarest-orangutans-1782652773260.png" data-image="2bmygcncj8xz" alt="With fewer than 800 Tapanuli orangutans thought to remain, scientists warn the losses caused by extreme weather could push the critically endangered species closer to extinction." title="With fewer than 800 Tapanuli orangutans thought to remain, scientists warn the losses caused by extreme weather could push the critically endangered species closer to extinction."> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-713873">Com uma população estimada em menos de 800 orangotangos de Tapanuli, os cientistas alertam que as perdas causadas por fenómenos meteorológicos extremos poderão aproximar ainda mais esta espécie, em perigo crítico de extinção, da extinção.</figcaption></figure><p>Além disso, os trabalhadores humanitários na zona encontraram posteriormente <strong>a carcaça do que acreditavam ser um orangotango de Tapanuli</strong>, semi-enterrada na lama e entre troncos na aldeia de Pulo Pakkat. </p><p>"Vi vários cadáveres humanos nos últimos dias, mas <strong>este foi o primeiro animal selvagem morto"</strong>, afirmou Deckey Chandra, que trabalhava com uma equipa humanitária. "Eles costumavam vir a este local para comer frutos. Mas agora parece ter-se tornado o seu cemitério".</p><h2>As alterações climáticas e o que se segue</h2><p>Os investigadores observaram que, embora o ciclone Senyar tenha sido um acontecimento "único", as alterações climáticas provocadas pelo homem têm desempenhado um <strong>papel significativo na ameaça à sobrevivência da espécie</strong>. Além disso, prevê-se que a frequência e a intensidade das chuvas extremas na região continuem a aumentar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="639422" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/novo-estudo-resolve-o-misterio-da-extincao-dos-macacos-gigantes-fauna.html" title="Novo estudo resolve o mistério da extinção dos macacos gigantes">Novo estudo resolve o mistério da extinção dos macacos gigantes</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/novo-estudo-resolve-o-misterio-da-extincao-dos-macacos-gigantes-fauna.html" title="Novo estudo resolve o mistério da extinção dos macacos gigantes"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mystery-extinction-giant-apes-solved-new-study-1705075950565_320.png" alt="Novo estudo resolve o mistério da extinção dos macacos gigantes"></a></article></aside><p>No entanto, um possível lado positivo de tudo isto é que o governo indonésio suspendeu temporariamente os principais projetos de desenvolvimento na área florestal protegida de Batang Toru, incluindo a mineração, a expansão das plantações de óleo de palma e a construção de centrais hidroelétricas, o que deu aos investigadores <strong>tempo para avaliar os danos ecológicos de forma mais aprofundada</strong>.</p><p>Os investigadores afirmaram que impedir a primeira extinção moderna de uma espécie de grande primata exigirá <strong>"apoio internacional sustentado"</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="BBC" data-year="2026" data-title="Four%20days%20of%20extreme%20rain%20killed%207%25%20of%20world's%20rarest%20orangutans" data-url="https%3A%2F%2Fwww.bbc.co.uk%2Fnews%2Farticles%2Fce8jde20v83o">BBC. (2026). <a href="https://www.bbc.co.uk/news/articles/ce8jde20v83o" target="_blank">Four days of extreme rain killed 7% of world's rarest orangutans</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/quatro-dias-de-chuva-podem-ter-causado-a-morte-de-7-dos-orangotangos-mais-raros-do-mundo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma grande gaiola de Faraday: a física que protege os visitantes da Torre Eiffel quando um raio a atinge]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/uma-grande-gaiola-de-faraday-a-fisica-que-protege-os-visitantes-da-torre-eiffel-quando-um-raio-a-atinge.html</link><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 15:21:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Estar perto de objetos metálicos durante uma tempestade elétrica não é a melhor das ideias. Mas algumas estruturas metálicas podem proteger-nos. Descobre em que consiste o efeito de gaiola de Faraday que se verifica na Torre Eiffel.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xajgp0u"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xajgp0u.jpg" id="xajgp0u"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>27 de junho de 2026. U<strong>ma tempestade intensa com grande atividade elétrica</strong> formou-se sobre Paris, cidade que, tal como tantas outras na Europa, tem vivido uma onda de calor sufocante com temperaturas recorde.</p><p>As imagens são impressionantes:<strong> raios a atingir o topo da Torre Eiffel</strong>, um dos pontos mais altos da capital francesa, com 330 metros de altura desde o solo até ao topo dos seus pára-raios.</p><p>E embora a ideia de estar perto de algo metálico durante uma tempestade elétrica possa parecer perigosa, encontrar-se dentro da Torre Eiffel pode mantê-lo a salvo: sem que muitos saibam, <strong>esta gigantesca estrutura metálica é um dos locais mais seguros para se estar no meio de uma tempestade elétrica</strong> como a que se viveu recentemente em Paris. E isso deve-se a uma razão física.</p><h2>A gaiola de Faraday</h2><p>Todos os metais são condutores de eletricidade — uns mais eficientes do que outros, claro. A Torre Eiffel, aquela enorme estrutura construída com ferro pudelado, não é exceção. Mas isto também lhe confere uma vantagem certa na hora de atrair os raios atmosféricos que se produzem durante as tempestades: as pessoas no seu "interior" ficam protegidas da poderosa descarga elétrica dos raios, pois <strong>toda a estrutura funciona como uma gigantesca gaiola de Faraday</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>O que é o ferro pudlado?</strong><br>O ferro pudlado, também conhecido como ferro forjado, é um tipo de ferro com baixo teor de carbono, obtido através de um processo de fundição, no qual o carbono e as impurezas do metal eram reduzidos pelo oxigénio durante a fundição. É muito resistente à corrosão, fácil de rebitagem e forjamento. Foi um dos materiais estruturais mais utilizados antes de o aço se ter popularizado.</div><p>Uma gaiola de Faraday é uma estrutura metálica que, em vez de permitir que a corrente a atravesse, facilita o movimento da corrente pela parte externa, <strong>mantendo o campo elétrico afastado — e, com isso, mantendo as pessoas e os objetos em segurança</strong><strong> — na parte interna</strong>. Este efeito ocorre na Torre Eiffel, mas também noutras estruturas e objetos de menor dimensão.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/QU0fLnucE6A/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=QU0fLnucE6A" id="QU0fLnucE6A"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>É precisamente por este motivo que <strong>os automóveis são conhecidos como um dos locais mais seguros onde se pode estar durante uma tempestade elétric</strong>a, porque, se o veículo for atingido por um raio, a corrente circulará pela parte exterior, dissipando-se no solo e não afetando as pessoas no interior (desde que não estejam em contacto direto com peças metálicas).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="732394" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-gelo-da-origem-a-trovoadas-esta-descoberta-pode-explicar-a-origem-dos-relampagos-segundo-uns-cientistas-na-nature.html" title="O gelo dá origem a trovoadas: esta descoberta pode explicar a origem dos relâmpagos, segundo uns cientistas na Nature">O gelo dá origem a trovoadas: esta descoberta pode explicar a origem dos relâmpagos, segundo uns cientistas na Nature</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-gelo-da-origem-a-trovoadas-esta-descoberta-pode-explicar-a-origem-dos-relampagos-segundo-uns-cientistas-na-nature.html" title="O gelo dá origem a trovoadas: esta descoberta pode explicar a origem dos relâmpagos, segundo uns cientistas na Nature"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-hielo-enciende-las-tormentas-este-hallazgo-explica-el-origen-de-los-rayos-1759323678513_320.jpeg" alt="O gelo dá origem a trovoadas: esta descoberta pode explicar a origem dos relâmpagos, segundo uns cientistas na Nature"></a></article></aside><p><strong>Os aviões também funcionam como uma gaiola de Faraday</strong> quando são atingidos por um raio, e as pessoas não sentem o efeito da corrente que passa pela superfície exterior.</p><h2>Os raios caem, de facto, mais do que uma vez no mesmo local</h2><p>Segundo dados do portal oficial da Torre Eiffel, <strong>a estrutura é atingida por raios, em média, cerca de 5 vezes por ano</strong>. Apesar disso — e seguindo as medidas de segurança impostas às visitas a este ponto turístico —, esta grande estrutura de ferro é muito segura.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/una-gran-jaula-de-faraday-el-mecanismo-que-proteje-a-los-visitantes-de-la-torre-eiffel-cuando-un-rayo-la-impacta-1782781959967.png" data-image="rdx9xx8iew7n" alt="torre Eiffel" title="torre Eiffel"><figcaption>A Torre Eiffel destaca-se como um dos pontos mais altos de Paris.</figcaption></figure><p>A estrutura metálica da torre é submetida a manutenção de rotina para evitar a oxidação e <strong>dispõe de 4 pára-raios na sua parte superior, ligados a um sistema de condutores</strong> (cabos) que conduzem a descarga elétrica dos raios das tempestades diretamente para o solo, de forma segura.</p><p>A construção deste ícone parisiense teve início em 1887 e demorou mais de dois anos a ser concluída. Foi oficialmente aberta ao público em 1889, como atração da Exposição Universal de Paris, no âmbito do centenário da Revolução Francesa.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Soci%C3%A9t%C3%A9%20d'Exploitation%20de%20la%20Tour%20Eiffel" data-year="" data-title="La%20Torre%20Eiffel%20(sitio%20web%20oficial)" data-url="https%3A%2F%2Fwww.toureiffel.paris%2Fes">Société d'Exploitation de la Tour Eiffel. <a href="https://www.toureiffel.paris/es" target="_blank">La Torre Eiffel (sitio web oficial)</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/uma-grande-gaiola-de-faraday-a-fisica-que-protege-os-visitantes-da-torre-eiffel-quando-um-raio-a-atinge.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cúpula de calor instala-se em Portugal a partir de 1 de julho: vários dias consecutivos com temperaturas acima dos 40 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-de-calor-instala-se-em-portugal-a-partir-de-1-de-julho-varios-dias-consecutivos-com-temperaturas-acima-dos-40-c.html</link><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 14:07:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal prepara-se para enfrentar vários dias consecutivos de calor extremo devido à instalação de uma cúpula de calor. A partir de 1 de julho, várias regiões poderão ultrapassar os 40 ºC, com noites secas e temperaturas muito acima da média.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xajyby2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xajyby2.jpg" id="xajyby2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal continental prepara-se para entrar num dos períodos mais quentes deste verão (até à data). A partir desta terça-feira, 30 de junho, a atmosfera começa a <strong>reunir as condições para a formação de uma cúpula de calor,</strong> um fenómeno que deverá intensificar-se nos dias seguintes e manter temperaturas excecionalmente elevadas até, pelo menos, domingo, 5 de julho.</p><h2>O que é uma cúpula de calor e porque se forma?</h2><p>Embora esta terça-feira já seja quente em praticamente todo o país, será sobretudo entre quarta (1) e quinta-feira (2) que<strong> a cúpula de calor ficará plenamente estabelecida sobre a Península Ibérica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-de-calor-instala-se-em-portugal-a-partir-de-1-de-julho-varios-dias-consecutivos-com-temperaturas-acima-dos-40-c-1782820093134.jpg" data-image="umzhrf4g6ocq" alt="Geopotencial e temperatura 850 hPa" title="Geopotencial e temperatura 850 hPa"><figcaption>A atmosfera começa a reunir as condições para a formação de uma cúpula de calor sobre a Península Ibérica, impulsionada pelo domínio das altas pressões e pela entrada de ar muito quente do Norte de África.</figcaption></figure><p>Este fenómeno ocorre quando um robusto anticiclone (altas pressões) provoca <strong>subsidência,</strong> ou seja, <strong>o ar desce lentamente na atmosfera, comprimindo-se e aquecendo ainda mais</strong>. Ao mesmo tempo, o domínio persistente das altas pressões impede a formação de nebulosidade significativa e <strong>favorece uma forte insolação</strong>. A circulação predominante de leste (vinda do interior de Espanha) transporta ainda ar muito quente e seco proveniente do Norte de África.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p><strong>A própria Península Ibérica potencia este processo</strong>, durante vários dias consecutivos o solo acumula enormes quantidades de energia solar, libertando calor durante a noite e dificultando a renovação da massa de ar. Este conhecido "efeito forno ibérico" contribui para manter temperaturas elevadas, tanto de dia como durante a noite.</p><h2>Quarta e quinta-feira marcam o início do calor extremo</h2><p>Na quarta-feira, <strong>1 de julho, o calor intensifica-se em praticamente todo o território.</strong> O interior do país deverá ultrapassar facilmente os 35 ºC, sendo provável que algumas localidades do Alentejo atinjam os 40 ºC.</p><p>Na quinta-feira, <strong>2 de julho, o episódio entra numa fase mais intensa.</strong> Distritos como Santarém, Évora e Beja poderão registar máximas entre 40 e 41 ºC, enquanto grande parte do restante interior oscilará entre os 36 e os 39 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-de-calor-instala-se-em-portugal-a-partir-de-1-de-julho-varios-dias-consecutivos-com-temperaturas-acima-dos-40-c-1782820376641.png" data-image="wtxl3vx8l9xj" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption>Quinta-feira (2) já será um dia muito quente, com temperaturas entre 40 e 41 ºC em vários locais do Alentejo e Vale do Tejo.</figcaption></figure><p>A influência marítima continuará a limitar parcialmente as temperaturas junto à costa, mas ainda assim os valores previstos serão elevados para estas regiões.</p><h2>Noites quentes e calor invulgar no litoral Norte e Centro</h2><p>Outro aspeto preocupante será a <strong>persistência do calor durante a noite</strong>. Entre quinta e sexta-feira, várias cidades poderão permanecer próximas dos 30 ºC por volta da 01h00, dificultando significativamente o arrefecimento noturno.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-de-calor-instala-se-em-portugal-a-partir-de-1-de-julho-varios-dias-consecutivos-com-temperaturas-acima-dos-40-c-1782820314515.png" data-image="28ibrml4emod" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>A madrugada de sexta-feira será excecionalmente quente, com cidades como Lisboa e Porto ainda próximas dos 30 ºC por volta da 01h00.</figcaption></figure><p>Na sexta-feira, o calor mantém-se extremamente intenso, com máximas superiores a 40 ºC em diversos locais. <strong>Mesmo o litoral poderá registar temperaturas excecionalmente elevadas,</strong> com zonas do distrito do Porto próximas dos 39 ºC, um cenário pouco habitual devido à habitual influência refrescante da nortada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-de-calor-instala-se-em-portugal-a-partir-de-1-de-julho-varios-dias-consecutivos-com-temperaturas-acima-dos-40-c-1782820350505.png" data-image="qwe87oq083rk" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"><figcaption>O calor será particularmente anómalo junto ao litoral, onde as temperaturas poderão situar-se entre 12 e 15 ºC acima da média climatológica para o início de julho.</figcaption></figure><p>As <strong>anomalias térmicas poderão atingir 12 a 15 ºC acima da média climatológica</strong> em vários pontos da faixa litoral, evidenciando a natureza excecional deste episódio.</p><h2>O calor poderá prolongar-se durante vários dias</h2><p>Os modelos meteorológicos indicam que tanto sábado como domingo deverão manter um padrão muito semelhante, com temperaturas extremamente elevadas em grande parte do território. <strong>O contraste entre o centro e sul de Portugal e o Norte de África torna-se reduzido</strong>, sendo visível nos mapas a presença de massas de ar com características muito semelhantes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-de-calor-instala-se-em-portugal-a-partir-de-1-de-julho-varios-dias-consecutivos-com-temperaturas-acima-dos-40-c-1782820535362.png" data-image="qa5twm3qajcn" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption>O centro e sul de Portugal apresentam uma assinatura de temperaturas à superficie com características muito semelhantes às do Norte de África, evidenciando a intensidade e persistência deste episódio de calor extremo.</figcaption></figure><p>Embora os modelos apontem atualmente para a possibilidade de esta situação persistir durante boa parte da <strong>primeira quinzena de julho</strong>, essa previsão ainda apresenta elevada incerteza.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776456" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-de-calor-portugal-sera-como-um-forno-que-criara-a-sua-propria-massa-de-ar-anomala.html" title="Cúpula de calor: Portugal será como um “forno” que criará a sua própria massa de ar anómala">Cúpula de calor: Portugal será como um “forno” que criará a sua própria massa de ar anómala</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-de-calor-portugal-sera-como-um-forno-que-criara-a-sua-propria-massa-de-ar-anomala.html" title="Cúpula de calor: Portugal será como um “forno” que criará a sua própria massa de ar anómala"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-de-calor-portugal-sera-como-um-forno-que-criara-a-sua-propria-massa-de-ar-anomala-1782824268779_320.png" alt="Cúpula de calor: Portugal será como um “forno” que criará a sua própria massa de ar anómala"></a></article></aside><p>Assim, <strong>será fundamental acompanhar a evolução dos modelos nos próximos dias</strong>,<strong> </strong>uma vez que poderão ocorrer ajustes na intensidade e duração desta cúpula de calor.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-de-calor-instala-se-em-portugal-a-partir-de-1-de-julho-varios-dias-consecutivos-com-temperaturas-acima-dos-40-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Limão como ator principal para uma vida doméstica mais limpa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/limao-como-ator-principal-para-uma-vida-domestica-mais-limpa.html</link><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 14:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A casca de limão esconde vários benefícios, pode ser reaproveitada na limpeza, na cozinha e no jardim, ajudando a economizar e tornar a casa mais sustentável. Venha aqui descobrir como!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/limao-como-ator-principal-para-uma-vida-domestica-mais-limpa-1782661999565.jpg" data-image="x370j6v06v1y" alt="Limão na rotina do dia a dia" title="Limão na rotina do dia a dia"><figcaption>A casca do limão é um tesouro escondido na cozinha que pode ajudar a limpar, perfumar e tornar a nossa casa mais sustentável.</figcaption></figure><p>Depois de utilizar-mos um limão, seja na <strong>preparação de uma bebida, no tempero de uma refeição ou até para dar uma paladar especial numa sobremesa</strong>, é comum que a casca seja descartada imediatamente.</p><p>No entanto, este pequeno pedaço de fruta, que muitas vezes vai parar no lixo, pode ter <strong>diversas utilidades dentro de casa</strong>.</p><p>A casca de limão, para além do <strong>odor intenso, concentra óleos naturais</strong> responsáveis pelo aroma fresco e característico da fruta. Assim, pode ser <strong>reaproveitada em tarefas simples do dia a dia</strong>, ajudando a reduzir desperdícios e a tornar a rotina doméstica mais sustentável.</p><p>Através da criatividade de cada um, a casca pode ser <strong>transformada num recurso natural para perfumar o ambiente de casa, auxiliar na limpeza, eliminar odores</strong> e até contribuir para o cuidado com as plantas.</p><h2>Um perfume natural para a casa</h2><p>Uma das utilizações mais conhecidas da casca de limão é como <strong>aromatizador natural</strong>. O seu cheiro cítrico ajuda a <strong>deixar os ambientes com uma sensação de frescor, especialmente na cozinha</strong>, onde alguns odores podem permanecer por mais tempo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="715848" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-planta-que-cheira-a-limao-repele-os-insetos-e-cresce-facilmente-em-vasos.html" title="A planta que cheira a limão, repele os insetos e cresce facilmente em vasos">A planta que cheira a limão, repele os insetos e cresce facilmente em vasos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-planta-que-cheira-a-limao-repele-os-insetos-e-cresce-facilmente-em-vasos.html" title="A planta que cheira a limão, repele os insetos e cresce facilmente em vasos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-planta-que-huele-a-limon-espanta-insectos-y-crece-facil-en-maceta-1750167076859_320.jpeg" alt="A planta que cheira a limão, repele os insetos e cresce facilmente em vasos"></a></article></aside><p>Uma forma simples de aproveitar esse efeito é <strong>colocar algumas cascas num pequeno recipiente aberto ou próximo dos locais onde possam surgir cheiros fortes</strong>, como a área do lixo ou da pia.</p><p>Outra alternativa é <strong>ferver as cascas numa panela com água durante alguns minutos</strong>. O vapor espalha o aroma pelo ambiente e pode criar uma atmosfera mais agradável sem a necessidade de usar produtos perfumados.</p><p>Se preferir um aroma mais invernal, pode ainda <strong>juntar um pau de canela</strong>.</p><h2>Utilização na limpeza diária </h2><p>A casca de limão também pode ser ainda uma <strong>aliada em algumas tarefas domésticas</strong>. Uma dica prática é <strong>utilizá-la no micro-ondas, onde basta colocar algumas cascas em um recipiente com água e aquecer por alguns minutos</strong>. O vapor ajuda a amolecer resíduos presos nas paredes internas do aparelho, facilitando a limpeza.</p><p>Também é possível aproveitar o aroma da casca para <strong>preparar uma solução caseira com vinagre branco</strong>. Ao deixar pedaços de casca em contato com o vinagre durante alguns dias, o líquido ganha um cheiro mais agradável e pode ser <strong>usado em determinadas superfícies da casa</strong>.</p><p>Embora não substitua produtos específicos para todos os tipos de limpeza, esse tipo de reaproveitamento é uma <strong>forma inteligente de dar uma nova função a algo que seria descartado</strong>.</p><h2>Combate aos maus odores</h2><p>Alguns <strong>objetos da cozinha absorvem facilmente cheiros fortes</strong>. Tábuas de corte ou utensílios utilizados para preparar alimentos como alho e cebola podem ficar com odores difíceis de eliminar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="679356" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/limao-siciliano-por-que-este-citrico-e-o-aliado-que-voce-precisa-na-sua-dieta.html" title="Limão siciliano: porque este cítrico é o aliado que precisa na sua dieta">Limão siciliano: porque este cítrico é o aliado que precisa na sua dieta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/limao-siciliano-por-que-este-citrico-e-o-aliado-que-voce-precisa-na-sua-dieta.html" title="Limão siciliano: porque este cítrico é o aliado que precisa na sua dieta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/limao-siciliano-por-que-este-citrico-e-o-aliado-que-voce-precisa-na-sua-dieta-1729301718073_320.jpg" alt="Limão siciliano: porque este cítrico é o aliado que precisa na sua dieta"></a></article></aside><p>Nesses casos, <strong>esfregar a parte interna da casca de limão sobre a superfície pode ajudar a reduzir esses cheiros</strong> e deixar um aroma cítrico mais agradável.</p><p>No frigorífico, algumas pessoas também utilizam cascas de limão num recipiente aberto para ajudar a <strong>manter o ambiente com um cheiro mais fresco</strong>.</p><h2>Um toque especial na cozinha</h2><p>Além das utilidades domésticas, a casca de limão pode voltar para a cozinha. <strong>Depois de bem lavada, ela pode ser aproveitada para aromatizar chás, sobremesas, bolos, molhos e outras receitas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/limao-como-ator-principal-para-uma-vida-domestica-mais-limpa-1782662090508.jpg" data-image="28ei2pyykghg" alt="Bebida de limão" title="Bebida de limão"><figcaption>Do tempero às bebidas refrescantes, o limão é um ingrediente versátil que pode ser aproveitado por completo.</figcaption></figure><p>A parte externa da <strong>casca contém os óleos aromáticos que dão o sabor característico do limão</strong>. Já a parte branca costuma ter um gosto mais amargo, por isso deve ser usada com cuidado dependendo da preparação.</p><p>Outra ideia é <strong>guardar as cascas no congelador para utilizá-las futuramente</strong> quando surgir uma receita que precise de um toque cítrico.</p><h2>Aliada das plantas e da compostagem</h2><p>Para aqueles que têm jardim ou vasos em casa também pode reaproveitar as cascas de limão. <strong>Cortadas em pedaços menores, elas podem ser adicionadas à compostagem</strong>, ajudando a transformar resíduos orgânicos em matéria útil para o solo.</p><p>Este hábito <strong>contribui para diminuir a quantidade de lixo produzido</strong> e incentiva uma relação mais consciente com os alimentos consumidos diariamente.</p><p>Numa próxima vez que utilizar um limão, talvez valha a pena pensar duas vezes antes de colocar a casca no lixo. Este <strong>pequeno “resto” pode ser justamente o ingrediente que faltava para uma rotina doméstica</strong> mais prática e sustentável.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/limao-como-ator-principal-para-uma-vida-domestica-mais-limpa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cúpula de calor: Portugal será como um “forno” que criará a sua própria massa de ar anómala]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-de-calor-portugal-sera-como-um-forno-que-criara-a-sua-propria-massa-de-ar-anomala.html</link><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 13:01:08 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Durante pelo menos os primeiros cinco dias de julho, Portugal continental, como parte integrante da Península Ibérica, será como um “forno”. Dia após dia, o calor acumulado na superfície terrestre será potenciado pela presença de uma cúpula de calor.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xajykyi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xajykyi.jpg" id="xajykyi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Certamente já terá escutado muitas vezes o termo<strong> “cúpula de calor”</strong> que surge com alguma frequência nos meios de comunicação social e nos institutos nacionais de meteorologia especializados.</p><p>Ora, o fenómeno da<strong> </strong>cúpula de calor <strong>é precisamente o que se instalará sobre Portugal continental ao longo de, pelo menos, os primeiros 5 dias de julho</strong>, criando as condições ideais para um aquecimento intenso e bastante persistente da massa de ar à superfície. Será o resultado da conjugação de vários fatores meteorológicos e geográficos que se reforçam mutuamente.</p><h2>Eis os fatores que irão desencadear a intensificação do calor em Portugal continental</h2><p>O primeiro fator a ter em conta é <strong>a forte insolação</strong>, típica da época estival e do mês de julho, que permite à superfície terrestre absorver uma enorme quantidade de <strong>energia solar </strong>ao longo do dia.</p><p>Ao mesmo tempo, <strong>o domínio prolongado das altas pressões</strong> dispostas em crista a oes-noroeste da Península Ibérica será favorável a uma grande <strong>estabilidade atmosférica</strong>. A subsidência, que consiste no movimento descendente do ar no interior do anticiclone, comprime e aquece adicionalmente a atmosfera, reduz a formação de nuvens e potencia a incidência da radiação solar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-de-calor-portugal-sera-como-um-forno-que-criara-a-sua-propria-massa-de-ar-anomala-1782822943594.png" data-image="0vo37ka9oapg"><figcaption>O efeito de “forno ibérico” será potenciado pela presença de uma cúpula de calor. O calor acumulado de forma eficiente na superfície terrestre das geografias de Portugal e Espanha durante vários dias consecutivos será amplificado pela persistência de uma massa de ar muito quente, mantida sob uma crista anticiclónica em altitude que atua como uma “tampa atmosférica”.</figcaption></figure><p>A este panorama junta-se o transporte de uma <strong>massa de ar muito quente e seco procedente do Norte de África</strong> (origem tropical continental), impulsionada por <strong>ventos predominantes de Leste</strong>. Apesar de na maioria das regiões o vento soprar com intensidade fraca, poderão ocorrer rajadas localmente fortes em algumas zonas (risco de incêndio elevado, muito elevado ou máximo), sem que isso impeça a acumulação generalizada de calor. </p><h2>Efeito de "forno ibérico": de que forma Portugal criará a sua própria massa de ar anómala</h2><p>Todavia, um dos aspetos que mais salta à vista neste episódio de potencial onda de calor será <strong>a capacidade da própria Península Ibérica modificar a massa de ar que a envolve</strong>. Por causa da sua vasta extensão continental, suficientemente grande para se comportar como um <strong>“mini-continente”, a superfície terrestre acumulará calor de forma muito eficiente durante vários dias consecutivos</strong>. Durante a noite, o calor será libertado lentamente, o que impedirá um arrefecimento significativo da atmosfera.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776437" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-quinta-2-de-julho-tera-inicio-em-lisboa-uma-longa-serie-de-dias-em-que-a-temperatura-maxima-ultrapassara-os-35-c.html" title="Na quinta, 2 de julho, terá início em Lisboa uma longa série de dias em que a temperatura máxima ultrapassará os 35 ºC">Na quinta, 2 de julho, terá início em Lisboa uma longa série de dias em que a temperatura máxima ultrapassará os 35 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-quinta-2-de-julho-tera-inicio-em-lisboa-uma-longa-serie-de-dias-em-que-a-temperatura-maxima-ultrapassara-os-35-c.html" title="Na quinta, 2 de julho, terá início em Lisboa uma longa série de dias em que a temperatura máxima ultrapassará os 35 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/na-quinta-2-de-julho-tera-inicio-em-lisboa-uma-longa-serie-de-dias-em-que-a-temperatura-maxima-ultrapassara-os-35-c-1782818582205_320.png" alt="Na quinta, 2 de julho, terá início em Lisboa uma longa série de dias em que a temperatura máxima ultrapassará os 35 ºC"></a></article></aside><p>Simultaneamente, a circulação atmosférica fraca e a estabilidade imposta pela cúpula de calor dificultarão a renovação da massa de ar. Ao invés de ser substituído por ar mais fresco, <strong>o ar manter-se-á praticamente estagnado sobre Portugal continental e grande parte da Espanha peninsular, aquecendo gradualmente dia após dia</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-de-calor-portugal-sera-como-um-forno-que-criara-a-sua-propria-massa-de-ar-anomala-1782822648403.png" data-image="z09gaqbrh9il"><figcaption>O efeito de “forno ibérico” será potenciado pela presença de uma cúpula de calor. Esta situação dará origem a temperaturas muito elevadas durante vários dias consecutivos em Portugal continental. À superfície, preveem-se temperaturas geralmente entre 8 e 12 ºC acima da média, com alguns locais a poderem atingir anomalias de +15 ou +16 ºC.</figcaption></figure><p>Este mecanismo fará com que a geografia de ambos os países funcione como um <strong>verdadeiro “forno ibérico”</strong>, no qual é gerada uma massa de ar extraordinariamente quente, aquecida não só pela advecção vinda do Norte de África, mas também pelo<strong> calor intenso produzido localmente</strong>.</p><p>É precisamente a presença da <strong>cúpula de calor que potencia este efeito, ao</strong> <strong>aprisionar o ar quente junto à superfície</strong>, impedindo a sua dispersão. Como consequência disto, a massa de ar tornar-se-á cada vez mais quente, com temperaturas diurnas muito elevadas e noites tropicais ou tórridas em muitas regiões, o que fará com que o episódio de calor intenso seja prolongado.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-de-calor-portugal-sera-como-um-forno-que-criara-a-sua-propria-massa-de-ar-anomala.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item></channel></rss>