<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Mon, 13 Apr 2026 20:00:10 +0000</lastBuildDate><pubDate>Mon, 13 Apr 2026 20:00:10 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Nas próximas horas espera-se chuva, mas temperaturas começam a aumentar em breve: eis as zonas afetadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nas-proximas-horas-espera-se-chuva-mas-temperaturas-comecam-a-aumentar-em-breve-eis-as-zonas-afetadas.html</link><pubDate>Mon, 13 Apr 2026 14:27:43 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Ao longo dos próximos dias poderemos assistir a uma mudança gradual no estado de tempo em Portugal Continental.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-crista-subtropical-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-de-portugal-eis-os-fenomenos-mais-marcantes-desta-semana.html" target="_blank">Uma crista subtropical aproxima-se a toda a velocidade de Portugal: eis os fenómenos mais marcantes desta semana</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5f326"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5f326.jpg" id="xa5f326"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O dia de hoje amanheceu cinzento, com alguns períodos de <strong>chuva fraca a moderada</strong> no litoral Norte e Centro e com <strong>temperaturas abaixo da média</strong>, onde os nossos mapas de anomalia térmica mostram valores entre 3 a 8 ºC abaixo da normal climatológica, em praticamente todo o continente. Faro poderá ser a única cidade a registar valores dentro da média ou apenas 1 ºC acima do expectável.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>É esperado que <strong>nas próximas horas a ocorrência de chuva se mantenha</strong> nestas mesmas zonas, podendo concentrar-se ao final do dia no noroeste do país, também de forma fraca a moderada.</p><h2>A partir de amanhã, há uma recuperação gradual das temperaturas</h2><p>Para amanhã, terça-feira, espera-se uma repetição desta tendência, onde deverão ocorrer <strong>períodos de chuva fraca a moderada no litoral Norte e Centro</strong> desde a madrugada até às últimas horas da manhã, esperando-se uma dissipação desta a partir das primeiras horas da tarde. Além disto, as<strong> temperaturas começam a subir</strong>, sendo esperadas máximas entre os 15 ºC na Guarda e os 21 ºC em Lisboa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nas-proximas-horas-espera-se-chuva-mas-temperaturas-comecam-a-aumentar-em-breve-eis-as-zonas-afetadas-1776086470329.png" data-image="9szyvys1hr7h" alt="chuva prevista" title="chuva prevista"><figcaption>Os dias de hoje e amanhã, terça-feira, poderão contar com chuva fraca a moderada no litoral Norte e Centro, podendo a mesma estenter-se a algumas zonas do interior Centro.</figcaption></figure><p>Na<strong> manhã de quarta-feira podem ocorrer aguaceiros fracos e dispersos a Oeste da Barreira de Condensação</strong>, devendo denotar-se uma dissipação total da chuva a partir do final da manhã e uma continuação da <strong>subida gradual das temperaturas</strong>, especialmente no Centro e Sul do país, esperando-se valores máximos entre os 20 ºC e os 22 ºC na maior parte dos distritos destas regiões.</p><h2>No Norte do país, as temperaturas podem subir entre quinta e sexta-feira</h2><p>Quinta e sexta-feira esperam-se <strong>dias geralmente secos</strong> que poderão contar com alguma nebulosidade, principalmente no Norte. Nestes dias, a<strong> recuperação das temperaturas já deverá sentir-se nesta região</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763711" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-crista-subtropical-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-de-portugal-eis-os-fenomenos-mais-marcantes-desta-semana.html" title="Uma crista subtropical aproxima-se a toda a velocidade de Portugal: eis os fenómenos mais marcantes desta semana">Uma crista subtropical aproxima-se a toda a velocidade de Portugal: eis os fenómenos mais marcantes desta semana</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-crista-subtropical-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-de-portugal-eis-os-fenomenos-mais-marcantes-desta-semana.html" title="Uma crista subtropical aproxima-se a toda a velocidade de Portugal: eis os fenómenos mais marcantes desta semana"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/uma-crista-subtropical-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-de-portugal-eis-os-fenomenos-mais-marcantes-desta-semana-1776080121887_320.png" alt="Uma crista subtropical aproxima-se a toda a velocidade de Portugal: eis os fenómenos mais marcantes desta semana"></a></article></aside><p>Desta forma, esperam-se temperaturas máximas entre os 15 ºC em Viana do Castelo e os 23 ºC em Bragança e Vila Real, registando-se valores mais elevados no interior face ao litoral, onde a cidade do Porto deverá registar máxima de 17 ºC neste mesmo dia. No entanto, <strong>no interior destes distritos do litoral os valores poderão ser mais elevados</strong>, na ordem dos 21 ºC. Segundo a atual previsão do ECMWF, no sábado os valores voltam a subir e em alguns locais do Sul do país esperam-se até 30 ºC, assim como em alguns locais do Vale do Douro.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nas-proximas-horas-espera-se-chuva-mas-temperaturas-comecam-a-aumentar-em-breve-eis-as-zonas-afetadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Algas marinhas ganham novo papel: investigação em Portugal pode revolucionar o tratamento de poluição na água]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/algas-marinhas-ganham-novo-papel-investigacao-em-portugal-pode-revolucionar-o-tratamento-de-poluicao-na-agua.html</link><pubDate>Mon, 13 Apr 2026 14:19:02 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>De acordo com um estudo da Universidade de Aveiro (UA), as macroalgas marinhas são uma potencial solução eficaz, sustentável e de baixo custo para a remoção de corantes sintéticos da água. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/algas-marinhas-ganham-novo-papel-investigacao-em-portugal-pode-revolucionar-o-tratamento-de-poluicao-na-agua-1776089548165.jpg" data-image="0bgvzq9idia5"><figcaption>As macroalgas marinhas podem ser uma solução eficaz, sustentável e de baixo custo para a remoção de corantes sintéticos da água, compostos orgânicos complexos e frequentemente persistentes cada vez mais presentes em ecossistemas aquáticos.</figcaption></figure><p><strong>Sofia Grangeia, Thiago Silva, Eduarda Pereira e Bruno Henriques</strong>, investigadores do Departamento de Química e do LAQV-REQUIMTE (Laboratório Associado para a Química Verde da UA), elaboraram um estudo no qual avaliaram a capacidade de três géneros de macroalgas:<strong> Fucus, Gracilaria e Ulva</strong>.</p><h2>Malefícios dos corantes sintéticos, cada vez mais presentes na água, e preocupações com a saúde humana</h2><p> O objetivo dos cientistas era <strong>a remoção do azul de metileno, um corante sintético muito utilizado como composto modelo, em diferentes tipos de água e níveis de salinidade</strong>. Algas vivas e algas secas foram alvos de teste, com ambas a apresentarem elevadas taxas de remoção, apesar dos desempenhos distintos conforme as condições experimentais. </p><ul><li>A presença de corantes sintéticos em ecossistemas aquáticos tem vindo a<strong> aumentar a poluição da água</strong> e as formas convencionais de tratamento nem sempre os elimina eficientemente; </li></ul><ul><li>Corantes sintéticos são compostos orgânicos complexos e muitas vezes persistentes. Perante a água, <strong>reduzem a entrada de luz solar, põem em risco a fotossíntese e arruínam o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos</strong>;</li></ul><ul><li>Há corantes que contêm <strong>toxicidade ou ecotoxicidade</strong> e que podem acumular-se ao longo da cadeia alimentar, levantando <strong>preocupações indiretas para a saúde humana</strong>.</li></ul><p>No estudo foram tidas em conta várias variáveis, como a <strong>quantidade de algas utilizada, a concentração do corante e a salinidade da água</strong>. A fim de perceberem o seu efeito, os cientistas aplicaram uma metodologia estatística que favoreceu a otimização do processo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/algas-marinhas-ganham-novo-papel-investigacao-em-portugal-pode-revolucionar-o-tratamento-de-poluicao-na-agua-1776089441202.jpg" data-image="x1wy1p6kvffu"><figcaption>Da esquerda para a direita, os investigadores investigadores do Departamento de Química e do LAQV-REQUIMTE, Bruno Henriques, Sofia Grangeia e Thiago Silva. Imagem: Universidade de Aveiro (UA).</figcaption></figure><p>Os resultados revelaram que <strong>a alga viva Ulva é capaz de remover até 92% do corante em 6 horas</strong>, atingindo valores ainda mais altos em água doce engarrafada. A <strong>alga seca de Fucus atingiu cerca de 96% de remoção em somente 30 minutos</strong>, evidenciando um desempenho especialmente eficaz em <strong>ambientes salinos</strong>.</p><div class="texto-destacado">A quantidade de biomassa e a salinidade foram identificadas como as principais variáveis para a eficiência do processo, o que permitiu adaptar a escolha da espécie e do tipo de biomassas às características específicas da água a tratar: doce ou salgada.</div><p>Como se verificou, a alga seca é mais rápida no processo, não obstante, <strong>as algas vivas dispõem de vantagens relevantes</strong>, tais como: facilidade de separação após o tratamento e a capacidade de absorção de dióxido de carbono, sendo um fator contributivo de diminuição das emissões.</p><h2>Um primeiro passo para o desenvolvimento de soluções aplicáveis a efluentes reais</h2><p><strong>A aplicação desta tecnologia à escala industrial deve preferencialmente passar pelo cultivo controlado de macroalgas</strong>, ao invés da recolha direta no meio natural, evitando desequilíbrios ecológicos. Em Portugal e noutros países a aquacultura de macroalgas já é uma prática comum, sendo favorável à produção sustentável e previsível de biomassa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="738750" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/especialista-da-universidade-de-coimbra-lanca-guia-ilustrado-das-principais-macroalgas-da-costa-portuguesa.html" title="Especialista da Universidade de Coimbra lança guia ilustrado das principais macroalgas da costa portuguesa">Especialista da Universidade de Coimbra lança guia ilustrado das principais macroalgas da costa portuguesa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/especialista-da-universidade-de-coimbra-lanca-guia-ilustrado-das-principais-macroalgas-da-costa-portuguesa.html" title="Especialista da Universidade de Coimbra lança guia ilustrado das principais macroalgas da costa portuguesa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/especialista-da-universidade-de-coimbra-lanca-guia-ilustrado-das-principais-macroalgas-da-costa-portuguesa-1762780254612_320.jpg" alt="Especialista da Universidade de Coimbra lança guia ilustrado das principais macroalgas da costa portuguesa"></a></article></aside><p>Quanto ao tratamento de águas residuais, estas algas poderão também ser cultivadas <strong>em sistemas controlados ou integradas em infraestruturas existentes,</strong> quer através de biomassa viva, quer através de biomassa residual de outras atividades industriais.</p><p>Segundo o investigador Bruno Henriques, após o tratamento, a biomassa tem por diante várias possibilidades de valorização: <strong>a dessorção dos corantes para reutilização das algas, a recuperação dos compostos retidos ou ainda a conversão da biomassa em biochar</strong>, assegurando desta forma um descarte seguro a nível ambiental.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.ua.pt/pt/noticias/9/97349" target="_blank">Macroalgas marinhas mostram elevado potencial para remover corantes poluentes da água</a>. Universidade de Aveiro. 10 de abril de 2026.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/algas-marinhas-ganham-novo-papel-investigacao-em-portugal-pode-revolucionar-o-tratamento-de-poluicao-na-agua.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Subida das temperaturas em Beja: máximas próximas dos 30 °C este fim de semana]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/subida-das-temperaturas-em-beja-maximas-proximas-dos-30-c-este-fim-de-semana.html</link><pubDate>Mon, 13 Apr 2026 14:06:59 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A influência de uma crista subtropical começa a fazer-se sentir no distrito de Beja, trazendo dias mais estáveis, céu pouco nublado e uma subida gradual das temperaturas ao longo da semana.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/subida-das-temperaturas-em-beja-maximas-proximas-dos-30-c-este-fim-de-semana-1776087828964.jpg" data-image="j1ebpo6cy9j9" alt="Subida das temperaturas em destaque no sul do país" title="Subida das temperaturas em destaque no sul do país"><figcaption>Aumento progressivo das temperaturas no distrito de Beja ao longo da semana, com valores típicos de início de verão e céu pouco nublado a favorecer o aquecimento.</figcaption></figure><p>O estado do tempo no distrito de Beja começa a sofrer uma mudança gradual a partir de amanhã, terça-feira, caracterizada por uma <strong>subida progressiva das temperaturas</strong> e por maior estabilidade atmosférica. Este cenário resulta do reforço de uma crista subtropical sobre a Península Ibérica, uma área de altas pressões em altitude associada a ar mais quente e estável, que <strong>promove movimentos descendentes da massa de ar</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/subida-das-temperaturas-em-beja-maximas-proximas-dos-30-c-este-fim-de-semana-1776087147613.png" data-image="m473vtccdk0g"><figcaption>Desvio positivo significativo da temperatura face ao normal climatológico no sul do país, com valores até +7/8 °C, refletindo a influência de ar mais quente associado à crista subtropical.</figcaption></figure><p>Esta subsidência conduz à <strong>compressão e aquecimento do ar</strong>, dificultando a formação de nuvens e favorecendo céu pouco nublado ou limpo, enquanto permite maior incidência de radiação solar à superfície, potenciando o aquecimento diurno.</p><h2>Subida gradual da temperatura ao longo da semana</h2><p>Ao longo dos próximos dias, este padrão traduz-se num <strong>aquecimento gradual e consistente</strong>, mais evidente no interior do território, onde a influência marítima é reduzida. As temperaturas máximas deverão passar dos cerca de 19 °C na terça-feira para valores entre 24 e 26 °C na quinta e sexta-feira, podendo atingir <strong>28 a 29 °C no sábado</strong>, localmente próximos dos 30 °C em várias localidades do distrito, que se perfila como o dia mais quente da semana, num contexto de <strong>forte insolação e céu maioritariamente limpo</strong> ao longo do período.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Na quarta-feira, a subida térmica torna-se mais evidente, com temperaturas acima dos valores registados no início da semana e com céu geralmente pouco nublado. </p><figure style="letter-spacing: 0.03em;"><img src="https://services.meteored.com/img/article/subida-das-temperaturas-em-beja-maximas-proximas-dos-30-c-este-fim-de-semana-1776087066394.png" data-image="2r21138jfqzm"><figcaption>Índice UV elevado no distrito de Beja durante as horas centrais do dia, com valores próximos de 7, indicando forte radiação solar sob condições de céu pouco nublado.</figcaption></figure><p><strong>Na quinta-feira, o aquecimento intensifica-se</strong>, num dia marcado por tempo estável, forte insolação e aumento da radiação incidente, sendo nesta fase que o <strong>índice UV deverá atingir valores mais elevados</strong>, especialmente durante as horas centrais do dia.</p><h2>Interior do distrito em destaque e influência do vento</h2><p>As temperaturas mais elevadas deverão registar-se sobretudo nas zonas do interior do distrito, como <strong>Beja, Moura, Serpa e Mértola</strong>, onde os termómetros poderão atingir ou aproximar-se dos 29 °C no sábado, especialmente durante a tarde. Em contraste, áreas mais próximas do litoral, como Odemira, deverão apresentar valores ligeiramente mais moderados, ainda que também em subida ao longo da semana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/subida-das-temperaturas-em-beja-maximas-proximas-dos-30-c-este-fim-de-semana-1776087054830.png" data-image="0ddxqf1wf2rz"><figcaption>Temperaturas elevadas no distrito de Beja durante a tarde de sábado, com valores a atingir 28 a 29 °C nas regiões do interior, evidenciando o pico do aquecimento desta semana.</figcaption></figure><p>O vento será, em geral, um elemento moderador, soprando entre terça e sexta-feira do quadrante norte a noroeste, fraco a moderado, com velocidades entre 10 e 25 km/h e <strong>rajadas até cerca de 30 km/h durante a tarde</strong>, sobretudo nas zonas mais expostas. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763711" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-crista-subtropical-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-de-portugal-eis-os-fenomenos-mais-marcantes-desta-semana.html" title="Uma crista subtropical aproxima-se a toda a velocidade de Portugal: eis os fenómenos mais marcantes desta semana">Uma crista subtropical aproxima-se a toda a velocidade de Portugal: eis os fenómenos mais marcantes desta semana</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-crista-subtropical-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-de-portugal-eis-os-fenomenos-mais-marcantes-desta-semana.html" title="Uma crista subtropical aproxima-se a toda a velocidade de Portugal: eis os fenómenos mais marcantes desta semana"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/uma-crista-subtropical-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-de-portugal-eis-os-fenomenos-mais-marcantes-desta-semana-1776080121887_320.png" alt="Uma crista subtropical aproxima-se a toda a velocidade de Portugal: eis os fenómenos mais marcantes desta semana"></a></article></aside><p>No sábado, prevê-se uma alteração na circulação, com o vento a rodar para nordeste durante a manhã, enfraquecendo para valores entre 5 e 15 km/h, e posteriormente para sudoeste durante a tarde, mantendo-se geralmente fraco, o que favorecerá um<strong> aquecimento mais eficaz nas horas de maior insolação</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/subida-das-temperaturas-em-beja-maximas-proximas-dos-30-c-este-fim-de-semana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Investigadores do Politécnico de Leiria estudam as sequelas da tempestade Kristin na população]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/investigadores-do-politecnico-de-leiria-estudam-as-sequelas-da-tempestade-kristin-na-populacao.html</link><pubDate>Mon, 13 Apr 2026 13:24:04 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O estudo tem como objetivo contribuir para melhorar as campanhas de comunicação e os modelos de liderança que reforcem a confiança nas instituições públicas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-do-politecnico-de-leiria-estudam-as-sequelas-da-tempestade-kristin-na-populacao-1776084926914.jpg" data-image="neqbbvutsw4h" alt="A devastação provocada pela tempestade Kristin em Leiria" title="A devastação provocada pela tempestade Kristin em Leiria"><figcaption>A devastação da passagem da tempestade Kristin deixou marcas profundas que vão ser estudadas pelos investigadores do Politécnico de Leiria. Foto: Município de Leiria</figcaption></figure><p>A <strong>depressão Kristin</strong> atingiu o país a 28 de janeiro, com a violência de um ciclone-bomba. <strong>Rajadas de vento</strong> com velocidades próximas de 180 km/h e<strong> precipitação intensa e persistente </strong>arrancaram telhados, provocaram quedas de árvores, colapsos de estradas e de muros, cortes de energia, habitações inundadas e danificadas, empresas paralisadas e explorações agrícolas destruídas.</p><p>Quase três meses depois da tempestade, as marcas são profundas e estão bem presentes, sobretudo na região centro e, em particular, nos distritos de Leiria, Coimbra, Santarém e Lisboa.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Que sequelas deixou Kristin junto daqueles que mais foram atingidos pela devastação? De que forma podemos aprender a reagir a futuros eventos meteorológicos semelhantes?<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>As perguntas são o ponto de partida do trabalho desenvolvido no <strong>Instituto Politécnico de Leiria</strong>. Denominado “<strong>Sistemas de Respostas</strong><strong> a Crises, Impacto da Tempestade Kristin</strong>”, o estudo do Centro de Investigação Aplicada em Economia e Gestão, da Escola Superior de Tecnologia e Gestão, pretende dar voz à população numa abordagem de baixo para cima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-do-politecnico-de-leiria-estudam-as-sequelas-da-tempestade-kristin-na-populacao-1776085049991.jpg" data-image="atnjbuyob1ox" alt="Devastação provocada pela depressão Kristin em Ourém" title="Devastação provocada pela depressão Kristin em Ourém"><figcaption>O estudo do Politécnico de Leiria visa melhorar a capacidade de resposta das autoridades face a emergências causadas por eventos meteorológicos extremos. Foto: Município de Ourém.</figcaption></figure><p>O intuito passa essencialmente por avaliar como as populações afetadas viveram os momentos mais críticos, estudando igualmente como funcionaram as <strong>redes familiares e de solidariedade</strong>. A investigação inclui ainda os <strong>testemunhos dos empresários </strong>que viram os seus negócios suspensos após a devastação causada pela tempestade.</p><p>O que se pretende, no final, é gerar <strong>recomendações</strong> para o Governo, autarquias, organizações públicas e privadas, proteção civil, empresas de infraestruturas e entidades ligadas aos setores da energia e das telecomunicações. </p><h2>Reforçar as respostas das autoridades centrais e regionais</h2><p>Espera-se, acima de tudo, que as <strong>conclusões do estudo</strong> sejam <strong>úteis no planeamento de campanhas de comunicação e no desenho de modelos de liderança</strong> que visem reforçar a confiança da população nas instituições públicas.</p><p>O que está, portanto, em causa é a construção de uma <strong>resposta mais bem preparada e robusta para atender às necessidades das comunidades lesadas</strong>, assegurando o bem-estar social em futuros momentos de emergência.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A investigação nasceu da constatação de que, no turbilhão de notícias que se seguiu à tempestade, faltava ainda ouvir as dificuldades e as ansiedades vividas pelos residentes diretamente afetados pela depressão Kristin<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O estudo começou há pouco mais de duas semanas, prevendo-se que a recolha de testemunhos esteja concluída no final deste mês. O <strong>inquérito</strong> conta, por enquanto, com cerca de <strong>500 respostas</strong>, a grande maioria do distrito de Leiria. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="756255" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/janeiro-de-2026-foi-um-mes-muito-chuvoso-e-caracterizou-se-pela-passagem-da-depressao-kristin-com-impactos-devastadores.html" title="Janeiro de 2026 foi um mês muito chuvoso e caracterizou-se pela passagem da depressão Kristin com impactos devastadores">Janeiro de 2026 foi um mês muito chuvoso e caracterizou-se pela passagem da depressão Kristin com impactos devastadores</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/janeiro-de-2026-foi-um-mes-muito-chuvoso-e-caracterizou-se-pela-passagem-da-depressao-kristin-com-impactos-devastadores.html" title="Janeiro de 2026 foi um mês muito chuvoso e caracterizou-se pela passagem da depressão Kristin com impactos devastadores"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/janeiro-de-2026-foi-um-mes-muito-chuvoso-e-caracterizou-se-pela-passagem-da-depressao-kristin-com-impactos-devastadores-1772153922574_320.jpg" alt="Janeiro de 2026 foi um mês muito chuvoso e caracterizou-se pela passagem da depressão Kristin com impactos devastadores"></a></article></aside><p>O objetivo, no entanto, é duplicar e abranger os <strong>68 concelhos que estiveram sob o estado de calamidade</strong>. Para já, alguns resultados preliminares indicam que “as pessoas se sentiram muito abandonadas durante a crise de mau tempo”, antecipou à Lusa Ricardo Cavadas, investigador do Politécnico de Leiria na área do marketing social.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-do-politecnico-de-leiria-estudam-as-sequelas-da-tempestade-kristin-na-populacao-1776085204212.jpg" data-image="jkbfkch6e0ju" alt="A devastação provocada pela tempestada Kristin em Montemor-o-Velho" title="A devastação provocada pela tempestada Kristin em Montemor-o-Velho"><figcaption>A tempestade Kristin provocou um rasto de destruição por todo o país, sobretudo nos distritos da Região Centro. Foto: Município de Montemor-o-Velho</figcaption></figure><p>Recorde-se que, no total, <strong>19 pessoas morreram</strong> em Portugal, seis no concelho de Leiria, desde 28 de janeiro na sequência <strong>da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta</strong>. Mais de metade das mortes, aliás, ocorreu durante os trabalhos de recuperação. As tempestades provocaram ainda várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. </p><h2>Impactos, rescaldos e ilações</h2><p>Entre os vários propósitos, o inquérito pretende avaliar o <strong>nível de gravidade dos danos</strong> e se residentes e empresários tinham ou não <strong>seguro e que tipo de coberturas estavam incluídas.</strong> O intuito do trabalho passa também por averiguar se as pessoas foram afetadas pela <strong>interrupção de serviços essenciais</strong>, como água, luz, telecomunicações, rodovias, educação, saúde e equipamentos desportivos e sociais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-do-politecnico-de-leiria-estudam-as-sequelas-da-tempestade-kristin-na-populacao-1776085283381.jpg" data-image="gnrhleaptvqi" alt="Redes de solidariedade após a tempestade Kristin" title="Redes de solidariedade após a tempestade Kristin"><figcaption>As redes de entreajuda e qualidade de vida das populações afetadas pelo mau tempo são dimensões que serão analisadas no estudo do Politécnico de Leiria. Foto: Município da Golegã</figcaption></figure><p>O trabalho irá igualmente aferir o impacto da onda de solidariedade das comunidades vizinhas e da população em geral, que rapidamente se mobilizaram para ajudar os mais afetados pelas intempéries. Trata-se, no fundo, de avaliar a compreensão das pessoas sobre as <strong>redes de entreajuda </strong>e de analisar como foi percecionada a capacidade de liderança das autarquias e do Governo.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Não menos importante é analisar a qualidade de vida das populações afetadas após a tempestade e como os pilares social, económico, ambiental e institucional saíram reforçados.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os resultados, após serem devidamente analisados com critérios científicos, serão remetidos às autoridades da administração local, regional e central, esperando-se que possam vir a dar fortes contributos para alterar os modelos de comunicação aos cidadãos em momentos de crise.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em>O estudo “Sistemas de Respostas a Crises, Impacto da Tempestade Kristin” tem como base um inquérito dirigido à população afetada pelas intempéries. O questionário é anónimo e leva cerca de sete minutos. Os interessados podem participar através do link: <a href="https://tinyurl.com/temp-kristin?fbclid=IwZXh0bgNhZW0CMTAAYnJpZBExZ0FyV2FSc0E5OVpNZHpPN3NydGMGYXBwX2lkEDIyMjAzOTE3ODgyMDA4OTIAAR5LkcSIBP6Qzg3v_Xn4oaFotS5XkIqTeiTSTpRdHoiG--SR1r83qpcVOdNqQw_aem_cltAF1jb_RFlcDjaWNvEQA" target="_blank"><strong>https://tinyurl.com/temp-kristin</strong></a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/investigadores-do-politecnico-de-leiria-estudam-as-sequelas-da-tempestade-kristin-na-populacao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Descoberta surpreendente: 15 novas luas para o nosso Sistema Solar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/descoberta-surpreendente-15-novas-luas-para-o-nosso-sistema-solar.html</link><pubDate>Mon, 13 Apr 2026 12:17:03 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Foram descobertas quinze novas luas no Sistema Solar: quatro em órbita de Júpiter e onze em órbita de Saturno. E todas elas oferecem pistas fascinantes sobre o passado da Terra.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/uberraschende-entdeckung-15-neue-monde-fur-unser-sonnensystem-1774162278489.jpeg" alt="Nuestro sistema solar es 15 lunas más rico. Foto: Adobe Stock" title="Nuestro sistema solar es 15 lunas más rico. Foto: Adobe Stock"><figcaption>Descobriu-se que o nosso Sistema Solar tem atualmente mais 15 luas.</figcaption></figure><p>A nossa vizinhança cósmica alargou-se: <strong>um total de 15 novas luas foram oficialmente confirmadas</strong>. A sua descoberta foi anunciada pelo Minor Planet Center, o organismo central da União Astronómica Internacional responsável pela recolha de dados observacionais sobre pequenos corpos no Sistema Solar.</p><p>De acordo com o anúncio, <strong>quatro das luas recém-descobertas orbitam Júpiter, enquanto onze pertencem a Saturno</strong>. Assim, o número de<strong> luas de Júpiter conhecidas ascende a 101</strong>. Saturno alarga ainda mais a sua liderança, contando <strong>agora com um total de 285 satélites confirmados</strong>.</p><h2>Pequenos corpos celestes com órbitas invulgares</h2><p>As luas recém-descobertas consistem exclusivamente em objetos muito pequenos, <strong>medindo apenas alguns quilómetros de diâmetro</strong>, o que as torna difíceis de comparar com as luas maiores e mais conhecidas. As suas órbitas também são dignas de nota: estas luas percorrem trajetórias elípticas a uma distância considerável dos respectivos planetas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762986" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-estudo-associado-a-nasa-centra-se-em-objetos-estranhos-na-orbita-da-terra.html" title="Um estudo associado à NASA centra-se em objetos estranhos na órbita da Terra">Um estudo associado à NASA centra-se em objetos estranhos na órbita da Terra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-estudo-associado-a-nasa-centra-se-em-objetos-estranhos-na-orbita-da-terra.html" title="Um estudo associado à NASA centra-se em objetos estranhos na órbita da Terra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/un-estudio-ligado-a-la-nasa-pone-el-foco-en-objetos-extranos-en-la-orbita-terrestre-1774783680123_320.jpg" alt="Um estudo associado à NASA centra-se em objetos estranhos na órbita da Terra"></a></article></aside><p>Além disso, algumas delas exibem uma direção de movimento invulgar: orbitam de forma retrógrada, ou seja,<strong> na direção oposta à rotação do seu planeta.</strong></p><h3>As novas luas estão a ser observadas há anos</h3><p>A descoberta destas luas não foi um acontecimento súbito, mas sim o resultado de anos de observação. <strong>Os primeiros avistamentos de luas jovianas datam de 2011, 2018 e 2025</strong>. As <strong>luas saturnianas foram registadas pela primeira vez em 2020 e 2023</strong>.</p><p>No entanto, a confirmação oficial demorou bastante mais tempo. A razão: são necessárias observações repetidas para calcular as suas órbitas com precisão suficiente.</p><p>Só quando estes dados estiverem disponíveis é que os objetos podem ser identificados e registados de forma conclusiva. Por conseguinte,<strong> atualmente só têm designações provisórias, como S/2011 J 4 ou S/2020 S 45</strong>.</p><h2>Saturno: ainda na liderança</h2><p>O facto de se descobrirem continuamente novas luas não é um fenómeno isolado. O número de satélites conhecidos tem vindo a aumentar rapidamente desde há anos, em particular no caso de Saturno. <strong>Só em março de 2025, segundo a NASA, foram identificadas 128 novas luas saturninas num único lote</strong>.</p><p>Os especialistas acreditam que estas numerosas pequenas luas, conhecidas como luas “irregulares”, fornecem pistas importantes sobre a história do nosso Sistema Solar. Um estudo publicado na revista científica Nature associa-as a colisões passadas e, por extensão, a processos que podem ter contribuído para a atual estrutura dos planetas e dos seus satélites.</p><h3>Um vislumbre do passado do sistema solar</h3><p>Estas novas descobertas demonstram, mais uma vez, o quão dinâmico e complexo é o nosso Sistema Solar. Mesmo dentro da nossa vizinhança cósmica imediata, ainda há muito para explorar; e cada lua recém-descoberta acrescenta mais uma peça ao puzzle da compreensão da sua formação.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/descoberta-surpreendente-15-novas-luas-para-o-nosso-sistema-solar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Climatologia: porque é que a Europa já não quer confiar nos dados dos EUA?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/climatologia-porque-e-que-a-europa-ja-nao-quer-confiar-nos-dados-dos-eua.html</link><pubDate>Mon, 13 Apr 2026 12:11:23 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Os fenómenos meteorológicos extremos estão a intensificar-se. Certos dados estão a desaparecer. Apanhada entre estas duas situações, a Europa apercebe-se de que está a avançar para o futuro com uma visão parcial e uma dependência cada vez mais preocupante.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/climat-pourquoi-l-europe-ne-veut-plus-dependre-des-donnees-americaines-bases-de-donnees-climat-1775980347977.jpeg" data-image="2o2f2l05zr7l" alt="La Unión Europea planea ampliar su infraestructura de datos." title="La Unión Europea planea ampliar su infraestructura de datos."><figcaption>A União Europeia planeia expandir a sua infraestrutura de dados.</figcaption></figure><p>Nos Estados Unidos, a NOAA, um pilar mundial da observação do clima, enfrenta cortes orçamentais consideráveis: <strong>uma redução de 27%</strong> (no valor de 1,8 mil milhões de dólares) <strong>e a saída de quase 800 funcionários de um quadro de 12.000</strong>.</p><p>As consequências desta decisão já se fazem sentir: <strong>desapareceram pelo menos 20 conjuntos de dados científicos essenciais para a monitorização dos oceanos, da atividade sísmica e do gelo marinho</strong>. No entanto, sem estes conjuntos de dados contínuos, é difícil compreender as tendências climáticas a longo prazo.</p><h2>Uma dependência europeia que se tornou estratégica...</h2><p>Na prática, porém, a Europa continua a depender fortemente dos Estados Unidos para obter dados essenciais. Só os Estados Unidos <strong>financiam 57% do programa ARGO</strong>: uma rede mundial de sensores oceânicos essencial para a previsão climática, a gestão dos riscos de seguros e o planeamento das infraestruturas. </p><p>Alguns estão a tomar medidas de emergência: <strong>a Noruega está a investir 2 milhões de dólares para fazer cópias de segurança dos dados, enquanto a Dinamarca está a efetuar uma descarga maciça de arquivos climáticos</strong>. Os cientistas falam mesmo de “arquivistas de guerrilha”: indivíduos que tentam preservar dados que correm o risco de se perderem para sempre.</p><div class="texto-destacado">Qualquer interrupção no fluxo de dados compromete a nossa capacidade de avaliar as tendências a longo prazo.... A situação é muito pior do que se esperava, alertam os cientistas.</div><p>No total, <strong>mais de oito países europeus estão atualmente a reavaliar a sua dependência dos dados dos EUA</strong> e sete deles já estão a colaborar para garantir os seus próprios sistemas independentes.</p><h2>Precisamente quando o clima está a mudar mais depressa do que o previsto!</h2><p>Esta dependência dos dados assume uma nova dimensão numa altura em que o próprio clima está a tornar-se cada vez mais difícil de prever.</p><p>Mesmo que<strong> o aquecimento global seja limitado a +2 °C, uma análise de 50 modelos climáticos diferentes revela que os fenómenos meteorológicos extremos</strong>, comparáveis aos projetados em cenários muito mais quentes, continuam a ser uma possibilidade muito real.</p><p><strong>Prevê-se que a precipitação urbana aumente entre 4 e 15%</strong>; as secas poderão atingir níveis associados <strong>a um aumento de +4 °C num em cada quatro casos</strong>; e os<strong> incêndios florestais poderão tornar-se extremos num em cada cinco casos</strong>.</p><h2>Rumo à soberania climática?</h2><p>Confrontada com este duplo golpe de intensificação dos fenómenos extremos e de dados cada vez mais frágeis, <strong>a Europa está a acelerar a sua transformação. Ao fazê-lo, está firmemente empenhada em estabelecer a soberania climática</strong>: a capacidade de assegurar um acesso independente, fiável e contínuo a dados essenciais.</p><p>Para o conseguir, <strong>é necessário reforçar as redes de observação, mas também implica uma ambição ousada e explícita</strong>: replicar ou mesmo substituir certos serviços dos EUA.</p><p>Esta dinâmica está a desenrolar-se no contexto mais vasto de uma crise energética mundial descrita como “a mais extrema jamais testemunhada”,<strong> em que até 20% dos fluxos mundiais de gás foram interrompidos</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763049" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/preparar-as-politicas-de-acao-climatica-no-pos-2030-comissao-europeia-lanca-consulta-publica-ate-4-de-maio.html" title="Preparar as políticas de ação climática no pós-2030: Comissão Europeia lança consulta pública até 4 de maio">Preparar as políticas de ação climática no pós-2030: Comissão Europeia lança consulta pública até 4 de maio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/preparar-as-politicas-de-acao-climatica-no-pos-2030-comissao-europeia-lanca-consulta-publica-ate-4-de-maio.html" title="Preparar as políticas de ação climática no pós-2030: Comissão Europeia lança consulta pública até 4 de maio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/preparar-as-politicas-de-acao-climatica-no-pos-2030-comissao-europeia-lanca-consulta-publica-ate-4-de-maio-1775744626517_320.jpg" alt="Preparar as políticas de ação climática no pós-2030: Comissão Europeia lança consulta pública até 4 de maio"></a></article></aside><p>Quer se trate de energia ou de dados, a dependência cria vulnerabilidade, pois depender de dados externos significa depender também de escolhas metodológicas, de instrumentos e mesmo de prioridades políticas externas.</p><p>Ao desenvolver as suas próprias capacidades, incluindo satélites, supercomputadores e modelos climáticos, <strong>a Europa procura aperfeiçoar as suas previsões e preparar melhor os seus territórios</strong>.</p><p>O que está em jogo é imenso: antecipar eventos raros mas devastadores, adaptar as infraestruturas e proteger as populações. De facto, mesmo que a probabilidade dos cenários mais extremos continue a ser baixa, as suas consequências potenciais seriam colossais.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Abnett, K., Volcovici, V., & Marsh, S. (2025, 1er août). <a href="https://www.reuters.com/sustainability/climate-energy/europe-is-breaking-its-reliance-american-science-2025-08-01/" target="_blank">Europe is breaking its reliance on American science.</a> Reuters</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/climatologia-porque-e-que-a-europa-ja-nao-quer-confiar-nos-dados-dos-eua.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma crista subtropical aproxima-se a toda a velocidade de Portugal: eis os fenómenos mais marcantes desta semana]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-crista-subtropical-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-de-portugal-eis-os-fenomenos-mais-marcantes-desta-semana.html</link><pubDate>Mon, 13 Apr 2026 11:41:02 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após o ar polar que provocou uma descida acentuada das temperaturas e nortada forte, haverá precipitação residual. Porém, em breve, uma poderosa crista subtropical irá instalar-se sobre a Península Ibérica, condicionando o tempo durante o resto da semana em Portugal continental.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5elsm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5elsm.jpg" id="xa5elsm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>No passado fim de semana a chegada de uma massa de ar polar marítimo a Portugal continental provocou uma <strong>descida generalizada e acentuada das temperaturas, vento intenso do quadrante Norte (nortada) e forte agitação marítima</strong>. Nesta <strong>segunda-feira (13)</strong> o tempo frio mantém-se, acompanhado pela ocorrência de períodos de <strong>chuva muito fraca e dispersa</strong>, associados a umas linhas de instabilidade pouco ativas e relativamente desorganizadas geradas por uma depressão situada a noroeste dos Açores.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>Uma massa de ar quente associada a uma crista subtropical irá instalar-se sobre Portugal continental nos próximos dias, provocando uma subida generalizada das temperaturas e condições meteorológicas mais estáveis.</div><p>Como já foi referido anteriormente noutras previsões da Meteored Portugal, <strong>o estado do tempo nos próximos dias vai mudar radicalmente em Portugal</strong> graças à rápida aproximação de uma <strong>poderosa crista anticiclónica subtropical </strong>que se instalará sobre toda a Península Ibérica.</p><h2>Esta semana uma crista subtropical irá instalar-se sobre Portugal</h2><p>Após uma manhã nublada e com chuviscos ocasionais mais concentrados no litoral Norte e Centro, <strong>prevê-se uma tarde de segunda-feira (13) de chuva fraca, com precipitação mais generalizada e a espalhar-se por quase toda a área geográfica das Regiões Norte e Centro</strong>. Será pontualmente moderada nos distritos de Viana do Castelo e Braga e, devido ao efeito orográfico da Barreira de Condensação, cairá com pouca frequência nos distritos de Bragança e Guarda.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-crista-subtropical-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-de-portugal-eis-os-fenomenos-mais-marcantes-desta-semana-1776079840956.png" data-image="6ferf30go3qb"><figcaption>A região de altas pressões no Atlântico forçará as depressões a circular em latitudes mais setentrionais. Deste modo, somente a extremidade de algumas frentes será capaz de alcançar o litoral Norte e Centro de Portugal continental, traduzindo-se em períodos de chuva geralmente fraca e dispersa entre hoje, dia 13, e quarta-feira, dia 15.</figcaption></figure><p>Ainda nesta segunda-feira (13), os mapas contemplam para as regiões a sul do rio Tejo a possibilidade de ocorrência de aguaceiros fracos e dispersos durante a tarde. Além disto, não se exclui a possibilidade de queda de neve nos pontos mais elevados da Serra da Estrela. O vento soprará fraco a moderado de Oeste, com <strong>rajadas até 45 km/h em pontos do litoral Oeste (Leiria e Lisboa), litoral alentejano (Setúbal e Beja) e Algarve (Faro)</strong>, especialmente no barlavento.</p><p>Amanhã - <strong>terça-feira, 14 de abril</strong> - espera-se novamente a ocorrência de precipitação. A chuva será geralmente fraca e dispersa em todo o litoral Norte e Centro, sendo <strong>mais provável e pontualmente moderada no Noroeste Minhoto</strong> devido à passagem da extremidade de uma frente em fase de dissipação.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763567" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/sistema-frontal-aumenta-instabilidade-nos-acores-nos-proximos-dias-e-madeira-mantem-condicoes-anticiclonicas.html" title="Sistema frontal aumenta instabilidade nos Açores nos próximos dias e Madeira mantém condições anticiclónicas">Sistema frontal aumenta instabilidade nos Açores nos próximos dias e Madeira mantém condições anticiclónicas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/sistema-frontal-aumenta-instabilidade-nos-acores-nos-proximos-dias-e-madeira-mantem-condicoes-anticiclonicas.html" title="Sistema frontal aumenta instabilidade nos Açores nos próximos dias e Madeira mantém condições anticiclónicas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-no-tempo-nos-acores-nos-proximos-dias-e-estabilidade-na-madeira-saiba-o-que-esperar-1775997832214_320.png" alt="Sistema frontal aumenta instabilidade nos Açores nos próximos dias e Madeira mantém condições anticiclónicas"></a></article></aside><p>No entanto, <strong>o aspeto meteorológico mais marcante de terça-feira (14) será a subida térmica dos valores diurnos,</strong> especialmente nas Regiões Norte e Centro de Portugal continental. É expectável que<strong> a crista anticiclónica se mantenha ao longo do resto da semana</strong>, sendo responsável por gerar estabilidade atmosférica em todo o país e com temperaturas que vão subir um pouco mais a cada dia. O modelo europeu antecipa inclusive a possibilidade de serem atingidos <strong>30 ºC no próximo fim de semana</strong> em alguns locais da nossa geografia.</p><h2>Na sexta-feira os termómetros podem atingir 29 ºC e perspetiva-se um risco de trovoadas localizadas</h2><p>Caso as últimas previsões se concretizem, na <strong>sexta-feira (17), as temperaturas poderão atingir os 28/29 ºC no vale do Guadiana, 25/26 ºC no vale do Tejo e entre 22 e 27 ºC no vale do Douro</strong>, enquanto no litoral Norte, Centro e Oeste o ambiente térmico diurno se manterá bastante fresco em comparação, com máximas previstas entre 15 e 18 ºC. As amplitudes térmicas voltarão a ser muito significativas, sobretudo nas regiões do interior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-crista-subtropical-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-de-portugal-eis-os-fenomenos-mais-marcantes-desta-semana-1776079710776.png" data-image="3hjk5gcjyhp1"><figcaption>A massa de ar quente que irá instalar-se sobre Portugal continental será invulgarmente quente para a época do ano. Estão previstos 30 ºC já no próximo sábado, 18 de abril, em vários locais do vale do Guadiana.</figcaption></figure><p>Para além do calor previsto, os mapas antecipam a possibilidade de ocorrência de <strong>trovoadas localizadas</strong>. A incerteza quanto à localização deste tipo de fenómenos é elevadíssima, mas de momento os mapas vislumbram essa possibilidade para <strong>o extremo oriental do distrito de Beja, em torno da zona de Barrancos, tanto na sexta-feira, como no sábado, dias 17 e 18 de abril</strong>, uma situação que é típica da primavera. Trata-se de uma situação que será monitorizada nos próximos dias.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-crista-subtropical-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-de-portugal-eis-os-fenomenos-mais-marcantes-desta-semana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Internet a bordo: será o Wi-fi dos aviões seguro?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/internet-a-bordo-sera-o-wi-fi-dos-avioes-seguro.html</link><pubDate>Mon, 13 Apr 2026 06:21:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>É cada vez mais comum nos voos o Wi-Fi a bordo, que oferece a conveniência aos passageiros, mas levanta algumas questões importantes sobre a segurança dos dados e os riscos associados à navegação online. Fique a saber mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/internet-a-bordo-sera-o-wi-fi-dos-avioes-seguro-1776001898902.jpg" data-image="bgdlzm9xq599" alt="Wi-Fi a bordo" title="Wi-Fi a bordo"><figcaption>O Wi-Fi a bordo permite manter-se conectado durante o voo, mas exige cuidados redobrados para proteger os seus dados pessoais e evitar riscos de segurança digital.</figcaption></figure><p>Com a crescente disponibilidade de Wi-Fi durante os voos, <strong>muitos passageiros aproveitam para trabalhar, ver conteúdos online</strong> ou simplesmente manter-se conectados às redes sociais.</p><p>No entanto, a questão permanece: <strong>até que ponto é seguro utilizar internet a 10 mil metros de altitude?</strong></p><p>O Wi-Fi nos aviões funciona, do ponto de vista técnico, de forma semelhante ao de hotéis, aeroportos ou cafés, ou seja, trata-se de uma <strong>rede pública e partilhada entre dezenas ou até centenas de utilizadores</strong>. </p><p>Isto significa que <strong>não é automaticamente perigoso, </strong>mas também não deve ser considerado totalmente seguro.</p><p>Curiosamente, alguns especialistas defendem que o Wi-Fi a bordo <strong>pode até ser ligeiramente mais seguro do que o de aeroportos ou cafés</strong>, devido ao número mais limitado de utilizadores e, portanto, de potenciais atacantes. Ainda assim, isso não elimina os perigos. </p><h2>Quais são os principais riscos?</h2><p>Apesar da conveniência, existem várias ameaças associadas ao uso de Wi-Fi em voo:</p><p>Interceção de dados : Como em qualquer rede pública, <strong><em>hackers</em> podem tentar interceptar comunicações entre o utilizador e a internet</strong>, acedendo a palavras-passe, emails ou dados bancários;</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg><span style="letter-spacing: 0.48px;">Estas redes estão ao mesmo nível de outras redes públicas: utilizáveis, mas com riscos associados.</span><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Redes falsas: Um dos riscos mais comuns é a <strong>criação de redes Wi-Fi falsas com nomes semelhantes ao da companhia aérea</strong>. Passageiros distraídos podem ligar-se a estas redes e fornecer dados sensíveis sem se aperceberem. </p><p><em>Malware</em> e vírus: Ao ligar-se a uma rede comprometida, <strong>o dispositivo pode ficar exposto a <em>software</em> malicioso</strong>, que pode roubar informação ou danificar o sistema. </p><p>Falta de encriptação robusta: <strong>Algumas redes a bordo podem não ter encriptação forte</strong>, tornando mais fácil a monitorização do tráfego por terceiros. </p><h2>Há motivos para alguma tranquilidade?</h2><p>Apesar destes riscos, é importante esclarecer um ponto essencial, <strong>o Wi-Fi dos passageiros está separado dos sistemas críticos do avião</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/internet-a-bordo-sera-o-wi-fi-dos-avioes-seguro-1776001951923.jpg" data-image="t9zi82laxkgz" alt="Boas práticas" title="Boas práticas"><figcaption>A conexão à internet durante o voo traz comodidade aos passageiros, mas é essencial adotar boas práticas de segurança online.</figcaption></figure><p>Ou seja, mesmo que haja uma falha de segurança, isso <strong>não compromete o funcionamento da aeronave</strong>. </p><p>Além disso, as companhias aéreas e os fornecedores de internet a bordo <strong>implementam várias camadas de segurança</strong>, embora a sua eficácia nem sempre seja transparente para o utilizador comum. </p><h2>Como usar Wi-Fi no avião de forma segura</h2><p>A boa notícia é que é possível reduzir significativamente os riscos com algumas práticas simples:</p><p>Confirme a rede oficial com a tripulação antes de se conectar e <strong>utilize ligações seguras</strong>; evite operações sensíveis, como aceder a contas bancárias; </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="698979" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-demonstraram-pela-primeira-vez-o-teletransporte-quantico-atraves-da-internet.html" title="Cientistas demonstraram pela primeira vez o teletransporte quântico através da Internet">Cientistas demonstraram pela primeira vez o teletransporte quântico através da Internet</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-demonstraram-pela-primeira-vez-o-teletransporte-quantico-atraves-da-internet.html" title="Cientistas demonstraram pela primeira vez o teletransporte quântico através da Internet"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-lograron-demostrar-la-teletransportacion-cuantica-es-posible-viajar-a-traves-de-internet-fibra-optica-1740463499267_320.jpeg" alt="Cientistas demonstraram pela primeira vez o teletransporte quântico através da Internet"></a></article></aside><p><strong>Desative a partilha de ficheiros</strong> e ligações automáticas e utilize uma VPN, que encripte os dados.</p><p>Mantenha o <strong>dispositivo atualizado com antivírus e software recente</strong> e é também aconselhável “esquecer” a rede após o voo, evitando ligações automáticas futuras.</p><p>Assim, tal como qualquer rede pública, exige <strong>precaução e consciência dos riscos</strong>. O verdadeiro perigo não está tanto na tecnologia em si, mas na forma como a utilizamos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/internet-a-bordo-sera-o-wi-fi-dos-avioes-seguro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Este deserto da Califórnia é o lugar mais quente da Terra: dicas para visitar o Vale da Morte]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-deserto-da-california-e-o-lugar-mais-quente-da-terra-dicas-para-visitar-o-vale-da-morte.html</link><pubDate>Mon, 13 Apr 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>O Vale da Morte, na Califórnia, é famoso pelas suas temperaturas extremas, que ultrapassam os 45 °C no verão, em contraste com o inverno, quando pode nevar. Aqui estão algumas dicas para a sua visita.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-desierto-de-california-es-el-lugar-mas-caluroso-del-mundo-consejos-para-visitar-el-valle-de-la-muerte-1773756206061.jpeg" data-image="njiu9pe3eakq"><figcaption>Paisagem do Vale da Morte, na Califórnia (EUA).</figcaption></figure><p>Existem lugares na Terra que desafiam os limites da nossa perceção. Um deles é, sem dúvida, o <strong>Vale da Morte, uma região desértica no leste da Califórnia</strong>, que se tornou mundialmente famosa não só pelas suas paisagens deslumbrantes, mas também pelas suas <strong>condições climáticas extremas</strong>.</p><p>Lá, <strong>as temperaturas de verão podem ultrapassar os 49 °C</strong>. Aliás, o vale ostenta algumas das temperaturas mais elevadas já registadas no planeta, com valores que ocasionalmente atingem os 50 °C. Isto muda<strong> com a chegada do inverno, sendo possível até mesmo ver neve</strong> em algumas das áreas mais elevadas do parque.</p><p>Estes contrastes — calor escaldante e frio invernal — fazem desta área do planeta<strong> um lugar de extremos que poucos destinos na Terra conseguem igualar</strong>.</p><h2>Porque faz tanto calor no Vale da Morte?</h2><p><strong>Diversos fatores geográficos e climáticos </strong>combinam-se para fazer deste território um dos lugares mais quentes do mundo.</p><h3>Profundidade e configuração do relevo</h3><p>O Vale da Morte<strong> fica 86 metros abaixo do nível do mar</strong>, na Bacia de Badwater, o ponto mais baixo da América do Norte. Esta depressão funciona <strong>como uma</strong> <strong>"panela" que retém o ar quente</strong>, impedindo a sua fácil dissipação.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">This is the official weather station in Furnace Creek, Death Valley. This is the only station in the world that has reported 130°! <a href="https://t.co/z1OnV3IJZJ">pic.twitter.com/z1OnV3IJZJ</a></p>— chrishenry (@chrishe10347730) <a href="https://twitter.com/chrishe10347730/status/2015874509165973816?ref_src=twsrc%5Etfw">January 26, 2026</a></blockquote></figure><h3>Radiação solar intensa</h3><p>A <strong>vegetação escassa e o solo claro do deserto refletem e absorvem grandes quantidades de radiação solar</strong>. Este calor acumula-se durante o dia e permanece durante boa parte da noite, impedindo o arrefecimento rápido como noutras regiões.</p><h3>Aridez extrema</h3><p>A <strong>falta de humidade no ar </strong>reduz a capacidade da superfície de arrefecer por evaporação, contribuindo para temperaturas ainda mais elevadas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="757691" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/os-especialistas-confirmam-que-a-floracao-de-2026-no-vale-da-morte-e-a-melhor-desde-a-superflorada-de.html" title="Os especialistas confirmam que a floração de 2026 no Vale da Morte é a melhor desde a superflorada de 2016">Os especialistas confirmam que a floração de 2026 no Vale da Morte é a melhor desde a superflorada de 2016</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/os-especialistas-confirmam-que-a-floracao-de-2026-no-vale-da-morte-e-a-melhor-desde-a-superflorada-de.html" title="Os especialistas confirmam que a floração de 2026 no Vale da Morte é a melhor desde a superflorada de 2016"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/death-valley-s-2026-wildflower-bloom-is-the-best-since-the-2016-superbloom-1772735490352_320.jpeg" alt="Os especialistas confirmam que a floração de 2026 no Vale da Morte é a melhor desde a superflorada de 2016"></a></article></aside><p>A combinação destes fatores possibilitou que a<strong> temperatura mais alta já registada na Terra</strong> fosse alcançada a <strong>10 de julho de 1913: 56,7 °C em Furnace Creek</strong>. Este recorde ainda é frequentemente citado em estudos climáticos, embora a confiabilidade dos dados tenha sido questionada nos últimos anos devido ao estado dos instrumentos de medição.</p><h2>Lugares que deve visitar</h2><p>Apesar das suas condições extremas, <strong>o Vale da Morte é um dos parques nacionais mais visitados dos Estados Unidos</strong>, com paisagens que parecem ser de outro planeta.</p><h3>Bacia de Badwater</h3><ol></ol><p>Uma <strong>vasta planície de sal, branca como a neve</strong>, formada ao nível do solo pela evaporação da água salgada.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Cindy and I ventured into Death Valley National Park today. After watching the sunrise from Zabriskie Point, we set out to explore Badwater Basin the lowest spot in North America. We started at Dantes View, 5,500 feet up with a crisp 56°, then descended to the basin floor <a href="https://t.co/0dHVhXxTji">pic.twitter.com/0dHVhXxTji</a></p>— Ed Piotrowski (@EdPiotrowski) <a href="https://twitter.com/EdPiotrowski/status/1986568419848986643?ref_src=twsrc%5Etfw">November 6, 2025</a></blockquote></figure><p>É o ponto mais baixo da América do Norte e <strong>um local icónico para fotografias</strong>.</p><h3>Ponto Zabriskie</h3><p>Um <strong>miradouro panorâmico famoso por causa das suas formações erodidas </strong>e cores quentes ao nascer e pôr do sol.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Cindy and I watched the sun rise from Zabriskie Point in Death Valley National Park in California this morning, and the view was absolutely breathtaking. The colors and textures that emerged as the sunlight swept across the landscape were simply incredible. <a href="https://t.co/zQottTmu7M">pic.twitter.com/zQottTmu7M</a></p>— Ed Piotrowski (@EdPiotrowski) <a href="https://twitter.com/EdPiotrowski/status/1986465964612030930?ref_src=twsrc%5Etfw">November 6, 2025</a></blockquote></figure><h3>Mirante Dante’s View</h3><p>Localizado no ponto mais alto do parque, oferece uma<strong> vista deslumbrante do coração do Vale da Morte</strong>.</p><h2>5 dicas essenciais para visitar o Vale da Morte</h2><p>Visitar este deserto não é impossível, mas requer preparação e respeito pelas suas condições extremas. Aqui estão algumas dicas para visitá-lo com segurança:</p><ul><li>A <strong>hidratação é fundamental</strong>: leve bastante água, aproximadamente 4 litros por pessoa por dia, e mais se for fazer caminhadas ou corridas em trilha.</li><li><strong>Evite os horários mais quentes: entre 11h e 17h</strong>, as temperaturas podem ser perigosamente altas durante os meses mais quentes, portanto, planeie as suas atividades ao ar livre para o início da manhã ou para o final da tarde.</li></ul><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">The hottest place on Earth, the Death Valley, is experiencing a superbloom, with wildflowers covering its usually barren landscapeone of the best displays since 2016.<br>Explore more record-breaking phenomena in WMO's Weather & Climate Extremes Archive: <a href="https://t.co/x9IpirNfKp">https://t.co/x9IpirNfKp</a> <a href="https://t.co/Sj3Qae5YwP">pic.twitter.com/Sj3Qae5YwP</a></p> World Meteorological Organization (@WMO) <a href="https://twitter.com/WMO/status/2032121011160731861?ref_src=twsrc%5Etfw">March 12, 2026</a></blockquote></figure><ul><li><strong>Roupas e proteção solar</strong>: Use roupas leves e de cores claras, chapéu, óculos de sol e protetor solar de alta proteção, pois a sua pele e os seus olhos ficam muito expostos ao sol no deserto.</li><li><strong>Veículo em boas condições</strong>: as distâncias são longas e as condições extremas podem afetar os veículos, por isso é importante verificar o nível de combustível, a pressão dos pneus e levar peças sobressalentes básicas.</li><li><strong>Comunicação</strong>: em muitas áreas não há cobertura de telemóvel, portanto, conhecer a região e levar mapas <em>offline </em>ou um GPS pré-programado pode ser fundamental para se orientar.</li></ul>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-deserto-da-california-e-o-lugar-mais-quente-da-terra-dicas-para-visitar-o-vale-da-morte.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Sistema frontal aumenta instabilidade nos Açores nos próximos dias e Madeira mantém condições anticiclónicas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/sistema-frontal-aumenta-instabilidade-nos-acores-nos-proximos-dias-e-madeira-mantem-condicoes-anticiclonicas.html</link><pubDate>Sun, 12 Apr 2026 13:18:45 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Evolução distinta do estado do tempo prevista para os próximos dias nos dois arquipélagos, com os Açores a registarem um aumento da instabilidade, associado à passagem de um sistema frontal, enquanto a Madeira deverá manter condições mais estáveis sob influência anticiclónica.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5bvt8"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5bvt8.jpg" id="xa5bvt8"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A partir desta segunda-feira, 13 de abril, o estado do tempo nos arquipélagos dos Açores e da Madeira deverá ser influenciado pela passagem de um sistema frontal no Atlântico Norte, <strong>com maior impacto nos Açores</strong>, enquanto a Madeira deverá permanecer sob influência anticiclónica, com condições mais estáveis ao longo da semana.</p><h2>Quarta e quinta concentram o período mais instável nos Açores</h2><p>Nos Açores, a semana deverá começar com condições ainda relativamente estáveis, apesar de períodos de<strong> céu nublado e ocorrência de precipitação fraca</strong> e dispersa. O vento deverá ser em geral fraco a moderado de sudoeste, com temperaturas amenas, entre 13 e 20 °C.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Na terça-feira, a <strong>aproximação do sistema frontal</strong> deverá traduzir-se num aumento da nebulosidade e numa maior frequência de precipitação, ainda irregular, enquanto o vento tenderá a intensificar-se gradualmente, refletindo a evolução do sistema no Atlântico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-no-tempo-nos-acores-nos-proximos-dias-e-estabilidade-na-madeira-saiba-o-que-esperar-1775997832214.png" data-image="lnkdra1knw9x"><figcaption>Nas primeiras horas de terça-feira, prevê-se aumento da nebulosidade e ocorrência de precipitação nos Açores, associadas à aproximação de uma frente. A chuva poderá ser por vezes moderada, sobretudo nos grupos Central e Oriental, num contexto de fluxo de sudoeste.</figcaption></figure><p>Na quarta-feira, a <strong>instabilidade deverá tornar-se mais evidente</strong>, com períodos de chuva mais regulares e, por vezes, de intensidade moderada, associados à presença de um cavado em altitude. Este agravamento deverá também refletir-se no aumento da agitação marítima, com <strong>ondas que poderão atingir cerca de 4 a 6 metros</strong>, com maior impacto no Grupo Ocidental e nas ilhas mais expostas do Grupo Central.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-no-tempo-nos-acores-nos-proximos-dias-e-estabilidade-na-madeira-saiba-o-que-esperar-1775997805329.png" data-image="2kroagthumpx"><figcaption>Durante a manhã de quarta-feira, prevê-se um aumento da agitação marítima nos Açores, com ondas que poderão atingir 4 a 6 metros, sobretudo nas ilhas mais expostas ao quadrante oeste. Este agravamento está associado ao reforço do vento no Atlântico Norte.</figcaption></figure><p>Na quinta-feira, a passagem de uma frente organizada deverá trazer <strong>períodos de chuva mais frequentes e persistentes</strong>, podendo ser por vezes moderados, com maior persistência no Grupo Central e no Grupo Oriental. O vento deverá intensificar-se para moderado a forte, com rajadas até 60–70 km/h, mantendo-se a agitação marítima elevada, embora com tendência para diminuição gradual ao longo do dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-no-tempo-nos-acores-nos-proximos-dias-e-estabilidade-na-madeira-saiba-o-que-esperar-1775997793442.png" data-image="p876nzji2yrz"><figcaption>Na quinta-feira, prevê-se um reforço do vento nos Açores, associado ao fluxo de sudoeste, com rajadas que poderão atingir valores elevados, sobretudo nos grupos Central e Oriental. Este aumento está ligado ao reforço do gradiente de pressão, favorecendo um período de vento mais intenso durante a tarde.</figcaption></figure><p>Na sexta-feira, deverá observar-se uma tendência para <strong>melhoria gradual</strong>, com <strong>diminuição da precipitação</strong>, que passará a ocorrer sob a forma de aguaceiros dispersos. O vento deverá enfraquecer progressivamente, mantendo-se as temperaturas dentro dos valores típicos para a época, sem alterações relevantes no conjunto do arquipélago.</p><h2>Madeira com tempo estável ao longo da semana</h2><p>Na Madeira, o estado do tempo deverá ser marcado por <strong>condições estáveis ao longo de toda a semana</strong>, sob influência do anticiclone. Na segunda e terça-feira, prevê-se céu pouco nublado, com vento fraco a moderado do quadrante norte e temperaturas entre 16 e 24°C.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763561" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/segunda-e-terca-feira-chovera-em-9-distritos-de-portugal-continental-depois-chegara-uma-mudanca-de-radical-de-tempo.html" title="Segunda e terça-feira choverá em 9 distritos de Portugal continental, depois chegará uma mudança de radical de tempo">Segunda e terça-feira choverá em 9 distritos de Portugal continental, depois chegará uma mudança de radical de tempo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/segunda-e-terca-feira-chovera-em-9-distritos-de-portugal-continental-depois-chegara-uma-mudanca-de-radical-de-tempo.html" title="Segunda e terça-feira choverá em 9 distritos de Portugal continental, depois chegará uma mudança de radical de tempo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/segunda-e-terca-feira-chovera-em-9-distritos-de-portugal-continental-depois-chegara-uma-mudanca-de-radical-de-tempo-1775993433262_320.jpg" alt="Segunda e terça-feira choverá em 9 distritos de Portugal continental, depois chegará uma mudança de radical de tempo"></a></article></aside><p>Entre quarta e quinta-feira, poderá verificar-se um aumento temporário da nebulosidade, associado à passagem mais distante do cavado. <strong>Não se prevê precipitação</strong>, podendo ocorrer apenas episódios fracos e isolados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-no-tempo-nos-acores-nos-proximos-dias-e-estabilidade-na-madeira-saiba-o-que-esperar-1775997982913.png" data-image="ig2ceuevjcux"><figcaption>Na quarta-feira, prevê-se um aumento pontual da nebulosidade na Madeira, associado ao fluxo de norte a nordeste, sem precipitação, num contexto de estabilidade atmosférica.</figcaption></figure><p>Até ao final da semana, não se esperam alterações relevantes no estado do tempo, mantendo-se um padrão estável, com temperaturas consistentes e sem variações significativas, num <strong>cenário típico de domínio anticiclónico</strong> na região.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/sistema-frontal-aumenta-instabilidade-nos-acores-nos-proximos-dias-e-madeira-mantem-condicoes-anticiclonicas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O gigantesco vulcão da caldeira do Japão está a encher-se de novo 7.300 anos depois: como está a fazê-lo?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-gigantesco-vulcao-da-caldeira-do-japao-esta-a-encher-se-de-novo-7-300-anos-depois-como-esta-a-faze-lo.html</link><pubDate>Sun, 12 Apr 2026 12:14:07 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O reservatório de magma da maior erupção vulcânica do Holoceno está a ser reabastecido. Esta descoberta, efetuada pela Universidade de Kobe na caldeira de Kikai, no Japão, permite-nos compreender melhor os vulcões de caldeira gigantes, como Yellowstone ou Toba, em geral, e aproxima-nos da previsão do seu comportamento.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-gigantesco-vulcao-da-caldeira-do-japao-esta-a-encher-se-de-novo-7-300-anos-depois-como-esta-a-faze-lo-1775995759262.jpg" data-image="2ed3dwv9itln"><figcaption>Sabemos muito pouco sobre os processos que levam à erupção de um novo supervulcão, como a caldeira de Kikai, no Japão, que se encontra em grande parte submersa, pelo que não estamos preparados para fazer previsões. Crédito: Seama Nobukazu</figcaption></figure><p>Alguns <strong>vulcões entram em erupção de forma tão violenta</strong>, expelindo mais magma do que poderia cobrir todo o Central Park (12 km de profundidade), que tudo o que resta é uma cratera larga e pouco profunda, a chamada <strong>“caldeira”</strong>.</p><div class="texto-destacado">Exemplos de supervulcões deste tipo são a caldeira de Yellowstone, a caldeira de Toba e a caldeira de Kikai, no Japão, que ficou submersa em grande parte, e que entrou em erupção pela última vez há 7300 anos, naquela que foi a maior erupção vulcânica da atual época geológica, o Holoceno.</div><p>Sabemos que <strong>estes vulcões podem entrar em erupção novamente</strong>, mas sabemos muito pouco sobre os processos que precedem uma erupção e, por isso, estamos mal equipados para fazer previsões.</p><h2>Universidade de Kobe estuda os processos que precedem erupções de supervulcões </h2><p>“Precisamos de perceber como se acumulam quantidades tão grandes de magma para compreender como ocorrem as erupções de caldeiras gigantes”, diz o geofísico <strong>Seama Nobukazu, da Universidade de Kobe</strong>.</p><p>O facto de a caldeira de Kikai estar maioritariamente submersa é, de facto, uma vantagem para abordar questões como esta. Seama explica: "A sua localização subaquática permite-nos efetuar estudos sistemáticos em grande escala. Assim, o investigador da Universidade de Kobe juntou-se à Agência Japonesa para as Ciências e Tecnologias Marinhas e da Terra (JAMSTEC) e utilizou conjuntos de pistolas de ar que <strong>geram impulsos sísmicos artificiais</strong>, juntamente com sismómetros de fundo oceânico que registam a forma como a onda sísmica se propaga através da crosta terrestre para compreender o seu estado.</p><h2>Será devido ao magma "recentemente" injetado?</h2><p>Na revista Communications Earth & Environment, a equipa publica agora os seus resultados. Descobriram que existe <strong>uma região composta em grande parte por magma diretamente sob o vulcão</strong> que entrou em erupção há 7300 anos e caracterizaram a dimensão e a forma do reservatório. Seama afirma: "Devido à sua extensão e localização, é evidente que se trata do mesmo reservatório de magma da erupção anterior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/caldera-de-japon-se-esta-volviendo-a-llenar-1774764959029.jpg" data-image="mbx4zvzxjpq2"><figcaption>O geofísico Seama Nobukazu, da Universidade de Kobe, e a sua equipa descobriram uma região composta em grande parte por magma logo abaixo do vulcão que entrou em erupção há 7300 anos e caracterizaram o tamanho e a forma do reservatório de magma. Devido à sua extensão e localização, é evidente que se trata do mesmo reservatório de magma da erupção anterior", afirma. Crédito: A. Nagaya et al. (2026), Communications Earth & Environment (DOI 10.1038/s43247-026-03347-9)</figcaption></figure><p>Mas é provável que <strong>este magma não seja um remanescente dessa erupção</strong>. Os investigadores notaram que<strong> um novo domo de lava se tem vindo a formar</strong> <strong>no centro da caldeira nos últimos 3900 anos</strong>, e as análises químicas mostraram que o material produzido por esta e outras atividades vulcânicas recentes tem uma composição diferente do material ejetado na última grande erupção. </p><p>“Isto significa que o magma atualmente presente no reservatório de magma sob o domo de lava é provavelmente magma recentemente injetado”, resume Seama. Isto permite aos investigadores propor um modelo geral para a forma <strong>como os reservatórios de magma sob os vulcões da caldeira são reabastecidos</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="756788" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-vulcoes-da-decada-misterios-curiosidades-e-os-perigos-dos-16-vulcoes-mais-vigiados-mundo.html" title="Os vulcões da década: mistérios, curiosidades e os perigos dos 16 vulcões mais vigiados do mundo">Os vulcões da década: mistérios, curiosidades e os perigos dos 16 vulcões mais vigiados do mundo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-vulcoes-da-decada-misterios-curiosidades-e-os-perigos-dos-16-vulcoes-mais-vigiados-mundo.html" title="Os vulcões da década: mistérios, curiosidades e os perigos dos 16 vulcões mais vigiados do mundo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-vulcoes-da-decada-ciencia-e-prevencao-de-catastrofes-1772465094765_320.png" alt="Os vulcões da década: mistérios, curiosidades e os perigos dos 16 vulcões mais vigiados do mundo"></a></article></aside><p><strong>“Este modelo de reinjeção de magma é consistente com a existência de grandes reservatórios de magma pouco profundos sob outras caldeiras gigantes</strong>, como Yellowstone e Toba”, diz Seama, esperando que as descobertas da sua equipa contribuam para a compreensão dos ciclos de fornecimento de magma após erupções gigantes.</p><p>E conclui: "Queremos aperfeiçoar os métodos que se revelaram tão úteis neste estudo para compreender melhor os processos de reinjeção. O nosso objetivo final<strong> é podermos monitorizar melhor os indicadores cruciais de futuras erupções gigantes"</strong>.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Nagaya, A., Seama, N., Fujie, G. et al. Melt re-injection into large magma reservoir after giant caldera eruption at Kikai Caldera Volcano. Commun Earth Environ 7, 237 (2026). </em><a href="https://doi.org/10.1038/s43247-026-03347-9" target="_blank"><em>https://doi.org/10.1038/s43247-026-03347-9</em></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-gigantesco-vulcao-da-caldeira-do-japao-esta-a-encher-se-de-novo-7-300-anos-depois-como-esta-a-faze-lo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Incêndios florestais provocados pelo clima estão a tornar-se uma ameaça imediata para as espécies e a biodiversidade]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/incendios-florestais-provocados-pelo-clima-estao-a-tornar-se-uma-ameaca-imediata-para-as-especies-e-a-biodiversidade.html</link><pubDate>Sun, 12 Apr 2026 12:02:56 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Os incêndios florestais provocados pelas alterações climáticas estão a emergir como uma grande ameaça para as espécies e a biodiversidade em muitas regiões, de acordo com um novo estudo. A investigação alerta para o facto de que, sem ações urgentes e específicas, até um terço das espécies globais poderá ser extinto devido aos incêndios florestais provocados pelas alterações climáticas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/climate-driven-wildfires-are-becoming-a-major-and-immediate-threat-to-species-and-biodiversity-1775503680720.jpeg" data-image="4iqhig6fk6by" alt="watching Wildfire" title="watching Wildfire"><figcaption>Os incêndios florestais provocados pelas alterações climáticas estão a tornar-se uma ameaça importante e imediata para a biodiversidade.</figcaption></figure><p>O estudo publicado na revista Nature conclui que a<strong>s atividades de combate aos incêndios florestais deverão aumentar substancialmente na maior parte das regiões até ao final deste século</strong>, sobretudo em termos de áreas ardidas e de duração sazonal. O aumento da frequência e intensidade dos incêndios florestais irá, por sua vez, aumentar a vulnerabilidade da biodiversidade e das espécies em regiões já vulneráveis.</p><h2>Impactos das alterações climáticas estão a empurrar as espécies para além dos seus limites de tolerância</h2><p>De acordo com o estudo, as alterações climáticas ameaçam as espécies através de duas vias principais. Em primeiro lugar, <strong>os riscos são impostos por mudanças climáticas graduais</strong>, incluindo o aquecimento, a alteração dos padrões de precipitação e a subida do nível do mar.</p><div class="texto-destacado">Estas alterações provocam a perda de habitat e a redução da adequação, empurrando as espécies para além dos seus limites de tolerância fisiológica.</div><p>Em segundo lugar, as perturbações climáticas graves - incluindo incêndios florestais, ondas de calor e tempestades - estão a tornar-se cada vez mais frequentes e estão a causar uma <strong>mortalidade imediata e generalizada</strong>.</p><p>De acordo com o estudo, o aumento da frequência e da gravidade dos incêndios florestais é significativo e <strong>15% das espécies ameaçadas em todo o mundo já estão a ser afetadas por alterações nos padrões dos incêndios florestais</strong>. O estudo mostra que a exposição futura aos incêndios florestais <strong>aumentará significativamente para 9.592 espécies não marinhas</strong> já ameaçadas por incêndios florestais mais frequentes ou intensos.</p><div class="texto-destacado">Prevê-se que as áreas ardidas a nível mundial aumentem 9,3%, com cerca de 84% destas espécies vulneráveis a enfrentarem um risco mais elevado e cerca de 40% das espécies da América do Sul a registarem um aumento do risco superior a 50%, com base neste cenário climático projetado.</div><p>No entanto, o estudo refere que o risco está distribuído de forma desigual pelas regiões. Algumas áreas deverão registar incêndios florestais mais intensos, enquanto outras poderão assistir a uma diminuição das atividades de incêndio.</p><div class="texto-destacado">A nível mundial, a época de incêndios florestais deverá aumentar 22,8% até ao final do século, com os maiores aumentos previstos para as regiões de elevada latitude. Os aumentos mais acentuados são esperados na Europa (49,1%), América do Norte (41,2%) e América do Sul (37,0%).</div><p>A África poderá ser uma exceção, onde <strong>mais de 41% das espécies</strong> poderão sofrer uma redução da exposição ao fogo devido aos aumentos previstos da precipitação.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">National Significant Wildland Fire Potential Outlooks for the next three months were released yesterday, highlighting elevated fire risk across multiple regions of the United States as seasonal transitions and ongoing drought conditions continue to influence fire behavior. As <a href="https://t.co/W3TLqrDtaq">pic.twitter.com/W3TLqrDtaq</a></p>— National Wildfire Tracking Team (@NationalWldfire) <a href="https://twitter.com/NationalWldfire/status/2039690013533745468?ref_src=twsrc%5Etfw">April 2, 2026</a></blockquote></figure><p>O estudo constata que, até à data, grande parte da avaliação do risco de extinção se tem centrado na perda de habitat a longo prazo provocada pelas alterações climáticas. Muito menos atenção tem sido dada às perturbações graves imediatas, como os incêndios florestais, e às suas ameaças para as espécies e os seus habitats.</p><h2>Ações e estratégias específicas podem reduzir a vulnerabilidade</h2><p>A investigação indica que se espera que<strong> as atividades de incêndios florestais aumentem significativamente </strong>na maioria das regiões até ao final do século XXI, ameaçando espécies já em perigo. O estudo sublinha <strong>a necessidade urgente de estratégias direcionadas e específicas para cada região</strong>, a fim de atenuar as perdas de biodiversidade resultantes de futuros incêndios florestais.</p><p>De acordo com o estudo, estratégias de conservação direcionadas e específicas para cada região, combinadas com emissões moderadas, poderiam reduzir significativamente o aumento da vulnerabilidade das espécies aos incêndios florestais. A redução da vulnerabilidade poderia ser <strong>superior a 60%</strong> num tal cenário.</p><h3><i>Referência da notícia</i></h3><p><em>Wildfire risk for species under climate change. <a href="https://www.nature.com/articles/s41558-026-02600-5#Sec5">https://www.nature.com/articles/s41558-026-02600-5#Sec5</a>. April 6, 2026. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/incendios-florestais-provocados-pelo-clima-estao-a-tornar-se-uma-ameaca-imediata-para-as-especies-e-a-biodiversidade.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Lisboa tem um mural dedicado ao amor (mas só o pode visitar até ao fim de abril)]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/lisboa-tem-um-mural-dedicado-ao-amor-mas-so-o-pode-visitar-ate-ao-fim-de-abril.html</link><pubDate>Sun, 12 Apr 2026 11:53:53 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A instalação com mais de 300 quadras em várias línguas é temporária e desaparece já no final do mês.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/lisboa-tem-um-mural-dedicado-ao-amor-mas-so-o-pode-visitar-ate-ao-fim-de-abril-1775981033799.jpg" data-image="srl1gd0g7wjm" alt="Mural Lisboa" title="Mural Lisboa"><figcaption>Não pode perder a oportunidade de visitá-lo. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>O mês do amor já passou, talvez, até demasiado rápido. Se janeiro é sempre um mês que parece nunca mais acabar, todos os que se seguem voam sem pedir licença. Sem darmos por isso, vamos já a meio de abril. </p><p>A boa notícia? <strong>Lisboa continua a dar razões para sair de casa</strong>. Há sempre qualquer coisa nova para ver, descobrir ou fotografar. E este mês não é exceção.</p><p>Para celebrar<strong> Santo António</strong>, conhecido como o santo casamenteiro, criou-se um mural repleto de declarações de amor em dezenas de línguas. Mas, atenção, porque só<strong> vai estar montado até dia 30 de abril</strong>.</p><div class="texto-destacado">Do que é que estamos a falar? Da instalação com cerca de oito metros de altura que se encontra mesmo ao lado da Igreja de Santo António, junto ao Museu de Lisboa – Santo António. </div><p>Quem por lá passa diz que este é um daqueles sítios que facilmente passariam despercebidos, não fosse a quantidade de pessoas à volta, quase sempre de telemóvel na mão.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="747008" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-mural-lisboeta-pos-campolide-no-mapa-da-street-art-mundial.html" title="Este mural lisboeta pôs Campolide no mapa da street art mundial">Este mural lisboeta pôs Campolide no mapa da street art mundial</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-mural-lisboeta-pos-campolide-no-mapa-da-street-art-mundial.html" title="Este mural lisboeta pôs Campolide no mapa da street art mundial"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/este-mural-lisboeta-pos-campolide-no-mapa-da-street-art-mundial-1767343099649_320.jpg" alt="Este mural lisboeta pôs Campolide no mapa da street art mundial"></a></article></aside><p>“Desde fevereiro, o espaço foi transformado num painel com<strong> mais de 300 pratos de cerâmica</strong>, todos decorados com quadras populares dedicadas ao amor”, escreve a revista ‘NiT’.</p><h2>Uma instalação criada pela Oficina do Castelo</h2><p>A peça foi criada pela <strong>Oficina do Castelo</strong>, um coletivo que costuma trabalhar a partir de referências tradicionais portuguesas, reinterpretando-as de forma contemporânea. A ideia, porém, é bastante direta: pegar em elementos antigos da cultura popular e dar-lhes uma nova vida num espaço urbano. </p><div class="texto-destacado">Aqui, isso vê-se nas várias quadras espalhadas pela instalação. Afinal, há pequenos poemas com rimas simples, muito associados às festas dos Santos Populares. </div><p>Muitas dessas frases têm origem em <strong>cancioneiros dos séculos XVIII e XIX </strong>e fazem parte de uma tradição que ainda hoje sobrevive, por exemplo, nos manjericos oferecidos em junho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lisboa-tem-um-mural-dedicado-ao-amor-mas-so-o-pode-visitar-ate-ao-fim-de-abril-1775981114214.jpg" data-image="33f6uuw3mt1u" alt="Mural Lisboa" title="Mural Lisboa"><figcaption>Tem mais de 300 quadras. Foto: Tripadvisor</figcaption></figure><p>Outro detalhe interessante é que essas quadras não aparecem só em português. Estão<strong> traduzidas em mais de 20 línguas</strong>, incluindo inglês, francês, japonês, coreano e turco, o que dá ao mural um lado mais inclusivo e pensado também para quem visita Lisboa vindo de fora. No fundo, transforma uma tradição muito local numa experiência mais universal.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="755072" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esqueca-as-montras-o-verdadeiro-espetaculo-da-avenida-de-roma-esta-nas-paredes.html" title="Esqueça as montras. O verdadeiro espetáculo da Avenida de Roma está nas paredes">Esqueça as montras. O verdadeiro espetáculo da Avenida de Roma está nas paredes</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esqueca-as-montras-o-verdadeiro-espetaculo-da-avenida-de-roma-esta-nas-paredes.html" title="Esqueça as montras. O verdadeiro espetáculo da Avenida de Roma está nas paredes"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esqueca-as-montras-o-verdadeiro-espetaculo-da-avenida-de-roma-esta-nas-paredes-1771539361048_320.jpg" alt="Esqueça as montras. O verdadeiro espetáculo da Avenida de Roma está nas paredes"></a></article></aside><p>As mensagens falam de amor, encontros e pequenos gestos afetivos, mantendo o tom leve e popular típico destas quadras. Aliás, o tema central não podia ser outro: <strong>o lado romântico de Santo António</strong>, conhecido como o “santo casamenteiro”. </p><p>Visualmente, o impacto também não passa despercebido. É que o mural destaca-se também pelo uso de pratos de cerâmica, onde as frases estão aplicadas, uma escolha que reforça a ligação ao artesanato tradicional português, ao mesmo tempo que cria um impacto visual forte e diferente do típico <em>graffiti</em>.</p><h2>Mais informações e detalhes</h2><p>Convém saber, no entanto, que <strong>esta instalação é temporária</strong>. Sim, só pode mesmo visitá-la até ao final de abril. Não pode deixar para depois.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/lisboa-tem-um-mural-dedicado-ao-amor-mas-so-o-pode-visitar-ate-ao-fim-de-abril-1775981299638.jpg" data-image="f1tprnn36j5e" alt="Mural Lisboa" title="Mural Lisboa"><figcaption>Está mesmo ao lado do Museu. Foto: Museu de Lisboa</figcaption></figure><p>Logo no início de maio, o espaço transforma-se por completo para receber o já conhecido mural de flores, que assinala o arranque das festas da cidade e fica exposto durante vários meses, acompanhando o ambiente dos Santos Populares em Lisboa.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/lisboa-tem-um-mural-dedicado-ao-amor-mas-so-o-pode-visitar-ate-ao-fim-de-abril.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Segunda e terça-feira choverá em 9 distritos de Portugal continental, depois chegará uma mudança radical de tempo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/segunda-e-terca-feira-chovera-em-9-distritos-de-portugal-continental-depois-chegara-uma-mudanca-de-radical-de-tempo.html</link><pubDate>Sun, 12 Apr 2026 11:45:02 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Vem aí um início de semana com chuva em vários distritos de Portugal continental. No entanto, logo depois ocorrerá uma mudança radical do estado do tempo. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/segunda-e-terca-feira-chovera-em-9-distritos-de-portugal-continental-depois-chegara-uma-mudanca-de-radical-de-tempo-1775993433262.jpg" data-image="zmrnj8ciulwd"><figcaption>Vêm aí dois dias de tempo variável (segunda e terça-feira, 13 e 14 de abril), com períodos de chuva fraca e céu muito nublado a alternar com períodos sem precipitação e algumas abertas. Depois o tempo registará uma mudança radical.</figcaption></figure><p>A semana que está prestes a iniciar (13-19 abril) será marcada pela ocorrência de <strong>alguma precipitação em Portugal continental</strong>, apesar de estarem previstas acumulações pouco significativas e períodos de precipitação bastante irregulares. Esta chuva dever-se-á a <strong>linhas de instabilidade pouco ativas e relativamente desorganizadas</strong> associadas a uma <strong>depressão posicionada a leste da Terra Nova </strong>e que rodopiará em pleno Atlântico numa trajetória para es-nordeste.</p><h2>Segunda e terça-feira com previsão de quase 10 mm de chuva acumulada no Minho</h2><p><strong>Para segunda-feira (13) prevê-se céu muito nublado de norte a sul de Portugal continental, com chuva geralmente fraca, dispersa e temporária</strong>. Nas Regiões Norte e Centro são expectáveis períodos breves de precipitação ao longo do dia, tendencialmente de curta duração e sem continuidade.</p><div class="texto-destacado"> Com o Atlântico Norte a manter-se muito dinâmico, os centros depressionários terão a capacidade de movimentar grandes massas de ar e humidade. Em simultâneo, com o anticiclone dos Açores menos robusto, os aguaceiros pós-frontais terão uma maior capacidade de ultrapassar o ‘escudo’ de altas pressões, aproximando-se facilmente da vertente atlântica da Península Ibérica. </div><p><strong>Na Região Sul a probabilidade de chover será ainda mais reduzida, praticamente nula</strong>. Deste modo, espera-se um arranque de semana caracterizado por humidade e instabilidade, ligeira e irregularmente distribuída, mais sentida nas regiões a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela. <strong>A chuva acumulada variará entre 1 e 6 mm</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/segunda-e-terca-feira-chovera-em-9-distritos-de-portugal-continental-depois-chegara-uma-mudanca-de-radical-de-tempo-1775993220151.png" data-image="uivfdgc27eat"><figcaption>Na segunda e terça-feira, dias 13 e 14 de abril, choverá de forma fraca, dispersa e muito irregular em 9 distritos de Portugal continental, sendo eles: Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Aveiro, Viseu, Coimbra, Leiria e Lisboa. Também choverá em mais distritos mas como a precipitação será residual e pouco significativa em termos espaciais e quantitativos, não foram incluídos na análise.</figcaption></figure><p>Assim, na terça-feira, 14 de abril, a precipitação deverá manter-se em Portugal, com os mapas a denunciarem a possibilidade da mesma se estender pelo litoral, para sul do Cabo Carvoeiro. Isto significa que <strong>até mesmo o litoral alentejano e o barlavento algarvio poderão registar períodos breves de chuva fraca e dispersa</strong>.Mesmo assim, não se prevê que este episódio pluviométrico seja persistente ou particularmente forte.</p><p>Na quarta-feira (15) a instabilidade diminuirá de forma significativa, com o céu a tornar-se pouco nublado a partir da manhã, exceto no litoral Norte e Centro. Não se exclui a possibilidade de chuviscos no Minho. <strong>Deste dia em diante, os mapas de referência da Meteored revelam que ganhará terreno um tempo mais estável, seco e com subida das temperaturas</strong>.</p><h2>A partir de terça-feira as temperaturas sobem. 25 ºC em perspetiva na reta final da semana</h2><p><strong>Amanhã - segunda-feira, 13 de abril - será um dia fresco, com máximas de 9 a 15 ºC no Norte e Centro do país</strong>. Nas regiões a sul da Serra da Estrela as temperaturas máximas oscilarão entre 13 e 16 ºC, podendo atingir 18 ºC ou 19 ºC em cidades como Lisboa e Faro. A partir de terça-feira (14) as temperaturas máximas iguais ou superiores a 20 ºC irão ganhar terreno, começando pela Beira Baixa, Ribatejo e várias zonas do Alentejo e Algarve. A influência da <strong>crista subtropical será cada vez mais notória</strong> à medida que a semana for decorrendo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/segunda-e-terca-feira-chovera-em-9-distritos-de-portugal-continental-depois-chegara-uma-mudanca-de-radical-de-tempo-1775993598487.png" data-image="rcgacbxvl73c"><figcaption>Para sexta-feira, 17 de abril, prevê-se o dia mais quente da próxima semana em termos de área geográfica abrangida (não incluindo o fim de semana na análise), com alguns locais a sul do Mondego a registarem temperaturas máximas de 25 ºC. </figcaption></figure><p><strong>Na quarta-feira (15) prevê-se uma nova subida generalizada das temperaturas, estando previstas máximas entre 15 e 19 ºC no litoral Norte e Centro e entre 19 e 23 ºC</strong> no resto do território de Portugal continental, com o dia de quinta-feira (16) a poder ser ligeiramente mais quente nalguns locais, mas geralmente com valores semelhantes. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763367" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-eis-como-ira-chover-em-portugal-entre-13-e-19-de-abril.html" title="Previsão de precipitação a médio prazo: eis como irá chover em Portugal entre 13 e 19 de abril">Previsão de precipitação a médio prazo: eis como irá chover em Portugal entre 13 e 19 de abril</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-eis-como-ira-chover-em-portugal-entre-13-e-19-de-abril.html" title="Previsão de precipitação a médio prazo: eis como irá chover em Portugal entre 13 e 19 de abril"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-eis-como-ira-chover-em-portugal-entre-13-e-19-de-abril-1775907785444_320.png" alt="Previsão de precipitação a médio prazo: eis como irá chover em Portugal entre 13 e 19 de abril"></a></article></aside><p>Para <strong>sexta-feira (17) espera-se o dia mais quente da semana</strong> em termos de área geográfica abrangida, estando previstos valores de temperatura máxima entre 16 e 19 ºC no litoral Norte e Centro, entre 19 e 21 ºC no interior da Região Norte, na Beira Alta e no distrito de Lisboa e <strong>entre 22 e 25 ºC na Beira Baixa, Ribatejo, Alentejo e Algarve</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/segunda-e-terca-feira-chovera-em-9-distritos-de-portugal-continental-depois-chegara-uma-mudanca-de-radical-de-tempo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A primeira previsão da temporada de furacões 2026 para a bacia do Atlântico, publicada pela CSU]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-primeira-previsao-da-temporada-de-furacoes-2026-para-a-bacia-do-atlantico-publicada-pela-csu.html</link><pubDate>Sun, 12 Apr 2026 07:39:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A primeira previsão para a temporada 2026 de ciclones tropicais no Atlântico foi divulgada. Esta versão, elaborada pela Universidade Estadual do Colorado (CSU, em inglês), oferece uma visão inicial do que esperar nos próximos meses.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/primavera-version-del-pronostico-de-la-temporada-de-huracanes-2026-publicado-por-la-csu-1775792744726.jpeg" data-image="hlrzvudisnys"><figcaption>A previsão da CSU procura fornecer a melhor estimativa da atividade de furacões no Atlântico durante a próxima temporada e não é uma medida exata.</figcaption></figure><p>Investigadores da Universidade Estadual do Colorado (CSU, na sigla em inglês), uma das equipas de previsão sazonal mais acompanhadas, afirmam que<strong> a temporada de furacões de 2026 deverá ser próxima ou ligeiramente abaixo da média</strong>.</p><p>A <strong>temporada </strong>de furacões no Atlântico ocorre oficialmente <strong>de 1 de junho a 30 de novembro</strong>, com o pico de atividade normalmente entre agosto e outubro.</p><p>A previsão da CSU para a temporada de furacões de 2026 é:</p><ul><li><strong>13 tempestades tropicais nomeadas.</strong></li><li><strong>6 furacões</strong> (categorias 1 a 5), dos quais 2 serão furacões de grande intensidade (categoria 3 ou superior).</li></ul><ul></ul><p>Estes <strong>números estão ligeiramente abaixo da média</strong> de aproximadamente 14 tempestades nomeadas, 7 furacões e 3 furacões de grande intensidade.</p><h2>Que fatores poderiam tornar a temporada de 2026 menos ativa?</h2><p>Um dos principais fatores considerados até agora que influenciam as previsões deste ano é o desenvolvimento previsto do <strong>El Niño</strong>. Como se sabe na meteorologia tropical, este fenómeno tende a aumentar o cisalhamento do vento no Atlântico, o que <strong>pode interromper a formação de ciclones e impedir o fortalecimento de sistemas tropicais</strong>.</p><p>Outro fator é que se espera que as<strong> temperaturas da superfície do mar estejam abaixo da média </strong>em algumas áreas do Atlântico Leste, uma condição que pode limitar ainda mais a atividade. No entanto, águas mais quentes noutras áreas costeiras desmatadas ainda podem contribuir para o fortalecimento de algumas ondas e tempestades tropicais.</p><div class="texto-destacado">Embora se espere que esta temporada seja mais tranquila, meteorologistas especialistas da CSU enfatizam que uma única tempestade pode ter um impacto significativo na temporada.</div><p>Na climatologia de furacões, mesmo temporadas com atividade abaixo da média já produziram furacões muito destrutivos, e <strong>as previsões do início da temporada podem mudar </strong>à medida que as condições evoluem para os meses de pico de atividade.</p><h3>Como é feita esta previsão?</h3><p>A equipa de investigação tropical liderada pelo Dr. Phil Klotzbach da CSU publica <strong>previsões sazonais</strong> há décadas, <strong>atualizando-as diversas vezes antes e durante a temporada de furacões</strong>.</p><p>Estas previsões de furacões são <strong>baseadas numa combinação de dados históricos e anos análogos</strong>, bem como em <strong>condições atmosféricas e oceânicas</strong>. Estas informações alimentam modelos de previsão desenvolvidos por investigadores e outras agências de investigação meteorológica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/primavera-version-del-pronostico-de-la-temporada-de-huracanes-2026-publicado-por-la-csu-1775791015511.jpg" data-image="m4kmdujw46m8"><figcaption>A equipa da CSU prevê 13 tempestades nomeadas durante a temporada de furacões no Atlântico, que vai de 1 de junho a 30 de novembro. Crédito: CSU.</figcaption></figure><p>A equipa baseia as suas previsões num <strong>modelo estatístico</strong>, bem como em três modelos que utilizam uma <strong>combinação de informações e previsões </strong>de condições em larga escala do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF), do <em>Met Office</em> do Reino Unido e do Centro Euro-Mediterrâneo sobre Alterações Climáticas.</p><p>Estes <strong>modelos utilizam dados históricos de 25 a 40 anos da temporada de furacões</strong> e avaliam variáveis como: temperatura da superfície do Oceano Atlântico, pressão ao nível do mar, níveis de cisalhamento vertical do vento, o fenómeno El Niño Oscilação Sul (ENOS) e outros fatores.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/confirmado-pela-noaa-temporada-de-furacoes-de-2025-registrou-o-segundo-maior-numero-de-furacoes-de-categoria.html" title="Confirmado pela NOAA: temporada de furacões de 2025 registou o segundo maior número de furacões de categoria 5">Confirmado pela NOAA: temporada de furacões de 2025 registou o segundo maior número de furacões de categoria 5</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/confirmado-pela-noaa-temporada-de-furacoes-de-2025-registrou-o-segundo-maior-numero-de-furacoes-de-categoria.html" title="Confirmado pela NOAA: temporada de furacões de 2025 registou o segundo maior número de furacões de categoria 5"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-temporada-de-huracanes-de-2025-produjo-la-segunda-mayor-cantidad-de-huracanes-de-categoria-5-en-una-sola-temporada-1764678940743_320.jpeg" alt="Confirmado pela NOAA: temporada de furacões de 2025 registou o segundo maior número de furacões de categoria 5"></a></article></aside><p><strong>Este ano, pela primeira vez, a equipa utilizou um modelo climático baseado em aprendizagem de máquina</strong> ('machine learning') chamado "<strong><em>Ai2 Climate Emulator</em>"</strong> (ACE2), que é executado com temperaturas da superfície do mar previstas pelo modelo climático do ECMWF.</p><p>Embora o modelo estatístico indique uma temporada um pouco acima da média, as indicações de outros modelos, incluindo <strong>o novo modelo ACE2, apontam para uma atividade um pouco abaixo da média</strong>.</p><div class="texto-destacado">“Até ao momento, a temporada de furacões de 2026 apresenta características semelhantes às temporadas de 2006, 2009, 2015 e 2023”, disse Phil Klotzbach, cientista do Departamento de Ciências Atmosféricas da CSU e principal autor do relatório.</div><p>“As nossas temporadas análogas variam de atividade de furacões no Atlântico bem abaixo da média a ligeiramente acima da média”, disse Klotzbach.</p><p>“Embora as nossas temporadas análogas apresentem uma média ligeiramente abaixo do normal, a alta variabilidade na atividade observada durante os nossos anos análogos destaca os <strong>elevados níveis de incerteza que normalmente estão associados à nossa previsão do início de abril</strong>”, acrescentou ele.</p><h2>É hora de se preparar!</h2><p>Com a chegada da temporada de furacões, é hora de rever o seu plano de preparação. <strong>Verifique o seu kit de emergência e suprimentos, planos de evacuação</strong> — especialmente se morar em áreas costeiras — <strong>e mantenha-se informado</strong> sobre as últimas previsões meteorológicas para o verão.</p><p> Com chuvas tropicais intensas e persistentes, lembre-se de que mesmo áreas do interior podem ser afetadas por sistemas tropicais, incluindo chuvas torrenciais, inundações e fortes rajadas de vento. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/primavera-version-del-pronostico-de-la-temporada-de-huracanes-2026-publicado-por-la-csu-1775792772131.jpeg" data-image="6vw4w0cvzfp6"><figcaption>Mochila de emergência: Água, alimentos não perecíveis, lanterna, rádio a pilhas, kit de primeiros socorros, documentos importantes em saco impermeável, apito, ferramentas básicas e itens de higiene pessoal para três dias.</figcaption></figure><p>Em resumo, embora a temporada de furacões de 2026 esteja prevista para ser um pouco menos ativa do que a média, isto não é motivo para baixarmos a guarda. Para referência, <strong>as temporadas recentes foram muito mais intensas do que as dos últimos 10 anos</strong>.</p><p>À medida que a temporada de pico se aproxima, as previsões serão refinadas nos próximos meses e a preparação continua a ser essencial.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Colorado State University, 9 de abril 2026. <a href="https://tropical.colostate.edu/forecasting.html" target="_blank">"Forecast for 2026 Hurricane Activity"</a>, Dept. of Atmospheric Science.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-primeira-previsao-da-temporada-de-furacoes-2026-para-a-bacia-do-atlantico-publicada-pela-csu.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estudo científico revela que as tendências globais de seca no futuro podem não ser exatamente como se pensava]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estudo-cientifico-revela-que-as-tendencias-globais-de-seca-no-futuro-podem-nao-ser-exatamente-como-se-pensava.html</link><pubDate>Sun, 12 Apr 2026 06:23:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um estudo científico recente concluiu que os modelos do sistema terrestre atuais podem não captar completamente a forma como a humidade do solo interage com a atmosfera.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-cientifico-revela-que-as-tendencias-globais-de-seca-no-futuro-podem-nao-ser-exatamente-como-se-pensava-1775744509387.jpg" data-image="pyplkm156qs1" alt="Humidade do solo" title="Humidade do solo"><figcaption>O conhecimento da humidade do solo é fundamental em diferentes áreas, nomeadamente na agricultura.</figcaption></figure><p>A humidade superficial do solo desempenha um papel crucial na produção agrícola, na monitorização das secas, na avaliação dos riscos de ondas de calor e incêndios florestais, bem como na caracterização das interações entre a terra e a atmosfera.</p><h2>Investigação com recurso à Inteligência Artificial</h2><p>O estudo, publicado na revista Earth's Future, foi realizado por uma equipa de investigação liderada pelo Prof. WANG Shudong, do Instituto de Investigação de Informação Aeroespacial da Academia Chinesa de Ciências (AIRCAS), que propôs uma nova estrutura integrada que <strong>combina observações de deteção remota, tecnologias de aprendizagem profunda e Modelos do Sistema Terrestre (ESMs)</strong>. </p><p>A aprendizagem profunda é um tipo de aprendizagem automática, que treina sistemas de IA para aprender com experiências adquiridas com dados, reconhecer padrões, fazer recomendações e adaptar-se. </p><p>Em vez de apenas responder a conjuntos de regras, os sistemas de aprendizagem profunda constroem conhecimento a partir de exemplos e, em seguida, usam esse conhecimento para reagir, comportar-se e ter um desempenho semelhante ao dos seres humanos.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O objetivo principal deste estudo é reconstruir as variações a longo prazo da humidade do solo superficial global e melhorar a precisão das projeções futuras.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Compreender como evolui a humidade do solo superficial e se é a seca que persistirá, é importante para diferentes áreas da atuação do homem.</p><p>No entanto, as lacunas e as incertezas das observações de satélite e as limitações nos Modelos atuais do Sistema Terrestre nas representações dos processos de interações entre a terra e a atmosfera <strong>levaram a discrepâncias substanciais nas estimativas das tendências de longo prazo da humidade do solo e nas projeções futuras.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-cientifico-revela-que-as-tendencias-globais-de-seca-no-futuro-podem-nao-ser-exatamente-como-se-pensava-1775744683193.jpg" data-image="ccyx3pgtpslt" alt="Simulação de modelos" title="Simulação de modelos"><figcaption>Há limitações nos Modelos atuais do Sistema Terrestre nas representações dos processos de interações entre a terra e a atmosfera</figcaption></figure><p>Assim, para enfrentar este desafio, a equipa adotou algoritmos de aprendizagem profunda para preencher as lacunas de dados nos conjuntos de dados globais de humidade superficial do solo derivados de satélites de micro-ondas, abrangendo o período de 1983 a 2020. </p><p>Este processo gerou um registo observacional global mais completo e temporalmente consistente e os resultados de 23 Modelos do Sistema Terrestre do CMIP6 (Coupled Model Intercomparison Project Phase 6“) foram então incorporados para ligar as simulações às observações.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os autores do estudo reconstruíram assim, a evolução histórica da humidade do solo de 1901 a 1980 e previram cenários futuros para o período de 2021 a 2100.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O método utilizado neste estudo fornece um caminho flexível e fisicamente consistente para prever a humidade do solo sob processos complexos de acoplamento entre a terra e a atmosfera.</p><h2>Vantagens do método utilizado no estudo</h2><p>A equipa de investigação fez progressos significativos na reconstrução das variações a longo prazo da humidade do solo superficial global e na melhoria das projeções futuras através da modelação climática com base em observações</p><p>O estudo revelou que <strong>esta nova estrutura melhora significativamente a completude e a fiabilidade das observações globais de humidade do solo superficial.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761000" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/investigadores-desenvolvem-agente-de-ia-para-revolucionar-a-investigacao-do-tempo-e-do-clima.html" title="Investigadores desenvolvem agente de IA para revolucionar a investigação do tempo e do clima">Investigadores desenvolvem agente de IA para revolucionar a investigação do tempo e do clima</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/investigadores-desenvolvem-agente-de-ia-para-revolucionar-a-investigacao-do-tempo-e-do-clima.html" title="Investigadores desenvolvem agente de IA para revolucionar a investigação do tempo e do clima"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-desarrollan-un-agente-de-ia-que-podria-revolucionar-la-investigacion-del-tiempo-y-del-clima-1774173242762_320.jpg" alt="Investigadores desenvolvem agente de IA para revolucionar a investigação do tempo e do clima"></a></article></aside><p>A cobertura observacional aumentou aproximadamente 15%, e a validação independente alcançou um coeficiente de determinação de cerca de 0,9.</p><p>Os dados recolhidos em 465 locais de monitorização in situ em todo o mundo também confirmaram uma forte coerência com os conjuntos de dados reconstruídos derivados de satélite.</p><div class="texto-destacado">As simulações do modelo também mostraram uma maior concordância com as observações de satélite do que as saídas originais do modelo na maioria das regiões, aumentando a confiança nas reconstruções históricas e nas projeções futuras.</div><p>O estudo revela várias novas perspetivas sobre a evolução global da humidade do solo. <strong>Nas últimas quatro décadas, aproximadamente metade da superfície terrestre global sofreu com a seca.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-cientifico-revela-que-as-tendencias-globais-de-seca-no-futuro-podem-nao-ser-exatamente-como-se-pensava-1775744906620.jpg" data-image="wwzdexyzvhn7" alt="Seca" title="Seca"><figcaption>A estratégia utilizada nesta investigação revela que as tendências globais de seca no futuro serão menos gravosas do que os modelos atuais preveem</figcaption></figure><p>No entanto, as simulações calibradas por observações indicam que as tendências de secagem nas zonas de transição climática e nas regiões marginais das monções são menos severas do que as anteriormente estimadas pelos modelos convencionais. </p><div class="texto-destacado">Isto sugere que os modelos climáticos atuais tendem a sobrestimar a intensificação das secas futuras, devido à sua representação inadequada das interações entre a Terra e a atmosfera.</div><p>Este estudo também desafia o paradigma "seco fica mais seco e húmido fica mais húmido". Apenas cerca de um terço das áreas terrestres globais segue estritamente este padrão, enquanto <strong>muitas regiões exibem respostas mais complexas ou mesmo opostas.</strong></p><p>As futuras alterações da humidade do solo são influenciadas pela evapotranspiração, pelas alterações da precipitação e pela interação terra-atmosfera regional, evidenciando uma forte heterogeneidade espacial e respostas não lineares, em que a efeito não é diretamente proporcional à causa.</p><p>Os resultados deste estudo fornecem novas evidências observacionais para que a comunidade científica compreenda e analise a dinâmica global da humidade do solo no meio das alterações climáticas em curso.</p><p><strong>Estas descobertas realçam a necessidade de integrar a deteção remota e a inteligência artificial nos Modelos do Sistema Terrestre</strong> para melhorar as projeções de secas futuras e as suas consequências socioeconómicas.</p><h3><em>Referência da notícia: </em></h3><p><a href="https://doi.org/10.1029/2025EF006261"><em>“Quantifying Historical and Future Surface Soil Moisture Drying Using Deep Learning and Remote Sensing”, Yong Bo, Xueke Li, Kai Liu, Shudong Wang et al., Earth´s Future. Published: 19 March 2026</em></a><em> </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estudo-cientifico-revela-que-as-tendencias-globais-de-seca-no-futuro-podem-nao-ser-exatamente-como-se-pensava.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma nova descoberta revela quais foram os primeiros animais terrestres a desenvolver sistemas respiratórios]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/uma-nova-descoberta-revela-quais-foram-os-primeiros-animais-terrestres-a-desenvolver-sistemas-respiratorios.html</link><pubDate>Sun, 12 Apr 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Cada respiração que damos pode parecer um gesto automático e inconsciente, mas na verdade é uma herança biológica, um testemunho evolutivo que remonta a centenas de milhões de anos, quando a vida começou a conquistar a terra firme.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-nova-descoberta-revela-quais-foram-os-primeiros-animais-terrestres-a-desenvolver-sistemas-respiratorios-1775856965064.jpg" data-image="wyn8b62hkd6a" alt="Animais terrestres; imagem ilustrativa" title="Animais terrestres; imagem ilustrativa"><figcaption>A respiração por aspiração costal foi uma inovação evolutiva fundamental para a conquista do meio terrestre pelos amniotas.</figcaption></figure><p>Um minúsculo fóssil encontrado em Oklahoma permitiu-nos vislumbrar um momento fundamental: a origem da <strong>respiração moderna</strong>.</p><p> O protagonista desta história é o <em>Captorhinus aguti</em>, um <strong>pequeno réptil</strong> do Pérmico Inferior que viveu há cerca de 289 milhões de anos. À primeira vista, não parece particularmente extraordinário: apenas alguns centímetros de comprimento, com um <strong>aspeto semelhante ao de um lagarto</strong>, mais um entre os primeiros vertebrados a explorar o mundo fora de água. Mas a sua preservação é tão excecional que permitiu algo quase inédito na paleontologia: <strong>reconstruir, ao pormenor, a forma como respirava</strong>. </p><h2>Uma cápsula do tempo</h2><p>A análise, publicada na revista <em>Nature</em>, descreve o <strong>exemplo mais antigo conhecido de respiração costal nos amniotas</strong>, o grupo que inclui répteis, aves, mamíferos e os seus antepassados comuns. É <strong>o mesmo sistema que usamos hoje</strong>: o movimento coordenado das costelas e dos músculos intercostais para expandir o tórax e encher os pulmões de ar.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a>.</strong> Siga-nos e ative as notificações. </div><p>A descoberta foi feita na Gruta Richards Spur, no Oklahoma, um dos locais mais ricos em fósseis de vertebrados terrestres da era Paleozóica. Aí, condições muito específicas, como lama sem oxigénio e infiltração de hidrocarbonetos, funcionaram como uma <strong>cápsula do tempo</strong>. O resultado é um fóssil mumificado tridimensional que preserva não só os ossos, mas também a pele, a cartilagem e até os restos de proteínas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-nova-descoberta-revela-quais-foram-os-primeiros-animais-terrestres-a-desenvolver-sistemas-respiratorios-1775857439413.jpg" data-image="64xm0fbirsy1"><figcaption>O bom estado de conservação do Captorhinus aguti permitiu aos cientistas observarem esta evolução do trato respiratório de forma clara.</figcaption></figure><p>Para estudar o interior sem o danificar, a equipa de Mooney utilizou a <strong>tomografia computorizada de neutrões</strong>, uma técnica rara que permite aos cientistas ver através da rocha com grande precisão. Foi então que o inesperado aconteceu. “Comecei a ver estruturas a envolver os ossos”, recorda Mooney. “Eram muito finas, texturadas. E, de repente, lá estava: <strong>pele a envolver o tronco</strong>, com um padrão semelhante a um acordeão, como faixas concêntricas que se estendiam até ao pescoço.”</p><p>Este pormenor não era meramente estético. A pele, juntamente com as estruturas internas, oferecia <strong>pistas sobre um sistema respiratório completo</strong>. Em vários espécimes, os cientistas identificaram um esterno cartilaginoso segmentado, costelas esternais e ligações à cintura escapular. Pela primeira vez, foi possível reconstruir o aparelho que permite a respiração costal num animal tão antigo.</p><h2>Como respiravam os vertebrados terrestres antes desta evolução?</h2><p>Antes de este sistema evoluir, os<strong> vertebrados terrestres dependiam de estratégias muito mais limitadas</strong>. Os anfíbios, por exemplo, combinam a respiração cutânea com um mecanismo que “bombeia” o ar através da boca e da garganta. Funciona, mas não permite níveis de atividade elevados. Já a <strong>respiração torácica transforma o corpo numa espécie de fole</strong>: permite a entrada de mais oxigénio, a expulsão de mais dióxido de carbono e o suporte de um metabolismo mais exigente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="741561" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/animal-com-menos-de-1cm-e-eleito-o-menor-ser-vivo-do-mundo.html" title="Animal com menos de 1 cm é eleito o menor vertebrado do mundo">Animal com menos de 1 cm é eleito o menor vertebrado do mundo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/animal-com-menos-de-1cm-e-eleito-o-menor-ser-vivo-do-mundo.html" title="Animal com menos de 1 cm é eleito o menor vertebrado do mundo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/animal-com-menos-de-1cm-e-eleito-o-menor-ser-vivo-do-mundo-1763838447958_320.jpg" alt="Animal com menos de 1 cm é eleito o menor vertebrado do mundo"></a></article></aside><p> Mas há mais: o <em>Captorhinus</em> guardava outra surpresa. Usando espectroscopia de infravermelhos de sincrotrão, a equipa detetou <strong>vestígios de proteínas originais em ossos, cartilagens e pele</strong>. Estas proteínas são quase 100 milhões de anos mais antigas do que as proteínas fossilizadas mais antigas conhecidas, encontradas nos dinossauros. “Esta descoberta é excecional”, conclui Mooney. “<strong>Expande drasticamente o que pensávamos ser possível na preservação dos tecidos moles</strong>.” </p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Reisz, R.R., Mooney, E.D., Maho, T. et al. <a href="https://doi.org/10.1038/s41586-026-10307-y" target="_blank">Mummified early Permian reptile reveals ancient amniote breathing apparatus</a>. Nature (2026). </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/uma-nova-descoberta-revela-quais-foram-os-primeiros-animais-terrestres-a-desenvolver-sistemas-respiratorios.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Previsão de precipitação a médio prazo: eis como irá chover em Portugal entre 13 e 19 de abril]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-eis-como-ira-chover-em-portugal-entre-13-e-19-de-abril.html</link><pubDate>Sat, 11 Apr 2026 12:27:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A chuva deverá marcar o arranque da próxima semana em Portugal continental, sobretudo na segunda e terça-feira, dias 13 e 14, antes de dar lugar a tempo mais estável, seco e com subida das temperaturas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa587gc"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa587gc.jpg" id="xa587gc"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A semana de 13 a 19 de abril deverá arrancar com alguma<strong> precipitação em Portugal continental, embora sem grandes acumulados nem episódios muito organizados</strong>. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p><strong>Na segunda-feira, dia 13, a chuva será, em geral, fraca, dispersa e passageira</strong>.<strong> </strong>Do Norte ao Centro, vários locais poderão registar episódios breves de precipitação ao longo do dia, muitas vezes de curta duração e sem continuidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-eis-como-ira-chover-em-portugal-entre-13-e-19-de-abril-1775907714081.png" data-image="8y8necw1qvn2" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>Segunda-feira traz chuva fraca, dispersa e passageira ao Norte e Centro, enquanto o Sul deverá manter-se praticamente seco.</figcaption></figure><p>No Sul, pelo contrário, a probabilidade de chover será mais reduzida, praticamente nula. Será, portanto, um<strong> início de semana marcado por instabilidade fraca e mal distribuída,</strong> mais sentida nas regiões a norte do Tejo.</p><h2>Terça-feira com chuva um pouco mais organizada no litoral e no Minho</h2><p>Na terça-feira, 14 de abril, a precipitação deverá manter-se em Portugal, mas com sinais de maior organização em alguns pontos. <strong>O Atlântico Norte continuará bastante dinâmico,</strong> com centros depressionários a movimentarem grandes massas de ar e humidade. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-eis-como-ira-chover-em-portugal-entre-13-e-19-de-abril-1775907785444.png" data-image="vb8mgp4lkang" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>Na terça-feira, os aguaceiros tornam-se um pouco mais organizados no Minho e em parte da faixa costeira entre Aveiro e Torres Vedras.</figcaption></figure><p>Ao mesmo tempo, com o anticiclone dos Açores enfraquecido, <strong>os aguaceiros pós-frontais conseguem aproximar-se mais facilmente da fachada atlântica da Península</strong>.</p><p>Neste contexto, o Norte deverá ser a região mais favorecida pela chuva, em especial os distritos de Viana do Castelo e Braga. Também a faixa costeira entre Aveiro e Torres Vedras poderá registar precipitação fraca. Ainda assim, <strong>não se prevê, para já, um episódio persistente ou particularmente intenso</strong>.</p><h2>Quarta e quinta-feira trazem melhoria do tempo</h2><p>A partir de quarta-feira, 15 de abril, a chuva deverá praticamente desaparecer da maioria do território continental. Os dados disponíveis nos mapas atmosféricos da Meteored, apontam para uma <strong>probabilidade residual de precipitação, com destaque apenas para o distrito de Braga,</strong> onde essa possibilidade poderá rondar 14%. No Porto e em Aveiro, a probabilidade será inferior a 10%.</p><p>Com a nebulosidade a dissipar-se e o ar polar a retirar-se, <strong>quarta (15) e quinta-feira (16) deverão ficar marcadas por uma nova subida das temperaturas</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-eis-como-ira-chover-em-portugal-entre-13-e-19-de-abril-1775907912443.png" data-image="cdgeotfw6i6q" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Entre quarta e quinta-feira, a precipitação quase desaparece e as temperaturas voltam a subir com o recuo do ar polar.</figcaption></figure><p>O tempo tenderá, assim, a tornar-se mais estável, com menos nuvens e ambiente mais ameno.</p><h2>Segunda metade da semana e fim de semana secos</h2><p>Para sexta-feira, 17 de abril, bem como para o fim de semana de 18 e 19 de abril, os <strong>mapas de médio prazo do ECMWF não preveem chuva em Portugal continental</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763361" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-ativa-avisos-em-10-distritos-vento-forte-e-ondas-ate-10-metros-atingem-o-continente-este-fim-de-semana.html" title="IPMA ativa avisos em 10 distritos: vento forte e ondas até 10 metros atingem o Continente este fim de semana">IPMA ativa avisos em 10 distritos: vento forte e ondas até 10 metros atingem o Continente este fim de semana</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-ativa-avisos-em-10-distritos-vento-forte-e-ondas-ate-10-metros-atingem-o-continente-este-fim-de-semana.html" title="IPMA ativa avisos em 10 distritos: vento forte e ondas até 10 metros atingem o Continente este fim de semana"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-ativa-avisos-em-10-distritos-vento-forte-e-ondas-ate-10-metros-atingem-o-continente-este-fim-de-semana-1775905078250_320.png" alt="IPMA ativa avisos em 10 distritos: vento forte e ondas até 10 metros atingem o Continente este fim de semana"></a></article></aside><p>O cenário dominante aponta para estabilidade atmosférica e tempo seco, prolongando a tendência de melhoria iniciada a meio da semana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-eis-como-ira-chover-em-portugal-entre-13-e-19-de-abril-1775908200713.jpg" data-image="k9nrqnzrtqxf" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>Os mapas de médio prazo do ECMWF apontam para tempo seco em Portugal continental na sexta-feira e durante o fim de semana de 18 e 19 de abril.</figcaption></figure><p>Em resumo, a chuva deverá concentrar-se sobretudo entre segunda e terça-feira, sendo fraca e irregular, antes de dar lugar a vários dias consecutivos de tempo mais estável e seco em Portugal.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-eis-como-ira-chover-em-portugal-entre-13-e-19-de-abril.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vitória ambiental: “descomposição” química permite reciclagem repetida de plásticos acrílicos a temperaturas mais baixas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/vitoria-ambiental-descomposicao-quimica-permite-reciclagem-repetida-de-plasticos-acrilicos-a-temperaturas-mais-baixas.html</link><pubDate>Sat, 11 Apr 2026 11:59:58 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um novo método decompõe o acrílico utilizando métodos químicos, em vez de térmicos, mas que vantagens oferece em relação aos métodos de reciclagem tradicionalmente utilizados e o que significa para o ambiente?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/chemical-unzipping-enables-repeated-recycling-of-acrylic-plastics-1775647053282.jpeg" data-image="3kxuuwunf7u0" alt="Chemical ‘unzipping’ enables repeated recycling of acrylic plastic" title="Chemical ‘unzipping’ enables repeated recycling of acrylic plastic"><figcaption>O acrílico é frequentemente comercializado sob a marca Perspex ou Plexiglas. Imagem: Adobe.</figcaption></figure><p>O acrílico é um dos plásticos <strong>mais utilizados em todo o mundo</strong>. É versátil e durável, com utilizações que vão desde o mobiliário e decoração da casa a sinais, expositores e janelas.</p><p>Mas <strong>a sua reciclagem é dispendiosa do ponto de vista ambiental</strong>, uma vez que requer temperaturas elevadas e solventes tóxicos. Investigadores da Universidade de Bath desenvolveram um novo método, menos prejudicial, que <strong>abre o acrílico para que possa ser reciclado repetidamente</strong>. O que é que envolve?</p><h2>Reciclagem não respeitadora do ambiente</h2><p>O acrílico é feito de <strong>polimetacrilato de metilo (PMMA), um termoplástico transparente</strong>. Todos os anos são utilizadas cerca de 3 milhões de toneladas em todo o mundo, frequentemente sob as marcas Perspex e Plexiglas.</p><p>Normalmente, é reciclado mecanicamente;<strong> o plástico é triturado ou derretido para formar pellets</strong> que podem ser reutilizados. Mas o material sofre descoloração e um declínio gradual da qualidade, pelo que não pode ser utilizado em aplicações semelhantes ao vidro, como ecrãs ou óculos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="760553" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pesquisadores-de-waterloo-transformam-residuos-plasticos-em-vinagre-usando-luz-solar.html" title="Investigadores de Waterloo transformam resíduos plásticos em vinagre usando luz solar">Investigadores de Waterloo transformam resíduos plásticos em vinagre usando luz solar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pesquisadores-de-waterloo-transformam-residuos-plasticos-em-vinagre-usando-luz-solar.html" title="Investigadores de Waterloo transformam resíduos plásticos em vinagre usando luz solar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/transformar-residuos-plasticos-en-vinagre-por-la-luz-solar-1774239475100_320.png" alt="Investigadores de Waterloo transformam resíduos plásticos em vinagre usando luz solar"></a></article></aside><p>A pirólise também pode ser utilizada para <strong>converter o acrílico nos seus blocos de construção de monómeros</strong> antes de o material ser reconstruído a partir do zero, sem perda de qualidade. Mas este processo é <strong>intensivo em energia</strong>, requerendo temperaturas de 350-400 °C, e está sujeito a contaminação por outros plásticos.</p><p>Este novo método, desenvolvido no Instituto de Sustentabilidade e Alterações Climáticas (ISCC), utiliza<strong> temperaturas mais baixas e solventes sustentáveis</strong> sem comprometer a qualidade do material. Isto significa que o plástico pode ser reciclado várias vezes com um impacto ambiental mínimo.</p><p>“Com os atuais métodos de reciclagem que consomem muita energia e são ineficientes, <strong>a procura de tecnologias de reciclagem mais limpas e mais eficientes nunca foi tão grande”</strong>, explicou o Dr. Jon Husband, investigador do ISCC, que liderou o trabalho.</p><p>“A reciclagem de plástico pode ser difícil de tornar economicamente viável, devido a questões relacionadas com os <strong>elevados custos de energia e a baixa qualidade do produto</strong>; este trabalho aborda diretamente estas duas questões.”</p><h2>O processo</h2><p>O plástico PMMA de qualidade para o consumidor <strong>é quimicamente separado dos seus blocos de construção monoméricos originais</strong> utilizando luz UV em condições sem oxigénio e a 120-180°C. Esta menor necessidade de energia ajuda a melhorar o desempenho ambiental e a escalabilidade comercial.</p><p>Atualmente, a equipa consegue <strong>reciclar alguns gramas de resíduos plásticos reais de cada vez</strong>, convertendo mais de 95% do plástico e devolvendo mais de 70% de monómero, que pode ser <strong>purificado e repolimerizado em materiais “como novos”</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chemical-unzipping-enables-repeated-recycling-of-acrylic-plastics-1775647177211.jpeg" data-image="h1ql48uq9e11" alt="Chemical ‘unzipping’ enables repeated recycling of acrylic plastic" title="Chemical ‘unzipping’ enables repeated recycling of acrylic plastic"><figcaption>Os plásticos são frequentemente triturados e transformados em pellets durante a reciclagem. Imagem: Adobe.</figcaption></figure><p>“O desenvolvimento de novas abordagens de reciclagem química é<strong> importante porque transforma os resíduos em novos materiais imaculados</strong>, em vez de um material de baixo grau e baixo valor destinado a uma eventual eliminação”, disse o Dr. Simon Freakley, também do ISCC.</p><p>“Este método permite-nos <strong>recuperar monómeros de alta qualidade</strong> a partir do PMMA usado, oferecendo um caminho claro para uma circularidade genuína nos materiais acrílicos.”</p><p>O processo é compatível com solventes sustentáveis, <strong>oferecendo rotas de reciclagem mais ecológicas, simples e industrialmente viáveis</strong>. O trabalho continua para melhorar a eficiência e dimensionar o processo.</p><h3><i>Referência da notícia</i></h3><p><em><a href="https://www.nature.com/articles/s41467-025-67997-7" target="_blank">Photo-initiated solvent-mediated depolymerization of consumer poly(methyl methacrylate) without chlorinated reagents</a>, Nature Communications, 2026. Husband, J.T., et al.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/vitoria-ambiental-descomposicao-quimica-permite-reciclagem-repetida-de-plasticos-acrilicos-a-temperaturas-mais-baixas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O estranho caso dos arco-íris brancos: porque se formam e como observar este fenómeno]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-estranho-caso-dos-arco-iris-brancos-porque-se-formam-e-como-observar-este-fenomeno.html</link><pubDate>Sat, 11 Apr 2026 11:50:55 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>São raros, quase invisíveis e só aparecem quando a atmosfera é combinada de uma forma muito particular. O que os torna diferentes e em que situações podem ser encontrados.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-extrano-caso-de-los-arcoiris-blancos-por-que-se-forman-y-como-hacer-para-verlos-1775138430134.jpg" data-image="23waxzdzfcm2" alt="arcoiris" title="arcoiris"><figcaption>Mais difusos e quase incolores, os arcos de nevoeiro são uma versão subtil do arco-íris tradicional.</figcaption></figure><p><strong>O céu é palco de fenómenos fascinantes</strong>: nuvens que crescem como montanhas, relâmpagos que atravessam a noite, pores-do-sol que parecem incendiar o horizonte. Alguns são tão banais que se tornaram parte da paisagem. Outras, pelo contrário, só aparecem raramente e apenas quando <strong>se reúnem condições muito precisas</strong>.</p><p>Neste grupo menos frequente estão os chamados <strong>arco-íris de nevoeiro: arcos pálidos, quase brancos</strong>, que lembram os arco-íris habituais, mas que escondem uma física bem diferente.</p><p><strong>O fogbow, ou arco de nevoeiro</strong>, é uma daquelas situações em que a atmosfera repete uma receita conhecida, <strong>mas um ingrediente-chave é alterado</strong> e o resultado transforma-se completamente.</p><h2>Um arco-íris que parece desaparecer</h2><p>Ao contrário do arco-íris clássico, com a sua sequência de cores bem definida, o arco-íris de nevoeiro é ténue. <strong>Por vezes aparece branco, outras vezes apenas com um bordo avermelhado no exterior </strong>e uma tonalidade azulada no interior. É mais largo, menos nítido, como se alguém tivesse passado um pincel húmido sobre as cores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-extrano-caso-de-los-arcoiris-blancos-por-que-se-forman-y-como-hacer-para-verlos-1775138647586.jpg" data-image="579z6dzcqfd1" alt="arcoiris" title="arcoiris"><figcaption>As cores do arco-íris surgem devido à separação da luz em diferentes comprimentos de onda.</figcaption></figure><p>A explicação não está na luz - que é a mesma - mas <strong>no tamanho das gotas de água que flutuam no ar</strong>.</p><p>O arco-íris tradicional aparece quando <strong>a luz do sol atravessa gotas de chuva relativamente grandes</strong>. Ao passar, a luz é refractada quando entra, refletida no interior da gota e refractada novamente quando sai.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="722501" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/ceus-cheios-de-arco-iris-e-sundogs-estudo-revela-que-podem-ser-visiveis-sinais-opticos-nas-atmosferas-de-exoplanetas.html" title="Céus cheios de arco-íris e “sundogs”: estudo revela que podem ser visíveis sinais ópticos nas atmosferas de exoplanetas">Céus cheios de arco-íris e “sundogs”: estudo revela que podem ser visíveis sinais ópticos nas atmosferas de exoplanetas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/ceus-cheios-de-arco-iris-e-sundogs-estudo-revela-que-podem-ser-visiveis-sinais-opticos-nas-atmosferas-de-exoplanetas.html" title="Céus cheios de arco-íris e “sundogs”: estudo revela que podem ser visíveis sinais ópticos nas atmosferas de exoplanetas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ceus-cheios-de-arco-iris-e-sundogs-estudo-revela-que-podem-ser-visiveis-sinais-opticos-nas-atmosferas-de-exoplanetas-1753978967879_320.jpg" alt="Céus cheios de arco-íris e “sundogs”: estudo revela que podem ser visíveis sinais ópticos nas atmosferas de exoplanetas"></a></article></aside><p>Esta dupla mudança de direção <strong>separa as cores porque cada comprimento de onda</strong> é desviado num ângulo diferente. É por isso que o vermelho está em cima e o violeta em baixo: não é um capricho, é pura geometria. O resultado é um arco bem definido, com arestas claras e cores intensas.</p><h2>Quando as gotas são demasiado pequenas</h2><p>No nevoeiro, as gotículas são <strong>muito, muito mais pequenas, quase microscópicas</strong>. É aqui que entra a mudança fundamental.</p><p>A luz continua a ser refractada, <strong>mas a difração entra em jogo</strong>. Em vez de sair em direcções bem definidas, a luz abre-se numa vasta gama à medida que interage com gotículas tão pequenas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-extrano-caso-de-los-arcoiris-blancos-por-que-se-forman-y-como-hacer-para-verlos-1775138784325.jpg" data-image="gimqg09qni9g" alt="arcoíris" title="arcoíris"><figcaption>Arco-íris de nevoeiro: um arco ténue e esbranquiçado que aparece quando a luz atravessa gotículas muito pequenas na atmosfera.</figcaption></figure><p>O resultado? <strong>As cores já não estão claramente separadas</strong>. Como se “espalham” em várias direcções, acabam por se sobrepor umas às outras no mesmo setor do céu. Por outras palavras: estão dispersas, mas é exatamente por isso que se misturam.</p><div class="texto-destacado">Uma forma simples de o imaginar: no arco-íris comum, cada cor tem a sua própria faixa. No arco de nevoeiro, todas elas se desordenam e acabam por ocupar o mesmo espaço.</div><p>É por isso que o arco perde intensidade e aparece aquele branco dominante, com cores pouco esbatidas.</p><h2>Porque é que os arco-íris são sempre curvos?</h2><p>Há outra caraterística que todos os arco-íris partilham, quer tenham cores ou não:<strong> a sua forma</strong>. Embora vejamos um arco a partir do solo, <strong>na realidade é um círculo completo</strong>. A metade inferior está escondida pelo horizonte. A partir de um avião, este círculo pode ser visto na sua totalidade.</p><p>A forma aparece porque<strong> a luz sai das gotículas num ângulo muito preciso</strong> em relação à direção contrária ao sol, que passa por cima da nossa cabeça.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-extrano-caso-de-los-arcoiris-blancos-por-que-se-forman-y-como-hacer-para-verlos-1775139032130.jpg" data-image="gw32g7vk8w1s" alt="arcoíris" title="arcoíris"><figcaption>A luz solar e a água no ar combinam-se para formar um dos mais belos fenómenos ópticos no céu.</figcaption></figure><p>No arco-íris clássico,<strong> esse ângulo é de cerca de 42°</strong>. Apenas as gotículas nessa posição exata enviam luz para os nossos olhos. Se o pudéssemos desenhar, veríamos um cone de luz com o observador no vértice.</p><p><strong>Nos arcos de nevoeiro, acontece o mesmo</strong>, mas com arestas mais difusas, como se esse ângulo fosse uma área mais ampla e menos precisa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="683591" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/por-que-o-arco-iris-tem-o-formato-de-um-arco.html" title="Porque é que o arco-íris tem o formato de um arco?">Porque é que o arco-íris tem o formato de um arco?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/por-que-o-arco-iris-tem-o-formato-de-um-arco.html" title="Porque é que o arco-íris tem o formato de um arco?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-el-arcoiris-tiene-forma-de-arco-1731525058217_320.jpeg" alt="Porque é que o arco-íris tem o formato de um arco?"></a></article></aside><p>E há um pormenor que é muitas vezes surpreendente: <strong>cada pessoa vê o seu próprio arco-íris</strong>. Se nos deslocarmos, o arco-íris desloca-se connosco. Não é possível alcançá-lo porque ele não tem uma localização fixa.</p><h2>Um fenómeno esquivo</h2><p>Os arcos de nevoeiro não são comuns, mas também não são impossíveis. Para ver um, é necessária uma combinação bastante precisa: <strong>nevoeiro presente, sol baixo nas costas do observador </strong>e uma visibilidade suficiente para distinguir o contraste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-extrano-caso-de-los-arcoiris-blancos-por-que-se-forman-y-como-hacer-para-verlos-1775139157630.jpg" data-image="0ixweo3327p7" alt="arcoíris" title="arcoíris"><figcaption>Em condições de nevoeiro e de pouca luz solar, podem formar-se estes arcos pálidos, que são difíceis de detetar a olho nu.</figcaption></figure><p>São mais frequentes nas <strong>zonas costeiras, nas regiões montanhosas ou em locais onde o nevoeiro aparece com frequência</strong>. Podem mesmo formar-se ao luar, embora nesse caso sejam extremamente ténues.</p><h3>Outros jogos de luz</h3><p>Quando as condições mudam ligeiramente, <strong>o céu oferece variantes</strong> do mesmo fenómeno.</p><ul><li>Arco-íris duplo: por vezes, <strong>um segundo arco-íris, mais ténue, aparece por cima do principal</strong>. Forma-se quando a luz reflete duas vezes no interior da gota antes de sair. Este trajeto suplementar inverte a ordem das cores.</li></ul><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-extrano-caso-de-los-arcoiris-blancos-por-que-se-forman-y-como-hacer-para-verlos-1775139273161.jpg" data-image="yj7sq3t7l1re" alt="arcoíris" title="arcoíris"><figcaption>Mais fraco e mais largo, o arco secundário acompanha o arco principal em condições específicas.</figcaption></figure><ul><li>Arcos supranumerários: são faixas finas,<strong> ligadas ao arco principal, com tons suaves</strong>. Neste caso, a difração volta a aparecer, mostrando que a luz também se comporta como uma onda.</li></ul><p>Todos estes arcos partem da mesma coisa: <strong>luz solar e água suspensa no ar.</strong> Mas pequenas alterações - como o tamanho das gotas - mudam completamente o resultado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="651804" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/efeito-de-gloria-semelhante-ao-arco-iris-visto-pela-primeira-vez-em-planeta-distante.html" title="'Efeito Gloria', semelhante ao arco-íris, é visto pela primeira vez em planeta distante">"Efeito Gloria", semelhante ao arco-íris, é visto pela primeira vez em planeta distante</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/efeito-de-gloria-semelhante-ao-arco-iris-visto-pela-primeira-vez-em-planeta-distante.html" title="'Efeito Gloria', semelhante ao arco-íris, é visto pela primeira vez em planeta distante"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/rainbow-like-glory-effect-seen-on-distant-planet-for-the-first-time-1712661283291_320.jpeg" alt="'Efeito Gloria', semelhante ao arco-íris, é visto pela primeira vez em planeta distante"></a></article></aside><p>O arco-íris do nevoeiro não é uma raridade isolada: <strong>é uma demonstração de como é sensível a interação entre a luz e a atmosfera</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-estranho-caso-dos-arco-iris-brancos-porque-se-formam-e-como-observar-este-fenomeno.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[IPMA ativa avisos em 10 distritos: vento forte e ondas até 10 metros atingem o Continente este fim de semana]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-ativa-avisos-em-10-distritos-vento-forte-e-ondas-ate-10-metros-atingem-o-continente-este-fim-de-semana.html</link><pubDate>Sat, 11 Apr 2026 11:17:05 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Este sábado regista-se mudança drástica no tempo em Portugal continental, com queda acentuada das temperaturas e ocorrência de forte nortada e mar agitado. IPMA coloca 10 distritos sob aviso amarelo e laranja. Saiba todos os detalhes aqui.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa580mk"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa580mk.jpg" id="xa580mk"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Este sábado, 11 de abril, uma entrada de ar polar em Portugal continental altera as condições meteorológicas de forma drástica, esperando-se que provoque uma <strong>queda acentuada das temperaturas máximas, em relação a ontem, de até 10 ºC</strong>. Começará pela Região Norte e mais tarde chegará às outras regiões. No domingo (12) o ar mais frio já estará plenamente espalhado sobre a nossa geografia, pelo que as temperaturas esperam-se, globalmente, mais baixas.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>A presença de um anticiclone situado sobre a Escandinávia e do anticiclone dos Açores desviado mais para oeste e para norte do que o habitual proporcionam as condições perfeitas para que o jato polar produza uma ondulação. A partir desta meandrização do jato, haverá condições para a formação de uma <strong>ciclogénese explosiva a oeste das Ilhas Britânicas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-ativa-avisos-em-10-distritos-vento-forte-e-ondas-ate-10-metros-atingem-o-continente-este-fim-de-semana-1775905395098.png" data-image="333e8zytgqrw"><figcaption>O fortalecimento da nortada será um dos elementos protagonistas da meteorologista este fim de semana.</figcaption></figure><p>Entre os dois centros de altas pressões,<strong> irá intrometer-se o ar polar marítimo</strong> contido na ciclogénese explosiva, criando-se um <strong>gradiente de pressão ideal que forçará o ar frio a escoar </strong>de noroeste para sudeste até alcançar o Sudoeste Europeu e posteriormente a Península Ibérica, onde se insere <strong>Portugal continental</strong>.</p><p>O núcleo da ciclogénese explosiva estará bastante afastado do nosso país, mas os seus efeitos indiretos, associados ao impulsionamento do ar frio para latitudes mais a sul, irão traduzir-se sob <strong>arrefecimento repentino e acentuado do tempo</strong>, num cenário que se prolongará por domingo (12) e segunda-feira (13), <strong>nortada forte</strong> em todos os distritos do litoral e nas serras ou montanhas do interior dos distritos litorâneos, e ainda uma <strong>ondulação marítima mais agreste</strong>.</p><h2>Nortada produzirá rajadas até 90 km/h nestes 10 distritos do Continente</h2><p>Ao longo da manhã de hoje o vento tem vindo a intensificar-se no litoral da Região Norte, prevendo-se que <strong>durante a tarde este fortalecimento da nortada se espalhe pela restante faixa costeira ocidental e a algumas serras</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763186" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-em-braganca-este-sabado-11-de-abril-sera-mais-provavel-entre-as-12-00-e-as.html" title="Chuva em Bragança este sábado, 11 de abril: será mais provável entre as 12:00 e as 18:00">Chuva em Bragança este sábado, 11 de abril: será mais provável entre as 12:00 e as 18:00</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-em-braganca-este-sabado-11-de-abril-sera-mais-provavel-entre-as-12-00-e-as.html" title="Chuva em Bragança este sábado, 11 de abril: será mais provável entre as 12:00 e as 18:00"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-em-braganca-este-fim-de-semana-sera-mais-provavel-entre-as-12-00-e-as-1775827669351_320.jpeg" alt="Chuva em Bragança este sábado, 11 de abril: será mais provável entre as 12:00 e as 18:00"></a></article></aside><p>Os mapas antecipam a possibilidade do<strong> vento Norte produzir rajadas até 90 km/h, até às 06:00 da manhã de domingo, 12 de abril, no litoral e nas serras dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra e Leiria</strong>, estando este mesmo cenário previsto para o litoral e serras dos distritos de <strong>Lisboa, Setúbal, Beja e Faro</strong>, mas com potencial para se prolongar até ao meio-dia do dia de amanhã.</p><p>O fortalecimento da nortada agravará o <strong>desconforto térmico</strong>, intensificando a sensação de frio associada à chegada da massa de ar polar marítimo.</p><h2>Mar agitado deixa 4 distritos sob aviso laranja até ao meio-dia de domingo, 12 de abril</h2><p>Um outro fenómeno adverso manifestar-se-á através do <strong>agravamento da agitação marítima</strong>. Prevê-se que o estado do mar se torne progressivamente mais agreste ao longo deste sábado, 11 de abril, com impacto previsto para toda a faixa costeira ocidental e enquadrado num cenário que se deverá prolongar até à meia-noite de segunda-feira, 13 de abril.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-ativa-avisos-em-10-distritos-vento-forte-e-ondas-ate-10-metros-atingem-o-continente-este-fim-de-semana-1775905078250.png" data-image="7wh9xuk37jfo"><figcaption>Neste fim de semana prevê-se que a agitação marítima forte se traduza em ondas com altura máxima de até 10 metros, especialmente na zona costeira entre Aveiro e Leiria e em particular entre as 15:00 de hoje e o meio-dia de amanhã.</figcaption></figure><p>De acordo com os mapas de referência da Meteored, desde o meio-dia de hoje até às 00:00 da próxima segunda-feira (13), <strong>as ondas de noroeste poderão atingir uma altura significativa de 4 a 5 metros em 6 distritos (Viana do Castelo, Braga, Porto, Setúbal, Beja e Faro)</strong>.</p><p>O mesmo se observa na previsão do estado do mar para os distritos de <strong>Aveiro, Coimbra, Leiria e Lisboa</strong>. A diferença é que no período entre as 15:00 de hoje e as 12:00 de amanhã, 12 de abril, <strong>a agitação marítima será ainda mais forte</strong> <strong>na faixa costeira destes últimos 4 distritos</strong>. Durante este período, prevê-se que as ondas de noroeste atinjam uma altura significativa de 5 a 6 metros e uma <strong>altura máxima de até 10 metros</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-ativa-avisos-em-10-distritos-vento-forte-e-ondas-ate-10-metros-atingem-o-continente-este-fim-de-semana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ética espacial: cientistas debatem se a sociedade está preparada para descobrir vida além da Terra]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/etica-espacial-cientistas-debatem-se-a-sociedade-esta-preparada-para-descobrir-vida-alem-da-terra.html</link><pubDate>Sat, 11 Apr 2026 08:45:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A descoberta de vida fora da Terra poderia mudar tudo. No entanto, especialistas alertam que o verdadeiro desafio não é encontrá-la, mas sim como reagiremos à chocante constatação de que não estamos sozinhos no universo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/etica-espacial-los-cientificos-debaten-si-la-sociedad-esta-preparada-para-descubrir-vida-mas-alla-de-la-tierra-1775507964694.jpg" data-image="eufug3ci6jpq"><figcaption>A confirmação de que não estamos sozinhos no universo levantaria dilemas éticos inteiramente novos.</figcaption></figure><p>A<strong> possibilidade de descobrirmos vida além do nosso planeta</strong> deixou de ser domínio exclusivo da ficção científica e tornou-se tema de<strong> debate científico, filosófico e social</strong>. Isto é especialmente verdadeiro agora, enquanto a humanidade celebra o regresso histórico das missões espaciais, graças ao programa <em>Artemis II</em>.</p><p>Embora <strong>ainda não haja evidências conclusivas de vida além da Terra</strong>, a descoberta de milhares de exoplanetas e o desenvolvimento de tecnologias de observação nas últimas décadas multiplicaram as possibilidades.</p><p>Contudo, além da questão de se existe ou não vida extraterrestre, para uma parcela significativa da comunidade científica,<strong> a principal reflexão deveria ser se estamos preparados para enfrentar as consequências de tal descoberta</strong>. Ou, dito de outra forma, quais seriam as implicações de confirmar que não estamos sozinhos no universo?</p><h2>Uma descoberta que mudaria a história</h2><p>Muitos especialistas concordam que <strong>a deteção de vida extraterrestre seria um dos marcos mais importantes da história da humanidade</strong>. Os seus efeitos estender-se-iam muito além do âmbito científico, impactando a cultura, a religião e a nossa compreensão do nosso lugar no cosmos.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">️ ¿Qué implicaciones tiene la minería espacial? ¿Cómo regular la economía fuera de la Tierra? ¿Qué papel juegan la ética y la tecnología en este nuevo horizonte?<br><br>El Dr. <a href="https://twitter.com/gmtanco?ref_src=twsrc%5Etfw">@gmtanco</a>, investigador del <a href="https://twitter.com/hashtag/ICN?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#ICN</a>, platicó con el periodista Ricardo Raphael.<a href="https://twitter.com/hashtag/Exploraci%C3%B3nLunar?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#ExploraciónLunar</a> <a href="https://t.co/3jhzVAHB80">pic.twitter.com/3jhzVAHB80</a></p>— Instituto de Ciencias Nucleares UNAM Oficial (@icnunam) <a href="https://twitter.com/icnunam/status/1930004135677702156?ref_src=twsrc%5Etfw">June 3, 2025</a></blockquote></figure><p>A comparação com grandes momentos históricos não é um exagero. Assim como a descoberta de novos continentes transformou a visão de mundo na Era Moderna, a descoberta de vida extraterrestre poderia redefinir os fundamentos da nossa civilização.</p><p>Contudo, diferentemente desses eventos, <strong>esta descoberta suscitaria dilemas éticos completamente novos</strong>.</p><h2>O que é ética espacial?</h2><p>O campo da “ética espacial” surge precisamente para antecipar esses dilemas. E levanta questões fundamentais:<strong> temos o direito de alterar outros mundos? Como podemos prevenir a contaminação biológica entre planetas? </strong>E, se necessário, devemos interagir com formas de vida extraterrestres?</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/etica-espacial-los-cientificos-debaten-si-la-sociedad-esta-preparada-para-descubrir-vida-mas-alla-de-la-tierra-1775508520396.jpg" data-image="x5emqvttawm0"><figcaption>O regresso das missões ao espaço sideral reabriu o debate sobre a ética espacial.</figcaption></figure><p>Um dos debates mais intensos opõe dois princípios opostos: a<strong> proteção planetária e a colonização</strong>. Enquanto alguns cientistas defendem a preservação dos ecossistemas extraterrestres intactos, outros consideram legítimo modificar ambientes como Marte para facilitar a expansão humana.</p><p>Este conflito não é meramente teórico. A <strong>exploração espacial atual já exige decisões</strong>, por exemplo, sobre com<strong>o impedir que microrganismos terrestres contaminem outros planetas</strong>, o que poderia destruir potenciais formas de vida ou interromper investigações futuras.</p><h2>Dilemas sobre a expansão humana no espaço</h2><p>O debate ético não se limita à descoberta de vida extraterrestre. A expansão humana no espaço também levanta questões complexas, como a reprodução fora da Terra ou o estabelecimento de colónias permanentes. Por essa razão, um número crescente de vozes alerta para a <strong>necessidade urgente de marcos éticos claros para esses cenários</strong>.</p><p>Uma dessas vozes é a de Ayoze González Padilla, investigador em Filosofia e Bioética no Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCHS - CSIC), que, em seu livro “<em>Bioética do Espaço: Uma Filosofia para Depois da Humanidade</em>”, levanta questões profundas sobre os <strong>valores da humanidade em relação à exploração espacial</strong>: da responsabilidade ambiental ao respeito por formas de vida desconhecidas.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Mientras las comunidades se reúnen este fin de semana para celebrar, conectar y mirar hacia adelante, el astronauta <a href="https://twitter.com/AstroVicGlover?ref_src=twsrc%5Etfw">@AstroVicGlover</a> piloto de la histórica misión Artemis II nos invita a una reflexión profunda desde las profundidades del espacio.<br><br>Desde la ventana de la nave <a href="https://t.co/2K1JPkx7RZ">pic.twitter.com/2K1JPkx7RZ</a></p>— Jhonf Fonseca (@Jhonffonseca) <a href="https://twitter.com/Jhonffonseca/status/2040593934477615274?ref_src=twsrc%5Etfw">April 5, 2026</a></blockquote></figure><p>E lembremos o Artigo II do <strong>Tratado sobre os Princípios que Regem as Atividades dos Estados na Exploração e Utilização do Espaço Exterior</strong>, incluindo a Lua e Outros Corpos Celestes (1967), ratificado por 117 países, incluindo a Rússia e os Estados Unidos. Esta disposição legal procura assegurar que<strong> “as lógicas expansionistas e extrativistas características do nosso planeta não sejam continuadas além dele”</strong>.</p><h3>Uma reflexão coletiva</h3><p>Em última análise, González Padilla argumenta que a ética espacial não é apenas uma questão para cientistas, mas um tema cujo debate deve abranger toda a sociedade, na medida em que as decisões tomadas a esse respeito afetarão o futuro de toda a humanidade. Portanto, <strong>o desafio não é apenas tecnológico, mas também moral</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762709" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conheca-o-menu-dos-astronautas-na-missao-artemis-ii.html" title="Conheça o menú dos astronautas na Missão Artemis II">Conheça o menú dos astronautas na Missão Artemis II</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conheca-o-menu-dos-astronautas-na-missao-artemis-ii.html" title="Conheça o menú dos astronautas na Missão Artemis II"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-menu-dos-astronautas-na-missao-artemis-ii-1775567246470_320.png" alt="Conheça o menú dos astronautas na Missão Artemis II"></a></article></aside><p>Porque, em última análise, a questão fundamental permanece em aberto: quando chegar a hora — se é que algum dia chegará —, saberemos agir com a prudência e a responsabilidade que uma descoberta capaz de mudar tudo exige?</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/etica-espacial-cientistas-debatem-se-a-sociedade-esta-preparada-para-descobrir-vida-alem-da-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A cascata mais alta da Península Ibérica fica mais perto do que imagina]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-cascata-mais-alta-da-peninsula-iberica-fica-mais-perto-do-que-imagina.html</link><pubDate>Sat, 11 Apr 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Com mais de 200 metros de altura, esta queda de água impressiona não só pela dimensão, mas também pelo facto de desaparecer e reaparecer conforme a natureza decide.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-cascata-mais-alta-da-peninsula-iberica-fica-mais-perto-do-que-imagina-1775730488760.jpg" data-image="079los3qssh4" alt="Cascata" title="Cascata"><figcaption>Fica a 3 horas de Lisboa. Foto: Junta de Castilla y León</figcaption></figure><p>Será que sabe onde fica a <strong>cascata mais alta da Península Ibérica</strong>? Há quem diga que "parece ter saído diretamente da Islândia", outros garantem que é “um tesouro digno de admiração”. </p><p>Nós, contudo, deixamos o aviso: se tem medo de alturas, evite conhecê-la. Caso não tenha, não há motivos para evitar uma viagem até ao país vizinho. O melhor é que é uma viagem que pode fazer no fim de semana.</p><div class="texto-destacado">Com uma impressionante queda de cerca de 222 metros, o Salto del Nervión localiza-se na fronteira entre as províncias de Burgos e Álava, no coração do Monumento Natural Monte Santiago. </div><p>Para muitos, esta é a cascata mais alta de Espanha e de toda a Península Ibérica. No entanto, não podemos deixar de referir que esta afirmação não é a mais rigorosa: existem várias quedas de água no continente com maior altitude. Ainda assim, <strong>o Salto del Nervión continua a destacar-se pela sua imponência e beleza singular</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="694755" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/explore-a-cascata-mais-alta-de-portugal-continental-e-descubra-esse-paraiso-escondido.html" title="Explore a cascata mais alta de Portugal continental e descubra esse paraíso escondido">Explore a cascata mais alta de Portugal continental e descubra esse paraíso escondido</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/explore-a-cascata-mais-alta-de-portugal-continental-e-descubra-esse-paraiso-escondido.html" title="Explore a cascata mais alta de Portugal continental e descubra esse paraíso escondido"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/explore-a-cascata-mais-alta-de-portugal-continental-e-descubra-esse-paraiso-escondido-1738269909267_320.jpg" alt="Explore a cascata mais alta de Portugal continental e descubra esse paraíso escondido"></a></article></aside><p>Mas, além da altura, haverá algo mais que a torna especial? A resposta é sim.</p><p>É que, além de ser considerada por muitas fontes a maior cascata da Península Ibérica, este incrível cenário do País Basco oferece <strong>paisagens de cortar a respiração</strong>. E, sim, é possível desfrutá-las <em>in loco</em>.</p><h2>Uma cascata que desafia a geografia</h2><p>E os argumentos não ficam por aqui. Cercada, naturalmente, pelo Rio Nervión, cujo fluxo é alimentado principalmente pela chuva e pelo derretimento da neve, esta cascata desagua num desfiladeiro de rocha calcária. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-cascata-mais-alta-da-peninsula-iberica-fica-mais-perto-do-que-imagina-1775730317154.jpg" data-image="toy3n9jwa1hd" alt="Salto del Nervión" title="Salto del Nervión"><figcaption>Está pronto para o desafio? Foto: Wikimedia // Dieglop</figcaption></figure><p>Isto faz com que se crie um <strong>fenómeno sazonal</strong>: em épocas secas, como o verão ou o outono, pode secar; já nos meses mais chuvosos, como o inverno e a primavera, reaparece em força, criando um espetáculo natural verdadeiramente impressionante ao cair num desfiladeiro calcário com mais de 200 metros de profundidade.</p><p>É precisamente essa<strong> imprevisibilidade</strong> que a torna tão fascinante. Para muitos visitantes, testemunhar o momento em que a cascata “ganha vida” é uma experiência única.</p><div class="texto-destacado">Embora os meses de inverno e primavera sejam as melhores épocas para apreciá-la ao máximo, montanhistas e amantes da natureza e de pássaros consideram que qualquer altura é ideal para visitar a região.</div><p>“E aqui fica a dica fundamental: <strong>consulte o <em>site </em>oficial</strong> antes de planear a visita a este local mágico para se certificar de que encontra a queda de água em todo o seu esplendor”, aconselha a revista ‘MAGG’.</p><h2>Como chegar ao ponto de vista?</h2><p>A partir de Portugal,<strong> chegar ao Salto del Nervión é relativamente simples</strong>. A forma mais rápida passa por voar até Bilbau (cerca de 1h30 a 2 horas desde Lisboa ou Porto) e, depois, percorrer aproximadamente 1 hora de carro até ao Monte Santiago.</p><div class="texto-destacado">Para quem prefere conduzir, a viagem de carro desde o norte de Portugal demora cerca de 5 a 6 horas.</div><p>Já no local, existem parques de estacionamento junto aos trilhos principais. A partir daí, é só calçar botas confortáveis e partir à descoberta.</p><p>Uma das rotas mais populares começa na área de <strong>Fuente Santiago </strong>e conduz ao miradouro em cerca de 1 a 1h30 de caminhada, por trilhos bem sinalizados e rodeados de florestas e pastagens. Outra opção parte do <strong>planalto de Monte Santiago</strong>, sendo ligeiramente mais curta e acessível.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="758226" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-ouviu-falar-da-queda-de-agua-orgulhosamente-mais-alta-de-portugal.html" title="Já ouviu falar da queda de água “orgulhosamente mais alta de Portugal”?">Já ouviu falar da queda de água “orgulhosamente mais alta de Portugal”?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-ouviu-falar-da-queda-de-agua-orgulhosamente-mais-alta-de-portugal.html" title="Já ouviu falar da queda de água “orgulhosamente mais alta de Portugal”?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ja-ouviu-falar-da-queda-de-agua-orgulhosamente-mais-alta-de-portugal-1773142053733_320.jpg" alt="Já ouviu falar da queda de água “orgulhosamente mais alta de Portugal”?"></a></article></aside><p>No final do percurso, encontrará um<strong> miradouro</strong> com plataforma metálica, de onde é possível contemplar a cascata e o impressionante desfiladeiro.</p><p>Para melhor complementar a sua visita, pode também reservar trilhos guiados ou visitas turísticas através de plataformas como Turismo Vasco ou Salto del Nervión. Desta forma, garante que se encontra sempre em segurança, além de adquirir um contexto histórico para a caminhada.</p><h2>Salto del Nervíon e redondezas</h2><p>E, porque um fim de semana não fica completo apenas com uma caminhada, vai gostar de saber que há muito mais para ver e fazer nas redondezas da cascata. Aliás, por atrair cada vez mais visitantes ao<strong> País Basco</strong>, o meio ambiente onde se situa o salto del Nervión oferece uma <strong>combinação única de natureza, cultura e gastronomia</strong>. </p><div class="texto-destacado">Recomendamos, por isso, que aproveite ao máximo para explorar a região.</div><p>Pode aproveitar para visitar a cidade de Bilbau, conhecida pelo icónico Museu Guggenheim Bilbao, ou explorar pequenas aldeias e paisagens naturais nas redondezas.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/a-cascata-mais-alta-da-peninsula-iberica-fica-mais-perto-do-que-imagina-1775730790619.jpg" data-image="gxw8i7vh8mds" alt="Bilbau" title="Bilbau"><figcaption>Aproveite para conhecer a cidade. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>E claro, não deixe de experimentar a<strong> gastronomia local</strong>. Os famosos pintxos e os pratos tradicionais bascos são ideais para recuperar energias após um dia de caminhada.</p><p>Para completar a experiência, existem várias opções de <strong>alojamento rural e hotéis</strong> na região, perfeitos para prolongar a estadia e aproveitar tudo com mais calma.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-cascata-mais-alta-da-peninsula-iberica-fica-mais-perto-do-que-imagina.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Do clássico ao moderno: as capitais europeias do café]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/do-classico-ao-moderno-as-capitais-europeias-do-cafe.html</link><pubDate>Sat, 11 Apr 2026 06:17:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Muito mais do que uma bebida, o café é um ritual europeu que une história, cultura e convívio, revelando cidades onde cada chávena reflete identidade e tradição. Viaje connosco e conheça a sua história!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-classico-ao-moderno-as-capitais-europeias-do-cafe-1775814931459.jpg" data-image="16mus4p2lzq5" alt="Viajem sensorial" title="Viajem sensorial"><figcaption>Cada cidade revela tradições, sabores únicos e histórias que se encontram à volta de uma simples chávena.</figcaption></figure><p>O café é muito mais do que uma bebida na Europa, é um <strong>ritual social, cultural e até intelectual</strong>.</p><p>Desde os salões históricos frequentados por escritores até aos modernos cafés de especialidade, <strong>o continente oferece experiências únicas para quem aprecia uma boa chávena</strong>.</p><p>Assim, de acordo com o <em>National Geographic</em>, <strong>existem algumas cidades europeias onde o café é verdadeiramente levado a sério</strong>.</p><h3>Viena: o berço da cultura de café europeia</h3><p>Viena é frequentemente considerada a “grande dama” do café na Europa. Os seus elegantes cafés do século XIX, com <strong>interiores opulentos e atmosfera literária</strong>, foram fundamentais para o desenvolvimento da cultura cafeeira moderna. </p><p>Aqui, beber café é uma experiência pausada. <strong>Especialidades como o <em>Wiener Melange</em>, semelhante a um cappuccino ou o <em>Einspänner</em> </strong>são acompanhadas por doces tradicionais, como o <em>Strudel</em>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-classico-ao-moderno-as-capitais-europeias-do-cafe-1775814944896.jpg" data-image="311kcxu0dakr" alt="Cafe em Viena" title="Cafe em Viena"><figcaption>Em Viena, o café é um ritual elegante, servido em salões históricos onde tradição, arte e conversa se encontram numa atmosfera intemporal.</figcaption></figure><p>Estes espaços não são apenas locais de consumo, mas também <strong>pontos de encontro históricos de figuras como Sigmund Freud</strong>. Hoje, a cidade combina tradição com inovação, integrando cafés de especialidade e novas técnicas de extração.</p><h3>Copenhaga: precisão nórdica no café</h3><p>Em Copenhaga, o café é tratado com uma <strong>abordagem quase científica</strong>. A cidade é conhecida pelas <strong>torrefações leves, que preservam os sabores naturais dos grãos</strong>, resultando em bebidas com notas frutadas e elevada acidez. </p><p>Os cafés locais destacam-se pela experimentação, desde <strong><em>espresso tonics</em> a <em>nitro cold brews - </em>café gaseificado com nitrogénio</strong>.</p><p>Para os mais curiosos, existem workshops que exploram o processo de torrefação, tornando a experiência educativa além de sensorial.</p><h3>Paris: café, filosofia e literatura</h3><p>É impossível falar de café europeu sem mencionar Paris. <strong>Os seus cafés históricos são inseparáveis da vida cultural da cidade</strong>. Locais como Les Deux Magots ou Café de Flore foram frequentados por figuras como Ernest Hemingway e Simone de Beauvoir. </p><p>O clássico <em>café au lait</em>, feito com café filtrado e leite, reflete a tradição francesa. No entanto, Paris também abraça a modernidade com <strong>cafés de especialidade que utilizam grãos de origem única e métodos de preparação sofisticados</strong>.</p><h3>Istambul: tradição milenar</h3><p>Em Istambul, o café é uma <strong>herança cultural profundamente enraizada</strong>. Introduzido no século XVI, tornou-se parte integrante da vida social e até espiritual. </p><p>O café turco, preparado num recipiente chamado <em>cezve</em>, é <strong>servido sem filtrar, criando uma bebida densa e intensa</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-classico-ao-moderno-as-capitais-europeias-do-cafe-1775814959752.jpg" data-image="crs6by7wbv03" alt="Leitura do futuro" title="Leitura do futuro"><figcaption>A leitura da borra transforma cada chávena num momento místico, onde se interpretam símbolos para desvendar possíveis caminhos do futuro.</figcaption></figure><p>A tradição inclui até práticas como a <strong>leitura da borra para prever o futuro</strong> (kahve falı). Apesar da forte tradição, a cidade também acolhe cafés modernos que reinterpretam estas práticas com técnicas contemporâneas.</p><h2>Madrid: tradição com um toque de inovação</h2><p>Na cidade de Madrid, o café faz parte do quotidiano. O popular <em>café con leche</em>, uma <strong>mistura equilibrada de espresso e leite</strong>, é presença constante nas mesas espanholas. </p><p>A cidade oferece uma interessante dualidade, <strong>cafés históricos com décadas de história coexistem com espaços modernos </strong>dedicados ao café de especialidade.</p><p>Além disso, <strong>métodos tradicionais como o torrefato (torrefação com açúcar)</strong> continuam a marcar o perfil de sabor local.</p><h3>Estocolmo: o ritual do “fika”</h3><p>Em Estocolmo, o café está intimamente ligado ao conceito de <em>fika</em>, uma <strong>pausa social para conversar enquanto se bebe café e se saboreiam doces</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="745650" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/onde-os-livros-cheiram-a-cafe-as-mais-belas-livrarias-com-cafetaria-do-mundo.html" title="Onde os livros cheiram a café: as mais belas livrarias com cafetaria do mundo">Onde os livros cheiram a café: as mais belas livrarias com cafetaria do mundo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/onde-os-livros-cheiram-a-cafe-as-mais-belas-livrarias-com-cafetaria-do-mundo.html" title="Onde os livros cheiram a café: as mais belas livrarias com cafetaria do mundo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/onde-os-livros-cheiram-a-cafe-as-mais-belas-livrarias-com-cafetaria-do-mundo-1766592907644_320.png" alt="Onde os livros cheiram a café: as mais belas livrarias com cafetaria do mundo"></a></article></aside><p>Este ritual reflete uma <strong>abordagem mais descontraída e comunitária</strong>. Ao mesmo tempo, a cidade destaca-se pela sua cena de café de especialidade, com torrefações artesanais e uma forte preocupação com a origem dos grãos.</p><h3>Trieste: a capital italiana do café</h3><p>Embora Turim tenha sido o berço do<em> espresso</em>, é em <strong>Trieste que a cultura do café floresceu intensamente</strong>. </p><p>Historicamente um porto importante, Trieste tornou-se um <strong>centro de comércio de café, o que impulsionou o surgimento de inúmeros cafés elegantes</strong>.</p><p>A cidade possui até uma <strong>linguagem própria para pedir café</strong>, evidenciando a profundidade da sua cultura cafeeira.</p><p>Tal como pode ver, mais do que uma simples pausa, <strong>o café continua a ser um elemento central da vida europeia</strong>, um ponto de encontro onde história, cultura e sabor se unem numa chávena.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/do-classico-ao-moderno-as-capitais-europeias-do-cafe.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Preparar as políticas de ação climática no pós-2030: Comissão Europeia lança consulta pública até 4 de maio]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/preparar-as-politicas-de-acao-climatica-no-pos-2030-comissao-europeia-lanca-consulta-publica-ate-4-de-maio.html</link><pubDate>Sat, 11 Apr 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Bruxelas abriu um período de auscultação com vista a definir o futuro das metas nacionais de emissões e o papel dos créditos internacionais de carbono. O contributo do setor agrícola e florestal é considerado “determinante” para moldar a legislação que será apresentada até ao fim do ano.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/preparar-as-politicas-de-acao-climatica-no-pos-2030-comissao-europeia-lanca-consulta-publica-ate-4-de-maio-1775744626517.jpg" data-image="v0s3hrwv6ryu" alt="Emissões de gases" title="Emissões de gases"><figcaption>A União Europeia (UE) terá de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa até 90% em 2040 em comparação com os níveis de 1990, para garantir a meta de impacto neutro no clima até 2050.</figcaption></figure><p>São duas <strong>consultas públicas com convites à população e a todas as entidades</strong> interessadas. A <strong>Comissão Europeia lançou, a 9 de fevereiro de 2026 uma auscultação </strong>com vista a receber propostas para preparar o quadro político de ação climática da União Europeia (UE) para o período após 2030.</p><p>Esta iniciativa surge na sequência do acordo alcançado em dezembro de 2025 entre o Parlamento Europeu e o Conselho, que estabeleceu uma meta vinculativa de <strong>redução líquida de 90% das emissões de gases com efeito de estufa até 2040</strong>, face aos níveis de 1990.</p><p>Em paralelo, está também a decorrer uma consulta pública sobre a <strong>revisão do Regulamento da Governação da União da Energia</strong> e da Ação Climática.</p><h2>Foco nas metas nacionais e flexibilidade</h2><p>Uma das consultas públicas foca-se na <strong>revisão das regras de partilha de esforços entre os Estados-membros</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/preparar-as-politicas-de-acao-climatica-no-pos-2030-comissao-europeia-lanca-consulta-publica-ate-4-de-maio-1775744795434.jpg" data-image="co7pif40fict" alt="Emissões de gases" title="Emissões de gases"><figcaption>Para o período pós-2030, a Comissão pretende avaliar como manter incentivos robustos para a redução de emissões e para o sequestro de carbono. </figcaption></figure><p>Atualmente, os regulamentos que regem as metas nacionais de redução das emissões de gases com efeito de estufa e o setor do uso do solo, alteração do uso do solo e florestas <strong>expiram em 2030</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="752788" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-alertam-que-o-aquecimento-global-esta-a-acelerar-a-decomposicao-dos-principais-gases-com-efeito-de-estufa.html" title="Cientistas alertam que o aquecimento global está a acelerar a decomposição dos principais gases com efeito de estufa">Cientistas alertam que o aquecimento global está a acelerar a decomposição dos principais gases com efeito de estufa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-alertam-que-o-aquecimento-global-esta-a-acelerar-a-decomposicao-dos-principais-gases-com-efeito-de-estufa.html" title="Cientistas alertam que o aquecimento global está a acelerar a decomposição dos principais gases com efeito de estufa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-alertam-que-o-aquecimento-global-esta-a-acelerar-a-decomposicao-dos-principais-gases-com-efeito-de-estufa-1770320568779_320.jpg" alt="Cientistas alertam que o aquecimento global está a acelerar a decomposição dos principais gases com efeito de estufa"></a></article></aside><p>A <strong>União Europeia (UE) terá de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa até 90% em 2040</strong> em comparação com os níveis de 1990, para garantir a meta de impacto neutro no clima até 2050.</p><p>Os <strong>eurodeputados apoiaram o acordo político com o Conselho sobre as alterações à lei europeia em matéria de clima</strong> com 413 votos a favor, 226 votos contra e 12 abstenções, de modo a incluir uma nova meta climática intermédia e vinculativa para 2040.</p><div class="texto-destacado">E a <strong>revisão da lei do clima introduz flexibilidades na forma como a meta para 2040 pode ser alcançada</strong>. A partir de 2036, até cinco pontos percentuais de reduções líquidas das emissões (dois pontos percentuais a mais do que o proposto pela Comissão) podem provir de <strong>créditos de carbono internacionais de elevada qualidade </strong>de países parceiros. Para o<strong> período pós-2030, a Comissão pretende avaliar como manter incentivos robustos para a redução de emissões</strong> e para o sequestro de carbono.</div><p>Os <strong>contributos recolhidos dos cidadãos e das várias organizações do setor - florestais, ambientais e outras - ajudarão a desenhar regras </strong>que sejam “justas, acessíveis e adaptadas às diferentes realidades nacionais”.</p><p>De acordo com a opinião da Comissão Europeia, isso permitirá “garantir que todos os <strong>setores económicos e regiões possam transitar para a neutralidade climática</strong> de forma equilibrada”.</p><h2>Créditos internacionais de carbono</h2><p>A segunda consulta lança da Comissão Europeia prende-se com a <strong>possibilidade de utilização de créditos internacionais de carbono de alta qualidade</strong> a partir de 2036.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Um <strong>crédito de carbono representa uma tonelada de CO2 que foi evitada ou sequestrada </strong>no âmbito de projetos ligados à reflorestação, às energias renováveis, à captura de metano ou à agricultura regenerativa. De acordo com a Lei Europeia do Clima, os créditos de carbono poderão contribuir com até 5% da redução total (face a 1990), permitindo que a redução doméstica líquida de emissões se fixe em 85% até 2040.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Está também <strong>em discussão a criação de um período piloto, entre 2031 e 2035, para testar e iniciar um mercado internacional de carbono</strong> considerado robusto e em conformidade com as regras do Acordo de Paris.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762167" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-a-ia-esta-ajudando-cientistas-a-entender-como-o-carbono-organico-dissolvido-se-move-no-oceano.html" title="Como a IA está a ajudar os cientistas a entender de que forma o carbono orgânico dissolvido se move no oceano">Como a IA está a ajudar os cientistas a entender de que forma o carbono orgânico dissolvido se move no oceano</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-a-ia-esta-ajudando-cientistas-a-entender-como-o-carbono-organico-dissolvido-se-move-no-oceano.html" title="Como a IA está a ajudar os cientistas a entender de que forma o carbono orgânico dissolvido se move no oceano"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/how-ai-is-helping-scientists-see-how-dissolved-organic-carbon-moves-in-the-ocean-1774964351777_320.jpeg" alt="Como a IA está a ajudar os cientistas a entender de que forma o carbono orgânico dissolvido se move no oceano"></a></article></aside><p>Os dois <strong>períodos de consulta pública estão abertos até ao dia 4 de maio de 2026</strong> (23h59). A participação está a ser encorajada aos vários níveis, do cidadão individual às organizações do setor público e privado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/preparar-as-politicas-de-acao-climatica-no-pos-2030-comissao-europeia-lanca-consulta-publica-ate-4-de-maio-1775745022851.jpg" data-image="07y0i3gndv7j" alt="Emissões automóveis" title="Emissões automóveis"><figcaption>De acordo com a Lei Europeia do Clima, os créditos de carbono podem contribuir com até 5% da redução total (face a 1990), permitindo que a redução doméstica líquida de emissões se fixe em 85% até 2040.</figcaption></figure><p>Por um lado, <strong>apela-se ao setor agrícola e florestal que participe com contributos, muito em particular no que respeita à discussão sobre remoção de carbono</strong>.</p><p>Às <strong>autoridades nacionais e regionais pede-se que analisem os temas e apresentem contributos</strong> para a definição de novas metas de partilha de esforço.</p><p>Do público em geral esperam-se igualmente <strong>opiniões e sugestões</strong>, de modo a garantir a aceitação social das medidas de transição que vierem a ser desenhadas.</p><p>Os resultados destas consultas serão tidos como "fundamentais” para a elaboração das <strong>propostas legislativas que a Comissão Europeia planeia apresentar no último trimestre de 2026</strong>.</p><p>Os interessados em apresentar contributos devem <strong>submeter as suas propostas através do portal oficial </strong>da Comissão Europeia “<a href="https://have-your-say.ec.europa.eu/index_pt"><strong>Dê a sua opinião</strong></a>”.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/preparar-as-politicas-de-acao-climatica-no-pos-2030-comissao-europeia-lanca-consulta-publica-ate-4-de-maio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item></channel></rss>