<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Tue, 14 Jul 2026 17:30:24 +0000</lastBuildDate><pubDate>Tue, 14 Jul 2026 17:30:24 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Terramotos na Venezuela provocaram um deslocamento do solo para leste e para oeste ao longo da costa norte do país]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/terramotos-na-venezuela-provocaram-um-deslocamento-do-solo-para-leste-e-para-oeste-ao-longo-da-costa-norte-do-pais.html</link><pubDate>Tue, 14 Jul 2026 16:29:15 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Os dados de radar do satélite NISAR revelam que La Guaira e as áreas circundantes sofreram um deslocamento substancial do solo em consequência dos sismos ocorridos em junho de 2026 na Venezuela.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/terramotos-na-venezuela-provocaram-um-deslocamento-do-solo-para-leste-e-para-oeste-ao-longo-da-costa-norte-do-pais-1784046472005.jpg" data-image="3ety2eoce1ef"><figcaption>O deslocamento do solo foi particularmente acentuado nas proximidades de Caracas e La Guaira, na Venezuela, na sequência dos sismos que atingiram a região a 24 de junho de 2026. O mapa foi criado a partir de dados do NISAR (Radar de Abertura Sintética da NASA-ISRO) recolhidos a 25 e 30 de junho (após os sismos) e a 13 e 18 de junho (antes dos sismos). Crédito: NASA/Lauren Dauphin.</figcaption></figure><p>O mapa de satélite da costa norte da Venezuela mostra a vermelho as áreas onde o solo se deslocou para leste e a azul as áreas onde se deslocou para oeste. <strong>Uma linha branca fina marca o ponto onde a falha se rompeu sob a superfície</strong>.</p><h2>Deslocamento do solo durante o terramoto na Venezuela, em junho de 2026</h2><p>A 24 de junho de 2026, um terramoto de magnitude 7,2 atingiu o norte da Venezuela, seguido, menos de um minuto depois, por um sismo principal de magnitude 7,5. <strong>Em conjunto, os dois terramotos causaram danos extensos e uma perda significativa de vidas em toda a região</strong>.</p><p>Nos dias que se seguiram, mapas de satélite do deslocamento do solo revelaram <strong>como a superfície da Terra se tinha movido</strong>, ajudando os cientistas a compreender as forças por trás da <strong>grave destruição em locais como La Guaira</strong> e outras cidades costeiras do Estado de La Guaira.</p><div class="texto-destacado">O mapa acima foi criado utilizando <strong>dados do satélite NISAR</strong> (Radar de Abertura Sintética da NASA-ISRO) e processado pela equipa científica do NISAR no <strong>Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) </strong>da NASA.</div><p>Os cientistas utilizaram uma técnica conhecida como <strong>InSAR</strong>, que compara observações repetidas de satélite para detetar alterações subtis na distância entre o satélite e a superfície terrestre. As imagens captadas a 25 e 30 de junho, <strong>após os sismos</strong>, foram comparadas com imagens obtidas a 13 e 18 de junho, <strong>antes dos sismos</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="756042" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-os-gatilhos-de-sismos-impossiveis-em-regioes-estaveis.html" title="Cientistas descobrem os gatilhos de sismos 'impossíveis' em regiões estáveis">Cientistas descobrem os gatilhos de sismos "impossíveis" em regiões estáveis</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-os-gatilhos-de-sismos-impossiveis-em-regioes-estaveis.html" title="Cientistas descobrem os gatilhos de sismos 'impossíveis' em regiões estáveis"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-descobrem-os-gatilhos-de-sismos-impossiveis-em-regioes-estaveis-1772050359885_320.png" alt="Cientistas descobrem os gatilhos de sismos 'impossíveis' em regiões estáveis"></a></article></aside><p>O NISAR observa a Terra num ângulo de cerca de 40 graus em relação à vertical, o que lhe permite captar uma combinação de movimentos horizontais e verticais do solo.</p><p>Neste mapa, <strong>as áreas a vermelho indicam onde o solo se deslocou para leste e para cima, enquanto as áreas a azul indicam deslocamentos para oeste e para baixo</strong>. No entanto, uma vez que o sismo ocorreu numa falha de deslizamento lateral, a maior parte do deslocamento apresentado no mapa foi horizontal (este-oeste).</p><p>As áreas brancas indicam pouco ou nenhum movimento do solo, incluindo uma faixa estreita perto do centro-esquerda da imagem, junto a Morón, que marca aproximadamente o local onde a falha se rompeu em profundidade. <strong>A falha faz parte de uma rede de fraturas que se estende ao longo da fronteira entre a Placa das Caraíbas, a norte, e a Placa Sul-Americana, a sul</strong>.</p><p>Os cientistas afirmam que<strong> as falhas ao longo desta fronteira entre placas</strong>, incluindo o Sistema de Falhas de San Sebastián, onde estes sismos provavelmente ocorreram (e possivelmente parte do Sistema de Falhas de Boconó), <strong>vinham a acumular tensão há muito tempo</strong>.</p><h2>Porque é que os danos foram tão graves?</h2><p><em></em>A ruptura da falha propagou-se para o mar, em direção a leste, antes de regressar à terra firme perto do aeroporto internacional a norte de Caracas, marcada pela estreita faixa branca visível entre o deslocamento para oeste e para leste. Imediatamente a sul desta secção da falha, <strong>a coloração azul-escura indica que o deslocamento superficial para oeste foi muito maior do que noutros locais, atingindo até 60 centímetros</strong>.</p><p>"Estas são as razões pelas quais os danos em Caracas e La Guaira foram tão graves", afirmou Eric Fielding, geofísico do JPL responsável pela elaboração dos mapas.<strong> "A tecnologia InSAR revela-nos muito sobre o que aconteceu durante este terramoto"</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775624" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/venezuela-com-dois-terremotos-de-magnitude-7-1-e-7-5-em-menos-de-um-minuto-videos-e-ultimas-noticias.html" title="Venezuela com dois terramotos de magnitude 7,1 e 7,5 em menos de um minuto: vídeos e últimas notícias">Venezuela com dois terramotos de magnitude 7,1 e 7,5 em menos de um minuto: vídeos e últimas notícias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/venezuela-com-dois-terremotos-de-magnitude-7-1-e-7-5-em-menos-de-um-minuto-videos-e-ultimas-noticias.html" title="Venezuela com dois terramotos de magnitude 7,1 e 7,5 em menos de um minuto: vídeos e últimas notícias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/venezuela-con-doble-sismo-de-7-1-y-7-5-como-diferenciar-un-sismo-precursor-de-una-replica-1782380001343_320.png" alt="Venezuela com dois terramotos de magnitude 7,1 e 7,5 em menos de um minuto: vídeos e últimas notícias"></a></article></aside><p>Com base nos dados do NISAR, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) aperfeiçoou o seu modelo de deslizamento da falha, ou "modelo de falha finito", para <strong>definir melhor a forma como a falha se moveu em profundidade, incluindo ao longo da secção oriental da ruptura</strong>. "Isto é extremamente útil para quem procura compreender por que razão os danos foram tão graves nessa zona", afirmou Fielding.</p><p>Os mapas de deslocamento relativos a este evento foram produzidos através do sistema de<strong> Resposta Urgente (UR) do NISAR</strong>, <strong>um processo acelerado capaz de fornecer dados no prazo de 12 a 24 horas para apoiar os esforços de resposta a catástrofes</strong>.</p><p>O processamento rápido baseia-se em informações orbitais previstas, o que significa que os mapas UR permanecem preliminares até serem reprocessados utilizando dados orbitais precisos, normalmente no prazo de um ou dois dias. Esta<strong> é a primeira vez que o sistema de Resposta Urgente do NISAR foi utilizado para mapear o deslocamento do solo na sequência de um grande terramoto</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Kathryn%20Hansen" data-year="" data-title="Where%20Venezuela%E2%80%99s%20Earthquakes%20Shifted%20the%20Ground" data-url="https%3A%2F%2Fscience.nasa.gov%2Fearth%2Fearth-observatory%2Fwhere-venezuelas-earthquakes-shifted-the-ground%2F">Kathryn Hansen. <a href="https://science.nasa.gov/earth/earth-observatory/where-venezuelas-earthquakes-shifted-the-ground/" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Where Venezuela’s Earthquakes Shifted the Ground</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/terramotos-na-venezuela-provocaram-um-deslocamento-do-solo-para-leste-e-para-oeste-ao-longo-da-costa-norte-do-pais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Investigadores portugueses lideram avanço genético para combater a fome no mundo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/investigadores-portugueses-lideram-avanco-genetico-para-combater-a-fome-no-mundo.html</link><pubDate>Tue, 14 Jul 2026 15:55:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Cientistas da Universidade do Porto modificaram o comportamento molecular de um cereal africano, criando uma solução agrícola altamente nutritiva que resiste a secas extremas.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-portugueses-lideram-avanco-genetico-para-combater-a-fome-no-mundo-1784032600708.jpg" data-image="72ar60kbeyfm" alt="Plantação de Sorgo em África" title="Plantação de Sorgo em África"><figcaption>O sorgo é um dos cereais mais cultivados do mundo, sendo a base da alimentação em regiões semiáridas de África, especialmente na Nigéria, no Sudão e na Etiópia. Foto: UN/Fred Noy, CC BY-NC-ND 2.0, via Flickr</figcaption></figure><p>Nos laboratórios do norte de Portugal está a ser desenvolvida uma resposta revolucionária para travar um dos maiores problemas da humanidade. Uma equipa internacional coordenada pelo Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (<strong>CIBIO-BIOPOLIS</strong>) da Universidade do Porto, alterou a <strong>programação interna</strong> do <strong>sorgo</strong>, um cereal que serve de base alimentar para milhões de pessoas nas regiões mais áridas do planeta. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Recorrendo à modificação genética cirúrgica, os cientistas triplicaram a concentração de zinco nos grãos da planta, contribuindo para erradicar carências nutricionais severas que afetam mais de dois mil milhões de habitantes em todo o mundo.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O sucesso desta investigação tem um impacto maior num momento em que o aquecimento global impulsiona o <strong>avanço da</strong> <strong>desertificação</strong> em vários continentes. As alterações climáticas têm castigado as populações mais vulneráveis com secas prolongadas, destruindo colheitas tradicionais e empobrecendo a qualidade dos alimentos disponíveis.</p><p>O <strong>sorgo</strong> destaca-se justamente pela sua <strong>capacidade natural de sobreviver em solos fustigados pelo calor</strong>, tornando-se o alvo ideal para intervenções de biofortificação que visem salvar vidas em regiões de stress climático extremo.</p><h2>Um interruptor molecular permanentemente ativo</h2><p>A equipa liderada pela investigadora <strong>Ana Assunção</strong> focou os seus esforços num gene específico da planta que regula a captação de nutrientes no solo. Em colaboração com o Carlsberg Research Laboratory, da Dinamarca, os cientistas utilizaram uma tecnologia avançada de identificação molecular para isolar uma <strong>variante genética rara</strong>. Esta modificação altera o comportamento de um <strong>sensor interno</strong> responsável por gerir as reservas de minerais do vegetal.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-portugueses-lideram-avanco-genetico-para-combater-a-fome-no-mundo-1784032923794.jpg" data-image="b2x9yjboui4r" alt="Plantação de Sorgo em África" title="Plantação de Sorgo em África"><figcaption>O sorgo é a primeira cultura em que a biofortificação em zinco, através da modulação deste tipo de sensor molecular, está demonstrada. Foto: CGIAR Research Program on Climate Change, CC BY-NC-SA 2.0, via Flickr</figcaption></figure><p>Na sua forma natural, o organismo da planta interrompe a absorção de nutrientes assim que atinge um patamar básico. Com a nova abordagem científica, esse interruptor biológico permanece <strong>ligado de forma contínua</strong>, fazendo com que a raiz atue como se estivesse sob uma escassez constante. </p><p>O efeito prático é um <strong>bombeamento massivo de zinco para os grãos</strong>, que passam a registar valores entre 50 e 60 miligramas por quilograma de peso seco, superando as metas de nutrição fixadas pelas agências internacionais.</p><h2>Uma solução limpa e aplicável a outros alimentos</h2><p>Uma das vitórias mais celebradas pela comunidade científica prende-se com a saúde do próprio vegetal. O melhoramento genético focado no valor nutricional acaba, muitas vezes, por enfraquecer o crescimento da planta ou reduzir a quantidade de sementes produzidas. Neste ensaio, porém, o <strong>aumento de micronutrientes ocorreu sem qualquer impacto negativo no desenvolvimento agronómico</strong>, mantendo a planta robusta e pronta para enfrentar o ambiente hostil do campo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="733694" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-culturas-geneticamente-modificadas-poderiam-reduzir-as-emissoes-de-gases-de-efeito-estufa.html" title="As culturas geneticamente modificadas poderiam reduzir as emissões de gases com efeito de estufa?">As culturas geneticamente modificadas poderiam reduzir as emissões de gases com efeito de estufa?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-culturas-geneticamente-modificadas-poderiam-reduzir-as-emissoes-de-gases-de-efeito-estufa.html" title="As culturas geneticamente modificadas poderiam reduzir as emissões de gases com efeito de estufa?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/could-choosing-crops-based-on-genetics-curb-greenhouse-gas-emissions-1759930520546_320.jpeg" alt="As culturas geneticamente modificadas poderiam reduzir as emissões de gases com efeito de estufa?"></a></article></aside><p>Os benefícios desta descoberta estendem-se muito <strong>além das fronteiras do cultivo do sorgo</strong>. Esta é a primeira vez que a ciência consegue modular com sucesso este tipo de sensor molecular numa cultura agrícola real. </p><p>O sucesso do método valida um conceito que os investigadores já começaram a testar noutras espécies de grande relevância para a alimentação humana, antecipando uma <strong>nova geração de supercereais</strong> mais ricos e menos dependentes de fertilizantes químicos.</p><h2>Sustentabilidade para os solos do futuro</h2><p>Os novos grãos representam um avanço profundo na gestão sustentável dos recursos agrícolas mundiais. Ao potenciar a eficácia com que as raízes extraem os minerais já presentes na terra, a tecnologia permite <strong>valorizar terrenos agrícolas empobrecidos</strong> sem sobrecarregar os produtores locais com custos adicionais.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-portugueses-lideram-avanco-genetico-para-combater-a-fome-no-mundo-1784033108760.jpg" data-image="marreq0agcvy" alt="Plantação de Sorgo em África" title="Plantação de Sorgo em África"><figcaption>Os cientistas modificaram o sensor genético da planta para manter ativa a absorção de nutrientes do solo. Foto: Shikoha Tautiko, own work, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>A transição da investigação laboratorial para o impacto real demonstra o <strong>papel pioneiro da ciência portuguesa na geopolítica da segurança alimentar</strong>. Ao desenvolver ferramentas capazes de enriquecer a dieta de comunidades isoladas, a Universidade do Porto coloca a biologia molecular na linha da frente da adaptação humana às exigências ecológicas que marcam o nosso tempo.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Centro%20de%20Investiga%C3%A7%C3%A3o%20em%20Biodiversidade%20e%20Recursos%20Gen%C3%A9ticos%20(CIBIO-BIOPOLIS)%20da%20Universidade%20do%20Porto" data-year="" data-title="CIBIO-BIOPOLIS%20inova%20no%20combate%20%C3%A0%20car%C3%AAncia%20em%20micronutrientes" data-url="https%3A%2F%2Fnoticias.up.pt%2F2026%2F06%2F17%2Fcibio-biopolis-inova-no-combate-a-carencia-em-micronutrientes%2F">Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO-BIOPOLIS) da Universidade do Porto. <a href="https://noticias.up.pt/2026/06/17/cibio-biopolis-inova-no-combate-a-carencia-em-micronutrientes/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">CIBIO-BIOPOLIS inova no combate à carência em micronutrientes</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/investigadores-portugueses-lideram-avanco-genetico-para-combater-a-fome-no-mundo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Crista anticiclónica forma-se em breve no Atlântico Norte: mais de 35 ºC nestas localidades portuguesas no domingo 19]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/crista-anticiclonica-forma-se-em-breve-no-atlantico-norte-mais-de-35-c-nestas-localidades-portuguesas-no-domingo.html</link><pubDate>Tue, 14 Jul 2026 14:47:09 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Para domingo, 19 de julho, o modelo europeu prevê o início do regime meteorológico da Crista Atlântica. Além disto, haverá uma subida das temperaturas máximas em Portugal, mais significativa no interior. Saiba em que localidades se preveem mais de 35 ºC.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xap6t0y"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xap6t0y.jpg" id="xap6t0y"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Entre domingo e sexta-feira, dias 19 a 24 de julho, as previsões do modelo ECMWF apontam para a forte probabilidade de estabelecimento do regime Crista Atlântica</strong> (<em>Atlantic Ridge</em>,<em> </em>em inglês), associado ao reforço de uma crista anticiclónica sobre o Atlântico Norte. Embora este padrão atmosférico esteja normalmente ligado a condições de tempo seco e estável, não implica, por si só, temperaturas amenas em todo a geografia de Portugal continental.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Nesta notícia iremos examinar em detalhe os valores das temperaturas máximas previstos para <strong>as regiões onde fará mais calor em Portugal continental no domingo, 19 de julho</strong>, em concreto naquelas onde o termómetro assinalará valores <strong>superiores a 35 ºC</strong>.</p><h2>Eis como a crista atlântica costuma influenciar o tempo em Portugal continental</h2><p>O padrão da crista atlântica costuma distinguir-se pelo <strong>fortalecimento de uma área de altas pressões no Atlântico Norte</strong>, habitualmente localizado nas proximidades dos 55 ºN, que <strong>se estende para sul através de uma crista anticiclónica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/crista-anticiclonica-forma-se-em-breve-no-atlantico-norte-mais-de-35-c-nestas-localidades-portuguesas-no-domingo-1784039205883.png" data-image="93uux7pxkuhm"><figcaption>Crista Atlântica no próximo domingo, 19 de julho, a consolidar-se a oes-noroeste da Irlanda.</figcaption></figure><p><strong>Em Portugal, esta configuração atmosférica tende a gerar um estado do tempo seco, estável, bem como a presença da típica nortada ao longo do litoral</strong>. Não obstante, a evolução das temperaturas vai estar sujeita à interação entre as diferentes massas de ar à escala sinóptica.</p><p>Ao longo do dia de sábado, 18 de julho, prevê-se que a crista anticiclónica comece lentamente a formar-se, estendendo a sua influência até à Península Ibérica. É expectável que <strong>o anticiclone permaneça robusto e bem estabelecido a norte</strong>, enquanto a disposição das isóbaras, orientadas de norte para sul junto à costa portuguesa, vão favorecendo um fluxo de noroeste.</p><h2>Estas são as regiões e localidades onde se preveem temperaturas superiores a 35 ºC no domingo, 19 de julho</h2><p>No domingo, 19 de julho, data em que se prevê o início da influência da Crista Atlântica na zona Euro-Atlântica, a primeira incursão de ar quente e seco procedente do Norte de África e do interior da Península Ibérica <strong>começará a condicionar a evolução das temperaturas nas regiões do interior de Portugal continental</strong>.</p><p>Pensando sobre o que está na origem deste comportamento térmico, salientam-se fatores geográficos como a<strong> latitude, a localização e o relevo</strong>, aliados a fatores meteorológicos como a<strong> subsidência anticiclónica, o elevado ângulo de incidência de radiação solar e o predomínio de céu limpo ou pouco nublado</strong>. Toda esta combinação explica a tendência de aquecimento mais expressiva que se registará nas regiões do interior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/crista-anticiclonica-forma-se-em-breve-no-atlantico-norte-mais-de-35-c-nestas-localidades-portuguesas-no-domingo-1784039040537.png" data-image="n8k213hs1ig6"><figcaption>Segundo o modelo Europeu, o Baixo Alentejo, de onde se destacará o vale do Guadiana, será um dos focos de maior calor em Portugal continental no próximo domingo, 19 de julho, com temperaturas máximas a rondar os 39 ºC.</figcaption></figure><p>O relevo, o efeito de continentalidade e a massa de ar quente e seco proveniente que entrará na Península Ibérica vindo do Norte de África irão favorecer um <strong>aquecimento particularmente intenso durante a tarde</strong>. A isto acrescerá o papel da barreira orográfica Montejunto-Estrela, que <strong>dificultará a progressão do ar mais quente para o litoral</strong>, contribuindo para a sua retenção na metade oriental e meridional da nossa geografia (grosso modo, no interior).</p><p>Por fim, é preciso ainda ter em conta o efeito dos principais vales fluviais (Douro e Guadiana, entre outros), nos quais<strong> o encaixe afunilado do relevo tende a favorecer a acumulação de calor</strong> e a potenciar temperaturas mais elevadas.</p><p>Neste contexto, não surpreende que os mapas de referência da Meteored já estejam a prever temperaturas máximas já significativamente superiores às dos dias anteriores em várias regiões do país, ultrapassando o patamar dos 35 ºC e <strong>situando-se entre 36 e 40 ºC nas regiões dos vales do Douro e Guadiana, Beira Alta e Beira Baixa, Alentejo e Sotavento Algarvio</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778616" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/meteorologistas-espanhois-avisam-sobre-a-canicula-que-comeca-amanha-o-que-um-portugues-deve-saber-sobre-isto.html" title="Meteorologistas espanhóis avisam sobre a 'canícula' que começa amanhã: o que um português deve saber sobre isto">Meteorologistas espanhóis avisam sobre a "canícula" que começa amanhã: o que um português deve saber sobre isto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/meteorologistas-espanhois-avisam-sobre-a-canicula-que-comeca-amanha-o-que-um-portugues-deve-saber-sobre-isto.html" title="Meteorologistas espanhóis avisam sobre a 'canícula' que começa amanhã: o que um português deve saber sobre isto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologistas-espanhois-avisam-sobre-a-canicula-que-comeca-amanha-o-que-um-portugues-deve-saber-sobre-isto-1784033877782_320.jpg" alt="Meteorologistas espanhóis avisam sobre a 'canícula' que começa amanhã: o que um português deve saber sobre isto"></a></article></aside><p>Entre as localidades e capitais de distrito onde se prevê mais calor no domingo, 19 de julho, destacam-se: <strong>Idanha-a-Nova, Crato, Vila Viçosa, Redondo, Portel, Cuba, Ferreira do Alentejo, Beja, Aljustrel, Ourique, Almodôvar</strong> (36 ºC), <strong>Mirandela, Vila Nova de Foz Côa, Vila Velha de Ródão, Ponte de Sor, Campo Maior, Elvas, Reguengos de Monsaraz, Serpa, Moura</strong> (37 ºC), <strong>Odeleite</strong> (38 ºC), <strong>Mértola</strong> (39 ºC) e <strong>Alcoutim</strong> (40 ºC), entre muitas outras.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/crista-anticiclonica-forma-se-em-breve-no-atlantico-norte-mais-de-35-c-nestas-localidades-portuguesas-no-domingo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Meteorologistas espanhóis avisam sobre a "canícula" que começa amanhã: o que um português deve saber sobre isto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/meteorologistas-espanhois-avisam-sobre-a-canicula-que-comeca-amanha-o-que-um-portugues-deve-saber-sobre-isto.html</link><pubDate>Tue, 14 Jul 2026 13:11:07 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A canícula arranca amanhã, quarta-feira 15 de julho e durará 4 semanas. Saiba o que esperar da possível evolução do estado do tempo em Portugal durante o período estatisticamente mais quente e seco do ano.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologistas-espanhois-avisam-sobre-a-canicula-que-comeca-amanha-o-que-um-portugues-deve-saber-sobre-isto-1784033877782.jpg" data-image="h7w9mg2eb5cg"><figcaption>A canícula é estatisticamente o período mais quente e seco do ano em Portugal e decorre entre 15 de julho e 15 de agosto. Saiba o que se prevê para as próximas semanas.</figcaption></figure><p>Amanhã - quarta-feira, 15 de julho - <strong>começa a canícula em Portugal, o período que é considerado estatisticamente o mais quente e seco do ano. Habitualmente decorre entre 15 de julho e 15 de agosto</strong>, porém, por vezes, podem ocorrer ondas de calor intensas antes ou depois deste intervalo. O termo vem do latim <em>canis</em>, associado à constelação Canis Maior, onde brilha Sirius, estrela tradicionalmente ligada ao calor mais intenso do ano.</p><p>De acordo com um <strong>antigo ditado espanhol, “De Virgem a Virgem, o calor aperta com força”</strong>. Tradicionalmente, este período estende-se entre 16 de julho (Nossa Senhora do Carmo) e 15 de agosto (Nossa Senhora da Assunção), coincidindo com festas religiosas. Contudo, os episódios de calor extremo fora da canícula têm-se tornado mais frequentes, surgindo também em qualquer momento do trimestre estival (junho-julho-agosto) e, ocasionalmente, até mesmo noutras estações.</p><h2>As temperaturas em Portugal não irão sofrer grandes variações até 18 de julho</h2><p>Ao contrário do que aconteceu em vários anos recentes, <strong>os primeiros dias da canícula em Portugal continental serão relativamente frescos</strong>, com temperaturas geralmente abaixo da média climatológica para julho ou, nalgumas regiões, próximas dos valores normais para a época.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologistas-espanhois-avisam-sobre-a-canicula-que-comeca-amanha-o-que-um-portugues-deve-saber-sobre-isto-1784033613491.png" data-image="fs2re9idbkvv"><figcaption>Nos primeiros dias da canícula em Portugal continental as temperaturas mantêm-se inferiores ao normal para esta época do ano, tal como evidenciado por este mapa da anomalia de temperatura do ar medida à superfície para as 16:00 de sexta-feira, 17 de julho.</figcaption></figure><p>O contraste será evidente face à zona leste da Península Ibérica, onde várias regiões de Espanha irão registar, <strong>de acordo com os nossos colegas meteorologistas espanhóis da Meteored</strong>, máximas superiores a 40 ºC, podendo pontualmente aproximar-se dos 45 ºC. <strong>Em Portugal, a influência marítima continuará dominante, mantendo-se a tendência de frescura de origem atlântica pelo menos até sábado, 18 de julho</strong>.</p><h2>Crista atlântica poderá provocar um breve período de tempo quente entre 19 e 24 de julho</h2><p>A partir de domingo (19), o modelo Europeu prevê uma elevada probabilidade de instalação do <strong>padrão meteorológico “Crista Atlântica” na região Euro-Atlântica</strong>. Consiste num bloqueio de altas pressões sobre o Atlântico Norte que se estende para sul em forma de crista, modificando as condições meteorológicas em vários países europeus, incluindo Portugal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologistas-espanhois-avisam-sobre-a-canicula-que-comeca-amanha-o-que-um-portugues-deve-saber-sobre-isto-1784032655911.png" data-image="84el2v4c271i"><figcaption>Observa-se a crista atlântica perfeitamente formada sobre o Atlântico Norte a partir de domingo, 19 de julho.</figcaption></figure><p>Em Portugal, o domínio da “Crista Atlântica” costuma favorecer, regra geral, <strong>tempo seco, estável e a presença da habitual nortada no litoral</strong>. Ainda assim, a distribuição das temperaturas dependerá da interação entre diferentes massas de ar à escala sinóptica. </p><div class="texto-destacado">Os cenários atuais perspetivam o dito anticiclone reforçado no Atlântico Norte (Crista Atlântica), uma bolsa fria isolada em altitude a oeste de Portugal continental e uma massa de ar muito quente vinda do Norte de África a estender-se sobre a Península Ibérica.</div><p><strong>A crista atlântica fortalecida sobre o Atlântico Norte favorecerá a estabilidade atmosférica</strong> no nosso país, ao passo que a bolsa de ar frio manter-se-á estacionada a oeste de Portugal, contribuindo para amenizar as temperaturas junto ao litoral. Ao mesmo tempo, esta circulação favorecerá a entrada de uma <strong>massa de ar muito quente e seco</strong> proveniente do Norte de África, que se estenderá sobre grande parte da Península Ibérica. <strong>No nosso país influenciará sobretudo as regiões do interior</strong>, contribuindo para um grande contraste térmico com o litoral.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologistas-espanhois-avisam-sobre-a-canicula-que-comeca-amanha-o-que-um-portugues-deve-saber-sobre-isto-1784032754274.jpg" data-image="ps0rc75xp1wa"><figcaption>Configuração sinóptica prevista para quarta-feira, 22 de julho deteta uma crista Atlântica sobre o Atlântico Norte, uma bolsa de ar frio a oeste de Portugal continental e uma massa de ar quente vinda do Norte de África a penetrar na Península Ibérica.</figcaption></figure><p>Caso este cenário efetivamente se concretize, as temperaturas deverão subir significativamente <strong>no interior do nosso país entre os dias 19 e 24, especialmente nas regiões do interior</strong>, tais como o Nordeste Transmontano, Alto Douro, Beira Alta e Beira Baixa, Alentejo, zonas do Ribatejo e vale do Tejo, vale do Guadiana, entre outras.</p><div class="texto-destacado">Apesar da subida prevista para a próxima semana, os mapas <strong>não indicam, para já, a ocorrência de uma onda de calor</strong> no nosso país, dado que não parecem estar reunidos os critérios de duração, intensidade e extensão espacial normalmente utilizados para a sua classificação.</div><p><strong>Nestas regiões do interior poderão registar-se temperaturas entre 35 e 40 ºC</strong>. No litoral também se espera uma subida das temperaturas, mas a influência moderadora do oceano manterá os valores relativamente amenos. Assim, o contraste entre litoral e interior continuará a ser significativo, num contexto de tempo predominantemente estável e seco.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologistas-espanhois-avisam-sobre-a-canicula-que-comeca-amanha-o-que-um-portugues-deve-saber-sobre-isto-1784032889139.jpg" data-image="r6q68vo6blt5"><figcaption>O ECMWF antecipa temperaturas entre 1 e 3 ºC acima da média em Portugal continental na semana de 20 a 26 de julho.</figcaption></figure><p>Após a presente semana mais fresca do que o habitual, em claro contraste com aquilo que normalmente caracteriza a canícula, embora seja importante recordar que nenhum verão é igual ao anterior, <strong>os mapas para a semana de 20 a 27 de julho vislumbram anomalias térmicas positivas entre 1 e 3 ºC em toda a extensão de Portugal continental e de cerca de 1 ºC no arquipélago da Madeira</strong>. Por outro lado, prevê-se uma anomalia térmica negativa de -1 ºC no arquipélago dos Açores.</p><h2>Elevada incerteza na evolução do estado do tempo entre 27 de julho e 15 de agosto</h2><p>Fazer previsões meteorológicos com um prazo superior a 7 dias envolve um elevado grau de incerteza, quase como se entrássemos no campo da ficção científica. Por isso, <strong>quando se pretende analisar o tempo a médio-longo prazo, é mais correto falar em tendências</strong> do que em previsões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologistas-espanhois-avisam-sobre-a-canicula-que-comeca-amanha-o-que-um-portugues-deve-saber-sobre-isto-1784033342842.jpg" data-image="azd3wt1p5i0p"><figcaption>Apesar da persistência de temperaturas acima da média, tudo indica que as anomalias térmicas positivas tenderão a diminuir à medida que a canícula for decorrendo. Não obstante, nem mesmo isso exclui a possibilidade de ocorrência de uma onda de calor.</figcaption></figure><p>Ora, de acordo com o modelo de confiança da Meteored - o ECMWF - a tendência para <strong>as três semanas seguintes da canícula aponta para a continuidade de temperaturas acima da média</strong>, embora com anomalias relativamente moderadas e que terão tendência a diminuir gradualmente à medida que o período canicular for avançando.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778591" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/crista-atlantica-reforca-se-dia-19-de-julho-eis-como-afetara-o-tempo-em-portugal-explica-marta-godinho.html" title="Crista atlântica reforça-se dia 19 de julho: 'eis como afetará o tempo em Portugal', explica Marta Godinho">Crista atlântica reforça-se dia 19 de julho: "eis como afetará o tempo em Portugal", explica Marta Godinho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/crista-atlantica-reforca-se-dia-19-de-julho-eis-como-afetara-o-tempo-em-portugal-explica-marta-godinho.html" title="Crista atlântica reforça-se dia 19 de julho: 'eis como afetará o tempo em Portugal', explica Marta Godinho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/crista-atlantica-reforca-se-dia-19-de-julho-eis-como-afetara-o-tempo-em-portugal-explica-marta-godinho-1784026112709_320.png" alt="Crista atlântica reforça-se dia 19 de julho: 'eis como afetará o tempo em Portugal', explica Marta Godinho"></a></article></aside><p>Nesta fase, <strong>continua a ser muito precoce equacionar a ocorrência de uma onda de calor na geografia de Portugal continental</strong>, já que os principais indicadores utilizados para este tipo de evento não evidenciam sinais consistentes nesse sentido. No entanto, já se sabe que em meteorologia não existem certezas absolutas e os modelos meteorológicos atualizam constantemente, pelo que,<strong> a qualquer instante, o cenário previsto pode alterar-se significativamente</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologistas-espanhois-avisam-sobre-a-canicula-que-comeca-amanha-o-que-um-portugues-deve-saber-sobre-isto-1784033052115.jpg" data-image="sf9klhbu1of2"><figcaption>A precipitação é uma das variáveis mais complexas de analisar, no entanto, a tendência para as próximas 4 semanas plasmada nos mapas semanais de anomalias do ECMWF evidencia, com consistência, valores próximos da média para os meses de julho e agosto, que já é habitualmente escassa, embora em certas zonas do país se verifique a possibilidade de anomalias positivas.</figcaption></figure><p>Quanto à precipitação, destaca-se um detalhe interessante: os mapas semanais de anomalias do ECMWF continuam a detetar <strong>valores próximos da média</strong> e, em algumas semanas da canícula, <strong>até ligeiramente acima do normal em certas zonas do país</strong>.</p><p>Isto reforça a possibilidade de alternância entre diferentes padrões meteorológicos, com a eventual passagem de superfícies frontais ou a formação de bolsas de ar frio isoladas em altitude a descer até à nossa latitude, que consigam enfraquecer temporariamente o domínio das altas pressões, <strong>produzindo episódios localizados de precipitação, geralmente fraca e irregular</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/meteorologistas-espanhois-avisam-sobre-a-canicula-que-comeca-amanha-o-que-um-portugues-deve-saber-sobre-isto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Crista atlântica reforça-se dia 19 de julho: "eis como afetará o tempo em Portugal", explica Marta Godinho]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/crista-atlantica-reforca-se-dia-19-de-julho-eis-como-afetara-o-tempo-em-portugal-explica-marta-godinho.html</link><pubDate>Tue, 14 Jul 2026 11:35:46 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A atmosfera prepara-se para uma nova mudança entre 19 e 23 de julho. O regime Atlantic Ridge deverá dominar sobre o Atlântico Norte, favorecendo tempo seco e estável, mas sem impedir um novo aumento das temperaturas, sobretudo nas regiões do interior.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xap5f6u"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xap5f6u.jpg" id="xap5f6u"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Entre domingo (19) e sexta-feira (24), o Centro Europeu de Previsão (ECMWF) indica uma elevada probabilidade de instalação do regime <strong>Atlantic Ridge (ATR)</strong>, associado ao reforço de uma crista anticiclónica sobre o Atlântico Norte. Apesar de este padrão favorecer tempo seco e estável, isso não significa necessariamente temperaturas amenas em todo o território.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/crista-atlantica-reforca-se-dia-19-de-julho-eis-como-afetara-o-tempo-em-portugal-explica-marta-godinho-1784026002235.jpg" data-image="eui2mpg5vjur" alt="Previsões sub-sazonais do ECMWF" title="Previsões sub-sazonais do ECMWF"><figcaption>As previsões sub-sazonais do ECMWF apontam para o predomínio do regime Atlantic Ridge (ATR) entre 19 e 24 de julho, favorecendo tempo seco e estável em Portugal.</figcaption></figure><p>As previsões sub-sazonais do ECMWF mostram que, entre 19 e 24 de julho, o regime atmosférico mais provável será o <strong>Atlantic Ridge</strong>. Este padrão caracteriza-se pelo fortalecimento de uma área de altas pressões sobre o Atlântico Norte, normalmente próximo dos 55°N, que se prolonga para sul sob a forma de uma crista anticiclónica.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações </div><p>Em Portugal, este tipo de configuração favorece, em regra geral, tempo seco, estável e a presença da habitual nortada no litoral. Contudo, <strong>a distribuição das temperaturas dependerá da interação entre diferentes massas de ar à escala sinóptica</strong>.</p><h2>Costa mais fresca, interior volta a aquecer</h2><p>Já durante o sábado (18), observa-se o <strong>reforço da crista anticiclónica sobre a Península Ibérica</strong>. A região anticiclónica mantém-se robusta e bem posicionada a norte, enquanto que, as isóbaras orientadas aproximadamente de norte para sul junto à costa portuguesa favorecem um fluxo persistente de noroeste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/crista-atlantica-reforca-se-dia-19-de-julho-eis-como-afetara-o-tempo-em-portugal-explica-marta-godinho-1784026112709.png" data-image="ll8lbtor8uzu" alt="Pressão, nuvens e chuva" title="Pressão, nuvens e chuva"><figcaption>A crista anticiclónica começa a instalar-se sobre Portugal. A orientação das isóbaras favorece vento de noroeste e marca o início de um período de maior estabilidade atmosférica.</figcaption></figure><p>Entre domingo (19) e sexta-feira (24), prevê-se tempo seco em praticamente todo o território, com alguma nebulosidade matinal nas regiões costeiras, especialmente durante as primeiras horas do dia. Apesar da estabilidade atmosférica, <strong>o mapa de geopotencial e temperatura evidencia três elementos determinantes para o comportamento das temperaturas no continente</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/crista-atlantica-reforca-se-dia-19-de-julho-eis-como-afetara-o-tempo-em-portugal-explica-marta-godinho-1784026273138.jpg" data-image="bnrtjwyjcljb" alt="Geopotencial e temperatura 500 hPa (22 julho)" title="Geopotencial e temperatura 500 hPa (22 julho)"><figcaption>A circulação atmosférica evidencia três protagonistas: o anticiclone reforçado sobre o Atlântico Norte, uma bolsa de ar mais frio a oeste de Portugal e ar muito quente proveniente do Norte de África sobre a Península Ibérica.</figcaption></figure><p>O <strong>anticiclone reforçado sobre o Atlântico Norte</strong> favorece a estabilidade, enquanto uma pequena <strong>bolsa de ar mais fresco permanece a oeste de Portugal,</strong> ajudando a conter as temperaturas junto ao litoral. Em simultâneo, <strong>uma massa de ar muito quente proveniente do Norte de África estende-se sobre o interior da Península Ibérica</strong>, influenciando sobretudo o interior português.</p><h2>Quinta-feira, dia 23 as temperaturas poderão voltar a aproximar-se dos 40 °C</h2><p>Ao longo da semana, <strong>as temperaturas deverão aumentar gradualmente, sendo quinta-feira (23) o dia potencialmente mais quente</strong> deste período de previsão (19 a 24).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778585" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-sexta-feira-17-de-julho-estas-sao-as-unicas-3-localidades-de-portugal-onde-se-preveem-35-c-de-temperatura-maxima.html" title="Até sexta-feira, 17 de julho, estas são as únicas 3 localidades de Portugal onde se preveem 35 ºC de temperatura máxima">Até sexta-feira, 17 de julho, estas são as únicas 3 localidades de Portugal onde se preveem 35 ºC de temperatura máxima</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-sexta-feira-17-de-julho-estas-sao-as-unicas-3-localidades-de-portugal-onde-se-preveem-35-c-de-temperatura-maxima.html" title="Até sexta-feira, 17 de julho, estas são as únicas 3 localidades de Portugal onde se preveem 35 ºC de temperatura máxima"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-sexta-feira-17-de-julho-estas-sao-as-unicas-3-localidades-de-portugal-onde-se-preveem-35-c-de-temperatura-maxima-1784027711527_320.png" alt="Até sexta-feira, 17 de julho, estas são as únicas 3 localidades de Portugal onde se preveem 35 ºC de temperatura máxima"></a></article></aside><p>O litoral continuará relativamente ameno devido à influência marítima e à nortada, enquanto o interior Norte, Centro e Alentejo poderão registar uma subida mais expressiva dos valores máximos. Em algumas zonas tradicionalmente mais quentes, sobretudo nos vales do Douro, e regiões próximas da fronteira com Espanha, não se exclui que as temperaturas possam atingir pontualmente os <strong>40 °C</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/crista-atlantica-reforca-se-dia-19-de-julho-eis-como-afetara-o-tempo-em-portugal-explica-marta-godinho-1784026365309.jpg" data-image="lv3j2xwfwxsy" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-203686">Quinta-feira (23) poderá ser o dia mais quente da semana, com temperaturas próximas dos 40 °C em alguns locais do interior, enquanto o litoral continuará mais ameno devido à influência marítima.</figcaption></figure><p> Importa salientar que esta previsão ainda apresenta um <strong>grau de incerteza moderado,</strong> uma vez que o dia 23 se encontra a nove dias de intrevalo.</p><div class="texto-destacado">Embora exista um sinal consistente para uma subida das temperaturas, a localização exata das massas de ar e a intensidade do aquecimento poderão ainda sofrer ajustes nas próximas atualizações dos modelos numéricos. <strong>Assim, os valores próximos dos 40 °C representam, para já, um cenário plausível, mas que deverá ser confirmado à medida que a previsão se aproxima. </strong></div><p>Assim, embora o <strong>Atlantic Ridge</strong> costume estar associado a temperaturas moderadas em Portugal, a posição simultânea da bolsa de ar fresco no Atlântico e da massa de ar quente africana fará com que o país apresente um contraste térmico entre o litoral e o interior, uma situação típica dos episódios de verão mais persistentes.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/crista-atlantica-reforca-se-dia-19-de-julho-eis-como-afetara-o-tempo-em-portugal-explica-marta-godinho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Entre hoje e domingo, 19: Açores enfrentarão efeitos de uma depressão e Madeira estará sob influência de altas pressões]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-hoje-e-domingo-19-acores-enfrentarao-efeitos-de-uma-depressao-e-madeira-estara-sob-influencia-de-altas-pressoes.html</link><pubDate>Tue, 14 Jul 2026 11:34:50 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Ao longo dos próximos dias, o arquipélago dos Açores poderá sentir os efeitos de uma depressão atlântica, enquanto o arquipélago da Madeira deverá contar com dias mais secos.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xap58te"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xap58te.jpg" id="xap58te"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Entre hoje e domingo, dia 19 de julho, <strong>o</strong><strong>s arquipélagos deverão apresentar condições atmosféricas distintas</strong>. Por um lado, os Açores deverão contar com chuva fraca a moderada, devido à influência de uma depressão, enquanto o arquipélago da Madeira deverá manter-se geralmente seco e soalheiro.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Em relação às temperaturas, estas<strong> deverão manter-se próximas do habitual para a época</strong>, podendo haver algumas oscilações entre anomalias térmicas negativas e positivas, ainda que sem valores elevados.</p><h2>Chuva poderá regressar aos Açores a partir de quinta-feira, dia 16</h2><p>Segundo a mais recente atualização do nosso modelo de referência, ECMWF, as <strong>primeiras horas da madrugada de quinta-feira trarão a chuva de volta ao Grupo Ocidental</strong> dos Açores, como podemos observar no mapa abaixo. Esta chuva, associada à frente visível no mesmo mapa, deverá nas horas seguintes afetar as restantes ilhas. No entanto, no Grupo Ocidental, a chuva poderá dissipar-se ao final do dia de sexta-feira.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entre-hoje-e-domingo-19-acores-enfrentarao-efeitos-de-uma-depressao-e-madeira-estara-sob-influencia-de-altas-pressoes-1784026533848.png" data-image="ci6zr4pcr2xd" alt="chuva prevista" title="chuva prevista"><figcaption>No mapa podemos observar a aproximação de uma frente associada a uma depressão atlântica, que deverá resultar em chuva fraca a moderada em praticamente todo o arquipélago, especialmente a partir de quinta-feira.</figcaption></figure><p>Ao Grupo Central, esta<strong> deverá chegar durante a tarde de quinta-feira e permanecer, de forma irregular sobre estas ilhas, até domingo, dia 19</strong>. Já no Grupo Oriental, é esperado que a chuva possa ocorrer a partir do início da tarde de sexta-feira, dissipando-se nas horas seguintes e podendo voltar no domingo.</p><p>Com isto, entre hoje e domingo, os <strong>valores de precipitação acumulada esperados são de cerca de 20 mm para a Ilha das Flores</strong> (Grupo Ocidental), cerca de 15 mm para o Pico e Terceira (Grupo Central) e de cerca de 7 mm em São Miguel (Grupo Oriental). </p><h2>Na Madeira não se descarta a possibilidade de chuva, mas esta será pouco relevante</h2><p>De forma geral, o <strong>arquipélago da Madeira poderá contar com uma semana estável, do ponto de vista atmosférico</strong>. Ainda assim, poderão dar-se algumas exceções, como por exemplo ao longo das próximas horas, onde se espera a <strong>ocorrência de chuva fraca e irregular</strong>, especialmente na Costa Norte. Esta deverá dissipar-se totalmente até ao final do dia, dando lugar a uma sequência de dias geralmente secos e soalheiros, apesar de não se descartar a possibilidade de chuva fraca e irregular na Costa Norte e Regiões Montanhosas entre quarta e quinta, ainda que esta possa ser de rápida passagem.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778418" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-estabilidade-atmosferica-regressara-em-breve-e-temperaturas-voltam-a-subir.html" title="Mudanças no tempo em Portugal: estabilidade atmosférica regressará em breve e temperaturas voltam a subir">Mudanças no tempo em Portugal: estabilidade atmosférica regressará em breve e temperaturas voltam a subir</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-estabilidade-atmosferica-regressara-em-breve-e-temperaturas-voltam-a-subir.html" title="Mudanças no tempo em Portugal: estabilidade atmosférica regressará em breve e temperaturas voltam a subir"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-estabilidade-atmosferica-podera-regressar-e-temperaturas-voltam-a-subir-1783945877479_320.png" alt="Mudanças no tempo em Portugal: estabilidade atmosférica regressará em breve e temperaturas voltam a subir"></a></article></aside><p>Na sexta-feira, a chuva poderá ser mais abrangente, ainda que incida essencialmente sobre a Costa Norte, mas também deverá ocorrer por poucas horas, resultando num<strong> fim de semana desprovido de chuva</strong>, podendo contar apenas com alguma nebulosidade. No total, entre hoje e o fim de semana, a <strong>acumulação de precipitação mais elevada prevista para este arquipélago é de cerca de 10 mm</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-hoje-e-domingo-19-acores-enfrentarao-efeitos-de-uma-depressao-e-madeira-estara-sob-influencia-de-altas-pressoes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até sexta-feira, 17 de julho, estas são as únicas 3 localidades de Portugal onde se preveem 35 ºC de temperatura máxima]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-sexta-feira-17-de-julho-estas-sao-as-unicas-3-localidades-de-portugal-onde-se-preveem-35-c-de-temperatura-maxima.html</link><pubDate>Tue, 14 Jul 2026 11:17:31 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas deverão manter-se próximas ou abaixo da média em grande parte de Portugal continental. Segundo o modelo ECMWF, apenas Mértola, Alcoutim e Odeleite deverão atingir os 35 ºC entre quarta e sexta-feira.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xap523i"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xap523i.jpg" id="xap523i"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p> Portugal continental deverá registar temperaturas relativamente moderadas para meados de julho durante os próximos dias, com os valores mais elevados muito concentrados no extremo sul do território. De acordo com a previsão mais recente do <strong>ECMWF</strong>, apenas três localidades poderão alcançar os <strong>35 ºC</strong> entre quarta-feira, 15 de julho, e sexta-feira, 17 de julho: <strong>Mértola</strong>, no Baixo Alentejo, e <strong>Alcoutim</strong> e <strong>Odeleite</strong>, no Sotavento Algarvio.</p><p> No restante território, as máximas deverão ficar abaixo dos 35 ºC e, em muitas regiões, próximas ou mesmo abaixo dos valores habituais para esta época do ano. O litoral oeste continuará a registar os valores mais baixos. </p><h2> As temperaturas mais elevadas ficarão concentradas no sudeste do país </h2><p>A previsão aponta para temperaturas pouco expressivas para meados de julho em grande parte de Portugal continental. <strong>Os valores acima dos 30 ºC deverão concentrar-se sobretudo em alguns setores do interior</strong>, enquanto o litoral oeste ficará claramente mais fresco.</p><p><strong>O contraste será particularmente evidente entre a faixa costeira ocidental e o vale do Guadiana,</strong> onde a menor influência marítima permitirá uma subida mais acentuada da temperatura durante a tarde.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-sexta-feira-17-de-julho-estas-sao-as-unicas-3-localidades-de-portugal-onde-se-preveem-35-c-de-temperatura-maxima-1784024073857.png" data-image="72uhk6c8cuck" alt="Temperatura máxima prevista para quarta-feira, 15 de julho" title="Temperatura máxima prevista para quarta-feira, 15 de julho"><figcaption>Os valores mais elevados deverão concentrar-se no Baixo Alentejo e no Sotavento Algarvio, enquanto grande parte do país ficará abaixo dos 30 ºC.</figcaption></figure><p>Segundo o modelo europeu <strong>ECMWF</strong>, será precisamente no sudeste do território que se deverão registar os valores mais elevados, em particular nas áreas próximas do vale do Guadiana e do interior algarvio.</p><p> Nas restantes regiões, as máximas deverão variar bastante, ficando frequentemente <strong>abaixo dos 30 ºC no litoral </strong>e em vários setores do Norte e Centro. </p><h2>Mértola, Alcoutim e Odeleite deverão ser as únicas localidades a atingir os 35 ºC</h2><p> Num contexto de temperaturas relativamente moderadas em grande parte do país, a previsão indica que apenas três localidades deverão alcançar os 35 ºC entre quarta e sexta-feira: <strong>Mértola, Alcoutim e Odeleite</strong>. </p><p> As três localidades situam-se no vale do Guadiana ou nas suas proximidades, uma das zonas mais quentes do território continental e mais afastadas da influência moderadora do Atlântico. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-sexta-feira-17-de-julho-estas-sao-as-unicas-3-localidades-de-portugal-onde-se-preveem-35-c-de-temperatura-maxima-1784024497859.png" data-image="pieqb6sfy0xr" alt="As únicas localidades onde se preveem 35 ºC entre quarta e sexta-feira" title="As únicas localidades onde se preveem 35 ºC entre quarta e sexta-feira"><figcaption>Mértola, Alcoutim e Odeleite surgem como as únicas localidades onde o modelo prevê máximas de 35 ºC entre quarta e sexta-feira.</figcaption></figure><p>A localização geográfica destas três localidades ajuda a explicar este comportamento térmico. <strong>O relevo, a continentalidade e a circulação predominante de ar quente e seco proveniente do interior da Península Ibérica</strong> favorecem um aquecimento mais intenso durante a tarde.</p><p>Mesmo em concelhos vizinhos, os valores deverão ser ligeiramente inferiores, o que evidencia o carácter localizado deste pico de temperatura.</p><h2>O calor deverá manter-se até sexta-feira, embora sem grandes alterações</h2><p>A evolução prevista até sexta-feira aponta para poucas alterações na distribuição das temperaturas. O sudeste continuará a concentrar os valores mais elevados, enquanto o litoral oeste e várias regiões do Norte e Centro permanecerão mais frescos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778418" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-estabilidade-atmosferica-regressara-em-breve-e-temperaturas-voltam-a-subir.html" title="Mudanças no tempo em Portugal: estabilidade atmosférica regressará em breve e temperaturas voltam a subir">Mudanças no tempo em Portugal: estabilidade atmosférica regressará em breve e temperaturas voltam a subir</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-estabilidade-atmosferica-regressara-em-breve-e-temperaturas-voltam-a-subir.html" title="Mudanças no tempo em Portugal: estabilidade atmosférica regressará em breve e temperaturas voltam a subir"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-estabilidade-atmosferica-podera-regressar-e-temperaturas-voltam-a-subir-1783945877479_320.png" alt="Mudanças no tempo em Portugal: estabilidade atmosférica regressará em breve e temperaturas voltam a subir"></a></article></aside><p>Não se antevê, para já, uma subida generalizada da temperatura, mas sim a persistência de um <strong>máximo térmico muito localizado junto ao vale do Guadiana e ao Sotavento Algarvio</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-sexta-feira-17-de-julho-estas-sao-as-unicas-3-localidades-de-portugal-onde-se-preveem-35-c-de-temperatura-maxima-1784024607708.png" data-image="qhq215p83p27" alt="Temperatura máxima prevista para sexta-feira, 17 de julho" title="Temperatura máxima prevista para sexta-feira, 17 de julho"><figcaption>Na sexta-feira, os valores mais altos continuarão concentrados no sudeste, sem uma subida generalizada das temperaturas em Portugal continental.</figcaption></figure><p>Entre quarta e sexta-feira, as temperaturas máximas deverão sofrer poucas alterações nas regiões mais quentes, mantendo-se os valores mais elevados concentrados no <strong>Baixo Alentejo e no Sotavento Algarvio</strong>.</p><h2> Grande parte do país ficará próxima ou abaixo da média para a época </h2><p> O mapa de anomalia térmica confirma que este não será um episódio de calor generalizado em Portugal continental, mostrando que <strong>grande parte de Portugal continental deverá apresentar valores próximos ou abaixo da média climatológica para meados de julho</strong>, contrastando com anomalias positivas mais expressivas no interior de Espanha. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-sexta-feira-17-de-julho-estas-sao-as-unicas-3-localidades-de-portugal-onde-se-preveem-35-c-de-temperatura-maxima-1784024712027.png" data-image="aizjw0ssplet" alt="Anomalia da temperatura prevista para quarta-feira, 15 de julho" title="Anomalia da temperatura prevista para quarta-feira, 15 de julho"><figcaption>A anomalia térmica mostra que Portugal continental deverá apresentar temperaturas próximas ou ligeiramente abaixo da média em várias regiões, contrastando com valores superiores na vizinha Espanha.</figcaption></figure><p> Este padrão ajuda a explicar por que motivo <strong>os 35 ºC deverão ficar limitados a apenas três localidades do sudeste do território</strong>. </p><p> Em resumo, Portugal continental deverá registar temperaturas próximas ou abaixo da média em muitas regiões entre quarta e sexta-feira. Os valores mais elevados ficarão muito concentrados no sudeste, com <strong>Mértola, Alcoutim e Odeleite a surgirem como as únicas localidades onde o ECMWF prevê máximas de 35 ºC</strong>. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-sexta-feira-17-de-julho-estas-sao-as-unicas-3-localidades-de-portugal-onde-se-preveem-35-c-de-temperatura-maxima.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Este é o país mais estranho do mundo que está lentamente a abrir-se para o turismo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-e-o-pais-mais-estranho-do-mundo-que-esta-lentamente-se-abrindo-para-o-turismo.html</link><pubDate>Tue, 14 Jul 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Tão intrigante quanto misterioso, o Turcomenistão é um dos países mais fechados do mundo. Governado com mão de ferro, mantém um regime de vistos particularmente restritivo, em nítido contraste com as outras quatro nações da Ásia Central.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/quel-est-le-pays-le-plus-etrange-au-monde-qui-s-ouvre-doucement-au-tourisme-1782899521771.jpeg" data-image="gyo4wdwm9rn4"><figcaption>O Monumento da Independência e a Biblioteca Nacional em Asgabade, a capital do Turcomenistão.</figcaption></figure><p>Nas redes sociais, criadores de conteúdo que conseguiram entrar nesta antiga república soviética da Ásia Central — rica em gás natural e em grande parte coberta por desertos — descrevem o <strong>Turcomenistão </strong>como o "<em><strong>país mais estranho do mundo</strong></em>".</p><p>O Turcomenistão é <strong>a mais isolada das cinco nações da Ásia Central </strong>que um dia fizeram parte da União Soviética. Como resultado, <strong>o número de turistas é reduzido</strong>, em grande parte porque obter um visto está longe de ser uma tarefa fácil. É muito mais simples conseguir um visto de trânsito de cinco dias, opção escolhida pela maioria dos viajantes que se deslocam entre o Irão e o Uzbequistão e desejam conhecer os tesouros arquitetónicos do Turcomenistão.</p><h2>Ashgabat: a cidade branca de monumentos espetaculares</h2><p>No meio do calor abrasador de um deserto que cobre quatro quintos do país, a maior parte da vida da nação concentra-se na <strong>capital, Ashgabat</strong>. A cidade destaca-se pela sua<strong> paisagem arquitetónica singular</strong>, moldada pelo seu líder incontestável, Gurbanguly Berdimuhamedow — um homem conhecido por procurar recordes, incluindo o do<em> Guinness World Records</em> para a cidade com a "maior densidade de edifícios de mármore branco".</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Tudo em Ashgabat é branco, confirma Liza Zorn, uma turista alemã. "Vi semáforos brancos pela primeira vez na vida".<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Embora a capital do Turcomenistão tenha vivido capítulos sombrios ao longo da sua história, esse passado abriu caminho para a criação de<strong> um legado arquitetónico notável </strong>num país que permanece distante das rotas turísticas convencionais. Ashgabat foi devastada por um trágico terramoto em 1948, que tirou a vida de mais de 100.000 residentes.</p><p>A cidade ergueu um memorial em homenagem a eles: o Monumento ao Terramoto. A estrutura simboliza uma nação cada vez mais dedicada à construção de edifícios monumentais. Um dos marcos mais emblemáticos da cidade é a <strong>Mesquita Ertuğrul Gazi</strong>, situada no coração da capital. A sua arquitetura impressionante, emoldurada por quatro minaretes, remete à famosa Mesquita Azul de Istambul.</p><h2>Uma cratera em chamas e sítios arqueológicos extraordinários</h2><p>Uma das principais atrações do país é a chamada "Porta do Inferno". Localizada a cerca de três horas da capital, <strong>no Deserto de Karakum</strong>, a<strong> Cratera de Darvaza</strong> é uma cratera de gás que queima ininterruptamente há meio século — resultado de um acidente industrial — e atrai um número crescente de visitantes ansiosos por testemunhar uma das paisagens mais inusitadas do Turcomenistão.</p><p>Este fogo incrível e incessante faz do local <strong>o destino mais misterioso do país</strong>, onde é possível ver <strong>chamas a arder a mais de 20 metros abaixo da superfície</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quel-est-le-pays-le-plus-etrange-au-monde-qui-s-ouvre-doucement-au-tourisme-1782909647083.jpeg" data-image="uhx4yti7zm47"><figcaption>A cratera de Darvaza, no Deserto de Karakum, é um dos lugares mais inusitados do país.</figcaption></figure><p>As <strong>ruínas de Kunya-Urgench, Merv e Nisa</strong> — todas classificadas como Património Mundial da UNESCO — são inigualáveis tanto devido à sua riqueza histórica quanto por causa da sua vasta dimensão.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767370" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-pais-inventou-o-vinho-ha-milhares-de-anos-mas-continua-fora-do-radar-turistico.html" title="Este país inventou o vinho há milhares de anos, mas continua fora do radar turístico">Este país inventou o vinho há milhares de anos, mas continua fora do radar turístico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-pais-inventou-o-vinho-ha-milhares-de-anos-mas-continua-fora-do-radar-turistico.html" title="Este país inventou o vinho há milhares de anos, mas continua fora do radar turístico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/este-pais-inventou-o-vinho-ha-milhares-de-anos-mas-continua-fora-do-radar-turistico-1778004634141_320.jpg" alt="Este país inventou o vinho há milhares de anos, mas continua fora do radar turístico"></a></article></aside><p>Merv foi, outrora, uma cidade lendária e um importante centro ao longo da Rota da Seda. Nisa serviu como capital de um império que governou grande parte da Ásia Central, e as suas ruínas testemunham a significativa influência económica e política que tanto a cidade como o império exerceram.</p><h2>Um povo acolhedor com uma herança nómada</h2><p>O <strong>Dia do Tapete</strong>, que inclui demonstrações de tecelagem tradicional e degustações de produtos locais, faz parte de um trio de símbolos nacionais celebrados pelo regime, ao lado dos <strong>cavalos Akhal-Teke e dos cães Alabay</strong>. Os tapetes turcomenos são mundialmente renomados pela sua qualidade artesanal excecional e pela<strong> tradição de tecelagem manual</strong>.</p><p>Quanto aos cavalos, eles pertencem a uma antiga raça de montaria da Ásia Central, conhecida pela sua velocidade, resistência e resiliência. No entanto, o que realmente torna a raça única e famosa internacionalmente é o seu característico brilho dourado.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os preparativos da viagem devem ser feitos através de uma agência licenciada; todos os aspetos da viagem exigem aprovação e organização prévias.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O<strong> turismo ainda está nos seus estágios iniciais</strong>. Os visitantes passam por um processo rigoroso de triagem, seguem itinerários fixos, têm as suas<strong> chegadas rigidamente controladas </strong>e contam com<strong> ligações aéreas limitadas</strong>. Os preparativos da viagem devem ser feitos através de uma agência credenciada; tudo exige aprovação prévia e planeamento cuidadoso, explica Effie Frank, guia da <em>Saiga Tours</em>.</p><p>Ainda assim, <strong>os residentes locais ficam sempre encantados ao conhecer viajantes</strong> interessados no Turcomenistão, muitas vezes convidando-os para as suas casas para tomar uma chávena de chá ou provar a culinária local. Herdeiros de tradições nómadas, eles demonstram uma hospitalidade ainda mais notável porque, vivendo em grande parte isolados do resto do mundo, estão ansiosos por ouvir notícias de além das suas fronteiras.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Le%20Figaro%20with%20AFP" data-year="2026" data-title="Archaeological%20sites%2C%20white%20marble%2C%20a%20burning%20crater...%20the%20'strangest%20country%20in%20the%20world'%20cautiously%20opens%20to%20tourism" data-url="https%3A%2F%2Fwww.lefigaro.fr%2Fvoyages%2Fguides%2Fsites-archeologiques-marbre-blanc-cratere-brulant-le-pays-le-plus-etrange-au-monde-s-ouvre-timidement-au-tourisme-20260623">Le Figaro with AFP. (2026). <a href="https://www.lefigaro.fr/voyages/guides/sites-archeologiques-marbre-blanc-cratere-brulant-le-pays-le-plus-etrange-au-monde-s-ouvre-timidement-au-tourisme-20260623" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Archaeological sites, white marble, a burning crater... the 'strangest country in the world' cautiously opens to tourism</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-e-o-pais-mais-estranho-do-mundo-que-esta-lentamente-se-abrindo-para-o-turismo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[ Portugal registou 8.252 incêndios em 2025. O grande desafio é a prevenção e gestão dos fogos de grande dimensão ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-registou-8-252-incendios-em-2025-o-grande-desafio-e-a-prevencao-e-gestao-dos-fogos-de-grande-dimensao.html</link><pubDate>Tue, 14 Jul 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Em 2025, arderam cerca de 271 mil hectares durante os incêndios ocorridos em Portugal, “o quarto valor mais elevado desde 2001”, com 44 incêndios a serem responsáveis por aproximadamente 91% da área ardida. Em 2026, até 8 de julho, já arderam mais de 30 mil hectares.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-registou-8-252-incendios-em-2025-o-grande-desafio-e-a-prevencao-e-gestao-dos-fogos-de-grande-dimensao-1783961721112.jpg" data-image="c53ms7vtlvgk" alt="Incêndio" title="Incêndio"><figcaption>Em 2025, arderam cerca de 271 mil hectares em Portugal, “o quarto valor mais elevado desde 2001”, com 44 incêndios a serem responsáveis por aproximadamente 91% da área ardida.</figcaption></figure><p>O relatório de atividades do <strong>Sistema Gestão Integrada de Fogos Rurais (SGIFR) relativo ao ano de 2025</strong>, divulgado na última sexta-feira, 10 de julho, revela que Portugal registou <strong>8.252 incêndios rurais</strong> nesse ano.</p><p>Tratou-se do terceiro valor mais baixo desde 2001, mas, numa análise mais fina, verifica-se que <strong>apenas 44 desses fogos consumiram 91% da área ardida</strong> naquele ano.</p><p>O documento, da autoria da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF), faz ainda notar que o <strong>combate aos fogos se deve concentrar em “incêndios extremos</strong>”.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>“O principal desafio do sistema reside atualmente na prevenção e gestão de incêndios de grande dimensão e elevada complexidade”, refere o relatório, que também refere que 2025 foi “um dos anos meteorologicamente mais severos das últimas décadas”, em que a área ardida - 271 mil hectares - foi quarto valor mais elevado desde 2001, com 29 dias consecutivos de perigo "Máximo", "Extremo" ou "Excecional".<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O relatório mostra, assim, que “<strong>o principal desafio do sistema deixou de ser o elevado número de ocorrências e passou a concentrar-se na prevenção </strong>e gestão de um número reduzido de incêndios extremos”. </p><h2>Resposta centrada nas alterações climáticas</h2><p>Um trabalho que exige “uma <strong>resposta cada vez mais centrada na adaptação às alterações climáticas</strong>, na transformação do território e na antecipação do risco”.</p><p>O relatório da AGIF deixa ainda uma nota para os <strong>reacendimentos, onde houve mais falhas no controlo</strong> em comparação com anos anteriores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-registou-8-252-incendios-em-2025-o-grande-desafio-e-a-prevencao-e-gestao-dos-fogos-de-grande-dimensao-1783961828370.jpg" data-image="74r6w7t4xr6m" alt="Corte de madeira" title="Corte de madeira"><figcaption>Em 2025, “a taxa de reacendimentos, embora com valores mais baixos do que antes de 2017, foi de 8%, superior à meta de 1%”, diz o relatório da AGIF.</figcaption></figure><p>Em 2025, “a taxa de reacendimentos, embora com valores mais baixos do que antes de 2017, foi de 8%, superior à meta de 1%”, diz o relatório da AGIF, explicando que as “análises dos incêndios mais complexos reforçam a <strong>necessidade de evoluir para um modelo mais antecipatório baseado na avaliação do risco e no planeamento</strong> prospetivo”.</p><p>É certo que Portugal registou progressos relevantes na gestão florestal e de combustível nos espaços florestais. O <strong>Programa Nacional de Ação atingiu 53%</strong>, de acordo com os dados contidos no relatório agora publicado. Foram <strong>executados cerca de 196 mil hectares de gestão de combustível</strong>, ultrapassando a meta anual.</p><h2>62 OIGP e 100 mil hectares </h2><p>No final de 2025, encontravam-se <strong>em execução 62 Operações Integradas de Gestão da Paisagem</strong> (OIGP), abrangendo <strong>aproximadamente 100 mil hectares</strong>, com um “investimento superior a 180 milhões de euros”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777052" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-em-alerta-maximo-risco-extremo-de-incendios-florestais-deve-persistir-ate-12-de-julho.html" title="Portugal em alerta máximo: risco extremo de incêndios florestais deve persistir até 12 de julho">Portugal em alerta máximo: risco extremo de incêndios florestais deve persistir até 12 de julho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-em-alerta-maximo-risco-extremo-de-incendios-florestais-deve-persistir-ate-12-de-julho.html" title="Portugal em alerta máximo: risco extremo de incêndios florestais deve persistir até 12 de julho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-em-alerta-maximo-risco-extremo-de-incendios-florestais-deve-persistir-ate-12-de-julho-1783167061598_320.jpg" alt="Portugal em alerta máximo: risco extremo de incêndios florestais deve persistir até 12 de julho"></a></article></aside><p>Por sua vez, os <strong>programas “Aldeia Segura Pessoas Seguras” e “Condomínio de Aldeia” </strong>passaram a<strong> abranger 2.386 aglomerados</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-registou-8-252-incendios-em-2025-o-grande-desafio-e-a-prevencao-e-gestao-dos-fogos-de-grande-dimensao-1783961918549.jpg" data-image="kf0n8bn4ek0i" alt="Madeira cortada" title="Madeira cortada"><figcaption>Em 2025, 73% da área ardida verificou-se na região centro, o que aponta para “a urgência de direcionar recursos e investimento preventivo para as Áreas Prioritárias de Prevenção e Segurança”.</figcaption></figure><p>No total, o investimento global do SGIFR atingiu 600 milhões de euros. Deste montante, <strong>54% da despesa foi aplicada em prevenção</strong>.</p><div class="texto-destacado">Apesar disso, é necessário “acelerar a adaptação dos territórios rurais, aumentar a sua resiliência e reforçar a capacidade operacional para responder a eventos extremos”. Tanto mais porque 84% da área ardida ocorreu em zonas de perigosidade alta ou muito alta. Por outro lado, 73% da área ardida verificou-se na região centro, o que aponta para “a urgência de direcionar recursos e investimento preventivo para as Áreas Prioritárias de Prevenção e Segurança”.</div><p>Em 2025, morreram seis pessoas por causa dos fogos rurais, menos 10 do que em 2024, e “as<strong> emissões de carbono atingiram cerca de 3,6 milhões de toneladas</strong>, representando aproximadamente o dobro da média histórica observada desde 2003”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772712" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/uns-engenheiros-revelam-na-nature-quantos-quilometros-percorrem-as-particulas-toxicas-dos-incendios-florestais.html" title="Uns engenheiros revelam na Nature quantos quilómetros percorrem as partículas tóxicas dos incêndios florestais">Uns engenheiros revelam na Nature quantos quilómetros percorrem as partículas tóxicas dos incêndios florestais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/uns-engenheiros-revelam-na-nature-quantos-quilometros-percorrem-as-particulas-toxicas-dos-incendios-florestais.html" title="Uns engenheiros revelam na Nature quantos quilómetros percorrem as partículas tóxicas dos incêndios florestais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/hasta-donde-viajan-las-particulas-toxicas-de-los-incendios-forestales-las-nanoparticulas-permanencen-hasta-meses-depue-1780649645472_320.jpeg" alt="Uns engenheiros revelam na Nature quantos quilómetros percorrem as partículas tóxicas dos incêndios florestais"></a></article></aside><p>De acordo com o relatório, “as <strong>perdas económicas diretas</strong> associadas aos espaços florestais, agrícolas e aos serviços dos ecossistemas ascenderam a cerca de <strong>85 milhões de euros</strong>”.</p><h2>Mais de 30 mil hectares ardidos em 2026</h2><p>E em 2026, os números não são animadores. Até ao início do mês de julho, a área <strong>ardida em Portugal já ultrapassava os 30 mil hectares</strong>, o valor mais elevado desde 2017 para o mesmo período, segundo dados provisórios do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais (SGIFR) divulgados pela agência Lusa.</p><p>Os números deste Sistema de gestão integrada, que é gerido pela Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais, mostram que <strong>os 4.592 incêndios rurais registados em 2026 já consumiram 30.155 hectares até 5 de julho</strong>. </p><p>Só <strong>entre os dias 1 e 5 de julho deste ano, já arderam mais de 15 mil hectares</strong>, o que fez duplicar a área queimada em apenas cinco dias.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-registou-8-252-incendios-em-2025-o-grande-desafio-e-a-prevencao-e-gestao-dos-fogos-de-grande-dimensao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Será que os ímanes gigantes podem ser a salvação dos astronautas contra as tempestades solares?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/sera-que-os-imanes-gigantes-podem-ser-a-salvacao-dos-astronautas-contra-as-tempestades-solares.html</link><pubDate>Mon, 13 Jul 2026 17:45:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Um novo estudo propõe a utilização de ímanes permanentes como escudo parcial contra a radiação espacial. Embora não venham a substituir as tecnologias atuais, poderão tornar-se um aliado fundamental para futuras missões tripuladas ao espaço profundo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/pueden-los-imanes-gigantes-ser-la-salvacion-de-los-astronautas-contra-las-tormentas-solares-1783868089068.jpg" data-image="1lys1khvv60k" alt="Imanes radiación espacio astronomía astronautas" title="Imanes radiación espacio astronomía astronautas"><figcaption>A cápsula Orion poderá ter um campo magnético protetor à sua volta. Crédito: NASA</figcaption></figure><p>Enviar astronautas a Marte ou a destinos ainda mais distantes implica resolver um problema tão complexo quanto inevitável: <strong>a exposição prolongada à radiação espacial</strong>. Para além da Terra, onde o campo magnético e a atmosfera oferecem uma proteção natural, os seres humanos ficam expostos a um ambiente hostil capaz de provocar <strong>danos no sistema nervoso, aumentar o risco de cancro e acelerar a deterioração de vários tecidos do organismo</strong>.</p><p>Ao longo dos anos, os engenheiros têm avaliado <strong>diferentes estratégias para reduzir esse risco</strong>. Uma das mais utilizadas consiste em revestir a nave com materiais capazes de absorver parte da radiação, como o alumínio, o polietileno ou até mesmo a água. No entanto, <strong>esta solução tem uma desvantagem evidente</strong>: o enorme peso adicional que tem de ser lançado para o espaço, o que aumenta consideravelmente o custo de qualquer missão.</p><p>Outra alternativa que tem suscitado grande interesse é a <strong>utilização de ímanes supercondutores</strong>, capazes de gerar um potente campo magnético em torno da nave para desviar as partículas carregadas. No entanto, estes sistemas dependem de um fornecimento elétrico constante e de complexos mecanismos de refrigeração criogénica. Uma falha em qualquer um desses componentes poderia <strong>deixar a tripulação completamente desprotegida</strong>.</p><h2>A aposta nos ímanes permanentes</h2><p>Perante estas limitações, um grupo de investigadores da Itália e da Alemanha propôs uma solução intermédia: <strong>utilizar ímanes permanentes para gerar um escudo magnético sem necessidade de consumir energia</strong>.</p><p>O trabalho, publicado como pré-impressão no arXiv, analisa se um conjunto de ímanes de neodímio, ferro e boro (NdFeB), amplamente utilizados devido à sua elevada intensidade magnética, poderia <strong>desviar parte das partículas emitidas durante uma tempestade solar</strong>, um dos eventos mais perigosos para uma missão tripulada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777866" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-tempo-nao-para-no-espaco-um-estudo-revela-porque-e-que-estar-em-orbita-acelera-o-nosso-relogio-biologico.html" title="O tempo não pára no espaço: um estudo revela porque é que estar em órbita acelera o nosso relógio biológico">O tempo não pára no espaço: um estudo revela porque é que estar em órbita acelera o nosso relógio biológico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-tempo-nao-para-no-espaco-um-estudo-revela-porque-e-que-estar-em-orbita-acelera-o-nosso-relogio-biologico.html" title="O tempo não pára no espaço: um estudo revela porque é que estar em órbita acelera o nosso relógio biológico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-tiempo-no-se-detiene-en-el-espacio-un-estudio-revela-por-que-estar-en-orbita-acelera-nuestro-reloj-biologico-1783602317436_320.jpg" alt="O tempo não pára no espaço: um estudo revela porque é que estar em órbita acelera o nosso relógio biológico"></a></article></aside><p>Para testar a ideia, <strong>os cientistas desenvolveram um modelo teórico</strong> com uma matriz formada por 1 482 ímanes cúbicos com apenas 3 centímetros de lado. Todo o conjunto ocupava uma superfície de cerca de um metro quadrado e pesava menos de 300 quilogramas, uma massa consideravelmente inferior à que seria necessária para uma blindagem passiva equivalente.</p><h2>Resultados promissores, embora com limitações importantes</h2><p>As simulações mostraram que <strong>o sistema conseguiu desviar aproximadamente 20 % das partículas solares com energias compreendidas entre 0,1 e 10 MeV</strong>. Embora possa parecer uma percentagem modesta, representa uma redução significativa da radiação de menor energia, precisamente aquela que os ímanes permanentes conseguiram desviar com maior eficácia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pueden-los-imanes-gigantes-ser-la-salvacion-de-los-astronautas-contra-las-tormentas-solares-1783868135392.jpg" data-image="yxyhro89i70n" alt="Imanes radiación espacio astronomía astronautas" title="Imanes radiación espacio astronomía astronautas"><figcaption>Os autores consideram que a nova proposta merece ser objeto de investigação mais aprofundada.</figcaption></figure><p>Na prática, <strong>o escudo funciona como uma espécie de filtro</strong>. As partículas com menor energia alteram a sua trajetória ao atravessarem o campo magnético, enquanto <strong>os protões com maior energia praticamente o atravessam sem serem afetados</strong>.</p><p>Este comportamento deixa claro que <strong>a tecnologia não constitui uma solução definitiva</strong>, mas sim um complemento potencial no âmbito de um sistema de proteção mais abrangente.</p><h2>O maior obstáculo continua a ser a radiação cósmica galáctica</h2><p>A principal desvantagem é que <strong>este tipo de escudo se revela praticamente inútil contra os raios cósmicos galácticos</strong>, um dos componentes mais perigosos do ambiente espacial.</p><div class="texto-destacado"><strong><strong>Ao contrário das partículas emitidas durante uma tempestade solar, estes raios chegam de todas as direções e possuem energias tão elevadas que o campo magnético gerado pelos ímanes mal consegue alterar a sua trajetória.</strong></strong></div><p>Os investigadores também alertam para <strong>outro possível efeito secundário</strong>. Quando protões de alta energia colidem diretamente com os ímanes, podem produzir radiação secundária, como neutrões ou raios gama. Em determinadas circunstâncias, este fenómeno<strong> pode aumentar localmente a dose de radiação, em vez de a reduzir</strong>.</p><p>A isto acrescenta-se um problema adicional: os ímanes permanentes perdem parte da sua magnetização com o passar do tempo. Essa degradação <strong>diminuiria gradualmente a capacidade protetora do sistema durante missões de longa duração</strong>.</p><h2>Mais uma peça para proteger os futuros viajantes espaciais</h2><p>Apesar destas limitações, os autores consideram que <strong>a proposta merece ser alvo de mais investigação</strong>. Em vez de substituírem as tecnologias existentes, os ímanes permanentes poderiam ser integrados num <strong>sistema híbrido</strong> que combinasse blindagens físicas, campos magnéticos supercondutores e este novo tipo de proteção passiva.</p><p>O próximo passo será realizar <strong>simulações muito mais complexas através de métodos de Monte Carlo para avaliar como o sistema responderia num ambiente espacial real</strong>, onde as partículas chegam de múltiplas direções e com energias muito variáveis.</p><p><strong>Ainda há um longo caminho a percorrer antes de uma nave com destino a Marte incorporar um escudo deste tipo</strong>. No entanto, qualquer avanço que permita reduzir, mesmo que parcialmente, a exposição dos astronautas à radiação poderá fazer a diferença decisiva para tornar possíveis futuras missões tripuladas ao espaço profundo.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Parisi%2C%20V.%2C%20el.al." data-year="2026" data-title="A%20First-Order%20Assessment%20of%20Permanent%20Magnet%20Deflection%20for%20Space%20Radiation%20Protection" data-url="https%3A%2F%2Farxiv.org%2Fabs%2F2607.00759">Parisi, V., el.al.. (2026). <a href="https://arxiv.org/abs/2607.00759" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A First-Order Assessment of Permanent Magnet Deflection for Space Radiation Protection</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/sera-que-os-imanes-gigantes-podem-ser-a-salvacao-dos-astronautas-contra-as-tempestades-solares.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O "efeito borboleta" do fundo do oceano: o que é e como afeta as alterações climáticas? Cientistas de Cambridge explicam]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-efeito-borboleta-do-fundo-do-oceano-o-que-e-e-como-afeta-as-alteracoes-climaticas-cientistas-de-cambridge-explicam.html</link><pubDate>Mon, 13 Jul 2026 16:53:12 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma equipa de investigação internacional liderada pela Universidade de Cambridge descobriu que a turbulência nas profundezas do oceano afeta as nossas vidas no espaço de uma vida humana, e não ao longo de milhares de anos, como se pensava anteriormente.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/the-butterfly-effect-of-the-ocean-floor-what-is-it-how-does-it-affect-climate-change-cambridge-scientists-explai-1783709290342.jpg" data-image="yo9lugsc5ntl" alt="Ocean" title="Ocean"><figcaption>O fundo do oceano está relacionado com as alterações climáticas, e numa escala temporal muito mais curta do que se pensava anteriormente.</figcaption></figure><p>A turbulência nas profundezas do oceano é um processo que<strong> distribui calor, nutrientes e carbono desde a superfície até ao fundo do mar e vice-versa</strong>. No entanto, as ferramentas utilizadas para prever os efeitos não representam bem esta turbulência.</p><h2>Modelos climáticos e o oceano</h2><p>Os investigadores identificaram vários processos climáticos de evolução rápida afetados pela turbulência em pequena escala, entre os quais se incluem a distribuição de calor, nutrientes e carbono. Os modelos necessitam de <strong>melhorias significativas na forma como preveem o impacto da turbulência</strong> nas profundezas do oceano na vida em terra.</p><p>"Existe uma microfísica do oceano, semelhante à física das nuvens, que é extremamente difícil e dispendiosa de observar, mas que rege as nossas vidas em escalas temporais relevantes para os seres humanos — desde alterações na circulação oceânica até à dinâmica dos ecossistemas, com implicações para as pescas e a segurança alimentar, passando por inundações costeiras e ondas de calor. <strong>Precisamos que as ferramentas que utilizamos para prever estes efeitos sejam o mais precisas possível, e descobrimos que, atualmente, não é esse o caso"</strong>, afirma a autora principal, a Dra. Laura Cimoli, do Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica (DAMTP) de Cambridge.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777492" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-lidera-projetos-de-literacia-do-oceano-mas-desconhece-o-seu-impacto-nas-escolas.html" title="Portugal lidera projetos de literacia do oceano, mas desconhece o seu impacto nas escolas">Portugal lidera projetos de literacia do oceano, mas desconhece o seu impacto nas escolas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-lidera-projetos-de-literacia-do-oceano-mas-desconhece-o-seu-impacto-nas-escolas.html" title="Portugal lidera projetos de literacia do oceano, mas desconhece o seu impacto nas escolas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-lidera-projetos-de-literacia-do-oceano-mas-desconhece-o-seu-impacto-nas-escolas-1783427321025_320.jpg" alt="Portugal lidera projetos de literacia do oceano, mas desconhece o seu impacto nas escolas"></a></article></aside><p>A equipa<strong> testou a precisão dos modelos climáticos utilizando a concentração de CFC (clorofluorocarbonetos)</strong>. Os investigadores acompanharam a distância e a velocidade com que os CFC se deslocaram ao longo dos últimos 60 anos, medindo a sua concentração e profundidade.</p><p>Algumas águas profundas transportaram CFC da Antártida até ao Pacífico central e ao norte do Oceano Índico em apenas quatro décadas. Os CFC também se misturam com outras águas durante as suas viagens. <strong>A turbulência é o fator determinante para a quantidade de marcadores, calor e carbono que permanecem retidos nas profundezas do oceano e em que escalas temporais</strong>.</p><p>Outro teste consistiu em <strong>injetar corante nas profundezas do oceano em locais e profundidades conhecidos, acompanhando o seu movimento</strong>. Na Fossa de Rockall, perto do Reino Unido, o corante subiu até 100 metros por dia, o que foi cerca de 10 000 vezes mais rápido do que o previsto pelos modelos.</p><h2>Turbulência oceânica</h2><p>Os resultados dos modelos frequentemente desviaram-se significativamente dos dados observacionais. O coautor, o Prof. Colm-cille Caulfield, do DAMTP, afirma: "Isto mostra que os modelos climáticos não estão a captar de forma fiável os efeitos-chave da turbulência nas profundezas do oceano. Se quisermos tornar estes modelos mais úteis para os decisores, teremos de compreender muito melhor os processos físicos fundamentais subjacentes, <strong>desenvolver melhores aproximações que captem todos esses processos de forma computacionalmente eficiente e que possam ser integradas diretamente nos modelos climáticos</strong>, e testar e restringir os resultados dessas aproximações com muito mais dados observacionais. Todos os aspetos deste processo estão agora em risco, uma vez que os orçamentos para a ciência estão a ser reduzidos."</p><p>A investigação oceânica global deste tipo está em risco. Em maio, a Fundação Nacional de Ciência dos EUA anunciou <strong>o desmantelamento da Iniciativa de Observatórios Oceânicos</strong>, uma rede de observação oceânica no valor de 368 milhões de dólares que fornece dados oceanográficos necessários em todo o mundo, decisão que foi recentemente revertida.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777009" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-oceano-poderia-oferecer-mais-de-um-terco-da-solucao-para-o-clima-mas-recebe-menos-de-1-do-financiamento-climatico.html" title="O oceano poderia oferecer mais de um terço da solução para o clima, mas recebe menos de 1% do financiamento climático">O oceano poderia oferecer mais de um terço da solução para o clima, mas recebe menos de 1% do financiamento climático</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-oceano-poderia-oferecer-mais-de-um-terco-da-solucao-para-o-clima-mas-recebe-menos-de-1-do-financiamento-climatico.html" title="O oceano poderia oferecer mais de um terço da solução para o clima, mas recebe menos de 1% do financiamento climático"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/l-ocean-nous-offre-plus-d-un-tiers-de-la-solution-climatique-mais-recoit-moins-de-1-des-financements-pourquoi-ce-paradoxe-1782624838987_320.jpeg" alt="O oceano poderia oferecer mais de um terço da solução para o clima, mas recebe menos de 1% do financiamento climático"></a></article></aside><p>As alterações nos padrões de turbulência estão a afetar o clima, pelo que a monitorização dos oceanos é imperativa. Se os nutrientes não forem transportados das profundezas do oceano para a superfície, as cadeias alimentares marinhas rompem-se, o que provoca o colapso das pescas. <strong>A forma como o calor é transferido das águas profundas para as águas mais rasas e vice-versa influencia o derretimento do gelo no Ártico e na Antártida, o que, por sua vez, afeta a subida do nível do mar, a intensidade das tempestades e os níveis de inundação</strong>.</p><p>"O oceano profundo pode interagir com a atmosfera em escalas temporais curtas, e<strong> precisamos de ferramentas fiáveis que nos ajudem a medir esse fenómeno</strong>", afirma o coautor, o professor Alberto Naveira Farabato, da Universidade de Southampton.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Laura%20Cimoli%20et%20al." data-year="" data-title="Climatic%20reach%20of%20small-scale%20turbulence%20in%20the%20ocean%20interior" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41467-026-73809-3">Laura Cimoli et al.. <a href="https://www.nature.com/articles/s41467-026-73809-3" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Climatic reach of small-scale turbulence in the ocean interior</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-efeito-borboleta-do-fundo-do-oceano-o-que-e-e-como-afeta-as-alteracoes-climaticas-cientistas-de-cambridge-explicam.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA["As nossas avós eliminavam as ervas daninhas assim": com estes 3 ingredientes deixará o quintal limpo o verão inteiro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-nossas-avos-eliminavam-as-ervas-daninhas-assim-com-estes-3-ingredientes-deixara-o-quintal-limpo-o-verao-inteiro.html</link><pubDate>Mon, 13 Jul 2026 16:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Durante várias décadas, uma receita simples passou de avós para filhos e netos como uma solução quase infalível para eliminar ervas daninhas. Apesar da sua eficácia inegável, este método tradicional contém algumas desvantagens a nível ecológico. Confira a receita e as alternativas sustentáveis.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-nossas-avos-eliminavam-as-ervas-daninhas-assim-com-estes-3-ingredientes-deixara-o-quintal-limpo-o-verao-inteiro-1783949456418.jpg" data-image="og0ferxmx37u"><figcaption>Existe uma receira caseira, passada de geração em geração, que é quase infalível na eliminação de ervas daninhas indesejadas do nosso quintal ou jardim e que consiste na combinação de apenas três ingredientes.</figcaption></figure><p>Com apenas 3 ingredientes presentes em todas as cozinhas, tais como o vinagre branco, sal grosso e água quente, <strong>há uma fórmula quase infalível, transmitida pelas nossas avós </strong> - embora também com <strong>algumas desvantagens</strong>, como veremos mais adiante - que promete caminhos, pátios e passeios livres de plantas indesejáveis em cerca de 48 horas. Mas será que esta solução tão acessível é também amiga do ambiente?</p><h2>Receita de herbicida das nossas avós, dos 3 ingredientes ao adeus às ervas daninhas</h2><p>A preparação é tão simples quanto popular: <strong>dissolve-se 1 kg de sal grosso em 5 litros de água quente, adiciona-se 1 litro de vinagre branco com 5% de ácido acético</strong> e, por vezes, algumas <strong>gotas de detergente da loiça para aumentar a aderência às folhas</strong>. Aplicada diretamente sobre as ervas daninhas, esta mistura age como um herbicida, destruindo rapidamente qualquer planta que atinja. </p><p>A sua eficácia resulta da combinação de diferentes mecanismos: <strong>o sal provoca desidratação </strong>ao retirar água das células vegetais, comprometendo também o funcionamento das raízes. <strong>A acidez do vinagre branco queima os tecidos das folhas</strong> e modifica de forma temporária o equilíbrio químico da superfície do solo. E, por fim, <strong>a água quente potencia a aceleração do processo</strong>, estimulando a entrada da solução e intensificando o efeito sobre as plantas.</p><h2>Os “contras” da utilização desta fórmula ancestral</h2><p>Nem tudo é um “mar de rosas” na utilização desta solução concebida pelas nossas avós. Na verdade, a eficácia desta receita constitui, simultaneamente, também um problema. <strong>O sal não se desvanece após a aplicação, acumulando-se no solo, o que reduz a sua fertilidade e dificulta, ainda, o crescimento de novas plantas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-nossas-avos-eliminavam-as-ervas-daninhas-assim-com-estes-3-ingredientes-deixara-o-quintal-limpo-o-verao-inteiro-1783949541955.jpg" data-image="1qw6lugzgzxe"><figcaption>Eliminar ervas daninhas com uma solução constituída a partir da combinação de sal grosso, vinagre branco e água quente é extremamente eficaz. Porém, apresenta algumas desvantagens para a saúde do solo, especialmente se for utilizada de forma repetitiva. Imagem: © Homify/Montse Tarancón - DR.</figcaption></figure><p>O uso constante desta solução acaba por <strong>degradar as condições do solo, que perde a capacidade para reter água</strong>, tornando-se menos favorável à vida de organismos essenciais, tais como bactérias e fungos, fulcrais para a saúde do ecossistema. Em dias de chuva, o sal pode ser parcialmente arrastado para cursos de água e até mesmo infiltrar-se em lençóis freáticos.</p><p>Além disto, <strong>o vinagre branco</strong> não possui a capacidade de distinguir plantas invasoras de espécies úteis. <strong>Não só danifica a vegetação, como pode afetar microrganismos</strong> essenciais para a qualidade do solo. </p><h2>Alternativas mais sustentáveis para remoção das ervas daninhas sem comprometer a saúde do solo</h2><p>Recorrendo a métodos como a <strong>monda manual, a monda térmica ou ainda a aplicação de água a ferver</strong> faz com que plantas indesejáveis sejam eliminadas sem deixar efeitos nocivos. A cobertura morta, com palha ou aparas de madeira, torna mais difícil a germinação de sementes, preserva a humidade e melhora a fertilidade do solo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776670" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/impulso-de-nutrientes-para-plantas-que-consomem-muito-como-o-acucar-e-a-levedura-aceleram-o-crescimento-dos-tomates.html" title="Impulso de nutrientes para plantas que consomem muito: como o açúcar e a levedura aceleram o crescimento dos tomates">Impulso de nutrientes para plantas que consomem muito: como o açúcar e a levedura aceleram o crescimento dos tomates</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/impulso-de-nutrientes-para-plantas-que-consomem-muito-como-o-acucar-e-a-levedura-aceleram-o-crescimento-dos-tomates.html" title="Impulso de nutrientes para plantas que consomem muito: como o açúcar e a levedura aceleram o crescimento dos tomates"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/naehrstoffschub-fur-grosse-fresser-wie-zucker-und-hefe-das-tomatenwachstum-beschleunigen-1782401310772_320.jpeg" alt="Impulso de nutrientes para plantas que consomem muito: como o açúcar e a levedura aceleram o crescimento dos tomates"></a></article></aside><p>Por fim, muitos jardineiros optam por tolerar uma parte das ervas daninhas, benéficas para os polinizadores e para a promoção da biodiversidade do jardim, <strong>reservando o “herbicida da avó” apenas para superfícies e situações cuja intervenção consideram mais urgente</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="La%20R%C3%A9daction%20Mon%20Jardin%20Ma%20Maison" data-year="" data-title="Recette%20de%20d%C3%A9sherbant%20de%20ma%20grand-m%C3%A8re%20%3A%203%20ingr%C3%A9dients%2C%20z%C3%A9ro%20effort%2C%20adieu%20mauvaises%20herbes" data-url="https%3A%2F%2Fmonjardinmamaison.maison-travaux.fr%2Fmon-jardin-ma-maison%2Frecette-de-desherbant-de-ma-grand-mere-3-ingredients-zero-effort-adieu-mauvaises-herbes-541298.html">La Rédaction Mon Jardin Ma Maison. <a href="https://monjardinmamaison.maison-travaux.fr/mon-jardin-ma-maison/recette-de-desherbant-de-ma-grand-mere-3-ingredients-zero-effort-adieu-mauvaises-herbes-541298.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Recette de désherbant de ma grand-mère : 3 ingrédients, zéro effort, adieu mauvaises herbes</a>.</cite><br><cite data-author="Montse%20Taranc%C3%B3n" data-year="" data-title="Rem%C3%A9dio%20Caseiro%20Para%20Matar%20Ervas%20Daninhas%3A%203%20Truques" data-url="https%3A%2F%2Fwww.homify.pt%2Fdiy%2F47130%2Fremedio-caseiro-para-matar-ervas-daninhas-3-truques">Montse Tarancón. <a href="https://www.homify.pt/diy/47130/remedio-caseiro-para-matar-ervas-daninhas-3-truques" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Remédio Caseiro Para Matar Ervas Daninhas: 3 Truques</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-nossas-avos-eliminavam-as-ervas-daninhas-assim-com-estes-3-ingredientes-deixara-o-quintal-limpo-o-verao-inteiro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como proteger os alimentos no verão e evitar desperdícios com estratégias simples e eficazes]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-proteger-os-alimentos-no-verao-e-evitar-desperdicios-com-estrategias-simples-e-eficazes.html</link><pubDate>Mon, 13 Jul 2026 14:45:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas elevadas aceleram a deterioração de legumes, frutas e lácteos. Conhecer práticas de conservação ajuda a reduzir perdas e a proteger o orçamento durante os meses quentes.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/como-proteger-os-alimentos-no-verao-e-evitar-desperdicios-com-estrategias-simples-e-eficazes-1783946375826.jpg" data-image="ybj78qmiq815" alt="Frutas e copo de leite" title="Frutas e copo de leite"><figcaption>Durante uma onda de calor, a velocidade da deterioração alimentar pode duplicar ou triplicar. Foto: Jan Photo/Pixabay</figcaption></figure><p>O verão traz consigo temperaturas elevadas que aceleram a <strong>deterioração dos alimentos</strong> e tornam mais difícil preservar produtos frescos. A ciência confirma esta tendência através do Princípio Q10, que demonstra como um <strong>aumento de 10°C</strong> pode duplicar ou triplicar a velocidade das reações que degradam a comida. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Este efeito é particularmente relevante em Portugal, onde cada pessoa desperdiça cerca de 184 quilos de alimentos por ano, segundo dados do Parlamento Europeu. O país ocupa a quarta posição no ranking europeu, com um total anual de 1,9 milhões de toneladas de comida perdida.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Durante o verão, esta pressão intensifica-se. Dados da Too Good To Go mostram que 28 por cento dos consumidores portugueses admitem desperdiçar mais alimentos nos meses quentes. A <strong>fruta lidera as perdas</strong>, seguida dos legumes e dos produtos lácteos, que têm menor resistência ao calor. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/como-proteger-os-alimentos-no-verao-e-evitar-desperdicios-com-estrategias-simples-e-eficazes-1783946452405.jpg" data-image="e7lanyexxzec" alt="Frigorífico aberto" title="Frigorífico aberto"><figcaption>Pequenos gestos, como reorganizar o espaço no frigorífico, fazem a diferença na conservação dos alimentos e poupança de energia. Foto: difisher/Pixabay</figcaption></figure><p>Para muitas famílias, este desperdício representa um prejuízo duplo. Além do custo do alimento estragado, há o consumo adicional de <strong>energia</strong> dos equipamentos de refrigeração que tentam compensar as temperaturas elevadas.</p><h2>Adaptar os hábitos de conservação ao calor</h2><p>Evitar perdas alimentares exige uma <strong>mudança prática na rotina doméstica</strong>. Pequenos gestos diários fazem diferença e ajudam a <strong>prolongar a vida útil dos produtos</strong> mais sensíveis. A Too Good To Go, empresa de impacto social responsável pela maior aplicação mundial dedicada ao combate ao desperdício alimentar, reuniu um conjunto de orientações que podem ser aplicadas por qualquer consumidor. </p><h2>Ative os sentidos antes de descartar</h2><p>O primeiro passo envolve a avaliação sensorial dos produtos perto do fim do prazo. O calor extremo altera frequentemente o aspeto visual de sumos ou iogurtes sem que estes se encontrem verdadeiramente estragados. Antes de os rejeitar, use o método de observar, cheirar e provar para verificar se a comida permanece própria para consumo.</p><h2>Garanta a frescura do seu frigorífico</h2><p>O bom funcionamento dos eletrodomésticos assume uma importância redobrada nos dias quentes. Os <strong>frigoríficos</strong> trabalham frequentemente em sobre-esforço com temperaturas externas elevadas, o que aumenta o <strong>consumo de eletricidade</strong> e o risco de avarias. Evite sobrecarregar o interior do equipamento para permitir a <strong>livre circulação do ar frio</strong> e limpe as bobinas traseiras com regularidade, mantendo o termómetro entre os zero e os quatro graus na zona mais fria.</p><h2>Separe os inimigos da conservação</h2><p>Frutas como <strong>bananas</strong>, <strong>maçãs</strong> e <strong>tomates</strong> libertam gás etileno, um composto natural que acelera o amadurecimento dos vegetais vizinhos. Sob uma vaga de calor, este processo torna-se ainda mais rápido. Separe estes alimentos e armazene as frutas de verão na <strong>gaveta inferior</strong> do frigorífico para travar a desidratação precoce. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="681629" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/sabe-interpretar-os-prazos-de-validade-dos-alimentos-a-maioria-dos-europeus-nao-e-capaz-de-os-distinguir.html" title="Sabe interpretar os prazos de validade dos alimentos? A maioria dos europeus não é capaz de os distinguir">Sabe interpretar os prazos de validade dos alimentos? A maioria dos europeus não é capaz de os distinguir</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/sabe-interpretar-os-prazos-de-validade-dos-alimentos-a-maioria-dos-europeus-nao-e-capaz-de-os-distinguir.html" title="Sabe interpretar os prazos de validade dos alimentos? A maioria dos europeus não é capaz de os distinguir"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sabe-interpretar-os-prazos-de-validade-a-maioria-dos-europeus-nao-e-capaz-de-os-distinguir-1730753420065_320.jpg" alt="Sabe interpretar os prazos de validade dos alimentos? A maioria dos europeus não é capaz de os distinguir"></a></article></aside><p>Pode também colocar <strong>rolhas de cortiça cortadas ao meio</strong> na fruteira, uma vez que este material absorve o excesso de humidade e reduz o aparecimento de bolor.</p><h2>Transforme os excedentes em refeições frescas</h2><p>Quando os <strong>tomates</strong> e <strong>pimentos</strong> amolecem devido ao sol, a sua concentração de açúcares naturais aumenta. Este é o momento ideal para os transformar num <strong>gaspacho</strong> fresco e hidratante. Da mesma forma, se notar que as <strong>bananas</strong> estão a ficar demasiado escuras, corte-as em rodelas e guarde-as no congelador. Mais tarde, basta triturá-las para obter um gelado caseiro e natural sem qualquer adição de açúcar.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/como-proteger-os-alimentos-no-verao-e-evitar-desperdicios-com-estrategias-simples-e-eficazes-1783946650881.jpg" data-image="q32qx25ayy07" alt="batido de morango" title="batido de morango"><figcaption>Há muitas formas de aproveitar frutas e legumes já amolecidos pelo calor, transformando-os em pratos, sumos ou gelados refrescantes. Foto: ExplorerBob/Pixabay</figcaption></figure><p>Frutas desidratadas, como morangos ou pedaços de pepino, servem também para criar <strong>águas</strong> <strong>aromatizadas</strong> refrescantes com gelo. Lembre-se ainda de preferir suportes ventilados em vez de caixas fechadas, de modo a evitar bolsas de calor.</p><h2>A tecnologia como boia de salvação no retalho</h2><p>As elevadas temperaturas não castigam apenas os lares, representando uma dor de cabeça constante para supermercados, restaurantes e mercearias. A quebra de stocks de produtos frescos dispara de forma linear no verão, exigindo ferramentas de resposta rápida para apoiar o tecido empresarial.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Too%20Good%20to%20Go" data-year="" data-title="Um%20ver%C3%A3o%20sem%20desperd%C3%ADcio" data-url="https%3A%2F%2Fwww.toogoodtogo.com%2Fpt%2Fpress%2Fverao-zerowaste">Too Good to Go. <a href="https://www.toogoodtogo.com/pt/press/verao-zerowaste" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Um verão sem desperdício</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-proteger-os-alimentos-no-verao-e-evitar-desperdicios-com-estrategias-simples-e-eficazes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mudanças no tempo em Portugal: estabilidade atmosférica regressará em breve e temperaturas voltam a subir]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-estabilidade-atmosferica-regressara-em-breve-e-temperaturas-voltam-a-subir.html</link><pubDate>Mon, 13 Jul 2026 13:25:21 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Ao longo dos próximos dias espera-se uma melhoria generalizada do estado de tempo e uma subida gradual das temperaturas máximas.</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/L6ktMi-Uv_g/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=L6ktMi-Uv_g" id="L6ktMi-Uv_g"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Esta semana arranca com alguma nebulosidade em Portugal Continental, mais especificamente no Norte do país, essencialmente no litoral, onde se espera ainda a <strong>ocorrência de chuva fraca e irregular no noroeste</strong>, ao longo das próximas horas.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p><strong>Esta tendência de chuva fraca poderá repetir-se amanhã</strong>, terça-feira, nas regiões Norte e Centro, ao longo do dia, devendo afetar inicialmente o litoral Centro e, com o passar das horas, afetar o Norte, também de forma irregular.</p><h2>Estabilidade atmosférica pode regressar em breve e temperaturas deverão subir</h2><p>No entanto, à medida que os dias avançam, espera-se que a estabilidade atmosférica comece a regressar, principalmente a partir de quarta-feira, dia 15, dando-se também uma <strong>recuperação das temperaturas em todo o país</strong>, já a partir de amanhã.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-estabilidade-atmosferica-podera-regressar-e-temperaturas-voltam-a-subir-1783945237371.png" data-image="sykmnxho1fw0" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>As temperaturas máximas podem começar a subir de forma gradual a partir de amanhã, terça-feira. No entanto, será a partir de sábado que todo o país deverá sentir esta subida com maior evidência, com os termómetros a aproximarem-se dos 40 ºC em alguns pontos do Sul.</figcaption></figure><p>É expectável que estas comecem a subir de forma gradual, com <strong>maior expressão ao longo da faixa interior e na região Sul</strong>, enquanto a faixa litoral, essencialmente Norte e Centro, deverá continuar a registar valores mais contidos. Contudo, este cenário poderá mudar a partir do fim de semana.</p><h2>A partir de sábado, dia 18, valores de 30 ºC ou mais devem cobrir Portugal Continental</h2><p> Segundo a mais recente atualização do nosso modelo de referência, espera-se que o<strong> fim de semana possa trazer valores acima dos 30 ºC</strong> na maior parte do território continental e que os valores continuem a subir nos dias seguintes. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778410" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intenso-em-portugal-preve-se-uma-mudanca-significativa-da-massa-de-ar-a-partir-de-19-de-julho.html" title="Calor intenso em Portugal: prevê-se uma mudança significativa da massa de ar a partir de 19 de julho">Calor intenso em Portugal: prevê-se uma mudança significativa da massa de ar a partir de 19 de julho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intenso-em-portugal-preve-se-uma-mudanca-significativa-da-massa-de-ar-a-partir-de-19-de-julho.html" title="Calor intenso em Portugal: prevê-se uma mudança significativa da massa de ar a partir de 19 de julho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intenso-em-portugal-preve-se-uma-mudanca-significativa-da-massa-de-ar-a-partir-de-19-de-julho-1783941528246_320.jpg" alt="Calor intenso em Portugal: prevê-se uma mudança significativa da massa de ar a partir de 19 de julho"></a></article></aside><p>Sábado, 18, poderá ser o primeiro dia de alguns dias consecutivos com temperaturas elevadas no nosso país. Neste dia, apenas as cidades costeiras deverão manter-se abaixo dos 30 ºC, enquanto <strong>algumas regiões do Sul poderão aproximar-se dos 40 ºC</strong>, como podemos observar no mapa acima. Com esta subida mais evidente, as anomalias térmicas positivas voltarão a cobrir a nossa geografia.</p><p>De acordo com os nossos mapas, <strong>o arranque da próxima semana deverá ser igualmente quente e poderá manter-se assim nos dias seguintes</strong>, no entanto, e tendo em conta a distância temporal, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-estabilidade-atmosferica-regressara-em-breve-e-temperaturas-voltam-a-subir.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calor intenso em Portugal: prevê-se uma mudança significativa da massa de ar a partir de 19 de julho]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intenso-em-portugal-preve-se-uma-mudanca-significativa-da-massa-de-ar-a-partir-de-19-de-julho.html</link><pubDate>Mon, 13 Jul 2026 13:15:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A partir de 19 de julho, uma massa de ar mais quente poderá instalar-se sobre Portugal continental, favorecendo uma subida gradual das temperaturas. O interior poderá voltar a superar os 40 ºC durante a próxima semana.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intenso-em-portugal-preve-se-uma-mudanca-significativa-da-massa-de-ar-a-partir-de-19-de-julho-1783941528246.jpg" data-image="6ey155184rhr" alt="Calor intenso poderá regressar a Portugal a partir de 19 de julho" title="Calor intenso poderá regressar a Portugal a partir de 19 de julho"><figcaption>As previsões apontam para a entrada progressiva de uma massa de ar muito quente sobre a Península Ibérica a partir de 19 de julho. O calor deverá intensificar-se ao longo da próxima semana, com temperaturas superiores a 40 ºC em várias regiões do interior de Portugal continental.</figcaption></figure><p>A partir de 19 de julho, prevê-se uma mudança significativa da massa de ar sobre a Península Ibérica, com a entrada de ar progressivamente mais quente que poderá conduzir a um <strong>episódio de calor em Portugal continental</strong>. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações</div><p>As previsões do modelo europeu apontam para um reforço gradual deste cenário durante a próxima semana, embora a intensidade e a duração do episódio permaneçam <strong>dependentes da evolução da circulação atmosférica</strong>.</p><h2>Uma massa de ar quente começa a instalar-se sobre a Península Ibérica</h2><p>Esta mudança deverá resultar do reforço de uma crista anticiclónica que se estenderá desde o Norte de África até à Península Ibérica. À medida que esta configuração se instala, a atmosfera tornar-se-á mais estável, favorecendo céu pouco nublado, <strong>maior exposição à radiação solar e aquecimento gradual do ar</strong>. Em simultâneo, uma massa de ar cada vez mais quente avançará sobre a Península, criando condições para uma subida progressiva das temperaturas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intenso-em-portugal-preve-se-uma-mudanca-significativa-da-massa-de-ar-a-partir-de-19-de-julho-1783940270220.jpg" data-image="68um0wspkb1j"><figcaption>A expansão de uma crista anticiclónica desde o Norte de África favorecerá a entrada de uma massa de ar muito quente sobre a Península Ibérica, criando as condições para uma subida gradual das temperaturas em Portugal continental a partir de 19 de julho.</figcaption></figure><p>Os primeiros sinais desta mudança deverão fazer-se sentir durante o sábado. No entanto, será a partir de domingo, 19 de julho, que a massa de ar quente começará a instalar-se sobre grande parte do território continental. As previsões do ECMWF apontam para <strong>anomalias da temperatura entre 8 e 12 ºC acima da média</strong> para esta época do ano em altitude, um indicador da intensidade da massa de ar prevista.</p><h2>Temperaturas superiores a 40 ºC poderão regressar ao interior</h2><p>À superfície, as temperaturas máximas deverão subir gradualmente em praticamente todo o país. <strong>O interior Norte, Centro e Sul deverá registar o aumento mais expressivo</strong>, com valores que poderão aproximar-se ou ultrapassar os 40 ºC, sobretudo no Alentejo, vale do Tejo e em alguns locais do interior Centro. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intenso-em-portugal-preve-se-uma-mudanca-significativa-da-massa-de-ar-a-partir-de-19-de-julho-1783940421402.jpg" data-image="p447o6g0hez0"><figcaption>Às 13h de domingo, 19 de julho, as temperaturas já deverão ultrapassar os 35 ºC em grande parte do interior, antes de atingirem os valores máximos durante a tarde.</figcaption></figure><p>No litoral, a influência do oceano continuará a moderar o aquecimento, embora também se espere uma subida das temperaturas, especialmente nas regiões Centro e Sul. O contraste entre o litoral e o interior poderá ultrapassar os 10 ºC nas horas de maior aquecimento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intenso-em-portugal-preve-se-uma-mudanca-significativa-da-massa-de-ar-a-partir-de-19-de-julho-1783940492897.jpg" data-image="95m3nve68jyr"><figcaption>O vento deverá permanecer, em geral, fraco no interior, favorecendo a acumulação de calor. No litoral, a circulação de oeste ou noroeste durante a tarde ajudará a moderar parcialmente as temperaturas, sobretudo junto à faixa costeira.</figcaption></figure><p><strong>O vento deverá soprar fraco no interior</strong>. Junto ao litoral, predominará a circulação do quadrante oeste ou noroeste durante a tarde, com velocidades entre 15 e 30 km/h, suficientes para moderar parcialmente as temperaturas costeiras, mas insuficientes para impedir o aquecimento do interior. A estabilidade prevista deverá limitar o desenvolvimento de trovoadas generalizadas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778411" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frescura-atlantica-e-chuva-fraca-persistem-em-portugal-mas-o-ecmwf-ja-aponta-uma-data-para-o-regresso-do-calor-intenso.html" title="Frescura atlântica e chuva fraca persistem em Portugal, mas o ECMWF já aponta uma data para o regresso do calor intenso">Frescura atlântica e chuva fraca persistem em Portugal, mas o ECMWF já aponta uma data para o regresso do calor intenso</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frescura-atlantica-e-chuva-fraca-persistem-em-portugal-mas-o-ecmwf-ja-aponta-uma-data-para-o-regresso-do-calor-intenso.html" title="Frescura atlântica e chuva fraca persistem em Portugal, mas o ECMWF já aponta uma data para o regresso do calor intenso"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frescura-atlantica-e-chuva-fraca-persistem-em-portugal-mas-o-ecmwf-ja-aponta-uma-data-para-o-regresso-do-calor-intenso-1783943562327_320.png" alt="Frescura atlântica e chuva fraca persistem em Portugal, mas o ECMWF já aponta uma data para o regresso do calor intenso"></a></article></aside><p>As simulações atuais sugerem que esta massa de ar quente poderá manter-se sobre a Península Ibérica pelo menos <strong>até 22 de julho</strong>. Ainda assim, trata-se de uma previsão com vários dias de antecedência, pelo que <strong>as próximas atualizações serão importantes para validar a intensidade e a duração deste episódio de calor</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intenso-em-portugal-preve-se-uma-mudanca-significativa-da-massa-de-ar-a-partir-de-19-de-julho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frescura atlântica e chuva fraca persistem em Portugal, mas o ECMWF já aponta uma data para o regresso do calor intenso]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frescura-atlantica-e-chuva-fraca-persistem-em-portugal-mas-o-ecmwf-ja-aponta-uma-data-para-o-regresso-do-calor-intenso.html</link><pubDate>Mon, 13 Jul 2026 11:59:01 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A persistência de ar fresco manterá as temperaturas abaixo do normal esta semana, bem como a possibilidade de chuva fraca. Mesmo assim, o modelo ECMWF já aponta uma data para o possível regresso do calor intenso a Portugal continental.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaouug6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaouug6.jpg" id="xaouug6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Deste modo, <strong>as temperaturas irão manter-se abaixo da média climatológica de referência para o mês de julho nestes próximos dias</strong>, embora se mantenha o contraste habitual entre um litoral mais fresco e um interior mais quente.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br> A influência do ar marítimo atlântico, transportado pela circulação associada a uma depressão isolada em altitude que se manterá praticamente estacionária a noroeste da Península Ibérica durante boa parte da presente semana, vai continuar a condicionar o tempo em quase todo o território de Portugal continental. São esperadas temperaturas abaixo do normal para o mês de julho e precipitação fraca e localizada.</div><p>Por causa do efeito de continentalidade, as temperaturas nas regiões do interior serão mais elevadas do que nas do litoral. Além disto, a circulação associada à referida baixa pressão produzirá a formação de<strong> pequenas superfícies ou ondulações frontais, responsáveis pela ocorrência de precipitação escassa, isolada e muito localizada</strong> em algumas zonas do nosso país, principalmente entre segunda (13) e terça-feira (14).</p><h2>Segunda e terça-feira com chuva fraca e localizada nestas regiões</h2><p>Esta segunda-feira (13) são expectáveis <strong>períodos de céu nublado nas Regiões Norte e Centro</strong>, especialmente a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela. A sul desta barreira orográfica, espera-se nebulosidade mais dispersa, alternando com boas abertas.</p><p><strong>Prevê-se ainda a possibilidade de ocorrência de chuva fraca ou chuvisco no Minho, nalgumas zonas do interior Norte e Centro e, pontualmente, no Douro Litoral e no litoral Centro</strong>. As temperaturas máximas vão variar entre 20 e 26 ºC no litoral e entre 25 e 31 ºC no interior. O vento soprará de rumos diferentes, apesar de surgir predominantemente de noroeste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frescura-atlantica-e-chuva-fraca-persistem-em-portugal-mas-o-ecmwf-ja-aponta-uma-data-para-o-regresso-do-calor-intenso-1783942705146.png" data-image="5jpaqviuij42"><figcaption>A chuva acumulada até às 23:00 de terça-feira, 14 de julho, será muito escassa, pouco intensa e terá uma distribuição muito irregular.</figcaption></figure><p><strong>Amanhã - terça-feira (14) - o estado do tempo sofrerá poucas alterações</strong>. A nebulosidade tenderá a diminuir progressivamente ao longo do dia, sendo menos provável quanto mais para sul. Persistirá a possibilidade de chuva fraca e localizada, especialmente até ao final da manhã na faixa costeira ocidental entre os distritos de Viana do Castelo e Setúbal.</p><p>Durante a tarde, a instabilidade residual progredirá para leste, podendo originar <strong>aguaceiros fracos e dispersos em zonas do interior Norte e Centro</strong>. Espera-se ainda uma subida das temperaturas diurnas, com o valor das máximas a situar-se entre 19 e 27 ºC no litoral e entre 27 e 34 ºC no interior, sendo o vale do Douro uma das regiões com os valores mais elevados.</p><h2>A partir de quarta-feira, temperaturas em subida e tempo ainda mais estável</h2><p><strong>Na quarta-feira (15) prevê-se um reforço da influência das altas pressões em Portugal continental</strong>. Como consequência disto, o tempo apresentar-se-á geralmente estável, seco e predominantemente soalheiro, sendo novamente marcado por uma subida das temperaturas diurnas, sobretudo no interior Centro e na região Sul. Deste modo, esperam-se 28 ºC na Guarda, 32 ºC em Castelo Branco e Portalegre e 33 ºC em Évora e Beja e 31 ºC em Faro. No litoral a influência marítima continuará a moderar a temperatura, mantendo as máximas entre 19 e 27 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frescura-atlantica-e-chuva-fraca-persistem-em-portugal-mas-o-ecmwf-ja-aponta-uma-data-para-o-regresso-do-calor-intenso-1783943146447.png" data-image="tlt5oly4nub5"><figcaption>No interior as temperaturas máximas estarão cada vez mais próximas do patamar dos 35 ºC à medida que a semana se for aproximando da sua reta final.</figcaption></figure><p> <strong>Para quinta-feira (16) espera-se que o estado do tempo se mantenha predominantemente seco e soalheiro em grande parte da geografia de Portugal continental</strong>. Ainda assim, a persistência de nebulosidade poderá traduzir-se na possibilidade de ocorrência de chuviscos fracos e isolados em alguns locais das Regiões Norte e Centro. Prevê-se igualmente uma nova e ligeira subida das temperaturas máximas, com valores entre 20 e 30 ºC no litoral e entre 27 e 35 ºC no interior. </p><p><strong>Na sexta-feira (17) as temperaturas máximas diminuirão ligeiramente, interrompendo-se temporariamente a recuperação térmica</strong>, sendo registada novamente mais uma jornada com temperaturas inferiores à média climatológica de referência para julho. Ainda assim, o domínio das altas pressões continuará a prevalecer, sendo provável a formação de nevoeiro matinal na faixa costeira ocidental e céu pouco nublado ou limpo durante o restante período diurno, subsistindo apenas a possibilidade de ocorrência de chuviscos isolados no Alto Minho.</p><h2>Mudança expressiva do tempo no fim de semana de 18 e 19 de julho. Estará à vista o regresso do calor intenso?</h2><p>De quinta para sexta-feira, dias 16 e 17 de julho, <strong>os mapas de referência da Meteored indicam que o sistema depressionário tenderá a ser progressivamente reabsorvido pela circulação principal</strong>, reduzindo a sua influência sobre as condições meteorológicas em Portugal continental. Consequentemente, o fluxo marítimo que tem mantido as temperaturas abaixo do normal para a época do ano perderá intensidade, fazendo com que Portugal continental deixe de ser um “oásis” de frescura na Europa Ocidental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frescura-atlantica-e-chuva-fraca-persistem-em-portugal-mas-o-ecmwf-ja-aponta-uma-data-para-o-regresso-do-calor-intenso-1783943363696.png" data-image="ryrxq3bpp2qq"><figcaption>Portugal é, por esta altura, um verdadeiro "oásis" de frescura na Europa Ocidental, contrastando com o calor intenso que outros países europeus vão enfrentando na presente época estival.</figcaption></figure><p>Em contraste, <strong>uma boa parte dos países da Europa Ocidental manter-se-á sob a influência de uma massa de ar muito quente</strong>, favorecida pela circulação associada ao sistema depressionário e pela presença de uma crista subtropical. Ao mesmo tempo, a probabilidade de ocorrência de precipitação será cada vez menor, embora esta já se apresente, geralmente, escassa e muito localizada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778209" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-saiba-como-vao-evoluir-a-chuva-e-as-temperaturas-entre-segunda-e-quarta-feira.html" title="Tempo em Portugal: saiba como vão evoluir a chuva e as temperaturas entre segunda e quarta-feira">Tempo em Portugal: saiba como vão evoluir a chuva e as temperaturas entre segunda e quarta-feira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-saiba-como-vao-evoluir-a-chuva-e-as-temperaturas-entre-segunda-e-quarta-feira.html" title="Tempo em Portugal: saiba como vão evoluir a chuva e as temperaturas entre segunda e quarta-feira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-saiba-como-vao-evoluir-a-chuva-e-as-temperaturas-entre-segunda-e-quarta-feira-1783855124155_320.png" alt="Tempo em Portugal: saiba como vão evoluir a chuva e as temperaturas entre segunda e quarta-feira"></a></article></aside><p>Apesar da elevada incerteza inerente a previsões cujo horizonte temporal é superior a 3 dias, mesmo assim, o modelo ECMWF continua a sinalizar uma <strong>subida significativa das temperaturas a partir do fim de semana de 18 e 19 de julho</strong>.</p><p>Esta evolução deverá ser ditada não só pelo afastamento do sistema depressionário, como também pela <strong>aproximação da crista subtropical e pela entrada de uma massa de ar tropical continental, quente e seco, proveniente do Norte de África</strong>. Caso este cenário se concretize, estaríamos diante do regresso de um estado do tempo consideravelmente mais quente a Portugal continental.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frescura-atlantica-e-chuva-fraca-persistem-em-portugal-mas-o-ecmwf-ja-aponta-uma-data-para-o-regresso-do-calor-intenso.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Após 12 anos, cientistas identificam nova espécie de planta na Mata Atlântica]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/apos-12-anos-cientistas-identificam-nova-especie-de-planta-na-mata-atlantica.html</link><pubDate>Mon, 13 Jul 2026 06:17:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Descoberta na Serra do Padre Ângelo, em Minas Gerais, a Oplonia doceana é o primeiro registo do género no Brasil e destaca a relevância do médio rio Doce para biodiversidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/apos-12-anos-cientistas-identificam-nova-especie-de-planta-na-mata-atlantica-1783806796537.jpg" data-image="oyp8ns2qw4ma" alt="A nova espécie representa o primeiro registro do gênero Oplonia no Brasil" title="A nova espécie representa o primeiro registro do gênero Oplonia no Brasil"><figcaption>A nova espécie representa o primeiro registo do género Oplonia no Brasil. Crédito: Paulo Gonella</figcaption></figure><p>Uma <strong>planta de flores vermelhas</strong> encontrada exclusivamente nos campos rupestres da Serra do Padre Ângelo, no médio rio Doce, em Minas Gerais, foi oficialmente reconhecida como uma <strong>nova espécie pela ciência após 12 anos de investigação</strong>. Batizada de <em>Oplonia doceana</em>, a planta representa o primeiro registo do género <em>Oplonia</em> no Brasil e amplia o conhecimento sobre a distribuição deste grupo de espécies na América do Sul. A descoberta foi publicada na revista científica <em>Plant Systematics and Evolution</em>.</p><p>A espécie ocorre entre os municípios de Conselheiro Pena e Alvarenga, numa região que tem vindo a destacar-se como<strong> um dos principais refúgios da biodiversidade da Mata Atlântica</strong>. Além de revelar uma planta inédita, o estudo reforça a relevância das montanhas do leste de Minas Gerais para a conservação de espécies raras e endémicas.</p><p>A história da descoberta começou em 2013, durante uma expedição científica à Serra do Padre Ângelo. Desde a primeira recolha, os investigadores perceberam que se tratava de uma <strong>planta incomum, mas a sua identificação mostrou-se um desafio</strong>.<strong> </strong>Durante mais de uma década, especialistas compararam exemplares, fizeram revisão de estudos e consultaram coleções botânicas até confirmar que se tratava de uma espécie ainda desconhecida.</p><h2>Parentesco inesperado amplia conhecimento sobre a flora sul-americana</h2><p>Segundo o botânico Paulo Gonella, investigador do <strong>Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA)</strong> e primeiro autor do estudo, a confirmação encerra um longo trabalho de investigação. "Desde a primeira recolha, eu sabia que aquela planta era diferente. Passei muitos anos a tentar descobrir a sua identidade. É muito gratificante ver este quebra-cabeças finalmente resolvido", afirma.</p><div class="texto-destacado">Além da novidade para a flora brasileira, <strong>o estudo</strong><strong> revelou um resultado inesperado</strong>. Embora seja exclusiva dos campos rupestres do médio rio Doce, a <em>Oplonia doceana</em> possui maior parentesco com uma espécie encontrada na Argentina e na Bolívia do que com qualquer planta conhecida no Brasil. </div><p>Até então, o género <em>Oplonia</em> era registado apenas em países andinos, nas Caraíbas, em Madagáscar e em partes da América Central e da América do Sul, sem ocorrências confirmadas em território brasileiro. Para os investigadores, este padrão de distribuição levanta novas questões sobre a evolução das plantas sul-americanas e pode ajudar a compreender<strong> como diferentes espécies se dispersaram ao longo da história do continente</strong>.</p><h2>Homenagem ao rio Doce e alerta para a conservação</h2><p>O nome da nova espécie faz <strong>referência à bacia do rio Doce, onde ela ocorre</strong>. A escolha procura valorizar uma região frequentemente lembrada pelos impactos ambientais, mas que continua a revelar uma riqueza biológica ainda pouco conhecida pela ciência.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777346" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-algas-nao-sao-plantas-factos-surpreendentes-sobre-a-vida-aquatica-que-precisa-de-saber.html" title="As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber">As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-algas-nao-sao-plantas-factos-surpreendentes-sobre-a-vida-aquatica-que-precisa-de-saber.html" title="As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/seaweeds-aren-t-plants-seven-surprising-facts-about-aquatic-life-1783270730480_320.jpg" alt="As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber"></a></article></aside><p>Nos últimos dez anos, <strong>mais de 40 novas espécies de plantas foram descritas na Serra do Padre Ângelo e em montanhas vizinhas</strong>, além de diversos insetos e outros animais exclusivos da região. Apesar deste património natural, grande parte da área ainda não possui proteção oficial e enfrenta ameaças como incêndios, desflorestação e espécies invasoras.</p><p>Os autores classificaram a <em>Oplonia doceana</em> como<strong> "Em Perigo de Extinção", de acordo com os critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN)</strong>. Restrita a poucas populações conhecidas, a planta vive em campos rupestres quartzíticos, um dos ecossistemas mais ameaçados e menos estudados da Mata Atlântica. Para Gonella, a descoberta demonstra que ainda existem muitas espécies desconhecidas e reforça a importância da investigação científica para orientar ações de conservação. "Só é possível proteger aquilo que conhecemos", conclui o investigador.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Instituto%20Nacional%20da%20Mata%20Atl%C3%A2ntica" data-year="2026" data-title="Ap%C3%B3s%2012%20anos%20de%20mist%C3%A9rio%2C%20cientistas%20identificam%20nova%20esp%C3%A9cie%20de%20planta%20na%20Mata%20Atl%C3%A2ntica" data-url="https%3A%2F%2Fwww.gov.br%2Finma%2Fpt-br%2Fassuntos%2Fnoticias%2Fapos-12-anos-de-misterio-cientistas-identificam-nova-especie-de-planta-na-mata-atlantica%3Fshem%3Ddsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4">Instituto Nacional da Mata Atlântica. (2026). <a href="https://www.gov.br/inma/pt-br/assuntos/noticias/apos-12-anos-de-misterio-cientistas-identificam-nova-especie-de-planta-na-mata-atlantica?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Após 12 anos de mistério, cientistas identificam nova espécie de planta na Mata Atlântica</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/apos-12-anos-cientistas-identificam-nova-especie-de-planta-na-mata-atlantica.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Água do mar a 29 °C? Esta piscina promete mudar os seus mergulhos em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/agua-do-mar-a-29-c-esta-piscina-promete-mudar-os-seus-mergulhos-em-portugal.html</link><pubDate>Mon, 13 Jul 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A poucos minutos do Porto, há uma piscina de água salgada aquecida que oferece mergulhos a 29 °C, sem ondas e de forma totalmente gratuita.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/agua-do-mar-a-29-c-esta-piscina-promete-mudar-os-seus-mergulhos-em-portugal-1783865254497.jpg" data-image="zlox3j4ip8f3" alt="Praia de Canide Norte" title="Praia de Canide Norte"><figcaption>Farto da água gelada? Esta piscina aquecida junto ao mar voltou a abrir no Norte. Foto: CM Gaia</figcaption></figure><p>No Norte de Portugal, a temperatura do mar costuma afastar até quem mais gosta de um mergulho. Aliás, há quem fique largos minutos à beira da água antes de ganhar coragem para entrar e quem acabe por desistir por causa do frio.</p><p>A pensar nisso, a <strong>Praia de Canide Norte</strong> disponibiliza uma alternativa mais confortável: uma<strong> piscina de água aquecida</strong>, ideal para quem quer aproveitar um banho sem enfrentar as águas geladas do Atlântico.</p><div class="texto-destacado">É verdade. O tanque de água salgada da Praia de Canide Norte, em Canidelo, Vila Nova de Gaia, voltou a abrir ao público no início de julho.</div><p>Instalada entre os bares Grão de Areia e Ar de Mar, tem uma profundidade máxima de um metro e <strong>a temperatura da água varia entre os 28 e 29 graus</strong>. O melhor é que é gratuita. </p><h2>Saiba tudo</h2><p>“A infraestrutura, que começou a funcionar em 2022, regressa depois de ter registado forte adesão nas épocas anteriores”, nota o ‘Postal’. “Nos últimos verões, o local tornou-se um ponto de passagem para dezenas de banhistas, com filas frequentes para entrar.”</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777479" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-praia-no-algarve-continua-a-escapar-as-multidoes-e-tem-das-aguas-mais-quentes-da-regiao.html" title="Esta praia no Algarve continua a escapar às multidões (e tem das águas mais quentes da região)">Esta praia no Algarve continua a escapar às multidões (e tem das águas mais quentes da região)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-praia-no-algarve-continua-a-escapar-as-multidoes-e-tem-das-aguas-mais-quentes-da-regiao.html" title="Esta praia no Algarve continua a escapar às multidões (e tem das águas mais quentes da região)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esta-praia-no-algarve-continua-a-escapar-as-multidoes-e-tem-das-aguas-mais-quentes-da-regiao-1783420777513_320.jpg" alt="Esta praia no Algarve continua a escapar às multidões (e tem das águas mais quentes da região)"></a></article></aside><p>E percebemos o motivo para ser tão procurada. Afinal, não é todos os dias que se pode dar um mergulho morno a poucos minutos do Porto. </p><div class="texto-destacado">A Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia descreve o local como “uma estrutura sustentável” e sublinha que oferece “conforto, segurança e sem ondulação”.</div><p>Não pense, contudo, que se trata de uma praia convencional. Aqui o cenário é outro. A piscina utiliza <strong>água do mar</strong>, sim, mas oferece uma experiência sem ondulação e com maior controlo das condições de utilização. Tudo graças a painéis solares.</p><h2>Uma piscina para todos</h2><p>É caso para dizer que nada ficou por pensar. Além de oferecer uma alternativa ao mar, a piscina foi concebida para proporcionar uma <strong>experiência confortável a visitantes de todas as idades</strong>. Para isso, a entrada faz-se de forma gradual, com um piso de inclinação suave que vai aumentando de profundidade até atingir cerca de um metro na zona mais funda.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/agua-do-mar-a-29-c-esta-piscina-promete-mudar-os-seus-mergulhos-em-portugal-1783865372218.jpg" data-image="zw9669cbymxf" alt="Praia de Canide Norte" title="Praia de Canide Norte"><figcaption>Tudo foi pensado ao detalhe. Foto: DR</figcaption></figure><p>“O declive é muito ligeiro e começa num patamar quase plano que vai aumentando gradualmente até aos 50 centímetros a meio da piscina”, acrescenta a ‘NiT’. “Depois, fica num máximo de <strong>um metro de profundidade </strong>na outra ponta. Ao redor, é possível estender a toalha para aproveitar o sol.”</p><div class="texto-destacado">Com 20 metros de largura por 25 de comprimento, dispõe ainda de barracas de apoio e de uma barreira que ajuda a reduzir o impacto do vento.</div><p>Para garantir a qualidade da água, todos os utilizadores devem passar pelo duche antes de entrar. O tempo de permanência também está <strong>limitado a 30 minutos</strong>, uma medida que permite gerir a elevada procura, especialmente nos dias em que o espaço recebe mais visitantes.</p><p>Desde a inauguração, a piscina tem despertado bastante interesse e, nas horas de maior movimento, as filas de espera já se tornaram habituais. Por questões de segurança, as crianças com menos de 12 anos só podem utilizar o espaço quando acompanhadas por um adulto.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777399" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/as-5-melhores-piscinas-de-portugal-para-conhecer-antes-do-alivio-termico.html" title="As “5 melhores piscinas de Portugal” para conhecer antes do alívio térmico">As “5 melhores piscinas de Portugal” para conhecer antes do alívio térmico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/as-5-melhores-piscinas-de-portugal-para-conhecer-antes-do-alivio-termico.html" title="As “5 melhores piscinas de Portugal” para conhecer antes do alívio térmico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-5-melhores-piscinas-de-portugal-para-conhecer-antes-do-alivio-termico-1783366312453_320.jpg" alt="As “5 melhores piscinas de Portugal” para conhecer antes do alívio térmico"></a></article></aside><p>E quando é que a pode visitar? Durante a época balnear, <strong>a piscina está aberta diariamente</strong>, entre as 9:30 e as 19:30, afirmando-se como uma opção para quem prefere desfrutar de um mergulho sem enfrentar a água fria do mar.</p><p>“Esta estrutura sustentável, aquecida através de painéis solares, mantém a água do mar a uma temperatura convidativa. É o espaço ideal para um mergulho com todo o conforto, segurança e sem ondulação”, diz a Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia. E acrescenta: “Venha aproveitar o nosso litoral único de uma forma diferente e dar o primeiro mergulho do verão.”</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Postal%2C%20Fraz%C3%A3o%20M" data-year="2026" data-title="Piscina%20gratuita%20de%20%C3%A1gua%20salgada%20acaba%20de%20abrir%20no%20meio%20de%20um%20areal%20portugu%C3%AAs%20e%20a%20%C3%A1gua%20chega%20aos%2029%20graus" data-url="https%3A%2F%2Fpostal.pt%2Fnacional%2Fpiscina-gratuita-de-agua-salgada-acaba-de-abrir-no-meio-de-um-areal-portugues-e-a-agua-chega-aos-29-graus%2F%23goog_rewarded">Postal, Frazão M. (2026). <a href="https://postal.pt/nacional/piscina-gratuita-de-agua-salgada-acaba-de-abrir-no-meio-de-um-areal-portugues-e-a-agua-chega-aos-29-graus/#goog_rewarded" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Piscina gratuita de água salgada acaba de abrir no meio de um areal português e a água chega aos 29 graus</a>.</cite><br><cite data-author="NiT%2C%20Oliveira%20E" data-year="2026" data-title="Piscina%20gratuita%20na%20praia%20de%20Vila%20Nova%20de%20Gaia%20j%C3%A1%20abriu.%20%C3%81gua%20chega%20aos%2029%20graus" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fna-cidade%2Fpiscina-gratuita-na-praia-de-vila-nova-de-gaia-ja-abriu-agua-chega-aos-29-graus">NiT, Oliveira E. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/piscina-gratuita-na-praia-de-vila-nova-de-gaia-ja-abriu-agua-chega-aos-29-graus" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Piscina gratuita na praia de Vila Nova de Gaia já abriu. Água chega aos 29 graus</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/agua-do-mar-a-29-c-esta-piscina-promete-mudar-os-seus-mergulhos-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo em Portugal: saiba como vão evoluir a chuva e as temperaturas entre segunda e quarta-feira]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-saiba-como-vao-evoluir-a-chuva-e-as-temperaturas-entre-segunda-e-quarta-feira.html</link><pubDate>Sun, 12 Jul 2026 11:55:12 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois de vários dias mais amenos, as temperaturas deverão recuperar gradualmente em Portugal continental, enquanto a chuva perde expressão e a estabilidade atmosférica se reforça, sobretudo a partir de terça-feira, na maior parte do território.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-saiba-como-vao-evoluir-a-chuva-e-as-temperaturas-entre-segunda-e-quarta-feira-1783854633403.jpg" data-image="ztutdpbk7azs" alt="Portugal entra numa fase de maior estabilidade: chuva perde expressão e temperaturas recuperam" title="Portugal entra numa fase de maior estabilidade: chuva perde expressão e temperaturas recuperam"><figcaption>Entre segunda e quarta-feira, a precipitação deverá perder expressão, restringindo-se ao litoral Norte e Centro. Ao mesmo tempo, as temperaturas voltarão a subir gradualmente e a atmosfera tornar-se-á mais estável na maior parte de Portugal continental.</figcaption></figure><p>Entre segunda e quarta-feira, Portugal continental deverá registar uma melhoria do estado do tempo, marcada pelo <strong>predomínio de tempo seco</strong>, maior estabilidade atmosférica e uma <strong>subida gradual das temperaturas</strong>. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações<br></div><p>A precipitação ficará limitada a alguns pontos do litoral Norte e Centro, enquanto <strong>o aquecimento será mais evidente nas regiões do interior</strong>. A influência do Atlântico continuará a manter o litoral mais fresco, acentuando o contraste térmico entre a faixa costeira e o interior.</p><h2>Influência anticiclónica traz maior estabilidade ao continente</h2><p>A melhoria das condições meteorológicas consolidar-se-á à medida que a influência anticiclónica se reforça sobre a Península Ibérica. Esta configuração favorecerá uma atmosfera mais estável, <strong>limitando a aproximação de superfícies frontais ao continente</strong>. A circulação de noroeste continuará a transportar humidade do Atlântico para o litoral Norte e Centro, onde a nebulosidade será mais frequente durante a manhã.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-saiba-como-vao-evoluir-a-chuva-e-as-temperaturas-entre-segunda-e-quarta-feira-1783855106345.png" data-image="z46zwiillyxc"><figcaption>Na manhã de segunda-feira, a nebulosidade deverá concentrar-se sobretudo no litoral Norte e Centro, acompanhada por períodos de chuva fraca. Ao longo dos dias seguintes, o tempo tenderá a tornar-se progressivamente mais estável.</figcaption></figure><p>Na segunda-feira, o céu deverá apresentar-se pouco nublado ou limpo, embora o litoral Norte e Centro possa registar maior nebulosidade durante a madrugada e manhã. Entre o <strong>Minho e Leiria poderão ocorrer períodos de chuva fraca ou chuvisco</strong>, com acumulados inferiores a 5 mm. As máximas deverão variar entre <strong>23 e 26 ºC no litoral e entre 28 e 31 ºC no interior</strong>. O vento soprará de norte ou noroeste, intensificando-se durante a tarde na faixa costeira, com rajadas até 45 km/h.</p><h2>Temperaturas sobem gradualmente até quarta-feira</h2><p>Na terça-feira, o estado do tempo sofrerá poucas alterações, mantendo-se o predomínio de céu pouco nublado e tempo seco. A possibilidade de precipitação continuará limitada ao litoral Norte e Centro. <strong>A subida das temperaturas será mais notória no interior Centro, Vale do Tejo e Alentejo</strong>, onde as máximas poderão atingir 30 a 33 ºC. No litoral, os valores deverão variar entre 23 e 27 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-saiba-como-vao-evoluir-a-chuva-e-as-temperaturas-entre-segunda-e-quarta-feira-1783855124155.png" data-image="dj7hic4m9oaj"><figcaption>Na quarta-feira, as temperaturas máximas deverão subir sobretudo no interior Centro e Sul, podendo atingir 33 a 35 ºC em zonas de Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja. No litoral, os valores permanecerão mais moderados devido à influência do Atlântico.</figcaption></figure><p>Na quarta-feira, a atmosfera manter-se-á estável, favorecendo céu pouco nublado ou limpo e <strong>precipitação inexistente</strong>. <strong>As temperaturas voltarão a subir</strong> no interior Centro e Sul, com Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja a poderem registar máximas entre 33 e 35 ºC. No litoral Norte e Centro, a influência marítima continuará a moderar a temperatura, mantendo as máximas entre 24 e 28 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-saiba-como-vao-evoluir-a-chuva-e-as-temperaturas-entre-segunda-e-quarta-feira-1783855139420.png" data-image="lv0kdalhqbc1"><figcaption>Apesar da subida das temperaturas até quarta-feira, grande parte de Portugal continental deverá continuar com valores próximos ou ligeiramente abaixo da média para a época, sobretudo no litoral, onde persistirão anomalias negativas entre 1 e 3 ºC.</figcaption></figure><p>Apesar da subida gradual das temperaturas ao longo da semana, os<strong> valores deverão manter-se próximos ou ligeiramente abaixo da média climatológica</strong> em grande parte do território, sobretudo nas regiões costeiras, onde persistirão anomalias negativas entre 1 e 3 ºC. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778189" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/instabilidade-regressa-este-domingo-chuva-e-trovoada-poderao-fazer-parte-deste-dia-eis-as-zonas-mais-afetadas.html" title="Instabilidade regressa este domingo: chuva e trovoada poderão fazer parte deste dia; eis as zonas mais afetadas">Instabilidade regressa este domingo: chuva e trovoada poderão fazer parte deste dia; eis as zonas mais afetadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/instabilidade-regressa-este-domingo-chuva-e-trovoada-poderao-fazer-parte-deste-dia-eis-as-zonas-mais-afetadas.html" title="Instabilidade regressa este domingo: chuva e trovoada poderão fazer parte deste dia; eis as zonas mais afetadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/instabilidade-regressa-este-domingo-chuva-e-trovoada-poderao-fazer-parte-deste-dia-eis-as-zonas-mais-afetadas-1783815393531_320.png" alt="Instabilidade regressa este domingo: chuva e trovoada poderão fazer parte deste dia; eis as zonas mais afetadas"></a></article></aside><p>No interior, essas anomalias tenderão a diminuir progressivamente até quarta-feira, refletindo uma <strong>aproximação aos valores habituais para esta época do ano</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-saiba-como-vao-evoluir-a-chuva-e-as-temperaturas-entre-segunda-e-quarta-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A onda de calor que afetou a Europa no passado junho provocou milhares de mortes]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-onda-de-calor-que-afetou-a-europa-no-passado-junho-provocou-milhares-de-mortes.html</link><pubDate>Sun, 12 Jul 2026 11:11:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Junho de 2026 foi o junho mais quente alguma vez registado na Europa Ocidental e o segundo mais quente em todo o planeta, mostram dados divulgados pelo Observatório Europeu Copernicus.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-onda-de-calor-que-afetou-a-europa-no-passado-junho-provocou-milhares-de-mortes-1783704299379.jpg" data-image="svxzv0lijikc" alt="Calor extremo" title="Calor extremo"><figcaption>Na onda de calor de junho de 2026 na Europa foram batidos recordes de temperatura anteriores.</figcaption></figure><p>Em junho, a onda de calor que atingiu grande parte da Europa levou as temperaturas a níveis recordes de junho, em vários países, atingindo-se mesmo em alguns locais <strong>os maiores valores de temperaturas máximas diárias de muitas séries históricas longas.</strong></p><p>O episódio ocorreu poucas semanas depois de outro período de calor intenso, registado em maio, e foi seguido por uma nova sequência de altas temperaturas no início de julho.</p><h2>Calor extremo mata</h2><p>De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) o stress térmico é uma das principais causas de mortes relacionadas com as condições meteorológicas e pode agravar doenças subjacentes, incluindo doenças cardiovasculares, diabetes, problemas de saúde mental e asma, além de poder aumentar o risco de acidentes e a transmissão de algumas doenças infeciosas. <strong>A insolação é uma emergência médica com uma elevada taxa de mortalidade.</strong></p><p>Em todas as regiões do mundo, o número de pessoas expostas ao calor extremo está a crescer exponencialmente devido às alterações climáticas. </p><div class="texto-destacado">Segundo dados da OMS, a mortalidade relacionada com o calor em pessoas com mais de 65 anos aumentou aproximadamente 85 % entre 2000–2004 e 2017–2021.</div><p>A Europa registou uma mortalidade significativa devido ao calor em verões anteriores mais notavelmente em 2003 e, mais recentemente, em 2022 e 2024.</p><p>A onda de calor de junho de 2026, que foi <strong>o fenómeno de calor mais extremo registado na Europa provocou impactos graves na saúde, com registos de mortes associadas às altas temperaturas.</strong></p><p>Ainda vão demorar alguns meses até que se confirme oficialmente o verdadeiro balanço da pior onda de calor de sempre na Europa, mas os investigadores podem estimar o número de mortos com base no número de pessoas que faleceram na Europa durante períodos de calor anteriores.</p><p>Christopher Callahan, da Universidade de Indiana (Paul H. O'Neill School of Public and Environmental Affairs) escreveu um artigo baseado num estudo, que a sua equipa publicou no ano passado, e apresentou uma estimativa do número de mortes provocado pela onda de calor de junho de 2026 na Europa.</p><p>Para esta estimativa <strong>os cientistas fizeram uma recolha de dados sobre a temperatura e a mortalidade em toda a Europa e estabeleceram uma correlação entre as temperaturas elevadas e as taxas de mortalidade excedentária</strong>. De seguida, utilizaram essa relação para inferir como uma determinada onda de calor afeta a mortalidade numa região como a Europa.</p><div class="texto-destacado">A conclusão de Callahan é que a onda de calor na Europa, entre 22 e 28 de junho de 2026, quando as temperaturas atingiram valores superiores a 40 <sup>0</sup>C em muitos países, terá causado a morte de aproximadamente 20 390 pessoas. </div><p>Estimou-se que a mortalidade mais elevada se registou em França, com 5 210, na Alemanha, 4 543, em Espanha, 3 163, e em Itália, 2 709.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-onda-de-calor-que-afetou-a-europa-no-passado-junho-provocou-milhares-de-mortes-1783704507499.jpg" data-image="fmtybhapxtos" alt="Onda de calor na Europa" title="Onda de calor na Europa"><figcaption>Taxas de mortalidade relacionadas com o calor específicas por região (mortes por cada 100 000 habitantes) na semana de 22 a 28 de junho. As regiões a branco são aquelas para as quais não existem dados contínuos de mortalidade (Fonte: Christopher Callahan, “Death toll exceeds 20 000 across Europe in June 2026 heat wave”)</figcaption></figure><p>Na Bélgica, a onda de calor, que decorreu de 18 de junho a 1 de julho de 2026 foi a mais mortífera da história com um aumento de 47,8 % na média de mortes, com mais 1 747 mortes estimadas do que o habitual para esta altura do ano.</p><p>Segundo um médico de urgências do hospital universitário na Bélgica, a situação durante o fim de semana de pico <strong>foi tão grave que a mortalidade excedente ultrapassou até mesmo a do pior fim de semana da pandemia da COVID-19.</strong></p><p>Em Portugal, na onda de calor, que se fez sentir em especial no início de julho, a Autoridade de Saúde estima que tenham ocorrido 125 mortes.</p><h2>Mitigar o efeito das ondas de calor</h2><p>Apesar destes números serem preliminares, Callahan alerta para a necessidade de investimentos rápidos em adaptação para evitar estes impactos no futuro.</p><p>As Nações Unidas, a partir de diferentes organismos, particularmente a OMS, bem como as Autoridades de Saúde de maior parte dos países divulgam constantemente medidas de autoproteção e adaptação para mitigar o efeito das ondas de calor, sempre que os Serviços Meteorológicos preveem um período de temperaturas extremas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A vulnerabilidade ao calor é determinada tanto por fatores fisiológicos, como a idade e o estado de saúde.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Como os impactos negativos do calor na saúde são previsíveis e, em grande medida, evitáveis através de políticas e intervenções específicas de saúde pública e <strong>multissetoriais é fundamental que as medidas de autoproteção e adaptação a serem tomadas sejam divulgadas à população.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776507" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cientistas-confirmam-a-nova-realidade-climatica-da-europa-diga-adeus-aos-veroes-sem-ondas-de-calor.html" title="Cientistas confirmam a nova realidade climática da Europa: diga adeus aos verões sem ondas de calor">Cientistas confirmam a nova realidade climática da Europa: diga adeus aos verões sem ondas de calor</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cientistas-confirmam-a-nova-realidade-climatica-da-europa-diga-adeus-aos-veroes-sem-ondas-de-calor.html" title="Cientistas confirmam a nova realidade climática da Europa: diga adeus aos verões sem ondas de calor"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-confirmam-a-nova-realidade-climatica-da-europa-diga-adeus-aos-veroes-sem-ondas-de-calor-1782841132393_320.jpg" alt="Cientistas confirmam a nova realidade climática da Europa: diga adeus aos verões sem ondas de calor"></a></article></aside><p>Já há uns anos atrás a OMS publicou orientações destinadas às instituições de saúde pública para identificar e gerir os riscos associados ao calor extremo. As medidas de combate às alterações climáticas, combinadas com uma preparação abrangente e uma gestão de riscos eficaz, podem salvar vidas agora e no futuro, nomeadamente atendendo aos fatores de exposição, dependendo da profissão e das condições socioeconómicas da população.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-onda-de-calor-que-afetou-a-europa-no-passado-junho-provocou-milhares-de-mortes-1783704696816.jpg" data-image="u5f39t74tguj" alt="Onda de calor" title="Onda de calor"><figcaption>As pessoas mais vulneráveis devem evitar o calor e manterem-se hidratadas.</figcaption></figure><p>Assim, em situações de onda de calor extremo, de entre outras recomendações, tais como hidratação, sugere-se <strong>tornar obrigatório o acesso a água potável gratuita em eventos públicos</strong>, garantir o acesso a espaços frescos ou climatizados dentro das cidades, como os museus, reforçar as medidas de proteção dos trabalhadores expostos ao calor, por exemplo, através do ajustamento dos horários de trabalho e garantir que as autoridades locais ou outros organismos relevantes estabeleçam contacto direto com as pessoas vulneráveis.</p><p>Os cientistas alertam que o sinal é claro: <strong>o calor é agora o risco meteorológico mais mortífero</strong> <strong>que se enfrenta</strong>, e a maioria destas mortes pode ser evitável pois já se conseguem prever estes eventos com considerável precisão.</p><p>Apesar de se terem melhorado algumas medidas de autoproteção e adaptação às ondas de calor, tais como sensibilização e alertas à população e aumento da instalação de sistemas de ar condicionado, ainda não se criaram os sistemas eficazes nas áreas da saúde, habitação, assistência social e transportes, por exemplo, que transformem uma previsão precisa em proteção efetiva. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A adaptação não está a acompanhar o ritmo do risco.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os governantes, as autoridades e a população em geral deve ter sempre em conta que o mais importante é evitar mais mortes à medida que o planeta continua a aquecer e o calor se torna mais extremo.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Callahan%2C%20C." data-year="2026" data-title="Death%20toll%20exceeds%2020%2C000%20across%20Europe%20in%20June%202026%20heat%20wave" data-url="https%3A%2F%2Fzenodo.org%2Frecords%2F21083733">Callahan, C.. (2026). <a href="https://zenodo.org/records/21083733" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Death toll exceeds 20,000 across Europe in June 2026 heat wave</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-onda-de-calor-que-afetou-a-europa-no-passado-junho-provocou-milhares-de-mortes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Há um planeta que sobreviveu à morte da sua estrela, e agora sabemos como é que conseguiu isso]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/existe-um-planeta-que-sobreviveu-a-morte-de-sua-estrela-e-agora-sabemos-como-ele-conseguiu-isso.html</link><pubDate>Sun, 12 Jul 2026 10:09:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O planeta gigante WD 1856 b, que sobreviveu a uma estrela morta, oferece pistas sobre atmosferas, migração orbital e o futuro distante do nosso Sistema Solar e dos seus planetas externos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/existe-un-planeta-que-sobrevivio-a-la-muerte-de-su-estrella-y-ahora-sabemos-como-lo-logro-1783268255182.png" data-image="x08qeajtgpeg"><figcaption>Ilustração artística do exoplaneta WD 1856 b e da sua estrela ao fundo. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>Em <strong>2020</strong>, os astrónomos descobriram um <strong>planeta </strong>do tamanho de Júpiter a orbitar uma <strong>anã branca</strong> — um remanescente estelar semelhante ao que o Sol se tornará daqui a alguns mil milhões de anos. No entanto, o <strong>WD 1856 b</strong> conta uma história um pouco diferente da nossa.</p><p>O<strong> caso é incomum</strong> porque, ao redor da anã branca (WD 1856+534), localizada a apenas 80 anos-luz da Terra, <strong>o planeta é maior do que a própria estrela</strong>, proporcionando uma visão rara: um mundo massivo a cruzar o disco de uma estrela com tamanho aproximado ao da Terra.</p><p>Graças a observações do <strong>Telescópio Espacial James Webb</strong>, os cientistas conseguiram <strong>examinar o sistema com uma precisão sem precedentes</strong>. Durante o trânsito — quando o planeta passa diante da estrela sob a nossa perspetiva —, os investigadores mediram sinais relacionados à sua massa, temperatura e composição atmosférica.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ryan MacDonald, autor principal do estudo, afirmou que isto oferece um vislumbre do destino de planetas gigantes — não se tratando apenas de um exoplaneta peculiar, mas de uma pista sobre sistemas semelhantes ao nosso após a morte das suas estrelas hospedeiras.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O <strong>planeta completa uma órbita ao redor da sua estrela a cada 34 horas</strong>, a uma distância inferior a 3 milhões de quilómetros da estrela — menos de 20 vezes a distância de Mercúrio em relação ao Sol. O aspeto notável é que, se ele estivesse lá durante a fase de gigante vermelha da estrela, provavelmente teria evaporado.</p><h2>Webb entra em cena</h2><p>O artigo científico descreve uma<strong> observação realizada com o espectrógrafo NIRSpec PRISM do Webb</strong>, capaz de decompor a luz infravermelha em diferentes comprimentos de onda. Utilizando este instrumento, a equipa analisou um espectro na faixa de 0,5 a 5,0 micrómetros durante o breve trânsito do planeta diante da estrela.</p><p>As observações indicam que <strong>a atmosfera apresenta sinais de hidrocarbonetos</strong>, sendo o metano o principal candidato,<strong> juntamente com aerossóis</strong> que atuam como partículas em suspensão. Também foi detetada a emissão térmica do lado noturno do planeta, um sinal fundamental para estimar o seu calor interno.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/existe-un-planeta-que-sobrevivio-a-la-muerte-de-su-estrella-y-ahora-sabemos-como-lo-logro-1783269906808.jpeg" data-image="mzdyujxhn69t"><figcaption>O Webb possui várias câmeras e instrumentos para estudar exoplanetas, entre outros alvos. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>Os modelos situam a<strong> massa do planeta entre quatro e onze vezes a de Júpiter</strong> e sua<strong> temperatura efetiva próxima de 400 Kelvin</strong>, superando em muito a temperatura de equilíbrio esperada — de cerca de 160 Kelvin — caso este recebesse energia apenas da atual anã branca.</p><p>Esta diferença aponta para uma história orbital complexa, e a explicação mais aceite é que <strong>o planeta não se formou na sua órbita atual</strong>. Em vez disso, este <strong>migrou em direção à anã branca muito mais tarde</strong>, aquecendo-se devido a interações gravitacionais e forças de maré à medida que se aproximava da estrela.</p><h3>Revelações atmosféricas</h3><p>As observações não esclarecem todos os detalhes, mas ajudam a elucidar o cenário ao confirmar que WD 1856 b não é apenas uma sombra a cruzar uma estrela morta. <strong>O planeta preserva uma atmosfera detetável, uma temperatura inesperada e uma memória térmica da sua migração orbital</strong>.</p><p>O estudo reconstitui a provável cronologia do evento de reaquecimento, situando-o <strong>entre 3,0 e 5,5 bilhões de anos após a estrela ter se tornado uma anã branca</strong>. Este intervalo de tempo favorece um cenário de migração tardia e descarta a hipótese de que o planeta tenha sobrevivido diretamente no interior da estrela em expansão durante a fase de gigante vermelha.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/existe-un-planeta-que-sobrevivio-a-la-muerte-de-su-estrella-y-ahora-sabemos-como-lo-logro-1783269869174.jpeg" data-image="953743dpnizk"><figcaption>Espectro de luz da estrela WD 1856; as quedas no brilho indicam a presença de um planeta. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>Para a astronomia de exoplanetas, o resultado abre um caminho promissor, pois <strong>as anãs brancas são pequenas e um planeta gigante pode bloquear uma fração significativa da sua luz</strong>, facilitando as medições atmosféricas em comparação com estrelas maiores.</p><p>A equipa já observou quatro trânsitos adicionais, e estas <strong>medições </strong>podem refinar a nossa compreensão da presença de metano, aerossóis e outras moléculas ainda incertas, além de testar modelos de nuvens, temperatura e circulação atmosférica profunda.</p><h3>Crónica de um destino anunciado</h3><p>Esta descoberta nos lembra que<strong> a morte de uma estrela nem sempre marca o fim dos seus planetas</strong>. Alguns mundos podem escapar da fase mais destrutiva, alterar as suas órbitas e manter uma atmosfera por milhares de milhões de anos depois disso.</p><p>Esta também <strong>serve como um alerta sobre o nosso próprio Sistema Solar</strong>. Quando o Sol se tornar uma gigante vermelha, os mundos internos enfrentarão um destino crítico, enquanto Júpiter, Saturno e os demais planetas externos poderão seguir trajetórias que permanecem incertas, mas que talvez já estejamos a começar a compreender.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/telescopio-james-webb-captura-exoplaneta-que-esta-evaporando-sob-o-calor-de-seu-proprio-sol.html" title="Telescópio James Webb captura exoplaneta que está a evaporar sob o calor do seu próprio sol">Telescópio James Webb captura exoplaneta que está a evaporar sob o calor do seu próprio sol</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/telescopio-james-webb-captura-exoplaneta-que-esta-evaporando-sob-o-calor-de-seu-proprio-sol.html" title="Telescópio James Webb captura exoplaneta que está a evaporar sob o calor do seu próprio sol"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-telescopio-james-webb-capta-un-exoplaneta-que-se-esta-evaporando-bajo-el-calor-de-su-propio-sol-1781789120425_320.jpg" alt="Telescópio James Webb captura exoplaneta que está a evaporar sob o calor do seu próprio sol"></a></article></aside><p>Embora não tenhamos observado diretamente o futuro do Sol, observamos um sistema que nos permite explorar esta questão com dados reais. A combinação de trânsitos, espectroscopia no infravermelho e modelos térmicos faz do <strong>WD 1856 b uma referência para o estudo de planetas ao redor de estrelas mortas</strong>.</p><p>Não há dúvida de que, com estes telescópios de nova geração, deixamos de olhar apenas para as nossas origens e começamos a vislumbrar futuros possíveis. E, embora ainda não tenhamos todas as respostas, agora sabemos que <strong>há sempre outra história planetária à espera de ser decifrada</strong>...</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/existe-um-planeta-que-sobreviveu-a-morte-de-sua-estrela-e-agora-sabemos-como-ele-conseguiu-isso.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Natureza mágica: uma avenida encantada que torna este parque na Alemanha único no mundo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/natureza-magica-uma-avenida-encantada-que-torna-este-parque-na-alemanha-unico-no-mundo.html</link><pubDate>Sun, 12 Jul 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Situado no coração da Baixa Saxónia, na Alemanha, escondido num magnífico jardim termal, encontra-se um espetáculo que parece ter saído diretamente de um conto de fadas; no entanto, na verdade, pode ser explicado por uma particularidade genética.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nicht-nur-rosen-eine-zauberallee-aus-hexenbaumen-macht-diesen-park-weltweit-einmalig-1779264937014.jpeg" data-image="cdoflmqt5ttt" alt="Avenida das Faias Retorcidas" title="Avenida das Faias Retorcidas"><figcaption>Natureza mágica: estas árvores são únicas no mundo.</figcaption></figure><p>Bad Nenndorf, localizada a 26 quilómetros a oeste de Hanôver, é conhecida principalmente como uma<strong> cidade termal que oferece banhos de turfa, minerais e termais</strong>. Já no início do século XIX, esta pequena cidade da Baixa Saxónia figurava entre os destinos termais mais populares da Alemanha.</p><p>No entanto, todo o resort que se preze possui um parque bem cuidado: um local para descansar, passear e conectar-se com a natureza.<strong> </strong></p><p> Bad Nenndorf, a cidade termal, <strong>alberga uma atração que deixa invariavelmente os visitantes sem palavras: a famosa Avenida das Faias de Süntel</strong>. Com os seus ramos retorcidos e troncos sinuosos, estas árvores extraordinárias parecem quase encantadas. Não é à toa que há muito que cativam a imaginação e inspiram lendas.</p><h2>Uma faia como nenhuma outra</h2><p>Esta rara variedade de faia europeia foi <strong>plantada há cerca de um século e continua a crescer em impressionantes padrões em ziguezague até aos dias de hoje</strong>. Embora estas árvores possam atingir alturas de até 20 metros, os seus ramos muitas vezes espalham-se amplamente pela paisagem, conferindo à avenida o seu carácter único.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="de" dir="ltr">Tour um Bad Nenndorf <br>Bärenbrüdet,Lore , Bro <a href="https://x.com/Osiwahn?ref_src=twsrc%5Etfw">@Osiwahn</a> und Kraterquelle. <a href="https://t.co/uiT3QPAIYR">pic.twitter.com/uiT3QPAIYR</a></p>— yerg (@istdochechtegal) <a href="https://x.com/istdochechtegal/status/1842899298998010087?ref_src=twsrc%5Etfw">October 6, 2024</a></blockquote></figure><p>Uma <strong>mutação genética é responsável por este padrão de crescimento invulgar</strong>; no entanto, a razão exata pela qual ocorreu permanece um mistério que ainda não foi completamente resolvido. Uma coisa, porém, é certa: não existe qualquer outra formação semelhante em qualquer outro lugar do mundo.</p><h3>Uma avenida mágica de "árvores de bruxas"</h3><p>Devido à sua aparência mística, estas faias em Süntel são frequentemente chamadas de "árvores das bruxas" ou "floresta das bruxas". No passado, <strong>algumas pessoas acreditavam mesmo que as árvores eram encantadas ou amaldiçoadas pelo diabo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nicht-nur-rosen-eine-zauberallee-aus-hexenbaumen-macht-diesen-park-weltweit-einmalig-1779265702896.jpeg" data-image="fu2n6r87ef68" alt="Bad Nenndorf" title="Bad Nenndorf"><figcaption>Um toque sulista: Bad Nenndorf é atraente mesmo fora do parque termal.</figcaption></figure><p>Hoje, esta avenida, que se estende por cerca de 300 metros, é um local popular para fotos e um dos destinos mais conhecidos para passeios de um dia na região de Hanôver. <strong>O parque termal está aberto ao público gratuitamente</strong> durante todo o ano, sendo regularmente oferecidas visitas guiadas. </p><p>Este ano, <strong>a Exposição Estadual de Jardinagem está a ser realizada no parque termal e vai manter-se patente até 18 de outubro</strong>. Durante este período, apenas os visitantes que comparecerem à exposição poderão passear pelo parque e admirar a alameda; é necessário bilhete para entrar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778063" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/parece-ter-saido-diretamente-de-um-conto-de-fadas-esta-aldeia-fascina-com-as-suas-mais-de-2-000-casas-de-enxaimel.html" title="Parece ter saído diretamente de um conto de fadas: esta aldeia fascina com as suas mais de 2.000 casas de enxaimel">Parece ter saído diretamente de um conto de fadas: esta aldeia fascina com as suas mais de 2.000 casas de enxaimel</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/parece-ter-saido-diretamente-de-um-conto-de-fadas-esta-aldeia-fascina-com-as-suas-mais-de-2-000-casas-de-enxaimel.html" title="Parece ter saído diretamente de um conto de fadas: esta aldeia fascina com as suas mais de 2.000 casas de enxaimel"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-sacado-de-un-cuento-de-hadas-este-pueblo-cautiva-con-sus-mas-de-2-000-casas-con-entramado-de-madera-y-encanto-1782387949422_320.png" alt="Parece ter saído diretamente de um conto de fadas: esta aldeia fascina com as suas mais de 2.000 casas de enxaimel"></a></article></aside><p>No verão, <strong>o belíssimo roseiral e os canteiros de flores estão entre as principais atrações</strong> do parque termal. Diversas estruturas históricas e elegantes pavilhões embelezam ainda mais o local, conferindo a toda a zona um ambiente romântico.</p><h2>Outono: uma estação de beleza singular</h2><p>No outono, <strong>a Alameda das Faias de Süntel emana uma aura particularmente mágica</strong>, com as copas das árvores a transformarem-se numa paleta de tons dourados e carmesins radiantes. Os padrões de crescimento invulgares das árvores criam perspetivas em constante mudança, que exercem um fascínio especial tanto sobre os fotógrafos como sobre os amantes da natureza.</p><strong><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="de" dir="ltr"><span id="selection-marker-start" class="redactor-selection-marker">​</span><span id="selection-marker-end" class="redactor-selection-marker">​</span>30 km rund um Bad Nenndorf mit dem Pedelec <br>Vom Belvederturm aus kann man leider nichts mehr sehen , da die Bäume zu hoch gewachsen sind . Und die Klosterkirche war zu <a href="https://t.co/t881Ouhpy7">pic.twitter.com/t881Ouhpy7</a></p>— yerg (@istdochechtegal) <a href="https://x.com/istdochechtegal/status/1903828422683484637?ref_src=twsrc%5Etfw">March 23, 2025</a></blockquote></figure></strong><p></p><p>A avenida, então, assemelha-se a um cenário de filme ou a uma floresta de conto de fadas saída diretamente de um sonho. Hoje, <strong>estas árvores únicas estão sob proteção</strong> para garantir que esta extraordinária avenida é preservada para as gerações futuras.</p><h3><em>Referência da notícia:</em> </h3><p><em>T-Online (01-05-2026). <a href="https://hannover.t-online.de/region/hannover/id_101244474/suentelbuchenallee-bad-nenndorf-magische-baeume-sind-beliebter-foto-spot.html">Mystische Hexenbäume im Kurpark sind weltweit einmalig</a>, </em><em>Von t-online , MAS</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/natureza-magica-uma-avenida-encantada-que-torna-este-parque-na-alemanha-unico-no-mundo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Edificios parecem "fazer chover" para combater as temperaturas extremas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/edificios-parecem-fazer-chover-para-combater-as-temperaturas-extremas.html</link><pubDate>Sun, 12 Jul 2026 08:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um projeto de engenharia inovador transforma edifícios em aliados contra o calor extremo, através de "chuva artificial" ajudando assim a refrescar as cidades.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/edificios-parecem-fazer-chover-para-combater-as-temperaturas-extremas-1783612535585.png" data-image="6m80bfdlo5qn" alt="Chuva artificial" title="Chuva artificial"><figcaption>Um sistema de chuva artificial utiliza milhões de gotículas de água que evaporam rapidamente, ajudando a reduzir a temperatura e a tornar os espaços urbanos mais frescos.</figcaption></figure><p><br>As ondas de calor estão a tornar-se cada vez mais <strong>frequentes e intensas em várias regiões do mundo</strong>, obrigando as cidades e os engenheiros a procurar <strong>novas formas de reduzir as temperaturas urbanas</strong>.</p><p>Na China, em Yucheng, uma <strong>solução pouco convencional está a despertar a atenção internacional</strong>, edifícios equipados com sistemas de nebulização que <strong>criam uma espécie de "chuva artificial"</strong> para arrefecer o ambiente.</p><h2>Tecnologia para combater o calor urbano</h2><p>A tecnologia foi implementada no complexo residencial Shichang Guobinfu, onde <strong>grandes nebulizadores instalados nos telhados libertam milhões de gotículas microscópicas de água</strong>.</p><p>Estas <strong>gotículas evaporam rapidamente antes de atingirem o solo</strong>, absorvendo o calor do ar e das superfícies circundantes através de um processo conhecido como arrefecimento evaporativo.</p><div class="texto-destacado">"<em><strong>O sistema consegue baixar a temperatura das superfícies dos edifícios entre 5ºC a 8ºC em poucos minutos." </strong>De acordo com o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Mao Ning.</em></div><p>Embora as imagens transmitam a sensação de uma verdadeira chuva a cair das fachadas, o objetivo não é molhar as ruas ou os edifícios, mas sim <strong>diminuir a temperatura nas áreas exteriores</strong>.</p><p>Segundo os responsáveis deste projeto, <strong>o sistema poderá reduzir significativamente a temperatura das superfícies expostas ao sol</strong>, tornando os pátios, jardins e zonas comuns mais confortáveis durante os dias de calor extremo.</p><h2>A ciência confirma o princípio</h2><p>O funcionamento desta tecnologia não é novo. <strong>O arrefecimento evaporativo é utilizado há décadas em diferentes contextos</strong>, desde estufas agrícolas até esplanadas e parques públicos.</p><p>Quando a água evapora, <strong>retira energia térmica do ambiente</strong>, provocando uma descida da temperatura.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773101" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/criam-tijolo-capaz-de-resfriar-cidades-em-ate-9-graus-e-isso-pode-mudar-a-forma-de-construir-predios.html" title="Criam tijolo capaz de arrefecer cidades em até 9 graus, e isso pode mudar a forma de construir prédios">Criam tijolo capaz de arrefecer cidades em até 9 graus, e isso pode mudar a forma de construir prédios</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/criam-tijolo-capaz-de-resfriar-cidades-em-ate-9-graus-e-isso-pode-mudar-a-forma-de-construir-predios.html" title="Criam tijolo capaz de arrefecer cidades em até 9 graus, e isso pode mudar a forma de construir prédios"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/crean-un-ladrillo-capaz-de-enfriar-las-ciudades-hasta-9-grados-y-podria-cambiar-la-forma-de-construir-edificios-1781028369111_320.png" alt="Criam tijolo capaz de arrefecer cidades em até 9 graus, e isso pode mudar a forma de construir prédios"></a></article></aside><p>Os resultados variam, uma vez que nem sempre é a temperatura do ar que diminui de forma mais significativa, <strong>em muitos casos, é a temperatura das superfícies e a sensação térmica que registam as maiores melhorias</strong>.</p><h2>Nem tudo são vantagens</h2><p>Apesar do potencial, a solução também levanta algumas questões pertinentes. Uma das principais preocupações prende-se com o <strong>consumo de água</strong>, sobretudo numa época em que muitas regiões enfrentam períodos prolongados de seca.</p><p>No projeto de Yuncheng, <strong>cada ativação do sistema pode consumir dezenas de toneladas de água, além da energia</strong> necessária para alimentar os equipamentos de alta pressão.</p><p>Há ainda <strong>custos relacionados com a manutenção, tratamento da água</strong> e substituição das centenas de bicos de pulverização utilizados.</p><p>Os especialistas alertam ainda que esta <strong>tecnologia funciona melhor em ambientes secos</strong>. Em locais com elevada humidade relativa, a evaporação torna-se menos eficiente, reduzindo a capacidade de arrefecimento e podendo aumentar a sensação de abafamento.</p><h2>Uma resposta às cidades cada vez mais quentes</h2><p>O crescimento das cidades contribui para o <strong>chamado efeito de ilha de calor urbana</strong>, fenómeno em que o betão, o asfalto e os edifícios acumulam calor durante o dia e o libertam lentamente durante a noite. Como consequência, <strong>os centros urbanos podem registar temperaturas com vários graus superiores</strong> às zonas rurais envolventes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/edificios-parecem-fazer-chover-para-combater-as-temperaturas-extremas-1783612583868.jpg" data-image="zhiqc9geybt1" alt="Jardins verticais" title="Jardins verticais"><figcaption>Jardim suspenso é alternativa para criar mais áreas verdes nas cidades. Fonte: Ecodesenvolvimento</figcaption></figure><p>As soluções como <strong>telhados verdes, fachadas vegetais, materiais refletivos, aumento das áreas arborizadas e sistemas de nebulização</strong> começam a fazer parte das estratégias de adaptação às alterações climáticas.</p><p>O objetivo não é substituir o ar condicionado no interior dos edifícios, mas <strong>reduzir a temperatura dos espaços públicos e melhorar o conforto dos cidadãos</strong>.</p><h2>Poderão estas infraestruturas funcionar em Portugal?</h2><p>Em teoria, algumas regiões portuguesas apresentam condições favoráveis à utilização deste tipo de tecnologia, especialmente durante os meses mais secos do verão. O <strong>clima quente e com baixa humidade do interior e de parte do sul do país</strong> favorece o arrefecimento evaporativo.</p><p>No entanto, a <strong>eventual implementação dependeria de vários fatores</strong>, incluindo o custo dos equipamentos, a disponibilidade de recursos hídricos, a eficiência energética e a regulamentação urbana.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="668796" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-anel-de-terras-rurais-ajudara-as-cidades-a-reduzir-o-efeito-de-ilha-de-calor-urbano-segundo-um-novo-estudo-adaptacao.html" title="Um anel de terras rurais ajudará as cidades a reduzir o efeito de ilha de calor urbano, segundo um novo estudo">Um anel de terras rurais ajudará as cidades a reduzir o efeito de ilha de calor urbano, segundo um novo estudo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-anel-de-terras-rurais-ajudara-as-cidades-a-reduzir-o-efeito-de-ilha-de-calor-urbano-segundo-um-novo-estudo-adaptacao.html" title="Um anel de terras rurais ajudará as cidades a reduzir o efeito de ilha de calor urbano, segundo um novo estudo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/un-anillo-de-vegetacion-ayudara-a-las-ciudades-a-reducir-el-efecto-isla-de-calor-urbano-segun-un-estudio-internacional-1722814743384_320.jpg" alt="Um anel de terras rurais ajudará as cidades a reduzir o efeito de ilha de calor urbano, segundo um novo estudo"></a></article></aside><p>Num país onde a <strong>escassez de água é uma preocupação crescente</strong>, qualquer solução deste género teria de garantir uma utilização sustentável deste recurso.</p><p>À medida que as temperaturas extremas deixam de ser exceção para se tornarem uma realidade cada vez mais frequente,<strong> a inovação tecnológica poderá desempenhar um papel importante na adaptação das cidades</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/edificios-parecem-fazer-chover-para-combater-as-temperaturas-extremas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Durante uma onda de calor, damos-lhe algumas dicas para otimizar a rega do seu jardim]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/durante-uma-onda-de-calor-damos-lhe-algumas-dicas-para-otimizar-a-rega-do-seu-jardim.html</link><pubDate>Sun, 12 Jul 2026 07:06:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Uma horta requer bastante manutenção no início. As dicas que se seguem oferecem formas de otimizar a rega das plantas, entre outras coisas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteo-caniculaire-voici-des-astuces-pour-optimiser-votre-arrosage-du-potager-nature-1783710747881.jpeg" data-image="qyk6kamo50g4" alt="Evite molhar a folhagem diretamente, pois pode causar doenças fúngicas, dependendo das condições meteorológicas." title="Evite molhar a folhagem diretamente, pois pode causar doenças fúngicas, dependendo das condições meteorológicas."><figcaption>Evite molhar a folhagem diretamente, pois pode causar doenças fúngicas, dependendo das condições meteorológicas.</figcaption></figure><p>Com as ondas de calor cada vez mais frequentes, a sua horta necessita de água em abundância. No entanto, podem existir restrições na sua região, pelo que recomendamos que consulte a câmara municipal local para verificar as normas em vigor. Abaixo,<strong> oferecemos algumas dicas para regar eficazmente sempre que permitido</strong>.</p><h2>A importância da água</h2><p>Para garantir que as suas plantas prosperam, sejam ornamentais ou destinadas à colheita,<strong> é essencial um fornecimento regular de água</strong>. Naturalmente, a quantidade necessária varia consoante o tipo de planta. Regra geral, ao plantar uma árvore ou arbusto, recomenda-se regá-lo pelo menos uma vez por semana com aproximadamente 5 a 10 litros de água.</p><p><strong>Durante períodos prolongados de seca, será necessário regar com maior frequência</strong>. A água ajuda as plantas a suportar o calor e promove um crescimento ideal.</p><p>As plantas jovens, em particular, necessitam de água suficiente para desenvolver o sistema radicular, bem como de um substrato de qualidade. A água também desempenha um papel crucial na horta. É<strong> aconselhável manter o solo coberto em redor das plantas; isto protege a terra da luz solar direta e do vento</strong>, reduz a evaporação e permite uma rega menos frequente.</p><h2>Diferentes sistemas de riego</h2><p><strong>A instalação de um sistema de rega é essencial, especialmente em regiões com verões quentes e secos</strong>. A água pode ser fornecida através de sistemas de rega gota-a-gota, embora o ideal seja que as plantas estejam localizadas perto dos emissores.</p><p>Uma alternativa é utilizar uma mangueira de jardim convencional. Para minimizar o impacto nas reservas de água subterrânea, <strong>o ideal é utilizar água da chuva</strong>, que pode ser facilmente recolhida em reservatórios colocados sob as caleiras.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteo-caniculaire-voici-des-astuces-pour-optimiser-votre-arrosage-du-potager-nature-1783711929549.jpeg" data-image="xd4c5hpy0m3a" alt="Cobrir o solo limitará a evaporação e, consequentemente, a sua secura." title="Cobrir o solo limitará a evaporação e, consequentemente, a sua secura."><figcaption>Cobrir o solo limitará a evaporação e, consequentemente, a sua secura.</figcaption></figure><p>Por fim, <strong>um dos métodos mais eficazes continua a ser a rega manual com um regador</strong>. Embora exija tempo, este método oferece uma grande precisão. Durante os períodos de calor seco, regar a cada dois ou três dias é suficiente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776938" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ainda-falta-para-o-halloween-mas-canha-ja-tem-uma-experiencia-de-terror-marcada-para-julho.html" title="Ainda falta para o Halloween, mas Canha já tem uma experiência de terror marcada para julho">Ainda falta para o Halloween, mas Canha já tem uma experiência de terror marcada para julho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ainda-falta-para-o-halloween-mas-canha-ja-tem-uma-experiencia-de-terror-marcada-para-julho.html" title="Ainda falta para o Halloween, mas Canha já tem uma experiência de terror marcada para julho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ainda-falta-para-o-halloween-mas-canha-ja-tem-uma-experiencia-de-terror-marcada-para-julho-1783078366139_320.jpg" alt="Ainda falta para o Halloween, mas Canha já tem uma experiência de terror marcada para julho"></a></article></aside><p>Este <strong>método de irrigação permite direcionar a água precisamente para a base das plantas</strong>. Se necessário, pode ser acrescentado um bico à saída do regador.</p><p>Por fim, a <strong>aplicação de uma camada espessa de cobertura morta</strong> (palha, folhas caídas, etc.) ajuda a formar uma camada de húmus cada vez mais densa ao longo das estações, além de reter melhor a humidade do solo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/durante-uma-onda-de-calor-damos-lhe-algumas-dicas-para-otimizar-a-rega-do-seu-jardim.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Instabilidade regressa este domingo: chuva e trovoada poderão fazer parte deste dia; eis as zonas mais afetadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/instabilidade-regressa-este-domingo-chuva-e-trovoada-poderao-fazer-parte-deste-dia-eis-as-zonas-mais-afetadas.html</link><pubDate>Sun, 12 Jul 2026 06:07:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[Esta semana encerra com o regresso da chuva a Portugal Continental. Esta deverá ocorrer de forma fraca e irregular e afetar vários pontos do país. Saiba quais!<figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaoi9m6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaoi9m6.jpg" id="xaoi9m6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Este domingo começa com períodos de céu muito nublado, especialmente ao longo da faixa litoral. Nas próximas horas já se poderá sentir a <strong>ocorrência de aguaceiros fracos e irregulares</strong> em alguns pontos das regiões Centro e Sul.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Entre as últimas horas da manhã e as primeiras da tarde, <strong>a área abrangida pela precipitação poderá ser maior</strong>, devendo esta ocorrer também na região Norte. À medida que as horas passam, esta ocorrência poderá concentrar-se ao longo da faixa litoral, essencialmente entre Viana do Castelo e Lisboa.</p><h2>Além da chuva, existe ainda a possibilidade de ocorrência de trovoada</h2><p>Apesar de a chuva poder fazer parte do dia de hoje em vários locais do país, especialmente nos acima mencionados, <strong>a acumulação esperada até ao final do dia não deverá ultrapassar os 5 mm</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/instabilidade-regressa-este-domingo-chuva-e-trovoada-poderao-fazer-parte-deste-dia-eis-as-zonas-mais-afetadas-1783815393531.png" data-image="pxz4si8ykj0l" alt="probabilidade de chuva" title="probabilidade de chuva"><figcaption>O Litoral Oeste deverá ser das regiões mais afetadas pela ocorrência de chuva. Ainda assim, não se esperam acumulados significativos.</figcaption></figure><p>Esta instabilidade deve-se à <strong>aproximação de uma depressão atlântica</strong> que trará consigo esta frente que irá afetar Portugal de forma pouco significativa. No entanto, para além da chuva, espera-se ainda a ocorrência de trovoada que, segundo a mais recente atualização dos nossos mapas, deverá ser fraca.</p><p>Ao que tudo indica, <strong>o período mais crítico desta possível trovoada poderá acontecer pelas 17h</strong>, com maior incidência no Nordeste Transmontano, ainda assim, não se descarta a possibilidade desta ocorrência noutras horas da tarde e noutros locais da Região Norte e interior Centro.</p><h2>Temperaturas também voltam a descer em todo o país</h2><p>Como referimos em previsões anteriores, <strong>as temperaturas também vão descer, especialmente ao longo da faixa interior</strong>, onde os valores se mantiveram elevados até ao dia de ontem, sábado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778069" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-8-c-abaixo-da-media-anomalias-termicas-negativas-cobrem-portugal-continental-no-domingo.html" title="Até 8 ºC abaixo da média: anomalias térmicas negativas cobrem Portugal Continental no domingo">Até 8 ºC abaixo da média: anomalias térmicas negativas cobrem Portugal Continental no domingo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-8-c-abaixo-da-media-anomalias-termicas-negativas-cobrem-portugal-continental-no-domingo.html" title="Até 8 ºC abaixo da média: anomalias térmicas negativas cobrem Portugal Continental no domingo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-8-c-abaixo-da-media-anomalias-termicas-negativas-cobrem-portugal-continental-no-domingo-1783717929530_320.png" alt="Até 8 ºC abaixo da média: anomalias térmicas negativas cobrem Portugal Continental no domingo"></a></article></aside><p>Com isto, esperam-se temperaturas máximas entre os 20 ºC em Viana do Castelo e os 30 ºC em Beja, devendo esta ser a <strong>única capital de distrito do país a registar este valor</strong>. A nível local, o Vale do Douro e a Beira Baixa também poderão chegar aos 30 ºC, esperando-se valores mais contidos na restante geografia. A região da Serra da Estrela deverá ser a mais fria, com máxima de 16 ºC. Com isto, as <strong>anomalias térmicas invertem-se completamente</strong>, apresentando valores abaixo da média em praticamente todo o território.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/instabilidade-regressa-este-domingo-chuva-e-trovoada-poderao-fazer-parte-deste-dia-eis-as-zonas-mais-afetadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item></channel></rss>